Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08237


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Full Text
-V
<'?
illl XIITI. HOMERO 224.
Por tres mezes adianlados o$000.
Por tres mezes vencidos 6J000.
OIHTA FEIRA 27 DE SETESBRO DE 1866.
Por anno adiantado 49$000
Porte franco para o subscritor.
KNCA.aHEGA.DOS DA SBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. do Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Marauho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guiraaraos; Pauhy, o Sr. Joo Fernandos do
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Costa.
P AH IDA UUS CUKUt.ii)>.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaaaa e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nasquarlas-feiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una. Barreiros,
AguaPreta, Pimenteiras eNatal quintasfeiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manlia.
EPHEMERIDE5 DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Quarto minguante as 8 horas e 47 minutos
damanha.
15 La nova as 3 horase 49 minutos da manha
21 Quarto cresceme as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 heras e 20 minutosda tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 3 horas el8 minutos da manhaa.
Segundo as i horas e 54 minutosda tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas,
telaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas
Juizo do commercio : quarlas ao meio dia.
Dilo de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeir* rara do civil': tercas e sextas ao meio di8
Segunda varado civel; quartas e sabbados a um
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da justica.
Circular.2. seceo.Ministerio dos negoroi
da justica.Rio de J aneiro 23 de agosto de 1800. (
lllm. e Exm, senlior.Sendo-mc cornmnnica-
tos da fazenda da provincia de Santa Catharina,
riegra-se lomar conhecimento de um precato-
rio expedido pelo da corle para ser requerido e
penhorado um individuo por talla de pagamento
de certo imposto, sob pretexto de achar-se em
ferias o juizo, compre que, para evitar-so a re-
prodcelo de fados semclhantes, lembre V. Exc.
aos diversos juizes d'ossa provincia que o decre-
to n. 1235 de 30 de novembro de 1853, no art.
3., permillo que se possam f.izer, durante as
ferias, penhoras saquestres de todas aquellas di-
ligencias que pela demora Ocariain prejudicadas.
Dos guarde V. Exc Joao Lustosa da Cu-
nhaParaiiagu.Sr. presidente da provincia de
Pernambuco
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernam-
buco 22 de setembro de 1860.Leito da Cu-
nta.
Governo da provincia.
EXr-F.DlENTF. 00 DA 25 DE SETF.MRUO 1>E 1860.
Oflicio ao commandanle das armas. Faro I
apresentar V. S., para ser inspeccionado, o re-
cruta Malinas Fernandes dos Sanios, quero V
S. poder mandar abrir assentamento do prara,
se fot julgado apto para isso Communicou -se ao
commandanle superior do municipio do Recife,
que remetiera para o servieo do exercilo
Dito ao niesmo.Em additamentn ao meo ofli-
cio de hontem, tenho dizer V. S. que nao
devem seguir para a erle o capilo Jos Anlo-
nio de Carvalho Dantas e o alteres Francisco Ge-
nuino Simes, do 9." batalho d'infanlaria, in-
cluidos na relaco que acompanliou aquelle .
oflicio.
Dito ao Dr. chefe de polica.Mande V. S. por!
era liberdado o recrula Manoel Joaquim da
Silva.
Dilo ao commandanle superior da guarda na-'
cional do Recife.Sirva-se V. S. de expedirsuasI
ordena para que no dia I." deoutubro prximo!
vindouro sejam dispensadas do aquarlelatmnto
as 150 pravas do 4." balalliao de infantina da
guarda nacional de-ie mnnicipio, do que tralei |
em meu ollicio de 8 deslo rnez, bem corno o 6.
baialliao da mesma ; devendo esle ser substitui-
do n'aquellc dia por um dos corpos da referida
guarda nacional.Communicou-sc lliesouraria
de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Estaodo nos termos legaes a folha e pret junios,
mando V. S. pagar ao lenle Luiz Jeronymo
Ignacio dos Sanios a importancia dos vencimen-
tos, relativos ao rnez de agosto ultimo, do desta-
camento de guardas nacinaes da cidnde do Rio
l'ormoso, conforme requisitou o respectivo rom-
mandante superior em oflirio de 21 do correnle. .
Communicou-so ao commandanle superior res-
I "divo.
Dilo ao mesitio.A Jos Rodrigues da Silva '
II icha mando V. S. pagar, vista da conta junta
. ni duplcala, a quontia de 60$, em que impor-!
tam oilc arrobas de assucar retinado comprada
pelo consellio administrativo do arsenal de guer-
ra para o hospital militar, segundo declarou o
t -denle do niesmo conselho era oflicio dn hon- ,
tem, sob n. 5 Communicou-se ao presidente
do conselho administrativo.
Dilo ao rnesmo.Noa termos de sua informa-
gao de 22 do correnle, sob n. 989, o auloriso a I
mandar pagar Jos Joaquim Jorge a quanlia de i
Seis coritos de ris, eom que Francisco de Paula ]
Tiburcio Ferreira eulrou para o almoxariado dn
presidio de Fernando, como se ve no conheci-
mento junto.
Dilo ao mesmo.Inteirado doconleudo doseu
oflicio do 22 Jo correle, sob n. 993, tenho a di-
z : em resposta, que pode V. S. effecluar coni o
actual fornecedor "agua potavel ao Forte do Hu-
raco o novo conlraclo para esse toroecimento pe-
lo mesmo prero do anterior e com a condico in-
dicada no final do seu citado oflicio.
Diio ao mesmo.Mande V. S. pagar sob mi-
rilla responsabidade, nos tetraos do derroto de
7 de maio de 1812, os vencimentos a que liver
direito o ajudanle da 8" companhia do pedestre-
da comarca de Tacaral, Francisco do llego Bar-
ros, relativamente aos mezes de jullio e agosio
Oeste anno, vislo nao haver crdito para essa
despeza, segundo V. S. declarou em sua infor-
macao de hontem, sob n. 997.Communicou-sc
ao commandanle das armas.
Dilo ao mesmo.Devolvo a V. S. os prets e
relaroes dos vencimentos do ofliuial o praras da
guarda nacional destacadas no municipio de ll.ir-
reiros, desde 21 de dezembro de 1859 t 30 de
junho ultimo, para que, nos termos de sua infor-
raaco datada de 24 do correnle, mande pagar a
respectiva importancia com o abale da quanlia
de 669530, valor da etape adiaotada s pncas,
que desertaran) do destacamento. Communi-
. cou-se ao cominanJjnle superior do Rio For-
01020.
Dito ao mesmo.Vislo que, segundo consta da
informarlo da contadura dessa lliesouraria, a que
se refere a de V. S. de 22 do correnle sol) n.
991, nio lia crdito para pagamento da quanlia-
de 185^935 rs. a que lera direto o ajudanto da
1 companhia de pedestres na comarca da Bna-
Vista, Antonio Maria de Souza Lobo, provenien-
te de seus vencimentos relativos aos mezes de
junho a agosto deslc.anno, o autorizo a mandar
cffectuar esso pagamento sob miaba responsabi-
lidade, nos termos do decreto de 7 de maio de
1&42, conforme pede esse oCQcial no requerimen-
lo junto.Communicou-sc ao commandanle das
armas.
Do ao mesmo.Devolvendo a V. S. o reqoe-
rimenlo de Claudino Jos Rapozo, sobre que V.
h. informou em oflicio n. 995 de 22 do correnle,
o autorizo a mandar pagar-lhc a quanlia do se-
to conlos de res, que impiestou ao commandan-
te do presidio de Fernando para occorrer ao pa-
gamento das despezas do mesmo presidio.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista da conta junta mando V. S. pagar ao
negociante Tisset Frres, consignatario do navio
francez Berihe, ou a sua ordem a quanlia de....
1150320 rs. em que importa o frete de 3 caixas
com camas de ferro, vindasdo Havre por encom-
menda da presdeucia para o gymnasio provin-
cial.
Dilo ao commandanle do presidio de Fernan-
do.Remetiendo a Vmc. as inclusas copias dos
ollicios do Exm. presidente e do chefe de policio
da provincia do Ccar, tenho a recommendar
que interrogando o sentenciado Francisco Cor-
rea Prese, procure saber minuciosamente em
que juizo Ihe foi imposta a pena que esl cum-
prindo nesse presidio, afim de requisitar a res-
pectiva guia a aulhoridade competente.
PortaraO presidente da provincia, sob pro-
posta do chefe de polica de 18 do correnle, sob
n. 1131, resolve nomear o Dr. Jos Joaquim Fir-
mino para o cargo de 2o snpplente do delegado
de polica do termo do Goianna.Communicon-
se ao chefe de polica.
Expediente do secretario do governo.
Oflicio ao juiz de direto interino da comarca
do Bonito.=De ordem de S. Exc. o Sr. presiden-
te da provincia, aecuso recebido o oflicio que V.
S. dirigo-lhe em 2 do correnle acompanhado de
mappas em duplcala, da Ia sesso do jury dos
termos dessa comarca no corrente anno, sendo
que nesta data se remelle ao Dr. chefe de poli-
ca aquellos, que, em virtude do aviso circular
' de 18 de Janeiro de 1856, Ihe deviam ser envia-
dos por V. S.Kemelleu-se ao chele de i>olcia.
Dilo ao jniz de paz presidente da junta quali-
fleadora da freguezia d'Agua Prela.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda declarar a V:
S. que recebeu com o seu ofciode 20 do corre-
te a acta de qualificaco dos votantes, a que se
procedeo nesss freguezia no corrente anno.
DESPACHOS DO DA 25 DE SETEMBRO.
/r>7uerin)entos.
1711.Antonio Mara de Souza Lobo, ajudan-
to da primeira companhia de pedestres.Pesse-
se portara concedendo 3 mezes de licenca com
vencimentos na forma da lei.
1712.Antonio Jos Victoriano, carcereiro da
c.adeia de Pao d'Alho.Satisfaga o supplicante a
exigencia da contadoria da thesouraiia de fazen-
da. exarada nc verso.
1713 e 1714. Augusto Cesar Coussciro de
Mallos c Manoel de Souza Tavares.Informe o
Sr. inspector do arsenal de marinha.
1715.Eugenia Mara do Carino Lobo,Hab-
lile-se nos termos da le.
1716.Padre Florencio Xavier Das de Albu-
querque.Opporlunamente se resolver sobre o
que expe o supplicante.
1717.Francisco do Paula Tiburco Ferreira.
Dirija-so a Ihesouraria de fazenda.
1718.Capitn Grigorio Franrisro de Torres e
Vasconrellos.Informe o Sr. commandanle su-
perior da guarda nacional do municipio do Re-
cito se o supplicante poder ser recolhido for-
taleza das Cinco Ponas, onde se acha aquarlela-
do um dos batalhes da mesma guarda na-
cional.
^ 1719 e i720.Joao Bernardo Hichilea e Jos
Francisco Tavares.Informe o Sr. inspector da
lliesouraria de fazenda.
1721 e 1722 -Maria Joaquina das Dores 6 Ma-
noel Jos da Silva.Informe o Sr. Dr. chefe de
polica.
INTERIOR.
ItlO^JH J.J \M IKO
ASSEMBLA GEU.U LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSO EM 2i DF. AGOSTO.
Vice-prmdencia dn Sr. visconde de Cnmaragibe.
Jlavendo numero legal de Srs. doputados, bre-
se sesso
Lida a acta da antecedente approvada.
O Sr. l'rimeiro Secretario d conta do sc-
guinlo
EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministerio da fazenda, enviando a
copia da lei provincial do Rio Grande do Norte
[a. 182 de 14 de abril desle anno) que julgada
inconstitucional. A' commissao de assemblas
provinciaes.
L'm requerimento de Manoel Jos Perera da
Silva Velho, pedindo para registrar.sua preteoco
pendente desta cmara. A' commissao respec-
tiva.
Outro de Domingos Jos Das Braga, pedindo
licenca do lapso de lempo para scnaturalisar bra-
sileiro.A' commissao de poderes.
Outro da irmandade de Nossa Senhora da Con-
ceicao da povoaro do Coruripe, na provincia das
Alagdas, pedindo dispensa das leis do amortiza-
cao, afim de que possa possuir bens do raz at
20:000$.A' commissao de fazenda.
E" approvada um parecer da commissao de ma-
rinha c guerra, pedindo esclarecimentos ao go-
verno acorra da prelenrao de augusto Perera
Ramaiho, alteres reformado.
Julgado objecto de deliberarao, vai a imprimir
outro parecer da mesma commissao mandando
abonar a I). Malliilde Emilia de Vasconcellos Pin-
to Leal o meio sold da patente do seu finado
marido, o brgadeiro Manoel Peixolo de Aze-
vedo.
ORDEM DO DIA. .
Continua a 3a discussao da proposla do gover-
no sobre o casamento civil.
O Sr. Paranngu (ministro dajuslica) :Esta
emenda : O lu subsltua-se pelo' seguinle :
Aos casamentes do pessoas que professarem
rcligio dilTerenle da do Estado, celebrado fra do
imperio, segundo os ritos ou as les a que os con-
trarenles estavam sujeitos ora nada altera o
pensamenlo do projeclo, apenas torna-o mais cla-
ro e provine alguraaa duvidas a que poderia dar
lugar o paragrapho lal qoal se acha redigdo.
Sendo o pensamenlo capital do projeclo dar
urna lamilia legitima aos membros das diversas
commnnhocs que professam religao differenteda
do estado, reconhecendo os casamentos que llies
dio origen), e garanlindo-lhes osefloilos civis, o
paragrapho em verdade poderia dar lugar a algu
mas duvidas concebido nesles termos:
Aos casamentos de pessoas que professarem
rehgiao dilTerenle da do estado celebrados tora do
Imperio, segundo as leis e a religiao a que os
contrllenles eslavam sujeiios, sendo comprova-
dos pelos meios exigidos nos paizes em que Uve-
ra lugar.
Ora, desde que cm algum paiz so prescreve o
casamento civil, sendo apenas facultativa a sua
sua consagracao religiosa, pde-se dar mais de
urna hvpothese em que os conlrahentcs se le-
nham contentado com o acto civil, casando-se
conforme a lei, ou casando-se conforme os ritos
da sua religiao, presetndindo do contrato civil
num e ".'ou!ro c,so a inlellige.ica restricta do g
Io pedera collocar fra do favor da mesma le
esses casamentos, feitos alias era boa f.
Assim, em lugar de se dizer : os casamentos
celebrados segundo as leis e religiao parece-
me mais conveniente que se diga :os casamen-
tos celebrados conforme os ritos .ou as les do
paiz a que os contrllenles estavam sujetos.
Por esta forma os casamealos celebrados nao
s segundo os rilos, genio lambem segundo as
leis a que estavam sujeilos oscontrahenles, go-
zarao da mesma vantagem, dos mesmos efleitos
civis.
O 2o do mesmo art. diz o segiote :
Aos casamentos de pessoas que professarem
religiao dilTerenle da d oslado, celebrados no
Imperio, antes da publicaco da presente le,
segundo o cosiume ou as prescripces das reli-
gioes respectivas, etc.
Noto essas palavrassegundo o costume as
prescripces das religioes respectivas
E' preciso observar que em alguns lugares mes-
mo cnlre nos, por falla de pastores das religioes
toleradas, uso celebrar-so os casamentos inde-
pendentementeda ceremonia religiosa
Ora, se islo se acha em uso, que p le ser jus-
tificado pela necessidade, entendemos que nao se
deve priva-los do beneficio da lei.
O cosime a que se refere o paragrapho nao
pode confundir-se com o costume de que tratam
as nossas ordenacocs ; que a isso nao era poss-
vel que se submet'lesscm os contrllenles sera ab-
juraren) as suas crencas religiosas.
Tambera no 3o o nobre deputadopela Baha,
que fallou cm ultimo lugar, achou alguma davi-
na quando quiz entender que se faziara extensi-
vos os eTetos cvsoos casamentos celebrados na
forma que fosse determinada em regulamenlo,
suppondo que se deixava ao governo este arbi-
trio, que poderia eslender-so s condicoes cssen-
ciaes dos mesmos casamentos, contrariando-se
dest'arle os rilos das dillerentes seitas.
Este nao seguramente o espirito do artigo.
Trata-se apenas das provas, o que me parece bem
claro visla dos termos em que est concebido o
paragrapho :
Aos casamentos de pessoas que professarem
religiao dilTerenle da do estado que da data da
presente lei em dionte fotera celebrados no im-
perio, segundo o cosiume ou as prescripces das
religioes respectivas, com lanto que a clebracao
do arto religioso seja provado pelo compeleto
registro, e na forma que fr determinada em re-
gulamenlo, e oulrosim comanlo que nao se de
entre os contrllenles impedimento, que na con-
formidade das leis cm vigor no imperio naqnillo
que Ihe possa ser applicavel, obste ao matrimo-
nio calholico.
Islo se refero nicamente prova, e nao s
condicoes intrnsecas do casamento. Nao sigo to-
dava a opiuiao do nobre deputado, que enlende
que o poder secular nao est autorisado para de-
terminar algumas condicoes para a clebracao .
dos casamentos acalholicos, que do que tra- i
tamos.
O estado tem o direito de prescrever algumas
condicoes admiltinJo esses casamenlos. afim de
oslender a cites o beneficio da le, os efleitos ci-
vis, urna vez que essas condicoes nao sejam re-
pugnantes s crrnra9 dos contrllenles, que nao
Ihes embaracem a observancia das suas obriga-
coes religiosas.
Assim, nao excede a sua esphera do poder so-'
cular, o primeiro interessado na raanutencao dos '
direilos de familia, em regular o estado civil dos
seus subditos. competenria que nao se Ihe
pode negar de forma alsuma.
O Estado, urna vez que faz extensivos os efTei-
tos civis a esses casamentos, tem o direito de de- ',
terminar as condicoes conforme as quaes esse '
beneficio concedido. O que o Estado nao pode
iazer, dependente dessa concessao, a validado
do casamento (apoiados), porque Ihe nao perten-
ce inlervir em suas condicoes de existencia
(apoiados); mas, lratando-se'dos elTeitos civis
smenle, considerando-seo lado externo do ca-
samento, indubitavcl que o pule fazer.
Apoiados.)
O nobre deputado em seu excessivo z-lo quiz
coarelar atlrbuicoes de que o poder lemporal nao
pode ser privado. E foi considerando a queslao
debaixo desle ponto de vista que o nobre depu-
tado euieudeu que o projeclo substntivo, que Uve
a honra de olTereccr com as nobres commissss
de negocios ecclesiasticos, e de justica civil, era
altentatoiio do poder espiritual.
Por mais que o nobre deputado se esforcasse
por demonstra-lo, nao pode conseguido. Nao
se trata dos casamentos calholicos: a respeilo
dostes sao observadas restrictamente as formulas
e urescripces do concilio de Trento. (Apoiados.)
O projeclo nao vai entender du mudo algum
com esses casamenlos; traamos de prover a ne-
cessidade de oulra ordem.
0 Sr. Pinto de Campos:Nao entramos na
aprecico da legilimidade desses aclos.
O Sr. Ministro da Justira :Sendo o projeclo
restricto quillo que entendemos ser absoluta-
mente necessario as ciicumsiancias actuaos, o
nobre deputado quiz reslringi-lo anda mais, res-
tringi-lo nicamente hypolhese do Io, por
conter um principio, diz o"nobre deputado, acei-
to como regra de direito internacional.
Nao vejo razao para que o projecto fique res-
tricto a termos to inferiores as necessidades do
paizi Pois ento nos reconhecemos os casamen-!
tos acalholicos celebrados em paizes estrangeiros, '
e Ibes damos os elTeitos civis, e nao podemos re-
conhecer os mesmos casamenlos celebrados no I
imperio era idencas condiedes, respeilando as
crenras das dillereules seilas?
Esses individuos que ven) de paizes estrangei-
ros e se eslabelecem no Brasil sao respeitados
as unios que contraliiram em sua patria; mas
nao pdem pretender que a legilimidade do sua
familia se transmita a seus lillios por lacos
iguaes?!
Esses individuos que assim escolhem a nossa
trra hospitaleira para seu domicilio, para patria
de seus liihos, nao lero o direito de conlrahir
alliancas legitimas peranle a sociedade, sem que
abjuren) suas crencas? Semelhanie intolerancia
contrasta inteiramento com os principios da nos-
sa conslitnirao poltica ; porque, se a consliiui-
bSo consagra una religiao do Estado, tambera
permute a existencia de nutras religioes. Como,
pois, se eslabelecc o principio e se riega os seus
corolarios? Nao seria urna illusao?
O Sr. Casimiro Madureira:Seria a igual-
dade religiosa.
O Sr. Ministro da Justira Nao ha gualda-
do ; porquanlo, ndmittindo-se os casamenlos ce-
lebrados de conformidad com essas religioes,
concedendo-se-lhes os elTeitos civis, nao d-se a
essas religioes, os mesmos direitos e privilegios
que compelen) religiao do Estado. (Apoiados.)
A concessao que a esses casamenlos se faz de
direitos ciris, direitos que resultan) do fado do
hornera, ou que se l'undam na sua nalureza, ox-
Prifue urna garanta propria das riares bem po-
lieiadas. O procedimento contrario seria mais.
proprio de povos barbaros ou daquelles que es-
livessora eivados do espirito de intolerancia, por:
lal forma, que quizossem a proscripeo e o ex- ;
terminio daquelles que nao commungam as
mesmas crencas o que importara a mais flagran-
te vioiaco da liberdade de consciencia, o direito
mais santo que o individuo pode ler, e que es-
capa de alguma forma al accio de todo poder
humano.
O nobre deputado pareceu nao estar muilo fir-
me as mesmas objeccoes que apresenlou ao pro,
jecto, quando dissu que sabe o que nao quer-
mas que nao sarbo o que quer. O nobre deputa-
do precisa de urna autoridade em que se apoie,
quer o parecer do venerando metropolita.
O Sr. Casimiro Madureira:Nestus materias
nao raciocino.
O Sr. Ministro da Justica :O nobre deputa-
do ainda diz que nao raciocina neslas materias ;
mas o nobre deputado lem o parecer do veneran-
do arcebispo da Baha em urna representarao di-
rigida assembla geral sob a proposta que boje
substituida pela emenda que se discute ; l o
nobre deputado pode ver que o venerando arce-
bispo diz, que so a proposta se limitasse aquel les
que professam religioes difl'erenles da do Estado,
nada teria a dizer, se se entender que urna
ncressidade da colonisaco. que venhara para o
imperio individuos de outras seas. Portadlo,
j lem o nobre deputado urna autoridade em que
se apoie, a aulondade do venerando arcebispo ;
eu Ib'a aprsenlo, e o nobre deputado poder
consultar um foihelo que ah corre impresso,
prestando assim o seu concurso para a adoprao
de um projeclo de grande alcance, como o mes-
mo nobre depulado- parece reronhecer.
Quera o nobre depulado que a emenda substi-
tutiva se limitasse legiliniacao da prole, para
Ihe conceder os efleitos civis nicamente ; mas
nole o nobre deputado que os effoitos civis nao
se referen) nicamente prole; osconjuges tara-
1 bem tem direilos e obrigaces reciprocas. E'
preciso dar aquellas familias urna existencia le-
gtl; nos nao entramos na origem desses casa-
mentos para considerados como verdadeiros ou
iguaes em ludo quelles que sao celebrados na
conformidade das prescripces tridenlinas.
Nos", os catholicos, temosa nossa f. s conhe-
ceraos como verdaderra a nossa religiao-; mas,
em materia religiosa, a tolerancia lambem urna
condicao tdispensavel para quelles que teem de
legislar em um paiz onde habitam individuos de
dilTerentes crencas, nem a isso se oppoo o inle-
resse bem comprehendido da religiao verdadeira,
porquanlo nao com o ferro e cora o fogo que
se ha de eslabelecera unidade de crencas religio-
sas; nao por esses meios violentos, pela per-
suaso e pelo exemplo que a religiao santa do
Crucificado b* de dominar face da trra ; as-
sim que se na de conliuuar a chamar ao gremio
do catholicismo quelles que por ventura se te-
nham desvairado, abandonando o aprisco.
O Sr. Casimiro Madureira :Vamos igi
religioes.
O Sr. Ministro da 7s/iro:-No vamos igua-
lar as religioes. nao se traa disso, e mesmo se-
ria inconstitucional, se de tal setratasse; a cons-
lituicao tero ligado certas prerogativas, certos
privilegios religiao do eslado, fazendo depen-
dente della o exercicio ou o gozo dos direilos
poluicos: nao pode pretender cargos pblicos
quem nao professar a religiao calholica apostli-
ca romana esses privilegios ficam intactos, sao
privilegios de impoitancia extraordinaria.
Nolou o nobre depulado que na proposta havia
raais franqueza, e nao sei mesmo se mais lealda-
de do que na emenda; mas o nobre depulado
nao se encarregou de demonstrar urna proposi-
to tao grave, seno al olTensiva ao carcter dos
honrados membros que assignaram essa emenda.
Onde est a falla de lealdade na emenda substi-
tutiva ?
0 nobre depulado disse quo a emenda foi de-
fendida de um modo, entretanto, que se chava
redigida deontro Nao, senhoies, a emenda de-
ve ser entendida nos termos era que esl conce-
bida, ese algumas lacunas por ventura exislem,
porque nem lodos os casos e hypotlieses podem
ser previstos e acau'cladosem urna lei, essas so-
rao convenientemente suppridas no regulamenlo
que o governo authorisado a expedir na con-
formidade do art. 2. do projecto. A lei nao se-
r completa, confesso. nao providenciar sobre
todos os casos, ser rnesmo necessario para o fu-
turo alguma providencia complementar, mas isso
o lempo e as circumslancias se encarregaro de
demonstrar.
Algumas providencias que por ventura se jul-
gam necess arias para obviar certos escndalos es-
to Implcitamente conlidas na mesma le, como,
por exemplo, a respeto dos segundos casamen-
los dos acalholicos, quando os primeiros foram
celebrados em paizes onde nao foi recebido e pu-
blicado o Conslio de Trenlo. Estes casamenlos,
na conformidade das les do imperio, sao reco-
nhecidos validos, equiparados aos casamentos
celebrados na conformidade das prescriprOes ca-
nnicas, e por conseguinle a riles se ligam lo-
dos os elTeitos civis, e a eslabilidadu que carac-
lerisa os casamenlos celebrados na forma do mes-
mo concilio
O casamento una sociedade de sua nalureza
perpetua ; a respeto dos individuos que seguem
dilTerentes seitas, era que adraillida a dissolu-
bihdade du vinculo matrimonial, reconhecendo
como legaes eslas unios e concedendo-lhes os
efleitos civis, nao admittimos que passe a segun-
das nupcias os conjuges sem que o primeiro ca-
samenlo seja dissolvido regularmente, e nao a
arbitrio de um ou de outro isoladamente, ou pelo
niuiuo dissenso iodependente de formalidades.
Desde o momento em que lhes damos urna exis-
tencia legal, concedendo os effeitos civis, nao
podemos admiltir vonlade de urna das parles
dssolva-se o vinculo para o effeilo de conlrahir
novas allancas ; preciso respeilar-se os direilos
de familia, porquanto esses direitos nSo se limitan)
as relaroes dos conjugas entre si, lem de se
Iransmittir sua posteridade e comprehendem
relacocs diversas : a familia a iinagem da socie-
dade.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. Nossa Senhora das Mercs.
25 Terca. S. Firmino b. m.; S. Nionizia v m.
26 Quarta. Ss. Cypriano e Justina mm.
27 Quinta. Ss. Cosme e Damio raaos mm.
28 Sexta. S. Wenceslao duque; S. Salomao b.
29 Sabbado. S. Miguel Archanjo ; S. Fraterno.
30 Domingo. S Jeronymo b. donl. da sreja.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Babia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Perera Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.na sua livraria praca da Independencia na
6 e 8.
0 negocio e muilo grave, tanto quo mesmo a
igreja tendo admiilido favorem fidei a disso-
lurao do matrimonio dos inflis quando um dos
conjuges se converle f e o oulro se recusa co-
habitar com elle, nao deixa de reconhecer como
impedimento a existencia de um casamento an-
terior entre inflis. No caso figurado procede-se
sempre a escrupulosas indagaces ; ha um pro-
cesso, o conjuge infiel citado para declarar se
quer cohabitar com o oulro ; e s no caso de que
nao queira, ou querendi perturbo acinlosanicnie
a paz domestica com detrimento da f, com blag-
phemia do nome de Dos, s ncsle caso, depois
de todas as formalidades admitlidas, que sao ou-
tras tantas garantas contra a a imraoralidade,
queso considera o casamento dissolvido. Por-
lanto, sempre a existencia de um primeiro casa-
mento, seja qual for o rilo era que tenha sido
celebrado, um objecto muilo grave, considera-
do pela igreja ; desde o momento, pois, que nos
reconhecemos esses casamentos, dando-lhes urna
existencia legal e os efTeitoi civis, nao podemos
admiltir que vonlade de*^1h dos conjuges se
dissolva o vinculo e contraan) novas nupcias ;
mister que haja certa eslabilidade as relaroes da
familia a bem dos costumes e da ordem pblica ;
e o governo na exDedicao do regulamenlo para a
execuco desla lei ha de tratar de
do piojeclo Substitutivo onii iiUi'iidu que o mais
pode ser supprido em regulamenlos, julgo que
com a sua adopeo teremos feilo um grande bem
ao paiz. (Apoiados.)
O Sr. F. Oclaviano : O maior que sahe
desla legislatura.
0 Sr. Pinto de Campos : Sr. presidente,
prcvinido pelo Ilustre ministro da juslija em al-
gumas explicares que eu pretenda dar ao no-
bre deputado pela Baha, o Sr. Casimiro Madu-
reira, pelas duvidas que suscilou sobre a emen-
da substitutiva que Uve a honra de assignar,
pouco me resta a diz6r, e nada mais dira se
n urna queslao de ordem tao railindrosa como
esta cu nao desejasso tornar bem patentes asrai-
nhas opinies
O Sr. Casimiro Madureira : Mas eu nao
quiz fazer nenhuroa censura a V. Exr.
O Sr. Pinto de Campos ; O nobre depulado
procurou apanhar-me cm diversas contradiecos,
sendo urna dellas o ler eu assignado o anno pas-
sado um projecto diverso da emenda que assignei
esto anuo.
Senhorcs, legislando nos sobre urna especie in-
leiramente nova no nosso parlamenio, e que eu-
volve tantas difficuldades pelo complexo de inte-
resses a que se prende, muilo possivel, al
muito natural que a cada instante encontremos
uuvdas, e que andemos em continuas apalpado-
as. permitta-se-nie dizo-lo. (Apoiados.) Dse-;
jando-nos todos nos acertar em negocio tao gra-
ve estamos sempre disposlos a aceitar qualquer
inspirar-ao que melhor nos esclarera e oriente
na adopeo de urna medida que concille os altos
principios da religiao que professamos, com as
exigencias da sociedade civil. (Apoiados). O no-
bre deputado sabe qne, em se tratando da defe-
za desles principios, eu tomo sempre o meu pos-
to, (apoiados), e nao permuta Dos que em lem-
po algum eu affrouxe no ardor das minhas eren-
ras religiosas ( Milito bem. )
O Sr. Casimiro Madureira d um aparte.
O Sr. Pinto de Campos : Se o nobre depu-
lado quer saber que valor os matrimonios dos
dissidentes lem aosollios da igreja calholica, Ihe
respondonenlium absolutamente ; porquanlo
a igreja calholica s reconhece validos e legti-
mos os casamentos que nesto imperio sao cele-
brados, conforme a disciplina do Concilio de Tron-
o. ( Apoiados. )
Mas islo, sendo urna verdade sentida por to- .
dos nos, nao inhibe o poder lemporal de legislar
sobre os elTeitos civis dos matrimonios calholi- ,
eos. E um ac.o que a igreja nao pode sanecie 1
nar ; mas que dissimula-o ira esperanca de que I
elle prefinir maiores damnos ; c foi por esta '
consideraco que dei o meu assenso medida, a
qual, repito, so nao de conformidade com o
espirite da nossa religiao, nao ofrendo ao seu dog-'
ma, e aconselhada pelas circumslancias polti-
cas do paiz. Lina vez, porlanlo, quo nao pode-
mos evitar as causas, necessario que procure-
mos raoralisar o mais possivel os seus elTeitos e
consequencias. (Apoiados.) Dos males, o menor,
sempre ouvi dizer ; e tenho inalisado.
( O Sr. Vice-presideiilo toma de novo a ca-
dera.)
O Sr. I iridio pede, o a cmara approva, o
encerramenlo da discussao.
Procedendo-se volaco, sao approvadas as
emendas, e a proposla sendo adoptada, vai as-
sim emendada a commissao de redaeco.
Vera mesJa<>cUida, e manda-sc lanfar na acta,
a seguinte dew||lKode vol :
Volei contra-a oa%cp do projeclo que re-
gula os ctfeilos civis dos casamenlos celebrados
pelos que nao professao a religiao calholica.C.
Madureira.
O Sr. Paranagu ( pela ordem ) : Requeiro
urgencia para que a commissao de redacto do
logo o seu parecer para ser o projeclo remellido
em lempo ao senado.
O Sr. Yice-presidenle : Os honrados mem-
bros da commissao ouviram o requerimento do
nobre deputado, e o tomaro na devida conside-
raco.
Entra era primeira discussao o projecto n. 121
desle anno, relativamente ao pagamento de meio
sold s respectivas pensionistas.
Posto a votos, passa o projecto segunda dis-
cussao.
O Sr. Cruz Machado pede dispensa do inters-
; ticio para que o projecto entre logo na ordem
dos trabalhus.
Consultada a cmara, decide-so aflirmaliva-
j designadas, preccdemft a votacao do projecto
cuja discussao ficou encerrada.
Levanta-se a sesso.
SESSO EM 25 DE AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependu.
Havendo numero legal de Srs. deputados, a-
bre-se a sesso.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. Io Secretario d conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
L'm requerimento de Emmanuel Liebmann pe-
dindo para se naturalisar brasileiro.A' com-
missao de poderes.
Um pateeer da commissao de polica defe-
rindo o requerimento de Jos Manoel Madeira,
elevando a 70 a gralificaco de 60j que per-
cebe como conducoslo expediente desta c-
mara. w
Urna redaccao do projecio que manda obser-
var certas dsposr.es acerca dos erirues do furto
de gado vaceum c cavallar.
Julgados objecto de deliberacao. vo a impri-
mir para entrar na ordem dos trabalhos um pro-
jeclo do Sr. Perera da Cunha, concedendo duas
iolcrias em beneficio do laboratorio chimico de
Eleulerio Gomes Aricira, o outro do Sr. F. Oc-
laviano, autonsarido o governo a fazer extra-
hir lees loterias para occorrer s despezes da
impressodo Brasil Pittoresco, de'Carlos Ribey-
rolles.
Lidas, sao apoiadas as seguinles
Indicares.
ndico que se restabelec.a a resoluto loma-
da em sesso de 8 de maio de 1818, para que
no primeiro anuo da legislatura as sesses pre-
paratorias comecem no dia 15 de abril.F. A.
Ath.ayde.
Indico que se disponha no regiment que,
niesmo durante as sesses preparatorias, nao
possa a cmara votar sobre parecer reconhecen-
do poderes de deputadu eleito sera que esteja
constituida com metade e mais um dos seus
membros.Cruz Machado.
Continua a discussao do requerimento do Sr.
Toscauo Brrelo sobre a quesio de Maman-
guape.
Ora ni os Srs. Toscano Brrelo e Diogo Ve-
lho.
Dada a hora e verificando-se nao haver casa,
cncerra-se a discussao.
a ordem do dia para segunda feira a se-
guinte :
Volaco do projeclo n. 128 desle anno. cuja
discussao ficou encerrada, bem como do reque-
rimenlo du Sr. Toscano Brrelo ; segunda dis-
cussao do projecto n. 130 deste auno do senado ;
e as materias j designadas.
Lcvanla-se a sesso.
igualar as
- prevenir al-
guns abusos e escndalos de quo temos sido les- i mp '
lemunhas, o que j um beneficio que a lei traz ,.' f: u c o
ao paiz : DaJa palava ao Sr Bencvides, que dovia
Poda autorisar o que digo com a cilarao da pri- Pronun-o contra o objoclo em discussao, co-
meira epstola do apostlos das gentes'S Pauto f ma'"f,ara antes em urna pequea ques-
quando diz :-Si qua mulier fidelis Uab virunl a0 de ord1en, aluns brs" aePula,los lomam tam-
infideten. et hic consenlit habitare cum illa, bem a P"*/
non dunittat virum----Quod si infidelis discedit, i Ocupando a tribuna, o Sr. Benevides ia co-
discedul. i morar o seu discurso quando, observaro do um
E verdade que sobre esta passagem ha ntelli-' seu -collega, senta-se, esperando que se inscro-
gencia diversa ; canonistas ha que entendera que : vessem os membros que deviam tomar parte no
nao se trata c dissoluco do vinculo, e sim da se- debate,
paraco quoad horuin et mwnsam, ou do divor- I .
co propriameole dito, que o vinculo subsiste ; a Sr' Prudente, porm, manda proceder
respeilo do que lea na inlidelidade, nao ha du- 'eilura Ja. redaccao do projeclo sobro o ca-
vida pelo manos emquanlo o conjug, converso san,cn' c'vi1, PP'nTBdo alguns momentos an-
f calholica nao passa a novas nup'.ia's. 1tes
O Sr. Pinto de Campos- V Evr est dis- ', '<"-tinho Campos, obtondo a palavra
corendo como se se Kse de cmments -1^^Tk!0^1'.^^ a "'''"aco da
tholicos.
0 Sr. Ministro da Justira : O que certo
que a existencia de um primeiro casamento nao
dissolvido competentemente obsta a urna uova
unio matrimonial.
Creio que o projecto nos termos em que est
concebido, quando nao previna todas as hypo-
theses, quando nao seja urna medida inteiramen-
le satisfactoria, ao menos traz ura gran Jo benefi-
cio, do qual nao devemos llcar privados por mais'
lempo, aitendendo a3 necessidades de muilus
do nossos concidados oriundos de familias aca-
iholicas que reclaman] instantemente por urna
providencia que lhes assegure os direitos de fa-
milia, providencia que so lhes deve conceder em
lermos em que elles a possam aceitar e della se
possam utilisar. (Apoiados.)
_Julgo portanto. que assim destellas as objec-
coes do nobre depulado, poderei obler o seu
apoio. Nao me record se o nobre depulado
apresentou mais algum argumento a que eu dei-
xasse de prestar a consideraco devida ; como
nao tenho presentes os mcus apootaracntos, se
se dignar lombrar-me algum ponto que careca
de resposta, de bom grado me esforcarei por t-
rar-lhe todos os escrpulos.
O nobre deputado enlende que a medida ne-
cessaria ; mas tem escrpulos de consciencia ; eu
desejo tranquilisa-lo, pois que o julgo de boa f
para poder ter o seu voto que muilo valioso.
O Sr. Casimiro Madureira : Aceilo o 1
como esl.
O Sr. Ministro da Justica : ^Seria urna con-
tradiegao se em parte reconhecessemos como va-
lidos para os elTeitos civis os casamenlos acalho-
licos celebrados em paizes eslrangeiros, e negas-
semos as mesmas vantagens a laes casamenlos
celebrados entre nos....
O Sr. F. Oclaviano : E s pelo simples fac-
i de estarem no nosso paiz.
O Sr. lftnisro da Juslica : .... como se
esta circunstancia de lugar devesse influir na
existencia do direito.
A urgencia da medida j lem sido bem de-
monstrada.
0 Sr. Casimiro Madureira : Mas seja toma-
da de accordo com o poder espiritual.
0 Sr. Ministro da Justica : Quinto ao po-
der espiritual, peco ao nobre deputado que atien-
da que j ha autoridades muilo respeilaveis que
se lem pronunciado favoravelmente a respeilo
do projeclo. Nestes termos, adoptando as ideas
presidencia, tomada sem que se requeresse nem
approvasso urgencia alguma.
Estando na vonlade dos Srs. ministros demo-
rar ainda a saluda do vapor para o norte, o Sr.
Martinho, nao vendo a causa justificativa do
atropello que se manifesta, conclue pedindo ao
Sr. presidente que Ihe mande a redaccao, que
deseja examinar.
O Sr. Candido Mendes procura justificar' a de-
liberarao da mesa.
O Sr. Franco deAlmeida, habituado a ouvr
ler as redacciies antes da ordem do dia, e, pelo
menos, um dia depois de approvados os respec-
tivos projectos, admira que agora fosse esquecido
esle eslylo lo antigo da casa. Nao vendo no ob-
jecto era queslao aquillo cujas honras se Ihe
pretender dar, mas sim o proprio projeclo em
borrao, acrescenta que estas precipitares sao a
causa do desrespeito com quo ordinariamente sao
tratadas as regras da grammatica as leis que sa-
hem desta casa.
O Sr. Paranagu (ministro da justira) requer
urgencia para a redaccao, e, consultada a casa,
decide-se adirmalivamonte.
O Sr. Presidente declara adiada a discussao do
projeclo n. 121.
Passando-sc segunda parle da ordem do
dia. deve conlinuar a discussao das inlerpel-
laces do Sr. F. Oclaviano ; a requerimen-
lo, porm, do Sr. Benevides flea ella encer-
rada.
E' approvado o projecto que manda vigorar
varias disposices acerca dos crimes de furto de
gado vaceura e cavallar.
Entra em nica discussao o projeclo n. 118
deste anno, autorisando o governo a conceder ao
parocho Pedro Pieranloni dous annos de licenga
com a congrua que percebe.
Ora o Sr. Martinho Campos.
Procedendo-se votago, approvado com di-
versas emendas concedendo iguaes favores a ou-
tros.
Entra em terceira discussao o projecto n. 128
deste anno, mandando qaturalisar Brasileiros a
diversos estrangeiros.
Nao havendo casa para votar-se, encerra-se a
discussao.
A ordem do dia para a sesso seguinle :
Diacjssao de requeriraentos, e, se houvertcm-
po, primeira do projecto do senado n. 130 deste
anno, que regula o estado civil dos estrangeiros
resilentes no Brasil, etc., etc. ; e das materias
SESSO EM 28 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. depulados, a-
bre-se a sesso.
Lida a -arlada anterior, approvada.
O Sr. 1." secrelario d conta do seguinle.
EXPEDIENTE.
Ura oflicio do ministerio da fazenda, remetien-
do as inormarcs quo dera o presidente de Per-
ambuco sobre o requerimento de Joaquim Jos
de Souza Serrano, 1." esrripturario da recebe-
doria daquella provincia. A quem fez a requi-
siro.
Oulro oflicio do ministerio do imperio, devol-
vendo as resolures da assembla geral legisla-
liva, mandando admitlir ao exame e matricu-
la das facuidados do imperio a varios esludan-
tes, e communicando qne Sua Magestade o Im-
perador consenle nellas. A arebivar-se.
Outro do 1. secretario do senado, remolien-
do urna proposico daqualla cmara prohibin-
do as loterias c rifas de qualquer especie que oio
forera outorisadas por lei. A imprimir.
Tres oCficios do mesmo secretario, partici-
pando :
1." Quo por oflicio do ministerio do imperio
constara aquella cmara que Sua Magestade o
Imperador houve por bem sancionar a resoluco
que altera a lei n. 387 de 19 do agosto de 1816
e decreto n. 842 do 19 de setembro de 1855, c
a que autorisa o governo a mandar admiltir
matricula e exame das faculd.ides du imperio a
varios estudanles ; e que, adoptados alli, vo ser
dirigidos sancrao imperial os decretos que fi-
xo as forras de ierra e de mar para o anuo fi-
nanceiro de 1861 a 1862 Inteirada.
L'm requerimento de Prospcr Plnligrot pedin-
do para retirar os papis que apresentra c-
mara nesla sesso.A' commissao respectiva.
Outros do Dr. Balthazar de Araujo Arago Bul-
cao e oulrus pedindo solurao do seu requerimen-
to, affeclo commissao de fazenda. A' mes-
ma.
Dous da irmandade de Nossa Senhora do Ro-
zaiio, termo da Barra Mansa, e da ordem tercei-
ra do Carmo desla Corle, pedindo dispensa das
leis da amorlisaco.A' commissao respectiva.
E' approvado um parecer da commissao de ma-
rinha e guerra, rcsolvendo que seja rcmellida
ao ministerio da marinha para que a tomo em
consideraco a represeniaco que sobre a crea-
co de una companhia de aprendises niarinhei-
ros mandara esta cmara a assembla provin-
cial de Sergipe.
E' lido o parecer da commissao de polica so-
bre a reforma do titulo 1. do regiment.
Julgando asss longo e importante o seu ob-
jeclo, a requerimenlo do Sr. Pereira Pinlo, o
parecer remellido tmmedialaraentc a impri-
mir-sc.
ORDEM DO DA.
Procedendo-se a volaco do projeclo n. 128
deste anno, que ficra encerrado, mandado pas-
sar carta de naturalisarao a djversos estrangei-
ros, adoptado com varias emendas e vai
commissao de redacro.
Poslo a votos, em" seguida, rejeitado o re-
querimento do Sr. Toscano Baireto sobre ques-
les de Mnmanguape.
Entra em 2.a discussao o projecto n. 130 des-
te anno sobre o estado civil dos estrangeiros re-
sidentes no Brasil.
Depois de orarem os Srs. Martinho de Campos
e ministro dos negocios eslrangeiros, passa o
projecto a 3.a discussao, na qual, a requerimen-
to do Sr. Paranhos. eutrar na sesso que se
segu.
Entra 3.a discussao o seguinte projecto :
A assembla geral resolve :
Artigo nico. Aos corpos policiaes das pro-
vincias, sujeilos a destacamentos em todo o
territorio da respectiva provincia, fleo exten-
sivas as disposices dos arts. 9., 10 o 13 do re-
gulamenlo approvado pelo decreto de 16 de Ja-
neiro de 1858, destinado a reger o mesmo cor-
po. revogadas as disposices era contrario.
Nao havendo casa para se votar, o Sr presi-
dente declara] encerrada a discussao, e d para
ordem do dia o seguinte :
Voiacta do projeclo n. 120 ; 3.a discussao do
projeclo n. 130 do senado ; discussao do pare-
cer da commissao do polica sobre alguna arti-
go! do regiment desta cmara, se estiver im-
presso ; e as materias j designadas, accrescen-
do 2.a discuso do proiecto n. 83 deste anno
1.a dos projectos ns. 125,127 e 105 deste anno.
Levanta-se a sesso.
SESSO EM SS9 de AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baepeny.
Havendo numero legal de Srs. deputados
abre-se a sesso.
Lida a acta da antecedente, aprovada.

