Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08228


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Full Text
aii xxxti. nomo 215,
Por tres mezes adiantados 5$009.
Por Ires mezes vencidos 6$U00.
DIARIO
SEGUNDA FEIRA 17 DE SETEMBRO DE 1860.
Por anno adianlado 19$000
Porte franco para o subscritor.
tXCVRREGADOS DA SUBSCRlpgAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva: Aiacaty, o
Sr. A. dn Lomos Draga; Cera, o Sr. J.Jos de Uli-
reira; Maranho, o Sr. Manocl Jos Mariins Ribci
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos do
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazona*, o Sr. Joronvmn da Cosa,
I All I lilA UII.T l.UIIULIU.1.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
lguarjss, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Rezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Naz'areth, l.imoeiro. Brejo. Pes-
ijueira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e E.\ nas quarlas-fciras.
Catio. Serinhem, Rio Pormoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenleiras e Natal quinlasfeiras.
(Todos nsonrroinsoarlem as 10 horas da maullan.
EPHEMElUDEs DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Cuarto minguante as 8 horas e 47 minutos
da manha.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manha
'A Cuarto crescente as 9 horas e 5 minutos da
larde.
29 Luaeheia as 11 horas e 20 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 51 minutos da manha.
Segundo as 7 horas o 18 minutos da tardo.
AUD1NEC1AS DOS TR1BUNAES DA CAP11AL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Kelaco : tergas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Priraeir* vara do civil: tercas o sextas ao meio di*
Segunda varado civel; quartas e sabbados a uma
hori da tarde.
PARTE OFFICIAL
Governo d:i provincia.
lAI-FIHr.NTI'. DO MA 14 DE Sr.TEMBHO DF. 18G0.
Offieio mesa parochial de S. Jos desta cida
do.ItiTonimeiidn mesa parochial raco dos votos para juizes de paz o vareadores,
at que esta presidencia resolva sotirc a ropre-
sentaco que ao seu conhecimento Irouxeran
dous membros da referida meza ; o que lera j
lugar.
Dito a ine.-ma. Tomando em consideradlo o
que acabara de representar-rae os membros da
mesa parochial de S. Jos, Joo Joaqun) de F-
gneirdo o Jos Francisco de Sooza Lima, sobre
o aclo de se haverem rocebido cdulas abortas
comiendo urna porco de oulras de papel paquete
relativas a juizes de paz, que na contageni foram
a :hadks em numero de dnzenlss e una sobre as
numero dos eidadschamados; e nao sendo cu-
rial que se interrrmpa o processo cleiloral no es-
tado, em que se echa, para ser apreciada pela
administraco a allegaeo dos supplicantes, re-
commendo .1 mesma mesa parochial que, proso-
guindo na apuraco dos votos doixe de apurar
todas as cdulas, que esiivcrein no caso previsto
pelo art. 5 das instruccSes de 27 de setembro do
1856, mencionando na respectiva acta, alin das
espeeifica^es exigidas na lei e decises do go-
verno, o numero das redlas, que torem de papel
paquete, o excesso das de |uizos de paz sobre as
de toreadores, e todas as mais circo instancia?,
que se deram nos trabillios da eleioo e especi-
almente no acto da contagem e apuraco, a que
alinden! o-* predilos membros, afim de que o
gover, apreciando-as opportunamenie, resol va
como entender sobre a validado da mesma
eleicao.
Dito ao Exm. presidenta da Parahyba.Ficam
expendidas as convenientes ordens alim de ser
concertada no arsenal do marinha desla provin-
cia a galen de que traa o oflicio de V. Exc. de
10 do correte, que trullo assim respondido.
Ofliciou-se ao inspector do arsenal de marinha
sobren referido concert.
Ditoao chefe de polica,Remeti por_copia a
^ s. para seu coiihecimento, o aviso expedido
pelo ministerio da justica em 25 de agosto p.
indo alini de que faca constar aos delegados que
so ao governo na corle, o ao? presidentes as
provincia?, compelo sentar do servico do exer-
cilo a recmtas nos termos do decreto n. 278 de
28 de setembro do anuo passado.
Dito ao inspector da theaouraria de fazenda. | ?i*J,S'u*?.d" a d'
Comraunicando-me o commandanle do presidio
de Fernando que Jrs Antonio de Moraes, a pesar
de ter sido demiltidn de escrvodo almoxarifado
i!o rnesino presidio, contina n exercer esse lu-
gar, visio nao ler sido aiud i substituido ; assim
o comrauaieo a V. s. pira o seu conhecimento.
Dito ao mesmo.Cummunico a V. S. pira seu
conhecimento e diecco que, segundo consta de
aviso do ministerio da guerra de 30 do agesto
ultimo, foram expedidas as ordena convenientes
para que cesse do l. dejunho p. lindo emdian-
le, o pagamento da cousigrnco de 20.J rs. men-
saes, que do seu sold deixou na corte > ajodan-
to da 2.' cumpanhia de pedestres da comarca de
racarat, Francisco do llego Barros.-Communi-
COU-se ao commandanle das armas.
pito ao mesmo.Para que eu pnssa dar cum-
pri ment ao disposto no aviso do ministerio di
maiinha datado de 4 do correte, Diz-so preciso
que V. Exc. mande extrahir, c me remella com
brevidade, urna cotila desenvolvida de lodo o
carvo comprado pelo arsenal de marinha, desde
o 1." de maio do crrente auno, na filia do con-
trato celebrado com t.ondido Rodrigues Ferreira
em 7 de dezembro do anno n. passado.
Dito ao mesmo.Em vista da cunta junta a
que se refere a sua informacio de hontem, sob
n. 956, mande V. S pagar a" Jos de Mello Pei-
xoto Caj, a quantia de 10J60 rs despendida
com o expediente Jo conselho de qoalillraco do
balalhao n. 2 da guarda nacional da comarca de
Garanhuns, segundo declaren o respectivo com-
aianc'aute superior cin nlBcto de 10 do agosto
ultimo, iob n. 47.Communicou-so ao respecti-
vo commandanle superior.
Ditoao mesmo.Transmiti por copia a V. S.,
para ler a llovida exccuoo, a tabella do augmen-
to de crdito na importancia de 19 880g2>l ris, 'adores em lempo algura hajam de alegar poase,
aborto essa uosouraria para as despozas do bemfoilorias etc., sem que deltas resulte incon-
uluciu de lUdustu me/., devu deoiarar-lhc, uara u
fjzer constar a junta regedora da Santa Gasa,
que da combinarn dosarts. 82 e 86 do respecti-
vo compromisso resulta, que ao mordomo dos
presos incumbe nicamente activar o advogado e
solicitador da Sania Casa para deligenciar o
prompto andamento dos processos dos encarce-
rados pobres, o promover por intermedio destes
tudo quanio fr legalmente permitlido fazer-se
para livrarnento dos mesmos. Nejla data recum-
mendo s autoridades policiaes e criminaes. que
para islo altendam ao mordomo da Santa Casa,
o The faciliten! pelos meios lgaos o curanrimen-
to desse caridoso dever, como solicita V. S. no j
liual do seu citado ofcio.Fez-se a respeilo o :
de mais expediente.
Do ao director do arsenal de guerra.Trans- <
millo por copia a Vnic. para seu conhecimento o
execuco, o aviso circular de 31 de agosto ulti-
mo, no qual o Exm. ministro da guerra declara
nao ser regular que nos arsenaes de guerra, ar-
mazens ou depsitos de objeelos bellicos, c ou-
iros cslabeleeimenlos sujeilos aquello ministerio,
se facam qualquer reparlioo fornecimentos'
sem ordom oxpressa da respectiva secretaria de
oslado.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vine, piular a oleo os reparos das pecas das for-
talezas do lirum e do Buraco, visto ser isso no-
cessaiio sua couservaoo, segundo declarou o
commandanle das armas em oflicio de hontem
d.itado -sob n.975.Coinniuuicnu-se ao com-:
mandante das armase thesouraria de fazenda
Dito ao mesmo.Compre que Vmc. examinan-
do os concerlos, a que alinde o coronel Cotnman- !
danto das armas no offlito junto por copia, pre-
cisos na Fortalezi do Bruiu, me aprsente o or-
ea ment das despezas a fazer-se com os referidos
concerlos.
Dilo ao mesmo.Manilo Vmc. caiar os diver-
sos compariimenlos da lortalezs do Rrum, con-
lorme rae solicita o coronel commandanle das ar-
ma? em oflicio do hontem sob n. 976.
Dito ao capitn do porto.Mande Vmc. por em
liberdade o recrula de marinha, Jos Lourenc.o
do Nascimento Pavoo, visto que fui consideradn
incapaz do servico, em inspeceo de saude, co-
mo declara o coronel commandanlo ria difisao
naval om oflicio de 4 ilo correnle.
Dilo ao mesmo.Podo Vmc. dar o desuno con
veniente ao recruta Antonio Severino dos Sanios
visto ler sido considerado apto para o servico,
conforme Vmc. declara em seu oQicio do 13 do
correle, sob n. 127,
Dilo aoiuiz do paz da freguesia de S. Frei Pe-
dro Goncalvjs.Por aviso expedido pelo minis-
terio do imperio era 2S de aguato prximo lindo
'tberaco que lomou esta pre-
sidencia de fazer reunir extraordinariamente o
respectivo conselho municipal do recurso, para
conbecer das recia marides feilas contra as deci-
ses da junta qiisliQcadora dessa freguezia, man-
dan lo que nello se" li/.osso a eleicao do juiz de
pazo veroidnres pela qualilicaco do auno pas-
sado, por nao estar concluida a desle anuo: o
que Ihe coramunlco para sua intelligencia.
Dilo ao conselho do compras.l'de o conse-
lho do compras navaes promover; nos tormos
ilns arligos Da 11 do regulamento de 20 de fo-
vereiro de 1858, a acquisn;o dos objeelos cons-
tantes da relac.au, que veio annexa ao seu ofli-
cio de. 13 do crrente.Communicou-so ao ins-
pector da Ihesojraria do fazenda.
Dilo ae mesmo.Autoriso o conselho admi-
nistrativo a comprar para o presidio de Fernando
um rodle de moer mandioca e as madeiras que
jprcm precisas pira duas prensas de manufactu-
rar farinba.
Dilo ao mesmo.Autoriso o conselho adminis-
trativo a comprar para fornecimento do arsenal de
guerra os objeelos mencionados no pedido junio,
sob n. 48.Comniunicou-se thesouraria du fa-
zenda
Dilo ao commandante do presidio do Fernando.
Em cumplimento do aviso do ministerio da
guerra de 15 de dezembro do anno paseado, e Bt-
tendendoao que solicita Vmc. em seus officiosdo
11 e 17 do fevereiro o 13 do agosto desle anno.
confu mando -me com o parecer do inspector da
thesouraria de, fazenda, declaro a Vmc, para o
fazer constar a quem coovier, que lenho resolv-
do Gxarem Iros res a renda animal por cada bra-
ca una Irada de torra deisa flha, que for adido a
particulares para cultura, sendo taes concessoes
consideradas precarias, para evitar que os culti-
luforiuo
zenda.
DAS DA SEMANA.
1" Segunda. S. Pedro de Arbunes m.
18 Terca. S. Jos de Cuperlino f.; S. Thomaz.
19 Cuarta S. Januario b. ro. ; S. Nilo b
20 Ouinta. S. Eustaquio m. ; S. GJicerio b.
21 Sexta S. Malheus apostlo e Evangelista.
22 Snbbado. S. Mauricio e seus comp. mm.
23 Domingo. S. I.ino p. ni. ; S. Tecla v. m.
Sr. iispectur da ihesourana de fa-
ENCARREGADOS DA SBSCRIPgAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das; Babia,
Sr. Jos Mariins Alves; Rio de Janeiro, o Sr,
Joo Pereira Mariins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.nasua livraria praca dda loependencia os
6 e 8.
ministerio da guerra no exerc.icio de 1859 a
1860, a qual me foi enviada com aviso d'aquelle
ministerio de 5 do corrente.
Dito ao mesmo.- Transmillo, por'copia a V. S.
admiuislracao
polica desse pre-
veniente
sidio.
Nao dove Vmc. porm, conceder terrenos, que
possam Sjer cultivados por conla do presidio para
para seu conhecimento e direco, o aviso expe- abastecimento do seu consumo.
Dito ao administrador do correio. Remella
Vmc.C'im urgencia secretaria dessa presiden-
dido |>eio ministerio dos negocios da guerra em
5 do corrente, declarando que o capitao do 4"
bal-ilho de artilhaiia ap, Antonio Luiz Duarlo
Vi oes, lera direilo gratiflcaclo de 405000 ris
mensaes, e nao a de 2O3OO1) ris, que percebe,
por so adiar rommandando o destacamento do
presidio de Fernando, composto de 3 companhias
do rilado balalhao.Cemmunicou-so ao comman-
danle das armas.
Dilo ao mesmn,Constando-me do aviso do
ministerio da guerra datado de 11 de julho ulti-
mo, que foi aprovado o contrato fetto com o dou-
tor em medicina Flix Moreno Rrandao. para ser-
vir no hospital militar desta guarnico ; assim o
commumeo a V. S. para seu conhecimento.
Communicou-se ao commandanle das armas.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Res-
pondo ao ollicio de V. S. sob n. 379, e dala de
10 do crreme, declarando-lite que o inspector
da thesouraria de fazenda iuformou em 13 desle
diez, estar prompto a mandar pagar com a brevi-
dade possivel as Cuntas, que Ihe forem apresen-
adas regularmente, e revestidas das formilida-
des legaes, salvo os casos de falla de crdito, ou
de anlorisacao, deque careca alguina dospeza.
Assim pois cumpte que V. S. remeta oficial-
mente aquella reparticao, no principio de cada
mez, as coritas das despezas feitas pelo senle
comprador desso arsenal no mez antecedente,
alim do serem satisfeilas depois dos convenientes
exames.
Dilo ao mesmo.Remollo por copia a V. S.
para seo couliecimenlo o execucio, o aviso do
ministerio da marinha de 29 de"agosto ultimo.
determinando que se d baixa aos apreodizes ma-
rinheires desse arsenal Manoel Fabricio e Henri-
qoe Roque do Nascimento, visto nao poderem
ellos continuar no. servico, em consequencia de
snas muleslias.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial
Mande V. S. p.igar a Vicente Ferreira da Costa
Miranda a quantia de 5'iOaOOO ris. era une, de
c.onformidade com u informaco do director das
obras publicas de 30 de agosto ultimo, sob n
216, foi arbitrado o Irabalho feilo pela referido
Miranda no embarreamento enlre os marcos de 7
a 8 mil brabas da estrada do Bul.Communicou-
so ao director das obras publicas.
Dilo ao mesmu.Restiluindo a V. S. para o
fim conveniente, os documeulos comprobatorios
das despezas feitas com os mellioraaieiijos, de
que precisara a cada do OunCury, o autoriso,
em vista de sua nformao de hontem, sob n.
440, a mandar pagar ao procurador dn delegado
d'aquelle termo, a quantia de 78&400 ris. des-
pendida, pelo mesmo delegado alm dos 2003000
ca oda a correspondencia e jornaes que exisli-
rem nossa reparticao com diroccao ao Exm. pre-
sidente da provincia Dr. Luiz Antonio da Silva
Nones, afim de serem enviados para aquella
provincia por um expresso, como requisitou o
mesmo Exm. Sr.
Dilo ao agente da companhia brasileira de va-
pores.Estando eu aulorisado pelo Exm. Sr. mi-
nistro da guerra, para tirar dos remitas remet-
lidus do Norte, os que entender convenientes
para o preenchimento da forca de 1" liiiha dos
corpos aqu existentes, baja Vmc. de, logo que
cheguem a este porto vapores daquella proce-
dencia cora recrutas, participnr-m'o com lempo
de desembarcarem os que deverem aqu ficar.
Doi-se sciencia ao commandanle das armas
Porlaria. O presidente da provincia, tesolve.
sob proposta do chefe do policio desta data, exo-
nerar o bacharel Jos Mendos Carneiro Leo do
caigo de l" supplenle do subdelegado de polica
da freguezia do Sanio Antonio dosta cidade, por
ter mudado de domicilio, e concede ao Dr An-
tonio Epaminondas. de Mello e ao major Antonio
Jos de. OU reir a exoneracao que pediram dos
cargos do 2o e 3" supplente"s do mesmo subde-
legado
DitaO presidente da provincia, allend"ndn o
que pela afiluencia de expediento diario da res-
pclira secretaria, nao s so acham atrazados os
Irabalhos de registro, como nao possivelque o
servico diario geja feilo convenienlemenle pelo
pessoal nsulcieiite da mesme secretaria, resol-
ve aotorisar o Sr. socrelario dn governo a cha-
mar duas pessoaa para coadjuvar os empregados
nos referidos trab.ilhns, vencendo cala um a gra-
lificaco mensal de 56*666 rs. Communicou-se
i thesouraria provincial.
/expediente do secretario do governo.
Ollicio ao director geral interino da secretaria
de estado dos negocios da jusrga, Joo Caelano
das, nao se quena hojo de que em cada cen
.,. .libras importadas na Inglaterra, oilenla e tres
loJ-Fil.ppa Josepha dos Prazeres Santos.- sejam o producto do Irabalho do escravos... Ella
Informe o Sr. director geral da iiislruccao pu- confessa ngenuimenie que nao possivel ao
hnenos por algum seculos, ler para as ncre'ssi-
1595Marliniano Jos Ribero Pessoa.Infor-
me o Sr insneclor da thesouraria provincial.
1596Manoel Bernardo do Nascimento.Pro-
ve o supplicante o que allega.
COHHiXDO DAS ARMAS.
Quartel <]0 cominandu das armas
em Pernambuco, na ciilade do
Recite, 14 de setembro de 1SCO.
ORDEM DO DIA N. 16.
O coronel commandanle das armas faz publico ,
para conhecimento da guarnico, que a presi- ,,,rra PaRava. P*1'" P">50
dencii sobre parecer da junta' militar de saude ?:.e7,.a1':lJ!D?'.0. dos ?scri
concedes por portara de 17 d'agosto ultimo tri-
la dias du licenca com vencimentos na forma da
le ao Sr. cepellio alteros da repartign ecclesias-
tica doexercito padre Antonio da Cu'nha Figuei-
redo para tratar de sua saude.
Faz tambera publico, que approvou o Ongaja-
menlo que hontem conlrahio o soldado da 8.
companhia do 4" balalhao do artilharia a p Joao
Tavares para servir por mais seis annos nos ter-
mos do decreto e regulamcnto do Io do maio de
1858.
dados geraes bastante algodio por meio do Ira-,
balho livre, ou oulro algodo que nao seja o nos-'
so. He mulo exacto que a imprensa ingleza '
aprsenle essa respeilavel unanimidade ? Que
. arma lerrvel nao fornecera ento aquellos que,
I na queslao da abolico da escravido, onde ella
moslrou to resoluta e altiva, nao receassem
so
qualificar de hyoocrilas csses protestos de des-
iniercsse ? Como ella menta quando invoca-
va o evangelhn o quando persegua por toda a
parte a escravido om nome do rhrislianismo ?
o, nao podemos acredia-lo. Quando a Ingla-
de quiihenlos milhoes
scravos. a qual Ihe devia
anda cuslar-lhe oulros sacrificios, obedeca sin-
ceramente a inspiraco generosa que animava os
Wilberforce e os Ganing. Alguns jornaes dessi-
denles ou renegados nao pnderiam culpar a opi-
niao ingleza, cuia irresistvel corrente fez tudo
para destruir a escravido as possessoes brit-
nicas, a qual rocomecaria anda hoje a sua ta-
ris gloriosa, se fosse preciso.
soDreaquellos que so loruam os mais insensatos
instrumentos dola.
Hf.SBY BAinRILI.AI\T.
{Journal des Debis.II. Duperron.)
A reforma econmica do t860 reclimar em
breve a reforma do rgimen commercial das nos-
sas colonias. Haverla injusti?a o anomala em
querer aqu a transformaco e o proKressu, e all
o siaiu quo, isso ousemos reconhece-lo. a
prolongaco d. um estado de penuria, a vista do
qual nao possivel fechar os olhas. De novo a
propriedade territorial esl a ponto de empe-
nhar-se. 0 crdito local est em apuros ; o
credio metropolitano, suspenso. A intelligenle
energa dos colonos, que em alguns pontos des-
envolveu-se de um modo notavel, poder por
si s remediar isso ? Ser sunu-iente para isso ,
abundantes colheilas, um notavel desenvolv-:
ment de produrco, o finalmente a elevacao
dos precos de renda Nao. por rerto ; poisq'ue
essas vantagens que por toda a parle parecem !
synoniruas do prosperidade, coincidem hojo cm i
iiossas colonias com uma sluaco ponco sals-
factora. Comoepossivelcrer.com mais forte'
razo e com corlas pessoas, que bstanle al-|
Gracas a Deus, nao existe mais essa incompa- gomas reformas secundarias, e at uma altenua-
llbllidade do algodo com a liberdade de qualro $no causada pela iolervencao de um grande es-
Conforme. ,1/innio
a I fe res a u da ni
Antonio Eneas Gustavo Galoo, ,,
0 de ordens inleriiin do com mando. i"
^_____
milhoes de homens. Pde-se anda esperar, em
Assgnado. Jos Antonio Ja Fonseca Galcio :,Fr"";'1 c?mo "a \a&*">-obte os eslofos que
lem por bise o algodo sem comprar essa vanta-
m por urna das maiores abominacoos que ha
perante Deus c os homens.
A posse de manufacturas florescenles nao im-
jlca a^necessidade de um genero de propriedade
que nao se pode admittir por um instante sem
negar ao mesmo lempo o direilo. a justha, a dig-
n.dade humana c a propra legitmidad da pro-
EXTERIOR.
O Sr. I.awrence, de Rhode-lsland (Estados-
Unidos), acaba de publicar em Pariz urna caifa j piiedade fundada noirabaThoVinvlolavel lber'da-
ao redactor do Journal des Dbate sob a for- dedo iudivduo, preto ou brinco. Pois
ma de uma
o que o
tabelecimenlo do crdito metropolitano para essa
lerrvel crise moneiaria quo assola presentemente
a Guadelupo e anda mais a Martinica ?
Os leilores do Journal dos Debis eslo acos-
tumadosa vernos procurar para um mal que so
liga a causas mais profundas um remedio mais
protundo anda o mais seguro. Esse remedio nao
podena sor (uosso colaborador o Sr. Julio Duval
o lera notado diversas vezc3 com (oda a autorl-
dade que lne perlence nessas malicias) onlro se-
an urna raodificaco extensa no systema com-
mercial das colonias frencezas F.i's uma opinio
quo mui felizmente val avante sempre. Como
en-
no abolicionismo que sofl'reram lia ponen
juslo supplico. Seriamos mulo inflexivcis para
um
que e preciso pa
ap-opriar-se nao s os fruclos do Irabalho de 011-
Ircs homens, mastambern o seu Irabalho ea sua
nas? E'agradavel. quando se cri1,
com a escravido que nao merece todo o mal I pessoa, uma daquellas propusieres to enormes
iizemos dola. Alm dis;o, e principal- qus revoilam antes de qualquer"? Felizmente o '
a esse respeito que insiste o autor da exime nao as deixa subsistir mais. Naoquecui
Irabalharriroos contra o nosso paiz, dese-
menlo
carta,
jando que a escravido desapparecess dos Esta-
dos-Unidos. Trala-se, com elfoilo, segundo elle,
denossa industria do algodo, a qual recebo i
materia prima, pela malar parle, do algo to
cultivado pelos escravos. As novas reformas
commercaes, chamadas, em sua convieco coran
em a nossa, a crear um maor consumo de al-
godo era Fraeca, tornara mais Imprudente
anda qualquer voto feilo para abolir-so a escra-
vido.
O'Sr. I.awrence habita um estado em que nao
ha escravo. Assegura-nos que nao tero nteres
se algum pessoal nossa questo. Nos eremos
piamenle o que Ihe diz respeilo, anda quo o
riorlo tenha cessado do poder fallar do seu abso-
luto desintoresso era uma questo a que suas
manufacturas e seu commercio o prenden) de
boje em diante por interessos cresecntes. Keco-
nhec.emos do bom rado o estudo serio que o
autor da caria fez a crea da questo industrial de
que '
V
d
denos em negar as diffleuldides particulares da
eraincpaco nos Eslados-Unidos, ncm a solida-
riecade qu_o une essa questo aos inleresses eu-
ropios. E do carcter do nosso lempo quo nada
se c.pere ah soladamente, qtier para bem, quer
parco mal. Aproveitamos ou sollremos do que
se passa em distancias que senara amigamente
uinabvsmo.
A escravido nos Estados-Unidos hoje. sgun- a" lrana">" 'e c
o pens, um braco que coniribue para o nosso n |,,0l,n 'is*uas Vl
eriifo ; mas nem por isso deixa de ser um bra- '-^polletier
d
si
co enfermo.
Se os Eslados-Unidos lomassem amanha a ro-
solucode ampula-lo. senliriamos indubitavial-
mentea repercusso dessa operaco dolorosa. As-1 systema ullra-proleclor feilo de liras e relalhos
Bim como temos lucro quando ganhamus uma e que foi se exagerando sob o imperio de cir-
demanda, tambera perdemos a nossa parte ras cuinstancias excepcionaes c de paxes exaltadas
nut^n"!,,^1" -Ia doslr,b,lllvf1 uo'I"e l,uo me em epueas de guerras furiosas, nao foi seriamen-
?ri i- P qU "* SPm Ua ? pr"V'1 ,,,rreS" 1C "Pro*">"lo como Irabalho desinleressado.co-
111 a providencia recta ? Mas ser noces- mo obra refleclida de legic|adoress quo
te -
de
rus
olo-
, como os,
na ellicara da lioerdade econmica, ver human-,
quo passaram a vida oreupados com as colonias
irazerafinal, lalvesdepois de haver muitn hesi-
tado oulr'ora. nm auxilio decidido reforma li-
beral do rgimen commercial. Era com <-sso sen-
linienio de salisfaco que liarnos ha pouco um
Irabalho mu inlerressaute o substancial, devido
a um dosorgos mais acreditados dos inleresses
coloniaes. o P. l.epelletier de Saint Romy.
Uma dis causas dos juizos errneos e tao fre-
quenlemenie eivados de um espirito restrictivo
qii'fizern sobro as colonias, que niaguem se
da ao irabalho de confrontar osen rgimen ac-
erdadeiras origens histricas,
de Saint Romy, jque faz esta
obsorvaco, poderia estendo-la a lodo o nosso r-
gimen commercial. Quem por ella nao (icou im-
pressionado na discusso, alias notavel, a que
acaba de dar lusar o tratado de commercio ? Ksse
uovos deseiivolvimentos ? Nao estarn nesse ca-
. o acctdenlaes. Quando essa illuso aproveila a
so o txjpio, o Brasil, as vastas culturas da India inleresses foUemente urganisa io=
. siisceptiveis de lano augmento ? Por ventura c leriam ellos de
diruinuico de imposios operada nessas ultimas
especies de algodo e na laxa addiciunai de ban-
deira que at hc.je sobrecarregaram demasiada-
mente os algodoes do Sun ate nao podera ler por
elleiio impriinir-lhes uma grande animacan ? A
esse respeilo ? Somos
a escravido e para de-
Alseria' sem futuro a
Obrigados para profligar
llegaces motivadas r?0"8"1, q"H s,in aboliSo alisada sem v
ou aiiula-las.Alernj''1'1 na0 "os c"os"'i' un prejuizo longo (
violen-
da can* do assncar como em favor 00 al-
godo, o inleresse que lem para nos a cultura
feila por escravos, cultura impossivel A raca
branca cm virludo do sua nalureza insalubre.
la minio que nos repelen) que qualquer pertur-
bacu no irabalho tal qual boje organisado em
cortos estados do sul (diziam oulr'ora ras colo-
nias) se converteria em crizes enlre nos. Isso
nos embaracou ? Nao; e eis a razo : pareca-
nos quo a cssas allegaces fallava uraa aulori-
dado sulFioiente. Ouiras a
nao deixavam de destru-las ou annnw-ias.AlOm
Iisso, o que prel-udiam apreseniar-nns cram
fados, lia no mundo, exc.lamavam a esse res-
peilo os defensores da escravido, cousa mais
clara e mais decisiva do que fados ? Quanlo a
nos, nao eremos nessa clareza, nessa aulorid ide
suprema atlnbuida aos fados. Em uma mull-I
du de casos, o que por ventura mais obscu- 1
ro do que ura faci ? Acaso nao elle soscepti- !
vet do cera intorpretacas diversas ? Pelo que i
diz respeilo ao seu poder, ninguom o contesta, i
lie de primeira inluicu que nada temos que res-1
pondor a lelha que nos esmaga; porm a sobe- i
rana clareza e as razos verdadeiramenle dec- i
ai vas nao eslo ahi. Onde acham- se ento ? No 1
direilo. Ora, como possivel conciliar a escra-
vido a o direilo ? Bem sabemos
rara isso ; mas ninguera ha de esperar certamen-
le que tomemos a serio os miseraveis subter-
fugios tirados do uma theologia sem jenlranhas '."-iLI'Jl
assim como sera verdade, |ue faz remontar a -e-i8a,Jo "." "." da tlvllls?Cao g^al. C-'alquer
maldco de Caira os acontes cora que lacera-
do um pobre negro, bem como os impudentes
sophisinas do nina iheorta das ragas que nao
seno um insulto huniariidade, por isso quo
ella aulorisaria a raca superior a abusar indigna-
mente da raca reputada inferior, maniendo-a
em sua minora por uma degradaco syslema-
lica.
Mas, diz-nns o Sr. I.awrence. queris assim
por negioohilia sacrificar as vossas manufacturas
de algodo que rerobem dos Eslados-Unidos a
marar parle da materia prima ha pomo liberta-
K nao receais immolar esses pobres consu-
Quando
como se abs-
explora-la em seu provello, c
muias vezes de serem os prmeros a lcar des-
lumhrados ? E' to fcil crer o que se desoja,
o ha lana forca ua liga do amor proprio cora o
inteicsse !
O que em substancia o actual rgimen das
colonias francesas ? Ninguem so Iluda a esse
respeilo : um amigo resto do quo se chama
c sem colberismo, resio que sobreexisiio as raodiQca-
remedio, a indicar lodos os meios que ho de vir.es Successivas que attenuaram esso rgimen,
era auxilio da nossa industria o do nosso consumo porm que nao o aonlquillaram. As colonias
quando nao existir mais esse odioso meio de pro- francesas [insisto em notar que permanecam no
au(,(;o? centro da quesiao persi-indo nesta observogao)
n ,.,,,, nasceram no imperio daquelle famoso pacto co-
nanlo a estranha solidanodade que so prelen-1 lonial que pretenda combinar pesando-se exac-
de esiabeiecer enlre a causa da liberdade com- lamente, o inleresse da meiropole e das colonias.
merctal e a da conservaco da escravido. nunca Previlegio exclusivo do mrcalo colonial reser-
podenamos refuta-la com dmiasinoa energa. Sa-' va.io a meiropole, previlegio do mercado dame-
Domos que sob o imperio do inleresses reaes ou tropole reservado s colonias, o Irabalho colonial
icticios, e que nao misamos di/.cr mal compre- bascado n'um complexo de leis que fazia da es-
liendidas quando se estendo osen horisonle alera cravitfo uma verdadeira instiluico, emlim a
das curtas vistas do momento, um corlo partido bandeira da meiropole cobrindo do algumu sor-
nos Estados-Unidos se mostra igualmente defen-1 le essa triplico merca-loria, tato comando a1
sor da escravido e nimigo das prohibinos. A obra do monopolio de todos os transportes, quer !
tem-' ,, l0 co'nm,,rci ofeteee a seus olhos ] directos, quer indirectos, lal segundo a usa'
L....1 a'l'iella marsvilhosa vantageni de abrir novas sa-1 definico do P. I.epelleiier de Saint Remy, a1
hi ,1hC iirniliinl.!.' Ha If-ilLillw. .-.,,-,,.. 'I' 1 1^._____.' a 1 > ... I
ludas
r
da ?
midores, esses consumidores que esperara agora
a barateza em virlude das ultimas medidas com-
mercaes ? Na verdade, puuco faltn une no IA
essas a polo
que ao lor
vohimenlo do tribalho livre, o clles o que fa-
zern ? Ellos traiam o proprio trabalhartor romo
um animal de carga, supprimam a liberdade da
inlelligencia que cnncebe, do braco que oxenla.
A allianca que imaginara entro a causa da liber-
dade dn commercio ea da escravido, podo adiar
pretextos nos clculos egostas de inleresses pas-
sngeiro* ; porm repugna a todos os principios;
um desmentido formal lgica, aos melnores
gar que tal nao tenha sido o effeiio da cessacao
do trafico de Africanos ; que tal nao tenha sido
recentiraenle a consequencia da atiolico da es-
cravido, apezar da indemuisaco paga aos colo-
nos ? Dos me livre quo eu ponha os solfrimon-
tos das colonias, por mais interessantes que se-
jam, na batanea cora os principios sagrados, cu-
ja violaco Ibes aprovoitava. Nao ha colonia no
mundo que valha o respeilo do nina verdade
gias nao nos senlissemos rheios de I senlimenlos do enraco humano, os quaes tana-I moral. Nao s a moral quem diz isso, tani-
lunicii f.illi\n .inri ra ->,.................. I...... t .___I____ f ... *..._* .JlL__..,.- o- ..._ .._ _. ~..~._ .......
renijorsos ; pouco faltou que. nos aecusassernos
de liiSensibidade, to desencnnlrados parecem
os papis. Os partidarios da escravido tara la-
grimas na voz. Elle se compadecem do nossa
sorle do tal modo que s nos deixam a alterna-
tiva de sermos cryeis ou mysUlicados. E enlre-
tanlo nos nos tranijuillisams a respeilo de nos-
sos proprios escrpulos. Nao lorno3 por multas
vezes teslemunhado a nossa gympathia aos con-
surnidores nossus compatriotas? Hasdesculpem
que a nossa humanidade nao so nomino va
todas as siluaces do rnesmo grao. Entre (
branco que lamenta nao poder completar a sua
duzia do lencos ou renovar mais vezes o nume-
ro das carnizas, e o negro condernnado ao cm-
brulecimenlo, excluido da tarnilia ou podando
la Silva.S Exc. O Sr. presidente da provincia. Is-lo a cada instante, muido de pancada, se isto
manda acensar recobido o oflicio que \ S. Ihe di- ; apraz ao senhor, nao podemos deixar de man-
rigi era 3 do correnle, sob n. 1138 com a rola-i testara favor do negro a nossa piedade e o nosso
cao dos despachos proferidos pelo Exm. Sr. con- I sonlimento do justo. Nao culpa nossa, se nos
selheiro ministro da justica em diversos reque- indignamos ao pensamenlo de que os lucros das
bem to a sua lgica; contraria aos inleresses bem a arithmeiica. Sea cunta do que cusa uma
pernninenlo dos Estados-Unidos e d-> mundo in- grande injusiica se podesse formular com uma
leiro. Como pnderiamos, pois, deixar de alliar' rigorosa oxacloao, niugucoi ousaria mais aecu-
0 firmo desojo de ver acabar o mal da escravido sar os Igansmos de immorali tade, e a arilhrae-
nossa moderarlo ronslanle na escolha dos! a tornar-so hia um admiravel instrumento de
rmenlos desla provincia
agosto p. lindo.
no decurso do mez di
DESPACHOS DO DU 14 DE SETEMBRO.
Requerxmentos.
1589 Antonio Carlos de I.emos Duarle, escrc-
vente das olTicinas do arsenal de marinha.Jun-
te a podara de lirenca.
1590Clandino-Jos Raposo. Informe o Sr.
res, que. para isso receben da respectiva collec- inspector da thesouraria de fazenda.
t.,n-i i A .t rAmia naaaaa .______J_______- .1 ^ t* I 1".ii1 0__ .. _
toria de rendas geraes, segundo consta do oflicio
do chefe de polica de 11 de agosto uliimo, sob
n. 1101, a que viseara annexos os referidos do-
cumentos.Communicou-se ao chefo de poli-
fia.
Dito ao proredor da Santa Casa da Misericor-
dia.Em solucao ac que consulla V. S, em seu
1591Francisco Antonio de Carvalho Squera
Era vista das informaces, nao ha que de-
ferir.
1592Francisco Verissmo Bandeira, professor
publico da povoaclo de Beboribe. Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
1593Fraucioco de Paula Tiburcio Ferreira
nossas iiaudeiras o as economas que pedem rea-
lisar em suas compras os consumidores de algo-
do participara da degradaco de qualro milhoes
meios ? Era preciso que us lembrassem que
em nenhuma parte seno nos estados meridionaes
da Unjan, com igual populaco, existe mais ho-
mens instruidos e altamente dotados do senlimen-
los nobres e generosos, mais senhoras forrnosas e
por immineniemenle distincias por todas as virtudes
que constituem a felicidade da familia ? Nao
levaremos a humilhaco at procurar demonslrar
que omptezas cujo bom xito lena infalliveloicn-
le provocado no paiz o assassinio e o incendio,
irazido a mmolaco de militares de mulheres e
de familias innocentes, feilo planlacoes floridas
de ruinas hediondas e ensanguenladas sempre
encontraran) a nossa reprehensn decidida.
Notivemos. porm razo de fallar compadeci-
dos dos martvres imprudentes do abolicionismo
que julgavam nao expr Oulra vida seno a dellcs
e cujo supplicio commoveu a muitos dos seus
adversarios, al tal vez dos seos juizes ? Era ver-
ue homens. Cus os Eslados-Unidus julguem que dade, nao poderiamos cr-lo. Ocrime, por mais
nao o pag*r mui caro a vantagem de fornecer o
mundo de algodo comprando-a pelo preco da
escravido, o que haremos de fazer ? somos'mais
difDcieisera materia de principios e de delicade-
za. Nao pensamos que o descovolvimenlo do
algodo valhi um crime soc.ial e uma vergnnha
para a liumanidade. At ronseutimus que pro-
curen) reprimir a nossa cmulago citando-nos
os jornaes nglezes.
A imprensa ingleza, dizem-nos, a imprensa
ingleza que se jacta-se do progresso incrivel das
riquezas da naco e do bem estar do povo pro-
reuienie do coasumo que augmenta todos os
condemnavel que seja, de ha ver conspirado con-
tra a escravido, nao nos parece de natureza a
desviar daquelles que o espiara, um pouco da-
quella compaixo concedida aos ltimos momen-
tos de culpados vulgares que nu podem apresen-
lar esta desculpa : de terem tido o espirito per-
turbado por uma iniquidade. Trabalharo de
balde: o homens aro sempre um diffecenca en-
lre o crime que inspira a avidez ou a vinganca,
c A revolta que nasce de um delirio generoso,
assim como ser sempre exacto que uma boa
causa, nindsque servida por mema mns, reflec-
to ura pouco da sympalhia que Ihe congenila
preciso entre as raaos do direilo. Quera pode
ler esquecido a lula do assucar indgena om o
assucar colonial ? O systema protector que mui
to se gaba da creaco do assucar de beterraba e
que ao mesmo lem pretendido sempre ter a
peilo o inleresse colonial, nunca pondo sahir-se
de uma maneira um pouco satisfactoria dossas
conlradices de uma siluaco de que era autor.
Hoje nao s o assucar indgena que reas dis-
putar o [cerrado da metropole ao assucar calo-
nial, Apparece um novo elemento ha muito sa-
crificado, gracas a lei recente sobre os assuca-
res : ella admiti o assucar estraogoiro com nm
direilo moderado que nu mais que 11)200 (3 frs.)
por 6 arrooas (100 kilmetros), at que solfr
novas redueces. S-melhanle lei indulntavel-
merite um grande progresso, em relacSo ao esta-
do anterior Mas quem nao ver que anda exis-
te ah uma cousa de provanca ao menos transi-
toria 1 Ser, pois, sorte sua fazer penitencia
sempre que a meiropole disse'r: nao poetarei
mais ?
Como se admiram de que em presenca de uma
tal siluaco a parle mais intelligenle dos colonos
volte-se para a liberdade como para a unir con-
ciliadora dos inleresses mais divergentes ? Ellos
f^omprehendem que s ella podo fnrear inleres-
ses conservados em estado de hostiidade a to-
mar o verdadeiro nivel e a imprimir-Ibes um
movimenlo harmnico. Comprehendem que o
systema mais protector para as colonias ser de
hoje erh dianto o systema maisliberal. Porque di-
zemesses homens intelligenles, e assim se expa-
ndas aos producios do Irabalho escravo. Tal se-1 essencia do pacto colonial, cuja idea, tomada
ia pois, o resultado definitivo de cada passo Inglaterra, se arha formulada em actos, poras-
sun dizer, innumeraveis. Ora, esse pacto C
lioje respeitado ? As condiccoes que assegura-
progresso de abastanza no'mundo loria como re-
sultado multiplicar o numero dos escravos, aper; vara a reciprocidade as colonias nao se alteraran]
; iar-lhes as cadeas e augmentar o peso dolas 1 E profundamente em prejuizo dolas, em conse-
, justamente, porque esse contraste mu mons- i qu.-ncia mesmo dos proaressos nascioos de um '
iruoso que deve.dosapparecet pensamenlo de humanidade ? Sim, isso mais
Como que nos, part larios decididos da |- que verdade. Nao ha quasi que nenhura golpe'
berdide commercial, aceitaramos a allianca dos dado no amigo rgimen de monopolio que nao1
partidarios da escravido ? Queremos o desen-! as tenha ferido doiorosamcnte Quera pitde ne I
me em nomo delles o P. I.epelleiier de Sainl
Remy. porque essa obrigaco continua que nos
inipondes do mandar todos" os nossos productos
para o mercado da meiropole, anda quo ahi li-
quom sem exlracco?
Por quo a obrigaco lo oppresaiva de nao os
carregar seno debaixo da bandeira da meiro-
pole. anda que essa bandeira falle s vezes
o o frele cheguo porlanlo a propore.es exage-
radas ?
Por quo essa obrigaco em que ronlinuam a
nos conservar de nos provermos s de productos
metropolitanos? constrangimento esse que afi-
nal de contaa nao lem soflrido seno modillca-
coes parciaes o justamente inanlo era prenso
para nao causar a fome pela prohibicao de entrar
cereaes estranueiros e de um corlo" numero do
gneros alimenticios. Anda invocarao o pacto
colonial ? ho de continuar os mesmos recla-
mantes. Islo seria hojo mais que irrisorio. F."
possivoi que o pacto colonial fosse fundado era
clamor as injusticas; porm oque elle linha de
injusto em si nao o impedia, sob o ponto de
vista do inleresse recproco das colonias e da me-
iropole de procurar ser justo. Elle nao puriha do '
parto todos os encargos.
O nosso pedido nao conforme com os proprios
principios que invocis para emancipar os escra-
vos o para libertar o commercio Internacional?
A liberdade nao lamben) de direilo para nos ?
Tambera nao njs necessaria a nos para pro-
duzr e vender ? Nao nos necessaria para vi-
yer ? Nao poderieis, pois, ola recusar sem in-
jusiica e de hoje em diante sem a mais enorme
inconsequcucia.
Cnmpareccm bom a confronlaro da prohibi-
da o colonial opposta pelo P.' Lepelletier de
Saint Remy a da liberdade de comaercio. Essa
confrontado consta de injusticas de dislribuico
nos privilegios concedidos o nos soirrimenlos
su p portados.
Por que capricho a lei de abril de 185 apenas
concede as nossas colonias d'America 36 adrais-
ses de procedencia eslrangeira, ao passo quo a
ordenanca de 1SI6 d 108 nossa possessao do
ocano indico ?
Quantas ouiras disposicoes poucos razoaveis
inlrodnztdas arbitrariamemo ou mal jusiifica-
das I Corno que encargos lo numerosos e obs-
tculos da lodo o genero venda e compra nao
havi.im do roaggir sobre ocurso da produeco
colonial ?
Jnlgir se-ha melhor pela experiencia que a
Inglaterra fez dos dous regiraeus cora pouca dis-
tancia um do oulro.
Em 1816, quando a Inalaterra emprchendeu
agrando reforma das suas tarifas, aceitavam pa-
ra o assucar, como indicaco geral do cusi de
produeco para o plantador inglea das Indias oc-
cideulaes, a somnia de 2> a 30 francos para rada
50 kilogramraas. Essasomma nao se alTasla mu-
lo da que hojo nossa, e que avaliada cm 25
francos pouco mais ou menos.
Quanlo Inglaterra, tratava-se de fazer des-
cor essa sonima quasi a das colonia) de escra-
vos, que era de 17 a 18 francos. Como houvc-se
a esse respeilo o governo inglez f Ento nao
fallava cortamente quem reclamasse contra as
laxas addicionaes, disposlo a perder lempo nesse
mesmo circulo iuvaravel. O governo inglez nao
Ihe deu ouvidos.
Com essa deciso -radical que em certas cir-
cumsiancias o verdadeiro genio dos estadistas,
vollou-so para a liberdade e deixou-a obrar.
Concedeu-se s colonias (indicamos especialmen-
le as colonias que produzom assucar. mas pode-
riamos citar tamben! o Canad e as oulras colo-
nias oglezas] uraa especio de self-governmenl
para realisar nellas todas as reformas, anda po-
lticas eadmiinsiralivas. que Ihes parecessern
capazos do influir no costo da produeco, e dahi
sabio para ellas um rgimen completamente no-
vo. Copiosa emigraco, simplicaco nas rodas
administrativas, admisso das mercaderas es-
tiangoiras ao consumo por qualquer bandeira,
exportaco do producios para qualiuet^destino,
o finalmente abrogaco do privilegio da bandeira
nacional, al para a exportaco com destino
melr'polo ; nada foi poupado.
O que aconieceti pelo que diz respeilo ao as-
sucar principalmente ? Foi que a 9 de julho do
1859, o grande principio da assimilhaco dos as-
snc iros poda receber a sin rigorosa iipplicaqo.
Admiravel elfeilo s das leis da concurrencia eco-
nmica !
Essa celebro questo que pareca ser inlermi-
navel, do assucar escravo e do assucar livre,
chava uma soluco satisfactoria para todos os
interessos. al para o inleresse colonial. O'tera o
negara hoje ? A situago, que nunca fui to
pruspera, da Hauricia, da Barbada, dAnligue, do
Uemerara, satiindo emlim da sua decadencia, de
tildas as colonias assucareiras, do todas as colo-
nias bniaonicas nao responder a todas as dun-
das ?
Sinto na verdade nao poder acompanhar o
P. Lepelletier em todos os seus clculos, em
todas as suas proras, em todas asparles da sua
argumentoslo lo variada e lo condudenle. Nao
ha objeceo que elle nao tenha encarado de
fronte.
Agora loca ao governo, que j fez muito para a
liberdade commercial. aliender a islo. J elle
pode convencer-se (o ho do crer que foram pre-
cisos seculos para que se decidissem a fazer a
experiencia ?) de que a concurrencia dos cereaes
eslrangeiros nao prejudica aus nossos no mer-
cado colonial.
Por que motivo o que se deu a respeilo dos
cereaes nao se dar quanlo ao mais? As razoes
do bom exilo nao sao as mesmas ?
Porque a litierdade de abastecer substituida
ao monopolio nao iraria como consequencia
uiauler os stocks suflicienles para preeucher a
falta do abastecimento e moderar pretonces exa-
geradas segundo as proprias expresses de
q-ae se servia ha pouco a exposco dos motivos
da lei relativa tarifa dos cereaes nas colonias
francezas ?
Quanto liberdade de exportar por qualquer
bandeira o excesso da produego' colonial, nao
eremos, digam o quo quizerera, que a marinha
perdesse com isso, e vemos claramente o que
ganhariam as colonias. Esse principio da lber-
dado de bandeira nao foi applicado com bom exi-
lo desde o comeco a nossa grande colonia afri-
cana ?
Concillamos.
Estando vulada a le dos assucares, as colonias
francezas se acham exactamente na siluaco das
colonias inglezas em 186. Pode-so resumir os
seus votos com o P. Lepelletier de Saint Re-
my neslas palavrds que dirigan) as colouias bri-
lannicas ao seu governo :
Fazei cessar a proteceo que ex3tc contra
nos, pois que lendes feilo cessar a que exista
em nosso favor.
Esperamos que o governo franrez Ihes dar a
mesma resposta que lord John Russell diriga aos
colonos: Admiltimos esse principio. Espe-
ramos tambera que, admitlido o principio, se-
guir-sc-'na a consequencia.
llEXBiniE Ra imii.i.un.
[Journal es DebisH. Duperron.)
INTERIOR.
MO DE JANEIRO
ASSEMBLl GEHAL LEGISLATIVA
cmara dos srs- oeputados.
SESSAO EM 11 DE ACOST
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Harendo numero legal de Srs. deputados, obre-
es sesso.
'I1!'""


