Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08224


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Full Text
MI IXIY1. HOMEBO 211
Pop Ires mezes adianlados J>$000.
Por tres mezes yencidos 6$000.
ART FEIH1 12 DE SETEMBRO DE 1861
Pop anno adian.ado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUUSCRIPgAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Am.-uunas. o Sr. Joronymo da Cosa._________
PARTIDA l)U LUliUtlU..
Ohnda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sexias feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex Das quartas-feiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una, Barrciros.
AguaPreta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreiosparlem as 10 horas da manha.
PARTE OFFICIAL.
EPHEMERIDE DO M.EZ DE SETEMBRO.
8 Quarto minguante as S oras e 47 minutos
damanha.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manha'
1 Ouarto crescente as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 horas e 20 miDtosda tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as2horas e30 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
Guveruo da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 10 DE SETEMBRO DE 1860.------------------. .....^B....uu Huc a aiiuna, uc ijuc-
Ollieio mesa parochial da S de Olinda. se rala. era no daquelle, mas do Io batalhao do
Inteirado doconleudo do officio datado de hon-
lacaniento, que destaque o corpo nileiro, o que
so veriuccu no caso sujeilo. nao d tliesouraria
o dlreito de apreciarse a msica, ou nao do
corpo destacado, como observa V. S. era sua
dita informarao, allegando que a msica, de que
AD1NECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relaco : tergas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeir-i vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
tem, que acabo de receber, da mesa parochial da
S de Olinda, tenho a dizer que nesta data de-
termino ao chefe de polica que proceda na for-
ma da lei contra quem se adiar em culi
grave conflicto que a mesma mesa relata.
lendo dado as providencias que rae parecem
stillicientes para garantir o exercicio dessa mesa
parochial, a seguranra individual c a Iratiquilli-
dade publica, pode a referida mesa parochial pro-
seguir cm seus trabalhos, devendo haver-se com
a maior calma e criterio, nao se affaslando do
rigoroso cuniptimcnto de seus deveres, e evi-
tando sobretudo lodos os actos que possam na-
turalmente excitar os nimos, e leva-Ios a ex-
. tiernos desagradaveis e criminosos. -
Dito ao juiz-de paz presidente di mesa paro-
chial da Varzea.Em soluco ao que me cou-
sultaVnic. em ollieio de hontem, sobre o modo
por que deve cumprir o disposto nos arts. 49 e
50 da lei regulainentar das eleices, combina-
dos com o art. 8." das instrueces de 21 de
agosto ultimo, relativamente as d'eclararocs que
deve conler a acta especial da conbgem das c-
dulas, depois de terminado o seu recebimonto,
-v tenho a declarar-lhe que, sendo a disposic.o do
citado artigo 8. das inslruccoes de agost ulti-
mo inteiramentc idntica ao que preceilua o a-
viso n. 363, de 31 de oulubro de 1856 3.", j
Ulteriormente hara sido entendida e explicado
pelo aviso n, 366 de 5 de novetribro do mesmo
auno, cm harmona com a legislarlo anterior,
declarando-se que, nao podendo ascedulas se-
ren aberias, senao no acto da apuraro, occa-
sio, cm que somente se poderia conlicer quaes
as cdulas inutilisadas, a ospecilicaro destas de-
v via ser mencionada na acta especial da apuraro,
de que trata o art. 55 da supracilada lei regula-
meutar.
De conformidade c^m as citadas decises do
poverno imperial, cumpre que a mesa parochial
da Varzea formule agora a acia do recebimenlo
c cantagem das cdulas, com as declararles do
art. 49 da lei de 19 do agosto de 18 6, c "prosiga
nos trabalhos ulteriores do proeesso eleiloral
com a precisa regularidade.
Dito mesa parochial de S. Jos desta cidade.
llecebi o oBicio que me dirigi hontem a maio-
ria da mesa parochial de S. Jos desta cidade.par-
-,licipando naoter podido proseguir em seoslra'ba-
Ihos.e podindo providencias enrgicas para que
soja mantilla a libonlade de voto ; e em res>
ta tenho a dizer, que nenhurna outra provide.
a tomar-se, alm das qu
nesia una uu- r..... -.... u *,u u*. j'nm ummu, ucieiini- ----- ^"f uc 'muii uiu nossa ierra,
proceda na for- no *. s- que mande pagar referida msica os mas pensamos quo obrara mal. Aproveitemos
em culpa pe,o ^eTe^cal^^^^^ *"* amanhia o barmetro
arlilliaria. Pelo que, altcndendo ao que solicita
o commandanle superior do municipio desta ca-
pital era officio de 23 de agosto ultimo, determi-
1552Miguel dos Anjos Monleiro Informe o
Sr. inspector da thesourarid de fazenda
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Nicolao Tolenlino ; 9. Jader ab
11 Terca-. S. Theodora penitente ; S. froto ra.
12 Quarfa. S. Aula v. m. ; S. Juvencio b.
13 Cumia. S. Filippe ra. ; S. Ligorio.
14 Sexta. Exaltacao da Santa Cruz; S. Materno b.
15 Sabbado. S. Domingos cm Soriano.
16 Domingo. S. Domingos em Soriano.
EXTERIOR.
QuaDdo o mar esl calmo e o horisonte limpo,
ninguem se oceupa de marinha era nossa ierra,
que esleve destacada Communicon-se ao com-
mandanle superior do Recite.
Dito ao mesmo.Em vista da informacao do
inspector do arsenal de marinha, junta porcopia,
a o que se refere a de V. S. de 4 do corrente, sob
n. 928, dada acerca do requorimento, em que o
engenheiro machinisla engajado para o mesmo
arsenal Carlos Ma.-ia Colsoul. pede o pagamento
da gratificacBQ, que Ihe compete, nos termos do
art. 7. do sen contrato, porhaver .-presentado a
exarac tres do sous discpulos, que foram appro-
vados em meehanica, physica, chimica risco,
tenho resollido que ao mencionado engenheiro
soja paga somonte a matado da gratificarlo de
conformidade cora o final do citado artigo, se-
gundo indica o referido inspector. O que com-
munico a V. S. para seu conhecimento cexecu-
C-o.Communicou-se ao inspector do arsenal
de marinha.
Dito aoMiispector da thesourara provincial.
Em vista da conta junta, que me foi remellida
pelo chefe de polica com o officio de 6 do cor-
rente, sb n. 1222, mande V. S. pagar ao coro-
nel Joo Jos de Goveia a quanlia de 93*000,
despendid no mez de junho ultimo com o sus-
tento dos prezos pobres da cadeia da villa-Bella.
Communicou-se ao chefe do polica.
Dloaomosmo.Mande V. S pagar ao coro-
mos (o mar das Indias) exercia tamben) a sua
influencia as mnhas ideas: em todas as pocas
a marinha fnnceza ah se Ilustrara.
Nestas linhas, que em parte parecetn ter sido
_ escripias hontem, ha muilas verdades em poucas
palavras.
Rcconhecamos entretanto que basof.a ordina-
ria dos nossos visinhos nao chegou ao mesmo
-------------- ora presen emente ; trala-se na reahdade de mo-
designara hora tompo, e seria demasiado tarde. l,var ao.^ ".",s do Pvo inglez despezas Cabalo-
A revoluro linha anniquilado a marinha fcan-' rom lf!i 'azem-se pequeos para nos moslra-
ceza maiores,
. *......... A quem erganam ? Nao de certo a nos. At
A costiluicao aristocrtica do pessoal naval "<>je era bistante que um almirante qualquer
eslava destruida. i apresentass* annualmente acamara dos com-
Esse pessoal numeroso c luzidio acabava de !!!S "m ?iadr? comP,.ral,ivo das duas marinhas
,___ "">"" aiauava ae convenienlemento arraniado D3ra a orrasiao mra
!., L.1. P." .5 0n?:1 "8 gUe.r_ra da America :, s ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SUL^
Alagoas, o Sr. Claodino FalcSo Bras; Babia,
Sr. Jos Marlins Aires; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Marlins.
EM PERtf.VMBL'CO.
O proprietario do diari Manoel Fig~j?iroi de
Faria.nasua livraris praca da Independencia ns
o e o.
n,.i, i_ !""<. c .me- ro ministro em pessoa que tomou o (rahalhn Ho
casleaux ; tmha passado, tradicoes. urna fama grupar os algarismos e^de evocar o raonslro a
justaraenle adquirida. Tudo isso nao poda refa- lnvaso, ja zcr-se n'um dia. j rae. Lord i'almcrslon ter-se-ha lemlirado de
O quadro dos officiaes foi completado oor ho '< n"^1"'3"1" d'Z'3 : ^0V- Ca,-lUl ha de Pn8'lr>>
,_. i -uui|.iLiauo por no- c com urna pequea vanaro disse a si mosmn
mens valenles sera duvida, porm. nao es.avara se o povo tera modo, ha de pagar o oto
ha rnuilo que pagar, era-lhe preciso um grande
casos daUos, nao nos inspire especie algum de
susto nem de repugnancia, affirmamos que o que
fem lugar na Italia merece anles o norae de res-
fauraeo. E' a rcstaurar.to do direilo, a res-
taurarao da justira, por consequencia, a reslau-
racao da ordem. O verdadeiro estado revolucio-
nario, se poresla patarra deve-se entender oque
deve produzir urna revolucao, aquello em que
se achava a Italia quando rebenlou a guerra. Pe-
dimos licenc;a pora citar qui algumas linhas que
escrevi3tnos anles que a g uerra se houvcsse de-
clarado, o quando muita genie recusava dar-lhe
crdito. Diziamos entao : A Italia o orgiio
enfermo da Europa ; a sede da insomnia. A
Europa nao estar era repouso cm quanlo a Italia
potencias a que recorreu a corte do aples-, urna
respondeu-lhe: arranjo-se como poder; a
segunda lhe disse : arrependa-se e emnde-
se ; e a terceira at nao quiz ouri-la.
Oulro dia, ro parlamento inglez, um illusfre
legisla respondeu a um dos seus collegas com
esta simples phrase : Meu nobre amigo, disse
lord Broughara, diz que em violaco do direito
das gentes que o general Garibaldi foi libertar os
seus concidadaos na Sicilia. Tudo quanlo posso
dizer que se nao se pode fazer respeitar o direi-
\ s./enles senao a cusa da escrado e da
infelecidade dos povos, quanto menos-se tratar
elle lano melhor ser. E' curio, claro c
exacto.
Alm disso. observaremos a todos os cavalhei-
res do protocolo que elles se mostram muito
or o que Se abus,m da doutrina do respeilo mais diffices e delicados que aquelet cuja defe-
preparados para subir tao depressa era lo alto :
o marnheiro nio lem no sacco o bastao de ma-
rechal tao prestes a sahir da patrona do sol-
dado.
A baso fundamental de urna marinha de guer-
ra o seu estado maior.
preciso ter bons officiaes para ter bons na-
no Joao Jos de Goveia, conformo reqnesitou o ; vios. O capilo vale tanto quanto o navio'
chefe de polica cm officio de 6 do r.onente, sob1,.hamos nlrin= ,-* 4""io o navio, n-
n. 1221, a quanlia de 3:200 rs em que impor- "hamos navios. Porm, era ludo Parecera ig-
t.im n H.Tri.TG nii/.niHna iaoI/ hi#.-v/4 a* vii. I' flemasiadamento cm Franca nuo c sotnenle
lara as diarias abonadas pelo delegado da Villa
Bella em 16 dias, ao sentenciado Ant >no do Re-
g, que foi remettido para esta capital.Com-
municou-se ao chefe de polica.
Dito ao commandanle do presidio de Fernan-
do. Fara Vine, regressar esta "capital na pri- Por screm justos a respeilo de
dessa poca nefasta para a nossa marinha que
data a superiorioridade da marinha ingleza.
ndo bora que o saibam, ainda que s
um passado por
ineira opportunidade, afim de responder a novo deraais ignorado e para nao dcsesoeraiem dn f,>
julgamsnto, o prezo de juslica Manoel Pinhciro turo. eiem ao iu-
Danlas, que existe nesle presidio. v-
Nao era no reinado de Loii XIV, ainda menos
Dilo ao capitao do portoPode Vmc. dar o
conveniente destino ao recruta Antonio Scverino
dos Santos, visto que foi julgado apto para o ser-
viro da armada, conforme Vmc. declara cm seu
ollieio de 5 do corrente sob n. 163.
Dilo cmara municipal da Victoria.Em ros-
os- I posla ao officio, que me dirigi a cmara muni-
providon- c'Pal da ridade da Victoria, em 29 de agosto ul-
t l fin non foi di ranfla i< i h^Unp, H>% .j..
no do Luiz XVI que se poda assignar a Franca
urna posicao inferior nos mares. Ha urna tradi-
rao que algumas vezes dcsappareceu durante as
longas provaroes inflingidas ao nosso paiz, mas
que reapparece sempre e parece-nos hoje encon-
trada : a Franca nao pode nem deve resgnar-se
cm nada a ter o segundo lugar. So a infelicida-
res legaes, deiendo a mesa, no exerele
suas allribuiroes, haver-se com o maior crile-
rio, afim de quo as suas decises sejnm sempre
s osselladas pelo respeilo s leis e rigoroso com-
primen to de seus deveres, com o que conseguir
serenar os nimos, e evitar conflictos, como lem
feilo, que podein trazer funestas cousequen-
cias.
Dito no subdelegado de polica de Afogados.
Em resposla ao seu officio de hoje, que acabo
do receber, tenho a dizer, que lhe mando
Sentar seis pracas de cavallar!a com...
por um inferior, as quas juntas s de iufanlaria
'que alu eslao sob as suas ordens, julgo sulli-
rienles para repellir a aggressao em que me fal-
la no seu dito olficio, quando por ventura se d
caso em que deveri Vmc. empregar lodos os
meios de defeza que julgar necessarios.
Vmc. far voltar a furca de ravalUria logo pe-
la rnanhaa, devendo desde j requisitar ao te-
nenle-coronel comraandanie do batalhao da guar-
da nacional dessa freguezia a torga de que possa
precisar, alm da que j est sua dispo-
sirao.
Dito ao Dr. chefe de polica.Do conformi-
dade com o exposto cm seu officio desta dala,
acabo de conceder ao capilo de fragata refor-
mado, Caetano Alves deSouza Filgueiras, a exo-
ncracio que pedio do cargo de delegado de po-
li' ii ilo termo da cidade de Olinda, c ao tenente
Joaquim Fabrieio de Maltosa de subdelegado do
districto da mesma cidade, nomeando para de-
legado do mesmo termo o capitao Manoel Pereira
de Souza Burity, e remetiendo o titulo do ne-
t meado para ler o conveniente destino, recom-
inendo a V. S, quo baja de louvar aquelle capi-
tao de fragala pelos serviros prestados no exer-
cicio do cargo, cuja exoueraro acaba de lhe ser
concedida.
Dilo ao niosmo.Remello por copia a V. S. o
oflieio que me dirigi a mesa parochial da S de
Olinda, afim de que, vista das desagradaveis oc-
currencias nellc relatadas, proceda na forma U3
> lei, contra qnnm se adiar em culpa.
V. S. reconhece a necessidade de manter e de
demonstrar praiiramente o principio de que nao
licito fazer-se em eleigocs, o que nao pcrmitti-
do pralicar fra dcllas* e que mesmo os atlenta-
dos contra a seguranra individual n'aquella oc-
casiao teetn alcance de mais importancia, alfeclan-
do a interesses da sociedade, do que os praiicados
isolada e individualmente. Cumpre por tanto, e
espero, que V, S. lomar a especie sujeita na
.. maior consideraban, e se haver com a energa e
zelo, com que sempre se porta.
Dito ao coronel Francisco Joaquim Pereira Lo-
bo.Inteirado de quanlo Vmc. me c.ommunica
em seu officio do Io do corrente, tenho a dizer-
llie que assuma ocomioando superior da guarda
nacional desse municipio, logo que este receber,
licando entendido, pelo que expe Vmc. que s
o coronel Joaquim Cavalcanti de Albuquerque,
nccumulou no3 dias 7, 8, e 9 do corrente os exer-
cicios do commandanle superior da guarda na-
cional e de presidente da mesa parochial de Ma-
ranguape, Se apreciar posteriormente osclleitos
dessa accumularo.
Dito ao commandanle d3S armas.Srva-se V.
S. de informar rerca do que pede no incluso re-
quorimento o soldado Jos Caetano dos Anjos.
Dito ao commandanle da diviso naval.Pode
\. S. mandar desembarcar o recruta Jos Lou-
renro do Nascimento Pavo, visto soffrer elle ata-
ques de aslhma, segundo informa V. S. em seu
Officio de l do corrente, sob n. 161,
Dito ao inspector di arsenal de marinha.Em
vista de sua informarao de 6 do correle, sob n
, 3i 6, auioriso -o a admiltir na companhia de apren
acao,que fez,da renda da Palanca do assucar.de- -------------..-
bate' obr|Sa a descer, ella nao tarda era erguer-se.
ca administrativa ha ..
j teem sido postas disposico da mesma mesa, i
para fazer manter e respeitar as suas delibera- v.0" ser do "ovo P0-'las. crr> prara, com o a~
' io de '' :' Parlecomo Pfopoe essa cmara, as demais lj'" governo quo nao quizesse aceitar essa queda
rr"- '1' i? eoi?t,.d,s "'' labe,la. q"C acompanhou como iransilora, nao vivira e mereca ,iPS,,
aquelle officio, as quaes ueixaram de ser arre- rccDr mereca aesappa-
maladas pelos procos elevados em que ento i
basiadus. Ha sessenla annos que a nossa marinha nao
Dito ao Ihesoureiro das lolterias.Atlendendo lem feilo senao reatar rom maiores ou menores
ao que reprsenla Vmc. cm seu olficio de boje esforcos a cada dos lempos partida vir ,
aulonso-o a espacar para o dia 22 do corrente a SPr ., f / partida, para vir a
exlracao da I. parte da l.1 loltcria do collegio q ,ul' que deve ser- ""'a marinha
do ftum Coiiselho desta cidade. Jo P"rae)ra ordem.
ndoapre- Purlaria.O preaidenle da provincia resolve' Nossa historia, nossa honra e nossos ''nlcresses
mandadas nomear ?*rJ> Alexandrino Machado para o lugar | o querem assim.
:r......:. de porleiro do gymnasio provincial. N. .
Dita.O presidente da provincia, altcndendo I contaremos mais os navios : tranqullisem
ao que requeren Joo Hypolilo de Meira Lima,
arrematante de 1:067 bracas de empedraracnlo era
diversos pontos da estrada da Victoria, e leudo
cm vista a informarao da directora das obras
publicas, datada da 10 de abril desle anno, sob
ii 131, e o despacho da presidencia de21 daquelle
mez, resolve conceder-lho maw seis mezes de
prorogaco para a concluso das obras do seu
contrato a contar do dia em que se findou a que
lhe fui concedida ltimamente para esse fim.
Dila.O presidente da provincia lendo em
vista o que requereu o segundo escriplurario da
alfan )ega desta capital, bacharel Augusto Elizio
medo, um nedo proporcional.
O bom senso tradiccional inglez esl passan-
do por urna dura provacao. Deixar-se-ha levar
por esso Unido de armas c discursos com que o
ensurdecen com grande prejuzo do seus nego-
cios e de seus verdaderos interesses ? Parece-
nos quo miando a'guem tem a honra de governar
um granee povo, dcve-lho primeiro que tudo a
| verdade, e era vez de excitar as suas paixoes em
perigo do perturbar a paz do mundo, seria me-
lhor acalma-las. Esperamos, entretanto, pela
Inglaterra, assim como por nos, que a paz ha de
resistir a osas excilacoes imprdenlcs ; espera-
rao-lo, poque vemos cera razos em favor da
paz e nenhima pela guerra ; esperamo lo vendo
a alltude lime e moderada do governo do im-
perador, vndo tambera a forra calma e serena
da Franca, menos abalada de certo, e menos
nreoccupadi do qne se diz ou do queso faz na
cmara doscommuns ni Inglaterra, do que em
ir soccorrc os chrstaos do Oriente com ou sem
o auxilio ca Europa chrisla. Peguntaremos a
to pela forma indicada o final de sua citadVin-
furmaro.
Dito" ao inspector da Ihesouraria de fazenda. dala
Conmnnico a V. S. que, tendo adoecido o com
mandante da companhia de aprendizes marinhei-
ros, fui designado no dia 7 do corrente para com-
manda-la interinamente, o Io lente da armada
Ernesto Ignacio Cordim
Dito 3o mesmoAo coronel Joo Jos deGou-
veta mande V. S. pagar a quanlia de 73*920 rs..
em que importa a ctape abonada pelo delegado
oa villa Bella ao corneta desertor Joaquim Jos
de Santa Rita, como se v do pret junto em du-
plcala, qne me foi remellido pelo chefe de poli-
ca coro officio de 6 do corrente, sob n. 1221.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.O aviso circular de 10 de maio
de 1859 citado em sua informacao de 4 desle, e
era que fundamenta V. S. a impugnaco, que
faz, ao pagamento dos vencimenlos da msica,
que destacou nesta cidale cora o 4o batalhao de
iifantaria da guarda nacional, durante o mez pas-
sado, exigindo, para se poder pagar as msicas
dos corpos da guarda nacional em servico de des-
, se os nossos leilores. Ainda que nao nos enso-
berbecaraos pelo numero, a respoito de material
preferimos a qualdade quantdade; porm, j
que follara de guerra, fallamos della sem odio
nem temor ; nao haver mais nem menos. Nao
alcemos gritos bellicosos, porm, ainda menos
clamores de susto.
E' sobre o pessoal militar da nossa frota que
aos tratados, ho de vir a fazer dellcs um objeclo
de odio e desprezo. Assim como as leis s sao
respeladas sob coodicao de que ellas nao allen-
tcm contra a jus tica, assira t3nibem nao se con-
servara as nacoes nos tratados senao com a con-
dicao de nao suffoca-las c deixa-las morrer. Ha
casos em que as leis e os tratados sao o que ha
no mundo de mais revolucionario, urna provoca-
cao incessanle a insuricicao O quo diziamos
aritos da guerra, repelimo-lo depois. Nunca se
estabelecer cousa alguma duravel na Europa em
quanlo a condco da Italia nao for regulada, ew
quanlo ella nao entrar as vas naluraes. Nao
convm que os homeos polticos ou simi-polticos
pensem que o silencio a tronqullidade ou que
a compressao a ordem. A experiencia dos l-
timos qmrenta annos lhes devia ser bastante, e
aqui apenas fallamos da Italia. Nao devia haver
na Europa um homem que prezasse, nao a liber-
dade, mis somente a ordem publica, qua nao de-
sejasse ver, para repouso do mundo, a Italia trans-
formada em urna narao. Tudo o que um obs-
tculo a reconstituiro nacional da Pennsula, a
nosso pensar um obstculo ao reslabelecimento
da ordem europea.
E' bom sempre defender-se de ser revolucio-
nario, porm nao ha o mesmo inconveniente
pelo lempo que corre, em passar por demcrata.'
Por isso adiamos a censura eslranha da parte de
pessoas que sao extremamente partidarios do
za emprehendem. At- hoje, s ha um governo
que reconhecesse Gaibaldi, e o do rei de Na-
po.es. Esperamos quo com semelbanto intro-
ductor elle nao tardar em ser recebido na socie-
dade official.
John Lemoinne.
[Journal des Debis.II Duperron.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
ASSEMBLA GEIUL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO EM 13 DE AGOSTO DE 1860.
Presdcncfa do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de hacer da.
A's 10 horas e 50 minutos da manha o Sr
presidente abre a scsso, estando presentes 30*
Srs. senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do scguinla :
EXPEDIENTE.
Um officio do 1." secretario da cmara dos de-
potados, participando que por aviso do ministe-
rio dos negocios do imperio de 7 desle mez,
constou mesma cmara que S. M. o Impera-
dor consente na resolucao da asscmbla geral,
que aulorsa o governo para matricular, median-
te certas condcoos, as facuUades do Imperio
os alumnos que por motivos justificados nao
coraparecercm no prazo fixado para semelhante
fim.Fica o senado inteirado.
Oulro do mesmo 1." secretario, acompanhan-
do a proposirao que aulorsa o governo a con-
ceder um anno de licenca com ordenado ao Ur.
todos oslrglezcs, e nao faltam Inglezes que pas- suffragio universal, e quo nao economisara perio-
seem em franca, no momento em que escreve- dos eloquenles sobre as classes soTrcdoras, sobre
mos, que visiten) a seu gosto Pars, as pragas for- j a melhora da sorle do maior numero, sobre os
les, os poros militares ou de commercio, os ar- < 'nteresses das massas o ouIros lugares communs i
senaes, os campos, perguntamos-lhes de boa l sofirvelmcritc dera ocratlcos. Quanlo a nos de-1, C"rrL'a do s l,enevidcs 1. official
f, se temes ar de quem se prepara para vemos confessar humildemente que nao nos jul- J* B"C"ta"" de eslsdo ^negocios da justi-
guerra. para a guerra contra o seu paiz? Na 8am03 d'8nos da impulacio que nos fela A l a imprim,r ao estando j impicssa.
lhes fariamis a honra "de nos prepararmos me- 1uesl5 KUana nao urna' questo de democra- ,, Prcsid,'nlc da Provincia da Parahy-
Ihor que issr, o do lhes tomar a dianteira se cui- ^ d" socialismo ; urna queslo de narinna- M?, um.cxeraPlar dl> relalorio apre
dassemosem atacar a Inglaterra. Mas ento, se
nao cuidamos no ataque, nao convem mudar os 0 Guanos nao pedem 'a diviso dos bens -pe
papis e nao ser urgente cuidar na defeza ?
lal a cenclusao natural que devemos tirar,
a nosso ver, da situacao que nos futa pelo dis-
curso de lordPalmerston.
ca e de socialismo; urna ques.ao de nacona- senladoTa^mn "';"'K:'"- 7 re'al0r' apr"
dade e de liberdaMo. o que cousa mui diversa. dL?suV f-t PirVmC':1 aC, da abcf-
ura ue sua se.-sao ordinaria do correle
. quatro quintas par- ; ter esiaos maiores serapre comolei
tes do ordenado para tratar de seus negocios par- dp n romf> m '' completos em lemp.
tieulanu fnr.i ,i ri,i.i ; Paz crao cm lempo de guerja, e urna reser-
ticulares fora da cidade.
Dita.O presidente da provincia lendo em vis-
ta o que ponderou o cliofe de polica em officiu armada
ueSl.l (1.11.1 rrid.li-i\ r\nnnna. a_ n. aS. .. 1
desla dala, resolve conceder a exoueraro que
pediram do cargo de delegado do termo da cida-
de de Olinda. o capilo de fragata reformado Cae-
tano Alyes do Souza Filgueirase de subdelegado
do dislriclo da mesma cidade o tenente Joaquim
Fabrieio de Mallos, norneando para delegado do
referido termo o capilo Manoel Pereira de Sou-
za Durily,
Expediente, do secretario.
Officio ao Dr. Francisco Caldas Lins De or-
dem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
aecuso recebido o officio de 2 do corrente, em
as convenientes comrauni-
rente.fizeram-se
caroes
Dilo ao bacharel Cezar Oclavano de Olvera.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, aecuso recebido o officio de 27 de agosto
ultimo, no qual V. S. coramunica que na mesma
-- __, .-----.,. --------- nao
3. va^o Ierro pelo menos, suppondo toda a frota V1" annunciar-lhe ento, como ura resultado
obtdo repentinamente, de hontem para hoje,
que a marinha ingleza muito superior mari-
nha franccza.que ella tem era sua siluaro insu-
lar e colonial era sous capilaes e industrias re-
cursos mais cansideravei3 e mais seguros do que
os nossos para urna guerra martima, o que nada
tem que reteiar de nos, imaso ou ataque?
Quem Sabe entao se voltando de medo, vergo-
nhoso por U-lo manifestado demasiadamente o
por paga-lo lio caro, o povo inglez, levado pela
esperanra de laucar do si para muito lempo esses
ros olficiaes da renni.i;,, "'---------"""" panicos insensatos, nao teria tenroes de jogar
meio ::;z::z "l\^z\zz t: a Frans,: r da-uellas pariidas (^L-
rara a honra da bandeira nacional, e nunca de J" ZTT^LT "^ ^'T^
-'raaram a vista da desigualado das forcas. J VenCedr n* S*hm3 de cerl
Companheiro de Dupcrr e d'naraelin nos mares
das Indias, quando as nossas colonias e as uos-
sas estacoes navaes, eslavam entregues a si pro-
pnas pela mais cega indifferenca, Bouvet lutou
Nao se podo improvisar olfiraes na vespera
do combate, e no exercito naval os vacuos se la-
xen mais depressa do que sao preenchdos.
Contm somente o que nos tem cufiado a guer-
ra da China, ha quatro ar.nos, e a guerra da Chi-
na nao una guerra importante.
Hi pouco raorria em S. Malo um velho, um
' marnheiro cuja fama nunca nos pareceu propor-
cionada aos serviros que havia prestado a seu
-- ---------- .ut. uc i. uu "ini.nu, vio. ------- --.b 4uc nana presiaao a seu
Z!. cm,numca I', 'endo enlndo em 16: paiz. o sota-almirante Pedro Bouvet um dos ra
de agosto ultimo no gozo da licenca de 8 dias. que '--------- '
lhe fora concedida, renunciaran reslo della c
reassumira o exercicio das funeces de juiz de
direito da comarca do Rio Formo'so no Io do cor-
dala reassumira o exercicio do cargo de promo-iil >nnos c com felicidade contra um inimio
ir; t^Jtisrfjts merzmo,es-; ;empro srrior em nMmero-e con,r,b,,io pode-
Diloao Dr. Felisbimo de Mendonra o Vascon- P"ra Prolon8lr a defeza heroica das
cellosDe ordem de S. Exc. o Sr. "presidente da "ossas uI"raas possesses da India, que o menor
nI!Ca;i^C"S0 recetid oricio de 26 de "'lo poderia salvar. Se temos citado o norae
agosto ultimo em que V. S. communica quo na de Bouvet de preferencia a oimIrhpp n,
mesma dala assumira o exercicio das funeces de nn. qualquer. e porque
juiz de direito da comarca no impedimento do' er Provado exuberantemente o
primeiro supplenle, que se acha de licenca.
Dito a Joaquim Francisco Diniz.De" ordem
de S Exc. o Sr. presidente da provincia, aecuso
recebido o olficio de 28 de agosto ultimo em
que V. S. communica que, na qualdade de sexto
supplenle entrara naquella data no exercicio do
que estabeleciamos mais cima, que os bons of-
ficiaes fazera os bons navios. -Elle nunca os
leve seno mediocres e mos, fallando-lhes lu-
do, e mais de urna vez obrigado a economisar
at as raunicoes, c entrelante sempre leve con-
rl-------....... u^uchi uno uu exercicio uo ------*"* rmieiaue sempre leve con-
cargo do jiz municipal do termo do Rio Far-lfianra, e venceu a forca de energa e resolucao
m0S0, r.Allnnn^/,.A...L:.i. ...
DESPACHOS DO DA 10 DE SETEMBRO.
fequerimentos.
1539 a 1543 Antonio Romeiro Bezerra de
-K...j- Gouveia, Francisco Jos Tarares, llermillo de!
orees desse arsenal o menor de nome Climero Olvera Mello. Luiz Antonio da Fonseca Barros,'
Alvaro do Faria Pedroza, procedendo-se a respei- e Theotonio de Barros e Silva.J est prvido
lo pela forma indicada no final de sua citada in- o lugar.
o lugar.
154 iAntonia Rosa de Lima.Fcam nesta
ila expedidj as convenientes ordens para
- que seja posto em liberdado o recruta de que se
ira la.
1515Alexandre do Barros Albuquerqne.=
Passe-se porlaria concedendo a licenca pedida
1546Carlos Mara Coulsonl.Drija-se a ihe-
souraria de fazenda.
1547Donizio Ferreira Cavalcanti.Ao com-
mandanle do presidio de Fernando se expede or-
dem para fazer regressar a esta capital o preso
Manoel Pinheiro Dantas.
1548=Guilhermina Basilissa de Olvera e Sil-
va.Informe o Sr. director geral da instruccao
publica.
1549Jubo Francisco de Albuquerque Mello.
Ficam expedidas as convenientes ordens no
sentido que requer o supplicanle.
1550 Josepha Maria Ramos. Justifique a
supplicanle o que allega.
Costamos de ver sahir da narraro simplss e ani-
mada dos seus felzes combates um generoso
exemplo e urna nobre omulaco para a nossa jo-
| ver. marinha, mui levada lalvez a duvidar de si
mesma o do seu futuro. E' mui convenienle
desviar qualquer presumpeao ridicula e vaa, po-
rm, ainda mais necessario estar prevenido
contra um desanimo contagioso. Estas reflexoes
vecra a proposito, por isso que fallamos de guer-
ra e de guerra martima. Nao quizeramos en-
carar sob o ponto de vista poltico o que se pas-
sava as Indias orientaos em 1803; 1860 mais
que sufficiente ; lemos, porm, no diario do ca-
pitao Boovet algumas linhas que desejamos Irans-
crever:
Nunca tive odio aos inglezes ; porm, indig-
1551 Luiz pifanio Mauricio Wanderley.__O : "'o-"l''"'"" ,l,lBl uu equipageus que m
filho do supplicante s poder ser allenddo I f"'3'" augurar bem urna nova guerra, se pudes
quando estirer preparado em primeiras letlcas. I sernos aprecia-los, 0 Iheatro em que dos acha
. ----------------------------.. D.-----u-x- M-..U ictmuciuiiariu o muua
organisai;ao moral das nossas equipagens que me lo de lugar, o provaria quo sua situacao con
mr hom m. .. -...........Jn_ form( ao C0(Jg0i
Ha o de convir quo nao culpa da Franca ser
o primeiro ninstro a Inglaterra um anacro-
nismo. Elle chamava-se Pili ha cincoenla an-
nos. E' senpre imprudente ou criminoso nao
encarar a poiiro, porque ella grive. A Fran-
;a era caso algum se deixana sorprender. Eis
--------- ..,. Muv -- -o ->- uciAui.t ouijiieuuer. e.is,
chamamos particularmente toda a previdencia do se na0 os eiganamos, o que bem poder acon-
governo do imperador. lecer do ontu lado do estrello, quando os 300
de Castro Fonseca, e bem assim as informaedes Para estarom proroptos para qualquer servico milhoes forera devdamcnlo votados. Ho de
das repartirles competentes, resolve conceder- que se esperar delles, os nossos navios devem n,udar de linruagem e de lom. Ser preciso dar
I!" !o iSiS^iSSJSSS Bri i'i08 maiorfs serapre comp|c,os em temp T*ao povc 'I"!.pasa-.do p"8do s* d-
nheiro; o que elle exigir sem duvidi. E
nem menos mutilado que o
menos arruinado
vencido?
Ha quarenta annos que temos visto mais de
urna vez a guerra prestes a sahir fatalmente das
circunstancias polticas, e as vesporas do vir s
mo3 o noso paiz com a Inglaterra. Cromos
quo o que sempre erabainhou as duas espadas
quasi nuas, foi a eslima reciproca dos dous po-
vos; a mutua convceo du seu poder e do seu
patriotismo, e a certeza do que o son legitimo or-
gulho nacional dara a essa guerra proporces
inralculaveis. Deveriara dizer comsigo que so
Deus cm sua colera infligisse essa infelicidade s
duas narcs, que tantos interesses moraes e ma-
teraes convidan) concordia e paz, a que
houvesse provocado a outra tomara sobre si
urna respon3abildade terrivel.
Nao vamos debuxar o quadro dos desastres de
semelhante lula. Pertence quelles que leem
em suas mos os destinos dos imperios conside-
ra-los antes de ah lancarem os povos.
F. Caaes.
[Journal des Debis. H. Duperron.
Os Chnczes, afim de assustar os Barbaros,como
nos fazem a honra de chamar, invenlaram arvo-
rare agitar alraz de suas muralhas lees, tigres
e toda a sorle de animaes terriveis, porm pin-
tados.
Tambem tomos Chinezes no interior que, para
proteger os seus muros de papello piolado, fa-
zem mover a nossa vista um apparato immenso ..
de espectros verraelhos, e quando nao leem mais pedicoes dirigidas contra um paiz com que nao
(iiifrft nrcrumanln ir^u .. j.___i...:____i .... ......
dem antes entrar na posse do3 seus. E' sobre
ludo para quelles de nossos amigos ou de nos-
sos antigos amigos, rom os quaes temos a infeli-
cidade de eslar era desharmonia nesta queslo,
que fazemos esta advertencia. Urna das razos
da nossa profunda sympathia pela causa da inde-
pendencia italiana, que esta causa a nossa, se
olharem-iia de perto e em subsUncia. Qual a
dae que por toda a Italia esl frenle da revo-
luto? E' a ciaste liberal, a classe Ilustrada, a
classe que sabe ler e escrever. Se na Lombardia,
na Ilomanha, na Toscana, na Sicilia, cm aples
se fizer o recensesmenlo daquelles que sao cha-
midos revolucionarios, enconlrir-se-ha nelle os
ilhos das primeiras e das mais antigs familias,
e cora olles ludo o que constitue as elosses libe-
raes na mais ampl acceprao da palavra. Ha
nao sei quanlos annos que as capilaes da Europa
serven de asylo a militaros de refugiados italia-
nos que trazan, ora nomes patricios, ora nomos
celebres as lellras, as arles, as sciencas, e
que sao proscriptos por cousa desses mesraos no-
mes. Ha nao sei quanlos annos que os governos
italianos nao teem outra poltica senao suffocar a
inlelligenca humana como um peccado original,
e educar os povos pela ignorancia e servido. Se
aquellos que nos atacan) houvcssem nascdo na
Italia, estaran no exilio ou as prises, como
reos do crme de saber ler, escrever, fallar, pen-
sar, e eslaram hoje a frenle do movimenlo na-
cional, como lhes fazemos a honra de crer.
Quanto a nos, nao temos a prelenco de deci-
dir aqui se a empreza de Garibaldi opportuna
ou prematura, se deve ler como effeilo apressar
ou retardar o bom xito dessa nobre causa italia-
na, cujo triumpho definitivo para nos apenas
urna queslo de tempo; porm, succeda o que
succeder, todas as nossas sympalhias sao da le-
gio heroica que Garibaldi coramanda. Nao temos
nada que mudar na admiraro que haveraos mos-
trado por esse homem, nem na censura que lhe
dirigimos em oulra occasi.lo.
Nao possuimos o fetichismo democrtico mais
que qualquer oulro ; nunca tratamos Garibaldi de
cxcellencia ou do salteador; temo-lo simples-
mente chamado por seu nome ; e se nos pareceu
fra do caminho que havia trilhado, quando ser-
via dejoguete a urna intriga parlamentar que
poda comprometter o futuro da Italia, pareceu-
nos ser completamente reentrado ness3 va de-
pois que recomecou a guerra da Italia para os
Italianos.
Pois esta palavra Italia para os Italianos
que a palavra de ordem de Garibaldi, ao
mesmo lempo a razo, a justificado da.sua em-
preza e a sua desculpa para com PufTendorff e
Grorio. Sera duvida, eisto mais que sabido, o
desembarque na Sicilia nao rigorosamente con-
formo ao direito internacional; e entretanto, di-
gara o que disserera, ninguem pode obrigar a
conscicncia publica a considerar Garibaldi como
pirata ou flbusteiro. Nao ha duvida que o com-
portamenlo do governo piemontez que deixa
abcrtamenle armar e equipar em seus portos ex-
outro argumento, tralam-nos de revolucionarios
__.,----- -------------------.-".ui-iius no revuiuciuunrios, esia em guerra, e urna vtotarao ae todas as re-
nava-me profundamente o lora orgulhoso da ma- demcratas, e desprezadores de Grocio e de gras conhecid.s e convencionsdss entre as na-
rinha ingleza e da jactancia das folhas peridicas Valtel. Essa fantasmagora Produz o mesmo eocs. e entretanto nao ha um governo est.bele-
dessa nacao. Eu havia t.do occasiio de exami- effeilo que as sombras chinezas. Todava era cido que quizesse tomar o partido do direito es-
nar de perto essa marinha to temida ; ella pa- bom fix.r a accepcao desse nome de revolucio- crp.o e fazer-se solidario com o governo atacado
receu-me com effe, o me.hor constituida do que nario. Ha gente que, vendo S. Lourenco as Porque? Porque reconheceram que ac mTda.
a nossa...... Comtudo eu pressentia recursos na grelhas, julgaria um acto revolucionario o muda
- regras e das convencOes havia o direito natural
i- e a uslica porque comprehenderam que o go-
iuiii.o v i-uuiiiu. verno napolitano fra o proprio a comprometter mente tomada, e contra o discurso proferido na
Quanlo a nos, anda que a palavra, em cettos a causa commum de todos os governos. Das tres sesso ultima pelo Sr. riscondo de Abael, dts-
----------- anno.
RemcttiJo para o archivo.
Oulro do presidente da provincia do Paran,
remetiendo nra cxemular da colleccio das leis
promulgadas pela respectiva assembla provin-
cial em sua sessao ordinaria desle anno.A'
coramissao de assemblas provnciaes.
Ura requcrmonlo da cmara municipal da ci-
dade di Paranagu, provincia do Paran, pedin-
do a concesso de cinco loteras em beneficio das
obras da igreja matriz da mesma cidade.V
commisso de fazenda.
O Sr. 2. secretario l um parecer da commis-
so de fazenda ndeferindo b requerimento de
Antonio Luiz de Muura professor do clarineta
do conservatorio de msica desta cidade, em
que pedo urna subvengo de 3:500 annuaes por
esparo de dous anuos para ir Europa estudar
a sua arte.
Fica reservado para entrar na ordem dos tra-
balhos.
Comparccem no decurso da scsso mais 11
Srs. senadores
ORDEM DO DIA.
Contina a discusso. adiada pela hora, na ses-
so de 10 do prsenle mez, du art. 1. e seus
paragraphos da proposico da cmara dos depil-
ados, que altera algumas disposices da legis-
larn eleiloral, com as emendas apoiadas.
Veem mesa as seguintes emendas :
As 3. Era cada um dos dislrictos eleilo-
raes os respectivos eleilores se reuniro em um
s collegio, em lugar que o governo designar,
alienta'a commodidade dos eleilores. as pro-
vincias que deten menos de quatro depulados,
haver dous collegios eleitoraes,
a Ao 4. Os depulados assembla geral
sero eleilos c rocojjfiecidos laes quando obte-
nham a maioria absoluta dos votos dos eleilores
que comparecerem nos collegios eleiloraes. as
provincias que tiverem dous collegios a clei-
ro ser perfeita com a maioria relativa dos vo-
tos dos ditos eleilores.
Sala das sessdes. 13 de agosto de 1860.
Carnciro de Campos.
Sao apoiadas e cnlram conjuntamente em dis-
cusso.
O Sr. Vasconcellos relira as suas emendas com
consentmento do senado.
O Sr. Ferraz (presidente do consolho) passa
em resenha e refuta as argumentarles que leem
sido apresentadas contra o projecto.
Os que o censuram como urna imposigo que
o governo quer fazer pasjar a todo o custo, de-
vem so lembrar que a lei eleiloral existeole foi
imposta pela vontade forte do finado marquez,
e passou contra a vontade de muilos de seus a-
migos ; foi discutida com atropello, sem que
ninguem se lembrasso de impedir a sua passa-
gem pela protelacao.
O orador expende diversas considoracoes ten-
denles a mostrar os inconvenientes da lei exis-
tente, e a necessidade da reforma em discusso.
O Sr. Sonta Franco fez breves considerarles
respondendo ao Sr. presidente do conselho. Em
vista do requerimento que foi approvado na ses-
so antecedente, nao pode mais discutir como 6.
o seu dever, porlanto poucas vezes e por mui
pouco tempo oceupara a attenco do senado.
Nao responder s razes apresentadas pelo
Sr. presidente do conselho, porque entende qua
esto todas respondidas nos discursos anterior-
mente proferidos contra o projecto.
O Sr. Vasconcello faz breves consideracoes,
protestando contra a medida regimental ultima-
mente tomada, e contra o discurso proferido na


