Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08223


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANUO IXXTI. HUMERO 210.
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$0.
TERCA FEIEA 11 BE SETEMBRO SE 1869.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENC VHREG ADOS 04 SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Monea Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos
Amazonas, o Sr. Joronymo da Costa.
PAUT1U/. UUs oouut-iua.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas (eiras.
S. Anlo, Bezerros.Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas fcjras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nas quarlas-feiras.
Cabo.Serinhem, RioFormoso.Una, Barrciros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
(Todos os correios parlero asIOhorasda manha.
EPHEMERIDE DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Quarto minguante as 8 horas e 47 minutos
damanha.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manha
21 Quarto crescente as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 horas e 20 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora o 18 minutos da tarde.
AUDINEC1AS DOS TBIBNAESDA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaeo : tercas feiras e sabbados.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas'
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas o sextas ao meio di
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Nicolao Tolenlino ; S. Jader ab
11 Terca. S. Theodora penitente ; S. Proto m.
12 Quatta. S. Aula v. m. ; S.Juvencio b.
13 Quinta. S. Filippe m. ; S, Ligorio.
14 Sexta. Exallacao da Santa Cruz; S. Materno b.
15 Sabbado. S. Domingos em Soriano.
16 Domingo. S. Domingos em Suriano.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha,
Sr. Jos Martins Aires; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
1
EM PERNAMBl'CO.
O proprietario do auo Manoel Figueiroa de
Faria.nasua livraria praca da Independencia ns
6 e 8.
PARTE OFFIClflL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 7 DE SETEMBRO DE 18(50.
Officio a mesa parochial da Boa-Vista.Tenlio
presente o officio que a mesa parochial da Boa-
Vista drgio-me nesta data relativamente a ques-
to suscitada perame ella sobre a admissao do
idado Jacobina votado pelos eloitores suplien-
tes para membro da mcsma mesa, o consideran-
do o fundamentj desua recusa a essa admissao,
devo declarar mesma mesa que em visU do
que dispoe claramente o 5 Io do artigo Io do de-
creto numero 812 de 19 de setembro de 1855 ca-
rece de fundamento a sua deciso baseada na dis-
posigo do artigo 8o da lei de 19 do agosto de
1846 ; porqnanlo o citado decreto de 19 de se-
tembro de 1855 no artigo 1" ampliou aquella dis-
posico alargando o circulo dos elegiveis para a
mesa parochial, desde que delerminou que nao
s podessem os votos recahir nos eleitores e sup-
plentes, como em quaesquer cidados da paro-
cliia, que tenh un as finalidades de cleilor.
PortaraO presidente da provincia resolvc,
sob proposla do chefe do polica, dimiltir o ha-
chare! Jos Ignacio da Cunta Rabello, do cargo
de delegado de polica do termo de Goianna.
Communicou-se ao chefe de polica.
DitaO presidente da provincia resolve, sob
proposla do chefo de polica, dimit a Antonio
Pinheiro de Mendonga, do cargo de subdelegado
do primeiro distrcto da freguezia de Goianna.
Communicou-se ao chefo de polica.
DitaO presidente da provincia, sob proposta
do chefe de polica aesta data, resolve nomear o
capiao do quarto batalho de artilharia a p, T-
burcio Hilario da Silva Tavarcs, para o cargo de
delegado de polica do termo de Goianna.
ODlcio a Joaquim Caralcanti de Albuquerque,
juiz de paz do segundo dislricto da freguezia do
Maranguape.Os supplentes dos juizes de paz do
primeiro dislricto dessa freguezia, padre Fortu-
nato David Amador de Oliveira e Manoel Anto-
nio Cavalcanti, representando-ron que V. S., na
qualidade dosjuizes de paz daqucllc dislricto, as-
sumira a presidencia da m"sa, com exeluso dcl-
les supplentes, a quem, na forma da lei, compe-
te aquella attribuieo, pedern-me providencias
contra esse procediuieuto, que considerara il-
legal.
Nao podendo, em vista do que dispoe o aviso
de 8 de marco de 187 2, as mesas parochiaes
ser presedidas pelos juizes de paz do distrcto rnais
visinho.senao quando se acliam impedidos nao s
todos os juizes de paz do respectivo dislricto, mas
tambemos seos suplentes, nao procedeuV. S. re-
gularmente assumindo a presi leuda da mesa
parorhial da freguezia de Maranguape, com pre-
terirn dos seus supplentes ; pelo que recom-
mendo-lhe que, de conformidadc com o 5" das
instruccot s de 28 de junho de 1849, nao contine
na presidencia da referida mesa, logoqueseapre-
sente para funeconar o juiz de paz supplenlc, a
quem, na forma da lei, competo de preferencia
o exercicio dessa attribuieo.
llevo tambem declarar-lhe que em virlude do
que ain.la representam os prcdilos supplentes ao
juiz do paz, que nao pude V. S., nem mcsino a
wsa parochial, nos termos da lei e ordens em
vigor, recusar o recebimenio dos votos dos cida-
dos matriculados na capitana do porto, urna vez
que os seus nomes se aehem mencionados na
i'ospecliva lista da qualificago.
l'ortaria O presidente da provincia resolve,
sob proposta do chefo de polica desla data di-
mittir o alteres do oilavo batalho de infantaria,
Manoel Jos dos Santos Porlella, da cargo de sub-
delegado do primeiro dislricto da freguezia de Af-
ijados.Communicou-se ao chefe de polica e
ao r.ommandante das armas.
DitaO presidente da provincia resolve, sob
proposla do chefo de polica, nomear o capilo
do quarto batalho de artilharia, Francisco Lniz
Teixeira, para o cargo de subdelegado do dislric-
to de Afogado?, primeiro da freguezia do mesmo
nome,
Officio ao juiz de paz presidente da mesa pa-
rochial de S. Jos desta cidade.Acabo de rece-
ber o scu otficio desta dala, em que me romruu-
nica que nao podem continuar os trabalhos dessa
mesa parochial por nao lerom comparecido dous
membros da mesma, em poder de qutm est urna
das chaves da urna da elelgo, e apresso-me a
rcsponder-lho que os dous membros, a que se
refere, acabam de trazer parante mira urna re-
presentarn de que eslavam coactos, e que nao
podiam continuar a exercer as suas funeces,
apresentando-me a chave, que tinham em seu
poder.
Devolvendo-lhes a chave, mandei por despa-
cho na mesma representaco que Vmc. a lomas-
se em consideraco na forma da lei, nao se aas-
tando do cumprimenlo dos seus deveres.
Retraram-se os supplicanles no proposito, se-
gundo parece, de continuar os seus trabalhos.
Recommendo pois a Vmc. que, quando nao quel-
ram os refer los membros da mesa funeconar
nos trabalhos desla, como Ihes cumpre, Vmc
proceder a sua substituirlo na forma da lei, a
tim de que continu o processo eleitoral com a
precisa regularidade.
Dito ao juiz de paz presidente da mesa paro-
chial do Pogo da Panella.Acabo do receber o
seu officio desta data, o inteirado do que nelle se
cont, apresso-mo em dizer-lhe, que agora
mesmo faco seguir para essa freguesia, dispo-
sico do respectivo subdelegado, 10 pravas de
polica, as quaes, com as que ahi existem, serao
sufTicientes para manter a ordem, e evitar que
so quebr a urna, e inutilisem-se os trabalhos da
eleigo. como Vmc. rereia.
Cumpre que para isto Vmc. opportunamente
requisite forra da guarda nacional, se, como nao
espero, nao for bastante a que ahi dever estar.
Dito ao juiz de paz presidente da mesa paro-
chial da Gloria do Goi'..Considerando no que
Vmc. verbalmente me expoz relativamente aos
disturbios, que Ozeram interromper os trabalhos
da mesa parochial dessa freguezia, devo dcla-
rar-lhe que em face do que dispoe o art. 60 da
lei de 19 d agosto de 1816, e explica o aviso n
124 de 19 de outubro de 1848, cumpre que a re-
ferida mesa parochial novamenle se rena,e con-
tinu a funeconar com regularidade; devendo
apenas suspender os trabalhos e adoiar a sua reu-
nio para outro dia, que ser desigoado pela me-
sa, precedendo os editaos do eslylo, no caso de
que se verifique alterarao da Iranquillidade pu-
blica, ou amencia seguanos individual de seus
membros ; communicando-me Vmc. com pres-
tesa qualquer oceurrencia, que possa ler esse re-
sultado.
Dito ao delegado de Goianna.Inteirado pelo
sen difiri de hontem datado de haver Vmc. na-
quella data assumido o cargo de delegado de po-
lica desse termo, espero que continuo esfor-
car-se por manter a Iranquillidade publica no p
m que se acha, e a plantar a serenidade de ni-
mos, como tanto convm.
DESPACHOS D0 DA 6 DE SETEMBRO.
Requerimentos.
1540.Alexandre de Barros Albuquerque.
Informe o Sr. commandante do corpo de polica.
1521.Henrique Jos da Silva Quintanilla.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
1522.Ignacio Francisco das Chagas.Ficam
expedidas as convenientes ordens no sentido que
requer o supplicante.
1523.Jos Fernandes Monteiro.Dirija-se A
thesouraria provincial. -
1524.Padre Joo Herculano do Reg.Infor-
me o Sr. delegado da repailiro especial das tr-
ras publicas.
1525.Joo Jos Barroso da Silva Jnior, pro-
fessor publico.Passe-se portara na forma re-
querida.
152o.Jos Marta Ferreira da Cunha.Volte
ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda para
expr o mais que Ihe occorrer.
1527.Padre Jos Joaquim Lobo de Alber-
tim.Espere pelo crdito para ser pago do que
Ihe competir, vista da informaeo sobre a pro-
nuncia.
1528 Martinho 4 Oliveira.Os supplicanles
serao atlendidos logo que permillirem as rendas
publicas.
1529 e 1530.Manoel Correia de Mondonga e
Miguel Cunegundes Cavalcanti de Albuquerque.
J est prvido o lugar.
1531.Manoel Barbosa da Silva.Oppondo-se
a preteneo do supplicante .1 legislago expressa
da fazenda nao pode ter lugar.
1532.-Padre Placido Antonio da Silva Santos.
Passe-se portara concedendo a licenga reque-
rida com a clausula de ser a mesma portara
previamente apresentada ao Exm. e Rvm. pre-
lado da diocese.
1531.Pedro Alexandrino Machado.Passe-se
portara nomeando o supplicante.
1534.Polycarpo Jos Layrae e oulros.Nao
sendo procedentes as razes apresenladas pelos
supplicanles, nao tem lugar o que requerem.
t535.Valentim da Costa Monteiro.Deferido
cera o despacho de 23 de agosto ultimo.
Represen lacao.
1536.Eleitores da freguezia da Boa-Vista
J esto expedidas as providencias administrati-
vas que no caso cabiani.
8 -
Representaco.
1537..Dr. Estevo Cavalcanti de Albuquerque
ft Candido Eustaquio Cesar de Mello.E' absolu-
ta ment impraclivel, por illegal, qualquer nier-
vo nro da adminslraco no rgimen interno das
mesas parochiaes c nos detalhes de suas delibe-
ra ^oes. Quanto a garanta individual o da Iran-
quillidade publica esto prevenidas todas as hy-
polheses que podem allenlar contra ella e dis-
postos os recursos administrativos para fazer ef-
fecliva aquella garanta, quando seja necessario.
9
Representacao.
1538.Jos Francisco de" Souza Lima e Joo
Joaquim do Figueiredo, membros da mesa paro-
chial da freguezia de S. Jos.Ao Sr. juiz de
paz presidente da mesa para que, tomando em
consideraco, procela na forma da lei, nao se
alistando do rigoroso cumprimenlo de seus de-
veres. Ouanto a tropa imprescindivel a sua
presenea, nao para tomar a mnima parto no pro-
cesso eleitoral, nem coagir a iiberdade do voto,
e antes para garant-la e principalmente para pro-
ver a seguranca individual e a Iranquillidade pu-
blica, seriamente ameacadas desde que os ni-
mos se acham no estado de excitamenlo em que
esio.
INTERIOR.
RIO DE .1WIIISO
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSO EM 31 DE JULIIO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
A's 10 horas e 50 minutos da manha o Sr.
presidente abre a sesso, estando presentes 30
Srs. senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1" secretario participa que o Sr. senador
visconde de Sapucahy Ihe havia communicado
aohar-se anojado em consequencia do falleci-
mento de umseu cunhado.Fica o senado intei-
rado o manda-se desanojar.
Fica sobre a mesa para ser examinada a folha
dos ordenados e gratificarles que venecram do
presente mez de julho os empregados da secre-
taria e paco do senado.
Comparecerara no decurso da sesso mais 11
Srs. senadores.
I'illMEIltA PARTE DA ORDEM DO DIA.
proposigo, e ludo icmetlidu commisso de re-
daccao.
Segue-se a segunda discusso do projecto do
senado, regulando os direilos provenientes da re-
sidencia, de que trata o art. 6o Io da constitui-
co ; e comecando-se pelo art. Io, o Sr. Cansnn-
so de Sinimb offerece a seguinlc emenda :
A assembla geral legislativa resolve :
Art. t A residencia de que trata o art. 6o
Io da constituido ser regulada em suas diffe-
rentes hypotheses pela maneira seguinle :
1." Os que no Brasil livorem nascido de
pais estrangeiros, que nelle residirem, mas em
servico de sua naQo, seguiro n condico de seus
pais, quer soja durante a minoridade, querdepois
de sua maioridade.
Se porm, depois de maiores, quizerera na-
luralisar-so brasileiros, podero obler essa qua-
lidade por urna simples declaraco sua, tomada
por termo perante a aulondade competente, sem
dependencia de oulras formalidades.
S2.Os direit03civis pessoaesdosque no Bra-
sil tiverem nascido de pai eslrangeiro, que nelle
permanera temporariamente, sem ser em servido
de sua naVo, serao regulados durante a minori-
dade, salva a sua nacionalidade brasileira, de
conformidade com os de seus pais, no caso de
que o paiz a que estes pertenram Ihes communi-
que e reconhera taes direilos. Chegando maio-
ridade, entraro no goso dos direilos civis e po-
lticos hrasileiros na forma da conslituico e leis
do imperio, excepto se dentro do praso de seis
mezes fi/.erem declararlo de que preferem a na-
cionalidade de seus pais.
Os pais estrangeiros desses menores podero
ser admiltidos a fazer por elles durante a mino-
ridade a declaraco de que preferem as condiQes
civis do paiz do seu nascimento.
3. Os que no Brazil tiverem nascido de
pais estrangeiros, que nelle residam sem ser em
servico de sua naco, e sera animo de regressar
sua antiga patria, manifestado pela fundacau
ou apropriaro de eslabclecimcntos agrcolas, ou
pela profisso de agricultores, gozaro desde o
seu nascimento das condicoes civis dos Brazilei-
ros. Todava, se seus pais, nao obstante esses
estabelecimenlo ou profisso, tiverem a intem,ao
de regressar ao seu paiz, e desejarem por isso
que seus filhos durante a minoridade conservera
os direilos civis pessoaes desse paiz, salva a na-
cionalidade brazileira. devero manifestar por
termo, perante o juizo de paz do lugar de sua
residencia, essa intenco dentro de seis mezes,
contados do nascimento de seu primeiro filho.
Em todo o caso, chegando maioridade,
entraro seos filhos no gozo dos direilos civis e
polticos brazileiros, na forma da conslituico e
leis do imperio, exrepto se dentro do praso de
seis mezes tizl*r-m estes declirago de que pre-
ferem a nacionalidade de seus pais.
4." Os individuos nascidos no Brazil de
pai eslrangeiro, desde que este tenha tambem
nascido no imperio, e que nelle resida sem ser
em servico de sua naco, gozaro desde o seu
nascimento das condicoes civis dos Brazileiros, e
serao considerados definitivamente taes, desde
que cheguoni maioridade, salvo se dentro de
seis mezes desla deelarem que preferem outra
nacionalidade.
5." A estrangeira que casar-se com Bra-
zileiro seguir a condiegao de seu marido, e se-
melhantcmente a Brazileira que casar-so com
estrangeiro seguir a condieco desle.
S^ a Biazileira enviuvar, rocobrar sua con-
diro brazileira urna vez quo reiidindo no Bra-
zil, ou regressando a elle, declare que quer fixar
seu domicilia no imperio.
Art. 2 A clausula de domicilio exigida polo
art. 6o 2o da conslituico ser observada pela
maneira seguinle:
nico. Os lhos de pais brazileiros ou
Ilegtimos de mi brazileira, nascidos em paiz
eslrangeiro, anda que seus pais nao residam om
servico do Brazil, seguem a condico da pai ou
da mi durante n minoridade. Depois de sua
maioridade conservaro a mesma condico, salvo
se dentro de seis mezes fizerem declaraco de
que preferem do seu nascimento !
Elles nao podero todava exercer direilos
polilicos brazileiros sem que estabelccam domi-
cilio no imperio.S. a R. Pago do senado, 31
de julho de 1860.O senador Cansanso deSe-
nimb.
E' apoiada, o o Sr. Vasconcellos manda mesa
0 seguinle requeriincnto :
Requeiro que as emendas ofterecidas pelo
ustre senador pela provincia das Alagoas se-
lembraram
forma.
Censuram o Sr
delta quando apoiaram aquella re-
presidente doconselho por de-
Riqueiro que se peea ao governo copia do
requerimento de Frederico Hamilton. pedindo
poder lomar separadas as datas de terreno que
clarar que envidar todos os recursos para fazer he foram concedidas por decreto de 2 de outu-
passar esta lei; S. Exc nao poda proceder de bro he 1858, sendo comprehendda em um desses
outro modo sem trahir a alia misso de que se lugares a fazenda denominada Joo Branco ; e
acha encarregado. Quando a lei de 1855 se acha i igualmente copia do aviso expedido ao presiden-
desrnoralisada, como todos reconhecem, nao con- te da provincia sobre osle objerlo
vinha por modo algura que ella ficasse suspensa
como a espada de Damocles sobre a sorte do paiz,
para servir de instrumento de domioio nas maos
do governo.
Mas, pergiintajn anda, qual a necessidade da
lei nova ; quaes os inconvenientes da lei exis-
tente 1
O projecto'foi apresentado por um distinelo
membro do gabinete transado ; o actual prestou-
Ihe a sua acquiescencia; a cmara dos Srs. e-
peralivo ? se exige ou nao a condico de residen-
cia
E npoiado e approvado sem debate,
Comparererain no decurso da sesso mais no-
ve Srs. senadores.
Primeira parte da ordem do dia.
Entra em 1* discusso o parecer da commisso
da mesa sobre o augmento da prestaco emore-1 n
Kstar"" "" -"'""cio do* ""! ysssisfiOtS!"'
Concluida a 1 discusso, passa o parecer para '] ninutos da tarJe-
Contina a 2a discusso adiada na sesso anle-
0 orador desenvolve estes pontos, e faz largas
considerares mostrando a constitucionalidade. e
a conveniencia de ser aduplado.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada a
discusso, e d para ordem do dia da seguinle
sesso.
Primeira parte at ao meio dia.Discusso da
redaeco que se acha sobre a mesa.
Continuado da discusso adiada.
Segunda parle.Conlinuaro da Ia discusso
da proposicao da cmara dos deputados alterando
- i nlfpmi.. A .- ir..-; ". I 1 .i? 1___-_ -I.-.
cincoenta
putadns o approvou ; este ultimo fado prora que :
a reforma reclamada por 360,000 cidados, nu- cedente do art. Io e seus paragraphos do projec- .,
mero dos volantes que clegeram a cmara actual, to do senado regulando os direilos provenientes s d
SESSAO EM 2 DE AGOSTO.
Se o orador consulta o relatoriodo ministros do da residencia de que trata o art. 6 1 da consti-
impero, que presidio as eleicoes em 1856, nao Inicio, com as emendas do Sr. Cansanso do Si-
encontra palavras to favoraveis como figurara os nimh que sao relativas a este artigo, apoiadas
impugnadores do projecto Ahi se diz que hou- na dita sesso.
veram lulas e scenas desagradareis. A eleico ; O Sr. Vasconcellos pede desculpa ao senado
nao foi lo pura como se pretende. Se nao hou- por anda oceupar asna altenro com a discusso
vessem violencias, muitos dos actuaes represen- do projecto qne se acha emendado pelo Sr mi-
tantesno teriam assento na cmara dos Srs. de- nislro de estrangeiros. Talvez guardasse silencio
putados. | se nao fosse convidado pelo Sr. Nabuco, quando
O proprio Sr. marquez de Olinda em seu rea- '. orou sobre a materia, a tomar parte nesta 2a dis-
torio como ministro do imperio reconhece a ne- i cusso. Mesmo por considerado a esse nobre
cessidade de propor modificacoes a lei existente, senador nao pode deixar de aecudir ao seu recla-
E como o Sr. Vasconcellos, que (o membro des- mo
se gabinete, anda pergunla quaes sao os incon-
venientes dessa lei ?
O orador censura a opposico por nao guardar
coherencia e harmona na maneira por que com-
bateu o projecto. Observa que os nobres mem-
bros da opposigo ainda nao se comprehenderam
uns aos outros; e quo mister que se ponham em
harmona, para que se possa saber o que preten-
der. O Sr. Dias de Carvalho ataca o projecto
como inconstitucional. O Sr. Nabuco acha m a
le existente, mas julga o projecto em discusso
inopportunoe contrario ao decoro do poder le-
gislativo. O Sr. Souza Franco adopta algumas
das medidas do projecto, como sao os collegios
municipaes, e a estincro dos supplentes, e o
combate por oulros principios. E' mister quo se
ponham de accordo, para que se saiba qual a
idea predominante da opposico.
O orador depois de varas outras considerarocs
Ouanto mais progride a discusso, tanto mais
se fortifica aconvieco do orador deque o proje-
cto encerra urna disposico inconstitucional. Es-
sa convieco c lo profunda, que por ella o ora-
dor arrostaria as chammas de urna fogueira. Res-
pcita profnndaroemie as luzes e os talentos dos
sustentadores do projecto, e nem do leve poe em
duvida os seus senlimentos do nacionalidade; mas
aquelles que a elle se oppoem teem sentiraentos
igualmente nobres e elevados.
A importancia da materia por todos reconhe-
cida, e o orador nao pode ser lachado de querer
roubar o lempo ao senado com urna queslo est-
ril e sem inleresse.
O Sr. Nabuco achuu que era urna inconvenien-
cia a leilura que o orador fez no senado de urna
carta do Sr. Dr. Augusto Teixeira de Freilas, e
disse. que o orador qoeria impr ao senado urna
opinio individual, como se essa opinio fosse
um quinto poder do estado, um orculo infallivel;
Entramcm 3a discusso cada una por sua vez,
e sao approvadas sem debate, para subir sane- I!
cao imperial as seguintes proposires da cmara ,J'lm jmpressas para entraren) amauha em dia-
dos deputados autorisando o gov'eino para man- cuss"-
dar admitlir: Ia, matricula exame ao Io an-
no da faculdade de direito de S. Paulo a Carlos
Thompson Flores, urna vez que aprsenle certi-
do do exame de latim que Ihe falla ; 2\ ma-
tricula e exame do lu anno da faculdade de di-
reito do Recite a Goncalo do Aguiar Tellcs de
Menezes, urna vez que aprsente certido do exa-
mo do latim que Ihe falta ; 3a, matricula e exa-
me do Io anno da faculdade de medicina do Rio
de Janeiro a Francisco de Paula Cosa Jnior,
urna vez que aprsenle certido do exame de
historia e geomelria que Ihe faltara; e matri-
cula e exime do 1 anno da faculdade de direito
do Recite a Manoel Rodrigues de Arruda Cmara,
urna vez quo aprsente certido do exame de
geometra que Ihe falta ; 4a, matricula e exa-
me do 1 anno da faculdade de direito doRecife,
Joo Pereira da Silva Leile, urna vez que apr-
sente renido do exame do philosophia que Ihe
falla; 5a, matricula e exame do Io anno da fa-
culdade de direito do Recife, Antonio Lourenco
de C=rvaIho Serra, urna vez que aprsente cer-
do dos exames de philosophia o geomelria que
Iho faltam ; 6a. matricula e exame do 1 anno
da faculdade de direito do Recife. Rufiro Tavares
de Almeida, urna vez que aprsente cerlido do
exame de inglez qne Ihe falta; 7a. matricula
e exame do 1 anno da faculdade de direito de :>.
