Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08230


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Full Text
ry
lili XXXYI. NUMERO 217.
Por tres mezes adiantados 5(000.
Por tres mezes vencidos
ODARTA FEIRA 19 DE SETEBBRO DE 1860.
Por anno adiautado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCAHREGADOS DA SUBSCRIpgAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, n Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joo Ernandes de
Miraos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos Agua Preta, Pimenteiras eNatalquintasfeiras.
Amazonas, o Sr. Joronymo da Costa._______ (Todos os correios partem as 10 horas da manhaa.
PARTIDA UUS CUItltblUa.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
lguarass, Goiaaoa e Parahiba as segundas
e sexlas feiras.
S. Anto, Bezerros.Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
iOricury e Ex uas qartas-feiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una, Barreiros.
EPHEMERIDE5 DO-HEZ DE SETEMBIIO.
8 Quarto minguante as 8 horas e 47 minutos
da manhaa.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manhaa
21 Quarto crescente as 9 horas e 5 minutos da
larde.
29 Luacheia as 11 horas e 20 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas o 54 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Reaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 beras
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sexlas as 10 horas.
Primeira Tara do civi: tercas e sexlas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a uma
hora da tarde.
PARTE FFICIAL
ministerio dos negocios estran-
getros.
C0RKB9F0NDENCU
lia vida entre a legneo de S. M. Brilannica e o
governo imperial, sobre a suspensa dos Ira-
balhos da commissao mixta brasileirae ingle- '
za, para complemento dos documentos publica-
dos sobre esle assumpto cor a exposirao do Sr.
conselheiro Antonio Mcolo Tolentinn, de 14
de abril, no annexo ao velatorio de S. Exc.
o Sr. ministro dos negocios estrangeiros do
corrente anno
Petropolis, 10 de abril de 1860.
Sr. ministro.Rercbi em devido lempo as duas
notas de V. Exc. datadas de 14 do mez ultimo e
de 2 do corrente, respondendo s niinhas de 20
c 23 daqucllc mez, relativas a suspensao dos
trabalhos da commissao mixta.
Soube conj muito prazer que V. Exc. de
opiniao nao ser conveniente prorogar o praso
para o rocehimenlo geral das reclamaroes alm
do dia 10 de marro, c que desde aquella data
nenhuma rcclam'aco mais foi transmeltida por
V. Exc. ao commissario brasileiro; e consoguin-
temente cre;o poder considerar como ajustado
que nao sero recebidas pelos commissarios,
quando tenham novamente de reunir-se, recla-
macoes algumas que nocstivessem em poder de
qualquer delles no da 10 de marco, excepgo
taquellas que por motivos especian, julguem os
commissarios poderem ser apresentadas nllerior-
mente em virtudc do poder discricionario que
Ihes reservou o art. 3. da convencao.
O receio do que fosse prorogado indefinida-
mente o praso para o recebimonto geral das
reclamacoes, foi o principal motivo que levou-me
a dar Importancia conliuuago immediata dus
trabalhos da commissao.
O faci de se verificarcm ou nao as oito
sesses mensacs, nao pode por si s ser de im-
portancia pratica.
Uma vez que a diffkuldade relativa prorogn-
cio do praso para o recebimento das reclamaroes
acha-se felizmente removida, espero que a sus-
pen-o que levo lugar, anda que contine a nao
considera-la necessaria e inevitavcl, pode ser do
vantagem.
Agradcco a V. Exc. a obsequiosa mnnfeslaco
do seu desejo de achar-se sempre de acrordo
comigo, reronhero a sua sinceridade, eapresso-
de sujeiiar-se a obvia necessidade Ja suspensao, ( go 19 do decreto numero 737 de 25 de uuveni-
por ver que squ collega brasileiro, cuja presenta bro de 1850.
era necessaria para poder rennir-sc a commissao, I Segundo, se uma nota promissoria, assi^nada
recusara Continuara comparecer. por um ou mais devedores nao commercanles
Fazendo estas observaces sobre os tpicos ; por valor recebido em dinheiro a ordem de pes-
das duas notas de V. Exc, que julguei nao deixar soa tambem nao commcrciante, sendo negociada
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Pedro de Arbunes m.
18 Terga. S. Jos de Cuperlino f.; S. Thomaz.
19 Quarta. S. Januario b. m. ; S. Nilob
20 Quintaos. Eustaquio m. ; S. Glicerio b.
21 Sexta. S. Matheus apostlo e Evangelista.
22 Sabbado. S. Mauricio e seus comp. mm.
23 Domingo. S. I.ino p. ni. ; S. Toda v. m.
passar desapercobidos, repito que espero poder
conferenciar com V. Exc, alim de chegarmos, se
possivel fr. a um accordo para a continuacao
dos trabalhos de. commissao, sob circo instancias
mais folizes; e aproveito-me da occasi&o para
renovar a V. Exc. as seguranzas de minha mais
alta consideraban.
A S. Exc. o Sr. Joao Lins Vieira Cansancio
do Sinimb.\V. Christie.
Petropolis, 11 de abril de 1860. Sr. minis-
tro. Em minha nota datada de honlom, iz ob-
servarnos, sobre alguns trechos do oicio do Sr.
Tolentino dirigido a V. Exc. em 28 de fevcreirn
do qual V. Exc. enviou-me copia por nota de 2i
do mez findo; c vou anda a elle referir-me.
Desejo prevenir a V. Exc. de que o despacho
que passoi ao Sr. Morgan em 21 do feverciro, e
do qual envin copia ao Sr. Tolentino, o que deu
occasiao aquelle offlcio, nao leve por flm ser le-
! vado ao conhecim^nlo do commissario brasileiro,
sendo destinado nicamente para intelligencia c V"
governo do Sr. Morgan. Joaqom
Nao desejo que V. Exc. supponha que me re-
tracto de algumas das ordena contidas n'aquelle
despacho, desojo porora que V. Exc saiba que,
se elle fosse destinado a ser communicado ao go-
verno brasileiro, cu o teria alterado em alguns
pontos quanto ao estylo e phraseologia.
O Sr. Tolentino engana-se, suppondo que o go-
verno de S. M. desoja adoptar na questao da taxa
d
l
ou descontada antes do vencimento por compa-
nhia bancariaou por banquoiro particular torna-
so. da competencia do foro commercial pelo fcto
de ter havido operago de banco e cesso mer-
cantil por va de endosso.
Quanto a primeira, que embora passada a nota
promissoria a favor de banco publico ou particu-
lar, por valor recebido em dinheiro, nao titulo
mercantil.
Quanto a segunda, que semelhanle nota, as
circunstancias mencionadas, sendo negociada
pelo banco por endosso, antes de vencida, torna-
se Ululo mercantil nicamente para os endos-
santes.
Palacio do Rio de Janeiro, em 15 de junho do
1860.Joao l.ustosa da Cunha Paranagu.
Conforme.Antonio I.eite de Pinho.
Respondo
officio de 21
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL,
Alagoas, o Sr. Glaudino Falcao Dias; Bahia.
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr,
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBL'CO.
O proprietario do tuvo Manoel Jigueiroa do
Faria.nasua livraria prara dda Incpcndencia na
6e8.
ao que me consulta V. S. em seu
de agosto ultimo, com rejaro
dispensa de servico, que pedio o subdelegad'o de
Papscaca, para alguns guardas nacionaes que
deseja nomear inspector de quarleirao, tenho a
dizer a V. S. que nos termos do aviso de 25 de
de 1856, cuja ub-
aviso n 71) de 7 de lovereiro
servancia lho recommendo.
Dilo ao conselho administrativo do Palrimonio
dos Orphos.Autoriso o conselho administrati-
vo do Palrimonio dos Orphaos a fazer o contrato
de arrondamenlo dos dous armazens n. 74 e 75.
. na ra do Encantamento do bairro do Recife, per-
por esta presidencia, a | tenccnles ao mesmo palrimonio. de conformida-
te.
.-ndo nesta
data approvado o plano que Vrac. me enviou com
o seu officio de 14 do corrente para a extraccao
das loteras, assim lh'o communic para seu co-
nhecimento remettendo-lhe copia do referido
, .'. ----------- < w ** *> w.ww iiiviiiu UISO unu- all
novembro de 1857 semelhanle dispensa nao pode na ra do Encantamento do bai
ser concedida senao por esta presidencia, a tenccnles ao mesmo patrimonio.
qucriii devora requisitar o Dr. chefe de polica no i de com a sua informadlo de 15 do corren
caso de nao haver absolutamente pessoas nao Dito ao thesoureiro das loteras.Tenc
alistadas, ou da reserva, que possara ser empre-
gadas n'aquelles cargos de*plicia.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional de S. Antao. Solvendo a duvida pro-
EXPEDIEXTE DO DIA 17 DE SETEMBRO DE 1860.
Officio ao juiz de paz presidente da mesa pa-
rochial da Boa-Vista desta cidade.Os membros
dessa mesa parochial Decio de Aquino Fonseca e
Augusto Ferreira Jacobina, acabam de
representar-me, que eneontrando-se na apura-
gao das cdulas de juizes de paz algumas que,
I nao tendo emendas, risco ou alteracao de nomes,
lestavam incluidas em outras com esse defeito,
i servindo-lhos de involucro, nao lem Vmc. que-
; rido apura-las, ao passo que procedeu diver-
samente ua apuracao de votos para verea-
dores.
lo cambio um principio para as reclamaroes bri- SinJ ex3C-ta es,a .,Ue6S0., ^"p declarar a
annicaa e outro menos favoravel para asbrasi- Ymf:- "Je rnftao nrima tal intelligencia da-
t-iras. O mesmo principio deiustica de pagarse ? \a"u ^combinado com o art. 104 da le
principio dcjuslic.a de p
aos reclamantes, cujas perdas forem reconheci-
das, o valor da propriedade perdida, applicavel
naturalmente tanto aos reclamantes brasileiros
como aos britaunicos.
Outrosim quanlo aos juros que se devem con-
ceder ras reclamaroes, o governo de Sua Mages-
tade espera cortamente paga-Ios segundo a taxa
legal da Inglaterra, as reciamacOes brasileiras,.
semelhanle aquellas para as quaes o Sr- Morgan
tem ordem de reclamar juros, no interesse dos '
subditos britannicos. segundo a taxa legal do Bra- |
sil. a esle respeilo cabe-mo aqui explicar que,
dizendo eu que o governo brasileiro ser traa-
me a segurar a V. Exc. que igual o mou de do com fa se n-5o se ox mai .
chogarmos a um arcordo para a conlinuarao dos i 0;,i.. ___...i.. -. i___ij. -
trabalhos da commissao, com o fim de prevenir
a repelicao das dilficuldades que occasionaram a
suspencao.
Devo comtudo fazer algumas observarles s
duas notas que rerebi do V. Exc.
Nao sendo minha inlenco prolongar uma
correspondencia controvertida, dar-me-hei por
feliz se pudor cumprir o devor em que estou de
justificar o governo de Sua Magostado o a mim
mesmo, de modo que possa induzr a V. Exc. a
julgar dosnecessana uma conferencia.
l.embrare em primeiro lugar a V. Exc. que a
ordem dada ao Sr. Morgan nao linha por lim,
como V. Exc. diz, abster-se elle de tomar conhe-
cimonlo das reclamaros provenientes da captu-
ra e detenro por cruzeiros britannicos do navios
lirasileiros suspeilos de se ernpregarem no trafico
de escravos.
A ordem foi para que derlinasso proceder
[deal with) acerca de taes rcrl.imaces, at o
recebimento de novas instrueces.
A expressio deal with tem significaran mais
restricta do que tomar conliecimento, e permilti-
ria ao Sr. Morgan ludo fazer, menos concorrer
para profenr-se sontenca sobre ellas; e a omls-
sao que V. Exc. faz das palavras a al o recebi-
monto do novas instrueces constilue uma
obrigagao material do faci ; porquanto faz de
uma ordem pira abster-se por um certo lempo,
uma prohibirao permanente.
Nao posso ir do accordo com o pensamenlo de
V. Exc. que extensamente desenvolvido pelo
Sr. Tolentino no officio de que V. Exc leve a
bomlade de enviar-me copia, de que as ordens
dadas pelo_ governo de Sua Mageslade ao Sr.
Morgan sao inconsistentes com a independencia
dos commissarios como determina ^rpnvenr.ao
c com as obrigaroes de suas decidios so-
lemnes.
Os commissarios declar.iram soV''mnempute que
imparcal e cuidadosamente exarl'inaram e deci-
dirn), segundo os dictantes de &>a razan e de
conformidade com a justica e a quidade, sem
medo, favor ou affeico a seus paiap8-
Nao dever, porin, o rommiss'0 reccorrer
ao seu governo para obter informaoes sobre
fados constantes de sua correspondencia, e nao
dever elle esclarecer o seu juizo sobre questes
de principios, ouviudo o seu governo c os conse-
Iheiros legaes desles ?
Acontece haver-se o Sr. Morgan rgido ao
seu governo com o fjm de infnrmar-se e aconse-
Ihar-se ; o governo consultou a seus cnsclheiros
legaes, liouve uma demora inesperada em obler-
se o parecer desses conselheiros, pelo.que leve
ordem o Sr. Morgjn para que nada rso'vesse
sem primeiro receber aquelle parecer.
AITeclar isso a independencia c imparcialjdade
dos commissarios ?
Acredito que a eloquenle indignacao do 5r.
Tolentino pelo procedimento do governo de 5-
M. Brilannica acha-se de todo deslocada.
Quaesquer ordens dadas polo governo de Sua
Mageslade ao Sr Morgan nao poderiam em caso
algum prender o commissario brasileiro ou de-
terminar a sontenca da commissao.
Serveriam ellas nicamente para auxiliar oSr-
Morgan as discussoes com o seu collega ; o se
em uilimo raso pao pudesse elle convencer ao
Sr. Tolentino nem ser por elle convencido,
Laveria inda o recurso do arbitro.
O Sr. Tolentino, no officio que dirigi aV. Exc.
c do qual V. Exc, mandeu-me copia, falla do
reclamacoes contra decises injustas da commis-
sao mixta de serra Leda, que julga deverem ser
submolldas consideracio desta commissao.
Contando poder breveentc ter a satisfaco do
conferenciar com V. Exc. a respeilo da commis-
sao, limilo-me por agorf, com referencia aquella
opiniao, a expressar a uinha sorpreza de que o
commissario.brasileiro pareen alimentar a espe-
ranza de fazer reviver julg'amc-ntos que foram
declarados por tratados sem appellaco, e tecm
sido julgados deflinitivis por notas fki3cs do
governo brasileiro e dicisoes de seus tribunaes,
e at mesmo por um despacho da actual commis-
sao assignado pelo proirio Sr. Tolentino.
Logo depois de haver dirigido a V. Exc. a
pinna nula de 23 do lassado, ordenei ao Sr.
Morgan que se dirigiSJ directamente ao seu
collega brasileiro conmunicando-lhe achar-se
prompto para cooperarcom elle afim de celebra-
ren!-se oito sessoes mies de lindo, o mez de
marco.
Pola mesma occasi transmit ao Sr. Morgan
copia da nota que dirig a V. Exc. em 23 do pas-
sado, e naturalmente ello enlendcu, assim como
eu esperava que V. Eic. tambera o comprehen-
desse, que elles linhan de reunir-se para osfins
c nos termos expresses na referida nota.
Julgo que o Sr. To-enlino enganou-se quando
suppoz que o Sr. Morgan conviera com elle na
necessidade de continuar a snspensao dos traba-
lhos da commissao at que fossem recebidas as
instrueces promettidas pelo gover.io de Sua
Mageslade.
Acredito que o ir. Tolentino enganou-se
igualmente, supponco que o Sr. Morgan, quando
leve lugar da primeia vez a suspensao, concor-
dara em sua convenencia.
Creio que em talos os casos oSr. Morgan tere
simples, segundo a taxa legal do Brasil Uve em
considerarlo ser inferior aquella laxa ao juro or-
dinario commercial, d'onde resulta que os recla-
mantes, que tenham de receber uros pela tsxa
logal do Brasil, perrebero menos do que pode-
riam obler por qualquer emprego do dinheiro
que tivossem do fazer.
O despacho que dirig ao Sr. Morgan em 21 de
fevereiro, nao leudo por fnn passar de suas mos,
espero de V. Exc. que tetina a bondade de pro-
videnciar para que, se fr publicado, o soja
igualmente com elle esta ola.
Aproveito-me da occasiao para renovar a V.
Exc. as seguranzas de minha mais alta consiJe-
rarao. A S, Exc. o Sr. Joao Lins Vieira Cin-
sanso de Sinimb. W. D. Chrslie.
Petropolis, 14 de jullio de 1860. Sr. minis-
tro. Depois da publicaro do relalorio annual
de V. Exc em que se d corita do que occorreu
sobre a suspensao da commissao mixta, c se diz
claramente que o commissario britannico concor-
dou com a opiniao do seu collega brasileiro acer-
ca da conveniencia da primeira suspensao o da
continuarn desta, depois que o Sr. Tolentino an-
nuto ao convite que lho fez o Sr. Morgan por mi-
nha ordem para se rounirem ,novamente, julguei
acertado dirigir-mo por escriplo ao Sr. Morgan
para sabor delle se o seu procedimento n'aquollas
duas occasies havia sido correctamente exposto
por V. Exc
O Sr. Morgan respondeu-mc que essa expos-
cao de seus actos era exacta, e portanto do
meu dever declarar a V. gxc. que equivoquei-me
representando que o Sr. Morgan nao havia ccv-
vindo com a opiniao do Sr. TollerTrno sobre a
conveniencia da sutuvmto) *%rs sim aquiescido
simplesment" ?r necessidade, qmndo vio que
I seu coliga njo continuara a assistir aos traba-
Mus da commissao.
Nao julgo preciso dar a V. Exc. explicacoes
sobre as causas desle meu engao, que muito de-
ploro, roas devo declarar que anda sou de opi-
niao de que a suspensao era desnecessaria e in-
conveniente.
Aproveito-mc desta occasiao para renovar a V.
de 19 de agosto dcl86.
Alm de que, por actos e decises anteriores
do governo eslava previsto o resolvido em con-
trario o caso sujoito, o art. 13 das instrueces de
22 de agosto ultimo, terminantemente "dispoe
que a cdula, que nao tendo riscos, emendas ou
alteracao de nomes, encontrar-se coi outras com
norn.es riscados, emendados ou alterados, servio-
do do involucro, ser apurada
Recommendo, cois, a V'mc, a observancia des-
sa disposirao de lei, devendo somonte inulilisar
o involucro, deque nella so traa.
Dito ao Btm. bispo diocesano.Em data de
15 desle mez, mandei entregar quem fosse
competentemente habilitado, a quantia de 6000
ris dos 11:000^000 res destinados obrada ma-
triz de S. Jos desta cidade, do que trata a or-
dem do thesouro n. 131 de 20 do agosto ul-
timo.
Determinando nesta ordem, que a referida
quanlia fosse entregue em preslacoes, e sendo
de estylo as reparlices de fazenda que esta
clausula restringe em taes casos a entrega a pa-
gamento da duodcima parte dentro do exercicio
corrente, nao era possivel salisfazer em ludo o
que sulicitou V. Exc. em seu officio de 14 do
corrente, que respondo ; e s atlendendo s
ponderosas razdes por V. Exc. allegadas, tomei
a deliherac.io de mandar pagar a supradila quan-
lia de 6:000.
Dilo ao coronel commandante das armas.Sir-
va-so V. S. de informar-me a razo por qne o
majnr commandante da forca em diligencia no
Ouricury, a quem, segundo" informa a contado-
ra de fazenda, se adiantou dinheiro para diver-
sas dospez-js, nao pagou a importancia de que
tratam os papis inclusos, e cujo pagamento re-
quer Miguel dos Anjos Monteiro.
Dilo ao mesmo.Transmiti por copia a V.S.,
para seu conheciraento, o aviso circular da repar-
tirlo da guerra de 14 d agosto ultimo, no qual se
delormioaquo a providencia conlida no aviso de
17 da maio do 1856, segeneralise para todos os
casos que possatn decorrer, afim de evitarque da
falla deofficiaos do exercito elTeclivos ou refor-
mados, honorarios e da exlincla segunda linha
para formaco dos conselhos militares, sobreve-
nda prejuizo ou demora ao servico publico e aos
.f>m?. guM copia se remelleu ao commandanie
superior doRwife.
Dito ao mesmo.Respondo ao officio que Y.
S. me dirigi em 13 do crrente, sob n. 977, di-
zendo-lhe, que em vista do offiejo junto por co-
pia do Dr. chefe de polica, manir V. S. consi-
derar como faltas njuslificaveis as que tiver da-
do o escrivo do hospital militar Joao Paulo Fer-
roira ; cumprindoque V. S. proponha quem,o
deva substituir interinamente.Communicou-se
thesourara de fazenda.
Dilo ao commandante d? estaco naval.Com-
Exc. a seguranra de minha alia consideraco. muni.c0 ^-S., para seu couhecimento. que
4 C l.*u ~.0_ _-. w t _. f ve 1.1 1 ii ^'sn >"> I n r- ii,\ a*tL-mil 4n .Va t .. .
A S. Exc. o Sr. Joan Lins Vieira Cansanso'de Si-
nimb. W. D. Christie.
1. seccao. N. 9. Rio de Janeiro. Ministerio
dos negocios eslrangeiros, em 24 de julho de
1860. Tenho a honra de aecusar recebida a
noia que dirigio-me em 14 do corrente o Sr.
Williain Dougal Christie, enviado extraordinario
o ministro plenipotenciario de S. M Brilannica.
Referindo-se o Sr. Christie ao que expuz no
relalorio que apresonlei assembla geral legis-
lativa na presente sesso, acerca da suspensao
dos trabalhos da commissao mixta encarregada
de rever as reclamacoes pendentes entre os dous
paizes, communica-me ter ouvido ao commissa-
rio por parte de S. II. Brilannica, sobre a cxacii-
dao de seus actos, como foram ali relatados, con-
trnenles aquella oceurreucia, e haver Mr. Mor-
gn respondido que a minha exposicao era con-
forVa? procedimento que linha elle lido, quan-
do seM*sculio e resolveu a conveniencia dos 1ra-
balhosH* commissao.
Sem enVaro Sr-.Christie em explicaco quanto
aos motivdVl116 induziram ao equivoco em que
eslava de J"e bavia o commissario britannico
annnido que,"a resoluco, manifest o seu pesar
de ter dirigide* manifeslacoes ao govornc imperial
nesse falso su?ll0Sl-
Nao
indiepo
Apreciando a"irM.queza com que o Sr. Christie
ronfessa o engao em que laborava, folgo do ver
que asseverei a verdade, quando, expondo os ne-
gocios da commissao, diss-? que a suspensao dos
respectivos trabalhos linha sido resolvida me-
danle o accordo de ambos os commissarios ; sus-
pensao que o governo imperial contina a julgar
indispensavel, desde que um dos commissarios
leve instrueces do seu governo para nao lomar
conherimenlo de certas reclamacoes nao exclui-
das pela convencao de 2 de junho de 1858, que
creou a referida commissao para juga-las.
Reitero ao Sr. Christie os protestos de minha
muito perfeita eslima e distincta consideraco.
Joao Lins Vieira Cansanso de Sinimb.' Ao
Sr. William Dougal Christie.
>obstante\Persis,e na idea de que n5o era
onsavel neNf conveniente um tal acto.
posta por V. S. era sou officio do 6 de abril ul- j plano, afim de que tenha execuco.Remeltou-
irao, tenho a dizer-lho que referindo-se as lis- se copia o inspector da thesourara provincial.
ttw 5 qiUS / Vrio2?' -37- d0 decret0 n Dil ao inspector da sade do porto. Em
1130 de 12 de marco de 1853 a distribuido das resposta ao officio de Vm
O Sr. Teixeira Soares (pela ordem) reclama
contra a inezaclidao com que foi publicado no
jornal da casa, nao s o ponto de questao do dis-
curso do Sr. presidente do conselho, pronuncia-
do na sesso de 9, como o aparte que a proposito
lho dra.
Todo, portanto, ao Sr. presidenle as necessarias
providencias.
O Sr, Presidenle declara que ser atlendida a
reclamaro do Sr. deputado.
ORDEM DO DIA.
Procedcndo-se S olecao da mesa, sao ree-
leilos os meamos senhores de que ella se coru-
punha.
Em seguida sao rejeilados os requerimentos
). i l t j j --------p _.----- ^w..*.^.v. wi. .viiuoo gi-mca u. vina ut>
duado chefe da guarda nacional do respectivo Tacarat.Mande Vmc. com urcencia apresentar
municipio, as copias aulhonticas exigidas no art. nesli capital, como requisitou o coronel corn-
, do supracitado decreto nao podem ser extra- j mandante das armas, as leslemunhas que devem
indas senao pelo secretario goral da guarda na- depr no conselho deinvestigacao a que tem de
ctonal por isso que as funegoes do secretario do responder o commandanie da companhia do pe-
conselho de revista terminara com o encerra- destres dessa comarca Luz Antonio Ferraz Ju-
mento dos trabalhos e dissoluco dcste. nior.
Dito ao inspector da thesourara de fazenda. Portiria.-o' Sr. agente da companhla brasi-
Ao engenheirc William Marluieau mando V. S. leira de paquetes a vapor, mande dar transporte
pagaros vencimentos que. por conla dos minis-j para a corte, porconla do ministerio da guerra
tenes da marinhi e imperio, se Ihe estver a de- no vapor que se espera do norte, s pracas men-
ver al o ultimo de agosto prximo findo, como donadas na relaco junta.Communicou-so
pelo inspector do arsenal de marinha, foi-me
declarado acharem-sc ultimados os concerlos de
que precisava o vapor Thetis.
Dito ao presidente da Santa Casa da Miseri-
cordia. Inleirado do contedo do seu officio de
li do corrente, tenho a dizer-lho que, logo que
esteja restabelecida a orphaa Mara Jos do Nas-
cimento, mande V. S apresenla-la ao juiz de or-
phaos, para que lhe do destino na forma da
lei.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode \. S. mandar engajar o paisano Antonio
Jos do Andrade, que, segundo o alteslado que
veio junio ao seu officio de 15 do corrente, sob
n. 385, foi considerado apto para o servico do
corpo de seu comrnando.
Dito ao commandante superior do Recife.
Sirva-se V. S. de expedir suas ordens para que
no dia 23 do corrente, s 3 horas da larde, un
dos rorpos da guarda nacional sob seu comrnan-
do superior arompanhe n procisso do Senhor
Rom Jess dos Pobres Affliclos da groja do Di-
vino Espirito Santo nesta freguezia para a de S.
Goncalo na da Boa-Vista.
Dilo ao commandante superior dos municipios
de Olinda e lguarass.Expca V. S. suas or-
dens para que uma guarda de honra de um dos
corpos do municipio de lguarass assista a festa
e arompanhe a procisso de SS. Cosme e Da-
mio na freguezia daquelle nome no dia 30 do
corrente
Dilo ao commandante superior interino da
guarda nacional do Rio Fonnoso.Em soluqo
ao que me consulla V. S ora sou officio de 28 de
agosto ultimo, tenho a di/.er-lhe, que podendo
os cora mandantes superiores, no termo do S 16
do art. 1. do decreto n. 1,35i de 6 de abril do
1854, revogar as ordens dadas, ou penas impos-
tas pelos commandanles dos corpos, claro que
o sargento Olympio Theodoro da Silva, a que se
refere V. S. no citado officio, deve continuar a
servir como effectivo na sua companhia, visto
ter sido reentregado naquello posio pela ordem
do dia do commandanie superior, que deste modo
nullificou implicitamenie a nomeaco que fez o
commandante interino do batalha n. 45 desso
municipio, de outro inferior para snbstituir -
quelle sargento, que por elle havia sido rebaixa-
do do posto.
Dilo ao commandante superior da guarda na-
cional de Pao d'Alho. Nao tendo podido con-
tinuar cm seus Irabalhos o conselho de revista
desse municipio, que apenas funecionou um s
da, por ter no immediato dado parte de doente
o presidenle da cmara municipal, que nao pode
ser substituido na forma da lei por acharem-se
Governo da provincia.
Ministerio da justica.Portara de 15 de junho
de 1860.Ao tribunal do-commercio da Baha.
Resolve duvidas a respeilo de olas promissorias.
Segunda seceo.Manda Sua Mageslade o Im-
perador, em conformidade da imperial resoluco
de 30 de abril prximo pretrito, declarar pela
secretaria de estado dos negocios da justiga ao
tribunal do commercio da Baha, em soluco as! os vereatlores, uns impedidos, e ulros ausentes
seguintes duvidas, oflerecidas sua alta consi-
deraco pelo presidente do mesmo tribunal:
Primeiro, se uma nota promissoria, assignada
por um ou mais deredores nao comtr.ercianles,
por valor recebido em dinheiro, e passada direc-
tamente ordem de companhia bancaria, ou de
banqueiro particular da competencia do foro
commorcial, conforme, o disposto no 2o do arti*
como declara V. S. em seu officio de 13 de agos-
to ultimo, a que respondo, cumpre que V. S.
prosiga nos trabalhos do predito conselho de re-
vista, logo que para isso se ache prompto o pre-
sidente da cmara municipal, ou qualquer oulro
vereador, que o substitun : -o que devera tra-
zcr immediatamente ao meu couhecimento.
Dilo ao commandante superior de Garanhuns.
engenheiro contratado para as obras desta pro-
vincia.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar a Luz
Borgos de Siqueira, em vista de documentos
legaes, que apresentar nessa thesourara, a im-
portancia dos objeclos por elle Torneados ao ar-
senal de marinha em julho ultimo para o vapor
Viamo que tinha de sahir proraptamenle para
o Maraaho, segundo consta de officio do ins-
pector do mesmo arsenal de 13 de agosto ulti-
mo, sob n 341, o a que se refere a informacao
de V. S. de 17 do cilado mez, n 854.Commu-
nicou-se ao inspector do arsensl de marinhe.
Dilo ao inspector da thesourara prov.ricial.
Em vista dos attestados juntos, mande V. S. pa-
gar ao empresario do theatro de Santa Izabel.
G. Marinangcli a importancia do subsidio do
mez de agosto uilimo.
Dilo ao mesmo. Mande V. S. pagar ao enge-
nheiro William Martineau o que por esla Ihe-
souraria se lhe pstiver a devor at o uilimo de
agosto prximo findo, como engenheiro contra-
lado para as obras publicas dessa provincia.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar ao capi-
lao Francisco Raphacl de Mello Reg o que se
lhe estiver a dever dos vencimentos, que per-
cebe como agente gscal da illuminaQo a gaz,
devendo V. S. comprehender osle pagamento no
numero dos que tem preferencia, por ser para
alimentos.
Dilo ao mesmo De conformidade com o que
me requisitou o chefe de polica era officio de 14
da corrente, sob n 1212, mande V. S. pagar a
Antonio Pedro Rodrigues a quantia de CjOOO
res, despendida nos mezes de junho a agosto
deste anno cora o sustento dos presos pobres da
cadeia de Olinda, como se ve da conta junta,
que acompanhou aquelle officio. Corarauni-
cou-se chefe de polica.
Dito ao coronel director do arsenal |de guerra.
Exponba Vmc o que lhe occorrer cm vista
das inclusas informaces ministradas pelo the-
sourara da fazenda acerca de pagamento da I
despeza feita com o encanamento de agua po-
tavel para esse arsenal, enviando-rae copia do
contrato celebrado para esse Ora com a compa-
nhia de Boberibe.
Circular a todos os juizes de diroilo.Em ob-
servancia do aviso do ministerio da justica de 16
de agosto ultimo, recommendo a Vmc. q'uo com
lodo zeloe solliciludo procuro examinar as cor-
reicoes^e o juiz de orphos dessa comarca, cum-
pre com exaeco o humanitario dever de cuidar
pelos meios lgaos ao seu alcance do futuro e
bem-eslar dos orphos desvalidos, dando-os
soldada com as precisas seguranzas na forma da
lei, devendo Vmc. informar-me opportunamenle
do resultado de suas indagaces a esse respeilo.
Dita a todos 03 juizes de orphos.De confor-
midade com o qu6 me recommendado em aviso
do ministerio da justica de 16 de agosto ultimo
determino a Vmc. o mais exacto cumprimento da
lei quanto aos menores, que vivem nesso termo
sem sojeico e ao desamparo, dando-os asoldada
com as precisas segnrancas, o cuidando de seu
bem-eslar por todos os meios legaes ao seu al-
cance, devendo Vmc remetler-me no praso de
oous mezes urna relaco nominal dos referidos
menores; com designaco de idade, sexo, estado
de sade, etc.
Confio de seu zelo pelo servico publico, que,
comprehendendo a justa Inlenco, que diclou ao
governo imperial essa recommendaco em bene-
ficio do uma classe do desvalidos, que por sua
idade, o falta do recursos tanto carece da prolec-
ro dos poderes do estado, cumprir Vmc fiel-
monte quanlo lhe tenho determinado.
Dito ao conselho de compras navaes.Respon-
do ao officio que me dirigi o conselho de com-
pras navaes era 13 do corrente declarando que
approvo o contrato celebrado com Jos Virissimo
dos Anjos para fornecimento de objectos neces-
sarios s dietas dos doentes dos uavios e enfer-
mara de marinha.Coramunicou-se a thesoura-
ra de fazenda.
Dito ao mesmo.Em rosposla ao officio que
me dirigi o conselho de compras navaes em 13
do corrente se me oll'ercce dizer, que approvo os
contratos feilos com diversas pessoas para o for-
necimento do material constante da relaco an-
nexa so cilado officio, devendo o mesmo conse-
lho remetler a thesourara de fazenda copia dos
respectivos contratos.
Dilo ao juiz municipal de Barreiros.Expe
Vmc. em seu officio de 12 do corrente que ha-
vendo-lhe requerido Antonio Germano Alvos da
Silva uma vistoria no livro da qualificaco dessa
freguezia sob o fundamento de achar-se o mesmo
livro flsicado, duvida Vmc. deferir semelhanto
prelongo em face do que dispe o art. 111 da lei
de 19 de agosto de 1846, concluindo por pedir-me
que o esclareca sobre semelhanle duvida, hem
como sobre o que tem cerca do direito, que lhe
assista, de compellir o juiz de paz, a quem in-
cumbe a guarda do dilo livro, a aprcsenlar-lh'o
para aquella diligencia, caso entenda a presiden-
cia que Vmc deve mandar proceder a ella.
Em soluco tenho a dizer-lho que o art. 111 da
lei de 19 de agosto de 1846, que V'mc alinde,
foi expressamente revogado pelo art. 1 19 do
decreto n. 812 de 19 de setombro de 1855, nao
podendo por consequencia subsistir a sua primei-
ra duvida ; e que quanlo segunda, deve Vmc
proceder do mosmo modo que proceder cerca
de outra qualquer diligencia judicial de igual na-
tureza, que se lhe requeresse ; sendo par conse-
quencia igualmente insubsistenie a sua segunda
duvid*.
Dito ao juiz de paz do 2. dislricio de Seri-
nhem.Ouvido o conselheiro presidente da re-
laco sobre o objecto de seu officio de 26 de agos-
to ultimo, c ronformando-me com o seu parecer,
tenho a declarar-lhe, que versando a duvida por
Vmc. exposta sobre um caso de conflicto de ju-
risdicQo, sujeito deciso das autoridades judi-
ciarias, a quera nicamente compete apreciar o
fado, fazendo applicaco das leis.equedeu lugar
ao processo pendente de responsabilidade contra
Vmc. intentado pelo juiz de direito interino dessa
comarca, no pode essa duvida ser administrati-
vamente resolvida em vista do que proscreve o
smenlos, al que viesse casa o parecer do me-
tropolitano.
O Sr. Pinto de Campos pede para retirar-se as
emendas substitutivas.
O Sr. Presidente consulta a casa, que decide
atlirmativamenle.
Contina a discusso da proposta do governo.
O Sr. Piulo de Campos :Sr. presidenle, lirai-
tar-rae-hei a mui poucas reflexes.
O projerlo ou emenda substitutiva que tire-
mos a honra de offorecerno foi seriamente com-
batida pelo nobre deputado quo na sesso de sab-
bado encelou oslo debato.
O nobre deputado oceupou a attenco da-c-
mara com uma dissertaco escolstica, alias lu-
minosa, sobre principios'que nenhum de ns.poz
aqui em duvida....
O Se. Vilella Tavares :Muito obrigado.
O Sr. Pinto de Campos:----c com os quaes
oslamos de perfeilo arcordo. (Apoiados.) Mas o
nobre deputado levou demasiado longe as conse-
quencias desses principios. (Apoiados.)
Encarando o matrimonio em seu carsclerex-
clusivaraente espiritual, o nobre deputado des-
cnnheceu as suas relegos exteriores, assim como
coiiteslou, ou parecou contestar ao poder civil
a competencia em regular essas niesmas rela-
ges.
O nobre deputado sabe pcrfeilamenle que se o
matrimonio cm sua origem primitiva e divina
um contrato natural, elevado por Jess Chrisio
dignidade de sacramento, deve tambera saber
que, sob cerlo aspecto, um contiato social, islo
o, ocelesiastico e poltico ; e por isso em todos
os lempos e em lodos os paizes os legisladores,
assim os da igreja como os do estado, cada um
na aleada de sua jurisdicr.ao, exerceram sempre
grande autoridade sobre o matrimonio ; assump-
to qne por sua transcendencia nao pode deixar
do aduar poderosamente no bem-eslar, socego e
harmona das familias. (Apoiados.)
O Sr. I ilclla Tavares :Essa diviso que
escolstica.
O Sr. Pinto de Campos :Perde-me ; neste
de ageute da companhia brasileira de paquetes a scnl'do que se deve entenler o texto de S. Tho-
ao
commandanie das a-mas.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor mande dar uma passagem de
convez. no vapor que se espera do sul, por conla
do governo, para a provincia do Maranho, ao
ex-cabo do esquadra Izidoro Jos.Communicou-
se ao commandante das armas.
Dita.OSr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor mande dar transporte para a
provincia do Para, por conta do ministerio da
guerra, 110 vapor que se espera do sul, ao deser-
tor do 3o batalho de artilharia a p, Jos Joa-
quim da Silva.Communicou-se 00 comman-
dante das armas.
Expediente do secretario do governo
Officio ao Exm. bispo deocesano. De ordem
de S. Exc o Sr. presidente da provincia, remel-
lo a V. Exc. llvm. um exemplar impresso da col-
lecco de lois provinciaes, promulgadas no cr-
reme anuo.Remctleu-se tambem a todas as c-
maras municipaes, thesourara provincial, ao
administrador da mesa do consolado, ao admi-
nistrador das rendas internas, thesourara de
fazenda, ao palrimonio dos orphos, ao provedor
da Santa Casa da Misericordia, ao director geral
de insiruego publica, ao commandanie de poli-
ca, ao juiz dos feilos da fazenda e ao consulado
provincial.
Dito ao Sr. Thomaz de Faria.S. Exc o Sr.
presidente da provincia, manda communcar a
V. S. que pelo seu officio de 15 do corrente fica
inleirado nao s de haver V. S. deixado o cargo
vapor, mas lambem
de ora era dame os
Mendes.
de ficar delle encarregado
commercanles Azevedo &
DESPACHOS DO DA 17 DE SETEMBltO.
fequenmentos.
1601.] Bernardo Fernandos Vianna. Como
reqnor, sendo esle despacho apresentado ao Sr.
director geral da insttucro publica para o lira
conveniente.
1610.Francisco Firmlno Monteiro.Nao ten-
do o supplicante solicitado em lempo o Ululo de
sua nomeaco, nao pode agora ser-lhe conce-
dido.
1611.Bacharel Jos Pauhilino Mendes Maga-
IhcsInforme o Sr. inspector da thesourara de
fazenda.
1612.Jos da Silva Ferreira.Informe o Sr.
director das obras publicas.
1613.Jos Victorino de Santa Anna.Infor-
me o Sr. director das obras publicas.
1614Jos Higino de Miranda.Volle ao Sr-
inspector da thesourara de fazenda para expr o
mais quo lhe occorrer.
1615.Luz de Souza.Iuforme o Sr. director
das obras publicas.
1616.Irmandade do Sr. Bom Jess das Do-
res, da freguezia da Boa-vista.Dirija-se o sup-
plicante ao Sr. commandante superior da guarda
nacional deste municipio, a quem se
sentido que reqner.
1617.Manoel Buarquo de Macedo Lima.Pas
se-se portada concedendo a licenra na forma re-
querida.
1618.Maria Rosa da Conceico. Informe o
Sr. commandante do corpo de polica.
1619.Manoel Goncalves da Silva.Dirija-se
no conselho administrativo do palrimonio dos
orphaos.
1620.Manoel Germano de Miranda, alferes
do corpo de polica.Informe o Sr. commandan-
te do corpo de polica.
1621.Miguel Ferreira dos Anjos. -Remetlido
ao Sr. commandante do presidio de Fernando pa-
ra attender ao supplicante como fr de justica.
1622.Luz Burges de Siqueira.Dirija-se a
thesourara de fazenda.
1623Pedro Francisco de Andrade.Informe
o Sr. director das obras publicas.
1621.Silveria Maria do Jess.Nao tem iugar
0 que requer a supplicante.
1625 e 1626.William Marteoeau. Dirija-se
a thesourara de iazend.
1627.O mesmo.Drija-se a thesourara pro-
vincial.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSO EM 13 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs deputados, abre-
es sesso
Lda a acta da antecedente approvada.
O Sr. Primeiro Secretario d conta do se-
guinle
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio da fazenda, remetien-
do as informaces que lhe foram requisilndasso-
bre o requermento de Antonio Jos Guiraares,
amanuense da recebedoria do municipio.A quem
fez a requisico
Oulro do mesmo ministerio, enviando as copias
dos documentos relativos ao empreslimo de ris
1,200.0008 feito ao governo pela companhia da
estrada de ferro da D. Pedro II.A quem fez a
requisico.
Oulro do Sr. deputado Pereira da Cunha, par-
ticipando que por incommodos de saude, nao po-
de comparecer a sesso.Inteirada.
Um requerimenlo de Maximiano dos Sanios
Marques, pedindo para se matricular no 1. anno
da faruldade de medicina da Baha.A commis-
sao do insiruego puDlica.
Um parecer (approvado) da commissao do com-
mercio, industria, arles e officios, requerendo
que sejam remettidos commissao de fazenda,
todos os papis relativos pretenco do Vicente
Ferreira Carvalhaes, para que se possa depois pro-
por deciso mais acertad^.
Tres redaccoes confirmado varios projectos que
mandam admittir matricula e acto das (acuida-
des do imperio a varios estridentes.
maz, citado hontem pelo nobre deputado, a sa-
ber : O matrimonio, emquanlo officio da natu-
reza, regulado pelo direito natural; emquanlo
officio da sociedade, regulado pela le civil; e
emquanlo sacramento, regulado pelas leis da
igreja.
Dadas estas relegues, possivel recusar a inge-
rencia de ambos o's poderes em negocio que ihes
loca lo de perlo?
O Sr. Vilella Tavares :Nao se pode separar
uma cousa da outra.
O Sr. Pinto de Campos: Nao se late porora
de separar cousa alguma ; Irala-se soraente de
cousiderar o matrimonio, nao s em suas condi-
goes intrnsecas, como em seus efleitos lempo-
raes.
Alm disto, nao nos ocecupamos do matrimo-
nio dos calholicos ; nao este o objecto, nem da
emenda substitutiva, nem da presento discusso.
Apoiados.) E desde que o nobro deputado vio
ollerecer-se uma emenda em subsliluigo pro-
posta primitiva, emenda que a modifica essen-
cialuiente nos seus pontos cardeaes, nao devia
agitar questao algum* seno em relago emen-
da substitutiva. (Apoiados.)
O Sr. Vilella Tavares:O que eslava em dis-
cusso era a proposla e a emenda.
O Sr. Pino de Campos :Nao importa ; basta-
va ver que as vistas das commisses nao erara,
officia no ,razer mais discusso essa proposla, que s pe-
las formalidades do regiment etlrou conjuncta-
mente em discusso; pois quo nao se podem
adoptar os arligos substitutivos sem votar-se con-
tra os da proposta, a respeilo da qual o paiz lem
formado j o seu juizo, e a considera completa-
mente inexequvel porque anli-calholica. En-
tretanto a prudencia pede que nao agitemos dis-
cussoes sem nenhum ment nem ulitidade. A-
poiados.l
O Sr. Xilella Tnvares :Nao vejo nisto o me-
nor inconveniente.
O Sr. Vinto de Campos :Nao deixa do havo-
lo. Estas questes religiosas produzera sempre
exeitago no espirito publico, e nos nao lemos
necessidade de operar essa diverso, que pode
Irazer embaracos adopgo de uma medida qual-
quer que regule os efleitos civis dos casamen-
los a calholicos, especie nica de que nos oceu-
pamos.
Dizia ou.Sr. presidente, que o nobre deputado .
na enumerago dos principios que cstabeleceu, c
com os quaes me couformo, levou suas conse-
quencias al onde o nao posso acompanhar; por-
quanlo nao conhece (pelo menos assim o enten-
d) no poder temporal o direito do legislar sobre
os efleitos civis do matrimonio, direito que nunca
lhe contestaran! os theologos e canonistas calho-
licos. (Apoiados.)
O Sr. Mlella Tavares :He considerar valido-
ou nullo o matrimonio, nao reconheco tal direito
no poder civil.
O Sr. Pinio de Campos: Perdoe-me, nao
se irata aqui de vaLuadc, nem de nullidade do
matrimonio ; trala-se nicamente dos effeilos
civis dos casamenlos acatholicos, sem entrar-
mos na apreciago da validade ou nulidade de
laes actos, porque quem couhece a legislago do
paiz nao pode ter duvida sobre esle ponto ; mas,
repito, nao disto que tratamos ( apoiados ) ; o
nosso fim assegurar aos filhos de taes casa-
montos o gozo de direlos que Ihes follara, sem
nos imporlarraos com as condicoes que presidi-
r m a essas unies
Legislando sobre esla materia, marchamos do
cerlo modo de perfeilo accordo com a Ordena-
godo reino,que manda dar effeilos civis aosfiLhos
provenientes dos casamenlos putativos ( apoia-
dos ); c nao sabe o nobre deputado que os casa-
montos putativos sao aquellos que, sendo ap-
perenlemente validos, sao nullos em sua essen-
cia ? E por ventura a lei que assim ordena j.
foi considerada hertica ? ( Apoiados ).
Nao tornos tambera outra lei novissimn, que
nutorisa por disposigo testamentaria o reconhe-
cimento de filhos nturaes, e de outros nascidos
de unies sacrilegas, immoraes, sem quo pelo-
acto de tal reconhecimento as considere legiti-
mas e honestas ? ( Apoiados ).
O Sr. Villela Tavares : Isso caso diverso.
O Sr. Pinto de Campos : E' diverso, sim.
mas que tem toda a analoga cora a especialda-
de que nos oceupa. Estos factos provam que o
poder temporal nao confere somente os effeilos
civis aos filhos de legtimos matrimonios ; por
conseguinte a lei que discutimos, considerada em
relsgao ao seu verdadeiro fim, nada conlm que
possa offender a moral. ( Apoiados ).
O Sr. Villela Tarar? :Tudp isso sao sophis-
mas.
T"
T


