Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08231


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Full Text
lFRfl XXXTI. HUMERO 218.
Pop tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes veneidos 6$000.
QDIHTA FEIRA 20 DE SETEDBRO DE
Por aono adianwiilo 19$000
Porte franco para o subscritor.
t.NC 4.HURGADOS DA. SUBSCRIPTO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribci
ro Guimara.es; Piauhy, o Sr. Jo.0 Fcrnandes do
Muraos Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Cosa.
l'AUUDA uu* lAlllliblU.l.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Guianna e Parahiba as segundas
e sexias feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as lernas feiras.
Pao d'Alho, Naz'areth.Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-eiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Piraenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parte m as 10 horas da man han.
EPHEMER1DES DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Cuarto minguante as 8 horas e 47 minutos
damanhaa.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manha
21 Quartocrescente as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 horas e 20 minutosda tarde.
P REA MAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas el8 minutos damanhaa.
Segundo "as 9 horas e 42 minutosda tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercase sextas ao meio dia
Segunda Vara do civel; quartas e sabbados a uma
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Cioveriio da provincia.
Decreto n. 2618 de 11 de agosto de 1860.
Estabelecu os emolumentos que deveni |>agar no
thesouro nacional os empregados das secreta-
rias de policia Horneados por portaiia de seus
respectivos cheles.
Ilei por bera ordenar que os empregados das
DESPACHOS DO DA 18 DE SETEMBHO.
Requerimenls.
1628.Antonio llenrique de Barros Wander-
leyInforme com urgencia o Sr. juiz municipal
do Rio Formozo.
1629.Adriana Lins da Cunha Paiva.O fi-
Ihu da supplicante nao tcm anda a iJade mar-
cada nos eslaluios.
1630 Ignacio Benlo de Loyolla.Informe
Sr. regedor do gimnasio.
1631.Joaquina Mara da Conceigo.Seja ad-
mullido, quondo liouver vaga, o (ilito da suppli-
secretanas de policia cuja nomoaco compeleaos
seus respectivos chefes, paguem o thesouro na- j canto que" tcm a idade exigida pelos estatutos do
cional pelos lilulos de sua nomeacao os craolu- collegio ; e quanto ao oulro nao tem lugar, por
nclitos marcados no regularaento de 19 de abril ser menor de 7 anuos.
de 1814 para conccsso de oidenados a cmprezos 1,632.Joo Joaquim Alvos.Dirija-se a Ihe-
no mencionados.Joo Lustosa da Cunha Pa- sourana provincial, |quem so expede ordem para
ranagu, do meu conselho, ministro o secretario o pagamento requerido.
de estado dos negocios da jusliga, assim o teuha ; 1,633.Jos Lins dos Anjos.Provc o sup- ser mo cidado, conspirar contra o governo e
entendido e faga execular. plicanle a idade. naluraldadc de sua irm e que contra a ordem publica. Devomos esperar que
Palacio do Rio de Janeiro cm 11 de agosto de ella orpho, para que possa ser aduiillida quan-, esta pendencia, qunl, eni virludo do syslema
actualmente admiitido, nao pode ser discutida
sejo era que o pleno conhecuneiiio do ueiioga-
rantisse ao sou exercicio a calma, a dignidade o a
forca: o ellos terininaratn o seu pequeo com-
mcnlario da lei com este sublime consclho, quo
en si resume tudo quanto se pode dizer :
Fiqnem os bons cidadaos bem persuadidos
de que a lei nielhor que existe tem a sin forca
tanto na energa e firmeza d'aquelles, cujos diro'i-
0aVos ella garante, como na justa c rigorosa leal-
MJade d'aquelles que sao encarregndos de exoru-
la-la. as nios dos cleltores est nao s a digni-
dade do sulfragio, como lambem o interesse da
communa ; porquanto a piles cumpre fazer res-
pailar a um com o seu valor, e garantir a oulro
com a sua escolha.
Certos orgos da iraprensa, amigos desastrados
do governo, bradaram contra este conselho, como
se lcmbraraos eleitores o seu direito e a lei
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Pedro de Arbunes m.
18 Terca. S. Jos do Cupertino f.; S. Thomaz.
19 Quarta. S. Januario b. m. ; S. Nilob.
20 Quinta. S. Eustaquio m. ; S. Glicerio b.
21 Sexta. S. Malheus apostlo e Evangelista.
22 Sabbado. S. Mauricio e seus comp. mm.
23 Domingo. S. Lino p. m. ; S. Tecla v.^.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Babia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERN.YMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figuciroa de
Faria.nasua livraria praca dda Incpendencia ns
'6e8.
1860, trigsimo nono da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de S. M. o imperador.
Joao Lustosa da Cunha Paraoagu.
Conformo.Antonio Leile de Pinito.
EXPEDIENTE DO DIA 18 DE SETEMBltO DE 1860.
Officio aos Sr. Decio de Aquino Fonseca c Joa-
quim Augusto Ferreira Jacobina, membros da
mesa parocliial da Boa-Vista desta cidade.Ao
ollicio que acabo de receber de Vmcs. respondo
declarando-Ibes, que nao leudo cu remetlido ain-' an Sr- Jui.z ^ Paz presidente da mesa parochial
do liouver vaga
l,63i.Jos Leilor.Pude o supplicante con-
tinuar no semen de enfermeiro-inr do hospital
militar.
1,635.Lttil Epifanio Mauricio Wanderley
Nao ha rendo vaga, nao pode ler lugar por ora
o que requer o supplicante que dever provar
a idade, naluralidade de suas lilhas c que sao
orplias, para que possam ser admiltidas no res-
peitivo collegio, quando liouver vaga.
1,636.Manoel Camello Pessoa.ftcmellido
a resposla do officio, que a mesma mesa dirigi-
me nesla dita com o protesto, que Ihe foi apre-
sentado por alguns eleitores e supplentcs dessa
parochia, nada ha que resolver acerca da reprc-
senlacao que fazem Vmcs. na supposico do ler
sido desta presidencia o ollicio a que alludem.
Cumpre pois que Vmcs. aguardem a decisao des-
te governo, ulim de que possa a mesraa mesa
continuar em seus irabalhos, quodevem ter sido
suspensos, emquanto espera pela deliberaco po-
dida acercado suppradilo protesto.
Diio a mesa parochial da Boa-Vista desta ci^
dade.Tenho presente o oflicio firmado de hoje,
que a mesa parochial da Boa-Vista desta cidade
dirigio-me com a Delicio que Ihe apresenlara-m
alguns eleilores c supplentes da parochia re-
querendo que a predila mesa considerando nul-
los os irabalhos eleiloraes, que anda nao termi-
naram, sob fundamento de ler sido falsificada a
qualilicago por onde se lizera a chamada dos
volantes pedisse a esta presidencia aulorisaciio
para proceder nova eleico pela qualicaco
do anno passado, marcando"-se dia para ter isso
lugar.
Em resposla tenho a declarar a mesa parochial
da Boa-Vista, quo nao estando as suas allribui-
goes deferir a referida policio, nem podendo esta
presidencia toma-la em cnsideraeo no oslado
cm que preseniemente se aclia o pr'ocesso cleito-
ral dessa freguezia, cumpre quo se prosiga na
conclusao da apuraco dos votos c demais actos
posteriores, afim de que o poder competente,
apreciando opporlunamenle os fados allegados c
tolas as circunstancias, que porventura selenita
dado, resolva como entender de jusilla, sobre a
validadeou nullidade da eleico.
Devolvo o requeriiuenlo documenlado a quo
nllude i mesa parochial, e veio annexo ao seu
citado oicio.
Dito ao commandantc das armas.Sirva-se V.
S. de mandar apresentar ao commandaute do cor-
po de polica um capillo do exercilo para servir
de presidente nos conselhos de disciplina e in-
vesligaclo, a quo se tem de proceder para julga-
mento de pracas do mesmo corno, visto esiarem
die
1,637. Maximiano Francisco Rigueira Duarte.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
1.638.Martiniano Joo Ribeiro Pessoa.O
supplicante ser altendido logo que o permittam
os cofres provnciaes.
1,639.' Vigario Telestoro de Paula Augusto.
Ao coramaudanta superior da guarda nacional
dos municipios de Uluni i e Iguarass se expedi-
r ti as ordeus conveuieules, e no seulido que
requer.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
N.VMBUCO.
Pars, 84 da agosto de 1860.
Meu charo correspondente.
Ticemos uma quinzeua balda de successos eon-
summados na poltica europea; mas em com-
pensacao eis que apparecem visos de unta silua-
cao prxima bastante grave. Se a questo do
Oriente por momentos arrefeccu um pouco nos
nimos, a queslao italiana pelo contrario reas-
sumio o primeiro lugar as instantes preoecupa-
ces do velho continente ; porque Garibaldi, que
acaba de dar um passo avante, poder ntuto
bem levar as cousas ao punto em que ellas se
achavam antes da paz de Villafranca, a II do ju-
Iho de 1859. Nao s a pennsula que estreme-
ce idea desses incidentes talvez mu prximos;
lambem toda a Allenriiiha, dominada por uma
agilacao, que cada voz ruis se propaga. Os ne-
gocios de aples se complican! : Garibaldi, que
j.'i poz p em Ierra firme, s espera suspender-sol
em Veneza,
Cometemos pela Franca.
O imperador Napoleo 111 parte com a impe-
ratriz para ir visitar a Saboya e o condado de Ni-
ce, depois do que visitar lambem Argel. Antes
de sua partida procedeu em lodo o imperio s
cleices mtinicipacs. Colisa gravo!
De cincoenla anuos para r se tem muitas vo-
lea procurado exa'lar entre as populares a as-
era differeiites deslinos os respectivos capitaes. piragao aos direilos polticos, mas nao s tem pro-
Commuuicou-so ao comraandante do corpo do
polica.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmillo por copia a V. S. para seu conheci-
menio o decreto n. 2618 de 11 de agosto ultimo,
eslabelecendo os emolumentos, que devem pa-
gar no thesouro nacional os empregados da poli-
cia, nomeados por portara de seus respectivos
chefes.Igual ao chefe de policia.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Recommendo a V. S. que em visla de sua infor-
tnaco de 9 de agosto ullimo, sob n. 340, mande
pagar a Joao Joaquim Alves, a quanlia de 65j,
eut que importara diferentes objeclos por elle
fornecido ao arsenal de guerra, com deslino
casa da guarda da casa de delencao, como se v
do cooheciraenlo junto.
Circular a lodosos juizos de direilo.De con-
onnidade com o que foi determinado em aviso
Circular expedido pelo ministerio da juslica do 25
de agosto ultimo, recommendo a Vmc. que as
correteos que lizer, invesligue-sc os funeciona-
tios pblicos, a quem o capitulo 8o do decreto n.
1318 de 30 de Janeiro de 185i incumbe a con-
servacodas trras devolulas, cuoiprom as obii-
gacOS a seu cargo, impondo as penas decreta-
das no arl. 90 ao citado decreto aos que forem
omissos.
Dita a lodos os juizes de paz.Remetiendo a
Vrac. os inclusos exemplares dos decretos n. 1082
do 18 de agosto ultimo, e n. 2621 de 22 do mes-
mo raez, o Io alterando a lei n. 387 do 19 de
agosto do 1816 e o decreto n. 8i2 de 19 de se-
lembro de 1855 sobre eleiedes, e o 2o dando ins-
tiuccoes para execueao do Io ; tenho a recom-
mondar-lhe que d pela parte que Ihe toga, as
convenientes providencias afim de que nessa fro.-
guezia se proceda a eleico de eleilores para a
legislatura prxima vindura na ultima dominga
do mez de dezembro desle anuo, como est de-
terminado no S 16 arl. Io do referido decreto n.
Portara.O Sr. agente da companha de pa-
quetes a vapor, mande dar uma passagein de proa
para o Rio de Janeiro, no vapor que se espera
do sul, a Malheus Antonio Cesar Jnior, em lu-
gar destinado para para passageiro de estado.
Expediente do secretario do governo
Officio ao presidente da Sania Casa de Miseri-
cordia.De ordem de S Exc. o Sr. presdemela
provincia, remetto a V. S., para o flm conve-
niente, 300 exemplares impressos do compromi-
so da Santa Casa de Misericordia datado de 7
de junho do correle auno.
Dito ao director interino da faculdade de direi-
to.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, declaro a V. S. em resposla ao seu officio
de 12 do corrente, que nesla data se remetleu
por copia ao Exm. Sr. ministro da guerra, alim
de resolver o que for servido, o seu citado officio,
jiodindo providencias para que no arsenal de
guerra se fac.ain para uso da faculdade 60 esphe-
ras do adarme qunze.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.S
Exc. o Sr. presidente da provincia, (cando intei-
rado de haver Horacio de Gusmao Colho entra-
do no exercicio do emprego de esenvao das offi-
cinas desse arsenal ; assim o manda cominiinicar
a V S., em resposla ao seu officio de honlem,
sob n. 390.Communicou-se a thesouraria d
fazenda.
Circular a lodos os juizes de direilo.De or-
dem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
remetto a V. s. um exemplar impresso das leis
provnciaes promulgadas no corrente anuo.
Dilo ao juiz de. paz do 2o anno da freguezia do
Cimbres, Panlaieo de Siquera Cavalcanti J-
nior.S. Exc. o Sr. presidente da provincia man-
da declarar a V. S., cm resposla ao seu oflicio de
9 do corrente. que ca inleirado de haver V. S.
officiado a cmara municipal de Cimbres, afim da
ser entregue ao respectivo juiz municipal sup-
plenle em exercicio o livro da qualicaco dos
votantes daquella freguezia, conforme Ihe foi or-
denado pelo mesmo Exm. Sr.Communicou-se
ao juiz municipal de Cimbres.
curado despertar nel
as o sentimciito
dos
deve-
res polticos; e islo mo. Disserant-lhes :
Tendea o direilo de oceupar-vos dos vossos ne-
gocios.Nao lites disseram porm :Corro-vos o
dever de oceupar-vos dos negocios do pai/, que
lambem sao vossos. Nao fucram por plantar-
Ibes no imo d'alma osla intima convieco que
ainda um dia ser a salva-guarda das naces I
Um direilo! ha muila gente que, por elfeito de
uma iHusao da sua consciencia mais ou menos
esclarecida, jolg que pode deixar de excrc-lo.
Um dever 1 ninguem ha que pense cm subtra-
hir-se ao seu cumprmento.
Convinhi pois proclamar para que lodos osuu-
bessein : Os direilos que lendes a exercer sao do-
veres que tendes a cumprir. cima do lar do-
meslico, onde se agilam os inslinctos da familia ;
cima desse centro querido de vossas affeledes,
quem incumbe-vos a misso de proteger; ha
uma familia mais crescida.e a esta deveis igual-
mente conceder uma parle das vossas preoecu-
pacoes, das vossas vigilias, e dos vossos Iraba-
lhos; nao deveis isolar-vos no circulo acauhado
do alguns entes, respeito dos quaes a vossa de-
dicaco, bem concebida, um sanie egosmo ;
deveis lambem elevar as vossas vistas para ho-
rizontes mais largos; deveis empregar nao s
vossas mais firmes sympatbias, como lambem os
vossos cuidados elfeclivos nessa grande familia,
que vos protege, e quem cumpre-vos servir.
No dia em que se houver proclamado eslaida
sublineque o direilo rcadquirido igualmente
um dever sagradonesso da ler-se-ha garanti-
do o futuro das sociedades Ainda mais: nesse
dia o sentimcnlo de nacionalidade se erguer
altura de sentimenlo da propria humanidade I
Us goveruos da poca actual dignos da misso
de que a Providencia os encarregou, coniando
sua guarda naces inteiras, devem, sob pena de
assumircm a mais grave das responsabilidades,
trabalhar para essa emancipaco das populaces,
iniciando-as pouco a pouco no andamento dos
negocios pblicos. Essa olevacio dos povos lio
nobre empenho cousa certa, inevtavel, e mais
ou menos prxima. Contra islo nada podero as
casas soberanas ; e como os povos serao tanto
mais infelizes quanto mais distantes esliverein da
hora de sua emancipaco, a gloria suprema dos
soberanos consiste em apressar essa obra gran-
diosa. O meio mais adequado e nico do prepa-
rar a aplido do numero maior ao cumprmento
do dever qommum, salsfagao dessa divida ge-
ral, organisar por loda a parle e sob todas as
formas a decentralisacao administrativa.
Mirabeau o disse :
As municipalidades sao a base do oslado so-
cial, a salvaco de todas as pocas, a seguranca
do lar domestico, o nico meio possivel de tornar
o povo inleressado no governo, e de garantir to-
dos os direilos.
O governo francs quo do alguna sorle tem
querido chamar a aeco do paiz ingerencia dos
seus negocios, convo'cou paca 20 e 21 de agosto
todas ascommunas da Franca, afim de procede-
r m s eleigoes ntunicpaes. Quando digo todas
as communas da Franca, no quero.nesse nume-
ro incluir Pars; porquanlo na capital o governo
reservou para si a escolha dos magistrados mu-
nicipaes, e nao a deixou dependente do suffragio
dos cidadaos.
Compenetrados da importancia do dever eleito-
ral, convencidos da independencia que cumpre
haver nesse grande aclo ao mesmo lempo exer-
cido em todos os pontos do territorio nacional,
os membros mais distinctos da advocada pari-
siense espalharam por indas os parles o texto das
aisposices da lei de 9 de maio do 1855, sobre a
organisago municipal, afim de que cada qual f-
casse bem cerio do seu dever. O seu desojo era
que os bons cidadaos conrorressem com os esfor-
cos ao seu alcauco, e com a sua influencia para
ossas eleigoes ; que a sua escolha para a compo-
sicao dos conselhos recahsse sobre homens re-
vesdos da conflanga publica, capazes do com-
prehenderem os inieresses da communa que re-
presentassem, e amigos da liberdade : o seu de-
A-ca. "![ao do espirito o dos principios de julgarse-hia desligada do syslema de nao inier-
Iiotf ; ser-lne-ha um allado tanto mais seguro ; vencao por ella adoptado. Esta caria, cujo sen-
smo que por muilo lempo ainda seus! tdo, e al mesmo cuja existencia lio sido com-
mcnlados de diversos modos, lem exaltado os
nem refutada nos jomaos, o lera sido na urna
eleiloral. As eleigoes munlcipaes nao .devem ter
carcter algunt poltico ; ellas representam o in-
teresse de caila communa, e nao o estado oni jo-
go com as paixes ; ellas represcnlam, cnlre o
voto de condescendencia o o vol de opposigo
sistemtica, a escolha sobro ludo de homens es-
clarecidos, honestos, independentes, capazes de
pensar por si mesmos, de dar bons conselhos
admiuistracao, e em caso do necessidade resis-
tir-lite com energa o devidaroente. O bom sen-
so das populares lera coniprehendido oslas ver-
dades.
A sessao legislativa da Franga terminou os
seus Irabalhos, e o governo, por intermedio do
seu orgoo Monitor, leceu ao corpo legislati-
vo os maiores ologios pela atltude que hara
conservado, pela aclividade que havia emprea-
do nesses trabalhos.
Pretender demonstrar que o nosso corpo le-
gislativo o mais independenle de lodos os cor-
pos polticos do mundo querer apocar muilo
J dissemos cm oulra occasiao quanto "o rgimen
imposto aos depulados no exercicio das suas tune-
coes parlamentares lem concorrido para que elles
se vejam solados do paiz, e por conseguinte pa-
ra que fiquem as suas vozes sem echo o sem au-
loridadc. A lodos os aelos do poder soberano
lem-se dado uma sanegao pro-formula, e nos
nao nos podemos entender A este respeito.
A sessao parlamentar dos Ingleses, que termi-
na lambem nestes dias, ofTereco motivo ainda
mais ampio para um estudo interessanle. Nin-
guem deve ler esquecido o programla mons-
truoso tragado no parlamento logo nos primeros
dias de sua reunio em fevereiro ullimo; cons-
tara elle dereforma parlamentar, abolicaodas
taxis da igieja, reorganisaco das forgas milita-
res inglezas na India, bil "sobro os fa'llimenlos,
saneamenlo da motropole, defezas nacionaes, re-
forma das leis doauarias, ele, ele.
Durante os sote mezes da sesso quanlos des-
tes projeclos importantes foram discutidos ? Quan-
tas destas medidas esscneiaes foram voladas?
Exceptuando a ralificacao do tratado do com-
mercio cora a Franca, c medidas fiiauceiras con-
cernenles a esse tratado ; exceptuando mais a
consignaro dos 301) milhes para serem empre-
gados em fortificaces, a sessao foi absolutamen-
te estril, c era um s dos projeclos aprsenla-
dos passou ao carcter de lei: digamos mais,
que, quanto aos dous pontos sobre os quaes o
parlamento parece ler chegado a um resullado.
islo a reforma doanaria e as forliricagoes, an-
da elle nao disse nem fez tudo quando devora ler
feilo, o a esle respeito a cmara dos lordes lem
do pronunciar-se de novo. A reforma eleiloral
fui adiada por mais esla vez, o de seis anuos pa-
ra c. em que se. lem recorrido o esle manejo do
adiamento que nunca lera fim, uma nova geraco
se ha erguido com aspirages ao exercicio do di-
reilo eleiloral : convencida desle direilo, que lite
assisle, ella o tem exposto com moderaeo ; en-
tretanto, nao ser bom faz-la esperar muilo.
A reforma doanaria, que nica mereceu as
honras da sessao, foi uma balalha decisiva, ga-
nha em favor da permuta livre, e pela grande
halulidado de lord Gladstone. Nao ha duvida de
que foi Richard Cobdeo que organisou em Paria
o tratado de comraercio ; porm os seus traba-
lhos seriam iofrucliferos, se o chaneeller do era-
rio, bastante instruido e.verdadeiro innovador,
nao livesso feilo subsliluir mmedialameule por
um imposto sobre o rdito bs principios Dnancei-
ros, que devia encerrar o novo tratado. Lord
Gladstone foi o autor dessa audaciosa revolueo.
Esse imposto ha muilo annos que ia em di'mi-
nuigo ; as despezas eormes da guerra da Cri-
mea, e das expedicoes diversas, que se Ihe se-
guirn!, comegavam a saldar-so. J se entrevia
a possibilidado de supprimir-se completamente o
referido imposto, quando o actual chaneeller do
erario concebeu a idea de uma reforma doana-
ria, obrigando os capitalistas a pagarem porto de
um shilling por cada libra esterlina. E' verdadr.
que, abolindo a nir parlo dos impostes indirec-
tos, elleconcorrra afim de que entrasse para o
cofre desses mesmos capitalistas sob diversas for-
mas unta boa parte desse dinheiro ; mas, antea
de facilitar-1hes a somma, a sublrahia de una s
vez, e era esta uma operogo bem delicada.
Nao obstante, ousou eraprchend-la, dar-lhe
execugao ; e se houve quem se chocosse com is-
lo e o censurasse, todava a raaioria do paiz ap-
plaudio a idea.
A popularidade do financeiro, que cada vez
mais augmentava, promoveu a desconfianca e os
receios dos seus adversarios ; e foi cuino" que a
cmara dos lords, sob o pretexto de seservar ao
governo os fundos necessarios para a defeza do
paiz, recusou abolir o direilo sobre o papel. O
efTeilo causado por esse voto foi muilo differenle
do que se esperava : o chaneeller conlinuou no
poder. Apoiado sobre bases e ideas justas, fa-
vorecido pelos tlenlos eminentes, triumphou ao
mesmo lempo da exaltacao dos seus, e das ma-
nobras dos adversarios. Quanto ao parlamento,
bem que livesse deixado insoluvel mais de uma
questo, leve pelo menos o mrito de volar por
uma grande medida internacional destinada a
produzir melhores fructos para a Inglaterra, pa-
ra a Franca e para o mundo tnleiro.
Os commeniarios sem lim a que deu lugar a
entrevista de Tceplilz, as preoecupagoes que se
desperlam lodos os dias, os feilos, as aeces
de Garibaldi, ludo islo parece trazer novamnte
discusso o valor do principio de nao interven-
cao relativamente aos negocios da Dalia. A ap-
plicago desse principio sagrado lem sido o ver-
dadeiro pensamenlo da sabedoria europea no quo
diz respoilo aos destinos da pennsula, e islo ser
evidentemente dcmonslrado no dia em que os
acoiiiecimeulos vierem completar toda e qual-
quer justificacao.
A Franga a Inglaterra foram as primeiras
naces, quo tomaram sob sua prolccco comraum
o direilo e a faculdade para os governos e povos
italianos de conbinarem entre si o que melhor
Ibes convenha ; foram ellas que fizeram compre-
hender que uma prudente bslenco era o nico
meio de impedir, que as aglages da Italia vies-
sem de novo perturbar a paz da Europa.
Se nao pos3ivel descobrir para esse paiz uma
poltica que convenha ao mesmo tempo Aus-
tria, Franga e Inglaterra, o partido mais pru-
dente deixar ahi deseovolverera-se os succes-
sos pela iniciativa exclusiva dos italianos. A
Franga velar para que assim acontec, quaes-
quer que possam ser os resollados em um futuro
bom prximo : a islo a obriga o sentimenlo de
justiga o o cuidado do seu proprio interesse. A
Italia emancipada, unida e fortemenle constitui-
da, ser-lhe-ha um adiado tanto mais precioso,
Lquaulo mais compenetrados esliverem o gover-
destinos sero solidarios dos da Franca, Dor isso
mesmo que anda por mais de um qu'arlo de se-
cnlo a sua exulenca nao ser possivel senao me-
diante o apoio francez.
O voto da Franca s lera o seu legitimo ascen-
dente nos conselhos da Europa, quando se apre-
sentar ali apoiado pelas doas grandes naces la-
tinas a Italia e Hespanhia. Eis porque "ha pon-
eos das ella dera os primeros passos, para quo
fosse esta ultima potencia admittida e elevada
classe das potencias principaes. D'aqui a alguns
annos sem duvida far o mesmo servgo Italia ;
mas cumpre que antes disto ella se*rganise., se
consjlua e se liberte ; porlanto, se a* Franga nao
a pflFajudar directamente na consecuco dessa
evolugo interior, deve pelo menos p'roteg-la
contra qualquer ataque exlerior. Assim, pois,
se a Austria, como pretendem alguns jornaes, lo-
mar a offensiva sobre o Mincio ahi tornar a en-
contrar frenie frente, como um paradeiro o
eslanderle da Franga.
Infelizmente, a bem da juslica, cumpre coufes-
sar, o*programma allamenle proclamado por Ga-
ribaldi de natureza a mudar, talvez que mui
prximamente, a siluagao tal qual devora ser.
Esle atrevido aventureiro s tem em mira Ires
pontos essenciaes aples. Roma e Veneza.
nimos lano em Milo como em Turn, a ponto
de se julgar prximo o inevilavel um rompi-
menlo. O exercilo do re Viclor Eminanucl se
acha em p de|gucrra, e o novo emprestimo de
150 milhes collocou entre as mos do mesmo re
os meios para csso fim necessarios. Devoraos
tambera dizer que a Austria tem 225.000 homens
reunidos em Tyrol e na Venecia.
Garibaldi decretou para a Sicilia o estatuto
sardo, que n'uma proctamagao elle appellidou o
lago iuviolavcl. e insoluvel que liga a Italia a
Viclor Kmmanuel! Em quanto nao se empenha
na sua marcha al Veneza, lem tratado de or-
ganisar os seus primeros passos sobre a Ierra
firme : 400 dos seusdesceram Calabria, eope-
zar do ataque das forgas napolitanas mui supe-
riores em numero elles conseguiram ganhar as
moiilanhas, onde foram receidos com enthusias-
mo, e bem depressa reuiiram-sc-llies 2,000 ha-
bitantes da Calabria em estado de lomarem a
offensiva. Este primeiro desembarque devia ser
logo seguido de nutres mais consideraveis, rea-
lisados pelas brigadas Bixio, Medid, e Coseng,
que formando um tolal de 15,000 homens iam
esperar ali o seu chefe superior. Os projeclos
immedialos e os actos desle ullimo sao sempre
a visia dislo a queslao napolitana reveste-se de envolvidos no niysterio, no silencio ; reina a
uma importancia que ninguem pode desconheccr.
Existem graves aomplicagoes para o fuluro ; e no
da em que os successos levarem os Garibaldinos
al as raas do territorio veneziano. que diro a
Franga e a Inglaterra sobre o principio de uao in-
lervengo ?
A Austria naturalmente far marchar os seus
baialhes ao primeiro movimento de ataque que
fr tentado : ser mui difficil que o rei da Sarde-
nha se abstenhi de soccorrer o campeo avenlu-
mais completa incerteza al mesmo sobre o lu-
gar era que elle se acha presentemente. A 12
de agosto deixou Mcssina passando o commando
ao general Serlori. e na occasiao da sua parti-
da assim se pronuuciou :
Sicilianos o meu dever chama-me a oulra
parle ; vou separar-me de vos. E' chegado o
lempo em que a Sicilia deve pensar seria e vi-
gorosamente na sua propria defeza ; de hoje
avante deveis vos mesmos defendei-vos contra
vos. Fiz
!t 1; UHl,anaVfe 5 Fr"'Sa "i" 9em 1"" 1c ^ja que ouse atacar-i
fr .1 wJ g8da a defe"de.r1 "",a P0li- Pr vos quanto poda : hoje a Italia exige a mi-
ca que do mu los mezes para c ella reprova,; nha presenca em oulra parto. A diplomacia nao
smenle no intuito de proteger e confirmar aq-.il-1 lem podido suspen
io. que fez e que julgou um dever seu em 1859.
Eis o que inquiera a Europa, eis o que causa
gilacSes no inundo germnico, que quer por
forga rer no Mincio uma fronteira allemaa.
Parece que foram definitivamente assenladas
as bases das negocisges de Tceplilz nesie senii-
do : a Prussia, sob condigno de nao se ingerir
militarmente na Italia no austraca, se obriga a
oceupar com as suas tropas as provincias alle-
nias d'Austria, no caso era que esla tenha de re-
pellir na Venecia qualquer aggressao. A Prossia
considera como um interesse allemao a possesso
da Venecia pela Austria ; e cora quanto nao ad-
mita que esta so intrometta por meio das armas .
nos outros negocios da pennsula, lodavia.no de qualquer eventualidad!.
d.a_em que a Franca ou a Inglaterra, ou mesmo ] A rainha viuva se embarcou para a He
podido suspender meus passos, e eu nao
iransgirei completamente cora ella.
Em contraposieo de ludo islo a situadlo de
aples mudou ainda uma vez. O ministerio
Spiuelli se associou a um supremo esforgo da
reaego tontada por Francisco II; derribou com
suas propras mos a obra constitucional, para
cuja restaurago havia elle concorrido ; decla-
rando a cidade em estado de silio, dissolveu as
juntas eleiloraes. prescrevou o direilo de reunio
lao iudispensavcl para o exercicio do direilo
eleiloral, vedou a publicago de jornaes, dividiu
a guarda nacional; e apesar de todas estas me-
didas, julgandn-so ainda pouco seguro, o rei e
sua corte preparam-se para a retirada no caso
;......-----, -o- i mu seu no napani. c seu irniao Trani. Oe
:ur"l:h0J.o*csl,n,ulos- declarando que n-.da reco- Uo conde d'Aquilla. lio do rei, e cunhado do i.n-
nhecii do que se tem feilo na Italia fra das ba-
ses do talado de Zurich, e desl'arte reconhecen-
do o direilo dos duques aos estados de Ftorenca,
de Parma e de Modena, e o da santa S s lega-
ces.
lao de factos que se acham ja consummados, a
Prussia se expe de seu molu proprio a uma
aventura que, %em trazer-lho proveito alguui,
poder-lhe-ha pelo contrario occasionar incouve-
nienies c embarogos mais ou menos graves. Fi-
nalmeule accrescentam que em Tceplilz nao se
tratara de oulra cousa seno da Italia.
Quanlo queslao do Oriente o Prussia e a Aus-
tria convencionaram em cingirem-se s bases do
tratado de Paris, e ao principio de inlegridade
da Turqua. O principe Regento prometiera al
mesmo empregar os seus bons officios para pro-
mover a reconciliaco da Russia e da Austria.
Em troca de lanos servigos a Austria (aria sim-
plesmente algumas con'cesscs militares, e se
empenharia era nao contrariar as tendencias li-
beraes, que o governo prussiano mui grali.ila-
menle attnbue a si. Era ludo islo a Prussia se
mostrara de bem fcil e generosa a composigo.
Ainda no se concluirn) as entrevistas dos so-
beranos allemes. A' 12 d'agoslo o imperador
da Austria e o rei da Bavicra se reuniram em
Salsburgo pela inaugurago do caminho do ferro
que pe em cummunicago as suas capitaes.
Francisco Jos fez nessa occasiao um brinde cm
quo declarou que elle nao podia deixar de lem-
brar-se com prazer do dia em que aportara a
perador do Brasil, foi intimado pan deixar o
paiz e procurar o exilio na patria da princeza
condessa d'Aquilla em virlude de haver proposlo ,
i uma tentativa de resistencia contra o ataque
. PI!! ^?!*!'/ !.?*.?d_0-5u58: i eventual de Garibaldi, e dos seus.
No Oriente os elementos de complicaco se
accumulara. O principe Danilo foi assassinado
por um liro de pistola que contra elle destechara
um Montenegrino porto de Cattaro. Esto suc-
cesso com quanto fosso um crime isolado, no
deixou todavia de ser considerado como uma ca-
lamidade publica e poltica ; porque esse prin-
cipe pareca destinado a representar um papel
importante na obra prxima de regeneracao.
Succede-lhe seu sobrinho Nicolao Pelrovitch-
nigosch, filho de Mirko Pclrovitch, e mancebo
do 19 annos educado em Paris. O velho prin-
cipe Pelrovitch-nigos, que devera succeder a Da-
nilo, deixou a Slyria, onde se achava. e voltou
ao seu pa.z para apreseular-se como pretenden-
le. Oulro membro da familia, que est lambem
no caso de succeder. vai partir de Trieste para
Montenegro, onde jase manfesta grande fermen-
laco.
saudada com enthusiasmo cheio de esperancas.
E' ella uma garanta de unio para a Allemaha
o sobre esla uuio deve repousar a nossa forga e
o nosso poder. Viva o imperador da Auslria I
vivam os leas Austracos experimentados nos
combates allemes I .
as circumslancias acluaes ha razio para ligar-
se a estas palavras um alcance lauto mais grave,
quanto corto que os dous soberanos conser-
varam-se junios ainda por muilo tempo depois da
ceremonia, que servio de pretexto sua reunio.
Talvez que ambus insistindo nos resultados da
entrevista de Tteplitz tivessem especialmente em
vistas reagir sobre as intences das potencias
eslrangeiras. Dzem que Francisco Jos se ocha
resolvido a aproveitar a primeira occasiao que
se presentar para declarar-se mais aberlaraen-
te, c dar a entender que a nao execuco das
pieliminares de Villa-franca
gages por elle contrahidas.
de uma convengo entre a Auslria o a Baviera
no mesmo senlido das negociages de Tceplilz.
O imperador da Austria quer simplesmente pre-
parar-se para o dia em que for alterado o terri-
torio Veneziano, e nao lomar a offensiva. o que
concorreria para lirar do seu lado toda a razo.
A' proporgo que marcham os negocios no sul
da pennsula, maior so vai tornando o embaraco
era que se acha o Piernonlo sobre o atltude que
Ihe cumpre decididamente tomar. A situago
lo melindrosa que mais de uma pessoa lem j
enchergado como quo symptomas de roropimenio
entre Giribaldi e o gabinete de Cavour. Tem
causado alguraa apprehenso ao conde de Cavour
nao s a importancia cada vez mais crescente
desse primeiro campeao da unidade Italiana,
como lambem a independencia dos seus actos,
os seus projeclos de expellir o Austria da pe-
nnsula, e o seu cortejo de homens, mais ou
menos afferrados s ideas de Mazzini, que mar-
chan) em seu seguimento. A' visla das graves
conjuncturas em que se acha o reino das Duas-
Sicilias elle bem desejaria separar a sua poliiica
de um movimenlo que nao pode mais reprimir,
nem dirigir. Curvado sob o peso da mais alia
responsabilidade o conde maldiz esses procedi-
menlos avejtureiros que despresam a lenlido
da marcha diplomtica, e que 1180 a querem ad-
u.itiir. Al certo ponto nao doixa de ter muila
razao : mas como desconfiar ebertamente de um
homem que em toda a parte, por onde ha dirigi-
do seus passos, lera personificado a uuidade Ita-
liana em Vctor Emmanuel ?
A par de tudo islo a influencia de Garibaldi
vai augmentando, e a agilacao as provincias a
favor da unidade Italiana gsnha cada dia mais
aclividade. Occorre ainda um embarago para o
ministro : o conde de Recaberg dirigir uma car-
ta forte o ameacadora, significando ao governo
piemontez que a Austria nao so achava muito
disposla a tolerar que Garibaldi fosse proseguin-
do aos seus ataques em tena firme, e ueste caso
Na Bessaraba, mui perlo dali, a Russia con-
centra tropas consideraveis em estado do guer-
ra, prestes a qualquer evenlaalidade ; e ao mes-
mo lempo expede para as aguas da Syria qua-
tro fragatas imperiaes sob o commando do gr-
duque Constantino. O carcter religioso do mo-
vimento oriental so descobre cada vez n.ais.
A Meco durante esle anno lem sido o objecto de
mao ao principe regento para dar mais forga aos uma peregrinago mais crescida que nunca, oc-
sen menlos communs de que se achavam pos- easionada pelo fanatismo mulsumano ; na sua
suidos na sua entrevistas O reda Baviera volta os peregrinos da Tuiquia entraram em
respondeu cordealmenle : A entrevista amiga- | Conslanlinopla no principio de agoslo ; outros
**'_ v"* soberanos da Austria o da Prussia fui se pozeram em marcha divididas em duas gran-
des caravanas para entrar uma um Damasco, nu-
tra no Cairo, e dispersarem-se depois em lodas
as direeges. Sao pois 50 a 60 peregrinos, fa-
nticos pela santa obra que acabara de consu-
mar, excitados pelos acoutecimentos da Syria,
indignados pela inlervengo europea, que" vo
eugrossar as (leiras das populaces mulsumanas
da Asia, da frica, e da Europa."
Todos sabem de quo venerago so rodeados
no mundo de Islam esses viajores sagrados ; e
coincidindo a sua volta com a efervescencia que
reina no imperio Ottomano, poder d'ahi nascc-
rcra prximas o graves coosequencias, sendo que
uma pequea faisca ser bastante para provocar
a exploso geral. Em Marrocos roysteriosamenle
j se prega a guerra santa.
Em Conslanlinopla o governo, (eslemunha do
odio que se manifesta contra os Francos, julgou
o desliga das obri- i dever prudentemente lomar todns as precauges
Finalmente fallam | possiveis para por os seus quarleis ao abrigo de
qualquer ataque. Nao suppondo bastante a me-
dida do fazer suspender lodas as tardes as pontos
que unem Stamboul a Pera e a Calata, organi-
sou nlm disto um servigo no Bosphoro feito
por embarcages que circulam durante a noite
com ordem expressa de fazerom parar todos os
barcos que encontraren) no mar depois de onze
horas, excepeo das lanchas dos pescadores, e
caiques dos funecionarios pblicos ; sssim como
de fazerem fogo sobre lodas as embarcages que
nao respoderem depois de chamadas falla por
ires, vezes. Esles detalhes tornara completa-
mente edificantes os senlimentos que animam
al as populages mulsumanas da Turquia eu-
ropea.
A Turquia asitica nesle momento talvez te-
nha j recebido sobre o seu solo os soldados da
generosa cruzada, cuja iniciativa perteuce
Franga. O imperador Napoleo III fez as suas
despedidas no campo de Chalons nos segrales
termos :
Soldados 1 Ides partir para a Syria. A Fran-
ga sauda em vos uma expedigo, cujo nico fim
fazer triumphar os direilos da justiga e da hu-
manidade. Vos nao ides fazer a guerra a uma
potencia qualquer, mais ides ajudar o sullo a
restabelecer na sua obediencia subditos desva-
rados por um fanatismo proprio dos seculos pas-
sados! Sobre essa ierra longinqua, lo abun-
dante de nobres recordagoes. cumprireis o vossn
dever, e mosliar-vos-heis dignos dos hroes,
que lo gloriosamente levaram a esses paizes a
bandeira do Chrislo I Ides partir, e sois poucos;
porm a vossa coragem e o vosso prestigio sup-
priro o numero ; porquanto, em qualquer parle
hoje por onde passar o estandarte da Franga, as
naces comprehendem que ha uma grande causa
que o precede, que ha um grande novo que o
segu
Fuad-Pacha, enviado pela Porta, antecedeu
na Asi as tropas europeas, e tenlou eomegar em
come lio seu governo a sua obra de puic&o ;
foram j effeetuadas numerosas prises o exe-
cuges. Era Damasco linham sido assassinados
todos os chrstos que nao poderam refugiar-se
na residencia de Abdel-Kader. ou na de cnsul
da Inglaterra. Segundo o calculo do Sr. de La-
muse, gerente de consulado de Franga, o nume-
ro das vctimas chegou a 8,000 : o conde de
Bentivoglio da o numero de 6,000. e uma cor-
respondencia ingleza o de 5.000, ao qual se de-
ver accrcscenlar mais 800 ntulheres arrebata-
das pelos rabes, quando estes deixaram acida-
de carregados de. despojos.
Em quanlo durar o incendio o fogo se commu-
nicara a 800 casas musulmanas e judas, que re-
duzio a ciusas. Abdel-Kader occullou na sua re-
sidencia 11,000 chrstos; este celebre Emir ha-
bita o antigo palacio dos Califas, cuja ex'.enso
immensa. Os rabes conceberam o projecto de
ataca-lo durante a noite; porm a atltude dos
Argelinos f-los recuarem. Abdel-Kader mos-
Irou-se heroico; a Europa Iho deve sor muilo re-
conhecida, porque, nao ser elle, esses 11,000
christaos, teriam sido exterminados um por um.
As irmaas da caridade. e os padres lazaislas fo-
ram salvos c conducidos Beiroulh sob a prolec-
cao de 5U0 Argelinos commandados por Ben-
Saieni, um dos guerreiros mais Tlenles de Abdel-
Kader. Durante a guerra da frica lodos os pa-
dres da Ierra sania haviam peiecido, e pela mor
parle erara elles hespanhees. Um infeliz chrs-
lo chegou a Conslanlinopla depois de ler perdi-
do desosis pessoas da sua familia, tendo ello
mesmo escapado por se haver conservado dous
dias escondido no fundo oe um poro.
A queslao da Hungra prosegue na sua marcha.
Horn, eminente publicista, acaba de cscrever um
folheto sob o titulo doliberdade e nacionalida-
deem que susteula uma ltese singular e bs-
tanle arrojada.
Histricamente fallando, suppe elle, que a
verdadeira razo da existencia da Austria, a ex-
plicago da sua grandeza e do seu desenvolvi-
mento, consiste na presenca dos Turcos em Cons-
lanlinopla. Em quanlo a potencia Ollomana so
conserVou em estado de aggredir o ameacar, era
do mais alio interesse da Europa quo uma fami-
lia de principes, christa, c do origem allema,
Iheservisse de baluarte contra a aggressao mu-
sulmana. A Auslria nunca formou uma nago ;
fui sempre a agglomerago do povos, verdadeiro
vivoiro de soldados, d'espolicamente governada
por uma familia imperial com o apoio de uma
aristocracia c rgimen indevidos. Hoje, que a
Turquia nao pode mais ameaear a ninguem, o
interesse da defeza cessou, tendo cessado o pe-
rigO^do ataque; e daqui se eollige a razao por-
que% Austria e a Turquia parecem destinadas a
pereccrem no mesmo dia. Entre todos os peri-
gos que ameagam a existencia da Austria, dous
sao-muilo patentes, e bastante iniminentesde
um lado a Venecia, de oulro a Hungra. A Ve-
necia quer ser italiana, e reunir-se ao resto da
Pennsula. Quantu Hungra, j se acha mo-
ralmente icvoltada contra o despotismo austraco,
e o seu odio para com o inimigo cooimum tem
occasinnado a reconciliagao de lodas s rocas ri-
vaes, de cujas hostilidades e provenres a" Aus-
tria se baria aproveitado para reforcar o seu do-
minio. No dia em que se tratar de' reiuvindicar
a Venecia, nesse dia a Hungra se recordar da
lula do 1849 para dar fim a essa Turquia chris-
ta que se chama Austria, o que segundo as ap-
parcucias nao deve sobreviver a essa Auslria mu-
sulmana que se chama Turquia.
Eis aqu em poucas palavras as ideas exaltadas
de Horn no foiheio que a esta hora estar cir-
culando, entre as mos de todos os Hngaros.
Ultimas noticias.
A apuraco dos votos para as eleigoes munici-
paes das communas da Franga se acha termina-
da em todo o paiz, e o algarismo das abstences
verificadas immenso.
A primeira parle do corpo expedicionario fran-
cez da Syria chegado ao seu destino.
As garantas reciprocas prometlidas pelas duas
potencias allemes vo cada vez mais passando
pan o dominio dos factos reaes. Decididamente
a Prussia ajudar a Auslria a defender a Vene-
cia, e a Auslria soccorrer a Prussia na defeza
das suas provincias do Rheno. A possesso de
Venera assemeihada possesso do Rheno, co-
mo interesse germnico. Eis pois os Italianos
prevenidos sobre o alcance dos seus fcitos no que
diz respeito ao norte da Pennsula.
Francisco II de aples por uma nova reaego
mostrou que, apezar dos ltimos successos, se
acha ainda resolvido a dar execugao aos projeclos
sobre o corpo eleiloral o sobre a constituigo.
Addiou as eleees para fins de setembro, e a
reunio do parlamento para o mez de oulubro;
porm o ullimo despacho, que tivemos, annun-
cia um facto, que tornar intil esse addiaraen-
lo: eis o despacho: Oilo mil insurgentes se
achara era Ierra firme. As Calabrias se subleva-
rain, o Garibaldi est senhor de Reggio. As tro-
pas do rei se concentraran! a 25 legoas nos arre-
dores de Reggio sobre a planicie-de Montelerme.
A crise est imminenle.
O conde de Aquila, deixando o reino napolita-
no por ordem de seu sobrinho, nao lomou aioda
a derrota para o Brasil, e se acha neste momen-
to em Par/.. A caria de despedida que elle es-
creveu a Francisco II, parlindo para a Franga,
muilo tocante :
Se me tivessem dado lempo de fazsr um pe-
dido, eu leria implorado que me permittissem
conduzir commigo o quo aqu deixo de mais charo,
rainha almaos restos morlaes e mnha filha ;
porm pela precipilago com que exigirn) a mi-
iilia partida, nao tenho oulro remedio seno
abandonar esse penhor querido, que servir do
penhor mais sagrado d3 minha dedicago ao paiz :
ao menos quero alimentar a esperanga de que
ainda um dia me ser dado leva-Io para junto
de mim, e ser essa a nica consolago no meu
exilio! Declaro que minha mulher e meus Pi-
lilos partiro na corveta brasileira. Pego a Deus
quo faga o rei feliz, que proteja a minha queri-
da patria, que a salve das calamidades de que
se acha ella ameagada, o sobre tudo que vele
na maiinha, de quem me separo com lano pezar,
com lana affeigol Jamis poderei esquecer-me
de que desde a minha infancia foi essa a classe
com quem parlilhei lodos os meus sentimentos,
todos 03 meus trabalhos 1 Aquelle quo for en-
carregado de entregar esla carta ao tei poder
assegurar-lhe os sentimentos quo me ligam a S.
M ao paiz, e toda a Italia.Luiz de Bour-
bon.
G. Ai-
INTERIOR.
HIO DE JANEIRO
ASSEHBL1 GEKAL LEGISLATIVA
CAMkRI DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO EM 13 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
(Conclusao.)
O Sr. Candido Hiendes:Eu poderei, Sr. pre-
sidente, ceder lambem da palavra nesta discus-
so. visto que nao se apresenlam serias objeeges
emenda subsli'utiva que com o projecto do go-
verno est sujeila ao debate; tanlo mais quanto
nenhum membro da casa toma a seu cargo a de-
fesa do projecto. Mas, Sr. presidente, nao quero-
pnvar-me de tomar parte nesta discusso, em-
bora esleja adiantada a hora, porque a isso me
obrigam algumas considerares feitas pelos no-
bres depulados por Pernambuco e CearA.
Sr. presidente, a magnilude da queslao que se
debate deveria afastar-me da discusso ; faltam-
V 'V