-vr
7:
IL FGVEL i


*>
O Sr.
guintc
Primeiro Secretario d conta do se-
EX TEDENTE.
L'm cilicio do ministerio da fazenda, remetien-
do a copia do oQicio n. 278 do procurador dos
(rilos da fazenda, dirigido directora geral do
contencioso em 14 do abril desle anuo, propon-
do algunas providencias, dependentes do poder
legislativo, relativamente no andamento das
causas da fazenda nacional.A' commisso de
justica civil.
Outro oflicio do ministerio do imperio do im-
perio, enviando a copia do decreto de 18 do
crreme mer. pelo qual Sua Magostad? o Impe-
rador conceder D. Candida Rosa Pereira Nu-
nes, viuva do alteres reformado Francisco Jos
Nunes, a penso annunldc 1329, sen prejuizo do
mcio sold quo percebe.A' commisso de pen-
soes e ordenados.
Outro da assembla provincia1! de Minas- raes, remetiendo urna represenlaro cm que pe-
de providencias acerca da marcha dos tribunaes
Haquella proviucia. A' commisso de assem-
blas provinciaes.
Uio rcqueriiuenlo da irmandade do Sacramen-
to da freguezia de Sanl'Anna, pedindo se Ihe dO
a cunccsso de possuir bens at o valor de 100#.
A' commisso de fazenda.
approvada a redaccao conGrinando o projec-
to que mtorisa o governo a regular a dispo-
sico da lei n. 874 do 3 de agosto de 185G,
etc., etc.
ORDEM DO DA.
Proeedendo-sc votarro do projecto n. 120
deste anno, eucerrado eni sessao de 8, adop-
tado e vai commisso de redaccao.
Entra em lerceira discusso o projecto do se-
nado n 130 deste anno, sobre o estado civil do
estrangeiro, residente no Brasil (art.'6 da coss-
lituico).
Oraram os Srs. Benevides, Paraohos, Campos
c. Madureira.
O Sr. Marlinho Campos manda mesa un
requerimento propondo o adiamento do pro-
jecto, afim de ser ello remeltldo commisso de
poderes.
O requerimento nao apoiado.
Dada a hora, c nohavcndo casa para se vo-
tar, o Sr. presidente encerra a discusso do pro-
jecto, e d para a ordem do dio o seguidle :
Votacao do projeclo n. 130, cuja discusso fi-
cou encerrada ;
Discusso do parecer dj mesa sobre as alicra-
ce* do regiment ;
2a do projecto n. 136 deste anno, e das ma-
terias j designadas.
I.evanla-se a sessao.
SESSAO EM 30 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. viscor.de de Camaragibe.
llavendo numero legal de Srs dcpulados, bre-
se a sessao.
Lida a acta da anterior, 6 approvada.
O Sr. 1. secretario d conla do seguiute
imperio oeixam desproiegidos os interesses uo-
mesticos e a segundado da familia contra as vistas
do legislador.
A duvida. que suscita a letra daquelle piimei-
ro artigo, se a habilitarlo dos contrahentes re.-
ferc-se s leis civis e ecclesiasticas nicamente i
estas, j foi levada ao conselho do estado e dwi-
diaa pela resoluco da consulta de 26 de noveni-
bro de 1857, a qual aconselhou que o governo
promova a adopeo de urna lei declarando : 1
que esto comprehendidos no art. 247 do cdigo
penal, enas penas que impe, os eclesisticos
que recebertro menores cm matrimonio sem que
preceda o conseniimento escripto de seus pas,
tutores ou curadores c do juiz dos orphaos, ou
seu supprimento legal; 2o que este crime de-
clarado publico, limitando-so nelle a aecusaco e
defeza ao simples ponto da existencia ou nao
existencia do conseniimento ou do seu supri-
menlo.
Urna inlerprclaco aulhentica, pois, necessa-
ria com o lim de sujeilar saneco penal o ec-
, clesiaslico que inflingir a legislacao do pato.
O artigo 248, que pune a claandestinidade do
, matrimoiiio. resente-se nao s da falla de equi-
dade na punico que inflinge a ambos os contr-
llenles, o seductor o a seduzida, como da neflca-
OlARfl) DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 27 DE SETEMBRO DE 1860.
5T--------------""---------------------------------------------------------
ciapwo anda ser reconhecida e declarada pe-
los tribunaes, de que pende o recorso.
.\ reslricco da generalidade do principie, de
Vie a execuco da sentcnca nao tem lugar seno
depois que esta pausar em julgado, s pode ser
admiltida em beneficio do reo, come no caso da
priso simples.
O decreto n. 2.427 de2."> de maio de 1849 re-
gulou a execuco do art. 148 do cdigo do pro-
cesso criminal.
Por decreto n. 2.438 de 6 de julho declarou-se
como se deve proceder nos processos de que
traa o art. 205 do mesmo cdigo.
Expediram-se os seguintes avisos :
1.16 de abril de 1859,Declarou que as se-
tene** de absoWico proferidas pelo jury em cri-
ines inaflancaveis nosejaui execuladas, sem que
baja decorrido o prazo da lei para a inierposigo
da appellaco.
2."3 de maio.Declarou que, em vista dos
avisos de 13 de maio de 1847, 7 de dezembrodo
1850, e 15 de nnverabro de 1853, combinados
com os aris. 35, 3o e 50 da lei de 3 de dezcni-
bro de 1841, pode o juiz tomar em considereco
c dar o pezo que merece aos documentos que 1 lio
forem apresentados pelas parles ; e que, achan-
do-se o processo submcltido ao conhecimento do
ciada pena que deixa ao especulador a fortuna juiz ad quem depois da resposta dada pelo juiz
. oblida por mcio de um casamento clandestino. | a quo, nao podeui mais ser accilos quaesquer do-
Iufelizmente nao sao cssas as uucas lacunas cumentos cuereados pelas partes, embora adqui-
da legislacao penal eni assurcpto to melindroso ridos de novo.
Ha um abuso, cujas consequencias sendo alias 3.3 de maio.A formaco da culpa s se
muito graves a lei deixou impune. Refiro-me ao pode considerar linda, em face do disposto no
casamento millo por impedimento nao dispensa- i art. 296 do reg. n. 120 de 31 de Janeiro de 1842.
vel. que contralle scieniemente e de ni f um com as diligencias designadas no arl. 293 do c-
individuo com o lim de abusar de urna mulher
honesta. Compreheudeis quaulos escndalos e
quaolos crimes podem gerar-so a sombia dessa
impunidade.
Os rticos 219, 225 e 228 do cdigo, declaran-
do sem eficilo a penalidade, quando seguir-se o
casamento, consagran) urna doolrina verdadeira,
presuppondo que o casamento exprime o perdo
da victima, a qual oeste caso soffreria duplicada-
menle com a punico do outro conjuge a quem
ligara expuntaueamcnle o seu destino.
O vicio dessa disposico provm dos termos
absolutos em que fra concebida.
Algumas vezes, maltas vezes mesmo, o casa-
mento significa o peruo da injuria : oulras, po-
rm, elle nao mais do quo o sacrificio feito as
tado regulamcnlo.
4.5 de maio. Ncm a legislacao anliga,
ncm a moderna recouhccem no foro criminal
recurso alguui com o nomo de cartas testerau-
nhaveis.
5.19 de maio.O aviso de 28 de julho de
1813, s deve ser entendido no caso de suspei-
co da parto dos subdelegados, delegados, juizes
municipaes e seus supplenles, no termo em que
se acha o respectivo chele de polica, nao succe-
dendo porm o mesmo era outra hypolhese, em
que devem os processos ser rometudos aos de-
legados e subdelegados do termo mais vizinho.
6."11 de junhoA arrecodaco da multa
compele rauuicipalidade do termo em quo foi
o reo coudcmnadu, e nao ao daquelle eni que
conveniencias da sociedade, o ineio nico que cumpre ou houver de cumplir o seutenca.
lem a mulher de salvar a sua honra, c ento fra 7."27 de junho.Os jui/.es de dreilo teas
injusto e cruel aggravar a renuncia da liberdade competencia privativa nos crinas connexos aquel -
ubrigando a victima urna eommunho de vida
iiiipossivcl com o autor da sua desgrara, e es-
te garanlindo a mais completa impunidade.
E pois me parece conveniente que aqueiles ar-
tigas sejam modificados no sentido do proteger a
honra da mulher e da familia, deixando Ihe o di-
reito de salva-la e do recorrer aos tiibunaes.
ltimamente foi trazido ao conhecimento do
qu
de julho
e maior
les de que traa o decreto n. 302 de 2
de 1850. embora de dilTercnle especie
gravidade.
8.9 de julho.Os empregados pblicos nao
privilegiados esto sujeitos s r.gras geraes do
processo criminal, e por consequencia devem ser
julgados vista das provas dos autos, estando
ausentes, nos crimes em que nao tem lugar a de-
pro-
ein ses-
sanrcao im-
EXPEDIENTE.
Um oTiciodo ministerio da fazenda remetien-
do as informaces que requisitra a cmara,
acerca da jeclarnaeo feila por Jos Pedro Ro-
drigues da Silva, ihesoureiro aposentado da the-
souraria da provincia da Parahiba.A' quem fez
a reqnisico.
Outro do da guerra, enviando informales so-
bre outra reclamarlo feila pelo brigadeiro barao
da Cajahiba,A' quem fez a requisiro.
Tres ollicios do Io secretario do senado, com-
muuicandq que. adoptadas naquella cmara, rao
ser remetiidns saneco imperial as seguintes
rosoluces: mandando contar a Antonio Teixei-
ra Alvos, solicitador dos feitos da fazenda de Mi-
nas-Geraes, o lempo de serviro aulorisado pela
provisao da junta de fazenda de 11 de junho de
1822 ; dispensando ss leis de amorlizaco ao hos-
pital porluguez crec nacidade do Rcie, pro-
vincia de Pernambuco, autorisando o governo a
reformar a tabella das maiorias dos oliciaes
coinbalenles da armada nacional.lnteirada.
Dous ollicios do mesmo secrelario, participan-
do que foram all adoptadas as emendas feitas
por esta cmara proposico daquella, autori-
sando o governo a mandar naluralisar varios rs-
trangeiros : e que constara all pelo ministerio
do imperio que Sua Magestade o Imperador
saneelonou as resoluces s penses concedidas e Prtsoo ou,ra
;i viscondessa de Goianna e ao guarda nacional | le MPC L'baldo do Silva Brando lnteirada.
E approvado um parecer da commisso dojus-
lica civil deferindo o requerimento de Prospcr
Philigret, pedindo restituieo de papis que ihe
perlencem.
I.idas, sao approvadas seis redaeces de pro-
velos j adoptados.
ORDEM DO DA.
Procedendo-se votacao do seguinte
jecto, cuja discusso flcou encerrada
sao de 29, adoptado c vai subir
perial:
A assembla geral resolve :
Art. Io O direilo que regula no Brasil o es-
tado civil dos eslrangeiros ah residentes, sem
ser por serviro de sua nico, peder ser tm-
bela applirado ao estado civil dos lilhos desses
inesmos eslrangeiros nascidos no imperio, duran-
te a menoridade smenle, c sem prejuizo di na
ciqnalidade reconhecida pelo art. 6o da cunsli-
tnico. Logo que estes lilhos chegarem !\ maio-
nlade entrarao no exercicio dos direitos de ci-
O.adaos brasileiros, sujeitos s respectivas oliriga-
ces. na forma da constiluico e das leis.
< Arl. 2o A estrangeira, que casar com Brasi-
leiro, seguir a condicao do marido; e seme-
iaulemente a L'rasileira que casar com estran-
geiro, seguir a condicao desle. Se a Brasileira
enviuvar, recobrar sua condicao de Brasileira,
urna vaz quo declare que quer lxar domicilio do
imperio.
Arl. 3o Ficam revogadas as disposices cui
contrario
Entra em discusso o parecer da mesa so-
bre algumas allerares feitas no regiment da
casa.
OfTerecidas algumas emendas, sao apoiadas e
entram igualmente em discusso.
Oram usSrs. Marlinho Campos, Pereira Pinto
Prannos, Ciuz Machado e Candido tiendes.
Nao havendo mais ninguem com a palavra, e'
veriQcando-se nao haver casa parase votar, o'
Sr. presidente encerra a discusso, e d para or-
dem do dia o seguiute :
Votacao do parecer da mesa sobre algumas al-
lerares feitas no regiment da casa ;
2o discusso do projecto n. 136 deste anno,
prohibindo as loteras e rifas de qualquer espe-
cie, nao admiltidas dor lei;
Ia do projecto n. 117 ;
S* do n. 83 deste anno, que modifica a lei de
23 de novembrodelSl, e as materias j de-
signadas, accrcscendo os projectos que con-
cedem ;
governo, em vitliidc de queixa contra o juiz muui-: nuncia.
cipal de S. Jos da Parahiba em Micas, o facto 9.u28 de julho.O art. 7 da lei do 1S de se-
de um individuo casado qoe ajustou segundo ca- lembro de 1828 expresso, c d effeilo suspen-
samentoe fez correros preelamas do estylo. Co- sivo smente revista nterposta da sentencaque
nhecida a existencia do primeiro maliimonio, e coiideniua moile, gales, e degredo,
aecusado aquelle individuo por tentativa de cri- I 10.2 de agosto.Os promotores pblicos d-
me de bigamia, foi despronuuciado em recurso,' vem promover a execuco das sentencas, desde
fundando-se o juiz na regra de que o proclama que ha descuido dos juizes respectivos."
nao constitua principio de execuco, carcter es-
sencial da tentativa.
Em rerdade o proclama nao outra cousa mais
do que um aclo preparatorio para o casamento ;
mas pela importancia do crime que elle prepara,
pela perlurbacao que pode causar familia, pelo
coiiipromellinienlo que deve trazer repulaco
de ama mulher Iludida, csi no caso de consti-
tuir por si um crime especial, sujeilo a urna pe-
nalidade em relaro immoralidado que Ihe d
origem, e ao nial que delle resulla.
Suppre-se essa omisso do codigu, incluindo-
se no art. 255 scc. 4,1cap. 3o um periodo relativo
116 de agostu.Findo o lempo da condein-
naco, o ro deve ser posto em liberdade, em-
bora haja appellaco.
12. 11 de outubro.Est em vigor o aviso de
9 de dezembro de I8j7, o qual d ao juiz presi-
dente do jury affculdade de nomear uuiescrivo
que substilua o daquelle tribunal quando esliver
muito sobrecarregado de traballio,
1414 de novembro.Nos processos policlaes
podem as respectivas autoridades ouvir todas
aquellas tesleniunhas, que julgareiu iudispcns-i-
.vels para descubrimenlo do crime.
15.16 de dezembro. Sendo os recursos de
esse fingimeulo do homem casado, que | natuieza stricli juris, nao sao admissiveis os que
se inculca solteiro para o lim de illudir i mulher j forem inlerpostos da deciso denegativa de sol-
bonesla com promessa de casamento, quando es- i tura em consequencia de babeas-Corpus.
ta promessa se traduza em fados pblicos. 13.20 de outubro.O impedimento do pre-
A multa, admiltida em nossa legislacao cri- sidenle da cmara municipal e mais vereadores
minal como urna pena subsidiaria, ou represen- nao causa'sulficientc para impedir o sorteio dos
te um correctivo contra a coliiea, ou exprime a jurados.
iiidcmnisaeo publica do mal "causado pelo de- 1 ,3 de Janeiro de 1SG0.Una vez feito o
licto, na su j applicaeo exorbita de lal maneira sorteio dos jurados, ainda que a sessao sc pro-
que repugna cornos principios da razo e da jos-
lira.
A lei esiabeleceu duas regras de proporco
para faze-la efectiva ; ama em relaco ao tenipo
m relaco ao valor do delicio.
le desla ultima regra adoptada
na maior parte dos artigo? do cdigo quo rc-
sultam as mais gravos anomalas.
Assim que o iniiviJio, quo commello um
furto de grande valor, pode soffrer pena muito
mais rigorosa do que o estellionalario, cujo cri-
me leve por objecto um bem de menor proco,
baseanlo-se perianto a equaco da penalidade
sobre o faci accidental da quantia subtrahida,
e nao sobre a maior imnioralidade revelada pelo
delinquente.
A commutaro da mulla em pri-o, nao tendo
o-condemnaJo meiospara paga-la, importa al-
gumas vezes urna inversao, sobre maneira sen-
sivel, dos principios da sciancia criminal. Suc-
cede que a pena auxilien excede de muito a pena
principal; succede uiesmo que o delinquente
condemnado a priso por lempo superior ao ter-
mo ordinario da vida.
rogada por qualquer motivo, deve depois ser
convocada com os jurados j sorteados.
15 5 de Janeiro.Nu podem ser jurados os
Cidadaos que houverem solTrido coudemnaco
passada em julgado por qualquer dos crimes pro-
vistos no art. 28 da le de 3 de dezambro de
1841.
16.7 de Janeiro.Sendo os processos poli-
cines plenarios, e nao de formaco de culpa, po-
dem nelles ser oundas quanlas leslemunhas fo-
rem necessaiias para o conhecimento da rer-
dade,
SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTICA.
A uniformidade, de que tanlo carece a nossa
jurisprudencia, encontrara no supremo tribunal
de justica valioso auxiliar, se as suas funecoes
nao islivessem lo limitadas pela lei de "sua
creaco.
Nao minha inlcnco fazer reviver a jurispru-
dencia dos arestos, que a razo e os principios
mais solidos do direilo coitderauam : parece-mc
eiitielanlo quo as decisoes de um tribunal lo
elevado na jerarchia judicial, se nao tem torca de
obrigar aos juizes. lerao
gar aos juizes, lerao ao menos a de couven-
A Boecio de jusliea do conselho de estado, con- cor. Naces muito mais adiautadas do que nos,
Bullada Bobre ama quosto semelhante i>or oc- possuindo cdigos completos, nao desdenham as
casiao da commutaro de umita de um dos nos complica^es das decisoes de seus tribunaes su-
envolvidos no negocio Villa Nova do Minho, de- periores.
pois de notar a incoherencia dos principios que I Um imporlantissimo servco poda o tribunal
regulam a materia, foi de parecer que seria con-1 fazer j, se llie incojnbisscis a revisan dos pro-
venienie alguma medida legislativa, ao menos, vimentos dos juizos de direilo em correico, para
para limitar o lempo de priso em que pela le- ] escoima-los de erros que por (orea delles eslo
gislaco vigente pode converter-sc de mulla. vigorando as comarcas, para evitar conflictos,
As penas do crime de daino apresentam urna que por outro modo nao chegam ao seu conheci-
contradieco que carece ser corrigida.
ment, c linalmente para acabar com as conlra-
Os graos da penalidade se regulam polas cir- ,, ,,wiftrt
mslancias aggrarantes ou altenuates que il0'1 "I0rr,1"ulc*J3 u?sa .'"aisltatu"-.
do revistas civeis e crimes, e reclamaces de jui-
zes de direilo Bubre antiguidade.
No anno passado firarn distribuidos 145 pro-
cessos cireis 2 menos do que em 1858). 42 cri-
lu" a P^idoeuu!l1"aldeei9^dama"eS '3 meUf)' f"e"
CU
acompanbam o fado ; e por isso nos diversos
artigos do cdigo ella estabelecida com a li-
mita;o do mnimo c do mximo.
Entretanto o arl. 266, 2* parte, impondo maior
pena no crime dedamno quando concorrem cir-
nalidade da 1 parlo s lem applicaro quando
naosederem aquellas crcun.slancias. Masnes-
se caso nao haveria meio de regular os graos da
pena ah estabelecida de 10 a 40 dias, c mulla de
5 a 20 do valor destruido.
A contradicho com o artigo 267 parte 2a
ainda mais sensivel : ao passo que o damno com
nina circumstancia qualquer, de ser commeti-
do do noile per cxemplo, punido com 2 me-
ces a anuos de priso com trabalho e mulla de
5 a 20 % o valor destruido, o damno dos limites
dos predios, qoaesquer que sejam as circuns-
tancias aggravantes do que fr revestido, su-
jeta apenas o delinquente a priso de 20 das a
4 mezes.
Parece-me pois que naquella disposico do
art. 266 parle 2'se levo em visla augmentar a
tas loteras, segundo o plano cstabele.ido, a penalidade do crime de damno, quando se ds-
se a circumstancia aggravanle do art. 16, 2o;
esta inteligencia autorisada pela lico das
Eleuterio Gomes Arieira para montar e organi-
zar cm maior escala o seu laboratorio chimico e
pharmaceulico ;
Tres para occorrer s despezas da publicaro
do Brasil PUloresco, e tres, cujo producto ser
applicado ao melhoramqnto da ofcina de gra-
vura em rryslal, de Seram da Fonseca e S.
Levanta-se a sessao.
Concederm-se 32 revi-tas cireis, negaram-se
92 ejulgou-se urna desistencia. as causas cri-
mes coucederam 12 revistas e denegararn-se 31.
Julg.iram-se 17 reclamaces.
Em 185S o numero de julgamentos foi de 141
causas: em 1859 subi a 185.
REI.ACES.
Compem-sc os quatro iribunacs assim desig-
nados de y9 juizes, coraprehendendo os respec-
tivos presideuies e procuradores da cora.
Desse numero liram-se 17 que esto ajunclos
aos tribunaes de commercio.
As relaess de Pernambuco c do Maranho
muito leeo solndo em sua marcha pela falla de
desembargadores, sendo de pouco provcilo a pro-
videncia do aviso de 11 de maio do anno passa-
do, mandando chamar para os julgamentos em
casos de necessidade os adjunctos aos tiibunacs
de commercio, que ordinariamente se recusara
aos tralialhns da rclacao, sendo assim os presi-
legUlaccs criminaos que punem tom maior se- I denles forcados a convocar juizes de direilo* para
vendado o incendiario.
Harraonisa-se portanto com facildade a letra
RELATORIO
Do uinisterio da Justina apreseuta-
do assembla geral legislativa Ja,f-Se a ntellgenca da'l'eVdV^de'outiibro'd
ao espirlo da lei eliininaudo-so oqualle para-
grapho, e subsiituindo-se por nina disposico a
respeilo do incendio, comprehensiva de todo e
qualquer damno por esse mcio.
parece tambera que seria conveniente para
Me
na (iiarta sessao la dcima le
a bo3 adminislraro da Justina eslabeleccr-'se o
recurso da senlenca de liquidacio da mulla ; e
i?28e a l,lell|ge"cia da lei de 26 de outubro de
lbJl que declarou policiaes entre oulros os de-
gislatura pelo respectivo minis-
tro e secre tario de estado Joo
Lnstosa da Cunha Varanagu.
(Conlinuaco.)
JUSTINA CRIMINAL.
A adminislracao da justica criminal, dependen-
o essenealmente da lei, reproduz na pralica to- verdade urna coudemnaco ; mas infliie de urna
dos os defeilos desta, e a experiencia que dahi maneira to directa sobr a sorte do reo que nao
a melhor guia que poleis encontrar se pode deixar de conceder-lhe
idos de injuria verbal.
A falla daquelle primeiro recurso lorna-se sen-
sivel quando so cousidera que a sorle do con-
demnado, que pode ser excessivamente aggra-
pelo arbitramento da multa, fica entre-
vada
gue ao voto, seno ao arbitrio de um nico
juiz. A liquidaco da pena pecuniaria nao na
resulta
para orinlrar-vos nas'medid'as que houverdes de
decretar afim de tornar raais efleclivas as garan-
tas sociaes.
A nossa legislacao crirainil carece do algumas
modificaces que passarei a mencionar, alm de
outras nao sao menos justas, queja foram apon-
tadas ou iniciadas pelos mcus antecessores. Nao
sao ellas, aspiracesdo urna perfeicao difflcil, se-
no impossivel de attingir, mas remedios neces-
sararios a males que eslo verificados, o que sen-
tem-se todos os dias.
A necessidade de medidas que repriman) de
um modo mais eflicaz os allantados contra a ho-
nestidade e a honra das familias, bem como aquel-
es que dizcm respelio i seguranza do eslado ci-
vil e domestico pelo abuso na celebraco do ma-
trimonio, lorna-se cada dia mais urgente em vis-
ta dos tactos ^repelidos e escandalosos que
to vivamente nos lem impressionado uestes l-
timos lempos.
Os artigos 2{7 e 243 do cdigo criminal, acerca
da celebraco do malrimooio contra as leis do
mu
urna garanta
contra os abusos.
Sobre os deudos de injuria verbal, parece
que a le, que os declarou policiaes, s levo em
vista dar-Ibes aquella forma de processo mais
breve, e nro mudar-lhes a natureza e ossencia.
A lei nao pode deixar de respeilar nos crimes
contra a honra o seutimenlo de dianidade do
individuo que nao se suppe iojuriado, senli-
menlo que d a medida da oflensa moral que
so ucea.
Pode a injuria verbal ser acompanhada de um
delicio publico, de um ferimenlo, ou de um mo-
Um. Nesse caso a inlervenco oflicial da justi-
ca dCre chegar nicamente al o poulo onde aca-
ba a oflensa feila sociedade.
A disposico do urt. 83. g 3o da lei de 3 de
dezembro de 1841, concernente ao effeito da ap-
pellaco interposla da senlenca condemnatoria,
quando a pena de que se trata fr a de priso
com trabalho, careco ser modificada ltenla a
dureza do soirimenlo e a degradaco moral a
que linaria sujeilo o appellanie, cuja ianoceu-
T-
que nao cessem totalmente os julgamentos e se
nao relardo indefinidamente a adminislraro da
justica.
Indispensavelser tomar medidas que ponham
termo esle eslado de cousas. Convm habilitar
o governo para obrigar os magistrados de segun-
da instancia frequeucia eflecliva.
Por escrpulos, o governo ainda nao resolvcu
taes dilliculdades, que, sera ellos, j estaara ar-
redadas.
Peco-vos quealtenleis para este estado de cou-
sas, que muito prejudica ao< interesses pblicos
cada vez mais urgentes.
Convm igualmente distrahir da jnrsdiccSo
das relaces um grande numero de pendencias
de mnima importancia, lomando-lhes o tempo
que melhor despend lo seria e com mais provei-
to publico.
O rnou antecessor no relatorio do anno passa-
do indicou que se augmentarse a aleada dos jui-
zes de paz, e que se lhes alargassem os limites
da sua competencia com recurso para os juizes
de direito.
Esla e outras medidas, a que de boa menle
presto o meu assenso, deixariara mais folgadas
as relaces, e provavelmenle nao teriamos de
deplorar a demora em julgamentos, que equiva-
le a denegaro de justica.
Comprehende a relaco da corte, alera do mu-
nicipio neutro, nove provincias com 82 comar-
cas e 167 termos; a da Baha. 2 provincias com
28 comarcas e 57_termos a de Pernambuco, 5
provincias coto 47 comarcas e 69 termos; ea
do Maranho, 4 provincias com 32 comarcas e
42 termos.
Nao me parece asada a occasiao pira propr-
vos a creaco de mais relaces : razes ponde-
rosas influem em meu espirito, e impedem a
iniciativa dessae do outras providencias, alias de
reconhecida ulilidade, que imporlariim grande
accrescimo da despeza, j to avultada com os
fiervicos a cargo deste ministerio.
que
1,657
964
4%
433!
Emendo que urna maior indemnisaco pelos
trabalhos desse megislrados, quanto permiltir o
estado das rendes e as urgencias do publico ser-
vico, e as providencias j indicadas sero por
agora su Rielen tea para remover os males conde-
cidos Em 1859 o numero dos feitos distribui-
dos foi de 2,560 (mais 298 do que em 1858), os
quaes se distrbuom pelas seguintes relaces :
Rio de Janeiro.......1,191
Bh........... 582
Maranho......... 253
Peraambnco........ 533
Destes feitos foram 885appellac5es civeis e829
crimes:
Foram despachadas 3.550 (mais 638 do
em 1858) a saber :
Na do Rio de Janeiro.....
Bahia.........
Maranho.......
Pernambuco ......
Foram mais distribuidas s relaQes 27 revis- j
tas civeis e crimes, e julgidas 22.
TRIBUNAES DO COMMERCIO.
PAKTE ADMINISTRATIVA.
Dos relatnos dos presidentes destes tribunaes'
consta em 1859 norneou o tribunal do commer-l
ci da corte:
2 Correteros de mercaduras.
1 dito de fundos pblicos.
7 Agentes de leiles.
2 traductores pblicos das linguas franceza, in-
gleza, italiana e hespanhola.
8 avaliadores commerciaes.
Admittio matricula e concedeu carta a :
9 trapicheiros c administradores de armazens de
deposito.
166 comraerciantes, sendo 60 brosileiros, 82 es-
lrangeiros e 24 firmas sociaes.
Deu caria de rehabilitaco a :
3 negociantes.
Matriculou 31 embarcaces novas, sendo 12^
patachos, 5 hiatos, 4 brigues, 4 vapores, 3 bar- |
cas, 1 escuna, 1 polhabole e 1 lancha ; e deu '
novas carcas a 43 eniDarcaces j matriculadas.
Rubricou 972 livros, sendo 11 do tribunal o
As reformas repentinas, anda quando a sua
proficiencia nao seja duvidosa, produzem abalos
que convm moderar para evitar perturbares
militas vezes dolorosas.
Se nao fossem os receios, de que rae scho pos-
suido em presenca das urgencias do estado e da
presumida deficiencia de renda, nao leria duvida
de piopr-vos que se desse seguiraento crea-
cao do ministerio publico, que, acredito, contri-
buira muito para melhorar o julgamento dos cri-
mes. Nem rae atrevo a propr que se de aos pro-
motores pblicos mais accao nos processos crimi-
na es : para islo seria preciso habiliu-los com a-
gentes nos distrielos ou termos, e a experiencia
da administraco me lera convencido que oem ha
pessoal, ncra, quaudo houvesse, poderiamos en-
saiar este melhoramento sem grande dispendio.
JUIZES DE OIREITO.
Existem actualmente 190 comarcas, sendo 120
de primeira enlraucn,47desegunda,o23dc ler-
ceira.
Eslo servindo nellas 206 juizes de direilo.
Ha urna comarca vaga. Nao vo aqu compre-
hendidos os lugares de juizes dos feitos da fa-
zendas. especiaes do commercio, do civel em
Porto Alegre, de orphos na corte, os auditorios
de marinha c guerra e os cheles de polica.
Crearam-se no intervallo, que raedeia entre o
relatorio passado o este, 8 comarcas, a saber:
Piracuruca e S. Raymundo Nonato, em Piauhy :
T.iubat, Braganca e Rio Claro, em S. Paulo ;
Lagos, em Santa Catharina ; Iiabaiana, em Ser-
gipe e Guarapuava, no Paran. As assemblas
legislativas provinciaes, fundadas no direilo que
lhes conferio o acto addicional para legislar so-
OFFICIOS DF JUSTIQA.
A legislacao que actualmento rege os ofiicios
de justica, nao tanto pelo que respeita ao seu
provimento, mas pelo que toca as suas altribui-
ces e mesmo sua existencia, carece de reviso,
al mesmo para harmonisa-la com as disposicoes
do acto addicional e da lei de inlerprelacao.'
Dei ordem para que se colligissem todas as dis-
posicoes existentes, quer geraes, quer provinciaes,
afim de servirem de base aosmelhoramentoe quo
reclama este ramo de servco.
Expediram-se os seguintes avisos :
1.25 de maio de 1859.E' inquestionavel a
competencia dos escrives de paz, nos lugares
cm que nao ha tabellio, para lomarem protes-
tos de letras e pralicarem quaesquer actos pro -
prios desses ofrkios.
2 o19 de junho.Quando venham a vagar
os ofiicios de escrivo de um termo extincto, de-
vem ser considerados lambem extinctos os ditos
ofiicios.
3."26 de junho.O officio do solicitador dos
feitos incompatlvel com o emprego de agente
do correio.
4.20 de agosto.Dous irmos nao podem
exercer ofiicios de jusliga no mesmo juizo.
S a24 de novembro.Nao licito aos escri-
ves do crime declararem-se suspeitos por sim-
ples juramento, mas devem declarar os motivos
de suspeico.
6.30 de novembro.Nao ha incompatibl-
dade entre os ofiicios de escrivo do jury| e do
distribuidor.
O decreto do 18 de fevereiro do anno correte
declarou que nos lugares, oude nao estivesso
**
5^*a55aSS?ifiS5
peno aq
allribuico. Entretanto, releva ponderar que
essa faculdade. concedida s assemblas legisla-
de semana.
POLICA.
A polica entre nos ainda nao c
E2L" ?fJ"?r!L_S.0S.AU1Z.e.S-...de_.dlrel10 ictos e as paixes desregradas. As causss si
961 de negociantes.
Lavrou 107 termos e
tos.
Arrecadou :
Emolumentos .
Multas .....
Despendeu
registrou 591 documen-
13:2743975
1:0005000
11:2743957
5 859,3360
Recolheu ao thesouro.....8: 15^615
Igualmente recolheu ao thesouro do
sellos que cobrou ..... 13:402*160
O tribunal do commercio da Bahia deu caria
de rehabiltuco a :
1 negociante.
Matriculou 40 embarcaces, sendo 4 barcas, 4
brigues, 3 palhabotes, 5'palachos. 2 escunas, 2
vapores, 2 sumacas, 5 hiatos, 12 lauchas c 1
cter.
Registrou 284 documentos.
Arrecadou.........3:813/750
Despendeu ........ 520J50
fossem slrictamente empregados provinciaes. se
os seus ordenados nao fossem pagos pelos cofres
geraes, livres seriara as assemblas no uso dessa
faculdade.
A creaco porm de novas comarcas lanca ac-
tualmente obrigaces sobre o governo geral, que
devera
s-
sao
paixocs desregra
sabidas e patentes.
Nao ha urna s provincia em quo o chefe da
polica nao lamente a falta de torca que auxilie a
auloridade as diligencias que deve fazer para o
descobrimenlo e priso dos criminosos, ou para
| prevenco dos dolidos. A forra de linha quo
Um dos meus antecessores exigi dos presi- SfSLIiSS ^ I'"ha!!rn.sii0.muil0..di,,,linuid.a
igio dos presi
denles das provincias informaces sobre a con-
veniencia de couservar-se a actual classillcaco
das comarcas, que, como sabis, s por aclo le-
gislativo pode ser alterada.
Das informaces consta que em geral todas as
comarcas esto bem classilicadas
das
as provincias, e por este se expedio circular s
presidencias, que s em casos de muila urgencia
e gravidade fossem dislrahidos os guardas uacio-
naes de seus trabalhos e prolisses.
Ainda mais : os delegados, subdelegados e ins-
pectores de quarleires, principaes agentes dos
Recolheu Ihesourara
. 3323*210
O tribunal do commercio de Pernambuco ru-
bricou :
175 livros.
Concedeu rehabilitaco a 1 firma sochl.
Matriculou :
21 commercianles eslrangeiros.
11 brasileiros.
1 firma social.
Deu plenlos a :
6 administradores de armazens de deposito.
2 agentes de leiles.
1 corretor,
Deu carta de registro a 6 embarcaces com o
porte de 982 toneladas, e recolheu dus cartas.
Registrou 37 contractos de sociedade, sendo
33 representantes do capual de 893.7353817 rs.,
1 de 200,000 francos, ao cambio de 408 reis, e
3 cm conta de parliciparo.
Regislrou 137 documentos.
Anecadou.........2:7395900
Saldo de 1858........1:567*566
Despendeu....................... i: i70?}870
10
do Sul e (iuilmente Maroira(la) em Sergipe.
O presidente da provincia do Rio Grande do
Sul reclama instantemente contra a classificaco I
da comarca de Piratinim, que por uiulos anuos |
tem eslado sem juizes de direilo.
Cabe aqu fallar da execuco que tem tido o i
decreto n. 831 de 2 de outubro do 1851, regula- j
dor das correires que cm suas comarcas devem
fazer os juizes de direilo, e forja conessar que, |
a despeito das ordens reiteradas desle ministerio,
as disposicoes do cilado decreto nao tem sido fiel-
mente execuladas em lodo o imperio. O traba-
lho arduo e cuf.idonlio, e alguna juizes de di-
reilo procuram pretextos para cvita-lo.
Ainda se nao pode inslituir na secretaria um
exame minucioso dos provimcnlos reineltidos,
que no anno passado subiram a 66.
A principio erara os provimentos enviados ao
Ilustrado consellieiro procurador da cora para
cxamina-los. Este digno magistrado, oceupado
com muitos oulros negocios do maior urgencia.
'' polica, e nao louvar os esforcos a que semclhan-
! tes resultados seo de vides? Qner-se que a po-
I licia entre nos seja ludo, remova todos os males
: que occorrem, o todava ella nao pode desempe-
I nhar as obrigaces. quo Ihe impe as leis! E'
urna iiisle confisso, mas verdadadeira, e Caco-a
! de lano melhor vontade porque dahi resulta o
elogio das autoridades policiaes, esobrotudo urna
prova da moralidade do povo brasileiro.
Releva ser franco : este eslado de cousas anda
ha de conlnnar por muito tempo ; mude-se c-
syslema, deem-se nomes novos aos agentes poli-
ciaes, nem por isso os males quo indiquei acha-
ro um remedio eflicaz : subsistir sempre a fal-
la de meios para ter urna polica vigilante e acti-
va com uma populacao esparsa por to vasto
territorio.
Este ramo de servco depende nicamente do
patriotismo das autoridades policiaes, do cumpri-
rneuto do dever que ellas, pela maior parle, so
lem imposto.
Por decreto de 21 de setembro do anno passa-
Recolheu Ihesourara..........
2 830*596
2:413j|846
Resto........ 4223750
Este resto conservou-se cm caxa para as pri-
meiras despezas do atino correnle.
0 tribunal do commercio do Maranho expedio
carias de matricula a :
32 negoeiantes.
1 agento de leiles.
Matriculou 2 embarcaces, c recolheu a carta
do outra que noufragou.
Registrou 21 escripturas de sociedade, 4 de dis-
solucao de sociedade, 3 de hypolheca o 1 do dis-
trete e quitac&o. Registrou mais 132 procura-
rles 6 numeaees do caixeirns, 2 conheclmenlos
de impostos, l" escriptura de autorisaro de mari-
do mulher para comraerciar, 8 avisos do gover-
no, 48 ofiicios de diversas autoridades e 13 porta-
ras do presidente.
Rubricou 17 livros.
Arrecadou........................
Saldo de 1858....................
Despendeu.......................
Recolheu
2:1815200
2915740
2:472940
3579140
2; 1155800
thesosrari]..........
Paiitk CONTENCIOSA.
Subiram por appellaco para o tribunal do com-
mercio da corle 196 feitos: os julgamentos foram
171.
De 255 aggraros presentes ao presidente do tri-
bunal foram julgados 238
Julgaram-se 100 embargos e 1 revista.
O tribunal ordenou 46 diligencias, comprehen-
didas algumas desistencias.
Manifestaren) revista cm 36 decisoes do tribu-
nal. Deslas furam concedidas 5, denegadas 16, e
pendem ainda 15.
Ao tribunal do commercio da Baha presen-
laram-se 56 appellaces.
Jul^aram-se 40. Os julgamentos sobre embargos
loram 31, esobre revistas 1.
Foram igualmente julgados 46 aggravos e 2
carias teslerauuhavcis.
O tribunal do commercio de rernambuco rece-
bou 21 appellaces, 1 revista e 2 cartas testemu-
nhaveis.
Julgou 17 appellares, 8 embargos, el revista.
Foram decididos 12 aggravos.
As appellaces apresenladas ao tribunal do
commercio do Maranho foram 18.
Julgaram-se 6. Foram decididos 9 aggravos.
Jl'lZO COnERCIALOB Ia INSTANCIA.
as duas varas especiaes do commercio da cor-
te foram [atontadas no anno passado 1,433 aecos
na imporlancia de 5,024,719J420.
Foram julgadas 787, segucm seus termos 420 e
eslo paradas 226. i.
No juizo especial do commercio do Recifc nos
annos de 1858 a 1859 inlentarara-se 562 causas,
das quaes foram julgadas 306, cujos pedidos im-
portara era 816:596*332. Esto paradas 179.
Pelo juizo especial do commercio da capital do
Maranho correram durante o anno passado 24
pleitos. Destes lindara ni 4 por composicao e 1 por
execuco.
Como se rfl sao sobremodo defeituosos todos
estes dados cstaiislicos. Nao ha ainda as infor-
maces a indispeusavel uniformidade.
Para sanar este inconveniente, ordenou o go-
verno que o conselheiro presidente do tribunal
do commercio da corte consultasse, propondo o
modelos que se deram adoptar para conseguir-
se uma cstalistica perfcila, tanlo na ciarte admi-
nistrativa, como na contenciosa dos tribunaes do
commercio e des juizos commerciaes. confio que
aquelle magistrado com a solicitude que o distin-
gue far mais este importante servco.
JURY.
Nao ainda o que devera ser o tribunal dos
jurados. Sem querer, nao obstante tudo quanto
se ha dito, fazer um capitulo contra este tribunal,
nao posso todava desconhecer que ha vicios em
sua organisaco, e que em grande numero de
termos os inscriptos as listas dos jurados nao of-
fereccm as condices exigidas nos juizes para
bons julgamentos.
Errado ir quem acreditar que s desses defei-
los esuliam decisoes quo lano tem escandalisa-
do. Releva confessar, como o meu antecessor,
que circumstancias especiaes, e que s ao tempo
o civilisaco mais geralmente derramada, com-
pete fazer desapparecer, sao as causas principaes
desle estado de cousas que todos deploramos.
Esta conviccao porm nao parte psra que nos
conservemos como espectadores impossiveis, sem
queao menos procuremos os meio^de minorar o
mal, e proparar para termo breve a sua comple-
ta remoco.
Assim iremos melhorando a admnislraco da
justica em seus diversos ramos com a lentido
que, em lacs materias, reclama a prudencia.
provimentos dos juizes de direito em correico.
Contina a fazer-se sentir a falla de le que de-
termine quando e como devera os juizes de di-
reito ser declarados avulsos. ]
As leis ns. 559 e 500 de 23 de junho de 1850
raelhoraram muilo a sorle da magistratura de Ia
instancia, nao s em beneficio ao servido publi-1
co, como em relaco ios magistrados. A expe-
riencia porm lem demonstrado que alguma cou-
sa resta a fazer por bem do Borrico.
Entre os anoexos encontrareis a relaro dos
juizes de direito cora sua antiguidade, devida-
mente qualificada pelo supremo tribunal de jus-
tica.
JUIZES MUNICIPAES
Depois do ultimo relatorio crearam-se os se- i
guiles termos "
Dores............). 0 ,
[laqui...........jRio Grande do Sul.
S. MiguelSania Calharina.
Cear merimRio Grande do Norte.
Lmoira............),
Cnnha .............j^. Paulo.
Simio Dias- Sergipo.
BigagemMinas Geraes.
Villa VicosaCear.
Muitos oulros termos se icram creado, se nao
fosse a Billiculdade de dar-lhes juizes letrados.
Dos termos existentes, mullos se acham vagos.
nao obstante as diligencias feitas pelo governo e
as vantagensde ajudasde custo que publicamen-
te lem oflerccido.
Mais de uma razo lem influido para esla falla.
As distancias, a pobreza dos lugares, a exiguida-
de dos vencimenlos o a incerteza da carreira sao
em meu cnceilo as principaes. E' fon-oso ou
alterar lodo o nosso syslema judela rio do Ia ins-
tancia, o que me nao parece muito fcil, ou de-
finir a posiro que na magistratura devem oceu-
par os juizes municipaes. Pou:os so arriscam a
aceitar taes lugares para, depois de quatro annos
de fadgas e privac,es, nao consegulreni sequer
a recondueco, e lerem de romer.ar carreira nova.
Muilo conviria providenciar sobre os casos e o
modo por que pode o governo decretar a remo-
co destes juizes.
Existem actualmente 336 termos. Em 326 est
reunida a jurisdiro municipal a de orphos;
em 10 est separada.
Em 30 de abril baviam nomeados 301 juizes
municipaes e de orphos, 17 municipaes e 10 de
orphaos.
JUIZES DE PAZ-
No lenho que accrescentar aoquedisse o meu
antecessor sobre estes juizes.
Reconhecendoa conveniencia de darum formu-
lario para os actos que se processarn no juizo de
paz, dei seguimenlo a trabalhos j encelados, e
que brevemente estarn concluidos. Ahi encon-
Iraro esses juizes, pela mor parte leigos, um con-
Nelhero seguro que os guio no cumprimenlo de
seus develes.
O aviso de 11 de junho de 1859 declarou
que o juiz de paz, chamado para substituir
outro mais volado que fallecer, ou excusar-se
entre cm exercicio como proprictario e nao como
supplenlc.
Ern 20 do mesmo mez expedio-se aviso, de-
clarando que, sendo suspeitos lodos os juizes de
paz dos dilTerenles dislridos de um mesmo ter-
mo, deyer-se-ha recorrer ao principio goral es-
tablecido no art. 6 das instrueces de 13 de de-
zembro de 1832, juramentando acamara munici-
pal o cidado immedialo em votos ao ultimo do
dislrclo das partes que prelendam tentar o acto
de conciliaco.
PROMOTORES PBLICOS.
A sorte destes empregados tanto ou mais pre-
caria ainda do que a dos juizes municipaes ; sem
futuro cerlo nem ao menos tem lempo definido de
servco eslo sujeitos demisso arbitraria.
Dahi resulta que, em geral, a promotoria
acela por hachareis que se querem fazer conhe-
cidos para a advocada Era muias comarcas eslo todo o imperio, 3,593 procesaos,
estes empregos oceupados por leigos. Comecados :
Apezar de diminutas, as attribuires confer- Por queixa
das aos promotores pblicos sao origem de gra- Por denuncia particular
ves rompromellimentos, quo s inabalavel cons- Por denuncia do promotor
ciencia do dever capaz de arrostar.
J se v a conveniencia de dar a esses empre-
gados melhores condiges de seguranca e inde- Qucixosos
pendencia. Seus procuradores
Expediram-se os seguintes avisos : Denunciantes
Io31 de maio de 1859.Os avisos de 27 de Seus procuradores
abril de 1855 e 15 de Janeiro de 1859 concedem Promotores
apnaseos promotores uma preferencia no acto' Responderam em laes processos 4145
de nomeacao de curador geral do orphos, e nao reos :
o direilo de excluirera desse cargo aquellos qelHomens
j esiao servindo por provimento legal. I Jlulheres
2.29 de outubro.Nao ha incompalibli- Brasileiros
dada em quo o lio e sobrinho por affioidade Eslrangeiros
exercam os lugares de promotor publico e de Menores de 14 annos
juiz municipal. ue 14 17
.3.31 de outubro.Os promotores pblicos De 17 S 21
nao podem advogar em causas civeis, que afinal De 21 40
possara tomar o carcter criminal, como sejam as Do 40 para cima
de fallencia. Solteiros
Ex-ofiicio
Foram sustentados pelos
I
POLICA DA CORTE.
Do relatorio do chefe de policia da corlo, quo ,
encontrareis nos auucxos, veris nao s a impor-
tancia dos serviros que esto cargo desse ma-
gistrado, mas lambem o modo por que fo-
ram cumpridos os deveres que impe esses ser-
vicos.
Chamarei particularmente a vossa allenro pa-
ra a necessidade do estabelecimenlo do rondas
nocturnas, ern que insiste o chefe de policia.
Urna cidade lo extensa, como a do Rio de Ja-
neiro, habitada por populacao heterognea, tan-
jo em hbitos e prolisses, como era interessos,
o aonde j existem classes pergosas, oo podo
ser policiada pela diminuta forra, de que dispo
a autoridade.
Ha necessidade evidente e indeclnavel de ou-
lros meios, e entre ellos est sera duvida em
primeiro lugar a crear.ao das rondas nocturnas
ou urbanas.
Alguns dos meus antecessores lveram a idea
dessa crearn, e nao a rcalisaram por circums-
tancias independentes de sua vontade. Espero
fue decretis fundos para as despezas que se de-
vero fazer alirn de habilitar a policia no desem-
peulio de uma das suas mais importantes obri-
gaces.
O corpo provisorio dos Bombeiros vai passar
por modilicacoos. que a pralica demonstren ne-
cessarias. U novo regulamcnlo ser brevemente
publicado, e posto em execuco, iicando depen-
dente da vossa approracao na parte que excedo
a competencia do governo.
Por decreto n. 2.544 de 3 de marro do anno
correnle foram alterados os limites dos dis-
lridos da subdelegada da freguezia de Sania
Anua.
ESTATISTICA.
Os trabalhos eslalisticos entre nos sao ainda
muilo iraperfeilos : faltam os elementos para
as coruparaces, quedariam lugar a apreciaces
raais importantes sobre o nosso eslado social'e a
efiieaca dos meios preventivos e do represso
de quedispe a autoridade encarregada de man-
ter a ordem, condicao do progresso e da felici-
dade dos povos. Nem de outra sorte poda ser :
querer que as nossas eslatislicas compilara com
as que se fazem em naces muilo raais experi-
mentadas uestes trabalhos, que formara esludos
especiaos, exigir mais do que comporta a pos-
sibilidade humana.
Actualmente a eslalislica criminal, que a que
maiores cuidados tem tido da administraco, con-
fiada como est a empregados que ao menos tceni
por si apresumpeo do saber, vai sendo de algura
provcilo, nao obslante faltar-nos o recensea-
raento da populacao, base indispensavel para
quaesquer esludos que queiramos fazer na es-
lalislica dos crimes e julgamentos, E ainda mais,
sao recotihecidamonte defeituosos os modelos,
pela carencia de indicaces que multo importa-
ra conhecer.
Da estatislca civil nada se pode conseguir
ainda ; estamos em ensaios. Os elementos que
existem por ora carecem de precisa uniformidade
para serem utilisados.
A ludo islo accresce a eslreileza do lempo pre-
lixo para a confeceo das eslatislicas. Devenios
em maio dar noticia e rlassificar fados que se
passaram era o ultimo dia de dezembro do auno
anterior !
O lempo e cora elle o esludo o nico reme-
dio para esses defeitos.
JULGAMENTOS NO UM EM 1858.
Est completo o quadro dos julgamentos cri
minaes pelo tribunal dos jurados em 1859: todas
as provincias, oque raro, enviaram os mappas
respectivos, chegando ainda a lempo de se fazer
o geral para vos ser presente.
Como sabis, neste quadro eslo compre-
hendidos muitos crimes commellidos era an-
nos anteriores e que s podero ser julgados em
1859.
Foram submctlidos ao julgamento do jury, era
ILEGVEL
666
73
155
2,699
80
110
2
10
3,391
4,183
262
3,929
516
10
51
362
2,972
1.05O*
1,921
f-
r


