Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08225


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Full Text
ANBfi XXIYI. SOMERO 212,
Por tres mezes adiaotados o$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
QUINTA Iinti 13 DE SETEMBRO DE 1861
Por auno adiantado l)$000
Orte franco para o subscritor.
B.XC A. R REGADOS DA. SL'lisCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de. Leraos Braga; Cera, p Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PAttlIUA DOS CUKUblUs.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as ternas feiras.
Pao d'Alho, Naz'arelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo.Serinhaem, RioFormoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras eNatalquintasfeiras.
(Todos oscorreioparlem asIOhorasda manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Quarto minguante as 8 horas e 47 m utos
damanha.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manhaa
21 Quarto crescente as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 horas e 20 minutosda tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as3horas e 18 minutos da manhaa.
Secundo as 2 horas o 51 minutosda tarde.
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relacao : tersas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas'
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da larde.
PARTE 0FFIC1AL
Goverao da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 11 DE SETEMBRO DE 1860.
Officio.Ao padre Fortnalo David Amador de
Oliveira c Manoel Antonio Cavalcanli.Coni a de-
calo junta por copia, fundada no aviso de 8 de
narco de 1847 2o, que hornera dei a urna con-
sulta do juiz de paz presidente da mesa parochial
dessa freguezia, respondo ao officio que Vmc.
me dirigi cm dala de9 deste niez, representando
contra a continuaco desse juiz de paz na presi-
dencia da referida mesa, convindo apenas a<:re3-
centar que o juramento previo, como condigno de
exerciciode qualquer emprego publico,
DESPACHOS DO DA 11 DE SETEHBRO.
fequeriment08.
1553.Capito Antonio Maria de Castro Delga-
do. Ao Sr. Dr. provedor da Santa Casa de Mi-
sericordia desla cidade para informar.
1554 Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Va-
rejo.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda.
1555.Dr. Joo Francisco Teixeira.Informe
o Sr. Dr. chefe de polica.
1556.Joao Anasiacio Camello Pessoa Jnior.
A thesouraria provincial lem ordem para sus-
pender a execugo, que se move contra o suppli-
cante.
1557.Luiz Maria do Espirito Santo.Informe
o Sr. Dr. chefe de polica.
1558.- Minervino Bandcira de Mello.Informe
1559Samuel Power Jonhston.Informe
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1560.Silvino Francisro Alves.Quando hou-
ver vaga, requeira supplicanlc, que ser atten-
ddo cm visia de suas habililaroes e como con-
vier ao serviro publico.
inpres-
Cindivel para que possam funecionar os supplen-'. o Sr. commandantc superior da quarda nacional
tes de juiz de paz em qualquer das altribuices da comarca do Rio Formoso
do mesmo cargo, segundo esclarecem a circular !
ii. 115 de 25 de oulubro de 1846. e aviso de 16 de
junho de 1848 3.
Dito ao commandantc das armas.Mande V. !
S por em lberdade o recruta Domingos Jos de |
Macedo, visto ler provado isenro legal.
Dito ao conselheiro presidente da relacao|
Sirva-se V. S. do providenciar em ordem a se- i
rem julgadas, logo que fr possivel, as appella-;
ges que se refere o promotor publico desto!
termo no officio e relacao jui tas por copia.Com- j ~~-
municou-sc ao promotor do Recife. De urna correspondencia de aples, publica-
Dilo ao commandanle superior do Brejo.Em da pela Independencia belga cxlrahimos o s-
dala de 6 do crreme delerminci que se desse gunle, que d esclarecimentos sobre os differen-
baiza do corpo de polica praga do batalhao n. tes desembarques, que em pequeo numero os
36 da guarda nacional sob o commando superior' garibaldlnos efectuaran) em varios pontos do
de V. S. Severo Jos de Amorim, e mandei que
EXTERIOR.
. que
fosse ella posta a disposico do chefe de polica
para ler o conveniente destino
Fica assim respondido o seu officio do 23 do j u-
nho ultimo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda
Para os lns convenientes, passo is mos de V, S
a terceira va das contas documentadas da des-
poza fcita com o hospital militar desla guarnicao,
relativas ao mez de junho ultimo.
Dito ao inspector da lliesouraria provincial.
Em vista do certificado junio mande V. S. pagar
a Slarr & c. a quanlia de 1.012*000 em que im-
portara as liiihas, varandas e ni ais pecas do ferro
por ellos vendidas para a ponte collocada sobre o
rio Timb, no 9U laii^o da estrada do norle, de-
vendo esse pagamento" ser effectuado em apolires
segundo V. S. indica em sita informarlo de hon-
tem, sob n. 435Coiumunicou-se ao director das
obras publicas.
Dito ao mesmo.Faca V. S. conforme indica
no linal de sua informacao de honlem, sob n.
433, suspender a execugo que se move contra
Joao Anastacio Camello Pessoa Jnior para paga-
mento de urna leitra na importancia de 1:837*500
rs. proveniente da arremalaro do imposto de
2s500 rs. por caneca de galo 'raecum consumido
no municipio do Pao d'Alho.
Dito ao mesmo.Logo que permillrem os co-
fres desla thesouraria mande V. S. entregar ao
Kxm. hispo diocesano, ou a sua ordem, por con-
ta da verba consignada no 5j 4" arl. 13 da le do
orcamenlo vigente, a quanlia de 2:000*000 rs.
para as obras da matriz da freguezia de S. Jos
desta cidade.
Dito ao mesmo. Inteirado do contedo de sua
informacao de honlem, sob n. 436, o autoriso a
mandar adianlar por emprestimo ao regedor do
Gymnasio Provincial, somentu a quanlia do qua-
tro ceios rail ris, para occorrer as despezas da-
quelle eslnbelecimcnlo no crreme mez.
Dito As cmaras municipaes da provincia. Re-
metiendo a cmara municipal de... os inclusos
exemplarcs dos decretos n. 1082 do 18 de agosto
ultimo, e numero 2621 de 22 do mesmo mez, o
primeiro alterando a le n. 387 de 19 de agosto de
1846 e o decreto n. 842 de 19 de setembro de
li sobre eleices, e o segundo dando instruc-
ces para execucao do primeiro, tenho a recoro -
mendar-lhe que expeca com urgencia as conve-
nientes ordens, afim de quo se proceda a eleicao
de eleilores para a legislatura prxima vindora
na ultima dominga do mez de dezembro desie
auno, como se acha delorminado no 5 16 art. Io
do referido decrelo n. 1082.
Portara.O presidente da provincia, resolve
remover para a comarca doBrejo o promotor pu-
blico dado Limoeiro, bacharel Jos AntonioCoe-
lho Haraalho, e para a do Limoeiro o promotor
publico dado BrejoCezarOctavianode Oliveira,
Communicou-se a cada um dos removidos e fize-
ram-se as participaces do eslylo.
Dita.O presidente da provincia, conformn-
dole com a proposla apresentada pelo comman-
danle interino na seceo da reserva n. 3 da guar-
da nacional do municipio de Ouricury, e o que
ee refere a informacao do respectivo" comman-
danle superior ditado de 4 de agosto ultimo, re-
solve na conformidade do art. 48 da le n. 602
de 19 de setcmbio de 1850. promover aos ooslos
vagos da referida secro os cidadosseguintes :
Estado maior.
Cirurgio alferes, Raimundo Antonio Goncalves
Viaona ; ficando sem effeilo a nomeacaa de An-
tonio Laurenlino Monleiro Leite, que" nao soli-
cilou patente no prazo da lei.
Ia companhia.
Tenenle o alferes da amiga guarda nacional, Jos
Firmo Pereira do Lago.
2a companhia.
Tenenle Antonio Manoel da Paixo ; ficando sem
elfeilo a nomeacao de Manoel Pereira da Con-
cejero, que nao 3olicilou patente no prazo da
lei.
Alferes, Joo Rodrigues de Carvalho; ficando
sem effeilo a nomeago de Jos do Reg Barros,
que nao solicilou patente no prazo da lei.
3a companhia.
Capilo, Geraldo Rodrigues Coelho.
Tenenle, Bento Pereira Rodrigues ; ficando sem
efleito a nomeacao de Joaquim Gomes Ferreira,
que nao solicilou patente no prazo da lei.
Alferes, Joaquim Justo da Cruz; ficando sem ef-
feto a nomeacao de Manoel Joaquim Delmon-
des, que nao solicilou patente no prazo da lei.
Dita.O presidente a provincia, conforman-
do-se com a proposla apresentada pelo lenente-
coronel commandantc do balalhao n. 18 de in-
famara da guarda nacional do municipio de Na-
zsrelh, a que se refere a informacao do respec-
tivo commandanle superior datado de 14 de agos-
to ultimo, resolve na conformidade do arl. 48 da
le n. 602 de 19 do setembro de 1850 promover
oos (ortos vagos do mesmo balalhao os officiaes
seguidles :
Estado maior.
Alferes porla-bandeira, Vicente de Paula de Oli-
veira Mello, em lugar de Jos Faustino de Bar-
ros, por ter mudado a sua residencia para a
capital.
1.a companhia.
Alferes, Jos de Barros Brrelo Coitinho.
4.a companhia.
Tenenle, o alferes da 1.a, Henrique Luiz Pereira
de Lyra
8.a companhia.
Capitao. o tenenle da 4.a, Candido Rodrigues
Maris,
Alferes, Patricio Jos Barboza de Vosconcel-
los.
Alferes. ManoeldeAzevedo Lima; ficando sem ef-
.feilo a nomeacao de Silvano Bandeira do Mel-
lo, que nao solicilou patente no praso da
lei.
Dita.O Sr. agento da companhia brasileira
de paquetes a vapor, mande dar tranportc para
a provincia do Maranhao, com deslino a de Piau-
hy, por conta do ministerio da guerra, ao deser-
tor do meio batalhao daquella provincia Jlo Nc*
pomuceno Falcao.
continente napolitano :
Rebenlou o fogo na Calabria, j nao pode
haver duvida. Os primeiros desembarques veri-
lcarara-se no dia 8. O Jornal O/Jicial declara
que foram impedidos em partee verdade, con-
tra o seu cosime. Todavia 200 homens pode-
ram desembarcar na cosa, encaminhando-se pe-
la ierra dentro. Foram perseguidos pelas tro-
pas e pelos guardas nacionaes, que sao as guar-
das urbanas d'oulro tenipo, do gorro vermelho.
Seguiram-se oulros desembarques ; a 9, cem in-
dividuos foram lacados em f.amitello, o oulra
esqnerda de Reggio. Diz-sc que no mesmo dia
(mas cu nao pude ler o despacho) quatrocentos
homenssaltaram em letra em Gioja. Finalmente
um despacho do general Viale, chegado esta ma- I
nha, annuncia oulro desembarque de duzenios
homens em Bianchi e em Bosalino, e as proxi-
midurlcs de Gerace cruzara um navio de lolago '
importante, com um carregamen'.o anda mais,
consideravcl. Na direccao do pharol dcscobri-
rnra-se oulros vapores com bandeira eslrangeira, |
que procuravam embarcar os garibaldinos.
Estas nolicias sao cerlas. nanlo ao des-
embarque de Garibald em pessoa, frente de
7,000 Italianos, de que vos aconselho a descon-
fiar, quando menos vos seiam Iransmitlido pelo
ihelegrapho. Aquelle senhor nao lem costume
de apparecor sobre os volcos quando anda nao
eslao em crupcao.
Figuraiqn'al fot o abalo que produzio em
aples. A impresso don.inaute o medo.
, Nao Garibaldi, quem assusla a sociedade ho-
nesla e moderada a reaeco. Espera-se um
bomhardcameiilo, umsanguc, ou pelo menos um
|dia 15 de julho; alguns mesmo receiando um
dia 15 de maio percorrem os postos de guarda
nacional e os quarleis populares, supplicando
mocidade enlhusiasta que nao provoque as tro-
pas e quo nao responda s provocacoes.
Quanlo aoboinbardeamento tenho visto ac-
cumular municoes e conduzir pequeas machi-
nas incendiarias pira o forte de Santelmo, mas
nao quero arredilar que o poder supremo pense
em arrasar aples, sem quo um official qual-
quer, ueste momento principalmente, seja ho-
mem para secundat seinelhanie resolucao. Pa-
rece-me muilo mais provavel que uticamenle
se pense em assustar os liberaes para prevenir
um levanlamenlo.
Os nipolianos no deixam lambem de estar
po'suidos do maior terror, principalmente os
que pertencera a costa ; receiam-se as violencias
das bombas, e as represalias calculadas da revo-
luto. Os ltimos navios todos leem conduci-
do familias inteiras de fugitivos Ilustres : o que
parte boje nao sabe ondo ha de metter tantos
passageiros.
Na cidade, os negociantes, os commercian-
tes e os proprietarios receiara de todos os seus
familiares e procuram as legacoes e os consu-
lados para pedirem nm refugio no caso de in-
cendio, indemuisagao no caso de sangue, e a
indicaco da hora exacta em que pode comecar
o bombardeamento. urna febre universal.
A primeira garanta de um fuluro raelhor
esl na escolha dos funecionarios pblicos. Elle
exigir a nioralidade e a capacidade era lodos
aquelles que forem escolhidos para o servico do
estado. Com estas duascondicoes, o funeciona-
rio nao desconhecer nem a justica, era a ver-
dadeira liberdade, nem os deveres do rgimen
constitucional.
Para ser auxiliado n'esla nobre porra diOi-
cil missao, o governo appella para o patriotismo
de todos os napolitanos.
O verdadeiro cidado nao deve dizer: Nao
obro, nao fallo ; mas deve gabar-se de tr
obrado, de ter fallado.
Quanlo poltica exterior, o governo esla
resolvldo, aconleca o que acontecer, a manler
com firmeza a bandeira italiana. O joven prin-
cipe confiou-a a patriotismo e dedicacao do
bravo exerclo nacional.
O governo envou embaixadores para Turin,
a fim de ali negociarem a aluenga cora o Pie-
monle. O ministerio proseguir as suas nego-
ciacocs a fim de estreilar os lacos da Italia, de
modo que este nobre paiz possa enlregar-se com
inleira confianza e sem obstculos conquista
dos seus novos destinos.
Para que se vengam todas as difficuldades
presentes, para que se estabelecam slidamente
os destinos da patria commum sobre as bases
da liberdade, ou, para mclhor dizer, da inde-
pendencia nacional, pensamentn supremo de lo-
dos os italianos, o governo rene a urna volita-
do inabalavel, urna lealdade sem mancha. O
ministerio esl prompto a emprehender tudo
para consolidar a monarchia constitucional e in-
dependencia da Italia.
Sustentando pela consciencia dos seus de-
vores, elle espera ser em toda a parte apoiado
pela influencia de ordem e de confianga publica.
Espera elle igualmente que, as prximas elei-
ces harer urna nobre emulaco em todas as
classes, para que saia da urna eleitoral a opiniao
legal da verdadeira maioria, que so pode dissi-
par todas as incertezas, fazer callar os chos im-
portunos do passado, e contribuir para que s
subsistan) as inspiraces da justica e da legali-
dade.
Escrevem de aples o seguinle ;
o Nao ha duvida que nao honre junto do rei
i tentativa alguma de reaccao, que se nao lentou
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Nicolao T-olenlino ; S. Jader ab;
11 Terca; S~. Theodora penitente ; S. Proto m.
12 Quatta. S. Aula v. m. ; S.Juvencio b.
13 Quinta. S. Filippe m. ; S. Ligono.
14 Sexta. xallacio da Sania Cruz; S. Materno b.
15 Sabbado. S. Domingos em Soriano.
16 Domingo. S. Domingos sm Soriano.
hio aguarda; e quando apparcceu soaram os raes-
mos gntos sediciosos ; deu-se ordem para fazer
fogo, e um homem cahio ferido. Asseguram-me
quedousdosaggressoresque tinham sido presos,
foram depois sollos.
No instituto das bellas artes rebenlou tambem
a reyolla, mas a guarda nacional reprimio-a. Nou-
'- 'Jan lUl onde recepm gratuitamente inslruc-
?ao 1200 alumnos, um delles descontente de seu
mestre lancou urna bomba, quo por fortuna nao
produzio desgraca alguma.
Os locatarios das casasjiertencentes ao Alber-
go di Poveri recasaram-se a pagar as suas ren-
das. Daqui resultou a demisso do administra-
dor e lodosos membros do consolhodesla grande
obra de caridado, menos um.
Os voluntarios de 48, do qual j fiz saber o
tumultuoso procedimento, receberam cada um
dez piastras. Nao floaram satisfeilos, e tornaran)
a ir procurar Mr. Liborio Romano. Desta vez nao
fizeram ovago ao ministro, que, apezar d sym-
palhia que lem por elles, foi obrigado a chamar
a guarda nacional para os dispersar.
A gurda nacional tem-se mslallado em mui-
las casas religiosas. At agora nao se te
ENCARREGADOS DA SDBSCRIPCO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o S?.
Joo Pereira Martins.
EM PERXAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.nasua livraria praga da Independencia ns
6 e 8.
the agradecer a dedicago com que alguns gua.
das nacionaes protegem um soldado do seu bala
lhaoatlacado pela canalha.
apresemara os portos santos, d'oiue raaiicetios
imberbes sao arrancados pela seduccao ; muitos
delles para trazer a guerra a urna naeo com a
qual o Piemonte est cm paz, e que offerece to-
da a qualidade de concessoes as grandes poten-
cias e Italia.
Aqui espera-se que do congresso de Toeplitz
o das conferencias de Paris saiam alguns resul-
tados favoraveis manutencao da dynastia dos
Bourbons.
No dia 4 de agosto partiram de Marselha as pri-
meiras tropas da expedico franreza para a Syria.
Anda nao temos noticia da sua chegada. En-
tretanto a Porla Otlomana se esforcou, com suc-
cesso, para por sua propria actividade tomar a
dianleira expedifo ranceza.
Fuad Pascha depois de haver reslabelecido a
ordem
do
cm Damasco, e preso cerca 4t)0 pessoas,
entro as quaes muitos dos notareis turcos, cercou
A Russia, a Franca e a Hespanha trabalham, auah^fZV.*..'.8^^ 125 dS DrU2?S
segundo parece, de boa f no sentido da conci- s 1* ,flt'1 L?,' chef' comPromel-
naos as ultimas mortandades. J se acham em
suas maos uns irtnia des Sheiks rebelliosos. Ao
mesmo lempo se instituio em Damasco um tribu-
nal turco para julgar os presos, e os achados cul-
pados serho immediatamenlc execulados.
Era 13 de agosto o princip' Danilo de Monte-
negro foi morlo a tiro, sobre territorio austraco
laco. Espera-se com anciedade a reumao
parlamento.
Garibaldi mpoz urna contribuido de 2 por
cento sobre o capital correspondente ao rend-
ment que resulta do cadastro territorial em lo- ;
dos os bens possuidos pelas ordens religiosas
exislentesna Sicilia, arcebispados, bispados. pre- r
lazias. beneficios, prebendas e capellas de pairo- Sfif m?r *??]' P,rtU,n fuPIl,I
nato nacional que nao estriim ragas. tu ^"T an C ""nad Kadl^ do
Garibaldi quando sahio de Palermo para con- ?!?Sl?!2S"!" "" C""\ P"nc,.Pal
liuuar as suas operacoes militares, fez publicar 1 MN^e"!g!0> a "m sob.r",ho de1?'""?.
no jornal official daquella cidade o segunlc de- 80 X ,ind>* mu0r pnDC,pe- .Ma9 nao
crei0 ] so se anda se o rcconheccram as outras par-
Durante a minha curta ausencia do Pa- n"adu,P8'Z' e se 1* Pleudeu\c nao Ihe dis-
protegido
essencial-
gar_ | -"-"- "Vi*",**" ">> _uu iniiiLipt: Danilo, como
-~n) COm .. nina tuna auge l'a- m.i,..
portado mal, e o conde de Trani, irmao do rei lerrao, o general Sixtori, que esl minhas ordens, ,? "" f dlgn,dade- .Nlk,".
acaba de dirigir ao commandanle urna caria para desempenhar a autoridade dictatorial em me 1, "T' S M pr>en?5ao
ar- I lugar i ment,c obra viuva do principe L_.
O mesmo general, chefe do eslado maior do "i2r-2iiWjSi?5! franc" e'-n Cel,inie:
exercilo nacional, fica encarregado do ministerio seu do.o^hJ^,", de "7 ^ ,n,Pr,""c,-
da guerra em substituirlo do governo Orsini, cu- 11' dfSfe^b!rT,e. no wnlinento napolitano por
A direccao encarregada da subscripeao para a
compra de um milhao de espingardas para Gari-
baldi dirigi ao jornal A Lombardia a se-
guinle nota:
0 general Turr, cujo nome brilha enlre os
mais enthusiaslas e generosos deffensores da
causa italiana, dirigio-nos 500 francos para a
subscripto acompanhada a sua ollera da seguin-
le carta .
Caros senhores:
ja demisso foi aceita. Orsini conservar o com-
mando em chefe da artilharia.
Caetano de San Jorge foi nomeado ministro
da seguranza publica (do polica), em substituido
de Luiz (.aporto, que a instancias suas volta ao
servico militar.
Constantino e Btaceo foi nomeado alcaide de
Palermo.
No dia seguinle o general Sixtori, annunciou
que lomava a dictadura interina, com um mani-
Nesle momenlo mais necessario do que feslo que, em lugar da formula anterior Italia e
nunca, que cada um se record das patarras so- Pteter Emmanuel lem simplesmcnle esla epi-
lemnes do grande Frederico: Para fazer a | graphe :
guerra, sao necessarias tres cousas; dinheiro, Governo interino da Sicilia. Cidadaos. Ten-
dinheiro, e mais dinheiro. "!- '
ora s foi um boalo. Somento alguns pequeos
corpos de cerca cem homens ceda um, desembar-
caran) em diTerenles pontos da Calabria, e foram
para o interior para all organisar o levanlamenlo.
Entretanto na Sicilia tudo est preparado para
ellectuar a expedico de um grande corpo em
lempo opporluno. Garibaldi se esforcou especial-
mente de assegurar sua expedirlo um ponto
seguro, fortificando a cidide de Messina e o seu
porto, e lomando ao mesmo lempo irapossivel
qualquer ataque repentino das tropas napolitanas
que ainda oceupam o forte do Messina. Esse
forte agora o nnico ponto em que em toda a
lha trmula o pavilho real. A concurrencia de
voluntarios do norte da Italia para o corpo de
opprimidos. Para formar urn exercilo, e preci-
so dinheiro, c semprc dinheiro.
Os italianos, que ha doze annos fazcm, pelos
mais generosos sacrificios, a admiracao do mun-
do, daro urna nova prova da sua generosidade.
Sinto nao ser um pequeo Cresos (e na Ita-
lia ainda ha alguns) para poder oll'erecer-vos
urna quanlia mais avullada ; peco-vos que accei-
leis o que posso ofierecer a favor da subscripeao
para o milhao de espingardas.
Accreditai-me, como sempre, o vosso sin-
cero amigo.
Turr.
O general Beaufort d'Hautpoul, quando che-
ao seu com-
Os jornaes s agora publicara o progamma do
ministerio napolitano. N'este documento, apa-
recido quando o paiz rai manifestar o seu voto
as c'.eiooes, descreve o governo qual ha do ser
a sua politice, e a maneira porque ha de cum-
prir as novas instituices constilucionaes, e res-
peilar as garantas individuaes.
F.is a Iraducjao do programma :
Cidadaos.No momento em que a nacao se
prepara para enviar os seus representantes ao
parlamento, o ministerio Julga opporluno fazer
conhecer o programma poltico quo o governo
esl resotvido a adoptar, e que foi unnimemen-
te approvado pelo conselho da cora.
A naco deve conhecer as regras geraes que
servem de guia ao governo, os principios que
elle considera como as bases do futuro, a fim de
que so iniciem as primeiras difficuldades do
nosso rigimen livre e independentc. Assim sen-
do a opiniao esclarecida sobre os aclos e inlen-
coes do governo, os napolitanos podero exer-
cer o seu direito eleitoral, com firme conOanca
na solidez da nova ordem de cousas, e escolhr
conscionriosamente os seus deputados.
O ministerio lem a convirgo profunda de
que sem os principios da religiao eda moral nao
existe prosperidade para urna naco. Por con-
seguinle, elle proteger sem hesitaco o culto
de nossos paes. que a expresso solemne e
indestructivel d'aquelte evangelho que procla-
mou, pela vez primeira, ao mundo, a fralerni-
dade dos homens e a emanciparlo dos povos.
N'este proposito realisar e'lle plenamente a
constituirlo de 10 de fevereiro de 1848 ; e com-
primir legitmente, mas com rigor, qualquer
lentaliva hostil ordem do cousas que ella inau-
gurou. Aos olhos do ministerio, a conslitniQo
a base immutavel no nosso rigtmcn.
N'esla consagracao dos deveres e dos direi-
(os deve existir a regenerarn poltica do paiz
Elle a espera completa em todos os ramos da
administraco, e o ministerio nao deixar de
cumprir a "sua misso.
Elle comecou j a estudar a reforma da 1 e-
gislaco civil e commercial ; e ter sobretudo a
peilo reanimar e renovar o espirito municipal,
adoptando-a s novas instituices polticas, reor-
ganisando a administrarlo da benificencia publi-
ca, que, sem deixar de soccorrer os pobres na
miseria, os elevo em moralidade desviando-os
da miseria eda corrupro ; tratar de imprimir
s obras publicas toda a actividade compatvel
com o estado da fazenda nacional ; libertar o
ensino dos lacos que comprimera o seu desen-
volvimenlo, a fim d'elle formar cidadaos e tor-
na-Ios dignos da sua nova condicriio social;
augmentar os recursos do estado; diminuir os
encargos que pesara sobre o poro e desenvolve-
r o commercio, a industria e as grandes em-
presas, principalmente o ostabelecimento dos
caminhos do ferro que sao, como se sabo, a fon-
te de tantas riquezas.
<< O governo mostrar a mesma solicitude pe-
las reformas melhoramentos secundarios que sao
do dominio do poder ejecutivo.
espalhar intrigas enlie as tropas e a guarda na-
cional.
l)isse-se, c o fado esl averiguado, que se
dislribuio dinheiro em cerlas companhias da guar-
da nacional pira conseguir alguns tumultos que
servissem de pretexlo. Todava o chefe da guarda
nacional conla com ella e o ministerio julga ler
vencido o resto da camariltia.
Nao leraos mais noticias de Garibald do que
urna proclamaco, da qual chegaram esta manhaa
raros exemplares. Quanlo aos seus companhei-
ros, expedem-nos de lempos a lempos pequeas
esquadras ; sao precursores destinados a fazer
reticular a revoluro em cujo auxilio correm. A
aititude dos povos um grande embaraco para
Garibaldi, e na Calabria, exactamenle alli onde
fundara as suas melhores esperances, 150 homens
que alli tinham desembarcado, ha 5 dias, foram
presos pela guarda nacional e pela populacho.
Eis a proclamaco do general Garibaldi diri-
gida ao povo do reino de aples :
A opposico do estrangeiro. inleressado no
nosso anniquillamenlo, e as nossas divisos
intestinas, teem impedido que a Italia se cons-
titua.
Parece hoje que a Providencia pozum termo
a lanas oesgracas A anidado das provin-
cias o a victoria propicia por loda a parle s
armas dos filhos da liberdade sao urna garaulia
de que os males desla Ierra do genio eslo a
concluir.
Resla ainda um passo___ nao o duvido. Se
se compararon) os acos raeios que conduci-
r ni um punhado de valorosos at este ponto,
os enormes recursos de que hoje dispomos
julgar cada um que a empreza nao impos-
sivel.
Qucreria comtudo evitar enlre os italianos a
effusao de sangue. E' para esse fim que me
dirijo a vos, filhos do continente napolitano.
Tenho conhecido que sois corajosos, nao o
queria experimentar de novo. O nosso sangue,
deremos derrama-lo smente sobre os cada-
veres dos ioimigos da Italia. Haja treguas en-
lre nos.
Aceitai, valentes, a mo que jamis servio
a um lyranno, mas que se tem feito calosa ao
servico do povo. Peco-vos que constiluaes a
Italia sem sacrificio dos seus filhos___ Com-' Depois da batalha de Mehzzo,escreviara de
vosco quero servi-la e morrer por ella. aples o seguinto:
Messina, 6 de agosto de 1860. Escrevo, no meio da lerrivel impresso pro-
Assignado.Garibaldi. duzida pelos sanguinolentos combates de Melaz-
Nao julgamos que esta proclamaco, quando zo- Quando se julgava prximo, e se desejava
mesmo seja condecida possa produzir grande ef-; um_ armisticio na Sicilia, o lelegrapho traz-nos a
feito. noticia do ataque de Garibaldi, c da defeza dis
; para a administraco civil na pessoa do Deprelis,
o qual goza da conliauca de todos os partidos.
Debaixo de Deprelis s"e acha em funeco como
ministro do interior, Crispi, o qual por algurn
lempo liaba sido removido pela influencia do Li
do sacrilicio, sem a qual nao podo fundar-se a
liberdade, e os estados nao poderu ser podero-
sos.
O dictador vai collocar-so frente do nosso
exercilo. que opera na provincia de Messina. Te- Ta^^o^eaTeTwdo.'
nho o firme convencimento de que vencedor al "'
agora em todos os sous reconlros cora os inimi-
gos da Italia, alcanrar novos e assignalados
triumphos.
Sinto nao peder lomar parle nos perigos dos
prximos combates, mas consolo-me que posso
dedicar-me ao bem eslardo vosso paiz. que pe-
las suas recentes c antigs glorias merece ser
feliz.
Tornai fcil a minha larefa com a abnegaro
ou a Marselha, dirigi a seguinle ordem do dia com que obedecis ao homem a quem lenho por
as tropas expedicionaes confiadas
mando.
Marselha, 7 de agosto de 1860.
ORDEM GERAL.
Soldados.
Deflensorde todas as nobres e grandes cau-
sas, o imperador resolveu, em nomo do toda a
Europa civilisada, que vos fosseis para a Syria
auxiliar as tropas do sulto a vingar a humant-
dade indignamente ultrajada.
E' urna bella misso de que deveis lisongear-
vos, e de quo vos mostrareis dignos.
Naquelles paizes celebres, berco do chrislia-
nismo, que successivamente tem illuslrado Go-
defroy de Bouillon, e os crusados,' o general Bo-
naparte e os heroicos soldados da Repblica, en-
contrareis tambera gloriosas e patriticas recor-
dares.
A Europa inleira hade acompanhar-vos com
os seus votos.
Succeda o que succeder, tenho a firme espe-
rance de que o imperador e a Franca ficarao sa-
tisfeilos de vos.
Viva o imperador/
do corpo expedi-
O general commandanle
cionario da Syria.
Marques de Beaufort d'Hautpoul.
chefe.
{Jornal do Commercio de Lisboa.)
Londres 33 de agosto.
Recebemos aquilnoticias do Brasil pelos pa-
quetes de BordeosVe de Liverpool, chegados o
primeiro luelle porV da Franca em 19 do cr-
reme o o segundo no dia 20 a" Liverpool. Se-
gundo noticiaram as folhas dosta capital o cam-
bio Jicara as nossas principaes pravas a 25 1[2 d.
e 25 d. 3|4 sobre Londres.
0 vapor Portugal que apenas acaba de chegar
a Inglaterra, seguir ptovavelmenle nesto mez
para o Brasil. J por vezes informei o estido
pouco prospero da companhia Anglo-Luso-Brasi-
leira entre Milford-IIaven o o Brasil, ou hoje an-
tes enlre Liverpool e o Brasil; e coutinuo a en-
treler os niesmos receios de que era breve veja-
mos cessar o servico dessa linha por falla de
pouco o segredo da conferencia" Je Tffi'plilz"eYal" meios Parj fazer face s suas despezas. Asse-
vez se possa dizer que se coohecc lodo o seu con- 8"ranl"Dle 1ue frole com que mensalmonto
leudo. i C,lla a companhia nao sufficieute para cobrir as
V-se hoje que a conferencia foi de maior im- desPezas do "> navegaco a vapor; e que pela
poilancia, do que pareca, segundo os boatos que i ,* a PasS3Se'r.os muito pouco ou quasi nadaco-
corriam. O que indubitavel, que nao se con- af coniBI>nia : tiestas circunstancias claro
trahio em Ttrpllz qualquer estipularo obrigalo- I qi'e faU.ar3m a empreza os recursos para sua pro-
" --> l pna existencia, e que por conseguinlo ter ella
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Hamburgo, SO de agosto de 1800.
Desde a nossa ultima se descobrio pouco a
tropas suissas, bavaras, napolitanas e do propno
, povo de Messina, as costas prximas da Sicilia
cedor ou vencido no primeiro recontro ? Esta Garibaldi, ferido, deixou mais de mil
Garibaldi h i de desembarcar ; ser elle vi
ou v
que toda a queslo. Se o governo
------,-------, _... ... ..... morios no
e yenceuor, campo de batalha, e oulros tantos fora de comba-
a propria diplomacia eslrangeira ha de Ihe ser |e.
favoravel e o seu auxilio poder ser efficaz. Ter
a corte o bom senso de approveitar esta occasio :
para eslabelecer instituices conslitucionaes, sal-
var a dynastia c a antonomia ? Se Garibaldi for
vencedor, o paiz ha de inflammar-se como um
raslilho de plvora, Que acontecer enlo? As
reunies eleitoraes.e as commissoes conslituem-se
em todo o paiz de urna maneira regular, era a-
ples teem os annexionistas evidentemente maio-
ria.
O c.ipilo Eduardo Styles dirigo-se agora para
Inglaterra, encarregado pelo general Garibaldi
de urna misso importante. Eis a carta de que
foi portador :
Melazzo, 2 de agosto de 1860.
O capitao Eduardo Styles dirige-se para In-
glaterra com aulorisaco minha. A misso dar
inormaces, e urna direcgo aos voluntarios que
desejarem vir para aqui batter-se pela liberdade
deslo paiz.
A nobre e valorosa conducta dos inglezes
que teem lomado parle comnosco nos perigos e
na gloria desta campanha, leva-me a confiar-lhe
esta misso de confianza.
Assignado.Garibaldi.
Escrevem de aples o seguinle:
Preiende-sejque a commisso revolucionaria
de aples tenha mandado, ha alguns dias, aviso
a Garibaldi, de que eslava chegada a occasio de
operar. J no dia 3 se affixaram pasquins as es-
quinas, annunciando como imroineniea chegada
do grande Garibaldi, e chamando os cidadaos s
armas. A polica, cousa extraordinaria, arrancou
esses pasquins. Digo cousa extraordinaria, por
que so conla tanto com a sua tolerancia, que se
escreve, absolutamente, como se a monarchia
j tivesse deixado de existir. Julgo saber lam-
bem que se tem acarretado pedras para algumas
casas para servirem de municoes no dia das bar-
ricadas. Para animar o parlido espalhou-se a no-
ticia de que um batalhao de catadores havia em
Reggio dado gritos de viva Garibaldi 1
Oulros pasquins foram igualmente affixados,
annunciando a partida de um.paquete para Paler-
mo e convidando os patriotas a reuniem-se ao
exercilo de Garibaldi.
O espirito de effervescencia traduz-se de mil
maneiras em aples. Ante honlem a populaca
em Chisga deu vivas a Garibaldi era frente de um
quartel, a autoridade ordenou quo se calasse, mas
responderam-lbe com bastonadas; deu-se enlo
ordem para atirar para o ar afim de assustar os
amotinados; os p&os leva-ntaram-se de boto. Sa-
os sitiados, cuja perda nao menor, reco-
Iheram-se em boa ordem s forticacoes, que at
anle3 do honlem nao abandonaran) em virtude de
ordens mandadas daqui para a evacuarn de loda
a Sicilia, excepto Messina Os cinco mil homens
que ainda havia em Melazzo recolheram-se a Mes-
sina, para onde deve ir tambem a guarnico do
Siracusa.
O general Bosco, que commandara os Napoli-
tanos, levouo sen arrojo a propra Garibaldi um
ataque campal, em que ambos os caudilhos toma-
ran) parte, acompanhados cada um de vinte ca-
vados. Garibaldi nao respondeu provocado,
mas pelejou como um valente frente dos vo-
luntarios
O sangue derramado em Melazzo, onde o dic-
tador fez fuzilar muitos Sicilianos dedicados
dynastia Bourbon, vai tornar muito difficil um
armisticio, e qualquer negociado pacifica. Aqu
tinham chegado as concessoes a ponto de offere-
cer Sicilia plena liberdade para se dar um go-
verno da sua escolha por meio de um parlamen-
to reunido em virtude da constituido restable-
cida de 1812. Sobre estas bases pedio-se a me-
diaco conciliadora das grandes potencias.
Aqui, ainda que lentamente, comeca a nas-
cer a confianga. A guarda nacional ja conta uns
dez mil homens; mas tem havido mais de um
conflicto lamenlavel com alguns corpos da guar-
da real o os soldados eslrangeiros. El-rei que
se mostra muilo conciliador, e os principes de
Sytacusa e de Aquila, qre sao os que na unio
da rainha inspiran) confianza ao partido consti-
tucional, visiiam diariamente a cidade, os quar-
leis, as tropas e as milicias, e fazem todo o pos-
sivel para restabelecer a confianga nos espiritos
e a concordia nos nimos. A rainha mi parle
para Vienna, e da corte affaslam-se os generaes
absolutistas.
Temos era aples mais de vinte mil ho-
mens, ao que parece, de excellentes tropas ; mas
eslo mal commandados. Faltam chefes e offi-
ciaes jovens ede energa. Com alguns generaes
escolhidos. aples, onde o povo quer o rei, e
d'onde as tropas sao favorareis dymnastia, nada
teria que receiar dos 20,000 quo roune Garibaldi.
Mas aqui faltam homens de governo, o generaes
no exercilo. A marinha. na qual o partido an-
nexionista tinha trabalhado muito, comega a le
confianga no novo rgimen e no seu almirante
conde de Aquila. A sua presenga fez grandissi-
ma falla em Melazzo, e nao se concebe como urna
esquadracomo tem aples, sao possiveis as ex-
pediges diarias que de Leorne, Sardenha e Ge-
nova chegam todos os dias a Palermo.
ra, e que a poltica prussiana e austraca nada
perdern) de sua liberdade reciproca. Mas o que
houve foi a troca de promessas confidenciaes, e
isso acerca de certas eventualidades.
A queslo Italiana foi sobretudo o assumplo
das ponderacoes, e o primeiro motivo para isso
deu a expedioo de Garibaldi. As intences de
Garibaldi tem por alvo a unio da Italia geral
sob o sceptro de Victor Emmanuel. Se elle con-
quista o continente napolitano do mesmo modo
como a Ubi da Sicilia, seguir o ataque sobre a
parlo que dos estados ponliflcaes ainda pertence
ao papa, o se nisso se succeder bom, o ataque se
dirigir contra a Venesia Austraca. A diploma-
cia austraca em Toeplitz dirigi a altengo dos
homens do estado prussianos sobre esse ponto.
i mostrando o seu desojo de garantir a Prussia
Austria a posse de Venezia. Porm o principe
regente e o Sr. de Schleinitz nao accederam
esses desejos. e declararam que nao podiam re-
conhecer um interesse absoluto da Allcmanha na
manutencao das possesses austracas na Italia.
Por contra que a Allemanha tinha interesse de
ver limitada ou antes removida a influencia fran-
ecza na Italia, e que a Allcmanha nao poderia
ver tranquillamonle o engrandecimento e confir-
maco da dita influencia. Em conformidade o
Sr. de Schleinitz formulou a posico da Prussia
para com a queslo Italiana da maneira seguin-
le : emlanlo que o combate pela Venezia se li-
mitar n'um combale enlre a Austria e a Italia e
que nello nao lomar parle qualquer potencia
extra-Ilaliana, a Prussia fica obrigada mais ex-
tricta neutralizado. Logo, porm, que de novo
toraarem parle tropas francezas, a Prussia julgar
vinda a poca d'uma participago activa, e sa-
ber na posigo d'alliado da Austria.
Urna condigo que a Austria na Italia se de-
ver limitar defensiva, e nao provocar o com-
bale, porque nesse caso a Prussia recusara qual-
quer soccorro Austria.
Para possibilitar Prussia em frente da opiniao
publica da Allcmanha, urna eventual interven-
go em favor da Austria, se designar como condi-
go o vigoroso progresso da poltica austraca no
caminho das reformas, exigndo-se especialmente
igualdadc para todas as confissocs chrisles.
O imperador Francisco Jos e o seu ministro
conde de Rechberg, aceitaram essas declarages,
e doram assergoes tranquillisadoras acerca da
sua posigo defensiva na Italia.
Em 12" do corrente leve lugar a aberlura do
caminho de ferro occidental, que rene Salzbur-
go com Vienna e Munich. O imperador d'Austria
nessa occasio se encontrn com el-rei da Bae-
ra. Tiveram lugar brilhantes testas, o um gran-
de banquete foi glorificado pela presenca dos
dous monarchas, e pelos brindes que os niesmos
fizeram. O brinde do imperador d'Austria se
dirigi especialmente sobre os dias _Com viva expresso elle celebrou a reconcilia-
gao com a Prussia, e a unio daAllemanha no-
va mente garantida. El-rei da Baviera respon-
dendo, tambem fez o seu brinde essa unio,
unio de lodos os principes, unio de toda a
patria allema I
. Ao resto nao ha muito de novo a relatar da
Allemanha. Na Austria se espera com impacien-
cia a prxima sesso do conselho do imperio, na
qual como se diz ser presentado o relalorio da
commisso do budgei, e lambem se tratar da
queslo da constituirn. .
O principe regente da Prussia, como geralmen-
te nesla poca da eslaro, acha-se nos banhos de
Osteode. O eslado de el-rei da Prussia, que re-
side em Potsdam, sempre o mesmo. Os minis-
tros do Schleinitz e de Anerswald tambero
partiram para Oslende nos ltimos dias.
Na Hesse Eleitoral as eleigdes eslo em plerr
andamento. O resultado o mesmo* que se es-
perara, em sentido dos partidistas da constituidlo
Era lempo da Europa por termo a este gran-1 de 1831. Mesmo no caso mais feliz o govefo
de escndalo interoacionai, e ao espectculo ^uelficar em minora iusigrcante.
de seguir a sorle ue muitas outras da mesma es-
pecie, estabelecidas tambem entre a Inglaterra e
o Brasil, e que tem cessado pos falta do meios.
Fazemos porm volos porque a linal a companhia
venfa quaesquer difficuldades, alim de que nao
cesse esse servigo de paqueles, quo to impor-
tante para o commercio, enlre o Brasil o a In-
glaterra.
O estado do mercado deste reino lem sido l-
timamente mais animado em relacao aos nossos
artigos, que aqui se acham venda. Em Liver-
pool o nosso algodo lem lido boa procura, re-
gulando a sua venda diaria nesla ultima quinzo-
ua de 80 a 100 sacas ; o seu prego, pelo que res-
peita ao de Pernambuco, fica colado de 7 1|8 d.a
7 d. 3|4 por libras. O coco do Brasil (paga 1 d. do
direilos por libra) fica de 55 s. 58 s. per cwl. O
caf de 1 qualidade de 62s. 73 s.; segunda qua-
lidade de 57 s. 62 s. e o ordinario de 51 s. 56 s.
6 d. sujeilo tudo aos competentes direilos de im-
porlago. O pao brasil continua [livre de direi-
to) de 80 s 85 s por tonelada. O assucar bran-
co de Pernambuco o da Parahiba lem regulado do
27 s. 6 d. 32 por cwl; e o mascavado de 20 s. a 25
s. 6 d. O branco da Baha fica de 25 s. 6 d. a
31 s. ; o o mascavado de 20 s. 6 d. a 25 s. 6 d.
Os cour<.s salgados do Rio Grande conservara o
prego firme de 7 1[4 d. a 8 1[4 d. por libra ; os
seceos o de 9 d. a lu t|2 d. ; o os seceos salga-
dos o de 8 l[2d. a 9 1r2d.
Os fundos das nossas empresas de caminhos
de ferro, colados no Slock-Eachange de Londres,
conservam-se a descont, sendo mesmo notavel a
baixa nos da estrada de Pernambuco, que ficam
coro o descont de 3 118 a X 2 3| i por aego.
Os da Bahia eslo a 7|8 e a 3(4 de libra de dos-
conto ; c os de S. Paulo de 3[4 a 5|8.
Os consolidados inglezes a 92 7i8 e a 93. Os
fundos brasileiros de 5 0[0 de 99 a 101 ; os ditos
de 4 1[2 Oi (1860) a 87 1|2 ; s chilenos de 4 1[2
por cento a 82 1|4; os hollandezei de 4 0(0 a 1U2.
I|4 ; os sardos de 5 OO a 82 ; os hespanhes de
3 OrO de 48 I[8 a 48 l|; os oortuguezes 30(0 de
43 a 45 ; os russos OO a 107 ; e os turcos ga-
rantidos de 4 OpO a 100 1(2.
As procedencias do Brasil para Inglaterra des-
de que escrevi a minha ultima caria era 8 do cr-
renle leem sido as seguintes : De Macei (9) Ti-
tania a Queenstown ; de Pernambuco Drujad
(17) a Liverpool ; da Parahiba lnnisfarl (17) a
Queenstown ; e da Bahia W. Edward (20) a
Liverpool
De Inglaterra para diversos portos do norte do-
Brasil soguiram no mesmo periodo os seguimos :
De Liverpool Polly (10) para o Rio Grande ;
de CardilT Luiza (10) para o Maranhao ; de Li-
verpool Orkney Lass (14) para a Babia ; de Gra-
vesend Shosting Star (14) para a Bahia ; de
CardilT Una (14) para Pernambuco ; ede Cardiff.
Indian para o Rio Grande.
O parlamento britnico devora em brere en-
cerrar os seus Irabalhos, o que se espera lera, lu-
gar em 29 do crrente por commisso regia. M.
Sydney, H., secretario de estado dos negocios da
guerra, parti j para Escossia alim de apresen-
lar assignatura da rainha o decreto, que deve
autorisar aquella solemnidade.
A cmara dos communs tem-se oecupado ex-
clusivamente com a discusso do orcamento,
pondo deste modo de parte ot prxima sesso
oulros projectos, que agora nao poden) ser dis-
cutidos cm razo da urgencia do lempo. M. Glads-
tone tem sabido triumphanle as suas medidas
Gnanceiras, sendo at autorisado pela cmara pa-
ra emiltir Bouds no montante de dous milhes
esterlinos, caso o governo lenha de fazer face ao
dicit quo se receia por virtude da m colheita
que haver aqui este anno em razo da rigorosa,
estago, chuvosa e fria, que tem reinado por to-
da Inglaterra, mesmo depois que temos eslado
nos mezes em que regularmente se sent aqui o
calor. Approvado o orcanjenle peUj amara dos
^pmrn. mi ii .. .
ILEGfVEL i
". '*


