Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08236


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Full Text
Mil XXXTI. HUMERO -223
Por tres mezes adiantados 5$000.
Pop tres mezes vencidos 6$000.
^
!fi*
QOA&TA FEIRi 26 BE SETEMBRO DE 1868.
Por anuo adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
E.NCVHaEGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos do
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Cosa.
1'AUl'liiA UUS UMUlblUs.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezcrros.Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera.lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex uasquartas-feiras.
Cabo.Serinhaem, RioFormoso.Una, Barreiros,
; Asna Prela, Pimenteiras eNatalquintasfeiras.
(Todos os correios parlen) aslOhorasda manha.
EPHEMERIDES DO HEZ DE SETEMBRO.
8 Quarto minguante as 8 horas e 47 minutos
damanha.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manhaa
21 Quarlo crescente as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 horas e 20 minutosda larde.
PREAMAR DE HOJE.
PrimeirD as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 6 minutosda tarde.
AUDINEC1AS DOS TRIBUNAES DA CAP11AL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tergas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara de civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda rara do civel; quartas e sabbados a uma
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Guverno da provincia.
EXPEDIENTE O IIIA 24 DE SETEMBRO DE 1860.
Oflicio ao command3ntc das armas.Sirva-sc
V. S. de expedir as suas ordens para que no va-
por Paran, que se espera do norte. Si gano para
a corle, a apresentarem-se ao Exm Sr. ministro
la guerra os ofliciaes constantes da relaco
j'jnta
telarn a que se refere o o/pcio desta data.
l. batalho capilo Jos Antonio do Carvalho
Dantas.
dem dem, alferes Francisco Genuino Simos.
10." balolho, capito Antonio Jos dos Passos.
dem dem, alferes Lino Augusto do Carvalho.
Dilo ao mesmo.Sirva-so V. S. do informar
acerca do que pede no incluso oflicio o comman-
danle da divisao naval.
Dilo ao mesmo.Sirva-sc V. S. de informar
se foram aproveilados para o snico do exordio
os recrulas mencionados na relaco junta, sob
n. 1.
Dito ao mesmo.Sirva-sc V. S. de mandar
inspeccionar o recruta Pedro Jos Ramos de que
traa o requeritnerilo junto.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Mande V. S pagar, em visla do atleslado junto,
c que se eslivor a dever ao l)r. Luciano Xavier
do Moraes Sarment, proveniente da gratificaco
de SgOOO diarios que venceu como facultativo,
encarregado da enfermara da Ulia do Pina, a
contar do 7 do malo a 5 de jnlho desto auno,
lempo em que funecionnu o mesmo hospital.
Dito ao mesmo.Em vista dos documentos
junios, calando elles nos tormos logaes, mando
V. S. pagar ao sargento Darliniaoo do Barros
Hranoo nao s os vencimenlos de agosto ultimo
ci destacamento do guardas nacionacs da villa
ta I'seada, mas tambero a importancia da des-
peza foila com o fornecimenlo de luz ao quarlel
do mesmo destacamento, conforme rrquisilou o
respectivo commandanle superior em oflicio de
34 do correnle sob n. 18 Communicou-se ao
ccnimaiidanle superior respectivo.
Dilo ao inspector da Ihesouraria provincial-
Do confurmidade com o meu oflicio do 28 do
agosto ullimo mande V. S. pagar a Amonio Fer-
nando da Cosa Lima, a quantia de 803$28, de
que trata o citado cilicio.
Dilo ao commanpanto superior de Garanhuns.
ftespondendo as consultas que V. S. eubmet-
teu minlia consideraco em officio n. 33 des-
te anuo, tonlio a dizer-lhe :
Primoiro, que sondo o consolho de que (rala o
art, 25 das instruccoes do 25 de outubro do 1850,
do qualifleaco para o alistamento dos guardas
nacionaes, claro que nao o mesmo do que se
falla no arl 46 c 102 da loi n. 602 do 19 de se-
tembro do 1850. explicado em uma execucao po-
lo docrolo ti. 1335 de 18 do overeiro do 1854,
ao qual a loi denominaconselho de disciplina'
e Ihe incumbo a altribuigo do julgar os cri-
nes que rila tem previsto e forcm commoiiidos
I i os odiciaes e pracas da guarda nacional ;
Segundo, que das dccises dos referidos con-
sclhoa de disciplina cabe o recurso a appellaco
nos termos do art. 111 da loi n. 602 o art. l'do
decreto n. 1335 do 18 de fevereiro de l5;
lorceiro, que por fallas notaveis so devo cn-
tenderasque a loi menciona na respectiva parte
al;
Quarto, que para o caso previsto na lerceira
B do arl 38 do docrolo n. 1354 do 6 de abril
de 1854 don -se proceder na forma do art 25 do
citado decreto, nomeando-soo conselho especial
do queahi se traa, diverso dos conselhos de dis-
ciplina, que tem atlribuices differentes restric-
tas aos casos designados a le ;
Quinlo, liiialmente, que se oprocesso.de que
falla V. S. diz respeilo aos deudos previstos uo
art. 25 do citado decreto u. 1354, o modo porquo
deve ser foito aclia-se proscripto no msrao cita-
do arligo ; mas se se refere aos delirios em ge-
m da guarda nacional eolio a sua formula a
eslabelecida no capitulo 2. do til. 3 da ei n.
G02 explicado pelo docrolo n. 1335 de 18 de fe-
vereiro do 185i. Nao declarando V. S. como ti-
voram lugar laes duvjdas, cumpro que somenle
sojara ellas siibmoltidas a consideraco dcsle go-
verno medida que se forero dando* poroccasio
da applicacio das leis aos casos oceurrentes.
Dilo ao commandanle do corpo de polica.__
Mando V. S. apresenlar ao coronel commandanle
das armas, para ser inspeccionado de saude, o
soldado do corpo de seu cummando, Jo.io Fran-
cisco Cabral, que. segundo a informacao de 20
do correnle, n. 395. desoja servir no ezercilo co-
mo voluntario.Oiliciou-se ueste sentido ao com-
mandanle das armas.
Dilo ao mesmo.Logo que chegarem ao Pao
d Aiho as pracas que se acham em diligencia,
preste V. S. as de que tratei em meu officio de 21
a que se refere o de V. S. de 22 do correnle sob
n. 399.
Dilo ao director geral da inslruccao publica.
Para que cu possa resolver acerca do pasamen-
to que Vmc. pedo em seu oflicio do 1. do cor-
rente sob n. 150, da quanlia de 391-5760 em que
importan) os movis fornecidos p3ra uso das au-
las do inslruccao elementar do um c outro sexo
na cidade da Victoria faz-so preciso que o dolo-
gado daquelle districlo Iliterario aprsenle a
corita de taes movis aflm de ser examinada na
Uicsouraria provincial, conforme exige o respec-
tivo inspecior em sua informacao de 22 decte mez
sob n. 453.
Dito a Jos Mamedc Alies Ferreira, director da
companhia de Belioribe. De conformidade com
o que requisilou-me Vmc. em officio do 22 do
correnle, tenlio resollido conceder licenca para
que o ramal do encanamonlo goral pue a compa-
nhia do Reherida pretende estabeleser para os
lugares da Passagom da Magdalena o Bemfica
passo pelas respectivas pontos,
Dilo ao Sr. lenle-coronel Antonio Jos de
Campos Barbosa Inloirado da materia do seu
officio de 30 de agosto ullimo, tenho a dizer-lhe
que convm que Vmc. procure fazer com que os
officiaes que uao cumprem seus deveres, ou con-
correm para a indisciplina do corpo, sejam cor-
rigidoa na forma da lei.
Dito ao senhores agonlos da companhia brasi-
lcira Remeltendo por copia a Vmcs. a parle in-
clusa do lenentc-coionel commandate do batalho
9' de infantaria, do qual consla que o comman-
danle do vapor, que ullimamento passou para o
norte, recusou receber tres pragas presas com
destino a diversas provincias daquelle lado, por
au 1 lie lerem sido remetlidos os competemos
passos, tenho a recommenoar-,he que pro-
videncien) de forma a no se reproduzir ossa falta
lo prejudicial ao servido.Communicou-se ao
commandanle das armas.
Dilo a Dionizio Rodrigues Jacobina, juiz de paz
mais votado da freguezia do Altinho.Pelo seu
officio de 15 do correnle fiquei inteirado dn ha-
ver sido concluido no dia 12 os trahalhos eleito-
rosdessa freguezia, sem que a tranquilidade pu-
blica fosse alterada.
Dito ao juiz de paz de Agua Prela.Em solu-
gao duvida que' Vmc. expe em officio do 15
deste mez, quo me foi enviado pelo delegado des-
se termo, tenho a dizer-lhe que, em observancia
do disposio no arl. 2 do decreto n. 480 de 24 de
oulubro de 1846 devcni ser qualificados nessa
freguezia os hahitantes da parte do territorio que
della foi desmembrado para a colonia militar de
Pimenteiras, qualquer que seja a juri3dicco civil
a que estojara sujeitos, uma vez que subsiste
anda a divisao ecclesiastica da mesma freguezia.
Dito ao lenenle-coronel Chrslovo Jos de
Campos Barbosa.Scienle do que me communi-
ca Vmc. em Seu officio de 7 do correle relativa-
mente as eleiges aessa villa, lenho a dizer-lhe
que cumpro aguardar a docisao do governo im-
perial, a cuja consideraco submelto nesla dala
nao s o seu citado officio, roas tambem o que
sobre o mesmo objecto enderecou-me o 2o juiz
de paz dessa freguezia de Flores.
Usuro, que os interessados na luta se mauleru
severos nos preceitos da dignidade, do dever e
da lei ?
Sejam, porm, quacs forem as circumstancas,
apoiado na lei e na opiniao publica, com a cons-
cicncia de sua responsabilidad peranle a naco
Dilo ao conselho administrativo.Autoriso ao o governo ha de cumprir as obrigacoes que "lli
...-"11.-. i 1 ni >>.< -l^nli.T.-. w. *. -v C --. nal _^_ B_> 1 faaau !__________ O 1
v m.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. Nossa Senhora das Mercas.
25 Terca. S. Firmino b. m.; S. Nionizia
26 Quarta. Ss. Cypriano c Justina mm.
27 Quinta. Ss. Cosme e Damiao irmaos mm.
28 Sexta. S. Wenceslao duque; S. Salomaob.
29 Sabbado. S. Miguel Archanjo ; S. Fraterno.
30 Domingo. S Jernimo b. dout. da groja.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPgAo NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martina Arrea; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERXAMBUCO.
0 proprielario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.na sua livraria prega da Independencia na
6 e 8.
coza, que o tez prendar. J foi eoademuado. Pa- devem ser substituidas a que primeiro vacar pe-
L?~....T.,ei..?.m.Monlevi mesmos lucros.
J vedes que nao possivol descancar ainda :
pelo contrario cumpre redobrar de vigilancia e
de energa contra aquelles quo por lal modo ala-
cam a fortuna publica e privada.
conselho administrativo para fornecimenlo do foram impostas
arsenal de guerra a elToctivar com os negociantes ] Todos os direilos. todos os interesses legl- \ lasTa'sas ouT,X,d "^JK."?^^ ""
Prenle Vianna & C. a compra das 500 baionetas. I moa encontraran nelle a mesma protoccao e "res- 205000leinrl.nS..' "FJ!^^ d.
' feilo
mil vaietas e mil sacatrapos por elles eflorecidas,
nao excedendo do proco mencionado pelo direc-
tor do mesmo arsenal o officio enlistante da co-
pia junta.Communicou-so a thesourana ue ta-
zonda.
Portara.Os senhores gentes da companhia
Rrasile'na de paquetes a vapor mandem dar trans-
porte, por coola do ministerio da guerra, para as
provincias da Parahiba ao soldado Jos Goncalves
de Lima, do Maranho ao desertor do Piauhy
Joao Nopomoceno Falcao, e do Para ao desertor
do 3" de anubada ap Joaquim Jos da Silva, de
que liatam as portaras de II, 17 e 21 do cor-
renle. Communicou-so ao commandanle das
armas.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO.
Oflicio ao cemmandante das armas.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, manda declarar a V.
S em resposta ao seu officio de 22 do correnle
sob n. 107, que opporlunamentc seguirao para
o presidio do Fernando os sentenciados militares
que exisli>m recolhidos na fortaleza do Brum,
devendo V. S. tc-los promplos paraesse fim.
Dito ao mesmo.S Exc. o Sr. presidente da
provincia tendo nosla data concedido ao recrula
Manoel Benlo da Silva o prazo de 15 dias para
provar isenejio legal : assim o manda commun-
car a V. S. para sua inlelligoncia.
Dilo ao mesmo.0 Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda declarar a V. S. que vai levar ao
couhecimento do Exm. Sr. ministro da guerra,
afim de que resolva como fr servido, o oflicio
que V. S. Ihe diiigio sob n. 909.
Dilo ao presidente da relaco.De ordem de S.
Exc. oSr. presidente da provincia communicoa V.
S..que consta de participaco dajsecrelaria de esta-
do dos negocios da juslica de 3 e 12 do correnle,
que por decretos de 29 de agosto o 11 deste mez
S. M. o Imperador houve por bem remover o
juiz de direito Dr. Jos Quinlino de Castro Leao
da comarca do Serid de Ia entrancia no Rio Gran-
de do norte para a do Brejo nesta provincia e
nomear o juiz de direito desta Dr. Sebastiao do
Rogo Barros de Lacerda para o cargo do chefe de
polica da provincia do Espirito Sanio.Fizeram-
se as comrnunicacoos convenientes.
Dito ao Dr. Manoel Buarquc de Mac-do.8.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda decla-
rar i V. S. quo, pelo sou ollicio de 20 do corren-
le, ficou inteirado do haver V. S. nessa data en-
trado no gozo da licenca do 30 dias que Ihe foi
concedida por portaria'de 19. tendo passado a re
pailicao a seu cargo ao Dr. Jos Maraede Alvos
peilo que Ihes fr devido.
Assim assistir elle s lutas, preparado para
maniera ordem, alim de nue o povo p/>ea esca-
Iher desassombrada e hvremeule os seus repre-
sentantes.
SEGRANgA INDIVIDUAL.
A seguranca individual, apesr dos cuidados
inccssanlc3 que merece administragao, nao
tal qual a desejamos, ajnda quo nao considero o
eslido do paiz a este respoito de um modo (o
desanimador, como se inculca.
O numero dos crimes, se nao leem diminuido,
nao tcem lido o augmento, que deveriam fazer
presumir, alm de oulras causas, o crescimenlo
da populaco por um lado, e por outro a falta de
meios efficazes para preveni-los o reprmi-los.
O quadro seguinle de certos crimes commet-
lidos nos ltimos qualro annos nao d direilo a
julgar do outro modo.
1856.
Homicidios......... 483
Tentativas de ho-
micidio........... 117
Fenmenlos......... 455
Roubos............. 78
Resistencias........ 23
1857.
465
80
212
60
27
Agora comparai 1848 com 1859.
Homicidios........................
Ferimentos........................
Roubos............................
Resistencia........................
1858.
425
89
2 6
71
21
1848.
472
471
63
33
1859.
423
109
151
65
38
1859.
outros supplentes. e a oulra pelo immediato em
volos.
7o20 de fevereiro.O juiz municipal rtp-
plenlo pode nomear c demitlir empregados do
seu foro provisoriamente prvidos pelo juiz eflec-
lvo.
JISTIC\ CIVIL.
A organisaeo de um cdigo civil fundado so-
bre as solidas bases da Justina e equidade, con-
'"" H"--:elio cunalliUClonol, couliniia a eor
uma das reclamarles mais imperiosas da actua-
Iidade. O dislinclo jurisconsulto, a quem foi
incumbido tao importante trabalho, informa que
at flu de junho prximo estar impressa a pri-
meira parte do projecto do cdigo civil e aceres-
cenia que nao ainda este o trabalho que tem
de apresenlar ao governo imperial indo o tempo
do seu contracto. Quer antes cxp6-lo a censura
das pessons que, por qualquer modo, possam
auxilia-lo com suas observacees, as quaes pre-
tende oflerecer um exerapl'ar do projecto cuja
mpresso ser foila a sua cusa.
Peco-vos que fixeis o premio, cuja designacao
ficou reservada a vossa generosidade' na forma'do
contrato approvado por decreto de 11 de Janeiro
de 1859.
Devendo o cdigo projeclado abranger, as di-
versas relajos jurdicas que formam o seu pla-
no, todas as quostoes do nosso direito civil, que
podem cnlao ter a solucao mais conveniente,
. corrigidos os defoitos, e su'ppridas as lacunas da
quanlo ao Icgislaro que nos logara o antigo rgimen, dis-
Tem-se
as mais escrupulosas averiguaces como
UltUltO dO Phog.r ana VPrtdf TRAFICO DE AFRICANOS.
Em 13 de outubro do anno passado den a costa
na praia de Itacotira, districlo de Itaip, provin-
cia do Ro do Janeiro, um lanchao em que vi-
nham Manoel Caelano dos Passos e Mauricio
Thoraaz de Billancourt e mais Ires Africanos bo-
caes.
Foram apprehendidos estes ; e aquelles pre-
sos, processados e condemnados pelo chefe de po-
lica da referida provincia.
Dizem os nufragos quo forcados por um tem-
poral vieram de Loanda ao lugar onde naufra-
garan).
To despida de verosmilhanca era a defeza que
a juslica nao Ihe deu crdito." A administrarlo
mandou fazer todas as indagages possiveis para :
convenecr-se se outros desembarques se haviim
dado, e se nao seria esso um novo meio empre-
gado pelos tracantes para evitar u vigilancia da
polica.
Convenceu-se deque, alm dos tres Africanos,
nenhum mais i.inha sido importado ;
f?rlS; TJlT jUZ- I>d8- ain* ,azer> asu;lrd,, Pe"SO-me de indicar"reformas e de solicitar qual-
Xn Cos.a7AZaC063 *'* ado V"' edlda parcial que nao seja muilo Z
ceder na Cosa d Afma | cada pela urgencia das circumstancas.
Cora excepcao desse faci, ne.nhuma tentativa
i imporiaco de Africanos se deu no anno de-
rrido depois da apreseniacao do ultimo rehi-
ri.
O trafico est exlincto, e se ainda uma ou on-
assooacoes, cojos capitaes forem destinados a
emprestimos agrcolas.
Nao descontieco os inconvenientes qne dahi
resullam, como hao de resultar, mais ou menos
graves, de qualquer systema que se adopte para
sahir do actual, se que systema se pode cha-
mar um complexo de disposicoes fugitivas ou
anmala que aniquilara luda regra pan deixar o
indefinido e o vago dos casos semelhantes, a
que se refere o s 41 da lei de 20 de junho do
1771.
Parecc-me que daramos um grande passo
adoptando j algumas medidas que garantisseiu
por meio da remtelo do immovel. e lornassem
euecva, por ura processo rpido e simples, a
prelerencia absoluta eslabelecida em favor das
associacoes de crdito territorial. De oulra ma-
neira os capitaes seguiram o seu curso para as
pspeculacoes mercanlis, e quando destas so des-
vien) para as emprezas agrcolas ser para com-
plelar a sua ruina pela usura.
Os inconvenientes inherentes a reformas desla
ordem podem em parle ser acautelados ou ate-
nuados por medidas que o vosso criterio e con-
sumada prudencia uo deixaram de suggerir.
Releva alera disso ponderar que nao se limita
o prazo da prescripcao real, sujeilando-se apenas
os interessados a certas condic6e3 para resguar-
dar o seu direito no acto da reraisso do immo-
vel, e que a perda do direito de preferencia que
formula
que fez
nosso rcgi-
anachronico
l.t?, b &fi^ comprehcndidas_ ss ten- j ira voz 'sc'leva'n'aons'erhandoa restaracsVdo
tativas, e nos fenmenlos nao ha distinccao entre -
os graves c leves.
As difforencas nao sao sensiveis, e menos sen-
siveis serio anda se recordarmos o estado geral
do paiz naquella poca 1848) em relaco a ad-
ministragio da juslica criminal.
Ha, como sabeis, causas que directamente in-
fluom para o augmento dos crimes, oulras porm
concorrem iudiroctamento, e rauilas vezes nao
! sao essas as que menos cuidado reclaman) de.
i legislador.
Pelo que respeita s causas directas, em lugar
proprio lombro algumas medidas que mais con-
venientes me parecen) para romovc-las ou mi-
norar a sua forca ; quinto s indirectas, acredito
que lambem nao deixiro de merecer a vossa
attenco
A queslo das subsistencias vem sem duvida
em primeiro lugar.
Neste caso est a modificacao do
men hypothecario, defectivo e
quanlo possivel.
O estado da nossa agricultura reclama de ha
muilo a insliluico do credilo tcrritoritl. nico
. meio de facilitar-lho oscapites necessarios para
passado nao encorara acollumcnlo na opiniao pu-, acquisicao de bracos, introdueco de machinas e
iica.que ha muito julgou e sentenciou a causa, processos aperfeicoados do trabalho
segundo os proceitos da humanidade, da juslica c O crdito territorial repousa sobre a organsa-
n i.L inli.-i,___ > I Cp da propnedade immovel, e especialmente
1 governo todava continua vigilante, c em- sobre as leis hypothecarias.
E pois. attendendo urgencia de um melho-
penhar lodos os recursos de que dispoe para
evitar qualquer tentativa, e fazer castigar seve-
ramente os que se aventuraren) a emprezas que
Icnham por lim o trafico de Africanos.
AFRICANOS LIVRES.
Tenho concedido carias de cmancipacao a va-
rios Africanos livres, que cumpriram as con-
dices impostas pelos regulamenlos existen-
tes.
Do 1. de maio do anno passado a 30 do abril
do correnle, tem-se mandado dar cartas de cman-
cipacao a 38 Africanos livres.
AMlNLSTiUCO DA JUSTigA.
Na,. =nn ,i,3iL f ?R a aclual c""Salllsacao judiciaria ainda uo sa- rantc elle, a qual a
f .a SLfSBfSSffLEK"!! !5""r: S? "*?*a i"e --. -as mmio diminu em
ramenlo nesle rarao da legislarlo e aos interes-
ses avullados com que jugara as reformas que se
projeclam, julguei conveniente verificar o oslado
actual da nossa divida hypolhecaria, colligindo
os dados que se acham resumidos no quadro que
vai annexo a este relalorio. Ah se comprehen-
de a divida hypolhecaria registrada, e por ven-
tura contrahida durante os uliimos cinco annos,
de 1855 a 1859, em diversas comarcas do im-
perio. Por elle se pode ver o incremento e pro-
gressao da mesma divida nesle periodo, bem co-
mo a importancia das remisses clfectuadas du-
ttlnge apenas um algarismo
!m relacao ao progrosso da di-
impedimento68'10 "'" nMMA* durant0 seu SoaIaS' S leS'slali,va '"'i;; circurastancias presentes nao convra emprehen-
inipoaiiucnio entendo porra que meios cxislera, que. empre- der a sua reforma a escolha severa dn bmmi
Dilo ao sr. Ricardo Austln.-S. Exc. o Sr. pre-' gados com discricao e perseverang.-., habilitaro manlida cora persev
sidente da provincia manda declarar ao Sr. Ri-; o povo para supporla-lo sem grande incoramodo.
cardo Austia, em resposla communicaco que I A dislribuicao de capitaes por obras de evi-
Ihe dirigi honiom por parte do superintendente I d,,le ulilidad"e publica, principalmenlo estradas
Irada, que conlina a ser feilo do
excrcer uma influencia
modo por que i salutar. Assim erao emprego muilos bracos,
se acha estatuido ; e que a duplcala dos docu- que a agricultura regoila por circumstancas es-
mentos, de quo trata o officio da presidencia de' peciaes, e no encontram trabalho que Ibes dem
oa meios de supprir as suas nei-essidades.
20 do correnle, deve ser ministrada na mesma
occasiao em quo forera apresanladas as conlas, a
que elles se referem, sondo para desojar que se
remella esta secretaria com a maior brevidade
possivel a copia authentica dos que concernen)
as conlas do ultimo semestre.
DESPACHOS DO DIA 24 DF. SETEMBRO.
Jtequcrunentos.
1690Amonio Fernandos da Costa Lima.Di-
rija-se ihesouraria do fazenda
1691 Damiana Marta do Espirito Sinlo.In-
formo o Sr. inspecior do arsenal de marinha.
1692 a 1701.I) Emilia Caolana de Moraes
Ferreira, capilo Francisco das Cbagas Pereira,
Feiden Brothers (5), Dr. Francisco Elias do Rog
Dantas, Francisco Jos do Moraes e Silva e Jos
Antonio de Moraes.Informe o Sr. inspector da
ihesouraria de fazenda,
1702.Feiden Brothers.Informe o Sr. ins-
pecior da Ihesouraria provincial.
1703 o 1704Galdino Jos Vital e capilao Ur-
solioo Cavalcanli da Cunha Reg.Informe o
Sr. chefe do polica.
1705.Joao Francisco de Hollanda c outros.
Informe o Sr. chefe de polica, ouvindoo delega-
do aecusado.
1706Baehsrel Jos Rodrigues dos Passos J-
nior.Junte o assignatario procuracao que lhed
poder para requerer.
1707Dr. Luciano Xavier de Moraes Sarmen-
t.Dirija-so llusouraria de fazenda.
1708Luiz Francisco d'Arroxellos Galvo o Ca-
rapeba Informe o Sr. juiz municipal do termo
do Garanhuns.
1709Maria Francisca das Chagas.O docu-
menio junto nao prova o que allega.
1710Viuva Pereira da Cunha.Informe a Sr.
Dr. provedor da Sania Casa de Misericordia.
INTERIOR.
RELATORIO
Do ministerio da justica apresenta-
do si assembla geral legislativa
na quarta sessao la decima le
-gislatura pelo respectivo minis-
tro e secretario de estado Joo
l.usiosa da Cunlia Paranagu.
Augustos e dignit-simos senhores represen-
tantes da naco.
Communicando-vos as informaces mais im-
portantes dos negocios que correr pelo ministe-
rio meu cargo, tenho a satisfago do assegu-
rar-vos que, gracas Divina Providencia, a tran-
quillidade publica em nenhum ponto do imperio
soffreu alleraco.
Se anda fossem contestadas as vantagens das
insliluicoes que nos oulorgou a constituicao po-
ltica, que juramos, os dez annos de paz'interna
que havemos gozado, sem a menor interrupc.io,
seriam prova de sua conformidado com o espi-
rito, carcter e hbitos da naco. A opiniao pu-
blica, esclarecida pelo esiudo" e ameslrada pela
experiencia, deu impulso nova ordem de ideas,
e o bom senso do povoaceitou-o, c imprimo-lhe
a forca de que careca para fazer desenvolver a
prosperidade e civilisacao do paiz.
Avizinham-se porm os tempos ; e o governo
senle que toda a prudencia e energa nao sero
demasiadas para fazer calar as ms paixoes e im-
pedir s ambicoes mesquinhas, e mesmo s no-
bres. o uso de meios que nao estejam dentro da
esphera legal.
Fallo das eloices, que estao prximas. Nao
dado previsao humana calcular at quo pon-
to sero respeilados ou menosprezados os direi-
los de lodos. Nao ignorado quo em algumas
localidades j se lem manifestado agtaeo clei-
toral, preparativos para a luta futura, que ludo
faz presagiar ser renhida.
Em presenca desse estado moral nao devem
passar dcsapercebidos os altentados contra a au-
toridade, que nos ltimos lempos aqu e all se
tem commettido. A reflexo pode fazer vrn 1-
les meios com que muitas vezes se pretende ame-
drontar os adversarios, e lalrez coagir os depo-
sitanos do poder.
Em taes circumstancas, quem ousar dzer
que nao sero esquecidusos conselhos de patrie
grosso os gneros chamados do! ramente insliluico do ministerio publico, quo
idade e aquelle porque sao ven-1 deveria influir m'uito para a melhor adrai-
e assumplo digno da mais sena! nistrdco da juslica- em outro logar direi o
A concesso de favores reaes aos que se de-
dicaren) pequea lavourn, aos creadores o a
todos quanlos se oceupam da produccao dos g-
neros alimenticios, contiibuiria para o mesmo
fim, bem como o imposto progressivo sobre os
escravos que exislem nos grandes centros de po-
pulaco, guardadas as regras que deve prescre-
vor a necessidade.
A relacao quo deve haver entre o preco porque
se vendem em
primeira necessid
didos a retalho
meditaco o estudo ; a liberdade do commercio,
o direito de propriedade, bem como lodos os di-
reilos. Igualmente garantidos pela constiluico
do estado, esto sujeitos a limitacoes e regras m
proveilo geral.
Eslas e oulra? medidas suggeridas por vossa
experiencia e amor ao bem publico contribui-
r o ellicazraonte para melhorar asorte das clas-
sos menos abastadas, que nao podem deixar de
merecer a mais seria attenco dos poderes supre-
mos do estado.
Por outro lado a inslruccao publica, bem en-
tendida, tal qual carece o lioinem do povo, nao
est ainda to disseminada quanlo convm sua
oducaco intellectual. Porga confessar que os
grandes curses de estudos, como de ordiuario se
decretam, a muito poucos tem aproveitado : ha
grande falta de escolas em que se aprenda a 1er,
escrever o contar, e onde o cnsino professonal
lenha lugar, sendo que tanto urnas como oulras
sao as mais necossarias para a boa educaco de
quera lem do ser jornaleiro, ariosaj ou agricul-
tor.
Sei que s assemblas legislativas provinciaes
est incumbido o dever de regular a inslrucQo
primaria as provincias, e de esperar que ellas
allendero estas necessidades da maneira mais 1837.
conveniente, logo que as suas circumstancas
permittirem.
vida por toda par!e0
Alguns oulras esclarecimentos completara o
perseverauca a par de vinlagons quadro, demonstrando a parle da divida hypolhe-
q egarantissera aosjuizes uma posicao indopen- cana que pesa sobro predios urbanos, c a que
fZ 'Bqa ~ fnnVraSSCm daf.Preuccu.Pacp d? fu- | recabe sobro propriedades roraes, c outros bens
^v.e das influencias polticas, nao donara do o numero de escripluras de hypolhecas por di-
vidas menores do 2:000, algarismo que
e prestigio autondade : como linha divisoria entre a pequea e a grande
... ... Propriedade, e o numero das escripluras por di-
Continuam vagos muilos lugares dejuizes mu- vidas excedentes deste valor ; finalmente a rc-
nic.paes ; os de promotores em grande parle sao laco da divida conlrahida e remida, e o termo
Ih Sp0rle,!0S cm consequencia da es-! medio dos juros estipulados com declaraco de
cassez de vencimenlos, e da ausencia de garan-
tas para o accesso na carreira.
da juslica, dando forca
dos tribunaes.
mais usual, que pode ser lomado como regra ge-
ral ncsla especie de transacces. e daquelle que
se nota n'alguns casos cxcepcionacs.
No municipio neutro ha dividas hypothecarias
conlrahidas at com o juro de 5 por ccnlo ao
mez, ou 60 por cento ao anno, c algumas oulras
com umjuro pouco inferior, o que equivale a
ruina completa o inevitavel dos devedores.
Asconsidcraces que es(es documentos devem
suggerir-vos hao de seguramente contribuir pa-
ra o exame majs aprofundado dos prnjeclos que
prendera da deliber'co do senado, proporcio-
qe entendo sobre a conveniencia desta msli- ; nando uma soluco conveniente s importantes
I ft. i i i 1ues,oos qoP so prendera reforma das nossas
corno vos lembrareis. quando o governo con-! leis de hypolhecas
tralou com o Dr. Augusto Teixera do Freilas a Dom persuadido de que a mudanca de uma le-
consolidacao das leis civis, igualmente incum- gislaeo, erabora dofoiluosa, como' a nossa le-
A reunio das funeces judiciarias com as po-
liciacs em um mesmo individuo, que por tal for-
ma constilue-se agente de dous poderes inde-
pondenles, se por um lado economisa despeza e
fortifica a aeco da autondade, por outro deixa
sem garantas sufficientes a liberdade civil.
A separaco destas funecoes prende-se natu-
resulta da falla de observancia daquella
s em relacao associago territorial,
o emprestimo depois de remido o bc-m.
Expediram-se os seguiutes avisos :
1."23 do julho de 1859. Approvou-se a
deciso do juiz de orphos e ausentes do termo
de Algrelo, provincia do no Grande do Sul, so-
bre a nao entrega da legitima a uma menor, quo
se casou sem sua licenca; e declarou-sc que a
validado ou nullidade do casamento deve ser
julgada no juizo ecclesiaslico.
2.2 do outubro.A menor, filha de pai in-
cgnito, ainda que tenha mi viva, considera-
da orpha.
3.19 de oulubro. No processo da divisao
e demarcaco das Ierras, que se faz era execucao
dos inventarios e partilhas, deve escrever o s-
crivo de orphos, ou qualquer do civel, con-
forme no caso couber.
4.9 do novembro.Os partidores legalraen-
to creados e prvidos sao os que devem fazer a
parlilha. quando o feilo correr judicialmente.
5.25 de novembro. Os procuradores nao
provisionados nao podem residir as audien-
cias.
6.26 de novembro.Ao depositario publico
competem 2 % sobre lodos os bens movis e se-
moventes, compreheudidos os escravos.
JUSTICA COMMERCIAL.
O nosso cdigo do commercio, trazendo be-
neficios inconteslaveis a este ramo da adminis-
trarlo da juslica, nao deixa todava de resentir-
so das circumstancas especiaos, e do lempo em
que fra confeccionado.
A Industria meicantil nao linha allngido as
proporcocs que assignalarara depois o progresso
das suas transaeces. o qual, como era natural,
creou novas exigencias, multplices necessida-
des, que nao podem ser preteridas sem damnodo
commercio.
Os meus Ilustres antecessores j vos deram
conla do varias lacunas e inconvenientes, sobre
os quaes a vossa sabedoria nao deixar de pro-
videnciar em tempo opportuno.
A experiencia de lodos os dias vai entretanto
revelando outros embaracos e difSculdades que
convm resolver. Entre* eslas sao notaveis as
que dizem respeito ?o negocio de banco, s lat-
irs de torra o aos contratos de seguro.
Dos banqueiros o cdigo apenas se oceupa nos
arls. Il9e 120: no primeiro, deline-os de uma
maneira vaga e incmplela, deixando subsistir a
conlestaeao que possa haver sobre as operacocs
chamadas de banco. No segundo, os sujeita s
regras geracs eslabelccidas para os cntralos
mercanlis.
Comprchendeis perfelamento que o dtsenvol-
vimento das operacoes bancarias e os interesses
avullados quo se confiam dos negociantes, que
adoptan) esse ramo de commercio, exizem que o
das, ascolleccoes de leis' que possuimos.' ante- KTa^a^lkTSS vernTmwZ I l*a'? t^rTT'"*88 d<1 V1'11*
ores 1838 ; e sendo da maior conveniencia ouv.r. Os pareceres qu^me lem sX resolver as questoea
cutiro dos anuos antecedentes fossem impressos
conforme as prescripgoes do decreto do 1." de Ja-
neiro do 1838, entendeu o governo dever nomear
pessoas habilitadas para colligir os actos que se
heuvcssem de imprimir, s quaes mandou fran-
quear os archivos das reparlic5es publicas para
bom desempenho da commissao que lhos era in-
cumbida.
O conselhero Ernesto Ferreira Franca, no-
meado para colligir os actos expcdtd'os por
este ministerio, j concluio os trabalhos de
A educaco moral e religiosa quasi nonhuma
entre nos. O governo, reconhecendo que esta
uma causa mu poderosa da frequencia dos cri-
mes, nao se lem descuidado de remover o mal.
A creaco de Seminarios em todas as Dioceses
dar-nos-ha cloro melhor preparado para o de-
sempenho de sua santa misso ; crescer o nu-
tempo opporluno.
Os quesilos, que serviro de base a esses preli-
minares, constam da circular expedida pela re
parlico a cargo do ministerio di juslica, em da-
ta de 13 de dezerabro de 1859, aos presidentes
do supremo tribunal de juslica, relaces, tribu-
naos do commercio, banco do Brasil,"banco hy-
pothecario. eaixaa filiaos da Rahia e do Mara-
nho, faculdados de direilo, instituto dos advo-
gados, Jirectoria da escola pratica de agricultura
pralica do Maranho, e aos presidentes dos ins-
titutos de agricultura da Bahia
mero dos pregadores da palavra divina, c o povo ''l,ir' *>c'a posicao em que est, e pelas accom-
encontrar mais vezes quem o instrua nos de- '
veres do homem.
Dai educaco moral e religiosa ao povo, asse-
gurai-lhe o bem eslar, e o numero dos crimes
diminuir sensivelmente.
MOEDA FALSA.
O anno passado, quando meu antecessor vos
apresenlou o seu relalorio, linha o governo im-
perial motivos para deplorar que o governo por-
tuguez, Toreado por circurastancias. seguramen-
te alheias a sua vonlade, nao so prestasse a coo-
perar quanlo cm suas (breas cabia para a repres-
so docrirae do raoeda fasa que era Portugal cm
grande escala se commellia, principalmente na
cidade do Porto, contra os interesses do Imperio.
Actualmente a legislaco oulra, e o governo de
Sua Magestade Fidelissima tem dado provas nao >
equivocas contra os falsificadores do nossa moeda, i
e contra os seus protectores.
E' de esperar que de uma vez para sempre ac-'
be em Portugal essa especulaco criminosa, sen-
do seus autores e cmplices" severamente pu-
nidos.
Nao deixaroi passar occasiao to solemne sera
reconhecer o louvarpor parte do governo impe-
rial, os sen-icos prestados pelo ministro brasilei-
ro em Lisboa, e pelo vice-consul do Brasil no
Porto, a cojos esforcosincessantes e bem combi-
nados se devem em grande parte estos bons re-
sultados.
O governo^coulina ainda a lula contra os fa-
bricadores de moeda brasileira. Estamos em boas
condicues em Portugal, mas os criminosos ainda
nao estao punidos. Os agentes do governo nao
cessaro. as diligencias que promovem contra
estes : laes sao as instruees que teem.
Os lucros que obtiveram os criminosos em Por-
tugal excitaran) a cobiga do outros. Na Prussia
alguraa cousa se tenlou nfsle sentido. Em Fran-
ca um individuo de nome Napoleo Lefevre ten-
tn o fabrico de notas do thesouro do valor de
55000 ; nao escapou a vigilancia da polica Iran-
ia o Pernarnbco, ao
a niiiguem escapa e e desconhecida a conve- conselhero procurador da cora, e aos advogados
niencia do esl.ibelecimento nesla corte do Forum, Dr. Auguslo Teixeira de Freilas, e Dr Urbano
onde se re un a m todos os tribunaes do jusliga, I Sabino Pessoa de Mello.
juizes e esenvaes. As quesles propostas foram as seguintes :
O governo nao se ha descuidado de prover a 1. Uma reforma geral de todo o rgimen hv-
esia necessidade, o j comecou alguns trabalhos pothecaho sobre as bases da especialisago e da
nesle sentido. publicidade exequivel no Brasil, no estado
Miste no largo de S.Francisco de Paula o aclual do sua propriedade territorial, nao demar-
edidcio era que se acha eslabelecida a escola mi- cada, incerla e mal condecida ?
. i.'oando essa reforma seja possivel e rcili-
modacoes que j (eem e pdera ser ampliadas, I savel, produzir ella, imraediataraente sua pro-
nendum outro oiTerece meldores condicoes paraj mulgago, o elTeilo, que se deseja, de auxiliar e
o i-orum. I promover o desenvolvimenlo do credilo terrilo-
ou esse effeito ser tardio e lento, s do-
Ao engonheiro Manoel de Fras Vasconcellos I rial
incurabi do exame dd edificio para que propo- pois de radicados no paiz os hbitos c formulas
fazer, i estabelecidas pelo novo systema ?
zesse os accrescimos que nelle es deveriam
e organisasse o orcamenlo da despeza necessaria
para se Ihe dar o projeclado destino.
J recebi a primeira inforraago e della resulta
que o edificio, depois de confuido, presta-seao
oslabelecimenlo do Forura, foitas as accommo-
dagoes apropriadas; que para a concluso do
edificio e mais obras haver necessidade de des-
pender cerca do 160:000#000.
A esla despeza dever-se-ha addicionar a que
exige a compra ou conslrucco do outro edificio,
para onde se possa transferir a escola militar.
Expediram-se os seguintes avisos:
Io3 de maio de 1859.A incompetencia ou
qualquer oulra illegitimidadc do escrivo e mais
officiaes de jusliga, constitue fundamento de
nullidade insanavel para o feito que, com qual-
quer delles, fr processado.
2o16 de junhoSmente aos tribunaes su-
periores compete decidir em grao de recurso as
duvidis que occorrerem acerca da apreciago dos
factos e applicago da3 leis.
3o16 de junhoNao existe incompatibilidade
cm servirem no mesmo termo dous primos co-
irmaos, um como procurador fiscal e ouiro como
juiz municipal.
4o17 de dezembro.Estabeleceu os prazos
para interposigao c apresentago dos recursos
que o decreto 11 2,343 de 29 de janeiro de 1859
concedeu das decises do tribunal do thesouro
para o conselho de estado.
5o13 do Janeiro de 1860.No permittido
a dous irmaos servirem conjunclamenle na mesma
causa, um como juiz, e o outro como promotor,
advogado ou procurador.
6o14 de fevereiro.Nos lemos em que ha
mais de uma vara municip!, vagando ambas,
sys
3.a Uma lei de excepgo fivor das a3Soca-
ges lerritoriaes, garanlindo as hypothecas cele-
monstram a necessidade de alguma medida ligis-
laliva.
A m eonslttuico da classa dos corretores, a
inconveniencia e anomala das disposicoes sobre
prescripgn, a irregularidade e prolelaco do
processo sobre fallencia, em grave prejuizo dos
credores de boa f, tambem exigem providen-
cias.
Algumas duvidas sobre a intelligcncia da lei
commercial foram suscitadas peranle os tribu-
naes, e por elles trazidas ao conhecimento do
governo, que resolveu-as de aecrdocom o ver-
dadeiro espirito da legislaco, ouvido o conselho
de estado, quando Ihe pareceu necessario.
Por decreto n. 2,454 de 28 de agosto do anno
passado crearam-se dous lugires de corretores
geraes para a praga da capital do Cear.
Por decreto n. 2,465 de 17 de setembro foi de-
clarado que os agentes de leiles nao eslo inhi-
bidos de vender em almoeda bens de raiz ou ef-
foitos nao commerciaes.
Declarou o decreto n. 2,481. de 28 de setembro
que as concordatas amigaveis nao sao admissi-
veis pelo cdigo commercial.
O decreto n. 2,482 da mesma data creou dous
lugares de correctores de mercadorias para a pra-
ca do Rio de Janeiro.
Expediram-se os seguintes avisos dando solu-
co a duvidas que occorreram :
Io 23 de agosto de 1859.Decldio-sc que o
oradas com essas associagoes por urae preferen- i cdigo commercial nao exagerou a brevidade do
na absoluta fundada na remisso do immovel, praso das prescripges das leltras, e que por isso
nao ha necessidade por emquanto do reforma ; e
ser de mais fcil execucao e mais prompto re-
sultado ?
Uma reforma radical da legislaco hvpolheca-
na, causando o mais profundo a'ualo proprie-
dade immovel e aos direilos nella filiados, devo
ser obra lema do tempo depois de percorrer di-
sersas phases c passar por muitas transforma-
goes : excede a todo esforco humano a transplan-
laco de insliluicoes, mesmo as mais bera combi-
nadas em theoria, quando ferem de frente h-
bitos e usos que uma longa pratica tem sanecio-
nado.
A especialidade e a publicidade, bases do mo-
derno rgimen hypothecario. em toda sua pure-
za, qual eslabclecera o systema germnico, re-
pugna cora o estado da nossa prepriedade incer-
la e mal definida, como ainda existe : seria uma
aspirago vaa.
A transcripgo obrigatora dos ttulos da pro-
priedade em geral, como meio de melhorar o
systema aclual, estabelecendo apenas uma pre-
sumpgo de direilo, seria ainda um onus muito
pesado para a classe dos propietarios, que nao
acharia compensago suflicicnte nos proveilos
que alguns por venlura podessem tirar dos em-
prestimos hypothecanos.
Entendo que o crdito territorial entre nos,
bem como naquelles paizes onde os hbitos tra-
dicionaes no prepararam, como na Allemanha.
uma perfeita constituigao da propriedade do im-
movel, s pode nascer dos favores dos privi-
legios concedidos pera garant?- de shas dividas irs
outrosim que as prescripges correra s desde o
vencmento deltas ou do seu protesto, c que a
disposigo do art. 453 do mesmo cdigo laxati-
va e nao exemplificativa.
2-18 de setembroque os cnsules estran-
geiros podem iatervir em casos de avaria, arri-
badas, ele-
3'28 de setembroque bem procedeu o tri-
bunal do commercio do Maranho, mandando ad-
miltira registro a procuracao de uma Arma so-
cial, passados mais de 30 dias da sua data.
4o6 de outubroquo nao devem ser regis-
trados os estatuios, nem consideradas creadas
quaesquer companhias e sociedades, sem que so
achem pagos os novos e velhos direilos.
4Q7"2iaedezembro_(lue' visl da ordem n.
139 de 30 de sotembro de 1850 que declarou de-
pendentes das repartiges Oscaes os trapiches al-
fandegados, devem os juizes, quando tenham do
proceder a exame em mercadorias nelles reco-
lhidos, conformar-se Cora o decrelo n. 513 de 16
do abril da 1847.
6o 22 de dezembroque, tendo o decreto de
10 de abril de 1858 apenas derrogado os decretos
n. 806 de 26 de julho e n. g58 de 10 de novem-
bro de 1851, no que diz respeito aos prasos para
o pagamento do imposto anoual e no s penas
eslabelccidas, que cootinuam cm inteiro vigor,
devem-se considerar os corretores e agentes de
leiles sujeitos suspensao na falla do pagamen-
to do imposto at 15 de outubro, e destituido
''
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-1- ^



