Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08235


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Full Text
AHIfl XXXTI. HUMERO 222.
Por tres mezes adiaolados 58000.
Pof tres mezes Tencidos 6$000.
TERCA FEIRA 25 DE SETEBRRO DE 1866.
Por anno adiaatao 19J000
Porte franco para o subscritor.
KNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes do
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jcronvmn da Cosa.
fAiUlUA UOS UUlUtElU:.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goiaona e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros.Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Naz'areth.Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazcira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo.Seriohem, RioFormoso.Una, Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras Natal quintas tei ras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha.
EPHEMERIDE8 DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Quarto minguante as 8 horas e 47 minutos
damanhaa.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manhaa
21 Quarto crescente as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 horas e 20 minutogda tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos damanhaa.
Segundo a 1 hora e 18 minutes da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Yara do civil: tercas e sextas ao meio di8
Segunda Tarado civel; quartas e sabbados a uma
hora da tarde.
v m.
PARTE 0FF1CIAL
Governo da provincial
EXPEDIENTE DO DIA 22 DE SETEMBRO DE 1860.
Officio ao juiz de paz mais volado do 1. dis-
tricto de 41agoa de Baixo Carlos Jos <1.i Silva.
Respondo ao officio que Vmc. dirigo-mc era 7
do correnlo coramunicamlo os motivos porque;
nao pode fjinccionar a mesa parochial, convocada i
nessa freguezia para proceder eleican de juizes
de paz e vereadores, tenho a dizer-lhc que, ex-
pedindo nesla data as providencias necessarias
para ser garanlido pr-dita mesa parochial o livre
excrcicio de suas funrces, cumpre quo Vmc reu-
nindo-a, prosiga nos Irabalhos elcitoraes, annun-
ciando previamente por meio de edilaes, o dia,
em que elles lero de continuar.Offieiou-sc uo
chefe de polica para syndicar do facto e dar ns
necessarias providencias
Dito ao commandanle das armas.- Devolvendo
a V. S. o requerimenlo incluso do lenle do 9.
batalho de infantaria, Joaquim Fabricio de Mal-
los, Ihe declaro, para o fazer constar por meio
conveniente ao peticionario era deferimenio sua j
supplica, que nenhuma razo leve a presidencia
para o suppor envolvido as questoes elcitoraes.
de Olinda, em quanto all servio o cargo de sub- \
delegado de polica, o nem a leve actualmente
para retirar-lhe a confianca, que como militar I
cumpridor das leis c de seus deveres continua a
merecer do governo.
Dilo ao mesmo.N'osti data, e por convir ao '
servico. exonerei o capilo do 10." batalho Ma-
noel Pereira de Souza Burily do cargo de delega-
do de polica do termo de Olinda, e noraeei-o
para igual cargo no termo de Cabrob ; o que
communico a V. S. para seu coohecitnento, c am
de que louvando aquelle ofTicial pelos bous ser-
vicos prestados por occasiao da eleico de verea-
dores e juiz de paz daqueilc termo de Olinda o
tata seguir quanto antes para o de Cabrob.
Oulrosim, expeca V. S. suas ordens para que
disposico do mesmo capito seja posta uma
forca de30 pracas da co-npanhia de pedestre do
termo de Ouricury Fizcram-sc as portaras de
exonerado c nomeaco e comrauncou-se ao
chefe de polica
Dilo ao mesmo.Srva-se V. S. de informar
acerca do que pede no incluso requeriniento Ig-
nacio Nery Verreira da Suva Lopes.
Dito ao inspector da llicsouraria de fazenda.
Transmiti a V. S. para os convenientes exames!
as copias das actas do couselho administrativo I
para fornecimenlo do arsenal de giierra datados
de 3, 5 e 14 do corrente.
Dito ao mesmo.Transmillo por copia a V. S. |
a nota dos direilos. sello e emolumentos que lem '
de pagar o tenenle-coronel da antiga gujrda na-
cional Joaquim Antonio Corrcia Gaio pela sua
patente de reforma no mesmo posto, am de que
sejam expedidas as convenientes ordens para se
proceder a respectiva arrecadacao na estigao
competente.Communicou-se a comniandaiito'
superior do Liniociro e ao agraciado
Dilo ao mesmo.Em satisfacao ao que sollicla
o director do arsenal de guerra em ollicio desta
dala declaro a V. S. que tendo sido o mesmo di-
rector aulorisado em -20 desle mez a conservar o
numero de srvenles, quo actualmente exisle
naquelle arsenal, (leve V. S. mandar pagar nao
s os vencimenios dos quatro srvenles, de que
traa o final do meu officio daquella dala, em
resposla a sua informaco de 17 do corrento como
lambem de todos os mais que excedern) o nu-
mero de -'17 anteriormente lixado, e que eslive-
rera comp^ehendidos na predila aulorisacao.
Dito ao mesmo.Nos termos de sua informacio
de 19 do corrente, son n. 982, mande V. S. pagar
a quanlia de 12j000 despendida pelo director da
colonia militar de Pimenteiras com o alugucl de
um cavallo, que conduzio ltimamente desta ca-
pital para all artigo de fardaraenlo para os colo-
nos.Communicou-se ao commaudanto das ar-
mas.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes os
documentos juulos, mande V S. pagar a quanlia
de 39j200, dispendida com o fornecimenlo de
luz para o quarlel do destacamento de guardas
nacionaes da villa de Pao do Allio, a contar de
20 de oulubro do anno prximo passado, al 20,
dejunho ultimo, conforme pede Jos januarlo I
Alves Ferreirano roqueriraenlo, que vai cobrindo i
os mencionados documentos. Communicou-se !
ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Participando-me o coronel >
commsndante das armas em oico de honlem !
sob n. 999, que, em consequencia de se haver
ausentado, embarcando para a corte, o compra-
dor do hospital militar, Egidio de Alhaydc Ro-
drigues, fra nomeado no dia 19 do correnlo
Francisco das Chagas Castro e Silva para exercer !
o referido lugar ; assim o communico a V. S. pa-
ra sua inlelligencia e directo.
Dilo ao inspector da thesourana provincial.'
Em vista do que informa V, S. em seu oIBcio de
honlem mande pagar aos emprezarios da illumi-
nago a gaz a importancia da conta junta com
excpco da primeira addigao, se por ventura ja |
foi paga, como se ordenou" a essa llicsouraria em t
officio de 26 dejunho ullimo.
Dilo ao mesmo. Em vista da conla junta a
que se refere a sua informaco de 18 do corrente
sob n. 444, mande V. S. pagar a quanlia de res
8'Jjl0, em que importa o gaz consumido na ca-
sa de detengo durante o mez de julho ullimo,
corto de quo nesla d5la officio ao chefe de poli-
ca para ordenar ao administrador daquelle esta-
belecimenlo que sempre que se abrir o registro
do gaz para oempregado da companhia fazer a
contagem do que foi consiimmido durante o mez
a faca elle lambem, conforme ndica o fiscal do
governo em sua informacao de honlem.Officiou-
se neste sentido ao chefe de polica.
Ditoao inspector do arsenal de marinha.Em
vista do que pondera V. S. era seu officio do 17
do corrente, sob n. 389, relalivamedlc ao patro
c remadores da nova barca de escavaco, que
nao querem com o jornal que percebem, conti-
nuar nos traballios da escavaco da barra, o nao
convindo que fiquem elles paralysados, concedo
a V.S. a aulorisacao que pede para elevar a 20
o jornal do referido pairan e abonar-lhe como,
lambem aos remadores, uma raco para bordo,
em quanto a mesnia barca trabalhar na barra.
Communicou-se ao inspector da thesouraria de
fazenda
Dito ao commandanle superior do Limoeiro.
Expeca V. S. sus ordens para que o conselho de
qualiliceco da guarda nacional, de que trata o
seu officio de 25 de agosto ullimo, a que respon-
do, funecione apenas recceber dos subdelegados
as relaces, cuja remessa nesla dala recommen-
do Olficiou-se ao chafe de polica para ordenar
aos subdelegados do Bom Jardim que remellara,
com brevdado as relaces de qne se trata.
Dilo ao commandanle superior da Boa-vista.
Preste V. S. com promptidao o auxilio de forcas
da guarda nacional que pelo capilo Manoel Pe-
reira de Souza Burily, delegado nomeado para o
termo do Cabrob, Ihe fr requisilado.
Circular aos juizes de dreilo.Transmiti por
copia a Vmc. para seu conhccimenlo o aviso cir-
cular expedido pelo ministerio da justiga em 23
de agosto ultimo, lembrando que durante as fe-
lias permillido pelo decreto n. 1285 de 30 de
novembro de 1853 proceder a penhoras, seques-
tos e todas aquellas deligencias que pela demora
ficarora prejudicadas.
Dito ao regedor do gymnasio.Em vista do
que informa Vmc. em seu officio de hontem,
mande admittir nesse eslabelecimento, como
meio pensionista gratuito, o menor Alfredo Ab-
dom de Loyola, logo que Ihe fr apresentado.
Ditoao delegado de Goianna.Fico sciente.do
que me cummunica Vmc. em seu oUiciu de 20
deste mez, a que respondo.
Confio que Vmc, em obediencia s ordens e
instrueces que recebeu da presidencia, conti-
nuar a vigiar attentamente pela tranquilidade
publica e segurtnca individual desse termo, co-
mo lho cumpre.
Dito ao conselho administrativo.Antoriso ao
conselho administrativo a comprar para forneci-
menlo da botica militar os medicamentos cons-
tantea do pedido junio, apresentado pelo ocle-
gado do cirurgiao-mr -do exercito.Coramnni-
cou-sc a thesouraria de fazenda e ao commandan-1
le das armas.
Dilo ao Sr. Antonio Carneiro Machado .Ros,
juiz de paz da freguezia da Boa-visia. Pelo seu
officio desta data fiquei inteirado de haverem si-
do honlem concluido os trabalhos elcitoraes des-
sa freguezia, preenchidas as formalidades legaes,
sem que a ordem publica fosse perturbada, nao
poupando Vmc. para isso os esforcos que esla-
va m io seu alcance.
Portara O presidente da provincia, atten-
dendo s represenlaces officiacs que Ihes forara
prestadas sobro as occorrcncas havidas no ter-
mo de Cabrob por occasiao do processo da elei-
co de juizes de paz c vereadores, em presenca
das quaes se prova que o subdelegado de polica
Romarico Francisco dos Santos prendeu no oa
5 do correnle o juiz municipal supplenle, Jos
Victorino da Silva, sob o protesto do achar-se
elle indiciado em crime de homicidio, roas com [
o evidente motivo de ter o predclo juiz mu-
cipal sopplente prendido na vespera o juiz de
paz c delegado de polica da parcialidade poli-i
tica do subdelegado, concorrendo esle a seu tur- !
no para alimentar as causas que dora na vespe-
ra o juiz municipal as cenas, que actuaram n'a- !
quelles das na villa de Cabrob, resolve de-
millir o predlo Romarico Francisco dos Santos
do lugar de subdelegado da predila villa, e man-
da-lo responsabili.sar na forma da le.
Dilo.O presidente da provincia, allendendo
s partapacoes olficiaes que Ihe foram feilas do
lermo de Cabrob sobro as desagradaveis occor-
rendas ali havidas nos das 4 a 7 do corrente
mez, com as quaes se prova que o juiz municipal
supplento ilo mesmo termo, Jos Victorino da
Silva prendera no dia 4 o juiz de paz mais vo-
lado o delegado de polica Jos Soarcs do Mello
Avellino, sob pretexto de haver comprado uma
escrava criminosa, ter, no entender do mesmo
juiz municipal, cornmelldo o crime do eslelio- i
nato, mas com o evidente fim de privar o mesmo
juiz de paz, do parcialidade poltica diversa, de
presidir, na forma da le, a mesa parochial no
ilia 7, dando lugar com semelhanlc procedimen-
to a que nao se uzease a eleico, e houvessem
lugar scenas de tumulto no da della, que po-
deiam ter alterado a ordem publica, pondo em
risco a seguranza individual, resolve suspender
o dilo juiz municipal supplenle do exercicio das
suas funecocs, e manda-lo responsabilizar na
forma da ei.Remclteram-se copias das porta-
ras cima ao juiz de dreilo da Boa Vista para
proceder na forma da le.
DilaO presidente da provincia, resolve, sob
proposla do chefe do polica, nomear o bacharel
Agoslinho Ermclino de Leo Jnior para o careo
de delegado de polica do termo de Olinda.
Communicou-se ao chefe do polica.
DitaO presidente da provincia resolve, sob
proposta do chefe de pulteia. demllr a Jos Soa-
rcs do Mello Avelino do cargo de delegadrrde
polica do termo de Cabrob. Communicou-se
ao chefe de polica.
DilaO presidente da provincia resolve, sob
proposta do chefe do polica, demittr Francisco
Lopes de Barios e Silva do cargo de primeiro
supplenle do subdelegado de polica da freguezia
de Cabrob, termo do mesmo nome.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dita Os senhores agentes da companhia de
paquetes a vapor mandem dar transporte para a
corle, rio vapor que se espera do norte, por corita j
do ministerio da guerra, ao soldado Bcnedito Jo-I
s dos Sanios.Communicou-se ao commandan-
le das armas.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO.
Ollicio ao inspector da thesouraria de fazenda.
Do ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia transmiti a V. S. a inclusa ordem do the- I
souro nacional, sob n. 139.
Dilo ao quarlo supplenle do juiz municipal del
Cabrob Jos Francisco dos Sanios. S. Exc o |
Sr. presidente da provincia, manda declarara V. j
S. que Qca inlcrado de ter V. S., conforme par-
licpou em seu officio de 5 do corrente, entrado
na mesma data no exercicio das funeces de juiz
municipal do lermo de Cabrob na qualidade de
quarlo supplenle. Fizeram-se as necessarias
communicaces.
despachos no da 22 de sf.tembro.
fequeriihentos.
1676.Feliciano G ncalves da Costa.Requei-
ra a lliesourard de fazenda.
1677 o 1678.Felden Brothers.Dirjara-se s
llicsouraria provincial.
1679.Francisco Antonio Cavalcanli Coussei-
ro, primeiro escriplurario a thesouraria provin-
cial.Informe o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial.
1680.Gertrudcs Firmina dos Anjos.Informe
o Sr. Dr. chefe da polica.
1681.Jos Vieira de Figueiredo. Informe o
Sr. commandanle do corpo de polica.
1682.Jos da Silva Mendonca Vianna. Nao
lem lugar o que requer o supplcanle.
1653.Jos llygino de Miranda.Deferido nos
termos em que requer, pagos os direitos nacio-
naes.
1684.Joao Bezerra de Mello, guarda do con-
sulado provincial.Passe-se portara concedendo
a lcenca pedida.
1685.Laurinda Lnu de Mello.Como requer.
1686.Luiz Das do Toledo. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
1687.Mara Salom de Siqucira Varejo.
Informe o Sr. director geral da instruccao pu-
blica.
1688.Manoel Jos da Silva.Pode ir.
16b9.Patricio Jos de Oliveira. Recorra o
supplcanle aos Iribunaes competentes.
CONMAKDO DAS ARMAS.
Quartel do eommando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Reuife, l de setembro de 18GO.
ORDEM DO DIA N.20.
O coronel commandanle das armas lem a sa-
lisfacao de dar publicidade, para os fins conve- '
nenies, ao trecho do officio que na dala de 22'
do corrente Ihe foi dirigido pela presidencia com
respeilo ao Sr. capito do dcimo batalho de
infantaria Manoel Pereira de Souza Burily.
1.a seceo.Palacio do gove'no de Pernambu-
co. 22 de setembro do 1860.
Illm. Sr.Nesta data, e por amor ao servico!
publico, exonerei o capito do dcimo batalho
de infantaria Manoel Pereira de Souza Buritydo
cargo de delegado de polica do termo de Olin-
da, o nomeci-o para igual cargo no termo de
Cabrob : o que communico a V. S. para seu co-
nhecimento, e afim de que, louvando aquelle
official pelos bous servigos prestados por occa-
siao da oleico de vereadores e juizes de paz
daquelle termo de Olinda, o far seguir quanlo
antes para o de Cabrob..........................
Dos guarde a V. S. Ambrozio Leiloda Cu-
nha.St. coronel commandanle das armas.
Assignado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
olferes ajudante de ordens interino do eommando.
EXTERIOR.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. Nossa Senhora das Mercs.
25 Terca. S. Firmino b. m.; S. Nionizia
26 Quarta. Ss. Cypriano e Justina mm.
27 Quinta. Ss. Cosmo e Damio irmos mm.
28 Sexta. S. Wenceslao duque; S. Salomo b.
29 Sabbado. S. Miguel Archanjo ; S. Fraterno.
30 Domingo. S Jeronymo b. doul. da igrejs.
ENCARREGADOS DA STJBSCRIPgO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Si.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figuciroa de
Faria.na sua livraria pra^a da Independencia na
6 e 8.
O conde d'Aquilla, to do rei de aples, aca-
ba de dirigir Opinione Kationale, a respeilo
da medida que a respeilo d'elle se tomou, algu-
mas explicaces, cujo fim protestar contra a im-
pulacao que se Ihe faz de conspirar contra a li-
b erdade do seu paiz, que quer supplantar, fazen-
d o-se nomear regente.
Eis o que elle escrevou :
Respeilo a corda as cabecas dos outros ;
mas detesta-la-bia na minha," diz o conde'
d'Aquilla. Desdo a elevaco ao Ihrono de meu
sobrinho Francisco II, aconselhei-lhe sempre o
restabelecimeoto da constituido de 1848. e pre-
disse-lhe que seria dentro em pouco levado
proclama-lo de novo, mas muilo tarde.
Comludo, quando chegou o lempo da pro-
vaco, e quandose realisou o que eu Ihe havia i
annunciado, empreguci-rue enrgicamente na |
manutengo, c bom andamento dessa constitu-
cao. Fui eu queni fiz prestar o juramente ma-
rinha, de qne era chefe, prastando-o eu constl-
tucionalmenle as mos do ministro da ma-
rinha.
Vendo que para substituir a antiga polica se
armava metacie de aples contra a outra meta-
de, e que se substitua o rgimen dos esbirros,
pelo do valoroso exercito armado, proleslei com
todas as minhas forcas contra uma lo perigoza
maneira de proceder, c disse a quem de dreilo
o podia fazer, que a instituigo sincera e seria da
guarda nacional em uma sulficenie escalla, era
e deveria ser o nico meio efficaz de reslabelecer
o de manter honrosamente a ordem publica. Em
uma palavra, eis o meu programma tal qual
o submetti em lempo intil ao governo de meu
sobrinho :
Um ministerio forte, leal e compacto;
Uma proclamado firme e conslilucioual em
que esse ministerio faca sera restrieco conhecer
a sua dedcalo ao estatuto ;
Proclamarlo, se fosse necessario, do estado
de sitio, motivada pela aggresso que se lem ma-
nifestado no estado de aples.
a Reforma da polica inferior, e substituido
de pessoas honestas, aos aventureiros sem mora-
lidade, que fazem parle d'ella ;
Organisaco urgente da guarda nacional ;
Destruicao dos meios martimos e oulros de
quedispe Garibaldi, se se quizer prevenir o seu
ataque immediato ;
Repressao dos excessos commeltidos pela
imprensa ;
Medidas enrgicas contra todos os inimigos
do rgimen constitucional ;
Substituido immediata de todos os empre-
gados que nao sao dedicados a este rgimen.
Sao estes, accrescenla o principe, os princi-
pios altamente proclamados que me valorara a
perda da confianca do rei o dos seus ministros,
ao mesmo lempo que me atlrahiram todos os
odios da camarilha, e em particular da raiaha
rai, de quem nunc fui amigo, anda que o te-
nho dito, e de quem tenho sempre ao contrario
lamentado a fatal influencia aos uegocios de a-
ples. Nunca conspirei coutra o estado, e crica-
minhando-mo ao solo da Franca, dirijo-me a um
conlradilor leal.para reslabelecer a verdade.
Depois da analyse das explicaces do conde de
Aquilla.a Opinin Nationale pblica a seguint
caria escripia pelo rei de aples a seu lio, de-
pois de expedida a ordem do exilio :
aples, 13 de agoslo de 1860
Meu charo to.
No momento em que vos dspondes a aban-
donar o nosso slo natal, nao posso deixar de vos
dirigir estas duas linhas para vosdizorum adeus,
com aquella allego que sabis.
Estou persuadido que accelais estas segu-
rangas, que sahem do fundo da minha alma. Pe-
co-ros, em nome da nossa affeicu, que me des
rnuilas vezes noticias vossas ; e'estai convenci-
do de que sempre as receberei com alegra ;
qualquer que seja o ponto era que eu me encon-
tr, jamis vos esquecerei.
Faro votos para que a vossa viagera e o
vosso foiuro vos sejam o mais faroraveis possi-
veis, assim como a minha ta, a quem taris os
meus mus aecluosos curaprimenios, e a meus
primos, vossos lilhos, que eu apeno contra o meu
coraco.
(Jue o bom Deus e a Santa Vrgcra nos re-
serve melhores lempos, primeiro que ludo para
o bera da nossa patria, e depois para as nossas
familias.
Peco-vos qi-e me concedis a conlinuago da
vossa anliga all'eicao, e em toda a parle, em que
porvenlura eslverdes, dignai-vos coniar com os
meus seutimenlos sempre constantes ; cumprin-
do os deyeres d'um sobrinho para cora seu tio,
cu vos digo do lodo o meu coraco adeos, e me
assigno
Vosso alTectuoso sobrinho
Francisco 27.
rroteslo do conde da quilla dirigido ao rei de
aples :
Senhor.
O general Palurabo, quando me comraunicou
a ordem ministerial que me mandava transpor-
tar bordo d'um barco vapor, e me entregou
o passaporle, declarou-me em nome do presiden
le do conselho, qual era o verdadeiro motivo des-
ta medida.
E', me disse elle, porque lodos me achara
culpado, e que por consequencia devia diligen-
ciar com todo o inleresse salvar o paiz d'urna
conflagraco, e preservar a minha vida, que j
nao eslava segura, porque os meus inimigos se
conjuravam contra mira, 0 eu me acharia em
grande pengo.
V. M v, portanto, que a msso que se me
confia no officio fechado de que so trata, est
longo de ser seria, que nao est de accordo com
a verdade dos fados, e quo neslecaso, como ver-
dadeiro cidado constitucional e italiano, nao
posso abster-mc do protestar, o quecomtudo
fago depois de cumprir a ordem que tenho para
embarcar neste momento, que uma hora da
madrugada.
Este protesto nao o faco com a idea de dis-
pensar-me de partir. Longe disso, adandonare
aples logo quo tenhapodido realsar os docu-
mentos para esse fim necessarios. S quero d-
zer V. M. qoo os meus principios italianos e
conslitucionaes teriam merecido outra recom-
pensa, e que a negra columnia de quo sou victi-
ma, bastante oppressiva para um corago que
se considera muito dilfereote de indigno retrato
que se quiz fazer de mira.
Tinha tambera outro motivo nao menos po-
deroso para escrever V. M e por se nao ha-
ver dignado admiltir-me sua presenca quando
liuha, nos algumas cousas que dizer-lhc. mas
para Ihe manifestar o meu affecto, do qual, por
outro lado, tantas provas tem.
Como quer quo seja, deve permiltir-se-me
escrever estas linhas para atlestara minha inno-
cencia perante a nago. e peranle o mundo in-
leiro ; que nao mereci a prOva por que se me
fez passar e que tinha direito a esperar um agra-
decimento differente.
Entrego esta carta ao mesmo general Pa-
lurabo, o qual poder lambem repetir de viva
voz a el-rei os seutimenlos que me unem V.
M., ao paiz e Italia. Sou cora todo o respei-
lo, ele
Luiz de Bourbon.
Bordo da crrela Menai, 14 d'agosto de 1860,
urna hora e um quarto da madrugada.
Proclaraacao publicada por Fuad-Pacha, com-
missarto ottomano, sua chegada a Beyrouth :
Habitantes da Syria !
Os desastres que acabara de occorrer no L-
bano entre os maronitas c osdruzzos, e a repug-
nante ellusao de sangue que delles se seguio,
chegaram ao conhccimenlo de S. M. o sullo,
S. M. esl muilo indignado em presenca do que
se passou.e lamenta vivamente estes fa'ctos, por-
que a sua misericordia e a sua justiga estende-se
aos seus subditos sem distinegao e de uma ma-
neira igual; e qualquer acto de oppresso o de
aggresso, quer proceda do um individuo contra
o seu carnerada, quer de uma nago contra ou-
tra, de qualquer maneira que seja, ou por qual-
quer razo, contrario vontade imperial.
u que esiarajproximo
recreio que Ihe pertencia,
do vapor brasilciro
Os generaes que faziam execular a ordem de
Francisco II, e que desta maneira repelliam o tio
do rei, tiveram a audacia de fazer observar que a
quelle principe nao podia talvezserconduzido no
seu hiate. que eslava inscripto no registro da ma-
rinha
Pego-vos perdao, disse o conde d'Aquilla, es-
le navio meu ; uma propriedade de par-
ticular.
Em seguida publicamos mais algumas circums-
En- tandas que acompjnharam a partida do conde de
tenda-se bem, que todo aquelle que se attrever a Aquila
*EXX2ZJ*EX*t COnl". U,lr0, Ser C0D- Foi no dia 13 dc a8l- noile. emo J dis-
J ?.d.co? rJ??}:JJ?W}}!>??. 8.?!">o. sernos, que elle recebeu. por intermedio do seu
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aiscordia, o se facam des3pparecer os disturbios
e as desordens.
Pelo que respeila s ordens imperiaes, vo-
nho investido de uma missu especial e extraor-
dinaria, e munido de plenos poderes, com tro-
pas imperiaes, afim de castigar os culpados e
autores de tantos criraes.
O firman imperial vos far conhecer a mi-
nha missao, e pora a lodos no caso de julgar
qual a extenso da justiga imperial, cujo fim
conceder refugio aos opprimidos e castigar os
oppressores.
a Pela minha parle, olharei como um dever
cumprir com toda a legalidade as obrigaces da
missao que me foi confiada.
Todos pdem permanecer aqui com segu-
ranga, e o estado de todas as familias quo teem
abandonado os seus aposentos em consequencia
das aggresses occorridas as montanhas, hade
ser tomada em consideraco, e terei a meu car-
go o cuidado traoquillis'a-las, alimenta-las, e
prodigalisar-lhes, debaixo de todos os aspectos
os fructos da juslica e da clemencia imperial.
Mando em primeiro lugar, e desde hoje, que
cessera todas as dissenges, e aquella parte da
nago quo se allrever'a commetter violencias
contra a outra, ser atacada pela forca militar
que rae companhou, e qualquer individuo que
desconhecer os seus deveres, soffrer um castigo
immediato.
Ainda que a minha missao renha abrandar
o fogo das discordias geraes, eu a tornarei com-
ludo extensiva ao exame de todos os duvidosos
e at aos proprios crimes pralicados.
O que se considerar aggravado ou fraco,
quer seja poderoso ou pequeo, apresenle-me as
suas queixas, e em niim encontrar o melhor
acolhimento.
O fim desta proclamaco darconhecimenlo
ao publico da minha missao.
Proclaraago espalhada por Garibaldi logo de-
pois do seu desembarque no territorio napolitano :
Aos pocos do continente napolitano.
A opposico do estrangeiro, inleressado no
nosso aniquilamenlo, e as (aeces interiores teem
impedido que a Italia se cons'titua.
Hoje a providencia parece ter posto um ler-
mo a tantas desgragas......a-unidade exemplar
de tantas provincias, e a victoria que sorri por
toda a parte s armas dos filhos da liberdade,
sao urna prova do que os males desta trra to-
cara o seu termo.
Resta ainda um passo a dar I mas esse passo
nao se deve intemidar. Se se compararen! os
meios lo fracos que guiaram um punhado de
bravos at este e3lroito, cora os meios enormes
du que dispomos hoje, todos vero que a em-
presa nao difflcil.
Quera porm evitar, entre italianos, a effu-
so do sangue, e eis o motivo porque me dirijo
a vos, Hlho do continente napolitano.
Tenho lido occasiao de appreciar o vosso va-
lor, e nao quereria experimenla-lo de novo___
haja treguas entre nos I
Eslendo-vos a minha mo que mais servio
um lyranno, mas que se tem endurecido no ser-
vido do povo, acceita-a povo generoso........ peco-
vos que concorrais para que se formo o reino de
Italia, sem sacrificar os seus filhos. e para que
a possa servir coravosco, ou raorrer por ella.
Messina, 6 de agosto de 1860.
G. Garibaldi.
De uma correspondencia ds aples dirigida
Agencia Bullier, extrahimos o seguinle :
Ante hontem, domingo, houve uma sessao
do conselho de estado muilo turbulenta. O con-
de de Aquila, e o principe de Ischitella linliam
proposto que se reunissera os navios da nossa
esquadra, e que expedidos para destruirern os
navios de Garibaldi que esto no porto de Mes-
sina.
Todo o ministerio se pronunciou com vio-
lencia contra uma seraelhante medida. Houve
'luesles de parte a parte ; o ministro da guerra
Pianelli, o o general Ischitelle, desmentirn!-se
face a face.
0 conde d'Aquila, abandonou a sala, e Mr. de
Marlino comegou enlo a fazer aecusacea ao
principe : foi acensado de ambigo pessoal, de
raacejos reaccionarios, e concluio pedindo o seu
exilio.
Os collegas de Mr. Marlino foram da sua opi-
nio, e nao foi difficil fazer com que lomasse par-
le o rei, que est sem forga, sem energa, e sem
inlelligencia, a poni de intimidar-se e dse dei-
xar governar vontade.
Ser talvez a proposito dascuipar o conde de
Aquila da aecusaco apresentada contra elle pelo
minislro dos negocios estrangeiro. Aquelles que
lem seguido a quesio napolitana, nao eslaro es-
quecidosde que o principe, ha alguns mezes, fal-
lou enrgicamente a favor das liberdades pu-
blicas.
Sabe-se tambera que a elle que em parle se
deve a conslituigo.
Mr. Romano tinha aecusado o conde d'Aquila
de haver comprado 500 keps de guarda na-
cional, para desfarcar os"esbirros se houvesseum
movmento na capital. O principe nao tinha tido
difficuldade em provara falsidajiedesta asserco,
c em fazer retratar Mr. Romam. Todava, a "ac-
cusago de Mr. Romam, era, ao que parece, apoia-
da por outras miserias deste genero.
No dia 13, de manha, o conde d'Aquila re-
cebeu a seguinle communicago :
Alloza :
S. M. el-rei, segundo as ideas do conselho
de ministros, e pensando as necessidades do
servigo real, da sua real marinha, ordena que
V. A. embarque immediatamente no real vapor
vigo de marinha.
O principe diclou ao geueral Palumbo a se-
guinle nota :
Recebi um officio fechado (prego) e uma fa-
lla do ministerio."
Pelo primeiro d-se-me uma missao que, se-
gundo as explicagoes do general Palumbo, nao
outra cousa mais do que um meio de me fazer
execular voluntariamente a vontade dos ministros
a ordem de minha partida.
E istoque me assegurava o general encarre-
gado desta mensagem. Aproveilo pois o-lrcAi-
mede para rebocar o oicu hiate, no qual embar-
carei esta noile.
So me quizerem depois entregar a bordo do
hiate o officio fechado de que se trata, para ser
aberto em presenga do commandanle, compro-
mello a minha palavra de honra, e para um ho-
raem que tem os meussenlimenlos, a minha ma-
neira de ver as cousas, esta palabra superior a
quanto ha do humano : comprometi a minha pa
larra de honra, disso eu, a partir esta noite, sem
obstculo algum para Marselha.como Mr. Palum-
bo me pedio.
Nao mo exforgarei para preparar os meus
preparativos de partida. Se me aflujo de uma se-
melhanle visita, nicamente porque sempre
consequente coraigo mesmo, com as minhas pa-
tarras, assim como com os meus actos, amo o
meu paiz mais do que a minha vida, e torna-se-!
me doloroso apartar-mc delle. Esta retirada que
se me irape, soffro-a com ludo fazendo votos
para que nao seja prejudicial ao paiz.
Teria smente pedido, se me livessem dado
lempo para poder conduziro que oque aqui tenho
de mais caro, os restos mor acs minha filha ; mas
na precipitaco cora que se exige a minha parti-
da, sou obrigado a deixa-los como o mais sagra-
do penhor da minha dedicago pelo paiz, com a i
esperanga de que se me pcrmitlir recebe-la mais
larde ; porque lo-los junlos|de mim seria a tnica
consolaco no meu exilio.
a Pego a S. M. quo me conceda duas linhas do
seu proprio punho, ao menos um adeus, em iroca
de toda a afteico que Ihe tenho podido lesle-
munhar.
Declaro lambem, que a minha mulher e
os meus filhos ho de partir na corveta brasi-
leira.
Torne o co feliz o rei ; que ello prolcja o
meu paiz. que o salve das calamidades que o amea-
cam, e que vigi sobre toda a marinha, de que
rae separo com tanto senlimento como allei-
go.
Jamis me esquecerei de qne estacorporaco
aquella em que, desde a minha infancia, tenho
pariilhado todos os meus senlimentos, e todas as
minhas difficuldades da vida.
aples 13.
A meia noile, tendo o principe concluido rpi-
damente os preparativos de partidadosua fami-
lia, dirigio-se bordo do seu hiate Menai, com-
prado por elle em Inglaterra. Foi d'alli que elle
escreveu ao rei o seu protesto.
j nao pe embaraco algum !x manifestaco dos sen-
! tmenlos da consciencia publica.
Daqui nasceram os numerosos offerocimenlos
: de dinheiro, e os numerosos voluntarios que
: marcharam para a Sicilia.
Se era lempos menos turbulentos se elogia-
ran! os povos que deram favor e auxilio
emancipago das nages eslrangeiras, e se os
goyernos obedecendo auloridade do senlimento
universal,'offereceram francamente ou ao menos
permittiram soccorrer a America, a Grecia, Por-
lugal, a Hespanha, que combitiam pela inde-
pendcnua e liberdade, preciso acreditar que a
Europa civilisada julgue equitativamente a con-
duta observada pelo governo d'el-rei Deste irre-
cusavcl raovimenlo nacional.
Agora a Sicilia est na situagio de expor li-
vremente os seus desejos ; o governo d'el-rei
que deve conservar intactas todas as prerogetivas
da cora e do parlamento, e que deve chegar
tambera a esse dever de suprema raoderaco do
movmento uacional que lho perlence, o gover-
no, digo, tem o dever de mouerar toda a acgo
irregular, e de impedir a ingerencia Ilegitima
nos assumptos do estado, daquelles que nao teem
a responsabilidade moral e constitucional ; ao
governo perlence desenvolver zelo pela cora,
parlamento e nacSo. D'oulro modo poderia acon-
tecer que, por conselho e obra dos que nao teem
mandato, nem responsabilidade poltica, fossem
postos em perigo o estado e a fortuna da Italia.
L como nos estados livres a ordem e a discipli-
na civil teem mais imperio do que o rigor das
leis, convido-vosa esta circular toda a publicida-
de que fr pdssivel.
Tenho advertido varias vezes que nao podia
nem quera tolerar que se fizessera no reiuo pre-
parativos de violencia contra os governos vizi-
nhos, e maudei que fossem impedidos a todo o
casto.
Espero que a opinio publica baslar para re-
primir as emprezas inconsideradas ; mas em to-
do o caso descango as autoridades civis e mili-
lares, para a prompta execugo das ordens que
acabo de dar.
Recommendo, principalmente, que se procure
com a maior diligencia e se castigue com o maior
rigor das leis, os que,conspirando contra a honra
nacional, e traficando cora a disciplina militar,
se conslituem era fautores e promotores de de-
scrces.
Tenho de completar a organisago da milicia
nacional mobilisada, e de preparar a formago
dus corpos de voluntarios da guarda nacional que
ealabeleeeu, e nao quero perraittir que oulros re-
crutem soldados voluntarios.
Para concluir, o abaixo assignado deve decla-
rar que, se o governo d'el-rei esl resollido a
receber leil couperago de todos os partidos
polticos que querem a liberdade, a unio e a
grandeza do paiz, est igualmente resolvido a
nao se deixar dominar por aquelles que nao leera
recelndo, nem do rei, nem da naco, o mndalo
o a responsabilidade do governo. "
A Italia quer o deve pertencer aos Italianos,
mas nao s scitas.
Farii.
de
Urna classe
sem grandes
A Nazione de Forcnca, de 11 de agoslo ga-
rante a aulhenlicidade "do seguinle documento
dirigido de Vieona pelo nuncio do Pana ao car-
deal Antonelli, para Ihe dar conhecihienlo do
mo resultado do empreslimo pontificio no im-
perio austraco;
Veneravel c eminentissimo senhor.
Coriformando-me com a ordem contida no
vosso despacho n. 12,231, cunipro o dever de
vos annunciar que as somraas com que aqui se .
subscreveu para o novo empreslimo pontificio"
podem elevarse approxiraadameule a um milho !
de francos.
O resultado nao de certo maguifico, mas
era fcil de prever. O imperio est, por assim
dizer, inleiramenle exauslo. As offerlas volun-
tarias ou forcadas para guerra do anno passa- ;
do; depois o empreslimo nacional do 200 mi-1
llies de llorins, do qual s se poderara realisar
dous quintos, ao agio de 30 a 34 por cenlo exi-
gido pela troca do papel era raoeda metlica ; a
a Ita de vveres na Croacia, da Dalmaca e na
[Siria ; a excitago poltica que existe na Hun-
gra e na Gallcia em consequencia das suas as-
pirages independencia nacional, a exemplo da
Italia ; as desanimadoras noticias mandadas de
Roma ao jornal catholico de Vienna=0 Amico
del Poplo,todas estas causas moraes, physi-
cas e polticas teem contribuido para tornar mui-
lo difficil o bom xito deste negocio.
..Enire os mais ricos captulos da Hun-
gra, e nomeadamenle os de Agria e d'Albare-
gia, nem ura nico subscreveu. O mesmo acon-
teceu cora a maior parte das ordens monsticas
e corporaces religiosas.
Dos prccedenies delalhes, fcil compre-
hender que os banqueiros nao poderiara vender
todo o resto dos lilulo3 provisorios que me ha-
viarn sido confiados e mandados de Bruxcllas;
o a prorogago indefinida da subscripeo, alm
do dia 15 (julho) nao lera resultado algum.
Nota dirigida pelo ministro dos negocios eslran-
geiros de aples aos embaixadores e minis-
tro* das diversas potencias estrangeiras.
Senhor ministro.
Pelas nformages que o governo recebeu da
Sicilia, sabemos quo Garibaldi tem em Messina
cem barcos cora os quaes so julga que tentar
um desembarque no continente. Entre as ten-
tativas possiveis, pode mesmo receiar-se que tc-
nha o atrevide designio de se dirigir directamen-
te sobre a capital. Teem sido tomadas as mais
enrgicas e efficazes disposiges pare a defeza.
Mas a posgo oceupada pelos navios de guerra
que eslo no nosso porto poderia impedir os
meios de defeza, ou lrazr comsigo inconvenien-
tes mais serios e contrarios aos senlimentos de
Slromboli, onde encontrar inslrucges fecha- amizade que o governo de Sua Mageslade nutre
das, que V. A. poder abrir quando so tiver af- I para com as potencias amigas.
faslado oito milhas da trra, afim de dar cum- O abaixo assigoado, ministro e secretario de
primelo commisses relativas ao real ser- estado dos negocios estrangeiro?, dando conhe-
rigo. menlos destes factos ao ministro de___tem a
honra de Ihe pedir queira fazer com que os com-
mandantes dos navios do seu soberano lomem
as disposiges necessarias para impedir que as
aguas que oceupem, possam os facciosos atacar
a cidade, ou para que os ditos navios passem
para alm de tiro de pega.
Tenho a honra, etc.
I). Marlino. u
Communico-vos esta determinago por ordem
reo!.
(Assignado).Garofolo.
O conde d'Aquila dirigio-se ao palacio do rei, o
nao podo ver seu sobrinho. Escreveu-lhe e nao
obleve resposta. Hontem 13, as seis horas da
tarde o general Palombo, anligo perceptor do
principe dirigio-se casa delle, e Ihe ordenou da
parte do rei, quo embarcasse desde logo para evi-
tar qualquer cfiuso de sangue, e para poupar ao
priucipe os desgostos e a falta do respeilo.
O principe Luiz de Bourbon nao podia resis-
tir. Mandou a princeza sua irrua, e sua familia
para bordo de um vapor brasiieiro quecstava na
balita.
Sabe-se que a condessr. d'Aquila irma do
imperador do Brasil. Mas elle absolutamente nao
quiz embarcar no Sfrom&o/i e foi em um hiate de
Circular do governo da Sardenha.
Turim 13do agosto.
Tendo-se sublevado os Silicianos ha trez me-
zes para recobrar a sua liberdade, e havendo o
general Garibaldi corrido era seu auxilio, com
um pequeo numero de ralentes, estendeu-se
por toda a Europa a fama a$. suas victorias.
Toda a Italia te commoveu, e Coi grando o en-
thusiasmo ueste reino, o*de a liberdade das leis
Proclamaro da commisso revolucionaria
aples.
Concidados :
de homens sem f robustecida, e
aspiraces nacionaes, indicou-vos
a iucrcia durante o silencio da raaisfra escravi-
do, e continua a inculca-la hoje quo factos mag-
nnimos estimulara os mais sagrados deveres, e
obrigam a obrar. Mas o genio do povo j com-
prehendeu era duas nicas palavras, Garibaldi e
Vctor Emmanuel, a quesio vital do dia, e de-
terminou os meios o o fim.
Concidados : os vossos senlimentos teem en-
grandecido a luda, dever nosso levar ao cabo
a gloriosa empreza ; virei com confianca. Os
nossos virio de um momento,para o ouiro em
nosso auxilio ; mas a honra impoe-nos o dever
de nao esperar por todos. Provai, pois, que sa-
bis combater e vencer sos.
Eis-aqui o programma:
Unidaue.Repelli qualquer combinaco poli-
tica, qualquer concesso que a contrari.
Liberdade.Emancipago da vacilante escolla
de polticas meticulosas, o despreso dos receios
cora quo todos os dias vos amcagam.
Soberana nacional.Seja o paiz que salve o
proprio paiz. Revindiquo a forca cotlecliva os
seus direilos imprescriptiveis. Constitua-se o
paiz em nome desse dreilo, e eleja a Vctor Ma-
noel para rei da Italia juveuecida e forte, com o
seu th[ono na cidade cierna de Roma.
De uma carta de Messina escripia Preste de
Paris, extrahimos o seguint :
o Partirn : o signa! convencionado appare-
ceu no horisonle alrovez das nuiens que co-
briam aquelle co magnifico. Quando se pensa
que ha anda apenas 3 mezes, um punhado de
homens sem recursos militares, scora a sua co-
ragem e as suas espingardas, desembarcou em
Marsalla, e que desde enlo se tem tornado um
exercito de quasi 25,000 soldados ; quando so v
o material de que esso exercito dispe agora, as
posiges que soube conquistar, fica-se quasi ten-
tado a acreditar que esta apopa nao mais do
que um sonho. Garibaldi nao s esl senhor de.
Palerrao, de Messina e do seu famoso eslreito,
mas 250 dos seus j esto na Calabria-
Foi na quinta-feira. as 9 e meia, que o ma-
jor Missori, commandanle da primeira expedigo,
poz p era Ierra no continente napolitano entre
o forte Scylla e o del Cavallo. Do ponto do Fa-
ro, onde Garibaldi estabeleceu o seu acampamen-
to, e de onde parti a expedigo Missori, percor-
rendo uma boa carta do paiz, ser fcil ver como
esta linha de Ierra que forma a exlremidade do-
Faro, esl na sua esquerda banhada por doas pe-
queos lagos que outr'ora desembocavam no
mar por meio de dous canaes. Estes canaes li-
nliam sido, nao sci bem porque, cheios de (erra,
e a communicago dos dous lagos com o mar es-
lava por tanto cortada.
Garibaldi, com a sua inlelligencia, compre-
hendeu fcilmente que os dous lagos podiam lor-
nar-se uma especie dc docka para a sua peque-
a esquadra, uma vez que se restabelecessem os
aniigos canaes. Foi negocio dito c feilo Havia
all dous anligos officiaes Irancezes que conhe-
ciam a sua profisso; os canaes tornaran! a abrir-
se, e os 300 barcos pescadores de Garibaldi po-
derara oceultar-se ao iuimigo com os pontes e
as canhoneiras secretamente construidas pelo en-
genheiro do exercito. A hora indicada, os bar-
cos que deviam conduzir Missori, e a sua tropa
para a Calabria sahiram do lago e pelos canaes
ganharam o mar.
Favorecida pela noite, a expedigo pode
desembar no espago de uma hora, e fazer o sig-
ual convencionado a Garibaldi, que eslava a bor-
do do vapor siciliano City ofAberdeen com o seu
eslado maior.
Todava um incidente engaador acontecen
a um dos barcos da expedigo e deu causa a um
justo alarme. Os remadores daquelle barco, ten-
do perdido de vista os oulros, havia abordado
costa um pouco mais longe do ponto indicado
por Garibaldi, e saltaram justamente muito pr-
ximo de uma balera napolitana. Grita-se : Quem
vive I Nada de resposta. Sua na corneta o signa!
de alarme, faz-se uma descarga, d-se um tiro
dc artilharia; o barco Cercado a afasiar-se do
caminho.
Missori, que -tinha recebido ordem de sor-
prehender a guarnigo.do forto Scylla logo que
desembarcasse, nao podendo explicar a fuzilaria
que ouvia sobre a sua direito, e convencido de
que nao encontrava os soldados do forte a dor-
mir, foi obrigado a caminhar para as monlanhas.
Tinha comsigo dous officiaes de grande mereci-
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DIARIO DE PriRSAMBUCQ. TEWpA FE1RA 9o DE SETEMBRO DE 18f^j.
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uieul, Mr. Salumum, du Napulos, o Mr. Nulo, de
Bergamo.
Dividi a sua tropa em Ires columnas, e pe-
do dessa maneira ganhar as alturas que domi-
nan) os dous (orles cima mencionados.
Nao veriQcou com ludo esta operaco sem
ditflculdade, por que quando chegou o ponto in-
dicado para a concentrado do seu pequeo exer-
cito, Missori foi atacado por urna columna napo-
litana que, ao primeiro alarme, havia sido man-
dada a marcha forcada da Tilla de Santo Giovan-
ui. Este recontro custou a Missori 7 feudos e um
prisionciro, que os napolitanos liveram a eruel-
dade de conduzir a Regio, contra a opiniao for-
mal do facultativo, que diste morrena no carni-
rtho. o que effectivamenle acontecen.
E'em Aspromoole que se acha actualmente
a columna Missori, engrossada pela chegada de
muitos bandos calabretes. Do quarto onde estou
escrevendo pode ver-se o fumo da fuzilaria entre
elle e os napolitanos. A opiniao da gente do
pait que a columna Missori poder consejar-
se na sua posico, porque j se manifeslou a in-
surreico na costa opposta.
Todo aquelle homcm que capaz de pegar
n'uma arma, o mesmo algumas inullieres, tecm
abandonado a aldea de Santo Eslevio para se
reunirem columna de Missori.
Falla-so tambera de outras expedices que
Garibaldi fez operar cni Azzerello, na villa du
.San Giovanni, cm Fiumara, Zaccherella e em
Carnaraicle. Nao poderei porm garantir a exacli-
do d'esta noticia, porque o general conserva o
maior segredo as operacoes militares que pe
Curapre recordar que o uumeiuOasasMgiiaturas i
a favor exceder m em muitos milhares as que se
publicaram contra aquella imporlncao, que lo-
ra m apenas 8 mil.
Decorreram dous annos. Um bello dia, porm,
(fui a semana passada) desembarcan! em chusma ;
o povo descontcnta-se ; os adversarios do minis-
