Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08226


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Full Text


ANUO IIIYI. NDIEBO 213.
Por tres mez adiaiitados 51 _
Por tres mezc vencidos 6$00.
SIXTi FEIRi 14 DE SETEMBRO DE 1861.
Por anno adrantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
B.NCARREGADOS DA. SUBSCRIPTO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
v.Nilal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. do Lomos Braga; Cora, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Miranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei.
ro Gutmares; Piauliy, o Sr. Joo Fcrnandes de
Moraes Jnior Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Aitiiiziiiin, o Sr. Joronymo da Costa.
VAll 1UA MIS CUKUC.lU.-i.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
lguarass. Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Garuar, Altinhoe
Garanhnns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Bpejo, Pes-
quera.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros,
Agua Preta, Pi mente i ras e Natal quintas feiras.
(Todos of enrreios oarlem as 10 horas da manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Ouarto minguante as-8-horas e 47 minutos
da manhaa.
15 la n0Ta as 3 horas e 49'minutos da manhaa
21 Quarlocrescente as O horas e & minutos da
tarde.
29 Luacheie as 11 horas e 20 minutos da tarde
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minuto do manhaa.
Segundo as 3-horas 42 mirrutos da tarde.
AUDINEC1AS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbado as-10 boras.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orpnaos: tercas e sextas a O horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextaao meio dj
Segunda varado- cive-l; quartas e sabbados a oa
hora da tarde.
ti." Manuel Cunea Rusa.
7. Luiz da Costa.
8 Manoel Luiz dos Santos.
9." Antonio Eduardo Papo-Leo.
10. Thntnaz de Aquino.
Portara O Sr. agente da companhia brasi-
leira de paquetes vapor, mande dar transporte
no vapor que se espora do sul. por conta do mi-
nisterio da marinha, ao commissario Joo Sebas-
tin Lisboa, a un foguista do vapor Piroja, e ao
de 10 desle oes, a que respondo, apresso-me cm I criv-ao Francisco Julio ferreira de Andrade no
di/.er-lhe que nesl.i data ordeno lermin internen- | vaPor Camaeuan, os quaes devem desembaacar
' PARTE OFFIClflL.
Coveroo da provincia.
EirEDIENTE DO DA 12 DE SBTEMBBO DE 18G0.
Oflicio ao presidente da mesa da regueza de
Itarab.Seento do que me rommunica a mesa
parochial da freguezia de Ilamb na capclla filial
de S. Antonio de Pedras de Fogo cm seu officio
le ao delegado desse termo, que pelos meios l-
gaos aoseu alcance garanta a referida mesa con-
tra qualquer perturbarn em sena trabadlos, c faca
cessar os abuzos e agressoe3 de que ella se queixa,
c recommendo \ mesa que. me communique com
presteza qualquer occiirrencia, que contrari
aquella minha urdem, alim de que posta eu pro-
videnciar como convter.Offioiou-so ao delegado
.de Goianna
Dito ao visconde de I.emont cnsul de Franga.
Convindo a bem do servido publico que o va-
por france/. Gwjene rindo do norte honlem noi-
te, nao siga par os porlos do sol antes das 5 ho-
ras da larde de boje, assim o declaro ao Sr. vis-
conde de Lemonl cnsul de Franca nesta provin-
cia, rogando-lhe que se sirva expedir as necesa-
rias providencias naqnello sentido. Aproveito a
occasio para reiterar ao mesmo Sr. cnsul os
jnous protestos de eslima considerarn.
Dito ao commandanle das armasTiaiismitlo a
V. S. para terem o conveniente destino, as guias
dos sentenciados militares Luiz Antonio do as-
cimento, Manoel Jos da Silva e Manoel da Pie-
dade, que regressaram do presidio de Fernando,
e serio postos disposieao de V. S. por parle do
cheTe de polica
Dito ao chote de polica.Mande V. S. rece-,
l.er a bordo da barca nacional Atrevida, afim de l carcereiro da cadei da Lscada.Ficam expedidas
tc.em os destinos indicados na relaco junta, 15; as convenientes ordens no sentido do parecer da
nos portos cm que se acharen) aquellcs va-
pores.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao inspector do arsenal de marinha.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda de-
clarar a V- S. em rcsposla ao seu officio do hon-
lem, sob n. 380, que lea inteirado de h3ver o
respectivo commandanle da rompanhia de apren-
dizes marinheros reassumido o exercicio das
suas funccOes, visto ler cessado o seu impedi-
mento.Cnnimuucon-sc ao commandanle da di-
viso naval.
Dito a W. Marlncau, director da reparlico
das obras publicas- S. Exc. o Sr. presidenie'da
provincia, manda communcar a V. S. que nesta
dala submelte ao conliecimento do governo im-
perial a materia do seu officio de 6 do correle,
que fica assim respondido.
DESPACHOS 1)0 DIA 12 DE SETEIBRO.
fequcninentos.
1561. Augusto Cezar Cousseiro de Mallos,
apontador das obras do mellioramento do porto.
Passe-se portara, concedendo mas sem venci-
mentns, a licenca pedida.
1562. Feliciano Benedicto do Sacramento,
"presos, que regressaram do presidio de Fernando,
e cujos nomes ronstam da rnesma relaco.
Relago dos presos viudos do presidio de Fer-
nando na barca nacional Atrevida, os quaes de-
vem ter os destinos abaixo declarados.
Para seren postos disposieao do coronel com-
mandanle das anuas.
1o sentenciado militar, Luiz Antonio do Nasci-
cimctiio.
2 dito. Manuel Jos da Silva.
3 dito Manuel da Piedade
Para seren entregues ao uil municipal da Ia va-
ra desta cidade.
.4 sentenciado de jusiica, .loaquim da Rocha Pa-
va, do Kio de Janeiro.
5" dito, Antonio Juaquim Alvos, desla provin-
cia.
6" dito, Francisco Xavier Soares de Mello, idem.
7 dito, loaquim Jos Florencio, idem.
8o dito, Juaquim das Mocas Tiuibauba, idem.
'.) dito, Manuel Corroa llosa, idem.
10 dito, Luiz da Costa, idem.
11 dilo, Tbomaz de Aquino, idem.
' 12 dito, Manoel Luiz dos San'os, da provincia da
Parahiba
1H Antonio Eduardo Papoleo, da provincia de
Minas-Geiaes.
Para serem remedidos para a provincia da Para-
hyba.
1 i dilo, Anlonio Gomes Mariano, da mesma pro-
vincia.
15 dito, Trajano de Azevedo Cruz, idem.
1 Dilo ao mesmo,Transmiti a V. S. para te-
5 rem o conveniente destino, as guias dos senten-
ciados Antonio Gomes Mariano e Trajano de Aze-
vedo Cruz, que reicressaraa do presi lio de Fer-
nando, e devem ser enviados para a Parahiba em
virlude das requscoes do Ex ni. presidente da-
qnelta provincia datadas de 27 de abril e 28 de
junho desle anuo.
Dito ao provednr da Santa Casa da Misericor-
dia.ltespondendo ao officio de V. S. datado de
4 do correte, cahe-me dizer-lhe que o inspector
da thesour.ira de fazenda declarou-me em offi-
conladoria da thesouraria do fazenda, laucado no
verso desle requerimenlo.
1503.Felipp Mara Bessone.Informe o Sr.
director geral de insliucgo publica.
154.Joaquim Tbeodoro de Vasconcellos Ara-
gao, prufessor publico da villa do Limoeiro.
Preste-se o supplicante ao exames do systema
mtrico e melliudo de ensino na forma dos 5 e
6 das instruccoes de 11 dejunlio de 1859.
1565 JoscsJeror.)'ino Bindeira.Nao S) podo
conceder hojn passagem de estado seno a ern-
pregados pblicos e a militares.
1566.Jos Mara Ferreira da Cruz.Dirija-so
a thesouraria de fazenda, a quem se expede as
convenientes ordens.
1567. Thomaz Antonio Ramos Zany, secreta-
rio da reparlico das obras publicas.Informe 0
Sr. director da reparlico das obras publicas.
COHHAXDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernainbuco, na citlado do
Recite, lUde setembro de 1860.
ORDEM DO DIA N. 13.
O coronel commandanle das armas declara para
os fins convenientes, que a presidoocia norneou
por portara de 7 do corrente para o cargo de de-
legado de polica do termo de Goianna o Sr ca-
pilo do 4. batalho de artilharia a p Tiburcio
Hilario da Silva Tavares ; por portara de. 8 o Sr.
capitao do mesmo batalho Luiz Francisco Tei-
xeira para o cargo de subdelegado de polica do
primeiro dislricto da freguezia dos Afogados, exo-
nerando desle cargo o Sr. alteres do 8. batalho
de infantera Manuel Jos dos Santos Portella ; e
finalmente por portara desta dala o Sr. cpilo
do 10. batalho da rnesma arma Manoel Pereira
ci de honlem nao haver na mesma reparlico de Souza Burty para o lugar de delegado de po-
ofre alguw diaponlvei, que possa ser ce-'idu Uca do ue01iiu]a>
essa Sania Casa de Misericordia as condicoes ,
iigoes
por V. S. indicadas.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Declara oulrosim o mesmo coronel comman-
danle das armas, que approvou o engajamento
Avista do que informa o commandante das armas que no dia 7 desle mez contraho o soldado da
no officio constante da copia que ajunlo, acom-
panhada do requerimenlo do soldado da compa-
2.a companhia do 8." batalho da sobredita arma
libia fixa de (avallara Candido Jos Pereira, ex- AnU>"' Vieira da Silva, para servir por mais seis
peca V. S. as sujs ordens para que seja recolhi-! anuos nos termos do decreto e regulamcnto do l.
do ao cufre dessa thesouraria a quantia de 6OO5,1 de mao de 1858.
que o referido soldado oflereco, afim de ser exi-
\
mido du trrico do exercilo, nos termos do art.
12 do regulamcnto de 28 de setembro de 1859.
Dilo ao mesmo.Nos termos de sua informa-
cao de 10 do corrente. sob n. 95, mande V. S.
pagar no bacharel Joaquim Goncaves Lima, juiz
de dreilo da comarca de Flores," somente os ven-
cimentos de 3 das nos oito em que estove ano-
jado pela ir.orle de seu irmo.
Dilo ao mesmo.Em vista da informaco da
contadoria dessa thesouraria, .1 que so refere, a
de V. S. de 10 do corrente, sob n. 9(3, reconi-
mendo-Ihe que mande pagar a quantia delOjOOO
rs. em que importa o ordenado do carcercro da
villa da E-cada, Feliciano Benedicto do Sacra-
mento, relativamente ao mpzdejulho ultimo, de-
vendo o supplicante requerer a essa thesouraria
para ser p-ocessado nos termos da circular de 6
, de agosto de 1817 a quantia de 158j387 perten-
cont aus exercicios de 1857 a 1859Lj encerra-
dos. Nesta data solicito ao Kxm. Sr. ministro da
justca o necessario crdito para pagamento da
importancia do 120SO00 rs. correspondente ao
exercicio de 1859 a 1860, actualmente cm liqui-
dacao.
Dito ao mesmo.Estando nos tormos legaes o
pret junto em duplcala, mande V. S. pagar a
Jos de Oliveira Ramos e Silva os vencimenlos
relalvosao mez de agosto ultimo do destacamen-
to de guardas nacionaes na villa de Pao d'Alho,
conforme requisitou o respectivo commandanle
superior em officio de 2 do corrente.
Dito ao mesmo.Commnnico a V. S. que se-
gundo participou-rae o commandante das armas
era officio de honlem, fallecen no dia 10 do ror-
relo o capiio da 6.a companhia do 8o batalho
de infantaiia, Ignacio Gomes de S Queiroz.
Dilo ao mesmoEm vista do que V. S. expoz
Assignado.Jui Antonio da Fonceca Galeno.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
lteles ajudanle de ordens interino do commando.
12
ORDEM DO DIA N 14.
O coronel commandanle das arnns faz publico
para sciencia da guarnico, que a presidencia
artigo. As seguidles passagens- devem ler-se
com inleresse, porque explican) os in-.i-deutes
que impediram a viagem da embaixada ;
Os americanos acabara de ter urna viva sa-
tisfcelo de amor proprio ; pe'A> primeira vez,
desde seculos, que- urna embaixada japc-nez-a sa-
be d'aquolle imperio mysteroso einaccessivel, e
os Eslados-Unidos- f>i o primeiro e nico paiz
que visitou. E' pois, pelos amerkaoos, que urna
granae naci oriental vai julga* da civiiisaco
chrisla. Podera acaso recahir melhor ? Os
americanos e os inglezes nao sao da mesma epi-
nio, se se avaliar por urna carta q,ue uin dos ad-
didos de lord Elgm dirigi ao jornal deShanglni,
e na qual moslra m sentraento de nwrtiflcacao
pola preferencia que Washington alcancou sobre
Londres.
A California sustenta uro commercio muito
activo com a China ; numerosos navios ameri-
canos passam diariamente vista das costas do
Japo ; cora os poros estabelecdos as duas
margens do Pacifico, que osjaponezes encelam
necessariamente as suas primoiras relacoes ; fi-
nalmente urna esquadra dos Estados-Unidos
que, com a ameaca da sua artilharia dorrubou a
barreira que as lea japonezas opponham ao com-
mercio estrangeiro.
Sao estas outras lanas razoes que assegu-
rara aos Estados-Luidos a honra da primeira vi-
sita ; cora quanto os negociadores americanos o
livessem previsto por ura artigo do tratado. Ti-
nha-se estipulado que as ratilioaces fossem
trocadas, nao era Jeddo, mas em Washington, o
quo careca a partida do ura plenipotenciario ja-
ponez para a America. O governo japonez, que
tinha julgado devor subscrever a todas as coudi-
oesque Ihe era^j impostas, quiz sustentar n'es-
la parte, o argumento de que a sua marinha ni-
camente composta de navios proprios para cabo-
lagem, nao possuia embarcaco alguma em esta-
do de alravessar o Ocano. Mr. Harris, cnsul
geral dos Estados-Uuidos, era Simoda, apressou-
se a responder qua o governo americano poria
ura dosseus navios de guerra disposieao da em-
baixada. Escrevou logo ao general Cass, minis-
tro dos negocios estrangeiros, prevenindo-o do
qne seria necessario prorer a todas as desperas
dos embaixadores ; isto era uso do paiz ; e o
gabinete de Washington declarou que nao alten-
deria a despezas.
No Japo exslem oous partidos, um que es-
t disposto a fazer concesses, oulro que defende
obstinadamente as Iradicese as les do imperio.
Foia idea do partido progreasista que prevaleceu
no momentj do perlgo, e tinha determinado o
imperador a ceder s exigencias dos americanos
era vez de tentar urna lula desigual Era, pois,
necessario executar o tratado assignado sob pena
de ver reapparecer a esquadra americana. Era
lamben) necessario mandar urna embaixada a
Washington, e a honra de a compor resultara ne.
cessariaraenle aos autores do tratado.
E' nesle ponto que o partido conservador espe-
ra os seus adversarios. L'ma lei inexoravel pu-
ne com pena de morte todo o japonez que aban-
donar o territorio nacional, c esta lei nao faz ex-
cepcao nem mesmo para os embaixadores ; o
Japo nunca enviou embaixadas, ncm as re-
cebeu.
Era necessaria urna modificado para a lei,
mas o poder legislativo pertence ao conselhodo
imperio, assembla hereditaria composla de to-
dos os grandes senhores que descendem 011 pre-
tenden) descender de familia reinante. O partido
conservador que tinha a sua maioria no ronselho
recusou obstinadamente modificar a lei. Nao
protestamos, dsse ello aos seus adversarios, con-
tra o tratado assignado pelo imperador ; um
mal inevitavel, necessariosoffre-lo ; mas nao
urna razo para alterar a constiluico e as les.
Execulam o tratado correndo-lhe os riscos e os
perigos.
Os ministros japonezes foram confiar os sus
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Nicolao Tolentno ; S\ Jader al>
11 Terca. 9. TTieodora penitente ; S. Piolo m.
12 Quarla. S. Aula v. m. ; S. Juvencro b.
13 Cuinla. S. Filippem. ; S. Ligono.
14 Sexta. Exaltacao da Santa Cruz; S. Sfalerno b.
15 rSabhadv..S. Domingos cm Soriano.-
Ifi Domingo. S. Domingos em Suriano.
ENCARREGADOS DA SDBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcan Dias; Baha,
Sr. Jos Marlins Alves; Riwde Janeiro, o S.
Joo Pereira Martins.
EM PER.NAMBICO.
O propriet.frio do diario Manoel Figueiroa e
Faria.nasua livraria prara da Independencia ds
6 e 8.
exonerou por portara datada de 10 do crrenle ._, ,,,
ao Sr. cente do 9. batalho de infamara Joa- J*1^8 a Mr- nao se d.r.g.am a
qum Fabricio de Mallos do cugo de subdelegado I ZZXH, gUerra T?! u **?*"
do disiriciA H. oiini, 1 a-, i euam sujeilar-sea execucao da ei. Mr. Harris
uo oiMricto de Olinda por asim haver pedido. I ,. .1 ...
lt,im.,j .. I nao teve coragem de sacnlicar o partido do pro-
ASsigOJdo. Jos Antonio da Fonseca Galoao ... 1 -
pnf.m. ,. r r, I gresso, concluio pois com os ministros urna con-
iionionno. Antonio Eneas Gustavo Galvo .,-. 1
.if.,raC a;.,.ii- a j 1 vencao que prolongara por um auno o prazo
alteres diudanle de ordens interino docommando
13
ORDEM DO DIA N. 13.
O coronel commandanle das armas determina
em addtamento a sua ordem do dia n 7, que as
relacoes dos Srs. officiaes e pracas de pret que
teeru de ser inspeccionadas de salo nos dias 5
de cada mez e que segundo essa ordem devem
ser entregues na secretaria militar al 12 horas
do dia antecedente, sejara formuladas com assis-
tencia do Sr. facultativo que houver de fazer nes-
seda a visita sanitaria do corpo, ou companhia
solada, especificando-se o dia da piara, a idade,
a nalurezH da enfermdade, desde quado so acha
doente, o se no quartel, ou casa de residencia.
Determina, outro sim, que logo que os Srs
commandantes do corpos e companhias soladas,
receberem partes de doente de qualquer Sr. odi-
en) sen officio de 10 do correnle, sob n. 94, le- r.,i nil r,,i..io donm m~<,A-..t___.
_i_ .. ., ta ou caueie, oeem unmedialametite sciencia ?m
nho a dizer qiie e evidente que o carcereiro da
cadeia de Barreiros. s lem dreilo aos voncimon-
os do seu lugar da data do ululo de sua nomea-
lo em diante.
Dilo ao commandanle do corpo de polica.
Sr. facultativo que livor feito a visita sanitaria do
corpo ou companhia, e este procedondo sem do-
mora o exame do doente, remetiera por escripto
o resultado do exame ao respectivo Sr, comman-
Pode V. S. mandar engajar os paizanos Jos Au- I......
gusto do Desterro e Joo Francisco Ramos, que I
'segundo os alteslados juntos ao seu officio n.'
379 de II do corrente, foram julgados aptos para
danle.
n^arcado para a iroca das ratificaces; mas cm
consequencia dos pedidos de lord Elgin, estipu
lou-se que nenhuma embaixada para qualquer
paiz cstrangeiro partira do Japo sem que hou-
J vessea noticia da chegada a Washington da mis-
so cocarregada de ratificar o tratado americano.
Os Estados-Unidos estavam porlanto cortos de
que loriara a prim9ira visita.
Para os ministros japonezes tralava-se de
approveitar o addamento qne baan alcanzado.
Trataram de enirar era negociaces, mas sem bnra
resultado com a opposico conservadora ; depois
tentaran) um golpe de estado. O imperador de-
clarou que mandara urna embaixada para o cs-
trangeiro para ser informado sobre os costuraos e
recursos dos barbaros, confessando que nao ti-
nha outro meio de conhecera verdade senao por
meio dos relatnos contradlorios d'enviados ani-
mados d'um espiriiodifferente, e capazes de in-
formar reciprocamente.
Por consequencia norneou tres embaixado-
res, o primeiro dos quaes era o chefe da opposi-
alm disso muilos partidarios desta foram
osnrvieo do corpo sob seu commando.
Dito ao inspector da thesouraria prov
Mande V. S. pagar a Jos Elias de Oliveira, a
quantia de 3:083l>420, despendida no mez de
agosio ultimo com o sustento e curativo dos pre-
sos pobres da casa d tontas juntas, qne me foram rnmeliidas pelo che-
fe de polica com o officio de 10 do corronle sob
n. 1227.Communicou-se ao chefe de polica.
Diio ao juiz muniripal da I.' rara desta cida-
de.Transmillo a Vmc. para terem o couvnion-
te destino ns guias dos sentenciados de justicn
mencionados na relaco junta, os quaes regres-
saram do presidio na'barca nacional Atrevida, e
soro postos a sua disposieao por parte do chefo
de polica-
Relaco a que se refere o officio supra.
1." Joaquim da Rocha Paiva.
2. Antonio Joaquim Alves.
S.^Francisco Xaxier Soares de Mello.
4." Joaquim Jos Florencio.
5." Joaquim das Mocas Timbauba,
Nao sendo lcito aos Srs. officiaes e cadetes
doenles em tratamenlo fura do hospital, sahirem
. .__ a ra a qualquer hora do dia o da noite, a menos
que tenham pelos canaes competentes obtido per-
misso para darera passeios hygiencos, os Srs.
commandantes de corpos mandaro recolher pre-
sos ao eslado-maior, aquelles que nao lendocssa
permisso, sahrem a ra, ou que tendo abusem
sahindo em horas que nao estejam designadas
pelos facultativos; os mesmos Srs. commandan-
tes vedarn no cumprimento desta disposieao.
Assignado Jos Antonio da Fonceca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudanle de ordens interino do commando.
EXTERIOR.
A Patrie publica sobre a visita dos embaixado-
res japonezes acs Estados-Laidos, um curioso
Qao
designados para fazer parte da misso. Quem es-
lava collocado na posico difficil ? Era o chefe
da opposigao, porque lhe era necessario pensar
namaneira por que devia obedecer s ordens do
imperador, Comprometlido se parta, acontecia-
llie o mesmo se nao partisse ; este conservador
nao tinha pois mais um meio do que um meio
de silvago ; era fazer derogar a nrohibicoque
no anno anlcrioa havia decretado. Emprcgou
lodo o seu poder e influencia, e d'aqui resultou
que urna pequea maiorid introduzio na lei urna
excepta a favor dos embaixadores.
A primeira caria dfrigida ao re, e concebida 1
n'estes termos :
Senhor Urna vez quo V. M. deferu al ago-
ra conceder-uto a demiss.io, que desde 2:d'esle
;er.
A nossa marinha a nussa nica garan-
ta para a existencia do nosso vasto commercio,
e para a conservaco do nosso vasto imperio co-
lonial e indico. A nossa marinha depende dos
mez eu julguei necessario pedir-lhe, o respeito I nossos estafeiros. os nossos estaleiros dependem
nos
que devo a mira mesmo, obrigara-me a-renovar
as minhas instantes- sol icitacoes.
da Torca que podemos destinar para a sua defeza,
e das forlficacoes* que pdennos levantar cm
Se cu o- nao zesse, pareccr-rae-hia que volla delles. A perda, durante vinle e quatro
nao repellia com bastante indgnaco os- gros- horas, do dominio do estreito. seria a invasao : a
seiras e viscaiumnias a qne eslao snjeitos todos
os homens rectos o honestos, da parle dos-dous
partidos extremos que sao sempre os mais-peri-
gososinimige&dos thronos e dos Estados.
Militar como sou, nao tenho tido dreilo e
outra obrigaco mais do quo formar escolenles
soldados para V.M., e para a patria, e se-os me-
us longos e eonscienciosos esforcos leera che-
gado ao sen termo, espero que a prova ser suf-
ficienlemente-ooohccda pelo publico assim como
per V. M., em.presenca da aparencia marcial,
rigorosa dic'ipltoa e coragem verdaderamente
italiana qne, era todas as occasioes leem mostra-
do, os corpoa-do cacaJores que tenho Udo a hon-
ra de orntsar, o de comraandar por tatito
lempo.
Se V. M. se tem dignado alguraas vezes pe-
dir os meus conselhos, que sempre tenho evi-
tado dal-os sem me serem exigidos, nutro a mais
iniiraa e profunda convieco de lhe haver indi-
cado as ideas e os projectos mais proprios para
contribuir para a eslabelidade e prosperidado do-
scu tbrono, que se undam sobre a prosperida-
de e amor universal dos seus subditos.
aples, 19 de julho de 1860.
Alexandr Nunziante.
A segunda, carta c do ministro da guerra, diri-
gida ao general :
S. M, el-rei (que Deus guarde) altendendo
as vossas reiteradas instancia, dignou-se conce-
der a vossa aposentadlo, e licenca para vos di-
rigirdes aos estrangeiros.
Era nome d'el-rei, communico-vos esla re-
soluto para o vosso governo.
Assignado Pianelli.
Eis a resposla do general
Senhor ministro :
perda, por espaco de vinle e quatro horas do do-
minio do mar, seria a ruina do nosso crdito, do
nosso commercio e das nos3as manufacturan. A
machina to complicada, que >io pode soffrer
o mais insignificante 00 o mais temporario des-
arranjo. Nao discutimos a poltica do imperador
e a necessidade da existencia das suasforcns.mas
sustentamos que a sua existencia nos itnpe
obrigaco que nao podemos dispensar-nos de
cumprir. Nao podemos consentir viver pela to-
lerancia ; se devemos continuar a ser uiua gran-
de potenoia, qgtecessario que assim se seja com
as nossas propnas forjas, e nao com KcMca de
outrem.
A Inclatorra um paiz que nao aspira ni-
camente a existir, mas a conservar urna, posico
elevada nos conselhos do mundo, e a trabalhar,
por causa da liberdade e do progresso, com urna
influencia que nao cede a qualquer outra. Se
desoja conservar essa influencia, necessario
que soja independonte, c ella nunca o ser se
ceder do seu poder 011 da sua seguranca tole-
rancia de um alliado, por aclhor que ambos es- !
tejara.
A primeira condcaode amsade entre a In- j
glaterra e a Franca aiguald-.de. Confessamos
lvremcnle que seriamos muiu felizes se vsse-
mos a Franca reduzr o effeclivo das suas forcas
de torra e de mar, porque resultara a possbili-
dade para nos de fazer urna semelhanle redc-
elo, mas necessario que se comprehenda cla-
rameule que pelos armamentos, e nao palas
profissoes de f da Franca que devemos regular
nosso poder militar o naval.
Desarmo a Franca, e o efTeilo ha de se fazer
immediatamente senlir as tendencias pacificas
de todas as capilaes da Europa, mas emquanto
aquclle paiz manliver o aclual estado dos seus
Alm disso, estai persuadidos de que
pessnalmente toramos umi parle muito viva
na dr que ve tem causado os desastres que
vos teom ameacado, e emquanto que nos aprss-
samos a remetler-vos urna pequea somnia em
dinheiro, a nica do que nos permute dispdr a
nossa propria penuria, afim de procurar algum
allivio para os VOS90S infortunios, pedimos e
conjuramos o. Pai de Misericordia, a que olhe
do alto do seu throno de gloria para porco af-
ilela do rebanho do Senhor, e se digne restau-
ra-la o confrmala com a sua bondade e cle-
mencia.
o Queira Beos immortal, em eujos mos estao
os coracoes dos res, que os mais poderosos
principes christos sejam excitados para repri-
mir os esforcos dos inflis pela receio de que
estes ltimos-se rnimem, ou intentem cada vez
cora mais confianca a perda e a ruina do nome
christo !' Possam finalmente esses mesmos
principes compiehender quo Rrave, ou para
melhor dizer, que extremo perigo ameaca a so-
ciedade teira, para que unam as suas influen-
cias e as suas forgas para contar aqui na Euro-
pa a audacia dos malvados para laucar por tr-
ra as lontalivas desses homens que, como ani-
mados de um novo furor, no-meditam nem pro-
curam outra cousa mais do que apagar as al-
mas todo o senlimento religioso, confundir to-
dos os direitos divinos o humanos, e desconhe-
I cendo toda a noc.o do justo e do injusto, tor-
nar a sociedade dos homens urna manada de
lobos.
Ouando ha a esperanca de comballer pela JE2ST22 t?** ^"^
"onra o pela gloria da para um mililar lal V e conserrar urna forca
como me isongeio de ser n 'pe T a IZZtT' ^ T~* q"e ^
aposentado. Era pois a minha demissao e Dio 0,Tendem0S a nm"uem ">"iftando a resolucao
a minha aposenlaco que eu uve a honra de pe- "" ^ eSl8mS d0 ^HM. forca. :
dir ha muito lempo a S M., pedido que elle afi-
nal julgou opporluno. Rogo-vos portanlo a bon-
dade de fazer cora que este erro muilo grave
para mira, seja retilicado. No caso era que o
mou justo pedido (o que eu nao devo esperar)
seja desaltendido. como em negocio dedignida-
de nao julgo dever transigir, dosejo que estas li-
nhas sejam consideradas como um prolesto da
minha parle, protesto que desde j vos annuncio
dotar fazer publicar pela imprensa.
aples, 12 de julho.
A., Nunziante.
O general dirigiu tambem ao presidente do
consclho e seguinte carta :
Sr. minislro-presidente :
Nao posso por mais lempo conservar sobre
o meu peilo as condecoracoes de um governo
que confunde os homens honestos e leaes, com
aquelles que s merecem o despreso. Ped a
minha demissao e nao a minha aposenlaco
Nao podendo acceitar essa aposent3cao, e insis-
tido pelo contrario no meu primeiro pedido,
restituo-vos os diplomas das diversas ordens que
me tnham sido conferidas, pedindo-vos que me
aecuseis a reccpgo d'esta carta.
Segu a ordem do dia dirigido pelo general ao
batalho de cacadores :
As condieces excepcionaos em que a hon
ra e a lealdade collocara algumas vezes o ho-
rnera, deiermnaram-me a sollictar, com instan-
cia, a minha demissao S. M. el-rei.
Era lugar d'isto, oblive a minha aposenlaco
com a licenga que por varias vezes pedir de me
relirar para o eslrmgeiro. Abandonando um
posto que me eta charo, porque me sois charos
tambem, e porque me haris recompensado os
longos cuidados que me tem cuslado a vossa or-
ganisago o a vossa inslruccao, dando-me provas
continuas da vossa rara disciplina, deixo-vos,
como um santo testimunho da vossa alTeico, a
lembranca do psssado, e o conselho de que de-
veis seguir sempro a mesma senda, o moslrar-
vos. as novas crcamstancias que podem oflV-
recer se. soldados dignos da gloriosa patria ita-
liana, da qual a providencia vos fez filhos.
Alm d'esta o general Nunziante dirigi di-
viso raovel outra ordem do dia concebida pou-
co mais ou menos em termos anlogos.
E' sabido que entre os personagens que, a pe-
dido do novo ministerio napolitano, foram affas-
tados da corte, se nota o general Nunziante. A
Patrie recebeu do seu correspondente Je Napo-
es, as cartas e asorden? do dia. que aquello ge-
neral julgou dever publicar, a este respeito.
As deelaraces conlidas na caria do imperador
Napoleao, relativamente s forcas da Frane,a,ins-
ptrarara ao Times as seguintes reflexoes, sobre
os deveres que irapde Inglaterra as considera-
veis proporees que, na sua oputao, o imperador
Napoleao III d ao seu exercilo e sua mari-
nha :
E' effectivamente justo, escreve o Times.cor-
raspondermos franqueza do imperador dos
Francezes com igual franqueza. Sem por de ma-
neirn alguma em duvida a sinceridade de Napo-
leao III, e admittindo, sera a menor restrceao.
que a sua carta conslitue um importante pro-
grarama, nao vemos razo alguma para nos nfas-
tarmos do caminho da vigilan ia, ou para cessar
os preparativos puramente deffensivos que lomos
omprehendido. Convm talvcz ir mais alm, e
confessamos francamente que a causa e o flm
destes preparativos o proprio imperador dos
Francezes.
Sera indigno de nos, que temos tratado oom
tanta franqueza, equivocar-nos sobre esta ques-
lo. O imperador dos Francezes, por motivos
que julga offoctivamentejustos, e n'uma poca
em que toda a Europa deseja permanecer em
paz com elle e com as suas invenciveis legioos :
julga necessario manter um exercilo que se ele-
va a 400,000 homens, tendo urna marinha com
proporcoes formidaveis, para nao dizer mais,
quaudo possuc pouca colonia,? longiquas a pro-
Era seguida publicamos a carta dirigida pelo
Summo Pontfice ao patriarcal maronila de An-
thioquia c seus sufragneos, em consequencia
dos aconlecimentos da Syria :
Aos nossos venerareis irmos Paulo Podro
(Massad) pntriaicha da Anlochia aos maronilas
e outros sele bspos do seu patriarchado.
Veneraveis irmos, saude e bencao aposlo-
lica.
Telas vossas cartas Lio cheias do tristeza
chegadas ao nosso poder a 20 do correnle mez,
soubemos com grande pesar e inquietaco as
horriveis atrocidades commettdas contra os fiis
das nossas dioceses pelos deteslaveis inimigos do
nome christo, cujos lgubres delalhes nos teem
ltimamente referido os jornaes.
As muitas dores que j nos afflgiam vieram
augmentar com o lamentavel espectculo de
tantos conventos ; tantas grojas devoradas pe-
aschammas; tantos povos completamente des-
truidos pelo forro e fogo, tantos ohjeclos sagra-
dos indignamente rou bados, dessa immemoravel
mullido de pessoas de todas as idades, cond-
caoesexos, urnas horrivelmente degoladas, e
outras obrigadas a fugir e a procurar em qual-
quer pirte um refugio contra urna morte emi-
nente ; emquanto quo vs cousa que muito sen-
sibilisou o nosso coraco, tendes estado expos-
tos. assim como muilos outrosbispos. a um pe-
rigo continuo do perder a vida por causa da ina-
U crueldade desses in fiis, enjo odio tem sem
duvida recrudescido com a idea da diviso do
imperio oltomano, tantas vezes emillida nesles
ullimos lempos pelos jornaes, e cojo furor che-
gou sbitamente at ao ponto de querer preten-
der o anquilamenlo da naco chrisla.
Ah! mui afflctivo e deploravcl que, no
nosso seculo se concedan) maissympathias e al
apoio aos fautores de revoltas e sedicoes do que
aos poros christos que gemem sob o jugo dos
Turcos e de outras nacoos barbaras, povos a fa-
vor do cuja lealdade, a Europa nos lempos anti-
gos, emprehendeu lo formdaveis guerras, a
ponto deque as as3cmblas geraes de urna cer-
ta naco alguns oradores teem chegado a elogiar
e applaudir um homem que com desprezo de lo-
do o dreilo e de toda a justca, se esforca por
destruir a religao e a sociedade publica
E assim que se pensa e obra quando se re-
geita e condemna a relgo catholica, que a
nica que conduz verdade, a nica que ensina,
a nica que pode curar as feridas de urna socie-
dade enferma, sustenta-la e levanta-la quando
so fatiga e est prximo a cahir. Quanto seria
para desejar que os que nella esto mais into-
ressados, conhecessem por fim que se a socieda-
de humana corre algum pengo, nao da parte
da igreja de Dos, mas sim da parte dus seus ini-
migos, os quaes, se os favorece, se os autorsa,
se os auxilia, costumam rollar as suas armas
contra os seus proprios autores, para arruinaj
completamente todo o poder civil e religioso.
Todava, veneraveis irmos, com a sjuda de
Dos, vira 3 prompta inauguraco de urna era
mais favoravel para os christos das vossas dio-
ceses, porque a generosa naco tranceza e o seu
governo preparara urna frota das mais conside-
raveis, para manda-la em auxilio do vosso paiz,
ao mesmo lempo que outras naedes leem j ex-
pedido navios armados para deffender os seus
compatriotas, o como para arrauca-los dos den-
les desses animaes toroies. Nao temos sido es-
tranhos a este magnnimo impulso : pelo con-
trario temo-lo provocado quanto de nos tem de-
pendido, com as nossas exhortaces, movido pe-
la nossa paternal sollicilude, e nao duvidamos
que augmentara para garanta da nossa sakacaO
commum, c para, resso seguranza,
No meio do incrivel transtorno das cousas
civis, no meio de to grande receio de desordens
no futuro, s um pensamento nos consola: o de
que os fiis espalhados por toda a trra elevam
ao throno de graca supplicas fervorosas e assi-
duas, quecommovoram o nosso Deus Clementis-
sirao, que nos ha de dar, quando for lempo, a
iranquillidade quo apetecemos; de maneita que
um dia vira em que nos congratulronlos pelo
feliz ebrilhanle resultado de nossos votos cora-
muns, e daremos por to grande beneficio, jus-
tas gneas ao supremo jioderadorde lanas cou-
sas, custodio e vingador da igreja. Consolado
com esta esperanca, veneraveis irmos, vos da-
mos de todo o coraco a vos e ao vosso rebanho,
a nossa beng.io apostlica como presagio de um
melhor futuro na trra, o premio da bemaven-
111 ranea cierna.
Dada em RomaS. Pedro, 20 de julho do
1860.Dcimo quinte anno do nosso pontificado.
Pi IX, Papa, o
De urna correspondencia de Palermo publicada
pelo Nationi do Floretea extrahiraos as seguin-
tes curiosas informacoes acerca das forcas de que
so compoe o exercilo deGaribaldi:
Tropa completamente armada, discipliuada
e j em rampanha.
Primeira brigada de tropa de llnha, composta
de quatro balalhoes, commandada por Nio Bi-
xio.
Segunda brigada, idem, idem, commandada por
Ci. Medici.
Terceira brigada, idem, idem, commandada por
G. Cosenz.
Primeiro. 2o, 3o e 4o balalhoes de cacadores
do Etna, todos voluntarios sicilianos, cora'ser-
vico [on_aJo durante a guerra.
Urna companhia de cacadores genovezes, Ia e
2a batteria de artilheria, Io batalho de enge-
nheiros, um esquadro de Guias, dous balalhoes
de cacadores dos Alpes.
Primeiro batalho dos filhos da liberdade, com
a forca de 900 homens, comraandado e formado
pelo coronel inglez Dunne, e no qual esto alis-
tados muilos estrangeiros.
Destas tropas, as tres brigadas, urna seccao de
artilheria, duas companhias de engenheiros e
quatro balalhoes de cacadores do Etna, achara-
se em Syracusa, Melazzo, etc.
Tropas que se derem completar brevemente :
4* e 5" brigadas de tropa de linha. Um regi-
ment de cavallaria. Espera-so de Franca o ca-
pitao Vasallo, com cavados e sej commandado
pelo Sr la Cerda. -t*^
5, 6o, 7o, 8n, 9 e 10 batalho de cacadores do
^Etna, 3a 4a batteria de artilheria.
Alm destas ha mais 200 guardas de seguran-
ca interna, um esquadro de companhias de ar-
mas, e os balalhoes de soldados, de primeira
classe, j uniformsados e que prestara um ser-
vico muito til. Corresponden) aguarda nacional
mobilisados, e trazem vestidos bluzes, como a
guarda nacional loscana. Uns 12,000 esto acam-
pados prximos de Catanes, eo corpo comman-
dado por la Maza est no interior da ilha.
Abrio-se o alistamento para o primeiro regi-
ment de artilheria, para o regiment de mari-
nha, cujo sold por agora de um franco e 3
cent, por dia, para dous balalhoes de tropa re-
gular, comraandados pelos majores Badia, Bolla
e Penesberg; para o corpo de carabineiros da
Sicilia, commandado pelo coronel Calderari.
Estam-se formando os quadros para um segun-
do regiment de cavallaria e para oulras baile-
ras de artilheria.
O uniforme da tropa originalissimo. A' ex-
cepeo dos engenheiros e da artilheria, cujo uni-
forme como o do Piemonle, os demais corpos
apresentam um espectculo curioso.
A tropa de linha usa sobxecasaca encamada,
barrete, e calcas de linho cru. Os cagadores dos
Alpes, sobrecasaca encarnada com chapeo Ca-
labreza, pluma preta e caiga da mesma cor. Os
caladores do Etna bluzo cor de caf escuro Ktpi
encarnado, e caiga de linho cru. Os filhos da
liberdade casaca e caigas brancas. A cavallaria
sobre casaca encarnada com vistas azucs. k'epi
encarnado e verde com enfeites de prata o caigas
a mameluca.
Um dos christos de Damasco, escrereu o 567
gunte diario sobre os- acontecimeolos que al'i
tiveram lugar. A leitura destes detalhes. leve
inlcressar na actualidade, por isso os traduzimos
do jornal qne os publica :
c Damasco 9 de julho.Esta manhaa viam-sc
esrriptas as portas de algumas casas oslas pata-
rras : morram 0$ chri>toi\ Pelo meio dia, o
bairro christo foi sbitamente invadido por ban-