Paulo Dionizio de Oliveira Silveira Filho, urna
vez que aprsente certido de exame de geome-
tra que Ihe falta.
Entra em ultima discusso a emenda do Sr.
visconde de Abaet offerecida e approvada na 3a
discusso da proposicao da cmara do| deputados
autorisando o govenio para mandar matricular c
admitlir a exame do Io anno da faculdade de di-
reito de S. Paulo a Eduardo Meirelles Alves Mo-
rcira, a qual approvada sera debate, bem como
a proposicao assim emendada, e romettida com-
misso de redaeco.
Segue-se a ultima discusso da emenda do Sr
Almeida e Albuquerque, feita e approvada na 3a
discusso da proposicao da mesma cmara, auto-
risando o governo para mandar matricular c ad-
mitlir a exame do Io anno da faculdade de medi-
cina da Bahia a Thomaz Lourenco da Silva Pio-
lo ; e dada por linda a discusso, approva-se a
emenda, e igualmente a proposicao assim emen-
dada, que remedida commisso de redaeco.
Tem lugar ultima hora discusso das emendas
dos Srs. Miranda e Dantas. otTerecidas e approva-
das na 3a discusso da proposicao da referida c-
mara, autorisando o governo para mandar matri-
cular no Io anno da faculdade de direito de S.
Paulo a Pedro Luiz Rodrigues Horta.
Terminada a discusso, sao approvadas ambas
as emendas, e por lim a proposicao como se acha
emendada, e remetlida commisso de redae-
co.
Entrara em ultima discusso as emendas dos
Srs. Vasconcellos, Dias de Carvalho e Almeida e
Albuquerque, feita e approvadas na 3* discusso
da proposicao da sobredila cmara, autorisando
o governo para mandar matricular no Io anno da
f-cuidado de modicina do Rio de Janeiro a Fabio
Sizino Bastos da Silva ; e, concluida a discusso,
eo approvadas as ditas emendas, assim como a
E' apoiado e approrodo.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Contina a discusso, adiada pela hora na ses
passa a demonstrar a vanlagem da ampliamenlo
dos circuios e de serem elles representados por parrceu assim querer inculcar que os seus argu-
raais de um deputado. Basea-se em primeiro fu- I mritos se reduziram leilura dessa carta.
em primeiro
gar no principio de que tanto maior o prestigio
do representante quanto maior o numero de
votos que concorrem para cleg-lo. Confirma
depois esta proposicao com o exemplo dos antigos
cheles do partido liberal,, que propuzeram por ve-
zes no parlamento brasileiro o reforma eleitoral
no sentido da lei que se discute. O proprio Sr.
marquez de Paran, por occasio de disculir-se a
reforma de que foi aulor, declarou que nao punha
duvida em admitlir os crculos representados por
dous deputados.
Tudo isto prova que o prindpio capital da lei
de 1855 nao destruido pela reforma cm discus-
so.
Aos que pergunlam se a maioria ou nao con-
servadora, o orador responde que conservadora,,
porque nao quer por em jogo de azar os destinos
do paiz por meio de reformas impensadas, con-
servadora porquo caminha a par das necessilndes
publicas, estudando-ascom reflexo e criterio, e
procurando dar-lhe remedio conveniente, con-
servadora porque deseja as instiluices liberaos
prudentemente reguladas, o nao com essa expan-
so perigosa, que militas vezes crgue a guilholina
em meio da praca publica em nome da Iiberdade.
O Sr. Souza Franco felicita-se, porque emDm
o procedimento da opposii;o conseguio trazer
tribuna o nobre senador pela provincia do Rio de
Janeiro Entretanto, se nao fosse a tctica da
opposico, urna to importante discusso ter-se-
hia encerrado na sesso antecedente, sem que
os argumentos produzidos contra o projecto li-
vessem tido a menor resposta. A noite boa
conselhei'a; os defensores do projecto, vendo
que a victoria obtida a custa do silencio, e funda-
da na forca numrica, nao tinha mrito algum,
acudiram tribuna.
O ondor discorre largamente combatendo o
projecto e os argumentos produzidos pelo orador
que o precedeu.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada a
discusso, c d para ordem do dia da seguinle
sesso:
Primeira parle al o meio dia.Ia discusso
de parecer da commisso da mesa sobre o aug-
mento da prestarn empreza do Correio Mer-
cantil para a publicaco dos trabalhos do senado ;
sao antecedente, do requerimento do Sr. Vas-! conlinuaco da 2o discusso do projecto do sena-
concellos pedindo que se convide o ministro do do, regulando os direiics provenientes da resi-
mperto para assistir discusso da proposigo
da cmara dos deputados que altera algumas dis-
posires da legistago eleitoral.
O mesmo Sr. senador relira o seu requeri-
mento com o consenlimento do senado, e pro-
segue por consequencia a primeira discusso da
sobredila proposicao.
O Sr. Candido Borges entende que t'nlar-so
de urna lei eleitoral tralar-se de regular um
direito poltico quo conslitne a base fundamental
do systema representivo ; c por tanto urna ques-
lo da mais alta importancia.
Espera no correr do seu discurso responder
s diversas objeccoes que so teem suscitado con-
tra o projecto em discusso; mas antes disso nao
pode deixar sem protesto algumas proposges
proferidas pelo Sr. Vasconcellos, quando impug-
nou o projecto.
Exprobrou esse nobre senador aos ministros c
aquelles que o apoiam lerom guardado silencio
cm materia to importante; e disse que essa vic-
toria que se quer alrangar cusa do silencio, e
lundada s na forca numrica, importa urna ver-
dadeira derrota.
Mas por ventura o gabinete e seus amigos se
tem recusado discusso nas maierias as mais
importantes que se tem debalido no senado ?
Na queslo bancaria, na da creaco de urna neva
secretaria, na do art. 6 da conslituigo. o em
outras nao se teem ellas constantemente apre-
sentado na tribuna, nao leem discutido ampia-
mente essas questoes?
E sobre a lei em discusso que versa a cen-
sura ? Mas porque razo o ministerio e seus ami-
gos deviam correr pressurosos tribuna em dc-
fesa de um projecto, contra o qual apenas se ti-
nha proferido um disenrso, o que nao tinha ain-
da sido seriamente combatido ?
O ministerio tem mostrado que o apoio que
encontra nao se basGa s na maioria numorica,
mas na tarca da rerdade e da justiga.
As objeccoes produzidas contra o projecto sao
urnas relativas ao lempo, opportunidade, oulras
relativas propria materia do projecto.
O projecto inoportuno, dizem, por ser apre-
sentado em vesperas de eleicoes. Quanto en-
te ndem cnto qne seria opporluno aprsente-
lo ? No Io, 2 ou no 3o anuo da legislatura? Isto
Irrai ao governo a indeclinavcl necessidade de
dissolver a cmara.
Os exemplos, quer fra quer dentro do imperio,
mostram que essas reformas se fazem sempre no
lim da legislatura. A poca em que expira o
mandato dos eleilos do povo a mais propria pa-
ra essas reformas, porque alias elles proprios se
exporiam a urna inconveniente dissoluco.
O orador cita numerosos exemplos de paizes
estrangeiros, em que essas reformas se operavsm
nos ltimos lempos da legislatura. A propria re-
forma de 1855 appareceu no ultimo anno delta.
Os que agora susciUm esta objeceo nao se
dencia de que trata o art. 6o lda conslituico.
Segunda parle. Continuaco da discusso
adiada.
Levanla-se a sesso s 2 horas e 50 minutos da
tarde.
SESSAO EM 1 DE AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
As dez lioras e cincoenta minutos da manha,
o Sr. presidente abre a sesso estando presentes
30senhorcs senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. Primeiro Secretario d conta do se-
guinle
EXPEDIENTE :
Um aviso do ministerio dos negocios do impe-
rio, em respcsla ao officio do senado do 29 de
raaio ultimo, communicando que S. M. o Impe-
rador houve por bem determinar que na provin-
cia do Maranho se procedesse a novas eleicoes
primarias nas freguezias de S. Francisco Xavier
de Monco. S. Bento dos Perizes. ede S. Sebas-
tio da Vargem-Grande, visto romo foram annul-
ladss as que all liveram lugar por occasio de
eleger-se o senador que tinha de preenrher a va-
ga deixada pelo commendador Jernimo Jos de
Viveiros; e bem assim que com o mesmo fim de
completar-se o respectivo corpo eleitoral, se ob-
sertasse, quanto aos eleitores das diversas fre-
guezias que foram julgados millos ns verificsco
dos poderes, o que se acha disposto na relago
que acompanhou o referido officio.Fica o sena-
do inlerado.
Outro do mesmo ministerio, remetiendo um
dosantograplios da resolugo da assembla geral
autorisando o governo a mandar passar carta de
natiiralisago de cidado brasileiro a Antonio Ma-
ciel e outros, na qual resolugo S. M. o Imperador
coosente.Fica o senado inteirado, e manda-se
commnnicar a outra cmara.
Um officio do Io secretario da cmara dos de-
putados, acompanhando a proposicao da mesma
cmara que approva n penso ann'ual de4$Oj>000
concedida a D. Maria Carlota Leilao Bandeira.
Vai a imprimir no jornal que publica os trabalhos
do senado.
approvada a folha dos ordenados e gratiflca-
ges que venceram no mez de julho prximo
findo os empregados da secretaria e pago do so-
nado.
apoiado e vai a imprimir o projecto do Sr
Vasconcellos apresentado na sesso de 28 do mez
passado.
Fica sobre a mesa a redaego das emendas do
seoado proposigo da cmara dos deputados,
autorisando o governo para mandar admitlir a
exame do Io anno da faculdade de direito de S.
Paulo a Eduardo Meirelles Alves Moreira.
O Sr. Marque: de Olinda justifica e remelle S
mesa o seguinle requerimento ;
nha,
tando
dores.
horas e cincoenta minutos da ma-
o Sr. presidente abre a sesso, es-
presentes triuta e dous senhores sena-
Eslranha que esse nobre senador, a quem sem-
pre deu provas da miis alta estima e considera-
cao, o viesse assim expr odiosidade de seus
collegas.
Nessa occasio o orador tondo ldo em apoio de
sua opinio alguns trechos dos escriplos do refe-
rido jurisconsulto, allegou-se era apartes quo es-
ses trechos eram favoraveis doulrinado projec-
to em discusso ; enlo rerorreu elle leilura
da cart, para contestar essa proposicao de um
modo sera replica. Mas nao tere em" vista por
modo nenhum impr ao senado a auloridadc des-
se jurisconsulto como um orculo, como um
quinto poder do estado.
Tambem nao quiz o orador fazer alarde de pa-
triotismo ou de coragem nao vulgar, porquo nao c^' .
nenhum mata-mouros ; nem censurou a seus '
contrarios como menos amantes das instiluices,
nem menos zelosos da dignidade do paiz.
Mostra qne a disposico do art. 6 da conslitui-
co clara, e nao admitle itilerpretaco nem au-
thenlica ntm doutrinal.
Vs autores da conslituiro mui do proposito
estabelereram o preceito do artigo 1 6 ; lera-
lcmbraram-se que legislavam para um paiz novo
e sem populaco, e previram que nao era pru-
dente euche-lo de populaco eslrangeira, princi-
palmente nas grandes cidades.
Pelas notas trocadas em 1853 entre o Sr. vis-
conde de Urugay, como ministro de estrangeiros,
e o ministro inglez lernyngham, deprehende-se
que ha um compromsso do governo imperial pa-
ra dar urna solugo a esta queslo em sentido fa-
voravel s reclamaces daquella naci.
O orador deseja saber se ha esse compromsso,
e no caso que haja, a queslo s pode ser assim
resolvida por urna interpretarlo authentica da
conslituico, feita na outra cmara, e nao por
urna interpretaco doutrinal no senado.
Impugna o projecto com muitas outras consi-
deracoes por ser contraria ronstituigo.
O Sr. l'isconde de Jequitinhonha requer ur-
gencia, que apoiada e approvada, para conti-
nuar a presente discusso nesta sesso com pre-
terico da 2a parte da ordem do dia.
Prosegue por consequencia a dita discusso.
O Sr. Sinimb (ministro dos negocios estran-
geiros) responde que nao ha compromisso algum
expresso que obrigue o governo a dar a soluco
reclamada a esta queslo ; mas a justica exige
que assim se d essa solugo para evitaros con-
flictos que se teem dado entre as autoridades do
paiz e os cnsules de Franga c da Gra-Breta-
nha.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti de
Lacerda.
Lida approvada a acta da antecedente.
O Sr. Primeiro Secretario d conta do se-
guinle
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerjo dos negocios da mari-
nha, remetiendo um dos autogr*phos da resolu-
co da assembla geral autorisando o governo
para reintegrar na prara de aspirante a guarda-
niarinha os alumnos do lerceiro snno da escola
de marmha Luiz Barbalho Muniz Fiuza e outros ;
na qual resolugo S. M. o Imperador consente.
Fica o senado inteirsdo, e manda-se communi-
car outra cmara.
Um officio do primeiro secretario da cmara dos
deputados, remetiendo as seguintes proposires
da mcsma cmara :
1.a Approvando a penso concedida barone-
za da \ictoria ;
2.a Approvando o decreto de 26 de agosto do
anno passado. que declarou ser a penso conce-
dida D. Joaquina de Mello e Albuquerque.
e s suas duas lilhas sera prejuizo do meio
sold ;
3.a Fazendo extensiva capital do Tara e ci-
dade do Re Grande do Sul a disposigo do art.
3." da lei n.799 de 16 de setembro de 1854, e
creaudo juizes especiaos dos feitos da fazenda nas
provincias de Minas e S. Paulo ;
4.a Autorisando o governo a mandar pagar a
Frederico Sauer Bronn o ordenado correspon-
dente congrua quo percebem os parochos do
imperio, e os vencimenlos que deixou do perce-
her na jroporgo do augmento que lem tido a
mesma congrua ;
5.a Approvando o privilegio concedido por de-
creto n. 2,156 do 1. de margo de 1858 a Gui-
Iherme Bulicch e seus tres filhos ;
6.a Mandando sslisfazer ao padre Guilherrae
Paulo Tilbury o ordenado, na razo do 4008 por
anno, desde que foi privado do exercicio da ca-
deira da lingua ingleza do seminario de S_.
Jos.
Vo a imprimir.
Comparecen) no decurso da sesso mais cioco
O orador depois do responder a algumas argu-
menlares do Sr. Vasconcellos, pondera que,
quanto aos direilos polticos e individuaes, nen-
huma queslo pode haver, pois que esses direilos
durante a minoridade nao existem ainda nem pa-
ra os proprios filhos de brasileiros. A queslo
consiste em regularos direilos civis do filho de
estrangeiro nascido no Brasil.
principio de lei natural adoptado nas legis-
lages de todos os povos cultos que a condigo
civil desses individuos seja regulada pela legis-
lago do domicilio do pai. Allis dar-se-hia o
caso de pertencer o individuo a duas nacionali-
dades
A 2a parle do projecto tem por fundamento o
direito de escolha da nacionalidade Nestas ma-
terias nao se deve ter em vista somenle a legis-
lago do paiz : sao questoes internacionaes, em
que preciso confrontare harraonisar a nossa le-
gistago com a das naces eslrangeira?, para evi-
lar ccnfiirlos.
E mesmo a bem dos interesses da rolonisacn
que so toma a providencia consignada no projec-
to ; .um meio de convidar o estrangeiro para o
paiz sem Ihe impor a nossa nacionalidade, per-
mittindo que os seus direilos sejam regulados pe-
las leis de sua naro.
Demais ponder? o orador que pelo principio
contrario os filhos do brasileiro nasrido em paiz
^irangeiro ficariam sem nacionalidade o sem
proteceo ; portanlo o projecto um favor aos
proprios hrasileiros.
O argumento fundado no perigo do se encher
o paiz de populaco eslrangeira poderia se appli-
car tambem aos estados da Europa, nos quaes,
contiguos uns aos outros, e com as fronleiras
abertas, se eflectua um continuo movimento de
populaco. Entretanto nelles se respeita o prin-
cipio de espontaneidade na escolha da naciona-
lidade.
Oppondo aulondade, mostra que o art. 6 1
da conslituigo facultativo o nao imperativo.
Cr ter justificado o projecto contra as objec-
ges suscitadas. Se no correr da discusso novas
duvidas apparecerem, tratar de dar-lhes resposta
0 Sr. Pimenta Bueno pondera que nao so tra-
ta de alterar, nem interpielar, nem fixar a intel-
ligencia do artigo da conslituigo, mas desenvol-
ver a sua disposigo por urna iei ordinaria. Por
mais clara e axiomtica que seja urna disposigo
de lei, isso nao priva ao corpo legislativo do di-
reito de entend-lo, de deduzir as suas conse-
quencias por urna lei ordinaria. Este artigo, que
se diz to claro que nao precisa ser regulado,
suscita, por exemplo, as seguintes questoesse
consUlucicual ou nao? se facultativo ou im-
PR1MEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Entra em discusso a relar.o das emendas do
senado proposigo da cmara dos deputados,
autorisando o governo para mandar admitlir a
exame do primeiro anno da faculdade de di-
reito de S. Paulo a Eduardo Meirelles Alves Mo-
reira.
Encerrada a discusso, approvada a redaego
aOm de serem remettidas as emendas cmara
dos deputados.
Continua a discusso, adiada pela hora na ses-
so entecedente. do art. 1 e seus paragraphos
do projecto do senado regulando os direilos pro-
venientes da residencia de que irala o art b.
1. da conslituigo, cora as respectivas emendas
do Sr. Cansanso de Sinimb, apoiadas na sesso
de 31 do mez passado.
O Sr. D Manoel enlende que, vista da dis-
cusso luminosa que tem havdo, o triumpho
moral dos impugnadores do projecto completo.
A emenda do Sr. ministro dos negocios estran-
geiros, em vez de rorrigir, aggravou os vicios
desse projecto ; estabeleceu doulrina nova ainda
peior.
Mostra qne o art. 6." da conslituigo artigo
constitucional; a opinio contraria singular o
excntrica.
O artigo imperativo, o nao facultativo. O pre-
ceito constitucional claro ; c ainda que fosse o
nico em todas as legislaces do mundo, nem
por isso devia ser suppnmido era virtude das le-
gislaces eslrangeiras ; s o poderia ser pelo po-
der legislativo nacional, munido dos poderes com-
petentes, e pelos tramites marcados na mesma
constiiuico.
Mas nao s a constituigo brasileira quo con-
sagra esse principio ; elle existe na legislago
franceza e ingleza, sem que d origcm a conflic-
tos entre essas duas nages, que ontrelanlo vi-
vero era lo intimo contarlo.
As duvidas que so tem suscitado sobre a indi-
ligencia desse artigo sao devidas aos cnsules ;
no paiz nunca houve duvida sobro disposigo
lo clara. O projecto do Sr. Pimenta Rueo infe-
lizmente veio acorocoar as reclamat,oes do es-
lrangeiro.
Os gabinetes passados teem Subido resolver ou
adiar a qnesto sem quebra do nosso preceito
constitucional.
Mas a falalidade pousa sobre o gabinete actual;
mas esta grande calamidade Ihe eslava prepa-
rada.
Entende que nao ha presso actual dos gover-
nos estrangeiros ; mas o medo de futuros com-
promeltimentos obriga o governo a propor es-
ta rmdida. Mas esse medo infundado ; ne-
nburaa nago civilisada empregaria a violen-
cia para nos obrigar a alterar a nossa consti-
tuigo.
O orador impugna com outros argumentoso
projecto e a emenda.
Estando linda a hora destinada para a pri-
meira parle da ordem do dia, o Sr. presi-
dente declara adiada a discusso para se pas-
sar
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Prosegue a primeira discusso, adiada pela
hora na sesso de 31 do mez passado, da propo-
sigo da cmara dos deputados alterando algumas
disposiges da legislago eleitoral.
O Sr. Nabuco. depois de responder s consi-
derarles fetas pelo Sr. presidente do conselho
quando orou sabr a materia, passa a impugnar
o projeclo.
Tero manifestado opinio farorarcl ao alarga
ment dos circuios ; mas por isso nao lcou obri-
gado a aceitar essa idea em qualquer lempo,
e por quaesquer meios, ainda que fossem ab-
surdos.
Nao se compromctleu a aceitar essa idea con-
ferindo ao governo o arbitrio do qne o arma o
projeclo, e que se pode converter em suas mos
em instrumento de dominio exclusivo.
Duas grandes necessidades ha no paiz ; a pri-
meira a diffuso da educaro moral e reli-
giosa ; a segunda a regenerando do rgimen
representativo, que se acha completamente
falseado. Nao trata de indagar a causa des-
se falseamento, nem quaes sao delle os cul-
pados.
Mas esse falseamenlo traz o enfraqtiecimenlo
do principio de aulondade, pois nenhum presti-
gio pode ter um governo que se apoia em um
parlamento sem [orea moral. A reforma actual
'T l
' A1."
-- '4 s-:r


(*)
|
i
OI&fiK) rBB PERSAMftUCO. TERCA FCTBA 11 DE SETEMBRO BE 1860.
opporiuna e prpmalura, anda vem aggravar mais
o estado de desmoralisaeoem que se acha o par-
lamento brasileiro.
A quelles que dizora que a le vigente favo-
rece ao individualismo, o orador responde que
antes qtier que venharo s cmaras procuradores
dosinteresseslndividuaes, do que commissarios
do governo, como acontecer com a execuclo do
projeclo que se discute. .
Pronuncia-se contra a perigos* dlg!c4n, que
0 projeclo confere ao poder excculivo O gover>i
nofaras eleices a scu arbitrio, o que quer di-
zero governo nomcar os scusjui.es, ou an-
tes, scrjuiz em causa propria.
O orador adopta o principio das incompatibi-
lidades ; mas casas incompatibilidades tan fortes
Dio de vem ser impostas aos magistrados em
com pensaces. E' preciso que se atienda' sorte !
dos magistrados, to mal remunerado*, que at
1 lies fallecen! os meios para comprar os ti v ros in-
despensaveis sua profisso.
Sent que o senado, que deve ser um corpo
fssencialmente conservador, e qua nao tem cor-
rectivo a seus desmandos, se lance nas vicissitu-
des do rgimen representativo. Nao j que
elle se arropen lera desse seu procedimento : se-
r em 1861, quando for nedda urna nova refor-
ma eleitoral. '
O Sr. D. Manoel abunda em considerares
impugnando projeclo.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada
a discusso, e d para ordem do dia da seguinte
se.sao :
Primeira parle al meio dia.Coulinuaco da
discusso adiada.
Seeunda parte.Alm da continuacao da dis-
cusso adiada, 2a discusso da proposico da en-
mara dos deputados elevando a vinle e qualro o
numero das loteras ja concedidas ao theatroly-
rico desta cidade.
l.evanta-se a sesso as duas horas e cincocnla
e cinco minutos da tardo.