L


_
__________
DIA-RK) D PERSAMBOQ&. QURTA FEIRA 13 DE SETEMMVO IW 1*60.
paro presidirem os negocios im- V"" r*j .---..- wu. .,.<.- ..> su-
pera m urgente solucao : de modo dcr contar o rei de aples, que calculando coa
iVcroelita tem sempre lugar sem prxima queda fez j lodos os preparativos
communs, subir elle cmara dos lords para
dola receber como mesa formalidade a approva-
irao ; e logo depois receber a saoce.o real, aflm
de ser posto em exeruco como de cosime. E
rom esse trabalho ter o parlamento inglez con-
cluido a sua torefa desto onno, depois de urna
longa e labriosa sessao de sete mezos. Neste
paiz os repreientantes da naco nao recebem
subvenro algunia pecuniaria ; serven) nesse ea-
i actor a patria, gratuitamente, e certo que netn
por isso deixem de o fazer com verdadeira dedi-
ca gao !
Depois do cncerramento das cmaras harer
como de costume urna pausa nos trbateos para
os ministros. Iro provavelmento gozar da al-
guna das de ferias, deixando os negocios de ex-
pediente couados aos seus sub-sccretonos de
estado. Nao quer isto dizer que a neo do esta-
do fique por aquelle motivo menos bem gover-
nada, porque sempre que o caso requerer os mi-
nistros correteo de qualquer parle da Inglaterra
onde se achem para presidirem
portantes qne
yrejuizo para o bem publico.
Acredila-se aqui goralmenle que lord Stanley
of Alderloy ser prximamente nomeado minis-
tro dos correios (poslmaster-geneial) em substi-
tuido de lord Elgin, nomeado embaixadur ex-
traordinario para a China, e quo se acha j au-
sente desde alguns mezes. Lord Stanley of Al-
derley tem servido porvezes-em differentes pas-
tas, edotado devastes conhecimentos admi-
nistrativos ; pois de esperar que entrando no
cargo alludiJo ha do elle, desempeuha-lo com a
sua habitual pericia. Lord Elgio servio o lugar
Jo postmosler-general desdo quo se organisou o
actual ministerio at a sua partida rara a China.
Sua mageslaie a rainha continua a residir em
Balmoral, na Escossia, em compauhia da familia
real. Nao se sabe por emquanlo ao certo em
que dia do raez .seguinle lera lugar a partida da
rainha para Allcmanha, conforme est indicada
essa viagem depois de algum lempo. Di/.-se
que nessa occasiao ter lugar em Coburgo urna
entrevista entre a soberana da Gra-Brelanha c o
imperador da Austria. As entrevistas entre so-
bcianos leem estado ltimamente em moda na
Europa, e assim que nestes ullimos tres mezes
tiveram lugar a de Bode entre o imperador dos
maior'.parte das forjas renes no intuito de faze- i Estes me.hur amentos, cojos resukados beiieli-
lem um ultimo esforz para salvarcm o throao eos j -ee est o colhendo, sao a cauta principal
de Francisco II. do augmento c-onsideravel que tew tido a nossa
Mas a revoluco tem ganho tal terreno, mes- divida consolidada, porque s poderiam ser obti-
mo da capital, que hoje a opiniao quasi unani- dos cusa de meius extraordinarios, etn isla
\m em que nada peder j salvar o rei de ums i da insefllciencia dos meios ordinarios dotbe-
proxtma queda. souro.
Algumas forras de Garibaldi desembarcaram na E' nao menos atlondivel, que ao mesmo lempo
Calabria, e mesmo esse general, que ha dias par-: que (raro volada*na sessao legislativa f*e aea-
lio de Cagliari com orna expedicao de cinco mil ba de fndar, e que foi inquestionalmento urna
homens, espirado dentro de poucos das as
proximidades de aples. Garibaldi est de pos-
se do pslreito de Messina, lendo eslabelecido or-
l'flrecoes no Capo del Faro<
O nico recurso par* a aples vira a ser, se o ousado Garibaldi empre-
hender a campaoha contra Veneza ; poisque nes-
se caso, entrando a Austriayem guerra contra a
Italia, de presumir que em resultado de snc-
cessivas victorias venha a reslabelecer a antiga
ordem de colisas naquella Pennsula. E' fr*ca
cssa esperanca; mas j. nica com que parece po-
das mais fecundas do nosso parlamente, medidas
que augmentaran o imposto, foram votadas leis
que facilitara os meios de pagal-es, augmentando
-a -riqueza publica.
A desvincularlo de parte da Ierra, pela recen-
te lei sobre morgados, retorta ra de um mudo
importante a materia colleclavel da nossa agri-
cultura, que nao obstante o enorme prejuiso
causado pela falla de viuho, augmenta constan-
temente, e a perfeica a produeco em todos os
Otilios ramos de cultivo.
A redueco de direitos em muitos artigos da
rente mez fussem despachados pela pauta aute-
rior.
Em quarrto ao conde do Bolho, assnmpto
forcado de'todas as conversarles, a sua a presen-
tate esponlauea primeira autoridode admi-
Distrativa dacepital. e a sua reclusao n'uma pra-
ca de guerra. Deixaremos ao intelligente cor-
respondente do Diario de Pernatnbuco em Lis-
boa o cuidado de informar o teilor das circums-
tanciascom que se deu esta acontecimenlo : ha
de elle, por cerlo, faz-lo como costuma ; a nos,
por hoje, cumpre-nos dizer quo o conde fra
pronunciado pelo criroe de raoedeiro falso no
primeiro districto criminal desla cidade, e que
se acha pendente da relaco o aggravo de injusta
pronuncia proposla pelo reo.
Havemos de oceupar-nos mais dolidamente
desta questo.
Estamos na epocha das distraeces c das fes-
tas aoar livre do um co azulado e benigno, co-
mo o que cobre no vero este canlinho da ve-
lha Europa que habitamos. O campo, com os
publie, que o guarda da alfandega fallecer de
urna indigeslo, que os ires guardas do contracto
se restabeleceram immediatamente, e pouco de-
pois os outros dous restantes, sendo felizmente
urna verdade, que goslosos consignamos aqui,
que a saude publica nao se acha affeclada de
molestia alguma suspeita. Em quanto aos dous
pedreiros, seguimos a opiniao dos que do como
causa da sua morte algunas das doencas propriaa
da presente estacao, visto nao ter adoecido mais
nenhum das operarios que trabalham as obras
em Miragaya de molestias que nao possam logo
ser caraclerisados.
A barca Flor do Porto, em lugar de ir para
tsboa, onde me parece que nao seria consen-
OrtDEM DO DIA.
Entra em discussao, e appravada sem debate,
a redaccSo do projecto do senado, relativo aos
dueitos civs dos flfhos de estrangeiros nasudos
no Brasil, aOm de ser remetlido o mesmo pro-
mete cmara dos deputados.
Scgue-se a ultima discussao das emendas a-
preseutadas e vencidas na 3* discussao do pro-
jectodo senado, prohibindo as lotcria e rifas de
qualquer especie nao autorisadas por lei.
Concluida a discussao, sao approvadas todas
as emendas, menos o 4o da comrnisso de fa-
zenda, o qual approvado smente at pala-
vramalrizes, sendo rejeiada a ultima parte,
paula, prouzra on fortnna publica us valiosos seus airaolivos de gsla, as praias com os seus po. o servico para o Salva-vidas
nda por muitos horas, pelo recelo de se desen- 5U0 du: ~ e ubvenco a thealros ; e por flra
volver na cidade a imaginada epidemia, seguio
para Inglaterra a carregar do carvao de pedra
pan a companhia de illuminacao a gaz. Bem
do fgida, embarcando suas riquezas para Tries-
te a bordo de vapor Arlhur.
As noticias da Syria nao merecera importancia
nova.
Fuad-Pach, commissario do Sultao, tinha
chegado a Damasco, c havia feito muilas prisoe,
entre asquaes se contavam as de Ahmcd Pacha
e Kurchid-Pach, que depois de degradados des
seus postos tinham sido mandados para Coustan-
linopla.
A expedigae franceza seguio toda para a Syria
onde devora tur chegado a esta hora.
Lisboa Si (luroslo.
O estado financeiro desle paiz nao 13o pavo-
roso como s vezesse comprazem de descreve-lo
por esse inundo e nossa revelja.
16 deste mez, na seceso iloneymarket fazem-se
apreciad-oes desle genero
effeitos bem conhecidos por todos os ocono- enlevos, refrigerios e esperanzas, e as romanas
mistes. j c os arrraiaes com os seus folgundos cis na ac-
Essa reduccao ser seguida pelas que se pode-, lualidade os passatempos procurados pelas diffe-
rem efectuar sem prejuizo dos intersses legiti- renles classes, que compoem a sociedade por-
mameule creados, como por mais de urna vez o tuense.
governo declarou no parlamento durante a ultima
sessao.
Assim o Porto, n'esta quadra, urna cidade
inspida : nos thealros nao ha espectculo, as
E' de ver pois que a existencia dodeficit atucal, phylarmonicas nao dSo concerlos ; os saloes
as proporQes a que fica redmida, nao i das sociedades do recreio esto desertos ; nao
assustadora. se promovem rcuuiea de familias, e os bole-
0 referido artigo do r(es referia-se tambera ; quins sao pouco frequentados E nao ha nislo
conver-ao forjada de 1852 em que diz terem que admirar. Busque-se nos suburbios da cida-
sido multados os credores extrangeiros na meta- de invicta a vida quo lho fugio, a animacao que
de dos juros que lhes erara devidos. perdeu.
A verdado que os possuidores de fundos,' Sabiram para os campos as familias a quem a
porluguezes. foram tratados muito mais severa- fortuna favoreceu ; foram para banhosos que ti-
nham meios de o fazer; uns por diverlimento,
mente do que os credores extrangeiros.
Estes soffieram urna redcelo de 25 por cenlo,
outros porque esperara encontrar n'elles a cura
vanas apreciares desle genero, tomaudo-sc ^V^
para fundamento a colleccao dos relatnos sobre re|, ,ua"l se".lloPlav" laos medidas, i
rraucezrs e grande parte de soberauos da Al'e- i Portugal No seu relator'io sobre o com.ne.cio,
nianna, e a de Tcepl.lz entre o principo regenie datado do 31 de dezembro de 1859, diz o referido
da Prussia e o imperador da Austria. ; mas na- secretario (Mr. Barrunl que o dficit do thesouro

i.'iii confia positivamente no resultado do taes
conferencias, porque modernamenlo a poltica
europea soffre cada dia por assim dizer raoilica-
cea novas. A reunio de Bade leve per fim
assegurar o mundo das inlencoes pacificas dos
soberanos all reuuidos ; e entretanto hoje, dous
mezes apenas depois, se receia ja pela paz em
virlude dossuccessosda Italia c da Syria. A en-
trevista de Tceplitz foi para tranquillisar a Austria
Jo receio de
no auno econmico de 1857 a 1858 foi de ris___
6,4lU:99Uj), ou da muito mais do que a im-ladu da
i receila real I Diz mais que foi preciso lomar de
! eropreslimo esta somata cora coudicoes mais ou
; menos onerosas, e que sendo entao o methodo
usual de levantar diuheiro o vender no mercado
: de Londres fundo de 3 por cento, obvio que
para o levanlame.ilo d'aquella somina houve urna
! emisso de fundos na importancia de 3 milhoes
mandar esta carta ao correio, o dia em que em
ser desamparada pela Prussia. e eslerliuos, prefazendo o seu juro amiual delibras
M asseverara que esta ultima potencia promelle-; 90,000, ou rs. 0j;000J.
ra ao imperador Francisco Jos o seu apo.o.caso
\ Hungra ou aCroalia venha a ser invad a pela
revoluco: mas quem sabe se amanhaa a Prus-
sia, amearada porexe.nplo as suas fronteiras lo
Rheno, estar pelo que autos houvor promeliido
ao seu alliado, e salvos os interesses propria-
mmic germnicos, ou que dizem respeilo aos
laco3 de confederacao, nao creio que o gabinete
de Berln esteja disposto a comprometter-se pela
Austria.
A entrevista que se espera entre a rainha de
Inglaterra e o imperador da Austria ter por fim
segundo se diz, assentar nas bases da poltica
que terio esss soberanos do seguir, caso a sita-
cao geral poltica da Europa venha a transtornar-
re : de sua parte a Inglaterra sent-se fraca no
No seu rola tono sobre as financas. conlradiz-
se 9 allndido secretario. Tomando* em consiJera-
co que, a despeza deve augmentar al lS'icom
os encaraos dos contratos para os caminhos de
ferro, com a conslrucco das estradas com os en-
caraos da divida u i Honda etc., pelo menos
1,468:142#, conclue o lal relaiono que o dficit
em 1803 dove ser de rs. 4.897:73lg, tomando por
base o dficit de 1858a 1859. Deduzndo a im-
portancia das novas coninliuices, que o referido
calculador orcou em 457:11 ly, lica o dficit d?
1803 reduzido a 4, 10:6203 Donde conclue
o nosso fiel alliado que licar seiu soluco o
grande problema de eslabelecer o equilibrio en-
tro a receila a despeza : que a receila podo
evada a 13,0OO:OuO9
; ser elevada a 1 d,OO:OUO ; po.m que a despe-
s .^iJ,.cla.,.m..c.nlc I za subil inqesic^Jclmnte a rs 16,5U0;00.)3
Ura realmeute o relator britauuico dosfavoro-
influcncia positiva, o por isso precisa buscar o
apoio do una grande potencia ; de outro lado a
Austria recr-ia una conflagraco nos seus estados,
pois carece lambem recorrer quelles que por
tratados tem garantido a sua existencia poltica.
Mas acaso, quando viraos a Gra-Brelanha ainda
ha apenas um auno desamparar a Austria na
guerra da Italia, poderemes confiar no resultado
dessa entrevista ? E' de crer que a Inglaterra
obrar como melhor Ihe convier, sem importar-
se com quaesquer promessasque por ventura fa-
c a em Coburgo.
Sua mngestade a rainha, a dtiqueza de Kent, e
loda a familia rea), lomaram luto por occasiao do
recente fallecimenlo de sua alteza imperial a i
graa-duqueza Anua da Russia, irmaa da duqueza
do Kent, e porlanlo lia materna da rainha de In-
glate.ra. Sua alteza imperial fura casada com o !
grao-duque i onslanlino da Russia, irmao do de-1
funto imperador Nicolao ; mas desde 1822 acha- ,
-se separada daquelle principe, lendo sido na- i
quella poca annullaJa somelhante allianca ma-
trimonial.
Fallece u a princeza Anna da Russia na Su Usa,
n le resida, o rei dos Belgas, innao de sua
alteza imperial, tomou igualmente luto i>or tao
Kiste motivo.
Oijuroaes de Londres tcem dado noticia da via-
gem do principe de Galles no Canad
No dia i do crrenle chegou sua alteza a Fre-
deriskstewn, onde foi recebido pelas autoridades
o pelo povo com todas as demonstraces de ri-
g isijo e do respeilo ; por loda parte 'o herdeiro
ceu nos tanto porque assenlou os seus raciocinios
em bases falsas : porquanlo das cuntas da ge-
rencia do 1857 a 1858, o de 1858 a 1859 nao se
podia calcular o dficit real desses anuos, c por
cousequencia o dficit do auno de 1863.
Muilo be.u fez o Sr. Avilla actual ministro da
fa/enda, corrigiodo n'ura substancioso artigo que
fui publicado antes de hoiilem na tulla ollicial.e
hoje reproduzidj por quasi loda a impre.isa
da capitalaquellas i.iexaclidoes lio prejudi-
ciaes verdadeira apreciaco das nossas fi-
nancas.
Nas contas que serviram de base aos clculos
de seohor Barron, descrevem-se as receitesco-
bradas, e as desposas feitas n'esses anuos, per-
tencain a que anuos perteucerem. Descrevem-
se as recoltas e as despozas ordinarias e as
recoltas e dospezas cxtiaordinarias, que nao
pJem entrar no calculo da lixacao do dficit
ordinario do auno respeclivo. Assim odeficilde
4,352.539$ que o diplmala inglez confessa no
seu segundo relalorio ler existido no auno econ-
mico 1857-1858, tomando por base urna despeza
de 15,832:c73y, licai reduzido a urna soflama in-
I comparavelmenlc menor, se attendermos a que,
I n'essa despeza se compreheudciu 2,768:000 gas-
tos oxtraoidinariainento com a construccao dos
caminhos de fono, estradas e teiegraphos elc-
tricos ;se comprehendem cerca do 368:OO0j
forneridos extraordinariamente ao ministerio da
niarinha para a compra de navios de guerra e ou-
tras despezas do mesmo ministerio ;se compre-
da coroa ingUza deixou as mais agradareis im- hendem finalmente 166.00)gpara ss mesmas con-
No Turne- da' D0S Seus uros cm 1U8nto 1ue para aquclles foi ou allivio dos seus padecimentos ; e frequenlam
l essa reouccao de 40 por cenlo, e a ruaior parte a* romanas os que no sahiram para o campo,
nem vo bauhar-se nas aguas do ocano.
E como seria possivel fazer de S. Joao da Foz
una cidade improvisada com os seus hoteis, bo-
lequius, modislas, cabelleireiros, etc., a nao
entes dos empregados do estado, deduc- ; ser a emigraro que recebe do Porto, o outros
. e
jue durante a maior parte do auno, lorna-se
Fui por tanto pesadissimo o sacrificio, mas riba, nobre e risonha na estacao dos banhos I
recatiio sobre lodos, sem dislinccao, cora refe- Circumscripla como est a povo'aco, urna pe-
rencia nos meios de cada um. ; quena rea, a multidao imraeusa aos dorain-
Depois dessa sedueco, Portugal tem satisfeilo gas e das sanios A estrada, que conduz do
po.itualmenle todos os encargos de servigo, e os Po.to sua foz, n'estes das percorrida por
juros da divida interna o externa. | urna alluvio de vehculos de todas as dimenses
Este relrospeclo linanr.eiro.deve illucidar asss e de variados feitios I Os barcos tambera nao
a nossa verdadeira siluacao econmica, e tran- leem mos a medir E hoje, era que leraos de
quillisar os nimos dos que lemem um cataclis-
mo dentro em poucos annos.
Sr. Casal Ribeiro, ministro que foi da fazen-
da na ultima admnistracuo acha-se perigosa-
menle enfermo do una congosto a cerebral. Tem
repetidos aloques de furia : os mdicos receilam-
Ihe urna viagem a Inglaterra. Causa multa pena,
pois Casal Ribeiro, apesar de lor commeltido er-
res na sua gerencia, era um talento superior e
pesaos muito eslimovel.
Como Ihe dizia, na minha carta de 14 do cor-
rete, o conde de Bolhao pronunciado por sus-
peilo no crime de falsilicaco de moeda, vem dar-
se priso. pois disse elle" n'uma caria que diri-
gi aos jornaes, nao linha confianca na impar-
cialidade do Sr. Marlins Ferrao, ex-ministro da
justira Attendendo a que o conde foi comman-
danle de urna companhia de um corpo de segun-
da linha, deram-se-lhe honras militares, sendo
recolhido ao castello de S. Jorge, era Lisboa. A
opposicao tem gritado contra esta dsttncco lo-
ga!, acensando o governo de ter decretado' hou-
ras de principe ao dito conde
O faci qifo a recepcao foi apparotosa, mas
por que o duque de Saldanha, conde de Santa
Mana, visconde do Pinheiro, e varios ouiros fi-
guroes foram esperar o conde lo caos das co-
lumnas e o conduziram de carrongern ao cas-
tello.
O governo recebcu urna nota do governo [ran-
ees conv.dando-os a mandar alguma embarca-
cao de guerra para as ogoas da Syria. Foi res-
pondido que em presenta da crise por que esta-
vam passando as no.sas" colonias Africanas, nao
podamos lomar parle naquella honrosa expedi-
QaO. De frica nao ha noticias que deem anda
achegadados reforoos que para l enviamos. As
anteriores, sao deploraveis. Regressou do go-
verno geral da provincia de Cabo Verdeo Sr. Ca-
Iheuos, e aciando-se nomeado governador de
Angola, devtfndo substituir o Sr. Fanco. Este
olHcial passar para o governo da provincia de
Mozambique. Deu-sc prisao, no dslriclo de
Coimbra, o celebre assassino da Beira, Joao
Brandao, era consequencia das perseguiooes quo
llie moviam as autoridades locaes. Alguns com-
panheiros do celebre criminoso lambem se iam
entregar Justina,
Et
,------gaz. .
avisado andou o seu proprietario n'esta resolu-
fao.
Rcgularisou-se, finalmente, e nao j sem tern-
era S. Joao da
approvado o projecto, como se acha emenda-
do, e remetlido a commissao de redaeco,
Tem lugar a 3* discussao da proposcao da c-
mara dos deputados, mandando contar ao soli-
citador dos feilos da fazenda da provincia de
Minas-Geraes. Antonio Teixeira Alvos, aposen-
tado por decreto de 22 de agosto de 1855, o tem-
Foz do Douro. A horrorosa e lamentavl catas- ? de sen,'$ autorisado pela respectiva junta do
fazenda.
Nao havendo quem peca a palavr*. o S. pre-
sidente declara encerrada a discussao por nao-
haver casa para se votar, e d para ordem d3
dia da seguinte sessao, alm da votaco da pro-
posico, cuja discussao icou encerrada, e a dis-
cussao das aulras materias j designadas, 3'1 dis-
trophe do vapor Porto, da carreira entre esta ci-
dade e a do Lisboa, acontecida era 1852, foi que
veio lembrar a imperiosa necessidade de eslabe-
lecer u'aquelle local ura estabeleciraenlo para
prestar os precisos soccorros, era occasiao de
perigo ou naufragio, aos navios que demandas-
sem a barra.
Tinha-se construido ura hospitalera luear ade- cussa0 da proposico da cmara dos deputados
quado para receber os nufragos, com todas as
condiges recommendadas pela sciencia para esse
fim ; havia os barcos Salva-vidas, de conslruc-
co moderna mandados vir do ostrangeiro ; po-
rcm fallava o melhor, que era orgaoisar'o ser-
vico do estabeleciraenlo de forma que podesse
ser til e efflcaz, na occasiao em que a humani-
dade aficta reclamasse os seus auxilios.
A comrnisso inspectora do eslabelecimenlo
assoldadou com conscnlimento da auloridade mi-
litar, dous artilheiros dos veteranos da Foz que
passavam a ler a seu cargo os morteiros que ser-
vera para despedir os cabos, devendo exercita-
rein-se at que consigarn graduar as cargas de
plvora para levarem os ditos cabos a distancias
determinadas. Parece que na primeira experien-
cia, os cabos que se prendem s bombas, nao
deram saiisfaclorio resultado na sua expedcao,
quebrando na occasiao da exploso, o que nao
para admirar, por ser uiu3 operaco que c*rece
de muitos ensaios. Contralaram-se um faculta-
tivo o ura boticario, com assistencia na Foz. para
cuidarem nos raisteres que a cada um Ihe per-
lence, e resolvou-se a maneira de tripular os
barcos Salvavidas.
Montado d'esti forma o eslabelecimenlo, de
crer que prestar valiosos servgos nas occasioes
S. Joao da Foz se rene grande multidao do po- de sinislros. Da mar.clra que eslavam as cousas
vo nao so da cidade, mas lambem das freguezias era para receiar que os soccorros ojiando neces-
suburbanas. E' a romaria de S. Barlholomeu -
urna da mais concorridas, e sem duvida a em
que predomina o mais selecto da sociedade por
tuense.
Nao s a foz que rouba muilos habitantes
invicta, Mathosiuhos c Lo^a, e muilos outros
lugares nas circumvisinhancas da cidade, sao
igualmente escolhidos por grande numero de fa-
milias para passar esta epocha do anno. Em
qualquer d'cstts sitios, vive-se muilo mais com-
raodaraeute do que na Foz, onde o luxo m-
menso.
Ahi tem o leitor a razao porque o Porto se
torna, nai presente quadra, urna cidade sem attra-
livos. Nos dias saulificados lem o cidadao, ain-
da o mais f.eumalico, do so transportar al
Foz, a uo querer passar horas de cruel insipi-
dez pelo nieio das ras desertas da cidade, ou
entao di.igir-se ao local onde haja alguma ro-
magem. E sao ellas lautas que ha domingos em
que se tem de optar entrelres
festividades tao populares. A que
maior vulto no espaco que mediou entre esta e
a minha ultima carta foi a da Serr do Pilar.
A Serr do Pilar um alcantinodo monte, si-
tuado na margem esquerda do rio Douro, que
i Ihe banha o sop, em fronte do passeio da cida-
I de do Porto chamado das Fontainhas. Tem nos ,
nossos das acelebridade do ter sido um batear- lai?.or ,os!ula "aquella cidade.
te iuexpugnarel da liberdado porlugueza, du-
ranlo o memoravel terco da cidade invicta em
1832, onde se tizeram muilas sanguinosas, e fra-
tricidas pelejas. Desde esla epocha foi conside-
; rada praga de guerra, c como tal tem governa-
dor, um pequeo destacamento de tropa de li-
nha, e alguns veteranos. A Serra do Pilar, com
o seu oulr'ora elegante o bem construido con-
vento, foi habitacao do conegos rograntes de
Santo Agostinho ; hoje porm, est em comple-
concedendo loteras em beneficio das obras das
matrizes de Iraj, Guaraliba e Paquel ; con-
tinuado da 2a discussao da proposico da mes-
ma cmara, aulorisando o governo para mandar
pagar ao Io lenle da armada Augusto llaximo
Rolao de Almeida Torrezao os sidos que lho
forera devidos, com o parecer da comrnisso do
marinha c guerra ; coutinuaoao da 1" discussao
da proposico da mesma cmara, autorisantlo o
governo para mandar passar carta de naluroli-
sago de cidadao Brazileiro Jooo Carlos de li-
reira Soares, e outros, com o parecer da com-
rnisso de negocios ecclesasticos: 1 e 2a dis-
cussao das proposicoes da dila cmara. Ia, ap-
provando a peuso annual da 200^, concedida
ao guarda nacional Jos da Silva Guimaraes; 2a,
concedendo quatro loteras para auxiliar a fa-
brica de fundieo do vidros nosta cidade; 3,
concedendo dozc loteras companhia Nereida :
4*. approvando o privilegio concedido a Guilher-
me Bouliech, para fabricar porcellanas; 5*. con-
cedendo urna loteria para concluso
da capella de S. Benedicto,
Cear.
das obras
provincia do
sanos, nao uvessem a presteza e regularidode
n quo requerera momentos lo oliliclivos, porque
- | nao i permittido ao borneas, apesar dos melho-
res desejos, regulansar servicos na propria occa-
siao em quo se tcem de levar xocuco.
Falteeeu no dio 16 do corrento o S*r. Antonio
Pinto Rodrigues da Cosa, natural de Esmoriz,
concelho da Villa Ja Fera, que se havia nalura-
lisa.lo brasileiro quando eslevo na Baha, onde
adquiriu urna bOa fortuna.
Deixou por leslamenleiros os Srs. Joaquim
Pinto do Lima, Manoel Joaquim Guimaraes Tei-
xeira, e Damio d'Olivera Pinto. Coulemplou a
sua creada Luiza Francisca de Jess com......
2;OOOJ>O, moeda forte, toda a mobilia. lougas
e roupas ele, ciue exsiiara na casa, que habita-
va n'esta cidade, na Praca dos Voluntarios da
Rainha.
Entre muilas outras disposrjoes testamentarias
iu enconlrain-se para serem salisfeitas na Baha,
ou quadrod'estasi ?mmo,eda fra,ca- as guintes : SOOjOOO ao col-
l que houve de I 'e*' -Joa rphaose desamparados do Sanlissimo
CoraQao de Jess : 200j000 para serem distri-
buidos a 20 viuvas pobres, do coraportamento
honeste da freguezia de Nossa Sc.ihora da Con
ceicao da Praia ; e 2.5005000 para serem re
partidos com igualdade a cinco tilhosd'uma mu-
Levanta-se a sessao I > hora da larde.
SESSAO EM 23 DE AGOSTO DE 1860-.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanii
de Lacerda.
3 quartos da manhaa o Sr.
a sessao, estando prsenles 30
A's 10 horas e
presidente abre
Srs. senadores.
Lida a ociada anterior, approvado.
EXPEDIENTE :
O Sr. primeiro secretario 10 um aviso do mi-
nisterio dos negocios do importo, remetiendo-
um dos anlographos da resolucao da assemblca
geral quo ollera algumas disposices da legis-
laijo eleitorol ; na qual resolucao S. M. o Im-
perador consenle Fica o senado inleirado,
e manda-sc cuinmunicar cmara dos depu-
tados.
O mesmo Sr. primeiro secretario parlicpa quo
o Sr. senador Ditiiz Ihe havia communicado nao
poder comparecer por iucomraodo de saude.
Fica o senado inleirado.
Fica sobre a mesa a redarcao do projecto do
senado prohibindo as loteras o rifas de qual-
quer especie, nao autorisada por lei.
Compareccm no decurso ra sessao mais al-
guns Srs. senadores.
O Sr. Vasconcelloe (pela ordem) pcrgunla se,.
' em virtude da ultima medida regimenlal quo
, passou, Ihe prohibido fazer
la ruina ; as gallas que os seus amigos seuhores c""la.riai"e"10 Para '"-ililarem a gerencia o solu-
lhefaziara trajar, foram trocadas pelo desaliuho gao pesadissimos encargos que a actual ex-
e estragos que actualmente se observara. A |c ta5ao. r.^01Ui;l0l,ar!a .d3 llalia faz pezar sobre
magnifica arborisaco e as vinhas cas horlas
Iher de cor negra que habita na casa que o tes- ?so 1 Pron,ma. ,azer ,um1 rcqiierimcnte.
'dor possuia ."aquella cidade ; ^ verSa *?bre 5J2S ,ImPllai,,e- .
Com a denomioacao -06rn do inheiro de S. \ Jfe?!*L5??!!.l*,.*!?.r!!!6 na0 sora Pe.r"
l'edroacha-se eslabelecido n'esta cidade urna
comrnisso com o fim du levar a elfeilo urna su-
bscripsoo de donativos, oUerecidos como tributo de
amor e devoco ao chefe visivel da igreja catho-
lica. Esla commissao, que filial da que se
installou em Lisboa, presidida pelo nardeal pa-
triareba, lera por lim promover na odiocese a for-
macao de commissoes parochiaes, que tenham
a seu cuidado exhortar os liis a concorrer
pe-
que circumdavam o edificio ludo foi destruido
pela voracidade da guerra. A cantara da tacha-
pressoes por virtude de suas manciris alfaveis c
dutinctas, anda para com as pessoas das classes
inferiores.
O governo de New-Brunswick tinha presen-
tado urna allorurao ao prncipe, cheia de sont-
mentos de lealdade e odhesao soberana de In-
glaterra, c congratulatoria pela recente viagem
de sua alteza real aquella porro da monaichia
ingleza.
Sua alteza, respondeu asseguraudo aquello go-
verno do cuidado e altencao que a elle sempre
tas do como entregues pelo thesouro unta do
crdito publico, e que excedem os encargos ordi-
narios da junta d'aquelle anuo. Soinuiando es
tas diversas quantias 3.3J2 000S, reduzem aquel-
los 15,832:8735000 a 12,530:873J000. e por
consequencia, o dficit de 4,352:5393 rs., a res
1,050,539$, nos quaes so compreheiideiu ainda
38:0009 do desptrza extraordinaria, incluida na
conla que o mesmo diplmala examinou. Ura o
dficit ordinario do auno econmico do 1857 a
1858 licaria desta maneira reduzido ainda a
812-000.
presUva a soberana da Gra-Brelanha.
O principe de Galles esperado com alvoroco
nos Estados-Unidos, onde o presidente Buchann
se propoe recebo-lo com todo esplendor. Sua
alloza real viajar polos Estados-Unidos, com o
titulo de baro de llenfrew.
duque de New-Castre ministro das Colonias,,
o que acompanUa o herdeiro da Gra-Brelanha, ,>VJ9:00Og ; isto se.ia
na sua pres.nle viagem, achava-se enfermo no j calculada por elle.
Canad ; mas, segundo as ulmas noticias, nao i Teiiho-me demorado cm acompanhar esla ae-
Bn de pengo grave o incommodo daquelle mi- | monstraco, em primeiro lugar por ser feita polo
esperara quo dentro do poucos das: honiem que entre nos passa [com usa razio i
O mesmo so p.io uizor com relacao ao dficit
ordinario de 1858 a"1859, que em caso algum
podena ir alm de |,i 00 OOOj. Juulando a esla
somma os 1,408 000 em que o calculador inglez
orcou o augmento das deepezas al 1863, sena o
n'esse anuo de rs. 2,468:000 o nao de
a nn lado do cifro
lustro, o se
cfltivesee elle completamente restabocido.
Por conimunicaces dos Estados-Unidos consta
nc-sta_capital que no Japo cresciam cada dia as
relacoescoinmerciaes entre os naturaes do paiz
c os inglczes.
Estes haviam realisado grandes compras de
cha e seda, compensando assim n paralisaoao que
tem hav*ido na China em transaeces dess gene-
ro por virtude da guerra.
Shangai ficavo em poder dos rebeldes impe-
rio es.
E aqui esperada amanhaa ou depois a nossa
pnnceza a Sr." D. Januaria, acompanhada do seu
real esposo o conde d'Aquila e dos principe seus rio. N'essa occasia Mr. Bor.-on nao
fi'hos. que ellas fossem votadas, porque diz
Os aconlec.mentos polticos de aples deter-
minaram a sahida daquella augusta familia dessa
capital.
Parece que, segundo annunrioram os jornaes
inglezes, S. A. R. 0 conde d'Aquila se achou all
-ompromellido pm urna conspracao que linha
por fim banir o rei, derrrubor a constiluiro e
acclama-lo regente. As mesmas folhas publi-
cam que o ministro do interior, Lborio Romano,
descobrira esse trama, quo devia robentar corr
o grito extravagante deviva a repblica, viva o elevar a conlribuico ao nivel da deseza'
conde d Aquilla, regente Ie do qual dra imme-'
pelo mais competente em Qnaneas, e por ultimo
poique para aquellos de seus Icilores que verda-
deramente seiuteressam pela nossa siluacao -
naoceira, estas observ sedes esclarecem-lhcs
quaesquer duvidas, ou dissipam-lhes as appre-
hensoes que de boa f poderiam ter a rospoilo do
futuro financeiro de Portugal.
Contino pois, pedindo venia aos quo desado-
ran! das cifras.
O referido dficit de 2,468, ser consderavel-
mente allenuado pelas novas receilas que foram
voladas este anno, e qu.; o nao eslavam ainda
quando Mr. Barron cscreveti o seu ultimo relato-
arrediiava
. no cilado
relalono quelodo e qualquer esforco louvavel
necessarie que se empregasso para migmcntar
o renda do estado por novas contribuicoos, en-
contrara urna opposicao geral, e poria e-n risco,
no presente estado dos partidos, a existencia de
qualquer governo. Um projecto spmelhante,
causou a queda de um poderoso gabinete em
:856. Desdo enlo alg-umas ligeiras contribu-
as negociacas cora a Santa S, sobre desamorti-
sacao.
Apoltica interna est expectante; quanto a
poltica exlerna, l'allava-so de prujeclos sinislros
do governo hespanhol de intelligencia com o
francez a respeilo da nossa antnuomia, e fizerom-
se correr ha poucos dias os mais inslitos boatos
sobro o objeclo da prxima entrevista da rainha
de llespanha, n'uma das ilhas Baleares, cora o
imperador Nopolcoo.
Ponha ludo isso de quorenteni, e por hoje fico ,
por aqui.
L.
Poi-to, G de agosto.
Dous assumplos importantes ura de econo-
ma poltica, e outro de moralidade publica
tem prendido a attenrao publica. E' o primeiro
a tabella ;u* roforra'ou 270 e tantos artigos da
pauta geral das slfandegas ; o segundo a apre-
sonlarao do conde do Bolhao, aecusado de moe- .
emrLteo.' h0J reClUS C,le" dC S- i0r'e rrucl,s- l'"lre as 'uaes
a alleraao da paula foi geralmente bem rece- m noM')ado-.- Porrl"c
bida, como dissemos na .anterior carta, nolan-
do-lho os amigos da reforma liberal o pouco al-
cance econmico e commercial que ella aitingo,
e os proteccionistas a demasiida baixa que sof-
freram alguns dos ortigos, p
vam anda diminuios os d
No nosso entender, o ministro levou a reforma
al onde a podia levar sem comprometimiento
da receila publica, que o pstado precario das fi-
nancas do paiz nao pejjpiltem que sofTra desfal-
que. Enlrou-so ousaoamente por alguns direi-
tos exogerodos, que benefitiovam o productor em
desproveito do consumidor, sem todava preju-
dicar as industrias que se leem tornado digna
de quo o auxilio
algum lempo ma
. olia .jue sui- os amadores do fru
para os quaes julga- Serra, porque a lar
Jimios substituidos. l5o lonVesluosa, q
O lempo, depois de ler sido votado ao aban-
dono por muitos annos, estara na actualidade
completamente perdido, como osl o resto da
fabrica do edificio, se nao fOra a iniciativa par-
ticular dos devotos para a forraaco de urna ir--
maudadesobainvocaco do Nossa Senhora do Pi-
lar, a cago da qual est a converco da igreja,
que apozar dos concerlos, remandos, o reparos
quo Ihe fi/eram.naomais do quo ura templo to-
talmente arruinado. E', pois, ueste anligo tem-
plo, que a referida irraandade contina a solem-
nisar annuolmentc no dia da Assumpco de
1 Nossa Senhora, a imagem da Senhora d'o Pilar.
A pohresa com quo n'estes nossos lempos se faz
: a feslvidade, contrasto com a pompa e grandeza
I d'outras eras. Ha ainda o costom,ido mercado
de ementes, e varios instrumentos de lavoura ;
grande arraial com barracas improvisadas de
lencoes e coberlas de chita, ondo so pelisca a
6c/a posta de pescada frita, c as saborosas tri-
pas e iscas de carne de porco ; pipas de vinho
sobre carros ; taboleirus com os finos doces ma-
nipulados em Paranhos e Avintes, lugares com
apparece a nielaras co-
mo novidsdo, porque de ordinario 6 s d'esla
ppocha que ellas comecain a concorrer ao mer-
cado ordinario da cidade. Muila gente va
Serra u'este dia s para malar os desojos que
tem da melancia. Mas este anno nao lograram
os amadores do fructo saciar o seu appclile na
de do dia da romaria e6tcve
que alTogenlou os habitantes
da cidade da Virgem de fazerem o sua visita -
qttello lugar. Vcntou de urna maneira espantosa,
o chuveu a bom cliuver 1 Pessoas muilo idosas
sao conformes em asseverar nao terem lembran-
Ca de eslar em lal dia um lempo tao invernoso :
mas como ludo quanlo Deus
melhor. segundo ura annexira popular, os ama-
dores da melancia nao ficaram
cilaco revolucionaria da Italia "faz
a Santa Se. Os Irabalhoa d'esla commissae fi-
lial, de que presdeme o vigarte capitular da
diocese po-luense, deve terminar os seus tra-
balhos no Jia 30 do prximo novembro.
Parece-nos que os moios ora empregados ho-
de dar resultados mais favoravois para Roma do
que. os oblidos pelo eropreslimo, para o qual,
como dissemos era urna das anteriores corres-
pondencias, lamban ha n'esta cidade una com-
missao nomeada. O cmpreslimo pontificio e o
Dinheiro de S Pedro sao cousas distinclas.
Em quanto s provincias temos hoje a dar
urna importa.ilissima noticia. E' a de achar-so
preso nas cadeias- de Arganl, onde voluntaiia-
menle ontrn no dia 19 do correule, o celebre
o famigerado Joao Brandao, o salteador assassino
da Beira !... I)iz-se que convencido de que nao
escapara vigilancia das aulhoridudes, que d'es-
la vez eslavam resolvidas a por em pratica to-
llos os meios de que podessem dispr para o
sua captura, prefenti antes entregar-sc jus-
ura do que esla se apoderar d'elle.
Hat quera desconfi d'esla tao repentino co-
mo inesperada resolucao do homcm mais mal-
vado e atroz de quo actualmente ha noticia em
Portugal. Nos cromos, porm, quo soou a ho-
ra dos povos
verdugo
bunaes a merecida recompe
As leis e a morulidado publica bao de ser desof-
frontadas
povos da Be.ro se verem livres do seu janU| oe lawnda.
>. Joao lirau Jao ha-de enconlrar-nos tn-
a merecida recompensa dos seus crimes. Enlram cm 3.a di
mitlido aprcsenlar nom justificar rcqucrimculo
algum emquanto so nao votarem a reforma
eleiloral c as leis annuas.A reforma elei-
torol e oslis de flxaco de furias j foram vo-
ladas. Os orcamentos ainda nao vieram ao se-
nado ; porlanlo o orador julga que sem incon-
veniente olgura pode justificar um requer monto
sobre materia importante que pretende mandar
mesa.
O Sr. Presidetile declara que, em vista da me-
dida regimenlal ltimamente 8pprovada, nao
pode admittir discussao do requerimentos. En-
tretanto, se o nobre senador a quem se dirige
quzer, pode olferecor o seu requerimento, mas
, nao juslifica-lo.
O Sr. Vasconcellos agradece o favor ; nao po-
' de prescindir da juslificaoao do seu requerimento
o por isso nao o apresenta..
O Sr. Vrisconde de Jeguitinhonha (pela orden)
porgunta se lambem nos sabbados, dia reserva-
: ilo polo regiment paro a apresentaco e discus-
; sao do requerimentos, nao perraitl'ido apresen-
la-Ios pela novo reformo.
Entende que essa reforma aprescnlada era
um requerimento, que o orador nao sabe co-
mo se discuti e votou por nao se echar na
casa, uo pode revogar um ortigo do regi-
ment.
0 Sr Presidente pirece annuir s observaoes
do orador.
ORDEM DO DIA.
Suhmellida votaoo, por ter ficado encerrad*
a segunda dtscuss.io na sessao antecedente, ap-
provada para subir saucedo imperial, a proio-
sico da cmara dos deputados que manda con-
tar ao solici'ailor dos feilos da fazenda da pro-
vincia de Mnas-Geraes, Antonio Teixeira Alves,
aposentado por decreto de 22 do ogosto de 185.
o lempo do servico autorisado pela respectiva
INTERIOR.
aguados, porgue
i .1" conlIn" por osle anno o fructo j havia apparecido era abun-
13 a favorece-las. a,, ^, V
coes addicoinaes foram rounidas aos tributos, po-1 rendimentes pblicos solfreria
rem nenhum governo so avenlurou a propor o
Nos direitos que formara a maior'e mais im-
portante parte da receila das alandogas, laes co-
rno o assuear, bocalho, etc.; (icavam subsisti-
do os que a pauta marcava, exagerados na ver-
dado, mas em que o ministro nao quiz tocar cora
rcccio do que a receila diminuisse. E nesto pon-
to teera raz.io os que laxara de pouco rasgada o
reforma, mas. preciso que se conhecs que os
m ao principio um
dariria na praca do Anjo. O peior foi para os
friadeiras da "pescada que nao fizeram o ne-
gocio que esperavam.
diatamentc parle ao rei.
Nestas circumstancias, foi logo decidido o ba-
nimento do principe, e para esse fim lhn foro
enviados os passsportes, de que logo fez uso sua
alteza real, emb-iroando-sc a bordo da nossa cr-
vela D. Isabel, que por prevengo o nosso mi-
nistro ueste corle fizera seguir em principio de
julho de Plymoulh para aples, afim de em
qualquer emergencia poder prestar servico nos-
sa augusta princeza e a sua augusta familia.
De aples vieram diroctamenle a Marsclha,
suas allozas rcaes, chegando a esse ultimo porto
no dia 18 do correnle.
No dia 19 spguirim os principes para Pars,
onde se ochara, mas d'ondo devem partir para
aqui hoje ou amanhaa.
A. legacao imperial brosileira nesta corle par-
tir hoje pora Folkeslono alim de all recebor a
augusta princeza do Brasil na occasiao do seu de-
sembarque em Inglaterra, e o accompanhar paro
Londres r v
N*da posso dizer de positivo quanto sos futu-
ros projeclos de viagem dos principes d'Aquila
mas e provavel que sigam suas altezas para
Brasil, logo que os successos polticos de ap-
les venham a um resultado ou antes mesmo se
verdade que o conde d'Aquila se achava politica-
mente compromeltido contra o re. De ludo da-
rei conla a proporco que for recebendo infor-
maco.es a esse respeilo.
Por occasiao da sahida do conde d'Aquila, e a
pretexto da alludida conspirado e da approxi-
mago de Garibaldi a capital, aples foi decla-
rada em estado de sitio, concenlrando-se all
um embaraco financeiro, do
Felizmente, esto j voladas essas conltibuiroes
quedevem produzir muilo mais do que a somma quiz livrar." O assuear, lem-o boje
cm que foram calculados pelo relalor brilan- rilisafi* um genero de primeira necessidade ;
nlc."-hm ,!,.,- f enlra a porta do mais sumpluoso palacio, e nao
i. Dom ailvertir que o informodor do Time*obstante o seu continuado encarocimento trans-
roconhece que o tributo est muito baixo em \ poe tambera a po.la da mais humilde cabana e
;al, comparativamente com o que se paga o bacalho um dos primoiros alimentos das
classes pobres, cuja suslentago deve merecer e
A ordem do conselho de saude do reino, trons-
mrtlida ao seu delegado n'esta cidade, e que
mencionamos na anterior carta, para a hida a
Lisboa dos navios vindos do portes sujos ou sus-
peilos do Brasil, embora tenham sido beneliados
_ em Vigoposto que fosse ordenada com o carac-
desfaique, poslo que no futuro o thesouro seria ter de medida provisoria, contina ainda era vi-
compensado ventajosamente, mas no presente era 8or- A vigilancia pela saude publica urna das
" quo o ministro se primeiras e mais imperiosos necessidades da so-
' ciedado ; conhecemos a grande responsabilidad!'
que cabe s autoridades que leem a spu cargo
este importante ramo, quando por ventura se
possa altriboir oo seu deleixo, descuido, ou in-