V*
MAftlO DE VlgyXAMiffiCO. Qt'AltTA FEl^A i-2 DE SETEMBRO DE 1860.

curso que o orador repula o osis violento que
se lem proferido no parlamento brazileiro, so-
no tambem nos parlameutos eslrangeiros.
Nao oceupar mais a silencio do senado em
vista de urna medida que. segundo disse um
membros da maioria, enroloe urna violencia e
um escarneo.
O Sr. D. Manoel expende igualmente algumas
consideracoes protestando vivamente contra a
medida regiment ltimamente lomada, e decla-
rando que nao oceupar mais a attenco do se-
cado. F.ulende que felizmente a discusso que
lem bavidoj 6 bastante para que o patz"fique
iormando um jui/.o, e lavre a sua sentones a rea-
peito do procedimento da maioria.
Vola contra o projecto.
Julgada sufcicutcmenle discutida a materia,
c subraettida | volaco o arl. 1., passa cora to-
dos os seus paragraphos ; ficando prejudicadas
as emendas.
Segue-sc a discusso do art. 2.", e nao haven-
do debate, passa igualmente ; e por Um a pro-
posico para a 3.a discusso.
O Sr. Silva Ferraz requer ento agencia ;
a qual apoiado c approvada a fin de se verifi-
car tal discusso na segirinte sesso.
Entra em 2.a discusso a proposico da c-
mara dos deputados, que eleva a Si o uumern
<]ss loteras j concedidas ao thealro Lyrico des-
a corle.
O Sr. D. Manoel far mui broves observa-
do es ; lembra ao senado que em urna das ulti-
mas sesses um artigo additivo foi oTerecido na
cmara dos Srs. deputados conlendo a disposicao
do projecto cora discusso : felizmente aquella
cmara foi bstanle sensata psra rejeta-lo, nao
obstante o gabinete desejar a passagera delle.
O Sr. Ferro: (presidente do conselho) decla-
ra que apezar de ser avesso s loteras acha nc-
cessario que o -secado conceda estas, em virude
do coutrato celebrado pelo gabinete de 4 de
inaio com a empreza lyiica. Tor esse contrato
o goveruo se acha obrigado a subvencionar o
theatro Lyrico.
O Sr. Souza Ramos fez breves consideraQes
contra o projecto.
O Sr. \ieconde de Jcquitinhonha diz poucas
palavras em defeza do mesmo.
O Sr. Ferreira Peana faz algumas conside-
racoes impugnando o mesmo.
O Sr. Visconde de Uaborahy aprsenla a se-
guinte emenda substitutiva :
Artigo. Ficam concedidas nova empreza ly-
ric.i doze lolerhs como subvencao duraalo o ter-
mo da prorogaco do contrato pelo decreto de
\2 do marco de 1858. S. R.Visconde de Ua-
borahy.
E' apoiado, e fica a discusso encerrada por
-io haver casa para se volar.
O Sr. presidente d para ordem do dia da se-
guinte sesso :
Volaco sobre a proposico cuja discusso fi-
cou encerrada :
3a. discusso da proposico da cmara dos de-
putados. que altera algumas dsposieoes da legis-
lado eleiloral :
1." e 2.a discusso dr proposta do poder exe-
cutivo, que lixa as torcas de trra para o anno
financeiro do 1861 a 1862, cora as emendas da
cmara dos deputados.
Levanta-se a sesso as duas horas e 0 mi-
nulos da tarde.
a discusso, ap-
ir a saneco impe-
csgoslada a materia
feudo nov3menle ingresso o Sr. mniisiio, vil-
Ira logo em 2a discusso a proposta c.om as
emendas, e sao julga.Jos discutidos todos os arii-
gos o emendas. Retkando-se o Sr. ministro
com as mesmas formalidades com que. fra rece-
bido, e posta votaco .proposla com as emen-
das da cmara dos depilados, passa para a 3*
discusso.
Contina a discusso da\iroposico adiada ho
je, em cousequencia da che&a Ja do Sr. ministro
da guerra, a dad*, por find
provada a proposico para
rial.
O Sr. Prndente declara
da ordem do dia, e d para a/ da seguinle sesso.
1* e 2a discusso das emendas da cmara dos
dcpulados proposito do senado, que sulorisa
o governo para mandar passar carta de naluraji-
saco de cidado brasileiro ao subdito porluguez
Antouic Maximiano de Figueiredo ;
Io e 2a discusso da proposla do poder execu-
tivo filiando a forc.a naval para o auno linanceiro
de 18lil 1862, com as emendas di cmara dos
deputados.
Coutiiiuaco da 2" discusso do piojecto do se-
nario, regulando os directos provenientes da resi-
dencia de que trata o art. 6o lc da consliluico,
com as emendas apoiadas.
Levanta-se a sesso 1 hora da tarde.
ras, som lenr e principio consagrado no arl. 6."
da consliluico.
Nao ha venda mais queu lenha apalavra. oSr.
presidente declara encerradaj discusso por nao
Comparecer no decurso da sesso mais 9 Srs.
senadores.
ORDEM DO OA.
Submettida votaco, por ter Picado encerrada
haver casa para se volar, e d para ordem do dia a discusso na sesso anterior, rejeitado o art.
da seguinto sesso : Continuar da 2.a dhrcus- i 2.a do projecto do senado que prohibe a venda
sao de projecto do senado que regula os keilos de escravos debaixo de prego e em cxposic.o
provenientes da residencia de que trata o ari. 6.
5 l. da consiituico, comecando-se pela votaco
do art. 1. e seus paragraphos, cuja discusso fl-
coa encerrada ; 2.a discusso do projecto do se-
nado prohibindo a venda de escravos debaixo de
gao e em exposicao publica ; 8.* discusso das
proposites da cmara dos deputados ; 1, ap-
provando a penso annual ao 1:<4Q$, concedida
repai (idamente baronesa di Vicloiia c sua fl-
Iha ; 2o, approvando a eleva^o de 1-2009 da
penso concedida ao lenle coronel Francicco
Xavier de Barros Galvo ; e 8o, mandando con-
tar a antigitidadc dos officiaes da aroiada e do
respectivo corpo de fazenda que tivercra servido
bordo dos navios de guerra como pralicanles e
pilotos desde a dala das respectivas nomeacoes ;
csulinuaco da 1." discusso dd proposico da
mesma cmara fazende extensiva ao bachaicl
formado pela universidad e de Coimbra Jos da
Molla de Azevedo a disposicao do arl. 1,' do de-
creto n. 23 de 30 de agosto de 1834.
Levanla-se a sesso s Ires horas da lardo.
SESSO EM 16 DE AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli de
Lacerda.
A's enze horas da manha o senhor pre-
sidente abre a sesso, estando presentes 30
senhores senadores.
Lida a acta da antccedenle, anrovadt.:
EXPEDIENTE.
O Sr. Io secretario le um ofcio do 1. secreta-
rio da cmara dosdeputados participando a elei-
co da mesa que alli dore servir no presente
mez.Fica o senado inleirado.
Comparecen, no decurso da sesso mais alguns
Srs senadores.
ORDEM DO DIA.
Entrara em 1." discusso e passara para 2.a, e
desta para a 3.a, sem debate, as emendas da c-
mara dos deputados proposico do senado que
aulorisa o governo para mandar passar carta de
naturalisaco de cidado brasileiro ao subdito
porluguez Antonio Maximiano de Figueiredo.
Era seguida sao sorteados para a depulaco
que deve receber o Sr. ministro dos negocios da
manaba os Srs. Queiroz Coutinho, visconde da
Don-Vista e visconde de Sapucahy.
Introducido o Sr. ministro cora as formalidades
do esiylo, loma assenlo na mesa, e entra em 1."
discusso a proposla do poder executivo. que
ixa a forca naval para o anuo financeiro de 186!
a 1862, com as emendas da cmara dos dcpu-
lados.
Dada por finda a 1.a discusso, sane o Sr. mi-
nistro para se volar, e passa a proposta com as
emendas para a 2.a discusso.
Inlroduzido de novo o Sr. ministro, lem lugar
a 2.a discusso.
O Sr. Visconde de baet pondera que ha des-
de largo lempo grande desconleutamcnto na clas-
se da maiiuha. Tres causas influem para esse
descoulentamento : a priineira a insutliciencia
dos vcnciinonlos dos oiIciae3. Um dos minis-
tros passades j reformou e consultou raelhor i
sorle dos officiaes do rorpo de sau.le ; mas esse
inelhoramento nao sendo eslendido a todos, de-
via excitar um justo e grande descontentamente
O gabinete transado tratou de satisfazer a esse
clamor ; mas os obstculos que contra elle se
suscilaram nao lhe pormilliram fazer votar urna
resoluco que existia nesse sentido.
O actual governo se acha desembarazado para
fazer passar urna medida nesse seniido, e o ora-
dor deseia ouvir a opinio do Sr. ministro da
marinha a este respeito.
A segunda causa a dislribuicodos coraman-
dos, que nao feita cora a devida igualdade. O
orador deseja informacoes do Sr. ministro a este
respeito.
A terceira causa a falla de urna lei que regule
os accessos. Bxislindo no senado um projecto de
lei sobre esla materia, emende conveniente que
o senado se pronuncie fobre ella. Deseja que o
. Sr. ministro declare igualmente quacs sao as
t suas vistas e o seu modo de entender a esle res-
peito.
O Sr. Paes Brrelo (ministro, da marinha) est
dcaccordana maior parte-das observarles que
acaba de fazer o Sr. visconde.de Abacio ;" concor-
da em que necessario fazer alguns retoques na
lei das promoedes. Adopta era geral o projecto
da cannra dos Srs. deputados que regula esta
materia.
Quauto distribuicBo dos commandos, ainda
nao pode resolver nada, em visla da dilliculdade
de esUbelecer :egras a esse respeilo. Euleude
que nessa dislribui.;o nem seoipro se devp tel-
era visla a antiguidade e a gradnaco do u(:ial,
e que muilas veies mister que o governo se
guie pela confianca. Eiilrelanlo julga necessario
ostabeleccr regias sobre esse ponto.
As quoixas sobre exiguidade de vencimenlo*
sao geraes em todas as classes de empregados em
razio do progressivo encareciracnlo de lodosos
gneros ; entretanto enten le que o governo ou o
corpo legilalivo nao podo acompaohar esse
augmeiitowle necessidade na situaco financeira
do paiz.
OSr. Vizconde de Jcquitinhonha entende que
o desanimo que se ola na classe da marinha
a anliga grafi-^deT^^ 'Sft!SStV 2
nos acharaos ha rauilos anuos. Os railiiare-
qner de Ierra
Sr
30
mez, sao
SESSO EM 14 DE AGOSTO DE 1860.
Presidencia de Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de Lacerda.
s dez horas e tres quartos da manha, o Sr.
presidente abre a sesso estando presentes 31
senhores senadores.
Lida a acia da anterior, approvada.
EXPEDIENTE :
O Sr. Io secretario le um olficio do 1 secreta-
rio da cmara dos deputados, participando que a
uiesraa cmara adoptou as emendas do senado
proposico que declara que o banco do Brasil e
suas caixas Bliaes sao obrigados a realisar suas
natas era monda metlica vontado do portador,
e que vai dirigir a inesma proposico a saneco
imperial.Fica o senado Inleirado.
O Sr. 2o secretario le. ura parecer da coramisso
d9 fazenda sobre o.projecto que prohibe as lote-
ras e rifas de qualquer especio nao autorisadas
por lei propondo que se adopte o projecto com
as emendas que olTerece tendentes a ficar com-
pelindo ao governo a concessao das loteras, re-
rogada a lei de 6 de junho de 1831, observn-
dole a esle respeilo varias disposicocs. Vai a
imprimir.
1.0 mais um parecer da commissao da mesa
concedendo 6 mezes de licenca ao official da se-
cretaria do senado Andr Antonio de Araujo Li-
ma, para trotar de sua saude na Europa, com
Q
cacao, sendo o voto do Sr. presidenle dado em
separado que Iheseja concedida a licenca com o
ordenado simplesmenio, por entender que nao
convem alterar-so o principio adoptado pelo se-
nado de serem s devidas as gratificbaos pelo
efteclivo exercicio.Fica sobre a mesa para entrar
na ordem dos Irabalhos.
Comparecem no decurso da sesso mais 9 Srs.
senadores.
ORDEM DO DIA.
Submeltid* volaco, por ter ficado encerrada
na sesso antecedente, a 2a discusso da propo-
sico da cmara dos deputados que eleva a 24 oft
numero das loteras j concedidas ao thealro ly-
rica desta cldade, rejeitada a proposico. e igual-
mente a emenda substituida do Sr 'visconde de
Uaborahy.
Entra era 3J discusso a proposico da mesmi
cmara que allera algumas disposicOes da legis-
laco eleiloral.
O Sr. Souza Ramos combato o projecto por
precipitado o prematuro ; porque desprestigia o
parlamento e desraoralisa o sysleraa representa-
tino ; porque contcm todos os vicios do systema
vigente, sem ter nenhuma de suas vantagens ;
porque far que a lei eleiloral seja reformada
continuamente no Om de cada legislatura.
Votar contra a lei por continencia com suas
opiniespassadas a respeito da materia. Deseja-
ria dar o seu voto ao gabinete ; mas sabe que o | discusso" "e
eu voto nao faz falla ao governo, que lem gran-
de numero de amigos que o acompanhem ; o seu
voto, incoherente eora o seu passado, al poderia
desvirtuara voloco da maoiria,
O 5i',SnimMl'mnstro dos negocios cstran"?-
ros) pondera que a falta do voto do nobre senador
que acaba de fallar, como o do todos os oulros
que coro elle pensara, bstanle sensivel para o
governo; comtudo, aprecia e respeita os motivos
de coherencia que o levam a volar assirn.
O orador fez breves consideracoes defendendo
o projecto das arguicoes fetas pelo Sr. Souza
Hamos.
Achando-se na aate-caraara o Sr. ministro dos
negnos da guerra, o Sr. presidenle declara
adiada a discusso e sao sorteados para a depu-
tacao que deve receber o* Srs. baro de Muriliba,
ni'rqucz de Olinda c Queiroz Coulinho.
Sendo inlroduzido o Sr. ministro com as for-
malidades do esiylo, toma assenlo na mesa, e
entra em Ia discusso a proposla da poder ex'o-
cuiivo que (xa as torgas de Ierra para o anno fi-
nanceiro de 1861 a 1862, eora as emendas da c-
mara dos deputados.
Encerrada a discusso, e tendo sabido o Sr. mi-
nistro para so volar, passa a proposla com as
eaeDjas pora a 2a discusso.
iiuer de mar, nunca vivera salis-
leitos em lempos de paz, porque nao vivera de
sidos, vivera da gloria e da aspiraeo de poslos
elevados.
de marinha nao
aos de outras na-
0 sold de nossos oflicines
diminuto, se o comparnrmos
Qes eivilisadas e poderosas.
O que o orador emende ser mais utlljpara evi-
tar as queixas eo descoulentamento abrir car-
reira para a mocidade, d'esatravaucar-lhe o ca-
miuho oceupadp pela velhice.
O orador nutre grandes duvidas sobre a ins-
tiluico do conselho naval ; cr que nao tora
prestarlo os ser vicos que delie se esperavam. De-
seja que o Sr. ministro o informe a esse respeilo,
nao agora, mas quando se discutir o orcamenl
da marinha.
O Sr. Visconde de baelc faz algumas obser-
raeos sobro o artigo em discusso.
O Sr. Paes Brrelo [ministro da marinha) da
breves explicaces.
Sao julgido's discutidos todos os arligos da
proposla com as emendas da cmara dos depu-
tados.
Retirando-seo Sr. ministro cora as formalida-
des com que fura recebido, e posta votaco a
proposla, passa com s emendas para a 3.a dis-
cusso.
Contina a discusso, adiada na sesso de 3 do
corrente mez, do arl. I" e seus paragraphos do
projecto do senado que regula os direitos prove-
nientes da residencia de que traa o arl. 6." -i 1.
i consliluico com as emendas apoiadas.
Sr, Baro de Muriliba tern de mandar
mesa una emenda ao
e pelas
prujecto que se acha em
por isso a justifica com algumas
consideracoes. Com essa emenda so pora termo
aos conflictos com as legac&es eslrangeiras por
causa do arl. 6. da consliluico. *
Entretanto, se o Sr. ministr dos negocios cs-
Irangeiros nao acolher essi emenda, o orador
uao duvidar em votar pelo projecto
emendas do mesmo Sr. ministro.
Manda mesa a seguinle emenda substitutiva
do art. Io :
Arl. 1. O direito que regula no Brasil o es-
tado civil dos eslrangeiros ahi residentes sera
ser por servigo de sua naci, poder ser tambera
applica lo ao estado civil "dos filhos nascidos no
imperio desses mesmos eslrangeiros, smenlo du-
nte a raenoridado o sem prejuizo da sua
SESSO EM 18 DE AGOSTO DE 186a
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavatcanli
de Lacerda.
A's 10 horas c 55 minutos di manha, o
presidente abre a sesso, estando presentes
senhores senadores.
Lida as actas do 16 e 17 do correuta
ambas approvadas.
O Sr. 1. secretario d conla d seguinle
EXPEDIENTE.
Ura oflicio do 1 secretario da cmara dos de-
putados, participando que a raesma cmara adop-
tou as emendas foitas pelo senado s proposi-
Qcs que aulorisam o governo a mandar matri-
cular na faculdadc de medicina do Riu de Janei-
ro a Fabio Sizino Bastos da Silva, na da Baha a
Thoraaz LourenQo da Silva Pinto, e nafaculdade
de direito de S. Paulo a Pedro Luiz Rodrigues
llorla, e vai dirigirs mesmas resolucies a sane-
co imperial.Fica o senado inleirado.
Outro do Sr. senador Francisco do faula Al-
raeida e Albuquerque, solicitando una deciso
a respeilo do direito dos senadores ao seu sub-
sidio.E' remellido comraisso 4e consli-
luico.
Odtro do presidente da provincia de Sergipe,
remellen lo ura exeraplar do relator com que
foi aberla i respectiva assorubla provincial no
dia 5 do marco do corrente auno. V enviado
para archivar.
O Sr. D. .\fanoel participa nao ler compareci-
do s duas ultimas sesses por incomnodo do
saude.Fica o sonado inleirado.
Comparecem no decurso da sesso mais 5 Srs.
senadores.
ORDEM DO DIA.
Subraettido votago por ter ficado encerrada
a discusso na sesso anlorior, rej eitido o art.
Io e seus paragraphos do projecto di senado,
quo regula os direitos provenientes da residencia
de que trata o art. 6 Io da consliluico, e
igualmente as emendas do Sr. Causansio de Si-
nimbu aos 1, 2o, 3o e 4o ; passando i emenda
substitutiva dos Srs. baro de Muriliba. e viscon-
de de Maranguape, e a do Sr. Cansano de Si-
nirabu to 5.
Segue-se a discusso do art. 2" di projecto
cora a emenda do Sr. Cansanso de Sinirab ; a
qual emenda a pedido de seu autor retirada
com consenlimento do senado.
Terminada a discusso, rejeitado o arl. 2 e
passara as emendas substitutivas do prjcclo pa-
ra a 3' discusso.
Tem lugar a 2a discusso do prejecti do se-
nado, prohibindo a venda de escravo; deoaiso
de prego e em exposicao publica ; e tomec.a-se
pelo arl. Io, que passa sera dbale.
Entra em disiiissSo o arl. 2.
O Sr. Visconde de baet eutenda qce o pro-
jecto oxcessivamenle favoravel sbr.'e dos es-
cravos, e que concele-lhes favores de. uo mili-
tas vezes os proprios livres nao gozara. Prope
algumas duvidas a respeito da disposcao do arl.
2a, e pede explicaces ao nobre senador autor do
projecto.
O Sr. Silveira da Moltt expendo algumas
consideraces justificando o projecto, e rcsolven-
do as duvidas suscitadas pelo ora dor (ue o pre-
ceden.
O Sr. Dardo de Muriliba julga que se devem
fazer algumas limitaoee disposicio do art. 2o
do projecto; justifica c offerece a seguinle
emenda :
Em lugar de particularesdiga-scera le
!odiga-se 10 em lugar de21 anoos.
E' apoiada e entra conjunctainenie em dis-
cusso.
OSr. Silveira da Molla nao aceita a Io emen-
da, porque iria contrariar em grande parte o pen-
samento humanitario que o projecto tem em vis-
ta ; est porm prompto a adoptar a 2a, a acei-
tar alguma modfieaco uo que diz respeilo de-
signaco da idado dos escravos pera roderem ser
separados de suas rais.
U Sr. Bardo de Muriliba faz algumis couside
races justificando as emendas por e'le aposen-
tadas.
O Sr. Visconde de baet aprsenla algumas
reflexes em apoio das emendas offercidas.
Nao havendo maisquem livesse a palavra, o
Sr. presidente declara encerrada a discusso por
nao haver casa para se votar ; e d para ordem
do dia da seguinto sesso : continuacao da 2a
discusso do projecto do senado, prohibindo a
vend de escravos debaixo de prego e em ex-
posicao publica depois da volaco sobre o art.
2o, cuja discusso ficou eneeirada ; 3a discusso
das emendas substitutivas do arojecto do senado
regulando os direitos provenientes da residencie
de que traa o art. 6 1 da constituico ; 3a dis-
cusso das proposicoes das proposlas do poder
execnvo, cora as emendas da cmara dos depu-
tados; Ia fixaudo as forjas de trra para o anno
financeiro de 1851 a 1862 ; e 8" fixando a forca
naval para o raesrao anno. E as oulras mate-
rias j designadas.
Levanla-se a sesso a 1 hora e 5 minutos da
tarde.
publica, assim como a emenda do Sr. baro y0
Muriliba.
Segue-se a discusso do art. 3 do projecto, o
qual rejeitado sem debato.
Entra em discusso o art. 4., ao qual o Sr.
Souza e Mello offerece a seguinle eme-.ida :
Em vez da primeira parte, dir^a-se ; Fi-
cam isentas do pagamento da me.a-sua as ven-
das de escravos que se fizercm 'jo municipio da
corle para o servido da lavoura deste ou de qual-
quer outro municipio.
Na segunda parte substi'.ua-se neslo muni-
cipio, pornesta cidade e dentro dos limites
aa decima urbana.20 de agosto de 1860. Salva
a redaeco .
E' apoiada e entra conjunctamente em discus-
so, e (inda ella rejeitado o art. 4." e a emenda,
passando por (ira o projecto emendado para ter-
ceira discusso.
Enlram cm terceira discusso as emendas subs-
titutivas do projecto do senado regulando os di-
reitos provenientes da residencia do que traa o
art. 6. 1." da consliluico.
Q Sr. Nabuco, tendo orado e volado pelo pro-
jecto primitivo, v-se agora obrigado a volar
centra a emenda substitutiva, que passou ter-
ceira discusso, visto como essa emenda, no seu
entender, coutraria completamente o peusaraento
que servio de base aquello projecto.
Manda mesa a seguinle emenda :
Aos filhos do eslrangeiro, nascidos no impe-
rio, sao apphcaveis, salva a nacioualidade, as leis
pessoaes do domicilio de seu pai, relativas ao
estado e capacidsde civil, guardadas, quanto
successo abintestado ou testamentaria, as leis do
imperio que regera os immoveis.
O governo, no regularaento quo der para a
execuco desta lei, providenciar sobre a garan-
ta das dividas das herancas e cobranca dos res-
pectivos impostos. Nabuco de Araujo .
E* apoiada e entra conjunctamente era dis-
cusso.
O Sr. Visconde de Maranguape faz diversas
consideracoes respondendo ao Sr. Nabuco e de-
fendendo a emenda assignada pelo Sr. baro de
Muriliba e pelo orador.
Terminado o debate, so approvadas as emen-
das substantivas c remedidas coramisso de
redaeco, julgaudo-se prejudicada a emenda do
Sr. Nabuco de Araujo.
Entra era terceira discuso, e approvada sera
dbale para subir saneco imperial, a proposla
do poder executivo quo Osa as foreas de Ierra
para o anno financeiro de 1861 a 1862, com as
emendas da cmara dos depulados.
Tem lugar a terceira discusso da proposla do
poder executivo fixando a forca naval para o dito
anno financeiro, cora as emendes da cmara
dos depulados.
OSr. Visconde de baet mostra a necessidade
quo ha de que se augmenlcm os vencimentos dos
olficiaes coin'aatentes da raariuha, mrraenle al-
leudendo-se a que os olficiaes do corpo de saude
j obtiveram augmento de vencimentos.
Nao foi elle orador o uoieo que como minis-
tro da marinha se lembrou dessa medida em fa-
vor de urna classe que a elle lera direito. Em re-
latnos anteriores, que o orador le, acha-se in-
dicada em lerraos muito claros a necessidade
desse augmeiito.
na ses- ^ antecedente a 3a discusso, e approva-
JjaP'. Pou.er executivo que Qxa a forja naval para o an-
no- financeiro de 1861 a 1862, com as emendas da
jamara dos deputados.
Enlram em 3a discusso, cada urna por sua
vez, e sao approvadas sem debate para subir
saneco imperial, as proposicoes da cmara dos
i Troldos: 10' aPPr,,Tan<> a penso annual de
1;440J concedida repartidaracnte baroneza da
'iCt^e sua Qlha ; ** PP>vando a elevacao
* ViP^ Ja Pensa0 concedida ao lenente-coro-
nel Francisco Xavier de Barros Galvo; e 3a,
mandando cootar a antiguidade dos otficiaes da
armada e do respectivo corpo de fazenda, que li-
verem servido a bordo dos navios de guerra como
pralicanles o pilotos desde a data das respecti-
vas nomeacoes.
Contina a Ia discusso, adiada em 2* de ju-
nho do anno passado, da proposico da mesma
cmara fazendo extensiva ao bacharel formado
pela universidade de Coimbra, Jos da Molla de
Azevedo Correa, a disposicao do art. l-> do
decreto n. 23 do 30 do agosto de 1831.
Dada por finda a ia discusso, passa a propo-
sico paro a 2a, na qual entra logo, e passa sem
debate para a 3a.
Segue-se a 3a discusso do projecto do senado
prohibindo as loteras e rifas de qualquer espe-
cie nao autorisadas por lei, com o parecer e
emendas da coramisso de fazenda, as quaes emen-
das sao apoiadas.
Vera mesa as seguintes emendas :
1. Ao arl. 1. : Em lugar deprisao de tres
a nove annos, diga-se de priso simples de
dous a seis mezes.Paco do senado, 21 de agos-
to de 1860.Almeida e Albuquerque.
2.a Para ser collocado onde convier: A the-
souraria das loteras fique sujeila ao ministerio
da fazenda.Salva a redacto. Em 21 de agosto
de 1860. Vianna. Visco'nde de lljboraliy.
Mrquez de Abrantess
das 4U diU cmara proposico do senado que
aalorisa o governo para mandar passar carta do
naturalisaco de cidado brasileiro ao subdito
porluguez Antonio Maximiano de Figueiredo ;
primeira e segunda discnsso das proposices da
mesma cmara ; primeira, approvando o contra-
to celebrado com Jos Antonio Soares para a na-
vegado por vapor entre Moulevido e a cidado
de Cuyab ; seguada.autorisando o governo para
admittir a despacho, livres de direitos. lodosos
utensis e objeclos que forem precisos empreza
incumbida das aguas e asseio publico da cidado
do Recife ; terceiro, autorisando o governo para
mandar admittir a acto de diversos anoos das fa-
cultades do imperio os estuoaotes Vicente Jan-
sen Pereira e outros ; quarta, autorisando o go-
verno a admittir matricula do diversos annos
da escola central a Joo Alves Pinheiro de Car-
valho e oulros ; quiolo, approvando a penso de
12^000 mensies concedida a Paulino Gomes da
I'.iuao ; sexta, approvando a penso annual de
480JOO0 concedida a D. Mara Carlota Leilo Ban-
deira, sem prejuizo do meio sold a que possa ter
direito ; stima, aulorsando o governo para man-
dar passar carta do naturalisaco de cidado bra-
sileiro a Serafim Francisco de Carvalho e outros
eslrangeiros ; oitava, autorisando^o governo para
aposentar a Silvano Francisco Al'es, com o orde-
nado que percebe como membro da junta vacci-
niea desta cidade ; e nona, approvando os esta-
tutos da companhia de navegaco por vapor na
baha do Rio de Janeiro.
Levantou-se a sesso meia hora depois do meio
dia.
DIARIO OE PERNAMBUCO
RECIFE, 11 DE SETEMBRO DE 18G0.
conahdadc rocoohccida pelo art. 6. da consli- guinles proDOsiccs
SESSAO EM 20 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli de
Lacerda.
A's 10 horas e 50 minutos da manha, o Sr.
presidente abre a sesso, estando presentes 30
Srs. senadores.
Lida approvada a acia da antecedente.
EXPEDIENTE.
O Sr. Terceiro Secretario (servindo de primei-
ro) l tres oflicios do priineiro secretario da ca-
na- mar dos depulados. acompanhando as tres se-
luico. Logo que estes filhos ehegarem maio-
ridade, cess3r aquelle direilo, e enlraro no
exercicio dos deveres de cidados brasileros, su-
ieilos s respeclivas olirigaces na forma da cons-
liluico e das leis.Baro'de Muriliba.Viscon-
de de Maranguape.
E' apoiada o entra conjunctamente em dis-
cusso.
O Sr. Vasconcellos entende que a emenda
offererida nao raelhora o prpjecto ; conserva o
pensamento fundamenlal do mesmo e o vicio de
inconslitucionalidade. O orador, porlanlo, vola
contra o emenda pela mesma razo porque vola
eonlra o projecto.
O Sr. Visconde de Maranguape defende a
emenda, o expendo algumas consideracoes ten-
dentes a mostrar que ella suficiente para por
termo s contestares com as lesaces eslrangei-
Primeira mandando continuar em vigor duran-
te a prxima legislatura o decreto n. 672 de 13
de selembro de 1852, que marca o subsidio e a
indomnisaco para as despezas da viajera de vin-
da e volta dos deputados ;
Segunda approvando a penso annual de bOOg
concedida ao conegn Manoel Roberto da Silva
Diniz, vigario da freguezia de Belim, na provin-
cia de Minas-Geraes ;
Terceira autorisando o governo para mandar
admittir matricula as dilTerenles faculdades
de direito e de medicina do imperio os estudan-
tes Antonio Marciano da Silva Pontes, Ladislao
Ribeiro de Moraes, Antonio Simes de Paria, Ve-
nancio de Oliveira Ayres, Francisco de Assis Pe-
reira Rocha Jnior, Jo>s Pedreira Franca e Luiz
Jos Pereira de Carvalho.VSo todas a imprimir,
nao eslando j impressas.
Todo3os homens sensatos da capital sao les-
u sr. uantas vola pelo projecto, mas nao po- teraunhas oculares, de que a eleico munici-
de votar pela emenda que lira urna atlnbuico pal e de juizes do paz, a qual comecbu nesia ci-
ao corpo legislativo para entrega-la ao poder dade, e devia correr em lodas as 'parochias da
executivo. E isso desairoso s cmaras. provincia, no dia 7 do correnle. teera sido feila
A idea nao parti do ministro, pois nao vem nesta mesma cidade, seno com aquella calma o
no projecto primitivo ; o senador que a propoz. placidez, que fra para desejar, ao menos com
porlanlo, quer ser mais ministerial que o proprio a tranquila Jado, que cosluma haver em taes
ministerio, concedendo a eslo urna autansaco pocas, nao s em todos os pontos do imperio,
quo nao pedio. senao tambera em todos os paizfs, em que o
A vista de tao grande numero do autonsacoes povo exerce o importante direito de escollier os
queso conceder ao governo, ao senado nada seus representantes,
mais resta seno receber o subsidio. Era todas as pirochias da capital, as de Afo-
Nunca vio cmaras menos cosas do suas pre-'gados, c Poco da Panella, em Muriboca na Var-
roaativas, que se dcixem despojar to fcilmente zea, em Olinda. em Iguarass, em San.o Amaro
de suas attribuicoes. Jaboalo. na Victoria, no Cabo,
palavra do da hoje para o governo, en urna
A palavra do dia
avanl; para as cmaras, en arriere.
Nenhuma iniciativa lem hoje o poder legislati-
vo, que entretanto 6 o priineiro poder do estado
pela consliluico. Nenhum projecto se tem ap-
provado que nao lenha partido do governo.
O Sr. Ferreira Penna eniende que sq obvias
as razes em que se basea a emenda que tem por
lira encarregar ao governo a concessao de lote-
ras.
Essa autorisaco lem por flm desembarazar o
corpo legislativo do exame de objeclos dessa or-
dem, para poder oceupar-se das leis annuas c de
oulras medidas mais importantes.
Acresce que o governo que raelhor poda co-
nhecor quaes os estabelccimenlos ou emprezas
que sao dignas de concessao de loteras.
as cmaras, como so lera vislo, logo quo se
aprsenla um projeclo de loteras, rhovera as
emendas auditivas, e o corpo legislativo v-se ni
Existe no senado um projecto de lei approvado alternativa ou de nao conceder nenhuma. ou de
na cmara dos Srs. deputados destinado a sals- conceder todas.
fazer a essa necessidade do augmento do sold | Nao receia que possam haver abusos da parte
dos olciaes do marinha. Se o governo pretende do governo oeste ponto, pois que a autorisaco
tazer da lo para discusso o se empenhar em lera limites, c do crer que o governo possa fa-
sua passagera, o orador retirar a emenda addi- zer a concessao do loteras mais regularmente
uva que pretende olterecer nosenldo de melhor do que as cmaras
consultar a sorle dessa classe. Eulende que negocios desla ordem devem cor-
u .sr. visconde de Jequilmhonha impugna a rer pela reparlico da fazenda, o porlanlo manda
emenda c enlende que nao pela exiguidade dos mesa as seguintes emendas:
suidos que a marinha brasileira vive descontento 4.a -.< A primeira parta do S5 do art 2 offe-
e nao pode prestar ao paiz os servicos que alias recido pela coramisso substilua-so 'pelo so-
deseja prestar. guinle:
Nao o sold que estimula os bros da classe A concessao das loteras ser feita por viade
mimar, quer de Ierra quer de mar ; a gloria c decreto expedido pelo ministerio da fazenda, com-
as nonras. petiniio quelle a cuja-reparlico esliver sujeito
t. preciso, para fazer desapparecer o desanimo o eslabelecimento em favor do qual forom con-
e descontntamelo que existe nessa classe, que cedidas a fiscalisaco immedala do emprego do
se de. a nossa marinha melhor orgauisacao, que producto deltas.
se facilite o accesso mocidade, que nao pode No 8 do mesmo artigo, ora vez de minis-
ter esperances porque o seu caminho est aira- lorio do imperio, diga-seministerio da fazenda
vaneado pelos vellios, que occupain os poslos Ferreira Penna.
elevados. q Sr< Dantas entende que, nao obstante a au-
Entendo que os vencimentos dos officiacs de- lorsaco concedida ao governo o corpo leeisla-
vom ser determinados, nao pela patente, mas pela lvo nao fica inhibido de conceder loteras -"por-
imporlancia da commissao de que sao cnr.arrrga- lano a emenda, longo de cortar abusos, vai do-
k\Z hV50, qi"! C0BBroaB?' bra-los ; sero dous poderes do Estado, cada um
i j>sto que as promococs se regulom por seu lado, a concederem loteras.
r^tt'i'nH6.0?.?." Pel mcr"-- OoM'lor julga, para ta,l4r C0I11 sinceridade e
o i.?, .J' "i3 PrPs'^s do Sr. vis- franqueza, que existe no senado ura circulo que
conde de Abaete, e julg, que a occasio propria de ludo quer fazer um meio governalivo aue
sTdefixaecoTfrcre''Ja n5 *'?.**? 1er armar o governo do lodas" as autorsaco
de. nrr,mer.M k m33 im na dlscuS3So P"ss.veis. Dah provm tambera esse odio que se
0k,?Tiil6,1 ^i 1 k i V"'M classe da magistratura ; prelende-se des-
0Pr1c 'r, lmim>lro dos negocios eslran- truir a independencia do poder judieiario para fa-
ge.ros) faz breves consideracoes declarando que o zer das sellencas tambera ura meio gGverna-
governo nao julga conveniente aceitar a emenda tivo. faovtrna
0'"rSSsS A^lt.u rr V,a P^o Projecto. e al desejaa que fosse
mnH -. baet nao offerecer a mais rigoroso ; mas nao nde votar pela emenda
ros acab sLdc;:rr,r t-,m,,i,s,ro do csiiang,ei-,,,,e ?'* p-ira *> Smssx
ros acaoa de detlaiar que o governo a nao julga der legislativo
C^?in?,?,!|,::,le,,l.lrelar10, P"t,ar resPl,der a O Sr. A/arqueo de Olinda faz breves observa-
Sr. vwcondfl de JequtUnhontaa. cocs sobre o paragrapho-70, o olTerece a segunte
Insiste em mostrar a grande necessidade que emenda- utrete a seguinit
iL TtlI^t ?elh0' C'aSSC. da m,*,,h". 3.a O 7." das emendas seja rodigdo de
que mal aquinnoada como se acha, nao pode modo que salve a extraeco da primeira oteria
P Nao' ZMTVlo ST, a P,*,Z- ? *I" n CmP^hpd= caso dP' o product > da.
de..nimo dLJ rt*^25 .' "CfUM d i l0'0"" S6f ,"-'st"adu P f^.nar o fundo capital
desanimo dessa classe ; alora dessa exislem ou- das emprezas.Mrquez de Olinda
Iras que orador ja inl.cou, c sao a desigual- Sao todas apoiadas e enlram conjuncla.neule
dade na dislribuigao dos commandos, e a falla de era discusso .oiijuiiuameuie
urna boa le de promococs. Parece que foi mos- O Sr. Visconde de Uaborahy lera sido sempre
irando a exislencia dessas duas ultimas causas infenso concessao de loteras; volara at Mw
que abundou o nobre senador a quem responde, I que se extinguissem de todo A conces o de
c nesse ponto est com elle de accordo. Mas era I numerosas loteras, alera de ser prejudictal mo
por isso se podo desconhecer que subsiste e ac-1 ral publica, compromelte o crdito e a repu.acTo
vMdnfeSS ''rlme'ra CaUS8' a exi8uldade los, das cmaras. Porlanlo. era o orador, era seus
F.n e,X ,;.,0 .- ..,,......:,.. ______. ?'oa P0,eiB sor censurados de quererem eon-
Entende que em qualquer occasio, e nao s ceder ao governo ura arbitrio pan t-lo
na discusso do orcameulo, so poderia apresen- : em meio governalivo; concebido como est
??5_aili*1-1?. medida, por ser urna medida de jus- i projeclo. antes um meio de que se prevalecem
para cohibir a abusiva concessao de loteras que
at aqu se tora dado.
A concessao de loteras nao ura aclo legisla-
tivo, mas sim administrativo. E' a applicaco de
una le geral a esto ou quelle individuo, a este
ou aquello eslabelecimento. Nao se tira, pois,
urna altribuicao ao corpo legislativo.
Nao havero dous poderos a conceder loteras,
porque as cmaras, tendo autorisado o governo
para esse fim, o reglalo o modo porque deve
exercer essa aulorisacn, por sua propria digni-
dado e circumspecco nao usaro mais desso di-
reito.
Tem mais nutra vanlagem a emenda, e
desembarazar os membros do poder legislativo
das importunnc,es dos prelendenles, que rauitas
vezes os poem em coneco.
Estranha que na tribuna e na imprensa se cen-
sure constantemente o governo, e nao se censu-
ren! as cmaras, que pela sua parlo tambem
muilo teem contribuido para os males e abusos
existentes.
O Sr. Carneiro de Campos faz breves conside-
racoes que nao podemos bem ouvir.
Encerrada a discusso, sao approyadas as emen-
das da commissao de fazenda e as outras apoia-
das na presente sesso.
O Sr. Presidenle dizque as emendas offereci-
das e approvadas na terceira discusso lero a ul-
tima discusso na seguinte sesso ; fican lo re-
servada para depois de sua approvaco ou re-
geco a votaco final sobre a approvaco do pro-
jecto.
tica urgente e imperiosa.
Nao havendo mais quem lenha a palavra, o
Sr. presidente declara a discusso encerrada por
nao haver casa para se volar, e d para ordem
do dia da seguinle sesso :
Votaco sobre a proposla coja discusso fi-
cou encerrada, e as oulras materias j desig-
nadas;
Terceira discusso do projecto do senado pro-
hibindo as loteras o rifas do qualquer especie,
nao autorisadas por lei, com o parecer da cora-
misso de fazenda ;
Primeira e segunda discusso das proposices
da cmara dos depulados : '
1.a Autorisando o governo para mandar satis-
fazer ao padre Paulo Guilherme Tlbury o orde-
nado correspondente ao lempo cm que estere
privado do exercicio da cadeira da lingua in-
glesa ;
2.a Reconhecendo cidado brasileiro o padre
Flix Mariade Freilas Albuquerque ;
3.a Approvando a penso annual de 00#con
cedida ao padre Jos Cardoso.
Levanta-se a sesso urna hora e Ires quarios
da larde.
SESSAO EM 21 DE AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de Lacerda.
A's dez horas e cincoenta minutos da manha
o Sr. presdeme abre a sesso, estando presentes
trinta Srs. senadores.
Lida a acia da anterior, apprcvad3
O Sr. Io secretario d conla do seguinle
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerio dos negocios do impe-
rio, participando ler-se remellido ao arcliivo pu-
blico do imperio, para ser alli depositado, o auto
do juramento prestado no dia 29 do julho ulti-
mo em sesso da assembla geral pela serenissi-
ma prinreza imperial a Sra. D. Isabel.
Outro do mesmo ministerio, remetiendo um
dos aulographos de cada urna das sele resolucoes
Enlram era primeira discusso,
sua vez, e passara para a segunda, e desla para a
terceira, sem debato, as propositos da cmara
dos depulados : primeira, aulorsando o governo
para mandar satisfazer ao padre Paulo Guilherme
Tlbury o ordenado correspondente ao lempo em
que esleve privado do exerciejo da cadeira da Un
gua ingleza ; segunda, reconhecendo cidado bra-
sileiro ao padro Flix Mara de Freilas Albuquer-
que ; e terceira, approvando a penso annual de
em Ipojuca, em
palavra, em lodas as freguezias, de que
aqu temos lido nolicia, a eleico se ha feitocom
a regularidade, o com a ordem propria de um
paiz civilisado.
Algumas discusses mais ou menos animadas,
alguma celeuma e vozeria, e nao raras vezes al-
guns grilos do 3narchia, lanzados imprudente-
mente no seio da populaco, emnada tem conse-
guido alterar a ordem publica, nem desviar o
processo eletoral de seu curso ordinario.
E' verdade que alguma cousa so tem posto em
pralica para esse fim ; alguns mancebos impe-
tuosos, de coraco ardenle, e inlelligencia Irans-
viada por leiluras de escrplores revoluciona-
rios, procuraram impor a sua opiniao s mesas
parochiaes, tendo isso lugar sobre ludo na fre-
guezia de Sanio Antonio desta cidade.
Este fado, sm duvida alguma lamenlivel,
den lugar, a que o respectivo juiz de paz, eu
sospendesse e addiasse os respectivos Irabalhos -
mas esle aclo, que cerlamenle indica um justo
receio pela tranquilldade publica, nem significa
que esta fosse de facto alterada, nem tao pou-
co que os os Irabalhos eleitoraes caminhem no
meio de desordens de toda a sorte, havendo sida
suspensos em muilas localidades, por temor e
maiorct de'gracas, e muilo menos ainda, que
lenham batido prisoes, soceos pedradas, espal-
deradas, caceladas, e focadas, como acaba do
asseverar urna folha desla cidade, com lo estra-
nha exagerarlo, que nao seria acreditada, se
aquellas palavras so nao achassem escripias
Ninguem o naga ; em ainda os parlidos rivaes
que por conla propria alli dispulavara a eleico,
chegaram al s vas de facto no dia 9 do cr-
renle; mas os ferimenlos, que appareceram,
nem foram graves, nem to numerosos, como
parece querer da-lo entender o jornal, que
nos referimos.
Mas onde est a prova, de que esses mesmos
ferimentos fossem praticados por um dos par-
lidos, apoiados na Torca do governo ?
Bem ciaro est que lima proposico da ordem
desla deve ser companhada di competente pro-
va, sem oque nunca passara de vosea ambiguas
tuneadas, sem o costumado criterio no seio da
populaco para desvairar o sen espirito, e aca-
riar taires o favor poi ular, que cedo se desva-
nece, quando nao lem suldos fundamentos.
A forca publica, cerlo, tem sido mandada
para algumas freguezias, mas em vez de ser para
apoios dos partidos em lula, ella lem lido por
misso impor aos mesmos parlidos o freio neces-
sario para que se respeitem, e pleiteen, a sua
causa com a digndado, c consciencla do seu di-
reilo.
Gracas forca publica que auxiliada pelobom
seuso da populaco sempre superior aos nte-
resses e paixcs locaes, tem-se comportado do
um modo superior a lodo o elogio, a paz publi-
ca se lem conservado inalteravel, apezar de lo-
dos os eslimuhnleg, com que se lera procurado
accender o facho da anarchia.
E qiierem saber como esla lem sido pregada
desempecadamenle ?
Teda esla cidade o sabe ; mas nao ser jamis
inconveniente repetir urna verdade.
O partido liberal da provincia, que nesta cida-
de nao lem cm seu favor as mesas parochiaes,
tem querido, nada obstante, impor a sua opinio
s das mesas.
Ora a lei tem investido oslas do direito do
reconhecer a idcntidade dos votantes, podendo
somente a esse respeilo ouvir a opinio do paro-
dio da freguezia, e de cidados abonados. Alm
de que csso preceito meramente facultativo,
accresce quo a lei nao determina o modo, nem
que pessas se devera considerar como cidados
abonados. E' visto, por tanto, que ludo fica ao
rrilerio e moralidadc dessas mesas ; conseguir]-
(emente se estas dcclaram que tal e tal individuo
nao o proprio. que chamado exercer o di-
reilo inaufciivcl do vol, e se para assira pro-
nunciarem-se nao precisam de mais informa-
coes, manifest que ninguem Ihes pode com
juslica censurar ura tal procedimenlo, que lem
juslileacao na lei I
Pois bem I contra as mesas de algumas fre-
guezias, as quaes leem usado daquelle direilo,
teem-se erguido muilos partidarios frenticos
oppondo soberana das mesas, a soberana do
povo. Essa loada pregada constantemente nos
meetings, nos pateos das raalrizes, e era lodas as
localidades, o a lodo o lempo, conseguio exaltar
a populaco menos sensata, e arrasta-la-hia
sernas deploraveis, nao serem as medidas enr-
gicas, que em lempo foram empregadas pela ad-
minislraco da provincia, e pelo integro magis-
trado que se acha frente da polica.
O povo sempre rcspcitavcl, lem inconlesta-
velmente o direito de volar em quera muilo bem
lhe apronvr, mas nao se diga que o seu direilo
chega al o ponto de impor os seus votos
maioria das mesas A imposico ueste caso se-
ria um meio Ilegal, e por conseguinle a anar-
chia, a rcroluco.
Ora, parece que os partidarios da soberana do
povo, em materia de eleico, nao qnerero ac-
ceitar o morticinio e todo o genero de desordem,
como consequencia legitima de sua Iheoria, e lo-
david nao ha fugird'ahi.
Porlanlo, se as mesas nao cumprem os seus
deveres, se desconhecem os cidados mais co-
nhecidos enlre os seus compatriotas, represen-
da assembla geral que autonsam o governo para 400#)00 concedida a Pedro Jos Cardoso
mandar, mediante certas condicoes", matricular
as faculdades de direito e de medicina do im-
perio a Carlos Thompson Flores, Goncalo de
Agotar Telles do Menezes, Anlonio Lourehco de
Carvalho Serra, RuQro Tarares de Almeida* Dio-
nuin de Oliveira Silvcro Flho, Joo Peicira da
Silva Leite. Francisco de Paula Costa Jnior e
Manoel Rodrigues de Arruda Cmara ; as quaes
resolucoes S. M. o Imperador consente.De ara-
bos lira o senado inleirado, o manda-se commu-
nicar cmara dos depulados.
Fica sobre a mesa a redaeco do projeclo do
senado, relativo aos direitos "civis dos filhos de
eslrangeiros nascidos no Brasil.
Comparecem no decurso da sesso mais qualro
Srs. senadores.
ORDEM DO DIA.
Submetiido votaoao, por ter ficado encerrada
O Sr. presidente declara esgolada a materia da
ordem do dia, e d para a da seguinte sesso :
discusso da redaeco que se acha sobre a mesa;
ultima discusso das emendas apresentadas
vencidas na terceira discusso do projecto do se-
nado prohibindo as loteras e rifas de qualquer
espoce nao autorisadas por lei ; terceira discus-
so das proposicoes da cmara dos deputados ;
primeira, mandando contar ao solicitador dosfei-
los da fazenda da provincia de Minas-Goraes, An-
lonio Teixeira Alves, aposentado por decreto de
22 do agoslo de 1855, o tempe de servico autori-
sado pela respectiva junta de fazenda ; e segun-
da dispensando as leis de amortisago para que o
hospital porluguez, erecto na cidade do Rocife,
possa possmr o predio em que so acha collocado,
e quaesquer outros, nao excedendo o valor des-
tes a 200:0005000 terceira discusso das emea-
A -
cada urna por I te-se coulra ellas, usera de todos os meos quo
- a illustraco aconselha, raas nao appellem pora a
soberana do ccele, que foi e ser sempre um
recurso funesto, no qual infelizmente quem mais
vem perder o povo, tantas vezes Iludido e
muilas oulras calumniado.
Pois bem Todos sabem que alguem pregara
sem rebuco a soberana do povo eonlra as de-
cis'-.s das mesas, e percorrendo inuancavclmen-
te todas as parochias. revolva as massas popu-
lares, as quaes infelizmente preslavam ouvide.
s suas errneas theorias. Urna secna tumul-
tuosa mesmo chegou a 8pparecer no pateo da
matriz do San-Jos, e 'odos sentirn, que a
palnvra do tribuno fazia effeilo e punha em pe-
rigo a tranquilldade publica.
O que cumpria fazer neste caso polica /
O Dr. chefe de polica leve mesmo noticia of-
ficial de que aqnelle tribuno liona feilo mais do
que acular as massas, havia resistido s ordens
das autoridades, e neste caso nao hesitou mais
um momento em decretar a sua priso.
Ser esla a priso de quo falla o jornal, quo
nos lemos referido ?
Ser esla a priso feita a alguem somente por
fallar ao povo no acto da eleico?
Ninguem o ser visla do que fica exposlo,
que a expresso daverdado.
Quando se teem obrigaco de manler a tran-
. '
m-----u...