SESSO EM 3 DE AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcan de
Lacerda.
A's 10 horas e 50 minutos da manha o Sr. I
presidente abre a sesso, estando presentes 30 i
senhores senadores.
I,ida a acta da"antecedente, aprovadi. :
O Sr. Io Secretario d corita do seguinto
, EXPEDIENTE.
Ura officio do Io secretario da cmara dosdepu- j
lados, participando que a mesma cmara adoptou |
e vai dirigir saneco imperial a emenda do se-;
nado proposicoque utorisa o gorerno paja
mandar admiltir* certos alumnos matricula nas i
laculdades de dircilo e de medicina e na escola
central.' Fica o senado inleirado.
Outro do mesmo Io secretario, acompanhando i
a proposico da dita cmara autorisnido o gorer-
no para mandar admiltir livres de direilos, os,
ulensis e mais objeclos que forern necessarios
empreza encarregada do esgoto e aceio publico
da cidade do Rerife, contratada pela presidncia !
Je Pernambuco com Carlos Luiz Cambronne.:= i
Vai a imprimir.
Ficam sobre a mesa es relances das emendas i
do senado s proposices da cmara dos depuia-i
dos autorisando o govcrno para mandar admiftir,
1*. matricula do Io anuo da faculdade de direi-
lo de S. Paulo a Pedro Luis Rodrigues Ilorla ;
2a, matricula do Io armo da fculdade de medi-
cina do Rio de Janeiro a Fabio Sizino Bastos da
Silva ; e 3a, matricula e examo do 1" anno da
faculdade de medicina da Babia a Thomaz Lou-
reneo da Silva-Pinlo.
0 .Sr. Viseoitde de Jequilinhonha aclia muito
razoavel que o govcrno, que diz achar-se munido
d6 facise esclarecimeutos em que se basca para
propor a reforma eleitoral, os traga ao tonheci-
menlo do senado, atim de que este possa guiar-
se no voto que tem de prestar contra ou a favor
do projeclo.
O orador j tem urna opinio firmada a respei-
tu do projeclo, e nao precisa desses esclarcci-
menlos; acha boas algumas disposices, mas re-
jeila oulras*
.Mas nem lodos os membros do senado cslflo
nas condices do orador, pois que na discusso
se tem perguntado ao governo quaes os fados
em que se firma para pedir essa reforma. Vai
portante requerer que o governo preste a este
respeito as necessarias informaces, que mande
ao senado os documentos que possue na secreta-
ria do imperio a respeito das ultimas eleices.
Nao basta que o governo declaro que possue l
i ssas informaces, que se basca em bom numero i
de fados para julgar da necessidade da reforma !
Ja lei eleitoral ; de mislcr lambem que o se-
i onheca e examine esses documentos.
i fim do orador nao protelar a discusso, I
pois que nao requer o adiamcnlo da discusso -
que corre
Man la mesa o seguinte requerimento :
< Requeiro que se pecam ao governo todas as
informales remettidas secretaria do imperio
al luijo, rclaiivas divisao dos circuios.Vis-
i onde de Jequilinhonha.
E' npoiado, e lita adiado por se pedir > pa-
lavra.
Compareceram no decurso da sesso mais sele
Srs. senadores.
Primeira parle da ordem da dia.
Continua a discusso, adiada na sesso ante-
cedente, do art. 1 e seus paragraphes do projeclo :
do senado regulando os dircitos provenientes da j
residencia de que trata o art. 6S 1 o a constitu-
cao, com ns respectivas emendas do Sr. Cinsan-
so de Sinimb, apoiadas na sesso de 31 do.
roes passado.
O Sr. Marque: de O linda impugna o projeclo
como inciiiistiiiH-ion.il o inconveniente. Mostra j
que o projeclo em vez de solver as difliculda es, |
far grandes complicaces e duvidasem suaexe-
cuco.
O que se qur sentar os filhos de estran-
geiros dos onus civis ; essas isences podem-se
conceder sein ferir o projeclo da constitualo.
Vela contra o projeclo.
Fica a discusso adiada por se passar a
Segunda parle da ordem do din.
Prosegue a Ia discusso adiada pela hora na
sesso anterior, da proposico da cmara dos de-
butados alterando algumas disposices da legis-
laco eleitoral.
O Sr. Souza Franco faz largas considerar-oes
i ombatendo o projeclo em discusso.
Dada a hora, o Sr presidente declara adiada a
discnsso, e rii para ordem do dia da seguinte
sssso a mesma j designada, acrescendo a dis-
cusso das redaces que se acham sobre a mesa,
e a do requerimento adiado por se ter pedido a
palavra.
l.evanta-se a sesso s duas horas e cincocnla
minutos da tarde.
e entra conjuuclameuie em dis-
E' a potad o,
cussao.
O -Sr. Vasconcellos impugna com algu-
mas considerares e requerimonlo em dis-
cusso.
O Sr. Dias de Carvallw volarla pelo requeri-
monlo do Sr. >isconde de Jequilinhonha e do Sr.
Souza Franco, m.is njo com o adiamento dama- '
leria em discusso
Veriflcando-se
lenha a palavra,
encerrada-a di
da segninle sess
Volaco do re _
discusso icou eee
j designadas.
Levauta-se a sesso
da tarde.
aver casa, ncrumaisquem
vice-nresidanle declara
" "Bra a ojVdem do dia
Jri~nlo, cuja
owo, f6 malenas
e um quario
SESSO EM 7 DE AGOSTO DE 1866.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de Lacerda.
As 10 horas o 0 minutos da manha, o Sr.
presidente abre a sesso, estando presentes 30
Srs. senadores.
0 Sr. 1. Secretario d conla do seguinte
EXPEDIENTE :
Um aviso do ministerio dos negocios do impe-
rio, em satisfagan requisico do senado de 2
deste mez, remetiendo copias nao s do requeri-
monlo de Frederico Harailton Soulbworlh, pe
dindo que se lhe mande demarcar em lugares se-
parados, sendo comprehendida em um delles a
fazenda denominada de Jo.io Branco, as dalas de
terreno que lhe foram concedidas por decreto de
2 do oulubro de 1858, para mineraco da turba,
na provincia da Babia, como lambem do aviso
que em deferimenlo a esse requerimento foi ex-
pedido ao presidente da referida provincia em
data de 8 de novembro do ditoanno.A quera
fez a requisico.
Um officio do 1. secretario da cmara dos de-
putados, acompanhando tres proposices da mes-
ma cmara autorisando o governo para mandar
matricular, na faculdade de dircito do Rccife,
precedendo exame e approvaoo dos preparato-
rios que lhes faltam, o esludante Vicente Janscn
Pereira, e outros ; na de medicina da corle, An-
tonio Espiidio Mallos do Prado, eoulros; na
da Babia, Olegario Ferreira Bandeira, e outros ;
no curso pharm-iceulico da corle, Belarmino Jos
Ferreira da Silva ; no 1." auno de faculdade de
medicina da Babia, o alumno do curso pharma-
ceutico da mesma faculdade Jeronymo Lourenco
de Araujo : no 2 anno Manoel Ignacio Lisboa
que frsquentou o 3." aono daquellc curso ; a
mandar admiltir a exame de analomia que fro-
qucnla na corte; Horcos de Oliveira Arruda Fi-
lho : na escola central da corte, Joo Alves Pi-
nbeiro de Carvalho, e outros ; na faculdade de
medicina ua Babia, Marcos Amonio Monteiro da
Silva ; no 1." anno da de direito do Recife, Mi-
guel Fgueirda de Parta, c no 2., Ernesto Julio
Bandeira de Mello.Foram a imprimir no jornal
que publcaos trabnlhos do senado.
Ota ollicio do Sr. senador Jos Marlins da Cruz
Jobim, participando achar-se anojado em conse-
quencia do fallecimenlo de um seu rmo.Fica
o senado inlairado. e manda-se desannjar,
Um requerimento da irniandade de Nossa Se-
nhora da Conceicfio c Boa-Morle desta corte, pe-
dindo dispensa das les de amortizacao para po-
der possuir bens de raz al o valor'dc 200:000$.
A rummisso de fazenda.
O Sr. Silveira da Molta manda mesa o se-
guidlo requerimento :
Requeiro a urgencia da discusso do projeclo
n. 5 da reforma eleitoral, para que de amanbaa
em dlante seja preferido na 1.a a >." parte da or-
dem do dia a qualquer materia, e aos requeri-
rnenlos.
E' apciado, c retirado a pedido do seu ulor
eem concentimcnlo do senado.
Comparecen] no decurso da sesso mais nove
Srs senadores.
ORDEM DO DIA.
Continua a 1." discusso, adiada pela hora na
sesso mtccedenle., da proposico da cmara dos
depuladps alterando algumas disposices da le-
gislado eleitoral.
Encerrada a 1." discusso, passa a proposico
para a 2.a, na qual entra logo, comecaiido pelo
art. l."e seus paragraplios.
O Sr. Souza Franco cnlende que o projeclo
apreseniado assim como esl, em dous arligos
com tantos paragraphos, comprehendendo tintas
e lao heterogneas disposices importa tima vio-
laco do regiment interno do senado. Este pro-
cedimcnlo ura manojo empregado para illudiro
regiment, que manda que em 2." discusso os
prejectos de lei sejam discutidos por ariigos, c
nfio englobadameDtc como na 1." e3.a discusso ;
um meio de se evitar que baja um exame am-
pio da materia, lijando a 2.a discusso igualada
1 o3\
1-.' pois a bem do exacto cumprimento do regi-
ment que o orador loma lempo ao senado justi-
ficando o mandando mesa o seguinte requeri-
mento :
Bequeiro que a 2.a discusso do projeclo
seja feila por parte na forma do disposto noarl.
77 do regiment do senado considerando-se ar-
ligos os differentes paragraphos do artigo nico.
E' apoiado e entra em discusso, licando cn-
Irel.inlo suspensa a da matozia principal.
O Sr. I). Manoel faz tongas considerTlces mos-
trando a necessidade do requerimento" err dis-
cusso.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada e
discusso ; o d para ordem do dia da seguinta
sesso : continuacao da discusso adiada, e 2 a
discusso da proposico da cmara dos deputa-
dos que eleva a 2i o numero das loteras j con-
cedidas ao Iheatro lyrico desta cidade.
l.evanta-se a sesso s 2 horas c 55 minutos da
tarde.
SESSO EM 4 DE AGOSTO.
Preside de Lacerda
A'sonzohiras da manha, o Sr. presidente
abre a sesso, estando presentes 30 Srs. sena-
dores.
Lida approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
O Sr. primeiro secretario l dous olTicins do
primeiro secrelario da cmara dos deputados,
acompanhando as proposices da mesma cma-
ra ; prineira e segunda re-ponhecendo cidadaos
brasileiros ao padre Flix Ma'ia de Freilas e Al-
buquerque. e a Joo Goncalves da Silva ; c ter-
ceira autorisando o governo para mandar pas-
sar carta de naturalisae.no de cidadSo brasi-
lero a AdolphoGeorge Guilhermellamann, e ou-
tros.
Vo imprimir no jornal que publica os tra-
balhos do senado.
Comparecem no decurso da sesso mais 8 Srs.
senadores.
ORDEM DO DIA.
Entram em discusso, cada urna por sua vez,
as redaeces das emendas do senado s propo-
sices da cunara dos deputapos, autorisando o
governo para mandar admiltir : 1.a, matri-
cula do primeiro anno da faculdade de direito
a matricula do primeiro anno da faculdade do I
medicina do Rio de Janeiro a Fabio Sizino Bas-1
los da Silva ; c 3 a, matricula do primoiro an-
no da faculdade de medicina da Bahia a Tho-
maz Lourenro da Silva Pinto; e nao havendo
debate, sao approvadas as redace.ds, afim do se-
rem renellidas as emendas ca'mara dos depu-
tados.
Segue-se a discusso do requerimento do Sr.
visconde de Jequilinhonha, apoiado na ses-
so antecedente, propoudo que so pecam ao
governo todas as informages remeltidas se-
cretaria do imperio, relativas divisao dos cir-
cuios.
O Sr. Souxa Franco justifica e manda mesa
o seguinle addiiamenio ao requonmento apre-
sentado pelo Sr. visconde de Jequilinhonha na
sesso do dia antecedente :
Addilamenlo ao requerimento do Sr. vis-
conde de Jequilinhonha.Pecam-se mais quaes-
quer inforrnaces feitas no regiment da lei de
19 de selembrode 1855, fic8ndo entretanto adia-
oa a discusso ao projecto,Salva a redaeco.
Souza Franco.
SESSO EM 9 DE AGOSTO DE 161.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de Lacerda.
A's ll horas c 55 minutos da manha, o Sr
presidente abre a sesso, oslando presentes 30
senhores senadores.
Lida a acta da interior, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1. secretatio le um officio do 1. secre-
tario da cmara dos deputados, participando que
a mesma cmara adoptou a emenda do senado
rpsuhiQo que autorisa o governo a mandar ma-
tricular e admiltir a exame do 1." anno da facul-
dade do direilo de S. Paalo a Eduardo Meirelles
Alves Moreira c a ilenriquo Antonio Alves de
Carvalho, e vai dirigir a mesma resoluco
saneco imperial. Fica o senado inleirado.
0 mesmo Sr. 1. secretario participa que o Sr.
senador Fernandos Torres lhe havia communica-
do que nao podia comparecer s sesses por se
achar incommodado. Fica igualmente o senado
inleirado.
Comparecem no decurso da sesso mais oito
senhores senadores.
Ol DEM DO DIA.
Entram em 3.a discusso. cada urna por sua
vez, e sao approvadas para subir saneco im-
perial, as proposices da cmara dos deputados:
1.a. approvand- a penso annual de 1:140$, can-
cedida viscoodessa do Goiana ; e 2.a, appro-
vando a penso annual de 240J}. concedida ao
guarda nacional Lbado da Silva Brando.
Entram em 1.a discusso. cada urna por sua
vez, e passam para a 2.a, e desla para a 3.a as
proposices da mesma cmara: 1.a, approvando
a penso annual de 1:440$, concedida reparlida-
menle baroneza da Victoria e sua filha ; e 2.a,
approvando a elevaco a 1:200$, da penso con-
cedida ao tenenle-coronel Francisco Xavjcr de
Barros Galvo.
Contina a discusso adiada pela a hora na
sesso antecedente, do art. 1." o seus paragra-
phos, do proposico da cmara dos depulados
alterando algumas disposic-es da legislaco
eleitoral.
Veem mesa as seguinles emendas :
0 1. do art. 1. substitua-se pelo seguin-
te:As provincias do Amazonas, Espirito-Santo,
Paran e Santa Calharina, daro mais um depu-
tado assembla geral legislativa.
Supprima-sc o 3." do mesmo artigo.
Suppriraa-se o 5." do mesmo artigo
Supprima-se os 13, 14 e 15 do mesmo
artigo.
Paco do senado, 8 do agosto de 1860.Vas-
concellos.
Sao apoiadas e entram c.onjunclamente em
discusso.
O Sr. Silceira da Molla nao pretenda tomar
a palavra sobre o projeclo que se discute seno
em 3.a discusso.
Mas duas razes o demovem desse proposito :
1.a, o discurso do Sr. Nabuco de Araujo, cuja voz
lera tanto prestigio nopaiz; 2.a, o cerlame por-
fiado que a opposiccqtera estabelecido, e que
mostra nao o desejo de elucidar a queslo, mas
de oppr urna resisleucia formal passagem do
projeclo.
O senado j tem observado, e o paiz lodo
observar com sorpresa esse procedlmente da
minoria.
1.' iuis um dusapontamento para o espirito
publico, um motivo da descrenca no systema
parlamentar.
O projecto inqu ostin a voimenle mais favora-
vel s ideas liberaes do que a lei que boje vigara,
o aquellos que hoje fallam em nomc dos princi-
pios liberaes
Sao iuteresses pessoaes feridos que dclerminatn
a opposicao que se faz ao projeclo.
O orador enlende que o projecto preferivel
lei vigente, porque mais liberal, d mais pres-
tigio ao representara pelo maior numero de votan-
tea que concorrem a elege-lo, menos favoravel
s fraudes, o presta-se menos inlervenco do
governo nas eleices, porque consagra e amplia
o principio das incompatibidades, que o deside-
rtum almejado pelo partido liberal.
Abunda em considerares para mostrar que o
projecto cncerra essas vantagens.
O Sr. Marques de Olinda julga de seu dever
justificar o vol que tem de dar contra o pro-
jecto.
Rejeila-o como inconstitucional, porque enlen-
de, como sempre enlendeu o partido conserva-
dor, que as incompatibilidades sao contrarias
consliluico.
O actual rgimen eleitoral nao pode ser ataca-
do nem pelo modo porque correram as eleices,
nem pelo pessoal da cmara que dellas re-
sullou.
As eleices correram sem graves perturbaces,
como se v do relatorio do ministro do imperio
que a ellas presidio ; e anda que houvcssem
violencias e fraudes, o projeclo nao Iraz dispo-
sigo alguma para remediar esses inconveni-
eutes.
Quanto ao pessoal da cmara, ninguem pode
contestar que ella possue em seu scio graudes
tlenlos, que Ilustrada e patritica.
Neste sentido o orador expende varios argu-
mentos, econclue declarando que votar contra o
projecto.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada a
discusso, e d para ordem do da da seguinto
sesso :
2.a discusso do parecer da commisso da
mesa sobre o augmento de prcslaco empreza
do Correio Mercantil dar a publicaco dos tra-
bathos do senado.
Continuacao da discusso adiada.
2.a discusso da proposico da cmara dos
depulados elevando a 24 o numero das lotlerias
j concedidas ao thealro lyrico desta cidade.
Levanla-se a sesso s ires horas da lardo.
SESSO EM 10 de~AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. Mauoel Ignacio Cavalcanli
de La cerda.
As onzo horas da manha o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes liinta senhores se-
nadores.
Lida a acta da aalerior, approvada.
O Sr. 1" Secretario d conla do seguinto
EXPEDIENTE.
L'm aviso do ministerio dos negocios do impe-
rio, remetiendo um dos aulographos de cada urna
das resoluces da assembla geral, que aulorisam
o governo para mandar matricular e admiltir no
primeiro anno da faculdade de medicina da corte
o de direito do Recife a Jos Pereira da Cosa
Molla, Seagio Jos de Oliveira Sanios e Manoel
de Andrade Martina Vallasques,- mediinte appro-
vaco de alguns prepiratorios ; nas quaes resolu-
ces S. M o Imperador consenle. Fica o sena-
do inleirado, e raanda-se coinmuuicar cmara
dos depulados.
Outro aviso do ministerio dos negocios da fa-
zenda, remetiendo o mappa n 621 das operaces
oecorridas na seccjio da subgUtuico do papel-
moeda durante o mez de julho prximo passado.
E' remettido commisso de fazenda.
Um officio do primeiro secrelario da cmara
dos depulados, acompanhando as proposices da
mesma cmara, urna approvando a penso an-
nual de 200$. concedida ao guarda nacional da
capital de Goyaz, Jos da Silva Guimaraes ; o
oulra dispensando ocapilo graduado do estado-
maior Francisco do Reg Barros Falco da resti-
tuido que por descont do seu sold esl razan-
do ao thosauro nacional da qnantia de 771$ por
elle percebida na qualidade derecrulador da pro-
vincia da Paralaba.Vo a imprimir, tio estan-
do j impressas.
Fica sobre a mesa para sor examinada a folha
do subsidio vencido pelos Srs. senadores no 3."
mez da presento sesso.
O Sr. D. Manoel mauda mesa o seguinte re-
querimento :
Requero que o projecto relativo aposenta-
dona dos magistrados j approvado em primeira
discusso, seja dado para ordem do dia de ama-
nhaa, na primeira parle, 10 de agosto de 1860.
1'.' apoiado o rejeilado.
Comparecem no decurso da sesso mais alguns
Srs. senadores.
ORDEM DO DIA.
Entra em ultima discusso, e approvado, o
parecer da commisso da mesa sobre o augmen-
to de prestaco empreza do Correio Mercantil
para a puhlieaco dos trabalhos do senado.
Contina a discusso, adiada pela hora na ses-
so anlecenle, do art. 1. e seus paragraphos da
proposico da cmara dos deputados, que altera
algumas disposices da legislaco eleitoral, com
as emendas do Sr. Vasconcellos "apoiadas na mes-
ma sesso.
O Sr. Souza Franco aprsenla longas conside-
races combalendo o projecto.
Enlendo que do maneira alguma elle favora-
yc s dontrinas liberaes. e pelo contrario lhes
intenso, porque proporciona ao governo meios
de sullocar as opimes dominantes dos diveros
circuios.
Se o projecto sana um ou outro inconveniente
do rgimen actual, por ouiro lado aprsenla
grande numero do vicios, que o tornam inadmis-
sw el.
O projecto foi apresenlado o anno passado pe-
lo Sr. ex-ministro do imperio como lctica para
dividir a opposigo numerosa que se levanlava
contra o gabinete de enlo. Nao comprehende o
orador por que oxtesso de benevolencia o gabi-
nete actual acceila essa heranca e loma a peilo a
sua approvaco.
O projecto nao mais do que um meio de vin-
ganoa o de humilhar-o, de que se servem os
membros do gabinete de 12 do dezembro para
desacreditar a cmara, que o oombalpu e fez re-
tirar. E' um ultraje feito cmara dos depula-
dos, por esses homens que hoje vendo triuro-
phantes suas ideas lhes laneam em rosto sua In-
coherencia.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada a
discusso, e d para ordem do dia da seguinte
sesso : Discusso do requerimcnlo do Sr. vis-
conde do Abael, c outros senhores propondo
que se proroguem temporariamente por duas ho-
ras as sesses diarias. Discusso do requeri-
mento do Sr. Souza Franco, pedindo algumas in-
forrnaces ao govcrno, e o resto das materias j
designadas.
l-ovanla-se a sesso s 3 horas da tarde.
SESSO EM 11 d7 AGOSTO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de Lacerda.
As 10 3/i huras da manha o Sr. presidente
abri a sesso, estando prsenles 30 Srs. sena-
dores.
Lida a acia da anterior approvada.
Nao ha expediente.
E approvada a folha do subsidio, vencido pe-
los Srs. senadores no terceiro mez da presente
sesso.
Comparecem no decurso da sesso mais nove
Srs. senadores.
O Sr. D. Manoel fundamenta cora algumas
consideraces, e manda mesa o seguinte reque-
rimento.
Requeiro que o requerimento oferecido pelo
Sr senador Souza Franco na sesso de 6 do cr-
reme mez, seja discutido Bde preferencia ao de 8
do mesmo mez, assignado por seis sonadores.
O Sr. Souza Franco pede ao Sr. 4). Manoel
que retire o seu requerimonlo. Quer que venha
discusso o requerimento que augmenta duas
horas de trabalho diario nas sesses do senado,
desoja combat-lo de frente, e deasfia os seus
autores a que o justifiquen).
O Sr. Manoel, altendendo s razes expen-
dida pelo Sr. Souza Franco, accede ao seu pedi-
do, e requer a retirada do seu requerimonlo.
Nao tondo sido concedida a retirada do reque-
rimonlo, prosegue a sua discusso.
Vem mesa a seguinte emenda substitu-
tiva :
Requeiro urgencia para que emquanto nao
forem approvadas pelo senado as lela annuas e
a proposigo da reforma eleitoral, so pretira a
discusso, o mesmo a juslificacao de requerimen-
tos de qualquer qualidade ou denominado qno
soja, pela discusso de projeclos de lei qu forem
dados para ordem do dia.