em.iOiitros paizes quo em Portugal se pagan por
exemplo 15 froncos por calmea, em quanlo que
na Blgica se pagam 23, na llespanha 25, e na
Franca 43.
Sondo isto assim, bastara que cm Portugal o
tributo fosse elevado, nao a 25 francos por cobeca,
como em Hesponha, mas a 20, para que a receila
publica oxcedesso a 16,000:0003000.
Soppondo que a despez montar a..........
16,500:000*000 ris, o que nao exacto, nem
mpsmo em relaco ao anno de 1863, nao serio
dilcil o restabelecimento do equilibrio entre a
receita e despeza dcste paiz.
Nos ullimos dez annos lem-se dado em Portu-
gal um grande desenvolvimiento s obras de via-
coo publica, excedendo a mil kilmetros as es-
tradas que se conslruiram n'aquelle periodo, e
cuja despeza excede a rs. 5,000:000000.
Urna somma superior a esta quantia foi gssla
nos caminhos de ferro do Barreiro s Vendas-No-
vas, e de Lisboa Ponte de Asseca (Ssnlarem).
Sommas consideraveis, foram lambem empre-
adas na conslrucco das linhas de lelegraphia
elctrica que ligim j todas as capilaes do dis-
Iriclo e quasi todas as Ierras consideraveis, urna
capital do reino;no melhoramenlo das barras
do Porto, Figueira e Aveiro, e no augmento da
Dossa marinha de guerra.
effoctivamente merece o disvclln dos governos
A diminuigo dos dhviios nestes dous arlios,
que Irouxemos para exemplo, ao par do alguns
outros quo esto no mesmo caso, de esperar
curia o desenvolvimcnto de urna epidemia, pode,
c mosmo so deve desculpar, em altencao im-
portancia e difflculdade da misso que leem a
salisfazer, um ou outro excesso, mas quizeramos
quo conheciada a desnecessidade ou inefllcacia
das medidas empregados. quando ellas se tornam
pm projuizo de urna classe lo importante como
que sejara allendidos na ronlinuaco da reforma a commercial, quo fosse revogadas.
que o ministro prometteu continuar.
Deu-se com a xocuco da refo.ma da pauta
alguns inconvenientes nos despachos na alfande-
ga desta cidade, que o ministro resolveu justi-
cciramente. A tabella reformadora recebeu a
sanccSo regia em 9 de agosto, e foi mandad exe-
cutar, por aviso lelegraphieo, logo em seguida
sua publicarlo na folh3 oficiol, havendo urea lei
que determina, que nas provincias as leis pro-
mulgadas nao comecem a ter execuoo, senao
passados quinzo dias depois de publicadas no
Diario de Lisboa O que deu lugar a esla re-
solucao do ministro da fazenda, foi a presumpeo
de que 03 donos das mercadorias nao melleriam
a despacho, durante o referido periodo, aquellas
cuja tabella linha diminuido os direitos, mas nao
Ihe occorreu que o despachante que tivesse na
alfandega artigos, que a mesma tabella tivesse
elevad os direitos, havia do reagir com a lei no
mao. Foi o que acontecen ; porm o mnistro
resolveu qne todos os artigos no caso em quea-
to, entrados na casa fiscal at o dia 25 do cor-
E' fra de duvida, que a medida que doixamos
aponlada, fra resolvida pelo conselho de saude
em consequencio do partipaco que Ihe fra feita
pelos seus delegados no Portode que se acha-
rara doentes ires guardas do contrete do taba-
co, e um da alfandega, os quaes linham adoecido
no acto da descarga da galera Flor do Porto,
procedente do Rio de Janeiro, por Vjgo, onde ti-
nha -quarentenado; que haviam sido atacados
mais dous guardas da alfandega e dous pedreiros
que trabalhavara nas obras para a nova casa fis-
cal emMiragaya, lendo fallecido estes dous lti-
mos, bem como o primeiro dos* guardas da al-
fandega atacados..
Resta saber se effeclivamenle a doenca do que
foram victimas os referidos guardas poda ser,
com verdade, capitulada como molestia suspea
adquirida a bordo do navio em questo, e depois
demonstrar como que os dous pedreiros. que
nao tiveram communicaco com o navio jnlgado
foco de tefeceio, podim ter sido fulminados-I
pelos miasmas no mesmo desenvolvidos. E' voz
RIO DE JA MI H O
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO EM 22 DE AGOSTO DF, 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanii
de Lacerda.
As dez horas e tres quartos da manha, o Sr.
estando presentes 31
determina por presidente abre a sessao
sonhores senadores.
Lida a acta da anterior, approvado.
O Sr. 1." secretario d conla do seguinle :
EXPEDIENTE.
Ura oQicio do Io secretario da cmara dos de-
tados, participando que por aviso do ministerio
dos negocios do imperio de 16 do correnle mez,
conslou mesma cmara haver S. M. o impera-
dor conse.itindo na resolucao da assembla geral os dous Estados.
iscusso as emendas da cama
ra dos deputados ao projecto do senado que au-
torisa o governo poro mandar passar caria de
natural.sarao de cidadao brasiloiro ao subdito
porluguez Antonio Haximiano de Figueiredo.
Dada por (inda a 3.a discussao, sao approvada
as emendas, e por fim o proiocto assim emen-
dado para subir sanecao imperial.
Segue-se a 1, discussao da proposico da c-
mara dos dcpulados approvando o controlo ce-
lebrado cora Jos Antonio Soares para a nave-
garo por vapor entre Montivido e a cidade do
Cuyab.
Terminada a 1.a discussao, passa a proposi-
co parj o 2.J discussao.
O Sr. Silveira da Molla precisa de algumas
nformacocs para poder dar o seu voto na mate-
ria que se disculo. O contrato de que se Ira-
la foi celebrado ha dous anuos entre o governo
e a-companhia, c agora que vai ser submelti-
do approvocoo do corpo legislativo. Compre
portante saber-se se as condigocs do contrato
to que ha dous annos se acha em execuro leem
sido observadas, se sao exequiveis, ou" se sao
demasiadamente onerosas para um ou ouira das
parles contratantes. Cumpre domis sabor se,
em vista da mudanza de nossos relacoes diplo-
mticas com as repblicas vizinhas ser conve-
niente eslabelecer cssa linha do navegaco entre
que autorisa o governo para mandar, medanle
certas condicocs, matricular na faculdode de di-
roito de S. Paulo a Eduardo Heirellos Alves Mo-
leira o a Henrique Antonio Alvos de Carvalho.
Outro officio do Sr. senador Francisco de Paulo
Pessoa, participando, que por motivo de molestia
nao Ihe possivel assistir a sessao do presente
anno.De ambos fica o senado inleirado.
O Sr. 2 secretario lo os seguinles pareceres:
1." Da comrnisso de constiluic&o sobre a
proposico da cmara dos deputados, declarando
Receia alm disso quo essa empreza sejocomo
a maior parte da das oraprezas que se fumlam em
nosso paiz, mal calculadas e sem futuro, e que
s podem viver cusa das subvences do esta-
do, como a empreza Uoiio e Industria, que pora
subsistir o dar um dividendo a seus accionistas
leve necessidade de cootraliir um empresiimo
garanlido pelo governo.
Desoja lambem saber se o capital da compa-
nhia, que de 1,200:0003, j se acha realisado,
ou se um fundo nominal, cujas entradas nunca
jue a aposentadoiia dos empregados das cmaras : se realisara, ou Picara ompacadas. como lem
dos senadores e deputados compete a cada urna
das respectivas cmaros ; offereceodo o commis-
sao dos dous artigos additivos, eslabelecendo que
estos aposntadorias sejam concedidas pela mes-
ma frma e com as mesmas condicocs com que
se concedan as dos empregados da "secretaria de
estado dos negocios do imperio : e que quando
tiverem mais de 30 annos de bons serviros po-
der-so-ha conceder sobre o ordenado mais dez
por cenlo da graliQcaco que vencerem por cada
anno.Vai a imprimir.
2." Da commissao de fazenda, pedindo infor-
maces ao governo sobre a proposico da cmara
dos deputados, que approva as conuicescom que
pela presidencia de Pernambuco foi entregue a
igroja do collogio do Recite aos pos cuidados da
irmandando do Divino Espirite Santo da mesma
cidade.E' approvado.
3." Das commissoes de legislarlo e fazenda,
pedindo iuformaces ao governo sobre a propo-
sico da cmara dosdeputados.que applica o proc-
dulo dos bens da capella do Ilamb, depois de
convenidos em apolices aos hospitaes de Pedro II
da cidade do Rocife, e da Misericordia da cidade
da Parahiba.E' approvado.
Comparecem no decurso da sessao mais alguns
Srs. senadores. -
r"V
acontecido a outras companhias.
O Sr. Sinimb (ministro dos negocios estran-
geiros) mostra a conveniencia o vantagom quo
resultaro para o commercio o prospendade da
provincia de Malo-Grosso do eslabelecimenlo da-
quella companhia, e a necessidade que tem o
governo de subvenciona-la. Quaesquer que se-
jam nossas relacoes diplomticas com os estados
Argentinos, cumpre dar incremento ao commer-
cio e desenvolvimenlo daquella importante pro-
vincia, ainda tao balda de meios do transporto.
Ha seis ou oito mezes quo essa componhia
funeciona, e nao consta que leuha deixado de
cumprir ascondigoes do contracto.
Nao pode prestar mais iuf rmaces a respeilo
deste negocio, que nao corre pelo seu ministerio
massim pelo do impeno. Em oulra occasiao so
comprometi a d-las.
O Sr. Vitconde de Ahatt faz algumas obser-
vacoos sobre a necessidade da approvaco do
contrato. .
Finda a 2" discussao, passa para a 3.*
Enlram era 1* discussao cada urna por sua voz,
e passem para a 2a e desla para a 3a, sem deba-
te, as proposicoes da mesma cmara ; Ia autoii-
sando o governo para mandar admittir a despa-
cho, livres de direitos, lodos os uteosis e mais
ILEGVEL
i


I
MARIO PE PfiRNABMUCO. QBtWTA FE1RA rfr W. STEMURO 0 1860.
objeclog que forem precisse empresa do esgoto
das aguas c asseio publico da cidade do Recite ;
'' itulorisando o governopara mandar admillir a
acto de diversos anuos da* neuldodcs do imperio
os estudnates Vicente Jinson Perer e oulros ;
3' aulorisando o governo para mandar adruitlir
matricula de diversos annos da escola central a
Juo A Ivs Pinheiro de Carvolho c outros ; 4a
approvando a peoso mensal de ii$ concedida a
Paulino Comes da Paixo ; 5* approrando a pen-
sao annuil de -18)g concedida a D. Mara Carlota
Leilio Bandeira; 6a autorisado o governo para
man lar passar caria do naluralisaco de eidado
brasileiro a Serafina Francisco de Carvallto e ou-
tros eslrangeiros ; e 7* aulorisando o governo
para aposentar a Silvano Francisco Alves cora o
l)r. Francisco da Kego Barros Brrelo....
Jo3 Francisco Pereira da Silva...........
Francisco Antonio Pereira da Silva.......
Ditos para o 2o dislriclo.
I)r. Miguel Felippe de Souza Leo........
Antonio Pereira da Cmara Lima........
Manoel de Souza Leo Jnior............
Jos do souza Leo.......................
Pira ve rea do res.
Luiz Piancisco de Barros Bogo...........
Francisco Antonio Pereira da Silva.......
Manoel Joa pira do Reg e Albuquerque .
Gustavo Jos do Kego....................
Justino Pereira de Parias.
Dr. Angelo Ilenriques da Silva ..........
Jos Cesario de Mello.....................
ordenado que percebe como raembro da junta Kodolpho Joo Barata de Almeida.......
inica desta cidade. I Simplicio Jos de Mello..................
Manoel do Nascimento da Costa Monleiro .
Dr. Fulipoe Carneiro de Olinda Campello.
r. Antonio Vicunle do Nascimento Fei-
losa....................................
Tnomaz de Aquino Fonseea..............
Francisco Accioli de Goveia Litis.........
Joo Francisco do Reg Maia.............
Requeiroque se poeam Informales ao go- Joaquim Lucio Monleiro da Franca
vacar
Tein lugar a Ia discussao da proposico da re-
ferida cunara dispensando as leis do amortsa-
cao para que o hospital portuguez credo na ci-
dade do Roe i le possa possuiro predio era que se
cha collucado, e- quaesquer outros. nao exce-
dendo o valor desles a duze&los contos de ris.
Vera a mesa o seguinte requenmento
395 Cusma, crluula, lllh* natuialUu BerriiiUtna Ma-
381 r't* do Espirito Sanio.
858 Luiz, pardo, escravo de Miguel Jos Barbosa Gi-
ra a raes.
303 Calamentos:
268 Sererino Nery Ferreira com Rita de Castro.
223 Lino Joaquim Rodrigue com Serrata Maria da
195 Conceicao.
Matadouro publico. Mataram-se para o
902 da M do ce-rrente para o consumo fiesta cida-
735 de 95 rezes.
652 MORTALIDADB DO DA 12 00 COIIHRNTR:
606 Josina, preta, escrara, 5 mozos, conrul^&ra.
603 Anna Maria da Conceicao, prcla, viura, 90 an-
tiill nos. apnplexia.
01) Thereza Maria Joaquina de Jess, branca, sollei-
600 ra, 40 annos, reumatismo.
322] Maria Gravangc Marques, branca, casada, 42 an-
3I
verno sobre os termos em que est o hospital, se
osla approvado pela asscmbla provincial, e par-
ticularmente sobre a natureza e organisaco da
sociedade que o mantm.M. de Olinda.
!.' apoiado c entra era discussao, fcando sus-
pensa a da materia principal, e nao bavendo ca-
sa para se votar fie i prejudicado.
Proseguo a Ia discussao suspensa, a qual o I
Sr. presidente declara encerrada pelo inesmo'
motiva, e d para ordem do dia da seguinte ses-.
sao : discussao da reJucco que se acha sobre a
mesa ; rotceo sobro a proposico cuja discus- '
sao (icn encerrada : 1 o 2a discussao da propo- i
sicao da cmara dos diputados mandando conli-i
nuar em vigor durante a proxiu.a legislatura o'
d-cielo que marca o snbsidio dos deput.idos j
ossembla geral ; 3* discussao da proposito da
mesma cmara aulorisando o governo para tefor-
3l)0
300
800
300
249
244
301
10
4
Manoel Goncalves da Silva Juaior........
Antonio Marques de Araorim.............
Paseara* i>e lu arassu'. Nesle municipio
concluio-se o processo eloiloral com calma e re-
gularidade, leudo sabido vareadores ejuizes de gio Pinto,s 6 horas 40' da manha^ pelo
paz os seguintes senhores :
Juizes de paz do Io distticto.
Joao Francisco do Amaral.
Francisco Cavalcanti Jayme Galvao.
Francisco Joaquim Cavalcanti Galvao.
Manoel Francisco de Souza Lea 3.
Ditos do 2o distrcio.
Epaminondas Vieira di Cunha.
Antonio Barbosa Cordeiro do Gusmo.
Joao Vieira da C'iiiha.
Urbano Jos de Mello.
Ve rea dores.
Epiirainondas Vieira da Cunlia.
nos. erysipella.
Livardo Corvino da Trindad.<, pardo, casado, 48
annos, tubrculo pulmonar.
Bodolpho, preto, solteiro, 38 annos, anasarca.
Joaquim, preto, escravo, 40 annos, solteiro, ab-
cesso.
Hospital de carioadf. Existem 51 ho-
raens e 62 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, total 120.
Na totalidadedos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
Dr.
r.
mar a tabella das inaiorias dos offieiaes comba- I ^r: A1lolli" Trisio de Serpa Brando.
'.entes da arma la, e as pairas materias j desig- ] [oao Francisco do Amaral.
nadas, aorescendo : Ia c 2* discussao
posieo da cmara dos deputados
gOTt-rno para mandar admillir a m
ne de diversos annos das flenidades do imperio
a Jos Marciano da Silva Puntes o outros ; 3a
discussao das propesices da dita cmara :
1" coocedendo du?s "loteras em benelicio das
obras do hospital da santa casa da Misoricordia
da cidade da Cachoeira ; e 2a concedendo duas
loteras para n concluso das obras da ordem
terceira do Carme da cidade de Ouro Preto.
Levanta-se a sessSo 1 hora e 40 minutos da
arde.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Fregcezu de S. Fre Pedro Gonc.u.vf.s.lil-
timou-se a apuracao dos votos para juizes de paz
do 2" distrcio, sahindo eleitos os senhores
Manoel Estanislao da Costa.............. 118
Manuel da Silva Neves.................. 115
Benedicto Jos Duarte Cedrira............ 97
Luiz Antonio Goncalves Penna.......... 95
Fregcezu dos Avocados. Nesla freguezia
da oro-1 Manoel Francisco de Souza Leo.
aulorisando o Marcelino Antonio Pereira Jnior,
dtricula e exa- i Proncisco Cordeiro Cavalcanti.
Pedro Jos .Monleuegro Villarim.
fui concluida a apuracao dos votos para verea-
dores, cajo resultado deu o seguinte :
Manoel Joaquim do llego e Albuquerque. -456
Luiz Francisco de Barros Reg.......... 436
Dr. Angelo Henriqnes da Silva.......... 433
Simplicio Jos de Mello.................. 403
Antonio Jos do 01 i "eir.................. 372
Jos Cesario de Mello.................... 337
Gustavo Jos* do Reg.................... 322
Jos Marii Freir Gameiro.............. 311
Justino Pereira de Parias................
Rololpho Joo Barita de Almeida......
Dr. Joao Viente do Nascimento Fetoza. 185
Manoel de Nascimento da Costa Monleiro. 181
Baro do Livramenlo.............A..... 180
Dr. Filippe Carneiro de Olinda Campello. 179
I'r.incisco Accioli de Gouveia Lilis...... 174;
Feliciano Joaquim dos Sanios........... I7| '
Gabriel Germano de Aguiar Monlarroyos. 165 ]
Jos Carlos Teixeira...................... 161
Joo Francisco do Rege Uaia............ 10!'
Joaquim de Almeida Piulo.............. 1U0
Fr.nicisco -de Miranda Leal Ser........ 90 !
Dr. Ignacio Firmo Xavier................ 42 |
Bario de Muribeca...................... 30 i
Dr. Antonio de Vasconcellos Menezes de
Drum morid............................. 23
Francisco Cavalcanti de Albuquerque.... 23 j
Alem desles senhores, outros mais oblivorara
rolos, os qmes nao mencionamos por serem \
em numero abaixo de dezena, e por conseguinle i
insignificantes.
Presvezm i>o Pono i>\ Panella.Ultima-1
rain-se os trahallios eleiloraes desla freguezia, e
o seu resultaoo o seguinte :
Para juizes de paz do Io distrcio.
Jos Theodoro de Sena.................
Francisco Duarte Coelho................
Dr. Jos Bernardo Galvao Alcoforado----
Francisco de Paula do Reg Barros....
Otos do 2" distrcio
Joo Francisco do llego Maia............
lose Cesario de Mello....................
Jos Alfonso do Reg Barros............
Francisco Jos Alves Gama..............
Para vereadores.
Joo Francisco do Reg Maia............
los Cosario de Mello...........*.......
Luiz Francisco de Barros Rogo..........
Manoel Joaquim do llego e Albuquerque.
Rololpho Joo Barata de Almeida......
Gustavo Jos do Rogo....................
Francisco de Miranda Leal Seve........
Ilr. Angelo II. da S'lva..................
Joaqun de Almeida Pinto..............
Justino Pereira de Farias...............
Manoel do Nascimento da Costa Montetro
Thomat de Aquino Fonseea..............
Dr. Antonio Vicente do Nascimento Fei-
loza....................................
Dr. Pilippe Carneiro de Olinda Campello.
Francisco Accioli de Gouveia Lins......
Baro do Livrimeulo....................
Jos Carlos Teixeira......................
Feliciano Joaquim dos Santos..........
Fernando Francisco d'Aguiar Monlarroyos
Jos Maria Freir Gameiro............
Suplicio Jos de M-dlo......- .
Jos Joaquim Antunes....................
Joaquim Lucio Monleiro da Franca.......
Bario de Muriboca........................
Oulros senhores foram volados, mas por
Das difforentes freguezias deste termo que
at hoje luvemos publicado, organisamos este
resumo da votaaao obtida para vereaJores, fal-
tando apenas as freguezias de Santo Antonio,
Boa-vista, S. Jos e Sao Lourenco da Mala.
Luiz Francisco de Barres Reg. '. 2,718
Manoel Joaquim do Reg o Albuquerque. 2,495
Dr. Angelo llenrique da Silva 2.157
Jos Cezario de Mello.......2.150
Gustavo Jos do Bogo.......2,061
Bodolpho Joo Barata de Almeida. 1,789
Francisco de Miranda Leal Sove 1,689
Simplicio Jos de Mello......1,373
Jos Maria Freir Gameiro .... 1,286
Justino Pereira de Faria......1.181
Joo Francisco do llego Maia. 1,157
Manoel do Nascimento da Cosa Monleiro 1.119
l)r. Antonio V, do Nascimento Feit033 1,1 Jl
Francisco Accioli de Geuveia Lins. 978
Tnomaz de Aquino Fonseea..... 921
! Dr. Felippe Carneiro de Olinda Campello 912
Feliciano Joaquim dos Santos. ... 761
Francisco Antonio Pereira da Silva 747
No comeco deste mez vio luz da publici-
j dade mu peridico denominado Sania Cruz, con-
sagrado aos interesses da rcligio.
K seu redactor o Rvm. Sr. ronego Joo Cliry-
i soslomo de Paira Torres, que c.ollocou-o sob os
auspicios da Mi deDeus immaGolada
Eesla urna publieacao da cuja falla resenta se
! a nossa cidade, onde o jorualismo leudo lomado
propon;es mais desenvolvidas oestes ltimos
Dornellas s 7.horas 3/4 da manha, e pelo
Firmo s 6 horas da larde de honiem.
Falleccu 1 ho mem de anazarra.
Suspiros tristes sobre a eatlaedral
le Olinda. que est profanad por
reasifto das-presente s eleii*'tes
Como assim esl solitaria urna igrcia ebeia de
rerigiSo I
Bia de amargura cerlamenle sao osles-para
um corgSo catholico.
Aformoaa Olinda, estrellada de templos v-io a
sua cathedral. como nina mi em lamentareis
suspires, porque o filho impio crovou-lhe no
meigo corac&o o punhal matricida I
O templo, que alegrava a cidade das colinas,
est sem belleza : a cathedral magnifica cobrio-
se de luto !
O teu pranto. casa sania, abala o coracao do.
filho da Cruz, qunndo ao passar to contempla si-
lenciosa, como quem so nutre com a dor.
Votumes sainaos com lazenuas
com gneros
122
162
------284
Dcscarretam hoje 13 de setembro.
Barc inglezaTrinculo-bacalho.
Barca inglezaPalmalhacarvo.
Brigue inglezMeaestrel fazendas.
Brigue inglez Marchantedem.
Brigue inglezEagle cerreja e alcatro.
Escuna hollsndeza Atalanteo reslo.
Polaca liepanhola.^'iuva Carlotapipas e bar-
ris de viwho. I /
viupoHaoao.
Barca ingleza T/*ncu/o, viudo de Terra Nova,
consignada a J. Pater di C, manifostou o se-
guinte:.
3,155 barricas bacalho, 35 toneladas de car-
vio menos fa^a-se dianle de ti ura muro c um [ vao de pedra ; aos consignatarios.
para que o infiel le nao veja neste
Contra-boletim.
m
(12 de setembro, horas do costime).
Em tempo de guerra
Mentira como Ierra.
popular).
: os pretextos para
para nos fui urna
hoje cora negocio
o cirrogamento de
q,.1 lempos, com ludo peridicos religiosos tecm ape-
"'.' as apparecido e desapparecido como um verda-
l..^. ..,: VUlTOKi aiTUtlt/ v|..IUI|. ill lUStl JflO '"fVI ,^UU -1 l'.il -lili .1 ^ JCH
jmotor publico daquolla, Dr. Joaquim Francis- ; V' so achara os apostlos, C(
Itamalho. Jiberdade conslilucioiwl, que
215
210
209]
207 |
79
i
62
61
271
270
270
255
22 i
197
197
158
154
153
122
120
118
118
118
118
117
116
116
85
67
401
31
30
cs-
deiro meteoro
J leem sido dados estampa dous nmeros
rio Santo Cruz, e desojaremos que lenha vida
fonga no jorualismo, pira mclhor consecuco do
im que tm era vista.
Foi removido para a comarca do Lmoero
O promotor publico da do Brejo. Dr. Cesar Ocla-
viano de Oveira, sendo substituido nesla pelo
pro
co
Pela directora geral da iristrucc.o publica
acha-se designado o dia 26 do andante mez para
ler lugar o concurso s cadeiras vagas do ius-
Irucco elementar do prmoiro grao do sexo mas-
culino.
Da Prensa Oriental do 9 do mez findo,extra-
amos a seguinte noticia sobro a interessante sa-
bida do vapor oriental Sallo at a povoaco da
Uruguayana :
Ao vapor Uruguay, desfraldando ao vento a
bandelra oriental, coobe a gloria de ser o pri-
meiro que navegou o magnifico Uruguay, subin-
do al Conceicao, em 1857.
Ao vapor Sallo, tambera com bandoira orien-
tal, eslava reservado o louro de ser o primeiro
que, aproveilando a cheia do ro accommellesse
a difRcil psssagem do Salto Grande, remontando
o alto Uruguay al a Uruguayana, com applau-
sos de nossos visinhos daquella povoajo brasi-
lera.
O recebimento cordealquo tireram alli nossos
marinheiros, exprime o contenlamenlo experi-
mentado pelos habitantes daquelle local, ao ver
chegar seu porto, pela primeira vez ura vapor;
epodo-so traduzir pela boa e amigavel disoosi-
l\o em que estao nara cstreitar as relar.oes de
commercio e visinhanca com os nrienlaes.
Para mais delalhcs nos referimos ao que com-
munica Itepublici seu currespondenle do Sallo
nos seguintes termos :
< Nosso correspoudento do Salto nos diz com
dala de 5 do crrenle :
^ Aqui, o assumpto do dia a subida do vapor
Sallo ao alio Uruguay, que. de cerlo ura acou-
tecimenlo de importancia : Nao posso entrar ago-
ra em pormenores; o que farei no primeiro pa-
quete somonte Ihe direi que, tendo chegado
2, depnisdeG lloras de demora sarpou, com des-
(Rifa
A mar bolelinista vaza
a invengo esc.aceam. Isso
fortuna ; porque oceupados
serio, que vale mais do que
pelas eleiloraes da barca liberal, nao teriaruos
terapo para avaliar e medir grossos volumes e
de grande peso.
Seria preciso escrevermos muilo de carreira,
e ento a nossa letra, j de si m. nao poderia
ser entendida pelos lypographos do Diario, os
quaes, j hoje me lizeram urna, de que nao
goslei.
Ouando fallei da noticia das 8 horas da noile,
dula pelo boletim. acerca da freguezia da Boa-
Visla, eu disse :A noite, porra, mi do pa-
vor, o por isso que as noticias dadas noile,
sao quasi sempre filhas da imaginaco Sanio
impresso: A noite, poriu, mi do povo,
etc., etc.
Protesto contra essa alleraoo, e peco aos bo-
Ictinistas que a tomen por termo ; da mesma
forma que elles proieslaram contra o voto do Sr.
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Reg, que vo-
lou na Boa-Vista, depois do ler volado era
Olinda.
Uizem, porm, os amigos desto senhor, que
islo urna grande falsidade. e chamam em seu
apoio o lestemunho dos Srs. Slvino, Kstevo
Cavalcanti, Joo Paulo e de mais amigse alija-
dos do boletinista, para que declarem se viram
sequero Sr. Mello llego entrar em qualqner das
malrizes de Olinda.
Quanlo ao projeclo dos fenelonistas, de quere-
rem quebrar a urna do San-Jos, pena que nos
nao tivessem dilo se tal noticia do dia ou da
noite.
Para quem anda aos porcos, em toda a parte
ellos roncara. Os boletinistas e seus sucios sao
useiros e viseiros em quebrar urnas; e l entre
elles ha genla eudiabrada. por isso que elles
pensara que os oulros tambem querem fazer dia-
bruras. O lempo mostrar quem.tem razo.
Basta por hoje, at por que nao somos lo
malignos que queiramos perturbar a alegra em
com o Iriumpho da
Ihe deu a relaco.
O soldado 7.
P. S.F.squecoraos dzer hontem aos leitnres
qual o servico que loccu ao Sr. Dr. Alcoforado
(snior) na guarnico da prac.a.
Sabera o que foi que fez esse senhor, e at
antemural,
estado.
Nao diga este entre as mesmas naces baba-
ras : maldicao, maldico contra uro povo que nao
respeia a propria casa do seu Deus !
Cathedralsanta leus fillws que passara pelo '
caminho nao Ihos fallas, se nao como o autor
dos thronos : attendei e vede, se ha ddr seme- !
Ihanto minha dor ? 1
Ali! est em Lamentos a prioceza das malri-
zes : a cathedral de Pcrnambuco fui profanada !
Conlemplai islo, filhos dos homens e vede, se I
j ouve nesla cidade um crimn lo revollanle !
Cessou o incruento sacrificio, e o Deus verda- ;
deiro relrou-se de sua morada !
O sacerdote constragido sahio daqui, levando
para outro lugar a Divina Eucbarislia !
O sangue do homem salpicou o pavimento da
bella igreja : os cos ento horrorisados de so-
mellianle maldade I
A serena manha nao gente agora o aroma do
incens ; porque os olficios divinos desappareram
da uussa S!
O choro dos cantores esl mudo, e o harmo-
nios* orgo nao d vozes ; porque a dor pun-
gente 1
A quera te compararei ainda, igreja de en-
cantos, se a tua dor lo acerba T !
Forcejo por repprimir as lagrimas, porque tu
sabes, lemplo do meu Deus, que eu lo amo.
Filhos, dignos da maldico dos cos o da (erra,
te cobriiam de opprobrio. e fizeram com snas a-
bominacoos supendor-se de li os louvores di-
vinos !
.ros todos que passaes pelo caminho atien-
de! e vede que estado homens nafrados poze-
ram a igreja mais formosa deste vaslo imperio !
O punhal perforante occullou-se nos vestidos
do impio e coraces cheios de salanaz, meditam
o fratricidio.
Estes homens, mais creis que o tigre desejam
lingir as mos no sangue de seus raos !
O seu damnado intento por elles cumprido, e
o lugar, que eseolhem para iheairos de Boas mal-
dades a casa do meu Deus!___ Senhor, Se-
nlior! suspendei por um ponco a esnada da tos-
a jusiica, esperai pur momentos a conversao de
impos!
Olinda.
Coneo Joao Chrysostomo.
Consulado gperal.
Rndimento do da 1 a 11. ,
dem do dia 12 ... .
5-776J058
443282
6:2191340
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 11. .
dem de da 12...... .
202508
3>750
206.158
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia tS de setembro de tsiiO
GenovaEscuna sarda Amissinn, Basto & Le-
mos, 500 couros salgados.
Liverpool Brigun inglez Odom. J. Crablree
& C, 44 saccas algodo ; Sebaslio Lopes Gui-
maraes Jnior, 49quiniaes de pao brasil.
Kxpnrtacao.
Lisboa, patacho porluguez Juco, de 225 to-
neladas, conduzo o segninle : 60 pipas cacha-
Qa, 16 pranchoes de araarello, 2 saceos com cipo
do chumbo
Hecebedoria de rendlns Internas
geraes de Pernambuco
Rendimento dodia 1 a 11. 6:5120925
dem do dia 12......
Aletandre Burle, Eduardo Francisco Truchou e
Narciso Maria Carneiro.
Ceiiido a pedido de. Manoel Joaquim Ramos e
Silva Jnior. m
Copia do conheciraenlo de dizima, a pedidd
Mi lila o Burgos Uchoa.
Qonhecimenlo do imposto do mesmo.
..Vlteraco do contrato de sociedade de Amaral,
Alves & C.
Nomeaco de caixeiro de Salvador Eslevao de O-
veira.
Escriptura de hypotheca a favor de Manoel Igna-
cio de Oveira.
Carta de registro do brigue Eugenio, proprieda-
d>' de D. Eugenia Francisca da Costa Mendes.
Certido a pedido do Aureliano Auguslo de O-
veira.
Ceridao a pedido de Martinho de Oveira Borges.
Cerlido a pedido de Julio Alsine de Castro O-
veira.
Copia a pedido de Georgo Palchett.
Distrato da sociedade de Francisco Teixeira Bas-
to, Bernardo Jos Luiz de S, c Joo Francisco
da Silva Novaos,
Numeaco de caixeiro de Thomaz Ferreira de Car-
vallo
Procurado de Joo Francisco da Silva Novaes.
Certiio a pedido de N. O. Bicbfcr& C. e J. tal-
ler & C.
Conhecimentos do imposto dos corretores Gni-
lherrae Slepple, George Palchett, e do ex-cor-
relor Pinho Borges, e dos agentes de leiles
Vicente Camargo e Jos Maria Pestaa
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per-
nambuco 10 de setembro de 1860.
Dinamerico Augusto do Beso Rangel.
No impedimento do ofllcial-raaior.
1:5635301
S:1()6S26
Consulado
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 12. .
provincial
11. 7:55 $691
.... 1:02?896
8:579587
EDIT4L
A meza parochial da freguezia
* do S Sacramento do bairro
de S. Antonio da cidade to
Recife.
Faz saber a lodos os cidadaos qualificados ro-
====:] tantos desla freguezia, que em virlude da suspen-
^OTiment do porto
vapor
Goiaiuia, 11 de setembro.
A nomeiaco do Sr capilo Tiburciu Hilario da
Silva lavares para o cargo de delegado de poli-
ca de Goianna boje o lliema em voga na boc-
ea dos nossos ai'orsarios. Interpretando esse
acto de jnslica como ura estigma lanzado ao Sr.
Dr. Jos Ignacio e a seus alliados polticos, nao
cessam os advenanos de urdir os tramas mais
ignobeis para o fim de exoor-nos como anarchis-
las e inimigos da ordem publica.
l'.-tu laii-lo altenlauentc o inoviraeiito poltico
de Goianna, o novo agente da polica nao tarda-
r em roeonhecer quaes sao os fautores da anar-
chia, c de que lado B3lo os sentiraanlos de or-
dem. Circumspecto e honesto, o Sr. capilo Ti-
burcio Tarares cedo conhecer quaes sao os in-
teressados em alterar a tranquillidide publica o
a serenidade dos esiiiritos.
Acceitaixos a nomeiaco do novo delegado co-
mo um acto de jusiica. A inslrucco-'s que ter
receido de parle da primeira auloridade da
provincia, de uenhun modo podero sor hoslis
ao numeroso partido conservador de Goianna.
Esperamos, entretanto, a marcha dos acorite-
cimentos. Elles virio provar a todos os olhos
que a anarcha e o espirito desordeiro nao podein | ^i
estar de parte d'aquelles que sao fortes pelo, S
numero e fortes pela moralidade. o
A' hora em que escrevemos choga-nns ao co-1
ffavio entrado no dia II.
Bordeaos o portes intermedios17 dias,
francez Guyenne, commarulanlc Enoul.
.V'irt-) entrado no dia 12
Maccio e porlos intermedios18 horas, vapor
nacional Persinnnga, commandante Manoel
Joa|iiim Lobato.
.\ uios sahidos no ntetmo dia.
Porlos do sol -Vapor francez Cuyenne, com-
?rn a mi.i til o Enoul.
Rio Grande do SulBrigue nacional Mafra, ca-
pilo Jos Joaquim Dias dos Prazeres, carga
assucar e um escravo a entrega r.
I
Horas
c-
s
5
en
Atmosphera.
j Direccao.
Intensidade
1.5
35
01
O
Centgrado.
InS
o
ce