r (*)
V
O Sr. l\inio de Campos : Nao sei quo haj
aqu sophisniss ; eslou demonstrando a neeessi-
da Jo de lomar-so urna providencia que garanta os
direilos civis do una porfi de subditos do es-
tado, que leem obrigacan do velar o pioroover o
bem-eslar de todos aquelles que se collocam de-
baixo de sua proiecco. ( Apoiados ).
O Sr. Mllela Tavares : Eu nao digo que
cruzemos os bracos.
O Sr. Pinto de Campos : Enlo o que quer
o nobrc deputado que (acaraos alm doq.iillo que
se acha disposlo na emenda substitutiva ? Aqu
nao ha offeusa alguma don trina calholica ;
negocio do poder temporal com os dissidenlee, c
por isso continuo a considerar inoportuna a dis-
cusso suscitada pelo nobrc deputado, fazendo
entrever na medida iufraccu das leis da igreja
( apoiados ) ; e se por ventura tal intraeca se
dsse, eu tomo, tiento o mais fraco soldado das
lileiras calholicas ( n3o apoiados ), nao teria as-
signado a emenda, nem Ihe prestara o raen vo-
to, quaesquer que fossem as consideraces.
( Apoiados ).
O Sr filela Tavares : Em minha consci-
cncia preciso mais algunn cousa.
O Sr. Piulo de Campos Pois bem, cada
um segu as inspirarles de sua consciencia. E'
isto o que eslou fazondo, c espero ern D--us nao
ser nunca reprehendido por ella pelo fado da
dar o rneu apoio emenda substitutiva, na qual
nada se dispe que nao esleja na esphera do po-
der civil.
Urna Voz : A nossa legislacao, como bem j
ponderou o aobre deputado, "tambera permille
que sejam legitimados os filhos tidos de unios
Ilegitimas, i Ilcitas o sacrilegas.
O Sr. Pinto de Campos :E legitimando taes
nasciincnlos. nao legitima o faci criminoso que
Ihes deu origem. Immoral seria consentir, no
seio de urna sociedade civisada echrista, que
centenares de familias que se lizeram brazileiras
pela adopeo do domicilio, eirassem sera proteo-
cao das leis que Ihes regulassera os seus direi-
los do successo as heranc,as, e que as fizessem
participantes das oulras vantagens do estado so-
cial. ( Apoiados). Nao entremos pois na apre-
ciado da legiliniiiiade ou Ulngitimidade da ori-
gem d taes unies matrimouiaes ; e sem san-
lificarmos os seus principios, procuremos ruora-
lS3r as suas consequenclas.,
Sr. Mllela Tavares : A culpa de quem
faz essas unies.
O Sr. Pinto de Campos : Concordo, mas o
nobre deputado ha de concordar tambera que o
eslado nao quera as faz, tanto assim que foge
inleiramente do intervir na celobraco dos casa-
menlos a catholicos ; deixa isso por conta dos
ritos de cada urna das seitas dissidenles, com
certas reservas que a legislacao do nosso paiz
prescreveem rolaco aos impedimentos dirimen-
tos. Por tal modo procura-se moralisar quanto
possivol esses malrimouios, ao menos era seus
resultados civis.
Ernlim, Sr. presidente, conliuuo a dizer que o
nobre deputado nao combateu a emenda subs
lltuliva : toda a sua argnmcnlacao versou sobre
os principios que regulara os casamentos dos ca
Iholicos, e noste terreno nao tenho que comba-
le-lo, por qua nos adiamos porfeilauienle ac-
cordos.
Cr. Mllela Tavares ; Desta maneira V.
Exc. me nao combale.
O Sr. Pinje de Campos: Sem duvida acabo
mesmo de declarar que estamos do accordo na
generalidade dos principios ; nao concordo, po-
rm. com algnraas de suas consequencia.
O Sr. Mllela Tavares : Nestas materias
nao se argumenta somonte a ratione.
O Sr. finio de Campos : Perdoe-me ; nao
eslou filiando a ratione ; eslou argumentando
Armado nos bons principios, deduzidos dainoss.i
legislacao cannica e civil, salvo se o nobro de-
putado cnlende quo sempre, que se nao cilam
textos da escriplura se argumenta a ratione : Se
en quizesse espraiar-me em textos comprobato-
rios das iniiilias observacos. tambum o fana ;
mas n.io vejo necessidade disto. O que eu ten bu
sustentado aquillo que os vardadeiros meslros
da doutrina acousclham, Sr. bispo do Rio da
Janeiro, nos seus elementos de direilo cannico,
diz qie ha milito sentimos a. necessidade de um.
le especial que, sem conslrangi ment da cons-
ciencia dos acatliolicos. Ihes regule os seus di-
reilos de familia.
Sr. MlMa Tavares : O Sr. hispo nao diz
que lomos necessidade...
O Sr. Pinto de Campos : N.o costumo
lar do falsos ; S. Exc. Rvma. o diz na sua ulti-
ma obra, c al sequizerme comprometi a mos-
'.rar-lhe a pagina.
O Sr. Vitlela Tavares : Tenho lido muito o
-r. bispo do Rio de Janeiro.
O Sr. Pinto de Campos : Tarnbem o lenho
IlOo coa minio cuidado e ationrao ; mas em-
Um, nao impossivel que algnm de nos esleja
engaado, ato porqae no seu discurso de sabb.i-
do o nobre deputado, sem duvida por engao
altribuio i S. Paulo um texto que deS Pedro'
O Sr. I itleUi Tavares : Eu creio que V
tic. e que est engaado.
O Sr. Pinto de Campos : Assevero ao no-
bre deputado que nao o eslou ; mas nao isto
cousa de que Ihe venba desar. sao erros de me-
moria a quo Iodos estamos sujeitos.
lima Vos : Sim arabos sao apostlos.
O Sr. Pinto de Campos : Vollando ao as-
sumpto principal, f.roi anda urna observarn, e
o que a emenda que hoje discutimos, coiii uif-
ferencwdo forma, igual ao proj-clo que redigi
em 18;8 por occasio de escrever nm traba 1 bu
combaiendo a proposta do goveruo. Ora. leudo
esse meu trabaiho merecido a approvacao de
theologos dislinctos, como Perruno e Audissio,
tao notaveis por seus escriplos ; temi de mais
a mais merecidos elogios do episcopado brasiloi-
ro, sendo que o dignissimo Sr. arcebispo da la- ,
Ina al me fez a lionra de cila-lo na luminosa
epresentacao que euderCQOi ao corpo legislati-
vo, parece que eu seria incoherente se nao vo- i
lasse boje pela emenda substitutiva, que em i
substancia o projecto que entao formulei, co-
mo passarei a mostrar cmara. ( Le os arligos
do projecto. )
O Sr. Villela Tavares E porque nao appre- i
sema este projecto?
O Sr. Pinto de Campos : Porque seria fa/er
disto qnestao de amor proprio. O que quiz pro-
var fm, que eu votando pela emenda subsliiuli- '
va, marcho coherente com os mcus principios
de entao. e que nao forara combatidos pelos ver-
daderos m^stres da dnutriiia.
O Sr. Villela Tavares : A doutiina do pro
jecto parece contraria bulla de Benedicto
je de votar contra c-ila, o0 ,,. rigorosa dever
explicar o meu proced ment, am de que nao
pareca contradictorio. Havendo decorrido um
anno que assignei a e menda que me refiro.e
lendo meditado o est^dado mellior a materia, e
reconhecendo que el.la contem erros, e erros ri-
dicaes, contra a doctrina da Igreja Calholica, ne-
nhuma duvida tenho de relraclar-me do meu
erro, porque menos me envergnuho de o ler cotn-
meltido do que persistir nelle depols do o haver
conhecido. (Apoiados' Os erros que conlinha es-
sa emenda eram, prirr.eiro a Oistinrcao que se
pretenda estabelecer entro o mero contrato e o
sacramento no matrimonio dos pessoe9 baplisa-
dss, dislinrcn que a igreja nao admiti, que
contraria a sua doutrina, pnrquanto corrente
entre lodos os iheologos que nao lia contrato va-
lido sem sacramento e vice-versa, de sorte
que, para haver matrimonio valido, deve existir
ao mosmo lempo contrato e sacramento.
Admitiida a separaco de urna cousa da nu-
tra, cahiriarnos no erro gravissimo de chamar
matrimonio aquillo que a igreja chama verda-
deiro concubinato, o por isso que sA verda-
dero o legitimo matrmouio o matrimonio-sa-
cramento Assim, urna lei civil quo declarasse
como valido e legitimo o matrimonio simples
contrato, quando as leis da igreja o declarara sim-
ples c verdadeiro concubinato, seriafima lei an-
li-religiosa, e como tal impossivel o ser adop-
tado porum governe religioso e calholico. Ora,
concedendo a lei ao matrimonio dos protestan-
tes lodos os direilos civis do que gozara os ma-
trimonios catholicos, vai sera duvida, ou legali-
sar esses matrimonios, ou pelo menos aiilorisar
esses concubinatos : o quer urna, quer outra cou-
sa um erro que olende a doutrina da igreja e a
moral publica.
'Oulro erro conlinha a emenda era a indissolu-
bilidaJe desses elfeilos civis, o que era contra a
religiao calholica pelo obstculo que se punha a
conversao ao calnolicismo, era ao mesrao lempo
contra a doutrina das seilas dissidenles, que ad-
mitiera o divorcio como condico essencial aos
casamcnlos civis. Est visto, pois, quo seme-
Ihanto indissolubilidade C um erro que fere aos
calholicos e aos protestantes. Anda oulro erro
conlinha a emenda substitutiva do anno passa-
do, e era como que reputar validos os casamcn-
los dos calholicos do Brasil antes e depois da
promulgaco da le. Eu sempre me oppuz a isso
o cniliuou a oppor-me, porque doutrina, uni-
versalmento seguida de que em todos os paizes
onde, como no Brasil, foi recebilo o concilio tri-
dentino todos os matrimonios coulrahidos l'ra
das regras prescriplas no mesmo concilio sao
evidentemente millos, ainda como meros con-
tratos era virlude da clandestinidade.
Nao s a lei do tridonlino como mesma a nossa
legislacao civil.assim o dedarara e taescasamen-
lsnullos nao podom prodiizir effeito3 civis por si
incalais. Em face destes erros, em que nao sei
como e porque cahimos nelles, torca foi retirar
essa emenda, e sub3titui-la por outra mais sim-
ples, expurgada desses erros, e que s lera por
lira assegurar os direilos da familia s pessoas
que nao professam a religiao calholica, e que
vem habitar entre us. sem jamis olfender-se
ao dogma da igreja calholica a que felizmente
perlencemos.
A emenda que offerecemos este anno.c que es-
t autorisada com a assignatura do nobre minis-
tro da justica, de cojos senta mos religiosos c
orthodoxos nao licito duvidar, ainda me pare-
ce equivoca em dous de seus paragraphos, na-
quelles em que se trata dos casimenlos acalho-
eos celebrados no imperio. E como em materia
de tanta transcedenria para mira toda a clareza
pouca, por isso ainda assignei a emenda com
reslricces.
As desconfiangas e os escrpulos as mais das
retes sao Ribos da ignorancia, e eu, quo monos
recio tenho de me confessar ignorante do que
comprometter minha cousciencia por instruido,
nao besile fazer essas restiices, daudo assim
lugar a poder explicar-me e a ser esclarecido.
Eu quizera que a redacao desses paragraphos a
que alindo fusse bastautsmenle claro, que se nao
prostasse a mais de um sentido, o sentido que
dirigi e presidio as commsses, o qual outro
nao foi seria dar os elleiios civis aos matrimo-
nios dos aealholicos celebrados no imperio sem
comtudo nonhuui juizo emitlir, nada dizer ab-
solutamente soore a legilimidade ou Ilegitimi-
dades desses matrimonios.
E com effeito.seuhures, se as disposices con-
ra unicamen-
. se s I
se coucedem os direilos civis aos lilhos haviJos
WAWO DE PERNAMBCCO. QUaRTA FEIRA 1Q, pR SKTEMBW) DE 1860.
que velo dispui.tr-iios esse pouco que nos con-
cede o Sr. ministro da justica.
O Sr. Villela Tavares: Nestas materias nio
pode haver contcmplacoes ; s se deve atlender
verdade.
O Sr. F. Octaviano : Sabe o mea illustr*
collega que ninguem mais do que eu aprecia os
apartes. Nao tendo a imagiuacao fecunda, os
apartes me fornecem recursos para proseguir na
discusso. (Risadas.) Mas nesta queslao os apar-
tes podem ser prejudiciaes porque a gravidndo
da materia requer cxpresses muilo pensadas,
e os apartes podem arrastar-nos a dizer mais do
que devenios. (Apoiados.) Eu ouvi o nobre de-
putado em silencio; espero que mo favoreca
com igualdade do condices.
O Sr. Villela Tavares: Pois bem, nao Ihe
dare mais apartes.
O Sr. F. Octaviano : Pode d-los para escla-
recer o dbale ; s o que pego que nao sejam
de natureza a irrita-la.
Comecemos pelo argumento de inconstilucio-
nalidade do projecto. Disse o nobre deputado,
que lendo a consiiluicao reconhecdo urna reli-
giao do estado deviamos desse principio tirar
todas as consequencias nelle incluidas. Se a
coiistituicao reconhece a religiao calholica, con-
tmuou o nobre deputado, nao podemos feri-la
reconhecendo nos os rilos de oulras religioes.
paiz, que o gwlar sobre estas questoes.
.. i^'h *'fc'a Taa : E' o atheismo legal
ou o ind .ffereniismo enthronisado.
f *^ F. Octaviano :O nobre deputado disse
que e.rnos estabelecer e igualdade do effeitos
cives para oseasamentosprolestanles, como para
os casamentos calholicos Collocar em paridade
oe circumstacias is familias brasileiras que rao-
ram na colonia de S. Leopoldo e as outras do
imperij, a aquelles que moram nessas colonias,
e urna mal, e urna injustica na opiniao do nobre
aepuUdo I Quanto a mim, s direi quo encon-
tr na le que tal fizer um respeiio justicaf
A. queslao da dissolubilidade ou indissulubili-
dade do martnmonio dos protestantes 6, na o-
piniao do illustre deputado. o maior escolho pa-
ra esta le. Quer elle que Ihe declaremos se o
tstado prohibe por esla lei a indissolubilidade ;
se prohibe, vamos ataccar as crencas e llgislacao
dos diversos soismas ou communhes fra da
reja ; se nao prohibe, entao eslabelecamos en-
tre nos um principio que contra o concilio de
rento. Eu posso prescindir de toda a argumen
lacao iheorica e racional, respondendo, como o
nobre deputado tanto gosta, com um argumen-
to de outoriJade. 6
O nobre deputado esquecc que o paiz que lem
ido mais allences com a Sauta-S. paiz calho-
a -rti 8 rengioes. .uU mais allences com a Sauta-S. paiz calho-
o.s mesmo para obedecer ao prece.lo cons- | l.co por excellencia, a Austria, lera no seu co-
i.lucnal q.,e o illualra min.slro da justica e seus d.go civil ala a acaiUcao de cartas de divrdo
antecessores tm adoptado as ideas des.e proje-to para os judeos. cartas" de divorcio que corao V
era discusso. Se a consiiluicao reconhece urna ; Exc. sabe, nao dependem de grandes 'SSmal
religiao do estado, por ser a do quasi lodos os Bra-I dades. fcuuciu uo granucs sotemni-
sileiros na poca era que ella se publicou. tambera Pois se o cdigo civil da Austria reconhece es-
permute os outros cultos. A tolerancia religiosa tes offeitos. se af concede 7SJTZ^t^rS
cj_ ouilas nessesparagraphos se refere
1 leaos olf.'itos e nao causa, quero dizer.
cuma theso constitucional como qual quer outra
Essa tolerancia nao exisle entre nos legalisada
com lodos os seus elloitos. Eis-ahi o que se pre-
tende hoje : pretende-se quo os calholicos pos-
sam ler no Brasil os lacos de familia, possam ler
o amor da prole, possam legar a seus filhos o fruc-
to de suas fad gas. (Apoiados.)
Nao responder! argumenUcao longa e bri-
lliante, quo o nobre deputado lirn das disposi-
gots do concilio de Trenio.
Como bem observou oulro nobre deputado por
Pernambuco, que ha pouco fallou, nao vamos to-
car nos casamentos calholicos, nao varaos contra-
riar nenhumi das disposic-s da igreja.
Antes porm de rae alongar mais na resDosla
aos argumentos contra o projecto, pedirei licenca
ao meu Ilustrado collega para o abandonar al-
guns instantes, voltando-me para o Sr. ministro
da jusliga
Podo dizer-me S. Exc. qual foi o motivo que
obngou o governo imperial a iclirarda discusso
a proposla do gabinete de 4 de maio e subslilui-
la pot esta emenda ? A proposta era mais amula,
allendia a todas as exigencias doassumpo. Tinha
por si o tlireito do estado e as opinies valiosas
do calholicos profundos que lea assento no con-
selho de estado.
Destle 185 os Srs. vsconde de Uruguay, mar-
qoez de branles e vsconde de Maranguape acon-
selhavam o governo a regular os effeitos civis dos
casamentos aealholicos e mixtos. Ern 1850 os
Srs. Euzebio de Queiroz e vsconde de Uruguay
insistan) nessa necessidade, formnlavam o pro-
jecto que servio de base s proponas do Sr. vas-
concellos, aceitavam o cdigo civil francez em
disposices termiuanles e muilo applicaves s
nossas circumslancias.
Uina proposla do poder executivo, formulada
sobre eslas bases, assenlada cin opinies lo va-
liosas e respeitaveis, nao po-iia ser retirada pelo
governo a pciexto de heresia.
Se os Ilustres mtmbros do conselhode estado
crrarain, enlo o paiz deve saber de sua retrata-
cao, porque a malcra de f. como se diz por
ah. O tiobre ministro nos pode explicar se hou-
\e troca de converslas entre S Exc. e os nobres
conselheros de eslado ?
Sei que contra a proposta do poder executivo
se levanlou o episcopado, sei quo o governo lo-
lerou excessos, sei que houve brochuras, embora
escripias cora tlenlo e ejudicao, mas irritantes e
araeagadoras; parece que al houve reclamaces
diplomticas.
Sei de tudo slo, mas o nobro ministro tinha di-
anle de si o seu direilo e o apoio do conselho de
estado ; devia contar cora o apoio das carairas e
da naci. Retirar urna proposla deslas ein taes
circumsloncias nao um acto que possa simples-
mente prejudicar o decoro do governo. pode pre-
judicar tambero o decoro da naeo.
Mas. senhores, se o nobre ministro furtou-se a
estas reclamaces diplomticas e as reclamaces
s do episcopado, como por oulro lado,
, ,-------------.-.- -..*.......,. i .... .n..-, i i, iiu ep .st'opauo, como nor oulro ladn
dessas unios boas ou ms. e nada se loca ou se segundo corre, S Exc lera consenl do o eoU-
declara acerca dess.isuiiuio* mu.li. ...;\., .^^^.i^ ...a.. .. .n ...____ sr". '*'L e-">-
I declara acerca dessas unies; a minhi opiniao
anda que fraca, que em nada se oll'ende aos di-
. coitos a s leis da igreja romana, o que o Estado
lo pJe fazer pelo direilo que lera de legislar na
parte relativa s obrigaces e direilos civis do
i matrimonio.
i 0 Sr. i'iiitode Campos : Estas sao as inlen-
1 Qes das commissas : V. Exc. bem sabe e nao
loo a emenda.
O Sr. Pinto de Xendonca : Sim : eu sei que
.sao estas as inlenr.es e os vistas dns comiuis-
, .oes ; mas pelas pala ras que podemos pene-
trar as inieocese as palavrasem que estao con-
cebidas essa parte da emenda, nao me pareceui
muilo claras, o pelo contrallo, tratando do casa-
mento o nao dos lilhos, como que do a enten-
der que os effeitos civis se coocedem a esses ca-
samontos porque eiles em virlude da lei lomara
um carcter lo legitimidade.
OSr. Mllela Tavares: Apoiado.
O Sr. Pin/y de Mendonca So a lei tcm
smenle per lira, comoeu me persuado, dar us
direilos civis de que gozara os matrimonios ca-
lholicos, sem se importar com
entrar na esseucialidade dos
Iholicos, noste caso neiihuina
votar por ello.
0 Sr. Ministro daJuslira e aluuns Srs. Depu-
ladot : E' smente nesie sentido.
Sr. Vinlo de Mendonra : Mas se lem por
lira regular esses casamentos, reconhe-los leg-
timos, compara-los de qualqucr maneira aos
matrimonios calholicos. enlo desde ja nego-lhe
i o meu voto.
O Sr. Ptno de Campos : Na emenda nao ho
um s artigo que preeeittie semolhanle cousa.
0 Sr \Hnto de lendunra : De cerlo que nao
ha, porm eu quero tirar toda a duvida esclare-
ceodo a lei pela discusso, e parj que em todo o
lempo se conheca qual foi a mente do legislador.
Melbor fora, senhores, nao legislarmos sobre es-
! ta materia ; nao vejo necessidade disso.
O Sr. \illela Tavares : Apoiado.
1 Sr. Pinto de Mendonca : Se o governo
a natureza, sera
casamentos aca-
duvida tenho de
- a bulla de Benedicto XIV. :
!>,,, !U d,- CamP* ~ Emtano-se o no- i
Dredepuiado. Essa bulla, de coja disposicao se 1"e loraar uraa providencia a favor dos dissideu-
tem abusado, foi por mira traduzida muto de los'I"" vem habitar o nosso paiz, relativamente
industria, ahm de que, posta em lingua verna- i a seus matrimonios, enlo raelhor. (ora de uraa
cola, fesse meihor comprohendida. A .sua dis-
posirao estende-se nicamente aos casamentos
celebrados enlo na Blgica e na Holanda ;
iihuma....
0 Sr Villela Tavares d um aparte.
O Sr. Pinto de Campos : Parece quo tendo
ou traduzdo a bulla, devo eslar mais inteirado
do seu espirito.
O Sr. Villela Tavares : Se V Exc. a nao
tradusisse, eu procurara t-la no original.
O Sr. Presidente : Advirto aos nobres de-
putados que a discusso nao pode continuar ern
torna de dilogos.
O Sr. Pinto de Campos : Eu admiro at que ;
>. Exc. me nao houvcsse chamado ordem ha
mais lempo, porque ha quasl meia hora que de- ;
tendo o quo nao fui combatido. (Kisads.) E por-
tanto. Sr. presidente, resumire em pouc.ts pala-
vras o meu perisamcnlo. A emenda substitutiva,
tendo por fim nico assegurar os effeitos civis
aos filhos dos calholicos, nada lem do offensivo
religiao calholica. ( Apoiados )
0 Sr. Villela Tavares : Pergunlo se esses
clfeitos trazem comsi^o a dissotubilidado ou in-
dissolubilidade de taes casamentos ?
O Sr. Pinto de Campos : J disse ha pouco importantes, nesta i
gislar so- 1" me parecer coh
----------------1 -~~ vu UIJ.'V
ao nobre deputado que nos nao iamos lo
Ore o vinculo desses matrimonios, e que apenas
procurramos rnoralisa-losem seos elf'itos, dan
Jo-Ibes um carcter de cstabilidade, por meio de
medidas que a prudencia aconselha. 0 nobre
lepuiado sabe que a lei positiva quasi inefli. az
para contar os divorcios, os quaes s oncontram
ost.irvos vigorosos e lo^itirnos na moral publica.
! Mullos apoiados ) Quanto mais raoralisad*
urna sociedade menos divorcios apparecem.
Os dissidenles que habitaren] en-
maneira mais convenienie e mais proficua' im-
petrando da Santa S a dispensa da clandestini-
dade. a exemplo do que se fez para a liolbnda e
para a Blgica.
Os protestantes sao membtos da igreja calho-
lica ; ainda que rebeldes, eslo sujeitos s leis
desta igreja, e principalmente nos paizes calho-
licos, como o Brasil, assim (Icaria ludo reme-
diado ; bem quo eu tenha minhas tristes appre-
henses a respeito desses matrimonios a catholi-
cos ntrenos, que nao sejam um incentivo para
muilos, menos firmes em sua f, abrararem o
protestantismo o interesse e o amor arrastom
o homem a grandes excessos !
Creio que me tenho explicado, lalvez mal, por
que, alm domis, nao lenho o uso da tribuna.
Satisliz o meu dever, Irsnquillisando a minha
eonseieacia com a declarado formal e categri-
ca que faio de que, no assumpto de que trata-
mos, nao minna inlenco offender levemente,
pea directa nem imlireclameiile, a doutrina da
igreja calholica-apostolica-romana.
Cumpre-me ainda fazer urna declaracao. e vem
a ser que, luido en sempre prestado .io governo
o voto de conianga em todas as quesldes
nao o seguirei seno miquillo
renle com a minha f, com
os meus principios religiosos cima do quaes-
quer considerarles est o profundo sentiroento
do meu dever como calholico. como padre, em
fim como representante da nagao, cojo primeiro
juramento fot manler a religiao calholica-aposto-
lica-romana ; e comprehendo o meu juramento,
eu nao desojo trahira santidad e as consequen-
cias delle. (Mutos apoiados; muito bem, mui-
to bem !)
0 Sr. F Octaviano; Se en livesse podido
copado croe diificul lades para reclamaces inler-
iiacionaes ? Seria bom mesmo ouvirmos o honra-
do ministro a esle respeito, porque tal voz sejam
d estas noticias quo nao lenham fundamento ; mas
corro que por urna legaban nesta corte se pedi-
ram expli acoes a S. Exc, sobre se lora pelo Sr.
ministro dos negocios etlraogeiros, ou pelo go-
vorno imperial autorisada o digno metropolita do
Brasil para mandar fazer preces as nossas gro-
jas pela resliluico das Romanias a Sua Santi-
dade.
O Sr. Xirialo :Apoiado.
O Sr. l'ino de Campos .Isto lo exdruxulo
que realmente nao merece altenco alguma.
OSr. Virialo :E'uma queslao de poltica se-
na, o nao exdruxula, como Ihe parece.
O Sr. Pinto de Campos : Em que almanak
vio o nobro deputado que isto c queslao poli-
O Sr. F. Octaviano : E exlruxulo o que >
O Sr. Pinto de Campos :Esse boalo de se pe-
dir contas ao governo imperial.
0 Sr. F Octaviano Pois eu pens, que se
fosso ministro de qualqucr potencia interessada
na queseo territorial, laivez livesse pedido essas
expiicacoes.
O Sr. Pinto de Campos : Baria de ter urna
resposta caihegorica. Impedir aos bispos de le-
vantaron] preces pela innquillidade da igreja 1
O Sr. \Helia Tavares : Felizmente agora es-
lou descansando. (Risadas.)
O Sr. f. Octaviano : Pego licenca ao nobre
deputado meu.bro da commisso cclesiaslica
para nao o considerar como ministro da justica ou
orgodeS. Exc. nesta queslao. O Sr. ministro
nao precisa que fallera por elle, o eu desojo ou-
vir de sua propria bocea se ou nao exacto que
se fez esta reclamado, porque quero saber se de-
vo tarnbem fazer na minha igreja as preces orde-
nadas pelo digno metropolita cora permisso do
governo. (Risos.)
O Sr. Pinto de Campos: O nobrc deputado
nao falla seriamente.
0 Sr. F. Octaviano : De-me licenca que ou
pense assim, lalves do accordo com o "bispo da
minha diocese.
O Sr. Fernandes da Cunha : Os bispos do
Brasil sro subditos de Sua Sar.lidade?
O Sr. F. Octaviano : Responda a isto o no-
bre deputado por Pernambuco.
Porlanto j v o nobre ministro que escapando
as dilliculdades dos casamentos mixtos, foi cahir
no oulro embaracodasprecespela resliluico das
Romanias. Risadas.)
V. Exc. nao quiz acompanhar o seu anteces-
sor, o Sr. Vasconsellos nao quiz ser excommun-
gado como elle mais o Sr. Vasconsollos est em
boa companhia respeito do excommungados :
elle pensava como S. Luiz, que em multas das
questoes com o arcebispo de Rheims, sendo ins-
tado pelo papa, sendo mesmo excoinmuogado....
O Mendes de lmeida : S. Luiz ? V. Exc.
e3' engaado
O Sr. F. Octaviano: A' vista deste aparte
do nobre deputado nao contino nesta cilae.o
porque desconfi um pouco de ahina scieci.i
histonco-religiosa, o lenho o nobro depulaoo
como regulador na materia. /"Risadas)
0 Sr. Pinto de Campos : O nobre deputado
principiou muito direiUoho era o seu discurso,
mas ngora v.ii descambandn horrivelmenle.
O Sr. F. Octaviano : Eu eslava j acredi-
tando que havia algum cheiro de heresia em tor-
no de mim (Conliniiam as risadas )
O Sr. Fernandes da Cunha : Parece que o
nobrc deputado quera referir se a Luiz XII.
O Sr. F. Octaviano : Nao, senhor ; falla'va
da queslao de S. Luiz com o arcebispo do Rhei-
ms e oulros bispos. Aquelle santo rei nunca se
inporlou nos negocios temporaes com os pe-
didos, as sopplicase as ordens da Santa S.
O Sr. Mendes de lmeida : Esl enganadis-
para os judeos....
0 Sr. Mendes de lmeida : Em que provin-
cias da Austria ? Bem poucas sao aquellas em
que lalvez se faga isto.
O Sr. F. Octaviano : Era todas ondo ha ju-
deos ; as exceptes quo se teera foilo leem si-
do de outra natureza que nada teera com a ques-
lao. *
O Sr. Villela Tavares : E a Austria recebeu
o concilio de Trenlo ? Faca o favor do respon-
der. r
O Sr. F. Octaviano : Pergunte a meihor au-
rtdado nesta materias, porque j me confessei
pouco versado.
Ide3 legitimar o concubinato o!oulro argu
menlo do nobre deputado; mas j o illustre mem-
oro da commisso, deputado tarnbem por
Pernarabuco, disse anda ha pouco que nao so-
mos nos que legitimamos o concubinato, se se
podo iraduzr por essa palavra o nosso acto de
assegurar os direilos dos filhos : foi a antiquis-
sima legislacao calholica porlugueza (apoiados)
que nao so dava, como disse o nobre deputado
direilos do heranca aos lilhos Ilegtimos, mas
anda diva a esse filhos o direilo de exigir dos
pas o seu reconhecimento (apoiados), o que nao
Ihes da a nossa legislacao moderna
Por conseguinle, j v o nobre deputado que
por este lado nao vamos fazer outra cousa mais
do que estender aos filhos aealholicos esses favo-
res quo j eslo concedidos pela legislacao por-
lugneza aos filhos Ulegilimos.
O Sr. Pinto de Campos : Apoiado.
O Sr. F. Octaviano : Nao quero fallar j do
principio escripto as ordenacoes relativamente as
pessoas leudas e mantedas* que vivera em pu-
blica voz o fama do casadas, s quaes conferem
os mesmos direilos como se csalas fossem.
Nao os quero citar por ser contestada a legdlida-
de dessa ordenaco, e supprcm alguna coiu-
raentadores que foi isso um lapso da compilaco
manoelina para o Glippina.
OSr. Villela Ta vares : Tudo isto cousa
muito diversa.
O Sr. F. Octaviano : 0 nobrc deputado no
correr da discusso disse-nos que o converso ao
catholecismo poda casar-so, embora fosse j
casado na communho calholica.
0 Sr. Villela Tavares : Nao disse isso.
O Sr. F Octaviano : Desejava ouvir o que
V. Exc. disse entao.
O Sr. yillela Tavares : Enlro os infieis,
quando um dos conjuges se converte f calho-
lica, dove-se procurar saber se o que fica o quer
acompanhar no mairimonio : no caso affirmativo, i
o casamento subsiste e permanece ; mas se o I
nao quer acompanhar, so pelo contrario blas-
phema do norae de Dos, o casamcnlo se dis-
solve.
O Sr. F. Octaviano : E o outro conjugo
lici livre para convolar a oulras ntipias : no"
assim ? Pois eu protesto contra um principio
lo fatal, contrario aos caones do concilio de
Tiento, que n.io d.io o direilo de separaco por
heresia, o sobretodo offensivo da moral. (Apoi-
ados ) Como que nos calholicos podemos adop-
tar semethante doutrina, que abre a porta ao di-
vorcio, que reconhece a dissolueao de um vin-
culo para nosso provoito e queso pode sor til
ao especulador immoral ou aos appeiitea Mu-
stiaos desordo natos ?
Eu creio que o nobrc deputado quiz apadri-
nhar um faci qie j se deu no nosso paiz, con-
tra o qual protestei, e que creio tambera nao
cima apoio na cuna loiuaua por honra do ca-
lnolicismo.
lado do pundonor. Nao se irata de um poni"
de honra, do urna queslao de capricho, para se
dizer que o governo recua diante das reclaroa-
Qoes nao fallo de reclamares diplomticas,
pois ignoro que as houvessc sobre taes assurap-
los, mas dessas reclamaces intestinas a que
pnrventura alludio o nobre deputado). Essas re-
clamagoes, parlissera de quem quer que fosse,
guardados as conveniencias, nao podiam ser
despreaa>las pelos altos poderefjJo e* lado, que
aevom estar sempre alientos paraUuv a indos
e providenciar sobre tudo. sem desronsiderarj-
raa.s os ojgaos que manifestara serias neceTsi-
c,.nem,Q RS'refsen,aoes appareceram; era pre-
ciso que ellas fossem consideradas.
Tem decorrido bastante lempo, a queslao lem
sido ag tada na imprensa e fra della. Portan-
te nao fica mal, enlendo eu, ao governo e sl
cmaras proveitarem todos os elementos na-1
ra chegarem a una solucao jusla e razoavel
(Apoiados.)
No meu relatorio, se o nobre deputado se li-
vesse dignado de o lr ns parte relativa a este
assumpto. veria as razes que induzinm o go-
verno imperial a propor una modificaco no
sentido da emenda substitutiva.
Anles que eu me livesse enunciado neste sen-
lido, a proposta primitiva j havia sido alterada ;
as nobres commissos do negocios ecclesiasti-
cos c de justica civil, do accordo com a admi-
nistrado transada, haviam formulado urna
emenda, sera duvida muito mais restricta do que
o projecto.
Considerando tanto o projecto como essa
emenda a que me refiro, entend, em vista das
circumslancias do paiz. que alguma modifica-
cao era preciso fazer-se; e assim procedendo
ced unicmento s inipiracoos da minha cons-
ciencia, ao esludo que fiz sobre a mateiia do
projecto, nao ced a presso alguma. Enlendo
que o legislador, quando lera de estabelecer suas
presenpeoes, nao pode prescindir do eslado do
paiz, da realidade das cousas. Tratando de um
objecto que se prende lao intimamente s eren-
cas religiosas, entend quo deviamos limitar-nos
ao que fosse necessaro, ae que podesse ser nem
Justiticado pelas necessidades do paiz___
depuiados, nao deixaro de concorrer para a a-
dopcio do projecto. (Apoiados.)
Nao occasio de tralarmos da queslao de in-
dissolubilidade ou dissolubilidode do casamen-
to acatholico. Queremos respeitar escrupulosa-
mente 83 crencas dos outros povos at onde a
nossa religiao e a moral universal permillirera.
Eu enlendo, releva declarar, que. ainda quando
.M-^as peos anos poder. ue *,'I,.S?en,0'.,0?re c?se Vui0 e sobre oulro"'a'>
devom estar sempre alenlos paTa^lfv aVdos 2 ', "'n' nlB offe"iamos as crencas
e providenciar sobre tudo sen!Trie,."n.iwT, :1! "''iosaa daquelles para quem legislassemos;
aastava altentarraos para a natureza e os flns da
socieflade conjugal, e considerar que, nenhuma
seila impe o divorcio como urna necessidade,
como um preceilo para aquellos que o admitiera ;
o divorcio urna faculdade, nao urna obrigacao.
E pois. sem sahi-mos da esphera da tolerancia
religiosa, poderiaraos fazer algumas prescripces
neste sentido.-
Mas preciso notar, senhores, que os casos de
divorcio actualmente nao sao muitos nessas reli-
gioes. (Apoiados.) Elles tem lugar sendo juslifi-
r?S e Kr um" SPnlenCa que os determine.
u i>r. Pinto de Campos:Quem os regula a
moral social.
0 Sr. Ministro da Justica -.Quanto organi-
sacao dos cultos que tambera considero urna ne-
cessidade, nao podemos tratar desse assumpto no
prsenle projecto ; mas o governo nao se eximo
de opportunameniu organisar a polica dos cul-
tos ; e entao procurar os meios pralicos de ro-
solver as questoes que se prendera execuco
da le. Mas nem por isso dcixaraus de salisfa'zcr
j a urna necessidade real que exige solucao
jirerapta, e para a qual cont com apoio dos hon-
rados raembros (Muitos apoiados ; muilo bem.
muito bem.) *
[Continuar-se-ha 1
Um Sr. Ueputado d um aparte.
O Sr. Ministro da Justica Nao erara pre-
nsas reclamaces da Santa-S. porquanto nos
legisladores de na paiz civilisado, eminentemen-
te calholico, para providenciarmos sobre esta
materia nao caiechmos de ir beber inspiraces
na Sede Roma, na iradicco, nos livros santos
encontraramos inspiraces as mais orthodoxas
de que o legislador nao deve prescindir.
ii. 0claviano :Vi',i a 1ue,u 'oca ; com
o conselho do estado.
casamentos
DIARIO DE PERNAMBUCO
Julgamos do nosso rigoroso dever salvar sem-
pre o crdito e brios desta provincia do juizo me-
nos ravoravel sua illuslraco e amor s nossas
insiituicoes polticas, que Ihe pode tratar a nar-
racao, infiel ou falsa apreciacao dos fados que
aqu so dao era relaco poltica ou admiuis-
iragao ; e tendo por Uso resolvido acompanhar
os que so vao passando nestes das por occasio
da eleicao de juizes de paz e vereadores, trata-
remos hoje dos que dizem respeito aos trabalhos
da mesa parochial de Santo Antonio desta cidade,
tao infielmente narrados honlem pelo orgo d
oppnsicao nesta provincia.
Tendo recoraecado antes de hontcm os traba-
lhos daquella mesa parocnial. apresentaram-so
era palucio dous de seus membros para represen-
tar ao Sr. presidente da provincia sobre a sup-
O Sr. Ministro daJustica: Os casamentos I*"' "u i'icsiuuuie ua provincia sobre a sap-
mixtos de que irata o projecto ainda sao raros I pos!a coacCa". m que se achavam nao s elles
e a igreja dillicultando-os nao os proscreve ab- scnao tambera o partido liberal, que alicatar
SQlulamonlp .i ;im-.li ,,",,, h,.. f___i........___ reiun-lo nelus i>ms .<-> .,._;. i.____ _.
> -J' w~..w...v-va uuu ia uruHcreve ao-i
solutamenlea amnliacao das facilidades concedi-
das aos bispos do Brasil para dispensa do im-
pedimento por disparidade de culto ainda suf-
licienie paia as necessidades da actualidade.
As facilidades concedidas aos bispos do impe-
rio excedem as que teem sido concedidas aos
pispos de quisi lodos os paizes do orbe catho-
ico. Por consequencia nio vale a pena susci-
arraos questoes, dllRculdades sem objecto, re-
tardando a auopeo de urna medida til.
E demais, pela minha parte ao menos eu en-
lendo que, lendo de legislarmos sobre esle as-
sumpto, conven: ter ern vista a realid.ide das
cousas, para nao eslabelecermos prescripces
que sejam meras formulas, absiracees egaes
>\e o casamento, principio da vida para as gera-
coes aue se perppiumi. para as sociedades que
se desenvolvem, um acto da natureza. um ac-
to civil, e tambera um acto eminentemente
religioso.
Foi dominado por estas consideraces, foi par-
Undo do pnucipio eslabelecido pela lei funda-
mental do Estado que consagrou a paz da religiao
que professamos. o respeito dos oulros cultos
respeito cuja formula acha o seu complemento na
tolerancia eslabelecida como urna garanta social
creio que no art. 179 5" da consiiluicao, que
lomei por meihor accordo dar oulra forma e-
menda substitutiva. Ah nao se trata do casamen-
to civil, o que lem despertado por um lado as
apprehensoes do clero calholico, e por outro en-
contra repugnancia dos raembros das seitas di-
versas, porquanto, una vez que o contrato civil
av se esiendo a lodas, julgam-se elles rebaixa-
, ..,--------.---------,..,.....o,-ia ouincii'ii-
le para eviiar-se o escarnalo dos divorcios, essa
palavra de morte para todas as sociedades chiis-
las. Tenho concluido. ( Muito bem ; muilo
bem. )
O Sr. Pinto de Mendonca : Sr. presidente,
tendo eu asslgnado o annu passado una emolida'
substitutiva proposla do governo relativamente
aos casamentos civis o mixtos, celebrados no
imperio por pessoas que nao professam a religiao
to eslado, do quo agora vos oceupais, o tendoho-
habitart en- v r. t uct ino: S< M flo> F nnn.ianr,- n s, v..
tre nos serao forcados por todas as convenen- prever que seria prevenido pelos meslres desta er^8je 0 S iw^in d.TnCelloa S
cas a ronformar-se con, os costuraos do paiz materia, segoramente nao me teria in.rome.tido %\,2 o, comnanha doTf u^ 0,UmUnh"
I apoiados ) deixeraoa pois a ques.o da dissolu- "a discusso. Quando pedi a palavra- fui arras- % s, Vendes deilmL n t*
bilidade ou indissolubilidade por conta da moral tado por urna decepeo quo solfrl. O nobre de-; .,." ,* J,f ;i ~ guando for para
publica, cuja reprovatao consume ser sufnTion PUtado por Pern.nibuco que es.reou o dlbZl\VX^Z9M^T^At^t'
inscrevera-se contra o projec.o. deixando-me pisadas'e. VSMrenSc'S
suppor que o quena combaler por defectivo, por I O Sr. F. Octaviano : Mas. Sr. presidente
nao dar oda a expansao a liberdade dos cultos. volto ao objecto da discusso e ao discurso d
Infelizmente o nobre deputado, cuja profiriencia t nobre depuiado por Pernarabuco que encelen es-
la materia e por lodos nos reronbecida, tinha-so j lo dbale.
inscripto contra o projecto por acha-lo offensivo Di da conslituicao e da calholica que professa- nhcceu o casamento civil era Franca : tolerou-o
mGJ? ,., ,, porque os das eram mos o pelas circumsUn-
Constituio-me assim o meu collega na neces- cias daquelle paiz. E' justamente o quo nos pe-
siJade de collo.;ar-mo ao lado do governo, por dimos, quo o tolere, pelas cjrciiosioncjjs deste
O Sr. Mllela Tavares : Asevero ao nobre
depuiado que nao quiz apadrinhar esse acto.
OSr. Mendes de lmeida : = Esl engaado
quando diz que nao achou apoio na curia roma-
na, a menos que a queslao nao fosso apreseo-
lada dobaixo de outro aspecto
0 Sr. F. Octaviano : Sr. presidente, nos
estamos em urna poca de tolerancia....
O Sr. Pinto de Campos : De indifferenca.
0 Sr. F. Octaviano : De lolerani'iaj^- '
O Sr. Pinto de Campos : E' rilis correcto
dizer de indifferenca.
OSr. F. Octaviano, : O parlamento inglez
abre as suas porto aos judeos, as grojas da ca-
lholica Franca c da calholica Sardenha entim
Te-Oem/i pela victoria das armas francezas a
favor dr> islamismo....
O Sr. Pinto de Campos : Felizente o Brazil
nao esl nestas condices.
O Sr. F. Octaviano : A inlolerencia nao
traz vantagens ; a perseguico s faz bem ao
perseguido.
OSr. Pinto de Campos : Onde est aqu a
perseguico "?
O Sr. F. Octaviano : Se V. Exc. assim me
interrompe, com hci de responder ao nobre de-
pula.lo que impugna o projecto '?
O Sr. Pinto de Campos : J Ihe perdi a f.
(Risadas.)
O Sr. F. Octaviano : E' o que succeder a
quem vai se metlor em seara aiheia 1 Eu devia
como opposicionisia combaler o projecto : fui
raolter-me a defende-lo, o nobre deputado j
est com ciumes. (Risadas.)
O Sr. Pinto de Campos d um aparte.
O Sr. F. Octaviano : Sempre quero dizer
alguma cousa em relacao ao projecto primitivo
que foi substituido, e direi que o achava meihor
que esle por estabelecer mais claramente os nos-
sos direilos.
O Sr. Pinto de Campos : N.io apoiado.
0 Sr. F. Octaviano : Este projecto, alm
desse defeilo, lera ainda o de dar muito arbitrio
ao governo ; mas, como o nobro ministro j
concordou em que aceitara ora terceira discus-
so as emendas que pudessem tirar este arbitrio
sem prejudicar o systema geral, nao quero des-
piezar o pouco que S. Exc. concede, e vol pelo
projecto. Nao lenho escrpulos pelo lado reli-
gioso, porque, se ha no projeclo heresia, corre
por conta de ecclesiastiros respeitaveis e dos
pispos do pas, segundo uos foi declarado ha
pouco. (Apoiados.)
O Sr. Paranagu (ministro da justica): Sr.
presidente, o projeclo quo se discute de tanto
interesse publico quanto grave sua materia;
nao posso porlanto, leudo de pronunciar-me
sobre elle, dissimular o embaraco que experi-
mento.
Felizmente para mim acredito quo a emenda
substitutiva vem simplificar a queslao, reduzin-
do-a a termos aceit.iveis tanto para aquelles que
so mostram mais exigentes e escrupulosos pela
observancia da le da igreja calholica, conside-
rando o casamento pela sua natureza e pel sua
insliluicao como um acto essencialmenle reli-
gioso, seno tarnbem para aquelles que, sem
desconhecer aquella qualidade enteodem, que
podem fazer abslracco della para considerar so-
mento o lado do contrato e os effeitos que dello
derivam.
0 projeclo primitivo, a que o nobre deputado
que acaba de orar parece dar preferencia por
ser mais ampio, porque satisfiz maior numero
do necesidades, comprehendendo outus hypo-
theses que lamhem exigera providencias, con-
sidera o casamontocomo um contrato civil, e de
alguma maneira como que o seculansa.
Este poni era suromaraente melindroso para
deuar de despertar as susceptibilidades do nos-
so clero, o levantar objecces graves, em cuja
solucao os supremos poderes do estado devem
proceder com muito criterio, muita ponde-
racao. r
Nem posso suppor qua n'uma materia de tal
ordem o governo e as cmaras devam-se mo-
JM prevenidos, ou considerar a queslao pelo
dos pela excepeo.
I arece-me pois que a formula eslabelecida na co""anca da opposiqao. com que eslivera na m;
emenda substitutiva 4 a que escapa mais s ob- i de,!'- ios- como a poucos dias confesso
jeccoes. o ao mesmo lempo satisfaz a urna neces-
sidade da actualidade ; c seguramente se nao do-
ve desprezar estas consideraces. quando se tra-
ta de resolver questoes difficeis e que envolvem
inleresses que se ligara conciencia dos povos.
O projecto Irata do contrato civil, e a emenda
substitutiva, que foi agora retirada, tambera se re-
teria ao contrato ewil. Era preciso descorraos a
multas particularidades, a estabelecer formulas
je determinar os impedimentos para a celebraco
e validado dos cas montos: seriamos levados lal-
vez a um ponto em quo a competencia do legis-
lador havia de suffrer contestares muilo serlas.
i/ar. t. Octaviano :Mas o projeclo de lei
tradosP*r* Sravesembaracos aos magis-
O Sr. Ministro daJuslica :-0 nobro deputado
que nao duvidou dar preferencia ao projecto pri-
mitivo, creio que nao reparn as duvidas que
loriam do embaracar ou retardar por muito lem-
po a adopcio do urna medida que o nobre depu-
i din00',1, ." Urg0nle C de ra,"'e vantagoni
A difficuldados quo appareccrem no futuro do-
.orminarara a conveniencia c a opporlunidade de
outras iiirvla,.
Oque liga as wn?ri**Ai.i, o lago religioso:'
por isso o cora o lira de moraliaw acio do ci- I
smenlo e dar-lho cstabilidade, aTar^t* SC('
pre que fr possivel. preferir o casamento ro-
gioso ao civil. As conscencias podem furtar-se
hcilmenie s conveocdesestipuladas, nao obstan-
te todas as formalidades, o a despeito de todas as
cautelas que se possa imaginar.
O casamento lera sua origem no co, embora o
seu complemento soja na ierra. E' por isso que
todos os povos, como bem disse o nobre deputa-
do por Pernambuco, ainda os ni3s barbaros pro-
curaran) sempre revesii-le de formas religiosas.
Se o nobre deputado reconhece isso como urna
verdade histrica, como principio universal, nao
podia negar o seu voto emenda substitutiva, que
longo, de ser um ataque coustiluico, que con-
sagra urna religiao do Eslado, exprime o respeito
que todos nos Ihe devemos.
Parece que. reconhecendo o nobre deputado a-
quella verdade histrica a quo alludi. qnanlo ao
casamcnlo dos membros dis oulras communhes,
nao poda deix.ir de dar a preferencia emenda
substitutiva, em que apenas damos offeitos civis maV^ '?
aos casamentos celebrados conforme os rilos ihi i J 9
difforentes-cultos. I, despacho
Note o nobre deputado que nao se (rata das ; mei em. sentido opposio : porque eten.le-
rondicoes de validado dessas unies matrimo- l vnl .scr m >is convenienie apresentarera-se em
uiaes; nos, corao verdadeiros eren les, julgamos >Hal!"':10 acompanhados da turba, que oslando na
que a religiao verdadeira e urna e universal matriz, raarchou para palacio fazepdo alto em
A unidadeeauniversalidadesocaracterist.if!^"16 d?- eJl5clS- ei"'l'.la"10 subio a commisso
santa sem duvida a da consciencia. ,
Ainda que o legislador ou o g^ver^ empre.
gasse todos os meios sua dlsposica< na0 pOI).
reunido, pelos acios da raaioria da mesa, apoiada
no dizer dos representantes, pela forra publica.
Em semolhanle represenlaco lnt;ou S. Exc o
seguinie despacho :slo expedidas as necessa-
rias providencias para que sejam observadas
restrictamente as disposices dos arls. 42 e 4 da
le de 19 de agosto de 1846 (sobre a inspecc.o oc-
eular da mesa). Quanto forca publica nao pode
ella retirarse do alcance dos acaulecimenlos dc-
pioraveis, que pdem por ventura darse na sua
ausencia: verlos os supplicanles de que a mesma
orea, tonge de coagir a liberdade do voto, deve
pelo contrario manta-la em, toda a saa imenri-
dade, assegurando aos cidados ordeiros e hones-
tos, como os supplicanles, o livre exercicio do
seu voto, que de cerlo nao poderia ser dado no
meio do tumulto e ameacas, queja se deram.
Simultneamente recominundra S. Exc. ao
Sr. Dr. chefe de polica, que eslava em palana
naquella occasio, que dirigindo-se nutriz do
Santo Antonio oblivesse do juiz de paz presiden-
te da mesa parochial o permiltii o ingresso no
templo do todas as pessoas serias da opposicao
que quizessem inspeccionar os trabalhos da e'lei-
cao, cora lano que se nao consentisse que o tem-
plo fosse invadido pela turba, que o cercava ex-
tenorraente. afina de eviiar-se a reprodurc.o da*
scenas deploraveis, que oaqueile mesmo' lugar
sagrado se rcpresenlaram no anno de I86 co-
mo aqu publico e notorio.
S. Exc. lecommemlra mais ao Sr. Dr. chea
de polica, que lizesso retirar da igreja toda o
qualquer autoridade policial, que ali eslivosse,
cuja presenca era por cerlo dspensavcl, desde
ie elle se achasse ali, certamente com a mesma
a-
.- vv....,SSOU
mais do urna vez o proprio orgo da opposicao.
A menos que se eulenda que a liberdade do
voto s deva ser garantida aos dudases sendo
della privados os cididos pacatos, aquelles quo
nao sabem haver-se no meio da turba frentica
e mal dirigida, convir-so-ha por certo que as
providencias expedidas por S. Exc. e que ah 1-
cara exposlas, cora a verdade e exaclido com
[que soera escrever as folhas. que tem um passa-
do a fazer valer e um futuro aspirar*na impren-
sa, erara aquellas que. ora tal emergencia, ti-
nhara tncontestavel direilo os inleresses mais
sagrados da provincia confiada aos cuidados do
actual delegado do goveruo imperial.
Mas prosigamos.
RotiranJo-se de palacio os supraditos mesarios
e o Dr. chefe de polica, dirigira-se este matriz
de .Santo Antonio, onde, tendo-so entendido com
o juiz de paz presidente da mesa, estavara ambos
dispostos fazer cumprir risorosaroente as re-
C0mmendCOes de S. Exc, que eram a fiel exe-
cuco da lei, quando, esperando do.balde pelos
dous mesarios, que sahiram de palacio e fora ni
discutir em um meeling sobre uraa nova repre-
senlaco ao presidenta da provincia, nao appa-
roceodo na nutriz; a mesa, depois at demnda-
los chamar y>v prego do escrivo porta da
malriz, r:.^eti proceder como era d6 direilo,
baiu?~0S i"J>ililuir c proseguindo nos seus tra-
con0rf,!!ll0nrn!Cnl apP^eceu em palacio urna
commisso do ^rMo oa nfpaaUfT* qal fa-
dido ,r!S,aus "10sarius a'q ten.os alia.
., iV ,,"l mes.nissi.no sentido, em
pie ja haviam- felto proferiIldo enl5o s> 'Esc,
*5L7TTz& se8Uinle despacho -*>""
^Ssssr^aVf^
nTq1^!s%*rlS' "- a U UieS "*
EM.aJroferisfe?P,eh0 q"eria a PPsi5ao 1ue S.
riJ^Si? oa n5 PassaUo as cousas em pala-
cio quando ali forama primeira vez os dous
msanos e jepois na matriz de Santo Antonio,
corao acabrnos je e.xpr? Affiancamo-lo.
. onlr3tanto por que nao foram os dous m-
sanos coa, o Dr. chefe do polica para a malriz?
10* nao quizeram ; fazendo lalvez a gravis-
:a de suppor que S. Exc oscrevia o
(lacho naquelle sentido e obravj por ou-
seguiria altingir o santuario onde e]ifl '.. abriga
Podemos soll'ror lodas as perseguii.-.p, m. *
.,.7" c"" "~ *""/oes, pdese
arrancar-nos confissoes que o n,^-0 c irUo rP.
: a consciencia porm ni^/aua dominada.
quero isto,
O Sr. Vilella Taaares:\em eu
nem disse isto.
O Sr. Ministro da JuMca:Desde que o no-
bro dcfulado nao quer islo como orlhodoxo que
, emboia se recoipheca a validado do casamento
celebrado conformo as leis da igreja calholica
nao podedeixar de respeitar as crencas diversas
dos outros povos com todos os seus consectarios
concedonlo os efloitos civis a essas unies. dan-
do-lhes uraa existencia legal, considerando a
prole corao legiiinia. (Apoiados.)
Do contrario voliariamos aos lempos nquisiio-
naes. /"Apoiados.) O procedimento inverso no I
seculoem que livemos, nenhuma juslilicaco te-
na. (Apoiados.) A legislacao actual suppe urna
poca que j passou. Anle n desenvolvimenlo
que vai lomando a emigracao para o Imperio, e
constando ella de individuos do religioes difieren-
tes e do Eslado, o projeclo urna, necessidade
palpitante.
OSr Vilella Tavnres:Se izermos esla con-
cesso, nao ho de ser necessarias oulras.
O Sr. Ministro da Justica :Pode ser que ou-
tras necessidades se faenra logo sentir com mais
forra ; enlo trataremos de Ihes prover de reme-
dio opportunamente. A marca e o desenvolvi-
menlo das reformas vo lentamente, nao se im-
provisan), principalmente quando se referem a
objoctos tao melindrosos. As necessidades que
sobrevierora hso de ser lomadas em consideracao
em lempo e resolvidas da maneira mais consen-
tanea com o bem pnblico.
Cullorada questo nestes lermo3, enlendo que
o honrado membro, bem como os oulros nobres
Sempre a birra com a torca publica 1
Nao se lembra a opposicao que ella mesma
deve presenca da forca publica o da polica o
nao ter sido victima com os amigos do governo,
com boa parte la populaco inoffensiva, mesmo*
indifferente desia cidade. dos desatinos, das con-
eo.j.ienciasfuneslissimas das turbas em praca o
sob a perniciosa influen?ia das (utas polticas
mal pensadas e dirigidas!
Mas lano reconhece sso a opposicao que j
por mais de urna vez maiifestou desejos de ve-
la em S. Jos, e onsla-ios quo agora na Boa-
Visia I
Entretanto a opposicao, senhora dos despachos
proferidos pelo Sr presidente da provincia, que
ah deixamos transcriptos, resolveu rolirar-se da
lula legal, lal qual a quera, cora toda a razio, a
admiuislraco, o proclama hoje pelo seU ergio
que o fez em presenta da jompresso horriver a
que votou-a o governo poi meio da policia e'da
forca armada I
o nos propozemos ccmmentar os fados,
que acabamos de alludir; o menos alimentar po-
loraica acerca delles com quem quer que soja.
Qu.zemos apenas liarra-los simples e fielmente,
como acabamos derfazer. '
Os homens honestos e iBparciaes que os apre-
cien) o julguem como convm.
Concluiremos por hoje nnunriando urna ver-
dade, que est alias aqu ni consciencia de lodos.
Vo-so passando felizinerile os dias sempr
crticos de eleices sem n aenor alteracao da or-
dem publica, sem o menorbllentado contra a se-
guanla individual, salvo ok do pequea impor-
tancia, que se deram em 0|inda, apesar da ata-
ludo hostil, que por todaja paite ha tomado a
opposicao.
Nao "se podendo altrihui esle feliz resulta-
do exclusivamente ao boa senso e amor dos
Pernambucanos ordem, devenios ewhergar
um poderoso auxiliar as medidas promplas e
enrgicas, com que a admiofetracao da provincia
. ."
.:v.i
r*^a