Requeiro igualmente que se proroguem as
sesses por duas hars diariamente emquanto se
discutir a proposico da reforma eleitoral. 11 de
agoste de 1860.Almeida e Albuquerque
E' apoiada e entra conjunclamente em dis-
cusso.
Por convite do Sr. presidente, eccupa a cadei-
M e Sr. viee-presidente.
0-Sr. Fetraz (presidente do conselho) enlende
que quando ha um animo tao manifest da par-
le da oppasicao para protellar a discusso, e im-
pedir a passagem das medidas proposlas pelo go-
verno, a medida esl justificada.
Tanto iulencao formal da minoria impedir a
paasagesa da lei eleitoral, que o Sr. Souza Fran-
co escreven a seus amigos asseverando que a lei
eleitoral nao possaria
(O Sr. Souza Pranco contesta que asseverasse
tal oousa, e que s lem dito que ha de fazer lodo
eeforco para que nao passo.)
nao sao usadas nem permiltidas no parlamen-
to inglez, o modelo dos parlamentos, essas pro-
telacoes.
All se ura orador divaga com intenco de pro-
* Tl 6 inlcrrompido pelo presidente e chamado
ordem com vivas reclamac,es.
Faz estas consideraces para que o publico for-
me um juizo, pura que o publico ajuizo a respei-
to do procedimento do grbinele e da maiaria.
OSr. Vasconcellos expendo consideraces re-
pellindo as proposices avanzadas pelo Sr. pre-
sidente do conselho. e procurando mostrar a ir-
regular.dade e odiosidade da medida contida no
requerimento.
O que se quer nSo aproveilar lempo ; 6 m-
por silencio minoria, e evitar a discusso. O
orador espera que o governo ir muito alm cora
as suas medidas deseveridade
O Sr Visconde de Abael expende as razes
em que se basearam os signatarios da medida.
Enlende que nao permitlido s minoras eslor-
var a marcha da administrado ; o regimenlo in-
terno do senado traz a impossbilidade de poder
manler-se lodo e qualquer governo.
O orador dscorro com vehemencia exprobran-
do opposicao o seu procedimento. E' inler-
pido por numerosos e vivissimos apartes. A dis-
cusso torna-se tumultuosa.
O Sr. Dias de Carvalho ora cora calor repcllin-
do as proposices ayancadas pelo orador, que o
precedeu.
O Sr. Souza Ramos votar pela primeira par-
te do requerimento, mas nao poderia votar pola
segunda sera fazer urna profunda violencia s
suas convicc.es. F.ntcnde que essa segunda par-
te contm, alm de urna violencia, um escarueo
ao senado.
O Sr. Ferreira Penna expende os motivos por
que volar contra o projecto.
Finda a discusso approvada a emenda subs-
titutiva ; o. julga-se piojudtcado o rcqueriraenlo.
O Sr. Vice-Presidente consulta o senado se se
deve prorogar hoje por mais duas horas a sesso,
docide-se que uo ; e d para ordem do dia da
seguinte sesso a discusso da materia adiada na
sesso de honlem.
Levanla-se a sesso s 3 horas da larde.
Esbozo histrico sobre a provincia
do Cear polo Dr. Tueberge.
(Continuacao do n. 208)
No Rio de Janeiro, depois da retirada de .
Pedro I, oda sua abdicarlo 7 de abril de 1831,
a favor de seu lilho D. Pedro II, os deputados e
senadores existentes na corte, se reuniram e no-
mearam urna regencia provisoria, que tomou
conla dos negocios no dia subsequente-ao da-
quelle fado. Parece que a revoluco militar
que occasionou a jbdicaco de D. Tedio, eslava
combinada em lodo o imperio ; porque a 4 de
abril daquelle aupo de 1831 liaba j arrebentado
urna na Bahia e oulra em Pernambuco, quando
chegou osles pontos a noticia dossa abdicago ;
e como a rclaxaco da disciplina ia lambem
amcacando a tranquillidade do Rio, o ministro
Feij previnio as consequencias delta, dissolven-
do a 14 dejulho cortos corpos, e mandando os
olliciacs de outros para [ora. A 17 do mesmo a
assembla geral nomcou a regencia permanen-
te, c a 7 de agosto foi preso e deportado o vis-
conde de Goianna, presidente do Para. No Ma-
ranho leve lugar a 13 de setembro um levante
militare do povo, que trouxe muilas persegui-
ccs, assim como tambera a expulso de magis-
trados ; e a 14, 15 o 16 desse mesmo mez, oc-
correu no Recife a horrorosa sedicjadenominnda
selembrisada, em quo as tropas apoderaram-so
da cidade, arrodillaram e roubaram as casas
principaes. A 7 de oulubro do mesmo anno, su-
blevaram-se na Iba das Cobras e em diversas
fortalezas do Rio, os soldados do corpo de om-
inara.
Nos dias 3 o 17 de abril de 1832 appareccram
movimentos populares no Rio de Janeiro ; a 12
deu-se una sedico militar no Rio-Negro ; c a
14.-houve lugar um movimento em Pernambuco,
do qual originou-se no interior a guerra chama-
da dos cabanos, guern que durou perlo de 4
anuos, e que s veio a ceder finalmente aos ex-
for?os do major Joaquim los Luiz de Souza por
meio da intervenc.io do hispo respectivo.
Nesta siluaco 30 de julho a regencia per-
manente vio-se obrigada resignar o poder;
mas a cmara dos deputados nao assenlio es-
se passo, todava o ministerio Feij Vascoucel-
los retirou-se do poder.
A 22 de marco de 1833 revoltou-se Ouro Pro-
lo, e no Para assedices conlinuaram de modo
que all a 10 de aluil brbaramente assassina-
do e despedazado o negociante Jalles.
A 14do agosto fundou-so no Rio una socieda-
de militar com o fim de rehabilitar essa clr.sse,
cujo conecito suas incessantes rebellies iain des-
truindo ; a 5 do dezembro a gentalha invadi a
casa das sesses da assembla, c despedacou lu-
do quanto nella encontrou ; o a 15 do mesmo
mez o tutor do imperador, Jos Bonifacio do An-
dradae Silva, vio-se assaltado no palacio da Boa-
Vista pelos juizos de paz da corle reunidos al-
guma tropa, que levaram preso o veneravel an-
eiio para lugar seguro, c obrigaram o joven mo-
narcha e suas irmas a acompauha-los procis-
sionalniente pelas ras da cidade.
Aponio aqui estes acoolecimenlos, que nao
pertencem positivamente a larefa que me impuz,
para mostrar que nao era s o Cear que solTiia ;
mas sini lodo osle imperio do Brasil, que pareca
marchar para um dosmoronamento infallivel.
Neste anuo de 1833 procedeu-se eleico de
deputados pa a terceira legislatura, e saiiirara
eleitos Jos Antonio Pereira Ihi.ipina, Manoel do
Nasciraento Caslro e Silva, Jos Marianno Albu-
querque Cavalcanli, padre Antonio Pinto do Meo-
Uonca, Jeronymo Martiniano Figueira de Mello,
Vicente Ferreira de Caslro e Silva, Jos Ignacio
da Cosa Miranda, o Francisco Alves Ponles.
Nas eleices primaras em 13 e 14 de Janeiro,
hoiiver disturbios na matriz do lc. O tenenlo-
corouel Joo Andr Teixeira,unido ao ex-ouvidor
do Crato Martiniano da Rocha Bastos, pleiteando
contra o coronel Agostinho, chegaram vias de
| facto uns contra os outros, perturbando com gran-
; do escndalo o acto.
Voltemos, porm. ao Cear, onde o presidente
Jos Marianno do Albuquerque Cavalcanli havia
sido substituido a 26 i'e novembro pelo major
Ignacio Correia de Vasconcellos. Este, .vista
da face dos negocios do Cariry, adoptou o plano
do seu predecessor, e deu logo ordens neste sen-
tido, mandando oxocutaro cerco da comarca do
Crato ; o para que o plano se exoculasse com
regularidade, projeclou ir em possoa dirig-lo.
Era sesso de 4 de dezembro submetleu osla sua
resoluco ao conselho do governo, que deu-lhe
sua approvaQo, assim como concedeu-lhe auto-
risaco franca para gastar dos dinheiros proviu-
ciaes ludo quanto lossc necessario para o bom
xito da empreza. lslo posto, empregando toda
a solicitude, oceupou-so al 12 de Janeiro de 1834
com os apprestos da expedi?o ; e nesse entre-
veanlo publicnu proclamaces, com que se fez
preceder quelles pontos da provincia, por onde
mandoy-as espalhar d'aolo-mo, e para onde se-
guio igualmente entre os dias 12 e 15 do referido
mez, fazendo apenas pelo interior da provincia e
particularmente polo Cariri um passeio militar,
porque nao cnconirou mais adjunto algum de re-
beldes : a 10 de marco eslava S. Exc. do volia
na capital.
Logo pelo principio do anno tratou o governo
da orgamsaco da guarda nacional, cm substilui-
cao das Iropas de milicias o anligas oidenancas.
No anno antecdeme, o conselho de provincia
havia, por espirito de bairrismo, abolido o porto
do Aracaty, alirn de chamar o coramereio para a
capital.
O porto do Aracaty sem duvida o mais im-
portante da provincia por causa docommercio de
toda ella fazer-se por ahi. Os Aracatyeoses pro-
teslaram.e logo representaran! contra esta medida,
convidando a 14 de maio ascamarasdo interiora
fazerem o mesmo ; e afinal obtiveram que o seu
porlo fosso conservado.
A 30 de maio fni proposlo, como j apontei
e passou na cmara dos depulados, o projecto do
banimento do ex-imperador D. Pedro I; mas a
18 de jtinho cahio completamente cm primeira
discusso no senado ; a 12 de agosto foi adopta-
do o projecto de reforma da consliluigo, vulgar-
mente conhecido pela denominaco do acto ai-
dieional; eem novembro soube-se da morle de
D. Pedro I, acontecida em Lisboa a 24 de setem-
bro. Estas noticias vierara chegando ao Cear
urna aps oulra sem comludo produzir notaveis
aconlecimenios. Como a reforma do cdigo nao
produzsse os melhoramenlos que delle se espera-
vsm, atlribuio-se este effeilo carencia de juizes
lettrados ; e por isto foram dirigidas ao governo
geral diversas represenlaces, no sentido do que
senomeassem para as comarcas juizes formados.
Durante o decurso da administraco do Sr. Vas-
concellos nada mais occorreu digno de reparo a
nao ser a marcha progreSsiva da crise monetaria,
que foi por diante at que finalmente se lomasse
urna medida enrgica e peremptoria.
J dase que indignos especuladores vendo que
?nM^r.eTDCllSa,d0Dba um valor enlnnseco in-
La Uri f'culaS. cntraram a emitt.r moe-
rLrl w.. 'Sa' e coni f"0 ainda inferior ao
cobre legal; e como essa introdcelo passasse
impune e desapercebida, animararo-se at a di-
minuir o peso do metal da moeda falsa, que lan-
5avam na circulacao, a tal ponto que o povo co-
mecou a recusa-la. Essa negociad era em tal e-
cala que enlravam navios carregados desse co~-
brc. com menos da quarta psrte do peso legal-
de maneira que o governo nao pode difTirir por
mais lempo de lancar as vistas sobro este acon-
iccimenlo. e procurar dar-lhe remedio. A 22 de
oulubro de 1830, pois. publicou-se em toda a pro-
vincia ura bando determinando, que s loria cur-
. A Ti* ?.e cobre 1ue Pezasse oito oita-
e.nd,,de,80 rlS' e "esse valor Para baixo na
correspondente proporco.
Com esta medida as repartices se acharara nos
maiores apuros, porque nao'era possivel arrauf
jar bastante moeda desta para as precisos vis o
que os particulares aguaruavam, !" desfa ara
da falsa, que chamou-se ehemehim. Aspequens
ransaccoes foram;ie tornando difficilim l J"!
SI impossiveis ; do maneira que. durante a guer-
ra de Pinto Madeira. a tropa nao podendo fazer
aceitar pelo povo o cobre inferior que receben"ni
pagamento do seu sold. entroUq a dar mos.ras
de desconteiiUmento, e ameagou por vezas arao
X'f-,, ra' ,U perig0 era g"Dde e imminento
sobre ludo em lempo de guerra, em que convem
razer a tropa salisfeila % paga ern mdcco oJe
UFOba gyro promp.o franco ? e por is'o con-
dai dllSdrn0. l*uoa frum bando com
dala de 18 de oulubro de 1832, que se recebesso
rftaT! de Cbre ,que P"Me 7 oiiavas por
80 r.s. 3 oitayas por 40, e urna oitava e meia '
por 2, res; delibcracao esta que sendo submet-1
exdecUtfaV18nd0egdeea1, k a5P?UVada ""<>
executar a 1S de dezembro do mesmo anuo.
*A\3?*, ou,ubro4de 1833 baixou porm urna lei I
gera determinando, que nao livosse do enlo po
dante curso legal a moeda de cobre que nao fe-,
asse a de 80 ris 7 oitavas e meia, a de 40 ris
av8,0.' 'lie3 'r,CS q,rUa e a de ris urna o !l
lava e tres quarlas ; e come se achassem gravo- ,
Sffid^SrW!*" P?ssoas 1" M SSa vis.0 '
l %B'i Vr",de ,da ^"luco de oulubro '
tuS a'" metia de P050 illferor ao que
determiuava essa nova lei de oulubro de 1833
UtVranUsmilU?eSCn.l3Ca d"S '".?. do CI
sUmbl?"er,l -Pel prfldtn,J a governo e
assembla geral ; na qual moslravam a iuiustica ':
o, fPeTe,larna,rSad0 aS P"l"lares "que Ta
oxisteni1Phv,,'r,anC? ',ue ,inham no BO'erno
existente, hauam recebido a sobredita moeda.
A 11 de dezembro de 1833 foi determinado pe-
Uveserd.1?""''^ *Ue t0dM pessaas, que
1l!f,c d.cVa moeda- c ,ne-4'no d'outra inferior'
t?r KSISi! Cn e,,lreSar a thesouraria para
da ronr o'', pe-saJa, e al,i guardada at deciso
ZSE2S2T0 submelllda ao governo geral,
da qualidade da moeda que o produzira.
Esta medida, que tinha por lim deixar nacir-
culacao somonte a moeda qo tivesse peso legal,;
cV/1fm),obSlara,n0Va i,llrod"'C^ ^ cobre chem-
cliem dcagradou aos inlroduclores da moeda,
rr.lUnFS' ^'^ ^lUmHCbo dos SOUS lu-
' "s|nroubos: de >eira que en.rarara a os- i
conder lodo o cobre bom. afim de obligar o g0-
e.les para corlar pela raiz laes abusos e acabar
de urna vez cora os apuros incessantes, tomou a
medida extrema de reduzir melado o capital
?T. ."?0."0 nbre nlo"e'iSado ; e assim decre-
tan que todo elle fosse recolhido c subraettiJo
urna commisso especial, que. dopois^e oscolhi-
,1, n?", e.bem cunhad. o mandasse carimbar
pela melada do seu anligo valor nominal, atim
in..i?. T i novam,e"le "a "roulaco, ficando :
tiuli isado lodo aquello que nao fosse carimbado.
Recebu-se osle dinheiro na thesouraria, o paga-
te" fim ClH SedulaS que vieram d" c6nc para es-
Esta medida extrema produzio o effeilo deseja-
.m4aTf T, "Va mocda de C0l,rc inutilisou
a ra, e facililou ao govcrno o meio de imitir pa-
pel moeda Mas se enlo tornou-se iropossivel a
iniroduceao do cobre falso, porque adquirir o
metal cimbado um valo.- intrinsecco superior ao ;
nominal, esse passe predispoz para o futuro urna |
crise em sentido opposlo ; porque os Irabalhado-
res em cobre hoje achara mais barato derreter a '
moeda em vez de compraren! o cobre bruto ou |
em sor, de maneira que assim vai elle desappa- !
recendo pouco e pouco da circulacao.
.U de oulubro de 1831 o Sr. Iguacio Correia
de \asconcellos, dosonerado da presidencia, cn-
ircgou as redeas da administraco ao seu succes-
sor, o padre Jos Maitiniano de Alencar; cojo
primeiro acto administrativo foi a publicaco do I
acto addicional, que a assembla decretara' a 12 i
de agosto do anno prximo passado, e que mo- I
ailicara quasi completamente a forma dosgover- I
nos proviuciaes : as assemblas provimiaes vie-
ram substituir os grandes conselhosde provincia,
leudo porem allribuices mais circumscriptas; c1
as eleigoes dos vinle e oito membros da primeira
legislatura foi mandada proceder em dezembro :
do mesmo anno.
Todas essas reformas oceuparara a alteneodo '
novo presidente os primoirns lempos de sua ad- !
miiiistracao; alm dislo ordenou s cmaras que :
qualificassem om cada termo as pessoas, que de-
viam servir de jurados, cojos liibunaes foram
orgamsados por esse lempo; assim como tratou
de perseguir todo transe os criminosos, malfei-
tores e prepotentes, que infestavam a prj-i
vincia.
Accusam-o de haver Lineado mo de meios i
arbitrarios e pouco moraes s'vezcs para alcancarl
o seu fim; accusam-o mais de ter perseguido
comcspecialidade aos inimigos de sua adminis-
traco e do sua familia, Lineando contra estes
outros malvados de sua affecao nao menos per-
versos do que os perseguidos.
Talvez- assim succedesse, mas correndo-se a
correspondencia oflicial d'aquellas pocas, colli-
ge-so que o presidente era pelo contrario anima-
do do desejo ardenlo de acabar com os crimes,
que se reproduziam a cada momento na provincia,
particularmente depois das dissences civis, que
a tinham dilacerado.
Nella queixa-se amargamente dos jurados, que
absolviain todos os criminosos, mesmo quelles
cojos crimes orara evidentes e eslavam mu bem
provados; ese algumas vezes prope medidas
demasiadamente severas contra os mesmos jura-
dos que assim obram, respira em lodos esses
aclos um desejo ardente de ver a lei respetada
o a punico attingir o crime, desojo que se re-
conhece parti do urna forte convieco.
Quanto impulaco de perseguir os criminosos
seus contrarise favorecer aos amigos, supponho
que bom poucos administradores nesla provincia
lem resistido essa tendencia, que pode ter sido
poltica al corlo Ronlo: no entanto perseguio os
MourP8 da Sorra-Grande, dos quaes obrigou a
emigrar para o Piauhy e a abandonar esta pro-
vincia, lancindo contra ellos os Queirozcs, quo
lhes nao eram inferiores; e no Ico oppoz ao l-
ente coronel Joo Andr Teixeira Mendos o co-
ronel Agostinho, e por seu intermedio oblcve do
jury contra elle urna senienca de degredo para o
Rio-Negro por 25 anuos.
A 22 de outubro de 1834 delerminou-so, por
um edital, quo toda a pessoa que livesse moeda
do cobre sem ser carimbada, houvessc de a tro-
car na Ihesouraria, onde seria paga melada em
moeda puncada, melade ora sedulas, que leriam
curso obrigatorio em tolas as repartices c entre
os particulares, sob pena do incorrer no crime de
perturbador do sucogo publico. Dessa data que
principiou a emisso do papel moeda.
Piulo Madeira, por esse lempo j havia sido
transferido do Maranho, onde eslivera preso,
para o Cear ; c d'ahi era seguida foi enviado
para o Cruto afim de ser julgado pelo jury deste
lugar, por crime de rebellio contra o governo
Foi sem a menor duvida urna triste lerabranca
essa de entregar-se ura tal reo seus inimigos
figadaes; jurados que cm sua totalidade ainda
derramavara lagrimas sobre as cinzas de algum
prente ou de algum amigo; um jury ainda
inexperiente, presidido por um juiz leigo, igno-
rante tanto como os juizes de facto, som haver
em toda a comarca urna nica pessoa que en-
tendesse de jurisprudencia.
So por este fado se pode criticar ou responsa-
bilisar o presidente; com muito raais raso se
deve criminar ao ministerio que consenlio nessn
fir?a judiciaria, nao obstante o officio do general
Labatut, quo j transcrevemos, e um folheto in-
teressanto, escriplo pelo vigario do Jardira, An-
tonio. Manoel de Souza, impresso no Rio e no
Maranho, no qual descriminava, vista de pe-
cas officaes, a parte que lomaram os partidos na
guerra do Cariri; e mostrava com toda a clareza
a incompetencia do jury do Crato ou do Jar Jim.
para julgar os cheles desla sedico.
A 21 de outubro de 1834 foi entregue Joaquim
Pinlo Madeira seus juizes; a 17 de novembro
abrio-se o tribunal, que o devia julgar; e a 26
foi condemnado pena ultima, nao pelo crime de
rebellio, que por si diicilmenle se prestara a
execucao o desejo que havia de sacriQcarem-no;
mais sim por um crime de morle, que se subsii-
tuio ao de rebellio, e que tira va a sua causa
pbanlasiada do seguinte :
Na occasio do encontr das (oreas inimigas no
Burili, foi preso pela gente do Pinto Madeira um
Portuguez por nome Cidade; e sendo elle avisa-
do dessa priso, conlavam algumas pessoas que
responder:
Prendam e desbaraten esta cidade; e que, em
con8equcncia deste dito, foi Cidade passado pelas
armas.
Testemunhas oculares, que se achavam pre-
sentes na occasio, declararam no entanto que
nao houve tal dito, e que o fado era de mera
inven^o.
Mas essas testemunhas e oulras mais que de-
punhanhara a favor do reo, ou que nao o cora-
plicavam medida dos desejos dos seus inimigos
rancorrosos foram espancadas na porla do tribu-
nal por facinoras, poslados ahi de proposito por
urna autondade que tinha interesse dircelo na
niorte do acusado.
Dopois da senlenca de morte, nograra-se-lhe
todos os recursos, que a lei concede aos condem-
nados; c tres dias depois do julgamento foi lvalo
ao patbulo. Seus algozes por escarneo queriara
que fosse submeitido ao supplicio da torca, nao
obstante as reelamaces do condemuado, que va-
lia-so das regalas d'e oflicial superior do exerei-
te ; e scom grande custo foi que alcancou ser
Pssado pelas armas. No dia 29 de novembro de
1834 consummou-se essa tragedia horrivel; Pin-
to Madeira foi fuzilado ; e dizem unnimemente
hoje, mesmo seus maiores inimigos. que portou-
se cora summa dignidade durante os apprestos do
supplicio.
Por maiores diligencias que ftzesse para obler
as pecas desse processo, nada pude alcanzar, di-
zendo-se-mc que ellas desappareceram imrae-
diatamente, o que foram logo destruidas.
Iuformado o presidente da marcha do proces-
so, da subsliluico do crime, o, dizem, da sen-
lenca j enlo decidida, mandou toda pressa da
capital um estafeta com ordem de fazer marchas
forjadas al o Crato ; mas quando este ahi che-
gou, j ora tarde, pois ludo eslava ultimado.
Neste drama tenebroso, o mais odioso que so
enconlra nos fastos criminaes desta provincia,
houve premedilaco palpavol, e proposito lirmu
de sacrificar a victima. Rcpresenlaram nas tre-
vas e por delraz da cortina, figuras sinislras, quo
a historia denunciar um dia ao tribunal da pos-
loridade.
Hoje ainda sao vivas quasi todas as pessoas
que tiveram parte neste assassinalo judiciario ;
por agora, pois, convera deixa-las lutar com os
gritos da propria consciencia.
Os bous secuestrados pertencenles 80 senten-
ciado, que se achavam depositados cm mo de
tim dos principaes autores desto grande crime
foram arrematados por pouco ou nada, e adqui-
ridos por urna das-pessoas que se mostrara mais
nlerossada na condomnago.