DIARIO DE PERWAMBCO. QUINTA fElBA 2? DE SETEMBRO DE 1860.
Casados 2 213
Vi utos '311
I.ivraram-se :
Presos 3109
AiTiangados 901
Ausentes 435
* Os afflangados llvrarem-se :
Pessoalmentc 8i3
Por procurador 32
A' revelia 26
03 ausentes :
Comparecendo 55
A revelia 380
Foram
Aulnres 4,030
Cmplices 223
De simples tentativa 192
Estes reos cemmetteram 1,339 crimcs.os quaes
se dividem em
Pblicos 191
Pariioulares 3,775
Policiaes 373
. Os pblicos sao :
Tirada ou fuga de presos 108
Falsidade 4i
Perjurio 17
Resistencia 16
Desiruico de bens pblicos 3
Peita 2
Contra o livregozo e exercicio dos direi-
% ios polticos 1
Os particulares sao :
Feri ment 1,958
Homicidio 1,011
Roubo 21j
Furto 177
Ameac 160
Banca-rota e eslellionato 87
Daintio 48
Contra a liberdade individual 43
Estupro 36
Calumnia e injuria 19
Rapto 12
Infanticidio 5
Polygamia. 4
Aborto 1
Cuanto aos policiaes :
Anuas defesas 33}
Ajuntameulos 36
Fabrico e uso de instrumento gara roubar 3
As condemnacocs foram 2,369, a saber :
1"- Piiso simples 920
Multa 707
Prisao com trabalho 4n9
Galos 171
Acuites 113
M'nte 42
Desterro 5
Degredo 2
Absolvios 2,829.
v Por decisa.0 do jury 2,780
Por prescripeo 9
Por perempeo 40
Recursos 90 i.
Appellae.io dojui/. 406
Dita das partes para a relaco 431
Protesto para novo jury 67
JELGAIESTOS SO DECENN10 DE 189 A 18,"i8.
Junto aosannexos encontrareis os mappas dos
crimes commettidos o julgados no decennio de
184'J a 1858. Foram este auno deduzidos os eli-
mos commettidos em ISIS o julgados pelo jury
nesse auno o al 1857, que forniam um quadr'o
Separado.
t) resumo dos mappas do decennio c o segua-
te :
.11 UY.
Foram julgados, no decennio de S'J 1858,
pelo tribunal do jury, 1 i,152 processos, que co-
mccaraui :
Por qutixa 2,661
Por denuncia particular "56
Dita ilos promotores 633
Ex-olBcio 10,302
I'oram sustentados :
Polos queixosos 485
Por seus procuradores 422
Pelos denunciantes 21
Por seus procuradores 68
Pelos promotores 13,156
Estes procesaos comprehenderam 17,511 reos,
sendo :
Homens 16,375
Mulheres 1,136
Brasileiros 15,100
Estrangciros 2,111
De menos do 1 i annos 56
D 1 i a 17 217
Do 17 a 21 > 1,518
De 21 a 0 > 11,923
Maiores de 50 > 3,707
s lleiros 8,139
Csalos S.iy.l
Vutos 1,183
Foram julgados:
Presos 13,277
Afianzados pessoalraento 2,892
Por procuradores 124
revetia 257
ausentes, comparecendo ao julgamcnto 286
Ditos revelia. 675
Foram assire classiikados:
Autores 15,567
Cmplices 1,147
Por simples tentativas 797
Cometieran) 17,650 ciinics, sendo :
Pblicos 1.033
Particulares 15.00
Polticos 1,613
Os crimes pblicos sao :
Tirada 011 fuga de presos 452
Resistencia 175
Falsidadc 160
Perjurio 104
Moeda falsa .S
lnsurreicao 42
Contra o hvre gozo c exercicio dos direi-
I polticos dos cidadaos brasileiros 13
Peita 12
Suilii.o 10
Contra a c^nstiluigao. 8
Ilebellio 5
Contra a independencia 1
Contra o livre exercicio dos poderes po-
lticos 1
r Conspirarlo 1
Pi'tuljlo" 1
Os 15,004 particulares foram.
Ferimento
Homicidio
Furto
Roubo
A menea
Estelionato e banca-rota
Damno
Estupro
Contri a liberdade individual
Calumnia e injuria
Rapio
Infanticidio
Polygamia
Abordo
Parto supposto.
Adulterio
Os 1,613 policiaes dividem-se em :
Armas defecas
Ajunta ment illicito
\ ,1 diac.au
Fabrico e uso do instrumentos para ron
lor
isas a religio e a niorat
[Conliniiar-se-ha,
1,033
6.769
5,035
875
79
414
359
245
153
139
64
46
33
28
22
5
3
15,00!
1,387
192
16
16
2
1,613
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Da comarca de Flores temos noticias com data
-de l do crranle mez.
Em Villa Relia as olciroes foram regulares, p
tendo a opposi(ai) pleiteado, comltido perdeu-as.
A soeca prosegue, o gado vai snecumbindo, a
os gneros subsisten) por presos altos.
Km [ngazeira procederarn-sc igualmente as
IcicAes sein alteraeo Nao apresentou-se a
opposieo a dispula-las.
Os gneros ahi pouco apparecem, mas a fal-
la real 6 de dinbero.
Em Baixa-Verde permanece inalteravel a or-
dem.
A seca continua e os gneros esto por pre-
ros fabulosos.
No termo deplores a eleicao foi feita pela qua-
Ufieaco de 1856 e sob a presidencia dn 2o juiz
de paz; porque o primeiro reputando-se venci-
do, recolhcu-se a sua casa, conservou em si a
qualQca^o, e julgou assim inutilisar tudo ; pois
sendo convidado para presidir a eleicao pelo 2'
1 juiz de paz, por iolermedio de uma coramissio
r de eleilores nomeada para este tim, recusou-se
' islo, assim como s entregar a aualificarao ul-
tima, pela qual devia sor feiti a chamada.
No archivo da cmara nao existia nenhuma
das qualilicjri's anteriores, excepto s de 1856,
por que o Io juiz de paz linha-as subtrahido,
dando Isto lugar a proceder o 2, na ausencia do
Io, a eleirjo rom a qualificaco refeiida.
No entretanto retirou se o" Io juiz de paz para
Villa Bella, e d'ahi sete dias depois da eleicao
mandou aflxar um edital marcando-a para o
dia 4 do novembro Tindouro.
Na Alagoa de Baixo, do termo de Pesquci-
ra, nao leve lugar o processo eleitoral, appare-
cendo entao conflictos e dosaguizados, de que
resuliaram esbordoamenlos.
O respectivo juiz de paz aliou-o para novem-
bro futuro.
De Santo Amaro temos queixas contra al-
guns estrangciros embriagados, que all cos-
lumam sahir ao encontr das familias que tran-
sitan!, obrigando-as ou a ouvirem o producto
de urna razao immergiJa em vapores bacchicos,
ou a procurarem abrigo em alguma casa, se a
arham aberta por ventura.
Anda lia poucos dias deu-se eslo faci all,
quer fosse por bebedeira, quer por zombaria lei c
As sus consecuencias; o que sem duvida proce-
de de nao haver n'aquella localidade uma s
pessoa que por parte da polica far.a-os respec-
tar a moralidade e o acatamento das familias-
Consequentemenle addicionamos nossas vozes
aquellas queUas, para que so d alguma provi-
dencia no sentido de sor coardado semclhante
abuso, intoleravel por todos os principios.
Se de lei que nocorpo das guardas esle-
jam as instrucees, pelas iiiaes se devem diri-
riro-f rommanlanlcs respectivos; a ausencia del-
las d'esse lugar constitu; nm abuso, que cum-
pre soja interrompido em sua pratica.
Hontem realisou-se o concurso s caderas
vagas de iuslrucrao primaria, tendo-se conclui-
do tolo o processo.
Coucorreram os individuos que foram julgados
aptos, ni prova de capacidade; sendo approva-
dos no presente concurso.
Sao ellos Joaquina Manoel de Oliveira e Silva,
Juvinano da Costa Monteiro e Luiz Cyriaco da
Silva.
A manhaa d oSr. c a Sr.'1 Simonsen, o seu
segundo coiu'erlo no theatro de Apollo.
Passageiros sabidos para Rio de Janeiro e
Baiiia no vapor porluguez Milford'JIaven :
Kart Knatlis Heniich lleveru Ferdnand
Wstrut/. Joaquina da Rocha P.iva, Gabriel Al-
cedes Rapuzo Cmara, Domingos Jos Antonio
R bello, seu lilbo o 1 escravo.
M.vr.u'Oiuo publico:
Ha la rara-se no dia 26 do correnlo para consu-
mo desta cdade 99 rezes
HORTALIDADE no da 26 :
Miguel Joaquim Alves de Carvalho, parlo,
solteiro, 31 annos; apoplcxia Iluminante.
Nsximiano Pereira da Silva, pardo, solteiro,
31 annos; hydrothoru.
Cecilia Hara dos Impossiveis, branca, titira,
71 annos; inflamacao nos intestinos.
llcnnina, branca, 15 mezes: bexisas.
[gnez Thereza de Jess, parda, Tiuva, 120 an-
nos; erepetudc.
Eupreprio, brnco, 5 annos; congestio cere-
bral.
Cosma, parda, 1 mez ; espono-befida.
Domingos, pardo, 35 mezes; escarlatina.
Foram recolhidos casa de deloncSo no
dia 25 do correnlo 3 boniens livres e 1 escravo,
sendo 1 a ordi-m do Dr chefe de polica, 2 a or-
dem do subdelegado de s. Jos e 1 a ordem do
Ja Muribcca.
Hospital op. caiudade. Existem 57 ho-
mens o 59 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, total 123.
Na totalidad!! dos doenles cxisteral37 aliena-
dos, sendo 3.) mulheres e 7 homens.
Foram visitadas is enfermaras pelo cirur-
gi'io Pinto, s 7 horas c 5 minutos da ma-
nhoa, pelo Dr. Dornellas s 7 horas e 1/1 da
manhaa, pelo Dr. Firmo as 5 horas da larde de
hontem.
COXSILAD0 PHWIXCIU.
Allcrafocs feitas as casas aballo de-
claradas, pcrlcnceiilcs fYegiiczia
de S. \h: Pedi'odiMicalves, feita pe-
la lancader Joao Pe'drt de Jess da
Malla!'
Roa da Guia.
N. 52.Herderos do EstOTio Ca-
vnlcanli de Albuquerque, sobrado
com uma luja e um andar, arren-
dado por....................... 3603000
dem 62. Joaquim Gonijalves de
Albuquerque e Silva, sobrado rom
uma loja e dous andires, arren-
dado por.......................... 1 : "$000
dem 3 Viuva de Antonio Teixei-
ra Lopes, c.isa terrea, arrendada
por................................ 2i0;000
i dem 5Jos l.ourenco da Silva,
sobrado cotn uma loja e 3 anda-
res, arrendado por................ 750*000
, dem 7.Dr. Jos dos Santos Nu-
iles de Oliveira, sobrado com nina
loja e um andar, arrendado por.. 70#000
j dem 9 Joao Jos Rodrigues Lof-
llir, sobra Jo com 3 lujas e um
andar, arrendado por............. 590$000
dem 19.Antonio Joaquim de Son-
za Ribeiro,sobrado com urna loja
e 2 andares, arrendado por....... 3843000
dem 31.Jos da Rocha Prannos,
sobrado com urna loja e 2 anda-
res, arrendado por................ 608j000
fdem 35. Ordem li-rceira de S.
Francisco, casa terrea arrendada
' por................................ 168;0O0
dem 41.Joaquim dos Santos Coc-
Iho, casa tenca arrendada por... 204-jOOO
I!em 45.Herderos de Estevao Ca-
ralcanti d'Albuquerque, casa ter-
rea arrendada por................ 14i$000
dem 7.Jos Fernandes da Silva,
casa terrea arrendada por........ 192-3000
dem 49.Joaquim Vieira de nar-
ros, casa terrea arreadad.i por JOOO
dem 53.Carlota Esmenia da Con-
ceicao, casa terrea arrendada por 129J000
dem 55. Juo Athanasio Das, so-
brado com 1 loja c 3 andares ar- .
rendados por...................... 696p!)0
dem 59.Joaquim da Silva Lopes ~~~^
e outros, sobrado com I loja e 2
andares arrendado por............ 5!0jj000
Travessa do Anligo Porto.
N. Herdeirosde Miguel J. Rodri-
gues e Francisco Antonio Freir
Jnior, sobrado com 1 lojae 1 an-
dar arrendado por................ 3363000
dem 8.Ordem 3' do Carino, so-
brado cum 1 toja e 2 andares ar-
reudado por...................... 380^000
Travessa do Apollo.
N. 1.Prelos canoeiros do Recite,
casa terrea arrendada por........ I683OOO
Becco Tapado.
N. I Francisco Jos Regalo Bra-
ga, sobrado com 1 loja e 1 an-
dar arrendado por................ 360$000
dem 3. Jos Autonio Azevedo
Santos, 1 meia sgua do 1 andar
com Hojas arrendado por...... I8O3OOO
dem 5.Joao Francisco do Souza.
1 portao de um quintal com i
meias aguas arrendado ludo por 203000
dem 15. Manoel Figueiroa de Fu-
ria, sobrado com duas lujas e
dous andares arrendado por 66O3OOO
dem 21.Francisco Jos Regalo
Braga, casa lerrea arrendada por. 1203C00
dem 25.Marianna llorotha Joa-
quina, casa terrea arrendada por. 1203000
dem 39.ViiiTa e herderos de Jos
Diogo da Silva, sobrado com duas
lojas e um andar arrendado por 50t$000
Travessa da Senzala Nova para o Corpo
Santo.
Numero 12.Manoel Jos da Silva,
casa terrea arrendada por. I2O3OOO
dem 18.Dr. Pedro Bezerra Pe-
reira de Araujo Beltrao, casa ler-
rea arrendada por..... 120J000
dem 22.U mesmo, casa lerrea
arrendada por....... 1203000
dem 24 O mesmo, casa terrea
arrendada por....... 1203000
dem 280 mesmo, casa terrea
arrendada por....... 1203000
dem 3.Joanna Maria da Soleda-
de, caso lerrea arrendada por. 120#O00
dem 5.Marianna Dorolha Joo-
quiua, casa lerrea arrendada por. 1449900
Becco do Tocolombo.
dem 5.Joaquina Maria da Con-
reino, casa terrea arrendada
por .... ,..... 963COO
lo>iu 1 A.Francisco Jos rigalo '
Braga, sobrado com um andar e
uma loja arrendado por. 24QSOOO
dem 4.ViuTa de Manoel Fran-
cisco Pinto, casa lerrea arrenda-
da por ......... 83OOO
Becco das Miudinhas.
Numero 2. Marianna Dorolha
Joaquina, casa lerrea arrendada
Pr........... 1083000
Idom 6.A mesma, casa terrea ar-
rendada por....... I443OOO
dem 8.Manoel Alve3 Guerra, so-
brado com uma loja e dous an-
dares arrendado por..... 360JOO0
dem 10.Irmandade de Nossa Se-
nhora do Amparo, sobrado com
uma loja e dous andares arren-
dado por......... 288j000
Ra da Guia.
Numero 6.Viuva de Joao Anto-
nio da Silra, casa terrea arrenda-
da por v...... 20OJ000
dem 8.Joao "da Cuuha Maga-
lhes, casa terrea arrendada por. 360#000
I Jera 16.Francisco doPinho Bor-
ges, casa lerrea arrendada por 360j|000
Mera 32Francisco Jos R->galo
Braga, casa terrea arrendada por. 300J0OO
dem 34.Manoel Pereira Caldas,
sobrado com uma loja o dous an-
dares arrendado por..... 592jOOO
dem 36.Marianna-Dorolha Joa-
quina, sobrado cora uma loja e
dous andares arrendado por 8iO#QO0
Idera 40.Miguel Archanjo de F-
gueiredo. sobrado com cinco lo-
jas o dous andares arrendado
Por........... 1 212;000
dem 4.Francisco Jos Regalo
Braga, sobrado com uma loj e
um andar arrendado por 390?O9O
[Conlinuar-se-ha.)
Communicados.
Cri.se eleitoral,
l.
Nao haviamos aioda deposto as armas do cer-
tame eleitoral para juizes de paz e rcreadores.
eis que nossos contrarios entranhados ni lula
continua de inieresses, onde cada elemento as-
pira ao dominio das posices sociaes, cada intel-
ligencia vida do poder o da tribuna formados
em grupos assustadores astenlam inqualilicavel
audacia, provo:am, insulUm e calumniam, 3
quera por dever lem a alta misso de garantir a
vida, a propriedade e a seguranza do ctdadao, na
m-inulencao da ordem publica* em relacao as
ideas e principios daquelles que esto colocados
frente da adminislrac.io suprema do estado. Os
amigos destes, dotados de coraeoes sinceros ap-
plaudem os progressos do sysleina poltico, que
por mais de uma vez lera salvado o imperio das
voragons da anarcha, ou da imaginaeao em de-
lirio ; conliando no futuro nulrem um enlhu-
siasmo calmo e reflectido pelos destinos da pa-
tria ; outros, entes de desiruico. visionarios em-
pavonados, simulam a todo instante o claro
do incendio por elles aleados, insuflara as massas,
exacerbmi paixoes ruins das fe/.es da sociedaile]
u com ellas o esboroamento do nossas institu-
coes, a aniquillacao das crenca?, Irazendo aps
'le si o reinado da depravaeao. s porque su is
ideas nao regulam, e teem sido vencidas na
urna !
Ha tambera entre elles, um grupo de coramo-
distas orgulhosos, que se lingera desinleressa los,
por pie Ibes no saciaram a trabicio de alguma
distinceao honorfica, ou pretcnco de en com
menda, reputam-so a si mesmos d'e snicos, mal-
dizem a actual ordem ile cousas, espargindo por
toda parte o fel amargo do suas miserias.
Embora assim praliquom, clamein ese srrepel-
lere, a i-Jj grandiosa do numeroso partido con-
servador nao pira, caminha, progride, pasaa a
diente, e nem ao menos Ihos launa um olhar de
des lem se quer !
A crisc eleitoral ser conjrala pela actividade
e zelo das autoridades constitu Jas, apiadas com
ardor pela populacao laboriosa de toda a pro-
vincia.
A lembranna dolorosa do passado, que ene-
grece a historia cinco annos, que vossas ideas
dominaram, nada ha que se Ibes possa comparar.
Eaisle anda bem fresca na memoria de lodos, o
horror das perseguid-oes, escandalosos patronatos
o latrocinios de toda a especie : dcixaremos de
parle suaennumeracfio, que assim o pede nossa
condescendencia e dever, naj exacerbar os ni-
mos...
E' de primeira intuirao, que apezar de lodos
os vossos esforeos, as crses eleiloraes porque
lem passado esta torra, ha sempre um pensamien-
to que as domine e resumo a conservaran
do estado, que nao pode ser desligado do monr-
Cha, nem da constituirlo urna consecuen-
cia de outr.i : e, pois. desenganai-ros, debalde
vos esforzareis por Iranstormr a ordem pub'ica,
a despeilo da TOSSa lenga-lenjn, voto livre, de-
baixo da influencia do insulto, da provocaeao, do
ccele e do punhal.
Acompararao de Pernambuco de boje e o rei-
n ido dos vossos cinco anuos, uma loucura,
urna perfidia, contra a qual protestamos em no-
mo da honra, da illustrarao, dos brios e foros
desta provincia.
Nao cessaremos, pois, de elevar um pharol
bem luminoso que marque o perigo do rumo que
segus, e conduza a passo seguro a grandiosa
causa que esposamos, ao triumplio da verdade.
Puritano,
Correspondencias.
Sr. Redactores. Em bem da verdade, vej-
me obrigado a declarar pelo seu conceiluado jor
nal, era salisfaeao ao respeitavcl publico uuem
respeito, quenaodeem crdito s calumnias, que
o Liberal de 20 do correle n. 203 em seus fac-
los diversos, progadihsou-mc como levo trans-
cripto :
S. Antonio. A saturnal de S. Antonio,
correu ao sabor do Sr. Epaminondas de Mello,
votando pela populacao que nao comparecen,
quanlo p descalco, afarga boje as lileiras do par-
lido da ordem.
O horaem mais de bem que figurn nessa far-
i;a miserarel, dizem, que [Ora o Sr. major Qua-
lesma, o qual votara 11 rezes, tendo previameu-
le feito as pazos cora o sen successorna capala-
zia da alaudega, de quera eslava encaminado
inimigo.
Tudo que diz o Liberal de 20 do correnle tal
respeito falso, e valor nenhun far.o por ser a
sua arma de defeza a intriga ea meniira s ban-
deiras despregadas, pelo desespero que os devo-
ra. Porm para que se nao diga que quera se
calla consente, como j so disse quando o pas-
quim chamado Poco me descompunha c calum-
niaba,e a quem nunca respond,lirme as minhas
convicQes, pois son bem conhecido, e porque
minln eonseiencia em nada me acusava. N.io
deixou de haverua corte do imperio quem acre-
dilasse o pasquim dezjiroso e a calumniador.
Razio porque sempre direi em satisfacao ao
publico, que apello para o Sr. Juo Francisco
Bastos, juiz de paz que tendo despresado as bra-
vatas dos seus correligionarios, se colloeou com
sua qualificacao porta da igreja, tomando nota
dos que votavam, e at foi quem vio-me ser
chimado para volar e sahir assim como os mais
cidadaos qualificados de todas as classes ; ver-
dade que devem eslar agoniados porque alguna
liberaes pardos e crioulos votaran) pelo lado da
ordetn pedido mcu, por estarem qualificados.
Tenho solifeito ao publico e demonstrado que
nao sou Irampolineiro.
Recite, 25 de selembro de 1860.
Jos T. C. Qitaresma.
Senhores redactores.Tendo respondido no seu
Otario de 25 do correnle s calumnias do Sr. Se-
bastiao Paes do Souza, exhibindo documentos au-
Ihenticos, que deslruiram radicalmenle suas as-
serces; eis que no Diario de hoje apparece
anda o lal seahor ameacando-rac cora nova ca-
tilinara.
Digo de uma vez, que nao querendo em cousa
nenhuma parecer-rae com o Sr. Sebastio : ten-
do como grande gloria ser seu antypoda, nao es-
tou p*ara ocompanha-lo em seu fulil e improficno
plano de desacreditar-me, lauto mais quanto,
desmentido em certas accusae.oes que me fez, em
vez do ficar com islo afilelo* e corrido, procura
nova estrada por onde possa correr sera freio.
Assim venha o lal Sr. Sabaslio com a nova
cat 1 l 11 aria : tire quautos documentos quizer con-
tra miiri, que de uma s vez e pela ultima me de-
feoderei.
Joao Vieira de Mello e Silva.
Recife, 26 de selembro do 1860.
Pubilcaces a pedido.
Ontra inoflita la moflna lo Liberal.
Pcde-se a redaccoo do Liberal que so digne
coadj'ivar a polica 110 descobrimeiMo tos auto-
res do assassinalo do infeliz Tavares. declarando
o nome da autoridade policial, que cassou a li-
cenca que tinha aquello infeliz para atidar ar-
mado, e se verdade que o assassino foi a-visado
por essa mesma autoridade, do que a vctima j
nao tiuha Hcenca para trazor armas.
Isto se pede para que nao seja considerada
cmplice alguma autoridade innocente daquelle
lempo.
A alma do Gonzaga.
Medida importante.
Para que o tenente Caria possa salisfazer a
exigencia contida no eoPe/onrin/io^aide hoje,
com respeito ao recrutamento, mistar que a di-
reeco do mesmo fa^-a ferrar o rebanho liberal
de modo a ser conhecido entre os conservado-
res, do contrario pode aquello lenle involun-
tariamente reincidir no mesmo pereado, c con-
secuentemente incorrer no desagrado do magn-
nimo pastor, que sem duvida cahir sobre elle
com toda a sua furia vomitando doruraentos de
ladroeiras, economas de firmas para recibos de
saldo decontas, etc., etc.
Recife. 27 de selembro de 1860.
O Lino.
Mofna da mofina.
E' de presumir que o Dr. Tristaode
Alencar Araripe, chefe de policia desta
provincia nao possa anda publicar o
resultado das diligencias, que tem feito
para descobrir e PUNIR os autores da
turra, que soilreu no engenho Gar.-.-
rapes o preto Joaqnim, poique no?
consta que esta' presentemente tratando
de descobrir, para ser devidamente
punido, o mandante do assassinuto do
infeliz GONZAGA, acontecido na ra
da Gadeia do Recife ao moio dia : pois
senio un tacto mais antigo, que a da
surra era Gararapes, deve sobre elle
de preferencia cihir o auno do NASCI-
HENTO.
Em tempo opportuno sera' ete fac-
to historiado pelo
GUEDES.
Os inimigos do methodo porluguez le
liMtma.
D% hi lempos a esta parte teem estes senhores
propalado que os professores do methodo Rust-
Iho ri.io incorriam as penas da lei de 14 de
maio de 1855 (o que sem duvida deu motivo a
ser multado o nosso filial o Sr. Antonio Ignacio
da Siha, professor do collegio Rom Consclho ;
mas este digno professor foi do numero dos li-
cenciados para onsinar pelo methodo Castilho
em 1856, data posterior a lei de 1 de maio, co-
mo se v dn rotatorio abaixo transcripto).
Inventarim o* inimigos do methodo porluguez
que os professores quo ensinaram cantando e
marchando, nao estavam sugeitos a lei que man-
da que o ensinoseja pela methodo simultaneo, e
isto dito com cerlo ar de motejo, porque esses
senhores ignorara a ditlerenra que ha entre me-
thodo e modo de ensino, que em Allemanha on-
de a instruerao osl muilo mais adiantada do que
em Portugal, ensiuam algumas disciplinas pr
meio de versos, que mandara canlar aos meni-
nos para fcilmente os decorar. Ignorara qual o
parecer das comms$6"S medicas das riJados Lis-
boa e Baha dado sobre o canto, palmas e mar-
chas em nossas escolas, em que aquellas duas
commissoes decidirn) que Os pulmes tec-m no
canto a sua gymnastica, que se desenvolrom por
ella e se forlifieam. e que em nenhuma especie
de gente a phtysica 6 lao rara como nos canto-
res do profissan, que as palmas o as marchas
sao a hygiene das extremidades e de lodo o cor-
po em geral, que o uso nao excessivo do qual-
quer orgSo. o desenrolve nolavclmente, o man
os orgaos que menos s empregam no exercicio
de Bas facilidades se amesquinham e atroflam >
V. relatoro da I. P. Baha 1856.
O Sr. professor Bernardo Fernandos Vianna
qu"foi i) primeiro a apreseiit.tr-seem a nossa es-
cola central, para conhecer do methodo Castilho
ia sendo multado por dar ouvidos aos laes ini-
migos do methodo. Bem ha va o Exm. presiden-
te da provincia, bem baja o Ilustre conselho di-
rector que lucrara justica ao anciao respeilavfl,
que exorce o magisterio no bairro do Recife des-
de 183i, com muilo aproveitament dos seus dis-
cpulos, dos quaes se acham uns doutorado,
outros 110 estado ecclosiastico, muilissimos no
commercio, entre os quaes poderiamos nomear
os lllms. Dr. Ser, birao do Livramento etc., etc.
O Sr. Bernardo Fernandos Vianna um dos
melhores professores que honrar o magisterio
para o ser, nao escolheremns o mais sabio, mas
sim o rnais virtuoso, o que mais so interesse no
adiamntenlo dos seus alumnos. Muilo antes
do nos reqnerermos ao Exm. presidente Vctor
de Oliveira a permissao de condecorar os nossos
discpulos com medalhas d'ouro ou prata con-
forme o seu adiantamento no prihieiro e segundo
grao de iustruceao primaria, j 16 anuos antes
o digno professor o Sr. Bernardo Fernandes Vian-
na man lava fundir medalhas de prata com a
pphigie do nosso, entao joven, imperador pare
com ellas premiar os seus alumnos! pira que
influenciados por esse galardao, se dedcassem
le coracao ao esludo. Tiremos era nosso poder
algumas dessss medalhas o que nos levou era
1*51 a iuiila-Io.
No dia do oulubro contamos o nosso 6 an-
iversario que ser como do coturno, celebrado
religiosamente. Durante estes annos teem sido
matriculados nesta escola central, como consta
dos mappas dirigidos a directora geral da ins-
truccao publica 705 meninos; destes, parte tem
ido para a Europa seguir estudos, parte para o
commercio, outros lera entrado para o gymnasio
provincial onde nao podem ser admittitlos, sem
estarem habilitados em lr, escrever e as i es-
pecies de contas, logo o esludo cantando nao
uma li-cao, mas sim uma realiJade com supe-
iiorl:Ho. ao methodo voltio, e claro como a
luz meridiana que os bous professores j me-
thodo antgo muilo mellior o serao pelo methodo
Castilho.
RELATORO.
As visitas que tenho feilo a escola do pro-
fessor Francisco de Freilas Gamboa, cuja extre-
mosa dedicacao levada quasi ao enthusiasmo pela
prolisso que abracen e pelo methodo que aqu
inlroduzio, nao posso deixar de elogiar, rae hao
dado occasio de ver meninos mui lenros e de
raui pouco tempo de nula lerem clara e desem-
barazadamente qualquer livro que se Ihes de,
como lambem fazerem com exactido e espedi-
laraeiile qualquer operacao de arithraetica. A'
vista destes resultados consent que abrissera
aula por eslo methodo nesta capital 3 professores
e urna professoro pailicularcs, os quaes reco-
nheci que nao mudaram de sysleina por mera
especulado e sim por convieco, pois as suas
aulas eram ha muitosoffrivelmcnto [requemadas.
ft. da I. p. as3cmbla provincial de 1857
p. 41.
m
RS: Z^^^^T^t ^-^'erio da guerra de 27 de junho d
ferro.
Uia'e nacional^Bom Amigo diversos gneros.
Importaran.
0 vapor Milford-Haven, procedente de Liver-
pool e oulros portes da Europa, manifeslou o se-
grate :
100 barris manleiga de vaces ; a Krabbe Wha-
tely & C.
50 ditos dita dita : a Rothc & Ridoulac.
50 ditos dita dita e 4 eaixts vinho de collares ;
ordem.
25 ditas dita dila, 1 caixa relogios; a Soulhall
Mellors & C.
100 ditos dte dila, 100 fardos, 69 caixas e 2
embrulhos ignoro ; a James Ryder 4 C.
50 barris manleiga ; a Saunders Brothers & C,
5 caixas. 1 embrulho o 1 sacco ignoro; a C. J.
Astley & C.
1 caixa ignoro a Joo Keller & C.
1 dila e I embrulho ignoro ; a Joao Cardoso
A y res.
10 fardos e 1 embrulho ignoro ; a Johnston
l'au-r & C.
70 csixas ceblas, 1 dito ignoro; a Tasso <&
Irmo.
1 embrulho ignoro; a D. \V Rowman.
1 Oito dilo ; a Linden Wild & C.
1 dilo dilo ; a I). P. Wild & C
1 dito dilo ; a Paln Nash & C.
1 dito dito ; a J. Gomes de Souza.
2 barris mudezas; aocapilo.
3 caixas raarmelada ; a Manoel i. de Oliveira
& Filho.
5 ditas massa de lmales ; a J. A. da Cosa &
Irmo.
2 dilas fructas ; a Antonio L de Pliveira Aze-
vedo.
1 dila queijos : a A. J. Panasco.
4 dilas marraelada ; a J. A. da Silva Guima-
raes.
3 ditas massa de tomates ; a Duarte & Irmo.
2 caixas vinho, 2 ditas biseoilO*, 1 dita mude-
zas, 4 embrulhos eixos, 445 saceos e 12:1 barris
cavilhas, 3.6'J'J chaves de f"rro f
des de ferro fundido, 5 caixas machina e lazer
tijollo, 1 caixa ferrolhos, 21 barris e 5 embrulhos j
ferro, 11 barris, 16 caixas, 3 cestos e 1 caixnha '
ignoro ; a I. V. Harrisou.
O brigue amaricano Braudywim, vindo de |
Pliiladelpliia. consignado a Rostron Rooker i C,
manifeslou o segunde :
1,400 barricas farinha de trigo ; aos mesmos. [
20 meias ditas; farinho de trigo ; aos mes-
raos.
Consulado gerai.
ftendiraeiito do da I a 25. .
dem do dia 26.......
passado. O prelendente que se char em laes
circumstancias, convidado a apresenlar-se n.i
secretaria militar, das 9 horas da manhSa, s 2
da" larde, nos das uleis.
O major secretario,
Francisco Camello Pessoa de Lacerda.
O coT>selho econmico do 8." batalho de
infantaria pomove, em sessao de 29 de selem-
bro correnle, a arro.nataco do fornecimento dos
gneros alimenticios era seguida mencionados
para o abasterimento do rancho nos tres mezes
vindouros, iccebendo at \\ horas do indicado
oa em cartas fechadas s proposias dos habilita-
dos a faze-lo : assucar reinado, arroz, azeito
doce, baralho, caf em caroco ou moido, carne
secra, dita verde, fejao, farinha da Ierra, lenha
manleiga franceza, toueinho e vinagre. Secreta-
ria do 8.* batalho de infantaria, na Soledad era
Pernambuco, 26 de selembro de 1860. Aristides
Ballhasar da Silreira, alferes, servindo de secre-
tario.
O Illm. Sr. regedor do Gymnasio manda
avisar aos pais, tolores ou correspondentes dos
alumnos internos, nieto pensionistas e externos
do Gymnasio, que no dia 22 do corrente princi-
pia o recehiraento das monsadades. correspon-
dentes ao 4. trimestre do 1.- de oulubro ao ulti-
mo de dezembro do correnle anno.
Secretaria do Gymnasio Provincial de Pernam-
buco 21 de setemi-ro de 1860.O secretario.
A. A. Cabral.
O fiscal da freguezia do Santo Antonio,
scientihca anda por esta vez. a lodos os dono*
de estabelecimentos de portas abenas de qual-
I quer natureza que seja, ollicinas, que as postu-
ras municipaes de 20 de novembro de 1855. con-
tinuam em intnro vigor, pelo que, era fare do
| disposto no art. 5 2, devero mandar varrer to-
das as manhaas, al as sel* horas, as testadas de
seos ostibelocimenlos e ollicinas, e a irrigar no
das de sol, ludo sob a pena estabelecida de
de mulla e o duplo na reincidencia.
'isr.alisaeo da freguezia de Sanio Antonio 25
5J
Diversas provincias.
Itendimonlo do da 1 a 25. .
dem do dia 26......
andido, 20 gra- df ''pprabro de 1860.O fiscal, Manoel Joaquim
achina de fazer I da Sxlia nib'^o.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
aovo banco de Pern:>iubuco para viren
receber o quinto dividendo de 9$ por
accao, do dia 10 de setembro era dante.
Conselho administrativo.
O conselho administra!ivo, para fornecimenlo
ld:oJb.2J do arsenal de guerra, lem de comprar os objectos
- seguidles :
12-5269598
1:154^031
1:0109824
1:00S2!
Despachos le exportaeo pela me-
sa lo eonsiilalo testa ciilade n
lia 'i de selembro de 1 wn>
HavreBarca franceza Berth, Tissat-freres, 800
eouros salgados.
Rio da PrataBrigne nacional cUarinho III, A.
Irmaos, 50 barricas assucar braiieo.
.Montevideo Brigue porluguez Lusitano, H.
Costa & C, 212 barricas assucar braneo ; A.
Gomes M Leal, 150 barricas assucar braneo.
Bardeaux Vapor fiancez C.ulenne, Adolplio
Curio, 3 saceos com sement de carrapalo.
Heceltedoria le ru\lis iniernas
sreraes le Pernambaen
Itendimento dodia 1 a 25. 2t:398$91-
dem do dia 26....... 1.563318
Para o 4." batalho de arlilharia.
3ol bonetes para inferiores e soldados ; 2 ditos
ooj J6'-*" : 2"'8 "ravalas! 2">8 mantas de la ;
18d4 boloes grande de metal bronzeado com
o n 10 ; 918 ditos pequeos de melal bronzeado
com o n. 10; 378 ditos grandes de metal pra-
teado cora o n. 10 ; 162 dilos pequeos de metal
praleado cam o n. 10.
Companhia de artfices.
ol bonets ; 8 grvalas ; 81 pares de platinas;
Si esleirs ; 81 mantas: 252 botos grandes de
metal amarello com o n. 3.
Companhia de ravallara.
bandas de lai ; 70 bonets ; 70 esleirs; 79
para os-sargentos ajudantc o quartel mestre; 17
ditos para msicos ; 720 esleirs ; 330 pares de
platinas para inferiores e soldados; 17 pare/ de
platinas para msicos; 370 grvalas : 370 man-
tas ; 228 hnies grandes de metal praleado com
o ii. ; 102 ditos pequeos de metal praleado
rom o ii. 4; 2038 ditos grandes do metal ama-
rello
Consulado
Rendimento do dia 1 a 2o.
Idera do dia 25.
com o n. 4 ; 3ts9 dilos pequeos de metal
22:9623-260 i (,n,arcll ^"o0,1,1;,4,,,.
provincial.
"> 59:837^370
2:8169514
62:058(884
Hoyimento do porto
Vario entrado no din 26.
Rio de Janeiro8 dias, patacho nacional Bebe-
ribe, ile 299 toneladas, capilao Joaquim lava-
res !' ixeira, eiiuinagem 12, carga farinha de
trigo; a Azevedo & Mondes.
Navo Bakid* vo mesmo dia.
Rio de Janeiro pela Baha vapor pottnguez
Melford llaven, eommandante II. I. de Bnon.
9. batalho de infantaria.
2 bonetes para 03 sargentos adanle e quartel
mestre ; 27 dilos para msicos ; 107 ditos para
loa 0r*' e Sl'ia,ios ^8 esleirs ; 160 grvalas ;
lb2 mantas de lia : 27 pares de charlaleiras para
msicos ; 378 boles grandes de metal prateadn
com o n. 9 ; 162 botos pequeos de metal pra-
leado com o u. y.
10. batlho di
27 bonetes para
infantaria.
msicos ; -2i\ dilos
eciaraces.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria di- fa-
zenda desta provincia, manda fa/.er publ-co, que
peante a mesma thesouraria, no dia 9 do cr-
renle mez, s 2 horas da tarde, ser arrematada
a quem por menos lizer a obra dos roucertos pre-
cisos na casa de dous andares, propro nacin 1!
n. 71, sita na ra do Padre Floriano desta c-
dade.
As pessoas, a quem convier dila arremataeao,
devero comparecer nesta repartirn no dia e
hora indicados, onde ser aptesentado o respec-
tivo orcainenlo a quera o quizer consultar.
Secretaria da thesouraria de hmida de Per-
nambuco,.S6 de setembro de 1860.O ofcial
maior interino, Luiz Francisco de Sarapaio o
Silva.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da '
provincia do Pernambuco se faz publico que lica
registrado nesta data o papel do distrato que era
15 do correnle Qzeram Jos Alves Fernandese!
Jos Feliciano Pereira do Lira, dissolvendo a sua !
sociedade, Qeando s socio Feliciano desonerado '
de toda a responsabilidade, e embolsado do ca-
pital com que entrn para a mesma sociedade, '
em dinheiro e letras, e o socio Fernandes obri-
gado pela liquidaeo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 25 de selembro de 1860.
Dinaraerico Augusto do Reg Rangel.
No irapedimto do ofDcial maior.
Conselho ailinlnistrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec- I
tos seguintes :
Para a pharmacia do hospital militar da guarn-
cao de Pernambuco.
Alcool de 36. 32 libras em garrafas ; aguarden- I
le branca de 22, 32 libras em garrafas ; c\ trato
de potassa, 16 libras ero vidros; coadores neta-|
lieos sortidos 6 ; exlrato fluido de salsa parrilha |
de Balyo, vidros 15 ; encerado de La Perdriel de ;
n. 2 a 3, rolos 12: emplastro derivo estendido,
SO varas ; iodurelo do mercurio, oncas 4 : me- j
nhan, libra l ; pellica de caraurca, pellos 6 ; raz I
da China, libra 1 : rob de Lafecteur, garrafas 15 ;
salsa parrilha de Sander. vidros grandes 21 sen-
no folhas miada, libras 16.
Para fornecimento df luzes dos corpos e fo
talezas.
Aieile de carrapalo, caadas 500.
_ para sol-
i dados ; 1 pares de thartateiras para msicos;
grvalas; 70 pa.es de luras de algodao ; 70
> maulas de la ; 980 botdes grandes de metal ana-
relio com a letra I! : 560 ditos pequeos de me-
lal amarello cora a letra R.
Materia prima para os mesmos corpos cima
de.larados
270 corados panno mselo alvadie ; 5 ditos do
panno preto; 3316 ditos de hollando de forro; 33
1 ditos de baetrt reide ; 8 2/1 ditos de easemira ver-
1 de ; 5 ditos de olea Jo ; 265 dilos de panuo azul;
varas 391 de aniagem ; 3300 varas de brim bran-
eo 3055 varas de algodozinho ; 180 varas de
galao de prata de 1 pollegada de largura ; 106 1/2
varas de galao d"> prata de meia pollegada de
largura ; 71 varas de tranca de relroz ; 37 1/2
i de lila de lia, conforma ofigurino; 15i8 b ; loi's de metal amarello lisos para capules
4.u batalho de arlilharia.
50 varas de brim bramo ; 50 ditas de algod.1o-
zinho; 20 bonete.
Quem quizer vender laes objectos aprsente as
-os propostas em caria fechada na secretaria do
Conselho s 10 horas da manhaa do dia 1." de
oulubro prximo wndouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
' para fornecimenlo do arsenal de guerra, 21 de
: setembro de 1860.
liento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
[____________ Coronel vogal secretario interino.
THEATRO
AMANHAA
SEXTA-FF.IRA. 28 DE SETEMBRO DE 1860.
ULTIMO
GRANDE CONCERT
e instrumental.
KM BENEFICIO DF. HAOAMV
FANNY SiiVIONSEN,
PROORAMMA.
Logo que S. Exc. o Sr. presidente da provln-
dignar apparecer dai principio ao espec-
ria se
laculo
NOVO BANCO
DE
PERNAMBUCO.
EM 25 DF. SETi'MBRO DE 1860.
O Banco desconla na presente semana a 10 0/n
ao armo at o prazo de mezes e a 12 O/o al'o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correles
simples 011 com juros pelo premio e prazo que
se convencionar.
Alfantlega.
Rendimento do dia 1 a 25. .
dem do dia 26......
264.652&508
15:481^784
280.13'.j:382
Muvlraento da alfaxulega
Volumes entrados com tazendas
cora gneros .
Volumes sahidos cora fazendos .
> com gneros .
152
------470
Descarregara hoje 27 de selembro.
Barca inglezaNerlhertonbacalho.
Brigue inglezBothesaxbacalho.
Brigue inglez-Greyhourid-baealho.
Bngue americano Brandy Vine farinha de
trigo.
Primeira parte.
1.Ouverlura pela orcheslra.
2.Grande aria da npera Giralda (AdamJ, can-
Quem quizer vender laes objectos aprsente as ll"'a por madama Fanny Simonsen.
3."Fanlasia para piano sobre Ihemas de gli
Hugenoiie (Thalberg), execulada pelo Sr. Frcde-
rico Lemrke.
4.A Vida no Ocano grande fanlasia sobre
canres inglezas c norte-americanas, composta e
execulada por Marlin Siaonsen.
Segunda parte.
5.Ouverlura pela orchestr.
6Balada ingleza : Bawn (l.over). Balada al-
lemo : Der Erlkonig Re das Fadas), canuda
por madama Simonsen.
7.Recordaroes da Allemanha (Oberlandler)
compostas e execotadas por Martin Simonsen.
8.Cavatina da opera Trovalor (Verdi), can-
tada por madama Fanny Simonsen.
9.Grande fantasa e variaroes sobre motivos
da Traridta, composla e execulada por Ma.-tin
Simonsen.
Terceira parte.
10.Ouverlura pela orcheslra.
11."Le Tremlo : Elude capiicho para piano
(Meier) execulado pelo Sr. Frederico Lemrke.
12.Grande aria da opera A Filha do Regi-
ment (Dontzelli), cantada por madama Si-
monsen.
13.O Carnaval de Venera (Pognini( execu-
lado por Martin Simonsen,
O concerlo Principiar s 8 horas.
suas propostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 3 de
outubro prximo vindoort.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 24 do
selembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pelamesa do consulado provincial se faz
publico, que no ultimo do presente mez finalisa-
se o Irimestre addicional do anno financeiro de
1859 a 1860 ; devendo por conseguinle os conec-
tados que se acham em debito, do imposto da
dcima e mais imposlos que se arrecadam por
esta mesa, mandem saldar seus dbitos, adra de
que nao sejara ajnizados. Mesa do consulado pro-
vincial, 13 de setembro de 1860 No impedi-
mento do administrador, Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Silva.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco.
Comraando das armas.
Pelo mesmo commando se declara que esl
vago o lugar de cscrivao do presidio da Fernan-
do, que deve ser preenchido por algum Sr. ofi-
cial reformado, en individuo que j teoha bem
servido no exercilo, segundo o disposto no avise
PBECOS.
Camarotes 1.a ordem 158
2a 20J5
3. IOS
Cadenas 5jj
riateas 2
Os biihes acham-se a vendo desde hoje no ho-
tel inglez, onde se acha o Sr. Simonsen, e no da
do concert no Iheatro.
O Sr. Frederico Lcmcke se presta benaToIi-
meaie obscrqttiar ao concertistas.