terio instigara pelos seus agitadores a que se ma-
n es te a reprovaco ; em pregam-se manejos,
que revelam certa sagacidade, como por exem-
plo fazer persuadir patuleta que o proprio go-
verno desejava muilo que laes manifestaqoes se
Uzease, para lomar olguma medida enrgica e
decisiva que ojuslifleasse petante os protectores
dos laztaristas, e sobretodo da diplomacia fran-
ceza. lia 8 das que se fallava na reunio de um
grande meeling ou comido popular no Passeio
Publico.
K' urna cousa notavel : quando est no poder
um governo popular surge ni os cales de todos
os cantos e nao cessam de Ihe crear embarazos
com as suas impaciencias. A cousa explica-se :
por isso mesmo que o governo popular, cui*
da mcia duzia de patriotas e gritadores que di-
zem exorcer presso sobre elle, governa-lo ai
orto, airigir lodos os seus passos, espionar as
suas acedes, e intimidado com a perspectiva dos
molas. Cumpro nao menos advertir que ura go-
verno popular d a esses senhures a garanta da
impunidade, porque nao est nos seus principios
espantar o povo, atterra-lo pelo apparalo de for-
ou dispersar os grupos que dizer querer usar
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
_Freclezia de Usv.Nesla fregueria s elei-
coes municipaes deram o seguinte resaltado para
juizes de paz.
1* disiriett.
OsSfs.:
Manoel Xavier Paes Barreta............ 188
Pelix de Barros Pimental............., 244
Padre Antonio Jacome de Araojo...... 233
Joo Antonio A. da Silva.............. 210
S* districto.
Qs Sts.:
Domingos Marlins Pereira Monteiro.. 306
Herculano P. C. de Albuquerque...... 884
Maximaino da Rocha Wanderley...... 278
Leocadio F. C. do Albuquerque........ 270
Para vereafloresdo municipio ootiveram votos
os Sis. :
Or. Candido Goncalves ds Rocha.......
Paulo de Amorim Salgado.............
Manoel Xavier Paes Brrelo...........
Flix de Barros Pimenlel..............
Jos Antonio Lopes....................
Leandro Jos da Silva Santiago........
Thomaz Lina Caldas...................
Padre Joo Gomes Brasil..............
Herculano F. C. de Albuquerque......
Joo Antonio A. da Silva..............
da direilo de petico. Seja como for, distribu- i Herculano A. Jos Marroquim
ram-se antes d'hontem com a maior profussao *oi
uns bilheles convidando as massas para domingo
em execucao. Estamos pois esperando ura me- a8 n horas da M no A h -a
tmenlo geral calculando pelas torcas concen- a(Tasl0U muil03 curiusos alfd*assiat junuram-
trsdas a aquelle ponto, e pelo numero dos bar- se m, lanlas as ailtoridade poiciae3
cosa vapor que estao no Faro COnservaram-se as proximidades s um tribuno
Diz-se que pela sua pane, os napolitanos
Jos Luiz Caldas Lins..................
Jos F. de B. Cavalcantl................
Joao Carlos C. de Albuquerque........
Paulino Augusto da Silva Freir.......
Ubaldo Urubelino Ramos...............
Jacinlho AITonso de Mello..............
710
700
682
673
604
553
550
500
496
485
254
250
250
102
90
90
1
lo
Outra Oe elphluu de Azevedo Villarouca, pe-
dindo eertido da matricula de Domingos flodri-
goes de Andrsde.Como requer.
Nada mais houve.
SESSAO JDICIARIA EM 24 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
S01ZA.
A mota-hora da tarde, achando-se presentes
os sennoresdesembargadoresSiira Guimares e
Guerra, o os senhores deputados Reg, Bastos,
Letnos o Silveira, e supplentes Velloso Sosres,
Lavra, Marcelino da Rosa, e Malteira, o senhor
presidente dednrou aberla a sesso.
Foi lid e approvada a acta da anterior.
Pela falta do Sr. desembargador Villares, nio
pode entrar em julgamento os embargos na ap-
pellarao entre partes :
Appellantes, o presidente e directores da caixa
filial do banco do Brasil nesla provincia : apol-
lados, N. O. Bicber C. c J. Keller 4 C.
PASSAGEN8.
Appellante. Antonio Primo Soares 4 Compa-
nhta e outro ; appellado, Carlos Jos Astley &
Companhis.
Do Sr. desembargador Silva Guimares ao Sr
desembargador Guerra.
Nada mais houve a tratar.
* Reg Rangel,
No impedimento do secretario.
Correspondencias.
Communicados.
conservaram-se as proximidades
. dos mais coohecidas fallou multido do coito .
leem concentrado um excreto de 30,000 ho~; niUSlca invocaram.se os manes de D. Pedro I -Iersio do boxito.-A apuraco da totaejo
men entre Reggio e Monleleune. e qne se espe- IV as sombras dos roartyres da liberdade.as recor- Para camaristas deste municipio produzio a elei-
ra urna enrgica resistencia. Mas se, como eu I da^oes g|oriosas dos uUoa heroicos Jeil08 elc> cao dos Srs. seguintes : V V
971
956
resistencia. Mas se, como eu
lenho rases para accreditar, a revnluco so es-' fgj ^qwae "um" 7eqVr'im7nto"pe"d"ido I J,s Joaquina Bezerra de Mello
tende rpidamente na Calabria, que poderao fa- ao goverllo quo reSulva esla la0 d^ modo | Jos Antonio da Porciuncula La6,
tef aSti''hT l?03 -Tiu i''6"1 Pr' mais liberal- ma commisso ad hoe marehou > Vicente Ferreira Padilha Calemby.... 955
esses dabos dos g.ribaldinos f )&ra 0 lerreir0 do p onde Barquel de Lou. Franc.sco Cordeiro Falcao............. 95i
< Esta manha foi preso um calabrez que, se- 11
sage.
ando se diz, confessou ler viudo aqu para as-
sassinar o dictador Mas assassinar Garibaldi
nao c urna coisa fcil. A sua pessoa est guar-
dada por otciaes dedicados quo seria necessa-
rio vencer antes que se chegasse ao p d'elle.
i.'ujndo se annunciou a pnso d'esle individuo
ao general, mostrou o seu sorriso habitual, e
proferiu estas nicas palavras : desgracado, le-
nho do d'elle.
Messina, 11 de agosto.
A noile passou-se tranquilla. Osnapolina-
nos fizerara olguns tiros d'artilhiria, mas nao li-
zeram mal a pessoa alguma. Contina a reinar
grande actividade do quartel general do dictador,
que lem promplos a embarcar 8 ou 10 mil ho-
mens. J ha alguns barcos de vapor carregados
de tropas que s esperam a ordem de partida.
Em Messina, s ha agora a diviso Mcdici, que
est eocarregada de seguir de perto os movi-
inentos dos napolitanos que estao na ctdadella
O commandante d'esta praca forte, o general
Clary, foi hnnlcm chamado a aples, e cedeu o
seu posto ao general Prgola que se diz ser um
bourboniaoo legitimo o. muilo dedicado clien-
tclla da lainlia me. A mudanca produziu al-
gum alarme na cidade, poique se contina a
que linha sido prevenido, e Uvera o bom i francisco Bezerra de V. Torres
951
943
939
Jos Francisco Colho da Silva Vieira .
Manoel Antonio Soares da Fonseca___
Por decreto de 22 do passado leve merco
da serventa 7italicia do offlcio de escrivo do
jury do termo de Nazarelh o Sr. Tito Livio
Brando.
A illumlnacao publica em cortos pontos da
cidade carece de algumas medidas, que a me-
0 Liberal Persambueano e a pre-
sidencia,
Extrahe o Liberal um capitulo de aecusecao
contra a presidencia do facto de haver esta orde-
nada que fossem consideradas injustificadas as
fallas dadas por Joao Paulo na repartido era
que empregado. Indagando os motivos em
que descanca esta ordem emanada da presiden-
cia, o Liberal nao duvida attribui-la odiosidade
poltica.
Apreciemos com imparciahdade o fado. De-
cidiro os homens honestos se o interesse do
servico publico requera ou nao a providencia
em queslao.
E' o tenente-coronel Joao Paulo Ferreira o es-
crivo do hospital militar, cujas funches devera
ser oxercidas diariamente. Sem que por um
motivo plausivel tenha justificado as suas faltas
durante o corrente mez. O Sr. Joao Paulo fez
urna auzencia notavel de sua reparlico com pre-
juizo da regularidade do servico "
Srs. redactores.Mu profunda e cordealmeo-
le penhorado pela beneficencia das pessoas abai-
x declaradas, que com tanta humanidade se
Tidoendo do estado nao s de molestias, como
o de miseria 1 que a sorte caprichosa do commer-
do cruelmente me arresaeasoo, subscreteram pa-
ra mirilla subsistencia a mensalidada de 500 res,
nao lenho exprcsse* com que sossa dar uro pu-
blico leslemunho de meu vivo e mais paro conbe-
eiraenio e gralido aos meu bemfeilores, e com
uspecialidade ao Sr. Antonio Carlos Pereira de
Burgos, que sem me coohecer somenle por um
fado todo casual que se dra, interessando-se
por mim, leve a lembranca de por meio de urna
subscripto fazer com que no ultimo quartel oc
minha tida eu nao passssse por to duras e amar-
gas privajoes.
Eu beijo por tanto as raaos a lodos meus dignos
bemfeilores e incessaotemente supplcare a Deus
por ellos.
Recito, 18 de setembro de 1860.
Mauoel Jos de Magalhet Pinto.
Relago das pessoas que subscreveram em favor
de Manoel Jos de Magalhaes Pinto, oulr'ora
de Beni respeilo da adminisirac,o do Sr. Dr.
Catanho, em abano de minha pessoa, que sem-
pre esteta com elle em perfoita harmona at o
momento de seguir para Piauby ; e ludo quanto
diz contra mira, flea sendo urna conlradiccao,
que nao tcm outra explicarlo, seno a do odio,
rancor, e paixo.
Em continaaca disse o correspondenle, quo
coa espanto seu tira dentro em pouco lempo
ser eu nomeado delegado d'aquelle termo, esup-
plenle de jui* municipal, sem as precisas habi-
itages ; poia que qusndo eu tinhi de dar algu-
ma seotenca. pedia i algueaa, que me ensinasse,
Eisahi outra impulaco, em que abra rancor,
falaidade e inhabilidade. O tacto do ser nomea-
do delegado de Caruar prova, que em vez de
ler estado em opposicao ou em desharmonia com
o Sr. Dr. Catanho, pelo contrario estive em per-
foita intelligencia com elle, e tanto assim quo
merec con la no a do goteroe para substitui-lo,
accrescendo qu por duas vezes fui nomeado de-
legado, pois que, assumindo a presidencia da
cmara municipal, e seudo-me dada requisi-
co minha a exoneraco da delegada por screm
os dons lugares incompativeis, um auno depois
por informaces e exigencias do Sr. Dr. Jos Fe-
comraerciante na ra da Cadeia do Rccife lhe ''PP.e de Sl>uz Leao, enlao |uiz de direilo da-
senso de se nao deixar ficar em sua casa ] os es-
lava esperando com algnns do seus collegas na
[secretaria, eu-lhcs a sua palavra de que den-
tro era pouco, ou as irmas de caridade sahiriara
do reino, ou prestariam obediencia ao prelado
portuguez. Nao creio que cedam. Quando n'al-
h' un paiz aperlam multo com esta exigencia,
tomara o partido de o abandonar. Os patriotas
| ficaram muilo contentos, e desta vez persuadi-
, ram-se, como a mosca de Phedro que s elles
pucharan! pelo coche. 0 ministerio, logo que
j vio o acciulc com que beatos mandavara buscar
', as irmaas francezas s duzias, para lho crear
i embarazos tratou logo de lomar medidas serias,
1 no quu lera andado de perfeito accordo o cardeal
palnarcha de Lisboa Manoel Basto Rodrigues, i 'i"<"icia ura reclamamos ; visto que a luz de
J \ que, sendo lambemos patrilas prevoui-i a'5uns combuslores nao igual essa consigna-
dos destas diligencias, e leimauJo era alvorolar j Ja Da condico supra-citada.
I a cidade com os seus comicios ao ar livre, nao ~ De sexta-feira para c recommooou nesta
I leem em vista seno moslrar-sc imponeutes. | cidade o recrutamento, que fura ordenado pelo por seu^missario tico?
.\o* quoquegens sumas. A miseria das miserias i 8verno imperial para implemento das fileiras | Deixando de comparecer ao hosnilal milit.r
du exemto. u que cessra pela aproximado das 0 Sr. Joao Paulo nao leve impedimntoeo
no! """""P"". na f(,r'a Ja 'I'*:, : inltibisse de comparecer aos rXl os da assem
'o nao pequeo numero de individuo, presos|a parochial da S de Olinda. E nio ai
se apreseutou, mas colloccu-se frente de um
que sao injustificadas as fallas do empregado pu-
blico, que nao as justifica por motivos de justo
impedimento. Quaes sao os motivos que o
contemporneo aitribuir as faltas commeltidcs
que as tesperas andavam os mais fai.anhu-
dos a pedir empregos ...
Agora, o que guvemo faz, parece resultado de
recejar o bombardeamenlo. Como eslamosen-
treguos a generaes fanticos o ignorantes,
me admirar ve-Ios vingar a sua falta de forca
contra tima cidade inotfensiva como esta. A
populacao missineza nao muilo aguerrida,
se nao fosso por Garibaldi, teria perma
tranquilamente debaixo do jugo dos buurbons.
Deus sabe at quando I Tirando algumas nurre-
rosas excopces, o povo siciliano est niuindes-
moralisado para compieheuder bera quaes .sao
as verdadeiras ideas de liberdade c de dignidade
nacional.
< Agosto 12, pela manha.
O barco vae partir, e cu s lenho tempo
para acrosceular algumas palavns pressa a
respeilo du que se pnssou durante a nuile. A's
nove horas, comecaram a ver-se elevados fogos
as monlanhas da Calabria, pela parte de traz
de Pezzo. Estes fogos eram sem a menor duvi-
da signaes feilos a Garibaldi pelos patriotas ca-Lura vez um assumpto
la brezos. As dez horas a meia, sentiu-so fuzi- '
laria o Uros de arlilharia na direceo do furte
Scylla. Mas como este forte est encuberto pelo
escarpado das monlanhas vizinhas, nao se podi
ver o fugo seno muito indistinetamente. As
fragatas napolitanas nao fizeram um nico tiro
de arlilharia, o que me faz acreditar que o fogo
que ouvimos nao ora mais do que as bateras do
forte Scylla, quo ropellium o ataque, sera duvid,
dirijido, dor Missori contra aquella praca furte.
<< O fogo cessuu s duas horas da noile, e de-
pois nao se ouviu mais do que um ou dous tiros
de arlilharia, que tamboril podiam ser signaos.
As balaras do Faro nao fizeram fogo: porque,
comoj disse, os navios de guerra napolitanos
conlentaram-se em percorrer o Golfo, [exondo
signaes por meio de fugeles congrevos colo-
ridos. Protegidos pela noile, foram dirijidas
por Garibaldi outras expedicofs sobre a costa da
Calabris; mas nao posso dizer com ceilesa se to-
das as columnas expediJas chegaram ao sea
destino.
A hora do correio insta; esperae mais exac-
tos detalhes, pelo primeiro barco.
[Jornal do Commercio, de Lisboa )
urna obediencia presso por elies exercida ; Para ('sse m, apenas oilo lera sido apurados,
amanna sallara para a ra a pedir a guarda na- ndoi notavel que de tiinta e: seis hontem dcli-'griJp0 de desalmados que
Clonal ; depois d'amanhaa quereni talvez que se Jus, .uinente seis lossem julgados apios para o origen ao desgracado conflicto que cobriu da
iiterroinpam as rela.;oes diplomticas com a lies-; serv'!.o militar. luto a cathedral d episcopado
panda. Eu sei I Se lhes der na cabeSa, exigem i circumslancia cuja veracidade pode ser; Esi-ahi urna verso fundada* era testeraunhos
que se desmanche o contrato celebrado cera a \ reconhecida fcilmente, urna prova exuberante1*
''da, e iioiianda sobre urna troca de terreno archiphela- <*a regularidade com que lora o governo procedi-
nscido g0 das Flores em Sotoi. Este ministerio hade j Jo '"-'.ssa necessidade de preencher a lacuna do
morrer s mos des seus amigos o soi disanl. exercito, nao Sendo por consegiiinle cabiveis as
Coustou pur despacha telegraphico lera rea- | vozes que por ahi levenlam com segunda iu-
C&O do Porto desprununciado o cande de Rolho. tencao.
Se nao foi posto huntem em liberdade ; de crer
que o soja um destes dias. A cmara dos pares,
constituida em tribunal de justiga, desprouun-
ciou o conselheiru Silva lerrao.
A polica houve as mos o celebre quadro Sat-
vinha, indiciado como fabricador de moeda falsa.
O Juo Brando, famoso assassiuo da Beira,
entrogou-se a priso, e depois a exemplo d'elle,
mais alguns bandidos.
Hontem pela manha. na ra do Malhias
Ferreira da cidade de Olinda, suicidou-se o se-
minarista Jos Faustino Barboza, dandu-se um
golpe as fauces com nma navalha, ao qual anda
sobreviveu duas hjras.
Era estudante do terceiro anuo theologico do
seminario deOlinda, e natural da provincia das
Alagoas, tendo gozado semprc entre os seus com-
|panlieiros e meslre urna roputaco mu lisongei-
A emigtaco dos portuguezes para o Brasil '. ra.^quer moral, quer intellectualmente tomado,
que est sendo discut- | Suppe-seque fura atacado de alguma aliena-
do pela imprensa peridica. As listas du mor- I 0a mental, que o levara monomana de por
lalidade que teem sido publica Jas na olha ofEcial, li,n aos propnos dias ; para o que, obtendo li-
sao realmente pavorosas. O governo expodio cenca do respectivo reitor afira de chegar esta
urna portara circular aos goveroadores civis pira ICIaaa0 Para receitar-se de um incommodo.de
que estes por intermedio dos seus subordinados 11U*J 1oata-se ha dias, sabio do seminario o
na escala administrativa, convidem os parochos | a,|,lou pela cidade de Olinda a procura de urna
a lorcrn a n.issa conventual aquellas listas aos I natalha, e arranjando esta, viciimon-se alinal,
seus freguezes, facendo-lhes as reflexdes que tendo antes procurado um harbeiro que amolasse
mais conveuieules lhes pareccrem para dissuadir i a rtorida navalha, o que nao aconteceu no co-
as populac.oes da febre aventureira da emigra-
cao, to prejudicial ao paiz pelos bracos que rou-
ba quotidianamente a sua agricultura Electi-
vamente us guerras mais encarnizadas oue le-
mos tiJu, a furia das nossas discordias civis nao
lem cansado tanta perda de vidas, como a vora-
gem da emigraco.
A imprensa tontn esta medida e aconse-
lha o governo a dar caca aos emjajadores. Bom
vejo que se nao pode coarctar a cada um que vi
exercer a sua industria oude lhe apoteca, mas
da paite dos poderes pblicos est o em pregar
todos us meios ao seu alcance para desilludiros
incautos. A lei sobre desvinculacao, a reforma
das pautas, acontiHoeco e deseuviviraouto das
obras publicas derern, indirectamente, diminuir
us pretextos de emigraco.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE Pl'R-
NAMBUCO.
Lisboa, 3 de setembro.
Pelo Guiennt da companhia de Bordeaux lhe
remull a 28 do passado as cosluraadas corres-
pondencias.
Aproveilo agora a partida do Milfnrd Hacen,
aa cinprcza anglo-luso-brasleir3, para o por cm
dia com os nossos pequeos aconlecimentos do-
meslicos. Os commentarios s honras militares
que se dorara ao conde de Bolho, cessarara
agora est outra vez na tolla da publicid.de a
queslao das irmas da caridade francezas. Vindas
no Guteiuie foram 16 (II) alm de tros padres
lazzarislas, um dos quaes o pregador Fougeray
que fez aqui misses na capella francoza ha tres
para quairo annos corn grande sequilo de beatas
da primeira aristocracia. Os patriotas ralham ago-
ra novamente com o governo por nao ler dado
inteiro cumprimenlo ao decreto de 3 de setem-
bro de 1838. Este decreto foi promulgado ento,
estando tainbem no poder o msrquez de tnul,
tretanlo por quo sendo ella muito velha. nao
quiz o tiarieiro presl3r-se a esse servico, que re-
;)'...o intil.
A Sra. Bruccioni, prima dona soprano, de
que. j de outra vez nos oceupamos nesta Revista,
pretende no dia 3 do prximo vindouro mez dar
um concert em seu benelicio, no palacete da ra
da l'r.-ia.
O roconhecido mrito dessa senhora, que j
oi posto em prova nesla cidade, garante aos con-
currentes em agradavel serio, tanto mais deli-
cioso quanto ella ajudada por outros artistas
demerito nesse concert, cujo prugramma a
fer'da senhora em breve expor ao publico.
Convidamos por tanto aos dilottatrti para que
aproveilem este ensejo para gozar de
insuspeiios, que nao poderia deixar de ser leva-
da ao conhecimento do presidente da provincia-
Qual devena ser o procedimenlo d'esle eo
vista-'de.semelhanles informaces ? Querariam
cenlemporaneo que, em atleiiQao ao partido li-
beral, se considerassem justificadas as faltas do
seu eruissario, quando era correle que nesses
mesmos dias o empregado publico capitaneava
um grupo de desordeiros e anarchistas, pondo
em alarma urna cidade inteir? E'por ventura
juslificjvel a falla que se commelle para o tira
de commotler outra mais gravo e sobremodo
criminosa ?
Se o Liberal
Pernambucano reflcctisse com
madureza subre a serie das aconlecimentos, re-
negara de primas em primeiras toda a possivel
alliamja cora o Sr. Joao Paulo. Este s nomo
recorda scenas de tanta dosulaco, que u contem-
porneo o deveria evitar, tanto" quanto fosse pos-
sivel. a' essa mesraa revoluoo, era que o re-
dactor do Liberal preslou auxilios valiosos as
torgas imperiaes para o fim de expellir os rebel-
des homisiados as immedh^cs de sua casa de
campo, essa mesraa revoluoo pode hoje pedir
o digno redactor os motivos quo o deveriara se-
parar de um d'aquellcs que a serviu com tanto
esforco I Estes annos que se foram, sao tristes
duendes que se levantara como espectros, e nao
como ura muro de bronze que separado presen-
te o passado !
E' que chegou o lempo de realar o fio quebra-
do oin 1840? E' que a obra da revoluco lem
hoje admiradores n'aquellcs que a acompanha-
ram era silencio como espectadores unidos?
Eis ahi o que parece inferir-se das theorias e
das alliancas do Liberal Pernambucano. Se as-
sim mal tai do systema.^Desilludido para
una triste e amarga experiencia, o povo per-
fe- nambucano repelle a solidariedade com os anar-
chistas o os desordeiros. Elle o lem provado,
resislindo s nrovocaces. E '
INTERIOR.
KIO DE .1 IMlItd
ASSEHBiA GEIUL LEGISLATIVA
CflfiaRfl DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSAO EM 23 DE AGOSTO.
s piovocacoo.s. Ello o saber pro-
olgumas; vamos dias amargos. Nos dias do luto, o oo-
n"veiMlex?,,M toquemsoirra;* depois a orph.nd.do quem
n Kih .o- '. ..... i ', S^me ; a miseria une estala de dor ; cm quan-
l.ohl ;,.,' ro-fffn,00?^0 Inlchamso m,; n V or! r \!fT, i !f" Bn1'ccl",;,na auxilio contra os tristes que se homisiam. os in-
nej.rTSft 5aK ?. !anos S K % US ,<" CSC3Pam PaSS;'d ^ "
.rH ff-sairde d^rCts^7^^
da 11 o i do crrenle 9 homens, sendo 6 li-
tres e 3escravos, a sabor: 3 a ordem do dele-
gado do Ia districto, 1 a ordem do subdelegadu
Jos, t a ordem
do Recite, 1 a ordem do de S.
s i Fice-presidencia Jo Sr. viscoiide de Camaraqibe. ? de Santo Antonio, 1 a ordem do da Boa-Vista.
; ilavendo numero legal de Sis deputados, abre- VV-, ? Cal"l:,8a el ordea' J<> lo 2"
)'se sesso, districto dos Alegados.
I.ida a acta da antecedente approvada.
O Sr. Primeiro Secretario d cotila do se-
guinte
EXPEDIENTE.
Um olficio do ministerio do impeli, communi-
cando que Sua agestada o Imperador icava
sciento das pessoas de que actualmente se coru-
pe a mesa da cmara dos Srs. deputados.-In-
teirada.
Tres oflicios do ministerio da fazenda, remel-
mpressionra o paiz inleiro ; daquclle I legislativa, dando providencias sobre bancos de
meeltng sahio urna commissao composla de mui-
tos capitalistas, homens de estado e jornallas.
Era uma cruzada poderosa ; fizerara-se os esta-
tutos de urna associaco educadora do sexo fe-
minino ; a imprensa linha estado tres mozos suc-
cessivos i balter a admisso das irmas francezas,
asua influencia no ensino primario, a sua sujei-
StO a um prelado estrangeiro, ele.
Depois, (isto do clima do Portugal, e nao
podemos fallar do co brasiloiro) meu charo re-
dactor, depois nem uma escola se abri, nem
uma mestra se educou, era uma crianca foi en-
tregue aos cuidados da associnco.apezr do ma-
nifest do nosso primeiro historiador, escripto
monumental e severo que rivalisa com os mais
enrgicos daquella penna.
A tctica (ora errada : todos se illudiram
capitalistas esfriaram os
OS
emissao, meio circulante, etc., etc ; c o relalo-
ric da junta administrativa da caixa daamortisa-
efio do anuo financeiro do 1859 a 1860, cora os
batneos e quadros a que o raesmo se refere.s
cammissos respectivas.
Outro offlcio do presidente da provincia do Mi-
nas-Genes, enviando um cxcmplar do rehlorio
que apresentara respectiva assembla legislati-
va no dia Io do corrente por occasio de sua aber-
tura.A archivar-se.
Outro do Io secretario da assembla provin-
cial de Misas-fie raes, enviando una represen-
tactto pedindo a realisaro de medidas que len-
dam a molhorar os meis de instruccoo publica.
A commissao respectiva.
Julgados objectos de deliberacao, to a impri-
mir para entrar na ordem dos trabalhos, dous pa
patrilas deram-se por recercada commissao do inslrucco publica, au-
conientes com os meetijs; e os homens zelosos < ----------------------
acharam-se sos.
lorisandu o governo a mandar admiltir matri-
culado primeiro auno das facilidades de direito
O vapor inglez Jason, tindo dos porlos do sul,
Irouxe a su bordo os seguintes passngeiros
Tenento Jos Pereira dos Sanios o A. Jos de
Azevedo Podra.
O vapor inglez Nilford-Ifaven, vindo de
Liverpool, irouxe a seu bordo os seguintes pas-
sageiros :
Thomaz llenry Uarrison, sua mulher e filhos,
Etnma Slodolon, Sarah Bell, Joseph W. Gtifliih,
Joo Gomos Correa, Joaquira Das de Matos, Ma-
noel Rabello de Souza e Charles I Young.
O vapor inglezJason, sahido para Liverpool,
condu/.io a seu bordo os seguintes passageiros :'
George Huncok e sua senhora, Goorge S. J.
Doax. James Askell. Joseph M. e John Corvay.
O vapor nacional l'ersinunga, viudo de Ma-
cei, irouxe a seu bordo os seguintes passa-
geiros :
Dr. Ari'tidos da Silvoira Lobo, Jesuino Sacu-
des de Albuquerque Vasconcellos, Antonio Gon-
calves de Azevedo eJos Joaquira Dias Ferreira.
M vTADOt no publico :
Ma tarara-se no dia 28 do corrente para consu-
mo desta cidade 102 rezes.
No dia 24 do mesmo 98 ditas.
MORTALIDADE DO DIA 23
Joo, bianco, 3 mezes, vermes.
Jos, pardo, l mezes, dearrha.
Antonio, prelo, oscravo, solleiro, 32 annos, ho-
pa lite chronica.
Sophia, preta, 40 annos; alienada.
Bernardina, parda, 4 mezes, tsica.
. 24 -
Pedro Jos Buce Nuam, branco, casado, 50 an-
nos, apoplexia.
Serafim, prelo. solleiro, S5 anuos, venerio.
Mas a reaccao que nao dorme, roas o jesuitismo I do Recife e do medicina da Bahia a varios eslu- L,,frJZls- prel*. escrava, 8 dias, enanico.
acossado de outros pairea da Europa, que desoja j dantos ; bem como um projecto do Sr. Rocha '
gannarierronu aqu, roas o boalcrio portuguez que Francu concedondo cinco loteras a varias
tcm lancado raizes profundas as classes mais
elevadas, mas os altos poderes do estado que
talvez nao se tenham atlrevido a conter nos seus
justes limites essas usarpace anli-liboraes. ms
o ministerio Terccir, que linha um ministro da
justiea pouco desaffecto a essas tentativas, mas
a gente de maior influencia na corta que se acha
filiada as falanges do lazariemo, mas o paiz que
lula com a descren^a cm resultado de militas
vicissitudea e desengaos partidarios, mas a po-
ca que entre nos vai mais para os inleresses ma-
loriaes,mas todas estas circunstancias e outros
ais que julgo prudente omiltir,deram favora-
vel acolhimer.to inundscao ultramontana.
O l-l decreto de 3 de setembro de 1*58, que li-
raitavs o numero das irmas da caridade france-
zas s que at aquella data haviam entrado em
Portugal,que as sujeitava i obediencia do pre-
lado lusitano,que as devia submellor s nossas
leis de inslrucco publica no tocante a inspeco
e vigilancia, o decreto, digo, "foi sempre retira
mora. Nos seis mezes que anda estove no po-
der a adminislracio Lnul, no rieram mais lazza-
Tistas, nem irmas da caridade, ibas por otilra
parte a inepeceo das suas escolas nunca forexer-
cida, e que o fsse, o commissario dos f!lado3 do
Lisboa assifTira a favor della?,
gre-
jas na provincia de Minas-Gcracs.
E' approvada a rodaceo confirmando o espiri-
to do projecto que concede ao cirurgio Joaquira
Jos Alves de Albuquerque a aposentadoria rom
o ordenado correspondente ao seu lempo de ser-
vico.
Lidas as interpellacas feitas ao governo pelo
Sr. F. Octaviano, sobre os pontos j publicados,
abre-se uma discusso.
Oraram os Srs. F. Octaviano, ministro da ios
li^a, Martinho Campos, presidente do conselho e
Paran los.
O Sr. F. Octaviano, occnpanpo de novo a tri-
buna, respondo aos Srs. ministro da juslio.a, Pa-
ranhos e presidente do conselho.
A discusso fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para ordem do dia o se-
guinte :
Primeiro parte.
3, discusso da proposla do governo sobre o
casamento civil ; 1* do projecto n. 121 deste
anno.
Segunda parte.
Continuacao da dmcusso dasinterpellacoos do
Sr. F. Octaviano ; e, se honver tempo, das* mate-
rias j designadas.
Levanla-sc a sesso.
Bernardina, parda, 4 mezes, espasmo. '
Luiz, preto, escravo, 2 horas, cougesto cerebral.
Francisco, pardo, 8 dias, espasmo.
CHRONICAJIC.ARIA.
TRIBUNAL 00 COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 24 DE SETEM-
BRO DE 1860.
PBES10E5CIA DO EXM. SR. DESEBARGADOR
F. A. DE SOLZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Basto, Silveira, Reg e Lemos, o Sr. presi-
dente declarou aberla a sesso ; tendo sido lida
e approvada a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Um offlcio da presidencia, scienticando ao tri-
bunal que por decreto de 29 do agosto ultimo foi
nomeado Manoel de Carvalho Paes de Andrade,
escrivo do juizo coraraercial desta capital.Ac-
cuse-se a recepto.
Foi presente a cotaco oficial da junta de cor-
retores. Archive-se.
DESPACHOS.
Um requerimento ,4e Jos Alves Fernandes o
Jos Feliciano Pereira c.'e Lvra, pedindo o regis-
iro do seu distrato de socedade.Rogistre-se.
e este o mema em que
deve pensar o Liberal Pernambucano. Um facto
dino de nota o deve impressionar. Talvez
raesma hora em que um emissatio mandara ao
povo era S. Jos que resistisse s ordens legaes,
e assim se expozesso derramar o sangue de
seus comprovincianos, era Olinda provocava ou-
tro emissario o desgracado conflicto, quo deu em
resultado o lulo da cal'licdral !
Tcixeira e. Carvalho era S. Jos, Cameiro em
Santo Antonio, Joo Paulo era Olinda :taes
foram os meios com que a sociedade liberal dis-
poz o plano de ataque.
Aquello que leve a forca de sopitar o inovi-
raento, o de poupar o sangue precioso dos Per-
nambucanos, fez-se reconimendavel peranlo a
opiniao Ilustrada A ordem publica eslava se-
riamente arneagada, e foi a energa da adminis-
trarn quem salvou o guardou a tranquillidade
dos espirilos.
Por mais que diga o Liberal: O povo, que
applaude no momento de um enthusiasmo fr-
vido o raovimento desregrado, apedreja o provo-
cador no accaso de sua queda.
Os homens honestos, os caracteres graves,
tcem j um juizo feito sobre as cousas da pro-
vincia.
O seminario episcopal de Olinda acaba de per-
der, e de modo o mais doploravel, o mais talen-
toso, applicado e virtuoso de seus cstudanles. O
Sr. Jos Faustino Barboza, natural da provincia
de Alagoas, moco de maneiras muito affaveis, de
rara dogura de genio, de nao vulgar intelligen-
cia, e de um comportamento que durante os tres
annos que all estudra o curso de theologia nun-
ca dosmeroceu da estima e considerado de todos
os seus collegas, e da amizade de todos os seus
lentes, pois, alera de to raras qualidados, mos-
trara semprc a mais pronunciada voca"i;5o ao es-
tado sacerdotal.
consignando a mensalidade de 500 rs.
CABUG.
N'esta ra se encarrogaram os Srs. A. C. P. de
Burgos e Custodio J. A. Guimares.
1.Almeida & Burgos.
2.Jos Victorino de Paiva.
3.Castro & Amorim.
4.Custodio Jos Alves Guimares & Cunha.
5.Ramos Si Lima.
6 Manoel Joaquira Dias do Castro.
7.A. J. Vaz de Miranda.
8.Burle Jnior & Martins.
9.Jos Brando da Rocha.
10.Satyro Seraphim da Silva.
11 Joaquira Martinho da Cruz Correa.
12.Francisco Garcia Chaves.
13.Cosme Jos dos Santos Callado
14.Vicente de Paula Oliveira Villas-Bas.
15.Moreira S Duarte.
16.Manoel Antonio GonQalves.
17.Nicolao Tolenlino de Carvalho.
18.Joaquim Monleifo d'Oliveira Guimares.
19.Jos Joaquim onsalves Barros.
20.Ramos & Cirne,
21.Jos Domingues Mala.
62.Vicente Monteiro Borges.
23.Angelo Custodio dos Santos.
RA bAftGA DO ROSARIO.
Nesla ra se encarrogaram os Srs. Antonio Jo-
s Moreira Pontes e Jos Joaquim da Costa Ma-
ciel.
24 Antonio Jos Moreira Pontos.
25.Jos Joaquim da Costa Maciel.
26.Thiago Jos dos Santos.
27.Joaquim Oias Fernandes.
28.Monteiro & Soares.
29.Bernardino de Souza Leite Bastos.
30.Francisco L. da Silva,
31.Victorino Jos Ferreira.
32,Ignacio do S Lopes Fernandes.
33.Manoel Ribeiro Fernandes.
34.Luiz Antonio da Silva.
35.Joaquim Almeida Pinto.
36.Joo Jos Pereira.
37.Joaquim Antonio Pereira.
38.Guimares & Souza.
39 Jos Caetano de Carvalho.
40.Mauoel Jos Lopes.
41.Bernardino da Silva Cosa.
42. M..P. Lemos.
RA DO QUEIMADO.
Nesta ra se cncarregarain os Srs. Manoel Jo-
s Gongalves, Antonio Jos Conrado o Joo Case-
miro da Silva Machado.
\Jos Joaquim Pereira de Mondonga.
44.Juu Casimiro da Silva Machado.
45.Miguel Jos d'Abrcu
46.Manuel Jos Goncalves.
47.Machado & Santos.
48.Fraucisco Pereira da Silva.
49.Carvalho S Goncalves.
50.Manuel Jus Leite.
51.Cmara Guimares.
52, Manuel Kibeiro de Carvalho.
53 Francisco Pereira da Costa,
54.Manoel Victorino Carvalho,
55.Gaspar Antonio Vieira Guimares.
56.Jos Goncalves Malveira.
57.Antonio Goncalves de Oliveira.
58.Manoel Jos de Siqueira Pitanga.
59.Jos Antonio Silva Araujo.
60.Joo Goncalves Villa Verde.
61.Joo Jos de Goteia.
62.Francisco Antonio de Assis Goes.
63 Albino da Silva Leal.
64.Jos Francisco de Andrado Jnior.
65.Jos Dias da Silva Guimaraea.
66.Antonio Goncalves de Azevedo.
67.Joaquim Moreira Guerrido.
68.Manoel Pedro de Mella,
69.Silva ,$; Ferreira.
70.Julio & Conrado.
71.Antonio Bozerra de M. Lira.
72.Joaquira Rodrigues lavares<*e Mello.
73.Domingos Jos Ferreira Guimares.
74.Joo Baplista Goncalves Bastos.
75.Jos Maria Ferreira da Cunha.
RA DO CRESPO.
Nesta ra se encarregou o Sr. Joo de Siqueira
Ferrao.
76.Flix Venancio do Cantalice.
77.Guimares & Lima.
78.Maia & Irmos.
70. Ferro & Maia.
80.Marcelino Jeronyrao de Azevedo.
81.Manuel Jos Machado.
82.Jos Gomes Villar.
83.Pedro Ortil de Camargo.
8.Antonio Pereira da Silva.
85.Joaquim Ferreira de S.
86. Guilhermc Jurge da Mulla.
87.Diugu 1. Fernandes.
88.Jos Azevedo de Andrade.
89.Joaquim Lopes da Costa Maia.
90.Joaquira Vieira Coelho.
91.Antonio Francisco Pereira.
92. Joaquim da Silva Castro.
93.Manoel Azevedo de Andrade.
9i.Antonio de Souza Reg.
95.Adriano & Castro.
96...Antonio Casimira de Goveia.
97.Francisco Jos Gongalves de Siqueira.
98. Joau Alves Machado.
99 Campos & Lima.
100.Aulouio Francisco Pereira de S.
101. -Severiano Bandoira de Mello.
102.Antonio Goncalfes Barros.
103.Antonio Jos* Aranlee.
CADEIA DO RECIFE.
Nesla ra se encarregou o Sr. Luiz Domingues
de Suuza.
10j.Fonseca & Silva.
lo.Magalhaes Jnior.
106.Luiz Domingues de Souza.
107ioo da Cunha Magalhaes.
108.Manoel GunQilves dos Sintos.
109.Manoel Luiz Goncalves Jnior.
110.Vallo, Porto & C.
Srs. Redactorei.Tendo chegado de Caruar,
aprosso-me era responder s falsas imputacoes,
que me fizera o Sr. sebastio Paes de Souza em
sua correspondencia impressa no Diario de Per-
nambuco de 30 do p. p.
Ilomem sera vaidade e som orgulho, comosou,
posso, todava, desde j a (anear aos leitores de
que licarao intimamente convencidos de minha
innocencia : nada mais fcil, do que abater e con-
fundir um inhbil detractor.
Tomarei a correspondencia que respondo,
Ha dias que se dizia encumraodado, e so mos-' era cada uma de suas parles,
trava triste, e tendo oblido do Rvm. conego rci-! Principiou o correspondente, o tal Sr. Sebas-
tor licenca para vir ao Recite consultar a ura me-i tio, romontando-se a pocas calamitosas, e pro-
dico, sahio, c andou em Olinda procurando uma curando fazer crer, que depois da revoluco de
navalha para comprar, o na ra de Mathias-For- 1849, os vencedores porseguiram os vencidos em
reir suiridou-se com profundos golpes na gar- 'Caruar com prisos e procossos, e que o Sr. Dr.
gSHiS Catanho, indo, para all de juiz municipal e de
Promplos soccorros acudiram de todas as par- delegado, e pondo barreira laes perseguices,
tos. O Sr. conego reitor e muitos seminaristas, as os denominados ordeiros, em cujo numero men-
autoridades civis, e o Sr. Dr. Eslevo Cavalcanti cionra minha fraca pessoa, come$arara por
so aprosentaram logo, porm esso ultimo, exsmi- | obstculos aeco daquelle magistrado, a exigir
nando a ferida disse que poucos momentos resta- dolle a conlinuco das hostilidades, o fuer-
tan do vida. O Sr. Barboza respondeu ainda lhe guerra alinal por elle se oo prestar estas
alflrmativamonte ao reitor, que lhe perguntou so exigencias,
se arrependia do quo tinha pralicado, e sendo
logo ungido, expirou em meio de seus conster-
nados companheiros.
Ahi raesmo peranle grando concurso de povo,
os seminaristas confessaram que o Sr. Barboza era
em todos os sentidos o melhor estudante do se-
minario ; e quem o tivesse conhecido ou ouvisse
nessa occasio o que a seu respeilo disseram o
Rvm. reitor e varios lentos, nao poder explicar
esse facto seno por um ataque do alienaco
mental.
O Sr. Barboza era muilo conhecido e eslimado
em Olinda, nao porque elle se fizesse visto, ao
contrario era muito recolhido e modesto, porm
porque todos os seus companheiros faziam por
toda a parte o elogio de suas virtudes, cbaman-
do-o sempre o primeiro d'efltrc elles.
Ha muito lempo, que apaguei em minha me-
moria os fados occorridos n revoluoo de 1849,
e o correspondente ainda os revive para fazer
rerriminaces solas, vagas e indeterminadas, e
mesmo assim nao escapara de ter pela frente um
desmentido formal, qual o de um trecho de uma
efirta do mesmo Sr. Dr. Catanho, mim dirigida
em despedida, quando se retirara de Caruar pa-
ra o Piauhy, para onde fura despachado chefe de
polica, trecho este, que tai abaixo publicado n.
1 e prova por modo irrecusavel que sempre fui
e contino ser amigo do Sr. Dr. Catanho : que
sempre merec delle plena confianza : que nao
poda fazer-lhe a injuria atroz de considera-lo
capaz de prestar-se, como autorldade publica,
exigencias injustas, immoraes e torpes.
Por tanto, tudo quanto o correspondente disse
quella comarca, fui segunda vez nomeado dele-
gado, lugar este, que exerci pelo espaco de qua-
iro annos desde 1854 al 1858 ; tendo por duas
vezes pedido minha demisso uma ao Exm. Sr.
Sergio de Macedo, e outra ao Exm. Sr. Dr. Por-
tella, es quaes nao quizerara aunuir ao meu pe-
dido por nao ser conforme ao servico publico.
Ouando pois, lenho sempre merecido confian-
za dos presidentes desta provincia, pessoas to
distinctas e respeitaveis, que caso poderei fazer
da averso que me tom o*correspondente Sebas-
tio Paes de Souza? I
Nunca me jactei do homem Ilustrado [e seria
louco, se o fizesse) : e antes sou o primeiro 4
confessar que nos casos mais arduos e> difflceis,
recorra aos jurisconsultos; mas tive sempre o
cuidado de recorrer aos conselhos do homens da
reputaco nesla cidade como o Illra. Sr Dr: Pau-
la Baplista, o fallecido Dr. Paiva o outros.
Em continuado fallara o correspondente do
tempo em que o Sr. Dr. Correa Lima fra juiz do
direilo daquella comarca. Disse, que aquelle
magistrado, convencido de minha desmoralisa-
cao, pedir a minha demisso de delegado ao
Exm. Sr. Dr. Taques: que eu, ignorando este
facto, fui visitar elle Correa Lima, que se acha-
va entao incommodado, o este me dissera quo
havia estimado minha visita para dizer-me, quo
muilo de proposito havia pedido a minha demis-
so ; e, perguntando-lhe eu qual o motivo disto,
elle responder que por eu oslar corrompido em
prevaricacos, que nao poda mais supportar: quo
estando o Dr. Correa Lima s nesta occasio, eu
tivera a petulancia de querer apertar-lhe as guc-
las, e se nao realizei o meu intento, foi porque
na occasio hatera na porta o Rvd. vigario da
freguezia, o que dra lugar eu por-me era fu-
ga, nao podendo o vigario conhecer-me por es-
tar a casa s escuras, mas que o Dr. Cortea Li-
ma, bemdizeudo a chegad do Rvd. vigario, re-
ferio este todo o acontecido.
Minha dignidade pessoal est lao cima destas
imputacoes, iilhas do odio e da inepcia, que mo
envergonho de fallar nellas, mas, enlim a neces-
sidade da defeza o exige.
Antes, porm, de destruir com documento, a
falsidade de taes asserees, enlrarei em sua apre-
ciaco moral.
Huera alguem lu destituido de criterio eliom
senso, que acredite que o Dr. Curreia Lima, ho-
mem Ilustrado, prudeulo, civil, se constituisso
meu aggresscr em sua propria casa, em ocrasio
que o visitava ; chamando-me prevaricador, hu-
mera perdido e desmoralisado? O correspon-
dente cahira no defeilo de aquilatar a educaqo
de Dr. Corroa Lima, pela sua. Depois disto,
como o Dr. Correia Lima, magistrado, que se Ira-
lava decentemente, me havia receber as escuras,
na occasio em que o visitava?
Mas, cmfira ahi est a carta do vigario da fre-
guezia, que vai abaixo publicada n. 2, e prova
exuberantemente a falsidade do correspondente.
Nesta parte basta.
Em continuacao dissera que no dia seguinte o
Dr. Correia Lima, mandara ver os feilos, era que
eu havia ufflciado e procedou um exame, man-
dando dar copia para cu responder em 15 dias :
que 5 ou 6 dias depois deste facto, foram dados
os liros no sobrado do Sr. Dr. Lima: que proce-
dendo exime nasjanellos, acharara os cartuxos
^j bailas, que depois de oxaminadas conheceu-so
ser da nacau : que cu como delegado, havia rc-
cebido do alteres Bispo, 35 fundos de granadei-
ras e 16 ditos inleiros: que apparecendo a noti-
cia de minha priso, eu fugira as carreiras a meia
noile para esta capital, e correndo-se minha casa
e s de meus irmos, acharam-se 304 massos do
cartuxos do granadeiras, que conferidos com us
dos tiros, reconheceu-se que eram justamente
iguaes, sendo que ludo istoconstau de um atles-
tado dt> delegado supplente ento em exercicio
(capito de polica Jos Francisco Carneiro Mon-
teiro.)
O duplo fim de todo este artefacto, fura aprc-
senlarera-me como um homem mo, c arreda-
rem-me das intimas relaoes, em que eu vivia
com aquelle magistrado.
Prescindo das inverossimilhancis, que ha em
ludo isto. e allarei do que positivo.
E certo, que o Sr. Dr. Correia Lima, alientos
os repetidos clamores contra prevaricaces do es-
crivo Gregorio, em uma correico que fizera,
mandara extrahir copia de algumas pessoas do
autos por elle revistos, e como quer que em al-
gumas dulls esliteese a minha rubrica como juiz
ordenara que eu o aquelle escrivo respondesse-
mos em 15 das. Mas o que lem isto com os ti-
ros dados rucia noite na casa da residencia do
juiz de direilo, o Dr. Correia Lima ?
Eu, que sempre pugnei em favor do prestigio
da autoridad'! publica, fui, e sou excellenlo lypo
de obediencia: eu, que, como antoridade, fui
sempre zeloso do prestigio o respeilo, devido aus
cargos que eccupava : eu, que com a forca ben-
fica da prudencia, calma e lino, que'sempro
consegu plena confianca de lodos os presidentes
e cheles de polica desta provincia : eu, que em
cousa nenhuma me parejo coro o corresponden-
te, poda enloquecer ao ponto de tenlar assassi-
nar um magistrado de alta importancia, pai do
dislincla familia por haver elle exarcido um acto
proprio de seu cargo, que me deixava Ileso o di-
reito do defender-mu legal e victoriosamente?
havia de querer perder em um momento o ihe-
souro, que adquirir era mullos anuo?, qual a
reputaco de hornera tranquillo, calmo e leal ao
goveruo ?
O correspondente avanera, que dias depois do
facto do Dr. Correia Lima, mundar-me respon-
der a aquella copia extrahida de autos findos, foi
que appareceram os liros; porm, menlio porque
muilo depois dos liros foi que aquelle fado so
dera, como hei de mostrar, com certidoes quo
mandei tirar.
Quanto ao tal alleslado do delegado de eutao,
que culpa tenhoeuque aquelle delegado,suspei-
lo no facto dos liros, ultasse a verdae em al-
gumas cousas, bem como que eu lhe nao entre-
gara massos de cartuxame e armas, quando ef-
feclivamente os entreguei depois que elle entrara
no exercicio da delegada?
A este respeilo, basta me aprcsenlar acerlido
abaixo n. 3 de ura trecho da scnlenga dada pelo
actual Dr. juiz de direilo Francisco Antonio da
Silva Ribeiro, que dospresra o tal atlestado
como tendo sido dado por pessoa suspeila de ler
sido connivente no crime, (o mesmo capito Car-
neiro Monteiro.)
E para que o leitor possa bem apreciar esta
ceriido authentica explicaroi, quo leudo pronun-
ciado ha pouco 'empo o escrivo Gregorio, pelo
fado daquelles tiros, em suas razes de recurso
para o juiz de direilo exhibi o tal atlestado para
salvar-se e recriminarme; e ento o actual juiz
de direilo, informado dos negocios do lugar, o
imparcial, suslenlou a pronuncia proferida pelo
juiz municipal, averbando de suspeilo o lal altes-
lado.
E que culpa lenho eu em haver dito aquello
delegado, enio em exerdo que eu fugira para
esta capital, para nao ser preso, qoaudo vio*
para esta cidade muito depois do faci dos tiros
para tratar de responder a copia do exame feito
nos autos, e aqui chegando dirigi-me inmedia-
tamente ao presidente da provincia o Exm. Sr.
Dr. Taques, infurmei-o de ludo, lendo (ido o pra-
zer do ser bem recolhido por S. Exc, que de mim
exigi, quo eu lheapparecessesmpre era palacio,
o que cumpri com respeilo c submisso.
O correspondente que resa pur carlilha diiTe
rente, que nao sabe o que lino e prudencia em
um homem da lei enlender-se com a primeira
antoridade da provincia, faze-la certa de oceur-
rencia havidas, e submclter-se a sua ac3o e a
sua auloridade e se a islo chama fgida, nenhu-
ma culpa lenho em sua ignorancia, ou em sua
pertinacia.
Em continuacao dissera ainda o correspon-
dente, quo eu sou um grandissimo covardo ( sao
suas formaes palavras), e d como prova de mi-
nha rovardia o nao haver eu continuado como
delegado officiar no processo instaurado contra


