Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08232


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Full Text
IRIf XXIYI. NUMERO 219.
Por tres mezes adianlados 5{>000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SEXTA FEIEi 21 DE SETEMBRO DE 1869.
Por amo adiantatlo 19$000
Porte irance para o subscritor.
E.NCVRREGADOS DA. SUBSCRIPTO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lenios Draga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Momos Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronvmo da Costa.
PARTIDA l)U> CUKUblUA.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
lguarass, Goiaana e Paralaba uas segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazcira, Flores, Villa Bella, Boa-rVista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo.Serinhaem, RioFormoso.Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras eNatalquintasfeiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha.
EPIIEMERIDES DO MEZ UE SETEMBRO.
8 Ouarto minguante as 8 horas e 47 minutos
datnanha.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manha
21 Quarto cresceute as 9 horas e 5 minutos da
larde
29 Luacheia as 11 horas e 20 minutosda tarde-
PRF.AMAR DE HOJE.
Primeira as 10 horas e 6 minutos da manh.ia.
Segundo as 10 horas e 30 minutosda tarde
AUDINECIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tersas feiras e sabbados.
Fazcnda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hnra da tarde.
DAS DA SEMANA.
1" Segunda. S. Pedro de Arbunes ra.
18 Terca. S. Jos do Cupetlino f.; S. Thoraaz.
19 Quarta. S. Januario b. m. ; S. Nilob
20 Quinta. S_. Eustaquio m. ; S. Gliceri b.
21 Sexta. S.^DAlhui9 apostlo e Evangelista.
22 Sabbadd? S^Iauricio e seus comp. mra.
3 Donijjgo. S. Lino p. ni. : S. Tecla v. m.
PARTE OFFICIAL
Ministro do Imperio.
Decreto n. 2,037 de 5 de selembro tfcISGO.
Diwde a provincia da Bahia em 5distncios elei-
toracs.
Para exeeuco do decreto n. 1,082 de 22 do a-
gosto do 186, hci por bem decretar osegtiinle:
Arl. 1." A provincia da Baha Oca dividida em
5 districtos eleiloraes./
O M airflrlctb comprehende os actuaos 1." e
2." districtos, eleiloraes, menos a parocliia de
Nossa Senhora da Madre do Dos do Boqueiro,
c lera por sedo a cidade de S. Salvador.
O 2." distrelo comprehende os actuues 3,
A." e 8." districtos eletoraes, c mais as parochias
da M)dre de Doos do Boqueirao e a de Nossa Se-
nhora Bum Conselho da Amargura, e ter por
sedo a cidade da Cachoeira.
O 3 dislrirlo comprehende os actuaes 5.",
6." o 7. dislriclos eletoraes, menos a parochia
Amargosa, e lera por sede a cidade de Naza-
reth.
O 4." dislrclo comprehende os actuaes 9..
10." e 12. dislriclos eleiloraes, e lera por sude
a villa de Inhambupe.
O 5." districlo comprehende os actuaes 11.,
33." e 1 i" dislriclo eletoraes, e lera por sede a
villa do Rio de Comas.
Arl. 2. O 1. dislriclo eleger dous depula-
dos asscmbla geral e seis membros da assem-
bla legislativa provincial.
Os 2.", 3.", i." e 5." dislriclos elegaro cada
tan (res depulados asscmbla geral c nove
membros da asscmbla legislativa provincial.
Art. 3." A's cmaras municipaes das cidades
c villas designadas no art. 1. para sJo dos dis-
trictos eleiloraes compele fazer a apuraco ge-
ral dos votos, na forma do art. 25 das inslruc-
22 de agosto de 1800.
Joo de Almeida Pereira Filho, do meu con-
selho, ministro o secretario de estado dos nego-
cios do imperio, assim o tenha entendido o fa-
ca exrcutar.
Palacio do Rio de Janeiro, cm 5 de selembro
de 1860, 39." da independa e do Imperio Com
a rubrica de S. M. o Imperador../ocio de Al-
meida Pereira Fillio.
ministerio da Justina.
Decreto n. 1,090 de 1 de selembro ce 1860.
Providencia sobre o processo nos crimesde furlo
de gado vaccuin e cavallar, e oulros
Ilei por bem sancionar e mandar que se
execute a resoluto seguinte da assembla ge-
ral :
Art. 1." Os crimes do furlo do guio vaceum
C cvallar nos campos o pastos das fazendas de
criacao ou cultura san casos do denuncia, c no
Seu processo o julgamento so observar o mes-
mo que acarea de outros crimos se ach estabe-
lecido na Ici n. 562 de 2 de julho de 1860, e re-
gulomenlo n. 707 de 9 de oulubro do mesmo
auno.
Arl. 2. Tamben) lera lugar o procedimento
official da justica nos crimes segu O tes :
3 1." Destruirlo o damnificaco de aqueduc-
tos e mais obras publicas, assim como particu-
Lares, franqueada i ao-usn publico.
2." Furto e damno de cousas perlencenles
fazeoda publica.
j 3 Injurias e calumnias nao impressas, o-
ni.'cas, ferimentos, ofTensas ou violencias qua-
li liradas criminosas por lei, contra empregados
i ubi icos, somonte em actos de exercicio de suas
i'unecoes, quer o delnqueme seja preso om fla-
grante, quer nao.
Art. 3." Ficam revogadas as leis de 6 de ju-
nho e 26 de outubro de 1831, e mais disposi-
Qoes ero contraro.
Joo I.uslosa da Cunha Paranagu, de meu
conselho, ministro c secretario de estado dos ne-
gocios da justica, assim o tenha entendido e faca
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, cm 1 de selembro
de 1860, 39." da independencia e do Imperio.
Com a rubrica de S. II. o Imperador.Joo
Lustosa da Cunha Paranagu.
Ministerio dos negocios estran-
greiros.
No dia 7 do crlente, antes do cortejo que te-
ye logar no paco da cidade pelo anniversario da
independencia do Imperio, entrego o Sr Juan
Blanco del Valle a caria que o acredita nesta cor-
le no carcter de ministro residente de S. M. Ca-
tholica.
_ Nesse acto, expressando 6 objeclo de sua mis-
sao o os semmeulos de sua augusta soberana,
dirigi o Sr. Blanco a S. M. o Imperador a se-
guinte allocucao.
Senhot 1 A ranha minha augusta sobera-
na envia-mo a este solo privilegiado comalia
missao de representar os interesses de sua edroa !
e os da naco hespanholo junio de V. M. Imper-
al, como o musir a caria credencial que em '<
cumprimenlo do mais grato dever tenho a insig-
ne honra de depositar as mos de V. M. Im-
rial.
A rainha, minha senhora, ordenou-mo e me i
encarregou do mu especialmenlo maniferlar a
V. M. Imperial o profundo alfeclo e a sincera e
lnalteravel amizade que professa a V. M. Impe-
rial e excelsa familia de V. M. assim como a
summa salisfacaocom que v6 desenvolver-se r-
pidamente, a sombra da arvorc frondosa da li-
lierdade, e sob o reinado glorioso de V. M Im-
perial, os grandes germens de poder e riqueza
naichia.
< Ao Iransmitlir a V. H. as expressocs dos
leaes e amigaves senlimenlos de minha augusta
soberana para com V. M. Imperial e esto far-
inoso e nobre paiz, permilla-mc V. M. Imperial
abrigar a lisongeira esperanca de alcancar no
desempenho do dislincto cargo" que me foi ron-
Cado o apreco e benevolencia de V. M. Imperial.
Tenho nesta occasio a honra do entregar a
V. M. Imperial a caria real em que S. M. a Rai-
nha, minha senhora annunria o feliz successo de
S. A. Real a serenssima senhora infanta Duque-
za de Montponsier .
S. M. o Imperador dignou-sc de responder
nos seguintes termos :
Muiio me grala essa nova prova de amiza-
de de S. M. Catbolica, minha irma e prima, e
espero Sr. Blanco del Vallo que realizareis as in-
lences de vossa soberana conlribuindo para es-
trellar os vnculos que unem felizmente nossas
naces .
Transmitiereis, Sr. ministro, vossa sobe-
rana a expressao do praxer que me causa i no-
ticia do nasrimenio da ilha da duqueza de Mont-
ponsier .
Governo da provincia.
3." sec^ao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, 10 de setembro de 1860.
Illm. c F.xm. Sr.Remello a V. Exc, para a de-
vida exeeuco, urna copia do aviso, que nesla
dala dirijo no presidente da provincia do Rio.de
Janeiro, sobre o augmento da metade dos elci-
lores da actual legislatura, que o art. 1 10 do
decreto n. 1.082 de 18 de agosto ultimo permu-
te que tenham as parochias.
Dos guarde a V. lL\c.Joo de Almeida Ve-
reira Filho.Se. presidente da provincia de
Fernambuco.
3.a seceo. Rio de Janeiro. Ministe-
rio dos negocios do imperio, em 10 de siem-
bro de 1860.Illm. e Exm. Sr.Em resposla ao
oflicio de V. Exc. de 5 do correule mez em que
consulta como se deve enlener o augmento da
metade do numero de eletores da actual legisla-
tura que permiti o 1' do arl. 10 do decreto n.
1.082 de 18 de agosto ulmo, quando for impar
esse numero, declaro-lhe que em taes casos de-
ve-se designar o numero immcdiatamente c su-
perior urna vez que a qualificacao d logara isso
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Ve-
rtir Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
de Janeiro.Conforme.Jos Bonifacio Nascen-
t-s Azambuja.
Circular.Rio de Janeiro.Ministerio dos nc- !
gocios da guerra, em 6 de setembro de 1860. I
Illm. o Exm- Sr.Para evitar qualquer irregu-
laridade que se pnssa dar as requisicoes que os
couselhos de qualiflcaces e revisan da guarda
nacional fzerem de cirurgioes do corpo de sauj.e
do exercito se fizerem necessarios para insrec-
ciotiar os guardas que requeren) passagem para
a reserva ; manda S. M. o Imperador declarar a
V. Exc. para o fazer devidamenlc constar, que
taes requisicoes como convm bos orden) do
servico deverao ser dirigidas direclamenlc a V
Exc. na qualidado de primeira autoridade da
provincia; nfm de crdenar ao delegado do ci-
rurgio mor do exercilo que faca comparecer
peranle o conselho o cirurgiao ou cirurgioes re-
quisiiados que ficarao sujeilos mulla todas as
vetes que deixarem de o fazer sem motivo justi-
ficado.
Dos guarde a V. Exc.S. do Reg Barros.
Sr. presidente da provincia do Pernambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo do Pernambu-
co, 20 de setembro de 1860 l.eito da Cunha.
EXPEDIENTE DO DIA 19 DE SF.TEMBHO DE 1860.
Ollicio aoExm. visconde de Camaragibe. direc-
tor da faculdade de direito.Pelo seu oflicio de
17 do corrento fiquei inteirado de haver V. Exc.
reassumido naquclla dala as funeces de direc-
tor da faculdade de direilo desla cidade.Com-
municou-se a thesouraria de fazenda.
Dilo ao commandante das armas Em vista
do que expoe o director do arsenal de guerra no
oflicio junto por copia, determino-lho nesta data,
que logo que sejam considerados mancebos os
meiiores a que se refere o mesmo director, man -
dc-os desligar da companhia respectiva, e apre-
senla-los a esse commando, para o (im indicado
no ollicio de V. S. de 1 do corrente, sob n. 987,
que tica assim respondido.
Dilo ao commandnnle superior da guarda na-
cional de Sanio Anto.Tendo o lenle do ba-
lalho n. 2"> de infamara da guarda nacional d<>4
municipio da Escada, Francisco da Rocha Pon-
lual, apresenlado allcslados de facultativos, de
ter slalo doenla desde abril de 1858 al po-
venibro de 1859, provando assim a causa porque
deliou do comparecer dentro do prazo marcado
por esla presidencia em officio de 27 do cilado
mez de abril, para enlrar no exercicio de seu
posto ; baja V. S. de expedir ordem ao com-
mandaute dsquelle baulho para deferirlhe o
juramento do eglylo, nos termos do art. 81 do
decreto n. 722 d 25 de oulubro de 1850, fazen-
do-o enlrar no exercicio do dito poslo.
Dilo ao inspector daihesouraria de fazenda.
Respondo ao ollicio q.ue V. S. me" dirigi om 17
do agosto ullimo, no qual expende as rizoes que
llic parecem concludeotes, para iludir os funda-
menlos ila minha ordem de 16 do mesmo mez,
maiiJnndo ell'ecluar o abono de elape ao llfercs
do !) balalhao de infanlaria, Francisco Jos Joa-
quim de Barros, desde o dia em que voluntaria-
mente se apresentara da desercao, em que esla-
va, lenho a dizer-lhe que, sendo esse ollcial in-
dultado da desercao, que comnieltera, entrou no
gozo de todos osdireitos e prerogalvas, quo lhe
sao inherentes; devendo por islo perceber o
sold e mais venciraentos que lhe compelen).
E se bem que elle eslivesse indiciado, e nao
pronunciado, em outro crime, como assevera
V. S. em seu dilo officio ; preceituando a tabella
do t. de maio de 1858, na observacao 3', que 03
ofncaes leeni direito elape, anda em conselho
de guerra, intuitivo, que o nao poderia negar
aquellos que eslivessem apenas sujeilos a conse-
lho de invesligacao, que um antecedente do
primeiro
De conformidade pois com a citada tabella,
anda evidente, que ao referido ollcial, apezar de
sujeiio a conselho de guerra, compete sem duvi-
da o vencimenlo de etape, a que anleriormenle
linha adquerido direito.
Deve por tanto V. S dando cumprimenlo
minha predia ordem, mandar realisar o paga-
mento, de que nella se traa.Communicou-se ao
commandante das armas
Dilo ao mesmo. Avista do pedido incluso,
mande V. S. adiantar ao almoxarife do hospital
militar a qnantia de um cont de ris, para oc-
correr ao pagamento das despezas daquelle esta-
belecimento na segunda quinzena do presente
mez. Communicou-se ao commandante das
armas.
Dilo ao mesmo.Visto que, segundo consta d"
sua informacao de 19 do correle, sob, n. 973,
no_ha inconveniente no pagamento da quanlia
de 59t)?7-i0, em que imporlara as despeas (eitasl
com a bibliolheca da Faculdade de Direito, como
te v das conlas juntas, que me foram remetlidas 1
pelo respectivo director com officio de 11 deste !
mez, autoiiso a v. s. a mandareffectuar esse pa-
gamento.Communicou-se ao director da Facul-
dade.
Dilo ao mesmo.Ao officio que V. S. me diri-
gi em 18 do correte, sob n. 97 J, respondo de-
clarando, que deveseelTectuar, isenlo do direilos,
o despacho das camas de ferro viudas do Havre
no navio lierthe, e a que se refere o meu oflicio
de 5 deste mez, visto que foram ellas importadas
por contada provincia parao servico do Gymna-
sio Provincial, e por isso estto comprehendidas
na disposirao do artigo 30 da lei 11. 939 de 26 de
setembro de 1857. Communicou-se ao regedor
do Gymnasio.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar os venci-
mentos quo compelem a Antonio Carlos de Lo-
mos Duarle, como oscrevente das officinas do ar-
senal de marinha desla provincia, durante os 15
dias que esleve no gozo da Iieenca concedida
pela presidencia, para ir Parahiba.
Dito ao juiz de direilo da onmarca de Flores.
Tendo em consideracao o que me acaba do repre-
sentar Domingos A Ivs do Siqueira, e seu lilho
Antonio Joao de Siqueira, recolhidos prisao
deste marco deste anno, para se defenderem da
aecusaeo, quo Ibes oi intentada pelo crime de
inorle do teriente -coronel Joao do Prado Ferroi-
ra, no termo de Ingazeira dossa comarca, sem
que tenham sido submettidos julgamento, ape-
zar das ordens superiores, o de deverern ter ces-
sado 3S causas, que tem obstado ao seu cumpri-
menlo, determino de novo a Vine, que faca con-
vocar quanlo antes o jury daquelle termo, a fin)
de que sejam julgados. nao s os preditus indivi-
duos, como muilos oulros que, segundo me cons-
ta, esiao em denlicas circumslancias, sem que
possam cuidar de sua defeza.
Rcsla-me lembrar a Vmc. a responsabilidade,
que lhe resultar da falla de cumpaimenlo desse
dever, que lano injeressa ao servico publico des-
sa comarca.
Dilo ao director das obras militares. Aprovo
o ajuste que fez Vmc. enm Jos Pereira de Al-
cntara do O, para caiar todo o edificio do hos-
pital militar, inclusive as duas casas oceupadas
pela guarda do porl.io, bem como fazer os de-
mais servicos indicados em seu oflicio de hon-
lem, a que respondo.
Dito ao Dr. Jos Mamede Alves Ferreira.
Tendo concedido ao Dr. Manoel Buarque de Ma-
cedo, 30 dias de lcenja, para Iralar do sua sau-
de, designo a Vmc. para o substituir, durante o
sen impedimento, as fucroes do lugar de enge-
nheiro fiscal da estrada d'e ferro, que elle exer-
ce.Commumcou-sc ao superintendente da es-
trada de ferro.
Dilo ao director geral do inslrucco publica.
Altendendo as ponderacoes que Vmc. me fez
.acerca da nomeacao do professor Victoriano Jos
da Assumpcao para reger interinamente a ca-
deira de 1."' leltras do collegio dos orphaos de
Olinda, e da reluctancia, que tivera o respectivo
director, em dar posse ao nomeado, lenho a di-
zer-lhe que nesla dala nomeei novamente o re-
ferido Assumpcao para aquello fim, officiando ao
mesmo lempo ao conselho administrativo do pa-
trimonio dos orphaos, para que declare ao mes-
mo director, nao s que a aula del." leltras da-
quelle estabelecimento est immediatamente su-
geila a inspeceao dessa directoiia geral, assim
como o estao lodos o quaesquer eslabelecimen-
los provinciaes de inslrucco publica, mas tam-
bero quo procedeu rregularmenle repugnando
dar posse ao professor nomeado, sob pretexto de !
nao ler sciencia da nomeacao por intermedio
desta presidencia, quando o tivera por officio de
Vmc. e anda mais, estando inteirado della pelo
meu oflicio de 5 do corrente o mesmo conselho
administrativo, a quera devia o director do col- ]
legio solicitar, no caso de duvida, os esclarec-
menlos, que lho fossem precisos a esse respeilo,
dando lugar semelhante procedimento, a que i
fusse designado para aquclle lugar o capellao do
dito f stnbelecimedto, o que fica porianlo sem ne-
nhum elfeilo, assim como a portara de 15deste
mez.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta apresenlanda pelo
procurador fiscal da Ihesouraria provincial em 17
do correnle, resohe nomear ao cu'adao Melchi-
sedec Gomes Pereira do Vasconcelos, para o
lugar vago de ajiidanlc do mesmo precurador
fiscal na comarca de Flores.Fizeram-se as
communiracoes docoslume.
Dita.O presidente da provinria, allendendo
ao que requernu o professor substituto da cade-
ra de geometra do collegio das arles, bacharel
Joo Vicente da Silva Costa, resolvo conceder-lhe
3 mezes de licenca com venciraentos na forma
da lei, a contar do dia 5 do correnle, para tralar
de sua saudc.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que requereu o Dr. Manoel Buarque de Ma-
cedo, engenheiro fiscal da estrada de Ferro, re-
sohe conceder-lhe ti iota dias de licene,.), com
vencimenlos, pa Dita.O presidente da provincia, ordena que
jeta respectiva secretaria se passe o Ululo a
Victoriano Jos da Assumpcao, para reger inle-
rinamente a cadeira de prim'ciras leltras do col-
legio dos orphaos durante o impedimento do
respectivo professor; licando assim em inleiro
vigor a nomeacao,que obteve o mesmo professor
para esse fim por portara ae 5 do do correnle.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que requereu o juiz municipal e de orphaos
do termo de Sanio Anto bacharel Antonio Joa-
qoiui Buarque Nazareth. resolvo conceder-lhe,
60 dias de licenca, com ordenado, para tratar de
sua saude fura d'aquelle termo.
Dita.O presdeme da provincia, allendendo
ao que lhe requereu o 2. lente do 4.? b.ila-
Iho de artllhana a p, Horacio Alves da Silva,
resolve conceder-lhe, de conformidade com o
parecer da junta militar de saude, 3 mezes de
licenca. com vencimenlos na forma da lei, para
Iralar de sua saude fura da capital.
W
batallio de infatuara.
Tencnte Augusto Leal Forreara!
nica, curavel.Precisa de tLi
para tralar-se.
hepalite chro-
is a tres mezes
10 balalhao de infanlaria.
Tenenle-secrelario Guilhermo dos Santos Sazcs
Cadei. elephanliasis dos GregoV; tncuravcl.
ln.Paz do todo servico do exercito.Este
offlcialdeve ser sequeslrado dos mais e do
quarlel.
Tenenle Joo Antonio Leitao, ozona, curavel, era
um a dous mezes.
Tenenle Jos Manoel da S
chronica, curavel,
ao Iratamento denlro de dous
veira, bronchile
I
a Irez mezes, o
nicas 5
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPC NO SUL. "
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Si.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.na sua livraria praca da Independencia na
6 e 8.
mesas das as>eiDttToa paiocluaes do Suciaiiienlo,
S. Jos, Candelaria, Santo Antonio, Sania Auna,
Gloria, l.agOa. Santa Rila. Engenho Velho, S.
Christovo c llha do Governador.
Comecou as referidas parochias a primeira
chamada dos volantes e proseguio o processo
eleitoral com placidez c calma al a. suspensao
regular dos trabalhos do dia as freguezias do
Sacramento s 6 horas da tarde, da Candelaria s
2, deS. J)s s 3 e meia, da Gloria as 5 da La-
gOa s 5 e meia, do Engenho Velho s 3 e meia,
de S. Christovain s 5 e na ilha do Governador
uS )
Na freguezia de Santo Antonio, s 3 e meii ho-
ras da larde, houve
1 vez que se oieiteli"* "" "L"!! S""*. U? Pc1ueno disturbio qne
\n,,?,r, m*,L :!durou apenas 10 minutos, por occasio dse
proceder a uidagacao sobre a idenlidade de um
que nao tem feito.
Alteres Antonio Manoel Barbosa, bronchile chro- lffl 0qUal tCS!ou c,om 'fseD* 10 S"P-
nica, curavel.-Preciso de um mez para Ira- P f'f d I"" municipal da 2* vara, c dos meios
I Drandos por elle empregados, sem haver neces-
sidade do uso ou apparato de forga.
Conlinuaram os Irabulhos tranquillamente, al
que foram suspensos s 5 horas c 10 minutos da
tar-sc, o que nao tem feito.
Alfcres Luiz de Queiroz Coutinho,4gaslro hepa-
tite, curavel.Precisa de um' rfdout mezes
para tratar-se. -* I
8o balalhao de infanlaria.
2 sargento Jos Francisco Pereira, caria do
stumrao por syphlis, curavel,Deve conli-
nuar no hospital onde se acha.
Soldado Fernando Jos dos Santos, tubrculos
pulmonares, incuravel.Incapaz de todo o
servico do exercito.
Soldado Antonio Jos Theodosio, nenhuma, ca-
paz de todo servico do exercito.
Soldado Anlonio Jos de Souzi, pneumona
chronica, incuravel.Incapaz de lodo servico
do exercilo.Esl no hospital.
9o balalhao de infanlaria.
Sargento qnarlel-meslre Secundino Ayres
I070 de Mello, syphis, curavel.Deve
Iher-so ao hospital para tralar-se.
10 balalhao de infantera.
Soldado Jos Bazilio de Freilas, hernia ingiunal
esquerda, incuravel.Incapaz de todo servico
do exercito.Est no quartel onde s pode ei-
pregar-seera servico que nao demando forca.
Soldado Claudio Peres, hernia ingiunal es-
querda, incuravel.Incapaz de todo o servico
do exercito.Est no quartel, onde s pode
empregar-se em servico quo nao demande
forca alguma.
Soldado Antonio de Paula Freilas, hydrocelcs,
curavel pela operoco, sera que nao pode con-
tinuar no servico.Est no quartel, onde nao
pode fazer servico sem ser operado.
Assigoado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.sinfonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudanie de ordens interino do commando.
Vel-
reco-
INTERIOR.
tarde.
Na freguezia de Sania Rila, s 3 horas da tar-
de, leve lugar um motim causado pela descon-
lianea que a mesa inspirava a um dos lados plei- !
teadores da eleicao, sobretudo pelo fado de nella
lerem assenlo dous inspectores de quarteirao que
eram argidos de inlervenco indebila na elei-
cao.
Com a presenca porm do Sr. chele de polica,
ludo se acalmou sem haver emprego de forca e
somcnie meios de persuaso, progredindo os ra
balhos em paz "al s 4 horas e 3 quartos da lar-
de, em que foram regularmente encerrados.
Na freguezia de Sania Anna, houve s 3 c meia !
lloras da tarde, urna rixa entre alguns volantes,
que foi de prompto apasiguada pelo Dr. 2 dele-
gado, e sem nada mais ter occorrido, foram sus-
pensos os trabalhos s 5 e meia horas.
as freguezias da cidade nao houve. por moti-
vo eleitoral, offensa physica proprianienlc dita e
menos ferimentos.
No dia 8 conlinuaram hora propra as paro- '
cha da cidade os trabalhos que foram do vespe-
ra interrumpidos. Nenhuma novidade houve as
freguezias do Sa ramtnto, Candelaria, S. Jos,
iv* i"*1 Sa",a Anr,a. s- Chistovo, Enge-
nho Velho, correndo ludo regularmente e susp^n-
dendo-seos trabalhos na conformidade da lei.
Na freguezia de Sania Rila, s horas da lar-
de, por occasio de se duvidar da idoneidade de
um votante reconheciJo por membros da mesa,
ouvirara-se alguns fra, e logo depois alguns gru-
pos trocaran bengaladas, nao resultando dahi
mais do que urna ou outra contuso em varias
cabecas sem maior consequencia.
Restabelecida a ordem, sem o emprego da for-
ca deliberou a mesa, por ser j larde, suspender
os trabalhos as 4 c meia horas.
Na freguezia de Sania Alina, pela volla das 4
oras da larde, leve lugar um nao pequeo dis-
turbio, do qual resullou ficarem dilacerados os
papis da mesa ; parecendo estar os dous grupos
pleiteadores da eleicao reciprocamente receiosos
oe ser violada a urna. Apenas o chefe de poli-
ca teve noticia do faci dirigio-sc aquella fre-
uezia e requlsilou ao mesmo temro urna forca
BIO DE .1 AM.IItO
9 de setembro.
Foi anlc-honlem solemnizado com festivas de-
monstracoes o dia sete de setembro. faustoso an-, -
niversario da proclamaco da independencia do dl' 30 pracas do Io batallio de infanlaria. Cori-
imperio. seguio serenar os nimos e apasiguar o disturbio,
I ?a ij V grande f,Ct P0U,C0 rftmini.s- rtln10 qUe rea re1uisil3Ua. que chegou pouco
Dila.-O presidenlc da provincia allendendo "r'" querJdf d come5 ,Je um "a nova, nao depois, servio apenas para guarda provisoria da
uue reuuereu .-, nrnf,.nr, 3i. M hSS : ,0.du cssa dala passar a.nda urna vez desaperce- W. emquanto nao apparecia a forca do corpo
ao que requereu a professora publica de inslruc-
co elementar da cidade de Nazareth da Malta,
Mara Reneditta da Molla Silvoira, e a informacao
ministrada pelo Director geral da inslrucco p'u-
blica, ouvido o conselho director, resolv consi-
dera-la habilitada para perceber as vantagens do
art_._26 da lei provincial n. 369 de H de maio de
1855, o bem assim igualar o ordenado da referida
uriUD berco o
varM) de sua in
donpiranga co
bida aos olhos do que ern um paiz livre aprecian)
e fruem os beneficios da liberdade.
O dia de ante-hontem nao pertenco pois ao
numero dos que oblem do poro mera horaeua-
gera official, valioso para lodas as classes, igual-
mente Importante para o rico e pira o pobre,
como a libra sempre viva esensivel de um gran-
professoraaosdosa"cluaesprofossorVr~na'Vo-ldoiC,0rp0qae,a "V- S"nal d X?m*? ro.ve,a a
rormid.de do ,. 4.' da t ST 13 de^u- OtS^SSSbS."" ""
ano 00 loo/. n -i .
Brasileiros e eslrangeiros, todos os que ouvi-
_ [Jila.O presidente da provincia, lemlu em r artel o berco o hymno da liberdade, ou que pro-
vista o que requereu o secretario da reparligao
das obras publicas. Thomaz Antonio Ramos Za-
ny, c bera assira a informacao do respectivo di-
rector datada de 14 do corrente, c sob n. 25!.
resohe prorogar por '30 dias, com venciraentos
na forma da lei, a licenca que lhe foi concedida
por portara de 13 de agosto ullimo para tratar
do sua saude.
Expediente do secretario do governo *
Officio ao inspector da alfandega. S. Exc, o
Sr. presidente da provincia, manda declarara V.
S. que recebeu com o seu officio de hontem, sob
n. 27i, o que ao mesmo Exm. Sr. dirigi o cn-
sul geral do Brasil em Lisboa.
Dito aos Srs. Azevedo & Mondes S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda declarar s
\ V. SS., em rcsiiosta aoseu oflicio de 15 do cor-
rente, que fica inteirado de have-em sido VV.
SS. nomeados agentes da companhia brasilera
de paquetes a vapor.
DESPACHOS no DIA 19 DE SETEHBRO.
eguenmentos.
1,3 OJos Francisco Pinto Guimares.Passe
portara concedendo a licenca pedida.
1,3Anlonio Carlos de Lemos Diarle Di-
lija-se a thesouraria de fazenda.
1,32Benlo Jos Ramos de Olivera.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1.313Ca harina Felicia de Sena Nao tem
lugar.
1.314Domingos Alves de Siqueira c son fi-
lho Anlonio Joo de Siqueira. Expediram-se
as ordens convenientes no sentido que requeren).
1,345Feliciano Goncalves da CosaInforme
o Sr. inspector da Iheso'uraria de fazenda,
1,316Tenenle Jos Anlonio Pestaa. Infor-
me o Sr. Dr. chefe de polica.
1317Joao Landelina Doruellas Cmara.J
estao prvidos os lugares.
influencia benfica, s'audam o da
doVpiranga como urna parle da humanidade
deve saudar urna parle do bem que loda ella as-
piro ; o amplexo geral, o principio um s.
Embora pois, dado s preoecupacos da elei-
cao municipal, o dia de anle-honlom foi recebi-
do cora as moslras de prazer que de geraco a
icraco ho de acolhe-lo entre os brasileiros, e
entre os que a par delles seguem a marcha as-
cendente desle povo moderno.
A' urna hora da tarde SS. MM. II., depois de
sssistirem a ura solemne Te-Oeum na capella
imperial, receberam no paco as coramisses do
senado e da cmara dos do'pulados, o corpo di-
plomtico e diversas commisses do sociedades
scientificas e patriticas, que cm breves e clo-
quemos discursos feliclaram o nionarcha c sua
augusta consone pela memoria do feito grandio-
so do da 7 de selembro.
A' noite illuminou-se em geral a cidade iritei-
ra, e o morro do Caslello, o largo do Capim e a
ra da Alfandega, esquina da dos Ourives, onde
havia crelos e illuminaces publicas, altrohiram
o concurso do povo, que no meio dos hymnos
patriticos fazia ouvir vivas ardentes indepen-
dencia do Brasil, a S. M.'o Imperador e a sua
augusla familia.
apparecia a forga do corpo
policial prra isto destinada. A's 4 e meia horas
resolveu a mesa, por cansaco, suspender os tra-
balhos.
Na freguezia do S. Christovo, depois de sus-
pensos os trabalhos da mesa, appareeeram na ra
alguns grupos que foram dispersados, por meios
brandos, pela autoridade com o concurso do pes-
soas gradas do lugar.
Na freguezia do Guaralba
quillamenle
organisou-se Iran-
a mesa ; apparecendo, porm, no
decurso do processo eleitoral, alguns signaes de
exaltamenlo no povo, em consequencia de una
queslo entre os mesados, serenaram-se os ni-
mos em presenca da atlitude imparcial que tomou
o capilo commandante do destacamento all es-
tacionado, inspirando conianca a lodos.
11
O senado hontem approvou em 3.n discusso
a lei do orcamenlo geral da receila e despeza pa-
ra o exercicio de 1861 a 1862.
Approvou indicaco do Sr. Ferreira Penna]
aulorisando a mesa a contratara publicaco dos !
trabalhos do senado ; orram os Srs. Ferreira
Penna, visconde dn Abaet, Jobim. Vasconcel-
os, D. Manoel Carneiro de Campos, e marquez
de Olinda. '
Entrando em \* discusso a proposico que
concede 4 loteras empreza de fundic'o de vi-
dros desla cilade. orou o Sr. D. Manoel, (can-
do a discusso encerrada.
Consta-nos que a sesso imperial de encerr-!
ment da assembla geral legislativa ter lugar
no da 13 do corrente, urna hora da torda, no
paco do senodo.
gar dejjuiz de direito da comarca do Serid, na
provincia do Rio Grande do Norte.
O bachscel temando Maranhense da Cunha,
para rT"(ugar de juiz de direilo da comarca da Vi-
c,osa jia provincia do Cear.
Koujb) designabas as comarcas.
D'-^.os, na provincia de S. Paulo, para nel-
I'1 se Gamajtfp;
Da rrapralriz, na provincia das Alagoas. para
neifs serviro juiz de direito Jos Casado Accioli
de Lima.
Foi perdoada a Joao Rodrigues Campello a pe-
na de 6 mezes de priso a que foi condemnado
por senlenca do subdelegado do districlo da Var-
zea, da provincia de Pernambuco
Pela fragata a vapor' Curacao, recebemos jor-
naes de Montevideo al 3 do" correnle, que adi-
anlam s ultimas dalas recebidas pelo Mersey.
Era Montevideo nada occorrera de notavcl ; em
Buenos-Avres., porm, liuha hafido um lempo-
ral espantoso, que soprara sem cessar desde 28
de agosto al 31, causando muilas perdas de vi-
das e prejuizos extraordinarios.
Eis como um correspondente da Repblica di
conta desse medonho acontecimento :
Ha mais de cincoenta anuos que a cidade de
Buenos-Ayres nao soffre ura temporal tao vilen-
lo como o de 28 a 31 de agosto,
Horrorisom as narracoes que se fazem. par-
ticularmente de perdas de" vidas, navios e outras
propriedades.
Os estragos cansados, lano no porto como
em trra, sao espantosos.
Algumas cincoenla pessoas pereccramnas
margens do Riachuello ; lodos os edificios da Bo-
ca desabaram, com poucas excepces. Familias
silladas pelas aguas durante 30 horas, sem ali-
mentos, o expostas a morrer a cada momento,
poderam salvar-se em canoas e jangadas.
A innundaco foi to grande que deslruio
urna infinidade de casas em toda a Rivera desde
a Boca at ao retiro, damnificando consideravel-
monlc c avariando qnanlidades de mercadorias
depositadas tanto as duas alfandegas como em
varios oulros^epositos immedialos.
Entre as^perdas que lemos a lamentar con-
la-se a que soffreu a companhia de gaz, que tem
do suspenderla illiirainaco da cidade por ler si-
do inundada fabrica, cujas paredes foram derri-
badas pela massa d'agua.
A estrada\le ferro de S. Fernando foi tam-
ben) victimado Nemporal : todo o leilo desappa-
receu, e as madeiras e mais maleriaes que se
achavam morgem do rio foram arrebatados pela
correnle.
Os depsitos de sol, carvo c madeira das
margens do Riachuello, foram igualmente leva-
dos pelos aguas em grande parte. Emfim a cada
momento chega-nos ao conhecimento urna nova
desgraca a lamentar.
No Porto timbera houve vidas arrebatadas
pela forca do temporal.
O vapor ingles Oberon conseguio salvar hon-
tem a tripolaco do una barca, que, tendo ido a
pique, amparava-se as gaveas durante a noito
de 29.
Um marinheiro inglcz sabio em tima baliei-
ro com 10 companheiros para soccorrerem a dous
outros que estavam em perigo, e quando chega-
ram ao banco onde linham naufragado acharara
morlo a ura, salvando felizmente a oulro.
Nao ha noticia completa de todas as desgra-
cas, nas at este momento sao conhecidos os nau-
fragios e avadas seguintes :
Idos a pique : brigue barca hollandez Piccio-
la, com perda de dous homens ; duas embarca-
es que nao se sabe o que sao.
Na praia : brigue dinamarquez Annelte, bri-
gue lubequeusa Alma, brigue barca anoveriano
Herneslo George, brigue barca hamburguez
Berlha Shwinga, brigue barca hollandez Sny,
brigue inglez Jane Audson, brigue barca nacio-
nal Vinto-nove Sepliembre;), barca inglez Cal-
dea, barca ingleza Margarel y Jane.
Arrebeiitoram as amarras e iguora-se onde
varram ; o vapor paraguayo Ipora, brigue di-
namarquez Concordia, brigue francezAlfredo,
brigue sardo Correbo II, duas galeras, c urna
barca hollandeza que nao se conhere.
Alm disso o brigue francez Albert abal-
roou com a barca prussiaua aUrania, despeda-
cando-lhe o mastro de traquete e fazendo-lhe ou-
tras avarias.
A barca americana Trovatore perdeu um
bote.
<< A barca americana Dacon, a Urania e o
vapor Guarda Nacional, perdern) os gurups.
Urna barca licou sera mastros.
cora
em grande gala, c SS". MM. II. honraran)
sua augusla presenca o Iheatro lyrico.
Urna oceurrencia nova ospalhra antes pela po-
pulado a satisfcelo a mais doce : SS. AA. II.,
acompanhadas pela Exma. condessa de Barral,
pelo Sr. Dr. Luiz da Cunha Feij, medico da im-
perial camira, e pelo guarda-roupa de semana o
Sr. Antonio Dias Colho Nello dos Reis, percor-
reran a p diversas ras da cidade, ondo a raul-
tido se reunia agradavelracnte 3orprenuida.
| lloniem conlinuaram, anda hoje continan) a
1.348Joaquim Anlonio da Silveira.Volle I illuminaces era honra do grande dia da paiiia.
RegInforme
ao Sr. inspector da thesouraria do fazenda para
informar com o raois que lhe occorrer.
1,349Laurinda Luiz de Mello.Informo oSr
Dr. chefe de polica.
1,350.Manoel Germano de Miranda, alferes
do corpo de policio.Como requer.
1,351 Manoel Alvos Guerra.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
1,352Maria Benedicta da Molla Silveira,
Passe portara no formo requerida.
1,353Manoel do Nascimento Rezo
o Sr.^Dr. chefe do polica.
1351Sergio Clemenlino Sonto Maior Aibu-
querque.=Concedo dous mezes improrogaveis.
1355Palatino Augusto Barbalho Uchoa
Informe o Sr. Dr. chefe de polica.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Recite, 1M de setembro de 18GO.
ORDEM DO DA N. 18.
O coronel commandante das armas publican-
do para sciencia da guarnicao e (ins convenien-
tes, o resultado da inspecgo de saude a que so
procedeu no dia 5 do correnle, nos Srs. ofliciaes
e pracas de prel dos corpos movis do exercito
era servico nesla provincia, determina aos Srs.
coramandantes dos referidos corpos que remel-
lara quanlo antes secretaria militar as certi-
does de assenlamenlos daquellas pracas que fo-
ram julgados incuraveis e incapazes de lodo ser-
vico, e que Tacara recolher ao hospital, para se-
rera tratadas e operadas, aquellas que o devem
ser, segundo a opinio da junla.
4" balalhao de artilharia a p.
2o lente Horacio Alves d3 Silva, rheuinalis-
mo, eurovel.Precisa de dous a tres mezes
para LraJ.ac-se.
Por decreto de 5 do correnle foi nomeado o di-
rector da 2.a soccao da secretaria de estado dos
I negocios da justica. bacharel Jos Martiniano de
Uros da eapiUlderam representocoes; Alcncer. pora o lugar de consultor dos negocios
da jjstica.
. 12
Por decreto de II do correnle foram removidos
a pedido seu :
Odesembargador Francisco Joaquim Gomes Ri-
beiro, relaco do Pernambuco para a do Rio de i
Janeiro.
O desembargador Jos Candido de Ponles Vis-
gueiro, da relaco do Maranho para a de Per-
nambuco.
O juiz de direito Luiz Carlos de Paira Teixeiro,
da comarca de Santos, de 2a entrancia, na provin-
cia de S. Paulo, pora a de Angra dos Reis, de 3"
entrancia na do Rio de Janeiro.
O juiz de direilo Francisco Mendes da Cosa Cor-'
reia, da comarca do Camum, do 2a entrancia, i
para a 1J varo crime da comarca da capital da
provincia da Babia, de 3a entrancia.
O juiz de direilo Luiz Lopes Villas-Boas, do co-
marca da Pornahyba, de Ia entrancia, na provin-
cia do Piauhy, para a de Camom, de 2a entran-'
ci, na da Bahia.
juiz de direito Jos Ouintino de Catiro Leo,
da comarca do Sirid, na provincia do Rio Gran-
de do Norte, para a do Brejo da Madre de Dous.
da provincia de Pernambuco, ambas de Ia en-
trancia.
O juiz de direilo Hypolilo Cassano Pamplona,
E, como pos anuos anteriores, o povo flumi-
nense, na commuuho da niesma lenibranca glo-
riosa, nao manchou cora ofl'ensas boa ordem e
moralidade publica a fusta popular, e as claras
emannc,es de seu regosijo.
Emquanto em um ou outro ponto com mais ou
menos vehemencia se pleilcava junto a urna pa-
rochial, emquanto um ou oulro clamor parta de
um grupo solidario, a rnassa geral dos habitan-
tes, vasta familia, soudava a independencia da
patria, com essa expressao menos ruidosa que
profunda, que denuncia os grandes senlimenlos.
A fesla da independencia do Brasil loda de
risos e de suavsimas alegras a grande com-
memoraeo do primeiro d'a da liberdade procla-
mada nos campos memoraveis do Ypiranga, e ao
SOlemniea-Ia o povo brosileiro so engrandece, o [da comarca da Irapefairiz.no provincia dasAla-
painolisnio ferve em sua alma, c elle se reco- | gas, para a de Souza, nada Parahyba, ambas de
forte, e forto por que i Ia entrancia.
O juiz do direilo Sebaslio Goncalves da Silva,
nhece ditoso por que
livre.
Foram nomeados :
Luiz Anlonio Vieira da Silva, 3o vice-presiden-
lo da provincia do Maranho.
Frcderico Jos Correa, 5 vice-presidente da
niesma provincia.
Tenento Honencio Maria da Gama Souza e
Mello, director da colonia militar do Cazeros, na
provincia de S. Pedro.
Tiveram merc :
Claudio Gomes Ribeiro deAvellar, do titulo do
barode Guaribu'.
Dr. Luiz Antonio Vieira da Silva, do foro de
fidalgo.
Jos Pinto de Figueiredo Souza Vilhena. offi-
cial da Rosa.
Podre Joo da Cruz Nogueira Penedo, vigario
da Campanha, cavalleiro de Christo.
No dia 7 foram pacificaaMtc organizadas-as
do comarca de Souza, na provincia da Parahyba,
para a da Parnohybo, na provincia do Piauhy,
arabas de Ia entrancia.
O juiz municipal Francisco Nunes de Seabra
Pereslrello, do lermo do Rio Claro para o de Sao
Joo da Barra, na provincia do Rio do Ja-
neiro.
Foram nomeados :
O juiz de direito Affonso Arthur de Almeida Al-
buquerque, para um lugar de desembargador da
relaco de Pernambuco, licando com exercicio na
do Rio de Janeiro.
O juiz de direito Jos Pereira da Costa Molla,
para logar de desembargador da relaco do Ma-
ranho.
O juiz municipal Manoel de Araujo da Cunha,
parao lugar de juiz de direilo da comarca de
Sao Joo do Principe, provincia do Rio do Ja-
neiro.
O bicliarel Miguel Connives Lima, para o lu-
ASSEMBLA fiEUAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSAO EM 14 DE AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Ilavendo numero legal de Srs. depulados
abre-se a sessao.
Lida a acta da antecedente approvado.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
, EXPEDIENTE.
Dous ofTicios "do secrelario do senado.com
mullicando que por oflitio do ministerio do im-
rio constara all que Sua Magostada o Imperador
houve por bemsanecionor as resolucoes que au-
torisam o governo a mandar admiltir matricula
do Io auno dasfaculdades de medicina desta cor-
te e jurdica do Recife a varios estudantes ; e
que aquella cmara, adoptando-as, vai mandar
sonecoo imperial as resolucoes que opprovoro as
pensos concedidas viscondesao de Goianna e
ao guarda nocional Ubaldo da Silva Brando.
Inleiroda.
Um requeriraenlo de Joo Valcnlim Peixolo
de Vasconcellos Filho, pedindo que sejam con-
siderados, em qualquer das academias de medi-
cina do imperio, os exornes preparatorios que li-
zero no faculdade jurdica do ReciteA' com-
missao de inslrucco publica.
Lido, approvado ura parecer da commisso
de commercio, industria e arles, resolvcndo que
sejam remellidos commisso de fazenda lodos
os papis relativos pre.tenco de Fernondo de
Brito, ofim de que ella inlerponho o seu parecer
molera.
Fica sobre a mesa para ser lomado om consi-
deroco um porecer da commisso do fazendo.
aulorisando o governo a mandar exlralnr as lo-
teras necessarias indemnisaco da nova em-
prezo lyrica da corte, em virlude da prorogaco
do ou controlo.
Julgados objectos de deliberaco, vo a impri-
mir para entrar na ordem dos trabalhos dous
pareceres das commisses de conslituico c po-
deres o de inslrucco publico, mandando passar
caria de naluralisac,o ao padre porluguez Fran-
cisco de Mirando Pinlo, c admiltir praca de as-
pirante a guarda-marinha o alumno paisano da
respectiva escola do corte Gaspar da Silva Ro-
drigues.
ORDEM DO DIA.
Posto a votos o arl. t da proposla do governo
sobre o casamento civil, lojeilado, e approva-
do om seu lugar o art. Io oa emenda substituti-
va, publicada nesla folha era 13 do corrente.
Entra em discusso o art. 2o da proposta com
o 2 do emenda substitutiva.
O Sr. Villela Tavares : z Sr. presidente, o
modo injusto porque foi apreciado, por alguns
Srs. depulados que apoiora este projecto e as
emendas substitutivas, o discurso que ltima-
mente profer sobre a queslo, devoria arredar-
me da tribuna, so, forle pela pureza de minhas
ideas, forte pela minha consciencia, en nao esli-
vesse conven-ido de que foco um servido impor-