(4)
rn~M
DIARIO DE PERNABMUCO. QUINTA FEIRA 27 DE SETEMBRO DE 1860.
THEATRO m S. ISABEL.
C0MPANIH1 UmWOEGJARINANGELI
Quinta feira 27 desetembro
26.a recita d*^ assignatara e 13.apara os camarotes de segunda serie
Subir s^na pela primeira vez a:
Grande opera aparatosa
era dous icios do celebre coramendador Rossini, applaudida mesmo hoje nos pritneiros ihealros
do TPiuido, intitulada:
SE.HIRA11IDE
A acejio passa-se ero Babilonia, sendo todos os visiuarios e lolas as vistas a caTaeter da-
quella poca e lugares, mandados executar pelo emprezario, pelos melhores artistas de Milao e
Florenja.
. B.Sendo esta opera muito extensa se dar prinepio as 7 1|2 horas era ponto.
Osbilhetes vendem-se como de costume.
Avisos martimos.
Para Lisboa sahe impreterivelmento al o
<3ia 15 o brigne Tarujo & Filhos por ler parte
de seu carregamenlo promplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recite, escriptorio de
Manoel Joa Porto por Lisboa.
Vaisahir com brevidade para o Porto coro es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Promplido
II, forrado e encavilhado do cobre, de PRIMEI-
RA. MARCHA ECLASSE : para carga e passagei-
ros, para os quacs tem excellenles commodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dcos n. 32, ou com o ca-
pito.
pouca carga que ainda Ihe falta para o abarrote,
irala-se coro o seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, ra da Madre de Dous n. 12.
COMPAMIIA PERNAIBUCAIU
mudado o expectaculo para o 1- de ou-
tubro, como hontem se publicou, o
qual tera' lugar no mesmo dia em que
pela primeira vez foi annunciado : isto
e, aman ha a, 28 do cor rente.
Deposito
y-
DE
DB
B