DIARIO DE PBRNABMCO. TERCA PEIRA S DE SETEMBR DE 1860.
o irmao delle correspondente, o coronel Pedro
Paos de Souza, pelo assassinato de iuio Guilher-
me de Aevedo,
Isto o que ha de mais interesssnto. A voz
publica indigitava o irmao do correspondente,
como um d;>s nulores do assassinato de Joao Gui-
lherme : o'Sr. Dr. Catanho, o magistrado louvado
e applaodido pelo correspondente, pnncipiou
formar a culpa contra o* iniciados : apparecra a
habilidade de fazer-se com quo urna ou duaa tes-
temunhas, era seus Jepoimenlos, ineluissem por
ouvir dtzer o nome do Sr. Dr. Catanho e o met,
como sendo nos conniventes na uclle assnsina-
lo : o Sr Dr. Catanho, por este motivo, aver-
bou-se de suspeilo : viudo os autos conclusos
m. como supplonle, eu, imitando o melindre
daquelle magistrado, tambera averbei-me dess- ao-Franctlino Guilherme de Azevedo.
be ou nao que o Uado Sr. aeu pai ante: du s<.'a I Espanadores grandes.
morte alguns dias me vender urna corrente de I dem pequeos
ouro para relogio. o por que preco. Pe rmitta-me
que faga o aso q Son de V. S. ltenlo muito obrlgado. Jopo
Vitira dt Mello e Sitia.
Caruar 8 de selembro de 1860.
III.Ti. Sr. tenente-coronel Joao Vieira de Helia
e Silva.Respondendo a caria de V. S. acira-
supra cumpre-me declarar-Ihe que sei de sciene
ca certa que o finado meu pai Joo Guilherma
de Azevedo em agosto de 1852 Ihe vender une
corrente da ouro para relogio pela quantia do
35)000 o quaes recebo em prata e concedo a V.
S. faculdade para fazer desla resposta o uso que
Ihe convier. Sou de V. S. obrijradissimo e cria-
peito : com isto tiraram vantagem de suas torpe-
zas e infamias, e hoja, aquillo, que eu flz por
melindre e zulo do mmha reputaco, atlribut-
o cobarda de minha parte. Cooheeo, te bera
que tarde, que, para reprimir a msela e per-
ver.-idade de cerlos homens, erro queior a au-
toridad* guardar certas allences, que dciunns-
tren sua imparcialidade.
Mas, erafira, supponha-se, que deixei de offi-
ciar como delegado no processo contra o irmao
do correspondente por covarde, e cnlo porgan -
lo : que motivos poderiam ter havido para ac- cancar om eeges voto de ninguem,' nem para
Allinho 10 de seterabro do 1860.
(Certificados e sellados.)
ERRATA.
Na correspondencia publicada pelo rapitao de
fragata Caetano Alves de Souza Filgueira ha urna
notavcl lacuna na seguinle proposicao ;qunca
pretend alcancar cm eleicoes voto de ninguem,
nem para outra qualquer pessoa, a qual Oca
crrela do seguinle modo:nunca pretend al-
vardar-me, cnchendo-me do medo e terror?
Sem duvida porque haviam, alm de estrategias,
ameacas. E d'onde poderiam partir estas amea-
cas ? Sem duvida, de quem so aehava compro-
mullido. Eis shi, pois, como o gigante deixa ol-
gumas vezes apparecer o dedo, para que o co-
lihecam.
Em concluso chegra o correspondente ao
seu desidertum, qual o de fazer-mc co-ro do
assossinalo de Joo Guilherme. Nesta parte duas
ao as presumpro-s, que aprsenla : 1." o pos-
suir cu urna correle de rologio da finada vicii-
ma : 2.a o ticar a victima de vir almocar em da
certo em Caruar, e le sido assassitiada ueste
roesmo da era caminho para aquella cidade
Quanlo primeira, o fado verdadeiro : ami-
go do finado Joo Guilherme, olTercceu-me elle
um raez antes de ser assassinado urna corrente
que tinha, para eu compra-la. Esquivei-me a
este olferecimento, dizendo-lhe que, se precisava
do (linheiro, eu Ih'o emprestara : negou-se a re-
cebec meu oflerecimenlo, di/.ondo-mc que tinha
outras correntes, e eu comprci a que elle tinha.
Este fado est provado com o documento abaixo
n. 4. que a declarado do filho da viciiraa.
certo de ludo e znmbsndo das intrigas docorres-
pondenle. co itin.i ter comraigo eslreita ami-
cade, e Boceasa de promover a puniJo dos ver-
dadeiros criminosos, autores do assassinato de
seu infeliz pai.
nanlo, porro, segunda presumpeo, eon-
veni historiar resumidamente cerlos "conteci-
raentos de que tcm plena conciencia o corres-
pondente, e sao notorios era Caruar.
Joao Guilherme, pleitean lo a eleico para ca-
maristas de commum accorJo para cmmigo, em I
1652, satura eleito dresidenlc da nova cmara, e
eu vice-presidentc. Como supplente da cmara,
que se achava em exercicio, lora elle chamada
para tomar assenlo em certo da ; nesle dia de-
lerrainado nao houve sesso por falta de numero
de mernbros, licando aprazado outro dia : Joo
Guilherme comprchendeu que isto era urna tacii-
tica para cortos lins polticos empregada pela
maioria da cmara, pertencente ao lado da oppo-
sico : homem enrgico, perseverante em scus
planos, eclarra lodos que viria no dia nova-
mente aprazado, e viria em todo*, quantos nova-
tnonte designassem : no da aprazado, viudo da
povoico do S. Caelmo onde mnrava, para Ca-
ruar, em caminho fdra assassinado: como seu I
amigo, correligionario poltico n'aqnelle lempo,
o delegado, hquei como outros muitos, maguado
e indignado com semelhante crueldado : imme-
diatamente fui povoaco, ondoso irhava o ca-
dver, liz o corpo de dolido, c tiz prender al-
guns iniciados das depois : (i.juei s em campo,
atando na eleico para eleitores contra um par-
tido composlo de homens turbulentos, que fun-
davam suas forras as massas ignorantes e enfu-
recidas, com cuja fcil credulidade trafica vara ;
de modo que estivo suecumbir na eleico ; e
eis que, apesar de ludo isto, sou no conceilo do
correspondente o autor do assassinato de Joao
Cuilhormo. Quo intriga miseravel! que cons-
ciencia iuniassivel reraorsos que ousadia sem
igual !
Cumprc-me agora esclarecer o publico de que
o motivo do Sr. Sebatliao Paes de Souza atirarso
contra riiim to cruelmente o haver eu ido, ha
pouco. para Caruar tratar de meus negocios,
e chegar em occasio, em que se tratara de or-
ganisar novo processo contra seu irmao, o coro-
nel Podro Paes de Souza, o ouln>3 como autores
do assassinato de Joao Guilherme, por queixa
da la pelo f11ln> da victima, o suppor o tal Sr. Se-
bostio. que eu fui Aquello lugar influir com pa-
i'leiioraes para a pronuncia do dito seu ir-
mfto, attribuindo assim minha pessoa o aehar-
se baje pronunciado seu irmao por aquello cri-
me, suin ao menos atleuder, que, anda quandu
cu tivesse concebido quahiuer plano hostil sua ;
familia, o lli. juiz de direiio, o Dr. juiz munici-
pal, delegado, promotor, e mais autoridades d'a-
quelle lugar, sao absolutamente incapaces de an-
nufrera planos criminosos, immorues e indig-
nos de tolo o borne ai que so estima.
Quem [lerdo i razo ao ponto de suppor todos
03 houieiiscomo malvados, perversos, prevarica-
ntes e indignos, precisa de mdicos que o cu-
rom : eu nao sou medico.
Concluo a presente, pediudo a os leitores que
loiam de novo a carta do Sr. I)r. Martina Porei-
ra, dirigida ao Sr. Sebasliao Paes do Souza, pu-
blicada no Diario de l'ernambuco do 14 do cr-
renle. Muito agradero aquello meu amigo o Sr.
I)r. Martina Pereiro, o haver tomado em minha
ausencia tanto inlercsse cm favor de minha re-
putac&o ultrajada
Recite 2 do selembro de 1860.
Joo \ieira de Mello e Silva.
N 1.
Ii'm. amigo e Sr. tenente-coronel Joo Vieira
de Mello. Participo-lbe que eslou a partir para
o Piauhy, onde eslarei s suas ordens, ote que
brevemente volle para tomar parle nos negocios
dessa comarca, onde desejarei que sempro esto-
jamos ligados, como esvemos na ultima emu-
panba,
Eu e o nosso amigo Dr. Antonio Alves do Sou-
za Carvalho o recoinmendaraos muito ao seu no-
vo promotor o Dr. larlins, com quem julgo que
V. S. ha de vir fazer boa hrrraonia, e que nos
prometteu esclarece-lo sobre qualquer objecto de
legislacao em que V. S. tivesse duvidas.
Dr, Lourenro Francisco de Almeida Catauho.
N. 2.
IIIm. e Rvra. Sr. vigsrio Antonio Freir de Cir-
v.illii. Teulia V. S abondade de resiondor-ine
ao p da presente se era algurai occisio encon-
tron-me as escuras em casa do Dr. Manoel Correia
Lima, e sahisse enopinadamente sem que me
dospodsse de V. S. e do mesmo Dr., c so elle
lho dissera que eu o havia maltratado, e Ihe qui-
zora appertar as goelhas ; e permita-me V. S.
que faca de su i resposta o uzo que me convier.
Sou de V. S. ltenlo?muito obrigado.Joao Viei-
ra de Mello c Silva.
Caruar 1 de selembro de 1860.
lllm. Sr. tenenle-coronel Joo Vieir.i de Mello
e Silva. Respondo pola negativa lodos os qui-
sitos suprameneionados : c concedo a V. S. fa-
culdade, para fazer desla resposta o uzo que Ihe
approver. Sou de V. S. obrigadissimo respecla-
dor.l'adrc Antonio Freir de Carvalho.
Caruar, 11 de selembro de 1860.
N. 3.
Illm. Sr.Diz o tenente-coronel Joo Vieira de
Mello e Silva que para bem da seu direito pre-
cisa que V. S. Ihe man Jo dar por cerldiio as ra-
sos do Dr. juiz do direito no recurso inlerposlo
pelo escriviio Gregorio Francisco de Torres Vns-
roncellos na parle que [ala no atleslado de Jos
Francisco Carneiro Monteiro. Pedeao Illm. Sr.
Dr. juiz municipal assim Ihe delira.E. II. M.
P. Caruar 10 de selembro de 1860.
Gameiro Jnior.
O alferes Joo Evangelista Ferreira Paz, escri-
vu do crime civel o interino de orpliaos do
termo de Caruar provimii de Pornambu-
co, porS. M. 1. e C. que Deus guarde etc.
Certifico que revendo os autos de recurso que
faz menco a peticSo supra delles consta a b-
llia 13 d'a sentenca do Dr. juiz de direito da co-
marca a parle seguinle.Nao reconhecendo as
le pesj algum para deslruicoes de provas teste-
munhos, respostas de cartas e atestados que a
triis das vezes sao sraciosose at de pessoas sus-
pUtai como acontecesse com a carta de Monteiro.
A quera a prnpria victima do crime siispeila conni-
vencia cora o recurrente para as machinages
que contra sin vida setramaram. K mais se nao
coniiuha na parte da sentenca que pede a pelico
snpra do que dou f. Cidade de Caruar 10 de
selembro de 1860.O eicrivo, Joo Eoange-
litta Ferreira Pas. Eu eschvo o subscrevi.
N. 4.
Illm. Sr. Francolino Guilherme de Aze-vedo.
Tenha abondade declarar ao p da pre.ente se sa-
mim, nem para outra qualquer possoa .
Oliuda 21 de selembro de 1860.
COIIMEICSO.
Praca do Recife 22 de se-
tembrodel860.
A.s tres horas Aa t^rAc.
Cota^es offlciaes.
Cambio sobre Londres -25 3|4 d. a 90 d(v.
Acedes da companhia de Beberibe53$ rs. cada
urna.
Georgt PatchetlPresidente.
Ou buurcq Secretario.
Dia 24 -
Londres 25
1/2 e 25 3/i a
Cambio sobre
90 d|v.
que, | Cambio sobre o Rio de Janeiroao par.
Descont de letras10 e 12 0[0 ao auno.
Cera em gruma1$200 por libra.
Couros seceos salgados210 rs. por libra.
Alfandega.
Rendimentododia 1 a 22. 234.674*981
dem do dia 2.......13.792*210
248.467#19l
Moviiuento da alfandetga
86
331
------417
123
60
------383
Volumes entrados com fazendas
com gneros .
Volumes sabidos cora fazendas
com gvneros
. um
...
Et-leiras de preperi .... urna
Estompa nacional..... arroba
Farinhi. de araruta ....
dem de mandioca .... alqaeire
Feijo........ alqueire
Fumo era folha bom. arroba
dem dem ordinario. ...
dem idem restolho .... >
dem em rolo bom .... >
dem idem ordinario....
Gemma polvilho .....
Ipecacanhua...... arren-
lenha em achas grandes cenlo
dem idem pequeas. ...
dem em toros. ... >
Madeiras cedro taboas de forro urna
Lourq pranchoes de 2 custados um
Cosladinho ...*... urna
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas agnilhadas.....
dem quiriz....... *
Virnhlico pranches de doas
eustado9.......
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de e. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dem em obras eixos de secu-
pira para carros.....
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mol........ caada
Milho........ alqueire
. urna


. um
. libra
. arroba

. urna
. arrba
1J600
300
1J600
38000
2$500
7J000
158000
9$000
7JJ000
168OO0
6j oro
4000
25$O0O
2g50 0
1J600
12JO00
3$000
98000
6g000
2g500
48000
2g2)
1$600
20DC00
ogooo
45gOO0
16g000
5JOO0
8$0C0
Francisco, Floreuuua, Roda, Salu Amaio, pr-
ca doCapim, Calibouco, ra Bella, iravessa da
mesma ra, travessa dos Expostos, largo da Ma-
triz, roa das Trincheiras, Larangeiras, largo do
Paraso, travessa do Ouvidor, ra larga do Rosa-
rio, ra estreili do Rosario, largo do Carmo.Cnm-
boa do Carmo. paleo de Sania Thereza, ra de
Sonta Thereza, da Concordia. Iravesso da Con-
cordia, ra da raima, do Caldeireiro, travesea
do Monteiro, ra de Dorias e das Aguas verdes,
do bairro de Santo Antonio ; do imposto sobre
as lojas, casis commerciaes e outras de diversas
classes e denominacoes: avisa aos donos do
seua respectivos estabelecimeiitos, que tenham os
scus recibos ou papois dn arrendamenlos de suas
casas nos dilos eslnbelecimontos pira por ellos
se fazer o processo do laocamento na razo de
20 por cenlo do aluguel.
Recebedoria de Pernambuco 22 de selembro
de 1860 Jos Theodoro de Sena.
Pedras de amolar .
dem de filtrar ....
dem rebolos.....
Piassava em molhos .
Sabo........
Salsa parrilha. .
Sebo em rama.....
Sola ou vaqueta (meio) .
Tapioca.......
(Julias de boi......cento
Vinagre .......pipa
Pao brasil......, quintal
par 16J00C
308000
400
38500
80C
9g000
1J120
20C
120
25$00C
5WO0
23800
35500
83(10
50*000
1O3O0O
Moyimento do porto
Descarregam hoje 25 de selembro.
Barca inglezaNerterthabacalho.
Briguc inglezRothesaxbacalho.
Brigue inglez C"gloobjectos para a estrada de
ferro
Brigue inglezMarchanteIdilios do forro.
Brigue inglez Greyliounl bacalho.
Brigue purtuguc/Constantediversos gneros.
Patacho nacionalBomfumo e charutos.
Importafo.
Kiale nacional llom Amigo, viudo da Baha,
manifestou oseguiute:
200 eaixas massas, a Machado & Dantas.
3 caixoes charutos ; a Domingos Alves Ma-
llieus.
2 saceos colla, 1 caixo cadeira de balanQO, 1
ealiao charutos ; a Azevedo & Mondes.
26 fardos fimo, 50 remo?, 100 saceos milho, 2
ditos colla. 1 pacole, 71 caixoes c3, 11 caixiuhas
charutos, 7 talhas, 1,250 quartinlns, 200 copos e
garrafas de barro ; a ordem de diversos
1 mua velha rom roupa ; a D. & Ssucher.
Barca ingleza Nertherton, vinda de Terra Nova,
consignada a James Crabtree & t'..a, manifestou o
segui'ite :
3005 barricas cora bacalho ; aos mesnios con-
signatarios.
Brigue inglez Grey houud, vindodo Terra No-
va, consignado a Whatcly Foster & C, manifes-
tou o seguinle :
3023 barricas com bacalho ; aos mesmns con-
signatarios
Consulado geral.
Rendimentododia i a 22. 11 02384:11
dem do dia 23......1:0078094
12:028525
Diversas provincias.
Rendimento do dia la22. 9968-160
dem do dia 2....... 10j357
1:0063817
Kavios entrados no dia 23.
Portos do sul9 das, vapor inglez Jason.com-
inandante \V. Tlioclier.
Rio Grande do Sul25 dias, brigue nacional Pnm-
binlia, de 234 toneladas, capilao. Jos Alvos
Rbeiro, equipagem 13, carga 9,600 arrobas do
carne ; a Araoriin & Irm.ios.
Terra-Nov832 dias, barca ingleza Netherton de
250 toneladas, capito Thomaz Eales, equipa-
gem 12, carga 3,005 barricas com bacalho ; a
James Crabltreo ei C.
Liverpool e portos intermedios22 dias, vapor
porluguez Milford-Haven, de 2,027 toneladas,
commindantc HenriquoA. de Brian.
Ltte Bay30 dias, brigue inglez Creyhaund. de
230 toneladas, capilao William H. Pul, equi-
pagem 13, carga 3,023 barricas com bacalho ;
a Krabbe Whattly 4 C.
Navios sonidos no mesmo dia.
GenovaEscuna sarda Aniiessione, capilao B.
Guaguino, carga couros.
S Thomaz.Burea iugleza John King, Capilao J.
M. Swan, em la.'lro.
Liverpool o porlos intermediosVapor inglez
Jason, commandante W. Thacer.
Navios entrados uo dia 24.
Macei48 horas, vapor nacional Persinunoa,
commandante Manoel Joaquira Lobato.
Habor Gracc 39 dias, brigue inglez Kelpie, de
168 toneladas, capilao G. Bruford, equipagem
10, carga 2.200 barricas com bacalho ; a Saun
ders Brothers & C. Seguio para os portos do
sul.
Piragua 82 dias, barca ingleza Qatenofthe Exe,
de 213 toneladas, capil.io Stannoz. equipagem
10, carga salitre: ao capilao. Veio refrescar e
seguio para Liverpool.
Navio sahido no mesmo dia.
Terra-NovaBarca ingleza .Miranda, capitn
Symons, cm lastro*
Conseibo administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objec-
tos seguintes :
Pora a pharmacia do hospital militar da guami-
*o de Pernambuco.
Alcool de 36. 32 libras em garrafas ; agurden-
te branca de 22, 32 libras em garrafas; cylrato
de polassa, 16 libras em vidros ; coadores met-
licos sonidos 6 ; extrato fluido de salsa parrilha
de Balyo, vidros 15 ; encerado de La Perdriel de
n. 2 o 3, rolos 12: emplastro adczivo eslendido,
20 varas ; iodureto do mercurio, ongas 4 : me-
ntan, libra 1 ; pellica de camurca, pellos 6 ; raz
da China, libra 1 : rol do Lafecleur, garrafas 15 ;
salsa parrilha de Sander, vidros grandes 24 ; sere-
ne folhas miuda, libras 16.
Para fornecimento de luzes dos corpos e for-
talezas.
Areite do carrapato, caadas 500.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da na inha do dia 3 de
oulubro prximo vindouro.
Sala das sosses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 24 do
selembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente
Francisco Joaqnim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal do guerra, era cumprimenio ao art.'
22 do regulamenlo de 1 i de dezombro do 1852.
faz publico, que foram aceitas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para o meio halalho de cassadores do Cear.
Joo Jos da Silva :
6 resinas do papel almaco a 33700.
2 caivetes a 800 rs.
6 dnziss de Inpis linos a 320 rs.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
400 peonas do ganco a 800 rs. o cento.
60 libras de area preta a 320 rs.
Guinarcs & Otiveira :
20 cartas para principiante a 60 rs.
6 grammaticas portuguezas por Monte Verde
a 16000.
6 pautas 00 rs.
6 traslados a 60 rs.
20 laboadas a 60 rs
Jacinlho Soares de Menezes :
6 garrafas de tinta preta de oserever a 360 rs.
Para o meio batalho da Paralaba do Norte.
Joo Jos da Silva
6 resmas de papl almaoo a 3}700.
2 caivetes a 800 rs.
Jarintho Soares de Monezes :
6 garrafas de tinta preta par escrever a 360.
Guimares & Oliveira :
6 paulas a 40 rs.
Para a colonia militar de rimenteiras.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
4 resmas de papel almaco a3j700.
100 pennas de ganco por 800 rs.
Joo Jos da Silva :
2 caivetes a 800 rs.
2 duzias ai: lapis finos a 320 rs.
Jacinlho Soares de Monezes :
6 garrafas he tinta para escrever a 300 rs.
Guimariies & Oliveira :
20 collecges de cartas para principiantes a
60 rs
20 laboadas a 60 rs
Qoando ii.Jos estes lugus luieiu accesos, os na-
vegantes que quizerem eiitror de noHe na Giron-
do e chegar ao ancorador de Panillac, devero
conformar-se com as indiesroes seguinles:
8*poi8de terem reconhecilo sua posieo, por
observacoes nuticas referidas aos pharocs da tor-
ra de Cordouan cria Coubre,rnllocar-se-ho sobre
e lintta que projecta ofogo liiohranco da torre de
Terra negro (Torre negreje o foro aHerfiativnmeri-
te branco e vermelho de Pontaillac e ahi se man-
torao at que tenham chegado ao sul verdnriei-
ro do pharol da Coubre. Elles deverao enlio mu-
dar de rumo e fazer prda sobre o pharol de Cor-
douan at o momento em que o fogo vermelho do
penhasco (de la Falnise) se mostrar sobre a mes-
ma vertical que o do Terra-negra e seguir a di-
j recen indicada por estes fogos at encontrar-so
com a dos fogos fixo3 vermelho de S. Georg-s e j
das dunas de Stizac. irigir-se-ho enio sobre
estes dous fogos e guiar-se-ho depois successiva-
mente sobre os alinhamenlos seguinles:
I
O fogo l'uo de Richara visto pelo plrarol lluc- | seguinles
tuante de Fallis; o pharol a fogo fixo branco da
Eonta de Grave, visto pelo pharol fliictimnte de
aliis; o pharol a fogo flxo branco da ilha de
Patiras, visto pelo flnctiiante de Mopon; o fogo
fluetuanle da lorre de By, visto pelo fogo ti actuan-
te de Mapor.
Se os fogos dn Sao Georges e das dunas de Su-
zac achareiu-sc encobertes pela cerracoo, os na-
vegantes reconhecero, avistando o" pharol de
Corduan. o ponto onde devem abandonar a linhs
dos fogos do Penhasco (de la Falaise" e de Terra-
negra, logo que avistassem o fogo de Cordouan
claramente colorido de vermelho devoriam fazer
proa ao.S. E. 1(2 E. verdadeiro maniendo-se na
se reeebera o imposto dn dcima urbana do re-
ferido exercicio sem ser por guia do juo, con-
forme se ach determinado pela theso'oraria da
fazenda provincial. Cefleitoria de Olinda 15 do
selembro de lM0.-*O criv.
Joao Goncnlvcs Rodrigues Franja.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Sr. accionistas do
aovo banco de Pernumbnto para viretn
receber o quinto dividendo de 9# por
accao, db dia 10 de setembr era dlant.
Conselho admlnlstrafivo.
O consrlho administrativo, para fornecimento
: do arsenal de gueira. lem de comprar os objectos
Para o 4. batalho de arlilharia.
351 bonetes para inferiores e soldados ; 2 ditos
281 esleirs ; 258 grvalas ; 258 mantas de 15a ;
1834 botes grande de melal bronzeado com
on 10; 918 ditos- pequeos de metal bronzeado
com o n. 10; 378 ditos grande de metal pra-
leado com o n. 10; 162 dilos pequeos de metal
praleado cam o n. 10.
Companhia de arlifiees.
84 honets ; 84 grvalas ; 84 pares de platinas ;
84|esteiras ; 81 montas : 252 boloos grandes de
metal amarello com o ii. 3.
Companhia de cavallaria.
3 bandas de la ; 70 bonets ; 70 esleirs; 70
zona vermelha (teste pharol at avistarem os fo- I para os sargentos ajudante e qnarlel meslre ; 17
gos rio Tallis o de Richard, um pelo outro.
III11m111.1r.io das proximidades de Perros.
ditos para msicos; 720 esleirs ; 330 pares de
platinas para inferiores e soldados ; 17 pares do
platinas para msicos; 370 grvalas : 370 man-
tas ; 228 lintdes grandes de metal praleado com
o n. 4 ; 102 dilos pequeos de metal praleado
com o n. 4: 2038 ditos grandes do metal ama-
relio com o n. 4 ; 389 ditos pequeos de melal
amarello com o n. 4.
9. batalhan de infantaria.
2 bonetes para 03 sargentos ajudaute e quarlel
, meslre ; 27 dilos para msicos ; 107 ditos oara
do canal occidental do ancoradouro de Perros, | inferiores c soldados 38 esleirs ; 160 ^avalas :
2 manas do lia : 27 pares de charlaleiras para
[Costas do norte.)
Cinco novos fogos ser" prximamente accesos
durante todas as noite3 as proximulaaes do an-
coradouro de Perros,
Um fogo (ixo vermelho de 5 milhas d'alcance
ser aerean sobre a pona de Ploumanach a en-
trada do pequeo porto deste nome
Dous fogos fixos brincos signalaro a direcciio
Despachos de exportaeo pela me-
sa do consulado desta cidade na
dia %3 de seteinbro de iHli
Havre Barca francesa cBerth, Tisset-freres, 700
couros verdes.
Rio da Prata Brigne nacional Marinho III, A.
lrmiios, 50 barricas assucar maseavado.
Montevideo Brigue porluguez Lusitano. M
Costa &C, 400 barricas assucar maseavado.
LiverpoolGalera ingleza Bonita. Patn, Nash
C, 131 saccas algodo.
Reeebedoria de renitis internas
g-eraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 22. 18:216j}37
dem do dia 21....... 2:43i371
20:647J698
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 22. 55 657g6S9
dem do dia 24....... I:832j188
C5 O. u O 1 s-3 floras
* c en s 5 c Atmorphera.
0 V Direccao. **- 1 ~JL 1 H O
V *3 35 v n 0 1 [riten sida de
ai ^-1 a> en ' Centgrado. -i te ae 0 B PS H O
ce 1 ;- -1 1; 1 Reanmur.
ce o: ce ce co 0 en 00 | Fahrenheit
Hygrometro.
w -1 en O en = cc3 0 Barmetro l
C
5*