(*)
PS&ttlO DE T>'ER,SAMBB. gUAUTA FEIRA 26 DE SETEMBRO DE 1860.
"^
se nao fizcrem esse pagamento at o fiai do se-
gundo semestre.
7o5 de Janeiro de 1860.Nos registros dos
contractos de sociedado ne compelo aos tribu-
nacs de commercio examinar a legalidade de
soas disposicoes, salvo a especie nica da divi-
so em acco'es do capital da sociedado cm com-
maiidita.
IContmuar-se-ha).
As desorden* coniinuavam no l'iauny no
Maranho, de maneira que se achavam anda na
comarca de Sobral as tropa9 ah deixadas ein ob-
servado pelo cx-presidenle Souza Marlins, s
ordens do major Francisco Xavier Torres : o as-
sim como as elcicoes de debutados geraes haviara
paieceu Ajes com suj gente em gi.,nde nuine- car na presidencia ; causando^ noticia dlslo uo
ro, mas mal armados, a qual estendeu pela Var-; leo graves disturbios ; porquanto sabendo os
zea ao nascente da villa para curca-la.
Principiou em seguida o fugo, que durou at
urna hora da tarde. Ayres com un troco das
suas tropas pode penetrar na villa pela proxi-
Eslim-o histrico sobre a provincia
do Cear pelo Dr. Pedro Tlae
berge.
(Continuaco do n. 216 )
A assembla levou a licencia aos ltimos extre-
mos, injuriando o presidente a cada passo na
tribuna e esorcando-so por o desconceilusr, am i
de Ihe tirar toda a forra moral e o prestigio da
sua legitima autoridade.
Cora eleito, fez leis inconslilucionaes, no i
intuito de coarelar a aeco presidencial; envi- i
ou-lhe raensagens injuriosas com um paralo
aciritoso, e reslaueleceu al empregados, que!
rile linha suspendido ou demillido em virtude
de lei.
No cntanto poucas leis importantes iic*S3 !
sesso foraiu voladas; mas a 17 de selombro a
isspinlila creou a nova freguezia de Flores, I
desmembrada da do Tauh, por acinte ao vig,i-j
rio; e a 30 de dezembro supprimio a villa de
Mecejana, e annexou o seu termo ao da capital
n'uina parle, e na outra ao do Aquiar.
O presidente depois de supportar durante um
mez meio os desalios desta assembla ardenle,
adiou-a a 19 de setembro para dezembro, poca
em que se reuni novamenle; e como nao vol-
lassera os deputados do centro, chamaram-se os
supplcntes, que constituiram um ncleo a favor
do governo. Fixou-so enlao a despeza do anuo I
de 1840 em res 1449178000.
Tor occasio do adiamcnlo.o partido governisla, i
que at cntao linha Picado na especlaliva do!
destelle da lula entro o presidente e a assembla,
lomou nesso ensejn parte activa a favor do
administrador, fez festejos e deu outras demons-
iracoes publicas.
A opposicao porm rompen em ameacas, vo-
ciferacOcs e toda a qualidade de excessos,
ponto de receiar-se seriamente un rompimento ;
nas a energa do governo conteve o seu appare-
cimeoto.
Os Irabalhos da asscmbla em dezembro. eon-
cluiram-se sem maiores uovidades. presidente
resisti com dignidade aos desatinos dessa corpo-
raco, cojos decretos negou suasanceo; e'
mostrando fazer penco caso dos insultos que Ihe
diriga, mandou susler a execuco das leis da
sesso do auno antecedente, que "ella tinha man-
dado, ezecular sem intorvencao do seu predo-
cessor.
Depois da volla do presidente de Sobral, os
destacamentos de guardas uacioiiaes que mar-
charam con'ra os rebeldes do Piauhy, prestaran!
relevantes serviros ao paiz.
Um delles, curoposln de irais de cen horaens, I
quasi lodos voluntarios, embarcou para o Mar
nho aura de auxiliar o governo dessa provincia
contra os balaios que tambera a aiueacavam.
Foi removido para essa comarca em subs-'
tiluieao do bacharel Joao Fernandos Barros,
que vimos excitar ali a populacau contra o go-
verno, o juiz de direito do Aracaly Antonio Jos
Hachado, decidido partidario do governo.
Neste mesmo armo 0 palacio do governo, que I
se chava muilo arruinado, c necessitava del
promptos reparos, sendo mandado concertar, foi
consideraveliuenic augmentado debaixo da di-1
receo do coronel Jos Antonio Machado ; nelle
se conservavam a secretaria e a Ihesouraria, que
com pouco mudaram-sc para um edificio proprio
queso eslava edificando.
A*3 de fevereiro de 1840o presidentoentregou
o governo ao seu sucessor Dr. Francisco de Souza
Marlins, que enconlrou os espirilos j mais acal-
mados pela energa do seu antecessor e pela
persistencia da mesma opinio no poder.
Em Sobral urna porcao do descontentes reti-
rou-se para Frecbeiras, lugar situado as mme-
diacoes dos limites desta provincia com a do
Piauhy, e d'ahi ameacava reunir-so com os
batatos, para de corabinaoo com clles invadir
cssa provincia.
O presidente novo teniendo os resultados desle !
passo, reuni tropas toda a pressa e dirigio-se
pessoalmente com ellas a Sobral, donde seguio
t,ara a Parnahiba, levando comsige alm disto a
ente que ah pode arranjar; de maneira une
coiilribuio poderosamente para livrar essa loca-
lidade do assallo dos balaios, aos quars rechassou
da baluba, lugar que Sea dcfronle de Fro-
ciieiras.
I'"ah vollou posteriormente para Sobral, onde
incumbi ao major Francisco Xavier Torres o
.'ominando das tropas que Desse ponto deixou
car em observaran, para oppor-se s tentativas
que lazia o ex-juiz de direito Joao F< mandes i
Barros de levar as tropas e os povos a desobeJe-
cercm ao presidente.
Em abril deste auno foram substituidos por i
vapores os amigos paquetes, que raziara o serv-;
co entre as diversas provincias martimas do:
mipeiio.
Esta 8 ibstiluico lornou-se muito proveilosa
marcha dos negocios pblicos, cm razo de sua
maior presteza e regularidade.
Em maioprocedeu-se eleicao de um senador,
em consequencia da vaga deiida pelo coronel
Fedro Jos da Costa Barros ; e sanio com maio
na de Votos, em definitiva escollado o Sr. Miguel
<.almor Dupin e Almeida, hoje marques de
branles.
Neste mosmn auno procedeu-sc tambem I
eleicao de deputados previnciaes, a qual correu
sem maiores novidades, excepto na villa da :
Granja, cuja votacio sendo toda a favor dos'
cbimangos ou alenearinos foi regeitada como
illegal na apuraro geral feila pela cmara da '
capital.
Km virtude di lei de 20 de outubro de 1838
deu-se principio edilicaoo de um pharol na |
pouta de Mucuripe, situada urna legoa ao as-'
.ente da cidade: foi esla obra contratada no da
1." de maio.
Beunio-se no 1." de agosto a assembla pro-
vincial, cine Irabalhou de harmona com o presi-
dente. Neste sesso, a 17 de agosto, foi transfe-
rida a villa nova do Campo Grande para a nova
villa do Ipi ; a matriz da Serra dos Cocos pas-
sou pura a mesma villa, situada em baixo da ser-
ra ; e a 29 foi supprimida a freguezia de Flores
por invectivas e rociiminares de partidos.
Tendo a 23 de julho sido" proclamada a maiori-
dade de S. M. oSr.D. Pedro II, que ueste mesmo
do prestou juramento e enlrou no excrcicio das
suas lunecoes, foi creado o seu primeiro ministe-
rio debaixo da presidencia do Sr. Antonio Carlos
liibeiro de Andrada. Por virtude dcsla mudan-
ca, o presidente recebeu ordem de entregar a
adminislraco ao vice-presidente Joao Facundo
de Castro Meuezes ; o que execulou a 9 de se-
tembro, pas3nndo-a efoctivarnente a elle, que
nao quiz prestar juramento perante a assembla,
pretextando estar llegalmentc constiluida por
causa da exclusao dos votos do collegio de Gran-
ja. Todava, corao-o presidente da assembla se
recusasse a ihe entregar o poder aules de Ihe
ler tomado o juramento, vio-se obrigado salis-
lazer essa formalidade n'aquelle recinto ; mas
penas investido, prolcstou acerca da respectiva
nulli lade, preslou novo juramento perante a c-
mara muniripal da capital, e levou o casoao co-
riheciraenlo do governo geni.
Consecutivamente adiou a assembla como il-
legal e facciosa ; ordenou cmara ("a capital
que procedesse urna nova apuracao geral dos vo-
tos da provincia, coin ordem*de contemplar o
collegio da Granja e outros, cojo resultado mo-
dilicuu notavelmcnte o pessoal da assembla ;
exauterou em missa a todos os empregados no-
meados pelos tres precedentes administradores,
alim de restabelecer nos seus lugares os empre-
gados do lempo da primeira presidencia do sena-
dor Alcncar; dernitio, pretexto de necessidade
poltica, juizes de direito e officiaes da guarda
iiacionil ; restabeleceu o bacharel Joao Fernan-
des Barros na vara de juiz de direito de Sobral;
c perseguio finalmente a lodo o transe os seus
contrarios polticos, que alias nao liriham pou-
pado nem a elle, era aos seus partidarios as
precedentes administraroes essas reaccoes erara
euiao reciprocas.
J.evanloii lera disto, a suspenso posta pelo
presiden te Joao Antonio de Miranda aos decretos,
que a legislatura transada havia mandado publi-
car e_ execu lar : suspendeu e revogou todas as
leis fetas e decretadas pela assembla do corren-
te anno, que recusou reconhecer como legal
deu ao ministerio partes terriveis contra Indas
as pessoas influentes no partido decahido ; ea
20 de outubro entregou o poder ao senador Alen-
car, novamenle escolhido para dirigir os nego-
cios do Cear. Tinha tido o nvo presidente a
destreza de mandar desmontar dos empregog o
partido decahido pelo vice-presidente, que carre-
ou com toda a odiosidade.que de ordinario provo-
ca uma medida tjo offensiva. que semnre procede
das roacr.ies.
sido marcadas pira o fim do rorrente anno, a uiidade da casa da cmara, da qual seapoderou
opposicao vendo um seu correligionario i testa, abri a cadeia, que cava o pavimento terreo'
de um forte partido de tropas era Sobral, enlen- e soltou os presos; mas seodo logo d'ahi rechas-
deu-se com elle para nao entregar o coramando, sado, dirigio-se ao paiol da plvora, que tomou
antes d ellas teretn lugar, adra de usar dessas, e delle tirou as municoes de guerra que pJe
mesmas torcas no intuito de conquistar aquellas je o cartuebamo viodo'a faltar a sua gente pelas
cleices, impondo aos governistas por meio de 2 horas, iratou Ce se retirar para S. Bernardo
una semelhanle forca. Organisiram, pois, se- -------.....
diroes em oulras parles da provincia ; mandaram
o que execulou sem ser inquietado : houve nes-
sa accao apeuas seis raortes, sendo qualro em
gente do governo, e duas nos aggressores, mas
foi grande o numero dos feridos.
inimigos daquelle senador da sua demissao, reu-
niram-se, e em demonstraclo de alegra sah-
na i noite ao loque do msica c por entre al-
guna gritos de offensa aos seus contrarios; mas
o tenenle Antonio Lourenco de Castro e Silva i
que tendo sido substituido" no commando do des-
tacamento pelo major Chagis, eslava para seguir
para a capital, ao passar pelo quarlel o grupo)
dos vlctorlanles, mandou dar vivas ao senador
Alencar,t por soldados d'ante-mo preparados por;
elle. A' estes vivas opposeram-se vozes de mcr-
ra, que sendo o aignal esperado, immediatamen-
te os soldados lendo-o o" sua frente cahiram so- i
e o grupo, e espancaram os mais influentes, '
. granee o numero dos lendos. que entraram logo a rugir sanha desta tropa, e
A 28 de dezembru o presidente officiouaojuiz. e reliraram-se precipitadamente para fr1 da
direito interino no sentido de ler resolvido. I villa. r~-~r y
para evitar derramameuto de sanguo brasleiro Todas essas pessoas assira espancadas. o que
na prolongacao diurna guerra civil, olTerecer eram as principaes do p-rlido que subia ao po-
amn.stia geralaos rebeldes, que depozessem as, der. eslabeleceVam-se na fazenda denominada
dom"ssadT-C"- ^?L.fli?U-CUt.0. COmplu-"r:^.,<-f~'}ara 0D.de convergirn ao depois
cha
ao
o ex-redaclor do Clarim da Liberdade para S.
Bernardo aiim de entender-se cora os Caminhas
para reunirem gente, tomaren] posse da villa de
S. Bernardo e marcharcm sobre o Aracaly, com
vistas de toma-lo c de derrocar o partido do se-
nador Alencar, que ahi era forte.
No Ico foincumbido o coronel Agostinho de
obrar no mesmo sentido, ao que elle deu logo
principio de execucao por meio de opposicao for-
mal s ordens do governo. Senhor das p'osicoes
olliciaes oceupadas pelos seus partidarios, acou- .
selhou e reduzio fado a desobediencia aos actos ro
administrativos, quo os arredava dessas posicoes a ni
Nesse mesmo mez conliouou a assembla pro- exarcebacao dos nimos justamente irritados, que1
vincial seus rabahos; e a9 creou uma nova aproveilavam pira esse lim os seus inimigos mais
comarca em Baluril ; a 12 erigi a villa de So- rancorosos.
bral em cidade, com a denorainacfio de fidelisiima O* soldados com que Antonio Lourenco linha
ctiarfejaHitario do Acaracu, prevalecendo o an- de regressar para a capital foram aluciados pelos
ligo nome de la ; e nessa mesma data foram re- relira.los no Acude, que o mesmo lograra fazer
vogados indistinclameiile todos os actos legisla- cora os oulros do destacamento do maior Cha-
K'Z C"! h f VCrn,1 conseSu"1110 ,lV0s accionados no anno de 1840, duraSto a gas. cuja retirada exigir m para cSc
de bardas a32T" de3laCameDl0' C0,nP0Sl P.1^ d l)r- FPrands^ Souza Marlins. villa, onde zerau. asua entrada cora um arpa-
do guarda, nacunaes. I A le do o-camento flxou a despeza nesse anno ralo militar, quando aquelle major deixava af.s
O foco deste irama era o Saboeiro, por onde luiaiueiro em 185:318960. si o Ico uenava a,.os
donit'w?.. yaJ?'iaia P,au.hyv. .ex:Pre,8- ?'"Jif pellas oceurreacias de que foi ihealro \ Antonio Lourenco a quera procuravam com
?A ,i S" ?eSl P?"0 h*I-E2 **"}- .AMMly, Thomaz Lourenco receben ordem de instancia p*ra saciedade da vinganca %u" sal. -
fESJ?M&!!rS2 de,d"-,t0 candida os da char para o Ico com ura destacamento, porque lava nos coracoes dos offendidos lio to pe o iZi
liveira padre Antonio Pinto de Mondonga e da dos successos das nutras lH&,S:
." nl i Albuqucrque; e orgau.sava-se o das, po.s b asunava o coronel Agostinho. que se devia ser abandonado sena"o as conseque -
plano revolucionario que estere a ponto de sur- entenda directamente cora o loco do Saboeiro. Ci.s legaes de sua brutal irrelexao \uioi, o
ir seus elTe.tos tenebrosos e do loruar-se funes-, de que havia de oppor-so is forcas que o gover- Lourenco. finalmente, pode escapar 's'ciladas
f"P'T.,?10" r ? rau"Jara s,'Sulr ,>ara aIli d0 aracaly e do que futam armadas sua existencia, e seguio
A asscmbla provincial que tora adiada e pas- Crato. assim como em suas combinacoes orde- para a capital sao e salvo, deixando no entra-
Sara peta defeccao determinada pela* ordens do tiara ao coronel Thomaz d'Aquiuo Pinto Bandei- tanto o coronel Thomaz *{
da _
maz de Aquino Tinto Bandeira, negou-se-lhe
abertamenle o respectivo reconhecimenlo.
Outros actos de resistencia foram logo seguin-
do este, dando ludo que receiar ahi um rompi-
nicnlo promovido pelo referido coronel Agostinho,
juiz de direito Dr. Jos Pereira da Graca o ou-
lros opposiciouislas, quo so nao pouparam em
vice-presiienle, reunio-so finalmente
de-; ra que marchasse cora
iao so-
consiiiuirao, e autonsando o presidente a lomar I intuito de dar pressa descida da tropa que vi-
is exigidas pela seguranza publi-| nha eslacicnar uo ponto que abandonaran) cora-
pellidos pela falta de seguranca pessoal, em ra-
es. Proseguio nos seus Irabalhos emjaneiro se-
guinle do auno de 18I pelo modo que iudicarei
mais adianto.
O vice-presidente Facundo j havia ordenado
ao major Torres que se recolhesse capital; mas
elle al enlao linha Iludido essa ordem por meio
de procraslinacoes; e o presidente reiterou-a
por infoimacoes que leve do trama, sem que esse
major se adiautasse no cumprimento de seus de-
vores, que pospunha iutriga9 do partido. O
perigo pois era grande c 'inminente, a opposi-
cao se achara com dados para ganhar as ele'irOes
prximas, e mesmo para laucar o presidente fura
da provincia. O senador Alencar esoacou por
tanto esla para fevereiro do anno vinduro do
181, reuni tropas, testa das quaes poz ofi-
jmaz de Aquino Pinto Ban-
deira, que assim Iluda a vinganca dos seus ini-
migos, entregue a ellos quasi que a discriro ;
porque a sua autoridade sem o aJjuclorio da tor-
ea, que desertara, apenas conservava o inluxo
moral, que reunido ao bom-senso de alguns dos
offendidos, que couheciam e faziam justica ao
seu carcter, pode garanti-lo das lences hoslis
e resolu^ues exlremas tomadas no Acude i seu
zao da resistencia opposta s ordeus do governo. respeilo.
Com effeilo, apenas chegaram ao Ico as noli
cias do mo cxilo dos rebeldes nos ngulos, em
que tinham laucado mao das armas, os seus co-
religionarios d'ahi apresent3rani uma sobrexcita-
cao alm da elervesecncia constante ; reunirara
a cmara tumulluariaraente, e trataran] da con-
veniencia de representaren) a seu turno as sce-
nas de S. Bernardo com a priso do coronel Tho-
maz d'Aquiuo Piulo Bandeira, para garanti-los
da \ iridela legal do governo, como dea-se ua-
quella localidade a rospuito do coronel Joao de
Castro.
Isto lodavia, nao deu-se, porque, como ica
dilo, o referido
iContmuar-se-ha.)
'^*j2T^fcxa_-s>tn
PERNAvISUCO.
REVISTA DIARIA.
SBRnfHAEX.Concluidas as cleices municipaes
desio termo, sahirum ciertos juizes de paz e ve-
, readores os seguintes senhores :
Primeiro drslrirt).
Manoel de Mosquita de Barros Wanderlev. 306
Dr. Antonio Germano Rigueira Pinto de
Souza.............
! Jos do Re
Jo Manoe
Segundo dislricto.
Barros......................
el de Barros Wanierley........ 155
Francisco Dorotheo Rodrigues da Silva.... 153
147
coronel Pinio Bandeira, acompa-
ciaes que Ihe erim dedicados, e com oslas forcas' nhado dos majores Antonio Joaquini dos Sanios
e duas peras de artilharia marchou cm lins do l'tdro Brasil, Paula Chaves, lente Manoel Jos
mez de noven) bro para Sobral, onde cheKando no' Pinto Bandeira e de outias pessoas mais, relira- lpnino de Barros Wanderley..............
Io de dezembro, mandou logo chamar Torres,. ram-seda villa socculias; e foram aiud'a perse- "'a "anC,s_co Xavier L'cha..........
que nao quiz obedecer nem atlcnder cousa al- guidos por grande numero do individuos moula-
guma, redigindo ao mesmo passo uma represen- uo* da fraccao rebelde, quando couheceram essa
lacao insltame que mandou apieentar ao pre- retirada que Ihea transtoroava os plano* conce- i
>iienie pelo alferes Jos Joaqun) de Souza Jaca- bidos e que deveriam ser poslOS em pralica.
randa, a quera lomara para ajudante de ordens.; Thomaz Lourenco, partiudo do Aracaly a 28:
esta representaco, alera de oulras exigen- j de Janeiro, chegnu'ao Ico em das de fevereiro e
cas, reclamava sua couservacao no commando ar,s elle, entrou tambem a expedmao do Crato, >
da tropa estacionada na comarca do Sobral, ao mando do coronel Manoel de Barios Cavalcan- i
Maso presidente nao oslando para annuir ex- li, do Biejo Grande, rindo coiijundameulo o co-
moralisadora da autoridade, demillio-o ronel Thomaz de Aquino Piulo Bandeira, escus|
companheiros.
Occupado o Ico por uma forQa rcspeilavel, e
teudo-sc retirado d'ahi o coronel Agostinho, que
era a alma da resistencia s ordens legaes, ces-
SOU a 1'ermerilar.o abeilameutc hostil ao gover-
272
2:(6
204
178
do couiniando a 7 do mesmo mez, e conviduu os
soldados a abandonarem-o c a virera unir-so
ao governo legalmenle constituido: esto convite
na., leve comiudo elfeilo irnraedialo, porque a
maior parte dos olciaes eram pareutes ou ami-
gos delle.
Esta demissao levou o com man
sua offlcialidade leclararem-s
abeila contra o presidente na
sublevacao da tropa lauto do
como da propria que viera com
modo que uo dia 14 s 9 horas da ooilo mandou
maiclnr a sua O'iite contra
Fructuoso Das Alvos da Silva............
Vereidores.
>os Wenceslao AlTonso Rigueira Pereira
de Bastos............................... 62
1 Dr. Sebasiio Accioly Lins................ 592
: Luiz Paulino Cavalcauti de Albuquerque.. 533
' Coriolano Velloso da Silveira.............. 471
1 Pedro Cavalcanli de Albuquenjuo Uchdi.. 403
Manoel Peres Campello Jacorno da Gama.. -2
Francisco Lins Wanderley................ 241
FiiEcur-moo Bonito.Foram eleitos juizes
de paz dosu freguezia os senhores :
que
vi.nn sido escollados pela presiden-
municipio, e o resultado
que publicamos desse
da eleiro da freguezia
nheiros, iiiipo3aibililando-os assim de tocar mNr Torr(,s' 'I',e propalara relirar-se para .'encontrando no algrete a ra.ii desse senhor, que
rebate. As tropas de Torres, pois, chegaram fa- p,auny voio coliocar-se no entretanto, rom ( uma seuhora maior de nvenla aunos de idade,
vorecidas pelas trovas al porto da casa e deram 'l"^0"1^ l'nmens armados em uma fazenda de-1 prclexiarara querer comprar llores, que Ibes res-
ahi uma oescarga sobre a guarda enllocada na
porta, da qual calmara 2 morios e5 feridos.,
porm o destacamento do governo que eslava aler- i
la, fez apuntar speras paraos aggressores, e|
n'um insUule varreu a ra, obrigando-os irem-l
se esconder as rasas, d'onde couiinuarara a ali- j
rar durante o resto da noile-
Cootamqueo senador aterrado pela primeira I
descarga, quiz relirar-se para lugar menos ans- ''"
cado ; mas que os olliciaes da sua tropa o demo-
verara desse intento, declarando sua presenca
indispensavel para anima^o dos seus, e promul-
tendo-lhe o inumpho com esla condigno.
Osucccssso .los rebeldes dependa do primeiro
choque, porm tendo falhado esle, nada mais de-
via Torres -sporar. Suas tropas durante a noile
temendo a artilharia, nao appareceram mais na
ra, e mesmo foram desellando iucessaiilemenlo
e passando-se para o lado do governo de lal for-
ma que ao amarillecer do dia seguinte Torres
| acnando-se quasi s, (ugio espalhando que se re- ciava-se am de
lirava para o Piauhy. O presidente mandou ap
prehender-lhe os papis, e nellea deparou iodo o
plano do ruolinj; era principio de Janeiro de 1SU
vollou para o (loar, e ahi achiva-sca 10.
Uuando S. Exc. parlio da capilal e:n novembrb,
os cheles da opposicao, corneja disse, mandaran)
para S. Bernardo o Aracaly agentes seus com o
tim de sublevaren) estas duas vil as : c entre el-
, les sobresahia o facauhoso Ayres, que unido aos
; Caminhas, a 23 do uovembro aiacaram S. Bernar-
do, apoderaram-se dola, prendoram o coronel
Joao de Castro e Silva Henezes, o juiz de paz e
oulras autoridades, que remolieran) presas para
a capilal, sorprendern) o destacamento, e infun-
I diramo terror nos espirito* dos seus adversarios
I polticos.
No Aracaly, no mesmo dia eslava ludo prepa-
: rado para uma sorpreza identiea ; havia gpnie ir-
: mada escondida em casa do juiz de direito Anto-
nio Jos Machado e n'oulras mais para darem o
aasalto pela mandas; mas a vigilancia das autori-
dades fez aborlar lodo o plano, eo juiz de di-
; reilo leve do fugir.
nominada Caissra, dozo leguas para o interior de
Baluril ; e desse ponto mandou propor no pre-
sidente, uma negociarlo, compro netlendo-se
depura* armas mediante a eondicao de deixa-lo
i si e a sua gente sollos. S. Exc. nao conveio na
proposico, e mandou-o cercar por tal forma,
que elle vio-so compollido entregar-se a 19 de
Janeiro. Foi mettido bordo do uma emharca-
_uerri surta no porto, leudo por compa-
nheiros a seu irmao o lente Luiz Xavier Tor-
res, a seu cunhado o alferes Lins, c ao paizano
Antonio Carlos da Silva Jatahy ; e d'ahi foram ao
depois retneltidos para o Ride Janeiro, fallan-
do dessa scdicao militar o alteres Jacaranda, que
so nao entregara.
_ Desembarazado o sena lor Alencar, dessas sedi-
roes, que arrostrara e levara de vencida, cuidou
ue espaldar tropas pelos domis pontos da provin-
cia, sob o pretexto ostensivo da maouiencao da
ordem publica, quando essa providencia asso-
segurar o xito das el-iroes que
devorara proceder-se, e que linlnm motivado le-
dos o* disturbios referidos.
A 0 de marco leve lugar a de senador, em
substituir..) do fallecido Dr. Joao Antonio Rodri-
gues de Carvalho, da qual resulten a escolha im-
perial do cousolheiro Antonio Carlos Machado do
Andrada e Silva, candidato do partido ilencari-
no; e logo depois seguio-se a de deputados
quinta legislatura, vencendo o mesmo partido
nos seguinles senhores eleitos: Manoel do Nasci-
raento de C-istro 0 Silva, vigario Carlos Augusto
Peixoto do Alencar, Vicente Ferreira de Castro e
Silva, padro Jos Ferreira Lima Sicupira, Dr.
Francisco de Salles Torres-Homem, Dr. Joao Ca-
pi-trano Bandeira de Mello. Jos Mariano Caval-
pondotain nao naver.
A pos isto, volveiido a referida senhora para o
interior da casa, aquellos individuos acompanha-
rara-n'a ; eaopjssar ella pelo porta da sala de
jamar correrm a chave na porta da cozinha, on-
de estavam osescravos, seguirara-n'a anda dous
licando o oulro de viga na entrada, apoderaram-
se della em seguida, e comecaram a morlica-la
a fin de declarar-lhes onde existia a chave da
burra.
Nesto intento, lanraram a senhora ao chao, li-
zeratn-lbe um leve [crbenlo na cabera, o con-
seguirn) aflnal alordoa-la, portal forma que o
terceiro dos ladros a seu salvo dirigio-se ao so-
lao, d'ondo tiro .i do quarto do Sr. JosJerony-
mo Monleiro varios otvjoctos deouro de algum
valor.
BealisaJo o intento criminoso que guiava a es-
ses atrevidos 'arapios, sahram sem embargo al
gum, e sem que se loaba podido conhecer quera
ellos fossem.
No dia 22 (orrainou-se o setenario das Do-
res, promovido na cathcdral de Olinda pelo Rvm.
conego Joao Clirysoslomo de Paiv.i Torres ; e rio
seguinle celebrou-sea fesla da Senhora daquelia
invocacu com a pompa c a solemuidade devidas
eo culto da Mi de Dos.
O templo eslava decorado com magnificencia
a par da qual sobresahia a do culto e o brilhan-
lisrao da illuminac, sendo alm disto boa a mu-
sica.
Tocou igualmente a msica da guarda nacio-
nal na fesla c no Te-Deum, actas que foram mui
coacorridos por pessoas de todas as gerarchias e
pelo respectivo cabido.
Orou em ambos os actos religiosos o referido
cacti de Albuquerque o Jeaquim Ignacio da Cos- Sr' co""Joao Chrysostomo.
la Miranda. As primarias, secundarias e de
morabro* da assembla provincial, liveram idn-
tico resultado.
Em abril, recolheu-sc ao Cariri, o coronel Bar-i
ros, coma sua gente, leudo cooperado foi lamen-
te para o ganho das eleiroes no sentido da chapa
da coronel Thomaz de Aquino rimo Bandeira,!
Vendo os vencedores de S. Bernardo que o pla-l '!Ue Sa"h.ou m a desenador, cujos veanles sen-
no tinha abortado no Aracaly, entraram a reunir S elei,ores 'elhos. eram-lhes contrarios.
I or occas.ao da eleicao de depuudos geraes,
ero S.Malheus, houve urna duplcala vergonhosa e
irrisoria. O collegio dava ordinariamente vinle
gente e preparar-se para ir atacar esla villa, on-
de Viviana em continuados sustos pelo receio de
ver chegara cada momelo a gente inimiga. Ti-
nha-sn d'ahi requisilado auxilio da capital, m.-s
esle auxilio lo desojado ej annunciado, larda-
va muilo a apparecer ; lodavia no dia 23 de de-
zembro o (euente-roronel Queiroz chegou do
Aquiraz com 80 homens, o major Thomaz Lou-
renco j linha tamben) ali chegado procedente
da capilal com 50 pracas, e eslava-so a espera a
cada momento do lenle Manoel Vicente e do
alteres Jos Mara com 20 pracas ; os quaes en-
traram electivaraenle no mesmo dia a noite.
Ayres, no entretanto, tiuha-so posto lesta das
torcas reunidas em S. Bernardo, e murchava com
ellas sobre a villa, divulgando-se para logo quo
elle j se acliava na Passagem das Pedras, dis-
tante tres leguas O juiz de direito interin, Ma-
noel Dias Marlins, poz frente das tropas regu-
lares o major Thomaz Lourenco, e ordenou-lhe
que na tarde do dia 23 marchasse ao encontr do
Inimigo com parle da gente que havia na villa ;
ello parti de tarde com effeilo, e nestu mesma
occasio recebeu um oflicio de Ayres, em quelho
participara, que vinha testa de 1,800 pas de
fimilia para aqnella villa com o fim de lomar
cinganga- de cerlos individuos, e que esperava
que naopozesse o menor estorvo sua marcha e
fim,
Thomaz Lourenco execulou sua marcha com
tao poucas cntelas que, duas leguas da villa,
cabio j pela bocea da noite n'uma cilada, que Ihe
teria sido mui funesta se o inimigo enlendesse
mais de estrategia, sim, elle nao presen lio que
o iiiraigo. avisado da sua marcha, so havia es-
condido no mato espera de que passasse com a
sua gente ; o que feilo, quando se achou alm do
inimfgo, j cortado da villa, recebeu uma des-
carga geral, que Ihe maiou dous homens e teo
oulros mudos. Durante a noile porm rodeiou
elle o inimigo, e vollou para o Aracaly, onde
pelas 7 horas da .manha do seguinte dia (24) ap-
e-tantos eleitores, e a eleicao regular deu ento
um resultado no senlido dos candidatos do parti-
do governisla; mas, oppuzerarn-lhe os opposicio-
nistas uma acia forgicada no Saboeiro, que im-
provisaran; de collegio, com in e cena eleitores,
numero quo exceda quclle dos eleitores reuni-
dos de toda a provincia; de maneira que com
essa volacao corrada sahiara deputados os can-
didatos da opposicao. Es*a duplcala foi annul-
lada, corno o devia ser, pela cmara dos depu-
tados.
A' 3 de margo ainda appareceu uma tentativa
do sublevacao em S. Bernardo, dirigida por
Caminhas, Abreu, Bessa, Jos Berilo Freir,
Joao Florentino c outros quo eram suscitados
sempre pelos cheles da opposicao. Comecaran
linda a reunir genio ca fazer cartuchaiue ; mas
mandando o presidente ordem dos prender, a
polica poz-se nesla diligencia ; em casa de Joao
Florentino e do outros enconlrou armamento,
que apprehendeu, nao obstante a resistencia que
quizeram oppr suas pes.juizas ; o por este
modo fezdcsapparecer os receios de rompimento
que se liriham insinuado na populaco.
A opposicao guerreiava a todo o transe a ad"
ministrago do senador Alencar, e linio o nci-
tava que elle, em reliliago, deixou-so levar
excessos deploraveis, ponto de tolerar que se
cercasse por tropa durante noile, umi lypo-
graphia da opposigao. deitussem abaixo as ponas
golpes de machado, quebrassern e desiruis-
sein todos os uleusis e finalmente langassern -
ra os typos. Aps essa lula S. Exc. passou a 6
de abril a adminislrago ao vice-presidente Joao
Pacundo de Caslro Menezes. e retrou-se para a
corle, em consequencia de ter a 23 de marco
subido ao poder o ministerio Paulino.
A 10 de maio chegou capilal o brigadeiro
Jos Joaquim Coelbo, que fora nomendo pelo no-
vo ministerio para substituir ao senador Alen-
Hoje comec.a o concurso para o preenchi-
raenlo das cadeiras vagas de instruccao pri-
maria.
Sao examinadores os professores Miguel Ar-
rhaujo Mindello e Antonio Bulino de Andrade
Luna.
As eleicoes de Cabrob nao se realisaram,
segundo as noticias que dahi temos, havendo si-
do interrumpidas por abusos commellidos polo
subdelegado Bomarico Francisco dos Santos e
pelo juiz municipal supplente Jos Vid', rio da
Silva.
Havendo este prendido no dia 4 o juiz de paz e
delegado de polica Jos Soares de Mello Avel-
lins, da parcialidade eleilcral daquelle subdele-
gado, pelo prelexlo de haver comprado o referi-
do Avellins uma escrava criminosa, fado que no
seu entender constitua o crime de eslellionalo, o
subdelegado supracitado no dia seguinte proce-
deu igualmente pira cora o juiz municipal indi-
cado como iniciado em crime de homicidio, dan-
do lugar taes oceurrencias perlurbacoes queim-
possibililarara o processo eleitoral, 'e estiveram
a ponto de arriscar a seguranza individual.
Taes aclos reaccionarios erara evidentemente
dictados pelo espirito do vencimenlo das urnas,
nulilisando-sc por essa forma aos cicladnos ; tan-
to mais quanto v-se que o juiz de paz fora pre-
so com o fim de ser arredado da presidencia da
mesa parochial, que Ihe compella na forma da
lu.
Trados, pois, ellos ao conhecimento de S. Ex.
o Sr. presidente, in contnenli foram dadas as
convenientes providencias, sendo demittido o
delegado e subdelegado, e mandado responsabi-
lisareslc e o juiz municipal que foi suspenso.
Alm desta providencia, S. Exc nomeou para
delegada daquelle lermo ao capiao do dcimo
balalho Manoel Pereira do Souza Burity, que
para all marcha.
ODr. juiz municipal de Olinda, Agostinho
Ermelino de Leao Jnior, foi nomeado delegado
de polica daquelle termo.
N5o era possivel quo a nossa igreja catho-
lica deixasse impune oscrimes que. como os fe-
rimenlos que se deram ltimamente na S de
Olinda, aggrava a casa de Dos : pelo officio
abaixo transcripto conhecer o publico que o Sr.
Dr. vigario geral est cuidando era abrir o pro-
cesso para conhecer, e convencer os verdadeiros
culpados, e finalmente impr a pena de excom-
rounhao maior. em que incorreram pso fado os
criminosos, contri os quaes manda desde ja pu-
blicar a pena para regular as consciencias da-
quejles fiis, que j os conhecerera.
E' louvavel esle precedfmenlo do Sr. vigario
geral, e fazemos votos para que possam ser des-
c&berlos os culpados, aflm de que sendo punidos
tambera espirilualrocnle se oblenha a correcc.iu
de tantos impos, cujos espirilos nao podem cn-
correr ao templo para dar o sen voto sem possuir
a casa de Dos.
rt".VRariolgeral do bisPaao de Pcrnambuco, em
20 de setembro de 1860.
Reunido o collegio eleitoral dos volantes des-
sa freguezia da S. houveram pessoas, que fal-
tas de caridade para com seus irmSos. e esque-
cidasdo respeilo devido ao templo de Deus Vivo
perdelraratn mesmo dentro da cathedral, no di
S do corrate o horroroso crime de ferimentes o
tentativas de morte, derramando desle modo o
sangue humano na habilagaoda Graca, onde s-
mente devia correr lagrimas de arrependimento ;
e devendo este juizo desde j manifestar aos Deis
o grande sentimento de que est possuida a igre-
ja catholica applcando as penas que era taes ca-
sos sao impostas pelos caones, cumprc que Vmc
declare por tres vezes na missa conventual, lodos aquelles que como mandantes e mandata-
rios concorreram para semelhanle crime, incor-
reram na pena de excommunliao miior e eslo
todos ipso faci excommungalos, quaesquer que
sejam suas gerarchias, nobrezas ou sempee*.
deixando, porm. a declarado dos nomos de
taes excommungados para quando. porsenteona
deste juizo forero conhecidos c convencidos. '
Dos guarde a VmcRvm. Sr. cura da fre-
guezia da S do Olinda.O vigario geral, Anto-
nioatunAa e Figueiredo.
Da provincia de Sergpe recebemos noticias
pelo Persmunga entrado a 2 i do rorrete, as
quaes alcancam a 12.
No dia 10 tinha-so dado all na capilal, na ra
denominada do Topo, pelas 3 horas da tarde, o
incendio do sele casas de palha ; e toda a ra se-
ria presa das chamrnas, a nao ler sido a energa
desenvolvida pelas autoridades para a exlinccao
delle.
o rrcaio-eme da provincia foi pessoalmente ob-
servar o efleito dessa caiasiroplio, e recomraen-
dou ao chofede polica algumas familias pobres,
que liaviaru ficado sem asylo.
Sobre aseleices damos as noticias que encon-
tramos no Correio Sergipense :
Segundo as noticias recebidas no dia 7 do
setembro, leve lugar a eleiro de juizes de paz e
vereadores, as seguintes freguezias desta pro-
vincia. r
Aracaj, Larangeiras, Maioim. Santo Amaro,
Pe do Banco, Divina Pastera, Capeta, Rosario,
Simao Dias, Ilabaianaa, e Campo do Brilo.
Em tolas ellas correu o processo eleilcal
sem maior novidade. a excepcao de Sanio Ama-
ro, Rosario, Simio Diase Cupo de Brilo.
Em Santo Amaro, estando a mesa presidida
pelo segundo juiz de paz, no dia 9, esse juiz de
paz o mais dous msanos, julgando-so coacto*
pelo povo que tf elle eslava era opposicao, aban-
donara a mesa, polo que o quarlo jiz de paz
visto quo o terceiro era um dos msanos que li-
nha-se ausentado, lomando a presidencia, reor-
ganisou a mesa parochial, o continuou os Iraba-
lhos que se lio ;.ii.i:u no dia 10.
O governo da provincia logo que soube desle
acontecimenlo mandou que o juiz de direito da
comarca acompanhado pelo capitn Manoel da
Cruz o Mello equatro pracas se dirigisso aquelle
lugar, e syndicasse de lado, atlrn do que o mes-
mo governo podesse por meio de uma pessoa im-
parcial o insuspoila chegar no conhecimento da
verdade.
O juiz de direito com ofleiio ahi estevo no
dia 9. o tomn cniheciinenlo de ludo.
Em Siuo Dias, segundo oilica o juiz de paz
presidente da mesa parochial, houve alguma agi-
laco na matriz, a qual terminou quando um ou-
lro juiz de paz se rolirou, o (o 3o) suppondo a-
queile que foi fazer uma segunda eleicao da
parlicipacao porm do chele de polic'ia que se
acha em coramisso na comarca, nada consta a
respeilo.
Em Campo do Brilo a mesa parochial, segun-
do participa o Dr. chele de polica, s se organi-
sou no d:a 8 a larde, porque tendo-se tornado
impedidos os juizes de paz da freguezia, foi pre-
ciso que o do lugar mais prximo, o 2o do Itahai-
auna, viesse presidir o* Irabalhos eleiloraes. os
quaes conlinuavam sera maior novidade at a ul-
ma hora.
No Rosario, foi infelizmente alterada a tran-
quillidade publica, alteraro porm que segundo
asparticipaces recebidas "nao -jlfectara o proces-
so eleitoral.
No dia 8 as 4 horas da larde estando a proce-
der-se a V chamada do votantes, suscilou-se
urna grave questio entre dous cidados, que pro-
duzio uma grande desorden), da qual reeuliou li-
carferido o juiz de paz presidente da mesa e mais
dous ou Iros cidados.
Retiran lo-so aquelle juiz de paz, o imme-
dialo em votos fechou e lacrou a urna, entregou
uma das chaves a um parlo, e oulra ao oulro,
suspendeu os Irabalhos al a decisio do go-
verno.
O presidente logo que leve noticia desse a-
coiilecirnenlo mandou marchar dez pracas sob o
commando do major Car.ipcba dispsiro do
juiz de direito da comarca, a quera mandou que
se dirigisso cora toda a urgencia aquelle lugar, o
mandasse continuar a eleiro sob a presidencia
do legitimo juiz de paz, no caso de nao soll'rer n-
comraodo grave de saude, ou enlo polo imme-
diaio em votos, que no caso de lor havido derra-
mameulo de sangue, essa eleicao proseguisse no
lugar mais asado e proprio que ahi houvesse, que
mandasse o promotor promover os respectivos
processo* contra os culpados, e que llzesseos pre-
cisos corpos de delicio.
Do nada mais se lera conhecimento at a pr-
senla dala.
Neste momento livemos noticia corta de que
as eleices era S. Chrislovam e Ilapnranga pro-
cederam-se com a maior ordem, e regularidade,
e eslao terminadas.
Foram recolhidos casa de delenco no
dia^24 do correnle, 3 homens e3 mulheres, sen-
do 5 livres e 1 escrava, a saber : 1 ordem do
Dr. chefe de polica, 3 ordem do subdelegado
do Recito, 1 ordem do de Sanio Antonio, e I
ordem do dos Afogadas.
Mataoocro publico :
Mataram-se no dia 25 do correnle para consu-
mo desta cidade 9i rezos.
Mortalidad! uo da 25 :
Vicente, preto, escravo. solleiro, 35 annos ; pe-
i neumona.
i Joaquim, branco, 3 annos ; gaslro intente.
Firmina, prola, solleira, escrava, 30 annos ; ple-
lebile.
Shara, preta, escrava, 1 anno; sarampo.
Julia Augusta Gama, parda, solleira, 17 annos ;
phthisica.
Isabel, prela, escrava, 8 annos ; desinteria,
Josephina, branca, 5 mezes, convulses.
Albina, prela, escrava, solleira, 13 annos: be-
ligas
Hospital de caridade. Existera 57 ho-
mens e 59 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, el mulher escrava, total 123.
Na totalidadedos doenlcs exislem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
; gio Pinlo, s 6 horas e 55 minutes da ma-
nha, pelo Dr. Dornellas s 7 horas e 1/4 da
manha, e pelo Dr. Firmo s 6 horas da lar-
de de hontem.
COXSILADO PROYIXC.AL
Mtcraces as casas abaixo declara-
das, pcrteiicentes a freguezia de S.
Pedro Goncalves, feitas pelo lanca-
dorJoao Pedro Jess da Malta.
Ra da Scnzalla Velha.
N. 36. Herdeiros de Joanna Maria da
Trndade, um sobrado com duas
lujas e deus andares ludo por.... 700000
dem 40. Manoel Figneiroa de Fa-
ria, uma casa terrea arrendada
, Pr-:;............................ 180j(t0
dem 42. Antonio Rodrigues Lima,
um sobrado cora uma Toja e dous
andares arrendado ludo por...... 6804000
dem 48. Irmandade do S. Sacra-
mento do Recite, um sobrado com
uma loja e tres andares com solo
arrendado ludo por............... l;150jfO00
dem 50. Herdeiros de Bento Fer-
nandos do Passo, um sobrado com
qualro tojas e um andar com so-
lo arrendado ludo por.......... C12SO0O
dem 58. Miguel Joaquim da Cosa,
uma casa terrea arrendada por... 2-iOjjOOO
dem 62. Irmandade do Rosario do
Recite, urna casa torrea dividida
a frente arrendado ludo por...... 2401000
dem 68. Viuva de Jeronymo Lufz
da Costa, um sobrado com uma
loja c rious andares ludo por..... OOgOOO
dem 70. Joao Joaquim da Cosa
Leile, herdeiros de Tertuliano
Cardoso de Gouveia o outros, um
sobrado cora urna loja e 3 anda-
res arrendado ludo por........... 852S0C0
dem 72. Irmandade de S. Pedro,
casa Wrrea arrendada por........ 200*000.
dem 76. Viua e herdeiros de Joo
Vazde Oliveira, ura sobrado com
uma loja e dous andares arren-
dado tudo por.................... 9240OO
Mera 78. Os meemos, ura sobrado
cora uma loja e dous andares ar-
rendado ludo por................. 720JJOOO
dem 80. Mostciro de S. Berilo, um
sobrado cora tres tojas e um an-
dar aarendado ludo por.......... 70O?000
dem 82. Candido Alberto Sodr da
Molla, um sobrado com urna loja
e um andar arrendado tudo por 600000
dem 100. Luiz Antonio de Siquei-
ra, ura sobrado cora uma loja e
um andar arrendado tudo por.... 600;0O
dem 104. Jos Baplista Ribeiro de
Farias, uro sobrado cora qualro
tojas e ura andar arrendado ludo
, Por-:;VV....................... 8J45O0O
dem 112. Joaquim Luiz Vieira e
illhos de Jos da Silva Braga, ura
sobrado cora uma loja e tres an-
dares arrendado ludo por........ 1:3202000
dem 120 Joo Jos de Carvalho
Moraes, uma casa terrea arren-
dada por......................... 1505000
dem 126. Herdeiros de Anna Per-
petua Ferreira da Costa, um so-
brado cora uma loja e dous an-
dares arrendado tudo por........ 8i0c000
dem 1. Antonio Pedro dis Neves,
sobrado com uma loja e um an-
dar arrendado tudo por.......... 300;000
dem 9. Jos Rodrigues de Araujo
Porto, casa terrea arrendada por. 1503000
dem II. Q mesmo, casa terrea ar-
rendada por.......... ........... 1205000
dem 19. Herddiros de Antonio
Francisco Duarte Velloso, casa
terrea arrendada por............. 150-*OCO
Trvessa do Campello.
dem 2- Manoel Jos Cabral, um so-
brado com uma loja e dous an-
dares arrendado por.............. 432.JO0O
dem 4. Antonio Ramos, um sobra-
do cora uma loja e dous andares
arrendado por.................... 366*000
dem 1. Joaquim Goncalves Ferrei-
ra, sobrado com um loja e dous
andares arrend.do por........... 740S003-
dem d Joao Jos de. Carvalho Mo-
raes, casa terrea arrendada por .. 120003
Travessa da Senzalla Nova.
dem 4. Francisco de Miranda Leal
Ser, sobrado cora uma loja e
dous andares arrendado por..... 450SOOO
dem 6 Viuva e herdeiros do Jos
dos Santos N'iiucs do Oliveira,
ura sobrado com uma loja c dous
andares arrendado por........... 900*000
Buceo Largo.
dem 3. Jos Goncalves Torres, ca-
sa terrea arrendada por......'___ 120SOOO
dem 9. Viuva e herdeiros de Jos
Diogo da Silva, casa terrea ar-
renJida por...................... 84*003
Ba da Senzrila Nova,
dem Irmandado do Rosario do
Recito, casa terrea arrendada por 200JO0O
Idern 6. Herdeiros de Maria Besa
da Assumpcao, sobrado com uma
loja, um audar e solo arrendado
'1,dPr.....;.............. 510$000
dem 8. Irmandade de S. Benedic-
to, casa terrea arrendada por.... 120S00O
dem l. Miguel Joaquim da Costa,
casa terrea arrendada por........ 3003000
dem 12. Jos Pereira, uma casa
terrea arrendada por............. 660.>OJ0
dem 1). Irancisco Manoel da Sil-
va Tarares, sobrado com urna lo-
ja e dous andaros arrendado ludo
Por............................... 72OS00O
dem 16, Mathas Lopes da Costa
Maia, sobrado com uma loja e
dous andar* arrendado tudo por CG03000
dem 18. Testamentaria de Manoel
Fernandos Guedes. sobrado com
urna loja e dous andares arren-
dado por......................... 605;000
dem -21. Dr. Pedro Rezcrra Perei-
ra de Araujo Boltrao, casa terrea
arrendada por.........'...... .... 12CSO0O
dem 36. L'baldina da Silva Quei-
roz, rasa torrea arreudada por.. 3O0;00O
dem 38. Mariana da Cimba Teixei-
ra e Bernardo da Cunha Teixeira.
um sobrado com uma loja e um
andar arrendado por............. 500000
dem I. Herdeiros de Antonio Joa-
quira Rodrigues, um sobrado com
uma loja e ura andar arrendado
. Pr----:.......................... 360SC0O
dem y. Joaquim Francisco de Azc-
vedo, sobrado com uma loja e
dous andares arrendado por..... 672*000
Correspondencias.
Srt. Redactores. Leudo em seu conceituado
I Diario de hoje 25 do correnle um corresponden-
cia do Sr. Joao Vieira de Mello e Silva, tratando
das respostas dos mena escriplos publicados em
sen Diario, a qual nao posso responder com a
brevidade que desejava : porque a cada momen-
to espero os documentos que mandei vir em C-
mara : entretanto descanse o Sr. Joo Vieira, o
nao se afflija que haveraos chegar ao ponto de-
sojado, nao de levaolar uma ponta do veo, mas
sim lodo. Sua vida domestica para mim ser
sempre objeclo sagrado : porm a publica nao,
porque muilo necossiio pola em uma colleccao,
lo importante a considero.
Pela publicaclio destaslinhas muilo agradecer
o seu constante leilor
S. I'aes de lotiza.
Recite, 25 de setembro de 1860.
Srs. Redactores.Conslando-me que alguem
manejando a infamo arma da intriga, lera trata-
Jo de ridicularisar-me, allegando que fui com-
prado pelo partido conservador, etc., rogo a
Vmcs me concedan) que servindo-me do seu
conceiluado jornal, proleste desde j contra esse
procedimento de alguns homens que, nao tendo
oulro meio de vida, cncarregam-se de collorar
os oulros na mesma esphera em que se acharn,
lornando-sc assim os mais infames Helores da
repulaco alheia.
Nao me sorprendou esse boato, quando Icnho
presenciado a maneira iudigna e vergonhosa por
que lem praticado o Liberal Pernambucano, re-
forindo-so aos Srs. Mello llego, Dr. Rulino c ca-
pilo do porto ; e se me deliberei a esclarecer o
publico tal respeito, foi cora o nico fim do
previnir a esses meus detractores, que conservo
anda as minhas ideas liberaes, e fiue nao rene-
garei nunca della*.
O titulo de liberal nao compete esse partido
condecido por praieiro ou luzia, salvo se qui-
zercm que a liberdade soja a anarrhia.
Sou conservador, sera deixar do ser liberal:
porque o partido conservador o partido liberal
porexcellencia, o partido que se acoberla com
o pavilho da liberdade, sem querer degene-
ra-la.
Cornquanlo ainda leigo em todos os conheci-
mentii* polticos, nodeixo, entretanto, de com-
prehender que a poltica nao a intriga, que a
liberdade nao a antrehia ; llnalmeute, que sei
spr poltico e nao ser insolente : isto aos meus
inimigos. Agora ao respeitavel publico.
Tem alguem dilo que eu fui comprado pelo
pariido conservador para pleitear a eleicao da
freguezia de Sen-Fre Pedro Goncalves; e nao
para juslificar-me que hoje rae aprsenlo, por
que sou bem conhecido nesla proviucia, c feliz-
mente apreciado por alguns de respeitavel posi-
co que nos dispensam alguma estima : e lo
somenle para esclarece-lo.
Se cu inlervim na eleicao daquelia freguezia
foi porque julguei que podia faze-lo da mesma
maneira que oulro qualquer hornera que so
sebease tambem no gozo de seus direitos do ci-
dados o podia emprehender".
Se irabalhei pelo partido conservador, nao fiz
mais do quo seguir os meus inslinctos, o Ireba-
Ihar bem do pariido cujo credo confesso.
Que isso, nao fui levado pelo interesse, sa-
bem lodos que me conhecem, e diro mesmo os
do pariido contrario que impsrcialmonle fal-
laren).
Nao ser muilo que eu tenha sido comprado,
e que isso proclame a podiido desso partido,
quando o seu chefe arvorado leve a desconhe-
cida habilidade de condemnar a presidencia da
provincia.
Tcuho cumprido o raeu intento, declarando