/
DIARIO Dt m$A$MlJC. =- QaKTA FEIfA 12 K SIEMBRO DE 1860.
extremo importantes : a da poiiuca iui.="ur; e a
da poltica externa ; a primeira que poo'eria ver
coa indiffereoca, e a ultima que nao1 pode olhar
8em sobresali esom alarma.
Hoje, como ha tres seclos, disputam na
Ilalii urna influencia predominante a Franca e a"
Austria. S a Austria v invadido o Vooelo pelo
fogo da rovoloeo, se se debilita ai sua lula com
toda a Halia, cuja frente se colloque Vctor
Emmanucl, a influencia franceza flear prepon-
derante naqoelle paiz. Porque, ou e monarcha
sardo se decide sustentar om duello gigantesco
com a Austria sem o patrocinio mais ou menos
osiernirel da Franca,1 ou nao ; na primeira hypo-
Ihese Vir.lor Emmanual arrisca ludo para conse-
guir mui pouco ; na segunda a Franca se f.ir
pagar a siia proteco mysleriosa ou declarara.
quiliJale pusuca, e do acaulelar deserdens de
todo o geaeroApode-se fallar de um modo lison-
geiro o poro, pavonear os seus preuiz03, e in-
vectivar, sem serio exarae. as autoridades; mas
quendo se lem a rosponsabilidade da pat, e da
ordem publica, deve-se elogiar, e nao censurar
a auloridade, quando decreta prisoos, de cuja
necossidado e logalidade esta convencida.
Bem sabemos que esta causa pode ser impo-
pular, mas quando se d ofende a loi, o o direilo,
deve-se ler a coragem, e a franqueza da opi-
Disse-se que essa priso eslava apenas reser-
va la para a administrado do Sr. Dr. Ambrosio
Leilao da Cunha I
H 'ni so v que nao ha nisso orna aecusacao
grave, Se uao um desses lugares communs,
que cm lodo o lempo se tom socrorrido as opo-' com concessoej diplomticas ou com o engran-
posices, especialmente aquellas, que parecem derimentos terriloriaes.
fundadas em desaffeiroes pessoaes. Islo o que ante ve, ou antes receia, a Ing'a-
A administraco do Sr. r. Leilao da Cunha *** e esta tratara de o impedir por lodos os
nao careen de elogios na qnadra actual | meios que aehe seu ao alcance. A amisiido de
O proprio jornal liberal, que deveria ler mais Franca e da Inglaterra assemelha-se multo dos
razia para accusa-la, visto como orgo poltico dous alhletas que mutuamente se invejam a sua
di: n:n parti lo, reconhece que a adminislracao se gloaia, e a quereriam disputar provocando a
tom collocado na altura de sua silnaco, c se 'u'a mas que duvidnndo de suas forjas respec
nao teem hoje elogiado todas a? suas" medidas, I Uvas, preforem mostrar se temiveis aprcsenian-
as teem em grande parle respeilado, chegando do-so unidos, anda que procurando diminuir il-
ut a declarar que as enrgicas providencias em- directamente um, os recelos e o poder do outro.
pregadas por toa Esc. tem sido coroadas de fe- Para quando chegar o dia em que inovitnvel-
menle tenham de vir s m.ios. Tal 6 a nosso
ver a chave da poltica queseguem a Inglaterra e
a Franca, e essa urna das oxplicaces que se
podera dar sua recente alliUile na questo da
Italia.
Alera disso nao deve esquecer que a Inglater-
ra cornprehende a necessidade deque a Austria
seja urna potencia forte e poderosa, para servir
como Je esculo ao Meo-da da Europa, conten
as aspiraces da Rnssia, e que para Impedir
esse conflicto cm que teria de se alliar com a
Aitsttia contra o l'iemonte, perdendo as sympa-
tliias dos italianos, ou de favorecer o Piemonle
contra a Austria expondo esla raza o a suecumbir,
deseja tornar impossivel esse confllicto, adop-
tando preventivamente urna poltica mais con-
servadora.
De qoalquer modo que seia a rcvoluco do
gabinete britanrsieo contribuira a impedir ac-
laatrophe que pareen agora lo iinmincnie, in-
fundindo a energa que Ihes falla aos elementos
de resistencia que ha, ainda que mal orgmisados
e dirigidos, naquello paiz.
Os negocios do Oriente continan) em man
eslado. De Raguas a 21) escrevem dizcudo que
em Gasko os tunos tinliam assassinado os chris-
taos, e que as autoridades othomanas se mos-
travain impotentes para reprimirem taes alien-
ados.
Os embarques da expedico franceza estro j
ultimados. O general trance/. Reaufort de. llaus-
pouljchngou a Beyrr.ut. As tropas ainda nao
desombarcaram. Fuad pacha cercou cora as mais
trojas o Lbano, prometiendo levar ludo a ferro
o a fogo se se nao submeltercra uo prazo de dois
das os rhciks druzzos. Tem-so feito prisoes de
alguna chefes.
Por un despacho telegraphco de Londres 25,
consta que a Austria adhera resoluco de nao
inleivir na llalla, excepto no caso de seren
liz resultado, como aconleceu na freguezia de
S. Jos.
Mas se fosse necessario dizer algnnia rousa
pora por em relevo a attilulc firme" do governo,
a su i neulralidade, e independencia entre os
pnlos, Instara in licar os seguintes fados por
seren mais recenlemente pratioados :
1." A domsso do delegado, e do subdele-
gado d Goiaiiua, e a nomeacao immediata de
una auloridade cxlranln lula local, a q-ial com
a sua prescnc inesperada naquella localidade,
conleve os dous lados conibatuiites em suas pe-
sinos lgaos.
:' A demissao in cnntinenli do sublelegado
*os Afogados, o qual sendo militar, e para all!
mandado, aim de nianler a ordem publica,'
abandonara o seu posto, e viera como relator de '
tima commisso politica,pedir ao presidente pro-
vi ]. nrias para assegurai causa por que se liuha
baliteado, um segundo trumpho.
3." A nomeac&o lamben) iusianlanea de um
subilelegado para o mesmo lugar, o qual lera se \
portado laobeni do modo quo ha merecido os'
sj iceros elogios de todos os homens sensatos dos'
Afogados
i." Finalmente as enrgicas medidas lomadas,
ronioj foi indicado para a freguezia de S. Jos, ;
o;.i!<' a anarchia pareca querer, o de fado se ti-
uh i acostillado.
Ora sendo certo, que a eleico al hoje lem
corrido regularmente em luda a parle, nao s
cm lodas as freguezias desta capital, como em '
tolas aquellas de que aqu se pode ler noticia ;!
son lo corlo, que s na freguezia de Santo Anto-I
ni i i eleico foi suspensa pelo motivo declarado !
no comeco deste artigo ; sendo corto que apenas'
em Olinda se deram alguns formentos, e que
apenas o Sr. Dr. Teixeira acha-ae preso pelos1
motivos lambrn expendidos ueste; e que o Sr. I
Dr Estevo Cavalcante de Albuquerque, chama-1
d i polica smente para dar explicacocs sobre ".eacadiis os suas fronieiras. Tal foi a parti-
os exessos occorrdos em Olinda no dia'l), apenas' c'PaCao ,e',a por lord PalmorstoQ Da cmara dos
aqu chogou, voliou imraediatamenle, sem que "
estivesse preso um s momento : sendo igual-
mente certo que os partidos loem lutado por
sua propria conia, e que o governo se ha conser-
vado sobranceiro a todos, portando-se cm todas
emergencias, rom a promptdo e acert desoja-
reis, lica inteiraiiionle fra de duvida que o ar-
tigo do jornal, quo nos lomos referido, pecca
por nimiamente exagerado, e nao pede merecer
os honras de um arligo seriamnnlo pensado, e
escripto, depois do esludo reflcclido dos aconlc-
cimenlos, como alias conviria que escrovossera
senrpre tudis as folhas.
communs.
O vapor francez Guyenne, cnlrado dos poitos
da Europa, foi portador de jomaos e cartas, com
as dalas seguintes : Londres 23, Hamburgo 20,
Bruxellas23, Paria 2. l'orio 26, c Lisboa 29 do
passado.
A revoluco italiana continua a ganhar terre-
no ; 6 um tacto inconlestavel.
Em Lisboa receben-se a 25 e 27 do passalo
;! pachos lelegraphicos de Roma, annunciando
que, oiio mil Garibaldinos tinnam desembara-
: : I i no territorio do aples, e setinham apo-
derado de fteggio sem ellusao do sangue. As 1ro-
pas roaos linham-sc concentrado em Mnteteme;
'que liuha rebentado ainsnrreic&o na Calabria!
Fzeram-a dous mil prsionciros. Reggio lica na
'Calabria a 80 leguas de aples.
Anda que se quizessem considerar como exa-
geradas estas noticias, em vista da sua primei-
ra origen), certo se poderia deixar de Ihes dar
crdito, por queso combinan) com ouiras rece-
idas i\'- aples, em que se diz que se haviam
inlrn lu/.ido clandestinamente naquella capital,
1,500 piemonlezes, com o fin re trabalharem as
barricadas, e de aviventarem o espirito revolu-
cionario entre os libios. Efectivamente nao se
imagino que um governo que carece da vigilan-
cia e energa necessarii para impedir que se iu-
Iroduzam 1,500 ininigos no proprio seio da ca-
pital, se mostr mais acllvo, vigilante e enrgico
em_ uniros ponfos onde a distancia ha de inha-
bilitar a sua accao.
So, por outra parte, fossem falsas as noticias
Reggio, e da insurreieao das Calabrias, ler-se-ia
o governo napolitano apressado a desmenti-las,
para evitar ou neutralsar pelo menos a perni-
ciosa influencia que forcosamenle ha de produ-
cir a circuaoJio de tal noticia. Aceitando osles
acootecim-ntos, poder-se-ha dizer que vai soar
era iples ultima hora para a dvmnastia
boorbonica, oque o gra.ide pensamonto da uni-
da lo italiana se acha prximo a realisar-se com-
pleta mente. Esla apreciaco peccara, porm
por hgeira e pouco fundada. O problema da
Halia complica-se cada vez mais, a medida que
parece approximar-se da sua soluc.lo. A revo-
luco nao polo retroceder, sem' se suicidar;
avanzando encontrar obstculos invenciveis. A
soile do re de iples esl intimamente ligada
a do re de Roma a imperador da Austria ;
seGanbaldiconsegue plantar o>slandarle unita-
rio sobre as armas de Santelmo, marchar sem
nlerrupcio at s margens do Tibre, e se aiui
lambem o favorecer fortuna, chamar os vene-
zianos libordade cora a voz euthusiastica do
tramo o com o aeeonto enrgico do caudilho
victorioso. Os planos do dictador j nao sao um
rimt.Tio, e ninla que tivesso querido envolve-
ios cora o veo do segredo mais imnenctravel ti-
vera sido mui fcil adevmha-los.
Ganbaldi recebe toda a sua forca do sentimen-
to de unida le; o partido unitario nao quer de-
xara sua obra mutila ia e imperfeita e ainda que
Garibaldi quizesse parar, os seus proprios part-
daos o impelliriam, mo grado son,al ao ultimo
limite da nacionalidad italiana. A verflear-se
esla provavel eventualidade, as condignos da luta
entre o elemento conservador, e o elemento re-
volucionario mqdariam essencialraente. As tro-
pas de Garibaldi, valentes sra, mas heterogneas,
com urna organisaco defeiluosa. e medianamen-
te disciplinadas, n.ao poderia resistir s formida -
veis hostis que sustiveram o anno passado os cho-
ques dos exercilos francezes e piemonlezes, e
que anda que maltratadas pela fortuna, acharar
m sua perseveran.-a recursos para continuar a
lutar at se por acoberlo do inexpugnavel quadri-
latero Nao ha p<>ssoa alguma sensata que
duvidar do xito o resultado desla lula.
O soldados garibaldinos, cujo denodo e auda-
cia estamos longo de negar, nao team encontrado
al agora resistencia seria cm parte alguma, mas
o que foram essos soldados ao ver-so frente a
trente com as pracas austracas, ante as quaos se
deliveram os proprios soldados francezes, her-
derns das glorias do primero imperio e inflama-
dos pelo desejo de elevar maior allurj possivel
as do segundo I O mais que poderiam fazer, seria
combaler desesperadamente, c perecer como h-
roes, se nao quizessem manchar eom urna vergo-
nhoso fuga o brilho da sua bandeiri. Urna de
duas;'ou Garibaldi Pica abandonado na sua luta
contra a Austria, ou seappresenla como seu au-
xiliar o Pemonte.
No primeiro caso, segundo lodos os clculos
verosi.neis, suecumbira o ousado campeo da
nacionalidade ilalia'na, e o espirito reaccionario
volver a levantar-se nesta bella pennsula, cora
mesma ou maior violencia que o espirito revo-
lucionario.
No segundo caso a determinago do Pemonte
produzina novos e mui fortes eomplicaedes no
ysleisa geral da poltica europea.
Talvez que iJa de prevenir estes resollados,
se de va atlribuir a attiiude que lem lodo o gabi-
nele brilanntco. Assezura -se que o gabinete de
Londres, que al agora se lera mostrado lao fa-
voravel poltica de annexacao, mudar inieira-
mente de linguagem A ser ceno este faci po-
da explicar-se de varias formas. A Inglaterra co-
ndece que em Italia exislem duas questdes ero
NOTICIAS COMMERCIAES.
ILimburgn, 20 de agosto de 18G0.
O mercado se tornnu muito mais firme, em ge-
ral, durante a semana passada, sendo mui iracas
as entradas dos principies gneros e augmentan-
do por contra asrdeos do interior.
O caf, sidiretudo leve sabida notavcl de pre-
cos, e os depsitos se achara muilo reduzdos. A
escolha se torna cada vez mais limitada, de roo-
do que as qualidades correles do Rio e de San-
Ios, conseguirn) um augmento de 1/8 a 1/16
schillings.
Era 17 do corjente, o fio elctrico de Lisboa
nos Irouxc a noticia de haver all entrado o va-
, por Navarre, com novidades do Rio de Janeiro,
I at 25 do julho. E annunciando esses novos re-
I lalorios mu pequeos carregameulos e procos
: um pouco mais altos, o mercado se acha muito
! animado o ti vera m lugar consideraveis transac-
fes a procos subidos
De 10 al 16 de agoslo so venderam :
6,000 saceos do Rio c Santos 6 I1I6-6 3;4
schillings.
2.000 de Laguayaa 6 3| 7 3j.
1.300 de Haracaibo 6 3(8 67i8.
1,000 de Porto Rico 7 l|l 7 5|16.
Depois das ultimas noticias do Rio :
13,000 saceos Laguayaa 7 114 7 5|1G.
5.00" Toillados 6 3|I6.
Fluuanle :
5.000 saceos de Santos por Imptrieute
3,000 por V'Uliiik
J chega lo depois.
Colamos, Caf do Rio real ordinario 6 li
6J7|16. '
Assocsr.Nao houve mudanca nos precos; as
ultimas vendas foram de 1,100 c'aixas de a'ssuca
da Davala.
Tabaco.Ni semana passada venderam-se 858
pacolosde tabaco do Brasil, 5 7(8 6 7(8 schil-
lings.
Em seren primeira mo :
9.20 pacotes e 300 rolos do Brasil.
O a'godo loi mais procurado era consequen-
cia da noticia de haver sofl'rido a colheita nos
Estados Unidos por cansa da secca Colamos o
alirodo do Brasil do 7-8 l|i schillings.
O cacao aclia-se em boa posicao.
Couros. -Sem mudanca notav'ei, venderam-se
nlliinamenle cerca 850 couros da Baha avahados,
em leilao pelos precos de 2 [i 7 1(2 schillings.
Colamos :
Couros do Rio Grande seceos 12-13
Salgados 7 1[2
De outras procedencias do Brasil 8-9
Apezar de nao ter havido mudanca essencial
no hurisonte poltico, o mercado monetario esl
sombro. Istn s> manifesia por um singular cs-
pirilode inseguridade que se apoierou dos capi-
talistas, assim como por urna excessiva retrogra-
dacao dos cambios, que soffreram tanto os assim
chamados papis de espccularo, como as accoes
dos caminhos de ferro durante a semana passada.
PERNAMBUCO.
possa
REVISTA DIARIA-
As prpoecupacoes do momento convergem
todas para o campo eleitoral, onde se debatem
os dous principios polticos, que devidem a nossa
populaco.
Em preaenca de.ssa grande pugna, tudo so en-
fraquece ; ludo perde mais ou menos de importan-
cia ; e s avultam os negocios eleitoraes ; pois
que al os raesmos indifTerentes procurara saber
qual o desfecho que teem, liveram ou teao elles
Jo Anastacio bameilu I'ussoa Jnior.... l>O0
Anionio de Barros Corris............... 89
Francisco Xavier de Souza Ramos........ 886
Antonio Francisco de Abreu.............. 880
Para juizes de pjz de Pao d'Alho.
Luiz d'Albuquerque Maranhp........... 1360
Jos M dos Santos Cavalcanti.......... 965
Pedro Alexandre de Maltos.............. 942
Joo Anastacfo Camello Pessoa Jnior.. 810
Ditos da Luz.
Manoel Lucas d'Araujo Pmheiro......... 569 jury o
Dr. Joo Ssveriano Carneiro da Cunha.. 528
Joo d'Azovedo d'Araujo Pinrreiro....... 526
Dr. Joo Antonio de Souza BeltroArau-
Jo Pereira............................. 453
Hoje entra em julgamento o Sr. Jos Ale-
jandre Gubiam de Verdnn pelo facto de que ha
lempos traamos fiesta Revista.
Sao autores os Srs Astley & ., negociante
d esla praca, de quera era o referi*o Sr. Gubiam
caixeiro.
Sao advogados dos autores o Sr. tir. Cypriano
Fenelon Guedes Alcoforado. e do r\> o Sr. Dr
Joo Jos Pinto Jnior.
Passageiros da barca bra3ileira Atrevida,
vinda do Pernando :Manoel Thomaz dos Santos,
Joao Goncalves Pereira, Claudino Jos Coneia, 3
sentenciados militares, 12 de justica, Manoel B.
Barboza, Marianna Augusta Corroa, Germano
Jos Pereira, Sinfronio Sabino de Carvalho, Joa-
quim da Silva Moreira e 15 pracs do exercilo
Nos dias 6, 7 e 8 do correlo mez foram re-
colhidds casa de delenco 10 homens e 1 mu-
Iher; sendo livres 8, escravos 3; a saber ; a or-
dem do Dr. chefe de polica 3, a ordem do Dr.
juiz especial do commereio 1, a ordem do Dr.
delegado do primeiro districlo 2, a ordem do
subdelegado do Recife 2, a ordem do de S. Jos
z, a ordem do de Sanio Antonio 1.
Matadouro publico. Mataram-se para o
da 11 do correntepara o consumo desta cida-
de 83 retes.
"*- MonTAi.ir>r>K do da 11 do corhetts :
Leocadio, preto, escravo, 9 meze3 dentQo.
Cypriano, preto, escravo, 43 aunos, hydrope-
cardo.
Manoel, pardo, 8 annos, diarrhea.
Mana Jos, prela, solleira, 80 annos, congestao
cerebral.
Jos, preto, solleiro, 25 annos phlhsica.
Victorino Pinto Bandeira, pardo, casado, 42,
annos tubrculo, pulmonar.
Rufino Borges da Fonceca, preto solleiro, 24 an-
nos, phthisico.
Ignacio Gomes de S Queiroz, branco solleiro, 60
anuos, hipetrophia.
HosfiTAt de caridadk Existem 51 ho-
mens e Go mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, el raulher escrava, total 118.
Na totalidadedos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
gio Piulo, s Choras 3|i da manha, pelo Dr.
Dornellas s 8 horas da manha, e pelo Dr.
Firmo s 6 horas da tarde de hoje.
Fallcceu 1 homcm phthisica pulmonar.
a
O cscrivo Joo Saraiv~a de Aran,; 2?,!*2 sub*-
lUue neste dia ao escrivao Interino w'0 JUI7- 1"
nao comparece por enfermo-
Procedendo-se chamada, veriOca-t* V '
lao prsenles 25 juizes de facto, e sa soirv "^
11 juizes supplenles.
A sessHo adiada para o dia 10
10
Ora lijo
es-
os
isso uno pelos putetinisUa, a o/
tamaita phlippina, realmente de pasmar I E* i
quo a voz da consciencia brada algumas vezes no '
ceraelo dos mos.
Esse desmenlii
adquire maior Turen quanao se ve que hontem os
taes apostollos do vol livre. que nao sao outros
}a5o os taes bolctinistas, hora laHez em que
fW1'-avam oavantpropo$ do seu bolelira, feram
k
Muvlinenlt* da alfaudeara ^~
Hido que o Liberal d a si proprio,
forca quando se v que hontem os
isume o exereicio do cargo de esrrrvo alo pedir '" S.r- "r- A.rar'l'e para que fosse assislr ao
Sr, Antonio Joaquini Pereira ro 01 i reir, recebirafi,. '. s llslas,er,> S. Jos, aflra de dar
Volumes eutradoscom fa/.endas
com gneros .
Volumes sahidos com tazendas .
com gneros ,
Compwecemlo saenas 35 jurados, o Dr. presi-
dente do jury faz pVceder ao sorteio sujiplenie. '
Sao cassadas todas as multas imposlas no
dous das anleriores, o novaraeute multados os
que sera causa legitima deixam de comparecer.
Sao relevados de todas as multas impostas rra
, presente sessao, os Srs.:
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Joao Chnsosiomo Fornandes Vianna
K dispensado de servir na presente sesso ju-
dioria,. o Sr. Belmiro Augusto de Almeida.
No-da mais hav^ndo- a iratar-se, adiada a ses-
sao para o da 11.
s 10 horas, prsenle o juiz. o Dr. promotor
publico e o escrivao, procede este chamada e
verifica estarem presentes 37 jurados.
Sao multados em 10$ os Srs juizes que nao
comparecern!, e relevad* as multas do dia an-
terior.
H' subroeltido julgamerrto o reo sexagena-
rio Sebastian Poreira do Nascimenlo, preso desdo
7 de novembro de 1859 e pronunciado no art.201
do cod. crim. por ferunenlos- a,ue fizera com um
ehnco na pessoa de Joaquim- Gomes de Lima.
fc'o vista da prova dos amo, o jurvdo sen-
tenea responde negativamente, aos quesitos, e o
juiz publica a sentenca. absohendo do reo econ-
demnando municipalidad* i>as cusas.
O advogado do reo fra o Sr. Dr. Ernesto Ca-
rolmo de Lima Sanios.
As 4 horas da larde, levanta-so a seso, que
adiada para odia 12 do crreme.
Deve hoje ser submettida jutgamnnto o pro-
cesso em que sao autores Carlos Jos Astley &
C. e reo Jos Alexandre Gubia de Verdnn pro-
nunciado no arl. 26i, & l.c 4. do cdigo ca-
minal
E' advogado dos aecusadores o Sr. Dr. Cypria-
no Fenelon Guedes Alcoforado, edo reo o Sr. Dr.
Joo Jos Piulo Jnior.
se
appellado, Miguel Perci-
appcllado, AnsolmoNu-
juizo ; appellado, Marliniano
CHRQNICA JlCIARIA.
TRIBUNAL DS RELAQlO.
SESSAO EM 11 DE SETEMRRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. CONSELHEIRO EKHELIO
. DE LEVO.
As 10 horas da manha, achando-se prsen-
les os Sis. desembargadores Figuaira de Mello,
Silreira, Gitrana, Guerra, Silva Gomes e Cae-
lano Santiago, procurador da coroa, faltando
com narticipacao o Sr. desembargador Lourenco
Santiago, foi aborta a sesso.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JULGAMENTOS
APPELLArjOES CR11IE3.
Appellante, Jos Antonio dos Santos Palaco ;
appellado. Jo3 Barbosa de Araujo Pereira.
Improcedente
Appellante, o promotor ; appellado, Francisco
Isaac l.ins d* Macedo.
Improcedente.
Appellante, o juzo : appellado, Manoel Perci
ra Sarment.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaqnim Fran-
cisco Nunes.
A novo jury.
Appellante,'o juizo; appellado, Joo Francisco
Pereira.
Improcedente.
Appellante, o juizo
ra Ilenriques.
Improcedente.
Appellante, o juizo
nes dos Prazeres.
Improcedente.
Appellante, o juzo; appellado, Francisco de
Souza Costa.
Improcedente.
Appellanle, o
Nunes.
Improcedente.
Appellante, o joizo ; appellado, Pedio Rodri-
gues Lima c outro.
Improcedente.
Appellanle, o iuizo ; appellado, Joaquim Fe-
liciano da Silva.
Improcedente a oppellnro.
DILIGENCIAS RIMES.
Com vista ao Sr. desembargado!- promotor da
justica, as appollaoes crimes :
Appellanle, o juizo ; appellado, Joaquim Jos
de Sania Anna.
Appellante, o iuizo
Nunes da Silva.
Appellante, o juizo :
reir dos Santos.
Appellante, o juizo ;
Joaquim.
Appellante, o juizo
Franca.
Appellanle, Joaquim Soares de Lisboa
pellado, o juizo.
Assignou-se dia para julgamo.nlo das seguintes
appollaoes civeis:
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Duar-
te de Araujo Lima.
Appellanle, o prelo Joaquim ; appcllada, a
Exma. marqueza do Recite.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Duarle
de Olivera Reg.
Appellanle, o juizo ; appellado, D. Anna Al-
vos da Rocha.
Appellanle, Francisco Antonio do Carvalho Si-
queira ; appellado, Joaquim Francisco da Silva
Azevedo
Appellante, Paulo Caetann de Mello ; appella-
do, Manoel Cavalcanli de Albuquerque.
Appellanle, o preto Harcolioo ; appellada, D
Joanna Guedes Lilis.
Appellanle, Jos da Cunha ; appellado, Thomaz
Antonio Guimares.
Apoollanle. a cmara municipal ; appellado,
o solicitador de residuos.
Appcllantes, Joo Vignes e outros ; appclla-
dos, os herdeiros de Jos Antonio Loureiro.
A pairia corre perigo. a ordem publica esl a
ponto de ser alterada, oslamos sobre a crtera do
um inelonho vulco, prestes a engolic esla far-
inosa cidade, a anarcha alga O seu col e ufana
vat marchar pelas ras desla Veueza! E o nico
homem capaz de conjurar lo medonho calaclis-
ma foi imprudentemente mandado guardar na
ca=a de detenco. !?
Recaa sobi'e a cabeca do chefe de polica todas
as maldices da gerae&o presenl-, e da fulura
polos males, que nos causa com semelhme priso.
Na casa de detenco a nica garanta de or-
dem que tinliamo sobre a populaco!i
Quem agora poder pnr-se de permeio entre a
auloridade. e a populacao .'
Descarregam hojel2deJ selembro.
i Barca inglezaTrnculo-bacalho
| Barca inglezaPalmatharaercadorias.
: Brigue inglez-Marchanie-idcra.
' vX '"'"-^'-cerveja e alcatro.
Pd,n0ll,nu41M -Atalanle-farnha de
lolaca hepanhola-Viuva Carlota-pipas e
nsde vinho. vv
Brigue inglez-Meaeslrel-mercadorias.
Consulado areral.
: Kendimento do di, 1 a 10
I dem do dia 11. "
124
216
~6?
688
* 759
340
Ingo.
bar-
4:065,045
1:7115013
5-776058
Diversas provincias.
Reni'mento do dia 1 a 10. .
dem do dia 11.......
142:890
591528
2O2J0S
lbosas,lerir,.,^"n''-
Onandosed*otf,e,II,anl',Passo, porque
confia na autortdW A v>e ^B rec?.rre-
Combine-se ajxora ^'e/lprocedimenlo com a
descompostura do- chele %. aPost"- .
Ouanto an presidente 'da ,. 0,"?"- nao no'
odiniramosdesse papel que o l,ib*,.'al .por on
faz /epresentnr, p!intivndo-o cora Jl,lelc do
chefe de polica, ou da secretaria desdi, ?u? c"a"
rraria todas as suas orderrs. Diremos por" ora<
porque breve S. Exc. lera reraessa succulenln e
abundaale. ,
O" que, pnrm. hade mais importante nosso '
arligo-do Liberal a revelaco ingenua que ah
se faz do que Joaquim Manuel de Carvalho teve
parte em diabruras que liveram lugar naquella
freguezia em 1&56.
Ora, se quem pratica diabruras c-indiabndo, e
se cesleiro que faz um cesto faz um cento, assim
baja timb e tempd.para nos a priso de Carvalho
esta explicada. Cirvallio, se o Liberal nao falla i
verdade -uin endiabrado.que aproveiando olera-
po da eleico. e fazend da exeilaco popular
timb, estava pralcando diabruras ao's ceios.
Azora diga-nos a gente sensata : o que tora o
Sr. Dr Fenelon de enmmum com as diabruras,
de quem ineiro e vesoiro nollas, tanto qinj em
1j6 j as pralicava ?
O boletim na parte que toea freguezia ;e S.
Jos, parece que foi escriplo por algum traidor,
que leve por IIm mostrar que-os apostlos obser-
vara Belmente o rifo que cima deixamos.
Mas preciso notar que o que usado era lem-
po de guerra-, nao deve ser tolerado em lempo de
eleicOos.
Ah se di* qneoSr. Dr. chefe oV, polica amea-
cou co.-n prisa a nm irmao o>o Sr. Estoves
amigo do Sr. Fenelon, por moslrar-sn rooal'ci-
Iranlo contra rerlas exigencias, alias pouco im- S,UmS- Sl',,d's, 1,1/6 saceos e 1 barrica assucir.,
portantes de um liberal mombro da msa barricas caf, 21 Mecas algodo. 12 pranches
Sera lambern essjs procedimento dictado pela i ,amarie11"-. \ "ixo doce 1 sacca fariuha.
proteceo quo S. S. vola ao sen comprovinciano ; **'"* ni0 nacional oExhalagao. de 37 to-
'" notadas, conduzo o seguinie: 2.7 volumes
Despachos de exportaro pela
su do consulado desta cidade ni
dia 11 de setembro de 1860
GenovaEscuna sarda Amission, Basto & \Le-
mos, 1,300 couros salgados.
PortoBrigue porluguez Promplido, Manoel
Jos Pereira, 5 barrs mel.
Phitadclphia Barca americana Unio, M. Aus-
tim &C, 1,600 saceos assucar masca ralo.
Liverpool Brgno inglez Odom, J. Crablree
& C, 114 saccas algodo.
LisboaBrigue portugez Jareo, A. Irm.os, l
pipas cachaca
Exportac.
Liverpool, patacho inglez .(Atrevido, de 192
toneladas, conduzio o seguinie : 755 saccas
algodo.
Lisboa, brigue porluguez Tarujo & Pilhos,
._de 4!)2 toneladas, conduzio o seguinie : 5tK>
o Sr. Dr lerwMnn? Procedesse o Sr. Dr. Arari-
pe por igual modo com algum liberal, e er.lo
veramos -que clamores e-alaridos levantariam os
bulleliuistas 1
Mas como esse ftio um solemne desmentido
as intoncos que o Liberal eos seos ettribuem ao
sr. chefc d> polica, e nullificam o effeito do que
esse jornal diz na columna anterior, aconsellia-
raosao grao apostollo, que tenba cuidado com os
seas discpulos, entre os quaes pode apparecer
algum Judas, que o esteja comprometiendo.
No que lo-a Afogados o bolelim esl fallo
de sonso, o Sr. Reg e Albuquerque, compri-
raindeos volantes, efazendo-os passar por entre
as lileiras das baionfias, s recebe o vol de
quem quer. Eutreimio est receiaso, faz rotar
invisiveis, que representam na scena, duas Iros
qualro. e al viole vozes !
Pois quera esl senlior da
por baionotas, precisa dessa
gneros eslrangolfos, 300 ceblas,
gneros nacionaes.
Heceboiloria de renits internas
geraes de Pernambuco
Rendimento dodia 1 a 10. 4:8723308
dem do dia 11....... 1:670*617
6:5i2?925
Consulado provincial
(tendimento do dia I a
Idera do dia 11. .
10.
5:8i6f071
1.-708J60
7:5S69I
Quem garantir a ordem publica abalada eom lenenie-coron'el Rogo e Albuquerque nao i
Se o
em Afoga-
annos, proprieiaro do
ha tima gran! m issa
appellado, Florenlino
appellado, Joaquim Pe-
appellado, Ignacio Jos
appellado, Jacob Jo3 de
ap-
asta priso f
Nao estamos phanlasiando, lea-se o seguinie
trecho do Bollelim Eleitoral do Liberal l'ernam
bucano do 8 do crreme :
Parece-nos que no eslado em que se acham
os nimos o Sr Dr. ehee do poli i a nao obmu
com prudencia; pois o Sr. r. Teixeira pela in-
fluencia que linha sobre a populacao era urna
garanta de ordem.
Desiio que assim acontece com o Sr. Dr. Tei-
xeira, quem poder pot-se. de permeio entre a au-
loridade e a populacao volante.' Se preso quem
aconsetha ao povo que se musir com resignaco
e energa na manutenco de seus direitos, 7ei/i
pode garantir a ordem publica abalada por actos
como este que acaba de p rali car o Sr. Di. chote
de polica? Nao pode esse aclo ioterpretar-ae
como urna insullacao, como uraa provocaco acin-
tosa?
E dizem depois, muitos senhores de si, que os
conservadores sao os anarchistas, e ellos os ho-
mens da ordem e moderacao.il
Qucrem contisso mais clara, e positiva?
Sao elles meamos que dizera que os nimos dos
seus eslo exaltados, oque elles nao pdem con-
t los; o que quera smente isio poda conse-
guir est preso.
Aiialisai os bollelins do Liberal e vos conven-
cereis por suas propriaspalavras, de que lado es-
l a razo.
Sao os homens das grandes maioras sempre
provocados pela minora, que recusa um ou ou-
iro individuo no aclo de votar I
Constituera a maioria real do paiz, mas que-
rem alterar a ordem publiea por quo perdem lies
ou quatro volos, em urna qualiflcaco que correu
toda a medida de seusdesejos.
Sao os homens ordeiros por excellencia ; mas
apedrojam a forca publica, chamada para manter
os direitos dos oidados, como succedeu em S.
Jos, aonde foram fondos alguns soldados de ca-
vallaria com garrafadas e pedras, gragas aos bous
conselhns da nica garanta de ordem.
E quauJo os sida los assim aggreddos inveslem
com os seus aggressores, grita o nosso Garibaldi
peba que o sangue pernambucano esl coirendo,
e a cavallaria pisando o povo MI
A ordem publica, a tranquillidade das familias,
o direilo de seguranca individual, c os direitos
do cidado. ludo deve ser sacrificado aos srdidos
interesses de um avenlureiro.
As autoridades responsaveis pela seguranca in-
dividual, e pela ordem publica derem crns'ar os
bracos diante de qualquer calunga que da nono
para o dia se arvora Bit pai da patria, e deixa-lo
gritar urna massa desenfreada, noo respeileis a
auloridade, que se lem constituido vossa inimiga,
rej.ellio para longe a forca publica; as ras da \ elle relirou-se com o estoqu" dTieng d"o'aue
mesa, e apoialo
repeiioo ? O Sr.
.era po-
puiandade m freguezia, nao lem influencia para
venrer urna eleico.
Mas quem ento esse que a lom alli ?
Sr. Rogo o Albuquerque. morador
dos ha viole e tantos
dous engenhos, em que
de populacao, que maisou menos dependo delle,
que liie voia deferencia e estima, com mandante
de um eorpo, cuja offloialidade o considera, e cu-
jas pragas o amara, por que sempre que a elle
recorren! acham apoio e socorro, j com dinhei-
ro, ja com servicos pessoaes ; se o Sr. Reg o Al-
buquerque, dzornos, que lem a sua casa aborta
para recober a lodos que o procurara, que de
uinguem guarda odie, ou rancor. nao pode ter
popularidad!! a legtimamente influir n'iima elei-
co, quena quo esl em melhores coiidicoes na-
quella freguezia ? Ora ser o Sr. Grillo, ou o
Sr. Jos Roberto e o Sr. Tenorio? Cuneorrem em
cada um desloa, ou em tolos tres reunidos as
ursinas eircumslanc.ias quo concorrera no Sr.
Rogo o Albuquerque?
Na Boa-vista o bollelim inventa urna pela que
nao deixa de ler graea :os amigos do Sr. Carneiro
prelendem quebrar a urna, se nao preetclierem
a lerceira chamada com nvisiveis.
E verdade que quando os balelinislas deram
com essi tramoia, erara 8 horas da noitc. que
fui lambem quando se lombraram que na igreja
linhain eslado Luiz Ignacio, Marcelino dos San-
ios c outros, que alias mda Azorara para loma-
ren!-se suspcilos. A noiie, porm, mi do po-
vo, e por isso que as noticias dadas a noile sao
quasi sempre filltasda imiginaco. O que fic-
to que niugueiii lem sido anda insulta lo, nem
maltratado por aquellos individuos.
(Juanlo Olinda, o bolelim acha mulle grave
o reriment do Sr. Christu Leal, que esl cm ris-
co de vjrta e'nada diz acerca do dos oulroi ; as-
segurando que o grito du haja popnrlio de
individuos, que entretanto, dofunliam a urna.
O bolelim, ou esl mal informado, ou nao quer
dizer o que sabe. O primeiro grito dehajafoi
sollado pelo Sr. Joo Paulo, e repetido por Ma-
nuel Diouizio e seu irmo ; os quaes, depois do
verem o rcsuliado de sua imprudencia, correiam
a escon lor-so no alt.ir-mr. A desordena que
ento deu-se, na qual foi Bernardino Serpa feri-
do gravemente no vt-nlrc por urna ealoca>la qiie
lite aiirra o proprio Sr. Chrsto Leal, e na cabe-
ca por urna grande (acetada que fendou-lhe o
crneo em mais de tres pollegadas ; foi dentro
da igreja, nani nao se achava o Sr. Dr. SiUi'no.
que quando chegou traten de apasiguar um outro
barulho que os seus promoveram
Ouanlo grvida.le do feriuenlo de Christo
Leal, correle em Olinda, que isso e palranha
Novo banco de
Pernambuco-
Sao convidados os Srs. accionistas do
aovo banco de Pernambuco para virem
: receber o quinto dividendo de ds por
acoto, dodia 10 de setembro em diante.
NOVO BANCO
DE
PXnXAMBlJCO.
EM ti DE SETEMBRO DE 1860.
O Banco desconla na prsenle semana a 10 0 \f
ao onno .al o prazo do 4 limes e a 12 0/o at o
de 6 mezes, c toma dinheiro em conlas correntes
simples ou com juros pelo premio e prazo que
se convencionar.
'o v {.siento do porto
Yaatoa entrados no dia 11.
Terra NovaS3 das, brigue inglez Dante, de
176 toneladas, capilo Joiin Classe, cquipagom
1, carga 2,3"i0 barricas com bacalho ; a
Johnston Pater .y C. Seguio para os ^ortus
do Bill. '
Terra Nova33 dias, brigue inglez Itunnymede,
de 18l toneladas, capilo S.imuel Prowse,
equipagem 12, carga 2,601) barricas com baca-
lho ; a James Cabthiee & C. Seguio para a
Babia.
liba de Fernando3 dias, barra brasileira ,1/re-
vida, do 207 toneladas, rapilo Claudino Jos
Itapozo. equipageni 11, carga difT.-rculcsgne-
ros ; a Jos da Silva Luyo.
Navios sahidos no mesmo dia.
S. Tiiomazhiate americano Orianna, capilo
A Bale, em lastro.
S. ThomazPatacho inglez Onward, capilo J.
ommor, era lastros
Baliimore Barca ingleza Elisa, capilo Eduardo
Dupr, em lastro.
Observaco.
Aparece ao norte, um vapor francez.
No intuito, p >r tanto, de dar essa satisfaco.- As appellaoes crimes :
nal lefiamente se prende urna justa anciedado, | Appellanle, juizo ; a]
187
184
180
1
ofTerccenaos aos nossos leitores as seguintes no-
ticias.
Freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves.Hontem '
nosla freguezia concluio-se a apuraco dos votos
para vereadores e juizes do paz do"l. districlo,!
sendo este o resollado :
Para vereadores.
Francisco Miranda Leal Seve.............
Justino Pereira de Farias..................
Manoel do Nascimenlo da Costa Monleiro .
Thomaz de Aqnino Fonseca..............
Dr. Antonio Vicente do Nascimenlo Fei-
tos*.....................................
Manoel Joaquim do Bego e Albuquerque .
Baro do Lvramenlo.....................
Dr. Felippe Carneiro de Olinda Campello.
Francisco Accioli deGoveia l.ins.........
Padre Jos Leile Pilla Ortigueira.........
Jos Carlos Teinera......................
Feliciano Joaquim dos Santos...........
Luiz Fievtrisco de Barros Roso...........
Gabriel Germano de Aguiar Monlarroyos.
Jos Joaquim Antones....................
Joaquim de Almeida Pinto.................
Antonio Jos de Castro....................
Jos Mar3 Freir Gameiro................
Manoel Goncalves da Silva Jnior........
Para juizes de p02.
Padre Jo3 Leile Pilla Ortigueira.........
Jos Podro das Noves.....................
Joao da Silva Farias......................
Jos Marques da Costa Soares............
Comarca de Pao d'Alho As eleicoes as fre-
guezias de Pao d'Alho e da Luz concluiram-se,
lenuo reinado durante todo o proresso eleitoral a
melhor ordem possivel, segundo infermacooaque
nos chegara de boa (onte.
Para vereadores.
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque Mello 1200
Luii Candido Carneiro da Cunha......... 1021
Lui* rjAAlbuquerque Maraoho.......... 902
ppellado, Lourenco
appellado, Jos Gomes
appellado, Antonio de S
Francisco de Snmpaio.
Appellanle, o juizo ;
Pereira.
Appellante, o juizo ;
Cavalcanli e outro.
DILIGENCIAS CIVEIS.
Com vista ao Dr. curador geral:
Appellantes, Joo HVnriques da Silva e outros;
appellada, D. Anna Felicia de Moura.
Foi proposta a petco do bacharcl Joo Fran-
5! cisco Teixeira, pcdind'o ordem do liabpas-corpus,
(que Ihe foi concedida para s 2 horas d3 larde
170 de hojeser apresentado, ouvindo o Dr. chefe de
162 polica, o que feito, concederam a soltura ao pa-
lo6 cente.
155 dem de Joaquim Manoel de Carvalho, que
15.) tendo a mesma concesso raandaram-it'o Dr em
147liberdade.
141 DISTIUBUICOES.
140 Ao Sr. desembargador Silva Gomes, o
140 gravo de pelco :
128
ag-
119
116
106
95
Aggravanie, Candida Nunes Correia
As 3,' horas da tarde encerrou-se a sesso.
125 gravado, o juizo.
124' i i------j
108
98
6?
ag-
JIIRY DO RECIFE.
4.a SESSO JUDICIARIA
PRESIDENCIA DO SR. DR. JllZ DE DIREITO INTERINO
DA 2.a VARA CRIMINAL. IIERMO-
CENES SCRATES TAVARES DE VASCONCELLOS.
Promotor publico, o Sr. r. Francisco Leopol-
dxno de Guimo Lobo.
Escrivao interino, o Sr. Antonio Joaquim VeJ
reir t Oliveira.
7 de setembro.
Comoarecendo apenas 11 juizes de faci o Dr
presidente do jury declara multados em 30# os
quenaocompareceram e addia a sesso para o
dia 8 s 10 hor g ds manha.
cidade vos fornecem armas su/ficienles apedrejai
os vossos inimigos.
Desenganem-se os senhores do Liberal Per-
nambucano que liberdade de voto, nao era
nunca foi licenca, e anarchia.
Pdra comer os anarchistas nao faltaro meios
de ar/e_o ao governo.
O presidente da provincia, e o chefe de polica
nao recuaro ura passo. Ho de sustentar, como
teem sustentado, a liberdade do voto, masuma
liberdade bem entendida, e nao urna bachanal.
Nao ternero, nem nunca tenieram, as bravatas
dos demagogos, oinda que elles tivessein melho-
res b godos.
No brioso povo pernambucano. esl a garan-
ta 4a ordem: este nao se confunde com as fezes,
quo existem era loda a sociedide, e que quasi
sempre sao revolvidas neslas qnadras por sses
reptis, que se alimentis de materias ptridas.
Ple continuar o Liberal Pernambucano a iu-
sullar ao chefe de polica, pela priso que fez em
um de seus colaboradores, por ler comracllido
os crinaos de resistencia, o/fensa phisica, e tirada
de presos do poder da justica : que a populacao
sensata Ihe far justica pela prudente medida por
elle emprogada, para conter os acarchislas.
Quem nao qur ser lobo, nao Ihe veste a pella.
Recife, 10 ae Salembro.
W.
Contra-boletim.
ii
(11 DE SETEJIBnO, HORAS DO COSTIME
Em lempo de guerra
Mentira como Ierra.
(Rifo popular).
O Liberal Pernambucano do hoje est dupla- !
mente interessanle : vale era ouro o que pesam i
os seus escriptores em carne, o osso I
Alm do bolelim, que obra prima de verda-
se havia servido, ameagando aos que delle so
aproximavara o grilavam :prende o assassino.
Para evitaren! que a auloridade o fosse prender,
inveniaram que. elle eslava a morrer, coufessa-
rara-o com todo o apparato : mas sabe-se que a
Tacada que Ihe deram resvalou, e apenas coriou-
Ihe as carnes Sobrecama costella.
O Sr. Joao Paulo nada SOlfreu, por que soubc
escapar-se, e acha-se oceulto no ongenho___
Os senhores Pasaos, Guedes, Lopes, Martina,
V'iresc outros, que achavara-se cm S. Pedro e
seguirn! para a S, quan lo liveram noticia da
desordem o foram ao mesmo lempo que o cx-de-
logado, c somonte no intuito de pacificaron! e
conterem aquellos sobre que podessera influir.
Esse mesmo ponsamento Ierran o Sr. Dr. Sil vino,
que uinguem leve o menlo de esbordoar. Basta
por hoie.
O soldado Z.
o u a. a o. H VI rr. 43 n "i c tu OS m 3 1 Horas 1 i
i i-0> e 5 c c en Vi Atmosphera.
* J) ireceo.
w =5 Intensidade
1 o 141 Ol ! Centgrado. p: 3J BC O a w H -O
1 i ia O OO M O i Reaumur.
oe o oo -a i' | Fahrenheit
^4 w -4 -1 o ^1 O-en GO ?3 o 1 tlygromelr a.
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ao
Correspondencias.
Senlior Redactor. Queiram publicar no seu
bem conceituado jornal as seguimos noticias :
f^io ha nada neste mundo, por occullo que seja
feito, que com o lempo nao se saiba. A 29 de
outubro de 1852 foi assassinado no tormo de Ca-
ruar o infeliz major Joo Guilberme de Azeve-
do. O publico indigtlava quaes os assassinos :
foi tirado o processo e estes despronunciados
havendo provas! Com a despronuncia, e cor-
rer bastante lempo, pensavam osassassinos que
tinha-se acabado o crime ; descobriram-se uns
aos outros.
Ura dos filhos do infeliz major, coadjuvado
pelos prenles, apresenlou urna denuncia ao juiz
municipal de Caruar contra os assassinos do
seu infeliz pai : tirado o processo foram pronun-
ciados, como mandante redro Paz de Souza, c
como co-ros Manoel da Paixo Rege. Jos Joa-
de e boa f, contera um artigo do fundo, especie! 2U"B de ***do Co?Pux1 ve>le \ieira Piula- ^TTeCtoria Tftral fia nslrUCCart
de prologo histrico, que da cscaclaar 1= 0\?. g^nde assass.no de proissao Antonio Vi- """"-; 4 Bcl f J.utt IUB" "^V""
Sr.Dr.cfiefe de polica e aseauranca indivi- \ml\^w\t? .do Pedr0. ?'u ^- DUblICa.
fe de polica e aseg...
dual, tal o seu Ululo, pelo qual'bem se r
que aquelle magistrado ficou anniquillado. Fe-
lizmente para S. S. os boletinstas, sera o quere-
rem, encarrearam-se de justilica-lo, e responder
a todas as aecusaces, que na mesma pagina e
columna Ihe sao fitas, por exemplo, de ter man-
dado a cavallaria pisar urna populacao briosa,
de pretender aviar Pernambuco por amor de
filhos bastardos, do proceder a prisoes acintosas
era inimigos pessoaes do Sr. Dr. Fenelon. F. tudo
isto e mais alguma cousa, tal como fazer correr o
sangue pernambucano, para eleger aquelle Sr.
deputado.
Siro, oo bolelim de S. Jos l-se que o Sr.
chefe de polica hontem, com effeito porlou-se
de modo a evitar algum conflicto na freguezia,
pois que com a sua preseuca evilou a coninuo-
codosinvisiveis e ns excluses illegaes dos dias
anteriores. Dos o conserve era to boas dispo-
siefles.
Em outro lugar diz-se ainda : o Sr. Dr.
chefe de polica desta vez atlendeu s convenien-
cias de tranquillidade publica,
Pelo subdelegado de S. Caelano foi prezo o
tal Capuxo, que se acha na cadeia de Caruar.
Tambera foi prezo o assassino Paixo, a requ)si-
co do juiz municipal, pelo alf-res Estrella, sub
delegado da povoaco de Capoeira, e esle demo-
rn o malvado dous dias denlro da povoaco,
sendo porto da villa do Bonito cinco legoas at
qnc elle se evadi I I Sao estes os pronunciados
] pela morle do infeliz major. Os filhos do morto
, clamara contra os assassinos que roubaram a
[ vida do seu pai deixando na orphandadc nove fi-
i Ihos, e pedem jusliga, e s justica.
Comarca do Bonito 31 de agosto de 1860.
L'm comrcelo.
COMlIEiliO.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 10. .
dem do dia 11......
A noile clara, veulo SE, veio para o terral e
assim amanhereu.
OSCIttACAO DA HAR.
Preamar os 11 h 5' da manha, altura 6.30 p.
Baixamar ns 6 h 6' da larde, altura 1.50 p.
Observatorio do arsenal de marinha 11 de se-
lembro de 1860 Viegas Jnior.
Editaes.
De ordem do lllm. Sr. Dr juiz de orphrtos-
vai no dia 14 do corrento pra^a de renda an-
nual a casa n. 88 e sitio da mesma, no largo d*r
N. S. da Paz da freguezia dos Afogados a reque-
rimento de Manoel Leoncio Velloso da Silveira,
sendo naqueile dia a ultima praca : roga-sc aos
Srs. prei"u lenlos de coraparecercm com os res-
pectivos fiadores.
publi
Faco saber aos interessados que o lllm. Sr.
director geral interino, de conformidade cora as
inslrue.Qes de 11 de junho de 1859, ten desig-
nado o da 26 do corronle, pelas 10 horjs da ma-
nha, para terlugar o concurso s cadeiras vagas
de iiisirucc.an elementar da 1 grodosexo mas-
colno.meationadasnoedit! de 18 de julho. Ro-
pois convidaos os senhores que se acham ha-
bilitados na forrea da le**a vir iascrever-sc e a
comparecer nesta xeparli^o no referido dia
hora. Seerot'ria da instruccao publica de- Per-
nambuco 11 de setembro de 18C0O secretario
interino, Salvador Henriquc de Albuquerque.
Tribunal ilo commereio.
Pela secretaria 4p-tribunal do commereio sao
chamados para qfl^vcnham satisfacer n impor-
tancia dos livros e papis abaixo mencionados,
aquellos a quem os memos pertencerem.
, liiros.
89.112*039 Diario do Joaquim Rodrigues Tavarcs de Mello.
18.069^417 Dito de Antonio O'Conoll Jersey.
---------------Dito de sabidas do agente de leUoe? Militao Bur-
107 181i56' ges L'cha.
ILEGVEL
IMUTILADO