Reaumur.
| Fahrenheit
-i
oo
00
-*
en 2
o
I Hygrometro.
Barmetro.
a'm r'll !" L^SVlM* ^'"-"hecimen.o o resollado do processo eleitoral em
s carnes era repel-lo! Mas j que I Tijncupapo e N. S. ao O" N*ssas duas impor-
tantes parochias, foi nossoo iriumpho das urnas!
Kis ahi urna prova bem clara e irrefragavel de
elle o pralicou, ouca-o: sua alma sua palma.
Sf Preraleceu-se da influencia que exerce so-
bre o Sr. Maia de Apipucos e evilou que este
rompesse com o Sr. Cesario, [com o que ganha-
riam os apostlos) fazendo desl'arte com que
dous conservadores se conservassotu congras-
sados !
E sobreludo, quando se considera que quem
isso pralicou (o proprio Sr. Dr. Alcoforado) ama
ao seu irmo, e amigo do presidente, senle-se | Jrm
a imaginaco espavorida, e se obrigado a con-
fessar que essa irmandado afortunada !
que nao podemos ser interessados em quebran-
tar a Iranquillidadu publica 1
7'imon.
Off-recemos a consideraco dos homens sensa-
tos de ambos os partidos nesla provincia, eai
meditaco do governo imperial os seguintes tro-!
dios do artigo edictoral do Liberal Pernambuea-',
no de hoje em que se d a noticia da soltura do
Dr. Joo Francisco Teixeira, por ordem de /la-
teas corpus.
-e o Sr. chefe de polica
todo o alcance da medida extravagante que to-
mara (a prizao do Dr. Teixeira), a populacio
inleira o comprehendia, e o mais pesada a'lh-
mosphera Irazia em oscilaro os espirilos.
Nao obstante esse golpe desfechado pelo
anarchisla policial contra a lbenla le da impren-
sa quesusientava na opinio a liberdade do voto,
o Liberal Pernambncano procuren restabelecer
A noticia publicada no contra bolletira do i'a-
rio de Pernambuco de 11 do correte, nao s
falsa romo calumniosa no que se refere a meu
e a origem dos successes lastimaveis que
tivpram lugar no da 9 na S-i de Olin-Ja.
.Em tempo trarei no conhecmento do publico
os fados taes como elles se passarani.
Recife 12 d-> setembro de 1860.
Silcino Cavalcanti de Albuquerque.
A noile nublada e d aguaceiros, vento SE,
vea para o terral e assim amnnheccu.
OSCILLA^aO DA MAR.K.
Baixamar as 6 h 30' da manha, altura 1.25 p.
Preamar 0 b 42' da tarde, altura 6.50 o.
Observatorio do arsenal de marinha 12 de se-
tembro de 1860 VlEGAS J'JSlOR.
Editaes.
Correspondencias.
Uno Uruguayana, levando cerca de cem passa- | equilibrio constitucional, horrivelmente abala-
geiros, entre estes o chefo poltico Cabal, Ser-
rano, Rodrigues e urna porcao
com a msica desta villa.
O objecto da vagem era
mais de visinhos,
tarem em algarismo inferior 15. omittimos-
jhes os nomes.
FiiKci'Esu da Vartex.A mesa desta fre-
goezia comooz-M dos Srs. Ignacio Aires Monlei-
ro, bario de Muribc-a, vigirio Feliciano Pereira
de l-yra, Ignacio X. de Paula Rocha e Manoel J.
Antones Correia.
distrcio.
zer fluctuar a bandeira nacional, arvorada por
um vapor em lugar at ento inexplorado por
esto genero de navios, pois foi este o primeiro
vapor nacional que subi o to temido Salto
Grande
Em Uruguayana receberam os hospedes com
um magnifico bailo, regressando o vapor s 4
para as 5 horas da tarde este porto, onde foi
mais bem acolhido por esta povoaco.
Esta noile seda um baile para colebrar este
successo.
O Uruguay se mantm mili cheio, pois s falla
tneia vara para cobrir o caes do Resguardo. No
dia 28 do passado aqui chegou um vapor uorle
, americano de guerra, o Argentino, commandan-
lendo-se ultimado os Irabalhoa eleiloraes, apre-1 |fi ||. Pogge, que tinha nteneao de subir o alto
Uruguay al onde fosso possivel, porm nao o
pode effeetuar por falta de earrao>e por isso toda
a officialidade e o coramand-iule foram Uru-
guayma no Salto.
Foram recolhidos a casa de delencao*nos
dias 9, 10 e 11 do conente 6 homens ; 'sendo 3
livres e 3 escravos, a saber: 3 a ordem do Dr.
3> chefe de polica, la ordem do subdelegado do
Recife, 1 a ordem do de S Jos e 1 a ordem do
de Santo Antonio.
O vapor francez Guyenne, saludo para os
porlos do sul, conduzo a seu bordo os passagei-
ros seguintes :
Emilio Legrand, Luiz Calmon, Carlos Slru-
tenski. Antonio Rodrigues Cordeiro e seu crea-
do, Luiza Viart e Paulo le Cal.
O vapor nacional Persinunga, vindo do sul,
Irouxe a seu bordo os passageiros seguintes:
Marcono Fonles Martina, Antonio Tobias da
Manoel Joaquim do Reg Albuquerque.. 215 'Costa, Jos Candido Ramos Jnior, Francisco An-
s Rezo........... 25'tonio de Araujo, Manoel Joaquim de Ca-valho.
I! Estanislao Lopes de Carvalho, Manoel Jos de
sentaran! o seguinte resultado.
Para juizes de paz do 1
Bata j de Muribeca........................
Francisco de Paula Correia d'Araujo......
l'.i Ir Jos dos Santos Fragoio............
Viga rio Dmaso d'AssumpQo Peres.....
Ditos do 2o distrcio
Jos Duarte Rangel.......................
Tailre Jos Joaquim de Farias............
Jos Florencio d Oveira e Silva..........
Francisco Solter de Figueiredo Castro....
Para vereadores.
I)r Antonio Vicente do N.iseimentoFeitoza
Feliciano Joaquim dos Sanios............
Jos Maria Freir Gameiro...............
Manoel do Nascimento da Costa Monleiro
Jos Carlos Pereira...............'.........
Thomaz d' Aqui no Fonseea................
Francisco Accioli de Gouveia Lins........
Manoel Joaquim di
Luiz Francisco do Birros
Bodolpho Joo Barata d'Almeida....
Jos Ct-sario de Mello..................... 2S!oiivci
do por aqnelle acto seleagem, e espern do tri-
bunal da relaco a docisu desso pleito de que
dependa por cerlo a manutenrao da ordem pii-
d ir um p.isseo c fa- *',ea P',s n'10 se P^e impunemente suoprimir
de um s golpe as duas principaea liberdades de
um paiz constitucional.
Felizmente os dignos membros deste tribu-
nal, os Exms. Srs. desembargadores Silva Gomes
Guerra e D. Francisco se ergueram a altura da
Siluacap, mediram-na de alto a baixo, e saloaram.
a provincia, e lalvez o imperio lodo de um hor-
rivel cataclismo, que s nao vira quem fosso ou
muito ignorante, ou perverso
E porque foi neeessario sue os Srs. desembar-
gadores Sifoa Gomes, D Francisco e Guerra,
sustonlassem a cora na cabera do Sr. I) Pedro
II ?
Porque foi horrivelmente abalado o equilibrio
constitucional, e por conseguinle correo lamanho
risco a eslabelidade do throno ?
Porque o Dr. chefe de polica fez prender a um
Srs. redactores.Passando um golpe de vista
nao comprehendia era sou conceituado Diario de hontem 12 deste
conenle, vi com elfeito a affirma'iva da oro-
nuncia no processo instaurado novamenle, con-
tra meu mano e outras pessoas, entre os quaes
vi o nomo do Sr. Antonio de tal como assassino
de profisso !
Posso afrmar ao Sr. commarco que por mili-
tas vozes vi elle assassinar bois, vaceas, vitellas
e carneiros! logo assassino de profisso. Co-
mo feliz o Sr. Joo Vieira, qoo#pulou fura do
processo. quando no an igo processo elle eslava
lio cravado, que a bocea sabia-lhe a ferros ve-
Ihos. Eu achava conveniente que o tal Sr. co-
marco assignasso o seu nome para maior im-
portancia ler a sua correspondencia.
Seu constante leitor
J. Pites re Sotca.
Becife 12 de setembro de 1860.
214
207
205
201
90 I
90
90 j
29 i
29
293
291
288
286
883
Simplicio Jos de Mello...........
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Joo Francisco do Rogo Maia....... 238
Gustavo Jos do Rogo.................... 236
Fernando Francisco' de Aguiar Montar-
royos....................... ........... 232
Baro do Livramenlo..................... 155
l>r. Feppe Carneiro de Olinda Campello. 120
Jir. Augusto Carneiro Monleiro da Silva
Santos.................................. 120
Antonio Jos de Oveira................. 71
Jos Francisco Carneiro................. 67
Joaquim de Almeida Pinto................ 51
Manoel Goncalves da Silva Jnior........ 14
Fran seo Miranda Leal Seve............. 14
Dr. Ignacio Firmo Xavier................. 2
Justino Pereira do Faria................. 1
Antonio lioncalves da Silva.............. 1
FaEGLKztA de Jaboato.Nesla freguezia leve
fim a apuracao dos votos para vereadores e jui-
zes de paz, e o seu resultado o seguinte :
Para juizes de paz do Io dislriclo.
Jas Francisco de Souza Leo............ 398
ra, Pirmino Francisco Flores, Francisco da
241 Costa Maia, Jos Joaquim Gomes de Abreu e um
20 cabo de esquadra do exercito.
O vapor francez Guyenne, vindo da Europa,
Irouxe a seu bordo os passageiros seguintes:
James de Over. Antonio de Menezes, Antonio
Zacaras da Silva Colho
Lista dos baplisados havdos na freguezia
de Santo Antonio do Recife de 13 a 31 do pas-
I sado.
I Amelia e Malina, brancas, fllhas legitimas de
j Luiz Jos Monleiro e Carlota Maria Monleiro.
Maria, parda, filha natural de Maria Joaquina do
Espirito Santo.
Maria, branca, filha legitima de SraQm do Sena
Jorge c Militara dos Santos Jorge.
Mara, parda, lilba nalural de Paulina Maria Be-
nedicta.
Salustiana. parda, liberta.
Joaquim, brinco, filho legitimo de Francisco Jo-
s lavares e Alexandrina Antonia de Squeira.
Laura, branca, filha legitima de Gamillo. Augus-
gusto Ferreira da Silva e Donia Colho Fer-
reira da Silva.
Publicaces a pedido.
Sincero agraitafimenf
Os amigos da ordem e das instituyos jura-las
parochianas da freguezia de S. Fre Pedro Gon-
salvos desta cidude, seriam injustos se tendo
finalizado os actos eleiloraes da mesma fregue-
zia. deixassem de confessar a mais sincera grali-
Direcloria geral dainstruccao
publica.
Faco saber aos interessados que o Illm. Sr.
director geral interino, de cnnfnrmidade cora as
iristriicces de 11 de junho de 1859. tern desig-
so dos Irabalhos eleiloraes ordenada por causa
dos tumultos e desordens que hooveram hoje
denlro da Malriz, e imposieo que prctendism fa-
zer parle do povo, de sua opinio, sobre as reso-
lures lomadas pela mesma mezo, cuja rxecuco
e observancia impedio periodos os uieios; tem
designado o dia 17 do trrenle pelas 9 horas da
manha para continuarn dos mesmos trabadlos
eleiloraes. E por isso assim o manda ariuunriar
pelo prsenle edilal, que devora sor publicado
pela imprensa, o afiliado em iodos os lugares que
forem convenientes. Recife 8 de Selembro de
1860. Eu Joaquim da Silva Rogo, escrivoque
o cscrevi.
Antonia Epaminondas de Mello.
juiz de paz, presidente da meta.
Camillo A. Ferreira da Silva.
mombro secretario.
Harctlino dos Santos Pinheiro.
inembro da meza.
A cmara municipal desla cidade manda
publicar, para corihcrimenio dos seus municipes,
e afim de que seja observada a postura abaixo
transcripta, que foi approvaa provisoriamente
pelo Exm. presidente da provincia, em data de
2i do correnle.
Paro da cmara municipal do Recife em sesso
de 27 de agosto de 1860. Gusiavo Jos do Reg.
' \ pro-presidtule.Manoel Ferreira Accioli, sacre-
1 tario.
Ouarla seceo. Palacio do governo de Per-
nambuco em 21 de aRosio de 1860.
O presidente da provincia, tendo era visla o
que representoii a cmara municipal do Berife
em officio le 22 do correnle sob to, 78. resolve
approvar provisoriamente o seguinte artigo de
postura :
Artigo nico Ningucm poder conduzir cal
pelas ras da cidade, c estradas do municipio,
sem ser coberta de maneira que o venlo a nao
espalhe : os infractores soflrero a mulla de 10j,
a qual ser dobrada na reincidencia.Ambrosio
Leilio da Cunha.Conforme Antonio I.citc de
Pinho.
Secretaria do governo de Pernambuco, 31 do
I agosto de 1860.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, manda
: publicar para conhecmento de quem possa inte-
| ressar, que o Exm. Sr. ministro da fazenda, len-
' do ordenado a ihesouraria de fazenda desla pro-
! 1 inri 1 que proceda a substituico das notas de
il900() res da 4a eslampa, papel branco, decla-
rou em aviso de 13 do correnle, que esla subs-
1 lituico ter lugar no tempo que decorrer de
agora atd o lim de abril do anno prximo futu-
ro, comecando do 1" do moio soguinle, o prazo
de 10 mozos para o desenlo mcnsal de 10 por
0(0 :io valor de taes notas.
O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.


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Declaraces.
A junta administrativa da irmandade da
sania casa da misericordia do Recife, manda fu-
ado o dia 26 do correnle, pelas 10 horas da ma- i zer publico que estu de mez os senhores mordo-
a., -a, ; do ao lllm Sr. tcnente Jos Alves Teixeira com-
cido no ai^ CH. ,m ?4 3T\ P0"C? Cnhe* i ""ndante da forca estacionada na igreja matriz,
o paiz, de ura genio violento, se bem que
dolado de boas qualid'ades; masque desojando
passar por pai da patria, pioclamou ao povo,
quo desobedecesse auloridade, e resisiisso s
suas ordens.
E'quanlo basta dzer; o bom senso
nambucanossupprir o mais.
Nao censuraremos a concesso da ordem
tabeas corpus pelo tribuna
re Teixeira. censuraremos ap
inconveniente porque foi ella discutida pelos
Srs. D. Francisco e Silva Gomes, que procuraram
moslrar-se antes patriotas, quo juizes imparciaes
e severos.
Nao por certo dispresligiando a auloridade,
c impopularisando o governo do paiz, que se lia
de raanter asiusliluices.
Ai de nos tolos, quando do primeiro tribunal
do paiz partem as falseas da ananhia I!
O tribunal da relaco poda conceder a ordem
de habeas corpus, quo Ihe foi requerida pelo ba-
charel Teixeira, sem havor necessidade de em
sou recinto repetirom-sc patarras injuriosas
contra os primeiras autoridades da provincia,
aponalas como inimigas do pacto funda-
mental.
Nao foi cousa de admirar a concesso da ordem
de habeas corpus requerida, quando j ella era
esperada, e aconselhada por membros do tri-
hunal.
E se um reo, que confessou plenamente em
juiro ter sido o autor do crime porque era aecu-
sado, e contra quem havia testemunhas de vista
foi despronunciado,e logo absolvido, adcautellam
allegando-8e falla absoluta al de indicios, o que
nao doveria esperar o Dr. Teixeira, em favor do
quem mililavam outras razos ?
Conlinuern os Srs. D. Francisco, Silva Gomes
e Guerra, em suas expancoes de palriolagem mas
lembrem-se de que quem semeia ventos colhe
tempestades.
Recife, 12 de setembro de 1860.
T. C.
O comporlamento desse digno oflicial c 0 de
seu estimado companheiro o lilm. Sr. alferes
Thom Gomes Vioira Lima aquelle do 8" bata-
llio e este do 9o merecem especial menco pois
que, gracas as maneiras affaveis com que sao el-
les caracterisados, proceden-se a eleico na mais
perfeila calma e tranquillidade. Recebara pois
; esses dous militares, e as pracas da companhia
al da retaceo ao Dicha- i de arlf|Ces que composeram a* forc,a mencionada
aneira os noSsos sinceros agradocimentos.
nha. para terlugaro concurso s cadeiras vagas
de inslrurco elementar do 1 grao do sexo mas-
culino,mencionadas no edital de 18 de jullio. Sao
pois convidarlos os senhores que se achara ha-
bilitados na forma da le a vir inscrever-sc e a
comparecer -nesla reparlico no referido dia e
hora. Secretaria da inslrcco publica de Per-
nambuco II de setembro de' 1860 O secretario
interino, Salvador Henrique do Albuquerque
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio sao
chamados para que venham salisfazer a impor-
tancia dos livros e papis abaixo mencionados,
aquellos a quem os mesmos pertencercm.
Livros.
Diario de Joaquim Rodrigues Tavares de Mello.
Dilo do Antonio 0"Conell Jersey.
Dito de sabidas do agente de leiles Milito Bor-
ges Ucha.
Dito de entradas, do mesmo agente.
Razo, do mesmo agente.
Diario de Joaquim Moreira Guerrido.
Protocolo do corrotor Leal Seve.
D>ario de Femados & Filiciano.
Diario de Pinto de Souza t Bairo.
Diario de Caetano Cyriaco da Costa Moreira &
Irmo.
Copiador de cart.is de Lourenco Luiz das Neves.
Diario de Suva & Motta.
Copiador de cartas de Domingos Francisco Ra-
uiallio.
Diario de entradas do agente de leiles Cunha
A/.evedo.
Protocolo do corrector Mosquita Jnior.
Copiador de cartas de Gumares & Ottveira.
Diario dos mesmos.
Copiador de carias de Antonio Jos de Castro.
Protocolo do corrector Silveira.
Entradas e sahidis do trapiche Novo.
Diario de Lourenco Luiz das Neves.
dos per-
de
Recife 12 de selembro de 1860.
Um parochiano.
Praca do Recife 12 de se-
tembro de 1860.
iVs Ivs \ioras da t I'iiIih'iics offlciaes
Cambio sobre Londres-25 1|4 d. 90 dir.
Cambio sobre o Rio de Jneiro=ao par
Algodo da Parahiba 7*900 por arroba posto e
bordo.
George PalchettPresidente.
DubourcqSecretario.
Airandega.
Rendimento do dia 1 a 11. .
dem do dia 12. .... .
107.181JJ56
8.808613
115.990JO99
Movlmento ra alfandegra
Volumes entrados com fazendas 149
com gneros 186
Papis
de Barroca
o; Castro, em li-
Cerlido a pedido
quidaco.
Notas pelo recolhimenlo da carta de registro da
barca nacional Yaya, dos mesmos.
Notas pelo rerolhiinento da carta do brigue Con-
ceicao, de Manoel Alves Guerra.
Nulas pelo recolhimenlo da carta do hiele Dapi-
baribe, de Luiz Borges de Cerqueira.
Cerlido a pedido do mesmo,
Nomeaco de caixeiro de Jos Joaquim Bamos e
Silva.
Nomeaco de caixeiro de Fernando Bomano
Stepple da Silva.
Notas pelo recolhimenlo da carta do palhabote
Venus, de Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
mos Dr. Manoel Ferreira da Silva, no hospital de
caridade ; eommendador Joo Pinto de Lomos
Jnior, no hospital dos lazaros ; 6 Dr. Antonio
Hercutano de Souza Bandeira, na Casa dos ex-
postos.
Serretaria da santa casa de misericordia do
Recife 12 de setembro de 1860.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
O lancador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes, de conformidade com os S 1 2 ,
3., 4." c 6." do art. 37 do decreto de 1/ de mar-
co do correnle armo, leudo de principiar uo dia
10 do presen! mez a fazer a coilocla ras ras
do Imperador, Pedro II, 22 de Novembro, hecco
do Thcalro e Crespo, do bairro de Santo Antonio,
do imposto sobre as lujas o casas commerciaes e
outras de diversas classes e dcnomiii3C.os; avisa
aos donos dos seus respectivos estabelecimentos,
que lenham os seus recibos ou papis de arreuda-
mentos de suas casas nos diloseslabelecmentos,
para por elles se fazer o processo do lancamento
na razo de 20 por cenlo do aluguel annual.
Recebedoria de Pernambuco 6 de setembro de
1860.Jos Theodoro Sena.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
A junta administrativa da irmandade da
Sania Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer publico s pessoas que arremalarim as ren-
das das casas do patrimonio da mesma Sania
Casa, no triennio a contar do primeiro de julho
do correnle anno a 30 de junho de 1863. e que
os fiadores ainda nao assignaram os respectivos
(erraos, que o devem fazer no prazo de 15 dias,
contados desta dala, sob pena de se proceder a
nova arremataste.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 5 de setembro de 1860.O escrivo, Fran-
cisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Pela capitana do Porto se fazem publico os
avisos abaixo, das alterscovs que na prxima ea-
~iu nos [iharoes e bau-
sas da costa da Franca, conforme indicara os
mesmos avisos. Capilant* do porlo de Pernam-
buco 4 de setembro de 1860.O -secretario,
J. P. Barreto de Mello Reg
335
Disiraio da sociedade de Francisco Jos Cerreia I laS5 so Por5 *>+ ?s ',h"oef. e
Marques e Francisco Marques Guimaraes.
Contrato da soridade de Antonio Lopes Bodr-
Kties, Marianno Lopes Rodrigues e Jos Dias
Brando.
Contrato de sociedade Jos Francisco Bitancourl
c Cypriano Luiz da Paz.
Dislraio da sociedade de Antonio Francisco Pe-
reira e Frederico Lopes Guimaraes.
Cerlido a pedido de Frederico Lopes Guimaraes.
Disiente da sociedade de Eduardo relien Wilson
Jnior e Carlos Maureau.
Cerlido a pedido de Antonio Pedro dos Neves.
Destrato da sociedade de Anlonio Valentim da
Silva Barroca. Joaquim da Cruz Lima c Jos
Goncalves Marlins
Escripiura de hypotheca feta a Tasso & Irmo e
Amorim & Irmo.
Distrate da sociedade de Joo Teixeira de Souza
Lima e Francisco Tbomaz das Neves.
Cerlido a pedido de Conrado Augusto de Farias.
Nomeaco de caixeiro do mesmo.
Alterac'o do coulralo de sociedade de Eduardo i
Consulado de Franca
Em Pernambuco.
Ministerio da agricultura de coiiiiucr-
cioe das obras publicas.
Pharcs e Balizas.
AVISO AOS NAVEGANTES.
Iluitas modificacoog sero inlroduzidas na illu-
rainaco das cosas e Frango, no principio da bo-
estajo, e desdo hoje cr-se dever informar dol-
as os navegante* Annunciar-se-ha ulteriormen-
te, o era prazo curto, a poca precisa era que cao
di um dos novos fogos for posto em actividade.
Illuoiinaco da Gironle.
O fogo Gxo da ponta da Coubra ser iastallada