(>
Lida a acia da anlccedenio apprornda.
O Sr. Primeiro Secretario d conta do se-
guiule
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio, enviando
a copia do decreto pelo qual Sua Magestado o Im-
perador concedeu ao vigario collado de Belira.
na provincia de Minas Goracs, a penso annual
de 600)000.A' commissao respectiva.
Outro do ministerio da azonda, remetiendo o
mappa das operages occorridas durante o me/.
de julho na secgo de suhsliluigo de papel moe-
da.A' archivar-so.
Outro do mesmo ministerio, eommunicando
que, em virlude dos favores que podira Anacido
Fragozo Rhodes, eraprezario da coropanhia de
asseio publico, o governo julga conveniente con-
ceder-lbe nicamente a isenco dos direilos da-
quelles objectos indispensaveis ao servico ma empreza.A'quem fez a requisigo.
Oulro do presidente do Para, remetiendo ura
exemplar do rotatorio apresentado a respectiva
asscmbla legislativa, por occasio de sua aber-
tura.A' archivar-se.
Urna represenlaco da cmara municipal de
Paranagu, pedindo a concesso de cinco loteras
para a reedificago da Igreja matriz da mesma
freguezia.A' commissao de fazonda.
Ura requerimento da commissao fiscal da nova
empreza lyrica, pediulo que na lei do ornamen-
to se aulortse o governo a mandar exlrahir as lo-
teras necessarias para subvengo da empreza pe-
lo lempo que dcixou de t-la.A' commissao de
fazenda.
O Sr. Alcntara Machado manda mesa a sc-
guinlc dcclaraco que ser laucada na acta do
dia :
Declaro 1er volado contra a elevado dos im
postos.
Julgado objeelo d delibcraeo, val a imprimir
para entrar na ordem dos Irabalhos ura projeclo
do Sr. Sergio de Macedo e oulros, coacedendo
loteras a varias corpornces.
t Sr aptista ilonteiro pronuncia um dscur-
Sd era resposla a um outro do Sr. Beuevides. re-
lativamente a algumas indicaeos quu fizera o
orador em outra occasio.
Terminada a hora designada para a discussao
uc requerimentos, S Exc. interrorape o seu dis-
curso, prometiendo voltar queslo no sabbado
seguidle.
O Sr. Presidente declara que se vai officiar ao
governo para que seja designado odia c hora cm
que Sua Magestade o Imperador se digna receber
o iepulaco que lem de apresentar-lho o decreto
da assembla geral legislativa eslabelecendo ai-
versas providencias relativas aos bancos, caixas
econmicas, etc., etc.
W Para esle im sao nomeados OS Srs. Cruz Ma-
chado, Pereira Franco. Araujo Jorge, Aguiar de
Barros, Souza I.oo, baro de Mamanguape e Ja-
cinlho de Mendonca.
O Sr. Dantas requer que, depois do projeclo
u emendas relativas a matriculas de ostudmles,
de preferencia a oulra qualqucr materia, se trate
do projeclo sobre o casamento civil.
Consultada a casa, aoprovado o requeri-
mento.
ORDEM DO DIA.
hntram em discussao as emendas do senado
propo.sic.ao da cmara dos desviados, adiuiltinlo
matricula e aclos das faculdades do imperto a
varios esludanles.
Proccdondo-se a votago sao approvadas
Entrando em nica discussao. a requerimento
do Sr. Arajjo Jorge, approvado um projeclo no
mesmo sentido cora varias cmeudas ; e, adopla-
Jo, vai commissao de redaeco.
Posto a yolos o artigo Io das emendas do sena-
do, cuja discussao licou encerrada em sesso de
10, 6 approvado.
Segue-se a segunda discussao da proposta do !
governo sobre o casamento civil.
Sao lidas as seguinles emendas substitutivas : |
Art. 1." Os elTeilos civis dos casamentes ce-
lebrados na forma das luis do imperio soro ex-
tensivos :
1. Aos casamenlos de pessoas quo professa- '
rem religio difireme da do estado, celebrados
fura do imperio, segundo as leis e a religio a '
que os conlrahentes estavam sujoilos.sondo com-
provados pelos meios exigidos nos paites era que '
ti vera ra lugar.
Ail. i." Aos casamentos de pessoas que pro-
icsuiem religio differente da do estado, cele-1
lirados no imperio antes da publicago da pre-
sent lei, segundo o coslume ou as prescripgoes
das religies respectivas, provadas com ce'ni-
daes, as quaes se verifique a celebrarlo do ac-
to religioso.
Ait. 3." Aos casamenlos de pessoas que pro-
fessarcra religio difireme da do estado, que da
data dd presente lei em dianle forera celebrados,
no imperio, segundo o co=iume ou as prescrip-
es das religies respectivas, comanlo que a
celebrado doaclo religioso seja provada pelo
competente registro o na forma que for determi-
nada em regularaemo : e outro sim, comanlo
que nao se d entre os conlrahentes impedimen-
to que em eonformidade das leis era vigor no im-
perio, Maquillo que Ihes possa ser applicavel,
obste ao matrimonio catholico.
Este ultimo ponto, que respeita a laes casa -
n,lnlos celebrados depois da publicaeu desta lei, ;
poder ser averiguado peanle os Iribunaes ordi-
nal ios para denegaco dos elTeilos civis smeule.
Art. i." O governo regular o registro e pro- '
vas deslos casamenlos, e bein assiin o regilros
dos nascimenlos e bitos das pessoas que nao
professarem a religio catholica, e as coudjces i
necessarias para quo os pastores de religies
toleradas possara pralicar actos que produzaui c-
leitos civis.
Paro da cmara dos depulados, 9 do agosto ,
do 1860.J. L. da Cimba Paranagu.Joaquina
Pralo de Campos. J. J. F. de Aguiar. Das I
Vieira.Piolo de Mendonca .om resiriceoes.);
M. Dantas.-Mondes de Almeida.
E' apoiado o art. l.
O Sr. \ Helia lavares (Alleneo): Sr. prnsi- i
denle, a queslo que nos vai oceupar tal vez a
mais seria e a roais grave de que lem de tratar o
parlamento brasileiro. Joga com os interesaos |
sociaese os principios religiosos, alcerlo pon-
i da competencia de ambos os poderes, espiri- I
tual e temporal, empenha a razo esclarecida el
a consciencia de cada ura de nos. Devemos pois |
disculi-la com toda calma e moderaco. cora es- i
ludo, com acurado exame (Apoiados.]
Confesso a V. Exc. que lenho o maior escrupu-
lo de entrar nesia discussao, e todava veio-me
obngado a fallar. Tenho escrpulo, por que re- '
ceio muilo das raninas forgas intellectuaes em !
assumplo lo impo'tante e Iraneendentc (nao
apoiados) : vejo-me obrigado a fallar, porque ha
era raim urna forra irresistivel que me'aconselha, !
que rae monda, que me ordena, que neste mo-'
ment eu exponha casa as minhas crengas re-;
limosas sobro a raaleria do projeclo, sujeito a !
deliberaco do corpo legislativo.
Peco pois cmara que despenda comigo mais
urna Vez a sua benevolencia e allenco, visto a
importancia da queslo, que considero difkil e
delicada.
A religio, senhores, pode ser considerada de-'
baiso de dous pontos do vista; ou como virlude '
ou como silencia. Como virlude, ella nao 6 mais'
do que essa p'opcnso moral que nos leva a !
prestar voluntariamente culto i Divindade. Como
scioncia, um corpo de doulrina.
Neste segundo sentido entendo que a religio '
lalla ao entendimenlo e a voniade.: ao eniendi-
menlo, quando nos raauda crer; voniade,
quando nos manda cumprir os seus preceilos.
Eu creio firmemente as verdades da religio
que professo. Nao obstante ser um peccador, le-
nho sincero desejo de cumprir as suas delermi-
nacoes. os seus preceilos.
A cmara teslemunha do desejo que lenhn
manifestado de aeornp3nharo governo e de cons-
tantemente ajuda-lo. Tenho dado provas nao
equivocas da sinceridade de meus sentimenlos
Mas. senhores, nao sei se na raaleria sujeila
discussao posso pensar como o governo e como
as honradas commissoes autoras do projeclo subs
tilulivo. Talvez me tenha de collocar precisa-
mente no caso previsto pelo apostlo, quando di-
zia que era melhor obedecer raais a Dos do que
aos homens :Oportel obedire monis Deo quam
Aointiuou*.
. Sr\l',inl de Campos :F.slas palavras sao
lo a pistlo S. Pedro. !
O Sr. Fuella lavares -.Sobre que assumpto,!
Sr. presidente, queremos legislar? Do que va->
mos tralai ? Do dlreilo de familia ? Das condicoes!
com que deveser contrahido o matrimonio r En-
tendo que podemos faze-lo.
Dizia Portalis que a familia 6 a sement dos
oslados, e que do matrimonio que se formara as
lamillas. Todos os escriptores que tratam desta
materia enlendem, que o governo civil assira co- !
mo o poder espiritual, tem accao e interferencia
no contrato matrimonial. E' elle por sua natu-j
reza um objeelo que interessa ao estado e igre- !
ja. um objeelo chamado mixto.
Mas, su queremos legislar sobre a substancia
do matrimonio cm si, se queremos eslabelecer
regras para a legitiraidade e validado do matri-
monio, julgo que neste caso vamos alm da nos-
sa esphera, porque vamos atacar a esphera alheij,
O poder da lgrcja, a sua autoiidado (apoiados
que a nica competente Beste ponto.
DifttiiO PE PKKyAyUCQ. SEGUNDA F21BA 17 DfrSBTTiaBRD E 1860.
gisiradu civil ou minislro hertico com o um de
eelebrarem malrimonio, exercem um acto meia-
m0IIh i n "* ec?0.2i canoa 12. en civil, pelo que manifestam seu obsequio
assim o determina expressamente, quando diz : \ para cora as leis e instiluices dos principes e
Ai fKr djxerii cautas malrimoniae non spec-1 nesle caso nao contrahom senao um matrimonio
laiuur adjudices eccleKaslicos. analhema sil, e ; nullo ; saibam, pelo contrario, que se nao cle-
osla lem sido constantemente a doulrina da igreja.; brara os seus consorcios om presenca do ministro
as causas malrimomaes pois. as questes que catholico e de duas ou tres leslemunhas. jamis
tuimidn.io ?. ma,r!m0Dl* com relacio sua le- sero conjugas verdadeiroj e legtimos aooolhos
giimidadeouillegilimidade, com relacao nul-, da igre a. nem deiiaro de incoar em .m
_ relago nul- i da igreja, nem deixaro de incorrer em culpa
lidade ou validade dessa uniao. quo symbolisa a grave so houver enlre "'
nal ele.
i Em virlude desta Bulla, cuja leilura acabo de
fazer-vos, creio que nao resta para nos, os ca-
iholicos, a menor duvida de que o matrimonio
nao pode ser conlrahido por contrato civil, de
que o matrimonio entre nos nao pude ser con-
lrahido de outra maneira que nao seja conforme
as leis da Igreja e as disposices do Concilio de
Treulo. De outro modo sao verdadeiros adul-
terios diz Santo Agoslioho na Boa. 49 Admitira
sunt, non conjugia .
O casamento de oulra maneira. senhores. o
casamcnlo civil, ura systema horroroso ; nao
sou eu quem o diz, o sabio Guadry no Trata-
do da legislaco dos cultos, sendo para ponderar
quo entre toJos os povos da autiguidade. anda
os menos civilisadQS, nao digo bem, anda os
raais barbaros, as cerimonias religiosas acompa-
nharara sempre estas unies.
Ha poucos das liva de 1er eaprecar omDuche-
ne, urna nota, na qual, tratando elle doste as-
sumpto cora a sabedoria que Ihe propria, nos
refere que, quer entro os judeos, quei entre os
gentos, quer no raoiu dos povos mas barbaros da
auliguidade, a religio influa nos casamenlos, e
nos coma ento a unio de Ismeuia cora Thea-
genes, creio que feita por Philocles.
Senhores, ha um erro gravo commettido por
mullos daquelles que fallara sobro esta.materia
e cntenderem que o
ura contrato co
matrimonial
de lodos os oulros contratos era qualro pontos
capilaes. E' instituido pelo direilo natural o di-
vino ; os outros contratos loem a sua origem no
direto das genlcs ou no direilo civil de cada
naco ; primeira dilTerenca.
Para o cntralo do matrimonio 0 necessario o
mais livro, o maissolemue. o mais absoluto con-
scnlimeuto das parles.
Nao ha nada que possa supprir esle consenti-
[culo. O mesmo nao acontece com os oulros
contratos. Alguus ha, em que o cousenlimento
pode ser supprdo.
Para o coutrato matrimonial s a
unio de Jess Cl.risto com "su"a "ig^"d"es e"eS co,nmuicav*car-
unio, que o acto o mais importanlo da vida
humana, o a fonte de toda a geraco, s oodem
ser discutiJas, tratadas, apreciadas e decididas
pela igreja, que o poder competente. Entre-
tanto parece que pelos projectos aprcsenlados se
pensa diversamente : n que cumpre averiguar
para condemnar a nova doulrina.
A legislaco do imperio nao reconhece como
legtimos senao os matrimonios que sao consabi-
dos dentro do imperio o de conformidado cora as
diposigoes do Concilio de Trenlo; e a nossa cons-
tituicae poltica, determinando quo a religio ca-
tholica apostlica romana a religio do estado,
sem duvida aoeilou todos os principios e lodosos
corolarios desta religio, sera duvida aceilou o
governo da igreja, as suas leis, os seus regla-
mentos. ___
Mas, senhores, enlende-se hoje que esla legis-
, lacao defectiva, porque ataca a liberdado de
j coiisciencia ; enleude-se que ella tambera 6 de-
! lectiva, oorque nao pode proteger a emigrago,
j nao podo proteger a colonisaco, e ento quer-se
eslabelecer urna lei pela qual se possam regula-
; risar todos os matrimonios e conceder-lhes os
l mesmos elTeilos civis que se concedem aos ma-
trimonios dos catholcos.
Tenho minhas duvidas sobro oslo assumpto;
expore com franqueza e cora lealdadc a casa os
meus principios, afim de que as nobres commis-
soes, autoras das emendas apresentadas, possam
devidameule esclarecer-me.
Senhores, eu reconhero em geral tros especies
do casamenlos ; os casamenlos dos calliolicos, os
casamenlos dos inflis ou acalholicos, enrielaos
nao catholcos, o flualuienla oscasamentos mixtos.
A respeilo dos casamenlos dos catholcos, des-
de que o matrimonio foi elevado dgnidade de
sacramento, senhores, eu nao posso concordar,
como calholico, que ellos possam ser celebrados
se nao om virlude das leis da igreja, e cora as
solemnidades proscriptas pelo Concilio de Trenlo,
islo c, peraute o parocho e duas ou Iros teste-
( munhas.
Eu sei que os escriptores que tratam desle as-
sumpto consideram o matrimonio como conlrcto
civil, natural e religioso, talvez como um molo
; de nieihor explicar toda a materia que a elle se
refere, mas nao como urna realidade. Entre ou-
! tos Uuchesne, no seu tratado dos casamenlos,
I diz que o casamento podo ser regulado pela le-
gislaco da sociedade. pela legislaco natural e
pela de Dos, ou legislaco Divina. Nao era pre-
ciso que Duchesne o dUsesse, S. Tilomas j o li-
ona dito: Matrimonium in quantum o/pxium
til natura staluitur jure ualurale, in quantum
o/ficium esl communitatis staluitur jure rivile,
tn quantum saciamentum slaluitir jure divino,
Todos concordara neMa doulrina.
Mas, senhores, a dilliculdale que se encontra
Desta raaleria, a ditficuldade que eu lenho para
nao aceitar os casamenlos qae nao sao feilos cm
nossa Ierra, de eonformidade cora as leis da
igreja o segundo o Concilio de Trenlo, como c-
samentos legtimos e validos, proveem desle
pontose o sacrameolo se podo separar do con-
trato natural. Nao das coudicoes, nao das es-
tipulaees civis queou fallo, do coutrato natu-
ral, depois que u mitrimonio j elevado a sa-
cramento.
Eu sustento que, desde que o matrimonio foi
elevado dignidada de sacramento, o sacramen-
to nao pode sor separado do contrato natural, e
nao pode ser separado, porque o contrato natural
e. a propria materia sacramental, nao pode ser
soparado, porque o contrato natural parte
constitutiva do matrimonio (poiadosJ
Esta doulrina uova, nao urna doulrina mi-
nha, justamente a doulrina da igreja ; eu a
beb eai Jacobus, no seu traalo do poder da igre-
ja, acerca do casamenta dos catholcos, eu a bebi
no abbade Andr, no seu curso de direilo canni-
co, era su is relegos cora o direilo civil ou
bebi era Juo Devoli as suas inslituicdes
nicas.
E, senhores, lenho lembranea.... digo que le-
nho lembranca, porque nao pude obter aqui esta
obra, enao Irouse para a corto os meus li.vros e que nesse lugar, para onde se mudaran) os
louosj ; mas tenho lembranea de que o douto conlrahentes. nao domimva o Concilio de Trenlo
aouade Baiiant, m sua preciosa obraExame de elle* poJiam validamente casar conforme as leis
tuaas as iheologiascondemiia a opinio contra-
os converla.... o vos, eslabelecendo esi ndis-
solubilidade, atacis o preceito da igreja. ata-.
Queris que, ainda um con-
lidade das familias Essa paz que se deseja, es-
sa honra que se pracura proleger, essa raorali-
dade tao necessaria na sociedade domestica, s
pode vantajosaraonle ser sementada, crescer e
progredtr por meio de urna boa educacao pelos
principios religiosos e com os bons exomplos.
Tudo o mais um erro, nada e nada vale.
Qual o oulro tim da lei 1 Proleger a eraigra-
gragao. proteger a colonisaco ?
ca a conversao.
juge infiel converlendo-se, f catholica e o ou-
tro que lcou na inlidelidade, blasfemo todos os
das donme de Jess Chrslo, o malrimono !
seja indissoluveJ. Mas islo verdade?
Ignoris por ventura a doulrina de San-Paulo!
ensiSordno r?S2 .pXta^B^B, D S"S*! C0,0"M^ ? A esl ^
;S;;;:: SL*:; "SfeiS^5"Da sua re'
quer perverler o calholico arra*ir!wL &ennorfs- eu wnda quoro dar urna prova ao
cado mora. o m?lrimunc' se d?a,olv"? nZ I OTerno!?e ? desejo eslar de acedrdo cora elle.
Paulo : Si itK dJjlli U S-1 d8 qV "a fas "PP^cao ao projeclo, se nao pa^
iceau, dtocedat: non enim ra salvar os meus principios e a minha consc.ien-
^Vi^^J?J'^L?~!!' hujus^i.. Consinta o governo que mSS^lSSi
^ejara dissipadas; esta prova nao volar j con-
I Ir. o projeclo, mas pedir que o projeclo com to-
modi ; in pace aulem vocacit nos Ueus
Esta t doulrina da igreja, sendo que
Mtiniz saraiva. Bello. Baplisla Monleiro. Henri-
ques.Oomiugues Silva, Slvinu Cvalcanli. Po-
reira Franco, Teixelra Jnior. Lima e Silva. Pei-
*olo de Azevedo, Aguiar Barros, Tavares do Mel-
lo>. banpaio Vianna. Pederneiras. Abelardo de
Brilo Moura Cosa, Jacintho de Mendonga, Pau-
lino de Souza, tranco de Almeira. Cyril'o e Tor-
res-Hornera. '
Dada a ordem do da, levanta se a sesso As i
horas da larde. \
DIARIO DE PERHAMBCQ
assim a dissoluco do matrimonio a ai. ,i 'a.. L~~ '" "!" ""J1""' "'" >"-
pois de esgolados lodos os raeuL ,ilnJt n emendas seja remetudo ao nosso arcebis-
a- .JSSH .... irecu.rsos de conselho po metropolitano, para que o lendo e examinan-
mfidefide35*0 ^ COm C"jU8e perlinaz ua
Bem; agora vamos dissolubilidade. Se con-
cedendo os elTeitos civis que resultara dos casa
raenlos dos catholicos, a todos os oulros vos
lhes permittis a dissolubilidade, segundo'cada
do cora a sabedoria que o distingue, e que lodos
nao reconhecemos apoiados;, emita o seu juizo
sobre elle.
Nesle sentido vou mandar a mesa um requeri-
raculo; e senlando-me dou por lindo o meu dis-
uma das commuuhoes ou seil7s:Ve7aVqaes,'ann I 5! "" a^"^cenJo aos nobres deputados o silen-
imperio mesmo laes casamenlos' forera conral"- raUoTra 1 ^ q"e 'e OU"r,m- (muil bera ;
dos. vos iris concorrendo para que essas com-'
munhoiis, essas crencas avultem no paiz pelo
ellcilo da emigrago dos que as seguem, e pro-
duzreis anda outros males.
Em tal caso no paiz a familia ira lomar um
novo carcter; com tal permsso haveri* por
assim dizer urna nova especie do bigamia e as
geragoes havidas ou originadas desses matrimo-
nios, que se formara e dissolvem a cada passo
nao poderiam ser boas. Os filhos, quando os
rem que o coutrato matrimonial | liouvesse, o que seria menos fcil, porque nessa
.orno oulro qualquor. 0 contrato hypothese a propagado diminuo o enflaquece
i*i generxs, e especial, e dillere seriam larabeui fiacos c raal educados.
Nao sao os pidres da igreja que o dizcm :
liinlesquieu no Espirito das leis coodemna essas
unies illicilas e, multiplicadas, o j o velho Ho-
racio, que nao era chrislo, dzia que os filhos
lories e bonss podem ser procreados por pas
fortes o bous
ern.,
O Sr. Jaguaribe: sso devido ao seu mri-
to. [Apoiados. O orador comprimenlado por
muitos Srs. deputados.)
Vera a mesa, lido e apoiado, e entra em dis-
cussao o seguinlo requerimeulo :
Requeiro que sobre o projeclo em discus-
sao e as emendas apresentadas seja ouvido o me-
tropolitano d igreja brasileira.Vilella lava-
res.
O Sr. Paranagu [ministro da juslica) :__Sr.
presidente, mngujm mais do que eu respeita r
acata a opinio do nosso venerando metropolita-
mas estando esta queslo pendente j ha bstan-
le lempo, lendo-se agitado a discussao na im-
prensa mais do urna vez. tendo j o reverendo
metropolita, om urna lepresenlaco dirigida as-
sembla geral, emittdo a sua'opinio sobre a
materia, disculindo-a largamente, o requerimen-
(irles creanlur forlibus el boius. to do nobre depulado nao faria mais do qu
O %, vn ,aTn0 '~Pe?V PaUvra" aracar a resolugo de um negocio que devo ser
,,-.; ^'e' Ta tares .senhores sobre o decidido atienta a sua importaucia o gravidade
que se quer ja temos alguma cousa legislada na Apoiados.'
ord. do liv. 4. til. 46 2. Se a ord. nao basta '
no que concordo, arnpliemo-la convenientemen-
ii- ll0.:. ,mis norica em ordem a legitimar, a tornar
,.,, legislagao talidos casamenlos que sao nullos face da igre-
nalural ediv na o que pode pre.-crever a sua ve- ja, nunca cm ordem a dar o carcter do valida-
lidade ou nullidade ; para os oulros coutralos a de a
legislaco humana, a legsco civil pode deter-
minar essa'validado ou essa' nullidale.
A quarla diHerenea, senhores, que o matri-
monio, como Sacramenlo, difiere lano de lodos
os oulros contratos civis, como difiere urna cousa
sagrada daquclla que profana.
Ora, sendo assim,-a simples razo nos est
moslraudo que nos nao podemos precindir do
acto religioso para a vaiidade do matrimonio.
O contrato e o Sacramento nao inseparaveis.
Sao palavras de Jess Clirislo. ijuod Ueus con-
juxil homo non separet.
E, senhores, ha sobre esle ponto ainda una
queslo na qual nao locarei seno de passageuj
para mostrar dilficuldado da materia : que ain-
da est em duvida, ainda nao est resolvido st
osproprios catholicos, que habitu um lugar e:i
que acceilo e recebido o Concilio de Trente,
e se Iransferem ou mudara para outro, em qu
esle concilio nao vigora, com o nico im de
ah se easarera, e ell'ectvamente conirahem ma-
trimonio nesse lugar, tal matrimonio legitimo,
e valioso. Eu lenho recordago de urna deciso
da curia romana, declaran Jo que ueste caso o
matrimonio nullo, creio quo deciso do Ur-
bano VIH.
casamenlos feilos era nosso
Os grandes interesses que envulve a medida que
se_ refere as necessidades a que Vai salisfazer,
nao o odem por raais lempo ser preteridas pel
corpo legislativo. (Apoiados.)
Nao s o muito illuslrado arcebispo da Baha,
imperio j so
paiz por aquel- se nao tambera Iodos os bspos do
> que nao seguem a nossa religio, quo nao lucrara ou
[espoliara as leis da nossa igreja, ao menos sem
o accordo, sem o parecer, sem o juizo do
-'spintua'
Becife, 17 de setemforo de 1841o.
O jornal, que leve o desembaraco de affirmar
nesta cidado de um modo geral e absoluto que os
trabalhos eleiloraes camiabavam no meio de
desordens de toda a sorle, tem sido suspensos
em algumas localidades por temor de maiore*
desgragas, com a mesma precipitagao c acoda-
meuio, com que pronuncou-se contra a verdade
dos fados, desceu agora de sua Ihese geral lo-
cahsar o que elle chama-desDrdcns-Je lodn a
surte as freguezias de S. Jos, nesia cidade
da S em Olinda, e da Gloria de Goil na comar-
ca do Pi d'Alho.
Para tornar mais saliente o que acabarnos de
asseverar. vamos registrar o que diz o supradito
jornal, depois de varias considorages geraes, a
que responderemos em oulro lugar, segundo
achrenos mais conveniente.
H,QiUem Da Sa.bB nes,a cidade- diz elle. 1u
deso dens, pedradas, espaldeiradas o prscs, li-
veram lugar na freguezia de S. Jos?
Que disturbios, caceladas e facadas liveram
lugar era Olinda denlro da propria igreja da S
e que por sso se acba interdicta ?
Quena Glora do Goil se rasgara o livro da
quahcagao no meio de grande tumulto ? etc..
Todas as prisoes indicadas pelo mesmo jornal
vi""1"",-6* -d0Slrs- Drs- Jos Francisco Tei-
xe ra e Eslevo Cavalcanli de Albuquerque, a
0 n"defl'ranrea 'S,ada DeS!a ca"'lal e segunda m
S ?, a'q?l0davia."a0 se deu eirectlvamente.
babemos agota porem. que nesla cidade houve
vaUM.V/'u docidadao Joaquim"M"aoe de c"a'r-
hP-nu n6 ma'S a,m fulano- ruu ""'e nao
cnegouao nosso conhecimenlo.
sido sollo nao sabemoVporqmr656 '"
JiZSl aS ",ol,c,as dalas pelo jornal, que nos
m^'mt: fJ0ram Pub''"das na larde, ou antes
"o coTSSSfSSSt* alli,nd0-na noile d0 dla w
fo Zs inqUandJi aqU' li"ha'se conheciaen-
isdp\ i2"c8e,,avia passad0 nas frpSup-
as de S. Jos. Santo Antonio. Boa-Vista, ifeci-
poder
o,...___^. c j .'-----T' -"" 1'iuii.ipio, mas na euucaeuo
Campos ; Sera duvida ue-, da prole para o culto de Dos : prindpalius ma-
,... i-.-i "'onu bonum esl proles ad cullum Dei edll-
oares : Acceito a sua re- canda.
a
cano-
0 Sr. Pinto J -SpCC'e' C",u "
nhuma.
O Sr. Villela Ta
posla. Tenho recordaoo, ia eu dizendo, do u aa
deciso da curia romana, declarando que neste
caso o matrimonio nullo porque ha fraude, na
fraude nao pode aproveilar a ninguem. Mas o
Sr. bispo capello-mr, coude de Iraj, nos seus] civil
I-embremo-nosque o fim do matrimonio nao
t somonte a propagagao da especio para aug-
mentar o numero dos habitantes da trra ; lem-
oremo-nos que o fim do malrimono nao ter-
mos Irabalhadores, artistas, soldados, emfim
urna populaoo qualquer: nao, senhores. O
matrimoniodzia o saoio jurisconsulto 7'ro-
plong nao um padre da igrej')a principio
era apenas a combinaco de duas vontades, da
mulluT e do hornera, fura instituido priiniliva-
menle para a propagaco da especie ; mas, do-
; pois que punlicou-se no fogo do co, o malri-
momo toniou-so um acto verdaderarncute re-
j Dgioso.
I Lembreino-nos do que diz San-Thomaz, cuja
auiondade nao pude ser recusada pelos nobres
depu lados....
O Sr. Candido Mendes : Nem
calholico.
0 Sr. Villela Tacares : Diz elle que o bem
do matrimonio nao consiste na propagaco da
Julgo, pois, quo nao necessaria mais esla de-
longa. (Apoiados.)
Esiou bem persuadido de que se os bispos do
imperio livessem de emillir a sua opinio acerca
da emenda qud se disculo, o fariam favoravel-
menle, sendo que j temos a opinio de oulras
pessoas que reputo muilo aulorisadae.
Tendo, portanto, lmenlos su lucientes para
pronuncennos um voto consciencioso o seguro
em urna materia como esla que envolve lo so-
beranos respoilos (apoiados), materia urgente que
interessa familia, ao estado e a religio, que
interessa sociedade em geral, eu roo declaro
Contra o requerimento de nobre depulado, e B-
senlo que a discussao nao dove ser desviada dos
seus termos regulares. (Apoiados.)
O Sr. Piulo de Campos:Sr. presidenle, ped
a patarra nicamente para fazer um addilamcnio
ao que acaba de ponderar o Sr. ministro da jos-
liga, em relago opinio do Sr. arcebispo da
Baha.
S. Exc Rpvm. em urna represenlaco que di-
rigi ao corpo legislativo, combalend'o a propos-
! la primitiva sobre casamenlos, declara, que se o
mos osle fim, como dar- corpo legislativo se limitasse o legislar sobre os
vwddSirnrf """I1" c"vc-n.eiite .e elTeilos civis dos casamenlos acalholicos, o epis-
zermos e i.wir i U'"a- ""** d'V'Ua' S q"'" co',ado "ada t0,ia ^ Jii,'r porquauto neste
zermos reduzr essa uniao a um mero contrato -
por uenhum
propagagao
principio, mas na educacao
E como preencherer
Llemeutos-de direilo publico ccclesiaslico, incli-
na-se a opinio contraria, que ( mo parece )a
opino de Sylvio,que quer que nesle caso mesmo
o matrimonio seja valido, porque o domicilio,
quo os esposos leem adquirido no lugar, quo js
habiliu para contrahirem o casamento, o urna
da
e por sem
na, e aprsenla o lesiemuuho do cardeal Gerdil,
que di/ que o senlimenlo opposlo
duvida um senlimenlo monstruoso.
POSSO asseverar & casa que esla a doutrina
que crisma o sabio cardeal de Soglia ua sua bel-
la obra que lera por litulo//istituices de direi-
lo publico ecclcsiastico se o abbade Hermn,
aulor da celebre Ibcologia de Nancy sustenta qu
o .sacramento se ple separar do contrato nalus
ral, estou aulorisado com bous autores pan affir-
mar, quo o abbade Hermn, foi seduzido polo-
errose pelas opioioes falsas de Corriere, erros o
opinies falsas, que forara combatidos victorio-
samente palo professor Perrone.
Po IX,-era urna allocucaocousistori.il de 27 de
selembro de 1839, eosloa que a unio do homoin
e da miilher fra do Sacramento um concubi-
nato vergonhoso o funesto, lautas vezesjeon-
demnado pela igreja. Scaoi analysa e comenta
estas palavras.
Mis ur-se-ha que ha llieologos que conli-
nuam a sustentar a opinio contraria. Eu res-
pondere com Bosnini, que esses sao Iheoiogos
polticos. Sei que essa falsa opinio Iheologica
servio de basa ao casamento civil da Franca e Coi
invocada no Pienionte e em outros lugares ; sei
que ella ainda anima as esperances d'aquelles,
que menos trentes do que cu desejam tambom
para o Brasil esla espocie de casamenlos.
Mas perguntarei acamara: a igreja aceilou
alguna dia o casamento civil da Franca, presluu a
sua approvag essa legislaco ? "Nao, senho-
res, a igreja lolerou-a apenas, porque o gover-
no da igreja tendo tambo.u a sua poltica devia
considerara poca em que essa legislaco foi fei-
ta, devia em pregar os meios a seu alcance para
mantera paz o harmona e evitar males de urna
ordem superior.
E' esta a liuguagem de escriptores muilo com-
petentes sobre a materia O cardeal Coussel cuja
autondade nao podo ser suspeita nem rejeitada
assevora que a razo, por qde foram tolerados
eses casamenlos, foi porque os dias eram mos-
e a curia romana os tolerou segundo o couselh
do Apostlo : videt fratres quomodo ante am-
bulelis, quomain dies sunl mal. E' de S. Paulo
aos Effosios.
Vede, meus irmos ; andai com lo la a cautela,
porque os dias sao mos, dizia o Apostlo. Os
diasde Franca lambem cra.n mos....
Efe a razo, senhores, porque esses casamen-
los foram alterados ; mas uunca acollos
igreja.
E queris saber, queris urna prova decisiva de
que os laes casamentos nunca forara aceitos pela
igreja ? Eu vo-la dou.
Creio que a 21 de dezerabro do 1829 foi con-
sullida a curia romana sobre o seguiulo ponto :
Se os curas de Franca devam ou nao obede-
cer legislagao civil franceza acerca dos casa-
mentos civis.Essa proposta foi discutida na sa-
8"j'.coogregaco. e creio que a 21 de julho do
1860 foi respondido que sim, que eviam obeie-
pela
cer ; mas que o contrato nao icav perfeito, nem
o casameuto valido sem que os conjuges (nolai
bem) os conjuges fossem presenca do parocho
beiico nupcial, e sem que houvessem
pelo Concilio de
proscriptas
as tcstemunhas
Trenlo.
E' esta a_doulrina de Benedicto XIV na sua
Bulla de 7 de setembro de 1716, da qual peco
licenga casa para 1er alguns trechos que d'i-
zem respeito ao objeelo de que me oceupo. Eis
aqui :
Em lodos aquelles lugares em que foi pro-
mulgado e recebdo o decreto do Concilio de
Trenlo, cap. 1., sesso 24, de reformatione ma-
trimonii, sero nullos de toda a nulldade os ma-
trimonios celebrados do outro modo quo nao
seja na presenca do legitimo pastor dos citados
conlrahentes, ou de outro sacerdote quo suas re-
sea lizer, e do duas ou tres leslemunhas.
do paiz.
Pnanlo, a respeito da materia, o nobre depu-
do que se enlenda cora o Sr. bispo capello-
mr ; nao entro nesti queslo.
Sobre os casamenlos dus catholicos, senhores,
lenho era resumo emittido a minha humilde opi-
nio, islo que nao eulendo legitimo e valioso
senao o casamento feto segundo as lois da igreja,
conforme as disposices do Concilio de Trenlo...
O Sr. Pinto de Campos : Nem ninguem poz
em duvida islo.
O Sr. Xillela Tavares : Mas os nobres de-
putados sabem que em Franca ha o casamento
ciiil... e s diz que a Franca...
O Sr. Pinto de Campos : Ftlizmenle nao
estamos em Franca, era se Irala do applicar ao
Brasil a legislaco franceza.
O Sr. Villela Tacares : Fallarci agora, Sr.
presidenle, e direi poucas palavras, a respeito
do casamcnlo dos inflis e dos christos nao ca-
tholicos. Pcdirei aos nobres deputados, que me
presten a sua allenco aflra de ver se podem
resolver as duvidas que lenho soorc este poni,
que importante.
Senhores, estes casamenlos, ou sao contrali-
des fra do Imperio ou dentro do Imperio. Se
sao conlrahidos fra do Imperio, cm lugar que
e recubido o Concilio de Trenlo, eu entendo que
alies sao validos ; mas se sao contrahidjs den-
tro do Imperio, paiz catholico, onde vigora e
domina a legislaco da igicja, oude foi acceilo
era toda a sua plenitude o Concilio de Trenlo
acerca do contrato matrimonial, entendo que o
nao sao, o nada podemos fazer cora rclacao a
esta especie to delicada, sem o accorrd'o da
igreja, porque taes casamenlos devera espolera
ser regulados dentro de paiz calholico corno o
nosso pela igreja ; ellcs esto no dominio da
llieologia mora 1.
Mas parece-me estar ouvindo a resposla. que
os nobres dcpulados que nao concordam ooraigo,
lero de dar a esla minha objeceo. e quo nao
se trata da vaiidade nem da nllidade de taes
casamenlos, que o que se quer conceder-lhes
os mesmos ell'eitos civis que concedemos aos ca-
samenlos dos catholicos. Mesmo assim, ha pe- I
rigo na doutrina ; mesmo assim, em minha cons-
ciencia, nao a posso receber nem admillir.
Primeiramenl com u
res
eos
casa
m
re
religio e de um culto alheio (apoiados,..
Mas depois esla nao ainda loda a dilficulda-
de ; a difculdade grande quo eu considero in-
vencivel, e para lirar-me da qual, se possivel,
couvido ao nobre depulado que me deu o ultimo
apae, a seguinle: Os elTeilos civis que se
quer ligar ao casamcnlo dos inllcis o dos aca-
lholicos trazem comsigo a indssolublidade ou
dissolubilidade do matrimonio? Se trazem cera-
sigo a indissolubilidade, vos mesmos atacan a
crenga daquelles que queris proleger, porque
ha communhes, ha seitas dissidenles, em que
o malrimono dissoluvel; vos ides eslabelecer
a indissolubilidade do matrimonio conlra essas
religies que cuidadosamente pretendis respei-
tar. em virlude da liberdade de conscieocil. E'
urna contradieco
O Sr, Pinto de Campos: O nobre depulado
lem debaixo dos olhos Irabalhos meus....
O Sr. Villela Tavares :Creio que o nobre
depuUdo ha de encontrar bstanle difculdade
em responder a osle argumento ; pego-lho li-
cenga para concluir o meu raciocinio ; depois
me combaler. Ou os casamenlos a que se li-
gam os elTeilos civis que se quer, semelhantes
aos dos casamenlos dos catholicos. sao indisso-
luveis ou sao dissoluveis. Se sao indissoluveis
com esla legislago vos atacis a crenga, ia eu
dizendo, daquelles a quem queris proteger den-
Sabemos, 6 verdade, que exfetem llieologos. tro do imperio, porque ha communhes, seilas
que no proprio matrimonio dos Geis distinguen! j dissidenles que repeliera a indissolubilidade do
o controlo do sacramento, admittindo quo aquel- [ matrimonio. Se sao dissoluveis, idos vos sacer-
lo subsiste valido, indepeudente desle. Qualquer; dotes, vos ministros do altar, ministros-do Dos
que seja a deciso sobre esla opinio, que por, vivo, a quera devemos todos o verdadero cul-
agora deixamos do parto, ella de certo era ques- lo, atacar a igreja, oppondo obstculo coo-
ao vertente nao pode tor lugar para cora aquel- I verso.
les que eslao ligados pela lei do Concilio, por- Senhores, a igreja tem um fim ; esla lira a
quaoto os que allentara em contrahir matrimo- salvaco dos espirilos. A sociedado civil, por
nio prelenndo forma proscripta, deeses o mesmo Wnaiorcs que sejam os seus interesses, nao pode,
concilio nao s declara nullo o Sacramenlo, nao deve por obstculo aos meios de que a gre-
ouse quizermos que ella seja feila segun-
os usos, costumes e voulade dos conlrahen-
tes ? Segundo crencas ou seilas, cuja legilimidade
combatemos e que so oppern religio do nos-
sos pas ?
Eu do certo, senhores, nao posso resolver esla
questao. nao ella lo fcil como lalvez parega.
Nao tal, que possa ser decidida pelo parlamen-
to sem urna seria c grave discussao, sem muita
prudencia e madurez?, sem accordo enlre o po-
der temporal e o poder espiritual. Em assarnp-
i l ordom loJo escrpulo pouco, lo-
da a roflexao absolutamente necessaria.
Lembremo-nos da queslo prussiana, que te-
ve co meco em 183, na poca de I.oao XII, e
veio a terminar em 18O, lendo havido luta com
Po VIH e Gregorio XVI.
O abbade J. B. Perrero no Tratado dos csa-
me
poni reconhecia que o poder secular poda fazer
qualquer lei que regulassu taes casamenlos em
suas rolages exteriores.
Ora, se S. Exc. revereudissima j previamente
emiltio o seu juizo sobre a materia, nao sei qoe
naja oecessidade de ouvi-lo novaraenle. Alm de
que, o Sr. hispo do Rio de Janeiro, com quem
live a honra de enlender-rae sbreosle assump-
to, leve a boi.dade de declarar-mc, que a emen-
da que as commissoes ollereceram, cm subslitui- de, a obediencia"' ao dever de u
7unnrcalno,,icP,n,ml,V' C" "^ "^^ \?* 'fj '.*" ,BSSao e%ZKo o^m2 lo
OS vJa ?;, n 'uvavel dse o de que fra desta provincia pas-
O Sr. I illela lavares : Parece que ha algu- se ella, como grande resocitavel e lo eivili-
ma olTensa. lano que um Ilustre* membro da sado. como niSS^r^SbbSS^SZ
STSSSff Sna'r0,<>' "n,,U P'rWerr"-."lM "Ue P^V^ar'd'o^melhne
J So dc Carr -,:m ftt! "pi,,i5' I SffS-S- Sos VSSttSitsr.
que nao cedo em ardor de crenga catholica a nin- I dade propria dos nossos hbitos, e com a
Pao d-iihA r m em que hav'aoccorrido em
riri it ?' ^'0na d0 Goi,' Nazaroth c Iiaraa-
hreti '6,80"18? 1"e douamo de mencionar por
*. > r ;"";larPr 1ue "a<> "os corria a obri-
gacao restricta do faze-lo.
l'or consequenca era 19 freguezias. de cojo
p o esso eleitoral se linha aqui noticia mais ou
' enos c.rcumstancada, apenas na de S. Jos li-
nha havido um disturbio, no qual nao se deu
Uusao de sangue ; na de Olinda haviam-se da-
do os ferimeiilos. que j notamos no nosso refe-
rido artigo, e na Gloria do Goil somenle uvera
lugar a occurrencia do rasgameuto do livro de
qualihcacao.
Agora digam os homens sensatos de todas s
ciasses, para quera escrevemos. se dada una se-
melhanie siluago, podia-se affirmar, sem eztra-
nliavel exageragao, que os irabalhos celeitoraes
caminhavam no meio de desordens do loda a
sorle, tendo sido suspensos em algumas locali-
uaues por lemor do maiores desgracas ? 'Decla-
rcmoutrosim se nao urna hyperb'ole arrojada,
e nconscieuciosa o escrever-se. nestas circums-
tancias, sem reserva, nem limitacac alguraa, que
prisoes. gritos, soceos, pedradas, espaldeiradas.
caceladas, facadas, tudo h&viara recorrido os
combalenles, apoiados de urna parle na forca do
governo e da oulra na do povo?
O jornal de grande circulago, como o nosso,
tem olingacao muilo imperiosa de orientar a
opinio, e acalmar os espirilos.
Tudo isso ficemos reduzindo os tactos As suas
devidas proporgoes, sem fallarmos veracidado
del les.
Nao ha n'isso, por lano, seno mu indirecla-
menle a defeza da administracao actual: ao pas-
so que avulia oslensivamenle "o amor da verda-
poito dos eileilos civis que se quer dar e conce- I ?lio do meu voto. Fa-lo-hei em muilo poucas pa-
dera esses casamentes em nosso paiz. Eu lem- lavras. Acho muito convenicnlo que st-ja ouvido
bro apenas acamara a queslo.prussiana..... i o Ilustre metropolitano, assim como lodosos
v o. tanaxao Alendes :Nao a mesma cou- mais prelados do imperio sobro urna queslo co-
sa que a queslo actual. O governo prussiano mo esla, que envolve ou pode envolver direilos I
.r como catholicos casamenlos feilos da igreja catholica, o que de nalureza summa-
segundo as suas leis e contra o Concilio de Tron-
o, nas provincias rhenanas.
O Sr. Vilella Tavares:Vem a dar no mesmo,
mamitis miilandis, lleclainaces )
Sobro casamenlos mixtos, Sr. presidente, fe-
'i/.menie as honradas
mente delicada o importante. Nao obsta dizer o
meu Ilustre collega da commissao ecclesiaslica
que o respeitavel metropolita nao precisa ser ou-
vido, visto que em urna representtgo sua sobre
a queslo dirigida ao corpo legislativo, j se m
prisoes que ah se deram.
Mas esses fados poderiam aulorisar a proposi-
cao geral e absoluta de que os Irabalhos eleilo-
raes caminhavam no meio de desordens de toda
a sorle ? a
Bases nicos fados afTeclaram a regularidadp,
e a calma de loda a eleigo na provincia ou mes-
mo da eWigo de tod3s as parochias. do que nes-
la cidade st tmlia Dolida no dia 10 do crreme ?
S porque laes successos occorreram, nao po-
re diamos dizer, como dissemos anteriormente, que
a- a eleicao municipal a de juzes de paz da pro-
coea palriarclnes, com quanto sejara opposlos a
lei divina positiva, todava casos podem haver,
ora que ellos sejam justificados e al aulorisa-
dos.
O grande Tertuliano, como bem sabe o nobre
depulado, fallando de laes casamenlos, os expli-
ca convenieniemente. Esla a doulrina do Con-
cilio de Calcedonia, havendo apenas duas condi-
ges, e que o conjuge calholico permaneca na
sua f e que os filhos sejam educados no catholi-
cisino. Sao casamenlos prohib los pelo perigo
que corre ao conjuge catholico de perverter-so,
sentido.
Mas, se o gaverno sent alguma necessidade a
respeilo desle objeelo, ha um remedio prompto o
elDcaz. Creio que os bspos do Brasil j leem fa-
culdades, concedidas pela Sanla-S, para dispen-
sirem o impedimento da disparidado do culto, e
quando o numero dessas facultades seja muilo
limitado, ao governo, inleressado no bem estar
da socidade brasileira, corro o dever de solici-
tar da Sania So o augmento desse numero. A
Sania S nao se negarl a esle juslo pedido. Xa-
da legislemos pois sobre este objeelo, que pri-
vativo dopoler espiritual, que da competencia
da igreja,
Sr. presidente, linha de fazer mais observa-
cos sobre esla queslo ; mas j rae acho fatiga-
do. Talvez ainda tenha de fallar sobre ella, con-
forme a resposla que mo derem 03 nobres depu-
tados, -
de Consciencia sobre um ou dous paragraphos da
emenda que esle anno assignei cora reslricces,
sobre o que me hei de explicar quando a materia
entrar em discussao.
Assim, Sr. presidente, sendo a queslo que nos
ofiupa de grande transcedencia, tendo eu ainda
algumas duvidas que desejava esclarece-las. nao
devemos prescindir do concurso de todas as luzes
que nos podem levar ao acerlo de una delibera-
go. (Apoiados.)
Nao se perde cousa alguma, nem ao menos
lempo, rom < approvago do requerimento do
nobre depulado, com o aditamento que Ihe pre-
tendo fazer, de que sejam ouvidos os prelados,
sem prejuizo da discussao. E' fra de duvida que
o projeclo que ora so discute nao ple ser appro-
vado este anno em ambas as cmaras, e conver-
tido em lei do estado ; logo, para o anuo quando
se lomar a discutir teremos aqui ou no senado s
resposla dos prelados, o teremos mais este auxi-
liar que pode contribuir grandemente para a boa
confeceo do urna lei imporlantissima emquede-
vem marchar de accordo os interesses da religio
e do estado.
O nobre depulado por Pernambuco, que abri
a discussao, considerando a proposta com todas
as emendas das commissoes, falloo, quanlo a
mira, de urna maneira excellente ; a doulrina que
eapende a raais sa, pura e orlhodoxa, a qual
eu, e lodos os meus collegas das commissoes res-
peitamos c seguimos igualmente, o por isso foi
quo nao approvmos a proposta, e a emendamos
cm seniido. que nos parece nao offender a reli-
gio do estado ; bom que eu, como j disse, an-
da lenha meus escrpulos a respeilo des casa-
menlos dos protestantes celebrados no imperio
lados, a quera peco me lirem as duvidas que me antes o depois da publicaro da lei. por isso que,
assallarn o espirito, e enlao direi o mais que jul- \ quer pelo liidenlino, quer pela legislago civil,
gar conteniente. | nao se pode considerar valido casamento algon
como o contrato, etc. etc.
Em oulro lugar diz Benedicto XIV om sua
Bulla :
'< Saibam pois os fiis confiados ao vosso alo e
_ que a igre
ja pode dispr para a consecugo desle fim. O
meio principal consiste na propagagao da f;
necessario. por consequenca, quoa igreja a pro-
pagua com a sua autoriJade doulrinal e dogma-
cuidado, que quando se'collocam perante o m3- tica; o.uo chame os desvair Jos ao seu seio, que
Por agora prescinlindo das consideracoes m-
racs c religiosisque tenho offerecido, limilo-me
a perguntar aos defensores do projectoj
Qual o fim desia lei ? Que beneficio pode tra-
zer semelhanle legislago ao imperio do Brasil?
Defender a honra das familias? Eslabelecer a le-
gilimidade dos filhns? Assegurar o estado das
pessoas ?
Senhores, os fados proteslam contra islo. Nos
paizes era quo urna legislaco semelhante vigora
exisle a proslituico em long escala. Na Franga,
por exemplo, onde se d o casamento civil,
immenso o numero dos nascimenlos Ilegti-
mos.
Ainda no anno de 1857 o numero desses nasci-
menlos montou a 80.000, afora os abortos, os
filhos que nasccram mortos.os infantecidios e os
que escaparam acgo e conhecimenlo da poli-
ca, como se ve no A anuario econmico e pol-
tico.
Nao o casamento civil, senhores, nao a
permusao ou liberdade de cada um casar-se do
nosso paiz, seguudo as suas crengas ou a seu mo-
do, o que ha de trazer a paz, a honra e a mora-
que nao seja conlrahido na forma prescripla pelo
mesmo concilio.
O Sr. Villela Tavares :Apoiado.
O Sr. Pinto de Mendonca : Islo queslo,
porm, que havemos disculir no projeclo. e nao
agora em una queslo do ordem ; concluir!,
pois, mandando mesa a minha sob emenda.
Vem raesa.l-so, c apoii-se, enlra lambem
em discussao a seguinle emenda :
Quo so ouga ao metropolitano, e ans mais
bispos do Brasil, sera prejuizo da discussao.
Piulo de Mendonga.
Nao havendo mais quem pega a palavra sobre
o requerimcnlo de ndiamenlo, e indo proceder-
se volagSo, reconhece-se nao haver cafa, pelo
que o Sr. presidenle declara encerrada a discus-
sao, o manda fazer a chamada ; o por olla se ve-
rifica tercm-so ausenlado os Srs. Casimiro Ma-
dureira. Joo Paulo, Rocha Franco, Silva Miran-
da Monteiro de Barros, Salles, Cruz Machado,
Alcntara Machado, Tobas Leile, Garca do Al-
meida, Cerqueira l.oite. Paiva, Machado. Pache-
co. Sergio de Macde, Landulpho, Belforl, Costa
Piulo, Barros Pntenlo), Mendes da Costa, Pedro
. em que se re-
colhiam as cdulas dos volantes, levando-se o
exallamenio ao extremo de jogar-se cora a ima-
gem do Crucificado sobre os que estavam empe-
nhados em maDler a ordem, iroagem que ficou
nleiramenle despedazada?
Nao sabem lodos os habitantes desla cidade,
que em S. Jos, nessa mesma freguezia, onde
diz-se que agora houve pedradas, espaldeiradas, o
lodo esse fnebre cortejo de desordens, de quo
falla o jornal, que nos referimos, houve enlo
aceas mai aterradoras, que reclamarara a ida
para ali deoitenla pracas s ordens do Ilustre fi-
nado baro da Victoria ? Nao sabem lodos, quo
ali chegando, o valenlo e circumspedo general,
vio-so obrigado inlimar ao povo, que se. dis-
persasse em 15 minutos, e que foi isso somenle o
que apnziguou o lumulto?
E tudo isso cousa, que se compare com o
que na corrente eleico houve na mesma fregue-
zia do S. Jos, e na de S. Antonio?
Islo quanlo ao que se passa em casa.
Quanlo ao que se passa no exterior, ignora-se
por ventura eotro nos o que acouleceu nos Esta-
dos-Unidos e na Inglaterra, nas pocas tempes-
tuosas da renovago dos poderes por nomearo
popular?
Entretanto, ninguem dir que esses paizes dei-
xam de ser eivilfeados, s porque algumas desor-
dens o tumultos militas vezes ensanguentados ap-
pareccra no correr de urna eleigo.
E' verdade que isso parece somenle ser licito
saberaos que so acham dentro da alhmosphe-
ra corrupta, que respiram os partidos, e nao
quem candida, e innocentemente vive fra
dola, romo o jornal, a que alludimos.
r*o omiliirnos em nada os acontccimcnlos
deploraveis que liveram lugar em Olinda, os qua-
es comquanto sejam os nicos fados enaro-
gueniados, de que al hoje se tem lido noiicia.
nesla cidade, todava por sua diminuta gravida-
do nenhuma mpresso vivamente dolorosa tem
deixado no animo da populago.
Nao omitlimos ainda aquelles dos AiTogaos e
os demais que se refere o jornal, de que nos
oceupamos, por quanto foram noticiados minu-
ciosamente em nossas revistas diarias; e nelles-
locamos ainda geralmente no nosso artigo edito-
rial ; mas isto autonsar o que se avancou ?
Como quer que seja, o que acha-se fra d to-
da a duvida, o queso acha radicado na conscieo-
cia publica, que neniium dos fados relatados
no Diario separadamente, nem lodos elles reu-
nidos, poderiam jamis aulorisar um jornal de-
sapaixonado, e imparcial, a affirmar de um mo-
do positivo, e terminante, que os Irabalhos elei-
loraes corriam no meio de deserdens de loda
a sorle, lendo sido em muilas localidades suspen-
sos por lemor de maior desgragas.
O escriplor publico,, que hislorh os acontec-
metilos ; que os aprecia em arligo editorial, tem
obrigaco de nao considralos solados, mas em
relago & ordem do cousas, de que se oceupa.
Ora, debaixo desso ponto de vista, ninguem