(O
Dito de entradas, do mesmo agente.
Razao, do mesmo agente.
Diario de Joaquim Moreira Guerrido.
Protocolo do corrotor Leal Sove.
Diario de Fernades & Filiclaoo.
Diario de Pinto de Souza & Bairo.
Diario^ de Caetano Cyriaco da Costa Moreira &
lrronu. .
Copiador de carta de Lourenco Luiz das Neves.
Diario de Siiva & Molla.
Copiador do carias de Domingos Francisco Ra-
ttialho.
Diario de entradas do agente de leiles Cunha
Azevedo.
Protocolo do corrector Mesquila Jnior.
Copiador de cartas de Guimaraes & Oliveira.
Diario dos mesmos.
Copiador do cartas do Antonio Jos de Caslro.
Protocolo do corrector Silveira.
Entradas e sahidas do trapiche Novo.
Diario de Lourenco Luis das Neves.
Papis
Cerlido a pedido de Barroca & Caslro, em li-
qud3eo.
Notas pelo recolhimenlo da carta de regis'v,, ,ja
barca nacional Yaya, dos mesmos.
Notas pelo recolhitnento da caria do bri^e Con-
ceico. de Manoel Alves Guerra.
no cume ao andamio do madeira, actualmente em
conslrucjao perto deste pharol, e o seu alcance
elevar-se-ha a 15 milhas.
A inlensidade dos fogos do penhasco (de la Fa-
laise) o da Terra Negra (Torre Negrc) sor dupli-
t cada na direceo que elessgnalam.
O fogo Hxoda pona de Grave ser subsliluiJo
' por um fogo do mesmo carcter, poira de 15
lhas de alcance, que ser inslallado no cu- *f-
| (orre, actualmente em conslrucco a 32r ^* da
no S. S. O. do pharolclo actual." metros
O pharol fluctuanle de Fallis se;/
' do a 600 metros pouco mais ou ir 'ransporta-
! N. O.'da posirao que elle ocr -enos-para o N.
! brilho ser augmentado. 4"a noJe. o seu
Um pharol flucluanH .
10 milhas de alcance d.e foS f,,xo branco, de
! da torre do By. ser corado pelo iravez
Urna terceir ,
de 9 rr: a luz fluctuanle de fogo fixo bran-
ilhas de alcance, ser ancorado previ-
ule abaixo da Marechale pelo travs de
^^_^-P>r^AttBO0. *- QOARTA IR 12 DE SETMliftO Ofi 860.
co,
sorUm*-
Man..on.
Um fogo flxo branco de 13 milhas do alcance se-
1 r acceso no cume do andaime de madeira aclual-
mente cm conslruccao sobre a extreruidade norte
; da ilha u"e Patiras.
! EmfiD um pequeo fogo Cxo branco de 3 mi-
lhas de alcance ser acceso cima de Panillac, pa-
baribe, de Luiz Borges de Cerqueira.
Cerlido a pedido do mesmo,
Nomeacao de caixeiro de Jos Joaquim Ramos o
Silva.
Nomeacao de caixeiro de Fernando Romano
^ Stepple da Silva.
Notas pelo recolhimenlo da carta do palhabute
Nulas pelo recolhimenlo da carta o hiato Dapi- ra signalar a origem do fundeadouro desde nome
Quando lodos estes fogos forcm accesos, os na-
vegantes que quizaren entra* de noilo na ron-
de e chegar ao ancorador de Panillac, dever.io
conformar-se com as indicagoes seguintes:
Depois de lerem reconhecido sua posicao, por
observacoes nuticas referidas aospharocsda lor-
J re do Cordouan eda Conbre,collocar-se-ho sobre i
Venus, de Caetano Cyriaco da Costa Moreira. a '""ha que projecla o fogo lixo branco da torre de j0
Uislralo da sociedade de Francisco Jos Ccrreia \ Terra-negro (Terre negrejo o fozo alternatvamen-
Marques e Francisco Marques Guimaraes. le branco e vermelho de Ponlaillac e ah se man-
'.unir.i lo da socidade de Anlonio Lopes Ilud i- lero al que lenharj) chegado ao sul verdadei-
ues, \l.ii i.inno Lopes Rodrigues e Jos Das ro do pharol da Coubre. Ellos devero enlao mu-
Brando. i dar de rumo e fazer proa sobro o pharol de Cor-
Conlrato de sociedade Jos Francisco Bilancourt douau al o momento em que o fogo vermelho do
o Cypriano Luiz da Paz. penhasco (.le la Falaise] se mostrar sobro a mes-
Distrato da sociedade de Antonio Francisco Pe- "1J Vertical que o do Torra-negra e seguir a di-
a pediddo
reir e Frederico Lopes Guimaraes.
Cerlido a pedido de Frederico Lopes Guimaraes.
Distrato da sociedade de Eduardo Pellen Wilson
Jnior e Carlos Maureau.
Cerlido a pedido de Anlonio Pedro das Noves.
Destrato da sociedade de Antonio Valentn) da
Silva Barroca, Joaquim da Cruz Lima e Jos
Goncalvcs Marlins
Escriplura de hypoiheca feita a Tasso & Irmo e
Amorim & Irmo.
Dislrate da sociedad de Joo Teixoira de Souza
Lima e Francisco Thomaz das Noves.
Cerlido a pedido de Conrado Augusto de Farias.
Nomeacao de caixeiro do mesmo.
Alterado do contrato de sociedade de Eduardo
Alexandro Burle, Eduardo Francisco Truchou e
Narciso Maria Carneiro.
Cerlido a pedido de Manoel Joaquim Ramos e
Silva Jnior.
Copia do conhecimenlo dedi2ima,
Mililo Borges Uchoa.
Conhecimenlo do imposto do mesmo.
Altoraco do contrato de sociedade dc.tmaral,
AI ves C.
Nomeacao de caixeiro de Salvador Estevo de Oli-
veira.
Escriplura de hypoiheca a favor de Manoel Igna-
cio de Oliveira.
Carla de registro do briguc Eugenio, proprieda-
do de D. Eugenia Francisca da Costa Mendes.
Cerlido a pedido de Aureliano Augusto de Oli-
veira.
Cerlido a pedido de Marlinlio de Oliveira Borges.
Cerlido a pedido de Julio Alsino de Caslro Oli-
veira.
Copia a pedido de George Patchett.
lstralo da sociedade de Francisco Teixoira Bas-
to, Bernardo Jos Luiz de S, e Joo Francisco
da Silva Novaos,
Nomeacao de caixeiro de Thomaz Ferreira de Car
valho.
Procuraco de Joo Francisco da Silva Novaes.
Cerlido a pedido de N. O. Biebtr& C. e J. Kel-
ler & c
Conhecimentos do imposto dos corretores Gui-
lherme Stepple, George Patchett, e do ex-cor-
retor Pinho Borges, e dos agentes de leiles
> cente Camargo e Jos Maria Pestaa.
Secretaria do l-ibunal do commercio de Per-
nambuco 10 de setembro de 1860.
Dinamerico Augusto do llego Rangel.
No impedimento do officul-maior.
enticacao de
praso de seis **atioade protessional dentro do
oulubro de mezes, marcado no edilal de 15 de
referido- anD0 passado ; devendo cada um dos
sour* professores e professora rccolher a the-
a<- -''. da fazenda provincial a mencionada
Tilia do cincoenla mil ris, denlro do praso
< trinla diasco ntados da data desta ; Dudo o
qual sero as mesmas mullas cobradas ejecuti-
vamente, como so pratica, com a divida activa
provincial proveniente dos imposlos.
Jos Soares de Azeaedo
Director geral interino.
Professores e professoras a que se refere a por
taria supra :
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Bernardino de Souza Peixe
Joo Jos Vieira de Barros
Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
Joo Augusto de Vasconcello Leilo
Vilo Anlonio do Sacramento Pessoa
Padre Manoel Adriano de Albnquerque Mello
Victorino Antonio Martina
Padro Joaquim Jos de Parias
Joaquim Jos Balmacedo
Francisco Jos das Chagas
Manoel Jos de Farias Simes
Manoel Francisco Pereira
Manoel da Silva Couto -
Antonio da Cosa Lima
Tiburlino Floriano de Carvalho
Manoel Furtado da Costa Tico
Joaquim Jos Florencio de Moura
Estevo Pinlo de Moraes
Jos Corroa Paz
Anlonio Benlo Pinheiro
aquim BeHarmino de Mt lio
Joaquim Jos de Araujo
Severiano Marlyr Vieira
Anlonio Jos Coelho de Queiroz
Jos Ramos de Vasconcellos
Theodoro da Cruz Cordeiro
D. Josepha Maria do Espirilo-Santo
I). Candida Balbina da Rocha
D. Urbana Angella de Lima
I). Maria Seraphina Vieira
D. Ira da Cunha Leile
D. Vieemia Maria do Carmo Cezar
D. Arma Ferreira da Silva
IV Maris de Nazareth Augusta
1). Joaquina Loureoga da Conceico Lima
D. Amalia Vicenria do Espirito-Santo
1). Joanna Rosa da Trindade
I). Luiza Aunes de Andrade Lial
D. Francisca Miria do Rozado
D. Maria Silveria do Monle Souza
I). Maria Eugenia Ferreira
D. Elena dos Sanios Pinheiro
~m
r.a.
garraas de tinta prcta de escrever
Guimaraes & Oliveia :
20 exemplares da historia de Simo de Nan-
lua a 19280.
50 exemplares da Economa da Vida Humana
a 4UO rs.
a !2rJO0,,nmalCaS Prlu8ue"8 Pr ^ro Nunes
20 arithmeticaa por Collajo a 1*280.
100 resumos dadoutrina chrislaa a 80- rs.
50 cartas de A B C a 60 rs.
ICO taboadas a 60 rs.
20 translados de cursivo a 60 rs.
25 ditos de bastardiohos a 60 rs.
30 ditos de bastardos a60rs.
30 ditos de A B C a 60 rs.
4 duzias de lapis fiuos a 320 rs.
50 paulas a 10 rs.
400 pennas de palo a 800 rs. o cento.
Para oquarlel general.
Joao Jos da Silva :
2 bandejas para copos d'agua, urna por lg400 e
2 copos do vidro para agua a 950 rs
12 quartinhas grandes a 320 rs.
1 jarra de barro para agua por 8J.
Para as casas das guardas.
i bacas de louea a 1^.
5 copos de vidro 950 rs.
1 thesoura grande por 1$900.
3 caslicacs com lantornasdo vidro a
10 quartinhas grandes a 320 rs.
Para o arsenal de guerra.
0 mesmo vendedor Joo Jos da Silva :
1 resma de papel almaco por3700.
! ?uzun5d-e lapis vara P*eara a600 rs-
4 fechaduras finas para carteiras de difTerenles
lamar.hospor 1{).
O conselho avisa aos mesmos vendedores, que
devem recolher os objectos comprados na sala da
secretaria do conselho s 10 horas da manha do
dia.... do crreme mez.
Sala das sesses do conselho adminislralivo,
para fornecimento do arsenal do guerra, 5 de
setembro de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
O lancador da recobedoria de rendas inter-
nas geraes. de conformidade com os 1., 2
d. ,4. e 6. do art. 37 do decreto de 17 de mar-
co do correte anno, tendo de principiar no dia
10 do presente mez a fazer a collecta as ras
do Imperador Pedro II, 22 de Novembro. becco
do Thealro e Crespo, do bairro de Santo Antonio,
imposto sobre as lejas e casas coairr.erciaes e
do
5$.
outras de diversas classes e denomuisc.es; avis,
aos donos dos seus respectivos estabelecimenios,
que tenhsm os seus recibos ou papis de arrenda-
mentos de suas casas nos ditos estabelecimentos
para por clles se fazer o processo do lancamenl
na razo de 20 por cento do aluguel anniol
.f.Rcebedoria de Ppmambuco 6 de setembro de
1860.Jos Theodoro Sena.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
reccu indicada por osles fogos at encontrar-se
com a dos lugos lixos vermelho de S. Georges o
das dunas de Suzac. Diiigr-se-ho enlo sobre
estes dous fogos e guiar-se-ho depois successiva-
mentn sobre os alinhamcnios seguintes:
O fogo lixo de Richara visto pelo pharol fluc-
luanlo do Fallis; 0 pharol a fogo flxo branco da
pona de Grave, vislo pelo pharol llucluante de
Fallis; o pharol a fogo fixo branco da ilha do
Patiras, visio pelo Ouctuante de Mopon; o foso
fluctuanle da torre de By, visto pelo fugo fluctuan-
le de Mapor.
Se os fogos do Sao Georges e das dunas de Su-
zac achareui-se eucobertes pela cerracao, os na- I r i
ventos reconhecero. avfs.ando o'pharol de : g; ES/HS" '
Lorduan, o ponto onde devem atiaiylonar a linha
dos fogos do Penhasco (de la Falaise] e de Terra-
negra, logo que avislassem o logo de Cordouan
claramente colorido de vermelho devoriaru fazer
proa ao S. E. 1[2 E. verdadeiro mantendo-se na
t zona vermelha deste pharol at avistaren) os fo-
gos de Tallis o do Richard, un pelo nutro.
Illuminacio ds proximidades de Perros.
[Cosas do norle.)
Cinco novos fogos sern prximamente accesos
durante lodas as noiles as proximidades do an-
coradouro de Perros,
Um fogo flxo vermelho do 5 milhas d'alcance
ser acceso sobre a porita de Ploumanach a en-
trada do pequeo porto deste nome.
Dous fogos lixos brancos signalaro a direceo
docanal occidental do ancoradouro de Perros,
sero estabelecidos um perto da ponte de Nanto-
nnr, o oulro a 6S5 metros de distancia no S. E.
sobre urna lorrinha receiilemeule contruida pr-
ximo da fazenda de Kergear.
A direceo do canal oriental ser igualmente
signalada por dous fogos (ixos brancos, allumia-
dos, um a 100 metros airas do sigual de madeira '
que serve actualmente de bausa de da, o oulro
perto do moiuho doKcrprigeut e 2865 mlros ao .
S. O. do primeiro.
Os navegantes qne quizerem enlrar no porlo de
Perros pelo canal orcidonial devero deixar o
alinh.imento indicado pelos fogos de Nanlouar e
do Merina Costa
I). Thereza Guilhermina de Carvalho
' I). Auna Maria da Conceico Nepornuccno
, Francisca de Assis Domingues Carneiro
: I>. Berlina Carolina Cezar Galvo.
Secrelaria da inslrucco publica de Pernam-
buco 28 de agosto de 1860.
O secreterio interino
Salvador Henriques de Albuquerque
Pela adminislraco do correio de Pernam-
buco se faz publico, (pie *m conformidade do de-
creto n. 787 de 15 de maio de 18>1 c respectivas
inslrucces, leve hoje lugar o processo da aber-
tura das cartas atrazadas pertencentes ao mez de i
agosto de 1859, condemnadas a consumlo pelo
art. 138 do regulamenio geral dos correios de 21
de dezombio de 18t ; assislio ao dito processo
o Sr. negociante Manoel Alvos Guerra.
Desta abertura resuliou acharcm-se somente
urna caria com documento descripto em livro
pan esse Gm destinado, Atando recolhida con-
venientemente para ser enlreguc a quera de di-
reilo perlencer.
Urna carta de Antonio Jos de Freilas da cida-
de do Aracaty, para Fouseca & Silva, com urna
letra.
THEATRO DE S. ISABEL.
CMPlM LYMC10E CJJItlNlSELl
11. recita ta assiguatura e II para os camarotes de secunda serie
Quarta feira 12 de setembro
Represenlar-se ha a grande opera era ires acios de Donizetli:
mmm mu
Os bilheles vendera-se como de coslurae.
Principiar as 8 horas.
Um cabriolet
cm mullo bom estado, cora lodos os pertences
para 1 cavallo, s 11 horas em ponto.
LEILAO
Sejtta-feira 14 de corrente.
PELO 4GENTE
COSTA CARVALHO.
O mesmo agente fara' leilao em seu
armazem na ra da Cruz n. 9,de varias
peras de lona, em porrao ou a retalho.
a vontade dos compradores, no dia ci-
ma as 11 112 horas da manhae.
Avisos diversos.
Avisos martimos.
EDITAL
A mezaparochial da freguezia
to S Sacramento do bairro
de S. Antonio da cidade do
Recife.
Faz saber a lodos os cidadaos qualificados vo-
lantes desla freguezia, que em virludo da suspen-
sao dos Irabalhos eleiloraes ordenada por causa
dos tumultos e desordens que houveram hoje
,ln!r, .''" ,Malriz- eimposivaoque prelendism fa-1 pequeo fogo (i'vo verde de'i miThas"d'.lcace".'
zer parle do puvo, de sua opiniao, sobre as reso-
lucoes lomadas pela mesma meza, cuja execuco
e observancia impediao por lodos os meios; lem
designado o dia 17 do correle pelas 9 horas da
de Kenoan, um pouco antes do ver um pelo ou-
lro os fogos do moiuho de Kerprigenl, e seguir
enlao a direceo dada por estes ltimos fogos.
lllumiuacao das proximidades de lirhal.
[Costas do norte.)
Dous fogos ixos vermelhos seio d'aqui a pou-
co accesos durante lodas as noiles, sobre a ilha
de Brhal. Klles darao um alinhamenlo passan-
do pela Horaine. Ser enlao fcil de evitar este
perigo por meio de observaco sobre o pharol dos
Meaux de Brhal, um destes dous fogos ser ins-
lallado sobre a pona do Paon [Pavao] c illumi-
nar lodo o horisunie. O oulro ser assenlado
no cume da lorrinha recentemenle construida so-
bre a planura de Hosedo e s illuminar um es-
paco angular de 20 pouco mais ou menos,
llluininacao da entrada do porlo de Trouville.
{Calcados.}
A exlremidade do dique oriental do porlo de
Trouville sera prximamente signalado
Per ultimo procedeu-se a queima das outras
carias, que nao encerraram dinheiro ou docu-
Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Almirante pretende seguir com muila brevi-
dade, tem parle de sua carga a bordo para o
resto que Ihe falla, trala-se com os consignata-
rios Azevcdo & Mendes, no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 1.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a raaior brevidadeo hiato Gralido
,.ivo-,eWqe a?^ssss^a^er-,^
do correio de n. 11, ou na ra do Codorniz n.
e o que se segu. Adminislraco _
Pernambuco, i de setembro de*-1860.
manhaa pira conlinuac.io dos mesmos Irabalhos
eleiloraes. E por isso assira o manda annunciar
pe o presente edital, que devora ser publicado
pela imprensa. e aflixado em lodos os lugares que
ftBA co,,ve"io"1(,s- Recife 8 de Selembro do
1600. Bu Joaquim da Silva Reg, escrivooue
o cscrevi. '
Antonio Epaminondas de Mello.
juiz de paz, presidente da meta.
Cantillo A. Ferreira da Silva.
membro secretario.
Marcolino dos Santos Pi
membro da meza.
Acamara municipal desla cidad
publicar, para conhecimenlo dos seus
e afim de que seja observada a postura abaixo
transcripta, que foi approvada provisoriaroenle
pelo F.xm. presidente da provincia, era data de
i do corrente.
Paco da cmara municipal do Recife em sessao
de 2/ de agosto de 1860.-Gustavo Jos do Re"o
pro-presidtule.Manoel Ferreira Accioli, sacre-
la rio.
(Juarta seceo. Palacio do governo de Por-
nnmbuco era 24 de agosto de 1860.
O presidente da provincia, tendo era visla o
que represenlou a cmara municipal do Recife
em offlcio de 22 do corrente sob n. 78. resolve
npprovar provisoriamente o seguinte arligo de
postura :
Arligo nico.Ningucra poder conduzir cal
pelas ras da cidade, e estradas do municipio,
sem ser coberla de maneira que o vento a nao
espalhe : os infractores soffrero a mulla do 10,
a qual ser dobrada na reincidencia.Ambrosio
l-eitao da Cunha.Conforme Anlonio Leite de
Pinho.
Secretaria do govcrno]'de Pernambuco, 31 do
agosto de 1860.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, manda
publicar para conhecimenlo de quem possa inte-
ressar, que o Exm. Sr. ministro da fazenda, len-
Uo ordenado a thesouraria de fazenda desta pro-
USiS*?8 Proceda a substituido das notas de
.U&000 ris da 4a estampa, papel branco, decla-
rou em aviso de 13 do corrente, que esta subs-
tituirlo lera lugar no lempo que decorrer de
agora at o Om de abril do anno prximo futu-
ro, coraecando do Io de maio seguinte, o prazo
de 10 mezes para o descont mcnsal de 10 por
O[0 no valor de laes notas.
O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
por um
...aoi
lllumiuacu da entrada do porto de Celle
[Ueraulh.)
O pharol novainente construido sobr a ponle
Termo de consummo das cartas atrazadas per-
tencentes ao mez de agosto de 1859.
Aos 4 dias do mez de setembro do 1860, nesta
adminislraco do correio, s 11 horas da manha
estando prsenle os Srs. administrador Domingos
dos Passos Miranda e mais empregados abaixo
asagnados, procedeu-se em virludo do art. 138
do regulamenlo dos correios de 21 de dezembro
de 18ii, a consummo de 95 /arlas selladas, 179
nao selladas, n>i importancia de 28800. como
consta da factura, cuja importancia vai descar-
regada nesta dala ao respectivo thesoureiro.
E para constar lavrou-se esle lerrao
assignou o administrador e thesoureiro
gus dos Passos Miranda.
Eu Francisco Simoes da Silva
lador o esrrevi.
I Os ofTiciaes papelistas, Ismael Amavel Gomes
da Silva.Eduardo I'irmino da Silva.Luiz de
Franco de Oliveira Lima.Pralicanlo, Vicente
borreira da Porciuncula. Porleiro, Manoel Ma-
rinho de Souza Piruentel.
Publico
.....5, com Pereira &
1 alent.
Maranhao ePar.
Segu com brevidado o hiate nacional No-
vaes por ter parle do seu carregaraento promp-
lo; para o resto da carga, Irala-se com Joo
francisco da Silva Novaes, no largo do Corpo
santo n. b, segundo andar, ou com o capito
Joaquim Jos Mendes, no trapiche do algodao.
Acarac,
era que
Domin- dia 15 o brig
ajudantc e con-
Sao Luiz a entrada de porto de Celle, ser posto
era actividale d'aqui ha poucos mezes. Elle con-
Sistira em um fogo lixo branco de 15 milhas de
alcance. O pharol aclual de Sao Luiz ser
primido na mesma poca.
A jula administrativa da irmandade da
Sania Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer publico s pessoas qne arremalaram as ren-
das das casas do patrimonio da mesma Sania
Casa, no Inennio a contar do primeiro de iulho
sup- do corrente anno a 3U dejunho de 1863. e que
os adores anda nao assignaram os respectivos
Omappa retro faz conhecer por ordem de la \ torraos, que o devem aaeTnoTrazTdTirda"
ICnee.l P08S6e eoKPWc?S as alturas e os contados desla dala, sob pena de se procede
alcances dos novos fogos, referidos ao meridiano1 .....-------*-
& Q. Q. a. C~ A. C*. CL Q. ^ o. O. d _". _'
= 3333g33S30 = 3:!0
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K io CC = o W = = o s = o a o 1
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OSOSO