1*>
DIARIO DE PERMBfHXQ. QUISTA FEIRA 20 DE SETEMBRO DE 1860.
me estudos especiaos da materia esinlo que mi -
ha palavra subre ser despida de eloquencia nao
tero em seu apoio a autoridade e o prestigio de
uin grande nume : alm do que, nenhum -escia-
ruciuienlo adduzire aos que a cmara ja tem por
si, e pelo que ja foi dito pelos precedente* ora-
dores, por cert mais autorisados que eu.
Mas, Sr. presidente, a cmara sabe pela leilura
da emenda substitutiva acceita pelo honrado mi-
nistro da Justina que sou um dos seus assignata-
rlos; ora, manifestando- os nobres deputados
por Pernambuco, que stoto nao acuarem-se pre-
sentes......
O Sr. \Helia Tavaret:Estou presente.
O Sr. Mendes de Almeida :.... e do Cear,
escrpulos a respeito da coherencia de suas dis-
posiges cora a ortodoxia calholica, corria-meo
dever de, como catholico que sou e mo prezo
ai'ia de ser, como deputado da nago brosileira,
queexigo para este cargo a condigo do profes-
sor-se a religiao do estado, que a calholica,
justificar o meu voto e assignatura.
Nunca pensoi, Sr. presidente, que se Qzesse
ernetiia substitutiva urna tal censura ; de todas
as formulas que se a[ircseutatam s comuiissoes
reunidas, a cujos trabalhos assisti, foi esta a que
pareceu resguardar as consciencios catholicas, e
ao mesmolenipo|satisf dos brasileiros quo nao partilham a crenga que o
estado ailopiou, o anda dos cslrangeiros que se
acham em idnticas circumstancias, e que nonos- j PT/me nella nao se
hoje a emenda que apro-
sao presentara
sen toa.
O Sr. Hiendes de Almeida :J se havia pre-
venid que esta emenda se apresentaria, e o
honrado membro nao podia ignora-lo.
A favor do projecto ninguem se lera pronun-
ciado, e por conseguiute nao trato de combte-
lo ; toraei a palavra somenle para ter occasio
de, defendendo emenda substitutiva, justificar
subreludo quando es.se favor importara a cou-
demnac.no das leis da mesma igreja.
O Sr. Pinto de Campos : Multo apoiado.
O Sr. Mendes de Almeida: Em segundo lu-
gar, Sr. presidente, a bula de Benlo XIV citada
pelo nobre deputado, nao teria neste cao cabi-
mento algom, porque nos sabemos que popu-
laco do Brasil na sua generalidado calholica,
e neste ponto nenhuma pressao soffro ; havendo
meu voto e a assignatura que preslei-lhe. | apenas urna pequea porcao de familias que sao
T8nlo o nobre deputado referia-se emenda protestantes,
substitutiva em seu discurso, que disse que se- Qra, ha de se alterar urna le geral da igreja
na prefenvel admitirmos a legislago auliga do por causa de alguns centos de familias proles-
Te4 J!?1,0, 4SS *' ,.- lan,es 1ue teem vind0 estabelecer-se no
O Sr. Yttella Tavaret:Disse que j tinha- Brasil ?
raos alguma disposigo a respeito. e que era ne- 0 soberano pontfice, se acaso houvese de
cassano dar largas a essa doulrina ; mas que examinar o queslao. teria de dar ella a mesma
nao legulassomos sobre a validade do matrimo- altencao que deu as reclamages dos catholicos
nio, porque isto era malena que s compela da Hollando e da Prussia que linham contra si os
'S O Sr Mendes de Almeida: J v6 o nobre Nao, nao havia razao nenhuma; seria preciso
depulado que disse alguma cousa referindo-se a motivo sobremodo extraordinario, para que o
emenda substitutiva soberano pootifice, ungido pelas circumstancias
m.n n i Madureira : Essa emenda autorisasse a validado de casamenlos de here-
lem o art. em virludc do qual o Sr. ministro ges, quando ura dos conjuges fosse catholico.
P X or.ei,.r,0d"zlr ? s.e.u ?.l PruJecto. Som urna tal circunstancia, que importa
o nebro de- | igrrja o casamento de seus filhos rehollados?
Mas nao, se estas circumstancias se nao
verifican), nao podemos conlar cora aquelle re-
desideratum, medio.
O Sr. Alendes de Almeida :Se'
pillado concorda em que se pode fazer amplia- ;
coes a ordenacao do reino, enio digo eu, a!
; emenda era discusso satisfaz o sou desidertum.
so paiz residen).
Alguna Srs. Deputados :Apoiado.
OSr. Pinto de Mendonr.a d um aparte.
O Sr. Hiendes de Almeida :Ora, Sr. presiden-
te, mal poda eu antever que as disposices da
emenda coulivessem a mais leve olensa ,i dou-
lrina calholica aos principios da nossa santa ma-
dre igreja, como pareceram declarar os nobres
deputados a quem respondo.
Um Sr. Deputado:Porque nao consenliram
que fosse ouvido o metropolitano "?
O Sr. Mendes de Almeida :Como venero a
igreja, de quera son filho ; como entendoquea
igreja o bem, c por ella devemos pautar nosso
procedimiento, julgo-mo na irideclinavel obriga-
Co de justificar minha assignatura, expondo
cmara os motivos e razes que tive para prsta-
la, conservando-rae anda nesVo proposito.
Estou inmto de accordo, Sr. presidente, com o
uobre deputado por Pernambuco, que primeiro
encetou o debate, em todas as censuras que fez
09 projecto apresenlado pelo ex-miuislro da Jus-
tina em julho de 1857.
A imlo quanto o nobre deputado disse na sua
Lrilhante argumentaco contra esso projecto,
quer em relago ao casamento mixto, querem
relago ao casamento por contracto civil, eu adhi-
ro completamente, e bem assin s considerages
que fez quanto ao divorcio, tambem preconis'ado
em semelbante projecto.
Sr. presidente, o casamento para o catholico
nao so n ente um contrato; o|casamento como todos
sabern. foi elevado depois da viuda do Christo
dignidade de sacramento. I.' este um dogma de
quo nenhiim calholico poder separar-se, sem
que se ataste da igreja.
Tamben), Sr. presidente, os catholicos, o co/n
elles pode-se dizer, lodos os que repeliera as re-
traa da validado ou nao
validade do casamento ntreos acalholicos. ni-
camente o que se faz altender-se para o esti-
A reclamago seria em pura perda.
E nao se pudendo contar com elle, devemos
deixarsem soluco quesles desta ordem, quan-
, ... ------~ .-.-....-... <.., |.iu v nn-.<.^i.iui Ol'lll 3UIUVU
ao de suas familias, creando para a prole urna de senos offerece um meo que salvando o
exigencia supportavel era nossa sociedade, e I principio catholico nao sacrifica essas familias de
oar a essas unioes os elfeitos civis, sem se en- irmos nossos, ainda quo dissidentes que cm
trar nai indagagao se ellas sao verdadeiros ca- bda f se reputa regularmente oraanisadas. e
2nm S' q,? P<1ra fcalh?'ic? "ao sao- visto cujas propriedades irao parar raaos estranhas,
como nao eslao de conformidade com os precei- i se nenhuma medida se tomar ?
*t3ft?SSm*m : Sao oppostos ao "f ? *fi* ?Ue ,ha a *$'
concilio de Trono. oppostos ao ua queslao tao delicada o lao grave ; mas ellas
O Sr. Mendes de Almeida :-0 que cerlo 6 nT70 ,8oUc- S "a pC' raeio eslabele-
que. conforme os principios da igreja calholicai 2lJ"a emenda. mei que me parece que urna
nao ha casamento validS nos paizes era que o" I 2?*T" calhollca' alnnda a mais escrupulosa,
concilio de Trente foi aceito e promulgado seno "V& *S /T^IK m ^''^ ^ "*
.... r.-._ w yu : llU'oloa nao e n niflhnr a mia norf..i r> mu
o que feito pelo parocho e peraute duas
ou
medida nao a nielhor, a mais perfeita, o que
: naquelles "paizescra" q"ue"o Poueriamos .**' mas & n 1"e reclamara nos-
concilio de Trenlo nao foi promulgado ou de-
pois da promulgado cahio em desuso, os casa-
menlos feitos sem esta formula se consideram
validos, ainda raesmo entre dissidentes, ou mes-
ino entre inflis, salvo pelo que a estes respeita
o caso da converso de um dos conjuges ao ca-
tolicismo.
Mas o nobre deputado nao quiz altender que
a legislacao que temos a do livro 4o, titulo 46
2 das ordenacoes, legislacao que muito de-
fectiva, pois exige dos casamenlos primitivos
urna condicaa que nao se pode dar e nem simu-
lar nos casamenlos acalholicos, porque para que
sejam accitos mister um prazo, e nao curio,
para que se prescinda da prova do casamento'
tal como o cxigo o concilio.
A ordenacao, ainda quando se quizesse appli-
car casamenlos dos acalholicos, cania no mesmo
deleito que o nobre deputado allribue emenda,
sobretudo na poca prsenle, sendo preciso es-
tablecer para elles urna prescripcao toda idea
i sas circumstancias presentes.
E crea o nobre deputado que so a emenda
fosse condemiiada por quem de direito, pe4,o seu
contexto ou pelo seu pcnsamenln, eu seria o
primeiro a reprova-la, a relirar-lhe o meu voto.
O Sr. Casimiro Madureira : Ouco-se os
bispos primeiro.
O Sr. Candido Mendes '. Tambera consul-
tei pessoa muito autorisada sobre a materia ; por
este lado a minha consciencia est em paz: nao
prestara o meu voto emenda se nao se dsse
a circunstancia de quo acabo de fallar ; nao me
regulei nesla queslao smenio pela minha razan.
cuas lesi.'tencias corle de Roma achava-se em
boa companhia, porque um rei de Franga que
esl no catalogo dos sanios tambera procedara
como o nobre ex-ministro da jusliga de 1857.
Eu do meu lugar reclamei contra semelhanlc
proposigao, bem como protesto contra outras em
oppesicao orthodoxia calholica, pelo nobre
membro enunciadas. Nao entrarei em maiores
esclareeimentos a respeito desse ponto da histo-
ria por se achara hora adiantada.e raesmo para a
questao isto de pequeo interesse ; mas posso
auirmar ao nobre deputado e cmara que nao
se encontrar na historia verdadeira da poca
era que floresceu rei lo eminente, S. Luiz. acto
algura seu offensivo da Sania S.
Poder-se-ha encontrar nos escriptos dos inti-
tulados gallicanos e regalistas, e de seus conso-
cios jansenistas, assergoes no sentido da propo-
sicao do honrado membro. Eram inimigos da
Sania-Se, zeladores do poder absoluto da rea-
leza temporal, e todos os argumentos eram bous
para rebaixarem a dignidade da Santa-S peran-
ie acuelle poder.
Mas laes asserces, como hoje se acha bem
comprovado, fundam-se era documenios falsos
corao essa famosa pragmtica attribuida quelle
santo re, e de queso o mundo leveconheciraen-
to duzenlos anuos depois do sua morte, fabrica-
da por aquelles que se apoiavara no nome vene-
rando de ura rei c santo lo popular cm Franca
para alacarem a Santa-S e fundaren) as celebra-
das liberdades gallicanas !
Nunca S. Luiz se achou em lula cora os sobe-
ranos pontfices era lodo o decurso de sua vida,
e nao foram poucos os com que travou relaces ;
e seu testamento o melhor testemunho do que
venho de dizer. Os conselhos que d ao seu
successor no throno da Franga a respeito da San-
ta-S bem demonstrara a alta veneragao doste
santo rei para com o vigario de Jess Christo,
E nem este se acharia no catalogo dos santos,
nem a bulla de sua canonisago Lio cheia d
elogio de suas virtudes heroicas, se outro fosse o
seu procedimento com a Sanla-S ; notando-se
que o processo de sua canonisago foi feito por
um dos maiores vultos que se tem sentado na
cadeirado S. Pedro, o primeiro canonista do seu
seculo, e um dos mais distinclos zeladores dos
direilos e prerogativas da Santa S, o Papa Bo-
nifacio VIH.
Ha porlanto muitissima differenga, immensa
distancia entre o proceder do santo ro o o gover-
no ou do ministro da jusliga de 1837. Consulte
o nobre deputado a historia verdadeira daquellas
eras, e ver que nao foi feliz em sua citago.
Sr. presidente, nao irci mais adianto sobro es-
la materia, porque era verdade a emenda nao
foi seriamente combatida. Lraitando-rne a jus-
tlicar o meu voto e assignatura que prestei,
peco cmara desculpa por haver abusado de
pugnantes doutrnas do materialismo, reconhe- i ''"do nos a certeza de que laes conjugos nun-
cera no casamento mais alguma cousa do que um
contrato.
Nesse grande aclo da vida humana vecm ura
sacrificio (ha um aparte) e por isso que tanto
nos antigos povos, como ainda entre os moder-
nos, sua celebragao se faz tendo por testemuhas
os aliares o por vingadora a divindade.
O casamento mais que um contrato, um
sacrificio, fallo genricamente no ponto de vista
ca so asariam conforme o tndentino.
Oquosedeve fazer neslo sentido precisa-j
mente o que se acha consagrado na emenda ; e I
se esta formula nao exprime cora exactidao' o!
pensamenlo dos assignatarios, se nao resalva a
legislacao cannica, ofierocam outra melhor ela-
borada, contando com o meu voto.
Alm desta legislag.io, Sr. presidente, temos!
ilra, nao quanto s legitimaces de que na :
pelo estudoquo fu; consullei pessoa muilo auto- *"a alte?Cao- [M*0 apoiados.) Parcce-mc que
consegu demonstrar que a emenda em discus-
so satisfaz a urna necessidade publica, e que
sera ofrende! ao dogmas de nossa religiao, de-
sorapenho uraa das promessas da lei fundamen-
tal do Estado. (Apoadus.)
Sentira em extremo, Sr. presidente, que qnal-
quer ura dcstes objectos de minha veneracosof-
fressea menor quebra em seus dogmas, sobretudo
prirneirt), o mais iinportaule. Felizmente ne-
nhura pezar rae acompanlia no voto que dei e
contino a dar cm pro de urna tal medida. Ne-
ohura dezar soffro a santa igreja calholica cora a
sua adopgao, o tico satisfeito com semelbante re-
sultado ; terminando esto pequeo discurso com
a citagao de um trecho de ura do3 raais nola-
vets sermes do grande orador e prelado francez
da igre-
religtoso; porque tanto o hornera como a molher|casa j se fallou, legitimares que sao excep-
fazem o saerilicio de doles e qualidade quos.io?uos da regra, e dependentes de circumstancias
mais apreciados, e que sao no mundo o seu mais
dislincto e bello apauagio.
A mulher sacrifica oqueDeoslhedeu de irrepa-
ravel, e que fazia os desvelos de sua mi ; o que
enhum contracto Ihe poder frestituir ininle-
jrum, quando dissolvido Ella perde sempre a
sua primitiva belleza, militas vezes sua saude,
finalmente csse dora de amar, que raras vezes se
reprodtu..
Seriam as condigoes as mesmas, dissolvido o
lago conjugal ? Creio que ninguem na casa o sus-
tentara.
Alguns Srs. Deputados:Apoiado,
O Sr. Mendes de Almeida:Essc poder.
laes que as autorisem, e isto depois de um
processo regular ; temos urna le autorisando
lambem leguimages ainda as menos allendiveis
sem independencia da prova de laes circums-
tancias c de processo algum : a resolugo de
II de agosto de 18:11, em que se permute a le-
gilimagao de todos os filhos satanes, c de coilo
daranado. era que se comprehende os adulteri-
nos, incestuosos e sacrilegos 1 I
Tenho aqu essa lei e pego licenca cmara
para le la.
*oort' unic0- !*em 3 ordenacao do livro 4o
|lit. J3, nem oulra alguma legislacao em vigor
esse prohibe que os filhos illegilimos d qualnucr es-
encanto da mulher que tanto subjuga ohomem, P^cie sejara instituidos herdeiros por seus pas
anda o mais depravado, cumpre que confesse- e,n. loslamento, nao tendo estes herdeiros .eces-
mos, flea no mundo sem reparacao L'rn contrac- sarios.
to perdera sua forca e sua iiatureza se, dissolvi-
do, nao collocass^os contrllenles as primitivas
condigoes.
Por outro lado o hornera perde o que de mais
caro possue, a sua liherdade, no momento em
que chegando maioridade, acha-se senhor de
i propno, e completa a sua educagao em toda a
sua lorca de corpo e de espirito, lem sei que a
na tu reza assim dispoz, e que o homem, senhor
de tantos doles, procura sebordina-los a um lim
providencial, ligando-sc
O Sr. Casimiro Madureira :E
lerpretativa.
O Sr. Mendes de Almeida.fi' urna lei que in-
terpreta contra o espirito da ordenacao ; mas fez-
so isto, que mil vezes peior do
vamos fazer.
Esta lei reconhece a legimldado
oriundos de dimes reprovadas por toda a socie-
dade sem que seas pais justifiquen) a causada
legiltmacao ; aqui legiliraam-se filhos oriundos
do casamenlos quo se nao sao validos
uraa lei in-
i)a lei
fio ; i
que aquillo que
do filhos
a urna companheira de i-.samemos quo se nao sao validos perante a
sua tscolha, dipondo do seu desuno quando en- igreja, os conjuges rivera em boa f. repulam-se
m uCOra-a- ,Mas l0us estf ,faclos revr b,!m, casad0i esao amitUdos como lio. estoTem
lam que o casamento na huraanidade e mais al- qualquer sociedade.
goma cousa que um contrato, e que s aos irra- E agora, pergunto eu ao nobre deputado exs-
permittido o casamento temporario. lindo na nossa constituicao o principio da iolc-
; rancia dos cullos, sem se fazer exclusao alguma,
conjures P01S "'l0 st- Ju 'lu,! so sc 'oleraro os os cultos d
prourios P*Bm Misas, como em presenga desle printi-
por as- ^"r e "'em disto do numero j ra pouco avui-
credores famlll;,3 protestantes que exislem
risada, que julgou que eu nao filiara ao meu
dever de catholico prestando o meu voto assig-
nundo a emenda.
O Sr. Casimiro Madureira aind d um a-
parle.
O Sr. Candido Mendes : Nao feriamos adi-
anlaJo nada, porque, corao j disse, nao ha aqu
motivo extraordinario que pudesse obrigar o so-
berano pontfice a fazer spplicacso para o nosso
paiz da bulla de Benlo XIV, do 1741, em benefi-
cio dos catholicos da Ilollanda, porque entre nos
nao se do as mesmas circumstancias ; um
paiz era que a religiao do estado a estholics,
por consequencia os catholicos nosolrcm quan-
to a casamenlos pressao alguma
Os seus casamenlos se fazem conforrao as
presc.ripcoes do concilio do Tiento ; nao se obri-
ga aos catholicos a se casarem pelo meio do con-
trato civil, contrato que os catholicos nao pode-
r o aceitar, porque so acha condemnado pela
bulla dogmtica Auctorem fidei do papa Pi
VI, promulgada ero. 1794. Como, pois, se p.1e
condemnar esta soluco, que lo razoavel, que
deixa cm paz as consciencias catholicas e satisfaz
as legitimas aspiragoes dos Brazileiros dissiden-
tes, visto corao o futuro ao sua prole garanti-
do estando em melhores condigoes do que os
filhos illegilimos de quo trata a resoluco de 11
de agosto de 1831 ?
O Sr. Serra Carneiro : Apoiado.
O Sr. Mendes de Almeida: Sr. presidente,
a emenda que se acha em discusso foi aceita
pelo actual gabinete, o que Ihe faz milita honra,
c por isso o felicito; por este fado rimnoiislrou
o gabinete que as convicres catholicas ainda se
nao aparlaram dos hornens quo nos governara.
Nao o famoso projecto que aqui se apresentou
em 1857, em que sem rebocse atacava um dos
dogmas mais respeita res do catholicisrao: adml-
lia-se o casamento civil, vilidavam-se os casa-
menlos dos dissidentes, e at so aulorisava en-
tre nos o divorcio Mahralara<*se a igreja ca-
lholica, c com ella a quasi lotaHdade dos Brazi-
leiros, somenle com o proposito de cortejar-se
a mei9 duzia de dissidentes !
Mas, disse o nohre depulado gor Pernambuco,
a queslao do divorcio, da dissolubilidade do ca-
smenlo se envolve na emenda ; e nao temos
Bossuel, quepoderia 1er sido um padro
ja. Pero licenca cmara para l-lo, porque
os sentiraei.los nelle manifestados sao precisa-
mente os que nutro em pro da santa igreja c-
Iholica, e em que espero inalleravelniente con-
servar-rae. A ninguem portanlo posso ceder o
passo quanto u zelo e dedicaco pelos direilos
dcsla igreja. Eis o trecho :
Santa igrejas, romana, mi das igrejas ma
de lodos os fiis, igreja escolhida de Beos para
unir seus filhos na mesma f e na mesma canda-
do nos viveremos sempre ligados la unidade
pelo fundo de nossas enlranhas Oh igreja ro-
mana, possa eu esquecer-me do mira raesmo.se
ura momento rae esquecer de li 1 Fique a minha
lingua secca e immovel na rainha boca, se lu nao
foros sempre a primeira na minha lembranga.se eu
te nao puzer no principio de todos os meas can-
ticos de alegra.
O Sr. Paranagu e alguns Srs. Deputados :
Apoiado, rnuito bem.
Nao havendo mais quera pega a palavra, e in-
do proceder-so volaeo, reconhece-so nao ha-
vor casa ; pelo que o Sr. presidente declara en-
cerrada a discusso, e manda fazer a chamada, o
por ella so verifica terem-so ausentado com par-
ticipnco o Sr. condo de Baepondy, e sem ella os
Srs. Rocha Franco, Luiz Carlos, Belfort, Pinto de
Hendonca, Serra Carreiro, Cuulia Mallos. Costa
Pinto. Tavares de Mello, F. Octaviano, Joo Pau-
lo, Manoel Fernandos, Dantas, Lamego,' Garca
do Almeida, Nenias, AguiarBarros, Pacheco, Vil-
lela Tarares, Alcntara Machado, omingues
1756
1728
16l'5
1567
1557
1534
1404
1455
1071
752
665
60
conaes foi
Apoiado.
E, Sr. presidente, fazem ambos os
estes sacrificios, quer em relaco si
querem relaco aos filhos nascidos e
cer, que devenios considerar como os
obrigados da associacao conjugal e por quem os
pais voluntariamente soffrein ludas as privaces
e encargos do casamento, encargos que seriam
postos de parte ao menos parcialmente, ou em
mxima parte havendo divorcio, ainda auando
so dsse a partilhados filhos, medida em lodo o
caso dcploravel. Ainda a educacao destes en-
tes, os alimenlss prestados multas vezes duran-
te toda a vida, os conselhos e os excinplos, em
summa ludo quanto eslao os pas obrigados para
com os filhos, solfreria mraensa quebra.
(Ha um aparte.)
E por isso. Sr. presidente, quo a indissolubi-
lidade, que faz a forca da familia, o contm o
desencadearaento das pandes, foi imposta pelo
Creador desde o coraeSo do mundo, como a
sanecao do casamento, que, como j temos vis7
to, nao se pode reputar simples contrato.
tambera por ceta causa, Sr. presidente, que o
Salvador do mundo declarou no Evangelho que
o casamento desde o seu principio tora indisso-
luvel, o por isso vinha elle restabeleecr essa
sanego tornando ainda mais forte o lago conju-
gal pela sua elevaco a sacramento.
O Sr. Pinto de Campos :Apoiado.
O Sr. Mendes de Almeida : E nem poderia
ser do outra sorle, visto como principio car-
dial do christianis.no, o sacrificio e dedicagao do
coda um ao bem de lodos, contra o seu anta-
gonista, o egosmo e a exploraco do lodos em
meios do solver esta queslao de um modo con- I Silva, Pederoeiras, Machado, Moura Cosa. Pai-
Na minha humilde
_ no im-
perio, podemos deixsr de olli.ir para estes factos
sera Ihes prestar altencao e dar algum remedio ?
Pois podemos consentir que a prole proveniente
desses casamenlos nao possa bordar de seus pais
que a propriedade destes so aniquile, o v parar
Ss roaos de individuos que a ella nao tem tinto '
direito. corao se pode dizer quo tem aquella
prole ?___ '
Se admittimos que os filhos ilegtimos, ainda
os mais roodemnaveis em sua origen), herdera de
seus pais. corno recusar aos provenientes, das
uiinji's acatholicas o mesmo direito, quando seus
paisera boa f se julgam bem casados o elles mu ;
bem legtimos?
la ainda urna outra circo instancia a notar ; se
admittimos e julgamos validos os casamenlos
dos acalholicos que sao feitos fra do imperio,em
paizes em que o concilio tridentino nao foi pro-
maleado, lictni estos de melhor partido ; e esla .
circuraslancia, que para nos valiosa, pode pa-
recer aos que se acharen) fra de tal condicao
urnai violencia, tanto mais quanto nenhuma u-
, ira dillerenca se aprsenla : licando a prole dos
segundos em posigo inferior, e exposta condi-
cao dos illegilimos.
E esta situaco poder ser supportavel ao es_ e'P;,lmen(e resguardar
lado, cuja missao garantir a ordem e a pa
sociedade ?
heraneas e successocs
vemente...
O Sr. \ilhla Tavares
opinio.
O Sr. Candido Mendes: Pouco importa que
a queslao do divorcio esteja envolvida na emen-
da, corao uppe o honrado membro, porquanto
nao ha um s artigo da emenda que valide os
casamenlos dos dissidentes ; a lei nao os equi-
para aos dos catholicos, e para a igreja e para o
estado laes casamenlos nao perdem o sen carac-
terstico : o legislador nao quer entrar no ra-
me de sua validade, lolera-os como tolera-os
a religiao dos contrllenles era que nac er.
Cora isto nao antorisamos o divorcio, repellimo-
lo pelo quo nos respeita como repehimos as re-
ligies toleradas. Nao alleramos o que hoje se
faz era laes rcluioes quanto a casamenlos, nem
entramos no exarae dessa materia ; o silencio da
lei nao importa validado do acto, o veo da
tolerancia ; e nao vai alera. Para os catholicos
esses casamenlos do tolerancia nenhura valor
teem, sao millos pleno jure.
Assim, pois, qual a dilficuldade que ha era
dizer-so que a prole que resultar do laes unioes
seria attendida cora os elfeiios civis, garantidos
por interesse publico a esses consorcios ?
One importa para a queslao os divorcios em
casamenlos sem valor peraute a igreja privile-
giada ?
Um Sr. Deputado : LimiU-se prole s ?
O Sr. Candido Mendes : Nao ; mas o pen-
samenlo cardi-il da emenda, e que delermiuou
| sua adopeo por parte dos assignatarios, foi prin-
os direitos da prole, e
garantir a propriedade oessas familias, assim
corno se acham constituidas, no que respeita a
Senhores, pode ser que esteja em erro, mas se I nora,li:as e successocs; e por isso que, facul-
rro, erro cora os prelados do Brasil, como j de-' la"d0 a emenda aos tribunaes civis. o exame das
va, baro de Mamanguape, Santa-Cruz, Peixole
de Azevedo, Ilcnnqucs de Almeida, Barros Pi-
menlel, Bello, Cyrillo. Auguslo Cerrcia, Monlei-
ro de Barros, Auguslo Chaves; Araujo Lima,
Bezerra Cavalcami, Mendes da Costa, Landul-
pho, Paula Santos, Franco de Almeida, Fernan-
dos da Cunta, baro do Bom-Jardiin. Viriaio,
Pereira Franco, Sampaio Vianna, Oelphino de
Almeida, Cerqueira l.eite. Beluario, Castello-
Branco, Brandan, Abelardo do Brilo, Silvino Ca-
valcami, Baplista Monleiro, Tosoano Brrelo,
Lima e Silva. Pedro Muniz, Henriques, Augusto
do Oliveira, Paulino de Souza, baro de Porlo-
Alegre, Teixeira Jnior, Torres-IIemera e Xa-
vier da Bocha.
Dada a ordem dia, levanta-se a sesso s g
horas da tarde.
PERNAMEUCO.
proveilo de cada um. por is'so que o divorcio c'arou- bre deputado por Pornarabuco, mou I,r',vos Ja existencia dessas unioes (raeio uniro e
quando nao fosso expressamente condemnado llluslr5 amigo, o que rao precedeu na defeza da i "ispensave para se fazerora extensivos os offei-
pela lei calholica, s-lo-ia com razo eporfor- ^''f'1 : los civis) s o farao ex vida applicaco dos
'I .
pe
<;.a do principio chrislo. Assim os catholicos o
repeliera, porque profanando o casamento, pro-
rnove a polygamia successiva, e o que ainda
mais detestavel a polygamia da mulher, quo as
legislages ainda as raais depravadas nunca co-
nheceram.
O Sr. Araujo Jorge : A polygamia.
O Sr. Serra Carneiro :A poiado.
O Sr. Mendes de Almeida :Condemnamos o
divorcio porque vom a exorcer sobre a familia
um poder que s foi conferido morte, que usa
le seu privilegio quando se faz preciso; isolan-
do os direitos dos filhos quo faz orphaos, pri-
vando-os da coramiserago humana, e aggravau-
do-lhes a sorlo com o_ desconceilo o desvali-
mento da sociedade. E 'finalmente o divorcio
digno de nossas maldices, porque traz corasigo
a aboligo do sacrificio', da dedicagao, do dcsola-
mento na sociedade, sendo um exemplo destina-
do a ensinav s paixes que nao ha lagos sagra-
dos que nao tenhain o direilo de dspedacar,
exemplo funesto as nages que usara de seic-
lhanle recurso.
Tambem condemnam os catholicos o divorcio,
porque Iraz consequencias as mais desastrosas
para a familia c para propriedade, que, como
sabem os nobres deputados, sao as bases neces-
sarias de urna sociedad^ politica. Logo que a
propriedade existe era dissoluco ou'nao se podo
regulamcnte manler-se e logo "que a familia nao
podo subsistir a sociedade perece.
por todas estas rooes. Sr. presidente, alera
das que" exislem declaradas na doulrinas e pre-
eitos da igreja. que os catholicos condemnam o
divorcio ; por isso, como j fiz notar, adhiro da
melhor vontade s obsorvages fcitas pelo nobre
depulado por Pernambuco.
Mas, Sr presidente, nao sc trata aqui nem
o casamento roixlo, nem do casamento feito
por contrato civil, e nem lo pouco se tratado
divorcio.
O Sr. Vilella Tavares -.Yeco licenca ao no-
bre depulado para lembrar-lho que eslava cm
discusso o projecto primitivo, a emenda subs-
titutiva e o parecer da coraraisso ; couseguinle-
rnente julguei-me no direito de fallar sobre tu-
ao isto, pois nao podia adiviuliar que s_coramis-
REVISTA DIARIA.
Frf.cezia de Santo Antonio.Ilonlem ulti-
maram-se os traba.'hos eleiloraes dessa freguezia,
cujo resultado deu a seguinte votaco para juizes
do paz c vereadores do municipio.
l.'dislricto.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello....... 302
Joaquim Antonio Carneiro................ 285
Jos Luiz Pereira Jnior.................. 260
Antonio Bernardo Quinloiro.............. 258
2. districlo.
Dr. Angelo Henriques da Silva .......... 298
Jos Firmo Xavier........................ 294
Claudino Benicio Machado................ 292
Joaquim Francisco de Torres Galindo..... 290
Para vereadores.
Dr. Angelo Henriques da Silva..........
Luiz Francisco de Barros Reg..........
0 Sr. Pinto de Campos :Apoiado ; a deca- me!ra03 TeilOS. e para conliecerem se do tal Manoel Joaquim do llego e Albuquerauc.
ragao do Sr. hispo do llio de Janeiro foi-me dada u-niao roUU>u Ul prole, ese esla prole tora ou Dr. Ignacio Firmo Xavier...........
por escripto ; approvo a emenda. Hao direito aos bens e propriedade de seos pais. Joao Francisco do Reg Maia.............
Simplicio Jos de Mello...............
declaraco: mas se istn n*n AhMnT". J~" em ""^s consorcios, e sera os inconvenientes Antonio Jos de Oliveira.................
OSr. Mendes de Almeida-,-CoosoU-me essa fC"\ inlervenao J^tes lerceiros interessados
clarago; raas se isto nao bastante pTr!a des- eni ,a(,s consorcios, e sera os inconven,eies
n= kV. ,a a i, ^lle resultaran) da abstengao do estado em pro
"SSSf*" Pr Per:: desse dire.tc da prole, lalvez nao convide K-
ergunlare anda, c possivel nhma mo..,lj ,,,m, a <,., ,)o *a*,t' I.
truir os escrpulos d _
nambuco e Cear, pergu
que esta queslao nao tenha soluco ?
possi
Bem vejo
que a emenda nao satisfaz o desidertum dos
catholicos, porque o que lodos quereriam seria
que nao hnuvesse no imperio seno uraa s e
nica formula de casamenlos, a que prescreve a
igreja. Mas estamos anda era taes circumstan.-
cias depois da conslilnigao, depois da vinda do
tantas familias dissidentes, para o imperio, e o
que e mais nolavel, nanitas custa do nosso so-
verno?
Como em presenga destes tactos nao d reme-
dio algum ? Nao basta dizer, esses casamenlos
nao sao validos ; nao podemos valida-las, nem
eu o pretendo, era catholico algum ; mas qual
ser o raeio, e meio efficaz de altendermos para
a surte dessas familias, sera prejuizo das leis da
igreja edo nossa constituicao, que permittio um
culto aos dissidentes, aquelles que nao proressam
a religiao do estado ? Bem sei que a constiluigo
nhuma medida toraar-se acerca de semelhanles
unioes.
( lia um aparte.)
Concordo com o nobre depulado era quo pde-
se abusar de quelquer lei, sempre que a que-
ram executar fra do seu espirito o mesmo con-
tra sua letra, e que assim pdese abusar da le-
tra e espirito da emenda; mas, quid indelQuan-
to a mim, descubro raais desvantagens o perigos
era nao so fazer cousa alguma em favor dessa
populago de dissidentes que j existe no im-
perio, do que no mo uso que qual quer over-
no possa fazer da emenda que se discute. Pro-
ponha o illustrc membro alguma cousa de eCQ-
caz que nos ponha a coberlo de tal perigo e eu
o acompanharei.
Por conseguiute, Sr. presidente, nao vejo adop-
tada a emenda, grande dificuldado ua solugo dj
a, L".enSl5n"-erlenle' P[ m"ha P"r,e- ai,1,la re"
apenas tolera taes religies. mas tolerando-as' ^i0," "? g,,e' ? fimen.da Da ee"S de fazer ao
permi.lio o seu culto, ainda qne privado e a i Z?m be,ncllC10- fl, na ,,.rm- "enea do que
tolerancia desso culto vai e enrolla a tol anrU 2 Lf*1* osidoraas Ja 'el.giao em que nasci
da consagragao dos grandes scontecimentoida I ^ Vnsa CXcen^au.?"' T'" q,,e
2l2!*2- j*!*!1. e- m??s.imp-1 efiel" o- ZSTS \SSJUS 0por:
lante o casamento, que todas as religies do
mundo lomara a seu cargo.
A/juns Srs. Deputados : Apoiado, muilo
bem.
O Sr. Mendes de Almeida :Mas, Sr. presi-
dente, eu pens que ha solugo para tao grave
queslao, sera prejuizo da igreja, e nem olensa
do nosso cdigo fundamental.
0 Sr. Villela Tavares, d ura aparte.
O Sr. Mendes de Almeida: Qucreria o nobre
depulado que se recrrese ao soberano pontifi-
co, solicilando-se para osles casamenlos a dis-
pensa do impedimento de clandestinidade? Jul-
go quo nao se poderia obter isto: 1., porque
esla dispensa importara um favor e a igreja nao
os concede aos inflis e a seus filhos rebelados,
quanto cima de ludo eslo esses dogma
O Sr. Vinlode Campos : Apoiado. '
0 Sr. Mendes de Almeida : .... accrescendo
quo ainda em 3a discusso podemos fazer na
emenda os reparos que sc julgarem ndispensa-
veis c de utilidade publica.
Agora, Sr. presidente, drei antes de concluir
duas palavras a respeito do discurso do nobre
deputado pelo Rio de Janeiro, que snlo nao es-
tar proseule.
0 nobre deputado opoiando a emenda substi-
tutiva, fez grandes elogios ao projecto quo foi
apresenlado pelo governo era 1857, por julga-lb
raais completo. S Exc. nao duvidou declarar
que o autor desse projecto nao leve como o no-
bre ministro da jusliga ruedo de excommunhes.
600
600
596
498
493
480
4*0
468
400
230
212
200
120
55
55
54
53
52
52
52
52
49
36
24
8
3
Grande uuraero de pessoas obtiverara um voto
somentc.
Fbeguezu de GnAVATA*.Ncsta freguezia sah-
ram eleitos para juizes de paz os senhores :
Gongalo Teixeira de Carvalho............. 390
Jos Soares de Oliveira Grande........... 383
Jos Clemente da Silva................... 382
Vital Pereira de Mello.................... 366
Para vereadores obtiveram votos os senhores :
Francisco Bizerra de V. F................ 378
Padre Manoel Gomes de Brillo........... 378
Vicente Perteira Padilha.................. 377
Jos Joaquim Bizerra de Mello........... 377
Jos Antonio da Porcuncula Laage...... 377
377
375
373
372
371
370
370
370
369
Jos Cesa rio de Mello....................
Rodolpho Joao Barata de Almeida.......
Fran isco Miranda Leal Seve.........v..
Joaqun de Almeida Pinto........../...
Justino Pereira de Farias................
Jos Maria Freir Gameiro..............
l)r. Antonio Vicente do asciuienlo Fei-
toza.....................................
Manoel do Nascimenlo da Costa Monteiro .
Francisco Accioli de Goveia Lins.........
Thoraaz de Aquino Fonseca..............
Baro do Livramento....................
Feliciano Joaquim dos Santos...........
Jos Carlos Teixeira......................
Fernando Francisco d'Aguiar Monlarroyos
Dr. Filippo Carneiro de Olioda Campello.
Dr. Ignacio Nery da Fonceca.............
Manoel Gongalves da Silva Jnior........
Baro de Muribeca........................
Gustavo Jos do Reg....................
Francisco Cordeiro Falco
Manoel Antonio Soares da Fonceca.. ___
Telo Fernandes Porlella..................
Manoel Francisco de Azevedo Lira........
Jos Soares de Oliveira Grande...........
Antonio Claudino Monleiro...............
Zeferino Vellozo da Silveira..............
Joaquim Antonio de Barros..............
Antonio Xavier Lima......................
Pelo vapor inglei que aqu aportou no dia
14, chegou o breve que eleva a irmandade de N.
S. do Livramento desla cidade calhegoria de
confraria.
Era consequencia dessa modificagao, passsm
os irmos ou coufrades a trajar habito de alpaca
azul ferrete, capa branca da mesma fazenda, e
corren preta com vela deosso branco.
Da villa de Pao d'Alho temos noticias, que
cnegam a 15 desle, as quaes consignam estas pa-
lavras : r
Reina na comarca profunda paz, nao fallando
do que houve na eleigo da freguezia da Gloria
que nao foi seno um effeilo symptomatico da
quaora.
Aqui na villa, como na povoago da Luz
correrara os negocios eleiloraes na melhor ordem
possivel, sera quo a polica tivesse necessidade
de raover-se para a sustentago da ordem e ga-
ranta do cidado.
Tudo foi ura mar de rosas.
Outro tanto talvez nao digamos quanto a elei-
go de dezembro, na qual se diz que o partido
liberal vai urna, reforgado com os dissidentes e
scismaticos do partido conservador.
a Temos de ver um exercito bonito de ailiados,
raas acho que estes nao terSo a mesma sort
daquellcs da Crimea, nao obstante o seu corpo de
engonheiro.
Breve dar-lhe-hei a relago do estado-maior
desse exercito, mesmo porque por ora nao se sa-
be anda quem assurair o comraando era chefe
das tropas.
O cirurgiSo-mr horaeopalha e o capello j
foram designados; e j se presume quem ha do
ser o chefe de brigada.
De todos pois Iho darei relagao, a?sim como
dos postos que oceuparem no grande exercito.
Eis o resumo das diversas freguezias que
lormam o municipio do Recife, com exclusao da
de S. Lourengo da Malta.
Luiz Francisco do Barros Reso........... 3p.{0
Manoel Joaquim do Reg e Albuquerque.. 3669
Rodolpho Joo Barata d'Almeida......... 3105
Jos Ctsario de Mello..................... 3025
Dr. Angelo Henriques da Silva.. ........ 2775
Gustavo Jos do Reg.................... oi
Simplicio Jos de Mello.................. 2290
Francisco de Miranda Leal Seve.!!!..!! 2211
Manoel do Nascimenlo da Costa Monleiro 2044
Dr Antonio Vicente do Nascimenlo Fetoza 2C19
Francisco Accioli de Gouveia Lins........ 1828
Thoraaz d'Aquino Fonseca................ [-^
Dr. Felippe Carneiro de Olinda Canipello. 1778
Jos Mana Freir Gameiro................
Joao Francisco do Reg Maia...........*!
Feliciano Joaquina dos Santos..
Jos Carlos Teixeira......................
Baro do Livramenlo....................
Justino Pereira de Faria.................
Antonio Jos de Oliveira..................
Fernando Francisco d'Aguiar Monlarroyos
Dr. Ignacio Firmo Xavier................
Francisco Antonio Pereira da Silva.......
Joaquim de Aimeida Pinto................
Manoel Gongalves da Silva Jnior!!!!!!!!
_ Foram recolhidos casa de deleuco no dia
18 do crreme 2 homens e 1 mulher, seudo 2 li-
vres el escrava, a saber : 1 a ordem do Dr. chefe
de polica, I a ordem do subdelegado do Recife e
1 a ordem do de S. Jos.
MRT.VLIDADE DO DIA 19 :
Possidonio, prelo, escravo," soltciro, 30 anuos,
phlysica. '
J'V'iippa, preta, escrava, sollera, 35 annos,
phlysica.
I'irmino, prelo, 3 annos, convolcoes.
Clara, parda, 1 mez, fondas na bocea.
Domingos Jos Barrciros, branco, casado, 5S
annos, antrs.
Hospital dr caridadk. Existera 46 ho-
mens e 62 mulheres nacionaes; 6 homens cs-
trangeiros, el mulher escrava, tolal 115.
Na totalidadedos doeotes existera 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
giao Pinto, s 6 horas e 40 minutos da ma-
nhaa, pelo Dr. Dornellas s 7 horas o 10 minu-
tos da raanhaa e pelo Dr. Firmo s 6 horas da
tarde de honiem.
Mtadouro publico :
Mataram-so no dia 19 do correnlc para consu-
mo desta cidado 97 rezes.
COXSILYDO PROVINCIAL.
Altcracoes as casas abaixo declara-
das, perlencentcs a freguezia de S.
Pedro Goncalvcs, feilas pelo lanca-
dor Joo Pedro Jesus da Malla.
Ra do F.ncanlaraenlo.
Numero 2. Ordem lerceira de S.
Francisco, sobrado do dous anda-
res e urna loja arrendada por.... 400-tOOO
dem 4. Jos Antonio Lopes, ura
sobrado de ura andar e uraa loja
arrendado por.................... 300^010
Idcra G Joao Baptila Fragoso, um
sobrado de ous andares o uraa
loja arrendado por................ OOgOOO
dem 8. Jos Bupiista Ribeiro de
Farias, um sobrado de dous an-
dares e una loja arrendo por.. .. 400O00
dem 10.Francisco de Paula Bur-
gos, um sobrado do dous andares
e una loj? arrendado por........ 26h000
dem 12 Placido Jos do llego
Araujo, um sobrado de tres anda-
res o uraa loja arrendado por___ 9305000
Idera 14. Amorim & irmos, um
sobrado de dous andares e urna
loja arrendado por................ 3663000
Idera 1.Herdeiros de Clotilde da
Silveira Bastos, ura sobrado do
dous andares e solo e urna loja
arrendado por.................... 5103000
Ra da Cacimba.
Numero 4. Jos Joaquim Das
Fernandes, um sobrado de tres
andares e urna arrendado por___ SOOiOOo
Idera 6. Andr de Abreu Porto,
um sobrado de um andar e solo
e urna loja arrendado por........ 6084000
dem 8. Ordem lerceira de S.
Francisco, um sobrade de ura an-
dar o solo e uraa loja arrendado
, Pr-............................. 3603000
dem 1. Antonio Jos Soares, um
sobrado o urna loja e ires anda-
res arrendado por......... 7000)00
Ra do Cordoniz.
Numero 4. Izabel Joaquim da
Silveira Boa-Vista, um sobrado
do dous andares e urna loja ar-
rendado por. ,......... 7GOS00O
Iden 8. Antonio Jos do Souza
Guimares, um sobrado de tres
andares e urna loja arrendado
por............................ 1:0330000
dem 10. Jos Jacome Tasso J-
nior, um sobado de dous anda-
res e urna loja arrendado por..... 9003000
dem 12. Joo Jos Fernandes
de Carvalho, ura sobrado de um
andar e urna loja arrendado por. 2643000
Travesso Madre de Dos.
Numero 8.Antonio Rodrigues Li-
ma, um sobrado de dous andares
e urna loja arrendado por........ 5943000
dem 12.Herdeiros de Joo Jos
do Reg, Jos Joaquim Das Fer-
nandes e Barlholomeu Francisco
de Souza, um sobrado de dous
andares o urna loja arrendado
Por .................................. 700SOGO
Travessa da Ra da Madre de Dos.
Numero 3.Norberto Muniz Teixei-
ra Guimares, 1 sobrado 2 andares
e urna loja arrendado por........ 4800CD
dem 5.Jonquim Pereira Arantes,
1 sobrado de 2 andares e urna loja
arrendado por.................... 6003COO
dem 7.Orpho Innoccncio Rodri-
gues Limo, 1 sobrado de 2 anda-
ras e urna loja arrendado por.... 500g000
dem 9.Joaquim Ferreira Valiente
casa terrea arrendada por........ 400*000
Idera II.Viuva e herdeiros de
Joo Tavares Cardeiro, cosa terrea
arrendada por.................... 4003000
Ilua dos Burgos.
Numero 4.Jos Joaquim Pereira,
casa terrea arrendada por........ 2003000
dem 1.Jos Joo de Amorim, 1
sobrado de 2 andares e uraa loja
arrendado por................... 4088000
Idera 3.Antonio Joo Ramos, 1
sobrado de 2 andares e uraa loja
arrendado por.................... 360*000
Idera 7.Miguel Joaquim da Cosa
1 sobrado de 2 andares e urna loja
arrendado por........ 624*000
dem 11 Antonio Domingues de
Almeida Pocas, 1 sobrado de 2
andares e uraa loja arrendado por 5448000
dem 15.Minoel Muniz de Carva-
lho, casa terrea arrendado por... 216;000
dem 17.Manoel Muniz de Carva-
lh. c* lerrea arrendada por.. 2163000
dem 23 Jos Rodrigues de Arau-
jo Torto, casa terrea arrendada
Pra ........ 240J00O
dem 27.-Ehas Baplista da Silva,
casa lerrea arrendada por. 2103000
dem 29.Viuva de Antonio Perei-
ra da Cunha, 1 sobrado de 1 an-
dar e urna loja arrendado por. 890y>f"o
dem 31Herdeiros de Francisco
Manoel de Almeida, casa lerrea
arrendada por........ 40O2000
Ra do Amorim.
Numero 6.-Jos Rodrigues de Aria-
jo Porto, 1 sobrado de 2 andares
e urna loja arrendado por. .iOiKl
dem 38.-Pelismina, tilha de Jos *
Nunes Vieira, casa lerrea arrenda-
..* P,r ;........ 120J0OO
dem 40.A mesma, casa terrea ar-
rendada por........ 120JSC00
dem 42.A raesma, casa terrea ar-
rendada por .... 1605000
Idera 48.Jos Nunes de Paula, l
sobrado de 2 andares e urna loja
arrendado por....... 400*000
dem 50.Jos Gongalves Torres,
1 sobrado de 2 andares e uraa lo-
ja arrendada por. 1:000 100
Idera 11.Herdeiros de Jos Gomes
Flores, 1 sobrado de 3 andares e
urna loja arrendado por. 486S0OO
________ _________ (Continuar-se-Ao.)
Communicados.
Bolletim eleitoral de (joianna.
Para que o governo e o publico da capital
acompsnhem o raovimento eleitoral desta comar-
ca, c sejara a lempo informados dos factos quo
durante as eleiges tiverem lugar, e das oceur-
renclas que por ventura apparecerem, varaos fa-
zer o presente bolletim, no qusl historiaremos
com toda a fidelidade o imparcialidade as elei-
gos que ora se fazem.
Goianna 6 de setembro.
A populago acha-se animada, os partidarios
trabalham com ardor, a caballa corre por toda a
parte, porera reina a melhor ordem em ludo e
as cousas se encarainham de modo a prometie-
re m uraa eleigo pacifica.
Urna hora da tarde.
Acaban de solicitar do Dr. delegado licenga
para que a msica particular denominadamu-
sica do commendaiior Antonio Franciscoloque
anoiteperanleo busto de S. M I. a parda m-
sica da guarda nacional. O Sr. delegado deu a
: licenca pedida, j porque coslume locareni to-
dos os annos nmoas as msicas, e ja porque urna
recusa poderia ser tomada como lilha do espirito
j de partido, o que poderia occasionar algum des-
contenlamenlo, quo em pocas como a actual
traz immediatamente a exaltago dos nimos. O
Sr. delegado porem enlendeu conveniente res-
tringir a permisso, prohibindo que a msica
particular corresse as ruis locando.
Foi urna prudente raedid de ordem, foi urna
bem entendida prevengo por amor da tranqui-
lidade publica.
Nove horas da noile.
Dissomos que as cousas se encaminhavam de
modo a promelterem urna eleico pacifica, e que
o Dr. delegado havia tomado nedidas preventi-
vas de disturbios, entretanto foram Iludidas as
nossas esperancas, e burladas as cautellas e pre-
venges da autoridade.
As 8 horas da noite comecou o povo a aglome-
rarse em frente da casa da cmara, em urna das
jauellas da qual achava-se o busto de S. M. I.
cercado do illuminago ; pouco depois compare-
cern) as duas msicos, a da guarda nacional c
a particular, locaran) o hymno da independen-
cia, e fizerim urna longa pausa a espera dos vi-
vas do eslyllo, quo Jeviam ser dados pele presi-
dente da cmara, o Sr. commendador Antonio
Francisco Pereira, o que nao foi feito contra a es-
peclativa de todos, e com sorpreza geral. Ven-
do sto o Dr. delegado ordenou s msicas que,
ao depois de tocaren) as tres pecas do costume,
esperassem que elle desse aqueles, afina de to-
caren) dopois delles ainda uraa vez o hymno na-
cional ; mas nao foi executada esta sua ordem,
porquanlo a msica particular, chegada a occa-
sio de locar pela lerceira vez, nao o fez parada
em frente do busto de S. M. L, c. a despeilo da
prohibigao que lheliavia sido feita, foi tocando
ra a fra acompanhada de um pequeo numero
de povo. Em vista de lo inqualicavel proce-
dimento poz-se o Sr subdelegado diante della. e
ordenou que nao proseguisse, ordem esta que foi
tambem intimada pelo Dr. delegado ; mas o fac-
i havia sido calculadamente premeditado, e por
isso a msica desobedeceu, e tentou proseguir
animada pelos poucos homens que a acompanha-
v.am, que grilavara desesperadamente, e que aln
dirigiera amcacas. Neslas circumstancias as au-
toridades policiaes ordenaran) pliza quo des-
persasse a moliido, que havia engrossado com
ura grupo sabido da casa do Sr. Manoel Goncal-
ves Nunes Machado, e que debandasse a rous'ica.
O destacamenlo, lendo sua frente o a I fe res
commandanle, cumprio as ordens que Ihe liaviam
sido dados de um modo digno de elogios, mas
cncontrou da parto da msica, c daquclles que a
acompanhavam urna resistencia terrivel, da qual
leriam sem duvida resultado consequencias fu-
nestissimss a nao seren a prudencia e o lino
com que-se houveram as autoridades.
Entre os desordeiros dislitiguiram-se sobre tu-
do ii m cabra de nomo Joo, boleeiro doSr. com-
mendador Antonio Francisco, e ura rapaz ( em
muilo boas condigoes pora recrutas ) lillio do
um barcaceiro de fime Castra, os quaes jogavara
contra a policio tijollos e pedras quo apanhavam
na ra 1
Felizmente para a Iranquilidade publica nao se
teve a lastimar raais do que conluses em al-
gunssoldados do destacamento, o que teria acon-
tecido em muito maior escalla a nao ser a pru-
dencia com que se porlaram as autoridades, os
qnaea nao effectuaram priso alguma para que
esse fado n.io exaliasse mais os nimos.
Acabado o disturbio o Dr. delegado deu os se-
guintes vivas, que foram correspondidos com en-
thusiasmo, e solemnisados com o hymno nacio-
nal tocado pela msica da guarda nacional :
Viva S. M. o imperador 1
Viva a independencia do Brasil !
Viva a familia imperial !
Viva a constituicao poltica do imperio I
Viva o governo da provincia !
Durante o resto da noile nao leve lugar mais
acontecimento a|gum nolavel.
Dia 7.Se/e horas da manhaa.
Amanhecerara pregadas pelas esquinas, e met-
lidas por baixo das portas do quasi todas as ca-
sas da cidade proclamagoes impressas, lembran-
o ao povo o memoravel dia 7 de setembro, cha-
mando-o s urnas, e recommendando-lhe o vo-
to livre.
Essas proclamagoes achom-se concebidas era
termos taes que nao do a entender de que par-
cialidade paniam.
Dez horas.
Estando j s 9 horas presente um grande nu-
mero do eleitores na matriz, o Rvm. coadjuctor
celebrou a missa, depois da qual o Rvm. vigario
Domingos Alves Vieira, partidario exaltado da
parcialidade do Sr. commendador Antonio Fran-
cisco, leu do pulpito um discurso, que nao po-
demos dizer anlogo a occasio,porquanto, alera
de mal organisado e de mal escriplo, era conce-
bido cm lermos inconvenientes, quo rcvclavara
claramente a exalligo do animo do Rvm. viga-
rio, e traduziara sem rebugo o espirito de parti-
do de quo se achava elle "dominado I Podemos
dizer sem exagerar quo o ministro do altar, pas-
tor desla freguezia, longo de cumprir a sua mis-
sao evanglica, proclamando a paz, leu, pelo
contrario, do alto da tribuna sagrada um discur-
so incendiario !
Findo o discurso o Sr. juiz de paz Joaquim
Raphael de Mello Jnior oceupou a sua ca-
deira. e depois das formalidades do eslylio pro-
cedeu-se a eleigo dos raerabros que deviam com-
por.a mesa.
Achavam-se presentes 33 eleitores e 35 sup-
plentes.
Eis o resultado da votago :
Secretarios.
Os Srs.
Dr. Jos Joaquina Firmino.................. 22
Escrivo Fraucisco de Paula Norberto d'An-
drade...................................... 21
Vigario Domingos Alves Vieira.............. J2
Francisco Antonio de Castro................. \\
Escrutadores.
Os Srs.
Dr. Honorio Fiel de Sigmaringa Vaz-Curado 22
Tenente Miguel Luiz da Silva................ 21
Joaquim Jos de Mello...................... 13
Romualdo Primo Cava lea ni i.................. 12
Dr. Jos Joaquim Firmino.................... 1
Escrivo Francisco de Paula Norberto de
Andrade................................... \
Venceu por tanlo a parcialidade dos Srs. com-
mendadores Joo Joaquim da Cunha Reg Barros