V
wm>mm
ILEGfVEL


t>
DIARIO DE PERKAMBUCO. SEXTA FEIRA 21 DE SETEMBRO DE 1860.
lanle ao pai e a religio oppondo-me ao pro-
jeclo.
Tratando deste assumplo, fui Decusado era pri-
meiro lugar de haver fallado sobre materia es-
tranha ; e depois, de eslabelecer principios sobre
os quaes todos n3 estamos de accordo.
O Sr. Pinto de Campos :Apoiado.
O Sr. Villela lavares :Mas os nobres depu-
tados ram de que eslava em discussao lambem o pro-
jecto primitivo cora a emenda substitutiva, e
urna nova emenda npresenlada anda pelas no-
bres commissoes. Se eslava ero discussao ma-
teria que tinha referencia aos casamentos civis.
aos dos inlieis e dos catholicos ou disidentes,
aos casamentos mixtos, fallando d* todos ellos,
fallava em regra, eslava em meu direito, (Huitos
apoiados.)
O Sr. Candido Hiendes :Apoiado. Ningucm
coiilestou isto.
arl. 102 14, que trata do beneplcito ; islo 6. os
decretos dos concilios e letras apostlicas neces-
sitam do beneplcito : mas a respeito do concilio
de Trenlo acerca do matrimonio, o caso ja el
decidido, facto consummado, elle fui aceito pe-
la lei de 22 de slembro de 1828, e mesmo ante-
riormcnie cm (oda a ua pure/.a, em toda a sua
plcnilude. Poroonseguinte, o honrado depula-
do me consentir dieer-lhe que est em erro,
quando com essa pretendida tolerancia religiosa
quer defender o projecto que se discute.
E se ftsse occasio de fallar sobre o beneplci-
to reg'o. diria alguma cousa relativamente a es-
la materia. Respeito omito a constiluico pol-
tica do meu paiz, respeito muito a nugeslade, a
soberana da Ierra, roas poderia aposentar ao
honrado deputado escriplos de Allemes, do ho-
meus muito nolavois, e que ?lis sao protestan-
tes, que nao admillem a doulrina do bcnepla lo
regio, to absolutamente como algnnsa querem : Maranho.
(JuanJo se tom Ue- legislar sobre materias fala
ordem, devemos respeitar muito as tradicoes, os
usos, os costuraos do povo, a sua educacao,
NM tendencias, o sen estado de civilisacao. O
nobre deputado que to lido, lao versado, lera
lido a obn de Milter, que trata da influencia das
leis sobre os coslumcs, e dos costumes obre as
leis ; por ah v-se que nao se pode fazer urna
lei que ataque de frente educar-o e os costu-
mes do povo. O povo brasileiro j tem eus
usos, scus haDitos arraigados, ama a sua religio
e o sen culto, nao vio ainda autorisados no seu
paiz e julgados validos casamentos fra da igre-
ja, para que pois vamos atacar os seus costumes,
as suas renlas ?
Has os casamentos putativos, o reconhecimen-
to dos lhos tllegitimos? Tudo isto na" est fei-
to ? E' o argninento a que so soccorreu o honrado
Sr. ministro da justica, o honrado depulado pcU>
Sr. Villela Tavares:0 discurso que live a .s *gfuas da religio nao podem estar sujeitos! Senliores. que poni de analoga tem os casa-
lionra de proferir na casa por occasio de com- a ^oc^do f_0jr/5cul;'r-.
bater certas ideas nao foi bem aceito....
O Sr. Pinto de Campos :Nao apoiado.
0 Sr. Villela lavares .. por um dos hon
rados (nombros das commissoes. Disse-se qu,
eu nao tinha tratado seriamente da queslao, que i poY>los. tntretanlo convido ao nobre deputa- contrahido. Mas, porque lei, porque maneira, de
apenas linlia apresontado cmara urna disser- | ."*,}'']' Sc,i,nidt,ein Peij, a opinio de Peck, em que modo, em que paiz? Conforme a nossa lei,
taeo escolstica.
Antes de responder sobre este ponto, que de
alguma maneira me magoou...
Sr. Pinlo de Campos :Nao lora razo para
isso.
O Sr. Villela lavares '..... devo ponderar
casa o estado de duvida, de incertoza.de incohe-
rencia mesmo, em que lera-so achaco nesta ma-
teria as proprias commissoes.
Ao projecto primitivo as honradas commissoes
offereceram urna emenda substitutiva ; c nao
comentes com essa emenda, talvez tendo*emor-
sos de conscicncia por apresentarem jliscusso
urna doutrina hertica, condemnada^ba igreja
calholica apostlica romana, fonnula^fc oulra
que comsorpreza vi agora passar. ^
Digo com sorpreza, porque lendo essa emajda
tres arligos, parecia-me que s devia ter-se tra-
tado do l" dossos a*ligos, e que a votacb da c-
mara s versara sobre elle, e nao sobre lodosos
outros. Enganei-mo, partencia.
Sr presidente, se tratar secamente de nina
3uesto ref-riimo-nos ao principio empyrico
o maqisler dexit; se Iratarmos seriamente de
urna queslao tao grWe jmportante como csti.
nao discftti-la com a autoridade da igreja, com
a opinio dos padres, com a opinio dos juriscon
sultos, c"m a historia, de corto eu u.io discut
se
o nao quereudo acoiupautia-lo o uulro conjege,
dissolviam o matrimonio : a igreja nao o consi-
derava como valido; eportantoqualquer dos con-
juges poda casar cora quera quizesse, e creio quo
se deu algum ficto dottes. Pergunto eu : dan-
do-ae rasos semelhantes, o determinando-so
agora quetacs casamentos sejam validos, nao se
vai inlromeller a desordem as familias? Qual
desses cisaraontos ser valioso, o ptimeiro. ou o
segundo?
O Sr. Candido Hiendes:Subsiste a lei; isto
umaexcepcao.
O Sr. Vilelta Tacares :Eu tenho esta duvida
que me parece muito seria.
O Sr. Ministro da Justica :A respeito da va-
lidado prevalece a renla das respeilivas commu-
; nos nao legislamos a respeito dolas, nao
'/.allinaer, etc., S. Esc. ver, que a opinio do
beneplcito Ilimitado nao correnle:
Na paite relativa ao que i (Ko'pdamenle reli-
gioso, o honrado-depul' confesson nao ser versado neslas malejias...
O Sr. F. Octaviano : %*^ido.
O Sr. Villela Tacares :.... respondeu mi-
nha argumciilaco do um modo que nao posso
aeeitir.
Cora relaco a urna qoesto, em que s de pas-
sagem so tocou, a do casamento dos infieis, que
pode ser dissolvido, ainda mesmo depois de ron-
sumado, quando um dos conjuges se converle
f calholica, e o nutro nao o quer acompanhar,
doutrina de S. Paulo conformo aqui declarei, o
honrado deputado disso que estranhava esta dou-
trina, que com ella nao se conformara de modo
algum, e at como quo a chamou de irraciocinal!
Sr. /'. Octaviano :De immoral : foi
porque a regiliao de um povo. e de um puvo lao
zeloso da sua como o brasileiro, nao cousa que
se esleja a lodos os instantes pondo em jogo, em
provaces. (Apoiados.)
0 Sr Vilella Tavares d um aparte.
O Sr. Pinto de Campos :Em these o governo
do nosso paiz religioso, e respeilador do poder
espiritual ; mas algumas excepces se podem dar.
como infelizmente so tem dado, a respeito deste
principio. Cumpre qie evitemos toda a occasio
de abusos.
E quem nao quizer adoptar a emenda que ora
discutimos, nada quer que so faca, ou quer quo
se faca cousa peior. (Apoiados.)
0 nobre d-putado mnniestou serios receios de
. que o protestantismo faca numerosos oroselvtos
m dade do"? "arae,nera na, discuss0 da *- I no, *"' 9f^ 1 terror que nfe nTas-
midade do casamento ; legislamos sobre os elTei- salta o espirilo. '
00CSr'8'viz,,/ t r ,- .ii- i senliment0 "Iholico neste paiz congenito
V" *we'a lavaies :Lntao a intelligcncia com a nos3a populacao apoiados ) As suas crpn-
mcnlos putativos, ou o reronhecimento dos I -1 que da o nobre ministro que ainda havendo cas reliosas se acham lao profundaraTntoarraiga-
~ casamente calholico, das, que nao receio
, os cTeitos civis se sem unidade e sem
e foi annnullaa'o pela i lores possam medrar no solo da cruz (apoiados);
os hnvidos dessa unio porlanlo, cuidemos nos em cumprirdsnossos de-
sao reputados legtimos. Esta parece ser a in- -
lelligenciaque o nobre ministro quer dar.
desla surle eviurein-se conieslacoes no futuio;
ciJados que o governo nao autorisou seme-
< Ihanle procedimenlo to deponente contra os
signatarios desse papel quo assim lano perde-
raro no conceilo do governo e do publico.
E.sta circular foi datada em 6 deste mez.
Eram signatarios da circular o Dr. Jacinto Paes
Pinto da Silva (medico mano do celebre Jos
Angelo), o vigsrio de Porlo Calvo Luiz Laurindo
Paz Lima, Olimpio Marcellino da Silva (talvez
mano ou prenle do mesmo Jos Aogelo) e o te-
neole coronel Jos Ignacio de Mendonca que as-
signou em primeirn lugar.
Com estes meios e destes meios s algum par-
tido dirigido por um chafe, como Jos Angelo,
pode servir-se e querer thumphar em eleiccs
Depois de urna indelidade e torpeza daquello
quilate, misler ver cora que elles so defender
pela imprensa, cm resposla ao Diario de 7 do
crreme.
O jornal de Macei depois de declarar, como
que envergonzado, que reprovava o haver sido
envolvido o nomo de S. Etc.,
lentro do nosso imperio, conforme s disposi-
ces da igreja, conforme s disposices do con-
cilio do Trenlo. Por conseqnencia, "a que vem o
casamento putativo, ou o simile do casamento
putativo parosla queslao?
Quanlo ao reconhee.imenlo dos filhos illegili-
mos, quem se oppe a que qualqucr oslrangeiro
que aqui innre4uue viva com urna mullier, vi ao
carlono do labeiTiM), e achando-se as condi^es
da nossarlegislago, que ampia, faca urna es-
criplura reconliecen lo seus filhos? Quem que
sesuppe a quo esse eslrangeiro faca o seu tes-
tamento e nelle declare quo lera filiaos, que os
reennheca e leigilime?
O Sr. Pinlo de Campos : E' preciso que a
legitimacao nao derive da vontade, mas Ja lei.
O Sr. Villela Tavares : Se o nobre depu-
tado quer que a logitimao.no derive da lei e nao
Mas
repare bem que os elTeitos civis se eslendera aos
esposos lambem....
O Sr. Ministro da Justica :Se os casamentos
se dissolvein conforme os" ritos e a legislaco do
paizein que foram celebrados, nao podemos ne-
gar os effeitos civis durante o lempo que esses
casamentos s:ibsistiram ; dahi por diante nao.
O Sr. Mlella Tnvares :Ento a intelligencia
quo ficam jegilimos os llios havdos de ambos
os matrimonios, o primeiro que a igreja annnlou,
e o segundo que a igreja mandn celebrar confor-
me as suas leis : ha duas validades lambem de
matrimonio, a do primeiro que foi interino, e a
do segundo que 6 perpetuo. Nao assim ?
O Sr. F. Octaviano :Os elTeitos civis sao os
mesmos. .
O Sr. Vilella Tacares:Eu desejava saber
disto, aflin de apreciar
que essas sellas, sem nexo, nao tem 'vlor^YumTcabla ?He\Tlemar
!*?l? /"orgieos eseduc- | filli moslrar 0'tao excepcf0Zl au7llTlca-
lidade...... E mais adiante, no mesmo artigo
vem este periodo. '
O que nos admira 3 nenhuma lealdade e a
falta do respeito dos senliores de ludo, que
naoi souberam dar a essa carta a devida appli-
cacJM; e fazendo-a publicar, nao azem inas
do que por em duvida a sinceridade de S. Esc.
era seu procedimento urna hosiilidado bes-
tialpor que nao lera torga para cousa al-
guma.
Parece quo seria at onde poderia chegar r>
Pn, X^ Tn, ," Pt0"M ^l"0^,"" "- descaro e o cynismo ; porm nao, foram anda
ore ueputado o Sr. Villela Tavares, a saberque avante 1
veros de verdadeiros calholicos, fomentando e
derramandando pelas classes populares o eosino
christo, que nao ha a temer o proselytismo pro- j
testante (apoia-lo) ; pois quo quando elle enfra- ,
quece por toda a parte, nao ha de virlancar rai-
zes nesta boa Ierra, quo recebeu em hefanca a
maispura e perfeila das crengas. (Apoiados')
Nao concluirei, Srs. presideme, sem declarar''
que nao houvi ao digno deputado pelo Rio de Ja-
melnor comigo mesmo
a es-ida vontade, cnio nao venha argumentar com os: esta excellento doutrina do projecto.
casamentos pulativos.com o reconhecimonto dos | Senhores, eu ainda podia expor militas duvi-
presso de que usei.
O Sr. Villela Tavares Senhores, a cmara, filiaos illegilmos, dizendo que j I
I o governo, o paiz lodo nao pode deixar de repro-
*ar este juizo do nobre deputado. (Apoiados).
: Nao possivel, comi muito na illustrac.o, as
I verdadeiras crenc.as do parlamento ; creio mes-
mo quo elle nao pode consentir que o deputado,
alias muito fraso, quo agora Ihe dirige a palavra,
recue. deixando era triumphou erro, e pnsse de-
lci no paiz das que lonho sobre as emendas das nobres cora-
riamente o proioeto e as emendas aposentadas, sapercebidainenle semelhante proposico, to of-
Has, se tratar seriamonU de urna quettao me- f,'llslva 'I'1 religio calholica apostlica romana,
indrosa como a actual c recorrer ;i todos os ar- a*"tndde da igreja e da propna moral. (Mui-
lind
gmenlos que a razo pode suggerir, recorrer:
autoridade da igreja, fallar com as Meas,
eom as opioies dos. sanios padres, com a es-'
criplura, com a legislaco dos concilios, com os
exemplos da historia ; ento, senhoras, eu, que ;
nunca tive a presumpeo de sanio, era de ins-
truido, era de ter jiereoido spplausos por mi-1
nhas obras, nao receio di/.er neste momento que
trateidesta queslao mu seriamente. (Apoiados.
< Nao fez mais do que proJu/.ir na casa una t
dissertacao escalaslica Aceito o epitheto da-
do pelo honrado deputado por Pernambuco ao
meu humitde discurso.
O Sr. Pinto de Campos : Nao sei quo I lie ii-
zrsse injuria com isto.
O Sr. Villela Tavares .Aceito-o, fazendo
apenas um reporo, e e que as diserlaces sao
feitas ou pelos discpulos, quando os meslres Mies
do o programma, ou pelos meslres, quando se
cncarregam voluntariamente de disrulir urna ma-
teria importante, quando sentindo as necessid-
tos apoiados
Chamar irracional e im moral urna doutrina um-
versalmente aceita c seguida por lodos os theo-
logos e canonistas, doulrina do grande apostlo
Jas g ules, de um dos maiores genios da igreja,
doulrina de S. Paulo, dos concilios, dos puntill-
ee?, doulrina da igreja... realmente urna here-
sia, c eu nao posso deixar passar assim..
O Sr. Pinlo de Campos: Njsm ningucm. ;
urna proposico que tem contra si o protesto da
cmara toda. /Apoiados )
O Sr. Villela Tavares : Vejamos pois se a
doulrina irracional. Neste momento prescindo
acerca do que agora so quer com relaco nos el- misses ; mas ellas j foram approvadas com
feitos civis, etc., e quo nao se acha essa lei an- sorpreza minha. Nada mais posso dizer sobre o
ti-calholica. Permittir que se legitimem os (Unos vencido. Todava creio que rae ser permiltido
hayiJos do unies illir.ilas pela vuntade Je seus deplorar quo se vo introduzindo no paiz as
pas, justo, philosophioo. religioso ; legiti- : doutrinas do protestantismo. Tenho, porm, f
mar de antemo essas unios Ilcitas, inJepen-
Jentomente da vontade do3 contrahonles, in-
justo, 'immnrat, anti-religiaso, un lo a re-
ligio noipde sanecionar laei unies.
Tenho, perianto, com referencia ao honrado
deputado
bem, ao monos de couformitlade com a minha
consciAlicia, aquillo quo enleadi doria respon-
dor-lhe.
_ Tratarei agora do artigo 2" que est em discus-
sao, se bem que en nao esperava que fosse a ma-
teria doli a que deviamos hoje discutir___
robusta que essas doulrinas faro poucos r. e-
lylos.
Sei quo Martinho Lulhero, Calvinio, Zuinglio,
e outros csercveran muitas obras
ellas nao leem sido bastantes ,
pelo Rio de Janeiro, respondido seno humaiiidado, principalmente aquelles que leem
urna verdadeua f na religio lalholica, na
ve'Jadeirj igreja de Jesus-Christo, contra a
qual nao podem prevalecer ai portas do in-
ferno.
a doulrina de San Faulo era irracional ou im-
moral.
Senhores, esta proposico to spera,to inau-
dita, que duvido mesmo se ella sahira dos la-
bios do nobre deputado, o tanto mais duvido,
quanlo achando-me eu mni prximo do nobre de-
putado quando honlem fallou lho nao a ouvi,
nem creio que a cmara a teria ouvido, do con-
trario protestara contra semelhante assercao (A-
poiaJos.)
E o nobre deputado, Ilustrado e sensato como
c, devia ter pesado bstanle esta proposico anles
de proferi-la. Faco-lha alea justica de'crer que
o o nobre depulado tal cousa disse, f-lo inad-
vertidamente, como muitas vezes nos acontece ;
c por isto, em honra do seu carcter de calholi-
co, prefiro acreditar que o nobre depulado que o
combaleu, enganou-se. No seio de una assem-
bla clirislaa, nao pode proferir-sc urna expres-
so menos respeitosa, menos reverente para com
mas lodas o grando apostlo das naces (apoiados), e prin-
para perverter a j cipalmente no recinto desta
No peridico.Volanteque no dia 9 publica-
ran!, prcteodendo dissiduadir a impresso pro-
duzida por aquello facto, em que insistir urna
nova gazela, com o nomo do Povo viuda luz
em opposico ao mesmo Votante, dizem os li-
berales farricocos o que vamos ver.
- A comarca de Porto Calvo exige para o seu
liberlamcnlo mais do que a imparcialldade do
governo, exige um esforco deste pasado Irium-
pho da verdadeira opinio ..........
Manejo eleitor-il ou nao, sempre verdado
que a circular de Porto Calvo naja mais tem.
em vista do que animar all o espirito publico
que jaz abatido ; assim como uenhum com-
prometiimento podo irazer neutralidade do
governo...... Nosetlluda pois o povo, etc.
Leia-se isto e avahe se do grao do moralida-
do em que se acha o partido que assim se defen-
de e se justifica de urna perlidia 1 do urna alsi-
dade vergonhosa que lomou o carcter e o nomo
de infamia
O Sr. Presidente :Ententto que lauto o artigo ; do mundo to silenciosa, to mu
2o da proposta como o 3o, 4o e 5" oslo prejudi- la mais alio do que lotos esse
Nenhuma tentativa helorodoxa que aquitenha
apparecido, deste os seus pnmoiros lempos, ain-
da foi adianto (apoiados) : e esoero em [leus mm
^/arilZl\VT,ilSCrS', d,ieDd0' T*4 ,aalM ">Pocam como'oulra U tas
Martin, ijiio a cruz em que morreu o Salvador
desde que descoborta, estigmatisa-
augusta cmara, que da pelo governo e confessado, reconhecendo-sc
Apiadosl 8 'radiales. que erj met0 de caballl necessario para ani-
mar o espirito publico ,-chegando a ousadia dessa
gente ao auge de declarar necessaha a parciali-
daJe do governo em Porlo Calvo e cxigi-la assim
pela Imprenta para poder oftter triumplio a sua
opinio.'.'
cados pelo artigo Io da einendi substitutiva, que
foi approvado. [Apoiados.)
A mesma emenda, componde-se de dous ni-
cos arligus, nao mencionou os irtigos da propos-
arguincutar com o honrado depulado nicamen-
te com a minha razo.
Quando Ado recebeu Eva no Paiaizo ficou
muito contente, e cheio de admiraoo por veruru
seu semelhaue e urna companhia, lhedisse:
Eis-aqu a carne de minha carne, o osso de meu
osso. Considerava-sa com Eva como dous, ver-
dado, mas dous em urna carne. Diz Gnesis : Et
des da epoca c para alfronlar os prejuizos do seo erunl do in carne una.
paiz procuram combate! certas ideas ou dar-lhes Mas Jess Ghristo ac.rescenlou depois. quando
o inumplio. veio remir o genero humano do captiveiro do
A discrlacao ueste, caso, senhores, foi apresen- peccado :J nao sao dous em urna carne ; mas
lada a casa, nao duvido, mas por aqu-lle que sel sao a mesma carne, sao urna s carne. Diz S
acha autorisado pela le para fallar neslas ques- Malheus -.-taque jain non sunt do sed urna
toes, por aquello que tem volado urna grande caro.
das uisposices da igreja, neste momento qnero | la que substitua, e por isso consnlorei o arl. 1"
da emenda como substitutivo de arl. lu da pro-
posta, e o art. 2" daqnella como substitutivo do
arl. -J" desla ; mas agora reconheco que me en-
ganei quinto ao ultimo, porque no art. 1" da
mi-ma est comprehendida a materia dos arls.
2". 3o, 4o o 5o da proposla, o coiiseguintemente
acham-se prejudicados estes arligos. O nico.
porm, que nao est prejudicado, em parle, o naJa mais dina, se nao percebesse que o no
arl. 6", o o que se acha em discussao conjune- deputado que me preceden, procura collocar-
da como fal-
esses livros, e que
o sacrificio do Golgolha convence mais do
que todos os principios philosopbico's dos socio
listas modernos. (Apoiados, muito beai I muilo
bem !)
O Sr. Ministro da Justica :Muilo bem ; mas
nao tem applicacao ao projecto substitutivo. (A-
poiados.)
O Sr. Villela Tacares :Tom applicacao ao
protestantismo.
O Sr. Pinto de Campos :Tomando parte de
novo na discussao. sinto-me nos mesmos emba-
racus que maoifeslei na sesso de honlem ; e
obre
vezes serao
esmagadas sob o peso da reprova^ao dus legis-
ladores brasileiros. [Muilos apoiados. muilo
bem.)
O art. 6" daproposta rejeitado ; sendo appro-
vado o arl. 2o da emenda substitutiva.
A proposla passa 3" discussao, indo no cnlan-
lo s respectivas commissoes para redigir as
emendas era conforroidade do vencido.
Segue-se a 3a discussao do projecto n. 112,
deste dao, que marca o subsidio e a indemnisa-
co das despezasde viagem dos deputados para a
seguinie legislatura.
Depois de orarem os Srs. Luiz Carlos, Athayde
Martinho Campos e Candido Mondes, o Sr. Pei-
xolo de Azevedo, all
discussao de tal mate
parle dos seus das ao esludo deltas. Por con-
seqnencia, a denominaco do disertarlo escols-
tica nao pode offonder ao meu discurso.
O Sr. Pinto de Campos :Nem ao nobre de-
putado ; admira at que se oceupo tanlo cora urna
qualilicaco que nao lira o moiilo ao seu dis-
curso.
O Sr. Villela Tavares :O nobro depulado, se-
nhores, que se jacta de ler feito urna obra de tan-
to mrito, de tanto talento e gabeduria, una obra
i'ie. segundo elle dlsse, raereceu osapplausosde
toda a igreja___
O Sr. Pinto de Campos:Tenho o pra/.er de o
dizer.
O Sr. Villela Tacares:___e os elogios do<
Jiomens sabios, nesta queslao, nao correspondeu
minha expectativa.
O nobre deputado nao s nao me combaleu,
como nao Iniou de neuliuiu dos argumentos que I
eu Uve a honra de apresenlnr casa. A ques-
lao importante da inseparabildade do Sacramen-
to e do contrato, nao foi alteudida pelo nobre I
diputado.
O Sr. Pinto de Campos .Tenho bstanle bom
senso para nao me oceupar de quesics que nao '
eslo .-ni discussao.
O Sr. Villela Tavares :Muito obrigado pelo'
aparte, assim fa.-il responder a ludo. A aigu- !
menta cao acerca da indiasolubilidade ou disso-
lubilidade dos matrimonios, dos individuos que
vin estabelocer-se em nosso paiz, o que nelle se
vao casar por esta lei que so quer fazer, tambera
nao foi respondida pelo uobre deputado. S. Exc. I
evitou fallar do perigo da prverso dos conjuges,
calholicos e Ji depravac&o da vida dos Ulhos
educados era lima oulra religio que nao a nossa
etc. ele. Porlanlo, o nobro depulado, nao leuda
combatido por nenhuma maneira os principios
que estabelcci era meu discurso, nao tem direito|
o que en Ihe faca una replica Por ora o trium-
pho lodo meu.
O Sr. Piulo de Campos :De sorle que o no-
bre depulado quer forja que cu combata os
seus principios, quando e tou de. accordo com
elles, quer a forja que eu seja seu adversario.
Pois eu declaro (ue nao sou adversario do nobro
depulado, e que desojo argumentar com boa f
o lealdade.
O Sr. Villela Tavares :O nobre depulado
acaba de dizer que nos princiios religiosos nao
c meu adversario, e eu he respondo que nao o
tenho por tal, Porm nesta questo o Lobrc de-
pulado nao pensa como eu, e o digo com boa f
E ento, senhores, como que a razo huma-
na concebe que, sendo a unio conjugal dous em
urna mesma carne, ou, conforme a doulrina de
Jesus-Cliristo, una e a mesma carne; esla unio,
esta carne
lamente com o art. 2 da emenda substitutiva.
O Sr. Villela Tacares : So V. Exc. mesmo
en^anou-se....
O Sr. Presidente :E' verdado, enganei-me.
O Sr. Villela Tacares : .... a respeito da
materia que est em discussao, bem v que nao
posso eu ter culpa....
O Sr. Presidente :Nem cu o culpo ; por isso
apenas 11 z a declaraco que me cumpria.
Villela Tacare
em
rio
mais
U Sr. Villela Tacares : Mas como estou a
pode ser animada e regida por dous concluir o meu discurso, V. Exc. me permittir
espinlos diuVrentes o opposlos, combalendo cada j que eu diga ainda algnmas palavras com referen-
tiiumpho do seu principio, julgando ca-lea idea geral que est na emenda substitutiva saos, embora sem apulicaeo ao
ue o principio dooulro falso, a}ucr- que foiapprovada. le. doloroso fingir antagonismo
Illll pelo
da um q
reando-se constantemente, constantemente em
pleno desaccordo sobre o ponto mais capital da
vida humana, sobre a religio, sobre o futuro da
existencia, sobre a vida eterna ?
O Sr. F. Octaoiaao:Como ento que a
igreja d dispensa de disparidade de culpas ?
O Sr. Villela Tacares : Com senliores, ia
eu dizendo, que na sociodade em que necessa-
rio que baja a mais perfeita harmona, o accordo
o mais Completo, a amizade, a relaco a mais in-
tima, apresenlam-se osdous que de'vem ser uni-
dos na mesma carne, pensando cada um a seu
modo a respeito da religio,objecto to grande o
to sublime, vivendo eternamente separados,
iiiimigosespiriluaes, cada um lendo seu culto, e
cuidan.lo que o companheiro se perde, nao so sal-
va ? Onde, nesta hypolhesq, a conlianca recipro-
ca o ilimitada que "se devom os espozos ? Onde
o accordo das voulades, o amor que resulta desse
accordo, dessa conanca ?
Neste caso, senhores, diz um esojiptor pro-
fano, rompem-ae os lacos de familia ; esse
soccorro mutuo e constante que os esposos s-
devem prestar, desapparece ; foge a harmona, o
amor substituido pelo iodilTerenlismo, seno
mesmo pido odio, soll're o rgimen da familia,
soflre a carne que Bous quer unir em urna s.
cruelmente dilacerada,o os filhos, ou nao sern
educados em virtude do desaccordo dos pas, ou,
so o foram, nao s-lo-ho eonvecientemeule.
Cunsidorai em todas estas ronse uencias, e
vede poilantose a doutrina de S. Paulo irra-
cional. (Muilo bem.)
Mas por^untou-se-me; como que a groja con-
cedo dispensa de desparidade dos cultos ?Em
rogra. senhores.
me
posicao esquerda, suppondo-mo conlra-
aos principios que tem aqui enjillido, por
que cu lenha declarado lao caihego-
ricaraenle que nos achamos de perfeilo ac-
cordo.
O Sr. Villela Tavares :Nao me faca esla in-f"
justica.
O Sr. Pialo de Campos :Nao Ihe faro injus-
lica ; isto o que resumbra das palavras do
nobre deputado (apoiados) ; e bem v que, re-
conhecendo todos nos, que os principios estabe-
Iocjos pelo nobre depulado sao verdadeiros c
opi
E' com adversarios deste jaez que o partido
conservador, com toda a sua honestidade e se-
riodade, prudencia e circumpeco que o distn-
guem, tem de lutar brajo a braco, seja aqui seja
nos dilVerentes pontos da provincia onde o com-
bale se tem travado.
Dados semelhantes precedentes, entrarei no
histrico da eleico daqni, que prometi durar
ainda por das, sol) as vistas e direceo lumul-
I tuaria e q.i.asi bellicosa dos chelea l.beraes qua
leem boje lambem a sua frente o digno baro do
! Alalaia !
Como preprietario eleitoral os cheles farri-
I cocos da eleico municipal, insuflan lo o povo
egando a inconveniencia da para fsl(.j,1r 0 dill 7> p.rcorreram as mas desta
22J2SZ*aI ennerra,nonl- cidade com urna desordenada e insupporlavel
le se veri tica sem a conc.ossao da casa,era conse-
Sonhores, a doutrina comida nossa emenda,
com relaco conlirmaco do casamento religio-
so dos dissidentes no "nossa paiz, por meio de
urna cenido apresenlada ao governo, para que
so possam conceder os elltilos civis a tal casa-
mento, me parece que hertica, opposla
doulrina da igreja calholica e apostlica ro-
mana.
Para a concesso dos (ilcitos civis reqner-se
que o casamento seja contrahido no nosso paiz.
caso verten-
onde nao
existe.
Queixou-se o nobro deputado de que eu quali-
ficasse de disserlaco o discurso por elle profe-
rido na sesso de sabbado ; mas confesso que
nao sei em que podesse offonder ao nobre depu-
lado com esla qualilicaco.
O Sr.Mllcla Tacares :Chamou disserlaco
escolstica.
O Sr. Pinto de Campos :Mas nao ni dir
que olfensa ha insto ? Disseriar quer dizer dis-
quencia deja nao haver numero legal para a vo-
13080.
O Sr. Presidente d para ordem do dia da ses-
so de 16, o seguinie :
Primeira parle.
As malcras anleriorme nto designadas, ainda
nao decididas, precedendo a votaco do projeclo
n 112 deste anuo; Ia discusso'do projeclo n.
Se"mMr-l.-U0"8a >8'rn*1"Mlc ch'ar'em um certo objecto que elle desconhece.
para raelhoramenlo o conservacao das aguas de '
Caldas, na provincia de Minas Geraes, e para cous-
trueco de urna casa no mesmo lugar destinada
orchestra, dando vivas e furas, provocando por
um lado a scus adversarios e por oulro excitando
na populaca os sentimenlos de liberdade e inde-
pendencia de lod.i a consideraco social, para
obrarem o procederem conforme "seus instinctos
rnenle.
E' to doce e agrada tanlo um viva a liber-
dade, que nenhum pobre hornera deixa de sentir-
se feliz, na aspiraco de um bem que imagina
ao abrigo dos doentes, o producto de urna lotera
exlrahida em urtude do decreto n. 489 de 20 de
selembro de 1817.
Segunda parle.
(De 1 l|2 hora em diante )
Ia discussao do projeclo n.83deste auno mo-
drticaodu lei de 23 do novembro de 18I que
creou o conseiho de cstado'e o regulamenlo de 5
de fevereiro de 1812.
Levanta-se a sesso.
mesmo pelo acto religioso dos que proessam re- correr didaltcamente sobre algum pumo litle-
ligio diversa da nossa. : rario ou scieulilico (apoiados) ; por conseguidlo
Para se mostrar que com elTeito esse ca?amen- dizendo eu que o nobre dopulado fez urna dis-
to foi contrahido assim so exige um certificado sertaco escolstica sobro codos principios ec-
Ril creio, senhores, que nao ha prova raais cabal clesiaslicos, nao poda irrogar-lhe a menor of-
mais conviiicenledc que nos queremos legitimar, fensa.
queremos considerar como validos dentro do im- O Sr. Villela Tavares :A expresso al nao
perio do Brasil, paiz calholico, onde recebi.lo o c parlamentar.
concilio do Trenlo, os casamentos a calholicos,, O Sr. Pinto de Campos :Pasmo de ouvir isto
feitos a seu modo. ao nobre depulado Domis, se eu tivesse usado
Tanlo esta a doulrina que combato, que para ; ,le uma expresso inconveniente, anti-parlameu-
a concesso dos feitos civis, a taes unies se pe- tar. o Sr. presidente me teria advertido, e eu' im-
ile n COrtido de quo foi contrahido o casamento,
nao por acto civil, mas por acto religioso, deque
igioso,
que nao
houve com efTeito esse acto, mas acto re
o da igreja calholica, nem o proscrip-
to polo concilio de Tiento !
so sai
;r oto
esses inslinclos que nos levam para a umao e
para a procreacao, a igreja entendeu convenien-
te em cortos casos e nao em toaos, nao em these,
. nao absolutamente, conceder dispensa da desua-
c lealdade. 0 nobre deputado nao tem os es rldade dos cultos, porque achou roelhor essa me-
crupulos que eu tenho; o nobre depulado querjdida do
que se estendam os lleitos civis aos casameu- i ponto muilo delicado, e sobro elle a leg
tos daquolles que nao seguem a nossa religio e i ecelesiaslica muito sabia.
os contrahem dentro do imperio onde receido Mas sabis como sao concedidas essas dispen-
o concilio de l rento, a seu modo. Neslas mate- sas, nao pelo poder civil que nao lem autoridade
ras o nobre deputado pensa de uma maneira para isto, mas pela propria igreja, a cojo dominio
mais livre do que eu, e porlanlo a este respeito ; est sujeita esla materia ? E-sas dispensas con-
estamos em pprfeiio desabordo. Dio-o ainda forme o concilio de Calcedonia, s sao conced-
coma melhor boa f e lealdade.
Nao faco, Sr. presidente, a menor injuria ao
nobro deputado, respeito as suas opinies, nao
quero col locar S. Exc em uma m posicio ; Ion-
ge do miro esta idea, este nao o meu lira : mas
o nobro deputado me permillir que eu, expondo
com franqueza casa as minhas convieces reli-
giosas, mecolloque na posico em que me tenho
collocado, embora offenda com isto a quem quer
que seja. (\poiados.) A conscicncia, nicamente
a consciencia quem me move e determina nes-
te objecto.
Sinlo, Sr. prndenle, que nao esleja agora pre-
sente o honrado deputa io pelo Rio de Janeiro,
quo honlem fallou em segundo lugar, c que levo
de responder ao meu discurso, poique devo-Ihe
uma replica breve, e tenho esporanca de conven-
cer S. Exc. do erro em que labora respeito de
certas doulrinas.
[Entra na casa o Sr. Octaviano.)
O honrado depulada firmou-se no principio da
tolerancia religiosa, e entended que o argumento
que eu havia apresenlado casa, quando disse,
que sendo a religio calholica apostlica romana
a religio do estado, aumillida, determinada e
mediatamente retira-la-hia.
O Sr. Villela Tavares :Disserlaco escolas-
tica quer dizer disserlaco do es:uda*nle.
r'use- :Nao, nao.
0 Sr. F. Oclaviano :Tambera oode ser dis-
Os nobres deputados, memhros das honradas' sertaco de proessor, e V. Exc. um professor
commissoes, legislando desta maneira, Qteram mi" digno.
aquillo que nem osla iccebido e aceitos nospai- O Sr. Pinto de Campos :Pois bem, Sr. pre-
zes calholicos, nem mesmo em alguns paizcs pro- sidenle, visto que o noore depulado enxorgou
testantes; foram alrn 1 uma offensa uessa minha proposico ; visto que
Na Franca, por exemplo, soraellnnte doulrina Ihe nao quer dar o verdadeira vaior scientilico,
no-era recebida no lempo de Henrique III, >ou exhioir-lhe uma prova de minha ocilida-
qiiaffido a legislaco que dominava esta materia Je, e de quo eslava longo do mim oll'ende-lo :
os casamentos dos calholicos era a ordenanca datada de Blois. retiro a expresso incitminada. [Vpoiados mu-
cora aquellos que u nao sao e seguem rulio diver- QKpnis que foi derogada esta legislaco oque lo bem.)
so, eraos prohibidos ; mas como em alguns luga- vejo nos escri plores quo os casamentos dos es- O Sr. ri//e/aTai-ares;-Aceto com muito ora-
res, daAllemanha principalmente, ha.va mistura trangeiros, daquelles que nao seguem a religio'""
dos calholicos com os dissidentes e com os inlieis, calholica apostlica romana, sao regulados pelos
ehaviao pengo de apparecerem essas oll'eices, principios goraes do direilo. Mas aqui se d ter-
mina que baja no paiz um acto religioso, que sol
peca disso cerlidio para oonr.eJerem-se os effei- |
tos civis; de sorte que nos vamos com semelhan-'
le legislaco adniiltir no nosso paiz aquillo mes-
rao que em Franca, onde ha o casamento civil ,
|ue a mmoralidadj do concubinato. Esto ainda se nao admittio.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMRUCO.
ALAGOAS.
Macei 19 de scteinbro de I8GO.
I.
Desde o dia 31 do mez ultimo se acha recolhi-
do capital S. Exc. o Sr. Leo Velloso, lendo
percorrido as comarcas do Penedo, Malla Grande
e Anadia, passando em seu regresso pela cidade
das Alagos, c fazendo uma viagem niui rpida.
Apenas chegon leve de solver duvidas sobre |
negocios eleitoraes e de atiender a itiffeientes ne-
cessidades acerca do mesmo objecto, providen-
ciando de modo a evitar a alteracao da ordem pu-
e que designado por esse nomeliberdade !
Assim, todos os liberaes do mundo, como in-
elizmcnte nos diz a historia, leem feilo a um
lempo tantos sectarios c lanas victimas de sua
credulidade 1 Acreditando que nao podem che-
gar um dia ao seu desidertum sem martyres,
clhma impvidos para os tristes destrocos do sua
loucura, como cousa necessaria ou cora a qual
nada mais lem que ver.
Entretanto vai o sangue da humanidado co-
rendo a jorros al que, em geral, acabara os ca-
becas ou cheles por se destruircra uns aos on-
tros, ou sendo victimas lambem daquelles que ao
principio foram seu instrumento, acabando lodos
desgracadamente 1
Ilobe*pierre, que rae diris vos a islo ?
Marat, lembrai-vos do que zesles? E como
acabasles ? Quantas victimas vossas, antes de
CU. Corday fazer a sua ?
III
Orgauisou-se aqui a mesa no dia 7, como a lei
prescreve. Preside o Io juiz de paz capilo Jos
Gabriel P. Pinto, lendo por mesarios e rompa-
nheiros o Dr. M. L. da Silveira, r. Dias de
Moura, tenonte-coronel Paula Mesquisla t um
tal Filigonio, da secretaria do governo. Osdous
ltimos sao da grei libere!.
Desdo que a mesa parochial foi assim organi-
sada, comecaram logo da parte destes as ques-
bhca em dil.ercntes puntos da provincia pois que i loes as mais asnaticas, como fra inacredifai'e/-
o espirito dos partidos s. agitava ameacador em weHe proposla, anles disso, pelo sabixo da rhe-
vanos municipios e freguezias, como Piosa, Ala-!fanca liberal, o Sr. Dr. J. A., estaque pordemais
goas, mar, lenedo. Pao do Assucar e outros | visivel. nao me posso Cufiar de referir ; Se a me-
ter a explicacu.
O Sr. Pinlo de Campos :Salisfazcndo ao amor
ugares, sem fallar desla capital, nulo se prepa-
ra vam os nossos pais da patria de um modo
ameacador, como Ihe noticiei.
A este respeito vou mais de espago o seguida-
mente expor o que tem occoriido. A qnadra
eleitoral ollerece presentemente mais ulerease
do que qualquer oulro objecio, pois que absorve
lodas e quaes quer occurrcncias, prendendo to-
das as aiteoces.
II.
E' para admirar o ardor e effervecencia, com
que este anuo leem silo tratadas, em todas as
sa devia sor eleita em viriudc e segnodo o dis-
posto na lei de 19 de Rgoslo de 1846, ou so pelas
instrueces dadas lei de 19 de sotembro do
18')5 que a reformou, as quaes instrueces sao do
23 de agosto de lbG ?
Basla expor assim este enunciado c mais
nada.
das com a condico de permanecer oToujuge ca-
lholico cm sua le, com a condico de seromelu-
eadosos lilhos no catholicismo
O Sr. h\ Octaviano :K com a condico de
haver dissidencia perpetua, de um nao ceder
outro ; com a condico de exislirem sempre os
dous espirites.
O Sr. Villela Tavares :Perianto, j v o hon-
rado deputado, a quem tenho a honra de respon-
uer, que nao foi com razo que chamou a esla
doulrina de immoral ou irracional.
O Sr. F. Ocla i ano :V. Exc. mesmo o est
comprovando : lem necessidade de dizer que a
igreja cedo de seus principios absolutos por
causa de cirrumslaneias.
O Sr. MlMa Tavares :Senhores, o ter-
reno era que combate o projeclo e em que al-
guns dos nobres deputadoso sustentara, um ter-
reno desigual, julgo que nos nao podemos chegar
a um accordo.
Os nobres deputados fallara com a razo, eu
fallo com a f ; os nobres deputados anlepem o
direilo natural lodo oulro principio ; querem
que o direito natural seja o primeiro, seno o
nico principio de demonstrar ; cu nao sigo esta
duvida a respeito da competencia do poder civi,
^Y ,3 7"'illa3 qualquer casamento, que nao no regular as oond'coes polticas dos lilhos dos
c celebrado a face da igreja e com as formalida-1 acalholicus. (Apoiados.)
des proscriptas pelo concilio de Trono, nulio.
Na Sardenha o que impera, oque domina a
Comegando o recebimenlo das cedul.snodia
8, por se haver despendido o dia 7 com os traba-
Ihos preparatorios, principiou a mauifosiar-se a
inlenco provocadora dos chtfes cabalistas libe-
ralices, no proposito do concitar e dispor o povo
a oppor-se com gritos o outros meios de desap-
provaco s decises da mesa, visto como era o
partido conservador que nella tinha a maloria.
Para ottorcm esses homens inconsiderados a
casiao de explicar conve- vimos as Abgoas mais exaltamento nem dispo- excitaco dos nimos, a exaltaclo das ideas nos
do a nao deixar a^ menor sicao para se pleitearem eleices municipaes. que os" acoi
Os taes senhores da liberdade teem procurado
animar e excitar os nimos por toJa a parle, ser-
proprio Jo jiobre depulado nesta parlo, nao pos- [ freguezias oa provincia, as eloicoes de cmaras
e juizes de paz Os nimos se lem exaltado por
toda a parte. Fazendo excep(3o de 18i, poca
de escndalos e prepotencia do governo, nunct
s deixar de continuar a dizer que ludo quanlo
o nobre depulado lem dito muilo orthodoxo,
mas nao se applica emenda em discussao, cujo
tim j tive honlem oc
nienlemente, e de mo
legislaco da igreja ; nao se censonte que os es-
Irangeiros contraiam seus casamentos seno por
meio do acto religioso, que o paiz admiti; creio
que nao produzeui mesmo effeitos civis, nem a
respeito dos esposos, nem dos lilhos os casamen-
tos contrahidos de oulro modo. Na Baviera
bastante que um dos conjuges nao seja christo
para que o casamento soja millo; e queris sa-
ber oque acontece na Russip, que nao calholi-
ca?
O Sr Villela Tavares : Mas tratavo-se do pro-
jeclo em que se fallava dos casamentos de in-
lieis, de casamentes mixtos.
O Sr. Pinto de Campos :Ainda volta o no-
bre depulado ao projecto primitivo 1 J dei as
razoes no meu primeiro discurso de haver esse
projeclo entrado cm discussao ; mas o nobre de-
pulado nao quer estar por ellas ; insiste cm com-
baier o que est morto.
O Sr. Villela Tavares d um aparto.
OSr. Pinto de Campos:V. Exc. j comeca a
Os casamentos feitos entre aquellos que se- lestabelecer dilogos comigo ; daqni ha puco
guem a religiogrego-russa e os sectarios do ou- son chamado ordem pelo Sr. presidente (Ri-
Ira religio, sao nullos, so estes ltimos nao se '
os nimos, a exI
que os acompanham, facililaram a estes c a toda
a qualidade de genio, o uso de bebidas espiri-
tuosas lias proximidades da matriz, dando o es-
vindo-se da influencia proveniente do nome dos cndalo de verem-se votantes pelas ruis nesse
baroes de Alalaia e Jequi, e do nome e autori- estado deploravel de alienaco mental, resultado
dade do presidente e chele de polica," espalhan- ; do excesso ou abuso daqneflas bebidas I
do que ambos sao liberaos e que prolegem a sua | As disposices turbulentas e exaltaces quo
causa ; e que lempo de se libertarem do jugo nntriara sempre os individuos assim aculados
e predominio do partido conservador., Isto nao deram facilidade a alguns dos farricocos' eleito-
s tem sido insinuado particularmente por lodos j raes serem ouvidos e altendidos para no dia 8
os modos, como mesmo publicamente em cirou-] smenle por que a mesa encerrou os trabalhos
preside
Villela Tavares :Nao darei nnis a-
sadas.
O Sr.
parles.
O Sr. Pinto de Campos :Pode-es dar, mas
sem atropellar-me Diss-i eu, Sr. presidente, que
o nobro depulado insista em fazer crer que a
proscripta pela nossa constiluico, necessaria- doulrina ; para mim, neslas materias, antepnnho
mele ilevinruikc npoilnr n rr.ii-nr.ir. .Ii
mente deviamos aceitar o governo da igreja, a
sua autoridade, suas leis, decretos e reglamen-
tos, nao podia ser aceito, alloula a liberdade de
consciencia. e a tolerancia religiosa, lambem
Consagrada no nosso paci fundamental.
\ Senhores, eu nao comprehendo a tolerancia re-
a autoridade ; para mim a autoridade o pri-
meiro principio elementar ; para mlin a Eserp-
lura Sagrada ea tradico sao osdous pontos, dos
quaes devem emanar todas as doulrinas, loda a
legislaco, lodos OS principios, lodos os colranos
da igreja, dessa grande sociedadn fundada por
ngiosa romo a comprehende o honrado deputa- Jess Christo, c para a qual convidada a entrar
ao. _iolerar supporlar, soffrer cousa repre-! a humanidade toda inteira. (Muito bem.)
hensivel, ole. A nossa ronslituico
:; dahi nose dieco, que de um mrito superior, etc. etc.,
pode deduz.r argumento de que devemos admil- 'essa philosophio.... eu a nao tenho, nem quero
mJ^%,L'XV*V??*,2\. Cm te8l,U l^"* 'fu espirito s quer. e's abraca a
mo como produzndo todos os elTeitos que o nos-' philusohia que se curva auloridode da igreja, a
so culto produz. esse culto extranho que julga-i philosophia calholica.
mos fals-j. (Apoiados).
Ao preceito da conslituigao que admilte a rcli- gislar sobra esias materias Eu
Kuo calholica como a nica religio do estado, e '
donde so dirivam os corolarios de que eu fallei,
nao vejo oulra limiligao seno a estabelecida no
Mas, senhores, ha um grande inleresse de le-
enlendo que a
que se quer fazer uma legislaQo
a lodos os principio aumiliidos por
aquelles que Jralam de assumplo scmelhanle.
egi-laco
contraria
con vertem a f
Agora, senhores, o meu orgumenlo esle : se
em todos os paizes se quer que o casamento re-
ligioso S'-ja contrahido segunda a sua religio ;
se os dissidentes de qualqucr sorte querem que
no seu paiz o casamento religioso soja celebrado
na forma da sua|religio,nque somosentholicos
apostolicosromanos.havemosdeadmiltiressanova de citar a doulrina dos santos padres, a autori-
doulrina _o poder ser o casamento religioso ce-, dado dosconcilics, o lesteniunho da historia, etc.
lebrsdo, nao s face da igreja calholica na pre- Nao cessaroi lambem do repetir que o nobro de-
scoca do cura, e 2 ou 3 testemunhas conforme o pulado lobora em manifest engao. A emenda
concilio de Tremo, seno lambem nesses templos \ concebida, come esl, explicada como teem sido,
a corarnunhoos adversas nossa nada involve do olTensivo disciplina calholica!
Apoiados.) Trata-so do cousa meramente civi
lares e at pela imprensa, como a pouco publi-
caram.
A outros motivos nao podo ser allribuida esta
excitaco de partidos as ditas eleices, que se
esto dcspiilando aqui e em oulras" freguezias,
palmo a palmo e nao sem perigo da ordem pu-
blica.
Antes de fallar das eleices daqni, contare o
que (izeram cm Porto Calvo. Approveitando-so
das circumstancias que a pouco refer, despeja-
damente assignaram e expediram os chefes libe-
raides daqnella villa una circular par chantar
, emenda substitutiva encerra offensa doutrina adeptos, comprometiendo a presidencia, o dando
-l^!Ze.J^'0'" '.'l0 sm.?calholicos calholica. e para torna-la mais odiosa, nao cessa icomo existente um concluio entre elles e o mes-
mo presidente para o lim de debellarem a influ-
encia dominante all que dos Mendoncas.
antes da 6 1/2 da tarde, irem em debandada gri-
tando pelas ras at palacio queixar-se ao pre-
sidente desse aclo ; tendo duranto o dia susci-
tado quesies de modo inteftoinal e concitante
no que se distingui o lal Piligooio)como quem
nutre o inleresse de promover um disturbio para
adquirir proselytos decetla ordem, ostentando a
impavidez da imprudencia.
O partido conservador na espeelativa pacifica,
nada lendo que entender com taes excessos eol-
locava-se no seu posto do moderaco, sem oslen-
laces, mas com resignago e firmeza para re-
pellir as affrontas.
O da 9 correo menos verliginoso. Tiuliam
elles nesse dia um numero do volantes superior
e enio se miraram loto o lempo nesse bello
circular: Temos a honra de j vidro que I lies represenlava o tiiurapho, coroan-
religio
O Sr. Ministro da Justica : Mas que a cons-
tituidlo do estado permille.
O Sr. Vilella Tacares: A constiluico to-
lera......
OSr. Ministro daJuslic.a:Permute. Leia a
eonslituiQo.
O Sr. Vilella Tavares:Permittir lambem
lem a significaco de tolerar. Examine o nobre
ministro: logo, quando eu digotoleranao
estou em erro.
Agora pedirei ao nobre ministro da just'ca, em
quem reconheco lano talento e habldade", e sei
que tora esludado esta materia com todo'o cri-
terio, que responda a uma duvida que tenho
respeito do art. 2 das emendas apresentadas pe-
las honradas commissoes.
Creio que esse artigo vai eslabelecer uma de-
sordem nos familias ; porque considerando vali-
dos ns casamentos entre aquelles que nao se-
guem a roligio calholica apostlica romana, fei-
tos entre nos antes da lei, pode ser (nao digo
que assim aconteca) que v dissolver agora unidos
e casamentos contrahidos por virtude de disposi-
ces da igreja. Eu me expliro.
Anles da lei quo so quer fazer, os dissidentes
que vinham para o imperio e casavam aqui a seu
modo, converteudo-se um delles ao catholiciem
tem com os calho-
Dizia assim a
convida! a V. S. como orgo dos sentunenins do seus excessivos o exlensissimcs e=for'cos"
de paz c conciliaco manifestados polo Exm. Veio o dia seguinie J nao viam pelo mesmo
Sr. presidente da provincia cara que com o seu prisma. A urna recebia o suffragio dos conser-
valioso contingente e real influencia entro os vadores em maior escala. O desasocego come-
seus moradores nos ajude acumprirmos os vo-icou a ser o effetto da conlrariedade que observa-
tos que prumellemos ao Exm. Sr. presidente vam. Tudu os raolestava e tu lo pertencia a uma
de tirar este municipio do estado do excluso queslao, com o apoio e excitado quo milita vez
ido cao-J parta da minora da mesa, como o signal do
sa de que homens do nada este ja m as posi- combate.
es em detrimentos dos verdadeiros inlercsses i A excitaco foi estendendo sua vertiginosa dis-
deste municipio ..... ............... posico para a anarchia e sentia.-se que apena
Logo que ao Sr. Leao Velloso fui presente um se esperava uma certa opportiinidade. A maioria
exemplar de semelhante carta, expedio elle aos da mesa recusa a lista de um votante, por mo-
------.- ,gallos Je policu dos termos do Passo, Porlo livos que nao sao para mencionar aaui eslava
nihos, protejen(|o-os contra o arbitrio que se p-; do Podras e Porto Calvo uma circular, era que, | no seu direito. O Sr PiligonTo glha-
e que nenhuma relaco
lieos.
O governo do paiz nao podia deixar do tomar
uma medida que garanlisse o presente o o futuro e selvageria onde a nossa boa f tem sido can- part
dos novos subditos do estado, e que puzesse o'" "* *- L
termo immoralidade que poda resollar do esta-
do anmalo em que se achara os dissidentes. (A-
poia los.)
Convinha quanlo antes sujeila-los a leis regu-
lares, em relogo aos inlercsses futuros de seus
iVJ'll*, Pa;le ','? S!' "." rfeco"hecime.,to'de I Iranscrevendo a integra' refcridi"crt7exnri" I no'p'dTvoTar, a m'isa 'jSTo ro do"c"iv-
seus direilos hereditarios. A Toreada le. e raui- mio-se pelo modo seguinte-que tinha a dizer do ele I
o mais obngalona do que a vontade do cada um. | aos raesmos delegados que era triste e lamen- Era o atmal do alarme, n. iodos os ponlos-
[Apoiados
que era triste o lamen-
layel quo homens qualiicados, entre elles um
. v .......- ..., ^....u r,,,-a um i que oceupavam os taes liberaes, se ouvera amos
tL. K2L "."i?"' -.af!l^,^?.eAia i.1.?!!!.d0. '".". CUJ? '.'""? o penna s | excessivos. como os do tribuno que izera o sig!
sujeitos ao querer dos pais, que podem reconhe- deveriam exprimir a verdade, to i
ce-Ios ou deixar de reconhece-los ; e ser islo deslealmente ousassera Iludir ao povo com o
digno da'candado e da nossa civilisajo ? (A-j nome do governo, que nao linha manifeslado
pojados.) outras inl-nc,des seno as mais puras o leoiti-
liemais. >>r. presidente, eu desojo muilo quo mas a respeito das eleices para que ellas cor
esta queslao seja logo decidida. (Apoiados). Se a ram livres e desassombradas : Que
hoje temos um governo que se moslra desejoso sendo falso quanlo dizia
por tanto,
aquella circular em
do respeilar a religio do estado, dando a Deus o referencii ao governo que com
que de r hf n ,.,., .< i'.,..,- s I j,.i e_______ .** < '
--------------- __. _------o ^ 1 v- V Jlll Jl.,| 1 |,| l|rt 1
ueus o a cesar o que e do Cesar, nao dade franquea a todos pleilearem a p|
imm i'i-> i>ii ilii W >u^.. .____________l_____________
>u sabemos quem vira por ahi... E' preciso arrancar j mas aera sugesloes, houvcssem elles de fazer'
o, esla arma ao arbitrio Je quem quer que seja, ea pela maneira mais solemno, sentir a lodos os
nal, ludo era um alarido e uma confuso infer-
nal. Excilam 6 gritara ao povo de seu lado que
saliem a grade, para aggredir a mesa ; bcir
vislo 1 Dizem que nesla occasio, nem o mesmo
digno baro de Alalaia deixou do mandar o
povo polar sobre as grades 1 I
Em lal conjunctura a gente do lado conserva-
dor jambein pula sobre as grades e ahi esl no
recimo para defender aos membros da mesa em
sua maior I ento se trova uma lula que os cs-
forcos do Sr. chefe do polica e de outras pessoas
ILEGVEL
T'l
.!>.