I-
Decara^oes.
ptOB 00 O _ln i~ oe ^
l I-
5 S
Pela capitana do Porto se fazem publico os"
avisos abaixo, das alleragoes que na proxin es-
tacao se poro em execuco nos pharoes e bali-
sas da costa da Franca, conforme indicara os
mesmos avisos. Capitana do porto de Pernam-
buco 4 de setembro de 1860.O secrelario,
J. P. Brrelo de Mello Reg
Consulado de Franca
Em Pernambuco.
Sinisierio da agricultura do conimer-
eio e das obras publicas.
Pbarcs e Balizas.
AVISO AOS NAVEGANTES.
Muilas modificaces seraoiotroduzidas na ilju-
minaco das costas de Frange, no principio da boa
estago, e desde hoje cr-sc dever informar del-
tas os navegantes Annunciar-se-ha ulteriormen-
te, o em prazo curto, a poca precisa em que ca-
da um dos novos fogos for posto em aclividade.
Illuminacao da Gironde.
I
58g'8g'S'g'88:
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i" c c -< ia i ^'m c ;i zr-ri
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A A A ft ft 4; A
Portara.
Directora geral da inslrucco publica de Per-
nambuco 28 de agosto de 1860.
O director geral interino da instruccilo publica,
ouvido o conselho director em sessao de 25 do
corrente, e de conformidade rom o disposto na
le regulamentar n. 369 de 14 de maio de 1855,
considera incursos no art. 99 da citada lei, os
w..,.c.. iivuiws no an. aa cnaoa ici. os ao arsenal de guerra, era cumprimenlo
professores e professorasparticulares abaixo men 22 do regulamenlo de 14 de dezembro i
nova arremalaco.
Secretaria d Sania Casa da Misericordia do Re-
cife. 5 de setembro de 1860.O escrivo, Fran-
cisco Anlonio Cavakanli Coussciro..
A junta administrativa da irmaudade da
Sania Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer publico, para conhecimenlo de quera possa
nieressar, que esl resolvida a fazer cumprir
exactamente as condices dos contratos de ar-
rendamenlo dos predios do patrimonio da mes-
ma Sania Casa, e para que em lempo al"ura se
allegue ignorancia, manda publicar as referidas
condices, que sao as seguinles :
1.a Oue o arremtame ou rendeiro ser obri-
gado a pagar o preco do seu conlraio por auerleis
vencidos.
2.a Que nao poder sublocar a casa ou parte
della sera licenca por despacho da junta, sob
pena de car de nenhnm effeilo o contrato e pro-
ceder-se a nova arremalacao,
3.a Quo n arrematante'ou rendeiro ser obri-
gado a conservar sempre cm bom oslado o pre-
; dio, sob pena de pagar as perdas e damnos nUa
Ine.furern ailnbuidas; devendo entresa-lo de
mesma maneira que o receber.
: 4.a Que nao cumprindo era p'arle ou no lodo as
condices do contrato se lomar nulo e de ne-
nhum vigor ; ficando salvo o junta o direilo de
, haver do contratante ou do seu liador, como me-
Ihos lhe convieras perdas e damnos que ao pre-
dio causarem c as rendas que esliverem vencidas.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 4 de setembro de 1860.O escrivo Fran-
cisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
Conselho administrativo.
O conselho adminislralivo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objeclos
seguintes :
Para os recrutas do 9. batlhao do infanlaria.
Brim branco para 16 calcas, varas 40 alo-
doznho para 16 camisas, vara 40 ; esleirs 16
grvalas 16 ; mantas de iaa 16.
Para provimenlo do arsenal de guerra.
Velas estearinas, libras 100; pennas d'aco in-
glezas caixas 13; caivetes de aparar penas7 ;
espanadores de pennas 2; panellas de ferro ee-
tanhado de n. 3, 1; chaleira de ferro eslanhado
de n. 6, 1.
Para o hospital militar.
8 arrobas de assucar refinado da primeira qua-
lidadc. *
Quem quizer vender taes objectos aprsenle as
suas propostas em caria fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da manhaa do dia 14 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de suena 5 de
setembro de 1860. 6 '
liento Jos Lameha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronol vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumnrimnnin ao art.
O palhabote Santo Amaro segu com brevi-
dade : a tratar no largo do Corpo Santo n. 25.
I ara Lisboa sahe improlerivelmente aleo
a 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parte
de seu carregamento prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Aracaty.
Sahe com brevidado o hiale Dous Irmos, por
j ter parte da carga : para o resto trata-so com
Marlins & Irmo, ra da Madre de eus n. 2.
Cear.
Segu com muila brevidade o palhabote San-
la Cruz : para o resto da carga trata-se ao lado
do Corpo Sanio n. 25.
Para o Ass
segu na presento semana o brigue Beberibe :
para o reslo da carga e passageiros, trala-se na
ra do Vigario n. 5.
Para o Aracaty
segu cora brevidede o hiale aCarnaragibe por
ter parte da sua carga prompta ; para o resto e
passageiros. trala-se na ra r>o Vigario n. 5.
Porto por Lisboa.
Vai sabir cora brevidade para o Porlo cora es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Promptido
II, forrado c encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECLaSSE : para carga c passagei-
ros, para os quaes tem excellenles rommodos,
trata-se com Elias Jos dos Sanios Andrade
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pito.
Brigue nacional Veloz.
Freta-se para qualquer parte : a tratar com os
consignatarios Azevedo & Mendes no seu escrip-
torio ra da Cruz n. 1.
to dos dopositarios da massa fallida de
Antonio Jacintho Pacheco, o agente Ca-
margo fara' leilao da armarao e mais
gneros da taberna sita na ra Impe-
iia na efcju.na da travessa do Lima, as
11 horas em ponto.
LILAO
DE
Gneros de estiva.
O agente Ucha far leilo dos seguintes ce-
eros do estiva na porta do armazem do Sr. \n-
?,,'? nt? t B,fa"dp8. na quinta-feiral3 do
crrenlo s II horas do dia
r, DE
Barricas com cerveja.
Barra com toucinho,
Barris com unagre PRfl.
LEILAO
Commercial.
Quinta-fcira 13 do corrate
ESCUNA RAINHA DOS ACORES.
Os consignatarios deste navio avisam aos pas-
sageiros da mesma abaixo declarados, para que
venham pagar a importancia de suas obri^acoes
ate a fim do corrente mez, cortos de que pas'sa-
do esse lempo, osario dos raeios judiciaes.
Anlonio de Medoiros e sua mulher Branca Ju-
lia Cordeiro, de Pona Delgada.
Manoel Jos Vicente e sua mulher Luiza Can-
dida, e o seu lilho Manoel Jos Vicenle, idern.
Manoel Garca, idem.
Virgino Augusto Quintal, idem.
Luiz Jos de Medeiros e sua mulher Mathildo
de Jess, dem.
Joaquim Jos de Brito, idem.
Manoel Rodrigues Lima e sua filha Maria Joa-
quina. Arrifes.
Jacinlho de Medeiros e sua mulher Jacinlha do
Jess, dem.
Jos Cabral Pacheco, da Ribeira das Tai-
nhas.
Manoel Joaquim Correia, idem.
Manoel Vieira, idem.
Jos de Medeiros, idem.
Lauriano de Medeiros, idem.
Julio Soares de Oliveira, Villa-Franca.
Manoel Domingues Benevides, Capcllos.
Manoel de Aguiar, Genele.
Pedro de Mello Bolelho, Santo Anlonio
Francisco de Medeiros, Relva.
Ricardo Cordeiro, idem.
Jos Antonio da Fraga, Rabo do Peixe.
Jos Bento da Cmara, Lagoo.
Agostinho Augusto de Mello, Perras.
iMttaaf @@@ tmtttttgga
L'ra moco habilitado offere
@ cnsinar era
S geogtaphia.i
i: utilisar
ece-^e para <;$
casas particulares francs, ~;
rammatiea portugueza earilh- j
mlica : quem de seu preslimo se quizer
ainja-so a ra do Cabug n. 3, Z
^segundo andar, do meio dia s 5 da larde.
SOCIEDADE
ARTES HECHAMCAS E LlftERAES
DE
PERNAMBUCO.
Olllm. Sr. director da sociedade das Artes
Mechanlcas e Liberaos desta cidade manda fazor
: publico que quarla-feira 12 do corrente. s 7
horas da noile, se reunir a direceo extraordi-
nariamente.
Secretaria da sociedade das Artes Mechanicas
?';U)eraes Je Pernambuco em 10 de setembro do
looO.
Simo de Souza Monleiro,
l.- Sccretaiio.
Geminando das armas.
Pelo commando das armas desta provincia, do
coirtrmidade com as ordens do quartel general
do exercito, conlrata-se um capello para o pre-
SOCIEDADE
mesmo eslabelocimen'.o, s 11 horas
Os pretendentcs podem dirigir-se ao ..
le para examinarem as retardes e verem os preces
er lugar no
em ponto,
annuncian-
Urna barcaca.
Quarta-feira 12 do corrente.
Anlunes far leilo cm seu armazem de urna
barcaca muito veleira. que carrega frsenlos
saceos com assucar, toda aparelhada com milito
boas folhas eslar no caes do Ramos no dia
ma designado, s 11 horas em ponto.
3C1-
LEILAO
IXSTITltO PO E LITTEIURIO.
De ordem do Sr. presidente elTectivo, convoco
: sessao extraordinaria da assembla geral para
quinla-reira 13 do corrente, slO horas da ma-
nhaa, a lira de se proceder uraa nova eleico dos
t membros que leera de reger esta sociedade do
corrente mez marro de 1861 ; vislo ter sido
reprovado o parecer da commiss.o de poderes, e
approvado ura protesto feilo por alguns socios,
;coulra a validade da eleico. Antes da assem-
bla geral haver sessao' extraordinaria do con-
selho director para Iratar-se de negocios ur-
! gentes.
I Secrelaria do Instituto Pi e Luterano aos 10
,de setembro de 1860.
Aluno Rodrigues Pimenla,
t. secretario.
| Aluga-se urna das nielhores casas do Ci-
chang, cora bastantes commodos e com fundo
para o rio : a tratar na ra da Paz n. 42.
REAL COIPANHIA
DE
clonados, e como laes snjeitos apagar a multa de
cincoenla mil reis cada um, per nao lerem na
O foso r,.7rn"",7rj"e'" forma da "feria1 lei e das instruccoes de 11 de
o fogo rao da pona da Coubra ser inslallado Ijunho de 1859, se habilitado con o exame de
. de 1852,
iaz publico, que foram aceitas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para fornecimento do arsenal de guerra.
Jacinlho Soares de Meoezes .-
Paquetes inglezes a vapor.
Ale o dia 14 deste mez esperase do sul o vapor
Magdalena, o qual depois da demora do costu-
me seguir para Soulhampton tocndonos per-
tos de S. Vicente e Lisboa : para passageiros etc.
Irata-se eom os agentes Adamson, Howie & C.
ra do Trapiche n. 42.
N. B. Os embrulhos so se recebem alduas
horas antes de se echarem as malas ou uina hor3
pagando um pataco alem da respectivo frele.
Aracaty.
Al o fim da presente semana seguir impretc-
rivelmenle o hiato Duvidoso ; para o restante
da carga, trata-se com Gurgel Irmos em seu es-
criptorio, ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate
Exhalaco; para o reslante da carga, trata-se
com Gurgel Irmos, ra da Cadeia do Recife n.
2S, primeiro andar.
Quarta-feira 12 do corrente.
PELO AGENTE
Costa Carvalho.
O mesmo agente far leilao em seu armazem
na ra da Cruz n. 9 por ennta de urna pessoa
que se relira para fora da provincia, de lodos os
preparos de urna casa de familia ; na mesma
occasio vender
ASSOCIACO
DE
| Soccorros Mutuos e Lenta Euiancipaco
dos Captivos.
O actual conselho, de accordo com s assembla
i geral de 9 do corrente, faz publico, que cm
;consequpncia do movimenlo eleiloral da provin-
cia, que se vai prolongando, deixa de ter lugar
no dia 16 do.correnle o anniversario da mesma
sociedade, sendo innsferido para o dia 30 do
andante mez. a mesma direceo espera mere-
cer das Ilustres asso.iaroes a quem se dirigi por
meio de convites o assentimenlo dessa mudanca,
subsislindo os mesmos convites para o dia 30."
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emanciparo dos Captivos cm 10 do
selembro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1. secrelario.
Leiles.
LEILAO.
Quinta-feira 13 do corrente.
Por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz
especial do commercio e a requerir en-
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIBECCAO DE E- KEBYAi\D ^
Este hotel enllocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sedesrande
rr.h'as ''e,ros;r,u8uezes'puorseusbons comraodosmajR^rss
urna das raelhores da cidade, por se ach.r nao s prximo sestacoes de caminbos de ferro, di
li h "i 3* COm0 Pr t6r L**" m'mmS de Si' lod08 os ** divertimenios, 2S~
alem disso, os mdicos procos convidara f\
No hotel ha sempre pessoas especises, fallando o francez.allemao, flamengo, inglez e nor^
uguez, paraaeompanharastour.slas.quremsuasexcursesDa cidade, qur no reino aur
emfim par. toda a Europa, por preces que nunca exceder de 8 a 10 francos (3200 SOol
r5n ^fi.hAT'p^ la JeZ ">.>>> "sidirtm os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
S SSltb a *Saslod* Silv Fe"5. ( d Pog') e os Drsi Falippa Lopes
Netio, Manoel de F.gueira Far.a, edeserabargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, } e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Ospreco de todo oservico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (k)00 i 4*500.)
J*o hotel encontram-se informacoeVaetas acerca de tudonuende nreeisar um iran^i
.v
que pode precisar um esirangeiro.
MUTILADO

ILEGIVEL


PIAftio DE PERNaMBDCO. OUaRTA FEIRA 12 DE STMBttO Bfc 180.
Precisa-se do ura homem para distribuidor
de folhas : na livraria ns. 6 e 8 da prora da In-
dependencia.
-- OITerecc-se um rapaz para criado de qual-
quer cfsa : quera o pretender, diriia-se ao pateo
do Terco n. 14.
OITerece-se urna ama capaz para descmpe-
Dhar o servico de urna casa : quera pretender,
dirija-se a ra da Imperalriz n. 59,
Precisa-se na ra da Imperalriz n. 4, de
um rapaz portuguez que tenha alguma pralica de
atondas.
Offercceso um pequeo do 8 a 10 annos
para coixeiro de alguma toja de fazendas ou miu-
dezas : na ruu do Oueimado, loja o. 13.
Na ra da Cadeia n. 24,
deseja-se fallar com os senhores !
Marcelino do Souza Pereira de Brilo.
Cielo da Costa Compeli.
Jos .Vives Monte P.aso.
Joao Alves de Oliveira.
Joaquim Clemente do Lemos Duarla.
Antonio Caelono da Molla.
Augusto Pacheco Queiroga.
Manoel Jos Fcrreira.
Manoel dos Santos Azevcdo.
Bemjaiuin do Carmo Lopes,.
Silvino Mcndcs de Azepjo,
Joao rodrigues Cordeiro.
No escriptorio 'je Aranaga Hijo & C, pre-
usa-se tallar cum o. Sr. Desiderio Fcrnandes Coc-
ino a negocio de seu ititerasse.
Miguel Nurat, subdito (rancez, sahe para
lora da provincia.
AMA.
rsj
m
i*
I
i
i

m
.'5
nsultorift central homeopaUiico|
IPMMBM. 1
Continua sob a mesma direcco da ala-
noel do Hfittos Teixcira Lima, professor
em hoincopalhia. As consultas como d'an-@
tes. a
Boica central hornera Uiica
i
W* SABIiXO 0, L PlRTOi
,j Novos medicamentoshomcupathicosen-g
,^i viadosda Europa pelo f>r. Sabino 2
<$ Estes medicamantos preparados espe-**
q cialmenlesegundoasnecessidadesda ho-|
jig rceopathia no Brasil, veade-se pelos pre-|*
jg 03s conhecidos na botica central horneo-S
.ratlnca, ruad* Santo Amaro (MundoNo-S
vo] a 6. 1
Nova invenco.
o
Retratos photographicos estampados de mt-
iieira indelevel em lencos decambraia e de seda.
Esta applicaeso nova da phclographia nao mo-
rronme objecto de curiosidade porque escusan-
do >> l raba lito de se bordar as iniciaos nos teneos,
nunca permittir dvvida sobre o verdadeiro dono
delles : insliulo-photographico, ra da Impcra-
triz n. 12. f
Precisa-se de urna ama. para cozinhar para
peuca familia : na ra Ni0Va n jiq
Domingos Otter0 de Carvalh. subdito hos-
panliol, rehra-s^, para o Para,
O Sr. Kanoel Carneiro Leesa tem umn carta
na ra Ca S3nzala VeHia n. 96, padaria.
Attenco.
O Sr. Jos Antonio Camello tenha a bondade
de vir tirar os penhoresque existem na ra do
Rangel n. 43, no prazo de 8 dias, Dudo os quaes
serio vendidos para pagamento do principal e
juros. Recifo 5 de setembro de 1860.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & ra da Senzala Nora n. 52
Para passar a (esta.
Alngase uma excellente easa de sobrado na
enlrada da povoarao do Munkiro, com grandes e j
excellenles commodos para uma numerosa fan- |
lia : a tratar na ra doQueimado n. 32, loja.
Prccisa-se de uma ama para a cosa de ura
homem solieiro : na ra do Rangel n. 41, pii-
meiro andar.
Precisa-se de uma ama queengommee co-
zinhc : na ra do Hospicio n. 34.
Srs. Dr. Arislidea Justo Cajuciro de Cam-
pos, tencnle Jos Ignacio da Silveira, Rodrigo'
Carlos da Cmara teem cartas no escriptorio da i
ra do Vigario n. 23. I
/PENNADEAl ^"g
i DE W.8DllLjt '
Esttrs pennas de flifferenles aualidades, sao fa-
bricadas de neo do prala refinada de primeira
tempcTO, e sao applicavcis a todo o tamanho do
ettre. Preco 1$5Q0 cada caixa e peonas de ouro
lelomesmo auter com pona de diamante, que
crem a grande vanlogcm de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservando-se bem liipas sao
de dura;o infinita, deposito em casa dos Srs.
Ruedes & Goncalves rua da Cadeia n. "7,
8 awawawawinB mmsmmm s
Detitisla de Pars.
2 15Hua Nova15
3y Frcderico Caulier, cirurgio dentista,
^ faz todas as operacoe da sua arle e eol-
io loca denles ariiflciaes, ludo cora a supe-
^ rioridedee perfeico que as pessoas en- ^$j
cjjr tendidas lhe reconhecera. 3
Tem agua e pos dcnlifricios ele. 2f
para
05
Jos Baccigalupe, subdito italiano, tai
Baha.
Norat Irmaos
fazera publico que, lendo o socio Miguel Norat
da ir a Europa no prximo vapor de 15 do cr-
reme, scieniiflca a todos os seus devedores, que
no prazo de 6 das venham satUazer scus dbi-
tos e liquidar suas coritas, (icnJo o activo e
passivo a cargo de seu primeiro socio Jus'.'.o
Noral, que contina a ter venda na ra. da Im-
peralriz n. 26. segundo andar, o mais variado
sottimento de brilhanles e obras de ouro, relo-
gios, etc., aflancando-sc que nesta casa nao se
vende objeclos de ouro que nao seja de le, e
por precos mui razoaveis.
Na livraria n, 6 e 8 da praca da
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
G031I ANIMA
ALLIANC .
stabel ecida m Londres
K$$ Bf C8S4.
CAPITAL
Cinco mVWxoes de \Vbras
stevVuias.
Saundcrs Brolhers& C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quera raais convier, que eslo plena-
racnlc aetorisados pela dita companhU para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,:
cobertos de lelha, c igualmente sobre os objeclos
que mlivcrem os mesraos edificios, quer con- ;
i sista em mobilia ou em fazendas de qualqucr
I qualidade.
I DENTISTA
I PEKNA1IBITCO.
8 3w-Rua estrella do ltasario-3
3fc francisco Piulo Ozorio continua a col-
^ locar denles artificiaos lano por meio
aje de molas com pela presso do 8r, nao
^ recebe paga alguma sem que as obras
j|3 nao fiquem a vontade de seus donos,
iX lem poces c-outras preparacoes as mais
acreditadas ^ara conservado da bocea
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ru da Cruz do Recife'n. 31, proprio para escrip-
. torio ou homem soltoiro : a tralar no armazera
, do mesuio.
osplt Wirlh e Traugalt Weude, subditos
allemos, reiirain-ae para Bueiios-Ayres.
= OiTcrece-se ura moco solleiro para caiveiro,
' com pralica de escripturacao de partidas dobra-
. das, balcao e ra, dando fiador a sua conducta :
quera ce seu presumo quiesr utilisar-se. an-
nuitC'ic.
dou-
Gravador e
rador.
Grava-se e doura-se em martnore leltras pro-
prias para catacumbaou tmulo a 100 rs. cada
uraa, o annunciante aprsenla seus Irabalhos
nos tmulos dos lllms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em outros mais ra d* Caixa
d'Agua n. 52.
Atiendo.
Tendo constado ao abaixo assigondo que era
voz publica que algumaa pessoas da cidade da
Victoria nuda provincia tenham abonado ou da- i
do conhecimenlo para comprar ncsl cidade do
Recife, o abaiso assignado vem pois declarar!
pelo prasente (ou lirar alguma calrala dos olhos
de algum qudam) que desde 4 de novembro de
1848 a 4 de selcmoyo de 1860, que negociante
na cidade da Victoria nao precisuu e nem abacu-
lou a pessoa alguma para que lhe dsse flanea
ou abono era casa commercial da cidade do Re-
cito, e era em outra parte qualquer; sira, de-
vido seu crdito nesla praca a sua diligencia e
mancira honrosa com que tem trotado com seus
credores. O aboixo assignado desafia a aquelle
que diz ler-lhe dado flanco, a declaror, pois que
disso nao lem. Victoria 5 de setembro de 1860.
Francisco Xavier de Salles Cavalcanti de Al- .
racida. .ao que represenlou Vmc em seu ofTicio de hojo
Afffilpil fifi nnscinni-lf o f-\4Vv autoriso a espadar para o dia 22 do correnlo a
Agcucia ue pdbSapOlie e IOlna eslr3Crao da primeira parle da primeira lotera
PROVINCIA.
O ihesoureiro das loteras em consequenria
da auiorlsacao qua lhe foi doda pelo Exm. Sr.
presidente da provincia pelo ofllcio abaixo irans-
criplo, declaro que a exlraccao da piimeira por-
te da ptimeira loieri do colegio de Nossa Se-
nhorado Bom Conselho desta cidade fica trans-
ferida para o d*a 22 do presente mez, visto como
em consequencia do processo das eleicoes nao
pode ter lugar a extracto da dita lotera no da
12 desle mesmo mez como eslava annunciada.
OFPICIO
! 4.a s-eco.Palacio do governo de Pernam-
buco em 10 de selemhro de 1860.Aticudendo
passapoite para
1 ru dTK PnwmCrn,0dH Pre"?;e idaslo.erias'll de se'.enTbm'de'lso.
u.a:..ruJL?a l ra,a' Pnmero andar n. 47.1 r>- iv t : *
Fica sem efieito a na
do relogio e correato de ouro
que tinha de correr com a lo-
tera de hoje 12 docorreute.
Autonio Jos Goncalves e Felisberlo M0.1-
teiro da Cunha vao s provincias do norte de im-
perio a negocio.
SO-
e de
8e"
Nesta
lua larga do fitsarie n. 20
se?,tnrle andar.
para
NATURALLE DE
na bolica francezo ra da Cruz-n
VICHY.
.22.
APPOYAaO E AlTOBSA^iO
DA
mm eipfftiM n ducpii
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
sixiiro psra taberna ; ta ra da Cadeia
do Recife n. 46, se dir qu?.m preciso de uma
pessfix milito habilitada e que d fiasco a sua
conducta, noc olhando a prec.o se agredr.
Na estada do sobrado da ra do imperador
D. 81 haver lodosos d\as de 7 horas da manha
tr. diaute leito puro a 320 o garrofa.
-
y.
casa recv.bem-se esclavos para sercir.
vendidos por corumisso por conta de seus se-
unores. Alianca-seo bom tiAl*nieulo. assim como
as auigeneas piwsiveis para que os mesmns se-
joui vendidos com prompldao ofim de scus se-
nhcics nao soflrerom empale na venda delles
Nesta casa ha sen>ire para vender escravos do
; cit.ierentes idades de rabos os sexos, cora habili-
i ahilos e sem ellas.
corrida.
Claudino do Bc|o Lima tira
dentro e "
presteza
eiseessisses-aKei^yB
O Dr. Coame de Sa Pe eir d'
consultas, medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recife, ra
da Cruz n. 53, todos os dias.me-
nos nos domingos, desde as (i
horas at as 10 da manliaa,
breos seguintes pontos
! Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coracao
- Peito '
o.- Molestias dos orgacs da
-ocao e do a us ;
Praticara' toda e qualquer
operacao que julg-r conve-
niente para o restabelecimen- M
to dos seus tioentes. ^
O examedaspessoasque o con <&
ultarem sera' feito indistincta- K
mente, e na orden de suas en-
Iradas, fazendo excepcao os doen- S
tes de olhos, ou aqueles que por O
mcivo justo obtiverem hora 8
marcada para este lira.
de lembrancas.
Luso-Brasileiro
do colegio do B.>m Conselho desta cidade.
Dros guarde a Vmc.Ambrozia LeitSo da Cu-
nha.Sr. thesourero dos loteras. Thesourana
PARA
*%&i\VI&
B"-mnaiia
*^ m$m
: DENTISTA FRANC^Z.
sr Paulo Gaigiioux, dentista, ra das La-
T rangeiras 15. Namismi casa cm agua e
>.* P diulifico.
LASA LlJSiVBRASLEllA, i
2, Gol den Square, Londres.
J. G. OLIVEIRA-leado aug2nlado. com t-
tSJ
^*OSr,
queira ir corno
t&
ai >
V-f
va*
Joaquim Alves Con
se lhe lem pedido por
vezcsS res da'Cadeia do Recife n. 23.
Mauncro Oes dos-Santos Ribeiro, rhegado
ullimamenlo-do Lisboa, faz scienle ao resrteia-
vcl publico que acabo de estabelecer na ra lor-
go do Bosano n. 21, primeiro ander, uma ofli-
cina de owives onde sprompta ^uaesquijr ob-
jeclos tendentes a mesma arte do mais a [Mirado
gaslo o porfei^eode trabalho, como sejara ade-
?,*? r-eS Pra IB"" maiornumerodc hos- le concertar qualquer obra da sua arle com n
-rtfdss de novo se recommenda ao favor e lem- feicao. A -prUira adquirida do : sii Ion ?
,braa^ dos seus-amisos e dosSrs. viajantes ^ue denei. EE, V wtJSUTRS.
II"lr.e.8l.a5Prt.>.continua a preslor-lhc5scs constanlerDente nianiem cora
ELECTRO MAG.NETICAS EPISPATICAS
De llieardo Kirk
Fara serem applicadas as partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
0 obaixo assignado estando a fazer n- 55
ventariopor rnorte de sua mulher pede a M
^ uem se julgarcredor de seu casal, que ^
..@ aprsente suasconlas c aos tjue sao seus.@
devedoresqe venham saldar as suas.
Fnncisco Gomes dc'Mallos Jnior. $
pessoas. pois, que
a sua coiiianca, se-
o maior ze'.o e socilude e por
se digrwrem 'honra-io com
1 precos borslissitnos.
O-Sr. Domingos Josd Soares. ofcial da se-
cretaria do governo, queira dirigir--se a ra lli-
66, afin de saldar oque esl sik es da
.v... ,^SCLIAPAS MtBICINAF.Ssao muilo conhecidos no Rio de Janeiro e em todos os nrovincii*
-c-s o mperio .a mais de 22 annos, o sao afamadas, pelos boas euros que so ten, ob.ido na" cf?
%fe di SS&SS?ta*' qUe SC ?rVa Cm n,M,meros "'os que-cxislem de pessots ca,"!
Com estas CHMAe-rLECTR0-*eETiCA-BMSt4StiCA8 obtrm se uma cura radical c infallivel em
' l! ,CTJ dce,n"a""na^|o [cmaro ou falla de respirar,,), sejom inlernos ou externos com"
w. Qgado lotes estomago baco, ru.s. ulero, peito, p.lpilaco de coracoo, garganta, "Ihos m
sioelas, rhecmatismo. paralysia e todas as affecroes, nervosas, etc.. etc. Igualmente nara as d?f
errntes especies de^tumores, como iobinhos, escrfulas etc.. 'seja qal fOr o seu tornan 10 e nrol"
badn, por meio da suppuraco serio radicalments extirpados sendo o seu uso aconseHiado Sor
I.tibeis c disf.nctos facultativos "jeinaao por
As e&commendas das provincias devem ser diri
. ra
Vigaricis. 9, primeiro andar, es-
criptorio de Carvalh, "Nogueira & C.
ir um sobrado de um andar ou E[lSlO fl P iTIlT^iPi)
Attenco.
d* ------------_ _w ...HIM ,
. e aous, em l ros d* Boa-Vista e Sanio Antonio : quem o liver
injj-se a ra do Crespo n. 25.
PARA
SHL
Chcgarsm ha pouco de Lisboa estes inlercsson-
almanoks. e vende-se ua livraria econmica
uto Antonio.
r
Ensillo prompto e
fadL
llieorica o pralica da arle de fazer retratos se-
gundo o syslena de ambrotypo. nico processo
para o successo infallivel. As 5 lices por 1011J).
Apporelhoscompletos pan viogem com lodos os
perlences necessorios para este processo. Co!!o-
dion garantido 5 o frasquinho: d.-positu do pos-
si parlouts francezes c caixinhas americanas de
inarroqnim e de buflo, no instituto photogra-
phico de Slahl & C, retratistas de S. M. o Im-
perador n. 12, ra da Imperalriz.
Precisa-sede um bom compositor lypogra-
pho e que seja paginador, para fura da provincia;
na ra da Cadeia n. 40, todos os dias at l) horas
da manha.
0 Sr. Tobia Pieri, artista italiano, pretende
dedicor-so ao ensino de piano c de canto : as
i pessoas e os pais de familia que quiserem uiih-
sar-se com o seu presumo, podem procura-lo na.
ru de Sonta Isabel n. 9 para Irotarem com o
' mesmo senhor, que ser mu razoavel nos seus
ajustes.
Manoel Joaquim Ribeiro Braga, subdito por-
tugus, retira-se para o Rio de Janeiro.
Bobert Dawning, subdito inglez, vai jar?,
foro do imperio.
Doniel Dios, subiilo inglez, retira-se para
(ora da provincia.
Antonio de Almeida vai ao Rio de Janeiro
tratar dos scus negocios.
Antonio Jos Goncalves e Felisberto Hod-
leiro da Cunha vao s provincias do norte do im-
perio a negocio.
eo r> do arco de Sa
Retratos
em cartes de visita como se
asa era Paris. Os 100 por
u
oiipras.
Compra-sc uma mulata mora per-
feita costureira, paga-se muito bem
agradando : na ra do Trapiche n. 40
escriptorio, se dir' quem a pretende,
Moeda de ouro.
Compram-se peras de 16lJ vell.as : no
ler e o mais proprio para dar de mimo aos pa- escriptorio de Larvalho, Nogueira &..,.,
rntese amigos, podendo ser remeltido commo-; ra do Vijario n 9, primeiro andar
da'ttienle dentro de uma corlo. Estes retratos,
na o obstante suas pequeos dimensoes, repre-
se niara a pessoa do figura inteira com o maior
ajiuro nos dealhcs, sao a mais propria recordo^io
d c lodos as pessoas que nos sao gratas. Reunidos
emcolleccao podeoservir paro formar um ele-
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-sc lodos
251
Precisa-se comprar iimi. mulata
mo-
os dase com qualquer tempo, no instituto pho- ("" QUe Si'ia per 'etta costuren a de arullia
Prevenfo.
...idas por escripto, loado lodo o cuidodo de
io.!:,m """f'P^COw.-w.'-cliapasso para hornera, senhora ou erianra. declarando a
molestia era que parte di corpo existe, se na cabero, pescoco, braco, coxa. perno 'p ou renco dn
corpo. declarando a circunferencia : e cendo nchac.s. feridas ou'.i ceras o rnolde do sen ,m
EsUndo a findur ec frescaos queijos do Cerid
as excellenles maesas, e a bella raanleiga reii-
nada em frascos, .,previne-se aos amantes dos.
dilos gneros, que venham a elles com preslezs
paro depois nao liaver queixa : no ^rmazem ds.
rua-esireila po Rosario n. 11.
:. Aureliono de P .B., professor jubilado de ,para fazer eomen'.e a cozinha diaria
insireccao primaria, contina aleccionar em ca- I da familia : a rater na
i tjce-se mandar virde qualquer .ponto do imperio doRrisil 'sas Parl,cularef;. com riianidade e^pproveia-
rios ^?rc.;!o^^^ o..ece..o:!KS;:c,V.enD i!"*"' '^ ^"^ **
Consulta? a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua coufianca, em seu unfetA..' "1. A,"ga-*e um sitio
io. ue se acharo aborto todos os dias.-sera excepcao..das 9 horas da manhaa's* da tarde. exceleate casa de vkvenda, comitodas as
commodidadespara familia, no lugar
da Casa Forte : a tratar com
prietanos, N.O- Bifaer .& C.
! fiorba.
A sabida qive tem lidu esle rap prova sua boa
|J) Ruado Parto ||9
os pro-
PERTO DO LARGO
DA CARIOCA.
1
cidade
: quolidade. loAesmen tindo assi a qualidoiia do
fumo de
OITerece-se para leccionar o solfejoi.como tam-
bero a tocar vacos instrumentos ; d indo .as {i-
coesdss7hora*s91|2danoile: a tralar na rus
da Boda n.58.
Precisa-se.do 3:000g a premio com bjM-
Uieca em unvsitw perlo da praca par.j ser pego
o juro me4isaJrooBle, e quercndo,*se aluiga o mes-
mo sitio, licando o aluguel para ser a'escontado
no premi procurado.
Precisa-sa de uma mulher de boa twnducta
de u na casa
. ra larga do Rcsarlo i
Crisp Rodrigues Barbosa avisa nos 6eus
reguezes que mudua seu estabeleoimento para a
praca do capim em frente da ra do Sol, e ten
noios corros com boos porelhasde cavallos- paja
aiugor por preco coramodo.
MadameCekle, eslabelecida na ruadas Cru-
zas 36,avsaao respeilavel publico que so acha
semprc prompta para fozer qualquer obra de
vestidos de senbora. c tambera chopees moda
de Pris, por mi(o comzr.odo piejo.
Precisase o um bom araassador: Jia ra
doCo'.ovello, padaria do.Uo do Norte.
ographico de Slahl & C. Betralos de S. II. o
Imperador, ra do Imperalriz.
Furtoram de uma canoa de fprro tundeada
na coroa-do passarinho, um ancorle de ferro
patente com a competente correte de 15 bracas,
pouco m-ois ou menos: se alguera descubrir
quera rote ruolleilor ou larapio, souber da cor-
rente, etc., e o curomunicar na rua da Cruz n
-I, primeiro andar, ou a Sebssliao Lopes Guima-
raes Jnior, ser bem gratificado.
A pessoa que annunciou querer hypolhecar
um lio por 3:0005, dirija-sc a rua Bella n. 18.
Antonio Ferr vai a Mocei.
Contina fgida desde ouliibrodoanno nro-
xvmo passaoo o prela Hila, de idade 50 annos
alta, corpo regular, lem as mos foveras e os
.casada e deixou o r. ando : quem a apprehcn-
der leve-a o propnedade dos Coqueiros, fro-ue-
zia de Munbeca. a Miguel Xunes Correia. Senhor
do Palacio do Bispo, a Ma-
que ser generosamente re-
e tesoura, paga-se bem agradando as
suas qualidade* : na rua do Trapicie,
Kecie, n. 10, su dir' quem a
tende.
pro-
Vendas.
da mesma, cu no ru,
noel Gomes de S,
compensodo.
Precisa-se olugar um sobrado de um ou
dous andares e solo. que tenha quintal, e que
seja no bairro de Santo Antonio, e d-s a or-
^f"e'a0arua nireil? : iMn 'ver para alugar
dnija-se a rua estrella do Bosorio, em casado
Fsucisco das CMgas Covolconli. no lerceiro an-
emae.u"Pl0ri d '^^ **> !?
que feio, co-lhido nos imniedia^ee da
a que deve seu uomc na pravincia Gieai-
Por : deposito, rui da Cadia n. ti
I
que
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No, depoiiui Aeslc estalieleciiaeiito sempre ba grande sormenlo de me
-enausiao para os engenlios de assuear a saber:
^tlvliZiyV ^"".^egolpe cumprido.economica.de combustivel, e defaclimoassento-
Podasdaguadeferrocomcubosl.inadeira largas, levea, fortes, e bem balancadas; '
Cinnos de ferro, e portas d aguaoara ditas, e serrilhaspararodas de madeira
Moeodasinteiras com virgensmuito fortes, e convenientes
Mm moendas com rodeta.motoras,,ara agua, caralloi, obois, acunhadas em aguilhoes deaza
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre- 6 '
Parei e bcas para o caldo crivose portas de ferro para asfornallias :
Aboques de ferro, rao.nho de mandioca, fornof para cozer farinha ;
Role;as dentadas de todos os tamanho. para vapor, agua.cavallcs otbois :
A, ulW, brouies e parafusos, arados, eixos e odas para carrocas, rmas'galvan.zadas para purgar etc etc
DW.Bo^mancoQfiaqueosseusfreguezes acharotudo digno da preferencia rom
pe o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio paTos aTricuN
nr?f desta provincia, e pelo fac to de mandar construir pessoalmente as^lsohrMZi
aiiis acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faviagem annual para o dUo fim
itmi como pola contiouacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechani^
mo a vontade de cada comprador, e de fz-er os concert* de que poo>r5P necessi^r
GlTerece-se un moco-tolteiro para eaiseiro,
com p.-adea de baltio e rua, o qual d fiador a
sua conducta : quem de seu prestio quiaer uti-
usar-so, annuncie.
Na ua da Cadeia do Recife n. 46, USMioa
da travessa do Campeilo, existe para se a fcar
uma.salacom.ilrov3,nuito propria para eserip-
loiio, ou mesmo morada de hornera solleiro.
Joaquim Jos da fincha, morador em Sa-nto
rilan, faz publico, que viudo no dia 6 de setem-
bro do P.ccio para esla cidade perdeu pelo ca-
jnmho uus papis que trozia no boleo, sendo uma
tetra socado por Amonio Goncalves de Azevedo
e aceita por mina, bem como' uoia factura de fa-
zendas que comprei ao Sr. Azevcdo no dia 5 des-
te mez. e tambeti uma corta Sr. Antonio Jos Rodrigues da Costa, lendo
i dita caria dentro ama factura de /azenda*
vinham da casa do mesmo Sr. Azevedo para o
; dtlo Cosa, o por isso fago publico que a diia Je-
ira pao linba dala em que dia foi sacada, e nem
; lambern a qoanlos nwues nem tambem sello ; e
assun como declaro, que de ludo quanto devo
^ ao mcemo Sr. Azevedo passei nova lelra. e por
isso lieou esla sem valor nenlium, e desde i
protesto por quaj'juer duvida que daqui se possa
suscitar para o futuro, ese quem achou estes pa-
pis quizer fazer o favor de eulrega-los, pode fa-
ze-lo em Santo Anlo ao seu dono Joaquim Josa
da Rocha ou no Recife aoSr. Antonio Goncalves
de Azevedo, rua do Livramenlo o. 22, que se re-
compensar pelo seu traballio.
.r^.EDg0,"n,""S( e Iava-Se perfilamente; na
ruado Rangel, sobrado n. U.
r.:H,.Ugi1" S o i'"' ,em comraod^ Pa gnndefa-
m lia estribara e cocheira : quem o pretender,
dirjase ao Jaro de S. Pedro, sobrado n. 1
Quera tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenha
casa de vivenda, arvores defructo e fi-
que prximo ao banho algado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diii-
ja-se ao largo do Terco casa tarrea nu-
mero 3o.
: Perdeu-se uma letra desde
-to, prefenndo-se i
j tenha pralica desle negocio : os que se
rem noslas circuaiatancias e derem fiador a am
ST2TS* S?Z dir-igir-se a rua W?2
rio b. 18, que acnarao com quem tratar, no se-
gundeo a^dar, de manha a. os 9 horas/ de tarde
i"j ,2So1JosLeileGuir"araes vai ao Rio Gran-
de do Norte para vollar no lira do mez
Desappareceu da rua Imperial, do sitio do
VZ"0, U'n h0' d" ra,ro- c6t molhada
ve ho e grande .quem o liver enconlrado ou Je
noticia certa, dirija-se a ru Imperial, casa de
calcada alia que foz quina com o sobrado do Sr
maior Gusmao.
bera ArlofTmf<.nd.UaS MCra ^ c"""
igra. CaSa Cln2enla confronte a
IJiogo Jos da Costa vai a Parohiba
i recisa-se alugar um cozinheiio
na rua das Cruzes n. 41,
Casa terrea.
A pessoa que annunciou querer uma
rea no bairro da Boa-Visla, diriia-se
Imperairiz n. 10. loja de fazendas
indicar uma bella casa cora
que deseja.
Rua do Crespn. 25
:f.su*-j^ver,dc.m:se '""Pues de seda a 15, e
20O rs o corado.
escravo :
casa ter-
a roa da
que se lhe
as accommodacoes
Gurg"! Irm'tos lem para vonder
Velas de carnauba.
Sola curtida "rancezc.
Cera de carnauba.
I-encos de labyrintho.
Cera de carnauba
Nalano.ria da rua da moeda defronle do ra-
p.cne do Cunha, vCnde-se cera de carnauba por
preco commodo.
Manteiga franceza.
Velas de espermaceti
Em caixa com 25 libras por 15. o retalho a
040 a Iil.ro: no largo da Penha n. 8.
Manteiga para tempero.
barril a 160 rs. e a retalho a 200 rs. a iibra no
largo da Penha n. 8.
Farinha de man-
dioca
H,,UcnVa:ch0g8ja ante de hontem : qual-
*r,nl" r"d^. Por differentea p/eroS,
em grondes poreoes ou a retolho ; no armazem
de AntunesGu.maraes&C, largo daAssemblo"
irr7nrt-,enoe"SeVP0rJmU<> Caso
arrenda-se o sil.o da travessa dos Remedios na
freguezu dos Afog.doa n. 21. sendo que so e
arrenda a quem quizer fozer j todos os conrea
nos.uq"un"Casa-precis" P' s" descon.^a
ennro i? S' a ,mPorlncia despendida com o
concert : puem pretender fazer quulquer nego-
cio entenda-se com seu proprielario na r a"do
ha'SSf,?' SObrad r ~ 1 va" pala
rofn 28Udt"f ^ma casa lCTTCa na rua do Pa-
a tralar na rua do Pilar n. 143.
iaazinhai para vestidos
. r,.,"v------:"'" UCSUB 3 rua de Santa
ta or Jo* i^k".' d,,1u de 1388260, acei-
Becreio Litteraro e Be-
neflcente
De ordem do Sr. presidente effeclvo convido
pelo presente a todos o senhores socios instala-
dores, que quinta-feiro, 13 do corrente, haver
sessao ordinaria da assembla geral, as 10 horas
da manha em poni.
Secretaria do sociedode Recreo Lilloraro e
Bsneflcenle 11 de setembro de 1860
Sesostris Silvio do Moraes Sarment.
secrelario.
- Hoje logo que lindar a audiencia do Illm
Sr. Dr. ioiz municipal da segunda vara ser ar-
rematado o escravo Bolrolro, avallado em 500
penhorado aos herdeiros de Antonio Gomes Pes-
soa, or execucao do Dr. Joao Jos Pinto Escri-
vao Ssnlos.
-- Avisa-se fl quem precisar de urna ama para
todo o servico de asa de pouca familia ou ho-
rrem son.iro. queira dirigir-se a rua do V>guei-
ra n. 31.
iTfIH
s
Vende-se pela metadede
seu valor, na loja da
rua do Passeio Publico
numero U.
Cortes de casemira, padroes Mearas a amma
K'dl Ca'a de>Str ""SS a 13200-
Dilos de bnm miudos a 1 "
Calcas feitas de brim e de castores a H mnn
SuVw rs8 mUda 24 C0Tad0
Chita para coberla muilo bonita a 240
Dita miuds para vestido a 00 rs
^Lencos brancos de cassa, pequeos e Onos, o
"1 fif azuI rauil "om a 4* o corado.
Camisas francezas brancas a 1900.
Ditas muito fina3 a 2j400.
Chapeos de feltro muilo Cno a 4
Chapeos de sol de seda a 7jj
Chales de la a 900 rs.
Ditos muito finos escuros a 2JJ00.
Meias para homem a 2$ a duzia.
Longos de soda a 800 rs. cada um.
Chapeos de feltro com avarla a 500 rs
Suspensorios, a duzia a 100 rs.
Aljjodio de daos larguras a640 a vara.
T"