DIARIO PE reRRABMUCO. SEGliKDA FEIRA 17 DE SETEIWBHO DE 186.
se atrever a contestar seriamente, que a exage-
raban, que combalcmos, fui lite excessiva que
nao seria fcilmente acreditada, se nao patsasse
para a (la da imprensa cora a notoria injust-
ca, cora que fui descripta.
Os honiens graves, aquelles que tivercm a li-
go de mesma historia em materia de eleirao,
apreciando os fados em si, descjibriro aonde
existe a verdade sera esforz, e por conseguiste
far-nos-ho a justica, que devidimente deseja-
tnos.
Todos senteni, e conbeccm a conveniencia do
au responder-se s cousas, que se escrevcni,
nao rom a calma do csrriplor grave, e judicioso,
mas coro o transporte, c arrebataraento que fi-
cariam mal al.cm ura mogo enexprienle, e pou-
co refloctido ; e pois deixaraos a niargem ess3
facilidnde com que se ajelida de displanle o
que escreveroos, essa rispidere falta de delicade-
za com que se diz que nos aviltamos aprecian-
do os fsetos como entendemos e como na rcalida-
de elles se deram.
PERNAMBUCO.
RECIFE IS DE SETEMBRO DE 1860.
A9 0 MOHVS 1>A TAnPE.
Itetrnspecto semanal.
Durante a semana livemos noticias recentes da
epois d'amanha e o da designado pura con-
linuarera os trabalhos da eleico da freguezia do
Sacramento do bairro de Santo Antonio.
No nosso ultimo felrospecto, tratando do
desgranado sossobro do brigue de guerra Cal-
liopt, fundado no trecho de urna carta de nos-
so correspondente do Maranbo, quo publicamos,
e no que sobre o mosmo facto escreveu um cora-
municanlc da Imprenta, daquella provincia, dis-
semos que, dessas censuras rcsullava grarissi-
mo comproraettimento para o Sr. Wandenkolk,
chefe da cstagao, e ento nao duvidamos pe-
dir ao governo que tralassc de verificar se eram
exactas os asserces do correspondente deste
Diario e do communicanle da Imprenta, atlm
de que, a serem exactas, nao (Icasse impune to
notavel e criminosa imprevidencia, ou para jus-
tificar-se o Sr. Wandenkolk, no caso de que o
podosso fzer de um modo satisfactorio
Pois bem : hoje temos a silsacgo de decla-
rar que o Sr. Wandenkolk nao pode ser respon-
sabilisado por este triste successo.
Temos exactsimas Viforrnages e promeltcm
fornecor-nos documento? em prova da rrespou-
subitid-ide do Sr. Wandenkolk.
Com effeilo aquelle chefe loraou conta do
1)1'. IgildClu ue barro* lian rilo...... 'Sil
Jos do Uoraes Gomes Ferreira...... 2378
Manoel da Vera Cruz Lnse Mello...... 2367
Antonio Peregrino C. de Albuquerque.. .. 2255
Jos Paulo da Reg Barretlo........ 1879
Paulino Pires Falco............ 1817
Joaquim Manoel do Reg Barreno....... 1799
Domingos Francisco de Souzn Leo...... 1744
Jos da Silva Cysneiro Guimaraes..' .. .. 1705
Joaquim Marques da Costa Soares...... 814
Francisco Ferreira de Barros Campcllo___ 798
Jlo Paulo de Souza Bandeira.....-. .. 453;
Anlro Vieira da Cunha.......... 420
Francisco Carneiro Rodrigues Campello .. 404
Virginio Barboza da Silva.......* .. 381
Antonio M. do Reg Barrelto........ 316
Antonio Mara Ramos................ 150!
Foram repolludos i casa de delengao no dia
14 do correnlc, 1 hnmem livre e 1 escravo, sen-
do : 1 o ordem de Dr. delegado do Io districto e 1
a ordem do subdelegado do Rccife,
Mtadoi'ro publico :
Mntaram-se no di.- 14 do corrcnle para consu-
mo desla cidada 70 rezes.
No dia 15 109.
MOHTAMDADF. DO PA I
comnianio da eslago em outubro ou novembro Francisca Maris da Conccicao, parda, casada 4i
ultimo, e nessa occasiao receben um relatorio
official do Sr. cliefe de dvso Oliveira e F-
gueiredo, a qiiem substitua, einelle o Callinpe
era contemplado como prompto para sabir, visto
Europa e do ul do imperio e repblicas visinhaa.l que, pouce antes, havia fabricado os altos r
s pnmeirasfoi portador o vapor franrez Guien-\ porto do Para, e depois solTrera no Mannhao um
annos, phtysica.
Florinda, preta, 3 annos, diarrliea
Hara, branca, 1 mez, pstula gangrenosa.
Mara Rita de Mello Accioli, branca, casada, 50
annos, tubrculo pulmonar.
Antonio, pardo, 1 anno, bexigas.
da linha de Bordcsux; as segundas vicram exame no fundo, que foi encontrado era bora Antonio,'preto,'escravo', solleiro, 36 anuos nh-
OaillP l' lili Uaailnlm;** A, U..k. .!..-..... .;. l '"
pelo paquete inglez ilagdaleine, "da linha de
Southaraptn
O espirito publico da Europa nao podo estar
ocioso. Ha sempre all um ofi mais assumptos
que ronslituem a ordem do dia. Ao sahir do
Guyentw ocenpavAra a atiendo : priraeiramenle
os suceessos da Syria, a intervengan europea, e
como consequencia de ludo isso a antiga queatao
d i O i ante. S-goera-se depois em importancia
os negocios da Italia, a situaeo jla Sicilia, a de
aples ; a atlitulo da Austria em presenga dos
projecios de Garibald, e as providencias do go-
verno piemontez. Depois vem, como um assump-1
to menos imprtame, mas nao sem inte rase, a
entrevista do principe regente da Prussia e o ini- '
perador da Austria, em Tosplitz. A riagera de'
Luiz Napoleo aos departamentos de Niza e do '
Sab'iia e colonia de Argel ;o exilio do Sr. con-'
estado. tsica
Desdo entao e serapro, al hora de sua par- Soln d'Albuquerque do Nascimento, brauco sol-
lida para a ultima coramissao. dizem-nos, o com- teiro, 24 annos, alfogado.
mandante, que havia assistido incita exame. e Constancia, preta, 9 annos. hydropecarda.
que nelle devia ter tomado todo o inleresse, Manoel, pardo, 8 horas, convulsoes.
como de presumir, dec.larou em suas partes
- 15
mensaes e semanaes, que o casco, masireago, Gardioa Mara da Conceigo, parda, solteira, 28
apparelho e pannos se achavam em bom
lado.
Estes fados mudam completamente a argu-
menlago que empregamos em nosso ultimo
felrospecto- Estimamos muto ter conhecimen-
to delles para fazerjastiga ao Sr. Wandenkolk e
restimir-lhe a 'consideragao que Sempre nos
merecen.
Recai pois a responsabilidade sobre o verda-
dero culpado e b'-m desejaramos poder atiri-
buir aquelle sinistro a urna triste fatalidade pan
<1" J'Aqnila ; a riagem do principe de Galles pe- a quafninguom liresse concorrido directa em
lo Canad e Estados-Unidos e o fallerimento de indirectamente.
sni alteza imperial a graa-duqtieza Auna, da Segundo as infornnroos agora recebdas c que
Rossia sao flnalmenle assumplos de menor ira- I acabamos de reproduVir cima, se ha
porUncia, mas que nao deixam por isso de dar
pasto euriosidade publica do voltio mundo,
Tinha cliegado Syria o commandante da ex-
pedigfio francesa, cujas tropas erara esperadas a
todos os momentos. Fuad-Pach, ministro dos
negoi ioseslrangeiros da Turqua, e quefra mn-
dalo;! Syria para punir os barbaros autores das
carfili nas do Lbanoe de Damasco, linha effec-
tiiato a prisao de.crea do 8011 Druzzos compro-
ui-Jiidos naquellas malangas Os dous governa-
dores da Syria que por sua frouxidao ou conni-
ven eia assistirara mpassvcis aquellas horrorosas
hecatombes humanas, remellidos. Para Cons-
tantinnpla, foram iiemiltidos, desaulhorados
d'j s.uas honras, c remettidus presos pira l'.ry-
rovth e Damasco, aflra de seren all julgadose
[uv.\ IOS.
a Inglaterra mostra-se cheia de apprehenses
i re,i dos negocios do Oriente por causa da ex-
pedigao franceza. O gabinete inglez faz quanto
pode por atenuar os graves comprometimientos
que pesam sobre o governo do sultn por nao ter
tido a fvrea necessaria para impedir tao desas-
trosos succassos.
A Prussia o a Austria parecen) participar um
poueo dessas apprehenses. O proced meiiio do
Cbnete inglez e ila imprensa de Londres junio
ii oque se passon entre o prncipe regente da
Prussia e o iuiperadoyda Austria acerca da ques-
i do Oriente, levarn-nos a crr que essas tres
potencias receiam-Sfl de que haja entre a Franca
e a Itussia um accordo secreto para o anniquiia-
mentu e partilha do imperto oltomano. com
idea desse accordo que a Prussia a Austria e a
Inglaterra tratam de combinar-se para susten-
taren! integralmente o tratado de Pars da 30 de
mareo de 1856.
As cousas da Iialia nao sAo bem nem para o
partido revolucionario nem para os amigos d:i
monarchia dos Bourbons de aples.
Garibald, segundo nos allrma um dos nossos
correspondentes de Paria, que se acha muto bem
mform ido, al o dia 22 de agosto nao linha sal-
ta lo no continente, nem tropas suas como falsa-
mente se espalhava, Cr-se mesraoque o cau-
dilho da revoluc&o sentia-se receioao de dar esse
passo vista das mainfestaeoes da Austria ao ga-
binola de Turin. O que h.i de verdadeiro que
qu
alguiii
culpado principalmente o commandante lo
brigue, a quera nao coahecemos, nem de nome,
mas que desejamos quo se possa justificar
tambero.
Demandaram o nosso porto, dunnle a
semana, 13 >-zibarcag5e3 mercantes, com a Iota-
gao de 5,07 toneladas. Sahrnm, durante o
niesmo espago de lempo, 15 embarcages mer-
cantes, com a lolago de 5,872 toneladas.
Rendernra, ilu.ante a mesma semana- a
alfandega, 59:0599830 res ; o consulado t/p-
ral 4:339:219 ris ; a recebedoria das rendas
gera<>3 internas, 7:1715110 ris ; o consulado
provincial, 38:838}l3 ris.
O movimeiitn geral da alfandega, durante
o niesmo espago de lempo, foi de 2,288 minutes,
i saber : volumes entrados com -faiendas,
977 com gneros, 337 ; total dos volu-
mes entrados, 1,311. Volumes sabidos com fa-
zendas, 306 ; com gneros, 663 : total dos
volumes sabidos, 97 .
Fallecern) durante a semana 56 pcssms, sen-
do : lrres, 12 homens, 1 mniheres e 16 prvu-
los: escravos, (! homens, 2 mulhcres o. C pr-
vulos.
annos, bexigas.
Manoel, pardo, 8 mezes, maligna.
Delmira, parda, 5 raer.es espasmo.
J lao Athanazio Das, brinco, viuvo, 3 annos,
tubrculo pnlioouar.
Evelina, branca, 4 annos, escarlatina.
Albertina, branca, 5 anuos, escarlatina.
Joao, pardo, 7 das, espasmo.
Theudora, prela, escrava, sultcira, 38 annos, de-
ronlerico.
Emilia, branca, ura anno, snrampo.
lioseiTAL de caridade. Existem 50 ho-!
mens e 62 mulheres nacionaes ; 6 homens es-j
trangeiros, el mulher escrava, total 119.
Na totalidadodos doeotes existen) 37 aliena-'
dos, sendo 3i) mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-1
giao Pinto, s 6 horas e 3/4 da manliaa, pelo
Dr. Dornellass 7 horas e 20 minutos da mantisa
e pelo Dr. Firmo s 1 horas da tarde de hon-
lem.
Communicados
REVISTA DIARIA-
Para a segunda vara do ni/.o de direilo des-
la capital fji remov lo o Sr. Dr. Francisco Do-I anuos.
Proclamaran povo para que desoheJeca s do-
t'zoes das mesas eleitoraes, occonselliar'as mas-
sas para que resistan) as urdens legaes da auto-
ridade, parece-nos que obstar ou impedir de
qualquer maneira o efTeito das determioagoea do
poder cxecutivo, que forem conforme a constitu-
cao e as Icis.
Ninguem contestar que nao seja conforme as
leis, e a coustiiuieo o decreto queteera as mesas
eleitoraes de vurilicar a ilenliaade dos votantes,
logo que se oppe a execucao das determina-
goes das mesas eleitoraes, incurre nas penas de
priao com Irabalho por 2a 6 anuos, porque as-
sini determina o art.96 do cod. crira. uestes ter-
mos concebido :
Art. 96. Obstar ou impedir de qualquer ma-
neira o elleito das delermnages dos poderes
moderador, e executivo, que forera conformes
constituiciio e as Icis.
Penasde prisao com trabalhos,por dous a seis
mingues da Silva, que oceupava igual juizado na
capital do Maranliio, para onde pasSOU o Sr. Dr.
l'raucisco Antonio de Salles.
Di comarca de Nazaretb recebemos noticias
at 12 ilo correnle, as quaes resumem-se ao pro-
ces Passou-se este em pleno socego, c anda que
apnarecessem alguna descontentamientos,sio elles
O Sr. Dr.Joo Francisco Texeira, incorreti nas
penas da tentativa desse ciinie.
Nao leremos duvida era responder que sim.
Jue o Sr. Dr. Joao Francisco Texeira pregava
na imprensa o em maetin^sa soberana do povo
contra as decises das mesas eleitoraes prova-se
Com os propros escriptos lio-Liberal de cuja re-
daceo faz parle, o cora o lesleinunlio de lodos
todava (illiosdesernclhanles occasioes, que sem- i aquellos que o ouvram fallar nos meetings.
ludo preparado para o desembarque, que sonhores :
pre os ge rara
A mesa paroehial da freguezia de Nazaretb
compoz-s" dos Srs. Joaquim Theodorico de Al-
buquerque Uaranho, Dr. Jos Meta Hoscoso da
Veiga Pessna, Pranklin Alves de Souza Pfiva,
Thomaz da Molla Cavalcanti de Albuquerque e
Joaquim Francisco de Paula Lelao.
Foram eleitos joizcs%c paz do 1.a distrelo os
elletem
bem pode ser que se reslra 3 effectuar de um
para outro moiiiento.
O governo napolitano eslava reduzido a urna
fra i ie/i extrema. A agitago que reina va em to-
do o continente napolitano ca descoberta de urna
pretendida conspirago em que se (azia figurar
como cabeea S. A. o Sr.'conde d'Aquila motiva- Vrente Cavalcanti de Albuquerque.
ram o decreto de banimento do principe, e a de- Francisco Hulii,o Corroa deCastro
clarac.ao do estado de sitio nn cidade de aples. I Jo&o Velho Barreto.........
0 Sr. conde d'Aquilu embarcou-sfl e "a serenis-
sima prinreza D. Januaria, sua augusta consorte,
partiram para liareolha, passaraaa por Pars no
dia 23 de agosto e eram espralos no dia 2i na
Inglaterra.
Apezar deslas medidas extremas ogovorno a-
mo nao adquiri uiais seguranga. O redes-
conlia tanto da siluagao que j emuarcou as suas
1 n ciosidados para Trieste e est prompto para a
cvenin ili lado de urna fusa repentina.
A Austria, temendo que a revolugo. sahindo
loriosa de aples c de Boma, q'ueira termi-
nar a sua obra pela conquista e independencia da
Venecia, mandou ameagar o gabinete de Torin
rom a sua interveogio a'rmada no caso de que
Garibald tentasse invadir a Sicilia continental.
Est rom effeilo noseu inleresse e nos seos h-
bitos tornar effeetva esta ameaca, mas urna in-I Manoel Carneiro de Alhiiquerqo Caval-
terveueao austrica nos negocios da llalla, nal canli Lacerda.........
Siluagao presente, e depois de tao solemnemente Jos Francisco Belem Jnior.'
proclamado o principio Je nao intervenco, au- Joaquim Francisco Belem ..
ii urna nova interveiigo franceza, o qne los de Hollanda GapaleanteLeitao .'. ..
dei-erlo nao poda convir nem Austria e nem Do 7." districto (Pindoba.)
Inglaterra, que tao ciosa se mostrou pelos trium- Jos Correia de Oliveira Andrade
phos aniantes das armas franeezas na ultima llufiniann Correia de Mello
camnanha do Lombardia. Jos Seabra de Andrade.. .'.' ......
Luiz Napoleio, depon de ler conseguido nter- Joaquim Angelo Pereira de Lira?.....
vir com um exercito na Syria, e como os neg- |) s. districto (S. Vicente.)
ctos da Italia vao lando nma maraha lenta, que Manoel do Reg Albuquerque .. .. ..
i lena algum lempo de folga, aproveila-o pas- Sebastian Jos de Mendonca.
seanlo pelos novos departamentos da Saboia e Joaquim de Hollanda Cavalcanti de Albu-
de Niza, e vai a Argel.
Palla-se em una prxima inlrevisla do impe-
rador da Austria e da rainha de Inglaterra, a qual
se acha entieanto na sua residencia de esto da
Padre Francisco Goodes Ferreira de Brillo
Francisco de Paula Brrelo Coutinho.. ..
Joaquim Theodorico de Albuquerque Ma-
ranhao................
Domingos Jos da Costa Braga *......
Do 2." districto (Alagoa-Secca.)
Joo Carneiro di Cunha Albuquerque.
Do 3. districto (Allianca )
Antonio Louronco Tarares .. .." ..
Pimo Augusto Cavalcanti de Albuquerque
Feliciano Jos de Mello..........
Jos Antonio da Costa..........
Do 4." disticto (Trgueiro.)
Antonio Manoel GaiSo..........
Jos da Silva Cabra I............
Manoel de Oliveira e Silra ........
Patricio Jos Barboza ..........
Do 5. districto (Canavieira.J
Jos Cabral de Oliveira Mello.......
Dr. Joao Dia Coutinho de Araujo Pereira.
Padre Luiz Jos de S...........
Minoel Cabral de Oliveira Mello......
Do 6. districto (Larangeiras I
{(ID
330
380
375
384
321
100
98
96
85
99
98
95
72
100
80
75
70
200
80
75
70
80
68
60
29
100
35H
Anda mais corrobora a nossi assercao a pro-
pria coufissao do Sr. Dr. Joao Francisco Texeira,
em o seu communicado de hontem em quedara,
e francamente d -clara a sua opinio.
Tambera se nao pode contestar que o mesrao
Dr., acconselfaou a resistencia s ordeus da auto-
ridade, que ordenava a dispersan dos que se
amotinaram em frente da igreja do Terco, (lian-
do j eslavam smtpen$o$ os trabalhos eleitoraes,
e apedrejavam a forga do cavallaria,
Alm do lestemuiiho de rauitas pessoas que o
ouvram proclamar aos amotinados, temos acon-
378 lisso que resulta das seguidles palavras do seu
305 communicado :
Indignado corso me achava P4?las| noticias
que recebera (que a cavallaria eslava aculilan-
do o povo) soltei algumas palavras enrgicas I
no meio de um grupo de amigos que me cerca- I
rain, cora o (ira de anima-los, a que se con-|
servassera firmes, e repellissem as agressocs I
que por ventura Ibes dirigisscra os adversa-
rios.
Foi depois dessi animaco que ehoveram as
podras, e garrafas sobre lis soldados de cavalla-
ria, considerados pelos amotinados como adversa-
rios.
l"o depois dessas palacra* enrgicas, quo fo-
ram contusos os alteres coinmaiidautes da torga
Joaquim Vellozo da Silveira, o clar)m Baymundo
Rodrigues dos Santos, o cabo lielarmno Francis-
co Barboza, e o soldado Noroerlo Luiz dos
Santos..
Es
querque................ 310
Luiz Gnedes Alcanforado......... 310
A mesa paroehial da freguezia de Traeu-
nhiem foi composla dos Srs. Joaquim da Cunha
Foi depois do conselho de que repellissem as
aggrene que foi tomado do poder do [ospeelor
de quarleirao l.ourengo Nones Campello, ura in-
divtduo que [ora preso pelo subdelegado, e en-
tregue ao ilo inspector para o recolher a prisao.
Ora pois, provada a parte ac'iva e directa do
Sr. r. Texeira, nesses disturbios, e inolins, o
que devia fazer o chefo de polica, principal res-
ponsavcl pela tranqnilldade o ordem publica?
Cruzar os bragos, deixar de cumpnr o seu de-
ver, porque o Sr. Dr. Texeira liberal, redactor
do Liberal, o supplenle de eleitor ?
Nao.
As conveniencias polticas devem desapparecer
dianle do bem publico.
A le determina que sejam presos, antes da
culpa formada, os indiciados em adraos inatian-
caveia ; nesle caso achava-se o Sr. r. Texeira,
4i portento o chele de polica cumprio o seu de-
ver, muto embora o tribunal da relago diga,
que devia elle a Hender as conveniencias poli-
AiillAl.on UiNAMlLod'u Di. aaOlno U. L. Piulio
para a prepararn dos metticamenlos homeopa-
ta eos. Pars 1860.
A pharmacia hnmeopalhica esl longo de pre-
encher tadas as vista dos mdicos- nomeopathas
em quanto forem os medicamentos preparados a
man. A fo/ca do horaera nao pode ter a precisa
unformidade para bem desenvolver as proprie-
dades medicamenlosis das substancias ; ella vai
naturalmente enfraqueceiido a medida que se
yai fazendo o trabalho da dyna lisagao ; e 6 por
essa razo que numerosas vezes acontece que
duas preparagoes de acnito, por exemplo, da
mestoa dynaraisago, feilns pelo mesrao homem;
no mesmo dia ou ero das diversos, ou feilos por
dous homens diferenlos, nao produzem o mesrao
resultado, em casos anlogos de moleslias; urna
desenvolve urna argo mais prompla, o oulra urna
aeco mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regalarida-
de das d'jnam.incoes que cada diluicao lenha
um numero certo de alalos ou vascolejres, pa-
ra quo nao aconteca que pelo excesso ou* pela in-
sufficiencia deataa perca o medicamento as pro-
priedadesquesaoassignaladas ou que convem a
cada dynamisag.io nao se pode isso obler nas pre-
paragoes fetas a mo. por que o numero dos
abalos sempre maiorou menor, donde eviden-
temenle resulla um effeilo tambera ntaior ou rae
or, e por conseguidle duvdoso, na epplicagao
do medicamento, se os abalos sao insullioientes
nao se desenvolvem todas as propriedades conve-
nientes dynamisagao, que se quer fazer; ese
sao de mais, desenv'olvem-se algumas das pro-
priedades da dynamisagao superior com perda
certa de muitas das que" convem dynamisagao
qup se quer preparar, a que sem duvida tem gra-
ves inconvenientes ni pratica principalmente pa-
ra os mdicos que comegam a fazer ensaios, e
para as pessoas curiosas, que nao sabera conhe-
cer essas differensa, e poris=o poderao attrbuir
inefueacia da homeopathia a que realmente
dependida m preparago dos medicamentos.
A' vista de todas estas razes e de muitas ou-
Irasque nao pdem agora ser desenvolvidas, te-
nbo ha muto lempo adoptado o uso das maqui-
nas do Dr. Mure quer para as triturages quer
para as vascolejages ; mas, ao passo que as ma-
quinas de triturar, boje em uso nas maisacredi-
tadas pharmaclas da Europa e da America, pre-
enchem muto bem o seu frn, a maquina de vas-
colejar do Dr. Mure (nica que at aqu se lem
Inventado, e que ipenas tem sido empregada por
mira, e pelos successores do Dr. Mure o de J.
V. Martina] nao satisfaz interamente por que as
condigoes, sob as quaes faz ella concebida e cons-
truida, pouco mais adiantam daqueihs que se
encontrara na forga humana.
Ten lo esludado bem esia questo, e me lendo
convencido de que o positivismo da aceso dos
medicamentos s se pode dar qnanlo osles forero
preparados o raas regularmente possivel debaixo
das condiroes de regularid ule de forra o de nu-
mero certo do abalos, inventei urna maquina, que
flz construir em Paris por um dos mais habis
mchameos, a qual nodeixa nada a desejar quer
pelo lado da invengao quer pelo da execuco.
Esta maquina, que dei o nomeje Agitadoii
tivwvico, mu simples, e consla de una pe-
quea mesa com 12 repartimentos forrados de
eanmrga para conterem os vidros com medica-
mentos que se querera aiscolejar sem pergo de
quebrameiito dos vidros e nem dederrammenlo
dos medicamentos; a mesa assenla sobre djjaa
corredig.as, urna de cada lado, sustentada por
quatro columnas presas slidamente entre si para
supportarem o choque; a mesa esi eolloeada no
centro da maquina e separada de cada exlremi-
dade ou cabecera por um palmo de distancia ; de
urna ilas extremidades se achara duas mola?, que
servem pan impellirem a mesa para a extremi-
dado oppnsta, a qual seudo guarnecida de duas
bollas fetas lie coi liga e de raotchou repellem a
mesa para o lugar dnde viera; na superficie in-
ferior da mesa se acha enllocado um dente de
(erro igual a outro que se acha posteen) um oixo
situad.) ni centro da maquina, por baixo da me-
sa, de modo que os dous denles de ierro se cor-
ro'pondoui perfetamenie; o eixo suppnrla era
una desuas extremidades nina roda de ferro, o
na outra urna manivella. cima deste apparelho
de vascolejar, o para um lado, se acha enllocado
uir contador com as unidades, dezenas, centenas,
milhares e dezenas de milhares ligadas mesa
por urna baste movediga. Esta maquina oceupa
um pequeo espago, e'pde trabalhar sobre umi
mesa de salla. Para trahalhar com ella basta
mover a inanivella, e entao o denle de forro cul-
locadi no pxo acta sobre o da mesa levando-a
para o lado das mollas, e logo que os denles se
escapara o mesa impelhdi com forga para o
lado opposlo, e repellida para o seu lugar *por
pffeito da elaslicidade das boilas de corliea e de
Ctotchou ; dado o primeiro abalo, o contador
movida pela baste, que se acha ligada mesa,
marcaum, e continan lo-se a mover a raa-
nivella reproduz-se a mesma cousa marcando o
contador2. o assim por diante3, 4, 5
etc., al o numero de abalos, que se lem c.on-
veiicionado de um al dez mil, de modo que a
cada vascolejago um novo numero apparece no
contador, e desla arte nao possivel engao
nenbuin.
O agitador dynamico lem sido mu bem apre-
ciado pelos mdicos europeos, a quem tenlio mos-
trado; eos membros do consultorio homeopa-
tliieo Lisbonense j o adoptaran) para prepararn
dos seos remedios E como seja uipu constante
desojo contribuir quanto en mira conber para o
bem da scienci.i que lenho delicado toda a mi-
nha vida, nao lenho a menor reserva em dar
sua desrripgo. e moslra-lo aos medios o phar-
maceulieos que o queiram ver e examinar, esti-
mando muto que lodosfagara uso delle. pois que
s assim se peder contar com certeza cera a clfi-
catia dos medicamentos homeopalhicos.
Cintra 12 de agosto de 1860.
Dr. Sabino O. L. Pinito.
m
nas Uo ollio co-i a mesina fcilia com que se podem desrobrir as externas. A ob-
servago quoiidiana ensinav que os olhos de
algunsanimaes por exemplo do gallo, rao, boi
e do cavallt gozam da f.icnldade de reflectir a
luz externa diversamente curada quandose arham
em determinadas posgoes respeito a quem os
observa. Alm di3to se apresenlivam muitas
veze aos ocrulistas certos casos morbosos nos
quaes o fundo occnlar lorna-sc visivel por um
particular reflexndes raios luminosos que sahem
sobre elle. Porm apezar de ludo isto a idea de
esclarecer artificialmente a cmara posterior do
olho humano, aflm de torna-la fcil e immediala
a inspecrao amda nao sa tinha apresentado a
mente de ninguem.
Ilrlmolz. professor da universi iade de Koenigs-
berg, conceba pela primeira vez om 1851 este
feliz pencamente que fecundado era seguimento
por outros distinrtos ocrulitas se deve considerar
por urna ds mais importantes descobertas que
honram asciencia moderna, destinada a esrlare-
ceraquellastrevasem que permanecern envol-1
vidas por lano tempo, as numerosas variedades
morhozas dos humores e das membranas inter-
nas dos olhos.
Actualmente om pequeo espelho concavo per-
forado no centro, nina lente convexa e urna Un-
lerna basto para converter o obscuro fundo oc-I
cular em urna cmara bem Iluminada, entre a
qual se podem deseobrir em poucos instantes as'
mais minuciosas alterages dos raeios (rasparen- i
tes, das membranas, dos vasos e tambero da pu-
pilla lo ervo ptico. Somonte a noticia dapoa-
sibilidade ou da actnalidade de um tal exame '
sufflciente para fazer presumir quanto elle deve '
contribuir para exclarecer aquellas internas al-!
leragoes que pelo passadoeram apenas suspeila-
das ou verificadas nicamente em estado .nan-
eado da doenga. E se alguem sustenjasse o con-
trario valera o mesmo como asseverar que para I
dirigir o viandante, mais aprovelaria o escuro
da notle, que a clara lu. do dia.
A utilidade deste instrumento espelho occnlar
ou o phtalnoscopio, como lite deu*o rime o seu
inventor tncontestave, e o pratico que houvPr
se dedicado as .luengas de olhos e tiver tido a fe-
licidadede ouvir as liccoes dos especialistas nes-l
le ramo fasacieneias medicas, pode contar que
os seos progressos hao de ser ncalculaveis:
mais descobnr e mais fari por Verlo na cura
dessas doengas do que oulr'ora l.aennec com a
invengao do sletoscopio nas molestias do peito e
boje Piorry com o seu p'essimetro. Por conse-
qnencic nao nos de admirar que o Sr. Dr. Cos-
me de S Pereira que Europa foi esludar doen-
gas de olhosc pode no seu regresso Irazer um
exemplardessa invengao, cuja exposigao lem si-
do franca a lodos os seus collegas, tenha fe i lo
boas curas em molestias de olhos e conseguido
relizes resultados em operagoes de cataratas que
at aqu mu raras eram entre nos, e essas mes-
mas ordinariamente praticadaa por mdicos nu-
dos de fora e eom su romo sacrificio dos doentes
pela*exorbitante paga a que eram sojailos.
/.
orrespondencias.
. .o peoi.anaua e ia partir para os Estados- ley, Cliristovo de Hollanda Cavalcanti de Albo- Argumenla-se
rodos, ondeo presidente da repblica Ihe pre- ( querque, Joaquim Jos Moreira o Jos Mara de : arbitrio de prend
para urna br.lhanle recepgao. Santa Auna. de Crimea inalianr
ossii. O principe de Gallea continua o seu I Ferrein. Aureliano Cavalcanti da lUcha Wander- cas.
c para os listados- ley, Chrislovo de Hollanda Cavalcanti de Albo-1 Argur a-sc que chete de polica, lem o
nder ou deixar de prender os ros
-..angaveis, segunlo as garantas que
allectdo S, A. I. a gram-duqueza Anca I Foram eleitos juizes de paz do I." districto desta elles oll'erecem ; mas nos diremos, que na hypo-
I freguezia os senhores: these feriente o bera publico, a necessidado de
Joo da Cunha Ferreira........ 3 meio das turbas um hornero, que em vez de ser
311 |nm penhordepaz.se constituir um tribuno, que
processado o pronun- Jos Hygino Gonca'.ves Guerra...... 193 d" lacho em punho ameagava perturbar a paz pu-
Do 2." districto (Alagoa do Carro.'
da Riissia.
Nao recebemos nolcias da llespanha.
E'0 Portugal o falto mais importante era o do 'OSO Francisco Cavaleante de Vasconcellos 332
juigameato e nbs.ilvgo do conselheiro Silva Fer- Chrislovo de Hollanda Btzerra Cavalcanti
rao. O conde de Rulliuo
ciado pelo crime de fabricador de moda falsa
voltou a Portugal, apresenlou-se aos tribunaes,
) recolhido ao castello de S. Jorge em Lisboa,
espera va ser tambem absolvido.
i) Magdeleine, cliegado hontem do Rio, trou-
ze-nos algumas noticias de inleresse.
As cmaras legislativas continuaran) os seos
trabalhos. e, lendo passado as leis auiruas em I
ambas ellas, esperara-se que nao houvesse ne-
cessidade de prorogag&o.
Os jurones do Ro trazoui os decretos da dvi- [
sao dos disirictos eleitoraes de quasi todas as ,
Al-
Joo Cavalcanti Mauricio Wanderley..
Chrislovao de Hollanda Cavalcanti de
buquerque..............
Joo Mauricio Wanderley.......
Joaquim Jos Moreira .. ;......
Do 3 districto (Buenos-Ayre. )
Manoel Jos de O'iveira Melio .. .. .
Jos Pedro de Oliveira Mello-.....
Joao Antonio da Silva Cabral......
Manoel Jos da Silra Cabral......
Do 4 districto (Pogo Cnmpridu j
362
310
278
191
196
115
183
provincias do imperio. Joaquim Antonio Correia Gaio...... 181
Das repblicas visinhas as noticias sao geral-1 Antonio da Molla Silveira Cavalcanti. .. 130
mente destituidas de inleresse. Joaqun) Gougalves Guerra........ 119
os artgos dos jornaes de Montevideo, el Pueblo Luiz Ignai io de Andrade Lima......
t la Repblica que publicamos no Diario de ho- Do 5." districto (Primavera J
je, deve ter posto os nossos leitores a par dos | Dr Manoel Claro Gongalves Guerra .. ..
soiiimontos que nutrera os montevideanos a nos- ; Laiirentino Gomes da Costa Pereira Bel-
so respeito. tr.to.................. 179
Miguel da Costa Araujo Pinheiro...... 110
Jos Luiz de Andrade........... 107
Do 6," districto (Marotos )
Francisco Tarares l'essoa de Araujo-. .
Tinha fallecido na capital da Babia o Sr. Dr.
Francisco Marques de Araujo Ges, juiz de di-
reilo da primeira vara crime daquella cidade, e
auditor de guerra.
As noticias all recibidas do interior da provin- Jos Tacares Pessoa de Araujo
ca eram muto satisfactorias. Havia chovido no '
sei'o a nlantago eslava segura.
Da interior de nossa provincia nada nos consta
que lenha occorrido de modo a perturbar a or-
dena e o socego publico. Apenas alguns ligeiros
Dotivos promptamente acalmados por occasiao
dse proceder eleicao ultima de vereadores e
juizes de paz.
Manoel Jos Rodrigues Nariz'.
Alexandre Correia de Castro..
Para vereadores da respectiva cmara munici-
pal foram eleitos os senhores :
Jos Francisco Lopes Lima........
Joo Cavalcanti Mauricio Wandetley.. ..
r. Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti
Dr. Jos Mura Moscozo da Veiga Pessoa..
Padre Francisco Gnedes Ferreira de Brillo.
Jos Pedro de Oliveira Mello.......
Segundo o resultado da volago das diversas
freguezia deste municipio, a eleig" de vereado-
res vem a recahir quasi que nas mestnas pes- \ Joo Antonio da Silva Cabral.
oaa que exerciam essas funegoes. A votaco Padre Zeferino Cornelias Cmara.....
das frguezias, cujo rasultado nao se achn airida I Francisco de Paula Brrelo Coutinho.. ..
conhecido, j nao pode excluir do numero de, Da Villa do Cabo communicam-nos
vereadores os que at agera s3o os raas vo- guinle resultado da apurago para vereadores em
tadus. ; as frguezias do Cabo e lpjoca.
blica.
E como conseguir islo, seno tomando o arbi-
trio de recolhe-lo a prisao?
Este arbitrio tomuu o che fe de polica, a cuja
energia se deve nao ter corrido o saugue pcrnain-
bucano.
O acto da prisao do Sr. Dr. Texeira, com que
366 se tem procurado fazer lano barulho, lem a sua
316 jnsliiicago na le.
235 j s o negar, quera nega os fados que se passa-
ram aus olhos de nos lodos.
Quando mesmo o facto pralcado pelo Sr. Dr.
retxeira nao tivesse a competente punigo na
le [art. 96 do cod. crlm. combinado com O ail.
3i do raesrao cod.), anda assim a sua prisao li-
nha justificago na utilidade publica.
Adraitlido por momentos, que livesse havido
abuso de poder, seria um abuso jusliticavel pe-
ranle a le, pois assim o exigia a utilidade pu-
blica.
O g 3. do art. 2 do cod. rrim., s considera
puntrel o abuso do poder, que consiste no uso
do poder (conferido por lei) contra os inleres-
ses pblicos, ou era prejuizo de particulares,
sem que a utilidade publica o exija.
A utilidade publica, exigia a pnso do Sr. Dr.
Texeira, como um meio de evitar a alterago da
ordem publica, pois que lirada a causa cessaria
o efTeito, o chefe de polica, nao deverie evitar
ura momento em rcalisa-la.
Mas, felizmente o acto do chefe de polica nao
necessita dessa justificago, pois nao passuu de
urna fiel execugao da lei.
Em urna sociedade bem constituida, era que
reina a justica e a moderago, todo o empeDho
da polica deve serem prevenir o mal.
Antes a prisao do Sr. Dr. Joo Francisco Te-
xeira, do que a punigo dos crimes, que pode-
riarn pralicar os quejpor elle eram desvatrados.
Assim pe osa o W.
Recite, 15 de setembro.
2960
2879
2871
2865
2873
2772
2723
2721
2672
o se-
Sotorc as docncas intimas ilo olho.
A perctisso a auscultaro, os espelhos eicplo-
radires sao adiados do nosso seculo e a elles I
devemos as mais claras nocea que hoje possoi-
mos sobre as doguras do apparelho crcuiaiorio, '
resairatorio, do orgao da gerago etc., ele
A medicina, como o cirurgia, graga a estas no- :
vas descobertas elevava-se ao grao de seiencia I
positiva no que diz respeito as all'ecgoes das prin-
cipies viscergs da vida orgnica.
X ophlalmologia ento, uo que perlencc as af-
fecgoes internas do olho. regara nas trovas do
mais ceg impersnio, balda de todo o recurso ca-
pajde deseobrir as diversas alleraces que po-'
den sollrer os lecidos profundos do" bulbo. Toda
a diagnose era fundada sobre poneos symptomas :
de leza funego, incapazes por s sos de apresen- i
tarem um conceilo qualquer acerca do positivo
estado morboso das internas membranas oceu-
lares. Os nomes de ambliopia ou amaurose re-'
sumiam n'iim grupo todas as morbosas condio-
giies que sao capazes de enfranquecer ou exliu- i
guir a facul lado visual ; e estas pois theorca- ,
cntente, e muilas vezes arbitrariamonie se dis-
tioguain com epilhetos de congestivas, erelxsti-
chas ou trpidas, iperstenichas ou liypostenicas
a proporgo que pupilla era mais ou menos
movel, a vista mais ou menos escura, o paciente
dbil ou vigoroso etc., etc. Commumente os me
dicos incln.ivam-jo a aceitar enfraquecida ou
paralysad i a acgo do ervo ptico pela simples
razo que o paciente era fraco de vista. 0 err-
neo conceilo palhologico arrastrava a errnea
Iherapeulica, porque insufiieienlc ou trequenle-
mente damnosa era inapplicavel a mudar as con-
diegoes do olho, ou desproporcionara as exigen-
cias da localidade ou as [->rcas do doenlo. Tam-
bem para a ambliopia e a mnaurose raramente I
estabelecia-se, mxime pelos ca/listas puros,
um plano de cura e propiado a nalureza, ao grao
c a gravidade das mesmas : e ura s poda-so di- |
zer que era o tratamento gcralmento adoptado I
por todos. Tirar sangne, purgar por um certo
dclerniinado lempo, depois estimular com tooi-
eos excitantes nervosas; tornando estas innu-l
teis, p.issar revolurtto ou aos revolccntes. E '
tinto isto fazia-se ou'em ordem progressiva do. i
tempo ou confusamente, segundo o grao de vis-
la, e a Jacta mais ou menos antiga da d'>enca
ou tomando por norma qualquer saliente pheno- ,
meno no geral gstrico, congesliro^ju nervoso.]
Assim a guita serena ou a amaurase formava o ',
escolho principe I de pratico, a vergonha da arte,
o terror dos doentes, que ouviam naquella pa-
lavra a condemiiago de urna perpetua cegueira
a qual raras vezes lugiam por casualidad).-, ou por
beneficio de nalureza medicatriz. O medico,
com a in^ulcioriea das luzes scientitlcas, nao
poda ser reputado de criminosa ignorancia, visto
que o fundo do bulbo, privado da propriedade
luminosa, nao era por ento accessivel a vista
e a anatoma pathologica bem pouco tinha anda
descoberlo acerca das alterages das internas
membranas oceulares. Mas raiou finalmente a
era tambem nova para a ophtalmologia, e um
vastissimo campo de uteisesludos foi aberto aos
cultores desla parte importante do nossa seien-
cia por Ihes offerecer om meio tanto simplces
quunto seguro de tonhecer as condieges. inter-
Sr. redactor.Felsmente anda se me ofl'e
rece urna bella occasiao de desmascarar aos meus
gratuitos desaffectos, em oaior parle amigos de
hontem, que com toda falta de generosidade as
escondidas me procuran) molestar. Lineando mi
para isso de lodos os nietos at os milis vergo-
nhosos e mesquinhos. "
Alm in- unirs torpeza?, que a honestidad
irape silencio, poique o silencio maltas vezes
a resposla mais prompla o elTiea/, que tem o li i-
rnem educado para dar aos excessos de urna pro-
vocago injusta, tanto mais quando, poreonside-
rages particulares, aborrecendo-se agsjreajao,
nao se deseja cooitndo o (Tender ao aggreslor ;
elles teem feito propalar que seja cu o autor das
correspondencia?, remeldas desta cidade para u
Diario da Babia, com o intuito de que recaa so-
bre miro a odiosidade de pessoas, alias impor- .
tantos, qu.- desairosamente bao figurado em taes
correspondencias
Sem militar rtenbiima oulra razo, que os po-
desse autorisar tamo, seuo a de saberem que
em alguro lempo havia sido cu o correspondente
d'aqui para o Jornal da Baha, teera calculada-
mente pretendido d'ahi confundir a existencia de
urna folhacom a da oulra, para d'esl'ai le lirarem
rantagem de seusjuios falssose de suas malevo-'
las inlenges
En, porm, que nao deveria de modo algum
aceitar ou calar-me diante d'aquillo, que nao
parti de mim, apressei-mo em pedir ao Ilustra-
do redactar d'aquelle Diario urna declaracao, que
me senisse de salva-guarda.
Assim, dignando-se elle de alleuder-me na
sua fulha ae I." do correle mez, e me allegan-
do boje s mos com a precisa declaracao, rogo-
Ihe que a transcreva abaxo deslas lin'has, alim
de que esses espirites traeos c destetes, que nao
me sao desconhecidos, arripem carreira o lhul-
mente se desenganem que por caminhos to vis
a infames jamis chegarao seus lyrannicos de-]
sejos.
Aqu paro, Sr. redactor, e embora (case obri-
gado a oceupar as columnas de sua folln para
demonstrar que nao sou o correspondente do Dia-
rio aa liahia, todava aproveile-ine ao ensejo
para deixar tambem sabir do minha penna algu-
mas palavras, relativamente a outros tactos idn-
ticos, que recenlemenle se ho passado roiugo,
por copa -guile aquelles que livr-iem culpas no
cnrLorio e enteinlerem o espirito deslas palavras,
que lome cada um por sua parte a competente
carapuca,
16 de setembro de 1860.
Jos Fiel de Jess Leite.
_ Sr. redactor do Dhrio da Bahia.Queira
V. s. declarar por seu Diario, publicando igual-
mente esta minha carta, se lenho parte directa
ou indirectamente era urna correspondencia, re-
mettida desta cidade e inserta no numero de sua
folln de 17 do corren te.
Sou levado a exigir de V. S. semelhaote de-
claragao, em virtude -le que indevidamente se
tem pretendido fazer acreditar que seja eu o sen
autor.
Tenho tido sempre a precisa coragem e ener-
gia para acarrelar cora asconsequencias d'aquillo
que escrevo mas o qoc nao aceito a palerni-
dadedo que nao me pestence
A vista, pois, do que acabo de expor V. S.,
espero que, sob sua palacra o com as bnlhantes
galas da verdade, me fornega cora sua declara-
cao o alimento capaz de confundir aos meus
gratuitos calumniadores.
Sou rom estimaDe V. S.Afiectuoso ve-
nerador e criado
Jos Fiel de JeUB .eit-'.
Recife 28 de agosto de 1860.v.
O Sr. Jos Piel de Jess Leite nao i o cor-
respondente do Diario era Pernambuco..1 r-
dacro.
Erratas.
Na correspondencia do Sr. J. Nepnmuceno Be-
zerra Cavalcanti, publicada era um dos nsssos
ltimos nmeros, deram-se os segrales enga-
os : Em vez deou sempre,deve ler-se ou
simples ;placido e conveniente, leia-sepla-
cida e convincente;decidindo a duvida afora,
leia-sedecidindo a duvida favor ;nao li-
guei a mera importancia,nao Itguei a menor
importanria ;o lugar do meu ponto,o lugar
do meu posto ;com lodo o rigor, com lodo vigor.
Pitblicacoes a pedido.
Nesles ltimos das deslrbuo-se pelos cida-
daos votantes da freguezia de Santo Antonio a
circular infra, cuja publicaro nos pedida.
CIRCULA 11.
A commisso abaxo assignada, convida a V.
S. para que v dar o seu voto para juizes de paz
e vereadores. na matriz de Santo Antonio, aos
cidsdos conservadores, allados sinceros e de-
nodados do governo.
A eleigo desta freguezia, tem sido a mais dis-
putada, por ser a localidade em que est a sede
do governo, o raaior numero de negociantes e in-
dustriosos, de empregados pblicos, homens de
Icitras, mdicos advogados, etc., etc. Se antes do
da 7 de setembro, j haviamos pedido onio e
lealdade ; hoje maioria de razan apparece para
que empreguemos todos os esfinges e dediesgo
pelo Iriumpho da cansa da legalldade, e dos ver-
daderos pnneipics governalivos.
A oppostgo quer vencer por meios desarra-
zoados contra a maioria da qnalificaco que
nossa, contra a maioria da mesa que adhere
generosa poltica do governo actual, emprega
ella a i'mpostro da soberana popular, que con-
sidera superior todo, lei, s moraras referi-
das, e excellencia dos principios que seguimos.
Nao deixe V. S. ficar-se em casa e no indifleren-
lismo poltico, porque ento cava a sua roina :
cerra matriz hrme em sons antigs conrieges.
A autordnde a nossa garanta : e para n6s, e
1 para todos o principio da autordade a ban-
deira mais explendida e magnifica que lemo-i-
abragado. com a qual temos vivido na poz e
prosperidade, c pela qual devemos morrer.
Confiamos que V. S. concorrer efBcazmenle
por si e por intermedio dos seus amigos para o
Iriumpho legal das urnas.
Dens guarde a V. s. Freguezia de Santo Anlo-
uio, 11 de setembro de 1860.
Angelo Henrique da Silva.
Antonio Bernardo Quinleiro.
Jesuino Ferreira da Suva.
Joaquim Antonio Carneiro.
Claudino Binicio Machado.
Firmino Jos de Oliveira.
Tributo ao mrito. -
Oc abaxo assgnados, juizes de fado da quar-
a sessao indiciara do Recife. exp-imem um vo-
to de profundo reconhecimento ao Sr Dr Her-
mogenes Scrates Tavares de Vasconcellos iui/
de direito presidente do tribunal, pelo modo de-
masiado benvolo e allem-ioso com quedignou-
se tratar a todos e cada um dos assignata-
rios.
Prezam-se estes igualmente de louvar ao Sr.
Dr. Francisco l.eopoldno de Gusmo Lobo, pro-
motor publico do term. do Roofe, os brilhanies
tlenlos que o distinguen!, e as eminentes qoa-
lidades que o recornmendam e apontam como
urna das esperangas mais vicosas do pai/.
Sala do j>iry, 13 de setembro de 1860.
Antonio Bi'zerri do Menezes Lyra.
Luiz Antonio Rodrigues de Aliiieida.
Francisco Jos Marlins Pereira.
Ihomaz Antonio de Vasconcellos Albuquerque
Macanhio.
Severiano Band/ira d Mello.
Manoel Joaquim de Muamla Seve.
Jos Pedro das Noves.
Tliemotheo Pinto Leal.
Joo Chrisnstnmo Fernandes Viaiina,
Jos Maximiano Soares de Avellar.
Franrisco Ferreira de Mello.
Jos Mamede Alvos Ferreira.
Monoel Jos Pereira de Menezes. '
Oclaviano de Souza Pranca
Francisco Augusto de Oliveira Barros.
Antonio de Paula e Mello. *
Pedro Duarle lloilrigues Franga.
Jos Guilherrae Guimaraes.
Angclo'tuslodio Rodrigues Franca.
Jos Candido Viegas.
Manoel Pereira do Cauto.
Vicente Ferrein da Perdnenla.
Alexandre Primo CameJIo Pessoa.
Elias Franrisco Mindello.
Joo Baptista de Medeiros. "'
Manoel Gongalves da Silva Jnior.
Antonio Luciano de Muraos da Mosquita Pi1
mantel.
Joo Jos Soares de Sania Anna.
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejao.
Antonio Ferreira da Cosa Braga.
Francisco Antonio de tirito.
Francisco Rufino Correa de Mello.
Joo Francisco Pontea.
Cosme Jos dos Santos CallaJo.
Pedro de Alcntara dos Guimaraes PetXOto.
Joaquim Tavares Itodovalho.
Dr. Joo Jos Pinto Jnior.
IUtn.Sr. Octaviano de Souza Franca.DizAdol-
pho l.uizde Souza,que tendo recebid de V. S. a es-
portilla para a feslividade diSenbor Bora Je3us,
e nao po leudo ler lugar a festa no da 16 do cor-
rele, tem rtsolvdo pan o dia 28 deootnbro
de 1860, e no caso que ella nao se effectue, V.
S. sera entregue da mesma esportula.
A PEQLENA MAIRICIA.
OFFERECIDO AO EXM. Slt. DIt. A. I.EIIAO DA
CUNHA.
Natalicio.
O mundo, quando naseesles
Pendes-te do olhar celeste
O filtro da sedurgo
E diste : Aquella menina
Ha de mudar rnuita sina
Ern leudas d'animaro.
Teixeira de Mello.
I
Nao viste, innocente, o dia
Como boje alegre surga
Enchendo a ierra de luz?
Nao vistea rosa embalada
Dos vento? da madrugada
Como inda agora sedoz?
Nao viste : tu s menina
Nao podes to pequenina
l.''r la sina nos cos
Nao vs que lodo este hriUlO
Vem banhar de luz o Irilho
Oue dus abre as pasaos leus.
Vem linio dzer-te Cresce I
Da ilr que ao longo lloresce
Sers un da rival,
Ten olhar ser a aurora
One anima quando colora
D'amor intenso phanil ? >>
Anjo agora, as puras vestes
Dos raensageiros celestes
li s um da liin ar
Pelas roupagena divinas
Das madonas peregrinas
Para a trra edemsar.
A Ierra aos leus pscurvada
Multa siria pendur.ida
lia de ver dos olhos leus ;
E eiito_len.bra-te, menina,
Que o la misso divina
Ouriste-a dos labios meus.
Assim to bella e mimosa,
Como em boln alva rosa,
Qiieaoianha ha ue brHhar,
T sers sempre benivinda
Onde surgires lio linda
Com o fugo do leo olhar.
Ouando ao banquete da vida
Seulares-le embebecida
Nos Bonitos da mocidade,
Folga o r, que a Providencia
Ra.har tua existencia
Dii orralho da f'lecidade
Sers a Musa querida
De muila lyra tangida
Por t na febre do amor.
Que aos Ipus perftmes, crian;*,
Ha ite orvalhar a esperanga
A f de w oito cantor.
II
Antes da aurora no borlsonte as nuvens
Vem formar pelo ceii fesioes de flrs;
Sao os annunclos de um briliiaute dia
O azul do espigo e as matutinas cores.
No caule a rosa abeloada anda
Ao (om dos ventos niatinaes s'embala;
Com quanto mimo com que ar faceiro
Rrinca a Rainha dos vergeis, da sala !
Desde a nascente as praleadas aguas
Corren) da Piule quando a foiile pura ;
Aos doces Irilos de um preludio rpido
J bnllia a voz, que ha de subir a altura.
Brilba ? Pois sim : este rostinho alegre
Que a festa encanta, que leus pas te do
Ser um dia Beatriz, e os II mies
Ho de surgir a conquislar-lhc a mo.
Ser Leonora, Calharina, e os Genios
Virao diluvios Ihe beber na voz
De um riso aberto nos leus rubros labios
Uuantos poemas se erguerc aps !
Restes de luz que o viro sol desprega
Do monto seo, cravado de brilhanles,
E vrm queiroar o corarn que chega
A solla-lo dos labios deiironle.
Qual nao ser o nome teu para aquelle
Que baixo o articular d'amor tremente,
Quando l no futuro essa alma loura
Aos leus ps se curvou frvida e crcnle.
Ser lodo o sonho essa ventura
Qual foi a minha vir conla-lo agora '
Oh perdoa este canto entre os mais cantos
Que dos leus annos vem saudar a auroia.
Recite 22 de agosto de 1860.
Al fandes.
Rendimentododia 1 a 14. 13.4&6*6
dem do dia 15.......W:WI|WT
l"48.266502
Moviment da alfandega
Volumes entrados com fazendes 72
com gneros 9