(4)
MARIO DE PERNAMBUCO. ^ QUISTA PEIRA 13 DE SETEM1RO DE 4860.
nj cume do andaima de madcira, actualmente em
construyo pe lo deste pharol, e o seu alcance
elevar-se-ha a 15 milhas.
A intensidad^ dos fogos do penhasco (de la Fa-
laise) oda Terra Negra (Terre Ncgre) ser dupli-
cada na direccao que ellessigoalam.
O fogo lixo da pona de Grave sera substituida
for uin fogo do mesmo carcter, oorra de 15 rat-
itas de alcance, que ser inslallado no cunte da
torre, actualmente ero conslruce,5o a 320 metros
do S. S. O. do pharolete actual.
O pharol fluciuanle de Fallis ser transporta-
do a 600 metros pouco ntais ou menos para o N.
N. O. da posi^o que elle oceupa hoje, e o scu
brilho sei augmentado.
Um pharol Hacinante do fogo xo branco, de
10 tnilhas de alcance, ser ancorado pelo Ira'vcz
da torre de By.
Urna terceira luz flucluante de fogo fixo bran-
co, de 9 milhas de alcance, ser ancorado provi-
soriamente abaixo da Marechale pelo travs de
Mapon.
Um fogo fixo branco de 13 milhas de alcance se-
r acceso no cumedo andaime de madeira actual-
mente ein construc^o sobre a exlremidade norte
da ilha de Paliras.
Emlira um pequeo fogo Gxo branco de 3 mi-
lhas de alcance ser acceso cima de Panillac, pa-
ra signalar a origem do fundeadouro desde nome
Quando todos estes fogos forcm accesos, os na-
vegantes que quizercm entrar de noitc na Giron-
fle e chegar ao ancorador de Panillac, devero
eonformar-se com as indicares seguintes:
Depoisdc terem reconhecHo sua posieo, por
observaces nuticas referidas aos pharocs da tor-
re de Cordouan e da Coubre,collocar-se-hao sobre
a linha que projecla o fogo lixo branco da torre de
Terra negro [Terre negro) c o fozo alternativamen-
te branco e vermelho de Pontaillac e ah se man-
terao al que tenham chogado ao sul verdadoi-
ro do pharol da Coubre. Ellos devero entao mu-
dar de rumo e fuer proa sobre o pharol de Cor-
douan at o momento em que o fogo vermelho do
penhasco (de la Falaise) se mostrar sobro a mes-
illa vertical que o de Terra-riogra e seguir a di-
reccan indicada por estes fogos at eticonlrar-se
com" a dos fogos fixos veaanelho de S. Georges e
das dunas de Suzac. Dingir-se-lio cnlo sobre
estes dous fogos e guiar-se-hao depois successiva-
mente subre os alinhamenlos seguintes:
O fogo lixo de Riehara visto pelo pharol fluc-
luante de Fallis ; o pharol a fogo fixo branco da
pona de Grave, visto pelo pharol flucluante de
Fallis ; o pharol a fugo fixo branco da ilha de
Paliras, visto pelo fluciuanle de Mopon ; o fogo
fluciuanle da torre de By, fisto pelo fogo flucluan-
te de Mapor.
Se os fogos do Sao Georgese das dunas de Su-
zac achareuj-se encubertes pela cerraoao, os na-
vegantes reconhecero, avislando o" pharol de
Corduau, o poni onde devem abandonar a linha
dos fogos do Penhasco (de la Falaise] c de Terra-
negra, logo que avislassem o logo de Cordouan
claramente colorido de vermelho deveriam fazer
proa ao S. E. I|2 E. verdadeiro manlendo-se na
zona vermclha dosle pharol at avistarem os fo-
gos de Tallis 0 de Richard, um pelo nutro,
llluilllliaco das proximidades de Perros.
[Cosas do norte.)
Cinco novos fogos sern prximamente accesos
durante todas as noites uas proximidades do an-
coradouro de Perros,
Um fgo fixo vermelho de 5 milhas d'alcance
ser acceso sobre a pona de Ploumanach a en-
trada do pequeo porto deste nome.
Dous fogos fixos brancos signalaro a direccao
do canal occidental. do ancoradouro de Perros,
serao estabelecidos um perlo da ponle de Nao to-
nar, o outro a 683 metros de distancia no S. E.
sobre urna torrinha receutemeule coutruida pr-
ximo da faztnda de Kergcar.
A direccao do canal oriental sera igualmente
signalada por dous fogos fixos brancos, allumia-
dos, um a 100 metros atrs do signal de madeira
que serve actualmente de bausa do da, o outro
perlo do moinho de Kerprigenl e 2865 metros ao
S. O. do primeiro.
Us navegantes qnc quizerem entramo porto de
Perro; pelo canal occidental devero dcixar o
alitili.inientii indicado pelos fogos de Nanlouar e
de Kerjean, um pouco antes de ver um pelo ou-
tro os fogos do moinho de Kerprigenl, e seguir
entao a direccao dada por estes ltimos fogos.
llluminaco das proximidades de Brhal.
[Costas do norte.)
Dous fogos fixos vermelhos aerao d'aquia pou-
co accesos durante todas as noites, sobre a ilha
de Brhal. Elles daro um alinhamenlo passau-
do pela oraine. Ser entao fcil de evitar este
perigo por meio de observae.o sobre o pharol dos
Meaux de Brhal, um desles dous fogos ser ins-
idiado sobre a pona do Paon (Pavo) e illa mi-
nar lodo o horisonte. O outro ser assenlado
no cume da torrinha recentemenle construida so-
bre a planura de llosedo e s Iluminar um es-
paco angnlar de 20" pouco mais ou menos,
lllumiuaeao da entrada do porto de Tiotiville.
(Calvados.)
A extremidade do dique oriental do porto de
Trouville ser prximamente signalado por um
pequeo fogo lixo verde de 2 milhas d'alcance.
lllumiuaeao da entrada do porto de Celte.
[Heraulh.)
O pharol novamente construido sob
Sao Luiz a entrada de porto de Cette,
em actividale d'aqui ha poucos mezes.
sistir era um fogo fixo branco de 15
alcance. O pharol actual de Sao Luiz
primido na mesma poca.
O mappa retro faz conhecer por ord
tiludes, as posicoes geographicas as a
alcances dos novos fogos, referidos ao
de Paris.
se refere a por
r a ponle
ser posto
Elle con-
milhas de
ser sup-
em de la -
lluras e os
meridiano
I a-i -3 -a s. s 7-'.
u a o = S" => -
r5 3 5S8
T.-3Z3-Z
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sSgS8SS?85
:SSSI
faXOOO'l*IOU'*.|*.CWOCt*
a
Pptaria.
Directorja geral da instrueco publica de Por-
rjambuco 28 de agosto de 1860.
O director geral interino dainstrucQSo publica,
ouvido o conselho director em sesso de 25 do
corrente, e de conformidade com o disposto na
lei regulamentar n. 369 de 14 de maio de 1855,
considera incursos no art. 99 da citada lei, os
professores e professorasparticulares abaixo men
cionados, e como taes stijeitos apagar a multa de
cincocnla mil reis cada um, pr nao tercra na
forma da referida lei e das iostruegc. de 11 de
junho de 1859, se habilitado com o exame de
venlicacB de capacidade professional dentro do
praso de seis mezes, marcado no edilal do 15 de
outubro doanno passado ; devendo cada um dos
referidos professores e professora recolher a Ihc-
souTaria da fazenda provincial a mencionada
quantia do cincoenla mil ris, dentro do praso
de trinta diascontados da dala desla ; nudo o
qual sero as mesraas multas cobradas execnli-
vamenle, como se pralica. com a divida acliva
provincial proveniente dos impostos.
Jos So/res de Azeaedo
Diret\^ eral interino.
Professores e professoras
laria supra :
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Mirand
Jos Bernardinodc Souza Peixe
I Joo Jos Vieira de Barros f
Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
i Joo Augusto de Vascoocello Lcilo
I Vilo Antonio do Sacramento Pessoa
1 Padre Manoel Adriano de Albnquerque Mello
1 Victorino Antonio Martins
Padre Joaquim Jos de Parias
Joaquim Jos Balmacedo
i Francisco Jos das Chagas
1 Manoel Jos do Farias Simcs
Manoel Francisco Pereira
Manoel da Silva Cotilo
Antonio d Costa Lima
Tiburtino Floriano de Carvalho
Manoel Furlado da Cosa Tico
Joaquim Jos Florencio de Moura
Estevo Pinto de Moracs
Jos Corris Paz
, Antonio Bonto Pinheiro
Joaquim Bellarmino de Millo
Joaquim Jos de Araujo
Severjano Marlyr Vieira
; Antonio Jos Coelho de Queiroz
. Jos Ramos de Vas-oncc^los
1 Theodoro da Cruz Cordoiro
; I). Joseoha Mara do Espirito-Santo
I). Candida Balliiua da Rocha
] D. Urbana Angella de Lima
I). Maria Seraphina vieira
I). Iria da Cunha l.cile
l). Vicencia Maria do Carao Cesar
11). Anna Perreira da Silva
; I). Maria de Nazareth Augusta
] I). Joaquina Lourenra da Conceicao Lima
' D. Amalia Vicencia do Espirito-Santo
; 0. Jo. 111:1:1 Rosa da Trindadc
! D. Luiza Anuos de Andradc Lial
I). Francisca Maria do Rozario
i I). Maria Silveria do Monte Souza
I I). Maria Eugenia Ferreira
, II. Elena dos Santos Pinheiro
I). Maria Joaquina do Paraso
j D. Emilia Fausta do Menna Cosa
. I). Thereza Guilliermina de Catvalho
I). Anna Maria da ConceiQo Nepomuccno
L). Francisca de Assis Domingues Carneiro
l>. Berlina Carolina Cezar Galvo.
Secretaria da instrueco publica de Pcrnam-
buco 28 de agosto de 1860
l) secretario interino
Salvador Henriqucs de Albuquerque
Pela administrarlo do correio do Pernam-
buco se faz publico, que em conformidade do dc-
crelo n. 787 de 15 de maio de 1831 e respectiva*
i instrucr.oes, teve hoje lugar o processo da aber-
, tura das cartas alrozadas peilencentes ao niez de
j agosto de 1859, condemnadas a consummo pelo
art. 138 do rcgulamcnto goral dos correios de 21
, de dezembto de 184 ; ass ! o Sr. negociante Manoel Alvcs Guerra.
Desla abertura resultou acharem-se somente
! una caria com documento dcscripto em livro
; para esse fira destinado, litando recolhida con-
ventcntemento para ser entregue a quera de di-
! reito perlencer.
Urna carta de Antonio Jos de Freitas da cida-
: de do Aracalv, para Fonseca 1^ Silva, com urna
letra.
Ter ultimo procedeti-sc a queima das oulras
cartas, quo nao encerraram dinheiro ou docu-
mentos, do que se lavrou o respectivo termo que
I o que sosegu. Adminislracao do correio de
Pcrnambuco, 4 de selembro de"l860.
Termo de consummo das cartas atracadasper-
tencentes ao mez de agosto de 1859.
Aos 4 dias do mez de selembro de 1860, nesta
adminislracao do correio, s 11 horas da manhaa
estando prsenle os Srs. administrador Domingos
dos Passos Miranda e mais ernpregados abaixo
assignados, procdeu-se em virtude do art. 138
do regolamento dos correios de 21 de dezenibro
de 1814, a consummo de 95 cartas selladas, 179
nao selladas, n>i importancia de 28J800, como
consta da factura, cuja importancia vai descar-
regada nesta dala ao respectivo tbesoureiro.
E para constar lavrou-se este termo em que
assignou o administrador c Ihesouretro Domin-
gos dos Passos Miranda.
Eu Francisco Simes da Silva, ajudanle c con-
tador o esrrcvi.
Os olliciaes papelistas, Ismael Amavel Gomes
da Silva.Eduardo Firmiuo da Silva.Luiz de
Franca de Oliveira Lima.Praticanle, Vicente
Ferreira da Porciuncula.Porleiro, Manoel Ma-
rinho de Souza Pimentel.
A junta administrativa da irmaudade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer publico, para conhecimento do quetn possa
interessar, que esl resolvida a fazer cumprir
exactamenle as condicoes dos contratos de ar-
rendamento dos predios do patrimonio da mes-
ma Sania Casa, e para que em lempo algum se
allegue ignorancia, manda publicar as referidas
condicoes, que sao as seguintes :
1.a Que o arrematante ou rendeiro ser obri-
gado a pagar o prego do seu contrato por quarleis
vencidos.
2.a Que nao pocler sublocar a casa ou parle
della sera licenga por despacho da junta, sob
pena de icar de'netihum efeilo o contrato o pro-
ceder-se a nova arremataeao,
3.a Que o arrematante "ou rendeiro ser obri-
gado a conservar sempre em bom estado o pre-
dio, sob pena de pagar as perdas e darauos, qua
lho forero atlribuidas; devendo enlrega-lo de
mesma maneira que o receber.
4.a Que nao cumprindo em parle ou no todo as
condicoes do contrato se lomar nulo e de ne-
nhum vigor ; Picando salvo a junta o direito de
haver do contratante ou do seu fiador, como me-
Ihos llie convieras perdas e dainos que ao pre-
dio causareru c as rendas que estuerem vencidas.
^Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 4 de selembro de 1860.O escrho, Fran-
cisco Antonio Cavalcanli Consseiro,
Novo Banco de
I Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
aovo basco de Pernambuco para virem
receber o quinto dividendo de l)s por
acedo, do dia 10 de setembroem diante.
Conselho itdministrati vo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, era cumprimento ao art.
22 do regulamento de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que forana aceitas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para fornecimento do arsenal de guerra.
Jacinlho Soares de Mcnezes :
6 garrafas de tinta preta de escrever a 360 rs.
Guimares & Oliveira :
20 exemplares da historia de Simo de Nan-
tua a 19280.
50 exemplares da Economa da Vida Humana
a 400 rs.
20 grammaticas portuguezas por Castro Nunes
a 1*000.
20 arithmeticas por Collaco a 19280.
100 resumos da doutrina chrislaa a 80 rs.
50 carias de A B C a 60 rs.
ICO tabeadas a 60 rs.
20 iranslados de cursivo a 60 rs.
25 ditos de bastardiuhos a 60 rs.
30 ditos de bastardos a G0 rs.
30 ditos de A B C a 60 rs.
4 duzias de lapis finos a 320 rs.
50 pautas a 40 rs.
400 peonas de pato a 800 rs. o cenlo.
Para o quarlel general.
Joo Jos da Silva :
2 bandejas para copos d'agua, urna por 1J400 e
outra por 1*900.
2 copos de vidro para agua a 950 rs.
12 quartinhas grandes a 320 rs.
1 jarra de barro para agua por 8g.
Para as casas das guardas.
3 bacas de louca a 1#.
5 copos de vidro 950 rs.
1 Ihesoura grande por 1*900.
3 caslicaes com lanternasde vidro a M.
10 luartinhas grande a 320 rs.
Para u arsenal de guerra.
0 mesmo vendedor Joo Jos da Silva ;
1 resma de painel almago por 3*700.
6 duzias de lagis para pedra a 600 rs.
4 fechadurastlnas para carteiras de differenles
lmannos por 1*.
O conselho avisa aos mesmos vendedores, que
devem recolher os objecin compradora sala da
secretaria do conselho s 10 horas da manhaa do
dia do corrente mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal do guerra, 5 de
selembro de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Salo do Apollo.
Sabbado, 15 do corrente,
s 8 horas da noitc.
Era heuericio do artista I. Ferreira
Franca.

O beneficiado desojando satisfazer as pessoas
que nesle dia o protegerem, ero tudo quanto es-
tiver da sua parle, pura que o espectculo seja
pomposo, accilou o offerecimento de um seu ami-
go particular que nesle dia dar urna academia
de physica-chimica, cujo programma das suas
sones escolhidas se acha no lugir competente.
O saliio ser decorado de novo ao gosto de
de amigos do beneficiado que para este m lhe
dispensario a sua proleccao.
Alem do baile do coslume, a banda marcial lo-
car escolhidas pecas de msica em obsequio
ao beneficiado, e os intervallos serao preenchi-
dos pct3 forma seguinle :
Primeira parte.
1. qualroBaile.Volteios sobro a corda
frouxa, pelo joven Joao Ferreira.
2. quadro.Baile.Exerclciosde Irapezio des-
de o 1. al o ullimo.
3. quadro.Baile.Lula indianna, por toda a
companhia.
4. quadro.Baile.Difficullosos grupos sobre
oseadas preparadas e cnsaiadas pelo beneficiado
para este dia.
Segunda parte.
Physica-ehimica.
PRIMEIRA PARTE.
As moedas multiplicadas.
O sacco da Malicia,
A garrafa transparente.
0 Uro do passaro.
A moeda no lonco.
O tiro da prenda!
SEGUNDA PARTE.
O espelho lelegraphico.
O lelegrapho das cartas.
O tiro do diabo.
O lenco e a laranja.
Os bancos dos bonecos bailadnos.
A frigideira no chapeo.
A divisao d'agua e vinho.
Os billietes acham-se venda no bilheleiro do
mesmo salao desde s 9 horas da manhaa des-
se dia.
En I rada 2J00O.
Avisos martimos.
da carga, trata-se com Gurgel Irmos em seu es-
criptorio, ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
Aracaty.
pfr* e*'e porto seguir brevemente o hiato
Exhalacao; para o restante da carga, trala-so
com Gurgel Irmaos, ra da Cadeia do Recife n.
xf, primeiro andar.
Leiloes.
U10.
Quinta-feira 13 do corrente.
Por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz
especial do commercio e a requerimen-
to dos dopositarios da massa fallida de
Antonio Jacintho Pacheco, o agente Ca-
margo fara' leilao da armarlo e mais
gneros da taberna sita na ra Impe-
rial na esquina da travesa do Lima, as
11 horas era ponto.
LEILAO
Sexta-feira 14 de corrente.
PELO 4GENTE
C0ST4 CARVALHO.
O mesmo agente fara' leilao em seu
armazem na ra da Cruz n. 9,de varias
pecas de lona, em porcao ou a retalho.
a vontade dos compradores, no dia ci-
ma as 11 112 horas da manhae.
Para o Torio tem a sahir at o fim do mez
o brigue Amalia I : qtiem quizer carregar ou
ir de passagem, para oque tem excellenles com-
modos, dirija-seao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriplorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
ara
Rio de Janeiro.
i
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Almirante* pretende seguir com milita brevi-
i dade, tem parto de sua carga a bordo : para o
resto que lhe falla, trata-se com os consignata-
rios Azevedo & Mendes, no seu escriplorio, ra
da Cruz n. 1.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a rnaior.brevidade o hiale Gralidao
por j ler a maior parle da carga prompta ; para
o reslo e passageiros, trata-se no Passeio Publico
n. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, com Pereira &
Valente.
Maranhao e Para.
Segu cora brevidado o hiale nacional aNo-
vaes por ler parle do seu carregamenlo promp-
lo ; pata o resto da carga, trata-se com Joao
Francisco da Silva Novaos, no largo do Corpo
Santo n. 6, segundo andar, ou com o capitao
Joaquim Jos Mendes, no trapiche do algodo.
Acarac.
O palhabote Sanio Amaro segu com brevi-
dado : a tratar no largo do Corpo Santo n. 25.
Para Lisboa sahe imprelerivclraento al o
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ler parte
de seu carregamenlo prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija -se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recite, escriplorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Aracaty.
Sahe cora brevidado o hiale Dous Irmaos, por
j ler parte da carga : para o resto trata-so com
Martins & Irraao, ra da Madre de eus n. 2.
Cear.
Segu com muila brevidade o palhabote San-
ta Cruz : paja o resto da carga irata-se ao lado
do Corpo Santo n. 25.
Para o Assii
segu na presente semana o brigue Beberibe :
para o resto da cwga e passageiros, irata-se na
ra do V'igario n. 5.
Para o Aracaty
segu com brevidede o hiale aCamaragibe por
ler parle da sua carga prompta ; para o resto e
passageiros. trata-se na ra <*o Vigario n. 5.
Porto por Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto coro es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Promptidao
II, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLASSE : para carga c passagei-
ros, para os quaes lera excellenles coromodos,
trala-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou coro o ca-
pitao.
Brigue nacional Veloz.
Frota-se para qualquer parle : a tratar com os
consignatarios Azevedo & Mendes no seu escrip-
lorio ra da Cruz n. 1.
Comraercial.
Sabbado 15 do corrente.
Antunes far leilao no dia cima designado
por ordem do Exm. Sr. r. juiz especial do com-
mercio e a requerimento dos depositarios da
massa fallida de Jos Luiz Pereira, das fazendas
e dividas da luja n. 16 sita na ra Nova e dos
movis, joias e escravos perlencenles a dita
massa. Os pretendenles dirigir-se-ho ao agen-
te annuucianle para exame das relaces e presos
do bataneo.
Principiar s 11 horas em ponto.
LEILAO
Commercial,
Sexta-feira 14 do corrente.
Antunes far leilao no dia cima designado,
por ordem do Exm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio e a requerimento dos depositarios di mas-
sa fallida de Joaquim da Costa Maia, das terr-
jense dividas aa loja n 39 da ra Nova, dos
movis, joias, escravos e erodios perlencenles a
dita massa, sendo os referidos Dredios os se-
guimos: melado de um terreno com olaria no
lugar da Torre, urna casa cora terreno a beira
do rio no lugar do Remedio, urna casa meia-agua
na ra do Alecrim n. 21. Os pretendenles pode-
ro dirigir-se ao agente annuncianle para qual-
buer informaco.
Principiar s 11 horas em poni.
Commercial.
TE
Anluncs far leilao hoje 13 do corrente, por
ordem do Exm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio e a requerimento dos depositarios da mas-
sa fallida de Ignacio Nery Ferreira da Silva Lo-
pes, das miudezas, ferragens e dividas da loja
n. 2 da travessa do Livramenlo, dos movis, joias
e do mesmo predio n 2, assim como da parte do
sobrado n. 12 da ra de Hoitas, devendo o lei-
lao ter lugar no mesmojeslabelecimento, s 11
horas em poni.
Avisos diversos.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 14 deste mez espera-se do sul o vapor
Magdalena, o qual depois da demora do coslu-
me eeguir para Soulharaplon tocndonos per-
tos do S. Vicente e Lisboa : para passageiros etc.
trata se eora os agentes Adamson, Howie & C
ra do Trapiche n. -12.
N. B. Osembrulhos sd se recebem alduas
horas antes do se fecharem as malas oo uina hora
pagando uro pataco alem da respectivo frele.
.4racaty.
At o flm da prsenle semana seguir imprete-
rivelmenle o hiato Duvidoso-) ; para o restante
PRECISASE
de una mulher quesaiba cozinliar o engommar,
para ir servir em urna casa na villa da Escada ;
d-se um bom ordenado, preferindo-se, porem,
se freslrangeira : quem quizer dirija-se esta
lypographia, ou ruados Pescadores n. 35, onde
elTectivamenle achara com quem tratar.
Laboratorio de lavagem.
Este estabelecimento que comecou a funecio-
nar na casa de banhus do pateo do Carmo, vai ser
transferido no dia 15 do corrente para o sitio dos
Burilisna estrada do Arraial.
A excellente Egua crreme e o esparto que all
ha, permiltindo que se eleve o nnmero dos con-
currentes, previne-se as pessoas que esperavam
por esta transferencia, que pdeos mandar as
suas roupas para serem lavadas, embora nao le-
nham ainda chegado as maiores machinas movi-
das a vapor, que satisfaro CLlo completamente
as necessidades desla capital e seus arrabaldes.
A casa de banhos continuar a ser o doposito
do. rece pea o e entrega das roupas da capital c no
sitio dosBurilisse receber e entregar as
dos arrabaldos.
As vantagens presentes sao : boa lavagem em
15 dias, garanta das pecas e preces muilo razoa-
veis. As fucluras serao : boa lavagem em 8
dias, garantidas sempre as pecas e procos muito
commodos.
Offerece-se um criado para lodo o servico
de urna casa dej.homem solleiro, tanto nacional
como cslrangeiro (nao sabendo fallar senao a
lingua porluguza), alan;a-se a conducta : a
Iratar na ruado Vigario n. 8, ou taberna n. 13.
Preci-se alugar urna casa que tenha quin-
tal, no bairro da Boa-Vista : quem liver an-
nuncie.
Quem annuncion querer tomar a juros dous
contos de ris, dando seguranza em hypolheca de
um predio ncsla cidade, e pagando os juros men-
salmcnle, dirija-se a botica da ra Nova n. 51.
Vende-se urna bonita escrava crioula de 16
a 18 annos de idade : a tratar na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.
Robert Kirkpalrick, subdito inglez, retira-
se para Inglaterra.
No largo do theatro de Sania Isabel, na ca-
noa de Joao Peres, existo urna ama de Icile, a
qual moca e tero boro leile, e nao traz fllho.
Urna pessoa curiosa offerece-se para ensinar
as primeiras letras, assim como costura chaa.la-
byrinlho, bordados, marcas, etc : a pessoa que
pretender, dirija-se a ra de S. Bom Jess das
Crioulas, casa n. 17.
Guilherme Carvalho & C.
arrendam o seu escriplorio da ra do Torres, e os
dous andares, por se mudarem do mesmo para a
ra do Vigario n. 17,
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
Devendo solcmnisar-se no dia 16 do corrente
o 5." anniversario da fundarlo do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia nesta cidade,como deter-
mina o art. 102 dos estatutos respectivos, a junta
administrativa previne aos senhores socios do
mesmo o ao publico desta capital, que s 10 1i2
horas da manhia haver missa cantada em lou-
vor de S. Joao de Dos, padroeiro do estabeleci-
mento ; seudo que nessa occasiao o eloquente
padre meslre pregador da capella imperial Sr.
Fr. Joaquim do Espirito Sanio, subindo cadeira
sagrada recitar urna pralica anloga a vida do
mesmo santo e a humanitaria instituicao, que
tanta ulilidade presta familia portugu'eza resi-
dente nesta hospitaleira cidade. O estabeleci-
mento achar-seha aberto e franco aos visitantes
desde as 9 horas da manhaa at 1 da larde, e das
4 3 8da noite, em que lindar a ladainha de N.
Senhora, e alguns versculos em honra do nosso
patrono S. Joao da Dos.
Recife 12 de selembro de 1860
Manoel lbeiro Basto?,
1. secretario.
Telhado de zinco-
O telhado de zinco aqui usado na
companhias do gaz e caminho de ierro,
urna das boas invencoes modernas, el-
le faz-ie recommendavel pela grande
duracao, pouco peso no edificio, bom
acondicionamento, barateza do cuito,
aul conduccao etc etc., todos sabem
que a duracao do zinco infinita prin-
cipalmente se se tiver a cautela de dar
urna mao de tinta do lado exposto ao
tempo, urna telha de zinco com o peso
de 20 libras, cobre um espaco que pre-
cisara para tal fim 50 telhas* de barro,
o espaco coberto pela telha de zinco nao
penetra o menor pingo de" chuva e a
facihdade de sua conduccao tal que
urna carroca pode conduzir de urna s
vez o telhado preciso para cobrir urna
grande casa, e ovtelhadode zinco muito
til principalmenle para cobrir enge-
nhos, estaleiros, barracOes de ferraras,
armazens de deposito etc., etc., em
sumnja quem quizer experimentar o te-
lhado de zinco, conhecera' sua grande
vantagem, este telhado vende se a 120
rs. por libra de 50 telhas para cima :
no3 armazens de Paulo Jos Gomes e
Manoel Firmino Ferreira rna da Con-
cordia armazem de materiaes.
Ama.
Atlenco.
Luiz Bernardino da Costa roga ao Sr.
Ouarte A. de Macedo Jnior, o favor
de vr a ra da Cadeia a. 60, pagar a
quantia de 16*' importancia de 8 caixas.
com charutos.
Pede-se ao Sr director da companhia quo
represenlou no theatro de Apollo, o dramaJos
Velhaco ou o Aliciador da Escravalura Branca
o obsequio de o repetir para satisfazer a slgurna?
pessoas que por molivos justos nao poaeram as-
sistir sua representacao.
*
~ O Sr. Domingos Cetario Pinto
queira dirigir-se a etta lypographia y
que se lhe precisa fallar.
Pede-se ao Sr. Carvalho o obsequio de re-
petir o divertimento que nos deu em seu bene-
ficio, que to vivas recordaces nos deixou.
Um dlettanli.
Marlinho & Oliveira
Loja de ftzendas finas.M
tiO-Ruada Cadeia do Recite-fOji
Encontra-se nesle cstabelecimenlo to-
das as qualidades do fazendas, ricos e
elegantes corles de vestidos de lil, blond
e de seda, prctos, brancos e de cores,
carabraias, cassas, bareges, chapeos para
homem e senhora, ricos manteletes de
renda branca e prela, velludos de todas
qualidades, gtinalelas, aderecos de bri-
Ihantes e toncados para senhora, perfu-
maras francez.is, roupa feila para homem
e meninos, calcado do Melis para ho-
rnera e Joly para senhora, uvas de pel-
lica, chales^de verdadeiro touquim e lo-
dos osobjeclos necessarios a uina senho-
ra de gosto edo grande mundo.
Precisa-se de urna ama boa cozinhera para '
casa de pouca familia (solleiro; : na ra do Amo-'
rim n. 56 se dir quem precisa.
O abaixo assiguado faz publico para conhe-
cimento do corpo do commercio que tem justo o
contratado vender ao Sr. Custodio Collaco Pereira
Jnior a sua taberna da ra das Cruzes'n 24 : se
alguem se julgar com direito a impedir osle ne-
gocio, ajpareca na mesma taberna, ou annuncie
no prazo de tres dias. Recife 12 de selembro de
1860.
Joao Gonealves.
Precisa-se alugar um roolequepara urna
casa eslrangeira, que sirva para lodo o servico :
na ra da Cruzn. 17.
Um rapaz brasileiro de 14 annos de idade,
que escreve bem, e de excellente conduela, da
qual dar idonei Baoca, se olTercce para caixeiro
de qualquer estabecimento, ou escriplorio de qual
quersenhor advogado ou escrivao. Tem alguns
principios de preparatorios, os quaes muito con-
correrao para aperfoieoar algurai inlclligencia.
Excepta-se dos estabelecimenlos taberna o pa-
darja : quem pretender dirija-se ra de Horlas
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Cupertino dos do exercito, conlrata-se um capello para o pre-
Saotos Vieira, nesta lypographia. j sidio de Fernando. O reverendo sacaxdolc quo
___rr>inn...i .._____i ts(! 1"zer contratar para o servico do dito presi-
t-ompra-sc urna mulata moca p?i- [dio. convidado a comparecer na secretaria mi-
fetta costureira, paga-se muito bem 'lilar nos diss n,pis. dfls 9 s 2 horas da tarde.
agradando : na ra do Trapiche n 40 ~ f^'S"86 de u,.na mu!llcr para e"Somn,a^
u ,. pwic u. +" na ra do Seve, casa terrea junto ao sobrado do
esenptorto, se aira quem a pretende, cinco varandas, viziuho a grande casa que se esr
- Precisa-sede um bora compositor lypogra- faZnd P"a G>'mnasio P'ovinaa'
pho e que seja pagitiador, para fura da provincia;
na ruada Cadeia n. 40, lodos os dias at 9 horas
da manhaa.
ESCUNA BAMBA DOS AZORES.
Os consignatarios deste navio avisam aos pas-
sageiros da mesma abaixo declarados, para quo
vendara pagar a importancia de suas obriga^oes-
at o tira do corrente mez, cortos de que passa-
do esse lempo, usarao dos meios judiciaes.
Antonio de Medeiros e sua mulher Branca Ju-
lia Cordeiro, de Ponta Delgada.
Manoel Jos Vicente e sua mulher Luiza Can-
dida, o o seu fllho Manoel Jos Vicenle, idera.
Manoel Garca, idem.
Vigno Augusto Quintal, idera.
Luiz Jos de Medeiros e sua mulher Mathildo
de Jess, idem.
Joaquim Jos de Brilo, dem.
Manoel Rodrigues Lima e sua lha Maria Joa-
quina, Arrifes.
Jacintho de Medeiros o sua mulher Jacintha de
Jess, dem.
Jos Cabral Pacheco, da Ribcira das Ta-
nhas.
Manoel Joaquim Correia, idem.
Manuel Vieira, idem.
Jos de Medeiros, idem.
Ludano do Medeiros, idem.
Julio Soares de Oliveira, Villa-Franca.
Manoel Domingues Benevdes, Capellos.
Manoel de Asuiar, Gencle.
Pedro de Mello Botelho, Sanio Anlonio.
Francisco de Medeiros, Relva.
Ricardo Cordeiio, idem.
Jos Antonio da Fraga, Rabo do Peixe.
Jos Bcnio^a Cmara, Lago*.
Agostinho Augusto de Mello, Ferra3.
3fsSgS@@ @@ 8@$@$
ti m mogo habilitado offerece-se para @
@ ensinar em rasas particulares francez,
@p geographia, grammatica portugueza earith-
mlica : quem de seu preslimo se quizer @
@ ulilisar dirija-so a ra do Cabug n. 3,
$$ segundo andar, do raeio dia s 5 da tarde, gt
s@@ @@ @@e@
Commando das armas.
Pelo commando das armas desta provincia, do
conformidade com as ordens do quartel general
Nova invenco.
i
Retratos photographicos eslampados de ma-
neira indelevel em lencos decamhraia e de seda.
Esta applica
ramete obj
delles : instituto photographico, ra da Impera-
triz n. 12.
OITerece-se urna ama capaz para desempe-
nhar o servico de urna casa quem pretender,
dirija-se a ruada Imperatriz n. 59,
Precisa-se na ra da Imperalriz n. 4, de
um rapaz portuguez que tenha alguma pralica de
fazendas.
Miguel Norat, subdito francez, sahe para
fra da provincia.
Autonio Jos Gonealves e Fclisberlo Mon-
teiro da Cunha vo s provincias do norte de im-
perio a negocio.
SOC1EDADE
INSTITUTO PI E LITTERARIO.
De ordem do Sr. presidente cffeclivo, convoco
sesso extraordinaria da assembla geral para
quinta-feira 13 do corrente, 3s 10 horas da ma-
nhaa, aim de se proceder urna nova eleigao dos
........- v.......vo........u.o.a c uo seua., men,bros (lue loe'" de reger esta sociedade do
pplicaco nova da pholographia nao me- : corrente mez margo de 1861 ; visto ter sido
luiucute objecto de curtosidade porque escusan- reprovado o parecer da commisso de poderes, e
do o Irabalho de se bordar as iniciaos nos lencos,! "Pprovado un protesto feilo por alguns socios,
nunca permillir duvida sobre o verdadeiro dono co,l,ra a validado da eleicao. Antes da assem-
bla geral haver sesso extraordinaria do con-
selho director para tratar-se de negocios ur-
gentes.
Secretaria do Instituto Pi e Litlerario aos 10
de selembro de 1860.
Altino Rodrigues Pimenla,
1." secretario.
Aluga-se urna das melhores casas do Ca-
chang, com bstanles commodos e com fundo
para o rio : a tratar na ra da Paz n. 42.
ASSOCIACO
DE
Soccorros Mutuos c Lenta Emancipando
dos Captivos.
O actual conselho, de accordo com a assembla
geral de 9 do crlente, faz publico, que em
i cunsequencia do movimento eleitoral da provin-
A sahida que tem lido este rap prova sua boa cia. 1'le se vai prolongando, dcixa de ter lugar
qualidade, nao desmentindo assim a qualidade do no di'n '" Jo correnle o anniversario da mesma
fumo de que feito, colhido as immediaces da sociedadc. sen'', transferido para o dia 30 do
cidade a que deve seu nome na provincia Gram- ai,di,n,e mez- A mesma direccao espera merc-
Par : deposito, ra da Cadeia n. 17 cor das Ilustres associaeoes a quem se dirigi por
. raeio de convites o assenlimenlo dessa mudanga,
a "T rccisa_sf de ura homem para distribuidor subsistindo os mesmos convites para o dia 30.
de folhas : na Itvrana ns. 6 e 8 da praca da In- Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
dependencia. e Lenta Emancipaeo 'aos Captivos cm 10 do
OITerece-se um rapaz para criado de qual- selembro de 1860.
quer cesa : quam o pretender,: dirija-se ao paleo Albino do Jess Bandeira,
do Terco n. 14. 1. .ocretario.
Borba.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- WMB-
Este hotel enllocado no centro de urna das capitaes imporlantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua psito
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo sestacSes de caminhos de ferro, da
Alleraanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose divert men tos: e,
alm disso, os mdicos precos convidan)
No hotel ha sempre pessoas especiaes, fallando o francez.allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as tounstas, qurem suas excurses na cidade, qur no reino, qnr
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 4WH)0 V
por dia.
Durante o aspado de oito a lez mezes, ahi residirn) os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filheo r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Fehppe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgoeiro ( do Brasil,) e muitas ou-
tros pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Ospreco de todo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4?to00i4500.)
No hotel encontrem-se informsoes actas acerca de tudo que pede precisar un eslrangeiro.

x


"
Ensino prompto e
fcil.
DIARIO DE PERNAMBCO. QUINTA FEIRA 13 DE SETEMBRO DE 1860.
theorica e pralica da arle do fazer retratos se-
gundo o syslema de ambrotypo. nico processo
para o successo inallivcl. As 5 hrcs por 1009.
Apparelhos completos para viagem com lodos os
pertences necessaros para este processo. Collo-
dion garantido 5$ o (rasquioho: d.posllo da pas-
separlouts rancezes e caixinbas americanas de
marroquim e do bufalo, rio instituto photogra-
phico de Slabl & C, retratistas de S. M. o Im-
perador n. 12, ra da Imperatriz.
Offerecesc ura pequeo de 8 a 10 annos
para caixeiro de alguma loja de fazendas ou tniu-
dezas: na ra do (Juemado, loja u. 13.
i\a ra da Cadeia n. 24,
deseja-se fallar com os senhores !
Marcelino de Souza Pereira de Brito.
Cielo da Cosa Campello.
Jos Alvos Monte Baso,
loao Airea de Oliveira.
Joaquim Clemente de Leinos Duarla.
Antonio Cactanu da Molla.
Augusto Pacheco Queiroga.
Manoel Jos Ferreira.
Manoel dos Santos Azcvcdo.
Bcmjamin do Carmo Lopes.
Silvino Mcndes de Azevedo,
Joao Rodrigues Cordeiro.
No escriptorio de Aranaga Hijo & C, pre-
cisa-se fallar com o Sr. Desiderio FernandesCoc-
ino a negocio de seu interasse.
^Coiisuilttrio cen tral homcopathicoj
&
(*
DE
muiraoi.
Continua sob a mesma direceo da Ma-
8 noel do Mallos Teixuira Lima, professor
& m liouieopalliia. Asconsullas como d'an-
tes
m
Botica central uomeopalhica
Do
0,
s
HNBd2
Da-I svbino o, l
Novos raedicamentoshoraeopalhicos en-gj
viadosda Europa pelo Dr. Sabino .>
Estes meJicamanlos preparados espe-s*
cialinente segundo as necessidades da lin-g
meopaihia noBrasil, vende-sc pelos pre-
eos conhecidos na bolica central homeo-2
pa(hica,fua de Sanio Amaro [MuudoNo-31
w vo) n 6. g
Be ordem do Illra. Sr. Dr. juiz de orplios
v no da 14 do correntc praca de renda an-
nual a casa n. 88 e silio da mesma, no largo de
N. S. da Paz da freguezia dos Afogadoi a reque-
rimonlo de Manoel Leoncio Velloso da Silvcira,
sendo naquelle dia a ultima praca
Srs. pretendenles de comnarecerem
pectivos fiadores.
rogase a os
com os res-
ANA.
Precisa-se de urna ama para cozinhar para
peuca familia : na ra Nova n 20. x
Domingos Ollero de Carvalho, subdito hes-
panhol, relira-so par o Para,
O Sr. Manoel Carneiro Lessa tc-m urna carta
na ra da Senzala Vclha n. 96, padaria.
Attenco.
O Sr. Jos Antonio Camello tenha a bondade
de vir tirar os penhoresque existem na ra do
Rangel n. 45, no prazo de 8 dias, ndo os quacs
serao Tendidos para pagamento do principal c
juros. Recife 5 de setembro de 1860.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jobnston & ra da Senzala Nova n. 52
Para passar a festa.
Aluga se urna cxcellenle easa de sobrado na
entrada da povoaco do Monleiro, com grandes e
excellentes comn.odos para urna numerosa fami- CAUCO
lia : a tratar na ra doQueimado n. 32, loja.
Precisa-se de urna ama pan a casa tic um
horoem solleiro : na ra do Rangel n. 41, pii-
meiro andar.
Precisa-se de urna ama que engommc e co-
zinhe : na ra do Hospicio n. 34.
Srs. Dr. Aristidcs Juslo
pos, lenle Jos Ignacio da
Carlos da Cmara lecm cartas
ra do Vigario n. 23.
JNorutlrmos
fazem publico que, (endo o socio Miguel Norat
d3 ir a Europa no prximo vapor de 15 do cor-
renle, scienlifica a loos os seus deredores, que
no prazo de 6 das venliam salUf*zer seus dbi-
tos e liquidar suas contas, Ocando o activo e
passivo a cargo de seu primeiro socio Justino
Norat, que contina a ter venda na ra do Im- ,
peralriz n. 26. segundo andar, o mais variado
sortimento de brilhonles e obras de ouro, relo-
gios, etc., alau^ando-se que nesta casa nao se
vende objeclos de ouro que nao seja de lei, e'
por precos mu i razoaveis.
Na livraria n, 6 e 8 da praca da!
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
Gravador e dou-
rador.
Grara-se e doura-se em marmore leltras pro-
prias para calacumba ou lumulo a 100 rs. cada
urna, o annuncianle aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em outros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
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Vibras
Saundcrs Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, propietarios de
casas, e a qucn mois convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
SUveira. Rodrigo tw*a" s0P,,ru.s. sobre orificios de lijlo e pedra,
no escriplorio da
PENNA QAC0
OE W.SDLLY
cobertos de lelha, e igualmente sobre os objeclos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
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S 8 g s? -
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Estas pennas de differcnles aualidades, sao fa-
bricadas de aro de prata refinada de prirneira
ti'mpera, e sao applicaveis a todo o tamaito de
etlra. Preco IS^Otfc-ada caixa e pennas de ourb
telo mesm autor com pona de diamante, que,
crem a grande vantagem de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservndose bem limpassio
de duraro infinita, deposito em casa dos Srs. \
llueiles & Goncalves ra da Cadcia n. 7.
Dentista de Paris.
15 Ra Nova15
Frederico Gaulier, cirurgio dentista,
faz todas as operace da suaartce col-
loca denles arlificiaes, ludo com a supe-
riaridade e pereieao que as pessoas en-
tendidas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios c'c.
dentista
peuivaiibico.
3~Rua eslrcita do Rosai'io-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar dentes arlificiaes tanlo por mcio
de molas como-pela pressao do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
nao fiquem a volitado de seus donos,
tem por.es e oulras preparaces as mais
acreditadas para conserfarao da bocea



m
a
a
-
9
* O

O O O O
C O O o
o o o o
Jos Baccigalups, subdito italiano, vai par
a Bahia.
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na bolica franceza ra da Cruz n.22.
niaMM
f Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
g ra da Cruz do Becife n. 31, proprio para escrip-
g lorio ou homcm solleiro '. a tratar no armazera
g do mesjiO.
11 Josph Wirlh e Traugall Weude, subditos
o allemaes, reliram-sc para Bucnos-Ayres.
I! ss OlTerece-se ura moco solleiro para caixeiro,
5 com pralica de escripturagao de partidas dobra-
*, das, balcao e ra, dando fiador a sua conducta :
quem de seu presumo qui/.er utilisar-se, an-
nuncie.
Caixeiro para taberna ; ra ra da Cadeia
do Recite n 46, se dir quem precisa de urna
pessoa muilo habilitada e que de lianza a sua
conducta, nao olhando a proco se agradar.
Na oseada do sobradn da rua do Imperador
n. 81 haver lodosos dias de 7 horas da manhaa
em dianle leite puro a 320 a garrafa.
X y>rTT-rTTTTTt*T*TTTTTT7TT>
CASA
T
r
4
APPIIOVACiO E ALTOHISAClO
kmmw immki m mmmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPJSPATICAS
Para
scrcm applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem ineommodo.
.Sn!:! i>l.M-ED|ICAES S5 m.uilofco'''^'das no Rio de Janeiro e em todas as provincias
imperto ha mats de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que so lem obtido as cafe -
ZttS SSEZSF qUe S6 PWT" Cm nm'merS all^d<)S *Ue eXStel deTessoJasCcp0-
desle
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gnignoux, dentista, ru-a das La- ^<
rangeM 15. Na mesma casa tem agua e ~
p densifico. *^
* X.JLA.SJLJLU. tXi.i.i.i.xi..X.XX y
\ JASA LIS0-B1USLEISIA,
I 2, Geolden Square, Lontlres.
J. G. OLIVEIBAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllentes ac-
I commodacoes para muito maior numero de hos-
I pc-desde novo se recommenda ao favor e 1-em-
| branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
i visitmosla capital ;coutinua a prestar-lhetseus
servicose bons ofcios guiando-os em todas as
| cousas que precisen) conhecimento pratico do
paiz, ele.: alm do portuguez e do nalez ialUi-se
na casa o hesnanhol e francez.
o abaixo oesignado estando a fazer iu- @
ventariopor morle de sua mulher pede a
quem se julgar credor do *eu casal, que @
aprsente suas cotilas e aos que siio seus @
devedoresque venham saldar as suas. @
Fnncisco Gomes de Mallos Jnior. @
. @@@ e@ r;a j @@@@
>a rua do Trapiche Novo n. 6, precisa-se
ler noticias do Sr. Eduardo Coelho Fernandes
chegado de Lisboa em 1857.
Altenco.
Pracisa-se alugar um sobrado de um andar ou
de dous. em bem estado.com quintal, nos bair-
res i Boa-Vista c Santo Antonio : quem o tiver
dinja-se a rua do Crespo n.25.
|