(6)
Fazendas finas e
roupa feita.
Aogslo & Perdigo.
Com loja na ra da Cadoia do Recite n. 23
Vi.dem e dao amostras as seguintes fazendas:
CarS S 7-?,llHM,de Seda P">osc decores.
TsJdt CgC' de UrIaUna e de g"e
Carabraias de cores, brancas o organdy3.
A.i.Tunhas para saias.saias balo, de clina, ma-
dapolao e bordadas.
Lencos de iabyrinlho do Aracatv e francezes.
un ipeos amazonas de palas e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfoilesde froco. de vidrilho e de nores.
Fentea da tartaruga, imoeratriz e outros goslos.
ManguUos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
de fustao, de la e de seda para
Clines, taimas e pelerinas de diferentesqua-
ponta
sanga.
Vestuarios
crianca.
HsQtlelei
lidades.
Chalos do touiim. de merino e de l de
redunda.
Lujas do pellica brancas, pretas e de cores.
Vellidos de blond, mantas de dilo, capel!
llores solas.
pellas e
e esparlilhos para
de colonia,
panno preto
Sialures, camisas de linho
senhora.
Perrumhrias finas, sabonetes e agua
Ca mas, sobrecasacas e palelots de
e de cor.
Palelots de alpaca, de seda e do linho.
Calcis .le casemira de cor, prclas e de brim
Camms de madapolao, e linho inglez e de 15a.
beroulas de linho e de meia.
alas, saceos, anelrcixos para viagem.
C lancaa para invern, botinas do Meli c oulros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de massa e de Miro para ho-
Charutos roanilha, ha
Babia.
Aviso aos senhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodo o melhor que lem vindo ao
mercado, para parios de velas: vende-se na ra
da Cadeia, loja do ferragens de Vidal & Basts.
Vende-se na ra da Impe-
ratriz n. %,
superior fumo deGaranhuns a 860 rs. a libra
baralissimo. '
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
DIARIO DE PERWAMBUCO. QAhTA fEIB 12 ftK 8RTEMBtt() Gg (fl.
Vestido a 2:300.
vana, Rio de Janeiro e
Libras sterlinas
V-ndom-se libras sterlinas; no escriptorio de
;lsIo.cio de Ohvair. 4 Fhos. largo do
. IVA NOVA
Laja de militas na ra
Direita N. 85, onde tem
o lampeao do gaz,
Riqutssimos corles do chila larga franceza, de
mui lindos padrdes, tendo entre clles de cores
escuras, claras, e miudinhas, pelo diminuto pre-
go de 2500, tendo 11 covados cada corle ; na
ra do Queirnado, loja n. 18 A, esquina que rol-
la para a ra eslreila do Rosario.
Cheguem ao barato
O Preguijaesl queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Tegas de bretanha de rolo com 10 varas a
29, casemira escura infestada propria para cal-
a, collete e palilots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fino 3$, 49, 59,
e 69 a pega, dita lapada, com 10 varas a 59 e
69 a pega, chitas largas de molernos e escomidos
padrees a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 79 e 89,
ditos bordados cora duas palmas, fazenda muilo
delicada a 09 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muilo finos a 89500, dilos lizos com fran- |9Cda P"aho.n>en*c senboras a 610 o par, ditas
K'tH' ',& krda m &&*&& 5* SSRS!
10, 120e 160 c ida um, metas muilo finas pa- | com 4 papis a 190 rs., apparelhos de porccllana
ra senhora a 49 a duzia, Hitas de boa qualidade mnil lindos P'" menina a ft|80O, 2J5U0,3 e 4,
a 39 e 3^500 a duzia, chitos franeczas de risos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poca, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1,
19200 e 19600 a vara, dito proto muilo encor-
palo a 195O0 a vara, brilhaniina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de difidentes cores a 3G0 rs. o
Mel.
No caes do Ramos n. 10, vendern-sc barris de
mel de muito boa qualidade por 15*000 cada
um com 17 caadas.
Mil ho no vo
Chegado do Ceari, Maranhao e Colinguiba a dois
(Jias, em saceos grandes; no armazem de Anlu-
nes Guimaraes & C, largo da Assembla n. 19.
Vende-se um escravo crioulo com idade
de 20 annos, perito carreiro : na ra do Hospi-
cio n. 15.
Seboe graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas : no armazem
i" Tasso Irmos, no caes de Apollo
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Gardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido
Pechinchas
sem iguaes, Da ra doQuei-j
mado n. 65, na bem conhe-,
cida loja da diligencia de1
Fajozes Jnior & Guimaraes'
Meias pintadas muito Cnas para harnea a
13800 a duzia, e em pares a 160 rs., clcheles1
francezes em cnrtao a 320 a duzia de cartoes, e a !
30 rs. cada carlo com 14 pares, luvas linas de
Pianos
Saunders Brothers & C. tem p*ra render em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo goslo, recenliment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
muito Droprios para este clima.
msmmwzvsa sszm mmwe
GRANDE SORTIMENTO
DB
NA
e armaacm
DE
Fogoes econmi-
cos.
Fogoes econmicos americanos, os mclhnres
que lera vindo ao mercado, oao s por cozinha-
ftfSOO, 39 e "olpornTo^Ltrraf^rpS^aSa;'
.--., ---------arelas de se
ti p a l;'d), _ditas de cores a I, alfineles em
nos muito fino.? a '200 e 28) rs., Olas pro-
pria* para enfeites de vestido de seda a S00 500
r '." a''a'n. f'anj'-'s de seda de cores a'iO,
'>0 c 800 rs. a vara, luvas de fio de cores
pira nomem, brancas, a 640, ditasde cores a 610,
ditas de seda enfeiladas para seniora a 2j, en-
de trancas do velludo dos mais modernos
q i I11 para senhora 1 5p"00, ditos de fitas de
seda a 4J500, dil03 para meninas de tranca de
1 'Iludo 1 1J500, ditas de fita de sed4 1 45, luvas
da 1 iiira homem a IgiOO, lesouras par'unhas
1 8 )) r., ditas para costura a 1J>, clcheles
DJrJaliahos a 120, escovas para cabello a 13
ditas para roupa a IJiOO, trancas de caracol de
linho, peca gran le, a 2st), meis cruas para ho-
rc i ) 1 -; i), ditas a 4,>SD3 o 55. ditas brancas
a z< 1 )J o J;2JJ, ditas linas de cores a 2-j8J0, di-
ll- 'ara ueninos, decores s 2&60O, ditas finas
pr 1 m? de meninos S^SOO, ditas para meninas
j ')) ,1 duzia, bolo-is de seda pira casaveque
a f 1 1 liiii, Unta de carmizin lina a "i00 rs.,
11 le rneiil principe paraassucar a 400 rs.,
tjiti* para cha 1 Si) rs. a duzia, tlnleirose ariei-
ros linos a 1, eaixiahas do papel sortidas em
corea 1 1?, ditos de qmdrinhos a 800 rs laa [ia-
r. b i; 1 ir a oais Una q'ie ha a 7^5'JO a libra, ata-
1 -. 1 i ol nos de algodo a CO rs., ditos rolijos a
1 ;: pastes de borracha para bichos a 410,
ditos traren is para meninas a CO, ditos de bu-
fala branco para b :hos 1 280, ditos para alisar a
5 1' rs., ditos le borracha pira alisar aOOOrs.,
botesdo OSSO a 210, ditos de loucn brancos a
1 i), ditos i; ciros o 160, botoes de madreperola
G ua 811 rs a groza, relas para calcas a 100
rs c lUinhas de papel de cor a 800 rs., caicas de
01- .1 de coh a 100 rs. liabas de peso a 120,
d.iis l'cij'i enearnaJa a 120, litis tarradas
di largara de 5 l.-l.s com pintas de mofo .1 320
a rara.galn l^liuhi ;i 140 a vira, bioo preto
d3 sel 1 a 120, 211, 820. \W< e G00 rs. a vara,
brin [i'l'is pira tn-'iiitio*. dn diversas qualida-
d 0 is le 1 o 1 ">0 1 rs., Jilas de chouro a
41). 500, 800, l500 e 2*
Parahyba.
V:,i l-so o ei nho Torrinha distan
te dst cidide Jis \ t.' n terreno pira doiis mil paes or an
rt 1 e !>>a casa d<3 viven la assobradada e
bin obra, ti n enHir |uen) porto dis
taate daeoginho 1|2 qiatto de legua
d> rio Parahyba ee.ia meaos de 3 liaras
1 ve a a cid*da: quena o pretender di-
rij 1 :' ;i J>l3 Jas le Slsdeiros Correia
& C que dir' que n o venie.
Vonde-se um sitio na Passagem da Magda-
lena, .1 mir,;em do Cipibaribe, com urna grande
1 tola murada, com caes, militas arrotos de
diversos fructos : a tratar com Joo Manoel Ro-
drigue Valenga, no mesmo lugar.
3^500 o-eovado, carabria preta e desaipicos
0 rs. a vara, e oulras muas fazendas que se
estao-se vendeDdo por metade do seu valor,
approveilar a occasiao. Garante-se a boa quaii-
dade e bom Iravado dos mesmos : vende-se na
far patente ao comprador, e de todas >e dara'o j fundicao da roa do Brum n. "^."loia "fcrieM
amostras com penhr. da rea da Cadeia do Recife n. 64. ""'**'"
DE
a-%
mtg
Neste armazem de molhados con-
a vender os seguintes gneros abaito mencianados de superiores qur.lidades e mais barato
11 outra quilq.ier parte, por screm a maior parte delles rscebidos eia direitura por conta
em barril
ea vista Jo gasto
Relogios
lnua-se
do que em
dos proprietarios.
Maiitciga iagleza e ranceza
perfeitamente flora maisoova que tem rirtdo ao mercado de CIO a 800 rs. a libra
se fara alguna abtilimenlo.
Qucijos laEteitgos
muilo novos receiitemen!2 chegados no ultimo vapor da Europa delg700 a Sa-
que o (reguez zer se tari mais algurn abatimeuto.
Qcijo prato
os mais novos que cxislem no mercado a 1 a libra, em porreo se. far abalimeato.
A.mexas raueezas
em latas de 1 lt2 libra por lS500rs.,eem campte-ras de vidro contendo cada urna > libra
por 05UOO.
Mastarda agleza e fraaeeza
em frascos a 610 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Ve?Aaaeirs figos de comadre
iu caisinnasd 8 libras elegantemente eofeitadas proprias para m>n>o a 1S0OC rs.
tto\ac\\nUa iagleza
, mais nova que ha no mercado a840 rs. alibraeom barrica com i arroba per 4$.
Potes \idrados
de la8libras proprias para raanteiga ou cutro jualquerliquido de 400 a ljSGO rs. cadt. m
Xmendoas eoneitadas proprias para sorlek
de S 3 oao
alga libra e em frasqu'uos, contendo 1 3|SiibM por 2.
Cha preto, liyson e perola
osmelhores que ha neste mercado de 1JJ600,2-5 e 2&500 a libra.
Macas em caixialaas de ^libra
contendo cada uoia differonles qualidades^a 4j>500
Palitos de denles licuados
em molhos cDm 20 raaciuhos cada um por 200 rs.
Ti}o\o traucez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas iaglezas e f raacezas
em latas e em frascos de diferentes qualidades.
Presaatos, c\ioarias- e paios
o mais novo que ha oeste genero a 4SO. 640 o 720 rs. a libra
la tas de \*o\ae\v\n\\a de soda
de diferentes realidades a 1600 em porcao se far algurn abalimenio.
os seguintes geoeros ludo recentomeriie chegado e de uperio-
[Fazendas e obras feilas
Loja
Ges&BastoJ
I Na ruado Queituad) a.
46, fren te ama relia.
Sortimenlo completo de sobrecasaca de
panno prelo e de cor o 253, 28}, 30 e
353, casacas a 283. 30 e 353. palilots dos
mesmos pannos203. 223 e 25S, ditos de
casemira de cr a 16$ e I83, ditos sac- J|
eos das mesmas casemiras modelo inglez a
cosomira fina a lOf, 12/143 e 15S, ditos |
saceos de alpaca prelo a 4$, dilos sobro 3
fino de alpaca a 73. 83 e )j, dilos de me-
|| ri setim a 10J, ditos de merino cordo ^
a 10J e 123, dilos de sarja preta trancada e?
saceos a 6$, ditos sobrecas icos da mes- m
j ma 'azenda a 83, ditos de fuslao de cor e 9
g branco a 43, 4S500 e 5j!, colletes de ca- SE
semira de cor e prelo a 53 e 63, ditos de J
merino preto para luto a 43 e 53, ditos 2
de velludo pato de-eor a 93 o I03; dilos *
de gorguraede seda a 53 c 63, ditos de t
brim branco e de cor a 235(111 e 33, calcas
de casemira *e cor e preto a 73. 8$, 9 'M
e 103, dilas para menino-a 63 e 7#, ditas ^
de merino de cordo para numera a 5j o ^
63, ditas de brim branco a 53 e 6?, ditas
ditd de cor a 3j, 33500, i) c 53. c de ||
todaseslas obras temos um grande sor- S
ti menta para menino de todos os tama- |r
nhos ; camisas inglezas a 363 s duzia. Na n
21 mesma loja ha pa'.etols de panno prelo if
0 para menino a 1 J, 153 163. ditos de q
S casemira para os mesraos pelo mesmo H
preeo, ditos de alpaca sarcos a 39 e 33g
33500, ditos sobrecasacos a 53 e 6$ para #5
3S os mesmor, caigas de brim'a 2j50'i, 33 e &?;
B 33500, palelots saceos de casemira de cor "tt
a 63 c 73, loolhas de Imko a 800 e 13 ca- s
da urna. *
H No mesmo estabelecirr.enlo manda-se ^
^ apromplar todas as quadades de obras **
a* tendentes a roupas feilas.em poucosdias, b^
qus para esse lim temos numero suf- $
Deieote de peritos offichies de alfaiales m
rigidns por um hbil raeslre de serue- ^
^ lhanle arte, flcando os dor.os do estebe- ^
lccimento responsaveis pelas mesnias W
obras al a sua entrega. ^
Uvas e niaces.
Vende-se as superiores uvas c mages porlu-
gjiezas: na ra estreita do Rosarlo n. 11, eala-
bclecimenlo de Sodr & C.
Presuntos.
No eslabelscimenlo da> ra estreita do Rosario
n 11, tem presunto de fiambre promplo para
lanche, por isso previne-se aos freguesese aman-
tes do dito genero que nao deixom de vir apre-
ciar, assim como avisa-se com parlicularidade
aos Srs. votantes-
REMEDIO INC0MPARAVEL.
PNGUENTO HOLLOWAY.
Milharosdc inai.'Wuo de todas as nac5es po-
dem testemunhaf as virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de hareremprega-
do intilmente outros tratamentoS. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maraT.'josas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha niuitoa naos ; ea maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran, o
medico mais celebres. Cuantas pessoas recoS
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer s
amputacaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operagao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa
enfusao de seu reconhecimento declararam
l resultados benficos diante do lord
dor
na
es
correpe-
e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! suafirmativa.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
livesse bastante confianca para ensaiar este re-
5 medio constantemente seguindo algum lempo o
mentralatoquenecessitassea natureza do m.
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente .
Ouetudocura.
ungHemo e atil, mais partieu
lamiente nos sesruintescasos.
Alporcas
Caimbras
Callos,
anee res.
CoTtaduras.
^res de cabega.
-fdas costas,
""dos merobros.
t-uf^rmidades da cirfe
emgeral.
Oitas do anus.
Erupc>es e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as-extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Indiae.es
Inflsmmacao do P.gado.
Cimento inglez.i
^ Para collar vidros, louca, larlaruga, *
m marlim etc., chegou urna pequea porg.o
desle cimento ja muicanhecido nestaea-
f pital e se vende nicamente na casa de
5g Augusto & Perdigo, na ra da Cadeia do
Sk Recite n. 23, a 23 cada video dinheiro
i vista. Os amadores devem
m prover-se delle.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supurac&es ptridas
Tinha, em qiulquerpar-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veias- torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimenlo
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e H^spanha.
Vende-se a800 rs., cada bocstinha contm
urna instruccao em prtuguez pa?a o modo de
fazer uso deste ungento.
O .deposito geral em casa do Sr. Se-um.
?harmacectico, na ra da Crun. 22. em Pcr-
mmbuao.
Relagios.
Vende-seemcasa de Johnston PatT & C.rea
do Vigario n. 3, um bellosorliraento derelogi-os
de euro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool: tamfcem urna
rariadade de tcoitos trancelins para os nresmos.
Espirito de vialio coa 44
graos,
Vane-se espirito de vinho verdadeirocom 44
KrSos, ehegado da Europa, as garrafas oa as cs-
andas na ra larga do Rosario d. 36.
Ra daSenzaiaNovan.42
Vende-se em casa de S.P. Jonhston & C, va-
quetas de lustre para carros, sellin3 esilheesin-
glezes, candeeires e casticaes bronzeados? lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e douscayal-
os e relosios d'ouro patente inalezes
sem segundo.
quantu antes
tm
m
m
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial^
junto a fabrica de sabio, e na ra Nova, loja d
ferragens n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinco, ja preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 is. a libra
Suissos
Em casa de Schafleillin &.C., ra da Cruz n.
33, venle-seum grande e variado sortimenlo de
rel)rios ie al^ibeira horisonlaes.palentes.chro
nooUros.raeioschranoraetros, de ouro, prata
d varada efolhadosa ouro,sondo estes relogios
dos priraeiros fabricanlesda Suissa, que se ven-
dara i por procos razoaveis.
Venden-se duas moradas de casas terreas
feitas ha 4 annos, na rna do Palacio do Bispo,
contando cada urna 30 palmos do fenle e 70 de
finio, com 2 salas e 3 quartos, cozinha fra,
quintal e cacimba, chaos proprios : a tratar na
braca da Roa Vista n. 10.
Vende-se umi negra boa cozinheira e en-
gomraadelra : na ra do Imperador n. 67, no so-
gondo andar.
Arados americanos e machinas
pat a lavar roupa: em casa de S. P. Jo
Iinston & C. ra da Senzalan. 42.
Cheguem ao barato,
Vende-M na taberna po paleo do Tergo n 28,
mantaigaingloia muilo nova a 13200 a libra, dita
franceza i 600 rs., cha da ludia muito superior a
23200, aletria muito nova a 480, macarro a 4'H)
rs., betatas a 60 rs., toucinho de Lisboa muito
novo a 360. chourigas de Lisboa muilo novas a
560, banha de porco a 560, vinho do Porto cha-
mico engarrafado, a garrafa 13. dito de Lisboa
em pipa a garrafa a 480, e outros muilos gneros
que aqui se nao menciouam, e que a vista do
comprador se dir o menos prego que em outra
qualquer parte,, e ludo muilo bom.
__ Vende-se cera de carnauba, sebo em velas
e em pao, vindo do Porto, fio da Bahia para li-
quidar : na ra da Cruz, armazem n. 33.
Cera de carnauba.
Vende se na.rua da Cadeia n 57 a 93600 a ar-
orroba e a 113500; > melhor que tem vindo ao
mercado.
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado hZ
es.-rora-
ma muilo fina, erviihas fraucezas,champagne das mais acreditadas marcas cerveias" de'oMl-i*'s
spermacetebarato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeiled'oce purificado azi-
lonas muiro novas, banha de porco refinada e oulros muito gneros que encontraro tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderom por muilo menos do que outro qualquer
promelem mais tambera servirem Aquellas pessoas que mandaren poroutras pouco praticas como*
nessem pessoalmente ; rogam tambera a todos os sanhores^ engenho e senhores "adores
queirara mandarsuas encoramendas do armazem Progresso aua se lhes afflanca a boa aiwlidadce
o acondiciouamento umaue
ARMAZEMDEROIPA FEITA
Defponte do becco da Congregagoletreiro verde.
e-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas,
Biscoutos .
Em casa de Arkwighl & C, raa da
Cruz n. 61.
Peehincha.
Gortes de chita franceza cora 14- covados a
23200, chitas francezas a 200, 2i0 e 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabara : na ra do Quei-
mado n. 44.
Botica.
Casacas de panno preto a 303, 35& e
Sobrecasacasde dilo dilo a
Palelots de panno prctos e de cores a
203, 233, 30c e
Ditos de casemira de coresa!5S e
Ditos de casemira de cores a 7$e
Ditos de alpaca preta golla de velludo a
Ditos de merino setim preto e de cor
a 83 e
Ditos de alpaca de cores a 33500 e
Ditos de alpaca preta a 350G. 53. 73 e
Ditos de brim da cores a 33500,43500 e
Ditos de bramante de linho brancos a
43500 e
Calcas de casemira preta e de cores a
93, 10$ e
Ditas de princeza e alpaca de cordo
prelos a
Dilas de brim branco e de cores a, 33500.
4$500 e
Dilas de jang de co.es a
Dilas de casemira a
401000 Colleles do velludo decores muito fino a
335000 Dilos de casemira bordados e lisos pe-
los e de cores a 5& 53500 e
353000 Dilos de setim prelo a
228000 Ditos de casemira a
1-230(0 Ditos de seda branca a 5ge
128000 Ditos de gorgurao de seda a 5g o
Dilos de fosiaobrancos e de cores a 39 e
93000 Ditos de brim branco e de cotes a 23 e
5a009 Seroulas de linho a
93000 Ditas de algodao a I36OO e
53000 Camisas de peito de fustao brancas e de
cores a 2J>300 e
63OOO Ditas de peito epunhos de linho muito
finas inglezas a duzia
tpOOO I Dilas de madapolo brancas e de cores
a 13800. 30
5$000 i Dilas do meia a 13 e
Relogosde ouro patente e orisontaes
53OOO : Dilos oe prata galvanisados a 253 e
33600 Obras de ouro, aderecos, pulceirase ro
5J500 i se las
103000
63OOO
5S000
3$500
63OOO
63000
8S500
2$500
23500
23000
23500
35gOOO
23O0
1S600
3O3O00
Bartholomeu Francisco do Soaza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segninles medica-
mentos :
Rob 1'AfTi'cteur.
fillas contra sozocs.
Ditas vegptaes.
Salsaparrilha Brlslol.
Dita Sands.
Vermifugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungiir-nlo Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como lem um grando sortimenlo de pa-
pel para forro de sala, o qual rende a mdico
preco.
Cortes de ves-
tido por 2$500.
Superiores cortes de chita franceza larga de
muito lindos padres de cores escuras e claras,
miudinhas, cora II covados cada corte, pelo ba-
ralissimo proco de 2S50O : na loja do sobrada
amarello, uos iraatro cantos da ra do Queimado
n.29, de Jos Moreira Lopes.
ATTEN(M
Chegou o bem conhecido ungento de matar
ralos e naralas rpidamente : na bem conhecida
casa j acostumada, na ra da Senzala Vclha
numero 50.
Oilo palmos de largo.
A 900 rs. a vara
No armazem da ra do Queimado n. 19. vnde-
se brim trancado alvo com 8 palmes de largo,
fazenda amis propria para toalhas, pelo bara-
tsimo preco do 900 rs. a vara: vend-se uni--
comente 00 armazem cima.
Na ra do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
do novo, luja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender 03 seguinjes artigos
abaixo declarados
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodn a 13.
Cartas de alfinelea finos a 100 rs.
Espelhos do columnas madeira brasas-, a
1$10.
i'hosphoros com eaixa de folha a 120rs.
Frascos de mac.issa perula a 200 rs.
Duzia d8 facas o garfos muito finos a 33-560.
Clcheles em corlao de boa qualidade 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 30 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dilo para fazer cabello corredio a Stk> rs.
Sapatos de lia par criancas ezOO rs.
Pares de meias para nieninasa 240.
Pares de luvas de fio de Escoeia a 320,
Manea do grampea muito boas a 40 rs.
Agulheiros-de marlim a 160rs.
Caivetes da aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finos a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500-rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 raras a 1#.
Pegas de Ironra de laa coro 13 varas a-500 rs.
Fetilho para enfeitar vestido (peca) 1$.
Linhas Podro V, cartaocum 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dilo com 100 jardas 20 rs.
Escovas para denles mui'.o finas a 200rs.
Pares de meias decores para homem muito fi-
nas a 140.
Cordo imperial (peras1 40 rs.
S iitleressa s sentaras.
Chega/am mais de no as bellas a desojadas
pulseiras de coral, fingindo una cobrinha, en-
casloadas em ouro : as lojas de nurires de Se-
rafun Hl Irmao na ra do Cabuga ns, 9 e 11.
Peehincha em roupa ftita por um dosme-
Ihores artistas nacioaaes, na ruada Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bem taitas a 2g500; dilas de brim
de linho a 23500, ditasde dilo a 2jJ, colleles de
varias qualidades, palelots do panuo fino sobre-
rasaros, dilos saceos, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muilo em conta.
Gr ammatica ingie-
za de Ollendorf.
Novo methodopara aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estakeiecimcntos de nstruccSo,
pblicos e particulares. Venderse na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
45- Raa Direita45
Este estabeleciment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguw iroperiaes..... 10#000
Ditos aristocrticos...... 9^000
Ditos burguezes........ 7#0C0
Ditos democrticos...... G#000
Meio borzeguins patente. 6#500
Sapatoes nobreza....... 6,^000
Ditos infantes.......r 5^000
Ditos de linfa (3 Ij2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5000
Ditos batannos........ ?500
Ditos impermeaveis. ..... 2$500
Senhora.
Borzeguins piimeira claste(sal-
to de quebrar).......SfOOO
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,...... 4|80fJ
Ditos todos de merino (salto
deng">).........4^500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forc,a. ...... 4000
Ditos de arranca........5^500
Boizeguins resistencia $ e 3$800
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neslo novo cslabelecimrnlo sacroi
com faral de Lisboa, farinha de mandicca, mi-
mo, fejao muliiinho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca edito do Staranhao de supe-
rior qualidade, doce da casca da goiaba, vinho do
l'erlo em garrafa do melhor que poda haver no
mercado, manteiga inglcza e franceza, banha de
porro emlalas, bolachinhas de soda de todas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
ginas e os mais gneros que se vendem por menos
prer.o do que se vende tm outra qualquer parle
Em casa de N. O. Bicber & C.
succesore8, ra da Cruz n. *, vinde-ft-
Vinho Xerez em barris.
Champanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Fture & C-, vinho
desuperior qualidade.
Conhacem caixas de 3 duzia.
Verraouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de PiIilSo
Brilhantfs de todos os troanhcs-
SYSTEMA MEDICO DL HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Esteloestimavel especifico, compocto iiueir;-
mente de hervas medicinaos, nao conten n.cr< u-
no, nein *lgu-m outra substanria delect8T;a Be
nigno mais tenra infancia, e acompleieao mais
delicada igualmente promplo eseguio para
desarreigar o mal na eompleicjo mais lobusia ;
e. inteiramente innocente em sasoperaco~ e'ei-
felos; poi busca eremove as doenra de "qual-
quer especio egro por mais antiga*s e lenazes
quesejam.
Entra milhares de pessoas caradas com e^te
remedio, m-aitas qwe j estavam as ponas da
morte, preservando ea seu uso-: conseguirn,
recobrar a saude e forras, depois de haverdenta-
do intilmente todos osoutros remedios
As mais aSictas nao devem entregar-se a de-
Tmf^Z'-l3^"! um competente "ensaio dos
efflcazes effwtos desta assombresa medicina e
prestesrecuperarao o beneficio da saude '
Nao se perca teapo em tomar este remedie
para qnai^uer das segu}Dtes enormidades
Accidentes epilptico.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mado).
Asthma.
Clicas
Coiivulsoe.
Debilidade ouostenua-
cao.
Debilidade o-u.falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysiuteria.
Dordegargaala.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei midades no ventre
Dilas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Pebre de toda a especie.
Gotta.
Ilemorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigcsiocs.
Inflammoroes.
Irregularidades de
menslruaro.
Combrigas de (oda es-
pecie.
Mal de Pedra.
Manchas na culis.
Obslruecao de ventre.
I'liihisica ou corasump-
tao pulmonar.
Hetencao de ourina.
nheumalismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal.
intermitente.
Vendem-se estas pilulas no estabeleoimenlo
geral de Londres n 224, Sl-anJ, e na lujo de
todos os boticarios droguistas e oulras- pessoas
encarregidns de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelinhas a 00 rs. cada urna
dellas, conten urna instrurcao cm por'.uguez pa-
ra explicar o modo dse usar deslas pilulas.
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceuiico. na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco
No armasem de fazendas da
ra do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas com pequeo loque,
de mofo a 200 rs. o covado, caaibraias de cores
finas a 200 rs. o covado, lencos brancos para al-
gibeira a 2 a duzia, cambraia preta com pintos
brancas a 500 rs. a vara, chitas de cores xas
miudinhas a 160 o covado, corles de hiberia com
14 covados por 2j580, coberlas de chila (chinc-
has) a 1^800, algodao entestado largo a 600 rs. a
vara, chales de merino estampados a 2$500,
meias para meninos e meainas. chila fina de ra-
iiingem para coberta a 280 o covado, bales a
$ de superior q.ualidadc, cobertores de laa a 25
IM
cobertos e descohertos, pequeos e grandes.de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dosmelhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor & C.
Atten^o.
Vendo-se urna escrava crioula com urna cria
de 11 mezes, a escrava perita engommadeira,
costureira e cozinheira, e lem todas as habilida-
des a tratar na ra da Imperatriz n, 9, segundo
andar. "
Vaquetas.
Vcndera-se por preco commodo boas vaquelas
de lustre para cobrir carros; na loja de sclleirc
da ra larga do Rosario a. 28,
Vendem-se queijos londrinos muilo frescos, do
superior qualidado ecousa nunca vista : na ru
estreita do Rosario, armazem n. 11; quanto ao
prego segredo.
INa ra da Cadeia n. \ 4,
vendem-se as seguintes fazendas por metade de
seu valor para liqnidacao.
Casavequcs de fuiio a 8 e 12.
Ditos de seda a 25$.
Ditos de velludo a 40 e 60J.
Chapeos de seda para sonora a 10$.
Enfeilesde flores a 6$.
Camisetas com manguitos a 3. 4, 5 e 6l>.
Folhos bordados tiras a 500, 1J. 2 e 311500.
Enlremeios finos, pe^as com 12 varas a 1*.
Collarinhos bordados de 500 rs.. i$, 3 e 4,
Botesde seda, velludo. deU>nc.a e de fastSo
de qualidades finas, duzia a 200, 400 e 600 rs. '
Chales de lonquim a 10. 15. 20 t 85.
Um completo sortimenlo de fran.jas de seda e
de algodao.
Bicos de seda brancos c pretos, de todas as
larguras, vara a 160. 240, 40O, 800 e 1.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 1, ha para vender a
verdadera potasa* da Russia nova e de superior
qualidade, assim como lambem cl virgem em
pedir, ludo por presos mais Inratos do que eru
outra qualquer p?rte.
rrp ----------^
ILEGVEL
i

, *. .