Riode Janeiro,
O bem conhecido briguo nacional Eugenia,
pretende seguir com muita brevidade, tem parte
de seu carregamenlo promplo para o resto que
lhe falla trala-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendos no seu escriptorio na ra da
Cruz n. 1.
Navegado cosleira a vapor
O vapor < Joaquim Lobato, segu para os portos do sul de
sua escala no dia 5 de outubro s 5 horas da
tarde, recebe cirga al o dia 4 ao meio dia, en-
commendas e dinheiro at ao meio dia do da
sabida.
O expediente do escriptorio fechar-se-ha as 3
horas da tarde. Nao se dar bilhetes de passagem
sem que na respectiva gerencia fique depositado
o competente passaporle aos passagciro3 que na
forma da lei nao podem viajar sem elle.
O hiale Garibaldi, mestre Custodio Jos Vian-
na segu para o Cear por estes dias, para o res-
to da carga trata-se cora Tasso Irmaos ou com
o mesmo mestre.
Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Almirante pretende seguir com muita brevida-
de, por ler dous tercos da sua carga a bordo :
para o resto que lhe "falta, c escravos a frete, pa-
ra os quaes tem excellenles commodos, trata-se
com os seus consignatarios Azevedo e Mondes,
do seu escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Para o Rio Grande do Sul
sahir dentro destes poucos dias o patacho na-
cional Arapehy. por ter quasi toda a carga
prompta : para o restante do carregamenlo con-
trata-s cora Manoel Ignacio de Oliveira & Filho,
na praca do Corpo Santo, ou com o capilo do
mesmo, a bordo.
Para o Aracaty
O hiale Sania Rila recebe carga: trata-se
com Mariins & Irmo ruada Madre de Dos nu-
mero 2.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidade o hiate Gralidao
por ja ler a maior parle da carga prompta ; para
o reslo e passageiros, Irata-se no Passeio Publico
n. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, cora Pereira i
Valente.
COMPANBIA BRASILE1U
DE
MOTEES 11MHL
O vapor Tocantins, commandante Pedro Hy-
polito Duarle. espera-se dos portos do sul ateo
; dia 29 do correte, depois da demora do costu-
i me seguir para os portos do norte.
Recebem-se desde ja passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual
dever ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo
& Mondes.
Para o Assu'
segu em poucos dias o hiate Camaragibc, for-
rado e pregado de cobre, por j ler a maior parle
de seu carregamenlo promplo : para o resto e
passageiros, trata-se na ra do Vigario n. 5.
Mar animo ePar
O hiato Novaes segu em poucos dias por
ter meia carga tratada ; para o resto, trata-se
com Joao V. da Silva Novaes, largo do Corpo
| Santo n. 6, segundo andar.
Lees
COMPANHIA BRASILERA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Oyapock, commandante o capilo te-
nente Santa Barbara, espera-se dos portos do
norte al o dia 25 do correnle raez, seguir pa-
ra os portos do sul no dia 26.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1. escriptorio de Azevedo
Mondes.
O vapo.r inglez Foricood. dever aqu chegar
at o fim do correnle mez, e seguir para S. Vi-
cente, Madeira. Lisboa e Liverpool ; de primei-
ra marcha e tem excellenles commodos para pas-
sageiros, tanto de primeira como de segunda cas-
se. receber carSa para Lisboa e Liverpool : n
tratar com Scott, Wilson & C, ra da Cruz n. 21,
primeiro andar.
REAL C0IPANH1A
D
Paquetes inglezes a vapor.
Ateo dia28 deste mez espera-se da Europa
um dos vapores desta companhia, o qual depoi
neiro tocando na Rahia : para passagens etc.
trata-se com os agentes Adamson, Howie & C.
ra do Trapiche Novo ti. 42.
Para a Baha.
O veleiro e beta conhecido patacho nacional
Julio pretende seguir com muita brevidade. tem
parte do seu carregamenlo prompto: para o
resto trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mondes, no seu escriptorio, ra da Cruz n. 1.
COMIMimiA
Quinta-feira 27 de setembro
as 10 horas.
O ageiile Pinto far leilao no dia c hora cima
mencionado dos objeclos existentes em seu ar-
mazem na ra da Cruzn. 51 ; nesta mesma oc-
casiao vender 3 bonitos cavallos de Buenos-Ay-
res ja domesticados.os quacs serao entregues sem
reserva de prego.
LEILAO
Hyppolilo da Silva fara' leilao de um
excellente carrinho americano de t4
rodas cora assento para i pessoas e ar-
reios para um e dous cavallos, um ca-
brioletededuas rodas tambera ameri-
cano, ambos novos e saludos da alian-!
doga neste dia : sexta-feira ao meio dia
em ponto no seu armazem n. 35 ra
da lmperattiz.
LEILAO
DAS
Messagerievimperialcs.
Espera-se dos portos do sul do da Io de ou-
tubro o vapor francez Guienne, commandante
Eoout, o qual depois da demora do costume se-
guir para Bordeauxcom escala por S. Vicente e
Lisboa : para passageiros c encommendas a tra-
tar na agencia na ra do Trapiche Novo n. 9.
Baha.
Pretende seguir para a Baha at o dia 30 do
orrente o palhabotc Dous Amigos : para alguma
Sexta-feira 28 do correnle.
Costa Carvallio fara' leilao em seu ar-
mazem na ra da Cruz n. 9, de varias
obias de marcineiria de apurado gosto.
Tambem
vender' urna escrava sem deleito a qual
era entregue pelo maior preco que
for adiado no dia cima as 11 horas
em ponto.
LEILAO
Para os Srs. acadmicos.
Sexta-feira28do crvente.
Costa Carvalho fara' leilao em seu ar-
mazem na ra da Cruz n. 9, por conta
de quem pertencer, de varias obras de
direito e litteratura, ao meio dia em
ponto.
Avisos diversos.
Pao e de cestas.
Na ra estreita do Resano- n. 4.
S neste eslabelecimenlo ser encontrado ludo
quanto diz rcapeito a officinas de cesteiros lano
de Portugal como de I'ranga e da Alleraanha ;
nllimamenle recebemos obras de vime e gesta,
consistindo era bercos, condenas rasas, balaius de
costura, bandejas aeafates broncos e pintados,
gigos e canastras cora lampa imitando bah, es-
leirs para sof, e oulros muitos objeclos que se
tornam iudispensaveis as casas de familia.
Festa de N. S. da Concei-
co da Escada.
Os encarregados desta feslividade teem a honra
de annunciar ao rospeitavel publico, que ella
lera lugar no domingo 30 do correnle, sendo fes-
ta e Te-Deum ; o orador da festa ser o Rvm.
padre mestre pregador da capella imperial Lino
do Monto Carmelo e do Te-Deum o padre mestre
Leonardo Joao Grego, haver missa deraadruga-
da cem msica militar: os encarregados rogam
aos moradores di ra que so dignem illuminar as
frentes desuas casas no dia s 6 horas da tarda,
para mais abrilhaular o acto ; certos de que se-
rao sempre recompensados pela mesma senhora :
assim como convidara a lodos os devotos e devo-
tas para assislirem esso acto de devogao e res-
peiio que devemos tributar a mesma Senhora.
Joo Francisco Coelho Billancourt, bacharel
formado em sciencias jurdicas e sociaes pela
academia de Olinda, com escriptorio de advoga-
do na cidade da Victoria, encarrega-se de ludo
que diz respeito a sua profisso ; e aceita co-
branzas amigaveis ou judiciaes mediante urna
porcentagera razoavel; e acha-sc sempre promp-
to para qualquer servico forense em qualquer
parte onde Mr chamado. Para facilitar aos mo-
radores da praca o meio de prompta communi-
cacao pude entregar suas cartas de aviso na ra
do Rosario, loja do Sr. Maia, que serao com
brevidade respondidas.
Novaraenle esl para alugar-so a casa terrea
da ra da Roda n. 23, com 5 quarlos, duas salas,
cozinha fura, porto para o becco dos Palos; por
se ter desfeito o arrendamenlo cora a pessoa que
tinha alugado: quem o pretender procure na
mesma, das G horas do dia ate s 8 } e das 3 \
da tarde era diante.
Desappareceo no dia 28 de agosto prximo
passado, do engenho Cordeiro, 5 cavallos ; a sa-
ber: um russo, um russo branco, um melado,
dinas negras, com a marca triangulo, e um ca-
chito, um russo cardo : quem soubcr noticias
delles, dirija-se ao dilo engenho, que sor bem
gratificado.
O abaixo assignaJo declara, que despedio
o seu caixetro Joaquim da Silva Draga, desde o
' dia 23 do crrente.
Joan Duarle Maginatio.
Adriano Jorge Borges retira-se para Portu-
gal a tratar de sua sade.
Aluga-se urna casa terrea na ra do Senhor
Dura Jess das Crioulas, com grandes commo-
dos : a iralar na ra da Cadeia n. 31, primeiro
andar.
Precisa-so de um cont de ris a premio,
sobre hypotheca em bens de raz, por pouco lem-
po : quera tiver anuunciu para se procurar.
Precisa-se de um cozinheiro, preferindo-se
que sej-i cscravo no bolequim da ra larga do
Rosario n 25.
Furtarara do sitio do Corredor do Rispo, do
porto de ferro, um cavallo russo, j velho o
nao magro, s 4 horas da manhaa do dia 26 do
correnle mez.com os signaes seguintes: aucas
de porco, tem o mal do besta em lodo o lombo
bebe em branco, tem urna verruga do lado da
venta esquerda : quem o pegar leve-o ra de
Dorias n. 15, que ser recompensudo.
Urna ama de boa conduela ollerece-se para
casa de hornera solteiro ou de pouca farcilia : na
ra do Imperador u. 5j, primeiro audar.
Precisa-se alugar um preto para o servico
de urna fabrica de velas : as Cinco Ponas n. 29.
Deposito do rap princeza Gasse e Ro-
cha, em Pernambuco, en casa de
Pinto de Sotiza & liairo, na rua da
Penba n. 6.
Esle rap que por sua qualidade lano se tem
felo recommendar ucsla provincia como as
mais do imperio, e principalnienle na do Riode
Janeiro aondo seus aulores se exforcam para o
lomar conhecido, fiados na aceilara'o que elle
tem adquerido pela boa qualidade "que sempre
lem conservado ; os annuncianles o fazem lem-
brar ao respeitavel publico, que o nico depo-
sito nesta provincia na casa cima indicada, a
qual se acha suprida com lodas as qualidades.
fl'erece-se urna ama de leite : na rua dos
Pires, defronle do hospital militar n. 27.
No dia 2 do correnle pelas !) 1[2 horas da
manha, quando o abaixo asssgnado se achava
no Recife, fora sua casa da Estancia assaltada
por tres individuos, sendo um preine dous bran-
cos, e depois do liaver um delles maltratado a
urna senhora do noenta e dous anuos de idade,
m.ri do mesmo abaixo assignaJo, exigindo que'
lhe desse a chave da burra, evadiram-se levan-
do comsigo o seguiules objeclos: urna medalha
de cavalleiro da ordem do Chrislo, dous botes
de abertura de camisa com pequenos brilhanles,
urna abotuadura para colletc de pedras de edr
verde escuro e veias encarnadas, com urna opla
no centro de cada um botao, dous pares de bo-
tes de ouro pequeos para gola de camisa e
mais dous de ontro feilio. Pede-so a quem forem
oll'ecidos estes objeclos de os reterom em seu po-
der al que se posea verificarse sao js niesmos
ronbados.Jos Jernimo Monleiro.
Precisa-se de um pequeo de 14 para 15
annos de idade, para caixeiro de taberna : na rua
Direita n. 72.
O abaixo assignado declara ao poblreo que
o Sr. Antonio Ferreira da Silva deixcu de ser seu
caixeiro desde hontem (25 do correnle).Jos
Soares Pinto Correia.
4viso tempo.
O abaixo assignado, estabelecido com fabrica
de (amneos na rua Direita n. 16, avisa a todas
as pessoas que lhe sao devedoras, tanto da praca
como de ra, virem saldar seus dbitos al o
da 20 de outubro prximo futuro, do contrario
serao seus nome3 publicades por este jornal, as-
sim como cobrar judicialmente daquelles que
abusarem, pois o abaixo assignado tambem tem
ocnres cumPrir- Recife. 22 de setembro de
tooO.
Antonio Jos Fernandes de Castro.
Nicola Palito, subdito Italiano, retira-se
para fora do imperie.
Piase Antonio Marrone, surjdito Italiano,
retira-se para fora do imperio.
SACA
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
NA
Rua larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commisso por conta de seus sc-
uhores. AOancn-seo bom tratamento. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplido afim de seus se-
nhores nao soffrerem empate na venda delles.
Nesla casa ha sempre para vender escravos do
differentes idades de ambos os sexos, com habili-
dades o sem ellas.
Mauricio Jos dos Santos Ribeiro, chegado
ltimamente de Lisboa, faz scienle ao respeita-
vel publico que acaba de estabelecer na rua lar-
ga do Rosario n. 21, primeiro andar, urna ofli-
cina de ourives onde aprompta quaesquer ob-
jeclos tendentes a mesma arle do mais apurado
gasto o perfeicode trabalho, como sejam ade-
recos completos, brochas, pulseiras, aneis, alfi-
netes etc., etc. F.m seu eslabelecimenlo promet-
te concertar qualquer obra da sua arle com per-
feico. A pratica adquirida por sua longa resi-
dencia om Lisboa, e as relacoes directas que
constantemente manlem com algumas das mais
respeitaveis casas d'aquella cidade, que so em-
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prala, o habililam a encarregar-se de qualquer
encommenda de taes objeclos tanto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
so dignarem honra-lo rom a sua confianza, se-
rao servidas com o maior zelo e solicitude e por
precos baratissimos.
O Dr. Manoel E. Reg Valenea pode ser
procurado para o exercicio de sua "profisso de
medico : na rua da Cruz n. 21, segundo andar.
COMPANHIA
Sociedade
Unido BeneGeente dos Ha-
ritimos em Pernambuco.
De ordem do Sr. presidente sao convidados os
Martimos, 25 de setembro de 1860.
Faz scienle Jos Toixeira Lima ao publico,
| que nao pode, senhor algum, fazer negocio com
Izidono da Costa Paes, com os escravos seguin-
jtas : a prela Joanna, Theodosio e Rufina, por
, compra, por nao se acharem os ditos escravos
desembarazados do inventario por parle de sua
mulher Anna Carneiro. j fallecida ; esso Jos
Teixeira, consenhor de duas partes compradas a
! dous dos herdeiros, que desta dala acha-se re-
colhida a petizo no carlorio de Antonio Jos Pi-
menlel, tratando do mesmo inventarlo, acresco
Jos Sabino Lisboa,
1 secretario.
Xarope
DO
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
cosinhare fazer o demais sorvico de urna cas
de pequea familia : na rua das Cruzes em Santo
Antonio n. 41, segundo audar.
Rcsposta aoSr. Francisco Cor-
reia de Andrade.
Nao por meio de um simples an-
nuncio que se inutilisam firmas de let-
i tras, outros sao os meios e para elle de-
j vemos recorrer, pelo que rogo ao Sr.
Andrade de nao se retirar desta piara
I sem deixar procurador autorisado a
VSSSTSSSK ren lap T ,ne&ocio no fro Tm^ten-
) pelas innumeraveis cu- te* Se,m da(J0S por ora para duvidar da
as molestias dos boa fe do Sr.Andrade, com tudo protes-
to desdeja contra a idea de ser outra pes-
soa o acceitate das lettras em queitao
informado que
idcui oceme ao piiDiico, que ao i." ae juiho em *"* *-aa ovm vuv r lu lo S tinha re-
rlnH,iize"raf mudanCa.nos letreiros c envolto- laces urna pessoa deste nome e que era
nos das garrafas e meias garrafas, em conse-1 n ta i ,*T" .
quencia da grande falsifice?ao que algumas pes- ; annunC'ante, pelo que a soluqao deste
soas, sem sentimento3 o bem conhecidas dos negocio nao pode ter outra se nao ou
^S^^^l lm garrafas >J'-as das lettras sao falcas ou o Sr.
azul com emblema e letras da mesma cor, o do
envoltorio amarello com letras cor de rosa, as
meias garrafas lem o lelreiro collocado, rxo,
com emblema e letras da mesma cOr, o do en-
voltorio verde com emblema e letras da mes-
ma cdr.
Todos os letreiros sao essignados pelo proprio aguas
punho de II. Prins & C. de ferra"ens.
O papel que servo de envoltorio branco, tan-
to das garrafas como das meias garrafas, com o
seguinle lelreiro era letras d'agua : H. Prins &
C, 40 rua do Hospicio Rio de Janeiro Xarope
do bosque 40 rua do Hospicio.
As garrafas e meias garrafas sao
cor esverdiada. O deposito geral
Hospicio n. 40, Rio de Janeiro.
No escriptorio de Guilherme Carvalho & C
rua do Yigario n. 17.
Para conheciraento du
seguinte, como prova d
bosque, bem conhecido pelas innumeraveis cu-
ra, cxpecialmente para tod33
orgos pulmonares.
Attencao.
Os abaixo assignados, successores de A C. Ya-1 nonnintn MtnnUw i
tes 4 C. ex-proprietarios do xarope do bosque, I P 1ua"to' cstou bem
fazem scienle ao publico, que do 1." de juiho em na casa do Sr. Joao Paul
dianle (izerim mnitanr nos loimirn .-i nm-..it.. Ii. r,, ....... ,.... J..i._
Correia e o yerdadeiro acceitante dellas*
Joaquim L. Monteiro da Franca.
Para alugar.
y.
Na
rua do Nogueira alugam-se duas meias-
a rua do Queimado n. 53, loja
Chapeos.
Prata,
stabcecida m Londres
mffi fie teu.
CAPITAL
Cineo mVY&oes de Viltras
slev Vinas.
Saunders Rrothers& C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quera mais convier, que eslao plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fecluar seguros sobro edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos
que contiverera os mesmo3 edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
DENTISTA I
8 de m
I PERMAHIBUCO. I
^ 3--Rua estreita do Rosario--3 ^
me Francisco Pinto Ozorio continua a col- ^
jj locar denles artlficiaes tanto por meio <
^ de molas como pela pressao do ar, nao *
^ recebe paga alguma sem que as obras ^
jg Dao fiquem a vontade de seus donos, g|
^ tem pozos eoutras preparacoes as mais S
^ acreditadas para conserrar'o da bocea
Paga-so por melhor preco do que
qualquer parte, prala de lei, fina ou
rua larga do Rosario, loja n. 24, de
Gomes de Mallos
louca.
Domingo 23 do correte ao entregar a capa na
igreja do Espirilo-Santo. desapparereram dous
de vidro de chapeos novos, um de cabeca que por signal tem
na rua do o nome escripto do lado de' dentro, oulro de sol
de seda, de tamanho regular: a pessoa que por
engao levou-os faca o favor de mandar entre-
ga-Ios na rua larga do Rosario n. 38 loja do
miuaezas, que se licar muito obrigado.
Precisa-se de urna mulher de maior idade,
quedo prova de sua conduela e comporlamenlo,
que uao tenha filhos e oulro qualquer embararo'
que seja capaz de ser incumbida de todo o g'o-
verno de urna casa de familia e tralar de raeni-
cm outra
baixa : na
Jnior, junto ao armazem de
-_----- --------------------------~ .u...iu *, *icnai uc IUUIII
francisco | nos que andam na escola : quem estiver nestas
Aluga-se urna oplima ama de leite, escra-
va e sem lilho ; quem pretender dirija-se a Olin-
da ladeira de S. Pedro-Velho n. 26, sobradinho
novo do um andar, ou annuncie para ser procu-
rado.
Aviso.
ASSOCIAQAO
Por equivoco typograpliico foi
DE
Soccorros Halaos
E
Lenta Emancipacao dos Captivos.
De ordem do Sr. presidente faz-se publico qua
domingo, 30 do correnle, s 11 horas da manho
lera lugar no palacete da rua da Praia a sessaa
magna do primeiro annirersario da installacao da
mesm3 sociedade : memoriando esle dia,"com e
libertaQao de urna menor, no valor de 480000,
sobre a' prolecijao dos Ilustres socios protectores
e socios regulares ; e bem como, as 9 horas da
manhaa, na igreja do Livramenlo, haver a mis-
sa cantada que se lem de celebrar em louvor da
mesma Senhora, padroeira da insliluirao,|para o
que sao convidados todos os socios, o ao respei-
tavel publico desta capital, e as dilierenles com-
misses das sociedades, que em virlude dos con-
vites so dignarem abrilhanlar o mesmo acto ; a
noite estar osaloaberto, decentemente Ilumi-
nado, e urna msica marcial tocar algumas pe-
gas durante a exposigao da casa.
Secretaiia das Associago do Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipagao dos Captivos 18 de setem-
bro de 1860.
Albino de Jess Randeira,
1." secretario
m O Dr. Joo Pedro Maduro da Fonseca @
$ mulou a sua residencia para a rua da Ca- @
@ deia do Reeife n. 52, segundo andar, aon- @
$59 de se presta ao servico tanto de medicina i
@ como de cirurgia e das 9 para s 10 horas
@ da manhaa sempre o encontraro em casa. $$
##
Malachias de Lagos Ferreira Cos-
ta transferio a sua residencia para a rua
Direita, primeiro andar da casa n. 21.
l DENTISTA FRANCEZ. 5
y_ Paulo Gaignouz, dentista, rua das La- ^
T rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
3 p dentifico. <
XX.A..SllAAA.AlAA.AAlA.aa Jj
GtU LDSO-MASLEIM,
2, Golden Square, Londres.
. G. OLIVEIRAtenxlo augmenlado.com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenles ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde" novo se recommenda ao favor elem-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitera esta capital ;continua a prestar-lhesseus
servicose bons ofTicins guiando-os em lodas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nglez falla-se
na casa o hespanhol e francez.
. -._---------_. i-.,,. i.iini iiciiij
circumstancias dirija-so a rua das Cruzes sobrado
n. 20, segundo andar, que vista da prova que
, deve apresentar do sua conducta se dir quem
! assim o precisa ; prefere-so alguma senhora
, Porlugueza.
j Tcndo de entregar amigavelmento, no fim
do correle raez, ao Sr. Prxedes da Silva Gus-
, mo, a chave do trapiche Ramos, por motivos
que breve lerarei ao conhecimento do publico :
, convido aquelles senhores que no mesmo trapi-
che liverem algumas fazendas recolhidas, lenham
a condado de se dirigirem ao mesmo trapicho
| afim de serem conferidas. Itecife 21 de setem-
bro do 1860.Jos Jlaria Fernandes Thomaz.
Williom Elli3l subdito Inglez, relirando-so
para a Babia, o nao podendo despedir-se pesso-
almente de seus amigos, o faz por meio deslo
annuncio, ofTerecendo seu presumo naquella
provincia, assim como agradece cordcalmcnto
aos mesmos as boas maneiras porque semino
fui tratado.
Francisco Fontan, subdito hespanhol, re-
tira-se para Macei.
O Dr. Palersou volla para a Babia, no va-
por inglez.
Precisa-se de urna ama de meia idade para
cozuihar : na rua dos Pescadores ns. 1 e 3.
Aluga-se um bom cscravo para qualquer
servico : na rua do Imperador n. 50, terceiro
andar.
O Sr. Charles J. Young vai para o Para.
Precisa-se de duas amas, sendo urna secca
i o oulra de leite : no pateo do Toreo n. 26.
hPm .n, pa" ,?cc,onar solfejo.como tam- Pedro Claudino Duarle, subdito portuguez
bem a locar varios instrumentos ; dando as li- relira-se para Maceifj- ponu0ucz,
da" RnrtV nr?nS S 9 ll2 da Dle: lraUr a fUS I ~ Aluga-se um sobrado de dous andares ua
'?",* ruada Imperatriz n. 15: a iralar na mesma ou
Da-se dinheiro a juros sobre penhores do: Da rna do Cabug n 2 \
ouro ou prata: na ruido Rosario da Boa-Vista1
n.
DOS
Doulores Ramos e Sevc
Sita em Santo Amaro.
Este eslabelecimenlo contina debaixo da sd-
minislracao dos proprielarios a receber docntes
de qualquer natureza ou calhegoria que seja.
O zelo e cuidado all empregados para o
promplo restabelecimento dos doentes, geral-
ruente conhecido.
Quem se quizer ulilisar pode dirigir-se s ca-
sas dos proprielarios, ambos moradores na rua
Nova, ou enlender-se com o regente no eslabe-
lecimenlo.
A diaria para os escravos de 2j500, e para
oshvics de 3>200 ou 4$000, porm em cerlos
casos pode haver algum abatimento.
As operacoea serao prcvianiente ajustadas
~ Aluga-se um sobrado silo na povoaco dp
llonleirn, o qual lem commodos para gFan'de fi-
milia ; assim como cocheira o estribara para
cavallos : a Iralar com Manoel Aires Guerra na
rua do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Ensino de msica.
58.
Na livraria n, G c 8 da praca da
Independencia precisa fallar ao Si! Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore ledras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annuncianle aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos Illms. Srs. Virios, Dr. Aguiar,
Guerra, Tasso e em oulros mais rua da Cai.xa
d'Agua n. 52.
IUTOSiT,
Alfaiale francez, residente na rua da Cadeia do Recife, tom a honra do avisar ao respeitavel
publico desta cidade, que, desde 15 de agosto deixou de fazer parle da casa do Sr. Mercier, e que
acaba de abrir um eslabelecimenlo em grande ponto, no n. 16 da rua da Cada do Recife, assegu-
rando desde ja aos concurrentes que esforcar-se-ha pela perfei$5o, baraleza o promplido das en-
encommendas que lhe forem feitas. Igualmente lem um rico sortimento de fazendas de todos os
goslose de primeiras qualidades, para calcas por precos commodos.
A. W, Osborn retratista americano annuncia
ao respeitavel publico desta cidade que elle aca-
ba de receber dos Estados-Unidos da America,
um explendido sortimento de molduras redondas
douradas de todas as dimensOes, caixas para re-
tratos fazenda muito fina, assim como recebeu
una bello sortimento de casoletas de ouro e alfl-
netes de dilo obra prima expressaraente para re-
tratos. A. \V. Osborn apro/eita esla aprazivel
opporlunidade para informar ae publico que elle
est resolvido a dar licgoes da sua arte em lodos
os seus ramos, assim como lem para vender um
completo sortimento chimico e outros aparatos
proprio para as pessoas que professam a sua arte.
Mr Osborn lambem lira retratos em carloes de
visita e om papel do escripia por prego muito
razoavel: na rua do Imperador primeiro andar
com bandeira.
Precisa-se de um homem das Ilhas, dado
agricultura, para feilorisar escravos em engenho
de assucar. robusto e trabalhador, e de pouca fa-
milia ou com ella, e que saiba manjar sem rigor:
quem quizer empregar-se nesse servico, procure
o Sr. coramendador Manoel Gongalves da Silva
nesta praca, que tem de informar qual o enge-
nho e seu propietario, certo do que preenchen-
do o seu emprego do campo ser bem pago.
re
3
sr
3
k. 00 o> o
o o o o
o o o
o o o o
Laboratorio de lavagem.
Este eslabelecimenlo que comefou a funecio-
nar na casa de banhos do paleo do Carmo, vai ser
transferido no dia 15 do torrente para o sitio dos
Burilisna estrada do Arraial.
A excellente agua correnle e o esparo que all
ha, permiltindo que se elove o nnmero dos con-
currentes, previne-se as pessoas que esperavam
por esta transferencia, que podem mandar as
suas roupas para serem lavadas, embora nao te-
nham ainda chegado as maiores machinas movi-
das a vapor, que satisfaro enlao completamente
as necessidades desta capital e seus arrabaldes.
A casa de banhos continuar a ser o doposito
de recepcao e entrega das roupas da capital e no
sitio dosBurilisse receber e entregar as
dos arrabaldes
As vantagens presentes sao : boa lavagem em
15 dias, garanta das pegas e precos muito razoa8
veis. As fucluras serao : boa lavagem em -
dia9, garantidas sempre as pecas e precos muito
commodos.
No dia 28 do correte, em praca publica do
. Dr. juiz municipal da primeira rara, escrivo '
' Baptista, que lera lugar na casa das audiencias,
depois de meio dia, se ho de arrematar as di-
vidas activas da massa do finado Victorino do
I Castro Moura pela maior quanlia que for offere-
cida pela tolalidade das mesmas dividas, cojos
i nomes e quamias constam do escripto em mo
do respectivo poileiro Jos dos Santos Torres.
Aluga-se a casa terrea n. 120 A junio
; ponte dos Afogados por NgOOO rs. mensaes : a
: iralar no paleo do Terco. Liberna n. 19. Tam-
|bem d-se 1-500$ a 2.1)00000 a juros com hy- -
| peheca em casas lerreas, e vende-se sement
i de coenlro na mesma taberna.
! SOCIEDADE
UliO BE\EFICE\TE
DOS i
ARTISTAS SELLEIROS
I .ni Pernambuco,
| Por ordem do conselho, convido aos se-
j nhores socios eflectivos para sesso extraordia-
! na de assembla geral quinta-feira 27 do corren-
: to, s 6 horas da larde, visto nao se ler reunido
numero sullicienle era o dia 23
Secretaria da sociedade Uniao Beneficcnte dos
Artistas Sellciros em Pernambuco 24 de sclem--
bro de 1860.
Auspicio Antonio de Abreu Guimarcs.
1." secrelario.
Alheen Pernambucano.
A sociedade acadmica Alheen Pernambuca-
no convida aos senhores esludanlcs da faculdado
de direito para ahrilhantarem a sua sessao ma"-
na que lera lugar no dia 30 do correnle mez, s "
6 horas da larde, no salao da faculdado de di-
reito.
Sala dassesses do Atheneu Pernambucano.
2i de setembro de 1860.
Antonio Monis Sodrdo rago,
Presidente.
Manoel Euphrasio Correia,
rl secrelario.
erreira de Oliveira c Silva,
2o secrelario
O armazem n. 13,
da rua da Cruz do Recife, est para alugar-se : a '
tratar no Forte do Mallos, largo da Assembla
n. 18.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
Vao ser alugadas a quem mais der e melhores
garantas offerecer, 5 casas no sitio Cajueirocon-
tiguas ao hospial portuguez ; os pretendentes
podem dirigir-so ao Sr. provedor ou enviar-lhe
suas propostas em carta fechada al 30 do cor-
rente p.m que Dndam os acluaes arrendamenlos
Recife 24 de setembro de 1860.
Manoel Ribeiro Bastos,
1. secretario.l
Pede-se as pessoas que virem ou conhece-
rem o menino de nomo Bello, pardinho acabo-
ciado, idade 7 annos, morador na freguezia do
Recite: quem pega-io dirija-so a rua da Moeda
n. 29, primeiro andar.
Aluga-se uma casa na povoago do Mon-
leiro, tem muitos bons commodos e cacimba,
grande quintal murado e porto iuc sahe para o
rio : na rua do Qneimado loja de ferragens dua
mero 36, ^


-V
DIARIO DE PERPsAMBTJCO. QUINTA FEIRA 27 DE SETEMBRO DE 1860.
at)
Ama.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que se sugeite a todo o servico tulerno da
casa : a tratar na rifa da Satita Cruz n. 76.
Joaquim da Azevedo Villarouco relira-se
para Macei.
Attenco.
Roga-se a todas as pessoas que eslo devendo
ao abaixo assignado, venham pagar no prazo de 30
dias, a contar da dala dcste, o aquellas pessoas
quedexarem de o fazer no dito prazo serio cha-
mados a joizo para rcalisarem os seus dbitos.
Recifc 21 de setembro de 1860.
Domingos Francisco Ramalho.
Attenco.
i
Trecisa-se alugar urna casa terrea, dando-se
eous ou tresiiiczes adiantados, um boni fiador,
sendo as seguinles ras; largo de S l'edro,
Direila, Rangel, Asssumpcao : quem a livor, diri-
jase ra do Livraraento n. 21.
Madame Gekle, eslabelecida na ra das Cru-
zes u. 30,avisa ao respeitavel publico que se acha
sempre prompta para fazer qualquer obra de
vestidos de senhora, e lambem chapeos moda
de Paria, por muito commodo ptec,o.
Quem tiver utn sitio peito ou
longe desta cidade, cotn tanto que tenlia
casa de vivenda, arvores defructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe
rado ou Joce, e o queira alugar diri-
ju-se ao largo do Trro casa t rrea nu-
mero 33.
2Consultorio central homeopathico^
I PBMMDBIIC. 1
<$ Continua sob a mesma direccao do Ma-g
@ noel de Mallos Tcixeira Lima, proessor
@ em homeopathia.As consullas como d'an-f
tes. @
Batalho de artilharia a p
numero 4.
O conselho econmico do mesmo batalho
contrata o forneciroento d'agua polavel para gas-
to das pracas ; recebendo-sc por isso proposlas
at o dia 29 do corrente. s 9 horas da manhaa,
na secretaria do mesmo batalho. Quarlel do
4.* batalho de artilharia a p, no Campo das Prin-
cezas 25 de setembro de lsi).l'raucisco Jos da
Silva. 2.- lente agente.
A pessoa que precisar de mandar avar, en- i
gommar, e lambem para cozinhar, dirija-se a ra
Retratos
em cartes de visita como se
usa em Pars. Os 100 por
o retrato o mais econmico que se pode ob-
ter e o mais proprio para dar de mimo aos p-
renles e amigos, podeudo ser remettido commo-
damente dentro de urna carta. Estes retratos, de Santa Cecilia n. 5, que se apromptar (
nao obstante suas pequeas dimensoes, repre-', rauia perfeicaoe por preco commodo ; offerece- i
sentam a pessoa de figura inletra cora o maior se iambem a quem precisar de dar algum meui-
apuronosdetalhes.saoa mais propria recordacao no impedido ou oulro qualquer pwa criar em j
de todas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos sua casa particular, que se trata bem cora cari- !
cmcolleccao poderao servir para formar um ele- nno e amizade e bom leilo, que ficara bem lulri-
gante lbum dedicado a amisade. liram-se lodos !j0 : jiria-se mesma casa,
os dias e com qualquer lempo, no instillo pho-
tographico de Stahl & C. Retratos de S. M. o OfTerece-se urna mulher rara ama de ho-
Imperador, ra da Imperalriz. mera solleiro ou casa de pouca familia ; quem
precisar, dirija-se a ra do AAgoas Vardes n. 92.
I Aluga-se um grande armazcm na ra da
Cruz n 29 com sahida para a ra dos Tauoeiros
sorn haim
Recreio Litterario e Be-
neficente
Quinta-feira 27 do corrente, haver sesso da
assetnbla geral s 9 horas da manhaa em ponto.
Os socios que fallarem ficarao incursos no 2.'
art. 38 dos estatutos.
Secretaria da sociedade Recreio Litterario e
Deneficentc24 de setembro de 1860.
Sesoslris Silvio de Moraes Sarment.
1. secretario.
Vendas.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52
a tratar no raleo de S. Pedro n. 6.
Agradecimento e gralido
de
Estas pennas de differenles auolidades, sao fa-
brindas de a$0 de prata refinada de primeira
tempera, e sao applicavcis a todo o tamanhode|
eltra. Prer;o 13-500 cada caixa e pennas de ouro
lelo mesmo autor com pona de diamante, que
crem a grande vanlagem de nao estar sujeitas a I cacao de urna das suas chapas medicinaes, em 21
crj-vrfcrrugem e conservndose bem limpassao da's ficou inteiramente bom : o que taco publico
de Qii-acao infinita, deposito em casa dos Srs. em signol de minha sincera gralido.Ra For-
Ao Sr. Ricardo Kirk pela cura
u ni tumor na cxa da perna.
Seria falla de reconhecimento se nao grade-
cesse ao Sr Ricardo Kirk, escrptorio na ra do
Parlo n. 119, pelo curativo feliz que acaba de
(aier em um met escravo, o qual tendo um tu-
mor na cxa da perna que o empedia de Iraba-
lliar em razao das dores que soffria, com a appli-
Huedes & Gons

as ra da Cadeia n. 7.
a de Paris. 1
mosa n. 122 Rio de Janeiro.
. Ludovina M. da Silva.
Vai praca nos dias 25 e 28 do corrente, e
2 de outubro depes da audicucia do Illm. Sr.
Dr. juiz do orphaos, o moleque Amaro, de 13 an-
nos de idade, oerlencente aus beus da finada D.
.Mara Rosa d'Assumpno.
m
Sv
Botica central homeopalliica
1 DR. S.UMS0 0, L PIMO I
a Novos medicamcnloshomcopalhicos eu-S
'viadosda Europa pelo Dr Sabino
* Ktfes 'O. licamantos preparados espe-|
g& lilimente segundo as necessidades da ho-^j,
fjh n; malina no Brasil, vende-se pelos pre-S
avis conhecid'os na botica central homeo-S
iT.ihica roa de Santo Amaro [Mundo No-S
Vin 6- s
S8@@38@
i O Sr. Domingos C sario Pinto
querr dirigir-se a esta typographia,
juescllie precisa fallar.
15Ra Nova15 ||
Frederico Gaulier, cirurgiao dentista, S|
=sK faz todas as operaede da suaarte e col- |g
a> loca denles artiflciaes, tudo com a supe-
jff rordade c perfeicao que as pessoas en- 5rja
gj tendidas Ihe reconhecem. &
5 Tem agua e pos dentifricios ele. a ^"~ ,~ -q~SrTfoba"Piff, artista italiano, pre- @
de J0110 : @ 'ende dedicar-sc ao ensino de piano e de @
O canto : as pessoas c os pas de familia que @
Ce BaiTOS. j quizerem utisar-se com o seu prestimo, @
Por occasiao de se collocar no respectivo al- podem procura-lo na ra de Santa Isabel g
lar asimasens que ha muito se achavnm nocen-; n. 9 para Iralarem com o mesmo senhor, ^
Ca pella da Senhora
ceico da Estrada
Vacciiia publica.
Transmisso do fluido de braQO braco, as
quintas e domingos, no lorreao da alfandega, e
nos sabbados at s 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador, segundo an-
dar do sobrado da ra eslreila do Rosario n. 30.
H O Dr. Cosme de Sa' Pe eir da'
ib consultas medicas em seu escrip-
S torio.no bairro do Recite, la
H da Cruz n. 53, todos os dias.me-
g> nos nos domingos, desde as 6
* horas ateas 10 da manliaa, so-
^ breos seguintes pontos
|| 1.' Molestias de olhos ;
S| 2. Molestias de coracao e de
g peito;
H 3.* Molestias dos orgacs da ge-
^ racao e do anus ;
S i.' Hraticara' toda e qualquer
operacao que julg:ir conve-
B niente para o restabelecimen-
^ to dos seus doentes.
9 O examedaspessoasque o con-
sultarem sera' feito indistincta- ^
fe mente, e na ordem de suas en- ^
a tradas, fazendo excepco os doen- a
H tes de olhos, ou aquelles que por g
^ motivo justo obtiverem hora H
M marcada para este m. }
umultuh
DE
Liquidando
para acabar.
Na loja da ruado Crespo n 14, vende-se um
vanado sortimenlo defazendas abaixo menciona-
das, e por preco o mais barato que so pode ima-
ginar.
Paletot sacco de panno preto de 16j a 18J.
Dito fino de alpaca preta a \
Dilo dito de coros a 6?.
Dito dilo dito a 5$.
Dilo dito de alpaca preta para menino a7j>.
Dilo de brim braoco de liuho a 4$.
Dilo de ganga a 2J?500.
Gravatinha de velludo para pescoco de senho-
ra a 400 rs.
Lencos de relroz bardados para senhora a
500 rs.
Knlrcmeios bordados, vara a 500 rs.
Tiras bordadas de palmo de largura a 1$.
Ditas ditas largas, vara a 1G0O.
Tpele a velludado aO e 8$.
Ditos dilos, ricos, para i cadeiras a 18S
Taunos para mesa a 29500 e ojOO.
5000 RS.
Ferros econmicos de engommar a vapor
' roa Nova n. 20, loja do Vianna.
na
AO
um
armazcm de fazendas da
ra do Queimado n. 10.
Lenres de bramanlc de urna s largura pelo
barato preco do 1J800 cada leorol.
Covado a rail e duzentos ris.
Grosdcnaples furta-cores com urnas pintas de
mofo muito pouco, pela pechincha de 1200.
A 5^500 chales.
Chales de merino bordado, franja de seda.
Grandes colchas a 5^500.
Colchas do fusio muilo grandes de lindos de-
senos a proco de 5J500.
Borzcguins de senhora.
Vendem-sc borzeguins d'e senhora muilo novos
pelo diminuto proco do i?800, a dinheiro vis-
la : na ra da Cadeia n. 4, esquina da ra da
Madre de Dos.
Arroz a 3,S00 o
sacco.
Na praca da Boa-Vitta n. 16 A, ven-
de-se a 3$500 o sacco grande com ar-
roz pilado e misturado com casca, o que
serve para gainhas e animaes ou mes-
mo dando-se o trabalho de escolher,
pois o mclhor arroz que aqui tem vin-
,doa este mercado.
A 3,500 o sacco.
Na ra da Imperatriz n 54. vende-se
ai roz pilado misturado com casca em
saceos grandes a 3.S500 o sacco.
Liquidado
Na loja de chapos da prac,a da Indcpenden-
i ca ns. 36 e 38, vendem-se os seguintes objectos
o mais barato que em oulra qualquer parle : cha-
peos de foltro de 2;560 a GJJ000, ditos do Chylo
de -2g a 125000, dilos de cascm; % com abas for-
radas de pilha de 29 a 2S560, ilos do outras
qualidades que s com a vista os compradores
se conveneerao; bonets a ingleza bordados a
ouro, dilos de diversos Rostes para meninos,
chapos de palha paia homem de diversos gos-
los, dilos amazonas lano de feltro como de pa-
lha para senhoras, gales de ouro e de prata pa-
ra divisas, bonels para a gurda nacional lano
de soldados como de oficiaes, c oulros rauitos
objectos que estaro presentes.
principio s 7 horas da mauha.
senca dos devotos.
Pede-sc a pie-
Na ra Imperial n. 203
quem d dinluiro a premio sobre pe-
se dir'i
nitores.
os sonliores:
. Marcelino de Souza Pereira de Brilo.
Cielo da Costa Campcllo.
Jos Alvos de Monte Raso.
Joao Alvos de Oliveira.
Manoel Jos Ferroira.
Miguel Esteves Alvos.
Antonio de Albuqucrquc Maranho.
1'iancisto Jos da Costa.
Livros.
Vendem-sc diccionarios latinos, inglczes, al- j
lemes, Horacios com mierpretacoes e notas, se-1
ledas inglczas, fbulas latinas, breviarios roma-
nos, flos sanclorum : na ra da matriz da Boa- '
Vista n. 3i.
I?
EA MIHE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica fronceza ra da Cruz n. 22.
APPIIOVA(iO E AlTORISAClO

W
J
senhora
Tendo chogado do fora urna senhora modista
que faz toda a qualidade de modas bem, l cs-
creve, cania mu sica e loca, olVeiccc-se para en-
sillar em casa de familia sendo para o mato:
quem preciiaranuuncie.
DA
ACADM IH1PI
DA
:^
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
N sitio dos Buritis
no Arraial.
Recebc-se a roupa nos dias 1, 2 e 315,16 e
17 de cada roez e entrega-se a dos tres primeiros
dias a 10. 17 e 18 e a dus tres segundos no ulti-
mo do mez c nos dias 1 e 2 do seguinte.
Uepete-se este aviso para que nao continu a
injuslica de se querer obter roupa lavada o on-
gommda as dalas estabelecidas para a entrega,
quando ella smenle recebida no eslabcleci-
mento 8 das antes.
So a boa ordem fui sempre til om todas as
cousas, nao admirar, que ueste laboratorio ella
soja exigida para que lambem nellc possa con-
servar-se.
( Treiisa-se de um crendo para servico 5
a ioleroo e externo de urna casa de familia, @
$ B que de llanca a sua conduela, paga-se $$
^f liem : na ra da matriz da Boa-Vista nu- @
@ mero 2. @
@@2S@@ @S@@ @@ @@@
Trecisa-se de duas inaa sendo urna de lei-
' te : no pateo do Trro n. 26.
Aluga-se urna pequea meia-agua com
. dous ijuartos. sita a boira do rio as casas que
(icam ao norte da fabrica do gaz : a tratar no
; mesmo lugar.
tsy Manoel Pereira Lopes Uibeiro transferio
' a sua loja de barbeiro defronle da matriz da Boa-
! Vista n. 86 para n. 13 om frente os retratistas
i imperiaes ou contiguo ao deposito do Sr. Pinto,,
participa aos seus freguezose so publico om gera i de Pjlh ? <>ealgodao, gdo por preco commodo
I que tem oOiciaes habis | ara cortar cabellos: fri- "f ru da Imperatru n. 75. deposito de camas de
' zar e tudo mais perlencerite a sua ne, assira co- ro* .
mo recebe bichas continuadamente de Hamburgo', ~ \ende-5e o palacete da ra Imperial que
para alugar e vender, bola ouvidos em armas de ,ful do fallecido Brito, junto ao vneiro do Mun.z,
Seguro contra Fogo
OMP ANUA
D61TQ
LONDRES
i
AGENTES
sG J. Astley A Companhia. |
ELECTRO MAGNTICAS EPISPTICAS
^. Si m wr
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
PROVINCIA.
O Sr. thesourciro dos loteras tendo oblido do
Exnt. Sr. presidente da provincia a approvaco
do plano que abaixo "ai transcripto, manda fazer
publico que do conformidade rom o mesmo pla-
no se acham expostoa a venda todos os dias na
ra do Imperadern. 36 e na casa commissiona-
da pelo mesmo Sr. ihosoureiro na praca da In-
dependencia ns. 14 e 16, os bilheles e raeios da
uuarta liarte da quinta lotera do hospital l'edro rao projectado em Ierras de sua posse, por detraz
endem-se
canoas de aniarello de 28 a 45 palmos, por pre- i
eos commodus : na ra do Vigario n. 5.
Vcndo-sc um exeelente boi de carroca por
preco muilo commodo : a pessoa que quizer, po-
de-se dirigir a Sanio Amaro, na primeira casa
depois do quarlel de cavallaria.
A 2#500 cada urna saia halo.
Na ra do Crespo n. 20 B, loja de Adriano &
Castro.
Camas de ferro
balido e fundido, de todas as qualidades, e de
lindos modelos, para una e duas pessoas, ditas
para meninos, berros e lavataiios de fero, rodos
Vende-se
para
3
I
3
I
cortante isto
I rocurado a
espoletas e amola-se lodo o ferro
coio asseio o presteza, pode ser
qualquer hora.
Por lercni apparecido alguna pretendetttes
amantes da edificacao, o abaixo assignado tem
resolvido relalhar o segundo e lerceiro quarlei-
O qual tem rauitos commodus para grande fami- |
lia, ou para qualquer eslabeleciniento, tendo
grande cozinha fon, granJc cisterna, que correr |
Formas de ferro
purgar assucar.
Euchadasde ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com- I
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astlev & C.
I
Q
Vendo-se una armacan propria para lu!a
agua todo auno, transmitiindo agua para cima por de mludezM ou oulro qualquer eslabclecimenio.
na ra Direila n. 9 : a Irdar na ra da Impera-
triz n. 60.
II, cujas rodas devero andar impreterivelmeulc
no dia 6 de outubro prximo futuro.
Thesourar a das loteras 22 de setembro de
1860.J. M. da Cruz.
PLANO.
4000 bilheles a 5;000.......20.000SOOO
20 por cento. ........ 4:0000000
16:0COJX)OO
A CHAPAS MEDICINAES sao
urnesiau.i\pAb-fcLt(.riio-HAt?KTic.'.-F,risPASTiCASolicm- seu qrsr-cura radical einfa
odos os cusos de inllammaeao (cansar-ooit falla de rexpiracao), sejaminlernas ou extenu
do filiado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpitaciio de corarao, garganta, ol
sitelas, rheumatismo, paralysia e todas ?s alfeccoes, nervosa's, etc., etc. Igualmente par;
Premio
Dito de
Dilo do
Dilo de
Dilos de
Ditos de
Dilos de
de
muito coii'.iecidas no Hiode Janeiro e ora todas as provincias
tieste imperio ha mats de 22 annos, esao afamadas, pelas boas curas que so tem oblido nasenfer-
nidades abaixo escripias, o que se prova com innmeros atlestados que exislem de pessoas caa-
zos e de distinecoes. v
CumeslasCiupAS-ELEcriio-MAciKTicA-FirisPASTiCASoMcm-seuma^ura radical e infalKvelem
tas, como
slhos, ory-
. para as dif-
1 rentes especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc., soja qual r o seu tamaito o pro-
na Iota, por meio da suppuracao seriio radicaimente extirpados,sendo o seu uso aconseihado or
lia'jei? e distinctos facultaliroa v
As encomraendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, leudo todo o cuidado de 1128 Premiado'.
i: ir as becessariaa explicaces, se as chapas sao para hornera, senhora ou cranos, declarando a 2712 Brancos
molestia om que parle di corpo existe, se na cabera, pescoco, braco, coxa, perna,'p.ou tronco do___-
corpo, declarando a circuraferencia : e sendo incliaco?s, ferdas ou ulceras, o molde do sea tama- 4000
uho em um pedaco de papel e a declarar-ao onde "exislem, afim de que as chopas nossam ser1 c- \ i
bem applicadas no seu lugar. i Sanio a luz o
Ple-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil eraPl,a de afeuus poetas, e homens
As chapasseri
16 Dilos de
20 Dilos de
1036 Ditos de
200g
OU*
50g
20g
105
5S
5:OOOg000
2:(l(K)c000
SOOOOO
4003000
4L05000
JOl'SOOO
30000()
320000
2OO3000
6:lsc000
da ra da Concordia com 4 frentes, poenle, nas-
ceute, norte e sul : os pretcndenles podem dir-
gir-se ao abaixo assignado, na ra larga do Rosa-
rio, padaria n. 18, das 7 s 9 horas, e de larde
at as 3. Na mesma padaria prccisa-sc de um
rapaz que saiba ler e escrever para ir entregar
pao na rita : aquelle que se achar nesta circuns-
tancia e abouar a sua conduela, ditija-se mes-
ma casa cima, que achara com quem tratar.
Manoel Antonio de Jess.
Attenco.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar ou
de dous, em bom estado, com quintal, nos bair-
ros da Coa-Vista ou Santo Antonio : quem o ti-
ver, ditija-se a ra do Crespo n. 2o.
bomba, grande tstiibaria, eocheira e casa para
galliultas, com un bonito jardn), e algumas fruc-
leiras, tendo o quintal 140 palmos de fundo c
200 de largo : a tratar com o major Antonio da
Silva Gusroo, na mesma casa, lodos os das at
9 horas da manhaa, e dah em diante na loja da
ra do Queimado n 39, do lonenle-coronel Ma-
noel Florencio Alves de Muraos,
Vende-se urna casa terrea na ra doQuiabo
nos Afogados, chao proprio : a tratar ea ra das
Ttinchciras o. 46, loja.
L
para acabar.
Aluga-se
-IO.OOOjOOG
o segundo andar ao sobrado n. 5 da ra do Viga-
rio : a tra Preesa-se fallar com o Sr. Joaquim Lopes
M. chocado ha poucos mezes do Macei : quem
nhTlwL8 I tilia a bttudade de mandar ello se dirigir >">'
Na loja da rita do Crespo n 14, vende-se um
variado sortimenlo de fa/endasabaixo mencinna-
! dos e por procos o mais barato que so pode ima-
ginar ;
Cassas de cores fixas o covado a 160 rs.
1 Camisitihas de cambraia com gollinhas a 500 rs.
j Dita dila com gollinhas c manguitos a 4j.
a ra
.1.
" tomo das bio-
u-
ao acompatihadas das competentes expliceroesc lambem de todos os acceso-
nos para a collocaoo dellas.
lustres da provincia de Pernambuco,
pelo commenriador A. J. de Mello.
Consultas a lolas as pessoas que a dignarem honrar com a sea coofianga, em seu escripto- Conten a* Mocranhias di-
to, iue se achar abeilo lodosos dias, sem exceprao, das 9 horas da manhaa s 1 da tarde. uumi.111 as uio tapnias ut
cisco de Larvailio Couta, J
IHb H a^ tf*A AlhtKiuerque Maranho, Alvaro Teixei
KA DOFARTO
119
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
?BS4
ami
ra de Alacedo e Joao Antonio Salter de
: Mendonca ; um bello poema jocoserio.
, sonetcs, ti na edes .ieco eonticas, a
historia i nteressante do ievantaruento
ideGoianna em 1821, e noventa e dous
documentos inditos. Fcr hora em
maodo autor.
Direila n. 24.
Aluga-se um escravo para serviros domes-
ticos: na tua do Cabug 11. 8, luja.
Aviso as autoridades policiaes.
Na Baile de 19 para 20 do corrente mez, fora
raptada napovuaco de Podras de Fogo, da casa
Luiz Fran- '"alerua, urna meca de idade de 13 annos, por
r A um tal elaiirn, morador em Sobral, provincia
-ido Cear; dizem qu csse sultao lera um serra-
Iho la no Sobral, e d-essa viagem que fez, j fez
tres acquMoes de icesjovens para o sorralho,
pelo que avisamos a toda e qualquer autoridaJo,
cliui de ver se se lira das garras desle monstro
essa victima a desgwca.
Aluga-se um sobrado com 2 salas e 3 quar-
tos, proprio para rapaz solleiro : quem quizer,
dirija-se ra do Imperador n. 27, defronle da
Chales de lita estampados a 2^500.
Dilos de merm de urna s cor a 3$.
Ditos de touquim a 153.
Lencos de cassa de cores com bico a 120 rs.
Paletot de sida para homem de 103 a 12$.
Dilo de pauno e casemira a 15g e 18j>-
Cotes de vestidos de larlatana bordados aseda
a 133 e 20-5,
Ditos dito de fular.de seds a 15#.
Dilo dito de seda preta c de cojos bordados com
babados a 60$.
Dilos dilo de grosdenaple preto bordado a vel-
ludo com babados a TOS.
Ditos dito de grosdenaple preto a 50g.
Ditos dilo de grosdenaple preto d'aquile a 30?.
Dites dilo dilo dilo a 25^.
Ditos dito de seda de cores com babado a 20JJ
e 40.
, Ditos dito rfe phanlasia de barege a lSe 17g.
|0rdemjerc6iradeS. francisco,-das 9 as 4 horas. D,osdito de cambraia brancas bordados finos a
20 e 30S.
FUNDIDA
Precisa-se alugar um moleque de idade do
12 a 14 annos para o servico de urna casa do
hoftiem solleiro : a tratar ta ra da reun n.
6, leja.
Acha-se fgida a pwta Justina desde 23 do
corrente, tem .-Matura regular, corpo cheio e
com muilas ccatrizos de chicote: quem a pe-
gar, leve-a ra do Pires, na Boa-Vista, n. 44,
que ser recompensado.
Na padaria nova de Sacio Amaro precisa-se
de urna pessoa livre ou esclava para o servico
da mesma, paga-se bem.
Ra do Brurn (passando o chafariz.)
No epoxAto Aeste eslabeleeiiaeiilo sempre lia grande sortimenlo Ae me
enanismo para os engenhos de assncar a saber:
.Mtcliirm de vapor moderntg, de golpe cumprido.economicasde combustivel, e dtfaeillimoassento;
KoJas d'agua de ierro cem cubo* le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cinnos de ferro, e porljs d'agua )ara ditas, e serrilhaspararodas de madeira*;
Moendas inteiras com virgensmuito (ortet, e convenientes;
.M-jia moendas com rodetasmotoras >ara agua, cavallos, ou bois, acunhadas em aguilhoes dcaz ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre j
Pures ebicasparao caldo, crivose portas de ferro para asfornallias ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornof para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhospara vapor, >gua,cavallos oubois ;
A'jaillies, bronzes e parafusos, arados, eixos e odasparacarroqas, rmas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
(ue o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechan ismo proprio para os agricul-
t>re* desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
m lis acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
a9sim como pela cootinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderp necessiiar.
O Sr. Jos Alfonso do Reg
ios tenha a bon lade de
ra do Crespo n. 20.
Bar-
apparecer na
Compras.
Compra-se urna casa terrea na fregueza de
Santo Antonio, preerindo se na ra das Flores ;
a tratar na ra do Sol, casa terrea n. 5, junto ao
sobrado.
Compram-se escravos de ambos os sexos
de 12 a 25 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar ou inculcar na ra Direila n.
66, escrioloro de Francisco Malhas Pereira da
Costa, receber 20JJde graliflcac.no.
Conlinua-se a comprar papel do jornaes a
120 rs. a libra : na ra larga do Rosario n. 37
deposito de assucar.
Compra-so um boi que sirva para carrosa e
que esteja gordo : na ra da Imperatriz n. 33,
ofiiciria de marcneiro.
Compra-se moedas de ouro bra-
sileras e portuguezas : em casa de
ArkwightA C-, ra da Cruz n. 61.
Compram-se moedas de ouro de 16jJ e 208 :
no largo do Corpo Santo, escriptorio de Manoel
Ignacio de Oliveira & Filho.
Compra-so um escravo que seja robusto e
proprio para qualquer servico : na ra larga do
Rosario n. 18, lerceiro andar. Na mesma casa
vende-se urna excellenle escrava, moca, exce-
lente engoramadcr3 e cosinhelra.
Ditos dito de seda preta lavrada a 25g.
Ditos dilo do seda de cores lavrada a 30*.
Dilos dilo de cambraia e seda a 3$.
Dilos dilo de (ustao com casaveque felosal5$.
Casaveques de ciunbraia bordado de 3#, 43 e 15#.
Penteadores de cambraia bordados para senhora
a 5. _
Rometras de cambraia de salpico e bordadas a
lge2.
Visitase sabidas de baile de merino e seda a
8J e 153.
Manteletes de grosdenaple branco a lOg.
Dilos dito preto com bico de 15jJ a 20.
Visita de lil preto a 10.
Vende-so um deposito de massas com ar-
macao : na ra de Hurtas n. 9.
veinl*-SO a liarcaca Coracao de Jess >,
do segund.i viagem ; recebe 90 ciixas e ,bem
construida : a tratar na ra do Crespo loja n 14.
Vende-so a dinheiro ou a prazo, ou troca-
se, urna escrava moca, cozinha, lava e engomma
pcrfeitamente : na ra do Imperador n. 54, pri-
meiro andar.
Roosmalen,
Littrature et morale,
Chegou de novo ,'i livraria universal, c esta i
venda pelo preco do coslume.
Taboas de cedro.
Vendem-se no Forte do Mallos, largo da As-
setnbla, armazem n. 18.
Liquidaco de fa-
zendas
Por menos de seu valor
Na rua.Direita n. G8.
Riquissimos vestidos de bareje de seda, dit-is
de mussulina de seda, dilos de fantasa de seda,
ditos de seda preto, ditos de grosdcnaples borda-
do a velludo, polacas l'rancezas da ultima moda,
chales de todas as qualidades, paletos de panno o
de casemira de differenles qualidades, ditos do
alpaca preta e de cores de 2 3jJ0G0. e oulras
muitas fazendas que enfadonho menciona-los.
(Aflaneando-so que nao se engeil dinheiro.)
Milho novo.
Vende-se milho muilo novo vindo do Cear5,
saceos grandes a (i$0O : na ra da Madre tc
Deosn. 4, armazem amarello.
Vende-se gerims em por^o, por barato
preco : na ra das Cinco-Ponas' D.J103, jun'.oa
malriz nova.'
Loja de calcado.
Vende-se a dinheiro ou a prazo urna loja do
calcado com poucos fundos, muito propria para
qualquer principiante, e muilo acostumada a ven-
der bilheles de loleria : quera pretender dirija-so
praga da Independencia n. 39, que se dir
qual .
Vende-se um piano-forle em muito bnm
estado e de excellentes vozes : na botica da pra-
Saias bordadas para senhora a 2f,2}5G0, 3# o 5g Q da Boa-Vista n. 32. se dir quem o vende
Capas de velludo ricamente bordadas para se-
libera a 8O5. Vende-se urna negra moca com urna cria,
Camisas de cambraia de salpico para menina a 1J. com muito bom leite, c em abuudancis, propria
Ditos de fusio bordado para crianca alf. \ para crear meninos, por ser muilo lmpa e aceia-
; da, com habilidades : na ra do Rosario larga a,
20, segundo andar.
Dilos de seda bordados para crianca a 7jf.
Vestuarios de gorguro para menino e meni
a 5, 8$ e 153.
Ditos de bros para menino a 4#.
Ditos de usto para meninos a 6$.
Calcas de casemira de cores para menino a 6$.
Vestidos de cambraia bordados para baptisado
de crianca* a 63 e !5j>.
Colxas aberlas de 13 para cama a 5$.
Grosdenaple de cores covado a 1 e 1$200.
Tafel de cores com pequeo defeilo de mofo o
covado a 320 rs.
Barege de seda lindos padres o covado a 900 rs.
L de cores muilo fina o covado a 600 rs.
Riscado de la e seda muilo fino o covado a 800 rs.
Chales de cores o covado a 500 rs.
Lngos de seda de cores a lJJ e 1}500.
Luvas brancas de pelica em bom estado a 500 rs
Dilas de seda pretase de cores a 320 rs.
Leques finissimos a 1JJ500, 3# e 13$.
Peca de fila de gorgurSo para slnto de senhora
com 11 varas a 4}500.
Peca estrella de velludo cora 10 Ii2 varas a la
Fita muilo larga e rico desenho para cinta de
senhora a vara 23500.
Chapeos de palha copa alta para homem a 4*.
Ditas amazonas para montara de senhora a 4$.
Ditos de seda para senhora a 10$.
Ditos de seda de cores para crianza a 40.
Boucls de lontra para menino a 4g.
Jaboato.
Vende-se a casa que serve de hotel cm Santo
Amaro Jaboato : a tratar no mesmo hotel.
Attenco.
Na loja de chapeos da praca da Intjepedcn-
denc.a n. 36 e 38. vendem-se chapeos de couro
da Russia, pelo diminuto preco de 13000 cada
chapeo.
Libras slerlinas,
Vndese no escriptorio de Manoel Ignacio do
Oliveira & Filho, na praca do Corpo Santo.
Chama-se attenco.
Vendem-se saceos com farelo a 4$ cada urna .
no paleo de S. Pedro n. 6.
Vende-se urna boa casa lerrea na ra de
Sanio Amaro n. 12 : para tratar, na ra do Cres-
po n 14.
?
. -*
T*"
i^
~
W
-T
* *