e Antonio Alves Vianna por urna niaioria muito
grande, que deixa bom patele a popularidado
desses dous senhores, e a nenhuma sympalhia
do povo desla comarca ao Sr. commendador An-
tonio Francisco Pcreira. Foi urna victoria com-
pleta, e to completa que provavelmenle desa-
nimar os homens do Sr. commendador Antonio
Francisco ; al de crer que se retirem do
campo eleilorai 0111 vista de un comeco to des-
animador.
Lavrada a acta, que nao flcou assignada por
todos os eleilores, por isso que moitos so retira-
ram apenas feita a elei<;ao da mesa, encerraram-
se os trabalhos, (Icando para amanha o proces-
so do recebimento das cdulas para a eleicao de
creadores e juizes do paz.
Dez horas da noile.
Appareceu s 7 horas da noile correndo as ras
da cidade, acorup.inhado da mnsica da guarda
nacional, e de uru grande acompauhamenlo da
nielhor gente um carro triumphanle, sobre o
qual va-so um joven indio recostado a urna co-
lumna, sobre a qual flucluava a bandein brasi-
lea. Era una festa nacional preparada e diri-
gida pela parcialidade dos Srs. commendadores
Joao Joaquim c Vianna.
O carro parou primeramente em frente da ca-
sa da cmara; e peranto o busto de S. M. I. can-
tou o indio mu hymno adequado a occasiao c ao
motivo da festa daido o Dr. delegado os vivas do
cstyllo, que foram correspondidos com entliu-
siasmo ; correu depois as ras da cidnde paran-
do em frente das casas das autoridades, dos o lu-
caos da guarda nacional o eleilores, onde canta-!
va o indio, e repeiiam-se os vivas com e mesmo '
entliusiasmo, lonio-so a esta hora recolhido ao
lugar de onde saino.
Reiuou durante todo o passoio do carro a me-
llior ordem o harmona.
Tentativa de roubo do hvro as actas.Ao i
lempo em que o carro percorria as ras da cida- |
de um grupo capitaneado por um individuo do ;
norae Joaquim Carnoiro, que um dos candida- '
tos ao juizado de paz por parte da parcialidade j
do Sr. commendador Antonio Francisco, lenlou
entrar a viva forca na matriz para roubar o livro !
das actas ; poretri a guarda resisti, e vio-se for-
5ada a lular. Felizmente a anarchia nao trium-
phou. Ficaram levemente feridos na lucia um
sollado da guarda, e o candidato ao juizado de
paz
Em ennsequencia de havercm alguns soldados
da guarda, que era do batalhao de guarda na-
cional, abandonado os seus postos, nessa occa-
siao foi mudada a guarda lelo destacamento de
polica.
Despeito mal entendido.As casas do commen-
djdor Antonio Francisco e dos seus partidarios,
que liontem estarra todas com luminarias ,
aehara-so boje as escudas, e sem luminaria al-,
guia. Nao podemos explicar este procediraenlo ;
sen a o com a peda da eleicao da meza. leal-
mente extranharel que homens que dizem pre-j
zar os sentimental de cidados lirres e patriotas'
suliordinem assim um senlimeiito nacional um
despeito de eleicao 1
O/ise horas da noile.
Espancamenlo. O desturbio occasiomdo pela
resistencia e desobediencia da msica particular, I
qie hontera leve lugar, nao podia deixtr do In-
zer algo na consequencia m.
Acaba de sor espuncado um soldado de polica, '
que serve de ordeuauca ao Dr. delegado, pelos i
tres seguales individuos : Jos Xavier. Helio co-'
nhecidopor Bello-grande, ambos musios da m-
sica particular do commendador Antonio Fran-
cisco, e o cabra Joao boleeiro do mesmo com-
mendador.
Vejara o Exm. presidente da provincia o o Sr.
Dr. chefe de policio por este tacto quem sao os
desordeiros da comarca.
Oa 8, 7 e meta horas da manha.
Acaba de chegar neste momento nm capitao de
artilharia acompauhado por duas ordenanzas de
Cavallaria, o qual apeou-se em casa do Sr. juiz
de direilo.
Correu ja. diversos boatos a respeito do militar ;
uns dizem ser um delegado militar que vem subs-
tituir o Sr. Dr. Jos Ignacio, oulros que o com-
rnaudanle de urna forca de linha que deveri che-
gar mais tarde, e assim inuitos oulros boatos, mas
nada sabe-se por ora do cerlo.
8 horas.
VeriQca-se a noticia da demissao do Dr. Jos
Ignacio do logar de delegado o da nnmcaco do
capitao, ha pouco chegado, para esse lugar.
E' do crer que esse facto desanimo os desor-
deiros da parcialidade do Luis Antonio Francisco,
que descansavam na demasiada prudencia do Sr.
Dr. Jos Ignacio, que assim procedia por nao que-
rer spr acensado, como sem embargo o foi muitas
rezos, de perseguidor.
8 horas e meia.
Corre t.iinbom que com a demissao do delega-
do veio a do subdelegado, e que o Sr. Antonio
Pinheiro de Mendonca j ollicira ao supplenle
ios-ando a subdelegada.
Nao garantimos entretanto a verocidade d'esse
boato.
9 horas.
Reunc-sc o povo na matriz, o vai comecar o
processo do recebimento das chapas para verea-
dores e juizes de paz.
Engsnamo-nos, quando dissemos que era de
crer que o Sr. commendador Antonio Francisco a
vista da derrota rergoohosa que soll'ieu na elei-
cao da mesa se retirara do campo cleitoral; a-
cliam-se ua igreja ambos os partidos arregimen-
tados e representados pelos seus respectivos che-
fes.
Parece que o Sr. commendador Antonio Fran-
cisco nao acredita ainda na pouca inuencia.que
tcm na comarca.
10 horas e meia.
O capitao delegado foi a matriz, entendeu-se
com os homens de ambas as parcialidades, fallou
a todos com milita allabilidade e corlezia, e por-
tou-so com imparcialidade e dignidado. novo
delegado parece um moco cavalheiro, e os seus
primeiros actos promettem urna autoridade capaz
de dirigir a situarao actual da comarca, e digna
da coiilianca que o governo da provincia n'ella
deposilou.
5 horas da tarde.
A mesa encerrou os trabalhos na melhor ordem
possivel, lend)-so recebido 150 cdulas pouco
inais ou menos.
Corre por cerlo que a parcialidade do Sr.
commendador Antonio Francisco nao sabio salis-
leiio da igreja avista do pequeo numero do vo-
tos que de sua parle enlrou para a urna; entre-
tanto nao garantimos a exaclido d'esso resultado
da votaco.
9 horas e meia da noile.
Plano burlado.O Sr. juiz de.paz ao sabir da
igreja ordenou a guarda que deixasse abertas to-
das as portas, e que permitlisse a entrada na
igreja a todo o povo, por quantoera o poro quem
devia guardar a urna ; os membros da mesa re-
clemaram contra esta ordem, porm o Sr. juiz de
de paz nao altcndcu reclamado.
Em virlude d'tsso os membros da parcialidade
dos senhores commendadores Joao Joaquim e
Vianna rcpresenlaram ao capitao delegado, que
'' noile foi at a matriz, e dizendo ao olcial da
guarda quo era elle o responsavel pela urna, e
que. por lano aguardasse do modo porque julgas-
se mais conveniente e segura, revogou a ordem
do juiz de paz
As 9 horas da noile appareceu na frente da
igreja um grupo da parcialidade do commendador
Antonio Francisco, leudo sua frente o juiz de
paz, e encaminhoti-se para as portas da igreja
com o fin de entrar c de ir guardar a urna, po-
rm as senlinellas, que j haviam recebido ordem
de nao deixarera entrar alguem dentro da igreja
a excepr.ao do juiz de paz e mesarios, mandaram
que o grupo lizesse alto, o negou-lhe passagem.
Que decepcao !
O juiz de paz, que quem guarda a chave da
fechadura do meto da urna, aquella que prende a
tranca de ferro que cobre a fenda pela qual se in-
troduzem as chapas, tinha por flm, segundo di-
zem, entrar na igreja com o grupo que o acompa-
nhava cercar a urna, peilnr as senlinellas que a
guardavam, ou for<;a-las. e abrindo a fechadura,
de que j fallamos, inlroduzir macos de sedulas
na urna.
Felizmente asrdeos do capitao delegado bur-
laiam a fraude projectada.
Quo decepcao cruel I Que juiz de paz I
10 horas da noile.
Correm boatos de que os homens do juiz de
paz, vendo abortado o primeiro plano, prelendem
invadir a igreja viva forca ; e na verdade esta
hora ormam-se grupos em frente da igreja.
Os homens da.parcialidade dos senhores com-
mendadores Joao Joaquim e Vianna acabatn tam-
bem, vista d'esscs boatos, de comparecer em
frente da igreja, e, recolhendo-se a casa do ma-
jor Simplicio Tavares de Mello, deixaram da par-
te de fora senlinellas que teera por rlm ajudarem
asoutras da guarda.
Os da parcialidade do Sr. commendador Anto-
nio Francisco acham-se deitados no meio da ra
em frente da matriz.
Dia 9, 9 horas da manha.
ComeQa o povo a reunir-se na igreja, vo co-
mecar os trabalhos da mesa.
MARIO DE PERNABMUCO. QUINTA fElBA 20 DE SETEMBRO DE 1866.
10 huras.
Nao tendo comparecido i igreja o commenda-
der Antonio Francisco, o capitao- delegado man-
dou-o chamar, e assegurou-lhe que elle s linha
por fin garantir a ordem e traoquillidade publi-
ca, e que quanto aos trabalhos da mesa nada li-
nha a haver com elles, affiancou ao mesmo com-
mendador a mais completa imparcialidade. O se-
nhor commendador, nena-s por tanto a esta ho-
ra na igreja dirigindo o seu partido.
2 horas e meia da tarde.
O commendador Antonio Francisco e todos os
seus acabam neste momento de abandonar o
campo.
Virara esses homens bem de perto a sua ne-
nhuma influencia o poptilaridade nesta cidade.
O commendador ia acompanhado na retirada
do seu cslado-maior coraposlo dos seguintes mem-
bros : Joo Paulino da Cunha Gouveia, o procu-
rador de causis Bento Jos da Veiga, o colleclor
provincial I.uiz d'Albuquerquo Lins do Guima-
ra.es Peixolo, o fosueiteiro Pedro Alexandrino de
tal, o lenle do 9o batalhao de cacadores Nasci-
mento Azevedo.
Supplica ao Exm. presidente da provincia.
Exm. Sr. acha-sc n'esta cidade o lenle do 9o
batalhao de cacadores Nascimento Azevedo, en-
volvido nos negocios eleiloraes d'esla comarca.
ProvalecenJo-se esse tenenle da licenca quo Ihe
foi ha pouco concedida para tratar de sua saude,
dirigio-se a freguezia de Nossa Senhora do O', on-
de j foi subdelegada, e l protendeu extorvar os
trabalhos da mesa parochial, quo corriam plci-
damente, provocando disturbios e assuada. do
que resullaram algumas coluses em diversos in-
dividuos, mas, vendo burlado o seu intento, d'alli
sabio furtivaineule para esta cidade deixando
dous bois morios naquella povoago, com os quas
pretenda alimentar a gente que tinha s suas
ordens para os conflictos.
Este official, que lem nesta comarca, urna tris-
te celebridade como desordeiro. o mesmo que
na eleicao passada portou-se de tal modo, e fez
tantas desordense desatinos, que obrigou ao Exm.
presidente do entao a mandar para esta cidade
urna ordem prohibindo o seu iugresso as gro-
jas.
Agora que estamos a bracos com urna eleicao,
c que vemos prximas as primarias, nao pode-
mos deixar de receiar seriamente da presenga
desse official na comarca, e por isso rogamos
V. Exc. que por amor da Iranquillidade publica
previna os males que lao justamente recejamos,
retirando d'aqui esse official.
(Continuar-se-ha.)
Emfim ehegou a hora fatal, o dies ira do Sr.
Dr. Ambrozio !
L se foi a monstruosa coros que das fron-
dosas e copadas arvores do Amazonas Ihe lo-
cera a rodaccao do Liberal !
Em lugar de ser coroado, vai ser ferropiado, e
trabalhar viole annos as obras publicas ; guar-
dado pelo Garibaldi-peba, quera nao quiz
coadjuvar em seus planos do conquistas !
Ouem salvar o Sr. Dr. Ambrozio desie me-
donho cataclisma ?
Valliara-o ao menos os alti-metros da sita-
cao.
Mas nao ; nem mesmo com elles pode contar ;
porque cnvergonhoii o Pai.
Coitado I lao moco e lao fementido I
Lastimamos sinceramente a sorte cruel do Sr.
Dr. Ambrozio ; mas em parle ello bem a nie-
receu.
O que querdizer o Sr. Dr. Ambrozio apresen-
tar-se candidato a deputacao geral pelo Para, on-
de nasceu, onde lem vivido, oceupando os pri-
meiros cargos judiciaes e de administraciio, onde
lem numerosa familia e amigos, onde capita-
lista, o por onde j foi eleilo depulado t
Quem lem tamanha ousadia sujeila-se a ser
condemnado pelo incxoravel dictador, Gari-
baldi-peba.
pinito a ser eleilo por qualquer das provincias
do imperio s lem o nosso G^nbaldi-peba ; que
por tuntas vesos tem salvado a monarchia de
melonhos calaclismas.
Quem tantos serviros ha feito ao paiz, j pre-
gando a constiluintc soberana e litro, i de-
monstrando em 2 de novembro do auno passa-
do que o inouarcha c zero ante a soberana do
povo, ej despertando odios entre racas e pro-
movendo a desunio da familia Dernambucana,
tem iucontestavel direito no monopolio da cons-
tituirlo.
Smenle podem aspirar a honra de sor eleilo
depulado, smenle podem cabalar em qualquer
freguezia da provincia os Drusos do Liberal c
o seu chefe.
Desapparecam da face do solo pernambucatio
lodos os christios, com tanto que triumpheai os
Drusos do Liberal.
O que esperava o Sr. Dr Ambrozio, quando se
Ihe mellen na cabera oppr-so aos planos tene-
brosos dos Drusos em S. Jos e em Santo An-
tonio ?
Porque razo nao consentio que fossem repel-
lidos d..s urnas pela popolaca musulmn i os
homens honestos e sizudos de ambos os credos
polticos ; que se quebras.se a urna de Sao Jos
e se inutilisasse suavemente juiz de paz da
freguezia de Santo Antonio?
Quem garante a ordem publica e com ella o li-
vre exercicio do voto ; quem faz baixar a poeira
levantada pelo Eolo da roa estrella do Rosario,
torua-se reo de lesa tnageslade, e prepara um no-
vo Sao Rarlholomeu.
O Sr. Dr. Ambrozio pensou como o Sr. Sergio
de Macedo : oulro malvado como elle.
Pois S. Exc. julgou-se com forras para pren-
der o diabo quo Sao Rartolomeu sollou?
Enganou-se completamente. O diabo de
Sao Rarlholomeu de Pernambuco das Arabias ;
ningiiem p ie com elle. J lem sido por vezes
exorcismado, c al por um arcebispo ; mas nao
se accommoda com qualquer cousa. S se accom-
moda e volta para os ps de Sao Bartliolomeu.se
llie derem um diploma de depulado geral.
Em quanto islo nao succeder misler fugir
delle, e porcautella trazeruma cruz.
Tenha entretanto o Sr. Dr. Ambrozio paciencia;
prepare logo o seu recurso para o poder modera-
dor, que est condemnado sem mais appellaco
Dem aggravo. *
E' esta a sorte de todo o presidente desta pro-
vincia em quanto Sao Bariholomeu consenti.-que
o sen Saianaz Ihe foja das crrenles, e se
envolva em eleices c nesle mundo.
W.
Recife 19 de selembro de 1860.
lamentar o seu erro poltico e jutiiaueuie o do
Sr. Alcxandre Bezerra de Albuquerque Barros.
Raiou no entretanto alegre e risonho o dia 7
de selembro, e entao nos recoidavamos que esse
era o dia aoniversaro do* grande dia, em que o
Brasil emancipando-seappareceu entre as naceS
do mundo.
Reunidos no corpo da igreja matriz os eleito-
re, supplenles e o povo, e depois de algumas
discusses maisou menos animadas entre a op-
posicao e os conservadores, o juiz de paz presi-
| denle o capilo Jos Severino Cavalcanti de Al-
| buquerque, tomando o seu lugar na mesa, deu
j principio sua formaco, cando ella compos-
ta pela maneira que j foi publicada pelo vosso
Diario.
! Depois disto foram os trabalhos adiados para o
dia seguidle.
No correr da noite a oppsicao empenhou-se
para que um cerlo membro da mesa deixasse de
comparecer no dia seguiotc ; o que nao Ihe foi
possivel conseguir.
No dia seguinte deu-se principio a chamada,
a qual terminou no dia 12 do correle com a
lerceira.
E porm para notar-so, que o juiz de paz
presidente, o capitao Jos Severino passou a
presidencia da mesa ao seu immediato o coro-
nel Jos Cavalcanti Ferraz de Azevedo no dia
domingo ao lerminar-se os trabalhos desse dia,
entregando-lhe as chaves da urna presento
mesa, e lodos os espectadores, que a rodea-
vam ; eque ao amarillecer do dia spgun ia-feira
tinha a opposigao evacuado a cidade desampa-
rando os seus postos.
A respeiio ha diversas versoes: dizem uns
que o Dr. Pedro Bellro descobrira traigao em
ninas chapas, e que por islo se relirara logo no
di* domingo com o tenenie-coronel Jos Mondes
Carneiro Leo ; oulros porm verlem o negocio
por diversa forma, islo por recotihccerom a
impossibilidade no vencimento.
Seja o que fr: o corto que a opposico nao
suslentou-se.
Agorn, porm. nao se queira ella acoberlar
com a forga armada, e outras invectivas do cos-
tume ; porque onze pragas de linha o eslas fra
da igreja, nao a podiam amedroutar, efazercom
que os seus pequeos grupos queimassem o ul-
timo cartucho, isto corressera urna, o all
depositassem as suas cdulas.
Nos, porm, pensamos, e talvcz acertadamente,
que todo o desenlace proveio dos chefes ; por-
que ou havia de representar o capilo Jos Seve-
rino ou o Dr. Bellro.
Finalmente concluio-se a eleicao sem pertur-
bago da ordem publica, gracas a Providencia
Divina, o a actividade do delegado de polica o
Sr. alteres Alexandro Jos do Hollanda Caval-
canli, apesar dos manejos da intriga, que mes-
mo nos primeiros dias pretendeu-se alear, lan-
gando-se mo de pequeos desgoslos por zeles
de votago do Sr. tenento Salles, lilho da coro-
nel Tiburlino, para eslimula-lo a excessos de
mogo cheio do vigor e brioso, afim de quo sen
pai tomasse parle, e se deshouvesse com os seus
amigos ; mas o vellio experimentado desde 1821
no traquejo poltico, deixnu ludo passar, como a
onda, e foi avante, acarinhando c aconselhando
a seu lilho, como era do seu dever.
E sabido que o Sr. Alexandre Gongalves de
Miranda andan mendigando pelo malo assig-
naturas, bem como do lenle Joao Flix de Al-
meida, lalvez para engendiar-se alguma repre-
sentago contra a eleicao, o que j se praticou
em.1856.
mana dessa gente apresenlar-so, retirar-se,
e depois para cohonestar a sua fraqueza procu-
rar assignaturas para enderessar rapresentages
recheadas de calumnias ao poder competente.
Di/is-se por aqui que o Sr. coronel comman.
danie Ferraz nao seria o vereador mais votado,
e por consequencia nao produzir,ia a futura c-
mara municipal; mas os seos amigos e princi-
palmente o Sr. Mannel Cavalcanti do Albuquer-
que S, o Sr. Joao Florentino de Ges Cavalcan-
li, e inuitos oulros, que deixamos de mencionar
por seus nomes, lomaram a peito essa guerra in-
justa, e muito contribuirn! para a sustenlago
da mesma posigao, em que ora se acha o Sr co-
ronel Ferraz, que apreciado pelos seus compa-
triotas
O povo j nao se confia daquelles, que o cha-
mando ao campo em 1818. depois o desampara-
ran! ; e por islo tem justos receios de so alliciar
a elles, e antes se julga seguro com aquellos,
quo sempre se conservaran! as fileiras do go-
verno. Portanto perder lempo excitar o povo
com patacuadas de liberalismo, porque urna 011
oulra pessoa do povo ainda se nutre com essa
idea, masa tolalidade nao.
A' muilos temos ouvido dizer que vo bem,
que nao sao perseguidos e nem incommodados
pelas autoridades existentes, e que assim nao
qoeroni mudaiigns, porque podem peiorar a sua
sorte.
Emfim o povo agrcola quer paz, e s obriga-
do pelos proprictarios, de quem sao moradores,
veem volar no lado que se diz liberal ; o que
nao acontece com o lado que se diz do governo,
c mrmenle djpois que viran) o Magnnimo Im-
perador o Senhor Dom Pedro II.
Nos fallamos em relago ao bom povo do mu- I
nicipio e freguezia de Santo Anlao, com quem |
estamos em contacto.
Esta meu charo amigo, a pura verdade.
Basta por hoje.
O Vicloriense.
N. B Crcio que j oslareis de posse da re-
laco das pessoas voladas para vereadores e
juizes de paz desla freguezia, e por 3to deixo
de repetir nessa rernessa.
Correspondencias.
Srs. redactores. Apenas duas palavras : o
modo desabrido com quo os indignados de Pao
d'Allio, no seu peridico Nova Era n 38,atassa-
Ihao o pudor, a honra e criterio conreitooso do
muito digno juiz municipal e delegado d'aquella
comarca o Sr. Dr. Francisco Teixeira de SA, faz
revollar a colera do mais pacifico dos homens,
ainda os que nao o conhecerem.
Ter um pingo de senso quem se serve de taes
vilezas s com o fim de injuriar?
E ser com aquella linguagem estpida de
qnitandeiro que os indignados de Pao d'lho em
seus famiquilos damnadns prelendem manchara
reputarlo do Sr. Dr. Teixeira S? Nao por
certo.
A probidade do juiz municipal de Pao d'Alho,
a sabia direceo com que exerce nodesempenho
de suas funecoes o pde muilo a salvo dos uivos
e ladridos de semelhantes caes, que prnseguindo
o caulnho para que eslo proprios acabaro por
morderem-se.
Digara anles os indignados de Pao d'Alho: nos.
queramos continuar no caminho do crime e da
deshonra porm o juiz municipal e delegado nos
embaraga o passo.
O Sr. Or. Teixeira de S, nada mais lem feito
em Pao d'Alho,que cooperar para que se respe/le
a le e as autoridades, e ah esto as pessoas de
merecido conceito d'aquella comarca para justi-
ficaren! a verdade.
Por tanto nao com taes infamias senhores
indignados que podis marear a brilhaute car-
reira do muilo digno juiz municipal e delegado
da comarca de Pao d'Alho.
Recirp i9 de selembro de 1860.
O amigo da razo.
Aqu lens urna utae terna.
Que le deve todo r> bem,
Aqui tens os meus ilhinhos
Que te consolara tambera.
Tua graca paternal
Sobre elles mesmos derrama
Da crueldade dos borneas
Neste meu peilo descanca.
Quando o saxtissimo sacramento entrov
NA S DEPOIS DA RECONCILIACAO DA MESMA
A MSICA CAXTOC ESTE OUTRO HYIVNO.
Rendamos temos hozannas
Ao Deus de nossos pais
Que meigosaos nossos ais
Attendeu nossos gemidos
Por impos sendo ultrajado.
No peito dos escomidos
Achou raanso de agrado
Consolou os seus queridos.
Quando o templo profanado,
A mae no seu recebeu:
O peito se interneceo
Do fllto da Santa Cruz.
Que aos cos eleva entao
Quasi sera vida e sem b"7.
O maguado coracfio.
Que mil suspiros produz.
Nao permita j mais nunca
O grande Deus que nos salva
Que esta sagrada casa
Inda seja polluida.
Um amor o mais fervente
Um coraco inflamado
OITivnda, pura excellenle
A' Deus seja dedicado.
F.ste templo magnifico.
Esta casa de oraco
Onde sonora canro
Sabia das trra ao cos.
J aberlo ao culto pub'co
Ksl cheio de alegra
Daqui j se foi o luto
Que ainiro nos fa/.ia.
O Divino sacrificio,
Que amaldade sospendeu
J emfim, mcrce do co
Sobe a presenca de Deus.
No sacrario o Deus inmenso,
Amelodia dos bymnos,
O aroma do incens
Com osollieios Divinos.
J o choro tos cantores,
O orgSo harmonioso
Sobe ao Todo Poderoso,
Km maviosos acecntos
O son do bronze sagrado
Encliendo os montes d'alem
Faz que o peito magoado
Desterre a dr tjue tem.
Hozannas cantemos todos
Diante de ura Deus perfeito:
Que parla do nosso peilo
O zelo da gloria sua.
Aoseu santo Tabernculo,
Em que se digna habitar.
Nao mais baja obstculo.
Seja perenne o louvar.
Por todas as geracoes
E por todas as edades.
Nos campos e as cidade*
Lomemos o nosso Deus.
Da lembranea nao se risqoe
E menos do coracSo
Ser justo que o glorifique
O verdadeho clinstao.
Olinda
C^pnego.Joao Chijrisostomo.
rsi
Publicacoes a pedido.
COMARCA DE SANTO ANTiO.
Victoria 1S de setembro de 18CO.
Meu charo amigo. com toda a singeleza,
que levamos no publico os promenores o resul-
tado das eleices desla cidade; mas, antes de
tudo, mister dizer-vos, que os conservadores
fizeram todos os esforcos para arredar da oppo-
sico, a que se havia ligado o seu antigo amigo e
correligionario o capilo Jos Severino Cavalcan-
ti do Albuquerque, e nao Ihes sendo possivel
conseguir o seu empenho, tiveram somonte de
SIMPLES POESA.
SOBRE XEB O SANTISSDtO SACRAMENTO SAI1ID0
DA CATIIEDRAI. DE OLINDA. PROFAWDA POR
OCCASIAO DAS ELEICES, PARA A EOREJA DE
SUA MAE SVNT1SSIMA. N. S. DA GRACA PA-
DROKIRA DO SEMINARIO.
Vem Filbo meu,
Vem meu amor,
Vem mitigar,
A tua justa dr.
Lancaram de sua casa,
Justos cos! oh que horror!
O Deus Salvador dos homens
Do templo a Divina flor.
Os teus gemidos, meu Filbo,
O teu pranto a tua dr.
Abalaram-me as cslranbas
Avivaro o meu amor.
Ainda tens urna mae,
Aqui tens urna manso,
Vem descancar neste templo
Centro do meu coracSo.
Abi vao os teus ministros:
Sabe desta S profanada,
Vem tomar algum alivio
Na minha santa morada.
Eu sou vossa creatura,
Sou vossa mae, oh! meu Deus,
Tens na trra ainda amigos
Por entre novos judos.
Esta casa toda tua.
Nos todos te pertenecaos,
Acceita nossos affectos,
O culto que te rendemos.
Perdoa a impiedade
Filbo do oteu coracao,
Perdoa ao peccador
Por tua morte e paixo.
as agonas do horto
Considera, Filbo meu,
Tem clemencia coraobomem
Perdoa o delicto seu*
Os ultrages que soffreste.
As injurias mais horrendas
Bem merecem punigo,
Merecem penas treotendas.
Diceste que em teus servos
Sentas consolago.
Consola-te meu amado
Nesta cruel afflico.
* Alfaiulegn.
Rendimento dodia 1 a 18. .
dem do dia 1!"......
173.2145771
15:2525888
188.4678459
Hovimonto da airando^
Volantes eniraaos com fa/.emlas
com genero .
Volumes saludos cora fazendas
com gneros
102
591
71
67
------138
693
Descarregam hoje 20 de setembro.
Barca inglesePalmaihaferro e carvao.
Barca inglezaDyssonidem.
Barca americanaUoanoketaimado.
Barca porluguezaGratidosal.
Barca francezaBerlhfazendas.
Barca inglezaMirandabacalho.
Brigue porlugue/Constantediversos gneros.
Brigue inglezEagle objectos para a estrada.
Brigue inglezMarchantecervoji.
Brigue b[asileiro=F.ugeuiafumo e caf.
Illl|MWt;WNiO.
Brigue nacional Engeis, vindo do Rio de
Janeiro, consignado a Azevedo & Mendos, uiaui-
feslou o seguinte :
900 barricas farinba de Irgo, 200 ditas breu, 6
quartolas nono, 6 caixoes casticaes e clices, 1
dilo carniim, 1 dito miude/.as, 1970 caixas sabio,
300 saceos caf, 25 ditos teijao, 125 rollos fumo :
a ordem do diversos.
Consulado geral
Rendimento dodia 1 a 18. 8 393&790
dem do dia 19....... 627j'377
9:021!167
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 18. 516.676
dem do dia 19....... 186$603
703*279
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade na
dia 19 de setembro de 1S4SO
BarcellonaSnmaca hespanhola Nova Carlota,
_A. Hijo & C, 500 couros salgados.
Liverpool Galera ingleza Bonita. A. Muniz
Machado, 800 arrobas de ossos.
Liverpool Brigue inglez Odom, J. Ryder &
C, 225 saccas algodo.
Becebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento dodia 1 a 18. 12:626*366
dem do dia 19....... 826*945
13:4533311
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 18. 45 965g530
dem do dia 19....... 975*417
46:940^947
dem dem.......
dem restilada e o reino .
Algodao em pluma 1.a sorte. .
dem idem 2.* dita .
dem idem 3." dita ....
dem em caroco .
Arroz pilado......
dem com casca.....
Assucar branco novo ...
dem mascavado idem .
Azeite de mamona ....
dem de mendoim e de coco.
Borracha tina......
dem grossa......
Caf em grao bom.....
dem idem restolho ....
dem idem com casca. .
dem moide......
Carne secca ...
Carvao de madeira ....
Cera de carnauba em pao .
dem idem em velas. .
Charutos bons......
dem ordinarios.....
dem regala......
Chfres........
Lonco seceos......
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados,
dem idem verdes ....
dem de cabra cortidos .
dem de onca ......
Doce de calda......
dem de Guiaba .
dem seceos......
Espanadores grandes. .
dem pequeos.....
Esleirs de preperi ....
Estoupa nacional.....
Farinha de araruta .
dem de mandioca ....
Feijao........
Pumo em follia bom. .
dem idem ordinario. -.
dem dem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. .
Ilumina polvillio.....
Ipecacanhua......
lenha em achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em toros. ...
Madeiras cedro laboas de forro
Lotiro pranchoes de 2 castados
Costadinho ...*...
Costado........
Forro.........
Soal'no........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz. ......
Virnhtico pranchoes de dous
custados.......
[dem dem custadinho de dilo
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem dem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secu-
pira para carros.....
dem idem rodas de dita para
ditos.......
Mol........
Milho........
Pedras de amolar ....
dem de filtrar.....
dem rebolos......
Piassava em molhos ....
Sabo.........
Salsa pardilla......
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) .
Tapioca ........
Unhas de boi......
Vinagre........
Pao brasil ,......
garrata 3J
caada 800
arroba 7g800
6g80O
5$800
1$950
arrba 8J300
alqueire 336OO
arroba 4|300
2*600
caada 1*760
2gOOO
arroba 7000
> 4$000
arroba 7S500
4J500
5g000
9g600
> 4f000
1S600
9g000
13g000
cento 2*500
lgOOO
3*000
53003
4S000
libra 220
400
140
um t 300
lOfOOQ
libra 500 |
400|
1*900 i
um 3200(
lg6001
urna 300
arroba poo
3$000
alqueire 2g5C0
alqueire 7S000
arroba 1550CO
* 9S000
"3000
163000
63 oro'
4*000
arr t- 258000
cenlo 2J500
15:
Ia w >
urna 3fC00
um 95000
urna 05000
sgeco
23500
> 43000
23240
1S600
um 205c 00
105000
45500c
163000
55000
S5000
par 103000
305000
caada 400
alqueire 335OC
urna 800
93OO0
13120
um 200
libra 120
arroba 253OOO
5SOOII
urna 23800
3c500
cento 331)0
pipa 5fto000
quintal 10*000
Directora geral da iostrueco
publica.
Faeo saber aos interessados que o Illm. Sr.
director geral interino, de conformidade com as
ioslrucedes de 11 da junho de 1859, tem desig-
nado o dia 16 do correnlc, pelas 10 horas da ma-
nha. para terlugaro concurso s cadciras vagas
de instrurco elementar do 1 grao do sexo mas-
colino,mencionadas no edilal de 18 de julho. Sao
pois convidados os senhores que se arham ha-
bilitados na forma da lei a vir inscrever-se e a
comparecer nesta repartirlo no referido dia e
hora. Secretaria da instruccao publica de Per-
nambuco 11 de setembro de' 1860O secretario
interino, Salvador Henriquo de Albuquerque.
A junta administrativa da irmandade da
santa casa da misericordia do Recife, manda fa-
zer publico que estao de mez os senhores mordo-
mos Dr. Manoel Perreira da Silva, no hospitnl do
caridade ; commendador Joao Pinto de Lemos
Junior, no hospital dos lazaros ; e Dr. Antonio
Herculano de Souza Bandcira, na casa dos ex-
poslos.
Secretara da santa casa de misericordia do
Recife 12 de selembro de 1860.O esrrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Declara^es.
Movimento do porto.
Navio ntralos no dia 19.
Terra.Nova35 dias brigue englez (James Ste-
wart, de 189 toneladas, capitao John Taylor,
equipagem 15 pessois, carga 2570 barricas com
bacalho, a James Crablree & C", seguio para
a Babia.
Rio de Janeiro16 dias, barca brasileira Her-
mancia. de 523 toneladas, capitao Agostinho
Antonio Pereira, equipagem 16 pessoas, em
lastro, a Amorim & Innaos. Veio receber
ordens.
Nao houveram sabidas
C5 ce 0 os 1 1
CL CL 0. Horas
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0 00 OO 10. a. Fahrenheit >
-A O -1 ~1 es -i w co -* Hygrometr 0. v
-1 V v -1 1 Barmetro
O 0 a* 00 l
A noile clara com grandes nevoeiros, vento
SE, veio para o terral c assim amanheceu.
0SC1LLACA0 DA MAH.
Preani3r as 7 h 18' da manha, altura 6.0 p.
Baixamar a 1 h 30' da larde, altura 1.0 p.
Observatorio do arsenal de marinha 19 de se-
lemhro de 1860 Viscas Jnior.
Editaes.
Precos cerreates dos prineipaes gne-
ros e produeces nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 17 a 22 de setembro de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente.....caada 18000
dem caxaca...... 600
dem de cana...... > 720
Idemgenebra...... 8C0
dem idem.......botija 380
dem licor.......caada 960
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca. cavalleiro da
ordem de Christo e juiz de oiphos da cidade
do Recife de Pernambuco e seu termo por S.
M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, que Deus guar-
de, etc.
Fago siber, que tendo-me D. Joanna Mara de
Deus dirigido urna potito em que allegava que
seu neto Valeriano Manso da Costa Res eslava
procedendo de mojo a nao poder continuar na
administraciio de sua pessoa e bens, otivi acerca
de semelhante allegaco tres tcstemunhas maio-
res de toda a excepQao e o Dr. curador geral. sen-
do que em consequencia, profer a senlanga do
theor seguinte :
Em vista dos depoimentos de folhas 4 a folhas
5 verso, e do parecer do Dr. curador geral, julgo
por sentenea o deduzido na peiico do folhas
2 para declarar como declaro incapaz de con-
tinuar na administraciio do sua pessoa e bens
o justificado Valeriano Manso da Costa Res,
do qual nomeio curador o Dr. Manoel do Nasci-
mento Portella, que ser notificado para prestar
juramento e que depois de o haver feito, proce-
der, em termo breve, a dcscripeo dos bens de
seu enrabiado. O escrivo Iavre os ediiaes do
hlylo, um dos quaes ser publicado pela im-
prensa e outro afilxado porta da casa das au-
diencias. Pague o mesmo justificado as custas.
Recife 4 de selembro de 1860.Ernesto de Aqui-
no Fonseca.
Qualquer negocio pois em que interessado seja
o referido Valeriano Manso da Costa Rcis, nao
se poder tratar seno com o seu dito curador
Dr. Manoel do Nascimento Machado Portella que
j prestou juramento e procedeu a descripeo
dos bens de seu curatelado A presente se pas-
sou por bem de minha sentenea de 4 do coirente.
Eu Floriano Correa de Brito, escrivo o fiz cs-
crever o subscrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Achi-se recolhido cas de detencao um
prelo de nome Manoel, que diz ser fgido'do en-
genho Po-Santo. da comarca do Capo, e seu se-
nhor chamar-se Eduardo.
Subdelegada do Rente, 19 de setembro de
1o60.Ignacio Antonio Borgos.
O colleclor de rendas provinciaes da cidade
do Olinda faz publico pelo prsenle, que no di.i
29 de selembro se encerrou o exercicio de 1859
a 1860, e que do 1." de oulubjo em dianlc nao
se receuer o imposto da dcima uibana do re-
ferido exercicio sem ser por guia do juizo. con-
forme se acha determinado pela thesouraria da
fazenda provincial. Cellectoria de Olinda 15 do
setembro de 1360.O escrivo,
Joao Gonralves Rodrigues Franca.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
in seguintos -
Par? provimento do arraazem do Brseuai do
guerra.
10 arrobas do lalao em folhas de diversas gros-
suras ; 2 Ihesouras para latoeiros,
Para a oficina de sapataria da ilha de Fernando
de Noronha
600 meios de sola ; 2'i0 meios de vaquetas :
2,000 couros de cabra c ovelhas ; 600 varas do
algodao ; 10 duzias de facas ; 1 arroba de cera
de abellias; 1 arroba de breu ; 20 libras de ga-
Iha ; 20 libras de capa rosa ; 2 duzias de limas
chatas ; 2 duas do grosas ; 20 caixas de sedas ;
100 milheiros de tachos de saltos ; 40 rolos de
madeira para formas, de genipapo ; 1 rodete de
moer m.nidioca : madeiras precisas para duas
prensas do manufacturar farinha.
Quem quizer vender taes ubjectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 26 do
correle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 17 do
setembro delSG.
Denlo Josi Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de compraros objectos
seguintes :
Para o meio batalhao do Cear.
2 espadas com bainhas do ferro 2 telins de
couro envernisado ; 2 fiadores de retroz prelo ;
2 cananas de couro envernisado ; 6 resmas de
papel almaco ; 16 quarteiroes de peonas de pato :
2 caivetes ; 6 garrafas de tinla prela de escre-
vor; 6 duzias de lapis de pao; 20 exemplares
de colleees de carias para principiantes ; 20
exemplares de tabeadas : 6 exemplares de grain-
malicas portugue/as por Monte-Verde, ultima edi-
co ; 6 exemplares de compendio de aritlimetica
por Avila ; 6 pautas ; 6 exemplares de traslados ;
6 libras de areia prela.
Meio batalhao da Parahyba do Norte.
6 resmas de papel almaco ; 2 caivetes 6 gar-
rofas delinta preta de escrever ; 6 pautas.
Para a fortaleza dos Santos Res Magos do Rio
Grande do Norte.
1 bandeira imperial grande de flele ; 2 ditas
ditas pequeas de dilo.
Para a colonia militar de Pimenteiras.
6 resmas de papel almaco ; 4 quarteiroes do
peonas de ganco ; 2 caivetes; 2 duzias de la-
pis ; 6 garrafas de tinta preta do escrever ; 20
exemplares de colleees de cartas ; 20 exempla-
res de tabeadas; 6 exemplares de grammati-
cas porliiguezas adoptada ltimamente paralas au-
las ; 20 compendios de ariihmelca por Collaco ;
20 colleees de compendio para uso das aulas de
de primeiras letras, ultima edico.
Para o arsenal de guerra.
100 libras de relias estearinas
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em caria fechada na secrelaria do
conselho as 10 horas da manha do dia 21 do
coirente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 de
selembro de 1860.
Lento ios Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela adminislraco do correio desta pro-
vincia se faz publico, "que no dia 20 do correnle.
pelas 3 horas da tardo em ponto, fechar-se-hao
as malas que deve conduzir o vapor~ cosleirc
Persinunga com desliuo Tamandar e pro-
vincia de Macei.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
uovo banco de Pernambuco para virern
receber o quinto dividendo de 9# por
acedo, dodia 10 de setembro em diante.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico, que no ultimo do prsenle mez finalisa-
se o trimestre addicional do anno financeiro de
1859 a 1860 ; devendo por conseguinte os conec-
tados que se achnm em debito, do imposto da
decima e mais imposto; que se arrecadam por
esta mesa, mandem saldar seus dbitos, allm de
que nao sejant juizados. Mese do consulado pro-
vincial, 13 de setembro de 1860.No impedi-
mento do administrador, Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Silva.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
CONCERT
Vocal e instrumental
so
PALACETE DA RITA DA PRA1A.
Quinta-fcin, 20 de setembro.
EM BENEFICIO DO MAESTRO
Francisco Santini.
O beneficiado agradece desde j a Sra. Rru-
cioni e ao Sr. BaccigaLupi o inapreciavel obse-
quio que Ihe faiem a tomar parte este concert.
Aproveita a opportunidade para significar tam-
bera o seu agradecimento sincero a lodas as pes-
soas que se dignarcm de abrlhanlar o seu bene-
ficio.
O bim gosto e proverbial bondade da lodos os.
desta provincia para com os artistas, Ihe fazem
esperar um numeroso concurso.
Os programmas serio dispensados na mesmas
noite a porta do palacete.
A venda dos bilheles ser na ra Nova no de-
posito de piados de Joao Paulo Wogeley n. 27, e
na noite de concert porta do palacete
v