I
175
741
-------916
Volu.ues sainaos toiu tazendas
cum gneros
Doscarregsm hoje 17 de setembro.
Barca inglezaPalmathafasendas.
Brigue inglezMeaeslrelferro o carvo.
Brigue inglezEagle-objeclos para a estrada de
forro.
Brigue inglez Marchamefazondas.
Barca inglezaTrinculo baralho.
Brigue inglezDaui bacalhao.
Barca inglezaMirandadeoi.
Consulado geral
Rendimento do J i a lal. .
dem do dia 15.....
7:396S108
283,650
7-679o7.->8
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 14. .
dem do dia 13......
379.062
134*739
5135801
Despachos le exportaco pela me-
sa do consulado desla cidade n
dia tS de setembro de I8GO
Genova Escuna sarda Amissinn, Baslo & Le-
mos, 762 couros salgados.
Liverpool Galera ingleza Bonita A. M. Ma-
chado, 800 arrobas de ossos.
Becebedoria de retidas internas
geraes de Pernaiubueo
Rendimento do dia 1 a H. 10:45gl 9
dem do dia 15....... 514*251
30:909*370
Anuo san ido nu mesmo da.
Cdiz Barca belga Maa Buy, capitao A.
CUiid, eui lastro.
Mario de pernambdco. segi nda fetra 17 de setembro de seo.
Editaes.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a la. 43:565f395
dem do dia II....... 61-l^^l
i:179tl6
PIUCA DO KECIFE
ir DEKETEHRRODK 1HGO-
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cjmbi05 Saccou-se sobre Londres a 25
1/4. 25 3/8 e 25 1/2. d. por la,
sobre Pars 383 a 385 rs. por
fr., sobre Ilamburgo de 715 a
72i) rs. por M. B., e sobre l.is-
h boa de 112 a 115 por cento de
pretuio, submdo a S 110,000
os saques de que oi portador
o paquete inglez.
Algodao-----------Venden-se de 7g600 a 7J800
rs. por arroba.
Assuca Nao houveram Iransaces, exis-
llndo uniramanle no mercado
15 I8.0U0 saceos.
Agurdenle-------Vendeu se a llOgOOO res,
tendo sido pouco procurada.
Couros Os seceos salgados vendern) -
se a 212 1/2, rs. por libra.
Arroz---------------Vendeu-sc de 2,600 rs. por
arroba.
Azeite doce--------dem do 2;300 a 2J00 rs. por
Ka lio.
Pela secretaria do governo so faz publico
que os despachos proferidos pelo Exm. Sr. rai-
ntslru Ca juslica em requerioienlos de parles des-
ta provincia sao os constantes da relaco abano
Datas '
3 Manoel Goncalves Ferreira e Silva (objec-
lo) officio de Justina (despacho) nao ha
que referir.
14 Belarmino Firmino Bezerra de Mello (ob-
jeclo) ofTicio de juslica (despacho) in-
deferido.
31 Manoel Polycarpo Moreira do Azevedo
(objeclo) ofllcio de juslica (despacho) pre-
judicado.
31 Manoel Jpiquim da Silva Ribeiro (objec-
lo) officio de juslica (despacho pieiud-
cado.
31 Francisco Jos de Oliveira Jnior (objoc-
lo) oiricio de justicj [despacho) prejudi-
cado.
31 Joao Ferreira Vilella (objecto) officio de
juslica (despacho) prejudicado.
31 Herculano Duarte da Miranda Henrique
obj.'ii(i) ofllcio de juslica (despacho) prc-
judicado.
31 Horacio de Gusmo Coelho (objeclo) o01-
ciu de juslica (despacho) prejudicado.
31 Belariimio dos Sanies Bulco (objeclo)
ofTicio de juslica despacho) prejudicaoo.
34 Tilo Fiock Romano (objecto) oOicio de !
juslica /despacho) prejudicado.
2 Patricio Jos da Coala Lima (objeclo)
queixa (despacho) use dos meios ordi-
narios.
2 Manoel Themoleo Bezerra de Albuquer-
que Maranbu (objeclo) queixa (despacho)
use dos meios ordinarios
10 Gervasio Eugenio Simoes (objecto) ofll-
cio de jusiii;a (despacho) indefendo por
nao ser oflkio de juslica.
10 Antonio Lourenco de lbuquerquo Coe-
lho (objeclo) ollicio de juslica (despacho)
indt-tVrido pur nao ser oflici de juslica
Secretaria oogoveroo de Pernambuco 14 "ue
selembro de 1800. secretario do governo,
Joao Rodrigues Chaves.
Telo commaudo das armas se faz publico
o officio abaixo transcripto, para quo do seu cun-
teiidotenha sciencia o interessado.
1" Seccao.Qoarlel general do exordio na cor-
le, 20 do agosto de 1860 lllm. Sr.Huvenoo
Nnaci Jos da Silva pedido perdo da deseno
que diz ler comineiiido em 1816, fui oeclara'do
em aviso do ministerio da guerra de 14 do cor-
rente joez, que, se o snpplicanle aproveando-
se do indulto concedido aos deseriores se apo-
sentar aulondade competente, e depuis reque-
rer baixa do seivico provando os motivos quo,ora
allega, enlac o go-erno imperial tomar sua pre-
tencao na consideradlo quo merecer: o que s.
Exc o Sr. lenle general barao de Suruhy al-
dante general do exorcilo, manda i-omiuuuicar a
>. S. alini de que Ih'o faca constar no caso de
existir nessa provincia esse"individuo.
Dos guarde a V. S. lllm. Sr. coronel Jos An-
tonio da Fonseca Gatvo, commandaute das ar-
mas na provincia de Pernambuco.
Fredenco Carneiro de Campos, coronel depa-
lada interino do ajudaule general.
0 major secretario.Francisco Camello Pessoa
Paia a fortaleza dos santos Reis Magos do Rio Mana Jusepn* Nugneirs de Abreu-----------------------
1 k a Grand(; do Nnrle- I Manoel da Silva Mendonea Vianno!
1 bandeira imperial grande de flele ; 2 ditas1 Olimpio Jos de Almeid
ditas pequeas de dito Dr. silvino Cavalcan.i de'Albuquerque.
fi ,f.Ia" h01 n'a ,ra'',,ar d? Pmenlp""- ,- Pe" adminislracao do correio desta pro-
TE1 de pap1 8ln"";o : 1 V^eitbes de vincia se faz.publico. que no dia 20 do correnle
peonas de anco ; 2 caivetes ; 2 dunas de la-.1 pelas 3 horas da tarde em ponto fecharse bao
p.s ; 6 garrafas de tinta preta de escrever : 20 as malas que deve conduzio vaoor cos.eirff
oxemplares de collecoes de carias ; 20 exempla- Persinunga COm deslino a TamanrW p rfro
res de tabeadas ; 6 exemplares do graromali- vincia d* M.*Jtt "n0 a Tmand e pro-
cas porluguezas adoolada ullimamente pareja au-
las ; 20 compendios de xrilhmelica por Collago ;
20 collecoes de compendio para uso das aulas de
do piimeiras let'as, ultima edicao.
Para o arsenal de guerra.
100 libras oe vellas eslearinas
Quem quizer vender laes objectos aprsente as
vincia de Macei.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidado* os Srs. accionistas do
LEILAO
DE
Um predio.
O agente Hyppolito da Silva autori-
sado pelo cnsul da Ilcspanha e em sua
presenca fara' leilo porordem dospro-
suas propostas em caria fechada na secretaria do nnvAQ ^ acc,onista* ^ i Curadores dos herdeiros do subdito lu*-
conselbo s 10 horas da manhaa do dia 21 do nov banco de Pernambuco para virem I nantint \J ,f" fubdl! hts'
correte mez. receber n m,m*n j;u;,i____i V, <, pannoi liosas, de um sobrado sito na
SV dasscssSes do conselho administrativo c^n H !n ,1 u ^ Pr riia dos *>n- **. excusado diermaw /i,?*?1 S?1'*" amerCano annunria
para fornecimenio do arsenal de guerra 14 de i < o', d'a de etfmbroem diante. .,|uma rnma rps '&^T 7 f "**" r"Pe,laTel P"bl,ro lesla rMade que elle aca-
selembro de 1860. |MOT' '' Ue Pela mrsa do consulado provincial se faz i ^Vmm CUSa .a lesP^ito da bemfeitona ba de receber dos Estados-Unidos da America
Benlo Jos lamenha Lins Publ,c?. W* no ultimo do presente mez flnalisa- ^ de$te PrediO visto qie ja bem conbe- :',"" Plendido sortimenlo de molduras redondas
Coronel presidente. ^'"7^^ ad.lir.ional do anuo llnanceiro de Cdo, os pretendentes portanto noderao uZl fle1i^fi,a,Srd"n6"S6es' caixas Para r-
Francisco Joaquim Per'tira lobo ,*f' 1860 : deJe'", Por conseguinie os collec- ,J. :. .L ,..Ja i m Houcrd Ilra,us ffzen r""" a"a- tomo recebeu
Coronel vogal secretario interino 'ad?s 1e se.acham em debito, do imposto da d,,,g'r*e segunda-eira 17 do corrente, bello sorlimenlo -de casoletas de ouro e a|f,.
roiTPO Pr.il 'l*^ma C ma,s imPstos que se arr.-cadam porias 'I "Oras em ponto, em lea arma-!'., de 1iU\ "bra ''rima expressamente para re-
.* h t,0,,tl',dl- 'esta mesa, manden, saldar seos debilos.alin.de zem na rita rlnlmir.L. -- lr'11^- A\V. Osborn apro ea esla apraiiv.a
nofola dasl Cflr!as fp8',raS' Vlndas d0 sul i W* P* **m ajnuados. Meso do consulado pro! ? na ,r" d<>'^pelador Oo, que i opporlunidadc- para informar ae publico que ello
R.:.l ?"r,!"rJoz Magdalena, para os sennore vincial, 13 de selembro de 1860-So irnoedi- a,u 8era elTeatuado O leilao. | M, resolvido a dar liccocs da sua arto em lodos
l!U
abaiio declarados:
Anselmo Duarte Cedrim.
Antonio Jos da Costa Reg.
A. J. de Figueircdo.
Claudinu de llollanda Cavalcanli.
Francisco Chaves.
| Dr. Filippe Dallro Castro.
Francisco da Costa Maia.
F. Cavalcanli de Albuquerquc.
Francisco Xavier deS.
Henrique de Oliveira Soares.
[zidora Scnhoriuha Lopes.
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina.
J. Antonio de Magalhes Castro.
Dr Joao Candido da Silva.
Manoel Camillo Pires.
ment do administrador, Theodoro Machado Frci-
| re Pereira da Silva.
| O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
Avisos diversos.
Ama de leite.
Precisase de urna ama de leite, forra ou mes-
mo escrava, que ten ha boa conducta : quem pre-
.,' 'ender, dirija-se a ra do Prea, sitio que volta
comidas desde ja as notas para redor d0 Bipo
Na ra Nova n. 41, lerceiro andar, ha um
molequee urna negra para alugar.
I completo sorlimenlo chimico e oulros apralos
: proprio para as pessoas que professam a sua arle
i Mr Osborn lamhem lira retratos em carles do
visita e em papel de escripia por preco muilo
razoavel: na ra do Imperador primeiro anda-
COm bandeira.
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
THEATRO DE S. ISABEL.
C0.HP.tMIU LVBICt DE G.HlHI\i\(iF.I.I
Tercafcira 18 de setembro
No da 10 docorrrnlo a^iareceu as 7 horas i
danoitenarua do Rangel n. 71. urna pessoa;
I COm umauauxa com 18 pecas de roupa lavada
e largando na escada, desnppareceu com tanta [
! I ro'uoaqnL,*n0 fa.' a, w'w fi' c co," i W!'Tue"se acha'm Teu^'.odos'os'1 di,
tea-seesnSrSdo \u 'nCT\' *"** u". 0"s',,,' ?**& das "**** Pierias na roa do Impera-
PROVINCIA.
O Sr. ihesouroiro das lolerias manda fazer du-
i e 1 :!-,.'_. t
23.a reeila da assignatara
c 12 para os camarotes de primeira serie
nepresenlar-se ha a grande opera era tres acios de Donizelti-
mmm umm
Desde o da la do corrente ano Joao Pau-
lino deixou de ser eaueiro de Antonio Jos Fer-
nandos de Castro, e agradece-lhe o seu bom tra-
lamento em quanto esteve em sua casa.
as 6 da tarde, os nilheies e meios da r
parte da primeira lotera do collegio de N. S.
do Rom Couselho do Recife, cujas rodas devora*
andar imprelerivelmenle no dia 22 do corrente
Thesouraria das lolerias 23 de agosto de 1860
U esenvao, J. U. da Cruz.
Precisase de urna ama para tra-
- Aloga-se o segundo and.r do sobrado r,. ^Z^oZ^T^ "^ M *"
daruado V.gario: quem o pretender dirija-.e Poie,n T'e Saiba lavar e engom-
an armazem do mcsino. "mar nara Imtir ^o ^..nA a~.__________
Pierre Simn Monis, b<
de Janeiro.
Iga, vai para o Rio
Bacalhao-----------Em atacado^vendeu-sp a 9*0fMI "'f^
rs., e a relalho do 45500 a 12 lacerda-
dando am ser 15,000 bar FafUldade C (ieilo tlO UeCfc
Os billieles vendem-se como de costume.
Prin> piar as 8 horas
N B. Quanto antes executar-se-ha a grande opera
Rossini. inlitulada
aparatosa do celebre commendador
ricas.
Btalas--------------Vendoram-se a IgOOO rs. por
arroba.
Orne secca- A do Rio Grande vendeu-se de
3^700 a 4f500 rs e o do Rio
da Prala de j'lOO a 3-UO rs. ,
REPETIQO DO EDITA L DA DIRECTORA
DF. 10 DE JU.NHO DO CORRENTE.
De ordeui do Exm. Sr. director interino o con-
selheiro Pedro Auir.in da Malla o Albuquerque,
se faz publico que tica majeado o prazo de seis
por arroba, lcundo m ser I meiost contado da dala deste, para a inscripcao
50,000 arrobas da primeira, e I ? qut Prel,'"d' 'em concorrer ao lugar de lente
8,000 da segunda. j subslitulo dosla laculdade, vago pela nomeacao
Gaf------------------Vendeu-se de 5;800a0800 por llraz ,'l'irenlino Henriques de Souza, para
arroba. a cadeira do tallecido Dr. Nuno Ayque de Alvel-
Ch------------------dem de 1G00 a 1S850 rs. por '08,Anne? dl> Urlto '"* c accesso do substilu-
libra. i l0 Dr. Joao Silveira de Souza, a primeira cadeira
do segundo auno, deixada pelo nesmo Dr. Braz,
SENIRAIHIDE
Sen 5" piotogonisla a senhora Beltramini.
avisos martimos.