()
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto k Perdigo.
Com loji na ra da Cadcia do Recife n. 23
tortea de vestidos de seda protose de cores,
de sd d bareg' de larlolana e de 8"e
Cambraias de cores, brancas o organdys.
An^unlias para saias.saias balao, de clina, mi-
dapolao e bordadaj
Lenej.s Je labyrintho do A.a; francezes.
Chap.'oi amazonas de palha e .. -ida para se-
nil )ras o meninas.
Enfeitesde froco, de vidrilho e de flores.
Penles de tartaruga, imoeratriz e outros goslos.
Hinguitos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fuslao, de la e de seda para
crianr.a.
11 infieles, taimas o pelerinas de differenle3 qua-
lidades.
Chiles de louiim, de merino e de la de ponta
redonda.
Luras de pellica brancas, prelas e de cores.
\ ;Jjsde blood, manas de dito, capellas e
llores solas.
Siaturoes, camisas de linho e esparlilhos para
senhora.
P .->: imarias finas, sabonetes e agua de colonia.
Cuaca?, sobrocasacas e palelots de panno preto
e do cor.
P lctots de alpaca, de seda e de linho.
Gil;s ile casomira de cor, prelas e de brim
Camisas la malapoliio, do linho inglez e de laa.
a roulaa de linho o do meia.
Halas, saceos, apelreixos para viagem.
Chancas para invern, botinas de Helia e oulros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de massa e de fellro para ho-
rnera.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Baha.
Parahyba.
Venle-se o engenta Torrinha distan-
tj 1 sti cidade duas leguas por Ierra,
te a terreno para dous mil paes or an-
ii) e !))i casa dd vi venda assobradada
boas obra$, Cera embar pie nj porto ds
taute do engenho l|3 qnarto de legua
do rio Parahyba eem menos de horas
se ve a a cida le; (juera o pretender di-
rijase a Jlo Jos de M-de i ros Correia
i G nue dir' quera o vende.
OfilOS
Sissos
Em casa de Schafleillin &C, ruada Cruz n.
i, venle-seua grande o variado sorlimentode
>s le algibeira !iorisont3es,patentes,chro-
Bomtros,neioschronoiB*tros, dfl ouro, prata
dourada eolhea >si ouro,sen lo estes relogios
du pritneifosfabricautesda Suissa, que se ven-
d '. i) por presos razoaveis.
Telhado de zinco."
O telhado de zinco aqu usado as
c> noinhias do >;a e caminlio de ferro,
e i m das boas in/isneSas modernas, el-
le fu se recornmendavel pela grande
duracSo, poucj peio no ediicio, bom
ac)T licionimeato.-barateza do cuito,
fru coniuccSoetc etc., todos sabem
q i i luracao ,J) /.ico e infinita prin-
cipil neate se se tiver a cautela de dar
utni n5o de tinta do lado evppsto
i 'i-), ii ni telha de zinco com
detO libras, cobre um ei
i i para tal fina 50 tenas" d barro,
o !*p icocobert > pela telha de zinco nSo
penetran n tn >r ping de chuva e a
acilidade d su* con luccao tal que
u noiiTo;. ( > > | ejuduzir de urna s
t '. > teludo orecTso pira cobrir urna
gran le cata, e > t-ilh i lo de zinco rauito
til pnnc )ilne\te para cobrir enge-
nto j, estaleiros, barracSes de ferraras,
arrauens de deposito etc etc., em
si n j i quera njuizer experimentar o te-
l'nl) le zinco, conhecera' sua grande
vi.iti j;m, este t Un lo vende se 120
rs. p:>r libra de 50 telhas pan cima:
noj armeos de Paulo Jos Gomes e
Minjjl Pirraino Ferretea rna da Con-
drila armazem Je materiaes.
Attenco
Vende-se na ra da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentencia, odevedor
dizem que tem loja em nome de outro
na iua da Iraperatriz, cujo devedor
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
Vende-se um terreno na ra Imperial, pro-
pno, com 1I0 palmos de frente, com urna cazi-
nha de lijlo com muilo bella vista, desembar-
que atraz, grandes fundos al o rio. aterrado e
prompto a edificar um estabelecimenlo, ou pro-
priedados, o que se vender com lodo fundo ou
parle, como convenha ao comprador: no mesmo
lugar, casa n. 222, a tratar com o proprielario
>iclonno Francisco dos Santos.
Sebo e graixa.
Se o coado e graixa em bexigas : no armazem
m" Tasso Irmaos, no caes de Apollo
Aviso aossenhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodao o melhor que lem vindo ao
mercado, para pavios de velas : vende-se na ra
da Cadea, loja do ferragens de Vidal & BasUs.
Cheguem ao barato
O Pregui;a esta queiraanJo, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pec.as de bretanha de rolo cora 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria paracal-
5a, collete e palilots a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de rauito bom goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 35?, 4$, 59,
e 69 a pec_a, dita tapada, cora 10 varas a 59 e
69 a peija, chilas largas da rao lernos e escomidos
jiadres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a ?# e 89
dilos bordados com duas palmas, fazenda rauilo
delicada a 99 cadi um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5&, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 39500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberu-a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 53900 a poja, e a loO rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1$
19200 e 19600 a vara, dito preto muilo encor-
pa lo a 19500 a vara, brilhanuna azul a 400, rs.
DIARIO DE PERBAMBUCO. QUIMA FE1RA 27 DE SETEMBBQ DE 1860.
Lindo sorlimenlo de veslidos para baptisado,
touquinhas, meias, sapatiohos. e chapeos sinhs,
do me hor goslo e de diversos precos. Chegaram
pelo ultimo navio fra ncez casa de J. Falque,
ra do Crespo n, 4.
L0J4 DO VAPOR.
Grande e vanado sortiraenlo de calcado fran-
cez. roupa feita, miudezas finas e perfumaris. i
ludo por menos do que em oulras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7
CAL DE LISBOA,
Tachas para engenho
Fundido de ferro e brouze
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n 11
rhgoft?UJ0Swlf0 ulULmo J*osto- "centimente"
chogados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Lond
muito Drocriosoara este clima.
tres,
DB
DI
Fraucisco Antonio Correia Cardozo I
tem um grande sortimento del
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Pechinchas
sem iguaes, na ruadoQuei-l
mado n. 65, na bem conhe-i
cida loja,da diligencia dej
Fajozes Jnior & Gunnares
iSwaSHPI"ta,la muil flnas para Il0mpm a SI
IfNO a duna, e em pares a 160 rs., clchele1*
francezes em cartao a 320 a duzia de carles. oaj
JOr. cada carlao com 14 pares, luv.is linas de ;
*eda para homensesenhoras a 610 o par, ditas =8
con, algum defeilo a 210 o par, rauilo boas cor- i
d.iS para violao a 80 rs.,agulhas francezas, calas1 31
m,H,,aP,ei3al00rS-ai,parelhos deporcellana 5
mnito lindos para menina a lgSOO, 25500, 3 e 49 M
Foges economi- I
Ha
e armazem
DE
GRANDE S0RTD1EXT0
Di
e
i Lioja
[fies&BastoJ
I Na ra do Queimad) n.
46, frente amareila.
Sortimento completo do sobrocasica de
. panno preto e de cor a 253, 28, 30* e ,
' 3o5, casacas a 28$. 30 e35j. palilots dos %
mesmos pannos 20. 22-3 e 25$. dilos de m
casemira do cor a 16g e 1&5. ditos sac- 2S
eos das mosmas caseroiras modelo inglez S
casemira fina a 10, 12/14 e 15J, dilos 1
saceos de alpaca prelo a 4$. ditos sobre ai
fino do alpaca a 7, 8 el), ditos dme- ffl
ri setim a 10$, dilos de merino cordao S
a 10$ e 12, dilos de sarja preta trancada 31
saceos a 6$. dilos sobrecasacos da mes- 31
ma 'azenda a 8, ditos de fust.io de cor e n
branco a 4#. 4$500 e 5$, colletes de ca- ^
somira de cor e preto a 5 e 6, dilos de. *
merm preto para lulo a i e 5, dilos
de velludo preto de cor a 9 e 10, ditos
de gorg.iro de seda a 5 e 6, ditos de
brim branco e de cor a 25(>i e 3. calcas -
de casomira do cor e prelo a 7$. 8$,'!)}
e 10, ditas para menino a 65 e 7, ditas
de merino de cordao para nomem a 5$ o
b, ditas de brim branco a 5 o 6, ditas
dild de cor a 3. 3500, 45 e 5. e de 5
todas eslas obras temos um grande sor-
tmenlo para menino de lodos os lama- g
nhos ; camisas inglezas a 36 a duzia. Na -,'$
E mesma loja ha palelots de panno prelo ff
para menino a 1 $, 15J e 16?. ditos de >
casomira pira os mesmos pelo mesmo
M Sw dllos do alpaea 3a,'C0i 35 e ??
V JjOO, dilos sobrecasacos a 5 e G$ para >
I os mesmos,calcas de brim a 2500, 3 o jO
g JjoOO, palelots saceos de casemira de cor S
la 7, loalhas de linho a 800 e 13 ca- Sfi
^* da urna. Jg
^ No mesmo estabelecimenlo manda-se S
H apromptar todas as cualidades de obras fi
m tendentes a roupas feitas.era poneos dias, %t
, que para esso Qm temos numero suf- g
^ lidenle de peritos officiaes de alfaiates m
rgidos por um hbil mestre de serae- ^
hanlc arle, flcando os donos do eslabe- 29
lecuneuto responsaveis pelas mesmas ,
obras ale a sua enirega. s^
mmmm smm mmmwm
Hua do Crespo,
Loja n. 25, de Joaquim Ferrei-
ra de S.
Vende-se'por preros baratissimos para acabar
mencianadosdn superiores qualidades e mais barato ro,,PO''S de seda para senhora a 15, liazinhaj de
maior parle delles recebidos em direilura por conta corcs Parj FesliJo a 200 rs. o covado.
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas s na?0es po-
dem testemunharas virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, quo,
pelS uso que delle izeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramentesosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosa
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
lodos os dias ha muitosannos; ea maior parte
delta sao tao sor prndenles que admiran; o
medico mais celebres. Quantas pessoas recoS
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depoisde ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacaol Dellas ha muitasque havendo dei_
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submelterem essa operado doloroso foram
.curadas completamente, mediante ousodess
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
I te resultados beneOcos diante do lord correge-
carem suaflrmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude 83
'ivesse bstanle conanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentralatoquenecessitassea natureza doma,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente .'
yuetudocura.
OuuVeoio e til, mais particu-
AlporcTen'e DOS se*unes casos.
inflammago dabexiga.
V-

45Ra 0ireita-4S,.
Este ettabelecimenVo offerece ao pu- ,
blico um bello e rico sortimento por
10$000
9#000
9$000
tOOO
605 CO
eos,
l'oges econmicos
americanos, os melhnres
Caimbras
Callos.
Mee res.
Cortaduras,
foresdeeabeca.
-^scostas.
-us membros.
termidades da cutis
emgeral.
Ditas do anos.
EruPCoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
fra dade ou falla de
calor uis extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas,
^'chaces
'flammacaodongado.
a 4aUU, w a como por nao gastaren] u
qualquer ouiro,
ma terca parle da lenha;
o covado, alpacas do .lifferenies cores a 360 rs o '< ?om lt T~d. mercad. nr,o s por eoziaha- |
covado, cesemiras (tretas Boas ** >* ">.ctade do lempo de qualquer Uro.!
35500 o covado, cambr
00 rs. a var
far patente ao
amostras com penhr.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Qucimadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas
Tinha, era qualquer par-
te que seja.
Tremorde ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e HeSpanha.
Venie-se a800 rs., cada bocetinha contera
una instrucgao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum.
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater 4 C,
do Vigano n. 3, um bellosorlimenlo de relo
2^500
rico
precos convenientes, a saber :
Hornera.
Borzeguins imperiaes.....
Ditos aristecraticos.......
Burzeguins moscovia (prova de
fugo e d'ngua........
Ditos democrticos......
Meio borzeguins patente. .
Sapa toes nobreza.......6,^0 00
Uitos infantes......., 5000
Ditos de boba (3 1|2 bateras). C'0C0
Ditos fragata (sola dupla). 5C0O
Sapatos de salto (do tom). 6^000
Ditos de petimetre......5;C0O
Ditos bailarinos......."5C0
Ditos impermeaveis.
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......kmqo
Ditos de segunda clase(quebra
cambada). ,...... 4800
Uitos todos de merino (salto
dtnB">).........4(500
Meninos e meninas:
Sapatee de torca....... amo
L 1 tos de arranca........ 5^500
Bo.zeguins resistencia 4^ e 5^800
Pateo deS. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
comTadrooeHflnrl0h,10V0r cs,abp'"iraenlo saceos
rom larolo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
1 r^0i?UU,",h0 S-Pre,' 80D,D,a e ^dio-
ea arroz de casca e dito do Maranhao de sope-
u^df- df" > "sea da goi.ba, vinho^o
mercado 1?*' d m,e,hor "ue "6'li) o
Snrrn 1! 'Cfi W" P 'nccza. banha de
hmT ach,nhas de soda de tod
quahdades, cerveja prela e bran
ica da
as as
melhor
ra
logiof
a o
o peso
espiro (iie pro
rs. a libra a em barril
3 3 ei vista do gasto
Afanteiga franceza.
A mais nova quo ha no. mercado a 560 rs. a
.;'.ee,n barril se faz algum abalimento : no
largo da Peana n. 8.
lucha
s.
Vend
Jem-so bichas recentemonte chegadas
muilo novas, por proco commodo ; em casa d
h?. c,a rua da Cruz -1- "a botM
C1INDIEIROS
Grande
le sortimento decandieiros econmicos a
g-iz Urogenio, e Indos os mais propi-os para
consamo dos mesmos na rua Nova n 20. loia
uanna. '
Vende-se barato
NO
Armazem de fazendas.
DA
lina do Queimado numero 19.
A 1$800 rs.
Lencoesde linho Onos a l?pS0Ors.
A 1 Cobertas de chita grandes gesto chinez.
A 4,<(S00 n.
Madapoluo infestado com 20 raras
A 4,>%>0 a.
Cambraia branca fina de salpicos com 8 1|2
varas. '
A ijj'OO rs.
Verdadeira pechincLa de chales de merino es-
tampados e lisos, grandes e rauito finos.
A 220 e 200 rs.
Chitas francezas largas cores Qxas e escuras.
A 900 rs. a vara.
Brim trancado alvo com 8 palmos proprio nara
loalhas so se vende ueste eslabelecimenlo
Ai.Sei#800 apei-i.
Cambraia lisa lina com 8 1(2 varas.
A 560 rs. a vara.
Cambraia preta com pintas brancas muilo fina.
A 500 rs. a vara.
Cambraia de cores muilo fina miudmhas.
A 2# a duzia.
Lencos brancos para algibcira.
A 600 rs. a vara.
Algodao monstro proprio para lencoes.
A meia pataca.
Chita miujinha pelo barato preco da 160.
I
Neste armazem de molhados con-
dos propnelarios.
ilaateiga ingleza e ranceza
Qneijos lamengos
muilo novos reccntcmcnle chegados no ullimo vapor da Europa de 1700
que o freguez lizer se far mais algum a batimento. P *
Queijo pvato
os mais novos que existem no mercado a U a libra, em porgan se far abalimenlo.
\mevxas fraucezas
lglSll|2libraPor1r,,(Mca.poloirasJe vidro conlendo cada um. 3 libra
Mustarda iaglezae franceza
em frascos a ^0 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Veraaciros gos de comadre
m caiuniias d 8 libras eleganiemente enfeitadas proprias para mimo a I60 rs.
oVacUVi\\\a ingleza
a mais nova que ha no mercado a 0 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 43
Votes vidrados
del a Shbras proprias para raanteigaou outro qualquerliquido de 400 a I50OO rs cad
xVoieadoas coaeviadas proprias para sortes
de S Joao
alga libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2j.
da preto,\\yson e nerola
osmelhores que ha neste mercado de l600.23e 2^500 a libra
Masas em caixinaas de 8 Vibras
contendo cada urna dificrenlcs qualidades a 4??500.
I*a\itos de deatcs licuados
era molhos cira 20 raacinhos cada um por 200 rs .
Timlo t'rancez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas c francezas
em latas e em frascos de dilferentes qualidades.
Presnntos, choari^as enaios
o mais aovo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Lalas de aoiachiaha de soda
de differenles jualidades a 1$600 em porcao se far algum abatimento
cores finas a 20 o covado, chita la
rs. cada um.
cassas de
rga a 200 rs.,
casaveques de cambraia bordados a 8>. capas de
fuslao a 53, penteadores de cambraia bordados a
65. liras e baados bordados a 320 a vara lencos
de seda com franja a 1-5, riscado francez a 200
rs.,sobrecasacas de panno fino a 253 palelols de
panno preto e de cores a 18, 20 o 2$, ditos de
alpaca do 4$ a 83, calcas de casemira prelas e de
cores para lodos os preros, ditas de brim bran-
co e de cores de 2J a 4}, gollir.has bordadas de
traspasso, camisinhas para senhora a 250O
m nguilos bordados a 2$00. chita de luslre lar-
ga para cubera a 320 rs,, esguio de linho mui-
lo tino a 13200 a vara, bramante de linho com
9 palmos de largura a 2yji>0 a vara, damasco
de laa com 9 palmos de largura a 23'JOO o co-
vado, pegas de madapoluo fino a 43500, chapeos
de fellro finos, balos i Garibalde a 55500. pale-
lols de brim de cores e brancos da 43 a 63 ca-
misas brancas e de cores de I.30OO a 33, e outras
multas fazendas por muilo menos do seu valor
para fechar contas.
nmwsm mwzm mimara
Cimento inglezj
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinliocom 44
gres.
l'ara collar vidros, Iones, tartaruga
--iS marflm etc., chegoa urna pequea porca
3f d(-'ste cimenio ja mui canhocido Destaca-
. :j pilal e se vende nicamente na casa de
^ Augusto & Perdigo, na rua da Cadea do
E liecile n. 23, a 23 cala vidro dinheiro
vista. Os amadores devem
delle.
sk
^~ ..------ ... _,, tu ia .iuiu uiuneiro a
j vista. Os amadores devem quaulo antes
-** prover-se delle.
HiseiefligfieeegeK
Na fabrica de caldeireiro 1a rua Imperial"
junto a fabrica de sabo, e na rua Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande poreflo de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto oreco de 140 rs. a libra-
e-se
Tambem vend
""1_se ^s'^uintes gneros ludo recentemenle r
res qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova marmelS"0 de
uii.idaa oo mais
m calda, amondoas. n
upeno-i
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracimisas.
Biscoutos .
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
Vande-se espirito de vioho verdadeirocom 44
lira os, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na rua larga do Rosario n. 36.
RuadaSenzalaNoyan.42
Vende-seem casa de S.P. Jonhston 4 C.va-
quetas de luslre para carros, sellins esilhesin-
glezes.candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e douscaval-
os e relosios d'ouro patente inalezes
Rival sem segundo.
Na rua do Quaimadc. n. 55. defronlc do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Suva, ha para vender 03 seguinies artigos
abaixo declarados
Cairas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de Iranca de algodao a 13.
Cartas de alllnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
I'hosphoroscora caixa do folha a 120 rs.
Frascos de macass Derula a 200 rs.
Duzia de tacas o garfos muilo finos a 3500.
Clcheles em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obrejas muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
l)iio dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapa tus de lia pan enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Masaos de grampas muito boas a 40 rs.
Agulheiros de marGm a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito fins a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de la com 10 varas a 1g.
Pegas de Iranga de laa com n varas a 500 rs.
l'etilho para enfeilar vestido (pega) 1#.
l.inhas Pedro V, cartao com 200 jardas, a 60 rs.
Ditas Jilo com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas] 40 rs.
marca, que.jos flamengos frescaes, conservas in-
n ee h S m8,S ^"T" ^e M ven<><"a Por menos
prego do que se vende em oulra qualquer parte
Cambraia organ-
dys a 3 00 o covado.
\ ende-se na rua do Crespo, loja n. 8 de nna-
tro portas, cumbraia franceza organd a 860 o
covado para acabar urna factura"; So, on-o
boas chilas francesas a 240 e 300 rs, fazCI1da de
l.ndos nadroes e cores fixas : dao- atfSSStw?
Guimaraes Villar
uja de fazenoas finas na rua do Crespo nu-
!.'?,"l!c,pam ,a. re*Peltarel publico que
/
com loja
mero 1/,
eem excellentes machinas de costura o ? inc-
lnores autores do New-York, as quas venden,
por precos muilo mais em conta do que
porque se teera vendido em outras casas quei,M
SYSTEjIA medico DE HOUWAY
PlLfJLAS HOLLWOYA
Este--
tsteinestiniavcl especifico, con.preto Intcir-
ente de hervas medicinaos, no conten, n erL
lo.nem alguma outra substancia delecten a Be
gno a ma.s tenra infancia, e a compVeicco mai,
delicada igualmente
me
rio
ni
que
e (eaazes
quer especie e grao por mais antiaV
quesetam.
Entre miliares de pessoas curadas com este
perarae o beneficio da saude
Accidentes emlm.ticn? :5Lfid.e:
Alporcas.
Ampolas.
A-eas (malde).
Asthma.
Clicas
Convulses.-
ebilidade ou extenua-
ra o.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
ousa.
Pebre de toda a especie
Gotta.
Hemorrhoidas.
llydro pesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflanimacoes.
Irregul'aridadesde
menstruar.io.
Combrigas de toda
pecie.
Mal ce Pedra.
Manchas na culis.
Obslruccoo de venlre.
es-
Phlhisica
ou comsump-
tao pulmonar.
Relencaode ourina. '
Rheuroalismo.
Svmptonassetundarfo=.
1 nmores.
Tico doloroso.
L'lceras.
Venreo (mal).
Macas
bricaotede Lisboa, macado tomate, pera s^cM1'ps\s'"rucias7Aire'-ada d? raais afanado fa-
pnm imon I.Ni.t ,.J, M-... .. f. n^^.____.-ti ...
Botica.
larga do
medica-
mk i m
Defroate do becco da Gottgregagoletreiro verde.
Casacas de panno preto a 30, 353} e
Sobrecasacasde dilo dito a
Palelots de panno pretos e de cores
.203. 253, 30S e
Ditos de casemira de cores a 15g e
)tos de casemira de cores a 7S e
40000 Colletes do velludo decores muilo fino a
35^000 Ditos de casemira bordados e lieos ore
tos e de cores a 53. 5#500 e
Dilos de setim i>reto a
Ditos de casemira a
353000
22S0OO
12S00
. Dilos de seda branca a 53 e
mos do alpaca preta golla de velludo a 12JOO0 i Ditosde gorguiao de seda a 53 e
unos de merm setim preto e de cor | Ditos de fuslao brancos e de cores a
m? i e i 9*00 Dilos de brim '"'anco e de cores a 2
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5J009 Seroulas de linho a *
3$e
e
Ditos de alpaca prela a 3S50O. 5, 7 e
Ditos de brim de cores a 3j>500,4500 e
Dilos de bramante de linho brancos a
43500 e
Calgagde casemira preta e de cores a
9#, 10$ e
Dilas de princeza e alpaca de cordao
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2O500.
.4S500 e '
pilas de ;aj)ga de cores a
Ditas de casemira a
98000 Ditas de algodao a l600 c
53000 Camisas de peilo de fuslao brancas e de
cores a 2300e
63OOO ; Ditas de peilo e ounhos de linho muito
I finas inglezas a duzia
I23OOO 1 Dilas de madapolo brancas e de cores
al3S00, 23 o
5S00O Ditas de meia a 13 e
,_. Relog'os de ouro patentee orlsontaes
5MwO Ritos de prata galvanisados a 25$ e
330110: obras de ouro, aderecos, pulceiras e ro-
oJoOj 1 setas
103000
63000
5S000
3S500
63C 00
63OOO
33500
2f500
235001
23000
23500
35g000
24500
1S600
9
303000
Bartholomeu Francisco de Souza, rua
Rosario n. 36, vende-se os segnintes
meiitos :
Robl'Affecleur.
Pillas contra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixiranli-asmalhico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
o 12 libras. *
Assim como tem um grande sortiraenlo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Velas de espermacete.
Em caixa cora 25 libras por 153, a retalho a
640 a libra : no largo da Penha n. 8.
Manteiga para tempero.
, Peffe,'amBnte em bom oslado, vende-se em
barril a 160 rs. e a rclalho a 200 rs. a iibra : no
largo da Penba n. 8.
S ioleressa s senhoras.
Existe novo sorlimenlo das novas e deseiadas
pulseuas de coral Qngindo urna cobrinha, encas-
loadas om ouro : as lojas de ourives de Sera-
pium J Irmo, rua do Cabugi ns. 9 e 11.
VenJem-se libras steilinas, em
casa de N. O. Bieber A C. : rua da Cru'
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston 4 G. rua daSenzalan. 12.
das melhores qualidades que existe em Portugal ,
vende.-se nicamente no armazem Progresso de
Duarle & Irmo, no largo da Penha n. 8.
Grammacaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodnpara aprender a lr,
a csciever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra integramente nova, para uso de
lodosos estabelecimentos de instrucrao,
pblicos e particulares. Vende-se* na
piara de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes de
ouro patente inglez, para homem & senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool
! .SI* ?i ? .\Um. Pa1l,ete inglez : em casa de
oSuthall Hellor & C.4
Loja das seis portas cm
frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs o co-
vado. dilas estrellas, a imitaco de laazinhas a
160 rs,, cassas de salpicos brancas e oo cores a
200 rs. o covado, pecas de esguiSo de algodao
muito lino a 3J a peca, ditas de brelanha de rolo
com 10 raas a 2. riscadinho do linho a 160 rs
o covado, chales do merm estampados a 2*
lencos .brancosicom barra de cor a 120 rs., ditos
coa bico a 20Ors., algodo monstro de duas lar-
guras o raolhor que possivel a 640 rs. a vara
niussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho prelo bastante largo. A loia est aberta at as
a horas da noile.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfeimidades no veutre
Dilas no figado.
Dilas venrea?.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas,
inlermitcnle.
Vendera-sc eslas pilulas no estabelecimenir,
geral de Londres n 224. Slrand. e na lojo de
todos os boticarios droguistas e outras Dessoas
encarregjd.s de sua venda em loda a AmVrica
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelinhas a ?00 rs. cada una
dellas, contem urna inslrurco em j.orluguez na
ra explicar o modo dse usar deslas pilulas
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum har-
meceutico, na rua da Cruz n. 22, em Pernam-
biico
Potassa da Russa e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e atredilado depo=ilo da
rua da Cadeia do Becife n. ,2> ha p,^;^^
^rdadnra polasg, da RuSsia nova e dp
qualidade. vssim como tambem cal virei-m em
P"dra. lodo por prec.es niai aro(os do*l
oulra qualquer parte. 4
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Successores avisara ao ru-
blico, que no seu armazem na rna da Ciuz n 4
estao exposlos venda as melhores machinas d
costura que al hoje teem viudo a este mercado
asqoaespossuem lodosos melhoramenlosinren-
laoos at esta poca sem ter os defeitos que em
oulras se ola, assim sao de conslrurco simples
e facilitan: o uso. A costura fela por estas ma-
chinas nao teem igual em obra de roo, um pon-
i bonito e forte, alem' de que alinham c coen
de todos os modos, cada caixa de cosluaa repr-
senla um lindo toilele para gabinete de senhora
Igualmente ha machinas para selleiros, etc O*
precos sao mdicos, e o Sr. Trmingham nee-
nheiro. ensina o uso das machinas e (odas as oar-
iicularidades da conservado de sua construcrSo
no aelo da compra.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita barata.
Palelols de casemira escura a 4J, dilos de al
paca prela a 4 e 5, camisas brancas e de cor
a 2&. dilas de fuslao a 2o00. ceroulas muilo fi-
nas a 1g600 e 2.?. palelols e brim pardo a N
calcas de casemira prelas e de core?, palelots de
panno prelo, sobrecasacas, colleles de cacmira
prela, dilos de velludo prelo e de cores, uni com-
pleto sorlimenlo de roupa feila
ATTENCO.
Vendem-se grandes loneis de amarello. ass^m
comoioneise quarlolas de madeira de boa qua-
lidade, todos muito proprios para as destillacoes
d03engenhos e para depsitos de mel : para'ver
a traiar narua do Queimado loja n. S9 ou na
rua imperial em casa do maior Antonio da Silva
ousoiao.