D*
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a >
> J.
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r-.
-i :
rr r*
p
z
~
**

B
S*.
r-
p
>
j-
ser.io eslabelecidos um porto da ponte do Nantn-
nar, o outro a 6S5 metros de distancia no S. E.
sobre urna torrinha recenlemente conlruida pr-
ximo da farmda de Korgear.
A direccao do canal oriental sera igualmente
signataria por dous fogos fixos brancas, allumia-
dos, um a 100 metros atrs do signal do madeira
que serve actualmente de bausa de dia, o outro
porto do moinho de Kcrprigc-nl e 2865 metros ao
S. O. do primeiro.
s navegantes qne quizerem entrar no porto de
Perros pelo canil occidental deverao deixar o
alinhamenln indicado pelos fogos de Nanlouar e
de Kerjean, um pouco antes de ver um pelo ou-
tro os fogos do moinho> de Kerprigenl, e seguir
entilo a dirocc.io dada por estes ltimos fogos.
IHuminacao das proximidades de Brhal.
[Cosas do norte.)
Dous fogos fixos ver mellaos serio d'aqui a pou-
co accesos durante todas as noiles, sobre a ilha
Uo Brhal. Ellos dariio um alinhamoulo passan-
do pela Hor.tine. Ser enio fcil do evitar este
pongo por rnrio do observacao sobre o pharol dos
Mcaux de Brhal, um de;tes dous fogos ser ins-
tallado sobro a pona do Paon (Pa\"iu e illumi-
nar lodo o horisonlo. U outro ser assentado
no cunie da torrinha recentemento construida so-
bre a planura de Rosedo e s iluminar um es-
paro angular de 20" pouco mais ou menos,
llliimiiiaco da entrada do porto de Trouulle.
(Calcados.)
A extremidade do dique oriental do podo de
Trouville ser prximamente signalado por um I
pequeo fogo lixo verde de 2 milhas d'alcance.
Illumiuac.io da entrada do porlo de Colte.
[Ilerauth)
O pharol nov.miente construido sobr a ponto
Sao l.uiz a entrada de porlo do Coito, ser posto
era ai linda !n d'aqui ha poucos mozos. Elle con-1
sistir em um fogo liso branco de 15 milhas de
alcance. O pharol actual de Sao l.uiz ser sup-
primido na mesma poca.
O mappa rolro faz conhecer por ordem de la-
titudes, as posiedes goographicas as alturas e os
6 exeraplares de grammaltcas portuguezas por alcances dos novos fogos, referidos no meridiano
Monte \erde a IjJ. je prs.
20 colleccoes de compendio para uso das aulas
do primeiras leltras a 640 rs.
6 traslados a 60 is.
Para o arsenal de guerra.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
100 libras do volas estearinas a 720 rs. a libra.
O conselho avisa aos mesmos senhores ven-
dedores que devem recolher os objectos com-
prados no dia 28 do crreme mez s 10 horas
da manha.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal do guerra, 24 de
setembr de 1860.
Francisco Joaqnim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
RelacSo das cartas seguras existentes na admi-
nistraco do correio desla cidade, para os se-
nhores abaixo declarados :
Major Bellarmino do Reg Barros.
Candido Jos de Mello e Silva.
l)r. Domingos d'liveira Ribeiro (2)
Dr. Francisco Pinto Pessoa (2).
Jos Mara Carneiro d'Albnquorque I.acerda.
Maria Jesuina Honrado Cavalcante.
lympio Jos d'Almeida.
Esperidiao Zamiro de Souza.
5 -3 i _ f /. ~*. "S
-1" 1
v. 3 Di - O O r- "3 5 "> 3 a = R 1 a 5 1 < 1 l
1 j 73S ^ Ok 99 0
Q3 ' . *c.
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. ts -1 0 : c
^ a, .
O
l S- . i
i ; 0
* ; ' ' c V.
: i 1
.1 5 s t s
=35=3=3
57:489|877
Precos correntes dos principaes genc-
* ros c produeces nacionaes,
que se despachara pela mesa do consu-
lado na semana de
de 24 a 29 de setembr de 1860.
I Agurdenle alcool ou espirito
I
de agurdenle
dem eaxacn .
dem de cana .
dem genebra .
dem idem .
caada
>

botija
dem licor.......caada
dem idem.......garrafa
1?000
600
720
800
280 :
960:
A noile clara com alguns nevoetros, veulo
SE, veio para o terral e assim amanheceu.
OSCILLAC.AO DA MAIl.
Prenmar as 11 h 54' da manha, altura 6.0 p.
Baixamar as 6 h 6' da larde, altura 1.80 p.
Observatorio do arsenal de marinha 21 de se-
lembro de 1860 Viegas Jnior.
Correio.
-'. a. a. c a. a. a. -' -'
< '. ". '. 2*: '. < a
I: :::!:: S*
rfr....Q.. zr' ''.'.'.'.'. s-'.
o.......o
C*i
Editaes.
dem resillada e do reino caada
Algodao empluma 1.a sorte. arroba
dem idera 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroco .....
Arroz pilado...... arrba
dem cora csea ..... alqueire
Assucar branco novo arroba 4g800 i
dem maseavado idem ... 2#600
Azeite de mamona .... caada 1#7601
dem de mendoim e de coco. 2g000
Borracha fina...... arroba 7$000
dem grossa...... 4$000
Caf em grao bom..... arroba 7jJ500
dem idem restolho .... 4jJ500
dem idem com casca. ... 5gOO0
dem moide...... 9)5600
Carne secca..... 4$000
Carvo de madeira .... 1$600
Cera de carnauba em pao 9j"000
dem idem em velas. ... 13$000
Charutos bons...... cento 2$50O
dem ordinarios..... ljJOOO
dem regala...... 3J0O0
Chifres........ 5$000
Lonco seceos...... > 4JOO0
Couros de boi salgados libra 220
dem idem seceos espichados. 400
dem idem verdes .... 140
dem de cabra cortidos um 300
dem de onca...... 10$000
Doce de calda...... libra 500
dem de Goiaba .,... 400
dem seceos...... I30OO
Pela inspeceo da alfandega se taz publico,
que no dia 25 do corrente mez, depois do melo-
da, so ho de arrematar em hasta publica, por-
ta da mesma repartico, sendo a arrematadlo li-|
vre do direilosao arrematante, um bidet com en-
cost, avahado em 203000, vindo do Porto no na-
vio porluguez Promplidao II. entrado no mez
(Hssado, e abandonado aos direitos por Jos An- '
Ionio dos Santos Fontes.
Alfandega de Pernambuco, 20 de selembro del
320 I1S60.-0 inspector.
800 BentoJos Pernandes Barros.
yjjgiiQ Pela inspeceo da alfandega se faz publico, j
JELjJ que no dia 25 do corrente, depois do meio-dia, j
ogoOO Sl. nj0 ,j0 arrematar porta da mesma repartico,!
5J600 sendo a arrematarn livre de direitos ao arrema-
1S900 'ante, 6 eaixas com 72 garrafas de viuho de Xorez
amaga \ com 18 medidas, no valor de 960 rs. a medida,
* i apprehendidas em acto do desembarque sem li-
3|600
Pela administraco do correio desla cidade se
faz publico, para lins convenientes, que om vir-
ludedo disposlo no art. 133 do regulamenlo ge-
ral dos correios do 21 de dezombro de 1844. e
ait. 9o do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851.
se proceder a consumo das cartas existentes
nesta administrarlo, de setembr de 1859, no
dia 2 de outubro prximo, as 11 horas da ma-
nha, na porta do mesmo correio, e a respectiva
lista se aclia desde j exposta aos inters-
sados.
Correio de Pernambuco 25 de setembr de
1860. O administrador, Domingos dos Passos \
Miranda.
O vapor Milford aven feixa as mala-
pan os porlos do sul, hoje 25, ao meio-dia.
Pela capitana do Porto se fazem pub'ico os !
avisos abaixo, das alteraces que na prxima es- i
laclo se poro em execugo nos pharoes e bat- |
sas da cosa da Frsnra, conforme indiram os
mesmos avisos. Capitana do porto do Pornam-
buco 4 de setembr de 1860.O secretario,
J. P. Brrelo de Mello Rogo
W i' *.' i' -' -' C X y. T X OC Qt -^ I
3Cscooee = 3oecooss*f'
l -i;a!i!*fci.*.4. =jj>citn =
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C4;_cooi.-rw_-i_'.-,.-i*5--i f 2 I
3
5 '
1 msicos ; 378 boloos grandes de metal praleado
com o n. 9 ; 162 botoes pequeos do racial pra-
leado com 011.9.
10." batalho de infantaria.
27 bonetes para mdeos : 2SI dilos para sol-
dados ; 27 pares de rlurlaloiras para msicos;
grvalas; 70 paros de luvaa de algodao; 70
mantas de la ; 980 botes grandes de melal ama-
rello com a letra R 560 dilos pequeos de mc-
; tal amarello cora a letra R.
Materia prima para os mesmos corpos cima
declarados
270 covados panno mselo alvadio ; 5 ditos de
panno preto ; 3316 ditos de holl-ind do forro ; 334
; ditos de baeu verde ; 8 2/ ditos de caseraira ver-
j de ; 5 dilos de oleado ; 265 dilos de panno azul;
1 varas 391 do aniagom ; 3300 varas de brira bran-
j co 3055 varas do algodozinlm ; 180 varas de
gallo do prata do 1 pollegada de largura ; 1061/2
i varas desalan de praia do meia pollegada de
largura ; 71 varas de tranca de rciroz ; 37 1;2
de fila do la, conforme u figurino ; 15i8 bn-
. loes de metal amaiello lisos paracapotes.
4. batalho de arlilharia.
50 varas.de brira branco ; 50 dilas de algodSo-
1 zinho ; 20 boneis.
( 0em quizer vondor laes objectos aprsenle os
. suas propostas em carta fechada na secretaria do
I conselho s 10 horas da manha do dia l.de
outubro prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 21 de
selembro de 1860.
Vento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
^____ Coronel vogil secretario interjno.
THEATRO
1
S
SEXTA-FEIR.V. 28 PE SETEMBR !)E 1860.
ULTIMO
GRANDE CONCERT
Vocal e instrumento!.
EM BENEFICIO DE MADAMA
FANNY SiMONSEN,
PUOr.llAMMA.
Logo que S. Exc. 0 Sr. presidente da provin-
cia se dignsr apparecer dar principio ao espec-
tculo :
Primeira parte.
IoOuvertura pela orcheslra.
2."Grande arla da opera Giralda (Adam}, can-
tada por madama Eanny Simonson.
3."Fantasa para piano sobre ihemas de gli
llugenotie (Tlialberg), executada polo Sr. Fredc-
rico l.emrko.
4.A \ ida no Ocano grande fantasa sobre
canrPS inglezas e noito-aniericanas, composla e
executada por Martin Sijnonsen.
Segunda parte.
5.Ouvertura pila orr-hestra.
6Ralada ingleza : Rawn (l.over). Balada al-
lemo : Dor Ertkonig (Ro das Fadas), cantada
por madama Simonson.
7."Recorducors da Allemanha (Oborlandlor)
compostas e excutadss por Mailin Simonsen.
8."Cavatina da opera Trovatnre (Verdi), can-
tada por madama Fanny Simonsen.
9."Grande fauasia e variaces sobre motivos
da Traviata, composla c executada por Ma.'tin
Simonsen.
Tereeira parle.
10.Ouverlura pola orcheslra.
11."I.e Tremolo: Elude capricho para piano
(Meier) executado pelo Sr. Prederico Lcmcke.
12.Grande aria da opera A Filha do Regi-
ment (Dontzetli), cantada por madama Si-
monsen.
13.O Carnaval de Venera (Paganini; execu-
tado por Martin Simonsen,
O concert Principiar s 8 horas.
PREQOS.
Camarotes 1.a ordem
Consulado He Franca
en m tco = y*N;K.te4~hs*-O"j'0r;05ha
3
3
3


4 Cadciras
Plateas
Os buhes aiham-se
A%ft;ftftAaftft
A A X A
cenca da alfandega, por Apollinario Francisco Co-
raos, auxiliado pelo inspector de quarteira Jos
Patricio de Carvalho, c pelos pedestres Jos Hcn-
riquos de Souza e Joo Vicente.
Alfandega de Pernambuco, 20 de selembro do
1860.O iospector,
Rento Jos Fernandes Rarros.
Joo Baptisla de Castro e Silva, inspector da the-
souraria de fazenda de Pernambuco, por Sua
Magestade Imperial e Constitucional, que Dos
guarde, etc.
Faz saber a todos os habitantes desta provincia
que era virtude da ordem do Exm. Sr. ministro
da fazenda, presidente do tribunal do thesouro
nacional, se procede pela Ihesouraria substi-
tuirlo das notas do mesmo thesouro de 208000
da quarta estampa, papel branco, valor por valor
at o lira de abril de 1861, come<;ando do Io de
maio subsequente a soffrejem as ditas notas o
descont da lei na razo de 10 por cento no Io
mez, de 20 por cenlo no segundo, e assim por
dianle de modo a perderem todo o valor no d-
cimo mez.
Thosouraria de fazenda de Pernambuco, 21 de
setembr de 1860.
Joao Baptista de Castro e Silva.
Pela mrsa do consulado pro*incal se faz
publico, que no ultimo do prsenle mez finalisa-
se o trimestre nddicional do anno flnanceiro de
1859 a 1860 ; devendo por conseguinle os cnllec-
lados que se acham em debito, do imposto da
decima e mais impostos que se arrecadam por
esta mesa, manriem saldar seos debilos, afim de
Em Pernambuco
Ministerio da agricultura do commer-
cio e das obras publicas.
Pharcs e Ralizas.
AVISO A O S N A V E G A N T E S .
Militas mooificaQos sero introduzidas na illu-
minaco das costas de Franga, no principio da bo-
estaco, e desde hoje cr-se dever informar del-
tas os navegantes Annnnciar-se-ha ulteriormen-
te, o era prazo curio, a poca precisa em quo cao
da um dos novos fogos for posto em actividad?.
Illuminaco da Girone.
0 fogo fixo da ponto da Coubra ser installada
no cume do andaime de madeira, arlualmente em
conslrucco porto deste pharol, c o seu alcance
elevar-se-ha a 15 milhas.
A inlensidado dos fogos do penhasco (de la Fa- SO OUC ICZ Pa^ SCreiTl Te-
laise) c da Terra Negra (Torre Negro) ser dupli- I -1, _r .,
canfnna'.divn?0 q," e^sr^T<. e h,, -. !eolhidas desde ja as notas
O fogo fixo da pona de Grave sera substituido
rior ura fogo do mesmo carcter, porra de 15 rai-|
has de oleance, que ser inslallado no cume da
torre, actualmente em conslrucco a 320 metros
no S. S. O. do pbarolete actual.
O pharol fluctume de Fallis ser transporta- '
do 8 600 nvtru pouco mais ou menos para o N. \
N. O. da posicao que elle oceupa boje, e o seu i
brilho sei augmentado.
15
2 s 20g
3.a IOS
ris
2*
venda desde hoje no ho-
tel ingle/., onde se cha o Sr. Simonson, e no dia
do concert no Ihealro.
O Sr. Frodcrico l.omcko se presla benvola-
monte obsorqniar ao concertistas.
QARTA-FE1BA, 26 DE SETEMBR.
BKXtriCIO DOS ARTISTAS
Jorge eSkiner.
Gran le ouvertura pela orcheslra, segnir-se-ha
a tepresenlacao do excellenle drama, dividido
que nao sojam ajuizados. Mesa do consulado pro- em 4 actos :
vincial, 13 do selembro de 1860 No irnpodi-1 mmm manmm.m
CYNISMO, SEPTICISMO
Um
ment do administrador, Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Silva.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
Cumulando das armas.
Pelo mesmo commando se declara que est
vago o lugar de escrivo do presidio de Fernan-
10 milhas de alcance, ser ancorado pelo travoz
da torre de By.
Urna lerceira luz fluetuanle de fogo fixo bran-
co, de 9 milhas de alcance, ser ancorado previ-
soriamento abaixo da Mareehale pelo travs de
Mapon.
Um fogo fixo branco de 13 milhas de alcance se-
r acceso no cume do andaime de madeira actual -
O lancador da receboria de rendas internas mente em conslrucco sobre a extremidade norte
goraes d conformidade com es 1, 2. 3. 4 e 6, da ilha de Patiras.
pharol fluetuanle do fogo flxo branco, de | do, quodeve ser preenchido por algum Sr. offi- media e! um acto
Alberto........................ Carvalho.
Carlos.......................... Skiner.
Maccdo......................... iorge.
Escrcvente..................... Carioso-,
Criado.......................... N. N.
Elvira.......................... I). Francisco.
Depois do qual o Sr. Skiner e D. Francisca
cantaro o sempro spplaudido duelo :
A PANELLrV DOS FEITigOS.
Dar flm ao divertimento a bera conhecida co-
Declaracoes.
do decreto de 17 de marco do corrente anno,con-
tinua no da II do presente mez a fazer a code-
la na roa das Cruzes, travessa das Cruzes, S.
F.mfira um pequeo fogo fixo branco de 3 mi-
lhas de. alcance ser acceso cima do Panillac, pa-
ra sigtialar a origera do fundoadeuro desde nome
cinl "reformado, ou individuo queja lenha bem
servido no exercilo, segundo o disposlo no avise I
do ministerio da guerra de 27 de junta do anno '
passado. O prelendente que se arbar em taes
circunstancias, convidado a apresentar-se na .
secretaria militar, das 9 horas da manha, s 2
da tarde, nos dias uleis. I
O mnjor secrelario,
Francisco Camell Pessoa de Lacera.
O colleclor de rendas provinciaes da cidade
de Olinda faz. publico pelo prsenle, que do dia
de 29 setembr se encerrou o exercicio de 1&M>
1860, e qu do 1. de-outubja em dianle nao
O JUDAS
EM
S;\\.\taAo Ae Wleluia.
No qual tomavo parte os artistas Carvalho,
' Skiner, Jorge, Gardoso, D. Francisca e Jesu-mo,
i que pit obsequio aos bcOefloiado* far a parte
1 de lia ricota.
No Rm do drama os beneficiados iro aos ca-
! maroles agradecer aos scus generosos prolec-
1 lpr"es.
Co mocar s 8 }4 horss.
T^X-
HG
1 1. t!