DIARIO DE PBR1TABMUCO. SEXTA FEiftA 21 DF SETEMBRO DE 186*.
*
conseguem que cosso, apparecendu emo aquelle
digna baria, como ura dos pacificadores.
u dia seguidle, 11 desle, foi preciso no gn-
verno mandar o proprio assisleole com ninas 40
pracas de marinha, em ottilulo official, azendo
correr todos os individuos que enlram a matriz,
tendo todas as porias suas scnlinellas I E' assim
que se eslo proceden lo as eleicoes municipaes I
E' un arrem lo do acampamento bellicoso, onde
uinguem pode entrar sem o sanio e senlia.
Os chefej liberales, pais da pulria, como o
nnbre baro da A., Carlos Lobo e outros nao des-
cansa m dia e rioite. E' um trabalhar iucessanle,
mortificante e macerante !
Nao julgando aSMZ tanta geni- valenle, cora-
josa e arrojada quo os acompanba, acercaran!-se
cebiraciito das lisias aos vuuuies, que eo perio-
do de raais perigo em qualquor eleicao, e algu-
mas com erado inosmo a upuracao. Em algumas
freguezias liouveram pequeos disturbios sem
maior consequencia, do que melhor o informa-
rn os jornaes do dia. Em summa, pode-so bera
aflirimr seni receio de cahir em exagerac.es que
o processo eleitor.il vai marchando plcidamente,
que a ordem e tranquilidade publica lem sido
perfetaracnte mantillas, c o lirre exercicio dos
direitos dos cidadaos garantido quanlo so pndia
desojar, e quanlo podia fazer o governo em cum-
primento das promessas solemnes que hara f-i-
to, e anda mais dos seus importantes deeres.
Para melhor preencher estes deveres o go-
verno loinou o accordo de por cada urna das fre-
que 05 brasileiros possam negociar e enriquecer;
insinuar no animo de pobres homens a conve-
niencia da opportunidade de acabar com o par- <'uir .em lJs s partes do ii
tido que prnicje a marinheiros com exclusie dos 8'B,C0es corrido lo livreineu
mais de pessoas de fra do municipio que fizo- goezias do municipio neutro cargo de um juiz
ram vircmscu auxilio e soccorro. municipal ou supplente para fiscalisar todo o
O partido conservador porm sompre nobre e Proecsso eleiloral, e dar de momento qualquer
elevado altura que lbe propria, despreza re-' P/oridencia que a o:dem publica exigisse. garau-
cursos laes. do que alias dispe em vantajosa ''"do o mesmo lempo contra qualquer violencia
cxlensio. Tem a consciencia de sua forca c do .u niisfieaeio o direilo do voio livrc a todos os
s.mi prestigio c conlia na siuceridade de seus Radios. Esta providencia merecen a approva-
/nemh.os, qualquer que seja sua posicio social : 5* geral, e realmente lem exnrcido urna influen-
e qualquer que possa ser lambem a seiilenca da [ c,n summamenle benfica sobre o andamento pa-
urna, nao quera victoria por laes meios. | cifloo da eleicao. A presenca da auloridade co-
lnlilirar no animo da populacio a necessidad I mo Uln;1 garanta robuslocou a confianza do po-
de volar pelo partido liberal como meio de ven- j vo "o governo. e odas as opiiioos e condidalos
cer os portugueses e expelli-los da trra, para PoQ,erao pleitear francamente a sua eleicao sem
receio das fiaudes e violencias que em outros
lempos se davam nestas occasidos. Queira Dos
imperio lenham as
lie e com tanta se-
brasiloiros : induzir toda essa gente a acreditar ren,dde para assim licarem corapletimenle des-
que ellos conlam com a prolccco do presidente ,ne"''Jas as previsoes sinistras de alguns mos
e chele de polica por que estes sao liberaes, 8oure'ros Que vaticinaram mil desordena e des-
como elles, e quo perdida esta occasio, licam 8racas "esta e na futura eleicao de de/.embro.
para sempre perdido^ ; sao armas e meios quo Como a attencao publica est presentemente
s podem convir para dar triiiniho a um pulido,! ,0l'a ^bsorvida na conlemplacao do pleito eleilo-
cuje moral t-nlia sua base na depra vacio hediou- ra' do sou resultado, depois de haver fallado
perianto perraiso pan terminal aqu o pouco
que podia dizer-lhe, prometiendo ser mais ex-
tenso e mais noticioso para o seguate vapor de-
pois da solucio da quostao.
Os nossos negocios com o Ro da Prata pa-
rece que andam um pouco mysteriosos ; mas por
ora nao lem sido alterada a paz enlre nos e es-
ses nossos amareis rizinhos.
Uahia l.-se no Jornal da Tarde :
Acaba de sabir luz a brorhura do Rrm.Sr.
padre Hacedo Cusa, bipo nomeado do Para, in-
mlala Po IX, Pon ti fice e Rei ; exame das
Se c lal o partido liberal daqui, nao o direi,
na que esses dizerea e insinuacoes Ihe sao ge-
ral renle atlribuidas, posso assu'verar que ver-
dade.
Com a noticia de baverem Iriumpbado na fie-
guezia de Pisca desle municipio, cobriram a ci-
dad de fugeles, proromperam em um exalta-
mente que poz em conslernacu o commercio ;
pois, sendo isio no principio da noile, hnuvo um
fcha-portas e uui alarido de espavorir,
balen lo alguna a porta de casas de negociantes
porluguctos e outros gritando e fazendu amoscas
imprudentes; o at axigencias descomedidas I
honre e tem herido, depois disso, de algunsdos
liberaet a porluguezes.
s ',> a influencia de laes desmandos e exalia-
- lem proseguido a eleicao aqui, nao deixaa-
do '! haver indos os das contestares desagra-1
daris, ao poni de no dia 17 do correle ircm-
66 is nios os dous lados antagonistas, o islo
dentro da matriz, tend > por aggrcssores este a- t .........i -w ...............-
conlcimentu a individuos, sempre, do lado U- ''am('ntos da discossao, provando-se o direilo na-
beral, ''I divino que tem a igreja de possuir doml-
E-te. Irisle o deploravel acontecimenlo nao te- n.ios ''""poraes. na medida que elles sao necessa-
principaes objecQes contra o poder temporal do
Papa 95 paginas ri-8.
Este opsculo, de ficil leilura, encerr, sob
a forma animada de urna discussao familiar, urna
exposicao rpida c completa da queslao italiana,
considerada debaixo de seus mltiplos aspectos.
Pode-se elle dividir em tres partes bem dis-
tinctas.
Na primeira (preliminar] se linram nsfun-
ve felizmente resoltados funestos, por
desarmado* s partidos, dislinguindo-se
de polica eo assisteole em pacificar, o que nao
conseguio-se sem grandes esforcos.
Mas que lamentareis cvcniua'idades nao sao
esias !
ll'iiiieu), felizmente, penhuma oceurrencia
desagradare! se deu.
estarem rlus Par* ton?ruo desempenlio de sua missao
chele espiritual.
Na segunda ( lieorica] se moslra o gnesis e
o dcsenvulvimculo dos dominios lempnraes da
igreja romana, o uso quoTlelles lizersm os papas
ims lempos medios, em geral favoravel civili-
saco ; a conveniencia ddsse esplendor maior de
honras e de grandezas que brilham em torno d
Os nimos se acliam perignsamente exaltados e '-''" [e supremo da ehristandade ; a compalibilida-
para recetar que a cada momento se renovem I o earaeler de pomifice e o exercicio da
mais eiicarnieadamenlo as scenas de ante-hon- *>berania propriamenie dita e emflm a necessi-
lem. dade moral, a alia conveniencia dessa soliera
Cessaram os partidos com a pnlilicaco dos' "''' ". Pnl dl" vis,a dlJ bom governo da igrej.
doos pequeos peridicos Povo e Volante, que|p*.1?0^8' d,u Ulr(;"" Publico, d.. historia, da ph-
K
se liuham j excedido a um ponto sumuiamenle
desagradarel e dsmoralisador. A interferencia
do Sr. chele de polica entre os dous com-
losoi'tiia,
versal.
da recta poltica e do bom senso unf*
: Na terceira, erafim, que o tola pralica, se
batentes da imprensa conseguio esse bom resui- ,'sll,dil".1 "s ,cl03 contemporneos, ose des-
lado.
IV
troem, luz de documentos aulhenliivs, as odio-
sas accusacoi'S feilas pelos revolucionarios ao go-
verno; pontificio, inostiaiido-se o que se dere
pensar dos abusos da administrac&o, do estado
infeliz das populacoes romanas, da necessidade
das reformas, da applicacao do suflragio untrer-
qne hoj. aqni channm f.a' das Romaohss, do projeclo de niear a lia-
contraposicio acascudos "" etc.. terminando-se ludo por algumas grares
mus a luemoria duties urna lagrtuia Ue sau-
dade.
Disse.
Compareeeram os Exm3. Srs. presidente da
provinria. brigadeiro Luiz da Franca, alguns Srs.
coronis de linha, o major assislnnto, os mdi-
cos do corpo do saude do exercito e muitas pes-
soas gradas desta cidade. Achando-so tambem
presentes quarenta pracas da guarnicao do bri-
gue Xing.
PERNAMBUCO.
De outros pontos da provincia temos sabido de
disturbios no comeco da eleicao, como as Ala-
goas, Penedo e Palmeira.
Na citfade do Penedo houre al ferimenlos
foi o partido liberal,
jiiJtu mttlamb teta
consideraces sobre o carcter implo da actual
rcrolucio italiana, e a juslica da excommunho
contra seus agentes fulminada.
Taes sao as principaes ideas que formam a
contestiira desle Irabalho, conscienciosamento
elaborado, no nico intuito de defender a rerda-
de lio atrozmente desfigurada pelas calumnias da
rerolucio. Elle nao deixar de chamar a seria
attencao de lodos os calholicos do Brasil, cojos
mais charos interesses. como o de lodosos calho-
licos do mundo, se aeham empenhados ueste gra-
rissimo debate.
No momento em quo toda a catholicidade
dolorosamente commorida, oHta inquieta para os
horisonte-8 sociaes di Europa, carregados de urna
das mais assustadoras lempeslades, de que o
[non lo foi jamis testemunha, o espirito publico
do Brasil, desse paiz eminentemente generoso o
calholieo, nao pode ficar indilferenle, o exclusi-
vamente preoecupado de lulas mesquinhas, que
de nada serven) sondo a rebaixar o carcter na-
cional.
Brasil, >i Ierra aa Santa Cruz, fixar tam-
ben) um olnar de doloroso interesse sobre Ro-
ma, e dar ao corara o allribulado du pontfice
supremo provas de sincera adhesao e sympa-
ihia.
Ctlebroti-sc hoje (II), no convenio da l'ie-
a num-lado para sabir no dia 7, e que 1 dade, urna missa fnebre solemne, mandada di-
foi transiendo para amanhia, sahir com effeilo,' zer pelo Sr. chele da estacio naval e olDciaes de
ou se ficar anda transferido pora depois do dia nossa armada, por alma dos afogados do bri"ue
da sessio do eneeiranicnlo. aliin de nflo dimi- Caliope.
que chamam aos conservadores, quem aggre-
tlio a mesa, prctendendoquebrare destruir todos
os livros da eleicao, rompctido anda parle
de um.
Na Palmeira [villa) consta que al moiles se
der.im, porm eslas noticias sao de caminho e
carecen) de Cuflrmacio.
Para o Penedo fui preciso al S. Exc. man-
dar, como delegado, ao proprio ollicial de gabi-
nete.
Sao mui limitados os lugares em que vence o
partido liberal, sendo em alguns dellea com a
fraude e a violencia, meios que jamis abando-
na m.
Afora islo nada mais hade notavel. S se olha
para eleicoes.
'ir m us.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
O vapor oraaileiru Paran, entrado dos portos
do Sol, trouxe-nosjornaes do Rio at \2, da Ba-
ha al lo. c de AJegnas at 19 do corrente.
Rie dv Janeiro.Eis o que diz a caria du nos-
so correspondente :
Nao posso anda ter certeza de que o vapor
que estar a inundado para sabir no da 7,
unir anda mais o numero dos deputados que de-
vem assislir a este acto, visto como j nao
grande aquello que aqui nes resta, o lerem mul-
los delles de seguir ueste vapor. Seja como for.
Vara nao ficar em falla desta rez com os seus
leilores, quero sempre prevnir-me escrcrendo
alguma cousa sobre as oceurrencias dcstes lti-
mos das, que nao sao entretanto de muia im-
portancia.
" O morimenlo eleitoral tem absorrido quasi
todo o interesse que podiam inspirar os ltimos
trabalhos da sessao legislativa, que entretanto
orca eonfesear que lem sido urna das mais fe-
11111' 9 que temos tido, o das que tem producido
medidas legislativas mais imprtanles. Desle
modo a legislatura de 1856 resgaiou honrosa-
mente a esterilizado dos seos tres primeiros an-
uos de sessao ; e os Miembros temporarios dola,
que van passar pelo cadinho da reeleicio, lize-
ram algum jus sua nova apreseni'ac.'io, de-
monstrando ao mesmo lempo que nao Ibes falla-
va patriotismo nem boa vontade de servir o paiz
nos seus tres primeiros anuos do existencia, e
que somonte a falta de directo dos trabalhos
legislativos, e outras circunstancias inteiramen-
te iniependenles de sua vontade produziram o
resultado de que eram elles aecusados. Mas o
niin '
VOlll
disto a conriccio deque nao governar o paiz sem
que obliresse das cmaras legislativas as refor-
mas e medidas que submelleu este anuo a sua
consideracip, salvu-os da pecha de legisladores
esteris, ou de representantes pouco conseten-
ciosos de seo importante mandato, c ajudon-osa
justificar rlerante os seus constituimos suas no-
vas candidaturas.
v. Nestes ltimos das de sessio acamara dos
deputados
Alagons.Os trabadlos eleiloiaescorreram em
quasi toda a provincia sem a menor novidade.
J eram cnrilicc.Mos os trabalhos de um grande
numero do treguadas.
Na manhaa do Io do trrenle voltr3 de sua
riagem do sol da provincia o Exm. Sr. presiden-
te, havendo percorrido as comarcas do Penedo.
Anadia e Alagoas.
l.-se no Diario de Alagnas:
Honiem 7 leve lugar na matriz desla cida-
de, s 8 e meia horas da manhaa, a missa man-
dada celebrar pelo Sr. capilo do porto, com-
mandanitj e olliiialidade do brigue escuna Xin-
ij, pelo cierno repouso de seus companheiros
de armas fallecidos no naufragio do brigue de
guerra Calliope. *"
Depois da missa celebrada pelo reverendo
conego vigario, tambem leve lugar um memen-
to canlado no lim do qual o Sr. Caetano Jos de
Abren piloto do brigue Xing, recilou o discur-
so seguinle, que commoveu todas as pessoas
que o.'sisliram ao acto :
ileus cantaradas.
Com o coraco transido da mais pungente
dr nos adiamos reunidos no Templo do Se-
sterio actual no qual se acharan) reunidas nhor, para inlerredermos pelo descanco eterno
ade forte e direccan certa, e que linnha alem de nossos irmos e companheiros d'arm
panueiros a'armas qu
sncrumbiram no naufragio do brigue de guerja
Calliope que lendo saludo no dia 1G do mez
passado do porlo do Maranhio com destino ao
Cear, foi pique s 11 horas da manhaa do
da seguinle, entre a Cora-Grande e a costa
de Tapuilapra, em consequencia do mo estado
em que se achara o casco
o Apesar dos esforcos que foram sabiamente
empregidos pelo seu commandanle o capito le-
lo!)) tido anda lempo de occopar-se nenie Manoel Maria Lobo Botelho. que fazendo
Jugo, mas tambem o principalmente aquella qm
regula os direitos de nacionalidade dos cidadaos
brasileiros, da qual ja mais de urna vez Ihe le-
nlio tallado nestas cartas. O Senado tem discu-
tido a IciUo orcamento, achando-se alli presen-
tes os respectivos ministros, c nao sendo a dis-
cussao destituida de interesse principalmente
quando se Iratoa do orcamento da fazenda de re
ceila e despez. Os financeiros da escola mo-
derna nao perderam anda entao a occasio de
inculcar os seus principios salvadores, e de que-
rerem contrariar as vi.las c medidas do governo
nestas materias ; mas, como sempre liveram o
desgoslo de ve-las pouco apreciadas, e lalvez
mesmo pouco acreditadas ; pois que o senado
continuou a prestar o seu apoio ao governo, c
fez passar o orcirnenlo por grande
:hegando a praia no
pequeiin escaler em que ia com as pessoas que
pode aduiiltir nao achou o oolro escaler c a
balsa em que vinham os officiaes c o resto da
tripnla^n I I Passado lempo Ihe appareceu o
piloto, cojo nome ignoramos, e mais alguns
marinheiros, que lbe deram a triste noticia de
que o escaler se hara feito em pedacos n'oma
das grandes arrebeniacoes que liveram de
Iranspor para chegar praia, (que dislava 12 a
15 mitins do lugar do sinistro) c de haverem
perecido o immediato, o segundo lente Anto-
nio Paulo Rodrigues, o cirurgio Dr. Ermelindo
Cesar da Silva, o commissario Jos Rodrigues
das ores, o escrirJJo Anlonio Duarte de Olivei-
ra o algumas outras pracas da guarnicao, sal-
vando-se a nado ello piloto e os poneos mari-
nheiios que com elle cstavam na praia, igno-
maioria.
O Jornal do Commercio publirou ultima-i ramio o destino da balsa em que vinha resto
mente mui tos despachos na magistratura, na da tripolacao!
guarda nacional e algumasgraca.se merces, sen-
do quasi lodss as noineacoos para as provincias
do Norte. Foi lambem publicada a diviso dos
cuclos da corte e provinci ado Rio de Janeiro, e
Eis a sorle do honiem do mar I
Eis mais urna finas (a do nosso compr-
la vnciano, Jos Rodrigues das Neres, nica de
que temos conhecimeulo] de um servidor do es-
Spcra-se que brevemente ser publicada lam-llade. qae lica reduzida miseria!.. E quem sa-
'a".d.e ,.0d8?." ouiral^rovi_"clas_do .be 1"a".la n>is lambem o nao Ocariam ? (Juan-
ita nossa poltica interna.
O processo eleiloral at o presente lem cor-
rido sem maior novidade em todas as freguezias
da cidade, lendo todas ellas, terminado ja o re-
Proslremos-nos, pois, nieus camarsdas, aos
ps do Redemptor, e imploremos de sua infinita
misericordia a paz eterna para as almas dos nos-
sos irrr.aiis e companheiros d'armas, e consagro-
REVISTA DIARIA-
Concluida a eleicao de S. Lourence da Mal-
ta, deu o seguinle resultado para juizes de paz e
vereadores:
ls districto.
Visconde de Camaragibe..... 816
Luiz Francisco de Barros Reg 8|5
Dr. Augusto do Souza Leio .... 814
Jos Francisco d>. Barros Reg 812'
2o dito.
Joaijuira Correa de Araojo..... 312 I
Anlonio Jos Duarte...... 305 '
Manoel Joaquina Mauricio Wanicrley. 294 !
Jos Bernardo da Rocha Paleto. 285
3o dito.
Dr Francisco Joio Carneiro da Cunha. 226
Joo Carneiro l.eilo de Mello. 225:
Manoel Cavalcanii Albuquerque Lins. 221
Joio Luiz Antonio da Silva. 218!
Para vereadores obiivcraro votos os seguidles \
snhores:
Manoel Goncalves da Silva Jnior........ 1 462
Joaqun de Almeida Pinto.............. 1437
Francisco Anlonio Pereira da Silva......" 1326
Joao Francisco do Reg Maia............. 1081.
Jos Maria Freir Garr.ciro.............. 1080
Dr. Ignacio Firmo Xavier................ 993
Anlonio Jos de Olivcira................. 894
Manoel Joaquim do Reg e Albuquerque.. 675
Jos Cesario de Mello.................... 675
Luiz Francisco do Barros llego.......... 675
Francisco Miranda Leal Ser............. 633
Simplicio Jos de Mello.................. 602
Justino Pereira de Paria ................ 5>0
Rodolpho Joo Barata de Almeida....... 533
Dr. Angelo Henriiues da Silva.......... 5()9
Gustavo Jos do Reg.................... 509
l)r Pcltppe Carneiro de blinda Gampello 12
Francisco Accioli de Gouveia Lins....... 12
Baro do l.ivramento.................... 9
Manuel du Nascimenlo da Costa Monleiro 5
Dr. Antonio Vicente do Nascimenlo Pei-
toza..................................... 5
Thomaz de Aquino l'onseca.............. 5
Jos Carlos Teixeira...................... 5
Fernando Francisco d'Aguiar Montarroyos -4
Feliciano Joaquim dos Sanios.......... 4
Com a votaco supra lica assim organisada a
lisia dos vereadores e seos supplentcs :
Vereadores.
Luiz Francisco de Barros Ileso........... -4515
Manoel Joaquim do llego e Albuquerque. 4 144
Jos Osario do Mello..................... 3701
Hodolpho Joo Barata d'Almeida......... 36t
Dr. Angelo Henriques da Silva.......... 384
Gustavo Jos do llego.................... 3170
Simplicio Jos de Mello.................. 2892
Francisco de Miranda Leal Ser........ 2i4
Jos Mana Freir Gameiio............... 2836
Supplenles.
Joio Francisco do Reg Maia............. 28'2
Antonio Jos de Olivcira.................. 2:5S
Manoel Goncalves da Silva Jnior........ 2103
Joaquim de Almeida Pinto................ 2102
Francisco Antonio Pereira da Silva...... 2078
Dr. Ignacio Firmo Xavier................. 206
Manoel drrlascimento da Costa Monleiro 2049
Dr. Antonio Vicente do NascimenloFetoza 2024
Justino Pereira do Baria................. 1831
Freguezia uo P.os-Jakuim.Nesta fregue/.ia
procederam-se s eleicoes municipaes sob o rei-
nado da melhor Iranquillidade e ordeni possireis,
sendo o seguinle resollado para juizes de paz :
1." districto.
Antonio Malheus Rangel.
Joo Barbosa da Silva.
Feliciano Joaquim de Agolar.
Juao Francisco Xavier da Fonscca.
2." districto.
Joo Felippe de Mello.
Caetano Luiz Collacn.
Auionio Becerra Cabral.
Joo Ribeiro Pessoa de Vasconcellos.
Prbccbzu no Ruejo.Proceden-se e ulli-
moa-se nesta freguezia o processo eleiloral com
regularidade, lendo apenas occorrido que sob
motivo improcedente pretenden suspender os
respectivos trabalhos o juiz de paz, que os prin-
cipio u.
Foram volados e elcitos para juizes de paz os
Srs. seguintes :
1." districto Villa).
Joao Maruilio Falco.
Jos da Silva Amaral.
Joo do Reg Maciel.
Padre Jos Theodoro Cordeiro.
2.u districto [Tabocas!.
Frederico Cordeiro de Carvalho Mergulho.
Joo Aule-poiian Pereira.
Jos Amnelo de Luna.
Manoel Joaquim de Souza.
3." districto (Jurenia].
Irancisco Xavier de Paula Caralcanli.
Candido Ladislao Cordeiro Mergulho.
Francisco Cordeiro l.irna Patrio.
Anlonio Leite do Nascimenlo.
4. districto (Catapots).
Francisco de Salles Tenorio.
Jos Raptista Pereira.
Antonio Joaquim da Cosa.
Manoel Joaquim Ferreira da Cosa.
5. districto (Poro).
Belarmino Jos da Silva.
Antonio Rodrigues Lima.
Joo Nepomuceno de Souza.
Anlonio de Araujo Albuquerque.
O resollado da votaco para camaristas deu a
seguinle eleicao :
Caetano de Olivcira Mello.
Mane el Claudio Bezerra de Menezes.
Jos da Silva Amaral.
Joo Marinho Falcao.
Jos llagelbies da Silva Porlo.
Anlonio Aires Campos.
No da 18 lomou posse da sede de deo da
nossa calhedral o Sr. Joaquim Francisco de Faria,
nomeado ltimamente para ella pelo governo im-
perial.
Na roa do Fogo desta cidade continan) os
castigos inmoderados dados discpulos por
meio de junco, de maneira que licam as victimas
em misero estado, todas cortadas.
Ha das na referida ra aQoitou-se um rapa-
zinho por lal modo, que c.onservnii-n clausu-
rado no interior da habilaeo para nao ser vislo
o estado em que ficou.
Convrn que se examine o que fica dilo, c nos
e informado, para que seja punido o tes-
pecliro autor, no caso da veril'icaco da existen-
cia do facto.
Foi nomeado desembargador da relacao
desle districto o Sr. Dr. AITonso Arlbur de Al-
meida o Albuquerque, com exercicio na do Rio
de Janeiro.
Foram removidos da relacao do Maranhio
para .a desta provincia o Sr. desembargador Pon- !
les Visgoeiro; e desla para a corte o Sr. desera-!
cargador Francisco Joaquim Gomes Ribeiro.
Tendo nos dado noticia da ebegada do Sr
Limonsen e sua senhora esla cidade, onde pre-
tenden) dar alguns concertos, nao podemos fur-
lar-not Irazer & sciencia do publico o que so-
bre elles depaiamos na parle noticiosa do Diario
da Uahia.
Anle-honlem leve lugar no Iheatro du Sao
Joao o espectculo nnnunciado pelo Sr. Simou-
sen, rabequista de S. M. o rei da Dinamarca.
O insigne artista tirn d-i rabeca os mais ma-
viosossons, merecendo enthusiasticos applausos
no rond burlesco o passaro na arvore, composi-
Ci sua.
Sua senhora madama Fanny cantou|admiraveI- !
mente ras linguas franceza, italiana e allema, '
tendo sido Ires vezes chamada scena na grande '
cavatina da Traiiata, pela qual foi frenticamen-
te applaudida.
Os dous arlsilas sao dignos dos maiores elo-
gios pelo bem rue sabem desempenhar as difTi-
culdades do sua arte. Madama Fanny ainda se
far ouvir nodia 7 do correnle, e o publico ainda
lera occasio de apreciar lo dislincla cantora.
Por taes garantes do mrito do Sr. Simonsen
e sua esposa, ficar o publico certo de que nao
ser mais esla vez mystiicado acerca de prcten-
coes nao cabiveis.
Boje, pois, que tem de dar o seu primeiro con-
cert, no Iheatro do Apollo, o publico diletanlti,
estamos certos, ah concorrer aprecia-los.
Por carta do Rio consta ter sido nomeado
juiz de direilo de Serid o Sr. Miguel Goncalves
Lima, sendo d'ahi removido pan a comarcado
Brejo da Madre de Deus o Dr. Jos Quintino de
Castro Leio.
Ao amanbecer do dia 19 do corrate Coi en-
comiado em mu dos vallados da e-Irada iVi,,
freguezia dos Afogados (2o districto) o cadver He
um prolo de nome Valerio, narra vo de I). Maria
Hermenegilda Vieira Machado, moradora na
mesma estrada : o procedendo-se vestoria, ro-
conheceu-se ter sido a morle dada com um tiro.
Por ora nada se linha desr.oberto i respailo do
autor desse eran: mas a polica prosegue com
ar.liridade as diligencias necessarias ao d-sco-
brimenlo da verdade.
No mesmo dia 19 perecen afogado era urna
cacimba, no districto da Capunga. um menor de
nome Joaquim, fllbo de urna preta de nome Ge-
noveva, que estando lavar roupa, encarregra
ao dito menor de tirar agua na cacimba, na qual
cahira, sem ser porsenlida a queda pela referida
prela.
Passagciros saludos no palhabole nacional
Sania Cruz, para o Cear. Ravoiundo Pinto
Caralcanli e 3 fmulos, Fredeiico "ue Vasconcel-
los c 8 fmulos, Lilhm, preta, livre.
Passageiros sabidos no vapor nacional Per-
sinunga. para M.icei e porto* intermedios :
Jos tertuliano de Mello, Revd Fr. Caetano
Troina, Anlonio Ferreira, Joao Caraicanli de Al-
buquerque e duas sobrinbas. Manoel Joaquim
Macei, Dr. Manoel Uuarque de Macedo Lima,
Elisiario Jos da Slveira, Diogo Raymundo, o
escravo Cosme, a entregar.
Foram recolhidos casa de delenc.o no dia
19 do correnle 1 hornera o 3 mu Iberos* lodos li-
ares, a saber: 1 ordena do Dr. juiz municipal
da primeira vara, e 3 ordem do subdelegado de
Santo Antonio.
Matadouiio publico :
Hataram-se no dia 20 do correnle para consu-
mo desta cidada 59 rezes
MORTALIDADF. DO DA 20 \
Hermina, parda, 5 mozos ; angina.
Amonio, prelo, 7 anuos; asphuiado.
Um prvulo, que foi encontrado na porta da "re-
ja de N. s. do Carme.
Manoel, pardo, 1 hora ; aspbiziado.
Manoel Pedro Pereira da Silva, preto, solleiio, 4
anuos ; phthysica.
Ciryaca Mana la Conceicao, prela, solteira, 3i
^ anuos: bydropisia.
Francelina, preta, 1 auno; vermes.
Hospital dk cahioadk. Existcm 55 ho-
mens o 5S mulberes nacionaes: 6 bomens es-
trangeiros, e 1 mullier escrava, lotal 120.
Na totalidadedos doenles existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 bomens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
gio Pinto, s 6 horas c tres quartos da ma-
nhaa, pelo Dr. Dornellas s 7 horas c 20 minu-
tos da manhaa, e pelo Dr. Firmo s 6 horas da
larde de honiem.
Fallecern): um honiem de phlhvsica pulmo-
nar e uma inolher de bronchilee.
'3?
CHRrJICA JUUluUrtlft.
TRIBUNAL DO COSIMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 20 DE SETEM-
BltO DE 1860.
piiesidexcia do F.rat. su. hesembaugaob
K. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manhaa, reunidos os Srs. depu-
tados Basto, Slveira, Reg e Lemos, o Sr. presi-
dente declarou aborta a sessio ; leudo sido lida
e approvada a ael.a da ultima.
EXPEDIENTE.
Um Quicio da presidencia da provincia, de 15
do crreme, transoiitlindo copias do decreto nu-
mero 2,576 de 21 de abril ultimo, da portara ex-
pedida pelo ministerio da juslica em 15 de junho
o do aviso pelo mesmo ministerio, de II do refe-
rido mez de junho.Accuse-sc a recepeo c ar-
cbive-se.
Outro do secretario da presidencia, de 18 do
correle, acompanhando no exemplar impresso
das leis provnciaes promulgadas no crrenle au-
no.Accuse-se a recepeo.
DESPACHOS.
Lm requerimenlo de Francisco Jos Slveira,
pedindo o registro do conhucunenio do impost
do seu ofJDcio.Como lequer.
Outro de Jos (ornes Leal e Antonio Gomes de
Miranda Leal, pedindo o registro de sen contrato
social que ajumara.Haja vista ao Sr. desembar-
gador liscal.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 20 DE SETi- MBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. Sil. DKSEMB.lllUADOIl
SUIZA.
Ao meo-dia, achando-se presentes os Se-
nhores desemhargadores Villares e Silva Gui-
mares, e os senhoreg deputados llego. Bastos,
Lemos o Slveira, e supplenles llosa, Lana, e
Malveira, o senlior presidente declarou aborta a
sessao.
Foi (ida e approvada a acta da anterior.
JL'l.GAMENTOS.
Appellanlc, Mano! Amonio Vieira ; appella-
dos, os curadores liscacs da massa fallida de Jos
Duarte do Olivcira Reg.
Julgou'Se a desistencia (embargos).
Appellante, Filippo Nery Alfonso Ferrein v ou-
tros ; appellado, Jos Gabriel Pereira de Lyra.
Seja ouvido o Dr. curador geral.
Appellantes, o presidente e directores da caixa
lili.il do banco du Brasil nesta provincia ; appel-
lados, N. O. Bieber 4 C. c J. K.ller cv C
Nao pode entrar em jugamenlo dos embargos
pela falla do Sr. Velloso Soares, juiz certo.
O Sr. presidente negou prorimento ao aggra-
vo do jui/o especial, em que aggravanle Luiz
Jos da Silva Caralcanli.
Nada mais houve a tratar.
llego Rangel,
No impedimento do secretario.
Communicados
ltecifo SO de setembr.
(Jiiem nao liresse lico prolicua de nossos bo-
mens, e de nossas causas, e hoiivcsse noticia das
patarras encomiastioas, dos requebros, e finezas,
com que nao ha milites dias, o orgo do parti-
do liberal, destribuia afigos e carinhos au admi-
nistrador da provinria, e juncava de llores a es-
trada lriiiinph.il. por onde o levara ao capitolio,
derera enrher-se de pasmo ao saber do modo
brusco, e desabrido, rom que o mesmo jornal.
amatando o Sr. coramenda lor Ambrozo Lcitio
da Cunha pela ra das amarguras o entrega boje
sera appello. nem aggravo a todas as maldijes
dos penamhucanos.
Essa coiitradicao, porm, era prevista por to-
dos aquellos que roiihecc-m a historia poltica
da provincia uestes ullimos an.ios ; e o Sr. Dr.
l.eilo da Cunha nao podia esperar que com elle
se abrisse uma excepeo, que nenhum de seus
Ilustrados antecessores leve a fortuna de ver
reasjida a seu respeilo.
Mas por que tamaito estrepito e alarido ?
Vejamos.
Accusa-se o governo de haver comprimido o
voto docidado com o Spparalo da forra publi-
ca; essa aecusaro, porm, alera de se'r dema-
siadamente seiiea. Dio est no caso de merecer
o apoio de uma poltica liberal, como demons-
traremos.
Era tolos os lempos e todos os dias repele-so
que nao pode haver liberdade sem ordem, era
esta sem aquella; ambas essas cousas sao inse-
paraveis em urna soeiodade regular.
De sua harmona que dere sabir e lem sabi-
do a ordem constitucional, que lodos os brazi-
leiros desejam ver radicada no imperio ; mas
por isso mesmo que a liberda le nao exclue, e
anies SuppSo a ordem, evidente que onde
quer que esla esliver em perigo, ahi dere appa
recer o poder competente para proteger o sus-
tenta-la.
Esse poder em uma sociedade regularmente
constituida o governo ; o se a oriern consiste
no desenvolvimento cmplelo e pacifico da li-
berdade, e na expanso natural de luds as in-
telligeucias, segundo a pbrase systiuiatica de
um publicista de grande conreilo," nada ha que
se Ihe oppoulia mais do que a aoarchia, a qual,
come lodos sabem, consiste esseni ialmenlo na
desobediencia e infraeco da le, uodesconhe-
cimento e revolia contra o principio da autori-
dade.
O governo, por lano, que pe todo o empe-
nho em Sustentar a le, compre o mais imperio-
so de seos devores; e s por esse facto aesegura
a lodos os cidadaos o pleno exercicio do seos
direitos, istu o goso de sua Itberdade em lo-
dos os sentidos.
Agora vejamos a attitude do Sr. commendador
Ambrozio Leilao da Cunha em relacao eleicao
de 7 do correnle.
Sua Exc. promclteu garantir a liberdade do
voto em toda a plenitude, e todas teeru vislo que
as suas promessas francamente annuociadas. fo-
ram muilas vezes acompanhadas de tactos bas-
tante significativos, os quaes demonstraran! a
toda a luz a sincendade de suas patarras.
As demissoes. daautoridades policiaes deCoi-
anna.Ohnda, Afogados, e Muribeca nao tiseram
outra sig,n*flccaoi todas ellas foram decretadas,
urnas por haverem declarado, outras por lerem
mostrado por actos repetidos, que eslavara inei-
i tidas na eleicao,
Km relacao eleicao das-freguezias da capital
j e seos arrab,ildes, sobre as quaes teem recahi-
1 do as aerusacoes do partido liberal, esli na
consciencia do todos, que a.nao serem as provi-
dencias eneigicas. e a altilude llrmo da adminis-
trarn, esla bella cid ido talvea mais uma vez se
| livesse coberto de lulo pelo derramaraenlo de
sangue de alguns de seus lllhos.
Em nenhuraa das freguezias da capital e seus
srretatees o partido liberal pode conseguir tor-
, niara maioria das mesas, ora necessariu portan-
lo, que pleiteassem a eleicao com essa desvan-
lagem.
Bem sabemos que contra essa desvanlagem
bastara o fiel cumprimelo da le, no caso de
quo o mesmo partido disposesse da qualillca^o
de todas as freguezias ; mas nem est averigua-
i do, que elle luesso era seu faror esse elemento
i legal do vieloria. nem se o livesse, desse fado
I Ihe resaltara o direit de-imnftr a suaquatiQ-
caeie maioria das mesas, a qual quem por
forca da le competente para decidir sobre a
denudado do volante, direilo que ella pdeexer-
cer, ou soccorrendo-se s nformar;oos de pes-
soas em seu conceito idneas, ou "presciudindo
inleiiaueiite delles.
A maioria das mesas podo s vezas abusar ;
mas contra essa, existem os recursos lgaos, de
que nicamente se deve lancar mao oppOraos
abusos das mesas a forra brutal das mvssas po-
pulares, e muitas cees o ccele do fantico,
que nem ao menos retante, desconbecer a
le, e levar a desorden), c a anarchia ao seio das
assemblas parochiies
Ora se nao fui isso o que pot e.aa pralica o
partido liberal, foi essa pelo menos a ihe.iria de
seus mais pronunciados apostlos; por muitas
vezes pairoit por cima da cabeca dos membros
das mjs.as paroehiaes essa aiterradora amcaca.
Hovera siuisira, em cojo seio se'abrigara j
morle.
As mesas, que se viam coactas, sem poderem
manler-se no terreno da legalidade, recurreram
ao governo da provincia, e este que o primei-
ro rosponsavcl pela manulenco do imperio da
le, presin a forca necessacia'para esse lim.
Sei., isso filiar s promessas solemnemente
aiiiiuneiadas da liberdade do voto ?
Ningueiii udii; os partidistas desvairados e
plirenelicos podem levanlar algumas suspeilas
nesse seniido, e derrama-las inconsideradamente
no seio da populacio menos pensadora ; mas o
espirito desapaixonado ver nesse acia do gover-
no, nao so o cuniprimenio de um dos seos mais
importamos deveres, mas lambem uma couJlco
essencial para a liberdade do roto.
Com elTeito, a forca pesiada no pateo o corpo
das matrices s linha uma signilicaco, cera, que
cima dos uteresses facciosos dos partidos, es-
lava o interesse geral da paz e ordem pu-
blica, a qual ella sustentara a tolo o costo.
Em que parle a forca publica interven no
pleito eleiloial ?
Nao estove ella em toda a parle, apenas como
guarda dos direitos de lodos ?
Os bomens honestos de lolos os partidos as-
sim o pensaui, e os fados o demonstran) com-
pletamente.
O partido liberal, que formula lio .amargas
censures)'contra a torca vencen a eleicao dejui-
es de paz no segundo districtu da fieguezia do
Recite, e da Varzea, no primeiro da Boa-Vista ;
0 a do vorenlores, se nao venceu-a totalmente
em mullas fieguezias. nao deixou de conseguir
nellas um Iriumplin parcial ; em muitas parles
elle foi ao mesmo lempo vencedor e vencido, e
isto s prora que a auloridade nao comprimi u
direilo do voto, ou antes que ella deixou que os
partidos lutassem por sua propria couta, com a
maxirna liberdade possivel
De corlo onde o partido liberal pude lularvan-
tojosamente, lulou, e ahi a forca publica nao s
Ihe penniliio um fcil Iriumpho, seno como o
tem mautido a seu inlern contento, como acon-
tece com a eleicao do primeiro districto da fru-
guezia da Boa-Vista.-
Portento, as queisas e censuras contra a forca
nao sao, nem podem ser sinceras, e al certo
ponto auloiisam a noticia corrento nesta ci-
dade de attenlados contra a maioria legal das
mesas.
Parece que os liberaes da corte sao metros li-
beraes que osd'squi.
Eleeos municipaes. Conlinuou honiem
trarqnil!ameule a apuracao das cdulas para
vereadores e juizes de paz as freguezias do Sa-
cra-mealo, S. Jos, Sania Rila. Santo Anlonio
Engenho Velho, S. Clirislovio, Gloria e Laga.
Terminou-se o Irabalho eleiloral as fregue-
zias de Iraji, e Jararepagui, sem accid-^nle que
pertuabasse ordem e tranquilidade publica.
Eucerrou-so s 3 horas da larde na melhor
ordem a terceira chamada dos votantes da fre-
guezia de Sania Auna e procedeu-selogo nos ul-
lenores termas da conlagcm, separacio, e ama-
cammenlo das cdulas recebidas.*
a Havendo fundada suspota de que se repetis-
i sera boje nesta freguezia. em maior escala, as
.scenas do du anterior e fnsse seriamente perlur-
, bada a ordem publica, julgou o Sr. chefe do po-
j lua dever assislir peasoalincnle aos trabalhos da
assemblea paroclMai desde seu comeQo e requisi-
tar umr fur,a do corpo de polica como medida
I de prevenco collorando a pedido da mesa uma
; guarda no interior da igreja esentinellai as pie
i tas, o que produzo o mais salisftlorio resultado,
tanto para segoranca dos assisteules como par
garanta da liberdade do voto, reconhecendo ara-
bos os ladus pleiteantes a conveniencia da medi-
da tomada.
( Trniqnilise-se.porlanto. o Sr. Dr. Leilaoda Cu-
I nha a sua attitude lirroc na quadra, por que
passamos; as suas rpidas e enrgicas previden-
Cas, a paz, e tranquilidade que reinara na capi-
tal, assegnram Ihe um lugar de hoHra uo cora-
cao agradec iu de lodos os peruainbu anos, que
j sabem am ir a ordem publica, e conherer lodos
os beneficios que nascem sombra propicia da
mesina.
Esses que nao lendo ainda aponlado S. Exc
o caminho do Capitolio, eslimara desejam que
b. Exc. conquiste no paiz a posicJW, a que Ihe
dao jus incoiileslavel os seus recouhecidos tlen-
los, e superior tino go\ ernaiivo.
X.
Jlas se a auic
le (rnnir os fados consaminados ; se o seu de-
ver mais imperioso o de acautelar a desorden),
c prevenir os crimes, claro que dame da si-
tuarn em <|ue o partid* liberal se apresentou,
por cxeuiplo lias fieguezias de S. Jse e Sanio
i Antonio, nao podia o governo deixar de lo-
mar a attitude firmo que lomou nessas fregue-
zias.
Aecusam-s as mesas de lerem excluido do
corpo das raalrizes os cidadaos que iam exercer
o direilo de votir, e que liuham a faculdade
mais importante anda de inspeccionar e liscali-
|sar os trabalhos das mesmas ; nao ha, porm,
pretexto mais frivolo para a rozeria que se tem
levantado.
Antes de ludo nao sao somonte os votantes que
se achara as matrizes em semelhantos qua-
dras ; entre os cidadaos que as leis chamam ao
exercicio de direilo de esculher os seus juizes
populares, e o ronselho deseo municipio, acham
se os bola-fogos de lodos os lempos, ou turbu-
lentos de todas as classus, em uma palavra, as
pheses, a escoria da sociedades ; sao estes os ar-
diles da anarchia, e os que esli sempre dis-
postos ao primeiro grito de alarma
Ora, cridente que laes individuos nao podem
estarnas matrizes, e antes por amor da ordem
e da calma com que se deve proceder um acto
i"io solame, devera ser deltas expedidos.
Quanlo aos volantes uma verdade de men-
ean que lodos nao podem ao mesmo lempo ins-
peccionar e lisc.iilisir os trabalhos elcitoraes ;
essa inspeccio o fiscalisac&o exigen) mesmo cor-
to gio de illuslracio, de que nem todos dispem;
por essa razo cm todas as partes os cidadaos
escolhem de entre si os mais habis para desen-
peiiharcui essa missao ;- na corle assim lem sera
pre sneced lo, o agora mesmo lodos sabem que
o partido liberal d'alli assentou em fazer liscal-
sar o processoeleitoral las diversas l'regueziaspclus
seus liumens mais prneraiuentes. E' assim que
dessa honrosa laiefa foram incumbidos os Srs.
consolheiros Francisco Diogo Pereira de Vascon-
cellos, Antonio Pinto Chichorro da Gama, e ou-
tras sumntidadesdo partido liberal da capital do
imperio.
E' que a le deve ser sempre entendida em ter-
mos habis, e ella nao pode ter oulra ntelligen-
cia para a sua liel oxecoeao.
Ora todos sabem que Detallados os trabalhos
elcilo.-aes, eslirerara sempre as matrizes desta
capital, de seos suburbios, os bomens que sao'
lid-.is e ha.'idos couio popular do partida, liberal
us quaes foram para alli mandadas, nfim de fis-
calisareiii o^irocesso eleiloral respectivo. Alm
desses commissarios, todas as mesa? paroehiaes
imhsm dous membros importantes desse partido
e, pois o arligo da lei, que faculta a inspeccio e
lisealisacio dos trabalhos elcitoraes, nao poda
ser mais proveilsamente observado.
E' islo oqucesi na consciencia publica; por
tanto toda agrita contra a supposia dlSSolnc.io das
assemblas paroehiaes nao passa de um desses
expedientes, coaa que procura-sc justificar ante
a Opioo de urna parte o desfavor do uma der-
rota, e da oulra o esplendor de urna rictoria ai-
caneada por meio de um combate legal.
Ue ludo isso resulta que se a forja publica nao
esleve prsenle sendo para manier as mesas pa-
roehiaes no terreno, ero que a lei as collocou, e
assegurar ao ridado o exercicio pacifico de seu
direilo de volar ; se a verdadeira liberdade con-
siste em obrar, segundo 0 preceito da lei, fica
fra de dnvida que as aecusacoes feilas i admi-
nislraco por ter sustentado as mesas paroehiaes,
e as suas deterraiiiacoes legaes, ora teem fun-
damento diante da opinio esclarecida, nem lo
pouco pode ser ieila seriamente por una polti-
ca lber. I
Se o arligo ediclorial da folha desse credo pu-
blicada honiem nao nos parecesse escriplo so-
monte para fizer rir at aos quo nao teem esse
habito, on para satisfazer as exigencias imper-
tinenles de 3migos [muco refleclidos, a que es-
creveraos ueste arligo, poderia servir-lbe de
resposta cabal, e peremotoria.
Seja tolavia dito de passegem que, affirman-
do se ah que foram desattendidos pelo Sr.presi-
denie todas aa reclamares feilas pela opposico,
desmente formalmente semelhanle assercoo ex-
pediente do governo publicado no Diario de Ver-
nambuco, no qual se v deferidas Iotas as re-
clamacoes da opposico com a nica excepeo da
retirada da forja publica, que a opposici'o por
cousa alguma qneria ver, alias com seu proprio
prejuizo, como reconheceraii) os Srs. Drs. Sera-
neo era S. Jos, e Drumond na Boa-Vista, que
a pediam cora instancia ao Sr. Dr. chefe de po-
lica !
K a proposito de forca publica as matrizes
aderecemos Ilustrada redaeco do Liberal mais
urna pro va da compressao do voto livre por um
comparsa do Dr. Arnripe em uma das freguezias
da corle-qite se \$- no Jornal do Commercio de 12
do cc-rronje.
Correspondencias.
a auloridade nao lem smenle o dever
Sis. redactores.Para que o respritavel publi-
co (i |ue inteiramenteconvencido deque uao ma-
nejo arma da calumnia; roas s m mostrara verda-
de dos factos.e quem o rerdadeiro criminoso, pe-
los tiros desparados na jane!la do Sr. Dr. Correa
Luna, quando juiz de direilo da comarca do Bo-
nito, dignem-se ler os documentos abaixo publi-
cados. Entretanto succede que o verdadeiro cri-
minoso acha-se tranquillo sem que al esla data
lejiha soRrido cousa alguma, porque julga-se de
lal forma garantido e cora lana audacia, que o
processo foi instaurado contra o Si. capitn Gre-
gorio!... As testimunbas para semelhanle proces-
so foram encanalas com o martello da infamia
0 da perversiiade !... Ouem se julgar sent de
crimes onde se encoutra testimonios que obede-
cen) lao promptas a seu senhor?! Supponho que
iiingueni. Cuntuiue o Sr. Joo Vieira assim que
vai a mil maravilhas. Acho mnita razo quando
diz o Sr. Joao Vieira, que aqui na capital nao se
sabe aquilatar e dar o ve;dadeiio nicrecimentn
das pessoas, como porexemplu a de V. S !!. Tem
mnita razo! e rauio priucipalraente um lente
coronel I! .. que sao lo raros pelo mato, como
sement de laranja de umbi"o.
Juramento desuspencio do Sr. Dr. Manoel
Correa Lima.
Juro suspenco nesla causa, vislo que geral-
mc-iile se diz, que o responsabilizado Joo Vieira
de Mello e Silva, foi quera mandn dar os uros
que foram dados na casa de miiilia residencia em
Carnar na nvlta do \> de junho do correnle an-
uo. O escrivo faga reinec i dostes autos ao juiz
competente.
Bonilo 18 de oulubro de 1858.
Correa Lima.
Atiesta lo do Sr. delegado de polica da-
quello lempo.
Illm. Sr. delegado do termo de Cimbres.O
capilo Gregorio Francisco de Torres Vasconcel-
' los, precisa a bem de seu direilo, que V. S. na
qualidade de delegado desle termo do Carear,
quo enlio era primeiro supplente era exercicio*
por occasio dos tiros dados na porta do ex-julz
de direilo Manoel Correa Lima, Ihe atieste era f
de seu cargo ; primeiro, quaes as declarares fe-
las por aquello doutor, tendentes aos mesmos ti-
I ros, e qual o seu autor ; segundo, se o lente
coronel Joo Vieira de Mello e Silva, fogira des-
la cidade por occasio de ditos tiros, teiceiro, se
0 mesmo lenle coronel sempre levo em seu po-
! der o armamento adarme 17, c um ou dous cu-
meles de cariexenta do mesmo adarmo e quaes
as razoesque liouveram para o predilo lenle
; coronel ficar intrigado com o Dr. Correa Lima ;
assim como se o Dr. Qurra Luna fra, ou nao
)uiimo amigo dosuppUcanta al sua retirada des-
la comarca, por tanto pede a V. S. doferimeuto.
fc. R Me.
Atiesto que oslando eu na cidade deCaruar co-
mo delegado supplente no anuo em que deiam os
Uros na casa do Dr. juiz de direilo Manoel Correa
Lima, lu sempre voz publica ler sido mandado
pelo lente coronel Joo Vieira de Mello eSiIra.
alem disto Babeado o mesmo que um preso que
se achara pronunciado per crimes de unos de
carados, o qual uo me record do nome, ler de-
nunciado peranle a delegada era presenca do juiz
de direilo o subdelegad., e alguma.* pracas que o
acompanharam da prisio a minna presenca, de-
clarou ter dado os tiros na janella oo juiz*do di-
reilo Goncalo Nuve-dedos e o irmo du mencio-
nado preso, que lio bem nao me record do no-
me, islo mesmo o lal preso declarou ao Dr. che-
le de poli' ia quando foi remedido como recrata
no lempo do capitia delegado SI Barrete.
E' exacto ler o mesmo lente coronel Joo
Vieira de Mello e Silva fgido da cidade do Ca-
rear, para o Recife por ver o boalo que contra
ello corra. Tio bnm exacto ler recebido do al-
teres Rispo do 9" batalho 8 cart.xos da afie
e que nunca me os cairegou, c 35 darinetea que
os ri era sua casa e que foi o motiro de ser cor-
rila a sua fazenda e casa de seu pai o nao os en-
eontrei. Por vezes me disse o juiz de direilo. que
nao desconfiara de pessoa alguma, e sim do Joo
Vieira, por Ihe aUribuir a demisso de delegado
e juiz municipal supplenie. Islo altirmo em t de
uieu cargo.
Villa de Cimbres, 9 de iulito de 1SG0.
Capilo delegado, Jos Francisco Carneiro
Monleiro.
Esl sellado e reconhecido.
Avista de sementantes documentos, o de outros
que lenho de publicar, supponho que o Sr. Joo
Vieira nao pode deixar de ern breve lempo ir
descansar um pouco ua fortaleza do Bruiu ; mas
em lini quem sabe, o honiem grande e ganhou
a eleicao de Carnar Elle espera ser eleilo I
Nao havendo por ahi uma derrua, olhem o Sr.
lente coronel mostrando aos habitantes desta
capital, o seu po4er, c a sua alia posicio que tem
oceupado na cidade de Carur.
Dignen) -se Srs. redactores publicar estas lindas
que multa Ihe agradecer o seu constante leitor.
Sebasliao Vaes de Souza.
Recife. 20 de selembro de 1860.
AlfuiMiegn.
Rendiraento dodia 1 a 19. .
dem do dia 20......
188 1673459
88 470*545
211.9383004
Uovimento da airiiilexa
138
556
Voluntes entrados com fazeudas
com genero .
Volumes sabidos com fazendas .
com gneros .
86
59
694
------145
Descarregam boje 21 de selembro.
Barca francezaBerlh mercadorias.
Barca itiglezaPalmalhaferro e carvo.
Brigue mglezMarchameIrilhns para a estzada
Brigue inglezEagle objectos para a estrada.
Brigue poriugnezConstantediversos gneros.
Brigue btasileiro=Eugeniadem.
Importa;;)!).
Vapor nacional Taran, viudo do sul, mani-
fesou o seguinle :
6 caixas rap ; a Jos Baplisla da Fonseca J-
nior.
6 ditas ; a Raimundo Carlos Leite.
1 dita ; a J. N. I. Hasp.
1 caixote e 1 erabrulho ; s Guimares & Oli-
vcira.
1 dilo a Jos Anglada.
1 dilo a Nicolao Brunn & C.
1 dito a F. Vicenle Vianna.
1 caixao e 2 embrulbos a Joo Keller & Com-
panhia.
1 erabrulho ao Dr. Filppe Nery Callaco.
1 dilo a Blum Skmam.
1 dilo a Araorim Irmos.
1 dilo a Mauoel Goqalves Duarte.