Prccisa-se de urna ama (com preferencia
carava), que saiba fazer com perfelcao oservico
interno e externo de urna casa de pouca familia,
t nao se olha prer-o : na ra da Santa Cruz n. 28
ou na ra de S. Cunalo n. 14.
Quem precisar de u m homem para creado
ou para teitor de algum sitio, ou oulro qualiuei
servijo, pode procurar na travossa da Madre de
i'eus n. 11, que achara corn quem tratar.
Precia-se de :(:0O-;O0O a premio por um
auno, com hypotl.eea en. um sitio perlo da pra-
-;a : a quem cunvier annuncie para ser procu-
Carvo do podra- dem do 22^000 rs., por to-
nelada.
Cerveja--------------dem de 3;600 a 4,$800 rs.
por duzia de garrafas.
Farinha de trigo O mercado est de posse de
11,400 barricas, sendo 1,600
do Pbiladeltia. 7,800 oe Tries-
te, e 5,000 de Richmond. ten-
do-se vendido a primeira de
2.iji a 21| rs., a segunda de
21* a 230, e a ultima de 19/ i
21# rs. a barrirs.
Dita de mandioca Vendeu-se a 58000 a sacca.
Peijo---------------Vendeu-se a lffOOO rs. por ar-
roba.
Ferro---------------Vendeu-se de 5^500 a 65 o quintal iio inglez, e 8;500 rs.
rs. o da Suecia.
(jenebra------------Vendeu-sc a 270 rs. a botija.
Louca---------------A insleza ordinaria, vendeu-se
de 275 a 285 por cinto de pre-
mio sobre a factura.
Manteiga-----------a raneeza vendeu-se de 530 a
570 rs. libra, e a Ingleza a
IjJOO rs. por libra, Picando em
ser 1,800 barris.
Queijos-----------Venderam-se a 2g700 rs. os
flamengos.
Toucinho-----------Vendeu-se de 75500 a 8$ rs.
por arroba.
Vinagre-----------Vendeu-se de ltO.-J a 120$ rs.
a pipa.
Vinhos Sem vendas de importancia.
Descontos De 10 a 18 por cont ao auno,
disconiando a caixa filial cer-
ca de 400 conios do reis, a
10 % ao anno.
Fieles---------------Do lastro a 10/ e do algodao a
3/8 por libra para Liverpool.
PRACA DA BAHA, 11 DE SETF.MHRO DE 1859,
AS 3 HORAS DA TARDE.
COTACOES OVIMCIAES DA JUNTA DOS CORRF.TORES.
Assuear mascavado d3 Rabia 2$400 a 3j>.
Dito branco 3^400 s 4.
Cambio.
Sobre Londres25 3/4 d. 90 d. v.
Guilherme Evans,
Presidenle.
Joao F. Froes,
Secretario.
Cambios e metaes.
Londres 60 e 90 ds.5 1/4 a 251/2 d. a 90 d/v.
Paris > 370 a 375 rs. o fr.
Ilamburgo 715 a 720 m. b.
Lisboa > 115 a 118 O/o.
Doblos hespanhes 3lg a 31J50 esc.
da patria3095U0 a 31$, idem.
Pecas do 6$00 volhas-16500 al7IOO, idem.
dc4i9300 a 9,7400, idem.
Soberanos9800 a 10. idem.
Pataces brasileiros28 a 2g100.
hespanhes2 a 2&100.
* mexicanos1989 a 2}}.
[Diario da Baha).
pelo que lodos os pietcndenles ao dito lugar se
poder,io apresenlar desde j nesta secretaria, pa-
ra iuscrever seus nomos no livro competente, e
que Ihes permiltido fazer por procurador, sees-
liverem a inais do rime leguas desla cidade, 011
tivercm justo impedimento. Sao. porna, obri-
gados a apresenlar documentos que mostrem sua
qualidade de i-idadao brasileiru, edequeesto!
no gozo de seos direitos civis e polticos, certidaj
de btptismo, folha corrida do lugar de seus do-
micilios, e diploma de doulor, por urna das fa-
cilidades de direito do imperio, ou publica lorma,
justificando a impossibilidade da apreseutacao do'
original, e na mesina occasio podero entregar
quaesquer documentos quejulgarera convenien-
tes, ou como titulo de habilitacau, ou como pro-
vas de servicos prestados ao estado, a bumanida-
do ou a sciencia, dos quaes se Ihc passar reri-
bo ; ludo de eontbrmidade com os aris 36 e 37
do decreto n. 138G de 28 do abril do l5i, e 111
e seguintes do numero 1568 de24 do fevereiro de
lft55.
E para que ciiegne ao conhecimenlo de todos,
mandou o mesmo Eira. Sr. director interino affi- :
xar o presente, que ser publicado pelas folhasl
desta cidade e da corle.
Secretaria da faculdade de direito do Recife
I5de setembro de I861. No impedimento d
secretario, o ajudanle,
Manoel'Zacharias da Silva Draga.
O Dr, Inuocencio Serfico de Assis Carvalho, jniz !
municipal suppleutc da primeira vara do'ler-I
mo da cidade do Recite, etc.
Paco saber que pelo Dr. jniz de direito da pri- '
meira vara crin mal Bernardo Machado da Cosli
Doria me foi communicado por officio de 15 do
correnle, que allendendo os motivos que hay
embarazado as diligennas preparativas para a
correicao, adiara a audiencia gral da mesina
para o dia 1. de oululiro rindouro s 10 horas
da manhaa, que lera lugar na casa d3 reunio do
jury.
Devem comparecer a chamada no dia, hora e
lugar designados, os Srs. jui/.es miinicipaes.de
orphaos. delegados, subdelegados, juizea de paz
promotor publico, dito de capellas e residuos'
curadores, ihesonreiros de orph.ios, solicitador'
labi'lliaes, cscrivaes, contadores, disliibuidore'
parlidores, avaliadores, depositarios pblicos'
offlciaes de juslica, carce.-eiros e porleiros ad-
ministradores de cpelas, juizes. mdicos 'the-
soureiros ou procuradores de ordena lerc'eiras
irmandades e contrarias, ou quaesquer officiaes
competentes para representa-los, levando ditos
empregados os seus ttulos, livros, autos e pa-
pis, que teetn de ser vistos em corroicao fican-
do sojeiios no caso de faliarem as penas diri-
phnares, e de respousabilidado marcada por lei
fc. para que chegue a noticia a lodos, mandei
passar o presente que ser publicado pela im-
pr.nsa e aOixado no lugar mais publico.
Rec.fo 15 de setembro de 186".-Eu Antonio
Joaquim Pereira de Oliveira, escrivo interino
do jury o escrevj.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho
Aracaty,
Ate o lira da presente semana seguir imprete-
rivelmente o hiato Duvidoso ; para o restarle
da carga, tratase com Gurg^l Irmaos em seu fs-
cnplono. ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
[o'^eaK^por^^
s gozque na lorma da lei nao podem viajar solido na, coxeir. aK^ anTnmTere?"!.
Escriptorio da companbia 13 de selembro de ^^^^::;^;^^^
"" bem li-iin o ini 1860.
Rio de Janeiro.
O veleiro e bom conhecido brigue nacional
cAlmiranle prolende seguir com muila brevi-
dade, lem parte de sua carga a bordo para o
resto que Ihc falla, trata-so cora os consignila-
rios Azevedo & Mendej, no seu escriplorio, ra
da Cruz u. 1.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidado O Mate Gralido
por j ler a maior parte da carga prompta ; para
o resto e rassageiros, trala-se uo Passeio Publico
n. 1!, ou na roa do Codorniz n. 5, com Pereira &
V alent.
Para Lisboa sahe improlrivclmenle ateo
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parle
de seu carreja moni o prompto : quem quizer cir-
regar 011 ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Ass
sezue na presento semana o brigue Beberibe :
para o resto da carga e passageiros, Irala-sena
ra do Vjgario n. 5.
Para o Aracaty
segu cora brevidede o hiale aCamaragibc por
ter parle da sua carga prompta ; pan o resto c
passageiros. irata-se na ra Ao Vigario n. 5.
Porto por Lisboa.
Vai sabir combrevidade para o Porto com os-
ala por Lisboa, o brigue porluguez cProraptidao
II, forra loe encavilhado RA MARCHA ECLASSE: para carga c passagei-
ros, para os quaes lera oxcellentes coramodos.
Irata-sc com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ma da Madro de Dos n. 32, ou cora o ca-
pilo.
Moviiuento do porto.
f i3 a. a to a. n -1 S m v> 0 a, 5 1 Horas 1
V 0 S s ua v> itmosphcra.
w Dirtccao. < 2 H O
s w 55 1 Intensidade
* Centgrado. H 7> K O I Pl H = O
30 1C oo~ -i 4 INfi io 00 O i '8 tu ^-> 00 hO 0 ^ 1 Reaumur.
~4 '2 2. 5g Fahrenheit
Bygromelrt ).
w Barmetro 1
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A noile clara com alguna nevoeiros, vento SE
veio para o terral e assim amanheceo.
OSC1LI.AIJAO DA HAR.
Baixaraar as 8 h 54' da manhaa, altura 0.50 p
Preamar as 3 h 6' da Urde, altura 7.0 p
Observatorio do arsenal de marinha 15 de se-
lembro de 1860 Viscas Jusior.
-Vaiiio entrado no dia 15.
Ass11 dias, brigue nacional Alfredo, do 216
toneladas, capio Ignacio Goncalves Lima
equipagem 11, carga sal ; a ordem.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
^____________ v a wui uucijuj nniifii ;u?> : lerca-iena
Oeclarat.-s 9Sa5*Sl "^^: ",!''TVTn,n\por,a"do 'nr"
^vyv>i a\\J17.0. Enrona dpnnie .1.1 ,(n..,^r !____j." n. Z maxem do Si". AnnPS ennlrnntp a nni-ta
O lanzador da recenedoria de rendas inier-
nas geraes, de eontbrmidade cora os s: Io 2o 30
e 6o, do decreto de 17 do marco do correnle
armo, contina a fazer a collona "no dia 17 do
prsenle mez nas ras do Queimado, prara da
Independencia, Cabuga, Nova, Sol, Flores 1ra-
vessa da rnesma e ra da Paz do bairro de Santo
Antonio, do imposto sobre lujas e casas commer-
ciaes, e nutras de diversas classos e denominaces
avisa aos donos dos seus respectivos esiabeleci-
mentos, que tenham os sous recibos, ou papis
de arrendamcnlos de suas casas nos ditos esla-
belectmontos, para por ellos se fazer o processo
do lancamento na razo de 20 por cento do al-
guel aunual.
Recobedoria de Pernambuco, 15 de selembro
de 1860.
Jos Theodoro de Senna.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectos
seguintes :
Para o meio balalho do Cear.
2 espadas com bainhas do ferro ; 2 telin3 de
couro onvernisado ; 2 liadores de rotroz prelo ;
2 cananas do couro euveinisado ; 6 resmas de
papel almaco ; 16 qoarloiroos de peonas de palo ;
- caivetes ; 6 garrafas de lima prela de escre-
var; 6 dunas de lapia de pao; 20 exemplares
do collecoes de cartas para principiantes ; 20
exemplares de taboadas ; 6 exemplares do gram-
maticas porluguezas por Monle-Verde, ultima edi-
cao ; o oxemplares de compendio de arithmeiica
por Avila ; 6 paulas ; 6 exemplares de traslados ;
o libras de area preta.
Meio balalho da Parahyba do Norte.
6 resmas de papel almaco ; 2 caivetes 6 gar-
rafas de tinta prela de escrover; 6 pautas.
Babia ale o dia 21 do correnle c seguir para a
Europa depoisda demora coslumada. Os preco3
das passagensslao modificados, sendo.os pre-
cos acluaes de
Ia classe 2a elasse 3a classo
Para Liverpool 35 S 29 S 16
Lisboa 26 22 12
S. Vicente 19 18 7
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOIIETES A VAPOR.
01 vapor Paran, commandante Jos Leopoldo
de Norunha Torres.io, espera-se dos poitos do
sul at odia 18 do correnle mez, quando deve
seguir para Parahiba, Natal, Cear, Maranho e
Para.
Recebe-se desde j passageiros c engaia-se a
mmam n...........^...... I ...______ *
caraa c encommendas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada com antecedencia al a
-espera de Siia chegada : agencia ra da Cruz
n. 1, escriptorio de Azevedo & Mendos.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hialo
Exhalacao; para o restante da carga, trala-se
com Gurgel Irmaos, ra da Cadeia oo Recife n.
2S, primeiro andar.
Brigue nacional Veloz.
Frota-se para qualquer parte : a tratar com os
consignatarios Azevedo 4 Mendos no seu escrip-
lorio ruada Cruz n. 1.
Avisos martimos.
0 capitao II. Brakke do paluho hollandez
.'Eduardo, ancorado nenie porto com um carrega-
mento de,assuear e agurdenle rom deslino para
o Rio da Prala, precisa tomar a risco martimo
sobre o casco o o Irete do dito navio, a quantia
de 1:600$ pelo pagamento das despezas [ellas
ueste porlo : osprelendenles sao rogados a di-
rigir as suas propostas ao consulado hollandez,
ra do Trapiche Novo n. 16, como cartas fecha-
das al quarta-feira ao meio dia.
u -t .T ....... ....... imu, timas proias.
bem felo de poscoco, cabeci a carneirada olhos
de mosnu. ferrado na anca direila com um P e F
degados lendo nas asteas superior o inferior duas
aspeas : quem der noticia na mesma coieira, se
graliueara generosamente.
A sociodade llnio Deceficenle Idos Cochei-
| ros faz ver que o Sr. Joaquim Fernandos Rosa
cx-ihesoureiro da m-sma foi exonerado do dito
lugar em sessao de 13 do corrente, e -:ao no I "
de agosta como diz o seu aonuncio ; igualmente
laz ver que o mesmo senjior Qca obligado por
mi" dUVlJa qge ,lSSa aPI,i,recer e,n suas
SecreUria da sociodade Uniio Beneficente dos
Cocheros 14 de setembro do l860.~Haym.indo'
da silva Gomes, presidente. Damazio Miranda
de Souza Coulo, 1. secretario.
-------- ti"*"
mar para tratar da roup dos mesmos :
na rua da Madre de Dos n. 56, pri-
meiro andar.
Caixeiro.
Preeisa-se do um caixeiro do 12 a 18 alios,
que tenlia pratica de taberna e que de fiador
sua conducta : a tratar na t.-avessa do paleo do
Paraizo n. 16.
Milita alten cao
[Na rua do Crespo n. 3 daseja-se fallar aos
abaixo mencinalos a negocio do seu nleresso:
Antonio Joaquim dos Santos Maia. Ilernardiiio''.
Ferreira Uuroiro, Luiz Gama, Julio Cesar For-
rera de Ag.u.ir, Jos Joaquim de Oliveira Cam-
pos, Francisco Jos Rodligues dos Sanios Ma-
noel Lo[ies dos Reis, Sabino Jos de Almeid'a.
Precisa-se saber onde oxisie Domingos Mon-
loiro de Souza, lilho de Manoel Montoiro de Sou-
za c Rosa Ferreira. do Porlo. o qual veio para
esta cidade ha Sannos, pouco maisou menos, no
hrisue Trovador: ao dito Sr. Domingas ou a
aiguma pessoa que delle saiba noticias roga-se o
Obsequio de diriair-so rua da Cruz do Recife
n. 27, escriplorio. ou rua do Trapiche Novo D.
lo, quarlo andar,
recompeosa.
A sociodade l'nio nneficenle dos Cochei- .'
--------------- -..._ ......5 ','M.ut i
ros. vendo o aunu.icio do Sr. Joaquim Fernandos
Rosa, declara quo o dito sonhor foi d-mittido em
sewao de 13 do corrente o nao no 1." de agosto
como elle diz ; outro sim o mesmo senhoMicou
ob-igado por qualquer reclamacao quo posa ap-
parecer em suas cuntas.
Societaria da Sociedade L'nio Benencente dos
Cocheiros la de selembro de 1860. Raimundo
da silva Gomes, presidente. Damazio Miranda
de Souza Coulo, 1. secretario.
Na estrada de Ponle de Ucha pela Solodado
ale o bairro Je Santo Antonio perdnu-se uns au-
tos voluuiosos em grao de appellaco. viudos do
Pajea de Flores : quem o achou "e quizer lera
candado de os restituir, venha esta Ivpngraphia
que ser generosamente recompensado.
O Sr. Joaquim Fernandes da Rosa fazscien-
te ao publico, quo deixou de exercer o lugar de
Ihesoureiro da sociedade Uniio bonoficcnie d.>9
Locheiros por motivos juslos desde e dia 1 de
agosto de 1860.
mim&
Lma familia que mora em um primeiro an-
dar com solio, cede o sobrado em baixo ou o so-
lao. pois tem os mesmos commodos, prefere-se
senhora viuva ou familia pequea : para infur-
magao, ni rua Direila n. 16.
Lei loes.
Queijos flamengos
Terca-feira 18 do ctrreife.
3>500 a por,.
Carlas de alfinotes a 100 rs. a caria.
O agente Uchoa fara' leilao por con- 'fwHnaa para 3 niezes a 50 rs. a caixa
.. _:-_1_ _.. > n i Facas muilo finas a 160 rs. cada um,
O Ihesoureiro das lolerias em consoquencia
da autonsacio que Ihc foi dada pelo Exm. Sr.
presdeme da provincia pelo officio abaixo Irans-
cruio, declara que a eitraccio da primeira parle
da primera lotera do collegio de Nossa Senhora
. do Rom Conelho desla cidade fica transferida
Precisa-se fallar rom os Srs. Reginaldo Al- i l,,lra (ll:l 22 t, prsenle mez. visto como em
vos de Mello e Felisberto Jernimo Coelho : na consequencia do processo das oleicoes nao pode
ler lugar a extraccio da dita lotera no dia *l
deste mesmo mez como eslava annunciada
OFFICIO.
4.a seccao.Palacio do governo de Pernam-
buco em 10 de selembro de 1860. Allendendo
aoque representou Vmc em seu officio do boje
o .intonso a espacar para o dia 22 do correnle a
extraernida pnmeia parle da primeira lotera
do collegio do Rom Conslho desla cidade.
Dos guarde a VmcAmbrozio Leilo da Cu-
nha Sr. ihesoureiro das lolerias. Thesouraria
das lolerias II de setembro de 1860.
Laboratorio tle lavagem.
Este osiabclecimonlo quo comecou a funecio-
j nar na casa de hanbos do paleo do Carmo. vai ser
transferido no dia 15 do correnle para o sitio dos
Burilisna estrada do Arraial.
A excedente cgua crreme e" o esparo que alli
ha, permiltindo que se eleve o numero dos con-
Icrrenles, previne-se as pessoas que esperavam
I por osla transferencia, que podem mandar as
suas roupas para serem lavadas, ombora nao le-
roa do Imperador, em casa do alfaiatc Flix V.
Cantalice.
Aluga-se o primeiro andar da rua da Cruz
do Recife n. 31 proprio para homem solleiro ou
escriptorio: a tratar no armazem do mesmo.
Caixeiro.
Precisa-se um caixeiro porluguez com pralica
de fazendas : na rua da Imperairiz n. 4.
Liquidado
Na loja de miudezas na
rua ci Queimado n. 59
ta f i>iir>A H ri>,,., ^cr.nn^,,.. j io I Facas muilo finas a 160 rs. cada um,
ta e risco de quem pertencer de 18 ca LlnnM de _eiada w mpadnha.
val mm aimiiiu II ,.n........ ___f____ t___-_ i. i- .
as necessidades desla capital e seus arrabaldes
A casa de banhos coiiiinuar a sor o deposito
de rocepcSo e entrega das roupas da capital cno
......'-" | unnas de meiada prela a 20 rs. a meiadinha. '- dosa?r,bTl5S,"~86 rCCebe' C enlw*,f* as
xas com ciueijos flamengos : terca-feira Tranca de lia para vestido a 40 rs. a peca. i I, van,!Z\ ,, ^ ,
as II horas em nonto na porta 'do ar.l"^- -rcar a 240 ,, qa.lla com 16 IS^aS.^pe^?^ 2ffS&
veis. As lucturas serio : boa lavagem em -
das, garantidas sempre as pecas c precos muito
commodos.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasilcira.
i O M"* naven. espers-Sft da Europa
de 18 a 20 do corrente e dt pois da demora do cos-
tume seguir para os portos do sul, para passa-
gens ele, trala-se com os agentes Tasso Irmaos.
COMPAMHA PERNAMBUCANA
DE
Navegado coseira a vapor
O vapor Persiminga, commandante Manoel
Joaquim Lobato, seizue para os portes do sul de
sua escala no dia 20 do correnle as 5 horas da
tardo : recebe cara;* ate o dia 19 ao meto dia,
encommendas e dinheiro al ao meio dia do da
Terca frira 18 do corrente.
Por despacho do lllm. Sr. Dr. jais
especial do commercio e a requerimen-
to dos depositarios da roassa fallida de
Antonio Jacintho Pacheco o agente Ca-
margofara' leilo da arma cao e mais
gneros da taberna iita na rua Impe-
rial na esquina da travessa do Lima, as
t i horas em ponto.
LsnAa
DE
Gneros de estiva.
. O agente Uchoa fara leilo dos seguintes gene-
ros do estiva, na porta do armazem do Sr. Annes
cenfronte aalfandega, na quarla-feira 19 do cor-
rente s 11 horas em panto
DE
Barricas com cerveja.
Barra com toucinho.
Barris com vinagre.
Saacos com farello.
rnazern do Sr. Annes confronte a porta i 6ramposa'40 rs. o maco com SSgrampos.
i Agulheiros de pao a 120 rs. a duzia.
Grvalas de cambraia a 240 rs. cada um.
Mantas para grvalas a 1J> cada um.
Bulos de liaba preta para camisas de peilo a
1 0 rs. a grosa.
Luvas de lio da Escossia a 320 rs. o par.
Das de pellica anda boas a 500 rs. o par.
Latas com meia libra de bauba a 400 rs. cada
urna.
Boioes do linha para casaveques a 2!0 rs. a
duzia.
Luvas de seda para senhora Ijjopar.
Meios muilo finas para meninos a 160 rs. o par.
La para bordar a 4 a libra,
culos de seo muilo linos a 400 rs. o par.
Carlas porluguezas a 160 rs. o baralho.
Carios de clcheles a 20 rs. cada um.
Aboluaduras para colirios a 2(1(1 cada urna.
Carloiras de agulhas a 210 cada urna.
Linhas de novellos de cor a 600 rs. a libra.
Leques muilo bons a 1 cada um.
Sauoneles, exlrilos e oulras muilissimas miu-
dezas que se vondom por lodo o prec vista do
dinheiro; como bem fitas de sarja muito ricas
por lodo o preco, franjas, trancas, etc.: a loja
torna-so bom conhecido porque 6 urna que lem
o lampeo do gaz na porta.
Cambraia organ-
dys a 360 o covado.
Vendo-se na rua do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, ceinbraia franceza organdys a 360 o
covado, para acabar urna factura ; assim como
boas chitos francezas a 240 e 300 rs., fazenda de
lindos padrees e cores fjxas: do- so maostras,

Attenco.
Rua eslreita do Rosario n. 12,
prin eiro andar.
A anliga casa delanxe da mencionada rua adia-
se de novo sortida e preparada para fornecer a
qualquer hora, saborosos petiscos. a bella rapa-
zeaua, pois ah acbaro duas frescas salas onde
poderao saborear o bello lanche acompanhado
dos velhos vinhos. que anciosos esperara or sua
v.-z. o delicioso almoco, o fortificante jamar e a
Icvocea, tambera acharao todas as noile- o asra-
davelsorve.e de fruclas, que alm de extraordi-
naria grandeza e diminuto no preco, aos domin-
gos pelas 2 horas da madrugada a'saborosa mao
de vaca, o caf, cha. caf com leite, os ovos, o-
peixede innmeras qualidades, era lim ludo bom
e servido com presteza. Fornere comida diaria
ou mensal mandando levar ou mandando-se bus-
car, ludo por pouco preco. tambera apronipt-i-se
toda e qualquer encommenda culinaria sendo
leita com antecedencia.
AlugH-sepor um cont de reis o
segundo e terceiro andar do sobrado i>.
65 da rua Nova, os quaes alem de terem
ptimos commodos achsm-se asseiados-
O Sr. que morou na rua das La-
rangeiras e que annunciou concertar
pianos, queira ter a bondade de appa-
recer na rua larga do Rosario, arma-
zem de louca, pois gn0ra se a sua mo-
rada.
TTV?


DIARIO DE PERNAMBCO. SEGUNDA FElBA I? DE SETEMBRO DE 1860-
r!
Preci-se lugar urna casa que tenha quin-
1)1, no bairro da Boa-Msla : quem livor an-
nuncie.
OlTerece-se urna ami capaz para o servico
de urna casa : quem a pretender, dirija-se a ra
da Imperalriz n. 9.
Precisa-se de ura criado forro ou captivo,
que atiba eoainhar, par servico de uira rasa de
pequea familia : na Ponte de' Ucha, silio com
porto de ferro defronlc ao do Sr. Bento Jos da
Costa.
Precsa-se fallar aos berdeiros do D. Haria
Theroza de Jess, a negocio sobre a cosa da roa
do Nogueira n. 14 ; a tratar no Becife, na tra-
vessa ila Madre de Dos n. 18. ou declaro sua
morada para ser procurada.
Aiuga-se urna negriuha propria para aia de
meninos ou para o servico do dentio de casa :
na ra do Hospicio o. 36.
Pre.:isa-se de 1:5000 a 2.000$ a juros pelo
lempo queso cunveurionar.dando-se por garanta
3escraos mocos de 20 anuos: quem quucr (azur
este negocio, anuuncie para ser procurado.
D-se diuheiro a juros sobre penhores de
ouro ou prala : na ra do llosario da Boa-Visia
numero 58.
Na ra da Cadeia n. 24,
deseja-se fallar cora os senhores '.
Marcelino do Souza Pereira do Brilo.
Ciclo da Costa Campello.
Jos Airea Monte '.aso. *
Joao Alves de Olive-ira.
Joaquim Clemente de I.einos Duarla.
Antonio Caciano da Molla.
Augusto Pacheco Qiieiroga.
Manuel Jos I'erreira.
Mmoel dos Sanios Azcvcdo.
Bcmjamin do Carmo Lopes.
Silvino Mendos de Azevedo,
Joao Rodrigues Cordeiro.
^Consultorio central homeopathicoS
de @
I PMIMieJfLl. 1
S> Continua sob a .mesma direccao do Ma-Qt
@ noel do Mallos Teixeira I.iraa, prufessor
$ era rmmeop.ilhia.As consullas como d'an-
C: tes. ea
f --- f
H Botica central liomeopalhica 1
i R. SABINO 0, L PIMO 1
19 Novos modicamentoshomcopalhicos cn-
q viadosda Europa pelo Dr. Sabino
jg Estes rae licanianlns preparados espe-2
Og iilincntesegundoasneccssidadesda ho-S
g meopathia noHrasil, vende-se pelos pro-
@ oos conheciJos na botica central horneo-A
Q) p-.tluc, rua de Sanio Amaro (Mundo No-gj
n 6- S
B99aa*90#9*djAMfe96Adsfe
Aluga-se um sobrado de uui andar e solao:
pa ra dos Quarleis n. 17.
James Askcll, John Dear, rcliram-se para a
1 nglalena
I'recis*-sc de nm caixeiro de 12 3 H anuos
de idade : na ra Direita dos Afosados ti. 13.
AMA.
Precisa-se de urna ama para cozinhar para
peuca famiiia : na ra Nova n 20.
Attenco.
O Sr. Jos Antonio Camello lenha a bondade
de vir tirar os psnhores que exislem na ra do n.a rua do SeTP. casa terrea junto 80 sobrado do
Rangcl n. 45, no prazo de, 8 dias, ruido os qu3es cinco varandas, riziuho o grande casa que se esra
serao vendidos para pagamento do principal azendo para o Cyranasio Provincial,
juros. Recife de selembro de 1860. O Sr Antonio Francisco de Moura, empre-
gencla los fabricantes amerlca- ado no csrriptorio da estrada de ferro, tenha a
aos Grouver A> Baker. i bo,"lade de apparecer na rua do Rangcl n 20,
Machinas de coser: em casa de SamuelP. Vaia lla!r d.? "eS".eio de "u '"e8e.
JoUnston & ruada Senzala Nova n.52 Na l'vrana n, o e da praca da
Independencia precisa fallar ao Sr. Ufa*
noel Antonio Pinto da Silva.
\j Sr. Uoix.tngus Cesario Pinto
queira dirigir-se a eita typographia,
que se lite precisa fallar.
Commando das armas.
Pelo commando das armas dosis provincia, del
conformid.ide com as ordeus do qu*-riel general '
dpexcrcito, contrala-se um capello para o pre-J um, 0 annuncianle aprsenla seus
s.d.o de remando. O reverendo sacerdote quo nos luluu|s dos Illms. Srs. Viriea, Dr. Aguar
se q-.izer contratar para o servico do dito presi- Cuerra, Tasso e em oulros mais ruad* Caixa
dio, e convidado a comparecer na secretaria mi- ; dVua n. 52. > iua ua uiu
litar nos das nteis, das 9 s 2 horas da larde.
Precisa-se de urna rnulher paraengommar
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore lettras pro-
prias para catacumba oo tmulo a 100 rs. cada
NA NOVA
Loja de miudezas na rua
Para passar a fesla.
Aluga-se urna excellente casa de sobrado na
entrada da povoa^o do Monttiro, com grandes e
excellcnles commodos para urna numerosa fami-
lia : a tratar na rua do Queimado n. 32, loja.
COMIMJtOIA
PSNNA DE AC
oe W.SCLLY
Estas pennas de diffrrentes nualidades, sao fa-
bricadas de ac de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a lodo o tamaito de
oltra. Preco 1j)")0<> coda caixa e pennas de ouro
lelo mesroo autor com pona de diamante, que
crcm a grande vantagem de nao estar sujeitasa
crear ferrugem e conservndose bem limpassiio
de diiraro infinita, deposito era casa dos Srs.
Hiiedcs & Goncalvcs tua da Cadeia n. 7.
n
Dentista de Paris.
15 Rua Nova15
PredoricoGautier, cirnrgiao dentista, JxJ
faz todas as oporacoe da sua arte e col- gig
loca denles artificiaos, todo com a supe-
rioridade e perfeieao que as pessoas en- ^
tendidas Ihe reconhecem. ^
Temagua e pos dentifricios etc.
Eio praca publica do juizo dos fetos <\a
fazenda nacional se ha de arrematar no dia 20
do crrenle os escravos seguinles : Nicolao, de
idade 35 anuos, avahado por BOU : Beuedictc,
rrioulo, ilade 20 anuos, avallado por 025$ : Ca-
nuto, crioulo, idade 50 annos, avaliado por 300J;
Gamillo, crioulo, idade 50 anuos, avaliado por
30ii$ ; penhorados pela fazenda a Joaquim Ca-
valianti de Albuqnerque como fiador do ex-col-
leclor do Cabo Francisco Antonio de S Brrelo
Jnior.
Guilhcrme Carvallio & C.
arrendam o seu escriplorio da rua do Torres, eos
dona andares, por so mudarem do mesmo para a
rua do Vijtario n. 17,
m Londres
i mu,
CAPITAL
Cinco snVWxoes Ae YiVras
s\ev\\iu\s.
Saunders Rrolhers& C. lein a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier, que eslao plena-;
mente autorisados pela dita companhia para ef- '
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,'
coberlos de lelha, e igualmente sobre osobjeclos'
que conliverern os mesmos edificios, quer con- |
I aisla em mobilia ou em fazendas de qualquer
DENTISTA
= Em praca publna oos fetos ua fazenda na.
cional se ha do arrematar no dia 20 do crrenle
urna casa mei-agua sita na rua das Calcadas, ava-
had i por 1:600$, cuja casa Jui penhorada por
execugao da fazenrfa contra a irniandade do Se-
nhor dos Mariyiios da igreja do Rosario do bairro
de Santo Antonio.
Th E. Muhlo vi para fra da provincia.
Precisa-ae de um caixeiro de lo a 13 annos,
sendo portuguez, ainda mesmo lora praiica, pa- Flli*di/fi IV
ra taberna : a tratar na rua Direita n. 39. Utl t lili 11,
OlTorcce-se urna ama para -asa de pouca / *
familia : quem precisar, dirija-sc rua da Guia O UlHWC CO (1(1 Z.
numero 37. A,.,.
CAriniiiir vondem-se pecas de filas de c^r a 210 rs., cai-
OUt.lEiUAUPi ; xas d'agulhas francezas a 150 240 rs., eolnerca
IVCTITI1TA niA n ii I i-it i n i n dp metal principe para soupa fino a 5S200. ii'as
lAMilltl rl h IMIhniKIO P3ra cha a ^W a duzia- enfeiiea de vidrllh os
. preos finos a SJ500, caixa de bfalo a 1 e
A sessao extraordinaria para posse do novo 1 800, bandejas linas a 1S500 '2S 3 4g c 53
conselho ser quinta-feira 20 do correnle as i cuacos de grampas roliras o 40 rs., ditos de cara-
horas da larde.. Col a 80 rs., linleiros e atceiros finos a 2 ga-
Secretana do Instituto Pi e Litleiario aos 13 lio de linho branro a 100 rs. a vara, pulsciras
85, ondetem
de selembro de 1860.
Altino Rodrigues Pimenla,
secretario.
I."
Rogase
Compras.
prelas a 13. torcidas para candieiros a 1$ a du-
zia, pecas de fitas de linho a 60 e 80 rs., cordas
para violao a 80 e 120 is., trancas de linho para
enfeilcs de vestidos a 900 rs. a' peca, pentes de
alizar, de baleia, a 240, calungas de diversas
qnalidadea a 120, 160, 200, 210, 280 e 480 is.,
ao Sr. Joaquim Cvale inti do llego Barros, que golinbaa de corchi para senhora a 800 e 1, ca-
lenha a boiidade do apparecer na rua do Quci- : niveles do urna folha a 160, escoras para denles
niado n. -6, loja. a 240 rs. sabiio lino para baiba a 80 c 320 rs.,
bicos linos tinos a 10, 80 e 100 rs. a vara, u eas
\ para senhoras a 320 rs. o par, linhas de miada
i para corchi a 10 rs. a miada, ribique a 80 rs. o
j papel, obrejas de maca a 80 rs. a caixa, taporas
a 1, cartas francezas a 240 e 320, ditas porlu-
guezas a 210 rs., lapis finos de cores a 16o, li-
nhas pera marca a 20 rs., tesouras a 100 rs..
pentes paro alar cabello a 160 rs., oculos de ac
, a 500'j8'>0 rs., pomada franceza a 100 rs., tipe-
FreciSa-Se comprar nmi mulata mo- les para Ia:iiernasa2$j500 o par, toncas para me-
ca que teja perfeita co&tureira de aeullia m"as "*nino dp laa a 8u rs-. colheres para
t. ttn,i..a" .1 i, cha a bOO rs. a diizia, alllnetes em caixmha inui-
e icsouta, paga-se bem .gradando as ; t0 lino a 200 e 280 rs., Invas de io d'Eacoaa
suas (|ualiddes : na rua do Trapiche, deires para homem a 610. ditas branca* a 640
Kecie, n. 10, se dir' (mema nre-rs- D-'eiS cn'aslinas Pa" '"mera a a-200 a du-
t i |.-m pie M#i |ia para bordar a mais lina qoe ha a /5<>0,
lenoe. i imla ,je ,ar,im |no a 500 n_t c&ixinha de papel
Compram-se travs He 45 palmos, e caibros j sorti ias cm cores a 1$, ditas do quadrinhos a 810
de 35 : na rua Nova n. 52,loja.