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xr

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MARIO DE PERffAMBUCa QCTARTifc fElRA 96 0t MTEMIKO DE I**,
que nao fui comprado massim levado pela con-
viccao que me assste.
Sou, Srs. redactores,
Manoel da Siten Jacome Pesoa.
Recite 25 de setembro de 1860.
Vem hoje o Sr. Caetano Alves de Souza Filguei-
ras, ex-delegado de Olinda, como que querendo
fuer acreditar que nenhuma pjrte lomara, ou
nenhuma acco pralicra que se deduzisse que
elle houvesse trabalhado a favor desle ou daquol-
le. por occasio de se proceder as ultimas alei-
jdea populares.
Ora, Sr. Filqueiras. de\o-se dessas protes-
(aroes, proteslacoos apresenladas somente para
aquelles que au toram lesiemunhas occulares do
quo occorreu en Olinda. corno nos o fimos.
Bem sabemos que S S. nao aspira alias func-
ooes, e que por amor das quaes se envolvesse
m cleices ; nao, disso nao nos persuadimos,
porque essas altas funeces s sao para os lio -
leas de verdadeiro mrito e nunca para nos ou-
tros. Mas entretanto po lia-so ler envolv lo Bes-
se processo por amor a um amigo, ou ser captivo
de agradinhos desses novos mancebos lao ama-
veis en oseu trato e convprsaeao, nunca compa-
raveis com essis aniipathicas comuiunicaces
aristcratas e afidalgadas que quasi sempre soem
esses titulares, etc., etc.
Ora falle ingenuamente ; nao se inclinou S. S.
neis para o la lo de onde o fueram candidato,
nusmo por seren ollas cxcelleiitcs mocosf Se
p ner os ollios em Dos e a mo ni conscieucia,
nunca ousar diserque nao. Ag ti o que ver-
da le, quo como er3 S. S. aulorlado nao llio
eslava bem Iraballnr ostensivamoDto, o que fez
mui sarralciramente, no que obrou em regra,
misino para estar com uns e com outro-. E nao
se diga que S. S. nao eslivesso no seu direilo,
eslava stm e planamente, por quinto sondo o
cidaJo livre, -llie outorgida portinlo a incli-
nar-se mais para um candidato do que para o
outm.
0 fado porm de estar S. S. vvenlo entre nos
desde 1Sf7, e nao se ler rnelti lo durante esse pe-
r lo em poltica, nia prova o n.io ter-ae agora
envolvido: o que se rollige d.ihi que nonlium
can li lato antecedentemente apresentado nunca
la agradou tasto, n-'m nunca mereceu-llie tan-
ta sympathia, que por ellos se resolvesse a ira -
balitar. Eslava reservada tal inclinarlo para o
Ilustre Dr. Silvlno Cavalcanli, a quem o felici-
tamos por tal coadjuvaco.
Como l'ernambucanos que somos, assi agra-
decemos ao Sr. Filguciras pela demonstrarn de
nmizade e de amar que diz ter por esti proviu-
ch, e pois desejaraos que nella permanecendo,
P issa scntpre vivor quieto e tranquillo como
anhela.
Recite 2 deselembro de 1860. -O espectador
Senhores redactores.E' claro, comprehonsi '
vel, evidente, que iodos os defeiio*, lodos o= fac- \
losimmoraes, lodos os crimes do Dr. Francisco
Teixeira de S, actual juiz municipal c delega i \
de polica da comarca do Pao d'Alho colligtdos, j
concertados e publicados pelos re nados, muito dignos correspondentes di muUoj
mais arredilada Hopa lira, n. 23cifram-se, em I
que o Dr. Francisco Teixeira de S, actual juu
municipal e delegado de polica da comarca de
Pi d'Alho, todo o casto desde a soa entrancia
na magistratura naquella comarca lem procurado
c cora efleilo conseguio agora de prximo na no-
vissima era das cleices, ergucr a balisa da lu,
contra a qual e alm da qual, a digna sucia dos
In lignados i\ao pdz p i-m ramo verde!....
Ora seja dito de passagem, assira de esgudha
e romo quem nao quer deflorar a virginal re-
putacho dos taes respeitaveis Indignados, que to-
dos conhecemos bem :esta gente gentinha de
moito boas parles! Patrilas donzellos ilux,
toda a prova, desde a palma das mos ate as
gargantas, dignas da antiga fabrica de Viegas!!!..
Porlanlo, nao ple haver resposla inris con-
lanea, mis cabivel, nem que melhor seja
apiadada por aquello farraivlio de Indgnalos,
raga genuina dos pastos de Pao d'Alho, do que,I
encorajar ao Dr. francisco Teixeira do S, actual
juiz municipal e delegado, e rogar-Ihe, que nao !
resfrie, nao recue d i senda dos seus deveros ;
conserve sempre ergu la e leza a balisa da le, j
vista da qual os Indignados se indignaran) tanto
por Ules ser vedado repetir no bojo das urnas as
Bas antigs o costumeiras falcetruas.Esbarra-
ram, iudignaram-se, deram volta intoira a d-
reila e esquerda, dizendo com os seus botos:
lubrado, safa A era nova !.....
Perianto, repelimos, cumpre ao Dr. S manler
q.uanlo em si coubpr a observancia da le, e a trju-
quil idade publica da comarca, no seu duplo carac-
ter oficial deixe embora bufaren] os peras Indig-
na I |J. Elle veri renascer na comarca, que foi
confiada ao seu desvello e solicitud*, a verdadeira
\ i Era de paz, de ordem edejuslica. Bem j
ditTorente, nao ha duvida, bem difireme daquel-l
la antiga era do venda nos do farrancho indlg-
: daquella era amorosa, em quo os Dlhos,,
is, alilhados. compadres e atius do dous
idiotas constituidos aqu autoridades a despeilol
di sua reconhecida, plena, absoluta e rasa nuili-
dile pessoal, puuham e dispunham a seu talen-
to do bem estar deste Pao d'Alho, agarrando-sel
re-rotas como outr'ora se ngarravnrn negros f-
gidos: solan lo-os se linhim algnm viniera, al-
guma gallinha, mulhor, irma ou lia geitosas.....
iniepondo conveniencias proprias ao direilo de
parles; arremalando-se e empalmando-se bem
de urphiis o ausenles revelia ; o que. consta
nos cartorios desla villa : perseguindo ou prote-
gen lo a quem Ihes fechava ou abra a bolsa : e
Como grina! la do lo los estes hnralos fetos,
emprenhando desovando o quebranlo urnas,
<| lando era conveniente eslragar-lhe os favos :
e l i lo isto, Srs. rodadores, ludo islo premedita-
do, Caito e consummado sem bulla, sem malina-
da, sem reparo, sem paraleiro, ser indignarn
olguina, oh nao era Don, gustoso e bello '?
Sira certamenle.Para tratantes taes como
c- Indignados, paraos vel ha eos, renaes e covar-
dades, era gastoso, bom e bello : porm o nina-
do da protervia e da picarda curio e epheme-
ro : os fi'slins do pagaa-mo, sao sempre pungen-
tes, breves e linalisrim com o de pro funds da
raco publica. Com esta lulara os Indig-
nados !
Quao nova vai correndo a Wova Era do P.'io
d'Alho!(luo diversa da antiga era das cav-
Iba las J na comarca de Pao d'Alho se nao
coatara os lros e tacadas por horas: j com ge-
ral complacencia dos seus comrcaos se ve va-
rejar algum engenho de Indignados ji v um no
mil o Indignado IrancaOado para a cadeia e s
por obsequio dcixados de molo na sala da c-
mara porque innocentemente conviviera com reos
de polica.
Isto lamben] bom e bello !Assim, pois,
que cumpie acalmar e refrigerar a quentura da
in lignaco de t.i hnrala gen le, contra cujas ar-
tirran'iis e patifarias nos em Pao d'Alho (leamos
com olho aberto a pista.
/jianto acc&o crirae contra o marmange res-
ponsavel pelos"Indignado?, o contra o tal Balisa,
cor de mel de furo, l do Becife, pertence ao Dr.
S, se nao qui/.er dar ao devido desprezo esse
vomito de raes.
Pao d'Alho 21 deselembro de 1S60.
O* Accommodados.
Pttbiicacoes a pedido.
Para que o publico saiba quem o cidado
J.ourenro JuMiniano Pereira do Santn, mem-
bro preslimoso do intitulado paitido liberal (tes-
ta provincia, e ha poucos dias apresentado como
um marlyr do parlido, pedimos a publicacao dos
segantes documentos:
PRONUNCIA.
A vista dos enlerrogalorios de fl. 3 a fl. 14, e
depoimentos de (1. 27 a fl. 32 de 11. 31 a fl. 36,
e de fl 45 a fl. 50 v. dos quaes mosira-se que
os reos Francisco das Ciugas Duarle de Oliva-
ra, Jos Francisco de Souza, Jos Correia de Mel-
lo, Alexandre Jos Pereira, e Lourenco Jusli-
Dano Pereira dos Sanios compnnh.im urna qua-
drilha, quo se oceupava em roubar pelas es-
tradas e ras desta cidade, e que elTectivamcnle
faziam allacando alguns viandantes, bem como
pretas escravas. s quaes roubavnm os produc-
tos das vendas, ouro e mais objeclos, que com-
sigo trasiam, assim como roubavnm cavallns das
estribaras, fazendo arrombamentos, alm de
muilos outros furtos, que faziam, sacando cir-
teiras de algibeiras, illudindo os matulos, ans
quaes sublrahiam malreiramenle grandes sora-
mas, como aconteceu com um serlanejo nesla ci-
dado em urna loja na ra Nova, c ura malulo no
caes da ra da Praia, o que confessam os mesmos
reos; julgo procedente o prsenle procedimenlo of-
Acial,e pronuncio os reos Francisco dasChagas l)u-
arte rt*01ivpir.i,4os Franciscod'Souza, Jo?Correia
leMello,Alexandre Jos Pereira, e Lourenco Jus-
tinianno Pereira dos Santoscomo indiciados, e in-
cursosno arl.269 do cdigo criminal, eosobrigo
a priso e livramento, e pnguem a3 custas. Quan-
to ao reo JoSo Damaceno ng resollando da3 pro-
vas dcsles autos indicios **.que Dzesse parte da
relenda quadrilna a que perteuctara os pronun-
ciados, julgo improcedente o presente procedi-
menlo oficial, e pague a municipalidade as cus-
tas cm proporcao. O essrivo faca remessa dcs-
les autos ao Dr. juiz municipal da l vara na
forma da le, e cumpra no meis o seu regimen-
t. Subdelegada da Boa-Vista 16 de oulubro
de 1852.Rufino Jos Correia de Almeida.
SSTENTAg.O DA PRONUNCIA.
Em vista dos indicios, e suspeilas resultantes
dos autos contra os reos mencionados na sen-
tenga de fl. 68 das quaes convera que se defeo-
dam regularmente, confirmo a mesraa senlenca
pagas as custas pelos reos, os autos autorisam as
mesmas suspeilas acerca de Jos Porliiio, Vi-
cente de tal. e Joao Jorge, contra os quaes nao
fui encamiiihada a presento aeco como se col-
lige da portara de II. pelo que convem que o
Sr. Dr. proraoror publico fazendo exlrahir as pe-
cas competentes desles autos intente contra elles
a arca o a que eslo sujeilos guardadas as con
diges legaes. Ocscrivo em cuja nio het esta
por publicada proceda cm ludo na forma do es-
tilo. Recife 8 de novembro de 1852.Manoel
Cletnentino Carneiro da Cunhu.
LIBELLO.
Por va do libello crimo accusalorio diz a jus-
tica publica aulora contra os reos Francisco das
Chagas Duarte de Oliveira, Jos Francisco de
Souza, Jos Correia de Mello, Alexandre Jos
Pereira, e Lourenco Justiniano Pereira dos Sa-
les o seguate: E. S. C. prever que os reos f i-
zendo parte de urna quadrilha de ladrees outr'ora
existente nosta eidade atacavam os viandantes
as ras e eslralas publicas. Provar que entre
oulros pralicarara elles os fictos sejtuintes : rou-
baraa certa porc&ode dinheiro no lugar deno-
minado becco da lenha. o Ura igual do urna car-
teira no Poco d i Panella; miis um relogio com
correle de um armazem na ra da Praia; ouira
cartera cora dinheiro a um se.-tauejo de Barrei-
ros; e linalmenle liveram parte no roubo, que
ltimamente soUreu o baro de Suassuna. Pro-
var que por isto su acham elles incursos lias
penas do artigo 2'33 do cdigo penal, gr.io m-
ximo por lor sido o crimn ravestidodas circuns-
tancias aggravantes' do nmeros 8 do artigo 10
do citado codig'). Nesles termos pede a juslga
publica que o presente se receba para que alinal
seja ni aos reos impostas as penas pedidas pira
sua correrlo e cxeraplo de uniros. F. p. e C.
0 promotor publico Tacares da Siloa.
QUESITOS AOJUltY.
1.O reo Lourenco Justiniano Pereira dos
Sanios praticou os fu'rlos referidos no artigo T
do libello ?
2 (l reo cemmetteu os ditos furtos ora vio-
len :ia feia pessoas '?
3.O reo eommetteu o crirae rom a circuns-
lauria aagravanlo de premiditaco ?
4.Existen) circumstancias atienuanles a fa-
vor do reo ?
Recife 16 de marco de 1853.
Sabuco de Aranjo.
O jury responden ao Io quesito, sim por seto
votos o reo Lourenco Justiniano Pereira dos San-
tos praticou os tactos referidos no arl. 2" do li-
bello.
O jury respon leu ao 2" quesito, nao por sete
votos, o reo nao eommetteu os tactos referidos,
cora violencia feila as pessoas.
O jury responden ao 3" quesito, nao por seis
votos, o reo nao eommetteu o crime cora cir-
cunstancia aggravanto de premi lilacao.
O jury respon leu ao 4" quesito, nao por una-
n ira idade da votos, nao existe circunstancia al-
lenuauta a favor do reo.
Sala das sesso<*8 do jury 1G de marco de
1853.D-oJaro Ulpiano Coelho Catanho, presi-
dente, Joao Manoel Ribciro de Couto, Januario
Alexaudriiio da Silva Ribello Caneca. Thomz de
Aquino l'onseca Jnior, Luiz Antonio Vieira,
i'lio-n*de Carvalho Paes de Andrade, Francisco
de Souza Reg Mouleiro, Manoel Caetano Soa-
rei Carneiro Monlciro, Manoel Duarte Rodrigues,
Joao Jos Innoceneio l'oggis, Joao Francisco
Regia Quinlella, Manoel Joaqun Paes Sarment.
SEMTENCA.
A vista da decisio do jury cora a qual me con-
formo, abaalvo aos reos Aloxaadie Jos Pereira,
e Lourenco Justiniano Pereira dos Santos visto
como conforme o arligos 37 e 7 do cdigo do
processo nao compele a jusiica publica a aecu-
sagao do crirae de furto. Pague a raancipali-
dale as cusas. Recite 10 de marco de 1853.
Jos Thomaz Nabueo de Aranjo.
Netas dos assenlarenlos de prisao de
Loarenco .lustiniuno Pereira dos
Santos.
Lourenco Justiniano Pereira dos Sanios, reco-
Ihidu cm 13 d" oulubro de 856 a ordem do
lllm. Sr. I)r. chee do polica por insultos.
Temi sido apresentado ao raesmo lllm. Sr. em
1 i do dito, nao vollou.
Lourenco Jusllniano Pereira dos Sanios, reco-
Ihido cm 28 de dezembro de 1856 a ordem da sub-
delegado dos Afufados por insultos.
Sollo re inisicao do mesmo em 3 de Janeiro
de 1857.
Lourenco Justiniano Pereira dos Sanios, reco-
Ihido em 14 de julho de 1857, ordem do dele-
gado do priineiro disiricio para avengaacoos poli-
ciaes.
Sollo em 21 de julho. requisico do mesmo
Lourenco Justiniano Pereira dos Santos, reco-
Ihido em 13 de marro de 1858, ordem do dele-
gado do priineiro districto, para averiguacoes em
crime de eslellionat>, incommunieavel.
Sollo era 15 de marro, requisico do mesmo.
I Lourenco Justiniano Pereira dos Santos, reco-
Ihido em 22 de abril de 1.S58, ordera do delega-
do do priineiro districto, sem parle.
Sollo em 23 de abril, requisgo do mesmo.
Lourenco Justiniano Pereira dos Sanios, reco-
Ihtdo era 27 de abril de 1858. l\ ordem do dele-
guio do primeiro dislricto, para avenguagoes so-
bre crime de estcllionaio.
Sollo em 30 do mesmo.
Lourenco Justiniano Pereira dos Sanios, reco-
lludo em 17 de fevereiro de 1859, ordem do
delegado do primeiro dislricto para averiguaroes.
Sollo em 1!) do dito, requisico do mesmo.
Lourenco Justiniano Pereira dos Santos, reco-
Ihtdo em 27 de oulubro de 1850, ordem do de-
legado do primeiro districlo, para recruta.
Sollo na nicsma dala requisico do dilo por
ler justificado ser casado.
Lourenco Justiniano Pereira dos Sanios, reco-
Ihido era 7 de novembro de 1850, ordem do de-
legado do pnmeiro dislricto, e a desposigao do ,
subdelegado do primeiro districlo dos Alegados, '
i preso em flagrante por injurias dirigidas o palru-
lln que eslava de ronda.
Fui a presenca do subdelegado dos Afogados
emll do mesmo para assislir a formaco da
]culpa.
Sollo a requisico do dilo, era 15 do referido
mez.
Lourenco Justiniano Pereira dos Santos, reco-
Ihida em 5 de dezembro do 1S53, ordem do
subdelegado dos Afogados, pronunciado como in-
curso no i" do art. 237 do cdigo criminal com-
binado com o art. 238 do mesmo coCigo, por
queixa de Jos Antonio Tinoco.
Fui apresentado ao subdelegado dos Afogados,
em 12 do mesmo para assislir a lormaco da
culpa.
Foi apresentado ao juiz de direilo interino da
primeira vara criminal, em 13 do dito, por ler re-
querido habeas-corpus. Vollou
Condcmnado a um mez de priso* simples c
mulla correspondente a melado do lempo pelo
crime previsto pelos arligos 236, 4o, 237 3 e
238 do coligo criminal, aor seotenga do juizo de
delegada d* primeiro districlo d'esla cidade.de
23 de mareo de 1858, confirmada por senlenca do
; juiz de direilo da segunda vara, cm grao d ap-
1 pellarao de 31 de maio do mesmo auno, nao po-
j dendo ser sollo antes de curaprir a referida penna,
l caso oblenha algum alvar de soltura, por outro
! crirae que den motivo a sua priso; o que ludo
| consta da ola assignada pelo escrivo do exe-
; cucoes crimes, Joaquim Francisco de Paula Este-
j ves Clemente, datada de 19 de dezembro de 1859.
Foi a presenga do subdelegado dos Afogados,
I em 19 de dczembio de 1859.
Por alvar do juiz de direilo interino da segun-
da vara, da mesma data e apresentado em 20 do
dito, foi mandado por em liberdade, visto ler ob-
lido urna ordem de habeas-corpus, e nao se fez
effectivo o referido alvar por se adiar embarga-
do por outro crime.
Por alvar do juiz municipal supplenlc da pri-
meira rara, de 23 de Janeiro de 1860, foi posto
em liberdade ; visto ter cumprido a pena de um
mez de priso, e mulla correspondente a motada
do lempo, por senlenca da delegacia, c confirma-
da pela primeira vara de direilo criminal em grao
de appellago.
Lourengo Justiniano Pereira dos Sanios, reco-
Ihido em 6 de julho de J860, ordera do delega-
do do primeiro dislricto, para averiguarles era
crime de es'eUionato, commettido em iransac-
goe qaie procurou eflectuar com Joao M.iHiiae da
Costa.
Foi a presenga do delegado do primeiro dis-
lricto, em 7 do mesmo para proceder a om acto
de perguola.
Sollo em 9 Jo dito requisico do mesmo. vis-
to ler verificado dos aulos de'perguntas feilas a
Joao Malinas da Costa e a Jos Alvea Texeira, que
nao empregou meio fraudulento para realisar a
venda das fazendas que fez aos mesmos
O escrivo.Trajano Evaristo Ferrao Castel-
Iq /franco.
Casa de detenco, 21 de setembro de 1860.
Mofina da mofina.
E' de presumir que o Dr. Trst5ode
Alencar Araripe, chefe de polica desta
provincia n5o poia ainda publicar O'
resultado das diligencias, que tem eito
para descobrir e PU.N'IU os autores daL
1 y USSiio, por 405 rs.
surra, que sofreu no engen'io Gai\:- Tres ditas de J
Dea copos por 15 rs.
Cinco latas vastas por 400 rs.
Doze carias de traques por 960 rs.
Onze latas cora saidinhas-do Nanles por 2j is.
Setenta e qualro garrafas vasias por I98O.
Dezaeeis Irascos v.isioa por S40 rs.
Urna baca de folha por 400 rs.
Doze rolheres de metal por lg rs-.
Ilezasels garrafas vssias por 820 rs.
Uma barrica com garrafas vasias por lg rs.
Dujm colheres de pralo baixa por 2% rs.
Duas olas promisaorias de Cavinno de Mallos
Simoes, passada a 3 de julho de 1855, & mezes,
da quaulia de 50g cada uma, por 50.
Uma dita de Aulonio Joaquim de Lima, pas-
sada a 27 de julho de 1853, da quantia de ris
130*620. por 6V53I0.
Uma dila de JoSo Leite do Reg Sampaio, pas-
sada em 9 de maio de 1851, 6 mezes, da quan-
lia de 100J rs., por 50 rs.
Urna diis dn Luiz Gomes Torres, passada a 9
de oulubro de 1851, 6 mezea, da quantia de
m
Qunndu lodos estes fogus-foreni accesos, t lia-
vegantes que quizerenf entrar de noile na Girnn-
do e elvegar ao ancorsdor de Panillae, deverao
conformar-se cora as indicacr,seguinle&:
Depoisde lerem recoiihecdol sua posico, por
observaces nuticas referidaslaojpharoes da tor-
ra de f.ordoiian e da Coulire.cnllocar-se-ho sobre
e linha que pwjecla o fugo xo branro d torre de I
Terra negro (Terre negrejo u foze alleriwlivamen-
le branco e vefmelho do Pontaillac e ahi se man-
tero al que lenham chegado. ao sul verdadei-
ro do pharol da Coubre. Ellos deverao enlo mu-
dar de rumo e fazer proa sobre o pharol de Cor- 1
donan aleo momento em que o f >go vermelhedo j
pcnhnsco (de la Faluise) se mostrar sobre a mes-
ma vertical que o do Terra-negra e seguir a di-i
recgo indicada por eslee togns at encontrar-se
com a dos fogos fixos vermelho de S. Georgia e '
das dunas de Suzac. I)irigir-se-ho enlo sobre!
estes dous fogos e guiar-se-ho depois successiva-
menta sobre os alinhamenlos seguintes:
O fogo lixn de Richara vislo pelp pharol fluc-1
luanle de Fallis; o pharol
ra
pois
havendo
cao ser
ngadar, que cubra o prego da avalla-; zac acharem-se enuiberles pela rerracao, os na-
arremataco feila pelo preceda adju- veganles reconheceru, avistando o pharol de
.. a fugo fixo branco di
erommo Manoel de Jess, pas- ponta de Grave, vislo pelo pharol fluctuaule de
rapes O pretO Joaqnun, poique 1105 saJ;1 a 17.'le fevereiro de 1849, 3. 6 e 9 mezes, Fallis ; o pharol a fugo Uso branco da ilha de
consta que esta' presentemente tratando' daJl,,i,l,,li,'> 7720O cada uma. por 100f*. Patirss, iata pelo tiuctuante de Mupon ; o fogo
riP ArJvxU* 2 A-lA lc-i V*e ae aescobrir, para ser devidamente Silva Cardeal e vo praga onr execuc.ao que Ihe. le de Mapor.
punido, O mandante do assassinato do!e.a,mjnh Domingos Jos daCunha Lagos, enoj So os fogos de Sao Georgese das dunas de Su- 1
infeliz GONZAGA, acontecido na
da Cadeia do Kecife ao meio dia :
senJo un facto raaisantigo, que a da
surra em Gararapes, deve sobre elle
de preferencia cabir o atino do NASCI-
MENTO.
Em tempo opportuno sera' este fac-
to historiado pelo
GUEES.
dicaco rom o abale da lei.
K para chegar ao conhecimento de lodos man-
dei passar cdiiaes qne serio publicados pola ira-
prensa e oflixados nos lugares do coslume.
Cidade do Recaa de 31 de goslo de S'JO, 39.
da independencia o do imperio do Brasil.
Eu Manuel Hara Rodrigues do Nascimenlo.es- gosde Tillis e de Richard, um pelo outro.
Corduan, o pon'o onde devem abandonar a linha
dos fogos de Peiihasco (de la Falaise) e de Terra-
negra, logo que avislassem o logo de Cordouan
claramente colorido le vermelho deveram fazer
proa ao S. F.. 1|2 F-- veidadeiro manlendo-se na
zona vermclha deste pharol al arslerem os fo-
crivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
COIOIERCIO.
Caixa filial do banco do
Brasil.
EM 25 DE SEIEttflKO DE 8G0.
A caixa desconla lelras a 10 0/0, loma saques
sobre a praga do Rio de Janeiro, e recebe di-
nheiro ao premio de 8 0|f).
A directora resolveu que nao houvesse des-
como no dia 29 do corrente mz.
lieeiraeo**
NOVO BANCO
DF.
PERHAMBUGO.
EM 25 DE SETi'MItrtO DE 1860.
O Banco desconla na presente semana a 10 O/o
ao auno al o prazo do 4 mezes e a 12 0/q at o
de 6 mezes, e loma dinheiro era contas correles
simples 011 com juros pelo premio e prazo que
se conveuciouar.
O lllm. Sr regedor do (ymnasin manda
avisar aos pas, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, meio pensionistas e externos
do Gymnasio, que no dia 22 do crreme princi-
pia o recebimeiilo das mensa1 idades, correspon-
dentes ao 4." trimestre do l." de oulubro ao ulti-
mo de dezembro do corrente anuo.
Secretaria do Gymnasio Provincial de Pernam-
buco 21 de setem'-ro de 18G0.O secretario,
A. A. Cabral.
No dia 25 do corrente, em praca publica do
Dr. juiz municipal da
Illuminacao dis proximidades de Perros.
[Cintas do norte.)
Cinco novos fogos ser" prximamente accesos
' durante todas as nuite3 lias proximidades do an-
j coradouro de Pe ros,
Um ["gofixo vermelho de 5 militas d'alrance
I enrj occesn sobre a pona do l'loumanach a en-
trada do pequeo pono desle nome
Dous fogos fixos brancas signatario a direccao
do canal occidental do ancoradouro de Perros,
i sero estabelecidna um perlo da ponto de Nanlo-
Bar, o outro a GS5 metros de distancia no S. E.
sobre uma lorrinha rrceiitemenle conlruida pro-
, ximo da fazt-nda de Kergear.
A direccao do canal oriental ser igualmente
i signalada por dous fogos fixos branros. allumia-
dos, um a 100 mlros atrs do signal de madeira
que serve ai-liialmenic de balisa de dia, o outro
primeira vara, escrivo
Bapsla, que tei lugar na casa das audiencias, perlo do moinho de "erprigent e 2865"mtros ao
depois de meio da, se ho de arrematar as di- S. O. do
Alfamlej^n.
Ilendimento do dia 1 a 2. .
dem do dia 25......
Ifitriiiicnto il.t alfundoj^a
Volumes entrados com fazendas
com gneros .
Volumes sabidos cora fazendas .
vidas activas da massa do finado Victorino de
Castro Honra pela maior quantia que tur olTerc-
cida pela tolalidade das mesmas dividas, cojos
nomes e quanlias ronstam do escripto em mao
do respectivo porleiro Jos dos Sanios Torres.
Pela adiiiinislraco do correio desla cidade
se faz publico que as malas que tem de ccnduzir
o vapor porluguez Mitl'ord Ha ven para os por-
tas do sul sorao fechadas boje (26] ao meio dia.
Tribunal da conunereiii.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Periiambuco se faz publico que fica
registrado nesta data o papel d*disirato que cm
15 do correle fizeram Jos Alves Fernandos e
28.i67jl9l Jos Feliciano Pereira de Lira, dissolvendo a sua
16.18dj4(j" sociodade, iicando s socio Feliciano desonerado
------------ I de loda a responsabilidade, e embolcado do ca-
264 G5zq>598; pila] com que enlrou para a mesma soriedade,
cm dinheiro e letras, e o socio Peruandes obri-
gado pela liqnidaro.
Secretara do tribunal do commercio do Per-
nambuco 25 de setembro de 1860,
23j Dinamerice Augusto do Hego Raugel.
No impedimto do oflicial maior.
O
14S
com gneros
197
417
------614
Descarregam hoje 2G de setembro.
flrigne inglezRothesaxbacalho.
Barca inglezaNerlherlonbacalho.
Brigue inglezGreyhondbacalho.
Brigue inglezE.igleobjeclos para a estrada de
ferro
Brigue porluguezConstantediversos gneros.
Hiato nacionalBom Amigofumo o charutos.
Brigue americano Brandy Wine farinha de
trigo
Consulado geral.
Rendimentodn.lia 1 a 2!. 12:0285525
dem do dia 25....... 49873
12 520:593
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 1 i.
dem do dii 25. .
1:0')G;817
33007
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para forneciroento
do arsenal de guerra, tem de comprar os.objec-
tos seguintes :
' Para a pharmacia do hospital militar da guasoi-
c.lo de l'ernambuco.
Alcool de 36. 32libras em garrafas; agurden-
le branca de 22, 32 libras em garrafas ; cylrato
de potaasa, 16 libras em vidros; coadores met-
licos sonidos 6; extrato Buido de salsa parrilha
de Balyo, vidros 15; encerado de La Perdriel de
n. 2 a 3, rolos 12: emplastro adervo eslendido,
20 varas ; ioJorelo de mercurio, oncas 4 : me-
nhan. libia l ; pellica de ('amurca, polles 6; raiz
da China, libra 1 : rob d" Lafecteur,garrafas 15;
salsa parrilha de Sander, vidros grandes 21 1 sen-
De folhas niiuda, libias 16.
Para forneciraento de luzes dos corpos e fo
talezas.
Azeile de carrapato, caadas 500.
Quem quizer vender laes objeclos aprsente as
pnmeiro.
Os navegantes que qnizerem entramo porto de
Perros pelo canal occidental deverao deixar o
allnhamenlo indicado pelos fogos de Nanlouar c
de Keijean, um punco antes de ver um pelo 011-
iro os legos do moinho de Kerprigenl, e seguir
enlo a direccao dada por esles ultimas fogos.
llluminaco das proximidades de Breal.
[Costas do jiorc.)
Dous fogos fixos vermelhos serio d'aqui a pou-
co accesos durante todas as noites, Sobre a liba
de Brhal. Elles daro um sliiibamento passan-
do pela llrame Ser enlo fcil de evitar este
perigo por meio de obaervacao sobre o pharol dos
Heaux de Brhal, um desles dous fogos ser ins-
lallado sobre a pona do Paon [Pavio] o Ilumi-
nar lodo o honsonte. O outro ser nssenlado
no cume da lorrinha recontemente construida so-
bre a planura de Rnscdo c s Iluminar um es-
pen angular de 20 piuco mais ou menos.
Illuminscio da entrada do poilo de Trouville.
(Calvados.)
A exlremidade do dique oriental do porto de
Trouville ser prximamente signalado por um
pequeo fogo Hxo verde de 2 milhas d'alrance,
Illumiuaco da entrada do porto de C tic
(fferatdA.]
O pharol novamenle construido sobr a ponte
Sao Luiz a entrada de porlu de Cetle, ser posto
em artivida'e d'aqui ha poneos mezes. Elle con-
sistir en um fogo liso branco de 15 milhas de
alcance. O pharol actual de Sao l.uiz ser sup-
primido na inesiua poca.
O mappa retro faz conhecer por ordem de la -
litudes, as posiioes geographicas as alturas e os
alcances diis novos fogos, referidos ao meridiano
de P.iris.
l:040SS2 suas propostas em carta fechada, na secretaria
===== do conselho, s 10 horas da manlia do dia 3 de
Despacltos de exportoslo pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 5 de seteuinro de tH
Liverpool Brigue inglez Odom, Soulhall,
Mellors & C, l saccas algodao.
Rio da Praia Brigue nacional cMarinho III, A.
Irmos, 125 barricas assucar branco e 50 dilas
dilo rnascavado.
Montevideo Brigue porluguez cLusilano, A.
Gomes M Leal, 200 barricas assucar masca-
vado.
Hecebedoria de rendas internas
geraes d Pnrimiubueo
Rendimento do dia 1 a 2. 2l):6i7G98
dem do dia 25....... 751c2!
2'.:39S394'
Consulado provincial
oulubro prximo vindourv.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 21 de
selembro de 1860.
Denlo Jos lawenha Lina,
Coronel presiden^.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Relaco das carias seguras existentes na almi-
nistrico do correio desla cidade, para os se-
nhores abaixo declarados :
Major Bellarmino do Reg Barros.
Candido Jos de Mello e Silva.
Dr. Domingos d'Oliveira Ribeiro (2)
Dr. Francisco Pinto Pesso.i (2).
Jos Hara Carneiro d'Albuquerque l.accrda.
Maria Jesuina Donrado Cavaicanle.
Olympio Jos d'Almeida.
ilsperidio /.amito de Souza.
Rendimento do dia 1 a 24.
dem do dia 25. .
07:4895577
237-493
59:837370
Correio.
Moviment do porto
JVaoios entrados no dia 25.
Philadelphia47 das, brigue americano Uran-
dyuine, de 270 toneladas, capito L. C. llar-
man, equipagem 10, carga *5U0 barricas com
farinha de trigo e mais gneros ; a Rostron
Rooker & C.
N.io huureram sabidas.
0 ts Q. 0 3 O. B 1 Horas 1
^ * S S c en itmosphera.
CA P5 Cf Vi H Direccao. < 9 -i ?.
v =3 35 5 l n 0 Intensidade 1
C5 A l O as i Centgrado. i C! X 0 t*. O >. .
^-1 IC IO t i t 0 1 Reaumur.
00 0 ce 0 OC te ce 0 QO Fahrenheit
CD -a oc ^1 i 00 00 Hygrometr
W Rarometro l
Pela'administrado do correio desta cidade se
faz publico, para lins convenientes, qne em vir-
tudedo disposto no arl. 138 do regnlainenlo ge-
ral dos correios de 21 de de/.embro de 184. e
1 ait. 9" do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas existentes
I nesta adminiatracio, de setembro de 1859, no
dia 2dennlubrii prximo, as 11 horas da 111a-
nha, na porta do mesmo correio, c a respectiva
lisia se acha desde j ex posta aos inters-
sados.
Correio de l'ernambuco 25 de setembro de
1800. O administrador, Domingos dos Passos
Miranda.
c 0. a. . - _1* .. c_ ;-, C- ' CL. c *
XIX 9 m a oa (l X ^ -: <*
S 9 S 33e 3 = 3 = E 3
1?
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t - te ce - M* > -e
.-.-* * t> o..-.?" X r* b *=
a SS^SS s c boodi 9-
0 5 -^ 0