A 7 de abril de 18J5, abrio-se a primeira sos-
sao da primeira legislatura provincial; e nella
principiaran! a manifeslar-se os partidos polti-
cos ; os quaes crescendo veremos chegar ao ulti-
mo grao de exallaco, e por o paiz ora risco do
um calaclysma horrivel. Nesta sesso a opposi-
cao compoz-se de 7 membros, que embaraearara
muito a marcha do govcrno ; e temeu-se que as
comtnocoes que enlo conlinuaram cada vez
mais lerriveis no Para, livessem echo ou roper-
cutissem nesla provincia ; mas a energa do pre-
sidente obslou a este resultado, e os brados da
opposicao apenas infiuiram para tirar alguns vo-
tos ao padre Diogo Antonio Eeij, que delles ob-
leve grande maioria nesta provincia para regen-
te nico, na conformidade do determinado no ac-
to addicional.
A assembla nesla sesso supprimio as villas e
frcguczias do Indios do Soures e Arronches, reu-
nindo os seus rauuiciplos e jurisdieco ecclesias-
lica ao termo c a freguezia da capital, e reco-
Ihendo os respectivos archivos ao da cmara da
Fortaleza ; autorisou o presidente a levantar c
arrecife e a engajar officiaes e trabalhadores para
as obras publicas ; creou urna casa do correicao ;
e decrclou lampeos para illuminacao da capital
do que proveio seren denominados porzonibaria.
lampees, os depulados.
A lei do orcamenlo, autorisou o piesidentc a
despender no excrcicio futuro a quantia de......
:962S600.
O ministerio arrocoiando-so das censuras quo
se raziara i administraco do presidente, cha-
raou-o para lomar assenlo asscnlo no senado ;
mas este valcu-se do motivo de molestia para
nao ir para a corte, logo depois annunciou ao
govcrno quo ia entregar a presidencia ao vice-
presidente, mas a 23 de junho parlicipou-lhe quo
havia mudado de parecer, ao mesmo passo que
nessa occasio reprchendeu afoutamonle o mi-
nisterio sobre suas opioies patriticas. Todo o
resto do anno de 1835 fui empregado era medi-
das administrativas, tendentes organisaco da
nova forma, que se dora ao paiz.
Em Janeiro de 1836, tomou conla dos negocios
o ministerio Limpo do Abrcu, com quom o pre-
sidente audou de melhor harmona do que cora
osou predecessor. Entre outros melhoramenlos
Iratou o presidente nesse anno da creaco na ca-
pital, do um banco ; o qual preslou gra'ndes ser-
vicos ao commorco, e promoveu rpidamente o
incremento da cidade. Infelizmente, porm, tal
cslabelicimenlo durou pouco, cm virlude da
guerra, que fez-lhc a opposicao, guerra que
abrangia al mesmo as mclhores instituices, so-
monte pelo principio de terom sido promovidas
por um contrario : esse banco, pois, pouco mais
persisti do que o presidente.
_ Nesse anno abrio-sc no 1." d'agosto a 2.a ses-
so ordinaria da 1.a legislatura provincial, e o
relatorio hdo por essa occasio pelo presidente
alirahio-lhe na cmara temporaria e na imprensa
una guerra desabrida, era que s respirava o
rancor poltico e urna critica muitas vezes imme-
recida ; porque, so nelle foram ultrapassados os
'imites da moderar.so, nao se pode todava negar
quede lodo oseu'contexlo transuda o mais puro
patriotismo casado com o desojo de reprimir os
criminosos, que nesse lempo se ostenlavam afou-
tos e numerosos.
No dia 27 do mesmo mez a assembla suppri-
mio a freguezia de Monlemr-Vcllio, que cncor-
porou de Aquiraz ; a 5 de setembro seguinto
mandou a Ihesouraria tomar 50 aeces do banco,
e igualou o curso do papel-fiduciario desto
ao das sedulas, impondo o respectivo recebimento
s estacos proviciaes ; decrelou que, sob pena
de mulla, os juizes do paz fizessem de quinquon-
mo em quinquennio o arrolaraento da popula-
cho ; a 14 autorisou o engajamento de 50 colo-
no3 para a factura das eslradas ; a 19 creou a
inspeceo do algodo ; 3 23 creou igualmente os
agentes de polica para a captura dos assassinos
e a disperso dos squitos e coutos destes, cora
aulorisaco de graiilicar-se lano aos agentes
como aos officiaes de justica, que realsassem es-
sas capturas e apprchendessem armas do gover-
no ; a 25 creou ainda a nova comarca de S. Joo
do Prncipe dos Unharauns, desmembrada da-
qnella de Quixeramobim, e comprehendendo os
lormos do Tauh e Mara Pereira ; e a 6 inal-
menlo voiou a lei do orcaracnto autorisando o
presidente a despender a quantia de 146:100^500
ris.
Prximo ao encerramento dos Irabalhos desta
sesso, no dia 24 de setembro, deu-se um con-
Inio entre os membros da opposicao para impos-
siblilar o proseguimento dos mesmos Irabalhos ;
o que realmente aconteceu, porque tendo ella
augmentado era adherenles, e retrando-se estes
da casa, nao houve numero sufcieiite par3 a vo-
laco. Esle mesmo fado reproduzio-se no dia
26, e por occasio da retirada dos depulados op-
posicionistas, os dous partidos jogaram-se insul-
tos reciprocamente ; e avista de taes ocurren-
cias, enlendeu o presidente dever addiar a
sesso.
N'esse anno anda procoderam-so s eleices
para depuladosgeraes da 4." legislatura, c sahi-
ram eleitos os Srs. Andr Batios d'Oliveira. Ma-
noel do Nasciraento Castro e Silva, Jos Mariano
d'Albuquerque Cavalcanli, Joo Cupislrano Ban-
deira de Mello, Ignacio da Costa Miranda, Vicen-
te Ferreira de Caslro e Silva, padre Carlos Augus-
to Peixoto de Alencar, e padre Jos Ferreira Li-
ma Sicupira. No Aracaty, por essa occasio, li-
verara lugar grandes disturbios, a ponto de nao-
se effecluar a elcico ; o que reproduzio-se cm
Maria Pereira ; mas como o numero de eleilores
que davaro essas duas localidades, nao podia in-
fluir no resultado d'olla, nao houve nesses pontos
mais eleico.
Nesse mesmo anno, finalmente, procedeu-se
lambem eleigao da 2.a legislatura provincial.
No anno de 1837 dou o presidente andamento
muitas obras publicas ; mandou contratar na
Europa diversos operarios, que chegando j na
i.' i a
MUTILADO


DIARIO DE PERNABMUCO. TERC* WffiA II DE 8ETEWBR0 DE 1860.
m
administraco deseu successor, nao foram acei-
tas, nao obstante os contratos celebrados entre o
emissario da provincia e elles ; contritou calce-
teiros para calcar as ras da cidade ; deu princi-
pio obra di matriz da capital ; abri duas es-
tradas, urna d'ahi ao Aracaly com trinta leguas de
cxlonsao, e outra desse ponto para o Ico com .
incenla o tres, nao chegando esta a concluir-so Analorio, branco, 5 mezes, nflamraacao ntes-
Manoel Vtetra, pardo, solleiro, 60 anus, hydro-
pesia.
Fortunato, prplo, ascravo, solleiro, 40 annos, he-
patite chronica.
Thomaz, semi-branco, 6 mezes, convulces.
8
Americo, escravo, pardo, 2 annos, asthmas.
por haver sido abandonada a sua exeeuco pelos
presidentes que o succedeiam no governo ; soli-
citou finalmente e ohteve do governn a viuda de
un engenheiro com instrumentos para tentar-se
a abertura de pocos artesianos ; mas disto nao
resultou nenhum'a vantagera pela razo da sua
mudanza da presidencia, e raeimo porque obras
dessa natureza eram anda superiores s forjase
jos recursos da provincia naquella poca.
No coraeco da eessoda assembla geral, reali-
sou-se urca modilicaco de ministerio, sendo;
substituido Limpo d'Abreu por Araujo Lima, cu-
ijis opioies orara oppostas s do seu predeces-!
sor. Com esta Iransicjio de poltica, o senador
Aleocar sotlreu forlissimas accus.icoes da parte de
alguns deputados, que o pintaram como despota,
op;>ressor da provincia do Cear, e al mesmo
como assassino, por causa das mortes de dille- !
rentes criminosos que euto livcram lugar, pre-'
tex'o do resistencia da parte delles as autori-
dades lgaos, que os iam prender.
Como ve-so, taos aecusacoes resenliam-sc de
exagerado, porque se algumas vezes appsrece-
ra-n casos de arbitrariedades, foram ellos inde-
pondentes da vontade do prosidente. verdade .
que liouve una lei provincial, que resentndo-se
dos costumes barbaros do lempo do despotismo.
p")/ pree.o a cabeca de cerlos criminosos : mas
tambera poucos annos antes tino a o governo :
posto a premio as cabecas de Pinto MadeM e !
oulros cheles da rebellio ; e se laes exemplos
nao legilimam este aclo, pelo monos mostrara
costuraos da poca.
Era principios do anno de 1S37 foi remeliido
para o Crato. afira d l ser julgado palo jury dessa
comarca, o co-rode Pinto Madeira, o vicario do
Jardiio Antonio Maooel do Souza, quo lia 4 an-
nos se achavu preso bordo da urna embarcaeo
DO porto do Maranho. O jury condemiiou-o
tambom pena ultima ; mas elle appellou para
o da capital, que o absolveu a 18 de junho de
1^)7. Dopois disto residi por oilo aunos aiud i
tora do Cariri, e s voltou para s sua freguezia
em 1816, j velho, gasto, ceg e pauprrimo ;
vivoii ahi dospendendo era esmolas a favor de
sua matriz todo o dinliciro que poda adquirir
Ot 5 de setembro do. 1857 poca de sua morle.
Bra novomliro le-ve-o seiencia oflicial no Cea-
r da renuncia do padre Fij regencia, e da
desmnaeo do dia 21 do mesmo raez para a elei-
co de outro regente ; qual lendo tido lugar,
roe Uno a maioria do votos no regento interino,
o senador Pedro de Araujo Lima, quo foi eleito
com grande maioria na apuraco geral dos votos
d lodo o imperio.
N i lu do agosto abri o presidente a 3 sesso
di assembla provincial, cujas discussss foiara
pouco interessantes ; todava foram docretadas
muitas leis do importancia meramente local, en-
tro as paos algumas houve quo exorbitaram das
attribuicoos das assemblas proviueiaes, e a do
orcamento ronsignou para as despezas a quantla
de 197:970*700.
(ualro mezes, precisamente depois, no dia Io
de dezomhrn, o Exm. presidente, senador Alen-
car, passou as redeas da adtuinislrac.io da pro-
e M-signac.ao para o
linvl.
Paule, pardo, 2 mezes, tosse.
Constanza, preta, solteira, 50 annos, lisica pul-
monar.
Luiza Francisca, preta, solteira, 12 annos, urna
menejugiie.
9
Dativa, parda, escrava, 3 annos, apoplexia.
Rozalia, preta, escrava, 2 mezes, convulces.
Mara da Assumpco de Mello e Albuquerque,
branca, solteira, 31 annos, paralesia.
Carolina Alexaudriiia da Concoicao, branca, sol-
teira, 30 annos, anemia.
Andr, prclo, escravo, solleiro, 24 annos, apo-
plexia.
Maria, branca, 1 da, espasmo.
Isabel Maria da Conceico, parda, viuva, 40 ai
nos, fobre tiphoyde.
Miguel Arclianjo Romo, preo, viuvo, 41 annos,
uiarrha.
Cicilia. preta, escrava, 4 annos,.convulces.
Francelina Pacs Brrelo, branca, solteira, 20 an-
nos, hidropesa.
Jos Antonio Pereira, preto, solleiro, 34 annos,
tsica tuberculosa.
Joo, preto, escravo, solleiro. 33 annos, molestia
interna.
Maria, parda, 4 annos, molestia interna.
- 10 -
Theodora Maria da Conceicao, preta, solteira, 43
annos, lisica.
Joaquina, parda, annos, sarampo.
Joaquim, preto, solleiro, 8:) annos, apoplexia.
Catharina llosa da Piedadc, branca, solteira, 89
annos, erisipella.
Martinha Mara das Marees, parda, viuva, 38 an-
nos, tubrculo pulmonar.
Hospital de caimoade. Existem 51 ho-
mens o 5'J mulheres nacionaes ; 6 homens cs-
trangeiros, el mulher escrava, total 117.
Na totalidadedos doeoles existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo crur-
gio Pinto, s" horas ,' da raanlia do honlem, e
as 7 1/2 da manlii de lioje, pelo Dr. Dornellas,
s 8 horas da manhaa de honlem, e as 8 horas
da raanha de hnje, o pelo Ur. Firmo s 0 ho-
ras da tarde de houtem, e pelas 6 horas da tarde
de hnje.
Falleceu no dia S urna mulher de lisica pul-
munar e no dia 0 duas mulheres, de febre tiphoy-
de urna o de diarrha outra, e un> horacm de tu-
brculos pulmuuares.
Passageiro rindo do Aracaly no hiate bra-
sileiro BxalagSo:Agostinho Teixeira de (tarros.
vadores *oT>ejam paciencia
resultadO'das urnas.
Nada entretanto Ulo kiiquo, e- mesmo horro-
roso, nooooceiio do bollsllm. eomo o interesse
que o Sr. Dr. Fonelon toma pela causa conserva-
dora era S- Jos, o que mais- qi*e bstanle para
por era relevo a proteccao que Ihe presta o anar-
chista-mr, o Sr. Araripe, che fe de polica !
Ae Sr Feoza licito arvorar-ee em missiona-
rio, e andar de freguezia em freguezia a fazer
mileengs.
Ao Sr. Joo- Paulo permitlido- i* pira Olinda,
onde nenhnm interesse o chama, promover des-
ordena, rossiujcilar odios amortecidos, soprar a
conflagraco; mas o Sr. Dr. Fenelon, deputado
provincial por este circulo, honrado-com a con-
fianza dos eleitores de S. Jos, nao pode asso-
ciar-se caus dos seus amigas c comitentes, e
se foi porque conta que o chefe de polica far
derramar sangue pernambucano para o eleger.
Realmente, dessas concluses s os homens do
bolletim liram.
Fcamos na estacada.
10 de setembro de 1960.
O soldado Z.
P. S.O Sr. Dr. Jos Bernardo, irmo do Sr.
Fonelon entra deservieo amanhj na praoa forte
do bolletim.
E' bear feito I Quem o mandou ser irmo do
outro, e conhecer o Exm. Sr. Ur. Ambrozio. de
quem amigo desde o lempo em que este en
estudante I
Communicados.
Os fados nos esto justificando.
Disseraos por mais de urna vez que na provin-
cia nao existem partidos organisados, e que o
queso intitula de partido liberal nao passa de urna
faenan, cuja testa se collocou um avenlureiro
poltico, quera ludo faz conta.
Grilou-so, que injuriramos uro grande parti-
rin'ria ao vice-presidenlc Joao Facundo de Castro do composlo do dous terros da populaeo
.' l>,>)^ U.l.l .. T, .... 1 ll !< .1. H ..M.l ,HI1 lili
e-Menezes, aps um governo do 3 annos, que se
tevo detractores encarnicados, dispoz sempre de
apologistas dedicados. Como quer que seja.ocer-
to que nao se podem escurecer certas [altas e
mui notaveis ; mas tambera sera fechar os olhos
luz do sol nao querer reconhecer immensos
Bervicos prestados provincia por S. Exc.
Cnmeireito, elle regularisou a marcha da ad-
Dlinistraco e das diversas repartinos ; promo-
vcu os melhoramentos materiaes da provincia
por meio da exeeuco do obras publicas que an-
da lioje so admirara ; abri estradas, fez ponte?.
Pois bem, o proceJimonio que tem tido esse
intitulado partido liberal nestes das, tas difto-
renles freguezias desta cidade, ha de sobra de-
monstrado o grao do moralidade desses/acetosos.
Insuda losein meelings, leem pralicado actos de
nqualilicavel selvageria.
Nao ha exemplo de se haver pralicado as
vertiginosas pocas passadas tanta insolencia,
tanto desaforo, e so jugado contra a gente limpa
da sociedade, soja qual Mr a sua cor poltica,
tanto insulto, tanto-improperio, como so tem jo-
ga lo as fiogueziasde S. Jos, Santo Antonio
constroio chafarizes e arudes na capital; pre- e Boa-Vista, com especialidade as duas pr.mei-
tendeu calcar a cidade e levantar o arrelice para
melhorar o oslado do porto : deu principio a ma-
triz ; promoveu a coiistruccao de assudes em
toda a provincia, concedondo premios e auxilios
nos razendetros que os [aziara as suas Ierras;'
estabeleeeu 0 banco que prosperou debaixo da'
sua administraco ; augmenlou as rendas provin-1
caos ile tal forma, quo chegavam para as obras
publicas, o sempre navia diuheiro nos cofres p-
blicos. Alm disto estabeleeeu una poli -ia ac-
tiva, ainda que lalvez um pouco austera, pela
qual perseguio os criminosos e reduzo impo-
tencia os Mourots, Matambas, Tetos, Btmtiois,
Malavelhas, Fazfomes, ZolhSes, Fumas, Folga-
r i e oulros inultos afamados assassnos, cele-
bres nos anies d-i provincia. Verdade que
P lupou, e mesmo empregou na polica outrus
uloscomo esses ; foiislo um erro, um dos-
vio do circuinstancia, e digno todava de censu-
ra, mas que nao pode tirar o merecmento dos
ser vicos que presin, e que sero sempre lembra-
dos por cala provincia.
(Continuar-se-ha).
ras.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Por portara de honlem foi nomeado para o
lugar de porleiro do Gymnasio Provincial Pedro
Alesandrino Machado.
profossor do instrueco elementar da I"
cadeira d.i cidade de Goianni.Joo Jos Barroso
d i Silva Juvens, foi habilitado para a percepcao
da graiiiicaiao consignada no art. 26 da lei n.
369.
No Diario de honlem j deixaraos noticia
do publico a formaoao das mesas oleituraes do
dlercntes localidades, assim como algumas
emergencias que se deram quer na sua composi-
ro, quer no proseguimento aos respectivos 1ra-
ballios; lioje iremos continuar nesse
V. quem lora assim pralicado ? A gente que diz
compor o grupo, e que o Liberal Pernambucano
chrismou de grande partido liberal.
E de que gente so coropoe esse partido ?
Me s malrizes, e veris com os vossos pro-
pros olhos.
Cahir-vos-ha a cara ao chao ; al prelos capti-
vos tomara parte nessa orgia infernal, que alli
pralica a clase mais iofima da nossa sociedade.
O hornera sizudo, limpamente trajado e de
porte gravo, que se approxime mesa, c d o
menorsignal de querer fazer urna obsorvaco,
nao se pergunta que lado pertence, imroedia-
tamente apupado, e lancado para fra no meio
do una gritara infernal.
S lera dreito de fallar e reclamar, certose
determinados individuos: ningueni mais falla.
As docises das tnaorias das mesas nao devem
prevalecer contra o entender da minora, e por
sso reina sempre a desordem.
Na fregoezia do S. Jos, por um verdadeiro
milagro, escaparam dous membros do partido
conservador de ser victimas, pelo faci dse
conservaren) junto ao presidente da mesa.
Na matriz de Santo Antonio iguaes scenas se
dorara, sor.do que contra o propriojuiz de paz se
jogaram insultos, alm de repetidos gritos de
morro o juit de paz.
Na Boa-Vista um cidado rcspeilavcl pede a
palavra para reclamar sobre o seu dreito, c
quando comees a fallar, um intitulado director do
partido liberal po o dedo na bocea, o grita cle-
se. F. porque me devo calar .' le pergunta o inter-
rumpido. Porque um ladro. Responde um
doschefesdo partido liberal.
Como esta, numerosas scenas so tem dado.
Quem dirige essa gente?
Quaes sao os sena chefes?
Apenas temos visto testa do di Iteren tes gru-
pos alguns redactores do Liberal Pernambucano,
os quaes lhes fallam sempre urna linguagem pe-
rigosissima, invocando, de quando em vez, as
meio de
po tlcouiulerdtci.0, e o veo ua tristeza e dador
correu sobro scus altares, como occultindo da
indigna presenca dos homens as veneraveis ima-
gens; escondenao-se deursos furiosos o mesmo
Creador de todas as couses par* urna capella
particular as dependencias do templo. O' meu
Dos I quando o hornera, peccando, tem o vossso
sanctitario como cidade de refugio, ondo devo
chorar o crime, mas se esse mesmo lugar que
ello escolhe para commetier a maldade, onde
poder este homem achar o remedio?!
Silenciosa e coberla de lulo est a nossa ea-
thedral! 6 parece-me ouvi-la dizer com Jere-
mas : O' vos todos que passaes pelo camiuho
attendei e vede, se ha dr semclhauto a rainha
ddrl
Esla dr acerba, e por isso a todos sem ex-
cepeo peQo que a conlemplem e considerem a
amargura que me cerca por todas as partes : As
rainhas lagrimas correm em abundancia, eu era
jucunda em minha belleza, princeza da-- malri-
zes de cinco provincias bwsileiras, a minha for-
mosura encantava ao msrao estrangeiro que
contemplara as minhas ormosas naves, e mi-
nhasgigantescas arcadas; mais bella anda, mais
feliz era sem comparado, porque continuamente
8qui se louvava o Omnipotente. Urna geraco
teem succedido a outra geracao, os pas tem trans-
rniltido a seus filhos que nunca os ofilcios Divi-
nos foram aqui interrumpidos : pestes, calami-
dades, guerras, fomes, intemperies do ar e das
estacos, nada tinha erabaracodo que subissem
continuamente ao Eterno o incens do turibulo,
o sacrificio incruento e o perfume da orago ;
hoje mesmo, verdaoeira casa de oraco, i ida
bem nao seelevava o sol no oliente e j cu de-
clarava aos habitantes de Olinda que ia entrar
com urna missa solemne o setenario da Mi de
oos das Dores; hoja mesmo os ministros de
Dos entoando os louvores Divinos terminaran)
0 aclo com a missa solemne do da. Mas quem
julgaria que bem de preea tolo este jubilo se
tomara em amarga tristeza? Tal o estado
em que estou, sem sacrificios sem louvores Di-
vinos; os verdadeiros servos do Dos j nao en-
trara polas rainhas portas, so nao para cora dr
contemplar o sangue aqui e espalhado pelo chao ;
os sacerdotes geraem e acompanhara o meu si-
lencio, sem poder remediar as minhas lagrimas icommissoea multo honrosas,
da torro os sons dos sinos disiertavam at pou- A sua memoria que ja pelo
coas oucas dos habitantes da cidade, mas agora
sement o que s houvo dentro do meu recinto
a voz profana, como que se preparando para
continuar a ensopar o meu pavimento com san-
gue, o estridor das armas c o tropel do de-
magogo e do sacrilego. Genio, e nieus suspiros
saojus|os, choro e mihaa lagrimas sao mais
amargas que o mais amargo fel. O' vos lodos
que passaes pelo camiuho, attendei e vede, se
ha dr semelhante a minha dr!