r
L
M
*.-
r**r
rr^


DUfclO T) PESS ALBUCO. QUINTA FURA 7 OE SETEMBRO DE 1860.
FABRICA
DE
uuuuuL e fmmm ai iifii
Sita na ra Imperial d 118 e 120 junto a fabrica de sabo.
i'ELIClOSAS EIAFALL1VE1S.
(?)
DE Pastilhas vegetaes de Kemp
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Costa. contra as lombrieas
Neste rstabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de difieren tes dimencoes ,. g
de 300 a 3:0005) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios conlinos ;apprvadas pela I'.xm. inspeccao de estudc de
para restilar e destilar espiritos com graduai-ao at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos Habana e por militas outras juncias de hygiene
melhores systcmas boje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impario, bombas
de todas as dimencoes, aspe ron tes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, lorueiras
de bronze de iodas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
publica dos Estados Unidos e ruis paizes da A-
merica.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-
ces ao paladar, sao o remedio
as lombrigas. Nao causam
nauseaa, nem sensaces debilitantes.
Teslemunhoexpontanco em abono daspasti-
ferro para rodas d'agua.portos para ornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas i garantidas con
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com artnacao e setn ella, fugoes de ferro potaveis e | lavis vista, do
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiros, cocos infallivel contra
para engenho, fulha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco em lencol e barra, lsuges e
arroellasde cobre, lences de ferroalato,ferro suecia inglczde todas as dimenses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos preco do que em oulra qualquer
parte, descnipenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico ja conhecida has dc Kemp.
para comraodiaade dos fregueses que se dignareis honrarem-nos com a sua confianca, cha-1 Srs. D. T. Lanman e Kemp. Porl By-
o maruaNovan. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas. ron 12 de abril del859. Senbores. As pas-
| tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedilo, tinha o estomago inchado e con-
tinua comiebao no nariz, to ni8gro se poz, que
eu lemia perde-lo. Nestas circunstancias um vi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kempti-
nham curado suaflba. Logo que soubedisso
comprei 2 vidros dcpastilhas e com ellas salveia
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
II'. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos unicosproprietarios D. Lanman 9
,?.!ecimenlo na ruado Rr'um n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai- j Kemp, droguistas por atacado em New York,
xeiro do estabelecirnento Jos Joaquina da Costa Pereira, corr quem os rretendentes se podem
entender liara qualquer obrs.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda
{tialquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecirnento a saber: machinas de vapor de
todos os (amarillos, rodas d'agua para engenhos '"las de ferro ou para cubos de madeira, moen-
! s e rucias munidas, taclias de ferro balido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
:hos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
ioca e para descarocar algodao, prendas para mandioca e oleo de ncini, porloes gradara, co-
I i ninas e moinhos d vento, arados, cultiva Jocs, pontos, "aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
botes e tolas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua uatureza pelos
das-nhosou moldes que para tal lira foremapresentados. Recebera-se encommendas neste esta-
*

t
(ftKEMP nujv^^RK)
PiLULAS VEGETAES
ASSCCARAAS
NEW-YORK
O MELIIOR REMEDIO CONHECIDO
Contra cinuipacoes, ictericia, affecres do figado
febres bihosas, clicas, tndigestes
enxaq uecas.
Hornorrlioidas, iliarrhea, docncas da
palle, iruptjoe*, e todas as (informidades,
PROVECIENTES DO ESTADO IMPURO 00 SANTE.
75,000 caixas desle remedio consommem-se
.anualmente 1!
Rcuimlio da nalureza.
Approvado pela f ilcudade de medicina, e re-
eommendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pil-
las puramente \egelaes, nao conlem ellas ne-
nhum veneno mercurial nem algum outrom/ne-
ral; esli bem acondiciona las em caixas de folha
para resguardar-se da huraidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e elicazes
"m sua operario, ura remedio poderoso para a
juventude, pubirdadc e velhice.
Lea-se ofolheto que acompanha cada caixa,
pelo qual se licar conhecendo as muitas curas
milagrosas que tcmcfhctuado. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por atacado emiNew York,
sao'os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em tolas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandegan. 89,
Babia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soura
& C, ra da Cruz n. 22.
Admira veis remedios
americanos
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele-, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamenlos con
os qnacs se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores'
e cura os peiore% casos de reumatismo, .dor de i De Braiideiiburg frl'eS.
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi- St. Estph.
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, contusoes, St. Julien.
queimndura, erupces cutneas, angina, reten- Margaux.
Cao de ourina, etc., etc. I.arose.
Solutivo renovador. Chateau Loville.
Cura todas as eufermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mo?
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, cscrophulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C., ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suurt
& Companbia ra do Cruz n. 22.
Vinlio de Bordcaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10. encontro-se o deposito das bem co-
uhecidas marca dos Srs. Braudenburg Frres
e dos Srs. Oldckop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
Chateau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na
sos, tumores branros, aferros do figado e rins, Na meSlia Casa ha para
erysipolas, abeessos e ulceras de todas as classes, vflldor *
molestias d'olhos, difiiculdade das reeras da, J, lu ,"
mulheres bipocondria, venreo, etc SSZXEb.
Pilulas reguladoras de Rad-Cognaccmbarris qualidader,r"
w Cognac em caixasqualidadc inferior.
way
para regularisar o syslema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramenle vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de ventre, dsos de 1 a 3 regularisam, de \
a8purgam. listas pilulas so efTicazes as all'ec-
coes do figedo, bilis, dor de cabrea, ictericia, in-
digeslao, e em todas as enormidades das mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, elr.,
sao do mais prompto efTeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamenlos vera a-
companhados de instruccors impressas que mos-
tram com a maier miuuciosidade a maneira de
applica los em quilqucr enfennidade. Estao ga-
rantidos de falsificarlo por s haver 5 venda no
armazem de fazeudas de Raymuudo Carlos Leite
&Irmo, na ruada Imperalriz n. 10. nicos
agentes em Pernambuco.
&SJJV
Mm
m
Wi
m
ii
GRANDE ARMAZEM
DE
m mu
Loja de mitidezas na ra
D ir ella N. 85, onde tem
^ o lampeao do gaz,
g^g ; VDdem-sc pecas oe filas de coz a 240 rs cai-
StKg fxas d'agulhas rancezas a 160 240 rs., colhrrrs
55i dc melal principo para soups fino a 5C200. ditas
zvJ74

Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceigao dos Militares.
Acha-sena direcqaodaoflicinadeste acreditado armazem o hab
^ artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido ||g I "rolas TIStam^tlSA
g5 Manoel Jos Fcrreira. O respeitavel publico continuara a encbn- S^fe i2ia> Pe.?as de fllas de linho a 61
para cha a 2KWJa duzio", eufeiles de \idrilhos
pretps linos a 5J50O, caixa de bufalo a 1 c
1S600. bandejas linas a 1J500, 2$ 3. 4g, c 5,
macos de grampas rulicas a 40 rs., ditos oe cara-
'Tol a 80 rs., linleiros e areciros finos a 28, ga-
pulseiras
g^; lao de linbo bran( o a 100 rs. a vara,
tiros alOtirs.a du-
60 e 80 rs., curdas
g trar em d.to armazem um grande e variado sortimento de roupas gg ; ^^^osfi^T^^X^Z
m tota*, como sejam: casacas, sobrecasacas.raques, paletots de panno KSfe alizar, de beleia, a S40, calunga de diversas
*>^i lino, ditos de catemira de cores, de merino, bombazina alpaca preta S^S qualidades a 120,160,200,240,280 o 480 is.,
g| e decores, ditos de brim del.nlio blanco, pardo e de'cies, calcas J88
^^1 e gravatas pretal e de cores, Ubi es pata criados, faldamentos para g^ ."has pera marca a 20 rs., lesouras a 100 rs..
$&7% a guarda nacional da capital e do interior. f^g$ pcnlrs paro atar cabello a 160 rs., orulos de ac
4n^mni,m.P Kr,..,. n,-, ,l.MmUr, Jav. i .,. :..:___J- j: ? 5(K)" 8V rs- pomada fran. eza a 100 rs., tap'e-
S5^ tem escolbidos e habis ofiietaes, dande-setoda e qualquer roupa no &
^ dia convencionado. 2C<-
$5&______________________________________ ffff *i Ti? v? W
i
iot liifUMiif
D
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos. *
rs., mcias cruas finas para homem a 38200 a du-
i zia, la para bordar a mais lina que ha a 7{5tl0,
| tinta de carmini lina a 500 rs., caixinha de papel
[sorlidas em cores a Ig, dilasdequadrin1- a b( 0
rs., dilas de cores a StO rs, atacadores d'alfoJao
chatos a 60 rs., dilos rolioos a 100 rs., penics
travessas para meninas a 640 rs ditos de borra-
cha para alizar a 600 e 800 rs.. dilos de bufalo
branco a 500 rs,, ditos para pilhos a 2e0 rs., di-
tos para suissas a 500 rs., pecas de trancas de
laa dc caracol a 60 rs., lilas d seda da largura
de 5 dedos a 640 rs., brelas de colla a 100 rs..
boncras de cmaros a 160 rs., ditas de chouro a
500, 800, 15'O e 21, lesouras para uithas a 800
rs ditas para costuras 3 1?, faca dc rabo de ba-
Iango dous boloes 650O enhiles dos mais mo-
deraos qne ha pora senhoias 3 58 e 45(J0, di-
tos para meninas a 4gtl0 e 5, caixa de lampari-
llas de nova invenrao a 100 e 60 rs. biros prrlos
de seda a 100, 160, 200, 280, 320 e 500 rs., rar-
relclde liuha do gaz de todas as corea a 40 rs. ,
ricas figuras para quadros ; venham logo cutes
que se acabe a pechincha.
A.GffiMC\!k
Hefvonte do Vccco da Congregado lclveiro \cvdc.
Cerveia branca.
As melilotos mocliinas dc coser dos mais
afamados autores de New-Yoi k, I.
M. Singer &C. e Wbeeler &Wilson
Ncslo cslabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora o dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e segursrira :
no armazem de fazeudas
do Uaymundo Carlos
Leite & Irroaos ra da
Imperalriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
7 Uta.
UivICA VEEDADEIRA E
TIMA.
Seda dequadrinhos muilo fina covado lgCOO
nfciies de velludo com froto prclos e
dc cores para cabera de senhora da
ultima muda 5
Fazeudas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambiaia e seda tapada e
transparente, cuvado 5
Luws de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos g
Lencos de seda rxos para senhora a
20 e 2500
Mantas para grvalas e grvalas de seda
dc todas as qualidades 9
Chapeos francezes forma moderna 8s5G0
Lencos de gorgurao pretos 28000
Kicascapellas brancas para noivados 8
Saias baliio para senhoras e meninas 3
Tafet rxo o covado 8500
Chitas francezas a 260, 280. 300 e 8320
Cassas francezas, a vara 500 .
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa prcla e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos dc largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e dc cores
com 2 saias c de babadus
Dilos de gaze e de seda phanlasia
Chales de touquim muilo finos
Orosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada prela e branca
Capas de fil e visitas de seda prcla com
troco
18600
2$000
1M
i
LOW-MOW,
1
i
Ruada Scnzala Rova o. 42.
Neslc- estabelecirnento continua a'havcrum
coinapletus runenlo de moeodas emeiasmoen-
dasparasuSenho, machina de vapor e taixas
dc ferro balido e coado.de todos os tamanhos
para d
Lencos, bicos c rendas,
Na loja da ra do Crespo n. 14, vende-se ricos
] lencos de Ifbyrinlo de tanibraia de linho, bicos
e rendas feilo na provincia du Cear.
Escravos fgidos.
Taclias e moendas
Braga Silva 4 C.tem sempre no seu deposito
da ra da Mccda n. 3 A,um grande ortinjento
de tachase moeedas para engenho, dorr.uito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar eo
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
F
LEGI
H
t
i
Narlinho & Oiiveira \
^'>ndc-se em :asa 'le Snunders Brothers ft
C. prara do Corpo Sanio, relogios do afarna
i ) fabricante Itoskell, por precos commodos
e lambem rauceUins e cadeias paraos mesmos
'. c;icoel!nie soslo
COM
fizendas
finas. t1>
Loja lie
e40Ruada Cadcia do Recife-iO
>^ Enconlra-sc neste est-ibcleciiiieulo to-
Veildem-Se balailCasde- ;ad;1s as qualidades de tazendas. ricos e
elegantes cortes de vestidos de filo, blond
cimaes no armazem de Den-
cker & Barroso, na ra da
Cruz n. 15-
Na loja ao p do
arco de Santo Antonio,
vende-se:
Chaly com flores, fazcnJa muilo fina,
o covado 000
Velliidilho com llores, proprio para ves-
tidos dc senhora, o covado 700
Manguitos e gollinhas, o par i^OOO
Chales de merino muilo finos cora palma 68000
Casemira dc cores, o corle 3*500
bitas duas larguras, o covado 28000
Organdiz muito finas, a vara 640
Peca de osguio de algodao muito fino a 38800
Lencos de seda para homcm a 1&0O0
Abotuaduras para punhos de cami- 1(500
sas, o par 800
Caixinhas de marisco para costura a 83OO
Caicas du balea para rap a
En frites de perolas para pescoco a 3J200
Dilos de froco a 2;OO0
Carapacas du seda propria para padres a 18500
Ricos chapeos com bicos para senhora a 18*000
Ditos de pallinha muilo dovos a 31*000
Bolsinbas do missangas para guardar
dinheiro a
II i rio du duas larguras para vestido de
montara, 0 covado
Hicos coeiros bordados, j dehrunhados
com filas muilo finas, proprios para
baplisados
rronhasdelabyriulho
i'oslhas dc dito
Assim como se previne a iodos os devedores
da mesma loja que venham saldar suas conlas
para nao verern seus nomes nesla folha, srja qual
for o devedor, pois j a segunda vez qno se
previne s lodos
SALSA BARIIILIIA
DE
g; e de seda, pretos, brancos e de cores. J'g
fcambraias, cassas, bareges, chapeos para S
homem e senhora, ricos m?nileles de ap
ronda branca e prcla, velludos de lodas
qualidades, gtinalelas, adereros du bri- V
K I han les e toucados para senhora, perfu- ^
*S marias francezas, roupa feila para homem O- I m
I e meninos, calcado de Helis para ho- % mo> enfermidades do figado, dyipepsia, deb.hda-
^ mem eJoly para senhora, luvas du pe- ^g a-le geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
Remedio sem igual, sendo reconheridos pelos
mdicos, os mais iminenles como remedio infal-
ivel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
lica, chales de verdadeiro louquim e to-
dos osobjeclos necessarios a urna senho-
m^m^^i
ra de gosto e do grande mundo.
Chapeos de sol de seda ingle-
zes a 8#000.
Na ra do Crespo, esquina da ra do Impera-
dor n. 7, loja du fazeudas linas de Guimaraes &
Lima, vendem-se chapeos de sol de seda ngle-
zes a 8> cada um.
2$C00
1000
I
midades resultantes do emprego de mercurio,
; ulceras e erupcoes que resullam da impureza do
' sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
cado New York, aegam-se obrigaJos a prevenir
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas
tenues in.itaces da Salsa Pairilha de Bristol,
que boje se vende neste imperio, declarando a
todos que sao ellesos nicos proprietarios da re-
tes a
Vende-se na luja d" Anlonio Augusto dosSan-
los Porto na loja ns. 37 e 39 na prca da Inde-
pendencia, capellas de aljfar e mortale para ca-
tacumbas, tmulos ele, etc., da forma sesuinle
e preces razoaveis :
,- i __ Capellas dealjofe com Escripr oes, grand
'ftJ:____ V ^ Hilas ditas por
Dilas dilas por
Dilas dilas por
Dilas de imorlsile por
Quadros0>m a magem do Senhor Cruxili-
cado com inscripcoes por bailo a 1(>> e a 8*
_ Ferros de en-
Vendem-se 6 burros novos, bastante gordos, ;,. 1 n, n,;-,Ai ,, i i._
filhos do pasto, c mansos de. roda ; assim com(!; ce,la, o. "^ Brlsl0' .endo-lhe compr8do no an-
GStANDE SORTiMEMO
DE
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DB
Joaquim Rodrigues Tavarcs de Mello
RA D QUEIMADO N. 39
EM SUA LOJA DE QIATUO POR1AS.
Tem um completo sorlimenio de roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pesseas que desejarem ter um sobrecasaco bem
feilo, ou um caiga ou collee, de dirigirem-se a
este estabelecirnento que encontraro um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tem um grande sorlimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dem a 129, outros de casemira dequadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 16*, ditos
de merino stima 129, ditos de alpaka muito
fina a 69, ditos francezes sobrecasacados a 129,
ditos de panno fino a 20, 259, e 309, sobre-
gommar
econmicos
a 5#000.
Indo hontem domingo 23, passear 0 negro
l.uiz, sapaleiro, nao lurnou mais c assim pede- se
as autoridades policiacs e capilaes dc campo a
aprehendi do mesmo e leva-lo ra da Cruz
n. 35, leuda de sapaleiro, que se recompensar
generosamente; os sisnacs do negro sao os se-
guinles : lerou camisa de riscado c caira da mes-
' ma. idade Irinla e tantos annne, bem serrado dc
baiba, grandes calos as maosde apartar o pon-
to e bsixo do corpo, esle negro veio do Peni do
a Sampaio loja de ferragens na ra da Cadcia, ha
4 pcraSannosde quem o comprei.
Raphccl l'ernandes branles.
J^o dia 23 do correnle sabio da casa do
'>;* abaixo assignado um escravo de nome Anlonio,
* de nacao Cosa, idade 30 annos, pouco mais ou
^S menus, pouca ba'ba, alio, bastante prelo, t-.m
">? os psgrosaoae basianie grandes, lem em urna
-9 1 das pernas una grande sicalriz, que inda se ai ha
' iberia, esle prelo empregava-se em repailir pao
na ma: recommeoda-sea iodos os capites do
rampo e peasoas particulares por qocni possa
ser encontrado o ntandem pegar e eutregai ao
abaixo a-signado, con padaria na roa larga do
Rosario junto ao quartel d<> polteia n. 18, onde
se gratificar com generosidade.
Manocl Antonio de Jess.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
casacas francezas muito bem feilas a 359, cal-
uma escrava propria para lodo servico de enge- no "> 18ob (^ da mas f,na casemira a 10*. ditas de
nho : a tratar cora o propriclano do engenho: Lasa nenhuma mais ou pessoa alguma lem hrim e de fuman nnr nrern rommodn um Brande
Queitnadas, freguezia de Barreiros onde se direitodefabricarasalsanarrilhadeIiric.nl ,m ede \uslao Por Pr^ocoro.raoa0'um 8rande
achara os ditos objeclos ; ou nesla cidade na ra iauncr a salsa parriinaderisiol, por- sorlimento de colletes de casemira a 59, ditos de
; que o segredo de sua preparado acba-se somen-' oulras {azedas or preco commodo, um grande
mifl D/Urvl ;le.em poder d,s referidos Lanman & Kemp. ;sortenlo de sapalos de tpele de gosto muilo
Ulid lie J3OIOI Para evitar engaos com JefapreCave.scombi-. apurado 25?, dilos de borracha a 29500, cha-
ares de drogas peroiciosas as pessoas que qu- pos deCaslor muito superiores a 169, dilos de se-
zerera comprar o verdade.ro devem bem observar ;da> dos melhores que lem vindoao mercado a 109,
?! Se!^".tLS!8"aeS,'.Sem s quaes 1ual,ler ou- a,os de sol. inglezes a 109, dilos mullos bons a
129, dilos francezes a 89, ditos grandes de pan-
da Aurora, sobrado 11. 22.
Ag
tr preparac-a5 falsa;
! O envoltorio de fora est gravado de um la-
para denes.
A loja d'aguia branca receben esta apreciavel
agua de Botot, a qual serve precisamente para
alvejaros denles, conserva-Ios lustrosos, e livra-
los de caria, fortificar as gengivas e tirar o mo
balito da bocea, e igualmente o cheiro que deixa do sob ulna chapa de ac, trazendo ao p as se-
o charuto, a continuacao della preserva de dor guintes palavras :
de denles ; os frasquinhrs vendem-se a 1, e rio
marcados com o rotuloLoja d'aguia brancara ). T. LANMAM & KEMP
do Queimado n. 16.
SOL AGENTS
N. 69 ^VATER STREET.
IHCW \ OTl#
guintes fuendas, por metade de seu valor, para us P'"".'?". all"har > c fazer laiadas com 2, 0 .
liruidarin perfeico c preparar canleiros para toda a qua- "'=,uu uu uuu itm um rotuto em
Bicos de seda brancos e prelos, de lodas as !'da,,e de "^ce, entende perfeitamen.e do MPel *ulclaro cem a firma e rubrica dos pro-
orguras, vara a ICO, 240, 400, 800 c 18000. i 'amento dc uvas elm de ludo slo dotado
Lrn completo sorlimento de fraujas de seda c de uma .f2'S" adroirarel por nunca ter sido ac-
I l'/in.ilinlll.ln tln i.w.!...-l 1 1 .Intima ,11.1,11 A r.m
de algodao.
Vende-sc un? escravo com vinle e tantos
annos de idade, bom cosiuheiro, refina assucar
e fazpo-de-l e para tratar de um sitio tao
bom como o melhor fcitor por entender de lodas
Chales de touquim a 10, 15, 20 e 359
Botes de seda, velludo, de louca e de fuslo
de qualidades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2$, 3 e 4.
Entren eios fin"s, pegas com 12 varas a 1.
Folhos bordados tiras a 500, 1, 2jf, 3$500.
Camisetas com manguitos a 3?, 4, 5 e 6j>.
Enfeitcs dc flores a 6$.
Chapeos dc seda para senhora a 10g.
Casaveques de velludo a 40 e 60jf.
Ditos de seda a 25$.
Dilos de fuslo a 8 e 129.
Fitas de seda e dc (odas as qualidaes de 160
rs. a 19500.
Dilas de velludo dc 210 rs. a ig.
commctlido de molestia alguma: quera o pre-
tender comprar dirija se a ra da Cadcia do Re-
cite n. 25, primeiro andar.
ap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
lorfo.
pnelarios
3 Sobre a rolha acha-se o retrato e Grma
do inventor C. C. Bristol em papel cor de rosa.
4o Que as direcc,oes juntas cada garrafa
tem uma phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da AlfanJega n. 89.
Bahia Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soura,
C run da Cruz n 22.
Chama-se a attencao.
Vende-so saccas com farello a 4}000 rs. cada
uma : n paleo de S.Pedrc n. 6.
no a 49, um completo sorlimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servem para batisado de crianzas e para passe'o
a 89, 109 e 129, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por preijo commodo, saias bordadas a
39500, ditas muito finas a 59. Ainda tem um
restinho de chales de toquim a 309, cortes de
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 1009, que j se venderara a
1509, capolinhos pretos e manteletes pretos de
ricos gostos a 209, 259 e 309, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
89 e a 109, toalhas de linho de vara e tres quer-
as, adamascadas, muilo superiores a 59, dilas
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
2G0, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caic,a, colletes e palitots a 49 o co-
vado, eum competo sorlimento de outras fazen-
das, e ludo se vende por preco barato, e que nao
possivel aqu se poder mencionar nem a quarta
parte deltas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao irosemfazenda.
da Imperalriz n. 10.
Fazendas por Iiaixos precos
Ra to Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidacao da firma de Leite & Correia,asqu3es
se veudeni por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seues:
Chitas de cores escuras c claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas. a2K'e260.
Piscados francezes de cores Dxas a 200 rs.
Cassasde cores, bonspadres, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, ol60rs.
Brim trancado branco delinho muilo bom, va-
a 1JO00'
Cortes de calca dc meia casemira a 2J.
Dilos de dila'de casemira de cores a 59.
Panno prelo fino a 39 c 49-
Meias de cores, linas, para homem, duzia.
800.
Gravatas de seda de cores e prctas a 19-
Meias brancas finas para senhora a 3S.
Dilas ditasmuito linas a 4$.
Ditas cruas finas para bomi-m a Af.
Cortes de collelcsde gorgurede seda a 2?.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 49.
Seda prela la.rada para vestido a I96OO e 2j?.
Cortes de vestido de seda prrlalavrada a I69.
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peilospara camisa, um, 320.
Chila frauceza moderna, lingindo seda, cov.-do
a 400 rs.
Entrcraeiosbordados a 200rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2S0O.
Toalhas delinho para mesa a 59 e 49-
Camisas de meia, uma 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
zas a 5;000.
Corles decalca do casemira preta a 69
Chales deme'rin com franja de seda a 59
No dia 20 dc correnle. fugio o csrravo dc
nome Romualdo, cor bem prela, idade 20 annos,
no armazem de fazen-'sem barba, estatura regular, lera a Bionheca fla
das dc Rayniundo Car- j mo direila loria para deuiro ; levou camisa de
los Leile & Irnio, ra chila roxa e calca de algedao azul: qneni o 1 e-
gar leve-o a Ileinardino Francisco de Azevedo
Campos, ra das Triniheiras n. 50, que sci re-
compensado.
Acba-se fgido um mualo cabra de neme
Raymuudo Patricio, official de pedreiro e I'arb i-
ro. fui rctceitido do Para em abril de 1850 pelo
Sr. Manoel Jcaquim de Faria, o qual foi aqui
vcvdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, e esle se-
nhor vendeu ltimamente ao Sr Francisco Ma-
linas Pereira da Costa ; Irm os seguinles sig-
naes: estatura regular, basiaule grosso e baila-
do, olhns aroarellados. falla com desen lararc,
reprsenla ter 35 a 40 anona : raga-se as autori-
dades policiaes a sua apprchcnso ; e qm m o
pegar, dirija-se ao engenho Guerra, em Ipojura,
ou na ra do Imperador n. 70, escriplorio de
Polyrarpo Jos Laymr, ou na ra de Apollo n.
30, escriplorio de Manoel Gouveia de Souza, que
ser generosamente recompensado.
200$.
Fugio do engenho Quanduz, em Sanio Anlao.
no dia 18 de maio do auno prximo passado, ura
escravo de nomo Luiz, de idade 23 a 24 an-
nos, com os signaes seguinles : cabra, dc esta-
tura rtguiar, baixo, quando se ausenlou nao li-
nha barba nenhuma, cabello a especie do dc
ralo, km um pequeo geilo as pernas parj
dentro, un signal na pona da lingna du tama-
ito de ura carreo de guiaba, que o atrapalha ura
pouco quando falla, lem as costas bem cicatriza-
das de chicote ; esle escravo foi da villa do Sa-
bociro, comprado ao Sr. Domingos de Souza Bar-
ros, e ha noticia delle estar acontado tni uma
fjzcnda cima da dita villa 20 leguas : pede-se
porlanto a captura do dito escravo, e quem o pe-
gar leve-o a seu senher no dito engenho, ou no
Recite a Bernardino Francisco de Azevedo Cam-
pos, no palco do Carmo, que se gratificar com a
quanlia de 2009.
No dia 20 do correnle mez fuglo o escravo
Anaslacio, de estatura regular, com cafurina na
cabeca, suissa e barba fechada, tem um panno no
meio da testa que loma-lhe o nariz, vestido do
caiga dc riscadinho, camisa de n.adapolo, paleto
de brim pardo Iransado, e chapeo de palha velho:
quem o pegar pode levar i presenta de Sel astiao
Jos da Silva Braga, 011 botica de Bsnholomeu
Cortes de caiga de riscadode quadros a 800 rs. Francisco de Souza, na ra larga do Rosario nu-
Merin verde para vestido de montara, cova- mero 36.
100$ de gratificado
do.19280.
Lencos brancosde cambraia, a duzia, 29.
Chapeos de Castor.
Superiores chapeos de castor brancos e pretos,
com pello e raspados, formas elegantes, chrga-
dos pelo ultimo navio francez : casa de J. Fal-
que, ra do Crespo n. 4.
Em casa de N. O. Bieber & C. Successores,
ra da Cruz n. 4, acha-se venda um grande e
variado sorlimento de ferrag-^s finas, obras de
tanoeiro e pertences sem fim por usos domsti-
cos, productos todos da industria norte america-
na, assim romo :
Arados de diversos tamanhos.
Moinhos de milho.
Machinas para cortar capim.
Grades.
Machinas para descarocar milho.
Cultivadores c ferros de engommsr econmicos
Fugio no dia 27 de agosto do corrente auno um
escravo por nome Pedro, que representa ler 32
annos de idade, cora os signaes seguinles: de
cor simi-branca, alio, secco, cabellos corridos,
cabera redonda e chata airaz, pouca barba, o
falla muito apressado, quando anda inclina o
corpo para afrente, levou roupa de algodao bran-
co e azul de riscadinho, chapeo de bala prela e
do Chile Esle escravo linha um primo por nome
Manoel Alves, morador no Arraial, onde era fei-
lor, ambos naturaes do Rio do Peixe, ha toda
probabilidade que para l fossem por lerem l
prente. Esse escravo foi de Francisco Ribeiro
que recebeu em heranga de seus pais, c trcuxo
para essa cidade aos 9 de oulubro de 1858, que
vendeu ao Sr. Jos Francisco do Reg Medeiros
Mello : por isso pede-se as autoridades policiaes
e capilaes de campo a sua captura e leva-lo ra
de Apollo n. fi i.
T -'.