5 = ='
se receber imposto da decimal uibana ^10 re-
ferido exercirio sem ser por guia do joiio, con-
forme se acha determinado pela thesooraria'da
fazenda irtH'iaaeial. Celletloria de Olinda l'pe
setembro de t3*50. O escrivo,
JoSo Goncahes Rodrigues Franca.
Novo Banco de
Pernambuco.
S5o cotiidadc osSi-s. accionistas dj
aovo banco de Pernymbuco para virem
receber o quinto dividendo de 9$ por
acc,do, do dia 10 de setembro em diante.
Conselho administrativo.
0 conselho admlnislraiivo, para fornecimeoto
do arsenal de guerra, lem de comprar os objeclos
seguintes :
J'ara o 4. batalhao de artilhoria.
351 bonetes para inferiores e soldados ; 2 dilos
281 esleirs ; 258 grvalas ; 258 manas de la :
1834 boles grande de metal bronzeado com
011 10; 918 ditos pequeos de melal bronzeado
com o n. 10; 378 dilos grandes de metal pra-
teado com o n. 10; 162 dilos pequeas de melal
praleado cam o n. 10.
Comoanhia de orliflres.
8 bonets ; 84 grvalas; 81 pares de platinas;
84gesleiras ; 84 maulas ; 252 boles grandes de
metal amarello com o u. 3.
Companhia de cavnllaria.
3 bandas de la ; 70 bonets ; 70 esleirs; 70
para os sargentos ajudante o quartel mestre; 17
ditos para msicos; 720 esleirs; 330 pares de
platinas para inferiores e soldados; 17 pares de
platinas para msicos; 370 grvalas : 370 man-
as ; 228 hutoes grandes de melal pialeado rom
o n. 4 ; 102 dilos apenos de metal praleado
com o n. 4: -2038 dilos grandes de melal ama-
relio com o n. 4 ; 389 dilos pequeos de melal
amarello com o 11. 4.
9. bat.iibao de inhalarla.
2 bonetes para 03 sargenlos ajudante e quartel
mestre ; 27 ditos pora msicos ; 107 dilos para
inferiores c soldados 38 esleirs ; 160 grvalas;
162 mantas de lia 27 nares de charlaleiras para
msicos ; 378 bolees grandes de melal praleado
com o n. 9 ; 162 boles pequeos de melal pra-
leado com o n. 9.
10." bnlsllio de infanlaria.
27 bonetes para msicos: 2SI dilos para sol-
dados ; 27 pares de charlaleiras para msicos;
grvalas; 70 pares de luvas de algodao ; 70
maulas de la ; 980 boles grandes de metal ama-
rello com a letra R : 560 ditos pequeos de me-
lal amarello com a letra R.
Materia prima para os mesmos corpos cima
declarados
270 corados panno mselo ahadio ; 5 ditos de
panno prelo; 3316 ditos de holhnda de forro; 334
dilos de baeta verde ; 8 2/4 ditos de cascniira ver-
de ; 5 dilos de o'eado ; 265 ditos de panno azul ;
varas 391 de ani.gem ; 33O0 varas de brim bran-
co 3055 varas de algodaozinho; 180 varas de
galio de prata de 1 pollegada de largura ; 106 1/2
varas de gallo de praia de meia pollegada de
largura ; 71 varas de tranca de relroz : 37 1,2
de fita de Lia, conforme o figulino; 1518 an-
ides do melal amarello lisos para capotes
4." batalhao de artiiharia.
50 varas de brini branco ; 50 ditas de algodao-
zinho ; 20 bonets.
Quem quizer vender taes objeclos aprsenle as
SUSS proposlas em carta techada na secrelaria do
conselho s 10 horas da manlia do dia 1. de
oulubro prximo wndouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
paia fornecimenlo do arsenal de guerra, 21 de
selembro de 1860.
Rento Jos I.amenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
______ Coronel vogal secretario inlerino.
II" I T T -m.iiii ll.^My^Mu^m^^^j
QUARTA-PEIRA, 26 DE SETEMBRO.
BEKBHCIO DOS ARTISTAS
Jorge cSkiner.
Gran le ouvertiira pela orchostra,fseguir-se-ha
a lepreonlaco do excedente drama, dividido
em 4 actos :
CYflISMO, SEPTIC1SM0
PRSONAGEKS
Alberto........................ Carvalho.
Cirios......................... Skiner.
Ilacedo........................ Jorge.
Escrevente..................... Carioso.
Criado.......................... N. N.
Elvira.......................... 1). Francisco.
Depois do qual o Sr. Skiner e i). Francisca
cantaro o sempre spplaudiJo duelo :
A PANELLA DOS FtilTICOS.
Dar lim no divertlmeuto a bem conhecida co-
media em um aclo :
O JUDAS
EM
Sa\iVi\i\o de iVUeluia.
No qual toma o palle os SltStas l.irvalho,
Skiner, Jorge, Cardse. O. Francisca e Jesuino.
que par obsequio aos beneficiados fu a pane
de Maricela.
No lim do drama os beneficiados rao aos en-
marles agradecer aos seus generosos prolec-
, teres
Comecaro s S l horas.
HP
HEAT110
Pela capiania do Porto se fazcm pub'ico os
avisos abaixo, das alteraroes qne na prxima es-i M^._>_.h-_cc,|^i^, ^ I
tacan se poro em execucao nos pliaroes e hall- 1 i*'-~.?-T ?-**?-w??-"?-I1-=-""-"' "i "s
sas da costa da Franca, conforme indicara os
mesmos avisos. Capiania do porlo de l'ernam-
buco 4 de setembro de 1860.O secretario,
J. T. Brrelo de Mello llego
s 3
sea
a.
S
Consulado de Franca
c
Z3 ps
A noite cura com grandes nevoeiros, vento
SE, veio para o terral e assim amanheceu.
OSCILI.AQAO OA MAR.
Raixamar as 6 h 30' da mauh.i, altura 1.75 p
Preamar 0 h 42' da Urde, altura 6.25 p.
Observatorio do arsenal de marinha 25 de se-
tembro de 1860 Vikcas Jnior.
Editaes.
I O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
juiz de direilo especial do commercio desla ci-
dade do Recife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. I. eC, que Dous guarde etc.
Faco saber aos que o prsenle edital virem, e
delle noticia liverem, era como no dia 26 de se-
i lembro du correle anuo, se ha de arrt-ma'ar em
praca publica deste juizo e sala dos auditorios,
os bens seguintes :
Uma meia comrada, fallando duas gavetas, no
valor de 8j rs.
Doze cadeiras cora assenlo de palhinha por
12 rs v
Seis ditas quebradas sera valor.
Uma marquezn pnr 10? rs.
Uma mesa pequea por 49 rs.
Urna dita grande por 6 rs.
Um toucador por 2& rs.
Um cabido por 1& rs.
Um quadro por 320 rs.
1 Treze pires por 1$ rs.
Em Pernambuco
Ministerio da airiculliiro. do commer-
cio e das obras publicas.
Phares e Balizas.
.AVISO AOS NAVEGANTES.
Muilas moiiillcacoes sern introducidas na illu-
miuaco das rostas de Franca, no principio da bo-
estaco, e desde baje cre-se dever informar del-
las os navegantes Annunciar-se-ha ulteriormen-
te, c em prazo curto, a poca precisa em que cao
da um dos novos fogos for posto em aclividade.
llluminaco da GironJe.
O fogo lixo da pona da Cmibra ser installada
no cume do andairne de madeira, actualmente em
conslrucco peilo deste pharol, e o seu alcance
elevar-se-ha a 15 milhas.
A intensidade dos fogos do penhasco (de la Fa-
laise) c da Terra Negra (Terre Negrc] ser dupli-
cada na direccao que elles sigoalam.
O fogo lixo da ponta de Grave ser substituido i
por um foj has de alcance, que ser insultado no cume da "jU
lorre, actualmente em conslrucco a 320 metros
110 S. S. O. do pharoleie nrlual.
O pharol fiucluanle de Fallis ser transporta-
da a 60O metros pouco mais ou menos para o N.
N. O. da posico que elle oceupa hoje, e o seu
brilho sei augmenlado.
Um pharol fiucluanle de fogo Hxo blanco, de
10 milhas de alcance, ser ancorado pelo travez
da torre de By.
~- l-ci'U.IJ
ij I
fi ft ft A ? ^
-a '
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico, que no ultimo do prsenle mez finalisa-
se o trimestre addicional do anuo linanceiro do
1859 a 1860; devendo por conseguale os conec-
tados que se acham em debito, do imposto da
decima e mais imposto? que se arrecadam por
esla mesa, mandeni saldar seus dbitos, alim de
que nao sejam ajuizados. Mesa do consulado pro-
vincial, 13 de setembro de 1860 No impedi-
mento do administrador, Theodoro Hachado Frei-
r Pereira da Silva.
O novo banco de
Pernambuco repele o avi-
so que fez para seren re-
coi h idas desde j as notas
e 2o.,ooo da
emissao do banco.
Comiuando das armas.
Pelo mesmo commando se declara que est
vago o lugar de escrivo do presidio de Fernan-
do, que deve ser preenchido por algum Sr. ofli-
cial reformado, ou individuo queja lenha bem
servido no exercilo, segundo o disposlo no avise
|SFGLNDA-FEIRA. 1. DEOUTUBRO DF. 1860.
ULTIMO
GRANDE CONCERT
Vocal e iustrumental.
KM BENEFICIO OE H.IHAMI
FANNY SiiUlONSE..
PROGRVMMA.
Logo que S. Exc. o Sr. presidenle da provfn-
; cia se dignar apparecer dar principio ao espec-
'. lacillo :
Primeira parle.
1.Ouverlura pela orrhesira.
2."Grande aria da opera Giralda (Adam), can-
tada por madama Faiuiy Sinionsen.
3."Fantasa para piano sobre themas de gli
llugenotte (Thalberg), execulada pelo Sr, Frede-
: rico Lemckc.
4oA \ ida no Ocano grande fantasa sobre
cances inglesas e norte-americanas, composta e
1 execulada por Martin Sijionsen.
Segunda parte.
5."Ouverlura pela orchestro.
6.'Halada ingleza : Hawn (l.ever). Ralada al-
lemo: Der Erlknnig (Re das Fadas), cantada
] por madama Simonsen.
"."^-Recorda^Oj's da Allemanha (Oberlandler)
; cnmposlas e execnladas por Martin Simonsen.
8.Catalina da opera Trovalore (Verdi), can-
tada por madama Faniiv Simonsen.
9."Grande fantasa'e variacoes sobre motivos
I da Travista, composla e execulada por Ma.'tiu
'. Simonsen.
Terecira parle.
10."Ouvertura pela orcheslra.
11.Le Tremolo: Elude capricho para piano
(Meier) execulado pelo Sr. Frederico Lemcke.
12.Grande aria da opera A Flha do Regi-
ment (l)oniielli), cantada por madama Si-
monsen.
13.O Carnaval de Veneza (Pag3iiini( execu-
lado por Martin Simonsen,
O concert Piincipiar s 8 horas.
Uma lerceira luz fiuctuante de fogo fixo bran-j do ministerio da guerra de 27 de junho do OHno
co, de 9 milhas de alcance, ser ancorado provi- ; passado. O pretndeme que se arhar em taes
soriamente abaixo da Marecbale pelo travs de
Mapon.
Um fogo fixo branco de 13 milhas de alcance se-
r acceso no cume do andairne de madeira actual-
mente em conslrucco sobre a exlremidade norte
da ilha de Patiras.
Emflffl um pequeo fogo fixo branco de 3 mi-
lhas de alcance serft acceso cima de Panillae, pa-
circumstancias, convidado a apresentar-se na
secretara militar, das 9 hoces da raanha, s 2
da larde, nos das uteis.
O major secretario,
Francisco Camello Pessoa da tacerda.
O colleclor de rendas provinciaes da cidade
de Olinda faz publico p;lo prsenle, que no dia
de 29 selembro se ene/ rrnu o exerricio de 1859
FRECOS.
Camarotes 1.a ordem 130
2 a > 2t
x- 3.a m
Cadeiras b
Plateas 2
ra signalar a origem dofondadctiig desleaome.'a 1860, e quo do 1." de eutubio em dame nag
O* bilhes acham-se & venda desde boje no ho-
tel inglez, onde se ecba o Sr. Simonsen, e no da
do concert no Iheatro.
O Sr. Frederico Leracke se presta uenevola-
meulc obserquiar uo conceriislas.
1-
'i V


(4)
DIARIO DE PERNABMUCO. QUARTA PEIRA 26 DE SETEMBRO DE 1860;
TIIEATRO DE S. ISABEL. LEILAO
COIIIMMIIA LYRK1 DE G.MINiNGELl
Qunintafeira 27 deselembro
26.a recita da assignatora e U.'para os camarotes de segunda serie
Subir secna pela primeira vez a :
Grande opera aparatosa
era dous actos do celebre comraendador Rosfini, apulaudida mesmo hoie nos priineiros thealns
do mundo, intitulada:
DE
SEHIRUIIDE
A accao passa-se era Babilonia, sendo todos os vistusrios etodas as vistas a carcter da-
quella poca e tugaros, mandados execuiar pelo emprezwio, pelos raelliores artistas de Milao e
Floren$a.
N. B.Sendo esta opera muito extensa se dar prinepio as 7
Os bilhetes vendem-se como de costume.
112 horas era ponto.
Avisos martimos.
. Pra Lisboa sahe impreterivclmenlc at o
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parte
descu carregamenio prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignla-
no na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaq.uim Ramos e Silva.
Porto por Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o l'orto cora es-
rala por Lisboa, o brigue portuguez Promplido
II, forrado e encavilhado de cobro, de PItIMLI- i
RA MARCHA ECLaSSE: para carga e passagei-
ros, para os q'uaes tem excelientes com modos,
irata-se com Elias Jos do? Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pitao.
pouca carga que anda lhe falta para o abarrote,
trala-se com o seu consignatario Francisco L. O.
Azevedo, ra da Madre de Dous n. 12.
COMPAMUA
PEIfliMBlCAJiA
DE
Duas casas lerreas
Quarta-fcira 26 do crvente.
Anlunes far leilao cm seu armazera ra do
Imperador d. 73. de 2 casas lerreas sitas na ra
da Virado ns. 13 e 15. com 2 salas. 2 quartos e
grande quintal, sera reserva de proco, s 11 ho-
ras em ponto,
LEILAO
Hyppolilo da Silva fara' leilao de um
excedente carrnho americano de i
rodas com assento para i pessoas e ar-
reios para ura e dous cavallos, um ca-
brioletede duas rodas tambem ameri-
cano, ambos novos e saludos da alan-
dega neste dia : sexta-feira ao meio dia
em ponto no seu armazem n. 35 ra
da Imperatriz.
Avisos diversos.
Vracaty.
At o fim da presente semana seguir Imprele-
rivelraenle ohiale Ducidoso ; para o restante da
carga, trata-se enm Gurgel Irmaos, em sou es-
criptorio. ra da Cadeia do Recife, priraeiro an-
dar n. 28.
Para este
Exhalco ;
com Gurgel Irmaos,
2S, primeiro andar.
Aracaty.
porto spguir brevimente
para o restante da carga
ra da Cadeia do
o hiato
trala-se
Recife n.
Navegacao cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Manoel
Joaquim Lobato, segu para os portos do sul de
sua escala no dia 5 de outubro s 5 horas da
tarde, recebe csrga al o dia ao meio dia, en-
commendas e dinheiro al ao meio dia do da
saluda.
O expediente do escriptorio fec.har-seha as 3
horas da larde. Nao se dar bilhetes de passagem
sem que na respectiva gerencia fique depositado
o competente pass.iporte sos passageiros que na Idiapostnoaia 2?dVerio muinrmt
forma da lei nao podem viajar sera elle.
O hiale Garibaldi, meslre Custodio Jos Vian-
na segu para o Cear por osles dias, para o res-
to da carga trala-se com Tasso Irmaos ou
o mesmo mostr.
O veleiro o bem conhecido brigue nacional
Almirante pretende seguir com multa brevida-
de, por ter dous tercos da sua carga a bordo :
para o resto que lhe "falla, o escravos a frele, pa-
ra osquaeslem excellee-les commodos. trata-so
com os seus consignatarios Azevedo e Mendes.
do seu escriptorio, ra da Cruz u. 1.
Para o Rio Grande do Sul
sahir dentro destes poucos dias o patacho na-
cional Arapehy, por ter quasi toda a carga
prompta : para o rstanle do carregamento coi-
trala-se cora Manoel Ignacio de Oliveira & Filho,
na praca do Corpo Santo, ou com o capitao do
m trata-se
Dos nu-
Para o Aracaty
O hiate Santa Rita recebe carga
rom Martina & Irmo ruada Madre de
mero 2.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidade o hiale Gralido
por j ter a maior parte da carga prompla ; para
o resto e passageiros, trala-se no l'asseio ublico
n. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, cora Pereira \
Valente.
COiYiPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOUETES A VAPOR.
O vapor Oyapock, commandante o capitao te-
nente Santa Barbara, espera-se dos portos do
norte at o dia 25 do corrente mez, seguir pi-
ra os portos do sul no dia 2C.
Reccbcm-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no diadesua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
Aluga-se por festa a casa da Capungo Xova
com um excellente sitio, ra das Bellas Pernam-
Ducanas, com bastantes commodos para familia:
I a tratar na ra dasCruzes n. 24.
9 fiscal da freguezia do Santo Antonio,
scientilica ainda por esta vez, a todos os donos
de eslabelcciraentos do portas aberlas de qual-
quer nalureza que seja, ollicinas, que as posiu-
ras municipaes de 20 do noverabro de 1855, con-
m em inteiro vigor, pelo que, era face do
erao mandar varrer to-
das as manhas, at as sote horas, as testadas de
seus cstabelocimonlos e ofllcinas, e a irrigar no
das de sol, tudo sob a pena estabelecida de 5$
de multa e o duplo na reincidencia.
Fiscalisaro da freguezia de Sanio Antonio 25
de novembro de 1860.O fiscal, Manoel Joaquim
da Suva fibeiro.
Faz seienle Jos Teixeira Lima ao publico,
que nao pode, senhor algum, fazer negocio com
com Izidono da Costa Paes, com os escravos seguin-
los : a preta Joonna, Theodosio c Rufina, par
compra, por nao se acharem os dilos escravos
desembarazados do inventario por parlo de sua
mulher Auna Carneiro, j fallecida ; esse Jos
Teixeira, consenhor de duas parles compradas a
dous dos herdeiros, que desta data acha-se re-
comida a pelicaono rarlorio de Antonio Jos Pi-
menlel, tratando do mesmo inventario, acresce
:maisquoa mosma escrava Rufina acha-se hypo-
thocada a mim, e como se achem ausentes ou
fgidos o memo Izidorio com a dita escrava, fa-
go ver a lodo o publico para nao se achar om en-
gao. Rio Formoso 19 de selarabro de 1860.
Jos Teixeira Lima.
Maluchias de Lapos Ferreira Cos
ta transferio a sua residencia para a ra
Direita, primeiro andar da casa n. 21.
Existe urna taberna na ra do Imperador
[outr ora Collegio) aonde se junta urna porco de
negros e mulatos captivos, insolentes, cprali-
cam as maiores obseoidades que se podo imagi-
nar ; o caixeiro ou dono da taberna parece com
sso se nao incommodar ; seria bora que u polica
desse por alli um passeio ou mesmo o Sr. fiscal
respeciivo para verem o que se pralica em urna
das pnneipaes ras desta cidade e corngir esses
escandalosos abusos da moral por meio do mul-
las primes e bolos: roga-se tambem aos senho-
res de laes escravos, que os corrijam, eHesso
bem conhecidos e alguns delles sao leslemunhas
oculares do que se pratica em tal taberna em re-
ferencia aos escravos.
Precisa-se alugar um preto para o servico
, de urna fabrica do velas : as Cinco Ponas n. 29.
O abaixoassignado deparando com um nn-
mincio publicado por Francisco Correa de Andra-
de, no Diario de Pernambuco, em que declara
I nao ter assignado, na qualidade de aceitante, das
: Iellras que foram saccadas pelo mesmo abaixo
i assigiido, e que acham-se actualmente em vir-
lude de transaeces commerciaes, em poder do
especial do commercio o a requerimen- commerciante Joaquim Lucio Monleiro da Fran-
jo dos depositarios da massa lallida de Ignacio : ca. vem presenlemento declarar que laes lettras
- c ri- em|)0ra aceitas de favor, foram elTeclivaraenl
armadas pelo proprio punho do mesmo Francis-
co Correa, que pelo facto de ler transaeces com
o abaixo assignado lirmou como aceitante, nao
so cssas duas lettras que menciona em dito an-
nuncio, como bem outras que j se acham em
seu poder.
^ Joao Paulo de So tiza.
Aluga-se urna ptima ama de leite, escra-
va esem lilho ; quem pretender dirija-se a Olin-
da ladeira de S. Pedro Velho n. 26, sobradinho
novo de um andar, ou annuncie para ser procu-
rado. r
Aviso tempo.
O abaixo assignado, estabelecido com fabrica
de laraaucos na ra Diteita n. 16, avisa a todas
as pessoas que lhe sao devedoras, tanto da praca
como do fra, virem saldar seus dbitos at o
da 20 de outubro prximo futuro, do contrario
serao seus nomos publicados por este jornal, as-
sim como cobrar judicialmente daquelles que
abusarem, pois o abaixo assignado tambem lera
1860reS cumprir- Recife- 22 de clembro de
Antonio Jos Fernandes de Castro.
Nicola Palito, subdito Italiano, relia-se
para lora do imperie.
r0.Z.Bia3e An'onio Marrone, suDdito Italiano,
retira-se para fora do imperio.
SACA
COMMISSO
DE
DE
ESCRAVOS
NA
com crias, bois e
2 carrosas.
iQuarta-feira 20 do corrente.
Anlunes far leilo na porla do seu armazem
ruado Imperador n. 73, de algumas vaccas com
crias, bois c duas carroeas muito boas, s 11 ho-
ras em ponto.
Na niesma occasiao
vender excelientes relogios de algibeira de ou-
ro e prala dourada, sem reserva do prec.o algum.
L
M
Quarta-feira 26 do crvente.
Anlunes far leilo em sen armazem na ra do
Imperador n. 73, por aulhorisaeo do Kxm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio"
to dos deposi'
Nery Ferreira da Silva Lopes, dos diversos
eos movis pertencenles a este fallido.
Piincipiar s 11 horas em pouto.
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesta casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commissao por conta de seus sc-
unores. Alianga-seobom tratamenlo assimeomo
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promptidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empate na venda delles.
Nesta casa ha sempre para venderescravosdo
difTerentesidadesde ambosossexos.com habili-
dades o sem ellas.
Mauricio Jos dos Santos Ribeiro, rhegado
ltimamente de Lisboa, faa acieotu ao respelia-
vel publico que acaba de eslabelecer na ra lar-
ga do Rosario n. 21, primeiro andar, urna ofli-
cina de ourives ondo aprompta quaesquer ob-
jectos tendentes a mosma arle do mais apurado
gasto o perfeicaode IrabaJho, como sejam ade-
remos completos, brochas, pulseiras, aneis, alfi-
Jietes etc., ele. F.m seu estabelecimento promet-
le concertar qualquer obra da sua arte com per-
ieiao. A pratica adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e as relages directas que
constantemente manlem com algumas das mais
respeitaveis casas d'aquella cidade, que se em-
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prala, o habilitam a encarregar-se de qualquer
encommenda de laes objeclos tanto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
se dignarem honra-lo rom a sua confianca, se-
rao servidas cora o maior zelo e solicilude' e por
preeos banUissimos.
O Dr. Manoel E. Reg Valen^a pode ser
procurado para o exercicio de sua profisso de
medico ; na ra da Cruz n. 2!, segundo andar.
COMPAtfHIA
ALL.._,
stabcecida m Londres
wmm mt.
CAPITAL
Cinco miluoes de ViVltms
stevVinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, propietarios de
casas, e a quem mais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobro edificios de lijlo e pedra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre os objeclos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
Ao publico.
O abaixo assignado, na qualidade de escrivao'
do iuizo especial do commercio desta cidade, pa-i
ra conhecimento do publico, declara que tem
aberto o seu cartorio nalrua do Cabug n. 2.
Nanoel de Carvalho.Paes de Andrade.
Attenco.
a-ROGASE
aos Srs, Traja no Carneiro
Leal a Joao Leopoldo Lopes da
Os depositarios da massa fallida de Siqueira & ; 1V8> ^Ue d.njam-Se TUadO
Pereira. rogam aos Srs devedores da mesma, Crespo n. 17, a neCOOlO nilP na
que haiam de pagar seus dbitos dentro do pra- I m ^ i UeUL1 MUe 0S
zo de 15 das a cantar de hoje, na loja dos mes- UieSIUOS Senhores lio i<'tin-
raos ou em casa dos depositarios D. P. Wild & C,' rom '""
"Corpo Santo ; certos de que se o ttUJ'
se proceder a cobranza judicial-
que saiba
urna cas
no largo do Corpo Santo ; certos de que so o
nao flzerem se proceder a cobranza judicial-' Precisa-se alugar urna escrava
meDler- ., cosinhare fazer o demais servico de u
,i7, c^m i% ',f CPie Per,e'ra- Pel Presente de- Je pequea familia : na ra das'Cruzes em Santo
clara sem elTeito algum toda e qualquer procu- Antonio n. 41, segundo andar
i. rtnqiUsrnnha oulhorSado- Kecifl 22 desetem-! Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
brode1860' 22:daruaEstreilado Rosaiio, proprio para es-
Xarope
DO
10SM
No escriptorio de Guilherme Carvalho & C,
ra do Vigario n. 17.
Para conhecimento do publico transcrevemos o
seguinte, como prova do verdadeiro xarope do
bosque, bem conhecido pelas innumeraveis cu- fP
ra, expecialmenle para todas as molestias dos i
orgaos pulmonares.
Attenco.
Os abaixo assignados, successores de A C. Ya-
tes & C, ex-proprietarios do xarope do bosque,
fazem scienle ao publico, que do 1. de julho em
diante Dzeram mudanca nos lelreiros e envolto-
rios das garrafas e meias garrafas, em conse-
qucncia da grande falsificeeao que algumas pes-
soas, sem sentimeulo3 c 'bem conhecidas dos
proprietarios fazem nesta corte.
O lelreiro que est collocado nas garrafas
azul com emblema e letras da mesma cor, o do
envoltorio amarello com letras cor de rosa, as
meias garrafas tem o lelreiro collocado, ro'xo,
com emblema e letras da mesma cor, o do en-
voltorio verde com emblema e lelras da mes-
ma cor.
Todos os lelreiros sao f ssignados pelo proprio
punho do II. Prins & C.
O papel que serve de envoltorio branco, tan-
to das garrafas como das meias garrafas, com o
seguinte lelreiro em lelras d'agua : II. Piins &
C.,-10 ra do Hospicio Rio de Janeiro Xarope
do bosque 40 ra do Hospicio.
As garrafas e meias garrafas sao
cr esverdiada. O deposito gera
Hospicio n. 40, Rio de Janeiro.
criptorio ; a tratar no 2o andar do mesmoT
Resposta aoSr.Francisco Cor-
reia de Andrade.
Nao por meio de um simples an-
nuncto que se inulilisam firmas de let-
tras, outros sao os ineios e para elle de-
vemos recorrer, pelo que rogo ao Sr
Andrade de nao se retirar desta praca
sem deixar procurador autorisado "a
tilar este negocio no (uro competen-
;m dados por ora para duvidar da
boa fe do Sr.Andrade, com tudo protes-
, to desde ja contra a dea de ser outra pes-
,soao accettante das lettras em queitao
por quanto, estou bem informado que
na casa do Sr. Joao Paulo s tinha re-
lares urna pessoa deste nome e que era
o annunciante, pelo que a solucao deste
I negocio nao pode ser outra se' nao ou
as firmas das lettras lao falcas ou o Sr
Correa o verdadeiro acceitante dellas!
Joaquim L. Monteiro da Franca.
Para alugar.
Na ra do Nogueira
meias-
de vidro de
na ra do
Chapeos.
i..ro?"',nSp 2^ d, crrenle o entregar a capa na
igreja do Espirito-Santo, desapparereram do.
chapeos novos, um decabeca que por si*oal le
Prata.
Paga-sc por melhor preco do que
qualquer parte, prata de Ic'i, fina ou
roa larga do Rosario, loja n. 24, de
Gomes de Mallos
louea.
em outra
baixa : na
Francisco
a do Espirito-Santo, desapparereram dous
o nome escripto do lado de dentro, oulro" deol
de seda, de lamanho regular : a pessoa
engao lovou-os faca o favor de
ga-los na ra larga do Rosario a.' 38 loja
mudezas, que se hcar muilo obrigado.
,,7.- 1Sa"1c e u"1'1 mull'er de maior idade
quedo prova de sua conduela e con.portamento;
que per
mandar entre-
Junior. junio* ao armazem de
que nao tenha filhos e oulro qualquer embaraco
que seja capaz de ser incumbida de lodo o o-
verno de urna casa de familia e tratar de meni-
nos que andam na escola : quem esliver netas
circumstancias dirija-se a ra das Cruzes sobrado
n. O, segundo andar, que vista da prova
deveapresentar do sua conducase dir
assim o precisa; prefere-se alguma
Portugueza.
Tendo de .ntregar amigavelmente, no Om
do correte mez, ao Sr. Prxedes da Silva Gus-
lta em SailtO AniarO. 1ue ?* ''re ao conhecimento lio publico :
Este estabelecimento contina debaixo da h"2 a(1"t'1lle;: se"hores que no mesmo trapi-
miuislrnco dos proprietarios a receber doentes i "
DOS
Doulores Ramos e Seve
quo
quem
senhora
Quinta-feira 27 de setembro
s 10 horas.
O agente Pinto far leilao no dia c hora cima
mencionado dos ohjectos existentes em seu ar-
DENTISTA
DE
3Ra estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio
de molas como pela presso do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
nao fiquem a vontade de seus donos,
tem pozos e outras preparacoes as mais
acreditadas para conseraro da bocea
Aluga-se o segundo andar da casa n. 48,
da ra da Cadeia do Recife : i tratar na loja da
niesma.
Aviso.
mizera na ra da Cruzn. 51
I casiao vender 3 bonitos cava
J res ja domesticados,os quaes sero entregues sem
'reserva de proco.
nesta mesma oc-
os de Buenos-Ay-
O vapor inglez Forecord. dever aqui chegar
at o fim do corrente mez, e seguir para S. Vi-
cente, Madeira. Lisboa e Liverpool ; de rtfimei-
ra marcha e tem excelientes commodos para pas-
sageiros, tanto de primeira como de segunda clas-
se. receber carga para Lisboa o Liverpool : a
tratar com Scoll, Wilson & C, ra da Cruz n. 21,
primeiro andar.
REAL COMPANHIA
Dt
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 28 deste mez espera-se da Europa
um dos vapores desta companhia, o qual depoi
da demora do costume seguir para o Rio de Jas
neiro locando na Babia : para passagens etc.
trala-se com os agentes Adamson, Howie & C.
ra do Trapiche Novo n. 42.
Para a Baha.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Julio pretende seguir com muila brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto: para o
resto trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio, ra da Cruz u. 1.
COMPANHIA
DAS
Messageries imperiales.
Espera-se dos portos do sul no dia Io de ou-
tubro o vapor francez Guienne, commandante
Enout, o qual depois da demora do costume se-
guir para Bordeauxcom escala por S. Vicente e
Lisboa : para passageiros e encoramendas a tra-
tar na agencia na ra do Trapiche Novo n. 9.
Baha.
Pretende seguir para a Bahia at o dia 30 do
crreme o palhabotc Dous Amigos : par alguma
Parq liquidar.
O preposto do agento Oliveira far leilo por
conta c risco de quem perlenrer, para liquida-
cao, de poreode barricas com alpisla, ditas com
cerveja, saceos com alfazema. ditos com farcllo,
gigos sonidos de champagne ditus com garrafas
vaiias, ervilhas, conservas de fructas, latas com
bolachinhas, ditas com (agostas, 1 baUuca de-
cimal, com os competentes pesos etc. : terca-
feira 25 do corrente, s 10 horas da manhaa'no
armazem n. 18, ra da Madre de Dos.
LEILAO
Quarta-feira 20 do
corrente
Costa Carvalho autorisado pelo lllm. e Bxn
Sr. Dr. juiz de orphaos a reqnorimcnto de Fran-
cisco de Salles de Andrade Luna invenlariante
dos bens deixaifts por Jos Mara da Costa Car-
valho, far leilo cm seu armazem na ra da
Cruz ii. 9. dos seguintes predios : urna casa na
ra Nova n. 24. propria para qualque' estabe-
lecimento, 1 sitio na estrada do Joao Fernandes
Vieira n. 24, com alguns arvoredos, baixa deca-
pim, a qual foreira, sendo o restante em chaos
proprios, 1 sitio na ra de S. Miguel com casa,
com bastantes coiimodos, alguns arvoredos fruc-
tferos o urna excellente baixa do capim, para
informacoes com o mesmo agente quo so acha
sufficientemente habilitado.
Principiar ao meio dia em ponto.
LEILO
Quarta-feira 26 do corrente
sll horas em ponto.
O agente Uchoa fara'leilo no arma-
zem do Sr. Antunes Guimares & C. no
largo da Assemble'a n. 19
DE
9 caixas com 18 queijos grandes.
16 caixaseora 58* ditos pequeos lon-
driuos, tudo sera' vendido sem rt ser-
va de preco.
Sociedade
Iniao Bcnelicenle dos Ma-
rilimos em Pernambuco.
De ordem do Sr. presidente so convidados os
senhores socios efl'ectivos para que se dignem
comparecer no sabbado, 29 do correte, s 4 lio-
ros da tarde, no palacete do caes de Apollo, afim
de reunidos em assembla geral Iratar-se do ba-
tanele da receita e despezas.
Secretaria* da sociedade Unio Beneficenle dos
Martimos, 25 de setembro de 1860.
Jos Sabino Lisboa,
Io secretario.