DA RIO pj PERITAflMUOO. -- QARTA fERA 19 DE SETEMBRO BE IS60.
e a polica lem feilo abortar por toda a parte pla-
nos talrez de bem funestas consequeucias para a
causa publica.
Os mos conselhos s turbas, a inloncao que
faril de enxergar por entre as represenlocoes le-
vadas autoridade com acompanhamenlo de ma-
gotes do pessoas, lem sompre recuado ante a co-
rasen) o o singue fri, com que a autoridade lem
encarado todos os successos destes dus, lom-
brando-se certamente que encentra o mais deci-
dido c vnlente apnio moral na maiona deste
brioso c ordeiro povo.
Os bellos resultados disso ahi lem sido bem
DStl utos.
Como orgaos da imprensa devemos semprc rc-
corda-los com giatidao.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
OSr. Dr. Aprigio Jusliniano da Silva Gui-
ir.arai's, lente substituto da nossa fculas le de
direito, acaba de dotar as Iftir.is patrias com o
primi'iro volume dos seusEstudos sobre o ensi-
llo publico.
A monographia do Sr. Dr. Aprigio, pela sua
Simples denominaco, revela o que ella soja, e
parallelamenle manifest o quilate de sua impor-
tancia relativa nossa sociedade cm sua piase
presente.
Visando o Ilustre lente da nossa faculdade
una reforma do casino publico entre nos, no in-
loress? do desenvolviineiilo inlelleclual o morl
da familia brasleira, com as flores proprias de
lima inlelligencia culta o vivaz, adapta a nossn
slitu.aro cxemplos que comprova/n ter a idea
adherentea de grande vulto e peso, como Bail-
lel, Gamne, Monlalnmbert, etc.
A educarn que prepara o porvir dos povos.
Sendo mal dirigid nao pode deixar de produzir
Baos fructos, (nrmenle quaudo o elemento re-
ligios" substituido pelo paganismo, que campea
No ensino secundario, segando mui bem o diz
e!l".
O ensino com efTeilo um verdadeiro culto
sciencia; e se este dove ser natural e despido
dessas formas que, longo de engrandece-lo e ra-
dtealo, produzco) o eleito contrario nos espri-
tus, o lim do Sr. Dr. Aprigio de alcance, lem
urna utilidade real n'essa muJificacu de metho-
do que inicia por meio da indicaco dos absurdos
do que actualmente praticado.
A escola cm sua plirase, a coninuaro do
lar domestico, mas as nossas lela empeioram os
vicios da educar') domestica ; esta sjfre no
ensino primario, e aniquila-so no secundario pelo
metliodo informe e incongruente n'olles empre-
g*do.
Esta prova melhor decorro da monographia a
que nos referimos, o coja leitura recomraeuda-
nws, pois o que dissemos nao supprir esso
tcuo.
1."livores nao dispendemos com aquellos cujo
nomo j o exprime ou d'etle um synonimo ; a
intelligencia do Sr. Dr. Aprigio, c,onhecemo-la
dVsle os bancos d'Olinda ; e a colluia do suu
espirito cousa incontestavel, pan. poupar-iios
mais patarras, que nao sejam um auhelo, urna
aspirarn pelo proseguir do urna obra til e que
Jia de ter o seu xito.
Acaba o Sr. Thomaz de Faria de deixar a
agencia dos vapores da companhia brasleira
do Souza Xavier, o Anluiila Mana da Coii-
ceicao.
Ignacio, branco, fllho legitimo do Dr. Ignacio No-
ry da Fonseca, e D. Nyrapha de Mello Accioli
Fonseca.
Filomeno, branco, fllho legitimo de Manoel Joa-
quina de Figueiredo, e D. Antonia de Souza.
I'ni tiln legitimo de Jacome Geraldo Marta Lu-
rn.ak de Mello.
Casamentes :
Torauato Laurentino Ferreira de Mello, com
Anna Alexandrina de Barros Cavalcanti.
Luiz Jos Pereira Simoes. com D. Joaona Rodri- i
gues das Nenes.
Mauoel dos Sanios Mello, com Delflna Maria de
Andrade.
Belmiro da Cunha Chaves, com Miria Carolina da
Silva Braga.
que toiidujuuiu nao (/udena ib'i'iu tumultu ameagas?
Contra quem se empreguria forca? Carta-
mente que contra os desordeires.
Ora ae os dosordeiros o anarchistai' sao oa con-
servadores, que tinham a temer da or.a publica
os homens da ordem constitucional ?
Sao pretextos para encobrir urna derrota certa
e infallivel.
E o que nos dizem a quealao tuseitada hontem
pelo Liberal sobre a indeclinarel neeessidade de
todos os rotantes rodearem a mesa ?
F.m 1856 fot o Dr Feitoza quem propoz ao con-
selheiro Sergio, que o povo fosse expellido da
igreja, que se formassem alas de soldados, en-
trando o votante por urna porta, e sahindo por
outra, devendo os Irabalhos da mesa sertm
inspeccionados por urna commisso de homens
ioiiiUvrdo iiuparenluuicule hostil
Sil vino ?
ao Sr. Ur.
Alm de que. se ambos sao amigos do gorer-
no se ambos foram amigos hontem como diz o
Liberal,M o circulo d lugar mar ae dous,
5l) bairi* loucinho, 40 ditos chunco ; a Jos
Marcelino da Rosa.
4 ditas doce3 de fructa^ ; ao eapilo do mesmo
Augusto Carlos dos Keij, 8 paroles lonas.
55 barris azeite doce. 5 d.:tos cera, 10 ditas al-
w
dedo noticia
que rzao ou intere>se pode ter o governo em \ piste, 10 ditos cerada. 45 ditos e 15 pipas vinho
lavorecer a um amigo com preiuzo do outre ? i 45 sa eos feijo. 1 cnixa masi-a de tomates; a
so a lua cnegou so ponto de ardimento quo seT Francisco Severiano Id
Olympio Ferreira da Silva, com Maria Magdalena bous de ambos os partidos.
da Silva Ramos.
Baptizados havidos na freguezia da Boa-Vis-
ta de 1 a 14 do crrente :
Emilia, branca, nascida em 4 de junho desle an-
uo, filha legitima de Francelino Augusto de
llollanda Ghaoon, e Emilia Alexandrina de Hol-
lan i,i Cliacou.
Isabel, branca, nascida em 6 demarco deste an-
no, lillia legitima de Luiz Jos Nunes do Cas-
tro, com Isabel Maria Bapiisla de Castro.
Antonia, parda.com 2 annos e 4 raezes de nasci-
da.filha legitima de Antonio das Chagas Ramos
n Maria Joaquina do Sacramento.
Joo. branco. nascidoem 23 de junho deste anuo,
lilho legitimo de Gustavo Sanler, e Joanna
Kancip.
Antonio, branco, com 3 mezes de nascido. fllho
legitimo de Manoel da Silva Bastos, e Joaquina
Mara da Silva Bastos.
Maria, branca, nascida emi de agosto deste an-
no, filha legitima do capito Amaro de Barros
Cerris, e Carolina Thereza de Barros
Correia.
Mara, branca, nascida em 20deontubro de 1857,
lillia legitima do Dr. Francisco Gomes Velloso
de Albuquerque Lins, c D. Emilia de Albu-
querque Lins.
Sicilia, parda, com 4 mezes de nascida, filha na-
tural de Theresa escrava.
Alexandrina, parda, nascida cm 28 demarro
deste anno, filha natural do Maria, escrava.
Francisco, parlo, com 4 m^zos de nascido, fllho
natural de Herculana, escrava.
Gustavo, branco, do idade de 3 mezes, fllho leg-
limo de francisco Gomes de Mallos, c Marta '
Candida de Mallos.
Ca samen tos :
Pompilio Goncalves de Albuquerque Silva, com
!>. Maria Rosa do Passo, brancos.
Francisco das Chagas Bacellar, com Joanna Fran-
cisca Romana, pardos.
Manuel Dias Coclho, com Maria da Conceico,
brancos.
Jos Goncalvcs Villa-Verde, com Constancia Maria
do Reg Villas, brancos
I Manuel Ferreira da Cunha, com Guilliermina Ma-
ria de Jess, pardos.
: Filippe Santiago Ribeiro Pires, com Francolina
Augusta da Concnico. pardos.
Foram recolhidos cass de dotenro no dia
17 do correle, I homem livre e 1 escrava, sen-
' do ambos ordem do subdelegado do Bacife
Passageirado brigue brasileiro Eugenia, vin-
E porque agora mudou de opiiio ?
Porque conrinha-llie hoja a desordena, para
poder inulilisar-se ojuizde paz.
E tambem o que nos dizem acerca da com-
presso pelas bayonetas, e do direilo de volar es-
paldeirado ? j
Eslao comprimidos e vencem a eleico em S.
Jos e Boa-Vista, c insultara, por sua conta e
risco.
Bella compressao I
Nao ha duvida, tornos a mesma comedia de
56 com todos os seus episodios.
Como em 56 comecou-se hoje a dirigir a ba-
lera contra o presidente da provincia o carre-
gou-se a bayoneta sobre o chefe de polica, que
desta ve: nao deixou os sapalos para algum pa-
triota descaigo.
Como em 56 abrio-se o fogo tambem contra os
cidados mais conceiluados e bom quistos, sendo
que hoje Torara fuziladosos Srs. Drs. Jos Ber-
nardo e Cyprtano Alcoforado.
Sao os mesmos homens de 56 ; osera loucura
esperar outra cousa delles.
Eslo no seu elemento.
Rocife 18desctembro de 1861).
W.
riu a culpa por cerlo nao foi do governo, que
nao fot quem insuflou as paixoes, nem quem
animou os combtanles.
Por tanto, nao vemos o menor fundamento no
que diz o Liberal acerca de Olinda.
nanlo a Goyanna, da se quasi a mesma cou-
sa. Os nimos tambem estavnm muito excita-
dos ali. A presidencia recommedu ao dele-
gado que se conservasso na cidade e empreitassc
todos os meio prudentes e rnsoaveis que se po-
dem empregar em taes occasioes, para manter a
ordem. Na vespvra da eleico, porm, aconte-
ceu que a noile o delegado nao eslivesse na ci-
dade, e que um forte disturbio tivesse lugar, lo-
mando parle nelle o subdelegado, segundo iuf.tr-
maram os do lado adverso aquella autoridade.
Era possivel que assitn nao fosse ; mas o que es-
lava liquido e averiguado era que esse subdele-
gado eslava interessadona eleico, e por isso ja
nao podia inspirar aquclle gro'dc confianca que
seria nocessario. para que o governo descnc.as-
se tranquillo acerca das providencias que elle li-
vesse de tomar durante o processo cleitoral.
Por oulro lado o procedimento do delegado,
retirnndo-se da cidade anda quando justificado.
Importara uma Iransgresso as ordens do gover-
no Ambos foram dcniettidos, e um offlcial de
artilharia. moco inlelligenle e acostumado a com-
missoes de tal nalureza, mas nleiramenle eslrn-
nho daquell, localidade c s suas lulas, foi para
lubello.
50 ssccos semea ; a Henry Gibson.
30 ditos farelo ; a Manoel Goncaves da Silva.
5 barricas e 1 fardo drogas mediciuaes; An-
tonio Pedro das Neves.
10 caixas batatas, 10 barris vinagre, 10 ditos
loucinho, 10 diloschocicoa, 19 ditos viudo, 5 di-
tos azeiie de oliveira, 2'caixotes chocolate, 1 dito
emeixas, 6 ditos marmelada, 1 dito orxata. 1 di-
to alpereche ; a Marcelino Jos Gonralves da
Fonte.
1 barrica alvaiade, 1 dita moslarda. 1 fardo
sabugo. 1 caixa oleo de amendoa, 2 ditas tintas ;
a ordem.
3 barricas e 1 caixa drogas medicinaes; a Jos
Mana Frer- Gameiro.
2 barricas corada, 4 ditas e 1 caixa drogas me-
diciiues; a Joo da Conceico Bravo.
30 amarrados lavatorios do ferro, 1 caixa rasos
de loura ; n Vas & Leal.
6 amorrados lavatorios de ferro, 3 caixotes ca-
mas de dito ; a Domingos Jos Ferreira.
ivereni, cm como acha-se aberta
a fallencia de Firmo Candido da Silvefra Jnior
pela senlrncn do theor seguinle :
Expondo Firmo Candido da SiUeira Jnior
commerciante eslabelecido com loja de miudezas
na ra da Cadeia do Recife n. 49, harer ceseado
os seus pagameulos, e estando esta cessaco de
pagamentos alias plorada dos autos, declaro dito
commerciante em estado de quebra, e fixo o ter-
mo legal da existencia desta conlar do dia 6 de
agosto prximo passado.
Nomeio curadores Decaes da fallencia os credo-
res Monieiro Lopes & Companhia, e depositarios
interinos os credoros Ferreira ^ Araujo, c pres-
tado pelos primeros o juramento do estylo e pelos
segundos assignado termo de deposito, o escri-
vao remetiera copia desia sentenca ao juiz de par
competente pira a apfK>scao de ssUea que orde-
no so ponnam em lodosos bons, livros e papis
do allido. r
E publicada a prsenle nos termos dos artigos
812 do cdigo e 129 do rcgulamenlo numero 738,
. se daro a^ ulteriores providencias que o referido*
cdigo e Fegularacnlo prescrere. Recite, 11 de
selPiiibro de l86l).Antonio Francisco Peretti.
E mais so nao conliuha em dita senlenra aqui
transcripta e para cumprimento da mesma con-
voco a todos os rredores presentes do fallido pa-
ra comparcccrcTU na sala dos auditorios no dia
J*!Ji^-!!!,,f?MM,Uif llh0S ; Ma"el 19 d0 Crre"10 s > '",ras da manhaa.afim
TSLmt2^"i a do se proceder a oomeacao do depositario ou He
caixotes vidros, 2 barricas moslarda, 4 ca- *:>...~. ___u. ._*_!. .
xotes agoa inglesa, 1 dilo crvas medicinaes ;
Bartholoineu Francisco de Souza.
30 barril azeite doce e 20 ditos loucinho ;
Amorim & Irmao.
1 caizole vidros ; a Vicente Jos de Brito.
20 barris linguicas, 10 ditos toucinho. 138 ca-
aii manoaao. l)e entao para c nenhuma desor- xas batatas. 150 dilas 1955 mollios cebollas, 30
Contra-liolciini.
VII
(17 DE SETEMBRO, HORAS 110 COSTME.J
zTro lempo de guerra
Mentira como Ierra.
(Rifao popular.]
Daremos hoje tregoa aos bollelins para cum-
prirmos a promessa que hontem lizemos de oc-
ruiiarmo-nos com os negocios do Olinda nGoian-
na, em que o Liberal Pernambucano, reconhe- |
cendoquea lula cleitoral di-se entre pessoas do1
mesmo lado, que apoiam o governo, diz que esle
sustenta a uns com prejuizo de oulros que at sito !
gueireados.
No que toca a Olinda, aflirma elle que o go-!
verno protejo a candidatura do Sr. barao de Ve-
ra-Cruz, auxiliado pelo Sr. visconde de Camara-
gibn, sendo oSr. Dr. Sil vino guerreado pela sua
propria gente, nao obstante os serviros que pres-
in ao Sr. ministro da marinha e ao gabinete na
sessio deste anno.
O Liberal assegura anda que os propugnadores
. do Janeiro f- Rosa Francisca da Con- ? ffS.S ?'" fll1"? Sflrt '^'H" poja.torca
e pela fraude, sendo atacados como dosordeiros c
anorchistas.
Mas quo fados autorsam taes assergoes ? O
dem mais sedeu, e luda raminha regularmeole.
Nem um, nem muro lado se lecm queixado do
uovo delegado, que a lodos oave, o a lodos aleo
presente procura fazerjustica
Como, pols, dizer-se que em Goianna o gover-
no snsta candidatos amigos, e guerrea a oulros do
tambem amigos ?
Eis como sao Andadas as aecusacoes de Liberal
Pernambucano I
Hoje nao fallaremos nos bollelins,mas nao
esqueceremos delles.
O soldado Z.
ERRATA.
No communicado acerca de molestias de olhos
publicado no n. 215. deram-se os seguimos orros :
Aonde se 16sobre as doenras intimas do
olho,deve ler-se internas : ou "despropocionu-
sarcos cevada ; a Luiz los da Costa Amorim.
25 pipas vinagre, 50 barris toucinho ; a Carra-
i Nogueira,
I lio
lease despropocionada ; e propriado de Campos.
aproptiado ; ou aos revolventesou aos resol-
ventes: no geral gstrico,geral gstrico; de
pralico,do pratfo ; luminosos que 8ahem,=
luminosos que caneo) ; tambem da papilla,
tambem da papilla ; operacoes de cataratas,
operaroes de catarata.
ceicao.
Mr\DOi;no
nao pequeos, tomando asi acios que llio acar-
retaram rtesaffeii^os, como mais ou menos d-se
em smolhantes emprezas, quando se quer sus-
tentar a execuro dos proprios deveres.
Sobrar-lhe-a ao menos a consciencia do cum-
plimento do que llie cumpria, como mandatario
li'j |a'-r. i companhia.
Tendo no dia 14 do correnle deixado a
agencia dos vapores brasileros o Sr. Thomaz de
Paria, acham-se encarregados d'ella os Srs. Azc-
vedo \ Mendos, residentes na roa da Cruz, n. 1.
PbecI/EZIj DE S. Jos.Concluida a apura-
e i de votos para juizesde paz desta freguezia,
Vii o resultado seguinle:
Monoel Ferreira Accioli................ 51 i
I i nardo Frederico Bancks.............. 488
Jos Antonio Pinto...................... 486 I
Dr. Joao da Costa Machado............. 47 ;
Dr. Inoocenco Serfico de Assis Car-
valho................................. 416
Manoel Camello Pessoa.................. 436
Francisco Antonio das Chagas......... i II
Joo Joaquim de Figueiredo............ 3S6
Olindv.No da 17 concluio-rc a apurario
dos votos para venadores da cmara d'esse inu-
nicipio Cujo resollado delinitiro o seguinle :
Manoel Antonio dos Passos e Silva 982
Amonio Joaquim de Almeda Guedos.. 915
Chrisioro Pereira Pinto................ 931
Franco Moni/, dos Aojos Paula.......... 'XM
Dr. Manoel Joaquim de Miranda Lobo.. 930
Francisco d-8 Chagas Salgueiro........ 98
Jos Eustaquio Maciel Monleiro........ 926
Alfxandro Jos Dornellas.............. 915
Joo Goncalvcs Rodrigues Franca.......
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
gio Pinto, s 6 horas e 45 minutos da ma-
nhaa, pelo Dr. Dornellas s 7 horas e 10 minu-
tos da nianha e pelo Dr. Firmo s 6 horas da
tardo de hontem.
Commimcados.
Di-semos em um de nossos communicados
passados, que aproximava-se a eleico e prep.ara-
va-sc a gente do Liberal Pernambucano para
representar as mesmas scenas de 1856, raudan-
do-se apenas os personagens.
Esta proposiro cuslou-nos, na lotivavel for-
cesso eleitoral foram domiltidos o delegado o sub
delegado militar, successor daquello, ambos a i
pedido.
Ninguem, porm, que conheca as oceurrencias
daquella cidade. e nao os encare pelo prisma da I
prerengao e ma vontade poder ver n-^e pro-
ced ment do'governo parcialidade era favor de '
um candidato e desfavor de oulro. se nao o inten-
lo razoavel e justo de collorar as causas em seus
verdadeiros eixos, afim do manter-se o devido
equilibrio entre os dous contendores.
OSr. Ctiristo Leal, acensado pelos amigos do!
Sr. baro de Vera-Cruz como suspeito, e ligado |
de rorpo e alma aos contrarios desle, na chapa i
dos quaes entrava como candidato o jui/.ado de
paz, nao offerecia ao governo -as precisas ga-