(4)
THEATRO DE S. ISABEL.
COMPANHIi LRICA DE G.MARINANGELI
Quita reir 20 de setembro
recita da assignatura e 42 para os camarotes de primeira serie
resentar-se ha a grande opera era tres acios de Donizelti:
DIARIO PE PERSAMCTflO. QUINTA FETRA 23.
Repre
Osbilheles vendem-se como de costuroe.
Principiar as 8 horas.
N. B. Quanlo antes execular-se-hs agrande opera aparatosa doelebre
Rosini, minutadas
tio depositar o da mam tullida oe An-
tonio Jacintho Pacheco, o agente Ca-
margofara'leilao ios gneros e arma-
cao pertencentes a mesma taberna na
ra Imperial n. 43, na travessa do bec-
co do Lima as 11 horas era ponto
DE SETEMBRO DE 1860.
Avisos diversos.
Milita altenco.
Precisa-so alugar um qnarto con a entrada
independente, nos bairros de Santo Antonio e S.
o
o'n ''46U*V UVer' dirija"se a rua d0 Queima-
w7,^!UgVse.uma excpl|enlo casa na Capunga
m2!'h2 r f,Ca fronleira 4 Propriedade do Dr Pe-
h.nL? .rmo' lem muil boas coramodidades,
", i err8?0 nos dous oiles- "ores e aco-
res do frncto : qeni a pretender, dirija-
- cnptor.o da ru da Cadeia do Recife
abaixo assignado na qualiade andar ni""
se o es-
primeiro
SE1RAMIDE
Sendo protogonista a senhora Beltramini.
THEATRO
SEXTA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 1860.
GRANDE CONCERT
Vocal e instrumentas.
HADO ron
MARTIN SIMONSEN,
HabequistaSoloDe S. M. o Itci de
Dinamarca.
Logo que S. Exc. oSr. presidente da provincia
principio o espec-
que se faz raister terminar e ^d^ n^f^^Z^^o^^l^
sociedade que exista no boteqim e ca- ro de Santo Aoionio.
sa de pasto da rua larga do Rosario, ro- (T v\ r, A r^
comraendador ga todas a8 Pf088 que *e julgarem 1> credoras quer da sociedade, qur par- Precisa-se do um escravo de 12 a 16 annos
ticularmenle do testador, de apresen- iit?iu2if 'V "?*& -ja fle o
tareu, suas cortas ao raesmo alJ:TJ ~ ^
signado no prazo de 8 dias, assim como f*JL* cn!rerc'al. que comprou ao Sr. Jlo
sao rogados todos os devedores de pa- ^f^&ll^eS:;-^e^l
garem as suas contas na mesma casa do I }? onus ; porm se alguem*se julgar cre-
estabelecimento ao socio Antonio Ben- 2!12,JS?>, Jaf"vscnle a conta na dita la-
de 18oO.Jos Pedro de Alcntara. f5ue,,ra a lralar n rua do Queimado n. 53 loia
; de ferragens. J
n.7T Preclsa-so de urna ama forra ou captiva
ru dVr^,iCA dS"ra c"-de pouca ami,,a : na
@ rua da Cruz do Rec.fe o. 52, primeiro andar.
REAL COMPANIIIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Hilford liaren, espera-sc da Europa
de 18 a 20 do corrente e dr-pois da demota do cos-
tume seguir para os pnrtos do sul, para passa-
gens ele tiala-se com os agentes Tasso limaos.
COWPANHIABRASILEIRA
se dignar
taculo.
apparecer, dar
DE
(Bellini)
PROGRAMMA.
Primeira parte.
1. Ouverlura pela orchestro.
-Grande aria da opoia I Purilani
cantada por madama Fanny Simonsen.
3.Fantasa pura piano sobre themas de Lu-
cia di I.amraermuor (Tlialberg), executada por el
Sr. Frederico Lcmeke.
4.Recordaces de Bellini. Fantasa para ra-
bera (Arlo!) execulada por Martin Simonsen.
Segunda paite.
5.Ouverlura pola orchestra.
0.Ralada Iogleza : Kalhleon Mavourncen
(Crougli).Ralada Alleinia: Das Siandchcn Se-
renata (Schubert), carnada por madama Simonsen.
7. O Passaro na Arvore (L'oiseau sur Partir]
Rondo burlesco, composlo e execulado por Mar-
tin Simonsen.
8 "Grande aria da opera Lucia di Lammcr-
moor (Donizelti), cantada por madama Faunv
Simonsen. J
9." Ir.troduco e Variarles sobro
la Pilha do Regiment, cmpostas c
por Marlin Simonsen.
Terceira parte.
10.Ouvertura pela orchestra.
11."-Valsa brilhantc para piano (Schulhofi)
t-xecuiaoo por Sr. Frederico Lrmekc.
12 "--Grande cavatina da Travala (Verdi) can-
tada por madama Fanny Simonsen.
13. Andante Spianato (Ernsl) e o Carnaval
de veneza (Paganini), exeeulados por Marlin Si-
monsen.
O Sr. Frederico Lemeko se presta benvola-
mente a obsequiar ao concertista.
O concert comear as 8 horas.
A VAPOR.
m O Sr. Tobia Pen, artista italiano, pro- &
m tende dedicar-se ao ensino de piano e de 2
canto : as pessoas eos pas de familia que 2
@ quizerem ulilis.ir-se com o sen presumo, 2
W P'idera procura-lo na rua de Santa Isabel *
n. 9 para tratarem com o mesmo senhor }
W 'luo ser rnui razoavel nos seus aiu'tes. <
Para engommar.
Recebe-se roupa
Dorias n. 33.
para eDgommar na rua de
DA
O vapor Paran, commandanlc Jos Leopoldo
do V.r.inha T.irresao, espera-se dos portos do do 5r. Ricardo Kirk,
sul al o da 20 do corrente mez, miando devo lo. *""
seguir para Parahiba, Natal, Ccar, Marai.hao e
Recebe-se desde j passageiros c engaja-sc a
carsa c encommendas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada cora aniecedencia al
"espera de sua chegada : agencia roa da
n. I. escriptonode Aznvedo tS; Mendes
Oabaixo assignado,
Facultativo pela academia imperial de
medicina, medico cirurgica desta
corle:
Atiesto que sendo chamado para lralar da me-
nina I). Erama Cook. de 10 anuos de idade, lilha
ua sra. D. Elisa Cook, moradora na rua dos
Quarleis n 7. em sao ChristovSo.
Notei que solTria de hepatile (vulgo inflamma-
cao de Rgado), c que em dalas anteriores se ha-
via submettido s medicaroes, por facultativos
aconselhadas, sem obter salisfalorio resultado,
fc., aconsslhando cu o uso das chapan medicinaes ', ieV'n
irk, escriptono na rua do Parlo
il, em menos de dous mezes vi-a peil'eila- Darie
mente reslabelecida dessa enfermidade, o.ie oor S"l,e,da.P.ri.m.?'r3.loLeria. do "llegio de I
soninvDi
Recreio Litterario e Be-
neicente
Quinta-feira 20 do corrente. as 9 horas da ma-
nhaa, haver sesso do conselho director, a qual
*hM h.r8S- "aver dePis sessao1 da
assembla geral Os socios que/ao comparece-
rernssessoesflcarao incursos no 6 2. do art
38 dos estatuios que regem a sociedade.
Secretaria da sociedade Recre.o Litterario e
BenoRcente 17 de selembro de 1860
Sesestns Silvio de Moraes Sarment
Domingos Ollero de Carvalho, subdito hes-
panho relua-se para o Rio de Janeiro
Aluga-se um raulalioho de 16 nnnos nro-
pno para qualqucr mandado, e urna escravaPque
cozmha o diario : na rua da Praia n. 35, primei-
ro andar. f'iuhi
Offerece-so urna mulher idosa que cose e
faz renda, para casa de pouca familia a tratar
na Soledade, casa do Sr. Francisco Maciel de
OOUZS.
Aluga-se una casa na ilha do Retiro, sendo
a ultima que Dea ao lado do sul, com boas
commodacoes para familia, quintal
Xarope
JDO
@os@u
ac-
ca-
No escriplorio de Guilherme Carvalho & C
rua do Vinario n. 17.
Para conheciraentu do publico transcrevemos o
aeguinte como prova do verdadeiro xarop" do
bosque, bem conhecido pelas innumeraveis cu
ras, cxpecialmente para todas as molestias do
orgaos pulmonares. s
Attenco.
Osi abaixo assignados. successores do A. C Ya-
tes & C. ex-proprietarios do xarope do bosaue
d ante Rzeram mudanca nos lelreiros o envolto-
rios das garrafas e meias garrafas, e:n conse
quencia da grande falsiflc.cao que algumas Des-
suas.se,n sentiraentos o bem conhecidas dos
envoltorio
propietarios f.izera nesta cdrle.
cimba e banho na porta. eC:. o lugarT^^1 \ ^ Sm'emb'u "'* C,,0Cad
cido e rccommendavel pela sua posieo alezre l -'""- --
porficarao lado da ponte da Passagem e ser
mu fresco : quem pretender, pode enle'nder-se
com Luir Manuel Rodrigues Valeoca em "asa do
sua morada, casa ao norte da fabrica
beira do rio.
a
Cruz
Para o Rio Grande do Sul
sahir dentro desles poucos dias o patacho na-
cional Arapehy, por ter quasl toda a carga
Piompta : para o restante do erregamenlo co-
Irala-secom Manuel Ignacio de Oliveira & Pilho
na prara do Corpo Sanio, ou com o
mesmo, a bordo.
Vende-se o hiate Santa Rita, construido
na dous annos, de excellenles madeiras, pregado
e encavilhado de ferro e pao, e forrado de cobre
lia um anuo : para ver, defrnnio do caes do Ra-
mos, para tratar, na rua da Madre do Dos n. 2.
mullos annos resistir applicacao do mai's en'er
gico tratamenlo.
E porque me fosse este pedido, o seia verda-
de, passe o prsenle e firmei.Dr. Joaquim Jos
Cardosode Siqueira Amazonas.
Rio de Janeiro 28 de dezembro de 1855.
i Atleslo que tendo applicado as chapas medi-
! cinaes do Sr. Ricardo Kirk, com escriplorio na
; rua do Parlo n. 119,dellas tonho obtido vanlagens
mmensas, mormenle as inflmmacdes do tito-
\ mejo, figado, har.o, ele. ; ainda que'sua eflieacia
i se calenda as lesees de oulros orgaos, todava
capilao do de indispulavel mrito para os casos spra apon-
lados, e bem depressa se senlirao
da verdado.
E porque me fosse pedido, passei
mei.Dr. Joaquim Jos Cardoso de
mazonas.
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se achara venda lodos os dias no es-
criplorio das mesmaslolerias na rua do Impera-
dor n 36,e as casas commissionadas pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praca da Indepencia ns. 1 e
. HA. ^ 0" & das 8 horas da manhaa
- nL,0 h, de,S "lhe,esemeios Primeira
pentiia parte da primeira lotera do collcio de N S
Hner! f? CoMe,!f0 i'0 Recif. *^ rSd.. demio
andar imprclenvelraente no da 22 do corrente
em abono
este e lir-
Siqucira A-
Theeooraria das loteras 25de agosto de 1860
O esenvuo, J. SI. da Cruz.
Precisase de urna ama para tra-
tar de dous meninos que andam na es-
cola, porm que saiba lavar e engom-
mar para tratar da roupa dos mesmos :
na rua da Madre de Dos n. 36,
metro andar.
T P,r.ecisa-se al,|Zar <"na ama de leite, forra
mi captiva ; na rua do hospicio sobrado da esqui-
na da rua do Carnario.
ao senhor do
sua morada Jos Borges. livre e desonerada de lod,
pn-
molvos de
executadas
Leudes.
Rio de Janeiro 27 de Janeiro do 1856. .
Reconhecida verdadeira a assignatura supra
nclo labelhao Manocl Hilario Pires Ferro.)
recompensa.
Os
PRECOS.
Camarotes de ordem
2a
3'1 t
Cadeiras
Pialas
bilhelcs acham-se venda
otel Inglez, onde se acha
da do concert no (heatro.
153
20;}
10
5*
desde hoje no
o Sr. Simonsen e no
Avisos martimos.
Para o
O hiate (Santa Rita
Aracaty
recebe carga : trala-se
nSo S ,rma rua da Madre de Deos nu_
Para o Ass.
XEIjLA
CommerciaL
Quinta fcira 20 do corrente.
Aniones autorissdo pelo Exm. Sr. Dr juiz es-
pecial do eommercio, a requerimentd dos depo-
s anos da massa fallida de Ignacio Ferreira da
Silva Lopes, far leilfio no dia cima designado
da parle do sobrado n. 12 da rua de Hortas, as-
sim como da armaco, miudezas o dividas dalo-
ja da travessa do Livramenlo
aquelle fallido.
Principiar as 11
Na estrada de Ponte de Ucha pela Soledade
aie o bairro de Santo Antonio perdeu-se uns au-
Marcelino de Souza Percira de Brito.
Cleto da Cosa Campello.
Jos Alves de Monte Raso.
J.oao Alves de Oliveira.
Manoel Jos Ferreira.
Miguel Estevea Alvos.
Antonio de Albuquerquc Marauho.
Francisco Jos da Costa.
Precisa-se de urna ama para cozinhar
duas pessoas : na rua de Apollo n. 7, sobrad'nho
por cima de um armazem de assucar.
quem o achou
candadede os restituir, venha esta lypographia
que sera generosamente recompensado.
para
Altcnca^.
que pertenceu a
horas era ponto.
LEILAO
ta-se na rua do Vivario n. 5.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidade o hiate Gralido
por ja ter a maior parte da carga prompta ; para
o resto o rassageiros, trala-se no Passcio Publico
U, ou na rua do Codorniz n. 5, com Pereira &
Segu em poucos dias o hia.e Camaragbe c- IJSL^*0 ^ C1** -
forrado e pregado de cobre, por j ter parle de "Golden Horn, arribada a esle
urogamenlo para o resto e passageiios ta- PrtO por forra maior consip-natarios
Henry Porster & C., fara' leilao por n-
tervencao do agente Hyppolito da Silva
em presenca do cnsul dos Estados-Uni-
dos e por conta e risco de quem perten-
cer de cerca de 500 saceos com arroz a-
, variado: quinta-feira 20 do crrente as
+?^^7!Stt! raseraponto no armazera a,fan-
suZIT da-CadSia d I,Pcife- escriplorio 3e
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Porto por Lisboa.
Vaisahir com brevidade para o Porlo com es-
cala por Lisboa, o br.sue portuguez Promptido
u" essu saass sjs.* PRIMEI-
ros, para os quaes tem excellenles
Irata-se com Eli.-.s Jos dos Santos
C, na rua da Madrtde Deos n. 32
pilo.
e passagei-
com modos,
Andrade
ou com o ca-
Maranhao ePar.
Segu com brevidade o hiate nacional Aocoes
Horas em ponto no armazem
degado do Sr. barao do Livrament no
Forte do Mattos.
LILAO
CommerciaL
Sabbado 22 do corrente.
Vende-so um caixao proprio para padaria ou
reuuacao : no pateo do Tero n. 14.
Os abaixo assignados azem scienlo ao res-
peitavel publico e ao corpo do comiflercio, que
amigavelmenle desenvolveram a sociedade que
linnam na taberna n. 14 do paleo do Terco, que
gyrava na razao do Francisco de Oliveira* Jnior
& C, Picando todoi archivo a cargo de Francisco
do.nlivpira J"nior- Recif,-, 18 de selembro de
1860.Francisco de Oliveira Jnior. Jadntho
Raposo de Almeida.
SOCIEDADE
IUSTITUTO PIOELITTEMIO
De ordem do Sr. presidente faz-so publico que
domingo, 33 do corrente, s 7 hars da noile
lera lugar no palacete da roa da Praia
magna em anniversario da installac
Instituto ; bem como as 10 hor
convento dos religiosos Carmeli Bia a 11S- ,
sa que se lem de celebrar ao padroeiro da mes- i ,.'? gua correnl o o espaco que alli
convidados lodos I lEE?110. <1Ue Se e,0Te nnmero dos co"-
a 808880
O Ihesoure.ro das loteras em consequencia
da aulonsacao que Ihc foi dada pelo Exm. Sr.
presidente da provincia pelo officio abaixo trans-
, cruio, declara quo a extraccio da primeira parle
da primeira lotera docollegio de Vosea Senhora
do Romi Convelbo desla cidado Oca transferida
para o da 22 do presente mez, visto como em
consequencia do processo dat cleiroes nao pode
ler lugar s extracrao da diia loler'ia no dia 12
oeste mesmo mez como eslava aununciada
OFFICIO.
11, scc?.a.0-P>cio do governo de Pernam-
buco em 10 de solembro de 1800. Altendendo
aoque representou Vmc em seu oflicio de hoie
o autonso a espacar para o dia 22 do tmala
extraccao da primeira parle da primeira lotera
do collegio do Rom Consolho desta cidade.
Deos guarde a VmcAmbrozio Leilao da Cu-
l'f'Mnri ,l'e1s,'ureiro "* loteras. Thesouraria
das loteras ll de selembro de 1860.
Laboratorio de lavagem.
Este estabelecimento que comecou a funecio-
do gaz na
- Aluga-se urna pequea me-agua com 2
quartos. s.la a boira do rio, as casas que licam
ao norte da fabrica do gaz : a lralar no mesm
i.7 A1"8a se um escravo para serreos domes-
ticos : na rua do Cabug u. 8, lo|a.
7 tPrecisa-se de,. u,na s,"a cozinhera para
casado pouca familia : na rua da Cruz n. 15 ae-
gundo andar. SL
Jos Maria Marques faz ver ao resceitavel
publico, que por havec outros de igual 2
assign.ndo-se da data deste em dtanto por Jos
Mana de Mesquila Marques. V
Os abaixo assignados dizem
numero 3 da rua do Crespo, que
no becco do porto das canoas n.
nao lorem negocio
rcm no caso contrario os pode i
SOCIEDADF
INIAO BEiVEFICEiVTE
_ DOS
ARTISTAS SELLEIROS
? Pernainbueo.
,,\Lrl? m d0Jr Presidento convido aos se-
de a^elnblf CC'V,S.para sessa ^traordina-
\r?ieStr1C,,So|;io!;1oSUded',lle U,,iao Beneficente dos
bro de 1860 p""ambuco 18 de setem-
Auspico Antonio de Abren Guimaracs.
...... 1. secrelario,
desTeli,'ncV03S"nnd0 d"laraqe nesla dala
Antonio Cosario Morcira Das.
Sociedade
Ortodoxa Litteraria
Caridade.
aorsL0hdredn0prOTedor das. scientifico
rente h\LVCI-S qU 1 J''la-'-i". 20 do cor-
SaVfi^Ti^ extraordinaria de assembla
8 hh,.,,or,1?d','arde. no logar do costme.
..X?^ i3 S0S,edade Ortodoxa Lute-
rana Amor a Candado 18 de setembro de. 1860
Manoel Francisco de Rarros Reg.
Escrivo.
S. Marlin vai ao Porlo Calvo ou Alagoas
vo"7a? ixo ,8s,*nado faz c>>le ao respeita-
mintaT..!0 c1or,mercl, qe tendo amigavel-
menle desapartado a sociedade que linha na li-
berna sita a.raz da mstria de Roa-Vista n 27
que gyrava sobre a (Irma de Fonscca & Rraz ti-'
cando todo o arlivoe --- '
as garrafas
e letras da mesma cor, o di>
e amarello com letras edr de rosa aa
meias garrafas tem o le.reiro enllocado' "'xo
ZuaZ 6BmV lelras da raosma '.
voliono verde cqra emblema e lelras
o do eli-
da mes-
pjswsssatssisnados pei *****
C.. 40 na do Hospicio Rio de Janeiro \a
do bosque 40 rua do Hospicio.
As garrafas c meias garrafas sao de
cor esverdiada. O deposite sera
Hospicio n. 40, Rio de JaneirS
l.JTi Lu!'.Caural d Medeiros declara ao reanei-
^rs^iasarrTsu*
ii
aropo
vidro do
na rua do
Amor a
prazo de ires dias. lindos
de assucar. robusto e trabalhador, e de poca fa
milia ou com ella, e que saiba mandar ,en rigor"
quem qo.zer ernpre2ar-se nesse servco, procuro
oSr commendddor Manoel Goncalves da Silva
nesta Praca, que lera de informar* qual o enge-
nho e seu propr.etario, certo do que preench?n-
io o seu eraprego no campo aerbera^pagof.
JMa rua Imperial n, 10:]
se dir quera
nhores.
d dinhiro a premio sobre
pe-
passivo ao socio Rraz, e Pi-
cando o socio Fouseca desouerado de todos os
SCBS,nCpM' eTareSad0 ds mesmos o
socio Rraz.Ionseca Rraz.
ASS0CIAA0
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipaco dos Gaplivos.
Domingo 23 do corrente, as 11 horas da mi
nhaa bavera sessao ex.raordinaria da a seml
geral da mesma sociedade, espera portento o Si-
Pdenle o eompwedSoiTZ^t^ a?:
KtabaS! Assoi'ar' de Soccorroa Mutuos
.n,"J&3,,c,pa-a0 dos Cal"vos 18 de selem-
bro de 1860.
Albino de Jess Randeira,
1." secretario
ASSOCUJAO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Sao convidados ossenhores socios para se rcu-
*IT e"^^,;Sembli, gernl' inU-fei 20 do cor-
i9Sirb?od^S5odes -&
Bernardlno do Senua Ribeiro,
1. secrelario.
publica.