i

i
i


&
i

i
ASSOCIAQO
DE
Soccorros Mutuos
qua
Lala Eiuancipaco dos Captivos.
De ordem do Sr. presidente faz-se publico
domingo, 30 do corrente, s 11 horas da manhao
lera lugar no palacete da ra da Praia 3 sessa
magna do primeiro anniversario da installaco da
mesma sociedade : memoriando este dia,'come
libertaco de urna menor, no valor de 480JOIO,
sobre a prolecc/io dos illuslres socios protectores
e socios regulares ; c bem como, as 9 horas da
manha, na igreja do l.ivramenlo, havrr a mis-
sa cantada que se tem de celebrar em louvor da
mesma Senhora, padroeira da inslituicao,|para o
que sao convidados lodos os socios, e" ao respei-
tayel publico desta capital, e as differenles com-
misses das sociedades, que em virtude dos con-
vites se dignarem abrilhantar o mesmo acto ; a
noile oslar o salo aberto, decentemente Ilumi-
nado, e urna msica marcial locar algumas pe-
cas durante, a exposir.no da casa.
Secretaria das Assciaeao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipado dos Captivos 18 de setem-
bro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1." secretario
100$ de gratificado
Fugio no dia 27 de agosto do corrente anno um
escravo por nome Pedro, que representa ter 32
annos de idade, cora os signaes seguintes: de
cor simi-branca, alto, secco, cabellos corridos,
cabera redonda e chata atrs, pouca barba, e
falla muito apressado, guando anda inclina o
corpo para a frente, levou roupa de algodao bran-
co e azul de riscadinho, chapeo do bala preta e
do Chile. Este escravo tuina um primo por nome
Manoel Alves, morador no Arraial, onde era fei-
lor, ambos naturaes do Rio do Peixe, ha toda
prohabilidade que para l fossem por torera l
prente. Esse escravo foi de Francisco Ribeiro
que recebeu em heranga de seus pais, e treuxe
para essa cidade aos 9 de outubro de 1858, que
vendeu ao Sr. Jos Francisco do Reg Medeiros
Mello : por isso pede-se as autoridades policiaes
e capiles de campo a sua captura e leva-lo ra
de Apollo n. B 4.
Aluga-se a casa terrea da ra das Trinchei-
ras n. 32 : a tratar no largo da Santa Cruz n. 2,
com Luiz Gonzaga da Rocha.
i
O Dr Joao Pedro Maduro da Fonscca
mudou a sua residencia para a ra da Ca-
deia do Recife n. 52, seguudo andar, aon-
de se presta ao servico lano de medicina
como de cirurgia e das 9 para s 10 horas
da manha sempre o enconlrarao em casa. @
&@@C5&@ @@@@@@@
Aluga-se por um corito dereis o
segundo e terceiro andar do sobrado n.
! 65 da ra Xova, os quesalem de terem
ptimos commodos acham-se asseiados.
! DENTISTA FRANCEZ. 2
# Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- Z
T rangeiras 15. Wa mesma casa tem agua e <
3 p denlifico. *j
CAS4 Ll'SO-BHASLEIHA*
2, Golden Square, Londres.
. G. OLIVEIRAtendo augmenlado.com to- |
mar a casa contigua, ampias e excelientes ac-
coramodacoes para muito maiornumerode hos-
pedesde" novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitemesta capital ;continua a prestar-lhesseus
servicoso bons oDicins guiando-os era tedas as
cousas que precisen) conhecimento ortico do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nslez aMa-se
na casa o hesoanhol e francez.
de qualquer nalureza ou cathegoria que seja.
O zelo o cuidado alli empregados para o
prompto restabelecimenlo dos doentes, feral-
mente conhecido.
Quem se quizer ulilisar pode dirigir-se s ca-
sas dos proprietarios, ambos moradores na ra
Nova, ou cntender-se com o regente no estabe-
lecimento.
A diaria para os escravos de 2J500, e para
os livres de 35200 ou l;0CO, porm cm certos
casos pode haver algum abalimento.
As operaroes serao previamente ajustadas
Aluga-se um sobrado silo na povoarao dp
Monleirn, o qual lem commodos para grande fi-
milia ; assim como cocheira o estribara para
cavallos : a tratar com Manoel Alves Guerra na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Ensino de msica.
Oflcrece-se para lecconar o solfejo.como tam-
bem a tocar varios instrumentos ; dando |as li-
coes das 7 horas s 9 1[2 da noile: a tratar na ra
da Roda n. 50.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de
ouro ou prata : na ruado Rosario da Roa-Vista
n. 58.
Na livraria n, G e 8 da praca d.i
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
che liverem algumas fazendas recolhidas, lenham
a bondado de se dirigirem ao mesmo trapiche
afim de sern conferidas. Recife24 de setem-
tiro de HW.Jos Mana Fernandes Thoma:
W illiarn Ellist subdito Inglez, relirando-so
para a Baha, o nao pudendo despedir-se pen-
almente de seus amigos, o faz por meio de>lo
annuneio, ollereceudo seu presumo
provincia, assim como agradece
foYitad"0S baS mant'iras Pr1ue sempro
Francisco Fontan, subdito
tira-se para Macei.
< Dr. Palersou volta para a Baliia.no va-
por inglez.
Precisa-se do urna ama de meia idade para
cozmhar: na rus dos Pescadores ns. 1 e 3.
Aluga-se um bom escravo
servic,o : na ra do Imperador
andar.
O Sr. Chirles J. Young vai para o Pura.
Iiecisa-se de duas amas, sendo urna secca
e outra de leile : no paleo do Terco n. 26.
Pedro Claudino Duarte, subd'ito
retira-se para Macei'
naquella
cordcalmento
hespanhol, re-
para qualquer
n- 50, lerceiro
portuguez,
ca
ou
Gravador e
rador.
dou-
Aluga-se um sobrado de dous andares
ruada Imperatriz n. 15 '. a tratar na mesma
na rna do Cabug n. 2 A.
; Francisco Jos Fernandes Tires faz scienle
ao publico, que ninguem faca negocio com o Sr
Eugenio Muniz, com o carro e bul do mesmo se-
| nhor ; porquanto acham-se hvpolhecados
abaixo assignado.
Francisco Jos Fernandes Tires.
se-
ao
yrava-se e doura-se em marmore lettras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciante aprsenla seus trabaihos ,.
nos tmulos dos Illms. Srs. Viraes, Dr. Aguiar, na mcsraa lnLerna.
Guerra, Tasso e em outros mais ra da Caixa'
d'Agua n. 52.
nnTT ArtUSa;Sr VMa le,r,rpa n- 120 A junto
poi.tc dos Afogados por 14000 rs. mensaes a
iralar no paleo do Terco, taberna n 19 Tam
bem d-se 1 50O;> a 2.t!0d000 a juros com liv-
pclheca em casas terreas, e vende-.e sement
A. W, Osborn retratista americano annuncia
ao respeilavel publico desla cidade que elle aca-
ba de receber dos Estados-Unidos da America,
um explendido sortimento de molduras redondas
douradas de todas as dimensOes, caixas para re-
tratos fazenda muito fina, assim como recebeu
ur* bello sortimento de casoletas de ouro e alfi-
netes de dito obra prima expressamente para re-
tratos. A. W. Osborn aproveita esta aprazivel
opporlunidade para informar ae publico que elle
est resolvido a dar lieces da sua arte em todos
os seus ramos, assim cmo tem para vender ura
completo sortimento chimico e outros aparatos
proprio para as pessoas que professam a sua arte.
Mr. Osborn tambem tira retratos om carlees de
visita e em papel de escripia por preco muilo
razoavel: na ra do Imperador primeiro andar
com bandeira.
Precisa-se de ura homom das libas, dado
agricultura, para feitorisar escravos em engenho
de assucar. robusto e trabalhador, e de pouca fa
milia ou com ella, e qnesaiba mandar sem rigor :
quem quizer empregar-se nesse servico, procure
o Sr. coramendador Manoel Gongalves da Silva
nesta praga, que lem de informar qual o enge-
nho e seu propietario, certo do que preencheo-
do o seu emprego no campo ser bem pago.
SOCIEDADE
nos
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
Por ordem do coaselho, convido aos se-
nhores socios efleclivos para sessao extraordina-
ria do assembla geral quinta-feira 27 do corren-
te, as b horas da tarde, visto nao se ler reunido
numero suilicienie em o dia 23
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 24 de selem-
oro de lobo.
Auspicio Antonio de Abren Guimares.
1." secretario,
Alheen Pernarabiicano.
nAnSOdc.(iaJe aca,1,erai(,a Alheen Pernambuca-
no convida aos sen horca estudanles da faculdade
de direito para abnlhanlarem a sua sessao ma-
na que lera lugar no dia 30 do corrente mez, s
^lioras da tarde, no salo da faculdade de di-
Saia
de 1860.
Antonio Moniz Sodr do ^ragao.
Presidente.
Manoel Euphrasio Correia,
Io secretario.
oao Ferreira de Oliveira e Silva,
secretario
assesses do Alheneu Pernambucano.
2i de sclembro <" 1arn <-"j.
3-g
3
=
Jk oo eja o
f/ '(
O o o o
o o o o
o o o
Laboratorio de lavagem.
Este estabelecimento que como^ou a funecio-
nar na casa de banhos do pateo do Carmo, vai ser
Iransferido no dia 15 do corrente para o sitio dos
Buritisna estrada do Arraial.
A excellente zgua corrente e o espaco que alli
ha, permitlindo que se eleve o nnmero dos con-
currentes, previne-se as pessoas que esperavam
por esta transferencia, que podem mandar as
suas roupas para serem lavadas, embora nao le-
nham ainda chegado as maioras machinas movi-
da. a vapor, que satisfaro eclao completamente
as necessidades desta capital e seus arrabaldes.
A casa de banhos continuar a ser o doposilo
de recepcao e entrega das roupas da capital e no
sitio dosBuritisse receber e entregar as
dos arrabaldes.
As vantagens presentes sao : boa lavagem ero
15 dias, garanta das pecas e prejos muito razoa8
veis. As fucturas serio : boa lavagem em -
dias, garantidas sempre as pecas e preeos muito
commodos.
2o _
O armazem n. 13,
da roa da Cruz do Recife, osla para alugar-se : a
tratar no Forte do Mallos, largo da Assembla
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
Vio ser alugadas a quem mais der e melhores
garantas offerecer, 5 cssas no sitio Cajueirocon-
nguas ao hospual portuguez ; os pretendemos
podera dingir-sc ao Sr. provedor ou enviar-lho
suas propostas em carta fechada at 30 do cor-
rente em que findam os actuaes arrendamentos
Recite 24 de setembro de 1860.
Manoel Ribeiro Raslo?,
1. secretario.t
Pede-se as pessoas quo virem ou conhece-
rem o menino de nomo Bello, pardinho acabo-
ciado, idade 7 annos, morador na freguezia do
Becife: quem pega-jo dirija-so a ra da Moeda
n. 29, primeiro andar.
Aluga-se urna casa na povoaco do Mon-
teiro, tem muitos bons commodos' e cacimba,
grande quintal murado e portio iue sahe para o
rio : na ra do Qneimado loja de ferraeens nu-
mero 36.
i.1 i, i". ", .'' i '
rr-


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 26 DE SETEMBRO DE 1860.
f5!
Ama.
Precisa-sc de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que so sugeite a lodo o serviro nlerno da
casa : a tratar na ra da Santa Cruz n. 76.
Relira-se Fumino Al ves para fra da pro-
vincia.
Attenco.
Roga-se a todas as pessoas que eslo devendo
ao abaixo assignado, venham pagar no prazo de 30
dias, a contar da data deslo, e aquellas pessoas
que deixarem de o fazer no dito prazo serao cha-
mados a juizo para realisarem os seus dbitos,
llecife 21 de setembro de 1860.
Domingos Francisco Ramalho.
Attenco.

Precisa-se alugar urna casa terrea, dando-se
eous ou tres mezes adiantados, um bom fiador,
sendo asseguintes ras; largo de S. redro,
Direita, Rangel, Asssumpcao : quem aliver, diri-
ja-so a ra do Uvramento n. 21.
Madame Gekle, estabelccida na ra das Cru-
zes n. 36,avisaao respeitavel publico que so aclia
sempre prompta para fazer qualquer obra de
vestidos de senhora, e tambem chapeos moda
de Paria, por muito commodo prego.
Quem tiver utn sitio perto ou
lon casa de vivenda, arvores defructo e i-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 33.
% Consultorio central lionieopatliicog
I PSll&lIBina. 1
@ Continua sob a mesma direccao da Ma-@
@ noel de Mallos Teixeira Lima, professor
fl em homeopalhia.As consultas como d'an-@
fjtes.
@ ------
Botica central liomeopatliica g
Do
dr- svbixo o, l rano.
Noros m-idicamentoshomeopathicos cn-<
,-iadosda Europa pelo Dr Sabino ^
Estes rae licamantos preparados espe-^
A pessoa que precisar de mandar lavar, en-
gomraor, e tambem para cozinhar, dirija-se a ra
de Santa Cecilia n. 5, que se apromplar com
muita perfetc.oe por prego commodo ; olTerece-
se tambem a quero precisar de dar alguna meni-
no Impedido ou oulro qualquer pira criar em
Retratos
em cartes de visita como se
usa em Pars. Os 100 por
25$.
o retrato o mais econmico que se pode ob-
ter e o mais proprio para dar de mimo aos p-
renles e amigos, podeodo ser remedido coramo-
damente dentro de urna carta. Estes retratos,
nao obstante suas pequeas dimenses, repre-
sentara a pessoa de figura inleira cora o maior
apuro nos dealhes, sao a mais propria recordado
de todas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos
em collecco poderao servir para formar um ele- de-sc o sitio de Jos Mananno de Albuquerque,
gante albm dedicado a amisade. Tiram-se lodos na Torre, com alguns commodos ;
os dase com qualquer tempo, no instituto pho-
tographico de Stahl & C. Retratos de S. M. o
Imperador, ra da Imperatriz.
aseada dos fabricantes amerita-
1'erda.
Perdeu se hontem pela manhaa na chegada do
caminho de ferro na estacao das Cinco Ponas,
sua casa particular, que se Irala bem cora cari- no porlo da sahida, um pequeo embrulho cora
nho e amizade e bom leile, que Qcar bem lulri- algurnas algalias : quem as achou, querendo res-
do : dirija-sc mesma casa. titui-las, dirija-se ra da Croz do Recite, arma-
., zem n. 14, que ser recompensado.
__Offcrece-se urna mulher rara ama de ho- |
mera solleiro ou casa de pouca familia ; quem
precisar, dirija se a ra do AAgoas Verdes n. 92.
Fica justa e contratada a venda da casa ter- i
rea n. 20 da ra da Palma ; a pessoa que se jul- '
gar com direito dita casa, annuncie por esta1
folha.
Aluga-se por fesla, por anno, e roesmo ven- 3
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Job.Qston & ra da Seuzala Nova n. 52

9
9
anmente segundo as necessidades da no-
li
S-neopathia no Brasil, vende-se pelos pre-
Sis :onhcidos na botica central homeo-
2,athtca,ruade Santo Amaro [Mundo No-J|
avo] n 6. @
O Sr. Domingos C gario Pinto
ijueira dirigir-se a esta typographia,
que se llie precisa fallar.
Fstas pennas de differenles aualidades, sao fa-
bricadas de ac de prala refinada de prirneira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanhode
etlra. Pr'eco 19-jOU cada caixa e pennas de ouro
lelo mesmaulor com pona de diamante, que
crem a grande vantagera de nao eslar sujeitas a
cerferrugem e conservndose bem limpassao
deou-agiio infinita, deposito em casa dos Srs.
Iluedes & Gons as ra da Cadea n. 7.
m mmmmm-aatmmmm m
1 Dentista de Pars. |
MI 5Ra No va15
,- FredericoGaulier, cirurgio dentista, ,
m taz todas as operac5e da suaartee col- W
;V loca denles arlificiacs, ludo com a supe- Al
J rioridado e perfeicao que as pessoas en- j
ty tendidas Ihe reconhecero. SK
M Tem agua e pos dcnlifncios etc.
leteei&aeMieas 9mm9K&
Aluga-se o silio do Corredor do Rispo, o
qual lem "sobrado com bstanlos commodos, es-
tribara, cocheira. e dilYerenlos arvores de fructo :
os pretendenles dirijam-sc ra do Livraraento
D. 36, tereciro andar.
Extracto dos denles.
Jos Anacleto da Silva, continua sangrar e
tirar bem denles e raizcs com rapidez, caira os
deutes furados, separa bem os de frente, c apli-
ca ventosas; chamado por escnplo a qualquer
hora, indicando-se o lugar, numero da casa, c o
neme da pessoa: era seu gabinete na Caroboa do
Carmo, n. 19
aluga-se urna casa na povoagao do Monteiro, por",
festa ; a tratar com o mesmo na Estrada Nova, ]
ou com o Sr. Jos Azeveio de Andrade na ra
do Crespo.
Aluga-se um grande armazcm na ra da
Cruz 11 29 com sahida para a ra dos Tanoeiros :,
a Iratar r.o palco de S. Pedro d. 6.
Agraileciniento e gralidao
Ao Sr. Ricardo Kirk pela cura de
11111 tumor na eoxa da perna.
Seria falla de reconhecimento se nao grade-
cesse ao Sr Ricardo Kirk, esenplorio na ra do
Parto n. 119, pelo curativo feliz que acaba de
fazer em um meu escravo, o qual tendo um tu- ;
! mor na cxa da perna que o empedia de traba-
liar em razao dns_dores que soffria. com a appli-
cacao de urna das*suas chopas medicinaes, em 21
dias ficou inleiramenlebom : o que faco publico
era signal de minha sincera gratidao.Rua For-
mosa n. 122 Rio de Janeiro.
I). I.udovina II. da Silva.
Furlaram ou desenraminhou-se no dia 19
do crreme mez, do ra Direita, defronte da ta-
berna do Sr. Antonio Joaquim de Mello, umea-
vallo carregado com eassuaes, e dentro dalles 4
arrobas de carne do Ccar, cojo cavallo casta-
' nlio, tem na testa urna nialha branca, c lem am-
bas as orelhas cortadas pelo meio : quem delle
; soubcr ou liver noticias, dirija-se ao engenho
Concelcao, na freguezia de Sanio Amaro de Ja-
boatao.'de Jos do Rogo Dantas Coutinho, ou na
taberna cima dita, que ser gratificado.
Vai praca nos dias 25 o 28 do corrente, e
2 de outubro dopcis da audieucia do lllm. sr.
O Dr. Cosme de Sa' Pereira da'
consultas medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recite, ra
da Cruz n. 53, todos os 4ias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas at as 10 da manhaa, s-
breos seguintes pontos
! Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coracao e de
peito ;
3.* Molestias dos orgaos da ge- |
racao e do anus ;
i.' Praticara' toda e qualquer !
operacao que julg-i* conve-
! niente para o restabelecimen-
to dos seus doentcs.
O exame das pessoasque o con
l suttarem sera' i'eito indistincta-
| mente, e na ordem de suas en-
f ti n Jas, fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este fira.
Capella da Senhora da Con-
cei^o da Estrada de Joo
de Barros.
Por occasto de se collocar no respectivo al-
tar asimagens que ha muJ.o so achavam nocen-
tro desta capella, por occasiao da epidemia rei-
nante, celebrsro-se nesla mesma capella nassas
nos dias 27. 28 e 29 do corrente as quaes lero
principio s 7 horas da manhaa. Pcde-se a pie-
senca dos devotos.
Joaquim de Azevedo Vtllarouco retira se
para Macei.
Tendo chegado de fora urna senhora modista
que faz toda a qualidad* de modas bem, 16 es-
creve, canta msica e toca, offeiece-se para en-
sinar em casa de familia sendo para
quem precisar annuncie.
na
O
o mato :
Compras.
Compram-sc escravos de ambos os sexos
de 12 a 25 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
' bem : quem levar ou inculcar na roa Direita n.
66, cscriplorio de Francisco Malhias Pereira da
Costa, recebera 20$ e gratificado.
Cuniinua-se a comprar papel de jornaes a
120 rs. a libra : na ra larga du Rosario n. 37,
5000 RS.
Ferros econmicos de engemmar a vapor
ra Nova n. 20, loja do Yianua.
Arroz a 3,500
sacco.
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, ven-
de-se a 3500 o sacco grande com ar-
roz piladoe misturado com cascj, o que
serve para gallinhas e animaes ou mes-
mo dando-se o trabalho de escolter,
pois o melhor arroz que aqui tem vin-
do a este mercado.
A 3,o00 o sacco.
Xa ra da Imperatriz n 5i, vende se
ai roz pilado misturado com casca em
saceos grandes a 3.S00 o sacco.
liquidacio
Na loja de chapeos da pra^a da Independen-
depsito de assucar.
Compra-se um boi que sirva para carrosa e
que esteja gordo : na ra da Imperatriz n. 33, cia ns. 36 e 38, vendem-se os seguintes ohjeclos
officiua de marcineiro. e mais barato que em oulra qualquer paite : cha-
Compra-se moedas de ouro bra- posdefellro de 2*560 a 6&O00, ditos do Chyle
itra* e porU.guczas : em casa k^B^^fj^^M*
mmmmmm mmm emmsn *}^tt^l*\lii w =
! no largo do Corpo San'.o. escriptorio de Manocl
1 Ignacio de Oliveira & Filho.
Compra-se um escravo que seja robusto e
' proprio para qualquer servido : na ra larga do
Transmisso do fluido de braco a braco, as Rosario n. 18, tereeiro andar Na mesma casa
Vaccina publica.
quintas e domingos, no torreo da alfandega, e
nos sabbados al s 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinadnr, segundo an-
dar do sobrado da ra cstreila do Rosario o. 30.
Na ra imperial n. 203
vndese una exccllenle escrava, moca,
enlo engommadeira e cosinheira.
excel-
qualidades que ; com a vista os compra Jures
so convencerao; bonets a ingleza bordados a
ouro, dilos de diversos goslts para meninos,
chapeos de palha paia homem de diversos gos-
tos, ditos amazonas tanto de fellro como de pa-
lha para senhoras, galoes de ouro e de prala pa-
ra divisas, bonets para a gurda nacional tanto
de soldados coma de officiaes, o outros rauitos
objeelos que estarSo presentes.
vjjUja^JSitiiifsO- .v.r,.. CieTjs.Z-C::
Vendas.
se dir quera
nhores.
d dinluiro
sobre
20 annos para criado, ou para cozinhar e com-
prar, c que seja activo e intelligonte, podera di-
rigir-se ra da Saudade, casa de sotao de duas
janellas, onde encontrarlo o que procurara.
D-se dinheiro a premio sobre hypolheca
de algura sitio, escravo ou casa terrea que esteja
desembarazada ; quem precisar, dirija-se a esla
typographia, que se dir quera d.
r.
@ podem pro
-g> n. 9 para tratarem com o mesmo senhor,
} que ser mu razoavel nos seus ajustes.
Rap nacional D.
Tedro II da imperial fabri-
ca de Joo Gandido de Mi-
rauda, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
3
9
Seguro contra Fogo
COMPAHHIA
w ^a^mis^s^ as surkcb e-h et %jz
Vende-se barato
desej
os senhores :
Marcelino de Sonza Pereira de Brito.
Cielo da Costa Campcllo.
Jos Alvcs de Monte Raso.
Joo Alvcs de Oliveira.
Manocl Jos Ferrcira.
Miguel Esleves Alvos.
Antonio de Albuquerque Marar.ho.
Francisco Jos da Costa.
torip.
NO
DE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
Na praca da Independencia n. 22 e as outras
1 lujas do coslurae, acham-sc a venda os bilhelcs
e meios da quarla parle da quinta lotera do
hospital Pedro II, rubricados por Sanios Vicira.
APPOVACiO E AlTORISAftO
c&Df\k mmik o mmmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mm
No sitio dosBurilis -
no Arraial.
1 llTc-dVieVSrega-sel hnS*\*
tres segundos no. ulli-
Armazem de fazendas.
II V
llua do Qucimado numero 10.
. A 1JJ800 rs.
Len^oes de linho finos a I5SOO rs.
A siWO rs.
Coberlas de chita grandes gosto chinez.
A ii'-SOO n.
Madapolo infestado com 20 varas.
A *$500rs.
Cambraia branca Una de salpicos com 8 1(2
varas.
A r>s-500 rs-
V'erdadeira pechincLa de chales de merino es-
para
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATICAS
Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
O Sr. ihcsoureiro dos loteras lendo oblido do
Exm. Sr. presidente da provincia a approvac.5o
;do plano que abaixo "ai transcripto, manda fazer
publico que de conformidade com o mesmo pa- |
no se acham expostos a venda todos os dias na
ra do Imperador 11. 16 e na casa comnussiona- <
da pelo mesmo Sr. thesoureiro na praca da In-
I dependencia ns. U e 10, os bilheles e meios da
'quarla parte da quinta oleria do hospital Tedro
II, cujas rodas deverao andar imprelerivelmente
no dia 6 de outubro prximo futuro.
Thesourar a das lolerias 22 de selembro de
' 1860.J. M. da Cruz.
PLANO.
4000 bilheles a gOOO.......2O.O00S00O
20 por cenlo..........4:0o0000
AS CHAPAS MEDICINAES sao muilo conhecidas 110 Rio de Janeiro e em todas as provincias
desle imperio lia mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se lem oblido as enfer- i
mida.les abaixo escripias, o que se prava com innmeros altcslados que exislcm de pessoas capa- ,
Ees e de dislincroes.
ComnsIas'".iurAS-ELEcriio-MAGNETif.A-r.pisPASTiCASobtf m-seuma cura radical o in fall velera
odos os casos de inflammano {cansacoou falta de respirarao), sejam internas ou externas, como '
1 Qgado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peilo, palpitacoo de coracao, garganta, olhos, ery-
tipelas, rheumatisrao, paralysia e todas as alTecroes, nervosas, ele, etc. Igualmente para as dif-
's especies de tumores, como lobinhos,escrfulas etc., seja qual fr o seu tamanlio e pro-
undea, por meio da suppuracao scro radicalmente extirpados,sendo o seu uso aconselhado por
lubeis edislinclos facultativos
As cncomrnerulas das provincias devem ser dirigidas por escripto, lendo todo o cuidado de
i/.'>r as necessarias etplicaces, se as chapas sao para homcm, senhora 011 crianca, declarando a
m desla em que parte do corpo existe, se na cabera, pesclo, braco, coxa, perna, p.ou Ironro do
corpo, declarando a cirr.umferencia e sendo inchaedw, ftidas ou ulceras, o molde do seu tama-
!iho era ura pedaco de papel e a declaraco onde existem, aOm de que as chapas possam ser
bem applicidas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
\~ shapassero acorapanhadas das competentes explicaces e t3mbem de lodos os accesso-
rios para a collocaco dellas.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem
rio, que se adiar aberto todos os dias, sem excef
1 Tremi do
1 Dito de .
1 Dito do .
1 Dito de .
2 Ditos de 200g
4 Ditos de 1009
6 Dilos de 50g
1C Ditos de 20S
20 Dilos de 10
1036 Dilos de og
1288 Premiados.
2712-Brancos
4000
Sahio a luz o ." tomo
5:000g000
2:000t00O
800OO
4OOS00O
4';otooo
400$000
30000
320000
2005000
0:1805000
dias a 16. 17 e 18 e a dos
mo do mez e us dias 1 e 2 do seguiute.
Repetc-se este aviso para quo nao continuo a
injuslica de se querer obter roupa lavada c en-
gummda as datas cstabelecidas para a entrega,
quando ella somente recebida no estabeleci-
mcnlo 8 das antes.
Se a boa ordem foi sempre til era todas as
cousas, nao admirar, que nesle laboratorio ella
seja exigida para que tambem nellc possa con-
servar-se.
@a@@@@ @l ^@* :
Precisa-se de um creado para serviro S ;
@ interno e externo de urna casa de familia, @
@ e que de fianca a sua conducta, paga-se @
5i5 bem : na ra da malriz da Boa-Vista nu- 9
mero 24.
@@@S @@@ S ;
Precisa-se de duas amas sendo urna de lei-
le : no paleo do Terco n. 26.
---------------i Aluga-se urna pequea meia-agua com,
16:OC09000 ; dous quartos. sita a beira do rio as casas que!
ficam ao norte da fabrici do gaz : a tratar no |
mesmo lugar. !
tS^- Manocl Pereira Lopes Ribeirp. transferio |
a sua loja de barbeiro defronte da matriz da Boa-:
Vista n. 86 paran. 13 em frenle os retratistas j
imperiaes ou contiguo ao deposito do Sr. Tinto, |
participa aos seus freguezese ao publico era geral
que tem ofliciaes habis tara cortar cabellos, tri-
zar e ludo mais perlencente a sua arle, assim co-
mo recebe bichas continuadamente de Hamburgo
para alugar e vender, bola ouvidos em armas de
A 220 e 200 rs.
Chitas francezas largas cores fixas c escuras.
A 900 rs. a vara.
Brini trancado alvo com 8 palmos proprio para
loalhus so se vende ueste eslabelecimeulo.
A4#e4,s800 a pera.
Cambraia lisa fina com 8 1|2 varos.
A 50 rs. a vara.
LONDRES
AGENTES I
|c J. Astiey & Companhia |
f Vende-se j
C Formas de ferro
purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
I Ferro sueco.
I Espingardas.
1 Ac de Trieste. |
3 Pregos de cobre de com- 3
posicao. i
Barrilha e cabos.
| Brim de vela.
| Couro de lustre. |
I Palhinha para marcinei- q
ro : no armazem de C.
J. Astiey & C. I
?;r3i,!",i-*^scraP''"Tt n?,-.t,!i:i,. .-
Vende-se urna armacao propria para lij.i
de miude/.as ou oulro qualquer esabelecimento.
Cambraia pela com pintas brancas muilo lina.. na rua Direita n. 9 a tratar na ra da Impera-
A 500 rs. a vara.
Cambraia de cores muito fina miudinhas.
A :>,S a ilu/.ia.
Lencos brancos para algibeira.
A 600 rs. a vara.
Algodao monstro proprio para lencocs.
A meia pataca.
Chita miudinha pelo barato prego de 1G0.
-1G.OOO;000 espoletas e amola-se todo o ferro corlante islo
coro asseio e presteza, podo ser procurado a
qualquer hora.
Batalhao de artilharia a pe
das bio-| numero 4.
O conselho econmico do mesmo
||9 Ruado Parto
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
sAwm
graphia clealruus poete, e homen il- (
lusti (s da provincia de Fernamouco, l0 das praas recebeniIo-sc por isso proposlas
pelo commencador A. J. de Mello, al o dia 29 do corrente. s 9 horas da manhaa,
n.honrar com a sua confianca em seu escripto- I hcn.em as bOgraphia| de Luiz Fran- : -U* J-- ^t^mpWpri
Cao, das 9 horas da manhaa s 2 da larde. c?co Je Carva,|l0 Cout0t Jeronymo de! tezas 25 de setembro de Ifc60.-Francisco Jos da
Albuquerque Maranhao, Alvaro Teivei 5iUa. 2.- tencnie agente.
ra de Macedo e Joao Antonio Saber de
Mendonca ; um bello poema joco serio,
sonetos, trinta odes anacrenticas, a
historia i nteressante do levantamento
deGoianna em 1821, e noventa e dous
documentos inditos. Por hora em
mao do autor.
SOCEEDADE
Recreio Lliterario e
neficente
Ouinla-feira 27 do corrente, haveri sesso da
assembla geral s 9 horas da manhaa em poni.
Os socios que faltarem carao incursos no 2.*
arl. 38 dos estatutos.
Secretaria da sociedade Recreio Luterano e
Beuefkenlc 24 de setembro de 1860.
Sesoslris Silvio de Moraes Sarment.
1." secretario.
Deposito do rape princeza Gasse e Ro-
cha, em Pernambuco, en casa de
Pinto de Souza S Bairao, na rua da
Penha n. 6.
Esle rap que por sua qualidade tanto se tem
feilo recommendar uesta provincia como as
Liquida cao
para acabar.
Na loja da rua do Crespo n 1 vende-se um
variado sortimento de fazendas abaixo menciona-
dos c por presos o mais baralo que so pode ima-
ginar ;
Cassas de cores Osas o covado a 160 rs.
Camisinhas de cambraia com gollinhas a 500 rs.
Dita dila com gollinhas e manguitos a -1JJ-
Tentes riquissimos de tartaruga de 10j> e 15g.
Chales de 18a eslampados a 2^500.
Dilos de merino de urna s cor a 3$.
Ditos de touquim a 159.
batalhao | Lencos de cassa de cores com bico a 120 rs.
Talelotde seda para homem de 103 a 12g.
Dito de pauno e casemira a 15g e 18#.
Cotes de vestidos de larlatana bordados aseda
a 133 e 203,
Dilos dito de folar.do seds a 153-
Dito dito de seda prela e de coaes bordados com
babados a 603-
Dilos dito do grosdenaple preto bordado a vel-
ludo com babados a 70$.
Ditos dito de grosdeuaple preto a 50g.
Ditos dito de grosdenaple prelo d'aquile a 303.
Diles dito dito dilo a 253.
Ditos dilo do seda de cores com babado a 2')JJ
e40.
Dilos dito de phautasia de barege a 15g e 17$.
Dilos dilo de cambraia brancas bordados finos a
20 e 30S.
Dilos dito de seda prcta lavrada a 25$.
Dilos dilo de seda de cores lavrada a 303.
Ditos dilo de cambraia e seda a 33.
Dilos dito de fuslao cora casaveque feitosal53.
Casaveques de CRmbraia bordado de 33, -13 e 153.
Tenleadores de cambraia bordados para senhora
a 53.
Romeiras de cambraia de salpico e bordadas a
18e23.
Visitas c sahidas de baile de merino e seda a
8J e 153.
Manteletes de grosdenaple branco a lOg.
Ditos dito prelo com biro de 15$ a 203.
Be-
triz n. 60.
Vende-se um deposito de massas com ar-
macao : na rua de Ilortas n. 9.
Vende-se a barcada a Coracao de Jess >-,
do segunda viagem ; recebe 90 cusas e bem
construida : a tratar na rua do Crespo loja n I i
__ Vende-se a dinheiro ou a prazo, ou Iroca-
se, urna escrava moca, cozinha, lava c engomma
: perfeitamei '. na rua do Imperador n. 5 i, pri-
mevo andar.
Roosmalen,
Liltrature et inrale.
Chegou de novo" 5 livraria universal, e est .1
venda pelo prero do coslume.
Taboas de cedro.
Vendem-se no Forlc do Mallos, largo da As-
sembla, armazem n. 18.
Liquidaco de fa*
zendas
Por menos de sen valor
Na rua Direita n. 08.
Riquissimos vestidos de bareje de seda, ditos
do mussulina de seda, ditos de fantasa de seda,
ditos de seda preto, ditos de grosdenaplcs barda-
do a velludo, polacas fraocezas da ultima muda,
! chales de todas as qualidades, paletos de panno o
1 de casemira de dilTerentes qualidades, ditos de
i alpaca prela o de cores de 23 3$0C0, e outras
umitas fazendas que enfadonho menciona-los.
(Afancando-sc que nao se engeita dinheiro )
Milho novo.
Vende-se milho muilo novo vindo do Ce ara,
seceos grandes a 6g500 : na rua da Madre "de
Dos n. 4, armazem amarello.
Vende-se geriras em pon;o, por baralo
proco : na rua das Cinco-Ponas n. 103, juntoa
malriz nova.'
Loja de calcado.
Vende-se a dinheiro ou a prazo urna loja de
calcado com poucos fundos, muilo propria para
qualquer principiante, e muito acostumada a ven-
der bilheles de lotera : quem pretender dirija-so
praca da Independencia n. 39, que se dir
qual .
Vende-se um piano-forte em muilo bom
estado e de excedentes vozes : na botica da pra-
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No depozo Aesle esta\e\ecimeiito scmpve \ia grande sotimeiito de lae
e\iauistt\o \jaTa os engeiilios de assucar a salaer;
Michinas de vapor modernas, de golpe cumprido.iconomicas de combustivel, e dtfaciimoassento;
Rodas d'agua de ierro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Cmnos de ferro, e portas d'agua >ara ditas, e serrilhaspararodas de madeira ;
.MoanJas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes;
M/ia moendas com rodetasmotoras,)ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhocs dtaz ;
Taitas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pures e bicas para o caldo, crivos e porta s de ferro para as fornalhas;
Alambiques deferro, moinhos de mandioca, forncf para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor,'agua,cavallos oi.bois ;
A.guilhO'eS, bronzes e parafusos, arados, eixos e odasparacarroqas, i-mas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W. Bowman coafia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
ue o Qonram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
ans acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz yiagem antnial para o dito fin,
assim como pela coutinuaQo da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderftp necessilar.
mais do imperio, e principalmente na do Rio de Visita de lil preto a
Janeiro aonde seus autores so exforcam para o 1 Saias bordadas para.senhora a 2#,2500. 3jf e 5g Qa da Boa-Vista u. o2. se dir quem o venile
tornar conhecido, Dados na aceilagao que etle
tem adquerido pela boa qualidade que sempre
lem conservado ; os aiinunciantes o azem lera-
brar ao respeitavel publico, que o nico depo-
I silo nesla provincia na casa cima indicada, a
i qual se acha suprida com lodas as qualidades.
r Verecc-se urna ama de leile : na rua dos
Pires, defronte do hospital militar n. 27.
No dia 2 do correnle pelas 9 1 [2 horas da
manhaa, quando o ebdixo asssgnado se achara
no lenle, (ora sua casa da Estancia assallada
por tres Individuos, sendo um preto e dous bran-
cos, e depois de haver um delles maltratado a
urna senhora de noventa e dous annos de idade,
mado mesmo abaixo assignado, exigindo que
lhe desse a chave da burra, evadiram-so levan-
do comsigo o seguintes objeelos: urna medalha
de cavalleiro da ordem de Christo, dous bols
de abertura de camisa com pequeos brilhantes,
urna aboluadura para cllele de pedras de cor
verde escuro e veas Reamadas, com urna opla
no centro de cada um bolo, dous pares de bo-
tes de ouro pequeos para gola de camisa e
mais dous de onlro feilio. Pede-so aquemforem
onecidos estes objeelos de os relerem era seu po-
der al que se possa verificar se sao )s raesmos
ronbados. Jos Jernimo Monteiro.
Precisa-se de um pequeo de 14 para 15
annos de idade, para caixeiro de taberna : na rua
Direita n. 72.
O abaixo assignado declara ao publico que
oSr. Antonio Ferrcira da Silva deixcu de ser seu
caixeiro desde hontem (25 do crtente).Jos
Soarts Pinto Correia.
Capas de velluJo ricamente bordadas para se-
nhora a 80#. Vende-se urna negra moca com urna cria.
Camisas de cambraia de salpicojoara menina a lg.' cora muito bom leile, e em abuudanci3, propria
Ditos de fuslao bordado para enanca a 1?.
Ditos de seda bordados para enanca a 7J.
Vestuarios do gorgurao para menino e meDina
a 5JS, 8j e 15$.
Dilos de briiis para menino a i-
Dilos de fuslao para meninos a 6$.
Calcas de casemia decores para menino a 6#.
Vestidos de cambraia bordados para baplisado
de criangas a 6 e 159.
Colxas aberlas de l para cama a 5J.
Grosdenaple de cores covado a lj e 1J200.
Tafel de cores cora pequeno defeilo de mofo o
covado a 320 rs.
Barege de seda lindos padrees o covado a 900 rs.
La de cores muilo fina o corado a 600 rs.
Riscado de la e seda muito uno o covado a 800 rs.
Chales de cores o covado a 500 rs.
Lencos de seda de cores a 1 e ljaOO.
Luvas brancas de pelica em bom estado a 500 rs.
Ditas do seda preas e de cores a 320 rs.
Leques finissimos a 1(500, 3$ e 15$.
Peca de fita de gorgurao para sinlo de senhora
cora 11 varas a 49500.
Peca astreila de velludo cora 10 1|2 varas a 19.
Pila muilo larga e rico desenho para cinta de
senhora a vara 29500.
Chapeos de palha copa alia para homem a 49.
Ditas amazonas para montara de senhora a g.
Ditos de seda para senhora a IO9.
Ditos de seda de cores para crianca a if.
Bouets de lootra para menino a 4$.
para crear meninos, por ser muilo limpa e aceta-
da, com labilidades : na rua do Rosario larga n.
20, segundo andar.
Jaboatao
Vende-se a casa que serve de hotel em Santc,
Amaro Jaboatao : a tratar no mesmo hotel.
Attenco.
a
Na loja do chapeos da praca da Indepedcu-
dencia n. 36 e 38. vendem-se 'chapeos do couro
da Russia, pelo diminuto prego de I9OOO cada
chapeo.
Libras slerlinas.
Vende se no escriptorio de Manocl Ignacio de
Oliveira & Filho, na praca do Corpo Santo.
Chama-se attenco.
Vendem-se saceos com farelo a 49 cada urca
no pateo de S. Pedro n. 6.
__ Vende-se urna boa casa terrea na rua do
Santo Amaro n. 12 : para tratar, na iua do Cres-
po n II.