VISO.
Bjl
Compram-se mondas de 1
no largo do Corpo Santo, esen
Ignacio de Oliveira & F1II10.
rs., dilas.le cores a SUO rs, atacadores d'a _
Miro de IOS o 20$ l'lllos a ^0 rs., ditos rolicos a 100 rs., pentes
ptorio de Hanoe! I lrav('!'ias P,ira meninas a 610 rs ditos de borra-
0 lao
s
DE ESCRAVOS
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz 11. 22.
PERNAMBIJCOo
8 3Rna estreita do Uosario~3
^ Francisco Piulo Ozono continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio
de molas como pela pressao do ar, nao
g recebe paga alguma sem que as obras
^ nao fiquom a vontade de seus donos,
lcm pozos c oulras preparacoes as mais
acreditadas para conscrcacao da bocea
AttenQao.
Na roa das Ciur.es 0. 21, primeiro anJar, for-
necc-se comodonas com lodo o aceio, e mais ba-
rato que em oulra parte: assim como lodos os
domingos e dias santos miio de vacca a 400 rs., o
melhor possivel,
Precisa-se do segundo andar de una casa
; com a frente para o naacente, leudo 2 salas, 3 | dilTerentes idades de ambos os sexos, com
quartos grandes ou i menores, cozinha fra, ele dudes e sem ellas,
preerindo-se de um .indar ; isto por 3 annos,
fleando o propietario pago de lodos ellos ao pas-
sar da escriptura : no primeiro andar da casa n.
18, no paleo do Hospital do Paraizo.
Wilhelm Slrutz, Ileinrich von Levern, Cari
Vendas.
Cintas pelas de gusto o mais moderno pa-
ra senhoras : em casa de J. Falque, rua do Cres-
po n. 1.
(ha para alizar a 600 o 800 rs., ditos de oufalo
branro .1 500 rs,, ditos para pi'.hos a 280 rs di-
lus parasuisaas a 500 rs., pecas de trancas de
lia de caracol a 60 rs., lilas d seda da largura
de 5 dedos a 640 rs., obreias do colla a 100 rs.,
boneraa de cara urca a 160 rs., ditas de chourn a
500, 800, I 00 e 29, tesouras para unhas a 800
rs ditas para costuras 1 1$, faca de cobo de ba-
Rua larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla casa recebem-so escravos para seren
vendidos por coromissao por corita de seus se-
uhores. A (anca-seo bom tralamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos sc-
jam vendidos com promptid.io afim de seos se-
nhores nao soflrerem empale na venda delles.
Nesla casa ha sempre para vender escravos do
abili-
11, 48.
ultimo vapor
es que
Atlencao.
propna para um rapaz principiante
Largo n. 1 ; o motivo se dir.
Rua do Queimado
Julio & Conrado receberam pelo
o verdadeirn merino a China proprio para a ur-
Jem carmelitana, e bem assim al ac branca pa- tetn uma pauaria que tai bastante ne-
Vende-se
a saber
_ *
jm sitio com
urna de pedia e cal
2 casas
na qual
APPIiOVACiO E AlT0RIS\$0
DA
iiii mnftm m lDimnit
JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Mauricio Jos dos Santos Itibeiro, rhegido
ltimamente de Lisboa, faz scienle ao respeils-
rel publico que acatia de esinbelccer na rua lar-
ga do Rosario n. 21, primeiro andar, uma olfi-
cina de ourivea onde aprompta quaesquer ob-
i Knaths, subditos allemes, retiram-se para o Rio jeclos tendentes a niesma arle do mais apurado
de Janeiro. gasto e peifeicao de trabalho. como sejam ade-
( Urna pessoa perila engommadeira se pro- tecos completos, brochas, pulseiras, aneis alfl-
, poe a engommar para qualquer casa eslrangeira neles etc.. etc. Km seu eslahelecini'ento promcl-
1 ou brasileira ; quem pret-nder dirija-se a es- le concertar qualquer obra da sua arle com per-
. traa do Rosarinho, primeiro sitio depois da eicjo A pratir.i adquirida por sua longa resi-
ponte. den ia em Lisboa, e as rehees directas
TT?y*rYVTTTT*rTTYT"rTT'*-Y-TT'> co,|slanlemcnle mantem com aigumas das
' nFMTIQTI PRANPP7 ^irosreiiaveiscasasd'equella cidade, que so
y. Paulo Gnignoux, dentista, rua das La- ,
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p entilico. *
que
mais
era-
ra 610, 720,600 e 1 o covado.
Machinas de coser
_ Vende-se uma machina de coser de nova inven-
cao o de supeiior qualidade : na rua do Impera-
dor, loja de miudezas de Joaquim Henriques da
Silva n. 38.
Vende-se, pvrmiila-sc, ou em ultimo caso
arrenda-se o sitio da travessa dos Remedios na
freguezia dos Alog.ulos n. 21, sendo que s se
arrenda a quera quizer fizer j todos os coocer-
tos de que a casa precisar para ser descontada
{joeio, o sitio tem 21G palmos de trente
e iO de tundo e bastante fructeiras
alem do mais, a casa de morad ia tem
bastante commoJos para qualquer ta-
milia morar, tem terrenos para fazer
um rancho no qual se pode azer um
patrimonio para quem quizer viver fura
da praca, tem mais terreno parase edi
dilicar 10 moradas de casa, o lugar e o
.rua Relia
-ai

X AXJLi.SLJLXxxX.X..XlJLlLxmx.A
IASV LIlSO-BRASLEIItA*
2, GoIkii Square, Londres.
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prala, o habilitam a encarregar-se de qualquer
oricommenda de taes objeclos lauto para a igreja
como para uso domeslico. As pessoas. pois, que
80 dignaren) hunra-lo com a sua confianca, se-
rao servidas com o niaior zelo e solicilud e por
precos baiatissimos.
O Sr. Domingos Jos Soares. odici.il da se-
cretaria do governo, queira dirigir-se a rua Di-
n?L.g "''i'ortancia despendida com o mais pitoresco possivel no luear do Pe-
concerlo : puem pretender fazer qiiulquer neg- i i ),,_
o. emenda-se com seu nroprietaiio na roa de res' lambcm se ven le um prt to p.iJeuo
Francisco, sobrado n. 10, como quem vai para para a mesma padaria, O motivo da ven-
da e O dono ter de fazer uma viajem
para tora da provincia vende se barato,
W para ver to lo e qualquer dia no mesmo
|^ sitio ou na ruado Queimado loja de fa-
e zendasn. 65.
gf
Loja
tic
COM
f'i/endas
ELECTRO MAGNTICAS EP1SPATK
ea
. G. OLIVEIRA tendo augmentado, com to- reila n 68, afim de saldar o que esla a dever
mar a casa contigua, ampias e exccllenles ac-; aos berdeiros do Caelauo Pereira Goncalves da
commodaeoes para rauito maior numero de hos- Cunha.
pedesde novse recommendaao favor e lem- O Dr. Manoel E. Reg Valonea pode ser
..""?. ..8.s,u.S:?.n,"g0S e. dosSrs- viajantes que procurado para o exercicio de sua 'profiss.io de
Para
seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
,T/ssss^ .....j0.
Com estas C.iAPAS-iaEorno-MAc:isrAsriCAS oht.m se uma cura radical e infallivel em *rnnclsco, Gnncalves de Souza.
icaoJfa'ltaacooi falla de respiracu), sejam inlemas ou exlernas, como' "* de L",:ci-
visitera osla capital; continua a prestar-Ihcseus ; medico ; na rua da Cruz n. 21, segundo andar
r Ensino de msica.
paz, ele.: alm do porloguez e do nslez falla-se
ua casa o hesuanhole francez.
Na rua da Imperatriz n. 54 desojase falla
com os Srs. abaixo declarados :
Jos Antonio de Oliveira
I). Francisca Adelaide C. Caslro.
Offerece-sc para lercionar o solfejo.como lam-
bem a tocar varius instrumentos ; dando as li-
i coes das 7 horas s 9 112 da Doite: a tratar na rua
: da Roda n. 50.
e wr
. As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, leudo todo o cuidado de D-
trac as necessanaa ezplicacoes, se as chapas sao para homcw, senhora ou chanca. declirndo a
V. Macedo Jnior.
Allenco.
j MadameGekle, estabelecida na rua das Cru-
zcs n. 36.avisa ao respeilavel publico que se acha
sempie prompi.i para fazer qualquer obra de
vestidos de senhora. e tambem chapeos moda
1 di P.iris, por muito commodo pieco.
Quem tiver um sitio perto oul0-^ ^ deazeda de Guimaraes Lima.
longe desta cidade, com tanto que tenlia Chapeos de Sol de Seda illjle-
casa de vivenda, arvorts detracto e fi-
linas. J
|O--Rua vfe Eucoiilra-se nesle esl-ibeleiiinenlo lo-
adas as qualidades de fazendas. riroa e
m elegantes corles de vestidos de fil, blond
K e de seda, pretos, brancos e de cores,
S carnbraias, cassas. bareges, chapeos para
ffi homem e senhora, ricos manteletes de
II renda branca e preta, velludos de todas
^ qualidades, grinalelas, aderecos de bri- ^
^ Ihanles e toncados para senhora, perfu- SJ
9 maas francezas. roopa feita para homem 5
m e meninos, calcado de Uelis para ho-
ff mera eJoly para senhora, luras de pe- 9
^ lica, chales de rerdadeiro touqnim e lo- *e
OP dos osobjeclos necessarios a uma seulio- 5
H ra de goslo e do grande mundo. M
m mmmm mm-mmmmm
Madeira de jaca i anda.
Vende-se duzia e meta de paos de Jacaranda de
: superior qualidade e por mdico preco ; a tratar
na rua do Giespo, esquina da rua do'lmpeador
SZ?*J.rt!,1!!S Par, d Crrp "l9le' Be D"cab'?. P(sco?". braco, coxa. perna/p.ou ro. co do
corpo. declarando a circumferencia : e sendo inchacos. eridas ou ulceras, o molde do seu ama!
a;\%aM^^cSr,,i-^,^,i,ita"'aG,n de *u +t 2?z
Pde-se mandar vir de qalquer ponto do imperio do Brasil. SEi0.'ISifSSl SE
ioa Pa)aS ?2SK 3dCZs':"h3daS "" COmpelenles "P'icacoes e tambem de todos os accesso- | PfeVfflCS
que prximo ao banlio salgado, tempe-
rado ou doce, e o quena alugar diii-
Pracisa-se alugar um sobrado de um andar ou .u'se ao 'argo do Terco caa tarea mi-
de dous, em bem estado, com quintal, nos bair- ; mero 33.
s di Boa-Visla o Santo Antonio : qu
Liqnidac&o
para acabar.
Na loja da rua do Cr.spo n. 1 i, ven-
de se um variado sortimento de tazen-
idas de todas as qualidades, por piceos
\ mais commoii >s que se podem encon-
irar ; coa; bem :
Cassas decores (xas, covado a ICO
Cami/inlia com gol'inlia para
senhora a 500
(ollinlias bordadas p?ra se-
nhora a 500
Cortes de vistido de phantatia
para senhora de 1q| a 15$0'0
ilof de dito de seda para se-
ntara de 20 a 40^000.
nos bair-
quera o tiver
n ; Pentes riquissunos de tartaru
/-S 3 0)UUU. d(J f0u
Na rua do Crespo, esquina da rua do Impera- "i i- ,
dor n. 7, loja de fazendas linas de Guimaraes & LllaI<-'S de laa estampado a
Lima, vendem-se chapeos de sol de seda ingle-1 Ditos de touquim bordados
de 15| a
zes a 8 cada um.
Consullas a tolas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confian
no, que se achara aborto todos os dias. sera excepcao, das 9 horas da manhaa s 2 da larde.
119 Rua do Pauto
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Estando a (indar os frescaes queijos do Cerid, '',
as excellentes maesas, e a bella manleiga reli-
nada em frascos, previne-se aos amantes dos ji
ditos gneros, que vendara a ellos com presteza ,;
para depois nao haver queixa : no arma/.o ni da i
I rua estreita po Rosario n. 11.
Aluga-se um sitio grande com|)
excellente casadevvenda, com todas as '
commodidades pma familia, no lugar!
da Caa Forte : a tratar com os pro-|
apritanos, \.0 lieber & C.
so-
de
ge-

O Dr. Cosme de Sa? Pe eir da'
consultas medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recife, tua
da Cruz n. 53, todos es dias.me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ate as 10 da manhaa,
breos seguintes pontos
1 .Molestias de odos ;
2.- Molestias de cora cao e
peito ;
3.- Molestias dos orgacs da
radio e do a us ;
4.- I'raticara' toda e qualquer
operacao que julg r conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O exame das pessoasque o con -
sultarem sera' feito indistincta-
mente, e na ordet-n de suas en-
tradas, faz'-ndo excepcao os doen-
^es de olhos, ou aqueiles que por
motivo justu obtiverem^bora
marcada para este im.
m
Loja das seis portas em
freuledo Livranento.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado. ditas estrellas a imiiaro de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e 0c cores a
15S000
2jf500
20/JI000
120
Lencos de cassa com bico a
Sabidas de baile de merino e
de seda de 10$ a 15.^000
Paletot de casemira e panno
de 1 ,S a 15000
E outras muitas fazendas que a vista
do comprador se defenganara'.
Vendem-se 50 apolices da companhia do
-, encanamenlo das aguas: a tratar na rua da Ca-
20U rs. o covado, pegas de esguiao de algodo deia do Recife n. 50, primeiro andar,
muito lino a 3g,i peca, dilas de brelanha de rolo f -', A* niin,,n ,1^ linho (IA
com 10 vatas a 2). riscadinho de linho a 160 rs.! *-<^"VoeS (,C pal0 ,J^ llUIlO Utl
o covado. chales de merino eslampados a &&. FrA A 1 800
lene* brancoscom barra de cor a 120 rs., ditos! rUHdH JJOUU.
eoio bico a 200 rs., algodao monslro de duas lar- y f"Jem-se no armazem de fazendas da rua do
guras o mehor que d possivel a 610 rs. a vara, *" ( n# 13-
rnussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
etratos
em cartes de visita como se
usaem Paris. Os 100 por
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No ftepozito desle eslalieleeimeuto sempre Via grande sonimeikio de me
ehanismo para os engenUos de assucar a saber;
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido.iconomicas de combustivel, e d.facillimassento:
Kociasd agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Cuinos de ferro, e portas d'aguaiara ditas, e serrilbas para rodas de madeira';
Mo.endas inteirascom virgensmuito fortes, e convenientes ;
Meia moendas com rodelas motoras >ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deaz ;
Taivas de ferro fundido e batido, e de cobre-
Pares a bicas para o caldo, crivose portas de ferro para asfornalhas ;
Ala nb.ques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para coicr farinha ;
Ro ietas dentadas de todos os ta manhos para va por,' agu a, caval los ot bois :
AS.i.I!ies.broa.e parafusos, arados, eixos e odasparacarrocas, rmas'gaWan.zadas para purgar etc.,etc.,,
F XV T>^r^,______f ff&^>^ gante lbum dedicados amisade. Tiram-se todos
u- W. JJowmancoQfiaqueosseusfreguezes acharotudo digno da preferencia comiEgr.^
qae o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os airicu i-"^.d-l ?uJahda*,S,p^afri:a,0S dc s M
toces desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
tniis acreditlas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podera necessilar.
o retrato o mais econmico que se pode ob-
tere o mais proprio para dar de mimo aos p-
renles e amuos, podeodo ser remctlido comino-
damente dentro de uma carta. Estes retrato
nao obslanie suas pequeas dimenses, repre-
sentara a pessoa de figura" inleira cora o maior
apuro nos dealliea, s.io a mais propria recordacio
de todas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos
em colleccao podero servir para formar um ele-
-----oeralriz.
Kurlaram de uma canoa de ferro tundeada
na coroa do passarinho. um ancorte de ferro
patente cora a competenlecorrente de 15 bracas
pouco mus ou menos: se alguem descohrir
quera fu, 0 malfeitor ou larapio, souber a cr-
reme,etc., e o oommunicar na na da Cruz n.
zi. primeiro andar, ou a Seb.isti.io Lopes Guima-
raes J uDtur, ser bem gratifica i o.
nho preto bastante largo. A loja est aberla al as
9 horas da noile.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feila barata.
Pilelots de casemira escura a IJ, dilos de al-
paca preta a 4 c 5?>, camisas brancas e de cores
a 2, ditas de fuslao a 2>50O, ceroulas muito fi-
nas a 18600 e 2$, paletols e brim pardo a 3,
' calcas de casemira prelas e de cores, palelols d
! panno prelo, sobrecasacas, colleles de casemira
preta, ditos de velludo preto e de cores, um com-
.plelo sortimento de roupa feila.
ESTtDOS SOBRE 0 E\SI\0 PUBLICO
PELO OOlTOR
Apriyio Justiniano da Silva
Guimaraes.
Obra dedica Ja a S. H. o Imperador.
Acha-se a venda na livraria acadmica dos Srs.
^mmrssssrua d Iropcr,idor n- 79>
Rua Direita n. 16.
Na grande fabrica de tamancos da rua Direita
esquina da travessa de S. Pedro, achara o res-
peilavel publico em geral um variado e riqusi-
mo sortimento de tamancos de todas as qualida-
des. por menos preco do que cm oulra qualquer
parte como sejam :
Tamancos a moda do Porto a 1J600.
Ditos eommuns (s a vista)
Ditos de gaz para senhora [alliado piolado).
Ditos sizudos (alliado de lustre)
Ditos pharol (velbutina).
Ditos bausas (marroquim). *
Assim como sortimento de calcado para senho-
ra, de todas as qualidades. por p'reeos razoaveis.
-\o pateo do Carmo n. 6, vende-se uma es-
crava de nagao do i0 annos. engommadeira, co-
ziaheira e lavaieira.
A 1^800.
Coberlas de chita, goslo chinez e muitj gran-
des, a prego de IJ8CO cada urna : na rua do Quei-
mado ii. 19.
A 900 rs. a vara.
Brin. Irancado alvo proprio para toalhas do
mesa, com 8 palmos de largo, fazenda muito su-
perior, o polo Barato preco de 900 rs. a vara ;
s se vende no armazem de fazendas da ruado
Queimado u. 19.
Gambraia de salpicos a 4$500
a peca.
Vende-se cambraia de salpicos muito lina com
8 1|2 varas, pelo baralissimo preco de 45500: na
rua do Queimado n. 19.
Setim branco e fil liso.
No arm-izem de fazendas da rua do Queimado
numero 19.
Vende-se ou aluga-se um silio na Capun-
ga, rua do porto do Laserre, com boa casa ter-
rea, com bstanles arvoredos de fruelo, cuja rasa
fica encostada casa do Sr. Bartholomeu : quem
o pretender por compra ou por aluguel, enleuda-
se com o amaino assignado,
Narciso Jos da Cosa Pereira.
Vende-se um cofre com 4 palmos de com-
prido e 2 de largo, lodo chapido de -rro em
volla c fechadura de segredo, que pude servir
para guardar pecas de valor dc alguma cotpora-
?o, por ser omito segura o forto : na rua do
Rangcl n 21 se dir quem o tem.
Taberna.
Vende-so uma taberna com pouroa fundos,
propria para principiante: na rua Direita dos
Afogados n. 20. Na mesma taberna se offerece.
um menino para caixeiro de qualquer eslabele-
cimenlo, menos botica e padaria : quem preci-
sar annuncie por este Diario.
MHho novo.
Vendem-se saceos com milho a 6$ : na rua da
Cadeia do Recife n 3.
Vende-se uma neira boa engommadeira e
cozinheira : na rua do Imperador n. 67, no se-
gundo andar.
IMB
'' ""
^-*-
T~


(6)
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto & Perdigo.
Com loja oa ra da Cadeia do Recife o. 23
Tsadera e dao amostras as seguidles fazendas-
(.artes de vestidos de seda prclos e de cores
Curtes do ditos do barogo, de larlatana e de "aze
do seda.
Cimbraias de cores, brancas o organdvs.
A:iquinhas para saias.saias baiao, de dina, uia-
dapolao e bordadas.
Learos de labyrinlho do Aracatv e francezes.
Cnapeos amazonas de pallts e de seda para so-
n horas e meninas.
E-iidilesde froco, de vidrilho e de flores.
Peales de tartaruga, imoeratriz e outros goslos.
Mjnguilos e gollas, ponto inglez, francez c mis-
sanga.
Vestuarios de fusto, de la e de seda paro
crianr.a.
Minteletes, taimas e pelerinas de differentes qua-
lidndes.
Cales de lou lim, de merino e de la de ponta
redonda.
Luvas do pellica brancas, prelas e de cores.
Vestidos de blond, manas de dito, capellas e
flores solas.
Sioturdes, camisas de linho e espartilhos para
senhora."
Perramente floas, sabonetcs e agua de colonia.
Cuacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e do cor.
Paletots de alpaca, de seda e de linho.
C tieis de casemira do cor, prelas e de brira
Camisas de inalapolao, de linho inglez e de la.
Seroulas do linho e do meia.
Malas, saceos, apetrcixos para viagem.
Clnicas para invern* bolinas do Meti e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
racm.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Babia.
Parahyba.
V.;n le-se o engeoho Torrinha distan
tj 1 te a terreno para dous mil pSes oor an-
uo e b>a casa da vvenla assobradada e
i)j.*> obras, tem embargue no porto dis
tante do engenho l|2 q JMel.
Aviso aossenhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
rio de algodao o melhor que tem vindo ao
mercado, para pavios de velas : vende-se na ra
da Cadeia, loja do ferragens de Vidal 4 BasUs.
-- Vende-se para fra da provincia ou para
algum engenho urna escravs de oar-o, moca
muito robuslae sadia.capaz de qualquer servico'
e que sabe lavar e eozinhar o ordinario de urna'
casa quem a pretender, dirija-se a ra do Im-
perador (anliga ra do Collegio) n.77, no lercei-
ro andar
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
Pechincha
i\a travessa da ra das
Crozes n. 2,
vendem-se borzegulns de Mantee de bezerro su-
periores a 8S500. e com mcias balaras a 9s000
prego nunca visto.
Cheguem ao barato
O P regula est queimando, em sua loja na
ruado Queimado n, 2.
Pecas de brelanha de rolo cora 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e pautte a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muito bom gosio a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 4$, 535,
e 69 a pega, dita lapada, com 10 varas a 5J6
63> a peca, chitas largas de mo lernos e escomidos
padrees a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a ?* e 855
ditos bordados com duas palmas, fazonda muito
delicada a 99 cadj um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5*, lencos do cassa com hirr 1 ,
ra senliora a 4> a duza, duas de boa qualidade m"ll llndos f'1" menina a 1;8<>0, 2*500, 3 e 45
a 339 e 39500 a duzia, chitas francezas de ricos n ~
Fogoes economi-
DIARIO DE PERWAMBUCO. SEGUNDA FEIR* 17 PE SETEMBRO DE 1860.
No caes do Ramos n. 10, vendera-se barris de
mol de muito boa qualidade por 15*000 cada
um com 17 caadas.
Milho novo
Chegado do Cear, Maranhio e Colinguiba a dois
dias. em saceos grandes; no armazem de Anlu-
nesGuiroares& C, largo da Assembla n. 19.
Vendem-sc duas juntas de bote mansos pa-
ra carro : na ra da Imperatriz n. 5 segundo
andar.
Seboe graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas : no armazem
u" Tasso Irmaos, no caes de Apollo
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de I
tachas de ferro* fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
echinchas !
sem iguaes, na ra do Quei-
mado n. G5, na bem conhe-j
ciffa loja da diligencia dej
Fajozes Jnior & Guimares'
Helas pintadas muito Gnas- para homem
Pianos
Sauflders Brothers & C. tem pira Tender em
eu armazem, na pra?a do Corpo Santo n. 11,
ilguns pianos do ultimo gosto, recentiraente
cnegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bncantes J. Broadwood 4Sons de Londres.
muito Dropriosoara este clima.
GlitftM SORTIMESTO
DE
REMEDIO INCUMPAKAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de hareremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela Ieilura dos peridicos, que liras relalam
lodos os das ha muitos annos ; e a maior parte
delta sao tao sor prndenles que admiran; o
medico mais celebres. Quantas pessoas reco*
braram com esle soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois doler permanecido 1
go lempo nos hospitaes, onde de
amputacol Dolas ha
45 Ra Direila4S
pu-
por
luoja
NA
e armazem
DE
------ para nomem a
iSSUt) a duza.c em pares a 160 rs., clcheles
Irancczes em cario a 320
30 rs. cada cartao com
rs.,
duzia de earloes, e a
11 pares, luvas tinas de
seda para homens e senhoras a 610 o par, ditas
com algum deleito a 240 o par,
par,
muito boas cor- 1
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5*900 a poca, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1,
19200 e 19600 a vara, dito preto muito encor-
pa lo a 19500 a vara, brigantina azul a 400, rs.
do rio Parahyba eem menos de 3 horas i cov^0' alPacsdediTerenie3 cores a 300 rs.
eos.
se .\:n aciddde; quem o pretender di-
rija-se a Jo3o Jos de Ifedeiros Correia
& C que diri' quem o vende.
i covado, ceserairas prelas linas a 2*500, 39 e
39500 o covado, cambria preta e desalp'icos a
500 rs. a vara, e outrasmilitas fazendas rae far patente ao comprador, e da
amostras cora penhr.
rogos econmicos americanos, os mclhnres
que tem vindo ao mercado, nio s por cozinha-
rem em metale do lempo de qualquer outro
como por nao gastarem urna terca parle da lenh.v
eslao-se vendendo por melado do sen valor ti
approveitar a occasio. Garantc-se a boa quai-
tarn I ti *- "T lravadodo3 raesmos : vende-se na i
3 darao j fundido da ra do Brum n. 28. loja de ferragens
n ra da Cadeia do Recife n. 61.
le se na ra da Cadeia n 57 a 9^600 a ar-
irrobj oalt;30; -i mediar que lera vindo no
Em ca3ade Scliafleitlin &C, ruada Cruz n.
as vende-se um grande e variado sortimento d
t {ios 1.! algibeira horisonlaus,patentes,chro-
n tros, meios chronometros, de 011ro, prata
d).la efolheadosa 011ro,sendo estes relogios
d 1- i.i iros l'.ibricnutesda Suissa, que se ven-
c : ,i >r presos razoaveis.
\rados americanos e machinas
I ira lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnfton & C. ra da Snza!a n. i2.
Veode-ao corado carnauba, sebo em velas
m pao, vindo do Porto, fio da Baha pora li-
, : ir : na na da Cruz, armazom n. 33.
Cera de carnauba.
Ven le
ba 1
mercado.
Telhiido de zinco.
O telhado de zinco aqu usado as
companhias do a e carainho de trro,
imi das boas in'encoas modernas, el-
! iz-se recommendavel pela grande
d irar5o, pouco peso no edificio, bom
acn licin tinento, harateza do cuito,
I I confucQloetc etc., toiossah-m
c le a dura gao I > zinco e infinita prin-l
c pdeneate se se Iv.m- a cautel de dar'
uon mao I* tinta da l\ lo evposto ao'
te upo, u"n 1 tellia de zincocom o peso
tt.' 2) libras, c.jbre un esp ico que pre-
cisara pira tal fin 50 te'has de barro,!
0 espaco coberto pela telba de zinco nao
penetra o nenor pingo-de ebuva e al
ficilida le d: sua con lucco e tal que
uu cirroct pode condazir de urna s1
1 o telludo preciso pira cobrir urna I
: 'ande casa, o tediado de zinco muito
til princip lmente para cobrir enge-
', fatal -05, barrad,:? de (erraras,
armizens d; deposito etc etc., era
su 1 11 quem quizer experimentar o te-
I I) de 7.11-o, conbecera' sua gran le
vantagem, este t'Uud > ven le se a 120
por libra de 50 tenas para cima:
1103 ir uv.e.is Je Paulo Jos Gomos e
Mmoel Pir mi no Ferris rni l C)n-
cirlia armazem de materiaes.
Minteig.i francezo.
A raiis nova que ha no morcado a 560 rs. a
Lora, eem buril so faz algum abalirnento : no
brgo Ja Penha n. 8.
Ven le-se pela metadede
scu valor, na loja da
ra do Passeio Publico
numero 11.
Curtes do casomra, padroes escaros a 3o20O.
Cortos de calca de castor encorpndo a 1-J200.
Ditos de brim miudos a Ig.
Cal? is foilas do brim e dn castores a Ij) e 1J200.
Chita franceza miuda a 210 o corado.
(Jila a 23') rs.
Chita para coberta muito bonita a 250.
Hita auda para vestido a -00 rs.
Lencos brancos de cassa, peque, as o Qnos, a
241 rs.
l'anno fino azul muito boma 44 o covado.
Camisas fraucozas brancas a l#90.
Ditas muito Tinas a 2}100.
Chapeos de fellro muilo Qno a j
Chapeos do sol de seda a 7J.
Midapoloos do varias qualidades a 33100 4ft3')0
4J60O. 45800 o 6800 muito finos.
Chales de laa a 900 rs.
Ditos muito tinos escuras a 2#100.
Meias para homem a 2$ a duzia.
Lencos de seda a 800 rs. cada um.
Chapos de fettrocom avaria a 500 rs.
Suspensorios, a duzia a 400 rs.
Algodao de duas larguras a 640 a vara.
Farinha de man-
dioca
muito nova, chegaa antes do hontem : qual-
daJes muito variadas, por differentes precos,
era grandes porcocs ou a retnlhn ; no armazem
de AnlunesGuiraaresl C, larg" da Assembla,
l. 19. _
JGes &Basto.
Na ra do Queimad ) u.
46, fren te ama re la.
Sortimento completo dn sobrecasaca de
panno preto e de cor a 25. 28j, 30} e
35J5, casacas a 28-5. 30-5 e353. palitolsdos
mesmos pannos209.229 o 25J, ditos de
casemira de cor a 16$ e 18$. ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez '
casemira fina a 10JJ, 12/11 e ljj, dilos !
saceos de alpaca proto a fg, dilos sobre 1
fino do alpaca a 7. 8}e95, dilos domo- i
ri solim a IOS, ditos de merino cordo
IOS e 12. ditos do sarja prota trancada I
saceos a 6S, dilos sobrecasacos da nie3- i
ma razcnda a 8tf, ditos de fustn do cor e 1
branco a 49. 4S500 o 5, colleies de ca- !
semira de edr e preto a 5J e 6, dilos de ;
merino preto para luto a 43 e 5j). dilo |
de velludo preto de cor a 9 e K13, dilos i
de gnrgurao de seda a5S o 63, *tos de
bnm oranco e de cor a 2#5t> o 3-J, calcas
de casemira do cor e prelo a 7$. 8S, '9-J |
e 105, dilas para menino a 69 o 79, ditas
de morin do cordo para nomcm' 5J o
Gj, ditas de brim branco a 5 c 69, dilas
ditd de cor a 39, 3500, 4 e 59, e de
todas oslas obras lomos um grande sor-
timento para menino de lodos os lma-
nnos ; camisas inglezas a 369 1 duzia. Na
mesma loja ha paletots do panno preto
para menino a 143, 153 e 16?. ditos de
casemira pira os raesmos pelo mosmo
proco, dilos de alpaca saceos a 3g e
395OO, ditos sobrecasacos a 59 e 63 para
os mesmos, calcas de brim a J800, 39 o
395110, paletots sacros do casemira de cor
a 69 e 79, loalhas de linho a 800 e 15 ca-
da urna.
No ruesmo estabelecimento manda-se
apromptar todas as qualidades de obras
tendentes a roupas teiUs.em poneos dias
que para esse llm tomos numero sof-
tKente de peritos officiaes de alfaiates
rgidos por um hbil mostr de some-
lliante arte, fleando os donos do eslabo-
lecimenio responsareia pelas me3mas
is ale sua entrega.
e
na
es
correpe-
on-
viam soffrer
muitasque harndo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso dess
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa
enfusao de seu recouhecimento declararam
te resultados benficos diante do lord
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem sua firmativa.
,1 Nuiguem desesperara do estsdo de saude sa
I 'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
X contrtalo quenecessitasse a nalureza doma,.
eh cujo resultado seria prava rincontestavelmente
|s| ^ueludocura.
a| O uSuento e til, mais panicu-
S 'rmente nos
; Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
^'aduras.
Ooresdecabeca.
_,as costas.
.. "Jos membros.
^'ermid^des da cutis
."geral.
^''sdoanus.
EruPCes e escorbti-
cas.
P'stulasrio abdomen.
irialdade ou falta de
calor Qas extremida-
des.
frieiras.
pengiva escldalas.
"chaces
Innam'maco dofigado.
Vende-se este
s,'SuiiUcs casos.
innainmaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queiraadelas.
Sarna
Supurocoes ptridas
Tinha, em qualquerpar-
te que seja.
Tremorde ervos.
L'lcerasna bocea.
do figado.
dasarticulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras possoas
encangadas de sua venda em toda a America
Jo snl, Havana e Hespanha.
VenJe-se a800 rs., cada bocetinha contm
1 urna instrucco em prtuguez para o modo de
' fazer uso doste ungento.
\ O deposito geral em casa do Sr. Soum,
Pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
1 narabu.io.
Este estabelecimento offerece ao
blico um bello e rico sortimento
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes.....fOjjjOOO
Ditos aristocrticos.......9^000
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos......6,<000
Meio borzeguins patente. 6#50()
Sapa toes nobreza.......GsOOO
Ditos infantes...... WO00
Ditos de linlia (3 1|2 bateras). C'OOt)
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tom). .
Ditos de petimetre......
Ditos bailarinos........
Ditos mpermeaveis......
JSenhora.
B01
hjfQOO
600O
5;000
."'500
2$fj0(i
merino (sallo
5jf009
4800
4300
seceos e
sacros
Relosios.
Una do Crespo,
Loja n. 25, de Joaquin Ferrei-
ra de Sa.
l v--pde:se em casa de Johnston Pater & C, ra
00 vigario n. 3, um bellosortimcnlo de relogios
, !m ? f'lb.r'cantes de Liverpool; tambera urna
mm mmmw& .; b0D1i0S lran:elirpara os mes:,0i-
1 Espirito de vulto con 44
Neste armazem de molhados coo
tinua-se a vender os seguintes
gneros abaixo mencianados de superiores qualidades e
Maatelga Vnglexa c ranceza
Perfe ament flora mais nova que tem vindo
se fara algum abaliniento.
muilo novos recenteraente cli
ao mercado de 610 a
Quettos menlos
800 rs. a libra 9 em barril
que o rcu (izer mhri ^"rg,1,1.os no u'li,mo vaPor da Europa de 1J700 a 3j
! .< u ululz uzer se lara mais algum abatimeulo.
Qaei^o nrato
os mais novos que existen, no mercado a W a libra, era porQao se far abatimen.o.
A.meixas fvancezas
!UrlSoOO.e ll2 Ubra Pr IS30 "" e em camPlcis de vidro
Mustarda iaglcza c tvanceza
em frascos a 60 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Verdaeiros gos de comadre
io caixtnnas d 8 libras ileg.otoawiit enfeitadas proprias para mimo a 1J600 rs.
tto\ac\vinUa ingleza
a mais uov. que ha no morcado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4*
Pote$ vdrados
de.1 a 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1#000 t
iVmendoas coaeVadas proprias para soites
de S Joao
aA$ a libra e em frasquinl.os, contendo 1 1(2 libra por 2j.
CU preto, kyson e perola
)smelhores que ha neste mercado de 1600,2 e 29500 a libra.
Macas em caixiivas de 8 libras
conteni cada urna dilferentcs qualidades a 4&500.
Palitos de deates lidiados
era molhos cam 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo rancez
propriospara limpor faca a 2C0 rs.
Coaservas iaglezas c raacezas
emlalas e em frascos de differentes qualidades.
Presaatos, clioaricas epaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 6^ e 720 rs. a libra.
l^atas de bolacuialia de soda
de dilTorenlesqualidades a 1^600 em porcia se far algum abalirnento
Tambera vendem-se os seguintes gneros ludo recentemenlo .t.___.
res qualidades. presuntos a 180 rs. a libra, chourira muilo oor" mari ff
canlede Lisboa, maca de tomate, pera secca,pas=as, fructas em cald
cores finas a 210 o cov,ido. chita l?rga a 200 ri "
casaveques do cambraia bordados a 8$. capas de
fuslao a 5#, pcnleadores de cambraia bordados a
65. liras e buhados bordados a 320 a vara lencos
do seda com franja a 13, riscado francez a 200
rs., sobrecasacas de panno fino a 258 paletots de
panno preto o de cores a 18, 20 e 22$, ditos de
ea vista de gasto alpaca de 4$ a 8J, calcas de casemira pretas e de
cores para lodos os precos, dilas de brim bran-
co e de cores do 2 a 4j, gollir.has bordadas de
traspasso, camisinhas para senliora a 23500
m nguitos bordados a 2>00. chita de lustre lar-
ga para coberta a 320 rs,, esguiao de linho mui-
lo fino a 15200 a vara, bramante, do linho com
9 palmos de largura a 23000 a vara, damasco
de laa com 9 palmos de largura a 23000 o co-
vado, pecas de madapolao fino a 4&500, chapeos
de fellro finos, baloes i Garibalde a 5s500, pale-
tots de brim de cores e braneng de 4j a M ca-
misas brancas e de cores do 1*500 a 33, e outras
nimlis fazendas por muilo menos do" seu valor
para fechar conlas.
contendo cada um? 3 libra
cada um.
|Cimento inglez.
Para collar vidros, louca, tartaruga
P marfl.nl etc., chogou urna pequea poro :-
^ desle cimento ja mucanhecido nesla ca- '
^i pital o se vende nicamente na casa de ''
* Augusto & Perdigo, na ra da Cadeia do
H Recife n. 23, a 2j> cada vidro dinheiro j
y, vista. Os amadores devem quanto antes '
fe provor-se doli.
- Na fabrica ,le caldeireiro Ja roa Imperial
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova
ferragens n. 37, '
. loja de
ia urna grande porrno de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto ureco de 140 rs. a libra
Vande-se espirito de vjnho verdadeirocom 44
fls, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
linas na ra larga do Rosario n. 36.
RtiadaSenzala Novan. 42
vfnd?-seemcasade S.P. Jonhston J C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e castioaos bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os e relogios d'ouro patente inalezes
Rival sera segundo.
Ni ra do Qunimado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja de miudozas de Jos de Azevedo
Mau e Silva, ha para vender os seguimos artigos
aluno declarados
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapalos do tranca do algono a \#.
Carlas de alflnetos finos a 100 rs.
Epelhos de columnas madeira branca, a
18410.
Phosphoros coni eaia de ful ha a 120 rs.
Frascos de maeass perula a 200 rs.
Duzia de lacas e g.irfos muilo finos a 33500.
Clchelos em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de colchles balidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Prasco de oleo do biliosa a 500 rs.
Dilo dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de la pan enancas c 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio do Escocia a 320,
Masaos de grampis muito boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar ponas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo finas a 600 rs. "
Tosouras para coatura muito finas a 500 rs.
Ditas para iinhas a 500 rs.
zeguint piimeir classe(sal-
to de quebrar)......
Ditos de sepuoda clase (quelira
cambada).....
Ditos todo de
dengoso). .
Meninos e meo as.
Sapalues de lonja. ...... 4000
Uitos de arranca........5iS0
Boizeguins resistencia 4# e .' Sf800
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros
molhados.
Vrnde-se neste novo estabelecimento
ca, arroz de casca e dito do Maranhao de simo
or( q.l.d.de. doce da casca da giba, f^t
1 orlo em garrafa do melhor que podo haver n ,
mercado, manteiga ingleza e franceza. banha do
K"hW. "olachinhns do soda do tod s as
qualidades, cerveja prcla e branca da melhor
narca. que.jos fiamengos frescaes, conservas in-
glozas e os mais gneros que se venden, pormenor
proco do que se vende cm outra qualquer parlo
Em casa de N.. O. Bieber & C
successores, ra da Cruz n. 4, rndete
v mho Xerez em barris.
Champanliaem caixas de 1 duzia da
acreditada marca Wart%& C-, vinbo
de superior qualidade.
Gonfaac em caixas de 1 duzia.
Vermoutl. em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.'
Ac de Milo
Brilhantes de todos os famanl.cs.
SYSTEMA MEDICO DJ-H0LL0WAl.
PlLULAS HOLI.WOYA
Esteinestimavel especifico, composlo intem-
mente de l.ervas medicinaos, nao conteB.mer.u-
rto.nem alguma oulra substancia delecter a B
felicodwi^r inf,ancia-e a S5SS51S
encada igualmente prompio csecuio para
dosarre.garomalnacompleicao/
e inteiramente innocente em snso
feilos:
mais robusta
peraces e o-
Pecns de franja de laa com 10 varas a4$.
Pecas de Ironra de laa com 10 varas a 5
pois busca e remore asdoencaa'de qua:-
Sar6 e?r -J .fcSS.
reraedTomrl11!,iIrPS de V?S03S curadas m es.,
remedio, muilas que j eslavam as por, .
AmmAtemfflietmm nao devem entrega?*V do-
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Arapolas.
Areias(nialde).
Asthma.
Clicas
Convulses.
Oebilidade ou extenua-
cao.
oebilidade ou falta de
forcas para qualquer
ousa.
Oysinteria.
Oor de garganta,
do barriga,
-nos rins.
Dureza no ventre.
Eniei midades no ventre
Oilafno figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas.
intermitente.
Pebre de loda a especie
Gotia.
Heniorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
1 r r e g u l'a r i d a d c s d*
menstruacao.
Combrigas de (oda es-
pecie.
Mal ae Pedra.
Manchas na cuts.
Obslrncjao de venlre.
Phlhisica oucorasum]i-
<.So pulmonar.
ftetencao de ourina.
Piheumatismo.
Symp tomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo [mal.
Felilho para onfeilar vestido (peca) 1.
500 rs.
e do
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas,
Biscoutos .
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
ncha.
franceza cora 14 covados a
200, 20e260 rs. o co-
abara : na roa do Quei-
OUPA FITA
Defronte do becco da Congregacoletreiroverd
e.
Casacas de panno prelo a 30$, 35* e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno pretos e de cores a
20$. 25, 30c e
Ditos de casemira de cores a 15S e
Ditos do casemira de cores a 7g e
Ditos de alpaca preta golla de velludo a
Ditos do merino selim prelo e de cor
83 e
Dilos de alpaca de cores a 35O0e
Ditos de alpaca preta a 3JJ50O, 5, 7 e
Ditos de brim de cores a 3&500, 450O e
Dilos de bramante de linho brancos a
49500 e
Calcasdecasemira preta e de cores a
.9, 10jje
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2*500
4g500 e
Ditas de '.ariga de coces a
Ditas de casemira a
403000
35J000
35000
228000
1230O
12g000
9000
53009
9&000
53000
69000
12*000
53OOO
5000
3&ono
5$50
Colletes de velludo decores muilo fino a
Ditos de casemira bordados e lisos pre
tose de cores n 5>, 5500e
Ditos de selim relo a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 5$ o
Ditos de gorgurao de seda a 5S e
Ditos de fuslao brancos e de cores a 3 e
Dilos de brim branco e de cores a 2$ e
Seroulas de linho a
Dilas de algodao a I96OO c
Camisas de poilo de fuslao brancas e de
cores a 2300 e
Ditas de peito e ounhos de linho muito
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 1*800, 2* e
Dilas de meia a! e
Relog'os de ouro patente e orisontaes
Ditos oe prala galvanisadoa a 25 e
Obras de ouro, adereces, puleciras e ro-
setas
10J00O
6*0OO
Birlholomeu Francisco do Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
montos :
Robl'ABecteur.
Pillas contra sezoes.
Dilas vegotaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Virtrosde bocea larga com roldas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como lem um grando sortimento de pa-
ATIENDO.
55OOO Pel Para forro Je sala, o qual vende a mdico
3J500 PrpC
65OOO
6.JOO0
3*500
2g500 Chogou o bem conhecido ungento de matar
2*5001ralns c '"ata* rpidamente : na bem conhecida
2*000 C**A J coslumado, na ra da Senzala Vclha
numero 50.
2*500
35J00O
l.inhas Pedro V, cartao com 2iH) jardas, a C0 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Pares de meias decores para hornera muilo fi-
nas a 110.
Cordao imperial (pecas) 40 rs.
Vende-so um mulatinho proprio aara pa-
Rem, do idade 15 annos : na ra da Impera-
triz n. 5.
Pechincha em roupa feita por um dosme-
Ihores artistas nacionaes, na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bom faitas a 25500;'ditas de brim
i de linho a 2500, ditas de dito a 25, colletes de
varias qualidades, paletots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muito em conla.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodopara aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimontos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
prara de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes.de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dosmelhores fabricantes de Liverpool
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
nSuthall Mellor & C.
^endem-se estas pilulas no estabelecimenln
goral de Londres n. 224, StranJ, e na lojo do
todos os bolicarios droguistas e outras pessoas
enrarregTdas de sua venda em toda a America
do Sul. Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelinhas a S00 rs. cada urna
dolas, contem urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de so usar destas pilulas.
O deposito goral 6 em casa de Sr. Soum phar-
moeeutico. na ra da Cruz n. 22, em Pernnm-
buco.
2*300
15600