(*>
/
oos de musulmanos ; a casa do cnsul da Russia
unta das ptimeiras alocada, sendo logo rouba-
nesta estadio ; o incendio propagases outros
pontos, a tropa, prvida de pegas do arlilharia, i
v com indi lie rene; a este crime ; os ladres rou- '
bara lirreracnlo ; at os soldados dcixaua os seus
postes para tomar parle na pilhagetn, e reern-Sb
mulbcres turcas excitando os homens ao roubo e
ao degolamenlo dos chrislaos.
Pensamos em defender-nos se fossemos ata-
cados, acreditando que s se tratara de bandi-
dos; mas quando soubemos que centenares dcs-
let penetraran violentamente as casas, que de-
golaram e que poroutro lado estaramos no meio
do incendio, pensamos em fugir ; j nao era lem-
po, por que quando subimos ao pavimento su-
perior estavam furcando a porta ; por meio de
urna escada e de janella em janelia, chega-
mos a urna casa queda para a ra principal, em
frente do consulado da Grecia.
Passavam tropas pela ra, fallamos ao offi-
cial, que nos respondeu que tivessemos pacien-
cia ; uin dos soldados apontou-nos a espingarda
e apenas tivemos lempo para voltar para Iraz ;
ento resolvemo-nos a saltar para ra no meio
de (iros, refugiando-nos no consulado da Grecia,
a cuja porta estara uin peloto de soldados ; dahi
a dez minutos marchara) os soldados, deixau-
do-nos de novo expostos ; felizmente o emir Ab-
del-Kader appareceu a frente dos seus argelinos
para proteger a fuga dos chrislaos, o para reco-
lher em sua casa o que podesse; reunimo-nos a
elle, e duranto a nossa passagem vimos os sol-
dados roubar como os outros.
Depois do correr grande perico chegamos
casa do emir, oude encentramos os cnsules da
Franja c da Russia, quo tambem se linham refu-
giado alli.
Chagaram successivamento os lazaristas e as ir-
maas da caridade com as suas educandas e 200
crianzas, sacerdotes gregos, syrios, maronitas e
muitos chrislaos salvos pelos argelinos ; a casa
do emir eslava litlcralmenlu cheia de sent.
A' noite o governador pergunlou aosconsu -
les e mais europeos se desejavam ser conduzidos
para a fortaleza, onde se Ibes linho preparado a
conveniente habitogo ; os cnsules do Franca c
os outros recusaram ; mas o da Russia, o seu me-
dico e eu assim como tambem os lazaristas acei-
tamos o oterecimento; no caminho corremos
pengos ainda maiores, por isso que tres vezes
nos sahiram ao encontr os turcos, exigindo que
ficassemos em seu poder; afinal chegamos alli
pouco antes do amanhecer. O incendio era im-
nienso ; as charamas averraelham o co.
Tcrga-oira, 10 de julho. Os argelinos da
AbJel-Kader percorreram durante toda a noite o
quartel christao, no meio das chammas, rouban-
do ludo quanto eticonlravain ; a falla de outro
sitio cram os chrislaos conduziitos ao caslello,
que em pouco lempo conlinha mil homens, mu-
flieres e creancas indos ns e alguns feridos.
Sabia-se que os druzzos, turcos e rabes dos cam-
pos linham chegado a cid3do para lomar parte
no saque ; os ltimos, viudos mais lardo, leva-
ran! comsigo para o deserto as casadas e as sol-
teiras. O incendio contina. au nos adiamos
seguros na fortaleza, cujas portas foram forjadas
e de onue ha apenas cen soldados de guarnir;
immediatamenle veio-nos memoria as matan-
gas de Alcheya e llsheyi, ond'-, sob pretexto de
protege-los se linham reunido es chrislaos, c lo-
go depois os seus guardas os deixaram aos druz-
zos, que os assassinaram cruelmente.
Alinal rhegaram ao caslello mil chrislaos, e
vimo-nos obrigados a sabir com urna escolla para
O Serralho, fingindo levar urna corarnunicaco
ao Pacha ; mas na realidade cora o m de
curar alli ura asylo mais eguro.
Os dous secretarios do Pacha instaran) com-
nosco para que ficassemos era sua companhia ;
alli chegavain todas as noticias, todos os porme-
nores do que occorria ni cidade. Nesto dia o
.< O enviado que aprsenlo a V. M. em nome
do governo provisorio eslabelecido nesle paz,
nao pretende representar um Estado especial e
independente, mas vem como o interprete dos
desejos o dos pensamenlos de dous milhes o
meio de italianos.
Debaixo desle titulo, supplico a V. M. que
se dignt receDe-lo, concedendo lhe urna audien-
cia em que posta solicitar respetosamente, que
a attengo de V M. se Dxe a favor desta bella e
nobre parlo da Italia.
(Assignado)Garibaldi.
Escreveu-se que o re Victor Emoianuel dirigi-
r urna carta a Garibnldi, aconselhando-o a que
desististe do projeclo de um desembarque no con-
tinente.
Os jornaes publicam agora esta carta, e a res-
posta dada pelo celebre caudilho.
A corla do Victor Emmanuel concebida nes-
tes termos:
Caro general.Sabis que quando parlistes
para a Sicilia, ros nao dei a minha approvagao.
Hoje resolvo-rae a fazer-vos urna adraoesta'co
as graves circumslancias actuaes, conhecedo
a sinceridade dos vossoa seritimeriios para coin-
migo.
Para que cesse a guerra entre italianos e ita-
lianos, aconsclho-vos a que renunciis a idea de
PraffK) DE rEBKAMBtJCO. SEXTA FE1TU 14 DE SETEM1RO DE 1W0.
1 re ti *t
chegar o momento de entregar o orenio da
Turqua lias ranos de urna cammissao em ue
o propno governo da Turqua nao lenha roz oV-
liberaliva n'esse dia que passaram s paliati-
vos e o sulto ficar reduzido a urna posicao si-
milhante aquella a que nos redtizimes lanos
potentados uas indias.
Loro que a arropa lenha decidido qoeo go-
verno turco itio pode mais ser tratado como na
realidade, nesse dia lera chegado a dissolucio, a
queslo ento neo sera do o entregar nos n*os
de urna commisso, mas do dividir o imperio en-
tre as difieren tes potencias da Europa.
Nao veremos esse ac(o seto grandes appro-
hensoes ; mas afinal ser necessnrio chegar a is-
so, so a Turqua nao esiiver preparada para fazer
o que nunca anteriormente fez, islo, a provocar
com inleresse as reformas internas, e adoptar ao
mesmo tempo um bom syslcma de finangas, 6 as
doulritias ordinarias de tolerancias e de huraani-
dade.
Nao duridamos que se nos diga, como mui-
tas vezes j se nos tem dito, que nenhuma noco
faz progressos too rpidos no caminho dos nio-
lhoramentos como a Turquia. e que o que se
torna necessario deixa-la entregue a si mesma,
para que toda a sua energa seja exclusivamente
applicada, e sem dirisio, creacao de um novo
imperio. Se nos aceilassemos as" ideas dos mais
possor com as vtjssos tropas ao continente apo- inleressados amigos da Turqua, deveriamos acre-
lelano, urna vez que o rei de aples consinta em i dilar que os Inglczes nao vivar, nao se movem
evacuar toda a ilha, e era deixar livres os sici- e que nao leem o bera estar seno pare contri-
lanos para deliberarem e disporem dos seus des-. bur para a eslabilidade do throno" do sullao ;
'"ios. massefr chamada para sahir ao en
Ilescrvava-me a completa liberdade de acgo | novos perigos o de novos embaracos pa
relativamente a Sicilia, se o rei de aples nao vaco dos Turcos; a Inglaterra ode n
podesse acceder a esta condico. General, segu
o meu conselho, e veris qiie til Italia, a
qual facilitareis poder augmentar os seus mritos
demonstrando Europa que assim como sabe
vencer, tambem sabe fazer bom uso da victo-
ria.
para sahir ao encontr de
, ra a sal-
glalerra pode respouder,
e nao sem razao, que lom feilo sulTtciente, e que
no futuro a Turqua deve ter caulella com a sua
propria conservagao.
Bom sabemos, porm, quo nos nao deixa-
nam obrar debaixo deste ponto do vista. Dir-
nos-hiam que pelo receio do complicacoes, que
certamentese seguiriam, se os dominios da Tur-
Lomo se ve, o re de Sardenha limua-so a din-,quia, da Europa, fossem entregues & disposicao
gir um conselho ao general ; mas moslra-se por, das grandes potencias, era necesario fazer ludo
Eis a resposta de Garibald
Senhor.V. M. conheco o profundo respeito
e a adheso que lhe professo, mas o estado actual
dos negocios da Italia nao me permiti annur
aos seus rogos, como desejava. Chamado pelos
poros, coiitivo-os emquanlo me foi possvel ;
mas se agora vicillasso, depois do que tenho foi-1 comprehender qu
to, faltara ao meu dever e compromelteria a iiossa aiTeigo
causa da Italia. n0a. Sabemos bemquanl.lTemJs'sac'iruado"'a"s-
Urmii i-me, pois, senhor, sjje por esta vez sim como tambem sabemos o jue temos lecebido
vos desobedece ; quando tiver cfiflgado ao termo ; em troca. Os nossos consellios leem sido desore-
da minha tarefa, e baja libertado os povos do ; zados, leem sido rerebidos com desdein os nos-
j jugo que os oppnme, deporei a minha sos projeelos de rnelhoramenlos.
...os,
novos protocolos, novos armamentos, e nao du-
vidamos, mesmo, se fosse necessario, para novas
guerras europeas.
Nao remos, como j dissemos, nenhuma ob-
jecgo a suscitar coulra o que esl convtnciona-
10. mas julgamos sinceramente que se deve
o ultimo tesiemunlio da
que a Turqua lom a esperar de
pro-
espada aos vossos ps, e vos obedecerei em todo
o resto da minha vida
I'.rn aples existe urna commisso cenlral
reaccionaria, que funeciona secretamente em de-
foza da causa da liberdade italiana,
blicaces que mysteriossmeiile faz espaldar, o-
ta-se a seguinle proclamago :
Ao exordio.Se alguem vos disse que o go-
verno foi generoso dando o estatuto, e que leal
mautendo-o. respondei-lho que a permanencia
dos corpos estrangeiros urna violaco manifes-
t dessu estatuto que vos fizeram jurar. Se se ad-
nutte a hypothese de que se proceder aseleiges
I de depuladus, podero estos vcrilicor-se sb a
meaja das bayonetas eslrangeiras ? O governo
I diz que quer a guerra da independencia italiana ;
Pilis bera. poder amar-se a nacao, e sustentar
, no seu seio os estrangeiros ? E nao vedes quo se
| vos deshonra, e que se commelto para comvosco
[ novos prejuizos, fazendo-vos jurar o que s se
(uer manter com o auxilio '
. os nossos com-
palriolas, e os fiis da nosss religio leem sido
asaassioadoa pelo nico motivo da sua religo.
Repelinio-lo. Devemos no fuluro renunciar
a larefa de vigiar p.los destinos da Turqua. Nao
podemos aceitar nunca as funcedes de tutnres
Entre as pu- | desse amigo imperio, que parece'nao dever che-
gar nunca edade di razo, e que paieco nao
dever nunca lomar, com a menor perspectiva de
bom resultado, a direegao dos seus proprioa ne-
gocios. E' sera duvido um f co rnaravilhoso o fa-
zerconter urna pyramido sobre a suo base, mas
aus quatculeuanos as devidas
l'SSSUZ^JUZ^' de proporcionar
aconimodarcs.
-- De Srgpe temos datas at 29 do passado.
A provincia gozsva de tranquillidade sob a ad-
ministraco do Exm. Sr. Dr. Thoraaz Alves, que
se mostrara mu bem intencionado a respeito do
progresso della.
No dia 25 o sen antecessor deixou a provincia,
segiiindo a Bordo do Concoiee Mariins para a
Baha, o fezendo-se-lhe todas as honras deridas
por esta oecasio.
Acham-se de mez os Srs. mordomos da
Santa Gasa da Misericordia seguintes:
Ur. Antonio Herculano de Souza Bandeira, na
casa dos expostos.
Dr. Manoel Ferreira da Silva, no hospital de
caridade.
C jmmendador Joao Pinto de Lemes Jnior no
hospital dos Lasaros.
No dia 12 eirtrou elTectiramerrte em julga-
mento o Sr. Alexandre Gubion de Verdun.
Depois dos debales, relirou-se o conselho
sala di? deliberacoes, d'ondo vollou afinal com
o seu verdic, que deu a absolvico do referido
ecusado.
Honlem encerraram-se os Irabalhos da 4a
sesso judiciaria do jury deste termo.
De cartas vindas da freguezia de San-Ben-
lo, cara data de 10 do corrente, sabemos que
se concluiram as eleices, dando um resultado
favoravel familia Valenca ; mas contra a ra-
lidade desso eleico apresentam a dupla nulli-
dade de achar-se pronunciado por crime de es-
lellionato ua provincia das Alagas o juiz de
paz que as presidio ; o de nao ter o dito juiz
de paz admillidoa volarem os cdados qualifi-
cados era recurso.
A ser islo rerdade, leremos sem duvida no-
vas eleices naquella localidade.
Devemos declara; do urna vez por todos,
para evitarem-se duvidas e nao se reproduzirem
cotilrafacces, a que nao seremos indlTerentes,
que as noticias commercioes de Haraburgo que
damos nao sao exlrahidas de jornal algum, mas
de correspondentes nossos. -
As que ainda ante-hontem demos aos
sos leilores esto nessa comprehensao,
isso sao propriedade nossa ; que estamos resol-
vidosa nao abandonar a quem della se queira
apossar sem nosso consenso.
No dia 6 do corrente mandaram os Srs. ca-
liilo do porlo, commandaiiles e olllciass do brf-
gue escuna Xing, celebrar na matriz de Ma-
cei urna missa com ollicio pelo repouso eterno
das almas das infelizes victimas do naufragio do
brigue de guerra nacional Calliope.
Concorreram cs.te acto locante, alm daquel-
lea senhores, e de quarenla pragas da guarnicao
do referido brigue escuna, o Exm. Sr. presiden-
te da provincia, e mais autoridades civis e
litares.
O Sr. piloto Caclano Jos de Abreu
ciou um discurso propno oecasio.
No dia 17 do crreme, em que faz um mez
que perdeu-se no Maranhao o brigue de guerra
nacional Calliope, maudom os Srs. comrnan-
danles e ollica.s da estago naval desta provin-
cia dizer, na matriz do Corpo Santo, das 6 s 8
horas da manha, sute missas, pelo descanso
cierno das almas de seus infelizes companhei-
ros, ofliciaes e mariiiheiros, que pereceram no
dito naufragio.
A ltima missa ser dita pelo Sr. capello da
nos-
e por
mi-
pronun-
to repele mutas vezes, e acreditamos que o mais
hbil prestigiador deve mesmo afinal chegar
conclusao do que n'urua luto perpetua conlro as
torcas de urna gravitaco, esle antagonista silen-
cioso e poderoso deve cortamente por Qm anni-
quillar-se.
[Jornal do Conmercio de Lisboa
chegada, mandou-nos chamar, eslava mulo con-
tento e coma ao som da msica, quando as ras
hara mais 11,000 cadveres. Era urna cousa
lionivel. O Pacha s nos disso algumas pala-
cras acerca do que tinha occorrido, o dovo como
razao que s hava 600 soldados, que nao linham
s:do pagos duraute os ulliiuos 35 niezes, o que
mais de metade delles erara malfeilores alistados
a forga. Apparenlamos serem valiosas essas ra-
zos; mas bera sabamos que as nirlhores tro-
pas linham sido de caso pensado relindas assim
como que Eseyn-Pacha [gener
lai Pacha (homeni d-cidido
ral hur
garoje
mtssoes tnsigriiu-
sercraos lilhos livres desta querida patria.
.1 commisso central.
Mus-
lido] estao em Belberk
e em Honran encarroados de
cantes.
guarta-feira. II de julho.-Afumas pessoas ""?*i'j T'"***
notareis recolhem chrislaos; amaca-se-lhes a l"la *>'"*-,
entrada vilenla as suas casas se nao er.lrega- I iT.W'a\'X anl
rom os refugiados. O gobernador miridou re-
collier os chrislaos para osconduzir fortaleza ;
mas no caminho sao alguns dogolados, e outros!
se fazem turcos. Os argeliuos j nao podein |>e-
nelrar no barro chtsto, lano por causa do in- I
cendo. como pela quaulidode e horror que con- I
sam os cadveres que cobiem as ras. Estes :
cadveres eslo despidos, e iiileiramenlo desao-
jados dos seus vestidos. (Juanlo a fortaleza, le-'
vam all pao, dado pelos fomilias turcos e pelo !
consulado de Franca, que pagju a prego de ouro
um [orno e familia para evitar as traiges.
< Ncstedia eslveram mutas vezes'omeocados
o caslello e a serralho ; felizmente crculu o
boato da chegada de tropas de Belbeck o de
Baoran.
O governador manda vir alguns eAtwte
druzzos o arabos, e por meio de r ITerecimentes
os induz a sahir de Damasco; espalham-se effec-
livamente pelos campos, dirigindo-se uns pora !
Saknava, onde saqueiam um convento grego, I
em quanto que outros percorrem os jardin3 e de !
gollam os presos chrislaos que tinham conse- i
guido escapar da povoaco.
,< Quinla e sexta-feira*O bairro dos chrislaos
foi inteiramente presa das chammas. O fago
fallo de alimento propaga-se a alg'tmts casas
dos bairros turcos e judens, onde se empregam
grandes esforc.os para conter os seus progressos.
Chegim novos bandos de kurdos, druzzos e ra-
bes, que ameacam os bairros turcos e cercam o
Serralho. O nacha lern medo e nao sem fun-
damento ; o perigo imminente, j se lancarom
redes meridianas aquello edificio, vamos widu-
bilavelnieitte ser degolados ; chega um mensa-
geiro ennunciando que Mustaf-Pach enlrou na
cidade pela porta do Egypto, disspando instan-
tneamente aquelles bandos fanticos, e alfas-
laudo por momentos o perigo.
a Sabbado, II.As tropas do Emir-Pacha chc-
garam, mas recea-se o desenrolviinenlo do3 ly-
phos, ou oulra qualquer epidemia, e por isso se
resolve recalher os calaveres, altando-os pelos
ps as caudas do cavallos que os transportara
fora de Damasco. At agora podo calcular-se o
numero das vic'irais era 20,000 ; apresentam se
turcos rio caslello que prometiera dar auxilio a
alguns desgracados, scolhondo-os o dclfendo-os
en' re si; sem suscitar da sua moraldade, con-
cede-se-lhes o que pedem, escolhem mes com
suasfilhas e filhos, e asdemais mulhcressao en-
tregues a toda a qualidade de excessos petos sol-
dados. E' horrivel o estado destas infelizes ; as
tropas passeiam ; hoje ha mais tranquillidade.
Domingo, 15.AmanhSa estere mais tran-
quilla, todava commeltem-se alguns esssassi-
ii ilcs. Quanlo devemos estar agradecidos a
Abdel-Kader por ludo quanto lera feilo a nosso
favor! E' um fado curioso, que eu entrego a
appreciaco dos polticos, a indifferenga ou para
rnclhor dizer a cumplicid."de do Pache a tranquil-
lidade do cnsul inglez, que sabia s livremento
sem receio, era quanto que por toda a parle se
procuravora os demais cnsules pan os dego-
larem.
Eis aqu o diario dos aconlecirnentos, a que
cima nos referimos, feito pelo christao, que no
meio do perigo, presenciava lodos os excessos e
tantos Crimea. O jornal d'onde o extrahimos
acaba assim a sua narrago, sem dizer se o au-
thor foi victima como milhares de outros, ou se
conseguio escapar-se a lao grande carnagem.
REVISTA DIARIA-
Fkeocbzu dos AKOoAos.-Tendo hontem
deixadode dar o resultado da eleicao para juizes
de paz desta freguezia, hoje aprescntamo-lo
noticia dos nossos leilores.
Io districto.
Manoel Joaquim do Rogo e Albuquerque.
Francisco Carnciro Machado Itios Jnior.
Anacido Antonio de Moroes.
Amonio Gongalves de Morats.
' 2o dito.
| Jos Thomaz Gavalcanli Pessoa.
Jesuino de Albuquerqug Mello.
Francisco Cava lean ti do Albuquerque.
Simplicio Rodrigues Campello.
3o dito.
Antonio Correa Maia.
! francisco de Piriho Borges.
| Joao Francisco de Cirvalho de Paes de Andrade
0 Times n'um dos seus ltimos arligos sobre o
estado da Syria, considero a nalureza do conve-
nio concluido entre as potencias pora conseguir
pacifleaco daquella parte do imperio ottoniano
e o rastgo de ionios criraes. Esb publicagao do
jornal inglez considerada como urna resposta
ao discurso proferido por lord Palmerslon, e
lauto mais di^na de attenroo pela sua franqueza,
e porqao se afasia da polilica tradicional da In-
glaterra.
Eis a parle mais notarel do dito artigo :
Temos afinal presentes as resoluges toma- j Chrisiovao de Hollando Cavalcanli Mello.
. d-is pelas grandes potencias acerca do's aconteci- I 4o dito.
Eslo formuladas com muila Manoel Joaquim dos Passos.
s para fallar mais francamente I *noe| de Hollando Cavalcanli.
sao bascadas nos principios mais restrictos de
urna desconHauca reciproca. Para so saber o que
as grandes potencias pensara urna das oulras o
quacs os ajustes quo julgam necessarios para
cirounisiTcver a livreaccao de cada urna dellas-
sulliciente dar o devido peso aos termos da con,
venga concluida segundo o desejo manifestado
pelo sulto para obier o auxilio dos potencias v, J'a ^ ttve es'e denuncio, por intermedio de
europeas, alim de restabelecer a tranquillidade um 'spi'dor de quaiteiio, que M. Valenlim dos
" Syna. Santos liana mono a um iilho menor, de nomo
As grandes potencias decidiram mandar pa- Antonio ; o qual (ora enterrado na capdla do
ra as provincias insurgidas urna forca que nao engenho Tamatahupe de baixo. Para arcrigua-
exceda a doze mil homens. Metade d'estas tro- C '1" fado, diriio-se logo ao referido engenho
pas dever ser fornecida pela Franga, e o resto mandn exhumar o cadver, que eslava sepulta-
pelas oulras potencias, segundo as convenienci- | ^" Ja.n;l 9>co dios, e nc-lle cucinlrando indicios
as. Terao de obrar de oc.ordo com o cornmis-
sano do SullSo ; o Sullo deve ministrar-Ibes as
provises, e facilitar os suas operaces. A ex-
pedic&o nao deve durar mais de 6 mezes.
Eis-aqui a maneira por que a Europa ilepois
de um curto inlervallo, se v envolvida de novo
Manoel Gongalves de Queiroz.
| Lonrengo Lopes de Carvalho.
Da cidade de Nazareth recebemos noticias
com data de 11 deste correle.
O processo eleitoral ja acha-se concluido, leu-
do em lodo elle reinado a convemeolc ordem, pa-
" qual assaz concorreu o respectivo delegido.
em urna intervengan na Azia, e assim que se
recomega mais urna vez essa eterna queslo do
Oriente que tantas vezes e lo infructuosamente
se tem procurado resolver.
< Nada temos a di/er aos ajustes estipulados
na convencao ; sao provavelmeule os mulheres
e os mais sabios que as circumslancias permit-
iiam. Evitar a inlervengo. depois do que se
tem passado, ero impossivel. O insulto era mui-
to grave, as queixas muilo flagrantes, as cruelda-
des muilo recentes, e muito horriveis para que
se nao pedisse contas, quando mesmo se nao at-
tendesse aos mais poderosos senlimentos de so-
lo internacional.
A queslo do Oriente coraecou etfedivamen-
le de novo. Langamos no pela'go o que linha-
mos de melhor e de mais precioso, mas o pela-
go recusa fechar-so, e abre abismos cada vez
mais profundas, pedinJo sempre novas victi-
mas.
Como devemos intervlr bom que limilc-
do crime imputado, procedeu o respectivo corpo
de delicio ou vestoria, e fez rcalisar-sc a priso
do indiciado.
Em seguida mondn o mesmo delegado vir
sua presenga a mulher, que elle linho em cisa o
da qual soube, quo no dia 30 do possado mez de
agosto o referido Valeulim dera umo surra no seu
Iilho Antonio, de anuos do idade, com tamauha
ilcshumanidade e selragismo, que a misera enan-
ca fleon proslrada, sem poder levanlar-se do
chao ; e que nao satisfeilo ainda corn essa bruta-
lidade, pisou-a toda, de modo que & victima dei-
tou os intestinos de fora !H
O historiado dessa mulher hara ja sido au-
therilicado pela vestoria procedida, nao sofiYendo
por conseguinle a menor duvida o seu depoi-
mento.
Cartas viudas de Lisboa con leem queixas
mu pronunciadas contra o modo pralico, por
que all feita a quarentena pelos vasos proco-
denles deste porlo. nao havendo riada que seio
rcspeilado. J
Anda lio pouco os possageros. que d'aqui se-
guiram paro aqoelle porto pelo Navarre, passa-
ram pelos maiores ncommodos imaginaveis cu-
ja narrago succirita olTerecemos leiluro : '
Logo que chegou o vapor,
tu-
10
O general Ganbaldi logo depois de chegar a
bulla, expedio para as cortes de Londec e Pa-
rs os seus ropresenlintes. Estes agentes diplo-
mticos iara munidos das suas credenciaes
03 inveslia as suas funeges.
Eis a carta de quo era portador o
que
principe
Pandolfine San Cu.uej.pe.-pir."a rinha Vicioria^passot o ^ralford.de R.ede.c,r ""< V
e que s agora encontramos publicada :
Magestade.
Chamado pelo meu dever a patria italiana
para delTender a sua causa na Sicilia, encarre-
guei-me da dictadura de ura povo generoso, que
depois de prolongodas lucias, s dcspja partici-
par da vida nacional e da liberdade, sob o scep-
*ro deum principe magnnimo, a quem a Italia
e confia.
Tanto quanto o podom regular-vos protocol-
los abrin se urna nova o ultima inlernaliva ao
imperio turco para se regenerar.
Se perde esta oecasio, as invejas mutuaade
Indas as potencias da Europa nao o salvarao de
urna queda rpida e completa.
Por pocou que estejflmos habituados a con-
tar com a aptidoo do governo turco para reali-
sar medidas de progresso para que os seus ami-
gos n esle paiz leem feito to grandes e lo
frequenles esforgos, nao leamos certoraente ou-
saclo imaginar que no espagos, de f annos le-
riamos de nos laucar de novo'mais umo vez n'es-
se ocano agitado de polilica oriental, do qual a
lucia desesperada do 1854 e de 1855 nos linho
apparcnlemente libertado. Quacs sao as empre-
sas que a Porla tem concluido ? De lodos os pla-
nos projeclados de rnelhoramenlos, qual n-
quelle a que se tem dado execugo ? O exer-
cilo nao esl pago, as finangas eslo em desor-
dem ; as margeos do Bosphoro eslo coberlos de
siimptnosos palacios, emquanlo que as provin-
cias eslo subjeitas asmis vergonhosas exlor-
ges, e nos alTaslmo-nos do nosso caminho de
progresso com a nolicia de que os massacres li-
nham sido perpetrados por subditos mahometa-
nos do sulto, auxiliados pelas suas tropas re-
gulares, por nio dizer pelos seus proprios gc-
neraes.
Lord
momento dos palealivos, e nos estamos
dispostos a convir com elle.
Nao estamos comludo dispostos a acceitar
immedialamento a su opinio. Reuna-se de
urna maneira Jpermanentc em constsntenopla
una conferencia dos representantes das grandes
potencias, aflm de vigiar pelo execugo d'ossas
rdormas necessarias que o governo turco tantas
vezes lem emprehendido, o quo constantemen-
te lera lido pouca forca para eflecluar. Quando
quasi de joelt
Apezar das reclamagesdos passageiros, de-
sattendidas pela visita, forara todos desembarca-
dos em numero de sessenla, inclusive dezeseis
senhoras. algumas doentes, bem como a senhora
do negociante dessa praga commendador Manoel
Ignacio de Oliveira que ia n'um laslimavcl esta-
do de sande, e conduzidos era Orna fragata para
ura armazem imraundo do lazareto, com as suas
bagagens, calu foram obrigados a abrir os seus
bahus e a estender toda a ronpai por cima de cor-
das alcatroadas, onde ludo ficou exposto duran-
te os oilo dias da quarentena.
Depois de tal exposigo, foram todos condu-
zidos na mesma fragata para o memoravel Pon-
ido !
Era ja noite. a chuva cahia a cantaros, o mar
achava-se embravecido, quando todo molhados,
fatigados e doentes, chegarara ao navio para cuja
subida nao havii nem urna escada se quer, ao
passo qne enlo o ruar crescia em furia.
A bordo nao hara urna s pessoa quo aju-
dasse o embarque, e em tal caso o que fazer ?
Langarara os passageiros mais robustos mo dos
seus proprios recursos, suspenderam as senhoras.
ompurraram-ii'as por urna portinhola, quo servi-
r ouli ora urna pega de arlilharia, sendo ellas
all recebidas por outros passageiros, esta com
as pomas esfoladas, aquella desmaiada, o todos
finalmente molestos.
Alm disto todos supportaram os estmulos
da foroe, ficando sem o menor alimento at 11
horas da noite, quando Ihes foi servida urna no-
genta soupa com um pouco de carne cozinhada,
quo s a fome fazia tragar I
A materia desta exposigo haver comentos,
que se possam fazer, e que ponham-n'a mais i
claro o revelem a respectiva hediondez por
modo mais positivo e directo ?
Parece que nao, assim como parece que a na-
cuo que eslabelece qaarentenas, oo deve deixar
V'aj se tornando notavel e por sem duvida
digno do elogios e animago, o espirito de
iinio, de camarodagem, que se vai cimentando
na oilicialidade de nossa marinha que nao perde
um ensejo de manifestar sua caulade e piedade
para com seus camaradas, ou familias dos raes-
nios, que della carecem.
Nao ha urna vez s que elle nao se lenha feilo
senlir quando ura fado luctuoso vem entristecer
esta briosa corporaco.
A casa de detenco foram recolhidos, no
dia 12 do crrente, 16 homens; sendo 15 livres
e 1 escrave, a saber : 14 a ordem do Dr. chefe
de polica, I a ordem do delegado do primciio
dislricto e 1 a ordem do subdelegado de San-
Jos.
Matadouio pibi.ico. Malarara-se paro o
ilta 13 do corrente para o consumo desta cida-
de 46 rezes.
MORTALIDAPE DO DIA 13 DO CORHENTB !
Albino, prelo, escravo, solleiro, 36 annos,
berrulo pulmonar.
Leonilla, parda, 8 mezes, ascite.
Francisco, pardo, 2 mezes, angina.
Hara, preta, escrava. 4 das, espasmo.
Joao, prelo, 7 annos, lelano.
Amonio Roberto Pereira de Souza, branco,
annos, spoplcxia.
Mamede, prelo, 2 annos, convulsoes.
Hospital de cahidade. Existem 51 ho-
mens e 62 mulheres nacionaes ; 6 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, total 120.
Na totalidadedos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 3J mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
giao Pinto, s 0 horas o 3/ da manha, pelo
Dr. Dornellas s 7 horas e 3/ da manha e pe-
lo Dr. Firmo s 6 horas e 1/1 da tarde de
hontem.
CHROMICA JU DIARA.
TRIBUNAL DO COIfllflERClO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 13 DE SETEM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DESEHBAnCADOR
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
lados Reg, Basto, Silveira o Lomos, o Sr. presi-
dente declorou aherla o sesso ; tendo sido lida
e approvada a act.a da ultima.
EXPEDIENTE.
Foram presentes as colaees officaes dos pro-
cos crtenles da praga, relativa sduas semanas
lindas. A rchivem-se.
DESPACHOS.
Um requcrmenlo de Manoel de Azevedo An-
drade e Antonio de Souza Reg, declarando que
com o follecirnenlo de Xislo Vieira Codho, ficou
exlincla a sociedade que entre ellos gyrava nesta
praga soba firma do Xisto Vieira Coelho .( Com-
panhia, o pedindo que seja a mesma declarago
registrada.Como requerem
Outro de Joo Fernandos Prente Vianna, pe-
dindo o registro do urna procuracao que ajunta.
Como requer.
Nado mais houve.
SESSO JUDICIARIA EM 13 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Ao meio-dia, adiando-se presentes os Se-
nhores deserabargadores Silva Guimares e Guer-
ra, e os senhores deputados Lomos, Basto e
Reg o Silveira, o senhor presidente dedarou
aborta a sesso ; e foi lida e approvada a acta
da anterior.
JILGAMEN'TOS.
Appellonte, Candido Vieira Vianna ; appella-
do, Frederico Hasselman.
Foi reformada em parlo a sentenca appellada.
Appellonte, Jos Gongalves Villvcrde ; ap-
pellado, Joo Manoel do'Almcida.
Foi assignado o accordo.
Nada mais houve a tratar.
llego Rangel,
No impedimento do secretario.
JURY DO RECITE.
4.a SESSO JUDICIARIA
DIA 12 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIRF.1TO INTERINO
. DA 2.a VARA CRIMINAL. HERMO-
GENES SCRATES TAVARES DE VASCONTEI.LOS.
Advogado dos autores, o Sr. Dr. Cyprlano Ferie-
Ion Guedes A Ico forado.
Advogado do reo, o Sr. Dr, Joo Jos Pinto J-
nior.
Escrivo interino, o Sr. Antonio Joaquim Pe-
reira de Oliueira.
As 10 horas da manha, o escrivo procedo a
chamado, e verifica estarem prseme 37 jurados.
Sao multados era 20 os Srs. jurados que nao
comparecem aos trabalhos.
Entra em jnlganienlo o reo Jos Alexandre
Gubian de Verdun. preso desde 26 do fevereiro
de 1860 e pronunciado pelo juizo do Sr. Dr. che-
fe de polica como incurso no art. 264, S 4. do
cod. crim.
Comparece como advogado dos autores (Carlos
Jos Astley 4 C ) o Sr. Dr. Crpriano Fenelon
Guedes Alcoforado que oceupa a radeira destina-
da ao aecusador, oceupando a de advogado do reo
o Sr. Dr. Joo Jos Pinto Jnior.
Pzocedendo-so ao sorteio do conselho de sen-
tenca, sao recusados pelo aecusador, os Srs.
juizes.
Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes.
Francisco Pereira do Mello.
Sendo sorteiado para fazer parle do conselho
o Sr. Dr. Manoel do Nascimento Machado Portel-
la, declara-se impedido, allegando que nao poda
ser juiz em urna causa em que advogava o seu
cumiado Dr. J. Pinto, era vista daexcepcao pres-
cnpla na ord. Observando o Dr. presidente do
jury que a lei criminal n5o inhiba ao cunhado
de advogar perante o cunhado, accrescentou o Sr.
Dr. Portella que o cdigo do processo. creando
novasexcepges, nao derogara as do dircilo an-
tigo.
No meio do debate, o Sr. Dr Fenelon i
ao Sr, Dr. Portella, declarando que o fazia por
obviar e resolver a duvida suscitada.
Sao recusados pelo Sr. Dr. Joo Finio, os Srt.
jurados : '
Octaviarlo de Soma Franga.
Dr. Manoel Jos Pereira de Mello.
Fraocisco Rufino Correa de Mello.
Angelo Custodio Rodrigues Franea.
Sevehano Bandeira de Mello. '
Co.opo-se o conselho de senlcnga dos Srs.
jurados;
Manoel Pereira do Canto.
Cosme Jos dos Santos Callado.
Jos Candido Viegas.
Joo Jos Soares de Sanl'Anna.
Joaquim Jos de Carralho aSiqueira Vsrejo.
Elias Francisco de Mindello.
Antonio Bezerra de Menezes.
Antonio Luciano de Moraes de Mosquita Pi-
mentel.
Autonio Ferreira da Costa Braga.
Antonio de Paula Mello.
Francisco Antonio de Brito.
Manoel Gongalres da Silra Jnior.
Deferido ao jury de sentenca o juramento dos
Santos Lvangelhos, o juiz procede ao nterroto-
eleiloral. Nesta parle nada disseram, nada con-
!iizain u rePe"'ram- Admirou a lodos que o
Boltlim liberal, ao correr da penna, escreresso
urca censura falsa, e rejeiUda pelo testemunho o
consciencia de seus alliados que viram epresen-
ciarom o processo eleitoral.
2 Negaco de idenlidade de votantes conhe-
**** ,. j.sle ?* e aecusacao encewa tambera
-oexaclidao, o hyborbeles. E' verdade que a me-
sa rejeilou algumas cdulas : mis rejeilou-as fun-
dando-se na le, porque nao reconhece a idenli-
dade das pessaa que se opreseniavam para votar
cora a dos nomes que estarn escriptos na qua-
liflcago. IJaviam difiVrenca no noirie, no es-
tado e na profisso. Quaulas porm foram as
cdulas rejeitadas ? Se havia o proposito de que-
rer a mesa ganhar a eleigSo com o recurso da
rejeigaodos votantes conhecidos, ento esta re-
jeico devora ter sido praticada em grande esco-
la, era crescido numero. Mas quanlas foram as
cdulas nao recebidas? O Bolelim liberal diz
que foram recusadas as cdulas dos Srs. Jenuino
Jos Tavares, Manoel Aleixo do Carmo, Benlo
Luiz Vianna e outros: mas estes outros quantos
sao ? Mais dous : total Cinxo I
Eis o grande numero de rotos rejeitados. eis as
riolencias o ataques contra a liberdade de roto
que praricou a mesa parochial de S. Antonio. E
nao justo que o poro soberano dee erguer-se
como ura s hornera, e punir c esmagor a mesa
por tantos crimes ? Ceno que sim, na opinio do
alguns liberaos.
Saiba o publico, saiba o mundo inteiro I
phrase predilecta do Bolelim I que esle grande
numero do Cisco cdulas rejeiladas deu-se na
5 da primeira chamada do J dislricto.
rio do reo que redama a atlengao do jury para I ,, fn L -......
urna escripluago que exhibe por provai de sua I. ,.; *",tro ""0S e ollenta e tanlos *~
innocencia. P a mts ispeados, e na somma de cento e trinla e
. Seguem-se os debales que se prolongara at s '2?i'.V: "i??" 3uotcoraI,arc.ce.r.m >' O
Seguem-se os debales que se proloDgam at s
9 liS horas da noiie.
Os oradores elevaram-se altura de verdadei-
ros talentos, disculindo a maleria cora profunde-
za e extenso.
Resumida com lucidez a discussao, o Dr. presi-
dente do jury formula os quesilos, c o conselho
de sentenca recolho-se sala das conferencias
secretas s 10 horas da noite.
As 11 horas volla o conselho com suas respos-
tas, era vista das quaes o juiz publica a sentenca,
absolveudoao reo. e condemnuudo municipoli-
dade nos custas.
DIA 13 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JlIZ DE DIRE1TO INTERINO
DA 2.a VARA CRIMINAL, IIEHMO-
GENES SCRATES TAVARES DE VASCONCELLOS.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Ousmo Lobo.
Escrivo interino, o Sr. Antonio Joaquim Perei-
ra d'Oliveira.
As 10 horas da manha, o e
chamada, e verifica estarem
rados.
Entra em julgaraenlo oreo Rufino Marques de
Castro, preso desde 5 de dezembro de 1858 e pro-
nunciado no art. 269 do cdigo criminal.
Procedendo -se ao sorteio, sao eleitos os Srs.
juizes :
Francisco Jos Martins Tenna.
Jos Pedro das Neves.
Dr. Jos Mamede Alves Ferreira.
Octaviarlo de Souza Franga.
Themoleo Pinto Leal.
Seyeriano Bandeira de Mello.
Joo Chrysosiomo Fernandos Vianna.
Manoel Joaquim de Miranda Seve.
Thomaz Augusto de Vasconcellos Albuquerque
Marn ha o
Francisco Ferreira de Mello.
Jos Maximiano Soares de Avellar.
Dr. Manoel Jos Ferreira de Mello.
Deferido ao conselho de senteDga o juramento
dos Santos Evangclhos, o juiz procede ao inter-
rogatorio do reo.
Seguem-se os debates, sendo advogado da de-
feza o Sr. Romualdo Alves de Olivcira.
Fndos os debates, o Dr. presideule do jury
resume a discussao com lucidez.
Em quanlo redigia o juiz os quesitos, pode a
palayra o advogado da defeza, requer ao juiz
do diroilo que formule um quesilo, em que in-
terrogue ao jury se o reo autor ou simplesmen-
te cmplice do fado criminoso.
O Sr. Dr. promolor publiro faz breves refle-
xes sobre o reque.-imenlo do Sr. Oliveira.
Depois da um breve espago, o juiz prope ao
jury os seguintes quesilos
1.O reo Rufino Marques i'e Castro, na noite
Bolelim diz qne receberam-se 126 ou 127 chapas.
O que ha pois a estranhar neate procedimcnlo da
mesa parochial? Ha por ventura alguraa despro-
porgo escandalosa, ou pouco rzoavel eutre o
numero das cdulas rejeitadas, e o da chamada
e dos que comparecern! a votar ? Nao por ccr-
to : o numero da rejeigo lo insignificante o
ridiculo que nicamente prova a toda a luz, que
a mesa nao fez mais do que cumprir os seus de-
vores observar religiosamente a lei, e exercer
e manter a sua competencia, sem susto nem ter-
ror, mas cora toda a conscienaia e Independencia
dos actos que pratica.
Se a mesa nao confiasse na maioria dos qua-
.lificados, nem ainda na maioria dos que compa-
receram, e quizesse ganhar a eleico recorrendo
a rejeiges indebitas, enlo necesariamente os
repelados deveram ter sido em grande numero.
A eleigo de S. Antonio lom corrido legalmenle,
quanto ao procedimcnlo da mesa : urna elei-
go aiuda loo candida e pura, corno esse typo
que denominara Vestal. Nao acechamos o re-
scrivo procede ; sultado que se acha dentro da urna : e se fosso
presentes 38 ju- | possvel apurar j as cdulas recebidas e recollu-
idas, mostraramos qne o triumpho j dos co-
! vernislas.
A mesa de S. Antonio ufana-se do seu proce-
dimeulo. e o olTerece lodos corao um excmplo
de moraldade. de lidelidade e lealdade aos prin-
cipios, e de energa e independencia no arduo
cumplimento de suas obrigagoes parochiaes o
eleiloraes.
Embora rompa a lempestade na atmosphera
popular, c nuvens carregadas de elcc*ricidaJo
despejem raios fulminantes, a mesa de S. Anto-
nio proseguir a sua gloriosa misso, respeilar a
todos, duplicar em prudencio e moderago, mas
tambem desenvolver toda a perspicacia para
noo ser Iludida, toda energa para ser obedecida
em suas deciaoeg, e toda a independencia para
nao comnietter a infamia de curvar-se imposi-
coes llegaes, injustas, e contra os verdadeiros
mlereses de urna polilica sa e liberal.
3." ponto. Consta que ao retirarse o Sr. Dr.
hpammondas, que nao contava com maioria,
datera que havia de vencer A lodo o transe a-
eleico.
E' falso esse consta : falso e calumnioso csso
vencer a lodo [o triinse. O Dr. Eparninondas nao
disse semelhante cousa : nao elle to inepto
ou ignorante que prolira disparales taes. Quan-
do tivesse na mente semelhante pensamenlo,
nao o revellaria : quando o livesse, a execuco
nao dependera delle, porque nem juiz de "paz
algum, nem o Dr. Eparninondas, pode venen
iodo o transe a eleico, seja do qne especie tr'
A expresso vencer todo o transe hyperbuli-
ca, e s um tollo usara della era qualquer desa-
bafo.
O que houve apenas foi o seguinje : no occa-
w %, Kuiiiiu .'i'H jui:i t,u x,.i.-iiii( ii,i ii un i----.-~--_ ivi \j .M-nuiii|L- ii,i UtLt
do dia 27 ou 28 de novembro de 1859. lirou para s,a0 Ju v(>tar o Dr. Eparninondas. este pedio po-
S um h.lh rnnlnni.n rnnn.ia o .linh.ur.. a i.ar. [ll D3rd CSCreVOT a cll.lna rin iui-ras In i,-. ( ... ,.
si um bah, ronlendo roupas e dinheiro. e per
tencenle Eduardo Rastelly, contra a vontade
deste ?
2."O reo. commelteu o fado criminoso, fez j
violencia cousa, deslruindo os obstculos que
se Iheapresentavam, ou fazendo arrombaraenlos !
exteriores ou interiores?
3.O reo comraelleu o fado criminoso de
noilo ?
4.0 reo commelteu o fado criminoso impel-
lido por motivo reprovado '?
5.O reo commelteu o fado criminoso, en-
trando em casa de Eduardo Rastelly pan esse
fim ?
6. O reo commelteu o fado criminoso com
premeditago, havendo dei'orrido mais de vinle
e qualro horas entre o designio que formou de
prolicor o fado e a execugo d'elle ?
7.O reo commelteu" o crime, precudcndo
ajuste entre dous ou mais individuos para a per-
petrarn d'elle ?
8.Exislern circumslancias allcnuantes fa-
vor do reo "?
9oO jury reconhece ter o reo pralicado o cri-
me como cmplice
>
unonimidade de
Bccolhendo-sesala das conferencias secreias'
depois de longo demora vollou o jury de senlcn-
ga, respondeudo pelo seguinle modo aos que-
sitos
Ao 1." quesilo.Sim ; por
votos.
por 9 votos.
por 9 votos.
por 10 votos;
por 9 volos.
por unanimidade de voto3.
por 9 votos.
por 9 votos.
por unanimidade de volos.
Ao 2.-No
Ao3.-Sm
A o 4.Neo
Ao 5."Sirn
Ao 6.aNao;
Ao 7.Sim
Ao 8.-No
Ao 9.Sim
pe para escrever a chapa de juizes de" paz, por
que nao auii ( nem devia ) volar em si proprio ;
em quanlo escrevia, o Dr Feitosa que se achava
ao pe disse-lho gracejando e riudo-se : < para
que esle trabalho, doutor, nao quer votar em
urna dos nossos ? O Dr. Eparninondas, tambera
gracejando o rindo-se, dissc-lhe : isto impos-
sivel, se eu pretendo ganhar a eleigo, se esta
anda nossa, como hei de votar na sua chapa ? >
O Bt> Feitosa concluios: ser o que Deus qui-
zefy Trocaram-se esses ditos ero mero gra-
cejo e risadas. Fura desta oecasio o Dr. Epa-
rninondas nao fllou ninguem em ganhar elei-
co, e muto menos em ganhar todo olanse.
Debalde porm procurara de veras tornar odio-
so o nome do juiz de paz de S. Antonio : em-
quanlo porm esse juiz de paz nao sofrer algum
ataque que do entrada a algum substituto, "elle
nao aboiidunar a presidencia da eleigo, e man-
tera seu posto, guardada a restricta observancia
da lei, e do que 6 licito e honesto.
4o ponto, fequisiro de forra para comprimir
a liberdade de vol.
A forca rnmpareceo, nao para comprimir, mas
para garantir a lodos, a paz e ordem des traba-
mos. Este poni de aecusaco gcral todas
as freguezias : em oulra oecasio, que nos pore-
ceo mais opporluna, trataremos delle. Lina Ha-
mo-nos hoje a dizer. que houve causa jusla para
semellianlo reo.oisic.ao, e que a auloridadee au-
diencia do um juiz de paz, perante a niultido
electiva, deve ser lo respailada quanlo o quan-
do elie faz ronciliagao ou julga as pequeas de-
mandas. A nalureza diversa dos processns nao
aulorisa o fado de gritar-sefora o juit de paz,
nem d dircitode ameagar, e arrojar-se sobre a
meso para obriga-la a revogaj as suas decises,
por mais disparatadas que paregam. A forga reo
paro ev.iar insultos e injurias," como o chamar
do iurv Po tf/a,nlne, 'H^0 r03P0S'as '"" """mhro d mesa-fadrao de cavallos-a um
ri J "i! Ji i, VT\ enlena Para o Pe- I volante que elle suppoz. ou inspector de quar-
r.or tribunal da re agao, e pouco depois publica a : teiro. Se um merabro da mesa (o Sr. Jos Fran-
TPmJ!?!S'\0Cl. T :- cisco Carnciro) des-eo a emporcalhar-se com essa
, .tn_v'rlud011(,as decu.es do jury absokendo indignidade, o que nao praticariam os membros
ao reo Rufino Marques de Castro, da aecusacao da multido, onde se acha gente de todas as lo-
que Iho loi intentada, visto como conderonan- dolos c educago ? Logo tratariraos do que hou-
do-o no mximo do art. 257 do cod. crim., combi- ve por parte da multido
nado com o art 35 do mesmo cdigo, nao hou- A lula, ou antes competencia eleitoral, tea
ve fiagrante delicio, e nem aecusacao particular parado o cortserilrodo-sc em um ponto essencial-
(casos nicos em que taes crines, sao punidos e;a mesa da urna declso, e a multido quer
por tal foro da aleada do procedimento ex-o/fi- revoga-la immediaiamenle, mpo.ido o teu pen-
do) : mando se lhe passo o competente alvar sar. Ella nao tem esse diroilo ; a lei nao con-
^TAMS i C S 'aiXa n" ilp. pa- cedeo appellago instantnea para o povo. mas
gas as custas pela munic.pal.dode- Pica, porm, smenle O direito de reclamar respetosamente
suspenso lodo oslo procedimcnlo por ter cu op-
pellodo para o tribunal da relago nos termos do
art. 449, l. e 454 do referido regulamento.
Sala das sesses do jury, 13 deoutubro de
1860.Ilermogenes Scrates Tavares de Vascon-
cellos, juiz de direito interino da 2.a vara.
Sendo esle o 15. dia da 4.a sesso judiciaria, o
presidente do jury consullou ao irbuoa! se con-
viuha na prorogago da sesso por 2 dias, alien-
to o grande numero de reos presos, e o jury rejei-
lou a|proposta por 24 contra 14 volos.
s 4 horas da tardo, o juiz declarou encerrada
a 4 sesso judiciaria do leimo do Recife.
Communicados.
I le oes ,le Santo Antonio.
I
Nao obstante ser cousa sabida c systema an-
tigo, o adullerarem-se fados em pocas eleilo-
raes, julgamos de nosso dever dizer algumas pa-
lavras era favor da eleigo principiada o adioda
oa matriz de Santo Antonio.
Vejamos os pontos de aecusaco ou censura do
Bolelim liberal :
1., que a mesa tinha a firme resolugo de ne-
gar a identidade de votantes conhecidos e de ad-
mittir invisioeis.
Eo exacta esta asscverago : a mesa nao
admittioinvisivel algum, s rechcu cdulas elei.
loraes de quem era o proprio qualificado e devi-
damente conhecido. Esle facto prova-se eviden-
temente com o testemunho insuspeito dos adver-
sarios da maioria da mesa; que nao redamaram
nem impugnaram contra algum dos votantes que
entregaran) os seus votos. Pelo contrario, os dous
mpmbros dissidentes da mesa eram os primeiros a
derlarar que reconheciam a idenlidade dos votan-
tes, cujas cdulas foram recolhidaa urna. Nao
rotou uro nico homem que fosse dtividoso, ou
nao o proprio : isto urna rerdade confessada e
reconhenda por todos, em vista do assenliroento
dos ciuadus liberaos que liscalisaram o processo
.. rwnmi MFgra **v>l* "'..[.(
snjeilando-se lodaria as decises quo se proferi-
rem sobre as redaraacocs.
Se as resoluges da mesa nao forem justas, so
forem imraoraes, ou cynicas. ninguem lera diroi-
lo do punir immediolamenie a mesa, nem lo
pouco de pregar em alias rozesque o povo po-
de desconhecer o poder legal das mesas.Toes
proposiges sao nnarchicas, o subversivas : seus
effeilos chegam ot o ossassinato dos (acciona-
rios das mesas. Quem prega semelhante dou-
liina no meio do urna multido fanalisoda pelo
inleresse ou paixoes polticas, que quer ven-
cer aeleirao a lodo o transe, abomina a ordena,
e Iranquillidade nos trubalhus eleloraes, e nao
tem escrpulo de derramar o sangue dos pema ta-
buco nos.
Ora, nesle conflicto, entre a mesa quo cami-
nho, procede o julga com a lei, e a multido quo
se escuda na soberana super omnia ; a autori-
dade deve inlervir com a forga para proteger a
maioria legal, e conter em seus limites a maio-
ria confusa que so agglomera s mesas, com o
sequilo de curiosos, nao qualificados, meninos e
esludaules. Se a autoridade nao inlerviessn,
nao corresse em garanta de lodos, comiuelleria
um crime inqualificavel.
Nada mais diremos antes de concluida a elei-
co de S, Antonio. Escrevam quanto mentira,
bu inexaciido quiserem. Nos nos defendere-
mos ao depois.
O votante de S. Antonio.
A exogerago no Liberal Pernambucauo lo-
cou a meta do ridiculo.
Aquella gente, quando passada a efervescen-
cia das paixes, reledir sobre o que tem es-
coplo neslcs ullimos das, ha do correr-sede
vergonha.
Que papel triste e raesqunho esto represen-
tando na imprensa 1
Que idea far do bom senso dos Pernanabuca-
nos quem, fora daqui ler, quo por ler sido preso
um bachaiel, sem importancia poltica, eqie so
tornara criminoso ante a legislago do paiz, o
imperio todo correr o ritco de se abysmar en
um calaclysma mtionho, se por ventura tres
m\