(fl
DIARIO DE PERWAMBLTO- QL'ARTA FE1RA 26 DE SETEMBRO DE 1860.
Fazendas finas
roupa feita.
Augusto & Perdigue
Coa lojj na ra da Cadcia do Recite n. 23
Vo.iem e do amoslras as seguintes fazendas:
liorlea de vestidos de seda prolos e decores
Corles de ditos do barego, de larlatana e de gaze
de seda.
Ciiubraiasde cores, brancas e organdys.
A i nnhas para saias.saias balo, de clina, ma-
dipoio e bordadas
1- i jos de labyriulho do a.j; francezes.
Cuap os amazonas de palin e .. -ida' para se-
nil iras e meninas.
E licites de froco, de vidrilho e de flores.
Peot 'i de tarliruga, imperatriz e oulros goslos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
saoga.
Vestuarios de fustao, de la e de seda para
crianga.
Miii ileos, taimas e pelerinas do dilerenlcs aua-
lidades.
louiira, de merino e de la de ponta
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de btood, mantas de dito, cauellas e
flores solas.
Siatures, camisas de linho e esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, siboneles e agua de colonia.
Cuaess, sobrecasacas e paletols de panno preto
i> i.! cor.
Pi'.etots de alpaca, de seda e de linho.
i: i, i> Me casomira de cor, pretas e de brim
iWas de madapolo, ue linho iuglez edelaa.
s ro lias de linho c de meia.
M i is, saceos, apelrcixos para viagem.
Cianeas .ira invern, botinas do Mell e outros
fabricantes.
C i Mido Chyli, de massa e de fellro para ho-
mo m.
C la rulos ruanha, havana, Rio de Janeiro e
.Babia.
Parahyba,
V.-.i h-ie o oaj.Mih Tm-inha distan
te i tti ciJacle das leguas por tena,
I .i terrean pira do.is mil paes oor an-
m b>i o isa de viven] i assobradada
bjn y> \h, teaa embar ue na porto dis
taatj doenginlio 12 qtarto de legua
d) rio Parahyba e<:ra menos de horas
s > a a c: i ido: quem o pretender di-
iJVn J jii de M.'Je'uos Correia
& C que dir' quera o vende.
Vende-se um bonito negro bom coznneiro ,
quem o quizer comprar, dirija-se prara do Cor-
po Santo, becco do Abroo, casa de posto n. 4.
Sebo e graixa.
Se o coado e graixa em bexigas : no arniazem
u Tasso Irmos, no caesjde Apollo
Vende se um covallo preto de ta-
maito regular, o qual troa mu bem
na sella e bast tnte manso : para ver e
tratar na cocheira do Sr. Joaquim P.
Ferreiaa da Silva, largo do arsenal de
raarinlia.
Aviso aos seuhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Tio de algodao o melhor que lem vindo ao
mercado, para pavins de volas: vende-se na ra
da Cadeia, loja de ferragens do Vidal & BasUs.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recifen. 38, primeiro andar
Vende-se por precisao urna negra crioula,
que representa ter 28 annos, pouco mais ou me-
nos, sem molestia alguma, irosiuroada ao Iraba-
llio do campo, e ptima enxada ; quem a quizer
comprar, dirija-se Capunga, na ultima cas3
terrea quasi confronte ao portan do Sr. Wandcr-
ley, o ao chegar ao porto da viuva Lasserre.
Chegaeni ao barato
O P regula est queimanJo, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Tegas de bretanha dorlo cora 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 9O rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33J, 45, 85,
e 65? a pega, dita lapada, com 10 varas a 55 e
65J a peca, chitas largas de rao lernos e escolhidos
padroes a 240, 360 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 78 e 89,
ditos bordados cora duas palmas, fazenda muito
delicada a 93 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 83500, ditos lizis com fran-
jas de seda a 58, lencos de cassa com barra a
Lindo sortimento de vestidos para baptisado
touquinhas. meias, sapalinhos. e chapeos sinhs
do melhor gosto e de diversos precos. Chegaram
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para tender
em
pelo ultimo~navio fra ncez a cW de J. FolaueJ e,u arm"em'na.Pra5 do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recentimente
chegadog, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muilo nrormosoara este clima.
OglOS
Sissos.
Em casado Schafleiliin&C, ruada Cruz n.
'] -i le-se um grande e variado s'Ttimenlode
r- i-- i; de ilgibeira horisontaes,patentes,chro-
nni'lros, raeios chronometros, de ouro, prata
o 1ira 11 e olheaJosa ouro, sen lo estes relogios
di >riai iros fnbricaulesda Suissa, que se von-
d >ra i .. ir pr jos razoaveis.
Arados americanos e machinas
a lavar roupa : em casa de S. P Jo
h tton <5 C. ra da Senzala n. i2.
Telhado de zinco-
O talhjado do ziiuo aqu usado as
0 n > tnhias Jo ;;i-. e caminho de ferro,
ii lis b)is in'ungdss rao lernas, el-
1 u-*e recommjndavel pela grande
d i relo, pouco peio no edificio, bom
ao i licin wnin'io, barateza d > cuito,
f icil ni 11 !Qio etc etc., todos sabetn
( te a t tracao do ziaco e inliaita prin-
c > il a ate se se tiver a cautel de dar
un mo d; tinta do lilo exposto ao
t upa, u ni telha de ziuco com o peso
dj 2 libras, cobre uaa espigo que pre-
cisan i pira tal lina O telias de barro,
0 i o cobort [>ela tellia de zinco nao
I '' "i 0 o ir lingo de chova e a
1 I i i il : su i '"011 I ucea o e tal que
U 01 'h'im' > i I .; >odo/.ir de nina s
v > t-d i 11 irejuo pira cubrir urna
,">' >"- i, e i t :lh i lo de /.i ic i muito
utt pnne pilmeate para cobrir enee-
t: i .;, estaleiros, barrajes de ferrarlas,
armizens da deposito etc, etc., em
si n :j i q tem | tizer experimentar o te-
l'iadodezmio, conhscera' sin gran le
vi tt ;;n, este tfiliado vende se a 120
rs. p>r libra de 50 telbas pira cima:
nos i-ni'.iMsJe Paulo Jos romes e
Mioiil Fuvnino Fert*ci C3 lia ar n ziin de materiaes.
Manteiga fraaceza.
.lis nova que ha no mercado a 560 rs. a
ra do Crespo n, 4.
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sortimento de calgado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que era outras partes: na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Vende-so urna casa torrea em chaos pro-
prios, na ra do Padre Floriano n. 35 : a tratar
na ra lara do Rosario n. 20, segundo andar.
Tachas para engenta
Fundidlo de ferro e bronze
Francisco Antonio Correa Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-!
nier obra tanto de ferro fuu
dido como batido.
echinchas
sem iguaes, na rua do Quei-|
mado n. 65, na bem conhe-
citia loja da diligencia de i
Fajozes Jnior & Guimaraes
Meias pintadas muito finas para hornero a
1S300 a duzia, e em pares a 160 rs., clcheles
francezes em cartio a 320 a duzia de cartes, c a 3
30 rs. cada cario com 14 pares, luvas finas de !
se la p,ira liomens e senhoras a 610 o par,
gre sortimento
DE
Fazendas e obras eilas
NA
l-oja earvmaxem
Na rua do Queiraad )
4G, frente amarella.
n.
100, 1208 160 cida um, meias muito finas pa-
ra senhora a 45 de boa qualidade | mt tSSTSSlS7&i SSfS
Fojes economi-
Sortimento completo de sobn-cas-jca de W
panno preto e de cor a 259, 283, 30} e
33), casacas a 28. 30 e353. palitots dos J
mesmos pannos20-3. 225 e 25g, ditos de ^
- casemira de cor a 16g e 18-J, ditos sac- f|
eos das mesmas casemiras moJelo inglez a
casemira fina a 10. 12/14 e 15, ditos fg
saceos de alpaca preto a 4g, ditos sobre o
fino de alpaca a 7, 8} e 'Jj, ditos de m"- ^
ri setirn a Klg, ditos de merino conlo :<
a lOg e 12}, ditos de sarja prela' trancada S
saceos a 63. ditos sobrecasicos da mes- :^
ma razonda a 83, ditos de fustao de cor e *
branco a 43. 43500 e 53, colleles de ca- ||
semira de cor e preto a 5 o 63, ditos de *f>
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nagoea pp-
dem testemunharas virtudesdeste remedio in-
eomparavel e prorar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os das ha muitos annos ; e a maier parte
della sao tao sor prendentes que admiram o
medico mais celebres." Quantas pessoas recoS
; brarara com este soberauo remedio o uso de seus
i bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes,' onde de viam soffrer
|anrj)uta5ol Dolas ha muitasque havendo dci_
I xado esses asylos de padecimentos, para senao
jsubmetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
Jpreciosoremedio. Alguroas das taes pessoa na
j eufusao de seu reconhecimento declararam es
te resultados benficos dionte do lord conege-
dor e outros magistrados, afnn de maisautenti-
carem suafirmaliva.
Niiiguem desesperaria do estsdo de saude s
ivesse bastante confianQa para ensaiar este re-
nedio constantemente seguindoalgum lempo o
uientratatoquenecessitassea natureza doma,
cujo resultado seria prora riuconlestavelmeute .'
^ue tudocura.
Ouuxuento e til, mais paptica-
rmente ns seguintes casos.
Alporcas
a 35o 3500 a duzia, chitas francezas de ricos:
desenhos, para coherU a 280 rs. o covado, chi- j
tas escuras inglezas a 5S900 a poga, e a ltO rs. \
o covado, brim branco de puro linho a 1,
15200 e 15600 a vara, dito preto muito encor-
pa lo a 15j00 a vara, brilhaniina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differentes cores a 300 rs. o
. ditas
_ rom algutn defeito a 240 o par, muito boas cor-
^al.f)r;' Vlo'^,1"80 rs.,igulhis francezas, caixas ^| merino preto para luto a 4 e 5}, ditos 3
de velludo preto de cor a 9} e I0.3,' ditos *
de gorgorao de seda a 5} o 63, ditos de f
rem em metale do lempo de oualquer outro
covado, cesemtras prelas finas a 2-3500, 3J e como por nao gastarem una terca1 parle da lenha|
eos,
I'ogoes econmicos americanos, os melhores
que lem viudo ao mercado, nao s por cozinha- is> tmenlo para menino de todo"s os tam.i-
nhos ; camisas inglezas a 36 i duzia. Na
g briffl branco e de cor a 25H0 e 3}. calcas
M de casemira do cor e preto a 7jj" 83, 1)} ^
y~ e 10, ditas para menino a 6? e 7, ditas *
?M de nnrio de cordito para hornero a 53 o ie
o 65, ditns de brim branco a 5j e 63, ditas f?
^ ditl de cor a 3}, 3;500, 4 5 o 5. o e
todas estas obras temos um grande sor- S
de cor n
I ca. 'J?
mesma loja ha paletots de panno preto
para menino a 143, 15J e 16j. ditos de
casemira para os raesmos pelo mesrao
preco, ditos de alpaca saceos a 3 e
33500, ditos sobrccas.icos a 5} e 63 para
os mesmos, calcas de brim a 2>50'l, 3} o
o;",no, paletots saceos de casomira de c
a 6} e 7, loallias do linho a 800 e 1 ca
da urna.
No roesmo estabelecimonto manda-se ?
aproroptar tolas as qualidades de obras ?
j tendentes a roupas feit.is.em poneos dias, =t
jj^ que para esse fim temos numero suf- jj
6 eienle do peritos offioiaes de alfaiales ?
rgidos por uro hbil mestre de sorne- 2
lliantc arte, (lean lo os donos do estabe- 3
lecimeoto respousaveis pelas mesmas a
^jj obras al a sua entrega.
Cairo liras
Callos.
anee res.
orladura,,
0.r de eabeca.
~"*8 costas.
'|Js roembros.
tul''rniidades da culi
euagerai
ni,,! Jo mus.
EruP';6es e escorbti-
cas.
fistulasno abdomen.
"taldade ou taita di
c,alr as extremida-
des.
Prieiras.
'Jengiva escldalas.
nchaeoes
Inflam'!aacaodoni5ad0i
Vende-so este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarroadas de sua venda em toda a America
lo snl, Havana e Hespanha.
Ven le-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna msiruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso leste ungento.
O leposito geral em casa do Sr. Soum-
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater i C, rua
do Vigario n. 3, um bellosorliraenlo de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
inflammarao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualqucrpar-
te que seja.
Tn>mor de ervos.
L'lcerasna bocea.
do ligado.
dasarticulagoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
Neste araiazem de molhados con
Loja n 25, de Joaquim Ferrei-
rade S.
Vende-so por precos baratissimos para acabar:
liuiia-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados do superiores qualidades e mais barato roilPoes de Srtda Para senhora a 15, laazinhas de
do que ero o-ulra quilquer parte, por serem a maior parte delles recebidos em direilura uor cunta corcs pa" vpp1'"'0 a 2<>3 rs. o covado, cassas de
dos propnetanos. HU """" cores finas a 210 o covado, chita larga a 200 rs.,
Mautegni \ng\eza c franeeza
perfeiiarriente flora mais aova que tem viudo ao mercado de G50 a 800 ts, a libra
se fu algum abatimento.
mmmm&a ?mm SS3 %$mmU 7arioJade <** bonitos tranceUns para os raesmos.
la (lo Crespo, Espirito k vioho cora U
"^r^Lrtu!?*DAe "h.??"??.?? "i1"'.'!10 va.p,,r da EurPa de ^700 a 3 ea vista da gasto
. e era barril se [ai al
larg 1 da Penha n. 8.
um abalimento : no
Bichas.
Vendera-se l
lidias recentemenle ebegadas,
muito novas, por preco comrnodo
J .. 1 S >u e C, rua da Cruz u.
franceza.
; era casi de
22, na botica
Maeas
d i- melhores qualidades que existe ora Portugal,
le-se nicamente no armazura l'rogresso de
H : irte i Irma i, no largo da Penln n. 8.
G\NDIEIR0S
rs. cada un.
Grande sorliraenlo decandieiros econmicos a
gaz idrogenio, e lodos os mais propios para
con--um dos mesmos : na rua Nova n 20, loja
\ inuiia.
Alteiico
Ven'le se na rua da Cruz n. iS, urna
divida julgada por seateoQa, o llovedor
diz m que te 11 loja emno:ne de outro
na rua da l nperatriz. cttjo devedor
charat-se Antonio Jo^ Je Azevetlo,
Vendem-se terrenos annexns ao sitio do
Corredor do Dispo, pnra edificara.> ; os preten-
de" lis dirijam-se rua do Livramento n.36, ter-
ceiro andar.
Vende-so urna prela moca cora duas crias :
na rua do Queimado, loja n. 71.
Vende-se um terreno na ru3 Imperial, pro-
prio, com 110 palmos" de frente, com urna cazi-
nha de lijlo com muito bella vista, desembar-
que alraz, grandes fundos al o rio, aterrado e
Casacas de panno preto a 30-3, 35 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletols de panno pretos e de cores
20, 25, 302 e
prompto a edificar um estabelecimenlo, ou pro- Ditos de casemira de cores a 158 e
prtedades. o que se vender com lodo fundo ou Ritos de casemira de cores a 7$ e
parle, como convenha ao comprador: no rnes.no Ditos de alpaca prela golla de velludo a
o proprietano
Qneijos (lamentos
- gados no ultimo vapo
jue o ireguoz lizer se farj mais algum abalimento.
Quttjo \rato
os mais novos que existen) no mercado 1 1 a libra, era porco se far abalimento.
i\iicixas vaucezas
-im latasdel lt2 libra por 1500 rs., e.eni carapoteiras de vidro contendo cada
por djOOO.
M.ustaT&a ngVezae Craueeia
ora frascos a 640 rs. e en potes francesa a 800 rs cada um.
Verdaderos ftgas de eaaiadre
u eaixinhasd S libras ele^ameaoteote enfeitadas proprias p*ara mimo a lgGOO rs.
tltilaehin\\a ingleza
a mais nova [ue ha no mercado a 2) rs. a libra e oai barrica cora I arroba por 4.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro [ualquer liquido de 400 a 15000 ,
Lmeadaas eoatetadas proprias para surtes
de S 3oao
a lg a libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2j.
C\i preto, hyson c parola
osraelhores que ha neste mercadode lp600.2e 2500 a libra.
Ma$as eia ealxii\\ias de H Vibras
contendo cada uaia dilTerenles qualidades a 4c500.
Palitos de entes lieliados
ira molhos CDm 20 maciuhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
proprios pnra lirapor faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francesas
era latas e em frascos de differontes qualidades.
Presuntos, cnonricas e palos
neste genero a 430, 6 JO e 720 rs. a libra.
Latas de i)olacl\inna de soda
de dilTerenles {validades a IrjGOO em porcao sefar algurn abalimento
Tambem venlero-se os seguintes gneros ludo recentemente
casaveques de cambraia bordados a 8j. capas de
fustao a 53. perneadores da cambraia bordados a
i barril 6;?- lira? e"bdbados bordados a 320 a vara, lencos
de seda com franja a I3, riscado francez a 200
rs.,sobrecasacas de panno fino a 25| pal-tots de
panno preto e de cores a 18, 2!J e 22-3, ditos de
alpaca de 43 a 83, caicas de casemira pretas e de
cores para todos os precos, ditas de brim bran-
co e de cores de 2} a 4", gollinhas bordados de
traspasso, camisinhas para senhora a 2500,
m nguitos bordados a 2j000. chita de lustre lar-
ga para cobeila a 320 rs,, esguiao de linho mui-
lo ti 110 a 1?200 a vara, bramante de linho coro
9 palmos de largara a 2-3'itiO a vara, damasco
de 15a com 9 paloios de largura a 23900 o co-
vado, pegas de madapoln.uno a 4-5500. chapeos'
de feltro finos, balees Garibalde a 5)500, pal-
tots de brim do cores e branros de 4j a <>c.
urna 3 libra
graos,
V-inde-se espirito de vinho verdadeirocorn 44
ffrSoa, chegado da Europa, as garrafas ou as c-
indas na rua lan;a do Rosario n. 3fi
Rua (iaSenzalaNovaii.42
Vende-se em casa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lu.strt- para carros, sellins esilhesin-
glezes, candeciros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montana, arreioa para carro de um edous val-
os e relogios d'ouro patente inaleze*
W"
o mais novo que ha
lineante de Lisboa, macado tomate, pera secca, pascas,fructaa em calda
chegado e de uperio-
res lualidades, presuntos a 480 rs. a libra.-chourica muito aova,matmelad, do mais famado tV
. ?rasccca.pasas,fru.:taaem calda ai
;0.'.n. !*n.l!!C^![l_a.8.i",n.teilf,i' P*Uhaf de T.naajMlidadea, vinagr'e branco Bordea.' proprio
misas brancas e de cores de !$500 a 3}, e outras
muitis fazendas por muito menos do seu valor
para fechar con! is.
&3&51S %%&m %smm
1 Cimento inglez.!
-'.-i Para collar vidro, louca, tartaruga,
^ raarlim etc.,ebegou uraa pequea porfi
*- deste cimento ja muicanhecido nesla ca- J>
te pital e se vende nicamente na casa de 9
H Augusto 6; Perdigao, na ruada Cadeia do <
W Recite n. 23, a 2| cada ndro dtnheiro ^
'yy vista. Os amadores devera quanto antes f
$ prover-se delle. $
Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial,
junto a fabrica de sabo, e na rua Nova, loja de
lerragens n. 37, ha uraa grande porc?lo defolhas
de cinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libr
191
a. arnenduas, nozes, frascos i
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. r^^iZ^S^^VjStSl^110
oa muilo fina, em has francecas.cbampagne das mais ^i^mm&^to'SuS:
spermacetebaralo, licores francezes muito finos, marrasquino de zara azeitedce n .r n?-, i
tonas mallo ovas,banh. de porco refinada e outros rnui\o WU^^SSSSiS!i^
Relogios patentes;
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para cara isas,
Riscoutos .
Eiiicnsa de Arkwight A C, ruada
Cruz n. 61.
Botica.
R3rtbolomeu Francisco de Souza, rua
vende-se os seguintes
sezoes.
arga do
medica-
llPll
Defronte do becco da Congregacaoletreiro verde.
40000 Colletes de velludo decores muito fino a 10-000
35g00O Ditos de casemira bordados e lisos pre-
60Oo!61 a Iibra : IarS^ da Penha n".'8.
lugar, casa n. 222, a tratar coro
Victorino Francisco dos Santos.
VcnJe-sa urna porcjio de couiinhosrurtidos
por preco muito era conta; no paleo ne S. Pedro
11 0.
ATIENDO.
Vendem-se grandes toneis de amarello. assim
coraoloneise qnartobs de madeira de boa qua-
lidade, tolos muilo proprios para as destillacoes
dos eugenhos e para depsitos de niel : para ver
a Iratar na rua do Q'ieimalo loja n. 89 ou na
rua imperial coi casa do raajor Antonio da Silva
Gusruao.
Ditos do merino setim preto e de cor
a 89 e
Dilos de alpaca de cores a 3*500 e
Ditos de alpaca preta a 3S500. 5, 7JJ e
Ditos de brim de cores a 3500,4500 e
Ditos de bramante de linho brancos a
4500 e
CalQasdecasemira preta e de cores a
.9. 10$ e
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2*500,
.4S500 e
Ditas de ;aiga de COTfj a
Dita8 de casemira a
tos e de cores a 5#, 5a500 e
358000 Ditos de setim preto a
22000 Ditos de casemira a
12900 Ditos de seda branca a 53 e
123000 : Ditos de gorguraode seda a 5J e
Ditos de fustao brancos e de cores a 33 e
Ditos de brim branco e de cores a 2{f e
Seroulas de linho a
Dita de algodao a IJ600 e
Camisas de pcilo de fuslo brancas e de
cores n 2$300 e
Ditas de peilo e punhos de liuho muito
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolao brancas e de cores
a1800. 29 o
Ditas de meia a 1? e
Relog'os de ouropalentee orisonlaes
5-jOOO Dilos oe prata gaWanisados a 25j e
3s>0no ; Obras do ouro, aderecos, pulceiras e ro-
5j50o 1 setas
Salsaparrilha Brlslol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xsrope do Bosque.
Pillas americanas (conlra febres).
Ungento llolloway.
Pillas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidios de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prero.
Velas de espermacete.
Ero caixa coro 25 libras por 15?, a relalho a
Rival sem segundo.
Ni rua do Quaimado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas de, Jos de Azevedo
I au e Silva, ha para vender os seguini.es artigos
abaixo declarados : .
Caixas de agnlhas francezas a 120 rs.
ci- Sapatos de tranca de algodSo a 19.
Cartas de aiflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
110.
Phosphoroscora caixa de folln a 120 rs.
Frascos de raacass perilla a 200 rs.
Duzia de facas e garfos muilo finos a 35500.
Clcheles em carlo de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
SapatosdeiSa par criancas e 800 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfiui a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito fin.s a 600 rs.
Tesouraa para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas 500 rs.
Pecas de franja de l.ia com 10 varas a 1$.
Pecas de tranca de laa com 13 varas a 500 rs.
Felilho para enfeilar vestido (pera) 1$.
I.inhas Pedro V, carlo com 200 jardas, a 60 rs.
Dilas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares do meias decores para honiem muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas) 40 rs.
Allenco.
Veode-se a cocheira da rua di Paz, com lodo?
: os pertences, e 22 cavallos novos e Iraquejados
no servido dos carros: a tratar na mesma co-
cheira n. 13.
G
irammalicaingle
za de Ollendorff.
Novo metliod"pat'a aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em G mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os e&tabelecimentos de instrucrao.
pblicos e particulares. Vende-se na
prara de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andir.
9S000
5*009
99000
59000
69000
129000
53000
29500
353000
29300
1S600
I
309000
cobertos e descoberlos, pequeos egrandes.de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
irndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor & C*
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreilas a irailacao de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e 0e cores a
200 rs. o covado, pe^as de esguiflo de algodao
muito Uno a 3g a pega, ditas de brelanha de rolo
com 10 vaias a 29. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merm estampados a 2g.
leiigos brancos cora barra de cor a 120 rs., ditos
co.n bico a 200 rs., algodao monslro de duas lar-
guras o moihor que possivel a 640 rs. s vara,
- ..._ mussulina encarnada a 240 o "ovado, fil de li-
* 'i-l e a H' eSqUlna que voU* Paranho preto bastante largo. A lojacsla aberla at as
*. hoto. 19 noras da noile_
S iuleressa s senhoras.
Manteiga para tempero.
fi.VOO Perfeitamente em bom estado, vende-se em
^jjj largada Pcnba n. 8.
23500| c
29500
29000
Existe novo sortimento da'g novas e desejadas
pulseias de coral fingindo urna cobrinha, encas-
toadas em uro : as lojas de ourives phim & Irmo, rua do Cabuga ns. 9 e 11.
VenJem-se libra sterlinas, em
caa de N. O. Bieber&C. : rua da Cru*
a. 4.
Vende-se azeite de peixe n 400 rs. a garra-
45--Rua Direila-4S
Esteestabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins mperiaes..... 10^000
Dilo aristocrtico....... 9s0C0
Burzeguins moscovia (prova de
i fogoed"agua........ 9#000
I Ditos democrticos...... 6$000
Mei borzeguins patente. C^5C0
Sapatijes nobreza....... C$0 00
Ditos infantes......., 5$0C0
Ditos de bnlia (3 1|2 batera). CsOt
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). C^COO
Ditos de petimetre...... 5#000
Ditos bailarinos........ 5|500
Ditos impermeaveis...... 2^5C0
Senhora.
Borzeguins primeir clase(sal-
to de quebrar).......5fD00
Ditos de segunda classe(quebra
cambada). .,,...,.. 4^800
Ditos todos de merino (salto
den&oso).........4p00
Meninos e meninas.
SapatOesde forra. ...... 4-0C0
Ditos de arranca........ 55500
Boizeguins resistencia 4 <; e oS0n
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo estabelecimenlo sacros
coro farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
mo, teijao mulniinho e preto, pomma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranhio de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho do
l erto em garrafa do melhor que podo haver no
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha de
porco emlatas, bolachinhas de soda de todas a<
qtnlidades. ceneja prela e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por men -
preco do que se vende em outra qualquer parte.
Cambraia organ-
dys a 3 60 o corado.
\ende-se na ma do Crespo, loja n. 8. de nna-
tro portas, cvmbraia franceza organdvs a 3C0 o
covado para acabar urna factura ; assim como
boas chitas francezas a 24C c 300 rs, fazenda de
lindos radroes e cores fizas : d,o- se maostras
Guimaraes Villar
rom loja je fazrnoas finas na rua do Cre=po nu-
mero 1/, parlicipam ao respeitavel publico que
eein excellentes machinas do costura, dos me-
lhores autores de New-York, as quaes vendem
por precos muilo mais em conta do que aquelle*
porque se teera vendido em nutras casas
SYSTEbU medico de iiulloway
PILL'LAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, coiuposto inteii,-
mente de berras medicinaes, nao cont. u, n er., -
rio.nem alguma outra substancia dbete.- a B.
nigno a mais tenra infancia, e a compleiceo mai-
deheada igualmente prompto cscluio pera
desarraigar o mal na compleicaomais rol usa',
eniteiramenleinnocente em suasope.ace^ e ,. -
fetos; pois busca e reroove as do.-nca*di oual-
quer especie c grao por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas con i.
remedio, minias queja estavam as a,,
morte, preservando ero seu uso: COBaeguiran
recobrar a saude e torcas, depois de hover t" ".
do inulilroeiite todos os outros remedios
As mais afilelas nao deven, enfreg.-r-V a u, .
sesperacao; facam um competente d sa r ,i,
efficazesefiTeitos desta assombr, sa med i, .'
prestes recuperaras o beneficio da saod, '
Nao se perca tempo em tomar este rerr,,dir


Accidentes epileptico's.
Alporcas.
Ampo las.
Arelas (mal de).
Asthma.
Clicas
I om ilses.
Debilidade ou eitenua-
cao.
Debilidade ou falla de
torcas para qualquer
ousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza no venir'--.
Enfeimidades no venln-
Ditas no figado.
Ditas venrea?.
F.iixaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas.
Pebie de toda a espi (>,
Cotia.
Ilcmorrhoidas.
Bvdropesia.
Ictericia.
Indipesies.
Inflanimacocs.
1 r r e g n |"a r i d a d e s de
menstruarao.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal dePedra.
Manchas na cutis.
Obslroccao de realre.
Phlhisica ou romsun.p-
'.ao pulmonar,
r.etencode ourina.
Itheiimalismo.
Svmplomassetundarios.
Trimores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (malj.
intermitente.
Vendem-se estas pillas no esUbeieciateolo
geral de Londres n 224, Strand, e na lojo d.'
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Su!, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. rada um;.
dolas, conten urna inslrurcao em portuguez pa-
ra explicar o modo dse usar destas pilulns.
O deposito geral c em casa de Sr. Soum nhar-
meceutico, na rua da Cruz n. 22, em Pernam-
buco
Potassa da Russia e cal do
Lisboa.
No bem conhecido e arredilado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender i.
verdad-ira potassa da Rssia nova e de superior
qualidade. assim como tambem cal virgem em
pedra, ludo por precos nui arates do que em
outra qualquer parle.
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Sucressores avisam ao pu-
blico, que no seu armazem na roa da Cruz n 4
estao expostos a venda as melhores machinas d
costura que ot hoje teem vindo a esle mercado
as quaes possuem lodosos rr.elboramentos inven-
tados ate esta poca sem ter os defeilos que em
outras se nota, assim sao de conslrurrjio simples
e facilitan: o uso A costura feita por eslaa ma-
chinas nao teem igual em obra de mao, um pon-
to bonito e forte, alem de que alinham c coaem
de todos os modos, rada caixa de costuja repre-
senta um lindo toilele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, or. Os
precos sao mdicos, e o Sr. Pirminghnm, erge-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservacao de sua conslrucro
no acto da compra.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Paletcts de casemira escura a 45, ditos de al-
paca preta a 4 e 5?, camisas brancas e de core*
a 2. ditas de fustao a 2500, ceroulas muilo fi-
nas a IjtJOO e 2g. paletols e brim pardo a 3
calcas de casemira pretss e de cores, palelols de
panno preto, sobrecasacas, colletes de casemira
preta, ditos de velludo rrelo e de cores, um com-
pleto sortimenlode roupa feita.
ESTUDOS SOBRE 0 EXSIXO PUBLICO
PELO DOI'TOH
Aprigio Justiniano da Silva
Gimnares.
Obra dedicada a S. II c Imperador.
Acha-se venda nalivraria aradrn ic tros Sis.
Miranda & Vas 'onrellos, rua do Imperador u. 79,
a 55000 rada exemplar.
--
.'
*
-
a
* "4"
i I i1
;'".
".- <-_ -.----
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBfCO. QUARTa FURA 26 DE SE.TEMBRO DE 1860.
i*)
DE
'
&Mfilit> I ffffilOlfi Bi itf il.
Sita aa ra Imperial n 118 c 120 junto a fabrica desabo.
OB
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimenlo ha sempre prompios alambiques de cobre de ditTerentes dimences
LELIQUSAS E1JNFALL1YEIS.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
de 3003 a 3:0005) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios cominos 8PPr<
ira resillar e destilar espirites com graduacao at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos Haba
approvadas pela Estn.'inspeecao d estudc de
ana e por muitas outras juncias de hygiene
dos e raais paizesda A-
ramcntevegetces, agrad-
is dimcneoes para encornemos, camasde (erro cornarmaco e sem ella, fugoes de ferro potaveis e lavis vista, doces ao paladar, sao o remedio
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos infallivtl contra as lombrigas. Nao causam
para engenho, folha de Flandrcs, chumbo em lencolc barra, zinco em lencol e barra, lsnces e nausea nem sensarps dehiliiante<
rroellas de cobre, lem-os de forrea lato.crro succia ingle* de todas as dimensoes, safras, tornos na^eaf' nera sensacoes debilitantes,
e folies para ferreiros etc., e outros muitos arligos por menos preco do que em outra qualquer!. le?lemu"no espontaneo era abono das pastt-
j.arlc, dcseniponhaudo se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida 'ias ''e Kemp.
para commodiJade dosfreguezes que se jignarem honrarem-nos com a sua confianca, acha-j Sts. D. T. Lanman e Kemp. Porl By-
o ea ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.' ron 12 do abril de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedito, tinha o estomago inchado e con-
tinua comichao no nariz, tao magro se poz, que
: eu lemia perde-lo. Neslascircumstanciasumvi-
| sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimente a saber: machinasdt vapor de "nam cura0 sa Iillia. Logo que soubedisso
Seis proprietrios offereccm a sous numerosos freguezes e ao publico em geral, toda
\!/<-
ARMAZEM
DE
. Rua Nova n. 47, junio a igreja da Con-
ccicao dos Militares.
Actia-senadireccaodaoflicinaiieste acreditado armazem o hbil S||
jg^j artista Francisco de Assis Avellar, antigo conlra-mesti e do fallecido H^I
39g)6 Manoel Jos Ferreira. O respeitavel publico contiruara' a encon- K
|||| trar em dito armaziir. um grande e variado joitintnto de roupas |^ [^[^
NA NOVA
Loja de miudezas na na
Dircita N. 8 5, onde (em
o lampeo do gaz,
vendem-se peras oe fitas de coz a 240 rs., c ." i -
| xas d'agulhas francezas a 100 240 rs., colheres
g(5 | do metal principe par* soupa fino a 5fc2C0. ditas
g^g para cha a S^hOO a duzia, enfeites de vidrilhos
|t= pretos finos a 5*500, caixa de bnfalo a 1 e
n.acos do grampas rolicas a 40 rs., ditos de cara-
col a 80 rs., limeiies e* areeiroi finos a 2?, ga-
lio de linho bramo a 100 rs. i vara. pul.-, ras
prelas a Ig.torridaspara candieiros alGUis.a du-
zia, pecas de lita? dr linho a 60 e 80 rs., cerdos

t/iXfi
5 violao a 80 e 120 s., trancas de linho para
tes de vestidos a 900 rs.
3&y% de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princesa, de brins &g
^<| pardo, brancoe de cores, collttes de velludo prcto e decores, dilode |^
||g| gorguio, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto ||>
>>& ditos de fusto branco e de cores, palttots, casacas, jaquelas, calcas &gg
5w- e colhetes para meninos de a 12 annos, CBifrisas, seroulas, chapeos 15^
a 210 rs. sabio fino para barba a 80 e 320 rs.,
bices finos linos a -0, 80 c 100 rs. a vara, n.eias
para senhoras a 320 rs. o par, linhas "de miada
para corchi a 20 r?. a miada, ribique a 80 rs. o
papil, olrcias de maca a 80 rs. a caixa, vlsporas
. al?, (artas franco/as a 840 e 320, ditas porl i-
sp-------------r-------; r.,*-.----------* r'.....' V"""' """Pe08 saee guezas a 240 re., lapis finos de cores a ICO, ii-
SB^S e gravatas preta* e de core*j""ihies pora criados, faldamentos pora ffjgg nhas pera marca a 20 rs., tesouras a 106 rs.,
3^S a euardu nacional da capital e do interior. g& I P1 rn'" paro alar cab. lio a 160 rs., oculos de ; .o
SSV vji_ i i.--ii- *&. a aOOeW.-O'S., pomada franceza a 10O rs., ape-
Wm APronjPlam-se bccas Pard desembarga dores, lentes, juizrs de di- || tes para lanlernasa^SCOopar, loucas para m-
todos os lmannos, rodas d'agua para engenhos todas de f-erro ou para cubos demadeira.moe- | comprei 2 vid ros depaslilhas e com ellas salvis I 3& reil munieipees e prcmttores, e vestidos pura montara. Nao agr- &^C<- ""!as LSc"ino8,d*.,i" ,,'!.8C rs- colheres para
lase mcias inoendas, tachas de ferro batido efundido detodos os lmannos, guindasies, guin-; vida de meu filho. ^*f dando ao comprador a'(;un ts das roupas feitas se apromptaiao ou- S&&
rhos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar aigodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, co-
Sou de Ymcs. seu amo agradecido.
S2 L'o liro a 200 e 2S0 rs., I.ivas de fio d'Escossia
-^, tras a seu gosto, quer com lazenda sua ou do armazem para o que aS5 pie cores para homem a f0. citas brancas a 640