ma do cosiume. uma boa dse de delicados epi- i ranflas de imparcialidado e abslenrao desejad.is ;
(/teros, v. g. mentiroso, venal, corrupto, adula- conseguintemenle nao inspirava confianca. Elle
blica.
Ci>mo era 56 o Liberal eofureceu-sc contra a
polica, o o presidente, porque nao consentirn),
em que a ordem publica fosse alterada c se pes-
casse em aguaj turras.
O segundo clo comer.ou a ser execulado na
fregue/ia de Santo Antonio, mas, quando tinha
de ches ir a scena do quebramenlo da urna, co-
mo cm 56, a autorizado j prevenida, fez suspen-
der o espectculo
Ficou portanto addiada a conlinuarao da
media para o dia do hontem.
Nesso inleiva'
comparsas e o actor galn, o novo Gracco, nas-
cido dus cinzas do hroe Nuifs Machado (Sao
- palavras de um orador em um ntMlind liberal ua
890 I fregue/ia da Vanea )
PftBGUEZM uo Cabo.Para juizes de paz dos Como em 56 gritou-se, proclamou-se ao povo,
tres rustridos, em que acha-sc dividida esta fre- ana elle era soberano c apedrejou-se a forca pu-
guezia, sahiram eteiios os Srs. :
1. dislrclo.
Bernardo Ferreira de Barros Campello.
Amonio Mauoel do Reg Barros.
Jk>s Xavier da Rocha Wanderley.
Joaquim Manoel do Reg Brrelo,
2" dislricto.
M inoel Olympio Carneiro l.eo.
lira/. Carneiro Lelo,
Feliciano do Regu Barros.
Amonio Maria Ramos.
3." dislricto,
Agnstinho Bezerra de Mello Brrelo.
Francisco Luiz Cavalcanti d'Albuquerquc.
Manuel Barboza da Silva.
Antonio Joaqoim Cavalcanti.
S\mo Am.'o.Para juizeB de paz da fre-
guezia da cidade di Victoria sahiram eleilos os
Srs. seguimos :
1. dislricto.
Manoel Caaalcanli d'.Vlbuquerque S___
Jo' Cavalcanti Ferraz d'A/.evedo......
Alcxnndre Jos de llollanda Cavalcanti.
Geraldo de Barros Coelho..............
2o dislricto.
Franriseo Bernardos da Cunha..........
Jos Antonio da Silva l.yra..............
Manoel Severino d'Alb |uerque........
Francisco Antonio de Sobral............
Para ver adores do municipio foram eleilos os
Srs. abaizo notados ;
Jos Cavalcanti Ferraz d'Azevedo........
Manoel Cavalcanti d'Albuquerque S___
Atexan1.ro Jos de llollanda Cavat'anti.
dor etc., etc.
O lempo velo mostrar se tiuhamos ou nao
razo.
A comedia liberal de 1856 foi novamente le-
vada a scena, melhor ensalada c ptimamente
desempenhada.
A aeran passou-se nos mesmos lugares, S. Jo-
s e S. Antonio, com a dilTerenca do que os ac-
tores Irajavam mais carcter, c hara excel-
lenle ponto, e contra-regra.
O primeiro acto passou-se em S. Jos, como
em 1850, e quando quizeram transformar a co-
media em tragedia appareceu a autoridade acom
panhada da forra publica, o conseguio conter os1 policial em blinda nao se moctrou calculadamon-
spi
mesmo pareceu comprehender o embaraco eral
que a sua posicao collocara o governo, as descon- i
flaneas desle, e'peitio demissao.
U'iem foi, porm. escolhido para substituir o I
Sr. Christo Leal? Foi, por ventura, algum dos1,
amigos do Sr. Vera-Cruz? Nao Nao so nao foi
escolhido nenhum dos sustentadores da causa '
desle senhor, corno at foi mandado um militar,!
inteiramenle estrauho aquella localidade, sem
tnteresse as suas lulas, som affei^dea nem odios
que podessem influir sobre os seus actos.
E lodos virara que o lenlo Fabricio durante
os dias em que axerceu o cargo do autoridade
te nem Cameirista nem Siuinisa. Procurou
marchar do accordo com o delegado, como era
natural, sem se ostentar partidista de nenhum
dos contentores.
Se a algum dos lados tornou se elle mais sym-
MBhico foi cerlamento ao dos amigos do Sr." Dr.
Silvino, pela harmona e intimidado em que vi-
va com o delegido, que, no dizer dos outros,
protega sornteiramente a causa daquelle se-
nhor.
Assim, pois, al aqui nao ha fado algum, ne-
nhum acto do governo, que revelle a proteccio
prestada ao Sr. Vera-Cruz, de me falla o Li-
beral.
Vieram as oceurrencias do dia 9 Nao quere-
mos examinar por ora quaes foram 03 seus auto-
co- I res : esperamos a publicaco que. nos esl pro-
metiida para mostrarmas 'so o lado que liuha a
o o autor da comedia, reconhe- i mesa e centava com a maioria dos votantes, co-
ceudo que o publico nao consenlia na scena de | mo os fados posteriores provaram, tinha Interes-
quebramenlo da urna, deliberou substituir essa se era promover desordens
scena, por oulra cm que seria inuliisado o juiz
d' paz.
8S0
875
87
765
608
591
480
362
Joo florentino de Goes Cavalcanti....
Antonio Brasilino de llollanda Caval-
canti .......'......................... 1008
Jos Antonio da Silva Lyra............ 996'
Julin Gonralves Lima................ 988
Joaquim de Barros Correa de Qufiroz. 981
Feiippe Antonio Rodrigues da Cosa.. 976.
Da ridade do Rio Formoso lemos noticias!
de 13 do corrente, quo dao-nos a ronciusao das >
cleicoes municipaes c do jones de paz d'alli, I
tendo durante o respectivo processo reinado lou-
vavel tranquildade.
No dia 7 deu-se um baile houve msica pe-
las ras nos tres dias ; soltaram-se fugeles ; e
tivor.arn lugar outros regosijo publico?, que fe-| sos mais sagrados direilos.
Esta scena consistira cm quebrar-se a cabera
do juiz de paz, medianfe o ligeiro vo de um
pombo sem aza : para o que os comparsas do-
veram levar esta especie de ave.
Mas rhegando ao cooliecimento Ja polica esta
mudanca de scena preparou-se para impedir a
sin execuQo,
Portanto quando hontem so reuniram ospa-
triotas e paes da patria, cada um arma I > de
seu pombo sem aza, viramqiie havia disposco
da parle dos que sao resprnisaveis pela ordem
publica para conter os anorchistas, que se ha-1 olhos dos eslranhoe.
viam ainda mais exaltado cora a seguinle pro-
| clamaco com que linalisra lioatem o Liberal
1106! um artigo edictorial:
1089 i a Evos, Pernambucanos, correi s urnas;
10R5 depositac nellas o vosso voto, o voto de vossa
105Ei conscian.-ia. Os homens que, para illudir-vos,
: se apregoara do conservadores-liberaes, nao sao
O que fado, porm, que a polica poda ter
evitado taes oceurrencias ; e, qualquer que fosse
a razio, ellatornnu-.se responsavel por um des-
granado disturbio, que tena sido evitado com um
pouco de previdencia e cnergia, como se fez pos-
teriormente com minio feliz resultado.
A isso ajumase a circunstancia do figurar o
nome do delgalo na chapa do lado contrario a
mesa, a qual pedndo providencias tendentes a
garaiilil-a no livre exercicio de suas funecoes,
queixava-se, c com cores do rerdade, da parcia-
lidade daquella autoridade, que, pela circuraslan-
cia j notada tornara-se suspeila mesmo aos
OfTereciilo ao men intim ami ;oj
ni lJ ni Sr. Leoncio Gomes fia
Fonseca, pola morte de seu
bom pal e iueu ami^o o lllm,
Sr. ltufino Gomes da Fonseca
fallecido em 8 de agosto do
corrate anno.
Se amargura do coraco do homm me-
de-se pelos prazeres de que ji fruio, so a
vida um complexo de Indas as suas con-
cepces, de todas as suas esperances, qual
dever ser o estado da sua existencia quan-
Jo I to falta uma dessas concopcees quando
elle perde urna s deslas esperancas? E'
triste como o ultimo suspiro d'a ineiles que
as agonas da morte lembra-se que vai
deixar o que tem de mais precioso c que-
rido sobre u torra I
Horrivel como o furaco que destroe lu-
do na sua carreira I
Pois bem, nina amigo, a nica real idade
da vida, a morte, desmoronou desde os seus
mais profundos alicorees aquelle que foi
privado do quo esperava fruir algum dia, a
presenta de. um enle que s o nome basta
para significar o que ha do mais sublimo
no universo, e cujo desapparecimenlo da
fac lo mundo faz gomar o coracao o menos
siiscptivel de impressionar-se, a alma a
mais difOril era abalar-se Este nome
pai oh meu Dos quizera nao fazer cor-
rer mais lagrimas ; mas corno posso se
nocessario varar o coraco do amigo com os
Boffrimentos do meu coraco Se impos-
sivel suffocar em mim mesmo o padecer de
mesma existencia 1
Perdeste o leu bom pai. meu amigo, sof-
fres como incrivel; e por ventura poderei
eu deixar tambem de soffrer quando um sa-
grado laco nos une to inlmameiite o da
verdadeira amizade ?
Nunca; o por isso que comtigo vou
chorar sobre as fras lages do seu tumul .
o dirigir ao Eterno o que s. pode pedir o
coraco do amigo
A existencia como a folha que da arvo-
re arrancada pelo sopro da virarn, romo
o baixel que se quebra entre o*choque de
lilas oridas no seu encontr ; e quando ella
passad-a no inhspito porto da desgraca e
que as lagrimas sao o nico alivio, a nica
riqueza d'aquelle que a supporta, a morte
um bom ; mas quando a vida, o futuro
do muilos dependen) de uma oulra vida,
como dependen! das raizes da arrore a ar- i
vore inteira, a morte um mal, porm se
do um lado a rir a consecuencia deste
mal, do oulro o alivio vem subsitui-la, por-
que s dove pertencer ao Eterno a existen -
ca quo no seu caminhar nesie mundo
lem por principaes guias a virtude, a hon-
ra, a probidade, aasira metiguemos estas
dores meu bom amigo, pela intima convic-
co em que estamos de ser amparados nos
lo mundo pelos seus rogos ao Eterno ua
mansito dos justos.
Lagrimas e saudades derramemos sobre a
sua memoria, e vsmeu bo i amigo, reeo-
bei um apertadissimo amplOXOfraternal do
rosso amigo. Jo*i Elias de Moura.
le 1860.
positarios, que hi> de receber c administrar pro-
visoriariamenle a casa fallida.
E para que chegue ao eonhecmonto de todos
mandei passar edilaes quesero publicados pela
imprensa e afRxados dos lugares designados nos
citados arligos.
, Recife. 15 de agoste-de 1860.Eu Adolpho l.i-
I beiaio Peroira de Oliveira, escrevenle juramen-
tado o escrevj
Eu Manuel Maria Rodrigues do Nasctmcnlo, es-
1 crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo,
juiz de direito especial do commerrio desta ci-
dade do Recife de Pernambuco c seu tormo,
por Sua Magestade Imperial e Constitucional,
que Dos guarde, etc.
Paco saber aos que o presante edital vreme
delle noticia liverees, que se acha aberta o fallen-
cia de Garrido & Veiga, pela sentenca do theor
seguinle :
Julgo porsentenoa a juslificacao produzida pa-
ra a delenco de Narciso Ferreira Veiga. E co-
mo desta joslificaco prova dos autos, e da do
arresto resulte a prova da cessaco dos paga-
mentos da firma Garrido & Veiga* eslabelecido
com loja de fazendas na ra Direiia n. 104, c de
que sao socios o referido Veiga e Manoel Ferreira
e. jO ditos toucinho, 6 caixas Garrido, declaro dila tirma em estado de quebra,
6 ditos tijollos, 31 podras de i e xo o termo legal da existencia desta acontar
14 barricas cera em grume ; a Manoel II. de
Amorim.
10 pipas vinagre ; a Manoel Aires Guerra.
5 caixas moscatel, 14 ditos vinho de carcavel-
los; a Jos Francisco de S Leilao.
1 barril vinho; a Manuel da Silva Ramalho.
2I5 canasiras ulhos; a Pinto de Souza &
Bairo.
4 saceos cominos ; a Antonio Jos Arantes.
2 caixotes marmelada. a Jos Fernandos Lima.
1 caixa chapos de palha ; a Joo lavares Cor-
deiro.
7 encapados obras de viroa ; a Fructuoso M.
Gomes.
2 pipas e 15 barris vinho ; a Antouo Joaquim
2 caixas massa de tomates, 2 dilas chocolate ;
a Duarle & limaos.
50 barris vinagre. 50 dilos toucinho,
figuras de louca.
cantara. 11 sacos erra dore ; a lasso A- lrmao. do diit 6de agoslo pr0XllI. passa(j0.
1 barril presuntos a Migue Joaquim da Costa. ; Noriirlo curadores fiseaes da fallenci
10 saceos. semea, 2 barrilinhos carues ; a Jos durt.s Pil0 t Souza & llairao, e depos
Pereira da Cunha
5 caixas vinho ; a Vicente Ferreira da Costa.
caixo 1 alampada de prjla ; a Morena &
1
Duarie.
1 caixote livros
a Bastos & Lemos.
a os cre-
positarios in-
terinos Daniel P vVild c\ Canipanhia.
E prestado pelos primeros o juramento do es-
tylo, e pelos segundos ossian.ado o termo de de-
posito, o escrivao remetiera copia desta senten-
ca ao juiz de paz competente para apposic^o de
sellos, que ordeno se puuhara em todos osbeus,
livros c papis dos fallidos.
E publicada a presento na conformidade do
disposlo nos anigos 812 do cdigo comiuercial,
8393j790 ', '29 do regulamenlo numero 738, dar-se-ho as
Di\-ersas provincias. aubeequentes providencias, que o indicado codi-
Kendimenlo do dia lal7. 5169676 8 e rogulamenlo delerminam
Oonsalailo geral.
Rendimento do dia I a 17. .
dem do dia 18.......
7:990377
403*413
dem do dia 18.
9
516.676
Despachos de exportacao pela me- ;
sa do consulado desta cidade n
dia 1 s ae setembro le IHtit
GenovaE-cuna sarda Amissione, Bastos &
Lemos, 400 couros seceos salgados. J
Rio da l'rata Brigue nacional cMarinho, A. Ir-1
mos, 45 [lipas e 10 meias ditas agurdenle.
lSeceboriuria de realas internas
geraes de Pernambuco
ftendinienio do dia 1 a 17.
dem do dia 18.
11:958^625
667^741
12:62)0306
Consulado provincial
Reiidimeulo do dia 1 a 17.
dem do dia 18.
44:757|222
1:208:308!
45:965*530
; Moviniftttto ao Mxrio
Navios entra-tos vo dia 18.
i Rio de Janeiro. 20 das, brigue brasileiro Eu-
genia, de 272 toneladas, capitn Joaquim Es-
: tanislo de Medeiros, equip. 11, carga familia do
trigo e mais gneros ; a Azevodo Mondes.
Habor Gracp. 32 das, barra ingleza fothesay,
de 20 toneladas, capillo \V. C. Toylor, equip.
9, carga 2.500 barricas com bacalho ; a Sauu-
ders Brothers & C.
Navio sabido no mesmo dia.
Ass, brigue brasileiro Ve/or, capito Manoel
Ferreira Leite ; em lastro.
os U3 n -i c 4rt co a. Si 2 Horas 1
w a? 5 c Q M Atmosphera.
A ireceo. H
33 se m 1 | Intensidade 1
o; OS IS 1 --1 OS es i i * Cenligrado. CO K c K V. H
o te re. M _'* 00 lo i. o i- 35. i i Reaumur.
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Diga agora, quem quer que n"io esteja curvado
de paixo ou prevenco : o que deveria azer o
presidente? podia ello continuar a confiar cega-
mente no delegado, que, quando raais nao fosse.
se havia mostrado frouxo, e tinha commeltido o
inconveniencia de consentir (so que nao procu-
figuras
-
lizmntc nao foram aguados pelo menor desa-
guisado.
_ Foi transferida a audiencia geral da correi-
Cie desta romarra para o dia 1. de oulubro vin-
douro, pelas 10 horas da manha.
Acha-se aberta a inscripcao para o lugar
vago de lente substituto da faouldade de direilo
desta ridade.
O prazo de seis mezes para a inscripcao come-
r.ou o correr do dia 15 do corrente.
Baplisados havidif na freguezia de Santo-
Antonio do Recife, de 3o 15 do corrento :
Luiz, pardo^scravodMMiguel Jos Barbosa Gui-
niares.^p 0*
Stame, criwila, escrava deD. Anna Narcisa Viei-
ra Brasil. i J
Davina, branca-, filha/legitlma de Manoel Jos do
Amarnl, e D. Macla Joaquina de Souza Castro
Ama ral.
Ilenriques, branco, fllho legitimo de JoSoJosdo
Reg, j finado, e I). Josepha Guilhermtna de
Mc-quita.
Manoel. crioulo, fllho natural de Maria da Con-
ceico.
Shara, crioula, escrava de Ignacio f.uiz de Brito
Taborda.
Antonio, branco, lilho legitimo de Joao Francisco
rou) que seo nome figurasse as cabalas, tiran-
da pa- do dost'arta aforra e sello de im parcial id ido que
tria, nimigns principalmente da prospendade seus actos precisiva n ?
do povo. lies alacam a liberdado do voto, el- Esse delegado, pois, foi chamado a presenca dos
seus superiores ; e das iuterpellaces e explca-
coes ah trocadas resulten pedire'm elle e o sub-
delegado a sua demissao.
Quem foi, porm, que o substitua? foi por ven-
tura algum individuo suspeito ao lado s'jmpathi-
co do Sr. capito de fragata Filgueiras? foi al-
gum dos que flguraram na chapa aniypathica
aos amigos do Sr. Dr. Silvino. Nao.
A nomeajo recahiu em um militar ainda mais
eslranho a Olinda, se possivel, do que o
les alacam a liberdado individual ; e ainda lti-
mamente so nao foss* o venerando tribunal da
retaceo que reslabeleceu no habeas-corpus dos
Srs. Dr. Teixeira e Joaquim Manoel de Carvalho
a liberdade individual, teriamos lahez visto a
nossa bella provincia banhada pelo sangue de
nossos irmos.
lio as urnas, Pernambucanos, que a ellas a
le vos chama, e susientai com energa os vos-
Rccuaram na execuco de seu lerrirel plano, e, Sr- lente Fabricio.
procuraram cnto ver se coiiseguiam, sob falsas
informaroes. que o Exm. presidente" da provincia
flzesse retirar i forra publira, com quem embir-
raram, apezar da sua neutralidade e mansido.
Nao.a ennseguindo do presidente c por conse-
guinle nao podendo inutiUsar o juiz de paz,
aronselharam os dous niesarios liberaes que
nao entregassem as chaves do cofre, persuadidos
que por este modo, addiariam a eleico.
O juiz de paz porm. na formo da lei, forcou o se de favorecer ao Sr. baro de Vera-Cruz?
cofre e delle lirando a urna, deu
O noro delegado ali chegando, nao fez mais
do que dissolver os grupos que encontrn pelas
roas, tornou effecliva a priso de um individuo
aecusado de ter ferido o oulro, c que tendo sido
preso, havia sido sollo pelos amotinadores ; to-
rnou os cceles e facas que enconlrou, prohibiu
os motins ; e ludo voltou' a um socego lao
prompto e admiravcl, quanlo desejavel.
Seriam cssas providencias tomadas no inlercs-
urna, aeu piincipio aos
traoilho*.
Eolio, conhecendo clles que sem fraude, c^
violencia flo podiam vencer a eleico pretexta-
rara um motivo, qual oda presenca da for^a pu-
blica, e declarara quo se retiravam, porque esta-
vain coartos.
Nao sabemos o que ha a temer da preseaca da
forra publica, quando se quer cumprir um dever
e exercer um direito, sem perturbar a ordem e
tranquilldade publica.
Se o intitulado partido liberal tinha a maioria
na freguezia de Sanio Autonio, que Ihe importa-
vo a presenca da forca publica, cuja nica mis-
sao era evitar disturbios e garantir aos cidadoos
ordeiros e honestos o livre exercicio do seu voto,
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 18 DE SETEMBRO DE 1860. -
A caixa desenla letras a 10 0/q, toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro e recebe dlnhoi-
ro ao premio de 8 O/o ao anno.
hovoIahco
DE
PKRHAMBIJCO.
EM IS DE SETEMBRO DE 1860.
0 Banco descoma na presente semana a 10 O/y
ao anno al e prazo de 4 mezes e a 12 O/o at o
de 6 mezes, e toma dinheiro era contas cnenles
simples ou com juros pelo premio e prazo que
se couveucionar.
-i
en
00
o
co
4..
en 2
en
| Hygrometro.
Barmetro.
Aliaiulcga.
Rendimcnto dodia 1 a 17. .
dem do dia 18......
159.895*213
13.3I9558
173 2143771
ftloviinento da alfamlesra
241
213
Volumes eulrados com fazendas
com genero .
Volumes sabidos com fazendas .
> com genetos .
451
A noite clara, lornou-se nublada perto do ama-
nli^cer, vento SE, e reto para o terral.
0SCIU.AC.X0 o* AIIB.
Preamar as 6 h 30' da nianhn, altura 6.75 p.
Baixainar 0 h 42' da larde, altura 0.75 p
ObservaKtrio do arsenal de marinha 18 de se-
lemtiro de 1860 Virkas Jnior.
Edilaes.
Se assim foi, preciso reeonhecer que esse se-
nhor o candidato raais lasoavc e menos in-
commodoque pode haver : quer que Ihe garan-
a ordem, que se suffoquera os motins e a deixe
aos seus amigos o pleno exercicio do direito de
votarem.
Mas da fiel exposicao que acaba-nos de fazer,
evidbncia-se que os medidas do governo nao fo-
ram dictados pelo iuteresse de nenhum dos can-
didatos, se nao pelo da paz publica que c de-
ve ser o candidato predilecto de todo o governo.
Os inimigos d'aquella o sao tambem desle, e -ne-
nhum favor podem delle esperar.
Por tanto onde a prova de preialidade em fa-
vor do Sr. baro de Vera-Cru, ou pelo menos,
o actoqjie^ com razao c honoslidade possa se*
95
23
------329
Descarregam hoje 19 de setembro.
Brigue porlngue?Constantediversos gneros.
Brigue inglezEagle-objeclos para a estrada.
Brigue inglezMarchantecervejs.
Barca inglezaMirandabacalho.
Barca francezaBerlhfaiendas.
Importaran.
O brigue porluguez Constante, vindo di Lis-
boa, consignado a Thomaz de Aquino Fonseca,
manifeslou o seguinle:
4 pipas vinagre, 22 ditas vinho ; a Thomaz de
Aquino Fonsecn Jnior.
100 barris .cal, 100 dilos toucinho. 15 ditos
azeite doce, 8 ditos cera, 15 ditos e 17 pipa.-, vi-
nagre. 3 ditas e 20 barris vinho, 125 caixas bata-
tas ao consignatario o 60 saceos farelo.
10 barricas alpiste; a Isaac Esoaty.
0 Dr. Ernesto de Aquino Fonseca. cavalleiro da
ordem de Christo e juiz de oiphos da cidade
do Recife de Pernambuco e seu termo por S.
M. I. c C. o Sr. D. Pedro II, que Deus guar-
de, etc.
Faco saber, que tendo-nie I). Joanna Maria de
Deus'diriKido uma pelico em que allegara que
seu neto Valeriano Manso da Costa Res eslava
procedendo de molo a nao poder continuar na
adminislraco de sua pessoa e bens, ouvi acerca
de semelliaute allegaco tres leslemunhas maio-
res de toda a excep^o e o Dr. curador gerajt. sen-
do que em consequencia, profer a sentanca do
iheor seguinle :
Em vstanlos depoimentos de folhas 4 a folhas
5 verso, e do parecer do Dr. curador geral, julgo
por sentenca o deduzdo na peiico de folhas
2 para declarar como declaro inrapaz de ron-!
tinuar na adminislraco do sua pessoa e bens
o justificado Valeriano Manso da Costa Res,
do qual nomeio curador o Dr. Manoel do Nasci-
menlo Portella, que ser notificado para prestar
juramento e que depois de o haver frito, proce-
der, era termo breve, a descripgo dos bens de
seu curatclado. O escrivao lavre os editaos do
eslylo, um dos quaes ser publicado pela im-
prensa e outro aQixado porta da casa das au-
diencias. Pague o mesmo justificado as cusas.
Recife 4 de setembro de 1860.Ernesto de Aqui-
no Fonseca.
Qualquer negocio pois em que interessado seja
o referido Valeriano Manso da Costa Res, nao
se poder tratar seno com o seu dito curador
Dr. Manoel do Nascimento Maihado Portella que
j presiou juramento c procedeu a descripQo
dos bens de seu enmielado A presente se pas-
sou por bem de minha senlenga de 4 do coirenle.
Eu l'loriano Correa de Brito, escrivao o fiz cs-
crever e subscrevi.
Ernesto de A guio Fonseca.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu U>rmo, por SM. I. eC. o Sr.
D. Pedro II, que Dcos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem e
Recite, II de .setembro de 1800. Anselmo
Francisco Peretti.
E mais seno continha eoi dila sentenca aqu
transcripta, e para cumplimento da mesma, con-
voco a todos os credores prsenles dos fallidos
para rompnrecerem na sala das audiencias no
dia 19 do corrente mez. s 10 horas da manha,
afim de se proceder a nomeaco de depositario
ou depostanos que ho de receber e administrar
provisoriamente a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos
mandei passar edilal que sero publicados pela
imprensa e aQixados nos lugares designados nos
citados artigos.
Recife, 15 de setembro de 1860
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nasciraento,
escrivao interino o subscrevi
Aiiitlmo Francisco Peretti.
Facnldade de direito do Recife
REPETU'.AO DO EDITAL DA DIRECTORA
DE 16 DE JUNHO DOCORRENTE.
De ordem do Exm. Sr. director interino o con-
Iselhciro Pedro Autran da Malta e Albuquerque,
; se faz publico que fica marcado o prazo de seis
mezes, contado da data desle, para a inscripcao
dos que pretend rem roncorrer ao lugar de lente
substituto desta facnldade, vago pela nomeaco
j do Dr. Ilraz Florentino ll> ariques de Souza, para
a c.adeira do fallecido Dr. Nono Ayqoe de Alvel-
los Aunes de Brito Inglez. e accesso do substitu-
to Dr. Joo Silveira de Souza, a piimeira cadeira
do segundo anno, deixada pelo mesmo Dr. Braz,
. pelo que lodos os preiendenles ao dito lugar so
poderao apreseotar desde j nenia secretaria, pa-
ra inscrever seus nomos no lvro compeleute, e
que Ihes permittidofaaer por procurador, se es-
liverem a mais de viole leguas desta cidade, cu
liverein justo impedimento. Sao, porm. obr-
gados a presentar documentos que moslrem sua
qualulade de < idaoo brasileiro, edequeestao
no gozo de seus direilos eivia e polticos, crrtido
de btptismo, folha corrida do lugar de seus do-
micilios, e diploma de doutor, por nma das fa-
cilidades de direito do imperio, ou publica tormo,
justificando a impossibilidede da apresentaro do
original, c na mesma occasio poderao entregar
quaesquer documentos que julgarem. convenien-
tes, ou como titulo de habilitaco, ou como pro-
vas de servicos prestados ao estado,* huiuanida-
de ou a sciencia, dos quaes se Ihe passar reci-
bo ; ludo de conformidade com os aris 36 e 37
do decreto n, 1386 de 28 de abril de 1854, e 111
e seguimos de numero 1568 de 24 de fevereiro de
1855.
E para que chegue ao conhecimenlo de lodos,
mandn o mesmo Exm. Sr. director interino nlli-
xaro presento, que ser publicado pelas folhas
desia cidade c da corle.
Secretaria da facul lade de direilo do Recife,
15 do setembro de 1860. Ni impedimento do
secretario, o ajudanle,
Manoel /.arriaras da Silva Braga.
O Dr. Innocencio Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supplente da primeira vara do ter-
mo da cidade do Recife, etc.
Faro saber que pelo Dr. juiz de direilo da pri-
meira vara crin inal Bernardo Machado da Costa
Doria me foi coinmunicado por officio de 15 do
corrente, que altendendo os motivos que !. < .
embaracado as diligencias preparativas para r
correico, adiara a audiencia geral da mesma
para da 1." de oulubro vindouro s 10 horas
da manba, que ter lugar na casa da reunio do
jury.
Devem comparecer a chamada no dia, hora e
lugar designados, os Srs. juizes municipaes de
orphos, delegados, subdelegados, juizes de paz,
promotor publico, dito do capellas e residuos,
curadores, lln-soureiros de orphos, solicitador,
labetliaes, eecrfr&es, contadores, distribuidores,
partidores, avaluadores, depositarios pblicos,
oficiaes de justira, careceiros e porleiros, ad-
ministradores di cpelas, juizei, mdicos, I lie
soureiros ou procuradores de ordens lerceiras,
irmandades e contrarias, ou quaesquer offiriaes
competentes para represcnta-los, levando ditos
empregados os seus ttulos, livros, autos c pa-
pis, que teem de ser vistos em correico, fican-
do sujeilos no caso de fallarem os penas disci-
plinares, e de responsabilidade nvorcada por lei.
E para que chegue a noticia a lodos, mandei
passar o presente que ser publicado pela im-
pr> usa e allixado no lugar mais publico.
Recife 15 de setembro de 1860.Eu Antonio
Joaquim Pereira de Oliveira, escrivao interino
do jury o escrevi.
'i/inocencio Serfico de Assis Carvalho.
Directora geral da instrucgo
publica.
Faco saber aos interessados que o lllm. Sr.
director geral interino, de conformidade com as
iostruccoes de 11 de junho de 1859, lera desig-
nado o dia 26 do-correnle, pelas Vi horas da ma-
nha, para lerlugar o concurso s cadciras vegas
de instrucro elementar do 1 grao do sexo mas-
colino,mencionadas no edilal de 18 de julho. Sao
pois convidados os senhores que se arham ha-
bilitados na forma da lei a vir inscrever-se e a
comparecer nesla reparlico no referido dia e
hora. Secretaria do insliuceo publica de Per-
nambuco II de setembro de 1860. O secretario
interino, Salrador Henriquc de Albuquerque
A junta administrativa da umandade da
sania rasa da misericordia do Recife,
zer pr
mos L..
caridade ; commendador Joo Pinto de Lemos
Jnior, no heanilal dos lazaros ; e Dr. Antonio
Herculaoo de Souza Bandeir*, na casa dos ex-
postes.
manda fa-
[iiiblico que. eslo de mez os senhores mordo-
Dr. Manoel Ferreira da Silva, no hospital de
\ \


i
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 19 DE
^ETEMBRO
DE 1880;
fallando duas gavetas, no
palhinha por
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 12 de setembro de 1860.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz do direito especial do commercio desta ci-
dado do Recife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. I. eC, que Deus guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
dello noticia liverem, em como nodia 26 de se-
tembro do correnle anno, se ha de arrematar em
praca publica desle juizo e sala dos auditorios,
os bcnsseguinles :
Urna meia comieda,
valor de S# rs.
Doze cadeiras com assento de
12 rs
Seis ditas quebradas sem valor.
Urna marqueza pnr 10 rs.
Urna mesa pequea por Aija.
Urna oita grande por 63 rs."
lim loucador por 2) rs.
Um cabido por I rs.
Um quadro por 320 rs.
Trezo pires por 1 rs.
Dez copos por 1 rs.
Cinco latas vaslas por -500 rs.
Doze cartas de traques por 960 rs.
Onze latas com saidinhas de Natales por 2j) is.
Setenta e qualro garrafas vasias por 19480.
Dezaseis frascos vasios por 610 rs.
Urna bacia de folln por 400 rs.
Doze colheres de metal por lg rs.
Dezaseis garrafas vasias por 320 rs.
Urna barrica corn garrafas vasias por 1 rs.
Duas colheres de prata baixa por 2J rs.
Duas notas promissorias do Caelano de Mallos
Simes, pasuda a 3 de julho de 1855, 6 mezes,
da quantia de 50g cada una, por 50.
Urna dita de Antonio Jnaquim de Lima, pas-
sada a 27 de juiho de 1853, da quanlia de ris
130CG20. por 63*310.
Urna dita de Joo Leile do Reg Sampaio, pas-
sada em 9 de maio de 1854, 6 mezes, da quan-
tia de 1000 rs., por 50 rs.
Una diu de Luiz Gomes Torres, passada a 9
de outubro de 1851, 6 mezes, da quanlia de
98S380. por 40 rs.
Tres ditas de Jernimo Manoel de Jess, pas-
sada a 17 de fevereiro de 1819, 3, 6 o 9 mezes,
da quanlia de 772UO cada urna, por 60 rs.
Os quaes hens sao pertencentes a Jos Dias da
Silva Cardeal e vao praca por execucao que Ihe
uucaminha Domingos Jos da Cunha Lagos, c nao
havendo lancador, que cubra o prego da avalla-
Cao sera a arreniataco feita pelo prego da adju-
dicagao com o abale da lei.
E para chegar ao conhecimento de lodos man-
dei passar editaos qno serio publicados pela im-
prensa e allixados nos lugares do costume.
Cidade do Recife de 31 do gosto de 1860, 39.
Ja independencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Mana Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivo o subscrevi.
_______ Anselmo Francisco Perelli.
as malas que deve conduzr o vapor cosieiro
Perainunga coro deslino Tamandar e pro-
vincia de Macei.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao con rielados os Srs. accionistas do
aovo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de )# por
accao, dodia 10 de setembro em diante.
Pelamesa do consulado provincial se faz
publico, que no ultimo do prsenle mez Gnalisa-
se o trimestre addicional do anno financeiro de
1859 a 1860 ; devendo por conseguinle os conec-
tados que se acham era debito, do imposto da
dcima e mais impostos que se arrecadam por
esta mesa, mandem saldar seus dbitos, afta de
que nao sejam ajuizados. Mesa do consulado pro-
vincial, 13 de setembro de 1860.No impedi-
mento do administrador, -Theodoro Machado Frei-
r Pereira da Silva.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
CONCERT
Vocal e instrumental
so
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Quinta-feira, 20 de setembro.
EM BENEFICIO DO MAESTRO
Francisco Santini.
O beneficiado agradece desde j a Sra. Bru-
cioni e ao Sr. Baccigalupi o inapreeiavel obse-
quio que lhe fazem a tomar partu heste concert.
Aproveita a opportunidade para significar tara-
bem o seu agradecimcnlo sincero a todas as pes-
soas que se dignarem de abrilhantar o seu bene-
ficio.
O boro goslo e proverbial bondade de lodos os
desta provincia para com os artistas, lhe fazem
esperar um numeroso concurso.
Os programmas sero dispensados na mesnias
noile a porta do palacete.
A venda dos bilhetes ser na na Nova no de-
posito de pianos de Joo Paulo Wogeley n. 27, e
na noile do concerlo porta do palacete.
pecial do conimerr.IO| a requenoieuid dos depo-
sitarios da massa fallida de Ignacio Ferreira da
Silva Lopes, far. leilao no da cima designado
da parle do sobado n. 12 da ra de Hortas, as-
sim como da armacao, miudezas o dividas dalo-
ja da travcjssa do Livramenio que perlenceu a
aquelle follido.
Principiar s ti horas em poni.
LEILAO
da galera
arribada
ameri-
a este
J. Cox carita o
cana Golden Horn,
porto por forca maior consignatarios
Henry l-orster <& C, fara' leilao por in-
tervengo do agente Hyppolito da Silva
em presenca do cnsul dos Estados-Uni-
dos e por conta e risco de quem perten-
cer de cerca de 500 saceos com arroz a-
vanado: quinta-feira 20 do errenteas
11 horas em ponto no armazem alfan-
degado do Sr. barao do Livramento no
Forte do Mattos.
Muita attenco.
Procisa-so alugar um qnarto cora a entrada
independente, nos bairros de Sanio Antonio e S.
Jos : quem o tiver", diriia-se a ra do Queima-
don. 46. loja.
Aluga-se urna excellenle casa na Capunga
Nova, que (ka fronteira propriedade do Dr Pe-
reira do Carmo, tem muilo boas commodidades,
oanheiro, terrado nos dous oites, flores e arvo-
res de fruclo : quero a pretender, dirjase ao es-
critorio da ra da Cadeia do Recife, primeiro
andar numero 28.
~ .E,n Lpra''a Publica "s feitos da fazenda na-
cional se ha de arrematar no dia 20 do correnle
urna casa mei.-agua sita na ra das Calcadis
avahada por 1.600. cuja casa foi penhorada por
execucao da fazenda contra a irmandado do Se-
nhor dos Marlyrios da igreja do Rosario do bar-
ro de Santo Antonio. '
Criado.
Declaracoes.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguinles :
Par provimenlo do armazem do arsenal de
guerra.
10 arrobas de lalao em folhas do diversas gros-
suras ; 2 thesouras para latoeiros.
Para a officiua de sapalaria da ilha de FernanJo
de Noronha.
600 meios de sola ; 2I0 mcios de vaquetas ;
2,000 eouros de cabra e ovethas ; COO varas de
algodo ; 10 duziaa de facas ; 1 arroba de cera
de abelhas ; 1 arroba de breu ; 20 libras de ga-
Iha ; 20 libras de caparosa ; 2 duzias de limas
chatas ; 2 duas de grosas ; 20 caixas de sedas ;
100 uiilheiros de lachas de saltos ; 0 rolos de
madeira para formas, de genipapo ; 1 rodete de
moer mandioca ; madeiras precisas para duas
prensas de manufacturar farinha.
Quem quizer vender laes objeclos aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 26 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 17 do
setembro deJ860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
__) Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao arl.
12 do regulamento de 14 de dezembro de 1852,
THEATRO DE S. ISABEL
CMrANHl LYRICADE G.MARINANGELI
Quita reir 20 de setembro
2S." reeila ila assipalura c 12 para os camarotes de princira serie
Represenlar-se ha a grande opera era ires acras de onizelti:
Gneros de estiva.
O agenle Uchoa far leilao dos seguinles gene-
ros do estiva, na porta do armazem do Sr. Annes
cenfronle a alfandoga, na quarla-feira 19 do cor-
rente s 11 horas em panto
DE
Barricas com cerveja.
Barris com loucinho.
Barris com vinagre.
Sacros rom farello.
Os burieles vendem-se como de coslume.
Principiar as 8 horas.
N. B. Quanto antes execuiar-se-lia
Rosini, intituladas
a grande opera aparatosa doelebre comraendador
SEMIRAMIDE
Sendo protogonisla a senhora Beltramini.
THEATRO
Avisos diversos.
Oabaixo assignudo,
Facultativo pela academia imperial de
Precisa-se do um escravo de 12 a 16 annos
para servico do homem solteiro, que seja Del o
intelligente : na ra Nova n. 15, primeiro andar
Custodio Collaco Pereira Jnior faz publico
ao corpo commercial, que comprou ao Sr. Joo
Goncalves Hespanhol a sna taberna sila na ra
dasCruzcs n. 24,livre e desembarazada de todo e
qualquer onus ; porm se alguem se julgar cre-
dor da mesma, aprsente sua conta na dita ta-
berna no prazo de Ires dias.
Um pedido.
Pede-se encarecidamente ao Sr. Lucio Coelho
que tenha a bondade de annunciar um arando
bane popular e este parlicular por meio de car-
lao, para o da 29 do correnle, por quanto a bella
rapazeada espera que esle pedido seja salisfeito.
Os assignantes do Cassino.
Alugam-se duas meia-aguas na ra do No-
gueira : a tralar na ra do Queimado D. 53, loja
de ferragens.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de pouca familia : na
ra da Cruz do Recife n. 52, primeiro andar.
Para engommar.
Recebe-se roupa
Hortas n. 33.
para engommar na ra de
Na ra Velha casa n. 192 ha ume negra
para se alugar, que sabe cosinhar, engommar e
KOTERI.
DA
SEXTA-FEIRA, 21
GRANDE
Vocal e
DE SETEMBRO DE 1860.
CONCERT
daho ron
_ MARTIN SIMONSEN,
RabequistaSoloDe S. H. o Rci
Dinamarca.
Logo que S. Exc. oSr. presidente da provincia
apparecer, dar principio o espec-
REAL COMPANHIA
Anglo-Liiso-Brasileira.
' O vapor Jason, espera-se do Rio de Janeiro e
Babia ale o dia 21 do crrenle e seguir para a
Europa depois da demora coslumada. Os precos
: das passagens esto modificados, sendo os pre-
cos acluaes de
medicina, medico cirurgica desta
corte:
Atiesto quo sendo chamado para tratar da me-
nina D. Erama Cook, de 10 anuos de idade, filha
03 Sra. D. Elisa Cook, moradora na ra dos
Uuarlcis n 7. em sao Christovao.
Nolei que solTria de hepalite [vulgo inflamma-
cuo de flgadn), e que era dalas anteriores se ha-
via submeliido s medicaces, por facultativos
aconselhadas, sem obter "salisfatorio resultado.
E, aconselhando eu o uso das chapas medicinaes
no R,cardo Kirk. escriptono na ra do Parto
n. 119, em menos de dous mezes vi-a perfeila-
mente reslabelecida dessa enfermidade, quo por
muilos annos resistir applicacao do mais enr-
gico Iratamenlo.
E porque mo fosse esle pedido, e seja verda- ,
de, passei o prsenle e firmei.Dr. Joaquim Jos ils 6 da, UrJe- os bilheles e meios da r
Cardoso de Siqueira Amazonas. parle da primeira lotera do collegio de S.
Rio de Janeiro 28 de dezembro de 1855. do Bom Coi.selho do Recito, cujas rodas dever.io
Atiesto que lendo applicado as chapas medi- andar mprelerivclmcnle no dia 22 do correte
cmaes do Sr. Ricardo Kirk, cora escriptorio na m"/
; ruado l'arto n. 119,dellas tenhooblido vantagens n lnes.4raria das loteras 25 de agosto de 1S60
' mmensas, mormente as inflmmares do esto- u p8"1". J U. da Crus.
mago, figado, baco, etc. ; ainda que'sua eflicacia Precisa-se de uiiii ama para tra-
soeslendaaslesesdeoulros orgaos. tudavia tar de dous meninos riue andam m
de indisputavel ment para os casos supra apon-
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das lolerias manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no es-
cnptorio das mesmas lolerias na ra do Impera-
dor n. 36,e as casas commissionadas pelo mesrao
Sr. thesoureiro na prara da Indepencia ns. M e
10 o na ra Novan. 22. das 8 horas da manhaa
de
se dignar
laculo.
PROGRAMMA.
Primeira parte.
1.Ouverlura pela orcheslra.
2."Grande aria da opera I Purilani (Bellin)
cantada por madama Eanny Simonsen.
, 3. Fantasa para piano sobre themas de Lu-
laz publico, que foram aceitas as propostas dos; cia di f.aramermuor Thalberg], execulada or el
Para Liverpool
Lisboa
S. Vicente
Ia classe
2a classe
S 29
22
18
3a classe
se