WABIO DE PtRKJBMUCQ. SEXTA FEIRA H DE SFTEMRR!> DE tsw.
<1 i'S>'ni'; ar_;arlor's nao o acudissem com lodo o
peso de seu patriotismo ? !
Nao ser por ccrto com destemperos desla or-
den) que a gente do Liberal se acreditar na
opinio publica.
As licoes da experiencia moslrarao o caminho
errado que ella leva, c a obrigar a seguir o ca-
minho do justo e do honesto, se quizer con-
seguir alguma cousa no campo da poltica.
O celebre acrordao da rolarlo, publicado no
Liberal Pernambucano, vai dando pannos para
mancas, o espere o publico pelo requinte do ri-
diculo e do desfrute na sua analyse.
NVssc- accordao se disse que nao se pode deixar
e considerar illegal a ordem do Dr. chefe de
policio para ser dispersado o poto quando esla-
tam em exercicio do mais tagrado direilo.
Vejam, porm, os homens sensatos os seguin-
tes documentes officiaes, que uos foram forneci-
1856, notando que desla ve/ uao poJeraui con-
seguir o que pretendiam, e a opinio liberal
conssz.uiu fazer-se conheccr (palavras do bol-
letim).
Conclusao linuve invisiveis, as autoridades
fizeram o que J se sabe, e o Sr. capilo do porto
levo um procedimento como nunca ae viu I
No Poco da Panella (onde o Sr. bacharol Eli-
sio da Fonceca esleve e presenciou os (actos,
declarando por flm que o bolletim havia de cor-
rigir os engaos que tinha commellido acerca do
w
o (fue se nao livesse suceedtuo estara V. r..
u ipie so uav u>sse sutceuiuu esiaiu t. sr. sao ce amala. <- luilu isJu nao er ou com a aira coiHcienea tranquilla, e a sociedade sabedor, qu.t.do aosahirda .cuidarte me diriga I I UDI1C3C06S Q IMMlIflO.
desasravada-. i mairi? desagravada'.
Peco desculpa par haver roubado a- V. S. o
seu precios lempa, e consinta que lile apresen-
te os meas respe) los, e Ihe declare que remello
nesta dala urna copia da prsenle para o Otario
de Pernambuco
Cont que V. S., como caalheiro distincto,
apreciar a Importancia dos motivos que m
obrigam a collocar-me ao lado do lenle coro-
que ali se passou; venceram os conservadores nel Joao Yieira, e me desculpar e dignar-se-ha
transmitlir suas ordens ao
Patricio respeilador o menor rriado
Luis a" Albuquerque larlins Pereira.
cem grande maiora, sem fraude, sem com-
prosso. sem invisiveis etc. Entretanto la osla o
subdelegado Peres furioso, como fica qnem soffre
derrotas, persiguindo a (orto e a direilo, sendo!
ajudado pelo Sr. lente coronel Pires, que lem '
botado as mangas de fra, a ponto at de disig-
nar o lenle Vianna para commandar o desia-
do est s verdaJe, e se houvc ou nao confalo d0,a moral exige que esso offlcial seja elimina-
do povo com a forra publica. I nad" da rsca,n do servico !
Examinem bem. que ahi ha de andar o dedo
do chefe de polica e o do Sr. Fenelon, ou do
seu irmo, que o mesmo.
E assira que se escreve a historia !
O soldado Z.
conliecmenlo de V, S. as ocurrencias que li-
vcr-im lugar honlem junto malrlt de S. Jos
com a forra de cvallaria que ahi se acha collo-
c i 11 para garantir a (ranquillidade publica, o '
firo, summaria c fielmenio nos leemos se-
gnintcs :
Adiando-se, pela um.i hora da lardo de hon-
lem, a torea de estallarla ao mando do Sr. alfe-
res Joaqun) Velloso da Silveira, postada na Ira- '
vessa dos Martirios, leve ordem do subdelegado,'
fi cuja disposiro so achava. para arancar para o
pateo da matriz, aflm de fazer retirar o poro que soa3 da comarca do Bonito, onde exerci as fne-
se achara araolioado, e no proposito de invadir ces do promotor publico por mato de quatro
a igreja ; nesta occasiao, quando a forea ia des-| annos, consinta V. S. que nao obstante a distan-
Correspondencias.
Illm. Sr. Alteres Sebastiao Paes de Souza.
Parahyba 6 de Selembro de 1850.
.Vio pudendo ser eslrauho as co isas o as pes-
lllm. Sr. Dr. Luizd'Albuquerque Marlins Pereira.
Rocife, 13 de selembro de 1860.
Tive a dislinrla honra de reeeber o aulhogra-!
pho da presada caria de V. S. a mim dirigida.
firmada em 6 de selembro, a qual corre impres-!
sa no Diario de Pernambuco. Agradeco since-
ramente a maneira delicada com que sempre '
dignou-se tralar-me em sua apreciavel caria,
assim como a polidez e consi Jerncao de que
usou para comigo.
Sr. r. Marlins Pereira, desde que tive uso
de raso, que conservo a minha vida com regu-
laridade, vivendo all'.isla io de ludo quanlo lende
desentelligencias, desordens. e a qualquer
oulra cousa, que venha de cncDnlro ao genio or-
deiro e pacato, que tenho ; sendo para mim
objecto sagrado a vida particular de quilquer
liesgoa. Quando lancei mo da penna para es-
crever a minha correspondencia, nao me lern-
brei nessa occasiao se V. S. exista; assim como
a matriz da Boa-Vista-, arompnhaln- do algn?
collegas, para dar o meu vol. Em caminho I
declarou-se me, que co estar qualiftcado- eom o'
nome de Josquim, e como tal nao votara; mas-'
?ne, todaria consentir-me-hiain votar, ou eom o1
ilso nome de Joaquim. ou era lngar de meu ir- !
mo Antonio de Padua Hollanda Cavaleant,igual-
mente quRQcado, eom a condiro porm de en-
tregar en achapa do partido libenl !...
Scmelhaiile concesso pariindo de collegas,
que so devem presumir moralisado, reroliou-
tne !.... e enlao declarei-lhes que nem com o
uotio de Joaquim. e nem com o nome de meu
irmao volara e anda menos no partido que se
diz liberal, e que cora o meu verdadeiro nome
me apresenlaria para rotir no partido conserva-
dor I... e avancei a dzer que o meu voto havia
de ser aceito, tanto mais convicto, quanlo na
respera tinha sido informado da mu lucida e \ O Illm. Sr. r. Vicente Pereira do Reg.
Secretario,
acadmico Balbino de
Tbesoiireiro.
Tarquinio Braulio
ELEMJAO
da meza administrativa
que tem de reger a ir-
mandade acadmica de
N. S. do Bom Conseiho,
do anno de 1860 ao
anno.de 1861.
Juiz.
Observatorio do arseual de mannlia 13 de se-
lembro de 1860 ViKUAS Ji-sioa.
Edtaes.
conveniente arumeutaco prodnzd na mesma
inalriz pelo distincto e llluslrado substituto da
ficuldade a que perlenc.n. o Illm. Sr Dr. Bm-
deira, relativamente a um caso idntico,
que a meu favor tinha anda maiores
mentos.
sendo
argu-
filando, o povo fex-lbe frente pira nao deixar ir I ca em que eslou dos meus amigos d'alli, Ihe di- Sr- Dr. Gameiro, a quem nao conheco nem ao
a da lite com grande o tumulluoso alarido de
fura a cavalUria, o alteres com a maior pru-
denria empregou todos os meos para alr.ivessar
;i multido sem oftendo-la, mas sendo aggredido
com pedradas a ponto de ser fortementecontuso
ai um braco, quebrando-se a charlatera do
hombro direilo, mandn forrar a passagem, o
que eonseguio, como era do sen dever, sendo
cnlo obrigado a empregar j'lgumas eepaldeira-
das, em resultado do que, foi immedialamente
resl ibelecida a ordem, recolhendo se a forja ao
sen primitivo po*to, do qunl anda foi obrigado,
por ordem de V. S., a sabir para aquietar o povo
que toruou a araotinar-se, Dcando ao depois
apeada em frente da igreja. at que pelas cinco
horas da larde relirou quarteis Alm da con-
lusao |iie o dilo alteres receben, que o iuipossi-
Liliiou de montar boje a cavallo, tora ni contusos
o clarim Raymundo Rodrigues dos Ssntos, o ca-
bo de esquadra Belarmino Francisco Birbosa.e
ferido no rosto o soldado Norberto Luz dos San-
tos. Em ronseqnencia de laea oceurrencias loi a
f.r;.i augmentada, e por ordem superior assumi
o cummando dola.
Dos guarde a V. S. Recite, 9 de setembro de
l^ii).lilm. S.- Dr. Trislao de Alencar Araripe,
digno cinte de polica desta provincia.Manocl
Porfirio de Casiio e Araujo, capitao comman-
duntc.
" Em virlude da portara supra, certifico que
por ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica, que
ge achava na igreja de Trro, pelas qnatro horas
di tarde do da 8 do crreme, inlimei por tres
vezes em alia voz s pessoas que se a aliara m
agglomeradas e em motm no pateo do Torro, e
que j haviain resislido a forra pucliea e apedre-
jado ; mas nao cedenrto os amotiiiadores, e pelo
contrario augmentando cada vez mais a desor-
den), appareccra a forra de rarallaria,que posto
disse tambera apedrejada, eonseguio restable-
cer a ordem, embora 0:assam sempre essas pes-
Boas reunidas no mesmo paleo. E' o quinto me
cumpre certificar.
Recife, 10 do selembro de 186).O escrirSo,
Joo Suares da Fonseca Velloso.
i.' un lo um tribunal superior mostra tanta
precipitacao, na apreciado de fados passados a
nossas vistas, e comprorados rom documentos
o!!i iaes, o que se deve esperar de um jornal
parcial e redigido por rerdadeiros demago-
gos?
Dos d julzo quem nao o tem, ese amercio
a Pernambucanos,
Recite, 13 de selembro.
W.
Coiilra-liolctim.
IV
(13 Di: SETEIBRO, HORAS VO COSTCMeI
F.m lempo de guerra
Mentira como trra.
(Rife popular).
S ja-nos perrailtido comecar, dando urna cx-
u) ao Sr. Dr. Silvino Cavalcanti, que no
Diaria de hojo apparece qualifican-lo de falso e
calumnioso o que dissemos com relaco aos
acontecimeotoa do da 1) na S de Olin la".
Pondo de parle a candiira (nao diremos rude-
za] com que S. S se exprime, e que Ihe perdoa-
mos tanto por amor dos scus incommodos phy
picos e moraes, que nTi queremos agravar, como
tambem porque queremos flear com o direilo
salvo, de apreciar a pubticacao que uos promet?,
do molo que nos parecer conveniente, diremos
smente que o que dissomos foi fondado na com -
municacao ofTioul da mesa d'aquella fregueza a
presidencia, narrando os aconle.imentos. Nao
lomos essa com municacao, mas pessoa fidedigna
quea vio nos a-severa que a ex^osiciodos tactos
tanto abouam ao Sr. Dr. Silvino, quanlo coiipro-
initiiTii ao seu mano. Poderainos al Iranscre-
ver as expressdesdoofllcio, nessa parle, que nos
foram repelidas ; mas nao nosso proposito
exacerbar paixoes : antes, pelo contrario, o que
desejamos a paciflcaQao dos nimos.
Assim, pois, dado o mesmo caso, mas nao
concedido, de que nao baja cxaclidao no que
dissemos, nao ha calumnia ; porque de nossa
parle nao liouve proposito, nem m intencao.
Agora o boletim do orgao das liberdades cons-
tilu lonaes, que boje appareee radianle e al
cerio ponto coriez e grave, como deve ser mes-
mo um professor de direilo publico, ainda que
tenha de pregar principios mulo edigos, desen-
volver precelosde nossa consiiluro" inuilo co-
ulieeidos c observados, eslabelecer thesos Iaes
como esla, que n\> ha quem ignore, sem ser pre-
i [so recorrer a Garnicr Pags :.0 governo nao
nina enlidade superior le.
E quem foi que j disse o contrario? Quem
j proclamou que o direilo de votar nao invio-
lavel!
Os fados dizem, que em Pernambuco ha
sito violada a liberdade do vol.
Mas que fados ? A pris.io de dous ou tres in-
dividuos, que se distinguirn! entre os agita-
dores ?
O l.xberal mesmo, que alias suspeto para
apreciar devdamenle essas prises. quem nos
di/, n'um seu artigo de boje :
<< UomprehenJemos que se empreguem meos
para restabelecer a ordem : mas quando esses
mios recahem contra aquellos que puguam pela
liberdade do voto, d-senma presumprao (ainda
bem que smente urna presumprao) deque Iaes
ni'io- sao no sentido da compressao do voto.
Quem devp s-r o jniz da jusleza da applicaeao
dessesmeios ? Em que juizo, em taes circums-
tancias, deve-se confiar,no da auluridade, res-
ponsavel pela ordem e paz publica, obrigidi. so-
bre tudo, a manl-tos, e se-n inieresses directos
na eleiro, ou no de qualquer das parcialidades
contendoras, que leudo somonte por mira o Irium-
pho de sua causa, nao allende aos riscos e peri-
gOS que rava com repelidas imprudencias ?
Ora o Sr. chefe de polica, empregando os
ineios que o Liberal cornprehende, porm
den dous liberaes e um conservador, que pare-
cern)-Ihe no caso de sofTrer a applira^au de iaes
Rteios, c amearam prender nm oulro conserva-
dor na oeewio em que este entregava a sua lis-
ta, e quando j nao havia nenhum motivo.
Com que direilo, pois, julga-se urna das par-
cialidades autorizada a gritar que a auloridade
quer coagir o voto dos seus amigos, e por urna
simples presumprao, descarrie-se de lodas as
regras do jornalismo serio, como fez o Liberal
honlem
Nao mesmo o Liberal que boje ainda nos re-
pele, que em S. Jos o Sr. chefe de policiaulli-
mamonte, lem-se portado com moleraco. e
tem procurado acalmar os nimos, tanto'de um
tomo do outro lado ? Onde, pois, a prova dessa
inimisade rencorosa contra o partido liberal*
de.-se plano horrivel concebido na espelunca re-
rense ? ..
Entietanlo fotgaraos que o l.ibtval estoja boje
mais cordato, do que honlem, ejtjue por sua ln-
guajjem, e pelo dcsenvolvimenlo de suas theses
v dando argumento para defeza dus proprios
que pretende acensar.
Gi aras ao accordo da relarao; graras e mil
graras aos alli-metro* da situaban, p orgao das
liberdades coiislitucionaes prom'rHto entrar em
bom caminho, menos no que fr*'purameule bol-
lelim, ou noticia elcitoral.
De corlo ahi os bollelinistas claudiram sem-
pre. 0 conservadores fizeram a elei?o pela
qualifica^So antiga, com a quol j ganharam era
rija aprsenle com vistas de reparar corlas pro-
posteos de V. S. publicadas no irioe Pernam-
buco de 30 do mez passado.
I.i com toda atlenc&o necessara a narraro
que fez V, S. de urna entrevista entre o meu mili-
to prezado coilega e amigo, o ex juiz de direilo
dessa comarca o Sr. Dr. Manuel Correa Lima, e o
meu amigo o Sr. lente coronel Joo Viera de
Mello e Silva, ref.-r'uiJo V. S. que este quizera
apertar as guellas d'aquelle I 1...
Bedobrei ainda de alinelo quanlo li que V. S.
parece declararse apois no lestemunho do meu
particular amigo o reverendo vigario da fregue-
za de Caruar, padre Antonio Frei.e de Carva-
Iho, para garantir essa narrario.
Nao eslava { erdade, na cidade de Caruarii
quando sedeu otado desagradare! do lro dado na
casa em que resida o Dr. Correa Lima, e nem
poderia cu referir oque se passou se no liresse
sido informado poralgumas pessoas d'aquella ci-
da le e pelo proprio Sr. Dr. Correa Lima.
E' apoiado no lestemunho dessas pessoas, e
entre o de outras no do vigario de Caruar o Sr.
[adre Antonio Freir de Carralho, que posso as-
severar a V. S. que nao me conslou tivera o l-
enle coronel Joo Viera semelhantn procedi-
menlo acerca do qual nenhunia palavri ouvi do
Dr. Correa Lima.
V. S. deve saber que riri em inleira e com-
pleta harmona com o Dr. Corre i Lima, que eu
era promotor da comarca, e que se seinelhanle
fado se liresse dado, eu delle seria informado ;
sabe mais quaes asre1acoes.de amizade que nutri
eolio c nutro ainda com o Sr. padre vigario An-
tonio Freir Je Carralho.
Dadas essas relaces,
nal na comarca do Bunio n'aquella poca, se-
ria para eslranh.ir o procedimento do promotor
que deveudo saber da existencia de semelhanie
fulo se lornasse indifferente e deixassede cum-
[irir o seu dever. E mais cstruihavel seria o pro-
cedimento do Dr. Correa Lima em nao commu-
uicar a primeira auloridide da provincia o pro-
ccdimento do promotor que esquocia o cutnpri-
menlo de seu dever.
V. S. parece que se firma no lestemunho do
Sr. vigario Antonio Freir de Carralho, pois bem
eu posso affirmar a V.S.quo nunca ouvi nem ao
Sr. Dr. Coria Lima e menos ao Sr. vigario, que
o lente coronel Joo Viera liresse tentado
aportar as guellas do Dr. Correa Lima.
Posso afiancar ao Sr. Sebastiao Paes de Souza
que o Sr. lente coronel Joo Viera incapaz
de semelhanie aeco. O lente coronel Joo
Vieira poder (er lodos os defeitos. como homem
os seu i mais encarnizados inimigos nunca Ihe
aitribuiram a paternidado do ficto a que V. S.
se refere e que arredilo nao existe.
Almire-me de tudo me quanlo disse V. S.
nessa publicarlo ; pois quasi ludo para mim
cslranho, novo !
Sinlo ter necessidade de contrariar a V. S. a
menos Iradicionalmeule.
Chegando, pois, matriz enconlrei-me com o
Dr. Nabor, cuja auloridade em Iaes mateis nao
me era desconhecida, econsultei-o.
Respondeu-me este digno bacharel com loda
a cirrumspeccao, dizendo-me que era duviilosa
a aceilaco de meu vol pela dilficuldade de se
provar no momento a idenlidade da minha pes-
soa com a da pessoa qualiflcada. mas que nao
obstante apresentasse-me a mesa quando fosse
chamado aquelle nome (Joaquim Nepomuceno
Bezerra Cavalcanti"
O Illm. Sr.
Piuhciro.
Directora ge ral da instrueco
publica.
Faco saber aos nteressadqs que o Illm. Sr.
director geral interino, de cnnformidnde com as
insiruccoes de 11 de juuho de 1859, tem desig-
nado o da 26 do correle, pelas 10 horas da ma-
nha, para ter lugar o concurso s cadciras vagas
de instrueco elementar do 1 grao do sexo mas-
cnlino,mencionadas no edilal de 18 de julho. Sao
pois convidados os senhores que se arham ha-
bilitados na forma da lei a vir inscrever-sc e a
compurecer nesta reparltcao no referido da
hrra. Secretaria da instrueco publica de Per-
jnambuco II de setembro de 18600 secretario
Moraes interino, Salvador Henriquc de Albuquerque.
,..........- ...., e expozesse com preriso a
Entretanto li com ailencao a nleressanle car- I duvida ou a falsificarlo que havia a meu res-
e V. S., e vi do seu resumo, que a parte peito ; lequerendo que se proceJesse a una ve-
0 Illm. Sr. Dr. Tarquinio Branlio de Souza
Arnaraolho.
Procuradores.
Os Illms. Srs. acadmicos :
Joaquim Jos de Campos.
Barlholomeu Torquato de Souza c Silva,
Francisco de Paula e Silva.
Mauoel Francisco de Honorato.
Antonio Florentino Mndello.
Adjuntos.
Os Illms. Srs. acadmicos :
Francisco A minias da Cosa Barros.
Maaoel Joaquim dos Santos Palury.
Manuel Barbosa de Araujo.
Joo de Albuquerque Rodrigues.
Consistorio da irmandade acadmica de N. S.
EDIT4L
lo expontanea que V. S. loma pelo seu amigo I rifirar'ao na lisia da qualficaeo a ver se havia t, B'jm Co"Scllio, 12 de agosto de 1860.
oulr'ora inimigo) nao seguramente filtia da
amisade, que o mundo rivilisado e lgico tradnz
como verdadeira, mas sim filia da amisade ei.ei
Ton al...
Sr. Dr. Marlins Pereira, essa correspondencia
epistolar que V. S. ciicelou comigo, que em seu
nome nao tratei, por certo bastante desigual,
porque de um lado v-sc V. S., moco Ilustra-
do, que a muito lempo prosegue na carreira
Iliteraria, e assim continua sem n^nhuma in-
icrrupQo, e do oulro lado eslou eu, baldo de
intelligencia, que vivo sobrerarregado de nume-
roso trabalho, e que nao disponhn de recursos
intellectnaes, que sejam capazos de contender
'com V. S.. limitando-me apenas 6 reronhecer a
i minha insipiencia; maso publico sensato far
jusiiea a quem merecer
Empregou V. S. suas vistas em um ponto, que
pouco ou nada adianla, quando se refere a en-
| trovista do Sr. Joo Viera com o Sr. Dr. Correa
i Lima, visto que deixou o ponto capital da ques-
| lo, que o desfeche dos tiros, que geralmenle
se diz ler sido o Sr. Joao Vieira quem os maiidou
dar ; e parece fra de duvida que quem tem ins-
tiurlos lo ferinos, nao se recusar praticar o
acto de apertar as guellas de um doenle. V. S.
diz que o julga incapaz de praticar semelhanie
act mas eu o julgo cora copacidade para rnais.
no quarleiro da ra Velha algum oul'o ridadol
j que reunsse os cognomos de Nepomuceno Bo-
| zerra Cava'canti, porque a nao existir e a ser
j profisso e hfade d.: tal Joaquim Nepomnceoo as
; mesmas que tenho, poderla a mesa sliender-me
decidindo a duvida afora do meu li''re exercicio
| do direilo de vol. Fa/.endo eu sciente aos meus
collegas da resoluc.io em que eslava, deciliram-
se estes em uiscussoes a re3pcilo ; e mis diziam
em gracejo, que eu me chamiva Joaquim, e que
islo sustentaran! quando ea fosse vo'ar : oulros
ambem em gracejo, que eu eslava qualiftcado
com o meu verdadeiro nome de Joo na lisia dos
qualific idos, que se achava na mesa, e oulros
finalmente (os liberaes !) protestando contra o
meu voto, e suslent indo que eu nao podia abso-
lutamente votar, visto que a pessoa qualiflcada
eslava com o nome de Joaquim
e que se eu
i lenlasse o fazer elles me proclamaran! mvwi-
rel !.... Persuadido cu, que nao passasse islo
: de mro gracejo de collegas, nao liguej a mera
importancia e pers sii na resolucao tomada, com
loapoio de duas opinioes esclarecidas-, e que
: muito rcspeito.a do Dr. 1! n i i. o a uo bacha-
: re Nabor, ambas nao suspeitas poltica e pes-
! soalmrnle fallando, visla a integridade de prin-
cipios e in iependencia de carcter desles dous
senhores. Os meus collegas, porm, enlenderam
Quanlo a \. S. dizer que rireuem completa bar- j,n.r ir ,nais |ngP | bem d causa l(t/ica |
moma com o llluslrado Sr. Dr. ( orrea Lima, a e chegando-so aos ouvidos dos lumuituarioi do
ar. porm 6 tambera | partido liberal denunciaMm-me como inrurfrel
'lizendo-lhes que cu quera volar com o nome de
qualilicado!...........
Fez-se afinal a chamada do tal Joaquim Nepo-
etendo eu carador offi- i S3u'do, que depois dos tiros disparados na [orla
do Sr. Dr. Correa Lima, a cousa niudou de face, | Joaquim n nao me"achando
e enlre V. S. se den desbarmoiiia.
Sr. D'., eu lenho inteiro conliecmenlo da co-
marca do Bonito, e os tactos olli praticados nao
me sao eslranhos. Nada digo acerca do carcter
ollici.il de q lojfA'. S. Irala, porque cou3as ha em
que nao conrean tocar, i onfesso ingenuamente
ser reciproca a effeicao de V. S. para comigo e
assim ouso acoinellia-lo de que nao a ventile
certas questoes por que o resultado pode ser
bastante hostil e mullo desagradavel ; sendo pa-
ra crer, que V S. como intelligeute, probo e
pensador nao dexar perder-se o meu humilde
conseiho.
Diz V. S., que sent muito ver-so obrigado a
conlrariar-me Ah meu charo Dr., eu terei o du-
! po do seiilimento se V. S. nao aceitar o meu | O tumulto cresceu o prolongou-se, e a verli-
I conseiho! I... O porque deixo c no linleiro. geni das turbas parecen querer invadir o lugar
i Crcio que V. S. nao se exprimi bem quando diz do meu poni, e fazer de minha pessoa una pre-
I que entre mim e o Sr. Joo Vieira rai-se abrir Iza*, ou urna victima de partido !___
i um pleito, nao ; porque eu nao o julgo com falla Nessa especia de conrulsao tumultuaria foi
j de se.nso rommum, e s o f ir se o tirer perdido. I que o mru dislineto e digno prente o Dr. N ibdr
Sr. Dr., eu quando quiz mudar-mo d'aquella co- {a qnem linha eu delgado no corpa da igreja.
marca live o cuidado de mandar correr l'olhas e ronipendo as turbas, e proclamando a ordem.
I pedir ao delegado do termo, que atteslasse qual
a minha conduela civil e moral, e o mesmo exig
muceno Bezerra Caralranti, e nao apparecendo
votante algum deste nome, apresenlri-moa mesa
e comecei a minha oxposifdo. Se meus colle-
gas [o* amantes d*t causa publica, bem entendido)
proromperam ora gritos e roteras a pirdns mo
Unciros, a coja frente se acharan) entre oulros, o
rstenln medico liberal Dr. CaetanoXavier Perei-
ra de Brilo.o por tal forma tumolluaram a assem-
bla parochial que as rainhas rozes foram aba-
ladas, e nao pudeserlm ouvi lo pelo digno pre-
sidele dimesa, e pelos dous'dignos mesarios,
dos qnaes nicamente esperava urna delibcraqdu
iraparcial e urna decisao justa !
ELEICAO
da juiza, escrivaa c mor-
domas por devocao que
tcera de coadjuvar a
irmandaic acadmica
de N S. do Bom conse-
iho, no futuro anno de
I86H
Juiza.
A l'.xnia. Sra, baroneza de Guararapes.
Escrira.
A Exma. Sra. baroneza do l.ivramento.
Mordomas.
A Exma. Sra. do Exm Sr. desembargador Jero-
nymo Martiniano Figueira de Mello.
As Exilias. Sras. dos Illms. Srs. :
j Dr. Joan Caplslrano Randeira de Mello.
Dr. Jos Antonio de Figueiredo,
Dr. Hanoel do Nascmenlu Machado Portella.
Dr. Inuocencin Serafi-o de Assis Carvalho.
Dr. Joo de Souza Ramos.
Domingos dos Passos Miranda,
f.ommendador Manuel Cantillo Tires Falco.
Negociante Manuel Joaquim Ramos e Silva.
Hanoel Carneiro Lean.
As Exmas. Sras. Donas :
Thereza Calracanti de Albuquerque.
Mara Celestina Pies Brrelo.
Consistorio da irmandade acalemira de N. S.
do Bom Conseiho, 22 do agosto do 186'J.
Air:tiil^r:i.
Rendimentododia 1 a 12. 115.9908099
dem do da 13.......12.820157
128.81t)>2oG
>I >. i.ni'iiti! da alfamlo^ix
2'J
136
ralo pela Jo nleu R,!V- parodio, leudo esses atiestados na
quem tributo a (Te i -o e aqnem son 0
bondade com que* me Iratava, mas julgo-me I ioha asanle para que puder succeder.
obrigado a tomar parle ne.sse pleito que se vai Sr- .,)r Marlins Pereira. o sueco da
abrir entre V. S. o o tenenle carouel Joo Vieira ;
nao s por que o dever de amizde a islo me obri-
ga como anda por que nao posso c nem dero
consentir ralhao-so os meus inimigos do meu
silencio, para marcaren) a minha reputarn de
funecionario publico durante 0 quadiiennio que
exerci o cargo de promotor publico na comarca
do Bonito.
O Dr. Correa Lima homem cheio de bondade,
atlencioso, e bastante llluslrado, nao uza de ex-
presses avillantea, contra quem quer que seja ;
nao diz em face de outro, em sua casa, es um
prevaricador I
Nao, Sr. Sebastin Paes de Souza, o Dr. Cor-
rea Lima, liumcm de le, tinha recursos para
presada
cari de V. S a mim dirigida, a preparaco do
terreno eleiloral, para a futura pretengao'dc V.
S. ; em segundo observo que V. S. quer apro-
sentar-secomo um magistrado excepcional!/..
Meu Dr., permuta-me que Ihe falle com a fran-
queza da seriedade Eu acho pouco louvavel os-
le excepcionasmo, c principalmente na magis-
tratura 1 Basta que o poderoso juizo da opinio
publica julgue do nierecimento de eda um. V.
S. ja funccionoii niquella comarca, boje est to-
ra d'ella e s deve V. S. cuidar da sua futura !..
o supponho que V. S. inlelligente como pode
procurar oulro qualquer mtio de e
amigos a urna altura nunca visla. Tive muito
cuidado quando escrevi a mluha correspondencia
extirpar as preraricaedes e punir os prevaricado- cm "l0 tocar no nome de pessoas que nunca me
res. E o homem de le nao usa de expresses
Iaes nao diz a quem quer que seja O Sr.
est lo corrompido em prerartcaces que o nao
suporto mais !
E' rerdadeque o D.-. Correa Lima obieve ad-
toissao do cargo policial que era occupaln pelo
lente coronel Joo Vieira. ainda verdade que
eonseguio nao fosse elle incluido as novas no-
meacoes para os cargos de supplenles do juiz
municipal ; mais verdade que o Dr. Correa
Lima instaurou processo por criroe de responsa-
bilidad!' contra o lenle coronel Jo.lo Vieira ;
mas lambeni verdade que o processo nao con-
linuou durante lodo o lempo em que o Dr. Cor-
rea Lima eslevc no exercicio da vara de direilo,
por se haver elle nveibado de suspeilo, e que
leudo eu de funeconar em dilo processo, quan-
do era juiz de direilo o digno magistrado Dr.
Pedro Camello Pessoa, del meu parecer, se-
gundo pens firmado as proscripcoes de direilo,
no seniido de ser julgado improcedenle o pro-
cedimento a ex-officio contra o Iciienlo coronel
Joo Vieira.
Sinlo que nao trouxesse para esta provincia
alguns apontamenlos que ["OSSiio, entre os quaes1
deve existir a copia dessa piomogiio, para trans-j
crcve-la aqu ; mas deixo-a ao apreco dos en-
tendidos que a lverera de ler o ao do'magistra-
do que tinha de dar an lamento a esse processo.
Nao sei qual o motivo que tere V. S. para de
semelhanie maneira apreseniar-se em publico o
offerecer o lenle coronel Joo Viera ao es-
carneo dos homens honestos, chamando contra
elle a attenro dis autoridades ; deve ser valioso
lalvcz. mas eu o ignoro e nao posso atinar qual
seja.
Quizera estar nessa provincia, para procurar
\ S. e oricnta-lo acorra de todos esses fados
que refere, dessas minudeneias de semelhanca
de cartuxame adiada em casa do ex-delegndo
Joo Vieira, com os fragmentos encontrados de-
pois do lro, quizera derlarar-lhe que este re-
cebeu a portara de dimisso das depois do fac-
i do liro na occasiao em que se preparava para
dirigir-se a essa capital; quizera dizer-lhe que
s em casa do ex-delegado se encontrou armas e
munico, c nao as casas de residencia do ir-
mo do lenle coronel Joo Viera e Sr. capitao
Antonio Vctor da Silva Vieira, e nem na de seu
digno pai o Sr. Jos Pedro da Silva; quisera di-
zer cm (im a V. S. que essas armas nao foram
entregues antes de seren encontradas, por que
como refer, recebeu o lente coronel a portara
de dimisso, quando eslava preparado para se-
guir a essa capital.
Nola Sr. Sebaslio Paes de Souza, que o Dr.
Correa Lima que bra mereca toda confianza
do Exra Sr. ,I)r. Taques", inclua na proposts
para os cargos, de supplenles do juiz municipal
ao capitao Antonio Vctor, ao passo qoe exclua
ao tenenle coronel Joo Vieira ; por cerlo que o
Dr. Correa Lirfi^ tinha o capitao Vctor em boa
conla e elle a merece.
Posso lanibem afianzar ao Sr. Sebastiao Paes
de Souza que quanlo ao fado do assassinalo do
infeliz major Joo Guilherme de Azevedo, aos
rmos desie, que me honram com sua amizade,
nunca Ibes ouvi urna palavra sequer que indi-
c.nsse, livesse o tenenle coronel Joo Vieira to-
mado paite quer directa, quer indirecta nesse as-
sassinalo. O Sr. Sebastin Paes de Souza deve
saber qnanlos foram os individuos sos quaes se
aitribuio essa nrnrle, eleve lembrnr-se que todos
quetinham de fnneciouar como juiz formalorda
culpa eram envolvidos no processo como man-
dantes, pelo dize das testemunhas.
E' bem sensivel que aquellos aos quaes cum-
pria o imprescriptivel derer de exercerem a vin-
dicta publica contra os verdadeiros criminosos
se livessem dexado emmaranbar r.esse-*dizcm
defendeu com lodo o rigor o direilo que linha
a meza, e nao o tumulto de decidir a
I que.slo !......
O delegado o Sr Dr. Penna, inlerpoz digna -
i mente e com promptido a sua auloridade cnica
la prelenrao das turbas tumultuaras, de decid-
I rom a queslo; e garantida assim a liberdade
I de lodos os membros da meza decidi esta pru-
denlee imparcalmenle contra mira, valo como
I os senhores liberaos qualiflcadores, haviam me
dado a profisso de artista, na li*ia dequalifica-
cao, sendo de notarque o Sr.Oecio de Aquino Fon -
seca, fra o primeiro a dizer, que o quaficado
Joaquim, era arlisla.
Ao querer sabir vi-me amearadode nm grande
perigo. e por cerlo que alm "dos insultos que
evar sous|SOB*ri de palavras, loria sido nffendido em minha
pessoa, se o mesmo Dr. Nabr a ompanh.ido de
alguns moros e cidadaos distinctos e morigera-
dos,me nao Viesscm ao encontr,e me nao condu-
zissem pelo braco al tora da igreja onde alguns
dos meus collegas enlenderam ainda que me
doviam cxpr a odiosida le publica !
Pro tira agora o publico o scu julgamento
acerca do meu desojo de exercer livremente um
direilo, e da defeza que o Dr. Nabr preslou a
meza parochial o a minha pessoa, e deste proce-
dimento dos meus collegas e digam-me quem
mais justamente merece ser censurado?
Respondao Liberal Pernambucano, pelo seu
Vulura.es entrados com fa/.endas
com gneros .
Volumes sahidos com fazendas .
> com gneros .
ofienierara e seria urna grande indscrico da
minha parle se o liresse eito Os meus "docu-
mentos que leuho de olTerece,- a consideraro do
respeitavel publico, j esto cm meu poder e
breve V. S. os lem de ler.
Entretanto nao tendo cu tocado nos nomes de
Vs. Sa., o Sr. Dr. Gameiro, e o Sr. capitao An-
tonio Vctor da Silva Vieira, acho prudente que
V. S. pense bem e nao me provoque Se eu li-
vesse fallado no nome do Sr. capitao Vctor, ma-
no do Sr. Joo Vieira era para fazer-lhe justiea e i Correspondente0 Invivel
------130
112
820
------932
Descarregam hojell de setembro.
Brigue inglezEagleobjeclos pata a estrada de
ferro.
Brigue inglezDantbiralbo.
Brigue inglezMarchantemercaduras.
Brigue inglezMeaestrelferros.
Barca inglczaPalm albasarrio.
Barca inglczaTrllenlo b.icalho.
Barca inglczaBerlhmen-adorias.
Polaca bepanholaNova Carlotapipas c Lar-
ris de vinho.
Consulado geralt
Itendirnenlo dodia 1 a 12. 4:219*340
dem do dia 13.......1:135743
r-355)083
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a 12. .
(dem do di a 13.......
206.158
lb'.lO
3513062
dizer que sempro o reconbeci como um moco
distincto, probo e honesto. Sobre o que disse
V. S. quando tratou dos juizes que funccionararn
no processo do infeliz Guilherme c que o dizem
das testemunhas sempre locaran] nos juizes, per-
do !
O finado Dr. Ha noel Rodrigues Tinheiro foi o
juiz que mais funecionou ueste processo e sup-
ponho que no nomo d'elle nao tocaran). Sr. Dr.,
eu julgo que bel de encontrar opinioes de ho-
mens muito dislinclos para nos julgarem e entre
Recife, 13 de setembro de 186').
Jootiepomuceno Bezerra Cavalcanti
Srs. redactores.Com quanlo esteja eu con-
vencido que os louvores dados' A homens vir-
tuosos nao sirvam sanio para os ferir no seu mi-
lndre; toaavis, urna f.irra ocrulla, insta do meu
corarn me obriga a recorrer ao seu estimavel
Diario afirn de convidar a humanidade, para com-
migo erigir um tropho de gloria, em honra dos
oulros o Ilustre Sr. Dr. Chrislovo Xavier Lopes, Illms. Srs. Ors. Jos Joaquim de Moraes Sar-
qne tem inteiro conliecmenlo de ludo quanlo se ment; Luciano do Moraes Sarment, e J s
ha passado naquella comarca do Bonilo. Alerte Francisco Pinto. Sei que vou de encontr aus
os seos trabalhadores meu Dr., e nao entre nos desejos dos IUms. Srs. Drs. porm Srs. redado-
negocios de urna pessoa que tem consciencii de res, como hei de deixar as trovas do esqueei-
Despaclaos rie oxportaco pela me-
sa rio consiliario riesta ciriarie n .
dia 13 le setembro de 18ti!>
PhiladelphlaBarca americana Unio, M. Aus-
tim & C, 300 saceos assucar mascavato.
LisboaBarca porlvgueza Gritido, C Noguei-
ra & C 100 cixos de sicupra.
Liverpool Rrigue inglez Odom, J. Ryder &
C, 122 Mecas algo lo ; S. Mellors & C., 349
saccas algodo.
Receberioria le renilas internas
geraes le Pernambuco
Itendimento dodia 1 a 12. 8:10G22r.
[dora do da 13....... 1:2139379
9:351-005
Consulado provincial
nunca o ter ofiendido.
Aqu termin a minha iraca narrarn e confio no
seu sublime modo de pensar que nao me dar o
inrommodo de responder-lhe segunda. Esla vai
impressa do Diario de Pernambuco e o aulogra-
pho vai As mos de V. S com a mesma fidelida-
de com que V. S! se houve para comigo. Apr-
ntenlo ; urna das inris monstruosas operaroes da
Ulna que acabam de fazer estes tres filbos do
grande llippocrates? Nao, nao pode ser. To-
nhara paciencia os Illms. Srs. Drs. que nao s
por este Diario, como por meo de minha traca
voz hei de incessanleinenlc render-lhes meus
louvores. Meu presido lio Joao Cordeiro Caval-
veilo a occasiao para srk.uiiiicar-lhe que os meus conti Giiahy soffrendo a mais de doze anuos d
.,r..i.,.-(.. a.. ..;.!__-;_ ___.:,. ._______ I ~.i.__i -.
protestos de consideraro e respnlo para com
V. S. sao os meamos, e qualquer palavra menos
digna que por acaso me lenba escapado do bico
da penna, V. S. as inleiprelar com a lealdadc
que costumn usar para com lodos. De V. S. sin-
cero repeitador e obrigado criado,
Sebastiao Paes de Souia.
retences de urina deliberou-se a vir a esla pra-
ca, e sugeitar-se aos conhecimentos theurapeu-
licos depois da decisode um medico, foi este o
Illm. Sr. Dr. Jos Joaquim Moraes Srmenlo, o
de opiniao que s por meio de urna operaro c-
rurgica se poderia salvar, visto a gravidade do
mal. No dia desanove de julho do corenle anno;
em rasa do Illm. Sr. Antonio Ramos em quem
meu lio encontrou os disvelos do mais carinhoso
pai, e amigo e da mais amante, e disvelada mi
$Srs, redactores.y~ao rae lendo habituado a
mentir para defender-rne, nem adulterar a ver-
dade para aecusar os meus inimigos, ou sempre em l0(,a s"1" excellcnlissiina familia se ajuntaram
adversarios ooliticos, jamis consentirei que passo os 'res santelmos de meu lio abaixo de Dos,
desapercebida a calumniosa correspondencia que j depois de preparados analomicamenle tomaram
publicou o Liberal Pernambucano de honlem s"3f posicoes, sendo designado para operador o
(12 de selembro) com assignalura e talvez a res-
pansabilidade do invisivel ; na qual se me pro-
c.urou ferir e ao meu distincto prente e amigo,
Dr. Nabor Carneiro Bezerra Cavalcanti.
Narrare, pois, lielmenle o fado a que alinde o
tal correspondente com todas as circumslancias
que motivaran) o grande tumulto, a que fui ex-
posto no dia 11 do torrente no corpo da matriz
da Boa-Vista, por alguns dos meus proprios e
condignos collegas, nos quaes aproveilo a oppor-
tunidade para agradecer o bom tralamenlo ram
que se dignararn dar proras de bom o morigera-
dos irmos de faculdade, cojos nomes por amor
de classe me cumpre calar Vangloriem-se clles
enlre si com o digno procedimento para comigo
havido I...
Eis o fado :
muito hbil, e conhecido Illm. Sr. cirurgio Jos
. Francisco Pinto, que. com a mais admiraveldo-
I licadeza exlrahio urna pedra intacta, maior que
j um ovo, com o peso do quarla, ou mais!.. Cuja
, pedra se acha em poder de meu caro pai no en-
! genho Macaxeir-i de Ilamarac mandado por meu
lio
Faz um mez e vinle e cinco dias que esla ope-
raro se fez, fui della lestemunha occular, e te-
nho sido assisieute de meu lio em seu curativo.
Ainda mais dignos se mostraran) os Illms. Srs.
Drs Sarment, e Piulo pela assiduidade de suas
vizilas a meu lio, e pelos injustos elogios quo
me do, pois nada mais tenho feilo do que o de-
ver de um sobrinbo para um lio: amigo, meu c
de meu pai- Muflo agradeci ao Illm. Sr. cirur-
gio Pinto lama prova de bondade para commi-
Sendo eu emancipado por lei e tendo no prin-'go, c meu lio, daudo-me a conhecer que eu Iho
cipio docorrente anno dado o meu nome e os! sou merecedor de sua smpathia, confesso que o
dos meus companheiros de casa an inspector de
quarleiro da ra Velha da fregueza da Boa-i
Vista, onde morava. considerei-me desde logo |
qualilicado volante da mesma freguezae en-
tend nao se me poder legal e honestamente lo-
Iher o livro exercicio do meu direilo de voto.
A bem contienda liberdade, porm dos quali-
Ocadores de volantes lrres deparando com o meu
sobrenome de familia Bezerra Cavalcanti, en-
tendeu que eu deria ser thtriri'e Irocando-me o
rerdadeiro nome de Joao pelo falso de Joaquim,
e a minha applicaeao de estudanle pela profis-
no mcreco e que s de urna alma grande pode-
ria partir tanta bondade.
Crea o Illm. Sr. cirurgio Pinto que Ihe sou
assazmenle grato e em recompensa de sua deli-
cadeza para commigo pe^o-lhe que roe contem-
ple no rol dos seus criados. Queiram Srs. redacto-
res publicar estas toscas linlus do seu atiento
venerador e obrigado.
Pedro Francisco Cordeiro Cavalcanti.
Recife 13 de selembro de 1860.
Itendimento do dia 1 a 12.
i lem do dia 13. .
8:5795537
34:5699189
43149S076
A meza parochial da fregueza
do S Sacramento do bairro
de S. Antonio da cidade do
Recife.
Faz saber a todos os cidados qualificados vo-
lantes desla fregueza, que em virlude da suspen-
so dos Irahilhns eleiloraes ordenada por cousa
dos tumultos e desordens que houveram hoje
dentro da Matriz, e impostan que pretendiam fa-
zer parle do povo, de sua opinio, sobre as reso-
luces tomadas pela mesma meza, cuja excrucSo
e observancia impedan por todos os meos; tem
designado o dia 17 do correnle pelas 9 horas
inanlia pira continuarn dos iiiesmos tiabalhns
eleiloraes. E por isso assim o manda nnimnciar
pelo presente edilal, que dever ser publicado
pela imprensa, e aflixado em lodos os lugares qm
for-m convenientes. Recite 8 de Selembro de
1660. Eu Joaquim da Silva Reg, escrivoque
o escrevi.
Antonio F.paminondas de Mello.
juiz de paz, presidente da mea.
Camilla A. Ferreira da Silva.
membro Si cretario.
ilarcalino dos Santos Pinheiro.
membro da meza.
Pelo rommando das armas se faz publico
o ofTicio abaixo transcripto, para que do seu con-
leudo lenha sciencia o interessado.
Ia secrSo.Quariel general do exercilo na crtr-
te, 80 de agosto de 1860 Illm. Sr.Hivendo
Nicacio Jos da Silva pedido perdo da deserrait
que diz ler comn.eltido cm 1816. foi declara'do
cm aviso do ministerio da guerra de 14 do cr-
renle mez, que, se o snpplicanle aproveilondo-
se do indulto concedido aos desertores se opre-
sentar auloridade competente, e depois reque-
rer baixa do servir provando os motivos que ora
allega, enlc o go'erno imperial tomar sua pre-
lenrao na consideraro que merecer: o que s.
Exc o Sr. lenle general baro do Suruhy aju-
danle general do exercilo, manda conunonicar a
V. S. aliii de que Ih'o faga constar no caso de
existir nessa provincia esse individuo.
Dos guarde a V. S. Illm. Sr. coronel Jos An-
tonio da Fonseca Galvo, conimandaule das ar-
mas na provincia de Pernambuco.
Frederico Carneiro de Campos, coronel depu-
lado interino do ajudanle general.
O major secretario.Francisco Camello Pessoa
l.acerda.
O Dr. Anselmo Francisco Percll, commendador
da imperial ordem da llosa e da deChristo, e
juiz de direilo especial do commeroio desla ci-
dade do Recite de Pernambuco c seu termo,
por S. M. I. eC, que D-us guarde ele.
Fajo saber aos que o prsenle edilal virem, e
delle noticia liverem, em como no dia 2U de se-
lembro do correte anno, se ha de arrmia'ar em
praca publica deste juizo e sala dos auditorios,
o bens seguinles :
Dma meia rommda, fallando duas gavetas, no
valor de 8} rs.
Doze cadeiras com assenlo de palhinha por
12j rs
Seis ditas quebradas sem valor.
Urna marquesa por la rs.
Lima mesa pequea por 49 rs.
Uma dila grande por 6-3 l'.
Um loucador por 3 rs.
Um cabido por 15 rs.
lira quadro por 320 rs.
Treze pires por lj rs.
Del copos por 1^ rs.
Cinco talas vastas por 400 rs.
Doze c.ir'as de traques por 9(>0 rs.
Onze latas rom saidinhas de Nanles por 2j i.
Setenta e quatro garrafas vasios por 1jj480.
Dezaseis frascos vasios por 610 rs.
Uma baria de folha por 400 rs.
Doze colheres de metal por 1g rs.
Dezaseis garrafas rasias por 320 rs.
Urna barrica com garrafas vastas por 1j) rs.
Duas colheres de piala baixa por 2> rs.
Duas nota; proRiissorias di- Caetano de Mallos
Simes, passada a 3 de julho de 1855, 6 mezes,
da quanli.i de 50$ cala urna, por 508.
I un una de Aulonio Joaquim de Lima, pas-
sada a 27 de julho de 1853, da quantta de ris
1303620, por tr3tO.
Uma dila de Joo Leite do R-'go Sampaio, pas-
sada em 9 de malo de 1851, 6 uiezcs, da quan-
lia de loo? rs., por 50 rs.
Urna dita de Lu/. Comes Torres, passada a 9
de oulnbro de 1851, 6 mezes, da quaulia de
98JJ380, por 40J rs.
Tros ditas de Jernimo Manuel de Jess, pas-
saJa a 17 de fevereiro de 1819, 3, 6 e 9 mezes,
da quantta de 77-;200 cada urna, por 60;>rs.
Os quaes bens sao perencentes a Jos Dias da
Silva Cardeal e rio praija por execuro que Ihe
encaminhi Domingos Jos da Conha Lages, eno
havendo lanrador, que cubra o preco da avalia-
ro ser a arrematadlo frita pelo prero da adju-
dicacao com o abate da lei.
E para chegar ao ronhccimento de lodos nian-
dei passar ediiaes que sern publicados pela ira-
prrnsa e affixados nos lugares do costme.
Cidade do Recife de 31 de goslo de 1860, 39.
da independencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivo o subscrevi.
4nscImo Francisco Perelti.
MoYJm^ato do porto
Navio entrados no dia 13.
Sidney90 dias, galera americana Black Sea, de
791* toneladas, capitao D. Cal. euuipagom 22,
carga azeite de peixe ; ao capitao. Veio re-
frescar e segoio para New Bedford.
Terra Nova35 dias, barca inglcza Miranda, de
314 toneladas, capitao J. W. Symons, equipa-
gem 15, carga 3.206 barricas com bacalho ; a
Johnslon Paler & C.
Baha6 dias, brigue nacional ifarinho III, de
340 toneladas, capitao Jos Mara Alfonso Aires
Racellar, equioagem 15, carga assucar e lastro ;
a Amorim & Irmo.
Varios sahidos no mesmo da.
Lisboapatacho porluguez Jareo, capitao J li.
C. Sobrinlm, carga varios gneros.
Asshiato brasileiro Beberibe, capilo Rernar-
dino Jos Bandeira, carga varios gneros.
* * ce 01 -o. a, B Boras 1
* w w ir: -i c V. 1 c VI VI F5 Atmosphera. e Or IX te a >
Uirecco. < K Z H O -i s: te o es 11 V.
ft V a (A O Intensidade 1 o S -i r. er
r l OS OS 3 OS cu o Centgrado. te O 5 r^
?O ce CD a o o t Reavmvr. C
oc s 03 -4 es ~1 . Fahrenheit s
- co -4 ce o -1 ti en ce Hygrometro.
w -i =i -4 CJ co o 00 Barmetro. 1
A noile clara com alguns ncvoeiros e aguace-
ros, vento SE, veio para o terral e assim ama-
nheceu.
OSCILLAQAO Da MARK.
Baixaraar as 7 h 18' da manhn, altura 1.0 p.
Premar a 1 h 30' da tarde, altura 6.57 p
Deeiaraces.
A junta alminislraliva da irn.audade da
sania casa da misericordia do Recite, manda fa-
zer publico que esto de mez os senhores mordo-
mos r. Manoel Ferreira da Silva, no hospital de
caridade ; commendador Joo Pinto de Leraos
Jnior, no hospital dos lazaros ; e Dr. Amonio
llorrnlauo de Souza Bandeira, na casa dos cx-
postos.
Secretaria da sinla casa de misericordia do
Recite 12 de setembro d-^ 1860.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cuusseiro.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
col idas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
Pela capitana do Porto se fazem publico os
avisos abaixo, das atteraces que na proxim es-
tacan se porao em execugSu nos pharoea e bali-
sas da costa da Franca, conforme indicara os
mesmos avisos. Capitana do porto de Pernam-
buco 4 de selembro de 1860.O secretario,
J. P. Brrelo de Mello Reg
Consulado de Franca
Em Peruaiubuco.
Ministerio da agricultura do comnier-
cio e das obras publicas.
Pbarcs e ili/as.
AVISOAOSNAVEGANTES.
Muitas modiRcB{6es sero inlroduzidas na llu-
minaQo das rostas de Franca, no principio da bo-
eslacao, e desde hoje crfi-se deirer informar del-
tas os naveganles Annunciar-se-ha ulteriormen-
te, e em prazo curio, a poca precisa em que cao
da um dos novos fog6s for posto em aclmdade.
Illuminaco da Gironle.
0 fogo lixo da ponfa da Coub'ra sera installada