^\VV^Z o CARADAS J4^
/ i
.7><\-:f
PILULAS VEGETAES
ASSL'CARADAS
NEW-YORK
O MELHOR REMEDIO COMIEC1DO
Con Ira contipagde$, ictericia, a feccoes do figedo
febre biliosas, colinas, tndigesles
cnxw] iiecae.
Ilernot r'uoidas, diarrfaea, docncas da
palle, ii-up.;es,e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO iriPIRO DO SANGVE.
75,000 cjixasiltsta reir.eJio consomniem-se
annualmenlel!
Remedio da naturea.
Approvado pela fjlciiilili3 de medicina, e re-
cotamendade como o raais valioso catrtico ve-
getal de todos os condecidos. Sendo estas pilu-
las puramente vegetaes, nao contem ellas ne-
!i veneno mercurial nem algura oulromine-
ral; estio bem acondicionadas era caixas de folha
resguarJar-se da dumidade.
Sao agraiUveis ao paladar, seguras c cfTicarea
"n sua opcraQo, c ara remedio poderoso para a
juventude, pubirilade e velhice.
Lea-se o foiheto que acorapauha cada caixa,
pe'o qual se Picar conhecenJo as muitas curas
16 que ten elLclusJo. D. T. Lanman
^ K : i;p, droguistas por atacado emNew York,
sSo os nicos fabricantes e proprielarios.
\cham-8e venda era todas as boticas das
prineipaec cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandegan. 89.
Babia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
v Pernambeco, no armazem de drogas de J. Scum
& C. ra da Cruz n. 22.
Imiraveis remedios
Todas as casas de famlia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem eslar prevenidos
com estes reraeiics. Sao tres medicamentos corx
os quacs se cura eficazmenle as principaes nio-
leslis.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-'.St. Estph.
lis, indigeslo, crup, dores nos ossos, contusoes.' St. Julien.
queimadura, erupcoes cutneas, angina, relea-
';o de ourlna, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades eserophulosas,chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mc
humores, purifica o sangup, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeecOes do ligado e rius,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas s classes
muleslias d'olhos, difiiculdade das regras d
mulheies hipocondra, venreo, ele
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularizar o systema, equilibrar a circula-
caodosangue, inleiramenie vegetaes fa vera ven
em todos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores de ventre, dsas de 1 a 3 reg.ilarisam, de j
a Spurgam. listas pilulas sao eflcazes ns allec-
Ces do Dgedo, bilis, dor de caboca, ictericia,in-
digeslao, c em todas as enfermidades das n.u-
lierce, a saber : irrrguloridndrs, fluxo, rv'.u-
^oes, flores brancr.s, obstruccoes, histerismo, ce,
sao do mais prompto elicito na cscaiiaiina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as ebres ma-
ignas.
F.slos tres imprtanles medicamentos vem a-
companhados de instruccoes impressas que mos-
trara com a maior miuuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enferrr.idade. EslSo ga-
rantidos de falsifica cao por s aver venda no
armazem de fazendas de Hay mundo Carlos Leile
& Irmao, na ra da Imporalrlz n. 10, ubcoi
agentes em Ternambuco.
principaes ciladesdo imperio.
DEPSITOS
t Rio de Jsneiro na ra da Alfandcga n. Sf.
, Babia, Germano & C., ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem dedrogasde J. Suuit
& Companliia ra do Cruz n. 22.
Vinho e Bordeaox.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
ndecidas marca dos Srs. Brandenburg Frcres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qnalidades :
De Brauderiburg frres.
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
para
Marga ux.
Larose.
Chleau Loville.
Chleau Marfaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Ghateau Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidede fina
Cognac em caixasqualidsde inferior.
Cerrea branca.
As mel.'iores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. c Wlieeler &\Vilson.
Neste estabeleci-
meno vendem-se as
machinas desfes dous
"> autores, mostram-se a
iJ^-qualquer hora uo Oa uu
d3 noiie, c responsabili-
sami.-nos por sua boa
qualidade e segerjnca :
no armazem deftzendas
do ltaymundo Carlos
Leile \ Ir roaos ra da
amigamente aterro da lloa-
Hcfvonte Ao \jecco da Congregado \ctveiTo \etde.
Seda dequadrinhos muilo fina corado
Enfeites de velludo com troco prelos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazcndss para vestidos, sendo sedas, la
e seda, enmbraia e seda tapada e
transparente, covado
Luws de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos
Lencos de seda rdxos para senhora a
2}000 e
Manas para grvalas e grvalas de seda
de lodas as qualidades
Chapeos franeczes forma moderna
Lencos de gorgurao pretos
Kica'scapellas brancas para noivadcs
Saias balao para senhoras e meninas
Tafet lxo o covado
Chitas francezas a 260, 250. 300 e
Cassas francezas, a v3ra
lg<00
S
25t'0
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com palmos de largura,
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com -i palmos de largura, o
covado
1S00O
2000
ljCO
Irsvessas para meninas a 610 rs ditos de borra-
cha para alizar a 6U0 e 800 rs.. ditos de tfalo
branro a fjt'0 rs,, ditos para piolhoa a 280 rs., di-
los parasuissas a 500 is., pecas de trancas do
lia de caiaco! a 60 rs., filas d seda da largura
| de 5 dedos a GJ0 rs., obrejas de colla a 100 rs.,
huncos de camnrea^ 160 s., ditas de chouro a
500. 800, 1 j"00 e 2~ leouras para unhas a SCO
rs ditas para costuras i lj*. faca de cabo de ta-
lanr;o dous bolees 6;50O enfeilcs dus mais mo-
dernos qne ha paia senhoras a 5 e 4$5(0, di-
tos para meninas a igtO e 5$, caixa de lampari-
nas de nova iuvencao a ICO e 60 rs. bicos pretos
de seda a 100, 160, 200, 280. 30 e E00 rs., car-
retel de linha do gaz de lodas as cores a 50 rs. ,
ricos figuras para quadros ; venham logo antes
que se acabe a pechincha,
VG.1KC\.\.
ICIO LOW-1
Ruada Senzala Hova n.42.
Neste estabelecimento continua a'haverum
coma pie t (truniento de moendas e meias moi -
das para euSenho, machina de vapor etais s
de ferro batido e jnado.de todos ostamaur.es
para
Ricos corles de seda pretos e de cores
3 com 2 saias o de babados
-.;5C0 Hitos de gaze e de seda phantasia
21000 Chales de louqnim muilo finos
5 GrosderiBple prelo e de cores de todas
? as qualidades
500 Seda lavrada prela e branca
320 | Capas de fil e visitas de seda preta com
g50; froco
8
0
emoenuas
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
do tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin V.aw a tratar no i
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
.f --.'-TI
Fmperatriz n. 10,
"'ista.
: i'MSfiKMMKl
i Martiilio&Oliveira

COM
I.
U.ICA VERDADEIRA E LEGI
TIMA.

Vendoee em .s la Saui deTS Brothers &
do Corpo Santo, ri-iogios do afanva
ja fabricante Roskell, por precos commodos
e Ismbem rancellins e cadeias paraos mesmos
l i -iceelcle costo.
Aviso.
Na ra :-r.v,a n. 52, vende-se louca, copos o
lus de vidro, [icr menos preco que em
ouira parte, por querer-so acabar.
Loja de fazendas finas, s
f -iO-Kuada Cadcia do Rccile-oi
^o Enconlra-se nesle eslibele irnenlo lo-
^ das as qualidades de l'.izendas. ricos e
t$ elegantes corles de vestidos de fil, blona
^| e de seda, prelos, brancos e de cores.
>d| cambraias, cassas. bareges, chapeos para
j homem e senhora, ricos menteleles de
^| renda branca e preta, velludos de lodas
g qualidades, giinalelas, aderecos de bri-
5g llianies e toucadus para senhora, perfu-
5 mariaa franeezas, roupafeila para homem
e meninos, calcado de Melis para ho-
^ride-se na luja da Antonio Augusto dosSan-
i os Porto na loja ns. 37 c 39 na praca da Inde-
i pendencia, eapellas de aljfar eimortale para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seguale
I e precos razoaveis :
Capellas de aljofe com iESCripres, grandes a I0y i tender comprar dirija se a
t------4;-.. ""as ditas por bS fe n. 25, primeiro andar.
Ditas ditas por 35
Ditas ditas por y!;
Ditas de imorlaile por 28
Quadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com inscripcoes por baizo a los e a 8c
um piano, ptimo para se aprender: na ra do
Caldeireiro n. fo.
Lencos, bicos e rendas.
Na loja da ra doCrrspo n. 14, vende-se ;: s
I lencos de labyriuto de rambraia de linho, bicos
e rendas feilo na provincia ''o Ceari.
Vende-se um esir.no com vinle c tantos
anuos de idade, bom cosiuheiro, refina assui ar
e faz pao-de-l e para tratar de um silio !:o
bom como o melhor feitor por entender de lodas
planlaQdes, alinhar cercas o fazer laladas com
pcii.-irao epreparar canleiros para toda a qua-
lldadede hurtalice, emende perfeilamenie do
Iratamentu de uvas e alm de ludo islo dolado
de urna loica admiravel por nunca ler sido -
commcllido de molestia alguma : quem o pre-
rua da Hadeia do P.--
Escra\ os fue;uo
r----
^Ferros de en-U
gommar
econmicos
Indo hontem domingo 23, passear o negio
Luiz, sapateiro, nao lornou mais e assim pede-so
s autoridades policiaes e capiles de can i
SALSA BARKILIIA
i>E
Na lojaao pedo
YOf lr> Qonla AntAnin <$ f"eru ?July ,,a'a Sl'"lu,ra-luV8S de P"-'1-
CilLU Ut OalllU XliiiOllIU, m lica, chales de verdadeiro louqnim e lo-
/ ...
vende-se:
i.-
Remedio sem igual,-sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais itninectes como remedio infal-
m livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
g'mo, enfenni
2o dade geral
i- i midades ras
te ulceras e en
tiiiASDE SORTIHEMO
DE
azeiaas e roupa
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEMADO N. 39
EM BCA LOJA DE QlATllO TORTAS.
Tem um completo soriimenlo de roupa fe'ua,

a 5^000.
Este.-, magnifleos fer-
ros acharo-se a venda
no armazem de fazen-
das de ltaymundo Car-
los Leile & Irmao, ra
da Imperalriz n. 10.
apieliem-fui do mesmo e leva-|,i ra da i i
n. 35, lenda de sapateiro, que Be recompem
generosamente; os sisnacs do negro sao os sc-
gufntes : levou camisa de riscadn e cal^a da n -
ma, idade trinla e tantos anuos, bem serrado Je.
barba, grandes calos nae Daos de apartar o peri-
to e 6 b ixo do corpo, e.sie negro eio do Peni !o
a Sampaio loja de ferragens na ra da Cadcia, I,a
- para 5 annos de quem o comprei.
Raphoel Eernandes branles.
No dia 23 do correnlc sabio da casa do
abaizo assignado um escravo de nome Antonio,
de nacao Cosa, idade 30 annos, pouco mais o
menos, pouca ba'bn, alio, bastante prelo, ti ia
i os psgrossose bastante grandes, lem em urna
| das peritas una grande sicaliiz, que anda so ach
i aberla, este preto empregara-se em repailir pao
na ra: recomiuenda-sea todos os capiles de
I campo e pessoas particulares por quem possa
Anda restara algumas'fazendas para concluir .'ser enconlrado o mandern pegar entregai ao
Fazendas por kixos precos
Ra do Queimado^ loja
de i portas n. 10.
fina.
G00
700
49OOO
300
s^nuo
40
3^00
ljOOO
18580
800
8-iOOO
3J200
2*000
1.-300
183000
315000
2SC00
1S000
t
I
zes a R cada um.
Agua de Botot
para den es.
Cv
'
com lor'-, razenda rr.uilo
o covado
Velludilha com flores, proprio para ves-
tidos de senhora, o covado
Manguitos e gollinhas, o par
Chales do merino muilo linos cera palma
Casemira de cores, o corle
Dilaa duas larguras, o covado
Organdiz ramio finas, a vara
V;a de esguiao de aigodao muilo fino a
.encosde seda para hornera a
Aboiuaduras para punhos de cami-
sa?, o par
Caisinhas de marisco para costura a
Caixas de balea para rap' a
Enfeites de pero'.as pava pescoco a
Diios de froco a
Carapucasde seda propria para padres a
chapeos cora bicos para senhora a
S de pallinha muilo nov.-.s a
Bulsinhas do missangss para guardar
dinheiro a
Mirin do duas larguras para vestido de
montara, o covado
Ricos eoeiros bordados, j debrunhados
com filis muilo finas, proprios para
bapliaades
Fronliaa de labyrintho
Toilhas do dilo
Assim como se previne a todos es devedores
da raesma loja que venham saldar suas conlas
rodeUorpori4T.e8^ uo arujazem de* Den-
'"-"^nd^adeia n. vendem-se as se- :ltr & BarrOSO, Da FUa da
Ruintes fizendau, per melado de seu valor, para
li'juida^o.
Bicos"de seda brancos c prelos, de todas as
arguras, vara a IfiO, 210, 0O, 8(10 e 1^000.
Utn completo soriimenlo de franjas de seda c
de aigodao.
Chales de louqnim a 10, 15. 20 e 35*.
Botes de seda, velludo, de louca e de fustao
d qnalidades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2jt, 3 e ii.
Enlrerreios finos, pecas com 12 varas a lg.
folhos bordados tiras'a 5! 0, S, 2j), 3;500.
Camisetas com manguitos a 3#, /, 5 e 63.
Enfeites de llores a 6#.
Chapeos de seda para senhora a 10g.
Casaveques de velludo a 40 e OOJ.
Ditos de seda a 25$.
Ditos de fusto a 8 e 12$
Fitas de seda e de lodas as qualidales de 160
rs. a 1*500.
Ditas da velludo do 240 rs. a 1$.
q dos os objoclos necessarios a urna senho-
jgj ra de goslo e do grande mundo.
gae8BfiKg aBa-aBM8ysea; g caltea.
GbapeOS de 60l de Seda illgle- j D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
ZCS a 8$000 cacl0 ^ew ^0lk' aegam-se obrigados a prevenir
Na ra do Crespo, esquina da ra o Impera- '' resde!lav;el PMii para desconfiar de algumas
dor n. 7, loja de fazendas linas de Guiraares &:; 'enues imitagOes da Salsa Fairilha de Bristol,
Lima, vendem-se chapeos deso de seda ingle- j que boje se vende nesle imperio, declarando a
todos i|iie sao e.!lesos nicos proprielarios da re-
Vendem-se 6 burros novos. bstanle gordos, [-,;,,
filhos do pasto, e mansos de roda ; assim como i80'1* JoUr.' Br:sl01 .endo-lbe comprado no an-
desempenhar es obras a vontade dos freguezes.
J tem um grande sorlimento de palilots de ca-
semira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
dema 12?5, ouiros de casemira dequadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 168, ditos
de merino selim a 125?, ditos de Ipaka muilo
fina a G?, ditos francezes sobrerasacados a I2jf,
ditos de panno fino a 20, 25J, e 30, sobre-
casacas francezas muilo bem feitas a 358, cal-
uma escrava propria para todo servico de enge-i no de 1856.
nho : a tratar cora o proprielario "do engenho ,
Queimadas freguezla de Barreiros onde se ^u. de f.bricac a saka narrilhadeRrc^f 11? i ede USla Pr fTtV> comm0(l0' um 6rande
acham os ditos objectos ; ou nesta cidade ca ra ,T??Zl!u,?* parntaadeBusiol, por- | soriimento de colletes de casemira a 55, dilos de
d a Aurora, stbrado 11. 22.
cas feitas da mais fina casemira a lO, ditas de
3 ou pessoa alguma lem brm e de fustao
! que o fegredo de sua preparabas acha-se somen-
ouiras fazendas por preco commodo, um grande
'lC P^rpl^n dS Vnman Kemp" I *" -'e sapatos de tapete de goslo muilo
Para ewlar engaos com iesapredaveiscombi- apurado 2, dilos de borracha a 2500, cha-
: na^oes de drogas peroiciosas.as pessoas que qui-
zeremeomprar o verdadeiro devem bem observar
hlito da bocea, e igualmente o cheiro que deixa do sob urna chapa deago, trazendo ao n< se-
o charuto, a continuacao della preserva dc'dor' guintes paiavras :
de denles ; os frasquinhrs vendera-se a S, e vao
marcados com o rotuloI.0J3 d'aguia brancara
do Queimado n. 10.
Vendem-se balaneasde-
Cruz u. 15*
Pechincha sem
igual.
Superiores corles de chita franeeza larga de
muilo lindos padrrs, miudinhas e de quadros,
decores claras o escuras, com 11 corados cada
corle, pelo baralissimo preco de 2j500 : na loja
do sobrado araarello, nos qualro cantos da ra
do Queimado n. 29. de Jos Moraira Lope.
Bons escravos,
1 moleque e 1 molalinho. peQas de 17 a 20 an-
nos, 4 escravos para lodo o servico. 2 negros
bons para engenho, t mcia-agua no becco da Lo-
bato : na ra das Aguas-Verdes n. 46.
N.
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
69 "WATER STREET.
Uew-lfork.
2' O me.smo do oulro lado tm um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3 Sobre a rolha acha-se o retrato e firma
doinvenlorC. C. Bristol em papel cor de rosa.
4o Que as direcces juntas cada garrafa
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C ra da Crus n 22.
Chama-se a attengo.
Vende-se saccas com farello a 4fO00 r?. cada
urna : no pateo de S. Pedro n. 6,
pos decaslor muito superiores a 168, dilos de se-
da, dos melhores que lem vindo ao mercado a 108,
dilos de sol. inglezes a 109, ditos muilosbons a
1235, dilos francezes a 839, dos grandes de pan-
no a 45?, um completo sortiraenlo de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muilo
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por proco commodo, camisas bordadas que
servem para balisado de crianzas e para passeio
a 85?, 108 e 125, ricos lencos de carnbraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
homem por prec,o commodo, saias bordadas a
38500, ditas muito Gcas a 55?. Ainda tem um
restinho de chales de loquim a 308, cortes de
vestido de seda de cores muito lindas e superio-
res qualidades a 1009?, que j se venderam a
1508, capotinhos pretos e manteletes pretosde
ricos gestos a 208, 255? e 30??, os mais superio-
res chales de casemira eslampados, muilo finos, a
88 e a 108, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muito superiores a 55?, ditas
para rosto de linho a 1??, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como clarss a
2C0, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, mas
casemiras para cahja, colletes e palitots a 45? o co-
vado, e um completo soriimenlo de outras fazen-
das, e ludo se vende por preco barato, e que nao
possivel aqui se poder mencionar nem a quarta
parte dellas, no enlamo os freguezos chegando e
querendo comprar nao iraoserafazend.
N
Riscados francezes de cores fixos a 200 rs.
Cassasde cores, bonspadres, a 240.
Ilrim de linho de quadros, covado, alOOrs.
Brim trancado branco de linho muiobom.va-
a 18000
Cortes de calca de rr.eia casemira a 2g.
Dilos de dila de casemira de cores a D8-
Panno prelo fino a 3 e 48.
Meias de cores, finas, para homem, duzia
800.
Gravatas de seda de cores e pretas a 18-
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Ditas ditasmuilu finas a 4jJ.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletesde gorgurao de seda a 2?.
Carnbraia lisa fina transparente, peca, a 48.
Seda preta lavrada para vestido a 18600 e 2J.
Cortes de vestido de seda prtlalaviada a 16?.
Lencos de chita a 100 rs.
La "de quadros para vestido, covado, a 5E0.
Peitospara camisa, um, S20.
nome Romualdo, cor bem prela, idade 20 annos,
I sem barba, estatura regular, tem a monheca da
mo dircita loria para dentro ; levou camisa do
' chita toxa e calca de aigodao azul; qnem o pe-
gar leve-o a Bei'nardiiio Francisco de Azovedo
Campos, ruadas Trinihciraa n. 50, que ser re-
1 om pensado.
Acha-se fgido um mualo cabra de nmr.e
! Raymundo Patricio, efiicial de pedrriro e barbei-
j ro. foi remellido do Para em abril de 18c9 pt!o
j Sr. Manoel Jcaqnim de Paria, o qual foi aqui
j vcvdido ao Sr Feliciano Jos Comes, e esle 5c-
' nhor vendeu ltimamente ao Sr Francisco Ma-
Ibiaa Pereira da Cosa ; um os seguinles sig-
j naos : e.-ialura regular, hasiaule gresso e barba-
Ido, olhos amarellados, falla com d(sembarrfo,
representa le 35 a 40 annus : roga-se rs aoteri-
I dades policiaes a sua apprehcnsao ; e quem o
I pegar, diiija-se ao engenho Guerra, em Ipnjura,
! ou na ra do Imperador n. 79, escriplorio c'e
Polycarpo Jos Layme, 011 na ra de Apollo n.
Chita franceza moderna, tingindo seda, covado : f-1^^0'? ?lD"'''^r0oU,L' 2 '* S"18' qUe
a 400 rs. sera generosamente recompeueado.
F.ntremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 6-S0 rs.
Ditas bordadas finas a 2JE00.
Toalhas de linho para mesa a 2c e 4$.
Camisas de rucia, urna 64G rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora a
200$.
Fugio do engenho Qnanduz, em Santo Anlao.
no dia 18 de maio do anuo prximo passado, urn
Vestidos brancos bordados para baptisar cran-, escravo de nome Luiz, de idade 23 a 24 an-
cas a 5;000. no-e' Cl,nl os signaes seguinles : cabra, de esla-
Cortes decalca de casemira preta a 68 tura rtgular, baixo. quando se ausentou nao li-
Chalea deme'rin com franja de seda a 58 nha barba nenhumn, cabello a especie do de
Cortes de calca de riscadodequadros a800 rs. ral- Um um pequeo geilo as pernas pan
Merino verde para vestido de montaria, cova-; d,"lro- unl s'S1"'1 n,a pon'ada liugna do lama-
do, 18280 "n0 "c um carolo de ge iaba, que o atrapalha um
Lencos brancosde carnbraia, a duzia ,28. Puco W*0 fallar le,n as cosas bem cicalriza-
: das de chicote ; esle escravo foi da villa do Sa-
boeiro. comprado ao Sr. Domingos de Souza Bar-
ros, e ha noticia delle estar secutado em urna
uv.uo fiautuaut: UllLiUlUin a uua, fc
Chapeos de Castor.
Superiores chapees de castor brancos e pretos,
fszenda cima da dila "illa 20 leguas : pede-so
prtenlo 3 captura do dito escravo, c quem o pe-
com pello o raspados, formas elegantes, chega- 'gar |evc.0 a seu Eonhor no dito engenho, ou no
dos pelo ultimo navio francez : a casa de J. Fal- Recfe a Bernardino Francisco de Azevedo Cam-
que. ra do Crespo n. 4.
Era casa de O. Bieber 4 C. Successores,
ra da Cruz n. 4, acha-se venda um grande e
variado soriimenlo de ferrg-.s finas, obras de
tanoeiro e periences sem iim por usos domsti-
cos, producios lodos da industria norte america-
na, assim como :
Arados de diversos lamanhos.
Moinhos de milho.
Machinas para corlar capim.
Grades.
Machinas para descarocar milho.
C'jllivadores c ierres de ensomnm econmico
pos, no pateo do Carmo, que se graliticai com a
quantia o 2008.
fto dia 20 do correnle raez fugio o escravo
Anaslacio, de eslalur regular, com cafurina na
cabeca, snissa e barba fechada, tem um panno no
meio'da lesta que toma-lhe o nariz, vestido do
caiga de riscadinho, camisa de madapolao, paleto
de brim pardo transado, e chapeo de palha velho:
quem o pegar pode levar presenca de Sebastiao
Jos da Silva Braga, ou botica de B.inholomeu
Francisco de Souza, na ra larga do Rosario nu-
mero 36.