16
12
7
senhores abaixo declarados.
Para os recrulas do 9. balalho de infantaria.
Francisco do Paula Fernandes Moreira Jnior:
16 grvalas de sola de lustre 800 rs.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
16 esleirs de palha do carnauba a 400 rs.
Para o hospital militar.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
8 arrobas de assucar brauco refinado a "#500 a
Para forcimenlo do arsenal de guerra.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
13 grosas de pennas d'aco para cscrever a 800
rs. a grosa.
7 caivetes de 2 folhas a 800 rs.
1 panella de ferro de 3 gales por 3g500.
1 chalcha de ferro com o n 6 por 3g500.
O conselho avisa aos mesmos senhoros ven-
dedores que devem rccolher os objeclos cora-
prados no dia 19 do correnle mez s 10 horas
da manlum.
Sala das sessoes do conselho administralivo,
para fornectmenlo do arsenal de guerra. 17 de
setembro de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogalgsecrelario interino.
O lancador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes, de conformidade com os g^ Io, 2o, 3,
, e 6o, do decreto de 17 de mar$o do corrnt
anno, contina a fazer a collecia no dia 17 do
prsenlo mez as ras do Queimado, praca da
Independencia, Cabug, Nova, Sol, Flores, "tra-
vessa da mesma e ra da Paz do bairro de Sanio
Antonio, do imposto sobre lojas e casas commer-
ciaes, e oulras de diversas elasses e denominaces
avisa aos donos dos seus respectivos estabeleci-
menlos, que tenham os seus recibos, ou papis
de arrendamentos de suas casas nos ditos esla-
belecimentos, para por elles se fazer o processo
do lancarcento na razo de 20 por cento do alu-
guel animal.
Recebedoria de Pernambuco, 15 de setembro
de 1860.
Jos Theodoro do Senna.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objeclos
seguintes :
Para o meio balalho do CearS.
2 espadas com bainhas de ferro ; 2 lelins de
couro envernisado ; 2 Dadores do retroz prelo ;
2 cananas do couro envernisado ; 6 resmas de
papel almajo ; 16 quarleiroes de pennas de pato ;
2 caivetes ; 6 garrafas de tinta preta de escre-
vor; 6 duzias de lapis de pao; 20 exeraplares
collecoes do carias para principiantes ; 20
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasilcira.
O vapor llilford laven, espera-se da Europa
de 18 a 20 do correnle e depois da demota do cos-
lume seguir para os portos do sul, para passa-
gens etc., trata-so com os agentes Tasso Irrnaos.
COMPAMIA PERMMBUCAM
lados, e bem depressa' se senlirao em a
da verdade.
E porque me fosse pedido, passei este e flr-
mei.Dr. Joaquim Jos Cardoso de Siqueira A-
mazonas.
Rio de Janeiro 27 de Janeiro de 1856.
(Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo tsbollio Manoel Hilario Pires Ferrao.)
Um moco, caixeiro de escripia, (por parti-
das dobradasj de urna casa commercial, queren-
do mudar de arruraacao por motivos justos, que
serao patentes a quem pretender, so offerece a
exercer o mesmo lugar, ou como caixeiro de ra
, enii umaoulra casa ; sobre sua capacidade e si-!
zudez d, alera de oulras pessoas, o seu actual
patrao, como garante ; quem precisar, dirjase '
loja do Sr. Figuciroa em carta fechada com as
niciaes R. C.
Na ra da Cadeia n. 2-1 deseja-se fallar com
os senhores :
Marcelino de Souza Pereira de Unto.
Cielo da Cosa Campello.
Jos Alves de Monte Raso.
Joo Alves de Oliveira.
Manoel Jos Ferreira.
Miguel Esteves Alves.
Jos Goncalves de Albuquerquc.
Antonio de Albuquerque Maranhao.
Francisco Jos da Costa.
Precisa-se do urna ama para cozinhar
duas pessoas: na ra de Apollo n. 7, sobradinho
por cima de um armazem do assucar.
CS-'
bono|co,a pore'mque saiba lavar e engom-
; mar para tratar da roupa dos mesmos :
na ra da Madre de Dos n. 36,
i meiro andar.
Precisa-se alugar urna ama de leile, forra
ou captiva : na ra do hospicio sobrado da'esqui-
pn-
na da ra do Camaro.
Grande recompensa.
Na estrada do Ponte de Ucha pela Soledad*
ate o bairro de Sanio Antonio perdeu-se uns au-
tos volurnosos era grao de appollacao, viudos de
Paje de Flores : quem o achou "o quizer lera
candadede os restituir, venha esta lypographia
que ser generosamente recompensado.
PROVINCIA.
de
Sr. Frederico Lemeke.
4.Recordacoes de Bellin. Fantasa para ra-
beca (Artol) cxeculada por Martin Simonsen.
Segunda parte.
5.Ouverlura pela orcheslra.
6.Balada Ingleza : Kallilcen Mavourneen
(Crough).Balada Allemaa : DasSlandchen : Se-
renata (Schuberl), cantada por madama Simonsen.
7.-0 Passaro na Arvore (L'oiseau sur i'arbre)
Rondo burlesco, composlo o executado por Mar- mT Precisa-se do urna ama para cozinhar oara ."'n1esoureJro das loteras em consequenria
lin Simonsen. I ^ftl/Art.n/ftA /muf AIIMi 8 "-Grande aria da opera Lucia di Lammer- : 11(1 VClfQO COSICIFI 3 YdDOf Por cima de "nazem do assucar. ?rrf^e2i,da provinca P^<> odo abaixo trans-
moor (Donizetli). cantada por madama Fanny: O V "v/ w m "|'"* ^ eruto, declara quo a exlracgao da primeira parle
Simonsen. O vapor Persinunga, commandante Manccl AlPflPlrt ^a primeira loleria do collegio de Vossa Senhora
9. Introdur-o e VariaQocs sobre motivos de Joaquim Lobato, segu para os portos do sul de lAttV^UV/aU ao Bora Conreino desta cidade fica Iraosferida
la Filha do Regimenlo, cmposlas e executadas 'sua escala no d'a 20 do correnle as 5 horas da Pugio do silio do Sr. commendador Manoel F/ ,do PresPnle mez. v'Sl<> como em
por Marlin Simonsen. : lardo ; recebe carga alo o dia 19 ao nielo dia, Goncalves da Silva na Estancia no dia 15 a no- con.s(,(l"Pncla do Processo das eleicoes nao pode
TerCeira Daiip encommendas e dinheiro at ao meio dia di da fe, um cavallo mellado claro cm dinas pretas e dsta mm?C!l0 da d."a 'leria ". d'3 M
10 -Ouvertur Toe1. LJL7 2% a2Mf*5to d?,.escriPlorirt fechar-se-ha "raneas, e cauda prela, frente aberta, dous ps o i dSle D,eSm meZ Como eslava nunciada.
1 v, ,ik >r': ,. s 3 horas da tarde. Nao se dar bilhetes de ma mao calcados de. branco, e urna mo de pre-
PT.'riTn nnr ProH Par.a T Schulhoff) Passagenj sem que na respectiva gerencia fique ,'o ; esi ferrado em um dos quartos com a letra
S o r P0 Fr.eder'co l-emekc. depositado o competente passaporle aos passa- est bastante carnudo e foso
12 "Grande cavatina da Traviala (Verdi) can- ; geiros que na forma da lei ni
sem elle.
Escriptorio da companhia 13
1800.
SO Becreio Litterario e Be-
neicente
OuinU-feira 20 do correte, as 9 horas da ma-
nhaa, haver sessao do conselho director, a qual
durar at 11 horas. Haver depois sessao da
assembla geral. Os ocios que nao comparece-
rem s sessoes flearao ocursos no 2. do art.
38 dos estatutos que regem a sociedade.
Secretaria da sociedade Recreio Litterario e
Beneflcente 17 de setembro de 1860.
Sesostris Silvio de Moraes Sarment.
Hoje 19 do correle, as 2 horas da tarde
Dnda a audiencia do Sr. Dr. juiz municipal d
segunda vara, em casa do depositario gpral, na
ra eslreita do Rosario, ter lugar a arremau-
cio dos bens penhorados a Jos Alexandre Ga-
nan por execucao quo pelo mesmo juizo, es-
crivo Baptista, lho raove Jos Maria Psima.
No dia saobado 22 de agoslo fugio o escra-
vo por nome Joaquim, Cassange, idade de 30 an-
nos, de boa altura, com os ps cambados, cheio
de eraros e meio grossos, os dedos dos mesmos
curtos canellas finas, muilo regrisla, pouca bar-
ba no queixo, a cara lisa, bem prelo, cabellos
bem enroscados, efugio com oulro parceiro ; um
foi preso na Boa-Vista, o qual foi do Sr. Joao
Paes Brrelo, senhor do engenho Mapan, e pon-
do-se em consso o mesmo, disse, que o cama-
rada la irabalhar em urna padaria no mesmo
Domingos Ollero de Carvalho, subdilo hes-
panhol, relira-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se ummulatinho de 16 annos pro-
pno para qual|u:r mandado, e urna escrava que
coznha odiano : na ra da Praia n. 35, primei-
ro andar. r
a 1 ? St' Toba Picri' arlisla italiano, prelen-
uededicar-seao ensno de piano e de canto as
pessoas e os pais de familia que quizerem ulili-
sar-se com o seu preslirno, podem procura-la
na ra de banla Isabel n. 9 para iraiarem com o
mesmo senhor, que ser mui razoavei nos seus
ajustes.
ca7do"sul0riDe Augusl Ricardo s provin-
No dia 14 do correnle, s 6 horas da ma-
nhaa fugio do peder do seu senhor, na cidado
do Ohnda a cabra Joaquina, cabello carap.nho,
ps grandes, un, tanto fanhosa. estatura regular
de 16 annos de idado, com tduas cicatrizes no
pescoco levou casaveque e saia de cassa cor do
rosa desbotado chales usado, inlitula-se-forra a
desconha-se ter seguido para alguru dos tres se-
guimos lugares, para esla cidade, ondo tem i
estado, para Beberibe, onde j raorou e lera re-
laeoes, Pao Araarello. d'onde foi comprada ou
Mirueira : roga-so as autoridades policiacs ca-
pitaes de campo, ou quaesquer pessoa que a en-
contraren! ou della liverem noticia, a levem a
seu senhor Dr. Manoel Firmino de Mello
Ohnda, ladeira de S. Pedro n. 26, sobrado *
de um andar, que generosamente recompensar
protestando usar do rigor das leis contra quem
Uver occulla. Ul a
Offerece-M urna mulher idosa que cose e
faz renda para casa de pouca familia- a Iratar
na holedade, casa do Sr. Francisco Maciel do
O0UZ3.
Aluga-se urna casa na ilha do Retiro, sendo
a ultima que hca ao lado do sul, com boas ac-
commodacoes para familia, quintal murado ca-
cimba e banhu na porta, etc., o lugar j contie-
ndo, e recommendavel pola sua posico alegre
porllcarao lado da ponle da Passagem, e ser
mu fresco : quem pretender, pode enlendcr-sa
com Luiz Manoel Rodrigues Valenra em casa du
sua morada, casa ao norte da fabrica do gaz ni
beira do no.
Aluga-se urna pequea mei-agna com 2
irlos, sita boira do rio. as C3sas que Qcara
em
novo
ao norte da fabrica do gaa
lugar.
gaz : a tralar no mesmo
tada por madama Fanny Simonsen.
13.Andante Spianato (Ernsl)
de Veneza (Pa
e o Carnaval!
executados por Marlin Si-
;anini
monsen.
O Sr. Frederico Lemeke se presta benvola-
mente a obsequiar ao concertista.
O concert comecar as 8 horas.
nao podem
do setembro de
PRF.QOS.
Camarotes de Ia ordem
2a
3a >
Cadeiras
Plalas
Os bilheles acham-se venda
hotel Inglez, ondo se acha o Sr.
dia do concerlo no thealro.
153
209
lOf
59
2
desde hoje no ;
Simonsen e no
passa- ; esia oastante carnudo e fogoso ; ao sahir do
viajar boqueiro du Estancia desappareceu da visla de
quem o seguia : quem o pegar, leve ou participe
no mesmo silio, ou na ra da Cadeia do Recife,
loja n. 41, que ser generosamente recompen-
sado.
Precisa-se de urna ama para cozinhar: na
ra dos Pescadores n. 1-3.
COMPANHIA BRASILEIRA I
Aviso.
DE
Avisos martimos.
I rata-se
Dos nu-
exemulares de laboadas; 6 exeraplares do gr'am-
maticas portuguezas porMoote-Verde, ultima edi-
Co ; 6 exemplares de compendio de arithmetica
por Avila ; 6 pautas ; 6 exeraplares de traslados ;
6 libras de areia prela.
Meio balalho da Parahyba do Norte.
6 resmas de papel almajo ; 2 caivetes 6 gar-
rafas delinta prela de escrever; 6 paulas.
Para a fortaleza dos Sanios Reis Magos do Rio
Grande do Norte.
1 bandeira imperial grande de flele ; 2 ditas
ditas pequeas de dito.
Para a colonia militar de Pimenteiras.
6 resmas de papel almaco ; 4 quarleiroes de
pennas de ganco ; 2 caivetes ; 2 duzias de la-
pis ; 6 garrafas de tinta preta de escrever 20
exemplares de collecoes de cartas ; 20 exempla-
res de laboadas; 6 exemplares do grammali-
cas portuguezas adoptada ltimamente paralas au-
las ; 20 compendios de arithraeiica por Collaco ;
20 collecoes de compendio para uso das aulas'de
de primeiras letras, ullima edico.
Para o arsenal de guerra.
100 libras de vellas estearinas.
Quem quizer vender laes objeclos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da manha do dia 21 do
correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 14 d
setembro de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.'
Pela administrago do correio desta pro-
vincia se faz publico, que no dia 20 do correnle,
pelas 3 horas da tarde era ponto, fechar-se-bao
Para o Aracaty
O hiate Santa Rila recebe carga
cora Marlins & Irmao ra da Madre de
mero 2.
Para o Ass.
Segu em poucos dias o hiato Camaragibo.
forrado e pregado de cobre, por j ter parle de
seu carregamonto para o resto e passageiios tra-
ta-se na ra do Vicario n. 5.
Aracaty.
Al o fim da presente semana seguir imprete-
nvelmente o hiato Duvidoso ; para o restante
da carga, tratase com Gurgel Irmos em seu es-
criptorio, ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidade o hiate Gralido
por j ter a maior parte da carga prompta para
o resto e passageiros, trata-se no Passeio Publico
n. 11, ou na roa do Codorniz n. 5, com Pereira &
Valenle.
Para Lisboa sahe impreterivelraente al o
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Paran, commandante Jos Leopoldo
de Noronha Torresao, espera-se dos portos do
sul at odia 19 do correnle mez, quando deve
seguir para Parahiba, Nalal, Cear, Maranhao c
Para.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga c encommendas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada cora antecedencia at a
"espera de sua chegada : agencia ra da Cruz
n. 1, escriptorio de Azevedo & Mendes.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiato
Exhalaciio; para o restante da carga, trata-se
cora Gurgel Irmaos, ra da Cadeia do Recife n.
2f, primeiro andar.
Avisos martimos.
O capitao II. Brakke do paticho hollandez
Eduard, ancorado nesle porto com um carrega-
monto de assucar o agurdente com desuno para
o Rio da Prata, precisa lomar a r3CO marilimo
sobre o casco e o Irele do dilo navio, a quantia
de l:600f pelo pagamento das despezas feitas
nesle porto : osprelendentes sao rogados a di-
rigir as suas propostas ao consulado hollandez
ra do Trapiche Novo n. 16, como cartas fecha-
das al quarla-feira ao meio dia.
Para o Rio Grande do Sul
sahir dentro desles poucos dias o patacho na-
cional Arapehy. por ter quasi toda a car^a
prompta : para o restante do carregamento con-
m
O Dr Joo Pedro Maduro da Fonseca gp
raudou a sua residencia para a ra da Ca- Z
deia do Recife n. 52, seguudo andar, aon- S
de 86 presta ao servico tanto de medicina @
como de cirurgia e das 9 para s 10 horas S
daraanhaa sempre o enconlraro em casa. @
Precisa-se alugar um moleque de
15 ate 20 annos: na ra da Cruz n. 17.;
Offerece-se urna mulher de meia idade e
de boa conducta para ama interna de homem
solteiro ou casa de pouca familia"! na ra do
Aragao n. 15 ou 8.
Na casa de alfaiate de Flix Venancio de
Cantalicc precisa-se fallar aos Srs. Antonio Ber-
OFFICIO.
4.a seccao.Palacio do governo do Pernam-
buco em 10 de setembro de 1860. Attendendo
aoque representou Vmc em seu oilicio de boje
o autonso a espacar para o dia 22 do correnle a
cxlracQ.lo da primeira parle da primeira lotera
do collegio do Bom Consnlho desta cidade.
Dos guarde a VmcAmbrozio Leilao da Cu-
nha.Sr. thesoureiro da3 loteras. Thesouraria
das loteras 11 deselcmbro de 1860.
Laboratorio de lavagem.
Este estabelecimento que comecou a funecio-
nar na casa de hanhos do paleo do Carino, vai ser
transferido no dia 15 do correnle para o silio dos
Buritisna estrada do Arraial.
A excellenle agua correnle e o espaco que all
ha, permillindo que se eleve o numero dos con-
currentes, previne-se as pessoas que esperavam
por esta transferencia, que podem mandar as
suas roupas para serem lavadas, embora no te-
nham ainda chegado as maiores machinas movi-
das a vapor, que salisfarao eclao completamente
as necessidades desla capital e seus arrabaldes.
A casa de banhos continuar a ser o doposilo
de recepcao e enlregj-^ffs roupas da capital c no
sitio dosBuritisse receber e entregar as
dos arrabaldes.
As vantages presentes sao : boa lavagem em
15 dias, garanta das peess e precos muito razon8
veis. As fucturas serao : boa' lavagem em -
nardino dos Sanios Jnior, Antonio Henrique do das, garantidas sempre as pecas e precos muito
Almeida Jnior. Antonio Marques Correia, Au- commodos.
Desappareceu no domingo, 2 do correnle,
pelas 6 horas da tarde, o escravo Antonio, cabra,
de idade 20 annos, mais ou menos, bem pareci-
do, corpo e eicoes regulares, com principio de
buco, cabellos carnpinhos e um tanto ruivos, e
gusto Ferreira Martius Bibeiro e Henrique de
: Souza Lima.
j Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
peitavel publico e especialmente ao corpo do
commercio, quo dissolveram de commum accor-
do a sociedade que tinham na loia de ferragens ,
sita na ra da Cadeia do Becife n. 53. cuja liqni- L mans<"nenle, levou vestido camisa e caiga
dacao e responsabilidade do activo o passivo fica b.ran.ca' ""Peo de fellro de cor parda e um sur-
pertencendo a Jos Alves Fernandos, como do
dislrato de sociedade feito e assignado nesla data.
Recife 15 de setembro de 1860.
Jos Alves Fernandes.
Jos Feliciano Pereira de Lira
dia 15 o brigne Tarujo & Filhos por ter parte i ,rala-se cra Manoel Ignacio de Oliveira & Filho,
rl flll nirrammnnU .. -~ i ______;... HH nmci lili C.e*mf\ Can Ir. i\,% rann* m _..;._
de seu carregamento prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Porto por Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Promplidao
II, forrado e encavilhado do Cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLASSE: para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellentes commodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C., na ra da Madrj de Dos n. 32, ou com o ca-
pitao.
Maranhao e Para.
Segu cora brevidado o hiato nacional Novaes;
para carga e passageiros, trata-se com Joao Fran-
cisco da Silva Novaea. no largo do Corpo Saolo
n. 6, segundo andar ou com o cipitao Joaquim
Jos Mendes, no trapiche d) algodo
na praca do Corpo Santo,
mesmo, a bordo.
ou com o capilo do
Leiles.
LEILAO
Commercial.
Quinta-feira 20 do corren te.
Antunei autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juii es-
i
D Vicencia Ferreira de Albuquerquo Nasci-
menlo e seus filhos cordialmenle agradecen,
a todas as pessoas que se dignaram assistir
s exequias que se flzerarn por alma de seu
presado fllho Soln de Albuquerque as-
cimento, e protestando eterno reconhoci-
mento por esse acto de earidade e religio,
convidam as mesmas pessoas para assistir
a missa do stimo dia que tem de ser cele-
brada pelo seu eterno descanco no conven-
to de S. Francisco no dia 20 do correte
s 7 horas do dia.
Aluga-se no lugar dos Arromo.iuos, em 0-
linda, um excellento sobrado com excellenle quin-
tal para planlagao de capira ou verduras, cuja
easa lem rauitos commodos e perlo dos banhos
estes a escolher, de agua doce, salgada ou mis-
turada : quem a pretender, entenda-se com snu
piopnetano Jos Antones Guimares, na ra de
Apollo, armazem do Sr. Barbosa.
rao de couro com bali e alguma roupa ; julga-
se que andar as visinhancas desla cidade em
companhia de oulros que tambera desapparece-
ram, ou que seguira para o serlo de Page de
Flores d'onde filho ; dito escravo foi comprado
em 31 do marco de 1858 a Joo Jos de Carvalho
Jnior : pede-se asautoridades policiaes e capi-
! tes de campo, ou qualquer pessoa que o possa
(descobrir, o pegarem, mandando-o apresentar a
seu senhor Jos Gomes Leal, morador no Recife,
ra da Cadeia, casa n. 56, primeiro andar, onde
ser generosamente recompensado aquelle dos
| capites decampo ou pessoa do povo quo o ve-
; nha entregar.
Aluga-ge urna casa no lugarjde Apipucos,
toda envidragada, com 2 gabinetes, 3 salas e 6
| quarlos, com cozinha grande, esiribaria para 6
! cavallos, cocheira, e 2 quarlos para criados, com
i um quintal murado para galinhas, junto ao rio
; Capibaribe, com capira para 3 cavallos : quem o
! pretender, falle com o tenente-coronel Vilella.
Aluga-se por um tonto de reis o
segundo e terceiro andar do sobrado n. SoTS',
65 da ra Nova, os quaes a lem de terem
ptimos commodos acliam-se asseiados.
O Sr. que morou na ra das
Aluga-se um escravo para ser'icos domes-
licos : na ra do Cabug u. 8, loia.
Precisa-se de una srna cozinheira para
casa de pouca familia : na ra da Cruz n. 15 se-
gundo andar. '
a 7^i/!.leClor de ren(,as provinciacs da cidade
deotinda faz publico pelo prsenle, que no dia
i) de setembro se encerrou o exercico de 1839
a 1860, e que do |. do oulubjo em dianle nao
se receber o imposto da decima urbana do re-
ferido exercicio sem ser por guia do juizo, con-
forme se acha determinado pela thesouraria da
razenda irovincial. Cellectoria de Olinda 15 da
setembro de 1360.O escrivo.
Joo Goncalves Rodrigues Franca.
Jos Maria Marques faz ver ao respeilavel
publico, que por haver oulros de igual neme tica
assignando-se-da dala desle em dlante por'josri
Mana de Mesquita Marques.
Os abaixo assignados dizem ao senhor do
numero 3 da ra do Crespo, que sua morada
no becco do porto das caooas n. 4, e que julgarn
nao lerem negocio algum com o tal seuhor, po-
remno caso contrario os pode vir procurara
qualquer hora. Antonio Joaquim dos Santos
Mata e Bernardo Luiz Ferreira l.oureiro.
SOCIEDADF
liMiO BENEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
En IV.-numliiK-o.
Por ordem do Sr presidente convido aos se-
nhores socios effectivos para sessao extraordina-
ria do assembla geral domingo 23 do correnle.
s 10 horas da manha.
Secretaria da sociedade nlo Beneficenle dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 18 de setem-
bro de 1860.
Auspicio Antonio de Abreu Guimares.
1. secretario,
U abaixo assignado declara que nesla dala
oespedio o seu caixeiro o Sr. Antonio Jos Zaca-
ras de Carvalho.
Sociedade
Ortodoxa Litteraria Amor a
Caridade.
Por ordem do provedor da mesma, scenlifico
aos senhores socios quo quinta-feira, 20 do cor-
renle, haver sessao extraordinaria de assembla
geral s 3 horas da tarde, no lugar do costume.
Sala das sessoes da sociedade Ortodoxa Lute-
rana Amor a Caridade 18 de selembro de 1860.
Manoel Francisco de Barros Reg.
Escrivo.
SOCIEDADE ACADMICA PROMOTORA
DA
Remissilo dos captivos.
De ordem do Sr. presidente communico aos
ren ores directores que hoje (19) haver sessao
do cooselho director, na ra da Imperatriz n.
1J, para tratar de negocios bem urgentes.
Luiz Brrelo Correia de Mcnezes.
. 1.a secretario.
5. Martn vai ao Porto Calvo ou Alagoas.
.\a ra da Palma desej'.-se fallar ao Sr.
francisco Teixeira Bacellar.
-- Oabaixo assignado faz sciente ao respeila-
vel corpo do commercio, que lendo smigavel-
mente desapartado a sociedade que tinha na ta-
berna sita atraz da mitriz de Boa-Vista n. 27
que gyrava sobre a firma de Fonseca & Braz, fj-
cando todo o oclivoe passivo ao socio Braz, e fl-
cando o socio Fouscca desouerado de todos
negocios da casa, e eucaregado dos
socio Braz.Fonseca Braz.
Acha-se fgido desde o dia 26 de agosto p
p. o mulato Fraocisco.de idade 38 a 40 annos*
aSM-a?18""? ,?e8uinles : ao. corpo regular*
cor plida cabellos pretos e crespos, com urna
cicatriz sobre o nariz junto as sobrancelhas bem
viziveis, levou ceroula. e camisa por cima da
mesma : roga-se as autoridads policiaes tanto
da prapa como do malo a sua apprehenso, e en-
trega-lo ao seu senhor Antonio Luciano do Mo-
raes de Mesquita rmente., na Passagem da Mag-
* ilha do Retiro, ou na ruada Imperatriz,
os
mesmos o
que morou na ra das La-
rangeiras e_ que annunciou concertar
pianos, queira ter a bondade de appa-
recer na ra larga do Rosario, arma-
zem de louca, pois ignora se a sua mo-
rada.
dalena
a ~- -*- v, uu na i
loja n 4, onde ser graliOcado.
Conlina a andar fgido desde nraio proxi-
do, a escravampreta Theodora, natural
bao, com idaift de 28 annos a 30, pou-
co mais ou menos, tem falla de um dente na
Trente, feia de rusto, lem o andar pegado; quem
a pegar leve a loja o. 34 da ra do Queimado
que tem ordem de seu senhor para gratificar '
Thomaz Reide, subdito inglez, relira-se para
fora do imperio.
Amanhaa at as 10 horas do dia. haver
correio particular para as segralas partes : Ta-
ca ral u, Uncu ry, Igreja Nova. Exu, Crato. Pajeu'.
Parahiba ; os pretendentes podem procurar
casa do Sr. Goureia da ra do Queimado,
na
m




DlAhi DE PEBSAMBECO. Q3ARTA FEIRA 19 DE SETEMBftO DE 1860.
m
Caixeiro.
Trecisa-se um caixeiro portuguez com pratica
de fazendas : na ra da Imperatriz n. 4.
Aluga-se o primeiro andar da ra da Cruz
do Recito n. 31 proprio para hoiaem soliciro ou
cscriptorio : a Iraiar no armazem do mesmo.
Precisa-se de 300{000 a premio por um
anno, com hypotheca em um silio perlo da pra-
c,a : a quem convier annuncie para ser procu-
rado.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 5
da rua do Vigario : quero o pretender dirija-se
ao armazem do mesmo.
Precisa-se de una ama (com preferencia
escrava), que saiba fazer com perfeiQao o servido
interno e externo de urna casa do pouca familia,
e nao se olha prego : na rua da Santa Cruz n. 28
ou na rua de S. Cunalo n. 14.
Quem precisar de um liomem para creado
ou para foor de algum sitio, ou outro qualiuer
servico, pode procurar na travessa da Madre de
Deus n. U, quo achara com qucm tratar.
Pierro Simn Moniz,, belga, vai para o Rio
de Janeiro.
Precisa-se fallar aos herdeiros de D. Maria
TliTeza de Jess, a negocio sobre a casa da rua
do Nogueira n..l4 ; a tratar 110 Recife, na tra-
vessa da Madre do Dos n. 18, ou declare sua
morada para ser procurado.
D-so dinhoiro a juros sobre penhores de
ouro ou prala : ua rua do Rosario da Roa-Visla
numero 58.
gCosuHorio central homcoputhico
ipubmbui. I
Continua sob a mesraa direec&O do Ma-
noel da Mallos Teixeira Lima, profcssor
:m liorneopalhia.Asconsultas como d'an-@
9
Attenco.
Precisa-se alugar uro perito jardineiro que en-
lenda de Iraiar de cavallos : na rua da Cadeia do
Recife n. 6, primeiro and ir.
Irmandade de N. S. do
Bom Parto.
A mesi regedora faz sciente aos irmaos e ao
publico, que por motivo justo nao pode fazer a
fesla de sua padroeira 110 dia 23 deste raez, co-
mo linha determinado, licando transferida para o
dia 21 de oulubro prximo futuro.O escrivo,
Claudino Jos Dias.
Guilherme J. Knisler, subdito hespanhol,
retira se pira o Rio de Janeiro.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & rua da Senzala Nova n. 52
Para passar a Testa.
Aluga-se urna excellente casa de sobrado na
entrada da povoarao do Monteiro, com grandes e
excedentes commodos para urna numerosa fami-
lia : a tratar ua rua do Queimado d. 32, luja.
Commando das armas.
Pelo commando das armas dests provincia, de
conformidade com as ordens do quarlel general
do exercito, conlrata-se um capello para o pre-
sidio de Fernando. O reverendo sacerdoto quo
se quizer contratar para o servido do dito presi-
dio, convidado a comparecer na secretaria mi-
litar nos dias nleis, das 9 s 2 horas da tarde.
Precisa-se de urna mulher para engommar
na rua do Seve, casa terrea junio ao sobrado de
cinco varandas, viziuho a grande casa que se esra
azendo para o Gymnasio Ppovincial.
Na livraria n, 6 e 8 da praca da
Independencia precisa fallar o Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
C03I1 AVM5A
Gravador e dou-
rador,
Grava-se e doura-se em marroore lettras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annuncianle aprsenla seus trabaihns
nos tmulos dos lllrus. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tasso e era outros mais rua da Caixa
d'Agua n. 52.
Ama.
NA NOVA .
Luja de militas na roa
PENNA DE AC
os W.SCULLY