(4)
1 ditu a Frederico Chaves.
1 volunte a Henry Gibson.
1 dito a Francisco B. de Almeida.
1 dito a Jos Cardoso"do Reg Pontes.
1 encapado a Miss Joo Ruder & C.
1 pacole a Frederico Corbel.
20 rolos fumo ; a
Azevedo-
Consulario geral
e selembro de
Rendimento dodia
dem do dia 20.
I a 19.
9:021jlC7
933^991
9955J158
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 19. .
dem do dia 20.......
703a279
1-lelil
824.470
iros-
Rendimento do dia 1 a 19.
dem do dia 20. .
Subdelegela do Rente, 19
1860.Ignacio Antonio Borges.
0 collector de rendas provinciaes da cidade
de Olinda faz publico pelo presente, que do dia
29 de selembro se encerrou o exercicio de 1859
a 1860, e que do 1. de oulubjo em diante nao
Francisco Luiz de Oliveira se recbela o imposto da dcima urbana do re-
' f'-rido exercicio sem ser por guia do juizo, con-
forme se acha determinado pela thesouraria da
fazenda prov.icial. CelleUoria de Olinda 15 de
selembro de 1360.O escrivao,
Joo Gonjalves Rodrigues Franca.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguinles :
Par? provimento do armazem do arsenal de
guerra.
10 arrobas de lalao em fulhas de diversas
suras ; 2 lliesouras para latoeiros,
Para a oflicina de sapalari3 da ilha de Fernando
de Noronha.
60O meios de sola ; 200 meios de vaquetas ;
2.000 couros do cabra e ovelhas ; 600 varas de
algodao; 10 duzias de facas; 1 arroba de cera
de abelhas; 1 arroba de breu ; 20 libras de ga-
lbo ; 20 libras do caparosa ; 2 duzias de limas
chatas; 2 duas de grosas ; 20 caixas de sedas ;
lOOnnlheiros de lachas de saltos; 10 rolos de
madeira para formas, de genipapo ; 1 rodete de
moer mandioca ; madeiras precisas para duas
prensas de manufacturar familia.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, n3 secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 26 do
correule mez.
Sala das sessocs do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 17 do
selembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vugal secretario interino.
Consellio administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
DIARIO DE PERBAMBUQO. SEXTA FEltU 21 DE SETEMBRO DE 1860.
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia O de selembro de 1860
LiverpoolGalera inglcza . \ C, 322 saccas algodio.
Rio da Prata Brigue nacional Marinho III, A.
Irmos, 66 cascos cachaca.
Becebedoria de rentlns internas
geraes de Pernambuco
Rendimento dodia 1 a 19. 13:453#31I
dem do dia 20....... 603j932 '
:057S43
Consulado provincial.
46:9405947
l:80434I
48:7458288
8fo v iienio o porto.
Xavios entrados no da 20.
Torios do sul8 dias, vapor nacional Paran,
commamianle o 1" lente Pontos Ribeiro.
Rio de Janeiro14 dias, barca nacional Uebeduu-
ro, de 39 toneladas, capitSo Joio Victorino das
Noves, equipagem 1 em lastro ; a Ainorim e\
Irmios. Veio roceber ordens e seguio para o
ASS.
Xavios sahidos no mesmo dia.
Ccaralalli.ibole nacional Santa Cruz, capitn
Jos Victorino das Noves ; caiga diTorcntes g-
neros.
Uaroi o portos intermedios vapor nacional
Persinuiiga, coinmaiidaiile Manuel Joaquim
Lobato.
Torra-Nova brigc inglez Dante, capilao John
Glass, ein lastro.
THEATRO DE S. ISABEL.
CMIMMII niiICSBEO.IIIIIIMMELl
Sabbado 22 de setembro
24.a recita da assignatura e 12 para os camarotes de segunda serie
Representar-se-ha a grande opera era tres actos de Donizelti:
mmm ifaiu
Osbilheles vendem-se corno de coslume.
Principiar as 8 horas.
Avisos martimos.
Para o Aracaty
O hiate Santa Rila recebe carga
cora Martins & Irmo ra da Madre de
mero 2.
Irata-se
Dos nu-
0 a. BP S 1 Horas 1
V * c a =" m Jl Atmosphtra
* Direccao. < m H O
* * o 1 Intensidade 1
t C5 -1 * p Centgrado. o p: H 5
-1 M r _o M te; O 00 O b * i Reaumur.
-i - 1 1 o 3 - Fahrenheit
-i 10 8 . Hygrometrt >.
-i -1 -1 V -I o -1 -i ce Barmetro i
a >
r v-
~ 2
c
c
>
J
Para o Ass.
Segu era poucos dias o hiale Caroaragibc.
forrado c pregado do cobre, por j ler parte de
seu carregamenlo para o resto e passageiros tra-
ta-se na ruado Vicario n. 5.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a rriaior brevidode o hiale Gralido
por j ler a maiof parte da carga prompla ,- para
do arsenal de gue.ra, tem de comprar os objectos rf '0" "Trf^Xa^ D" Pi,ssei?, Publick
uonii.ro. ...' ou na r,ia d0 Codorniz n. 5, com Pereira c
\ alent.
Para Lisboa sahe impreterivelmenlo ateo
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ler parle
de seu carregamenlo prompto : quera quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija -se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recite, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Porto por Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Promptidao
II, forrado e pncavilhado de cobre, de PR1MEI-
MARCIIA ECLASSE : para carga e passagei-
te
A noile clara com grandes nevoeiros e agua-
ceiros, vento SE, veio para o terral e assim ama-
aheceu.
OSCILtACAO DA OL'.
Preamar as 8 h 6' da" mantisa, altura 6.0 p.
Bdixamar as 2 h 30' da Urde, altura 1.25 p.
Observatorio do arsenal de marinha 20 de se-
tomliro de 1860 Vieras J':mor.
Editaes.
Directora geral da instrueyao
publica.
Paco saber aos interessados que o Illm. Sr.
director geral interino, de conforrnidade com as
iDSlruccoes de 11 de juuho de 1859, lera desig-
nado o dia 26 do correte, pelos 10 horas da ma-
nha, para lerlugaro concurso s cadeiras vagas
de inslrucc&o elementar do 1 grao do sexo mas-
colino,mencionadas no edilal de 18 de julho. Sao
pois convidados os senhores que se arham ha-
bilitados na forma da lei a vir inscrever-sc e a
comparecer nesta repariicao no referido dia e
hora. Secretario da instruccao publica de Per-
nambuco II de selembro de' 1860.O secretario
interino. Salvador Henriiuc de Albuquerque
Declaracoes.
Tribunal lo commcrcio.
Pela secretaria do tribunal do comniercio da
provincia de Pernambuco se faz constar a inscrip-
cao no lompctenle livro de registro, do Iheor do
contrato de sociedade que em 30 de agoslo ul-
timo, a durar poresparjo de tres anuos, contados
do t. de julho prximo passado, Bzeram Gaspar
Antonio Vieira Guimaraes p Jos Gomes Villar,
Ciiladaos portuguezes, domiciliados nesta cidade"
do Becife, sendo o Om social o commcrcio de fa-
zendas na loja Ja ra do Crespo n. 17, sob a fir-
ma de Guimares ; Villar, e com o capital de
21 :956j378, fornecidos por ambos os socios, aos
quaes perlence o uso da firma social.
Secretaria do tribunal do commcrcio de Per-
nambuco 18 de selembro do 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impedimto do official niaior.
Tribunal do comniercio.
Pela secretaria do tribunal do commcrcio da
provincia de Pernambuco so fiz constar a ins-
cripto no registro publico do theor do contrato
de sociedade de Gaspar Antonio Vieira Gnima-
r;ies e Francisco da Silva I'onseca, Porluguezes,
estabelecidos com loja de fazendas na. ra do
tjueiraado desta cidade n. 1, durando o referido
contrato um anno, a contar do 1.. de julho do
crrente, debaixo da firma de Guimara.es & Fon-
seca, e com o capital de 12:64**8i4t ministrado
por ambos os socios, e a cada om dos quaes per-
tence o uso da firma social.
Secretaria do t'ibunal do comniercio de Per-
nambuco 18 de setembro de 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impedimento do oflcial-maior.
Pela inspeccao da alfandega se faz publico,
que no dia 25 do correte raez, depois do meio-
dia, se hao de arrematar em hasta publica, por-
ta da mesma repartico, sendo a arremalorao li-
vre de direitos ao arrematante, um bidet com en-
cost, avaliodo em 20;000, vindo do Porto no na-
vio portuguez Promptidao II, entrado no mez
passado, e abandonado aos direitos por Jos An-
tonio dos Santos Pontes.
Alfandega de Pernambuco, 20 de setembro de
15)60.O inspector,
Rento Jos Fernandes Rorros.
Pela inspeccao da alfandega se faz publico,
que no dia 25 do corrente, depois do meio-diaj
si hao de arrematar porla da mesma repariicao'
sendo a arrematacao livre de direitos ao arrema-
tante. 6 caixas com 72 garrafas de viuho de Xeroz
com 18 medidas, no valor de 960 rs. a medida,
apprehtndidas em acto de desembarque sera li-
cenca da alfandega, por Apellinarlo Francisco Go-
mps, auxiliado pelo inspector do quarteirao Jos
Patricio de Carvalho, e ptlos pedestres Jos Hen-
riques de Souza e Joao Vicente.
Alfandega de Pernambuco, 20 de selembro de
1860.0 inspector,
Rento Jos Fernandes Barros.
Relacao das carias seguras, vindas do sul
pelo vapor Paran para os senhores abaixo de-
clarados :
Padre Antonio da Cunha Figueiredo.
Antonio Jos de Figueiredo.
Antonio Parias Itrando Cordeiro.
Belarmino do Reg Barros.
Cvpnano Fenelon Guedes Alcoforado.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Horacio do Gusmo Coelbo.
Jos Nones de Oliveira.
Dr. Manoel Jos da Silva Nera.
Maria Jezuina Dourada Cavacanle.
Machado & Dantas.
As malas que tem de conduzir o vapor
Paran para os portos do norte serao fechadas
hoje (21) as 3 horas da Urde.
Acha-se recolhido casa de delencao um
preto de nome Manoel, que diz ser fugido'do en-
genho Pao-Santo, da comarca do Cabo, e seu se-
iihor chaniar-se Eduardo.
nuiles :
Para o meio balalbao do Cear.
2 espadas com bainhas de ferro ; 2 lelins de
couro envernisado ; 2 fiadores de relroz preto ;
2 cananas de couro envernisado ; 6 resmas de
papel altnaro ; 16 quarleires de pennas de palo ;
2 caivetes ; 6 garrofas de tinta prela de escre-
vor; 6 duzias de Lipis de pao ; 20 exemplares
de collecdes de cortos para principiantes ; 20
exemplares de tabeadas ; 6 exemplares de gram-
maticas porluguezos por Monle-Verde, ultima edi-
co ; 6 exemplares de compendio de oriilimetica
por Avila ; 6 pautas ; 6 exemplares de traslados ;
6 litros de areia prela.
Meio batalhoo da Parahyba do Norte.
6 resmas de papel almarjo ; 2 caivetes 6 gar-
rofas detinta prela de escrever; 6 pautas.
Para o forlalezo dos Sanios Reis Magos do Rio
Grande do Norte.
1 bandeira imperial grande de flele ; 2 dilas
dilas pequeas de dito.
Para a colonia militar de Pimenleiras.
6 resmas de papel almarjo ; 4 quarleires de
pennas de ganco ; 2 caivetes ; 2 duzias de la-
pis ; 6 garrafas de tinta prela do escrever; 20
exemplares de collecoes de cartas ; 20 exempla-
res de taimadas; 6 exemplares de grammati-
cas portuguezas adoptada ltimamente paralas au-
las ; 20 compendios de arilhmetica por Colloco ;
20 colleioes de compendio para uso dos aulas de
de piimeiras letras, ultima edicao.
Para o arsenal de guerra.
100 libros de vellos estearinas
(Juera quizer vender taes objectos aprsenle as
suas propostas em corla fechada na secretaria do
conselho s 10 boros da manhia do dia 21 do
corrente mez.
Sala das S6ssdes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 1! de
setembro de 1860.
Denlo los Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
uovo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de i)$ por
accao, dodia 10 de setembro em diante.
Pelamesa do consulado provincial se faz
publico, que no ultimo do presente mez finalisa-
seotrimeslro addicionol do anno financeiro de
1859 a 1860; devendo por conseguinte os collec-
tados ciue se achom era debito, do imposto da
dcima e mais impostos que se arrecadam por
esta mesa, mandem saldar seus dbitos, ofim de
que nao sejam ajuizados. Mesa do consulado pro-
vincial, 13 de setembro de 1860. No irnpedi-
; ment do administrador, Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Silva.
O novo banco de
Pernambuco repele o avi-
so que fez para serem re-
cocidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
margo fara'leilao dos gneros e arma-
cao pertencentes a mesma taberna na
ra Imperial n. 43. na travessa do bec-
co do Lima as 11 horas era ponto
Quinta-feira
2i
DE
do corrente
O abaixo assignado,
Facnltalivo pela academia imperial de
medicina, medico cirargica desta
crte:
Attesto quo sendo chamado para tratar da me-
nina D. Emma Cook, de 10 annos de idade, ilha
da Sra. D. Elisa Cook, moradora na ra dos
(Juartcis n 7. em sao Christovoo.
Nole que sofTiia de hepatile (vulgo infiamma-
rjao de ligado), e que em datas anteriores se ha-
via submeltido s medicaces. por facultativos
aconselhadas, sera obter "satisfatorio resultado
E, aconselhando eu o uso das chapas medicinan
i Rleardo Kirk- escriptorio na ra do Parto
n. 119, em menos de dous mezes vi-a perfeita-
menle restabelecida dessa enfermidade, que por
muitos annos resistir applicacao do mais enr-
gico tratamento.
E porque rae fosso este pedido, e seja verda-
de, passei o presente e flrmei.Dr. Joaquim Jos
Cantoso de Siqueira Amazonas.
Rio de Janeiro 28 dedezembrode 1855.
Attesto que lendo applirado as chapas medi-
cmaes do Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na
ruado Parlo n. 119,dellas tenhoobtido vantagens
I immensas, mormenle as in/lmmares do esto-
mago, figado, baco, etc. ; anda que'sua efiieacia
se estenda s leses de oulros orgaos, todava
de indisputavel mrito para os casos supra apo'n-
tados, e bera depressa se sentrao, em abono
da verdade.
E porque me fosse pedido, passei esle e lir-
mei.Dr. Joaquim Jos Cardoso de Siqueira A-
mazonas.-
Rio de Janeiro 27 de Janeiro do 1856.
(Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo Ubelliao Manoel Hilario Pires Ferrao.'
Attenco.
Alnga-se um sitio nos Afogados cora os pre-
dicados seguinles: boa casa de vivenda. casado
banhos, bstanles fructeiras do diversas qualida-
des, lendo entre ellas 82 ps de cajueiros novo?,
quaes carregam bastante, um bom viveiro e urna
olaria bem preparada, na qual se trabalha era
obras finas, bora porto de embarque, e fica junio
da eslago : quem prelender dirija-se travessa
do arsenal de guerra n. 1, armazem de carne,
que ahi se ensinar o sitio e se dir com quera
ha de tratar.
1 carro com boi.
Costa Carvalho for leilao era seu armazem na
ra da Cruz n. 9. de 1 carro com boi de carre-
gar gneros, no dia cima s 11 li2 horas da
manhaa.
LEILAO
CoimiicreM
No escriptorio de Guilherme Carvalho & C.
's ra do Vigario n. 17.
Pira conhecimento do publico Iranscrevemos r>
! cguinte, como prova do verdadeiro zarope q
b osque, bem conhecido pelas innumeraveis cu-
ras, expecialmente para todas as molestias dos
orgaos pulmonares.
Attenco.
Os abaixo assignodos. successores de V C Ya-
tes 4 C, ex-proprietarias do xarope do bosque.
i
RA
ros, para os quaes lera excellentes rommodos,
irala-se com Elias Jos dos Sanios Andrade & i 0
C, na ra da Madre de Dos n. 32. ou com o ca- i beCUIKla-Ieira 24 O COrreilte.
pitto.
Maranhao e Para.
Segu com brevidade o hiale nacional Xovaes ;
para cargo e passogeiros, trata-se com Jco Fran-
cisco da Silva Novaes, no largo do Corpo Sanio
n. 6, segundo andar ou com o capillo Joaquim
Jos Mendes, no trapicho do algodao.