talleci do mesmo S2LJm? b.anhos d0 pateo do Carmo, vai ser
ras da manhaa, no ; _,'!,.. dia 'f d? "mnle para o sitio dos
itas haver a mis- ?U",'!IT"?.CSlrada do Arraial-
Antuues autonsado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do eommercio a r querimento dos depo-
sitarios da massa fallida do Joaquim da Costa
ata, fara leilao no da cima designado das fer-
ragens edividaa da luja n. 41, que pertenceu
aquelle finado, assim como da melade do terreno
e otaria no lugar da Torre e de urna casa com
: terreno a margen do rio no lugar dos Remedios.
i-^2J?.dM?.re8*nle.*"nn%8r Inprele-! eV Qe' "rerSaS d'1r
?uA a,8Cie P"saSeiros. "-se com Jcao Fran-
n6 .d HVaeS> n ,arg d0 CorP S-nlo
?;- %? gA dar ou com caP'lao Joaquim
Jos Mendes, no trapiche do algodao.
Aracaty.
rivclraente o hiate Duvidoso ; par,
carga, trata-se com Gurgel Irmaos, em se" es-
cr.ptono rua da Cadeia do Recife, primeiro an-
Aracaty.
porto seguir brcvimenle o hiale
i o restante da carga, trata-se
rua da Cadeia do Recife n.
Para esle
Ba ha la cao ;
com Gurgel Irmaos,
:ft, primeiro andar.
A barcaca Idalina, que se acha no trapi-
cho do algodao, j com alguma carga, segu para
a Parthyba : quem pretender nella embarcar al- ,
?uns gneros, dirija-se aquelle lugar, que encon-!
inri com quem lralar.
annunciante em
armzem na rua do Imperador n. 75. dando
princiPI0 ao leilao s 11 horas em poni.
LEILAO
REAL COMPANHIA
Aoglo-Luso-Brasileira.
O vapor Jason espera-sedo Rio de Janeiroe
Dahia ateo da 21 do correle e seguir para a
turopa depois da demora costumada. Os precos
Jas passagenseslo nodifleados, sendo os or-
eos acluaes de r
l'classe 2a classe 3aclasse
Para Liverpool 35
Lisboa 2
3. Vicente > 1
j 29 & 16
22 12
18 7
Sexta-feira 21 do corrente.
O agente Costa Carvalho fara' leilao
em seu armazem na rua da Cruz n. 9,
de varios objectos de marcineiria de
apurado gosto, as 11 horas em ponto.
ma sociedade, para o que sao
os socios elTecltvos, honorarios o corresponden-
tes ; sendo a notar que as carias dirigidas em
especial daro entrada para a sesso a noite.
Secretaria do Inslituto Po e Litterario aos 19
de selembro de 1860.
Altino Rodrigues Pimenla,
1." secretario.
Na rua Augusla n. 39 ha urna pessoa com
quem se lala arranjar comida para fra, para ca-
sa de homem solteiro ou mesmo de familia.
Alnga-se um grande armazem na rua da
Cruz n. 29com sabida para a rua dos Tanoeiros
a tratar no paleo de S. Pedro n. 6.
Guimares Villar
crrenles, previnc-se as pessoas que esperavar
por esta transferencia, que poden mandar as
Isoas roupas para serem lavadas, embora nao te-
man anda ebegado as inaiores machinas movi-
das a vapor, quei satisfarn ectao completamente
; as necessidades desta capital e seus arrabaldes
A casa de banhos continuar a ser o doposilo
: de recepcao e entrega das roupas da capital e no
sino dos-Ruriiis-se receber e entregar as
i dos arrabaldes.
As vanlagens presentes sao : boa lavagem em
, la .lias, garanta das pecas e precoti muilo razoa8
veis. As fucluras serao : boa lavagem em -
i comimdran,ld8S SC,Upre as peSas e Pres ,1,uil
inT Al,!5a-se urna casa no lugarjde Apipucos,
| toda envidracada, com 2 gabinetes, 3 salas e 6
quartos, com cozinh.1 grande, estribara para 6

se-
4.-
Transmissao do fluido de braco braco
quintas o domingos, no torrean da .lfaX-a I
nos; sabbados alo s 11 horas da manhaa na r'e!
Hr rt Lh CH0rT'SSar0 vanador. segundo in-
dar do sobrado da rua eslreita do Rosario n. 30
~a a '"nlea da Ordem, moradores
na cidade de Ohnda, queiran mandar "cebe? na
dfsDuas aSSa.lT*n' Cdade S Carcs
SS-SSS""*1 naS,er5aS e8e"'a^iras
d" i'enleu-f 'da rua do Queimado rua
UrhA.oTJ d'lh' Pela "*" Nov al Po'""
UO del; nc''f',ra','ma P"lscira de onroeanal-
do e^.f, i' CUr' com l.re' "manes, queren-
d" '?," U'" a- 'luem acho. queira enirega-U
na roa do Crespo na lo a que foi de Xisto Vieira
Coelho, ao virar para S. Francisco,
recompensado.
arga
Ponte do
>, quo ser bem
Prata.
com loja de fazenaas Tinas na rua do Crespo nu- I cavallo>. cocheira. e 2 qurtos para criados com
jublico que!pm1uln'al murad0 .Para galinhas, junto ao rio
mero 17, parlicipam >ae respeilavel i
tecm excellenles machihas de costura, dos nie- tjap"jar,De- com caPi,a Pra 3 cavalls :
inores autores de New-York, as quaes vendem Pretender- Uw com o tenente-coronel Vilella
por pre?os muilo mais em conta do que aquellos
porque se leera vendido em outras casas.
Perdeu se honlcra pela manhaa na chegada do
caminho de ferro na estagao das Cinco Ponas,
no porlao da sabida, um pequeo embrulho com
algumas a gallas : quen as achou, qnerendo res-
>pm n Jd'"J'1-se a rua da Cnz do Recife, arma-
zem n. 14, que ser recompensado.
Attenco.
Jos Maria Marques, empregado
Aluga-sepor um cont de reis (
segundo e terceiro andar do sobrado n.
65 da rua Nova, os quaes alera de terem
ptimos commodos achara.se assciados.
O Sr. que morou na rua das La-
rangeiras e que annunciou concertar
pianos, queira ter a bondade de
recer m rua larga do Rosario,
zem de louca
rada
pois ignora se a
appa-
arma-
sua mo-
H O r. Cosme de Sa'Pe eir daT"
S consultas medicas em seu escrip-
g torio, no barrodo Recife, rua
M da Cruz n. 53, todos osdias.me-
g nos nos domingos, desde as 6
horas at as 10 da manhaa, s-
breos segu rites pontos
i.* Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coracao e de
peito ;
o.- Molestias dos orgacs da
racao e do anus ;
Praticara' toda- e qualquer
operacSo que julg.r conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O exame das pessoafque o con-
sultarem sera' feito indstincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aqueles que por
motivo justo obtiverem hora
|K marcada para este fin.
Sisee en ^mm-smm&m mws
Retratos
em carines de visita como se!
usa era Pars. Os 100 por
E o retrato o mnis econmico que se podeob-
ler e o mais proprio para dar de raimo aos p-
renles o amibos, podendo ser remcilido coran.o-
damente dentro de urna carta. Estes retratos
nao obstante suas pequeas diraenses. repre-
sentara a pessoa de figura inteira com o maior
apuro nos detalhes, sao a mais propria recordaco
de todas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos ,
em colleccao poderao servir para formar um ele-, f.ommar. Pra casa de pouca familia : n
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-se lodos ; HosP,cl 31. ao
os dase con qualquer lempo, no inslituto pho- Ttn
WS
i aga-so i ouin
haixa : na
Francisco
armazem de
O abaixo assignado faz. ver ao Sr
Marques, arrematante do consumo da
le, que deixa de a
por melhor preco do que
qualquer parte, prats de Ic'i, fina ou
rua larga do Rosario, loia n. 25. de
Comes de Mallos Jnior, junio ao
loura.
Luiz Jos
aguarden-
o da rua da Santa^^rdo ^*f Knr:
reld. Sur00* aDn **-!* "
A mesa regedora da irraan-
dade do Divino Espirito
Santo,
tatSff^*' cm Pr0fissa<> solemne, no
d a do correle a milagrosa imaero do o
nhor Rom Jess dos Pobrel Amiclos.^ne se ach
era deposito na igreja do Divino Espiriio sniS
en, regresso para a sua igreja de 8. Gonc.fo pedo
a todos os senhores que cumparecan n
-greja. pelas 3 horas da tarde. nS aogJdi "di. o
especialmente aos que ten opas em aru poder
- Precisa-se de urna ama para connhir e en!
Urna taberna.
Sabbado 22 do corrente.
Por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz
especial do coiamercio, a requerimento
-.-rio de Pernambuco de
hojo 19 do crreme mez ; pede oulro simao ver-
dadeiro autor, o obsequio de se tornar mais ex-
plcito, para evitar nuiproono, como ja ".
Attenco.
Thomaz Reide, subdito inglez, retira-se para
fura do imperio.
Araanha at as 10 horas do dia, haver
corren particular para as segumlas partes ; Ta-
caralu Lncury, Igreja Nova^, Ex, Cralo, Pajeo',
Parahiba ; os pretondentes podem procurar u
casa do Sr. Gouveia da rua do Queimado.
ORerece-se urna mulher de meia idade e
de boa conducta para ama interna de homem
solteiro ou casa de pouca familia :
Aragao n. 1 j ou 8.
Precisa-se de una ama
rua dos Pescadores n. 1-3.
na rua do
para cozinhar: na
I Aviso. I
$) O Dr Joao Pedro Maduro da Fonseca S
miidou a sua residencia para a rua da Ca- *
m lea do Hecjfc n. 52,seguudo andar, oon- 1
9 de se presta ao servigo tanlo de medicina I
@ como de cirurgia o das 9 para s 10 horas 2
J?i.a]lh8-?lmPre enconirarao em casa.
bem preparada, na qual se traba)ha~em
obras finas, bom porto de embarque, e Oca iunlo
daesUcao : quem pretender dirija-se travessa
do arsenal de guerra n. 1. armazem de carne
que ah se ensinar o sitio ese dir
ha de tratar.
com quem
serao patentes a quera pretender, so oTerece a
exercer o mesmo lugar, ou como caixeiro de rua
em umaoulra caso ; sobre sua capacidade e si-
zudez d, alera de outras pessoas, o seu actual
patrao, como garante ; quem precisar, dira-se
oja do Sr. Figveuoa em caria fechada com
nucaos B. C.
as
lographico de Slahl & C. lelralos de S. II o
Imperador, rua da Imperalriz.
Roga-se a todas as pessoas que tem penho-
res era poder da abaixo assignada. tenham a bon-
dade de vir resgata-los no prazo de 8 dias do
contrario terao de ver seus nomes publicados por
este jornal e o lempo que j de vencidos, e nao
aliendendo a esle reclamo, serao os dilos penho-
res vendidos para pagamento do principal e juros-
e caso nao chegue, sero seus donos intimados'
pelo restante. Recife 18 de selembro de 1860
Anna Durao.
Os abaixo assignados faien scienle ao res-
peilavel publico e especialmente ao corpo do
eommercio, quo dissolveram de commum accor-
do a sociedade que linhan na loia de ferragens
sita na rua da Cadeia do Recife n. 53, cuja liqui-
dacao e responsabilidade do activo e passivo fica
pertencendo a Jos Alves Fernandes, como do
dislrato de sociedade feito e assignado nesla data.
Recife 15 de setembro de 1860.
Jos Alves Fernandea.
Jos Feliciano Pereiralle Lira.
Aluga-se no lugar dos Arrombados, em 0-
inda, um excellento sobrado com excellente quin-
tal para plantsco de capim ou verduras, cuja
casa tem muitos commodos e perio dos banhos
estes a escolher, de agua doce, salgada ou mis-
turada : quem a pretender, entenda-se com seu
pioprielano Jos Antuoes Guimares, na rua de
Apollo, armazem do Sr. Rarbosa.
Precisa-se alugar um moleque de
15 ate 20 annos: na rua da Cruz n. 17.
== Manoel de Benevides, subdito
vai ao Rio de Janeiro e leva em
sua mulher.
ga-se
ao Sr. Trajano Carnciro Leal o favor de diriair-so
nLd0 Cres^-n--17. 'oja de Guimares viib?
a negocio que nao ignora. riuc
mTePf1C0S;1;Se d Uma ama 1"e saiba ngom-
m.u e quo compre, para uma casa de ooura fa-
milia i na rua da Seoaala Nova n \\ P
doul anda8ri;.;SeACr', 67 "a rua Imperial, com
uous andares e solao : quen a pretender nodo
dmgir-se rua da Aurora n. 16 Apreienaer P0da
Z "ntLda Silva Boa-Visia toga & seu= de-
a.rdnrnSmVbS0',UOde Vrem sald" us debidot
ale o fim do corrente mez, cer.os de que dessa
promover a cobranca judicial-
daia em diante
mente.
JUMM^ilIHH
portuguez,
sua companhia
Precisa-se de um molecote que entendade
coznha e comprar na rua
a. 14, segundo andar.
na rua do Vigaro
No sitio dos Buritis
no Arraial,
Recebe-se a roupa nos dias 1, 2 e 3-15,16 o
nias a?6 17epZi8en're,8a-Se a d03 ,res Pairos
nas a 16. 17 e 18 e a dos tres segundos no ulti-
mo do mez e nos dias 1 e 2 do seguinte
Repele-se esle aviso para que nao continu a
injust.ca de se querer obter roupa lavada e en-
gomnada as datas eslabelecidas para a entren
ZZ0sTJaZTl(: recebaa no sa
Se a boa orden foi senpro til en todas as
sCereS,ie1nrta10adm,rarl que nesle l-borstorio el I
seja exigida para que tanben nellc
possa con-
r


DIARIO DE PERSAMBPCO. QUINTA FEIRA 20 DE SETEMBRO DE 1860.
AmaJ
Precisa-se de urna mulhpr forra ou escrava,
que nao Icnha filhos para servir era casa do pou-
ca familia, em todo o servico de portas a dentro,
e c que saina rngomniar bsm e cozinhar : na ra
de Queimado n. 39, li'ja de fazendas.
A mesa regedora da irmandade de N. S.
do Livramenlo, oonvida a todos os irmaos da
mesma irmandade, para urna grande reunio em
mesa geral, no dia 20 do corrento as cinco horas
da Urdo no consistorio da irmandade; afim do
se tratar de umobjeclo da grande monta ; assim
..como faz saber ao respeitavel publico que a fes-
la de N. S. do Livramento foi transferida para o
da 28 de oulubro do 1860.
Alng=i-se o segundo andar do sobrado n. 5
da na do Vigario : quein o pretender dirija-se
ao armazern do mesmo.
Prerisn-se de una ama (cora preferencia
escrava), que saiba fazer com perfeigo oservico
interno e externo de urna casa de pouea familia,
*e nao se olha preco : na ra da Santa Cruz n. 28
ou na ra de S. Goncalo n. 14.
Precisa-se fallar aos herdeiros de D. Maria
lli^reza de Jess, a negocio sobre a casa da ra
do Nogneira n. 14 ; a tratar no Hecife, na tra-
vessa da Madre de Dos n. 18, ou declare sua
morada para ser procurado.
Da-so dinheiro a juros sobre penhores de
.ouroou prata: na ra do Rosario da Boa-Vista
numero 58.
Consultorio central homcopatluco||
.' be
I miMUM. i
|$ Continua sob a mesma direcro da Ma-8
M noel de Mallos Teixeira Lima," professor}
V em lo-neopalhia-As consultas como d'an-g
tes.
3>
i
si
1
BoUca central homeopalhica 5
Do
DR. SMK0 0, L PIMO I
Notos medicamentoshomeopalhicosen-jS
riadosda Europa pelo Dr. Sabino 2
lisios meiicamanloa preparados espc-J
c'.'iluten te segundo as necessidadesda ho-2
^ meopaihia n-o Brasil, vende-se pelos pre-^
;.J 60s Mohecidos na botica central hoBico-1
;. palluca, raa de Santo Amaro (Mundo No-gJ
S$ vo) n 6. ^
John Conway e Joseph Mackonzeg, subdi-
tos inglezcs. rcliram-se para fra do imperio.
Sr. Domingos C sario Pinto
(jueim dirigir-se a esta typographia,
que se llie precisa fallar.
loga-se
ao>r. Joaquim Cavalcanli do Reg Barros, que
lesna a bondade do appaveccr na ra do Quei-
mndo n. 46, loja.
Alteneao.
Precisa-se alugar um perito jardineiro que en-
lenda de tratar de cavallos : na ra da Cadeiado
Recifc n. 6, primeiro andir.
IrmaiuladedeN. S. do
Bom Parto.
Kersteune
lMntor francez.
Incumbe-se de todas as obras concernenles ao
seu olTicio, por precos commodos, quem de seu
prestlmo se quizer ulilisar, dirija-se 5 ra das
Cruzcs n 11.
Precise-se do una ama para urna ca9kde
pouca familia, sendo o seu servico de portas a
A mesi regedora faz sciento aos irmos e ao dentro : na ra Imperial n. 49.
publico, que por motivo justo nao pode fazer a Na livraria n, 6 e 8 da praca da
festa do sua padroeira no da 23 desle mez, co-! i j / u V'
mo linha determinado, licando transferida para o | '"dependencia precisa lallar ao Sr. Ma-
dia 21 de outubro prximo futuro.O escrivao
Claudino Jos Dias.
Guilherme J. Knisler, subdito hespanhol,
relira se para o Rio de Janeiro.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52
Para passar a (esta.
Aluga-se urna excellente easa de sobrado na
entrada da povoa^ao do Monteiro, com grandes e
excellentes commodos para urna numerosa fami-
lia : a tratar na ra doQueimado n. 32, loja.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore lettras pro-
prias para calacumbaou tmulo a 180 rs. cada
urna, o annuncianle aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos Illms. Srs. Vires, Dr. Aguinr,
Guerra, Tassoe em outros mais ra da Caixa
'Agua n. 52.
r
Estas pennas de differentes anualidades, sao fa-
bricadas de aro de prata refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tomanhode
ottra. Preco l#0U cada caixa e pennas de ouro
telo mesmo autor com pona de diamante, que
crem a grande vantagem de nao eslar sujeitas a
erra ferrugem e conservndose bem limpassiio
de ou-aguo infinita, deposito em casa dos Srs.
Huedos \ Gongalvcs ra d Cadeia n. 7.
1
S
|
m
1
Dentista de Paris.
15Ra No va15
Fredciico G.-.u'ier, cirurgio dentista,
faz todas as ope.racoe da sua.irtee col-
lora denles artificiaos, ludo com a supe-
5g rioridade e perfeicao que as pessoas cn-
tj tendidas I he ccconhecem.
i^' Temagua e pos dentifricios etc.
Lro pracs publica do juizo dos feilos dn
fazenda nacional se lia de'arromalar no dia 20
do crrenle os escravos gegointes : Nicolao, de
idade 35 annos, avallado por LOJJ ; Bencdiclp,
crioulo, idodo 20 anuos, avaliado por 625$ ; Ca-
f.uIo, crioulo, idade 50 annos, avaliado por 3C0JJ;
Camillo, crioulo, idade 50 annos, avaliado por
300$; petihorados pela fazenda a Joaquim Ca-
valranti de Albuquerquc como fiador do ex-col-
lector do Cabo Francisco Antonio de S Brrelo
Jnior.
Guilherme Carvalho & C
arrendam o seu escriptorio da na do Torres, e os
dos andares, por so. mudarcm do mesmo para a
roa do Vigario n. 17,
baratissimo.
Pegas de madapolo cora pequeo toque do
avaria a 2J500 3& e 3J5C0 : na ra do Crespo, lo-
ja de 4 portas n. 8.
Vendc-se urna cama de angiro em bom es-
tado, por prego com modo : na no da Penha, so-
brado n. 11.
Vendc-se una taberna propria para um
principiante, sita na ra Direita dos A togados n.
quem pretender, dirija-se mesma, ou a
noel Antonio Pinto da Silva.
Precisa-se de um caixeiro portuguez para
urna loja de calcados, que d fiador a sua capa-
cidade : a tralar na ra Nova, loja n.l.
COJU'-ANlIflA
ALLIANC
stabeecida m Londres
CAPITAL
Cinco mvW&oes de libras
slerWuas.
Saunders Brothers & C. tetn a honra de infor-
\ mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier, que esto plena-
; mente auturisados pela dita companhia para ef-j
ferluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra, \
cobertos de lelha, e igualmente sobre osobjectos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
. sisla em mebilia ou em fazendas de qualquer
. qualidade.
rs^^ msete mmmu
DENTISTA
DE
PERMMBICO
3Ra estreita do Rosario--3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio
de molas como pela pressao do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
^E nao fiquem a vonlade de seus donos,
^ (em pozos contras preparares as mais
3S? acreditadas para conserfacao da bocea
mmmsmm ^^m sss^^
Precisa-sc do segundo andar de urna casa
com a frente para o nascenle, tendo 2 salas, 3
quartos grandes ou 4 menores, cozinha fra, ele ,
preferindo-se de un andar ; isto por 3 annos,
ficando o propietario pago de lodos elles ao pas-
sar da escriptura : no primeiro andar da casa n. Ra hl'U do RoSI'O 11 20
18, no pateo do Hospital do Paraizo. SO-lindo IB dar
r ntUTICTI CDi.TC7 ^ esta casa rect-bem-se escravos para seren
^ Utn I lO I A r nflflLt. -Jjveudidos por commissiio por conla de seus sc-
p Paulo Gaignoux, dentista, r-ua das La- ^ uhores. Afianea-seo bom tratanienlo. assim como
V raogeirfl 15. Na mesma casa teru agua e
v p denlifleo. *
ra Uireila do Becifen. 6.
Vende-se urna escrava de nacSo, com boa
figun, cozinha, lava do sabao, e ptima para
vender na ra : a tratar na ra d.t Santa Cruz nu-
mero 30.
Bichas.
. M NOVA
Loja de miudezas na roa
Direita N. 85, ondetem
o lampeao do gaz,
vendem-se pecas de filas de coz a 240 rs., cal-
as d'agulhas francezas a 160 210 rs., colheres
de metal principo pan soupa fino a 5200. dilas
para cha a 2CH0O a duzia, enfeites de vidrilhos
prelos finos a SjOO, caixa de bfalo a 18 o
1$800. bandejas finas a IgSOO, 28 3, 4$, e 5,
macos de grampas roligas a 40 rs., ditos de cara-
col a 80 rs linleiros e areeiros finos a 2j>, ga-
lao de linho branro a 100-rs. a vara, pulseiras
prclas a lS.torcidaspara candieiros a 100 rs.a du-
zia, pecas de fitas de linho a 60 e 80 rs., cordas
para violao a 80 e 120 i>\, trancas de linho para
enfeites de vestidos a 900 rs. a' peca, pentes de
alizar, de baleia, a 240, calungas de diversas
qualidades a 120, 160, 200, 240, 280 e 480 rs.,
' | golinhas de corehi para senhora a 80O c \$, ca-
?. nivett-sdo urna folha a 160, escvas para denles
-' a 2(0 rs. sabao fino para barba a 80 e 320 rs.,
bicos finos finos a 40, 80 e 100 rs. a vara, meias
para senhoras a 320 rs. o par, linhas de miada
para cerchia 20 rs. a miada, ribique a 80 rs. o
papel, obrvias de maca a 80 rs. a caixa, vlsporas
a 18, cartas francezas a 240 e 320, dilas portu-
guezas a 210 rs., lapis finos de cores a 160, li-
nhas pera marca a 20 rs., tesouras a 100 rs.,
penles paro alar cabello a 160 rs., oculos de ac
a 500? 800 rs., pomada franceza a 100 rs., tap-
j les para Linternas a 2J500 o par, toucas para me-
1 ninas e meninos de la a 800 rs., colheres para
I cha a 800 rs. a duzia, alneles em caixinba mui-
: to fino a 200 e 280 rs., luvas do fio d'Escossia
! decores para honiem a 610. dilas brancas a 640
___ Vr. Vende fe um cavado preto de ta- a< lia para bordar /raais fina quc ha a 7g50(
manlio regular, o qual to a initi bem tinta de carmn fina a 500 rs., caixinba de papel
Vendem-se bichas recenlemenie chegadas,
muilo novas, por preco commodo ; em casa de
Joao Sou e C," ra da Cruz a, 2, na botica
franceza.
Vende-se urna casa terrea em chaos pro-
prios, na ra do Padre Floriano n. 35 : a tralar
na ra larga do Itosaiio n. 20, segundo andar.
Vende-se urna canoa de um pao bastante
grande, propria para olaria quem quizer, diri-
ja-so aos Afogados, sitio do Sr. espito Firmino
ea tratar com Francisco Campcllo Tires Ferrei
reir, na travessa do arsenal de guerra, irmazcm
do carne secca u. ..5
Vende-se una taberna com poucos fundos,
propria para um rapaz principiante : no becco
Largo n. 1 ; o motivo se dir.
F.m casa de J. Praejjer & Companhia, na
ra da Cruz n. 17, ha para vender-se
Balancas deiimaes.
Vende-so una porco de rouriulios curtidos
por proco minio em conla ; no paleo ne S. Pedro
n 6.
Chama-se a atoncuo.
Vende-se sacras com fnrello a 4?000 rs. cada
urna : no paleo de S. Pedro n. 6.
na sella e bastante manso :
tratar na cocheira do Si
ara ver IS sor,'aas em cores a lg, dilasdequadrin*1 > a 800
.' D rs., dilas decores a 800 rs, alacadores d'al^ol
Joaquim r-(chatos a 60 rs., dilos rolicos a 100 rs., pentes
rerreua da Silva, largo do arsenal de i 'ravessas para meninas a 610 rs ditos de borra-
marinlia.
cha para alizar a 600 e 800 rs.,
branro a 500 rs,, dilos p3ra pi
los
euo a
2,600 a sacca.
COMMISSAO
Vende-se
Cordn iz
Amorim.
n.
no armazern da ra do
10, em frente a ra do
y
NATURAIXE DE VICHY.
bolica franceza ra da Cruz n.22.
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidiio afim desees se-
nhores nao sofTrerem empale na venda delles.
Nesla casa ha sempre para venderescravosdo
dilTerenlesidadesdc ambos os sexos.com habili-
dades e sem ellas.
Mauricio Jos dos Sanios Bibeiro, rhegvdo
Itimamenle de Lisboa, faz seienle ao respeita-
vel publico que acaba de estabeecer na ma ar-
fa do Rosario n. SI, primeiro andar, urna offi-
cina de ouiives onde aprompla quaesquer ob-
fectns tendentes a mesma arle do mais apurado
ade-
alfi-
APPOVACAO E AUTOMSACalO
Ltffi IMPERIAL SI MEDICINA
JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
E
ELECTRO MAGNTICAS BPISPA3 JCAS
ar. casa o hespanhol e franoez.