(*)
DIARIO DE PEMUMBOCO. TEftgA FEIBA 25 DE SETEMBRO DE 1860.
THEATRO DE S. ISABEL.
COMPANHIA LYfilCADEG.MMUMISGELI
Terca-feira 25 de setembro
2o.a recita da assignatara e 13 para os camarotes de primeira serie
Subir sccna pela primeira vez a:
Crande opera aparatosa
em dous actos do celebre commendador Rossini, applaudida mesmo lioie nos primeiros theatros
do mundo, intitulada:
SHIIRAH1DE
A accao passa-se era Babilonia, sendo todos os visiuarios e todas as vistas a carcter da-
quella poca e lugares, mandados ejecutar pelo emprezario, pelos melliores artistas de Milao e
Floreo;*.
N. B.Sendo esta opera rnuilo extensa sedar principio as 7 1|2 horas em ponto.
Os bilhetes vendem-se como de costuroe.
Avisos martimos.
Para Lisboa sahe impreterivelmenle at o
da 15 o brigue Tarujo & Filhos por ler parle
de seu carregamenio promplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recite, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Porto por Lisboa.
Vai sabir com brevidado para o Porto cora es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Promplido
II, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA. MARCHA. ECLASSE : para carga e passagei-
ros, para os quacs tem exccllenlcs commodos,
trala-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou cora oca-
pitao.
Aracaty.
EILAO
DE
Duas casas terreas
Quarta-feira 26 do crvente.
Antuncs far leilao em seu armazem ra do
Imperador n. 73. de 2 casas terreas sitas na ra
da Virac&O ns. 13 e 15, com 2 salas, 2 quartos e
grande quintal, sem reserva de proco, s 11 ho-
ras em ponto,
dimos, tudosea vendido sem rtter-
va de pretjo.
Avisos diversos.
Al o fim da prsenle semana seguir imprele-
rivelrarnle o hiate Duuidoso ; para o restante da
carga, trata-se com Curgel Irmos, em seu es-
criptorio, ra da Cadeia do Recite, piimeiro an-
dar n. 28.
Aracaly.
Para este porto seguir brevimenle o hiate
fixhalacAo ; para o restante da carga, trata-se
com Gurgel Irmos, ra da Cadeia do Recite n.
28, primeiro andar.
Pedido.
Roga-se ao senhor recrutado que no Liberal de
hoje promelte ao lente Caria interpella-lo so-
bre os ruubos que dizem ter feito em Bsrreiros
certo commandanle de destacamento, queira
quanto autes faze-las com toda a clareza, assig-
nando a sua inlorpellarao para ser salisfeito ca-
tegricamente, urna vez que nao possivel ao
mesmo tenonle suspender o recrulamento que
em virlude da lei e das ordens de seus superiores
est fazendo. Recife, 24 de setembro de 1860.
O curioso.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
22da ra Estreita do Rosaiio, proprio para es-
criptorio ; a tratar no 2o andar do mesmo.
Premio de 500$.
No da 12 do corrente, no lugar Firmeza do
termo da Escada. arrombaram urna janella da
casa do abaixo assignado, e levaram o seguinle :
1 trancelim, 1 passador chato com pedra de p?s-
sar com i qualidades, 1 adereco completo es-
maltado do verde e o esraille j algum cabido,
com 1 pulseira do mesmo adereco, 1 dita de ou-
ro raacico. 1 figa deunicorne eocastoada, 2 ligas
de ouro macico, urna grande e outra pequea, 1
cabeca deS. Joo, 1 dita de S. Braz de ouro. 1
buzo encastoadj, 1 cordo grosso de menino
com 2 palmos, 1 cassoleta grande, 1 dita peque-
a de ouro lavrado, 1 par de argolas lisas. 1 an-
nelao de ouro cora marca de esmalte azul que
leve por fra as letras C. R. S., e dentro G L. O.,
1 chave de relogio toda de ouro com agulha de
mariar, 1 par de argolas de aljofares, 2 nnneldes.
um com diamante grande, e oulro lodo de ouro
liso, 2 pares de boioes de pnnho do camisa, 1
sedula de 500$, 3 dilas de 200#. 4 dilas do 509
4 moedas de ouro de 209, 9 ditas de 10, 27, ou
28 ou 29 de 5$, 10 ou 15g de sedulas de 1S, pra-
Viiitimc mili nnnn \\nln ',a de'a^OOrs. Foi roubado na noite de terca
laceas comeras, dos ciraquarta-,cira\i2dese,e,nbro'noen6enh
v; Firmeza, casa pertenconte a estrada de ferro, do
inspector da mesma. e olTerece 500f de premio a
quem denunciar os autores.
Gaudino Lopes de Oliveira.
2 carrosas.
Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Almirante pretende seguir com muita brevida-
do, por ler dous tercos da sua carga a bordo :
para o resto que lhe falta, c escravos a frele, pa-
ra os quaes tem excellentes commodos. Irata-se
com os seus consignatarios Azcvedo e Mendes.
no seu escriplorio, ra da Cruz n. 1.
Para o Rio Grande do Sul
sahir dcnlro desles poucos dias o patacho na-
cional Arapehy, por ter quasi toda a carga
prompta : para o restante do carregamento con-
trala-secom Manoel Ignacio de Oliveira & Filho,
na praca do Corpo Santo, ou com o capilo do
mesmo, a bordo.
Para o Aracaty
O hiate Santa Rila recebe carga: Irata-se
com Marlins i Irmao ruada Madre de Dos nu-
mero 2.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidado o hiate Gralido
por j ler a maior parle da carga prompta para
o resto e passageiros, Irata-se no Passeio Publico
ii. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, com Pereira <
\ alent.
Quarta-feira 2G do corrente.
Antunes far leilao na porta do seu armazem
ruado Imporadorn. 73, de algumas vaccas com '
crias, bois e duas carrosas muito boas, s 11 ho-
ras em poulo.
Na mesma occasio
vender excelentes relogios de algibeira de ou- :
re e prala dourada, sem reserva de prer.o algum.
LEILAO
Quarta-feira 26 do corrente.
Antunes far leilao em seu armazem na rundo
Imperador n. 73, por authorisaco do Exm. Sr.
f)r. juiz especial do commercin e a requerimen-
to dos depositarios da raassa fallida de Ignacio
Nery Ferreira da Silva Lopes, dos diversos" e ri-
cos movis perlifcenles a este fallido.
Piincipiar sll horas em ponto.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Oyapock, commandantc ocapitiiote-
nente Santa Barbara, espera-se dos portos do
corte al o dia 25 do correnle raez, seguir pa-
ra os porios do sul no dia 26.
Recebem-se desde j passageiros e engnja-sc
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no diadesua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azevedo &
Mendes.
Quinta-'eira 27 de setembro
as 10 horas.
O agen le Pinto far leilao no dia e hora cima
mencionado dos objectos existentes era seu ar-'
mizem na ra da Cruzo. 51 ; nesta mesma oc- .
casiao vender 3 bonilos carados de Buenos-Ay-
res ja domesticados,os quaes serao entregues sem
reserva de prero.
UGDAQ
O vapor inglez Forevord. dever aqui chegar
al o fim do correnle mez, e seguir para S. Vi-
cente, Madeira. Lisbos e Liverpool; de primei-
ra marcha e tem excellentes commodos para pas-
sageiros, tanto de primeira como de segunda cas
se. receber car2a para Lisboa e Liverpool : a
tratar com Scoll, Wilson& C.rua da Cruz n. 21,
primeiro andar.
Terca-feira 25 do corrente.
Costa Carvalho autorisado por uma
pessoa que se retira para fora da pro-
vincia fara' leilao etn seu armazem na
ra da Cruz n. 9, Je varios objectos pa-
ra uma casa de familia e varios objectos
de marcineiria de apurado fjosto.
Tambem
vender' um cabriolet com todos os ar-
reios para um cavallo, as 11 horas em
ponto.
REAL flOMPANIIIA
DE
Paquetes iDglezes a vapor.
Ateo dia 23 deste mez espera-so da Europa
um dos vapores desta companhia, o qual depoi
da demora do coslumc seguir para o Rio de Jas
neiro tocando na Bahia : para passagens etc.
trata-se com os agentes Adamson, Howie 4 C.
ra do Trapiche Novo n. 42.
. Para a Bahia.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Julio pretende seguir com muila brevidade, tem
parte do seu carregamento prompto: para o
resio trata-so com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriplorio,, iua da Cruz u. 1.
Para liqui
Oprcposlodo agenle Oliveira far leilao por
conta e risco de quem pertencer, para liquida-
Cao, de poreo de barricas com alpisla, dilas com
cerveja, saceos com alfazema. ditos com farello,
gigos soitidos de champagne, ditos com garrafas
vaiias, ervilhas, conservas de fructas, latas com
bolachinhas, dilas cora lagoslas, 1 balanoa de-
cimal, com os competentes pesos ele. : terca-
feira 25 do cotrenle, s 10 horas da manhaa,*no
armazem n. 18, ra da Madre de Dos
LEILAO
Leiles.
LEILAO
Commereial,
Terea-feiro 25 do corrente.
Anfunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio e a requerimento dos de-
positarios da massa fallida de Jos Luiz Pereira,
far leilao stO horas em ponto na ra da Au-
rora n. 30, da mobilia, joias o escravos perten-
ceniesa dita massa ; e ao raeio dia na ra Nova
Ja ".. da8 fazendas e dividas que foram
aquello Mudo.
Quarta-feira 26 do corrente
Costa Carvalho autorisado pelo Illm. c F.xn
Sr. Dr. juiz de orphos a requerimento de Fran-
cisco de Salles de Andrade Luna invenlatiante
dos bensdeixados por Jos liarla da Costa Car-
valho, far leilao em seu armazem na ra da
Cruz n. 9, dos segninles predios : uma casa na
ra Nova n. 2-1, propria para qualque' eslabe-
lecimenlo, 1 silio Da estrada do Joo Feruandes
Vieira n. 24, cora alguns arvoredos, baixa de ca-
pim, a qual forcira, sendo o restante em chaos
proprios, 1 silio na ra de S. Miguel com casa,
com bastantes coaimodos, alguns arvoredos fruc-
tferos o uma excellente baixa do capim, para
informacoes com o mesmo agente que so acha
suficientemente habilitado.
Principiar ao raeio dia em ponto.
LEILAO
Quarta-feira 26 do corrente
sll horas em ponto.
O agente Uchoafara' leilao no arma-
zem do Sr. Antunes Guimares & C. no
largo da Assembla n. 19
_ DE
9 caixas eom 18 queijos grandes.
16 caixa com 384 ditos pequeo* Ion-
Cozinheiro.
Ouem precisar de um crioulo de meia idade,
ptimo cozinheiro, tanto de carnes como de mas-
sas, o qual conhecido por ler estado em casas
de primeira ordem, dirija-so ao Manguinho Pa-
pa-Ierra, casas terreas do Sr. Carneiro, defronte
do silio do Sr. Bastos, a fallar com o annuncianle
que se chama Domingos Jos Soares,
Aluga-se uma casa terrea na na da Roda
n. 23. com 2 salas, 5 quartos, cozinha fra. quin-
tal com porto para a ra dos Patos, com cacim-
ba c mais commodos de familia; os pretenden-
tes procurem na mesma casa cima.
Aluga-se um silio na Capunga Nova, mar-
gen) do Capibaribe, cora militas fructeiras e duas
baixas de capim que sustentan) 6 cavallos, e uma
casa terrea com 6 quartos. 3 salas, cocheira e es-
tribara, e um solao cora 2 quartos e 1 sala :
quem pretender, dirija-se aos quatro cantos de
S. Conealo n. 1, segundo andar.
Aviso tempo.
O abaixo assignado, estabelecido cora fabrica
de lamaticos na ra Direita n. 16, avisa a todas
as pessoas que lhe sao devedoras, lano da praca
como de fra, virem saldar seus debilos al'o
dia 20 de outubro prximo futuro, do contrario
sero seus nomos publicados por oslo jornal, as-
sim como cobrar judicialmente daquelles que
abnsarem, pois o abaixo assignado lambem tora
deveres a cumprir. Recife, 22 de setembro de
1860.
Antonio Jos Fernandes de Castro.
Nicola Paulo, subdito Italiano, relira-se
para fora do imperie.
Piase Antonio Marrone, sundilo Italiano,
retira-se para fora do imperio.
Resposta ao Sr. Francisco Cor-
reia de Andrade.
Nao por meio de um simples an-
nuncio que se inutilisam firmas de let-
tras, outros sao os mi ios e para elle de-
vemos recorrer, pelo que rogo ao Sr,
Andrade de nao se retirar desta praca
sem deixar procurador autorisado a
ventilar este negocio no foro competen-
te. Sem dados por ora para duvidar da
boa fe do Sr. Andrade, com tudo pro-
testo desde ja contra a dea outra pes-
soa o accettante das lettras em questao
por quanto, estou bem informado que
na casa do Sr. Joo Paulo s Urda re-
lacdet uma pessoa deste nome e que era
o annunciante, pelo que a solucao deste
negocio nao pode ser outra se n5o ou
as firmas das lettras sao falcas ou o Sr.
Correia e o verdadeiro acceitantc dellas.
Joaquira L. Monteiro da Franca.!
Q-ROGASE
aos Srs, Trajano Carneiro
Leal a Joo Leopoldo Lopes da
Silva, que dirijara-se ruado
Crespo n. 17a negocio que os
mesmos senhores nao igno-
rara.
Altenco.
Roga-sc a loda e qualquer pesso a priso de
um caboculinho de nome Bazilio, quo fugio no
Oa de setembro pela manhaa, com os signaos
seguintes : altura 5 palmos pouco mais ou me-
nos, cabellos corridos, rosto regular, com uma
pequea cicatriz entre as sobrancelhas, queixo
ino, oihos pretos e grandes muito vivos, denles
largos e bous, maos curias e ps na mesma pro-
porcao. tendo nos tornozelos alguns signaes de
sarnas, fugio vestido com camisa de algodaozi-
nho brarxo que anda nao foi lavada, calca de
bnm de seda de lislras de quadrinhos muito lar-
gos e compndas, bonet de velludo prelo com
pala onvernisada : a pessoa que o prender leve-o
a ra do Hospicio casa terrea junto ao sobrado
onde fot ocollegio do Bom Conselho, que ser
bem recompensado alm de se (car muilo agra-
decido ; adverle-se mais que este caboculinho foi
comprado pouco lempo e que nao tem conhe-
cimenlo da cidade.
Indo hontem domingo 23, passear o negro
Luiz, sapateiro, nao lornou maia e assim pede-so
as autoridades policiaes e capitacs de campo a
aprenencao do mesmo e leva-lo ra da Cruz
n. 35, lenda de sapateiro, que se recompensar
generosamente; os signaes do negro se os se-
guintes : levou camisa de riscado e calca da mes-
ma, idade trinta e tantos annos, bem serrado de
barba, grandes calos as mos de apartar o pon-
to e baixo do corpo, osle negro veiu do Penedo
a Sampaio loja de erragens na ra da Cadeia, ha
4 para 5 annos de quem o comprei.
Rapheel Fernaudes branles.
Precisa-se alugar uma escrava que saiba
cosinbare fazer o demais serfico de uma casa
de pequea familia : na ra das'Cruzes flic Santo
Aniooio d. 41, segundo andar.
CASA
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
Roa larga do Rosario a. 20
segunde andar.
"Jjyf casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commissao por conta de seus so-
unores. AQan^a-seobom tratamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplido afim de seus se-
nhores nao soffrerem empate na venda dellea.
Nesta casa ha sempre para venderescravosdo
diirerenlesidadesde ambos os sexos, com habili-
dades e sem ellas.
Mauricio Jos dos Santos Ribeiro, chegsdo
ltimamente de Lisboa, faz sciente ao respeila-
vel publico que acaba de estabelecer na jua lar-
ga do Rosario n. 21, primeiro andar, urna olTi-
cina de ourives onde aprompla quaesquer ob-
jectos tendentes a mesma arte do mais apurado
gesto e perfeigo de Irabalho, como sejam ade-
remos completos, brochas, pulseiras, aneis. alfi-
letes etc., etc. F.m seu eslabelecimento promel-
te concertar qualquer obra da sua arle com per-
tei^ao. A pralica adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e" as relacoes directas que
constantemente manlcm com algumas das mais
respeitavcis casas d'equella cidade, que se era-
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prala, o habililam a encarregar-se de qualquer
encommenda de taes objectos tanto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
se dignarem honra-lo com a sua cnnCanca, se-
rao servidas com o maior zelo e solicilude e por
precos baratissimos.
O Dr. Manoel E. Reg Valcnga pode ser
procurado para o exercicio de sua profissao de
medico; na ra da Cruz n. 21, segundo andar.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera a locar varios instrumentos ; dando as li-
ces das7horass91i2danoile: a tratar na rus
da Roda n. 50.
Aluga-se um sobrado silo na povoac.ao dp
Monleirn.o qual tem commodos para grande fi-
milia ; assim como cocheira e estribara para
cavallos : a tratar com Manoel Alves Guerra na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
COJUPANHIA
ALLIANC .
stabeecida m Londres
Mi fj m mu.
CAPITAL
Cinco nnocs de \ibras
slevlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negocianies, proprietarios de
casas, e a quem mais convier, que eslo plena-
mente aulorisados pela dila companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre os objectos
que conlivcrem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualdade.
DENTISTA i
8 DE
8 3Ra estreila do Rosaiio--3
|| Francisco Pinto Ozorio continua a col- |
* locar denles artlficiaes tanto por meio *$
aK de molas como pela pressao do ar, nao |g
SS recebe paga alguma sem que as obras P
^ nao fiquem a vontade do seus donos, *
^ lem pozos e oulras preparaces as mais !^
|g acreditadas para conserrar'o da bocea i|
Aluga-se o segundo andar da casa n. 48,
da ra da Cadeia do Recife : 3 tratar na loja da
niesma. -
Na ra do Crespo n. 20, esquina, ha uma
preta para alugar, para o servico de casa de pou-
ca familia.
I Aviso.
i O Dr. Joo Pedro Maduro da Fonseca ij
raudou a sua residencia para # ra da Ca- B
_J deia do Recife n. 52, sguudo andar, aon-
de se presta ao servico lano de medicina ";;
i como de cirurgia e das 9 para s 10 horas @
@ da manhaa sempre o encontrarao em casa. &
## #ii
Aluga-se por um cont de res o
segundo e terceiro andar do sobrado n.
65 da ra Nova, os quaes alera de terem
ptimos commodos acham-se asseiados.
X f TVT^TTrTTTTr TTTTTTTf fTT?>
Ao publico.
O abaixo assignado, na qualdade de escrivao
do uizo espocial do commercio desta cidade, pa-
ra conhecimento do publico, declara que tem
aberto o seu cartorio nalrua do Cabug n. 2.
Nanoel de Carvalho.Paes de Andrade.
Attenco.
o
Os depositarios da massa fallida de Siqucira &
1 ereira, rogam aos Srs devedores da mesma,
que hajam de pagar seus dbitos donlro do pra-
zo de 15 das a contar de hoje, na loja dos mes-
mos ou em casa dos depositarios D. P. Wild C,
no largo do Corpo Sanio ; certos de que so o
nao fizerem se proceder a cobrauca judicial-
mente.
Aluga-se um preta para casa de pouca fa-
milia, a qual cozinha soflrivelmente o diario de
uma casa e lava bem de sabo : quem pretender
dirija-se ra do Imperador n. 12, por cima da
cheira.
Carlota Eslrepe Pereira, pelo presente de-
clama sem eiTeito algum toda e qualquer procu-
raco que lenha outhorgado. Recife 22 de setem-
bro de 1860.
Xarope
DO
eosQo.
No escriplorio de Guilhcrme Carvalho & C,
ra do Vigario n. 17.
Para conhecimento do publico Irauscrevemos o
seguinle, como prova do verdadeiro xarope do
bosque, bem conhecido pelas innumeraveis cu-
ra, expecalmenle para tods as molestias dos
orgos pulmonares.
Attenco.
Os abaixo assignados, successores de A C. Ya-
te* 4 C, ex-proprielarios do xarope do bosque,
fazem sciente ao publico, que do 1. de julho em
dianle fizersm mudenca nos letreiros c envolto-
rios das garrafas e meas garrafas, em conse-
quencia da grande falsiflcaco que algumas pes-
soas, sera scnlimeul03 e "bem conhecidas dos
proprietarios fazem nesta corle.
O lelreiro que est collocado as garrafas
azul cora emblema e lelras da mesma cOr, o do
envoltorio amarello cora letras cor de rosa, as
raeias garrafas tem o lelreiro collocado, rxo,
com emblema e letras da mesma cor, o do en-
vollorio verde-com emblema e lelras da mes-
ma cor.
Todos os lelreiros sao f ssignados pelo proprio
punho de II. Prins & C.
O papel que serve de envoltorio branco, tan-
to das garrafas como das meias garrafas, com o
seguinle letreiro em lelras d'agua : II. Piins
C, 40 ra do Hospicio Rio de Janeiro Xarope
do bosque 40 ra do Hospicio.
As garrafas e meias garrafas sao de vidro de
cor esverdiada. O deposito geral' na ra do
Hospicio n. 40, Rio de Janeiro.
Para alugar.
N'a ra do Nogueira alogam-se duas meias-
aguas : a tratar na ra do Queimado n. 53, loja
de erragens.
Chapeos.
Prata.
Domingo 23 do corrente ao entregar a capa na
igreja do Espinto-Santo. desappareceram dous
, chapeos novos, um de cabera que por sigoal tem
. o nome esenpto do lado de dentro, outro do sol
de seda, de tamanho regular: a pesioa quo por
engao levou-os faga o favor de mandar entre-
: ga-los na ra larga do Rosario d. 38 loja do
, miuoezas, que se ficar muilo obrigado.
Precisa-se de uma mulher de maior idade
qued prova de sua conducta e comportamento'
i que nao tenha filhos e oulro qualquer embarace
que seja capaz de ser incumbida de todo o go-
verno de uma casa de familia e tratar de meni-
nos que andam na escola : quem estiver nestas
: circunstancias dirija-se a ra das Cruzes sobrado
n. 20, segundo andar, que visla da prova que
deve apresentar de sua conducta so dir quera
assim o precisa; prefere-se alguma senhora
Porlugueza.
No dia 23 do correnle sahio da casa do
abaixo assignado um escravo de nome Antonio,
de nac.5o Costa, idade 30 annos, pouco mais ou
menos, pouca barba, alio, bastante prelo, tem
os pesgrossose bastante grandes, lem em uma
das pernas uma grande sicatriz, que ainda se acha
abena, esto prelo empregava-se em repailir pao
na ra: recomuienda-se a todos os capiles de
campo e pessoas particulares por quera possa
ser encontrado o raandera pegar e entregar ao
abaixo assignado, com padaria na ra larga da
Rosario junto ao quarlcl de polica n. 18, onde
se gratilicar com geuerosidade.
Manoel Antonio de Jess.
Tendo de entregar amigavelmenle, no Gm
do correute raez, ao Sr. Prxedes da Silva Gus-
mo, a chave do trapiche Ramos, por motivos
que breve levarei ao conhecimento do publico-
convido aquelles senhores que no me3mo trapi-
che tiverem algumas fazendas recolhidas, Icnham
a bondade do se dirigirem ao mesmo trapiche
afim de serem conferidas. Recife 24 de setem-
bro de ViQQ.-Josi Maria Fernandes Thomaz
Williaiu Elli3t subdito Inglez, retirando-so
para a Bahia, o nao podendo despedir-se pesso-
, alenle de seus amigos, o faz por meio deto
aiinuncio,. oflereceudo seu preslimo naquella
I provincia, assim como agradece cordeaimento
aos mesmos as boas maneiras porque sempre
j foi tratado. .
Francisco Fontan, subdito hespanhoh ro-
tira-se para Mcete.
O Dr. Palerson volta para a Bahia. no va-
por inglez.
Precisa-se de uma ama de meia dado para
cozuihar: na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Aluga-se um bom escravo para qualquer
semc.0 : na ra do Imperador n. 50, lerceiro
andar.
O Sr. Charles J. Young vai para o Para.
Precisa-se de duas amas, sendo uma secca
e oulra de leite : no pateo do Torco n. 26.
Pedro Claudino Duarie, subdito portuguez.
retira-se para Macci*
Aluga-se um sobrado de dous andares na
ruada Imperatriz n. 15 : a tratar na mesma, ou
na na do Cabug n. 2 A.
DENTISTA FRANCEZ.
s> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^J
T raugeiras 15. Na mesma casa tem agua e
J p dentifico. *J
X*.LJLU.JLiJHJLX.i.*..JL.k.XAA X
LAS\ L1IS0-BRASLEI1.A*
2, Golden Square, Londres.
. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodaces para muito maiornumerode hos-
pedesdfl novo se recommenda ao favor e lera-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitmesta capital ;continua a prcstar-lheseus
servicose bons officios guiando-os em todas as
cousas que precisen) conhecimento pratico do
paiz, etc.: alm do portuguez e do ngle? falla-se
na casa ohespanhole francez.
Paga-sc por melhor preco do que cm oulra
qualquer parte, prala de lei, fina ou baixa: na
ra larga do Rosario, loja n. 24, de Francisco
Gomes de Mallos Jnior, junio ao armazem de
louca.
'CASA DI SAJM
DOS
Doulores Ramos e Sevo
Sita em Santo Amaro.
Este cstabclcciracnto contina debaixo da ad-
| minislrar;o dos proprietarios a receber doenles
, de qualquer natureza ou calhegoria que seja.
O zelo e cuidado all empregados para o
prorapto restabelccimento dos doenles, geral-
i mente conhecido.
Quem se quizer ulilisar pode dirigir-se s ca-
i sas dos proprietarios, ambos moradores na ra
Nova, ou cnteuder-se com o regente no eslabe-
lecimento.
A diaria para os escravos de 2$500, o para
oslivtes de 3-5200 ou 00, porm cm cerlos
casos pode haver algum abalimento.
As operayues sero previamente ajustadas
-Na ra de Apol-
lo n. 9 precisa-se de uma ama para cozinhar e
engommar para um rapaz solteiro, agradando
nao se olha a preco.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de
ouro ou prata : ua ruado Rosario da Boa-Vista
n. 58.
Na livraria n, G e 8 da praca da
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore lettras pro-
prias para calacumbaou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciante- aprsenla seus traballios
nos tmulos dos lllms. Srs. Virios, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em oulros mais ra d- Caixa
d'Agua n. 52.
200$.
Iugio doengenho Quanduz, em Sanio Anlo.
no da Ib de maio do anuo prximo passado, um
escravo de nome Luiz. de idade 23 a 24 an-
nos, com os signaes seguinles : cabra, de esta-
tura regular, baixo, quando se ausenlou nao ti-
nha barba nenhuma, cabello a especie do do
rato, tem um pequeo geilo as pernas para
dentro, um signal na pona da lingna do tama-
nho de um carolo de guiaba, que o atrapalha um
pouco quando falla, tem as cosas bem cicatriza-
das de chicle ; este escravo foi da villa do Sa-
boeiro, comprado ao Sr. Domingos do Souza Bar-
ros, e ha noticia delle estar acontado em urna
fjzcuda cima da dila villa 20 leguas : pede-so
portanto a captura do dito escravo, c quem o pe-
gar leve-o a seu senhor no dito engenho, ou no
Recife a Bernardino Francisco de Azevedo Cam-
pos, no polco do Carmo, que se gratificar com a
quantia do 200.
Francisco Jos Fernandes Pires faz sciento
ao publico, que ninguem a$a negocio com o Sr.
Eugenio Muniz, com o carro e boi do mesmo se-
nhor ; porquanlo acham-so hypothecados ao
l abaixo assignado.
Francisco Jos Fernandes Vires.-
AlugVse a casa terrea n. 120 A junto
i ponle dos Afogados por 14000 rs. mensaes : a
I tratar no pateo do Terco, taberna n. 19. Tara-
|bem d-se 1-500 a 2:000*000 a juros com hv-
I pelheca em casas terreas, e vende-so sement
de coentro na mesma taberna.
Aluga-se o sobrado da ra Dircila n. 8f,
excepto a sala da frente, ficando todava com
bstanles commodos, tendo o solaofrenle para a
ra.
A. W, Osborn retratista americano annuncia
ao respeitavel publico desla cidade que elle aca-
ba de receber dos Eslados-Unidos da America,
um explendido sorlimento de molduras redondas
douradas de todas as dimensOes, caixas para ro-
Iralos fazenda muilo fina, assim como recebeu
un bello sorlimenlo de casoletas de ouro e alfi-
netes de dito obra prima expressaraente para re-
tratos. A. W. Osborn aproveila esla aprazivel
opporlunidade para rnformar ae publico que elle
esi resolvdo a dar licces da sua arte em todos
os seus ramos, assim cmo lem para vender um
completo sorlimenlo chimico e oulros apralos
proprio para as pessoas que professam a sua arle.
Mr Osborn tambem lira relrales cm cartes de
visita e em papel de escripia por preco muito
razoavel: na ra do Imperador primeiro andar
com bandeira.
Precisi-se de um homcm das llhas, dado
agricultura, para feilorlsar escravos em engenho
de assucar. robusto e trabalhador, e de pouca fa-
milia ou com ella, e quesaiba mandar sem rigorj:
quem quizer empregar-se nesse servigo, procure
o Sr. commendador Manoel Goncalves da Silva
nesta praca, que lem de informar qual o enge-
nho e seu proprietario, certo de que preenchen-
do o seu emprego no campo ser bem pago.
Lava-se eengomraa-se com toda a perfei-
caoe prego commodo: na ra das Trincheiras
n. 17.
Luiz Francisco Moraes declara quem possa
luleressar, quedeixou de ter sociedade na taber-
na da ra Iraperiel n. 126, de 5 de setembro do
correnle anno. Ficando todo activo e passtvo
cf,rg0'?e WaDOCl MalMas Rodrigues Granja. Re-
cife 22 de setembro de J860.-ui; Francisco
Moraes,
Laboratorio de lavagem.
Este estabelecimento que comecou a funecio-
nar na casa de banhos do pateo do Carmo, vai ser
transferido no dia 15 do correnle para o sitio dos
Buritisna cslrada do Arraial.
A excellenle agua correnle e o espaco que all
ha, permiltindo que se eleve o nnmero dos con-
currentes, previne-se as pessoas que esperavam
por esla transferencia, que podem mandar as
suas roupas para serem lavadas, embora nao le-
nhara ainda chegado as maiores machinas movi-
das a vapor, que salisfaro eclo completamente
as necessidades desta capital e seus arrabaldes.
A casa de banhos continuar a ser o doposito
de recepgao e entrega das roupas da capital e no
sitio dosBunlisse reeeber e entregar as
dos arrabaldes.
As jantagens presentes sao : boa lavagem em
15 dias, garanta das pecas o precos muito razoa8
veis. As fucluras serae : boa lavagem em -
dias, garantidas sempre as pecas e precos muito
commodos.
No dia 20 do correnle mez fugio o escravo
I Anastacio, de estatura regular, com cafurioa na
. cabeca, suissa e barba fechada, tem um panno no
1 meio da testa que toma-Ihe o nariz, vestido do
i calca de risendinho, camisa de madapolo, palel
de brim pardo transado, e chapeo de palha vclho:
I quera o pegar pode levar presenca de ScbastiSo
Jos da Silva Braga, ou botica de Banholomeu,
. Francisco de Souza, na ra larga do Rosario nu-
| mero 30.
SOCIEDADE
INIJO BE\EFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pcrnambuco.
, Por ordera do conselho, convido aos se-
i nbores socios eTcclivos para sesso exlraordina-
i na do assembla geral quinla-f.ira 27 do corren-
, te, s 6 horas da larde, visto nao se ter reuuido
| numero sullcienle em o dia 23
Secretaria da sociedade nio Beneficcnle dos
Artistas Selleiros em Pernanibuco 21 de setem-
bro de 1860.
Auspicio Antonio de Abreu Guimares.
1." secretario,
Alheen Pernambucano.
A sociedade acadmica Atheneu Pernambuca-
| no convida aos senhores esludanles da faculdade
| de direfto para abrilhantarem a sua sesso mag-
na, que lera lugar no dia 30 do correnle mez, s
6 horas da larde, no salo da faculdade do di-
reito.
Sala das sesses do Atheneu Pernambucano.
21 de setembro de 1860.
Antonio Moniz Sodr do Arago,
Presidente.
Manoel Euphrasio Correia,
Io secretario.
Joao Ferreira de Oliveira e Silva,
2o secretario
O armazem n. 13,
da ra da Cruz do Recife, est para alugar-se a
tratar no Forle do Mallos, largo da Assembia
u. lo.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
Vio ser alugadas a quem mais der e melhores
garanas otTerecer, 5 casas no silio Cajueirocon-
tiguas so hospiial portuguez ; os prelendenles
podem dirigir-so ao Sr. provedor ou enviar-lho
suas propostas em carta fechada al 30 do cor-
renle em que findam os acluaes arrendamentos
Recife 24 de setembro de 1860.
Manoel Ribeiro Baslo?,
1. secretario.t
Pede-se as pessoas que virem ou conhece-
rem o menino de nomo Bello, pardinho acabo-
ciado, idade 7 annos. morador na .freguezia do
Recife : quem peg,-io dirija-se a ra da Moeda
n. 29, primeiro andar.
Aluga-se urna casa na povoacao do Mon-
teiro tem muitos bons commodos e cacimba,
grande quintal murado e portSo jue sali para o
" '" "ae8 d Qneiraad0 ,0a de ferragens nu-
TT
,.
, ,
->..-" ;^~
'


DIARIO DE FRNaMBC. TERCA FElRA 25 DI SETEMBRO DE 1860.
(6\
Attenco.
E Precisase alugar urna casa letrca, dando-se
eous ou tres mezes adianlados, um bom fiador,
sendo as seguales ruas ; laigo de S Pedro,
Direila, Rangel, Asssumpcao : qucm ativer, diri-
ja-so 5 ra do Livrarnento n. 21.
Chamamos a attenco do Illm. Sr. fiscal de
Saato Antonio para ver o estado em que se acha
a ra do Crespo, que parece mais urna piaia de
despejo do que urna ra do muito commercio e
Iraozilo publico.
Madarae Gekle. estabelecida na ra das Cru-
zes d. 36,avisa ao rospeitavel publico que se acha
sempre prompta para fazer qualquer obra de
vestidos de senhora, e tambem chapeos moda
de Paris, por muito corumodo prego.
Quem tiver uin sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenha
casa de vivenda, arvores defructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar dtri-
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 33.
- Precisa-se de urna ama (cora preferencia
cscrava), que saiba fazer cora rrerfeicao o servigo
interno e externo de urna casa do pouca familia,
c uso se olha preco : na ra da Santa Cruz n. 28
ou na ra de S. Goncalo n. 14.
Aluga-so una casa na ilhado Retiro, sendo
a ultima que fica ao lado do sul, com boas ac-
commodares para familia, quintal murado, ca-
cimba e banho na porta, etc., o lugar j 6 contie-
ndo, e recommendavcl pela su posigo alegro,
por Picar ao lado da ponte da Passagem, o ser
mui fresco : quera pretender, pode entender-se
com Luiz Minoel Rodrigues Valenca em casa do
sua morada, casa ao norte da fabrica do gaz na
beira do rio.
Retratos
C#nsHllorio central hemeopalHicolf
1
DE
em cartes de visita como se
usa em Pars. Os 100 por
25*.
o retrato o mais econmico que se pode ob-
ler e o mais proprio para dar de mimo aos p-
renlos e amigos, podendo ser remettido comn.o-
daraente dentro de urna carta. Estes retratos,
nao obstante suas pequeas dlmenses, repre-
sentara a pessoa de figura inteira com o maior
apuro nos detalhes, sao a mais propria recordacao
do todas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos
em colleccao poderao servir para formar um elc-zes n.24.
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-se todos OiTorcce-se
os dase com qualquer tempo, no instituto pho-]
tographico de Slahl & C Retratos de S. M. o
Imperador, ra da Imperalriz. I
Aluga-se irma casa terrea na ra da ftlan-
gueira da Boa-Vista, com bons commodos : os
pretendenles dirijam-se loja da ra do Livra-
rnento u. 41, para tratar.
Aluga-so o sobrado da ra Dircita u. 84,
com bastantes commodos: a tratar no mesmo.
A pessoa que precisar de mandar lavar, cn-
gommar, e tambem para cozinhar. dirija-se a ra
de Santa Cecilia n. 5, que so apromptar com
muita perfeico e por prego commodo ; ofTerece-
Ama.
rrecisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, quo se sugelle a lodo o servico interno da
casa : a tratar na ra da Sania Cruz n. 76.
Aluga-se o sitio do Corredor do Bispo, o
qual tem sobrado com bastantes commodos, es-
se tambera a qucm precisar de dar algum meui- \ tribana, cocheira, e differenles arvores de fructo ;
no Impedido ou oulro qualquer para criar em os pretendenlea dirijam-se ra do Livrarnento
sua casa particular, que so trata bero com cari- n- 36, lerceiro andar.
nho e amizade e bom leite, que ficar bem lutri-I "ai a praca nos dias 25 e 28 do correnle, e
do : dirija-se mesma casa. i 2 do oulubro depcis da audieucia do lllm. Sr.
Alnga-se por festa a casa da Capunga Nova,, ur iuiz.do orphiios, o moleque Amaro, de 13 an-
rua das Bellas Pernambucanas, com bastantes i n08 de idade, oertencenlo aos btns da finada D.
Altenco.
*
Roga-se a lodos as pessoas que esli devendo
ao abaixo assignado, venham pagar no prazo de 30 .
dias, a contar da data dcste, e aquellas pessoas
que deixarem de o fazer no dito prazo sero cha-
mados a juizo para realisarem os scus dbitos.
Recite 21 de setembro de 1860.
_______Domingos francisco Ramalho.
na
Compras.
commodos para familia : a tratar na ra dasCru-
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnslon & ra da Senzala Nova n. 52
- Continua sob a mesma direegao do Ma-l
noel de Mallos Tcixeira Lima, professor
0 em homeopathia.Asconsaltas como d'an-'
tes. k
---- i
Botica central hemcopalhica
<
IBR. SABINO 0, L PIMO |
-7.5 So vos raadicamentoshomcopathicos ce-
gviadosda Europa peloDr. Sabino
g, Eles Mi-i lioamonlos preparados espe-|
Acialmeate segundo as necessidadesda "i-jj
g. oeopalhia o Brasil, vende-sc pelos Pre-gl
3g;os conhecidos na botica central horneo-^
-palluca risa de Santo Amaro [MundoNo-2
vo) n 6. ^
> f it
O Sr. Domingos Cosario Pinto
(jueira dirigir-se a esta typographia,
que se toe,precisa fallar.
Estas pennas de ditTerentes finalidades, sao fa- i
bricadasdearo de prala refinada de prirneira j
tempera, e sao applicavcis a todo o tamanhode I
ettra. Prego l$O cada caixa e pennas de ouro
telo mesmo autor com ponta de diamante, que
crem a grande vantagem de nao estar sujeitas a
ct3\t ferrugem e conservando-se bem limpassao
de O-acao infinita, deposito em casa dos Srs.
Huedesfc Gons os ra da Cadia n. 7.
m 3&^^^^-eigfii$efieea3 g
1 Dentista de Paris. 1
15Ra Nova15
Frederico Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operarca da sua arte e col-
loca denles artificiocs, ludo com asupe-
rioridade e perfeigo que as pessoas en-
tendidas Ihe recon'.iecem.
Tem agua e pos dcnlifricios-Ctc.
urna mulher rara ama de ho-
rnero soltciro ou casa de pouca familia ; quem
precisar, dirija-se a ra do AAgoas Verdes n. 92,
Fica justa e contratada a venda da casa ter-
rea n 20 ua ra da Palma ; a pesfba que se jul-
garcom direilo dita casa, annuncie por esta
folha.
Aluga-se por festa, por anno, e mesmo ven-
de-sc o sitio de Jos Mananno de Albuquerque, i
na Torre, com alguns commodos ; e bem Usim
aluga-se urna casa na povoagao do Monteiro, por
fesia ; a tratar com o mesmo na Estrada Nova,
ou com o Sr. Jos Azevedo de Andrade ua ra ,
do Crespo.
Muita attenco.
6
Precisa-se alugar um quarlo com a entrada in-
depen lente, nos bairros de Santo Antonio o S
Jos ; quem o liver, dirija-se a ra do Queima-
do n. 4o, loja.
Precisa-se de 800$ a p:\jraio pelo tempo de
tres tnc-7.es, dando-sc para garanta um cscravo
que val-.-, 2:000$ ; qucm quizer dar, annuncie
para ser procurado.
Aluga-se um grande arraazcm na roa da
Cruz n 29 cura sabida para a ra dos Tanoeiros :
a tratar no paleo de S. Pedro n. 6
Na ra Augusta n. 29 ha urna pessea com
quem se trata arranjar comida para fra, para ca-
sa de homeui solteiro ou ruesrae de famiiia.
Maria Rosa d'Assumpgo.
Retira-se Frmino Alves para fra da pro-
vincia
Os senhoresda ra Nova n. 15, da ra da
Cruz n. 17 e da ra do.Vigarie n. 14, que an-
minciaram quererem alugar um .nuleque de 15 a
20 annos para criado, ou para cozinhar e com-
prar, e que seja activo e inielligonle, podem di-
rigir-searua da Saudade, casa de solao de duas
janellas, onde cnconlraro o que procuram.
Precisa-se de um feitor que sea tambem
capaz de lralar.de cavados, para um sitio pequo- Je tesoura
no : na ra da Cadeia n. 6. i
D-se dinheiro a premio sobre hypotheca Isua qua"aades
Defronle da matriz.
Precisa-se de urna ama para cssa de peura fa-
milia ; na ra do Cabug, sobrado de um andar
numero 18.
Extraccao dos denles.
Jos Adelo da Silva, continua sangrar e
tirar bem denles e raizes com rapidez, calca os
denles turados, separa bom os de frente, e apli-
ca ventos-as; chamado por escripto qualquer
hora, indirando-se o lugar, numero da casa, c o
neme da pessoa: em seu gabinete na Gamboa do
Carmn, n. 1J
O capilao Manoel Porlicio de
Castro Araujo, convida aos ami-
gos do Extn. Sr. general Visconde
de Camama, pava ass s'tirem, ter-
ca -feit a 25 do cor rente a's nove
horas da mannaa, urna missa pe-
lo repouso eterno de sua prezada
mae a Exm*. Si*. Viscondessa de
Camam, na igreja Conceico dos
Militares.
EAU VI
NATURALLE DE \TICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22.
NHMn
Bn'!
^1
i
Na prncn da Independencia n. 22 e as cairas
lojasdo costume, actiJii-se a venda os bilhetes ,
e meios da quarta parte da quinta lotera do |
de algum sino, escravo ou casa terrea que esleja Kecie, n.
desembarcada ; quem precisar, dirija-se a esta j tende
typographia, que se dir quem d.
Igradecimenlo e gralido;
Ao Sr. Ricardo Kirk pela cura de
um tumor na coxa da per na.
Seria falta de reconhecimonto se nao agrade-
, cesse ao Sr Ricardo Kirk, escriplurio na ra do
Parto n. 119, pelo curativo feliz que acaba de i
fazer em um meu escravo, o qual tendo um tu-
I mor na cuxa da perna que o empedia de traba-
i litar em razao das dores que sofTria, com a appli-
cacao de urna das suas chapas medicinae*, em 31
dias ficou inteiramentc bom : o que fago publico
jera signa! de minha sincera gralidao. Ra For-
I mosa n. 122.itio de Janeiro.
D. Ludovina M. da Silva.
Furtaram o desencarainhou-se no dia 19
do correnle mez, da ra Direita, d^front da ta-
berna do Sr. Antonio Joaquim de Melle, um ca-
val'lo carregado com cassuaes, e denlTO dellcs4
j-arrollas de carne do Cear, cujo cavallo ^ casta-
nho, lera na testa urna malha branca, e tem am-
/bas as orehas cortadas pelo meio : qucm delle
'souber ou liver noticias, dirija-se ao engenho
Conreico, na freguezia de Santo Amaro de Ja-
boalo, de Jos do Reg Dantas Coutiuho, ou na
taberna cima dita, que ser gratificado.
0uarl6 para alugar na Tua da Florentina
ns. IO c 12 r a tratar na ra de Apello n. 9.
's.^@ m& @@@*@@@
^ O Sr. Tobia Pieri, artista italiano, pre-
lende dedicar-se ao ensno de piano e de @
canto : as pessoas e os pas de familia que @
! quizerem ulilrsar-se cera o seu presumo, @
@ podem procura-lo na ra de Santa Isabel @
j$ n. 9 para trataren) com o mesmo senhor, @
quesera m Na ra da Cadeia n. 24 deseja-se l'allaircoal
'. os senhores :
Marcelino deSouza Peroira de Brilo.
Cleto da Costa Campello.
Jos Alves de Monte Raso.
Joo Alves de Olivcira.
Manoel Jos Ferreira.
Miguel Esteves Alvos.
Antonio de Albuquerque Maranho.
Francisco Jos da Costa.
5000 RS.
Ferros econmicos de engommar a vapor
ra Nova n. 20, loja do Viaana.
Lequidaco
na loja de miudeza na ra
do Queimado n. 59.
Ricas franjas com bellotas para cortinados a
3500 a pega
Cartas de alttnetes a 100 rs. a carta
Lxmparinas para 3 mezes, a 50 rs. a caisa
: Facas muito finas a 100 rs. cada urna
l.inhas de miada preta a 20 rs. a niiadinha
Tranca de laa para vestido a 40 rs. a pera
Linhs para marcar a 240 rs. a caixa "com
novellos
Grampos a 40 rs. o maco com 25 graropos
Capachos para portas a 400 rs. cada um
ca que leja perleita costureira de agulna Agulheiro de pao a 120 rs. a duzia
paga-se bem apradando as Grivatas de cambraia a 200 rs* cada urna
na ra do Trapiche, ""olas para grvalas a 1 i0 cada urna
C'impram-se cscravos de ambos os sexos
de 12 a 25 annos para se exportar para o Rio de
Janeiro, tendo boas figuras e sadios, paga-se
bem : quem levar ou inculcar na ra Direila n.
66, cscriptorio de Francisco Mathias Pcreira da
Costa, receber 20jj de gralifkaco.
T1SO.
i<;
Precisa-se comprar um\ mulata mo-
Bolcs de hnha para camisas de prclos a 120 s.
\0, se dir quem a pre-, a groza.
' Luvas de fio de escocia a 320 rs. o par
_ i. j .,. a ira r, *m '. Ditas do pellica anda boas a 5U0 rs. o par
Conioram-s moeuas de ouro de loa 0 -Ua ... r ,., .~n i
__. t r o.;.i .; j u,nfTi I Latas com rana ubra de banha a 400rs cada uni.i
no argado Corno San'.o, escnptorio de Manoel' P,- j ,- at,, ,
i. i, nn.,;. ci... Botocs de linha para casaveques a 240r. a duzia
l8-Capr-e^SS que seja robusto e fc!" ** .* nhor. 1 rs o par
proprio para qualquer servico : na'rua larga do ''as niU1.'0 "nM P"8 n.nos al60 rs. o par
Rosano ... 18. lerceiro a ndaV. Na mesma6 casa ElffiJ^" ^"J-1"^
vende-se una excellente escrava, moca, cxcel- ^"1^ de ac muito finos a 400 rs. o par
lente engommadeirs o cosinheira. CJrr portuguezas a ICO rs. cada baralho
Cartoes de coixeles a 20 rs. cada carlao
Abotuaduras para coleles a 200 rs. cada ame
Carleiras de agulhas a 240 rs. cada urna
Linhas de novellos de cor a 600 rs. a libra
Loques muito bom a 1$ rs. cada um
Saboneles, exlralos e outras muitissimas miude-
zas, que vedem-se por todo prego a vista do
freguez
Como bem fitas de sarja muito ricas por iodo
, Pieco
Franja, Iranra, etc., etc., etc ,
Esta loja torna-se bem condecida, porque a
nica que tem olampeo do gaz na porta.
Vendas.
Km
hospital Pedro II, rebricadus per Santos Vieira.
erila
APPKOVACIO E AUTOBISACiO
DA
M&MMM fiifffiM II ilifitDlit
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
DA
ELECTRO-MAGNTICAS EPJSPTICAS
De
Para
serem appcadas s partes alTectadas
sem resguardo aem neommodo.
PROVINCIA.
O Sr. tlir'oure.ni das loteras tendo oblido do
Exm.Sr. presidente da provincia a approvaco i
do plano que abcixo "ai transcripto, manda fazer I
: publico que de conformidade com o mesmo pa- i
i no se 3 . na do Imperador.!. 36 e na casa commissiona-
da pelo mesmo Sr. Ihesoureiro na praca da In-
j dependencia ns. 14 e 16, os bilhetes e meios da
quarta parle da quinta lotera do hospital Pedro
i II, cujaS rodas devero andar impreterivelmentc-
j no dia 0 de outubro prximo futuro.
Thosourar a as loteras 22 de setembro de
1S60.-J. H. d*Cruz.
PLANO.
, 4000 bilhetes a 3J000.......20.000g000
; 20 por cento. ........ 4:00500G
Fcrdeu-se hcatem pela manhia na rStegada do
, caminho de ferro na estar.io das Cinto Ponas,
no porlao da sabida, um pequeo embrulho com
' alfurnas algalias : quem ss achon, querend* res-
, li'.'.n-las, dirija-se ra da Cruz do Recite, arme-
zem n. 14, que ser recompensado.
AS CHAPAS MEBICINAESeao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provlneias
leste imperio ha mais de 2i annos, esao afamadas, pelas boas curas que so lem oblido as o frr
rn.dades abaixo escripias, o que se prova com innumoxos atiostados que estem
ees e de dsUnccoes.
16:0COS0OO
do
de pessoascapa-
1 Premio
1 DUode .
1 Dito do .
1 Dito de .
2 Ditos de 200S .
4 Ditos de 100 .
6 Ditos de 50g .
16 Ditos de 20g .
''iSe dtsUnctsEcXt"v^^ ^ '
As eocomraendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, lecdo lodo o cuidado de 11288 Premiado*
aiec ai necessanas explica, oes, se as chapas sao para homem. senJuTra ou enanca, declarando a 7V> Brawo?
moleatiaem quedarle di corpo existe, se na cabera, pescoco, braco, coxa, perna.'p.outronco do --
,orpo. declarando a c.rcuraferencia : e sendo inchaeo's, fondas ou ulceras, o Bield do seu tama '000
ohe em um pedaro de papel o a declaracao onde eiistem, aim de que as chapas possam ser c i ,
aera apphcadasoG seu lugar. ^ F H am scr Saino a luz o
5:000g000
2:000c0()0
800p'OOO
4O0S00O
41,0*000
OCgOOO
3009O00
3200()0
2005000
6:18O00O
O De. Cosme de Sa' Peteirada' S
consultas medicas em seu escrip- .^
torio, no bairro do Recie, ra
da Cruz n. 53, todos os dias,me- II
nos nos domingos, desde as 6 3g
horas ateas 10 da maniaa, so- S
breos seguintes pontos |
1.- Molestias de olhis ;
2.- Molestias de coracao e
peito ;
5.* Molestias-dos orgacs da
recao e do anus ;
4.- Praticar' toda e qualquer
operacao que julgr conve-
niente para o restabelecimen-
tc dos seus doentes.
O exame daspessoasque o con-
lultarera ser' feito indUtincta-
nen'te, e na-ordem de suas en-
Vende-se um piano-forte cm muito boro
estado e deexcellenles vozes : na botica da pra-
ca da Boa-Vista n. 3, se d(. quem o vende.
Vende-se barato
NO
Armazem de fazendas.
DA
Ra do Queimado numero 19.
A 1^800 rs.
Lcncoesdc linh finos a lS00 rs.
A 1$S00 rs.
Caberlas de chita grandes fcosto chinez.
A $800 r?.
Madapolo infestado com 20 varas.
A 4x500 rs.
Cambraia branca lina de salpico* com 8 1|2
varas.
A of^oOO rs.
Verdadeira pechmcLa de chajAi de merino es-
tampades e lisos, grandes e muito finos.
A 220 e 200 rs.
Chitas francezas largas cores fixas e escuras.
A 000 rs. a vara.
Brim trancado ilvo com 8 palmos proprio para
toalhas so se ver.de neste cstabelecimenlo.
A4se4<|800 a pera.
Xambraia lisa fina com S 1(2 varas.
A 560 rs. a vara.
Cambraia preta com pintas {brancas muito fina.
A 500 rs. a vara.
Cambraia de cores muito lina miuJinhas.
A -2,s a duzia.
Lencos trancos para algibeira.
A 600 rs. a vara.
Algodo nionslro proprio para lencocs.
A meia pataca.
Chita aiiudinha pulo barato preQA de 160.
Loja de calcado.
Vende-se a dinheiro ou a prazo urna loja de
calcado com poucos fundos, muito propria para
qualquer principiante, e muito acostumada a ven-
der bilhetes de lotera : quem pretender dirija-se
praca da Independencia n. 39, que se dir
qualc.
liquidarjo
Na loja de chapeos da praca da Independen-
cia ns. 36 e 3S. vendem-se os seguintes obieeloe
e mais barato que em outra qualquer paite : cha-
peos de feltro de 2fc560 a 6000, ditos do Chylc
de 2$ a 12-3000, ditos de casemira com abas for-
radas de pilha de 2-j a 2Jj60, ditos de outras
qualidades que s cora a vista os compradores
so convencerao; bonels a ingleza bordados i
ouro, ditos de diversos Rostes para meninos,
chapeos de palha paia homem de diversos g -
tos, ditos amazonas tanto de feltro como de pa-
lha para scnlioras, galoes de ouro c do prala pa-
.' ra divisas, bonets para a gurda nacional lauto
; de soldados como do officiaes, c outros muilos
; objectos que estarao presentes.
ilU.f'?...' 4> OO !
SeproeoBlraFoe

COMPAKHIA
L
3
AGENTES
J. Astley & Companhia, |
de
ge-
Liquidaco
para acabar.
-C.OOOJOOO
Na loja da ra do Crespo n 14, vende-se um
I variado sortimento de fazendas abaixo menci'ma-
dos e por preos o mais barato queso pode ima-
ginar ;
Cassas de cores fixas o covado a 160 rs.
> Camisinhas de cambraia com gollinhas a 500 rs.
1 Dita dila com gollinhas o manguitos a 3
Pentes riquissimos de tartaruga de 100 e 15g.
Chalis de laa eslampados a 2J500.
: Ditos de merino de nina s cor a 3g.
} I Ditos de louquim a 15";.
radas, fazenco excepcac os doen- jg Lencos de c.issa de cures com bico a 120 rs.
em de 109 a 12$.
hem^^^^
a 133 e 20,
Ditos dilo de fular.de seds a 15j).
Dilo dilo de seda preta e de cojos bordados com
baba dos a 600.
Ditos dilo de grosdenaple preto bordado a vel-
'udo com babados