Prevencao.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As ebapagserio acompanhadas das CGmoetentes explicaces e tambem de todos
nos para a collocacao dellas.
Consultas
:io, que se
os accesso-
Estando a findar os frescaes queijos do Cerid,
as exccllentes uiacJas, e a bella manleiga reti-
nada em frascos, previne-se aos amantes dos
ditos gneros, que venham a ellos com presteza
para depois nao liaver queixa : no armazn) da
rua eslreila po lloeario n. 11.
Aureliano do V B., professor jubilado de
instrucro primaria, contina a lecrionar em ca-
sas particulares, com urbanidade e approvcita-
mento : quem precisar, dirija-se ao Corredor do
Bispo, casa n. 5.
-Alugase um sitio grande eom
'har hr?A"1SnS8.'Vqe 3 d8flren>.honrar com a sua confiar1Ca, em seu escriplo- excellente casa de vivenda, com todas as
aefaara aberlo todos os d.as. sem excedo, das 9 horas da manhaa as 3 da larde. .comodidades para familia, no lugar
(19 Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Ga
os p ro-
da Caa Forte : a tratar com
pretanos, N.O. Bieber & C.
O Sr. Tobia Pieri, artista italiano, pretende
dedicar-se ao ensino de piano e de canto : as
pessoas e os paia de f: milia que quiserem ulili-
sar-se com o seu presumo, podem procura-lo na
roa de Sania Isabel n. 9 para Halaren) com o
n.esmo senhor, que ser mui razoavel nos seus
ajustes.
Manoel Joaquim Bilieiro Braga, subdito por-
tuguez, retra-se para o Rio de Jaueiro.
Rua do Brum (passando o chafariz.)
\o depozito deste eslaYielecimcuto sempre ha grande sotUmeat de me
ehamsmo para os engcnlios de assucar a saber:
S^'I.Tf moderna8; deSoIPe cumprido.-iconomicaide combustivel, e defadllimoassento;
Rodas d agua de ierro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas ;
Cuinos de ferro, e portas d aguapara dita,, e serrilhas para rodas de madeira ';
Moentlas inteiras com virgensmuito fortes, e convenientes-
^^""T r,^elasImtIoraVara agua, cavallos, obois, acunhadas em aguilDCes deaz ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre- ,
Parees e bicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para sfornalhas i
Ala-nbiquei deferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Roletas dentadas de todos os tamanhospara vapor, agua,cavallos oibois :
A;, ulU.es, bronzes e parafusos, arados, eixos e odasparacarrocas, 6rmas'gaWan,zadas para purgar etc etc
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia cora
miisa'retS^^ mandar construir pessoalmente as suas obras as
m us acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fhr.
? vn 'f iPeia C05tinua^ da sua fab"ca em Pernambuco, para modificar o mechan^
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderP necessifar
DE
COM3I1SSAO DE ESCRAVOS
SA
Rua larga do Rosario d. 20
segunde andar.
Nesta casa recebem-se escravos para sercm
vendidos por coromissao por conla de seus se-
uhores. Afianra-seo bom Iralamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos c-
jaru vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao soft'rerem empate na venda delles.
, Nesia casa lia sempre para vender escravos do
i ditrercntes idades de ambos os sexos, cora habili-
dades e sem ellas.
| Daniel Dies, subdito inglez, retira-se para
lora da provincia.
Antonio de Almeida vai ao Rio de Janeiro
tratar dos seos negocios.
Antonio Jos Goncalves c Felisberto Mon-
leiro da Cunha vao s provincias do norte do im-
perio negocio.
I Mauricio Jos dos Sanios Ribeiro, ehegido
ltimamente de Lisboa, faz scienle ao respeita-
vtl publico que acaba de estabclecer na rua lar-
ga do Rosario t>. 21, primeiro andar, urna otli-
^ina de ourives onde aprompta quaesquer ob-
jeclos tendentes a mesma arte do mais apurado
gasto e perfeieo de trabalho, como sejam ade-
remos cmprelos, brochas, pulseiras, aneis, alfi-
neles etc., etc. Em seu eslabelecimento promet-
i concertar qualquer obra da sua arte com per-
: ferao A pratira adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e as relaccs directas que
constantemente mantem coni algumas das mais
respeitaveis casas d'jquella cidade, que se em-
. pregam no fabrico de todo o genero do obras de
prala, o liabitilam a encarregar-#e de qualquer
encommonda de laes objeclos tanto para a sreia
como para uso domestico. As pessoas. pois; que
se dignarem honra-lo com a sua eonnanca s<>-
rao servidas com o maior zelo e solicilude e or
precos baiatissimos. '
O Sr. Domingos Jos Soares. ofDcial da se-
cretaria do governo, queira dirigir-se a rua Di-
i reita n. 68, afim de saldar o que esta a dever
aos herdeiros do Caelano Fereira Conralves da
Cunha.
Saca-se sobre Lisboa e Porto, rua
do Vigario n. 9, primeiro andar, es-
criptorio de Carvalho, Nogueira & C.
Ensino de msica.
1 OTcrece-se para leccionar o solfejo.eomo tam-
| bem a locar varios instrumentos ; dando as li-
i coes das 7 horas da Roda n. 50.
; Precisa-se de 3:000g a premio com hypo-
llieca era um sitio .nerlo da praca para ser pago
ojuro mensalmenle, equerendo,"se aluga o mes-
mo sino, (cando o aluguel para ser descontado
, no premio ou no principal : annuncie para ser
i procurado.
Precisa-se de urna mulher de boa conducta
,para fazer somenle a cozinha diaria de urna casa
4e familia: alralarna rua larga do Rosario n,
zz, loja. '
| Crispim Rodrigues Barbosa avisa aos seus
ireguezes que mudou seu eslabelecimento para a
.praca do capim em frente da rua do Sol, e tem
novos c3rroscom boas pnrelhas de cavalhs paja
. alugar por preco commodo.
liadame Gekle, eslabelecida na rua das Cru-
, zes n. 36.avisa ao respeitavel publico que se acha
sempre prompia para fazer qualquer obra de
i vestidos de senhora, e tambem chapeos moda
:de Paris, por muito commodo preco.
Pre.isa-se de um bom amas'sador: na rua
do Colovello, padaria do Leo do Norte.
I OfTerece-se um mogo solleiro para caixeiro
i com pralica de balcao e rua, o q.ial da fiador a
sua conducta : quem de seu prestimo quizer uti-
lisar-se, annuncie.
Na rua da Cadeia do Recife n. .6, esquina
da travessa do Campello, existe para se llagar
una sala com alcova, muito propria para escrip-
torio, ou mesmo morada do hon.em solleiro.
Joaquim Jos da Rocha, morador em Santo
Anlao, faz publico, que vindo no dia 6 de setem-
bro do Recife para esia cidade perdeu pelo ca-
minho uns papis que Irazia no boleo, sendo urna
letra sacada por Antonio Goncalves de Azevedo
e aceita por mim, bem como urna factura de fa-
zendas que comprei ao Sr. Azevedo co dia 5 des-
le mez, c tambem urna carta que Irazia para o
Sr. Antonio Jos Rodrigues da Costa, tendo a
dita caita dentro urna factura de fazendas que
vinham da casa do mesmo Sr. Azevedo para o
dno Coila, o porisso faro publico que a dita le-
tra nao tuina data em que dia foi sacada, e nem
lambem a qnantos mezes, nem tambem sello : e
assim como declaro, que de tudo quanlo de'vo
ao mesmo Sr. Azevedo passei nova letra, e por
sso ucou esta sem valor nenhum, c desde j
protesto por qualquer duvida que daqui se possa
suscitar para o futuro, ese quem achou esles pa-
pis quizer fazer o favor de eulrega-los, pode fa-
zc-lo em Sanio Anlao ao seu dono Joaquim Jos
da Koclia ou no Recife ao Sr. Antonio Goncalves
de Azevedo, rua do Livramento o. 22, que "se re-
compensara pelo seu trabalho.
Engomms-sc e lava-se perfeilamenle; na
ruado Rangel. sobrado n. 11.
,,7IloSi3~SA sili0 d0Corredor do Bispo. com
casa de sobrado, tem commodcs para grande fa-
milia, cambar e cocheira : quem o pretender,
dirjase ao laxso de S. Pedro, sobrado n. 1.
Quem tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenha
casa de vivenda, arvores defructo fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
radooudoce, e o quena alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa t irea nu-
mero 33.
== Perdeu-se uma letra desde 3 rua e Santa
Rla al a rua Nova, da quanlia de 138*260, acei-
la por Joao Machado Soares; portanlo quem a
achou, querendo fazer o favor entrega-la, se Pi-
car agradecido, ceito de ouc fica dita letra de
nenhum effeilo.
PROVINCIA.
O (hesoureiro das loteras em coisequencia
da nulorlsaco que Ihe f j dada pelo Exm. Sr.
presidente da provincia pelo officio abaixo trans-
cripto, declara que a exlraccio da prirneira par-
te da prirneira lotera do cotlegio de Nossa Se-
nhora do Rom Conselho desta cidade fica trans-
ferida para odia 22do presente mez, visto como
em consequencia do processo das eleijoes nao
pode ter lugar a exlracro da dila UUeria no dia
12 deste mesmo mez como eslava annunciada.
OPI-1C10.
4.a serao.Palacio do governo de Pernam-
buco em 10 de setembro de 1860.Altendendo
ao que representou Y'mc em seu officio de boje
o autoriso a espacar para o dia 22 do correle a
oxlraccao da prirneira parte da prirneira lotera
do collegio do Bom Conselho desta cidade.
Dios guarde a Vmc.Ambrosia Leitao da Cu-
nha.Sr. Ihesoureiro das loteras. Thesouraria
das loteras 11 de setembro de 1S60.
Roben Dawning, subdito inglez, vai para
O Dr. Cosme deSa' Peieira da' SE
consultas medicas em seu escrip- !
torio, no bairro do Recie, iua S
da Cruz n. 53, todos es dias.me- ^
nos nos domingos, desde as 6 S
horas at as 10 da manhaa, so- |f
breos seguintes pontos |?
t. Molestias de odos ; S
2.- Molestias de coraoao e de |
peito ; m
.- Molestias dos igaos da ge- %
racao e do anu ;
PraticatV toda e qualquer ^
operarao que julg. r conve-
Diente para o restabelecimen- S
lo dos seus doentes.
O exame das pessoasque o con jl
sultarem sera' feito indistincta- iS
mente, e na ordem de suas en- t
trada?, faz ndo excepcao os doen- f
tes de olhos, ou aqueles que por II
motivo just) obtiverem hora ^
marcada para este fim.
Mmmmmm-mmm mwam
Avisa-se a quem precisar de uma ama para
lodo oservieo de casa de pouca familia ou ho-
n em solleiro. queira dirigir-se a rua do Noguei-
ra n. 31.
Precisase alugar uma escrava para casa de
pouca familia : na praca da Independencia n.
38, se dir quem a pretende.
Na rua Direita n 51, aluga-so o primeiro e
segundo andares com comraodos para familia : a
tratar na loja do dito.
No dia 10 do correnle sabio de Apipucos o
carvoeiro do nomo Candido, branco, trajando
caira de casemira de listra e camisa de algo-
dao da malta, com um cavallo alaso, grande e
carnudo com um signal em baixo, com msrea de
rabicho, conduzindo 2") sacros com carvo ^ne
vinha vender, e como al o prsenle nao tenha
' vollad, rogn-se a quem delle souber, que o ap-
I prebenda e conduza no referido lugar 4 Miguel
Joaquim do Reg Barros Jnior, que ser grati-
ficado.
Compras.
Moeda de ouro.
Compram-se pecas de 16,$ velhas : no
escriptorio de Carvalho,-Nogueira &C,
rua do Vigario n 9, primeiro andar.

VISO.
Precisa-se comprar uqii mulata mo-
I cu que seja perfeita costureira de agulha
leteoura, paga-se bem agradando as
'suas quahdades : na rua do Trapiche,
Kecife, n. O, se dir' quem a pre-
! tende.
Compram-se travs de 45 palmos, e caibros
de 35: na rua Nova n. 52,loja.
' a.^wagM^q*^r.^_nw mmmazmM
Vendas.
4.
Rua do Crespo n. 25 .
_ Nesla loja vendem-se roupoes de seda a 155, c
laazinlias para vestidos a 200 rs o covado.
_ Vende-se uma escrava crioula com idade de
25 annos, pouco mais ou menos : na rua do Quei-
mado. loja de ferragens n. 13.
Vende-se uma armacao de um deposito na
rua do IJorlas n, 39 : a tratar no mesmo.
_ Vende-se por precisio uma escrava de na-
ciio anda moca, a qual boa quitandeira: em
l'ra de Portas, rua do Pilar n. 67.
etratos
em cartoes de visita como se
usa em Paris. Os 100 por
S5#.
E o retrato o mais econmico que se pode o-b-
ler e o mais proprio para dar de mimo aos p-
renles e amibos, podendo srr remeltiJo commo-
damente dcnlro de uma carta. Estes retratos,
nao obstante suas pequeas dimenses, repre-
sentan a pessoa de figura inleira com o maior
apuro nos dctalhes, sao a mais propria recordar.io
de (odas as pessoas que nos sao gratas. Reunidos
em colleccao poderlo servir para formar um ele-
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-sc lodos
os dase com qualquer lempo, no instituto pho-
tographico de Slahl & C. Retratos do S. II. o
Imperador, rua da lmperalriz.
Furtaram de uma canoa de ferro fondeada
na coroa do passarinho, um ancorle de ferro
patente com a competente correnle de 15 bracas,
pouco mais ou menos : se alguem descubrir
quem foi o maleitor ou larapio, souber da cor-
rente, etc., e o communicar na rua da Cruz n.
21, primeiro andar, ou a Sebisli.io Lopes Guima-
res Jnior, ser bem gratifica io.
A pessoa que annunciou querer hypothecar
um sitio por 3:000g, dirija-so a rua Bela n. 18.
Antonio Fevr vai a Macei.
Contina fgida desde oulubro doanno pr-
ximo pasaoo a prela Rita, re idade 5') annos
alia, corpo regular, le:n as niiios foveiras e os
dedos dos ps trepados uns por cima dos outros,
casada e deixou o n rido : quem a apprebcn-
der, leve-a a propriedade dos Coqueiros, fregue-
zia de Munbeca, a Miguel Nunes Correia, senhor
da mesma, ou na rua do Palacio do Bispo, a Ma-
noel Gomes de S, que ser generosamente re-
compensado.
Precisa-se alugar um sobrado de um ou
dous andares esolo. que tenha quintal, e que
seja no bairro de Santo Antonio, e d-se a pre-
ferencia a rua Direita : quem livor para alugar,
dirija-se a rua eslreila do Rosario, em casa d
Fnncisco das Cliagas Caraleanli, no lerceiro an-
dar do escriptorio do Torres Bandeira, que dir
quem aluga.
Precisase de um caixeiro para ajudaronlro
no balcao de una padaria e que tenha as habili-
ta 0 ts necessarias para preenchero lugar do pri-
meiro, sendo necessario, preferindo-se um que
ja tenha pralica desle negocio : o que se acha-
ren) neslas Circo instancias e derein fiador a sua
conducta, podem dirigir-se a rua larga do Rosa-
rio n. 18,-que acuario com quem tratar, no se-
gundo andar, de manhaa ateas 9 horas, de tarde
al as 3.
Joao Jos LcileGuimaraes vai ao Rio Gran-
de do Norte para vollar no lim do mez.
Desappareceu da rua Imperial, do silio do
viveiro, um boi de carro, cor escura malhada,
velho e grande : quem o liver encontrado ou der
noticia certa, dirija-se a tua Imperial, casa de
calcada alta que faz quina com o sobrado do Sr
major Gusmo.
Alugam-se duas eseravas que cozinham
bem : nos Afilelos., casa cinzcula confronte a
'groja.
Dogo Jos da Cosa vai a Parahiba.
Precisa-se alugar um cozinheiro escravo :
na rua das Crozas n. 41,
Casa terrea.
A pessoa que annunciou querer uma casa ter-
rea no bairro da Boa-Vista, dirija-se a rua da
Imperairiz n. 10, loja de fazendas, que se lhe
indicar uma bella casa com as accommodacoes
que desoja.
SOCIEDADE
Becreio Lliterario e Be-
neicente
De ordem do Sr. presidente effectvo convido
pelo presente a lodosos senhores socios instala-
dores, que quinla-feira, 13 do correnle, haver
sessao ordinaria da asserabla geral, as 10 horas
da manhaa em ponto.
Secretaria da sociedado Recreio Littcrario o
Bendceme 11 do setembro de 1860.
Sesostris Silvio de Moraes Sarment,
1." secretario.
No sabbado 15 do correnle, pelas 2 horas
da tarde .lera lugar perante o Illra. Sr. Dr. juiz
municipal da segunda vara, a arremataco de lo-
dos os movis, joias e escravo, penhordos a Jo-
s A. Gubiam, por execugo de Jos Mara Pes-
taa, devendo elTecluar-sc a arrematarlo em ca-
sa do depositario geral na rua eslreila do Rosa-
rio : a ullima praca.
Antonio Eloy Rodrigues da Silva declara ao
respeitavel corpo do commercio, que no aia 2 de
julho prximo passado deixou de ser seu socio
o Sr. Francisco lavares Boielho, que fazia par'e
da firma social t'e Antonio Eloy Rodrigues da
Silva 4 C, ficando a seu cargo o aclivo e passi-
vo da mesma ex-lirma.
Na rua da lmperalriz n. 54 deseja-se fallar
com os Srs. abaixo declarados :
Jos Antonio de Oliveira.
D. Francisca Adelaido C. Castro.
Miguel Archanjo.
F. P. A. Haranho.
Jos Lino de Castro.
Francisco Goncalves de Souza.
Joao Paulo de'Lima.
M. S. L. F.
I. A R. da Silva.
Jos Rodrigues do Passo.
Francisco Xavier de S.
Joaquim Antonio de Souza.
D. A. Macedo Jnior.
Sola.
Vende-se uma partida de 1,220 meios de sola,
quasi toda de muito boa qualidade, propria para
embarque ; e tambem se relalha, a dinheiro ou
a prazo com firmas a contento : Irata-se na loja
da rua do Livramento n. 33.
Vende-se um excellente cabriolet e tam-
bem um carro de 4 rodas : na rua do Arago nu-
mero 37.
Vende-sc um carro de conduelo de geno-
ros e dous bois mansos o gordos, acostumados a
servico, tudo por precos razoaveis : na rua Nova
n. 48.
s mu
ao p do arco de Sonfo
Anluuio
Vendem-se ricos coeiros bordados j debruntia-
dos, os mais ricos que podo haver no mercado,
proprios para baplisado.
Vende-se um silban com pouco uso, com
lodos os pertences : na rua do Queimado n. 14,
loja de ferragens.
Pechinclia
Na travessa da rua das
Cruzes n. 2,
I vendem-se borzegulns de Nanles de bezerro sn-
1 periores a 8$500, e com meias balaras a 9j000 ;
j preco nunca visto.
Manteiga franceza.
A mais nova que ha no mercado a 560 rs. a
|libra,ecm barril se faz algura abalimento : no
| largo da Penha n, 8.
Quarinhas.
Na rua das Cruzes n. 41 A, vendem-se quarli-
\ nhas da Babia a 8 o cento, e a 100 rs. cada una,
sem defeilo.
Vendem-se
as seguintes obras : 1." e 2. volumes da gram-
matica de Burgain, diccionarios francez-portu-
guez por l'onseca, porluguoz-francez por Ro-
quelle, lodas em muito bom estado : a tratar na
rua do Cabug n. 8, loja.
Gurgel Irraaos tem para vender :
Velas de carnauba.
Sola corlida franceza.
Cera de carnauba.
Lencos de labyrinlho.
Cera de carnauba
Na tao ira da rua da moeda defronle do tra-
piche do Cunha, vende-se cera de carnauba por
preco commodo.
Velas de espermacete.
Em caixa com 25 libras por 15?, a retalho a
640 a libra : no largo da Penha n. 8.
Manteiga para tempero.
Perfeitamente em bom estado, vende-se em
barril a 160 rs. e a retalho a 200 rs. a iibra no
larga da Penba n. 8.
Farinha de man-
dioca
muilo nova, chegada antes de honlem : quali-
dades muito variadas, por dillereiites precos,
ero grandes porcoes ou a relalho ; no armazem
de Antunes GuimaresA C, largo daAssembla,
n. 19.
Vende-se, perrauta-se, ou em ullimo caso
arrenda-se o silio da travessa dos Remedios na
freguezia dos Afogados n. 21, sendo que s se
arrenda a quem quizer fazer j todos os concer-
tos de que a casa precisar para ser descontada
nos alugueis, a importancia despendida com o
concert : puem pretender fazer quulquer nego-
cio, cntenda-se com seu proprielaiio na rua de
S. Francisco, sobrado n. 10, como quem vai para
a rua Relia.
Vende-se uma casa terrea na rua do plia-
rol n. 28 : a tratar na rua do Pilar n. 143,
AW
Vende-se pela metadede
seu valor, na loja da
rua do Passeio Publico
numero 11.
Curtes de casemira, padies escuros a 3t200.
Corles de calca de castor encorpado a 18200.
Ditos do brim miudos a 1$.
Calcas feitas de brim e de casloresa 1$ e 1J200.
Chila franceza miuda a 240 o covado
Dita a 280 rs.
Chita para coberta muito bonila a 240.
Dita miuda para vestido a 00 rs.
Lencos brancos de cassa, pequeos e finos, a
240 rs.
Panno fino azul ranto bom a 4# o covado.
Camisas francezas brancas a 1*900.
Ditas muilo finas a 2}400.
Chapeos de feltro muito fino a 4
Chapeos de sol de seda a 7.
Hadapolcs de varias qualidades a 3g400,4j300,
43600. 48800 e 6800 muilo finos.
Chales de la a 900 rs.
Ditos muito finos escuros a 2j><00.
Meias para homem a 2$ a duzia.
Lencos de seda a 800 rs. cada um.
Chapeos de fellro com avaria a 500 rs.
Suspensorios, a duzia a 400 rs.
Algodao de duas larguras a b40 a vara.


(6)
DIARIO DE PEIUUMBCO. QUINTA fEIRA 13 DE SETEMBRO DE 1860.
23
Fazendas finas
roupa feita*
Augusto & Perdigao.
. Com loja na ra da Cadcia do Recife n.
Tandera e dio amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda protose decores.
Cirtcsde ditos de baregc, de tarlalana e de gaze
de seda.
Cimbraias de cores, brancas e organdys.
An linhas p.ira saias.saias balo, de clina, ma-
dapolo e bordadas.
Longos do Ubyrinlho do Aracaty e francezes.
Chapeo? amazonas de palhs e de seda para se-
nhoras o meninas. *
Eafeitas da froco, de vidrilho e de flores.
P nles de tartaruga, imoeratriz e outros goslos.
Kjngnitos'e gollas, pouto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios do fuslao, de l e de seda para
enanca.
Manteletes, taimas e pelerinas de differenlesqua-
lidades.
Ch iles de touiim, de merino e de l de ponta
redonda.
I ;vas do pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
lloros soltas.
Siotures, camisas de linho e esparlilhos para
senliora.
Perfumarlas fioas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
T 'lolots de alpaca, de seda e de linho.
C Ocas Me casemira de cmprelas e de brim
Cuaimas do raadapolao, e linho inglez e de la.
Seroulas de linho e de meia.
Halas, saceos, apelreixos para viagom.
Chancas para invern, bolinas do Meli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
raem.
Charntos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Bahia.
Libras sterlinas
Vendem-sc libras sterlinas: no escriptorio de
' i >"l Ignacio de livetra & l'ilhos, largo do
Corpo Santo.
m NOVA
Loja (le ffliuczas na ra
DireitaN. 85, onde tem
o lampeo do gaz,
Aviso aos senhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodo o melhor quo lem vindo ao
mercado, para pavios de velas : vende-se na ru
da Cadeia. loja de ferragens de Vidal A Basks.
Vende-se na ra da Iinpe-
ratriz n. $\
superior fumo deGaranhuns a oors. a libra,
baralissimo.
CAL DE LISBOA,
nova e muilobem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
t n a I#300, ditas de coros a I, "alfinetes em
caixinhas rnuito lino3 a200 e'2S0 rs., fitas pro-
prias para enfeites de vestido de seda a 100, 500
e 600 rs. a vara, franjas de seda de cores a 320,
5)0, C00 eSOO rs. n vara, luvas de fio de cores
para homem, brancas, a CO, ditas de cores a 6i0,
ditas de seda enfulladas para senhora a 2-5, en-
fries de trancas de velludo dos inais modernos
q i ha para senliora i SJTOO, ditos de fitas de
- la a 1|500, ditos para meninas de tranca de
velludo a J500, ditas de fita de seda i i?, luvas
d oda para homem a IjiOO, lesouras para unhas
ti las i 8)0 rs., ditas para costura a 1, clcheles
b >rJ jdinlios a 120, escovas para cabello a 1.
dit is p ira roupa a IjjtzOO. trancas do caracol de
linho, peca grande, a 280, meias croas para ho-
:.i ; i ^1)!). ditas a 4J8O0 o 5, ditas brancas
i 2,< 10 e 3#290, ditas linas-de cores a 2$800, di-
'. i; para meninos, decores a 2600, ditas finas
i is do meninos a 3S00, ditas para meninas
i ,'i| i duzia, boloes de seda para casavequn
.i 32J a duzia, tinta de caxmizin lina a iOO rs.,
i de metal principe paraassnear a -100 rs.,
d is para cha a 800 rs. a duzia, linteiros e arici-
ri- linos a 1$, caixinhas de papel sortidas em
cores i l. ditos de quadrinhos a 8U0 rs laa pa-
r i ird ir a mais llns quo ha a 7;500 a libra, ata-
c i loros chatos de algolo a 00 rs., ditos releos a
)iis pantos de borracha para bichos a i 10,
ditos travessns pira meninas a GiO, ditos de bu-
f i,.i branco para bichos a -280, ditos para alisar a
5)0 rs., ditos-de borracha pan alisar aCOOrs.,
!i isdonsso a 210, ditos de louca brancos a
1 (), ditos de ores a 1(50. botes de madreperola
li:i) a 801 rs a groza, tirela* pira calcas a 100
.-- lixinhas de oaiiol de cor a 800 rs., caixas de
o ireia de coli a 100 rs. liabas de peso a 120,
ditas de cabera encamada a 12i), filas lavradas
di I iriora de 5dd s rom pintas de mofo a 320
a vara, galn >it> linli > 110 a vira, bico preto
desella 121. i >>. 320. (00 e (00 rs. a vara,
brinruedos para meninos, dn diversas qualida-
des, ni lis birii'i que em outn qualquer parte,
j ri vis de camure-i i 500 rs., ditas de chouro a
41 i. 500, 800, 19500 o 28
Parahyba.
Vj l>se o en^errho Torrinha distan-
te d t cdade ditas leg tas por tena,
t.' a terreno pira dons mil pies oor an-
in e bia o.isa de vvenla assobradada e
I) 11; obras, te n elibar pie n) porto dis
tantedo enguiho 1|2 parto de legua
d) til Parahyba eem menos de 3 horas
se ve n acidide; quem o pretender di-
rija-se a Jlo Sa de M;.leiros Crrela
6i G nue dir' quem o vende.
Venle-se um sitio na Passagera da Magda-
lena, nnrgom do Cipibaribe, com urna grande
casa tola murada, com caes, muilas arvores de
diversos fructos : a tratar com Joao Manoel Ro-
drigues Valenca, no mesmo lugar.
Relogios
Suissos.
Dlel. I
No caes do Ramos n. 10, vendero-se barris de
niel de muilo ba qualidade por 150O0 cada
um com 17 caadas.
Mil ho novo-
Chegado do Cear, Maranhao c Colinguiba a dois
das, em saceos grandes; no armazem de Antu-
nes Guimares & C, largo da Assembla n. 19.
Vende-se am escravo crioulo com idade
de 20 annos, perito carreiro : na ra do Hospi-
cio n. 15.
Sebo e graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas : no armazem
un Tasso Irmos, no caes de Apollo
Tachas para engenta
Fundico de ferro e bronze
DI
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo o. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres,
muito DroDriosaara este clima.
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Pechinchas
sem iguaes, na ra doQuei-
mado n. 65, na bem conhe-
cida loja da diligencia de
Fajozes Jnior & Guimares
Meias pintadas muito finas para homem a
lg800 a duzia. o em pares a 160 rs., clcheles
francezes em cnrtao a 320 a duzia de carles, e a
30 rs. cada carlaocom 14 pares, luvas finas de
seda para homense senhoras a 610 o par, ditas
com algum defeitoa 210 o par, muito boas cor-
das para violo a 80 rs.,sgulhas francezas, caixas
com 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcellana
milito lindos para menina a ljSOO, 2j500, 3 e 4,
Foges econmi-
cos,
Fogoes econmicos americanos, os melhnres
que lem viudo ao mercado, nio so por cozinha-,
rom cm metade do lempo de qualquer outro,
como por nao gastaren) urna terca parte da lenha;
netade do sen valor,
Garanle-se a boa quali-
i dade e bom liavado dos -mesrnos : vende-se na
fara palenle ao comprador, e de lodas se darao fondeo da ra do Brum n. 28lo a de ferragens
amostras com penhr. [ da ra da Cadeia do Recife n. 64. i
Vestido a 2:300.
Riquissimos corles de chita larga franceza, do
mui lindos padroes, tendo enlre clles de cores
escuras, claras, e miudinhas, pelo diminuto pre-
co de 25O0, tendo 11 corados cada corle ; na
ra do Queimado, loja n. 18 A, esquina que vol-
la para a ra estreita do Rosario.
Cheguem ao barato
O Preguijaest queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Tecas de bretanha re rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria paracal-
Qa, collete e palitols a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3$, 49, 59,
e 69 a pega, dita lapada, cora 10 varas a 59 e
69 a pega, chitas largas da mo lernos e escomidos
padroes a 2-O, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a ?: e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cada um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5J, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 c da um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para cobertt a 280 rs. o covado, chi-1
tas escuras inglezas a 58900 a poja, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,
19200 e 19600 a vara, dito preto muito encor-
pado a 19500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de diferentes cores a 360 rs. o
covado, casemiras pretas finas a 2*500, 39 e
39500 o covado, carabria preta e desalpicos a eslase vendendo norme
500 rs. a vara, e ouiras multas fazendas que se "PProvlar occasiao. G
GIASDI SORTIMENTO
DE
tfazeodase obras fei las.
IGes &Basto.!
NA
e armazem
DE
1>E
C>
Na ruado Queimad) n.
46, frente amarella.
Sortimento completo do sobrecasaca de
panno preto e de cor a 253, 28$, 30> e
35$, casacas a 283. 303 e353. palitots dos
mesrnos pannos20$. 223 e 25$, Jilos de
casemira de cor a 16j[ e 18-3, ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira Qna a 103, 12/143 c l.jg. ditos
saceos de alpaca prelo a 4g, ditos sobre S
fino de alpaca a 73, Sje'Jj, ditos de me- R
ri selim a 10J, ditos de merino cordSo tt
a 10je 123, ditos de sarja prela trancada f
saceos a 6$, ditos sobrecasacos da mes- 2
ma 'azoadaa 83, ditos de fuslao de cor o <
branco a 43, 4g50O e 5g, colleles de ca- ||
semira de cor e preto a 53 o 63, ditos de Jj
merino prelo para lulo a 48 e 53, ditos ffi
de velludo preto de cor a 93 e 1(13, ditos J>
de gorgurao de seda a 5-3 e 63, ditos de &
brim branco e de cor a 235IM e 33, cairas *
de casimira do cor e prelo a 7$, 8J, Off M
e 103, ditas para menino a 63 e 7-3, ditas <#
de merino de cordo para nomcm a 5J e B
6j, ditas de brim branco a 5} e 63, dilas ^
ditd de cor a 38, 33500, 4) e 53, e de m
lodas estas obras temos um grande sor- S
timenlo para menino de lodos os tama- 9B
nhos ; camisas inglezas a 363 a duzia. Na S*
mesma loja ha paletots do panno prelo jf
para menino a 1 i}, 15| e 16. ditos do (O
casemira para os mesrnos pelo mesmo fflg
prero, ditos do alpaca saceos a 3-3 e &
3g500, ditos sobrecasacos a 53 e 6g para
os mesrnos, calcas de brim a 23500, 33 o jK
1 385D0, paletots saceos de casemira de cor 8>
a 69 e 78, loalhas de linho a 800 e 1J ca- ?
; da urna. B
1 No mesmo estabelecimenlo manda-se \
\ apromptar lodas as qualidades de obras **
tendentes a roupas feitas.em poneos dias,
i que para esse lim temos numero suf- z
i Uciente de peritos ofTiciaes de alfaiatos S|
1 rgidos por ura hbil raeslre de seme- ?
; Ihante arle, flcando os donos do estaba- |
i lecimento responsaveis pelas mesmas S
1 obras al a sua entrega.
UM)
REMEDIO INCOMPAKAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de lodas as nacoes P9-
dem testemunharas virtudesdst remedio in-
comparavel e provar em caso necessarlo, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramenle saosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tr tame utos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao to sor prndenles que admiran: o
medico mais celebres. Quantas pessoas recof
braram com este soberano remedio o uso de seus
bragos e pernas, dopois de ter permanecido lon-
go lempo-nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputaco! Dellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
subuietterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisauteuti-
carem suarmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante conanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mcntratoloquenecessilassea natureza doni.,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente .
Quetudocura.
Ounguenio e util, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
I Alporcas
i Caimbras
'Callos,
anee res.
1 Cortaduras.
I Dores de cabeca.
das costas,
os membros.
-d
Eufermidades da cutis
.emgeral.
Oitas do anus.
Empeces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchac5es
Inflammacao do Ogado.
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os seguintes gneros abaiio mencianados do superiores qualidades e mais barato
do quo em outra qualquer parte, por serem a maior parle delles recebidos em direitura por conta
dos propnelanos. '
Maulciga iiigleza c Vvauccza
perfeitamente flora mais nova que tem rindo ao mercado de 610 a 800 rs. a libra eem barril
se fara algum abalimenlo.
ea vista do gasto
Em casa de Schafleillin &C, ra da Cruz n.
33, vende-se ura grande e variado sortimento de
r'! igios fie algibeira horisonlaes,patentes,chro-
n inUros, meios chronometros, de ouro, prala
d jurada efolheadosa ouro,sendo estes relogios
d is primeiros fabricantesda Suissa, que se ven-
d-irio por preco3 razoaveis.
Vendem-se duas moradas de casas terreas
feilas ha 4 annos, na rna do Palacio do Bispo,
contando cada urna 30 palmos de frente e 70 de
1, com I salas e 3 quarlos, cozinha fra,
quintal e cacimba, chaos proprios : a trahr na
praca da Ooa-Vista n. 10.
Vende-se urna negra boa cozinheira e en-
pommadeira : na ra do Imperador n. 67, no se-
gundo andar.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: cm casa de S. P. Jo-
hiuton & C. ra da Senzalan. i2.
Cheguem ao barato.
Vende-se na taberna po pateo do Terco n. 28,
mantoiga inglea muito nova a 13200 a libra, dita
franceza 600 rs., cha da ludia muilo superior a
23200, aletria muito nova a 480, macarro a 400
rs., btalas a 60 rs., toucinho de Lisboa muilo
novo a 360. chouricas do Lisboa muilo novas a
560, banha de porco a 560. vinho do Porto cha-
mico engarrafado, a garrafa 18. dito de Lisboa
em pipa a garrafa a 480, e outros muitos gneros
que aqu se nao mencionam, e que a vista do
comprador se dir o menos preco que em oulra
qualquer parle, e ludo muilo bom.
Vende-se cera de carnauba, sebo cm velas
c em pao, vindo do Porto, fio da Bahia para li-
quidar : na ra da Cruz, armazem n. 33.
Cera de carnauba.
Vende so na rna da Cadeia n 57 a 93600 a ar-
arrobi e a 113500; 1 melhor quo lem vindo ao
mercado.
Queijos llamei\os
muilo novos recentoracnte chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 33
que o freguez lizer se fara mais algum abalimenlo.
Queijo prato
os mais novos que existen no mercado a 13 a libra, em porcDo se fara abalimenlo.
\meixas francezas
m latas de 1 112 libra por 1S500 rs., e em campoleiras de vidro conlendo cada um 3 libra
por 33000.
Mustar&a ingleza c franceza
om frascos a 610 rs. e era potes franceza a 800 rs cada ura.
Yevaaaeiros ugos de comadre
m caixinnasd 8 libras 'le^antemente enfeitadas proprias para mimo a 1R600 rs.
UoVacViinna ingleza
a mais nova que ha no mercado a 210 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 45.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a ljjOOO rs. cada um.
Xmendoas conietadas proprias para sortes
de S Jo&o
a 1S a libra e em frasquinlms, conlendo 1 1[2 libra por 23.
Cna prcio, hyson c pcrola
osmelhores que ha neste mercado de lc600,2-3e 23500 a libra.
Macas cm caixinnas de 8 libras
conlendo cada usa dilVerentes qualidades a 45500.
Palitos de dentes llenados
era molhos c )iii 20 macinhos cada um por 200 rs .
Ti jlo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differenles qualidades.
Presnntos, cnonrujas epaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 60 e 720 rs. a libra,
tratas de bolacninna de soda
de differentesqualidades a 1#600 em porcao se far algum abalimenlo.
Tambera vendem-se os seguintes gneros ludo recentemen'te enejado e de unerio
res qualidades, presuntos a 430 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fal
bricanlede Lisboa, macade tomate, pera secca, pasas, fructasem calda, amendoas nozes frascos
comamendoascobertas,.-.onf.!ites. paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bo'rdeaux'oronrin
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades om
ma muilo fina, ervilhas francezas,champagno das mais acreditadas marcas cerveias de'dilis
spermacetebaralo, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeiledce purificado azei-
lonas muilo novas, banha de porco refinada e oulros muilo gneros que encontrarao tendentes a'
molhados,porisso promettem os propnelanos venderem por muilo menos do queoulroqualauer
promelem mais tambera servirera aquellas pessoas que mandaren) poroutras pouco pralicas com-'
nossem pessoalmente -.rogara tambera a todos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas encommendas no armazen? Progresso aue se lhes afflanca a boa aualidadep
o acondiciouamento "ucc
Uvas e maces.
Vende-se as superiores uvas e macaos portu-
guezas : na ra estreita do Rosario 11, esta-
belecimenlo de Sodr & C.
Presuntos.
No estabelecimenlo da ra eslreila do Rosario
n 11, tem presunto de fiambre prompto para
lanche, por isso previno-se aos freguezese aman-
tes do dito genero que nao deixora de vir apre-
ciar, assim como avisa-se com particularidade
aos Srs. votantes-
|Cimento inglezJ
Para collar vidros, lauca, larlaruga,
3| martim etc., chegou urna pequea porcao
** deste cimeuto ja muicanhecido nealaca-
gg pital e se vende nicamente na casa de
** Augusto & Perdigao, na ruada Cadeia do
a* Recite n. 23, a 2j> cada vidro dinheiro
^ vista. Os amadores devera quanto antes
pnver-se delle. sjfe
IsUsfeneim m^m emw$mimi$.
Na rabnca de caldeirciro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha uraa grande porcao defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto ureco do 140 is. a libra
*m
m
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos .
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Pechincha.
Corles do chita franceza cora 14 covados a
29200, chitas francezas a 200, 240 e 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabam : na ra do Quei-
mado n. 44.
Botica.
ARMAZEMDE ROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Casacas de panno preto a 309, 35$ e (0-000
Sobrecasacas de dito dito a 35^000
Paletots de panno pelos e de cores a
20, 25, 30 e 359000
Ditos de casemira de cores a 158 o 22S000
Ditos de casemira de cores a 73 c 1290O
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12j000
Ditos do merino setim prelo e de cor
a 89 e 99000
Ditos de alpaca de cores a 39500 e 5009
Ditos de alpaca preta a 3S500, 5. 79 e 99000
Ditos de brim de cores a 39500,49500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 69000
Calcas de casemira preta e de cores a
.99,10$ e 129OOO
Ditas de princeza e alpaca de cordao
prelos a 53OOO
Ditas de brim branco e de cores a 29500,
4$500 e f-9000
Dilas de ^ariga de covvs a 3000
Ditas de casemira a 5|50u
Colleles ao velludo de cores muilo fino a 1OJ00O
Ditos de casemira bordados c lisos pre-
los e de cores a 59, 59500 e 69OOO
Ditos de selim preto a 5S000
Ditos de casemira a 35500
Ditos de seda branca a 5Je fc 69OOO
Ditos de gorgurao de seda a 5jJ e 69OOO
Ditos de fuslao brancos e de cores a 3J e 39500
Ditos de brim branco e de cores a 2 e 2g50(l
Seroulas de linho a 2>500
Ditas de algodo a 1600 c 29OOO
Camisas de peito de fuslao brancas e de
cores a 29300 e 29500
Ditas de peito e punhos de linho muilo
finas inglezas a duzia 35$00O
Dilas de madapolao brancas e de cores
a 1*800, 29 o 29.OO
Ditas de meia a 19 e 18600
Relog'os de ouro patente o orisontaes y
Ditos ae prala galvar.isado a 25 e 30*000
Obras de ouro, aderemos, pulceiras e ro-
setas 9
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os seguintes medica-
mentos :
RobfAfTecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande, sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Cortes de ves-
tido por 2#500.
Superiores corles de chita franceza larga de
muito lindos padroes do cores escuras e claras,
miudinhas, cora II covados cada corle, pelo ba-
ralissimo prego de 2J500 : na loja do sobrado
amarello, uos quatro cantos da ruado Queimado
o. 29, de Jos Moreira Lopes.
ATTENCiO.
Chegou o bem conhecido ungento de malar
ratos e naralas rpidamente : na bem conhecida
casa j scoslumada, na ra da Senzala Vclha
numero 50.
Oilo palmos de largo.
InOamniacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pomas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna *
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que soja.
Trcmorde ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Ilavana e Hespanha.
VenJe-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum.
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuao.
Relogios.
Vende-se era casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesrnos.
Espirito de vinho com 44
graos,
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
araos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se emcasa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios paracarro deum edouscaval-
os e relogios d'ouro patente inulezes
Rival sen. segundo.
Na roa do Quairaadr. n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender os seguinjes artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapalos de tranca de algodo a 19.
Carlas de alfinetes finos a 100 rs.
Epelhos de columnas madeira branca, o
134 40.
l'liosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macassa perula a 200 rs.
Duzia de facas e garfos muito finos a 39500.
Clcheles em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.1
Dilo dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapalos de laa par criancas c 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marlim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo fines a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pe$as de franja de laa com 10 varas a 1J.
Pecas de tranca de laa com 13 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (peco) 19.
Linhas Pedro V, carlaocom 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dilo com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muito finas a 200 rs.
Pares de meias de cores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordo imperial (pecas) 40 rs.
S iiileressa as senhoras.
Chcgaram mais de novo as bellas e desejadas
pulseiras de coral, Gngindo una cobrinha, en-
castoadas em ouro : as lujas de eurives de Se-
rnl'uu & Irmo na ra do Cabug ns. 9 e 11.
Pechincha em roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na ra da lmperatriz
n. 60, luja de Gama & Silva : cuicas de ganga
franceza muito bem taitas a 2g500; dilas de brim
do linho a 2*500, dilas de dito a 23, colleles de
varias qualidades, palelots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, ditos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muito em conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a Ir,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra i n te ir a mente nova, para uso de
todos os e&tabelecimcntos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
egio) n. 37, segundo andar.
45-- Ba Direila-45
Esteestabelecimento oTerece ao pu-
blico um-bello e rico sortimento por
preqos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10#000
Ditos aristocrticos....... 9>000
Ditos burguezes........ 7$000
Ditos democrticos...... 6s000
Meto borzeguins patente. 6#500
Sapa toes nobreza. ....... 6 Ditos infantes......., 5$000
Ditos de linha (3 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000*
Sapatos de salto (do tom). 6#000
Ditos de petimetre...... 5,8000
Ditos bailarinos........ 5,s500
Ditos impermeaveis...... 2$500
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ..,...,. 4$800
Ditos todos de merino (sallo
dengoso).........4$500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forca....... i $000
Ditos de arranca........5^500
Boizeguins resistencia 4# e 5$8Q0
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo estabelecimenlo sacros
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
lho, feijao raulitinho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranhao de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho do
lerto em garrafa do melhor que poda haver no
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha de
porco emlatas, bolachinhns de soda de lodas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas eos mais gneros que so vendero pormenos
preco do que se vende em oulra qualquer parte.
Em casa de N. O. Bicber & C.
successores, ra da Cruz n. 4, vrnde-fe
Vinho Xerez em barris.
Champanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de MilSo
Brilhant.es de todos os tamanhes
SYSTE1A MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Esteinestimavel especifico, compnslointeir;-
mente de hervas medicinaes, nao conten mercu-
rio, era alguma outra substancia dt-lectcna Be
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto escguio para
desarreigar o mal na compleico mais robusto ;
inteiramentc innocente em sasoperaces e ei-
fetos; pois busca e remove as doeuca/de qual-
quer especie e grao por mais antigs e euazes
quesepm.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, multas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguirn'
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios
As mais afilelas nao devem entiegar-=e a de-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efcazeseUeitos desta assombrosa medicina e
prestesrecuperarao o beneficio da saude
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguinles enormidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
mm
A 900 rs. a vara
No armazem do lita do Queimado o. 19, vnde-
se brim trancado alvo com 8 palmos de largo,
fazenda amis propria para loalhas, polo bara-
lissimo prrrc do 900 rs. a vara
camenle oo" armazem cima.
eobertos e descobertos, pequeos e grandes.de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa df
oSuthallMellor 4C.
AUen^o.
Yendo-se uaia escrava crioula com urna cria
de 11 mezes, a escrava perita engomraadeira,
coslureira e cozinheira, e lem todas as habilida-
des t a tralar na ra da lmperatriz n, 9, segundo
andar.
Vaquetas.
)