\racaty.
Al o fim da presente semana seguir imprele-
rivelrornte o hiale Duviioso ; para o reslonle da
carga, trata-se com G urge I limos, era seu es-
ciipiorio, ra da Cadeia do Recito, piimciro an-
dar n. 28.
Aracaty.
Para esle porto seguir brovioienle o hiale
Exhala o ; para o restante da carga, Irala-se
com Gurgel Irmaos, ra da Cadeia do Recife n.
2e, primeiro andar.
A borcoca Malina, que se acha no trapi-
che do algodao, j cora alguma carga, segu para
a Parthyba : quem pretender nella embarcar al-
guns gneros, dirija-se quelle lugar, que encon-
Irsr cun quem tratar.
REAL COMPANHIA
Inflo-Luso-Brasileira.
Antunes aulorisado pelo F.xm. Sr. Dr. juiz es-'
Recial do coramercio a r. querimento dos depo-
sitarios da massa fallida de Joaquim da Cosa |
Maia, far leilao no da aciraa designado di- i
nheiro ou a prazo sobre pro[iostas, dos ferragens
e dividas da loja da ra Nova n. ti, bem como
da melado do terreno e olaria no lugar da Torre ,
e de una casa e terreno a margem do rio no i
lugar dos Remedios. As informaroes precisos
dora o onnuncionle em seu armrzem na ru do '
Imperador n. 75, dando principio ao leilao s
11 horas em poni. /
Avisos diversos.
W 1"" *?
quizerem ulilis.ir-se com o seu presumo,
5 podem procura-lo na ra de Santa Isabel @
n. 9 para Iratarem com o mesmo senhor, @
que ser mui razoavcl nos seus ojustes.
Na ru da Cadeia n. 24 deseja-sc fallar cora
os senhores:
Marcelino de Sooza Pereira de Brito.
Cielo da Costa Campello.
Jos Alves de Monte Raso.
Joao Alves de Oliveira.
Manoel Jos Ferreira.
Miguel Estoves Alves.
Antonio de Albuquerque Maranho.
Francisco Jos da Costa.
-- Os abaixo assignodos fozem scicnte ao res-
peilovel publico o ao corpo do commcrcio, que
araigavelmenie desenvolvern! a sociedade que
linham na taberna n. ti do paleo do Terco, que
gyrava na razan de Francisco de Oliveira" Jnior
& C. ficando todoi archivo a cargo de Francisco
de Oliveira Jnior. Recife 18 de setembro de
1860.Francisco de Oliveira Jnior. Jacinlho
Raposo de Almeida.
I
SOCIEDADE
nSTITETA PI E LITTERARIO
,0a ordom do Sr. presidente faz-so publico, que
domingo, 23 do corrente, s 7 liaras da noile,
hjr lugar no palacete do roo da Praia a sesso
mag
li^ltulo : bera como as 10 litros do manha, no
coyenlo dos religiosos Carmelitas hovera a mis-
s#que se tem do celebrar ao podroeiro da mes
todos
den-
em
conhecidas dos
vidro de
na ra do
O vapor Jason, espera-se do Rio de Janeiro e
Rabia al o dia 21 do corrente e seguir para a
Europa depois da demora coslumada. Os presos
dos passagens estoo modificados, sendo os pro-
cos actuaos de
Ia classo
Para Liverpool 35
Lisboa 26
S. Vicente 19
Aluga-se um grande armazem na ra da
Cruz n 29 cora sohida para a ra dos Tanoeiros :
a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
2a closse 3a closse
S 29 16
22 12
18 7
Rio de Janeiro.
THEATRO
O veleiro o bem conhecido brigue nacional
Almirante pretende seguir com multa brevida-
de, por ler dous tercos da sua carga a bordo :
para o resto que Ihe "falta, e escravos a frote, pa-
ra os quaes tem excellentes commodos. trata-so
1 com os seus consignatarios Azcvedo e Mendes.
no seu escriptorio, ra da Cruz n. 1.
sTfl
O
p
1
Perdeufie honlem pela manhaa na chegada do
caminho iF*ferro na estaciio das Cinco Ponas,
no porloo da sabida, um pequeno embrulho com
algumas algalias : quera os aehou, querendo res-
tilui-las, dirija-se ra da Cruz do Recife, arma-
zem n. 14, que ser recompensado.
Precisa-se de urna ama cozinheira pora
casa de poura familia : na ra da Cruz n. 15, se-
gundo andar.
SOCIEDADF
BE\EFCENTE
SEXTA-FEIltA, 21
GRAiNDE
yii^rj
DESETEMRRO DE 1860.
CONCERT
Vocal e inslrame-nta!.
DADO POR
n MARTIN SIMONSEN,
RahcquistaSoloDe S. .11. o Kei
Dinamarca.
REAL COMPANHA
Anglo-Luso-Brasilcira.
O^yopor Milford Hacen, espera-se da Europa !
de 18 a 20 do correnle e depois da demora do cos-
lume seguir para os porlos do sul, para passa-
gens etc., trata-so com os agentes Tasso Irrnos.
Cj Para o Rio Grande do Sul
sahir dentro desles poucos dias o patacho na-
i.ogo que S. Exc. oSr. presidente da provincia con-.l Arapehy. por ler quasi toda a carga
appareccr, dar principio^ o espec- \ prompla : para o restante do carregamenlo co-
Irala-secora Manoel Ignacio de Oliveira & Fjlho,
na praca do Corpo Santo, ou cora o capilao do
mesmo, a bordo.
Vende-se o hiate Santa Rita, construido
ha dous annos, do excellentes madeiras, pregado
e encavilhado de ferro e pao, e forrado de cobre
ha um anno : para ver, defroute do caes do Ra-
mos, pora IraUr, na ra da Madre de Dos n. 2.
se dignar
lculo.
PROGRAMMA.
lDeini)
de l.u-
beca
Primeira parle.
1."Ouverlura pela orchestro.
2.Grande aria da opera I Purilani
cantada por madamo Fanny Simonsen.
.8.* Fantasa para piano sobre iheraos
cia di l.ammermnor (Thalberg), execuloda por el
Sr. Frederico Leraeke.
i.Becordacea de Rellini. Fantasia para ra-
Artol) executada por Martin Simonsen.
Segunda parte.
5.Ouverturo pela orchestra.
6. Ralada Ingleza : Kathleen Mavourneen
(Crough)Ralada Allemoa: DasStandchen : Se-
rensla (Schuben), cantada por madama Simonsen.
7O Passaro m Arvore (L'oiseau sur l'arbre)
Rondo burlesco, composlo e exeeulado por Mar-
tin Simonsen.
8 "Grande aria da opera Lucia di Lammer-
moor (Donizelli). cantada por madama Fanny
Simonsen.
9. Introduco e Voriacoes sobre motivos de
la Filha do Regiment, compostas c executadas
por Marlin Simonsen.
Terceira parte.
10.c-^-Ouvertura pela orchestra.
11. Valsa brilhante para piano (Schulhoff)
exeeulado por Sr. Frederico Leniekc.
12 "^Grande cavatina da Traviala (Verdi) can-
tada por madama Fanny Simonsen.
13.Andanlo Spianato (Erns) e o Carnaval
de Veneza (Paganini), execlados por Marlin Si-
monsen.
O Sr. Frederico Lemeke se presta benvola-
mente a obsequiar ao concertista.
O concert cornegar as 8 horas.
Leiies.
M^
Sexta-feira 21 do corrente.
Oager.te Costa Carvalho fara' leilao
era seu armazem na ra da Cruz n. 9,
de varios objectos de marcineiria de
apurado gosto, as 11 horas em ponto.
Camarotes de Ia ordem 15$
2a 20
3a 10$
Cadeiras 5^
Plateas 3,
Os bilhetes echam-se venda desde hoje do
hotel Inglez, onde se acha o Sr. Simonsen e no
dia do concert no Iheatro.
lima taberna.
Sabbado 22 do corrente.
Por despacho do Exrn. Sr. Dr. juiz
especial do commercio, a requerimento
do depositar o da massa fallida de An-
tonio Jacatho Pacheco, o agente Ca-
O abahEO assignado na quulidade
de testamntelo do finado Fernando
Subidla, tenJo de proceder afepfhven-
tano dos bens do mesmo finado, para o os socios off,'cllvos. honorarios o rorrespom
que se faz mister terminar e liquidar a\ZJBtSXj^XS!1&
sociedade que exista no botequim eca-1 Secretaria do Instituto Pi e Lilteiario aos 19
sa de pasto da ra larga do Rosario, ro- de selembro de Jf.?0; n
. I j Altino Rodrigues Pimento,
ga a todas as pessoas que se julgarem t. secretario.
credoras que'r da sociedade, qur par- v, r ,
.- I Na ra Augusta n. 39 ha urna pessoa com
ticularmenle O testador, de apresen- quera se troto arranjar comido para foro, para ca-
tarem suas cortas ao mesmo abaixo as- sa dell0|neiii solieiro ou mesmo de familia.
signado no prazo de 8 dias, assim como
sao rogados todos os devedores de pa-
garem as suas contas na mesma casa do
estahelecimento ao socio Antonio Den-
t de Araujo. Recife, 17 de setembro
de 1860-Jos Pedro de Alcntara.
M Constancio ao abaixo assignado &
mg que em poder do Sr. t> nenie co- ^
8 ronel Franca param duas letlras 16!
8 umadaquantia de 1:875^500 e 8
|^ outra de dous contos setecentos e S|
^ tantos mil reis, que se diz serem 8
% aceitas e firmadas por pessoa de jg
H nome igual ao do abaixo assigna- ^
^ do, sendo sacador dellas o Sr.
0 Joao Paulo de Souza, declara o
gg abaixo assignado mui solemne-
8 mente que por semelhantes let-
yj, tras nao pode e nem deve ser res-
6 ponsavel, pois qne as nao firmou
8 e menos ao br. JoSo Paulo, com
$% quem tendo tido varios negocios
^ de que Ihe aceitn algumas let-
p tras, todava com elle ja se acha
8 quite e saldo, do que conserva os
S respectivos recibos, en'fo que
g 18^ que Ihe resta da compra de
p tres pares de argolas, Ihe tem
[ deixa lo de pagar nicamente pe-
i3 lo receio de fazer pagamentj e
< transaccoes com um fallido, co-
=^ mo esta' qualiicado o referido
H Sr. Joo Paulo, mas que todava
M esta prompto a pagar a quem se
i) mostrar legalmente autorisado
% para receber.
m Isto posto e se bem que nao
H deva a idea de taes letttas en-
x commodar ao ab?ixo assignado,
m porque ahi esta' o Sr. Joao Pau-
&| lo sacador e descontadur dellas,
g que alto e bom som diz a quem
g o queira ouvir, que o aceitante
;g= das lettras nao e o abaixo assig-
M nado, porm stin outro. com tu-
H do faz-se o presente aviso para
rt> evitar duvidas e questoes que
fg possam apparecerem, o abaixo
^ assignado nao s as contestara'
$p com todas as forcas como crimi-
8 nalmente proceder'contra quem |
M quer que teve a fraqueza e uta
&j le de abusar de seu nome. Re- 3*
5 cife 20 de setembro de 18G0. 8
ffi Francisco Correia de Andrade. 8
Senhor Bom Jess das Dores
em S. Goncalo.
soas, sera sentimentos o bem
proprietarios fozem nesta corte.
O letreiro que esl collocado as garrafas
azul cora emblema e letras da mesma cor, o do
envoltorio amarello com letras cor de rosa 03
raeas garrafas tem o letreiro collocado, rxo
com emblema e letras da mesma cor, o do en-
voltorio verde com emblema o leiras da mes-
ma cor.
Todos os lelreiros sao .issignados pelo propiio
punho de II. Prins 4 C. '
O papel que servo de envoltorio bronco tan-
to das garrafas corno das mcias garrafas, com o
seguale letreiro era letras d'agua : II. Pinc &
C.. 40 ra do Hospicio Rio de Janeiro Xarooo
do bosque 40 ra do Hospicio.
As garrafas e meias garrafas sao de
cor esverdiada. O deposito geral
Hospicio n. 40, Rio de Janeiro.
. ~> Lujzl.Cabral de Medeiros declara ao retpei-
tavel publico e parlicularmeule ao corpo do cora-
mercio que comprou a taberna sita na iua de
mallo Amaro n. 28, que amigamente errara sob
a Orma de Rabello 4 Almeida. ao Srl Adriano
Jos Borges, livre e desonerada de todos os d-
bitos ole esla dala : quem se julgar com direilo
mesmo. compareca no prazo de tres dias, findos
ni V^a ? 8"n,ineii"'te s" 5o responsabilisa.
Recife 19 do setembro de 1800.
I Precisa-se de um hornera das Ilhas, dado
1 agricultura, pora fetorlsar escravos em engenho
; de ossucor. robusto e trabolhador; e de nouca fa-
milia ou cora ella, e quesoilu mandar sem rior
j quera quizer empregar-se nesse serviro, procur
na era aniversario da installacao d mesmo V-'!i\ VrT^"^ HV\ GonSalve's, da Silva
ujliuto: bera como m 10 horas do manha,no\S\2KJK ln.for!?,r qual enSe"
iTve'ntodosTeligiososCormelitos hover., mi,. n e ". propnelor.o. certo do que preenchen-
80 o seu empregn no rompo ser bem pago.
ma sociedade, pora o que sao convidados
Na ra Imperial n. 103
se dir
nhores.
quem d dinhiro a premio sobro pe-
ASSOCiAg&O
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipadlo dos Gaplivos.
Domingo 23 do correle,, as 11 horas da ma-
nliai havcia sessao extraordinaria da asserabl;a
geral da mesma sociedade. espera portanto o Sr.
presdeme o comparecimenlo das senhores so-
cios.
Secretaiia das Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipacao dos Captivos 18 de selem-
bro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1." secretario
L
publica.
su
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernaiubueo,
Por ordem do Sr presidente convido aos se-
nhores socios effcciivos poro sessoo extraordina-
ria de assembla geral domingo 23 do correnle,
as 10 horas da manhaa.
Secretaria da sociedade UniaoBcneficcnle dos
Artistas Selleiros era Pernambuco 18 de selem-
bro de 1800.
Auspicio Antonio de Abren Guimares.
1." secretario.
O abaixo nssignodo declara que nesta dala
despedir, o seu caixeiro o Sr. Antonio Jos Zaca-
ras de Carvalho.
Antonio Cesario Morcifa Dias.
S. Marlin vai ao Porto Calvo ou Alagos.
Ooboixo asignado faz sciente ao respeita-
vel corpo do comniercio, que tendo amigavel-
menle desapartado a sociedode que linha na ta-
berna silo oiraz da mitriz do Roa-Vista n. 57,
que gyrava sobre a iTrnia do Fonseca 4 Braz, fi-
cando todo o activo e passivo ao socio Braz. e fi-
cando o socio Fouseca dosouerado de todos os
negocios da caso, e eucaregado dos mesmos o
socio Braz.Fonseca Braz.
8 O Dr. Cosme de Sa' Pereira da' S
<^ consultas medicas em seu eset ip- g
aS torio, no bairro do Recife, tua
H da Cruz n. 5o, todos os dias,me-
^| nos nos domingos, desde as 6
gj lloras ateas 10 da manhaa, so-
E breos seguinles pontos
!. .Molestias de olhos ;
2.' .Molestias de coracao t
peito ;
5.- .Molestias dos orgacs da
racao e do anus ;
i.- traficara' toda e qualquer
operacao que julg r conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O e\amedaspessoa?que o con
sultarem sera' feito indistincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este fim.
Transmisso do fluido de brago & braro, as
quintas e domingo?, no lorreoo da alfandega o
nos sabbados at s 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do coromissario vaccinador, segundo an-
; dar do sobrado da ra eslreita do Rosario n. 30.
0sSrs- nssignanles da Ordem, moradores
. na cidade de Olinda, queirom mandar receber na
: agencia docorreio daquea cidade os exemplares
| de suas assignaluras, as tercas e sexlas-fciras
de cada semana.
Perdeu-se da roa do Qucimado ra larga
do Rosario e dahi pela ra Nova al Ponte de
Uchoa e raraarinoira.uma pulseira de ouro esmal-
tada de azul escuro, cora tres diamantes, queren-
do restitui-lo. quem a achou, queira cnireg.i-h
na roa do Crespo no loja que foi de Xisto Vieira
Coelho, ao virar para S. Francisco, quo ser bem
recompensado.
Prata.
Poga-se por mclhor preco do que
qualquer parle, proli de le'i, fina ou
ra larga do Rosario, loja n. 25, de
em outra
baixa : na
Francisco
Jnior, junto ao armazem do
SE
a
Gomes de Mallos
lonca.
O abaixo assignado faz ver ao Sr Luiz Jos
Marques, arrematante do consumo da agurden-
le, que deixa de a vender era seu eslabelecimen-
lo do ra da Sanio Cruz n. 3, do dia 30 do se-
tembro do correnle anno em dianlc. Luiz Mo-
reira da Silva.
A mesa regedora da irman-
dade Jo Divino Espirito
Santo,
tendo de aconipanhar em proeissoo solemne, no
dio 23 do correnle a milagrera imogern do Se-
ihor Bom Jess dos Pobres Afllictos, que se acha
na igreja do Divino Espirito Sonto
em deposito
9
de
do Divino
H em regresso paro a sua igreja de S. Goncalo, ped'o
a lodos os senhores que comparecom" na sua
igreja. pelas 3 horas da larde, no siipradita dia, o
especialmente aos que lem opas em seu poder.
Precisa-se de urna ama para rozinhir e en-
Kommar, poro cosa de pouca familia : na ra do
Hospicio n. 31.
se-1
m^^^mm-mmgm m^m
Devendo ter lugnr. domingo 23 do correnle,!
pelos 4 horas da tarde, a trasladoco da mila- i
grosa imagera do Senhor Bom Jess dos Pobres1
Aflictos da igreja do Espirito Santo em proeis-
soo paro o de S Goncalo, por islo pede a todos Rogo-so a todas as pessoas que tem peon-
os morodores das ras era que ella ha de pissar res era poder da absixo assignada, lenham a bon-
para aformoscarem as suas tesladas, ao sahir do | dade de vir resgala-los no prazo de 8 dias do
??ln,??n.,o:__a!! Io aperador. Crespo. Ca- contrario terao de ver seus nomes publicados por
i -i itn rnnAiiina n ni i
ILIDMfdIElD
1
bug, e Nova, ra da Imperatriz, dita da Con-
ceicao, Rozario, Aragn, bcro do Veras, ra Ve-
Iha, paleo e ra da Sanls Cruz em frente, a re-
colher-se. A mesa roga a todos os seusirmos
para coraparecerem em S. Goncalo as 2 horas da
tarde, para encorporados ircra buscar a sua ima-
gera.
Jos Lucio do Carmo,
Escrivao interino.
Aluga-se a casa n. 67 na ra Imperial, com
dous andares e soto : quem a prelender pode
dirigir-se ra da Aurora n. 16 A.
* Justino do Silva Boa-Vista roga I seus de-
vedores o obsequio de virem saldar seus debidos
at o um do c-wrente mez, cerlos de que dessa
dala em dinnte promover a cobranca judicial-
mente.
este jornal e o lempo que j de vencidos, e nao
atlendendo a este reclamo, serao os ditos penho-
res vendidos para pagamento do principal e juros;
e caso nao chegue, serao seus donos intimados
pelo restante. Recito 18 de selembro de 1860
Anna Duro.
Aluga-se no lugar dos Arrombodos, era 0-
linda, um excellentc sobrado com excellente quin-
tal para plantaeoo de capira ou verduras, cuja
casa lera muilos coramodos e perlo dos banhos,
estes a escolher, de agua doce, salgada ou mis-
turada : quem a prelender, entenda-se com seu
pioprietario Jos Antunes Guimaraes, na ra de
Apollo, armazem do Sr. Barbosa.
== Manoel do Benevides, subdito portuguez,
vai ao Rio de Janeiro o leva em sua companhia
sua mulher.
sitio dosBurilis
no Arraial.
Rccebe-se a roupa nos dias 1, 2 e 3-15.16 o
17 de cada mez e enlrega-se a dos tres primeiro
das a 16. 17 e 18 e a dos tres segundos no ulii-
j mo do mez e nos dias 1 e 2 do seguinte.
_Repele-.se este aviso para que nao continu a
injustica de se querer obter roupa lavada c en-
'gommada as dalas eslabelecidas para a entrega,
quanuo ella e somenle recebida no estabeleci-
raento 8 das antes.
So a boa ordem foi sempro ulil em todas as
cousos, nao admirar, que neste laboratorio ella
soja exigida para que tambem nelle possa con-
servar-se.
Ordem terceira do
Carmo.
Nao querendo a mesa actual prejudi-
Cf.r os possuidores das casas e terrenos
foreirosa mesma ordem, por isso que
convida a todos estes a comparecerem
na casa do prior, com os seus ttulos :
no pateo do Carmo n. 16 das 7 horas as
9 da manhaa e das 3 as 5 da tarde.
"T"
ILEGVEL
z v.


DIARIO DE PERNAMBLCO. SEXTA FE1RA 21 DE SETEMBRO DE 1860.
Roga-se
ao Sr. Trajano Carnciro Leal o favor de dirigir-so
u ra do Crespo n. 17, loja de Guiuiaries & Villar
o negocio que nao ignora.
Precisa-se de urna ama que saiba ongom-
m.ir e que compro, pata urna casa de pouca fa-
milia : na ra da Senzala Nova n. 112.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 5
a ru do Vigaiio : quem o pretender dirija-se
o armazem do mesmo.
Frccisa-se de urna ama (com preferencia
cscrava), que saiba fazer com perfeicao o servico
iiileriio e externo de urna casa de puuca familia,
e nao se olh.1 preco : na run da Santa Cruz n. 28
ou na ra devS. Gonoalo ti. 14.
OlTcrcceW um mullier idosa que cose e
az renda, para casa de pouca familia a tratar
na Soledadc, casa do Sr. Francisco Maciel de
Souza. \
Aluga-se uhia casa na ilha do Retiro, sendo
a ultima que (lea ao lado do sul, com boas ac-
commodacoes para familia, quintal murado, cj-
cimba e banho na porta, etc., o lugar j couhe-
cido, e recommenlavel pela sua posicio alegre,
por ficar ao lado da ponte da Passagem, e ser
inui fresco : quem pretender, pode entender-se
com Lufa Manoel Rodrigues Valonea cm casa de
sua morada, casa ao norte da fabrica do gaz na
beira do rio.
Aluga-se urna pequea mei-agua com 2
quarlos, sita 6beira do rio, as casas que tic3m
no norte da fabrica do gaz : a tratar no mesmo
lugar.
. Aluga-se iim escravo para sricos doms-
ticos : na ra do Cabug u. 8, loia.
Consultorio central hmcopnthico
I MRMBI. I
vg Coutiuua sob a mesma direccao da Ma-g
9 noel de Mallos Teixeira Lima," professor
9 era tiomeapalbi a.As consulla scumo d'an-@
& tes.
1 ___
Botica central homeopalhica
Do
DR. S.VBIX0 0, L HU
Notos me licamcntoshomcopalhicos en--p
viaJosila Europa pelo Dr Sabino *>
Estes rao licaminios preparados cspe-
-ilmente segundo as necessidades da:- bo-Js.
rniopathia no Brasil, vende-sc relos 4>re-
eos condecidos na botica central homeo->
palluca, ra de Santo Amaro [MandoNo-a
I

9
9
.i
@ vo n 6.
"7X -T. ;
- Sr. Domingos Osario Pinto
tpteira dhigir-se a esta typograpbia,
que se lhe precisa fallar.
Rogase
aofeT^Ioaquim Cavalcanti do Reg Barros, que
enjTa'a bondade de apparecer na ra do Quei-
mado ii. -10. loja.
Retratos
em cartees de visita como se
usa era Pars.
E o retrato o mais econmico que se pode ob-
Kersteune
ravador e
rador.
dou-
f'i
ler e o mais proprio para dar de mimo
rntese aicos, podendo ser remeltdo
damenle dentro de urna
nao obstante suas
Pintor francez.
Incurube.se de todas as obras concerncnles ao
seu oficio, por presos commodos, quem de seu
Oc lin nn p Prr#,lm0 se quer ulilisar, dirija-se ra das
J.UU |iui Crines n. 11.
Precise-se de urna ama para urna casa de <
pouca familia, sendo o seu servico de portas a "os ,uin",os dos ,llms- Srs- Virae. Dr. Aguiar,
dentro : na ra Imperial n. 49. Guerra, 1 isso e em oulros mais ra da
aos pa-
comiiiO-
Grava-se e dbura-se em marmore letlras pro-
' prias para calacumba ou tuffitilo a 100 rs. cada
casa de um,r' nnnunciunle aprsenla seus trabaihos
Caixa
Na
vraria n, 6 e 8 da praca da
carta. Estes retratos,' Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
pequenas dimensoes, rePre- noel Antonio Pinto da Silva.
sentam a pessoa de figura nleira com n mainr n j .
apuro nos de.all.es, sao a maisTropr^arecorTacao OTf*", d um "ft0 Porluguoz para
d? todas as pessoas' que nos saoPg?a[as Reun "os BF ^TuV^ fofa'" T* C"Pa"
em colleccao poderlo servir para formar um ele- r"a N<" lo|i'
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-se todos
os diase com qualquer lempo, no instituto pho-
tographico de Stahl & C. Relralos de S. M. o
Imperador, ra da Imperatriz.
Altenco.
A f
Precisa-se alugar um perlo'iardiiiciro que en-
lenda do Iratar de cavallos :rrfa ra da Cadeiado
Itccife n. tj, primoiro andir.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Itaker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jobnston i ra da Senzala Nova n. 52
Para passar a Testa.
Aluga-se urna excellente easa de sobrado na
entrada da povoa'ao do Motiltiro, com grandes e
excellenles commodos para nina numerosa fami- mente autunsados pela dila^ companhia parad-; g 5 =3
%-. > f 1 i .-. i n l i .. lili. i.. ,\ rt Imiln m i.i.l -i *^* "'
stabeecida Londres
CAPITAL
Cinco millioee de Vibras
slerVinas.
Saunders Rrolhers& C. Um a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier, que eslo plena-
lia : n trotar na ra doQueimado
pe ac
i de WjScgJMjt JM
Eslas pennas de differenles tualidadea, saofa-
hriradas deaco de prata refinada de primeira
tempera, e sao applicavcis a todo o tamanhode
i'Ura. l'n ;> 13'll cada caixa e.pennas de ouro
lelo mesino aulor com pona de diamante, que
creu a grande vantagem de nao eslar siijeilas a
etsvtferrugem e conservando-se bem limpasso
de O-orao iiiiinita, deposito em casa dos Srs.
Iluede' S Gonal?e8 ra da Cadeia n. 7.
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedr.i,
coberlos de telha, e igualmente sobre osobjeclos
que conliverera os mesmos edificios, quer con-
sisla em mobilia ou em fazendas de qualquer \
qualidade.
DENTISTA
I'K
PERMAMBIICO.
3--Uua estreita do Rosario-3
E
Dentista de Pars.
i
15 Ra Nova15
Frederico Gaulier, cirurgio dentista,
faz todas as operacoe da sua arte e col-
loca denles arlificioes, ludo com a supe-
rioridade e perfeicao que as pessoas en-
tendidas lhe reconhecera.
Teraa^ua e pos denlifricios etc.
umsm&&2BGm sis tmmmm se ; g
Guilherme Carvallio & C.
arrendam o seu escriplorio da ra do Torres, eos ,
duus andares, por so mudarcm do mesmo para a
Vigario n. 17,
:_-
p
Francisco Piulo Ozorio continua a col- SR
^ locar denles artificiaos lano por mcio k
^ de molas como pea pressao do ar, nao |k
S recebe paga alguma sem que as obras j
j nao fiquem a vonlade de seus dono?, sk
lem pozos e outras prepnra'joes as mais *j,
acreditadas para conservacoo da bocea j
Precisase de um molecote que enlenda de
collona e comprar na ra : na ra do Vigario
i!. 1 i. segundo andar. PAUUTOO T r\
Aluga se un pequenu sitio na melhor ra
da Capunga, na run que vai em direilura s casis !
da viuva l.assorre, com grande casa e commodos'
para familia ; a Iratar na ra do Livrameuto :
loja n. 33.
Precisa-se de 00# a juros por lempo de um
anno, dando hypolhi'ca em urna eserava moja : '
quem quizar dar, innuneio pan ser procurado.
Do engenho Pao Santo, freguezia do Cabo,
fugiram do abaixo assgnado dous escravos com M>
os signaes segninles : Tilo, de estatura media,' ,
pretoe secco do cor,io, lem urnas ftidas na ca- "e ^e u
ncila
Liquidado
para acabar.
ojada run do Crespo n. I i, ven-
variado sortimento de fazen-
preqoa
encon-
ncila .le urna das ptrnas, nao tem baiba e repre- das de todas as (letalidades, or
senla ler de 19 a 21) anuos de ida.le, e. crioulo. ,;. ,.____ .'
ManoM. de nacao Ccngo, baixo, de cor fula, tem : ma,S cfnmodos (|ue se poclem
pouca barba no queixo, lem o dfdo de urna das jrar ; como hem :
maos, immediato ao pollegar, torado pelo p da [ Cassas decores fi\as, covado a
unna, tem as pomas grossas, c os dedos curtos, __._ i. n- ,
representa ter de 36 a 38 annos de idide ; levou Lamizul,la cm foHinlia para
camisa e caira de algr.diio azul, e chapeo de pa- senhora a
jha usado: quem os apprehcndcr. peder leva- GollmliaS bordadas
' ":o mesmo engenho, ou no Recife, ruadoCal-
deireiro n. 42, a Francisco Quintino Itodrigues
Esleves, que ser bem recompensado.
Eduardo Carnciro Leo
Joo Vieira deAzevedoe Joaquim Sarmcn-
p?ra se-
nhora a
Cortes de vttido de phantasia
para senhora de l(i a
-------- ----- v *. >^"|iinii uuii:u'ii | w-y | *
lo de Vasconcellos e Castro, subditos portugue- Ottoi de dito de seda para se-
zes, reliram-se pira Portugal.
Aluga-se unta casa terrea ao p da igreja
de Santa Rita, lem bous commodos ; a tratar na
ra da Praia de Sania Rila n. 58, ou na ra da
Traa n. 51, a marzo ni de carne secca.
Precisa-se do urna pessoa que tenha bs-
tame pra'.ica de taberna, sendo hbil c que afian-
ce sua conduela, entrando com algum capital,
dsse-lhe tnleresse em una taberna em una das
boas ras do bairro de Santo Antonio, cuja ta-
berna esl bem afreguezada, tinto para o malo
como para a praca ; e con.o o dono nao possa
oslar dentro da mesma, precisa que a pessoa
que licar tenha as qualidadea oxigidas : a fallar,
na Iravessa da Madre de Dos com o Sr. Jos Vi-
cente de Lima no armazem do Sr. Manoel lava-
res Cordeiro.
Aluga-se um sobrado silo na povoacao dp
MciiU-irn, o qual lem commodos para grande fi-
milia ; assim como locheira e estribara para
cavallos : a Iratar com Manoel Airea Guerra na
ra do Trapiche n. H, primeiro andar.
Precisa-se de un moco de 14 a 1G annos,
para caixeiro : na ru.i estrella do Rosatio n. 12
Antonio de Almeida Cordeiro, subdito por-
luguez. retira so para o Rio de Janeiro.
Willi.ini Jackson, retira para o Rio de Ja-
neiro.
Win Vanghti, retirase para o Rio de Ja-
neiro.
ICO
500
500
lSfOOO
40$000.
f)E
DE
&>
Aviso.
9
ESCRAVOS
r/-
0 Dr. Joo Pedro Maduro da Fonseca
jj mudou a sua residencia para a ra da Ca-
J* deia do Recife n. 52, sguudo andar, aon- @
de se presta ao servico tamo de medicina @
JrJ como de cirurgia e das para s 10 lloras 9
{.* da inaiilia sempre o encontraro em cusa. &
5 *a vv -i<'wfe-C- S<& v> vi5
N
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
sla casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commissao por corita de seus se-
nhores. Afianrn-seoboni Iratamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplido afim de seus se-
nhores nao sofrerem empale na venda delles.
Nesla casa ha somiire para vender escravos do
Deposito
f Jiscas*
In
NATRAiLLE DE VICHY.
na botica franceza ra da Cruz n.
CJHfeB
Ak!ga-se por um corito de res O Nosia casa lia somiire para vender escravos do
segundo c terceiio andar do sobrado n. d?ersTsenjdll?de araboSS sexo9-com hab-
G5 da rua Nova, os quae alera de terem Mauricio Jos' dos Santos Ribeiro, rhegado
Altenco.
Na rua do Encantamento n. 12, primeiro an-
I dar, aluga-se um quarto a pessoa capaz, e nian-
da-se comida para tora, almoco e janlar por^53
mensaes, u manda-Be levar S easa dos freguezes.
Domingos Rodrigues de Aodrade vai as Ala-
goas, levando em sua companhia sua senhora eos
escravos Mariana,fJo o Vernica, deixando por
seus procuradores, durnle a sua ausencia aos
Srs. Delino de Azevedo Villarouco e Miguel Jos
Barbosa Guimares.
Aluga-se um escravo moco : quem o pre-
tender dirija-se rua do Crespo n. 20 B.
Precisa-se de una ama para o diario de urna
casa de homem s : na rua da Palma n. 78; po-
de-se procurar das 3 s C da larde, preferindo-se
estrangeira.
Aloga-se um armazem bstanle grande, na
roa do Imperador n. lil : a lisiar no caes do Im-
perador n. 24.
APPHOVA(iO E AlTORISACiO
DA
E
m ffiI8lM Bi lio
JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
I
| ptimos commodos acham-se assciados.
- O Sr. que morou na rua das La-
rangeras e que annunciou concertar
pianos, qutira ter a bondade de appa-
recer na rua larga do Rosario, arma-
zem de louca, pois ignora se a sua mo-
rada
Thomaz Reide, subdito iagtez, rolira-sc para
fora do imperio.
5 TT''TTrTTTTTrTTTTTT,?"?TTTT>
I DENTISTA FRANCEZ. 3
s Paulo Gcignoux, densta, rua das La- <
T rangeiras 15. Na mesint casa tcn agua e *"
"^ p denlifico. *
CASI LlSft-IKVSLEItiA,
2, Goldeii Square, Loadres.
Lisboa, faz seiente ao respeita-
acaba de eslabelecer na roa lar-
Si, primeiro andar, urna ofii-
onde aprompta quaesquer ob-
ELF.CTKO MAGNTICAS EFISPATICAS