{
MARIO PE PERP.MfBUCft. SEXTa'FERA 14 DE SETEMBRO DE 1S6.
1)0 cunie do andamie de mailcira, actualmente em
eonstrucgo peilo deste pharol, e o scu alcance
elevar-se-ha a 15 milhas.
A inlensidade dos fogos do penhaeco (de la Fa-
laise) o da Terra Negra (Terre Negre) ser dupli-
cada na directo que ellos signalam.
O fogo tlxo da ponta de Grave ser substituido
por um fogo do mesmo carcter, porra de 15 mi-
has de alcance, que ser insta I Indo no cu me da
torre, actualmente em coustrueco a 320 metros
no S. S. O. do pharolete actual.
0 pharol (luctuante de Fallis ser transporta-
do a 600 metros pouco mais 011 menos para o N.
N. O. da posi^o que elle oceupa hoje, e o seu
brilho ser augmentado.
Um pharol flucluanle de fogo lixo branco, de
10 milhas de alcance, ser ancorado pelo Icrea
da torre de By.
Urna terceira luz flucluanle de fogo flxo bran-
co, de 9 milhas de alcance, ser ancorado provi-
soriamente abaixo da Marechale pelo travs de
Mapon.
Um fogo flxo branco de 13 milhas de alcance se-
r acceso no nmne do andnime de madeira actual-
mente em consirucc,o sobre a exlremidade norte
da ilha de Paliras.
Emfim um pequeo fogo Gxo branco de 3 mi-
lhas de alcance ser acceso cima do Panillac, pa-
ra signalar a origem do fundeadouro desdo nome
Quando todos estes fogos forera accesos, os na-
vegantes que quizerein entrar de noite na Giron-
de e chegar ao ancorsdor de Panillac, devero
conformar-se com as indicbaos seguintes :
Depois de terem recouhecilo sua posico, por
obserraces nuticas referidas aospharoesda tor-
re de Cordouan c da Coubre.collocar-se-ho sobre
a linha que projecla o fogo flxo branco da torre de
Terra negro (Terre negre) o o fozo alternativamen-
te branco e vermelho de Pontaillac e alii se man-
tero al que tenham chegado ao sul verdadei-
ro do pharol da Coubre. Ellos devero entao mu-
dar de rumo e fuer proa sobre o pharol de Cor-
douan ateo momento em que o fogo vermelho do
penhasco (de la FalaiscJ so mostrar sobre a mes-
illa vertical que o deTorra-negra e seguir a di-
reccao indicada por estes fogos at oncontrar-se
com a dos fogos fixos vermelho de S. Georg-s e
das dunas de Suzac. Ditigir-se-ho emo sobre
estes dous fogos e guiar-se-hao dopois successiva-
monte sobre os alinhanienlos seguintes:
O fogo liso de Bichara visto polo pharol fluc-
luanle de Fallis; o pharol a fogo flxo brinco da
ponta de Grave, visto pelo pharol tintinante de
Fallis; o pharol a fogo tiso branco da ilha de
Patiras, visto pelo flucluanle de Mopon ; o fogo
llucluanle da torre de By, visto pelo fogo fluctan -
te de Ha por.
Se os fogos de Sao Georgos e das dunas de Su-
zac achareiu-se encubertes pela cerraco, os na-
vegantes reconhecero, avistando o" pharol de
Corduan, o poni onde deven) abandonar a linio
dos fogos do Penhasco (de la Falaise) e de Torra-
negra, logo que avistassem o fogo de Cordouan
claramente colorido de vermelho deveriam fazer
proa ao S. E. 1[2 E. verdadeiro manlondo-se na
zona vermolhn desle pharol al avistaren) os fo-
gos de Tallis e de Richard, um pelo nutro.
Illuminacao ds proximidades de Perros.
[Costas do norte.)
Cinco novos fogos sern prximamente accesos
durante todas as nuiles as proximidades do an-
coradouro de Porros,
Um fogo (xo vermelho de 5 milhas d'aloance
ser acceso sobre a ponta de Ploumanach a en-
trada do pequeo porto deste nome.
Dous fogos tixos brancos signatario a directo
do canal occidental do ancoradouro de Perros,
serao estabelecidos um porto da ponte do Nanlo-
nar, o oulro a 685 metros do distancia no S. E.
sobre urna lorrinha recntenteme contruida pr-
ximo da fazt-nda de Korgoar.
A direccao do canal oriental soca igualmente
signalada por dous fogos fixos brancos, allumia-
dos, um a 100 metros atrs do signa! de madeira
que serve actualmente de balisa de lia, o outro
porto do iDoinho de Kcrprigcnl c 2865 metros ao
S. O. do primeiro.
Os navegantes qnc quizerem entrar no porto de
Perros pelo canal occidental devero deixar o
alinhamonto indicado pelos fogos do Nanlooar e
de Keijean, um pouco antes de ver um pelo ou-
tro os fogos do moinho de Kerprigenl, e seguir
entao a direccao dada por osles ltimos fogos.
llluminaco das proximidades de Brhal.
[Costas do nore.)
Dous fogos fixos vermelhos serlo d'aqui a pou-
co accesos durante todas as noilos, sobre a ilha
de Brhal. Elles dae um alinhamonto passan-
do pela Iloraino. Ser entao fcil do evitar esto
perigo por mi io de observaeo sobre o pharol dos
Meaux de Brhal, um desles dous fogos ser ins-
lallado sobre a ponta do Paon (Pavoo] e illumi-
nar todo o horisonte. O outro ser assenlado
no cume da lorrinha rocenteraenle construida so-
bre a planura de Rosedo c s Iluminar um es-
paco angnlar de 20" pouco mais ou menos,
llluiniuaco da entrada do porto do Trouville.
(Calvados.)
A exlremidade do dique oriental do porto de
Trouville ser prximamente signalado por um
pequeo fogo lixo verde de 2 milhas d'alcance.
Illumiuaco da entrada do porto de Cetle.
[Herauth.)
O pharol novamente construido sobr a ponte
Sao I.uiz a entrada de porto de Cetle, ser posto
em actividale d'aqui ha poucos mozos. Elle con-
sistir em um fogo lixo branco de 15 milhas de
alcance. O pharol actual de Sao Luiz ser sup-
primido na mesma poca.
O mappa retro faz conhecer por ordem de la -
liiudes, as posicoes geographicas as alturas e os
alcances dos novos logos, referidos ao meridiano
de Pars.
ferruca {ao de uapaclOade profesional dentro do
praso de seis mezes, marcado no editel de 15 de
oulubro doanno passado ; devendo cada um dos
referidos professores o profcssora'recolher a thc-
souraria da fazeitda provincial a mencionada
quanlia Jo cincuenta mil ris, dentro do praso
de trinta diascontados da-data desta ; lindo o
qnal sero as mesmas multas cobradas excesi-
vamente, como se pralica, com a divida activa
provincial proveniente dos impostes.
Jos Hoare* de Axeaedo
Director geral interino.
Professores e professoras a que se refere a por
laria supra :
Antonio Ignaoio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Bernardinodo Souza Peixe
Joo Jos Vieira de Barros
Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
Joao Augusto de Vasconcello Leito
Vito Antunie do Sacramento Pessoa
Padre Manoel Adriano de Albnquerque Mello
Victorino Antonio Marlins
1 Padre Joaquim Jos de Parias
Joaquim Jos Balmacedo '
! Francisco Jos das Chagas
Manoel Jos do Parias Synes
Manoel Francisco Pereira
; Manoel da Silva Coulo
i Antonio da Cosa l.ima
jTiburtino Floriano de Carvalho
! Manoel Furlade da Cosli Tico
Joaquim Jos Florencio de Moura
Eslevo Pinto de Moraes
; Jos Corroa Paz
Antonio Benio Piolieiro
Joaquim Bellarmino de M 1 Joaquim Jos do Araujo
Severlano Marlyr Vieira
Antonio Jos Coelho de Queiroz
Jos Kanios de Vas oncellos
Theodoro da Cruz Cordeiro
I). Joseoha Maria do Espirito-Santo
0. Candida Balbiua da Rocha
, D. Urbana Angella de Lima
: I). Maria Seraphina vieira
I). Iria da Cunha l.eite
11). Vicencia Maa do Carmo Cezar
1). Auna Ferreira da Silva
i I). Maria de Nazarelh Augusta
. I). Joaquina Lourenca da ConceiQao Lima
! D. Amalia Vicencia to Espirito-Santo
I). Joaiiua liosa da Trindade
i D. I.uiza Armes de Andrade Lial
i D. Francisca Miria do Rozario
' I). Maria Silvena do Monte Souza
' I). Mana Eugenia Ferreira
i D. Elena dos Sanios Pinhoiro
j I). Maria Joaquina do Paraso
I). Emilia Fausta do Monna Costa
! D. Thereza Guilhormina de CarvafUrj
; I). Auna Mara da Conceico Nepomuccno
I). Francisca do Assis Domngues Carneiro
I. Berlina Carolina Cezar Galvao.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 28 de agosto de 1860
O secrelerio interino
Salvador llenriques de Albuquerque
\ Novo Banco de
I Pernambuco.
i Sao convidados os Sis. accionistas do
uovo banco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de O/j por
acc.io, do dia 10 de settmbro em diante.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico, que no ultimo do prsenle mez finalisa-
se o trimestre addicional do anuo linanceiro de
1859 a 1860 ; devendo por conseguidle os collec-
lados que se acham em debito, do imposto da
decima c mais imposlos que se arrecadam por
I esta mesa, inau , que nao sojam njuizados. Mese do consulado pro-
rincial, 13 de setembro de 1860. No impedi-
mento do administrador, Theodoro Machado Frei-
re Pereira da Silva.
TIIEATRO
THEATKO DE S. ISABEL.
COrailll URlCiDBOJtMNlINGEU
Sabbado 15 de selembro
23.a recita da assigaalura e 12 para ts camarotes de primeira serie
Representar-se ha a grande opera era tres acios de Donizelli:
gam nmm
Attenco.
A pessoa que achou os papis que se perderam
i desde a ra Imperial al a ra das Flores, que-
rendo entrega-lus, far favor de os mandar a ra
Nova n. 35, que receber 50J> de gralilicaco, isto
sendo al o dia 20 do corrente.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ami de leite, forra ou mes-
mo escrava, que tenha boa conduela : quera pre-
tender, dirija-se a ra do Pires, silio que volla
para o Corredor do Bispo.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
Os bilhetes vendem-se como de coslume.
Prinripiar as 8 horas.
N. B. Quanlo antes executar-se-ha a graflde
Rossini, intitulada
opera aparatosa do celebre comraendador
SEIIHUHIDE
?endo protogenista a senhora Beltramwi.
Avisos mar i timos.
GOVANHU PERSAMBUCANA
DB
iVavegacao costeira a vapor
O vapor Persinnnga, commandante Manoel
Joaquim Lobato, segu para os porlos do sul de
sua esr3la no dia 20 do correle as 5 horss da
tarde; recebe carga ate o dia 19 ao mel dia,
encomtnendas e dinheiro al ao meio dia do da
sabida. O expediente do escriptorio fechar-so-ha
s 3 huas da tarde. Nao se dar bilhetes de
] passagem sem que na respectiva gerencia Oque
depositado o competente passaporte aos passa-
geiros que na forma da lei nao podem viajar
sem elle.
Esoriptorio da compai ha 13 de setembro de
1860.
Para o Porlo tem a sahir al ofim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carrpgar ou
ir de passagem, para oque tem excellenles com-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriplorio do Manoel Joaiuira
Ramos e Silva.
da
SABTUno. 15 D SETEMBRO DR 1860.
Soeiodado ili-aiuatica lebaivo
direccao do actor Carvalho.
Logo que o Exm. Sr. presidente da provincia
se dignar comparecer na tribuna, os Sis. pro-
fessores da orchestra executarao una escolhidn
ouverlura e dar principio o espectculo
(A pedido de naitas pessoas)
o drama em tres actos :
JOSVELMCO
ou
0 ALICIADOR DA ESCRAVATURA
BRANCA.
Pind o qual. a pedido de miiitos diletanti o
.Sr. Sckiner e a Sra. I). Julia cantarao o enerara,
do duelo :
OMEIRINHO EAPQBRE.
terminar o espectculo com a jocosa come-
dia em um acto :
OJUPSl PUEDO.
Na qual tomarao parte de Manoelinho o ador
Carralno. afim de mais satisfszer o respeilavcl
i publico, de quem a coinpanhia espera todo o au-
, xiho e proleceao, e desde j protesta nao se pou-
par a Irahalho e esforcos.
As oncommendas de camarotes e cadeiras se-
rao entregues al ao meia dia de 15 do cor-
rente.
Rio de Janeiro.
O veleiro e bom conhecido brigue nacional
Almirante pretende seguir com muila brevi-
dade, lem parte de sua carga a bordo para o
rosto que lhe falta, trata-se cora 03 consignala-
! rios Azevedo & Mendos, no seu escriplorio, ra
i da Cruz n. 1.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a njaior brevidade o hiato Gralidao
! por j ler a maior parte da carga prompla para
n rosto o passageiros, trata-se no Passeio Publico
n. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, com Pereira &
Vlenle. '
Maranho e Para. ,
Segu com brevidade o hiale nacional No-
vaes por ler parle do seu carregamento promp-
lo ; para o resto da carga, Iraia-se com Joo
i Francisco da Silva Novaos, no largo do Corpo
; Sanio n. 6, segundo andar, ou com o capillo
Joaquim Jos Mondes, no trapiche do algodo.
Acarac.
O palhabole Santo Amaro segu com brevi-
dade : a tratar no largo do Corpo Santo n. 25.
Para Lisboa sahe imprelerivelmente aleo
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ler parte
deseo carregamemo prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija -se ao consignata-
j rio na ra da Cadoia do Recife, escriplorio
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
ra' leilao de urna caixa com 12 cartoe
com cortes de vestidos de tafeta' preto,
com babados bordados a retroz e 3 cai-
xas com 108 cl-apeos de palha chines,
osquaes serao vendidos por precos com-
modos, em seu armazem ra da Ci uz
n. 51. Principiara' as 11 horas.
LILAO
DE
lm predio.
EM
Pernambuco.
Devendo solemnisar-se no da 16 do corrente
o 5. anniversario da fundado do Hospital Por-
luguez de Reneficencia nesti cidade.como deter-
mina o art. 102 dos estatutos respectivos, a junta
administrativa previne aos senhores socios do
mesmo e ao publico desta capital, que s 10 lr
horas da manha haver missa cantada em lou-
vordeS. Joao de Dos, padroeiro do estabeleci-
mento ; sendo que nessa occasio
padre meslrc pregador da capella .
Fr. Joaquim do F.spirito Santo, subindo cadeira
sagrada recitar urna pralica anloga a vida do
mesmo sanio e a humanitaria insiituicao, que
lana utilidade presta familia porluguza' resi-
dente nesta hospitalera cidado. O estabeleci-
mento achar-se ha aborto e franco aos visitantes
desloas9 horas da manhaa al 1 da larde, edus
4 s8da noite, em que lindar a ladainhade N.
Senhora, e algons versculos em honra do nosso
patrono S. Joao de Dos.
Recife 12 de setembro de 1SG0
Manoel Ribeiro Pastos,
1. secrelario.
Ama.
PROVINCIA.
Ci Sr itiAoniontaA .4 .v l .i___*_.
sado procnsul da Htspanlia e emsua, .
,>.< ,r.,.. r ..'i-1- j j atguem se julgar com direito a impedir este ne-
presenca fara Ie.lao por ordem dos pro-1 g0,0. .jp/refa na mesma taberna^ o annuncie
Curadores dos lierdeiros do subdito lies- prazode tres dias. Recife 12 de selembro de
panhol Rotas, de um sobrado sito na 1
ra dos Pires n. 41, excusado dizer mais
giganta cousa a respeito da bemfeitoria
deste predio visto que ja e bem conlie-.
cido, os pretendentes portanto poderaoiT'e escreve bem, e de excedente i
dirigir se segunda-feira 17 do corrente' 'i"al ,lar id,,nni nnS. sfl "iTerec
as II hftrat ,. n nonin om M.....^. Jo qualquor eslabecimenlo.ou escri,
zem na ra do Imperador n.
abi sera' elFectuado o leilao.
pn-
oo,
que
LEILAO
de lavagem.
ti agente Pinto far leilao de 12 relogios de
pnta para algibeira o 20 relogios americanos
proprios para cima de mesa, os quaes serao ven-
didos por prego eommodo, visto que para fe-
char factura e serao vendidos a vontade dos com-
pradores em seu armazem ra da Cruz n. 51, s
11 horas do dia sabbado 15 de setembro.
LEILAO
de
Aracaty.
Sahe com brevidade o hiale Dous Irmios, por
j ler parle da carga : para o resto Irata-so com
Marlins &Trmo. ra da Madre de Dous ti. 2.
Cear,
Segu com muita brevidade o palhabole San-
ta Cruz): para o resto da carga tratj-se ao lado
do Corpo Santo n. 25.
Para o Ass
o o.
3 3
.
3 3
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a. c : a. c: a. a. o. o. o. a i _-.
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Sggggfgg 5 f *8'88'g'g f I
cijg oneoc-A.he*.o4noeo>t
I
Poriaria.
Directora geral da instrueco publica de Per-
nambuco 28 de agosto de 1860.
O director geral interino da instrueco publica ;
ouvido o consolho director em sessoo de 25 do '
corrente, e de conformidade com o disposto na
le regularoentar n. 369 de 14 de maio de 1855,
considera incursos no art. 99 da eitada lei, os
professores e professoras particulares abaizo men
cionados, e como taes sujeitos apagar a multa de
cincoenta mil reis cada uro, per nao lercm na
forma da referida lei e das instruccoci de 11 de
Jju.nbo de lfi59, se habiljlado epo o pxjim 4s
Sahto do Apollo.
Sabbado, 15 do corrente,
s 8 horas da noite
Em beneficio do artista I. Ferreira
Franca.
O beneficiado desojando satisfazer as peesoaa
que nesle da o prolegcrcm, em ludo quanlo cs-
Uver da sua parte, para que o espectculo soja
pomposo, aceilou o oflerecimenln de um seu ami-
go particular que neste dia dar urna academia
de physica-chimica. cujo programma das suas
sorles fsrollndas se acha no lugir competente
O salo ser decorado do novo ao goMe, d
de amigos do boneliciado que para este fim Ihe
dispensarn a sua proteceo.
Alem do baile do coslume, a banda marcial lo-
cara escolhidas pecas de msica em obsequio
ao beneficiado, e os nlervallus serao preenchi-
dos pela forma seguinte : H
frimeira parte.
1. quadroBaile.Volteios sobro a corda
irouia. pelo joven Joao Ferreira.
de2:V;iaad.-EMrclciogdc Irapozio dcs-
oe o |." al o iiliimo.
co;npaEr-Ba1<-L'lla "ionfla. por toda a
J.' q""ir -B',ilo--nf"cultosos grupos sobre
Sra "teldfaPar *" "Saados Nh bcncOcirto
Segunda parte.
Physica-eliDiica.
PRIMEIRA PARTE.
As raoedas multiplicadas.
O saccoda Malicia,
A garrafa transparente.
O tiro do passaro.
A moeda no lenco.
G*iro da prenda!
SEGUNDA PARTE.
O espelho telegraphico.
O telegrapho das cartas.
O tiro do riabo.
O lenco e a laranja.
Oa bonecos Oailarinos.
A frigideira no chapeo.
A djvisao d'agua nho.
Os bilhetes acham-se venda no bilheteiro do
mesmo salao desde as 9 horas da manha des-
se da.
Entrada 28000.
0 bolequim aera servido com soroidas e bebidas.
Beberibe :
trata-se na
segu na presente semana o brigue
para o reato da carga e passageiros
ra do Vigario n. 5.
Para o Aracaty
segu com brevidedo o hiale aCamaragibe por
ler parle da sua carga prompla ; para o resto e
passageiros. trala-se na ra <*o Vigario n. 5.
Porto por Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto cora es-
cala por Lisboa, o brizne porltiguez Promplido
II, forra loe encavlhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECI.ASSF.: para carga e passagei-
ros, para os quaes tem excellenles rommndos,
trala-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com oca-
pilo.
Brigue nacional Veloz.
Freta-se para qualquor parle : a tratar com os
consignatarios Azevedo & Mendos no seu escrip-
lorio ra da Cruz n. 1.
REAL COHIMNIIIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Ale o dia 14 deste mez espera-se do sul o vapor
Magdalena, o qual depois da demora do coslu-
me seguir para Soulhampton tocndonos per-
tos de S. V cente e Lisboa : para passageiros etc.
traa se eom os agentes Adamson, Howic & C.
ra do Trapiche n. 42.
N. B. Os embrulhos sd se recebem al duas
horas antes de se fcoharem as malas ou urna hora
pagando um patada alem Aracaty.
Al o tim da presente semana seguir imprete-
rivelmente o hiato Duvidoso ; para o restante
da carga, (ralas-* com Gurgel Irmos em seu es-
criplorio, ru3 da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiale
txhalacao ; para o retante da carga, trala-se
com Gurgel Irmos, ra da Cadeia do Recife n
2B, primeiro andar. .
Sexta-feira 14 de corrente.
PELO GENTE
COSTA CARVALHO.
O mesmo agente fara' leilao em seu
armazem na ra da Cruz n. 9,de varias
pecas de lona, em porcao ou a retallio.
a vontade dos compradores, no dia ci-
ma as 11 112 horas da manhac.
. muito con-
correrao para aperfeigoar algumi inlclligencia.
Exceplua-se dos eslabelecimentos taberna o pa-
daria : quem pretender dirija-se ra de Hurtas
n. 5i.
Precisa-so fallar aoSr. .los Cupertino dos
j Sanios Vieira, nesta lypographia.
Laboratorio
Este cstabeleciinonlo que coraecou a funecio-
nar na casa de bandos do paloj do Carmo, vai ser
transferido no dij 15 do crrenle para o sitio dos
Burilisna estrada do Arrala!.
A escolente tgua crreme e o espaoo que all
ha, permittindo que se elevo o numere dos con-
currentes, provine-so as pessoas que esperavam
por esta transferencia, que podem mandar as
suasroupas para seren lavadas, embora nao te-
nham anda chegado as inaiores machinas movi-
das a vapor, que salisfaro or to completamente
as necessidades desta capital e seus arrabaldes.
A casa do banhos continuar a ser o doposito
de recopc.io e entrega das roupas da capital c no
silio dosliuriiisse receber e entregar as
dos arrabaldes.
As vantagens presentes sao : boa lavagem em
15 dias, garanta das peras e procos muito razoa-
veis. As fucluras serao : boa" lavagem em 8
dias, garantidas sempre as pecas c precos muito
com modos.
OITorece-se um criado para todo o servico
de urna casa de homcm solteiro, tanto nacional
como cslrangeiro (nao sabendo fallar senSo a
lingua porluguza). ali.inea-=e a conducta : a
tratar na ra do Vigario n. S, ou taberna n. 13.
Preci-se alugar urna casa que lenha quin-
tal, no bairro da Boa-Vista : quem tiver an-
nuucie.
(Juem annunciou querer tomar a juros d3us
conlos de ris, dando segurenca em hypotheca de
um predio nesta cidade, e pagando os juros mea-
salmcnle, diriji-se a botica da ra Nova n. 51.
Roberl Kirkpalrick, subdito ingloz, retira-
se para Inglaterra.
Comraercial.
es-
e engom-
rnar para tratar da roupa dos mesraos:
na ra da Madre de Doos n. 36,
metro andar.
~ O abaixo assignndo declara qno nao pum
, cousa alguma, que os escravos da sua casa vio
,buscar a q.ialquerloja ou taberna, urna vez que
nao levern penhor ou bilhele do mesmo abaixo
asssign.ido. Recife 13 de selembro de 1860.
(ervasio Gonralces da Silva.
Na ra do Crespo, loja da esquina n. 20
ha para alugar urna preta, que serve para cozi-
nliar o engomrnar.
Caixeiro.
Procisa-se do um caixeiro de l2al8anno-<
que tenha pralica de taberna e que d Indor
sua conducta : a tralar na Iravessa do palco do
Paraso n. 10.
Muita attenco
Na ru3 do Crespo n. 3 daseia-se fallar aos
aliaixo mencionados a negocio do seu interes=c -
Amonio Joaquim dos Santos Maia. BernardinoY.
ferreira Loureiro, I.uiz Gama, Julio Cesar Fer-
reira de Aguiai, Jos Joaquim de Oliveira Cam-
pos Francisco Jos Rodiigues dos Santos. Ma-
noel Lopes dos Res, Sabino Jos deJAlmeida.
A mesa regedora da irmandade de S. Jos
de Riba-mar convida a todos os irmaos da mes-
ma, para no da 16 do corrente. as 8 horas do dia
compareccrem no consistorio da mesma, alim de
se proceder os votos para os candida los que tem
deexcrcer as funecoes de anuo de 1861, de que
esperamos era Vms. nao haver falta. Consisto-
rio da mesma, etc.O escrivao,
Manoel dos Anjos Torres.
Bombas de Japy e de ou-
tros autores.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial e na
ra Nova n 35, loja de ferr.igens, vendem-se as
verdadoiras bombas de Jaj.y o de outros autores,
assimeomo tubos de chumbo para as mesmas o
mesmo para encmenlo, etc.. ele.
Guillierme Carvalho & C.
arrondam o seu escriplorio da ra do Torres, e os
dous andares, por se mudarem do mesmo para a
ra do Vigario n. 17,
O Sr. Domingos Cetario Pinto
queira diiigir-se a esta typograpliia, e ha de
madeira
ara
no
-'gos ou a
aiguma pessoa que dclle saiba noticias, roga-se o
obsequio de dirigir-se ra da Cruz do Recife
27, escriplorio, ou ra do Trapiche Novo o.
i que se lhe precisa fallar.
c i i i a i Coramando das armas.
baubadO lo dO COrrente. Polo commando das armas desta provincia, de
Antones far leilao no dia cima designado i conf,)rr,)idade com as ordens do quarlel general
por ordem do Exm. Sr. Dr. juiz esoechl do com-1 ^. oxplrr''0' contrata-se um capello para o pre-
mercio e a requerimento dos depositarios da
massa fallida de Jos Luiz Pereira, das fazendas
e dividas da loja n. 16 sila na ra Nova o dos
movis, joias e escravos pertencenles a dita
massa. Os pretendentes dirigir-se-ho ao agen-
te annuncianle para exame das relacos e precos
do bataneo.
Principiar s 11 horas em ponto.
LEILAO
Commercial.
Sexta-feira 14 do corrente.
Antunes far leilao no dia cima designado,
por ordem do Exm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio e a requerimento dos depositarios d i mas-
sa fallida de Joaquim da Costa Maia, das ferra-
gens e dividas oa loja n 39 da ra Nova, dos
movis, jolas, escravos e Diedios perlencenles a
dita massa, sendo os referidos predios os se-
guintes: metade de um terreno com olaria no
lugar da Torre, urna casa com terreno a- beira
do rio no lugar do Remedio, urna casa meia-agua
"a *.< Alecrim n. 21. Os pretendentes pnde-
ro drigir-se ao agente annuncianle para qual-
buer informar o.
Principiar s 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
DA
Leiies.
PROVINCIA.
O Ihesoureiro das loteras em consequencia
da autorisaco que Iho foi dada pelo Exm. Sr.
presidente da provincia pelo ofiicio abatxo trans-
cripto, declara que a exlraccao da primeira parle
da primeira loieria do collegio de Nossa Senhora
doBom Con-elho desta cidado fica transferida
para o dia 22 do presente mez, visto como em
consequencia do processo das eleicoes nao pode
lerlugar i extraeco da dita lotera no dis 12
desle mesmo mez como eslava annuneiada.
OFFICIO.
4. seceno.Palacio do governo de Pernam-
buco em 10 de selembro de 1860. Atleodendo
ao que representou Vmc em seu ofiicio de hoie
e autonso a espacar para o dia 22 do correte a
ex,lraccfloidaipnmeia parrt da primeira loieria
do oeiegio do Bom ConsHho deMa cidade.
O agente Pinto autorisado por urna Be LEILAO
Sabbade ft do correle..
sidio de Fernando. O reverendo sacerdole que
se quizer contratar para o servico do dito presi-
dio, convidado a comparecer na secretaria mi-
litar nos dias nteis, das 9 s 2 horas da tarde.
Precsa-se de nina inulher para engomrnar
na ra do Seve, casa lerroa junio ao sobrado de
cinco varandas, vizuho a grande casa que se esr
azendo para o Gymnasio Provincial.
Aluga se urna das melhores casas do Ci-
chang, com bastantes commodos e com fundo
para o rio : a tralar na ra da Paz n. 42.
Attenco.
Na ra das Cruzes n. 21, primeiro an Jar, for- ;
necc-se comodonas com todo o aceio, e mais ba-
rato que em oulra parto; assim como todos os
domingos e das santos mo de vacca a 100 rs., o
melhor possivel.
Jos Antonio Marques da Motla Guimares,
subdito portuguez, relira-se para a Parahiba do
Norte.
Precisa-se do segundo andar de urna casa
com a frente para o nasconle, tendo 2 salas, 3
q na ros grandes ou 4 menores, cozinha fra, etc.,
preferindo-se de um andar ; isto por 3 annos.
ilcando o proprietario pago de todos elles ao pas-
sar da oscriptura : no primeiro andar da casa n.
18, no pateo do Hospital do Paraizo.
Wilhelm Slrutz, Heinrich von Levern. Cari
Knalhs, subditos alleraaes, retiram-se para o Rio
de Janeiro.
Urna pessoa perita engommadera se pro-
poe a engomrnar para qualquor casa ostrangeira
ou brasileira ; quem pretender, dirja-se a es-
trada do Rosarinho, primeiro silio depois da
ponte.
Offerece-se urna aras capaz para o servico
de urna casa : quero a pretender, dirija-se a ra
da Imperatriz n. 59.
Precisa-se de um criado forro ou captivo,
que saiba cozinhar, para servico de urna casa de
pequea familia : na Ponte de" Uch.i, sitio com
porlo de ferro defronte ao do Sr. Benlo Jos da
Cosa.
Fugio no dia 9 do corrente urna preta de
naco Cusa, de nome Isabel, representa ter 35
annos de idade, baixa, muito preta e muito bo-
xigosa, falla de 2 denles na frente, levou vestido
de chita novo cr de rosa e panno da Costa, lem
sido vista no aterro dos Afogados o as ras des-
ta cidade com um laboleiro vendendo fruclas e
horlalice : pede-se as autoridades puliciaes e ca-
pitesde campo a apprehensao da di'a, e levem
ra da Cadeia Velha n. 1, que ser pago todo o
trabalho.
Precisa-se fallar aos herdeiros de D. Maria
Thereza de Jess, a negocio sobre a casa da roa
do Nogueira n. 14 ; a tratar no Recife, na Ira-
vessa da Madre de Dos n. 18, ou declare sua
morada para ser procurado.
16, quarlu andar.
~* d.ia Vj Jo corrente, depois da audiencia
do lllio. Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara,
" arrematar urna armacao de taberna do
ouro com balco e cauteiros para pipas,
ludo bastante usado e desconcertado, avahada
em 1003, a qual se acha na ra das Cinco Ponas
n. 71 ; um braco de halanca de ferro pequeo, va-
rios pesos de dito, varias' medidas do fulha cra>
mao estado e um caixilio, ludo per 20$. por
execuco de Jos Carreiro da Silva e Jacinlho Jos
do Am-iral Arago.
No da 11 do corrente desapparecen de casa
o cobra Raphael, de 14 annos de idade, sabio
com calca azul, camisa de algodotinho com
mangas curtas, e lendo o cabello mal corlado ;
secco, alto, boro parecido, tem tesla espacosa,
cabeca tesa, falla bem. l e muito ladino : a
pessoa que o pegar leve-o ra da Madre do
Dos n. I, ou ra do Imperador n. 16, segundo
andar, que ser bem recompensada.
Precisa-se urna inulhcr forra ou captiva que
seja fiel para cozinhar e fazer o servico de casa :
na ra da Imperatriz n. 19.
Pola recebedoria de rendas internas geraea
se faz publico, que tendo-se concluido o anda-
mento da laxa dos escravos do corrente exercicio
de 1960 a 1861, podem os dovedores da referida
laxa vii paga-la
Rerebedoria de Pernambuco, 13 de setembro
do 1860.O administrador, Manoel Carneiro de
Souza Lacerda.
Grande reconipcDsa.
Na estrada de Ponte de L'cha pela Soledado
at o bairro de Santo Antouio perJu-se uns au-
tos volu.nosos em grao de appellaco, viudos de
Pajeo de Flores : quem o achou o quizer ter a
caridade de os restituir, venha esta lypographia
que ser generosamente recompensado.
O Sr. Joaquim Fernandes da Rosa fazscien-
le ao publico, que deixou de exercor o lugar de
ihesoureiro da sociedade Uniao beneficenle dos
Cocheiros por motivos justos desde o di* 1 de
agosto de 1860.
O Sr. Antonio Francisco de Moura, empre-
gado no escriplorio da estrada de ferro, tenha a
bondade de apparecer na ra do Rangel n 20
para tratar de negocio de seu nilense.
Aluga-se nina preta moca para todo o ser-
vico de urna casa de familia : na ru da Praia n.
47, segundo andar.
Manoel Antonio Fernandes, relira-se para
tora da provincia.
Fugio no dia 1. de setembro deste corren-
te armo de 1860 o escravo Francisco, sellei-o que
eiche colchoes, parece crioulo, e de meia ida-
de, cor nao muito preto, de estatura regular,
magro, roslo chupado, tem pouco barba, as cos-
tas lem um signal muito vizivel para ser conhe-
cido, que vem a ser a marca de um caustico que
levou quando doenle. por cima da espinha dor-
sal, lem o cabello louro, lem .um coslume de
responder a tudo que se lhe perguntahora veja
islo. Levou na cabeca um pequeo bonet azuf
; sem palla, j velho, urna camisa de riscado azul
, __. em pana, ja veino, urna camisa de nscadn mu
- Aluga-se urna negnnha propna para aia de! muito velMa com um grande remend as ros-
eninosoupara o servico de dentro de r>* ? 11.< m. -.lo, ) r,Jmr, rfu IlZP ?V coV
meninos ou para o servico de dentro de casa
na roa do Hospicio n. 36*.
Precisa-se de l;500f a 2:000# a juros pelo
lempo queso caoveneionar,da'hdo-se por garanta
3 escravos mogos de 20 annos : quem quizer fazer
este negocio, annuncie para ser procurado.
D-se dinheiro a joros sobre penhoros de
ouroou prala : na ra do Rosario da Boa^Viala
numero 58.
tas, urna calca do casemira edr de ch'umbo rom
listras dos ladoi llngindo botoes brancos, por
baixo desn clca oulra de cor escura, ambas ve-
Ihas ; nao lem"lugar cerlo, tem sido visto na ri-
beira, pateo do Carmo, praga da Boa-Visla e na
cidade doOlinda : quem o "pegar, leve a seu se-
nhor Jos Thomaz de Campos Quaresma, na ra
Augusta, seg-jndo andar da casa n. 43, qne ser
graliucado.
V
A. \V, Osborn retratista americano annuocva
ao respeitavel publico desta cidade que elle aca-
ba de receber dos Estados-Unidos da America
um esplendido sorlimenlo de molduras redondas
douradas de todas as diraenses, caixas para re-
tratos fazen ja muito fina assim como recebeu
un bello sorlimenlo de casoletas de ouro e olfi-
neles de dito obra prima expressamente para re-
tratos. A W. Osborn apro'eila esta aprazivel
opporlunidade para informar ae publico que ello
) eloquente i T* resolvido a dar lic?oe3 da sua arle em lodos
imperial Sr S,>,S fdmS- aSSlm Como lera Para '* <
f: completo sorlimenlo chimico e outros aparatos
proprio para as pessoas que professam 3 sua arle.
Mr Osborn tambem lira retratos em cartees do
visita e em papel de escripia por preco muito
razoavel: na ra do Imperador primeiro andar
com bandcira.
Precisa-se de urna ama boa cozinheira para I v!t71SSS fSfiSZZt-** **
. O abaixo ass^gnado'^'publico para conhe- Sr ^fonni'o^VlZ^luS:^ ^ ""ff
. i emento do corpo do commercio que lem justo c 16 o nj rZ VnvnV*> ,ul l\l, P "T nS' M
O agente Hyppol.to da S.lva autor.- j contratado vender ao Sr. Custodio Collaco Pereira L 6 da terS o "bilhetes^ mZ' U J?^'
Jo pelo cnsul da Hcsnanlia e em sua I Junl0r a ." da rua das Cruzes 24 : .el psrte da primi?a loieria do coile-io*l N' s"
do Rom Couselho do Recife, cujas rodas devr
andar imprelerivelmente no dia 22 do correte
t r Thesouraria das loteras 25de agoslo de 1860
Joao Goncalves. O escrivao, J. U. da Cruz 6-uC10ou
Precisa-se alugar um moleque para urna I ___ P..^;c0, i
casa eslrangeira, que sirva para lodo o servico : r,et-'sa-- ue utna ama para tra-
de"ste predio visto que ia bem conhe" I "a "ni"! n," l7\ A ,, dt do,,s raen'os que andam na
. Um rapaz bras.leiro de 14 annos de idade. cola, porm que Saiba lavar
conducta, da
para caixeiro
II linraiun ,>,t^ ue quaiquor osiaUeciiiienlo, ou escriplorio de qual
i ponto, em seu arma- quersenhor advogado ou escrivao. Tem alcona
principios de preparatorios, os quaes
" '>*