1
i
-
I '
fl
para
Formas de ferro
purgar assuear.
Enehadasde ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
Aro de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posic/io.
i
I
I
I Barri'ha e cabos.
I Brim de
V
g tes de ollios, ou aqueles que por =3* ['?lel"1 de StJa P-1fa '">rae
&., 1 i ?U Dito de pauno c casemira
H motivo justo obtiverem hora ||
& marcada para este fim. &
ummmmm- mmsm mvem
vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astlev C.
S
Alug.ise no lugf.r dos Arrumbados, em O-
Irada, um escellcnto-scbrado con. excellente quin-
tal para plantadlo de capim ou verduras, cuja
a 70$.
t^mn A*< W . O. tomo das biO- casa tem rauos commodos e perlo dos banhos, ;n,is dito de "rosdenaole ureto d'anuile a Sil*
Poile-se mandar vir de qualquer panto-do imperio do Brasil.; f "Pbia e a,Rl'as l?oelf8- e hoQTs il" SaaeSquem' ^iJTuiJS "la'!' Jil dil0dil" a L'59
m- r>:^ f ^f n *C0.mP^ osacccsso-r,8.,rtS da Prov,ncla de Pernamhu, Pra.h ?.0.*1"' L pelo commendador A. 3. de Mello. Api l o, armazem do Sr. Barbosa.
LonsUla3 a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escripto-
rio, q.ue se achara aberto todos os dias, sem eaxepcSo, d* 9 horas da manha* as 2 da tarde
25.
cores
com babado a 20$
119 Ra do Parto
PERTO BO LARGO DA CARIOCA.
Precisa se de urna ama para cozinhar e
comprar: na ra Direila n. 86, priroeiro andar.
Precisa-se de um caixeiro para loja do fer-
ragene e miudeeas, que disso tenha completa
1 pratica, e que lenlia nunca menos ti* 18 annos
I de idade. cuja 6 para 1 cidae de Macei : quem
um bello poema |OCO-$eno. prelendeff hiendo as habiliucoes cima men-
: sonetos, trinta odes anacrenticas, a j donadas, podeapparcer na foja de Sarapaio,
historia i nercssante do levantamento siIva & c na rua d C;llleia d Recife-
j n de Goianna em 821, e noventa e dous dos para se pa3sar a festa ou ^esaio
Conten as biog-rphias de Luiz Fran-
| cisco de Carvalho Couto, Jeronymo de
i Albuquerque MaraabSo, Alvaro Teiiiei
i ra de Macedo e Joao Antonio Salter de
: Men doea

i
Vende-se urna armac.ua propria para loja
. de miudezas ou outro qualquer cstabelecimenlo
! na rua Direita n. 9 a Irlar na rua da Imoera-
, triz u. 60.
I Vendem-se terrenos annexos ao sitio do
Corredor do Bispo, para edificaro ; os prelfn-
denles dirijam-se rua do Livrarnento n. 30 ter-
; ceiro andar.
Venda-so urna prela moga com duas crias
na rua do Queimado, loja n. 71.
Vende-se um deposito de massas com ar-
maco : na rua de Ilorlas n. 9.
Vende-se a harcaca a Corar-ao de Jess
de segunda viagem ; recebe 90 =ii*.ic o 6
construida : a tratar na
documentos inditos.
niCio do autor.
por anno,
Por hora em ,ao largo do Monteiro defronte da capella do S.
Pcntileo quera a pretender, drija-se a rua
larga do Rosario 0. 27, taberna.
cmas e 6 bem
rua do Crespo loja n I i.
Vende-so a dinheiro ou a prazo, ou troca-
se, urna escrava moga, cozinha, lava e engomma
peifeitamenle : na rua do Imperado
nuiro andar.
Jorn.oi, ri
Roosmalen,
Littrature et mora le.
e esta a
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No depoziio desle esiabeleeuieulo sempte Via grande sonimento de me
enanismo para os engeu\ios de assuear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido.economicas de combustivel, e dtfacillimoasscnto;
Rodas d agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Cannos de ferro, e portas d'aguajara ditas, e serrilhaspararodas de madeira ;
Moeadas tateirascom virgensmuito fortes, e convenientes;
Meia moendas com rodetasmotoras,>ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deaz ;
Taivas de ferro fundido ebatido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivose portas de ferro para asfornallias ;
Alambiques deferro, raoinhos de mandioca, fornof para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhospara vapor, "agua,cavallos oubois ;
A-aiIh5es, bronzes e parafusos, arados, eixos e odasparacarrocas, rmas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
ine o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
tnns acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os doncertos de que poderP necessilar.
UUMIftHlin
DE
No sitio dosBuritis
no Arraial.
_Recebe-se a ronpa nos dias 1,'2 e 315, t6 e
17 de cada mez e entrega-se a dos tres primeiros
dias a 16. 17 e 18 e a dos tres segundos no ulti-
mo do mz e nos dias 1 e 2 do seguinte.
Repete-se este aviso para que nao continu a
iojusliga de se querer obter roupa lavada e en-
gommada as dalas estabelecidas para a entrega,
quando ella somenle recebida no eslabeleci-
mento 8 das antes.
Se a boa ordem foi sempre til era todas as
cousas, nao admirar, que neste laboratorio ella
seja exigida para que tambem nelle posea con-
servarle.
No dia 25 do corrente. era rraga publica do
Dr. jttii municipal da primeira vara, escrivao
Baptista, que lera lugar na casa da audiencia,
depois de meio da, se ho de arrematar as divi-
das activas da mass* do finado Victorino de
Castro Mo'ira pela maior quanlia que Mr eflore-
cida pela tutalidade das mesmas Jividas, cojos
nomos e quanlias constara do escripto era nio
do respectivo porleiro Jos dos Santos Torres.
Vaccina publica.
Transmissao do fluido de br3go braco, as
quintas e domingos, no torreo da alfan'dega, e
nos sabbados at s 11 horas da manlia, na re-
sidencia do commissario vacclnador, segundo an-
dar do sobrado da rua estreita do Rosario n. 30.
Na rua imperial n. 203
se dir quera Yt dinhtiro a premio sobre pe-
nhores.
Chegou de novo' livraria universal,
venda pelo prego do costume.
Taboas de cedro.
Vendem-se
Hitos i i tu do seda de
| c -10.
Ditos dito de phantasia de barege a 15ge 17g.
Ditos dito de cambraia brancas bordados unos a
20 e 303.
Ditos dito de seda preta lavrada a 25g.
Ditos dito de seda de cores lavrada a 30$.
Ditos dito de cambraia e seda a 3J.
Ditos dito de fuslao cora casaveque feitosal53.
Casaveques de cembraia bordado de 3$, 4$ e 15jf.
Penteadores de cambraia bordados para senhora
a 53.
Romeiras de cambraia de salpico e bordadas a
l$c 2.
Visitase sahidas do baile de merino e seda a
81- e 16$.
Manteletes de grosdenaple branco a 10g.
Ditos dito preto com bico de ib$ a 20j.
Visita de tilo preto a 10$.
Saias bordadas para senhora a 2$, 2*500, 3$ e 5g, sembles, armazem
Capas de velludo ricamente bordadas para se-
nhora a 8$.
Camisas de caiubnia de salpico nara menina a \$.
Ditos de fustao bordado para crianca a 1$.
Ditos de seda bordados para crianca a 7$.
Vestuarios de gorgurao para menie
a 5$, S e 15$.
Ditos de brins para menino a 4$.
Ditos de Costeo para meninos a 6$. .
Caigas de casemira de cores para menino a 6$. iNa rua Dll'eita n. 08
Vestidos de cambraia bordados para baptisado Riquissimos vest.dos.de barejo de seda dito*
de enancas a 63 e 15$. : de mussulina de seda, ditos de fantasa u'e seda
Colzas abenas de la para cama a 5f. ditos de seda preto, d tos de grosdenaple^ borift
Orosdenaple de cores covado a 1$ e 1$200. : do a velludo/polacas francew da urna ZdV
tvaSo TmT Peq0eB defel de mf ^ Sha'eS de- 'da a jrM-". Plet8 de JanS ,:
covaao a m rs de casemira de differenles qualidade ditos .1 <
Barege de seda lindos padres o covado a 900 rs. alpaca prela e de cores de 2$ 3g00o" e outras
I multas fazendas que enfadonho menciona-luV
AQiancando-se que nao se engeita dinheiro.'
no Forte do Satlos.
18.
largo da As-
mo o menina
Liquidaco de fa-
zendas
Por menos de seu valor
L de cores muito tina o covado a 600 rs.
Riscado de l e seda muito fino o covado a 800 rs.
Chales do cores o covado a 500 rs.
Lencos de seda de cores a !$ e 1J500.
Luvas brancas de pelica em bom estado a 500 rs.
Ditas do seda pretase do cores a 320 rs.
Leques finissimos a 1J500, 3$ e 15$.
Peca de fila de gorgurao para sinto de senhora
com 11 varas a 4$500.
Peca astreila de velludo com 10 1|2 varas a 1$.
fita muito larga e rico desenho para cinta de
senhora a vara 2$500.
Chapeos de palha copa alta para homem a 4$.
Ditas amazonas para montara de senhora a 4S.
Ditos de seda para senhora a 10$.
Ditos de seda de cores paracrianga a 4L
Bonels de lontra para menino a 4.
Vende-se um escravo com viole e tantos
annos de idade, bom cosinheiro, refina essucar
e fazpao-de-l e para tratar de um sitio lo
bom como o melhor feitor por entender de todas
as plantages, alinhar-cercas e fazer taladas com
pereigo e preparar canleiros para toda a qua-
lldadede horlalice, itende perfeitamente do
trataraenlo do uvas e alm de ludo isto dotado
de urna forcaadmiravel por nunca ler sido ac-
comracllido de molestia alguma: quemo pre-
tender comprar dirija se a rua da Cadeia do Re- 1
cio p, 2n, pncoirj andar.
Milho novo.
do Cear.
Madre -de
Vende-se milho muito novo vindo
saceos grandes I 6g500 : na rua da
Dos 11. 4, armazem amarello.
Vende-se um colele de seda bordado [bran-
ci-J, proprio para casameuto, avalado em vintc
quatro mil ris, per metade de seu valor: que;..
quuerdirija.se a rua da Gloria, casa da senhora
Antonia, confronte a do brigadeiro Aleixo
Vende-se gerims cm porgao, por barato
preco : na rua das Cinco-Ponlos n. 103, itratoa
matriz nova."
ende-sc
uro piano, ptimo para
Caldeireiro o. 40.
se aprender : na rua do
Lencos, bicos e rendas
N loja da rua do Crespo n. 14, vende-so ricos
neos de cambraia do nho, ''ices e rendas feito
na provincia doCeer.


L
MARIO DE PERKAMBUCO. TERQA FE1RA 25 DE SETEMBRO DE 1860.
Fazendas finas (
roupa feita.
Augusto & Perdigo.
Con lojj na ra da Gadcia do Recite n. 23
teuanm do amostras as seguintes fazendas:
Corles de vestidos de seda prelos e de cores
Cones de ditos de baregc, de tarlalana e de gaie
de soda.
Calbralas de cores, brancas c organdys.
An |mohu para saias. saias balo, de clina, ma-
djpolao o bordada*
Lencos do labyrintlio do A.jc francezes.
Chapeos amazonas de pallis e >. 'ida para se-
nil iras e meninas.
Bufones de troco, de vidrilho e de flores.
Peni"s de larUruga, imoeratriz e outros gostos.
Mjiig'iitjs e gollas, "ponto inglez, francez e mis-
Maga.
Vestuario! de fuslo, de la e de seda para
enanca.
Mi u iieies, taimas e pelerinas de differentes qua-
lidades.
Chales de toujira, de merino e de la de ponta
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de bloud, mantas de dito, capellas e
flores soltas.
Sinturoes, camisas de linho e esparlhos para
senhora.
Perro n iras finas, sibonetes e agua de colonia.
Casaos, sobrecasacas c palelots de panno preto
e Jo cor.
Palelots de alpaca, de seda e de linho.
Calcis le casemira de cor, pretas e de brim
Camisas de raalapol.io, de linho iuglez e de laa.
Sero ilas de linho e de mei.i.
Malas, saceos, apelrcixos para viagem.
Chancas pira invern, botinas de Mell e outros
fabrica oles.
Chapeos do Cliyli, de massa e de feltro para ho-
rnera.
Charutos roanilua, havana, Rio de Janeiro c
Babia.
Parahyba.
V n 1--se o eagenho Torrinha distan
te 1-sti calido duas leguas por trra,
ta n terreno pira dous mil paes oor an-
n) e !>> casa de vi venia assobradada e
b)t< obras, te n enlur |ueno porto dis
taata do eagealio 112 quatto de legua
d) rio Parahyba eem menos de 3 horas
so v.j a aci iade; quem o preteuder di-
rija se a J)io Jos de .Medeiros Correia
& G que dir' quem o vende.
Relogios
Suissos
Venae-se um boniiu uegro Uoui cozmheiro r
quem o quizer comprar, dirija-se i praca do Cor-
po Santo, becco do Abreu, casa de pasto n. 4.
Sebo e graixa.
Se o coado e graixa ern bexigas : no armazem
o" Tasso Irmaos, no caes|de Apollo
Vende-ie um cava lo preto de ta-
maito regular, o qual trota mu bem
na sella e bast inte manso : para ver e
tratar na cocheira do Sr. Joaquina P.
Ferrea da Silva, largo do arsenal de
marmita.
AlYso aos senhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodao o melhor que lem vindo ao
mercado, para pavios de velas : vende-se na ra
da Cadeia, loja de ferragens de Vidal & BasUs.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recite n. 38, primeiro andar
Vende-se por preciso urna negra crioula,
que represeula ter28 annos, pouco raais ou me-
nos, sera molestia alguma, icoslumada ao Iraba-
lhodo campo, e ptima enxada ; quem a quizer
comprar, dirija-se Capunga, na ultima casa
terrea quasi confronte ao portao do Sr. Wander-
ley, o ao chegar ao porto da viuva Lasserre.
Cheguem ao barato
O P reguica est queiraando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pecas de brelanha He rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitols a 9G0 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33J, 4$, 59,
e 63? a pega, dita lapada, com 10 varas a 59 e
69 a peca, chitas largas de molernos e escollados
padres a 240, 960 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 79 e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cadi um, ditos cora urna s pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5#, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 c ida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 3&500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberW a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 53900 a poja, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 18,
19200 e 19600 a vara, dito proto muito encor-
padoa 19500 a vara, brilhanuna azula 400, rs.
o covado, alpacas de differentes cores a 360 rs. o
covado, ceserairas pretas finas a 2*500, 39 e
Lindo sortimento de vestidos para baptisado,
louquinhas. meias, sapaliohos. e chapeos sinhs,
do melhor gosto e de diversos precos. Chegaram
pelo ultimo navio fra ncez casa de J. Falque,
ra do Crespo n, 4.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, roiudezas finas e perfumaras,
tudo por menos do que em ontras partes: na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Vende-se urna casa terrea em chaos pro-
prios, na ra do Padre Floriano n. 35 : a tratar
na ra larga do Rosario n. 20, segundo andar.
Tachas para cogen!
Fimdico de ferro e bronze
Sannder Brothers & C. tero pura vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo d. 11,
slguns pianos do ultimo gosto. recentimente
negados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
muito propriosoara este clima.
'"^KSBKSWSH 9KSMH VftSmWZWi
0
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,!
tem um grande sortimento de'
tachas de ferro fundido, assim i
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Pechinchas I
sem iguaes, na ruadoQuei-'
mado n. 65, na bem conhe- j
cida loja da diligencia dej
Fajozes Jnior & Guiiuares
Meias pintadas muito finas para homem a\
l$800 a duzia. e em pares a 160 rs., clcheles'
francezes em carto a 320 a duzia de carles, e a
30 rs. cada cario com 14 pares, luvas finas de i
sela parahomensesenhoras a 610 o par, ditas!
com algum defeilo a 240 o par, muito boas cor-
das pira violo a 80 rs.,agulhas francezas, caixas'
com 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcellana
muilo lindos para menina a ljsno, 2j>500, 3 e 43,
Foges econmi-
cos,
Fogoes econmicos americanos, os mellmres
que lem vindo ao mercado, nao s por cozinha-
rem em metade do lempo de qualquer oulro,
como por nao gastaren) urna terca parle da lenha;
GRANDE SORTIMENTO
DE
IFazenflase obras feilas
HA
LOja e armazem
DE
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as uacoes po-
dem testemunharas virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramentesiosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tratameutos. Cada pesos
poder-se-ha convencer dessascura maraTilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
lodos os dias ha muitos annos; e a maior parte
della sao to sor prendentes que admiran; o
medico mais celebres. Quantas pessoas reco"
Waramcom este soberano remedio o uso deseus
bracos e pernas.depoisde ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacao! Dellas ha muitasque havendo dei-
zado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa eperaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
te. resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suarmativa.
Nmguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
meutrataloquenecessitassea natureza do mi...
cujo resultado seria prova rincontestavelraente '
yuetudocura.
O ungento e til, mais particu-
armeote ues seguintes casos.
inflammacao dabeiiga.
ja.
33500 o covado, cambria prets e desalpicos a i cs,5ose vendendo por metade'do seu valor, 6
500 rs. a vara, e outrasmuilas fazendas une sa PProTilar a occasiao. Garante-se a boa quaii-
far patente ao-comprador, a de todas se 'darao ffi^ %? %^T^. S5SS
da ra da Cadeia do Recife n. 61
exposto
de dar
ao
o peso
En casado Schafleillin & C, ruada Cruz n.
33, ven lo-se um grando e variado sortimento de
tal i:, h i>; ilgibeira horisontaes,patentes,chro-
ni'n'iros, iteios chronoinetros, de ouro, prala
dii-iii efolheados a ouro, sendo osles relogios
d i > n iros tnbricantesda Suissa, une se veu-
dorJj .i >r pre'cos razoaveis.
Arados americanos e machinas
pira lavar roupa: em casa deS. P. Jo-
h ifon Telhado de zinco-
O t iUialo d zinco aqui usado as
ci i > inhias do ga e eaminho de ferro,
e < i : I is boas in .-n fus mo lernas, el*
le ('.se recomm^ndavd pela grande
d ir.ic5o, pouco peso no edlcio, bom
aoi liciontm*uto, barateza do cu il ni 1 celoetc etc., todos sabetn
! a I tracto do ziaco e infinita prin-
c > il jate se se tiver a cautela
u.n i ni) Jj tinta do lado
te .,) >, a n i t sitia d si neo com
d 2 ) libras, c >bre um espiro que pre-
ci-ui t pira tal (in 50 tellias de barro,
o :'i i hcob to pela tellia de zinco nao
P'i'tiM o ii mor pingo de eliuva e a
f.iilil.tle d- sui oonluccao i* tal que
u ai c irrot* < p > le c mduzir de urna s
vezo telulo oreaiso p tra cobrir urna
gran I: ci t:!ln lo de ioco muito
utd princ ) dente pira cobrir enhe-
nos, estaletros, barraciles de ferraras,
armr.ens d_ deposito ele, etc., em
s"i o 11 quem quizer experimentar o te-
lhil)dezia*o, conltecera' sua grande
va.tt ij.-im, este t'lliaio ven le se a 120
r pir libra de 50 telhas para cim:
not arnizensde Paulo Jos Gomes e
Mniijl firn'no Ferreira rna da Con-
corJia armazem de materiaes.
Alanteiga fraaceza.
& tiiais nova que ha no morcado a 560 rs. a
libra, e era barril se Taz algum abaraento : no
laro da Penha n. 8.
Bichas.
Vendera-se bichas recntemele chegadas,
niuiii novas, por proco commodo ; em casa de
Inao Son e C,a ra da Cruz u. 22, na botica
tranceza.
lis:
cr>
Neste armazem de molhados con-
Ie^der 0,,SPS"'ntesgneros abaixo mencianados do superiores qualidades e raais barato
lq..^f.m?.u.l:r.8.qu,lq,,er Parte- Pr serem a maior Parte delle recobidos em direitura por conta

Loja n. 25, de Joaquim Ferrei-
ra de S.
Vende-se'por presos baratissimos para acabar:
tinua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados do superiores qualidades e mais barato ri>uP>-'Sde seda para senhora a 15f. laazinhas d
do que era oulra quiiauer n.irto nnr -. m,;nr no,.
dos proprielarios.
Manteiga \ug\eia e frauceza
800 -rs. a libra e em barril
Q aci jos (Vamengos
muilo novos recentemente chegados no ultimo vapor da Europa de 1700 a 33 ea vista da "asto
que o freguez fizer se far mais algum batimento.
Queijo prato
os mais novos que existem no mercado a 1 a libra, em por?ao se far abatimento.
A.meixas francezas
contendo cada urna 3 libra
IGcs&Bastoj
Na ra do Queimad > n.
46, frente amarella.
Sortimento completo de sobrecasuca de
panno preto e de cor a 25J, 283, 303 e
35, casacas a 28#, 303 e353. palilotsdos
mesmos paunos203. 223 e 25|, ditos de
casemira de cor a 163 e 183, ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
caemira Tina a 1U3, 19/14) e 133, d'' saceos de alpaca preto a 4$, ditos sobre
fino de alpaca a 73, 8j e 93, ditos de me-
rino setim a 103. ditos de merino cordo
a 10JI e 123, ditos de sarja preta trancada
saceos a 63. ditos sobrecasacos da mes-
ma 'azendaa 83, dilos de fuslo de cor e
branco a 43. 43500 e 53. colleles de ca-
semira de cor e preto a 53 o 63, ditos de
merino preto para lulo a 43 e 53, dito
de velludo preto de cor a 93 e I03, dilos
w de gorguro de seda a 53 e 63, dilos de
9 brim branco e de cor a SfSftt e 38, calcas
H de casemira do cor e relo a "fl. 8J. '93
sg e 103, ditas para menino a 63 e "3. Jilas
sf de morin de cordo pira nomcm a 53 o
j> 63, ditas de brim branco a 53 e 63, ditas
H ditd de cor a 33, 33500, 4* o 53, e de
^)> todas estas obras lomos 11ra grande sor-
^ tmenlo para menino de lodos os tama- ij
g nbos ; camisas inglezas a 363 1 duzia. Na 9
^ mesma loja ha palelots de panno preto 1
para menino a M|, 15J e 16j. ditos do S
j|| preco, ditos de alpaca sacco3 a 3j e 3
aTC 33500, ditos sobrecasacos a 5} e 63 para fj
II osmesmos, cairas de brim a 2}50), 33 e 9
* 3j500, palelots saceos de casemira de cor f
P a 63 e "3, loalhas do linho a 800 e 13 ca- i
** da urna. 1
K No mesmo estabelecirnento manda-se ^
. apromptar todas as qualidades de o'iras J
SS tendeles a roupas feitas.em poocos dias, ||
3S que para esse fim temos numero'suf- 5
jg= licienle de peritos_o(Hciaes de alfaiales a
a rgidos por um hbil mostr de serae- 5
^ lliantc arte, fleando os donos do eslabe- 1
3g> lecimcoto responsaveis pelas mesmas 9
Sua do Crespo,
Caimbras
Callos,
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabec
das costas.
Jos membros.
""ermidadeg da cutis
Mgera!.
Oi'as doanus.
EruPC6es e escorbti-
cas.
Fislulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
tnchacoes
lnflam*macodoflgado.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Ven le-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucjao em prluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Sourm
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Ter-
nambujo.
Relogios.
Vende-seera casa de Johnston Pater 4 C, ra
i do Vigario n. 3, ura bellosortimenlo de relogios
I de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
da matriz
Lepra.
Males das pomas,
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremorde ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasartuulacoev
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
9*" KU(9
perfeilametite flora mais nova que tem vindo ao mercado de 6
se fara algum abalimenlo.
Macas
das ranlliores qualidades que existe em Portugal ,
ven l->-se nicamente no armazem Progrcsso de
Du irle 4 Irmao, no largo da Penha n. 8.
C:\NDIEII\OS
em latas de 1 1(2 libra por 13500 rs., e em campoteiras de vidro
por 3-pOO.
Mustara Ingleza e l'raaceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Verda&eros figos de comadre
u caixinlias d 8 libras elegantemente enfeiladas proprias para mimo a lg600 rs.
no\acUinVva ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4J.
Votes vdrados
de la 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a I30OO rs. cada um
Xmeudoas confeadas nropras para sorles
de S 3oao
a IJ a libra e em frasquinlios, contendo 1 Ij2 libra por 2j.
CU nvelo, Viyson e perola
osmelhores que ha neste mercado de 13600,23 e 28500 a libra.
Ma$as em caixlnlias de 8 Vibras
contendo cada una dilferenles qualidades a 43500.
Palitos de dentes licuados
um molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs .
Ti jlo francez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de dilTercntes qu-ilidades.
Presuntos, cHoricas c paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Lia tas de oolachinna de soda
de dilTerentcsqualidades a 13600 em porcao se far algum abalimento
Tambem vendem-se os seguintes geueros ludo recentemenle
cores para vestido a 200 rs. o covado, cassas de
cores Tinas a 2 O o covado, chita larga a 200 rs.,
casaveques de cambraia bordados a 83, capas de
fuslo a 53, penleadores de cambraia bordados a
63. liras e babados bordados a 320 a vara, lencos
de seda com franja a lj>, riscado francez a 200
rs., sobrecasacas do panno fino a 253. paletols de
panno preto o de cores a 18, 20 e 223, ditos de
alpaca de 43 a 8J, calcas de casemira pretas e de
cores para lodos os preros, ditas de brim bran-
co e de cores de 23 a 4j", gollinhas bo'rdadas de
traspasso, camisinhas para senhora a 23500,
m-nguilos bordados a 23OOO. chita de lustre lar-
ga para coberta a 320 rs,, esgoiao de linho mui-
to fino a 13200 a vara, bramante de linho com
9 palmos da largura a 23'W0 a vara, damasco
de la com 9 palmos de largura a 23000 o co-
vado, pecas de madapoln fino a 43500, chapeos
de fellro finos, balocs Garibalde a 5j500, pale-
tols de brim de cores e brancos de 4j a 63, ca-
misas brancas e de cores de 13500 a 33, e outras
muitas fazendas por muito menos do seu valor
para fechar contas.
Cimento inglez.*
*B Para collar vidros, louca, tartaruga, a
a| mailim etc., chxgou urna pequea porgo 32;
** deste cimento ja muicanhecido nesta ca- 3*>
a pital e se vende nicamente na casa do ^
* Augusto & Perdigo, na ra da Cadeia do *
Sfc Recife n. 23, a 23 ca la vidro dinheiro
*-,, vista. Os amadores devem quanlo antes j
|g prover-se delle.
Na fabrica de caldeireiro Ja ra Imperial,
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferrageusn. 37, ha urna graude porreo de tuinas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto rreco de 140 rs. a libra
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas,
Biscoutos .
Emcasa de Arkwight 4 C, ua da
Cruz n. 61.
Grande sortimento de candieiros econmicos a
ga idrngenio, e todos os raais prepa'os para
consumo dos mesmos : na ra Nova n 20, loja
iauna.
Atteneo
a
Vende se ua ra da Cruz n. 48, uma
divi'la julgada por sentencia, o devedor
diZ'.'tn que tem lojaemno;ne de oulro
na ra da I uperatiiz, cujo devedor
chara i-*e Antonio Joi de Azevedo,
Telhado de zinco.
Na fabrica do caldeireiro, sita na ra Imperial,
o na roa Nova n. 35, loja de frragns. contina
a vender-te lelhalo de zinco por menos preco do
que s>'. ven ler em qualquer oulra parle.
V"pnde-se um terreno na ra Imperial, pro-
prio, com 110 palmos de frenle, com uma cazi-
lilia de lijlo com muilo bella vista, desembar-
que atraz, grandes fundos al o rio, aterrado e
yrotnpto a edificar um estabelecirnento, ou pro-
piedades, o que se vender com lodo fundo ou
spermacetebarato.coresjrancezesmuit^
'es a
queoutroqualquer,
tras pouco praticas como!
TacoandidouaamreSnto 6QC0mineQdaS D0 armaien'"^"i iSS&^VTwSSS ''
Botica.
louas muilo novas, banha de porco refinada e oulros muilo gneros que encontrarn teodenU
molhados,por.sso prometiera os proprielarios venderera por muilo menos do queoutroaoala
- mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem poroul
pessoalmente ; rogara tambem a todos os sonhoresde engenh.
Bartholomeu Francisco do Sonta, ra larga do
promelem
'essem
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
m ma m mmuM m
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacas do panno preto a 303, 35$ e
Sobrecasacas de dito dito a
Palelots de panno pretos e de cores
203, 259, 303 e
Ditos de casemira de cores a 153 o
Ditos de casemira de cores a 73 e
parle, como convenha ao comprador : no mesmo Ditos de alpaca preta golla de velludo a
lugar, casaid. 222, a1 tratar com o propnelario Ditos do merino setim preto e de cor
Victorino Francisco dos Santos. o ficu
Ven de-so uma poreo do courinhos curtidos Ditos d Inara do onras a SflO e
por preco muito em con!. ; no pateo ne S. Pedro Zll Se albaca JuTsffS.%t e
n* -, t>itos de brim de cores a 3500,450O e
ATTENC^O.
Vendem-se grandes loneis de amarello. assim
como toneis e qnartolas de madeira de boa qua-
lidado, iodos rauilo proprios para as destiUacpes
dos naonhos e para depsitos de rael : par ver
a tratar na ra do Queimado loja n. 39 ou na
ra imperial em casa do raajor Antonio da Silva
Guarni.
Dilos de bramante de linho brancos a
43500 e
Calcasdecasemira preta" e de cores a
9, 10$ e
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2J500,
4J500 e
Ditas de ;anga de eorej a
Unas de casemira a;
40?000 Colletes do velludo decores muito fino a
35g000 Dilos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 53, 53500 e
353000 Dilos de setim preto a
22*000 Ditos de casemira a
1230 0 Ditos de seda branca a 5jJ e
12gOO0 Ditos de gorguro de seda a 5J e
Ditos de fuslo brancos e de cores a 33 e
99OOO Dilos de brim branco e de cores a 2 e
53009 Seroulas de linho a
99OOO Dilas de algodo a I96OO e
53000 Camisas de pito de fuslo brancas e de
cores a 23300 e
69OOO Dilas de peito e ounhos de linho muito
finas inglezas a duzia
123000 Dilas de rosdapolo brancas e de cores
18800, 29 o
5$O00 Dilas de meia a 19 e
Relog'osde ouro slente e ortsonlaes
5*000 Ditos oe prata gaTvanisados a 259 e
330^0 ; Obras de ouro, aderecos, puleciras e ro-
5350J1 setas
103000
69OOO
5S000
33500
63OOO
63OOO
3>500
23500
25500
29OOO
29500
353000
23300
13600
9
3O#0O0
Rosario n. 36, vende-se os segnnlcs medica-
mentos :
Rob l'Affocteur.
Pillas contra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulns americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anli-asnialhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grando sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qutl rende a mdico
preco.
Velas de espermacete.
Em caixa com 25 libras por 153, a retalho a
640 a libra : no largo da Penha n. 8.
Manteiga para tempero.
Perfelamente em bom oslado, vende-se em
barril a 160 rs. e a retalho a 200 rs. a libra : no
larga da Penba n. 8.
S inleressa s senlioras.
Existe novo sortimento das novas e desojadas
pulseiras de coral fingindo uma cobrinha, eneas-
loadas em ouro : as lojas de ourives de Sera-
phim 4 Irmao, ra do Cabug ns. 9 e 11.
Ven Jem se libra* stertinas, era
casa de N. O. Bteber & C. : ra da Cru*
a. 4.
Vende-se areite de peixe a 400 rs. a garra-
fa ; na ru Direila n. 14. esquina que tolla para
S. Tedro. ^ v
Espirito de vinhocom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ros.chegadoda Europa^ as garrafas ouas ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Uua da Senzala Novan. 42
Vende-se emcasa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios paracarro deum edous:avul-
os e relogios d'ouro patente inalezes
Rival sem segundo.
Na ra do Quairaado n. 55. defronte do sobra-
do novo, loja de raiudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender os seguinies artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodo a 13.
Carlas de alflueti's finos a 100 rs.
E ISiO.
Phosphoros com caixa de folha a 120 is.
Frascos de raacass perula a 200 rs.
Duzia de facas e garios muilo finos a 33500.
Clcheles em cario de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de l.ia para criancas e 200 rs.
Paros de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Hamos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito Unas a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de la com 10 varas a 13-
Pegas de tranca de la com 19 varas a 500 rs.
Felilho para enfeitar vestido (peca) I9.
Liabas Pedro V, cartaocom 200 jardas, a 60 rs.
Dilas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muilo finas a 200 rs.
Pares oe meias decores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordo imperial (peras] 40 rs.
Atteneo.
Vende-se a cocheira da ra di Paz, com lodos
os pertences, e 22 cavallos novos e Iraquejados
no servido dos carros; a tratar na mesma co-
cheira n. 13.
Grammatica ingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodopara aprender a lr,
a cscrever e a fallar inylez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os e&tabelecimentos de nstruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
10jj000
fyCOO
90000
6$000
C500
6f000
50000
C$000
53OOO
6#C00
53000
5^500
2$500
50000
40800
45Ra Direila-4S
Este estabelecirnento olTeicce ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes.....
Ditos aristocrticos.......
Burzeguins moscovia (prova de
fogo e d'agua........
Ditos democrticos......
Meio borzeguins patente. .
Sapa toes nobreza.......
Ditos infantes.....
Ditos de linba (3 1|2 baterias).
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tom). .
Ditos de petimetre......
Ditos bailarinos........
Ditos impermeaveis......
Senhora.
Borzeguins ptimeir classe(sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,.
Ditos todos de merino (salto
deng">).........40500
Meninos e meninas.
Sapatoesde forc,a.......40000
Ditos de arranca........55500
Boizeguins resistencia 40 e 50800
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
rnlC?de]SCAT"Sllnoror ps|abclecimenk> sacres
com farelo de Lisboa, farinha de mandicca, mi-
Iho, fejao muUunho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Haranho de supe-
rior qual.dade, doce da casca da guiaba, vinho do
Perto era garrafa do melhor que podo haver no
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha de
porco emlaias, bolachinhns de soda de todas a
quahdades, cerveja preta e branca da melhor
arca, que.jos lamengos fresraes, conservas in-
glezas e es mais gneros que se vendera por menos
preco do que se vende em oulra qualquer parle
Bombas de Japy e de ou-
tros autores.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial, c na
ru. IHova n. 35, oja di- ferragens, vcndern-ie as
^erdadeiras bombos de Japy c de outros eutore*
assim como tubos de chumbo para as mcsma'
mesmo para encmenlo, etc., etc.
Guimares Villar
com loja de fazenoas Anas na ra do Crespo nu-
mero 17, participan) ao respeilavel publico que
leem excellenles machinas de costura dos me-
lhores aulores de New-York, as quaes vendem
por presos muilo mais em conla do que aquellos
porque se teera vendido em oulras casas.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
P1LULAS HOLLWOYA.
Estetnestimavel especifico, con.prsto Inleir.-
mente de berras medicinaos, nao contm n en -
no, era alguma outra substancia deleeler a B:
nigno a mais tenra infancia, e a compleieao mai.
delicada igualmente promnlo csepuio para
desarreigar o mal na compleieao mais robusta
inteiramenteinnocentecmsasoperac6ee ei-
felos; pois busca e remove as doenras'd. q.ia'-
quer especie e grao por mais antigs eenazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas con, et.
remedio, multas que j estavam as ponas'da
morte, preservando em seu uso: conseguirer
recobrar a saude e torcas, depois de harer tenta-
do intilmente todos os outros remedios
As mais afflictas nao devem entregar-?e a de-
sesperacae; acara ura compleme ei,M% Jo,
efBcazeseffeitos des.a assorabn.sa HS. .
prestes recuperara o beneficio da saude '
Nao se perca tempo em lomar esle remedie
para qna.quer das segu mes enfermidade.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areas (mal de).
Asthma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou extenua-
eo.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
Dysinteria.
or de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfeimidades no ventre
Dilas no ligado.
Ditas venreas.
F.nxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas.
intermitente.
Vendem-se estas
geral de Londres b
Febre de toda a especie
Colla.
Hemorrlioidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesies.
Inflamniaces.
Irregu l'aridades di
menstruaeo.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal dePedra.
Manchas na culis.
Obstraeeao de venlre.
I'hthisica oucomsump-
to pulmonar.
Fletencode ourina.
Rheumalisrao.
Sym plomas secundarlos.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
imm
eobertos e descocerlos, pequeos e grandes.de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dosmelhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Meltor & C.a
Loja das seis portas em
frenle do LiYramento.
Covado a 200 rs
Chitas largas de .bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreitas a imitacao de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e Oe cores
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodao
rauilo lino a 3J a peca, dilas de brelanha da role
com 10 vaias a 2$. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado. chales de merino estampados a 29.
lencos brancos coro barra de cor a 120 rs., ditos
co.d bico a 200 rs., algodao monslro de duas lar-
guras e melhor que possivel a 640 rs. s vara,
nmssulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho prelo bstanle largo. A loja esla oberla al as
9 horas da noite.
pillas no eslabelecimenle
224, Strand, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregidas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinhas a 00 rs. cada una
dellas, contm uma instrurro em porluguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em rasa de Sr. Soum phar-
meceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acredilado deposito da
ra da Cadeia do Uecife n. 12, ha para vender a
verdadfira polassa da Rusa Dova e de superior
qualidade. assim como umbem cl virgem em
pedra, ludo por presos niais baratos do que em
outra qualquer parle.
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Succcssores avisom ao pu-
blico, que no seu armazem na na da Cruz n. 4,
eslo exposlos venda as nielhores machinas de
costura que at hoje leem vindo a este mercado,
as^iacspossuem lodosos melhoramentosinven-
tados at esla poca sem ter os defeilos que em
oulras se nota, assim sao de consirucrao simples
e facilitan, o uso. A costura feita por estas ma-
chinas nao leem igual em obra do mo, um pon-
to bonito e forte, alem de que alinham e cojera
de todos os modos, cada caixa de costuja repre-
senta um lindo loilele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, etc. Os
presos sao mdicos, e o Sr. Birmingham, enge-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservacao de sua construceo
no acto da compra.
Loja das seis portas em
frenle do Livramenlo.
Roupa feita barata.
Palelots de casemira escura a 4?, dilos de al-
paca preta a 4 e &p, camisas brancas c de.cores
a 2$. dilas de fustn a 29500, ceroulas muito fi-
nas a 1,-600 e 2.3, palelots e brim pardo a 39,
calcas do casemira pretas e de cores, paletols de
panno preto, sobrecasacas, colletes de casemira
prela, ditos de velludo pretoe de cores, um com-
pleto sortimento da roupa feita.
ESTUD0S SOBRE 0 ENSINO PUBLICO
PELO DOCTOR
Aprigio Justiniano da Sitva
Gmmares.
Obra dedicada a S. H. o Imperador.
Acha-se venda nalivraria acadmica dos Sr.
Mirand & Vaseoncellos, na do Imperador o. 79,
a 5fO00 cada exemplar.
-V
T V


DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FtffiA 25 DE SETEMBRO DE 1S6Q,
DE
mmttmL i munu si un.
Sita na roa Imperial n i 18 e 120 jaste a fabrica de sabe.
DE
LELICIOSAS E IJVFaLLIYEIS.
Pastilhas vegetaes deKemp
contra as lombrigas
Sebasti&o J. da Silva dirigida por Francisco Belniiro da Costa.
Ncsto estabelecimcnto ha sempre promptos alambiques de cobre de differentcsdimencoes
de 3009 a 3 000$) simples e dobrados.para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
par* resillar e destilar spiritos com graduarlo at 40 graos (pela graduacao de Sellon Carticrj dos Habana e por rauitas outras juncias de hygiene
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impario, bombas publica Jos Estados Unidos e mais naizes da A-
de todas as dimcnccs, asperanles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
en
m
GRANDE ARMAZEM
csss
*>//s>-
;-///y-
SKSSS
aWSSi

approvadas pela Exm.* inspeccio de esludc de ff*
de bronze deiodas as dinioncocse feitios para alambiques, tanques ele, parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para tomainas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
ss dimenroes para cucameulos. camas de forro com armario e sem ella, fugoes de ferro petaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeieas, espumadeiras, cocos
erica.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar. sao o remedio
,. infallivel contra as lombrigas. Nao causam
para engenho, folha de Flandres, chumbo em leneol e barra, zinco em leneol e barra, lsnces e nausea nem hamm dehiUiiniP.
arrocllas de cobre, lencesdefcrroalatao.ferro suecia ir.glezde todas as dimenses, safras, torno i na^ea' ne seIls8oes debilitantes.
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosarligos por menos preco do que em outra qualqner ieslemunno espontaneo era abono das pasli-
parte, desempernando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida | nas de Kemp.
para coraniodiJade dos freguezes que se dignarem honrarcm-nos com a sua confianca, acha-
o Ea ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das
Seus propietarios offereccm a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda
nalquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimentoa saber: machinasde vapor de
iodos us lmannos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
3as e meias niucndas, tachas de turro batido e fundido de lodos os lmannos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
lioca e para descarocar slgod&O, prendas para mandioca e oleo de ricini, porles gradaria, co-
umnas e moinhos de vento, arados, cultiva.loJes, pontos, -aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
jotes e todas as obras de mnchinismo. Exocuta-se qualquer obra soja qual fr sua natureza pelos
es 'iihos ou rnoldos que para tal fim forcm apreseulados. Rccebem-se encommendas neste esla-
.-lecimento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Cnllcgio hoje do Imperador n. 65moradia do cai- Kemp, droguistas por 8lacado em New York.
leiro -io estabelecirnento.los Joaquim .la Costa l'ereira, com quem os uretendenles se podem Acham-se venda em lodosas boticas ,
entender para qualquer obra.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port'By-
encommendas. ron 12 de abril de I89. Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram met filho
pobre rapaz
' cheiro fedito,
linua comiel
i eu tema pe
jsinho ratu disse que as pastilhas de Kempli-
nham curado suafilba. Logo que soube disso
: comprei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vidademeu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr. t>
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pilos unicosproprietarios D. Lanman o
393
si/// 5
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceigao dos Militares.
Em casa de N. O. Biebcr & C. Sun c-sores,
, ra da Cruz d. 4, acha-se a venda um rande e
variado sottimeiito de ferr-t.-s finas, obras de
; tanociro e perleucf* mu lian por usos dumcMi-
ces, producios lodos da industria norte- enferica-
| na, assim romo :
Arados de diversos lamanhos.
Molnbos de milhe.
Machinas para corlar capim.
"Grades.
Machinas para descarocar milho.
Cultivadores c ferros de engommsr econmicos
; Arroz a 3,500 o
es
sacco.
Na pracada Boa-Viita n. 16 A, ven-
Aclia-senadhec^aodaoiTicinadeste acreditado armazem o hbil *%& "e**e. a 5S300 acco grande com ar-
=^ artista Francisco de Assis AveHar, antigo contra-mestre do fallecido !8 rozpiladoe misturado com case, o que
33S Msnoel JosFerreira.
!|f trar em dito armaztm
cuaes ou mis-
de escolJ ir.
O respeitavel publico continuara' a encon- S&: 8crve;Para 6a",,1,,a e a"
um grande e variado lOftflBfato de roupas {^ ra0 dant!ose Inhah
9g^t fetas, como sejam : casacas, sobrecasneas,fraques, paletots de panno g^ P0IS e me")Cr ar,oz qe aqu km vin-
^| fino, ditos de caemira de crt, de merino, bombazina alpaca preta WSfe .Joa "te mercado.
^ ede cores, ditos de brim de linho branro, pardo e de 'cores, calcas p^ 4 Q r^ll r C*\n%/\
^g de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brins S^ **- VjtlW U 3clCLl>
^ pardo, brancoe de cores, collttes de velludo prcto e di cores, diicsde ^ | Na ra da Imperatriz n 54. vende-e
^^i a guarda nacional da capital e do interior.
HU V Apromptamse becas para desembargadores, lentes, juize $ de di- jyp
^5^5 reito, municipaese pre motores, e vestidos para montara. Nao agr- g^
^M dando ao comprador algunas das roupas feitas se apromptarao ou- f553
^^ tras a seu gosto, que'r com fazenda sua ou do armazem para o que |?
s^x tem escolliidos e habis ofliciaes, dande-setoda e qualquer rcupa no S^kI UiVtila N. 85, Otldc tCltl
dia convencionado. ^-
. M NOVA
Loja de miudezas na ra

3
'"KEMP NTEV^O-RK?;
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
lis iwmw
XEW-YORK
O MEL1IOR REMEDIO CONUECIDO^
. re coiutipaces, ictericia, affeerdes do /gado
febres biliosas, clicas, xndigesles
cnxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea, doencas da
pUe, rtipc9es,6 todas as enfermidades,
riiovEMFNrr.s do estado impi no do single.
75,000 c.iixasiloito remedio consomniem-se
.nnualmentel'
Remedio da natureza
Approvado pela filculade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pitil-
las puramente vegetaes, nfio conlem ellas ne-
nhum veneno mercurial nem algum ouirotltfiw-
ral; eslao bem acondicionadas em caixas de folha
para resguarJar-se da humidade.
Sao agradavets ao paladar, seguras e elTicazes
:n sua operaco, um remedio poderoso para a
juventude, pub;r,|ade e velhice.
Lea-se o folheto que acompaiha cada caivo.
pelo qual se Gcar conhecendo as muitas curas
milagfosas que tem effeciusdo. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por atacado em iNew York,
sao os aicos fabricantes e propietarios.
Acham-se a venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
P.io de Janeiro, na ra Alfandegan. 89,
Baha, Germano & C. ra Juliao n. 2.
I'ornambuco, no armazem de drogas de J. Soura
(i C.j ra da Cruz n. 22.
remedios
americanos,
das
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem eslar prevenido.'
com estes remedios. Sao tres medicamentos con
os quaes se cura
leslias.
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Babia, Germano & C., ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suurt
<& Companhia ra do Cruz n. 22.
Yinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
WMmmwmmmM
mmm.
(.-,

m
DE
eficazmente as principaes mo-1 Cruz n. 10. cnconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenhurg Frres
Prompto alivio de Radwav 'e dos Srs' 01dekop Mareilhac &c-. em Bor-
Instintanoamente alivia as mais acerbas dores | deaUX- Tt'm aS s<'Suintes qliddes :
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor d De Braildoilburg fl'res.
cabeca. nevralgia, diarrhea. cmaras, clicas, bi- ; St. Estph.
lis, indigestao, crup, dores dos ossos, conluses, St. Julien.
ra, erupeftea cutneas, angina, rcteD- | Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
ELOGl
U
Vende-se cm :asi le Saundera Brothers 4
G. prara do Cnrpo Sanio, reiogios do afama
do fabricante Roskfll.i |)or preros commodos
e '.aabem. DCfttiiaca e -adeias paraos meemos
ceex-'eellnto aor-'.o.
C5o de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades fsorophnlosns.chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de'mo
humores, purifica o sanguo, renova o systema;
prompio e radicalmente cura, escrophulas.veue-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores bramos, afeccoes do ligado c rins
erysipclas, abeessos e ulceras de todas as classes'
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mu'.heies hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inleiramonte vegetaes favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas ne
dores do ventre. dses de 1 a 3 regularisan, de 4
a 8purgam. Estas pilulas sao elTicazes nas alfec-
es do figado, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digestao, e em todas as enfermidades das mu-
eres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
foes, flores brancas, obstruc^oes, histerismo, ele.
sao do mais prompto efleito na escarlalina, febre
biliosa, febre amarclla. e era todas as febres ma-
ignas.
Estes tres imprtanles medicamenlos vem a-
companhados de instrucedes impressas que mos-
trara com a maior minueiosidade a mar.eira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificaeo por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Lcite
& Irmo, na ruada Imperatriz n. 10. unicot
agentes em Pernambuco.
1 Hartinlio&Olivcira I
S Loja de fazendas finas. I
2rtO--Kuada Cadcia do Recite4oS
para
Chaleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac cm barris qua'.idade fina
Cognac em caix.isqualidade inferior.
Ccrveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wbeeler & WiUon.
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas desles dous
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
im& m
Hevoule ddljecco da Cougrcga^ao \cKrc Vvo \c\dc.
Seda de quadrinhos muitn fina covado
Eufeiles de velludo com froco prcios e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda tapada e
transparente, covado
' l.uv~s de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, horr.ens e meninos
I Lencos de seda rxos para senhora a
2J000 e
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorguro prctos
Rica'scapellas brancas para noivados
Saias balao para senhoras e meninas
Tafel rxo o covado
Chitas francezas a 260, 280. 300 e
Cassas francezas, a vsra
MJk
j
25C0
Tachas e moend&s
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
fautores, mostram-se a da ra da Moeda n. 3 A,um grande crtimento
' qualquer hora do dia ou de tachase moendas para engeoho, domuilo
i3 aoiie, e responsabili- acreditado fabricante Edwin Maw a tralar do
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
samo-nos por sua boa
qtiiilidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do Rarmuiido Carlos
Leite i Irrnos ra da
inligamenle aterro da Boa-
mperalriz n. 10,
Vista,
UICA VERDADEIRA E
TIMA.
LEGI
SALSA BARBHJU
g Enconlra-sc neslc cst-ibeleiinienlo lo- v
g das as qualidades de fazendas, ricos e^
? elegantes corles de veslidos de lil, blond V
b e de seda, pretos, branros e de cores. ^
g eambraiac, cassas. bareges, chapeos para aj:
5 homem e senhora, ricos mrnteletes de <
renda branca e preta, velludos de (odas 5
S qualidades, grinalelos, nilerecos do bri- ^V
\ Ihanles e toncados para senhora, perfu- S
o marias francezas, roupafeita para homem 8
i\n C^.,l,> 4^*.-.I. S meninos, calcado de Melis para ho- a
C*rCO (le SailirO AluOlllO, gmemeJoly para senhora, luvas de pe-
"ica, chales de verdadeiro touquim e lo
Aviso.
Na roa Nova n. 52, vende-se louca, copos e
mais objectos de vi,iro, por menos preco que em
ouir3 parle, por querer-sc acabar.
Na loja ao p do
DE
tve&.
o lampeao do yaz,
vendem-se pecas de filas de coz a 2 0 rs coi-
xas d'gulhas francezas a ICO 240 rs., culhcres
de metal principe par soupa fino a 5jr2<.G. ditas
para cha a 2S0O a duzia, eufeiles de lidrilhus
prelos fines a S50O, cai&a de bfalo a I; c
1SS0, bandejas finas a lgSOO, 2g 3?, S. e 5f,
macos de grampas tolicas a 40 rs., ditos oe cara-
col a 80 rs linleiros e ateeiros finos a 2a. ga-
lio de linlio bramo a 100 rs. a rara, pi.lxiras
preas a IS.torridaepara randiciros a 10o rs. du-
zia, pecas de fitas de linho a 60 e 80 rs., coras
| para violao a 80 e 120 is., trancas de linho para
| enfeites de vestidos a 900 rs. a" peca, penies de
alizar, de baleia, a 2-O, calungas de diversas
qualidades a 120, 1G0, 200, 240, 280 e 480 rs.,
Igolinhts de corrbi para senhora a 800 e lg, ca-
; niveles do urna folha a 100, escoras para denles
a 210 rs. sabio fino para barba a 80 e 320 rs.,
bicos finos finos a 40, 80 e 100 rs a vara, n ras
, para senhoras a 320 rs. o par, liuhas de miada
para corchi a 20 rs. a miada, ribi.iue a 80 is. o
papel, otreias de maca a 80 rs. a caixa, vl.-i.oras
a 1, cartas francezas a 240 e 320, dilss puiiu-
guezasa240 rs., lapis finos de cores a 10o, li-
.nhas pera marca a 20 rs., tesouras a 100 rs ,
Ipenles paro atar cabello a ICOrs., oculos de aro
i a 500e8(0 rs., pomada francesa a 100 rs.. lape-
; les para lanteraaa a .UO o par, loucas para ac-
nirias e meninos de laa a 600 rs., colheres para
; cha a 800 rs. a dozia, allinetes em caixinha rruii-
' lo fino a 200 e 280 rs., luvas de fio d'Enrosi-ia
, de cores para homem a 00. uilas brancas a" 040
i rs., meias croas finas para homem a3$SO0 a du-
; zia, laa para bordar a mais fina que ha a 7>5< 0,
. tinta de carmirn fina a 500 rs., cailinha de papel
sorlidas em cies a lg, ditas de quadrin1, '* a b( 0
1J500 rs., ditas de lores a 8i/0 rs, atacadores d'alrodo
; dalos a 00 rs., ditos rolicos a 100 rs., pintes
Iravessas para meninas a 60 is ditos de borra-
cha para alizar a 000 e 8t0 rs., ditos de bfalo
branro a 500 rs,, dilos para pilhos a 280 rs i-
los parasuissas a 50 rs., pecas de trancas de
laa de caracol a 00 rs., filas d seda da larpura
de 5 dedos a 640 rs., obreias de colla a I un r.,
i boneras de camurca a 160 rs., ditas de rhouro
500, 800, IJf.OO e 2, leaooraa para unhas a h(0
| rs, ditas para costuras > 1j). (ara de calo de ba-
i lauco dous bolees CcOOO i nfeiles dos n ais d o-
I demos qne ha para senhoras a 5 e 4$5(0, di-
; los para meninas a iji 0 e r)5, caixa de lampari-
: nas de nova invencao a ICO e 60 rs. bicos i rer s
; de seda a 100, 160", 200, 280, 320 e 500 rs., rar-
: rele de liaba do gaz de todas as cores a 4(1 rs.
Vende-sena loja de Antonio Augusto dos San- \*Z?*VI2* q.,,,d,.os < '* '"6" autes
IfOOfl Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
9 Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos c es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda prelos e de cores
com 2 laiaa e de babados
9500 Ditos de gaze e de seda phantasia
25C00 Chales de louquim muito finos
9 Grosdenaple prelo c de cores de todas
8 I as qualidades
8500 Seda lavrada prela e branca
320 | Capas de fil e visitas de seda preta com
5001 froco
15600
2$000
5
los Porlo na loja ns. 37 e 39 na pnica da Inde-
pendencia, (apellas de aljfar c morale para ra- i
tacumbas, tmulos ele, ele, da furtra seguale
! e procos ra7oaveis :
: Capellas dealjofe com ir.scripcoes, grandes a
Di'as dilas por
Ditas dilas por
Dita*ditas por
Dilas de imortaile por
Ouadros com a imagem do Serihor Cruxifi-
cado com insrripcoes por baixo a 10J) e a
Pechiiichn.
Chito eslreila
105
2
85
rosa com pequeas piulas de
moro, covado a 120 rs., peca a 45500: na ra
do rrtMmado n. 44.
6&AHDE SORTIMEMO
DE
vende-se:
Chaly com flores, fazcuda muito lina.
o covado 600
Velludilho rom llores, proprio para ves-
lidos de senhora, o covado 700
Manguitos c gollinhas, o par 40000
Chales de merino muito finos cora palma 65000
Casemira de cores, o corte 3J00
Ditas duas largnras, o covado 2*000
Organdiz muito finas, a vara 640
Pe;a de esguiao de algodao muito fino a 3500
Lencos de seda para homem a 1000
Abotuaduras para piiuhos de cami- 1JM0
sas, o par 800
Caixinhaa do marisco para costura a 85OOO
Caixas do balea para rap a
Enfeites de perolas para pescoco a 320O
Ditos de froco .1 2^000
Carapocaade seda propria para padres a 15500
Ricos chapeos rom bicos para senhora a I89OOO
Ditos de pal Ira ha muiio novo a 3)5000
Bolsinhas do missangas para guardar
dinheiro a 2gC00
Mirin de duas larguras para vestido de
Motara, o covado 2g000
Ricos coeiros bordados, j dchrunhados
com filas muile finas, proprios para
baptisados 0
Fronhas de lahyrinllio 9
ro lhaa de dito 9
Assira como se previne a lodos os devedores
da mesma loja quo venham saldar sus? contar,
para nao viem seus nemes nesta folha, soja qual
for o devedor, pois j a segunda vez qno se
previne s lodos
Na ra da Cadeia n. 2i, vendem-se as se-
guintes fszeadie, por melde de seu valor, para
liquidaco.
Bicos de seda brancos e prelos, de todas as
larguras, vara a 100, 210, 400. 8C0 e 15000.
Fazendas e roupa eila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues lavares de Mello
RA DO QL'EIMADO N. 39
EM Sl'A LOJA DE Q1ATRO F0H1AS.
Tem um completo sorlitnenlo de roupa feila,
e convida a lodos os seus freguezes e lodas as
pessoas que desejarem ler um sobrecasaco bem
feito, ou umi cal^a ou collelc, de dirigirem-se a
esle eslabelecimenlo que enconirarao um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vonlade dos freguezes.
J tem um grande sorlimento de palitols de ca-
semira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
o : no For.e do Mallos, ra do Cordiuiz n.Y. o resdeilavel publico para desconfiar de "algumas I 3 } ?' Ulr<1S de C3Semna de (luadrinhos
CfaapeOS'le SOl (le SCiJa ingle- ;'enues imitaoes da Salsa Parrilhade Bristul,:,,^ merm
g.Ferros de en-
gouimar
econmicos
a 5^000.
que te acabe a per hincha.
Pechificha sem
igual.
Superiores corles de chita franceza larga de
muiio lindos padrrs. niiudinhas e de qrradrna,
decores claras o escuras, com 11 corados cari
corle, pelo baralissimo preco de 25500 : na lija
do sobrado amarello, nos qualro cantos da ra
do Queimado n. 29. de Jos Moroira opea.
Vende-se urna casa t"rrea na ra
da Palma n. '20, e uur negro Dom jiaia
sitio ou para ingenio: a tratar na ra
Uia Concordia n II com a vinva do lal-
lccido Joaquim Jos deOliveira.
Estes magnificos fer-
ros acham-se a venda v
no armazem de fazen- 1 *-KtI S DalTOSO,
Remedio sem igual, sendo reconbecidos pelos [
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-!
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatrs-
' mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, debilida-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
dos os objectos necessarios a urna senho- |: u'ceras e erujeoes que resultara da impureza do
jgs ra de gosto c do grande mundo. $e sangue.
us&f&!immm-9&8&mtmn n cautela.
Aos senhores alfaiates. "' T- Lanman & Kemp, droguistas por ata-
Vende-se um reslo de relroz prelo por barato cado ^ew York, aegam-se obrigados a prevenir
prec
Ventlem-se bulaocasde-
cimaes no armazem de Deii-
11 a rna da
das de Raymundo Car-; C wmn 11 1 ~\-
los Leile & Irmao. ra |^rU* 10
da Imperatriz n, 10.
Fazendas por toixos precos
a mais fina que ha no mercado a 160, dilos
que boje se vende neste imperio, declarando a \mVTt ") '^ d.ilos de alfka m"il0
in,ins,... cn .11^ ~.""-uv d i fina a 05, dilos francezes sobrecasacados a 125*
Na ra do Crespo, esquina da ra do Impera- ? DrB ,0 STlSSS ** "" d,S ** P8""0 fin a 2' 25?- e ^, *
n. 7, loja de fazendas finas de Cuimaraes & ^ S >lend-lhe comP"d a"- casacas francezas muiio bem feitas a 35, cal-
Lima, vendem-se chapeos ce sol de seda ingle- n0(!6 I8ob; |Ma fPt!. A* m
zes a 8|000.
ra do C
dor n. 7. loja de fazendas finas
dem-se
zes a 8g cada um.
gas feitas da mais fina casemira a 109, ditas de
direito de fabricar a sarsa fJSSSSS, pT- 2 SE 52 ST^Si"".^"
l_......___j. .1..... """'P1 sorlimento de colleles de casemira a b$>, ditos de
Casa nenhuma mais ou
beucros era conta, i^l3^2H2^ti&"~
Vonde-se man.eiga ingleza a 1120, dita frarr- T*." f "!S'el /Tnr! f ^^ SOrlin:enl0 de saPal0S de 9* oslo muito
ceza a 640, cha muiio bom a 2g20, queijos a l.ara fu ar enSanos com desaprecia veis combi- anurad0 a o dilos de horracha a 4*600 rh,
2;400. batatas a 60 rs. a liora. touc nho a !)60 n^Soes de drogas pernicior-as.as pessoas nue nui-! ? borracha a 28^00 cha-
espormace.e a 610 beioes para'mamuiga de m zerem comprar o verdadeiro dev/m bem oerv.r '"SE !^TS *' *V n""
ale640 de qualro libras, arroz pilado a 120 a li- 0, SP,Tint imiM ROm nc D-ervar da, dos melhores que tem vindo ao mercado a 10,
bn ; na taberna da estrella no largo do Paraizo .l r'wa?5 S qualquer ou- ditos de ,. inglezes m dilos rauilosbons ,
numero 14. piepdrd^ao e larsa^
Vendem-se 6 burros novos, bstanle gordos, 1*0 envoltorio de fora est gravado de um la-
filhos do pasto, e mansos de roda ; assim como do sob una chapi de ac, trazando ao n" m
urna escrava propria para todo servico de enge- gUIlles Daiavras S 3 p 8S Se
nho : a tratar cora o propri.-tario do engenho fe P
Queimadas freguezia de Barreiros onde se D. T. LANMAM & KFP
N.
SOL AGENT !
69 WATER STREET.
acham os ditos objeclos : ou nesta eidade na ra
da Aurora, sobrado n. 22.
Verrde-se urna mulata recolhida, e idade
18 annos, de bonila figura, boa costureira, tanto
de camisas de homem como vestidos de senhora, [
roopinhas de meninos, eocher de labyrinlhos
grades de lencos, boa engommadeira c muito
babil para aprender ludo o mais que Ihe quize-
, sem doencas nem vicios; ua ra papel azul claro cem a firma e rubriea dos pro-
O- nriatarinc
^CW-lOTli.
3 mesmo do oulro lado tem um rotulo era
Chales de louquim a 10, 15, 20 e 35.
Bole6 de seda, velludo, de louca o de fustao
de qnalidades finas, duzia a 200, 400o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2g, 3 e 4-3.
Entreneios finos, pe$as cora 12 varas a lg.
Folhos bordados liras a 5' 0, 1*. 2*L 3500.
Camisetas com manguitos a 38, 4, 5 e 6a.
Enfeites de flores a 6j.
Chapeos de seda para senhora a 10g.
Casaveques de valludo a 40 e 60$
Dilos do seda a 25?.
Dilos de fuflao a 8 e 12i.
Filas de seda e de lodas as qualida Jes de 160
ra. a 1500.
Ditas de velludo de 240 rs a 1J.
pnelanos.
3* Sobre
a rolha acha-se o retrato e firma
Nova, casa n. 14, segundo andar, por cima da 1
jadoSr. Difgo Jos da Costa. Na mesma casa
Lra completo sorlimento de franjas de sedae vende-se um bonito esenvo crioulo de 24 annos
de idade, ptimo para um boleeiro ou para qual- do inventor C. C. Brislol em papel cor de rosa,
quer oulro servreo, porque jnuilo^aclivo. 4 Que ag direcQes juntas cada garrafa
tem urna phanix semclhanie a que vai cima do
Agua de Botot
para denes.
A loja d'aguia braoca receben esta apreciavel
I agua do Bolot, a qual serve precisamente para
alvejaros denles, conserva-Ios lustroso?, e livra-
presenlearinuftcio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. ra Juliao n. 2.
los de caria, forlificar as gengivas e lirar o mo | Pernambuco no armazem de drogas de J. Soura,
halilo da bocea, e igualmente o cheiro que deixa C ra da Cruz n 22.
o charuto, a continuarlo dclla preserva do dor rU.-**~ -.- **
de denles; os frasquinhrs vendem-se a 1#, e vao Lnama-SC a attCnCaO.
marcados com o rotuloLoja d'aguia brancara Vende-se saccas com forello a 40C0 rs. cada
do QueJmsdo d. 16. urna : no paleo de S. Pedro n. 6.
12>, ditos francezes a 8?, ditos grandes de pan-
no a 45>, ura completo sorlimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muiio
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servem para baUsado de crianzas e para passeio
a 89, 109 e 12$, ricos lenjos de cambraia de
linho bordados para senhoras, dilos lisos para
homem por preco commodo, saias bordadas a
3&500, ditas muito finas a 5$. Ainda tem um
reslinho de chales de toquira a 308, cortes de
vestido de seda de cores muiio lindas e superio-
res qualidades a 100$, que i se vond^.uiu a
150!, capo,;n'""' picios e manteletes prelos de
ricos gostos a 20, 25S5 e 305P, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
89 e a 109, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muiio superiores a 59, ditas
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escura* como claras a
200, 280, 320, -400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colleles e pslitots a 49 o co-
vado, e ura completo sortiraenlo de outras fazen-
das, eludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqui se poder mencionsr nem a quarta
Ra de 4 portas n. 10.
Ainda restam alguma3 fazendas para concluir
a liquidarlo da firma de Leile & Correia.asquaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as Sues:
Chitas (Je cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 241 e 260.
Riscados francezes de cores Ciasa200rs.
Cassas de cores, bonspadroes, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, al60rs.!
Brimtrancadobranco delinho muilobona.va-
a IJSOOO
Cortes de calca de meia casemira a 2J.
Dilos de dila'de casemira de cores a 5$.
Panno prelo fino a 3 e 4.
Meias de cores, finas, para homem. duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e preas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Dilas ditas muiio finas a 4$.
Ditas cruas finas para hom(ma4g.
Cortes de colletesde gorgurodc seda a 2*.
Cambraia lisa fina transparente, pera, a 4$.
Seda preta lavrada para vestido a 1600 e 28.
Milho a seis mil ris, Tre-
lo aquatro mil equi-
nhetos.
Na laberna da estrella do largo do Paraizo nu-
mero 14.
MH&NCIA.
L'
PIKDICAO LW-MOW,
Ra da Senzala Hora n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapktisorlimentode moendas e meias mor i-
daspara3u3enho, machina de vapor etailaa
deferro batido e coado. de todos os taanlos
pa ra
Cambraia organ-
dysa360o covado.
KncddV'h! loo PreU l8Vr8da 1Ct" in7os-padoe-eVo7es te: ,
Vende-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
1 tro portas, cembraia franceza organdys a Jt'() o
i covado, para acabar urna factura ; asim ((no
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda do
as.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindoseda, covado
400 rs.
Entremeiosbordados a 200 rs.
Camisetas para senhora 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2gE00.
Toalhas delinho para mesa a Bf e 4$.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora a
Veslidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 53000.
Corles decalca de eaeomra preta a 69
Chalo deruefrin com franja de seda a 5JS
Eseravos fgido*.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 19280.
Lencosbrancosdecambraia, a duzia, 29.
Chapeos de Castor.
Superiores chapees de caslor brancos e prelos,
com pello c raspados, formas elegantes, chega-
dos pelo ultimo navio francez : a casa de J. Fal-
que, ra do Crespo n. 4.
Bons escravos,
1 moleque e 1 molatinho, pejas de 17 a 20 an-
- -- nos, 4 escravos para lodo o servico. 2 negros
paneaeiias, no enlanto os freguezes chegando e bons para engenho, 1 meia-agua no becco do Lo-
queando comprar Dio irao sem fazenda.
Fugio a escrava rrioula Hyppolia.de estatu-
ra bsixa, magra, com falla de denks na fenle;
foi escrava do fallecido padre Alejandre, nrora-
dor em rernan.cirim : qurm a pegar lee-a a
ra Direila n. 86, pnmeiro andar.
No dia 20 de correnlo. fugio. o oseravo do
nome Romnalilo, (or bem prela, idade20 annos,
..un barbn. i-.-iainra regular, ti n, a monheia da
mo direila loria para deniro ; Ievou camisa do
chita roxa e calca de algndo azul, qnem o pe-
Cortes de calca de riscadodequadros a 800 rs. I fl2^!ZZlSZJS!?% ** tT*
u..__j.Y_______,:J_ j^_____j I Campos, ra das limi boiras n. 50, quesera re-
compensado.
Acha-se fgido um n.nlto cabra de neme
Raymundo Patricio, official depedreiro e barbei-
ro. foi remellido do Tara em abril do 18>9 filo
Sr. Manoel Jcaquim de Faria, o qual foi aqui
vcvdldo ao Sr Feliciano Jos Gomes, e osle se-
nhor venden nliimantenlc ao Sr Francisco Ma-
ihias Pereirn da fpsia ; ifm os seguinic sig-
naes : estatura regular, baslaute grosso e barba-
do, olhos amarellados, falla com de sen harneo,
reprsenla ler 85 a 40 annos : roga-seas anlori-
dndes policiae8 a sua apprehenso ; e qnmi o
pegar, dirija-se ao engenho Guerra, em Ipojura,
011 na ra do. Imperador n. 79, escriplurn de
Polycarpo Jos Layme, ou na ru de Apollo n.
30, escriptoriode Manoel Gouveia de Souza, que
ser generosamente recompensado.
. balo : na ra das Aguas-Verdes n. 46.
ILEGVEL