30j>000
Velas de espermacete.
Em caixa eom 25 libras por 15. a retalho a
640 a libra : no largo da Ponhs n. 8.
Manteiga para tempero.
Perfeitamenle em bom estado, vende-se em
barril a 160 rs. e a retalho a 200 rs. I Ubra
largo da Penba n. 8.
no
Mil .
ao pedo arco de Sonto
Antonio
Vendem-se ricos coeiros bordados j debrunlm-
dos, os mais ricos quo pode haver no mercado
proprios para baplisado.
Gurgel Irmaos lem para vender :
\ elas de carnauba.
Sola cortida a franceza.
Cera de carnauba.
Lencos de labyriulho.
No arinasera de fazendas da
ra do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas com pequeo loau*
de mofo a 200 rs. o covado, cambraias de cores
finas a 200 rs. o covado, lencos brancos para al-
gibeira a 2 a duzia, cambraia" preta com pinta
brancas a 500 rs. a vara, chitas de cores f'!',.
miudinhas a 160 o covado. corles de hiberlacotn
14 covados por 2500. coborlas de chita (chine
zas) a 1*800, algedao enfestado largo a 600 rs -
vara, chales do merino eslampados a 2500
meias para meninos e meninas, chita fina de ra'
niagom para coberta a 280 ocovade, balos" ^
5* de superior qualidade, cobertore s de laa a 2j'
llencao.
Vendem-se qoeijoa londrinos mu o frescos ilf
Derior qualidade e cousa nunca rita : na ru-
so
estrella do lUsario, armazem
proco segredo.
n. 11
ra
quanto sb
Na ra da Cadeia n. 4
vendem-se as seguintes fazendas por meta de' \
seu valor para liquidacan. L
Casaveques de fuslao a 8 e 12*.
Dilos de seda a 25*.
Ditos do velludo a 40 e 60$.
Chapeos de soda para senhora a ifw
Enfeitesde flores a 6J.
Camisetas com manguitos 3. 4 '8 e j*j
Folhos bordados tiras a 500, lg,' 23 e3*50O
F.nlremeiosOnos, pecas com 12 varas a 1"
Cnllarinhos bordados' de 500 rs., 2 3 e 4
Folesde seda, velludo, delouca de fusta
de qualidades nnas, duzia a 200, 400 e 600 r
Chales de louquim a 10*. 15*. 20* e 35 "
-35.
ranjas de seda e
t'm completo sortimento de
de algodao.
Biros do seda brancos e pretos. de Indis
larguras, vara a 160. 240. 400. 800 e 1*.
Potassa da Russia e cal de
IS
Lisboa.
No bem conhecido* acreditado deposito da
tua da Cadeia do Rorif 12> ha p0ra'vend ;l
erdadf.ra polasss da Russia nova e de superior
qualidade assim como lambem cal rg*m
pedra. ludo por precos mais baratos o
nutra qualquer parte.
que
em
em
-*T-
ILEGVEL

!" 'i '''



DE
U fifII,
Sila na ra Imperial n 118 c 120 junio a fabrica desabo.
DE
Sebaslio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Ncste ostaliclecimenio ha serapre promptos alambique! de cobre de dilierentes dimencoes
ele 300JJ a 3:OOOj>) simples e doblados, para destilar agurdenle, aparelhos deslilatorios cominos
,, ra resillar edestilar espintos com graduarlo at 40 graos (pela graduado de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nest3 e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimen^oes, asperanles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e fetios para alambiques, tanques etc., parafusos de brouze e
rro para rodas d'agua,portas para fomalhas e en vos de ferro, tubos de cobre e chumbo dt todas
ss dunencoos para encmenlos, camas de ferro com armario e sem ella, ugoes de ferro potaveis e
e:oiionncos,.lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, uiha de Flandrea, chumbo era lenculc barra, zineo em lencol e barra, lsuccs e
arroellas de cubre, leocesdefcrroalalao,ferro suecia inglezde todas asdimensoes,safras, tornos
e folies para erreros etc., e outros muitos arligos por menos preco do que em outra qualquer
parle, desempetihando se luda e qualquer encotnmenda com presteza e perfeieao j couhecida
e para cummodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com asuaconGanca acha-
rio ia ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa 'labilitada para tomar nota das encommendas
DIARIO DE PEKWARIBLCO. SEOUXDA FK1BA 17 DE SETEMBRO DE 1860.
t'ELIUUSAS EliMfALLlVlilS.
si)
33
GBAH0
MAZEM
DE
Paslhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela hxro.* inspeccao de esludo de' f^?
Habana e por rauilas outras juncias de hygiene j>T;
publica dos Estados Unidos e ruis paizes da A- J$fr
S2S
8SS6
m
mu
S m e
Rita Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceigdo dos Militares.
Acha-sena direccaodaoiiicinadeste acreditado arrnazem o hbil %j
Garaniidascomopnramcnievegetaes, aerada- S artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestie do fallecido Si
ar.lao o remedio I M8,10el Jose Ferrara. O respeitavel publico continuara a encon- m$
causara ^^ trar e dito armazem um grande e variado soi tinento de roupas |gg
eitas, como sejam: casacas, sobrecasucas, fraques, paletotsde panno fH^
Ero caso de N. O. Bicber 4 c. Succesmires,
ra da Cruz n. 4, acha-se venda um grande o
vaiiado sortimenlo de ferragens finas, ni res oe
tanoeiro e perienccs Hn liui por uses domcati-
ees, producios iodos da iudusliii noite smerica-
na, assim romo :
Arados de diversos lmannos.
Moinhos de uiilho.
Machinas para corlar capm.
Grades.
Machinas |>ara descantear n.ilho.
Cultivadores e ferros de engommar economices
CANDIEMO
menea.
da veis vista, doces oo palad
infallivel contra as lombrigas. Nao
nauseaa, nem sensacoes debilitantes.
Grande sorlimcnlu decandieiros economices a
gaz idrogenio, e lodos os mais prepcoa para
consumo dos nicsn.es : na ra Nova o 20, ', i
Vianna. '
Bombas de Japy e de ou-
tros autores.
Sis proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido esiabelecimenio a saber: machinas de vapor de
s os tamanhos, rodas d'agua para engeuhos lodas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
-jse meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guiu-
e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
e para descarocar algodo, prendas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, co-
is e moinhos de vento, arados, cultivaJorcs, pontos, -aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
'. a olidas as obras de machinisrao. Eiecuta-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
ihos ou moldes que para tal flm forem apresentados Recehem-se eneonimendas nesle esta-
ciona ruado ftrum n. 23 A o na ra do Collegiohoje do Imperadorn. 65moradia do cei-
ie:ro do eslabelecimealo Jos Joaquia da Costa Pereira, com quem os oretendectes se podem
tender tiara qualquer obra.
sinho meu disse que as paslhas de KamptU *%**** C'"Ptal e do interior I ~" | mSff&^?3lttU^
nlian curado sua filba. Logo que soube disso =j comprei 2 vid ros depaslilbas e com ellas salvei a s888 rato, municipaes e promotores, e vestidos para njontaiia. Naoapra- p^ corle, pelo baralissimo prejo de 2f500 : na loja
vidademeu fi.ho ^ dando ao comprador acunas da, roupa, feitas se aprompta.ao'ou- g S 53S^^J7c^ST2U
seu amo agradecido. ^ tras a seu gosto, quer com fazenda si.a ou do arrnazem para o que '&>'
Ir T. Floyr.
da : a
Sou de Vnics.
\"

'' 1 i'
* '-" ; i
'
'-m:KEMP Xl'EVVYOTl K
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
SEW-YORK
O MELHOR REMEDIO COM1ECIDO
Ira c mslipaSe, ictericia, o ffecres do fijado !
febres biliosas, clicas, xndigesldes
tnxaquecas.
HemorrhoidaSj diarrhea, doencasda
palle, irupcoe,e todas as enfermidadet,
PIVOVEMESTES HO ESTADO 1MIM 110 1)0 SANUl E.
75,000 caixasdeste remedio consommem-se
annualmeotel!
ltcuif; \pprovado pela (aleudado de medicina, e re-
mmendado coaio o mais valioso catrtico vc-
'tal de todos os conhecidos. Sendo estas Dilu-
as puramente \ogelaes, nao conten ellas ne-
nlium veneno mercurial nem algum oulrominc-
ral\ esto bem acondicionadas era caixas do olha
| ara resguardar-se da humidade.
Sao agradaveia ao paladar, seguras e elficazes
icsua operaco, um remedio poderoso para a
ntude, pub'.Tdade e velbice.
Lea-se ofollieto que acompanlia cada caixa,
qual se Gcar conhecendo as muitas curas
milagrosas que temelTecluado. U. T. Lantnan
S berap, droguistas poralacado cmNew York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Achain-se venda em todas as boticas das
icipaes cidades do impono,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfanlegan. 89,
Babia, Germano Se C ra Julio n. 2.
Pernambuco, no arrnazem de drogas de J. Soum
C, ra da Cruz n. 22.
niiraveis remedios
amcrcaaes,
l'plas as casas de familia, senhores de enge-
, azendeiros, ele-, devera eslar prevenidos
..ora estes remedios. Sao ires medicamentos con.
- quaes se cura eficazmente as principaes mo-
i -lias.
Prompto flivio deRadway.
Instantneamente, alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor d
cabeeja, nevralgia, diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, iudigeslao, crup, dores nos ossos, conlusea,
'ueimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
de ourina, ele, ele.
Solutivo renovador.
Cura lodas as enfermidades escrophulosas.chro-
- esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
i mores, purifica o gangue, renova o syslema;
.rompto c radicalmente cura, cscropbulns,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, aferros do figado c rins,
j si pelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, dificuldade das regias das
inulhcies hipocondra, venreo, ele
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o syslema, equilibrar a circula-
co do sangue, inteiramenlc vegetaes favoravei
em lodos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dures de veutre, dses del a 3 regularisam, de i
a b purgara, listas pilulas rao cliieazes as allec-
cocs do Cgedo, bilis, dor de cabeca, iclericia, in-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
i.oes, flores brancas, obstruci;oes, hisleiismo, etc.,
>ao do mais prompto efeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, c em lodas as febres ma-
ignas.
Estes tros importantes medicamentos vem a-
rimpanhados de instruccoes impressas que mos-
tram com a maior minuciosidade a raaneira de
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsificaco por s haver venda no
arrnazem de fazen las de Raymundo Carlos I.eite
iVlrmo, na ra da mperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
A 1,000 rs. a arro-
ba e 40 rs, a libra
Na ra Nova n. 69, vendara-so balalas rauilo
novas chegadas no ultimo navio a 1$ a arroba e
,'0 rs. a libra.
5000 RS.
rorros econmicos de engommar a vapor : na
ra Nova o, 20, loja do Vianna.
Ferros de en-
gomiuar
econmicos
a 5$000.
Estes magnficos fer-
ros athanj-se a venda
no aruiazcm de fazen-
das de Raymundo Car-
los I.pile & Irniao. ra
da mperatriz n. 10.
As rntllioiesmacliinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Snger c\ G. e Wbeeler &\Vilson.
Nc-ste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas dcsles dous
autores, niostram-se a
qualquer hora do dia ou
da iioiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite i limaos ra d
mperatriz n. 10, auiigamente aterro da Boa-
"'"sla.
\G^^CI\
i>*
:ao low-mow,
i per
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
Babia, Germano & C., ra Julio n 2.
Pernambuco, no arrnazem dedrogas de J. Suum;
& Companliia ra do Cruz n. 22.
Viiilio de Bordeaux.
Era casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
De Rrandenburg frres.
SI. Esl.ph.
St. Julicn.
Uargaux.
Larose.
Chtcau l.oville.
Cha tea u Uargaux,
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julicn Mdoc.
Chaleau Loville.
Na niesma casa ha para
vender:
I Sherry em barris.
', Madeira em barris.
i Cognac em barris quadade fina.
Cognac em cahasqualidade inferior.
Cerveia branca.
iot wmt mi
DE
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco do Sanios.
na ra do Biura n. i.
0 baraleiro do passeio
40,
Loja numero i 1.
Est ^entiendo ludo por melado do sea
valor.
Cas.mira prela muilo fina, corado a 2$.
Panno fino pelo, covado a 3, e muilo supe
I rior a 5?.
ar7T~l ~\ fir\rfV /}('i\ Sarja de s?da hespanhola,cotado a S|.
i I /11 II | : Groadenape do mais fino que pode haver pira
lr\ \j IU ^ U ',sscnhoras de Lul" ss,a l*9w- 2?!U0 fi -"' ''
Betronte Ao \iccco da Congregado letreiro verde.
Ruada Scnzalu J\ova n.42.
Ncste estabelecimenlo continua a haverum
comapletosortimenlode moendas e meias moen-
das para euSenho, machina de vapoi e tanas
de ferro batido e coado, de todos os tamanhos
Dar J
HELOGOS.
Vende-se emeas de Saundcrs Brothers &
C. praea du Corpo Sanio, relogios do afama
jo fabrcame Roskell, por prec.08 comruodos,
e tambera rancellins e cadeias paraos mesmos,
deezci'lleiile tost.
^ICA VERDADEIRA. E LEGI
TIMA.
Seda de quadiinhos muilo fina covado
Enfeilea de velludo com troco pretos c
de cores para cabeca de senhora da
ultin.a moda
I' 'ndas para vestidos, sendo sedas, la
da, cambraia e seda tapada e
transparente, covado
l.uv?s de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, horoens e meninos
Lencos de seda rxos para senhora a
000 e
Mantas para grvalas o grvalas de seda
de lodas as qualidades
1 Chapeos francezes forma moderna
; Lencos de gorgurao prelos
. Kicascapcllas brancas para noivados
. Saias balao para senhoras e meninas
' Tafet rxo o covado
Chitas francezas a 260, 280. 300 c
Cassas francezas, a vaia
1 e encarnado
para forros coiki 4 palmos de
o covado
I
2500
I
8^500
2J000
*
9
500
&320 ,
500,
propno
;irgura,
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
v?do
Chales de merina bordados, lisos c es-
tampados de tddas as qualidades
Seda lisa prela e|de cores propria pa-
palinos de largura, o
ra forros cura
covado
llieos corles de s
com 2 saias c de babados
pda pretos e de cores
ilosde gaze e d
Chales de touqoi
e seda phantasia
ni muito finos
Grosdenaple pretu c de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada prela e branca
Capas de filo e visitas de seda prelD com
froco
GMHDE S08TUEM0
DE
Fazendas e roupa feila
fM0
SALSA lARILIIA
LE
Tveraedio sem igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais iminenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia.debilida-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e eriij^oes que resullam da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
cado New York, aegam-se'obligados a prevenir
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas
lenues imitacoes da Salsa Panilha de Bristol,
que boje se vende nesle imperio, declarando a
lodos que sao ellesos nicos proprietarios da re-
ceita do Dr. Bristol ,tendo-lhe comprado no an-
no de 1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lem
direito de fabricar a salsa parrilhadeBrisiol, por-
que o egredo de sua prepararlo acha-se somen-
le em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Tara evitar engaos comde^aprecaveiscorabi-
nacjoes de drogas peroicio-as.as pessoas que qui-
zerem comprar o verdadeiro devem ben observar
os seguinles signaes, sem os quaes qualquer ou-
tra preparaga falsa;
1* O envoltorio de fora est gravado de ura la-
do sob urna chapa de ac,o, trazando ao p as se-
guinles palavras :
O. T. LANMAM & KEMP
SOL AGFKTS
N. 69 WATER STREET.
New-lTorli.
2' O mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro eem a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3" Sobre a rolha acha-se o retrato e firma
do inventor C. C. Brislol em papel cor de rosa.
4o Que as direc{6es juntas cada garrafa
lem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Babia Germano & C. ra Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C, ra da Cruz n 22.
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
KM SLA LOJA DE QGATRO POniAS.
Tem ura completo sorlimento de roupa feila,
, e convida a todos os seus freguezes e todas as
; pessoas que desejarem ter um sobrecasseo bem
(feito, ou um caiga ou collele, de dirigirem-se a
| este eslabeleciment que encontraro um hbil
I artista, thegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
( J tem um grande sorlimento de palilols de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dem a 12$, ouiros de casemira de quadrinlios
da mais fina que ha no mercado a 165), ditos!
: de merino stima 12$, ditos de alpaka muilo
fina a G>, dilos francezes sobrecasacados a 12$,
ditos de panno fino a 20, 25$, e 30, sobre-
casacas francezas muilo bem feilas a 35, cal-
Tachas e moendas
Braga Silva & C.,tem sempre no seu deposito
' da ra da Mceda n. 3 A,un grande ortioiento
de tachase moendas para engenho, do muito
acredilado fabricante Edvin Maw a tratar no
' mesnio de csilo ou na ra do Trapiche c 4.
Fazendas por baixosprc eos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Aintia restara alguioas fazendas para concluir
1 a liquidado da firma de Leite A Corieia,asquaes \
se vendem por diminuto prec:o, sendo entre ou-
Yt nde-ee na 1
los Pollo na loial
Tafel branco covado a C0 rs.
Hilo cor de rosa a 6o(J rs.
Selim azul a 'JO rs.
Hilo prelo a 1)00 is.
Lencos jirelos de selim niaro da melhor ( ::-
l lidde que b a 2(0O.
1*600 l1'103 muilo linos a 2f400.
Seda prela lavrada, covado a lg900.
gcpoo Lencos de seda cora i varia a 320.
i Rii'taiiha de linho para Icnces c loalba, vara
^ a CC0 rs.
w i Chapeos de Miro bous a 3(200 e 4?.
Grvalas de sida oe cordo muilo ricas a t ;',
I Dilas de si lina bonitos goslos a 700 rs.
IjOO Panninho muilo lino e largo, peca a 4;80C o
! 61500.
Cassa de llores raiudas [ara babados 0 corli-
! nados, a peca a 2;*.
Dila de quadrva a 3>.
Cambraia branca muilo fina e larga com 1C v,-
ras, j>e;a a t! e 99500.
Corles de collele de rusia o a 500 rs.
Alpaca prela lina, covado ;i TOO e r00 rs.
Brioa de linho bramo muilo lino, vara a 2$2G0.
Hilo pardo de qnadros, linho puro, vara a
700 rs.
Uiios de linho miudos, covado a 180.
Canihraias decores, superior [a/end?, ra; a
600 rs.
pendencia, capel as de aljfar e iroorlale para ca-
tacumbas, tumu
preveis razoav
ns tic, i
is
Capellas dealjofu com Escripcoes, grandes a
Dilas dilas por
Dilas dilas por
Dilas dilas j>or
Dilas de imoilail
(juadros cora a i
cado com insril
I
Chita estrella
J por
lingera do Senhor Cruxifi-
iprdos por baixo a 10 e a
cchincha.
tras as seues:
Ohilas u'e cores
escuras e claras, o covado
160 rs.
Ititaslargas, francezas, linas, a 241' c 260.
Riscados francezes de cores Oas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padroos, a 240.
Brira delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Bri m trancado branco de linho mu lo bora.va-
a 15000.'
Corles de calca de niela casemira a 2?.
Dilos de dila'de casemira de cores a -.
Panno prelo fino a 3$ e 4.
Meias de cores, finas, para hornera, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e pretal a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas ditas muito finos a 4?.
Ditas cruas finas liara homrm a 4g.
Cortes de collelesdc gorgurao de seda a 29,
Cambraia lisa fina transparente pe a, a 45.
Seda prela lavrada para vestido a 1600 e 2g ] verdadeira cervej
Corles de vestido de seda prcta lavrada a I65. i
Na fabrica de
e na ra Nova n
a under-se telh
que se vender cit
Vende-se t
lodos os perltnc
loja de ferragens
Vende-se
mais de 2:000J el
e utencilios ; foi
e r-^ .~" K'XTKJ. T.* '
HV^RHHanQWISBOID^ ."*.* V >
a de Antonio Augusto dosSan-
ns. 37 e 39 na praga da Indc-
da forma seeuinte
E sera vos fue i do;
enco.
>S'
3
2.
8
pequeas pintas d
I mofo, covado a 20 rs., peca a icfi: na ra
do (Jiieiinadu n. 44.
Te I had o de zi neo.
raideireiro, sila na ra Imperial,
35, lo,a de ferragens. continua
ido de zimo por menos preco do
qualquer unir parle.
m silban com pouro uso, com
s : na ra do (Jueiniado n 14,
una serrana, conlcndo pouco
m madeiras seiradfs, pranchdes
-se lodo o negocio a dinheiro ou
a jn-azo a trola.- com Ignacio licnlo de Le.)ula.
Presem allcnco.
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, vende-se- a

Fugio desdo odia 13 de agosto do con
1 anno o oscraro Luiz, com os signaos seguinles :
' alio c bt-ni feilo do corpo, lera denles limtdos a
perfeilos e o dedo mnimo do p corlado ; quan-
dn falla com mdo bstanle gago. Esle escravo
natural do Sobral e ha toda ccleza que se-
guio para dilo lugar por Ierra pede-se por lan-
o a sua apprehensao a qualquer pessoa, que ser
ben; recompensado ; a euteiider-sc rom o seu -
nhor na ra Diareila n. 112, ou na ra de A|
n. 53. armazem de assoear.
No dia II do coirente d^sappareceu de casa
o cabra Raphael, de 14 anuos de idade, sabio
rom caira azul, camisa de nlgodiozSnho com
mangas curtas,e leudo o cabello mal corlado i
secco, alio, bem parecido, tem testa espacosa,
cabeca lesa, falla bem, le e c muito ladino : a
pessoa que o pegar leve-o ru da Madre de
Dos n 1, ou A ra do Imperador n. 46, segundo
andar, que ser bem recompensada.
Arha-se fgido um miililo caira de nene
Raymundo Patricio, official depedieiro e Partri-
ro. foi remcllido do Para em abril de 18St) [ 1 'o
Sr. Manuel Jcaquim de Paria, o icvdido o Sr Feliciano Jos Com?, e este .tc-
nhor venden ultiman-enle ao Sr Francisco 51a-
Ihias Pereira da Costa ; trui os seguinles sig-
naes: estatua regular, baslaulc grosao c baria-
do, olhos amarellados, falla cora desembarazo,
repri -cuta le 35 a 40 anona : roga-se as autoii-
0
ras feitas da mais fna casemira a 10, ditas de a 400 rs.
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a SCO.
Peitospara camisa, un. 820.
Chitafranceza moderna, lingiudoseda, covado
! brim ede fustoo por pregocommodo, um grande
; sorlimento de colletes de casemira a 53?, dilos de
ouiras fazendas por preco commodo, um grande
sorlinento de sapatos de tpele de gosto muilo
1 apurado a 2$, dilos de borracha a 2500, cha-
Entrcmeios bordados a 200 re.
Camisetas para senhora 3 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2JJE0O.
lo al has del inho para mesa a 2$ e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesccro de senhora a
Vestidos brancos bordados para baplisar crian-
1 peos decastor muito superiores a 16, ditos dse- ^as a 5*000.
da, dos melhores que tem vindoao mercado a 10, Cortes decalca de casemira prela a 6.
dilos de sol. inglezes a 10$, ditos rauilosbons a Chales derae'rin com franja de seda a 5
123?, ditos francezes a 835, ditos grandes de pan- Crtes de calca de riscadode quadros a 800 rs.
-..______i..'.- 1 11- i Merm verde para vestido de montana, co\a-
no a W, um compbsto sorlimento de gollinhas e d0 )*280
manguitos, tiras bordadas, e enlre meios muito Lencos brancos de cambraia, a du2ia, 2.
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
[ ros por preco commodo, camisas bordadas que
; servem para batisado de crianzas e para passeio ,
a 8371, 10 e 12?>, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por prego commodo, saias bordadas a cez, roupa feila, miudezas finase perumarias,
: 3800, ditas muito unas a 53. Ainda tem um I udo Por n,enos do 5-ue em "lra3 paMcs : na lo"
[restinbo de chales de toquim a 30, cortes de!ja d "por "a rua MrB D'7'
vestido de seda de cores muito lindas e superio-
res qualidades a 1003?, que j se venderara a '
150, capolinhos prelos e man teleles prelos de
ricos gostos a 20, 253? e 303?, os mais superio- n- _
res chales de casemira eslampados, muito finos, a i- 1 t ,:i. a~ m.n^;
.... ,. Vendem-se saceos com farinha de mandio-
8 e a 10, loalhas de linho de vara e tres quar- : ca a 6g00 : na rua da Madre de Dos n. 2
I las, adamascadas, muito superiores a 53?, dilas
para rosto de linho a 13?, chitas francezas de su-
; perior qualidade, tanto escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitots a 43? o co-
I vado, e um completo sortimenlo de outras fazen- estao' expostos venda as melhores machinas de
'das, eludo se vende por prego barato, e que nao I costura que at hoje teem indo a esle mercado,
! posslvel aqui se poder mencionar nem a quarta as quaes possuem todos os melhoramentosinven-
, ^ ,a 1 lados al esla poca sera ler os defeitos que em
Ipariedellas, no enlamo 03 freguezes chegando e
\ querendo comprar nao iro sem fazenda.
4 *!' '-: l !.'J
seguro
COJpIPAUBlA
P sei generosai
r Fugio no dia 9 do correle urna prria do
naeo Cosa, de nomo Isabel, reprsenla ler 35
annos de idade, baiza, muilo prela e muilo bc-
xigosa, falta de 2 denles na fente, levou vestido
de? chita novo cor de rosa e panno da Costa, lem
sido vista no aterro dos Afogados c as las des-
la cidade com um laboleiro vendendo fructas e
horlalire : pede-se as autoridades policiaca e ca-
piaesde campo a apprehensao da di'a, e levera
rua da Cadeia Velha n. 1, que ser pago lodo 3
Irabalho.
|C J. Astley 200$.
L0J4 DO VAPOR-
Grande e variado sorlimento de raleado fran-
Vendem-se libras sterlinaf, eru
casa deN. O. BieberA C. : rua da Cru'
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Successores avisara ao pu-
blico, que no seu armazem na rua da Cruz n. 4,
para
r
Pao brasil.
Na rua da Praia n. 10, vemic-se cerca de 300
quintaos de pao brasil, assim como 200 alqueires
de sal.
outras se nota, assim sao de conslruccao simples
e facilitan: o uso. A costura feila por estas ma-
chinas nao teem igual em obra de rno, um pon-
i bonito e forte, alem de que alinham e cosem
de todos 09 modos, cada caixa do cosluja repr-
senla um lindo loilele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, etr. Os
precos sao mdicos, e o Sr. Birminghara, enge-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
liculsridadcs da conservado de su? censlrucco
no acto da compra.
Fugio do engenho Quanduz, era Sanio Anteo,
uo dia 18 de maio do anno prximo passado, ura
esclavo de uome Luiz, de idade de 23 a 24 an-
nos, com os signaes seguinles cabio, de esta-
tura regular, baixo, quando se aosentoil nao ti-
nlia baiba nenhuma, cabello a especie do o
ralo, lera um pequeno geilo as pernas para
dentro, um signal na pona da lingua do tama-
ito de ura carero de goiaba que o atrapalha uro
; pouco quando falla, lem as cosas Lem cicalriza-
& das de chirote ; esle escravo o da villa do Sa-
is boeiro, comprado ao Sr. Domingos de Souza Bar-
fe ros, e ha noticia delle estar acoulado era urna
o fazenda cima da dila villa 20 leguas : pede.-se
i porianlo a captura do dilo esciavo, e quem o
pegar, leve-o a seu senhor no dito engenho, ou
no Recife a Bernardino Fihcisco de Azezedo
Campos, uo pairo do Cerni, que se gratificar j
com a quanlia de 20C.
50$ de gratificacao.
Contina a estar fgido desde o dia 4 de abril
: prximo passudo o prelo de nomo Flix, com ida-
: de de 35 a 40 annos, de nagao Mossamhique, e
; lem os signaes seguinles: eslalura baixa, cor
fula, ps um pouco apalhelodus, lem ura calom-
binho nitro as sohrancelhas por cima do nariz,
I que parece ser signal da Ierra delle ; esle prrto
tem servido era differenies arles, pescador, ra-*
noeiro. caiador, Irabalhidor de cr-mpo, e hoje
padeiro, a que pcrlence ; foi esciavo do Sr. lia-
noel Francisco Ruarle, e quando foge coMuira
\ mudar o nome para Joao. e inlilula-se forro,
Vende se na rua da Cruz n. 48. urna lem id0 visl "os "'"bables desta cidade da es-
,1 i j ^^ ,' irada de Beberibe em dirercao al a matriz d
divida julgada por sentenra, o devedor varz.a : porianlo roga-se .-. lodo equalqurr que
dizem que tem le-ja cm nome de outro o encontrar ou delle souler. que o pegue e leve o
ao paleo da Sania Cruz, padaria n. 6, que rece-
ber o gratificacao cima ; assim como se pro-
I Formas de ferro
purgar assucar.
! Eiichadas de ferro.
I Ferro sueco.
I Espingardas.
i Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
posigao.
i Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
I Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C. I
J. Astley & C.
Allenco
na rua da mperatriz, cujo devedor
cliamn-se Antonio Jo; de Azevedo,
'."t""
I
teste contra quem o tiver acoulado.
"