DI
\HJKS OE PERNAMBUCO. QUARTA FURA 12 DE SKTEMBRO DE 1860.
DE
uimum i muim u uns.
Sita na rua Imperial n 118 e 120 juato a fabrica de sabao.
lELIUUSAS E1.\FaLL1\E1S.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de diferentes dimencoes
f)

-.va
i &E&4
GRANDE ARMAZEM
Rua Nova n. 47, junio a igreja da Con-
ceico dos Militares.
Pastilhas vegetaes de Kemp IS
contra as lombrigas f
5o de esludo de |g||
tnctas de hygiene p&
raaispaizesda A- s%%
ferro para rodas d'agua.porias para foniall.as ecrivos dV fwroTiabos AToCrardunto dTtodas Garantidas como puramcntevegetces, agrada- SSSS ^sta Francisco de ssisAvellar, antigo contra-mestre do kllcid |||
daveisa vista, doces oo paladar, sao o remedio !pt M3noel Jo8e Ferrcira. O respeitvel publico cont:ruora' a encon- K
Nao causara s* r?r em dito armazem um grande e variado soitimcnto de roupas K*8
p {?>*. como sejam: casacas, sobreca'sacas, fraques, paFetots de nanno fH
>no das pasli- !'
para commudidadejlos freguea
m
e66e
<-=
53636
Acha-senacJieccaodaoflicinadeste acreditado armazem o hbil ^
Ero casa de N. O. Bicbcr C. Succes-ures,
rua da Cruz n. i, atha-so i venda un prende o
variado soriimento de ferragens finas, obras do
tanueiro e pertenres si m firr. por usos d eos, productos todos do iudusiiia norte amerha-
no, assim i oh o :
Arados de diversos tamaitos.
Moinhos de milho.
Machiuas para corlar capim.
Grades.
Machinas para descarorar mili.o.
Cultivadores e ferros de orgon'ni.r econmicos
Na rua do C dorniz n. 8,
vende-se:
Milho, saceos grande s, TiOO.
Trelo de Lisios 5;.
Farinha de mandioca 5.
Gomma doAiacaty propiia pan grude de fo-
rnica de chapeos a 3$ a arroba. E oulros moi te-
neros, ludo u.ais barato que im ouira qualquer
parle. "
*=*-car-r-
^ ""-. ",^ysH'"-,-"^, sourecasacas, naques, paktots de panno ?2S
1" 8 ?' caem'ra de >, de merm, bombazina alpaca preta s
!g e de cores, ditos de brtm de linlio branco, pardo e de'cores, calcas *&&
E sera vos fgidos.
. .. *-.MSSSw4xa&*U&tt^ .-^5=Ete*= 1 S&&1?.
~- Frigio no dia l. de Selembro dcsle concil-
le armo de 1860 o escravo Francisco, sellei'O que
ce crioulo, e do meia ida-
P
Seus proprietarios ofTerecem a seus numerosos froguezes e ao publico em geral, toda
)ua]qui-r obra manufacturar1'
iodos os tamanhos, rodas d',
das e meiaa mocadas, tachas
' a e bombas, rodas, rodete
loca e para dcscarogar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJoies, poutes, 'aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de raachinisrao. Exccuta-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
^^^ WWV> I ~" *" ***** i*" "* H4'liru uvuri iitll
Logo que soubedisso =g^g Apromptam-se becas para desembargadores, lentes uizfs de di- && Scm- pa i Ja re,no' umo c*"'* de riacado azul
depastilhas e com e.las salve, a ^ ;eito municifaes e promotores e vestidos para montara. Naoagra- |g S^^^^^^tiTStUS, cota
%b dando ao comprador algurr.as das roupas feitas se apromptaiao ou- M .-fal
seu amo agradecido.
Preparadas no seu
jsS| tras a seu gosto, que'r com fazenda sua ou do armaze
dos lado lingiiic'o bu loes broncos, por
$<<& [fixo d,'.sli ril?a ouira de cor escora, ambas ve-
^\V^OCARA0^^5
!
> *r-
KEMP

NUE'V^0TtK;
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
S
NEW-YORK
O MELIIOK UEMEDIOCOMIECIDO
Contra constipa des, ictericia, affecroesdo finado
febre* biliosas, clicas, indigestoes
enxaquecas.
fletnot rlioidas, diarrhea, doencas da
paltei irupqoes.e todas as enfermijadei,
PROVESIESTES 1)0 ESTADO MI'I 110 DO SAS6CE.
~j,000 caixasdeste remedio consommem-se
annualmeutel'
Itcmcdlo da natureza.
Approva^lo pela falcuJade de medicina, e re-
nnienJado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conheciJos. Sendo estas pil-
las puramente vegelaes, nao conten ellas ne-
:i!u:n veneno mercurial nem algum ouiromine-
ra/; cstuo bem acondicionadas em caixasdefolha
para rasgaarar-sa da liumidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e efTicazes
^m sua operagao, um remedio poderoso para a
juventuJe, puberdade e velhice.
Lea-se ofolhelo que acompnha cada caixa,
P-' 'I' milagrosas que tem elocludo. D. T. Lanman
: Kemp, droguistas por atacado emiNewYork,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se a venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
P.io de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
Babia, Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum.
& C. rua Ja Cruz n. 22.
Admiraveis remedios
americanos.
Tolas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele devera estar prevenidos
com estes remedios. Sao Iros medicamentos con.
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prbinpto alivio deRadway.
Instantneamente alivia*as mais acerbas dores
e cura os pciores casos de rheumalismo, dor de
cabega, ncvralgia, diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, indigpslao, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, erupres cutneas, angina, relen-
Co de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades iscrophulosas.chro-
hicas esyp lililicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
6os, tumores brancas, efeecoes do figado e ria,
crysipelas, abeessose ulceras de todas as classes,
molestias d'ulhos, di.Ticuldade das regras das
mulheies bipocondria, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
rao do sangue, inleiramento vegetaes favoraveis
em lodosos casos nui/ca occasiona nauzeas ne
dores de ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de i
a 8 purgara. Estas pilulas rao ofQcazes nos atlec-
ges do ligdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslo, e em todas as enfermidades das mu-
lleres, a saber
. s flores brancas, obslrucges, histerismo, ele,
o do mais prompto effeilo na escarlalina, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
gnas.
Estes tr.'s importantes medicamentos vera a-
companliados de instrueces impressas que mos-
trara com a maier minuciosid.ide a maneira de
applica los em qmlqucr enfermidade. Eslao ga-
rantidos de [alsillcac&o por so hsre venda no |
armazem de azeudaa de Raymundo Carlos Leile
& Irmo, na rua da Iraperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
atacado em New York.
em todas as bolitas das
principaes ciladesdo imperio.
F i DEPSITOS
l CirOS Ue en- Rio de Janeiro na rua da Alfandego n. 8.
, Babia, Germano & C., rua Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suurt
& Ctmpanbia rua do Cruz n. 22.
.,, _, vji/i------------- i'"-> |"v.i iuih "/.i-nuil sua uu uo armazem i ara n mm s^ n,, --------- ", un'us -
i*"*'- ?V prietarios D. Lanman e ^ d,a COnvencionado. g ridade de Ulinda ,., 0 pegar, leve a seu se-
gommar
econmicos
a 5^000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
d3s de Raymundo Car-
los Leile & Irmo, rua
da Iraperatriz n. 10.
Vinio de Bordea dx.
Era casa de Kalkmann lrmaos& C, rua da
Cruz d. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brondenburg Frfres
e dos Srs. Oldekop alareilhac &.C., em Bor-
nhor Jos Thonia/. de Campos Quaiesrna, i
Augusta, segundo and.ir da casa n. 43, que Si ,,
do
As melhores machinas de coser dos mais deaux. Tem as seguales qualidades :
afamados autores de New-York, I. De Braudenbui'&r i'i'res.
M. Stnger & C e Wheeler & Wilson.! St. Estph.
St. Julicn.
Neste eslabeleci- i Margaux.
metilo vendem-se as Laroe
machinas desles dous-,.' *_, .
autores, moslrnm-se a ; LllSleau LoviUe.
qualquer hora do dia ou Chiteaa Uargaux.
da noiie, c responsabili- j
samo-nos por sua boa
qualidade e segnranea : St, Julien.
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leile & Irraos rua da
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
isla.
NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
rnrri
cvoulc i\o \>ecco da Congvcga^ao letreivo \cvde.
De Oldekop & Mareilhac.
\G.^C\\
St. Julien Mdoc.
Cliateau Loville.
Na uicsma
vender:
casa ha para
i>*
INDIClO L0W-10W,
Rua da Scnzala i\ova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a havemm
comapletosorlimentode moendas emeiasmoen-
daspara euSenho, machina de vapor e taitas
de ferro batido e coado. de todos os lmannos
Dar J
BELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers A
C. praca do C.irpo Santo, reiogios uo afama
io fabricante ftoskell, por precos commodos,
e tambera.rancollins e cadeias paraos mesracs,
de en cliente kosIo.
; Sherry em barris.
j Madeira em barris.
; Cognac em barris qualidade fina.
| Cognac em caixasqualidade inferior.
Ceneja branca.
U-IC.\ VERDADEIRA.E
TIMA.
IZGI
Seda de quadiinhos muito fina covado
Enfeites de velludo com froco prctos o
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia c seda tapada e
transparente, covado
Luvrs de seda bordadas e lisas para se-
uhoras, horneas e meuinos
Lencos de seda rxos para senhora a
2-;000 e
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de ludas as qualidades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorgurao pretos
. Ricascapellas brancas para noivados
i Saias balo para seuhoras e meninas
Tafct rxo o covado
- _;____J'^___ Cliitasfrancezasa 260, 280, 300 e
Cassas francezas, a vara
IfQQO Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros com -i palmos de largura,
o covado
5 Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
5 lampados de lodas as qualidades
g Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles de soda pretos e de cores
_- 2 saias e de babadus
heod Ditos de gaze e de seda phanlasia
2t(J0O Chales de lotiquini muito finos
) Grosdenaple prelo c de cores de lodas
8 I 8s qualidades
fgOO Seda lavrada prela e branca
>320 Copas de fil e risitas de seda prelo com
5001 froco
2500
fiRAHPE SORTI1EKT0
E
azentlas c roupa feila
SAISA RASHIIIA
NA I.OJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavarcs de Helio
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SI A LOJA DE QCATRO P0R1AS.
Tem um completo soriimento de roupa feila,
I e convida a todos os seus freguezes e lodas as i
, pencas i|iiedesejdrem ter um sobrecasaco bem
j feito, ou um calc,a ou colleto, de dirigirem-se a j
,csle eslabeleci ment que encontrarao um hbil
artisia, tbegado ullimamenle de Lisboa, para '
Remedio sem igual, sendo reconbecidos pelos (Ie-5emPen,iar as obras a vontade dos freguezes. j
mdicos, os mais mnenles como remedio infal- ^ }em u,n S^de soriimento de palitols de ca-
tf| i Tachase moendas
Braga Silva &C.,tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabrcame Edwin M&w a tratar no
raesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Quarlinhas.
Na rua das Cruzcs n. 41 A, vende-se quarlinhas
da Babia a 8J o cento c a 100 rs. cada una sem
defeilo.
Fazendas por baixos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Fugio no dia 2 de setembro
crtente auno, o tferavo Francisco,
miiLto claro, cora idade de 30 ames
pouco maisou menos, bardado, cabel-
Ilos pretosanellados, c nduEiouma rra-
I ca de ovelha epq que levou a toupa c
agam dinbeiro, essim cemo um cha-
peo de como, e natural da villa do l( u'
provincia do Ceara': rogase ros eapi-
lats de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a apprtl enso do di-
to eferavo a enti egar a seu senhor Je o
Jote de Carvalho Moraes Filho, na ua
doQiteimado n. lo, que era' bem re-
compensado
Acha-se fgido um niobio cabra de neme
nayrnundo Plricio, i flicial de |iedrtiro e barbei-
ro, foi reaellido do Par un abril do l^r.'J (,|0
Sr. .Manoel Jcaqi.im de Faria, o qual fui aqu
vcvdtdo ao Sr Feliciano Jote Gomes, e este ?C-
I nhor vendeu uliimarKcule ao Sr Francisco lia
l.;C0Ojibias Pereira da Cosa ; trm os seguiniet sig-
naes : estatura regular, baslaule grosso e barba-
do, olfaos amarellados, falla com dtsen bararo
representa* tei 35 a 40 anona : n ga-se as autori-
dades policiaes a sua apprebertso ; e qui m o
pogar, dirjase ao engenho Guerra, em Ipoiuca,
ou na rua do Imperador n. 79, escriplorio de
Iulycarpo J^s Layice, ou na rua de Apollo n.
30, eseriptonode Manoel Goureia de Souza, que
sera generosamente recompensado.
Fugio no dia 3 do currcule urna escrava do
no me Antonia, de narao Costa, iom os seguintes
signaos : alta, magra, com idade de 50 ir.no-,
levou comsigo um labcleiro, foi vestida rom rou-
pao de chita azul ja de-botad;., urna saia d.' chi-
ta encarnada, um patino da Cosa no hembra
com lisiras encarnadas ; quera apprcbendela,
h've-a casa de sua senhora na rua da Gil rin n!
71, casa terrea junio ao ronrento da Gloria, que
ser bem recompensado. Cuja escrava foi'com-
pradaa 23 de agosto a Joo Fcrrtira de Souza.
2g000
15C0
I
I

200$.
io Quariduz,
do armo pro
par'a'ca- i escravo de ">">" '-"'7. ^e idade de" 23 a 2 i" n-
sesuinte n"s' com os b'8naes seguintes cabro, de csta-
I tura regular, baixo, quendo se ausenlnu nao ti-
Pugio lio engenho Quandu?, em Sanio Auto,
uo da 18 de maio do armo prximo passado, uto
iha baiba uenhuma, cabel
Vende-sena loa de Antonio Augusto dosSan-
los Porto na leja ne. 37 e 39 na praca da Indc- |
pendencia, capellas de aljfar e morale
tacumbas, tmulos etc., ele, da forma
( o piceos razoaveis :
.Capellas dcaljofe com cscripeoes, grandes a 10: "ha La,ua uennuma, caoetto
Ditas dilas por >,, I*10, lem um pequeo geilo
Dilas ditas r or
j Ditas ditas por
, Hilas de imoitaile por
. Cuadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com inscrip(dea por baixo a 10 c a
Pecbincha.
&5
3-
2 I
8!
16 a !200 caadas.
Na fabrica de Villaca Irmao Andrade, rua do
lirum ris. 11 e 13, tem um grande sortimento de
r.E
ivel para curar escropbulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debilida-
dade geral, febre biliosa e nlermiltente, enfer-
midades resultantes do emprego do mercurio,
ulcerase ertqces que resuliam da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman S 1^
k, aeganr-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dema 12?, outros de casemira de quadrinhos;
da mais lina que ha no mercado a 169, ditos1
de merino setim a 129, ditos de alpaka muilo|
fina a G5>, ditos francezes sobrecasacados a 12,
dilos de panno fino a 20, 2559, e 303, sobre-
casacas francezas muito bem feitas a 359, cal-
cas feitas da mais fina casemira a 10, dilas de I
B \ei mP> ,dr0g.U1S,as for a,a"' trim ede fusio por prego commodo, uro grande :
oresdeLTnuVT8 gr S,3 T" sf^enio de colletes de casemira a 5?>, dilos de
o resdeiiavcl publico para desconfiar de algumas
Camisetas pira senhora a 640 rs.
Dilas bordadas finas a 2)>500.
Toalha3 de linho para mesa a 2 -f.
Camisas de meia, urna 640 rs.
LenQos de seda para pesclo de seDhora a
Vestidos brancos bordados para baptisar cran-
A 1,000 rs. a arro-
ba e 40 rs, a libra
tenues imitacoes da Salsa Pa.rilha de iS^m''JItJrS C?mtlo.> ^" Smeios
mi hni i V uristuli sortirrento de sapatos de tpelo de gosto mutlo i
lo m!e 11 f n< imPer'0' e arand 3 '< 3PUrad0 8 2?' d,0S de borrad,a a 2500' cha" "'
eita d i Rr ? TSTJZT^ da ^ ^|,0S decas,or -"O'-r-eriores a 16, ditos de se-'
no!de1850 *lend-|l,e comP,ado no -|a, dos melhores quetem vindoao mercado a 10,
I ditos de sol. inglezes a 105?, ditos muitosbons a !
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem J 2?5' Jilos francezes a 85>, ditos grandes de pan- cas a 5J000.
direilo de fabricar a salsa parrilhadeBristol.por- ao 8 ^> um completo sortimento de gollinlias e Cortes decalca de casemira preta a 6.
que o segredo de sua preparacao acha-se so'raen- manguilos, tiras bordadas, e entre meios muito i Chales demerin com franja de seda a5
le em poder dus referidos Lanman Kemp. Proprio para collerinhos de meninos e .ravessei-: 'Z^^rl ?:^
lara evitar engaos comdesaprec'aveiscombi-;ros I'or Pre commodo, camisas bordadas que do.l280.
nacoes de drogas perDicio-as.as pessoas que qui- servern Pafa batisado de crianzas e para passeio Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar a 8^ ^* el2?J, ricos lencos de cambraia de; T A II I. A 17 I la A f|
os seguintes signaes, sem os quaes qualauer ou- l'dio bordados para senboras, ditos lisos para [.IB 1 1111 V \rllit
tra preparado falsa: hornera por prego commodo, saias bordadas a' VM.J",. f. j .
.... ; T-,';nn .r.i-Jm..-, c, ... r* i Grande e variado sortimento de calcado fran-
l' envoltorio de fora est gravado de um la-. r 7 ][ ,* a .6*' Amda tera um I cez. roupa feila, miudezas finase perfumaras,
do sob urna chapa de ago, trazendo ao p as se- resn.1 "e cnales de 'oquim a 30, cortes de ludo por menos do que em outras partes : na lo-
gaintes palavras : I veslido de seda de cores muito lindas e superio- ja do vapor na rua nova n. 7.
; res qualidades a 1005?, que j se venderam a ,. ,.
150, capotinhos pretos e manteletes preosdel Vendem-se libras sterlina?, em
' ricos gostos a 20, 255? o 305?, os mais superio- i casa ^e N. O. Bieber & C. :srua da Cru'
i res chales de Cusemira eslampados, muito finos, a n- *
Vendem-se saceos com farinha de mandio-
Chita estreila rxa com pequeas piulas de
mofo, covado a 130 rs., peca a 4500: na rua
Anda restara algumas fazendas para concluir '<' "nado AL
a liquidaeao da firma de Leile & Correia.asquaes
se vendeni por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as s euintes:
Chitas Ue cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, linas, a 240 e 260.
Biscados franeczesde cores ixas a 200 rs.
Cassasde cores, bonspadroes, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim traneado brauco de linho muilobom, va-
a i-OUO."
Corles de calca de meia casemira a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a 5$.
Panno prelo lino a 3 e 4.
Meias de cores, finas, para hornera, duzia.
800. I
travatas de seda de cores e prelas a 1. )
Meias brancas linas para senhora a 3g.
Dilas dilas muito Gnas a 4$.
Dilas cruas finas para horai m a 4S.
Cortes de collelesde gorgurao de seda a 5.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda prela lavrada para vestido a lyOOO e 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16.
Lengos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, covado
eS| ene do oe
s peinas para
-S i dentro, um signal na pona da lingua do lama-
:'; nho de um caroeo de goiaba que o alrapalha um
pouco quandu falla, tem as costas bem cicatriza-
das do chicote ; este escravo foi da villa do Sa-
boeiro, comprado ao Sr. Domingos de Souza Bar-
ros, c h noticia dille estar acoutado em un a
fazenda cima da dita villa 20 leguas : pede-,-o
poriariio a captura do dito escravo, e quem o
pegar, leve-o a si u senhoi no dito engenho, ou
no Recife a Cernnrdiiio Francisco de Azezedo
Alambiques de coi-re de SSRrtS-ffSaSSS?^ '
Allenco.
Fugio o escravo crioulo de non.e Jos,
A
BLi
- CS4A4LSaL eguro contra Fogo
*AUIH1A
a
niia
LONDRES
AGENTES
|G J. Astley Si Companhia.
I
para
gatntes pa
O. T. LANMAM & KEMP
SOL AGt'NTS
N. 69 WATER STHEET.
i e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muito superiores a 55?, dilas
para rosto delinho a 15?, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
ca a 6$000 : na rua da Msdre de Dos n. 2
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Successores avisara ao pu-
Jd2a7cSlLTL!^ 400 e 440 rs. o covado, ricas ,
n rio. rUbnCi dS Pr" semiras para caiga, colletes e palitols a 45 o co- ^- X"",a ar,5azem na,r,,a da *& D' i'
prietarios. r J"* r eslao exposios venda as melhores machiuas de
3* Sohra a rnlha arha nri r I 6 Um comPlel sorlimenl de outras fazen-, costura que at hoje teem vindo a este mercado,
Na rua Nova n 69 vendam-so balatas muito r /, S8 relra, e rma das, e ludo se vende por prego barato, e que nao asquees possuem lodos os melhoraraentos inven-
novas chegadas no ullinio navio a 1 a arroba e '. ao '"v?!,lor L- L Bri8101 em papel cor de rosa. possivel aqui se poder mencionar nem a quarta i,ados al es,a 6Poca sem lcr os defcilos 1ue em
\J?TJl2Zlrm C8da ?arra]a'ptedellas, no entanto os freguezes chegando e S^!:*^ tLT?lZ^J?Pt
^ tem urna pnenu semelhante a que vat cima do | querendo comprar nao rao sem fazenda.
Vende-se urna exccllenle barcaga nova, to-
da encavhada de ferro o preparada para nave-
5#000 rs.
Ferros econmicos de engommar a vapor : na
rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Candieiros econmicos.
Grande sortimento de candieiros econmicos a
gaz idrogenio, e todos os mais preps-os para
consumo dos mesmos na rua Nova n 20, Joja
Viannj.
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Baha Germano & C. rua Juliao n. 2.
gar, a qual foi (cita na provincia das Alagoas,
com ptimas madeirag de construrgio e com ca -
pacidade do pegar 700 saceos de assucar, visto
ParnamimoA nn a.______ "i m r< lfir ^0 toneladas de lolago ; quem a pretender,
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum, j dirija-se a rua do Crespo n. 13, para seu ajuste!
y*-, rua da Cruz n 22. qur a dinbeiro qur a prazo, com boas firmas.
e facilitan: o uso. A costura feila por estas ma-
chinas nao teem igual em obra de mo, um pon-
i bonito e forte, alem de que alinham o cotem
de lodos os modos, cada caixa de costuja repr-
senla um lindo toiele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, ele. Os
precos san mdicos, e o Sr. Dirmingham, enge-
nheiro, ensina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservado de sua construegao
no acto da compra.
pelo que se loga as auioiioaocs e ca| liis
de campo a apprehensae. do mesmo esrravo c a
entrega a seu sanbor no tiio lugar de Taqoare-
linga, ou ncsla prac;a a Mai.cn 1 1/idoro de Ulisli-
ra Lobo, na prensa de algodao n. 7 do Forte do
Mallos ; em qualquer das duas parles se dai n
gralificagao de 50 pela appuhensao, assim como
protesta-se contra que m o tiver acoulaCo.
G ratifica co.
sosooo.
Fugio no dia 27 de agosto p p. um escravo por
nome Pedro, de corsim-branca, e com os signaes
seguintes : roslo redondo, alio e secco, de (ate-
ca redonda e chala alraz, cera peura barba, e
anda muilo apressado ; levou roupa de algodao
branca o azul de riscadinho, chapeo de baila
prela e do Chile, e tem por roslun e de ir r ra o
Arraial e Beacdio radiar ; por isso pero s au-
toridades policiaes e espitaes de campo a sua cap-
tura e levarem a rua Direi a n. 12, ou a rua do
Apollon. 4 B. Jos Francisco do Bigo J.idti-
11 ros c Mello.
0 Fugio no dia 30 de agoslo a escrava Zeferi-
I na, preta crioula, um pouco fula, de idade de 13
: l a 14 annos, magra, bracos e pernas finas, rosto
' Icomprido. ps e maos desiainadas e um pouro
brancas, de quem padece de frialdade, o olhar
6 I espantado, quando anda ais pilos ; julga-se
f! ella estar acoulada em alguma casa,por srr intei-
i ramele nov^S nesla cidade por ha .cuco ti n o
8 I ler chegado do fra e nunca sahir a rua ; pio-
, i tesla-se conlra quem a livor acontado como a le i
determina ; levou vestido de chita cahorola to
quadros de mangas curias, e um chales velho um
pouco escuro, ha quem a viese no paleo doCar-
roo: roga-se aos espilles de campo, autoridades
policiaes e a qualquer pessoa a apprehei.sao. c
Icvem na a seu senhor na rua do Crespo n. 15,
que se recompensar.
50$ de gratificacao.
Contina a estar fgido desde o dia 4 de abril
i prximo passado o preto de nome Flix, com ida-
de de 35 a 40 annos, de nogao Mossambique, e
tem os sigoses seguintes : estatura baixa, \t
fula, ps um pouco apalhetrdcs, tem um ca'lorc-
binho i ntre as sobrancelhas por cima do nariz,
que parece ser signal da Ierra delle ; este prel
lem servido em differenles arles, pescador, ca-
| Yende-se
I Formas de ferro
purgar assucar.
| Enchadas de ferro.
t Ferro sueco.
g Espingardas.
I A90 de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
| posiQo. I
Barrilha e Ceibos. |
I Brim de vela. I
I Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C. g
J. Astley & C.
:ieQOC3(Lii Attenco

Vende se na rua da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentenQa, o devedor
dizem que tem loja em nome de outroi no5i-0, caiador' ,rDalh"-/.'|e campo, o hoje
1 J uu"u padeiro, a que pertence ; foi escravo do Sr. Ma-
na ua da Imperatriz, cujo devedor j noel Francisco Duarte, e quando foge co.-iuma
cbama-se Antonio Jos de Azevedo mudar o nome para Joo, o iniitula-se (otro,
1 tem sido visto nos arrab8ldes desta eidade da es-
trada de Beberibe em dirergao al a matriz da
Varzea : portento roga-se a tedo e qualquer quo
o encontrar ou delle souber, que o pegue e leve o
ao paleo da Stnta Cruz, padaria n. 6, que rerc-
ber a graticago cima ; assim como se pro-
testa conlra quem o tiver scoulado.
Vaquetas para cobrir
carros.
Vende se na rua da Cruz do Recife n. 64, de
muilo boa qualidade e corarcodo prego.
-k.
^T