Tomo agora de novo a palavra : a impiedade
eleva o seu eolio suberbo e cxecravel, e a com-
punco c nulla na maior parle do poro; a pro-
fanacao revoltanle, a injuria atroz perpetrada
contra Dos, o quebranlumenlo do preceilo da
candado de um modo o mais eslranhavel, o es-
cndalo horrivel. o inqualilicavel abuso da lei,
eis aqui a obra dosses impos posta em exeeuco
na santa cathedral de 01 inda Esta casa de ora-
co j o nao porque Dos nao quer que, inter-
dicta como est, haja nelli o sacrificio tremendo,
os oflicios Divinos, e porque? Cos! suspendei
a vossa justa colera esperai um pouco pela
contriccao dos impos I U nosso templo a casa
de oos, porque o mesmo Senhor se digna nello
habitar, a nossa cathedral porm est privada de
sua presenca ; porque pregando-so aqui o respeito
ao templo este foi profanado, pregando-seo pre-
scito da cardade, esta foi calcada a pes, pre-
gando-se o bom exemplo, este foi abandona loe
substituido pelo escndalo revoltanle, pregan-
do-se emfira que se devo dar a Cesar o que de
Cesar ; homens, nao porcra todos, homens for-
mando urna orgia verdadeiramonle infernal of-
fendem os foros das leis de nossa bella patria
cora a maior imprudencia e doscararacnto que se
pode considerar. J nao podem ser de Oeos,
poisoffendeudii-o desta manoira um novo cri-
me dizerem que Ihe perlencem, ura novo cri-
me, digo, porque s seremos amigos e por isso
s seremos do Senhor, se fi/.ermos oque Dos
1 nos manda ; mandando-nos porm o Creador que
tremamos diante do seu templo, a cathedral es-
t de presento reduzida ao estado de tremermos
vista dos horrores que nella se commelteram
na presenca daquelle mesmo que com voz de
38 caixas-qaieixos; a i'6SSo-c< Irmo.
3 ditas-tecido de algodo ; a Joio Keer & C
1 dita e 1 ordo couros e chapeos de sol de se-
da; a Ax li. Rodrigues.
16 fardos- tecido de algodao; a Braga Silva C.
15 barris-oleo de liuhaca, 10 ditn alvaiado, urna
caix ferregerw; a Patn Nash &0.'_
48caixas-e7 fardos tecido de algodo, urna ca-
xa dita de la;, a A. C. de Abreu.
42 caixas e 45 fardos tecido de algodo ; a Bar-
roca & Medeiro".
200 saceos arroz., urna caixa meiaa; a ordem.
l macos cabo^. a Th. U. HSL^
1 caixa tee'-** "* 'ao *m dita c t*
1 dito b; jr& C.e ^
17 fardo Jdo; a James-Cpabttree
& C. /
1 sacco an. /as^sT diversos.
C> (sulailn Reral.
Rendimentod.Jis' 1 a 6 / 36749S57
dem do dia 10. ...'.. 390788j
l,
Vicente Camargo e Jos Maria Pestaa
Socretaria do t-ibunal do commercio de Pe -
nambuco 10 de setembro de 1860.
Dinamerico Augusto do Rejo Rangel.
No impedimento do officisvmaior.
EDIT4L
A. mezajjarpchial da freguezia
'^coS Sacramento do bairro
de S. Antonio da cidade do
Recife.
^*>eT a todos os cidados qualificados ro-
lan- Vfrcguezia, que era virludo da suspen-
so do-^ Alhos eloitoraes ordenada por causa
dos lumurTus e desordens que houveram hoje
entro da Matriz, e imposieo que pretendiam fa-
4:06530}. i
Diversas provincias
Rendimento do dia 1 a 6 .
dem do dia 10.......
1123880
I
112.890
Consulado provincial.
Rendimento do dia I a 6 47275300
dem do dia 10.......I:lt8j76z
Comecamos a publicar hoje sd"b o titulo de
.literatura urna menora sobre o projeclo de me-
Ihoramento do porto do Cear, escripia pelo Dr
G. R. Gabaglia, chefe da seceo Astronmica da
Commisso Scientiflca que percorre actualmen-
te a provincia do Cear.
O iiome do Ur. Gabaglia vantajosimenle
conhecido no paiz O distincto lente da escola
de marinha considerado como um dos Brasilei-
ros mais aproveitados na engenharia hydraulica,
da qual fez esludos especiaos na Europa.
O governo imperial para alli maiidou-o eslu-
dar aquello ramo Je engenharia, e Ihe lera dado
o apreco merecido, dalinguindo-o com diversas
nome do seu au-
tor rauilo se recommenda, por certo um in-
centivo para que soja discutida urna questo que
minio importa prosperidade da provincia do
Cear.
Lomos a memoria do Dr. Gabaglia e posto que
nao sejamos profissional na materia, aventura-
mo-nos a dizer que o plano de melhpramcnto a-
presentado pelo Dr. Gabaglia digno de esludo.
No nosso humilde juizo elle coque nos parece
mais exequivel, atientas as circumstancias do
paiz e d'aquella provincia, cuja renta nao com-
porta as avulladas despezas que seria mister fa-
zer com a exeeuco dos planos apresentados por
oulros dignos engenheiros. que lera sido incum-
bidos de examinaraquelle porto e propc os me-
ihoramentos uecessarios.
O Irabalho do Dr. Gabaglia merece a attenco
dos engenheiros desta provincia, que esludam o
melhoramento do nosso porto. Alli eucontram-l
se ideias que com as modilicaccs adequadas tal-
vez sejam suscepliveis de applicaco entre nos.'
Aquellos especialmente quo se inleressam pe-
la prosperid ule da provincia do Cear, acredi-
tamos, nao negaio ura voto de louvor e anima-
cao ao laborioso Dr.
O Dr. Gabaglia promelte.u-nos tratar na se-
gunda parte dos scus Ensaios daqucstao das sec-
eos.
Aguardamos com anxiedade a solucio quo o
Dr. Gabaglia possa dar esta qoest por ven-
tura mais ardua do quo a do porlo Cear.
Recite, 10 de setembro de 1860.
zer parle do povo, de soa opinio, sobre as reso-
luces tomadas pela mesma meza, cuja exeeuco
e observancia imrsio por lodos os mcios; lem
designado o dia 17 lo correlo pelas 9 horas da
! manha pira coulin|ac.o dos mesmos Irabalhos
eleitoraes. E por issn-assim o manda anininciar
pelo presento edital, que devora ser publicado
pela imprensa, e afiliado em lodosos lugares quo
forem convenientes. Rerife 8 de Setembro de
1860. Eu Joaquim da Silva Reg, escrivoque
o escrevi.
Antonio Epa min as de Mello.
juiz de paz, presidente da mera.
Camillo A. Ferreira da Silva,
membro secretario.
Uarcolino dos Santos Pinheiro.
membro da meza.
Pela insperco da alfandega se faz publico'
que no dia 10 do "correte, depois do meio dia,
>,sc ho de arrematar era hasta pub ica, lines de
Ass.i-8 das, bngue brasile.ro Invenctvel de 2 i Jireilos ao arrema4anle, no estado em que se
acharem, 252 garrafas com 63 de cerveja, no va-
lor de 720 rs a medida, viudas de Antuerpia, no
5:8i6S071
Movii&ento do porto
Navios entrados no dia 8.
toneladas, capil'io Antonio Albino de Souza,
equipjagem 12, carga sal a Amorim IrmsOfweio
largar o pralico e seguio para o Rio de Janeiro.
Aracaly)7 dias, hiate brasileiro Fxalaro de 43
tonelladas, capitn Antonio Muiiocl Alfonso,
equipagem 4. carga sal e alguns gneros, a
Grogel Irmaos.
Naci entrado no dia 9.
navio Monickendan, entrado e^ai junlio^-abando-
nadas aos dueos por C. LuizXmtSfoone.
Alfandega do lVmambuco. 6 de setembro de
1860O inspector.
Denlo Jos Fernandos Barros.
A cmara municipal desta cidade manda
Terra Nova 3o dias, barca ingteza Truncito de publicar, para conhecimenio dos seus municipes.
310 (onelladas. capilo F. Dimond, equipagem
15, carga 3155 barricas com bacalho a Johns-
ton Pater & C.
.Vacos sahidos no mes/no dia.
Rahiapatacho ingloz Cornucnnin, capito Cort,
com a mesma carga que trousse deGaspe, sus-
pendeo do lamino.
Ilio Grande do Sulbrigne nacional Imperador,
capito Clemente Jos da Costa, carga assucar.
.35
O.
I
Horas
e
3
s. !
tmosphera.


Direcco.
=3
Intensidade
I

Centgrado.

Reau mitr.
oo
o
| Fahrenhtit 2
o
Publicacoes a pedido.
Duas respostas.
Nao pnsso de modo algum comprehender como
se podoramdar s minhas expresses um senti-
do completamente diverso daquelle que es-
pirou na occasio de pegar na penna para escre-
ver dous pequeos artigos para o Diario de Per-
nambuco de 6 do correlo.
Cora o tiiulo saudades de Pajea escrevi algu-
mas linhas as quaes s tive era vista recordar
Irovo manda que a sua presenca seja escrpulo-j alguns dias passa los nesle ameno lugar emeora-
samente respeitada. i panhia de to prestrnosos amigos. Como podc-
Impial saciaste o teu damnado intento, profa- ria o Sr. Dr. Berges da Fonseca cnxergar no meu
nasle o templo do meu Dos nelle derramaste pobre escripto nin intuito bom visivel de moles-
o sangue de leu irmao, e agora a consciencia te tar aos dignos cidados daquelle lugar, de quem
est partindoa pedaco?. Implo levanta estes me przo, como o Sr. Dr. Borges, era ser um
bo
| Hygrometro.
-i
b
n
Barmetro.
A noile clara, vento NE, veio
assim amanheceu.
osc.iLi.AC,AO da Mvnf:.
Preamar as 11 h 6' da manha, altura C.20 p.
Baixaraar as 5 h 18' da larde, altura 1.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 10 de se-
tembro de 1860 VlF.GAS J'.NIOR.
e alim de que seja observada a postura abaixo
transcripta, que foi approvaaa provisoriamente
polo Ev.ro. presidente da provincia, em data de
2i do correte.
Paco da cmara municipal do Recife em sesso
de 27 de agosto de 1860.-Gustavo Jos do llego,
| pro-presideute.Vanoel Ferreira Accioli, sacre-
tario.
Quarta seeeo. Palacio do governo de Per-
nambuco em 24 de agosto de 1860.
O presidente da provincia, lendo em vista o
TioTepresenlou a enmara municipal do Recife
era oflicio de 22 do correle sob n. 78. resolve,
approvar provisoriamente o seguinte artigo de
postura :
Artigo nico Ninguem poder conduzir cal
pelas ras da cidade, e estradas do municipio,
sem ser coberta de mancra que o vento a nao
espalhe : os infractores soltrero a multa de 10,
a qual ser dobrada na reincidencia.Ambrosio
f.eilao da Ounha.Conforme Antonio l.eilc de
Pinho.
Secretaria do governo]'de Pernambuco, 31 do
agosto de 1860.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, manda
publiczr para couhecmento de quem possa inte-
ressar, que o Exm. Sr. ministro da [azoada, ten-
do ordenado a thesouraria de azenda desta pro-
vincia que proceda a substituico das notas do
208000 ris da 4" estampa, papel branco, decla-
rou em aviso de 13 do correnle, que esla subs-
tituico ter lugar no lempo que decorrer de
agora at o Ora de abril do anno prximo futu-
ro, comecando do Io de maio segointo, o prazo
------------------ de 10 mezes para o descont nicnsal de 10 por
para o terral e otO no valor de laes notas.
O secretario do governn,
Joo Rodrigues Chaves.
C
O:
<*
fi
m =;
" -3
tr (
t O
S 2
? r
f.
>
Deciaracoes.
Editaes.
Pola capitana do Porto se fazem pub'ico os
\ avisos abaixo, das alteraces que na prxima es-
. laco se porio em exeeuco nos ptiaroes e bali-
stas da costa da Franca, conforme indicara os
1 mesmos avisos. Capitana do porto de Pernam-
buco 4 de setembro de 1860.O secretario,
J.'P. Brrelo de Mello llego
noticiario, yras cimas de Nunes Hachado, como
O resultado da eleicao de Munbeca, quo con- despertar-lhes o ardor o patriotismo.
Clulo-se hootem, acaba de chegar, e d a seguin- | Grandes malos j teriamos lastimar, o
te votaco .
Juizcs de paz do 1 districlo.
Os Srs.
Nereo de S e Albuquerque.
Agostinho Bezerra da Silva Civalcanli.
J is Thomaz Machado Porlella.
Esteva Jos Paes Brrelo.
Dito do 2 dito.
Jos Joaquim dos Santos e Silva.
Joo Hermenegildo das Candoias.
l)r. Pedro (iaudiano Ralis e Silva.
Amonio Jos Alvos de Amorim.
Para vereadores obtiveram votos os senhores ;
Sf guiles :
Luiz Francisco de Barros Rogo........... 725
Hanoel Joaquim do Reg e Albuquerque 725
Dr. Angelo llenriques da Silva .......... 725
Gustavo Jos do Reg.................... 700
Jos Cosario de Moli..................... 703
l'ranisco Miranda Leal Seve............. 600
Rodolpho Joo Barata de Almeida....... 500
Jo.- Maria Freir Gameiro................ 500
Dr. Ignacio Firmo Xavier................. 400
Hanoel Goncalres da Silva Jnior........ 400
Simplicio Jos de Mello.................. 30
Joo Francisco do Reg Maia............. 300
r>.iro do Livramenlo..................... 50
Manoel do Nascimento da Costa Monleiro 42
Dr. Antonio Vicente do Nascimento Fei-
tosa..................................... 40
Thomaz de Aquino Fonseca.............. 40
Dr Folippe Cameiro de Olinda Gampello. 40
Feliciano Joaquim dos Santos........... 40
Hanoel Ferreira Accioli.................. 40
Jos Carlos Teixeira...................... 38
Gabriel Germano de Aguiar Montarroyos. 30
Pedirain honlem, o obtiveram demisso, o
delegado e o subdelegado de Olinda, sendo aquel-
le substituido pelo capito do 10 batalho de li-
nda, Manoel Pereira de Souza Burily que mar-
chou incontinenti para aquella cidade, com urna
forca de 40 pracas desse mesmo corpo, e ura al-
eres, afim de garantir alli a seguranza iudividual
e a tranquilidade publica, durante o processo
eleiloral, que deve conlinuar-se.
Os successos referidos prendem-se ao distur-
bio havido alli no dia, 9, do qual resultou o feri-
menlo de cinco pessoas, sem comtudo ser nenhu-
ma dellas de gravidade, como consta da parle of-
Scial.
Sera embargo dessa triste oceurrencia, Qlha do
momento e que nao eslava as previsoes da auto-
la I v
ilhos de condemnado o v como est sepultada
em tristeza a magnifica cathedral de Olinda!
I rapio I ouve o conselho de ura sacerdote, que
dominado de tristeza acha-se quasi impossibilt-
tado do proseguir. Impo converte-le sem do-
mora ao Senhor leu Dos.
Olinda 5 de setembro de 1860.
Conego Joao Chrisoslomo de Paica Torres.
Contra Bolletim.
Em lempo de guerra
Mentira como trra !
(Rifo popular )
Nao la nada como os bollelins do Liberal Per-
nambucano Quem qui/.er sabor com exactido,
do que ha occorrido as actuaos elelcOS, 1er o
orgo liberal, transformado, ha dous dias em no-
ticiario oflicioso.
Vejamos como se apreciara ahi os factos.
Na freguezia de Sanio Antonio derm-se mo-
sincero amigo ?
Gomo pedera cu querer olfender ao digno Sr.
Correia, a quem devo tantos favores, emcuja ca-
sa fui to bem recebido e to estimado? Em-
quanlo as habilitaces para juiz de paz respon-
demos ao Sr. Dr. Borges que muito longo eslava
o nosso pensamento do digno cidado Joo Bap-
lisla de AtaydeSiqueira quando oscrevemos aquil-
lo ; nem podia ser, porque o Sr. Dr. Borges bem
sabe que o Sr. capilo Joo Baplista ura moco
mullo digno e nao est ueste caso.
Alm disso, o Sr. Dr. Borges racorra aos Dia-
rios de mez paseado (nao nos lembraraos do dia)
em que bradmos cora toda3 as nossas forca?,
que sao mu dobois, contra as perseguices do
que foram victimas estes dignos cidados do Ou-
rvury.
Saibi finalmente o Sr. Dr. Borges que o au-
Trmnal do eommereioi
Pela secretaria do tribunal do rommercio sao
chamados para que venham satisfacer a impor-
tancia dos livros e papis abaixo mencionados,
aquellos a quera os mesmos perleucercm.
Livros.
Diario de Joaquim Rodrigues Tacares de Mello.
Dito de Antonio O'Conell Jersey.
Dito de sabidas do agente de llles Mililo Dor- .HIIllSlCl'10 (lil agl'lCUllUTa tlO COIlllliei'-
ges Ucha.
Consulado de Franca
Em Pernambuco.
Ihor destas linhas primo e amigo muito
Sr.
sincero
Burgos
de tolos estes mocos, na opinio do
da Foncoca, desacatados el;. etc.
Se o Sr. Dr. Borges quizer me conhecer mais
litis e assuadas no seio da igreja. Os apostlos j de perlo designe um lugar para cu Ihe provar de
. o sangue pernambucano tivesse tingido a3 lages
; das calcadas, se nao fra a energa o aclividade
; do actual chote de polica, e as sabias providen-
| cas do a I ministrador da provincia, quo tem fei-
to os anarchistas arrepiarera carreira.
A priso de um dos chefes, quo mais levava
essa pobre gente desobediencia e desrespeilo S
autoridado, foi urna medida de summa importan-
cia o alcance. Amainou por um pouco o ardor
bellicoso dessa vleme gente.
Na freguezia de Santo Antonio foi mister adiar
a eleico, afim de evitar o eraprego do tneios vio-
lentos para conler os anarchistas desta fregue-
zia.
Foi tambera urna medida da prudencia.
E o Liberal Pernambucano ?
Suspendeu a publicaco uestes das, e apenas
publica urna pagina, intitulada Boletim eleito-
ralaondo par das contradieces mais vergo-
nhosas, falta verdade despejadamente.
E o quo mais quer toda forca lancar s
costas do partido liberal a responsabilidade das
loucuras das fezes da sociedade, por elle revol-
vidas. v
Perdera o seu lempo. Os verdadeiros liberaos
repellen! a anarchia. Querem eleico, o nao bac-
chanal.
Coufesse o Liberal a sua Inaptidao, o nao es-
teja mais escandalisando o publico com 03 seus
boletn, verdadeiros corpos de delicio do seus
crimes, como teremos occasio do demonstrar.
Faca por conler, se que tem forca para tanto,
esses desordeiros, que s almeja'ra conseguir
seus lins malvados.
Recife, 9 de setembro de 1860.
W.
O' vs lodis que passaes pelo caminho, aljen-
dei e vede, se ha dr semelhante 5 minha dr !
Assim lameulava Jeremas a solido, a que
Sio eslava reduzida, e assim lamento eu a pro-
fanarlo agora perpetrada, e suas lamnntaveis
consecuencias na magnifica cathedral da cidade
de Olinda por occasio do se proceder as elei-
ges.
Recentemenie o dosso venerando prelado pu-
blicou urna pastoral, lembrando a seus diocesa-
nos o respeito derido ao templo ; dous sacerdotes
fallaran) lambem no mesmo sentido, e quando
era de osperar que as palavras saudaveis do nos-
so pastor fossom ouvidas e servissem do obsta-
ridade, a seguranca individual e a tranquillidade culo iniences abominaveis, desaladamente a
nao foram alteradas, gracas sensatez da powi-| voz do Ungido do Senhor foi despresada, e o
lacio que reprova laes desmandos. sangue fraternal foi derramado dentro da propria
Matadouro publico. Mataram-se para o S !
consumo desta cidade no dia 7 do correte 82
reres.
No lia 8 de mesmo 96.
No dia 9 do mesmo 97.
No dia tOdo mesmo 96.
MORTALIDADR DO DIA 7 DO CORREXTB :
Luiza, branco, 2 horas, ttano.
Conrado Antonio do Espirito Santo, preto, casa-
de, 50 anuos, tebre cerebral.
Homens pesliferos, verdadeiros ministros de
satauaz calcando a ps as leis divinas e huma-
nas, inlenderam que nesle respeitavel sanctua-
rio, verdadeiro padro da piedade de nossosavs
podiara abusar da propria liberdade imbebendo o
punlul cruel no peilo do seu semelhante l
Gom effeito, a cidade de Olinda acaba de tes-
temunhar eslascena de horror na sua cathedral.
O sangue humano salpkou o pavimento, o tem-
a liberdade de voto tnham principiado por coa-
gir a mesa a receber votos de quera elles enten-
dan) ; a agitaco crescia, o promettia urna dessas
exploses de que os chamados liberaes j nos lera
dado exemplo. A mesa, que quera que as coli-
sas corressem calina o pacificamente, e nao tinha
interesse em ver derramar sangue. tomou o pru-
dente alvitre de addiar o processo eleiloral Foi
urna medida aconselhada pela situaco, e queso
tem por fin dar lempo a rellexo, sem a qual nao
havera pacificaco dos nimos.
O bolletim, porm, conclue, com todo o rigor
da lgica liberal, que o Sr. Dr. Epaminondas quer
a lodo o transe vencer a eleico.
Concluso do que conclue o LiberalComo
o addiamento, trar a calma, o com o mesmo
addiamento vencer o Sr. Epaminondas, segue-so
que os apostlos da liberdade do voto s podem
vencer havendo agitaco e barulho.
Em S. Jos deu-so ainda maior desordem : a
mesa, coacta e ameacada, pedio soccorro auto-
ridade para poder funecionar. A forca para ahi
mandada mantem a ordem, os desordeiros ficam j
espavoridos; urna ou duas prises, convence que
a autorilade qur a eleico, mas nao a anarchia :
sob o pretexto da liberdade :a mesma gritara
do Liberal.
Conclusoa calma, a rogularidade, a boa or-
dem sao antipalhicas aos apostlos.
Em Afogados a scena a mesma ; os resulta-
dos sao tambera os mesmos : a votaco corre re-
gularmente, reina quietac.o, e a ordem conser-
va-se inalteravel.
A mesma gritara do Liberala mesma con-
cluso de nossa parle.
Da Boa-Vista nao ha muito oque dizer, assim
como no Poco da Panella. Mas em todo o caso
ha sempro um invento, um pretexto para a gri-
tara e o queixume.
Na Glora do Goil houve desaguisado: quem
o pralicou '? Est entendido que foram os conser-
vadores ; os liberaes sao uns sanlinhos
E' o aplogo .do leo csrnagado pelo hornera.
Se o leo soubesse pintar o quanlro representara
o homem sendo esmagado.
Em Olinda, na freguezia da S, houve caraiba-
da grossa provocada pelo Sr. Joo Paulo, que
depois de ter dado a voz de haja pao desappare-
ceu da igreja, tomou o sen pegazo, e foi encon-
trado na estrada nova, em to esbaforida e desor-
denada carreira, que fazia recordar o cavallo de
Mazeppa E a esse respeito accrescenta o bolle-
tim : Consta-nos que o tenenle-coroncl Joo
Paulo Feneira lem felo ludo quanlo est a seo
alcance para manler a ordem publica O bolle-
tim nao garante a noticia que d desse disturbio ;
mas por cautella declara que um aicario ficra
morto, o que alias falso. Deram-se lli seis
ferimentos, sendo 4 nos adversarios do Sr. Christo
Leal que defendiam a urna, que os capangas
desie querara quebrar, e dous nos apostlos da
desordem. A historia da cacelada no Sr. Dr. Sil-
vino falsa. Este senhor ludo fez para acalmar
a desordem, o se o nao conseguio, foi porque o
seu mano o nao altendeu.
Na Varzea correram as cousas regularmente.