Ensino prompto e
fcil,
Ihcorka e pratica da arle do fazer retratos se-
gundo o .ystema de ambrolypo. nico proccsso
para o succcsso infallivel. As 5 licoes pur 100.
Apparelhoscomplelos para viagem cora todos os
pcrlences necessarios para este processo. Collo-
dion garantido 5$ o frasquinho: d^posllo d pas-
separlouls francezes e caixiohas americanas do
marroqiiirn o de bufalo, no instituto phologra-
phico de StahlJt C, rvtiatistas de S. M. o Im-
perador n. 12, na da Imperatriz.
OITorece-se um pequeo de 8 a 10 annos
para caixeiro do atguma luja de fazendas ou miu-
decas : na ra do Oueimado, loja n. 13.
Na ra da Cadeia n. 24,
deseja-se fallar com os senhores :
Marcelino de Souza l'ereira de Brito.
Ciclo da Costa Campello.
Jos .Vives Monte l*.aso.
Joao A Ivs de Oliveira.
Joaquim Clemente do Lemos Duarla.
Antonio Caetano da Molla.
Augusto Pacheco Queiroga.
Manoel Jos Terreira.
Manoel dos Santos Azovcdo.
Bemjamin do Carmo Lopes.
Silvino Mendcs de Azevedo,
Joao Rodrigues uOldeiro.
"* ? fscriptorio de Aranaga Hiio & C, pre-
Cisa-se tallar com o Sr. Desiderio Fernandes Coc-
ino a negocio de sen interasse,
g 6*9 9 %9 9 Itmt
^Consultorio <* tral konicopalhicoj
I ipsiime. 1
*& Conti'iua sob a mesma direceo da Ma-gi
*$ noel do Mallos Teiieoira Lima, profcssor#
em iio.aoopathia. As consultas como drsn-s*
9 tes. fe
MAMO DE PEBi\AMBtCO. SEXTA FE1RA U Dfc SfeTEMBRO DE 1860.
i

9

ti
Balicu central honieopalliira
8 Dt: mm 7, l rmiJ
;$ Noves medicamentoshomflMpalhicoseu-S
^ viadosda Europa pelo Dr. Sabino
@ Esle medicamjnios preparados espe-
@ ciahnentesegundoas necessidades da lic-S
@ meopathia rco Brasil, vende-se polos pre-S
q eos conliecidos na bolica central homeo-S
t$ ;;il,.ca, ruide Santo Amaro Mundo No-S
i:a 6- S
De ortcm do lllm. Sr. Dr juiz de erphos
vai no dia 14 do correte praca de renda an-
nntfl a casa n. 88 c silio da mesma, no'largo Je
N. S. da Pz da freguezia dos Afogados a reque-
rimento di Manuel Leoncio Velloso dcSilveira,
sendo na-juelle dia a llima praca : regase aos'
ira. pretndanlos de cemperecerem ecm os ros-
pe-tivivs fiadores.
AMA.
Nurul limaos
Precisa-se de urna ama para cozinhar para
peuca familia : na ra Nova n 20.
AUiiicao.
O Sr. Jos Antonio Camello tenha a bondade I
do vir tirar os pmhores que existem na ra do
Rangel n. 43, no prazo de 8 dias, lindo os quaes!
sero vendidos para pagamento do principal c
juros. Recife de setembro de 1860.
agencia dos fabricantes america-
nos (.ionver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel?.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52
Para passar a fesla.
Aloga se urna cxcellente easa de sobrado na
cnlr.ida da povoacao do Monteiro, com grandes e
excellenles commodos para urna numerosa fami-
lia : a trotar na ra do Queimado n. 32, loja.
/ FENNA DAC0
1 de W.SCBCLY
Eslas penn-as de diToror.tos aualidades, sao fa-
bricadas de aro de prava refinada de primeira
lo
fazem publico que. tendo o socio Miguel Noral i UUJ
d3 ir a Europa no* prximo vapor de 15 do cor- I
rente, sciont'ca a lodos os sens devedores, que |
no prazo de 6 das venham satisfazer scus dbi-
tos e liquidar snas comas, cando o activo e i Grava-se e doura-se em marmore leltras pro-
passivo a cargo de sen primeiro socio Justino | Pr'8S Para catacumba ou lumulo a 100 rs. cada
Noral, que contina a ter renda na ra daIm- uma- annunciante aprsenla scus trabaihos
peratriz n. 26. segundo andar, o mais variado nos tmulos dos lllm. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
na
rador.
soitimento de brilhantes e obras de ouro, relo-
gios, etc., afiancando-sc que nesla casa nao se
vende objeclos de ouro que nao seja de lci, e
porprec.os mui razoaveis.
Na livraria n, 6 e 8 da prar^a da
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
COMJrANHlA
Guerra, Tasso e em oulros mais
d'Agua n. 52.
ra da Caixa
Na ra Dueila n 51, aluna-so o palinuro e
segundo andaros com rornruodos para familia : a
tratar na luja do dito.
Compras.
stabe ce ida m Londres
ftiKOQ se i<.
CAPITAL
Claco miWioct de libras
sterVmas.
Saunders RrolhcrS'& C. tem a honra de infor-
'mpera, e sao applicaveis a todo o tamanlio de **>ur aos senhores negociantes, proprielarios de
lira. Frccol^OU cada caixa e pennas de onro casas, e quena mais convier, que eslao plena-
lelo roestno autor coto pona de diamante, qire mente autorisados pela dita companliia para et-
crem a grande vnntsgem de nao estar sujeitas a fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
crea'r ferrugem e conservndose bero limpassao cobertos do lelha, o igualmenle sobre os objeclos
de deTaco infiirta, deposito em casa dos Srs.
Huertos & Gonce'.vcs ra da C:idoia n. 7.
.a
a
A
que contiverein os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de quolqucr
qualidade.
wmmmm emmm$ wim&ms
1 DENTISTA
i rEanAiiurco.
I 3Ra oslreila do Rosario -3
! || Francisco Pinto Ozono continua a col-
W locar denles arllficiaes tar.lo por meto
ag de molas como pela pressao do ar, nao
^ recebe paga alguraa sem que as obras
jk nao fiquem a vunladc de seus donos,
lcm pozos e outras preparaces as mais
acreditadas para conser';ao da bocea
No sahbado lo do crrente, pelas 2 horas
da tr.tde, lera lugar peanle o lllm.
Dentista de Park |
15 Ra Nova15 S
Frcdcrico Gaulier, cirurgiao dentista, ^
faz lotis as operaooc da suoartec col- jj|
Inca denles artificiacs, ttrdo com o^upe- ^
riuritiade e pcrfeiro rjneas pessoas en- ^
tendidos ihe reconliece^n. ^
35 Trm agua e pos dentfricios ek\ J^
Casa terrea.
A psssoa que annunciou querer i;ma casa ter-
rea Yis bairro da Roa-Vista, diiijr.-se a ra da
Impt-rairiz n. 10, loja d fazendas, que se ihe
indicar urna bella, case com as eccoiumodaccs
que desoa. "a "*? le,il 'gsr peanle o lllm. Sr. Dr. juiz
miiTiicipal da segunda vara, a arrematarao de to-
Joao JosLeitcOaimaraesTai ao Rio Grn- oM movis, joias c-psitvo, penhordos a Jo-
de do Norle para voltor no flm do mez. s *. Gubiain, por execir.ao de Jos Maria Pes-
Desapparcccti i3 ra imperiiil, do sitio do \ la"5. devendo effeeluar-se a arremalacao em ca-
viveiio, uin 0ui de corro. rOr escura malhads, sa o deposilariu geral M ra estrena do Rosa-
vilho e grande : quera o liver encontrado ou der ric : c uliiaia pracs.
noticia corla, (iirija-se a ra Imperial, casa de -^ T ( f, V'TTTTT'"?? TTT^ :
cacada alia que Uz quina com o sobrado do Sr > DENTISTA FR&NCF7
Telhdo d^ zinca
O telhado de zinco aqu usado as
companliias do gaz e caminho de ferro,
Coinpra-sc urna mulata moca per- e uma das boas n'encoca modernas, el*
felta costureira, paga-se muit bem "e'uz,e i'ecommendavel pela grande
agradando : na ra do Trapiche n. i0 duracao, pouco pe^o no edificio, bom
escriptorio, se dir' quema pretende. acondiconamento, barateza do cuito,
Mrw-i'i t\*i aupa ^aC1' coJucc5o ele etc., todos subem
iuut,ud ire uui u. que a dun,^0 do znco ninta prin.
Compram-se pecas de 16^' vellias : no cipalmente se se tiver a cautela de dar
efcriptorio de Carvalho. Nogueira &C, uma mao de tinta do lado exposto ao
ra do Vigano n 9, primeiro andar, tempo, uma telba de zinco com o peso
Aviso.
\Q, se dir'
peso
de 20 libras, cobre um espaco que pre-
cisara para tal fim 50 telbas' de barro,
o espaco coberto pela telba de zinco nao
Precisa-se comprar um, mulata mo- Penetra omenor pinpo de chuva e a
,'o.a que seia perfeita costuren-a de aRulh ^c.lidade de sua conduc;ao e tal que
etesoura", paga-se bem agradando as' ^carrora pode conduz.r de uma so
suat quabdadeV: na ra do Trapiche,. vezo1tt,1'ado preciso para cobrir uma
_,M_ grande casa, e o telhado de zinco muito
tincui a pre-
1 r til principalmente para cobrir enge-
- Compra-n-se travos de 45 palmos, e caibros n,,os- estaleiros, barracoes de ferrarias,
de 35 : na ra Nova n. 52,loja. armazens de deposito etc etc., em
Compram-sc moelas de ouro de 16$ e 20S : jjtumcia quem quizer experimentar o te-
|no largo do Corpo San'.o. escriptorio de Manoel l|ladn de 7nro rnnlippprt' ana rrr-.nHo
Ignacio de Oliveira Filho. inaao e zinco, coniiecera sua grande
vantagem, este l Ihado vende se o 120
| rs. por libra de 50 telbas para cima :
nos armazens de Paulo Jos Gomes e
Manoel Firmino Ferrei'" rna da Con-
cordia armazem de materiaes.
rtecife, n.
tende.
\7
"/elidas.
Pechiticha sem
igual.
SuppritirCS corle de chila Tranceza laro
Vende se uma bonita escrava crioula de !t
a 18 annos de idade : a tratar na ra da Mocda
e n. 3, segundo andar,
muilo lindos padroes. nuudinhas c de quadros,
de cores claras o csruras, com 11 covados cada \'ende-se uma escrava crioula com idade de
corte pelo baralissimo prero de 25o0ll : na loja 25 annos. pouco maisou menos : naruafdo Quei-
do sobrado araarello, nos qualro cantos da rila mado. loja de ferra^ens n. 13.
do Oueimado n. 29. de Jos Moroira Lopes. ( Vndese umaormacao de um deposito na
Aos senhores musieos de ^%!^%5^arKSlKi.*
i'.'ii'innla em ainda moca, a qual ba quitandeira : ca
Cid I lili l ti. Fofa de Porlas, ruado Pilar n. 67.
Vende-se um mclhodo de clarinclo do autor
S. T. BlaU^ em perfeito oslado, pelo diminuto
laUe em
le?J : na
OOMMISSAO DE ESCRAVOS
tesl
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
mijor Gusmo.
NATRAIXE DE VICHY.
Dcpos-.to r.a botica fraoceza ra da Cruz n. 22.
AITO'AfjAO E AlTOBISACiO
^ ..vo.a casa recebem-se esclavos para seren
< Tendidos por commrssao por conla de seus se-
Paulo Gaignovx, dentista, ra das La- 22?" All.a"<.'!-'S00 bom Iralamenlo. assimeomo
V rangeiraslo. tia mesma casa tem agua e ?S "'"Soncias possiveis para que os misinos se-
** p6 dcatifieo. '1.ni v<-',|aa<|s com prumplidao aiim de seus se-
x x au iii tHfHHK nbores nao scffrerem empale na venda delles.
,q i i \4A miVI vA\ K !M h srmi,re '"" "nd" travos do
UM Ll^U"DlVoLtilitAl 'iffercntesidoca de ambos os sexos, com babili-
* r<^i4 & v i i dudes o sem ellas.
-i, hOMim .jquare, LODUreS. | Mauricio Jos dos Santos Rlbeiro, rheg-do
J. G. OLVtRA lendo aw-tncnlado. com<*>-' "l-imametiio de Lisboa, faz scienie ao'rrspeila-
mar a mso contigua, ampias e excellentcs c- v<1 publico que acalla de oslabolecer na ra lar-
commod-arMcs-par-a muitu azor numero d-e has- Sa do llosario n. 21, priRreiio andar, uma oiri-
itdosde ovo so lecommenda ao favor e km- fMM dt onde oprumpla quaesquer ob-
uranca dos seus iniigos edo-sSrs. viajantes que J''lh|s (end.-'iites a mesma arle do mais apurado
visiteme-sui capital; continua a prestar-iefseus "asl PWfeico de Iraballio. como sejam ade-
servicose tions ctOicins gia)do-os em todas as \v(i"s c:plelos, brochas, pulseiras, aneis. alfi-
Rm seu estabeleciinento promel-
a da sua arte com per-
preco dos na ra do Brum n. 4f.
Vendem-se duas juntas de bois mansos pa-
ra carro : na ra da Imperatriz n. 5, segundo
andar.
Vende-se um mulatinho proprio fara pa-
-iii, de idade 15 annos : na ra da Impera-
triz n. 5.
Vende-se para fra da provincia ou para
lgum engenho uma escrava de nacao, muca,
niuito robusta e sadia, rapaz de qualquer servico,
e que sabe lavar e cozinhar o ordinario de uma
casa quem a pretender, dirija-sc a ra do Im-
Sola.
Vende-se uma partida de 1,220 moios de sola,
quasi toda de muilo boa qualidadu, propria para
embarque ; e tarobem se realha, a dinheiro ou
a prazo com firmas a contento : Irata-se na loja
da ra do l.ivramento n. 33.
Vende-se um cxcellenlc cabriole! e tam-
bem um carro de 4 rodas : na ra do Aragao nu-
mero 37.
Vende-se um carro de conduoao de gone-
ros edous bois mansos c gordos, acostumados a
--. ..s^ w^uo v-^i-iw^ siiat.uu-ua em vouas as --.--------r.v..-, invnw,,
cousasqu* preolscm conhecimento pratico do ?ew***''- *c* *
paiz,clc.;alm o porlugu-cz e do DjdTec'.le-se l"'.c?,,cer:ar qualquer uin-
na ca>a o4iesna:hol e fraooaz.
DA
mmm& mmim m msmm
JUNTA XENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Para
ja tenha praticc ren) n-es'.as oircumslancias-o derem (adora sua
contada, podem lirlgir-se a ra larga do Rosa-
, rio ii. ii, que ecliarau com quem IraUr, no se-
, g'indo andar, de manha al as 9 horas. d larde
al as 3.
Diogo os da C , Precisa-se alugar um cozinheico escravo :
i na ra -dae Erases n. 41.
Xa ra da Imporalrii n. 5 deseje-a- fallar
rom os Srs. tbaixo dccla*3dos:
Jos Antonio de Oliveira.
I). Francisca Adelaida C. Caslro.
Miguel Airohanjo.
F. P. a. Ilaranho.
' Jos Lino de Castro,
| Francisco Gnnjalves de Scuza.
Juan Paulo dcLima.
, M. S. L. E.
I. A. B. da-6flva.
- ...------"""." no Rio de Janeiro e em todas as provincia<: Jos R*"K'ios do Paseo.
m. 1, les ah ,o P-fril*, S' 6 Si' aa*da. Pe>" bs curas que so ten oblido bmmS! ,'la"^<' Xavier de S.
"sede Si:,-?"' qUB pf0Va COm 'OS altCSUdos que exislem de pessoas cap fTP'Z A",0ni dc Su-
,. .. > A. Macedo lunior
oreles especies de tumores, como lobinho, escrfulas ele seia nuil frn ^, J
ssrosi: tssssf- s-ri 'Ma"m*'! -^snsiLms %&r-
As encommendas das provincias deve
ELEcrne magnticas epispafjcas
serem applicadas s partas afectadas
sem resguardo nem incomaiodo.
AS CHAPAS MCniCINAESsao muilo conhecidas
por
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
r,o, p1 fSSt SSr*-" '" COmi,C,e"te8 *,ic-S* e ^" 'oos os accessol
S aueseSachar .blHftafnS^'VqUe a dignarem.ho""com a sua confianca, cmseu cscriplo-
Jto. oue se achara aberto lodosos das, sem excepcao, da*'3 horas da manlica s 2 da lacde.
JJ9 Ruado Pauto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
foirao A prtira adquirida por sua tonga resi-
Precisa-se e um caixeiro para ajdor cnlro "''"i" 'fm Lisboa, e as rvlacoes directas que
no li?cn de-une padaria e que tenha as haiili- l'o'stanten.ente mantem com aigumas das mais
tacoes necessarics para precncher o lugar do {)ri- r,,spilaveis casas d't meir., sendo necssario, prefenndo-se um que pr prala,--o habiliiam a encarregar-se do qualquer
eiieommenda de taes objeclos tanto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
se tgnaretn honra-lo com a sua confianca, se-
rie servidas com o ina-.or zelo e solicitude c por
preces ban.tissimos.
O Sr. DomRj2os-'Jos Soares. ofcial da se-
cretor: ao goveroo, queira dirigir-se a ra l)i-
rcttn. 68, alim de saldar o que esta a dever
a< hordciros do Caolano Tcreira Con.-alves da
CtHMM.
Saca-sesoijie Lisboa e Porto, ra
doW.gario a. $, primeiro andar, es*
oriptorio de Carvalho, Nogueira & C.
Ensino de msica.
GfTerece-separaleccionarosolfejo.comotam-
oem a locar *rk>s instrumentos ; dando as li-
ooes das7horss91i2danoile: atralaroa ra
HdameCeJile, estabelecida na ra das Crn-
z-es i:, db.avisa^iorespeilavel publico que-se acho
sempre prometa para fazer qualquer obra de
l-erc*ndes ; *'-'*{'t!os de seiJwra. e> tambero chapeos i moda
ee. l k(\s, por maito commodo pieco.
Quem dver um sitio pedo ou
Ioge desta cidade,. com tantoquelenl.a
Pracisa-se alujar um sobrado de um andar ou i^*83 **e viveada, asvorts de fructo .e 1-
air- | q^eproximo^oVianho salgado, tempe-
"er j rado ou doce, o cuira alugar diii-
Kffl^VAB^ll ,""*e ao laigo Eslando a indar os frescas queijos do Cerid
. as-excellentes mac:.-.s. e a ella raanteiga reli-
| nada em frascos, previne-se aos amanles dos;
I ditcs gneros, que venham a elles con presteza i
para depois niio hev^r queixa : no armazem da
; rua.esireila po Rosvo n.ll.
; Aureliano de iP .3., pru.essor jubilado de '
inslr: jsas.parliculares, con: urbanidae e approveila-!
fenlo: quem precisar, dirija-se ao Corredor do !
: Bispo.t.iia n. 5.
Aluga-se uq sitio ;grande com:
exceUoite casa de vii*enda.,.com todas as
(Commodidadcs |>ar^i familia,, no lugat*
da Caa Forte : a 1a*jntnr nam
, prietai-ios, N.O. .Hiebar.A C-
Aiteiico.
mero 33.
*&
O Dr. Costee, de^fc a' Pe eir da
i.consultas medicas em seu escrip-
I torio, no bairro do Recife, ra
; da Cruz n. 53, todos es dias.me-
! noc nos domingos., desde as 6
horas ateas 10 da manhaa,
i.breos seguintas pontcs
so-
peador (antiga'rua do Collegio) n.77, no tercei- sPfv'C. l"do pr procos razoaveis : na ra Nova
ro andar -8.
Vende-se uma serrara, contendo pouco
mais de 2:0008 em madoiras serrados, pranchdes
e ulencilios ; faz-se todo o negocio a dinheiro bu
a prazo: a tratar com Ignacio Iteuto de Loyola.
Molestias de olhos '
coracSo e
de
os pro-
Ra do Bfum (passando o chafariz.)
I^o depozito deste esiabele^imento sempre na grande sorlmento de
enanismo nara os engenhos de ass^car a saber:
mc>eda. com roae.a.motora. ,ara .,M, ,., o bol., acunhada, em .guilWe, de.a.
u
1.-
: 2.- Molestias de
; peJto ;
5.- Molestias dos orges da ge-
racao e do anus:;
4.- Prticaia' toda .e qualquer
opecacao que julg.r conve-
niente para o restaJbtelecimen-
t dos^eus doente*.
O e\amedaspe8soa5queoon-
iultarem^era' feito indistincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepco os doen-
tes-de olhos, ou aqueles que por
motivo justo obtiverem hora
mascada paroste fim.
Preslem alleofo.
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, vende-se a
verdadeira cerveja Bassl & C. a :120 rs. a garrafa,
garaulindo-se ao comjirador a <|ualidade.
Ra do Crespo,
Loja n 25, de Joaquim Ferrei-
radeS.
Vende-se'por procos baratissimos para acabar:
roupesde seda para senhofa a 153. laazinhas de
cores para vestido a 200 rs. o covado, cassas de
cores finas a 210 o covado, chila larga a 200 rs.,
casaveqnes de camhraia bordados a 8#. capas de
fustao a 5?, pcnlcadores de cambraia bordados a
6*J. liras e babados bordados a 320 a vara, lencos
de seda rom franja a la, riseado francez a 200
rs.,sobrecasacas'de panno fino a 253. paletots de
panno prelo o de cores a 18, 20 e 2>, ditos dc
alpaca do 4g a 8, calcas de i-asemira pretas e de
coros para lodos os procos, ditas de brini bran-
co e de cores de 29 a \, gollinhas bordadas de
iraspasso, camisinhas para senhora a 2$500,
m nguitos bordados 2000. chita de lustre lar-
ga para cobeita a 320 r,, esguiao de linho mui-
lo lino a l200 a vara, bramante do linho com
!) palmos de largura a 250u a vara, damasco
dc la com 9 palmos de largura a 29000 o co-
vado, pecas de madapoln fino a 43500, chapeos
do feliro finos, baldes J Garibalde a ujoOO, pale-
lols de brim de cores e brancos de > a 63, ca-
misas brancas e de cores de 1$500 a 33, e outras
muilas fazendas por muilo menos do seu valor
para fechar conlas.
Telhado de zinco.
Na fabrica de caldeireiro, sita na ra Imperial,
o na ra Nova n. 35, loja de ferragens. contina
a vender-se lelhado do zimo por menos preoo do
que se vender em qualquer nutra parte.
Vendem-te Iros vareas de leile muilo boas
per nao barer pasto no .-lio em que eslo : nos
Afilelos, casa cinzenla confronte a igreja.
|ll IIIA llivAllui
SLoja de fazendas finas. 9
^i(r--Ruada Cadeia do Rak-/O%
^ Enconlra-se nesle eslabolocimenlo (o- ^
^ das as qualidades de fazendas. ricos e lf|
if elegantes corles de vestidos de fil, blona ^
e de seda, proles, brancos e de cores, jf
^ carabraias, cassas. baroges, chapeos para" A;
m homem c senhora, ricos mnitcletes de ^
^ ronda branca e prela, velludos de lodas Sfe:
^ qualidades, grinaletas, aderocos de bri- 8
|2 llianlcs e loucadospara senhora, perfu- 3
* maiiaa frazicezas. roupa feila para homem <>
: e meninos, calcado de Melis para ho- B
** oiern c Joly para senhora, luvas de pe- *
hca, chales de verdideiro touquiu e lo- it
gj, dos os objeclos necessarios a uma seuho- *
^ radegosto e do grande mundo.
ao p do arco de Soiio
Antonio
Vendem-se ricos coeiros bordados j debrunlia
dos, os mais ricos que pode haver no mercado,
proprios para baptisado.
Vende-se om silban com pouco uso, com
todos os perWnces : na ra do Queimado n 14,
loja de erragens.
Pecliina
Na travessa da ra das
Cruzes n. 2,
vendem-se borzeguins de Nanles de bezerro su-
periores a 8S500, e com meias balarlas a 9;C0l);
preco nunca visto.
Mante.gft franceza.
A mais nova que ha no mercado a 5C0 rs. a
libra, e em barril se faz algum abalimento : no
largo da Penha n. 8.
QuaKinhas.
Na ra das Cruzes n. 41 A, venden)-80 quarli-
nhas da Rahia a8?uionlo, e a 100 rs. cada uuia,
sem deleito.
Vendem-se
as seguinles obras : 1. e 2. volumcs da gram-
malica do Burgain, diccionarios francez-porlu-
guez por Ponsoca, porlnguoz-franccz por Ro-
queite, lodas em muilo bom estado : a tratar ne
ra do Cabug n. 8, loja.
Gurgel 1 roaos lem para vender :
Velas dc carnauba.
Sulla corlida franceza.
Cera dc carnauba.
I.cucos de labyriniho;
Cera de carnauba
Na lano.ria da ra da moeda defronle do tra-
piche do Cunha, vende-se cera de carnauba por
preco commodo.
Velas de esperinaccte.
Em caixa com 25 libras por f5j, a relalho a
640 a libra : no largo da Penha n. 8.
Manteiga para tempero.
Perfeitamente em bom estado, vende-se
barril a 160 rs. e a relalho a 200 rs. a iibia
largo da Penba n. 8.
em
no
Farinha de
di oca
roan-
mc
as para purgar etc.,etc.
rthrt7'B0Waa?C0QfiaqUe.0sseusfreguezes acharotudo digno da preferencia rom
^hdeTtlTrk peIa.l0n^a Pjrif^ia que elle tem do meehaoismo Ito9to?^t^Z^
;^^7'lerediC^fC1h, e Pelo fceto de mandar construir pessoalmente assuasob/as as
ZJn f f!lb** da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual 'para o dito fim
^in X,ria coutinuaCao da 8ua ^rica em Pernambuco, para modificar o echani^
mo a vo.ntade de cada comprador, e de fazer o, concert* da que podera ne" essf^ar
Retratos
em cartees de visita como se
usa era Pars. Os 100 por
m.
o retrato o mais econmico que se podeob-
ter e o mais proprio para dar de mimo aos na.
tinlf T'",08' ioueodo Sr remeitido commo-
damenle denlro de uma carta. Estes relrai
nao obstan suas pequeas dimenses, reprc-
sentaro a peaaoa de figura inleira cora o maior
ESE*. tt**'. sao a mais propria rccordjcao
f m m p*sioas.1ue no sao gralas. Reunidos
emcollercao podaran servir para formar um ele-
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-se lodos
os das e com qualquer lempo, no instillo pho-
ographico de SUhl &c. Retratos de S. II. o
Imperador, ra da Imperatriz.
Furlaram do uma canoa de ferro tundeada
na coroa do passarinho. um ancorete de ferro
palele com a competente correnle de 15 braca,
pouco mus ou menos: se alguem descobrir
quem fo, 0 malfeilor ou larapio, souber da cr-
reme, etc., e o ommunijar na ra da Cruz n.
riPjr.nfBl andiJr ou a Seb.stioF,opeaCuima-
raes Jnior, ser bem gralifJrado.
Anlynjo Pevr vai a Mnctio.
; muilo nova, chegaJa antes de honlem : quali-
dades muilo variadas, por dillorenles pceos
em grandes porcoes ou a relalho ; no armazem
de Anluucs Cuimaraesi C, largo da Assemblca
"'- V.-., ,,.-,, m m .,. J
arrenda-se o silio da travessa dos Remedios na
freguezia dos Afogados n. 21, sendo que 60 se
arrenda a quem quizer fazer j todos os concer-
tos de que a casa precisar para ser desconlada
nos alugueis, a importancia despendida com o
concert : puem pretender fazer quulquer nego-
cio, enlenda-se com seu proprietaiio na ra do
a'ruaXll00' *d "-10, romo 1ucm vai P
Seil! ~ ^"de-se uma casa lerrea na ra do pha-
roi^n. tj a tralar na ra do Pilar n. 143.
0 baraleiro do passeio
Publico.
Loja numero 11.
Esl \ endeudo tudo por metade do
valor.
Casemira prcta muilo lina, covado a 28
rbTa1"11'"prct0'covodu a 3S' e mui' suPe"
Sarja de seda hespanhola, covado a 2
Crosdenaple do mais fino que pode hav'cr para
Mscuhoras de bom gosloa I390O, 2^100 e 25B0O
O COVrJOa
Tafel branco covado a 600 rs.
Dito cor de rosa a 600 rs.
Setim azul a 900 rs.
I)ito,preto a 900 rs.
Lencos pretos dei selim maco da melhor qua-
lidade que ha a 2JJ600.
Ditos muilo finos a jtfOO.
Seda prela lavrada, covnd'o a 1JJ900.
Lencos de seda com avaria a 320.
Brelanha de linho pars lences e toalha, vara
a 600 rs.
Chapeos de feliro bons a 3$200 e 4*.
Grvalas de seda do cordao muitu ricas a 640.
Ditas de setim bonitos gostos a 700 rs
aJH"l"h0 n,Ul Uno e 'ar0' Pe?a 3 4:80o e
Cassa de flores muidas para babados e corti-
nados, a pega a 2#.
Dita de quadrus a 3j.
Cambraia branca muilo fina e larga com 10 va-
ras, peca a 65 e 9500.
Cortes de collele de fusloa 500 rs.
Alpaca prela fina, covado a 700 e 800 rs.
Brim de linho branco muilo fino, vara a 2200.
TOfj'r d"*nadro9' Dho Puro, vara a
Ditos de hnho miudo, covado a 180.
tambroias de cores, superior fazendF, vara a
ATOM.
Vende-se pela metade de
seu valor, na loja da
ra do Passeio Publico
numero 11.
Curtes de casomira, padres escuros a 3>2C0
Cortes de calca de caslor encorpado a 18200
Ditos debnm miudosa 1$.
Calcas feitas dc brim e do castores a l* e 1S200
Chila franceza miuda a 240 o covado
Dita a 280 rs.
Chila para coberla muilo bonita a 240
Dita miuda para vestido a 00 rs
Rentos brancos de cassa, pequeos e finos, a
Panno fino azul muilo bom a 4 o covado.
tamisas francpzas brancas a l90
Ditas muito lna3 a 2g40O.
Chapeos de feliro muilo fino a 4&
Chapeos dc sol de seda a 7jj.
^fttqJPW d" va'a9 qualidades a 3S40O,430O,
46O0. 4*800 e6800 muilo Gnos.
Chales de la a 900 rs.
Ditos muito finos escuros a 2&400.
Meias para homem a 20 a duzia.
Lencos de seda a 800 rs. cada um.
Chapeos de feltrocom avaria o 500 rs.
Siispensorics. a duzia a 400 rs.
Algodao de duas larguras a 640 a vara.
*
'.' /
rV