TO
Para serem applicadas s partes affectadas I
sem resguardo nein incommodo. '
AS CHAPAS UBDICINAESsio muito conhecidas no iodo Janeiro e em lodas as provincia
imperio ha mais de 22 annos., o sao afamadas, pelas boas curas que se .em obiido njs enfe?-
'."! e de $S&i9 qUC Pr&Va tO' i,m,,mer"s ^'tados que exis.em de pessoas pa-
Ce: R ostas r.uAPAS-Ei.FXTr.o-aAGNKric.A-i.pi.sptTicAS ohtcm- se umacura radical c infallive 1 em
I ,9 .s isos de inlammacao {cansocoon falla de respirado), sejan. inlernas ou externas cm^
ado bofes estomago baco, rins, ulero, pcilo, p.lpi.acio de coracio, garganta o 1 os rv
IS, rheuraatismo. paralysia e todas as alfeccoes, nervosas, ele. etc. Igualme.Me para ai dif
ferentes especies de turooree, corao lobinhos, escrfulas etc., seja qual Or o seu tamanho enro-
fundea, por meio da suppuracao scrao radicalmente cxtirpadcs.tendo o seu uso acenselhado or
13 e disl'.nclos facultativos -.iimuo por
As eneomraendas das proviaeias devem ser dirigidas por escripto, t-eodn iodo o cuidado e
uzc-r as necessarUs pjlcacoes, seas chapas so para hornera.fcnliora ou crianra doclarandn
sUa era qao parle di corpo existe, se na-cabeca, -
mi LESO-BRASLEIA*
2, Golden Squar, Londres.
.'G. OLIVEIRAtendo augizcnlado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e excellentes c-
cemmodaces pora muito maior numero de hos-
' pedesde novo se recoramenda ao favor e lcm-
branra dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitein esta capital; continua a prestar-lhesseus 8sl perfeicode trabalho, como sejam
, ser-, icos e bons oflicios guiano-os era todas as re1'>s completos, brochas, pulseiras, aneis,
cousas que precisem conliecrmento pratico do noU's elc-'flf- V seu estabclecimentopiomet-
; paiz, etc.: alm do portuguez c do nslcz iall-ae l>.concertar qualquer obra da sua arle com per-
teicao. A pratica adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e as rvlacocs directas que
constantemente maniera com agumas das mais
respeilavcis casas d'tquella cidade, que se era-
pregam rio fabrico de lodo o genero de obras de
prata, o habilitara a encarregar-se de qualquer
encommenda de taes objeclos tanto para a igreia
, como para uso domeslico. As pessoas. pois, que
se dignarem honra-lo com a sua confianra, se-
rao servidas com o maior zelo e solicilud e por
preces baratissiroos.
O Sr. Domingos Jos Soares. official da se-
cretaria do governo, queira dirigir-se a ra Di-
j reita n. 68, alira de saldar o que est a dever
| aos herdeiros do Cae-.auo Tereira Concalves da
Cunhn.
O Dr. Manoel E. llego Valonea pode ser
procurado para o exercicio do sua 'profisso de
medico ; na ra da Cruz n. 21, segundo andar.
clarando a circuraferencia : e sendo inchacoVs, feridas o; ulceras, b mo'de
uro pedaco do papel c a declaraco onde existem, afim i;orpo. d
111 ) e ru
l'cra applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vi
As t
a, peseoro, braco, coxa, pema.'p.ou tronco do
do seu Ijma-
Ensino de musica.
OfTerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera a locar varios inslrumentos; dando as li-
?oesdas7horass91[2danoite: atratarna rus
da Roda n. 50.
Madarae Gekle, estabelecida na ra das Cru-
zes n. 36,avisa ao rcspeilavel publico que se acha
sempre prorrlpia para fazer qualquer obra de
vestidos de senhora, e tambem chapeos a moda
ae I aris, por muilo commodo preco.
Quera ttver um sitio perto ou
ionge desta cidade, com tanto que tenlia
casa de vi venda, arvores defiucto c li-
, que prximo ao banho salgado, tempe-
irado ou doce, e o queira alugar diii-
ja-se ao largo do Trro casa tarea ira-
Pracisa-se alugar ubi sobrado de um andar ou ,ner<> OO.
A. \V, Oshora retratista americano annuocia .'
ao respeitavel publico desta cidade que elle ac- i
ba de receber dos Estados-Unidos da America,
ubi explendido sortimenlo de molduras redondas
douradas de todas as dimens&es, caixas para re- !
traios fazenoa muilo fina, assim como recebeu i
urs bello sortimento de casolelas de ouro e al-
neles de dilo obra prima expressanieule para re-
tratos. A. W. Osborn aproveita esla aprazivel
oppoiiunidade para informar ae publico que elle
i esl resolvido a dar licroes da sua arteem todos
os seus ramos, assim cmo lera para vender um
complelo sorliraenlo chimico e outros aparatos
proprio para as pessoas que professam a sua arle.
Mr Osborn tambem lira retrates em carles de
visita e em papel de escripia por preco muilo
razoav-el: na ra do Imperador primeiro andar
cora naudeira.
Altenco.
r de qualquer ponto <1o imperio do Brasil.
os accesso-
lapasserao acompauhadas das competentes exp.'.icares ei^mbem de todos
nos para a collocaeao dolas.
Consultas a toda as pessoas que a dignarem honrar com a sua eonfianca, era seu eseriolo-
iio, aue se achara aberto todos oe dias, sem excepeo, das 9 boras da raanhaa s > da larde.
1(9 Ruado Parto f|9
5 Chapas Pssam sor dedous.emlH>mestado7com"q^'laro7b;rr-
ros di Boa-Vista c Sanio Antonio : quem o liver
dirija-se a ra do Crespo n. 25.
Preveiico.
Atteneo.
se relirar
previne a
PERTO DOLARG
CARIOCA.
. commodidadts pma
da Caa Forte : a
tratar com
Bieber & C.
Hissel, relojoeiro francez, lendo de
desla cidade para tratar de sua saude,
: todas as pessoas que lem concerlos de relogios
Estando a lindar os frescaes queiios do Cerid, h"!,sn" "!a" ,para v,irem liralns no Pr" "''"
: as excellentes macaas. e a bella manten? refi- : 17 "nlando de^" "ata, no pateo do Paraizo n.
nada em frascos," previne-se aos amanfes dos onsislid^m 4*^ P"h *e"der .0lna mobi^
! ditos eneros, que venham a elles com presteza com nedr ZZfr T"U* "*/eD? un,a
: para depois nao haver queixa : no armazern da 212 nXl Z\*?'*' 1 mPI2 d M a ,am-
ra estreita po Rosario n 11. j "mcom pedra, urna duzia de cadenas france-
-_Aluga.se um sitio grande com ^^^^l^^ o Parede-
excellente cafadevivenda, com todas as _~ Olferece-se uma ama para engommar, e
familia, no
lugar
os pro-
tambem para fazer alguma
quem ouizer. dirija-se a ra
cousa de cozinha :
do Caldeireiro n. li.
Compras.

UllJLitltV II. III
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No Aepozito desle estabeleeimeuto sempre \ia grande sovmento de me
enanismo para os engennos de assncar a saber:
fachinas de vapor modernas degolpe cumprido.economicas de combustivel, e dcfaclimoassento:
Hodas d agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas :
Carios de ferro, e portas d aguajira ditas, e serrilhaspara rodas de madeira';
AloenJas inteiras com virgensmuito fortes, e convenientes ;
Mala moendas cora rodetasmotoras)ara agua, cavallos, obois, acunhadas em aguilhCes deaz ;
t laixas de ferro fundido ebatido, e de cobre
Pare e bicas para o caldo, crvose portas de'ferro para sfornalhas ;
Ala-nb,qUet deferro, moinhos de mandioca, forno para cozer farinha
/ Rojetas dentadas de todos os tamanhos para vapor,'agua,cavallos oi,bois
/ Ag.ullvles, bronzes e parafusos, arados, eixos e odasparacarrocas, rmas'galvan.zada para purgar etc.,etc.
I D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia rom
qu o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio'pra o ^?iS-
tor^desta prov.ucia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suL obras na9
mm acreditadas fabr cas da Inglaterra, para onde elle faz yiagem annual para o dito fim
ssim corno pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificado mechani^
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderap necessitar
Compram-se caibros novos ou usados de to-
dos os tamanhos, igualmenle laboas do andaimes
e alguns terrenos que sejam proprios : na taber-
na da roa das Cruzes n 2.
Compnm-se jnrnaes para embrullio, que
sejam limpos a 3S50U a arroba : no paleo do Ter-
co n. 9, fabrica de cigarros ; na mesma casa ven-
dem-se dous relogios de ouro, sendo um patente
ingle/, e outro suisso.
mpra-sc napel de jornil a 120 rs. a libra :
arga do Rosario 11. 37, deposito de as-
C
na ra
sucar.
Aviso.
Precsa-se comprar uim mulata mo-
ra que seia perfeita costureira de agulha
e tesoura, paga-se bem agradando as
suas qualidades : na ra do Trapiche,
rtecife, n. 40, se dir' quem a pre-
tende.
Compram-se moedas de ouro de 16$ o 20# :
no largo do Corpo Santo, escriplorio de Manoel
Ignacio He Oliveira & Filho.
Vendas.
Atteneo.
Vende-se a cocheira da ra da Paz, com lodos
os perlences, e 22 cavallos novos e Iraqueiados
no servico dos carros; a tralar na mesma co-
cheira n 13.
Vende-se um terreno com uma casa no lu-
gar da Baua Verde da Capungj, com algumas
fructeiras. e por barato preco : a tratar na ra
do Imperador n. 75, armazern.
Vende-se um cscravo crioulo de 26 anuos:
na ma do Imperador n. 50. terceiro andar.
Vende-se a taberna da Iravessa do Queiroa-
do d. 5 : a Iralar na ra de Santo Amaro n. 28.
Atteneo.
Vende-se para o malo uma prela da cosa
de idade de quarenta e lanos anuos, muito sa-
dia e bastante robusta, sabe bem lavar e cozinhar
o diario de uma casa, vende-se em conla por ha-
ver preciso, no beco Largo n. >, na mesma casa
vende-se uma tartaruga rerdadeira.
Veod' -se uma escrava muito mo
ca, bonita figura, sabe cosinbar e en-
gommar e uma perfeita costureira,
propria para qualquer modista : na bo- rior a 5#.
ditos de bfalo
hos a 280 rs., di-~
para suissas a 500 rs., pecas de trancas de
\ lia de caracol a 60 rs., lilas d seda da largura
! de 5 dedos a 640 rs., obreias de colla a 100 rs.,
i bonecas de camurea a 160 rs., ditas de chouro a
500, 800, IJJ'iOO e 2, tesouras para unhas a 800
rs ditas para costuras a 1, faca de cabo de ba-
lando dous bolees 6;500 enfeiles dos mais mo-
dernos qne ha pira senhoras a 53 e 43500, di-
los para meninas a 4gU0 e 5JS, caixa de lampari-
nas de nova invenco a 100 o 60 rs. bicos prelos
de seda a 100, 160', 200, 280. 320 e 500 rs., car-
: rele de linha do gaz do lodas as cores a 40 rs. ,
' ricas figuras para quadros ; venham llogo anles
quo se acabe a pechincha.
0 barateiro do passeio
Publico,
Loja numero 11.
Esl remiendo tudo por metade do seu
valor.
Casemira prela muilo lina, covado a 2$.
Panno fino preto, covado a '8, e muito supe-
Ju-
tica de Joaquim Ignacio Ribeiro
nior, na praca da Roa-Vista.
Vende-se um bom cscravo de meia idade
por commodo preco : na ra da Praia n. 47
primeiro andar. '
Vende-se urna casa terrea com 4 quartos,
na ra da Guia n. 25 : a Iralar na ra Nova nu-
mero 49.
Vende-se uma casa lerrea na ra delraz da
malnz da Doa-Visia n. li, que lem 2 quar'os,
2 salas, cozinha fra grande, quintal
meeira : quem a pretender, dirije-se
n. 49, que se rMra quera vende.
e cacimba
a ra Nova
E barato.
Chai
es de merino com palma de velludo e com
pequeo toque de mofo a 5, 6 e 7 cada nm, di-
tos sem mofo bordados a seda a 65, dilos estam-
pados a 2^, ditos de tnuqtiim a 1S r.-id.-i un), ci-
mkw?* Cres de nl,s Ss,os e '"feiladas a
igaJO cada covado, pannos linos baratissimos
roupas follas e mais fazendas por baratos preros :
na ra do Queimado n. 50, loja de Joao Casimiro
da silva Machado, quasi junio ao pateo do l.i-
v rameo to.
Vende-se um terreno na ra Imperial, pro-
pno, com 110 palmos de frenle, com uma 'cazi-
nba de lijlo com muilo bella visla, desembar-
que alraz, grandes fundos al o rio, aleado e
promplo a edificar um eslabelecimenlo, 011 pro-
pnedar>es, o que se vender com lodo fundo 011
parle, como convenha ao comprador:
lugar, casa n. 222, a Iralar cora
Niclorino Francisco dos Santos.
no mesmo
proprietario
Tricopherous
para llmpar as caspas o fazer renascer os cabel-
los : vendc-se na ra do yueimado n. 6, primei-
ro andar. K
Vende-se uma barcaca que carrega 300 sac-
eos de assucar, toda apparelhada e cora muilo
uoas lolbas, por menos do seu valor: na ra Di-
reita n. 88.
Vende-se um escaler acabado de novo,
madeiras louro e cedro, e tambera um piano for-
luj" m'10 barato : a tratar na ra do Viga-
no n. 7, armazern, ou na ruada Cruz n. i. nii-
meiro andar.
Na ra da Cadeia n. 24, vendem-se as se-
guinies fazendas, por metade de seu valor, para
liquidaco.
Bicos de seda brancos e pretos, de todas as
larguras, vara a 160, 240, 400, 800 o U000.
Um complelo sorlimenlo de franjas de seda c
de algodao.
Chales de louquim a 10, 15, 20 e 35
Botes de seda, velludo, de louca e de fuslao
de qnahdades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2J, 3 e 4.
Entren-eios finos, pecas cora 12 varas a lg.
Folhos bordados liras a 5r0, 1, 2. 3^500.
Camisetas com manguitos a 3fl, 4, 5 o 63.
Enfeites de lluros a 6JJ.
Chapees de seda para senhora a lOg.
Casaveques de velludo a 40 e 60g.
Ditos de seda a 25?.
Oilos de fuslao a 8e 12jJ
Pilas de seda e de lodas as qualidades de 160
rs. a 1J00.
Dilas de velludo de 240 rs. a t?.
wmmmmt &sm mosmmm
li COM
SLoja de fazendas finas.
jtt-iO--Ruada Cadeia do Recifc4o]
^ Enconlra-3e neste eslabelecimenlo to-
fjg das as qualidades de fazendas. ricos e
a| elegantes corles de vestidos de fil, blond
E e de seda, pretos, brancos e de cores,
cambraias, cassas. bareges, chapeos para
homem e senhora, ricos menleletes de f
p renda branca e prela, velludos de lodas 3f
< qualidades, grinaletas, aderecos de bri-
H I han les o loucados para senhora, perfu- 3|
marias francezas. roupafeila para homem ^
m e meninos, calgado do Melis para ho- M
j mera eJoly para senhora, luvas de pe- *
S| lica, chales de verdadeiro touquim e lo- re
a, dos os objeclos necessarios a urna senho- S
^ ra de goslo e do grande mundo.
iaseigMseua mtm mmmmm
Madapolo a
48800 a peca.
No armazern de fazendas da
ma do Queimado n. 19.
Madapolo francez entestado com 24 jardas,
muito encorpado, proprio para camisas e saiasde
senhoras : o preco pechincha.
Sarja de seda hespanhola, covado a 2#.
Grosdenaple do mais lino que pode haver p?ra
as senhoras de bom gostoa 1$900, 240 e 2jc0
o covado.
Tafei branco covado a 600 rs.
Dito er de rosa a 600 rs.
Soiim azul a 900 rs.
Dito prelo a 900 rs.
Lencos prelos de setim maco da mclhor qua-
lidade que l, a 2jj600.
Ditos muilo linos a 23400.
Seda prela lavrada, covado a lg900.
Lencos de seda com avaria a 320.
liretanha de linho para leuces e loalha, vara
a 600 rs.
Chapeos de fellro bous a 3jj200 e 4#.
Grvalas de seda de cordao muilo ricas a 6 !0.
Dilas de setim bonitos goslos a 700 rs.
Panuinho muilo fino e largo, peca a 4;800 e
63500.
Cacea do flores liudas para babados O corti-
nados, a peca a 2.
Dita de quadros a 3j.
Cambrala branca muilo fina e larga com 10 va-
ras, peca a 63. e 93500.
Corles de collele de fuslao a 500 rs.
Alpaca preta fim. .ovado a 700c 800 rs.
Bnm de linho branco muilo fino, vara a 23200.
Dilo paicio de qndros, linho puro, vara a
700 rs.
Dilos de linho miudos, covado a 180.
Cambiaias de cores, superior fazend?, varr. a
C00 rs.
Lijitidaceo
para acabar.
Xa loja da ra do Crespo n. 14, ven-
de se um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, por precos
mais commodos que se podem encon-
trar ; como bem :
Cassas decores lixas, covado a
Camizinlia com gollinba para
senhora a
Golbnlias bordadas pjra se-
nhora a
Cortes de vistido de phantasia
para senhora de ln# a
Ditos de dito de seda para se-
nhora de 20$ a
Pentes riquissunos de tartaru-
ga de !'# a
Chales de laa estampado a
Ditos de touquim bordados
de 15i| a
Lencos de cassa com bico a
Sabidas de baile de merino e
de seda de 10 Paletot de casemira e panno
de 1 :'>' a
E outras muitas fazendas que
do comprador se desengaara'.
Len^es de panno de linho da
Feira a 1#800.
Vendem-se no armazern de fazendas da ra do
Queimado n. 19.
A 1#800.
Coberlas de chila, goslo chinez e muilo gran-
des, a prego de IJ800 cada urna : na ra do Quei-
mado n. 19.
A 900 rs. a vara.
Brim trancado alvo proprio para loalha de
mesa, com 8 palmos de largo, fazenda muilo su-
perior, c pelo baralo prego de 900 rs. a vara ;
s se vende no armazern de fazendas da ra do
Queimado u. 19.
Cambraia de salpicos a 4$500
a peca.
Vende-se cambraia de salpicos muilo fina cora
8 1|2 varas, pelo baralissimo preco de 4S500: na
ra do Queimado n. 19.
Setim branco e fil liso.
No armizem de fazendas da ra do Queimado
numero 19.
Vende-se ou aluga-so um sitio na Capun-
ga, ra do porto do Laserre, com boa casa ter-
rea, cora bastantes arvoredosde fructo, cuja casa
lica encostada casa do Sr. Bartholomeu: quem
o pretender por compra ou por aluguel, emenda-
se com oabaixo assignado,
Narciso Jos da Cosa Pereira.
Milho novo.
Vendem-se saceos com milho a 69 : na ra da
Cadeia do Recite n. 3.
1G0
500
500
15$000
40$000
15.S000
2J50O
20^000
120
15^000
15^000
a vista
.i V


p _
(6)
DIARIO DE PERWAMBUCO. QUINTA FEIRA 20 DE SETEMBRO DE 1860.
23
clina, ma-
Fazendas finas
roupa feita.
Augusto & Perdigao.
Cjdi loja Da ra da Cadcia do Recife n.
neudem e do amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda pratose decores.
Corles de ditos do barege, de tarlatana e de gaze
da seda.
Cambrias do cores, brancas e organdys.
Anjuinhas para saias.saias balo, de clii
dapolo e bordada*
Lencos de labyrinlho do A.ac francezes.
Chapen amazonas de palha e w "da para se-
nlioras e meninas.
Enfeilesde troco, de vidrilho e de flores.
Peales de tartaruga, imoeratriz e outros gostos.
Manguitos c gollas, ponto inglcz, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fusto, de la e de seda para
erianra.
Man1, ileies, taimas e pelerinas de differcnlcsqua-
lidades.
Chales de tou-iim, de merino c de la de ponta
redonda.
Luvas de pelln brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores soltas.
Simuroes, camisas do linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras fiaas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
c do cor.
Paletots de alpaca, de seda e de linho.
Cal$is le casemira de cor, pretas e de brim
Camisas de madapolo, de linho inglez ede 15a.
Seroulas de linho c de meia.
Malas, saceos, apetrcixos para viagem.
Chancas para invern, botinas do Mell e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de niassa e de feltro para ho-
mem..
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Baha.
Parahyba.
Vende-se o engenho T.irrinha distan-
te d -sti cidade duas leguas por trra,
ten terreno pira dous mil paes oor au-
no e boa casa de vi venda assobradada e'
boas obras,, tem embir ueno porto dis
tante do engaito 1|2 quarto de legua
do rio Parahyba eera menos de 3 horas
se vera a cidade: quem o pretender di-
rija -sea Joao Jos de .Medeiros Correia
& C que dir' quem o vende.
Aviso aos senhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodo o melhor quo tem vindo ao
mercado, para paios de velas: vende-se na ra
da Cadeia, loja do ferragens do Vidal & BasLs.
Vende-se para fra da provincia ou para
lgum engenho urna escrava do naco, muga,
muilo robusta e sadia, rapaz de qualquer servido,
e que eabe lavar o cozinhar o ordinario de urna
casa quem a pretender, dirija-se a ra do Im-
perador (anliga ra do Collegio) n.77, no lercei-
ro andar
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
Pechincha
Na travessa da ra das
Cruzes n. 2,
vendem-se borzeguins de Nantes de bezerro su-
periores a 8g50, e com meias batanas a 9&000;
prego nunca visto.
Clieguem ao barato "
O P reguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas ile bretanlia de rolo com 10 varas a
23?, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilots a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muilo bora gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo finas 3$, 4$, E5,
e 6$ a pega, dita lapada, com 10 varas a 59 e
69 a peca, chitas largas de modernos e escomidos
padrees a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a ?f e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 99 cada um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lencos de cassa com barra a
Relogios
Sissos.
Em casa de Sehafleitlin & C, rus da Cruz n.
33, vende-se um grande e variado sorlimento de
h o algibeira horisonlaes,patentes,chro-
rj mitros, meios chronometros, d ouro, prata
dourada efolheadosa ouro,sendo estes relogios
d h primeiros fnbricanlesda Suissa, que se ven-
dorao aor presos razoaveis.
Arados americanos e machinas
pava lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzalan. i2.
Vende-se urna negra boa engomraadeira e
COzinheira : na ra do Imperador n. 67, no se-
gundo andar.
Cera de carnauba.
Vende se na roa da Cadeia n 57 a 93600 a ar-
arrobi call)500; -i melhur que lera vindo ao
morcado.
Telhado de zinco-
O telhado de zinoo aqu usado as
companhias do gaae caminho de ferro,
e una das boas ia?enc33S moJemas, el-
le faz-se recommeodavel pela grande
d tracSo, pouco peso no edilicio, bora
acn icionimeufo, barateza do cinto,
fcil condcelo etc etc., todos sabem
q \ a duracao 1> zinco e infinita prin-
Cipumente s; se tiver a cautela de dar
urna naaod; tinta Jo lado e\posto ao
te npo, u d : 2.) Libras, c bre ura espiro que pre-
cisada para tal ioa 50 telhas de barro,
o esp tea coberto pela telba de zinco n5o
penetra o menor pingo de chuva e a
iacilidade de sua condueco tal que
urna eirroc pode conJuzir de urna s
vezo telhado preciso para cobrir urna
grande casa, o telbadode zinco muito
til principalmente para cobrir enga-
itos, estaleiros, barracoes de ferraras,
arnizens de deposito etc etc., em
su aiq i qiem quizer experimentar o te-
llulodezin'.o, conhecera' sua grande
?antagera, este telhado veade se a 120
rs. por libra de 30 telhas para cima:
no? arnizens de Paulo Jos' Gomes e
Manoel Firmrao Ferrci^ rna da Con-
cordia armazem de materiaes.
Manteiga franceza.
A ma3 nova que ha
libra, e em barril se faz
largo da Penha n. 8.
Vende-se um cofre com 4 palmos de com-
prido e 2 de largo, todo chapudo de ferro em
volta e fechadura de segredo, que pode servir
para guardar pecas de valor do alguma corpora-
;o, por ser muilo segura e forte : na ra do
Rangel n 21 se dir quem o tem.
Ra do Queimado n. 48.
Julio & Conrado receberam pelo ultimo vapor
o verdadeiro merino da China proprio para a or-
Jem carmelitana, e bem assim alpaca branca pa-
ra 640, 720,600 e 1 o covado.
Seboegraixa.
Se' o coado e graixa em bexigas no armazem
n" Tasso Irmos, no caes de Apollo
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Setas de tartaruga para segurar chapeos do
senhoras : em caso de J. Falque, ra do Crespo
numero 4.
Pechinchas
sein iguaes, na ra do Quei-
mado n. 65, na bem conhe-
cida loja da diligencia de
Fajozes Jnior & Guimares
Meias pintadas muilo Onas para homem a
13800 a duzia, e em pares a 160 rs. clcheles
francezes em earto a 320 a duzia de carles, e a
30 rs. cada carlocom 14 pares, luvas linas de
seda para hornese senhoras a 60 o par, dilas
com algum defeilo a 240 o par, muito boas cor-
das para violao a 80 rs.,agulhas franceza?, caixas
Pianos
Saunders Brothers A C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegadDs, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres.
muito DroDriosDar este clima.
NA
e armazem
DE
100, 120e 1 00 c ida ura, meias muilo finas pa- coni 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcellana
ra senhora a 45> a duzia, ditas de boa qualidade m"'t0 lindos para menina a 1)800, 2>500,3 e 4,
a 35* o 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos i
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 59900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,
18200 e 18600 a vara, dito proto muito encor-
pado a 15*500 a vara, brilhaniina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2*500, 3f e
35500 o covado, carabria preta e desaleicos a
500 rs. a vara, e oulrasmuias fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Foges econmi-
cos.
Fogoes econmicos americanos, os melhnres I
que tem vindo ao mercado, nao s por cozinha-]
rem em melade do lempo de qualquer oulro,'
como por nao gastarem urna terca parle da lenha;!
eslo-se vendende por melade do seu valor,
approveitar a occasio. Garante-se a boa quali-
dade e bom travado dos raesmos : vende-se na
i fundigao da ra do Brura n. 28, loja de ferragens
da ra da Cadeia do Recife n. 64.
ATO SNOPROG
un
ca
GRANDE SORTIMENTO
DB
itaidas e obras fei tasj
V.oja
|60es & Basto.!
! Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Sortimento completo de sobrecasaca de
panno prelo e de cor a 259, 28, 30 e
i 35, casacas a 289. 309 e359. palitols dos
mesmos pannos209, 229 c 25$, ditos de
casemira de cor a 163 e I89, dilos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira fiua a 109, l/149 e 15J, ditos
saceos de alpaca preto a 4S, ditos sobre
fino de alpaca a 79, 89e!)9, dilos de me-
rino selira a 10J, ditos de merino cordo
a I03 e 129, dilos de sarja preta tranrada
saceos a (g. ditos sobrecasacos da mes-
ma 'azenda a 89, ditos de fustao de cor e
branco a 49. 43500 e 53. colletes de ca-
semira de cor e preto a 59 e 69, ditos de
'merino preto para luto a 49 e 59, dilos
de velludo preto de cor a 99 e 109, dilos
de gorguro de seda a 59 e 63, dilos de
brim branco e de cor a 29501 e 39, cairas
de casemira do cor e prelo a 7#. 8J, 99
e 109, dilas para menino a 69 o "9, ditas
de merino de cordo para iiomcni a 5J o
6), ditas de brim branco a 5J e 69, ditas
dild de cor a 3j, 3J500, 4) e 59, e de ^
todas estas obras temos ura grande sor- j
tmenlo para menino de todos os tama- ;
nhos ; camisas inglezas a 369 duzia. Na *!
mesma loja ha paletots do panno preto ||
para menino a 143. 15J o 16}. dilos do 3
casemira para os raesmos pelo mesrao 91
prcro, dilos de alpaca saceos a 39 e il
33000, dilos sobrecasacos a 59 e 6J para
os mesruos, calcas de brim a 2j50 >, 39 e
39500, paletots saceos de casemira de cor a
a 69 e 79, toalhas de linho a 8J e 13 ca- a
da urna. Q
No mesmo eslabeleciraento maoda-so %
apromplar todas as qualidadcs de obras *
tendentes a roupas feitas.em poucos dias, 3
1 que para esso fim tomos numero suf-
i ic.ienle do peritos officiaes de alfaialos M
1 rgidos por ura hbil mostr de serae- 5
1 lhanto arle, fleando os donos do estabe- 1
1 lecimento responsaveis pelas mesmas 3
obras al a sua entrega.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos do todas as naco es po-
dem testemunharas virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso-que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramentesosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos; e a maior parle
della sao tao sor prendentes que admiran; o
medico mais celebres. Quanlas pessoas recof
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depoisde ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer s
amputado I Dellas ha muilasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimt-ntos, para senao
submetterem essa operado dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
eufusao de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautentr
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
menlratato que necessitasse a natureza domai,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente
Quetudocura.
O ungueaio e til, mais particu-
larmeute nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
tace res.
Cortaduras.
l)res de cabera.
das costas,
dos membros.
""'ermidades da cutis
emgeral.
O''ts do anos.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchacoes
Inflam'maco do flgado.
nllammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordedurasde reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoos.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquerpar-
te que seja.
.Tremorde ervos,
ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha
VenJe-se a800 rs., C3da bocetinha contm
urna instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum.
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
no mercado a 560 rs. a
algum abatimenlo : no
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os seguinles gneros abaixo mencianados do superiores qualidades e mais barato
dosqUro rieu q q,,or parle' por serem a maior Parle delles decebidos em tfireitura por conta
Manteiga Ingleza e franceza
perfeilamente flora mais nova que lera vindo ao mercado de 60 a 800 rs. a libra a em barril
se far algum abatimenlo.
Qneljos flamencos
muito novos rccentomcnlc chegadoa no ultimo vopor da Europa de 1700 a 3 ea isla do sasto
que o freguez lizcr se far mais algum abatimenlo.
Qneljo nvato
os mais novos que existem no mercado a 19 a libra, em porgo se far abatimenlo.
\uvclxas francesas
era latas de 1 li2 libra por 13500 rs., e em campoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 3900O.
Mustavaa Ingleza e franceza
um frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Ver Aadelros ngos de comadre
m caixinhas 4 8 libras leganteraente enfeitadas proprias para mimo a 1J600 rs.
BolacUlnlva Ingleza
a mais uova que ha no mercado a2i0 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 43.
Potes \ldrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1$000 rs. cada
iVmendoas confeltadas proprias para sortes
de S Joao
a 13 a libra e em frasquinhos, contendo 1 1(2 libra por 29.
Cn preto, lvyson e perola
osmelhores que ha neste mercado de 19600,29 e 29500 a libra.
Macas em calxlnnas de 8 libras
contendo cada urna differentes qualidades a 49500.
Palitos de dentes llenados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas Inglezas e francezas
em latas e em irascos de differentes qualidades.
Presuntos, chourlcas c palos
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lia tas de nolacnlnna de soda
de dilTerentesqualidades a I96OO emporc.ao se far algum abalimento
Tambera vendera-se os seguinte's gneros ludo recenteraenle
mWQ^^S^ $$Sm 3JS333B3i9JS ; riedade de b0Dl0S trancelins para os meamos.
um.
Ba do Crespo,
Loja n. 25, de Joaquiui Ferrei-
ra de S.
Vende-se'por precosbaratissimos para acabar:
roupoesde seda para senhora a 159, laazinhas de
cores para vestido a 200 rs. o covado, cassas de
cores liuas a 240 o covado, chita larga a 200 rs.,
casaveques de cambraia bordados a 89. capas de
fusto a 59, penleadores de cambraia bordados a
69. liras e babados bordados a 320 a vara, lencos
de seda com franja a 19. riscado francez a 200
rs., sobrecasacas de panno fino a 259. paletots de
panno preto o de cores a 18, 20 o 229, ditos de
alpaca do 4| a 8g, calca de casemira pretas e do
cores para todos os precos, ditas de brim bran-
co e de cores de 29 a 4j", gollinhas bordadas de
traspasso, camisinhas para senhora a 2J500,
m-nguilos bordados a 29OOO. chita de lustre lar-
ga para coberla a 320 rs,, esguio de linho mui-
lo lino a 19200 a vara, bramante do linho com
9 palmos de largura a 29',)00 a vara, damasco
de la com 9 palmos de largura a 29000 o co-
vado, pocas de madapolo fino a 49500, chapeos
de fellro'flnos, baldes Garibaldea 5J500, pale-
tn de brim de cores e branco9 de 49 a 69, ca-
misas brancas e de cores de I950O a 39, e outras
militas fazendas por muilo menos do seu valor
para fechar contas.
wmmm manis wsmwsm&
Cimento inglez!
Para collar vidros, louca, larlaru
raarlim etc., chegou urna pequea porcao
deste cimeulo ja muicanhecido nesta ca-
pital e se vende nicamente na casa de
Augusto & Perdigao, na ra da Cadeia do ^
Recife n. 23, a 29 cada vidro dinheiro MI
vista. Os amadores devem quanlo antes ?
prover-se delle. m
.Na UijriLM de L-dlili'iri'iru da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto ureco de 140 rs. a libr
Ven de-se pela melade de
seu valor, na loja da
ra do Passeo Publico
numero 11.
Cortes de casemira, padroes escuros a 33200.
Cortes de calQa de castor encorpado a 19200.
Ditos de brim miudos a 1$.
Calais ieitas de brim e do castores a 19 e 19200.
Chita franceza raiuda a 210 o covado.
Dita a 280 rs.
Chita para coberla muilo bonita a 240.
Dita inud para vestido a 00 rs.
Lencos brancos de cassa, pequeos e finos, a
21') rs.'
Panno fino azul muito boma 49 o covado.
Camisas frmcezas brancas a 19900.
Dilas muito linas a 2409.
Chapeos Je feltro muito uno a 49
Chapeos de sol de seda a 7$.
Madapoles de varias qualidades a 3$100,4#300,
45600. 49800 e 69800 muito finos.
Chales de la a 900 rs.
Ditos muito finos escuros a 29400.
Meias para homem a 29 a duzia.
Lencos de seda a 800 rs. cada ura.
Chapeos Je feltro cora avaria a 500 rs.
Suspensorios, a duzia a 400 rs.
Algodo de duas larguras a 640 a vara.
Vende-se, permuta-se, ou em ultimo caso
arrenda-se o sitio da travessa dos Remedios na
freguezia dos Afogados n. 21, sendo que s se
arrenda a quem quizer fazer j todos os concer-
tos de quo a casa precisar para ser descontada
nos alugueis, a importancia despendida com o
concert : puem pretender fazer quulquer nego-
cio, entenda-se com seu proprietario na ra de
S. Francisco, sbralo n. 10, como quem vai para
a ra Bella.
res
alidades, presuntos a 480 rs.'a librafchoarica muilo nova.maYmelaVado mats afamadn"^"
hncante de Lisboa, maca de tomate, pera secca, pascas, fruclasem calda, amendoas, nozes frascos"
com amendoascobertas.'onfeites, a.a~. _:-------.
para conservas, charutos dos m
ma muito fina, ervilhas franceza
spermacetebarato,hcoresfraocezesmuito finos, marrasquinode zara, azeitedoce ourificado a
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muito gneros que enconlrarao tendentes a
molhados,por isso prometiera os propietarios venderem por muito menos do que oulroqualauer
promelera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco praticas como
viessera pessoalmente ; rogara tambem a todos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas eucommendas no armazem Progresso oue se Ihes affianca a boa aualidadee
o acondicionamento a ""uauce
?.. 2nrZ*P S> ,cia*emc.ald. amendoas. nozes, frascos
,tes pasl Ihas de variasquahdades.vmagre branco Bordeaux proprio
lelhoresfabncanlesde S. Flix, macas de todas as qualidades gom-
jzas.charapagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas
91
a.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos .
Emcasa de Arkwight & C,
Cruz n. 61.
ra da
ARMAZEMDE ROUPA FEITA
(lia
Bolica.
Espirito de viuho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
irros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
modas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-se emcasa de S.P. Jonhston & C.va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhesin-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os e relogios d'ouro patente inalezes
Rival sem segundo.
Na ra do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
do novo, loja do miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender os seguines artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodo a lft.
Cartas de alilnetes finos a 100 rs.
E-ipelhos de columnas madeira branca, a
1JI440.
Phnsphoros com caixa de follia a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
Duzia de facas o garfos muilo finos a 39500.
Clcheles em carlo de bo3 qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de la para enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Gravatasde seda muito finos a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unlias a 500 rs.
Pegas de franja de laa com 10 varas a lg.
Pegas de Iranca de la com 13 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (pera) 1.
Linhas Pedro V, carlocom 2(K) jardas, a 60 rs.
Dilas dito cora 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muito finas a 200 rs.
Pares de meias decores para hornera muilo fi-
nas a 140.
Cordo imperial (pecas) 40 rs.
Gurgel Irmos tem para vender :
Velas de carnauba.
Sola cortida franceza.
Cera de carnauba.
Longos de labyrinlho.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
45-Ra Direita45
E)ste estabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes. .... 10^000
Ditos aristocrticos....... 9'00O~-
Ditos burguezes........ 7$000
Ditos democrticos...... 6$00O
Meio borzeguins patente. C$500
Sapatoes nobreza....... C^'OOO
itos infantes....... 5jJO0O
Ditos de linha (3 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (ola dupla). 5C00'
Sapatos de salto (do tom). 6$'000 '
Ditos de petimetre...... SfOOO
Ditos bailadnos. ,...... 5#5GO
Ditos impermeaTeis...... 2)5500
Senhora.
Borzeguins primeir classe (sal-
to de quebrar).......5#000 "
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,.- 4800
Ditos todos de m'erin (salto
dengoso).........4|500
Meninos e meninas.
SapatGes de lonja.......4$000 .
Ditos de arranca........5$500^
Boizeguins resistencia 4$ e 5A800
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo eslabelecimenlo sacco3
com farelo de Lisboa, familia de niandicca, mi-v
Iho, feijo raulaiinho e prelo, gomma de mandio- '
ca, arroz de casca e dilo do Maranho de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho do
Perto em garrafa do melhor que poda haver no
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha de
porro emlatas, bolachinhas de seda de (odas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, queijos fiamengos fresraes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por menos
prego do que se vende em outra qualquer parte.
Em casa de N. O. Bicber & C. '.
successores, ra da Cruz n. 4, vende-se"'
Vinho Xerez em barris.
Cfiampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milao
Brilhantes de todos os tamanlics.
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOVA.
Estenestimavel especifico, compostolnteir;-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, nein alguma outra substancia delectera Be
nignomais tenrainfancia, e a compleigomais
delicada igualmente prompto escguio para
desarreigar o mal na complcicaomais'robusia .*
inteiramente innocente em sasopetaeoes e et-
fetos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie egro por mais antigs e xenazes
queseiara.
Entre milhares de pessoas curadas com e remedio, multas que j eslavam as ponas da
morte, preservando em seu uso: conseguirn-
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios
As mais afflictas nao derem entregor-s'e a de-*
sesperacao ; facam ura competente encalo do^
efficazeselTeitos desta assombrosa medicina e
prestesrecuperaro o beneficio da saude
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermdades-
)'
!
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacas de panno preto a 308, 35J e 40*000
Sobrecasacas de dilo dilo a 35g000
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 25, 300 e 35000
Ditos de casemira de cores a 158 e 2-29000
Ditos de casemira de cores a 7S e ISfOfO
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12JJO00
Ditos do merino setim preto e de cor
a Si o 9J>000
Dilos de alpaca de cores a 3&5O0 e 5*00!)
Dilos de alpaca preta a 3S500. 5, 7 e 99000
Ditos de brim de cores a 38500,48500 e 58000
Dilos de bramante de linho brancos a
48500 e 68000
CalQasdecasemira preta ede cores a
.98, 10$ e 128000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 5J000
Ditas de brim branco e de cores a t$5O0,
43500 e -53000
Ditas de anga de coros a 330^0
' Dilas de casemira a, 5J50U
Colletes do velludo de cores muilo fino a
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 58, 5*500 e *
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 5je
Ditos de gorguro de seda a 5g e
Ditos do fusto brancos e de cores a 3J e
Ditos de brim branco ede cores a ll e
Seroulas de linho a
Dilas de algodo a I3GOO c
Camisas da peito de fuslo brancas e de
cores a 29300 e
Ditas de peito e uunhos de linho muito
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolo brancas e de cores
a 18800. 2 o
Ditas de meia a 18 e
Relog'os de ouro patente e orisontaes
Ditos ae prata galvanisados a 259 e
Obras de ouro, aderecos, pulceiras e ro-
setas
108000
69OOO
5S0O0
3g500
68000
63OOO
38500
2g500
23500
28000
28500
355000
29500
1S6O0
9
3O3OOO
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
mentos :
Robl'Affeeteor.
Pilulas conlra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilh" Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (conlra febres).
Ungento Ilolloway.
Pillas do dilo.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como lera um grande sorlimenlo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Velas de espermacete.
Em caixa com 25 libras por 158, a retalho a
640 a libra : no largo da Penha n. 8.
Manteiga para tempero.
P'erfeilamente em bom estado, vende-se em
barril a 160 rs. e a retalho a 200 rs. a iibra : no
larga da Penba n. 8.
Chapeos de sol de seda ingle-
zes a 8^000.
Na ra do Crespo, esquina da ra do Impera-
dor n.7, loja de fazendas finas de Guimares &
Lima, veodem-se chapeos de sol de seda ngle-
zos a 8J cada um.
Chapeos de linlio.
Vendem-se na ra da Cadeia n 50 A, chapeos
de linho chegados ltimamente da China, por di-
minuto preco; tornam-se recommendaveis estes
chapeos, nao s por serem muilo leves, como
lambem por serem muito frescos.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas
Convulsoes.
Debilidade ou eitenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
F.nfermidades no ventre
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstrucqao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
egio) n. 57, segundo andar.
Febre de toda a especie.
Golta.
Hemorrhoidas. v
Hydropcsia.
Ictericia.
Indigesioes.
Inflammaccs.
Ir regu faridades di-
mrnslruaco.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal ae Pedra.
Manchas na culis.
Obslruccao de venlre.
Phthisica ou comsunip*
tao pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumalismo.
Symp tomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal!.