(A)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA |7 DE SETEMBRO DE 1860.
Lilteratura.
A mao malfica.
Concluso.)
Mas, pcrgunlou ento urna relha que ti-
rilla lalvez vonladc de se metler na magia negra;
mas nio podemos saber de que precisis ? Po-
Impossivel respondeu o relho. E'-me pre-
i ise musgo que lenha Cfeseirio n'uma caveira do
ii i iin ha cem annos. Onde irieis vos pracura-
1) ? Sei no leirilorio de Waes d'uma aldeia on-
de est uro velhissimo ca nciro, e onde alguna
ossos de morios centenarios esto moflidos pola
parededa cgroja. I" ah que me uecessarioir,
ahora da meia noite, raspar o musgo com urna
faca nova, pronunciando certas palavras. Assim,
so queris fazer urna boa obra, dai-me dous ou
tres flurins para cuslear a minhi viagem.
O dinlieiro pedido foi ajuntado pelas mulliores
e dado ao relho. Este replicou :
Meus amigos, nao posso por-mc a caminho
sem 1er a certeza de que esta noite tres homens
atrevidos relaro ueste quarto, pois se a nao
impedtrem, a feiticeira, por vinganca, marlyri-
sar o torturar de tal sorle a pobre rapariga,
que os nossos esforcos para a salrar seriara tai-
voz para sempre inuteis. Promet toi-mo, pois,
si!) vossa palavra, que procurareis tres honnris.
K o que elles teem a fazer : um delles lera a
mi chela do errilhas ; quando m-M'a noite a
parta su abrir lancar as errilhas ao acaso era
redor de si. So urna das errilhas locar a feiti-
ceira, ella toruar-sc-lia risirel o desapparocer.
gritando, pela janella. E' preciso para este lira
deisar esta aborta. Heais, nao ha nada a re-1
ceiar, pois ella nao tem poder ncnhum sobre os
que velaren),
Pr.jinelleu-se salisfazcr ao desojo do relho.
Este tomou o seu basti, e disse doenle :
Vamos, r.onsolai-vos e cslai socegada, m-
uln HIhi. Djpnis d'amanha, a mo malfica se
r levantada, sarareis e recobrareis urna saude
mellior do que nunca
A' oslas palavras, pagou nos tiros postosero
cruz dianlc da porla, lane.ou-os ao fogo e sabio
de quarlo.
Durante o da. o commissario de polica reio
duas ou Ires rezes informar-se acerca do relho ; :
mis de todas as vezes Ihe disseram que elle li-
nha partido, o que nao sabiam so linha ido para
Schilde ou oulra parle.
Nao toi sem niuia dilDculdade que se encon- '
Ira rara tros homens bastante atrevidos para fica-
rem oo quarlo de Thereza.
Depois de muilo se procurar encontrar.im-se '
dous que so arriscaran! a fazer a perigosa vigi-
lia, mas com a condieo de que havia de ser eu
o lerceiro.
Tinha na visiohanca urna certa repulaeo do !
corajoso, apezar.de nao ser grande amador de!
frutearas e de familiaridades com os espirites, i
Has aqu ri-me obrigado a sustentara minln boa
[ama.
A' una certa hora subimos as oseadas com o
coracao bateuJo, e dominados por urna emocio I
que provinha d'um profundo dcsasocego, e in- ;
Iroduumo-oos no q-iarto silenciosamente com |
ciri-.iiraspecc.ao, como tres espectros. Pomos, sem
dizer palavra, sentar-nos co cadoiras, junto d'u-'
na mosa. Pouco a pouco, comludo, roltou-nos
o animo ; comennos a fallar em voj. milito bai-
. i'esirrolhou-so urna garrafa de agurdente ;
Cada um do nos aceendeu o seu cachimbo, e
lancou algomas baforaska do fumo pela janella I
abona. Thereza jazia no seu leito diante do nos ;!
dor.nia com os ollios fechados, e se nao fosse a '
Sua magreza de esqueleto, nada loriamos notado '
oella do extraordinario. A marcha do lempo in- '
flua singularmente na nossa disposco does-
pirilo ; das ouze horas para as onz'e e meia,
iti no-nos cada vez mais vonlado, e a nossa '
rjz tjraott'SO mais alta e mais alegre ; mas das
onze huras c meia para a meia noite perdemos,
pouco a pouco o animo e a palavra, como so
approximacao da hora fatal eslivessemos domi- j
nados por urna iuduivel anciedado. J nenhura i
cachimbo oslara acceso, nom uma palavra sa-
bia de nossos labios; s os nossos olhos es-;
lavara cm movimento, e lancando rpidas efur-
Uvas vistas, corriara espantados da porta para
f.croza.
A nica lampada que nos allumiava, pareceu
tamben resenlir-se da prxima chegada da fei-
ticeira, poiscoraccou a aidcr d'uma raaneira ex-
traraganlo c desordenada ; urnas rezes pro-
yectara vivos clares, outras vezes apenas al-'
lumiava.f de guando em quando sallilavam tais-1
i cas ua tnamma, que crepiiavam corxo lugo de
I artificio.
Em qusnto que, paludos e trmulo?, olhara-
, mos uns para os oulros, uma sonora badalada
j nos veio ferir os oundos ; estremecemos de me-
' do ; as errilhas rahiram da mo daquelle que
estar encarregado de langa-la?, c augmentaran
a nossa anriodade polo ruido que flzerara rolan-
do pelo soalho. Felizmente ainda linhamos al-
gumas.
Nao luugu hIIh uonnia, sobre uma pouca de
palha, o cao d'agua prelo, preso i urna corda.
Os visinhos e os curiosos, com o corarlo ba-
len Jo, e tremendo todos, estavam juntos una aos
oulros do oulro lado do quarlo.
Logo que o relogio suspenso no quarlo annun-
ciou onze horas e meia, o velho levantou-se,
approximou-se do candieiro.
Tirou da algibeira uma pequea bolsa de eou-
--------------------- ------ JO- w.iiw |/vuucilfl IMM MI Ut X^UM
Fixaramos na porta os olhos arregala- ro, abrio-a e tirou delta uma especie de p ver-
dos, nao duridando do quo a feiticeira eslava
quasi a abri-la.
de, que deitou sobre uro bocado de" papel.
Era sera llovida o musgo que elle tinha colindo
Neslc momonlo, porm, a nossa allencao vol- nacareira do morto ha com annos.
tou-so de repente para Thereza. Tinha os olhos j Lancou, pronuncian lo crias palavras, urna
abonos c pareca acordada ; uma terrivel ex-, pilada desse p. na charama do candieiro, que
prossao^ Ihe c.nlrahia as feiooes ; (alfa horrireis f principiou a Iluminar o quarlo cora urrj laro
contorsoes como se procurasse livrar-se do peso j plido c phanlaslco. e o resto na caldeira fer-
quo a morlificava, e gritos roucos se Ihe esca- vente.
pavam da garganta comprimida. Pareceu-nos Depois rollando se para os visinhos disse:
; chegado o momeo to de deilar as ervilhas, pois > Ouca se o que se ouvir, ou veja-se o que se
eslavamos cortos de que a feiliceira se achara 'ir, nao ros assusleis O coracao que aqui esl,
oceupada em torturar Thereza. Ficamos ainda
mais convencidos quando, com uma roz iraca,
roas que penetrara o coracao. a desgranada ra-
pariga dirigi estas palarras sua inimiga inri-
sivel:
Enganai-vos : nao fui en quo chamei o ho-
mem. Oh I largai-me lirai-me do peito esse pu-
nhal ardente. Direi que nao queroexpulsarci o
velho.
Comprehendereis fcilmente o terror que nos
inspiraran estas palavras; libamos a cabeca
dosvairada, e estavamos, por assim dizer, fra
do nos Todava, um de nos leve ainda bastante
presenca de espirito para se lembrar do que de-
via fazer; tomou um puntudo de errilhas, o lan-
cou-ascom loda a sua forea sobre o leito. Parc-
ceu-nos que um sopro como do rento nos passou
dianle da cara. Thereza fochou os olhos; o seu
rosto tomou do repente u'aa expressiio de sore-
g: dorma como antes. Esla victoria deu-nos
coragome forga ; julgamos a nossa taioa termi-
nada, o (leamos contentes por podermos sabir do
quarlo sem vergonha. Mas uma nova apparcao
deria ainda gelar-nos o sangue as voias. Vol-
lando-nos, vimos, no parapeilo da janella, um
galo negro, que Qxava sobre nos olhos chame-
janles, c pareca ameacar-nos com a expiac.io do
que linhamos foo. (libamos para o animal, ou
antes para o espiriio.com um terror cresceule ;
elle saltou da janella para o quarto, e arancou
lentamente para mide estarn.os.
Um de nos abri a porta, c para chegar mais
depressa ra, deseen as escadas ii'um pulo.
Ouso dize-lo : seguimo-lo de porto e tomamos a
fuga como elle. Chocados & ra, reconhecemos
que nenhum de nos so atreva a ir deitar-se;
asordamos um laberneiro rizinho, e passamos al
pela mauhaa na taberna.
Soubemus cnlao na C3sa que habitara There-
za, que ella estar n'uro triste estado, c apenas
tinha torca para mover a cabeca c as maos.
Pelo mcio dia, cliegou o velho da sua rhgem.
lornou-se o coraca o da feiliceira ; ao dar da meia
noite, hei de traspassal-o com a agulha. Enlao
rereis apparecer uma velha uivando e gemendo :
pelir-me-ha c supplicar-me-ha que Ihe tire a
agulha do coracao; mas nao o farei seno quan-
do ella tver feito cahir sobre este cao a mao
malfica que posa sobre Thereza. Repito -vo-lo.
nao receeis nada: ouca-so o que se ouvir, veja-se
o que se vir I
O solemne aviso do velho produzio um effeito
inteirameotc diverso do que elle esperava ; foi
s enlao quo comecaram a tremer de veras e a
aperlar-se uos contra os oulros, no meio de um
silencio sepulcral.
Uma velha desmaiou, e deu a ci neo ou seis dos
mais medrosos occasiao, sob pretexto de a traze-
rem para fora, para so retinrem decentemente
do quarlo dos sortilegios.
| No entanto todos os olhos estaram fixos no
: ponleiro do relogio.
Ainda cinco minutos I
Um tmulo fechado nao mais silencioso e
mais lgubre.
De reponte o pobre cao principiou a tremer;1
com o fucinho voltado para o ar dar ivos la-
montosos, como se alguera esliresse a morrer na
visinhanca.
Esles sinistros presenlimcnlos lancaram a
perturbarlo entre as mulheres; ourira'rn-se al-;
gamas cadeMs rangor, algumas mulheres senta-
rem-se, encolhendo-se, no chao, depois ludo uo' q" nocs'odo do embriaguez involuntaria
ficou em silencio como antes; s o ca o enchia o complfila PPrPelrou um crime, e a generalidade
quarto de gritos de dr : do2art. 10 do cdigo criminal, que seexpri-
Ainda dous minutos rae : -Nao se julgaro criminosos os loucos de lo-
darmes, e exclamou com uma voz que pareca
deapedacar-lhe o peito:
Desgrana ? desgrana I est morta I
Apenas Ihe linha escapado esta exclamado
quando alguem transpoz a porta gritando:
Oh I nao lendo mais t rabal lio I Thereza
acaba de morrer agora mesmo. e desta vez est
rerdadeirsmenle mora ; est fra como gelo I
Os gendarmes nao se deixaram intimidar por
nada elevaram o velho para a casa de detencao,
esperando que seria metlido cm processo por
exereer illegalmcnte o arte de curar.
Foi mais tarde condemnado slguns mezes de
pristo.
Enlao! risinho, quo dizes desta histo-
ria? Que era pura imaginacao de Thereza, o
que tinha a doenca que o pov0 chama hypo. Tam-
bera o quero crfir; roas como explicar entao o
exacto cumprimenlo dos seus presenlimon-
tos? Como encontrar a chavo do prognostico do
velho confirmado no mesmo insltnte pela morle
de Thereza ?
Quanto a mim, nao posso comprehender, e
nem quero pensar raais nisto, pois faz-rae ter
mos sonhos o medo,quando eslou s escuras.
Em todo o caso, se verdade que a imaginacao
e a roalidade produzem os mesmos effeitos, em
que differcm ellas uma da outra, o o que so ha
de chamar realidade de imaginacao?
E que dilTerenta ha entro um malfico verda-
deiro e um imaginario ?
HENr CONSCIKKCK.
( Commercio da Porto. )
Direito crioiinal.
Mais algumas considerarles acerca da embria-
guez, com relaro ao 2o do art. 10 do cdigo
criminal.
Por este resmo Diario ja" temos feito conhe-
cida nossa opinio sobro a presente materia, que
nos toemos cargo dissertarem obediencia nossa
proraessa.
Ahi se acha em tres de seus nmeros algum
trabalho. que a escassez do lempo em materia tao
transcendente, nos permiltio apresentar, para res-
ponder algumas conteslaces, com que nos hon-
rou um dslinclo cursisla. Sirva por isso o que
hoje irnos dizer, para completar esse trabalho.
Comecemos.
0 fundamento da irresponsabilidade do indvi-
0 relho lcrantou-se, pegou no coracao ensan-
guenlado n'uma mao, e na agulha d meia na
outra.
Com a vista fixn no mostrador do relogio estar3
promplo para picar....
Oure-se de reponte. porta da ra, um rumor e
passos vagarosos, c pesados como os de u ma
pesso que camjnha apegada & um baslo.
- Ei-la ahi I ei-laahil exclamaran! as mu-
c annuiiciou-nos que nossa mesma roite, meia
noilo, domara a feiticeirae linaria Thereza. Mas' l,leres ssustadas, agarrando-so porfa urnas s
era preciso prorurar-lhe alguna objeclos, prinri-
outras, e unindo-se confusamente um canto.
A porta abri -se.Com grande espanto das
plmente o coracao ensanguenlado d'um cordero,
um cao vivo, uma grande agulha de meia nova o ume,res d0 proprio leiticeiro. virain ap
,,.,.' fe ,a cor oulra cousa mu differenle da feiliceira
uma cald-ira do cobre em que nunca se livesse
cozido raas.
O coracao da cordero arranjou-se depressa ;
os carniceros linham nesse mesmo dia m-
talo o gado da semana ; comprou-so a agulha
de meia ; urna alma compadecida omprestou a
caldeira ; nas quanto ao rao foi mais dilTicil :
niagitem quera emprestar o sen, porque sabiam
que a mao malfica, quo pesara sobre Thereza,
devia cahir sobro o animal. Nao se aciiou um
vizinho que livesse rontade de ter em sua casa '
. o=u iuucu nos
um cao enfeiticado. EmOm, soobe-se quo um al- exerceis illega|mjlltc
du.io do Deurne tencionava afogar o seu cao. i \x\\,\^0
Pol um hornera 5 casa dalle, e voltou do tarde 0 vcUlodclou um olhaf ,
cora um cao d agua lio relho que mal podia an- que ia dar meja nnle_ P' re,0' e V1
do o genero, salvo so liverem lucidos inlervallos,
e nelles commotlerem o crime.
Esla diSposfcao alera de salular fundada om
irrecusavel ustiga, tambem nada menos que o
respeilo ou saneis devida disposirao doarl. 3,
que diz : a Nao haver criminoso ou delinquente
sem m f, islo sem conheciraento do mal e n-
lenco de o pralicar.
O empirismo de Dracon e de alguns oulros
jurisconsultos do seu lempo nao mais vigora as
logislaees penaes : ahi o crime j nao um c
nico : o fado em si, descarnado de sitas circums-
.. ,------- v.....u-oc.vwiu gitiuuu espanio uas --------.-.-... >n, ui-stainauu ue suas circums-
mulheres o do proprio Ceiticeiro, viram appare- tancias, nao mais o principio regedorda culoa-
ce outra cousa rau, difTerente da feiliceira. bllidade, e portante medida da penalidad. !
Dous gendarmes e o commissario do policial Nao : sera liberdade de accao nao raas se
Com ma maravilhos. prompl.dao. os gondar- 'causa eiTiciente e primaria de um fado ; sem
n.^r'lon^'d arrasUrara-n0 -cenla- .uma razie esclarecida, sem o conheciraento d
3TJ!IT e arranCara-1"e a ]** q- o val pralicar. nao mais se pode in-
correr na responsabilidad!' desse aclo ; e porque?
agulha da mo.
Ainda um minuto !
Meu traante, vamos; segui-nos! disse o
commissario.
Que mal fizcu? pergunlou o velho todo
trmulo.
Pouco nos importa! foi-lhe respondido;
a arte de curar. E' pro-
dar.
A's onze horas da noite, um bom numero de
homens o de velhas eslava reunido em casa do
sapateiro, nao lon^e da habilacao de Thereza.
Nao deveudo o livramenlo solemne operar-se
na casa da pessoa enfeiti;ada, o sapateiro om-
prestou, para a grande obra, um dos sdus
quartos.
Con:prehendeis que eu nao faltei.
Era cslranho o aspecto desle quarlo; um ca-
dieiro novo de folln nidia sobre uma meza
porto do fogo; ao lado do candieiro va-se um
coracao ensanguenlado e uma grande agulha do
meia.
Ao fogo eslava uma caldeira de cobre, cheia
d'agua ferver; a um canto dolar achava-se um
velho acocorado, fallando s-chammas
Oh! oxelamou elle n'um accesso de deses-
pero; anda um instante I um instanlinho Eu
vo-lo snpplico, meio minuto! Concedei-mo islo,
ou antes alguem !
Nao, nao, diz um dos gendarmes. E' pre-
ciso seguir-nos immediatamento, senao ver-nos-
hemos na necessidade de vos por os ang-
uhos! Sois relho, e isso far-voa-hia soffrer
muito.... Vamos l I
Urna indizivel raiva se opoderou do velho;
lotou violenlemenle contra os gendarmes, e
procurou aproximar-se da meza; mas n'esle mo-
mento soou no relogio a primeira hora da meia
noile !
Como se fos3e fulminado pelo raio, o velho
deixou-se cahir sem forc,a nos bracos dos gen-
FOLHETOI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
porque os actos do homem, diz Rossi, ser mixto,
sao internos ou externos.
A causa dos actos exteriores e voluntarios est
no interior do homem, no fogio mysterioso de
suas facilidades moraes, na accio de sua intelli-
gencia o liberdade ; os effeitos materiaes nicos
lornam-se exteriores.
Certamente o cr rae, partido do intimo do ho-
mem, participa ipso fado de sua natureza, donde
vem distinguirem os criminalistas e philosophos
dous demonios no crime o tacto material e a
iniencao ou moralidado do agento.
Ora, se o fado crime o resultado da com-
binacao da lula destes dous principios, lgico
conclur-se, queso ha crime no aclo, para cuja
realisaco elles andarera pari pasan; mais ain-
da : so fados ha, cm quo um destes principios
domina o outro para menos ou para mais gravi-
dado do delicio: aqui o elemento material mani-
i festando-se completo, entretanto que o elemento
moral se abstere do conspirar directamente para
o mesmo fin: all o elementa moral sobrepujan-
do o material ; se islo se d, dizeroos, nao tam-
bera menos lgico, que o crime rarie de intensi-
dade. e porlaulo se adapte uma pena mais cor-
respondente.
cinco, e accrcscentamos | riamos jae ranlagens quo, era ura futuro mu
r >,.... u ., c. cinco, c accresreniamos """""j" U,T mmagens quo, em ura futuro mui
algumas cnrisideraees que lornavam evidente a : rfmoto e incerlo, poder apresentar o plano em
e.rirjmbitidade, opporluniJade, e conveniencia execucao.
.yKi. foi recebida por nossns con.en- nesT ej^'e ^Sff^SSS^J!
jDra-mares Huctuaoles; exwram os ttulos que K isso nao c pouco ar'
* davam conhecimenlos liydraulcos para ou- Nao potemos dtixar de traoscrerer aoui al-
XXXIV
.- MM.vnio.Ainda o porto de Pernamburo e seu
u Ihoranienlo. Augmento dos rencimentos
dos oflicacs combalentes da armada.
propria, e al che
----.' .---- ---- ""'it'U OUUl 81- iniimntirn
arara guns trechos da mencionada memoria para as rn M
ra ir- ouaes chamamos a aiiuncin h ..,......:SZ.- "'"11" ['
_ Eslou, perianto, convencido de que a forma-
cao de um grande porto, solida e completamente 1
feito, nao reun; o alcance, que se quer atlribuiri
para a provincia ; tambem pens que o oslado
actual do porto digno s de um paiz brbaro, e'
nao de um paiz civillsado.
O que pensar do lugar ondeo viajante, que rail
demandar a Ierra, arrisca-se de ordinario nesse!
momenro, mais do que arriscou se em loda a
Iteremos inlerrompe hojo a analvse do rea- ;
tono do Sr. ministro da marinha, que lem pren-
dido nossa alienlo, desde que o recebemos, para
Orcupar-nos do oulro ass^mpto, queja temos1
do.lirado longas horas de estudo, e sobre o qual !
tivemos a salisfacio de sustentar uma renhida I
discussio com fortes antagonistas, quando anda I
nao perteociaraosi redaecio deste grande Diario,
que nao duvidou um instante emprestar-nos '
valioso apoio de sua approvaco.
Presumimos que o Ilustrado publico desta ca-
pital, se recordar ainda desta discussao, relativa
ao mdhoramento do porto de Pernambuco, em
que u is detivemos datalhamenle, faz agora um
anuo, provando, nao s a inconveniencia de pro-
seguir-se no plano em via de execucao, mui dis-
pendioso, por exigir obras d'arlc de grande im-
portancia, c mu lentos cm seus resultados, pela
propria natureza deasas obras enceladas, como
l-n.p.indo o estabelecimento do um novo porto
lia ensoada do Brum o Buraco, formado por que-
bra-mares flurtuanics, que acal marta m naquclle
bello ancoradouro, onde ha fundosufficionte para
os maiores navios, as aguas agora agitadas.
Ento escreremos:Quando, porm, nao se
possam rencor certas ohslinaooes, certas preoc-
cupacoos, e nao se rosolra o "que propomos (era
a a lupcao do plano Law) suj?gerimos um nutro
meio, que nos sorprende nao ter at agora ap-
pnrecido, e que, com menores despez.is, poder
dentro de um auno, ou mono?, permitlir que os
vapores da companhia ingleza de Southampton,
c nanos do mesmo calado d'agua ou maior, pos-
sain fondear denlro deste porto, com tudas as
commodidades desejaveis para a carga e descar-
ga, embarque c desembarque, de passageiros.
Basta para isso eslabelecer-se um quebra-
mar flucluante comegar da pona do rerife da
barreta, at a pedraa cabeca docco, uaex-
icncaodo 500 bracas, pouco mais ou menos, dei-
>..- se somonte espado para as entradas dos
nanos, pela barra grande, para se approvi-itar a
vasta e profunda bacia que ali existe, que se
Irasformaria em um seguro e quieto ancoradou-
ro : porque as ragas perdendo sua torco no dilo
quebra-mar, chegariam dentro da bacia com ina-
preiiavel agitaco.
Esta obra xislecte em varios portos da Eu-
ropa, anda ulmainc-iile empregada no de Diep-
pe, que goza hoje de uma calma completa, ainda
mesmo quandao mar mui agitado, encontran-
do os.navios, uma sgurane.a perfeila, qualquer
que teja a inlensidade do vagalhan as exlremi-
o.idus do quebra-mar; pouco despeudiosi e de
breve execucao, daria um impulso mui notavel
o commercio e prosperidade desta bella e rica
provincia..')
Em oulro artigo, orgamos o quebra-mar fluc-
tuamo cm200 coritos d'o ris, e concordamos em
dir-ili" uma duraeao de dez annos, quando ella
sarmos ler una opiniio
diz
inos
ciencia, sendo que ni o duvidariam tambem cor- lomando si a emprna^do eat~abeeeimmiVdm
rer era nosso auxilio, com a inlencSo malvola quol.ra-mares lucluanles nraanisanddImm^i q m"' S Por1"n f'1'"" os meios indisponsa-
de fazer croe ao publico que, servamos nosso uma companhia mediante" o pririUrio o conce i ve,spi"'n reP'ros '"signilicantes, mas urgentes?
nlerosse privado, e nao ao grande inleresse des- sao de certas ranlagens que ramos indicar rea" 'l,'s,a Saber M P6"0*86 n""r tivilisaco
ta provincia, cujo fuluro, e,; inteiramente de- Usara" um iiesocin de Inoras na-hi.IL c.om ns conveniencias do estado c com as neces-
- --------r......" K.u,.i.o, i. iit Un,muii B"'i=. iiecnos u.a mencionada memora nar 7n ...... H l"1"1 "
izer qiM o governo devia nos ajudar para ir- quaes chamamos a allencao do goveroomoerial g'" (l) e q"e e,m la,,s co",li'.'0
* Europa, aprender algama cousa dessa e no corpo do commercio desta provincia n rec''rsos ',ar'1 ns n;,"r"Ss ? um porto no qual se
enca, sendo que ni o duvidaiiam tambera cor- lomando si a emoreza do rii.Vt.....,...'..V..: vcl,?e,n "aylos novos quasi cusi de lenha do
Finalmente, se 6 verdade, como esl debaixo
de nossos olhos, que individuos ha. que pralicam
um crime com ausencia de pleno conheciraento,
augmentando ou diminuindo a gravidade do cri-
mei por circumslancias, que Ihe antecederam, nao
menos verdade, que a penalidade o deve ir
procurar nesse grao correspondente. E com quan-
to bs legisladores, entregues inrestigaco da
solco desle problema, muito tenhamdilo res-
peil'i, pouco deexequirel se ha adquirido.
Assim, enlre diversos criminalistas, que se lem
proposto aa descobrimento desla incgnita, ve-
mos Filangicri dizer, que. para querer-se, c pre-
ciso connecer; que conhecer uma accao perce-
be)} o fim c as circumslancias, que acompanham,
e que nao sedero chamar uma accio voluntaria
e imputare!, seno quando possirel adiar este
conhecimenlo naquellequo obra ; e dahi nasee a
distinecio entre accidente e falla
De disposto, portanlo, no art. 3, que assignala
os olomentos da culpabilidade em coofrontaoo
com o art. 10 2, que isenta lie responsabilidade
os joucos de todo o genero, descobre-sc a mais
perfeila harmona ; mas parece resultar uma
incoherencia na opiniao, que acredita imputavel
o embriagado que perpelrou ura crime, desde
qufe, aceilando-se o preceto exarado no arl. 3,
exlue-se a embriaguez da tlasso da loucura ;
mas essa incoherencia desapparece, nao tanlo,
porque em frente do Io do art. 18, por allenuar
o crime, nao tendo harido no delinquente pleno
conhecimenlo do mal e directa iniencao de o pra-
tic)ar, basta um conhecimenlo menos pleno ; como
porque o art. 3 s comprehende o caso de ieno-
rancia absoluta da possibilidade do elTeilo, que
da aeco ; nao comprehende, porm, aquelle,
que, conhecendo todas as consequencias da em-
briaguez, demonstra vontade do se expor ao po-
tigode violar a lei, quando nao evitar chegar
esse estado ; caso em que d-se a falla, cuja pe-
nalidade augmenta, medida, que so approxima
da m f, ou dolo ; desapparece sim essa inco-
herencia supposta, porque o mesmo cod. no art.
18 9, recommenda a punioo, consignando a
embriaguez no numero das circumslancias atte-
n alantes.
De fcil conciliaco, portento, sao as disposi-
ces do legislador em lodos essos arligos, bas-'
lando attender-se forra dcada uma das pala-
rras e fi suacollocacao. para resolrer-se qualquer
objecejo que porrentura appareca.
$e, porm, as consideracoes, que vimos de fa-
zer, acerca da base di criminalidade contida no
artl. 3, nao bastam para convencer, que esla ex-
iste mesmo na disposco, que consagra penali-
dade para o ebrio, que violou o preceito penal,
podemos ainda sustentar nossa opiniao acerca da
t criminalidade do ebrio, dizendo como oulrns, que
nao importa essa exigencia do arl. 8, quando no
SI* do art. 18 a ausencia da voluntariedade nao
implica a punico do agente embriagado ; o que
so conforma com o Io do mesmo art. 18, que
consagra no numero das circumslancias altenuan-
les a falta de conhecimenlo oleno ; logo autori-
sa a punico do cbfio, o qual s poe comraetter
erime antes de perder toda a luz da razo, isto ,
anjea de collocar-se no estado de materia inerte,
caso em que elle incapaz de qualquer aeco ; '
porquanto, como de oulra vez j dissemos, come- i
cando por cambalear, ramcdatamente prostra-se
esobrcvem-lhe o somno : E' aquella disposco
posterior do art. 3 ; conseguintemente a deste '
nao podo ser lomada em aasoluto ou solada-
mente.
A' bem da orden estudemos o principio esla-
belecido no i 2 do arl. 10.
Tanto tem elle de claro, intuitivo e justo prima
facie, como de embarazosa sua applicaco.
Sem tratar da loucura fingida, nem moraenta-
oel, qual aquella, em que se acha um indivi-
do, quando se encolerisa, indaguemos, se pos- i
sivel classificara embriaguez no numero das df-
fcrenles especies de loucura.
Nao podemos prescindir deacompanhar os m-
dicos forenses nica autoridade na materia,
nico pharol que nos deve dirigir na dilTicil clas-
silcaco das diversas especies do loucura,lim de
chegarmos ao resultado de poder affirmar ou ne-
gar, quo a embriaguez esl comprohendida nes-
sa classificacao.
Assim apresentam elles tres graos de loucura ;
em priraeiroloucura propriamenle que uma
especie deenfermidade, que affecta os individuos,
cuja inteiligencTa depois de ler adquirido Iodo o
seu dcsomvolviuacnlo, se lem perturbado, enfra-
quecido, ou extiricto accidentalmente : ella sub-
divide-se em idiotismo, que uma sorte de es-
tupidez, que lemtdiversos graos, segundo elle ;
mais ou menos pronunciado, em virtnde da qual
Nao me domina o espirito de systema. nem
quanto levo dito resultado da pbanlasia de um
diai : refiecti e reono plena conviccao da possi-
bilidade e da utilidade; com uma dbspeza muilo
ao alcance das rendas provnciaes, porquanto com
os rendimentos provaveis dos depsitos e trans-
pones de baldoaces e carregamentos, se leriam
recursos para os juros c amortisaeo parcial do
capital primitivo.
sao os idiotas ou imbecis destituidos de carater,
e tem um circulo muito limitado de ideas : su
inlelligencia nao se lem jamis desenvolvido, ou
nao se lem despertado seno do uma maneira
incompleta : ua enfermldade data de seu ns-
ctnienlo. Subdivide-se ainda em denuncia, que
e uma debilidadc particular das operacos do
enlendimento e dos actris da vonlade, e caracte-
risa-se pela Derda da memoria 0 abolido do pen-
smenlo, dr de cabera ele.
A mana com furor o segundo grao, o consis-
te em om delirio geral, variavrd, pplicando-se
i toda especie de objeclos, privando o doenle de
ter idea alguma lixa na cabera, e uma iacrivel
actividade excita as operares delirantes do es-
pirito, tornando-o ojoquele continuo do ideas
falsas e ineonerenies, de ilrusoes dos sentidos c
de rpidas allurinaces.
A munomania ou mana sem Turor, oulr'ora
conhccida na ciencia com o nome de melanco-
la, o lerceiro grao ou espcie de loucura. em
virtude da qual o delirio pplica-s3 particular-
mente uma idea exclusiva, ao redor da qual
agrupera-se ideas desordenadas e dementes so-
bre um mesmo objeeto, uma paixao fortemenle
pronunciada, sobre a qual o doentc flxa mais
continuamente sua allencao.
Acerca do somnabulisinu, de que em oulra oc-
casiao nao nos esquecemos, s tenaos accres-
cenlar a opinio de Jousse, que enlende, que o
somnmbulo nao inleiramente irresponsavcl ;
devendo ser punido, quando ratifica acordado
arlo que praiicou durante o soninabulismo ; opi-
niao, que nao podemos cceitar, porquanto a pu-
nico recahe sobre o aclo posterior.
Outros, fazendo assentar a criminalidade na
presumpcao de um pensamento anterior, caso
baja inimisade, querem que seja punido o som-
nmbulo : a base desla opiniao mui frgil em
vista do art 36 do cod cnm.
Apezar dos caracteres constilutiros de cada
uma dessas enfermidades, que acarretam a au-
sencia do conheciraento do bem c do mal no pa-
ciente, alguns criminalistas tem divergido acer-
ca da criminalidade.
E' do numero desles o conde di Rossi, que
sltribuo ao mnnomanico conscicncia do aclo que
pratica, quando este nao da ordem d'aquelles,
sobre que elle firma exclusiva allencao :diz,
que o.monomaniaco nao deve ficarimpune, por-
que elle pratica o mal s pelo desojo de fazer
mal ou pelo habito, e s commeite o crime
quando seus desejos, que elle nao refrea, sao
laes, que j nao pode refreiar : compara-o cora
o ebrio, que sabendo que o vinho faz mal, con-
tinua a bebe-lo.
Serve-nos muilo esta eomparaeo. que vem
aulorisar-nos dizer, que esse" conhecimenlo
preexistente do ebrio, podo entrar em linha de
conla como elemento moral, para ler lugar a
criminalidade.
Recusamos entretanto aceitar a punico do
monomaniaco, nao s porque pie acontecer,
que haja verdadeira loucura, como porque o
cod o isenta de responsabilidade, comprehen-
dendo-o na classe dos loucos.
ltotard segu Rossi ; nos porem que que-
remos, que a irresponsabilidade do monomania-
co nao se limita aquellos fados, que lem ru-
laeao com a idea fixa e sim respeilo de lodos,
apenas invocamos esta opinio, para mostrar,'
quanto deve distar a irresponsabilidade do ebrio.'
que si deve o ler chegado esse deplorare!
esta Jo.
Depois que Farinacius dividi a embriaguez
em completa e incompleta, appareceram os Al-
lemes, que adoptaram esta dirigi, c lucran:
uma suhdiviso em rolunlaria o involuntaria.
Nirolini por ultimo deslinguio quatro estados,
fazendo consistir oprimeiro n'uma excilaco, qu
torna o hornero mais enrgico e conseguinte-
mente mais criminoso.
No segundo oslado, que passa alean da mode-
rarn, nao se perde o conhecimenlo de si ; por-
tanlo anda existe a rcspor.salidade.
Caraderisa se o lerceiro estado pelo desappa-
recimento da consr.iencia dos deveres de homem ;
apresenia-se cora maior temeridade, porem ain-
adinlle responsabilidade.
O quarto, porem, que o que traz embotamea-
lo completo da razo, incompatalirel cora a
pralica de qualquer accao, porque degenera em
somnolencia.
A dontrina do cod. a seguinte ;um exem-
plo : Supponhamos, que ura individuo est em-
briagado, o quo nesse estado commette um ho-
miridio : se nao oslara completamente embria-
gado, nao ha queslo ; parece at derer ser pu-
nido com %ggraraco ; se porem estara no ul-
timo grao, islo nao n'aquelle em que fie a en-
torpecido e incapaz de accao, n'outro porem, que
Ihe permute arrancar o punhal e malar um in-
dividuo, d-se pela disposco do 9 do art.
18 a punico com essa circu'mstancia, que ora
rirlude do mesmo s ser allenuanle, se a em-
briaguez foi involuntaria, isto se o delinquen-
te nao formn antes o projotto do crime ; se
nao procurou aquelle meio de animacio, mus-
ir inteira rontade de commelter o crime ; e se
tendo tal costurae, nao erilou, demonstra a 3ffei-
co. que rota ao crime : conseguintemenle tor-
na-so credor de punico aggrarada.
Persereramos em sustentar, que ha criminali-
dade na areno platicada pelo ebrio contra as nos
sas leis penaes ; porque em frente de tanta pre-
nsan dos termos de nossa legislaco, s resta,
que o legislador, erguendo a lapid'a sepulcral,
M aprsenlo e diga : ou quando confeccione! o
2 do art. 10 do cod. crim. nao quiz com-
prehender a embriaguez, como uma das especies
de loucura.
Se der-se opportunidade, voltaremos.
Recife, 11 de selembro le 18G0.
Jamabio Montenegro.
ta provincia, cujo fuluro, o.-'u'i inteiramente de-
pendente do sen porto
Assim devia ser: quena nao pode combaler
ideas uleis, injuria, declama, esforca-se em mu-
dar o terreno da discussio, embora corra o risco
de debater-se s na lama que preparou.
Nao cahimos no laco que nos armaran), feliz-
mente, e lemos muita ra/o de nos gloriarmos
por isto.
Oui airo agora estes senhores do plano apre-
sentado pelo dislincto Sr. 1." lente da armada,
Dr. Giacoroo Raa Gabaglia, para o melhoramen-
to do porto do Cear?
lisai um negocio de lucros positivos.
Kstas vantagena devera consistir: 1.
sidades do progresso do commercio nuritimo.
Para dizer quo considero a questinde solucao
vilegio por um espaco de lempo razoav'el 9 *n '' ?ff 4" e,)nsiu,,ro a qestiode solucao
COnceiSu de terrenos no isthmo para BdiOcacio IT'," ",'h f D? P".rt,de cunslr'l(,?es. queja
de armazens, 3. no privilegio exclusive de ter '* Ju'lfl"* "cas do projeclo
uma barcaca de carena coropleife macarca ^!J^ *?"b0 0^m Pri.DriPl""e
com tarifas de despezas proprias marcadasido K/g P"ne,ro ensaio e. sua publi-
combinacao com o governo. i ,
4." No pagamenlo de uma quantia fixa por to- n VT queie ff,;,a,US)>PSpa,;oio 1aiirn c,v
nelada. e por dia de qualquer navio ue se reco- P .abr,"S"r 2u 30 nav.os. ou s 10 ao
Iher ao porto. q Prlnr,P"'. suppondo navios de grande lolaeo, e
5. Na garanta do poder a companhia atarear T" r,l'asem dispost03 em alinhamentos marca-
, o porto, c.80 Ihe convenha, esTaMecen lo go ?S Pr?' "W**. Prnt-riadas ao fim e ao por-
LOia-se a bellissima memoria por elle apresen-! que.bra-mares mais fra. e de nao noder dorani.' lada e publicada do risco para cima desle Diario o lempo do privilegio, qualquer oufra coCanll ,''arfS/?,'f'Mfl,eS "..........
nos oas ua semana finda, x ver-se-ha que, o crear oulro porto. ,' ',.............
mesmo esterna que apreson'.amos do quebra-ma-; 6." Na preferencia de ser feito lodo o servieo "f c romP|el'1 barcara de carena e
res flui-luantes para o melhoramento desle porlo, de carga e descarga dos navios abri-ados uels i!"'' ca !rta- com todos os necessarios appare-
e que elle indica como o mclhor. o mais proficuo quebra-mares por embarcaces nerrencen es S* Pollamc e mcame, sempre conservados em
para o porto do Cear. Icomnanhia """-reacois PL-ncentts a t,om estado, e para immediato uso, com tarifas
oe despezas proprias proteger a navegaco e1
commercio, e nao arruina-los, dando segur'anca
aos navios, necessilados de promplos soccorro's,
sem um cortejo ridiculo de infinitas formalidades
e palliacoes para as menores cousas ; laes auxi-
lios, bem como as baleeiras insnbmcrsiveis de
P" JPo do Cear. I c'ompanhia.
^IVr'u*' CT denvolvimenlo. 7. No privilegio no servieo de reboques.
poren, que nao he podemos dar. por falta das Estas sao as principaea codicoes que se deve-
Sn memo?r \ mT ^ DJ= ^'^ ri< '" em ^ 6 os 'endimenos que con, ellas
ap,. i'arCn "' ', "l,"t""/,s- lem inle,ra se conseguira dariam s aeces da companhia
appii.as.io ao noso porlo. um bpllo dividendo.
A nossa extravagante lembrancn. como a bapti- Um anno depois de se dar nrincinin s ohra ll*' DCm C(uno aS ba,e<,|ras insubmersireis
saram entao, acha-se agora purificada com a opl-' ( nao somos nos quera o aflanr-a c Sr Dr S SC?"rro' es'ar.am sob a direceo do capito do
mao aulorjsada do referido Sr. Dr Cabaglia. que baglia. engenheiro hydraulico')' o porto estar P a q"' 8Crli lmbtm P'iraeiro liscal do
nao s c offical de marinha e lente da respectiva : promplo, cesta provincia prhiciiartffmedlSH <,iebr',-m?r V"* de vista
escola, como engenheiro bydrographo, formado mente aprecia sua ..lilil .......
na huropa, onde adquiri a pralica ntcessaria, les so deve aproveitar aquelle excedente anco- 'v "......-','';
islo om homem duplamente profissional. radouro, que pode ser era breve fin, e tragado q" aS cn";lru(,co"s. s 1"aes de-
E natural que nos lenharaos alegrado por esla com as areias que os conductores dos baleles do 1 S^'S'' P"llem *,r' pela ",;,iur pfrle *""*
coincidencia agradavel porm, ainda ah infiue; arsenal ali estao despejando ">""* uo tas do lodos 03 geM a(.c,,ssoru,s e simplesmenle
mais o inleresse publico, do que o nosso amor! Quando o governo francez'prelendeu excavar n : d,,sar,lladns ou desmanchadas, de mullos oulros
proprio, tao singularmente lisongeiado. porlo de Toulon, e posteriormente ode I ori'ni'! l,"RorPS- ."" da E",0jw' 1"" m,,sn> dc Por'f>9
que o governo proce-
Cuando o governo francez pre.endeu escavsr o ; fg. iw fa K55
-........*.-..*.-.. ,.orlo de Toulon, e posteriormente o dc lorien!* ; \, t-"'opa, ,-. r-----.
Nao uma polmica estril que queremos fa- uma de suas prmeiras oceupacoos foi procurar 0 a" 'm|">rl 5 % s"PI,""do 1"e governo proce-
t renver: visamos mu difTerente airo. lugar mais proprio para depositar a tasa e areia ? f0"'0 .'""I U'"a eomt'.',nl"a. ou qualquer
Hoje temos d.reiio de perguntar: que se ia exlrahi dalles, ristoauo cem razio ,",rl'rulnr an,,Sn uS l"-?P""s nioresses. no pra-
0 que se tem feito ha um anno? temia a influencia desastrosa q,,0 ooderia ior z0 Adt um """7^" i/r ludo promplo, e em
para aquellos portos a m escolh la local da de \*ndamen>: Pdose dizer que um anno de-
Temos debaixo dos olhos o relatorio oflkia do l/""S <><>Pr}r">daobra com recursos medioc-
engonheiro hydrographo encarregado diai. era I cr" Se Ur""" 0S lraba,hos d" P>< concluidos
quo elle expOe seus esludos para deeidir-se Por !" ." j* '.........
rentura nos demos esle obie lo a importancia '> q"?S.lan, d2 or,:amfnl? construecao do
que elle lera ? Ouaes os esludos que precedeam !?VJ fac,lmn,e """. < deliberaso ? Em que se fundaran)?
Para trao.|UlHidade do publico, que nao pode
deixar de olhar cora inquieiaeo para esle nego-
cio, convinha que alguma cosa sahisse luz.
Agora deixaremos fallar s o Sr. Dr. Gabaglia,
que para nos o homem necessario que se man-
dou buscar Hollauda, e que limos em casa.
E' renlade que, segundo o velho rifo porlu-
guez, sanio de casa nao faz milag'es ; mas nos. _______^___
lemos plena conllanca de que esle conseguira. (1) O mesmo risco corre o passageiro que aqui
o que nao teem podido fazer certas capacidades embarca c desembarca nolamarao.
encapotadas, que al hoje se hao seguido ,<. .'
0 que se tern feito ha um anno?
Cual o progresso que tem lido o porto de Per-
nambuco? J podem frequenta-lo navios de
maior calado? Os resultados oblidos correspon-
den! sgrand-s sommas despendidas?
Os fados respondona solemnemente que ludo
se acha como oulr'ora que ascondioes do porte
sao as mesmas, ou peiores ; que os navios de
mais calado que so reem toreados prorura-lo
para reparar alguma averia, "fazem despezas tao
excessvas.que melhor que sejam rendidos por
uma bagatella, como ordinariamente succede, o
que equivale quasi a perda total.
Ainda a galera americana Gld's-horn nos apr-
senla um exemplo recente disto.
Eotrelanio.seseliressenesleanno, to deplora-
velmente perdido, empregado as mesmas som-
mas no estabelecimento do quebra-mar flucluan-
te, agora possuiriatuos um porto abrigado, gosa-
.[----... ,--... .Hv.. al 60U:0UO#, conforme se toutasso fazer logo um
quadro capaz de receber 10. 20 eu 30 nanos-
Cumprenolar-se que mais de um tergo da des-!
peza se destina estabelecimentos moraes para |
auxilios da navegafio ; cousa que se deve ossen-
Cialmeuln descriminar do orean.enlo absoluto dos
quebra-mares, ou do parallelo que se quena fa-
zer cora os diuheiros pedidos para um porto de
pedra e cal.
E. A
Para o projeclo que aprsenlo todas as cons-
truccoes dos quebra-mares o ponios so poderiam
ao mesmo lempo encarregar varias fabricas in-
glesas ou francezas, e em poneos mezes ludo es-
tara, sem grande esforeo, prestos para seguir
seu destino.
Portanlo, o complexo de medidas e cons-
trueses propostas enllocara em curto espaco de
lempo o porlo do Cear no p dos pollos mais fa-
vorecidos do imperio quanto beneficios com-
merciaes e auxilios necessarios para a marinha. j
Construido ou organisado que fosse, no praso i
de 10 ou 20 annos duas cousas poderiam ter lu-
gar : ou continuar lento, acert, o desenrolvi-i
monto commercial do porlo pelas causas apona-'
das e nutras nao previstas, e neste easo o projeclo
que sustento leria evidente utilidade da econo-
ma de moitas centenas de conlos de reis ; ou o
commercio se desenvolvera de maneira gigan-
tesca, excedendo todas as previses.
l-'.nlao os esludos j feilosdnriam opinio mais
segura respeilo das con.lices nuticas exigidas
para o porto da Fortaleza, (Pernambuco?) e eslou
cerlo que se julgaria insnfficienle o porto fixo.
actualmente projectado dentro do recife, ao mes-
mo lempo que. avultando na ultima hypolhese
todos os reiidimentos e beneficios do porlo fluc-
luante, o capital empregado llcaria sufficienle-
mente attenuado.
Devo reiterar.na qnalidade de engenheiro, que
de grande duvida a existencia final de um porto
fechado na Fortaleza.
Como brasileiro e oflicial de marinha. devo
anda chamar a atlenso do governo imperial so-
bre outro ponto da proposta que fago.
(iSupponha-se por uma circumstancia qualquer
que no futuro surja uma guerra, entre o Rrasil e
alguma potencia martima.
Nao evtdenie que muitas ranlagens se afila-
ran reunidas no porlo ou quadro flucluante, e
com extrema superioiidade a qualquer conslruc-
So fixa ?
Na verdade muilo de presumir que.lomando
em consideraca.i tantos oulros pontos importan-
es e de eoeaequencia mais conctudentes e pro-
yeilosas para as ambices inimigas, o governo
imperial se achasse na tri.-le colliso de abando-
nar o Cear ao patriotismo e roragem de seos ha-
bitantes, ficando a provincia entregue seus pro-
prios recursos. Dada a hypolhese, os as conse-
quencias :
1.* O quadro se desmantelara fcilmente, con-
serrando e arrecadando uma boa parcella de
seu valor, porque da miior parte dos fluctuamos
de poderiam decompor e desarmar elementos ou
secas auxiliares.
2 a Os flucluantes, disposlos de maneira con-
veniente, serviriam ainda para estabelecer uma
orimeira linha avancada de resistencia e do aviso,
collocando-os snBcientemenle ao largo do porto.
3.a Obrtgando a afundar-se parte do quebra-
mar, se tornara ura serio obstculo para o anco-
radouro dos navios inimigos, alm de applicases,
como brulotes ou auxilios de incendio.
Ado ser a primeira ve: que um ceg topar
com o bordo aquillo que escapan perscrulaco
de olhos investigadores; e tambera pode ser quo
influa tanto a educac.'u de martimo que Uve,
como a minuciosa inspeceo eesludos que fiz na
qualidado de engenheiro era rauitas das obras
que entre nos se citara, posto que frequentes re-
zes se desrouheqam. lano a historia e peripecias
de seos desastres, como a realidade dos inconve-
nientes actualmente reconhecidos nellas.
Esrrevo esla proposta sem querer privilegios,
nom ler em vista contratos ou aspirajes a cm-
pregos, e muilo menos para dar a entender que
por qualquer modo posso tornar-me enlidade ne-
cessaria ; porque, depois do que levo dilo [e da-
rei se for julgado til, maiores esclarecimenlos',
qualquer engenheiro que rena algumas habili-
taces da materia pode levar cabo a empreza
sem interrenco minha.
O objeeto e a occasiflo limilaram a exhibicio
das ideas expendidas s para o Cear, entretanto
que militas dellas, de primeira inluiro, se de-
vem applicar a todo o llrasil, e outras. com mo-
dificaces adequadas determinadas provincias
com especial utilidade.
Na sesso do senado du 27 do raez ultimo, pas-
sou era terceira discussao, sem haver quera lo-
maase a palavra, para subir sancro imperial,
a propobieo da nutra cmara aulonsando o go-
verne a augmentaras maiorias dos ofliciaes com-
balentes da armada.
Os Exms Srs. riscondo de Abaet o Candido
Baptsta, na primeira e svgun.ta discussao seem-
penharam vivamente pela passagom desla lei, ea
armada os ouvio com profunda venerasio.
Foi preciso rogeitar a emenda do senado para
que nao livesse de voltar cmara dos Srs. de-
putados, oque tornara impossirel esla passagetn
no prsenle anno.
Depende somonte agora do Sr. ministro da ma-
rinea os destinos da corporaQo que dirige.
O corpo legislativo, a.tiendendo is justas recla-
maces dola, collocou as mos de S. Exc. o po-
der de satisfaze los.
Confiamos plenamente em que oExm. Sr. Paes
Barrlo, nao se esquecendo de que com esla au-
torisaso tere o corpo legislativo, e por conse-
quencia a nacto; a iniencao bem manifest, de
fazer desapparecer a dosproporeo que existe en-
lre os rencimentos dos ditos o'fliciaes da armada
e do corpo de sade, tomar peito extinguir
! mpleta.T.ente esta dosproporeo, causa de um
desrontentamento profundo, e" mui inconve-
niente.
Para isto basta S. Exc. recordar-se que. em to-
das as marinhas do mundo, menos na tnrea os
oflciaos de marinha vencen) como os de sade
que Ibes sao equiparados calhegona.
Esperamos anda neslas columnas manifestar
S. Exc o profundo reconhecimenlo do uma clas-
se que nao costuma medir a gralido para aquel-
los que tem direito este bello senilmente.
Nu lomando anda a nucei por Juno, soja-
nos com ludo pcrmillido felicitar i marinha por
osle bello passodado no triumpho de sua justa o
legitima causa.
E. A.
PERN. -TYP. DE M. F. DE FARU.- VOU), '
.'
^FP


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