tes.
S
@
9

9
Blica central homcopaUica 5
Do
SVBIXO 0, L PIMO |
Notos raedicameutoshomcopathicos cn-*g
q viadosda Europa pelo Dr. Sabino
^ Estes rae licamanlos preparados cspe-I
@ cialmontesegundoas necessidadesda h-o-I
j* nieopaihia noRrasil, vende-se pelos pre-
q eos conliocidos na botica central homco-3
>g palluca, rua de Santo Amaro [MundcNo-Si
vo) n 6. S
John Coiiway e Joscph Mackenzog, subdi-
tos inglezcs. retiram-sc para fra do imperio.
O Sr
Estas pennas de diffcrenles aualidades, sao fa-
bricadas de ac de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicavcis a todo o tamanhodo
ettra. 1'rec.o IJ^OO cada caixa e pennas de ouro
lelo mesmo aulor com pona de diamante, que
crem a grande vanlagera de nao estar sujeitasa
ci\5\r ferrugem e conservando-se bem limpassao
de O'a(3o infinila, deposito em casa dos Srs.
Ilucdes & Gontalves rua da Cadeia n. 7.
m ggsseesiseesees etsagai
Domingos Cesarlo Pinto
_ r-se a c:
que se llie precisa fallar.
Iiieira dirigir-te a esta typographa,
Rogase
ao Sr. Joaquim Cavalcanli do Reg Rarros. que
tenha a bnndado de apparecer na rua do Quei-
mado n. 46. loja.
1 Dentisla de Pars.
8
H 15Rua Nova15
g Fredcrtco Gau'ier, cirurgiao dentista,
j faz todas as operaroe da sua arle e col-
ais loca denles arlifuiaes, ludo com a supe-
^ rioridade e pcrfei'jao que as pessoas en-
co tendidas lhe reconhecem.
ijd Tem agua e pos der.tifricios etc.
Km praca publira do juizo dos feitos
fazenda nacional se ha de arrematar no dia 20
do correnle es escravos seguales : Nicolao, de
idade 35 annos. avaliado por 5005 ; Benedirlr,
croulo, idade 20 annes, avaliado por 625$ ; Ca-
milo, criouio, idade 50 anuos, avaliado por 30llj3;
Gamillo, criouio, idade 50 annos, avaliado por
stabeecida m Londres
lAsp di mu.
CAPITAL
Cinco milliftes de libras
sterVmas.
Saunders Brolhers& C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quero mais convier, que eslao plena-
mente autorisados pch dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobeitos de telha, e igualmente sobre.os objeclos
que contiverem os raesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
JK
DENTISTA
DE
PERNAMBIJCO.
3Roa estreHa do llosario-3
Francisco Piulo Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio
de molas como pela prcsso do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
nao fiquem a vontade do seus donos,
lem pozes e o-ulras preparacoes as mais
acreditadas para conserceo da bocea
Precisa-se de urna mulher forra ou escrava,
que nao tenha filhos para servir em casa do pou- ]
ca familia, em todo o servico de portas a dentro,
e que saiba engommar bem e cozinhar : na rua
de Queimado n. 39, loja de fazendas.
Adverte se ao Sr. cadete lude de Andrade I _. .
Gomesque lenha a bondade de, quando aulho-1 /)i)'('l/fl ftl riseraalgum credor receber os seus venci-: LMl' L lll(/ if ""j _<"**<> "'"*
mentos, nao a presen lar-se ao com mandante de
companhia a recebel-os, e deixar o credor no do-1
sembolso porque r.a opinio do cerlos homens
urna acc,o de hornera infame o velhaco.
O nforquilhado.
A mesa regedora da irmandade do N. S.
do Livramcnlo, convida u todos os irmaos da
mesnta irmandade, para urna grande reuuiao era S800, bandejas linas a 1(500, 25 3j>, -1J, e j,
o lampeao do gaz,
vendem-se pecas de filas de coz a 240 rs., esl-
as d'agulhas francezas a 160 240 rs., colheres
de metal principo para soupa uno a 58200, dilas
para ch.i a 25800 a duzia, enfeites de vidrilhos
pretos finos a 2500, caixa de bfalo a ljf c
mesa geral, no dia 20 do corrente as cinco horas
da Urde no consistorio da irmandade ; afim do
se tratar de um objecto da grinde monta ; assim
como faz saber ao respeitavel publico que a fes-
la de N. S. do Livramcnlo fui transferida para o
dia 28 de oulubro do 1860.
Kersteune
Pintor fraacez.
Iiicumbe-se de lodas as obras concornenles ao
seu ollino, por precos commodos, quem de seu
' presumo se quizer lilisar, dirija-se rua das
Cruies n. II.
Procie-se de urna ama para urna casa de
pouca familia, sendo o seu serviro de portas a
dentro : na rua Imperial n. 49.
Precisa-se de uro caixeiro porluguez para
urna loja de calcados, que de fiador a sua capa-
cidade : a Iratar na rua Nova, luja n.l.
Compras*
n
6. ao .-> o
o o o o
o o
o o
m
Precisa-se do segundo andar do urna casa
com a frente para o nasccnle, tendo 2 salas, 3
quartos grand-cs ou 4 menores, cozinha fra, ele ,
3003; prnhorados pela fazenda a Joaquim Ca- preferindo-se do um andar; islo por 3 annos,
valranti de Albnquerque como fiador do ex-col- I fleando o proprietario pago do lodos elles ao pas-
lector do Cabo Francisco Antonio de S Brrelo sar da escripiura : no primeiro andar da casa n.
CASA
COMMISSAO
Jnior.
Guilherme Carvalho & &
arrendam o seu escriptorio da rua do Torres, e es
doirs andares, por se mudarem do mesmo para a
Visara ti. 17,
18, no pateo do Hospital do Paraizo.
TTtTTTTTTT rTTTTf TTTTTTT
DENTISTA FRANCEZ.
5 Piulo Gaignoux, dentista, riia das
* raogeiraa 15. Na mesraa casa tcoi ugua e
2 po denlifico. ~
*..tt.HJLtXi.A.t LASA UIS0-BRASIJS1RA,
2, -Goldeii Square, Londres.
. G. OL1VEIRAtendo augmentado, com te-
mar a casa contigua, ampias e excellcntes ac-
commodaces para rauito raniornumerode hes-
ped^sde novo se lecoinmcnda ao favor e lem-
DE
DE
ESCRAVOS
Roa larga
N\
do Rosario n. 20
sciundc andar.
escravos
por conla
para serem
de seus se-
VISO.
macos de grampas rolicas a 40 rs., ditos de cara-
col a 80 rs linteiros e areeiros finos a 2, ga-
lio de liuho bramo a 100 rs. a vara, pulseiras
prelas a Ig.lorcidaspara caodieiros alOOrs.i du-
zia, peras de fitas de liuho a 60e 80 rs., cerdas
para riolo a 80 o 120 rs"., trancas de linho para
enfeites de vestidos a 900 rs. a" peca, pentes de
alizar, de baleia, a 240, calungas de diversas
qualidades a 120,160,200,240,280 e 480 rs.,
goliiihas de corchi para senhora a 800 e 1J. C*S-
nivelesdo urna folha a 160, escvas para denles
a 240 rs. sab5o fino para barba a 80 e 320 rs.,
bicos finos linos a 40, 80 c 100 rs. a vara, meias
para senhoras a 320 rs. o par, linhas de miada
para corchi a 20 rs. a miada, ribique a 80 rs. o
papel, olnias de mar a 8 rs. a caixa, vlsporas
a 15, garlas francezas' a240 e 320, ditas porli-
guezas a 240 rs., lapis finos de cores a 160, li-
nhas pera marca a 20 rs., ternuras a 100 rs.,
penlcs paro atar cabello a 160 rs., oculos de a.;o
a 500e 800 's., pomada franceza a 100 rs., tap-
les para laulernas a 29500 o par, toncas para me-
ninas c meninos de la a 80O rs., colheres para
cha a 800 rs. a duzia, allinetes em caixinha mui-
lo fino a 200 e 280 rs., luvas de lio d'Escossia
decores para horaem a 640. ditas brancas a 60
rs., meias cruas finas para liomem a 3^200 a du-
zia, la para bordar a mais lina que ha a 75( 0,
tinla de carraim fina a 500 rs., caixinha de popel
sortidas em cores a lj, ditas de quadrin^ '* a 8C0
rs., ditas de cores a 8u0 rs, a'.acadores d'al^ola
chatos a 60 rs., ditos roliros a 100 rs., peutes
Iravessas para meninas a 640 rs ditos de borra-
cha para alizar a 600 e 800 rs., ditos de bfalo
Precisa-se comprar un mulata mo-
ra que leja perfeita costureia de agulha
e tesonra, paga-sc bem agradando as
suas qualidades : na rua do Trapiche, i bramo a 50O rs,, dilos para pilhos a 280 rs di-
Kecie, n. O, se dir' cjuem a pre-
tende.
Coropran-se travs de 45 palmos, e caibros
de 35 : na rua Nova n. 52,loja.
Compram-se moedas de ouro de 163 2^
no largo do Corpo Santo, escriptorio
Ignacio de Oliveira i Filho.
V
Ncsla casa recebem-se
vendidos por comraisso r
La- t< 'jnoro.s- Afianra-seo bom tratamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mismos se-
jara vendidos com proraplidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles.
Nesla casa ha sempre para vender escravos do
difTerentesidadesde ambososscxos.com habili-
dades c sem ellas.
Mauricio Jos dos Santos Itibeiro, rheg'ido
ltimamente de Lisboa, faz sciente ao respeita-
vel publico que acaba de eslabilecor na rua lar-
ga do ltosano n.81 ..primeiro andar, urna ofi-
ciua de ourives onde apromptn quaesquer ob-
jeclos tendenies a mesma arle do mais apurado
ade-
alfi-
APPliOVACiO E AIJTOBISACIO
branca dos seus amigos c dosSrs. viajantes que
visitemcstacapilal;continuaapreslar-lhofseus ; 8asl e pertoiruo de trabalho. como sejam
serviros e bons officins guiando-os era todas as reC"s cumplelus. brochas, pulseiras, aneis.
DA
lli irPfRI&L DE l
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO- MAGNTICAS EPSPATICAS
leardo
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nena incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no
eousasque precisein conhecimento pralico do "eles c,r- elc- Em seu pslabelecimento promU-
paiz, etc.: alm do portuguez e do nslez fall-se l'\concertar qualquer obra da sua arte com per-
ca casa o hesanhol e francoz. teicao. A prntira adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e as relacoes directas que
constantemente maniera cora aigumas das mais
respeitaveis cosas d'squella cidade, que se em-
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prala, o habilitara a encarregar-se de qualquer
encommenda de taes objeclos tanto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
se dignarem honra-lo com a sua confianza, se-
j rao servidas com o maior zelo e solicilude e por
preros baratissimos.
O Sr. Domingos Jos Soares, ofDcial da se-
cretaria do governo, queira dirigir-se a rua Di-
reita n. 68, afim de saldar o que est a dever
aos herdeiros do Caelauo Pereira Concalves da
Cunha.
O Dr. Manoel E. Reg Valonea pode ser
procurado para o exercicio de sua "profissiio de
na rua da Cruz n. 21, segundo andar.
.. Itio de Janeiro e em todos as nrnvinrins
lestei imperio ha mais de 22 annos, esao afamados, pelas boas curas que se ten. oblido as enfer!
unJadcs abaixo escripias, o que se prova com inutimcros allestados que evistem
zcs e de dislinccoes. '
Cern estas Cu ve-
de pessoas capa-
A. W, Osborn retratista americano annuocia
ae respeilavcl publico desia cidnde que elle aca-
ba de receber dos Estados-Unidos da America,
uro explendido sorlimenlo de molduras redondas
domadas de lodas as dimer.sOes, caixas para rc-
i tratos fazenoa muilo fina, cssim como recebeu
! ura bello sorlimenlo de csetelas de ouro e alfi-
j neles de dito obra prima expressaraente para re-
, tratos. A. \V. Osborn aproveila esla aprauvel
opporlunidade para informar ae publico quo elle
(est resolvido a dar Uceos da sua arte em todos
medico
Ensino de mosica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera a locar varios instrumentos ; dando as li-
?oes das7horass91|2danoite: a tratar na rua
da Roda n. 50.
MadameJekle, efctabelecida na rua das Cru-
zes n. 36,avisa ao respeilavel publico que se acha
As encoraraeudas das provincias devem ser dirigidas por cscriplo. leudo todo o cuidado de
fazer as necessanas explicares, se as chapas sao para homcm, senhora cu enanca declarando a
n que parte di corpo existe, se na cabeca, pescoco, braqo, coxa, pcrna.'p.ou tronco do
a circuraferencia : e sendo incharrns, feridas ou ulceras, o molde do sou tama-
nn em uin pedaco de papel e a declarado onde existen), aim de
bem applicat'as no seu lugar.
que as chapas possam ser
cora bandeira.
Attenco.
Prac:sa-se alugar um sobrado de um andar ou
de dous, em bem estado, com quintal, nos bair-
DAJn'ium.. i i ^ .. iros d" Boa-Vista e Santo Antonio : quera o liver
i o As chapas sern acompanliadas das competentes explicare e tambem de todos os accesso-
nos para a collocacao dellas.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianza, em seu escricto-
Jio, que se achara aberto todos os dias, sem excepcao, das 9 horas da/manhaa s 2 da larde.
Igado, tempe-
rado ou doce, e o quena alugar diii-
ju-se ao largo do Terco casa terrea nn-
i mero 33.
119 Rua do Parto ||9
Prcv*nco.
PEP.TO DO LAItCo
Estando a lindar os freecaes queijos do Cerid,
asexcellenles maqias, e a bella manleiga refi-
nada em frescos, previc-se aos amantes dos
dilos gneros, que venham a elles cora presteza
j para depois neo haver queixa : no armazem da
I rua eslreila po Rosario n. 11.
H Aluga^se um sitio grande com
excellente -cas,adevvenda4 com todas as
commodidade-spma familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com
prietarios, N.O- Bieber S: C.
ospro.,|4
1III1IEI 0. I
Rua do Brum (passando o ehafariz.)
No AepoiAto deste esla\;e\eeVmeiito sempre lia grande sovmeivto de me
ctsansmo para os engcnVios de assucar a saoer:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido.economicas de combustivel, e dfaclimoassento:
Rodas d'agua de ferro com cubos le m a de ira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Caos de ferro, e portas d'aguaoara ditas, e serrilhaspararodas de madeira;
Moeadas inteiras com virgensmuito fortes, e convenientes ;
Mjia moendas com rodetasmotoras)ara agua, cavallos, oubois, acunbadas em aguilhoes deaz
Taivas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
P.ires ebicasparao caldo, crivos e portas de ferro para sfornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornof para cozer farinha ;
Roletas dentadas de todos os ta manilos para vapor, agua, cavallos oubois ;
^ Ag lililes, bronzes e parafusos, arados, eixos e odasparacarroqas, rmas'galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
miis acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo yontade de cada comprador, e de fazer os concert? de que poderp neeessilar.
m
O Dr. Cosme deSa' Pe eir da'
consultas medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recife, rua
da Cruz n. 53, todos es dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ateas 10 da manliaa, s-
breos seguintes pontos
I.' Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coraeao e de
_ peito ;
5.- Molestias dos orgacs da ge-
racao e do a us ;
Fraticara' toda e qualquer
operacao que julg. r conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seu6 doentes.
O exame das pessoaque o con-
sultarem sera' feito indistincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de ollios, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este fim.
Retratos
em cartues de visita como se
usa em Pars. Os 100 por
E o retrato o mais econmico que se podeob-
ter e o mais proprio para dar de mimo aos p-
renles e amigos, podendo ser remettido comino.
damente dentro de urna carta. Estes retrato
nao obstante suas pequeas dimenses, repre-
sentara a pessoa de figura inteira cora o miior
apuro nos detalhes, sao a mais propria recordacao
de todas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos
emcollecgao poderaoservir para formar ura ele-
gante lbum dedicado a amisade. Timm-se todos
os dase com qualquer tempo, no instituto pho-
tographico de Slahl & c. Retratos de S. H. o
Imperador, rua da Imperatriz.
Moga-se a todas as pessoas que lem penho-
Tes era poder da abaixo assignada, teuham a bon-
dade de vir resgata los no prazo de 8 dias, do
contrario terao de ver seus nomes publicados por
este jornal e o lempo que j de vencidos, e nao
atlendendo a este reclamo, aerao os dilos penho-
res vendidos para oagamento do principal e juros;
e caso nao chegue, serao seus donos intimados
pelo rejlople, Recife 18 de selerobro de 1860.
Auna. Duro.
los parasuissas a 500 rs., pecas de trancas de
l&a de caracol a 60 rs., litas d seda da largura
de 5 dedos a 640 rs., obreias de colla a 100 rs.,
honecas de cainur^a a 160 rs., ditas de chouro a
500, 800, t',00 e 2, tesouras para unhas a 800
rs ditas para costuras 3 lty, faca de cabo de ba-
de Manoel lan^o dous boloes 6;500. enfeites dos mais mo-
dernos qnc ha para senhoras a 59 e -j>5tl0, di-
. tos para meninas a -i$00 e 59, caixa de lampari-
nes de nova invencao a 100 e 60 rs. bicos pretos
de seda a 100, 160*, 200, 280, 320 e 500 rs., car-
red de linha do gaz de todas as cores a 10 rs. ;
venham logo antes quo so acabe a pechincha.
Attenco.
Vende-se am sitio com 2 casas
a saber : urna de pedra e cal na quul
uurTSl f--.?"1? I""8 pre,a da.,cosla tem urna nadara que faz bastante ne-
de idade de quarenta e tantos anuos, muilo sa-1 !. ,
dia e bastante robusta, sabe bem lavare coiinhar gOCiO, O Sitio tem 210 palmos de frente
o diario de urna casa, vende-se em conta por ha- eGOde fundo C bastante fructeilaS
Vendas.
Attenco.
ver piccsao, no beco
vende-se urna lailaru.
mo-
en-
o cacimba
a rua Nova
.argo n. 2, na raesma casa
ja verdadeira.
Vendase urna escrava muito
ca, bonita figura, sabe cosuihar e
Ominare e urna perfeita costureia,
propria para qualquer modista : nabo-
tica de Joaquim Ignacio Ribciro J-
nior, na praca da Boa-Vista.
Vende-se um boro escravo de raeia idade
por commodo prero : na rua da Prai n. 47,
primeiro andar.
Vende-se urna casa terrea com 4 quartos,
na rua da Guia n. 25 : a Iratar na rua Nova nu-
mero 49.
Vende-se urna casa terrea na rua detrnz da
matriz da Roa-Visla n. 14, que tem 2 quar'os,
2 salas, cozinha fra grande, quintal
nieeira : quem a prelender, dirije-se
n. 49, que se oMra quem vende.
E barato.
Chales de meiin cora palma de velludo e cam
pequeo toque de mofo a 5, 6 c 79 cada um. di-
tos sem mofo bordados a seda a 69, ditos estam-
pados a 29, ditos de louquira a 159 cada um, ca-
srmiras de cies de bous gosios e enfeiladas a
'IgOO cada corado, pannos finos baratissimos,
roupas feitas e mais fazendas por baratos precos :
na rua do Queimado n. 50, loja de Jo3o Casimiro
da silva Machado, quasi junio ao pateo do Li-
vramenlo.
Vende-se um terreno na rua Imperial, pro-
prio, com 110 palmos de frente, cora urna cazi-
nha de lijlo com muito bella vista, desembar-
que alraz, grandes fundos at o rio, aterrado e
promplo a edificar um ostabelecimenlo, ou pro-
pricdafies, o que se vender com todo fundo ou
parle, como convenha ao comprador: no mesmo
lugar, casa n. 222, a Iratar com o proprietario
Victorino Francisco dos Santos.
Tricopherous
paralimpar as caspas a fazer renascer os cabel-
los: vende-se na rua do Queimado n. 6, primei-
ro andar.
Vende-se urna barcaca que carrega 300 sac-
eos de assucar, loda apparelhada e com muilo
boas folhas, por menos do seu valor : na rua Di-
reita n. 88.
Vende-se um escaler acabado do novo,
madeiras louro e cedro, e tambem um piano for-
te, ludo muito barato : a tratar na rua do Viga-
no n. 27, armazem. ou na rua da Cruz n. 44, pri-
meiro andar.
Na rua da Cadeia n. 24, vendem-se as se-
guintes fizendas, pcrmelade de seu valor, para
liquidacao.
Ricos de seda braneos e pretos, do lodas as
larguras, vara a 160, 240, 400, 800 e 1$000.
Lm completo sorlimenlo de franjas de seda c
de algodo.
Chales de touquim a 10, 15, 20 e 359.
Roloes de seda, velludo, de louca c de fuslo
de qnalidades finas, dozia a 200, 400o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2g, 3 e 49-
Entreneios finos, pec,as com 12 varas a lg.
I'olhos bordados liras a 500, 19, 29, 39500.
Camisetas com manguitos a 39, 4, 5 e 6a.
Enfeites de flores a 6J.
Chapees de seda para senhora a lOg.
Casaveques de velludo a 40 e 60$.
Dilos de sed3 a 259.
Dilos de fuslao a 8 e 129
Filas de seda e de lodas as qualidaes de 160
rs. a 1950O.
Dilas do velludo de 240 rs. a lg.
I Harlinho & Oliveira i
' COM C
Loja de fizendas finas.!
|4Rliada Cadeia do Recife40]
Encontra-se nesto estabelecimento lo-
l das as qnalidades do fazendas, ricos e
l elegantes corles de vestidos de fil, blond
5 e de seda, pretos, braneos e de cores.
I carabraias, cassas, bareges, chapeos para
1 homem e senhora, ricos menleleles de
renda branca e preta, velludos de lodas
> qualidades, grinalelas, aderecos de bri-
j Ihanlcs e toncados para senhora, perfu-
> marias francezas, roupafeita para homem
i e meninos, calcado de Melis para ho-
, mera eJoly para senhora, uvas de pel-
lica, chales do verdadeiro touquim e lo-
dos os objeclos necessarios a urna senho-
ra de goslo e do grande mundo.
100
500
300
i5oeo
400000
sooo
2.S500
20000
120
15^000
Madapolao a
4S800a peca.
No armazem de fazendas da
rua do Queimado n. 19.
Madapolao francez entestado com 24 jardas,
muilo encorpado, proprio oara camisas e saiasde
senhoras; o preco pechibeha.
aletn do mais, a casa de moradia tem
bastante commodos para qualquer fa-
milia morar, tem terrenos para fazer
um ranclio no qual se pode fazer um
patrimonio para quem quizer viver lora
da praon, tem mais terreno paraseec
dilicar 10 moradas de casa, o lugar o
mais pitoresco possivel no lugar do Pe-
res, tambem se vende um preto padeh o
para a mesma padaria, o motivo da ven-
ida O dono ter de fazer urna viagem
'para fora da provincia vndese barato,
para ver todo e qualquer dia no mesmo
sitio ou na ruado Queimado loja de fa-
zendas n. 0o.
Liquidacao
para acabar.
Xa loja da rua do Crespo n. 14, ven-
de se um variado sortimento de fazen-
das de todas as qnalidades, por preros
mais commodos que se podem" enco'n-
|rar ; cerno bem :
Cassas decores fi\as, covado a
Camizinha com gollinlia para
senhora a
Gollinhas bordadas ppra se-
nhora a
Cortes de vistido de pbantasia
para senhora de lp# a
Ditof de dito de seda para se-
nhora de 20$ a
Pentes riquissimos de tartaru-
ga de 10$ a
Chales de laa estampado a
Ditos de touquim bordados
de 15$ a
Leos de cassa com bico a
Sabidas de baile de merino e
de seda de 10$ a
Paletot de casemira e panno
de li'S a 15$000
E outras muitas fazendas que a vista
do comprador se desengaara'.
Vendem-se 50 apolices da companhia do
encanamcBlo das aguas: a Iratar na rua da Ca-
deia do Recife n. 50, primeiro andar.
Lences de panno de linho da
Feira a 1#800.
Vendem-se no armazem de fazendas da rua do
Queimado n. 19.
A1#800.
Coberlas de chita, goslo chinez e muilo gran-
des, a preco de l$80 cada urna : na rua do (Juci-
niado n. 19.
A 900 rs. a vara.
Brim trancado alvo proprio para toalhas de
mesa, cora 8 palmos de largo, fazenda muito su-
perior, o pelo barato preco de 900 rs. a vara ;
s se vende no armazera'de fazendas da rua do
Queimado u. 19.
Cambraia de salpicos a 4$500
a peca.
Vende-se cambraia de salpicos muilo fina cora
8 1|2 varas, pelo baratissimo prec,o de 4J500: na
rua do Queimado n. 19.
Setim branco e fil liso.
No armizem de fazendas da rua do Queimado
numero 19.
Vende-se ou aluga-se um silio na Capun-
g8, rua do porto do Laserre, com boa casa ter-
rea, cora bastantes arvoredosdo fruclo, cuja casa
flca encostada casa do Sr. Bartholomeu: qjem
o prelender por compra ou por aluguel, emenda-
se com o abaixo assignado,
Narciso Jos da Cosa Pereira.
Vende-se um cofre com 4 palmos de com-
prido e 2 de largo, lodo chapiado de ferro m
volta e fechadura de segredo, que pode servir
para guardar pecas de valor do alguma corpora-
Cao, por ser muilo segura e forte : na rua do
Itaogel n 21 se dir quem o lera.
Taberna.
Vende-se urna taberna cora poucos fundos,
propria para principenlo : na rua Direila dos
Afogados n. 20. Na mesraa taberna se offerece
um menino para caixeiro de qualquer eslabele-
cimento, menos botica e padaria : quem preci-
sar annuncie por este Diario.
Milho novo.
Vendem-se saceos com milho a 6-J : na rua da
Cadeia do Recife n 3.
Vende-se urna negra boa engomroadeira e
cozinheira : na rua do Imperador n. 67, do se-
gundo ..radar.
j2T
.VV


DIARIO DE PERKAMBUCO. QUARTA FBIRA 19 DE SETEMBRO DE 1860.
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto & Perdigao.
Cora loj na ra da Cadeia do Recite n. 23
*endm e do amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda prolose decores.
Corleado ditos do baregc, de tarlalana e de gaze
de seda.
Cambraiasde cores, brancas c organdys.
Anquinhas par saias,saias balo, de clina, ma-
dapoio e bordada*
Lencos de labyrintho do A.ac francezes.
Chapeos amazonas de palha e w -ida para 80-
n horas e meninas.
Enfeilesda froco, de vidrilho e de flores.
Peines de i.irt"ruga, imoeratriz e oulros gostos.
Manguitos e gollas, pouto inglez, francez e mis-
sariga.
Vestuarios de fusto, de la e de seda para
enanca.
Manteletes, taimas e pelerinas de ditrenles qua-
lidades.
Chiles de louqira, de merino e de la de pona
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
llores solas.
Siuturoes, camisas de linho e espartilhos para
aenhora.
PerCumarias finas, sibonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e palelots de panno preto
e do cor.
Palelots de alpaca, de seda e de linho.
Galeas de casemira de cor, pretas e de brim
Camias do madapolao, ue linho inglez e de 15a.
Sitoulas de linho o de meia.
Halas, sacos, apetreixos para viagem.
Chancas para invern, botinas do Meli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de massa e de feltro para ho-
mem.
Charutos roanilha, harana, Rio de Janeiro c
Baha.
Parahyba.
Vdttde-se o engenho Torrinha-distan
ted-sti ciJad duas leguas por trra,
te a terreno para dous mil paes or an-
m c b)a casa de vi venda assobradada e
) i n obras, tem emlvu\|ue no porto dis
tante do engenho 1|2 (juarto de legua
d) io Parahyba eem menos de 3 horas
se ven actdade: quem o pretender di-
rij i v i Jlo Jos de .VIedeiros Correia
& G que dir' quem o vende.
Relogios
Suissos.
Aviso aos seiihores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodao o melhor que tem vindo ao
mercado, para pavios de velas : vende-se na ra
da Cadeia, loja do ferragens do Vidal 4 BasUs.
Vende-se para fra da provincia ou para
'gum engenho urna escrava de nacao, moca,
muito robusta e sadia, capaz de qualqer servico]
e que sabe lavar a cozinhar o ordinario de urna
casa quem a pretender, dirija-se a ra do Im-
perador (antiga ra do Collegio) n.77, no tercei-
ro andar
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
Pechincha
Na travessa da ra das
Cruzes n. 2,
vendem-se borzeguins de Nanles de bezerro su-
periores a 8g50i>, e com meias balaras a 9000;
preco nunca visto.
Gheguem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha dorlo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilols a 9G0 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosio a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33?, t>, B9,
e 69 a pega, dita lapada, com 10 varas a 55? e
68 a peca, chitas largas de rao temse escomidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7$ e 83,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
Vende-se o hiate Santa Hita, construirlo]
ha dous annos, de encllenles madeiras. pregado
e encavilhado de ferro e pao, e forrado de cobre
ha um anno : para ver, defronte do caos do Ra-
mos, para tratar, na ra da Madre de Dos n. 2.
Ra do Queimado u. 48.
Julio & Conrado receberara pelo ultimo vapor
o verdadeiro merm rta China proprio para a or-
den carmelitana, e bem assim alpaca branca pa-
ra 640, 720,600 e 1 o covado.
Sebo e graixa.
Se o coado c graixa em bexigas : no armazem
a Tasso Irmiios, no caes de Apollo
Tachas para eogeobo
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de I
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-1
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido
Setas de. tartaruga para segurar chapeos do
senhoras : em caso do J. Falque, ra do Crespo
numero 4.
Pechinchas
sem iguaes,^na ra doQuei-i
mado n. 65, na bem conhe-'
cida loja da diligencia de:
Fajozes Jnior fe Guimares
Meias pintadas muito finas para hornera a!
1g80 a duzia.e em pares a 160 rs., clchete? i
francezes em carto a 320 a duzia de carloes, c a
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres,
mullo oroDrioa Dar este clima.
KMSSMmie 3$zd vtavms&mzn
NA
e arnaaie m
DE
delicada a 9J> cada um, ditos com urna s pal- 30 rs. cada carto rom 14 pares, luvas finas de
ma, muito finos a 83500, ditos lizos com fran- "
jas de seda a 58, lencos de cassa com barra a
seda para homense senhoras a 610 o par, ditas
com algum defeilo a 240 o par, muito boas cor-
das para violao a 80 rs.,agulhas francezas. caixas
100, 120e IbOc.da um, meias muito finas pa- com 4 papis a 100 rs., ipparelhos de porcellana
ra senliora a 45 a duzia, ditas de boa qualidade ra,lit0 lindos para menina a 1*800, 2jj5,3 e 4#~
a 35>e 39500 a duzia, chitas fraucezas de ricos n -**
Fogoes eeonomi-
desenhos, para coberl a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5J90 a poca, e a 100 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1J>,
15200 e I3600 a vara, dito proto muito encor-
pado a 15500 a vara brilliaimna azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differeiiles cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2*500, 3tf e
33500 o covado, cambtia preta e desaleos a
500 rs. a vara, e outrasrauias fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
eos.
Foges econmicos americanos, os mclhnres'
que tem vindo ao mercado, nao s por cozinha-!
rem cm melade do lempo de qualqer outro '
como por nao gasiarem urna terca parte da lenha;'
eslao-se veodendo por metade" do seu valor, c
approveilar a oecasio. Garante-se a boa quali-
dade e bom travado dos mesmos : vende-se na
fundico da rua do Brum n. 28, loja de ferragens
da rua da Cadeia do Recife n. 6f.
Em casa de Schafleillin & C, rua da Cruz n.
33, vunlo-seum grande e variado sortimento de
ral igios ie algibeira horisonlaes,patentes,chro-
dorastros,iieos chronoraetros, de ouro, prata
la efotheadosa ouro,sendo estes relogios
(111 primeiros fabrican les da Suissa, que se ven-
der por presos razoaveis.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: cm casa de S. P. Jo-
haiton & C. rua da Senzala n. i2.
Vende-so cera de carnauba, sebo em velas
e n pao, vindo do Porto, fio da Babia para li-
qui I ir : na rua da Cruz, armazem n. 33.
Cera de carnauba.
Vndese na rua da Cadeia n 57 a 9$600 a ar-
arroba e alljtfOO; a melhor que tem viudo ao
ii. i ado.
Telhado le zinco*
O telhado de zinco aqu usado as
C0:npinhlas Jo r:'. e ciminlio de :rro,
i ai das boas ia'enQ :s moieraas, el-
\i .ii-se recommendavel pela gran le
durago, pouco peio no edificio, bom
acDO licin unanto, barateza do cuito,
fxcii coa lucca > ele etc., tojos sab;m
que i i-ir...; i > do sinco infinita prin-
a tc se .^l* tiv.-r i cautela de dar
u m mao dj tinta do lado exposto ao
t: upo, ti o i telha d zinco com o peso
de 2) libras, cobra una espiro rjne pre-
cisara para tal fi n 50 tenas de barro,
o esp ico coberto pela telina de zinco nao
penetra o menor pingo de chuva e a
iacilidade de sua con iucoao e tal que
ti neirroc pode conduzir de urna s
vezo tel liado preciso para cobrtr umi
g > i: casa, o telhado de zinco muito
til prinC'p tmenle para cobrir enge-
n'i is, estaleiro, barraeffes de ferrarias,
armazent d? depotito etc etc., em
s; an \![ i !tn quizer experimentar o te-
lhada de zinco, conhacera' sua gran le
va al i jim. este telhado vende se a 120
rs por libra de 50 telhas para cima:
nos armazeos de Paulo Jos Gomes e
Mi'i):l fir.nino Ferrci'-a rna da Con-
cordia armazem de materiaes.
Sfaatelga franceza.
A. mais nova que ha no mercado a 560 rs. a
libra, e eoi barril se faz algum batimento : no
laro da Penha n. 8.
DE
cr%
Liararo aa ressl
Sw m ss
GRANDE SORTIMENTO
DE
IFazeadas e obras feiias
laoja
DE
r\ im*.
[StO,
Na ru* do Queituad > n.
46, frente amarella.
Sortimento completo do sobrecasaca de
panno prelo e de cor a 25, 283, 30* e
35. casacas 28. 30 e35. palilols dos
mesmos pannos20. 22 e 25jJ, ditos de
casemira do cor a 163 e 18, ditos sac-
eos das mesmas casemirns modelo inglez
casemira fina a 10, 12^11 e 15$, ditos
saceos de alpaca preto a 4g, ditos sobre
fino de alpaca a 7, 8e9. ditos de me-
rino setim a 1(1$, ditos de merino cord.io
a 10$ e 12, ditos de sarja prela trancada
saceos a 6$. ditos sobrecasacos da me3-
ma 'azenda a 8, ditos de fusto de cor e
branco a 4. 4$500 o 5$. colleles de ca-
semira de cor o preto a 5 e 6, ditos de
merino preto para lulo a 4 e 5, ditos
de velludo preto de ciir a 9 e 10, ditos
de gorguro de seda a 5 e 6. ditos de
tbri.n branco e de cor a 25Di> e 3, calcas
do casemira do cor e preto a 7$. 8$, 9f
gjp e 10, ditas para menino a 6 e 7, ditas
|g de nmrin de cordo pira homem a 5 e
<5 6, ditas de brim branco a 5$ e 6, ditas
H dild de cor a 3, 3500, 4) r 55, c de
Indas estas obras temos um grande sor-
timento para menino de todos os tama-
nhos; camisas inglezas a 36 i duzia. Na
y(g mesma loja ha palelots de panno preto
5 para menino a 14$. 15$ e 16j. ditos de
JS casemira pira os mesmos pelo mesino
S prero, ditos de alpaca sacco3 a II? e
3f* 3$50, ditos sobrecasacos a 5J e 6$ para
I* os mesmos, calcas de brim a 2j50 3 o
j 3900, palelots saceos de casemira de cor
P a 6 e 7, toalhas do linho a 800 e Ijf ca-
a* da urna.
j*-! No mesmo estabclecinienlo manda-se
^ apromptar todas as qualidades de otiras
^ tendentes a roupas fetas.em poneos dias,
2 que para esse fin tomos numero suf-
^ tKicnte do peritos ofiiciaes de alfaialos
gm rgidos por um hbil m.?lre de seme-
* lhanto arle, fleandu os donos do estabe-
|| lecimcoto responsaveis pelas mesmas
gg obras at a sua entrega.
KEMEDI INUHIPARAVLL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Miniares de individuos de todas as nagoes p9-
dem testemunhar as virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura m aravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos; e a maior parte
della sao to sor prendentes que admiras;'o
medico mais celebres. Quanlas pessoas recof
braram com este soberano remedio o uso de seus
Dragos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soflrer i
amputagol Dellas ha muilasque harendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
subinetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusiio de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperada do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo u
mentratatoquenecessitassea natureza dornti.
cujo resultado seria prova rincontestavelmente
ue tudocura.
O un^nento e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
A'porcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dresdecabega.
das costas.
dos membros.
Qlerraidades da cutis
e">geral.
Ditas do anos.
Erupces e escorbti-
cas.
Pistulasuo abdomen.
rnaldade ou falla de
calor as extremida-
des.
Prieiras.
Gengiva escaldadas.
inchaces
Inflam'raaro doflgado.
nflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Oueimadelas.
Sarna
Supurarocs ptridas
Tinha, em qualqucrpar-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Neste armazem de molhados con-
dos proprictarios.
Mauteiga ingleza e franceza
800
18.
ali
vista de gasto
urna 3 libra !
perfeilaniente flora mais nova que (em vindo ao mercado de 650 a
se tara algum abatimeDlo.
Queijos Clamengos
muito novos recenlemenle chegados no ultimo vapor da Europa de
que o treguez lizer se far mais algum abatimenlo.
Quei^o pralo
os mais novos que existem no mercado a 1 a libra, em porco se far abatimenlo.
\n\eixas fraucezas
em latasi de 1 1(2 libra por 1$500 rs., e em campoteiras de vidro contendo cada
por ojuuu.
Mustardamg\ezae franceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Vcrda&eiros ugos de comadre
:o caixinhas d 8 libras alega alente enfeitadas proprias para mimo a lgCOO rs.
HolachinVia ingVeza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vidrados
de l a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualqer liquido de 400 a lj?000 .
iVaiendoas confeitadas proprias para sortes
de $ 5oao
a 1$ a libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2.
Cha preto, \\yson e perola
fismelhores que ha neste mercado de 1600.2 e 250O a libra.
Niacas em caixinhas de 8 Vibras
contendo cada uma dilTerentcs qualidades a 4^500.
Patitos de dentes Vichados
em molhos com 20 raacinhos cada um por 200 rs.
TijoVo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas ingVezas e francezas
em latas e em frascos de difTcrenles qualidades.
Presuntos, chouricas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de hoVachinha de soda
de differentcsqualidades a 1600 em poreao se far algum abalimento.
Hua do Crespo,
Loja n. 25, de Joaquim Ferrei-
ra de S.
Vende-se'por precosbaralissimos para acabar:
roupesde seda para senhora a 15, laazinhaj de
cores para vestido a 200 rs. o covado, cassas de
cores tinas a 210 o covado, chita larga a 2J rs.,
casaveques de eambraia bordados a 8, capas de
fusto a 5. perneadores de cambraia bordados a
bra a em harril! 6- liras e baDados bordados a 320 a vara, lencos
* """" de seda com franja a 1, riscado francez n 200
rs., sobrecasacas de panno fino a 25 palelots de
panno prelo o de cores a 18, 2') e 22, ditos de
alpaca de 4$ a 8$, calcas de casemira pretas e de
cores para todos os procos, ditas de brim bran-
co e de cores de 2 a 4", gollinhas bordadas de
Iraspasso, camisinhas para senhora a 25500,
m nguitos bordados 2000. chita de lustre lar-
ga para cubera a 320 rs,, esguiao de linho mui-
to fino a 1200 a vara, bramante do linho com
9 palmos de largura a 2;)u0 a vara, damasco
de lia com 9 palmos de largura a 2000 o co-
vado, pecas de madapolao fino a 4500. chapeos
de fellro finos, bales Garibalde a 5;500, pale-
lots de brim de cores e brancos de 4 a 6, ca-
misas brancas e de cores de 15U0 a 3, e outras
muilas fazendas por muito menos do seu valor
para fechar conlas.
umsKWi ornean mmm&syn
ICimento ioglezJ
W> Para collar vidros, louca, tartaruga, a
j| marflm etc.,chegou urna pequea poreo =^
** deste cimento ja mui canhecido nesta ca- **
3 pital e se vende nicamente na casa de 32
M Augusto & Perdigao, na rua da Cadeia do >
Recife n. 23, a 2 cada vidro dinheiro V.!
p vista. Os amadores devera quanto antes j^
jg prover-se delle. ^?
mmwamm e^^f enaigwml
Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial,"
junto a fabrica de sabao, e no rua Nova, loja de
ferragens n. 37, ha uma grande poreao defulnas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libr
rs. cad3 um.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Riscoutos .
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
Venie-se pela metade de
seu valor, na loja \
rua do Passeio Publico
numero 11.
Curtes de casimira, padres escaros a 3200.
Cortes de calca de castor oncorpado a 1200.
Ditos do brim miudos a Ig.
r,.-il. isf-ilas de brim e dn castores a 1 e 1200.
Chita franceza miuda a 2 0 o cora lo.
Dita a 23') rs.
Chita para coberta muito bonita a 240.
Dita miu la para vestido a 00 rs.
Lencos brancos de cassa, pequeos e finos, a
24rs.'
Panno fino azul muito bom a 4*S o covado.
Camisas francezas brancas a 1'JJ0.
Ditas m lito Iina3 a 2j403.
Chapeos de feltro muito fino a 4
Chapeos de sol de seda a 7.
Madapolesde varias qualidades a 3$i0n,4300,
4f6 )). 48)0 e GJ801 muiloYinos.
Chales de laa a 900 rs.
Ditos muito finos escures a 100.
Meias para homem a 2 a duzia.
Lenco* de sola a 800 rs. cada um.
Chapeos de feltro com avada a 500 rs.
Suspensorios, a duzia a 400 rs.
Algodao de duas larguras afiO a vara.
Vende-se, permuta-so, ou em ultimo caso
arrenda-se o sitio da travessa dos Remedios na
reguezia dos fugados n. 21, sendo que s se
arrenda a quem quiznr fizer j todos os coneer-
tos de quo a casa precisar para ser descontada
nos alugueis, a importancia despendida com o
concert : puem pretender faaer quulquer nego-
cio, entenda-so com seu propriolario na rua de
S. Praneseo, sobraij ti. 10, como quem ra para
a rua Della.
Urnas muito novas, banha de porco refinada e outros muo YeieroV'qu"^
molhados,por isso prometiera os propnetanos venderem por muito
oromelera
i44seiB
queiram m
> acondiciouamentn
mais tambera serv.rem aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco ratica"
pessoalmente ;regam tambera a todos os sonhoresde engenho e senhores S"
andarsuas encommendas no armazem Progresso aue se lhes afflanca a b
menos do que outroqualquer,
como
avradores
oa aualidadee
OUPA FEITA
Defroate do becco da Congregacoletreiro verde.
Botica.
Casacas do panno preto a 30, 3& e 40000
Sobrecasacas de dito dito a 35g000
Palelots de panno pretos e de cores a
20, 25, 30e e 35000
Ditos de casemira de cores a 158 e 22if00
Ditos de casemira decores a 7S e 1280(0
Ditos de alpaca prela gnlla de velludo a 12g000
Ditos de merino setim preto e de cor
a 8 e 9000
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5*009
Ditos de alpaca prela a 3.1500, 5, 7 e 9000
Ditos de brim de cores a 3*500,4500 e 5000
Dito de bramante de linho brancos a
4500 e 6000
Calcasdecasemira preta e de cores a
9, 10gc 12000
Hitas de priocezi e alpaca de oordo
relos a 5g000
Ditas de brim branco e de cores a 2|500,
.48500 e sanoo
Ditas de anga de BOKS a 3$0O()
Ditas db casemira a. 5j50u
Colleles do velludo decores muito fino a
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5, 5500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 5)J e
Ditos de gorgurao de seda a 5$ e
Ditos de fusto brancos e do cores a 3 e
Ditos de brim branro e de cores a 2 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodao a l600 e
Camisas de peilo de foslao brancas e de
cores a 20300 e
Ditas de peilo e punhos de linho muito
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 1800. 2 o
Ditas de meta a 1 e
Relog'os de ouro patente e orisontaes
Ditos oe prata galvanisados a 25 e
Obras deoiro.edcrecos, pulceiras e ro-
setas
45--Rua Direita-45
Este estabelecimento oferece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
presos convenientes, a saber :
10J000
6000
5$000
38500
000
($000
3500
28500
25O0
2*000
2*500
35JOOO
2*500
IflOO
u
SOjfOOO
r.artholomen Francisco do Souza. rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segninlcs medica-
mentos :
Robl'Affecteur.
l'ilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
l'ilulas americanas (contra febres).
Ungento llollowsy.
Pillas do dito.
F.llixir anti-asmalhico.
Vidios de bocea larga com rolhas. de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Velas de espermacete.
Em caixa com 25 libras por 15, a relalho a
640 a libra : no largo da Tenha n. 8.
Manteiga para tempero.
Perfeitamente em bom estado, vende-se em
barril a 160 rs. e a relalho a 200 rs. a iibra : no
larga da Penba n. 8.
Chapeos de sol de seda ingle-
zes a 8#000.
Na rua do Crespo, esquina da rua do Impera-
dor n.7, loja de fazendas finas de Guimaraes &
Lima, vendem-se chapeos de sol de seda ingle-
zos a 8fl cada um.
Chapeos de liuho.
Vendem-so n rua da Cadeia n 50 A, chapeos
de linho chegados ltimamente da China, por di-
minuto pre^o ; tornom-se recomraendaveis estes
chapeos, nao s por serem muilo leves, como
tambem por serem muito frescos.
Vende-se este ungento no estabecimenlo
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, llavana e Hespanha.
Venie-se a800 rs., cada bocetinha contera
uma nstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Sourm
| pharmaceutico, na rua da Crun. 22, em Per-
numbu.io.
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater i C, rua
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambera uma
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
spirila de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
rns, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
ndas na rua larga do Rosario n. 36.
Rua daSenzala Nova n. 42
Vende-seem casa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os e relogios d'ouro patente inalezes
Rival sem segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronlc do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos do Azovedo
Maia c Silva, ha para vender os seguinies artigos
aluixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algono a 13.
Cartas de alflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas raaduira branca, o
10440.
Phosphoroscora caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass nerula a 200 rs.
Duzia de lacas e garfos muilo finos a 3*500.
Clcheles em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obreias rauilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de laa par enancas e20O rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Mseos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes do aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finas a 600 rs.
Tesouras para costura muilo finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 5U0 rs.
Pechas de franja de laa cora 10 varas a 1g.
Pegas de tranca de laa com 10 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (pera) 1*.
Linhas Pedro V, carto com 2iM) jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Pares de meias decores para horacm muilo fi-
nas a 140.
Cordo imperial (pecas) 40 rs.
Gurgel Irmos tem para vender:
Velas de carnauba.
Sola cortida franceza.
Cera de carnauba.
Lencos de labyrintho.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em G mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Veode-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
10,s00G
9*000
IjJOOO
6$000
C$500
6&U00
5g000
C$000
SjOOO
5000
3'500
2#500
Homem.
Borzeguins imperiaes.....
Ditos aristocrticos.......
Ditos burguezes......,' .
Ditos democrticos......
Meio borzeguins patente. .
Sapa ules nobreza.......
Ditos infantes....., .
Ditos de linlia (5 12 bateras).
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tom). .
Ditos de petimetre......
Ditos bailadnos. ,......
Ditos impermeaveis. ..."..
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......5^000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,...... 4^00
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4^500
Meninos e meninas.
Sapatoes de loica. ...... 4J000
Ditos de arranca........o5C0
Boizeguins resistencia 4# e 5'800
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vcnde-se neste novo eslabelecimenlo sacros
com trelo de Lisboa, fariuha de mandicca, mi-
Iho, fejao rauUtinho e preto, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dito do Maranho de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho do
Ierto em garrafa do melhor que podo haver no
mercado, manteiga ingleza c franceza, banha de
porco emlatas, bolachinhas de soda de todas as
qualidades, cerveja prela e branca da melhor
marca, queijos fiamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem pormenos
proco do que se vende em oulra qualqer parte.
Em casa de N. O. Bieber & C.
successores, rua da Cruz n. 4, vi ndc-t-
Vinho Xerez em barris.
Cliampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas'de ditas.
Ferro da Suecia.
A oo de Milao
Brilhantes de todos os tamanlics.
SYSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY.
PlLULAS HOLLWOYA.
Este nestimavelespecilico, composto intein-
mente de hervas medicinaes, nao conten, mercu-
rio, era alguma outra substancia delctela B-
nigno mais leura infancia, e a compleico mai.-
delicada igualmente prompto csceuio par;,
desarreigar o mal na compleico mais robusta
inteiramente innocente en. suasopeaces e et'-
fetos; pois busca e remove as doen.ai de qual-
qer especie egro por mais antigs eienazes
quesciam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, militas que j estavam as ponas di
morie, preservando em seu uso: consepuirnm
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios
As mais afilelas nao devem entregarle ade-
sesperacao; acara um competente er.sa.o do =
eflicazeseireitos desta assombresa medicina e
prestesrecuperarao o beneficio da saude
Nao se perca lempo em tomar este remedie
?a"A'!a.1qU,:I:das..seuinl|,s enfermidadrs:
Febre de toda a especie
Colla.
Hemorrhoidas.
Hidropesa.
Ictericia.
Indigesiocs.
Inflaniniaces.
lrregul'aridadcs de
n.eiislruaro.
Con.brigas "de teda es-
pecie.
Mal oe Pcdra.
Manchas na culis.
Obstrur(5o de ventre.
Phlhisica oucomsump-
cSo pulmonar.
Itelencode ourina.
ltheumatismo.
Symptoniassetundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areas (mal de).
Asthma.
Clicas
Conyulses.
Oebilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta di
torcas para qualqer
eousa.
Rysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei midades no ventre
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas.
intermitente.
Vendem-se estas pilulas no eslal.elecimenli-
geral de Londres n 224, StranJ, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encnrregidas de sua venda em toda a America
do Sul, llavana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinhas a 00 rs. cada uma
dellas. contera urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa de Sr. Soum phar-
meceuiico, na rua da Cruz u. 22, em Pernam-
buco
Alien cao.
mwm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes,dt-
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dosmelhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livrameno.
Covado a 200 rs
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, d.ilas estrenas a iraitaco de lazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores n
200 rs. o covado, pecas de esguiao de algodao
muito fino a 3J a pega, ditas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 2$. riscadinlio de linho a 160 rs.
o covado, chales de merm estampidos a 2$.
lencos brancos com barra de cor a 180 rs., ditos
co u bico a 200 rs., algodao monstrn de dus lar-
guras o me-hor que possivel a 640 rs. s vara,
iiiussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho prelo bstanle largo. A loja est, aborta at es
9 hoias du uoite.
Vendem-se queijos londrinos mu to frescos de
superior qualidade ecousa nunca vista: na rua
eslreila do Rosario, armazem n. 11 ; quanlo ao
preco segredo.
'otassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido0 acreditado deposito da
rua da Cadeia do .-rifen. 12, ha para vender a
verdadera poiasss da RuSsia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem et.
pedra. ludo por precos mais baratos do que eu
outra qualqer parle.
Rua Direita n. 16.
Na grande fabrica de tamancos da rua Direita
esquina da travessa de S. redro, achara o res-
peilavel publico em gPral um variado e riqusi-
mo sortimento de tamancos de todas as aualida-
des. por menos proco do que cm oulra a'ualutfer
parle como sejam : n
Tamanres a moda do Porto a 1S600.
Ditos rommuns (s A vista)
Ditos de gaz pira senhora (alliado pintado).
Ditos sizudos (alliado de lustre).
Ditos pharol (velbulina).
Ditos balisas (marroquim).
Assim como sortimento de calcado para senhe-
ra, de todas as qualidades, por presos razoaveis.
Loja das seis portas em
fraile do Livramento.
Roupa feita barata.
Pnletots de casemira escura a 4$, ditos de al-
paca preta a 4 e 55, camisas brancas c de corc
a 2. ditas de fusto a 2*500, ceroulas muito fil
as a tjgijOO e 2g. pafetots e brim pardo a 8j
calcas de casemira pretas e de cores, palelots de
panno preto, sobrecasacas, colleles de casemira
prela. Olios de velludo prelo e de cores, um com-
pleto sortimento de roupa feila.
fs ii,o$ soiirf. o mm piblicq
PELO DOCTOR 1
Aprigio Justiniano da Siha
Guwiares.
Obra dedicada aS.M. Imperador.
Arha-se venda na livrario aractemics dos Srs.
rr.',',m Bs ""ellos, rua do Tniperodcr n. 79,
1 a xfoao rad exemplar.
f
';.<' >