(J
Litteratura.
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 26 DE SETEMBRO DE 1880.
Genoveva.
(Concluso.)
Em fim, coniinuou o velho. se se podesse
lazer alguma cousa.... Mas as drogas sao lao
raas! entcrtanto nao istn que embaraza ; el-
! u de nada scrvem. Nao obslanle se fosse pre-
Tomaos vinho ? perguntou Juliano.
Tun:u una polegada ; n menina nao'bebe
!clle.
Juliano poz-se rcfleclir clguns nslanles, c
di cis levantuu-se :
Sien visinho, diz elle, entre nos ha uma pe-
quena diliercnoa, que de bom grado csquccerei
se luidos rasoavtl. Urna vez que amis o bom
vioho, mandar-vos-hei um ca.co que porem de
uma vinha que rae pertence, sobre a qual de-
sojara ouvir vossa opinio. Depois, miaba mo
loz derribar um pequeo bosque, que nos per-
tence, e msndou-me urna proviso de lenha lo
grande, que ncm mesmosei onde deita-la. Se-
na para mira um grande desembaraco trazer-vos
.i melado.
Ser preciso passar-vos urna lottra ? diz o
velho olbando para Juliano eoni os olhos baixos.
Nao, regularemos isso qualquer da.
Se un obsequio couliuuou o oulro.
Juliano despedio-se e sabio ; e j eslava no
meio .da oseada quando ouvio urna voz doce
ohama-lo. Elle lorriou subir alguns degros.
Sonhor, diz-lbe Genoveva ao ouvido nao
lia mandis nom vinho, nem lenha.
Por que ?
l'or que mou pai nao vos pagar___
Madomoiselle, diz Juliano, deixai-me fnzer
o que quero, vo-lo rogo ; eslaes perigcsamenle
.lenle, um rigoroso invern malar-vos-ha.
Mis___
llonlem noile, coniinuou Juliano, cu vos
deitei bruscamente ; permilli que agora faca o
mesmo.
Dous dias dopois a casa des Chenaletlos fui pro-
vida .le vinho e lenha
Pomo pouco Juliano habiluou-se vir ah
frequeotemcnle, calgumas vezes muitos dias se-
s. Aconteca lambem que elle toniasse
parle nos janlares, de que fazia todas as despe-
zas, por que pretexto de indemnisar seu hos-
pede do encornmodo que lho causara, Irazia fa-
miliarmente debaixo do capot.- as provisoes de
toda a especie, cujo uzo elle julgara restabele-
cena asaude de donzclla. Desle modo passa-
va-sc" bem cm Chenaletlos quando Juliano l
oslara. Elle dzia que eslava pouco oceupado,
que possuia um bom gAinheiro, para ler o di-
reilo de torneccr abundantemente a meza de gal-
uchas c dos pretendidos producios de sua caca
'.' pesca.
ii uspeitoso velho aprovoitava de tudo sem
lestemunbar gratidao alguma.
Quanlo Genoveva, graras aos continuos cui-
dados de Juliano, ella viva, era bstanle ; e se
o frescor da mondado nao Ihe rcapparec'ia no
rosto, ao menos o mal pareca estacionario. A
brutajidade de seu pao a poupava mais vezes, e
illa liriha soflrer monos as grandes privar-bes
por que passra.
Quanlo mais benvolos e delicados cram os
procodimentos de Juliano, tanto mais a feria no
coracao a dcsconfiunca, que o relho nao cessa-
manifestar ; por tanto difficilmenle ora
.no
ella ousara compensar esta injustica com
seu proprio recouhocimonio < Vos ros "enten-
dis murmurara resmuugando o relho quan-
o sorprenda o menor signal, como se iiil-
gasse que Juliano e Genoveva conspiravam sua
morte. Mas Juliano mostrara urna paciencia inal-
loravel. Bastara que Genoveva lancasse-lhe um
olhar doce pora que elle se ficasse satisfeito
Assioo se pnssaram os trez peiores mezes do
invern.
Em um dos prmeiros dias de malo, rio Ju-
i chegar sua casa Genoveva afflicla. Um
ni mera viera pela mariha ver seu pao, o leudo <
ii.versado com olio no maior segredo, deixra-o !
om um estado extraordinario de exaltaran O
sangue U>e subir cabeca. Lila nao dsse tu- !
do : seu pae a tinha espancado. Acalmaudo-se
S Mira um t-ncororuodo tal, que ordenara sua :
lilha que fosse procurar o medico.
Juliano e Genoveva parliraiu juntas. Chegan-
de casa, bateram porta, por que o suspeito-
so relho nao quizera confiar as chavos as raaos
do sua iilha ; e corno nao viesso abrir, Juliano '
mi lleu donlro'iiriia janolla, pulou pira o interior,'
c o primeiro objeeto que se lhe offereceu vis-',
ta mo velho eslondido no lagedo Tinha sido'
acommetlidu do una apoplcxia, c sua funesta
precaucoo tornara tardos os soccorros de Julia-
iio. Morcn.
Entrando om rasa i urna hora adianlada da
noile, Juliano achou urna carta, que o chamar
Mrasburgo a ver sua mo, que cahira doenle. I
Antes de partir quiz tornar ver Genoveva, c'
no dia seguintc muilo ccdnho foi Chena-'
loltes.
Achou a doozella muilo calma, eexplcoti-lhe'
o que o obrigava deixa-la nosse cruel niumen-'
lo ; o logo depois tomando a mo de Gcnovera '
oil'orcceu-lhe gravemente desposa-la quando es-
liresse de rolla.
Esta generosa offerla parecen perturbar ex-
remamenle Gcnorcva, entretanto que Julia-
no mostrara um ar digno c seguro.
Bem sei, diz elle, que j'sou muilo idoso
para ser vosso marido, mas todava naosou bas-
lanle para ser rosso amigo. Acceitai ; se nao
tordos perfeilameute feliz, nao ser culpa mi-
nha.
Nao, diz Genoveva, tenho apenas alguns
dias de vida, e sou feia.
Hludiz-rus, contnuou Juliano cobrando a-
riimo ; urna vida tranquilla de alguns mezes so-
monte vos restituir a saude e o brilho dos de-
scsele annos.
Tos bem diz Genorcra depois de um mo-
mento de silencio, euros respouderei quando
estiverdesde volia.
Juliano nao pJe lirar da donzolla umeonsen-
llmento mais formal : elle parti. Trez sema-
nas depois, tranquilisado sobre o estado de sua
mo, vollou i M-"'. Informou-sc primeiro que
tudo do que era feito de Genoveva, c nao lhe
foi preciso ir muilo longo porque a orplia era
o assumpio, sobre que nicamente se fallara
onlo no paz. Qual nao foi seu espanto, dirci
quasi sua indignacao, ao saber que o pobre re-
Iho do Chenaleltes logava sua filha oilo cen-
los mil francos Assim, pensou Juliano, o ve-
lho avaro monomaniaco deixara morrer essa
FOjLMETOI
rnoya na miseria, quando poda lazcr-lhe urna
existencia invojavel 1
Ella partir poucos das antes de Juliano che-
gar, esquecida de sua promessa, e ninguem sa-
bia para onde tinha ido. Juliano affligio-se com
a sua partida ; mas reflectio que melhor era
que assim fosse, por que nao sabena o que dis-
sesse rica herdeira. Nao era mais a Genove-
va que elle tinha conhecido, e a offerla que lhe
flzera de desposa-la parocia-lhc agora ridicula.
Ello nao cuidou mais nisso, ou antes, em rao
qut nao cuidar, por que anda que o fizesso a
imagom da frgil donzclla enchia-lhc constante-
mente o pensamento ; ello critava passar em
Chenaleltes ; mas a picrauco mosma que tinha
de evitar lembrsr-sc de Genoveva, a recordara
ncessantemente. -flia tristeza amarga acom-
metlou-o nao obstante todos os esfureos que fa-
zia para distrahir-se : tornou-se sombro e ta-
citurno, as faces so lhe encoraram, lia-se em
suas fecoos urna expresso de profunda tristeza
e finalmente quando o oulomno trouxe a nere
e as tongas nones, a tristeza tornou-o completa-
mente mudado.
Em urna tarde de Mlabro, achaudo-se elle a-
quecenndo-sc ao p do fogo, urna senhora de
edade madura rcio cliama-lo para urna viajante
chegado ao hotel da cidade. Era no quarteiro
mais affaslado da morada de Juliano.
No caminho, elle se adrnirou de que urna es-
Irangeira o preferisse qualquor outro seu col-
lega mais visinho do hotel.
Nao responderam-lhe, sois vos mesmo
quom desejam ver.
Chegaram ao hotel ; e a senhora inlroduzio
Juliano ern urna das molhores sallas, onde o
deixou sozinho. Urna oulra senhora enlrou| lo-
go. Juliano olhou-a, empallid^ceu e Jiesitou
um momento.
Nao conheceis mais aos rossos amigos, se-
nhor Juliano? porgunlou a recem-chegado.
Com efleito era Genoveva, mas Genoveva lao
mudada, Genoveva lo bonita, qi/e Juliano nao
podia crerem seus olhos. Um rubor encanta-
dor coloria-lhe as faces ; seu olhar, sempre lao
doce, brilhava com urna bondade maliciosa ; seu
andar c gestos eram chcios de graca c seguran-
ca ; sua face tinha a frescura mais vira, e o tim-
bre de sua voz era suave e sonoro.
Segu vosso conselho, diz ella. O ar puro
e fortificante das monlanlus restiluio-me a sau-
de, e agora eslou melhor, nao 6 assim ?
Juliano nao responden.
Inlerrompendo esla ingenua coquellcria, a
donzclla nolou por sua vez que Juliano tambem
nao era mais o mesmo ; ella esporou um mo-
mento? e depois, abaixando tristemente os o-
Ihos :
Sentemo-Eos, diz ella. Temos urna con-
ta a ajuslar.
O que entendis por isso"? perguntou
elle.
Ah nao fui cu rosso doentc ? Eis aqui
papel, pennas e tinla ; senlai-vos diante d'aquel-
la mesa.
Juliano obedeceu machnalmontc.
Primeiro que tudo, contnuou a donzclla,
vos devo___
Nao, madernolselle, diz Juliano, largandr
a peona, nada dissu farei. Eu nao esjerava seo
pago dos cuidados, que live comvosco.
Sem duvids, disse Genoveva com frieza ;
mas a fortuna agora est do meu lado, e tenho
direilo de sor lo susceptirel como vos : alcm de
que nao sou mais iilha familia para ros ficar obri-
gada.
E concluiado, ella lanrou-lhe um olhar cheio
de ternura.
Soja, diz Juliano tomando a penn3.
Genoveva corou, suspirou e proseguio :
Primeiro que tudo doro rossas rizitas... du-
rante quasi trez mezes. Quanias, pouco mais ou
menos ?
Nao sei, diz Juliano, sera duwda urna duzia.
Por exemplo pouco mais ou menos este
o numero por cada me/.
Trinla por consogunlo, se quizerdes.
Mas, nao, sonhor alguraas vezes viestes
qualro ou cinco dias seguidos.
Oh nao contara com isso !
liasen sem ler contado, me lembro.
Ropito-vos mu .seriamente, madomoiselle,
que nao llz nota dos dias, em que fui.
Ah era preciso, sonhor, fazor nota, como
eu, dos dias... em que nao fustes, contnuou Ge-
noveva com um tom, quo Ine tornou mais vivo
anda o encamado das faces.
Juliano olhou-a.
Pols bem assenlcmos qu aren la, diz elle
com um ar distrahido. .
Anda ganlio muito. Quarenla vizitas ...
Madomoiselle, diz Juliano com docura, pero-
ros perdo, eu nao sabia o que fazia. Se vos
conrm pagar-mo, araliae sozinha o que julgls
dever-me, e dai-o aos pobres da communa. Sos
rica, e queris agora pagar-me, est bem ; mas
cu que nao vos lornaroi mais ver, s vos pec
urna cousa : que me doixeis ao menos, ao des-
pedir-me.uma lembranca dcsinleressada dos mais
felizes dias da minha vida.
Ao mesmo lempo elle levanlou-sc com urna
grande simplcidade, rompeu a nota que tinha
c.omccddo c lancou-a ao fogo. Depois dislo pe-
gnu no chapeo, saudou a Genoveva e dirigio-se
para a porta rpidamente, por que lhe ruinara as
lagrimas aos olhos.
Mas Genoveva se tinha lancado alraz dclle, e
pegando-lhe na mo :
Sr. Juliano, diz ella, perdoai este jogo
urna doozella, que nao sabe como exprimir-vos
o que quer de todo coraro. Quando nos vimos
pola ultima vez, proposesies-me ser eu vossa os-
poza ; eu vos disse : Mais tarde ros respon-
dore Este momento chegado, e... eu ac-
cciio
Juliano ficou mmorel.
Ella tinha-lhe sollado a mo, e confasa espe-
rara urna resposta.
Emlim, Juliano exclamou :
Accoilacs mas sois rica, o alm dsso, Ge-
noveva, sois bella ceni vezes mais do que eu so-
nhra. Eu, se tenho mudado, para oeior : en-
tretanto
felicidade q
dereis sem
se nao podis garaol'ir-me que nao o reconhe-
cimento quom vos dictou as palavras que acabaos
de fazer-me ouvir.
E vos podis garantir-mc, respondou Geno-
veva, quo nao ora s a piedade quem vos inspi-
rara, quando me olio recos es ser meu esposo?
Nao, diz Juliano, eu vos amara.
Pois bem ou lambem ros amo, Juliano ;
ros rae resliluistes a vida, conclu vossa obra,
por que se me repellirdcs, eu morrerei.
Cll. DRlER.
(Siece.-S. Filho).
z:M?2ire.ji
?on
PAULO DE KOCK.
is uimi.-i cen io/.es mais qo que eu so-
, se tenho mudado, para oeior : cn-
superior s niinhos forraarecusar a
iuc me ofi'oreceis. Vos "roj-arrepen-
n duvida. Itetralai-vos, *enovova,
Da natoreza e limites do poder
moderador.
E A VEKD.UVE1IU DOLTRISA CONSTITUCIONAL.
I
discussao que houvo na impronsa acerca da
, naturoza e limites do poder moderador seguio-se
Jo appareciraento do um opsculo geralmente at-
I tribuido ao Sr. conselhoiro Zacaras de Ges e
j Vasconcellos, em que esta grave questfo trata-
ida e rosolvida de modo contrario clara, precisa
e verdadeira disposico constitucional.
Os elogios feilos por alguns jornaes osle es-
cripto, os que por toda a parto eram trorabetados
por varias pessoas de Ilustrarlo como o Sr. se-
nador D. Manoel. e, o que mais, pelo Sr. mar-
que* de Olinda, que com enthusiasmo o applau-
dia, julgando-o digno de ser estampado em ca-
radores de ouro, excilaram-nos anda mais a cu-
riosidade de conhecer o interessanle trabalho do
Sr. conselheirff^lacarias, de cujos talentos e bri-
Ihanle dieco alias muito era de esperar. Lemos
porlanto com loda a atlenco o apregoado pri-
mor de verdade doutrinal e lgica demonstra-
ce o I e, confessamos, grande foi a nossa sorpreza
c pasmo I
A principio desconfiamos da nossa cogueira,
nao nos capacitando que obra de lamanha aulo-
ridade e to bem recommendada so reduzisse ao
que logo se afigurou ao nosso grossero bom sen-
sor1#, a urna escolstica e sophislica exhibi-
co de principios do direilo publico constitucio-
nal, incoherente o contradictoria em theoria, e
ainda mais quanto applicagao segundo a cons-
tituigo do estado, mal disfarcada por boa niti-
dez de cstylo.
Porm, depois do madura reflexao, nao foi pos-
sivel deixctr de roconheccr quo o Sr. conselheiro
Zacaras (se elle o verdadeiro autor, o que
para duvidar) ou irnicamente alinhou em phra-
se correcta os sophismas com quo alguns prelon-
dera interpretar a conslituico, nullficando as at-
Iribuicoes privativamente conferidas ao impera-
dor como chefe supremo da naco e seu primei-
ro representante, ou enlo elle mesmo, equivoca-
do e iuduzdo em erro, dando tratos agudeza de
seu cogeoho, s conseguio palenloar a improce-
dencia dos argumentos com que em balde se pre-
tende desvirtuar as iostiluices, taes quaes a mais
formal e precisa letra e espirito da constituicao
do eslado lem constituido.
Ousamos dar ao publico algumas breves obser-
vares refutando a doutrina o argumentarlo do
opsculo Da nalureza e limites do poder mode-
rador (atlribuido ao Sr. conselheiro Zacaras,) e
o fazernos sem a prelenco do oppr o prestigio
da nossa auloridade, que nenhuma temos, po-
rm lo somonte apoiados na verdadeira intelli-
gencia da constiloieo, e forlcs pela conviego
que d a verdade em luz de evidencia. Nosla lula
deslgual.com adversario lao conspicuo, srve-
nos at rrresmo a mesquinharia das nossas forjas,
porque sem auxilios da arte s nos pode alentar
a foroa da razio, que semprc deve prevalecer.
II
Sustenta o autor do opsculo que o exercico
do poder moderador, assim como do executivo,
deve correr por conta e responsabilidado dos mi-
nistros, sendo nenhuma em reali.iade a deslinc-
co feila entre um o outro poder, embora a cons-
lituico os tenha contemplado em ttulos separa-
dos ;
Quo o bom sonso e a regra fundamental do r-
gimen representativo roconhece o consagra a pio-
na responsabilidado dos ministros quanlo a todos
os actos da pessoa do imperador, sendo esto o
nico meio do se manler illoso o principio car-
deal. a irresponsabilidadc e Inviolabilidade do
chefe do estado ;
Que assim cumpre interpretar eentenderi nos-
sa conslituico, sendo esta a doutrina professada
pelos publicistas o consagrada as constituges
dos paizos regidos pela mosma forma degovorno.
Devemos principiar por collocar a queslo no
seu verdadeiro terreno ; tratamos de entender e
reconhecer ? verdadeiro preceiio da nossa cons-
lituico, tal qual ella precisamente estatu na sua
letra e espirito, quo por evidente nao pode ja-
mis ser dosprezado para, se ir buscar cousa di-
versa.
Na adopcao da le fundamental do estado, o so-
berano, sem nenhura conslrangimonto moral ou
material, com o quo deixaria de ser soberano,
obrou o mais livremente possirel. Podia enire
todas as formas do governo possiveis adoptar
aqwerliT-fiae mais llie aprouvesso, desdo a pura
cia al .i monirflii.i absoluta ; urna vez
loplada a le fundamental do estado,
a a forma de governo, se precisamente
"nstiluida, marcada a esphera de cada
fderos delegados, evidenlo quo nao
nar do que est assim constituido, a
pretexto de qualquer coiisideracao, que nenhuma
pode prevalecer sobro o texlo claro e preciso da
mosma le fundamental e da sua liilcral e lgica
iiilelligencia.
A que vera, pois, a cilacao de constiluicoes de
oulros paizos, cujas circunstancias sao diversas,
o que na doutrina o applicaco lambem tanto di-
versificara ? I ondo existo, idopondente das raes-
mas regras escripias na lci fundamental do esla-
do, cssa ndole do syslema invocada com a su-
prema razo, a que tudo se dove subordinar ao
ponto do apagarem-se as mais terminantes pres-
cripces, illudir-se o sentido obvio e natural, e
desconliecer-se o quo evidentemente foi consti-
tuido com lodo o fundamento c aceito sem ne-
nhuma restrieco? I
Que poder e valor pJe ler a auloridade de es-
criplores quo opima contemplando hypolhescs
dilTeVenles, conimlftarido e explicando insiilui-
eoes diversas
Consideremos a doutrina do opsculo.
Na opinio do autor do opsculo, os dous arti-
go* da conslituico (3 o 99j O governo do Bra-
sil monarchico-heredilario, constitucional e re-
presentativo. A pessoa do imperador inviolavel
e sagrada. Elle nao est sujoito responsabilida-
do alguma resolvem a queslo determinando
a necessidade da interferencia de agentes res-
ponsaveis, sem os quaes dar-se-hia o absurdo de
ser o poder moderador exercido directamente pe-
lo imperador. Este absurdo, diz o autor do ops-
culo, de tal quilate em urna vionarchia cons-
titucional que o mesmo enuncia-lo que refu-
la-lo!
I'unda-so esta opinio cm que, sem a garanta
X1.YII
Hypocrita
Leone sua nv-ilher, na semana segninte noi-
le em que estKeram no Iheatro eslavam sos em
sua casa ; Cerisette estudava piano, seu marido
ouvia-a, olhando-a sempro com felicidade, sem-
prc com amor ; quande de repenle fez-se ouvir
a campriinha.
Quem nos vira ver ? disse a moca quem
a menor cousa commovia.
Talvcz seja G3slo. Ha oito dias que nao o
vemos.
Esqueces, meu amigo, que elle te disse que
ia J"azer_ urna viagemzinha ao Havre ?
F.''verdade, mas j podia estar. Eulo o
nosso bravo Sabrelache.
Veio ante-hontem, e bem sabes que nao
vem tantas vezes seguidas. Rcceia sempro ser
importuno.
E faz mal, porque aqui est sempro em ca-
sa de seus filhos.
O criado poz Cm incerteza dos mancebos an-
nunciando :
A senhora de Fiervillc.
Minha lia disse Len, minha lia que nos
rom risilar... E' verdade que nos deria urna
visita, o ella que lo severa no artigo ceremo-
nias... Ora vamos, minha amiga, esquejamos o
fri acolhimcnto q-ie nos fez e sejamos amaveis
com ella... ser de melhor gosto do que se lhe
nioslrarmos raiva, nao assim ?
Sm, e depois, meu amigo, nao se deve pa-
gar o mal com o bem ?
Madama de Fierville enlrou na sala, porm,
nao com aquelle modo fri, quasi insolente.com
que tralava Len c sua mulher ; chegou-socom
i* [Vide o Diario n. 220.
ar amavel com o sorriso nos labios, dirigise
Cerisette, tomou-lhe as mos comprimeuiando-a
com a all'abild.ido de una, amiga verdadeira.
Tal n.udanca adrnirou tanto a moca que fe-la fi-
car interdicta e atrapalhar-sc integramente as
rosposlas que lhe dcu.
Len, que lambem paramara a sorpreza de
sua mulher, ficou no meio da sala tendo na mo
a cadeira que lencionara offerecer sua ta. Es-
ta, finoria de chapa, fingi nao reparar no pasmo
dos mancebos e sentou-sc na poltrona, dizondo
quasi com ar do bo.ihnmia :
Sm, roeus charos amigos, sou eu quera
vem vc-los ; eslava um pouco demorada, mas
creio que me desculparo, sei que pouco seim-
porlam com as elijuelas, c depois, entre lia c
sobrinha nao se devem contar as visitas.
Era a primeira vez que madama de Fierville
chamava Cerisette sua sobrinha ; a moca sen-
lio uma emoco que lhe fez vir lagrimas aos
olhos. Sem parecer prestar atlenco isso, con-
tnuou a lia de Len :
dor... Recebo semprc as quintas feiras.... Len,
vosso lembrar-se-ha, nao?
Sim, minha ta.
E levar sua mulher'?
Bem sabe que nunca nos separamos.
E depois, minha obrinha achara em mi-
nha casa um conhecido anligo, o Sr. Dumar-
selle....
O Sr. Duraarselle exclamou vivamente
Cerisette. Ha muito lempo que nao o vejo, e
dar-me-hia muilo prazer enconlrar-me cora
elle.
ve-lo-ha om minha casa,
de suas viagens
1 perguntou
amigo, Sabrelache o vio, nao ha
Pois bem
Regesou
Len.
Sim, meu
muilo.
Regressou, o o seu primeiro cuidado foi ir
vlsilar-me.
Madama de Fierville sustentou muito lempo a
conversa passando om revista differontes assump-
tos, o que fazia com muilo espirito e malicia
quando queria dar-se
A minha tonco era vir ve-Ios ha muilo I".30 I0" da[.-se ao trabnlho de,sor ama-
lempo; mas em Pais, por poucos conhecidos' l'?P0,s despedio-se dos mancebos moslran-
quo se tenham, bom sabena que nem sempro se
da responsabilidado, que a regra do rgimen
representativo, nem ha possibilidade de ficar sem-
pre resguardada a pessoa do chote do eslado, nem
seguranca de ser conlido o excrcicio do poder
nos justos limites.
Vejamos o que ha de verdade neslas proposi-
Soes.
I
A garanta da responsabilidade i a regra fun-
damental do rgimen representativo
Certo que a responsabilidade na sua acccpco
genrica a condico inherente todo e qual-
quer individuo que disponha do lirre arbitrio,
qe tora deveres i cumprir e dove contas do seu
eumprtmento. Nesto sentido em qualquer forma
do governo, puramente democrtica, monarchica
ou mixta, o mesmo em qualquer posico era que !
esteja oollocado o hornera, ainda em um doscr- \
lo, osla sujeito seria responsabilidade, quo so-'
uro ello pesa como uma lei fatal que o domina
physica e moralraenle, actuando sobre o corpo o
i o espirito.
I O chefe do estado, na cpula do edificio social,
! privilegiado ao ponto de ser declarado inviolavel
e sagrado, superior qualquer censura, nao osla
isento desta lei quo domina toda a humanida-
de deve contas do desempenho dos seus deveros
a Deus, a si proprio, gratidao dos seus subdi-
tos e a justiga da posteridado ; tora ua propria
consciencia, no reconhecimentodo povo e na his-
toria bom assignalado assonto da indefeclivol res-
ponsabilidade I Os que, pretexto de purga-lo
desle fardo inherente toda a existencia activa,
sustentara que nenhuma interferencia directa po-
de exercer na governanea do estado, marchara I
coherentes a seu fim se do plano aspirara nul-'
liucacao do principio monarchico ; mas, so de
boa fe sacrificam a iheorias vas, muilo tarde re-:
conheccm e deplorara a sua illuso.
E' vslo que a responsabilidado, tomada nesla
accepcao genrica, nao caraclerisa especialmente
o rgimen representativo; assim como o nao
deslingue exclusivamente a outra especie do res-
ponsabilidade que o opsculo denomina legal,
responsabilidade ante a lei e opinio que sujri-
ta o individuo uma jurisdicao constituida.
Esta nom condijo peculiar das sociedades re-
gidas pelas formas de governo representativo,'
visto como vigora anda nos governos absolutos,;
onde, afora a pessoa sempro privilegiada do so-|
borano, tudo mais est sujeito ao imperio da lei,
que ah muitas vezes lem mais severa execucoj
do que nos paizos do governo representativo." A
historia com razo assignala muitos reinados do;
monarchas absolutos cognominados jusliceiros.
Nem a nossa conslituico invariavelmcnlo man-,
lem a regra da responsabilidado : bom ao contra-
rio dsso estatuido a inviolabilidade dos morn-
bros do corpo legislativo pelas opluidei que erail-
tirem no exercico de suas (uuccocs, podendo de
mais ser, por virlude de deciso de suas respec-
tivas cmaras, privilegiados com a isonijo de,
qualquer procedimenlo judicial criminal.
No entretanto evidente que ao corpo legisla-
tiro cabo o exercico de imporlantissima poder, i
Ao senado especialmente incumbe conhecer dos
delictos individuaes commotli.los pelos merabros'
da familia imperial, ministros de eslado, conse-
llieros de estado e senadores, o dos doputados i
durante o periodo da legislatura, assim como co- i
nnecer da responsabilidade dos secretarios e con- i
selhoiros do eslado, ole". E' que sobre a garanta '
da responsabilidado prevalece razo do oulra or-
dem quo assegura o regular eiercicio de altribui-
ces lo importantes. Taremos para danlo oc-!
casiao de rollar esla thso com applieaco s
attribiiiees do poder moderador, c ento de-
monstraremos quo nenhuma incompalibilidade
existe quanto justi limitanao de faculdadescon-
cedidas, entre o exorcicio das funeces dosse po-
der e a irresponsabilidado do chefe do eslado.
Sem ser porm incompativel absolutamente
com o justo exercico do poder delegado, arrs-
car-se-ha de fado a augusta pessoa do chefe do
eslado qualquer desar. lomando elle pirte os-
tensiva o diroela na deliberaco e execuco de
funcces de lamanha importancia ".'
Da chamada responsabilidade legal fez a mais
completa excepc&o a lei fundamental do eslado,!
cingindo a pessoa do imperador do maior dos pri-
rilegios, como cumpria, para quo a forma do go- I
verno adoptada fosse monarchica, hereditaria,
constitucional representativa. Nao ha nom pJe
haverjurisdicao constituida que possa lhe tomar,
contas das attribuicoes conslitucionaes quo pri-1
vativamente lhe competem como chefe supremo :
da naco e seu primeiro representante. Portan- |
lo, do direilo osla coberto do qualquer desar.'
Quanlo, porm, ao fado possirel de uma rero- :
luco, manifest que successo esse sempro
fra uVa humana preriso.
O quo porm ninguem poder sustentar com
SOiio.l.ido que, quando, por dcsgpnco do Brasil,
contra o legitimo exorcicio das especies e regras
das attribuico3 do poder moderador se embra-
recam as ondas da opinio, to indmitas como
as do ocano, na phrase do autor do opsculo, |
soja sufficiente barreira quo garanta a inviolabi-
lidade do chefe supremo da nadao a mediaco de |
agentes responsaves.
A historia de lodos os tempos ahi est para de-
monstrar quo, para resguardo dos I tirnos o da
mosma vida dos monarchas consliluciunaes, nao1
valeram nem agentes responsaves, nem o mais
extremo sacrificio desles.
O que aconselha a prudencia humana e ensina
a aproveilada lico da experiencia que cada um
cumpr.a impvidamente o seu devoro mantonha-
so firme no seu postr ; e o primeiro dever dos
chefes das naees a enrgica inanutonco dos
dreilos, a auslenlaco das prorogativas de que
sao revestidos e dotados, nao por mera regala
pessoal, mai para desempenho da alta missioqoe
Ihes d a lei fundamental do estado e Ibes re-
quer o bem geral.
S o completo aniquilamontodc toda a mpors
tancia poltica podoria arredar as contingencia-
dos revezos do urna rovoluco dos que collorados
no vrtice da pyramide social, sao sempre o alvo
que alira a furia revolucionaria. Mas nem assim
se poderia dar por segura, e ainda menos deseja-
rel,.essa existencia ngloria, j porque com oaba-
timento do loda a digoidade o remedio sera peior
que o mal, o j porque, perdidos com a propria
dignidade lodos os meios de sustenlaco, precaria,
seno despresivol, se tornara a existencia dos que
para boma propria e proveito geral s devem oc-
cupar a mais cmnoDle posicjio por modo con-
digno.
Summum crede nefas animara preferre pudori,
lil propler vilam vivendi perder causas.
Nunca leve applicaco mais ajustada esta con-
ceiluosa mxima do poeta latiuo, do que no as-
sum pto de que tratamos I
IV
faz o que se projecla Creio que os n a sema-
na passada, na Porta de S. Marlinho.
Com effeiio, minha ta, l estiremos, dsse
Len, e julgo lambem que a vi....
E nem um nem oulro me foram fallar; eu
devia queixar-me 1
Minha senhora, receci encommoda-la, ser
indiscrcla.. murmurou Cerisette.
Indiscreta ora qual I F.u eslava com ma-
dama Chalupeaux, uma excellente mulher cujo
marido foi em algum lempo um tanto extrava-
gante ; mas creio que lomou geiio .. F. vai mui-
tas vezes ao espectculo, minha sobrinha ?
Vamos, minha senhora, porque cu e Len
gostamos muito.
O espectculo agridarel algumas vezes,
mas quem vai muitas vezes, aborrece-se. E' pre-
ciso ter oulros prazeres... Pens que meu so-
brinho nao se casou com una mulher moca e
bonita paia a conservar sempre afastada das so-
ciedades.
Nao desejo ir s sociedades, minha se-
nhora.
Quando digo s sociedades, fallo da casa
de alguns amigos. Esporo que virao minha ca-
sa, tocaro, cantarn, jogaro o wislh se goslam
de jogo, ou nao faro nada, como rauita genle
que as sociedades prefere o papel de cspecla-
Dissemos que a experiencia demonstrara que
em hora fatal (na hypothese do uma rerotucao
chegada ao ponto de romper contra as especies
e lo regradas attribuicoes do poder moderador,)
para resguardo dos thronos e a mosma rida dos
monarchas, nada raliam agentes.responsaves eo
seu sacrificio, nao porque desconhecessemos e
menos apreciasseraos a excellenca da responsa-
bilidade des agentes do poder executivo. A este
respeto sobeja-nos a convieco de que a organi-
saeo desle poder, adoptada na nossa conslitui-
co ao modo do rgimen inglez, o melhor, o
mais salutar o acertado systema de governo, o
nico que, segundo as luzesdo seculo, podia, al-
liando a liberdade com a ordom, e provondo ao
bem geral, servir fi sociedade brasileira.
O autor do opusceulo, porm, nesla parla
exagera e dsvirlua a insttuigao constitu-
cional do poder executivo. Allenda-se para
quanto expende... chegando a exprimir-se : No
plano da constituicao, pautado nesla parto pelos
verdadeiros principios de organtsaQo polilica (!!)
o poder execulivo delegado s ao imperador, to
privativamente ao imperador como o o poder
moderador (!!) e se reconhecer que, concen-
trando na pessoa do raonarcha toda a delegaco
do poder executivo. aunulla politicamente os mi-
nistros, reduzidos meros agentes occasionaes,
sera nenhuma jurisdieco ou auloridade propria !
L o mais que funda a sua opinio no arl. 102
da conslituico : O imperador o chefe do po-
der executivo, e o oxenita polos seus ministros de
eslado. Por esla disposico, diz o autor do ops-
culo, quera exereila o poder execulivo o im-
perador ; logo o poder execulivo privativamen-
te delegado ao imperador, porque o cargo A do
quem o exerce (I!)
o caso do dizer-se a opuio do autor do
opsculo envolvo absurdo de tal quilate era urna
monarchia constitucional, que o mesmo enun-
cia-lo que refuta-lo. E nao ha a iu s inverso
ou desconhecimento da doutrina constitucional,
ha de mais palmar desinlelligoncia do que liite-
ralraonlo est escripto, ha a mais flagrante inco-
herencia cora o mesmo principio invocado. O car-
go do quera o exerce, diz o autor do opsculo :
a conslituico formalracnle,commelte o exorcicio1
das funegoes do executivo aos ministros do esta-
do ; e d-lhes esla commisso porque essen-1
cial que essa gerencia seja feila por homons re-
commendados e apoiados pela opinio. lirroraen
le nomeados pelo imperador, o responsaves por \
traoo, por peta, suborno ou concusso, por abu- i
so do poder, pela falla da observancia da le, pelo '
que obraren) conlra a liberdade, seguranca ou I
propriedade dos cidadaos, o por qualquor dissipa- i
cao dos bons pblicos. E por tal modo sobre os
ministros pesa esta responsabilidade, que ncm a
ordom do imperador, vocaCou por escripto, dola
os salva No entretanto, concluo o autor do ops-
culo, o poder execulivo 6 privativamente delega-
do ao imperador!
Como chefe do executivo tom por certo o im-
perador inspecQo e verdadeira deliberarlo no
geral di adminislraro o marcha ordinaria dos
negocios cargo do governo, no sentido de sanc-
conar os actos do mesmo governo, alguns dos
quaes sao expedidos com assignalura imperial, c
todos devem merecer a sua appnmro, ou ao
menos oslase presume, visto que pod livremen-
mente nomear e demittir os respectivos ministros.
Mas, emquanto o ses sao conserrados no poder,
tendo, como lem, completa responsabilidade. nao
podem deixar de ter a mais perfeila liberdade de
doliberaco e procodiraento. Sera lo repug-
nante cora os principios de juslica e com os dic-
tames do bom senso, como impralicarel, queso
constituisse um ministerio, capaz de servir o go-
verno do paiz, de direilo responsavel, mas do
fados avassallado vonlado superior. Esta hypo-
these tanto impossirel que basta a liberdade que
lera o ministro de dar a sua domisso era qual-
quor lempo para de urna vez arreda-la.
Cumpre portanto roconheccr que, constituido
como comtitucionalmente est o poder executivo,
aos ministros do estado loca, com o exercico das
funeces proprias desle poder, a mais plena li-
berdade de aeco e dcliborago, sempre porm
debaixo da condico de merecerem aconfianca do
chefe do eslado, de quera dependen) inmediata-
mente, assim como da opinio publica, de cujo
apoio jamis devera e podem prescindir.
Cumpre pois recmihecer que nao privativa-
mente delegado ao imperador o poder executivo ;
que sustentando o contrario, sophsmou o autor
do opsculo, assim como commetteu a mais gra-
ve incoherencia quanlo ao exorcicio do poder
moderador, exagerando os perigos e riscos quo
Boa cxposti a cora doscoberta da responsabili-
dade ministerial, ao passo que, nullficando a en-
luaile pnlidoa do miniclorio (canc.igrada no ca-
pitulo 6o da constituirn), quo a expe verda-
deramente s mais fataes consequenrias das,
odiosidades do governo pessoal na administrarlo i
activa e marcha ordinaria dos oegocios cargo
do poder execulivo, cuja gerencia constitucional-
mente s competo agentes responsaves.
lato praticoii o autor do opsculo no empenho
manifest do confundir poderes polticos dislinc-
tos, como taes reconhecidos pela conslituico do
Imperio do Brasil (art. 10). definidos cm ca-
llos differontes, com attribuicoes especiaos o
fins diversos, marcados c designados do modo o
mais formal e preciso.
Para invertor o contrariar o sentido obvio, na-
tural e verdadeiro do texto da lei fundamental,
assim como o autor do opsculo ousou crear ou
sub-entender um privativamente onde nao foi es-
cripto nem podia ser, para que fosse, como foi,
estatuido o poder execulivo com as condices
proprias do adoptado syslema constitucional, as-
sim lambem com o mesmo desembaraco apagn
o privativamente da delegaco do poder moie-
rador ao imperador como chefe supremo da naco
e seu primeiro representante, declarando que ahi
nao tinha outro significado seno designar o im-
perador em separado do concurso do corpo legis-
lativo, visto quo antecedentemente tratara a cons-
tituicao do poder legislativo e do que com elle
lem relaro, comrrando por declarar que o poder
legislativo delegado assemlila geral com sane-
cao do imperador !
Emfim, de sua auloridade o autor do opsculo
oslenla-se spero censor do methodo e redaego
com quo foi concebid e est escripia a consti-
luieo, c modifica-lhe a doutrina a seu modo,
com uma liberdade verdadeiramente artstica !
Picloribus atquepoetis semper fuil aque potestas.
Assim poetisa o autor do opsculo explicando a
separago em captulos diversos do poder mode-
rador o do poder executivo pela diviso do tra-
balho qne em lodos os ramos da actividade hu-
mana produ: uleis ]resultados a tambem recebeu
do muita amizade Ceriselle, e repetndo-lhe
quo contava r-la nos seus soires. Ao sabir, a-
pertou-lhc a mo.
Quando a ta parti, Len e sua mulher Pica-
ran) olhar-sc por algum lempo. Emfira Ceri-
selle exclamou :
Meu amigo, nao eslou cm mira 1
Nem eu to pouco ; confesso-tc, que julgo
estar sonhando !
Madama de Fierville chamar-me sua so-
brinha, pogar-mo na mo.... aperlar-m'a com
affeico... moslr.ar-me lana amizade...
O fado singular !
D'onde provir essa mudanca? Adovinhas,
Len ?
Nao; por mais que procure, nao acorto.....
A ultima vez que fomos risita-la recebcu-
nos com uma frieza quo pareca bem inso-
lencia 1
E' verdade... mas depois desse dia reflec-
tio talvez... arrependeu-se de nos ter recebido
mal...... Eraflm, tu s seu sobrinho, ella deve
querer-le bera... disse talvez comsigo : Perdoe-
mos sua mulher. Seja qual for o motivo, lira-
rei bem contente se ella se dignar continuar
tralar-me assim. Talvez consiga fazer com que
um dia me queira bera, e afianco-le que para
mira seria isso .grande felicidade. Enlo, meu
amigo, nao dizes nada ; em que ests reflec-
liudo ?
Nessa mudanca as maneiras de madama
de Fierville leu respeilo. Minha querida Aga-
llia, conheco o mundo melhor do que tu ; co-
lillero principalmente o carador altivo, iuflexi-
vel de minha tia ; e devo confcssar.le, receio
alguma perfidia.
Ah Len, por que ponsas isso ? Para quo
suppor em tua ta (anta maldade ?
Minha amiga, ha ura proverbio bom verda-
deiro :Por mais que (Vais o natural se rovela.
Um lobo nao so torna carnciro, nom a rapariga
transforma-so em burro... Quando se disfarram
assim, sempro para commelter alguma nial-
dado___
Mas por que razo querer la tia fazer-me
mal? Nunca lhe fiz nada.
Ella ficou furiosa com o nosso casamento,
talvez queira provar-mo agora que devo arre-
ponder-me de l-lo feto. Quanto mais felizes
nos v, mais dospeitQ sonto___ Ha tinta gente
para quom a felicidade dos oulros um suppli-
cio, e que fazem tudo para pertarba-la I o mais
triste minha querida Agalha, encoulrarmos no |
seio da nossa familia, naquellcs de quera s se
devia esperar affoico, esses seniimentos do odio
o de inveja, aos quaes se bem feliz quando
nao so podo ajnnlar a ingratidSo... porque
lambem aquelles que lijes fazem bem, quelles
a quem devem ludo que os mos nao perdam a
felicidade.
Ah 1 meu amigo, ento o mundo 6 muilo
prfido !
Oh 1 sim, muito mo, e lomos todos os
dias a prova de que o lempo e a experiencia nao
o corrigen). Mas emfim posso enganar-rae res-
peilo das intences de madama de Fierville.de-
sojo-o sinceramente, que renha nos franca-
mente, e s achara pessoas quo desejam ama-la.
Noenlanto, vamos obrando com prudencia., o
nao tendamos muita prossa m jr casa
dola.
Vimos que madama do Fierville tinha de al-
guna lempo se tornado de extrema amabilidade
.ora os esposos Chalupeaux, tinha para com el-
los rail aiiences, e leslemtinhava-lhcs uma ami-
zade que de sua parle devia parecer ura favor,
porque rarps vezes era amavel. E por isso os
Chalupeaux tinham se tornado frequentadores
da casa de madama de Fierville ; raras ve-
zes perdiam uma das reunios das quiutas-
feiras.
Madama de Fierville, depois que eslivera no
Iheatro da Porta de S. Marlinho, onde vira Mi-
totinel coraprimenlar o mojo que ficava ao p
della, tornra-so de grande ternura por esse
pae d'alraa chamado Milonnet, cuja mo ou-
Ir'ora nao quizera aceitar para descer uma es-
cada
O tal Milonnet ficou, pois, muito admiradoe
havia de querecebendo um dia ura bilhote
muilo amavel de madama de Fierville, no qual
ella o convidava para jantar em sua casa d'ahi a
dous dias. O pobre homem, quo nao sabia o quo
havia fazor nesse dia. nao fallou ao convito. No
da apra/ado apresenlou-se em casa de madama
de Fierville que o receben, como aos Chalupeaux,
com os braros abortos, e teve a paciencia de ou-
vir, durante o jantar, a raaneira por que Milon-
net criava os poixinhos vermelhos e as carpas, o
que devia enlrelo-la pouco : mas para che-
gar aos seus Dns, cssa senhea era capaz de
ludo.
Emfim, depois de ler feito com que o seu con-
viva proraellesso ir todas as suas reu-
nies das quintas-feiras, madama de Fierville
disse-lhe :
Vi-o oulro da enmprimentar um sugeto..-
chamado, cre)o eu, Froimont?
Froimont? Sim, possirel, conheco um
Froimont.
Pareceu-me muilo amavel aquelle rao-
0 : sua conversarlo muito espirituosa, diver-
tida.
Julga assim ?
O sonhor nao o conheco ?
Conheco... conhego___
E nao o acha amavel?..
Creio que sim... muilo alegre... herdou
de seu tio.
J m'o disse. Sabe que as nossas rcunies
sao raros os homens de espirito ?
E' verdade.... disseram isso em muitas
casas que tenho ido.
Estimara muilo receber em minha casa
esse Sr. Froimont.... Agr.adou-me, apenas o
vi Ha pessoas que agradan) assim pri-
meira vista. Nao do meu parecer, Sr. Milon-
net ?
Perfeitamente... islo nao sei.
Olhe, meu charo Sr. Milonnet, somos co-
nhecidos vclhos, ecom o sonhor nao lenho cere-
monias ; traga-mo c uma noitc o Sr. Froimont;
que diz ? '
Com mil vontades. minha senhora. Porm
nao posso sabor se elle querer vir.
Parece-me, Sr. Milonnet, que tenho um
norae muilo deslindo, e uma posico bastante
elevada na sociedade para quo o Sr. Froimont
nessa septracSo uma justa applicaco... Risum
lenealis, amici I!
Consideremos agora a verdadeira doutrina da ^
conslituico.
A regra fundamental do rgimen representativo
e a consagracSo do principio de que todos es po-
deres polticos sao delegaco da naco ; a diri-
so e independencia desles poderes polticos com
a limitacao de attribuicoes de cada um. A cons-
tituicao do imperio, do" modo mais claro, preciso '*"
e terminante, consagra estes principios cardeaes
do governo representativo, creando e defloindo
cora as competentes attribuicoes o poder legisla-
tivo, o poder moderador, o-poder executivo, e o
poder judicial.
Ao imperador, como chefe supremo da naco e
seu primeiro representante, conferio privativa-
mente o poder moderador com attribuicoes espe-
callssimas. E' a queslo :compete ao impera-
dor o directo exorcicio de taes funeces, ou de-
vem ser ellas exercidas pelos ministros de es-
lado ?
Se attende-se para a letra da conslituico, nao
pode haver mais formal e clara disposico para
que se reconheca que ao imperador, e s ao im-
perador, cabo o exercico do poder moderador; ^
para concluir-se o contrario seria mister iuvorter
o texto di constituicao, dar iutelligencia diame-
Iralraente opposta que se conlm as expres-
ses as mais claras e precisas, cujo significado
nao envolvo ambguidade nem pode dar lugar
duvida alguma.
Se altende-se para o sentido, ostiraando-se de-
vdamcnle a positiva disposico constitucional, ,
reconhece-se que de sua natureza as conferidas
attribuicoes sao para serem exercidas pelo mesmo
chefe supremo da naco e seu primeiro represen-
tante.
Emfim, admitlir que o exercico do poder mo-
derador nao pertenco privativamente ao impera-
dor, seno por intermedio dos ministros do esta-
do, seria confundir este poder com o execulivo,
seria portanto contrariar a regra fundamental d
dnisao o independencia dos poderes polticos c -
commelter revollanle contraaenso proposito do
poder moderador, instituido pela lei fundamental
para a manulencao da independencia, equilibrio
c harmona dos mais poderes polticos.
Lea-se o til. 5." cap. l. da constituicao ; nada
de mais positivo, claro e terminante do que a de-
legaco do poder moderador, feilapriuatii-amei'e
ao imperador como chefe supremo da naco e seu
primeiro representante. _
Eslima-se cada uma das attribuicoes do poder
moderador, e raanfesla-se que s*o mesmo ira- r .
perador as pode e deve exercer. Vejamos :
Nomear os senadores, na forma do art. 43
e uma allnbuco propria do chefo supremo da
nacao e seu primeiro representante, visto como o
senador o rnembro vitalicio de uma das cama-
ras de que se compoe a assembla geral legislati-
va, o senado, corpo permanente, que, alera das
alias funches legislativas, lem com outras a at-
tnbuco exclusiva de conhecer dos delictos indi-
viduaes e responsabilidade dos ministros de esla- '
do. A conslituico com razo quiz e determinou
quo so oorapuzesso o senado de vares proposios
pela opinio publica o escolhidos directamente
pelo imperador, porque deslo modo combina-se
o principio electivo com a iramediala confianca
dj cora. e condignamente organisada a cmara
que s augustas funeces legislativas accumula
as funeces do juiz dos delictos e responsabilida-
de dos ministros e secretarios de eslado. A no-
raeacao directa do imperador uraa verdadeira
prerogativa que competa ao senado, e condiz -
com as altas funeces de julgador dos ministros,
tambera directamente nomeados pelo mesmo mo- .
narcha.
Sem fallar na obvia conveniencia de quo os
ministros, que esta sujeitos jurisdicro do se-
nado, nao tenhara decisiva interferencia na com-
posico do mesmo senado, o principio cardeal da
diviso e independencia dos poderes polticos, e
a natureza especial do corpo legislativo excluem
absolutamente a interferencia do execulivo na
composico do senado ; o esla se dara, se con-
fundido fosse o poder moderador com o execuli-
vo, ou, o que o mesmo, se as attribuicoes do
poder moderador fossem exercidas pelos mi-
nistros.
Convocar a asserabla geral legislativa ex-
traordinariamente no intervallo das sesses,
quando assim o pedir o bem do estado por
certo atlribuico que, enteridendo com o poder
legislativo, importando a renovaco do exercicio
do mesmo, propria do chefo supremo da naco
e seu primeiro representante : s desle, por r"ir-
tude do preceito da conslituico, evidente que
devia e podia emanar urna ordem que obrigasse
os membros de ambas as cmaras se congrega-
ren), e Ibes autorisasse o exorcicio.
Seria alTrontoso para o corno legislativo, e in-
congruente com o carcter'e nalureza do seu
mandato, que se renovasse ou propagasse o exer-
cicio de suas augustas funeces por deliberaro
e deciso dos ministros de estado : uraa tal c-
cao constituira o corpo legislativo como uma
commisso do executivo.
S3nccionar os decretos e resoluces da as-
sembla geral para que tenham forra' de lei
atlribuico que essencialmente comp'ete ao chefe
supremo da nacao e sou primeiro representante.
O principio cardeal da diviso e independencia
dos poderes polticos arreda o execulivo de toda
a participar!) das funeces legislativas, e por '
tanto a deliberaro e deciso dos ministros do es-
tado do actocomplomenlarda consagrar/io da lei,
que atlnbuto privativo do imperador como pri-
meiro representante da naco.
< Prorogar ou adiar a assembla geral, e dis-
solver a cmara dos deputados, nos casos em
que o exigir a salvaro do estado, convocando
inmediatamente oulra que a substitua atlri-
buico que evidentemente s podia caber ao che-
fe supremo da naco e seu primeiro represen-
tante. Sem quebra da regra fundamental da di-
viso e independencia dos poderos polticos, nao -
podoria o poder executivo interferir e aduar por
modo tal sobre o corpa legislativo.
J observamos que a natureza e carcter do
mandato legislativo nao acceita essa accao dos
ministros de estado ; sobe de ponto a mesma ob-
servaro quanlo dissolurao da cmara dos de-
putados. A' respeito, porm, desta especie ac-
crosce a razo de outra ordem que torna absolu-
tamente incompativel a deliberaco e deciso dos ^
ministros, e pe em luz de evidencia a- nocessi- t
dado da immediata e directa inlervenro do im-
perador.
( Conlinuar-s-ha. )
fique muito lisongoado era ser convidado para
minha casa.
E' o que eu quera dizr .. Expliquei-me
mal... ha de ficar provavelmente muilo lison-
geado de vir sua casa..... f
Tenciono oslo invern animar um pouco as
rainhas reunios.... Hei de dar alguns bailes al-
guns concertos ..
Bailes preciso apronder polkar___
Nao obrigado.. principalmente se trou-
xer cavalleiros.
Nao importa... aprenderei sempre algu-
mas figuras, porque pode fallar algum par.
Milonnet retirou-sc da casa de madama de
Fierville, persnadidissiro que a tinha con-
quistado; ea tia de Len disse-lhe pelas eos-'
tas :
E' preciso muita coragem para supporlar
esle sugeilo... mas ainda um pouco de pacien-
cia, e chegarei ao meu fin. Ah tambem o Sr.
numarselle acha essa mulher encantadora I E'
razo do mais para que eu a deteste !
Sabrelache nunca passava mais de dous dias
sem ir rer Cerisette, depois que olla tinha rol-
lado para Paris ; mas raras vezes aceitava o
convite que lhe faziam para ficar para jantar : o
veterano receiara sempre ser indUcreto. e nos J
bellos sales de Paris nao se scnlia lo ra-
lada como no campo. Ccmtanto que visse por*
ura instante a sua anliga protegida, que lhe aper-
tasso tcrnamenlc a mo, ficava o veterano con-
tente c voltava para casa com felicidade para
todo o dia, felicidade que partilhava muitas ve-
zes com o Pal rala que. apenas via o camarade,
perguntava-lhe noticias de madomoiselle Aaa-
iha-Coriea. (1)
Sabrotache foi, pois, intormadoda mudanrade
maneiras de madama de Fierville para com a
mulher do seu sobrinho. nando parlo disso ao
sou protector, Cerisette julgou que este ficaria
to contente como olla ; adrairou-se por ve-lo
franzir o sobr'olho e sacudir a cabeca com ar de
suspeita.
[Continuarse-ha.
(1) Traducco de Certa*, abreviatura do Ceri-
selle.
PERN.TYP. DE M. F. DE PARIA, 1360.
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ILEGVEL

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Full Text
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