Para serem applicadas s partes aTcctadas
ultimamrnle de
vcl publico qm>
ga do Kosatio n
cia de o orives
jeetns tendemos a mesma arle do mais apur;.do
goslo e peit'ic.iode trabalho. romo sojara ade-
: recos completos, brochas, polseiras, aneia, ali-
neles etc., ele. F.m seu estnbelecimento promet-
i concertar qualquer obra da sua arle cora per-
feicao A pr.ilira adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e as rehenes direitas que
constantemente mantera com a'lgumas das mais
respeitaveis casas d'equella cidade, que se em-
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prato, o habililam a encarregar-se de qualquer
encomrcenda de laes objeelos tanto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
se. dignaron) honra-lo com a sua confianea, S"-
ro servidas com o maior zelo e solicilud e por
procos baratissimos.
O Dr. Manoel E. Reg Valonea pode ser
procurado para o exercicio de sua 'profisso de
medico ; na rua da Cruz n. 21, segundo andar.
Comoras.
Compra-sc urna ou doaa casas lerreas pe-
quenas, cujo preco nao exceda de l.OOOg a 1:500.
Compram-se raibroa novos ou usados de lo-
dos os lmannos, igualmente tahuas de andairaes
e alguns terrenus que sejan proprios : na taber-
na da rua das Cruzes n 'i.
C'^npnm-sc ernaes para embrulho, que
sejam linvpos a 39500 a ai roba : no pateo do Ter-
co n. 9, fabrica de cigarros ; na mesma casa ven-
detn-sc dous rilogios de ouro, sendo um patente
inglez e outro suisso.
Compra-se papel de jonul a 120 rs. a libra :
na rua larga do Itosario
sucar.
ii. 37, deposito de as-
. G. OLIVlilKA luudo augmcnladu, com to- W""^ m
tiar a casa contigua, ampias e excellenles ac- Mi SI Ti O (a IDllSl^l
commodaces para muito raaiornumerode los-1 *M\J uiuoivUi
pedesde* novo se rccomtnenda ao favor e lem-, Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que i bem a tocar varius inslrumenlos ; dando as li-
visi tem esta capital; continua a prestar-lhcseus j-ees das 7 horas s 9 1(2 da noite: a tratar na rua
i fcrviiose bons officins guiando-os em todas as da Roda n. 50.
sem resguardo nem
rl,
&u.uirei nicommoo.
AS CHAPAS MEDICINAKSso muilo contiendas no Rio d
que se lem obiido as onfer-
i cousas que precisein conhecimento pralico do
,f aiz, etc.: alm do portuguez e do nslez alla-se
ta casa ohespanhole francez.
. de Janeiro e em todas as orovincins
: ste impeno ha mais de ti annos, eso afamadas, pelas bas curas
!'''lo ora"0 e-SCr,p,M" ',ue se provn com i"D!"ll"s altostados que existen de pessoascapa-
i
. i i
e irtfallirelem
ou externas, como
Cora estasCiiAPA8-Ei.ECTao-H4SETiCA-EwseiSTicASobtera-se urna cura radica
los os casos deiiillammacao [cansacoou falla de respirofdo),sejam internas
;.Li bo:.;s, estomago, bago, ras, ulero, peito, palpitacao de coraco, gt
,i lis, rheumalismo, paralysia e todas as aleccoes, nervosas,etc., ele' I-ualmenlo nara
reales especies de tumores, como lobinho?,escrfulas ele., se,a qual foro seu lamanl
it.'.'i/.a, por meio dasnppuraco sero radicalmente extirpados,sendo o seu uo
i ibeis e distinclos facultativos
as dif-
io e pro- I
aeonselhado por'
i z e r a
lia era
As encornraendas das provincias deven) ser dirigidas por escriplo, leudo todo o
9 necessarias e.xphcaroes, se as chapas sao para homem. -senhoia ou enanca d
que. parle di
o corpo existe, se na cabera, pescoco, braco, cuxa, perna.'p.ou
lo a circumferencia : e sendo inehagw, feridas ou ulceras, o mold do
no u un pedaco de papel e
i"n applicadas no seu lugar.
a declara;.o onde existem, afim de que as
cuidado de
declarando a
tronco do
seu lama-
chapas possam ser
P lose mutilar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapasserio acompanhadas das competentes explicacoc-s e tsmbem de todos os accessn-
rios pira a collocaeao dellas.
Consultas a totas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianea, em seu cscripto-
rio.que se achara aberto todos os dias, sem excepcao, das 9 horas da manhaa's da larde.
A. W, Osborn retratista americano annuncia
ao repeilavcl publico desla cidde que elle aca-
os accesso-i ha de roceber dos listados-Unidos da America,
RTO
um explcndido sorlinicnlo de molduras redondas
douradas de todas as diraerisoes, caixas para re-
tratos fazenoa muilo fina, assim como recebeu
urn bello sortimento de casolelos de ouro e alfi-
neles dedilo obra prima expressnmente para re-
Iralos. A. W. Oiinrn aproeila esa aprazivel ,
opporlunidade para informar ae publico que elle I
Madamc Gekle, eslabelccida na rua das Cru-
zes n. 30,avisa ao respeitavel publico que se acha
sempre prompia para fazer rjualquer obra de
vestidos de senhora, e tambera chapeos a moda
da Paris, por muilo cooimodo prego.
Quera tiver um sitio peito ou
jlonge desta cidade, com tantoquetenha
I casa de vivenda, arvorts defructo e fi-
que prximo ao banlio salgado, tempe-
rado ou doce, e o quena alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa t rrea nu-
mero 53.
| Attenco.
Hissel, relojoeiro francez, lendo de
desta cidade para Iratar de sua saude,
todas as pessoas que tem colicortos de relogios
era sna mo para virem tralos no prazo de olio
Oas, contando desla data, no palco do Paraizon.
17. Omestro tem para vender urna mobilia,
consistindo em 2 commodas na moda, sendo urna
cora nedra marmore, 1 mesa de meio de sala lam-
beniom pedra, urna duzia de cadeiras trnce-
las, 2 camas de forro, 1 rico relogio de parede,
e muitOfl ulencilios de cozinha.
Oflorecc-se urna ama para rngommar, e
alguma cousa de cozinha :
Precisa-se comprar umi mulata mo-
ca que teja perfeita costureira de agulha
e tesoura, paga-se hem agradando as,
suas jualidades : na rua do Trapiche,
Kecife, n. 0, se dir' quem a pre-
tende.
Comprara-se moedas de ouro de 16$ o 203 :
no largo do Corpo San'o. escriplorio de Manoel
Ignacio do Oliveira Filhu.
Vendas
nhora de 20$ a
Pentes riquissimos de tartaru-
ga de 10$ a 15x000
diales de la estampado a 2.s500
Ditos de touquim bordados
del5|a 20^000
Lencos de cassa com bico a 120
Sabidas de baile de meriotf e
de seda de 1 0} a 1
Paletot de casemira e panno
de 1 $ a 15.S000
E outras muitas fazendas que a vista
do comprador se desengaara'.
m Venile-se um bom escravo do meia tdado
por commodo preco : na rua da Praia n. 47,
primeiro andar.
Vende-se urna casa terrea com 4 quartos,
na roa da Guia n. 25 : a lialar na rua Nova nu-
mero -9.
Vende-se urna casa terrea na rua detraz da
matriz da I!oa-Vsia n. 14, que lem 2 quarlos,
2 salas, cozinha fra'grande, qnintal e cacimba
meeira : quem a pretender, dirije-se a rua Nova
n. 49, iue se dir quera vende.
E barato.
Chales de merino com palma de velludo e ram
pequeo loque de mofo a 5, 6 c 73 cada um, di-
tos sem mofo bordados a seda a 6-3, ditos osla i-
pados a 2?, ditos de touquim a 15? cada um, cj-
semiras de cores de bons gosios e enfeitadas a
'IStIO cada covado, pannos finos baratissimos,
roupas feilas e mais fazendas por baratos procos :
na rua do Qm-iruado n. 50, loja de JoSo Casimiro
da !>ilva Machado, quasi junio ao pateo do 1.:-
v rameo to.
Vende-se um terreno na rua Imperial, pro-
prio, com 110 palmus de frente, com urna cazi-
nha de lijlo com muilo bella vista, dcscmbir-
que alraz, grandes fundos at o rio. aterrado e
piompto a edificar um esiabeleciir.ento, ou pro-
prieda^os, o que se vender com todo fundo ou
parte, como convenha ao comprador: no mes ao
lugar, casa n. 222, a iratar cun u proprictario
Mclurino Francisco dos Santos.
Tricopherous
para limpar as caspas e fazer renascer os cabel-
los : vende-se na rua do Queimadu n. 6, primei-
ro andar.
Vende-se una taberna com poucos fundos,
propria para un rapaz principiante : no becco
Largo n. 1 ; o molivo se dir.
Vende-se um escalor acabado do novo.
madeiras louro e cedro, e lambeni um piano lor-
ie, ludo muilo barato : a tratar na rua do Viga-
rio n. 27, armazem, ou na rua da Cruz n. 4 i, ;: i-
ineirb andar.
Na rua da Cadeia n. 21, vendem-sc as se-
guidles fszendas, per nielado de seu valor, para
liquidacSo.
Bicos de seda brancos e prelos, de todas 3S
larguras, vara a 100, 240, 00, SCO o IJOOC.
l'm completo scrlimenlo de franjas de seda o
de algodao.
Chales de touquim a 10, 15, -20 e 35$.
Dolos de seda, velludo, de louca e de fusto
de qnalidades linas, dunda 200, 400 o 60(1 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2jt, 3 e 4?.
Fnlrerrpins finos, poc.is com 12 varas n \$.
Folhos bordados tiras'a 500, U, 2f. 3^500.
Camisetas com mangaitOl a 35, 4, 5 e 6;.
Enfeitos de llorosa GJ.
Chapees de seda para senhora a 10$.
Casaveqoes de velludo a 40 e COg.
ilos de seda a 25.
l>iios de fusiao .i >-e 12$.
Fitas destda e de ledas as qualidaJcs de ICO
rs. a ljJOO.
Ditas do velludo de 240 rs a lv\
Vende-s
se rclirar
previne a
a casa da rua do Sania Cruz n.
i, perlencenlo a Francolino P.-rnardo Quinieiro
e Jos Francisco Cobral : quera se adiar com di-
reito a elle, aununcie denlr) do prazo de 8 dias
para, depois de comprada, nao haver conlcsia-
COfS.
Vende-se urna armaco propria para loja
de raiudezas ou outro quahjuer estabelecimcnlo,
a lrlr na rua da Impera-
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
esta resolv-ido a dar iccoes da sua arteem lodos
os seus ramos, assim cmo lem para veuder um
completo sortimento chimico e outros aparatos
proprio para as pessoas que professam a sua arle.
Mr Osborn tambera lira retratos em cartees de
visita e era papel de escripia por prego muilo
razoavel: na rua do Imperador primeiro andar
cora hajideira.
quem ouizer, dirija-se a rua do Caldeireiro n. 14.
Para engommar.
Rccebe-se roupa para engommar na rua de
(tortas u. 33.
I HU II U
Rua do Brum (passando o chafariz.) > ,
?^o depoito deste cstaltelecintcnto sempre ba grande soMmento de me
eaauisiao para os engenlios de assuear a saber:
Macbinas de vapor modernas, de golpe cumprido,;conomicas de combustivel, e dfac'illimoassento:
todas agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Catinos de ferro, e portas d'aguaoara ditas, e serrilhaspararodas de madeira;
O Sr. thesourtiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda lodos os dias no es-
criplorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 36,e as casas commissionadas pelo mesmo
Sr. Ihesoureiro na praca da Independa ns. 14 e
16 e na rua Novan. 22, das 8 horas da manhaa
as oda tarde, os bilhelese meios da primeira
parte da primeira lotera do collegio de N. S
do Bum Co!,sellio do Recife, cojas rodas devero
andar mprelerivelraenle no dia 22 do correte
mez.
Thesouraria das loteras 25 de agoslo de 1860
O esenvao, J. M. da Cruz.
Precisa-se alugar urna ama deleile, forra
ou captiva ; na rua do hospicio sobrado da esqui-
na da rua do Camarao.
Laboratorio de lavagem.
Este estabdecmento que coraecou a funecio-
nar na casa de banhos do paleo do Carmo, vai ser
transferido no dia 15 do crtenle para o sitio dos
Burilisna estrada do Arraial.
A excellenle gua crreme e o esparo que all
ha, pernntiindo que se eleve o nnmtre dus con-
currentes, prevme-se as pessoas que esperavara
por rsla transferencia, que podem mandar as
suas roupas para serem lavadas, embora nao te-
\ i !.-. bmii/esp narafcnc ~-r-;-'-r "., nham anda chegado as maiores machinas movi-
i..,aimjw5,ioiiiebe paraiusos, aiados, eixos e odasparacarrocas, rmas galvanizadas Dar nurear etc pte dasa vap-I- .que satsfaroeLtao complciaraenie
n W Tt^mnn n___f Prgai etc..etc. as necessidades desta capital e seus anabaldes.
u- w. owrnan corma que osseus fresuezes acharotudo dieno da nrpfprpnniu ntr A casa.de banIiscontinuar a ser odoposito
rae o hoaram, pela longa experiencia que lile tem deS^i^ tF&E* --J
tote* desta provincia, e Pelo fado de. Ul-Us..-al. ~~~*JL> ./.......- ttSSjS. presentes sao boa .avagem em
15 das, garanta das pecas e precos muilo razoa8
veis. As ucluras serao : boa" lavagem em -
das, garantidas sempre as pecas e precos muilo
commodos.
Domingos Ollero de Carvalho, subdito hes-
panhol, rclua-sc para o Rio de Janeiro.
na rua Direla n. 9
iriz n. C.
Aos senliores alfarates.
Vende-se um reslo de rciroz prelo por baralo
preco : no Porte do Maltes, ruado Cordiniz n. 9.
\endem-sc cadeiras de pinhoproprias para
loja por serem muilo commodas, cemento tamo
era barticas como em linas ; no armazem n. 24
do caes do Imperador.
S Deressa s senlioras.
Existe novo soi lmenlo das novase desojadas
pulseitas de coral Gngindo urna cobrinha, encas-
illadas em "uro : as lujas de ourives de Sera-
phim & Irmo, rua do Cabug ns. 9 e 11.
Vende-sc urna boa casa terrea na rua de
Sanio Amaro n 12; a Iratar na rua do Crespo
numero 1 .
i
acaas
Mosndas inteiras com virgensmuito fortes, e convenientes
Meta moendas com rodetasinotoras >ara agua, cavallos, oubols, acunbadas em
ra xas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivose portas de'ferro para asfornall.as;
Alambiques deferro, moinbos de mandioca, forncf para cozer f,
aguilbCes dcaz
Rodetas dentadas de todos os ta manhos nara
tarinna
vapor,' agua,cavallos ot bois
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poder&P necessiiar.
das melhores qnalidades que existe em Portugal
vendo-so nicamente no armazem Progresso de
Dunrle & Irmao, no largo da Penha n. 8.
Vende-se urna loja de calcado; no melhor
local da rua do l.ivramenlo, comarmaco propria
para qualquer esiabdecimento, a dinheiro ou a
prazo ; a iratar na rua do I.ivran ento n. 33.
Arroz a 3,500 o
sacco.
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, ven-
de-se a. 'OO o sacco grande com ar-
roz pilado e misturado com case i, o que
serve para gallinbas e aniraaes ou mes-
mo dando-te o trabalbo de escolber,
pois o melhor arroz cjue aqu tem vin-
do a este mercado.
A 3,500 o sacco.
Na rua da Imperatriz n 5i, vende-se
ai roz pilado misturado com casca em
saceos grandes a 3,s500 o sacco.
E baratissimo.
Pecas de madapolao cem pequeo loque de
avaria a 2S500 3 e 3J5C : na rua do Crespo, lo-
ja de 4 portas n. 8.
Vende-se urna canoa de um pao bastante
grande, propria para olaria quem quizer, diri-
ja-se aos Afogados, sitio do Sr. capilao Firraino,
ea tralar com Francisco Campello Pires Ferrei-
reira, na Iravessa do arsenal de guerra, irmazem
de carne secca n. .5
Era casa de J Praeger & Companhia, na
rua da Cruz n. 17, ha para vender-se
Bataneas decimaes.
Bichas.
Vendera-se bichas receolemente chegadas,
muito novas, por preco commodo ; era casa de
Joao Sou e C,a rua da Cruz u. 22, na botica
nanceza.
Slarlinho & Oliveira
COM n>
I Loja de fazendas finas 1
^|i0--Ruada Cadeia do Reeife~4ol
^.; Enconlra-se nesle eslabelecmenlo lo- ?
^ das as qnalidades de fazendas. ricos e ^
( elegantes cortes de vestidos de fil, blond '^>
fe e de seda, prctos, brancos e de cores.
^ cambraias. cassas, bareges, chapeos para sig
b homem e senhora, ricos manteleles de ?
renda branca e preta, velludos de lodas SE
qnalidades, giinalelas, adereces de br- ^
3^ Ihanles e loucados para senhora, perfu- ;jt
*g raarias franco/as, roupa feila para homoni '\
^ e meninos, calcado do Melles para ho- .'J
* mem eJoly para senhora, luvas de pe- <
jj lica, chales de verdadeire touquim o lo- ^
^ dos osobjeclos necessarios a urna senho- J2
^ ra de gosto c do grande mundo. i|
4S800a peca.
No armazem de fazendas da
na do Queimado n. 19
Madapolao francez entestado cora 24 jardas,
muito cncorpado, proprio para camisas c saias de
senhoras: o preco pechncha.
Vende-so ma porciio de courinhos rurlidos
porpfeco muilo em conla ; no pateo ne S. Pedro
n 6.
Chama-se a att iigao.
Vende-se saccas com farello a ijOOO rs. cada
urna : no paleo de S. Pedro n. 6.
Vende-sc um cavallo prelo de ta-
manbo regular, o qual trota mu bem
na sella e bastante manso : para ver o
i tratar na coebeira do Sr. Joaquim P.
i Ferrei.ia da Silva, largo do arsenal
Imarinba.
Farello a
2,600 a sacca.
tie
a rua
da
o
Vende-se no armazem da rua
Cordoniz n. 10, em frente
Amorira.
Vende-se urna taberna propria para um
principiante, sita na rua Direla dos Afogados n.
22 : quem pretender, drja-sc mesma, oj a
rua Direla do Recife n. 6.
Vende-sc urna eserava de nacao, com boa
figun, cozinha, lava de sabo, e ptima para
vender na rua : a tralar na rua d j Santa Cruz nu-
mero 30.
Vende-te urna casa lerrea em chaos pro-
prios, na rua do Padre Floriano n. 35: a tratar
na rua larga do Rosatio n. 20, segundo andar.
Vende-se urna cama de angico em bora os-
lad, por preco commodo : na rui da Penha, so-
bradan. 11.
T5T-------T-
*! .
ILEGVELl


-^_
(6)
Aug
A 9UU rs. a vara.
Brim trancado alvo proprio para loalhas de
mesa, com 8 palmos de largo, fazenda muilo su-
perior, c pelo baralo prego de 900 rs. a vara ;
so se vende no armazcm de fazendas da ra do
Queimado u. 19.
Aviso aos senhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodao o mellior que lem rindo ao
mercado, para pavios de velas : vende-se na ra
da Cadeia, loja de ferragens de Vidal & BasUs.
CAL DE LISBOA,
DIARIO DE PERWAMBUCO. SEXTA FKRA 21 DE SETEMBWO DE 1860.
Fazendas finas e
roupa feita.
justo & Perdigo.
Com loj i oa ra da Cadeia do Recife n. 23
Tndem e dlio amostras as segu'mles fazendas-
tortas de vestidos de seda protos c de cores.
ered.. S" de larllana e de S"e !l?:?Amuil:0,b!maoCondici,nad':. n*rua da Ca-
Ca'nbraias de cores, brancas e organdys.
Aaquinhas para saias.saias balo, de dina, ma-
dapolao e bordadas
Lencos d.i labyrinlho do A.ac francezes.
C;i iji -os amazonas de palhi e ,. s>da para se-
nil iras e meninas.
Bal ules de froco, de vidrilho e de flores.
Pon les de tartaruga, imoeratriz e outros goslos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, fraocez e mis-
sanga.
Vestuarios de fusto, de la e de seda para
crianca.
Miitileies, taimas e pelerinas de diterenles qua-
lidades.
Chalas de louqim, do merino e de la de ponta
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, manas de dito, capellas e
flores solas.
Sialures, camisas de Iinho e esparlilhos para
sen hora.
Pertamaas finas, sabonetas e agua de colonia.
O-wx, sobrecasacas c paletols de panno preto
e do cor.
Paletots do alpaca, de seda e de linho.
i, r i< -1 < casimiro de cor, pretas e de brim
Cainitas de ma lapol&o, ue linho inglez e dc laa.
S'roulas de linho e de meia.
M il is, saceos, apelrcixos para viagom.
Chancas pira invern, bolinas do Mclic e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de mas3a e de f-jllro para ho-
mo ni.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Bahia.
Parahyba.
Vea Ie-e o enganho Torrinha distan
te i st i ciJido duas lejuas por tena,
te .i terreno pira dous mil paes oor an
no e h)\ casa de vvenla assobradada c
h)n obras, tem emba* jue no porto dis
ta'ite do engaito 1|2 quarto de legua
da rio L'araliyba eera menos de 3 horas
se ve n acidade; qnem o pretender di-
rij. -se a Jlo Jo; de Ifedeirot Correia
& C que dir' qnem o vende.
Relogios
Suissos.
Vende-as mu escravo cnoulo'dc 26 anuos:
na ra do Imperador n 50, terceiro andar.
Mil no novo.
Vendem-sc saceos com milho a 6| : na ra da
Cadeia do Recife n 3.
Ra do Queimado n. 48.
Julio & Conrado receberam pelo ultimo vapor
0 verdadeiro merm da China proprio para a or-
dem carmelitana, e bera assim alpaca branca na-
ra 610, 720,600 e 1 o covado.
Sehoe graixa.
Se o coadoe graixa em bexigas : no armazem
an Tasso Irmaos, no caes de Apollo
Tachas para engento i
Fundido de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
teru um grande sorlimento d1
tachas de ferro fundido, assim |
como se faz e concerta-se qual-'
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido
Setas de tartaruga para segurar chapeos de |
senhoras : em caso de J. Polque, ra do Crespo
numero 4.
Pechinchas
sem iguaes, na ra do Quei-
mado n. 65, na bem conhe-
cida loja da diligencia de
FajozesJunioi AGuimares'
.JSS?* Pmladas muit<> finas para homem a!
IgSOO a duza.o em pares a 160 rs., clcheles'
ncezes em cart.io a 3*0 a duzia de cartoes, c a
Pianos
Saund%rs Brothers & C. tem para vender em
eu armazena, na praca do Corpo Santo n. 11,
a.gUn!i pianos do "'limo gosto. recenliraente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bncantes J. Broadwood SSons de Londres,
muito Drooriosoara este clima.
deia do Recife n. 38, primeuo andar
Pechincha
Natravessa da ra das
Cruzes n. 2,
vendem-se borzeguins de Nonios de bezerro su-
periores a 8$50, e com meias balaras a 9}000 :
preco nunca visto.
Cheguem ao barato
O Pregaifa est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Tecas de bretanha de rolo com 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cal-
a, collele e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33>, 49, B9,
e G5? a pec.a, dita tapada, com 10 varas a 53> e
65? a pega, cintas largas de molernose escomidos
jiadres a 240, 260 o 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de ruerin estampado a 7$ e 89,
ditos brdalos com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 93 cadj um, ditos com urna s pal-
ma, muilo finos a S3>500, ditos lizos com fran-'
jas de seda a 5, lencos de cu com barra a ffSSft' ?." SF rmuil bodS cor"
inn .in ii.n. """. "as para woiao a 80 rs.,agu has francezas caixas
100, 120e 160 c.da um, meias muito finas pa-'cnn 4 papis a 100 rs.. spparelhos dle porcellana
ra senhora a 4> a duza, Hitas de boa qualidade millto lindos para menina a lS^O, 2j>5o0, 3 e 4#,
a 39 e 3-jr>00 a duzia, chitas francezas de ricos; ri ~ .
desenhos, para coberw a 280 rs. o covado, chi- : V (MOCS ftCOslOIYl I'-
taseseuras inglezas a 5900 a poca, e a 10 rs v.vuuuun
eos.
GRANDE SORTIMENTO
DK
[fazendas e obras feias 1
NA
pal.!30rs. cada carlo com 14 pares, luvas linas de
I seda para homense senhoras a 610 o par, ditas
o covado, brim branco de puro linho a I#,
lS200e 15600 a vara, diio prolo muito encor-
pa lo a 15500 a vara brilhanuna azula 400, rs. Fogi's econmicos americanos, os melhnres
o covado, alpacas de diferentes cores a 360 rs : q"e U'm v""10 ? mer'"ail. "5o s por cozinha-
cad., c.S,mraspsr,aa, 2,500, nV^,Z ^^^'Z,t,^ZlZK
valor,
far palenle ao comprador, e de todas tt *d!tZ ?.f, f- b.m lravado_do8 emos : vende-se na
amostras^penhr. d"a | ^tXfSSl+ dC ^"'^
cova,o cesem.ras pretas finas a 2*500, 3J e como por nao gst^m'rna ^3 da le
JCJUU o covado, cambna preta e desalpicos a I slao-se vendendo por metade*do seu val
500 rs. a vara, e outras militas fazendas que se' >groTjlr occasiao. Garante-se a boa q
far palenle ao comi.rador. e de irt,i.. ,. !lj. I dal,f e. bm ""avado dos nesmos : vende-t
Em iisa de Schafleillin&C., ruada Cruz n.
83, venle-seum grande e variado sorlimento de
t\>i> >' i", ilgibeira horisontaes,patentes,ehro-
n) nMros,-neios chronoraetros, de ouro, prala
dourida efothaadosa ouro,sendo estes relogios
dJ3 p i i iros tabricautesda Suissa, que se ven-
d-irij ,)or presos razoaveis.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa deS. P. Jo-
hnston & C. ra da Seuzala n. i2.
Ora de carnauba.
Ven le-se na roa da Cadeia n 57 a 9jG00 a ar-
an -:>>. > a 11(500; -i methor que lem viudo ao
ni iroado.
Telhado de zinco.
O tldalo di zinco aqui usado as
ci n > mias do %*& c caminho de ierro,
c midas bus in'unijdes modernas, el-
le f i se recommendavel pela grande
dura co, pouco peso no edificio, bom
acji licin imjnto, baratez i do cutto,
> c ni lu : <\ i i duracSo do zincp e infinita prin-
cipil jate se se livor a cautela de dar
umi .id Ituitt do Udo exposto ao
te n/>>, u o i td:i. i| *i icacoiii o peso
d : : i libi', :->lr i u n esp ico que pre-
citan i ni-. i(; n (j itiih .s de barro,
0 ;;,) ic co'i m pelt telha de zioco n3>
penetra o n;ujr piago de chava e a
la:il I .le d; sin con inecao e tal que
un i c irror i pal c jnduz'tr da uma s
vezo tel 'i ido preciso pira cobrir umi
gran le casa, e o telha Jo de zinco muito
til princ p tmente para cobrir enge-
nbos, estaleiro?, barraeSes de ferraras,
mnizsns d; depo.ito etc etc., em
si n :ji q i?n ojuizer experimentar o te-
iii i i le/.in *o, conhecera' sin grande
1 i ;; n, este t?llivlj ven le se a 121)
r par libra de 50 telhis pira cima:
nos armizeos de Paulo Jos Gomes e
Mniil firnino Ferrei"a roa da Con-
c lia armaz3m de materiaes.
Vlanteiga franceza.
.V mais nova que ha no mercado a 560 rs. a
libra, eera Inrrilse faz algum abat nenio : no
largo da Penha n. 8.
Vende-se, permuta-se, ou em ultimo caso
arrenda-se o sitio da travesea dos Remedios na
fro-un/.ia dos Afolados n. 21, sendo que s se
arrenda a quera quizar fizer j tolos os confer-
ios de que a casa precisar para ser descontada
nos aluguois, a importancia despendida com o
concert : pu^m pretender faser qirilquer nego-
cio, enti-n li-so com seu proprirlario na ra de
S. Francisco, sobrado n. 10, como quem vai para
a ra Bella.
Lences de panno de linho da
Feiraa 1^800.
Vendem-se no armazcm de fazendas da ra do
Queimado n. 19.
A 1^800.
Cobertas de chlla, gosto chinez e muito gran-
di -, a preco de Ig800 cada urna : na ra do Quei-
mado n. 10.
Cambraia de salpicos a 4$500
a peca.
Vende-se cambraia de salpicos muilo fina com
8 1,2 varas, pelo baratissifflO preco de 4}5l)0. na
ru do Queimado n. 19.
Setini branco e fil liso.
No armaem de fazendas da ra do Queimado
numero 19.
Attencao.
Vende-se para ornato uma preta da costa
deidade de quarenta e tantos anuos, muito sa-
dia o bstanle robusta, sabe bem lavare coiinhar
o diario de uma casa, vende-se em conta por ha-
ver precisao, no liceo Largo n. 2, na mesma casa
vende-se uma tailaruga verdadeira.
Vend'-se uma escrava muito mo-
c.i, bonita figura, sabe cosinhar e en-
gommar e uma perfeita costureira,
propria para qualquer modista : na bo-
tica de Jojquim ljnacio Ribciro Ju-
n'or, M praca da Boa-Vista.
Ltoja e armazem
DE
fies &Basto.j
Na rui do Queiuiad ) n. ]
46, frente.amarella
Sortimenio completo de sobrocasaca de a
panno preto c de cor a 25, 28j, 30> e i
35. casacas a 28. 30 e35. palitots dos 3
mesmos pannos 20, 22 e 25$, dilos de o
casemira de cor a 163 e 18, ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez s
casemira fina a l. 12/11 c 15$, dilos |
saceos de alpaca prelo a 4S, ditos sobro e
fino de alpaca a 7. 8e9. ditos de me- ri selim a lllj. ditos de merino cord&o 3
a 10$ e 12, dilos de sarja preta trancada I
saceos a 6$. ditos sobrecasacos da mes- |
ma ra/.cnda a 8, ditos de fustn de cor o a
branco a 4, 4J500 e 5$, eolleles de ca-
semira de cor e preto a 5 o 6, dilos de '
merino prelo para lulo a 4 e 5, ditos 3
de velludo preto de cor a 9j o l, ditos i
fde gorgurao do seda a 5 e 6, diios do |
brim branco o de cor a Sffillll e 3. calcas 8
de casemira do cor e preto a 7$. 8$, 'J# |
gp e 10, ditas para menino a 63 e 7, ditas "
=K de merino de cordao para nomem a 5$ e |
^ 6), ditas de brim branco a 5j o 6, ditas !
H dild de cor a 3>, 3500, 4 e 5, o de I
^ todas oslas obras temos um grande sor- i
g limento para menino de todos os lam- |
a uhos; camisas inglezas a 36 a duzia. Na
Ji mesma loja ha paletols do panno prelo
2* para menino a 14$, 15J c 16?. ditos de
Q) casemira pira os mesmos pelo mesma
g| preco, dilos do alpaca saceos a 3 e
ffi 3$500, ditos sobrecasacos a 5) e Gj para
os mesmos, cairas de brim a 2}5'l, 3 c
*B 330O, paletols saceos de casemira de cor 8>
s6>c 7, loallias de linbo a 80J e 1 ca- Ig
** da uma. 3j)
No mesmo eslabelecimento manda-se S^
* apromptar todas as quali lades de obras 9
tendentes a roupas feitas.em poneos dias, ^1
a, que para esse lim temos numero suf- **
W licienle de peritos ofllciaes de alfaiales SI
3, rgidos por um hbil rastre de serae-
M Ihanle arte, fcando os donos do eslabe- M
m leL'i,Dcnt0 reaponsareia pelas mesmas 5
4f obras al a sua entrega. ^
REMEDIO INUUMPAKAVkL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharcsde individuos de todas as na$6es P9-
dem testemunhar as virtudes desle remedio iu-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle flzeram tem seu corpo e mem-
hros inleiramente saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os das ha muitos anuos ; e a maior parte
della sao tao sor prndenles que admiram o
medico mais celebres. Quanlas pessoas recoS
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e peruas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer i
amputacao! Dellas ha muilasque havendo dei-
rado esses asylos de padecimenlos, para senao
submetlerem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodess-
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam e
le resultados benficos diante do lord corree-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! suafirmativa.
( Ninguem desesperada do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguiido algum lempo o
mentratatoquenecessitassea natureza domt,.
cujo resultado seria prova rinconlestavelmeule
Uuetudocura.
O uuguento e til, mafs particu-
arauente nos seguintes casos.
2500
Loja n 25, de Joaquitn Ferrei
ra de S.
Neste armazem de molhados con- vP,
linm w 1 rn ^ ***vmuuuo Kj\J IM. \ ende-se por precos baratissimos para acabar:
do oue em outr7n.S^.eS,!I,er0> abaM menci'in;,dos de superiores qualidades e mais barato roupl's de s"da Para S*" a nhas de
1L7&XSF*" Parle" Pr S6rem a >arle *- Por cont: E -g. 5 o-.o. ea^de
Manteiga Vngleza e francesa ?""eq."fdc c?mb.raia *>"***?8>. capas d
rfSXt%ti"m"Dirra,ue,eBTiado aomercaddc6oa 8 -aubra
a em barril
vista dw gasto
Queijos flamencos
que o rreguc lizer se far mais algum abatimeuto.
Queijo prato
os mais noros que exislem no mercado a 1 a libra, em porco se far abatimento.
\meix.as fraucezas
;oo/^ellS,ibraPorli500-.6emcampotetrde vidro contendo cada uma 3 libra
Musiarda ingleza e f raueexa
era frascos a 60 rs. e em polos franceza a 800 rs cada un.
Verdadeiros figos dc comadre
uicaiicinnasd 8 libras ele^nlemenlfl enfeitadasproprias para mimo a 1$600 rs.
Uo\acuVi\ua ingYeza
a mais nova que ha no mercado a ii<) rs. a bra e en barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro rualquer liquido de 400 a 1000 rs cada um
iVmendoas coaevladas proprias para sortes
de S oao
a 1$ a libra e em" frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2j.
Ca preto, Yiyson e parola
osmelhores que ha neste mercado de 1600,2 e 2*500 a libra.
Nlacasem caixia\ias de 8 Ultras
contendo cada una dilterenles qualidades a 45>50.
Patitos dc dentes ticlvado s
em molhos cim 20 macinhos cada um por 200 rs .
Tijoto rancez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas c francezas
era latas e em frascos de diflercntes qu-ilidadcs.
Presuntos, cnouricas epaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 610 e 720 rs. a libra.
Latas de bolacuinna de soda
de difTerentesqualidados a 1600 em porcao se far algum abalimeiMo
Tambora vendem-se os soguintes gneros ludo recenieraenle chorado e a.
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourira muilo nova, marmclada h v. ? P/ri"
bncantede Lisboa, maeade tomate, pera secca, pascas, fruclao em calda la maiS afamafdt fa"
cora amendoascobertas -onteiles. oaslilhas da vari.n..i.lWaH V'-' TBBCndoa.s' nozes. f"scos
fustao a 5. penleadores de cambraia bordados a
6. liras e babados bordados a 320 a vara, lencos
de seda com franja a 1, riscado francez a 2l0
rs., sobrecasacas Ue panno fino a 25 palelols de
. panno prelo o de cores a 18, 2d e 22, dilos de
I alpaca de 4$ a 8$, calcas de casemira pretas e de
cores para lodos os procos, ditas de brim bran-
co e de cores de 2 a 4, gollinhis bordadas de
traspasso, camisinhas para senhora a 2$500
m nguilos bordados a 200. chita de lustre lar-
ga para.coberla a 320 rs,, esguiao de linho mui-
lo lino a 1200 a vara, bramante de linho com
9 palmos do largura a 2)il0 a vara, damasco
de laa com 9 palmos de largura o 2:)00 o co-
vado, pecas de madapolao fino a 4500, chapeos
de feliro finos, bales Gariualde a 5*500, pale-
tols de brim de cores e brancos de 4j a ti, ca-
misas brancas e de cores de IfSOO a 3, c oulraa
muilss fazendas por muilo menos do seu valor
para fechar contas.
n
Cimento inglezj
Para collar vidros, Iones, tartaruga, fia
11 marllm ele.,chegou uma pequea porfi 5^
4* desle cimento ja muicanhecido nesta ca- #>
^ pial e se vende nicamente na casa de M
*J Augusto & Perdigo, na ruada Cadeia do "V
|fe Recite n. 23, a 2 cala vidro dinheiro *
^ vista. Os amadores devem quauto anles Si
pr.iver-se delle. ^
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande pnrc.lo defolhas
de zinco, j preparada para toldados, e pelo di-
minuto oreco de 140 rs. a libra
Alporcas
Caiuibras
Callos.
**ce res.
^""'aduras.
ores de cabeca.
"^s costas.
.. ds membros.
^'erniidades da cutis
.e,ngeral.
Ditas doanus.
trupcoes e escorbti-
cas.
Fisiulasno abdomen,
rnaldaje 0u falla de
ca'or as elreraida-
des.
Prieiras.
Gengiva escldalas.
tichacoes
Inflam'maco do ligado.
Venda-se este ungento no estabecimenlo
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarroadas de sua venda em toda a America
lo snl, Havana c Hespanha.
Ven le-se a 800 rs., cada bocetinha contm
uma instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso desle ungento.
O feposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
nflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pomas,
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, cm qualquer par-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulace.s.
Veias torcidas ou noda-
dasnaspernas.
Relo
gios.
Vende-seera casa de Johnston Pater & C, ra
do V gario n. 3, um bellosortimento de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambero uma
vanedade de bonitos trancclins para os mesmos.
Ba do Crespo, Espirito de vinliocoin 44
graos.
Relogios patentes.
Eslopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas,
Riscoutos .
Emcasa de Arkwight & C.
Cruz n. 61.
ra da
,--------------------, ....., .,,JO, ,,,[,uuuino je zai
lonas muilo novas, banha de porco refinada e outros muilo senorn* n --,w_
molhados,porisso prometiera os propietarios vendedera nrmn n? en?onlraran tendentes a .
proraetem Lis tandera servirera'qellas Pe.Vw. q^Sfid^ VerrrtradS0ooconU:rqUa,qUer' S ^ 'G' '
viessara pessoa mente ; rogam tambera a todos os miinm/i.. I pouco pralicas como i ,, ,.'. .
queiram mandarsuas encimmendas no .rm Prn,"^^'0.^!.?,nu*e.nh2. e nhores lavradores 5X^*5!!':
Botica,
Rirlholomcu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 3C, vende-se os seguimos medica-
qoeiram mandarsuayencmmendas^
i acondiciouamento 'resso eme se mes affianc.a a boa airalidadee
4RN4ZEM DE ROUPA FEITA
m OTA 1S UMA
Defronle do becco da Congregado letreiro verde.
Casacas do panno preto a 30, 35 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletols de panno prctos e de cores a
20. 25, 30u e
Ditos de casemira de cores a 15# e
Dilos de casemira de cores a 7g e
Dilos de alpaca preta golla dc velludo i
Dilos dc merino selim preto e de cor
a8e
Dilos do alpaca de coros a 3500 e
Ditos de alpaca preta a 3J50O, 5. 7 e
Ditos de brim de cores a 3500,4500 e
Ditos de bramante de linho brancos a
4500 e
Calcasdacasemira prcla e de cores a
.9, lOJ e
Ditas de princeza e alpaca do cordao
relos a
Ditas de brim branco e de cores a 2500.
4g500 e '
Ditas do a.'iga de Borro a
"las de casemira a]
40J000
35g000
358000
225000
120f0
12g000
9000
5S009
9000
5000
6000
12000
5J000
5000
Colletes de velludo decores muilo fino a
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5, 5$500 e
Dilos de selim oreto a
Dilos de casemira a
Dilos de seda branca a 5$ e
Dilos de gorgurao de seda a 5J e
Ditos de fustao brancos e do cores a 3fl e
Dilos de brim branco e de cores a 2 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodao a 1600 c
Camisas de peilo de fuslo brancas e de
cores a 2300 e
Ditas de peilo e punhos de linho muilo
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolao brancas e de cores
a1800, 2 o
Ditas de meia a 19 e
Relog'os de ouropalentee orisonlaes
- Ditos ae prata galvanisados a 25$ e
30"9 Obras de ouro, aderecos, pulceiras e ro-
550u I setas
lOjOOO
6000
5J0OO
sgsoo
6.5DOO
6OO0
3500
2g500
2S500
29OOO
29500
35J00O
29.580
1S600
30J000
rilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dilo.
Ellixir anti-asmathico.
Vidiosde bocea larga com rolhas, dc 2 oncas
e 12 libras.
Assim como lera um grande sorlimento de pa-
pel para forra de sala, o qual vende a mdico
preco.
Velas de esperinacete.
Em caixa com 25 libras por 15, a retalho a
640 a libra : no largo da Penha n. 8.
Manteiga para tempero.
Perfeltamente cm bom oslado, vende-se cm
barril a 160 rs. e a retalho a 200 rs. a libra : no
larga da Penba n. 8.
Chapeos de sol de seda ingle-
zes a 8#000.
Na ra do Crespo, esquina da ra do Impera-
dor n.7, loja dc fazendas linas de Guimaraos &
Lima, vendem-se chapeos de sol de seda mzle-
zes a 8S cada um.
Vende-se ou aluga-se um sitio na Capun-
ga, ra do porlo do I.aserre, com boa casa Ier-
re, com bastantes arvoredosde fructo, cuja casa
fira encostada casa do Sr. Bartholomeu: quem
o pretender por compra ou por alugucl, emenda-
se com oaKaixo assignado,
Narciso Jos da Costa Pereira.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
Sos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
aodaa na ra larga do Rosario n. 36.
flua da Seuzala No va n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios para carro de um e douscaval-
os e relogios d'ouro patonte inalezes
Rival sera segundo.
Na ra do Quaimado n. 55. defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos do Azevedo
Mau e Silva, ha para vender os seguinies artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodao a 1.
Carlas de alfinetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas, madeira branca, a
l$ 10.
Phosphoroscora caixa do folha a 120 rs.
Frascos de macassi oerula a 200 rs.
Duzia da facas o garfos muito finos a 3500.
Clcheles em carlo de boa qualidade a 40 rs.
Caicas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obrejas muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Diio dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Spalos de laa par enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros dc marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Gravitas de seda muilo fins a 600 rs.
Tesouras para costura muilo finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 5l)0 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a IjJ.
Pegas de tranca de laa com 13 varas a 500 rs.
Felilho para enfeilar vestido (peca) 1.
I.inhas Pe 1ro V, cartaocom 200 jardas, a 60 rs.
D|las dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas) 40 rs.
Atlenco.
*
Vende-se a cocheira da ra di Paz, com todos
os pertences, c 22 cav3llos novos e Iraquejados
no servico dos carros : a tratar na mesma co-
cheira n. 13.
Grammalieaingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramenle nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se* na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
mm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes,de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dosmelhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
lenle rio Livramonlo.
Covado a 200 rs
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas a imilacao de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e 0o cores a
200 rs. o covado, pecas de esguiao de algodao
muito fino a 3$ a peca, ditas de brrtanha de rolo
com 10 vaias a 29. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merm eslampados a 2.
Iciiqos brancos com barra de cor a 120 rs., ditos
co ji bico a 200 rs., algodao monstro de dus lar-
guras o moihor que possivel a 640 rs. a vara
rnussulina encarnada a 240 o -ovado, fil de li-
nho prelo bastante largo. A loja est aberta al as
9 horas da noile.
45Roa Direita15
Este estabeleciment oflerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes. .... 10/J000
nitos aristocrticos....... 9000
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos. ...... 6#000
Meio borzeguins patente. 6j(j500
Sapa toes nobreza....... 64006
Uitos infantes. ..,.,.,. 5$000
Ditos de luili:) (o 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tem). 6$000
Ditos de petimetre...... 50000
Ditos bailarinos........
Ditos impermeaveis......
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (queb a
cambada). ,...... 4800
Ditos todos de merino (sallo
denS>).........4500
Meninos e meninas.
Sapatoes de lor^a. ...... J$0C0
Ditos de arranca........5i'500
Boizeguins resistencia 4' e 5800
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vendo-so neste novo oslabelerimcnlo saceos
com tarlo dc Lisboa, familia de mandioca, mi-
lho, foijao muUiinho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Haranho de supe-
rior qualidade. doce da casca da guiaba, vinho do
I erto em gairafa do melhor que poda haver no
mercado manteiga ingleza c franceza, banha de
porco emlatas, bolachinhas dc soda de todas as
qualidades, ceneja preta e branca da melhor
marca, queijos flamengos fresraes, conservas in-
glezas e os mais gneros que so vendero por menos
preco do que se vende em ouira qualquer parle.
Bmbasele Japy c dc ou-
tros autores.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial, e na
ra Nova n. 35, loja de ferragens. vedem-sr as
wrdadeiras bombas de Japy e do oulros sutorw
assim romo tubos de chumbo para os mesmas o
mesmo para encmenlo, dc, ele.
Guimaraes Villar
coro loja de fazenoas finas na ra do Crpo nu-
mero 1/, pariicipam ao respeilavcl publico que
ecm escellcnlea machinas de costura dos me-
Inores autores dc New-York, as quaes vendem
por precos muito mais em conla do que aquclles
porque se teem vendido em oulras casas.
Vende-se um terreno com uma casa no lu-
gar da Daixa Verde da Capnnga, com algumas
frufteiras, e por baralo preco : a *ralar na ra
ao Imperador n. i5, armazem.
SYS TEMA MEDICO Di; HOLLOWAY
PILULAS UOLLWOYA
Este inestimavel especifico, ctnipi.ct.inicir;-
monte de berras medicinaos, nao conten n en o-
rio.nem alguma outra substancio dekciera Be
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto csepuio para
desarreigar o mal na compleicomais xobusia
e inleiramente innocente emsuasopeacese ci-
fetos; pois busca e remove as doen.-a de qual-
quer especie egro por mais anteas e enazes
Entra milhares de pessoas curadas com este
remedio, muuas que j estavam as ponas da
more, preservando era seu uso: conseeuiram
recobrara saude e forras, depois de haver teni-
do .nui.ln.ente todos oa outros remedios
As mais afilelas nao deven, entregare a de-
sesperacao; facam um competente ei,^ h
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampo las.
Arelas (mal de).
Asi lima.
Clicas
Convulsoes.
Debilidadcou extenua-
co.
Deinlidade ou falta do
forcas para qualquer
musa.
Dysinteria.
13er de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei midades no venlre
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueco.
Herysipelo.
Febrebiliosas,
intermitente.
Vendem-se estas
geral de Londres n
Indos os boticarios
Febre de toda a especie
Cotia.
Hemorrhoidas.
Hydropcsia.
Ictericia.
Indigcsiocs.
Inflomniaces.
Irregularidades de
mrnslrunco.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal ce I'edra.
Manchas na culis.
Obslruccao de ventre.
Phllusica oucomsump-
(.lo pulmonar.
Iteteneaodeourina.
Ilheumalismo.
Symplomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso.'
Ulceras.
Venreo (nial).
Pitillas no eslabelecimento
224, (SlranJ, e na lojo de
- -........-- droguistas e oulras pessoas
encarregidas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendcm-se as borclinhas a 0O rs. cada uma
dellas, conten uma inslruccao cm portuguez pa-
ra explicar o modo dse osar doslas pilulas.
O deposito ge ral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceulico, na ra da Cruz n. 22, em Pcrnani-
buro
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido acreditado deposito da
ra da Cadeia do Reciten. 12, jia para vendpr a
verdadnra polasss da nuSsia nova e de superior
qualidade, assim como lambem cal virgem cm
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parle
Ra Direita n. 16.
Na grande fabrica de tamancos da ra Direita
esquina da Iravessa de S. Pedro, achara o res-
peiiavel publico em geral um variado e riqusi-
mo sorlimento de tamancos de todas as qualida-
des por menos proco do que cm outra qualquer
parte como sejam :
Tamanccs a moda.do Porlo a 1g600.
Dilos rommuns (s a vista)
Dilos dc gaz para senhora (alliado pintado).
Dilos sizudns (alliado de lustre).
Ditos pharol (velbulina).
Ditos bausas (marrnquim).
Assim como sorlimento de calcado para senho-
ra, de todas as qualidades, por presos razoaveis.
Loja das seis portas em
frente do LivrameDlo.
Roupa feita barata.
Paletols de casemira escura a 4$, ditos de al-
paca preta a 4 e 5jf, camisas brancas e de coree
a z{), duas dc fuslao a 29500, ceroulas muito fi-
nas a 15600 c 2g. paletots e brim pardo a 3$
calcas de casemira pretas e de cores, paletols de'
panno prelo, sobrecasacas. colletes de casemira
preta, ditos de velludo preto e de cores, um com-
pleto sorlimenlode roupa feita.
ESTIDOS SOBRE 0 VMM PUBLICO
PELO DOCTOR
Aprigio Justiniano da Silva
Ginmares.
Obra dedicada a S. M. o Imperador.
Acna-se venda na livraria acadmica dos Sr*.
"'"jf V 'cellos, ra do Imperador n. 79,
a 58000 cada exemplar.
ILEGfVEL
* \
- ;>,.
' %
m^^mmmm
'""


ELiciusAS el\fallimos.
DIARIO OE PEHNAMBUCO. SEXTA FEIRA 21 DE SF.TEMBRO DE 1860.
.*)
Sita na ra Imperial n 118 c 120 junto a fabrica desabo.
7w\V_-y
. JJJJ*
immmmmwmm-mmmmmmmmm
GRANDE ARMAZEM
acc-
DE
de
Sebastia. J.
Neste estabelecimento ha sempre proraptos alambiques de cobre de ditTcrentes dimencoes' wu,ua & iULUJJI IgdS
300 a 3:000$) simples edobrados, para destilar agurdenle, aparelbos destilatorios cominos pprovadas pela Exro." inspeegao de estudo de

Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Miiiares.
Attonca^.