'
Areas (malde).
Asthma.
Clicas
Conyulses.
Debilidade ou extenua-
do.
Dcbilidade ou falta de
forcas para qualquer
eousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeiinidades no ventre
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febre de toda a especie
Guita.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesiocs.
Inflammaces.
Irregularidades de
mcnslruacao.
Combrigas "de toda es-
pecie.
Mal oe Pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
I'hthisica ou comsump-
cao pulmonar.
Relencode ourina.
Ilheumalismo.
Sym plomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
intermitente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimenlo
geral de Londres n 224, Slrand, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregidas do sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as boectinhas a 600 rs. cada urna
dellas, contem urna inslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo dse usar destas pilulas.
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceuiico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco
\
fflnwM
No armasem de fazendas da
ra do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas com pequeo toque
de mofo a 200 rs. o covado, cambra3s de cores
finas a 200 r3. o covado, lencos brancos para al-
gibeira a 2j> a duzia, cambraia preta com pintas
brancas a 500 rs. a vara, chitas de cores Gxas
miudinhas a 160 o covado, cortes de hiberiacom
14 covados por 2ff500, coberlas de chita (ihine-
zas) a l800, algedao enfestado largo a 600 rs. a
vara, chales do merino estampados n 25500,
meias para meninos e meninas, chita fine de ra-
rnagern para coberta a 280 o covado, baloes a
5$ de superior qualidade, cobertores de laa a 23
AlleDfo.
Vendem-se por preco commodo bo8s vaquetas
vends-se uni-|do lustre para cobrir carros; na loja de selleiro
da ra larga do Rosario n.28.
^endem-se queijos londrinos muito frescos de
superior qualidade ecousa nunca vista : na ra
estreita do Rosario, armazem n. 11; quanto ao
preco segredo.
Na ra da Cadeia n. i 4,
vendem-sc ss seguinles fazendas por metade de
seu valor para liquidarn.
Casaveques de fuMo a 8 e 12.
Ditos do seda a 259.
Ditos d velludo a 40 e 60g.
Chapeos de seda para senbora a 10$.
Enfeites de flores a 6J.
Camisetas com manguitos 3. 4, 5 e 6*.
Folhos bordados liras a 500, 1$, 2 eS500.
Enlremeios finos, pegas com 12 varas a 1?.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2$, 3 e 4jj.
Botes de seda, velludo, delouco e de fuslao
de qualidades finas, duzia a 200, 400 e 600 rs. '
Chales de louquim a 10, 15. 20 e 35.
Lira completo sortimento de franjas de seda e
de algodo.
Bicos de seda brancos e prelos, de todas as
larguras, vara a 160. 240, 400, 800 e 1.
Potassa da Russia e cal de
*f
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Rerife n. 12, ha para vender a
verdadera potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambero cal virgem em
pedra, ludo por preces mais baratos do jue em
outra qualquer parle.
i
*
ILEGIVEL


_____


D1ABI0 DE PERNAMBUCO. QUIMA FEHU 13 DI SSTEMBRO M 1860.
DE
Sita na ra Imperial 118 e 120 jaato a fabrica desalio.
DE
de
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre prompios alambiques de cobre de difTerentcs dimencoes
300 a 3:000 simples edobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
>an -.iM .. f fl ll>1 lili (1 A >v> nm .1.. o ^~ j. I f > > ( i "- "
1'ELIClUSAS E UN FALN E1S.
.)

ryJU
Ts\SV>
GRANDE ARMAZEM

Pastilhas vegetaes de Kemp !
contra as lombrigas Sf
approvadas pela Kxm.1 nspecco de esludo de
l\SSJ
es
para alambiques, tanques etc., parafusos d bronze e
e por rauitas outras juncias de hygienej g&'
dos lisiados Unidos e mais paizesda A- ijEI
RuaNova n. 47, junto a igreja da Con-
cerni dos Militares.

*.
H .^c,^-er?adil,eccaodaofl.cinadeste acreditado armazem o hbil ^
- 8 aj^aJranmcodeAssis^Avellar, antigo contra-mestre do fallecido |g
tavel publico continuara' a encon- SKe
Ein casa de N. O. Bieber & C. SucceS5ores,
ra da Cruz n. i, acha-sa venda uin grande e
variado sorlimento de ferragens linas, obras ce
lanoeiro e perlenres sem id por uso* don.imi-
cos, productos lodos da industria norte- americ*-
na, assim como :
Arados de diversos lmannos.
Moinlios de milho.
Machinas para corlar copir.
Grades.
Machinas para descaroenr millio.
Cultivadores e ferros d enoromsr economas
Na ra do Odorniz n.8,
vende-se:
Milho, saceos Brandes, TjOOO.
Fardo de Lisboa 5-J.
Farinha de mandioca "f.
Gomma doAracaiy propiia para grude de fa-
brica de chapeos a 3$ a arroba. E outros mais g-
neros, ludo u.ais boralo que rm oulra quali r
parte. '
35*>3 or>ul "<> ditos de setim preto ebranco, ditos d
de e vanado soitiirento de roupas &&
(casacas, fraques, paletotsde panno Jg ESCraVOS lUffidOS.
de merino, bombazina, alpaca preta s ----------------------------------------------------
branco, pardo e de cores caira* %&& Fugio no dio 1. de setombro deste rorrer-
itas de merino d> nrirn*.. .L 11 ^^ le Tw d," l860 es" Francisco, solicito que
j ,,ei'no ae Pnnceza, de bnns g^= : errrhe colchos, parece rriuulo, e do
de velludo preto e decores, ditesde Ksfis Ho '*'-* -!-
meio ido-
Sons propietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda
luslquerobra manufacturada era seu roconhccido estabelecimento a saber: machinas de vapor de



PILULAS VEGETAES
ASSLCARADAS
ipeno
DEPSITOS
LCirOS (le en- Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
gomniar W>, Germano & C, ra Juliao n. 2.
ecnnnmiVnc '' PernaniLu,,. "o armazem dedrogas de J. Suuro
?2!wx & Con.panl.ia ruado Cruz n. 22.
a5$000. v. 1 1 Is ,
.ffiKfsE Vmlio de Bordeaux.
LTSUSLBfflW" de "*~- l-osAC, r. da
los Lcile & Irmio, ra i z n- l- encontra-sc o deposito das bem co-
da Imperolriz n. 10. nhecidas marca dos Srs. Brondenburg Frrcs
! e Jos Srs. Oldekop Mareilhac & C, coi Bor-
As melhores macliinas de coser dos mais deaux. Tem as seguinles qualidades :
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler tWilon.
NEW-YORK
O MELIIOU REMEDIO CONDECIDO
Ira constpenles, ictericia, affeccoes do finado
febres biliosas, clicas, tndigesles
enxaq uecas.
Hetnorrl.oidas, diarrhea, doencas da
pelle, iruprr.es, e todas as enfermidades,
rnOVEMKMKS lio ESTADO IMPURO DO SANCHE.
~,000 caixasdeste remedio consommem-se
annualmentel'
Rcamdio da naturc/a.
Approvado pola falcu.lade de medicina, e re-
eommendado cono o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilu-
las puramente vegelaes, nao conlem ellas ne-
nhura veneno mcrcMn'o/nem algum ouirom/ntr-
ral; esli bem acondicionadas em caixas do follia
para rosguardar-se da liumidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e eieazes
;ra sua operagao, ura remedio poderoso para a
Juvontude, pubardade e velliice.
Lea-se o folhelo que acgmpanha cada caixa,
pelo qual se Bcar conhecendo as muilas curas
milagrosas que lemcffiK'.usdo. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por atacado emiN'ew York,
sSo os nicos fabricantes e proprielarios.
Acl.am-se venda em todas as boticas das
principaes cidadus do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandegan. 89,
Bahia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soura
& C. ra da Cruz n. 22.
iiiiiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele devem estar prevenido?
com esles remedios. Sao tres medicamentos corr
laes se cura dicazmente as principaes mo-
li -lias.
Prora po alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumaiismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, conlusoes,
queimadura, cruprocs cutneas, angina, releD-
;Jo de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura lodasas enfermidades escropholosss.chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prorapto e radicalmente cura, cscropbulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores broncos, aferces do ffgado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'ulhos, dilficuldade das regras das
mulheics hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
I para regularisar o systcma, equilibrar a circula-
do do sangue, inleiramenle vegelaes favoraveis
em lodos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores do vcnlrc, dses de 1 a 3 regularisaro, de 4
a 8purgam. Eslas pilulas sao efficazes as alTec-
joes do Cgado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslao, e em lodos as enfermidades das mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, ret
, flores brancas, obslrucres, histerismo, fie,
.-o do mais prorapto effeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
1 ignas.
Esles tres importantes medicamentos vema-
companhados de instrucroes impressas que mos-
tram com a maior toiuuciosidade a maneira de
applica los em quolquer enfermidade. Estao ga-
raulidos de falsifcnco por s haver venda no
armazem de fazendas de Roymundo Carlos Leite
& Innao, na ra da Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
A 1,000 rs. a arro-
ba e 40 rs, a libra
Na ra Nova n. 69, vendam-so btalas muilo
novas chegadas no ultimo navio a lj a arroba e
40 rs. a libra.
5#000 rs.
Ferros econmicos de engommar a vapor : na
ra Novan. 20, loja do Vianna.
Candieiros econoraicos.
Grande sorlimento de candieiros econmicos a
gaz idrogenio, e todos os mais preparos para
consumo dos mesaos na ra Nova n. 20, loja
Vianna.
DeBraudeiiburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Neste estabeleci-: Hargaux.
menlo vendem-se as Larose
machiuas destes dousU.. ,.,
autores, mostram-se a Lnlca" Loville.
qualquer hora do da ou Chteau Hargaux.
da noe, eresponsabili-I t\ rvi*l.,. e. it -ii.
samo-nos por sua boa' J)e Ollekop MareilOaC.
qualidade e seguranza : i St. Julien.
no armazem de fazendas St. Julien Mdoc.
do Raymundo Carlos
DE
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Sanios.
T
Leite & Irmaos ra da
Imperalriz n. 10, antigamenle aterro da Boa-
'sta.
MHTCIA
1"A
UNDICAO LOW-MOW,
Riada Scnzala Xova n.42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosorlimeiitode mocadas e meiasmoen-
dasparaeuienho, machina de vaporelaixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
D.ira j
Vende-se emcasi deSaunders Brothers &
C. praca do Cnrpo Santo, relogios do afama
Jo fabricante Roskell, por precos commodos,
e tsrabem rancellins e cadeias paraos mesmos,
deexcelleute Kostn.
U-^ICA VERDADEIRA. E IEGI
TIMA.
Chateau Loville.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sherry era barris.
Modeira em barris.
Cognac em barris quadade Fina,
| Cognac em caixasqualidade inferior.
Ccrveia branca.
paiasi) m i
bronco?, por
ombos re-
visio na r-
Boa-Visla o na
ve a seu se-
sma, na ra
. 43, qne si r
Fugio no dia 2 de seteirbio do
corrente anno, o escravo Francisco,
mulato ca: o, com idade de 30 asnos
poucomaisou menos, bardado, cabel-
los pretos anellados, condziourna ni-
ea de ovellia em que levou a roupa e
agum dinbeiro, assim como um cha-
peo de couro, natural da villa do Ipu'
provincia do Ceara' : roga-ie eos eapi-
taes de campo, autoridades policiaes e
a cpialquel pessoa a apprtliensao do di-
to escravo a cntiegar a eu senlior Joao
Jos de Carvnllio Moraes Filbo, na ra
do Queimado n. 15, que sera' bem re-
compensado.
Befronte do \jecco da Congvega^iio lcireiro \ cvdc.
igooo
-Seda de quadririhos muilo fina covado
Ei.feiies de velludo com froco preos e
de cores para cabega do senhora da
ultima moda 3
Fazendos para vestidos, sendo sedas, la
e sedo, combroia e seda tapada e
transparente, covado $
Luv?s de seda bordados e lisos pora se-
nhoros, homens e meninos g
Lencos de seda rxos para senhora a
I 200O e 2500
Mantas para grvalas e grvalas de seda.
de todas os qualidades 3
Chapeos francezes forma moderna 8^500
Lencos de gorguro pretos 25000
Hiascapellas brancas pora noivados J>
Saias baloo pora senhoras e meninas $
Taela rxo o covado $500
Chitas francezas a 2C0, 280, 300 e *320
Cassas francezas, a vaia J50O
Selim preto azul c encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
lampados de lodos as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com palmos de largura, o
covado
Ucos cortes de seda pretos e de cores
com 2 saios c de bobados
Hilos de gaze c de seda phantasia
Chales de touquim muilo finos
(jrosdenaple prelo c de cores de lodos
as qualidades
Seda lavrada prela e branca
Capas de fil e visitas de seda preta com
froco
Acha-se fgido um mulato cabra de non-e
Raymundo Patricio, dciol de pedreiro e barbei-
ro. oi remeili.lo do Para em abril de 1869 pelo
Sr. Manuel Jcaquim de Paria, o qual foi aqui
, vevdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, e esle sc-
nhor vendeu uliimoreenle ao Sr. Francisco Ma-
l5C00'nias Perera da Cosa ; tfm os seguinles *ig-
noes- eslalura regular, basta ule grosso e barba-
2000 do. olhos omarellados, falla rom dtsemboraro,
reprsenla ler 35 a annns : roga-seas autori-
dades policiaes o sua apprebenao e quem o
rpgor, dirija-se ao engenho Guerra, en. Ipojuca,
i ouria ra do Imperador n. 79, escriplorio de
I o.ycarpo Jc.s Laynie, ou na ra de Apollen.
' .10, escr.ptoiiode Manoel Gouveia de Souzo, o*e
ser generosamente recorarensodo.
Fugo no dio 3 do correule urna esr.ova do
nome Antonio, de narao Costa, rom i.rspguim.s
sigr.aes : alia, magro, rom idade 1* BO '>
Teii/a com ro>i-

levou comsigo un. lobeleiro
mo, umo saia de cI.i

GltANDE SORTIMEiTO
DE
SALSA BARRILIIA
m:
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ABMAZEM
DE
Joaqoim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QL'EIMADO N. 39
EM.SIA LOJA PE QIATRO TOmAS.
Tem um completo sorlimento de roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e lodas as
pessoas que desejarera ter um sobrecasaco bem
feilo, ou um* calra ou collele, de dirigirem-se a
.este eslabelecimento que enconirariio um hbil |
; artisia. chegado ultimareenle de Lisboa, para
Remedio sem
mdicos, os ma
ivel para curar escrophulas, cancros, rheumatis- !semira cor de r8P e outros e?curos, que se ven-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debiluia- dem a 125 outros da casemira de quadrinhosi
dade gera!, febre biliosa e inlermillenie, enfer- *" ma? ,ina 1ue ha no mercado a 16, dilos
midades resultantes do emprego de mercurio, '1o merino stima 12?, ditos de alpaka muilo [
ulceras e empees que resultam da impureza do lina a 6^' d'los francezes fobrecasacados a 12,
ditos de panno fino a 20, 25$, e 30, sobre- i
m igual, sendo reconhecidos pelos; ^sempenhar as obras a vontade dos freguezes.
ais iminenles como remedio infal- i fera um 6rat!lle sorlimento de palilols de ca-
CAUTELA.
Tachas emoendas
da ra da Moeda n. 3 A.uu. b,"-Ia. -.rt;,^elji0
ae lacluse mueudas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Fazendas por hixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidago da lirmade Leite A Correia.asquaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras os s u rs:
Chitos de cores escuras e claros, o covado
a 160 rs.
Ditaslorgas, francezas, finas, a 2-10 e 2C0.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bous padroes, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muilobcm, va-
a IJJOOO.'
Corles de calca de meia casemira a 2g.
Dilos de dila "do casemira de cores a 5>.
Panno preto fino a 3 e j>.
Heias de cores, .finas, para homcm, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e pretos a 1.
Mcias brancas finas para senhora a 3$.
Ditos dilasmuito finas a 4$.
Ditas cruos finas para homem a i$.
Corles de col leles de gorguro de seda a 2t.
Cambraia lisa fina transparente, pera, o 4*.
Seda prela lavrada para vestido a 18600 e 28
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16JJ. |
Lencos de chita a 100 rs. J
Laa dequadros para vestido,covado, a50.
Peitospara camisa, um, "20.
Chita franceza moderna, lingindoseda, covad.
pao de chita azul j q> ," /- V ,
la encarnada, v--'0 a Cos,il n0, h('!lll,:
com lislra ''tf*rDaos ; quem apprchende-la,
leve--"* ^nsa ^e fua senhora na na do Gli rii n.
-.-, coso terrea junio oo convenio do Glorio, que
ser bem recompensado. Cuja escrava foi com-
prada o 23 de agosto ;. Ji,:,.o Fcrreira de Souza.
200S.
,-!-. O...
Rnnln "
Vende-se na leja de Antonio Augusto dosSan- ,
los Porlo na loja ns. 37 e 39 na praca da lude- n," ao nnno t""'""' poMado, um
pendencia, capcllas do aljfar o imorlole para .a- esctaT0 dp uon,c '-"". ,lp idade Ce 23 24 au-
lacumbas, tumulcs etc., etc., da forma se-uinlc 11108, rom ,os slBnacs seguinles cabra, de eslo-
e precos razoaveis : '"ra rcgulor, baixo, quando se auscnlou nao ti-
Cope'.ios deoljofe com ;r.scripres,crondc a IOS'"lia l,nltjil uriiluimn, cabello a especie do !e
Dilos ditas por
Ditas dilas por
Dilos dilos por
Ditos de imoiale por
Ouodros com o imagen) do Senhor Cruxifi-
cado com insrripces por baixo a 10J> e a
Pecbincha.
Chita estreila rxa com pequeos piulas de
mofo, covado a 120 rs., peca a 45500: na ra
do Oueimado n. 44.
Alambiques de coi. re de
\ 6 a 200 caadas.
Na fabrica de Yillaca frmao Andrade, ra do
Rrum ns. 11 e 13, Um un. grande sorlimento de
alambiques, rarapugas e serpentinas de lodas os
dimenroes, assim romo um sorlimento de sinos
de 16 libras a 8 arrobas, e vende-se por menos
de 5 a 10 por ccnlo do que em oulra qualquer
parle, quer a dinbeiro ou a prazo, e concerta-se
lodos os obros perlententes oo oflirina de caldei-
reiro com a maior presteza possivel.
'3HL... CA LBLJ: ISJtS'UI CJftdi^ttu ...
ralo, lem um pequeo geito nos pernas i
dentro, um signol na pona da lngua do lama-
nho de um corojo de goiaba que o alropollio um
I); pouce quando folio, lem as cosas bem cicalrzo-
"" dos dccl.rolc
iHiictuuuiii, esle escravo foi da villa do Sa-
gs boeiro, comprado ao Sr. Domingos de Souza Bar-
l" ros, e h noticia dcllc estar aroulado rm urna
| fazenda cima da u i i .- villa 20 legos: pede-se
porionio a captura do dilo escravo, e quem o
pegar, leve-0 a u senhor no dilo engenho, i i
no Recife a Bernardino Pranrisco de Azezedo
Campos, no poleo do Cairao, que se graliOcar
ton. a quonlia de 20(.
Seguro coaira Foso
casacas francezas muilo bem feitas a 35}, cal- a 400 rs.
cas feilas da mais fina casemira a 10}, ditas de Entremeios bordados a 2
j v Lnraan&KPi'lro8u,s,asPor,-.brm e de fusiao por preco commodo, ura grande,
cado New Yo.k aegara-se obligados a prevenir sorlimento de colletes de casemira a 55, ditos de :
oresde.tavel publico para desconfiar de algumas oulras fazendas por preco commodo, um grande
tenues imuaroes da Salsa Pan,11.a de Bristol, sorlirr.ento de sapatos de tapete de gosto muilo
que boje se vende neste imperio, declarando a \ apurado a 2, ditos de borracha a 2500, cha-
Moa que sao elles os nicos proprielarios da re- i pos decastor muilo superiores a 16}, ditos de s-
cenla do JJr.ristol.tenijo-lhe comprado noan-'da, dos melhores que lera vindoao mercado a 10},
no de 1S56. i-, j .^ ,. .
I dilos de sol. inglezes a 105?, ditos muitosbons a
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lem I 12?>. dilos francezes a 9, ditos grandes de pan- doM"82860verde Par8 'eStd de monlaria> cova"
direilo de fabricar a salsa parrilhadeBrisiol.por-! no a 4^> um completo sorlimento de gollinhas e Lencos brancosde cambraia, a duzia, 2}.
que o segredo de sua prepararlo acha-se somen- manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito !
te em poder dos referidos Lanman & Kemp. proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
Camisetas para senhora a 640 rs.
Dilas bordadas finas a 2g00.
Toalhas de linho pora mesa a 2} e 4}.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
Vestidos brancos bordados paro boplisar crian-
cas a 5J0O0.
Cortes decalca do casemira preta a 6}.
Chales deme'rin com franja de seda a 5
Cortes de caiga de riscadode quadros a 800 rs.
AUenco.
o
_ Fugio o escravo criaulo de nome Jos, idade
33 omos, cor fula, cabellos coropnhos, altura
regular, olhos pretos, nariz cholo, poura barba,
pos apolhelodos, lem folla de denles, ojo etrra-
vo sahindo a procurar comprador,com o consrn-
lmenlo de seu senhor,Gon;olo de Barros c Silva,
(morador em Taquarelingoj'nunca mais rollara
i coso, pelo que se rogo as autoridades c capiloes
i de campo o sppreheusio do mesmo escravo c a
| entrega a seu sanhur no dito lugar de Taquare-
linga, ou nesla praca a Manoel Izdoro de Olivei-
| ra Lobo, na prensa de algodo n. 7 do Forte do
Mallos ; em qualquer das dos porlcs ?e dar a
grnlificocoodc505 pela apprehensao, assim con.o
prolesta-se contra quem o tiver acomodo.
Gratiicaco.
50SO0O.
Para evitar engaos comdeFaprec'aveiscombi-
nagoes de d
zerem comp
ros por prego commodo, camisas bordadas que
rogas perniciosas,as pessoas que qui- servem para batisado Hecriancas e para passeio
raro verdadeiro devem bem observar Ia ^^ 'W e 123, ricos lencos de cambraia de
LOJA DO VAPOR-
Grande c variado sorlimenlo de ralgado fran-
nu" j os seguinles signaos, sem os quaes qualquer ou- i "nn0 bordados para senhoras, ditos lisos para coz, roupa feila, miudezas finase perfumaras,
n~ tra preparacao falsa; I homem por prego commodo, saias bordadas a tudo por menos do que em oulras partes : na lo-
1* O envoltorio de fora esl gravado de um la-
do sob tima chapa de ago, trazando ao p as se-
guinles palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
New-\orYt#
2* O mesmo do outro lado lem um rotulo em
j papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
Vendem-se libras sterna?, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cru?
4.
n.
prielanos.
3o Sobre
a rolha acha-se o retrato e firma
Vendem-tc saceos com farinha de mandio-
3}50O, ditas muito fioas a 55?. Ainda tem um | Ja do vaPor "a rua DOva n- 7"
restinho de chales de loquim a 30}, cortes de
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 1005, que j se venderam a
150}, capoilnhos pretos e manteletes pretos de
ricos gosios a 20}, 2555 e 305J, os mais superio-
j reschalesdecosemira estampados, muilo finos, a 6 rua da M,dre de Deos n. 2
|8}ea 10}, toalhas de l.inho de vara e tresquar-
I tas, adamascadas, muilo superiores a 55, ditas i -f i i <
para rosto de linho a 1, chitas francezas de su-; MaCllinaS C COSlUra.
perior qualidade, tanto escuras como claras a j
200,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas1 N. O. Bieber & C. Succcssores avisam ao pu-
._.. i ., ... ,1 blico, que no seu armazem na rua da Cruz n. 4,
casemiras para caga, colletes e palitots a 455 o co- esl5o exposlos venda as melhores machinas de
vado, e ura completo sortimenlo de outras fazen-' coslura que at boje teem vindo a esle mercado,
das, eludo se vende por prego barato, e que nao as quaes possuem lodosos melhoramenlos inven-
do inventor C. C. Bristol em papel cor de rosa. possivel aqui se poder mencionar nem a nuarta Ilados al es,.a poca sp-m ,Jer os defei,0.s 1ue *m
J^SrJLSS rUS C8da ?8rr8ia panede,,aS' e"tanto os freguezes chegandoe $3Ztt^ZttJ
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C. rua da Cruz n 22.
AGENTES
G J. Astley Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Buchadas de ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
| Ac de Trieste.
para
Fugio no dia 27 de ogosio p p. um escravo per
nome l'edro, de crsimi-branro, e'com os signis
seguinles : rosio redondo, olio c secco, de cabe-
ca redonda e chala alrax, com pouco barba, e
ondo muilo apressado ; levou roupa de algodao
I | branca e azul de riscadinho, chopeo do bata
a prela e do Chile, o lem por coslumc de ir pora o
1 Arraial e Remedio vadior ; por isso peco s au-
| loridaJes policiaes e cupit.les de campo o' sua C8p-
g| lura e levarem a rua Irirei a n. 12, ou a rua de
Apollo n. 4 B. Jos Francisco do Beso Medei-
g I ros e Mello.
Fugio no dia 30 de agoslo a escrava Zeferi-
t j na, prela crioula, um pouco fula, de idade de 13
J : a 14 annos, magra, brocos e pernas finas, rosio
ejeomprido. ps e maos desrsrnadis e um pouco
i brancas, de quem padece de frialdad, o olhar
P espantado, quando onda aos pnlos ; julga-se
querendo comprar nao irao sem fazenda.
Vende-se urna encllenle barcada nova, to-
da encavilhada de ferro e preparada para nave-
gar, a qual foi leita na provincia das Alogoas,
cora ptimas madeiras do constiuccoo c com ca-
pacidade de pegar 700 saceos de assucar, visto
ler 70 toneladas de lolaco : auem a pretender,
dirija-se a rua do Crespo n. 13, para seu ajuste,
qur a dinheiro qur a prazo, com boas firmas.
chinas nao teem igual em obra de mi, um pon-
to bonito e forte, alem de que alinham o coeni
de todos os modos, cada caixa de costina repr-
senla um lindo loilete para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, etc. Os
precos sao mdicos, e o Sr. Birminghom, enge-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservarlo de sua conslrucco
no acto da compra.
Prpnc dp rnl.r-P df enm llU "I" acou"",n "m alguma cosa,por. ser intei-
1 rlc8"'- "o L.UUHJ Ut5 COBl- ramenle nova nesla cidade por ha pouco lempo
posicao. i
I Barrilha e cabos. t
j Brim de vela.
i Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei-
romo armazem'deC. t
) J. Astley & C.
^ciC:iiarocB(Ka'.X!i3i0
ler chegado de fra e nunca sabir a rua ; pro-
lesla-se contra quem a tiver acontado cono a Ici
determina ; levou vestido de chila cobocolo de
quadros de mangas curtas, e um chales velho um
pouco escuro, ha quem a vase no poleo do Car-
mo : roga-se aos capiles de campo, autoridades
policiaes e a qualquer pessoa a apprehensao, c
levem na a seu senhor na rua do Crespo n. 15,
que se recompensla.
50?de gratiicaco.
Contina a esiar fgido desde o dia 4 de abril
prximo passado o preto de nome Flix, com ida-
de de 35 a 40 annos, de nac.ao Mossambique, e
lem os sgnaes seguinles: estalura baixa, cor
fula, ps um pouco apalhetdos, tem um colom-
binho i nlre as sobrancelhas por cima do nariz,
que parece ser signal da trra delle : esle prei
Altenco
Vende se na rua da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentenQa, o devedor il(,m servido em dilTcrentes arles, pescador,' ro-
dizem que tem loja em nome de outro noVro- caiado^ """"dor de campo e hoje
1 j ,___" """u padeiro, a que pertence ; foi escravo do Sr. alo-
noel Francisco Duorle, e quando foge cosluma
mudar o nome para Joao, e inlitula-se forro,
tem sido visto nos arrabaldes desla cidade da es-
trada de Beberibe em direr^ao al a matriz da
Varzea : portanto roga-se a todo e qualquer que
o encontrar ou delle souber, que o pegue e leveo
ao pateo da Santa Cruz, parlara n. 6, que rece-
ber a graliOcacao cima ; assim como so pro-
testa contra quem o tiver acoulado.
na rua da Imperatriz, cu jo devedor
chama-sc A ntonio Jos de Azevedo,
Vaquetas para cobrir
carros.
Vende-se no rua da Cruz do Becife n. 64, de
muito boa qualidade e commodo prec,o.
ILEGVEL