(*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 12 DE SETMEBBO DE 18M.
Litteratura.
Unsaios sobre alguns melhoramentos
tendentes prosperidade da provin-
cia do Ccar.
ii
'acuitar a. prosperidade do commercio e corlar
certas difculdades fiscues.
(ConUnuaco.J
A COnclusSo lluenlc do dilemma :ou as leis
Ma exceocao pratica, com os auxilios ncces-
sarios, sao complicadas, c, pois. simplilique-se
11 mo cuujpre ; ou o pcssoal nao preenche seus
devores, o neste caso os poderes competeutes
m o mal pela rail.
Entretanto, em urna ou em outra hypthesc o
que parece de urgencia e de conveniencia pu-
blica diminuir os direilos de muitos objedos
de primeira necessidade e de que as ciasses me-
nos abastadas deixam de usar, principalmente
pelo seu alio proco Procure-se facilitar todos
os nieios de augmentar o desenvolvimenlo da
agricultura, dando larga o franca entrada todas
as machinas agrarias e utensilios de lavoura, e
animar a imporlago de novas ragas de animacs
domsticos ou de transporte ; isto na ruaior es-
tola possivel. Por meio deslas concessoes re-
sullarao maiores desejos c ambiges louvaveis
uas massas mais populosas e menos abastadas ;
d'ahi maior numero de traballiadores emais ele-
mentos ou recursos auxiliares para a producro
i reciproco augmento de imporlago e expor-
lacao.
Cmfira, para ser lacnico e evitar desenvolvi-
mentosque nao seriam aqu bem cabidos, per-
suado-me que urna applicago sens-ta e ampia
ri'ianto possivel da liberdade das tarifas traria,
por meio do resultados indirectos, grandes be-
neficios e inleresses para as rendas da pio-
vii. i), ainda quando nos prirueiros aunos os
resillados fossem apparcnlemente desfavora-
vci-.
Estou persuadido que o syslema dos armazens
ou depsitos-barcas, que adiaute se menciona,
traria vantagens cortase econmicas para o com-
m rcio, assim como o guadro ou porto proviso-
rio satisfara todas as necessidades salientes re-
clamadas pelas conveniencias reaes do commercio
do Cetra, em hypotheses milito favoraveis du-
rante os 50 annos mais ebegados
.'. a'.cleccr medidas promptas e efticazes que au- i
clietn o serv y c IransacrOes martimas de
maneira real e efecliva
Antes de entrar na parle propria s conslruc-
goes e de nexo directo com o engenlieiro, ou na
eniiuttciaco do plano que me parece preferivel
paro concluir do modo proficuo o complexo de'
medidas aJoplar para o fim que me oceupa,!
me proveiloso justificar com fados e argu-
mentos condudentes o meu modo de pensar,!
posto que por instantes deva desrlar-me da
queslo pratica para discutir as principacs cau-!
sas queservem de apoio ao projeclo que ouso
formular.
Faga-se a largos tragos a historia do commer-
cio martimo da cidadeda Fortaleza, ou anles da
provincia do Cear. Ha um cerlo numero, e bem
limitado, de casas commerciaes que recebem di- :
rectamente carregameutos da Europa : eslas ca-
sas renden os productos de imporlacao cstran-
geira & lojistas e prazos do um ano, e licam i
ce :n as letras de cambio para a circulacao de
crdito. Os lojistas por sua vez forneccm ao in- |
lerior da provincia compradores secundarios eI
monopolistas das IransacrOes a varejo, e es-
tas segundas vendas dos pro lucios importados
ainda se fazem a crditos sobro productos agri-
colas, gado, courama, madeiras, etc. Com o cor-i
rer dos anuos a pouco e pouco convergem os
producios do centro para os lojistas, e estes '
resgalar suas letras, ora adianlaudo os for-
i cimentas a os primeiros negociantes, ora ale-!
nuando suas dividas o renovando os prazos de
seus compromisos ; isto faz-sc activar o gyro !
. m fim do crdito c da conanca que cada um
lem na praca.
Capilaes accumulados pelos agricultores e pos-
tos era circulacao para transaccoes, pde-se di-,
zer que seriamente noexietem. Negnciares de
banco, ainda menos ; insignificante 6 o espirito
de associaga i e sensivel a cscassez de fundos, i
b rei so que o dinheiro acha applicago segura a
18 t\ por cenlo ao auno, e que os agricultores
se julgara felizes quando conseguem ler recur- !
SOS a ;lt> o 48 por cenlo ao anuo !
A cultura o os gados, estas duas molas prin-
! e quasi nicas para lentear o commercio
geral da provincia, infelizmente d"pendem im-
ro liatamenle das calamitosas seccas e irregula-
ridades 13o frequentes das estages, reunidas ;'i
mais notoria 'e singular incuria'eocio da maioria
J l privo.
U'ahi nasce que a falla de alguns mezes de chu- i
.i acarrela comsig) miseria, tome, ruina, que-
bras frequentes e desaslioso desequilibrio as
IransacrOes commerciaes. Nova reorganisago,
ni vos esforcos, so formara sobre os destroces ;
e pela (eioccasional de circunstancias eveuluaes
ni felizmente resultado algum progresso, mas
1,'ici duvidoso'e de bases lo movedieas que
diiicil prever al que ponto deve prestar-so
c nflaoca aos resultados esperaheosos que o es-
pirilo mais complacente se prestara admil-
iir era favor do futuro do Ccarfl, suppondo que
o passado tivesse de servir de uorma para o fu-
turo.
Conforme se disse, por um mecanismo sim-
ples, quasi primitivo, se conclue que lodos os
productos de exporlacao concentram-se as mos
d piimeiros impoiladores: estes, pela compra
directa, ou como olravessadores, comprara ludo
. guillo que teria ulilidad de venda nos mcrca-
d 3 cstrahgeiros c que directamente affluisscao
Ulereado da cidade. Munem-se os primeiros ne-
gociantes com todos os recursos da exporlacao,
provenientes do centro ou da costa, e mesmo'as-
sii na octulidadc muitas vezes nao conseguem
abarrotar os carrogamenlos que podemdispor;
divendo-se ter presente que poucas vezes os
navios que aportara ao Cear irazera lastro de
arria, salvo o caso de Iraz-lo de carvo, para
ebastecimento de vapores.
Para tornar claro o movimenlo commercial,
reun os documentos do anno prximo passado,
que me foram fornecidos por pessoas do criterio
e autoridades consulares. Por ahi se ver que
busquei estudara queslo com conscicncia e que
meu parecer lem por apoio a linguagem da ver-
dade o dos fados.
No anno de 1859 o movimenlo de entradas de
navios esliangeiru* tolde y navios, provenien-
tes de varios lugares, dos qunes 9 ram de por-
tes do imperio.
Em 1858 foi o seguinle : 23 navios, sendo 10
de portos brasilciris.
As tonelagens dos de 1859 foram de 6.256.
1858 6.374.
Conclue-se, portanto, que em 1859 houve di-
minuirao de duas entradas e de 118 toneladas de
arqueago ; porquanlo ninguem se persuada que
esso nieamo numero de navios vem abarrotado
ou sabe com seus carregameutos.
A proveniencia de outros porios do imperio
falla por si e deve-se notar, t; g/, que era 1859
a galera franceza Splendidt' s aporlou para
conduzir 1 { camellos, seguiuUo para o sul do
Brasil ; >
A barca franceza Eloile au Nord sahio em
lastro ; \
A barca franceza Havre passou por escala;
A galera Olinda veio s completar o seu'car-
regamentor-
Estas sao as nicas notas deque pude ter conho-
cimenlo para esclarecer esle ponto.
Passando dos navios pata os valores transpor-
tados, continuo a fornecer elementos que bem
defiuam o alcance e importancia das transaccoes
desle porto.
Tomando para valor aquelle que as nossas ta-
rifas dao para percepgo dos direilos, cousa, pois,
inexacta e que exagera prodigiosamente o verda-
deiro capital inlroduzido no paiz, porquanlo ava-
liam-se muitos e muitos arlgos por 300 e 400
por cenlo de seu verdadeiro valor de factura ;
tendo-se esla observaco presente, acha-se que
a imporlacao de 1859 pode ser avallada em
717:1855200, c que a de 1858 pelo niesmo modo
foi de 1,170:550.
Islo, houve diminuico de valores na impor-
tancia de 453:3645800," segundo se fez o orca-
menlo.
Quanlo exporlacao, o que se pode colher
com maior approximago da verdade, foi o se-
guinle :
Anno de 1859.
Anno de 1858.
1,212.941 kilogr.
2,558,760
587.102
1,390 couros.
15,210
25,491 chifres.
1-22,331 kilogr.
Algodao. 1,120,382
Assucar. 2,014,224
Cafs..... 780.270
Couros curtidos. 813
salgados 20,930
Chifres .... 2(1,040
Pao Brasil. 66,636
Gommaelaslica ou
sanambry 23,262 2.145
Ora, reduzindo a diferenca de cada artigo
dinheiro pelos presos medios o approximados,
lem-seque em 18i9 se exportou mais :
Cafs......100 0115
Couros salgados. 48:7688
Gotnma elstica. 1:06ig
Ou,' em total.
U9:843|
Tambera se ve que o anno de 1853 exportou
mais em
Algodao .... 468155
Assucar..... 97717
Couros curtidos 2:2>J
Chifres..... 685
PAo Brasil. : 2:071
Ou, em total
118:7255
Isto, ha urna pequea differenga na exporta-
cao dos dous anuos e a favor de 1859 na impor-
tancia de 1:118.
Conclusao esta qnc nao d termo muito ex-
pressivo nem favoravel para advogar as urgen-
cias da conslrucgau de um porto na Fortaleza,
altendendo-se aos dous ltimos invernos, os
qnaes.Sfi nao foram em todos os sentidos os me-
Ihores, foram dos bous e muito convenientes
lavoura ; salvo a querer-s [erradamente suppor
a condico improv,wel de urna uniformidade ex-
cepcional as estacoes, e isto em lugares onde
ellas sao notoriamente inconstantes e peridica-
mente desastrosas. '
O deseiivolvimento da navegago costeira nao
mais risonlu nem animador.
Em 1859 entraran! 230 embarcanoes com ura
total de 62,152 toneladas de arqueacao; em quan-
lo que em 1858 entraram 242 crabarcacoes com
0 total de 62,353 toneladas de arqueacao: isto-,
menos 10 embarcacoes c menos 20 toneladas
cm 1859. -
Nole-sc que nao entrei com a soturna dupla de \
entradas c sabidas, porque me parece que os n-
meros seriam s mais compostos e menos expres-
sivos; e, aiada niesmo que me fossem favoraveis
ihc.se qoe sustento, nem por isto os quero,
porque sabido que na Fortaleza nao se COOStru-
ern, nem armara navios, quer de longo curso,
quer de una uavegago costeira regular.
Ha anda outra consequencia tirar-se dos
elementos que so colhem dos navios que partera
em lastro ou com carregamentos incmplelos para
outroa portos do Biasil; consequencia aluda fcil
do verifieai-se, veudo-SO que a exporlacao nao
! correspondente s lotagoes dos navios entrados;
'cousa que rae del ao cuidado de discutir, toman-
! do os pezos e volumes medios das mercadorias
exportadas e as arqueacOes fe i tas; 6 o concluir-se
i que nao existe falta de transportes maiilimos para
i os productos de exporlacao, e que, mesrao admit-
! tindo-se um augmento de 5 /0 as transaccoes
i commerciaes, ainda assim os mesmos navios a'ctu-
| alinenie admittidos no porto seriam capazes de
satisfazer taes exigencias.
A'quelles que Iraduzirem no augmento da cul-
tura do caf um natural e seguro uiotivo de
| accrescimo de navegag&o europea direi que lalvtz
semelhanlu cousa venha a acontecer, mas que
por ora em grande paite o consumo tcm lugar
' mesmo no impeno, sendo o mercado do Mara-
n lia o um dos fortes consumidores directos.
Inlormei-rue tambera do mximo numero de
1 navios de lolaro regular, de mais de 100 tone-
! ladas, que costumam estar simultneamente no
' porto da Fortaleza,suppondo as condiges extra-
' ordinarias de se reunirem os vapores das diversas
I carreiras que aqu fazem escala ; se nie respon-
| deu que de seto a nove o maior numero pro-
vavel e veridificado! sendo lres a quairo vapores,
1 o que s por excepeo acontece e duranle curtas
horas.
Demoro-me em tantos pontos especiaos para
! que se alcance com convieco a torca que devern
| ter os argumentos das urgentes necessidades do
commercio da localidade.
Resulla do que acabo de expender que, admit-
lindo por encanto um magnifico poito erguido,
nao prosperara a provincia, nem a n.ixegacao,
de modo saliente por esle simples facto.
tm lugar onde o dinheiro rende 2 e 3 / ao
mez, nao ahi, por mais sophismis econmicos
que se combiuem, que se tentar fazer transac-
;5es de importar productos para exportar di-
nheiro.
Em lugar onde faltara as verduras, os legumes
e, posso dizer, os vveres para abastecer folgada-
menlo a todas as classes de seus habitantes,
pouco fcil de conceder que so reunam condic-
coes provaveis de chamar a navegado seus
ancoradouros, como portos de refrescos o provi-
soes, abslrahindo de todas as outras complicacoes
de outra ordem.
Entretanto, para dar ludo pelo mais prospero
o favoravel provincia, vou suppor um accresci-
mo progressivo, invariave!, de 5 / sobre sua
exportado totai e sobre o accrescimo de trans-
portes martimos que ao mesmo lempo estejam
ancorados no porto (caso que especialmente rae
importa atlender); se t.-m que dentro de 10 annos
exisliriam ao menos 34 navios, e que depois de
50 annos alcanzaran) ao numero de 138
Calcule-se o capital o juros do 1,500:000 a
2,000:000, o diga-se-me quando possivel espe-
rar a amorlisaco dos sacrificios feitos nos pri-
meiros cinco annos, tanto mais que um porto
feilo na Fortaleza seguramente nunca se conser-
var sem continuas e pesadas despezas de roa-
nutenco.
Atlcnda-se que mesmo actualmente para satis-
fazer aos carregamentos, urna boa parte dos pro-
ductos do Aracaty, sao transportados era barcacas
para a Fortaleza, e, se por qualquer circumslan-
cia a provincia do Rio-Graude do Norte altrahr
para all a marcha dos productos do Aracaty
(tendencia que se principia a manifeslar), enlao
resultar um grande desfalque ou desequilibrio,
tendente diminuir o commercio da Fortaleza,
cerceando assim lodos os resultados que se pos-
sam deduzir dos elementos actuaes favor dos
portos da Fortaleza.
Atienda-se nalraenle a tantas e tantas neces-
sidades que cum urgencia a provincia roclaxna,
e responda-se em consciencia se o per-
feitoque se deve exigir, ou apenas um devido
melhoraraento para o porto, afim de ter direilo
e possibilidade de ao mesmo lempo tratar de
outras medidas importantes da provincia.
Estou, porlanlo, convencido que a formacio de
um grande porto, solida e completamente feilo,
nao rene o alcanco que se quer atlribuir para a
provincia ; lambem pens que o estado actual do
porto digno s de um paiz brbaro, e nao de
um povo civilisado.
O que pensar do lugar onde o viajante que vai
demandar a Ierra arrisca-se de ordinario nesse
momento, mais do que arriscou-se em toda a
viagem, e que era taes condicoes fallara os1
promptos recursos para os nufragos? um porto;
no qual se veodem navios novos quasi a cusi do
leona de queimar, s porque fallara os mcios in-
dispensaveis para reparos insignificantes, mas
urgentes ?
Resta saber se pde-se conciliar a civilisaco
com as conveniencias do estado e com as neces-
sidades do progresso do commercio martimo.
Para dizer que considero a queslo de soluco
possivel, entrona parle de construccOes, a queja
cima alludi, e ajuntarei que as ida's do proveci
que abaixo exhibo foram principalmente as que
orijinaram este priraeiro ensaio e sua publi-
carlo.
III
Proponho que se faca um espacoso quad'ro
capaz de abranger de 20 a 30 navios, ou s 10
ao principio, suppondo navios de grande lolacao,
o que ficassem dispostos em alinhamentos mar-
cados por amarrar-Oes apropriadas ao fim c ao
porto.
O quadro ficaria formado por dous quebra-ma-
resfiuctuantea e dispostos pouco mais ou menos I
como segu :
Primeiro quebra-mar.Este constara de tres ;
lindas ou alas; duas em sentido normal cosa .
e em distancia muito maior do que loria de ser o
verdadeiro quadro ancoradoxro, e alerceira ala
era desenvolvimenlo curvo, tomo demento del
circulo ou dependendo do gisamenlo da costa
fronleira, e, conforme se quizesse, deixar urna1
ou duas entradas para o quadro propriameule j
destinado aos navios.
As posices, da ala curva, caja convexidado
estara vollada para o mar largo, e a da ala late- i
ral de barlavento, dependeran! dasmelhores di- ;
reccoes a dar-lhes em atlenco a altenuar o effei-
tu nocivo dos ventos do qadranle de NE e dos
vagalhoes formados, lano-pela accao- directa das
ventanas sobre a massa ocenica, como pelos
nanees prximos do porto ou do litoral.
As alas do primeiro quebra-mar seriara feitas'
simplesmente de grossas vigas, slidamente en-
gradadas entre si e fortificadas com ferragens
proporcionaes applicacao pratica.
Os fluctuaiiles, alinhdos e postos q continuaco, ou de modo que outros menores e
muito prximos a barlavenlo ficassem fro*teiros
s abortas, seriam construidos de modo que na-
turalmente em todas as posices deixassem (icar
fra da agua ou da linda de'flucluaco cerca de
metade de sen volume de madeiras. e pelo flame
que se daria s amarras de seguranza, graduadas
semanalmente pelo estudo das m ir's, ainda as .
occasiesdasudeias nunca osfiuduantes fKariam
totalmente submersos.
Acontecera com slo que as vagas aehariam
sempre este primeiro obstculo ao seu laovimen-
to, insufficienlc para complelamenle resisirr-lhes
mas atravs de cujos- vaos ou abertas as ondas
seriam, permilla-se-mc a expressoo, bebidas ou
pendradas.
No caso que se julgasse preferivel fazer o
quadro dentro da enseada ou porto actual, opi-
nio que s depende das vistas do governo impe-
rial respeilo do maior ou menor engrandeci-
mento que preveja para o pono, se cravariam a
curtas distancias, uos lugares possiveis-do recifp, j
(lastras ou mastros slidamente cravados, para
subdividirem o priraeiro effeilo das vagas: sup- !
pondo pouco conveniente que o primeiro que-
bra-mar se estendesse a barluvculo- no mesmo
recite, por circunstancias de fundo ou outras
razoes semelhanles.
Segundo quebra-mar.Para dentro das pri-
meiras disposiges apontadas existirta o quadro
fundeadouro, furraado de tres alas de outroa Que-
toantes o barcadas, disposlas em direrges pro-
xiiiianieute parallelas s do primeiro quebra-
mar, c do maneira a deixar as entradas ou en-
liada que se julgassem precisas para o movimen-
lo c raareagao dos navios.
Urna destas alas do segunoo quebra-mar, a
mais exposla aos ventos e vagas, o, pois, a que
(icaria ao largo, seria formada exclusivamente de
pontoet-boias. Uou esle nurae a grandes cofies
ou barcacas insubmersiveis, feitas todas de ferro
e tendo um alto engradamento superior de gros-
sas vigas cruzadas. Pontes que lacilmenlo se
podessem voolade graduar ou marcar a linda
de agua, dispostos do maneira j conserrar sua
dirocgo longitudinal e dostruir os vagalhoes que
venceMem o primeiro quebra-mar. Assim, esla
ala ficaria destinada a altenuar quanto fosse ne-
cessano o efTeilo perturbador das ondas dentro do
quadro, no qual s pequeas vagas teriam possi-
vel furmacao. A ala de barlavenlo, normal cos-
ta, constara em parle, na extrema mais ao mar,
de pontes-boias e no reslo da linda de barcas-
depsitos; denominando assim barcacas slida-
mente feitas, tambem insutimersiveis.de muita
eslabiJade, coroadas cima de sua linda de
agua com um baixo andar ou armazem de paies,
para receber cargas de todas as especies em per-
feto acondiconamento.
A lereeira ala interior do quadro, ou a do so-
lavent, seria quasi em lotaldade s formada de
barcas-depsitos ou barcas-repartiges, apropria-
das para arrecadago de mercadorias do impor-
lago e exportagao, guardas de alfandega, capi-
tana do porto, deposito do combusliveis, relen-
c.io de recrulas para a marmita, e mesmo aluga-
dus a negociantes para baldeago dos productos
provenientes de outros portos da provincia e
para temporario deposito das mercadorias im-
portadas, e quo pelo transito martimo tivcssem
de seguir para outros lugares
Estabelecidas as disposigocs figuradas, c claro
que dentro do quadro-ancuradouro o mar ficaria
suflicientemente tranquillo, permiltindo comple-
tar muitas outras medidas de commodidades de
embarque o desembarque o promplido do taes
servigos. Enlao se estabeleceriam ao mesmo lem-
po dous ou ires ponles-pranchas, manobrados
por cabrestantes ou por urna pequenissima ma-
china vapor, apropriados para descarregar os
navios e fazer o transporte dos passageiros das
companhias de vapores. Todos os transportes dr>
mercadorias e passageiros ficariam cargo ex-
clusivo do estado, sendo que d'ahi rosultariam
rendimenlos asss avullados para amortizaco
do capital e pcssoal ompregados na conservago
de quanto se propc.
Quando ao principio a conslrucgao dos ponles-
pranchas fosse muito dispendiosa, ainda exisli-
riam disposicoes fixas, econmicas, solidas e ap-
plcaveis para facilitar promptos descarregaraen-
tos e seguros embarques de pessoas, sem cons-
truir pontos fixas, nem depender das jangadas,
as quaes nunca entraara no quadro.
Lina forte e cmplela barcaga de carena c urna
cabrea, com todos os nocessaros appareldos, po-
liame e magante, sempre conservados em bom
estado e para inmediato uso, com tarifas do des-
pezaspropriaa a proteger a navegajo e com-
mercio, e nao a arruina-los, dando segranos
aos navios, necessilados de promptos soccorro's,
sera ura cortejo ridiculu de infinitas formalidades
e palliaces para as menores cousas; taes auxi-
lios, bem como as baleiras insubmersiveis de
soccorro, estaram sob a oireegao do capito do
porto, o qual seria lambem o primeiro fiscal do
ancoradouro e quebra-mares no ponto de vista
do conveniente manutengan.
A capitana do porto residira bordo da ca-
brea, len lo um mostr, um eontra-mestre, um
pratico da costa e os marindeiros necessarios pa-
ra a execuro das ordens e inspeccoes continuas
de lodos os fluctuanles do quadro. O engenheiro
encarregado das obras hydraulicas-, o capilo do
porto e o guarda-mr da alfandega teriam incum-
bencias expressas de cada um por sua parte ve-
lar o inspeccionar o quadro. Urna vez por cada
mez, depois das maiores mares, fariam conferen-
cias, historiando os inconvenientes- ou as modi-
ficaeoes que a experiencia moslra-sse serem do
utilidade eu de urgencia.
l, una vez por enno, um engenheiro de con-
fiaega do governo imperial doveria dar o seu
parecer a respeilo do estado real da conservago
e manutengan do quadro ; fazendo sua visita pe-
la maneira a mais inesperada e lano quanto pos-
sivel reservada.
fcxistiria em trra sempre era actividad* una
pequea officina de colicortos- de boias, pontes,
etc., sob a administra. :o do engenheiro o do ca-
pilo do porto ou de a'lgum t-flicial habilitado.
Note-se que a construeges, s quaes se deve
recorrer, podera vir, pela maior parle, promptas
de lodos os seus accessorios e simplesmente
desarmadas ou desmanchadas, de muitos outros
lugares; quer na Europa, quer mesmo de portos
do imperio; e, suppondo quo o-governo proce-
dt-sse como faria una compauhio ou qualque?
particular amigo dos propiios inleresses, no pra-
zo de um anno poderia ler ludo promplo e em
andamento ; podendo-se dizer que um anno de-
pois di> principio da obra cora recursos raediocre3-(
se teriam os trabalhos do porto concluidos.
A questo fundamental e aquella que carece!
de um esludo previo de investigago a dos me-
lliores flucluautes paro o quebia-mar. Neste son-
lido se-construiran) tres ou quatro fluctuanles,
de formas mais adequadas, afira de seestudarem '
os seus-effeilos para a desejada applicago. Mi-,
nha idea respeilo acha-se determinada, o de
maneira succinta a expend.
A questo importanlissima do local ou da po-
sigao primitiva do quadro depende Ja opinio de i
todos es- commaudanles mais esclarecidos das
principaea companhias de vapores o dos officiaes
de marnha conhecedores e praticos da costa,
quanto ao problema nutico. Mas ainda influir
seriamente o pensamonto que o governo impe-
rial liver respeilo do futuro desenvolvimenlo
que lencionar dar esle porlo.
Longos, numerosos e imprtanos sao todos os
detall-.es quo se deveriam expOT para a execugo
definitiva da proposta Mas isto excede ao fim a
quo me proponho e me obligarla ;'. despe/as svul-
tadas de gravura, de irapresso c de coordenaco
de minutas, exigindo demim um lempo superior
quelle de que pos-so dispr por ogora.
A questo de urgamento na construeco do
quadro pode fcilmente variar desde 400:0005 al
600.000, conforme so lenta.--. fazer logo um
quadro capaz do receber 10, 20 ou 30 navios.
Cumpre notar-so que- mais de um tergo da
despeza se destina, eslabelecimontos navaes pa-
ra auxilios da n.ivegago ; cousa que so deve es-
sencialmente descriminar du oegament absoluto
dos quebra-mares, ou do para'le lo que se queira
fazer com os dinlieiros pedidos para um porto do
podra c cal.
Nao me domina o espirito do systema, nem
quanto levo dito resultado da pdantasia de um
da : rcflccti. a reno plena convieco da possi-
bilidade e Ja utilidade ; com orna despeza muito
ao alcance das rendas provinciaes, porquanlo
com os rendimenlos provaveis dos depsitos e
transportes de baldeagoes e carregamentos, se te-
riam recursos para os juros c amorlisagao parcial
do capital primitivo.
Resta insistir na questo econmica e procu-
rar discut-la, para ver se Ilusoria.
Supponho-me por um momento contraro ao
projeclo, o passo a propr algumas quesles, ni-
cas que pie parecem de serio peso.
Primeira duvida.Se verdade que um enge-
nheiro inlelligente j propoz fazer um porlo de
conslrucgoes lixas de pedra o cal medanlo ura
orgamenlo de 1,200:000$, como, pois, vos nos
vuidcs fallar em 400 ou 600:000 para um qua-
dro provisorio e flucluantc?
Respondo :,' em parte salisfiz claramente
esta duvida, fazendo saliente que no mou projec-
lo lambem se incluan medidas animadoras
rrnrrinhac deslindas do porlo ; mas vou respon-
der de modo mais cabal e por outros argumentos
uo menos valiosos. Devo declarar que nao tendo
conhecimenlo dos relatnos communicados ao
governo imperial pelo engendeiro que se allu-
de, alias pessoa de merecimento. Has, por muito
bem fundadas quo parecam as previses do en-
geuheiro era suas apreciages sobre a queslo de
orgamenlo de una obra lo longa e difficil, seus
clculos s podem ser muito lacertos, lano pela
nalureza da obra, como pela irrcgularidado que
tero nos recursos postos em execugo.
Se na Europa o orgamenlo de laes obras, feila
Ucor?renuPni^n^ ou da4uelle : aconlecer que o publico pa-
mFET2^^^}?22T!? Sar em ,roca d0 obuso da le eVejuizo do Oseo
SSjJSS StSZttSSStt 2rUIUo que zeloso financeiro eD,endc dever e"
afilucncia dos operarios c das fabrica8 conser-i d. .<>....<. .____ u .
?nl enllosi<% n m ,srl oe empre- j0 justo as laxas de soccorros ,as mollas, os fre-
zas cotiossaes. o que se nao deve esperar das con- m,H jwim i....^' r..'.;.. .
digoes de um paiz sem recursos e onde tudo
aeda-sc quasi no estado de embrio ?
E como garantir sempre o numero de obreiros
e de tonoladas de materiaes para um andamento!
activo durante tres ou quairo annos ?
do transporte at o centro da cidade da Fortaleza.
Hoje paga-se urna somma excessiva para se trans-
portar volumes de bordo de um navio at a cida-
de ; e o mais que se deve estar na dependencia
da amabilidade de urna ou outra pessoa que
vontade, pela falta de concurrentes, marca as ta-
xaa.
O estado organizara entro os serventes dos ar-
mazens, pontes o dos quebra-mares urna com-
panhia que principiara por ter 50 homens livres,
percebendo urna tenue paga porcada volume que
transporlassem custa do estado, esla mesma
companha ficaria exercilada e prompta para os
casos de naufragio ou de incendio. Tarifas ra-
zoaveis fariam reverter cm favor dos cofres p-
blicos lodos osservigos que preslassem os empre-
gadosda companha.
Tudo quanto se prope, alm do certa utilida-
de, de fcil execugo ; suppondo quo o espiri-
to que nicamente dominar as pessoas encar-
regadas de escrever os regulamenlos e executa-
los se compenetre daquillo que parece-me axio-
ma para lodas as classes, naces e lempos, e 6
que quera quer proteger qualquer causa de inle-
resses pecuniarios e ler torga moral sobre os exe-
colores de deveres deve em primeiro lugar pagar
na proporgo das exigencias que faz, e tambem,
pelo exemplo, ter fiel pontualidade em suas pro-
messas, como honeslidade, boa f e jusliga em
lodas as suas aeges.
Assim, no caso verlenle supponha-se que se
cnlende que os empregadns devem ser misera-
velmente pagos, ficando merc dos caprichos
Para o projeclo quo aprsenlo todas as cons-
lrucgoes dos quebra-mares e pontes se pode-
riam ao mesmo lempo eucarregar a varias fabri-
cas inglezas ou francezas, o em poucos mezes tu-
do estara, sera grande esforgo, prestes para se-
guir a seu destino. As torres, phares, cabrea,
barcaga de querena e quanlo se refere s obras
fluctuanles sao trabalhos tao conhecidos e que
leera lautas offleinas importantes europeas que o
governo imperial leria campo para escolhcr e fa-
cilidade de impr as condigoes de contrato que
julgasse melhores para conseguir todos os assen-
tamentos ou moiilagens era um periodo inva-
riavel.
Acrresce lambem que, quanto collocagao e
disposieao, s depende principalmente de mari-
ndeiros, e em ultimo caso a marinha de guerra,
sera grave translorno, antes pira exercicio de
suas guarnices, poderia prestar cfficienle auxi-
lio na conclusao do porro, empiegando-se al-
guns navios duranle dous ou tres mezes. Feitos
gosde desearga, os transportes. Consequencias :
contrabando cm maior escala, maiores esforgos
para subornaros empregados subalternos, e lam-
bem mais tendencia de todos para evitar a res-
tricta applicago da lei.
Sei que ha pessoas nimiamente felizes pan que
escrevam e sustentem suas convieces suppondo
que ha povos de Cales; mas eu, mais nrredolo e
mais ignorante s decido das cousas pelo que el-
las me parecem ser, e nunca pelo que deveriarn
ser.
Portanto, o complexo de medidas e conslruc-
goes propostas collocara em curto espago de
tempo o porlo do Cear no p dns porlos mais
favorecidos do imperio quanlo a beneficios com-
merciaes c auxilios necessarios para a marinha.
Construido ou organisado que fusse, no prazo de
10 ou 20 annos duas cousas poderiam ter lugar:
ou continuar lento, incerto, o desenvolvimenlo
commercial do porlo pelas causas aponladas e
outras nao previstas, c neste caso o projeclo que
susiento teria evidente utilidade da economa de
inuilas centenas de contos de ris; ou o commer-
cio se desenvolvera de maneira gigantesca, cx-
ccdenJo a todas os previses.
Enlao os esludo3 j feitos dariam opiano mais
segura a respeilo das condigoes nuticas exigidas
doler convementemente pre-paraias-paVa o se^ ra^osTbe^do^dSo^uctuante. o c.pU.1
2rssrsssst s, t sim-: *ra-^^^^
s verdaJt, asseverando que o-porto pelo sys- dc grande duvida a existencia Qual de um parle
ariildP n8a '" ?**$ 2*1 de reunir mais fec,Vdo na Fortalezr
lacitidade para o orcamento das despezas a fazer,
lambem satisfaz a- clausula assaz importante de
exigir menos tempo para sua final conclusao.
rorem vou insistir ainda sobre pontos impor-
tantes e que ser til lembrar.
O porlo de podra-e cal, ou fixo, traria a iocon-
leslavel vanlagem d\: garantir um abrigo seguro
aos navios que o demaodassem ; mas-de sua des-
peza para outras conslrucgoes nada mais resulta-
ra. Entretanto tornam-se precisas edificaces
especiaes para um porto de tal ordem. A'isto
combine-se que no Brasil em quesles- de terre-
nos de valor em gera'.-s sao de propredide do
estado aquclles que nao podem dar inleresse
promplo a pessoa algn. Pelo que, estou con-
vencido que, quando se fossem apurar as posses
dos terrenos proprios para estabelecimenlos na-
vaes, depsitos, oicinas-c casas de arrecadago,
sa peso de ouro o govarnoimperial poderia ha-
A vellia c adianlida Europa aprsenla muito?
I portos que, por urna causa ou por outra necessi-
lara de novos trabalhos, e mesmo assim eslao a-
meagados de fim bem triste. Entretanto persua-
do-me que, pelos quebra-mares fluctuanles uo
sendo alteradas neiinuma das causas geraes de
movimenlo de correnles, fluxo e redoso de ma-
res e rgimen hydrograpbico, lodos os phenorae-
nos naturacs se desenvolveran! conforme suas
leis geraes, tendo se somente modificado- o elTei-
to mecnico da superficie superior dc nm espago
liquido c nullocm referencia massa tela! oce-
nica.
ve-Ios. Assumplos do menor monta da mosma
localidade picstiriara abundantes exeraptos para
mostrar a tendencia que existe cm exorbitar uos
pregos dos objectos destinados para o estado. Se
poder responder a isto, dizendo-se : Desa-
proprie-se, proceda-se eom a lei, nomeem-se
peritos, etc., etc.
Todas estas cousas sao boas dc serem ditas;
mas passe-sa sua execugo, e se vero em
chusma orguerem-se diUiculdades e iuleresses de
mil ordens. Vejamos por este lado o que se d
cora o quadro ou porto fluctuante.
O governo forma um solo seu, de sua exclusiva
Como brasileiroe ofcal de marinha, def o an-
da chamar a alterrgo do governo imperial- sobre
outro- ponto da proposla que fago.
Supponha-se por una circunstancia qualquer
que no futuro surja urna guerra entre o Iteasil e
alguma potencia martima.
Nao evidente que muitas vantagens se acHa-
riam reunidas no porto ou quadro flueluarile, e
cora extrema superioridade a quolqucr construe-
co fixa ?
Na verdade muito dc presumir que, lomando-
em considerago lautos- oulros pontos importan-
tes e do consequencias mais concludentes e pro-
veitosas para as ambiges inimigas, o governo
imperial se achasse na inste colliso dealiando-
nar o Cear ao patriotismo e coro-gem dcseu3 ha-
bitanlis, ticando a provincia enlrogue a seus pro-
prios recursos. Dada a hypolhese, cis as conse-
propriedade, isto ter 20, 40, 60 ou lOOarma-
zens ou depsitos, conforme a exlenso que der i qucncas '
ao quadro. Sebre as barcacas ou depositos-flnc- i. o quadro se desmantelara fcilmente, coa-
.uaiites se tana a devida separagao para a mari- i servando e arrecadando urna boa parcella de seu
nha dc guerra, reparlieoes de fisco, de saude, de valor, porque da maior parle dos- fluctuanles se
arrecagao, e ilnalmcnle um cerlo numerse alu- poderiam decomporo desarmar elementes ou pe-
gara aos pnncipaes negociantes da praca. com as cas auxiliare*
devidas garantas e condigoes. Um se'guro pro- 2." Os fluctuanles, dispostos de maneira con-
aos-r.seos servira de ampia garanta veniente, serviriam ainda para eslabelerer urna
aos depositar.'.es.
primeira linha avancada de resistencia o de avi-
Pessoal honesto e de confianca, generosamen- so> coilocando-os sulUcienteme.ile ao largo do
ie pago, deveria velar sobre o contrabando..Era- 'P0,^10,
pregando-so officiaes reformados-da armada ou
do exercilo, so satisfara completamente as con-
digoes de fisco : o homem encanecido na. carrei-
ra da gloria incapaz do cobrir-se da mancha in-
famante de prevaricador da fazenda naasonal, o
laes lugares compensaran a alguns do, misero
sold que o oslado concede quelles que, quando
preciso, cm Caseros vo ganhar nome e gloria
para o estaadorle brasileiro ; assim como as san-
guinolentas guerras cvis, .cusla do propriosan-
gue, vo salvar o imperio das leis, ou vo acal-
maras agitaces polticas excitadas pofdesgosto-
sts e ambiciosos.
3.a Obrigando a afundar-se parle do que-
bra-mir, se torparia um serio obstculo para
o ancoradouro dos navios inimigo; : alm de
applicaces, como brulotes ou auxilios de-in-
cendio.
Segunda duvida.O que asse-gura o efeita til
e pratico da idea-*
Respondo: em muitas obras de construego
a possibilidade pralica tem resistido tenazmente
como argumento, e depois chega-se ao firndese-
jado, e principalmente as construccOes martimas
e navaes forneceriam exentlos disso. O-que se
prope agora para o Cear como quadro fluctuan-
te, urna ninharia era presenca du que era sua
FOLUGTOl
z:ie:m.]
sttttk:.
PAULO DE KOCK.
XL.
A lia de Leo.
I Conluuago. J
Madama dc Piervilie era urna mulher dc qua-
rcnla annos apenas; nessa edade vemos senlio-
ras, principa'mcnle na alta sociedade, que ainda
sao bellas 6 parecem ler apenas trinta c cinco
anuos. Nao succedia assim com a lia de Len; pa-
iccia ao contrario mais idosa do que era real-
mente ; entretanto era urna roulder bonita, dc
fcigoes regulares c bem desenliada!. Tinha odos
grandes, prelos e rasgados, o nariz aquilinio era
irrepredensivel; a bocea, muito pequea era
ainda bem guarnecida, e a fronte alta eorgulho-
sa era assombreada por cabellos que ainda nao
pinlavam. Porque raso nesse caso, nao con-
servou madama de Fierville, na sua edade ma-
dura um pouco desses encantos, dessas gracas
da mocidado que lhe sobrevivem por muito
lempo :
Sem duvida por que seus bellos olhos, orla-
dos de preto, lindara dabitualmente una ex-
presso de desde-m, de altivez ou dc zombaria ;
por que seus labios aperlados pareciam s deixar
escapar palavras ms, por que todas as suas fei-
ces polidas, fatigados, desdeodosas annuiicia-
vara o nborrecimcnlo de si mesma que muitas
vezes passava para os outros ; em fim por que
a physionomia espirituosa dessa senhora nada
promeltia de benvolo, e nada tiuha do sympa-
thica.
Madama do Fierville trajava urna roupa de
viagem simples, mas de bom goslo. Apeiou-se
ligeiranienle da sege, e vendo o sobrinho que
vinha au seu encontr, eslendeu-lhe a mo, di-
zendo-lhe com tora meio irnico, meio gra-
cioso:
Como ests, Len ? Recebesto a minha
carta e esperavas-me com impaciencia ?
Sera duvida, minha lia, a sua visita lison-
geio-me muito por que prora-me que a sua
zanga passou, que nao me conserva mais raiva
por me ter rasado sera lhe dar parte, e per que
desoja parlilh ir a minha felicidade.
Ah I julgas que a minha vizita prova
isso ?
E dzendo cssas palavras, madama Fierville
deilava os odos em torno de si, e pareca admi-
rada de nao ver ainullier de seu sobrinho. Esle,
deu-lhe o braco e a lia ao entrar era casa disse- i
lhe :
Pelo que vejo, tua mulher nao julgou a pro-1
psito vir ao meu encontr. Mas devo-lhe per-
doar nao conhecer as diquelas. .. Presumo quo
hei de ler muilo que pcrdoar-lhe esse res-
peilo 1
Fui eu, minha lia, quera nao quizque mi-
nha mulher viesse ao seu cocontro como ella
desejava faze-lo.
E por que, meu sobrinho ? Receias que
nao a ache muito bem educada oh nao pode
ser esse o motivo...
Rereiavaque minha lia, nao fosse sensivel
sua atlenco... Vmc. esl lo prevenida contra
minha mulher. Talvez achasse quo ella nao sa-
bia fazer bem urna mesura, e eu o sentira bs-
tanle.
O modo um pouco caustico com que Len dis-
se estas palavras sua tia, deu-lhe a entender
que nao admillia pilhorias a respeilo de sua mu-
lher. Madama de Fierville mordeu os labios,
franziodo ligeiramenlc as sobra ucelhas, e na la
respondeu.
Chegaram ao salo onde eslava Cersotte, que
se lev siitou, romprimenlou a lia dc Len com
muita graca, e dissu-lhe :
Estimo muilo, minha senhora, travar arai-
sado com urna prenla dc Len, de quera meu
marido sempre me lera fallado com lanos elo-
gios como respeilo.
lindamos de dcixa-la. Nao sei se os lebos vivem
como nos; mas se assim sao animaes que
comprehendera perfeitamenle a existencia. Quan-
to aos meus amigos e conhecidos, francamente,
uo tenho o menor dsBvju dc me encommadar
por causa dclles... c elles nao me agradecan).,
porque sabe lo bem como eu, minda tia, que
o mundo dispula-se quando somos felizes sem
elle, assim como zumba de nos quando lhe sa-
crificamos a nossa felicidade.
Meu sobrinho esl- (cando um pouco re-
belde.
Procuro responder-lhe, minha lia.
Mas a senhora devo estar caneada, disse
Ceriselle : quer que a condusa ao sea quaiio ?
De bom grado... Quero mudar de roupa.
Recebem aqu alguns vizinhos?
Ninguem.
Pelo que vejo, esla casa um convento I
Temos entretanto um hospede, o Sr.Xui-
chardet, meu cx-professor de msica quo est
ensillando piano Agatda.
O Sr. Guiehardet ? E' magnifico Estou s
suas ordens, minha senhora !
Ceriselle conduziu maJada do Fierville ao seu
aposento, o vultou a ter com seu maiido que lhe
disse :
Entio, que tal achas?
Ainda moga : eu pensava que j fosse
velha I
Tem seus quarenta annos, pouco mais ou
menos.
Devia ter sido muito bonita.
Sim, masduvdo que fosse agradavel.
Talvez, meu amigo; se se despisse da-
quellc or allivo, sardnico___ Asseguro-le que
ha nclla o quer queseja que nao me desagrada-
ra so assim fosse e se se dignnsse ver-mo com
mais benevolencia, nao me (icar com raiva por
Disposicoes o regulamenlos- de policio do qua-
nrrIm.20nfe,'COndOS Am confrm.Wade d<' I origem se propoz para o:quebri-mar fiko de Cher-
V/1Z AaZ"C,aTS' de,comman,,a'"" de Ah o-lugar, a questo o'ts us tornararu
X.?iH-ai?C a09lfd8 arm3'la 6 (5a&comPelen- o problema, os meios e4 os ensaios colossaes ; e.
Vn= hSS >neg8. mLmo assim. foram precisos mais de 60 annos
riam i n nLZ "f/ 21" ? """" Para ^ a "l"a de esecurao convcrlasso a opi-
nir AL3?-e d8d.eP*,sll0 e reu" iiio das eneas diversas en partidaroi.e admi-
nir. para amorlisagao dos juros o capital empre- rir,nrp, ,i. ;,. '
gado-, o direilo exclusivo de transporte de passa- '
geiroso cargas, calculando os pregos em relacao
(Continuar-se-Aa)
Madama de Fierville ficou pasmada olhando e.eu ser la mulher, garanto-te que lhe quereria
ouvindo a sua nova sobrinha. A belleza, as bem.
gragas, as manciras delicadas da moca translor- Porque t s boa; porque nao compre-
naram-lhe todas as ideas; nao fra assim que hendes a felicidade que lera certa gente em
imaginara a esposa de seu sobrinho, entretanto zombar, em mortificar a cada ilutante. Porque
desfargou e respondeu comprimcnlando-a fra- nao comprchendes essas conversas as quaes,
mente.
- Foi necossario que viesse ve la, minha se-
nhora, por que depois que meu sobrinho des-
posou-a, vive como um lobo... Foi talvez voto
que fez, casando-sc, mas voto que todos os
seus amigos e conhecidos sentem.
Minha lia, respondeu Len, depois quo rae
casei contradi o habito do ser feliz estando ao
lado de minda mulder. Acdavaraos lauto encan-
to nessa casa de campo, que uciiltuma ventaje
sob a capa da mais delicada polidez. procura-se
ferir e offender aquellos a quera se dirigera ; em
que, pelo prazer de dizer uma palavra espiri-
tuosa, ofTende-se o amigo mais intimo, e algu-
gumas vezes perde-se a reputago de uma
mulder.
Ad meu amigo, isso dorrivel! E ve-se
muito na sociedade?
Ah! minda amiga, a sociedade era geral
s vive de maledicencia,.., uma felicidade
quando oto vai al a calumnia. As muldoros,
principalmente, od 1 as fnulheres sao entre si
muito peiores quo os homens; um faetc, reco-
nhecido. Em uma reuno, quando duas nTu-
Iheres seodiam, escuta a conversa dellas; um
fogo vivo de ditos agudos, sarcasmos, pilherias ;
a replica quasi lo prompta como o ataque___
Porque tenho reparado que as mulheres mais
tolas nunca se deixam vencer em dizer malda-
des. O que prova que da maldade ao espirito,
vai muita distancia. Tenho ouvido. muilas ve-
zes alguns c.agoistas dizerem, fallando de alguraa
senhora que ridicularisra mallos persnnagens :
Como espirituosa aquella moca I E depois, se
me succedia fazer conhecimenlo com essa moca
eu reconhecia ao cabo de algum tempo que sb
esse espirito zombeteiro c malediccnlc nao ha-
via nada, nem bom senso, nem juizo, nem cora-
go, nem affeigo.
= Ser tua tia dessas *
Nao direi___mas i uma mulher que nunca
amou : provavelmento nem ao marido.
E viuva ?
Sra ; casou aos vinte e um annos com o
Sr.dc Fierville, um nobre, homem de grande fa-
milia. Isso devia ter-lhc lisongeiado a vai-
dade.
Eno tem filhos?
Nao ; nunca os leve.
Ah d'ahi talvez venha esse seu genio
caustico e aborrecido. Se tivesse lilhos, tena
! amado.
Madama dc Fierville appareceu no salo um
pouco antes da hora de jantar. Ceriselle pro-
poz-lhe um passeio ao jardim Ella accitou.
Len ficou em casa, sob pretexto de verificar
urnas cuntas, mas na rralidade porque quera
que sua mulher e sua tia fizessem mais ampio
conhecimenlo ; pensava que Ceriselle tinha ludo
a ganhar no espirito de madama de Fierville.
Mas percorrendo os passcios do jardim, mada-
ma de Fierville conservava com Ceriselle uma
frieza que pareca prohibir qualquer tentativa dc
inlimidade. Quando a moga lhe fazia notar a
belleza dc um sitio, ou lhe dzia o emprego de
uma fabrica, de um edificio, ella e3culava-a com
a mais estricta atlenco; dir-se-ia que epilegava
cada palavra, cada expresso empreg.aa por Ce-
iselte ; mas quando esla acalmo, lmilou-se a
soltar ura oh! que so podia interpretar de mui-
tas maneiras.
O sum do sino queannunciava o jantar causou
vivo prazer Ceriselle que achava pouco diver-
timento no seu passeio com madama de F|er-.
ville.
A presenra de Guiehardet alegrou felizmente
o jantar; o professor.de musicaera melmano pu-
ro ; para elle sem msica nao. se podia vive?, e
fez uma exclainago de sorpseza quando madema
de Fierville lhe disse quinao) sabia msica.
Como pois V. Exc. to toca piano ?
Nao loco nada
Harpa ou ao menc-s guitarra *
Replo-lhe que nao toco instrumento
nenhum.
Mas ontJo canta e vocalisa?
Nada, senhor, nunca Uve desejos de
cantar.
Palavra de honra que admrcv-el I V. Exc.
uma rardade l
Como o entende, senhor?
Quero dizer que V. Exc. faz excepeo k lei
com m o m.
O Sr. porque professor de msica, ima-
gina quo lodos devem gustar della !
Euto V. Exc. nao gosta?
Eu ? nem gosto. nem desgosto ; ougo-a com
indifferenga como a maior parte dus co'usas que
somos obrigados asupporlnr em um salo.
Mas voss, disse. Len para Guiehardet,
creio que desde erianca gosla de msica.
Sim, senhor; aos seis annos eu iroprovi-
sava variaces ariaAo luaro depois nao
teria abandonado o thealro so nao me tivesse
dedicado inlciramente msica.
J foi actor?
Sim, duranle um anno, representei os
Ellevion.... mas constipava-me todas as noiles,
e isso decidiu-me a abandonar a scena.
Como I pois j subiu ao tablado 1 disse
madama de Fierville affectando um ar de des-
dem. Eu creio que quem faz essas censas, do-
via ter ao menos o cuidado de occulta-las.
E porque, minha senhora ? disse o proles-
jooia della, disse-lhe Ceriselle
Estimarei muito que nao
sor erguendo a cabeca. Que mal v V. Exc. cm
que eu j estivesse no thealro ? Nao ahi que
brilham os primeiros talentos que.a Europa dis-
puta? O preconceilo de outi'ora contra os ado-
res j nao existe minha senhora ; lera V. Exc.
inlencao de faz-lo reviver?
Senhor, acho que lodos os preconceilos sao
respeitaveis; mas creio que aqui ninguem me
dar ganho de causa.
E madama de Fierville olhou para Ceriselle
que duranle esla conversa mal podia oceultar a
sua emogo. Len deu-se prossa era p6r-lhe
fimcrguendo-se da mesae a noite conduziu sua
mulher ao piano dizendo
- Minia chara emiga, vamos esludar mu^
Sica.
Tua- lia nao
era voz baixa.
Razo de mais.
goste. nada daqui.
Madama de Fierville ouviu a msica sem dizer
palavra, bordando. Passado algum tempo Len "
propoz sua lia uma partida de whist cum sua
mulher e Guiehardet, mas ella respondeu sec
comente,
. Obrigadn, nao goslo de cartas.
De que gosla esli mulher? pergunlou era
voz baixa o professor.
De nada.
Faz muito bem ; se goslasse, ninguem lhe
pagara na mesma moeda.
O da seguinle passou pouco mais ou menos
como a vespera ; apenas Ceriselle disse ao ma-
rido :
Meu amigo, se la tia quizer passeiar, nao
me deixes ir s com ella.... porque quando lhe
fallo nao me responde uma palavra, contenta-.-:
com olhar para mi m.... porm olha -me como so
quizesse ler o meu pensamento Nellc s ha de
ver amor para li e para ella respeilo e pesas do
nao lhe agradar.
Agradas a leu marido e quanto basia,.
Oh! o leu amor mo far supportac. sem
murmurar, os desdens de la tia, porq.ae bem
vejo a expresso de seus olhos, quando os fita
sobre mim.
Disse-le alguma cousa que le offeodesse?
Nao, meu amigo, porque ella nao diz
nada___
Tem um pouco de paciencia ; esla casa, a
Iranquillidnde que aqui se goza, nao podem agra-
dar a ella que est acoslumadaao turbilho do
mundo: creio que nao se demorar isuito
lempo.
Todava pena que nao me queira bem 1
Mas nao se realsou a esperanga dos dous es-
posos ; e comquanto madama de" Fierville conti-
nuaste sempre tria, aborrecida, sem.lomar parte
em jogo algum, e passando dias inteiros ao lado
do Ceriselle sem lhe dizer quairo palavras, nao
fallava de sahir dos Grandes Carvalhos. Ha pes-
soas capazes de tiraren muilo lempo cm una
casa onde se aborrece'm, basta-lhes para isso sa-
ber que contrariiB\ os mais.
(Confinuar-e-Aa
PERN-TYP.DE M. F. DE FARIA. \bW.


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