(6)
DIARIO DE PERHAMBUCO. SEXTA fElBA 14 DE SETEMBR0 DE 1860.
Fazendas Anas e
roupa fcita.
Aopsto & Perdigo.
Coaa loja oa rua da Cadeia do Recife n. 23
veadeiu e dao amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda pretos e de cores
Cirtesdo ditos de baregc, de larlatana e de gaze
de seda. B
Ca;nbraias de cores, brancas c organdys.
Aniuinhas para saias.saias balo, de clina, nia-
dapolao e bordadas.
Len'os de labyrinllio do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de pallu e de seda para se-
tihoras e meninas.
Enfi'ilesde troco, de vidrilho e de flores.
Penlts de tartaruga, imperatriz e outros goslos.
Manguitos e gollas, ponto inglcz, fraocez e mis-
sanga.
Vestuarios de fusvo, de la e de seda para
crianc.a.
Manteletes, taimas e pelerinas de differentes aua-
lidades.
diales de loujim, de merino e de l de ponta
redonda.
Lavas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores soltas.
Siuturoes, camisas de linho e espartilhos para
senliora.
Perfumaras fioas, sabonetes e agua do colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletols de panno preto
e de cor.
Paletols de alpaca, de seda e de linho.
Calcas .le casemira de cor, pretas e de brira
Camilas de malapoliio, e linho inglez e de laa.
Soroulas de linho e de meia.
Halas, saceos, apelrcixos para viagem.
Chancas para invern, botinas do Meli e outros
fabricantes. ;
Chapeos do Chyli. de raassa e de filtro para lio-
ruem.
Charutos roanilha, havaua, Rio de Janeiro e
Baha.
Libras sterlinas
Ven Jem-se libras sterlinas: no escriplorio de
Manocl Ignacio de (Kiveira l'ilhos, largo do
Corpo Santo.
M NOVA
Luja de miudezas na rua
DireiaN. 88, onde tem
o lanipeao do yaz,
v.nl^m-se bandejas finas a 1*. I320O, laOO, 2a,
2J0 i, 2,,60, 2800, 3200, 4 e 5, bengalas d
cjini linas a 2 e 1}500, grvalas pretas de se-
lim a IJSOO, ditas ie cores a 1. alflneles era
caixinhas muito Qno3 a 200 e 280 rs., Atas pro-
pri 1- para enfeites de vestido do seda a 100, 500
c 0 II rs. a vara, franjas de seda de cores a 320,
D'J1). OJO e8l)0 rs. a vara, luvas de fio de cores
para hornera, brancas, aGiO, dilasde cores a Gil),
ditas de sala enfriadas para son hora a 2-5, en-
feiio.- de trancas de velludo dos mais modernos
qi> ha pira senhora a SjjOO, ditos de filas de
Be I 1 a 15500, ditos para meninas de tranca de
velludo a l50Q, ditas de fita de seda a Ij, luvas
d se la para bomem a 13100, tesouras para unhas
Cu is a 8)0 rs., ditas para costura a 1, colchetes
ba: ladiohos a 120, esi'uvas para cabello a lri.
ditas para roupa a lg200, trancas de caracol de
linho, pega gran le, a 230. meias cruas para ho-
111 11 1 2; i I), ditas a 4800 e 5S, ditas brancas
a l\ )J e 3j2.)'.). ditas tinas do cores a 2}S.)0, di-
las para meninos, decores 1 2*500, ditas finas
b. meas de meninos a 33800, ditas para meninas
a '.?TiJJ a du/.ia, botos de sida pira casaveque
a 32) a duzia, tinta de carm'uin fina a ">00 rs.,
Canchado metal principe paraassucar a 401) rs.,
d 1 is para cha a 800 rs. a duzia, tinleiros e ariei-
ros linos a 1, caixinhas de papel sorlidas em
caros a Ij, ditos de quadrtnhos a 800 rs lia pa-
r h ir lar a tnois lina que ha a 7;500 a libra, ala-
c 1 lires chatos do algodo a GO rs., ditos rollos a
1 I rs, pantos de borracha para bichos a 410,
ii is iravessos para meninas a 610, ditos de b-
falo branco para bichos a 2J0, ditos para alisar a
5 1 rs., ditos de borracha para alisar a GOOrs.,
baloes de osso a 240, ditos de louga brancos a
1 t, ditos de ores a 160, baloes de madreperola
li:i) a 8)) rs. a groza, Qtrolas para calcas a 10)
rs., caixinhas de papel de cor a 800 rs., "caixas de
oirvia do cola a 100 rs. linhas de peso a 120,
ditas do cabo; i encarnada a 12). filas lavradas
di I ir^'ora do 5 dod is cora pintas de mofo a 32t)
a vara, galn d linli-i a 110 a vari, bico prelo
d'S'h a 12, 211. 32. i'0 e GOOrs. a vara,
brin('iodos para moninos, do diversas qualida-
d,, !>nis biraiii que >'-n oulra qualquer parte,
b i 1 is i|e c 1 o ir: 1 1 >( rs., ditas de ehouro a
4 41, 500, 8i)0, b'00 e 2
Paraliyba.
Vm I-83 o eugitih) T'>rrinha distan
ti lsti ciJilo caas legis por tena,
t u terreno para dous mil pies or an<
n-) e l)>a osa de vvenla assobradada c
1)) u obras, te n e nbar |uen) porto dis
ta ate do engeaho 1|2 quito de legua
da rio Parahyba eem menos de 3 horas
s^ v; a acidada: quena o pretender di-
rija se a J ilo Jo>e de M:lero$ Crrela
6 C que dir' quera o vende.
Venle-se um sitio naPassagem da Magda-
lena, .'1 margena do Capibarib, com urna grande
casa tola mrala, com caes, muitis arrotos do
diversos froctos : a tratar com Joao Manool Ro-
drigues Valenca, no mesmo lugar.
Aviso aos seiihores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodao o melhor que lem vindo ao
mercado, para pavios de velas: vende-se na rua
da Cadeia, loja do ferragens de Vidal & Baska.
Vende-se na rua da Impe-
ratriz n. %
superior fumo de Garanhuus a 860 rs. a libra
baratissimo.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
r&
DBTES
l)E
Vestido a 2:500.
Riquissimos cortes de chita larga franceza, de
mu lindos padres, tondo entre elles de cores
escuras, cljras, e miudinhas, pelo diminute pre-
o de 2{500. tendo 11 corados cada corle ; na
rua do Queimado, lojn n. 18 A, esquina que vol-
ta para a rua estreita do Rosario.
Cheguem ao barato
O Preguigaesl queimandi), em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Tefas de bretanha de rolo cora 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collele e palitots a 9G0 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bora gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3J>, 43>, 5,
e 6$ a pega, Hila tapa.la, cora 10 varas a 5j> e
69 a peca, chitas largas da mojemos e escolhidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a ? e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
deficada a 99 caja um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 85?oOO, ditos tizos cora fran-
jas de seda a 5t, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 1G0 cida um, meias muito finas pa-
ra senliora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 3#500 a duzia, chitas franceza de ricos
deseados, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 59900 a poja, e a 1G0 rs.
o covado, brira branco de puro linho a 19
19200 e 19600 a vara, dito preto muilo encor-
pa lo a 19j00 a vara, brillantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2jJ500, 39 e
39500 o covado, cambria preta e deslmeos a
500 rs. a vara, e ouiras muias fazendas que se
fara patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Mel.
No caes do Ramos n. 10, vendem-sc Larris de
mel do muito boa qualidade por 15J000 cada
um com 17 caadas.
Mil ho novo
Chegado do Cear, Marauho o Colinguiba a dois
das, era aaccos grandes; no armazem de Anlu-,
nes Guiraares & C, largo da Assembla n. 19 .
Vondo-se um escrave crioulo com idade
de 20 annos, perito carroo : na rua do Hospi-
cio n. 15.
Seboe graixa.
Se o coado e graixa em bexigas : no armazem
un Tasso Irmos, no caes de Apollo
Tachas para eogeuho
Fundigo de ferro e brouze
DB
Pianos
Saunders Brothers C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres, t
muilo DroDrios cara este clima.
&3s?g3S3i3 $&m zmmmismm
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e conc^rta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Pechinchas
seni guaes, na rua do Quei-
mado n. 65, na bem conhe-
cida loja da diligencia de
l7ajozos Jnior & G uniiares
J'i pintadas muilo Finas para hornero a
1$80J a duzia, e em pares a 160 rs., colchetes
francezes em cnrto a 320 a duzia de carles, o a
30 rs. cada carlocom 14 pares, luvas finas de
selaparahomensesenhoras a 610 o par, ditas
com algum defeito a 210 o par, muito boas cor-
das para violao a 80 rs.,agulhas francezas, caixas
com 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcollana
muilo lindos nara menina a 1;8<0, 25500, 3 e 4-5,
Fogoes econmi-
cos.
Foguea econmicos americanos, os mclhores
que tem vindo ao mercado, rio s por cozinha- ;
rem em molade do lempo de qualquer ouiro,
como por nao gastaron urna terca parle da lenha;
eslao-se vendondo por metade" do seu valor, e
approveilar a occasiao. Caranle-se a boa quaii-
dade e bom travado dos mesn.os : vende-se na
fundiQao da rua do Bruna n. 28. loja de ferragens
da rua da Cadeia do Recife n. 64.
GRA3DE SORTIMENTO
DS
lazendase obras feilas!
Loja earmazenv
DE
IGes&Basto.
Na ru i do Queimad ) u.
46, frente amarel la.
Sortimento completo de sobrecasaca de
panno prelo e de cor a 25J. 28}, 30} o
359, casacas a 28*. 30} e353. palitots dos
mesmos pannos 20. 22> e 25$, ditos de
casemira de cOr a 16 e 18}. ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira fina a 10, 12/11* e lj, dilos
saceos de alpaca prelo a 43, ditos sobre
fino de alpaca a 7. 8}e9. dilos de me-
rino setim a 10$, ditos de merino cordSo
a IOS e 12. ditos de sarja preta trancada
saceos a 6J. ditos sobrecasacos da mes-
ma 'azoada a 8}, ditos de fuslo de cor e
branco a 4}, 4g50O e 5g, colletes de ca-
semira de cor e preto a 5} o 6, ditos de
merino prelo para lulo a 4} e 5}, dilos
de velludo preto de cor a 9 e 10, dilos
de gorgurao de seda a5} o 6, ditos de
briol branco e de cor a 2}50li e 3. calcas
de casemir3 do cor e prelo a 7g. 8J, *9
e 10, ditas para menino a 6} e 7, ditas
gg de mi-rin de cor dao para noniem a 5J o
g> 6}, ditas de brini branco a 5> c 6}, ditas
fp ditd de cor a 3}, 3500, 4 J o 5, e de |
35 todas estas obras temos um grande sor- S
Jg timento para menino de lodos os tama- ^1
9U "hos camisas inglezas a 36 a duzia. Na *j
g mesma loja ha paletols de panno prelo 9!
g P"a menino a !4f, 15J c 16.\ ditos de en
SB casemira para os mesmos pelo mesmo s
j|g preco, dilos do alpaca saceos a 3 e S
n 3500, dilos sobrecasacos a 5) e 6$ para f|
|i ".mesmos, cairas de brim a 2}50, 3 c S
^e 3;50O, paletots saceos de casemira de cor
P a 6 e 7, loalhas de linho a 800 e 1 ca- 29
** da urna. Jj
No mesmo ostabelccimento manda-se Sj
apromptar todas as Dualidades de obras **
tendenles a roupas feilas,em poneos dias, i
que para esse lim temos numero suf- ffl
I Detente de peritos officiaes de alfaiales *
rgidos por um hbil mostr de semo- $
Ihante arte, Ocando os donos do estabe- |
lecimento respousaveis pelas mesmas S
obras al a sua entrega. 3s
msmmmtm mim mmmmm
Uvas e maces.
iV* n I sx ^. -^w^^ ^_________ Vende-se as superiores uvas o macaos porlu-
wesle armazem de molhados con- BSii,sasS'i:i-i,l "-11-cs,a-
REMEDIO INCOMPABAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde nMividuos de todas as nac5es po-
Jem lestemunharas vtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necossario, que,
pelo uso que delle flzeram tem'scu corpo e mem-
brosinteiramentesosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao tao sor prendentes que admiran, o
medico mais celebres. Quantas pessoas reco"
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas.depoisde ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer 1
amputacaol Dellas ha muilasque harendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmaliva.
Ninguem desesperara do eslsdo de saude sa
Uvesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoquenecessilassea natureza dom&i,
c"jo resultado seria prova rincouleslavelmente .
Ouetudocura.
O unnento e atil, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
A-lporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
D>-es de cabeca.
das costas,
""dos nieinbros.
"ferniidades da cutis
eQ ge ral.
Oi'as doanus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasnoabdomcn.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frionas.
Gengiva escldalas.
tnchacoes
Inflarximaco do ligado.
da matriz
Lepra.
Males daspernas.
d06 poitoS.
de olhos.
Mordedurasde reptis.
Picadura de mosquitas.
Pulraes.
Oueimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado,
-dasarticulac.oes.
Veas torcidas ou noda-
das naspernas.
9 aPifclilaH
ti
Relogios
Suissos.
Era casa de Schafleillin&C, rua da Cruz n.
3i, vcnlo-seam grande e variado sorlimanlo de
r '. 1 i is ie alzibeira horisonlaes.p a lentes, chro-
n > nslros, radios chronornelros, do ouro, prala
d > irad 1 e folhi-ados a ouro, sendo estes relogios
d a primeiros fabricaulesda Suissa, que se ven-
d rio por presos razoaveis.
Veudem-se duas moradas de casas terreas
f-itas ha f annos, na roa do Palacio do Dispo,
cantan lo cala urna 30 palmos do frente e 70 de
fundo, com 2 salas e 3 quartos, cozinha fra,
quintal e cacimba, chaos proprios : a tratar na
praca da Roa-Vista n. 10.
Vende-so una negra boa cozioheira o en-
gommadeira : na rua do Imperador n. 67, no se-
gundo .indar.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
haitn & C. rua daSenzalan. 42.
Cheguem ao barato.
Venle-so na taberna po pateo do Terco n 28,
ir.anioiga inglea muito nova a 1200 a fibra, dita
franreza a 60 rs., cha da ludia muilo superior a
2}200, atetria muilo nova a 480, macarrao a 4'0
rs., batatas a 60 rs., toucinho de Lisboa muito
novo a 360, chouricas de Lisboa muito novas a
560, banha do porco a 560, vinho do Porto cha-
mico engarrafado, a garrafa 1. dito de Lisboa
em pipa a garrafa a 480, e oulros muitos gneros
que aqu se nao mencionan!, e que a vista do
comprador se dir o menos preco que era oulra
qualquer parte, e ludo muilo bom.
Venderse cera de carnauba, sebo om velas
c em pao, vindo do Porto, fio da Babia para Li-
quidar : na rua da Cruz, armazem n. 33.
Cera de carnauba.
Vende se na rua da Cadeia n. 57 a 9600 a ar-
erraba e all500; a melhor que tem rindo ao
mercad').
doUnaueSom I! t!J?g"l,,t".V** abaix0 '"anados de superiores qualidades e mais barato
dosVropn!eSosq I,,Cr P *' Pr 8Crem mar p3rle *** wwWd< ** direitura por coala I
Manleiga iuglexa e franceza
%1f^l?o"n'lWi*mjMO aomercad' *. 800 rs. a libra e om barril
Qucijos fVaucugos
muito novos recentemenle chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 3S ea vista do easto
que o freguez Czor se fara mais algum abatimeato. v visia ao gasto
Quejo praVo
os mais novos que existen no mercado a 1 a libra, em porco se far abalimento.
A.n\eixas francezas
ml?'ansdelll2liljraPorl3500rs.,eemcampoteas de vidro contendo cada urna 3 libra
por ojuuw.
Mnslarda ngleza e franceza
em frascos a 610 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Veraadeiros ngos de comadre
u caixinhasd 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1S600 rs.
Bo\ac\i\na ingVeza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e e-n barrica com 1 arroba por 4.
Potes vidrados
de la 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1000 rs. cada um
A.icn\as confeladas proprias para sones
de S Joao
a 13 a libra e em frasquinhos, contendo 1 1|2 libra po.- U.
Cha preto, ^nyson e pcrola
os melhores que ha nesle mercado de 1600,2 e 2500 a libra.
Macas em caixinhas de & libras
conlendo cada urna diTerentes qualidades a 450O
Palitos de dentes lidiados
em mallios ora 20 maciuhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differentes qualidades.
Presnntos, cnonri^as e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 610 o 720 rs. a libra.
L.atas de balachinna'de soda
de diTerentes 1 nal dados a 1800 em porcao se far algum abalimento
Tambora rendom-se os s.'guintes gneros ludo recentemenle ph,-<.dn *. a
res qualidades. presuntos a 4S0 rs. a libra, ehourica muito nova, ^rmelda do mil, JHHtl
bncantedo Lisboa, macado tomate, pera secca, pasVas.ruclas em calda aiJLZ afamad fa"
cora araendoas ,obertas, ,oafeltes. o.astilhas de varias qtiSrdade ^vinagre blanco Bordead 0S
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix. mVas de todas., ?,,i?uhP pn
ma muito fina, ervilhas francezas.,l,ampag.,e das mais acreditada mra ceceas de S"
spermacetebaralo, licores francezes muito finos, marrasquino de zara azeitedocpn-,r\fi.?L
touas muilo novas, banha de porco refinada e outros muilo .eros1T r 2 I ll0',"6'^
molhados.por isso prom.ltem os propietarios venderem po? muu m^nos d aS nata!.9 *
prometem ma s tambera servirem aquellas oessoss mo man.^^-T 1ueot,,roqnalquer,
P. viess.ra pessoalraonle :rogam 3&ttn3*^SZ$F ESZ
YSSSSSS enCmmendaS '""" P"o auo so .ho^man^SVuTdaael
Presuntos.
No estabelecimento da rua cstreila do Rosario
n 11, tem presunto de fiambre prompto para
lanche, por isso previne-se aos freguezese aman-
tes do dito genero que nao deixem do vir apre-
ciar, assim como avisa-se com parlicularidade
aos Srs. votantes-
mmmm ewaKW mmmm*
Cimento inglez.
f& Para collar vidros, louca, tartaruga, Sb'
H-c m.artim el?., chegou urna pequea porcao ^
* deste cimento ja muicanhecido nesta ca- *>
sis pial e se vende nicamente na casa de f
* Augusto & Perdigao, na rua da Cadeia do ^>
gfe Recife n. 23, a 2 cada vidro dinheiro m
^ vista. Os amadores devem quanto antes S
* praver-se delle.
Vende-se este ungento no estabecimento
?eralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Ven le se a800 rs., cada bocetinha contm
urna .nstruegao cm prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum.
pharraaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambu.iu.
Relogios,
Vende-seem casa de Johnston Pater & C, rua
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito le vinho com M
33!
Na fabrica de caldeeiro da rua Imperial,
junto a fabrica de sabio, e na rua Nova, loja d
ferragens n. 37, ha urna grande poroto dcfolhas
de zinco, j preparada para telhados, c pelo di-
minuto ureco de 140 rs. a libra
ARMAZEMDEROIPAFEITA
e-se
lMIMW
Defronle do becco.da Congrega^oletreiro verde.
Casacas de patino preto a 30, 35 e 40-000
Sobrecasacas de dito dito a 353000
Palelots de panno pretos e de cores a
20, 25, 30j> e 35000
Ditos de casemira de cores a 153 e 2J000
Ditos de casomira de cores a 7S e 120f0
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12JO00
Ditos do merino selim preto e de cor
a 8 e 9000
Dilos de alpaca de cores a 3500 e 57009
Dilos de alpaca prola a 3S50O, 5. 7 e 9000
Dilos de brim de cores a 3500,4500 e 5000
Ditos de bramante de linho brancos a
4500 o 600O
Calcas de casemira preta e de cores a
9, lOf e 120OO
Dinrg de princeza e alpaca de cordo
pretos a 5$000
Ditas de brim branco e de cores a 2500,
4g500 e 5ft00
Ditas de 7 Dilas de casemira a 5f50o
Colletes do velludo decores muilo fino a
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de coros a 5, 5500 e
Ditos de selim relo a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 5g e
Ditos de gorgurao de seda a 5$ e
Dilos de fuslao brancos e de cores a 33 e
Ditos de brim branco e de cores a 2 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodao a l600 c
Camisas de peo de fuslao brancas e de
cores a 2300 e
Dilas de peito epunhos de linho muito
finas inglezas a duzia
Dilas de naadapolo brancas e de cores
a I98OO, 9 o
Dilas de meia a 1 e
Relog'os do ouro patentee orlsontaes
Ditos oe prata galvanisados a 259 o
Obras de ouro, aderecos, pulcoiras e ro-
setas
10J000
6&000
5SOO0
35500
65OOO
6.JOO0
3S500
2S500
99900
20O0
2500
35S000
2O0
1S600
i
3OO0Q
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas.
Biscoulos .
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
Pcchincha.
Cortes de chita franceza cora 14 covados a
22()0, chitas francezas a 200, 250 o 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabara : na rua do Quei-
mado n. 44.
Botica.
Barlholomeii Francisco do Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
mentos :
Robl'AftVcteur.
Pillas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlslol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungupnlo Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
o 12 libras.
Assim como tem um grando sortimento de pa-
pel para forro do sala, o qual vende a mdico
preco.
Cortes de ves-
tido por 2#500.
Superiores cortes de chita franceza larga de
muito lindos padres de cores escuras e claras,
miudinhas, cora 11 covados cada corte, pelo ba-
ratissimo preco de 2S50O : na loja do sobrado
amarello, uos qualro cantos da ruado Queimado
n. 29, de Jos Morena Lopes.
ATTE^O.
Chegou o bom conhecido ungento de matar
ratos e baratas rapidamento : na bem conhecida
casa j scosluraada, na rua da Senzala Velha
numero 50.
Oilo palmos de largo.
A 900 rs. a vara.
No armazem da rua do Queimado n. 19. vnde-
se brim trancado alvo com 8 palmos de largo,
fazenita mais propria para loalhas. pelo bara-
tissimo preco do 900 rs. a vara : vende-se ni-
camente do armazem cima.
Vonde-se espirito de vinho verdadeocom 44
*rai>s, chegado da Europa, as garrafas ou as es-
andas na rua larea do Rosario n. 3.
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-seem casa de S.P. Jonhston 4 C.va-
quetas de lustre para carros, scllins esilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os e relozios d'ouro patente inlezes
Rival sera segundo.
Na rua doQuaiinadr. n. 55, defronle do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender os scguinics arligos
abiMxo declaradas
Caixas de agulhas francezas a 120 r9.
Sapalos de Iranca de algodao al.
Carlas de atilnetes finos a 100 rs.
^Espelhos de columnas madeira branca, a
Phosphoroscora caixa de folha a 12f>rs.
Frascos de macassS perilla a 200 rs.
Duzia de facas o garfos muilo finos a 3500.
Colchetes em cartao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Di'.o dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapalos de l.ia pan enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulhftos de martina a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo finas a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a-500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de la com 10 varas a 1g.
Pegas de tranca de laa com 13 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (peca) 1.
Linhas Pedro V, carlocom 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo linas a 200 rs.
Pares de meias decores para bomem muilo fi-
nas a 110.
Cordao imperial (pecas) 40 rs.
S iiiteressa as seoras.
Chegaram mais de novo as bellas e desojadas
pulseiras de coral, fingindo una cobrinha, en-
castoadas em ouro : as tojas de nurires de Se-
rafn] & Irmo na rua do Cabog ns. 9 e 11.
Pechincha em roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na rua da Impcralm
n. 60, luja de Gama & Silva : caigas de ganga
franceza muilo bem feilas a 2J500; ditas de brim
de linho a 2500, ditas de dilo a 2g, colletes de
varias qualidades, paletols de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muito em conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo mctliotl para aprender a lr,
a cscrever e a fallar ngiez etn 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstruccio,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patonte inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndospelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor & C.
Attencao.
Vende-se orna escrava crlouls com urna cria
de 11 mezes, a escrava perita engommadeira,
coslureira o cozinheira, e lem Indas as habilida-
des t a tratar na rua da Imperatriz n, 9. segundo
andar.
Vaquetas.
Vendem-se por preco commodo boas vaquetas
de lustre para cobrir carros: na loja de selleiro
Ida rua larga do Rosario n.28.
45-- Roa Oireila-45
Este estabelecimento olTerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Home lU.
Borzeguins imperiaes......lOOOO
Ditos aristocrticos....... 9#000
Ditos burguezes........ 7<000
| Ditos democrticos...... 6000
| Meio borzeguins patente. C$500
iSiipatoes nobreza....... C/J000
Ditos infantes......., 5/jOOO
Ditos de linlia (3 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). f>$000
Sapa tos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos baihirinos. ,...... Si'500
Ditos mpermeaveis...... 2^500
Senhora.
Borzeguins pi imeir classe (sal-
to de quebrar).......5000
Ditos de segunda ciaste (quebra
cambada). ..,...,. a^OO
Ditos todos de merino (salto
dengoso)^ .......45oo
Meninos e meninas.
Sapatoes de forca. ...... 4000
Ditos de arranca........5500
Boizeguins resistencia &$ e 5,$80O
Paleo de S. Pedro n 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo estabelecimento saceos
com farelo de Lisboa, arinha de mandioca, mi-
Iho, fejao niulalinlio e prelo, gomma do mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranhiio de supe-
rior qualidade, dore da casca da goiaba, vinho do
i erio em garrafa do melhor que poda haver no
mercado, manleiga ingleza e franceza. banha de
porro emlatas, bolachinhas de soda de (odas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, qneijns flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por menos
preco do que se vende em outra qualquer parle.
Em casa de N. O. Befcer & C.
successores, rua da Cruz n. 4, V( nde-fe
Vinho Xerez em barris.
Champanba em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conbac em caixas de 1 duzia.
Vermoutli em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Aro de Milao
Brilhantes de todos os tamanlics
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLI.WOYA.
Este tnestimavel especifico, comporto lnteir; -
mente de hervas medicinaos, nao contm men i-
no, ncn alguma oulra substancia delectena Bt
nignomais tenra infancia, e a compleicaomai.
delicada igualmente prompto ese guio para
desarreigar o mal na compleicaomais robusta
inteiramente innocente em wiasoperaroese e:'-
feios; pois busca e remove as doenea'de qual-
quer especie egro por maijantiga's e tenazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas queja eslavam as panas "da
morte, preservando em seu uso : conseguirn
recobrar a saude e forcas, depois de haver lenta!
do intilmente todos os outros remedios
As mais aflictas nao devem entrecave a fle-
sesperacao ; facam um competente ensaio do>
efficazesefre.tos desta assombrosa medie na
presto recuperarlo o beneficio da saude*
Nao se perca lempo em tomar este remedir,
para jna.quer das seguimos enfermidades
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areas (malde).
Aslhma.
Clicas
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Bnfei midades no ventre
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
intermitente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n 224, SlranJ, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul. Havana e Hespanha.
Vendem-se as borelinhas a 00 rs. cada una
dellas, conten urna inslrucgao em portugus pa-
ra explicar o modo dse usar destas pilulas.
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceulico. na rua da Cruz n. 22, em Pemam-
buco
Pebre de toda a espetie
Cotia.
Hemorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesiocs.
lnflaniniacoes.
i r reg u l'aridades de
menslruarao.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal ae Pedra.
Manchas na culis.
Obsirurcao de venlre.
I'lithisica ou comsump-
tao pulmonar.
rtetenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
iPisaifOrM
No annasem de fazendas da
rua do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas rom pequeo toque
do mofo a 2()0 rs. o covado, cambraias de cores
finas a 200 rs. o covado, lencos brancos para a-
gibeira a 2 a duzia, cambraia" pr^ta com pintas
brancas a 500 rs. a vara, chUas de cores fixas
miudinhas a 160 o covado. cortes de hiberiacom
14 covados por 2j500, coberlas de chita (. hine-
zas) a tf800, algedan entestado largo a 6C0 rs. a
vara, chales de merino eslampados a 2t50U,
meias para meninos e meninas, chita fine de ra-
mogem para coberla a 280 o covado, bales a
5J> de superior qualidade, cobertores de la a 2j)
Aliento.
Vendem-se queijos losdrinos muito frescos de
superior qualidado e cousa nunca vista: na rua
estreila do Rosario, arwazem n. 11 ; quanto ao
preco segredo.
Na rua da Cadeia n.; 4,
vendem-se as seguales fazendas por metade de
seu valor para liqoidacae.
Casaveques de futiSo a 8 e 12$.
Dilos de seda a 25j*.
Dilos de velludo a 40 e 60$.
Chapeos de seda para senbora a 10J.
Enfeites de flores a 6fl.
Camisetas com manguitos a 3. 4, 5 e 6j.
Folhos bordados liras a 500, 1g, e 8*500.
Entremeios finos, percas com 12 varas a I*.
Collarinhus bordados do 500 rs., 2S.3 e 4$.
Boloe3de seda, velludo, detouca e de fustao
de qualidades finas, duzfa a 200, 400 e 600 rs. '
Chales de touqiiim a 10*. 155. 20$ e 35.
Um completo sortimento de franjas de seda e
de algodao.
Bicos de seda brancos e pretos, de todas as
larguras, vara a 160, 240, 400. 800 e t.
Potassa da Hussia c cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposite da
la da Cadeia do Recito a. 12, ha para vender a
verdadeire polass da Russia nova e d* superior
qualidade. assim corno tambem cal tlrgem em
pedra, ludo por presos mais tralos do que em
oulra qualquer parle.
ILEGVEL