Mas o bolletim, que receia a derrota, e lalvez
cont cora algum dos seua, recommenda ao Sr.
baro de Munbeca que aeceile o resultado da
urna.
Nao est m lembrada O Sr. do Muribeca
um grande desordeiro, e que o diga a eleico
oassada, quo elle perdeu, como loda esta cidade
sabe I
Fique certo, porm, o bolletim que aosconser-
viva voz que ello se enganou : eu o desculpo, o
zelo da araizade levou-o a enxergar naqucllas
linhas mais do quo deva.
Emquanio ao lagista quebrado nao merece res-
posta alguma.
Ojuslieeiro Ouricuryense.
Novo Banco de
Pernambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
novo banco de Pernambuco para virem Notas
receber o quinto dividendo de (.)i por
acc.ao, do dia 10 de setembro em diante.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 6 .
dem do dia 19......
76.403*625
12:708fl4
89.1123039
ftfivlinento da "alfandesra
178
263
Volumes entrados com fazondas
com gneros.
Volumes sabidos com fazendas .
> com gneros .
87
96
411
------183
Descarregam hoje 11 de setembro.
Barca inglezaPalmathacarvo.
Brigue inglezMarchameidem.
Briguc inglezEagle cerveja.
Brigue inglezMeaeslrelmercaderas.
Polaca hespanhola Norvalvinho.
Barca portuguezaGratidodiversos generas.
Barca americanaGolden Hornarroz.
Escuna holtandeza Atalantefarinha do trigo.
Importaran.
O brigue inglez Oward, vindo de llalifax, con-
signado a Saunders Brothers & C." manifesiou o
seguido :
1:186 barricas e 207 linas bacalho, 3:000 ps
de laboado ; aos consignatarios.
O briglez Merchanl, viudo de Liverpool consig-
nado a C J. Aslley t!fc C.a manifestou-se o seguinte:
319 barricas cerveja. 150 saceos arroz, 5 fardos
lona, 5 caixas cassa, 1 dita tecido de linho, 18
diios e 96 fardos dito de algodo, aos consignata-
rios.
464 barricas cerveja, 4 fardos fio, 2 ditos lona,
9 ditos e 25 caixas tecido de algodo; a Adamson
Howie & C."
10 caixas chales de algodo e seda; a D. P.
Weld & C
654 trilitos; aos directores da estrada de ferro.
30 caixas fio de algodo ; a lleny Gbson.
5 fardos tecido de linho, 15 barricas oleo de
lidiara 14 toneladas carvo de podra; a Mills
Latham.
3 fardos fio ; a S. P. Johnston 4 C."
4 ditas lona. 1 dito e urna caixa fazandas, 14
caixas miudezas, 9 ditas tecido do linho, 60 ma-
cos anchadas: a Isidoro Hallioay & C.*
33 fardos e 8 caixas fazendas de algodo ; a N.
O. B.
Dito de entradas, do mesmo agente.
Razo, do mesmo ajenie.
Diario do Joaquim Moreira Guerrido.
Protocolo do corretor l.eal Seve.
Diario de Femados & Filiciano.
Diario de Pinto de Souza & Bairo.
Diario de Caetano Cyriaco da Costa Moreira &
Irmo.
Copiador de caries de Lourenro Luiz das Noves.
Diario de Siiva A Molla.
Copiador de cartas de Domingos Francisco Ra-
in al ho.
Diario de entradas do agente de leiles Cunha
Azevedo.
Protocolo do corredor Mosquita Jnior.
Copiador de cartas do Guimares 4 Oliveira.
Diario dos mesmos.
Copiador de cartas de Antonio Jos de Castro.
Protocolo do corrector Silvoira
Entradas e sahidas do trapiche Novo.
Diario de Lourenco Luiz das Noves.
Papis
Cerlidao a pedido de Barroca i Castro, em li-
quidaco.
Notas p'elo recolhiment da carta de registro da
barca nacional Taya, dos mesmos.
Notas pelo recolhimeoio da carta do brigue Con-
ceico, de Manoel Al ves Guerra.
Notas pelo recolhimenlo da carta do hiate Bapi- [
baribe, de l.uiz Borges de Cerqueira.
Certido a pedido do mesmo,
Nomeaco de caixeiro de Jos Joaquim Ramos c
Silva.
Nomeaco de caixeiro de Fernando Romano
Stepple da Silva.
pelo recolhimento da carta do palhabole
t'enus, de Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
Disirato da sociedade de Francisco Jos Cerreia
Marques e Francisco Marques Guiraaraes.
Contrato da socidade de Antonio Lopes Rodri-
gues, Marianno Lopes Rodrigues o Jos Dias
Brando.
Contrato de sociedade Jos Francisco Bitancourt
o Cypriano Luiz da Paz.
Distrato da sociedade "de Antonio Francisco Pe-
reira e Frederico Lopes Guimares.
Certido a pedido de Frederico Lopes Guimares.
Distrato da sociedade de Eduardo Pellen Wilson
Jnior e Carlos Maureau.
Certido a pedido do Antonio Pedro das Noves.
Destrato da sociedade do Anlonio Valentim da
Silva Barroca, Joaquim da Cruz Lima e Jos
Goncalves Marlins
Escriptura de hypolheca feita a Tasso & Irmo e
Amorim 4 Irmo.
Dislrale da sociedade de Joo Teixeira de Souza
Lima e Francisco Thomaz das Noves.
ci e das obras publicas.
Fharcs e Ralizas.
A V I S O A O S N A V E G A N T E S .
Muilas modificaces sero introduzidas na illu-
minaco das costas de Franca, no principio da boa
eslacao, e desde hje cr-se dever informar del-
las os navegantes Annunciar-se-ha ulteriormen-
te, e em prazo curto, a poca precisa em que ca-
da um dus novos fogos for posto em aclividade.
[Iluminarn da GironJe.
O fogo fixo da ponta da Coubra ser nstallado
no cume do andaimo do maduira, actualmente em
conslrucc&o pctlo deste pharol, e o seu alcance
elevar-se-ha a 15 militas.
A intensidade dos fogos do penhasco (de la Fa-
laiso) e da Terra Negra (Torre Nogrel ser dupli-
cada na direcco que ellossignalam.
O fogo lixoda pona de Grave ser substituido
( por um logo do mesmo carcter, porm de lo tui-
Ihas do alcance, que ser installado no cume di
j torre, actualmente em construeco a 320 muiros
| no S. S. O. do pharolele actual.
0 pharol flitcluante de Fallis sor transporta-
do a 6U0 metros pouco mais ou menos para o N.
N. O. da posico que elle oceupa hoje, e o seu
. brilho ser augmentado.
Ura pharol Quctaante de fogo llxo brauco, de
; 10 militas do alcance, ser ancorado pelo travez
da torre de By.
ma torceira luz fiucluante de fogo tixo bran-
co, de 9 inilhas de alcance, ser ancorado provi-
' soriameule abaixo da Marechale pelo travs do
Mapon.
Um fogo fixo branco de 13 milhas de alcance se-
. r acceso no cume do andamc de madeira actual-
mente em construeco sobre a extremidade norte
da ilha de Paliras.
Kmlim um pequeo fogo fixo branco de 3 mi-
lhas de alcance ser acceso cima de Panillac, pa-
ra sgnalar a origem do fundeadouro desde nome.
(liando lodos estes fogos forera accesos, os na-
vegantes que quizerem entrar de noito na Giron-
de e chegar ao ancorador do Panillac, devero
conformar-se com as ndicaces seguinles:
Depois de terem reconhecido sua posico, por
observaces nuticas referidas aospharocsda tor-
re do Co'rdouan e da Coubre,colloear-se -ho sobre
a linha que projecta o fogo tixo branco da torre de
Terra-negro (Terre negreje o fo/o alternativamen-
te branco e vermelho Ue Pontaillac e ahi se man-
ieran at que tenhara chegado ao sul verdadei-
I ro do pharol da Coubre. Elles devero enlo mu-
i dar de rumo e fazer proa sobre o pharol de Gor-
. douan at o momento em que o fogo vermelho do
penhasco (de la FaUise) se mostrar sobre a mes-
illa vertical que o de Terra-negra c seguir a di-
i receo indicada por osles fogos at encontrar-se
Certido a pedido de Conrado Augusto de Farias. com a dos fogos fixo3 vermelho de S. Georges e
Nomeaco de caixeiro do mesmo. I ^s dunas de Suzac. Dmgir-se-lio eniao sobre
Alterado do contrato de soedade de Eduardo ; osles dous fogos e guiar-se-hao depois successiva-
Alexandre Burle, Eduardo Francisco Truchou e
Narciso Maria Carneiro.
Cerlidao a pedido de Manoel Joaquim Ramos e
Silva Jnior.
Copia do conhecraenlo do dizima, a pediddc
Milito Borges Ucha.
Conhecimeuto do imposto do mesmo.
Alterarlo do contrato de sociedade de Amaral,
Alves &C.
Nomeago de caixeiro de Salvador Eslevo de Oli-
veira.
Escriptura de hypolheca a favor de Manoel Igna-
cio de Oliveira.
mente sobre os alinhamenlos seguinles:
O fogo tixo de Bichara visto pelo pharol fiuc-
luante de Fallis; o pharol a fogo Oso branco d-i
ponta de Grave, visto pelo pharol fluctuado de
Fallis ; o pharol a fogo tixo branco da ilha de
Patiras, visto pelo fluctuanle de Mopon ; o fogo
tluctuante da torre de By, visto pelo fogo fluctuan-
le de Mapor.
Se os fogos do Sao Georges e das dunas de Su-
zac achareui-se encubertes pela cerraco, os na-
vegantes reconhecero, avistando o pharol de
Corduan, o potuo onde devem abandonar a linha
dos fogos do Penhasco (de la Falaise e de Terra-
Carla de registro do brigue Eugenio, proprieda-i negra, logo que avistassem o logo de Cordotiau
de de D. Eugenia Francisca da Costa Mondes, claramente colorido de vermelho deveriam fazer
Certido a'pedfdo de Aureliano Augusto de Oli- \ proa ao S. E. 1$ E. verdadeiro mnntendo-se na
reir, zona vermclha desie pharol al avislarem os fo-
Ccrtido a pedido de Martinho de Oliveira Borges. gos de Tallis e de Richard, um pelo outro
ll.^alU. ..J!J. J. ( i ; ., t 1 -. 1 ?, ,-t .-. Ptiplm 1 ti i Inn Certido a pedido de Julio Alsino de Castro Oli-
veira.
Copia a pedido de George Patchelt.
Distralo da sociedade de Francisco Teixeira Bas-
to, Bernardo Jos Luiz de S, c Joo Francisco
da Silva Novaes,
Nomeagao de caixeiro do Thomaz Ferreira de Car
valho
Procuracao de Joo Francisco da Silva Novaes.
CertiJn a pedido do N. O. Bieber& C. e J. Rel-
iar & C.
Conhenmenlos do imposto dos corretores Gu-
Iherme Stepple, George Patchelt, e do ex-cor-
retor Pinho Borges, e dos agentes de leiles
lllummaro dis proximidades de Perros.
[Costas do norte.)
Cinco novos fogos sero prximamente accesos
durante todas as noite3 as proximidades do an-
coradouro de Perros,
Um fogo fixo vermelho de 5 milhas d alcance
ser acceso sobre a ponta de Tloumanach a en-
trada do pequeo porto deste nome;
Dous fogos Qxos brancos signalarao a direcco
do canal occidental do ancoradouro de Porros,
sero estabelecidos um perlo da ponto de Nanto-
nar, o oulro a 685 metros de distancia no S. E.
sobre urna torrioha recentemenie coutruida pr-
ximo da faltada de Kergear.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
-r-r-
T
*.'
.T__



.
(4>
A direccao do canal orieotal ser igualmente
signalada por dous fogos Qxos brancos, allumia-
dos, um a 100 mlros atrs do signal de madeira
que servo actualmente de balisa de dia, o outro
perto do moiuho de Kerprgent e 2865 metros ao
S. O. do primeiro.
Os navegantes qne quizerem entrar no porto de
Perros pelo canal occidental devero deixar o
alinhamcnlo indicado pelos fogos de Nanlouar e
de Keriean, um pouco anJca de ver um pelo ou-
tro os fogos do moinho de^Kej-prigenl, e seguir
ento a direegao dada por eales ufiihos"Ttifs. _
Jllumiuacao das proximidades de Brhal.
[Cotias do norte.)
Dous fogos fixos verraelhos seio d'aquj a pou-
co accesos durante todas as noiles, sobr' a
de Brhal. Elles daro um alinhame ,an-
do pela llrame. Ser entao fcil este
perigo por recio do observado sobi pharol dos
Meaux de Brhal. um destes dous fojos ser ins-
tallado sobre a pona do Paon (Pavo) e Ilumi-
nar todo o horisonte. O outro. ser assenlado
no cume da lorrinha rccenleraente construida su-
cre a planura de Rosodo e ''./Iluminar um es-
paco angnlar de 20 pouco "js ou menos.
Illumiuaco da entrada (Calvados.)
A extremidade do dique oriental do porto de
Trouville ser prximamente signalado por um
poqueno fogo lixo verde de 2 milhas d'alcance.
Illumiuaco da entrada do porto de Celte.
[Herauth.)
O pharol novamente construido sobre a ponte
Sao Luiz a entrada deporto de Celte, ser posto
ema< lvida fe d'aqui ha poucos mezes. Elle con-
sistir em um fogo fixo branco de 15 milhas de
alcance. O pharol actual de Sao Luiz ser sup-
primido na mesnia poca.
O mappa retro faz conhecer por ordem de la-
titudes, as posicoes geographicas as alturas e os
alcances dos novos fogos, referidos ao meridiano
de Paris.
MARIO DE PERBAttBPTX). TEHq\ FE1RA 11 PE SETEMBP.Q DE 1860.
vciiifiiiuineniu para er cutreguo a quoai de di-
reilo pertenecr.
Urna carta de Antonio Jos de Prcitas da cida-
de do Aracaty, para Ponseca & Uitoa, con urna
letra.
Par ultimo proceden-so a queima das outras
cartas, quo nao encerraran) drnhciro ou docu-
mentus, de que se lavrou o respectivo termo que
o que se segu. Administrado do crrelo de
Pernambuco, f de setembro de 1860.
1'"*-% de mnmmm das-oaidas atrasadas per-
'et-ao mes deugosto de 1859.
A*s 4 dias do mez
adminisU'agao do corr
estando presante os Srs.
dos Passus Miranda e m
assignados, procedeu-se em
do regulamcnlo dos correios
de 1814. a consummo de 95
1860, nesta
da manhaa
>r Domingos
i gados abaixo
vi .de do art. 138
J, 21 de dfzembro
cartas selladas, 179
=S=33533333=3
O
o
i-*
=;
o
^
R
.KM
; : c : ;
a
o.
nao selladas, n importancia de 28J800, como
consta da factura, cuja importancia tai descar-
regada nesta data ao respectivo thesoureiro.
E para constar lavrou-se este termo era que
assignou o administrador e thesoureiro Domin-
gos dos Passos Miranda.
En Francisco Simes da Silva, ajudante e con-
tador o escrevi.
Os uliciaes papelistas. Ismael Amavel Gomes
da Silva.Eduardo l-'irraino da Silva.Luiz de
Franca de Oliveira Lima.Fraileante, Vicente
Ferreira da Porciuncula.Porleiro, Manoel Ma-
riano de Souza Piraenlel.
A junta administrativa da irraandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer publico s pessoas que arremataran! as ren-
das das casas do patrimonio da raesma Santa
Casa, no triennio a contar do primeiro de julho
do (oriente anno a 30 de junho de 1863. e que
os liadures anda nao assignaram xs respectivos
termos, que o devera fazer no prazo de 15 dias.
cornados desta data, sob pena de se proceder a
nova arrematado.
Secretaria d Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 5 de getemtoro dn 1660.O escrivo, Fran-
cisco Amonio Cuvalcanli Cousseiro.
A junta administrativa da irmaudade da
Santa Cas da Misericordia do ltecife, manda fa-
zer publico, para conhecioiento do quem possa
interessar, que esl resolvida a fazer cumprir
exactamente as corfdires dos contratos de ar-
rendamcnlo dos predios do patrimonio da nies-
ma Santa Casa, e para que em lempo ilgutn se
allegue ignorancia, manda publicar as referidas
conilices, que sao as seguintes :
1.a (%e o arremaiante ou rendeiro ser obri-
g-ido a pagar o preco do seu contrato por qusrteis
vencidos.
2.a Oue nao poder sublucar a casa ou parle
della su tu licenc.a por despacho da junta, sob
pena de flear de nenhum cuello o contrato e pro-
ceder-se a nova arrematarlo,
3.a (Jira o arrematante "ou rendeiro ser obri-
gado a conservar sempre em bom estado o pre-
dio, sob pena de pagar as perdjs e dararttos, qua
Iho forem attrilwidas; devendo
raesma maneira que o receber.
4.a Que nao curoprindb em parle ou no todo as
coDdices do contrato se tornar nulo e da, ne-
nhum vigor Ticando salvo a junta o direilo de
haver do contratante ou do seu liador, como me-
Ihos Ihe confieras perdas edamnos que ao pre-
dio causarem e as rendas que estiverem vencidas.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 4 de selembrode 1860.O escrivo, Fran-
cisco Antonio Cavalsanti Cousseiro,
THEATRO DE S. ISABEL
C011P1NIII4 LYMCi DE G.1MINANGELI
22.a recta da assigoatura e H para os camarotes de segunda serie
Quarta feira 12 de setembro
Representar-se-ha a grande opera em tres actos de Donizer.tr
Kccife, n. 40, se dir' quem a pre-
tende.
Osbilhe'es vendera-se como de coslurae.
Principiar aS 8 horas.
Avisos martimos.
ara
eros de estiva na porta do armazem do Sr. Au-
nes, confronto a alfandrga, na quinta-feira 13 do
correte s II horas do dia
DE
Barricas com cerveja.
Barris com tnucinho,
Barris com vinagre PRR.
Importante
LEILO
Manoel de Mello e Albuquerque, Jose-
pha Joaquina Xavier de Albuquerque, Ma-
noel Antonio de Santiago Lessa, Josephina
Carolina de Mello e Alouquerque, Porcia
Gelulia de Mello o Albuquerque, Amalia
Joviniana de Mello e Albuquerque, Candida
Bosa de Albuquerque Lessa, Demetrio Aca-
cio de Mello e Albuquerque, agradecem
cordialmento a todas as pessoas que se
dignaram acampanhar ao ultimo jazigo os
restos moraos de sua muito presada filha,
irmaae cunhada Mari* da Assumpco de
Mello e Albuquerque, e protesta eterno
reconheciraenlo por esse acto do candado
e religio.
DE
Duas caixas com cortes de ves-
tidos de seda brancos, pre-
tos e de cores con: babados
bordados e urna grana
o
Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Almirante pretende seguir com muita brevi-
dade, tem parto de sua carga a bordo : para o
reslo quelhc falta, trata-so cora os consignata-
rios Azevcdo & Mendes, no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 1.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidade o hiale Gralidao
por j ter a maior parte da carga prompta ; para
o reslo o passageiros, Irala-se no Passeto Publico
n. 11, ou na ra 0> Codorniz n. 5, com Pereira &
\ alent.
Maranho e Para.
Segu com broidade o hiale nacional No-
vaes por ter parte do sen carregaraento promp-
to ; para o resto da carga, Irala-se cora Joo
Francisco da Silva Novaos, no largo do Corpo
Sanio n. 6, segundo andar, ou com o capito
Joaquim Jos Mendes, no trapiche do algodo.
Acarac.
O palhaboteSanto Amaro segu com brevi- CaiTtJgado DPlo Sr FmilP T P-
dade: a tratar no largo do Corpo Santo n. 25. I ? A i V, \ .
grana, far leilao dos objectos
cima mencionados em lotes
a vontade dos compradores,
semlimites de preco em seu
armazem ra da Cruz n. 51.
porco de peitos para ca-
misas.
3
ls 11 horas em ponto.
Francisco Ignacio Pinto en
ESCUNA HA1NHA UOS AQUKES.
Os consignatarios deste navio avisam aos pas-
sageiros da mesma abaixo declarados, para que
venham pagar a importancia de suas obrigacoes
al o lira do correnta mez, cerlos de que passa-
do esse lempo, usarao dos raeios judiciaes.
Antonio de Medeiros e sua mulher Branca Ju-
lia Cordeiro, de Pona Delgada.
Manoel Jos Vicente e sua mulher Luiza Can-
dida, o o seu filho Manoel Jos Vicenle, idera.
Manoel Garca, idem.
Virgino Augusto Quintal, idem.
Luiz Jos do Medeiros e sua mulher Malhilde
de Jess, dem.
Joaquim Jos de Brito, idem.
Manoel Rodrigues Lima e sua lha Maria Joa-
quina. Arrifes.
Jacinlho de Medeiros esua mulher Jacinlha de
Jess, dem.
Jos Cabral
nhas.
ANA.
Pacheco, da Ribeira das Tai-
.~~.SaTa Lisboa sahe impreterivelmente aleo
, da 15 o brigue Tarujo & Filhos por 1er parte
f | de seu carregamenio promplo : quem quizer car-
o "de r?gar ou lr de Passagem. dirija-se ao consignata-
i r'o "a ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo tem a sahir al o fim do mez
I o brigue Amalia I : quem quizer cariegar ou
.ir de passagem. para oque tem excellentes com-
: modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio de Manoel Joaiuim
, Ramos e Silva.
Bahia,
Cuiiscllio administrativo.
Segu para a Baha era poucos dus o palha-
bote Dous Amigos para alguma carga miu-
da que ainda pode receber, trata-se com o seu
--------------OOCOCCCOOOCIOS 1
1 1 -~'-ica a a oioooco i*.qo e? i O = OO07CO = -Ocl A llura do solo.
O conselho administrativo, para fornecimenta
do arsenal do guerra, tum de comprar os objeaos i., j''8''.3 aI' 1-rancJ,sco L. O. Azevedo na ruada
sreuinles Madre de Dos n. 12.
3151
scgiiinles
Para os recrulas do 9. ballho de infanlaria.
Brini branco para 16 calcas, varas 40 ; algo-
daozinho para 16 camisas, varas 40 ; esleirs 16 ;
grvalas 16 ; mantas de la 16
- SftftS*
a
A a
Aracaty.
Sahe cora brovidado o hiale Dous Irmos, por
j ter parte da carga : para o resto Irata-so com
Para provimento do arsenal de guerra.
Velas estearinas, libras 100; pennas d'aco in-
glezas-caixas 13 ; caivetes de aparar pennas 7 ;
espanadores de pennas 2 ; panellas de ferro es- Martina & Irrao, ra da Madre de Dous n. 2
latinado de n. 3, 1 ; chaleira de ferro eslanhado
de n.6, 1.
Para o hospital militar.
8 arrobas de assucar retinado da primeira qua-
Portaria.
Directora geral da instruceo publica de Per-
nambuco 28 de agosto de 1860.
O director geral interino da instruc$ao publica,
ouvido o consclhe director em sessao de 25 do
corren te, e de conTormidade cora o disposto na
le reglamentar n. 369 de 14 de maio de 1855,
considera incursos no art. 99 da citada lei, os
protessores e professoras particulares abaixo men
Clonados, e como laes sujeitos apagar a multa de
cincoenta mil reis cada um, por nao tercm na
orrna da referida lei e das instruccoes de 11 de
junho de 1859, se habilitado com o exame de
venlicacao de capacidade professional dentro do
praso de seis mezes, marcado no edital de 15 de
oulubro do anno passado ; devendo cada um dos
retendos protessores e professora recolher a the-
souraria da fazenda provincial a mencionada
quantia do cincoenla mil ris, dentro do praso
de Irinla diasco ntados da data desta ; lido o
quat serao as mesmas multas cobradas execnli-
vatnente, como se pratica, com a divida activa
provincial proveniente dos impostos.