Aclia-senadiiecqaodaoflicinadeste acreditado armazem o hbil ^
ferro para rodas d'agua.porias para fonialhas e crieos^ dVfeVroITubol de"coffe'"Tumbo dTtodVs Garandasconw puramentevegetaes, agrada- ^ a''t,sta .F;'anc,co de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido Sg|
e^co^S^ vista, doces ao paladar, sao o remedio Manoel Josc Ferre.ra. O respe.tavel pubhco continuara a encon- US
Jara^o1?^ ** .ombligas. Nao causam l em dito armavtrr. um grande e variado .oitiircLto do roupa, ^
arrocllas de cobre, lcm.osdefcrroa latao.ferro suecia inglezde"todasf^imnstesTnh^lotnol M~ea8' "^ sel,S3?esdeljil"at- ^ .e,ta8' como $el"m : casacas, sobrecasacas, fraques, palctoU de panno fe
e folies para ferreiros etc., e outros muitosarligos por menos preo do que em outra qualquer Te*lemunho expontanco em abono das nasti- ^f ln<>, ditos de caemira de cores, de merm, bombazina alnaca nrota lUe
fp^dr=^^ Unman eRemD i escores, ditos de brimde l.n.io branco, pardo e de' d.? 2 g
ao na ra Novan. 37 loja de ferragens pessoa ..ahuilada para tomar not/dL^en^mendas. | ron ."^Joafi -SeS^ I. 2l ^ J5SJP S^S ?1.* T66' P^nceza, de brn. JH
lillias que Vmcs. fazem
pobre rapaz |>adeciade
ebeiro fedito. tinha o
tinua comieliao no nanz, lao magro se poz, que! >>>3 -----------'-----------~~j--------v -""', vaiumi, strouias, Cliap^
eu lamia perde-lo. Nesiasrircumslanciasum vi- ^ e gravatas preta* e de cores, libi es para criados, frdame ntos para f|j|
Seos proprieUrios offerccTm a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e s'"" dsse que as paslilhas de Kemp li- i !| a guarda nac.onal da capital e do interior. g&I
qualquer obra mauufaciiirada era seu reconhccido estabelecimento a saber: machinasde vapor de imam curado suailba. Logo que soube disso : ggfts Apromptam-se becas para desembarga dores, lentes, jiiizcs de di- a^fe w/rtw
todos os tamanhos, rodas d'agua para, engonhos toda de ferro oupara cu boa ,ie madeira, moi*- comprei 2 vidros depastilbas e cora ellas salvei a : imi reit municipaes e promotores, e vestidos para montara. Naoapra- |S| xastfig'L^T'nceza"
Ero casa de N. O. BieLer A C Sucressores,
ra da Cruz n. 4, acha-se leuda um fronde o
variado soiiin.enio de ferragens Dnas, olas db
lanuciro e perlcnrcs srm lim por Maa don esti-
cos, producios lodos da industria noile smerica-
iiu, assim romo :
Arados de diversos tamanlios.
Molnhos de milho.
IIachinas para corlar capias.
Gradas.
Machinas para descarocar niiho.
Culiivadorcs e ferros de engomo* sr ocoromuos
CANDIEIROS
_______
Grande sorlimenlo de candieiros econmicos a
gaz drojjeino. e lodos es mai.o prepa'os nara
conunio dos niesmos : na ra Nova u -2o
\ianna.
loja
Vende-se um caixao proprio para padaria ou
refi'.acao : no paleo do Terco n. 1 .
. IVA NOVA
Loja de mrudezas na roa
Direita N. i 5, onde ton
o lampeo do yaz,
;uindasies, guiL- vida de mcu
S
das c muias moendas, tachas de ferro batido c fundido de lodos os tamanhos, gui
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de nciui, portes gradaria, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultiva loies, ponles, -aldeiras e tanuues, boias, alvarengas.
botes otlas as obras do macliinismo. Executa-ae qaalqoer obra soja qual fr sua natureza pelos *
diS'nhos ou moldes que para tal lira foremaprescutados. Rccebem-se encoramendas neste esta- Street
balecimento na roa do Brum n. 28 A c na ra do Cullegio hoje do Imperador n. moradia do cai- Kemn/droguislas por atacado em New Yoik
'SSm^1S!SSSA'mmm GMta,,erera-c"m M "-ledenles se podem A,ham_se velda m ,od fls Locas ^
_______________________priucipoes cidadesdo imperio.
F DEPSITOS
l eiTOS UC Cn- Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
gOHimar Eahia,Germsno& C, ra Julion. 2.
nrkrinminno Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suum
eCOriOiniCOS & Companbia ra do Cruz n. 22.
a 5#000.
Esles magnificos fer-
ros acliaro-se a venda
no armazem de fazi-n-
das de Raymiindo Car-
los Leite & 1 r nj a o. ra
da [mpcralriz n. 10.
s de coz a 2^0 rs eai-
l 100 2-O rs.. colheres


(fKEMP "MJEVa'O^ty-
PILULAS VEGETAES
ASSUGARADAS
As raelliores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &C e Wbeeler & Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, raostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qiiiilidade e seguraiica :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite c Irrnos ra di
Imperalnz n. 10, amigamente alerro da Boa-
'sta.
\G^1\CI\
i>*
JWillClOLOW-MO?.-,
RuadaSenzala Kova n.42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapletosortimento de moendas e meiasmoen-
das para enSenho, machina v. vapore taixas
de ferro batido e ooado. de todos os tamanhos
o,ira ti
Vende-se cdimsi de Sannders Tirothers &
C. praca do Corpo Santo, relogioa do afama
io fabricante iloskell, por precos commodos,
e tambem rancelliaa e cadoias paraos mesmos,
deexrellenle uostn.
-NICA
VERDADEIRAE LEGI
TIMz\.
SALSA BABlilLIIA
IiE
NEW-YORK
O MELHOT REMEDIO COA'UECIDO
Contra enn.ilip.ijSes, ictericia, a/fecres do fajado
febra biliosas, clicas, mdigesles
enxaquecas.
Ilemoi rlioidas, diarrhea, doencas da
pslle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IJIPI'HO DO SANGl'E.
75,000 caixasdtite remedio consominem-se
annualmentel'
\pprovalo pela fJculide de medicina, e re-
commendado conoo mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilu-
las puramente \egelaes, no conten ellas ne-
nhum veneno mercurial nein algum outromine-
ra/; estao bem acondicionadas em eaixasde folba
para resguardar-seda buroidade.
Sd agradiveis ao paladar, seguras e edicazes
em sua operaeo, um remedio poderoso para a
juventude, pub^rdade e velluce.
Lea-se o folhetO que acompanha cada caixa.
pelo qual so ficar conbecendo as muias curas
mil.msas que tem effectusdo. D. T. Lanman
& K.emp, droguistas por atacado em.N'ew York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acliam-se venda em lo las as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandega n. 89,
Babia, Germano & C. ra Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum I
i C, ra Ja Cruz n. 22.
Adniiraveis remedios
americanos
rodas as casas de fani'lia, senbores de enge-
nho, lazendeiros, etc., devem estar prevenidos
eom esles remedios. Sao tres medicamentos con
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio tleRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas d*ores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor dc
cabera, nevralgia,diarrba, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, conlusoes,
queimadura, empeces cutneas, angina, rcteD-
i.ao de ouiina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escropholosas,chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os deposilos de mos
humores, purica o sangue, renofi o systema:
promplo e radicalmente cura, escropbulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos,sfeccocs do ligado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, ditTiculdade das regras das
mulheies hipocondra, venreo, ele
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramcnle vegetaes favoraveis
cm todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de veulre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8purgam. Estas pilulas 5o eflicazes as allec-
5oes do lig?do, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digestan, e era todas as enfermidades das mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, relen-
ees, florf s brancas, obstrucres, histerismo, etc..
sao do mais promplo elTeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
Compandados de instrucooes impressas que mos-
trara cora a raiior minuciosiilade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsillcac.ao por so ha ver venda no
arrnazera de fazendas de Raymundo Carlos Leite
& Irmao, na roa a Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Cambraia organ-
dysa3G0o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loja n. 8, de qna- do inventor C. C. BrislolTf papel cor de rosa,
iro portas, ci-mbraia franerza organdys a 360 o 40 q direccoes juntas cada garrafa
covado, pira acabar urna factura ; assnn como .___. v Ju""a .,"""
boas chitas h^ncozas -210 e 300 rs-, razenda de lem uma pnenix semelhante a que val cima do
lindos padrees e cores fixas: do- se maoslras. | presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Baha Germano & C. ra Juliao n. 2.
na j Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C, ra da Cruz n 22.
111I10 de Bordeaiix.
Em casa de Kalkmann lrniaosA C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
ntiendas marca dos Srs. Brandcnburg Frcres
e dos Srs. Oldekop Marcilhac & C, em Bor-
leaux. Tem as seguinles qualidades :
De Braudciiburg frres.
St. Eslph.
SI. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chleau Margaux.
De Oldekop St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Uadeira em barris.
, Cognac em barris quadade fina.
I Cognac era caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Sanios.
F
wmmsm w
Defronte Ao Ijccco da Congregado Icivcivo \etde.
I Seda de qnadrinhos muilo fina covado
i nfeiles de velludo com troco prelos e
de cores para cabeca do scnliora da
ultima moda
Pazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambiaia e seda lapada e
transparente, covado
' l.uvjs de seda bordadas e lisas para se-
nboras, hena-ns e meninos
Lencos de seda toxos para senhora a
; 2-;'000 e
I Manas para grvalas e grvalas de seda
de lodas as qualidades
i Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorgurao prelos
Ricascapellas brancas pora noivados
Saias ti a I a o para senhoras e meninas
: Tafet rxo o covado
Chitas francezas a '260, 260. 300 e
Cassas francezas, a vara
IfOOQ Setim prelo azul e encarnado pmprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
8 Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
Vdo
Chales de merino bordados, lisos e es-
5 lampados de lodas as qualidades
o Seda lisa prcla e de cores propria pa-
. ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
lucos cortes de seda prelos e de cores
com 2 saias e de babadus
25C0
8;5C0 Oilnsde gaze e de seda phanlasia
2l00 Chales de tonquim muilo fino
9
9
*500
5320
S5U0,
Grosdcnaple prelo e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada prela e branca
Capas de fil e visitas de seda prela com
troco
GHANDE SOKTIMEMO
DE
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escropbulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia.debilida-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
Fazendas e roupa feia
NA LOJA E ARMAZEM
DB
Joaquim Rodrigues Tarares le Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
KM Sl.\ LOJA DE QI'ATHO POR1AS.
Tem um completo sorlimenlo de roupa foila, j
e convida a lodos os seus freguezes e lodas as
pesseas quedesejarem ter um sobrecascco bem
feilo, ou um cal^a ou collete, de dirigirem-se a '
este estabelecimento que encontrarao um hbil
ariisia. tbega desempenliar as obras a voniade dos freguezes.
J tem um grande sortimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-j
dema I 23, outros de casemira de qnadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 169, ditos
de merino setim a 12??, ditos de alpaka muilo
fina a ?, ditos francezes sobrerasacados a 12$,
aciase moendas
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
I da ra da Moeda n. 3 A,um grande orlimeuto
de tachase moendas para engenho, do mnito
acreditado fabricanle Edwin Maw a tratar no
mesnio de osito ou na ra do Trapiche n A.
Fazendas por lia ixosprecos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
aieciros linos a 2?, ga-
bramo a 100 rs. a vara, pulseiras
pretas a IS.torridaspaia candil iros i 10U rs.a zia, peras de filas de linlio a C() e 80 rs cordas
para violao a 80 e 120 i?., iranras do linbo rara
nfeiles de vestidos a 1)00 rs. a" pera, penlcs -le
alizar, de baleia, a 840, catangas de diversas
qualidades a 120, ICO, 200, 20, 280 e 480 rs.
golinhas de rorrhi para senhora a 8(0 c Ig, ca-
i niveles do urna folha a 100, esrovas'para denles
i a 210 rs. sal ao lino para barba j 80 e 320 rs..
i bicos Unos linos a 40, SO e 100 rs a vara, n eias
para senhoras a 320 rs. o par, linhas de miada
I para corchia 20 rs. a miada, ribique a 80 rs. o
pap< I, otreias de maca a 80 rs. a caixa, vsperas
j a I, caitas fram ezas a 240 e 320, ditas porto-
, guezss a 20 rs., lapis linos de cores a 160, li-
nhas pera marca a 20 rs., lesouras a 1(10 rs ,
punes paro atar cabello a 160 rs., orlos de ;ro
a 500-? 8f0 rs., pomada francez a ICO rs., tpe-
les pare I a ni er lias a 8y500 o par, (ticas para me-
ninas e meninos de lita a 80o rs., colheres para
rb a 800 ra. a rluzia, allinelea em raixinha mui-
lo lino a 200 e 280 rs., Invss de fio d'Escossio
decores para homem a 640. dilas brancas a OO
rs., meias (ras finas para Imn.em a 3.;200 a du-
zia, lia para bordar a mais lina que ha a 7$5t0,
linlade larnuiii lina a 300 rs., caixinha de papel
sorlidas em (ores a Ig, dilas de quadrin1- '* a btO
rs., ditas de (Ores a Si,0 rs, atacadores d'alroda
chatos a 60 rs., ditos rolicos a 100 rs., peritos
1JC00 : Iravessas para meninas a 6'0 rs ditos de' borra-
i ha para alizar a 600 c 800 rs.. ditos de bfalo
2jCC0 branco a l'O rs,, ditos para pidlhos a 280 rs., di-
tos parasuissas a 500 is., pegas de trancas de
H la do caracol a 60 rs., filas de seda da lar pura
de5 dedos a CiO rs., otreias de colla a ion rs.,
j boiierss de ramnrea a 160 rs., ditas de chouro a
, ,. 500, 800, 15 00 e 2#, lesouras para unbas a 8U
lvot i rs ( ditas par) costuras i 15, foca de cabo de ba-
llanco dous boioes G-;o(iO nfeiles dos mais mo-
; demos qnc ha para senhoras 3 55 e 15500, di-
tos p^.ra meninas a lgl'0 o 55, caixa de laropari-
j as de nova inven, ao a 1(0 e 00 rs. bicos prelos
; de seda a 100, IGO, 200, 280 30 e 500 rs., car-
ia : ret I de linha do gaz de lodas as cores a 10 rs.
ricas figuras para qusdros ; venham logo antes
que se acabe a pechinrha.
Esera\os fu^iooi.
Vende-se na loja de Antonio Augusto dos San- la no qneizo, a cara lisa,
ios lorio na lejana. 37 e 39 na praca da Inde- bem enroscados, efugio co
pendencia, capellas de aljolar e morale para ra- '
lacumbas, lumulos etc., ele, da forma seguinle
e precos razoaveis :
Capellas dealjofe com
Escripcoes, grandes a 105
85
5J
3|
?S
midades resultantes do emprego de mercurio, i ditos de panno fino a 20, 253, e 30, sobre-
ulcerase emboes que resullam da impureza do I casaras francezas muilo bem feilas a 35, cal-
sangue. cas feilas da mais fina casemira a 10, ditas de
Ainda restara alguma3 fazendas para concluir
a liquidaco da firma de Leite & Concia,asquaes
se vendem por diminulo preco, sendo entre ou-
iras as seues:
Chitas Ue cores escuras c claros, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, linas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padrees, a 240.
Brira de linho de quadros, covado, alCOrs.
Rrim trancado branco de linho muilo bom.va-
a 1000 '
Corles de calca de mela casemira a 2?.
Dilos de dila'de casemira de coics a 5.
Panno preto lino a 3 e 4.
Meias de cores, finas, para homem, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas linas para seubota a 3$.
Ditas dilas muilo finas a 4g.
ilas cruas finas para homem a 4jJ.
Cortes de collelesde gorguro de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda prela lavrada para v siido a 1JJCC0 e $
Cortes de vestido de seda pretalavrada a 16. rJo n. 5 :
Lencos de chita a 100 rs.
Dilas dilas por
Ditas dilas ror
Dilas ditas por
Dilas de imorlac por
Ouadros com a imagen do Senhor Cruxifi-
cado com inscriproes por baizo a I05 e a
Pechincha.
Chita cslieita roza rom pequeas pintas de
mofo, covado a lid ,s., pera a 41500: na ra
do Uueimado n. 44.
Telhado e zinco.
Na fabrica de raldeireiro, sita na roa Imperial,
e na ra Aova n. 35, loja de ferragens, contina
a vender-se lelhado de zinco por menos preco do
que se vender em qualquer oulra parle.
No dia saneado 22 de agosto fogio o escra-
vo por neme Joaquim, Cassange, idade de 30 ii-
nos.de boa aliura, eom os ps cambados, theio
de cravos e meto grossos, os dedos dos n.i sn os
linios candas finas, muilo regrisla, pouca bar-
lem prelo, cabellos
m oiitro parreiro ; um
fui pnso na Boa-Vista, o qual [oi do Sr Joo
Paes Brrelo, senhor do engenho Mapan, e | on-
do-se em confiseao o mesnio, disae, que o cama-
rada ia Irabalhar em urna padaria no mesmo
lugar.
No dia 14 do correle, s 6 horas da ma-
nha, fogio do poder de seu senhor, na cidade
2 de Olinda, 1 cabra Joaquina, cabello carapinho,
! pi s grandes, um lano fenhosa, estatura regular,
de 10 anuos de idade, rom duns riralrizes no
I pescoco, levou cnsaveqoo e san de caesa rdr de
; rosa desbotado t chales usado, iniiiola-sc forra, e
desconOa-se ter seguido para algusu dos Iresse-
guinles lugares, para esia rirUde, onde lem j
estado, para Beberibe, onde jA murou e lem re-
I laces, Pao Amerello, d'oudv foi comprada, ou
Hirueira : roga-se as auluridades policiaes, ca-
, pitaes de campo, ou quaesquer pessoa iioc a en-
Iconlrarrm ou della inerem noticia, a levem a
I sen senhor Dr. Manuel Firmino de Mello, em
: Olinda, ladeira de S Pedro 11. 26, sobrado novo
ldem andar, que generosamente recompnsala,
i proleslando usar do rigor das liis contra quem a
\ livor occulta.
Acha-se fgido desdo o dia 26 de agosto p,
i p. o mualo Francisco, de idade 38 a 40 unos,
, com os signaes seguinles : alio, corpo regular,
Superiores corles de chita franerza larga de f*rP8.''da, cabellos pelos e (respes, com urna
muilo lindos padrdrs, mudinhas e de quadros, i' icairiz sidne o nariz junio as sobrancelhss bem
decores elaras o esruras, cornil rovatfos cada v'/'vp's. levou ceroula. e (anisa por rima da
corle, pelo baralissimo preco de 25500 : no oa '. "u'snia : rega-se as autoridades policiaes lai to
do sobrado amarello. nos qoatro cantos da ra t,l Pro5a f|,|li0 "Io al s,la apprehensao, o in-
Pechincha sem
igual
CAUTELA.
brim e de uslao por pre?o commodo, um grande a ^00 rs
Laa dequadros para vestido, covado, a(0.
Peitos para camisa, ubi. 80.
Chila francez moderna, lingindoseda, covado
.do Qucmade n. 29. de J(s Horoira Lopes.
Vende-se a taberna da Iravessa do Queima-
(-j o. 5 : a Iralar na ra de Sanio Amaro n. 28
*&::. c* an es o. es u
D. T. Lanman c\ Kemp, droguistas por ata- sor''"e cado New Yoik, aegam-se obrigados a prevenir
o resdeitavel publico para desconfiar de algumas
tenues imiasoes da Salsa Panilhade Brisiol,
que boje se vende neste imperio, declarando a
lodos que sao elles os uniros proprietarios da rc-
ceita do Dr. Bristol ,lendo-lhe comprado no an-
no de 1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lem
dieeito de fabricar a salsa parrilhadeBrisiol,por-
que o segredo de sua preparaca acha-se somen-
te em poder des referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desaprecia veiscombi-
na^oes de drogas peroicio as,as pessoas que qui-
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar
os seguinles signaes, sem os quaes qualquer ou-
tra preparaca falsa;
1* O envoltorio de fora esl gravado de um la-
do sob uma chapa de ajo, trazendo ao p as se-
guinles palavras :
O. T. LANWAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 "WATER STREET.
2' O mesmo do outro lado tm um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dospro-
prielariSs. ]
3" Sobre a rolha acha-se, o retrato e firma
ouiras fazendas por prego commodo, um grande:
sorlinenlo de sapatos de tpele de gosto muilo
apurado a 255, dilos de borracha a 2500, cha-
peos decastor muilo superiores a 16, dilos dse-;
da, dos melhorcsquetera vind'oao mercado a 10,
ditos de sol. inglezes a 105?, ditos rauitosbons a
12??, ditos francezes a 8?5, ditos grandes de pan-
no a 455, um completo sorlimenlo de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muilo
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servera para balisado de criancas e para passeo
a 855, 10 e 1235. ricos lengos de cambraia da
linho bordados para senhoras, dilos lisos para
homem por prego commodo, saias bordadas a
3co(, dilas muito Las a 555. Anda lem um cez, roupa feila, ruiudezas finase perfumaras,
restinho de chales de loquim a 30, corles de 'ludo por nienos do lue em oulras Parles : na Io"
vestido de seda de cores muilo lindas e superio- ja do vapor "a rua Nova n' 7"
Entreraeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas linas a S$SM.
Tod1Ii33 delinho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 5(000.
Cortes decalca de casemira preta a 6.
Chales demerincomfranjade seda a 5
Cortes de calca de riscadode quadros a 800 rs.
Merinverde para vestido de montara,cova-
do. 1280.
Lencos brancosde cambraia, a duzia, 2.
LOJA DO VAPOR-
Grande c variado sorlimenlo do calcado fran-
res qualidades a 10035,
ipeno
que ja se venderam a
Vendern-se libras sterlinas, eiti
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Successores avisam ao pu-
blico, que no seu armazem na rua da Ciuz n. 4,
5000 RS.
Ferros econmico de engommar a vapor
rua Nova n. 20, loja do Yiana.
150, capotinhos prelos e manteletes prelos de'
neos gestos a 2(1, 2555 e 3055, os mais superio- casa de N- B'eber&C. : rua da Cru'
res chales de Cjsemira estampados, muito finos, a!n*
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar- vende-so azeile de peixe a 400 rs. a garra-
las, adamascadas, muito superiores a 555, dilas fa ; na rua Direita n. II, esquina que volta para
para rosto delinho a 135, chitas francezas de su- S. Pedro,
perior quadade, lano escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colleles e palitots a 435 o co-
vado, e um completo sortimento de outra? fazen-
das, e ludo se vende por prego barato, e que nao eslo' expostos venda as melhores machinas de
possivel aqu se poder mencionar nema quarla costura que at hoje tcem vindo a este mercado,
partedellas, no entanto os freguezes Cegando e | '/r.^W
oulras se nota, assim sao de conslruccao simples
e facilitare o uso A costura feila por estas ma-
chinas nao teem igual em obra de mao, um pon-
to bonito e forle, alem de que alinham e rosera
de todos os modos, cada caixa de costuja repre-
senta um lindo toilele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, ele. Os
precos sao mdicos, e o Sr. Birminghom, enge-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservaco de sua construrcio
no acto da compra.
seguro contra logo
COHPAHH1A
l
lrega-lo ao sen senhor Antonio Luciano de Ho-
i raes de Mesquia Pimeniel, na Passagem da Mag-
dalena, ilha do Reino, ou na ruada Imperalnz
| loja n. 4, onde ser grelilirado.
Contina a andar fugiao Jc-sde maio prxi-
mo passado, a escrav prela Theodora, natural
Ido M-ranho, eom idade de 28 anuos a 30, pou-
1 l co mais ou menos, lem fallado um denle ra
5. i frente, feia do rosto, lem o andar pegado: quem
f la pegnr leve a loja n. 3i da rua do Queimado,
que lem ordem de seu senhor para gratificar.
i Desappareccu no domingo, 2 do eorrrnie,
; pelas 6 horas da laide, o escraro Antonio, cabra,
f i de idade 20 annos, mais ou menos, bem parec-
% do,corpo e fciees regulares, com principio do
; buco, cabellos carapinhos e um lano ruivos, e
falla mansamente, levou veslido camisa e calca
branca, chapeo de feliro de rr parda c um sur-
c rode couro rom bael e alguma roupa ; jul"a-
\3 n x .. I se que andar as visinhang
2 L J. AStley & COEipailhia. \ [companhiade outros que l
para
querendocomprar nao iraosemfazenda.
ATTEIVC^O.
Vendem-se grandes toneis de amarello. assim
comotoneise qnarlulas de madeira de boa qua-
dade, lodos muito propfios para as destillacoes
dosengenhos e para depsitos de niel : para ver
o Iralar na rua do Queimado loja n. 39 ou na
i rua imperial em casa do roajor Antonio da Silva
'Guarni,
mbem dcsapparece-
ram, ou o.ue seguira para o serto de Pag< do
Plores d'ondc li 1 lio ; dilo esrravo foi comprado
em 31 de marco de 1858 a Joo Jos de Carvalho
Jnior : pedese as autoridades policiaes e capl-
j les do campo, ou qualquer pessoa que o possa
| descubrir, o pegarem, mandando o apresenlar a
seu senhor Jos Gomes Leal, morador no Recifo,
rua da Cadeia, casa n. 56, primeiro andar, oudo
ser generosamente recompensado aqnelle dos
eapitaes decampo ou pessoa do povo quo o ve-
nha entregar.
Attenco.

Fugio desde odia 13 de agoslo do correnlo
anno o escravo Luiz, rom os signaes seguinles :
i alio e bem feilo de corpo, lem denles liudos e
; perfeitos e o dedo minimo do p cortado ; quan-
* do falla com n do bastante gago. Este escravo
j natural do Sobral e ha loda ce-teza que se-
jguio para dilo lugar por Ierra pede-so por lan-
lo a sua appreh-enso a qualquer pessoa, que sn
bem rcconipensado ; a ei.U nder-se com o seu se-
; nhor na rua Diareila n. 112, ou na rua de Apollo
n. 43, armazem de assuear.
Acha-se fgido um iuDIiIo cabra de nomo
Raymundo Patricio, oflicial de pedreiro e barbei-
ro. foi remedido do Para era aluil de 1859 pelo
Sr. Manuel Jcaquim de Paria, o qual foi aqui
vevdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, e este se-
nhor venden ltimamente ao Sr Francisco Ma-
linas Pereira da Cosa ; Irm os seguinles sig-
naes : estatura regular, baslaute grosso o barba-
do, olhos amarellados, falla coro disembararo,
vtruuc r na rua aa tii'UZ n. 48 i representa le 35 a 40 annns : roga-se as auloii-
(iivid-i inlrr-i,l-> nr.i- c< ,,).. ~ i' i dndes policiaes a sua apprehenso ; e quem o
ividajulgada por en tenca, o devedor p^g^iriiaae ao engenho Guerra, em ipojuca,
uizcm que tem loja em nome de outro I na rua do Imperador n. 79, escriptorio de
na ruada Imperatriz, cujo devedor P_'ycarpo Jos Layme. ou na rua de Apollo n.
chama-se Antonio Jote de Azevedo,
j Vende-se
I Formas de ferro
purgar assuear.
I Enchadas de ferro.
I Ferro sueco.
g Espingardas.
Ac de Trieste.
S Pregos de cobre de eom-
| posieo.
| Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
I Couro de lustre.
1 Palhinha para marcinei- !
ro : no armazem de C. i
J. Astley A C.
ffiECW SO JU OCftCllO f
Attenco
;4i !
30, escriptorio de Manoel Gouveia de Soura, que
sci generosamente recompensado.