intermitente.
Vendem-se estas pilulas
geral de Londres n 224, Slrand, e na lojo df
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Ilespanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada urna
dellas, conlem urna inslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo dse usar destas pilulas.
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernani-
buco.
um
cobertos e descobertos, pequeos e grandes.de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Hellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas a imitaco de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e Oe cores a
200 rs. o covado, peQas de esguio do algodo
muito fino a 3J i peca, ditas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 29. riscadinho do linho a 160 rs.
o covado, chales de merm eslampados a 28.
lengos brancos com barra de cor a 120 rs., ditos
com bico a 200 rs.., algodo monslro de duas lar-
guras o melhor que possivel a 640 rs. s vara,
niussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberta at as
9 horas da noile.
Vendem-se queijos londrinos mu lo frescos de
superior qualidade e cousa nunca visla : na ra
estreita do Rosario, armazem n. 11 quanlo ao
preco segredo.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido acredilado deposito da
ra da Cadeia do Rccifen. 12, ha para vender a
verdadeira polassa da Russia nova e de superior
qualidade, sssim como tambem cnl virgpm em
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parle.
Ra Direita n. 16.,
Na grande fabrica de tamancos da ra Direita
esquina da travessa de S. Pedro, achara o res-
petavel publico em geral um variado e riqusi-
mo sorlimenlo de tamancos de todas as qualida-
des, por menos proco do que em oulra qualquer*
parte como sejam :
Tamancos a moda do Porlo a 1J600.
Ditos communs (s visla)
Dilos de gaz para senhora (alliado piolado].
Ditos sizudos (alliado de lustre).
Dilos pharol (velbutina).
Ditos bausas (marroquim).
Assim como sorlimento de calcado para senho-
ra, de lodas as qualidades, por prejos razoaveis. $*
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Pjletots de casemira escura a 4$, ditos de al-
paca preta a 4 e 5$, camisas brancas e de cores
a 2, dilas de fustao a 2*500, ceroulas muilo fi-
nas a 1J*00 e 2J, paletots e brim pardo a 3,
calcas de casemira prelas e de cores, paletots de
panno prelo, sobrecasacas, colletes de casemira
preta, ditos de velludo preto e de cores, um com-
pleto sorlimento de roupa feita.
ESTIVOS SOBRE 0 EftSINO PUBLICO
PELO nOCTOR
prigio Justiniano da Silva
Guimares.
Obra dedicada a S. M. o Iaaperador.
Acha-se venda nalivraria acadmica dos Srs.
Miranda & Vas -oncellos, ra do Imperador n. 79,
a 5J000 cada exemplar.


-
ILEGfVEL
i


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 2o DE SfcTEMBRO DE 1860.
DE
Gkimum i mmm u m km.
Sita na rna Imperialn 118 c 120 jualo a fabrica desabo.
| DE
Scbasliao J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Cesta.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de diirercntes dimencoes
c 300 a 3:000 simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contnos appwadas pela hxm.' inspeccao de esludo de *|k
para reslii.ir e destilar esoirilos com craduacao at .ilt rrn fnnln vmi1naiiA Ho GollAn firilorl Hnc Hahnna p nnr muilnc nntrac innnlac Aa IwmMi. i ^yyy^
melhores systemas J
de todas as dimonco
UELIUUJAS KIWFALL1VE1S.
(f)
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lorabrigas

~yw)
>JJJ
GRANDE RMAI
DE
ss--
se-;
tssse
) simpies e uiiuiouos, paia miniar aguarueme, aparemos aestiiatorios cominos -rr--"*" rc'" -" iiio|/pim.vuo iuuu ue
stilar espiritos com graduarlo at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos Habana e por militas oulras juncias de hygiene i
s hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperio, bombas publica dos Esladus Unidos e mais paizesda A- <
icoes, asperanles ede repudio tanto de cobre como de bronze e ferio, tornelras! merPa
-S>VI
Rua Nova n. 47, jimio a igreja da Con-
ccicao dos Militares.
Acha-se na direcec da oficinadeste acreditado armasen o hbil
gycCc
'zZZS -
4Wx>-
tm
Sg8=
&=
Mea
Ero casa de N. O. Dicber & C. SuccesMores,
ra da Cruz n. 4, acha-se venda um grande e
variado sortimento de ferragens finas, obraa de
lanoeiro e periencrs st-m-fih por usos dun,esti-
cos, productos todos dn industiia norte america-
na, assim como :
Arados de diversos lmannos.
Moinlios de mili,o
Machinas para cortar capia.
Grades.
Machinas para descansar millio.
Cultivadores o ferros de inaomuisr econmicos
CAiN'DIElttOS
EGOlfi
Grande sorlimenlo de candieiros econmicos a
gaz idrogenio, e todos os mais prcpa'os para
consumo dos niesmos : na ra Nova n 20, loja
Viaona.
de bronze de iodas as dimencoes e feitios para alambiques, lauques etc., parafusos de bronze e | r ... 3?3[S artista Francisco de ssis Avellar. antico contra-mf> rir C \\ny,A^ ^^ r^.~,iw, ,, 1 I J
[erro para rodas d'agua.poruapanflarnalha. e crivoa de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas1 Garant.dnscomo puramente vegetaes, agrada- ^ Manoel Jos Ferreira O resneitave \\riE LZT decido ^ BOITlblS (lC JipV e C Oli-
~ paladar, sao o remedio IsK? respeitave pjblico continuara a cncon- && I *
as dimencoes para encmenlos, camasde ferro com armacao e sem ella, fugoes de ferro potaveis e daveisa vista, doces oo
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos, infallivel conlra as lombrigas.
r'ar_\?.n80;'1,' .ful11?. dc,Fb,ndfrisA AffMj l6";01 e- ha.rra: zi"co em -leno1 -e bar- ls"6es e I nauseas, nem se.tsac.ocs debilitantes.
Nao
causam
H trar em dito armazem um grande e variado sortimento de

arroellas de cobre, lenccs de ferro a lato,ferro suecia inglezde todas as dimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitos artigos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeieo ja conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com asuaonQanca, acha-
co na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Tesiemunhoexpontaneo em abono das pas
has He Kemp.
tros 8 alores.
Na fabrica de caldeireiro da na Imperial, e na
ra Nova n. 35, loja de ferragens, vendem-se as
verdadeiras bombas de Japy e de oulros autores,
assim como tubos de chumbo para as mesmas o
mesmo para encmenlo, ele, etc.
LiquidacHo
e sinho me dissequei ospastilhas "de" Kemnii-' ^^ a Suarda nacional da caP'tal e do in,erior- K6S Nft lOia (lC DlHUlCZaS UQ
Seiis propnetanos offerecem a seus numerosos freguezea e ao publico em geral, toda *'. ',. l'"3'""" uc nel,lll a->s *.._-,___. i____.____j____i j .. S-
qualquer obra manufacturada era scu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de n'3' cttradostia (ilha. Logo que soube disso |^j Apiomptam-e becas para desembarga dores, lentes. jtiiZfS de di- pg pyn (|() Ql]Amaj() |j KQ
Srs. D. T.Lanman e Kemp.Port By- ; ^^ de casemira preta e decores, ditas de merino, de princesa, de brins P(
ron 12 d abril de 1859. Senhores. Aspas-;^| pardo, brancoe de cores, colletes de velludo prcto e decores, dilotde W8Ss
l.lliasqueVmcs. fazem, curaram meu filho : o M porrutao. ditos de setim meto e hranrn. dito. A* mMJnA *1. I...- 1^
merino para luto

PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK
O MELIIOIt REMEDIO COMIECIDO
Contra conslipaces, ictericia, affecres do figado
febres biliosas, clicas, indigesles
enxanuecat.
Hemotrlioidas, diarrhea, doencas da
palle, irupc0es,e todas as enfermidades,
PROTEGIENTES 1)0 ESTADO IMPI RO DO SAMUE.
75,000 caixasileste remedio consommem-se
annualmentel!
Hciiiodio Approvado pela jlcudade de medicina, e re-
lommendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os condecidos. Sendo estas pilu-
ias puramente vegetaes, nao conlem ellas ne-
nhura veneno mercurial nem algum outroni'ne-
ral; esto bom acondicionadas em caixasdefolha
rara resguarJar-se da bumidade.
Sao agrad.vveis ao paladar, seguras e efQcazes
'm sua opera^ao, um remedio poderoso para a
jveniude, puburlade e velliice.
Lea-se ofolh.ilo que aeompanlia cada caixa,
pelo qual se Picar conhecendo as muilas curas
milagrosas que lem eiletiuado. D. T. Lanman
8 tvemp, droguistas por atacado em:New York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandegan. 89,
Bahia, Germano & C. ra Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C. ra da Cruz n. 22.
Murareis remedios
americanos.
Todas as casas de famMia, senhores de enge-
nlio, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os pciores casos de rbeumalismo, dor de
cabeQa, nevralgia, diarrhea, cmaras, clicas, bi-
!is, indigesto, crup, dores nos ossos, conlusoes,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reteD-
.>"io de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de roaos
humores, purifica o sangoe, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afececs do ligado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difliculd^de das regras das
mulhetcs bipocondria, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
pao do sangue, inicuamente vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores de vetilre, dses de 1 a 3 regularisaro, de 4
a 8 purgam. Estas pitlas .-So eflicazes as alTec-
j5es do Cgado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digesto, e era todas as enfermidades das mu-
rieres, a saber : i
cues, flores brancas
;jo do mais prompto effeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
jaras.
Ferros de en-
gommar
ecorioniicos
a 5^000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los I.eile Irmao, ra
da Impcralriz u. 10.
As nielhores machinas ele coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer cv G. e Wbeeler & Wilson.
Nesle estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autures, moslram-se a
qualquer hora do da ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
I.eite & Irraos ra dn
Imperalriz n. 10, antigamente aterro da Boa-
"'ista.
i\QT^ei\
I A
Low-M(m,
lluada Scnzaa R'ova o. 42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapleldsorlimentode ni o en das e meiasmoen-
das para eaSenho, machina de vaporetaixas
de ferro batido e coado. de todos os lamanhos
pira
principaes ciJadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Bahia, (_lermano& C, ra Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem dedrogasde J. Suum
& Conipanliia ra do Cruz n. 22.
Yinlio de Bordeaiix.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10. cncontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. randeiiburg l'rcres
e dos Srs. Oldekup Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Rraiidenburg iteres.
St. Estcph.
St. Julien.
Hargaux.
La rose.
Chnleau Loville.
Chiiteau Hargaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mcdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
DE
&$Lf
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
m fflfi I WEHASH
Hcfvonle Ao \ccco Aa Cowgvcgacao \ctvc\vo \evde.
/
R
"..:
n'

Vende-se envasa de Saunders Brothers 4
C. praca do Corp o Santo, relogios do afama
do fabricante It'oskell, por precos commodos,
e t.iiubenr.ranceilins e cadeias iiaraos mesmos,
deeicelleute nosto.
U.CIGA, VERDADEIRAE
TIMA.
LEGI
Seda dequadrinhos muilo fina covado 1 gOO
nfeiles de velludo com froco pretos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda J)
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda tapada e
transparente, covado 5
I.uvjs de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homt-ns e meninos $
Lencos de seda rios para senhora a
2000 e 2g500
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades 9
Chapeos francezes forma moderna 85500
Lencos dn gorgurao pretos SjjOO
Hitascapellas brancas para noivados 8
Saias balao para senhoras e meninas $
Tafet rxo o covado 500
Chitas franrezas a 260, 280. 300 e ft320
Cassas francezas, a vara S500
Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa prela e de cores propria pa-
ra forros com -5 palmos de largura, o
covado
Iticos cortes de seda pretos e de cores
com 2 saias e de babadus
Dilosde gaze e de seda phanlasia
Chales de touquim muilo Dnos
Grosdenaple prelo c de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada prela e branca
Capas de Ci e visitas de seda prelo com
froco
liCOO
2C0O
I; 500
9


SALSA BARIMBA
DE
GilAKBE SORT18RT0
DE
Fazendas e ronpa fcila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavarcs de Mello
RA DO (JUEIMADO N. 39
EM SUA LOJA BE Ql'ATlllo PORTAS.
Tem um completo sortimento de roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pessoas que desojaren) ter um sobrecasseo bem
feito, ou um calcha ou collete, de dirigirem-se a
este estabelecimento que encontrarao tira hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vonlade dos freguezes.
Ja tem um grande sortimento de palitots de ca-
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos semira cor de rap e oulros escros, que se ven-
dem a 12?>, outros de casemira de quadrinhos
da mais lina que ha no mercado a 169, ditos
de merino stima 125?, ditos de slpaka muilo!
fina a G, ditos francezes sobrecasacados a 129, !
ditos de panno fino a 20, 255, e 309, sobre-
casacas francezas muito bem feilas a 359, cal-;
^as feilas da mais fina casemira a 109, ditas de !
brim e de fusto por preco commodo, um grande a 400 rs.
sortimento de rolletes de casemira a 59, ditos de
ouiras fazendas por preco commodo, um grande
sortimento de sapatos de tapete de gosio muito
apurado a 25?, dilos de borracha a 29500, cha-
peos de castor muito superiores a 169, dilos de se-
que hoje se vende nesle imperio, declarando a j "j >
mdicos, os mais mineles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debilida
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e ertijces que resullam da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
cado New York, aegam-se obrigados a prevenir
o resdeitavel publico para desconfiar de algumas
tenues imitacoes da Salsa Pairilhade Brisiol,
Tachas e nioerid&s
Draga Silva & C.tem sempre no scu deposito
I da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
1 acreditado fabricante Edwm Jlaw a tratar no
| mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Fazeadasporbaxos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restara algumas fazendas para concluir
lliquidac&O da lirmade I.eite & Correia.asquaes
se renden) por diminuto proco, sendo entre ou-
tras as seues:
Chitas do cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, linas. a2-i('e2C0.
Siseados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bonspadroes, a 240.
Drim delinho de quadros, covado, al60rs.
Di i m trancado bra neo delinho muilo bom.va-
a 15000.'
Cortes de calca de meia casemira a 2?.
Ditos de dita'de casemira de cores a 59.
Panno prelo fino a 3$ e 49-
Meias de cores, linas, para hornera, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas tinas para senhora a 3$.
Ditas di las muilo tinas a 4$.
Ditas cruas finas para homcm a 4.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2*.
Cambraia lisa fina transparente, pera, a 4jf.
Seda prela lavrada para vestido .- I96OO e 2g
Cortes de vestido de seda pretalaviada a I69.
Lencos dechila a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a5C0.
l'eilospara camisa, um, 380.
Chitafranceza moderna, tingindoseda, covado
Graniposa -iO rs. o maco tom 25grampos.
Capachos para poitas a"400 rs. cada um.
Agulhciros de pao a 120 rs. a duzia.
Grvalas de cambraia a 240 rs. cada um.
Mantos para grvalas a 15 cada um.
lioles de linha preta pora camisas de peito a
1! rs. a grosa.
Loras de lio da Escossia a 320 rs. o par.
Ditas de pellica ainda loas a 500 rs. o par.
Latas cem mcia libra de bauha a 4u rs. cada
urna.
Doiocs de linha para cosnveques a 20 rs. a
duzia.
Luyas de seda para senhora Ij o par.
Miios muito f'nii'S para meninos a 160 rs. o par.
La para bordar a 49 a libra.
Oculos de eco muilo finos a 400 rs. o par.
Carlas porluguczas a ICO rs. o baroll.o.
Carloes de clcheles o '0 rs. cada um.
Aboluaduras para colletes a 200 cada una.
Carleiras de agulhas a 240 cada urna.
Lichas de norelles de cor a COO rs. a libra.
Leques muito bous a lj cada um.
Sabouctes, cfralos c nutras muitissimas miu-
dezas que se vendem por todo o preco risla uo
dinhtiro ; como bem fitas do sarja muilo ricas
por todo o preco, franjas, troncas, etc. : a i.ja
torna-so bem condecido porque una que lem
o lompeao de paz na porta.
Eserados fgidos.
No dia sanbado 22 de ooslo fugio o psera-
vo por nomo Joaquim, Cassange, idade de 30 an-
uos, de boa altura, com os ps cambados, cheio
de eraros e meio grossos, os dedos dos mesmos
curios canellas finas, muilo regrista, pouca bar-
ba no queixo, a cara lisa, bem prelo, cabellos
bem enroscados, e fugio com oulro parceiro : um
foi preso na Boa-Vista, o qual foi do Sr Jobo
l'acs Darrelo, senhor do engenho Manan, e pon-
do-so em confissao o mesmo, disse, que o cama-
rada ia trabalhar em urna [ adaria no mesm 1
lugar.
No dia 14 do enrenle, iis G boros da ma-
nhaa, fugio do poder do seu senhor, na cidade
de Olinda, 3 cabra Joaquina, cabello carapinho,
ps grandes, ora tanto fanhosa, estatura regular,
delOaunos de idade, iodi duas cicalrizes no
pescoco, levou casavpque e saia de cassa rdr de.
rosa desbolado chales usado, inlilula-se forru, e
desconlia-se ter seguido para algoni dos Iresse-
Vende-se na loia do Aulonio AuRiisto dosSan- guinles lugares, para esla cidade, onde lem ii
tos tono na loja ns. 3< e 39 na praca da lude- estado, para BcDcribe, onde ja morou o lem re-
pendencia, capellas de aljfar eimortale para ra- Iscoes, Pao Amarello, d'onde foi comprada, 0.1
tacumbas, tmulos ele, ele, da forma seguinte I Mirueira : roga-se as autoridades policiaes, ca-
e precos razoavris : I pilaos de campo, ou quaesquer pessoa que a en-
Capellas de aljofe com ir.scripcocs, grnndes a 109; contrarr ni ou della liverem noticia, a lercm a
Ditas ditas por g|
Ditos ditas por 5c
Ditos ditas por ;
Hilas de imoilaile por j*
Quadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com inscripedes por baixo a 109 e a 89
Pechincha.
Chita eslreila roxa com pequeas pintos de
mofo, covado n 120 rs., pera a 4??5C0: na ra
do (Jueimado n. 44.
Te I liad o de zinco.
Na fabrica de caldeireiro, sila na ra Imperial,
e na ra Nova n. 35, loja de ferragens. contina
a vende r-se (ciliado de zinco por menos preco do
que se vender em qualquer oulra parle.
Pechincha sem
igual.
Superiores cortes de chita franceza larga de
muito lindos padits, raiudinlias e de quadros,
decores claras o escuras, com 11 rovados cada
. corte, pelo baralissimo preco de 2^500 : na loja
{ do sobrado amarello, nos q'uatro cantos da ra
do Queimado n. 29. de Jcs Moruira Lopes.
Vende-se urna escrava moca de'15 a 16 an-
I nos, de boa conducta, e com principio de varias
i habilidades ; na ruada Doda n. 54.
CL><: -tv : n .; g Q JffJCSC .<-
los melhoresquetem vindoaomercadoal09,
todos que sao elles os nicos proprietarios da re- >
~.-. 1 n u 1.1 iu c")"'s Ud Ie : ditos de sol. inglezes a 105P, ditos rcuitosbons a
cena do Dr. Uristol ,iendo-lhe comprado no an-
no de 1856.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas tinas a 25500.
Toalhasdelinhopara mesa a 2j} e 49-
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
Vestidos brancos bordados parabaptisarcrian-
I cas a 5;000.
Corles decalca de casemira preta a 69-
125>, ditos francezes a 85>, ditos grandes de pan- I Chales deme'rin com franja de seda a 5
,noa4, um completo sorlimento de gollinhas e Cortes de calc.a de riscadode quadros a 800 rs.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem : manguitos, liras bordadas, e en.re meios muito jo^iSto!" montana, cova-
direilo de fabricar a salsa parrilhadeBristol.por- .proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
que o segredo de sua preparagao acha-se somen-; ros por prego commodo, camisas bordadas que
le em poder dos referidos Lanman <5 Kemp. serven) para balisado de enancas e para passeio
Para evitar engaos comdesaprec'aveiscombi-l a 85>, 109 e 12$, ricos lencos de cambraia d8
naces o!e drogas perniciosas,as pessoas que qui- linho bordados para senhoras, ditos lisos para'
zerera comprar o verdadeiro devem bem observar hornera por prego commodo, saias bordadas a
Lencos brancosde cambraia, a duzia, 29.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado iran-
s as enfermidades das mu- 0s seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou-1 39500, ditas muito finas a 5. Ainda tem um cez, roupa feila, miudezas finas e perfumaras,
regularidades, fluxo, reten- tra preparagao falsa; reslinho de chales de toauim a 30, cortes de! l,,do Por menos do 1M em Tulros parles : na lo"
. o^r^w.hiateriamo.eic., j. 0 envol|ori de fora esl gravado de um,a. veslido de seda de cores muito lindas e superio- Ja do vapor "a rua Nova n' 7"
Vendem-se
Estes tres importantes medicamentos vem a-
coaipanhados de instruccoes impressas que mos-
tram cora a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsificaco por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos I.eite
i lrmao, na rua da Iraperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Cambraia organ-
dysa360o covado.
V'endo-se na rua do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cemhraia franceza organdys a 360"o
covado, para acabar uma factura ; as3im como
boas chitas francezas a 240 e 300 rs., fazenda de
lindos padres e cores fixas : do- se maoslras.
5000 RS.
Perros econmicos de engommar a vapor : na
rua Nova n, 20, loja do Vianoa.
I
do sob uma chapa de ago, trazendo ao p as se-
guintes palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
2' O mesmo do oulro lado tem um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3* Sobre a rolha acha-se o retrato e firma
do inventor C. G. Brislol em papel cor de rosa.
4o Que as direeges juntas cada garrafa
tem uma phenix semelhanle a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Bahia Germano* C. rua Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C., rua da Cruz n 22.
res qualidades a 100$, que j se venderamia yendem-se libras sterllnas, em
1509, capotinhos pretos e manteletes prelosde \r. Z t r 4 'rv
ricosgostos a 209, 25$ e 303, os mais superio- casa de N. O. B.eber & C. : rua da Crir>
n. 4.
Vende-se azeite de peixc a 400 rs. a garra-
fa ; na rua Direila n. 14, esquina que volta para
S. Pedro.
res chales de c*semira eslampados, muito finos, a
89 e a 109, toalhas delinho de vara e tresquar-
las, adamascadas, muilo superiores a 5$, ditas
para rosto delinho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitots a 4-2 o co-
vado, e um completo sortimento de outrasfazen-
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Successores avisam ao pu-
blico, que no seu armazem na rua da Cruz n. 4,
das, e ludo se vende por prego barato, e que nao : esto expostos venda as mclhores machinas de
possivel aqui se poder mencionar nem a quaria costura que al hoje leem vindo a este mercado,
..?- -n._ _,._. .. t___.__. .1___?__. I asauaesnossuem todos os raelhoraraenlosinven-
partedellas, no emento os freguezes chega'ndo a f^, 8le-esla poca SPm ter os defci.os que cm
querendocomprar nao irao sem fazenda.
ATTEINCAO.
Vendem-se grandes toneis de amarello. assim
comotoncise quartohs de madeira de boa qua-
lidade, todos muilo proprios para as destillagoes
dos origonhos e para depsitos de mel : para ver
a tratar na rua do Queimado loja n. 39 ou na
rua imperial em casa do roajor Antonio da Silva
Gusmo,
outras se nota, assim sao de conslrucgio simples
e facilitan: o uso. A costura feila por estas ma-
chinas nao teem igual em obra de miio, um pon-
i bonito e forle, alem de que alinham e co.em
de todos os modos, cada caixa de costuja repre-
senta um lindo loilele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, ele, Os
precos sao mdicos, e o Sr. Birmingharo, ense-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservaco de sua construccao
noaclo da compra.
Seguro coHlraFogo
LONDRES
seu senhor Dr. Hanoel l'irmino de Mello, em
Olinda, ladeira de S Pedro n. 26, sobrado novo
de um andar, que generosamente recompnsala,
protestando usar do rigor das leis contra quem a
liver occulla.
Acha-se fgido desde o dia 26 de agosto r-,
p. o mulato Francisco, de id.ide 38 a 40 snnos;
cornos signaes seguintes: alio, corpo regular,
edrplida, cabellos pelos e crespos, com urna
cicatriz sobre o nariz junto as subrancelhas bem
vizivcia, levou ceroula. e camisa por cima da
mesma : roga-se as auloridads policiaes lar.: .
da praca como do Ralo a sua apprehenso, e en-
irega-lo ao seu senhor Antonio Luciano do Uo-
1 raes do Mesquita Pimentel, na Tassagem a Mag-
dalena, ilha do Retiro, ou na rua da Imperalriz,
loja n. 4, onde ser gratificado.
Contina a andar fgido desde maio prxi-
mo passado, a escrav prela Theodora, natural
do U.ranbao, com idade de 2b annos a 30, pou-
co mais ou menos, tem falla de um denle na
frente, feia de rusto, lem o andar pegado: quem
a pegar leve a loja n. 34 da rua do Queimado,
que lem ordem de seu senhor para gratificar.
Desappareceu no domingo, 2 do torrente,
pelas 6 horas da larde, o escravo Antonio, cabra,
de idade 0 anuos, mais ou menos, bem pare 1-
do, corpo e ftii.es regulares, com principio do
buco, cabellos csrapinbos e um tanto ruivos, o
falla mansamente, levou vestido camisa e caiga
branca, chapeo de feltro de cor parda e um sur-
rao de couro com bala e algnma roupa ; julga-
se que andar as Tsinhancas desla cidade em
e
AGENTES
2C J. Astley Vende-se I
Formas de
para
ferro
purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
p Ferro sueco. I
I Espingardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com- i
posicao. f
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
I Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley & C.
SOCDOaSfiliCli Q>fiJtJnMlLt::!lSW
Alten cao
A
Vende se na rua da Cruz n. 48, uma
divida julgada por senlenQa, o devedor
dizem que tem lojaemnome de outro
na iua da Imperatriz, cu jo devedor
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
I Ci.mponhia de oulros que lambem desapparece-
ram, ou que seguira para o serto de Psgi de
f I Floros d'onde lilho ; dilo escravo foi comprado
p cm 31 de margo de 1858 a Joao Jos de Carvalho
t Jnior : pede-se as auloridades policiaes e capl-
I taes de campo, ou qualquer pessoa que o possa
descobrir, o pegarem, mandando-o apresentara
1 seu senhor Jos Gomes Leal, morador no Hecife,
I rua da Cadeia, casa n. 56, primeiro andar, onde
6 I ser generosamente recen,pensado aquelle dos
[cepilles decampo ou pessoa do povo quo o ve-
ulia entregar.
Attenco.
o
Fugio desde o dia 13 de agosto do corren te
anuo o escravo Luiz, com os signaes seguintes :
alto e bem feito de corpo, tem denles 'limados e
perfeilos e o dedo mnimo do p cortado ; quan-
do falla com mido bstanle gago. Este escravo
natural do Sobral e ha tuda certeza que sc-
guio para dilo lugar por trra pede-se por lan-
o a sua apprehenso a qualquer pessoa, que ser
bem recompensado ; a enti nder-se com o seu se-
nhor na rua Diareita n. 112, ou na rua de Apello
11.43, armazem de assucar.
Acha-se fgido um n.ulslo cabra de nome
Raymundo Patricio, oflicial de pedreiro e barbei-
ro, foi rcmeltido do Par em abril de 1850 pelo
Sr. Manuel Jcaquim de Faria, o qual foi aqui
vevdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, e este se-
nhor vendeu ltimamente ao Sr Francisco Ma-
linas Pereira da Cosa ; tem os seguintes sig-
naes : estatura regular, bastante grosso o barba-
do, olhos amarellados, falla com desembarace,
representa ter 35 a 40 annns : roga-se os aotori-
Jdades policiaes a sua apprehenso ; e quem o
I pegar, dirija-sc ao engenho Guerra, em Ipojuca,
i ou na rua do Imperador n. 79, escriploiio de
Polycarpo Jos l.aymo, ou na rua de Apollo 11.
g I 30, cscriptorio de Manoel Gouveia de Souza, que
ser generosamente recompensado.
Attenco.