(V
LittrStufa.
Da iatureza c lmites do poder
moderador.
E A VEBDADE1RA DOCTRINA CONSTITUCIONAL.
(Continuaco.)
Tor va de regra, nasce do conflicto entro o
i:.misterio e a cmara dos depulados, cm eir-
tumstaiiiiasgravissimas, a necessidade da disso-
lncao desta. A experiencia o demonstra, c nao
responde o faci abusivo de serem magistrados
absolutamente desautorados por via de aposenta-
dorias (oreadas, e rerdadeiras demissoes mal dis-
f arcadas pela manobra de urna remoeo, muilas
vezea sem desigoaco de outro lugar I I
O que seria do poder judicial se o execuli^o
dispozesseda faculdade descricionaria de suspen-
der os magistrados a seu talante ?
Perdoar e moderar ss penas impostas aos reos
condemnados por senlencas, e conceder amnis-
ta em caso urgente o quando assim aconselhem
a liumanidade e o bem do estado allribuices
sao estas que, importando derogarlo dos eTeilos
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 27 I>K SETEMBRO DE 1860.
isBB-ssmsmm^^
o
Desap-
; ^.^!^Td^^^d^4^^recra **fS* a">ndepVndencia dolo!
pind a dssolurao da cmara, as mwdas
i, quando da parle desta ha tal pranuiiciaVMfese dado decretar a nullificaco dos elfo"
neutom o governo se v impendo, cm proverbien?., condenioalorias oo a especial nbro-ri!
( s pblicos negocios. Dado, pois. o conllictp en--fR-rfa iurisdiccao iud riari N.'.', i-J.
treacama ra e o minislerio,P quem deciJV a "Iross^
o n inis\cr^ 6 ""^ U den""'"d>-?>ndade. e om oulros bera do esl.d.
Sustentar que a dissoluco da camarades *fSWtKtXS?^^"' da-J"S"
putados daVada do ejercicio m.nis.eria, cl'pK "r e. SftHTS tS& a*
da ; e se o nao fr dentro de dous mezes, o seaa-
do incumbido de a convocar.
A limitarao est aqui de tal modo pesia, que
impossivel a suppressu da cmara dos deputa-
dos, de cuja cooperario alias principalmente de-
pende a decretaco dos impostas annuaes, flxa-
cao de forjas, autorisaro de recrulamento, *i-
sim como o voto de qualquer outra lei necessaria
administrarlo.
Ein relaco ao poder judicial, limila-se a aeco
do poder moderador suspensu des magistra-
dos, quando contra os mesmos forem aposenta-
das queixas fundadas, perdo e minoraco das
penas impostas, e concesso de amnista.
A suspensao do magistrado, por propria deli-
berarlo do imperador, e regulada; como na
tocante as funeces proprias dos oulros poderes
polticos?
Sem fallar na necessidade de deeza e susten-
tarlo, que toda depende do apoio enthusiaslico
ao partido e da boa vonlade dos amigos, por via
de regra sempre exigentes, o que bastante para
determinar ramios desvos e exeessos: to na-
tural da parte do agente da autordade na marcha
activa do governo e administraco seu cargo a
aspiracao ao arbitrio, que anda na mjior boa f,
noempenho da execucao.de servico, para corlar
dilliculdades (quauto mais para favorecer aos ami-
gos, de cuja boi vonlade se dependo!) tande-se
sempre exasgeraco, que, nao sendo reprimida,
torna-se usurpaco !
E note-se quo a circumstancia de
verdaderamente commetlcr parle suspeita e
evidentemente incompetente ojulgaraculo de sua
propria causa ; subordinar pelo modo mais ex-
travagante e repugnante possivel mais activa
parte da reprcseolaco nacional ao executivo,
que alias nao tem nenhurn dos requisitos para
entrar aulorisado ua soluco de tal questo ; por
quanto, alm da absoluta falla do jurisdic^o
conslitucional, acham-sc em tal hypclhese os
respectivos ministros em crise, pela mesma cma-
ra hoslilisados e levados ao extremo de serem
demitlidos, c talvez anda formalmente aecusa-
dos. Sem iroparcialidade, lao interessados e
apnixonados, obrando dobaixo da pressao de urna
faculdade de decreta-las ?
Emfim, cm cada urna das conferidas attribui-
coes do poder moderador se reconnece a privati-
va delegacao feila ao imperador cora a cndilo
do exercicio proprio, inspirado por conselheiros
de outra ordem dos agentes responsaveis do exe-
culivo.
VI.
Passando do direilo constituido ao a consli-
luir-se :
Na organisacao do poder moderador a lei fun-
damental aberrara da ordem que cumpria guar-
dar, para que a marcha administrativa e do su-
premo governo do paiz fosse o que devia ser. raan-
li.l-.-. r-,....-_- :il-.____ .. ... I
n ,__.i I......"'i-Mau, por que a popuiandade sem-
na hjpolhese de apparecer pre prodiga e lisongeira com os seus favorecidos
queix, fundada contra ura magistrado, compre, e muitas veces tambera tarca que os ar as a ir^
oeHivTnn'n m T"* H3V" "**0 da 1^ "+*'***. Com o apoio e pelo avor di
?p.? aut0 ldade J 5* f"^ "'"!""df;"I.^c.om,petnle pi'0ceSS0 fa?ao' s5 eommetlido8.lhWI.do. que jamis se-
riara concebidos por aquelles que, nao se sentin-
iaC.r0.-.oadS pela aura Popular, se retrahem,
lula de ,, V...,......i ,' i j i l,rln" governo do paiz fossa o qi
o oto m n erkl?ara d'eHdw ^ ^^ 5' l-daS ?" illesa^ as 8oli d "W^ que
can ara dos filado? Snd n..,Hi ia. f" Pd,ra S"bsi3lir pela ""nencia do poler ns
circumslanciP n fJ 2 S^ -0 em oulras llluila^ o regrada esphera do sua jurisdiccao ?
para itervi e'm llmrhZ .3 T?raPelenle ( ""portar o exercicio directo das attribucols do
^evidente nue -, Zf! "sBumPto.? Pod" moderador pelo ebefe supremo da naco e
W2S fn [esupr? da ?. e eu primeiro representante a burla do governo
de oT o'rl^cr Se^rSa^e'rSe! | ZZlfl^ZT^0' -*?
icios mesmos miuisiros, e repugnante com toral, obvio e verdadeiro sentido.
As allribuQes do poder moderador sao de sua
nalureza limitadas o mullo eapeei.es. Logo el-
las se enlendeui directamente com o exercicio de
oulros poderes polticos, e isto sempre no senti-
do de mantor a independencia e equilibrio dos
mesmos poderes, conleudo-os de un lado, e de
outro, proporcionaiido-lhes e completando os
;i responsabilidadc ministerial.
Onde e como assislir o ministerio com a sua
responsabilidadc ao imperador quando livremen-
te demitte o mesmo ministerio ? O ministerio
que se retira, jamis pode ser o responsavel de
um acto de que s paciente ; o ministerio que o
succede nao pode assumir com a responsabilida- i (
f^A.beradrroratfcadn'Vn'r ', P"'"100"" I acco que sao de misler para que, no
Xisl Zl porue SS abn om rT"'10-* '^ P-,e" CXCrCC" SUaS f'""^'- e deS"
SreanS^Ss?'^P %= ^rw5sstsj:ssr.|
e lempo consumados. todo da organisacao poltica : so o supremo de-
positario do principio da autordade permanente, |
constituido pelo maior dos privilegios em uma '
esphera sempre superior, seria capaz de exercer I
ordem. Porm, era essencial I
que esse exercicio fosse em si mesmo regulado !
por modo, que nunca excedesso da justa limita- |
cao imposta pela necessidade de guardar cada
um dos poderes polticos a sui independencia '
i cora o livro exercicio das funcroes que llies sao
proprias; e, pois, era indispensavel que a mes-1
j ma lei fundamenta! regrasse a aeco do poder
I niedorador, consliluindo-a sempre bcneQca. Ss-i
: mmente assim o proveu a consliluiriio do esta-'
, do, de uma paite consiiluindo cada um dos po-
aere, activos cora as suas attribulcoe. proprias e ;
j inalienaveis, que em caso algn) jamis Ibes po-
dem ser usurpadas, era por oulrem exercidas-,
e de outra parte, limitando a acc.odo poder mo-
: dorador ( principio essencialmonte conservador)
ao que justamente devia ser para nunca alcancar!
a usurpaco das fumvoes dos oulros poderes', e '
avassaia-los, em vez de mantei-lhes a iiidepen-
compete fazer as
, de responsabilidade ao magistrado aecusado, que
| era taes circumslanciss nao pode deixar de ser
i arredado do exercicio. Ora reservar ao chefe
, supremo da nago e seu primeiro representante,
i com audiencia do magistrado argido e consulla
do consellio de estado, a suspensao do mesmo
magistrado, verdaderamente privilegia-lo, ,
quanto possivel, p-lo ao abrigo de iques
perseguicoes ; resguardar o poder judicial de
violencias inconciliaveis com a independencia e
dignidade propria de sua inslituico e importan-
cia, violencias taes sempre de "receiar da parte
de agentes menos desinteressados, imoarciaes e
capazes.
E ninguem deixar de reconhecer a relevancia
desla garanta ao contemplar o trafico que fazem
no foro homens polticos, tirando partido da po-
sicao que tiveram, leem ou possam ter nos con-
selhos da cora, c pelo3 despachos que lizerara,
ou anda possam fazer I A3 vantagens pecunia-
rias que desla arte 3geilaro sao lao superiores, e
tentadoras nesta quadra materialista, que, em
verdade, o officio de advogado para elles o
principal, que subordinara a mais alta posicao
em vez de exagerar os meios de que dispemi
b manifest que as attribuicoes do poder mo-
derador so desnaturariam, deixndo de ser priva-
tivas do rapendor e passando para a algada do
executivo; do armas de defeza, de verdaduira
egide tutelar, converter-se-hiam em armas oTen-
sivas da mais arriscada e fatal aggresso!
O autor do opsculo, porm, nenhuma nllencao
a ve,rJadeira rc8 fundamental do rgimen
adoptado da nossaconsiituigoa independencia
equilibrio e harmona dos poderes polticos, que
essencialmente consiste na separacio e limilacao
de allribuices de cada um;para elle o nico
requisito essencial de constilucionalidade e ga-
ranta de liberdade a responsabilidade.
Na sua opioiao sobreludo preponderante e
essencial que a responsabilidade dos ministros
assista ao imperador, como a sombra ao corpo,
anda mesmo quanlo aos actos repugnantes com
a intervencao ministerial e que excluem toda a
responsabilidade I I
Desle modo commetle o autor do opsculo sra-
*', d',ual "ao Prendera, anda effec- v.ssimo conlrasenso, sacrificando a substancia
ocomm,i Tl'd0 ma'f eLer'f" P9,Ce f"n"l. subordinando o f.m aos meios; emfim
cimento d,% L VJ! ?* .,enhaal?ura conhe- pospondo a erdadeira doulriua constitucional A
!..-_.. oro dd.eapilaldo imperio ignora t3es uma ihcoria vaa e illosoria !
do Brasil as palavras transcriptas no opscu-
lo (1), indica acerca da constituido do Brasil,
quanto ao poder moderador, estimaco bem di-
versa da que faz o autor do opsculo quando
insiste e leima era apagar o que ha de original, e
proprio na nossa constituigio, para accommodar
e confundir com asinstituicocsconslitucionaes de
ontros povos, que divergem nesta parle da orga-
nisacao poltica brasileira.
Para debidamente apreciar a nossa constitu-
cao e a sabedona dos seus autores, nem sequer
retieclio por um momento o autor do opsculo
as circumslaneias especiaes do Brasil ; nao vio
que ellas nao davam para uma organisacao intei-
ramente paulada pelo syslema inglez. *
Onde no Brasil exislem os elementos que cons-
liluem na Inglaterra o seu rgimen conslitucio-
nal representativo ? onde essa nobreza que de
direilo proprio pousa no parlamento o coopera
com os comrauns ? onde essa opiniao publica
esclarecida, que reflectida pelo parlamento as-
pira e dirige o governo ? onde essa consciencia i
do dever e esse respeito do direilo, que consti- 5?ue,1 ras' e de outras esPe fructferas, que
l r___. ^._____._. ., '" dan Ilion O annnc uma ihnnil.iil. il.:._
A cidade de Santa Cruz um pequeo lugar
arruinado, com uma populacao que cultiva o
trigo na parle occidental de ridas e desertas
moniannas. nao obstante o risco que Ihe fa?
correr a visinbanca dos apachas.
Farece que de toda a Sonora o lugar mais
elevado, onde seenconlram habitantes; tam-
bera o lugar mais fri daquellas regiocs, onde no
invern cae nev.
No verao, em junho e julho.as chuvam Inun-
dam a torra, refrescara o ar, o desenvolvem
consideravelmenlc a vegelacao,
O fro apparece novamerite'em outubro"; com
ludo o clima sem duvida dos mais agradaveis
e dos mais sadios nestas regies da America o
particularmente favoravel cultura do trigo'e
plantacao das arvores de fruclo de todas as es-
pecies.
Por toda a parle neste pMz ha verges abando-
nadas, que eslao anda coberlos de maceiras de
pereiras, de pecegueiros. de damnsqueiros' de
1
_-.__ _---------.vrw..v ^ -,,**.._., .ju MIII311-
tuo a torca do carcter do povo inglez, c Ihe as-
signa entre lodos os povos essa posicao inimila-
vel que faz a inveja eadrairacao do mundo ? !
Quem devidamenle estimar as circumslancias
do Brasil, mxime ao lempo em que foi adopta-
da aeonstitufelo, nao ple deixar de reconhecer
a sabedoria do principe magnnimo e da gloriosa
geracao que com tanto enlhusiasmo adoptaram
o inapreciavel monumenlo de nossis inslituices
polticas. *
Passavamos repentinamente do governo abso-
luto para o governo representativo ; no "eral da
populacao, ainda as chsses mais elevadas qua-
si nenhuma nocao exislia das formas deste go-
verno, ao passo que o enlhusiasmo com que era
inaugurada a nova ordem de cousas, a inexpe-
riencia geral e o impulso do movimento reaccio- ....na mi
preroS, lCnnHpa m,U,M excl,,sivas da herdade- qal e apressra a acceitar ,
H i .d0 P*te'Mon. eram por certo; proposta feito pelos allemes de Ihe alugarera
molivo roais que sufucienle para determinar exi-! a Calabassa. "u0arem
geracoes prejudiciaes que cumpria reprimir c pre- |
Por benvola disposicao da Divina Providen- I
O, a gloriosa transformacao do poder politico i
no Brasil nao foi devida" uma revoluco que I
conquistasse do anligo governo as garantas de '
made. Pelo mais espontaneo, patritico e
dao todos os annos uma abundante colheita'.
Neste valle s falta a seguranza.
A vi.inh.ne. dos apachas faz fugir os timido
habitantes desta regiao.
Na longa curva do valle de Santa Cruz vcem-se
os vastos edificios de uma herdade que, como
multas outras naquclle paiz.fora abandonada pelos
seuspropnetanos em consequencia de perigos a
qno estavam cxposlos.
Na herdade de Calabassa estabelecerara-se re-
cenlcmentedous alleraaes, ura dosquaes, M. de
X., eslava comprometlido nos acontecimentos
de Francfort em 1832.
Este allemao havia estado era differentes
paizes, e por fira tinha chegado a Sonora, viudo
da California.
Tinha feito conheciraento com o propietario
.]
No entretanto a opiniao que sustenta a inces-
sanie responsabilidade ministorial lodos os ac-
tos do imperador nao pode deixar de a requercr espnera
e xpl.ca-la para a raudanca do ministerio, de atlribuicdes de ta
lodos os actos privativos da cora, o que de
maior nfiaencia as cousas do governo do paiz
que de rail modos mais que rauilo importa so-
cted.de. E na verdade, se quanto a esla especie
falha a sustentada regra da .asistencia de respon-
sabilidade ministerial, manifeslo que ella me-
nos necessaria relativamente aos demais allribu-
los do poder moderador
Ou a demissao do minutario, bem como a pra-
Uca de qualquer oulra allribuicno privativa do po-
der moderador nuuca pode ser um caso de res-
sabilidade, sendo como o compelenlo e le-
o exercicio de uma suprema jurisiiceocon-
ferida pela lei fundamental do estado ; o'u pode
se alternado politico, cuja responsabilidade de-
ve ser assumida por um agente responsavel.
A prmeira (e orlhodoxa) opiniao escusa e ex-
i i a interferencia ministerial e a sua responsa- .,..,,, Cin vez ue r
' dt ,a St8U,'da "a, pde dC'Varde suslela>-1de>.cia, equilibrio e harmona.
. en. responsabilidade do novo ministerio pela Assim ao poder legislativo
(.'.'IlllSSaO dll anlerlfir vwln pnmn c.'i .IqIo %.!,. ..:. T
escndalos, que alias leem achado echo estron-
doso na imprensa e tribuno parlamentar I
Razio idntica assiste quanto aos actos e exer-
cicio de jurisdiegao do poder judicial. Se prati-
caraenle em certas circumstancias, como ninguem
pode contestar, o bem do estado, a humaajdade,
e o mesmo substancial dctame da jusliga que re-
conhece o principio summus jus, summ injuria,
requerem uma excepipo no sentido de modifica-
cao ou remisso da pena imposta, ou decretaco
de uma amnista ; se a consliluicao, como cum-
pria, commellou esla deliberacao" excntrica das
regias ordinarias judicarias.'a poder diverso do
judicial, nianifesta a competencia e capaeidade
do chefe supremo da naQao eseu primeiro repre-
sentante para prover tal respeito, sem irrogar
quebra na independencia do poder judicial.
Cumpre porm notar que a aeco do poder mo-
derador, q.uer suspendendo o magistrado, quer
miiiuraiido ou perdoaado a pena, e u.uer decre-
merai aecrdo, e principe depositario do supre-
mo poderse poz frente da grande obra da nova
Na altura era q.ie a consiiinigao collocou o
chefe supremo da naco e seu primeiro repre-
senlante, o consltuio de facto c dreito digno de
mxima confianra. Pai de toda a familia brasi- :
leira, superior is tont.COM de qualquer inleres-
se que nao seja o do bem publico, nao ha rivali- '
dade, nao ha arnbicao que o desvair, ou preju-
dique-lhe a imparcialidade e justica, qeenatu- '
ral instinctoesentimento do coracao humano ex-'
treme da lula das paixes, principalmente daquel-
las que partecipara da avidez do lucro e do poder '
disputado.
E' essa posicao assim privilegiada, quantshu-l
manaraenle era possivel, que torna competente
e capaz o imperador do supremo exercicio das
allribuices do poder moderador, com as quaesel
pelas quaes elle o juiz dos poderes constituidos,
corrigindo-lhes os exeessos possiveis. e chaman-
demissao do anterior, visto como s desle modo
pode salvar a procedencia da sua tlieona. Mas
esla opiniao nsuslenlavel por absurda.
Seria, sobre injusto, lao altamente inconve-
ienle c absurdo o reponsabilisar-se o novo m-
ieis, interpreta-las, suspendo-las, revoga-las,
etc. Ao poder moderador, em relaco ao poder
legislativo, s compele convocar a assemblca ge-
ral legislativa extraordinariamente, saoccionar os
--- .-k-;-...".-^ .. uw.u mi- decretos e rcsolucCS. para quo lenham forra de
nisterio pela demissao do antecessor, que em ai- lei, prorogar e adiar a assembla geral, e di'ssol-
gumas circumslancias importar sso o mesmo ver a cmara dos deputados, convocando mime-1
que de urna vez ou lomar impossivel a regulan- diatamente outra que a substitua.
sacao da ordemi.admiinslraUva, ou determinar a Quanto faculdade de convocar e prorogar a !
aoopcao obligatoria de um caso dado de respon- assembla geral, bem se v8 que funecao es-1
sabilidade. o que e obsurdo jurdico. sencialmenic auxiliar e benfica ; era caso algum
Dada a hypolhese da demissao de um ministe- pode irrogar quebn das prerogativas do corno
no constituir esse alternado poltico, evidente legislativo.
DOSBe caso as circumstancias polticas neces- Pelo que' diz respeito saneco das leis. at-
. r i I i I ..... n.. ~ n ^ .... I : '*li'~ -I -
nin lf Mo a P"'. e luer decre- do-os, em caso de lula, a indispensavel concor-
im imnnS? f e S?mprC tol*?!*" mod? a'1" d,a- "*6m sem 1' de "iodo algum possa irro-
mi'wlo dn nnfP' ":Pfa0,nSUje,5a0 U aba"- gar-|lles q"" de allribuices e ovhs.II.-1us.
b s da ''Jl-1;-' ln'"an,' Se ma- A nvolabilidade do chele do estado ainda
nonsihUi*-..^ P-, Sm? par3rSer rer ncs,e "so a condiCao essencial e urna verdadei-
1, A ,r v^ie" JhUIZ c?n,pelenle "? forraa da ra garanta do exercicio e para o exercicio das
i>i so por \irtude de sentenca passada em jul-
gado pode elle ser desaulorad'o se for absolvido
pelo principio da perpetuidade, volta ao ejercicio
de seu lugar; e neste a sua jurisdiccao esl'pau-
tad.i na lei o pela lei.
Nem o governo ou mesmo o poder moderador
pode declinar do juizo competente as causas de
que conheco ; nem pode cereear os recursos, nem
impor qualquer preceito que prejudique a ordem
Sde hTP?rPvl7n,S,,dip0855r de dire.l0; "V : !Snldade P Parlcciparera das augustas func-
poue lazer rewvor processos imdos, nem do qual- roes legislativas
seUoUr,1aodaup1eirpilT^n5yre drelU' T ^ ,,V0Cada B""111 da responsabilidade
M&ta?r gJ. .m-' no.r?6ulnrPrevaleceadajusta conlianca que inspirara os
S m n.r,pUpnnSrS. JU-dlc,"ias J"1Z nao representanles. ou. o que mais exacta a con-
?,?" .:,nf..i7![f.c?nirad-lc?ao al?uraa lant !lianca depositada nos representantes da naci e
a natureza das funeces de que sao encarreg'ados
Os novos colonos tentaram tornar a povoar o
paiz sem fazer caso da perigosa visinhonga dos
apachas, e eslabelecer a crcaco dos carneiros
em grande escala.
Decorrido pouco tempo depois de estabr-lecidos
nesta herdade, os allemes foram visitados por
um bandj de apachas; porm tendo esles im-
r- vj. a prudentemente confiado o projecto a ura mexica-
constituicfio do poder poltico, debaixo da forma no q"? aprisionaram. esle pode evadir-so, e
de governo monarchico constilucional represen- Prevenndoas autoridades mexicanas deTuscson,
lativo ; foi .elle proprio bem inspirado que o fie- | es,'1senviaram tropas em auxilio da herdade
recen aceilacao geral a constituido que enlhu-! Guando os indios desciam as suas inonlanhas,
siasticaraenle foi proclamada ejuraila. as tropas mex canas appareciam no valle; tra-
O principe cardial da divisan, independencia e' vou"se pnl5oura combate.no qual M. de X raatou
equilibrio dos poderes polticos tai consagrado lrPS ind'09 com a soa propria mo.
sem nenhuma desconfianca da pessoa do monar- "dios aprecaram tanto a lica
cha ; este, com o titul de defensor perpetuo
do Brasil e como chefe da nacao o seu primeiro
represpntante.se conferirn! primitivamente as
allribuices necessarias par* que incessanlemen-
le velassesobre a raanulencao da independencia
equilibrio e barinoma dos mais poderes poli-
Nao se revela nsta organisacao a espontanei-
dade, a prudencia e caulelosa 'reserva com que
o principe generoso, principal intor da mesma
consijtuicao, se premuni de meios, com appro-
v-acao geral, par*ansientacao da grande obra do
seu patriotismo ?
Regulada como foi a accao toda benfica do po
oer moderador, nao era esse o meio, sem no-
li huns Pangos e riscos para com a* garantas de
Os indios aprecaram tanto a lico, que desde
nunca mais tarara vistos n'aquelles-
essp; dia
sitios.
exercicio c para o exercicio
supremas funeces do primeiro representante da
naco. Os mesmos membros da assembla geral,
em escala inferior, sao pela constituiciio do esta-
do- privilegiados com a inviolabidade pelas opi-
nips que emitlirem no exercicio de suas fune-
ces : eo era de mister para que livessem toda
! a independencia e capaeidade de exercercm o
mndalo ; so cm suas pessoos nao reftectisse esse
raio de soberana, faltar-lhes-ha autordade e
' dignidade
O valle, com as eminencias que o cercam o
os arvoredos que o ornam. muito pitloresco."
Dzem que as monlanhas encerrara ricas minas
da otiro e de prata, cuja exploraeo s impe-
dida peta presenca dos Indios.
Mas herdade de Galabasa nao o nico lugar
que oflreee um asyio ao viajante no valle"de
Sania Cruz ; tambera all se encontr a missao
de Tumacacor, que consiste n'utrja bella igreja
de podra rodeada de espacosos edificios. A po-
sicao da missao das m'elhores. Altas monla-
nhas de prfido elevam-se pela parle posterior
dos edificios, dianlc dos quaes corre o rio, guar-
necido com urna umbrosa cortina de verdura. Os
locrades firmadas,o mais azado para evitar con-; ~~....." "" """" -"=" >mu> .emora. os
flictos desastrosos e contar cada um dos poderes ?nl|Ss "ergeis da missao dao ainda excelentes
trbuic.io que essencialmente compete ao impe-
rador, sem o que a forma de governo deixaria de
sor adoptada na monarchia constitucional.
A sanecao do imperador, como primeiro repre-
sentante da nacio e depositario do principio per-
manente da autordade, pela consliluicao es-
sencial, para que os d.'Cielos o rcsuMces'da as-
geral teuhara torca de le ;o entrelan-
sa ra mente se tonara era extremo complicado,
crescendo cora as dilliculdades da silu^-ao a ne-
cessidade de se lomarera as mais promptas e ener-
- medidas, principiando pela urgente forma-
ejo de ura ministerio capaz. Ora, quando jus-
: luiente a opiniao que combatemos levanta a bur-
icira da responsabilidade preexistente, que, ;
ameacando o futuro ministerio, ou arreda a pos-; seuibl'a
sibildade de sua organisacao, ou a nascenc. o es-' lo, de per si s jamis a sanecao imperial far a
l^malisa cora o tabeo de reo responsavel!! (lei. Esla s podo seraexprossaod.vont.de
L lao palmar a incongruencia e absurdo do se- unisona da representaelo nacional, isio a as-
Eiellianle doulnna, e lao evidente o preceito cla-;sembla geral com a sanecao do imperador, lri-
co e preciso da consliluigao, quo escusa aceres- meiro representante da naci Est, portanio.
contar razos para qu&ae reconbeca que ao chefe limitada a accao do poder moderador acceitar
supremo do estado e seu primeiro representante o voto do coriio legislativo, ou recusar-lhe lein-
perteiicc privativamente a livro demissao e no- porariamente o seu consenlimento, que sup-
meacao dos ministros. | pnuo pelo mcsill0 TOto ri,,,rodui0 SUCcessiva-!
Suspender os magistrados allnbuicao que mente nos mesmos termos pelas duas seguinles1
a consliluicao confeno ao chefe supremo da na- legislaturas. E esla limilacao resguarda lano as1
cao seu primeiro respresciilante, para que sem funeces legislativas da assembla geral, que em
quebra d. independencia do poder judicial po-: caso algum pode o poder moderador aupprir o
dessem regularmente ser processados os magis- votada assembla geral, proclamando como lei o
irados contra quem apparecessem queixas tan-1 que por ella nao tai resolvido, no entretanto que
a recusa da saneco desapparece a triplico mani-
bnsta para que seja sempre manlida a indepen-
dencia e dignidade do poder judicial.
Ouanto ao poder executivo. d'entre lodosos
poderes polticos o mais activo o decisivo, que
em prega a tarca, que faz todas as nomeaces
ecclesiaslicas, as da magistratura, de todos os em-
pregos civis e polticos, do corpo diplomtico ;
que dispe dos com mandos das (breas de trra e
mar, do cofre das gracas ; que tem seu cargo
5azer tratados, declarar guerra,, regular a exe-
cugao das leis, appcar a
prover ludo que
interna o externa
redor, que lambem chefe do mesmo poder exe-
cutivo, a livre nomeacao e demissao dos ministros
de estado.
Tem o poder moderador a faculdade descricio-
naria da livre nomeacao o demissao dos ministros
de estado, cora o que por certo exerce suprema
dirccco na mesma marcha administrativa e go-
verno do paiz.
Mas osla regulado na consliluicao que o exer-
cicio das funeces do poder executivo perienra
aos ministros de estado, que sao agentes respon-
saveis, o nisto consiste a limilacao justa e neces-
saria.
Se a vonlade irresponsavel tocasse, cora a livre
nomeacao e demissao dos ministros, alera das
outras funeces do poder moderador, o privativo
polticos na regrada esphera do sua3 attribui-
coes '. Nao eram taes-confliclos muito de receiar
alenla a inexperiencia geral sobre a nalureza e"
a ndole da nova forma de governo, c o enlhu-
siasmo proprio da poca inaugurada ?
Nao eram de misler as altribuices privativas
do poder moderador para quo o principio monar-
chico livesse a consistencia que deve ter, segun-
do a consliluicao do estado, era um paiz onde
sem nenhuma carnada aristocrtica o elemento
democrtico tanto se diffunde ?
Nao era emfim indispensavel essa separacio
das allribuices privativas do poder moderador
das do executivo. para que a gerencia desto fosse
o mais-possivel sde agentes responsaveis inler-
excluem a responsabilidade, por que nao ha au-
tordade constituida possivel que Ibes possa to-
mar contas e censurar os sene aclos.
Pa o possivel cogitar-so um syslema que cx-
clua absolutamente ura prudente arbitrioquca
final deve prevalecer superior a qualquer censura
de juia : desde que eminudecrara os orculos,
a sabedoria dos homens ficou entregue aos seus
proprios recursos ; e a final curapre que alguern
renda publica, emlim decida a questo terminantcmenie : o que (or en-
_ lor concernente u seguranca carregado de sobre ella diaer a ultima palavra
,,5.sla .' C0O'Pele ao '"'pe- decisiva a proferir sem sujeicao alguma.
E' tiio exacta e infallivel esta ontam de cousas,
que no ideado syslema do aulor du opsculo, a
sua querida responsabilidade desapparece na ul-
tima instancia, islo no senado, juiz irrespon-
savel dos_ ministros e secretarios de oslado. O
que ha s de real declinar-se da pessoa do im-
perador o exercicio das funeces privativas, corn-
metlendo-as aos ministros,"e a sua reviso, em
caso de processo de responsabilidade, ao senado.
Assim, pela inverso a mais extravagante e ab-
surda, eutre os dous poderes activos, islo entre
o executivo o uma parte do legislativo, se repar-
tern as funeces do poder neutro instituido pela
consliluicao, juiz e supremo que sobre os-mesmos
deve incessaiitemente velar !
Era ultimo resultado da theora do autor do
preies da opiniao, no quo consiste principalmen- -es1o
le principalmente a excelencia do governo repre-
sentativo ?
Assim nao o entende o aulor do opsculo, nao
reconnece nem admita altribuices privativas
delegadasao imperador; todas slhesocom-
mcllidas debaixo da condico de serem exercidas
sob responsabilidade ministerial 111
IX
J demonstramos quo de sua nalureza os fune-
ces proprias dos representantes da nacao. em
que em primeira ordem se incluem as allribui-
ces privativamente delegadas ao imperador corao
primeiro representante ua naco. excluem a res-
ponsabilidade, porque, sendo'o rellexo directo da
soberana, nao ha nem pode haver autordade
constituida que lhos possa lomar contas.
(Con(inuar-se-/ia.j
fructos que sao colhidos pelos novos cotanos do-
'usar, allemes e um francez.
No vallo de Santa Cruz encenlra-se a roesqui-
j ta ou altjarobbia, ruja notavel ess?ncia so v era
differentes esperies as costas do Texas, sobre a
alta planicie de Pecos. sobre o Rio Grande, ao
sul de r.hinhuahua. e finalmente em Sonora, sa-
br o Gila e o Colorado. E' uma arvore peque-
a e elegante, cuja folhagem delicada d pouca
sombra.
Na parle inferior do valle de Santa Cruz, o
cacto gigantesco (eereut giganteus) cnconlr-se
logo. Os habitantes do paiz chamara a esta es-
sencia saguarroi Diversos autores, e- recente-
mente Bartlell, deram-lhe o nome de piraya
Variedades.
exercicio das actiyissimas funeces do executivo, I opsculo, o senado se converterii em uma oli-
do direilo dispunha do poder absoluto ; assim garehia soberana, se antes, como
corao se aos agentes das "
f.
mais, natural,
m to-
tema
X131
*C2'ME;~MJSiXL&5BW&l'^r,rM7<^E:m.
pon
PAULO DE KOCK.
XLVII
Ilypocrita
(Conlinuacao )
Corao, meu amigo, exclamou Cerisclle, nao
ocha uma felicidade que madama de Fierville me
trato agora como soa sobrinha ?
Isso tem seus conformes, minha filha, se
essa amizade viene imniedintamenle, na primei-
ra escaramuza, eu loria dito : Est bem, a pe-
quena agrad-lhc. Mas quando vejo uma mulher
que no campo Ihe mostra uma cara de coruja,
que parece furiosa por nao achar o que dizer, tor-
nar-ae aqui de repente, amavcl, delicada e pedir
al para que vio visita-la, hum digo ca com os
meus boles :Islo nao natural___ o gato es-
t fazendo ps de laa, para arranhar melhor.
Voc como Len que nao quer acreditar
que minlia lia seja sincera !
E'porque elle a conheceu bem! porque
sabe do quanlo ella capaz !
Botan devo receber mal as amabilidades
tiessa senhora ?
Nao digo isso, mas desconfie, desconfi...
Meu amigo, muito cruel eslar sempre
desconfiar 1 Eu que nunca tive mi para me ro-
dear de cuidados, de caricias___ nao quer que
eu achc uma amiga em uma prenla de meu ma-
rido I
Nao ou ou quem nao quer I a minha
memoria quo me recorda lodas as ms palavras
que essa lia lho dizia nos Grandes Carva-
lhos.
Mas voc nao sabe, meu amigo ; o Sr. Du-
marselle vai casa de madama de Fierville ; v-
lo-hei sem duvida era casa dola, e confcss-lhe
quo teria nisso grande prazer.... Elle foi tao
bom, to amavel para comigo em Neuilly. Fajo
mal em acreditar r.a amizade desse senhor?
Oh nao!.... Quanto aoSr. Dumarselle....
um homem digno dovo-lhe ludo.... a sua
sade.... o meu bem estar. Se elle vai casa da
lia cniao caso difieren te.... Depois seu marido
estar l, lambem um bravo ; saber velar so-
bre sua mulher. Mis sempre bom descon-
fiar________ __________
(* (Vide o Diario a. 223.
Stbretache deixou Censelle, que nao compro-
hendia como madama de Fierville podesseser
sua inimiga e taquera do si com que Qra a con-
vidara ir visitar, so ainda tinha pievences
contra ella.
Na quinla-feia segunte, madama de Fierville
reuni uma companhia assaz numerosa. Estavam
os Chalupeaux c o vclho Mitonnel nao lardou
apresenlar-lhe Proimont.
O cx-correclor de vinhos quizera, ao tornar-se
rico, lomar o lom c as maneiras da bella socie-
dade; mas ttabalho bldalo; entremeiava as
suas conversas de expressdes muito livres; es-
lendi.-so nos divans em vez de scutar-se. Em-
fim fallava muito alta, decida ile tud, e nao
comprehendia que se jogasse oulro jogo alm do
lansquenete
Madama de Fierville supportava ludo isso, e
pareca acha-lo muilo amavel ;"levava a compla-
cencia ponto do formar bancas de lansquenete
para Ihe ser agradavel. Mas de ve/, em quando
deilava os olhos para a porla da sala, e no rosto
pinlava-se-lhe o despeilo, vendo adianlarem-se
as horas sem que Len e sua mulher appareces-
sem.
As onze horas, Froimont quo ganhra o diuhei-
ro de tudos rclirou-se cora o rclhuscn Mitonnel,
dizendo-lhe:
Onde diabo me trouxc voc? Que casa ma-
cante A da 1.1 senhora I Gente que nao capaz
de jogar dez francos ao lansquenete. Fortes sovi-
nas 1 Temos conversado & respeito da casa de ma-
dama do Fierville. Nao ponho mais l os meus
ps I
Mas, Sr. Froimont, admira-me o que diz,
porque as reunies do madama de Fierville sao
muito procuradas, ella s recebe boa gente___
Ora, pois'no Nao vi l nem uma moca
bonita. Eram lodas urnas lambisgoias ; as me-
Diores fazendo-se de manto de seda, ora adeus I...
Torno a repetir-lhe muito macante a tal casa !
Jogam o whist, e levara meia hora olhar para
o tacto anles de jogarcm uma caria. Ah I se dan-
sassenj... est bom... porque da usando, as mais
descontadas se amane;.un___ Nuuca fui um
baile era que nao fizesse conquistas.
Crcio que madama de Fierville tcnciona dar
alguns bailes esle invern___por isso estou j
aprendeiido polkar.
_ Isso melhor; mas al enlao, camarada,
nao cont comigo para acompanha-lo casa da
tal senhora.
Na quinla-feira seguiuta disse Len sua mu-
lher :
Minha amiga, necessariosermos polidos...
as cousas que se fazem por polidez nao sao di-
vertidas.... mas as sociedades tem suas exigen-
cias, e quem nao quer passar por sclvagem deve
submeller-sc ellas.
Tudo isso quer dizer que devenios ir casa
de la ta?
Justamente. Prepara-te um grande toilette.
Tara mulla gente isso impe e dacousidcrac.ao...
T V
.orno se aos agentes das mesmas aclivissimas nao fosse elle absorvido pelo executivo en
unccOes do executivo pertencesse o exercicio do I do o caso evidente que desapparece o ys
juder moderador, defacto se tornavara oinupo- consagrado na consliluicao do estado
lentes, porque estara .Huida a base fundamental VIH
do governo constitucional represeuialivo adopta- Certa quo conlra o mesmo svstema da consli-
do que essencialmente consiste na limilacao de luico a opiniao e o pronunc'iameuto do autor
altribuices de cada unidos poderes polticos. Km do opsculo, declinando da letra e espirito da
breve, se nao iramcdialamenle, o podar executivo consliluicao para o que outras constiluices teem
absorvena os demais poderes. especialmente estatuido, e invocando a'autorida-
L na verdade, que paradeiro so poderia oppor do de publicistas que das mesmas s Iraiaram
a omnipotente aciiviJade do excculivo. constitu- O nico dos autores citados ( Guizut ) que ner-i
do elle mesmo com accao directa e influente no | tinenlemenle considerou a conslituic,, do estado
ha mesmo pessoas que preferem-o ao mrito, por
que sabom julgar um, u nao sao capazes de ade-
vinhar o oulro ; iremos s oilo horas e meia.
Ahora aprazada, Ceriselte eslava prompta,or-
nada com os seus encantos e com essa elegancia
de bom gosto, que d mais realce & belleza ; en-
tretanto estava trmula, senta viva emocio pen-
sando que ia apresentar-se era sociedade : mas
seu marido pegou-lhe na mo, tranquillisou-a e
di-se :
Nao lemas nada l tero ciumes do ti
eu lerci invejosos.... Na sociedade, sao os mais
bellos papis.
Ilavia urnas vinto pessoas no salao de madama
de Fierville, quando foram anniincados os espo-
sos Dalbonno. O rosto da dona da casa expandi
so ; tai ao encontr do Ceriselle, que flcra tr-
mula ao ver-se no meta de tanta gente. Mas seu
marido olhava para ella, e a moca comprehendeu
que elle ficaria afilelo com o seu desaso. To-
mando animo, conseguio vencer o seu embarace
de maneira supportar bem os cochichos das so-
nhoraa e os olhares dos homens. D'aha a pouco
concordavam lodos em que era encantadora, por
que o mundo assioi ; um recem-chegado n'um
circulo, ura debutante no thealro ; se nao sabe
entrar, sahir, comprimentar. leva pateada ; se
mostra descmbaraQo applaudido. E' comedia
sempre e em toda a parte l
l.eon ficou salisfeiiissimo com o efieito que sua
mulher produzira e com o triurapho que alcan-
zara ; madama de Fierville cuslou dissimnlnr o
pasmo que isso Ihe rausava, e perguntando
muitas pessuas :Que tal a .cha? via-se-lhe
transparecer no sorrizo o despeilo quando lie
respondiam com um elogio. Entretanto foi dissi-
mulando ; redobrou de altcnccs para cora Ceri-
selle, porm cada instante esperava que a sce-
na mudasse.
Nao so realisaram as suas esperanzas. Os es-
' posos Chalupeaux nao apparereram, porque Ne-
morin estava indisposlo ; emfim Milonnet che-
gou s.
Enlao porque nao trouxe o seu amigo Froi-
mont? Ycm mais larde? perguntou ella ao velho
maluco
Este, sem nada ter da sua physionomia habi-
tual, responden :
Julgo que nao vem huje?
Porque? Nao gostou da minha essa?
Gostou muito.... mas prefere a dansa ao
jogo vai de preferencia as bailes.
Madama de Fierville mordeu os labios com tar-
ca, e respondeu :
Est bem, farei com qut esse senhor danse.
Ceriselte sahio da casa de adama de Fierville
admirada da facilidade com que se pode ter bom
xito as sociedades, porm sem que por isso
achasse nellasiais prazer.
Meu amigo, nao muita divertido passar-
se a noite no meio de gente quo nao se conhe-
ce; disse a moja ao marido. Nao gosto do jogo.
O VALLE DE SANTA CU!/. NA AMERICA.
O valle de Sania Cruz, um pouco a balso da
cidade desle nome, iraca uma longa curva sobre
as margen, da pequea crrente do asna qpe o
atravessa, viudo do sul e indo para o nordeste e
o norte, como so tasse para se unir ao Gala, mas
na realid.de parase perder no deserto a algumas
milhas abaixo de Tucson.
1 ) Consulle-se a obra em que Mr. Benjamn
Constan! representan to engenliosamerilo a rea-
Iez.a como um poder neutro, moderador, elevado
cima dos accidentes, das lulas da sociedade.
intentado s as grandes trises. Essa Moa com-
pre que encerr alguma cousa propria & conven-
ceros espiritas, pois que com singular rapidez
passou dos livro. aos factos. Um soberano fez
delta na consliluicao do Brasil a base do seu
llirono, sendo ahi assenlada a realeza corao poder
moderador, collocado cima dos poderes activos
como espectador e juiz. ( Guizot, curso de his-
toria moderna ).
nome, porm, pertenne a uma oulra es-
pecio de cacto quasi semelhante, mas nao tao
alto.
Porm o que ninguem espera encontrar no
valle de Santa Cruz uma cousa to esplendida
como os edificios da vellia o celebre misstio de S.
Xavier del Bac, elevando-se n'uma regio de su-
blime grandeza, ae bem quede perfeita simplici-
Hade. Uma vasla planicie, quasi toda no estado
selvagem que Ihe den a natureza, cheio de rel-
va, de pequeas matas e de algarobbias, est
cercada de imponentes monlanhas e de altas
massas de rochedos. Os campos de trigo, reu-
la.-mente divididos, sao propriedade dos' chrts-
tos pimas que alli so estabeleceram. Este lunar
esl destinado a ser a capital desla regiao cen-
tral, a regio dos deliciosos oasis e das miuas
productivas.
A igreja esl bem conservada, e considerada
como urna das melhores de Sonora. Tem um ale
lar ricamente ornado Junio a este edificio esto
as choupanas de alguns pimas, que ainda resi-
dem naquelles lugares elle leem orgulho de
ser christos, efallam eim o mais prafundodes-
prezo do resto da sua tribu, osgontis. Por muilo
lempo csiiveram. sem nenhuma instruccao espi-
ritual ou de utru especie, e vollaram 'a tomar
alguns dos seus coslumes pagaos. Dividera en-
tre si as propriedades dos morios, e por isso tor-
nara impossivel todo o progresso. Sao natural-
meule bondosos, all'aveis, honestos s inoTensftos.
Os seus hbitos resenlem-so da regra dos jesutas
o da barbaridade dos selvagens.
S. Xavier del Bac actualmente uma estaeo
militar dos Estados-Luidos : cortamente o co-
meen de uma cidade.
O ultimo lagar habitado no valle Tucson ou-
tr'ora o mais septentrional dos portas militares
mexicanos, lend sido com Tuboc o S. Xavier
annexados aos Eslados-Lnidus. Sania Cruz
hoje o porto militar que neste paiz esl mais ao
norte.
O que fazer? ouvir cousas que nao us interes-
sara, dissimulando o nosso abocrecimento.
Sou dato.opiniao Iremos poucas vezo.
casa de minha lia.
Se eu l tivesse encontrado o Sr. Dumar-
selle era muilo differenle___ mas nao foi.
Creio mesmo que vai poucas vezes. Ah !
minha boa amiga, uma pequea reunan de ami-
gos vordadeiros, eis a felicidade. Mas isso mes-
mo lao difficil realisar! V, Gaslo___depois
que vollamos Pars, s nos apparece de quinze
em quinze dias, e quindo vera sempro com
pressa, recusa e janlar comnosco E todava
eramos oulr'ora to amigos I
Ceriselle nada responden ; abaixou os olhos e
procurou mudar de conversa. Leun observou sua I
mulher; mas guardn corasigo as suas rellexes. |
XI.VIU
-'m baile.
Ja Ceriselle se tinha esquecido dessa noite quo
passr. em sociedade, que nao tinha desejo3 de
voltar, apezar do triumphu que Oblivera; mas
uma manhai seu marido apresenlou-se-lhe com
uma caria na mo, e disse-lhe rindo-se :
Aqui temos oulra, minha amiga ; agora nao
se trata do uma simples reunio. Decididamente i
parece que minha lia lornou-se amiga dos pra-
! zeres. Confcsso que nu a roconheco. Islo um ]
convite de baile, baile em regra, para d'aqui ha |
I dez dias. Mandam os couvites com cedo para que '
| as senhuras lenham lempo de preparar-se, o nao
l qualquer cousa um toilette de baile. Veja l,
minha senhora, o que quer fazer.
Sabes, Leun, que nao gosto de ir essas so-
ciedades, nao sei dansar ; se n3o te contraria,
nao irei esse baile.
Como quizeres ; para mim indifferente.
Mas, dous dias depois da recepejio da carta, ap-
pareceu madama de Fierville, ainda mais ama-
vel, mais aflccluosa do que da ultima vez. Vi-
nha, disse ella, saber se seus sobrinhos inam ao
baile; do qual Ceriselle havia ser o mais bello
ornamento. Os mancebos hesilaram em respon-
der ; madama de Fierville percebeu que elles li-
nham pouca vonlade de vir ; redobrou de ins-
tancias e pedidos; declarou que dava o baile em
atte-ncoo sua sobrinha, o que ficaria muito pe-
nalisada se ella nao fosse.
Ceriselle llrou commovida com essa prova de
benevolencia, e olhou para o marido, murmu-
rando :
Como afllige tua lia nao irmos, aceitemos
o seu convite.
Len sorrio, declarando que faria o quo el-
la quizesse.
Ento posso contar com voces, disse mada-
ma de Fierville Ceriselte ; promettem-rae que
vao.
Sim, senhora, promelicmos. Teslemunha-
mo lana bondade, que quero procurar mcre-
c-la.
Madama de Fiervilla Ocou contentsima ; aca-
brunhou a sobrinha de comprimenlos; e recelan-
do que ella se reiraciasse. tratua logo de despo-
dir-se, pretextando uma multido de visitas A fa-
zer.
Esl laucada a sorle I disso Len, vamos ao
bailo !
Fiz mal em aceitar, raen amigo? Mas tua
tia est tu boa comigo agora, que recei.va of-
rend-la.
Fizesle bem___lens sempre rszo___ De-
pois, quero que nesse baile obtenhas um Irinm-
pho de formosura, rio loilello e mesmo de dan-
sa ; porque has de dansar. Encarrego-mo de en-
sinnr-to as figuras.... Nao difficil.... Tens
graca, bom ouvido, com essas qualidades sempre
se dansa bem. Mas pensa nos leus adornos, cou-'
sa importante, o tu nao tens muito lempo.
_ Ceriselte seguio as intences de seu marido.
Fol encommendado um delicioso vestido de bai-
le, e noite, quando Sabretache foi visita-Ios,
achott Len dmsando com a mulher.
Ola 1 como ests alegre disse o veterano.
Estou lomando uma liro, disse Ceriselle,
meu marido esl me ensillando A dansar-.
Ah sim parece-me que voc j sallav.
bem solTrivelnenie I
Oh 1 oulra cousa.... E' preciso que eu
saiba dansar direitu para ir ao baile de madama
de Fierville.
Voces vao ao baile em casa dessa senhora ?
Sim, um baile que IA por minha causa.
Por sua causa ? Ento ainda dura a sua ami-
zade?
Est mais do quo nunca. Tergunte meu
marido.
E' verdade. Minha lia est encantadora pa-
ra com minha mutaer___ E' inerivel.
Costa-me tragar. Mas emfim___descon-
fiem, meus filhos, deseonfiem I
Na vespera do dia fixado para o baile de ma-
dama do Fierville, Gaslo Brumire fui fazer uma
visita ao sen amigo, e achou-o polkando com a
mulher.
Ceriselle parou corando ; mas Len quiz abso-
lutamente continuar, o disse :
Eslimo muilo que Gaslo nos veja polkar;
elle que excellenle dtnsarino, dir-nos-ha se
vamos bem.
Gaslo nao pode deixar de rir, e senlou-se
n'uma poltrona, dizendo :
V feito. Vou ser o preboste.... o mestre
de dansa. Tiveram essa paixo agora?
Nao, meu amigo, estou completando a edu-
cacao de minha mulher. E'preciso saber dausar
bem para se ir um baile.
A ura baile 1 Creio que a senhora nao gos-
lava de bailes!
Mas minha tia d um grande soire dansan-
te ; quer absolutamente quo Agnlha v, e nao
podemos dispensar-nos de ir.
Com eleito, recebi um convilo para ura
baile em casa de madama de Fierville, convite
que muilo me admirou, porque nunca tive dese-
jos de ir casa de la lia.
Ah 1 tarubem recebesle convite?
E tenciono l nao ir. Quando nao gocta das
pessoas, polera dar os bailes mais raagnificos,
que nao me tentara. Mas confesso-te que fiquei
-admirado saliendo que ias casa de madama do
Fierville.
Meu amigo, nao sabes que madama de Fier-
ville esl totalmente mudada respeito-de minho
mulher. Depois que vollamos Pars, enche-a da
meiguices e de altences ; emfim chama-a saa
querida sobrinha.... o em honra de AgatUa
que d esse baile.
Ah ento dlferento !
Gastan nao disse mais nada, mas ficou pensa-
tivo. Len contihuoii polkar cora sua mulher.
Emlim a [adiga orcou os dans.arinos parar; e
Len que estava suadissimo, sahio da sala para
mudar de roupa.
Ceriselte licou s cora Gaslo; era a segunda
vez que isso Ihe succedia, depois que se tinham
lomado ver.
O mancebo chegou-se lentamente ella, e dis-
se-lne meia voz :
Minha senhora, espero que nao duvidar do
lntere.se que lomo pela senhora, e da satisfaeco
que lenho de v-la feliz.
Ol! nao, senhor, nao duvidol respondeu
Censetle. que tinha lcado trmula com aquellas
palavras.
Pois bem, minha senhora, acredite no con-
selho de um amigo sincero ; nao v esse baile
da madama de Fiervillo, porque essa mulher
odia-a, e nao sei o que me diz, que tramou al-
guma cousa conlra a senhora.
Se assim fosse oh! assusta-me! Mas
agora o que havemos fazer?
Sempre ha pretextos.
Mas prometti.... ella conta comnosco....
pode ser que Len se tanguee.
~ Ei-lo, ahi vem---- nao Ihe diga nada ; nao
sei porque parece-me que esse baile occulla al-
guma Iraico.
"Gaslo afaslou-se logo de Ceriselte, e ao cabo
de alguns Instante, despedio-se dos dous espo-
sos.
Enlao nao vais ao baile em casa de minlia
lia ? disse Len.
Nao, e se me quizesses acreditar lambem
nao iras. Lembra-le dos nossos classicos Tiuieo
Daaos el dona ferentes.
Gasto licou muito serio depois que csteve
no Oriente, disse Len, apenas seu amigo parti.
Os Turcos deitaram-o perder.
Ceriselte nada disse ; relleclia. Mas seu cora-
cao recusava-se crer em perfidias, receiava
romper inleiramente com madama de Fierville:
o parecer de Gasto nao fot adoptado.
[Coniinuar-se-ha.)
. ILEGVEL
PERN.-TYP. DE V. F. DE FAMA.- 1360.


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