S;
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 21 DE SETEMBRO DE 1880.
Lilteratura.
A questao do papado e o cardeal
Wiseman.
Parecera que a multido do escriplos, que as
circumslancias presentes, afluem de todas as'
i res pura demonstrar a sanlidadc dos direitos
lia santa s, e para ergucr o veo hypocrita, com
que se robrem os perversos, fin de aitrahir si,
5 homens imprudentes ou de pouca f, deresse
esgolar os argumentos desla causa e tornar im-
I --iel ochar ainda patarras novas e originacs,
(.ara dofonde-la. Mas,
urna uiulormidade de conducta em se me I ha ti les d lugar clemencia. Ja so ve, pois, que o n-
crcumstancias, eqnando se disser por que razao leressc social exige qne se perJd'e. alg'umas ve-
um da os rolos do povo, e no da seguate ts es os criminosos polticos, porque do contrario
sessOes eilas de soberano soberano, conslluem '
o_ fundamento da legalidade das oras arinexa-
?6es ; quando for decidido que urna rerolla feliz
6 a condico necessaria pira proclamar esses
i noros direitos, ou antes que a consequencia de
urna posirao estratgica, o trago de urna fronle-
ra, o accrescimon'o de territorio at um limite
natural, sao razes decisivas para contrariar ou
desprezar os votos dos povos ; quando finalmen-
te laes questes c cincoenla oulras da roes-
ma especie lirerem sido resolvdas, quando um
cdigo feito ci'tn cuidado desse noro sysleroa de
ou no dos raesmos privilegios
O livro termina com esta concluso
Agora qualquer que seja oexilo dos acontc-
'; cimenlos, anuelles que procurara a paz da eirreia
leUras^rn S35X3tf IZ-^^ZnT^Z SS *? P'" 4*
,.* .,h. motivos de gloria o de consolacae. As grandes
calamidades, e as perdas temporaes nao annula-
ro nem obscureeeio essa protestado geral,
I tan perseverante c entliiisijsta em favor da uni-
e fazer ouvir'pela quaresma seos muilo ani- | -adt ca,holica esa uno ao Summo-Ponlirice
madoa diocesanos sua voz furle e affecluosa ; ago-
ra rompeu elle o silencio, e em forma de uiua
mena, liaiisrailiidos por una rhrislandade, ou-
tr ora muilo floresccnle, e que boje renasce mais
vigorosa sub a hbil conducta de um lo digno
pastor; um luminoso o profundo genio, que na
repblica das leltras,
taco lo vasta como merecida.
O nomo de S. Emin. o cardeal Wiseman, ar- I
cobispo de Westminsler, 6 por si s, um elo-i
gio. Urna longa enfermidade, impedio n S. Emin,:
cart pastoral, fez ouvir palavras, impregnadas
desse nobre espirito evanglico, que sa lo bem
r.a bocea dos mestres da rerdade chrisla. Do
cm extremo outro da Graa-Drctanha, o echo
repeli o sora dessa palavra poderosa, eos jor-
i.-'es porfa reproduziram em suas columnas, as
judiciosas reflexoes do prelado.
A exlensoda carta nao nos permuto reprodu-
z-la loda inteira, mas, baslaro cxlraclos para
dar urna idea della, ainda que seja difcil esco-
lheroquoha de melhor, quando ludo, desde a
I rimeir.i al a ultima pagina, egual em sciencia
e belleza.
e um grito que se ergue de todas as partes do
mundo, c que muilo domina os clamores das fac-
cies irreligiosas ou das recriminrces contradic-
torias dos homens de estado.
as altas regies desle mundo ha muitas
falsidades. embustes e artificios : sao tristes
meios e tristes causas, que regulara boje as re-
laces entre as nacoes. Discordias, variaces in-
cessanles, transformarles e urna poltica artifi-
ciosa, cs o que tem reinado entre os governos
da Europa. Nao podemos sustentar; sem medo
de sermos contraditos, que um ssenlimento lem
prevalecido, e urna s voz emanado da egreja, de
seus religiosos e de todos os fiis ; um sentmen-
I lo unnime, nobre, ardente, orthodoxo e calho-
Urna edirao em lingua italiana, apparereu al- ^.^'1 12?!l*"' 5T
os nimos se tornariam excitar, e a sociedade
tea de sofTrer muito mais do que com uma ira-
punidade opporluna. Com cffeilo, depois de for-
tes commocos intestinas em que a sociedade pa-
rece sallar de seus eiios a prudencia e a ulilida-
de publica exigem, que em vez de renovar sce-
nasde luto o sanguoo imperante derrame sobre a
chaga social o balsamo da clemencia, o mais bel-
lo apanagio dos gorernanlos.
Mas vejamos se esta mcJida de utilidade social,
que ira pede a applicacao da lei criminal, tambera
derer impedir a applicacao da le civil.
A amnista, diz Legraverend, um acto do so-
berano que cobre com o veo etorno do olvido
cortos criraes, cortos delictos, certos alternados,
especialmente designados, o que nao permille
mais aos tribunaes qualquer aceo contra aquel-
es que dellos se tornarem culpados, islo nao
permille oais que o poder publico promora ae-
co criminal contra o delinquente.
Urna censura muito judiciosa feita por Ber-
lauld esla definicao, e que ella suppes in-
tervir a amnista antes da condemnaefio e antes
mesmo do processo, qoando certo que a amnis-
lia pode paralysar o processo comecado, e mes-
mo anniquillar a condemnaco; mas o que cor-
tamente inconteslarel qu airigindo-se a am-
nista fazer esqueccr o crime, suspender o
processo quando ja comecado, ou a anniqular a
condemnaco quando j pronunciada, segundo
esles criminalistas, nao vemos fundamenio para
se dizer que a amnista tambem paralysa a aeco
civil, quando esta nada lera que ver cora o pro-
cesso ou condemnaco do delinquente.
Mangin, citado por Berlauld, diz que a am-
nyslia o aclo pelo qual o principe prohibe fa -
zer ou continuar processos, ou executar con-
demnacoes contra muilas pessoas culpadas, de-
signadas somenle pelo generj de delicio que
commelleram.
Berlauld faz esta definicao urna critica que
tambem Iho mereceu a de" Legrarerend, o ,
de pode emanar seraelhanle acto ? Muito evi-
denteraente nao pode emanar senao da aulori-
dade suprema.
Porque de duas urna, ou nmnystia urna lei,
ou um simples erercicio do direilo de fazer
gra^a.
So a amnystia urna lei, nao pode ser se-
nao o coocurso dos tres ramos do poder legisla-
tivo.
Se a aranyslia um simples exercco do di-
reilo de fazer graca, claro que nao pode ser ou-
torgadu senao pelo soberano, etc.
Ura, se esta argumenlaco possivel urna
resposja, diremos que nada ha irrespondivel.
Antes do Senatus-consulio do 2530 de dezera-
bro de 1832 poder-se-hia chamar em Franca a
aronyslia urna lei, por quo era necessaria a in-
tervenro das cmaras, mas hoje que era Fran-
ca, como entre us, a amnyslia emana nica-
mente do soberano, dar-lhe o nomo do lei fal-
lar ao verdadeiro sentido desla,palavra. Com
cfTeiio, para quo um projecto se torno lei mis-
ler ser proposto, discutido, votado, sanecionado
e publicado, e a amnyslia nao est neste caso.
ir nos-ho que una lei sin" generis, mas
islo nao se pode contestar quo urna eva-
siva.
Provado quo a amnista nao lei, poder-nos-
hiamos esquivar refutar o principio emiltido
por Trebulieu de que a lei omnipotente, porque
sua refutado nenhuma luz vira trazer questao ;
entretanto, como nao o queremos deixar passar
inclume, diremos que nada nos parece mais
afaslado da verdade.
Dizer que a lei omnipotente 6 proclamar a
theoria famigerada, quo tanto echo leve no secu-
lo dezoilo, mas que esla hoje inteirmenle re-
pellida por lodos os homens sensatos, isto a
theoria de que o direilo creaco da sociedade.
Superior vontade do legislador*, ha certos prin-
cipios absolutos, cora os quaes so deve elle res-
trictamente conformar, sob pena de mentir ao
seu fim, que defender a jusliea, e dar, por esse
fado, no povo o direito de desobedecer. A jus-
liea nao pode estar sujeita s veleidades de um
helos, sobre os quaes nao estiver dado ainda o
julgamenlo, os processos cessarao tambem do dia
da publicdcao do presente decreto : nao preten-
demos, todava, prejudicar o direitos das parles
civis, os quaes permanecero reservados. E o
aresto de 11 de junho de 1825, citado por Duver-
gter em urna nota Legravereod, suppe tam-
bera quo os direitos doi terceiros exigir a re-
pararo do daino, por meio de urna aceo civil,
sao sempre reservados. Sao decises estas mais
modernas e que podem ser ventajosamente con-
iraposlas asmadas por Legra^erend.
Vejamos agora o argumento hercleo dos nos-
sos contrarios, isto a nocessiiade de extinguir
as accoes cins, era razao do bem publico.
J sabemos que a amnista, nicamente usada
para os crimes polilicos. o csqueoimenlo de urna
ollensa ou injuria feila ao governo O imperan-
te amnista porque sabe que punindo os crimi-
nosos o cora as penas rigurosas que a lei se ira-
pdr era laes casos, o paiz muilo teria que soffrer
o a ammosidade contra o governo seria enlo mais
lerrivel. Portanto o que o governo tem receiar
mente o crime nao culpado,por issotJWdeslas
averiguaces nao se pc conhecer se elle o era
certamenle ? Aquelle que commcle um crime em
praqa publica, de dia, e preso em flragrante de-
licio, nao 6 criminoso segundo a theoria que re-
futamos.porque ainda nao foi julgado ; o do mei-
mo modo o innocente que condemnado no iary
porque as apparencias sao contra elle, criminoso
porque o tribunal decidi I Isto insustentavel.
E tanto pelo arl. 68 da lei de 3 de dezembro, re-
rogaloro do arl. 31 do cdigo, como por este
mesrao artigo se collige que ha delinquente sem
Inver julgamenlo, porque sujeita-o accao civil
anles raesmo de ser julgado.
Nao somenle pela lcilra mora da lei ma
pela lellra vivificada por ura espirito dominante
que se deve procurar comprehender opensamen-
io do legislador. Pois bem, ninguera podea con-
testar que o nosso legislador criminal seria inco-
herente so sugeilando no arl. 11 do cdigo os
mencionados no art. 10 & satisfaco do damno
que causarcm com seu delicio, islo os menores
i
s
dos seculos p
Se afra z Divina Providencia, que sua egre-
ja seja opprimida e perseguida, espero humilde-
mente que ella adiar em nos, os senlmenlos,
que linliam nossos pas, nos pvimeiros seculos
de nossa f ; mas, guardai-vos de crer que aquel-
es, que parecem coratemplar cora alguma com-
placencia, una egreja sofTredora e despojada, se-
jam levados esle pei:samenlo por ura espirito,
generoso o filial: snbei que clles se recordam I
torno os chrslos
Direilo criminal.
O delinquente aransliado
salisftzer o damno causado
deve
com
seu delicio.
Somos de ha muilo tempo areno s dscusses
pela iraprensa ; temos ahi visto muilas vezesumi
palavra escapada uo correr da penna. urna sim-
o conservaiam escondidos as pies phrase mal comprehendida produzir caloro-
ca taco moas, com seus sacerdotes e pontfices, I saa e serias desavengas, nao podendo aquello que
anieacados de morle, ou expirando a tome. Elles a escrere dar una prompt.i explicacao do sentido
nao esquecem ainda como desde o lempo do Isa- em que a empregou, c exprimir, pa'ra a facilidade
bel, aleo re Jorge, os leigos fiis, sollriam con- da coraprelienso, a niesina idea por differenles
tiscaces, mullas, excluses, reslriccdes, iucapa- ] formas, o que nao acontece com as discussoes
cidades, imposlos especiaes, dislnccoes humila-; rerbaes.
oras o arueaca de penas capilaes ; e como o ex- Por isso, nao pretendemos cora esle artigo ali-
lio, a prsao e morle erara a paililha dos sacer- rar a lova para um dbale cm forma coraquem
"*i quer que se julguc com direilo do s erguo-la ;
t bom e nobre, digno de uro catholco mas nicamente expender algumas razos succin-
I en.-ir e fallar com urna fria salisfaeco, como de : las era defeza da opinio exarada no programma,
i.ni i gloria, dessa rolla da egreja seu estado a qual julgamos de una veracidade palmar, ape-
primilivo de sujeiro, quando elle nao lera 7.ir de ler sido ha pouco rigorosa mele corabati-
vontade de partecipar de urna tal gloria, quando da na aula de direilo criminal,
rao lem a menor dsposie.ao ,le ser raembro sof-1 Pofm, primeiro que ludo, pedimos venia ao
redor da familia, sob um chefe coroado de espi-' digno lente subsltuiu de direilo criminal, o Sr.
nhos, quando alera disso se sub-enlende que ne- Dr. Bandeira de Mello, fitho, cuja opinio' senli-
nhuma ranlagem, nenhura direito, uenhum re-, mos que seja contraria nossa.
i urso elle deixa de ler, enlrelanlo, que as honras Mostraremos o que grandes e eminentes crimi-
mente reservadas ao chefe da egreja e a toda a ; lora sido decidido sobre a presente queslo pelos
I yerarchla dos levitas? Granas Deus, esle, magistrados francezes, c finalmente o que dispe
i nao poda deixar de ser nicamente o sent- a nos legislarlo criminal respeilo.
ment de um pequeuo numero; agrande, a no- \ Facemos, porm, em primeiro lugar urna ob-
bre massa dos calholicos do universo inteiro servaco muito simples, mas que tem do dirigir-
peiisaquc.se o Allissimo, quer cm seus inson-' nos r.a apreeiacao das differentcs defiuines d
taveis designios quo sua egreja seja pobre e per- palavraamnista.
seguida, o dever de lodos, parlilhar do sua bu-1 Ningucm ignora que exislem duas especies de
. liide condico, mas.se, ao contrario, apraz '. '
Deus, conceder egreja a prosperidade terrestre,
clles nao podem desejar que seus raeslres e seus
paes, sejam exiluidos desta benco.
Quanlo ao rccoiihecmenlo dos fados, que se
dio era nossos dias contra a egreja, e especial-
mente a rcenle annexaco do alguinas provin-
cias do estado pontificio um outro estado, S.
Emin. assim se exprimo :
aeces pelas quaes se faz patento o direilo: arcos
ramoso, porque o imperante nao seria lo faluo
le concedesse o esquecimento do um fado in-
nocente.
O aranysliado sendo, pois, culpado at o mo-
raenlajjjle ser agraciado, pode-se dizer com cer-
teza que a amnyslia dirige-se criminosos, em-
bora por urna fiego ella rctrotralia ao momento
do commetlimenio do crime, e Ihe apague in-
teirmenle os vestigios.
Comludo a definicao de Mangin, e mesmo a de
Berlauld concebida nestes termos :
Amnyslia um aclo do soberana, quo pro-
hibe comprar ou continuar processos para veri-
ficar a existencia de quaesquer infra.ces, ou
que presume quo a verilcaco j feila aprsenla
una tal incerteza que a sociedade nao poderia
loma-la como exacta e ler f no seu resultado ,
referem-se to claramente s accoes crimi-
naos, que seria superfino insistir em mos-
tra-lo,
Magnitot o Delamare, em seu diccionario de
direilo publico e administrativo, exprimem-se da
inoniira seguinte :
Urna proclamadlo do commandantj militar
era urna cidade sillada, pela qual elle concede
; perdao e osquecimento aos habitantes, que tendo
pegado em armas, recolherem-se seus lares,
conslilue urna verdadeira aranyslia, que lem
por cffeilo sublrahir os quo precuchercm as
condires prescriptas quilquer accao judi-
ciaria.
E' sempre a raesma idea. Ninguera dir por
corto que as palavras acedo judiciaria tambem
comprehendem a accao civil.
Al aqui temos deduzido dasdelinices de am-
nyslia, fundamento para a nossa opinio ; ago-
ra, porm, passemos v-la expressamente pro-
fessada por um distlncto criminalista, Achules
llorn. Diz elle :
Os effeitoa da amnyslia e da graca differem
em que a grana limitada remisso do total ou
parto de urna pena pronunciada, posto que sub-
sista a condemnaco, emquanto a amnyslia im-
porta absolrico completa dos delictos, proces-
sos o condemnanes, de tal modo que o fado
criminoso salva a aceo civil dos terceiros, co-
rno se nunca tivesse existido.
Se a opinio desle criminalista fosee sudicieii-
te para resolver a questao, por certo que j
ella estara resolvida, porque adianto diz elle
ainda :
placa vel.
Quando o poder que concede a amnista
mudo, diz ainda este cscriptor, ella nao exiiugne
a aeco civil, porque seria isto contrario aos
e que os odiosoutra vezse aleiem. Mas crivel! de *{ annos, os loucos de todo genero salvse
pelo fado de um individuo exigir de oulro urna 'verem intervalos lucidos, e nelles com'molterem
salisiaccao do um damno causado por ura crime; crirao, os que commelterem crimes violentados
poltico, o ledente irrite-se contra o governo ?| Por frca ou por medo irresistveis, os que com-
(Jue fundamento ha para seraelhanle supposico? metlerom crimes casualmente no exercco ou
i Se algum odio pode resultar d'uhi entre o' le- Praf'ca de qualquer acto licito, feito com atiendo
dente e o lesado ; mas isto diremos que o go- ominara, seria incoherente, dizemos, se sugei-
verno nao instituido para reprimir odios indi-1 lando estes 4 salisfazer o damno, quando os nao
viduaescom sensvel quebra dos mais sagradas c0"sldera como criminosos (sentaste os amnista-
principios do justo.
O hornera quesoffresse um damno em sua pro-
pnedade, proveniente de urna sedicao ou rcvolu-
cao.nao oh'.cria salisfaeco se o delinquente fosso
amnistiado, sendo deste modo postergado seu di-
reilo de propriedade. a sociedade inteira, diz
Pcllelan. nao mais do que urna rnulid'o de
oombinac.es cm proveito exclusivo da proprie-
dade. E estas combinaces seriam chimeneas
e a justica seria sufTocada, se o delinquente s ,
pavoneasse salsfeito,gozando do proveilo de sen ,1 r un
delicio, contra o principio justissimo de que ntn-I n?^; falla,som?',lc 'legislador nosle artigo do
-itr::' s-sl"Js^aKssiSriAs'aSiis
dos, que s por um favor do soberano deiiam do
ser criminosos.
Analysemos agora o art. 66 do cdigo, e veja-
mos se se pode tirar delle argumento contra a
nossa opinio. Diz esto artigo :
O perdao ou rainoracao das penas impostas
aos reos, com que os agraciar o poder modera-
dor, nao os eximir da obrigaco de salisfazer o
mal causado era loda a sua plenitude. D'aqui
pelos complicados tramites por que passa urna
accao criminal, e o perigo da publicdade, que se
reecia nao de lemer n'esle caso.
O moiivo porque a amnista til o quo mui-
to bem d Berlauld, isto que a sociedade s in-
flige penas para proteger sua existencia prote-
gendo lei, mas que circumslancias especiaes
pdem exigir que em vez de urna punicao exac-
ta deixe-se no esqueciraento cerlos fados crimi-
nosos; um requinte de severidade ira muitas
vezes alear mais o incendio, c o remedio seria
principios de jusliga, mas. quando expressamente ; enlo peior do que o mal
determina a extineco desla accio, tica ella ex- Mas dar-sc-hia o raesmo com a salisfaeco do
linda ; logo concluimos : Trebulien aprega a damno ? ^
doulrina caduca de ser a vontade do principe a A satisfcelo, como todos sabem nao e urna
le. suprema, quod prmctpx placuxt legxs habel vi- \ pena. nao propiamente exigida pdoinleresse
geral, porm pelo inleresse individual, e nao
os
civis o accoes criminaos.
As priraeiras quaai sempre emanara direcla-
! mente do poder publico, sem suggeslio alguma
/individual ; basta que o crime tenlia sido com-
| mellido para que as molas da Justina criminal se
ponham immediaiamenie em jogo,"porque a so-
: ciedade lem necessidade. urgenlissima de fazer
| eslacaija immoraldade. que, nao ser reprimida,
Um tal acto, um aclo de Iionlem, pode pre- coramunicar-se-hia pelo exemplo, tcrrivel e as-
valecer na balanna coulra a prescrpeo de dez soladura como um incendio. Acompanho sem-
seculos o o mo successo de laes allcntdos? So- | pro a impunidade o commeliimerilo de urna in-
mos nos levados a abandonar era um instante | raedio s leis penaes, e a consequencia inevita-
nossa f era todo o passado, por isso que vemos i ve' ser a guerra de todos contra lodos, urna sel-1 A amnyslia nunca prejudica os direitos dos
f om urna indiffereuca ainda mais expressa ropo- vageria peior do que o sonhado estado da nalure-! terceiros, naja ou nao reserva expressa.
-se aclos. que j foram consummados, mas za de Ilobbes e Joo Jacques Rousseau. as cau- Mas nao somenle com opinies que preten-
sas civis, porm sempre requerimcnlo do of- demos argumentar, porque embora amemos as
fendiJo que se ministra jusliea, nao s porque s|cilares, pois, como diz o sabio Sr. Dr. Braz em
elle esl habilitado para probar quo com cffeilo sua obra sobre o casamento civil, quem dellas]
sofTicu offensa em seu direilo, como mesmo por- '
que nao corre para a sociedade tanta urgencia de
ministra-la nesie caso. as causas civis o indi-
viduo foi offendldo directamente, a sociedade s I A'respeilo da questao que discutimos, Trebu- .- oda es,a4ar8
indirodamenle ; as causas criminaos a socieda- lien faz urna distineco repellida por llorn, e que osboroa-sc
da lambem soffieu o alarma se perianto o indi-I tambem adiamos injustificavel. Diz elle:
viduo perda, subsisle sociedade o direilo de No que respeita nos terceiros, os effeilos da
punir. E o nosso legislador criminal compone- amnyslia sao menos ampios E' mister deslin-
que em lodos os lempos foram promptamente
nnnullados? Devenios nos saudar com as mani-
feslagoes do urna Providencia nova, os resultados
de nina longa serio de conspiraces illegiliaias,
I roduzuido muitas vezes negros "delictos, de urna
I olitica corruptora que nada respeita, de cscrip-
' impos, do calumnias destribuidas com ai le,
lo
resollados esles, que teem tido seu pleno cffeilo
depois de urna victoria obtida pelas armas ?
Do corlo, esperaremos com paciencia at
quepreraleca uraadirceco mais elevada e divina,
nimigo o lorabein da auioridadc, julgamos |
tambem poder argumentar com o raciocinio, quo'
neste caso servir Ihe-ha de auxilio.
gorem, logo o poder social podo ir contra
principios de jusliea. Isto insustentavel.
Porm a rnzo que disto d Trebulicn nao
menos sustenlavcl, e invocamos a allenco para
ella, porque o parez de todos os que susten-
tara a opinio contraria & nossa. Diz elle :
Ninguom se penetrar mais da idea de que
a amnista urna medida poltica, e que escapa
s regras ordinarias do direilo, por isso queja
vimos que tinln por sua natureza effeilos mais
exlensos do que os de una lei. Ella a appli-
cacao da celebre formula da dictadura em Roma :
Caveant cnsules, ne quid delrimenti respu-
blica capiat, etc. Sem duvida, diz elle mais
abaixo, conreniene nao se determinar o peder
social dar-lhe um lal cffeilo, senao reparando
quanto fr possivel o damno causado.
Esta doutrina tambera abracada e ampliada
por l.egravereud que, contradictorio comsigo
mesmo, porque, no tomo 2., folha 50S em urna
nota estas palavras : a a graca do soberano nao
pode prejudicar terceiros, d"iz : O que se diz
aqui da graca applica-se lambem aos elTeilos da
amnista ; diz na pagina 411 : A amnista ex-
tingue em geral as acedos civis resultantes dos
fados por ella coberios ; ura areslo do parla-
mento de Paris assim o julgou 8 de marco de
1659. A lei de 12 de agosto de 1793 abolia tex-
tualmente quaesquer accoes civis e particulares,
e as senierieas que dellas tivessem sido conse-
quencia : foi, segundo este principio, que foram
executadas as diversas amnistas proclamadas
por occasio dos aconlecmentos da revolucione
se esla regra forma excepeo que parece offe-
der os direitos particulares, se, em geral, as gra-
Qas do soberano nao devem influir sobre os in-
teresaos das parles, como as Iransacces nao
lem influencia sobre as accoes do ministerio p-
dico, nao se pode dissimular que os inconve-
nientes, olgumas vezes resultados das aegoes
particulares acerca do fados cobertos como veo
| da amnista, seriam lo graves como numerosos ;
que estas accoes perpetuariam as recordares,
aliraentariara odios e renovaran!, lalvez, pertur-
bares, que o soberano euiz extinguir, e que, fi-
nalmente, a vanlagem da sociedade lodo inteira,
achando-se enlo era opposico com a de alguns
j individuos, a primeira deve ser preferida, quan-
do o legislador ou o prncipe nao julgftu dever
conservar aos particulares o exercicio de suas
accoes pessoaes.
delicio.
Contra esla opinio temos o aviso de 4 de se-
terabro de 1835 declarando que os amnistiados
acham-se indubitavelmcnle comprehenddos na
disposico deste artigo, islo que esto obriga-
dos satisfazer o mal causado, nao obstante a
amnislia. Mas nao somento o aviso citado que
podemos aprescnlar em defeza da nossa opinio.
E' um principio comezinho de direilo que a lei
nao deve ser entendida de modo que della resul-
to absurdo. Vamos, pois, procurar interpretar o
cdigo no art. 06 de sorte que se possa salvar
coherencia do legislador.
Entre graca e amnislia sabemos que ha urna
^ dfferenca palparel, mas nao podemos conrirque
emanando do poder publico a accio civil o le- ha^ mesm.a dfferenca enlre perdao e amnislia,
dente nem ao menos se lembraria 'de uueixar-ae q"^ Pcrda? ?ela uma pa'arra que represente
d'elle. H be "'"a idea exclusiva, islo a graca. O Sr. Ber-
| laold coherente comsigo mesmo porque como j
Portanto lodo esle receio que manifestara vimos> ,lao admilte que a annyslia se dirija
allamante infundado. I culpados, diz quo ha uma profunda differenca en-
Parece-nos j ler mostrado que a amnislia s- i lro.'1 amnista e o perdao, porque diz que a* pri-
mente lem por effeilo suspender a aeco crimi-i meira ni0 appiicada criminosos, e o segundo
nal : opinio esta que era lambem seguida pelos i sompntc criminosos convencidos. Mas espera-
Romanos. A lei 3. C. de generali absolulione' n"5 mostrar que nao existe tal dilTerenna, e que
Indulgenlia, Patres Conscripli,quos libe- Perdao um termo genrico applicave tanto S
diz
ral, nec infamiam criminis tolit sed pente
gratiam fcil Portanto podemos concluir con-
tra Trebuen. Legrarcrend e oulros que o impe-
rante, ainda querendo,nao pode suspender a aeco
civil contra o amnistiado, porque ella nao esl
coraprehendida na amnista, e a amnista que
elle tem o pode de outorgar. E se anda uma c-
tacaop le trazer alguma forea nossa opinio,
diremos o que escreveu Martin om um artigo in-
serido no diccionario de Carnier Pagos. \ am-
nislia, diz elle, valo por si mesma rehabilitaco
comptela. e salea a aeco civil dos terceiros, o
amnistiado esl era relano lei, lo puro como
so nunca tivesse comraeilidoo delicio.
O imperante, pois, repetmos, nao pode sus-
pender a aeco civil dos terceiros. Mangin cita-
do por Achilles Morin, diz que s uma le, se
laes perigos cxislissem, poderia impedir o exerci-
cio da accao civil. E esto escriptor accrescenta
quo mesmo o legislador nao deveria faze-lo sem
que reparasse justamente o prejui/o causado.
Opinio tambem seguida por Fauslin-IIclie. e
que Trebutien admine modificando-a; dizeudo
em lugar deo legislador nao deveriaseria
eoru-eiu'enfe.Como, porm, no ha laes perigos,
o verdadeiro obrigar o delinquente satisfazer
odamuo causado cora seu delicio.
Se injusto fazer ura individuo soffrer calado
um damno em seus direitos, tambera nao mui-
to justo satisfaze-lo com o dinheiro dos cofres
pblicos.
to primeiro caso seria o individuo que soffre-
ra por um crime alheio, no segundo seria loda a
conimunho social que'pagara pelo delicio de
perdao
grana como amnista.
Toda esta argumenlaco dos Ilustres crmina-
ii m so.
jusliea.
Era ambos os casos, pois, hareria in-
S mostramos o que lem sido entendido por
se. Primeiram
citando o ares!
marco de 1659, o a lei de 12 de agosto de 1793,
_ que aboliam textualmente quaesquer acedes ci-
porancos uma condico moral mais pura, uma'66 do cdigo : O perdi'do olTodido. antes! ('dio, ou so prlo contrario, pe obstculo ao v'se Par.l'C"lares, nao cilou oulras decises pos- I
tenores estas, e quo ~
se ao loque da mais ligrira analy- amn,s,1!| Delos l'nncipaes criminalistas france-
nente notemos que Legrarcrend '. e tambera lemos mostrado que o-amnistiado
o do parlamento de Paris. de 8 de : deve sallsf"L'r damno causado com seu delicio.
a'. quo resultando dos acontecimenlos conlem- trou-se lano desla verdade, que dspoz no artigo S"r se o acto da amnyslia mudo esle res-
jnre ennstituendo, vamos mostrar agora se o
lambem conformo & nossa legislano criminal, ou
dejare constituto.
picdade mais fervcnle, una le mais viva, sejamos
convencidos de que sob a aeco das paixes ter-
restres e dos instrumentos humanos, prepara-se
um espirito melhor do que aquelle, que nos
alo actualmenle reconhecer no mundo. Al en-
lo vemos indicios da mo de Deus nessa obra
terrestre .
Eis aqu como o cardeal se explica sobre o no-
vo direilo, que na Italia prelendem attribur s
populacoes, de escolherera, quando e como lhes
convier, novas formas de governo :
Urna lal questao, conceder-nos-ho sem du-
vi la aflirma-lo,
quida, logo que smente forera definidas as ba-
ses e condices desle noro direilo ; quande for
redigido o cdigo dessa ora legislano das na-
coes, approvado e aceito no mundo* civilisado ;
quando for admiltido por que principios, em que
circumslancias o sob quo formas, as provincias
de um reino constituido podem legalmenle des-
ligar-so de seu governo, sera comnielter um cri-
me e sem f.iliircm fidelidade ; quando rirmos
ou depois da scnlenca nao eximir das penas em' exercco da aeco civil. Se o acto da amnyslia
que liverem incorrido ou possam ler incorrido os nao falla dos direitos dos terceiros, todos estes
reos de crimes pblicos, ou dos particulares em direitos sao por isso mesmo completamente re-
que liver a aecusaco por parle da jusliea
que nao acontece gcralmenlo as causas civis.
Feita esta ligeira dislincco entre as causas ci-
vis o as crimnaos, vejamos o sentido da palavra
amnislia.
Amnislia, que quer dizersem memoria o
perdao das injurias (citas ao soberano era tempo
de guerra o de revolta.
Por meio della, diz um escriplor, o imperante
^!?.r'1"_lim^ .r"??S'a -adc" I im*?ed a aci:'> do poder judicial, lim do pre-
vinir os gravissiinos inconvenientes, que cm cer-
los casos se seguiram desla aeco. E Achules
Morin corroborando mais esta idea diz : A histo-
ria poltica de lodos os povos olVerece numerosos
exemplos do amnistas geraes, concedidas aps
graves dissennoe? alim de reslabcleeer a concor-
dia dando aos'culpados um generoso perdao; por
que ba lempos em que o inleresse social, ordi-
nariamente inflexirel, exige mesmo que a jusliea
servados E' eom effeilo um grande principio de
direito que as leis nao lera effeilo retroactivo
Alm disso o exercicio da aeco civil sempre
muilo menos irritante do que da aeco publica,
e de loda jusliea que o damno material sea
jusuca que o damno material seja
reparado por seu autor. Embora a lei seja om-
nipotente, comludo nao pode supprimr este
damno, uma lei de esquecimento e perdi para
uns, nao deve ser uma causa de cspolia(ao c
ruina para outros.
sao as quo devem dirigir-
nos. Por denldade de razo, conclue-so das
decises da corle de eassaco de 18 de Janeiro de
de 18i>8, e de 29 de abril de 1881, que a amnista
FOiLHETOi
^ESRaffiSHi:1
v:s por corles de madeira as maltas da cbmmu-
ua, com tinto que a acno'seja praposta requo-
rimenlo da communa, e a segunda declara que a
amnista tambera nao pe obstculo accao co-
mecada por contravenco de polica, era quanto
se trata do inleresse communal, etc. Ora, se a
amnista exlinguisse todas as accoes provenientes
do crime, esl claro qne lambem extinguirla as
Anaiysaremos as palavras deste criminalista, e | --cc"es da communa ; mas, sa nao assim, se a
mostraremos o que nos parece, verdadeiro o o'aeco da communa subsisle apezar da amnislia,
quesuppomos errneo. Notamos primeramente por que nao subsistir a aeco do individuo?
que Trebutien engana-se em dar a denomina- Porm, alm das decises da corte de eassa-
co de le amnyslia. | eSc-, temos o art. I S 2 do decreto de 25 do mar-
quo e urna amnyslia ? pergunla Favard de co do 1810. que assim concebido: Serao
Lanzado ; um acto da autoridade publica que egualmenle postes era liLcrdade todos os indvi-
impoe silencio le penal. dos encmenlos por delicies floreslaes ; e
Ora, qual u grao da autoridade publica, d'on- quanlos aos negocios relativos aos mesmos de-
Pelos artigos 11 e 21 al 32 do cdigo crimi-
nal y-se, quo o legislador criminal*quiz garantir] no nossa opinio
inlciraraenle a salisfaeco do damno causado. Diz
o cdigo no art. 21 : O delinquente satisfar
o damno que causar com o delicio Uma razo
Vw^hJ?.h Sre,UdLC! ""P?"?0" c,~ que ourimos presentar para dizer que por este
arligo o delnqueme amnistiado nao dem satis-
Perdao. como defino Bouillet, a remisso de
uma falla ou de uma offensa ; portanto, para ler
lugar o perdao nao uecessario que baja julga-
mento,basta que tenha existido uma offensa ; ora,
ninguera por certo dir quo o amnistiado nao
pratinim uma offensa ao governo, e se pralicou
bem cabida a denominano de perdao amnista,-
que lho concedida pelo imperante. NiVo so po-
de, pois, admiltir qne a palavraperdao seja
lechuiea da graca (1).
Aioda existe duvida sobro a patarra impostas
que, como entender^ os nossos adversarios im-
plica um julgamenlo anterior. Vamos ver que
nao.
As penas sao impostas pelas leis ou pelos tri-
bunaes o neste ultimo caso mais propriamenle se
diz pronunciadas. Tanto vulgar como jurdica-
mente so diz: a leiimpe urna pena tal crime,
o jury impe penas aos criminosos. A palavra
impostas empregada no artigo que analysa-
rcos significa tanto as penas pronunciadas pelos
tribunaes, como as eslabelccidas as leis.
J sabemos que ha criminoso sempro que se in-
fringe a lei; c a palavrareosempregada neste
artigo nao suppe condemnaco-anterior.
F. a palavra agraciar significa nos diccionarios
que consultamos, conceder perdao da pena irreor-
rda.
Por consequencia, assim entendida, e esta a
iatelligencia do presento artigo, est claro que es-
lo comprehenddos em sua disposico ta!o os
perdes outorgados titulo do amnislia como os
concedidos titulo de graca.
Demais a amnsitia, como todos sabem, tambem
pode ser posterior ao julgamenlo, e se o perdao
S se pode dirigir, segundo o Sr. Berlauld, aos
criminosos p ovados, neste caso a amnislia quan-
do fosse posterior ao jiilgimento. seria chamada
perdao Ahi liuamos pois a amnyslia poden-
do ser ou deixar de ser perdao, o que absurdo.
Analysamos as palavras do art 66, que sao
susceplives de contestacio, e parece-nos que seu
sentido nao pode de maneira alguma ser contra-
nao extingue as accoes civis. A primeira deca-!
pon
PAULO DE KOCK.
Meu Deus I o sonhor falla com um fogo que familia : um hornera, cuja mo tenho rulho
me lana recelar por meu sobrinho 1 de apartar.... Infelizmente os homens de bem
rallo como sinto. minha senhora ; os senli-1 os homens, cuja, conducta foi sompre pura e serr
i honestos nao precisam esconder-se, nem mancha nao sao communs no mundo
XLIV
Conversaco retrospectiva.
( Coiilinuaco. )
A lia de I.eon nao respondeu, e um silencio
muilo longo succedou essa conversaco. Foi
ainda madama de Ficrville quem o quebrou.
Sonhor, peno-lhe perdao se inlerrompo as
reflexoes em que pareco immeiso ou tambem
tinha algumas pergunlas fazer-lhe
Falle, minha senhora, cstou s suas or-
dens.
Provave'.menle soube quo meu sobrinho
Len Da'bonne, moco que poda aspirar muilo,
que possue uma bella fortuna, o poda fazer um
casamento to brilhante como honroso, casou com
uma grisetle?
Dumarsclle sorrio, o respondeu :
Si na, minha senhora, soube quo seu sobri-
nho, o Sr. Dalborme tinha feito um casamento de
amor que devia parecer muilo ridiculo se-
nhora que nao comprehende essas unios.
O que nao comprebendo, sonhor, que um
homem na posic,ao de meu sobrinho se allie com
pessoas que sahem nao sei d'or.de.... I!ni tal Sa-
bretache, um soldado, 6 o lio da mulher dello...
Como agradavel eslar a gente na companhia
desse senhor, que pragueja como um carroceiro !
Masu espalha-brazas do Sabrelache gabou-sede
quo elle e sua sobrinha roiihcciam ao sonhor....
Ser isso verdade? Quanto tnim confesso que
me parecen isso lo extraordinario, que cu nao
poda ncredila-lo.
Pez mal, minha senhora___ Cnnhcco com
efTeito, esse soldado o sua sobrinha Agaiha....
linda moca, porque ainda o era quando a r pela
primeira vez, moca cujo aspecto me agradou im-
mediaiamenie___cuja roz pareceu-mo lo doce,
lo agradavel do ouvir... que rae inspirou o mais
rivo inleresse.
{ [Vide o Diario n. 218.
conslranger-se ; o o que experimento por essa
moca, 6 d'aquelles que se podem declarar era voz
alta sera corar.
Madama de Fierrille nao pode dissimularo seu
despeitn ; machucou com violencia os papis que
tinha nio.
O que corlo que meu sobrinho sent
muito bem que nao pode aprescnlar sua mulher
em parle alguma, porque eslari.i lora do seu lu-
Quando
os encontrarlos, minha senhora, cumpre que
nao os dcsdiihemos----estojan cm quo posico
estverem.
U lio pode ser um phenx de honra 1 Mas a
sobrinha, sou capaz do apostar nutra cousa.
Oh! senhora, o que esl dizendo? Olho que
falla da mulher de seu sobrinho!
Sim, senhor, de uma mulher que nao do-
va ser esposa de nieu sobrinho, que eslou certa
gar em a nossa sociedade. E por isso no mesmo i queo enganou___que so fez passar por uma Ur-
da do seu casamento parti cora a mulher para lude, sendo outra cousa.
a sua propriedade dos Grandes Carvalhos na Bre-
lanha ; viviara all como verdadeiros lobos, nao
recebendo risitas do ninguom dos arredores
A senhora nao foi procura-Ios no seu re-
tiro?
Fui, senhor. Nao pude resistir curosida-
do, fui rr essa mararilha que occullavara com
tanto cuidado todos os olhos.
E nao achou, senhora, que ha nessa moca
um encarno que seduz, que nos ollraho para
ella ?...
Nao, c bonita, nao neg.... mas hacera
mulheres muito melhores. Passarara perlo de
dous annos na Brelanha, depois uma bella ma-
nha partirm para a Italia.
Mas ha alguns dias que vollarara para Pa-
ris.
Ah I sabe disso, senhor ?
Sim, minha senhora, por que fallei honlem
com obrare Sabrelache, que rae deu parle do re-
grosso de sua sobrinha, com o que esl saiisfei-
tissimo.
Emfim, senhor, ser indiscreto perguntar-
1 lie como conhereii essa gente?
F.ssa gente? Oh meu Dtus! o acaso forma
quasi sempre os conhecimenlos.... Sabrelache
era infeliz, sua sobrinha eslava muilo doenle....
tire occasio de snr ulil um velho soldado
aproreilei-a com prazer.
Quer isso dizer quo lho den o que fazer I
Juslamojite.
Que oflicio lem esse senhor? Faz bolas?
Nao, senhora, c pintor de casas.
Magnfico I E dizer que meu sobrinho foi
casar na familia do Sr. Sabrelache !
Ond che c um homem de honra ; depois de ler de-
fendido o seu paiz, trobalha para sustentar a suu
Pode ser que nao sejam raosas as ra2oes apre-
sentadas. mas islo- ninguom d o direilo de por
em duvida a nossa boa f. Porque sustentamos
esta opinio cm uraa sabatina, e nao nos foi pos-
fazer o damno "causado com seu delicio. Coi quo- S1.vel a/e-lo enlo convenientemente, porquanto
s ha criminoso ou delinquente depois do julga- I "ao a '""hamos reflcclidamenle esludado, propo-
mento, e que tendo a amnista como effeilo im- "
pedir o julgamenlo ou aniqula-lo quando j;J-|
pronunciado, r>o se pode dizer que o cdigo se
zenio-nos defende-la por oscriplo ; o estames
certo de que, se um paradoxo, pelo menos illu-
de facilmenic.
Taes suspeitas sao ms, minha senhora, o
que lhe fez madama Dalb.inno para quo a trate
assim !
Uepito-lho quo a mira nao embaga ella
com aquellos modos chcios do doc'ira, cora o
amor que musir ao marido, porque j porcebi ;
descobri cousas quo me fi/eiam ver quo tinha
razio para suspcilar da viriude dessa senhora.
Dumarsello levantou-se, pegou no chapeo e
coniprimenlou madama do Fierrille, dizendo-
(he .
Nao quero ouvir por mais lempo fallar-so
mal de nina pr.ssoa por quera tenho o mais torno
inleresse Adcus, minha senhora.
i Como, senhor! pois deixa-mc porque nao
parllho a sua predilecco por madama Dalbon-
nc ? E' de mais I
O que quer, minha senhora ? Nao posso ou-
vir fallar mal das pessoas quem estimo.
Mas quando es-as pessoas merecen)___
Minha senhora, quando se aecusa algucm,
necessario prorar-sc o que so diz, quando nao,
a aecusaco nao passa de calumnia
Pois bem, senhor, provarcl o que digo
respeilo dessa mulher, hei do conhecer o seu
passado, e enlo Ih'o direi Veremos enlo se
a calumnio I
No ciilanlo, minlu senhora, permuta que
me retire.
E Dumarsclle sahio depois do ler feito uma
coriezia rasgada 4 madama de Fierrille, que apo-
rtas o vio fra, disse batendo com violencia na
mesa:
Esta Agaiha lem posto lodos cora a cabega
5 roda Oh I como fiearei contento quajido lhes
poder provar que eu nao me tinha engaado, e
que julgra melhor que lodos clles.
XI.V
Os esposes Chalupeaux
Depois de uma riagem pouco mais ou menos
de qualro niezes. durante os quaes os jovens es-
posos linliam visitado com cuidado a Suissa o
uma parte da Italia, Len e sua mulher liaviam
vollado para Piris, sempre felizo3. sompre aman-
do-se como nos prin eiros uias do sou casamen-
to. As suspeitas que madama de Fierrille quiza-
ra fazer nancer no espirito de sen sobrinho, nao
lnham germinado no seu coracio. Cerisette li-
nha-lho mostrado muita franqueza anles do sen
casamento, para que ello podesse crer quo ella
quizosse ongana-lo.
liaviam vollado Paris, porque Len tinha ali
alguns negocios, o porque prefera ler sua mu-
lher ao p de si, do que deixa-las nos Grandes
Carvalhos. Os mancebos toncionavam passar*}
invern na capital e voltar para a Brelmha no
principio do vero.
Em Paris, Cerisette desejava vver quasi lo
retirada romo no campo, mas para as pessoas ri-
cas a solidan dilfieil. A moja nao quera ir s
sociedades, mas instara com seu marido para quo
acellasse os conviles quo do loda a parle lhe
chegavam. I.eon recusara, porque prefera a
companhia de sua mulher; apenas como goslava
muilo do Iheatros, levara muitas vezes Ceriselle,
que principio ficra no fundo do camarote, mas
pouco a pouco se fra aguerrindo e coraccava
raostrar-se um pouco mais, porque reparava que
seu marido Qcara mais contento quando ella nao
pareca vergonhosa c tmida.
Gaslo Rrumirc tinha ido em Paris ver os jo-
vens esposos ; sempre cheio de dedraco para
com o seu amigo, testemunhava Cerisette a
mais respeilosa aniizade ; mas suas visitas eram
curias, e tinha o cuidado de nunca se apresentar
quando 1.00*11 eslava ausente.
Este reparara nisso, mas de que poderia quei-
xar-se? Desde que sou amigo nao procurara fa-
zer corle sua mulher elle ainda nao poda
fazer parte de cerlos mandos.
Poucos dias depois da sua chegada Pars,
disse Len sua mulher:
Minha boa amiga, temos uma grande cor-
rea fazer, mas ha no nosos que se devem cumplir....
Adovinho-le, meu amigo, deromos ir visi-
tar la lia ?
E' isso raesmo ; ella foi nossa casa nos
Grandes Carvalhos, agora que citamos cm Taris,
mas nao vira ella
casa como fez no
quizosse aqui referir ao amnistiado.
Esta argumenlaco claramente sophistica.
Delnqueme ha sempre que ha uma aeco ou
omisso voluntaria contraria s leis peines ; o
julgamenlo que lhe rommina a pena, mas nao
que o declara culpado por que isto j e.-t exarado
na lei. A }ustica humana com os meios preca-
rios de que dispon para conhecer a verdade, lem
necessidade de fazer sreriguec5es minuciosas,
mas dir-se-ha quo o homem que commetleu real-
se nao fosso mos pagar-lhe a visita, seria, faltar
todas s conveniencias.
iremos, meu amigo....
meller-se depois em nossa
campo?
Oh! nao, Iranqoillisa-te. Era Paris cada
'iu 11 mora na sua casa. Depois, como minha lia
nos dexou um pouco zangada, muilo possivel
que nao nos queia receber, o nos mando dizer
que nao ristrel: mas a
la, quanto basta.
Oh! que felicidadese ella nao nos quizesso
receber... porque me corito sempre trmula di-
ante della..... E todava nlo a detesto.
Quando queres ir?
O mais cedo que for possivel. E' preciso
quo nos livremos logo dessa visita.
Tens razo, iremos amaulia. Fars um
grande toilette por duas horas.
Grande toilette !
De cerio Se nao nos roceberom, noces-
saro que vissem que era visita de ceremonia.
No dia seguinte, s duas horas Cerisette pre-
parou-se para satisfazer aos desojos d>> seu ma-
rido : eslava vestida de seda e de velludo, com
brilhanles e um magnifico chale quo ludo isso
nao tornara encanlora se j nao o fosse natu-
ralmente, mas como suas feines eram finas o
graciosas, ia com o grande toilette com essa fa-
cilidade das pessoas quo eslo acosiumaJas
traja-lo.
As duas horas e um quarlo o coup de Linn
parou na rm de S. Domingos na porta da casa
de madama de Fierrille. O criado foi perguntar
ao porleiro o vollou a dizer quo a senhora eslava
ero casa e que era justamente o dia em que ro-
ceba risitas pela mauhia.
Diabo! riemos bem, disse Len olhando
para a muiher. Mas j que aqui estamos, cora-
gem, subamos.
Madama de Fierrille eslava na sua sala com
um hornera e uma senhora que acabaram de
c liegar.
O homem, que se chamara Chalupeaux, tinha
bons cincoenla anuos, era baxo, gordo e feo de
cara, com a testa e orelhas rerrcelhas, com cara
de tolo e libertino, desses paspaslhos que se
encontrara ras sociedades, que julgara ter espi-
rito porquo tem dinheiro, e s concedem mrito
fortuna, o que lhes faz ter a esperanga de que
lhe daro muilo merecimento.
A esposa desse senhor linlio pouco mais ou
monos 3 edade rje seu marido ; era, ollp, magra,
Recife, 8 de selembro de 1360.
GllACII.UNO A. DO P. PlMF.NTEf .
(11 Bouillet tambera defino a amnyslia : o./kt-
dilo ou remisso de uma pena concedida cquelle
que se tornou culpado de um delicio ou de um
crime.
Eis desfoilo o valioso argumento dos- nossos
contrarios.
um carao cora genos do faca,
de um modo enfarruscado que
ossuda, tinha
acompanhado
ella julgara muilo distincto.
Tinha muilo ciume do marido, a quera ahorna-
ra muilas rezos boa peoa.epittelo que Chalupeaux
recebia sorrindo como so lisassc muito
losongeiado por merece-lo.
Esse par inleressanle entretinha cora madama
do Fierrille dessas relacoes que no mundo se
vsiVa'estar foi-! rnlm;l amisade- Prm 1',e Pderiam, com seu
justo Ululo, serem chamados commorcio do
maledicencia.
Conrersaram acerca do ultimo baile de mada-
ma X-... do soiro de madama B...., do effeilo
produzido pelo toilette dcsta.da maneira ridicula
porque dansava aquella : emfim cada qual laSn
quinhar.i o melhor que poda, quando o criado
aununciou.
O senhor e a Sra. Dalbonne.
Madama do Fierrille sorrio cora modo des-
denhoso murmurando :
Ora felizmente vom cumprir o seu dc-
rer. ... Manda-ns entrar.
Depois rollou-se par* os esjosos Chalupeaux
acresconlando :
Vo rer meu sobrinho e sua mulber; foram
felhes porque ello ordinariamente r.o a mostra
ninguom.
Len enirou com sua mulher que romprraen-
tou a companhia com lana graca que a prapria
madama de Ficrville ficou interdicta: locebeu
sou sobrinho o Ceriselle com essa polidei cere-
moniosa que quasi insolencia.
Chalupeaux ficou admirado vista do Ceriselle
do quem nao lirou mais os olhos senao quando
sua mulher se rollara para o seu lado.
Midama Chalupeaux tornou um modo ainda
mais enfarruscado ; era seu rosturne quando se
achara ao p ae uma moca bonila, goslava do
fazer opposico.
Ceriselle romprimenlou as pessoas que eslavam
em casa de madama de Fierrille, porm sem
reparar nellas.
Len fingi nao rer o modo zomboilciro de sua
(a.
Vollou emfim das suas riagens, meu so-
brinho ? Disse madama de Fierrille dirigindo-sc
Len.
Sim, minha tia. rollamos...... Vimos a
Suissa, a Italia, dirertimo-nos muilo, principal-
mente em aples, quo uma cidade cncanla-
qoi'al____________(Conlimiar-s.i-ha).
l'ERN. -TYP, QE"tt;:F. DE FARU. lt>\ "
""V
ILEGfVEL
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:.-' .v


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