Fugio do sitio do Sr. commendader Manoel
Goncalvcs da Silva na Estancia, no dia 15 a noi-
lc, um cavallo mellado claro com dinas pretas e
brancas, c cauda prela, frento aberla, dous pes o
uma mo calcados de branco, c uma mo de pre-
lo ; esi ferrado em um dosquarlos com a letra
Y ; esl bastante carnudo e fogoso ; ao sahir do
boqueirao da Estancia desappareceu da vista do
quem o segnia : quem O pegar, leve-ou participe
no mesmo sitio, ou na rua da Cadeia do P.ecile,
loja n. 41, que ser generosamente recompen-
sado.
fe
1 1 '


(*;
Litteratura.
Os dramas do mar
BONTEKOE.
1619,
IV
A terrra.
Conlinuagao ]
Dirigirn) a lancha para a praia, eera poucos
lisiantes j nao havia un horaein na embar-
cado.
Foi este ainda uro dos momentos de ventura
como s os roarinheiros sabem sentir.
Immedialamente cada um delles entrou i
procurar pelos bosques, pelas arvores e as her-
vas, edescobrio urna especie de favas sernelhan-
tes s de llollanda.
Provaram-as, nham o mesmo gosto, e pro-
vavelmente pertcnciam roesma familia.
Urna ponta do Ierra era figura de cabo se pro-
longava diante do lugar onde linhara desembar-
cado.
Alguns liomens, menos fatigados que os outros,
deitarara a correr para este ponto, e passado
algum lempo voltaram trazendo tabaco e fogo.
Estes dous objeclos provavam desla vez que
nao s eslavara n'uma ilha habitada, mas que
seus habitantes nao eslavam longe.
Na lancha havia duas machadas, as quaes ti-
iiham trazido para trra, e com ellas corlaram
troncos, que lhes serviram para accender ires ou
quatro fogueiras.
Os roarinheiros, assentados era roda dellas,
oceupavam-se em fumar e comer favas.
Anoiteceu, o nao sabiam aonde eslavam,
porque anda nao linham visto um s habitante
do paiz.
A prudencia exiga que se tomassem as maio-
res precauces.
Consullaram o capillo.
Bonlekoo ordenou-lhes que augmentassem as
fogueiras, e collocou tres sentinellas as avenidas
do acampamento.
A la, estando em minguante, lancava fraca
luz.
Cada um se acommodou conforme ple, e
apezar da situacao precaria, adormeceu.
Imagine-se qual leria sido o somno d'esles
infelizes nufragos durante os quatorzc dias de
navegaco,
Perlo de meia noite, urna das senlincllas che-
gou-se muilo devagar ao capilo, e accordando-o,
annunciou-lhe quo urna consideravcl mullidao
de insulares avancava para elles.
O capilo despertou a sua gente toda.
Por desgrana eslavam to mal armados, que
as duas machadas, que linham Irazidos, de
Lordo, eram as suas nicas armas, juntas com
urna espada ferrugenta.
Bontekoe, em falla de oulros, ordenou a cada
homem que agarrasse n'um liciio accezo, c quo
carregasse os insulares assira que elles appare-
cessom.
Esla idea do capilao reanimou a todos.
Cada homem, armado do um tronco ardendo,
e;perou Iranqiiillamenle o signal, o dado elle,
lancou-se ao iuimigo.
A vista destes setenta e dous homensa correr,
dando gritos e brandindo tachos, de que sahiam
ao mesmo lempo fumo, chammas c faiscas, pro-
duzia no meio das trovas um eITcito, que mal se
podia imaginir.
Os insulares nao resisliram um s oslante,
nem mesmo atiraram urna flecha ; fugiram com
leda a torca, respondendo com grilos de terror
aos signaes de ataque e provocago dos niar-
nheiros.
A linal desappareceram, interoaado-so pelo
espesso bosque, que na sua fronte se eslendia
como urna grando rede.
Os Hollandozcs vollaram para as suas fogueiras,
porm era todo o resto da noile nao poderam
socegar.
O capilao e Rol reliraram-se para a lancha, a
fim de que podesso iraraedialamente navegar, no
caso de vollarera os insulanos.
No dia seguinle, ao nascer do sol, ttfdas as
vistas se voltaram para o bosque.
Delle sahiram tres homens, que seguiram ao
longo da praia.
Tres maririheiros hollandezes se offereccram
pora ir ao seu encontr.
Nunca urna primeira entrevista de plenipoten-
ciarios, encarregados dos mais graves interesses,
inspirou urna curiosidado egual que expermen-
taran 03 que esta assisliam de longo.
E, com effeito, desle priraeiro encontr ia
resultara paz ou a guerra.
Estes tres marinheiros, que haviam j navega-
do nos mares da India e China, sabiam algumas
palavras da lingua do paiz, e, com a ajuda d'isso,
esperavam fazer-se comprehender.
Euifim, os estrangeiros encontrarara-sc com
os indgenas.
A primeira pergunla que fizeram aos Hollan-
dezes foi de que paiz eram.
Os marinheiros apressaram-se responder
que eram de llollanda. ederara-se por uns infe-
lizes mercadores, cujo navio havia sido devorado
pelas chammas; depois, interrogando por seu
turno, quizeram saber se poderiara por troca
atrancar alguns viveres de que linham a maior
necessidade.
K5 quoto slo durava, os insulares, que pa-
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FE1RA 20 DE SETEMBRO DE 1860.
reciam poucos tmidos, continuavara a aproxi-
mar-se do acampamento, o que os outros lhes
consentirn) por nao seren mais que tres.
Comludo, o capilao julgou prudento eslender
as velas por cima dos remos, que formavam o
convez, para nao verem o fundo da lancha.
E, com effeito, esta piecauco pareceu inquie-
tal-os, porque pergunlaram ingenuamente se os
nufragos linham armas.
Bonlekoo respondeu que por fortuna cada ho-
rnera dos seus podra salvar a sua espingarda,
como tamben) a plvora e bailas necessarias.
E aponlando para a parte da laucha coberta
com as velas :
Ali esl o arsenal, lhesdisse elle.
Os indgenas rooslraram bastantes esejos de
levantar as velas, mas conlivcram-se.
Vendo que a sua curiosidado por esto lado nao
poderia ser salisfeila, os tres insulares despedi-
ram-se dos Hollandezes, dizendo-lhos que iam
buscar arroz e galinhas para elles.
Despejaram-se todas asalgiberas, e a muilo
custo reunio-se a somma de setenta reaes.
Passados tres quarios do hora voltaram os in-
sulares trazendo galinhas c arroz cosido.
Pagarara-lhes com o dinheiro lirado da bolea
commum, e elles moslraram-se satisfeitos com o
prego quo lhes derara.
O capilao convidou, pois, a sua gente comer
tranquilamente.
Os tres indgenas asssliram refeicao dos seus
hospedes.
Os Hollandezes aveoluraram-se a fazer-lhes
algumas perguntas acerca do paiz em que
eslavam.
Como presumir o capilao, a ilha era
Sumatra.
Perguntaram-lhes a siluago de Jaon, o elles
indicaram-a, mostrando com o dedo a sua
direego.
Era, pouco mais ou menos, como se tinha
Otado.
A nica cousa que tallara agora a equipagem
eram viveros era abundancia para recuperar as
forcas prfidas.
O capilao, porlanto, resolveu arriscar ludo
para os procurar.
Para isso nao se precisava mais do que subir
a ribeira e entrar n'uma pequea aldein, que de
onge haviam divisado.
O capilao, levando o restante do dinheiro e
acorapanhado de quatro homens, para l se di-
rigi, embarcando n'uma pequea lancha.
Chegado que foi, sera difficuldade fez as suas
provises, que logo envin sua gente, recora-
raendando a Rol que as destribuisse egualmenle.
Elle, porrn, demorou-se na aldeia, tanto para
descansar como tomar algum alimento.
Acabando de comer, sem I he importar com os
indgenas, que. em quanto elle esleve coraendo,
nao o linhara perdido de vista um instante, com-
prou um bfalo e tratou de o trazer comsigo.
Mas o animal era tao selvagem.
absolutamente doixar-se conduzir.
Os qu3lro marinheiros, vendo aproximar-se a
noite, propozerara a Boulekoe de passar a noile
na aldeia e no dia seguinle vollarem ao acampa-
mento.
Assim, dziam elles, seria mais fcil apodera-
rcm-sfi do animal e leva-Io aos seus companhei-
ros.
Nao era esta a opinio de Boniekoe, que sera
comludo os compellir vollarem, lhes declarou
que elle ia nessa mesma noile para o acampa-
mento, anda mesmo que livesse de partir s.
Os quatro marinheiros pedirara dcsculpa ao ci-
pio, pretextando cansaco, o declararam-lhe que
se aproveiavam da lceuca quo lhes conceda pa-
ra ficarem na aldeia.
0 capilao, portante, parti s. Comprehende-
ra que uns queriara demora-lo, em quanto que
outros estimaran que elle se relirasse.
A occasio era arriscada. pnnitiA a menor ho-
silago podia perder ludo.
Bonlekoo foi ler com os insulares, e, agarran-
do nos dous primerosque encontrou por um bra-
co, levou-os comsigo, como um homem que es-
lava coslumado a mandare ser obedecido.
Os indigeoaa nao II,e fizeram resistencia decla-
rada, mas moslraram-lhe notavel repugnancia,
encarando-o com vistas araeagaddras, e, assim
que entraram na lancha, sentou-se ura r e ou-
tro proa, o ambos comecaram a remar.
Cada um delles tinha a sua cacheira pendente
da cintura.
Bontekoe, posto no centro di lancha, olhava-os
alternamente, esperando assim conle-los.
Na terca parte docarainho, pouco mais ou me-
nos, o que estava r levantou-so, o, chegando-
companheiro, dinglndo os olhos alternativamente
para o dinheiro o pira o hornero, fazendo eviden-
teroenle esta pergunta :
Devo acceitar o dinheiro, ou matar o homem ?
E malar o hornero era-lhe tao fcil como accei-
tar o dinheiro, porque elle estar armado e Bon-
tekoe nao estara.
Bontekoe nao perda de vista um s de seus
movimeotos.e cemo lia ludo que se passara no
espirito do selvagem, apezar da physionoroia na-
da denunciar, o seu corceo batia-lho violenta-
mente.
E, comludo, contiuuava a lancha a dcscer a
ribeira, e cora lano mais rapidez por isso que era
impellida pelo refluxo.
Bontekoe havia chegado a meio da sua ra-
geni quando os dous guias comegarara a trocar
palavras, o logo em seguida fallaran) com urna
viracidade e vehemencia, que nao deixaram de
inquietar o valente capilo.
Claro eslava que alguma conjuraco se trama-
va entre os dous homens, e Bontekoe pareceu-
Ihe vernos seus gestos que estaram tratando se
cada um delles cahiria do seu lado sobre elle eo
assassinaria.
vista disto, o capitao dirigi urna supplica
mental a Deus, e, como no mesmo momenio lho
occorresse urna iia eslravaganle, nao duvidou
de que fosse idspiraco do Todo Poderoso.
A idea era de cantar.
Iraraedialamente coraecou a cantar urna can-
cao hollandeza. porm com tal herrara, que era
de ensurdecer quem o ouvisse.
Ao ouvirem este canto inspirado, e tao forla,
quo reporcutia nos bosques que cobriam as duas
margeos da ribeira, os dous selragens desataran)
a rir de lo boa vonlade, que abriam desmedi-
damente a bocea, de roaneira quo Bontekoe po-
dia ver-lhes a entrada da goela.
Entretanto, a lancha navegava rpidamente pe-
la ribeifa, e como passados instantes o capilo
avislasso o escaler, conheceu que estara salvo.
Continuou sempre cantando, porque assim, ao
mesmo lempo que entrelinha os dous guias, da-
va conhecer aos do acampamento a sua che-
gada.
E.comefTeilo. quando as notas ma3 alias da
sua escala (Bonlekoo pouco Ihe imporlava cantar
desafinado, comanlo que o ouvissem.) quando
as notas mais altas da sua escala chegaram aos
ouvidos da sua equpigero, todos deixaram o que
eslavam para correr praia.
O capilo ordenou ento aos dous insulares que
se pozessern proa, para que assira elle podesse
viga-los melhor, e livrar-se de qualquer sorpre-
za da parte delles.
Obedecern), e lendo-se aproximado da praia
no sitio quo lhes foi designado, saliou a Ierra o
capilo e achou-se no meio dos seus.
A inquietaco dos Hollandezes fui grando rendo
Bontekoe voltars.
Quando o ourirara canlar, como nao sabiam
] que elle goslasse tanto de msica rocal, logosus-
! petaram que alguma cousa extraordinaria se pas-
sava, o por isso linham corrido.
Bontekoe referio-lhos a compra do bfalo, o
desejo dos seus corapanheros de ficarem e os
perigos que elle correr na sua rolla.
Os Hollandezes queriam fazer pagar caro aos
dous insulares as angustias do Seu commandante;
porm elle pelo contrario, recomraendou-lhes
que os Iralasscm com todas as allenccs, porque
os seus quatro companheros podiam pagar com
a vida a menor arranhadura que lhes fosse feita.
Os dous era ao menos se mostraram preocco-
pado; com a menor idea do perigo.
Iam e rinham pelo acampamonlo, examinando
os objeclos com a curiosidado de selvagens e de
enancas, pergunlantio onde passava a noite aquel-
la genle c onde dormiara Rol o o capilo, que
haviam reconhocido pelos dous chefes daquella
tropa.
Responderam-lhes que os horaens dormiam
em tendas e Rol o o capilo na lanrha.
Passou-se noite com socego ; todava, o ca-
pilao dotmio mal, .preoecupado cora a idea rte
que nao lornava mais a ver os quatro horaens
que havia delxado na aldeia.
E, com elfeito, passaram-se as primeiras ho-
ras do dia seguinle, sem que elles appare-
cessem
Erara quasi nove horas da roanha quando
vieram dzer ao commandante que se viam dous
iusularcs conduzindo um bfalo.
Bonlekoe, acompauhado d'um dos seus que
fallara alguma cousa a lingua raalaia, foi ao en-
contr dos dous horaens, o perguntou-Ihes por
que motivo os Hollandezes nao linham j volia-
do, e porque,uo era aquelle o bfalo que elle
havia comprado.
Responderam eslas duas perguntas que o
se a Bontekoe, declarou-lho por signaes que nao bfalo que o capilo comprara era tao indmito,
ira mais longo sem Ihe dar dinheiro ; em conse- que se linham rislo obrigados a escolhor oulro,
quencia do que o capilo lirou da algibeira urna e que, em quanto aos Hollandezes, rinham mais
pequea oioeda, que Ihe apresentou. alraz, conduzindo o outro bfalo.
FOLUETU1
ac e:
'JLW3.,
pon
PAULO DE KOCK.
O indgena pegou nella e examinou-a por al-
gum lempo com modo indeciso, depois envolveu-
a n'uma ponta da tanga que iraza na cintura.
Feilo isto, foi de novo seular-se.
Chcgou a vez do que estava proa.
Bepetio-se a mesma scena da exigencia.
Bonlekoe praticou com este o mesmo que fizc-
ra com o priraeiro, dando urna moeda de cual
valor oulra.
O homem considerou-a por muilo terapo com
maior dcsconfianca ainda que o tinha feilo o seu
XLIV
Conversando retrospectiva.
Era ura bello aposento da ra S. Domingos,
mobiliado com essa elegancia severa que d im-
medialamente urna idea das pessoas que o habi-
tara, urna senhora, enrolla em um chambre for-
rado de arminho eslava sentada em urna vasta
poltrona, collocada ante umachamin onde scin-
tillava um bom fogo.
Essa senhora que tinha na cabega urna elegante
louca de rendas, eslava com os pes sobre a cha-
min. Era no mez de Janeiro ; o fro era agudo,
mas nao se podia sonli-lo era um aposento bein
fechado, bem tapelado.de madama de Fierville,
porquo nesle momento estamos em casa dola.
A lia de Len linha ao p de si ura velador so-
bre o qual eslavam livros e um tinteiro. Mas
ella nem escrevia nem olhava para o volume que
tinha machinalmente na mo ; pareca immersa
as suas relexes, quando Ihe foi dizer uro
criado :
O Sr. Duraarselle pergunta se pode fallar
com a senhora.
Madama de Fierville nao foi senhora de um
morimento que logo comprimi dizendo :
Mande-o entrar.
Ha algum lempo que nao vemos esle persona-
gem que se mostrou tao generoso, to servical
para com Sabretache e quo, dando-lho o que fa-
zer. conseguio polo no caminho do bem-eslar.
Hoje encontramo-lo pouco mais ou menos como
enlo. E' sempre o homem comme il faut, dis-
tincto, serio ; mas suas feices eslavam mais tris-
tes, e sua physiononiia exprima urna especie de
desanimo contra o qual pareca lutar com menos
torga.
Dumarselle entrou, comprimenlou esenlou-se
com a familiaridade que s se tem em casa dos
amigos ntimos.
Bons dias, meu charo Armando, disse ma-
dama de F>rvillerec,ebendo Durmaselle com um
sorriso constrangido ; j do volla Pars?
E' verdade, minha senhora ; vollei aute-
honiem : a primeira visita que taco.
Agradeco muilo... Esleve muilo lempo au-
sente desla vez ?
Cinco mezes pouco mais ou menos.
E a vagem ?
Como de cosime... sempre sem resulla-
do... sempre infructfera !...
Meu Deus! btanlos anuos Como pode
ainda conservar esperanca Se livesse de... des-
Esta resposla pareceu bastante plausivcl.
Por um instaulc socegaram os receios do ca-
pilo.
Promplificou-se a comprar o segundo bfalo,
e, ajuslando com os insulares o prego, pagou o
animal.
Mas, quando quizeram conduzi-lo para o a-
campamento, o animal tornou-se lo indcil co-
mo o da vespera. Bontekoe, porm, vendo islo,
pegou n'uma machada e cortou-lhe os jr-
reles.
Os insulares, que, apezar de lerem recebido o
dinheiro, conlavam levar outra vez o bfalo, ren-
do o seu plano destruido, deram grandes gritos,
os quaes, como se fossem um signal, fizeram
sahir do bosque duzentos ou trezenlos dos seus
compatriotas, que correram rpidamente para a
lancha.
As ms ntoncos com que riohara nao eram
duridosas, c por isso tres dos Hollandezes que
se oceupavam em conserrar urna fogueira em
frente das tendas, e que foram os primeiros que
os avislaram, correram para o capilo annun-
ciar-lhe o ataque.
Ao mesmo lempo, oulro bando de cincoenla
homens, mostrando intencoes nao menos hostis,
appareceu dolado contrario.
Bonlekoe calculou a porcio de genle que ti-
nha a receiar, e, rendo que podia rcsistir-lhe,
apezar dos seus eslarem mal armados, gritou-
Ihes :
Fiquem firmes I Esles miseraveis nao sao
to numerosos que nos raettam medo.
Porm, quasi ao mesmo lempo, por outra par-
te desembocou ura terceiro bando, lo numeroso
elle s como os dous primeiros, e armado de es-
cudos e espadas.
Se cada Hollandez, como se havia dilo aos in-
sulares, livesse a sua arma e raunices, a resis-
tencia ainda sera possivel; mas contra seiscen-
tos, pouco mais ou menos, nao havia que oppor,
sendo apenas sessonla e sete os hollandezes e
nao possuindo, como j se declarou, mais que
duas machadas e urna espada.
O capilo conheceu immediatamente que s
urna prorapta retirada era a nica via de salva-
cao que Ihe restava, e com voz forte gritou :
Meus amigos lancha lancha I
ouviudo islo, lodos deitaram correr.
Infelizmente, a bordo nada estava prorapto
para a partida, quando beira da praia foi pre-
ciso que urna parlados Hollandezes fisesso freu-
te ao inimigo, em quanto a oulra soltara a
amarra.
Dous homens da equipagem linham-se apo-
derado das machadas, c o padeiro empu-
nhra a espada, com a qual obrava mara-
vlhas.
Houve um lisiante do lerrirel confuso e
lula.
Nao rendo armas aos Hollandezes, os nsula-
resaque desde logo tireram a dobrada vantagera
do numero e das armas, arrojarara-se embar-
ca cao, dando gritos terriveis.
O cmbalo foi geral em Ierra, a bordo e na
agua.
A lancha linha duas amarras, urna de proa,
eutra da r.
O capito, que eslava 3 bordo, grilou ao pa-
deiro, que se achava junto da boca :
Corla esse cabo 1
Mas a espada cortava mal e uo podia entrar
n'uma corda flexivel ; alm de que, naquelle
momento, o padeiro foi obrigado a virar-se e a
servir-se della contra um insulano quo o ata-
cava.
O capilo, enlo, correndo r, eslicou a bo-
ga, que d'alli prenda a lancha sobre a borda, e
gritou :
Corta !
Desla vez bastou um golpe s para cortar o
cabo.
Depois segunda vez gritou Bontekoe :
A' lancha lancha !
A' esta ordem, ludo que nao eslava ferido
gravemente ou morto, tratou de retirar-se ; os
que eslavam na lancha ajudarara os de fora a en-
trar, em quanto quatro delles, conseguindo at-
rancar a fateixa da praia, empurraram a lancha
para o meio da correnle.
" Quando perderam o p, laucaram-lhes cor-
das para os ojudar a subir para a embar-
caco.
Depois, como se o co quizesse soccorrer os
pobres nufragos, contra n. quao. o fngo, a
agua e a Ierra eslavam desencadeados, o rento
que at ali estivera contraro, mudou de repen-
te, e, soprando de Ierra, levou a lancha para o
mar.
Faltava a barra e os cscolhos: era o ul-
timo reccio, e lalvez o mais real, dos Hollan-
dezes.
Atravcssaram-a felizmente, e no fim de cinco
minutos acharam-se, por esle lado ao menos, fo-
ra do todo o perigo.
A conviego dos insulanos eslava de accordo
com o susto dos Hollandezes, porque lodos elles
avangaram al extremidade do cabo e ah espe-
raran! ver a lancha afuudar-sc.
A Providencia deterrainou o contrario, e con-
tinuando o vento favoravel, a lancha bem de-
pressase affastou da ribeira.
Duascc-usas entristecern) ento a equipagem
e o seu valente commandante.
Em priraeiro lugar, a pena do serem cons-
trangidos abandonar qualro companheros,
com osquaes haviam supportado lanas fadigas
e perigos.
Depois, por verem quo o corajoso padeiro, que
lo denodadamente cobrira a retirada, estava fe-
rido por baxo do pelo. A brida em si nao era
pergosa, mas, pelo circulo negro que apresen-
tava, o capilo conheceu que havia sido feita com
arma envenenada.
Immedialamente pegou n'uma faca e cortou a
carne em roda da ferida at chegar saa, po-
uma falla... de que ainda coro, o senhor acha
mo que eu tenha procurado salvar a minha hon-
ra, nao incorrer na colera de meu pai .. que era
de uma severidade excessiva, o que nunca me
teria perdoado.
Oh 1 sem duvida, foi por isso quo exigi que
nossa fllha...
Falle mais baixo, por obsequio.
Com effeito, minha senhora, eu s devia
dizer minha filha... a senhora exigi que ella
como sabe ? \ oce nunca procurou obter fosse mandada crear longe do Paris. Tinha tanto
que elle apDrovasse o nosso amor. Oh I agora medo pe encontra-la no seu caminho I
conheco-a, minha senhora... mas enlo eramos! A precaugo era necessaria... o Sr.' ento o
ambos moros ; eu so amara-a com paixo. S I comprehendeu.
em "
reu
E
pedi-la a seu pai.
cobrir alguma cousa, de obler algumas informa-; Confessando-lhe a nossa falla? Havia de
goes acerca., do que procura, j devia ler accu- ser bem recebido !
dido. Mas depois de tantas viagens, de lanas! Ora, minha senhora. quando um pai Irata
pesquisas inuleis, bem v que deve lomar o seu com um homem de honra, acaba sempre por per-
(Vide o Diario a. 21".
partido.
O meu partido ? Nao, minha senhora ; nao
tenho o seu estoicismo; a sua coragero... nao
lenho principalmente o seu coraeo. A esperan-
ga de encontrar minha ilha... m loda a minha
vida, eis o meu nico pensamento... Porque ra-
zo havia de renunciar a ella ? Tive alguma vez
provas desua morte? Tor ventura as circums-
lancias devem fazer-me presumir de que ella foi
victima de algum accidente? Nao, nao sei uada.
Minha filha e sua ama desippareceram sem que
se podessem encontrar vestigios seus, eis o que
sei. Ser isso bstanle para que eu diga : Minha
filha morreu, intil conservar qualquer espe-
ranga ? Nao, minha senhora, nao ; ha o quer que
seja, pelo contrario, que me diz que minha filha,
que a minha pequea Clotilde ainda existe. An-
tes quero dar ouvidos essa voz secreta, mesmo
que me enganasse, do que a do uma fra razo,
que s me deixa o desanimo e os desgostos.
Meu Deus I eu nao quero augmentar os seus
pesares. Senhor se houvessemos de ler noticias
j ellas leriam viudo. Se essa ama anda exis-
tisse, porque razo nao ouvio fallar nella I
Essa ama provavel que j nao exisla, por-
quo sabia o meu nomo, a minha morada, e ler-
me-hia escrpto ou mandado escrever, e o que
nao ponho em duvida, mas podo o Terrele Ge-
rard ler morrido sem que a menina que eu Ihe
linha confiado livesse a mesma sorle. Ah I Ade-
lia.se roc tivesse menos suslos pela sua repu-
tago... se livesse mais amor dessa pobre meni-
na, nada dislo leria succedido I
O senhor na realidade cruel as sqas cen-
suras 1 Parece que sou eu a causa de que essa
ama tenha desapparecido coro a menina que Ihe
m urna casa de campo em que o acaso nos havia Teve a raqueza de ceder aos seus deseios
punido, suecumbi em um instante de fraqueza. Uvera occasio, quando eslive em Monlepellier"
:< s desojara uma cousa, ser seu esposo... Ia de Iravar conheciraento com bons aldees qu
habitavam em uma pequea cabana, a meia le-
gua da cidade.... Nos meus passeios, parava
muitas vezes em casa do lavrador Gerard, para
refrescar me c comer bolos preparados por sua
mulher. Firrete linha um filho e essa boa sen-
t, nao sendo rica procurara um
conoul Depois de me ler... feilo coromeUer'essa menina?
doar Ento eu nao tinha fortuna, verdade,
mas j linha um.nome honroso. Voc pedime
que esperasse... obedec... Ah se eu sonbesse
entao que eslava p3ra ser mi, s teria atlendido
ao meu dever e iria declarar ludo seu pai.
Sim... elle mandara trancar-rae n'um con-
venio.
Minha senhora, nao se trancam mais as mo-
gas nos conrelos. Emfim disso-me que a nossa
falla hara tido conseguencias, e eu oblire que
meentregasse o nosso filho.
K eu cumpri a minha palarra, senhor ; a
menina Ihe foi entregue.
Oh 1 sem difficuldade iienhuma. Voc ti-
nha tanta pressa de rer-se livre della !
Quera que fosse creada era casa de meu
p ? Bonito resultado, depois de lanas precau-
ces que eu linha lomado para occullir a minha
vergonha 1
A su vergonha I Ah 1 sm, a senhora tinha
vergonha de ser mi I Esse titulo tao nobre, to
bello, to doce.porque tantas mulheres suspirara,
quo lhes faz muitas rezes esquecer dias de prira-
ges c de lagrimas, para a senhora era urna rer-
gonhal
Senhor, eu nao era casada 1
Oh minha senhora, a iiaturcza falla antes
da sociedade I... Culpada aos olhos do mundo, a
senhora nao devia por isso deixar de amar sua
filha... nao devia por isso deixar de cobri-la de
abragos e de caricias... porque a menina nao era
culpada, e um filho, quer seja fruclo de uma fra-
queza, quer o seja de urna unio legal, tem todos
os direitos ao nosso amor.
Equem Ihe disse que eu oo linha amado
gen
menino para
crear. Fui a oldeia das Oliveiras, propuz a cam-
poueza encarregar-se de rainhi (ilha ; ella ace-
lou com prazer, vcio commigo a Pars busca-la e
parti logo com a crianca. Passaram-se dous
annos.... eu ia muitas vez'es ver a minha Clotil-
de......estava encantadora. Pob e menina I co-
nhecia me, amava-me j,... A senhora em vez
de perguntar-me noticias desua filha, fugia, evi-
lava a minha presenga.........
Senhor, a prudencia, o cuidado na minha
repulago.....
Diga anles que linha cessado do amar-mo
e que o rer-me, recordava-lhc um passado que
quizera riscar da sua rida Emfim a senhora ca-
sou.....com o senhor de Fierville.
Meu pai exigi o meu consenlimenlo para
essa unio.... eu nao tinha nenhum motivo para
recusar
Nenhum motivo ? A mtn parece-me que
devia le-los muilo graves, e multo valiosos, se os
quizesse dar a conhecer.
Deshonrando-me, cobrindo de vergonha a
velhice ue meu pai.
Deixemo-nos disso I A senhora nao me ti-
nha mais amor e quando eu soubo o seu casa-
mento, devo confessar tambero que pouco pezar
tive cora a sua inconstancia : porque comecava
a aprecia-la, e conhece-la. Eu nao podis d'izer
que minha fllha perdia sua mi, porque a pobre
crianga nunca a Uvera....
O senhor hoje esl de uma barbaridade.....
trata-me com tal severidade.
E' porqus de ha muilo preciso dizer-lhe lo-
do o meu pansamenlo... Sim, a senhora casou-
se sem pezares, sem reroorso, e todava enlo a
raioho pobre Clotilde ainda nao eslavo perdida I
rm o veneno das ilhas de Socda nunca perda^
como se sabe, e no flm de cinco minutos, o fe-
rido, tornndose hiri, exhalou um fraco suspiro
e cahio roorlo.
Bonlekoe passou depois revista 4 sua gente.
Faliaram-lhe dezeseis homens: os quatro que
haviam fleado na aldeia, onze que linham sido
morios na occasio do embarque e o infeliz pa-
deiro que acabara de expirar.
Rezaram uma brero oragao sobre o seu cad-
ver, e depois foi langado ao mar.
V
As monlanhas azues.
Nsregaram com renlo em popa rodeando a
costa.
Passadas as primeiras saudades dos ausentes e
cumpridos os ltimos dereres para cora o morto,
trataran) de rerificar a porgo que haria de raan-
Umentos.
Os rireres limtaram-so oilo gallinhas o um
boceado de arroz, que ludo foi destribuido pelos
cincoenla e seis roarinheiros restantes.
Mas, claro esl, que estes poucos rireres nao
podiam satisfazer por muilo lempo as necessida-
pes de homens que hariam supporlado a tomo
qualorze dias, e que mesmo em trra nunca ti-
reram lempo de saciar-se.
Decdio-se, porlanto, que era absolutamente
indispensarel tornar a desembarcar, e em con -
sequencia dsso naregaram para a costa.
Esta costa estar cheia de indgenas, que, ren-
do os Hollaudezes meller a proa para elles, fu-
giram abandonando a praia.
Apressaram-se a desembarcar ali, afira de a-
panharem Ostras e outros mariscos proprios d'a-
quellas paragens e de beberem n'um regalo e de
encherem os dous barris, feilo o que, rollaram
para a lancha.
O capilo propoz queso navegasse mais ao lar-
go, afim dse encontrar alguma ilha deserta, on-
de, sem medo dassorprezas, encontrassem agua,
fructos e marisco.
Foi adoptada a delberago.
As informages dadas na vespera pelos insula-
nos acerca de Sumatra e Java eram to incertas,
que se ignorara absolutamente em que altura se'
acharam.
A noile estara boa, o mar tranquillo, e, relali
rameal* ao que se tinha passado, a posico dos
pobres nufragos era lolerarel.
Ao na6cer do dia, avislaram tres ilhas.
Como nao vissem ninguem na praia, persuadi-
rara-se que eram desertas, circumslancia que raui-
to lhes agradou por ser o que procurarara. Na-
regaram em direcgo maior das Ires e a ella a-
portarara.
Encontrara m apenas um regato de boa agua,
barnbus.palraeiras e uma montanha.
Assim que os marinheiros proraram a aua
acharam-na tao boa, que se lembraram logo d
aproreitar a maior porco della possivel, afira de
a conservaren) alm daquella que os dous barris
podessem conter.
Para eslo fim corlaram uma grande quantidade
de bambus, cujos nos furaram cora um pao, excep-
to o ultimo ; depois encheram-nos de agua e la-
parara-nos na extremidade opposta com rolhas
Desla forma ficaram com dobrada proviso de
agua.
Depois subir m s palmeras e corlaram as ex-
tremidades d'ellas, que sao maclas como a cera,
e quo tera, pouco mais ou menos, o sabor da cou-
ve crua ; comeram as que quizoram e proveram-
se de uma porgan dellas.
Feilo islo. fespalharam-so bandos pela praia
em busca de marisco.
Entretanto, Bontekoe trepara a montanha.
Chegado que foi ao cumo, recordando-se da
maneira miraculosa porque successiramente ti-
nha escapado morte, um sentimento de religio-
so reconhecimento Ihe innuudou o corago, e.
rista desla costa inhspita, desle mar derordor,
cahio de joelhose rendeu gragas ao Todo Pode-
rnsn.
Depois, erguendo a cabega, fitou os olhos no
horisonle.
Na sua direila rio desenhar-se atrarez do ra-
por uma cadeia de monlanhas o no meio desla
especie de neroeiro azulado eslenderem-se dous
altos cumes.
No mesmo instante Ihe occorreu uma lera-
braoga.
Muias rezes, estando em Hoorn, na llollanda,
em companhia do amigos, tendo cada ura diant
de si a competente caneca de cerreja, ourra con-
tar a um delles, Guilherme Schoulen, que viaja-
ra duas vezes s indias orienlaes, que por detraz
de Balara se estendia urna cadeia de monlanhas
das quaes dous cumes elevados se prolongavara
at cima das nuvens, e da sua cor azulada ha-
viam sido nomeadas as monlanhas azues.
Se eslas erara as raesmas montanhas de que
falla va Guilherme Schoulen, enlo era exacto o
calculo que formara Bonlekoe, e achavam-se a
pouca distancia de Java, islo n'um eslabeleci-
mento hollandez, deque podiam esperar lodosos
soccorros possiveis.
Desceu, porlanto, da montanha, c foi ler com
os seus, que continuavara as pesquizas, o com-
muncou-lhes as suas esperangas.
Elles todos juntos pedram ao capilo que de
novo tomasse o commando da lancha e aproasse
as monlanhas.
Melleram na lancha todo o marisco que ha-
viam apanhado, assim como os cimos das pal-
Oh I quando cu soube do seu casamento nao
quiz por mais lempo estar privado das caricias
de minha lilha. Escrevi logo ama ; essa hon-
rada mulher enviuvra e lamben) tinha perdido o
seu filho ; nada a relinha na sua aldeia, eu tinha
alugado para ella uma casinha de campo perto
de Paris, Todos os dias eu tena do ver minha
filha... Ah I csses projeclos de felicidade nao
deviam realisar se.... Pierrete Gerard rendeu a
sua cabana, realisou-K.'e o produelo e parti um
da para Paris, onde cu a esperava com impa-
ciencia, mas debalde, porque cllic nochegou.
Ahi esl o que eu nunca pode comprehen-
der. Nao linha viudo em sege publica f
Nao. infelizmente I Depois fui a* aldeia
das Oliveiras ; inforroei-me, o que me poderam
dizer foi que Pierrete, que eslava de muilo boa
saude assim como a crianga, linha partido cora
minha filha para Monlepellier p.... que Ocara
d'aqui a um quarto de legua e que tencionara
metter-se ah na sege publica. Fui informar-me
em Montpellier ; ahi lerabrava-se 1 agente do
escriplorio das segeg de ter rislo uma campo-
neza com uma menina rir inforraar-se da seg
de Paris, porm infelizmente a diligencia j linha
partido. Enlo Pierrete lircra a-funesta idea de !
ir passciando pela estrada.esperanda achar lugar!
em qualquer outro carro... e com effeito passam
muitas vezes negociantes que vio s faina o s
testas visinhas e que, por uma fraca retribuigan,
do um lugar ao p de si ao viajante que h'
pede. Pierrete talvez arhasse uma dessas occa-
sies. Mas depois que fim levou ? Onde parou
esse carrinho ? Eis o que me foi irapossivel des-
cubrir depois. Foi aama roubada, atacada? Foi
victima'na estrada de algum accidente imprevis-
to? Eis oque nao pode saber___ Depois-de
baldadas pesquizas e desgostos decidi-me abra-
car a carreira militar, esperava encontrar a mor-
te, mas essa evita aquelles que nao a ternera.
E a morte de um de seus primos tornou-o
muito rico ?
Sim, minha senhora. Mas o que me impor-
ta a minha fortuna ? Nao tenho mais ninguem
a quem fazer feliz ?
Ainda muilo mogo, pode casar.
Casar ? Oh I nao. minha senhora, porque
se minha fllha anda existe, nao quero que tenha
rival no meu corago
Meu charo Armando, roc nao razoarel
Pode muito bem ser que a menina tenha morrido
azendo riagero para Paris ; a infancia sujeila a
tantos accidentes! e a amo, recusando ser aecu-
meiras e os bambs cheios de agua, e, aprovei-
tando o rento que era a favor, naregaram direi-
tos abertura das duas montanhas.
Cora a aproximago da noite, as montanhas
desappareciam no crepsculo ; porm, como as
estrellas se mostraram j no co, por ellas se fo-
ram guiando.
No dia immediato, a calmara fe-Ios estar pa-
rados.
Odesconlenlamento bordo foi grande, porque
ignoraran que durante a noite haviam navegado
de forma que estaram prximos da costa do
Jara.
De repente, um marinheiro que subir ao topo
do mastro sullou uma exclamago ; depois, es-
fregando os olhos, annunciou que aristara rinte
e tres narios.
A equipagem manifestou a sua alegra com gri-
tos, cantos e pulos.
Immediatamenle langaram tora lodos os remos
e naregaram para a frota.
Os rinte o tres narios eram hollandezes, com-
mandados por Fredcrico Houtmann Dolkraaes.
O commandanto, collocado no degro da popa
e auxiliado do oculode alcance, ro lodosos mo-
rimentos da laucha que para elle arangara e so-
bre a qual a sua rista experimentada reconhecia
indicios de um grande desastre.
Bom de pressa os nufragos riram do um dos
navios largar uma lancha, que veio para elles
cora a maior rapidez. Era mandada pelo comman-
dante.
Quando se aproximaram as duas lanchas, os
marinheiros, lano de uma como de outra, ergue-
ram-se, abanando com 03 chapeos e soltando um
hourra de alegra.
O seu contentamento foi muito maior logo que
reconhejeram que todos elles tinham dado ve-
la e sahido juntos de Texol, e que s se haviam
separado no golphode Biscaya.
Bontekoe e Rol passaram para a lancha c foram
levados bordo da almirante.
A lancha do Niew-Hoorn foi em seu segui-
raento.
Os dous officiaes subirara ao convez, onde os
esperava Frederico Houtmann.
F.ra poucas palavras fizeram o seu relatorio.
Os longos soffrimenlos referem-se em curias
ph rases.
O almirante depressa comprehendeu quo toda
esta boa gonte precisava de restaurar as forgas :
por isso ordenou que imraediamente fosse servi-
da a sua propria mesa de abundantes viandas,
poe vinho, feilo o que, convidou Rolo Bonte-
koe para ella se sentaren), e ao mesmo lempo
providenciou de forma que o resto dos nufragos
fossem festejados o melhor possivel pelos seus
companheros no convez.
Quando Bonlekoe e Rol, se virara sentados
aquella mesa, tendo diante de si pao, vinho o
manjares do seu paiz, olharam-se reciprocamente,
e, movidos pelo mesmo senmento, sentirara os
olhos arrasarem-se-lhes d'agua, agradecendo do
fundo d'alma ao almirante a boa recepgo que
lhes fazia.
O almirante concedeu-lhes o] da lodo para
descansaren), e no seguinle, embarcando no sea
yachl, t-Ios conduzir a Batavia, onde entraram
no meio de um immenso concurso de povo, que
j sabia da sua desgraca o do modo milagroso
porque haviam escapado a um triplicada morte,
com que por sua vez os haviam ameagado o fogo,
a agua e a Ierra.
Nesse mesmo dia foram ao palacio do general
da companhia, que os recebeu com a mesma
bondade com que o lzera o almirante.
De novo tiveram que contar-lhe tudo, que na
vespera haviam referido Frederico Houtmann,
e, como a impresso fosse a raesraa, a recepgo
foi egual, com a differenca de que a fesla a bor- ,
do s durara rinte e qualro horas emquanto que
no palacio do general prolongou-se oilo dias.
Finalmente, o general da companhia, rendo
que ora conrenienle aproreitarem-se homens
que linham dado proras de tamanha coragero e
de to santa resignacao, fez dar Bontekoe o lu-
gar de capilo do nario Le liergeboot e nomeiou
Rol comraissario do mesmo nario.
Ambos ellos se virara de noro reunidos e com
as raesmas graduages que aecuparam no navio
iView Hoorn.
Os marinheiros foram espalhados por diversos
navios, segundo as exigencias do almirante.
Passado lempo. Rol alcancou o gorerno do
forte de Amboioe, urna das ilhas Molucas, onde
morreu.
(Juanto Bontekoe, depois de ler sido empre-
gado em muitas expediges e ler prestado, pela
sua coragem e sciencia, grandes serrigos ao go-
rerno, parti para a Europa a 6 de Janeiro de
1625, aportou a Zelandia a 15 de norembro se-
guinle erelirou-se pira Hoorn, cidade era que
nascera, onde redigio esta narracao, que apo-
sentamos nossos leilores, mais de duzentos an-
nos depois que foi escripia. *
A. Dunas.
(Commercio do Porto.)
"V

\
1
Y

"
Clotilde ainda
ella dore ter
sada de negligencia, fugio lalvez para outro lu-
gar sem Ihe dar parle dessa desgraga.
Sira, bem sei que podia ler succedido as-
sim !
E depois admitamos que
existe, isso foi ha muito lempo,
agora......
Vinie e dous jnnos e meio.
Ento, como poderia reconhece-la.
Por )slo, minha senhora.
E Duraarselle Uro doseio uma medalhinha de
vidro, na qualquer havia leltras de cabello, de ca-
racteres exquisitos.
Eu tinha mandado fazer duas medalhas
exactamente scraelhanles. Aqu esl uma, tinha
prendido a oulra uma correnle de cabellos quo
linha passado ao pescogo de minha filha, orde-
nando a ama que nunca Ihe lirasse essa medaiha.
E pensa que, crescendo, tenha Clotilde con-
tinuado irazer essa medaiha :
Nao duvido, minha senhora, quand um
objecto qualquer nos pode restituir pais, um no-
me, uma fortuna, uma familia por modesta, creio
que deve ser nossos olhos de um valor inesti-
mavel.
Madama de Fiervillo nio disse mais Bada. Du-
rante algum lempo conservaram-se ambos cala-
dos. Em fim a lia de Len murmurou com ar in-
dfferente :
Eu fiquei viuva.... depois de alguns annos
de casada ; e nao lire a consolago do ler Olhos
Filhos disso Duraarselle, deilan-lo a ma-
dama de Fierville um olhar severo. Ah o co
foi justo, nao devia mais concoder filhos aquella
que repellio de seus bracos sua filha I
Madama de Fierville fez um movimento de im-
paciencia, de colera; porm esforgou-se por con-
ler-so dizendo:
Parece quo o senhor hojo veio com a reso-
lugo bem determinada de me dizer cousas...
desagradaveis...... Muito bem, d livre corso
ao seu mo humor......sou muito bem educada
para Ihe responder.
Nao. senhora; vim fallaMhe de minha fi-
lha dts rumbas pesquizas, que al hoje tem si-
do baldadas, parece-me que esse assurapio de-
ve-lhonieressar.... Errei, bem o vejo, para o
futuro absler-me-hei de fallar-lhe em tactos que
prefere esquecer.
(Confnur-9-o).

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'1
PEttN. -TYP. DE li. F. DE PARIA.- 18W." )
I


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