()
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA pEiaA 13 DE SETMEBBO DE 1860.
Literatura.
sobre o tapete, a procurar tigurasn'um glande
livro. Noousavaru fallar e s exprimiam a sua
. alegra ou o seu espanto por signaes e gestos.
hllSillOS SODI'e algUOS lUelhoramCntOS Sabiaraqne ao menor ruido, sua mai os exilaria
ramedialamente para outro quarlo. A mais ve-
Iha destas lindas crianzas podia ter uns doze an-
nos, era quanto que a mais nota contara ape-
nas tres. Eram tres irmos e tres irmos, e pa-
recan) amar-se ternamente, pois urn doce e af-
fectuoso sorrir lhes illuninava os roslos, e as
suas pequeas maos se enconlravam frcquenle-
menle.
tendentes prosperidade da provin-
cia do Cetra.
ii
Alera disto, 6 fcil antes de emprehender o to-
do da idea discuti-la o ensaia-la no poni nico
que admille duvida possivel, a dos fluctuamos
para os quebra-mares. Facam-se s 8 ou 16, c
;>or ala se apreciar o effeito prcsumivel de uro
niaiur numero; mas, a fazerem-sc experiencias,
ellas dovem ter lugar com osnecessarios elemen-
tos, de sorlo que os observadores sejam compe-
tentes e habilitados a nao s dizer os inconve-, gordinhos e esses membros delicados que o tr-
menles que notarem, como a explicar as causas! baln0 *? fal'gu. que os excessos nao murcha-
honra est esi pengo, por ineu nlho, que vai
morror no hospital, pormou outro'fllho que pede
em vo de comer sua mai, e que, dentro de-
dous das, ter, como eu, a roa por asylo e aa
podras por cama. Oh I senliora, esqueeer-vos-
heis em semelhantes circumstancias, que os tos'
sos fllhos o os meus nao sao de sangue inteira-
mente diverso-? l'ermittireis que urna mai, urna
mulher infeliz, se separe d'outra mai sem levar
\ consolaco?
A senliora de Valburg senlio-se ferida por,
I aquella que implorava, so atrever recordar o
que os motivam. Quanto a mim, nao resta a me-
nor duvida de xito favoravel. E, temor por to-
mor, devo tambem ponderar outra circunstan-
cia : quanlos nao sao os exeroplos do3 porlos fe-
chados ou de conslrucces hydraulicas fixas que
cuslaram milhes e que, apozar dos relatorios
primitivos dos mestres da arle e de protestos
de completo xito, em concluso falharam na
dt tica?
Por ah apenas desejo concluir quo poucas sao
as cousas a priori infalliveis na ordera de cons-
trucQoes que me oceupa neste momento.
Terceira duvida.Se me dir : Parece singu-
lar que, alienta vossa mediocridade, alientas as
opinies dos que vos leera precedido, tenhaes a
pretengo de notoriamente separar-vos dos oulros
o tratis de decompora queslao do porto em ou-
iras, dependentes de medidas exclusivamente na-
vaes.
Respondo : Nao ser a priraeira vez que um
ceg topar cora o bordao aquillo que escapou
perscrulaco deolhos investigadores; e tambem
pode ser que influa lano a educacao do marti-
mo que tive, como a minuciosa inspeceo e esta-
dos que iz na qualidade de engeuheiro em mili-
tas das ob:a3 que entre nos se citara, posto que
frequenles vezes se desconhecan* tanto a histo-
ria e peripecias de scus desastres, como a reali-
dade dos inconvenientes actualmente reconheci-
dos otilas.
IV
Conctuso.
Ao Qnalisar esle ensaio, permilla-se-me an-
da tornar saliente ineu objecto, para que m-
uha iutencao seja julgada pelas pessoas que to-
maro conhecimeoto do que acabei de expen-
der.
Escrevo esta proposla sera querer privilegios,
nem ter em vista contratos ou aspirarles a em-
pregos, c m'uilo menos para dar a entender que
porqualquer modo posso tornar-me entidade ne-
cessaria ; porque, depois do que levo dito (a darei
so fr julgado til, maiores esclarecimentos), qual-
quer engenheiro que rena algumas habililaccs
ua materia pode levar a cabo a empreza sem in-
terveneao minha.
O objecto c a occasiao limitaram a exhbico
das ideas expendidas s para oCear, entretanto
que muitas dellas, de priraeira inluico, se dovem
applicara todo o Brasil, e oulras, com modiOca-
ces adequadas a dcterminailas provincias com
especial utihdade.
Reservo-me para quando, cora os necessarios
r^rsos, calma de espirito e minhas notas parti-
culares. tver tempo e occasiao de dar o necessa-
"'*^an^^uVrrr,',0 aPP1Ca?50-
flel execuco depona3 par* fuluro' e sua
tes ao que posso prever. ""umsla"Cassuperio-
Por esto modo curto, para concluir, ^
de todas as ideas que teucionava apreseoiar s
ore o porto do Cear.
G. R. Gabacha.
A i\OVA KIOBE.
POR
Henry Consclance.
Ha alguns annos (era pelo mciado de 1832),
viva em Antuerpia urna rica viuva chamada
Clotilde de Valburg. Como eranolavelmonle bel-
la e nao lhe fallara aquillo a que so conveio
chamar espirito, havia-se julgado, eslranha pre-
lenco chamada cxcepcionalmento a gozar de
todos os prazeres o de lodas as alegras deste
mundo. Como todas as mulheres do raesmo ge-
nero, tema os peusamentos serios e as emnces
generosas, como inimigas d'uma vida doce e
pacilica ; telo mesmo motivo, tinha-se tornado
nsensivel a ludo que nao dizia respeito directa-
mente sua felicidade, tal como ella a conceba.
Um desgracado era para ella um objecto de in-
differenga, seno de averso ; n8o tinha mesmo
para scus fllhos, anda que eram bellos como
anjos, essa viva affeicao maternal, derradeiro
sciiiimento que desapparece do coraco d'uma
mulher... Masum vestido que nao era Yeito a seu
goslo, urna bijoutera sem valor, quebrada, a
vista d'uma joia ao pescoco d'outra mulher, e
oulras mil frivolidades do mesmo genero, oxer-
ciam nclla urna lal influencia, que se acreditara
s vezes que ella era victima do raaior infor-
tunio.
Um dia, achava-se esla mulher n'uma peque-
a sala da sua explendida habtaco. Meia esten-
dida sobre um canap de damasco vcrmelho, ti-
nha os olhos negligentemente fixos as paginas '
d'um romance, cujas lices nao eram de todo
moraes. Lia? lalvez; mas quem a tivesse visto
sem aconhecer, teria podido crer que a indolen-
cia a impedia de abrir inteiramenle os olhos.
ludo noquaito atteslava a riqueza e os gostos
frivolos daquella que o habitava ; a cornija do
fo5o easmesnhas dasjanellas estavam carre-
gadas desses objeclos frngcis, cujo uso um enig-
ma para quem os v, e que o mais das vezes
nao difTerem dos btinquedos de crianza senao nos
precos. A luz que penetrava cora difliculdade
nesla voluptuosa hobilncao nao era pura e viva
como a do sol ; mascoada por espessas cortinas,
transformava-se n'uma cor rosada que dava aos
objeclos um matiz indeciso e frouxo.
Essa sala eslava todava animada pela presen-
ta de seis encantadoras crianzas que, recetando
tazerem o menor barulho, estavam oceupadas,
Vi muitas vezes scenas semelhantes reprodn- i parentesco que as una ; vio o'isso urna injuria, fl
zidas pelo pincel, um grupo de enancas bellas a clera inflammou-se-lho.
como anjos, emblema dos prazeres puros e in-| Que posso cu fazer ludo isso? respondeu
nocentes. Sim, era isto mesmo,esses roslos ella com aspereza.
serenos quo nenhum cuidado linda enrugou| Senhora, respondeu a pobre mi, vertendo
lagrimas, os o quo cu imploro de vos: lende n
bondade do nos emprestar una somma de 300
francos. Com essa dinheiro livro meu marido da
priso, tiro meu filho do hospital, o pago o alu-
guel da nossa habitaco... Pensai um pouco as
boncos que chamaremos sobre vos... sobre vos,
quo nos tereis salvo do abysmo da miseria e da
infamia que nos amcaca I
(Continuar-se-ho).
esses cabellos louros nos quaes nem a edade.nem
c fero tocay ra atada,esses pequeos bracos
ram. N'uma pala va era a nalureza humana em
toda a sua frescura graciosa e cheia de vida co-
mo as primeras follias e as primeiras flores da
primavera I
E julgaes que o olhar da mi se volla antes
para esses anjnhos do que para o livro de um
escrptor corrupto ? Nao, nao os olha. E toda-
va o seu coraco nao est vnsiodc todo o senii-
mento maternal ; mas tambem est cheio Ue
encantos, das seduccoes da vida mundana.
E julgais que o olhar da mai se volta antes para
esses anjnhos do que para o livro du um escrip-
tor corrupto ?
Havia pouco mais ou menos urna hora que ella
eslava sobre o canap, sem ter feito um movi-
mento, quando bateram docemente porta ; um
criado entrou e disse, inclinando-se :
Senhora, ha alguns dias que aqu tem trio-
do urna mulher quatro vezes para vos fallar. Te-
nho-a sempre mandado embora; pareco-me urna
mulher ordinaria...
Fizeste bem, Pedro ; que me dexem era
paz ; nao fallo a gente dessa qualidade. Mas se
ero Sr. Eugenio de Valengo, mandai-o enlrar
e testemunhai-lhe muila deferencia. Conhecei-
lo, aque'le mancebo que hontem me acompa-
iihou do concert.
O criado fez c.voi a cabera um signal affirmati-
vo e replicou :
Esquecia-me de dizer-vos, senhora, que a
mulher de quo acabo dcfallar-vos espera a vossi
resposla na ante-camara. Chora de modo que cor-
la o coraco, e parece ter a implorar urna graca
da vossa bondade.
A senliora de Valburg levantou-se do canap o
balen duas ou
QO
lher ella ? Como se chama ?
Senhora, est mal vestida, e diz charr.ar-sc
Carolina Soeleveld ; diz que vossa cu-
nhada.
Apenas estas ultimas palavras linham escapado
dos labios do creado, um vivo rubor colorio o
rosto da senhora de Valburg.
Eslendeu curiosamente a mo e respondeu com
colera :
Pedro, prohbo-vos que deixeis entrar essa
mulher ; dizei-lhe que uo estou em casa.
Idc I
Mas apenas o creado tinha saludo, quando se
ouvirara ni anli-caraara gritos desesperados e
como o ruido de urna lula.
Aportada sala abno-se de repente, una mu-
lher anda nova se precipilou no quarto e veio ca-
hir aos ps da senhora de Valburg. Esta estava
vermelha de colera ou do confuso, lalvez desles
dous sentimenlos ao mesmo torapo. Levintou
orgulhosamenlo a cabera e lancou um olhar de
desde ni sobro a desgranada, que eslendia para
ella as suas maos supplicanies. A senhora de
Valburg fez signal a scus fllhos para deixarem a
sala, e dsse rollando-so para a mulher ajoe-
Ihada :
Ento, o que que isto significa ? Par3
que esla comedia? Dizei, para que me que-
ris ?
A joven mulher flxou nos olhos da senliora
de Valburg um olhar supplicante como urna
rogativa, e disse com urna voz cheia de la-
grimas :
Oh I senhora, nao mo fallis assim Es-
lou desgranada e n'uma mortal afllicco. Tende
compaixo d'um infeliz que implora de joelhos
o vosso soccorro I
A tnsensivel Clotilde deixou a pobre mulher
de joelhos, e affaslou-so d'ella alguns passos ;
'J'-vos pegou novaineute no seu livro e respon-
deu cu, ,lm S0Ccgo fingido :
Nao leiiVo tempo de ouvir todas essas la-
mentares. Se a*=>cj essa maneira dramtica de enlrar ja I^at_ar!a
Variedades.
TRAGEDIA HORRIVEL.
No 1. do corrente leve lugar em Walworth
(Inglaterra) urna horrivelcatastrophe, que cuslou
i vida quatro pessoas.
A polica encontrou dous meninos irmos, sua
mi e a desposada do filho desta, que tinha che-
gado no dia anterior para casar com elle, assassi-
nados no seu quarto.
O nome desta familia Youngman.
O pai tinha sahido para o trabaiho antes de so
commetlero crme.
As suspeilas recahem sobre o filho Godfrey
Youngman, que ao lempo que chegou a polica
seapresentou ensanguentado e declarou que sua
mi tirifia assassinado os seus dous irmos e a
sua noira, e que elle matara sua mi, em defe-
za propria.
Este crme causou em Londres urna penosa
sensaco. No processo, que segu com grande
aclividade, nao se pode doscobrir outra cousa
alera da declaracao feila por Godfrey, o nico que
tros vezes com o p impaciente-
monte no tapete ; depois oxdamou : sobroviveu aquella scena de morle. que 6 a rea-
Nunca tenho descanco que especie de mu- .,_.,_ .,____ ......
| lidade das que se pintam as tragedias de Shaks-
peare. O aecusado mantera sempre a declaracao
de que foi sua mi que comraetteu os tres assas-
sinalos o elle o de sua mi, em defeza propria.
CONSERVACAO DE FRUTOS.
Um meo simples e fcil de conservar as puras
e as raagaas consisto era as collocar em potes,
caxas ou outra qualquer vasilha com area. Para
este fim emprega-se a areia bem secca. Espalha-
se no fundo da vasilha urna carnada de areia, so-
bro a qual se colloca urna carnada de ma;as, que
se cobre com outra de areia ; e assim successiva-
raenle at quo a vasilha esteja cheia.
Esto methodo tem a vantagem de livrar os po-
mos do contacto immedalo do ar, que a mais
poderosa causa da sua corrupQo. A areia os de-
sembaraza de urna por^o de humidade superabuu
danto, que tambem lhes muilo nociva. A areia,
espalhada egualmento entro os pomos, absorvo
urna parle da sua humidade, de modo que elles
noconservam seno a necessaria para se ruanle-
rera em bom estado. Obtom-so por esle metho-
do, outro nao menos provciloso resultado, qual
despir-se para veslir roupa lavada em quanto se
alravessava o tnel, porra antecipando-se aos
seus clculos a appari;ao da luz, estava, quando
esta brilhou,no trage de Ado. Pode bem jul-
gar-se da situacao crtica em quo so vio.
ROSEIRA MONSTRO.
Ha actualmente nos jardins de Moors-End,
Charlton-Kings, perto de Cheltonham, urna ro-
zcira branca extraordinaria.
den, na rlbeira do Kanawha (Virginia), abrindo-
se um poQO para tirar sal, ora 1844, encontraran)
a mil ps de profundidade um deposito de g*i na-
tural, comprimido, cuja corrente tinha tal forga,
que arrojou urna sonda de 500 libras de peso f-
ra da abertura praticada, como se fdra urna
flecha.
Ha dezescis annos continua sahir o gaz com
urna forrea incrivel, e cora elle se projecta Ilu-
minar o caminho de ferro, logo que esteja con-
Tera trinta ps de altura, e calcula-se que est cluido, e bem assim muitas cidades imme-
coberta de 18 a 20 mil rosas. Est lilteralraente
rarregada dellas. Em toda a circumferencia da
rozeira o slo esl juncado de urna quanlidade de
plalas, que semelha urna carnada de nevo.
XHarmonia publica um artigo acerca do cato-
licismo no Orienle, que extratamos por julgarraos
que mui opportuno as presentes circumstan-
cias.
Os Papas que mais se dstinguiram pela3 suas
disposicoes acerca da egreja no Oriente, leem
sido :
Leo IX.
Innocenco III.
Honorio III.
Innocenco IV.
Alexandre IV.
Eugenio IV.
Leo X.
Clemente VIII.
Benedicto XIV.
A egreja do Oriente conta cinco patriarchados :
O antioqneno dos Grcgos.
0 antioqueno dos Syros.
O antioqueno dos Maronitas.
O de Rabylonia dos caldeos.
O da Sicilia dos Armenios.
Os maronitas forma rara um povo separado no
sceulo VIII para se subtrahirem perseguigo de
Leo Isaurico.
Os Maronitas gloriara-se de ler professado sem-
pre a f calholica e de serem cathoflcos todos os
membros da sua narao.
O seu patriarcha tem o titulo de antioqueno>
e reside ordinariamente no mosteiro de Cano-
bino.
O actual patriarcha monsenhor Pedro Massad,
natural da Svria, arcebispo de Tanco, e foi promo-
vido ao palnarchado em vnle e tres do marco de
1855.
Os Maronitas lem sete bispos :
Monsenhor Fabio, de Beyroulh.
Monsenhor Antonio Gazeno. de Elipolis.
Monsenhor Jos Giagiagh, de Chipre.
Monsenhor Eslevao Gazeno, de Damasco.
Monsenhor Abdalla Butani, de Rolri e Scdc.
Monsenhor Paulo Muza, bispo de Trpoli.
Os Maronitas de todo o patriarchado, segundo
s ultimas estatificas publicadas em Roma, sao
|8I,500 ; mas alm disso exislem na Syria 50,000
calholicos scismaticos, 30,000 Syrios, 120,000 Cal-
deos, 16,000 Armenios, sem cont&V os 28,000 qie
pertencem ao rito latino, e 427,500 Calholicos que
se contara na Turqua asitica.
dialas.
UM PRESENTE CURIOSO.
O governo colonial da Terra Nova, nao sa-
bendo que offerecer ao principe de Galles, na sua
chegada, decidi presentea-lo cora ura dos caes,
pelos quaes a ilha lo aflamada.
O animal escolhido deve ser de proporQoes ver-
daderamente re a es, julgar pelo pesclo, que
lem 24 polegas de circumferencia.
Porm, se na Torra Nova ha abundancia de
caes, ha escassez de ourives, porque tveram de
mandar fazer a New-York a coleira do quadrupe-
de, que se propozeram offerecer ao joven prin-
cipe.
E' do prata massiga, composla de urna serie de
annels de duas polegadas de largura, segurando
na parle superior tres medalhas ovaes.
Na da direita, o artista representou o leo su-
bndo ao lado das armas de Inglaterra, sobrepu-
jadas da jarreteira, com a famosa divisa : Hon-
nisot qui mal y pense.
A medalha da esquerda lem um unicornio com
o seu escudo real e urna segunda jarreteira. A
do meio, maior que as duas oulras, cercada de
urna grinalda formada da rosa de Inglaterra, do
cardo da Escossa e do trvo da Irlanda ; esta gri-
nalda sobrepujada da croa e altas plumas de
Galles, com esta divisa : Ich Dien, que emlin-
gua gallega quer dizer : Eu sirvo, tragada por
baixo.
Na parle inferior do medalhSo, desenrola-se
una fita cora a dupla divisa do Galles e Norman-
da : Ich Dien El Mon Droit.
No centro l-se a seguinte inscrpeo :
Offerccdo a S. A. R. o principe de Galles,
pelos habitantes de Terra Nova.
A coleira, que pesa 45 ticas de prata, e a cai-
xa de marroquim forrada develudo purpura, cus-
laram 350 dollars (648;000).
Oito Leviathans estendidos em litiha, alcanri-
riam urna milha.
Excede 302 ps o vapor Perita, que era o mais
comprido do mundo, e 13,000 toneladas a fraga-
ta russa Almirante General, que era o navio do
maior capacidade.
Diz-se que o seu machinismo nao pode ser
mais perfeilo e quo governado pelo capi-
lo como o mais dcil cavallo pelo seu caval-
leiro.
Visto distancia, nao ha nada mais correcto e
elegante. Cuslou j milhes de pesos e ex-
cedo as dimenses calculadas da arca de No era
1,000 toneladas de capseidade e 176 ps de ex-
lenso.
'.
UMA MULHER ORIGINAL
Existo n'uma das ras da Braga, as proxmida.
des de Guadalupe, diz o Bracarense, urna mulher
Casada, que tendo em casa urna gala parida, ali-
a conservado do aroma e gosto que lhe propro,. menta ao seu proprio peito os filhos que leve es-
e quo se perde fleando esles frutos expostos ao I te femnino animal, de sua predilecco favorita.
ar. Os pomos assim guardados ficam ao abrigo Perguntando alguera o motivo desta causa to ori-
da intemperie das estaces e das condicoes me- ginalmentc excntrica, ouvimos dizer que era por
motivo da tal gala se acharscm gola de leile, para
teorologicas do lugar onde se guardarera.
INSCRlrQO.
Em urna lapide, que so collocou ha pouco de-
baixo da abobada da primeira porta do castcllo
de branles, acha-se a seguinle inscrpeo :
Foi este castcllo fortificado por Decio Juoio
iau." EOWtb dzembro de 1148 foi to-
1'a _AfttCUtnfuUiyar a narraQo da vossa hts- inado do assallo aos Mouros por el-rei U. Affon-
toria, vamos a ella depressa, e fazei-a a mais
curta possivel.
Era fcil ver quo estas palavras, pronuncia-
das com um modo spero, feriara vivamente a
joven mulher ; mas um secreto motivo a obri-
gava sem duvida a supporlal-as, pois lorcia os
bracos com angustia, e a sua physionomia pare-
ca dizer : Meu Deus, meu Deus -me preci-
so devorar esta a lirn I a Levantou-se e res-
pondeu, nao sem urna certa altivez :
Senhora, foi preciso urna imperiosa neces-
sid-ide para me obrigar dar esle passo, porque
sei que os lacos do saugue que nos unem, sao para
vos mais um motivo de odio que de affeicao.
Mas lende compaixo de nos, supplico-vo-lo !
Salvai-nos da deshonra e da miseria Nao se-
jaes inscnsivel minha supplica... o bemdirei
o vosso nome como o de um sujo I
Por toda a resposla, a senhora de Valburs
so Henriques. Era 1179 foi novamente fortifica-
do pelo mesmo re em consoquencia de ficar ar-
ruinado do cerco que lhe pozeram os Mouros ca-
pitaneados por Aben Jacob, filho de Miramolim,
re de Marrocos, e lhe foi dado foral pela valero-
sa resistencia quo fizeram 03 seus defensores.
Em 1195 foi desbaratado outro exercitodo Mouros,
pela sua guaroico. Foram levantados seus mu-
ros por el-rei D. Alfonso III e continuados por
el-rei D. Diniz, que o deu era 24 de abril de 1281
rainha Santa Isabel. Em 5 de Janeiro do 1372
constluio parte do doto da rainha D. Leonor Tel-
les do Menezes. Foi mandado fortificar por D.
Pedro II. Em 1809 foi novamente mandado for-
tificar, assim como a villa, pelo geverno do prin-
pegou n'uma campainha e agilou-a duas ou tres cipe regente. Em 11 de oulubro de 1857 veio
vezes.
Pedro, dsse ella ao creado que veio lomir
as suas ordens, manda alellar os cavallos car-
ruagera !
E vollando-se para a mulher lacrimosa :
Vedes bem, disse ella, que so conlinuaes
assim, nao lerei tempo da vos ouvir al ao fim.
Anda urna vez, sede breve.
Um leve rubor, indicio d'uma surda indigna-
gao, lingio as faces da infeliz ; mas constran-
1 geu-se novamente, e disse com urna voz rpida :
Senhora... minha irmaa... Sabis bem que
apezar de cstarnios na precisan, nunca vos vie-
mo3 pedir para virdes em nosso auxilio ; meu ma-
rido activo, laborioso, e sabemos contentar-nos
com pouco ; mas a mo de Deus cahio sobre nos.
Ha j dous annos quo meu marido perdeu o seu
eraprego, e desde esse fatal aconlecimcnto temos
vivido de promessas e de esperanzas. Ha seis
mezes quiznos emprehender um pequeo ne-
gocio, e para isso pedimos emprestada urna som-
ma importante ; mas um homem desleal enga-
nou-nos e perdemos tudo. Meu marido est pre-
so por causa d'uma lelr:< quo nao pode pagar;
um do meus filhos est no hospital; a nossa mo-
bilia foi penhorada pela juslica, e ser vendida
sexla-feira ; depois d'amanha serci expulsa da
nossa habitacao ; nao tenho dinheiro, nem pao, e
soffro por todos os meus, por meu marido, cuja
I O.LIIE J 1U
H
c^bb:
:'m"jm.TM33..
POR
PAULO DE KOCK.
governador o general baro da Balalha, que de-
sojando levanta-lo das ruinas que so ia redu-
zindo, tratou de lhe mandar fuer as reparaces
que hoje tem.
TEM GRACA.
Um anglo-americano que fallava muilo pouco
o allemo, o quo ia como passageiro n'um com-
boio de Dresde para Leipsik, pergunlou ao con-
ductor quanto lempo so gastava para atravessar o
longo tnel que ha naquella linha. O conductor
julgou que lhe perguntava quanlo tempo levava
ainda a chegar ao tnel, respondeuque meia
Iiora. Chegando ao tnel entrou o coraboio na
obscuridade, mas mal linham passado oito minu-
tos, a luz appareceu do lado opposto, e o sol mos-
trou-se brilhanle, derramando os seus raios em
campo aberto ; e quas simultneamente se ouvio
um grito das senhora3 que iara no wagn, apres-
sando-so todas a cubrir as caras cora os veos e
com as maos.
A causa disto era o anglo-americano, que con-
tando com meia hora de cscuridade, resolveu
a sustentado de seus filhos.
Se as leis da inquisigo ainda estivessem era
vigor, lalvez a mi adoptiva desles gatinhos fos-
se collocada para memoria no alto de qualquer ca-
valile.
:ur.iu TARA DESTRUIR AS FRMICAS.
Diaaolra-M ferrugem de forno n'um copo do
(lien n I... I, -,,.., -rri: ...j.u iuuiu ou planta que se quer preservar.
Segundo diz o Archivo Rural, numerosas ex-
periencias lera tido bom resultado.
Tem-se conseguido afugenlar as formigas dos
corlicos, untando com esle mlxlo os lugares por
onde ellas se introduzom.
Pensa-se que este processo, lao simples, podo-
ria applicar-se dcstruico dos percovejos.
NAVIOS RUSSOS.
Um peridico inglez publica urna carta de Mr.
Gowen, encarregado de por a nado os uavios me-
tas a pique no porto de Sebastopol.
Diz assim :
Hontem tirei, e conduzi ao longo do caes, a
fragata de 60 pecas k'oolefelri.
Os mastros desia fragata sao os que se viara
no meio do porto.
Pesava muito. O seu peso, segundo o meu
calculo, era de 4,500 toneladas. Creio que a
primeira fragata que se lrou inteira d'agua. Est
em bom estado.
a Tirei j dozo navios, entre elles quatro vapo-
res de guerra de madeira e um de ferro, da torca
de 463 cava!los cada um.
Vou tirar o Wladimir de 460 cavallos, e em
seguida alguns outro3 barcos de guerra.
REFORMA TELEGRAl'HICA.
Vai fazer-se em Inglaterra urna reforma tele
graphica.
Formou-se em Londres urna famosa companhia
para centralisar as diversas linhas dos tres reinos
unidos, uniformisando os precos dos despachos
simples laxa invariavel de um schilling, sem
dislincco de distancia.
Bom era que o excroplo fosse imitado por c.
GAZ NATURAL.
O Kanawha, Republicana dizque, perto de Mal-
XLI
O e//'eo de um nome.
Uavia um raez que madama do Fierville esta-
va em casi do seu sobrinho, quando urna ma-
nha echoou no vestbulo a voz de Sabretache.
Oh meu Deus Sabretache, disse Ceri-
setle, olhando assustada para o marido.
Sim, elle. Nao podia chegar mais & pro-
posito para trazer-nos um pouco de alegra.
Mas, Len, c tua lia ? O que dir das ma-
neiras, das cxpresses, muilas vezes um pouco
militares do meu volito amigo?
Diga o que quizer, mas ha de accommodar-
se com ellas. Sabretache passa por teu to, o
quero que o respeitem como tal. E, depois, uo
ha que admirar que um militar tenha conserva-
do o tom um pouco rude dos acampamentos. Se
desagradar madama de Fierville, pode retirar-
so; eu te aflianco, nao Ihesentirci a falta.
Emqnanto os mancebos estavam conversando,
Sabretache subir as escadas; conhecia os donos
da casa, o entrou dizendo :
Son eu, nao carece quo me* annunciem 1
Meus Olhos, nao se incommodem.... Ah nao
moesperavaro... urna sorpreza que lhes fago.
Se nao e esperavamos, ao menos desejava-
mo-lo sempre, disse Len, apertando a mo do
veterano.
Obrigado, Sr. Len---- E esta menina___
eflaono mo d um abraco?
Cerisetto correu lancar-se nos bracos de Sa-
bretache, que deu-ll>ou"ns poucos do atracos, e
examinou-a dizendo:
Querida fllhal quando estou muito lempo
sem ver-te, fleo fra do mim----E lano que nao
eslive mais pelos autos ; arranjei a mala om dous
lempos, e vim gozar de sua felicidade o do seu
sol.
O nosso sol esl um pouco escondido neste
momento, disse Len, rindo; mas urna nuvem
ligeira que ha de pastar.
Como I pois j houvo queslao?
Nunca I nunca ha de haver queslao entre
nos I disse Ceriselle, encestando a cabeca ao
hombro do marido.
Entao d'ondo saho essa nuvem?
E' de urna pessoa que veio para aqu, c cu-
ja presenca muito pouco nos alegra"
lias nao mo melleriam medo lodas ellas jun-
tas !
E Sabretache foi lomar posso do seu quarto ha-
bitual ; depois do ter engraxado os sapatos, eu-
direitado o collarinho e cscovado o falo, desceu
para a sala de jantar, onde renovou amzadecom
Gtiichardet.
Madama de Fervillo raras vezes descia para
almocar; levantava-se tarda e lomava ordinaria-
mente cha no seu quarto ; mas nesse dia, no mo-
mento em que iam sentar-se mesa, a lia do
Len entrou na sala de jantar, porque soubra,
pela sua criada, que tinha chegado urna pessoa
aos Grandes Carvalhos, que era o to de mada-
ma albonne. Curiosa de conhecer esse novo
personagera, infringir os seus habilos.
Ah I aqu est a minha querida lia, disse
Len, indo offerecer a mao madama de Fier-
ville, para leva-la a mesa. E' muita amabilidade
da sua parle vir esla manhaa almocar comnosco :
E nao a pe no andar da ra ? Ora, deixcm- Cari conhecimento com o lio de minha mulher,
i*) Yide o Diario a. 211.
me arranjar esse negocio ; atiiaoco-lhes quo nao
levo tempo.
Nao, meu bravo; nao podo ser; porque es-
sa pessoa minha lia.
Isso outro caso, respeito aos prenles.
Enlo nao boa mulher essa lia ? Parece que j
mo disseram alguma cousa respeilo della.
E' muito orgulhosa, muilo cheia de cere-
monias, disse Ceriselto suspirando.
Oucam, meus filhos, se minha presenta in-
coromoda-os por causa da lal ta, nao fat~am ce-
remonias comigo ; deilo a morhila s cosas e
ponho-mo ao fresco. Quando a tal senhora nao
estiver mais c, voltarei.
O que est dizendo I exclamou Len, pe-
gando no braco do veterano, que j ia dando um
passo para a porta. Pois ha de retirar-so por
causa de minha ta ? Esqueco que lio de Aga-
tha ? Um hornera de honra esla bem cm toda a
parte.... Nao se falle maisom partida. V4 por a
sua bagagem no seu quarlo, e nao se demore em
vir almocar, quo estamos sua espera.
Valeu! Anda que voefis tiressem cjuinze
quem tenho a honra de apresenlar-lhe.
Sabretache levantou-se e fez madama de
Fierville a venia militar ; esta mirou o veterano
com a sua insolencia habitual; mas o soldado
supportou ainspecgo cora um ar detorminado,
que adinirou tia de Len.
Senlaram-se mesa. Os tres homens pozeram-
se conversar. Sabretache fez honra ao almoco ;
a presenca da lia nolholiiou o appctitc. Esta,
depois de t-lo examinado por muito lempo,
disse:
O senhor j foi mililar?
J, minha senhora ; servi apenas vinte e
cinco annos.
Que poslo linha ?
Quo poslo? Era soldado
Mas soldado nao posto.
Nora por isso se menos til ao paiz. E de-
pois, so nao houvessem sida los de que servi-
ran) os officiaes?
Madama de Fervillo fez um ligeiro mevimento
do hombros acompanhado de um sorruo irnico
Len tomou a pslavra ;
AOS MANETAS.
Mr. Malhien, celebre fabricante de bracos ar-
tificiaos, apretentou ltimamente academia das
sciencias um braco com o qual se pode operar
todos os movimentos. Levanta-se, pega n'um
garfo e ou manobrar, e serve-se de urna faca
para cortar.
Esla noticia deve ser grata aos manetas, que
assim podem obter um appendice to til como
charo.

o
UM AUTOGRAPHO.
principe D... comprou ltimamente urna
caria autographa de Bcnaparle ao actor Taima,
que diz o seguinte :
. Bali-rae como um leo pela repblica, meu
bom amigo Taima, e, em recompensa, ella me
deixa raorrer de fome. Tenho esgotado os meus
recursos, e o miseravel Aubry dexa-me esque-
cido, quando podia fazer de mim alguma cousa.
Sinto-me com torga do competir com os gene-
raes Sanlerre e Rossignol, e nao haver ura pe-
queo canto da Vende ou de qualquer outra par-
lo para me empregar ?
Tu s feliz I A tua reputaco nao depende
de r.inguem.
Duas horas passadas sobre as taboas te collocam
era presenca do publico que dispensa a gloria.
Nos outros os militares precisamos conquista-la
em mais vasta scena e nem sempre nos deixam
sub'r ella.
Nao lastimes, portanlo, a tua posico ; con-
serva-te sobre o leu Iheatro. Quera sabe se eu
poderei tornar a appareccr sobre o meu !
< Vi hontem Movel : um perfeito amigo.
Barras faz-mc bellas promessas : cumpri-las-ha
elle ? Duvido.
No entinto, vai-se o meu ultimo sold. Te-
rs tu alguns escudos que me possas dispensar ?
Eu nao os recusara e asseguro-te o embolso com
hypotheca do primeiro reino que eu conquistar
com a minha espada.
, Meu amigo, como os h-- J" "osiocram
eiiica .. ..,,...,.i na dependUm de un minis-
tro da guerra !
Adous : todo teu
c Bonaparle.
Esta curiosa carta foi evidentemente escripia
pouco tempo antes do 13 vendimaire, anno IV.
Bonaparle habitava entao urna humilde casa da
ra Michodiro, com os seus dous amigos Juuot
e Sebastiani, os constantes companheiros da sua
fortuna
O LEVIATHAN.
Vislamos, diz o Noticioso, de New-York, o
Leviathan ou Grande Oriental. E' um colosso de
ferro, um capricho de Brunel, Russel e Slephen-
son, com urna capacidade de 19,000 toneladas,
692 ps de exlenso, sobre a coberta, 83 do lar-
go e 58 de alto, com velas, holee e rodas de 56
ps de dimetro, 8 cylindros, 10 caldeiras, 5cha-
rains, 6 mastros, forca do vapor de 12,000 ca-
vallos, 6,500 varas quadradas de velamo e 24
botes.
Oito mil toneladas de ferro entraran) na
sua construido, iocluindo tres milhes de pre-
gos.
Carregado, o seu peso total ser de urnas 26,000
toneladas e calar 28 ps d'agua.
Tem duas ordens de sales e tres de camaro-
tes, tendo custado 15,000 pesos fortes o ornato
de um s dos primeros.
Para carga, exclusivamente, lera 6,000 tone-
ladas do capacidade e 100 para o glo.
Pode transportar 4,000 passageiros, sendo 800
do primeira classe, e pode couduzir 10,000 ho-
mens em caso de necessidade.
Attendendo mxima altura c velocidade das
ondas e distancia de urna a outra, observou-se
quo nao podem galgar o Levialhan. A sua velo-
cidade de 14 milhas por hora.
DESCOBERTA IMPORTANTE >
Aapplicacodo chloroforraio.como meio de pro-
duzr a insensibilidade as operacoes cirurgicas,
grabas descoberta recente do doutor Ozanam,
deixou de ser perigosa.
O oxigenio possue a qualidade de neutralisar
os effeitos deletrios do chloroformio, e tambem
do ether, o monos pergoso destes dous anest-
sicos.
O doutor Ozanam, partindo do principio de
que estas substancias devem a sua actividade ao
carbnico que conlm, e que communicam
economa animal debaixo d'uma forma suscep-
tivel de asimilaso fcil, chegou naturalmente
deduzlr que a combustao desle carbnico pelo
oxigenio, pode elimina-lo do sanguo no caso de
que a assimilago v demasiado longe. ,
O doutor Ozanam fez urna longa serie de ex-
periencias, primeiro era animaos e depois em
homens que aspiraran) o chloroformio, em gran-
des dses, at se lhes annullar qnasi completa-
mente as palpitacoes do coraco, a respiraco c
estando a merlo j prxima ; c que voltavam
s respirando o oxigenio. Respirando-se alterna-
damente o oxigenio eo chloroformio, ou o ether, ,
por tempo indefinido, nao se consegue a anes-
tesia.
O doutor Ozanam, era vista desles resollados,
recommenda todos os operadores, que techara
do recorrer ao chloroformio, que estojara preve-
nidos com o oxigenio que pode evitar os perigos
que al aqu se davam com o emprego daquelle
precioso anestsico.
EFFEITOS DOS GAZES.
Mr. John LiviogatOM foi premiado pela uni-
versidade de Oxford, por urna memoria so-
bre os effeitos nocivos dos gazes sobre as plan-
tas.
Na sua experiencia emprogou oito gazes, sa-
ber ; cidos sulphorosos e hydrocloncos, cloro,
hydrogeneo sulphorado, amoniaco, xidos de
carbnico e nitroso, e gaz de illuminaco. Diz
que os gazes tanto as plantas como nos ani- y
maes, obrara como narcticos ou como irri-'
(antes.
Os gazos narcticos nao mudam o aspecto das
plantas, pois ficam to verdes c succulenlas de-
pois como antes de serem submetlidas sua ac-
cao ; porm quando se transplintam, morrem, e
em nenhum caso podem vlngar. Os gazes ma-
tara as plaas. A aceito dos gazes irritantes
meramente local. As ponas das folhas perdem a
sua cor e algumas vezes todas as folhas sao ata-
cadas ; porra se o nao o talo, a planta reco-
"a o se -'o"'.

Tem razio, meu to ; os soldados teem seu
quiuho de gloria c mais fadigas quo os ou-
tros.
Que duvida I disse Sabretache, ouvindo com
prazer Len chama-lo lio. Mas devo convir que
se nao obtivo poslos, foi um pouco por minha
culpa---- Quando fui moco, era lao m cabeca '
balia-me por urna palavra I e eslava muitas vezes
no chilindr... Aqu est o que mo fez mal...
Ah I com mil bombas! Eu pegava fogo por d c
aquella palha...
Senhor, por obsequio, tenha piedado dos
nossos ouvdos disse madama do Fierville ; jul-
ga sem duvida e-lar ainda no corpo da guarda.
Como? o que foi que eu dsse? murmurou
Sabretache pasmado.
Meu amigo, disse Cerisette rasada ; a se-
nhora nao est acoslumada a ouvir fallar to enr-
gicamente como Vmc. faz, e...
Ora, meu Deus disse Len, onde est o
grande mal? porque teu lio pragueja alguma vez
quando conversa? Fica certa, minha querida
amiga, quo se ello fosse general ningnem se for-
malisaria com as suas expresscs ; achariam pelo
contrario que a conversa se lornava mais nteres-
sanie.
Ah! entao pensa voc, meu sobrinho, que
me seria agradavel ouvir o senhor praguejar se
fosse general ? Agndeco-lhe ter do mim essa
opinio.
Pens, minha tia, quo a indulgencia nao
a sua virtude favorita, e que sem duvida nao
sua iulenco fazer a educacao do senhor Sabre-
tache. Na sua edade, ha hbitos que nunca mais
so perdem.
Sabretache I O senhor chama-se Sabreta-
che ?
Porquono, minha senhora?
Julgava quo isso era o nome de urna espe-
cie de patrona de quo usavam os hussards.
Com effeilo, minha senhora, mas tambem
o meu. F. depois, ha na sociedadesujeitos que se
chamara Lelivre, Lechal, Lecerf, e que nao sSo
animaes por causa do nome; nio vejo porque
OS BEBADOS SAO INCORREGIVEIS.
Dous velhos de urna aldeia das proximidades
do Bar, sobre o Sem, ambos carpinleiros. tendo
bebido mais do que deviam, foram lancar-se de *
cabeca para baixo, n'um tanque, no meio do pa-
teo da taberna.
O labernciro agarrou, felizmente, um delles
pelas pernas, porm o outro eslava asphyxiado
quando o tiraram.
A's reprehenses que foram feilas ao que so-
breviveu, respondeu elle tranquilamente :
Pois bem, cu lhe farci o caixo de graca.
E depois pedio mais vinho.
OFFICIAES DO EXERCITO TURCO.
Urna correspondencia de Gonslanlinopla pinta
assim o oslado que eslo reduzdos os officiaes
turcos : .. J
Um delles, que commanda um poslo era Or-
lakeio, aldcs do Bosphoro, quiz ir a Scutari : *
na outra margera, onde sua mulher careca de' '
pao. Era a 19 de julho.
Nao tendo dinheiro foi casa de um mar-
chante seu conhecido para que lhe empreslasse
algumas piastras. Encontrou l o proprictario da
casa do-talho, que exiga o pagamento dos alu-
gueis. O inquilino declarava que os seus fregue-
zes lhe nao linham pago, e que nao podia dar -
nada por conla.
Depois da partida do proprielario o oficial
disse ao marchante :
Quera pedir-vos um pouco de dinheiro
emprestado, mas vejo que nao pode ser-; in-
felicidade.
Sahodo d'alli vendeu os sapatos que tinha
nos ps, ecora as oito piastras que lhe produzio.*
a venda, pHe pagar a passagem do Bosphoro, a
comprar pao para sua mulher.
Commercxo do Porto.)
.

farailia-
raiio nao me hei do eu chamar Sabretache, sem
eslar agarrado ao cinturo de ura hussanl.
Madama de Fierville nao deu mais resposla.
Sahiram da mesa e Sabretache disse Gui-
chardet :
No me toa nada esta mulherzinha... Se
fosse ao acampamento havia do fazer-uos suar o
topte para p-la ao geito I
Meu charo Sr. Sabretache, o que quer espe-
rar do urna mulher quo nao gosta de msica?
Ella nao lera nada qui.
E o vclho profossor punha a mo sobre o co-
raco.
Mas como tia do Sr.Leon, disse Sabreta-
che, respeila-la-hci, e procuraroi nao sollar mi- I rrutta e albm tanoeiro
rias pragas na presenta della; ha de vexar-me,
mas na sua ausencia tirarei s desforra. Tem havdo tanoeiros que so leem tomado
A vinda do veterano reanimou a populagao dos excellentes msicos, minha senhora, o madama
Grandes Carvalhos, que ficra muito triste com a Dalbonno desse lado porfeitamerie dotada
vo, um to traa a sobrinha com toda a
ridade, como so fosso urna crianca.
Mas, com liecnca, minha senhora. A sobri-
nha do Sr. Sabretache j nao crianca, porque
madama Dalbonne.
Sei, senhor... Sei quo meu sobrinho com-
metlou a loucura de casar com a sobrinha do um
soldado... e tambem reparei queso chama es-
se senhor sen to. Nao acha isso singular?
Nao presto atlenco essas cousas, minha
senhora.
Eu bem desejra saber o que eram o pai e
a mi de Agatha, mas nunca fallan) nelles. De-
viam ser pelo menos alguma vendedeira j.o
*
i
,
presenca de madama de Fierville.
Os homens iam caca, pesca, jogavam bi-
Ihar, o noile Sabretache eslava sempre promp-
lo para jogar trinta o um, damas ou domin.
Madama de Fierville tratava o velho soldado
do mesmo modo que Cerisette ; nao lhe falla-
va, e quando por acaso lhe diriga a palavra, era
para dizer urna maldadn. Ento Sabrctarho pas-
eara os dedos pelo bigode; via-se que tinha na
ponta dos labios urna resposla prompla, mas um
olhar de Cerisette fa7ia-o calar, o elle nao res-
poudia franzindo o sobr'olho.
Len, esse nao supporlava com paciencia js
plheras que sua tia jogavs Sabretache, o ia-
Ihe respondendo, mas sempre em tora de gra-
cejo.
A principal oceupaco de madama de Fierville
pareca ser observar Cerisette e o veterano.
Certa larde, disse ella Guirhardel :
Nao acha, senhor, que este veterano sem
poslo, que este Sr. Sabretache, tem um moda
muito pouco familiar com sua sobrinha? Nao a
chama por tu.... Da parle dessa gente isso ad-
raira-me. Ordinariamente, entre a gente do no-
aprendeu msica em muilo pouco lempo, e sao
milagrosos os progressos que faz no piano I
Madama de Fierville rnordeu os labios e nao*
disse mais nada ; suas maldades nao achavam
echo era Guichardcl.
J muitas vezes Sabretache, caneado com as
indirectas que lhe atirava essa senhora, ante
qual era sempre obrigado estar com seto sen-
tidos, quizera voltar Pars; mas todas s vozes
que fallava em partida, Len lhe dizia :
Meu amigo, causar-me-hia pena se se re-
tirase. Em piimeiro lugar a sua presonca alo-
grando-nos, dissipa o aborrecimento que'minha
lia causa : depois nao quero que mada.na do
Fierville pens que o acolhimento pouco amavel
que fuer aos prenles de minha mulher obriga-'
r estes se relirarem : no lhe demos esse pra-
zerzinho,
(Confinuar-s-na.)
PERNTYP. DE M. F. DE PARIA. \W-~
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