DIARIO RE PERNAMBUCO. QUARTA FH1RA 19 DE SETEMBRO DE 1860.
(1)
DE
1 ELiau&AS tlM? ALL VEIS.
c&<.
smsiciasaa g faiGcgx; se unn.
Sita na ra Imperial n 11S e 120 junto a fabrica desabo.
DE
Pastilhas vegetaes deKemp
coutra as lombrigas
M

a*
s

GRANDE ARMAZEM
DE

se;

Mees
M&
tgg
tas
es
?/<
Acha-se na direccao da oflicinadeste acreditado armazem o hbil ^^
. i* jj/ '
Ero casa de N. O. Bieber & C. Sucressores,
ra da Cruz n. 4, acha-se venda un grande e
variado soitimento de ferragens Onas. obras de
lanoeiro e pertcnces sem lim por usos domsti-
cos, producios todos da industria norlc america-
na, assim romo :
Arados de diversos lmannos.
Molnhos de milho.
Machinas para corlar capia.
Grades.
Machinas para descarocar milito.
Cultivadores e ferros de onsun.mar econmicos
CA1NDIEMOS
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceico dos Militares.
Crai.de sorlimrnto derandieiros econmicos a
gaz drogemo, e lodos os mais
consumo dos mesnms
Vianna.
,..,. .__. =>&| artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestie do fallecido S '. n i i ,
*!^5 m ?Ian0d J? Fel'rra- O respeitavel publico contruara a encon- 81 |B0BIMHl4c Jpy e de 0U-
tros autores.
Scbasliao J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha serapre prompios alambiques de cobre de dillerentes dimences
de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos aPPr0V8das Pe,a Lxm- wspeccao de esludo de
.ara resillar e destilar espiritos com graduado at 40 graos (pela graduacao de Sellon Carticr) dos Habana e por muilas oulras juncias de hygiene
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imporio, bombas publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
de todas as dimences, asperanles e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras ,erca
de bronze de iodas as dimences e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronzee (. .
.'erro para rodas d'agu.i,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas ijaramiiMscorao puram
as dimences para encmenlos, camas de ferro com armaeo e sem ella, fugoes de ferro potaveis e ; daveis vista, doces oo paiaum. sao u reiueaiu
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas" espumadeiras, cocos r.fallivel contra as lombrigas. Nao causara | r?r em dito armazem um grande e vanado ro tinento
ara engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco em lencol e barra, lsnQes e nauseaa nem sensacoes debilitantes 3^3 ieitas, como se..m : casacas, sobrecasacas,fraques, paletots de panno ?
e ^ej.^^^ u Temuh. estanco era abono das pas.i- |g fino, ditos de caieoiia de cores de merm, bombaz.na. alpaca prela tgg | J
parte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeieao j conhecida | nas de Ktmp. gKOi e de cores, ditos de Dnm de linho branco, pardo e de COI es, calcas S>^ ver
para coramojliaad(( dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conanca, acha- Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By- ^ de casemira preta e decores, ditas de merino, de princeza, de brint ^ assira con' lub"s de chumbo
ao na ra Nova a. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas. ron 12 do abril de 1859. -Senhores. As pas- 32M pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e dt cores, ditode sk mo para encmenlo, e.c,
I tilbas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o :
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
ebeiro fedilo. tinba o estomago nchado econ-
j tinua comichao no nariz, lao magro se poz, que
leu tema perde-lo. Nestas circumslanciasum vi-
, P sinho meu dsse que as pastilhas de Kemp ti-
Seus pronnetanos offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda ..vi ..aiu. i___ u %
lualquer obra manufacturada em seu nconhecido estabelecimento a saber: machinasde vapor de nbam curbdo sua fillia. Logo que soube d.sso
iodos os tamanhos, rodas d'agiM para engeuhos todas d ferro ou para cubos de madeira, moen- compre 2 vidros depastilbas e cora ellas salvei a
las e meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin- vida de meu filho.
ihos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai ran-'
prcpj'os para
na ra No* a n 20, loa
de roupas |^
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
|g|v! gorguio, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto ISp
$5M ditos de fusto branco e de cotes, paletots, casacas, joquetas, calcas 6-K.s
^H e colhetes para meninos de G a 12 annos, camisas, seroulas, chapeos fj&:
99^8 e gravatas pretal e de cores, libres para criados, faldamentos rara pggi
&3JB& a guarda nacional da capital e d_o interior. %<&
^1 Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- |^
Na fabrica de raldeiroiro da ra Imperial, c na
a Nova n. 35, loja de ferragens, vendem-sc os
ferdadriras bombas de Japy c de oulros autores,
bo para es mesmas e
:., ele.
Pechincha sem
igual.
Superiores corles de chita franceza larga de
muilo lindos padits, miudinhns e de quadres
de cores claras o escuras, cornil rovados cada
jcyyy; .^.. w.^,v^^. u^ ^vv,-.-K.. w > .,.. .^ ^.^,, ,., ,, ,, ,, .-. j ,,,,,. .- u. ui- fe//y> uciwit-a mus <> rsiuiw, loiu 11 rotauos cada
^>j' reito, municipaese promotores, e vestidos para montana. Nuoaera- gafe corla.pclobaratissinio preco de 2|50 : na loja
rs'i ^i- ii j t ~ *V> (, -'"brado amarel o. nos nualro ranios da raa
S dando ao comprador algunas das roupas e.tas se apromptaiao ou- g do Queimado a. 89. de Jos Hraira Cea
^g| tras a scu Rosto, quer com fazenda sua ou do armazem para o que jffg
ro upa
$&> dia convencionado.
'-SMihos ou moldes que para tal (m foreraapresentados. Recet>em-se encommendas neste esla-! lree' peos unicosproprieanos u. Lanman e^ 3^33 ______________________________ ___________ - jeleciraenlo na ra do Brurn n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperador n. GSmoradia do cai- ; Kemp, droguistas por alacailo era New York. ; ^,?^;^?
i -o do .stabelecimento Jos Joaquim da Costa Tereira, com quera os oretendeates se podem Acham-se venda em todas as boticas das jS&WwWW
rlioca e para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, porles gradara, co-l ...........~~ ~W~FTr ^* Z----------mET"' VtiT' "------~T -T" TJ "-' l"a^que^^: /^ V..n.t A_ .!. A!
jmnas o moinhos de vento, arados, cuUivaJoies,pontea, -aldeiras e lanuues, boias, alvarengas. prepara,]as no seu laboratorio n 36 Gold ^<| *m escollud.os e 1,abeis oniciaes, dando-setoda e qualquer rcupa no g<5 || Dcil t I! 0 (10 BSSIO
otes e todas as obras de raachinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual fOr sua natureza pelos \ V
Rccebem-se encommendas neste esla- Sireel pelos unicosproprietanos
D.
entender uara qualquer obrs.
^Wftus
w
, -

^KEMP M'EYffORK)
PILULAS VEGETAES
ASSLCARADAS
a
m
l
c
^
Ferros de en-
goniiuar
prucpaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 8.
i Haba, Germano & C, ra Julio n 2.
! Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suum
'& Companhia ruado Cruz n. 22.
a 5$00.
Esles magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de llaymundo Car-
los Leile jt lrmao, ra
da Imperatriz n. 10.
Viiilio de ikrtkaux.
mim
DE
Em casa de Kalkmann lrmaos& C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. llrandenburg Frrcs
e dos Sis. Oldekop Marelhac & C, cm Bor-
As melhores machinas de coser dos mais deaux- Ten> a3 seguinles qualidades:
afamados autores de New-York, I.
NEW-YOKK
O MELIIOR REMEDIO COM1ECIDO
Contra constipacoes, ictericia, affecces do figado
febres biliosas, clicas, tndigestoes
enxaqnecas.
Hemorrhoidas, diarrhea, doencas da
pc.lle, iruproes.e todas as enfermidades,
PROVENICMT.S DO ESTADO MI'IIIO DO SANGl'E.
75,000 caixasdeste remedio consoinraem-se
annualmentel'
Remedio da natureza.
Approvado pela f.ilcudade de medicina, e re-
commembido co no o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo eslas pila-
las puramente \egelaes, n.io conlem ellas ne-
nhum veneno mercurial nem algum ouiroin;ne-
ral; eslao bem acondicionadas era caixas de follia
para reguardar-se da humidade.
Sao agr.idiveis ao pabular, seguras e efficazes
cm sua operagao, um remedio poderoso para a
Juveniude, pber lade e vclhice.
Lea-se ofolbelo que acompanha cada caixa,
pelo qual se Picar conhecendo as muitas curas
milagrosas que lem effociusdo. D. T. Lanman
S: Kemp, droguistas pora'acado emiNew York,
;ao os nicos fabricantes e proprielarios.
Acham-se a venda coi lo las as boticas das
prucpaes cidades do impnro,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandegan. 89,
Rahia, Germano & C. ra Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem ele drogas de J. Soura
& C, ra da Cruz n. 22,
Admiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de fam-lia, senhores de enge-
uho, fazcndeiro3, etc., devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as prucpaes mo-
lestias.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera, nevralgia, diurrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigoslao, crup, dores nos ossos, conluses,
queimadura, erupcocs cutneas, angina, reteD-
co de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; rcsolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema:
promplo e radicalmente cura, escrophulas,ven-
reo, tumores glaudularcs, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afecces do figado e rins,
crysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
moleslias d'olhos, dificuldade das regras das
mulheies hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
M. Singer & C. e Wheeler &Wkon.
Neste estabeleci-
menio vendem-se as
machinas destes dous
aulores, mostram-se a
qualquer hora o dia ou
da noie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualdade e sognranca :
no armazem defazendas
do Raymundo Carlos
Le te & lrrnins ra da
Imperatriz n. 10, antigamenle aterro da Boa-
''"ista.
De Braudeuburg frres.
NA LOJA E ARMAZEM
DE
AG^CU
D*
FLNDICAO LOW -HW,
Ruada Scnzala Hiova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a haverum
comapletoiorlimciitode moendas emeiasmoen-
dasparauenho, machina de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de lodos os tamanhos
Dar J
St. Bstph.
Si. Julicn.
Margaux.
La rose.
Chleau Loville.
Chatcau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
SI. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chatcau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualdade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Ccrveia branca.
Joaquina Francisco dos Santos.
Befronte do Viccco da Congregarlo lclvevo \evi\e.
'
Vende-se emoass de Saunders Brothers A
G. praca do Corpo Santo, reiogios do afama
io fabricante Koskell, por precos commodos,
etsrabem rancellinse cadeias paraos niesuios,
deexcellenle kosio.
U^ICA VERDADEIRA E
TIMA.
LEGI
Seda de qnadrinhos muilo fina covado 1$C00
nfciies de velludo com froco prelos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda 9
Fazend.-.s para vestidos, sendo sedas, 15
e seda, enmbraia e seda tapada e
transparente, covado #
Luvss de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos $ ,
I Lencos de seda rxos para senhora a
23000 e 2g5C0
j Maulas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades 9
Chapeos francezes forma moderna 85C0
i Lencos de gorgurao pretos 2J000
Hica's capellas brancas para noivados 9 .
Saias balo para senhoras e meninas 9
: Tafel rxo o covado 500
Chitas francezas a 260, 2S0. 300 e JO20
Cassas francezas, a vara 500 ;
Sclim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado I5COO
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 2J00
Chales de merino bordados, lisos e es-
lampados de lodas as qualidades j
Seda lisa prela e de cores propra pa-
ra forros com palmos de largura, o
covado ljSCO
Ricos corles de seda prelos e de cores
com 2 saias e de babailos
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de louquim nmilo finos
Grosdenaple prelo e de cores de lodas
as qualidades $
Seda lavrada prela c branca 0
Capas de fil e visitas de seda preto com
froco a
Publico,
Loja numero II.
Esla \ endeudo ludo por uietadc do seu
valor.
Casemira prela muilo lina, covado ?J.
Pumo lino prelo, covado a 3S, e muito supe-
1 rior a 5j*.
Sarja de seda hespanhola, covado a 2*.
Grosdenaple do nmls fino que pode haver para
jas senhoras de lom gosloa 19900, 2j? 00 e j!:C0
1 o covado.
Tafel branco covado a 600 rs.
Di lo cor de rosa a 6(J rs.
Setim azul a !)l0 rs.
Dito prrlo a 1)00 rs.
Lencos prelos de setim maco da mclhor qua-
lidade que ha a SgOOO.
Bilos muito linos a 28400.
Seda prela lavrada, covado a 1g900.
Lencos de seda com atara a 320.
Bretanha de linho par:; lcnces e toalha, Tara
a 6(0 rs.
Chapeos de fellro bous a :t;200 e Ai.
Grvalas de seda de rordio muitu ricas a 640.
Ditas de setim bonitos goslos a 700 rs.
Panninho muilo fino e largo, peca a cSCO e
6*800
Cassa de flores miudas para babados e corti-
nados, a pera a 2j*.
Dita de qoadr. s a 35.
Cambraia branca muito fina e larga com 10 va-
ras, pera a 65 o 9;500.
Corles de rllele de fustio a 500 rs.
Alpaca prela fina, covado a 7C0e 800 rs.
Bnm de linho branro muilo fino, vara a 2>-( ('.
Hilo pardo de qnadres, linho puro, vara a
700 ra.
Ditos de linho roiudos. covado a 1S0.
Cambraias de cores, superior fazeud?, rar a
600 rs.
Tachas e moendas
Braga Silva & C.tem sempre no scu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tacitase moendas para engrnho, do muilo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
raesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
G1.AKBE SOITHHTO
DE
vazenaas e roupa
NA LOJA E ABMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello
r.UA DO OL'EIMADO N. 3'J
Fazenilas por baixos precos! uasass
1 1 Das dnas por
Ra do Queimado,, loja
de 4 portas n. 10.
Vr-nde-scna Io{a de Antonio Augusto dos San-
ios Vuito na loja na. 37 e 39 na praca da Inde-
pendencia, capellas de aljolar emorale para ca-
tacumbas, turnlos etc., etc., da furnia seftuinle
SALSA BAMtlUA
DE
QUE
EM SLA LOJA DE QrvmO PORTAS.
Tem um completo soniment de roupa feita,
e convida a lodos os seus freguezes e lodas as
pesseas quedefejarem ter um sobrecasseo bem
feilo, ou um calqa ou collete, de dirigirem-se a
este estabelecimento que eucontrarao um hbil
artista, chegado ulliraamenle de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tem um grande sorlimento de palitots de ca-
Reraedio sem igual, sendo reconhecidos pelos I semira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
medicos, os mais iminenles como remedio infal-j lem a 1255, oulros de casemira de quadrinhos
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis- Ja mais fina que ha no mercado a 169, ditos;
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debiliiia-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
de merino selim a 12$, dios de alpaka muilo
fina a GJ?, ditos francezes sobrecasacados a 121,
Utos de panno fino a 20, 25$, e 30, sobre-
ulceras e eni[coes que resultam da impureza docasacas francezas muito bem feitas a 35, cal-
gas reilas da mais fina casemira a 10, ditas de
sangue.
CAUTELA.
Ainda reslam algunas fazendas para concluir
a liquidaciio da firma de Leile & Correia,as quaes
se vendem por diminuto prego, sendo entre ou-
lras as Scues:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 240 e 260.
Bisca dos francezes de cores fixos a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, al60rs.
Brim trancado branco de liDho muito Dom.va-
a 15000."
Cortes de calca de meia casemira a 2j?.
Ditos de dila'de casemira de cores a 55.
Panno prelo fino a 3} e 4).
Meias de cores, finas, para homem, duzia.
600.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas linas para senhora a 3J.
Ditas dilasmuito finas a 4g.
Ditas cruas finas para hornero a 4g.
Cortes de colletes de gorgurao de seda J.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda prela lavrada para vestido a 15600 e 2S
Corles de vestido de seda prela lavrada a 16. j
Lencos de chita a 100 rs.
Laa dequadros para vestido, covado, a 5t0.
Peitos para camisa, uro, -20.
Chita franceza moderna, fingDdoseda, covadi
81
com JF.scriproes, grandes a 10
por 8
Ditas ditas por
Ditas ditas por
Ditas de imorlaile por
Quadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com insrriprocs por bsizo a 10 e a
Pechincha.
Chita estrella roa rom pequeas piulas de
mofo, covado a ISO rs., peca a 4;'>00: na ra
do Queimado n. 44.
Ti'lhado de zinco.
Na fabrira de ca'deireiro, sila na ra Imperial,
c na ra Nova n. 35, lo,a de ferragens. contina
a vender-se lelhado de zimo por menos pceo do
que se vender em qualquer oulra parte.
No paleo do Carmo n. 6, vende-sc urna cs-
crava de narao de 40 airaos, engommadeira, co-
zinheira e lavadeira.
Na loja de miudezas na
ra do Queimado n. 51)
Ricas franjas com bolllas para cortinados por
SfaGO a peci.
Gariaa Lamparines para 3 metes a 5'.i rs. a caixa.
Paras muito linas a 16o is. cada um.
Linhas de meiada preto a 20 rs. a n.eiadinha.
Tranra de lia para vestido a 40 rs. a peca.
5J l.inbas para matear a 20 rs. a quatl com 16
3o novellos.
2 Grampos a 40 rs. o maco com 25 grampos.
Capachos para ponas a 400 rs. cada um.
Agulheiros de pao a 120 rs. a duzia.
Grvalas de cambraia a 240 rs. cada um.
Maulas para grvalas a 1 rada um.
Bul des de liiiha preta para camisas de peiio a
1 i0 rs. a prosa.
I.nvas de fio da Bacossia a 320 rs. o par.
Di'asde pellica ainda t'oas a 506 rs. o par.
Latas com meia libra de bauha a U rs. cada
urna.
Bulos de linha para casaveques a 240 rs. a
duzia.
Luvas de seda para senhora 1 o par.
Mcios muilo finas para meninos a 160 rs. o r ar.
Laa para bordar a 4? a libra.
I Oculos de ro muilo linos a 400 rs. o par.
Vende-se urna escrava mora de 15 a 16 an- j Carlas poituguezas o 160 rs. o baralho.
nos, de boa condurla, e com principio de varias i Ca toes deokheles a 20 rs. cada um.
habilidades; na ra da Iluda n. 54. i Aboluaduras para rolletes a 200 cada urna.
Caiieiras de agulhas a 240 rada urna.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
cado New Yo
brim ede fusto por precocommodo, um grande; a 400 rs. M
sorlimento de rolletes de casemira a 55, dilos de F-nireme.os bordados a 2
outras fazendas por preco commodo, um grande
rk aegam-se obngadosa prevemr sorliiren,0 de sap8l08 de topeie de gosto muilo
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas i ]o ^ ditos de borradia 2500t cha.
tenues tm.tacoes da Salsa Pau.lha de Brisiol,; g decasIorrauilo superiores a 16, ditos dese-
que boje se vende neste imperio, declarando a r do8 nieihoi.csquetem vindoao mercado a 10,
todos que sao ellesos nicos proprielarios da re-
ceita do Dr. Brisiol ,lendo-lhe comprado no an-
no de 1856.
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inleiramente vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores do venlre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8purgam. Estas pilulas oo efficazes nas alfec-
c.oes do figado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digoslao, e em todas as enfermidades das mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-' ira preparaca falsa-,
goes, flores brancas, obsirucroes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto cffeito na oscarlalina, febre
biliosa, febre amarilla, e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
ctipanhados de insirucres impressas que mos-
trara corn a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificacao por si'i haver venda no
armazem de fazeudas de Raymundo Carlos Leile
& lrmao, na ra da Imperatriz n. 10, unicoi
agentes era Pernambuco.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direiio de fabricar a salsa pamlhadeBrisiol.por-
ditos de sol. inglezes a 103?, ditos muitosbons a
12$, ditos francezes a S35, ditos grandes de pan-
no a 451, um completo sorlimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e enire meios muito
proprio para collcrinhos de meninos e travessei-
que o segredo de sua prepararlo acba-se soraen- ros por preco commodo, camisas bordadas que
te em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos comdesaprec'aveiscombi-
servem para batisado de crianzas e para passeio
a 85?, 10 e 125. ricos lencos de cambraia ds
Cambraia organ-
dys a 360 o covado.
Vendn-se na ra do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cemhraia franceza organdys a 360 o
covado, para acabar urna factura ; assim como
bias chitas francezas a 240 e 300 rs-, fazenda de
lindos padroes e cores fixas: do- se maoslras.
5000 RS.
nacoes de drogas pernicio;as,as pessoas que qui- linho bordados para senhoras, ditos lisos para
zeremcomprar o verdadeiro devem bem observar! homem por preco commodo, saias bordadas a
os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou-' 350<>, dilas muito finas a 55?. Ainda tem um
restinho de chales de toquim a 30, cortes de
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2gE0O.
Toalhas delinho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesroco de senhoraa
Vestidos brancos bordados parabaptisarenan-
as a 5*000.
Corles decalca do casemira preta a 6.
Chales demerin com franja de seda a 58
Cortes de cal?a de riscadodequadros ab rs.
Merino verde para vestido de montana, cova-
do. 1280. w
Lencos brancosde cambraia, a duzia, -9.
L0J4 DO VaPOR-
= Vende-se um cofre com 4 palmos de com-
prido e2 de largo, todo rhapiado de ferro em
I volla, c fechadura de segredo, que serve para
guardar per;a de grande valnr de urna corpora-
. rao por ser muilo seguro e fu rio ; na ra do R n-
gel n.27 se dir quem vende.
nuracn'CJHfscriPn.aiCnr.B otE9css> *
i Seguro costra Fogo
COJHFAI1B1A
1* O envollorie de fora est gravado de umia-
do sob urna chapa de ajo, trazando ao p as se-
guinles palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 WATER STREET.
New-TCorl.
Ferros econmicos de engnmraar a vapor
ra Nora n. 20, loja do Vianna.
na
2' O mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma
do inventor C. C. Bristol era papel cor de rosa.
4o Que as direeges juntas -cada garrafa
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Babia Germano & C. ra Juiiao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soura,
C, ra da Cruz n 22,
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que era oulras parles : na Io-
3 ja do vapor na ra Nova n. 7.
vestido de seda de cores muilo lindas e superio
res qualidades a 1005?, que j se venderam a | yendem-se libras sterlinof, em
150, capotinhns prelos e manteletes prelos de | v n n:flkorA,f ra da Cru'
ricos gestos a 2(1, 253 e 30, os mais superio- casa de N" 0" Biebei & U '
res chales de Cosemira eslampados, muilo finos, a
8ea 10, toalhas de linho de vara e tresquar-
las adamascadas, muito superiores a 55?, dilas
para rosto de linho a 15?, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
260, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras paracalca, colletes e palitots a 43? o co-
vado e ura completo sorlimento de outra? fazen-
das, e ludo se vende por preco barato, e que nao
possivel aquise poder mencionar nem a quarta
parledellas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao irao sem fazenda.
ATTEN(M.
Vendem-se grandes toneis de amarello, assim
como loneig e qnarlolas de madeira de boa qua-
lidade, todos muilo proprios para as destillacoes
dosengenhos e para depsitos de mel : para ver
o tratar na ra do Queimado loja n. 89 ou na
ra imperial em casa do raajor Antonio da Silva
Casmo.
n.
4.
Vende-se azeile de peixc a 400 rs. a garra-
fa : na ra Direita n. 11, esquina que volla para
S. Pedro.
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Pucccssores avisa m ao pu-
blico, que no seu armazem na ra da Cruz n. 4,
esto expostos venda as melhores machinas de
costura que at hoje teem vindo a este mercado,
as quaes possuem lodosos melhoramenlosinven-
tados at esta poca sem ter os defeitos que em
oulras se nota, assim sao de conslrucrao simples
e facilitan- o uso A costura feita por estas ma-
chinas nao teem igual em obra de mao, um pon-
i bonito e forte, alem de que almliam o ro*em
de todos os modos, cada caixa de cosluaa repre-
senta um lindo toilele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, etc. Os
precos sao mdicos, e o Sr. Birroingham, enge-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservado de sua conslruccao
no acto da compra.
Linhas de novellos de lr a 600 rs. a libra.
Loques muilo bons a 1 rada um.
Saboneles, estratos e outras muilissimas miu-
dezas que se vendem por todo o preco vista do
dinhciro ; como bem lilas de sarja"muilo litas
por todo o preco. franjas, trancas, ele. ; a loja
torna-so bem condecido porque c urna que lem
o lampeo do gaz na porta.
Q
Escravos fueio
s.
Tffl
Atlenco.
i LONDRES
AGENTES
|G J. Astley & Companhia. |
Vende-se
1
i Formas de ferro para
purgar assuoar.
! Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste.
i Pregos de cobre de com-
posic/io.
j Barrilha e cabos.
Brim de vela.
f Couro de lustre.
1 Palhinha para marcinei- |
ro : no armazem de C.
J. Astle> & C.
Alten cao
Vende se 11a ra da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentencia, o devedor
dizem que tem lojft ruinme de outro
na iua da Imperatriz, cu jo devedor
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
Fugio desde o dia 13 de agosto do corren te
anno o escravo Luiz, com os signaos seguintes :
alio e bem feilo de corpo, tem denles limados c
perfeiios e o dedo mnimo do p cortado ; quan-
j do falla rom modo bastante gago. Esto escravo
1 natural do Sobra] e ha toda certeza que se-
pili para dito lugar por Ierra pede-se por tan-
to a sua apprehensao a qualquer pessoa, que sera,
bem recompensado ; a enttnder-se com o seu se-
nhor na ra Diareila n. 112, ou na ra de Apullo
n.43, armazem de assucar.
Acha-se fgido um mulato cabra de nome
Raymundo Patricio, oicial depedieiro e barbei-
ro. fui temellido do l'ar em abril de 1850 pelo
Sr. Ha noel Jaquim de Paria, o qual foi nqui
vevdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, e este se-
nhur venden Diurnamente ao Sr Francisco Ma-
Ihias Pereira da Cosa ; tem os seguinles sig-
naes: efialura regular, basiaule grossn o barba-
do, olhos amarellados, falla com dtsen bararo,
representa le 35 a 40 annos : roga-se as autori-
dades policiaes a sua apprehensao ; e quem o
ppgar, dirija-so ao engenho Guerra, rm Ipojuca,
ou na roa do Imperador n. 79, esrriptorio de
Polyrarpn Jos Layme, ou na ra de /polln.
30, esrriploiiode Manoel Gouvcia de Souza, quo
ser generosamente recompensado.
50$ de gratificacao.
Contina a estar fgido desde o dia 4 de abril
prximo pastado o prelo de nome Flix, com ida-
de de 35 a 40 annos, de nac,o Mossambique, e
tem os signaes seguinles: estatura baixa, cor
fula, ps um pouco apellidados, tem um caln*-
binho < ntre as fobrancelhas por cima do nariz,
que parece ser signal da Ierra delle ; esle prelo
tem servido em differenies arles, pescador, ca-
nneiro. caiador, irabalhidor de campo, e hoje^
padeiro, a que perlence ; foi esciavo do Sr. Ma-
noel Francisco Duarle, e quando fope coMuroa
mudar o nome para Joo. c inlitula-se forro,
tem sido visto nos arrahaldes desta ridade da cs-
traila de Beberibe em direrro at a matriz d
Varzo : porlanlo n-ga-se todo e qualquer que
o enronlrar ou delle souber, que o pegue e leve-o
.10 pateo da Santa Cruz, pallara n. 6, que rece-
ber a gratificacao cima ; assim como se pro-
leeta contra quem o tiver acoulado.
r :;
T-TT
-

.
- --- ^'*.


(8;

Litteratura.
Os dramas do mar.
BOMEKOK,
1619,
II
O fugo.
(Coriimario J
K'utna deslas sohidas repentinas, chaniou o so-
bre-carga Rol.
Eslc corieu logo.
Que desoja commandante?
ao paiol da plvora Bonlekoe uesinnuia irados e
grandes verrumas, dando assim o exemplo para
se fazerem os furos no porto do navio.
Mas ento apparcceu um novo obstculo que
se nao esperava ; Irados e verrumas encontra-
ran) o cavcrname do navio e nao poderam per-
furar.
DIARIO DE PERNAMBUCO. flAMA FE1RA 19 DE SETEMBBO DE iSfl.
Era a ullima esperanza. Perdida ella, o navio
offereceu um grande quadro de desoluco.
Todava, Bonlek' e thogu a vencer inda esto
primeiro maniresio de dcsespcraeo e conseguio
que ronlinassem a dcilsr a plvora ao mar.
Elle mesmo ajudou a osla perigosa larcfa, dei-
xando aos outros o cuidado de deitarem agua no
poro.
Por um instante acredilaram que o fogo linlia
diminuido c poderam respirar.
De repente, vieram dizer a Bonlekoe que o fo-
Approximava-se a noite.
Ai de nos, meu pobre amigo disse Bonle-
koe a Hermano. Se me uao engao, temos de
todo perdida a espcranca 1 tarde, o sol nao
larda que se nao esconda no horisonte.
E' impossivel, ao menos para mim, conser-
var-me toda a noite ao de cima d'agua.
- l'arece-me, disse Bontckoe, que ser neces- ca.baTa je P*eg nas Pfo "le.
no deitarao mar a plvora D.Mde lug0 nheeeu-e que era incvitavel a
perda do navio ; quanla mais agua se deilava,
sano deitar ao mar a pol _
Poror, capilo, replicou aquelle, deilando
a plvora ao mar, que havemos de fazer so eu-
contrarmos piratas ou se aportarmos alguma
Una cujos habitantes nos forem hoslis ?
. Tens razo, disse Bontckoe ; cuidaremos
nisso mais larde.
L continuou a dar ordens no mcio do fumo,
com a mesma coragem que de comero.
Coniludo, o fogo nao diminua e fumo cada
vez era mais espesso.
Bontckoe vio-se obrigado a passar do poro
para a coberla
Laucaran) mao dos machados c zeram no chao
da cobei la grandes buracos por onde continuaram
u doilar agua, como lambem pelas escolilbas.
mais agua se
mais o azeilo incendiado, subindo com a agua,
approximava o incendio do convez; e, apezar dis-
so, coiilinuaram a Irabalhar machinalmento no
moio dos gritos que davam todos estes borneas,
correndo para o moio do fumo com gestos deses-
perados, parecendo vcrdadeiros demonios.
O capitao, com o seu exemplo, conlinha toda
esta gente
J se tinham laucado ao mar sessenla barris do
plvora, mais anda restavam Irezenlos
Via-se approximar inexoravelmenlc o fogo do
paiol, de forma que a genle que all se achava,
posto que nao tivesse mais esperanca de escapar
n um lugar do que n'oulro, abandonaran o paiol.
e de espaco que so sent
lanoaram-se sobre o con-
-.-----0w, WW..U utitwviii peas caLUlllllS, i 0 ~, f u. m~
Em qoanto isto se fazia, lancaram ao mar tan-! '" :"a a? at
to o caler como a lancha, que, estando no con- "S ""W8' l'ac-
vez, impcdiam muilo o trabalho dos que deila- g[ a","" ,
vam agua A plvora a plvora I
Lancando. nesto momento, a vista sobre toda 'h^LT61"0' haV'a a'nda a bord CeDl c
a exlenso, o que, de lempos a lempos e cm si- I n'"0!? bomelDS- .
torio, a equipagem do Kcw-IIoorn fazia com i nhT?1Le-e*,"V0 !"? 1esco,1'11"1 *rand? e ''"
aneiedade, nada mais va que mar n e deserto. ; U"U sessenla c tres homens deitando
Nem torra, nem navio de que podesse esperar! 8gvnii^< i u
seccorro! # Vol,ardo-sc, ouvindo aquolles gritos, vio os
A visia disto, o instincto da conservado vfn- KSf^S?-!-8: a.,crr,do8' 'millos e co-
ceuodeverecadadomem so. Unen., r. MrJnnocendo entao que tudo estar perdido, levan-1
tou os bracos ao eco c exclamou :
Meu Deus e Senhor! compaadecei-vos
da borda, deixaudo-se escorregar pelos prtalos
ale agua, nadando depois para o escaler e para
a laucha, onde subiram e se oceultarara silencio-
sos debaixo das bancadas e das velas,' esperando
Elevemos a nossa alma a Deus e rogaemos-lhe
que nos salrc, sujeitando-nos com tudo sua
vonlade!
J o dissemos: o grande ensino d'este livro
que escrevemos nao o Quede novo se pode a-
prender em geographia, nem nas relaeesde psi-
zea desconhecidos ou em pormenores' de costu-
mes ; nao : a grande verdade que salta de lodo
o grande perigo : que na hora suprema d'es-
se perigo o espirito do homem volve-so para
Deus, como se virava ao polo a agulha de marcar
que governavj este navio, que j nao existe.
Ambos se pozeram u rezar; amfcos, solados
no meio do ocano, sem outro apoio seno um
destroco do navio, se absorverara de tal forma na
humildade da crealura diante do Creador, que es-
queceram tudo, mesmo o perigo de que pedam
ao Senhor os livrasso.
Resaram assim um quarlo de hora.
Hormann, como mais moco, foi o primeiro que
acabou de orare toi lambem o primeiro que di-
rigi os olhos para o co. Depois sollou um gri-
to de contentamente!.
Ao ouvir este grilo, Bontekoe sahio d'esta es-
pecie do xtasi supremo e olhou era torno de si.
O escaler e a laucha dislavam
urnas cem loezas.
A esta vista, Bontekoe, cora muito cusi, sahio
melade fora da agua.
Salvem I salvera o seu capitao exclamou
elle ; ainda aqui estamos dous homens vivos!
Ouviudo isto alguos dos marinhoiros pozeram-
se em p na lancha, olhando espantados e gritan-
do lambem ao mesmo lempo que levanlavam os
bracos para o co :
Misericordia I possivel O capilo ainda
vive! v
i $'m' sim' meus am'gos! respondeu Bonle-
koe. venham, venham !
Os marinheiros aproximaram-se dos destrocos,
! Hermann, ento, vendo vira barca, nao teve pa-
de cicucia para a esperar largou o beque
de remar, aisse mmediatameuto o
Parem
capitao.
Porque ?
?or3ue escusado canrarom-se, urna vez
que nao ha com que recuperar as forgas.
Mas quer que lodos raorram sem remisso ?
perguntarara ellos desesperados.
T ,nlen> todas as camisas, e facam d'ellas
uma veta grande, cozendo-as urnas s outras com
uo ae vela, e o que sobejar servir-lhes-ha para
as escojas e carregadeiras. O que lhes digo para
i t CIA Bosnia forma se emende para a
na. Quando pdennos navegar vela.can-
Bontekofl que queran soffrer a mesma sor-
te, viver ou morrer juntos, e por consequen-
cia sendo, a lancha a maior das duas erobarca-
?oes, para ella pissariam os SW homens do es-
caler.
Jesta proposta tinha sido feita oulra vez, c o
capitao conseguir que ella se nao eUectuasse,
por sso que era dobrar o perigo.
A primeira vez altenderam-o ; mas, no pon-
to em que se eslava, entendeu elle nuo toda
a observacao era intil, e porlanto nao se ar-
nscou.
Tratou nicamente