DIARIO OE PERNAMBUCO. SEiTA FURA M DE SKTEMBRO DE 1860.
v?)
DE
mmum i f ansela bi hu i.
Sita na ra Imperialn 118 e 120 juato a fabrica desabt.
DE
lELIUUSAS E1M ALUNIS.
as
GRANO
ARMAZEM
DE
SvCcS
Scbaslio J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Cosa.
Neste estabelecimcnto ha sempre promptos alambiques de cobre de dilTerentes dimeneoes
de 300 a 30005) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos :*PFrovauas I
para restilar e destilar espritus com graduado al 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos Habana e po
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impario, bombas publica dos E
de todas as dimeneoes, asperantea e de repucho tanto de cobre como de brome e ferro, torneiras I nerca-
Je bronze de iodas as dimeneoes e feitios para alambiques, tanques etc., parofusos de bro
f( rro para rodas (Tagua,portas para fornallias e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de i
vs dimeneoes para encmenlos, camas de ferro com arrnaeao e sem ella, fuges de ferro potaveis e | 'lavis a vista, doces oo p
econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos nfallvtl contra as lombrigas. Nao
para engenho fulha deFlandrcs, chumbo em lenrul o barra, zinco em lencol e barra, lsucea e nauseas, nem seiisaccs debilitantes.
Liroellasde cobre, Ieni;ocsdeterroa latao,Ierro suecia nglezde todas as dimensoes, safras, lomos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosartigos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempenhando se toda e qualquer encuramenda com presteza e perfeicao ] couhecida
e para commodidade dos freguezes que so dignarem honrarem-nos com a sua confianza, acha-
ao i-a ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das

m
visa
%%&
Una Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos 31 litares. S
Acha-se na direccao da oflicinadeste acreditado armazem o hbil ^^
Em casa de N. Bicber & C. Sucressoies,
ra da Cruz q. i, acha-se venda um grande o
variado soiiimenlo de ferragens linos, otras de
tanociro e pe lene es s*ro Tiro por usos den o'sii-
eos, producios iodos da Industria norte america-
na, assim i\ i,- ii :
Arados de diversos lmannos.
Molnhos de milho.
Machinas para coitar capiro.
Grades.
Machinas para descoronar milho.
Cultivadores e feries de -nsommsr econmicos
Na ra do Codorniz n. 8,
vende-se:
Pastilhas vegetaes deKemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.* nspeccao de esludo de
or militas oulras juncias de hygiene 5?^
Estados L'ni Jos e mais paizes da A- | sgs{
asee i ""","-'* |? artista Francisco de ssis Avellar, antieo contra-mestre do fallecido US brifa de C*,PW? 8S 3 arr"
todasi Garantidas como nuramcnlevegetaes, agrada- ?S?? \i i i i? rv .- i ui ccu s= eros, ludo mais barato que
Jis" .lavis vista, doces ao paladar. sSo o remedio' M ?aDOel JSe respe.tavel publico continuara' a encon- Kg farie;
jgiH trar em dito armaztre um grande e variado soitirxnto de roupas ?%>,
ggpj feitas, como sejnm: casacas, sobrecaSEOas, fraques, paletots de panno |^
causa m
Testemunho exponlanco em abono das pasti-
llas de Ktmp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port By-
>y'i fino, ditos de casemira de cores, de merm, bombaznai alpaca preta 8SS
e decores, ditos de brim de linlio branco, pardo e de' ties, calcas SfH,
Milho, saceos grar d. s, 700O.
Farelo de Lisboa 5j.
Faiinha de mandioca 5jJ.
Gomma do Aracaty propiia psra grude de fa-
brica de chapeos a [ 3 arroba. F. oulros piis ,e-
e cm outra qualquer
CAJNDIEIROS
^v\n-, ^ i>.i.uic),uiiusui. uiiiu uviiiiuu uiuinu, puluv ui. i.ui, cd 1> .19 w/yj-.
s>3$3 de casemira preta e de cores, ditas de merino, de prinetza, de brfns S6
leodaa. mn 12 de abril de 1859. --Senhores. Aspas-j^ pardo, brancoe de cores, colUtes de velludo preto e decores, ditoide W IuJSmS".'ta
ulhasqueVmcs. fazem, curaram meu filho ; o i ^ gorguiao, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto H consumo dos mesa
w
Mea
Seus proprietarios offerecem a so'S namorosos freguezes e ao publico era geral, toda
iualquer"br manufaclorada em scu reconhecido eslabelecimenlo a saber: machinas de 'vapor de curado suaf.lha. Logo que soube disso
todos os lamanhos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moer-- corcpre 2 vtdros depaslilhas e com ellas salve a
J':sc meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, gui- vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
. Binho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-1 ^ a Suarda "-cionalda capital e do interior
Apromptam-se becas para desembarga dores, lentes, juizfs de di- 8g
Grande sortimento de candiciros econmicos a
odos os mais prepsrus paia
os na ra No a n 20, toja
Vianna.
Escravos fgidos.
Contina fgida desde outubro doanno rro-
ximo rassdo a preta Hila,
Lro <: cstabuleciraento Jos Joaquim da Costa l'ereira, com quem os uretendentes se podem
'ter.der uara uualquer obra.
boa e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
iioca e para descarocar algodo, prencas para mandiuca e oleo de riciui, portoes gradara, co-
>umitas e muinhos d vento, arados, cultivaJoies,pontea, 'aldeiras e tanuues, boias, alvarengas,
1 :es e tu lasas obras de machinisrao. Evucula-se qualquer obra soja qual for sua natureza pelos !
;#snhos ou moldas que para tal lim foreQ apreseutados. Recebera-se encommendas neste esla- o,reet pelos unicosproiinetarios U. Lanman 9
sleciraenlo na ruado Bru n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperadorn. C5moradia do ca-, Kemp, droguistas por atacado em New Yoik.
Achara-se venda em todas as boticas das
principaes ciladesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
i Baha, Germano & C., ra Julio n 2.
1 Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suuru
& Cumpantiia ruado Cruz n. 22.
Viho de Bordeaux.
^>f dia convencionado.
KS- da mesma, ou na na do Palacio do Bispo, a Ma-


m\
mmmM

Ferros de eri-
ge nim a r
econmicos
a 5^000.
Estes magnficos fer-
ros ailiam-se a venda
no armazem de fa ren-
das de Kaymundo Car-
los I-ile k Irmao, ra
da luiperalriz n. 10.
KMMWwWTOt*M w w wrs w k w a? a; k k % k w
Ks

PILULAS VEGETAES
ASSLCARADAS
NEW-YBK
O JIELIIOR REMEDIO CO-MIECIDO
Contra constipaos*, ictericia, affeccoes do figado
febres biliosas, clicas, iiidij/cs/oes
e/ixui/uccts.
Ilemot rlioidas, diarrbea, doencas da
p lie, irup<;oes,e todas as enfermidades,
PROVECIENTES HO ESTADO IMHI 110 1)0 SAM.IK.
75,000 caixasdeste remedio consommem-se
annualmcntel'
Rciiindio tt.i na I urezn
Approvado pula falculade de dledicina, e re-
mmendado co:noo mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas pitil-
las puramente vegelaes, nao conlem ellas ne-
! i veneno mercurial nem algum outromine-
ra/; estao bem acondicionadas em caixas de folha
para rosguardar-se da liumidade.
Sao agridiveis ao paladar, seguras e eflicazes
'ra sua operario, um remedio poderoso para a
jjventude, pub-.-rdade e velhice.
Le-se ofolhelo que acompanha cada cai\a,
pelo qual se iear conhecendo as muilas curas
milagrosas que lem elTeclusdo. D. T. Lanman.
St Kemp, droguistas por atacado emNew York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venia em iodas as boticas das
principaes eidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfanjlegan. 89,
Raliia, Germano & C ra Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum I
& C. ra da Cruz n. 22.
Mnimeis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiroa, ele devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos con
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio dcRadway.
In.-tanlaneame:ile alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor dt-
cabera, ncvralgia, dianha, cmaras, clicas, bi-
!:.-, indigeslo, crup, dores nos ossos, contusoes.
[ueimadura, eru.p-oes cutneas, angina, reteD-
_jo de ourina, etc^, ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades estrophulosns,ehro-
:.icas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema:
prcmplo e radcalmei.te cura, escrophulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, aferros do figado e rins,
erysipelas, alicessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olbos, dfiiculdade das regras das
mu'heies hipocondtia, venreo, etc.
Pilulas reguladoras d Rad-
way
pararegu'.arisar o systema., equilibrar a circula-
cao do sangue, inicuamente vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores de entre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas rao eGcazes as affec-
ros do Ogsdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslo, e em todas 33 enfermidades das mu-
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz 10. enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidos marca dos Srs. BraDdcnburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, cm Bor-
As melhores machinas de coser dos mais deaux- Tera '1S seguintes qualidades :
afamados autores de New-York, I. De Biaudeiibuig lreS.
M. Singer & C. e Wheeler &Wilson. si. Estph.
E'fan
noel Gomes de S;,
compensado.
que str geneosameiile re-
lo
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Neste estabeleci-
men'.o vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora Jo dia ou
da noiie, e responsabli-
samo-nos por sua boa
quelidade c seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmos na dn
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
"ista.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Lovilte.
Clilcau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
Joaquim Francisco dos Sanios.
m 1 piaiasi m
Bcroutc do Asccco da Congvcga^ao \civc\vo \ erde.
\a^^ei\
BsV
Ruada Scnzala Jfova n.42.
St. Julien Mdoc.
Chate.iu Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
Neste estabeleein/ento coiiiii.ua a ha\erum
coma pie t os o rt i m en lo de mo ondas e meias-moen-
das para en9enho, machina de vapor etaixas
de ferro batido e toado, de todos os lmannos: '
para J
tfirn
Vende-se em-;as >le Saunders Bro'.hers &
G. praca do Gorpo Saalo, relogioa do afama
io fabricante Itoskell, por precos commoilos,
e t.imbenr rincf:l!ins e cedeias paraos mesmos,
deexcellenle gostn.
U.;iCA VEHDADEIRAE
TIMA.
IIGI
Seda dequadrinhosmuito fina covaiio
Enfeites de velludo com froco prelos e
de cores para cabeca du senhora da
ultima moda
Fazend?s para veslidos, sendo sedas, 13
e seda, cambraia e seda lapada e
Iransparenle, covado
l.uv?s de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens c meuinos
! Lencos de seda roxos para senhora a
5OOO e
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de iodas as qualidades
! Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorgurio prelos
j Ricas cap lias brancas para noivados
Saias balao para senhoras e meninas
Tafet rxo o covado
; ::i-.- Chitas franeczas a "260, 2S0. 300 e
Cassas francezas, a vara
ISCO" Selm preto azul c encarnado propro
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
J> Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vedo
Chales de merino bordados, lisos e es-
lampados de Iodas as qualidades
Seda lisa prcla e de cor?s propria pa-
ra forros com palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda prelos e de cores
com 2 saias e de babadus
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales de toiiquim multo finos
Grosdenaple preto e de cores de Iodas
as qualidades
Seda lavrada prea e branca
Capas de fil e visitas de seda pretj com
froco
s
2S5C0
9
8J5C0
25C0O
$500
53-20
&50O,
Fugio no dia 2 de setcmbio
corren te amo, o iscravo Francisco,
mulato claro, com dade de 30 anr.es
pouco mais 011 menos, barcado, ii.Li!-
los pretosanellados, c nduzionma ma-
ca de ovelba cm que kvou a re tipa e
agum dinbeiro, assim cerno i.m c! n-
peo de como, e natural da villa do Ipu'
provincia do Ceara' : regase pos ca i-
taes de cai(po, autoridades policircs c
a f|ualquer pessea a apprcbeasio do t'i-
to escravi a entregar a leu seubor Je:.o
lote de do Queimado n. 13, que sera' bem re-
compensado.
Arha-se fgido un mulato cabra de none
Raymundo Patricio, official de pedreiro e barbfi-
ro. foi remeildo do l'ai cm tbril de 18.'.I filo
Sr. Manoel Jcaquim de Paria, o qual foi aqu
vcvdido ao Sr Feliciano Jos Cumcs, e es'.e se-
nhor vendeu ullimaiKenle ao Sr Francisco M a -
l;600 : "'as Pereira da Cosa ; U m os seguinies sig-
naes : estatura regular, bastante grosso e barba-
2$r00 i do- olhos amarellados, falla com desembarace,
Ireprtsenia ter 35 a 40 annus : roga-se as autori-
dades policiars a sua apprebensio ; e quem o
pegar, dirija se ao cngenl.o Guerra, em Ipojura,
ou na ruado Imptrador n. 79, escriplorio de

15500
I
GilASDE SORTHEMO
DE
SALSA BARIILBA
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QL'EIMADO N. 39
EM SUA LOJA DE QI'ATRO P0R1AS.
Tachas emoeiidas
Braga Silva & C.lem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A.um grande ortimento
de tachas e moer.das para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Haw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Fazendas por baixos precos
Ruado Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Polycarpo Jos Luymc, ou na ra de Apollo n.
30, escriplorio de Manoel Gouveia de Souza, i-;e
ser j generosamente recomreiisado.
Fugio no dia 3 do correule urna esrrava de
nome Antonia, de Utcio Cosa, rom is seguinfs
signaes : alia, magra, com idade de 50 annos,
levou comsigo um lalcleiro, foi vestida com roa-
pao de chita azul ja debotada, urna saia docili-
ta encarnada, um panno da Cosa no henil io
com lisiras encarnadas; quem apprhfnde-la,
leve-a casa de ?ua senhora ua ra ila Gloria n.
7!, casa terrea junto ao convenio do Gloria, que
ser bem recompensado. Coja escrava foi com-
prada a 23 de agosto a Joo Ferreira de Sou/a.
200.
Fugio do engenho Uuanduz, em Santo Anlo,
\ nde-se na lea de Antooio Augusto dosSan- uo dia 18 do nlaio do illino prosn:0 assado '
os lorio na lojam.,91 e d9 na praca da Ir. Je- ; ,.scravo de 0lr,e Lll7 (le dade ^'gg .,
^ KC,'ca,.CapC 1;'S d,e a J(',ar ,lB,/>rUle por",a"' n"f m s signaes seguinles cabra, de esta-
lacumbas, tmulos etc., ele., da forma sectate iora' roguior> &,<>, qutdo se ausento nao ti-
cimSm ZiIPlir.Li a hhi l,nll,a ut-r.huma, cabello a especie do Je
CapeUasidealjofe com JEScrpcoes, grandes a 0 ral0i lem um pe IV, dentro, um signal ra junta da lirigua do lana-
|J' nho de um caroca de goiaba que o alrapalha um
^* pooco quando falla, lem as cosas bem cicatrza-
das de chirote ; este escravo foi da villa do Sa-
bociro, comprado ao Sr. Domingos de Souza Rnr-
SB!
Ainda restara algumas fazendas para concluir
a liquidacao da lirma de Leite & Correia.asquaes
se venden) por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as s Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas la rgas, francezas, linas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores Oxasa 200 rs.
Cassasde cores, bonspadres, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, al60rs.
Brim trancado branco de linho muitobom, va-
a 15000.'
Cortes de calca de mera casemira a 2g.
Ditos de dila de casemira de cores a b#.
Panno preto fino a 3j} e 48.
Heiae de cores, finas, para horrem, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e prelas a 1J>.
Meiafl brancas linas para senhora a 3j.
Ditas ditas muito finas a 4g.
Ditas cruas finas para hoait-m a 4JJ. "S
Cortes de colltles de gorguro de seda a 2. j y
Cambraia lisa fina Iransparenle, peca, a 4$. _
Seda preta tarrada para vistido a 1*600 e M EJ
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16j>. j^
Tem um completo sortimento de roupa feila,
e convida a lodos os seus freguezes e todas as I
| pesseas que desejarera ter um sobrecasaco bem
| feito, ou umi ca!c,a ou collete, de dirigiremse a
jesle eslabeleciment que encontrarao ura hbil
artista, chegado uhimarcente de Lisboa, para
Remedio sem igual, sendo reconocidos pelos' {"Peohar as obras a vontade dos freguezes. |
mdicos, os mais mnenles como remedio infal- i Ja ,em um 8ranJfl soriimento de palitots de ca- j
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis- i s,emira C0TJe r8P e oulros escuros' I"6 ?e. v,en-
mo, enfermidades do figado, rlvsper.s8,debili.la- d,ema.12?' oulros de casemira de quadr.nhos
dade geral, febre biliosa e infermilienie, enfer- raa,s f,na 1ue ha T^'P '. !f*' lS;
midades resultantes do emprego de mercurio,! Je merl" f.el,raa 12?5' diloa de alpaka multo
ulcerase er.i1S5es que resultam da impureza do \6*> d,l*lm*ohI$3C!,^ V*'
saneue. ,lltos de Panno un0 a 2( 25*>> e 30, sobre-
CAUTFILA casacas francezas muilo bem feitas a 35*, cal- a 400 rs.
'c,as feitas da mais fina casemira a 10, ditas del ntremelos bordados a 200"
D. T. Lanman & Kemp, droguislas por ala-, brim ede fusiao por preco commodo, ura grande
cado New Yoik, aegam-se obrigados a prevenir sorlimenlo de colletes de casemira a 55, dilos de
oresdeilavel publico para desconfiar de algumas oulras fazendas por preco commodo, um grande
tenues iniKac.oes da Salsa Panilha de Bristol, sortimento de sapatos de tpelo de gosto muilo
que boje se vende neste imperio, declarando a j apurado a 25", dilos de borracha a 2500, cha-
lodos que sao elles os uniros proprietarios d3 re- pos decaslor muilo superiores a 1G, dilos de sa-
ceita do Dr. Brisiol.tcndo-lhe comprado no an- da, dos melhores que tem vindoao mercado a 10,
no d6 1856. (|-,os de so|# inglezes a !0#, ditos muitosbons a
Casa nenhuma mais ou pe6soa alguma lem i '2^' ullos francezes a 8^ ditos grandes de pan-
direito de fabricar a salsa parrilhadeBristol.por- fl0 a 4^' um completo sortimento de gollinhas e
que o segredo de sua prepararlo acha-se somen- manS"'!08! lir8s bordadas, e entre meios muilo
te era poder dce referidos Lanman d Kemp. P'oprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
Para evitar engaos comdesaprec'aveiscombi- ros l'or Pre commodo, camisas bordadas que
Ditas ditas por
Dilas ditas por
Ditas dilas por
Dilas de imortaile por
(Juadros cora a iriigem do Senhor Ciuxifi-
cado com inscripedes por baizo a 1(1$ e a
Pechincha.
Chita estreila roa com pequeas piulas de
mofo, covado a 120 rs., peca a 45500: na ra
do (Jueimadci n. 4 i.
^
Alambiques de coi re de
16 a 200 caadas.
Na fabrica de Villaca Irmao ADdrade, ra do
Brum ns. 11 e 13, tem um grande sortimento de
ros, e ha noticia dille estar acontado em una
fazenda cima da dila villa 20 legoas : pede-se
porianlo a captura do dito esclavo, e quem o
pegar, leve-o a seu senhor no uiio engenho, ou
no Recife a Bernardmo Francisco de Azrzedo
Campos, uo paleo do Cainio, que se gratificar
com a quanlia de 2WJ>.
Attencao.
Fugio o escravo crioulo de norec Jos, dado
alambiques, carapucas e serpentinas de todas as 35 annos, edr fula, cabellos carapinhos, altura
dimeneoes, assim como um soiiimenlo de sinos | regular, olhos prelos, nariz chalo, pouca barba,
de 16 libras a 8 arrollas, e vende-se por menos ps apalhetades, tem falla de denles, cojo osea-
do o a 10 por cento do que em outra qualquer j vo sahindo a procurar comprador,com o consen-
parte, quer a dinheiro ou a prazo, e concerta- se lmenlo de si u senhor.Goncalo de Barros c Silva,
Iodas as obras pertententes ao uflirina de caldei- (morador em Taquaielingaj'nunca mais vollra
reiro com a maior presteza posshel. casa, pelo que se rogi es auloiidades c capitSes
*CjJlT Cid; t ; si,. u.: J tE09B^4WMBt j ^e campo a ap^reheusio do mesmo escravo c a
I | entrega a seu sanhor no dito lugar de Taquare-
| tinga, ou nesta praca a Manoel Izidoro de 01i\(i-
g ra Lobo, na prensa" de algodao n. 7 do Ferie do
' Maltos
nacoes de drogas pernicio as.as pessoas que qui- Iservera Para batisado decriancas e para passeio
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar a 8* ** e 12^> ricos lencos de cambraia de
Lencos de chita a 100 rs.
Laa "de quadros para vestido, covado, a olO.
Peitos para canosa, um. 320.
Chita franceza moderna, fingindoseda, covado
Dilas bordadas finas a 2$5CO.
Toalhas delinho para mesa a 2# e 48.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lenc.cs de seda para pescoco de senhora a
Veslidos brancos bordados para baptisar crian-
zas a 5000.
Corles decalca de casemira prela a b-
chales demerin com franja de seda a 5S
Cortes de cal(;a de riscadode quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de monlaria, cova-
!do.l280.
Lencos brancosde cambraia, a duzia, 2$.
L0J4 DO VAPOR.
seguro costra logo
COMPAHH1A
i
Grande e variado sortimento de calcado fran-
o do mais promplo effeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amardia. e em Iodas as Cebras ma-
igr.as.
Esles tres importantes medicamentos vem a-
.'ompanhados de iostruccoes impressas que mos-
trara com a maior miuuciosidade a maneira de
applica los cm quilquer enfermilade. Esto ga-
rantidos de falsificacio por sf> haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
& Irmao, na ra da Irupcralriz n. 10, unieos
agentes em Pernambuco.

A 1,000 rs. a arro-
ba e 40 rs, a libra
Na ra Nova n. 69, vendam-so btalas muito
novas chegadas no ullinio navio a 19 a arroba e
40 rs. a libra.
5000 RS.
os seguntes signaes, sem os quaes qualquer ou
heres, a saber : irregularidades, fiuxo, reten- t.ra preparacao falsa;
l O envoltorio de fora esta gravado de um la-
do sob urna chapa de aee, trazando ao p as se-
guinles palavras :
O. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 "WATER STREET.
New-\orl#
2* O mesmo do cutro lado lem ura rotulo em
papel azul claro cero a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acba-se o retrato e firma
do inventor C. G. Bristol em papel cor de rosa.
4o Que as direcQes juntas cada garrafa
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. ra Julio n. 2.
Pernambuco no 'rmazem de drogas de J. Soum,
C, ra da Cruz n 22.
, linho bordados para senhoras, ditos lisos para cez, roupa feila, miudezas finase perfumaras,
"! hornera por preco commodo, saias bordadas a ldo por menos do que em oulras partes : na lo-
' 9*.Ki\n au*c m;i .,, &. nj. im ..m a do vapor na ra nova n. 7.
3co0(), ditas muito lii.as a 59. Ainda tem um
resiinho de chales de toquim a 309, cortes de
vestido de seda de cores muito lindas e superio-
res qualidades a 10035, que j se venderam a casa de N. O. Bieber&l. : ra aa wu
Vendem-se libras sterlinas, em
n.
4.
Ferros econmicos de engommar a vapor
ra Nova n. 20, loja do V'jsnoa.
: na
Vendem-se saceos com farinha de mandio-
Machinas de costura.
150?, capotinhos preto e manteletes prelos de
ricos gostos a 2U9, 259 e 309, os mais superio-
res chales de osemira eslampados, muito finos, a ca egijOOV'na" ra da Madre de Dos n. 2
89 e a 109, toalhas de linho de vara e tresquar-
las, adamascadas, muilo superiores a 59, dilas
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
perior quadade, tanto escuras corno claras a ...-
2fi0 280 320 400440rs o covado ricas N. O. Bieber & C. Successores avisara ao pu-
00, su, v, 4UU e 44U rs. o covado, ricas b,ir0i que no spu armazem na nia da Cniz n. 4,
casemiras para calca, colleles e palitots a 45? O co- esta0 exposlos venda as melhores machinas de
vado, e ura completo sortimento de outrasfazen-'costura que at hoje teem vindo a esle mercado,
das, e ludo se vende por preco barato, e que nao as quaes possuem todos os melhoramenlos inven-
, i i lados al esta poca sem ter os defeitos que em
possivel aqu. se poder mencionar nem a quarla ; ge > Pass[m\-a0 de consiruccao imples
parte aellas, no entanto os freguezes chegando e e facilitare o uso A costura feila por estas ma-
querendo comprar nao rao sem fazenda.
Vende-se urna encllenle barcada nova, to-
da encavilhada de ferro e preparada para nave-
gar, a qual foi leita na provincia das Alagoas,
com oplimas madeiras de conslrurc.o c com ca-
pacidade de pegar 700 saceos de sssucar, visto
ter 70 toneladas de lolac^o : quem a pretender,
dirija-se a ra do Crespo ti. 13, para seu ajusle,
qur a dinbeiro qur a prazo, com boas firmas.
chinas nao teem igual em obra de roao, um pon-
to bonito e forte, alem de que alinham o coem
de todos os motlos, cada caixa de cosluia repr-
senla um lindo toilele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, ele. Os
precos sao mdicos, e o Sr. Birmingharo, enge-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservlo de sua conslrocco
no acto da compra.
LONDRES
AGENTES
tC J. Astley & Couipanhia, |
-----------------------g
>se I
I Formas de ferro
em qualquer das dos parles se dar a
gratificarlo de 50f pela ipprehensao, assim como
protesta-se contra iiuem o tiver acoulado.
Gratifica cao.
50SO0O.
para
purgarassucar.
Enchadas de ferro.
! Ferro sueco.
g Espingardas.
g Ac de Trieste.
Fugio no dia 27 de agosto p p. um escravo per
nome Pedro, de crsimi branca, e com os signaes
seguintes : roslo redondo, alto e secco, de cabe-
ca redonda e rhata alraz, cem pouca barba, o
onda muilo npressado ; levou roupa do algodco
branca o azul de riscadinho, 6bapeo de ba<.':a
i* prela e do Chile, c lem por cosime de ir para o
t Arraial e Remedio vadiar ; por isso peco as au-
I loridaJes policiaes e capitaes de campo a sua cap-
l tura e levarem a ra Direi'a n. 12, ou a ra do
Apollo n. B. Jos Francisco do irgo Mcdci-
1 ros e Mello.
Fugio no dia 30 de agosto a esrrava Zefcii-
i na, prela crioula, um pouco fula, de idade de 13
| a 14 annos, magra, bracos e pernos finas, rosto
corr pido, ps e maos "descarriad->s e um pouco
brancas, de quem padece de frialdade, o olbar
espantado, quando onda aos pulos ; julga-se
t i i I ella estar acoulada em alguma casa,por ser inlci-
FregOS de CODre de COm- I ramenle nova ncsla cidade por harcucotm.ro
* posicuo.
Barrilha e cabos,
i Brim de vela.
\ Couro de lustre.
, Palhinha para marcinei-
ro : no armazem
J. Astlev A C.
S'CIda]lLi;CJBtlJMIA#JD
Altenco
Vende se na ra da Cruz n. 48, urna
ter chegado do ra e nunca sahir a ra ; pro-
tesla-se contra quem a lver acoulado como a le i
determina ; levou vestido de chita cabocola do
quadros de mangas curtos, c um chales velho um
pouco escuro, ha quem a visse no poleo do Car-
mo : roga-se aos capil&es do campo, autoridades
policiaes e a qualquer pessoa a apprehensao, o
levem ua a seu senhor na ra do Crespo n. 15,
}ue se recompnsala.
de c. I 50^ de gratificaco.
Conlina a esiar fgido desde o dia 4 de abril
prximo passado o preto de nome Flix, com ida-
de de 35 a 40 annos, de nac,o Mossambiquc, e
lem os signaes seguinles: estatura baixa, cor
fula, ps um pouco apalhetades, lem um calorr-
binho i ntre as sobrancelhas por cima do nar7,
que parece ser signul da torra delle ; esle preto
divida iulgada per sentenqa, o devedor lcm servido em difTerenles artes, pescador, ca-
j ... *.~ l-;, ..,. j i noeiro, ca8dor, trabalhidor de campo, e hoje
dizem que tem luja em nome de outro
na ra da Imperatriz, cu jo devedor
chama-se Antcnio Jos de Azevedo,
Vaquetas para cobrir
carros.
Vende se na ra da Cruz do Recife n. 64, de
muilo boa quolidaJe e commodo preco.
padeiro, a que pertence ; foi escravo do Sr. Ma-
noel Francisco Duarle, e quando foge costuna
mudar o nome para Joo, e inlilula-se forro,
tem sido visto nos arrabaldes desla cidade da es-
Irada de Beberibe em direrco al a matriz d
Varzf*: portanto roga-se a todo e qualquer quo
o encontrar ou delle soubcr, que o pegue e leve o
ao pateo da Santa Cruz, parlara n. 6, que rece-
bera a gratificaco cima ; assim como se pro-
testa conlra quem o tiver acoulado.