(8;
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 25 DE SETEMBRO DE 1860.
*.
Litteratura.
Ulrico deAnduza.
ii
[ Concluslo. )
E elle caminhava, com os cabellos ao rento,
machucando as hervas debaixo dos ps ; e em
. ua preoccuparo nao via seu criado parado no
:iin de urna alea dianle delle.
Que queres comigo? diz Ulrico.
Un estrangelro procura-o, senhor.
Seu nome ?
Nao me disso.
Onde esl ?
Na Fonle dianle dos banhos de Diana : nao
quiz (raze-lo aqui.
Fizesle bem... vou ler com elle... nos bo-
nitos de Diana Que lembranra !
Lrico lan^ou ura olhar do costume muda
Artesiana, e sahio do jardim.
U passeio da Fonle eslava deserto ; ouvia-se
um murmurio arrebatador de aguas, folhagem e
passaros, e urna calma divina reinava as alleas
sombras; era urna dessas horas, eni que o ho-
rnera se reconcilia com Deus e com o semblante,
vendo o ni torno de si lana serenidade.
Lrico recuou como que dianle de urna appa-
rirao. Entre dous raassiQos de figueiras bravas,
jue flucluavarn as paredes da ruina romana, elle
vio Margaridavestida de homem ; uro paleto! ver-
de aperlava-lhe justamente o corpo elegante, e
um bonete escarlato cobria-lhe os cabellos louros
almelados. O phantasma fez um signal com o
dlo, o Ulrico camtohou afoilaraenle para a
ruina.
Muilo bem, recouhecestes-mc, diz a appa-
ncao; approximai-vos.
O rosto de Ulrico tinha essa pallidez nervosa,
de que ainda os mais bravos sao accoramettidos
as crines sobrenaluraes.
Nao della a voz, ncm o sao os olhos, diz
lile.
Accreseenlai, tremendo, nao seu sexo. Eu
son o irmo de Margarida.
Ulrico mudou de semblante, e collocou-se al-
tivamente.
Sabis manejar urna espada, serihor?
Nao ; nunca perdi meu lempo com essas
(utilidades.
Sabis apenar o galilho de urna pistola?
E' possivel.
Tendes coragem ?
Nao sei; nunca live occasio do mostra-la.
Vou oiTereeervola. Acceitais um duelo ?
Com quem ?
Comigo.
Com Salan, sim ; eomvosco, nao.
Nao dizeis, nao I...
Nao arneaceis, menino ; ou eu vos esmago
jotre osles dous dedos, como a mlritura o grao !
de Irigo.
Pois bem I rosso proceder rae tranquillisa... '
Ide... ide... Julguei encontrar um homem...!
dosgragadu sacrificou niiuha irmaa mulhcr de !
i migo, e me recusa urna satisfaco !
Lrico sallou sobro a ruina, e exclamou escu-
mando de raiva :
O que dissestes? o que dissestes?... Repet
pliraso: nao ouvi... o que dissestes?
A verdade, visto como estis perturbado.
Retratai esta atroz calumnia.
Nao retrato.
Se a retratardes, eu me balo.
Retrato-a.
Vosso dia ?
Esta tarde.
O lugar
Na ponte do Gard.
Vossas armas.
A' vossa escolha.
Vossas testemunhas?
Eu serei a vossa, e vos seris a minlia.
guando se traa da honra da mulhercs, dous j
sao de mais.
Tallis como um homem.
Veris se sou menino.
Esta noite, s dez horas, dianle da grulla
das Bohemias.
Na ponte doGard.
IV.
Quando um lerrivel incidente acaba de pertur-
bar-vos a alma, o quando vosso coraro carrega,
inquilla morada de vossos amigos, um se- '
i de vinganca e de morte, um pensamenlo
igue,nada lo locante e enternecedor'
mo a calma feliz, que reina nessa familia onde
vil s; porque ella ignora a lerrivel scena, que a
imeac,a ; ella vos recebe era vossas angustias do
uno cm vossa serenidade da vespera ; e vi-
nganada por essa falsa appareucia de quiela-
I>* a firmeza d'alma presla-vos ao semblan-
te :JeIa nao ve como vos a nuvem lvida que
mancha o horisonle.
lantava-se s cinco horas em casa de Durand
a passeiou durante algura lempo na Fonle '
para compor o semblante ; c quando sento-se o
homem dos ontros dias, enlrou uo jardim. u-
rand hrincava com seus lhos ; a formosa Arle- !
siana ria-se sua familia ; os passaros cantavam
no viveiro ; um raio dourava as figueiras do tan-i
que, e fazia a latada expandir o odor dos pampa-;
: o pequeo jorro do lanquo fazia um mur-
murio sonoro e alegre ; e de lempos lempos o
rouxinol soltava do cima do lamo um trinado ;
i rl ', como um fuso d'ouro. as phantasias de !
id ide que creamos, sempre entrevemos um
Iro desie genero : a felicidade tem accessorios :
pouco variados; simples c fcil ida-la. O lio-;
mem flespreza sempre as conquistas facis.
Sentaram-se mesa. Ulrico tinha conservado
! o rosto um sorriso permanente liuha-se "
i signado essa cxpresso de felicidade com urna .
coragem heroica.
Preparamos-te urna sorpreza, diz-lhe Du-
ran.I, o, por Deus pareces-me do lao boni hu-
i r isla tarde, que applaudo a roinha idea. Ou-
re micha raulher louca pelo baile ; as Arte-
sianas sempre adoraram a Sansa ; ainda outro
di i encontrou-se as escavacoes do Podium qua-
iro estatuas de dansarinas ; j vs que uma pai-
xao hereditaria. Como lomaste tua resoluco de
i, posso dizer-le queasenhora viera expres-
samenle de Arles ao baile Chartoux para dansar
' mnrrer: sabes o que succedeu ; ella nao dan-
unhtt isa mi ui^Jtw^-am
FOiLHETlM
pas-
r^FFZ'arwLmi
POR
PAULO DE ROCK.
sou nem um pequeo galope. Era, pois, preciso
reparar osprejuizos dessa noite, e assim, damos
hoje um pequeo baile de familia e ntimos ami-
gos.
Ulrico conservou cora lodas as forjas seu sor-
riso stereotypado, e disse:
Esla noite, esta noite I... oh !
Esta noile mesrao. Fiz dozo convitos, e j
yesque nao soffreremos muilo calor. Virao duas
irmas e tres primas de minha roulher ; ellas den-
tro de urna hora chegam de Arlos expressamente
para o nosso baile :cinco lindas creaturas, que
descendem da familia srlesiana do imperador
Gallo. E' una arrebatadora colleccao de perfis
amigos, como s entre nos se enconlram. Bem
vs que cuido em ti, artista.
Ah para esta noite? diz Ulrico negligen-
temente e sem forra para susler a mentira do seu
sorriso.
Sim, esta noile, s nove horas; emprestar-
le-hei urna casaca... ah isto te torna pensati-
vo... Tiuhas projectos?
NSo... sim... sim... eu tinha...
Que projeclo?
Sim... tu sabes., o que disseraos oulro
dia... AThebaida... o conde Gerardo... a cara-
vana do deserto... Deus grande e Mahomet...
Madama Durand abra olhos de cspMnge do urna
dimensao pyramidal.
Oh diz Durand, nao ha pressa ; a caravana
esperar... um ou dous dias de mais...
Quanto lempo 6 preciso para ir cavallo
ponte do Gard ?
Que diabo me pergunlasl? Tens estado
vlnte vezes na ponte do Gard.
Sim, de dia... mas noile... ao clarao da
la...
Oh! a la nao se acaba hoje... Bem I esla
pois escriplo que perturbars lodos os bailes da
cidade e dos arrabaldes ?
E' preciso urna hora o meia, cavallo I...
Adcviuhei 1 tens um rendez-vouscora Myr-
rbs.
Lrico fez um signal mysterioso como para pe-
dir seu amigo que se calasse. Dutand ficou bo-
qui-aberlo, sua mulhcr lancou sobre Ulrico seus
olhos negros, o sahio da meso. Os dous mance-
bos continuaran).
lomaste cahir no laco diz Durand
mado.
Nao, uo... nao, absolutamente... Nu con-
cebes que...
Vejamos... falla...
Sabers amanha ludo... Hoje, tenho urna
razo...
E meu baile?
Oh preciso comecar o baile I Eu espo-
ro... possivel que cu esleja de volta anles do :
Um.
Mas como liveste lempo de revocar.' Como
foi isso? Nao tens sabido u"e casa, ha dez dias...
Ella escreveu-te...
Sim... recebi noticias de viva voz... Faz-se
larde... Que lempo preciso para ir cavallo
grulla das Bohemias?
Um rendez-vous era urna grulla?
Nao... a grulta nao vera nada ao caso... Ve-
rs... E' muito tardo, creio eu !...
Por Deus! se nao esls louco !. Oh! nao
te deixo... Ulrico t me occullas um projeclo si-
nislro .. ten rosto est verde como urna folhade
parreira... lu me l'azes medo... Ora pois! le le-
vantas! parles !
Sim... fim... deixa... tornar-nos-hemosa
ver... abraca-me. .
Ah tens alguma idea horrivel! la alegra
nao era natural quando entraste... tens n'alma ura
pensamenlo infernal ?
Abraca-me, meu amigo.
Oh nao le deixo I
Durand agarrou Ulrico com ambas as nios, e
exforcou-se por dele-lo; mas Ulrico, cora seus
bracos.de alhlela, desvincilhou-se fcilmente das
mos do seu amigo, e pulou como um cabrito das j
Cevennas por cima das sebes : o homem mais gil
nvj teria podido seguir na rpida carreira ao jo- :
ven e impetuoso inonlanhez. O ar levou um
adeus esmagador ao pacifico jardim.
Seu criado, que j tinha recebido suas inslruc-
ces, esperava o mancebo no vestbulo de sua i
casa.
Est ludo promplo? perguntou Ulrico.
Sim, senhor.
Meu cavallo ?
Sellado, na estribara.
A caixa que compraste?
Pendurada o seIIim e coberta.
Quanto antes, faz por cav-illus de posta em
meu carro, o vai esperar-ine na eslalagem de 1.a-
foux, no paleo da eslalagem, enlendes? Sobre
ludo aa diligencia. Se le inlerrogarcm, nao res-
ponde pergunla alguma, e paga bem. A' meia
noile, se eu nao liver voltado, levars os cavallos
para Nimes, e partirs no dia seguinte para San-
io llippolylo, com esla bolsa do mil escudos, que
le dou. Nem mais urna palavra.
Davam nove horas cm Itemoulcns quandoUlrico
ebegou ponte suspensa, a qual desla vez nao a-
travessou ; deixou a aldca e a ponte direita, e
introduzio-se na floresta sombra de carvalhos,
que bordara a estrada da ponte do Gard. Ainda
lhe resta va urna hora, e nao lemendo chegar mui-
to larde ao rendez-vous, atl'roxou o passo do ca-
vallo e melanclicamente mergulliou-se as refle-
xes nascidas das ciieumstancas.
Que mundo e que vida! dizia elle em voz
baixa, como se fizesse confidencias misteriosas
um amigo. Deu-nos Deus o amor; prazer que
faz lano barulho, e que est to inferior sua fa-
ma Finalmente, por falla de cousa* melhor, con- j
tentar-se-hia o homem com elle, e os que o a-
caso esgota todas as suas combinares para per- \
turbar nossa pequea alegra de cranca Ha em
torno de urna paixao mais espinhos do que nesla !
floresta. Parece que ludo conspira nesle mundo
contra o amor : o jardim das Hesperides, guar- :
dado por um drago ; preciso sempre correr at
contingencia de ser devorado para colher um po- |
roo d'ouro. Eu podia rclrar-me Iranquillamente
desla innocente intriga ; mas nao : ha um irmo,
se elle nao tivesse existido a roda do prazer
semeada de irmaos, paes, maridos, rivaes, ciu-
menlos, invejosos, armados de espadase pistolas!
O' vnluptuosdade!... os amigos lizerara do amor
um pequeo Deus maligno \ E' a nica loucura
dos amigos... Vamos faer-nos malar.
Jess que geniinha Pois vfiem para os
priroeiros camarotes, e nao sabem portar-so po-
lida monte.
Fez fiasco, madama Gralleraboulo?
Fiasco completo! Pu-los ambos na frente,
e a mulher nao quiz banquinho para os ps, e o
sujeilo recusou um programma? Ah cousas
ruins I Estive por um triz p6-los para fra, di-
zendo que me tinha engaado, e que ali era o
camarote docommissario. Ha cerlo lempo esla
parte que ando encaiporada. Honlem aquelle su-
jeilo que fez lano barulho comigo, porque disse
XLV1
/'.i. porteira de camarotes.
[Continuacao ]
F. sua fiiha comen toda essa fortuna ?
E assim tallando, Utrico approximava-sesem-
pre do lugar do rendez-vous. Urna fila de prata
se desenhava por detraz dos carvalhos; ira o
Cardn. Ulrico dobrou um promontorio de colli
as e descobrio a ponte do Gard na transparencia
de urna noile de eslo.
Entretanto de quando em vez ribombava o tro-
vio em urna nuvem negra anda inflammada das
exhalaces do dia, e o retiir do raio repercuta
era um trplice echo sobre as arcadas sobrepostas
do aqueduclo iriumphal, corno a roda do bronze
de um carro em urna oragao consular. O co es-
lava dividido em azul luminoso e trevas tempes-
tuosas ; um surdo murmurio de folhas druidcas
se prolongava nos bosques de carvajho, confun-
dindo-so com os zuidos nocturnos e montonos
do grillo.
Ulrico chegou diante da grutla dos Bohemios ;
chamou e nlnguem respondeu, sua voz repercu-
ti de ellypse em ellypsesobas colossaes arcadas
do aqueduclo romano, como um som que a or-
chestra varia ao infinito.
O monumento elerno, que sobreviveu s lou-
curas seculares do homem eslendia os bracos pa-
ra sombra da noite repousar sobro duas mon-
taohas. A floresta de carvalhos cobria-lhe a fron-
te como urna iramensa cora mural dada ao
iriumphador. O rio, quebrado nos ngulos dessas
bases prodigiosas., enchia-as de harmona e enlo
pareca que o aqueduclo entrelinha com a noite
urna sublime conversa, e contava esses lempos
idos, em que Roma so asseciava com Deus para
executar alguma obra magnifica I
Que escarneo I dizia Ulrico, virmos arras-
lar nossas miserias ao p deste gigante I -que on-
das de irona deixa este monumento cahir sobre
nos; elle, que gastou a unha e o deule do Sarra-
ceno !
O mancebo desceu do cavallo dianle da grulta
e araarrou-o urna arvore. Tomou suas armas,
eseguindo o caminho lateral, que parte c sobe
da grutla,chegou ao cume dessa montanhacinse-
lada, chamada ponte do Gard.
Elle caminhava com um passo exaltado por
essa alea suspensa, que passa e treme no ar,
cmo a Prancha de um architecto italiano na
abobada de urna baslica ;fino junco, que fluc-
ta entre dous abysmos. Essa terceira ordem
de arcadas, cheia das harmonas da tempestado e
do rio, pareca conservar ainda em suas vcias a
fonle d'agua triumphal, que elle derramava de
urna monianha, oulra segundo a vontade de
Agrippa.
As lousas enormes tremiam como lousas de
bronze sob o p impetuoso de Ulrico, porque o
lempo as desprendeu c desligou-lhes o cemento
de ferr. O curso rpido acalmara o sangue ar-
dente do mancebo, e o artista, as proximidades
do co, esquecera as fraquezas do mundo : do
alto do seu pedestal sublime elle abrangia to-
dos os horisontes, e eslava perdido as nu-
vens como o passageiro de um aerstato, crendo
ver passar phantaslicamenle a trra baixo
delle.
A' cada instante o espectculo raudava do or-
nato : succedia s trevas um lvido claro, que
deixava ver na planicie outras linhas do aque-
duclos, e a sombra da ponte do Gard. Depois
voltava novamente a pesada escuridao, e o olho !
destinguia apenas no fundo e duplo precipicio o rio
paludo, perdido debaixo das negras massas de
cadeias Nesla altura o murmurio d'agua do!
no chegava como ura suspiro meio extincto, ex- |
halado por urna alma afflicta errando polo I
vale.
O ingenuo menino das Cevennas deixava-se
embalar por seus sonhos poticos.
Urna voz de homem e um gallopo de cavallo !
Chamaran Ulrico s realidades da vida. Ou-
vo-se ao mesmo tompo o som do sino Ion-
ginquo. Ulrico respondeu enrgicamente vo"z.
Cartel fnebre trocado entre a trra e o co I
Ulrico ouvio logo passos ageis. que quebra-
vaui os espinhos ao longo do pequeo cami-
nho : o irruao de Margarida eslava diante
delle.
Dez horas diz o menino
Est bem, respondeu Ulrico ; eu cheguei e
vos esperava ; queris descer ?
Estamos bem aqui'.' Onde estao uossas ar-
mas ?
Ei-las.
Basta carregar urna, nao ?
Como quizerdes.
Carregai-a, senhor.
Nao entendo nada disso ; sois militar, isso
vos perlence de direito.
Dai-me.
O menino carregou urna pistola, tomou a ou-
lra, poz ambas em um lenco de seda, e deu o
lenco Ulrico, dizendo :
Escolhei.
Ulrico introduzio bruscamente a mo e lirou
urna pistola.
a' dous passos agora, diz o menino ; ar-
mai, eu cont as vozes ; terceira, fogol..,i
Urna... duas... Esperai, Senhor, esperai. oc-
corre-me urna idea... um caso imprevisto... Nao
queremos passar por assassinos, nem cu nem
vos, uo assim ? E como nao tomos lesle-
munhas, escrevamos em urna folha de pa-
pel, lapis, nossa adheso reciproca este
duello.
ludo quanto quizerdes, diz Ulrico... Escre-
voi, eu assigno.
Os dous adversarios em vio procuraram ; nao
tinham papel, era lapis.
Voltaremos amanhaa, diz Ulrico.
Nao, exclamou o irraao de Margarida, nao !
impossivel I j muilo tarde hoje. E' preciso
que eu esteja vivo amanhaa em loulou, ou esta
noile morto na ponte do Gard !
O menino lancou um olhar sobre o duplo abys-
mo pique.
Senhor, diz elle, ludo se pode rrasjar;
teades vossa arma, e cu a minha. Estendei vos-
sa mao como cu sobre o precipicio, e apenemos
o galilho. Aquelle de nos dous que liver a arma
descarregada, se precipitar uo abysrao. Assim
taremos crer no suicidio, nao ?
Concordo, diz Ulrico ; e islo me convm
tanto melhor, quando cu acabo do deixar um
amigo, como se marchasse para um suicidio. A's
vossas ordens, senhor.
A mesma ordem, enlo.
Os dous adversarios apoiaram suas armas so-
vertimcnlos Proponho jogarmos urna garrafa de
cidra a pares ou nomes. Aceitas, Fina-rt?
Mas antes que a senhora Finarl tivesse lempo
de responder, appareceu no corredor um dandy, i
fazendo muilo barulho com as bolas e com a ben-'
gala, lodo se requebrando e cantarolando. Olhou
por muilos vidros, o depois dirigi-se madama
Graltemboulo :
Porteirji, lem po'r ahialgum camarote agr-
davel ?
O senhor quer dizer; d'onde so veja bem o
sconano ?
Ora, qual scenario? Quero dizer ura canu-
ten urna hgueira brava, que penda da cornija
do aqueduclo.
Ao signal, ambos elles puxaram ao mesmo
lempo os galilhos de suas pistolas ; mas parti
somentc um tiro ; a pistola de Ulrico tinha dis-
parado. O menino jogou a sua sobre a nedra, e
arremecou-se.
Ulrico agarrou-o no ar, e ficou com a melade
do corpo no abysmo ; o menino se debata sob a
mao vigorosa que o tinha suspenso cornija
trmula, Ulrico para dar um poni de apoio
sua torca abracava aperladamente um ramo do
Hgueira, a qual cada estremecimenlo estalava
cora um barulho horrivel, e pedamos de cornija
cahiam ao rio. Emfim o alhlela montanhez fez
um esforco supremo ; deixou a arvore no mo-
mento era que o paleto! do menino se lhe ras-
gava as unhas convulsas ; agarrou-o com
arabas as maos, c levautou-se como um ac-
tor do circo com o seu fardo. Um trovao ro-
lou no aqueduclo, como um applauso de am-
phitheatro.
Deixai-me, exclamava o menino, que se de-
bata sempre com a raiva; deixai-me moirer ;
nao me deshonris duas vezes.
Viude I vinde exclamava Ulrico ; quero
entregar-vos vosso pai.
Nao, nao... nao usis de violencia hoje, se-
nhor.. se.ia intil... eu vollarei amanhaa,
aqui, este mesmo lugar, s, o matar-
me-hei.
Pois bem desposarei vossa irmaa !
Ulrico osgotado por tantos esforcos e princi-
pa.mente por esta ultima palavra.* restituir a
liberdado ao irmo de Margarida ; o menino nao
se movia mais, e Ulrico lhe eslendeu a mo,
que foi cordialmenle aportada.
Descerara silonciosos o pequeo caminho, o
lornaram montar cavallo diante da grulta das
Bohemias.
Ao caslello de Remoulens. diz Ulrico.
Sim, nunca muito larde para pralicar
urna boa aeco
Vossa irmaa deve estar muito afflicta, pen-
s eu I >
Oh! mioha irmaa est moribunda, senhor,
desde o baille.
Ah se soubesseis quanto me foi custoso
fazer aquelle rompimenlo... quanto ficou despe-
dazado meu coraro I ser-me-hia mais fcil a
morto I
Creio, senhor.
Ah talvez eu a tivesse conhecido mal, Mar-
garida... O amor um mo juiz. Eu a cria le-
viana, fria, insensivel, estouvada ; o eu, eu ne-
cessito de urna alma de fugo, que respond
minha I '
Sim, vos julgastes mal minha irmaa... Se
eu cresse que ella vos nao faria feliz, seria
o primeiro em oppr-me ao casamenlo ; por que
merecis a felicidade, Ulrico ; e ainda que eu se-
ja menino vos comprendido, 6 julguei-vos.
; Nao temis que minha volts cause vossa
irraa algura piazer perigoso... em seu estado de
fraqueza ?
Sem duvida.... nos a disporemos.
Sabe ella do nosso encontr na ponte do
Gard ?
Oh? ninguem sabe do segredo. Fazem-me
no thealro em Nimes.
prudente... que docura no ar! Como de-
pressa traz a calma a frescura deslcs bosques,
nao assim ?
Sim, tendes razao ; a tempestado se dissi-
pa e a noile torna-se deliciosa ; acho-me inteira-
mente mudado com este ar puro o embalsama-
do ; sinto-rac leve sobre o cavallo ; e creio viver
em um sonho feliz. Dai-me a mo, Ulrico, meu
irmo... meu salvador.
Muito obrigado, muito obrigado pela vossa
alTeico... Oh como bale-me o coraco Demo-
remos nossos cavallos... Eis-aqui a* ponte sus-
pensa de Remoulens.
menos perigosa que a do Gard.
Vejo luzes no caslello, diz Ulrico, quo me-
dida que se approximava do caslello, seotia-se
aecommetiido por urna affego estranha. Ouvi ;
passemos n poni, e vamos p pela avenida pa-
ra reparar-nos um pouco ; devoraos eslar em um
estado horrivel.
Depois da ponte Ulrico o o irmo de Margarida
desceram do cavallo, c enlraram era urna herda-
de para repararem pressa a desordena de seus
loillelles. Ulrico nao se lioha engaado, havia
muitas luzes na casa de campo. Os dous mance-
bos adiar.tavani-se vagarosamente e com timi-
dez.
Ha de ser engao meu, diz Lrico de repen-
te rindo-se, parece que ouco o piano...
Oh piano, diz o irmao, esla hora .. im-
possivel. Minha irmaa nao tem locado piano des-
de que-.. A menos que nao loque a Louca de
Guisar... alguma cousa de situaco.. o andanto
da symphonia em d menor de Bethoven...
Palavra de honra, diz Ulrico, tenho nos ou-
vidos urna mentira... creio ouvir urna contradan-
za... a quadrilha dinamarqueza...
Essa boa impossivel I Tra la la tra la
la, que aria esta ?.... a Louca...
incnvel meus ouvidos menlem...
Elle se approxima para mim*., com um
ar... a Louca.
Mas dancara lambem, dancatu, digo-vos
eu...
O irmo ficou mudo, e nao ousava mais aecu-
sar de mentirosos seus ouvidos. Ulrico atraves-
sou o paleo e chegou os olhos s gelosias do
salo.
Fez um signal ao irmao petrificado debaixo das
ultimas arvoies da avenida, e esto approximou-
se de cabeca baixa.
O conselheiro municipal da oulra noile tocava
no piano a quadrilha dinamarqueza. Urna gran-
de risada encheu sala. Ulrico reconhaceu aquel-
la que ra assim. Margarida, radiante de urna
felicidade perpetua, com um vesiido de cambraia
branca, com os cabellos trancados com dous mc-
dalhes ae crystal, dancava solo e a paslorinlu
e o pai olferecia refrescos sociedade.
Este riso Iraspassou o- peito de Ulrico como a
lamina aliada do pmibnl. Elle se approximou ao
ouvido do menino e com urna voz apagada, lhe
disse ;
Queris ainda vollar ponte do Ga.rd ?
O imo de Margarida com os olhos hmidos
de lagrimas, abracou Ulrico dizendo :
Eu vos comprehendo adeus
nos e nao nos tornemos ver.
separemo-
Ulrico apertou de novo a mo do irmo de Mar-
garida e reiirou-se. Correu herdade, montou
cavallo e em (res salios chegou eslalagem La-
oux, onde encontrou seu carro de posta e dous ho-
rneo*,Iseu criado e Durand.
Tu aqui, Durand I
Ha urna hora.
Ora bem como ests vendo, passo bem...
estou calmo.
Oh! que prazer sinlo em tornarte ver I
Deixa-me aperlar-le a mo, meu amigo. lu me
explicars este myslerio... mais tarde ; sempre
ha lempo para explicaces .. Vamos para Nimes;
vera... deixa leu carro de posta...
Estou muito indeciso...
Oh! nao partirs esta noile !
Nao sei...
;i Ha duas horas estou aqoi ; tu perlurbaste-
nos em casa : minha mulher desmaiou, ella
excessivamento sensivel. Foi preciso soccorre-
la, que sei eu 1
Ulrico olhou flxamenle seu amigo e pareceu
agitado de urna convulso nervosa. Elle agora
via claramente era seu coraco. Foi com urna
voz muito alterada, que elle disse Durand:
Estou decidido, parlo I...
Onde vas tu ?
Abracemo-nos.
Ulrico lancou-sc no carro, e estendeu ainda as
mos seu amigo.
Vou Thebxida de 183G, lhe diz elle. Adeus..
lostilhao, caminho dalyo, pela aldeia do Re-
moulens I
Melry.
[Echo des Fenilleoins S. Filho.)
Genoveva.
Juliano Roussel era medico em y* pequea
cidade situada ao p dos Vosgos. De edade de
trinta e cinco annos. sem ser banito, tinha cora-
tudo a belleza do homem a da fronte e dos
olhos.
Em urna tarde por Gns de novembro, vollando
elle de urna do suas correras em um lugar cha-
mado Chenalettes, porque ahi em um curso
d'agua havia outr'ora muitas reprezas para moi-
nhos, que se achavam junto da montanha,
urna boa legua de M***, foi elle sorprendido
por urna chuva sbita e copiosa. A' principio
cobriu-se cora o capote e lancou o cavallo para
dianle ; mas augmentando a chuva, a obscuri-
dade tornando perigosa urna carreira precipitada
elle procurou um abrigo e vio finalmente bor-
da da estrada um sobrado de um s andar. Ap-
proximou-se, e baleu muitas vezes. mas intil-
mente, porta, que lhe pareceu muito segura.
Nolando enlo que todos os postigos eslavam
fechados, e que de qualquer lado quo se pozesse
nenhuma luz brilhava alravez das frestas, ainda
quo a hora nao fosse muito adianlada, julgou
elle que a casa eslava abandonada, o quo muito
bem justificara sua vil perspectiva. Limitou-sc
por tanto dirigir seu cavallo contra o muro,
que eslava ao sul, entretanto que o vento sopra-
va fortissimo do noroeste, de modo quo elle
quasi que (cava ao abrigo da borrasca e da neve,
que logo comecou cahir do mistura com a
chuva.
Bem junio da casa corra a lorrenle do que
fallei, e do outro lado, menos de cem passos
da margem, coraerava urna floresta, cujas arvo-
res torcidas pela violencia da tempestado, faziam
um barulho lao horrivel, que Juliano eslava en-
surdecido.
Em quanto conservava-s6 immovel, conche-
gando-se ao muro, julgou sentir que a brida do
cavallo eslava preza algura prego enterrado
oas podras, e abaixou-se para solta-la ; mas ao
mesmo lempo o estrondo de urna arma de fogo
soou-lhe por cima da cabera, o chapu cahiu-
Ihe, e o cavallo, rinchando de dor, deu um sal-
to lao precipilado, que Juliano foi arremessado
por Ierra. Cheio de urna extrema sorpresa, le-
vanlou-se, correu ao cavallo, conduziu- ao
mesmo lugar, e vollou para reconhecer a causa
de urna aggresso lao extraordinaria, sera re-
flectir que esla indagacao ia exp-lo uovos pe-
rigos. A' travez da escuridao destinguiu ura for-
ma humana, que se diriga para seu lado; e lo-
go soltando a brida adianlou-se com os bracos
aberlos, e agarrando com vigor ao desconhecdo
pela garganta :
Ah sois vos que assassinnes as pessoas !
exclamou ello.
Mas antes que os olhos lhe houvessem adver-
tido, seus dedos no apenar seniiram a pelle ini-
cia e delicada de urna mulher.
Ella deu um grito de terror, c deixando-se-lhe
cahir ao ps.
Ah senhor, diz ella com um voz suloca-
da, nao me maltratis, visto como, Deus louva-
do, nao foste ferido !
Como sabis disso? diz Juliano um pouco
vergonhoso de sua violencia. Entretanto tendes
rizo : a baila atravessou-me somentc o chapeu,
mas julgo que meu cavallo est ferido. Vsmos,
erguei-vos, e caminhai adiante.
Ah .' senhor, lende piedade de meu pai!
E' boa pessoa o senhor vosso pai! por-
quanto uo sois vos que tendes forQa para hom-
brear urna espingarda. Vamos! soltai-me, eu
enlrarei em casa !
A porla eslava aborta, Juliano eulrou e logo
deu com o degro de urna escada, que sobiu aos
salios. Chegado cima puxou da algibeira urna
pistola e eBgalilhou-a. Tomada esta precaueo,
empurrou urna porta enlre-aberla, alraz* da
qual via-so urna fraca luz, c achou-se cara
cara com um velho magro e alio, ainda que um
pouco corcovado. Eslava burguezmenlo vestido,
mas de ura panno-commum o j muito surrado ;
seu olhar era vesgo, os cabellos grisalhos. a bar-
ba desalinhada, a tez araarella, e a physionomia
ignobil.
Quem sois vos ? exclamou elle recitando
dous passos, quem vos traz aqu? o que vindes
aqui fazer?
Depois vendo sua filha alraz de Juliano :
que agora quando as porteiras abrem os cmaro- ,. _
tes, sao as primeiras entrar, e levara una ho- role CTuq,"l.h:',.,a,m5aS.bon,,?s:
ra endireitar os bancos e cadeiras, mostrando o
posterior s pessoas que Ocam na porta I Ora,
vejara voces, que desgrana Estivo quasi dizen-
do :Voc devia pagar mais por vOr isso. Mas
isso ainda nao tudo. Chegam-me duas mocas e
7.A'beJ'ina.! E' fa.Paz d conier tudas os m- um sujeito, que tinham boa cara.' Disse eu'com
as da California, c ainda em cima os que as ex-
plorara ?
E onde osla ella agora?
_ Na Bossia. Quiz partir absolutamente para
Sao ... Sao Pe'.eisbourg; disso que o paiz dos
rublos lhe havia de dar felicidade, e que traria i
massos dclles para Paris. uvido I Talvez nem
possa trazer-se a si mesma I Nao por culpa mi-
nha Adverli-a, cu que conhorto os usos de lo-'
das as corles da Europa, disso-lhe : Na Russia,
minha chara, quando os oslrangciros conlrahcm j
dividas, nao poden relirar-se sem as ler pa- |
go; um uso que acho muito brbaro, mas i
emfim, le delles, nao ha remedio seno
a genio confoimar-se. Ora, tu que esls de
louca sem um pires, has de cortar largo pelas di-
vidas, e quando quizeres vir almocar era Parisdir-
le-hao:Nada, meu auginho, nao vai assim ; ha
oppomioi,,. citei-lhe, em apoio do quo dizia, urna
grande quanlidaae .tuoreg bonitas, de arlis-
os meus bolocs: Hoje tiro o p da lama. Dei
dous banquinhos, que as mozas aceilaram gra-
ciosamente. Ora muilo bem! Feito islo nao dei
novas nem mandados meus aleo ultimo entr'ac-
lo. Enlo, como de razo, abr o camarote, e
disse ao sujeito com um sorriso :
Senhor, os seus banquinhos?
Elle olhou para num com cara de admirado.
Rclruquei fazendo-lhe um comprimenlo :
Dei ssenhoras uns banquinhos.
Ah I verdade.
Sempre julguei que o tal sujeito levasse a mo
algibeira ; mas qual historia poz-se de qualro
ps, lirou os banquinhos e m'os apresentou, di-
zendo :
Aqui esto os seus banquinhos.
Fiquei embacada I
Se cu estivesse no seu lugar, madama Grat-
temboule, quebrnva-lhe os bancos as venias.
Elle mereca bem sso.
tas do seu conhecimento, auo"TlnTinm-r^d4in i '" .
ra a Kussia, quo bera desejavam voltar para ra"=-1--=.E' bem provavel que eu fizesse alguma cou-
ns, mas que nao podiam por causa das dividas. sa> ma? 8T",~* nmuu vendo a conducta do seu
Nao houve nada quo a fizesso mudar de idea. Res- cavalleiro, meiteram a mao ..... i^|m o deram-
pondeu-me:Heideachar urna porzo de boyar-' rao cumquibus.
dos que pagarn por mira. Sim, con la com isso.
que pagaran por mira.
Parti, o aposto que l fica na Russia.
Enlo nao teve vontado do acompanha-la?
Nao. Nao goslo de fri. Se ella livesse ido!
para o Levante, pode ser; mas l para a Ierra do '
gelo temos conversodo....
Madama Graltemboulc, veja os seus cama-;
rotes ha genio.... Eslao procurando a por-
teira
Aquiestou, minha chara amiga O seu
E o sujeilo deixou que ellas pagassem ?
Se deixou 1 Nem fez um movimcnio para
impedi-las. Sem duvida tinham sido ellas que
haviam comprado o blliele e tra/.ido o tal sujei-
lo ; e provavelmcntf, que na volla fossem ellas
que pagassem o carro. Em que lempo vivemos,
minhas filhas, para vermos unssovinas desto ca-
libre?
Ah I todos os horaens nao sao assim I
Felizmente I Se fossem todos assim mere-
bilhete, senhor.... quer um lugar de frente, pois c,am 1ue os pozessem n'uraas redomas o nao os
nao, dilTicil, ms vamos ver.... rassem mais. Vou para o meu lugar. Estou ma-
A mi do Albertina collocou nos seus lugares S"?8- Se n.s jogassenios
um hornera e urna mulher que tinham chegado, e
voltou ao cabo do un: momento para onde esla-
vam as suas camaradas, dizendo :
i* [V;de o Diario u, 220.
Se nos jogassemos o irinta e um, nao
acham voces que a noilo (icaria mais curia?
Bella idea! c o senhor inspector que nao
quer que leamos, com roceio de que peguemos
no somno.
A genle aqui est privada do lodos os di-
Ah muilo bem, comprehendo. O senhor
amador, lem bem razo. O bello sexo a iraa-
gem da divindade I
O sujeilo doitou o lnnelo para madama Gral-
temboule, e poz-se rir, dizendo :
Arha? Ah I que se a divindade fosso como
voc I E' singular. J vio urna face nesle gosto.
Uina face O que quo diz, senhor?
Sim, sim, enlo roefl eslava disfarrada em
especie de commissario. Tinha urna grande ca-
belleira A Luiz XIV, que lhe cahia nos hombros.
Oh I isso 1 Nao se lembra ?
Madama Grallemboule poz-se fazer Irejeitos,
balbuciendo :
Por acaso, outr'ora, cu e o senhor.... Meu
Deus I tenho couhecido tanta gente minha me-
moria to voluvel Diga-me o seu nome de
baptismo, mo !
Que diabo quer voc com o meu nome de
baptismo? Esta velhaest douda.... Mas em.Ne-
mours I Oh I como eslava exquisita I
Em Nemours! Ah meu Deus! ora espe-
re... j rae lembro.... Um moro quo mo pagou
um almozo na eslalagem em que eu morava com
minha filha e a companhia.
E' isso mesmo.... e quem voc alirou
cabelleira s ventas do buraco do ponto em que
eslava, porque eu nao tinha atirado ramalhele
sua filha.
E' verdade. Oh I lembro-me de ludo agora.
<- tedenle almoco quo tivemos. O senhor
era negocame .i. -;ov.na
Sim, n'aquelle tempo mas .en herdei
e abandonei o commercio, para s pensar nos
prazeres, as mulheres principalmente !
Oh I que monstro I Tem bem razo de nos
amar! Nos somos lo amaveis I
Voc pensou que eu eslava apaixonado por
sua filha I
E' verdade. Ella valia apena. Como eslava
bonita de hussard no Desertor___Lembra-se?
Sim, eu entao estava muito oceupado com
aoulra.com a linda debutante, Ceriselle....
Ah I sim, aquella menina! nao chegava aos
calcanhares de minha filha I
Tire um capricho por essa rapariga.... fez-
so de manto de seda I
Ella nao tinha oducazo nenhuma I
Em todo o caso, essas roservog nao lhe de'
Miseravcl I s tu quem o iolroduziu 1
E erguendo o punho, cgo de raiva, ia lanzar-
se ella, quando Juliano indo ao seu encontr,
empurrou-o para um canto, e, mostrando-lhe a
pistola, ordenou-lhe que esllvesse socegado.
Eoto o velho deixou-se cahir em urna cadeira
raurmurrndo ;
Malvada I infame quer malar, quer
bar seu pai.
rou-
Enlrelanto apenas a donzella vira a arma as
mos de Juliano, correu a abaixa-la.
Esla scena'fra to rpida que Juliano obrara
inslinclivamente, sem comprchender nada do que
so passava debaixo de suas vistas. Olhava alter-
nativamente para o velho, quem o terror es-
tupido desenliado em suas feices lornava ainda
mais repulsivo, e para a donzella suspensa tr-
mula seu brazo. Lanzando depois avista em
roda de si, vio onde estava. O quarto estava
arruinado, e apenas tinha os movis necessarios:
em ura castiral de ferro urna miseravel velta al-
luminava urna meza de pao branco, trez cadeiras.
janellas sem cortinas, paredes nuas, e vigas en-
negrecidas smente pela velhico, porque o vento
nao achava urna parcella de cinzas levantar no
fogo, onde laogava soprando a neve de fra.
Apenas Juliano recobroa seu sangue fri, pro-
curou acalmar o imbcil velho. Muito lhe cus-
tou persuadl-lo que nem elle quera sua vida,
era sua bolsa ; disse-lhe quem era, e depois
disto lomando ura outro tora censurou-Ihe sua
aczao criminosa, e relirou-se ; achando-se muito
peior entre essas paredes mofadas, do que na es-
Genoveva, vai certificar-te de que a porta
esl fechada.
Ella desceu toda a pressa e encontrou Julia-
no embaixo. o qual, depois de ler examinado o
cavallo, punha o p no estribo.
Chegou-se elle tmidamente, com os olhos
cuetos de lagrimas, e com urna voz coramovida
supplicou-lhe que nao perseguisse seu pai pela
jusiiza ; porque tudo islo, dizia ella, recalara
SODfG SI
Ou por vontade de Juliano, ou por impaciencia
do animal, o cavallo partiu estas palavras e
inlerrompeu ludo quanto Genoveva teria podi-
do accrescenlar, r
Mas apenas o doulor chegou em casa, come-
Zou a rofleclir, e leve remorsos da dureza de seu
proceder, us quaes chamaram-o moderaco me-
lhor do que lel-o-hiam feito os rogos da* inno-
cente donzella.
No dia segulnle,seraf3llar do allentado deque
quasi fra victima, informou-se que especie de
hornera en o habitante de Chenalelles. Apenas
sainara como se chamava. Era, diziam. um mi-
seravel quera o infortunio fizera um pouco lou-
co, que vivia sem sabir quasi nunca, e quem
servia urna filha, cujo semblante deixava julgar
do mo sustento da casa : miseria finalmente,
que ninguem podia soccorrer, porque lodos aqel-
les, que liohara querido approximar-se do velho
tinham sido maltratados por elle. Juliano resol-
veu voltar Chenalelles.
A casa pareceu-lhe mais arruinada ainda de
dia, do que parecer noile. O velho fe-lo en-
trar depois de fallar tanto, que j lhe ia gastan-
do a paciencia. Penetrou com elle ot ao quarto
oqde Genoveva estava sentada ou antes ococora-
da em um banquinho. Ella levantou-se para of-
ferecer urna cadeira Juliano ; elle agradeccu e
sentou-se. Nao sabia o que dssesse, e olhava
com interesse a figura paluda e melanclica da
donzella, o quo notando o velho, assim fallou-
Ihe com um tora quasi amavel;
A menina nao passa bem ; dizei-me o que
tem ella.
Fazeis bera em vos dirigir raim, diz Ju-
liano.
Sim, mas em eompensazo vos dirigirieis
mal raim, respondeu o outro ; nao deveis crer
que acharieis clientes aqui. Um medico honrado
deve soeconer aos pobres sem pedir-Uves cousa
alguma. Se eu julgasso dever desembolsar um
liard, nao seriis talvez vos quera eu consulta-
ra. E' somenle para ver se sabis dizer justa-
mente o que ella lem.
Genoveva corou ligeiramente. Juliano enco-
Iheu os hombros, approximou sua cadeira, collo-
cou-se diante da donzella, tomou-lhe o pulso e
poz-se a considera-la attentamente.
Que edade tendes ?
Dezesele annos.
O quo sents?
Ella levou a mo aocorazo.
Palpitazes? perguntou Juliano.
Sim, senhor.
Caneis muito?
Sim, senhor.
Genoveva tinha lindos olhos azues e aimira-
veis cabellos caslanhos ; era de estatura me-
diana e bem feta, de feices finas c regulares ;
entretanio a excessiva pallidez de sua pelle, a!
fraqueza, um ar profundamente melanclico,
condemnavam-a excitar piedade unicamenle.
S o olho de um medico podia adevinhar sob es-
ta apparenca mrbida jue a fome d^scorra es-
sa creatura arrebatadora A sciencia ajuda algu-
mas vezes imaginaco.
- O-ultimo periodo da anemia diz Juliano
deixandu cahir o pulso da donzella.
Por ventura a desengais? perguntou o
velho.
A' esta brutal pergunta Genoveva esirerae-
ceu, eseus olhos encheram-se lentamente.de la-
grimas.
Juliano calou-se.
IConlinuar-se-ha )
raoa bom resultado, porque vi-a em una posi-
Zo
Infeliz ?
Oque ha de peior.... na esquina da ra...
Que que me diz ? Pois cu ainda agora ju-
rava quo a Unha visio com ura chale de cachemi-
ra, e toda coberta de brilhanles 1 Decididamente
eslava com catarata.
Julgou reconhecer Carisel'.e ha pouco?
Sim, foi visao.
E 'onde est essa pessoa quo tomou por
ella?
Se lhe estou dizendo que me tinha enga-
ado 1 Era una moza de alio espavento com um
sujeito idem. Procuravam lugar aqui, mas forana
para oulro lado.
Onde?
Nao posso dizer-lhe, porque nao rae divir-
to seguir as pessoas que passam por aqui. Es-
tou no meu poslo, e nao posso abandona-lo.
Ora vamos, abra-rae ah qualquer cama-
rote.
Nao tenho o que pedo. Nao ha abundancia
de mozas bonitas hoje.
Um sujeito queii passando pelo corredor, ba-
leu no hombro da pessoa que conversava cora
madama Grallemboule, dizendo-lho :
Boa noite, Froimont. Tambem por c?
Oh! Rrulevalle. Onde ests?
Ali n'um camarote com urna senhora.
Tens por l algura lugar para mini ?
Temos.
Nao lo incomraodarei, apezar do oslares
com urna senhora ?
N&o, conhecimento anligo. Abra, se-
nhora.
Estas ultimas palavras erara dirigidas pelo tal
sujeito madama Grallemboule, para entrar no
seu camarote, onde introduzio o ex-negocianle
de vinhos, que se tornara rico, como nos disse, e
quem o dinheiro tornara ainda mais lulo e in-
solente ; costume da fortuna fazer sobresahir
nossos vicios e defeitos.
No camarote, justamente ao p daquolle em
que acabara de entrar Froimont, eslavam duas se-
nhoras ; urna, que conhecemos muito bem, era
madama de Fierville, a lia de Len ; a oulra, que
ja liuus uma voz, era madama Chalupcaux, a
mulherona magra, cojo marido fizera tanta care-
ta singular ao ver Ceriselle.
Desdo esse dia, madama de Fierville, que al
enlo raras vezes via os Chalupoaux, tomara por
olles uma amizade que ainda nao se tinha ma-
nifestado ; tazia-lhes frequenles visitas, convida-
va-os para jantar, e quando tinha algura bilhete
de camarote no theatro, manda va chamar os Cha-
lupeaux para irem com ella. Eis a rnzao por que
a mulherona magra ali eslava com madama de
Fierville. Chalupeaux, que linha ido jinlar fra,
devia mais tarde vir busca las.
A ta de Len estava, pois, ao p do camarote
em que se achava Froimont. Tinha comezado o
espectculo. Majama Chalupoaux prestara toda a
sua allcnco peca. Madama de Fierville pouca
atlenco prestava ao que diziam os actores. Es-
lava muito oceupada olhar para um camarote
que fica va quasi defronte do scenario : eslavam
uelle seu subrinhoe Ceriselle.
Apenas inslallou-se no camarote, o primeiro
cuidado do ex-negocianle do vinhos, foi puchar
da algibeira um binculo da grossura de um te-
lescopio, o assenta-lo sobre as mocas que esla-
vam nos camarotes. Depois de ler passado em
revista muitas ordens de camarotes, chegou
aquelle em que eslavam Loon e sua raulher.
Ainda que Ceriselle eslivesseum pouco para traz,
podia ser vista muilo bem por Froimoat, que fez
uma cxclamaco de sorpreza.
O que tens, Froimont? disse-lhe o amigo.
Viste alguma dxs las amantes com o sou chi-
chisbeo?
Nao, nao: vi apenas uma senhora que me
recorda extraordinariamente uma moca que co-
nheci muito.
Alguma veslil?
Qual vestal! A semelhaBCa perfeila.
Talvez seja a mesma.
Nao possivel. Esta 6 mais forte, mais gor-
da. E' verdade que ha cinco annos quo nao a ve-
jo ; bem podia mudar. Mas aqMelle modo, aquel-
las maneiras elegantes.... nao pode ser inade-
raoiselle Ceriselle I
Oh I Ceriselle o nome original. Onde es-
l essa senhora ?
Olha, ali defronto, depois do.camarote que
tem duas meninas.
Ah! vejo.... aquella senhora do chapeo do
velludo verde com rosas.
Isso mesmo.
E' muilo bonita aquella senhora___
Mademoiselle Ceriselle tambem o era !
Essa conversa linha lugar meia voz, para nao
incommodar os vizinhos quo escutavam a poza ;
porm madama de Fierville, quo nao preslava at-
lenco ao espectculo, nao perder uma palavra
della. Dnve-se julgar so a sua atlenco redobrou
quando vio se tratava da muliier d seu sobri-
nho.
Aocabo de ura instante, contjaiuou a con-
versa.
Como achas o drama, Froimont?
Nao lecho onvido uma palavra I
Ainda ests oceupado cora aquella senhora
que parece-se com a tua pequea?
Anda.... Oque prova que somalhnnca
grande, foi ler dado tambem as vistas da por-
teira.
Como I pois a porteira conhecia a tua Ce-
riselle ?
Do cerlo. Essa moza foi actriz em uma com-
panhia ambulante, de quo a porteira era ponto.
Oh que pilhera I
Depois do acto hei de procurar vor melhor
a tal senhora.
Acabado o acto, sahio Froimont do seu cama-
rote. Madama 4e Piorville poz-so examinar al-
ternamente a mulher de seu sobrinho ; mas-esta
entrara para o fundo do camarote, onde nao po-
da ve-la. Domis, como Leou vira sua lia e
madama Chalupoaux prevenira sua mulher que
nao olhasso para aqnelle lado, porque seria obri-
gada fazer um comprimenlo, que esla talvez
nao lhe retnbuisse.
Froimont voltou ao seu lugar pouco lempo de-
pois anle3 quo o panno sobisse, dizendo ao seu
amigo :
Nao se pode ver nada. Nao ha vidros oaquel-
les camarotes.
Enro tnhas rouila queda pela tal Ceriset-
le, poique s ests oceupado com a parecenec.
Sim, daria t>>do no mundo para encontrar
essa rapariga para vingar-me della.
Vingar-lo? Pregou-te pezas?
Sim, fez-rae dessas cousas que eu na. per-
do, Ah l chegou-se a senhora. A semelhan-
ca. extraordinaria. Ao sahir 4>oderei wproxi-
rnar-me della.
; Conlinuou o espectculo. Um pouco anles do
ultimo acto, um sujeilo do edade madura, e com
uma cara de Inleiro eucorpado, foi compriraeo-
tar madama de Fierville, depois ao cabo d al-
guna momentos irocou com Froimont uma cor-
lezia.
Conhecoesse moco? pergun'.ou-lho mada-
ma de Fierville.
O Sr. Froimonl? Ha muilo lempo. Herdou
deseo tio, quo linha uns dozo mil francos de
rendiraento ; esl muito bera. Era corrector de
vinhos. Pens que j nao faz mais isso. Vendeu-
m'o bom. Ah I creio que vai comezar o ullirco
acto. Minhas senhoras, tenho a honra....
Oh Sr. Mitonnet, nao levo tanto lempo sem
mo vir ver. Dejpreza-mo quando sabe que sem-
pre lo desejado !
0 Sr. Mitonnet eslava lo pouco acostumado s
amabilidades de madama de Fierville, que ficou
espantado. Arregazou as ventas, abri a bocea,
fechou os olhos, procurou uma resposia, e ape-
nas pode balbuciar :
Minha senhora.... de c-rlo.... creio que
deramas palmas.... terci essa honra.... sim,
forarn as tres palmas com muilo prazer.
E o sujeito rom cara do tolo desappareceu. es-
tando por um triz ir de venias ao chao, porque
querendo sahir de cosas tropezou n'um banqui-
nho.
Um pouco antes do final da peza, f.eon esua
mulher sahiram do camarote. Immediatamcnle
Froimonl fez oulro tanto, dizendo um brusco
adeus ao sen amigo.
Mas por raaiores diligencias que fez s pode
alcanzar Ceriselle no momento em que ella ia
entrando no seu carro cora 9 marido.
Coup particular 1 disso Froimonl, ao ver o
carro afaslar-se. Ora adeus Eu estava doudo !
Vamos fumar um charuto.
[Continuar-se-ha]
PERN. -rYP.QE M. F. DE FARIA.- IW-T
ILEGVEL


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