se de nos at ao fim.
Execulou-se a ordem immediataracnle.
t-m quanto trabalhavam na vela, Bontekoe
rontavaa sua genle.
No escaler havia 46, c na lancha 26 homens.
uepois foi necessario cuid
ie linha r
decimentos
- gados uns aos outros, e colloc'adbs do maneira
quo as duas exlrcmidades fazendo ponto de
formavam uma especie de
-----r---------- _w ....-,,, conclu .n^uu o beque e nadou
nos para cj|a>
Mal acabara de dizer isto, quando o navio, com Cinco minutos depois eslava na lancha.
para se fazerem ao largo que estivess'em Vm'uu- ""' ,crnvcIIoslr"d. se "b". laucando chammas Mas rio estado em que se achava, Bonlekoe nao
moro sufliciente. Ento abandonariam sem nie- cra ^ra dp um vt,|ca0> e elle c l(,dos 1ue Pde fazer outro tanto,
dade o son capitao e os seus camaradas i ? "reavam desappareceram com a rapidez do re-1 M
ISeslo momento, o sobre-carga Rol voio, por
accaso, balera e vio todos estes homens escor-
rogamlo, nadando e amonloando-sc no cscaler e
na lancha.
Que fazem ? lhes grilou elle, qual o seu
intento?
Cora os demonios l responderam elles, fa-
cemos uma cousa bem simples : salvamo-nos ;
intentamos uma cousa muito natural ; pomo-nos
lora de perigo.
Depois vinte vozes gritaram :
Ven ha comnosco, Rol, venha comnosco !
O sobre-carga reflectio um instante que era
talvez o nico meio de determinar a estes ho-
mens a que esperassem pelo capitao.
Desceu, porlanio, por cima da arauraia e sal-
tou para o escaler.
lampago, lancados para o espaco cora o
incendiados do Keur-Hoorn.
III
A agua
No espaco infinito para onde tinha sido ar-
Meus amigos, disse elle, se me querem sal-
var hao de vir c, porque n5o posso nadar.
Os marinheiros, porm, hesilavam : o mar es-
lava coberto de destrocos, bastava que um mastro
batesse no escaler ou na chalupa para os fazer
virar, ou para lhes fazer um rombo.
Entao um dos mariuheiros empregou-sc sal-
var o capilo : pegou n'uma sondereza.langou-se
ci que me lornava outro homem. l.ancei a vista
em roda de mim c vi minha direita o mastro
remessado, dizia Bontekoe no relalorio que fez ao nlar- 'evando a pona della nos denles, e alou-
daquelle terrivel aconteciinenlo, nao s conser- i a em roda u0 corpo de Bontekoe, que. gracas
vei todo o meu sanguo fro, mas no fundo do co- es,e soccorro, p6do ser alado para a lancha."
raf.io exista uma leve esperanza de me salvar. Ah encontrou o sobre-carga Rol, o segundo
Em breve sent que ia descendo, e, atraves- P''0l MeinderKrjns e uns trinta marinheiros.
sando o fomo e as chammas, rahi n'agua entre Lodos estes homens olharam espantados para
os destrocos do navio, desfoito cm mil pedacos. : capillo o para Herrmann, nao podendo acredi-
N'esta conjunctura, o animo crcsccu econhe- i lar ^ue ellcs anda vivessem.
S Bontekoe eslava n'um estado deploravel,
soffrendo cruelmente dos seus ferimeotos, taolo
das costas como da cabera.
Elle tinha mandado fa/.er, emquanto estiveram
na ilha de Sania Mara, uma especie de pequea
cabana na r da lancha, e desconfiando de que
eslava prximo o seu fim, e querendo passar d'es-
te mundo para o outro com a piedade e recolhi-
menlo que convem este supremo instante,
pedio que o transporlasscm para aquelle local !
Ho do concordar que poucos homens tero si- ''las *luar"lo se deitou, deu-lhcs ainda um
Vio os que tinham ficado no convez, paludos e do ,ao '** como este, que pode escrever cir- C0lise!n que julgou ser o ultimo que el les lhe
mudos, mostrarem-lhe cora a mao um objeclu, cumslancias lacs como as que acabamos de tra-! ouvlni,nl-
quo files muito bcui viam, mas quo elle, meio duir- Meus amigos, lhes disse, so confiam em
n.ettido no convez, no poda dilerencar. ^ todava, Bonlekoe no foi o nico que so- mlnii dgo-Uies quedevem passar esta noite ao
Srnento de seus beicoa paludos e denles cerra- brevivou esta catastrophe. j P desics destrocos. Aminha, de dia, podero
dos s iliiram estos brados: i Apenas se hav3 apoderado do maslio e sola- |sal?ar alguns viveros e talvez adiar a bussola.
E com olftfilo tinham fgido com lal precipila-
Maa, sem lhe dar lempo de fallar o sem ouvir grande o minha esquerda o mastro da mezena.
0 que elle dizia, assim que o viram ;'i bordo cor- cheguei-me ao mais prximoera o mastro gran-
laraui a bossa, que os prenda ao navio, e em d,'e 8*rrei me a elle, com o corac.lo choio de
pouco lempo estavam em grande distancia dellc. lagrimas, vendo os tristes objectos d que eslava
A lancha fez outro tanto. rodeado, e nao pude ennter-mc que nao excla-
luimedialamente os gritos de : Capilo ca- "'asse, soltando um profundo suspiro :
pitao I soaram a bordo do navio. : ~ Meu Deus! possivel que este bello na-
Boulekoe deitou a cabeca de fura da cscoti- v' acabasse como S idoma e Gomorrha !...
Iba.
"epois toi necessario cuidar do pobre capilo
que linha por assim dizer esquecido os seus pa-
masraenlS Para S 0CCUPar da salvaco dos
Havia no escaler uma almofada e um capote
azul que lhes foram cedidos, alteudendo ao seu
estado : depois o cirurgio, que por fortuna ti-
rina sido salvo, leve a lembranca de cobnras
icridas com cataplasmas de bolacha masligada
que lhe fizeram muito bem.
Todo o primeiro dia, que foi empregado no
delles apenas arranjo da vela, andaram mercadas ondas.
A noite eslava a vela prompla.
tnvergarara-a e sollaram-a ao vento.
Estavam a 20 de uovembro.
felizmente ainda n'aqueila poca so guiavam
nos vastos mares quasi desconhecidos pelo curso
das estrellas.
Bontekoe conhecia perfeitamenle o seu nasci-
menlo e occaso.
Porm, no dia 21 o seguintes, como entrassem
a conhecer a insufficiencia dos guias celestes,
fataram de lomar um oltanlc para tomar a al-
tura.
O carpinteiro do navio, Tennis Sybrants, que
tinlia um compasso, foi quem emprehendeu esta
diOicil obra : finalmente, ajudando-se recipro-
"men,e. ur|s com a inlelligencia e outros com o
Irabalno manual, conseguiram fazer um oitante,
de que podessem servir-se.
Bonlekoe gravou a carta martima sobre uma
taboa ; e ne'lla tracou a figurada ilha de Suma-
Ira, 3 de Java e a do eslreito da Sonda, que di-
vide esias duas ilhas : e como uo mesmo dia da
catastrophe, lendo tomado a altura prxima do
meio-dia, reronhecera que eslava a 50 30' de
lalilude sul, por isso dirigi a dsrrota para a en-
trada do eslreito.
As Ierras que fosse vendo, se tivesre a fortu-
na de as descobrir, servir-lhes-hiara para recti-
ficar os engaos, ainda mesmo que nao podesse
aportar ellas.
Ecora effeilo, n'estas paragens, tudo lhe era
anda bosta, ilhas e continente.
A siiuaeao d'elles era terrivel ; de noite, um
fro glacial, de dia, um sol abrasador.
E com tudo isto s sele ou oito arralis de bo-
lacha para se manterem.
Bontekoe entendeu que lhe cumpria governar
esta miseravel proviso, que precisava ser eco-
uomisada o mais possivel.
Todos os das dava a cada homem a sua racao,
e apezar d'ella ser para cada homem um ped'aco
da grossura de um dedo, bem depressa cheguu
ao lim.
Quanto agua, havia j muito lempo que a
nao linham, s s a bebiam quando o co enviava
aos pobres abandonados alguma chura pro-
picia.
Enlo eslendiam as velas para apanhar a maior
O escaler a lancha I fogem I
do as palavras que referimos, que vio abrir-se
Bonlekoe subi ao convez e do primeiro rolan- uina vaSa e appaiecer A superficie da agua um
ce de olhos adevinhou tudo : o perigo do que fu- mancebo, que tigurava sabir do fundo do mar.
gia a sua gente e aquelle que o ameacava. Chegado all, olhou em roda de si e divisou
neste momento, disse un,a I)arle do beque do navio, que flucluava al-
gia a sua genle e aq
Se nos ab indouain
elle, abanando a Cubcc.a, para nao voltarem
mais.
Mas, entao, que faremos, capitao ?
E todos estes homens, como se Bonlekoe Tosse
um Deus, licaram suspensos s palavrasque elle
ia dizer.
Bonlekoe era um homem mais animoso que os
outros, mas, emfim, nao era mais que ura lio-'
mero.
I.ancou um extenso ciliar cm roda de si, um
oestes olbares que fazem recuar os horisonles.
Mas para nenlium lado vio Ierra, nem volas,
i.ada mais vio que as duas embarcacoes, que, sem
saborem para ende iam, mais insensatos ainda
cao, que haviam levado alguns barris de agua e
poucas libras do bolacha. Em quanto bussola,
o primeiro piloto, suspeilando que a equipagem
projeclava fugir, tinha-a tirado da bilacula
Anoiteceu, e em lugar de seguir o conselho do
capilo agonisante, Rol mandou pegar nos remos,
gumas bracas distante d'elle, iiadou vigorosa-
mente naquella direceo, e, segurando-se a elle,
deilou nao s a cabera, mas lambem o peilo fra dizendo-lhes que remassem.
da agua, exclamando': Para que lado '! perguntarara
Bemdilo soja Deus! ainda sou deste mundo I '
Bontekoe nao poda acreditar o que via ;
os man-
que seus companheiros, fugiam com loda a ferca coihecou-o.
dos remos.
Depois, lomando de repente uma resoluco :
ka o ca^a bradou Bonlekoe
Comeiaram executando a ordem do capilo,
depois quizeram saber por que se tiuha dado esla
ordem.
Porque? respondeu Bontekoe, por que va-
mos verse os alcanzamos, e, no caso que isso se
possa conseguir eelles recusem receber-nos na
lincha, faremos passar o navio por cima desses
miseraveis, para lhe cusinar a fazer o seu dever.
Com clfeilo, era consequencia desla manobra
, mas,
ouviudo estas palavras, nao pode conter-se, c
exclamou lambem :
Oh ha outro homem vivo sem ser eu!
Sim, sim sou eu, respondeu o mancebo.
Quea s l?
Hermann Van Knipheusen.
Bonlekoe, ajudado por um csforc.0 que fez, po-
de levanlar-se sobre as ondas, c, com effeilo, re-
Ao acaso I respondeu elle I Deus vos
guiar.
Immedialamoute as duas embarcacoes larga-
ram, navegando muito prximo uma' da oulra
para se nao perderem de vista apezar da obscu-
ridade.
Quando amanheceu estavam em eguaes dis-
tancias da lerrra e dos destrocos, e nao se via,
tanto quanto os olhos podiam alcancar, aanao co
Resolveram,
eagua. Resolveram, porlanto, saber se o capitao
Junto do joven, flucluava um pequeo mastro, era morto ou vivo, porque Bontekoe era toda a
que, como aquelle a que se agarrara o capilo, "l0> nem mesmo por seus lamentos, dera sig-
uo cessava de revoher-se c gyrar sobre si mes- nal *'8""' de existencia.
mo, o que o cansava muito. *fas elle v"via, e at se senta utn tanto
Hermann, disse-lhe elle, empurra-me essa melnor-
prancha ; deitar-me-boi sobro ella e aepois leva-I __ oh i rsniin ii;... di ,. -.< a. o
a-hei para ti para que facas o mesmo^ e assim m lgS& %*& S o".r
correremos os mosmos ricos.
Ah I o capilo! disse o mancebo. Que ven
lura I
E, como se achava com todas as suas forjas
apezar do salto que dra no espaco e do morgu-
e da ignorancia em que estavam os fugitivos de lho na agua, impellio a prancha para Boulekue,
que ella se ia executar, aproximaram-se delles na que logo se agarrou a ella.
distancia smente de tres comprimentos dona- J era lempo : no estado em que elle eslava,
vio ; porm os da lancha, manobrando pela sua com as coslellas partidas c a cabeca quebrada en
parle c ajudando-se com as velas e remos, ga- : duas partes, quasi que lhe era impossivel apode-
. i a rain vento e fizeram-se ao largo. rar-se da prancha.
Esta ultima esperanca do capitao ficou per- Foi s ento que Bontekoe conheceu como cs-
dida. i lava : pareccu-llie que linha todo o corpo ferido,
navio, e estamos absolutamente sem vveres, sem
carta e sem bussola.
Tor sua cuipa, respondeu Bontckoe : por
que nao me acredilaram honlem noite ?
Porque nao ficaram toda noite ao p dos des-
trocos ?
Emquanto estivo agarrado ae mastro obser-
vei que em torno de mira flucluavam manas de
toucinho, queijos c todo o genero de provisoes.
Esta rnanha tc-los-hiam apandado, e por
alguns das nao eslariam expostos morrer de
fome.
Iizcmos mal, capilo, disse Rol, mss per-
Bontekoe deu um suspiro, e, abanando a ca- e dur que stntio toi tao repentina, que cessou j doa-nos, porque temos a cabeca perdida. Agora o
be^a, como querendo affaslar de si as proprias de v-'r e ouvir. que lhe pedimos que faca diligencia para sahir
Acode-me, Hermann disse elle. Sintoque d'ahl, c que venha commndar-nos.
angustias
Bem veem, meus amigos, disse elle, que
r.o nos rcsla mais esperances, a nao ser nos nos-
sos esforcos e na misericordia do Senhor. Co-
leemos animo, e que uns conlinuem a Irabalhar
j ara verse apagara o incendio, cm quanto ou-
tios deitara a plvora ao mar.
Desla vez Iralou-se de obedecer, e obedecer
promplamente, porque, se havia algum remedio
ueste caso extremo, era, sera duvida, na exacti-
do das manobras.
Cada um tralou de cumprir o que se tinha or-
denado, eem quanto uns vinte homens correram
morro I
Hermann agarrou n'elle como se lemesse que
Ido escorregasse, colloeou-o sobre o beque, e,
passados alguns minutos, teve o gosto de o ver
abrir os olhos.
Mal tornou a si, a primeira cousa que fez foi
elevara vista para o co, depois baixou-a para a
superficie do mar, procurando uma cousa de que
at all nem um, nem outro se tinham lurabrado :
era o escaler e a chalupa.
Descobriram-n'os, mas urna distancia que
lhes pareceu enorme.
FOlL/nUTlU
Z3EM
roR
PAULO DE KOCK.
levou na nao a carta que
que isso? pergunlou Len ao seu
carta de Taris, que me chegou ha
Bonlekoe tentou levantar se, mas lornou a
deilar-se no mesmo instante.
Meus amigos, bem veem, disse-lhes elle,
que impossivel ; lendo o corpo de tal forma
quebrado que nao posso ter-me em p, e nem
to pouco sentado.
Todava os marindeiros insisliram, c ajudado
por ellos, Bonlekoe conseguio edegar ao convez
e sentar-se.
l'eiguntou ento que vveres havia.
Mostraram-lhe sete ou oilo arralis de bo-
lacha.
XLIII
Toldase o lempo.
Passaram-sc quinze das. Gasto ainda eslava
nos Grandes Carvalhos, mas procurava um pre-
texto, um motivo para vollar Pars, porque ape-
?ar de todo o respeilo que teslcmunhava espo-
sa de seu amigo, apezar da atlenco com que
procurava evitar achar-se s com ella, conhecia
quo a sua presenca devia perturbar a felicdade
delles, a tranquillidade de Ccrselte ; e com ef-
feilo. na presenca de Gaslo, ella por mais que
lizesse nao poda dissiinular o seu embaraco, c
havia scrcpre nas suas maneiras um constrangi-
mcnlo secreto que lhe era impossivel vencer.
E lambem Gaslo j se teria retirado, se nao
receiasse que uma partida lo sbita parcccssc
extraordinatia Len.
De seu lado, Sabrelacho demorara-se mais
do que costumava; porm Cerisclle lhe linha
dito:
Meu amigo, peo-lhe que nao v emquanto
o Sr. Gaslo esliver aqui.... Sei que nao lendo
nada receiar delle pessoalmenle; entretanto a
sua presenta me necessaria.... me tranquil-
lisa.
Essc desejo manifestado por Ceriselte fra suf-
ficionle para que o veterano nao fallasse maisem
retirar-se.
Quanlo madama de Fierville, cuja presenta
nos Grandes Carvaldos era a mais amiga de to-
das, esta pareca ter criado razes e querer por
cm prova a paciencia dos jovens espesos.
Emfim, uma manda recebeu Gaslo uma car-
ta muilo insignificante de um de seus conhecidos,
que lhe propunha uma occasio de comprar ex-
celentes charutos da Havana, mas o principal
para Gaslo, era ter recebidoumo missiva da ca-
pital, e dirigindo-se para o sallo em que eslava
i") Vide o Diario a. 216.
reunida a sociedade,
tinha recebido.
O qufl 6 ir ?
amigo.
Uma
pouco.
Ah! j prevojo o que nos vais annunc.iar.
Queres retirar-te? Adevinho-o pela tua cara I
Ah meu Deus 1 meu charo amigo.... nao
por minha culpa, mas um negocio exige impe-
riosamente a minha presenca em Paris....
Sim, sim, j sei, disse l.eon cliegando-sc
Gaslo e fallando-lhe ao ouvido, a la nova pai-
xo Acda que ests ausente muito lempo 1
Ras de ser sempre o mesmo! As muldores antes
de tudo 1 Emfim nao posso ter a proleii(o de
corrigir-te.
Gaslo contenlou-se com sorrrir, para deixar
crer Len que, com effeilo, adevinhra o mo-
tivo da sua partida, e respondcu-lhe em voz
alta :
Repit-to, meu amigo, que liala-se de. um
passo muilo importante para.... o meu futuro...
Est bom Mas no fim de dezoito dia*, por
que s a csse lempo que esls aqui---- E aqui
temos o senhor que devia ficar al o lempo da
caca e eu Uve a bondade de eugulir a pilu-
la Acredito sempro no que me fazem espe-
rar.
Ento deve tersoffrido bastantes decopces,
meu sobrinho I disse madama de licrville, com
um sorriso zombeteiro.
Ccnsetle nao dizia nada, mas s primeiras pa-
lavras pronunciadas por Gaslo, sentir um bem
oslar extraordinario percorrer-llie o corpo. E Sa-
brelache altara para Gasto, dizendo comsigo :
Honrado mancebo! Causa-mc pena vG-lo
partir, mas a pequea ficar contente, c o prio-
cipal. Com o resto pouco se n:e d.
Minha sonhora, disso Gasto, voltando-se
para madama de Fierville, se Len esperou na
minha amizade, nao quero quo esteja exposto a
ver s suas esperanzas frustradas por esse lado.
Ha mil maneiras de piovar a amizade, como as
ha de provar o odio ou a maldado. As que nao
sao ostensivas, de ordinario sao as melhoros.
Pois, meu amigo, exclamou Len, pensas
que te applicarci a reflexo de minha lia, que
nao tem por costume vor o mundo pelo lado
bom? (
E' por que eu, meu sobrinho, vejo-o como
elle .
Porm ludo isso nao mo impedir de espe-
rar que Gasto volte ter comnosco, logo que po-
der dispensar alguns instantes amizade. E tu,
Agalha, nao pensas assim?
Sim, meu amigo, murmurou a mo^a, nao
apoio nas bancadas
convs.
Alera de que tinha bastante profunddade para
que um homem podesse eslar sentado debaixo
deste lecto de remos.
A genle foi dividida em duas porces, e como
.erara setenta e dous homens, trinta e seis Aca-
rara em baixo, e oulros trinta e seis em cima
desla coberta.
Todos elles se moslravara tristes e sombros,
e cada vez que os debaixo passavam para ci-
ma, aflm de fazerem o seu quarlo, notava-se em
seus rostos mais um grao de tristeza e deses-
pero.
Ura novo man, nao menos providencial que o
primeiro, e nao vindo desla vez do co, mas sim
da agua, lhes acudi.
Ura cnchame de peixes voadores, perseguidos
por alguma dourada invisivel, se elevou do mar
e veio cahir na lancha.
Cada homem fez o mesmo estes peixes. que
fizera s aves. '
u menor delles tinha o lamanho de uraasar-
dinha.
Foram comidos crus, como o linham sido os
passaros.
Com isto poderam passar dous das, mas ao
fim delles, a fome fez-se novamenle sentir.
A tristeza, que porum instante desapparecera
voltou para dar lugar ao desespero.
Uns entraram a chupar balas de chumbo para
engaar a fome, outros mordiam em pedras para
refrescar a bocea.
Emfim, os mais desesperados, apezar das ob-
jeccoes do capitao, comecarara a beber aaua sal-
gada.
E, comtudo, ninguem eslava doenle com todos
estes soffrimeutos e fadigas, e Bontekoe. mais
infeliz de todos, conhecia que as suas feridas iam
cica trisando.
O que era evidente para todos que se ap-
proximaram catastrophe suprema, e que en-
tre estes 72 homens amonioados n'um to pe-
queo espaco ia ler lugar algum horrivel aconte-
ciraento.
Urna noite dous homens chegaram-se Bon-
lekoe.
O capilo, que linda a cabeca oceulta en-
tre as mos. sentindo que estes liomcns da-
viam parado dianle delle, e que sem duvida ti-
nham alguma cousa que llie dizer. crgue a ca-
bega.
estiveram silenciosos por alguns ins-
Elles
Untes.
Bontekoe encarou-os, procurando adevindar o
seu intento.
Emfim um delles rompeu o silencio, e annun-
ciou ao capilo que a equipagem eslava resol-
vida a comer os grumetes.
Desgranados exclamou Bontekoe.
Temos fome replicou o marindeiro.
Oucara, replicou Bonlekoe; coramovido a
seu pezar por este eslribiido terrivel e monoto-
quantidade possivel, fazendo-a depois correr para no ; atlendam ; ainda da um barril de aua e
os bams, umeos que leyavam, reservando-a quanto basta pa.a os alimentar iros diasConce-
assim para os das em que nao cdovia.
No meio desla dupla foroe, como a esperanca
de todos eslava no capilo, rogaram-lde que lo-
masse para elle dobrada raco de bolacha e de
agua ; porm elle recusou sempre, dizendo
que era frente da morle, e debaixo das vis-
las de Deus era egual aos mais, e que, parti-
Ihando os perigos, havia de soffrer as mesmas
privacoos.
A primeira falta que sentiram foi a da agua,
porm nao tardaram asentir a da comida, por
muito que fosse poupada ; a differenca, porm,
que qualquer miren lhe pedia irazer agua, em
quanto que a bolacha fallava para sempre.
Em consequencia do que aquclles rostos gros-
seiros carregaram-se ; depois aquellas vozes
roucas proferiram primeiro lamentos, depois
ameacas.
Passou-se um dia sem comer, depois outro
Algumas goltas d'agua etam o nico alimento
desles homens que se olhavam cora odos fero-
zes, scintillanles e ameacadores.
I'oi enlo que Bonlekoe tratou de emprcg3r a
sua afluencia ; mas essa influencia pouco a
pouco se ia perdendo.
Os mais esfomeados murrauraram, que elle
so linda engaado na derrota, e quo, soffrendo
como ellcs, e tendo de morrer com elles, por
vingaca linha aproado ao mar cm vez de o fa-
zer para a trra.
Quando o homem chega a um tal grao de lou-
cura, nada se lho pode dizer ; os seus instinc-
los tornam-se os do animal feroz, o preciso
defendermo-DOs delle como o fariamos vendo
uma lera.
Neste instante, como se quizara o co mani-
festar directamente a sua misericordia a favor
destes infolizes, um bando de aves raarinhas cer
con a lancha, o cousa adrairavel deixarara-se
apanhar mo.
Cada marinheiro apanhou duas ou tres, dc-
ponou-as, sangrou-as com os denles, bebeu-
Ihes osangue ainda juenle, e depois coraau-as
cruas.
Bonlekoe olhou para o quo elles faziam e
ostremeceu. Era como que um terrivel ensaio
que estes homens faziam de outro sangue e de
oulra carne!
Apezar disso para elles foi ura manjar deli-
cioso.
Esta proviso, porm. findou mais depressa
do que acontecer bolacha, e como, ainda nao
vissem sigual do trra, recahiram na mesma
consternaco.
A gente do escaler approximou-sa da da lan-
cha, e obrigados pela necessidade que o homem
sent dse assoriar nos grandes perigos, depois
de fallarem uns com os oulios, declararam a
dam-me esses tres dias ; o prazo que se deu a
Christovao Colombo ; nao m'o rteusem.
Os dous homens, tendo consultado os seus
companheiros, responderam que se concedam os
tres das ; mas que passados elles......
Ah I que se as menos estivessemos era
torra, ajuntou um desles homens retirando-se,
comeramos horra,
Bontekoe limpou uma lagrima.
Depois de o torera feito tremer, estes homens
faziam-o chorar.
IV
A trra.
No dia segunle, Bontekoe, para animar a sua
gente abatida, tralou de os iniciar no estudo do
calculo, moslrando-lhes o que era a derrota e la-
biado, porm elles abanavam a cabeca, nao dei-
xando por isso de seconservarem fiis pronies-
sa que tinham feito de esperar tres dias para exe-
cutarem O'atroz projecto de devorar os grumetes
da equipagem.
No segundo dia, como havia sessenla horas que
s se alimenlavara de agua, as forras comecaram
a faltar-lhes de todo.
A maior parte da equipagem nao podia levan-
tar-so nem sentar-se : o sobre-carga Rol, sobre-
nido, estara to abatido que nem mecher-se po-
da. Estirado ao comprido sobre o convs, ape-
nas cora ooldar indicava que ainda tomava parte
no que se passava em roda de si.
Por ura milagre da Providencia, medida que
os m3is se enfraqueciam, o capilo, pelo contra-
rio, saraudo das feridas, pareca recuperar for-
oas. r
Era o nico que se senta bastante forte para
andar d uma oulra exlremidade da lancha.
Estavam a 2 do dezembro, justamente o dcimo
terceiro depois da catastropde.
Perlo das cinco doras da larde o co cobrio-so
de nuvens e algumas gotas de agua comecaram a
calar ; esla eduva, que promelUa durar, deu al-
guma forca aos homens.
Desenvergar.ini as velas, eslenderam-nas sobre
o corivs, o oscorregando por baixo dellas, cada
umdos marinheiros, leudo augmentado a chora,
bebeu vonlade, sem que isso prejudicasse os
dous lonois que flearam choios.
Durante este lempo, o capilo ochava-se ao
teme, e confiando cada vez mais no seu calculo
convencera-se de que se approximavam de ierra
por isso persisti no seu posto, esperando que
parara a cliuva o que haveria alguma aberta ;
mas achuva continuou a cahir, o o capilo, sen-
tindo-se esfriar cada vez mais, n.o teve outro re-
medio seno chamar o contra-mestre para o
ponho em duvida a amizade que te tem o Sr.
Gaslo.
Espero, minha senhora, disse Gasto, incli-
nando-so, que V. Exc. tomar tambera o seu qui-
uho.
Ceriselte corou e abaixou os olhos.
Madama de Fierville fez ouvir umi tossezinha
secca, que se pareca muito com urna lisada de
mofa.
Ah disse Sabrelache, alagando os bigodes,
se me cahisses nas unhas, liazinda de uma Cga,
f.nzia-le engolir um pedaco do assucar candi que
le punha logo boa dessa losse 1
No dia seguinle, muilo cedo, Gaslo abracava
o seu amigo, e despedia-se delle dizendo:
Ten uma mulher que merece o leu amor,
porque s cuida cm fazer a tua felicidade; po-
rm tens uma lia que s procura pcrlurba-la.
Procura ver-te livre dessa lia, o melhor aviso
que te posso dar.
E vollars para c ?
O mais depressa quo poder.
Ceriselte redobrou de cuidados, de ternura pa-
ra com seu marido, para que a partida da seu
amigo lho fosse menos sensivel. Tornou-se ale-
gre, amavel, jovial; a saude c as boas cores vol
tarara.
Madama de Fierville ia observando ludo isso,
sem o dar entender; ojunlava as suas obser-
vacoes, esperando occasio de lan;a-las todas cm
massa.
Oilo dias depois de Gaslo partir, Sabrelache des-
pedio-se lambem deseos filhos; tinha realmente
negocios que o chamavam Paris. Madama de
Fierville esperava com impaciencia por esse mo-
melo, porque a presenca do veterano sempre
lhe iropunha respeito e impedia-lhe que dise
livro curso sua maledicencia.
No dia seguinto partida de Sabrelache, ma-
dama de Fierville, que andava espreilando o mo-
mento em que (loderia achar-se s com o sobri-
nho, encontrou emfim Len no jardim, e chegou-
sc elle com ar mais amavel do que era seu
costume.
Esl passeiando s, Len, dar-se-ha caso
que sua mulher tambora o abandono?
Nao, minha lia ; minha mulher nao me
abandona, mas est estudando piano, porque sa-
be qqe me d prazer v-la tocar bem esse ins-
trumento.
Cora effeilo, ella deve ter orgulho de saber
alguma cousa, e quer tocar para indemnisar a ve-
c do aborrecimcnlo que lhe causa a partida do
seu amigo Gaslo.
Sinto que Gaslo tenhn sido obrigado dei-
xar-nos to depressa, mas nao estoj aborrocido ;
nunca seulirci aborrecimento ao lado de Agatha,
e nao vejo porque razo ella se julgaria obrigada
mostrar-me mais ternura nosla circurastanoia,
porque emfim, nao foi por sua culpa quo Gaslo
retirou-se d'aqui to depressa.
Ahljulgas isso, Len?
Ser duvida. Pensa Vnic. de modo difieren-
te, minha lia ?
Pens... pens de modo inteiramente di-
verso.
Nao me sorprende. F.slou acostumado an-
dar sempre desencontrado om opinioes e senli-
mentos com Vine.
Oh I nao, porque roc anda de uma in-
gonudade para certas cousas, que me admira em
um rapaz traqnojado no mundo.
Nao sei que alira, minha lia, nem pro-
curare! adevinha-lo. Gasto parti, porque um
negocio importante o chaniava "
tem isso com minha mulder?
Sim? Poisolde tom muito; com roed nao
digo ; porm com sua mulder.
Minha lia, Vme. tem ura modo do fallar....
Nao gosto de relicencias ; o quo quer dizer? O
que podo haver de commum entre Agatlia e Gas-
lo, .quem ella nao condeca ?
A quem ella nao condeca Ah I meu po-
bre Len, como s bom marido Ha cousas que
saltara aos olhos do todo o mundo, mas que um
marido nao v. Sabendo quo o Sr. Gaslo Bru-
mire devia vir aqui, isso fez tanta impresso em I
tua mulher, que ficou doenle. Por um nada es-
(remeca ; quando fallavas no leu amigo ella mu- i
dava de cor dez vezos era ura minuto. Emfim
Chegou o Sr. Gasto... enlo a cousa tornou-se
trgica.... douve desmaio.... leu amigo pertur-l
bou-se, mudou do cara, e sua alegra lornou-se
Paris, O que | tristeza Emfim, quando se acdavam junios, ape-'
1 nas alroviam-so a fallar, a erguer os odos___
Negocio importante I Pois engolio essa pi- Ura eslava trmulo c embaracado", aToulVa'p'aYli-
voc anda ora da e receiosa---- O meu querido sobrinho nao
lula, Len! Quando cu dizia que
muito candido I
Acredilei... ora, meu Deus, Vmc. faz-mc
dizer couaas.... que nao devia conhecer... Mas
como isso lhe inleressa tanto, saiba que Gasto
est muilo apaixonado, que a sua nova conquista
est em Pars que eslava muito aborrecida da
sua ausencia, e foi ella quem lhe oscreveu pe-
dindo-lho que vollasse... Ello cedeu, cousa
muito simples... O que sao os amigos compara-
dos A mulher que amamos... Enlo, minha tia,
est contente aitora ?
Madama do Fierville poz-so rircom o aren-
lo de mofa que lhe era habitual ; depois lirou da
algibeira uma caria toda machucada, o percor-
reu-a dizendo:
Ora veja IA como nao se deve acreditar em
certa3 cousas. Ah I uma amante quo escreve
isto ao Sr. Gasto... e disfama os seus senlimen-
tos sob pretexto de charutos da Havana, c para
mais prudencia assigna o nome de um homem...
Julio Desmoniers I
Como o que est dizendo, minha lia ? Que
carta e essa ?
E' a que o seu amigo recebeu na vespera
da partida. Deixou-a cahir no jardim, porque
com elfeilo, nao era l to preciosa.. apanhoi-a
por acaso... e descobri o myslerio dessa partida
precipitada... desse negocio to importante 1 E'
negocio de charutos! Olhe? quer ver?
E madama de Fierville deu a carta Loon, que
a leu o ficou por um momento admirado ; mas
rompeu-a e atirou fra os pedacos, dizondo :
Gaslo livre em suas cees, quera par-
tir; aproveitou-se de ura pretexto ; isr> nao tem
nada comnosco.
- quenao soonnno nao
vio tudo isso, justo Os maridos nao veem
nada, e vocc completamente marido I No en-
tanto uma cousa divertida de observar.
Len ouvio sua tia sem intcrromp-la fazia o
que podia pan dissimular a impresso que pro-
duzira sobre o seu coraco o que ella acabara de
dizer-lhe; mas os coracOes francos o sensivos
sabem occullar mal s suas seusacoes. Emfim
balbuciou :
Se minha mulher conhecesse Gaslo ter-
m'o-hia dito porque isso nao era crime I
Quem sabe?
Minha senhora, alrcvcr-se-ha aecusar mi-
nha mulher ?
Nao aecuso ninguem. Dou-lhe parte das
minhas observacoes e mais nada. Dgo-lhc. Quem
sabe? porque emfim voc nao sabe.
Sei que Agatha me ama, sei quo Gasto
o meu amigo mais dedicado, e isto basta para
que tenha certeza de quo nem um nem outropo-
dem querer enganar-me.
Mas quem lhe dis3e isso Provo-lde ape-
nas que elles se condecem Voc sem duvida
nao tem a prelenco de eslar inteiramente ins-
truido respeito do passado I...
Loon fez um ligeiro movimonlo, que nao es-
capou madama de Fierville|; esla continuou :
De corto, eslou bem longe de crer quo sua
mulder desejo estar com o seu amigo Gaslo.
Pelo contrario. Ora veja como ella ficou alegre
depois que elle se foi! Isso prova-me smento
que sua presenca Ido lembrava cousas que ella
quera esquecer.
Len passelou ainda por algum terapo no jar-
dim sem dizer nada; porm pela sua pallidez,
pela conlracro de suas folcoes, era (acll ver que.
substituir, recommendando-lhe a maior vigilan-
Depois veio deilar-se ao p dos mais, onde, a
mujl Mal linha passado um quarto de hora que o
contra-meslre eslava ao lome, quando, cessando
a chuva e limpando o lempo, o nram lerantar-se
repentinamente, por a mo diante dos olhos, e
com voz de estertor gritar por duas rezes :
Terra I trra I
Ao ouvir isto lodos estremecern); os mais
fracos liveram forcas para se erguerem. Corre-
ram proa com tal fuiia, que a lancha estere em
risco do virar-so.
Era, com effeilo, a trra.
Um grito de alegra, de a^co de gracas, de
ventura, satio de todos os peilos ; o amor da vi-
da manifestara-so em toda a sua energa, e cada
qual repeta : Terra I trra como se nesla
palavra douvesse j lenitivo physico e material a
seus males
Porm, quando so approximavam da praia vi-
ram que o mar balia com tal forja, que reso'lve-
ram, poslo que muito desejosos de desembarcar
ir em busca de um ancoradouro mais seguro. '
O perigo terrivel de que acabavam de escapar
fazia com que lodos estes homens cada vez esti-
msssem mais a vida.
Ouviram, pois, com admiravel docilidade as
observacoes do capilo.
Foram costeando com loda a patencia, mass
passada uma hora que descobrirain uma badia
para i qual se dirigirara, e onde lanjaram uma
pequea fateixa que tindam salvado, e que servio
para amarrar a laneda praia.
Todos em edusma se precipitaram sobreest
praia tao esperada e to desojada; depois, em
quanlo de joelbos o capilo, em seu nome c no
de todos, dava gracas a Deus.a equipagem, tanto
quanto suas forcas lde permitliam, comecou a
percorrer a ilha em busca de alimento.
Acharara a ilha completamente deserta, e o
nico fructo com que depararam foi um numero
infinito de cocos
Era j uma grande alegra.
A agua que contera o fruclo, chamada agua de
coco, de um sabor agradavel; cada um dos
nossos homens derribou os que quiz, comendo os
mais maduros e bebendo a agua dos mais ver-
des.
Porm, como abusassem excessivaracnte do tal
liquido adiado no coco, nao tardaram em sentir
dores no venlro tao violentas, que o capitao co-
mecou a desconfiar que elle e os seus linham
acertado com alguma variedade perniciosa daquel-
le fruclo, e que estavam envenenados.
As dores erara lo violentas, que os desgraca-
dos so sentiram alguns allivios enlcrrando-se at
a cabeca na ara abrasadora.
Depois de quinze horas de soffrmento come-
caram as dores a diminuir, e pooco a pouco des-
appareceram de lodo.
Carregarara a lancha de cocos, e depois de e
certilicarem que a ilha era realmente deserta
de novo deram vela pelas quatro horas da larde'.
No da mmediato avistaran Sumatra. Apezar
da irapcrfeico de seus instrumentos, Bonlekoe
nao se engaara.
Aportar, comtudo, nao era fcil, porque loda a
costa era guarneciJa de escolhos.
Rodearam-a durante muitas horas.
Finalmente, qualro decididos marinheiros, ex-
cellentos nadadores, offereceram-sc para sc'dei-
tar agua, e assim ir a trra em busca de um lu-
gar aoropriado para o desembarque.
Acceilo o olferecimenlo, despiram-se os quatro
conservando s os calces, c foram nadando junt
uns dos outros, para, no caso de necessidade se
soccorrerem.
Do seu lado, a lancha ia sempre avanjando at
que ellos tivessera atravessado os escolhos, con-
servando-so o mais prximo delles que podia.
Chegarara praia depois de uma terrivel luta
contra as ondas, porm sem accidente grave.
Logo que poderam andar, foram caminhando
ao longo da praia, om quanto que a lancha cos-
leava a ilha.
Afiual chegaram escarpa de uma ribeira, e
fizeram signal de quo tinham encontrado alguma
cousa notavel.
Os da lancha approximaram-se mais da costa,
e chegaram al embocadura da ribeira.
Dianle desta embocadura erguia-se uma especie
de banco, era que o mar se quebiava com mais
violencia ainda quo sobre os oulros pontos j exa-
minados.
O capilo era de parecer que se nao lenlasse a
passagem.
Mas a equipagem toda entendeu o contrario.
Vio-se, pois, Bontekoe na preciso do mano-
brar de maneira que neutralisasse a forca das on-
das com a possivel habiiidade.
Era consequencia do que, postou de cada lado
da lancha dous homens cora um remo pairando,
e elle lomou a cana do leme para assim corlar
dircito a vaga.
Tomadas estas procaucoes, avancou resoluta-
mente.
A primeira vaga que atacaram encheu de agua
melade da lancha ; mas estando preparados para
este accidente, a equipagem com os chapeos c
sapalos despejou a maior quanlidade de agua que
pode.
luimedialamenle cntrou a segunda onda.
usa era to alta e furiosa, que a genle da lan-
cha se julgou perdida ; apezar disso o Irabalho
continuava, vasando-se agua de lodos os modos
possireis, e que de nada servira, se o terceiro
ataque fosse to forte como os dous primoiros ;
mas por fortuna desta vez a onda foi pequea, e
como a mar comecava a eucher, ella mesma im-
pellio r da lancha, que de repente atravesiou
o banco.
Achavam-se, pois, na ribeira.
A primeira cousa que fizeram foi provar a agua.
Era doce.
Esla fortuna f-los por um momento e:-queccr
as penas e fadigas.
Todos gritaram a uma voz A' trra I *
(Continuar-se-ha).
a maledicencia conseguir o seu fim, c passeian-
do ao lado de seu sobrinho, e lambem calada,
madama de Fierville gozava jado resultado, das
suas maldades: esperara mesmo que Len a in-
lerrogasse e lhe pergualasse se nao linha feito
outras observacoes, quando este parou dianle
dola, dizendo-lho com lom muito polido, mas
mui pouco affeciuoso:
proposito, minha senhora, tambe tinha
alguma cousa dizer-lhe esta manha.
Falle, meu sobrinho. Eslimarel muito ou-
vi-lo.
Eu e minha mulher vamos viajar. Termos
um pouco a Suissa o talvez a Italia. Devia pre-
veni-la, porque nao presumo que sua inlenco
soja ficar s nos Grandes Carvalhos.
Ah I vo viajar! Foi resoluco tomada bm
sbitamente E quando tencioBa'm rcalsar essa
bello projecto de riesen ?
Depois d'amanda partiremos d'aqui.
Muito bem. Comprehendo-o, senhor, uma
maneira de me despedir.
Nao, minha senhora; mas creio que nao
tcnciona irapedjr que eu e minha mulhec viaje-
mos.
Oh I ne sonhorV Senliria muito perturbar
as alegras, os prazoresdo um casal to unido...
to cxemplar. Podem partir. Boje noite livra-
los-hoi da minha presenca. Comprehenao que
sou de mais aqui.
E madama de Fierville retirou-se. furiosa com
o resultado que tindam obtido as suas malda-
des.
Len enrreu ter com Ceriselte, edisse-lho;
Minha chara, vamos viajar, Ter o mundo!
Madama de Fierville nao nos quera deixar se-
nhores das nossas acedes, era osse o nico meio
de obriga-la partir; sentes que o tenha em-
pregado ?
Meu amigo, comanlo que esteja & leu lado,
sorel feliz em toda a parte.
Len abracou sua mulher com ternura, e
disse: '
Oh 1 como m aquella minha tia. om que-
rer perturbar a nossa felicidado Decididamente
tomei o melhor partido.
Nossa mesma noite sahia madama de Fierville
dos Grandes Carvalhos, dizendo comsigo :
Ah I obrigam-mo A partir.... pois eu me
vingarei I
No dia seguinle. parta Loon com sua mulher
para a Italia.
%i
fConiMiHar se-ha).
PERN. TYP. DE U. F. DE FARU. MC.
T1"


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