()
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 14 DE SETMEBRO DE 1860.
Litteratura.
A N0VA*NI0BE.
roR
Henry Conselence.
iConcluso.)
Por aiguns instantes esperou ella com anciedade
Que tlagetlo? que Rogelio ?
Ohl senhora, os vossos filhns nao teem
grande parle na vossa affeicao, pois a nao ser
assim tfl-os-hicis j bastantes vezes envolvido
nos vossossbracos para os garantir, se fosse pos-
sivel, da terrivel colera.....
Da repentino eslremecimenlo percorreu o
corpo da senhora de Vnlburg, e visiveis siguacs
de susto se manfestaram nella; mas logo soce-
gou como se livesse sentido vergonha de uma
emoco queolhava como orna fraqueza. Depois
ii. is remo ests. Nao esperis,pois,que eu con-
sagre o meu dinheiro a animara madnnhicc Po-
den relirar-vos; iraiai por vos mesma .le vos
saiva da misara era que cahistes por culpa
vosss. Se julgaes que me vou encarregar da
vossa suslenlign, eslaes muilo engaada. Nao
ouvistes que disse que vos relirasseis? Es-ali a
porta !
A* estas insultantes palavras, a pobre mullier
pnncipiou a derramar uma torrente de lagri-
mas. Julgou primeiro soffrer "
queris ser expulsa. L nunca mais
volteis, porque a minha porta estar fechada
para vs!
Lu parto, respondeu a joven mullier, diri-
gindo-sc para a porta ; adens !
Quando a Sra. de Valburg se achou s, nao
pode, por mais esforcos que fez, expulsar do es-
pirito a terrivel idea do cholera ; as palavras da
joven mullier reliriiam-lhe de novo, uma uma,
aos ouvidos, e obrigararn-a desla vez meditar
seriamente. Tocn dnas vezes, por o criado nao
Oh Pedro que aconteceu porque eslaes
tuo paludo ?
Senhora, respondeu Pedro com nma voz
triste, nao ouso dizer-vos que desgraca nos
ameaca.
Fallai, Pedro, fallai, ordeno-vo-lo! disse a
Sra. de Valburg, intorrompendo-o.
Senhora, o cholera est aqui perto, em casa
do Sr. Tesscniers ; j morreu sen filho Viclor, e
anda esta manha me deu os bons dias...
Esta terrivel noticia expulso* todas as ideas
mundanas do coraco da Sra. de Valburg, da qual
o amor maternal, subiamenle despertado, se
apoderou itileiranienle ; juntou as mos o ex-
clarnou :
Oh! meu Deus, meus filhos! Depressa. Pe-
dro, trazei-mc os meus filhos Mandai-me c vir
a aia dos meninos e a criada do quarlo \
Senhora, responden o criado com mais tris-
teza ainda, os vossos filhos esto no jardim e pa-
recem ler boa sa le ; vou bscalos. Mas era
quanto s vossas criadas, devo dizer-vos que a
cosinheira as assuslou de tal modo rom as suas
lamentacoes, que seria intil ir procura-las : to-
das deixaram a vossa casa e fugiram !
Comprehender-se-ha fcilmente a pena e a co-
lera que senlio a Sra. de Valburg, vendo-se pri-
vada do serviros a que eslava habituada ; todava
o pensamenlo de que seus filhos nao estavam to-
cados pelo lagello deii-lhe coragem.
lar pelos vossos laraios urna mi infeliz; era
preciso que a vossa propria bocea insullasse asna
desgratja; era-vos pieciso p-la fra da pona
como ara cao! Esqueceslea, pois, a vossa propria
historia? J vos nao lembraesque vosso marido
era meu irmo, e que a melado das riquezas de
que gozaes me foi injustamente arrebatada ? Tim-
bera vos nao lembraes, mulher orgulhosa, que
nada possuis no mundo, que nao fazeis seno
receber os rendas de uma fortuna a que lenho
mms direitos quo vos. a qual nao pqdcis herdar
era quanto que eu posso anda vir a lomar poss
d ella ?
A senhora de Valburg. que, cheia de raiva.se
linha sentado no canap, levanlou-se vivamente
e exclamou com uma voz trmula : '
InsolenteI Que infame calumnia ousaes
proferir ?
Urna calumnia! replicn a oulra, uma ca-
lumnia O testamento de meu lio nao nos insu-
mir, seus herdeiros, a meu irmfio e a mirn ? Nao
excitaste, p0r vossos prfidos conselhos, meu
irmao a privar-me da parle quo me perten-
cia ? Sid, sim, foi desle modo que as cousas se
passaram, e nos ltimos dias da vida de- roen lio,
vos e meu irmo lomastes posse da sua casa
ousastes diter que elle nao quera vur-me e'
morreo chamando-me como sua Dina quera
da y.ie mal dissesles de miru, nobre senhora ;
que calumnias iccuraulasles sobre o meu norne,
para arr mear a meu excelleiite to um segundo' I Os filhos entraran sallar na sala, muilo con-
,o -' e.e*Pl"-mo 4o ludo o que a su- temes por sua mai os ler chamado; expulsaran.
u?.iirfft!Vr,I"lS2 ,U,l ,SS0; ,,ois- no bom dPrc* eon. as suas carieias a expressao
r\n ,! T p0riei fl m<'" ,rmio e TPCOn- ',U' lris,eza 9"e C0Dri" roalo da Sra. de Valburg.
ulu-riie com elle. Lra menos culpado que Entretanto tinha notado que sen filho mais reino
',.""slcs V0S. n.Miihora.yss que liai-j era o ultimo que se tinha chegado a ella e se
oeirameot- me roubasles, c o odio cruel que nos ', nao havia aprensado como de costume. Apertou
-endes, nimio altamente o demonstra I os seus seis filhos nos bracos com um impulso de
<> luror da senhora de Valburg chegou ao seu """
auge; o sangue inOammou-lhe as faces, o ella
rebeniou em ameacadoras invectivas :
Como, despojar-vos? Eu despojar-vos'' Co-
mo sois inslenle? Sahi j da minha casa.ou fa-
co-vos, como dissesles, por lora da porta como
um cao! Ousaes vir manchara minha casa com as
vossas calumniosas aecusaces Ide-vos, j disso-
por bern ou por mal. este loque de campaiiiha
vai fd2er-vos snhir d'aqui I
Calai-vos, exclamou a joven mullier com
urna digmdade tranquilla; nao ajunteis a violen-
cia a injuria. E nao julgueis que pens em ar-
rancar-vos pelas minhas arguiroes o que recu-
sasles as mirillas supplicas; nao*, poderieis lancar
diante de mirn montes de ouro. que nao que ro-
a sujar a mo apanhando-os. Guardai o vosso
dinheiro eos vossos vicios I SolTrerci. mas no
meio das minhas dores, tere ao menos a atisfa-
eaode poder jolgar-me raaior e nielhor do que
urna nobre senhora. que nao olhou como um
enrne sepultar uma familia inleira na mi-
seria !......
A senhora de Valburg j nao era capaz de res-
ponder s arguiroes da sua aecusadora ; s a ex-
pressao de seus olhos lhe Irania a raiva concen-
trada Ella porm nao ousou agitar a campainh-.
com o receode provocar um escndalo maior e
conliriuou a ouvir a jtiven mulher.
Nao esquecaes, dizia esta, nao esquecaes
os termos do testamento de meu lio ; lodos" os
SPUS hers, que boje p.-rtenccm vossos filhos,
virao a ser dos meus se os vossos deiiarem este
mundo antes d'elles. Assim, se Deus quizer
auna poderei, sendo vos viva, possuir as vossas
riquezas.
.V eslas palavras, um sorrisode ironia appare-
ceu nos labios da senhora deValburg.que paroceu
hvre de um pesado fardo.
Mulher, diz ella com uma voz mais firme,
vos desvaraos: na verdade nao leudes o sonso
commum, c agora que eu percebe isso, perdo-
vos as vossas Iriucas injurias. Esperaes.pois. no
vosso desvario, que os vossos dous pobres fl'hos
viverao mais lempo que os meus, que gozara
una lao bella e to florosccnlo saude? Vos
enlouqueceis !.......
lnfelizes disse elle, suspirando.
Ao som desla voz, a Sra. de Valburg pareccu
acordar; lovanlou-se, e voando para o medico,
cabio de joelhos dianle dclle, eslendeu-lhc as
maos supplicanles e exclamou, derramando uma
torrente de lagrimas :
Oh I Sr. Schipperi, tende piedade de mim !
Pelo amor de Deus salvai-os da morte 1 Vede,
rojo-me a vossos ps, beijo-os como uma escra-
va Oh dizei-me, salvareis meus Olhos?
O medico apressou-se a levanta-la, e na sin
perturbado passou-lhe o braco em volta do pes-
coco, como para lhe dar um signal de affeicao ;
urna viva compaixo o agilava e o fazia lam'bem
estar fra dn si; por um instante olhou em silen-
cio para a Sra. de Valburg, mas bem depressa
lhe vollou a coragem e se approximou das crean-
cas.
Pobre miii disse elle, azois-me chorar,
quando lenho necessidade de todo o meu sangue
fri. Socegai, o mal nao lalvez tamanho como
o imaginaes. Esta doenca perigosa, mas nem
sempre morlal; e por mais terrivel que seja o
estado de vossos filhos, nem por isso deixo de
ler esperanzas.
Ncsle momento entrou o criado na sala com
oulro medico. O Sr. Schippers disse :
Pedro, conduzi vossa ama c essas qualro
crianzas, que eslo do boa sade, para oulro
quarto o mais longe possivel desle... Senhora.
esla medida necessaria. Ide, e nao vos aban-
donis demasiado ao vosso pesar ; poderia isso
exercer orna triste influencia sobre vossos filhos.
Quando o criado quiz executar a ordem do me-
dico, e disse a sua ama que estar proropto a
acompanha-la, ella correu para seus filhos doen-
les, abracou-os, gemendo, e exclamou com uma
uma das suas mos, e esiorr;ava-se com umi
lerna solicllude por a chamar a vida. A senhora
de Valburg deilou a visla desvairada ao redor
do quailo, o pareceu reunir as suas lembran-
cas ; vendo os seus dous Olhos junto dola, disse
joven mulher com umo energa sempre cres-
cenle :
Carolina, fui culpada para comvosco; ski,
culpada de crueza ede injustic As vossas pa-
lavras foram como um prognoslico ;v6des. es-
lou desgracada e abandonada. O senhor visiiou-
mc e feno-me em ludo o que me charo. Es-
pero comludo que elle me nao.deixar s na tr-
ra ; lalvez com a sualxmdadc elle me conceda
um de meus filhos; mas pira isso preciso do
vosso perdao. Oh minha irma, a venda que
me cegava cabio I Dlzei-mc, perdoais-me o mal
quo vos iz ?
A joven mulher principiou a chorar, o disse
com uma voz cheia de suspiros :
Oh senhora, pedi Deus por vos Ha
muilo lempo que vos perdoei. Comprehendo a
vossa dor, as vossas angustias ; pois eu tam-
bera sou mai, e amo os filhos de meu irmo co-
mo os meus. Oh nao quero deixar-vos antes
de lerraos salvado aquelles que ainda podem ser
poupados : choraremos e Tesaremos juntas, e
lalvez o Todo Poderoso deixar a sua misericor-
dia descer sobre nos. Sim, sinto-o, seris ainda
mai, e lereis a felicidade de tornar a ver o sor-
riso daquellc por quera tremis.
Ah I Carolina, seja o que di/eis verdade !
Nao vedes como a minha Regina j est palh-
da ? Mas ouvi-roe sem me inierromperdes : nao
lenho obrado lealmeule comvosco, Carolina ? E'
verdade, arrebalei-vos a heranca de vosso lio ;
e verdade, fui uma vaa. orgulhosa e cruel mu
' oz q'! cor.,a!a.?. coracao : Iher... a arrogancia linha-me lomado rega ; mas
Eugenio! Virginia! Adeus para sempre I j a desgraca dissipa, com um irresislivel poder as
Meu Deus, meu Deus, nao os tornarei ver....! trevas em que eu eslava mergulhada j o
, tarubaieou. e lena cabido no tao se o criado > sou o que era, e seria boje uma felicidade para
a nao recebera nos bracos e a .ao livesse con-! mim se quizesseis dar-mede boa vonlade o no-
duzdo para outro quarto afrailado. All, sen- '; me de irma. Comprehendo tambera agora o oo-
tou-se, como inanimada, n'uma poltrona, incii- J" '- "
: oou a cabeca sobre o peilo c nao fez mais movi-
raento alguin, seno para se certificar de lempos
a lempos, com a mao, que seus filhos estavam
junio si.
0 criado tinha-a deixado para ir ajudar os m-
dicos, mas estes reenviaram-o logo para junto
: da senhora de Valburg; approximou-se de va-
I gardo sua ama e separou della a filha mais ve-
: Iba, quo j rnanifeslava signaes de doenca. Re-
tirava-se na pona dos ps, como um ladrao, es-
forcando-se por nao despertar a aliento da mai;
mas foi em rao. Ella abri os olhos. e dando um
terrivel grito, poz-se diante do criado, e arran-
. cou-lbe a crianca dos bracos:
der de Oeus e as consolaces da rogativa : n
nao basta ludo isio para minha reconciliaco
com aquelle que me puni. Nao posso enlre-
gar-vos os bens de que vos despojei, porque per-
lencera a meus filhos ; mas educa-los-hei no
pensamenlo de que nao sao os seus legtimos
possuidores, e far-lhes-hei considerar a res-
lituico dessa fortuna como uma religiosa obri-
garao. Quanto mim, declaro-vos que desde
boje vos perlence a metade das minhas ren-
das...
Oii I nao quero 1 exclamou a joven mu-
lher.
Juro-vos dianle de Deus. replicou a senho-
ra de Valburg, que nao locare mais na parte de
affeicao que nao linha conhecido al abi. e s
uns tarde que allerilou em seu filho mais ve-
Iho e nolou que urna repentina pallidez, se lhe
tinha espalhado pelo rosto. Lra horrivel presen-
timenlo a fez estremecer.
Ests doente, meu charo filho? perguntou
ella.
Nao, mami, respondeu a crianca. mas le-
nho um /.unido nos ouvidos. Vejo nimias luz.es
(liante dos olhos .. Ah agora soflro !
A Sra de Valburg, correu como louca ccha-
mou o criado, que veio logo.
Pedro, exclamou ella, Eugenio est com o
cholera... Depressa, ide chamar um medico, o
primeiro que encontrares. Mmdai-me aqui lo-
dos os que achardes ; sobreludo nao esquecais o
Sr. Schippers. Procuraime tambera uma" mu-
lher. Oh Pedro, supplieo-vo-lo, correi com
todas as vossas torcas : nao vos deixarci sem re-
compensa.
O criado desapparecen e a Sra. de Valburg vol-
lou para junto de s. us filhos. Mas que dolorosa j
exelamaco se lhe escapou do seio, corno um gri- ,
lo de morie Seu filho mais velho eslava estn- I
dido no chao ; os membros linha-os hirtos como!
se esuvessem para quebrar ; os ps agitara os
convulsivamente, e os olhos. profundamente cu -
covadus, davam-lhe o ard'urn cadver vivo.
Oh aquello que livesse visto essa mai linear-
se sobre seu filho e banhar cora suas lagrimas as
feicoes desfiguradas da pobre crianca ; aquelle
que a livesse visto, louca de desespergo. levan-'
lar-sc e correr, rom seu filho doente nos bracos.'
volta da sala, romo se quizera escapar por'sc- .
guicio da morte, ese livesse ouvido os gritos l-
gubres e selvagens qie enchiam o quarto, tera
seguramente dado metade da sua vida para salvar !
essa mulher das suas ruorlaes dresl Mas o amor
d'uma mai nao um escudo infallivel contra a
morte. A crianca lornou-se gelada nos bracos j
raaiernaes que a aperlavam com paixo ; as faces j
abaleram-se-lhe romo se a carne lhe livesse des-
appnrer.ido debaixo da pello, os dedos enruga-
rarn-se, como se tiressem sido queimados de re-
pente, e os olhos seccararn-se e annuvearam-se !
Todava a crianca nao linha perdido nem o sen-
lmenlo, nem a inlelligencia. pois no meio dos
seus solTrimentos responda com caricias ao amor
de sua mai, e dizia com uma voz vibrante como
Clotilde exclamou ella, fixando em sua fi-| que me apoderei injustamente I e supplico-vo-
Iha urna vista desvairada, minha Clotilde, minha lo, Carolina, minha irmaa, que nao recusis
querida menina tu. que tens o nomc de tua Queris, pela vossa recusa, augmentar a minha
mai. morreras Enlregar-le-hei morte I. j dor ? Oh se nao imploro de joelhos o vosso
sella senlio os novimcntos convulsivos conscnlimento porque estou sem forras aa.ni-
lanca, o vio-lhc os olhos encovados na or- quilada Fallai, Carolina, fallai 1 Nao respon-
Viin i i j < | d"''s ? Cusa muilo ao vosso generoso coraco ac-
Clotilde I disse ella com o mais profundo; ceitar o meu olierecimonio : pois bem, nao vos
aoaiimenlo. olha anda uma vez para tua mir \ peco palavras, dai-me sonicnle um beijo de per-
minna pobre lilha.tu tambera me deixas. lu, do e de reconcilia^.io, e que o senhor seja delle
que es oulra eu I Ai de mim E' preciso To- lestemnnha !
raa, Pedro, cis o meu mais charo tbesouro...
Mas
da cri
bila :
As duas rnulheres abracaram-se eslreitamente
eficaram por muilo lempo unidas por nm dote
perto. Havia nesta seena algurna consa de su-
Adeus adeus!
Correu para a poltrona, e l se sentou pesada-
mente, rebentando era suspiros. Depois de ler biime ; o co pared "er desci'do 'erra.'
Iicado um instante mmovel, com a vista fixa,
desvanecida lalvez, pareceu follar vida, e ura
transporte interior lhe agilou visivelmenle a al-
ma. Levanlou-se repenlinamenle e cabio de joe-
lhos, elevando as maos para o co. Era rdeme
a supplica que so lhe escapava dos labios : as
palavras perdo, graca, vaidade e peccado eram
as que se ouviam no
Assemelhava-se ueste m
"ena arrependida, e d
Aiguns dias depois, duas mulheres atravessa-
vam com um passo lento o mercado dos spa-
los ; uma dellas eslava extremameule paluda e
vestida de d ; a oulra pareca mais nova e mc-
18 afRicta. Um rapazilo caminhava entre ellas,
meio dos seus gemidos, dandu-lhes a mo. Entraran na calhedral e fo-
momento Mana Mag^a- ram para traz do altar mor, para a caplla da
erraniava lagrimas desan- Santa Cruz. Abi a dama paluda fez aioe-
gue sobre os erros da sua vida passada. Esta ro- lhar a erianca ao p do crucilixo. junlou-lhe as
gauva esta confissao direclaraenie dirigida mozinhas, e disse com urna voz cheia de Iris-
ueus, durou por muito lempo ; levanlou-se por leza :
fira. sempre soffrendo, mas ura pouco mais so- Reza Deus, Gustavo..., rogalhe pelas al-
llavia aiguns mezesque toda esla alegra, loda
esla felicidade, tinha desapparecido da casa da
velha viuva ; agora derramavam-se lagrimas e
s se ouviam suspiros, e j os visinhos se nao
lembravam das cances do ferreiro alegre seno
como recordacoes de dias mais felizes.
Era uma segunda-feira ; a viuva, com as fices
banhadas de lagrimas, eslava sentada junto do
lcilo.em que seu filho jazia estendido. O robus-
to mancebo, que, por lanos annos, linha mane-
jado o marlello destra e ligeramenle, que, por
sua mai, tinha suado tanto, pareca mudado n'um
esqueleto descarnado. Podia-sc no pescoco n
seguir-lhc o jogo dos msculos emmagrecidos ;
as claviculas appareciamsobrea pello tao visiveis
como se estivessem coberlas por um veo trans-
parente ; todo o seu corpo pareca consummido
pola doenca. O seu roslo nao linha o menor sig-
nal de solTrimento; s uma profunda tristeza es-
lava m.-le pintada, e podiam ler-sc-lhe mil
crueis palavras nos olhos amortecidos que tinha
fixos em sua mai. De lempos a lempos, todava,
uma expressao de felicidade lhe vinha ainda il-
luminar o paludo rosto : nao era um sorriso, mas
alguma cousa de incomprehensivel, um secreto
pensamenlo que lhe da va mais btilho ao olhar c
pareca affasla-lo do tmulo aberlo dianle de si;
enlao a mai affl'cta, vendo o rude combate em-
penhado na alma do seu filho, entre a esperanca,
o amor e mortaes soffrimenlos, apertava-lh a
mao ossuda e suspirava cheia de inquietado :
uma nica palavra lhe escapava dos labios: o
nome de seu filho motibundo :
Quinlino Quintino......
Depois de se terera contemplado por muito
lempo assim, a viuva principiou de novo a derra-
mar abundantes lagrimas, e disse emfira com
urna voz sulTocada :
Quintino, meu pobre filho, nao desejas na-
da ? Nao leus sede ?
Nao, minha mi; mas vos? Nao vos vejo
comer nada I Choraes ao p de mim dias inlei-
ros, e fazeis mal vossa saude. Oh como sou
desgracado Morrerei, iiem o sei. nao da doenca
do corpo, essa poderia lalvez poupar-mc a vida,
mas, ha uma cousa, meu Deus, uma cousa que
muilo lempo me impeli para o tmulo, que me
lira todo o descanso de noile. que me faz desejar
a morte de da. 0 minha mai, minha mai 1
E uma torrente de lagrimas lhe correu pelas
faces qneimadas pela febre.
A viuva levantou-se, e fazendo violencia para
dissimular a sua tristeza, apertou nos bracos,
com orna doce paixo, o corpo enflaquecido de
seu fiiho, o estancou-!he as lagrimas com beijos.
Quintino, disse ella, oh drz-me o que le
despedaca assim o coraco Confia esse segredo
a la mai faifas eu possa sarar o cjue le mina.
E ento, Quinlino, lalvez nao estojas perdido para
mim. Ah se podesse ser assim !
Quinlino continuou silencioso; s o seu olhar
so tixou mais atlenlivamente em sua tr.ii.sem que
as lagrimascessnsscrn de correr-lhe em abundan-
cia pelas faces.
Diz-me entao, replicou a mai, diz-me o se-
gredo que enrerra o leu coraco 1 Supplico-fo,
falla, em nome de Deus !
"i os meus dse- ctysla. .
Quero beber, quero beber Tenho sede !
A mi, banhada em lagrimas, correu cosinha
com seu filho e deu-lhe o primeiro liquido que
vio ; depois vollou para a sala dominada por uma
dr cada vez mais viva.
Desvairaai como eslava, nao tinha ouvido os
Senhora, respondeu a infeliz mai, aquelle
que le no fundo dos coracoes e v os meus dese-
jos, sabe que eu olharia como um crirue imper
doavel o desejar a morlo de um de vossos caros
e innocentes filhos. Oh! nao. quo o co ves con-
serve uma numerosa posleridade. Mas vos, se-
nhora,por que julgaes que seja impossivelabeus
estn ler a sua mo sobre os ricos e felizes desle
mundo? Nao visita elle ento senao os desgra-
cados? Nao receia
Ihos?..... Nao os a
que sou, olhe mui
meus dous filhos doenles, pois temo o fiagelL
que o co nos envicu, a chaga terrivel que se : a,i SPU '""' ; mcsmo contacto dn seus
estende sobre a terra como um immenso' 'n '".? cs,ren"'C(,f <<1' e""'- Caneada, sen-
lc-neol I 'eu-te por fuu no tpele com o seu precioso far-
1 Mu a* 11.11._____ ir,. ''" e nibos licaram, nao sem sentidos, mas sem
JfftS^ nH.iShf^'*"^^18 m0*meB,- N"s,c comPns d"s meninas!
Iw,pJ rp. .n. ha ceS85d0 aSl"as accu' approximou-se de sua mi e disse co
sacoes, respondeu com um modo zombelero :
Pallaos sempre de Deus, vos nutras pessoas
de nada. Talvez seja isso para vos uma conso-
laba o fcil; mas o certo que por essa causa
nao mudara em nada as cousa! Meus filhos nao
esto para morrer, acrediai-o.
Senhora! senhora! exclamou a oulra; e
em seguida disse : Minha irma, minha irma.
ira uma voz
queixosa :
Oh mami, os ouvidos tambora rae come-
cara a zuir... eu tambora estou doente !
A Sra. de Valburg (ixou em sua filha um do-
loroso olhar, passou-lhe o braco ao redor da cin-
tura, attrahio-a si e ficou sentada entre os seus
dous filhos doentes. Os oulros agrupavam-se ao
oceulteis a verdade...
O criado principiou a chorar, mas nao respon-
deu pergunla.
Basta, basta! replicou ella com uma voz
surda, comprehendo a vossa dor. Deus assira o
quer I Ha um instante que aprendo a submet-
ler-rae sua vonlade omnipotente. Possa eu,
por esla subraisso, merecer a sua graca o a sua
misericordia I Mas ai do mim bem" o sinle,
ainda nao acabou a provaco... Pedro, meu ami-
go, peco-vo-fo, ide immcdiataracnte casa do
meu procurador, dizci-lhe que pague j a letta
do Sr. Soeteveld, que est pieso. Tomai tam-
bera esla bolsa ; conim alguinas moedssd'ouro.
Levai-a Sr." Soeteveld. minha cunhada, aquel-
la que aqui esleve esta manha, e pedi-lhe que
venha aqu j. Cutitai-lhc a minha desftraca e os
meus soirrunenlos ; ella nao recusar. Conbe-
co-a agora!
O criado pegou na bolsa e dcsappareceu. Sen-
sivelraento alliviada pela reza, a senhora de Val-
burg approxirnou-so dos tres Olhos que lhe-rcs-
tavam e olhou-os alternativamente com aiten-
co. Nao nolou mudanca alguma na sua physio-
nomia, e poz-se a cobri-los de beijos e de cari-
cias, cora uma expressao que ainda lhe trahia o
desvario ; dir-se-hia que uma alegra louca ti-
uha repentinamente lomado era seu coraco o
lugir da Irisle/a. Mas esla alegra devia ser do
cuta duraco. Em quanto, que sentada n'uma
cadeira, conteraplava seus filhos corn uma espe-
cie de voluptuosidad maternal, j o terrivel cho-
lera se Ibes linha tnlrnduzido no seio De re-
pente, o pequeo Frederico cabio como uma
massa de chumbo no chao, e agiuiu-se, estor-
cendo-se em horriveis convulsoes ; balia com os
ps no chao e os membros conUahiam-se-lhe nos
mais tarrifis spasrnos.
Dizer com que dor esto espectculo despeda-
cou o coraco da mi, seria cousa impossivel ;
al se eomprehenderia difligiltnente que uma
mulher podesse supporlar eslas iricessanlfs lor-
luras, se se nao soubesse que nbalos multiplica-
voz doce e commovida
Padre Nosso, que estis-nos cos, santifica-
do seja o vosso nome !
Hbkhv Conscence.
Quinlino Meteys.
Peloannc de 1480. orguiam-se, na fisinhaoca
dos prados do hospital, muitascasinhas, que pe'r-
lenciam ao convento das irtaas dedicadas ao
cuidado dos doenles e estavam alugadas por gen-
te pobre.
A maior parte destas casas- eram habitadas
por operarios, que poupavam, muito custo, do
seu salario com que pagar o aluguel da semana,
ou por pessoas velhas reduzidas viver. com a
mais stricla economia, do dinheiro que haviam
juntado na sua mocidade.
N'uma das-menos velhas dessas casas, habila-
va, nesta poca, uma viuva com seu filho nico.
Ainda que nao possuia nada no mando, nem por
isso a alegra e a felicidade tinham deixado de
habitar semp,re sob o seu lelo: suporlava a po-
breza com a maior paciencia- e nao teria tro-
cado a sua humildo eondicao- por oulra que pa-
recesse melhor. A laboriosa octividade de seu.
filho e a pouca all'eieo que elle lhe consagra va,
lal era a origem da sua felicidade. Como linha
concentrado nelle todos os seulimenlus do seuj
temo coraco, o ver-se amada pelo filho era o
sulTiciente para a sua felicidade. Em todas as
suas resa$! em todas as suas aspiracoes se mis-
tura o nomo de sen filbo, e o amor" que lhe ti-
nha dedirado era lo intenso, que a sua propria
personalidade se confunda- nelle inicirainente-.
O filho, ene pagara sua mi eom uma ternura
egual, trabalhava de dia e de noile, alim de que
lhe nao fallasse nada, e quando sorprenda nalla
Um suspiro, triste como um gemido, escapou
do peilo de Quintino: cobrio o rosto com as mos
edisso com uma vor que trahia uma tao violen- j
ta emoco que se poda recciar que a vida 3 Iho
despedecasse :
Tendes fome, minha mi! Ha tres dias-que
nocomestes. Julgas que eu o nao sei? Ohl
de certo eu morrerei___Eu vejo-vos desfallecer,
j nao sois seno-uma-sombra___ e por mira
que soffreis, por mim so !
E s isso, respondeu a mi com coragem e
quasi rom um alegre orgulho. Ora, consola-te,
ento e nao tenhas-tanto pesar. Soffrer fome por'
ti, meu Quintino por ti i Oh Deus seja lesle-
munha de que a nica consnlaco que rae resta
na terra soffrer pelo meu filho !
Ter bracos quo servem para alguma cousa!
exclamou Quintino cora desespero, suspirar pelo
trabalho romo pela-feficdade, e saber que micha
mi morro de fome. sem poder ganhar-lhe um
boceado de pao negro I Meu Deus, seria indigno
da vossa misericordia se cao morresse 1
minha querida mi exclamou elle, que-
na ir trabalhar para vos, mas... nao posso 1
Neste momento abrio-se a porla da casa, e en-
trou uma religiosa do convento com um ceslo no
braco.
Melsys, disse ella, trago aqui alguma cousa
para o nosso doente Quintino. Mas o que acon-
teceu. boa gente ? Que desgraca succedeu que
oslaos ah chorar ambos ?
Nem a mi nem o Olho responderam a esla
pergunla. Como eram pessoas honradas, e nun-
ca tinham implorado o soccorro de oulrem.a ver-
gonha impedio-cs de dar a conhecer a sua mise-
ria. Onde esl o operario laborioso que pode di-
zer, sem solTrimento, com uma roz supplicanle :
Tenho fome I
A irma nao reparou no silencio dcstes infeli-
ces ; pousou sobre uma mesa o ceslo que trazia
e tirou delle uma garrafa, e depois deitou n'um
copo uma poreo de vinho tiulo.
Quintino, disse ella com alegra, eis o que
vos dar coragem o vos fortificar ; aqui tende3,
bebei isso I
Se minha mi beber esse vinho. disse Quin-
lino com uma physionoma supplicanle, promet-
i assistir a dez missas por vos, irma rsula.
Bebei, replicou a irma, tambera darei um
copo a vossa mi.
Oh nesse caso, assistirei a vinle excla-
mou o ferreiro comraovido e com os olhos theios
de lagrimas de alegiia.
Quando ambos, sollicilados por militas Instan-
cias, tnharn lomado ura copo de vinho cada um,
a irma poz o cesto vista de Quintino, duen-
do :
Oh 1 ainda tenho oulra cousa !... Olha.
Apenas Quinlino deitou um olhar para o ceslo,
levanlou as mos para o co, c exclamou :
Boa rsula, nao sabis o que nos trazeis.
Ousarc todava dizer-o-lo, a vos, e que, comr;
um anjo de misericordia, vindes alliviar-nos c
consolar-nos. Minha irma ... minha irma, mi-
nha velha mi nao comeu ha tres dias e raorre
de fome !
Sanio Deus! possivel? exclamou a reli-
giosa. Ento despachai-vos ; aqui est um pac
e ura bom bocado de carne.
A eara;aO da viuva era lamanha, quo ella nao
pode tocar no pao, que, tambem, j lhe nao era
neressario, pois o vmhe- que beber lhe havia da-
do algumas forras. Em quanto a religiosa a ex-
citava a comer, (.'inclino linha insensivelmente
chegado para si uma das? mos da irma rsula,
sem que ella houvesse reparado. Mas, no flm
de alguna instantes, retirou-a subiamenle, pois
linha sentido nella uma ardenlc respiraco.
Quintino, exclamou ella, que fazeis?
Perdoai-me, minha irmo, disse o mancebo;
oh nao vos irritis por vos molhar a mo com as
minhas lagrimas ; sao de reconhecimento c de
respeito I
A religiosa corou, dominada por um sentimen-
lo de confuso, pois o olhar de-Quinlino se fixa-
va, nella animado por um fogo estraordina-rio :
dir-se-hia qaie ello eslava em adoraco dianle
della. Para esoapar a esta situacao que a em-
baracava, poz-se de repente fallar de oulra
cousa.
[Con t niror- se-li a).
Variedades.
NAUFRAGIO.
O vapor Ganges, em viagem de Liverpool para
a India, foi pique al8'fnilhas-rf*. E. da ilha d
Madeira, morrendo o capito e nove tripu-
lantes.
Esla exelamaco linha fatigado muito o doente; i
a cabeci, um instante sustentada pela exaltaco,
cahio sem forca, e elle replicou com mais so-
ceg :
nao blasphemeis entra Deus. Ainda ha poneos redor de sua mi, chorando c gemendo.
mozos Viviam bastantes familias as quaes o fla-
gello dcstruio a poni de nem j existir o
nome !
O acento prophetieo deslas palavras fez uma
profunda inipresso na senhora de Valburg, que
impallideccu e disse com uma voz commovida:
VOLlIETlIlt
~2W?
UESTE-"
POR
PAULO DE KOCK.
XLl
0 effeilo de um nome.
[ Contiuuago. )
Sabrelache nao insisti mais, c Ceriselte fazia
o que podia para caplivara benevolencia de ma-
dama de Fierville. Havia momentos em que jul-
gava t-lo conseguido. Quando trabalhava no so-
to, e a lia de Len tambem ia sentar-so ali,
Ceriselte procurando travar eom ella algumas pa-
lavras, olhava-a furto ; mais de uma vez sor-
prenden os olhos de madama de Fierville Oos
nella com uma expressao vaga, sem desdem nem
zombaria ; purera s eolio avenlurava-so er-
guer a cabera e a surrir lia do seu marido, es-
ta revesta-so logo do seu ar altivo e severo, co-
reo se desperlasse de um sonbo de que nao que-
ra lembrar-se.
Lma laido, erguendo-so da mesa, em que ma-
dama de Fierville, mais zombelcira, mais altiva
que do costume, pareca ler feilo o proposito de
por em prova a pariencia de Sabrelache, esle,
passeiando pelo salo, o mordendo os bigodes. o
que sempre fazia quando eslava contrariado, dis-
se do repeino, parando defroote de Agalha :
proposito, minha querida sobnnha, desde
que estou aqui ainda nao me lembrei de lhe dar
noticias do Sr. urnarselle, que entretanto me
encarregou do mil rocommendacoes para roc.
Ah! muilo obrigada 1 Accuso-me muito de
nao lhe lor fallado nelle 1 Perdo-nie, aqui eu s
tenho um pensamenlo. I
!'. dizendo cssas palavras, Corisetto olhou ler-
namonte para seu marido.
!'] Vide o Diario n. 212.
De repente appareceu i porta da sala um ho-
rnera lodo vestido de preto ; a sua appariqo neste
momento asscinclhava-se chegada d'um men-
sageiro de morte ; mas elle, vista desla lgubre
scena, inchnou a cabeca e limpou duas lagrimas
que !he bnlhavara nosolhos.
Mas ouvindo o nome de Dumarselle, madama I
de Fierville nao fra senhora de ura movimento,!
no qual havia quasi susto, o levantando le.ila-
mente a cabera, disse Sabretarhe com um tom
em que transparecia secreta emoco :
Parecc-me que o senhor falou cm Mr. Du-
marselle ?
Fallei, minha senhora.
Nao sem duvida um que foi ofBcial de
bussards.
Perdc-me, creio que sim. Mora ero Paris,
ra Persas des Malhurins. Befe ser esse, porque
disse-me que moheca V. Exc.
l.evo rubor corou as laces de madama de Fier-
ville, que murmuro-i
Sr. Dumarsello fallou-lhe de mim... e
que proposito ?
Ah I muilo simples, hu eslava dando-lhe
paite do casamento da minha chara Agatha corn
o Sr. Len Dalbonne. Ento elle mo disse que
conhecia o Sr. I.eon, quem linha visto algumas
vezes em casa de sua lia, madama de Fierville.
Pode ser no numero da companhia quo
recebo, nao reparo no nome das visitas."
Pois eu contara sempre as visitas agrada-
veis, tanto mais quanto sao raras.
Mas como... onde foi que o senhor tomou
anuzade cora Dun:arsclle ? replicou madama de
Fierville, dirigindo-se Sabrelache, com expres-
sao de viva curiosidade.
O veterano comecou a frisar o bigode, e res-
pondeu pisando cada uma das palavras :
Isto, minha senhora, oulra cousa, o
meu segredo. e s confio os meus segredos s
pessoas que me lera provado nmizade e inleres-
se Eis porque V. Exc. nao se admrala deque
eu nao Ih'o confie.
essa resposia dada com tom sceo, Ceriselte
e seu marido julgaram que madama de Fierville
replicara com uma dessas palavras picantes que
nunca lhe faltavam ; fui pois rom extrema sor-
preza quo a viram abaixar os olhos e guardar si-
lencio. Durante o resto da noile, nSo tomou mais
parto na conversa, e retirou-so cedo para o seu
aposento.
Mas desse momento por dianle, suas mane iras
se tornaran) menos altivas, suas fallas menos des-
denhosas; quando Ceriselte lhe dizia alguma cou-
sa, ella lhe responda tuui ar affavel, onifitu toe-
e
algura desejo, redobrava.de-aclividade e prodi-
dos acaban) por esgotar a sensibilidad nervosa, galisava os seus suores at-que iosse bastante r-
Por alguna instantes, conlewplou a senhora de co para uuder dar-lhe o objeelo tfesejado. C/iat-
Valburg seu Olho que se relava no chao, enler- dor que empregava no trabalho. linha-o tornado
rando as unhas na carne; eslava immovel e >o habil.no seu ofTicio de ferreiro, que ninguem
como petrificada ; depo3, de repente, levanlou- exceda a.sua destreza, nem poda gabar-se-de
se. e agarrando a crianca, correu com ella para a ganhar lo bons slanos, como elle. Eraessa
sala onde estavam os mdicos. urna drvs-razes por qua a habilaco da viuva. es-
Ali somente lhe escapou um grito, e ca- lava ornada cora mais goslo que'as oulras, e ella
hto inanimada com seu Olho no. tapete. Po- mesma era considerada romo uma das localarias
bre mi com um rpido veiret d'olhos tinha
visto os cadveres do seu Eugenio e da sua Vir-
ginia !
Quando vollou si, muilo lempo depois cn-
conlrou-sc na sala c na cadeira que linha dei-
mais acenmmodada das- casinhas perlenceiries s
irmas hospitaloiras.. Seu llh, para quem o
trabalho era ura extrorao prazer, eslava senipre
alegro c centava iucossanlemenle, o que tinha
feilo esquecer o seu. verdadeiro nomo para lhe
xado. Una joven mulher tinha enite as della ; daaem o de Ferreiro Alegre.
Mas, minha mi, nao nos resta enlo nada
que tenlu algum valor ? nada que possa trocar
por um bocado de pao?
Nada, meu filho, respondeu tristemente a
mulher ; vend ludo ; j nao pens nesse meio
de salvaco.
O infeliz Quintino lorcia-se no lelo com um
to violento desespero, que se lhe ouviam os os-
sos estalar debaixo da- roupa.
Morrereis pois de fome exclamou elle rom
raiva ; e eu, que estou a morrer. rr-fos-hei
SHCcnmbir ao lado do meu lelo. Oh! nao, isso;
noha de ser assim .Vou levantar-me e mos-
Irar-foa o que pode por sua mi o amor de um '
filho Dai-me os meus vestidos, e se, anlesde:
las horas, nao tiveides comido, puna-me DohsI
com o fogo eterno !.... 0 minha mai, minha
mi, o doce Jess nao se irritou com as minlias l
culpaveis palavras1.... Sin,to forcas!.... Re-
vivo '...
Dir-se hia, com effeito, qjueojoven Qui.ilino
acabova de escapar subiamenle doenca ; rao-
veu os bracos como ura homem que se "prepara
para um trabalho penoso, e os seus movimentos
eram lo livres. lio enrgicos, que sua mi ao
sabia o que pensar de nina Ul mudanca, noou-
sava abandonar-se inteiramenle csperr.Ufl de
ver curoprir-se nm milagro em seu Olho, e"esla-
va estupefacta^ incerta, a olhar para oila com
olhos espantados.
Entretanto Quintino lioha-sc vestido cem uma
extraordinaria promplido, mas por ma:s~esforcos
que flzesse para vencer a fraqueza do se corpo,
via-se bem que pouca- mudanca se tinha operado
no seu estado ; bem depressa, efTeeliva-raeole, os
seus movimentos se '.ornararn mais vagarosos, a
respiraco mais cuita; vencido, sem forcas, abra-
cou anda uma vez sua mi, tremendo, "e dando
uma exelamaco de desespero, cabio sobro uma
cadeira
O ECLYPSE SOLAR E O CHOLERA,
Urn extracto do Jornal de Cardova, que publi-
ca o Memorial Jos Pyreneos, diz :
O eclypse produzio sobre o>cholercos uma
impresso por tal modo favoraveli que lodos os
que estavam atacados da terrivel epidemia, em
numero dedezoito, foram curados como por en-
canto.
Est.portanto.resolvido o problema apresen-
lado por todas as academias de medicina da Eu-
ropa : o antidoto da cholera um eclypse de sol.
AdifTiculdade est na dilliculfi-.do de arranjar o
remedio vontade.
Resolvida assim a questo, ao sol e 5 la a
quem se deve agradecer a phenomenal aecosa-
lutar.
Dever-so-ha-conferirao sol e lua.ou es otquo,
a ambos, o premio de 250,00^-francos, fundarle
pela Socicdade Real das Sei -ocias de Londres,
para que deso'jfise o remedio infallivel docho-
lera ?
HONRA EPROVSITO,
O Journal des Debis, reproduzindo Ddecreta)
que eleva Abd-el -Kader dig.nidadc de gia-cra^
da Lego d'Honra, diz que o imperador rnandnu
fa/er para o emir uma condecoraco de diaman-
les que r.o cuslar menc* de 14,000- fraoces
(2:520JK>00 ris).
nra-seat pulida eom Sabrelache ; as palavras quem lo as Mil pwmanmtti. Visto de peilo. tu-
picanles, as zomb.vias desapparereram, e nemse do isso muilo Ui&le, muilo raonalano. Essas
mostrara mais offcndida quando ao veterano es- pobres mulheies,. acondicionadas como ostras,
capara alguma expressao mais enrgica no fogo ; tem o dom de se aborrecerem, d nao diverti-
da conversa. rira os que se cltegam ellas ; o habito da ser-
Os mancebos eslavam maravilhados dessa mu- ufd&o, da ohvdienria, Ibes lirou esse modo de-
danca. Sabrelache eslava conleniissimo, e excla- cidido, travesso, que augmenla-UlHS osallracli-
mafa : vos. Ah 1 meu pobre I.eon, no meio A melhor
Foi o nome do Sr. Dumarselle que produzio serralho, a gente tem saudades de ura soire de
esle milagro. E' depois que sabe que o conhece- lorelles dni bairro Brda ; e fumando o narguilc
mos, que amansen. Nao admira; esse homem do meu hospede, eu suspirava pela minha pas-
nos tem dado felicidade Ainda que esta___ sagera da Upcra, pelo meu buulevard dos Italia-
bem exquisita 1 no3, onde se tem lano praaer. f.umaudo um cha-
Muito salsfeta por ver madama de Fierville ruto, roesmo sem ser da llavana.
lhe moslrar ura rosfo menos severo, Ceiisrlle,. Mas emOra vollei para, tou lado, e espero
rujo coraco amante s procurava expandir-se, j I que por muilo lempo.
se lisonjeava de obler um dia a amizade da lia de i Quando digo para leu. Iqdo, engano-me, por-
seu marido, c o futuro lornava-se para el'a agr-' que dizem-mc que le pncafuasle na la proprie-
davel e risonho, quando uma manha appareceu-! dade dos Grandes Carvalhos iva Brelanha, e de
lhe Len lodo alegre, com una carta aborta na mais que ests casado. Por esla noticia j eu es-
nio: perava... Nascrste p>ra o casamento. Es pru-
Minha chara
visita.
Ainda1
Oh! trarrqui lisj-te. .. esla nao Di.iss.ic-
le... Sabes que uma vez le fallei de um amigo
inlimo, de ura camarada de crianca... quando eu
era solteiro?
Sim, um rapaz quem liuhas milita ami-
zade, e que t'a retribua.
Disso lenho certeza... E' eslouvado, mas
um coraqo excellenle. generoso.
E esse amigo vem ver-nos?
Justamente. Tinha sahido do Franca ha tres
annos ; tinha ido Constanlinopla como secre-
tario de embalsada... Olha, aqu tens o que me I
escreve. Seu cstylo lo divertido como a sua '
conversaco.
Meu charo Len.
'< Depois de tres annos passados na Turqua,
fis-me einlirn de volta i chara Franca, ao ama-
do Paris. Ah meu amigo, cu disse como Tan-
credo :
FALTA DE MGLHERES."
Na Australia grande a desprop.oroo enbr- sol-
teiros e solteiras, calculando-se o numero, eslas
era 12.5i5.e o d'aquelles em 88,353.
Nos districtos aurferos- a desegualdade: de 20
para i.
Pode por islo calcularse bem como l sero
estimadas: as mulheres- e que subido- valor tc-
ro.
A raridade importa-sempre um grande valor
estimativo.
Commercia do Parlo.)
amiga, annuncio-te uma nova denle, arraigado, constante, e sou capaz do apos-
tar que adoras tua mulhar, e que ella te paga na
mesma moeda Tanto melhor I o quadro da tua
felicidade domestica dar-me-ba lalvez a Idea de
imitar-te; porque lenho pressa de conhecer tua
mulher, que deve ser boa e aniavel (se nao fjsse
isso, nao le teria agradado.) Emfim tenho pressa
de dar-le um abraco. Mando por esta caita na
posta ; e depois de aiguns passos iudispensaveis
em Pars, parto para os Grandes. Carvalhos Al
logo, espero eslar muito lempo camligo, se nao
me bolates para (ora,
Ten amigo sincero
(.'iis/iio /niiniVe
Leen lermnou a Icilura da carta sem reparar
na pallidez mortal que cubrir o rosto de sua
mulher, quando ouvio o nome do amigo do seu
amigo.
Nesles dous ou tres dias, lalvez amanha,
esteja aqui o Gastan... Em todo o caso estou
certo que nao tardar, o que tem lano desejo de
ver-me, quanlo eu sinlo do aperta-lo nos bra-
cos. Vers como elle alegre, espirituoso, sem
prelenedes nem pedantismo... EmOtn, um es-
Ipirilo verdadeiro, o que quer dizer um espirito
tem raro neste lempo, cm que tanta gente pro-
cura estragar o que tem. Quercr-lhe-has bem,
. -,.., T .,.-. ,,.._, nv p,,.^ o;o assim, minlip. amiga? primeiro por mim,
A tous les cceurs bien ns qoe 1 patrie e*l diere.
Decididamente o provethio tem razo : Os
depois porquo elle o merece. Mas. meu Deus, o
que ksso? Eu nao linha reparado.? Como-ests
paluda Dar-sc-ha caso que eslejas indisposta ?
Sim, meu amigo, estou incommododo, sen-
t ura ralafrio....
Foi agora... por que quanio anteaste nao te
queioavas...
Sim, foi agora mesmo... mas. nlo ha de ser
nada...
Esla tremendo, tens as. mos. goladas... vos*
mandar cidade chamar o medico.
Nao. nao mandes chamar o medico. islo
iij de pi.ss.ir... Vou deitar-me... bastar o des-
canso... Nao le assustes, msu amigo, repito-te
que islo nao nada.
Esl bom, quero espetar; porm se d'aqui';
ha pouco ainda estiveres incommodada, vou eu
mesmo chamar o medico. Ikeseanea... Vou dar j
ordens para a chegada de meu amigo, e mandar- I
lhe preparar um lindo quarto... e nao o porei l i
do oulro lado da casa como minha lia... Anda,'
vai descancar.
E Len deixou sua esposa. Ceriselte ficou an- '
niqullada, com a cabe? inclinada para o peito,
dizendo enmsigo .
Gastan Rrumire! V.' ellcl deve ser elle !
E amigo de meu marido c- deve vir aqui 1
Disirahio-se a moca de seus pensanientos,
vendo Sabrelache, que cnlrou no quarlo di-
zenlo:
Ento que temos? Enronlrei I.eon, que rae
disse que a sen Agatha eslava incommodada.
Ola, disse eu rorngo, vamos reconhecer o inimi-
go. Mas, meu Deus, esle roslo Itanstornado... Is-
so c serlo I O que lera, minha filha?
Ceriselte levanlou-so, e lancou-se nos bracos
do veterano, murmurando cora voz abalada pelos
solucos :
Ah I meu amign, eslou perdida I
Perdida 1 como? Ora vamos, impossivel...
Tornea si, minha chara Olha.... O que lhe causa
esse terror?
Meu marido espera aqu, de um momento
para outro. hoje lalvez, um amigo, quem
quer con se fosso irmo.
8(m, disse-me ainda ha pouco. Ento ?
Ento, osso migo, .. aquello im^o quo
enronlrei no parque de Sanl-('.lou,d, o que me
IfO'ixe para Paris.
Quera lhe faz pensar qua seja elle?
Chama-se Gaslu.
Ha muita gente chamada Castao... nao
nome to commutn como fcao, mas ha mulla.
Gaslo Rrumire, foj. nomo quo Leo leu
r.a cirta de sen amigo. Ib.parece-me tambem que-
esa o nome de familia oue eu tinha visto Hu bi.->
Hiele de visita quo me lu esse mancebo.
Polo ser que se. engae. Ha lentes.noms
que se parcritm I'..
Nao, l.'io nao me engao, elle.,... o
mesmo... volta de Cuaetanlinopla; Letr agora que o oulro liaha-me fallado qua tambem
devia ir para l !
Admitamos que seja elle ; ha. qualro annos
que esse raoco iio a v. e vocO j.i nao a mes-
ma. enlo mocinha delgada, magra, hoje urna
senhora mais le-rto, mais formada ; depois outro
modo, maneiras, linguagem difforales... O mo-
co nao a reconhecer I
-- Oh! sim, reconhecer-me-ha.
Nao, digo-lhe eu. So hume ni de honra,
nao pode, nao deve conhece-la, principalmente
na posicn que a encentra.
Mas amigo intimo de meu marido.
Razo de mais! E depois. se fosso'lio llo
c lao cobarde que fallas*, a que diria de novo a
seu marido ?
Ohl nada .. roas o desgoslo, a vergonha
que havia do cobrir a fronte de Len, enlo ello
se arrependeria de Inr casado comigo. Talvez,
por muilo generoso, me occullasse seus tormen-
tos, mas julga que eu nao os adevinharia ? Oh !
bernafe que Oz a desgrana delle, o que tenho ra-
zo para estar desesperada.
Ohl nao, cora mil bombas! nunca se lem
razo cm desesperar, porque o desespero cada
remedia. Compre esperar os aconlecimentos com
firmeza, tranquillo no posto, d'onde nunca se de-
vo desertar. Coragem, pois Este mor;u que es-
peram, talvez nao seja o que pensa, e se fr, ve-
remos, eu aqui estou, o nao me amo com qnal-
quer cousinha!
(Cofi/inuar-sr-no)-
PERN TYf. DE M. F. DE FARLe.. IB60,


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