Jos Soares de Azeaedo
Director geral interino.
Professores e professoras a que se refere a por
tana supra :
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Bernardino de Souza Peixe
Joao Jos Vieira de Barros
Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
Joao Augusto de Vasconcello Leilo
Vilo Antonio do Sacramento Pessoa
Padre Manoel Adriano de Albnquerquc Mello
Victoriano Antonio Muniz
Padro Joaquim Jos de Farias
Joaquim Jos Balmacedo
Francisco Jos das Chagas
Manoel Jos de Farias Simoes
Manoel Francisco Pereira
Manoel da Silva Coulo
Antonio da Costa Lima
Tiburlino Floriano de Carvalho
Manoel Furlado da Costa Tico
Joaquim Jos Florencio de Moura
Estevo Pinto de Moraes
Jos Corroa Paz
Antonio Bento Pinheiro
Joaquim Bellarmino de Mello
Joaquim Jos de Araujo
Severiano Marlyr Vieira
Antonio Jos Coelho de Queiroz
Jos Ramos do Vasconcellos
Theodoro da Cruz Cordeiro
D. Joseoha Maria do Espirito-Santo
D. Candida Balbina da Roofaa
D. Urbana Angella de Lima
D. Maria Seraphina Vieira
D. Ira da Cunha Leite
D. Viceni ia Maria do Carmo Cezar
D. Anna Ferreira da Silva
D. Maria de Nazareth Augusta
D. Joaquina Lourenca da Conceicao Lima
D. Amalia Vicencia do Espirito-Santo
D. Joanna Rosa da Trindade
D. Luiza Annes de Andrade Lial
D. Francisca Miria do Rozario
D. Maria Severina do Monte Souza
D. Maria Eugenia Ferreira
D. Elena dos Santos Pinheiro
D. Maria Joaquina do Paraso
D. Emilia Fausta do Menna Costa
D. Thereza Guilhermina de CarvaHio
D. Anna Maria da Conceicao Nepomuceno
D. Francisca de Assis Domingues Carneiro
D. Berlina Carolina Cezar Galvo.
Secretaria da instruccao publica de Pernam-
buco 28 de agosto de 1860.
O secretario interino
Salvador Henriques de Albuquerque
Pela administracao do correio d Pernam-
buco se faz publico, que em conformidade do de-
creto n. 787 de 15 de m3io de 1851 e respectivas
instruccoes, teve hoje lugar o processo da aber-
tura das cartas atrazadas pertencentes ao mez de
agosto de 1859, condemnadas a consummo pelo
art. t88 do regularoenlo geral dos correios de 21
de dezembio de 1844 ; assislio ao dito processo
o Sr. negociante Manoel Alves Guerra.
Desta abertura resultou acharem-se somente
urna carta com documento descriplo em Imo
para esse fim destinado, fleando recolhida con-
idaile. *
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da manhaa do dia 14 do
corrcnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para forneciinento do arsenal de guerra, 5 de
setembro de 1860.
lenlo os Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronol vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
0 conselho adminislrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, era cumpriroento ao art.
22 do regulamenlo de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que foram aceitas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para fornecimenlo do arsenal de guerra.
Jacinlho Soares de Menezes :
6 garrafas de tinla prcta de escrever a 360 rs.
Gtiimares i Oliveira :
20 exemplares da historia de Simao de Nan-
tua a 1280.
50 exemplares da Economa da Vida Humana
a 400 rs.
20 grammaticas porluguezas por Castro Nunes
a 16000.
20 arilhmeticas por Collaco a 1280.
100 resumos da doutrina chrislaa a 80 rs.
50 cartas de A B C a 60 rs.
1(0 taimadas a 60 rs.
20 translados de cursivo a 60 rs.
25 ditos de baslardinhos a 60 rs.
30 ditos de bastardos a 60 rs.
30 ditos de A B C a 60 rs.
f duzias de lapis finos a 320 rs.
50 pautas a 40 rs.
400 pennas de pato a 800 rs. o cento.
Para oquarlel general.
Joao Jos da Silva :
2bandejas para copos d'agua, urna porlgOO e
outra por 1J90O.
2 copos de vidro para agua a 950 rs.
12 quartinhas grandes a 320 rs.
1 jarra de barro para agua por 8g.
Para as casas das guardas.
3 bacias do louca a ft.
5 copos de vidro 950 rs.
1 Ihesoura grande por 1$900.
3 caslicaes com lanternasde vidro a 5$.
10 quartinhas grandes a 320 rs.
Para o arsenal de guerra.
0 mesmo vendedor Jo.io Jos da Silva :
1 resma de papel almaeo por3700.
6 duzias de lapis para pedra a 600 rs.
4 fechaduras finas para carteiras de difl'erenles
lmannos por 18.
O conselho avisa aos mesmos vendedores, qne
devem recolher os objectos comprados na sala da
Cear.
Segu com rauila brevidade o palhabote San-
la Cruz* : para o resto da carga trat3-se ao lado
do Corpo Santo n. 25.
Para o Ass
segu na presento semana o brigue Beberibe !
para o reslo da carga e passageiros, Irala-se na
ruado Vigario n. 5.
Para o Aracaty
segu com brevidede o hiate aCamaragibe por
ter parle da sua carga prompta ; para o resto e
passageiros. trata-se na ra < Porto por Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Promplidao
II, forrado e encavilhado de cobre, de PRIMEI-
RA MARCHA ECI.ASSE: para carga e passagei-
: ros, para os quaes tem excellentes ommodos.
Irala-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
I C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com oca-
I pitao.
Brigue nacional Veloz.
Freta-se para qualquer parle : a tratar com os
consignatarios Azevedo & Mendes no seu escrip-
torio ra da Cruz n. 1.
REAL nOMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a va por.
At o dia 14 deste mez espera-se do sul o vapor
Magdalena, oqual depois da demora do costu-
me seguir para Southampton tocndonos per-
tos do S. Vicente e Lisboa : para passageiros etc.
tratase eom os agentes Adamson, Howie & C.
ra do Trapiche n. 42.
N. B. Os embrulhos sd se recebom al duas
horas antes de se fecharen as malas ou urna hora
pagando um pataeo alem da respectivo frele.
LEILO
Commercial.
Quinta-feira 13 do corrate.
Antunesfar leilao uo dia cima indicado, por
ordem do Exm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio e a requerimenlo dos depositarios da mas-
sa fallida de Ignacio Nery Ferreira da Silva Lo-
pes, das miudezas, ferragens e dividas da loja
n. 2 da travessa do Livramento, dos movis e joias
do mesmo, oda parle da casa de sobrado n....
da ra de Hortas. davendo o leilo ter lugar no
mesmo eslabelecimento, s 11 horas em ponto.
Os prelondenles podom dirigir-se ao annuncian-
te para examinaron) as relacoes e verem os prejos.
Urna barcaca.
Manoel Joaquim Correia, idem.
Manoel Vieira. idem.
Jos de Medeiros, idem.
Lauriano do Medeiros, idera.
Julio Soares de Oliveira, Villa-Franca.
Manoel Domingues Benevdes, Capellos.
Manoel de Agmar, Genete.
Pedro do Mello Botelho, Sanio Antonio
Francisco de Medeiros, Relva.
Ricardo Cordeiro, idem.
Jes Antonio da Fraga, Rabo do Peixe.
Jos Bcnloda Cmara, Lagos.
Agoslinho Augusto de Mello, Ferra3.
ura mogo habilitado offerece-se para @
ensinar em casas particulares francez,
9 geographa.grammatica portugueza earilh-
metica : quem de seu preslimo se quizer m
$ utilisar oirija-se a ra do Cabug n. 3,
segundo andar, do raeio dia s 5 da larde. $
SOGIBUADE
ARTES MECHAMOS E LIRERAES
DE
PERNAMBUCO.
O Illm. Sr. director da socedade das Artes
Mechanlcas e Liberaos desta cidade manda fazer
publico-, que quarta-feira 12 do corrente, s 7
horas da noite, se reunir a direccao extraordi-
nariamente.
na^CSa"-Sr do uma ama Para cozinhar para
peuca familia : na ra Nova n 20.
.7k 0omi1n'?os Ollero de Darvalho, subdito hes-
panhol, rettra-se par o Para,
...rHA'r-uga"56 2 P.rin>eiro andar do obrado da
EJL kUZ d Rec,,fe n- 31- PrPri P" escrip-
torto ou^horaera soltero a tratar L arraazem
Josph Wirth e Traug.tt Weude, subditos
aitemaes, reiiraru-se para Buenos-Ayres.
O Sr. Manoel Carneiro Lessa tem urna cari
na ra da Senzala Velha n. 96. padaria.
"~ Precisa-se de uma ama para a casa de um
hornera solteiro : na ra do Rangel n. 41 Dri-
meiro andar. K
Precisa-se de uma ama quo engorante e co-
zmhe : na ra do Hospicio n. 34.
Fugio no dia l. de setembro deste corren-
te anno de 1860 o escravo Francisco, scllei'o quo
e-:che colchoes, parece crioulo, e do meia 3a-
de, edr nao muito prela, de estatura regular
raagro, rosto chupado, tem pouca barba, as cos-
tas tem um signal muilo vizivel para ser conhe-
cido, que vem a ser a marca de um caustico que
leyou quando doente. por cima da espiona dor-
sal, tem o cabello louro, tem um coslume do
responder a ludo que so Ihe perguntahora veja
slo. Levou na cabeca um peqieno bonet azul
sem palla, j velho, uma camisa de rscado azul
muito velha cora um grande remend as
tas, urna caiga do casemira cor de chumbo
slras dos lado (logrado botoes brancos, i
baixo desta caiga outra de cor escura, ambas ve-
Ihas ; nao tem lugar certo, tem sido visto na ri-
beira, pateo do Carmo, praca da Boa-Visla e na
cidade doOlinda : quem o'pegar, leve a seu se-
nhor Jos Thomaz de Campos Quaresma, na ra
Augusta, segundo andar da casa n. 43, qne ser
gratificado.
cos-
coni
Srs. Dr. Arislidos Justo
pos, lente Jos Ignacio da
Carlos da Cmara leem cartas
ra do Vigario n.23.
Cajueiro do Cam-
Silveira, Rodrigo
no escriptorio da
Na Miada do sobrado da na do Imperador
n. 81 haver lodosos dias de 7 horas da manhaa
om diante leite puro a 320 a garrafa.
Precisa-se de 3:0008 a premio com hvpo-
llieca era um sitio perto da praca para ser pa"o
ojiiromensaimenle, equerendo.'sealuga o mes-
mo sitio, (cando o aluguel para ser
no premio ou no principal
procurado.
descontado
annuncie para ser
, "T Caueiro para taberna ; na ra da Cadeia
ao Kecite n 46. se dir quem precisa de uma
pessoa muito habilitada e que d flanea a sua
conducta, nao olhando a prego se agradar.
= Offerece-se ura mogo solteiro para caixeiro
com pritica de escripturacfto de partidas dobra-
aas, baleao e ra, dando liador a sua conduela
quem de seu preslimo
nuncie.
quizer ulilisar-se, an-
OTerece-se um mo:o solleiro para caixeiro
com pratica de baleao e ra, o qual d fiador a
Secretaria da sociedade das Artes Mcchanicas ?.ua conducta : quem de seu preslimo quizer uti-
e Liberaesde Pernambuco em 10 de setembro de lsar"f!C annuncie.
1860.
Sim.io de Souza Monteiro,
l.- Secretario.
Coramando das armas.
Pelo commando das armas desta provincia, de
conformidade com as ordens do qusrlel general
do exercito, contrata-se um capello para o pre-
sidio de Fernando. O reverendo sacerdote quo
se quizer contratar para o servico do dito presi-
dio, convidado a comparecer na secretaria mi-
litar nos dias nteis, das 9 s 2 horas da larde.
Precisa-se do uma mulher paraengommar
na ra do Seve, casa terrea junto ao soorado de
cinco varandas, viziuho a grande casa que se esr
fazendo para o Gyranasio Provincia
n. 46, esquina
para se alugar
Na ra da Cadeia do Recife
da travessa do Carapello, existe
una sala com ilcov3, muito propra para escrip-
torio, ou mesmo morada de hornera solteiro.
Joaquim los da Rocha, morador em Santo
Anlo, faz publico, que vindo no dia 6 desetem-
bro do Recife para esia cidade perdeu pelo ca-
minho uns papis que trazia no boleo, sendo uma
letra sacada por Antonio Goncalves do Azevedo
e aceita por mim, bem como uma factura de fa-
zendas que comprei ao Sr. Azevedo no dia 5 des-
te mez, e lambein uma carta quo trazia para o
Sr. Antonio Jos Rodrigues da Costa, tendo a
dita carta dentro urna factura de fazendas que
vinhatn da casa do mesmo Sr. Azevedo para o
a de Almeida vai ao Rio de Janeiro ] dito Costa, o por isso fago publico que a'di'a le-
tra nao lii.ha data em que dia foi sacada, e nem
tratar dos scus negocios.
Antonio Jos Gongalves e Felisberto Mon-
teiro da Cunha vo s provincias do norte do im-
perio a negorto.
Manoel Joaquim Ribeiro Braga, subdito por-
luguez. relira-so para o Rio de Janeiro.
Robert Dawning, subdito inglez, vai ara
fra do imperio.
Daniel Dies, subdito
fra da provincia.
inglez, relra-se para
SOCIEDADE
INSTITUTO PI E LITTER.4RI0
Quarta-feira 14 do corrente.
boas folhas estar no caes do Ramos no dia ci-
ma designado, s 11 horas em ponto.
LEILAO
COIIIMIIII
DAS
Messageries imperiales.
geiros etc. a tratar
numero 9.
seguir pa
na Baha, para passa-
na agencia ra do Trapiche
Lei I oes.
At o dia 14 do corrente espera-se da Europa
secretaria do conselho s 10 horas da manhaa do o vapor francez Gu.W. comandante Enoul.'o
\V !!.= .- m .< qal depois da demora do costume seguir para
Sala das sessoes do conselho adminislrativo, o Rio de Janeiro tocando
para fornecimento do arsenal do guerra, 5 de
setembro do 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
O lancador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes. de conformidade com os 88 1 2 o
3., 4. e 6. do art. 37 do decreto de 17 do mar-
go do corrente anno, tendo de principiar no dia
10 do presente mez a fazer a coilecla as ras
do Imperador, Pedro II, 22 de Novembro. boceo
do Theatro e Crespo, do bairro de Santo Antonio
do imposto sobre as lojas e casas commerciaes e"
outras de diversas classes o denominsges; avisa
aos donos dos seus respectivos estabelecimentos,
quo tenham os seus recibos ou papis de arreoda-
mentos de suas casas nos dilos estabelecimentos,
para por elles se fazer o processo do langament
na razao de 20 por cento do aluguel annual.
Recebedoria de Pernambuco 6 de setembro de
1860.Jos Theodoro Sena.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de i o,ooo [e 2o,ooo da
eraisso do banco;
Do ordem do Sr. presidente effectivo, convoco
sessao extraordlnarii da assembla geral para
quinla-feira 13 do corrente, s 10 horas da ma-
Aniunes far leilao era seu armazem de uma nhaa, afim de se proceder urna nova eleigo dos
barcaga muito veleira, que carrega Iresentos membros que toem de re.ger esta sociedade do
saceos com assucar, toda aparelhada com muilo I corrente mez marco de 1861 ; visto ter sido
reprovado o parecer da commisso de poderes, e
approvado um protesto feilo por alguns socios,
contra a validado da eleigo. Antes da assem-
bla geral haver sessao extraordinaria do con-
selho director para tratar-so de negocios ur-
gentes.
Secretaria do Instituto Pi e Litlerario aos 10
de setembro de 1860.
Altino Rodrigues Pimenta,
1. secretario.
Aluga-se urna das melhores casas do Ca-
chang, com bastantes commodos e com fundo
para o rio : a tratar na ra da Paz n. 42.
ASSOCIACAO
DE
Soccoppos Mataos e Lcota Emaocipaco
dos Captivos.
O actual conselho, de accordo com a assembla
geral de 9 do crtenlo, faz publico, que em
consequencia do movimento eleitoral da provin-
cia, que se vai prolongando, deixa de ter lugar
no dia 16 do correnle o anniversano da mesma
sociedade, sendo transferido para e dia 30 do
andante mez. A mesma direccao espera mere-
cer das illustres associages a quem se dirigi por
raeio de convites o assenlimenlo dessa mudanga,
subsistindo os mesmos convites para o dia 30.
Secretaria da Associago de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipago dos Captivos era 10 de
setembro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1. secretario.
S-
Quarta-feira 12 do corrate.
PELO AGENTE
Costa Carvalho.
O mesmo agente far lciiao em seu arraazem
na ra da Cruz n. 9 por conta de uma pessoa
que se retira para fora da provincia, de todos os
prepares de uma casa do familia ; na mesma
occasio vender
Um cabriolet
em m:iito bom estado, com lodos os pertences
para 1 cavallo, s 11 horas em ponto.
LEILAO
Terca-feira 11 do corrente.
Antunesfar leilo em seu arraazem de diffe-
rentes pegas de marcineiria do mais apurado
gosto. candelabros, serpentinas, pianos em per-
foito estado, e de uma rica mobilia de Jacaranda
a Luiz XV. As 11 horas em ponto.
que se re-
na
tambera a qnanlos mezes, nem tambera sello ; e
assim como declaro, que de ludo quanlo devo
ao mesmo Sr. Azevedo passei nova letra, e por
isso ficou esta sera valor nenhum, e desde j
protesto por qualquer duvida que daqui se possa
suscitar para o futuro, ese quera achou estes pa-
pis quizer fazer o favor de eutrega-los, pode fa-
zc-lo em Sanio Anlao ao seu dono Joaquim Jos
da Rocha, ou no Recife ao Sr. Antonio GoucaUes
de Azevedo, ra do Livramento n. 22,
compensar pelo seu trabalho.
Engomma-se e lava-se perfeilamcnle
ruado Rangel', sobrado n. 11.
Aluga-se o sitio do Corredor do Bispo, cora
casa de sobrado, tem commodos para grande fa-
milia, estribara e cocheira : quem o pretender,
dirija-so ao largo de S. Pedro, sobrado n. 1.
= Perdeu-se uma letra desde a ra de Santa
Rita at a ra Nova, da quanlia de 1388260, acei-
ta por Joo Machado Soares; portanto quem a
achou, querendo fazer o favor entrega-la, se li-
car agradecido, certo de que fica dita letra do
nenhum efTeito.
Ensino prompte
fcil,
theorica e pratica da arle do fazer retratos se-
gundo o systema de ambrotypo. nico processo
para o successo infallivol. As 5 ligoes por 100J>-
Apparelhos completos pan viagem com lodos os
pertences necessarios para este processo. Collo-
dion garantido 58o frasquinho: deposito da pas-
stparlouls francezes e caixinhas americanas do
marroquim o de bfalo, no instituto photogra-
phico de Slahl& C. retratistas de S. M. o im-
perador n. 12, ra da Imperatriz.
Precisa-sede um bqra compositor lypogra-
pho e queseja paginador, para fra da provincia;
na ma da Cadeia n. 40, todos os dias at 9 horas
da manhaa.
O Sr. Tobia Pieri, artista italiano, pretendo
dedicar-se ao ensino de piano e de canto : as
pessoas e os pais de familia que quiscrem utili-
sar-se com o seu preslimo. podem procura-Io na
ra de Santa Isabel n. 9 para tratarera com o
mesmo senhor, que ser mui razoavel nos seus
ajustes.
UiUO.
Quiuta-feira 13 do corrente
Por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz
especia! do comtnercio e a requerimen-
to dos dopositarios da mam fallida de
Antonio Jacmtlio Pacheco, o agente Ca-
margo fara' leilo da armacao e mais
gneros da taberna sita na ra Impe-
rial na esquina da travessa do Lima, as
11 horas era ponto.
LEILAO
DE
Gneros de estiva.
0 agente Uch far leilao dos segrales ge-
Duasescravasede
um carreto.
Terca-feira 11 do corrente.
Antunes far leilao era seu armazem ra do
Imperador n. 73 de duas excellentes escravas e
de um carro de volta inteira de puchar objectos
da alfandega. As 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
PRECISASE
de una mulher quesaiba cozinhar e engommar,
para ir servir era uma casa na villa da Escada ;
d-se um bom ordenado, preferindo-se, porem,
se frestrangeira : quera quizer dirija se esta
typographia, ou ruad03 Pescadores n. 35, onde
efectivamente achara cora quera- tratar.
Aviso.
Precisa-se comprar umt mulata mo-
ca que seja perfeita costureira de agulha
e tesoura, paga-se bem agradando as
suas qualtdades : na ra do Trapiche,
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- KERY.WD.
Este hotel enllocado no centro de uma das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
yalor paraosbrasileirose portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
uma das roelhores da cidade, por se achar nao s prximo s esta$oes de caminos de /erro, da
Alleraanhae Franja, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose divertimentos; e,
alm disso, os mdicos precos convidam
No hotel hasempre pessoas especiaos, fallando o francez.allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excurs5es na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (39200 4W00 >
por dia.
Durante o aspaco de oito a Jaz mezas, ah resid rara os Exms. Srs. conselheiro Silva Per-
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augustoda Silva Ferrao, (de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netio, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro (do Brasil, } e rauitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, por dia, regulim de 10 a 12 francos (48000 450O.)
No hotel encontram-se informacoes exactas aceres de tudo que pode precisar om estrangeiro. .
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
-"
T
~2T


DIARIO DE PERNAMBUCO. TEftgA FEIRA 11 DE SETEMBRO DE 1880.
C5)
Na ra da Cadeia n. 24,
deseja-se fallar com os senhores!
Marcelino de Souza l'ereira de Bril.
Cielo da Costa Campcllo.
Jos Alves Monte Raso.
Joo Alvos de Olivcira.
Joaquim Clemente de Lomos Duara.
Antonio Caetano da Molla.
Augusto Pacheco Queuoga.
.Manoel Jos Ferreira.
Manoel dos Santos Azcvedo.
Bemjamin do Carmo Lopes.
Miguel Francisco do Souza Bogo.
Silvino Mcndes de Azevedo,
Joao Rodrigues Cordciro.
No escriptorio de Aranas Hijo & C, pre-
cisa-se fallar com o Sr. Desiderio Fcrnandes Coc-
ino a negocio de seu interasse.
Miguel Nurat, subdito francez, sahe para
fura da provincia.
Aluga-se o segundo andar da casa dos Qua-
Iro Cantos em Olinda e bem fresca, com comino-
dos sufikientes para qualquer familia, tendo a
mesma casa frento para a ladeira da Misericor-
dia eoutra para a ra de Malhias Ferreira, com
direccao ao mar, pelo que pode ser aproveitada
por familias quo queiram fazer uso dos banhos
salgados ; a tratar em Olinda cora o capilo de
fragata Caetano Alvos do Souza Filgueiras, ou na
ra da Cideia do Recife, escriptorio n. 58, de
Leal & Irmao.
gCoflsultorio central homeopatliicog
I ipubsubm. i
Continua sob a mesma direc^o do Ma-g
t noel da Mallos Teixeira Lima, professorg
em homeopathia. Asconsultas como d'an-a
tes.
Altenco.
O Sr. Jos Anlonio Camello lenha a bondade
do vir tirar os pfnhores que existen) na ra do
Rangel n. 45, no prazo de 8 das, lindo os qnaes
serao vendidos para pagamento do principal e
juros. Recife 5 de selembro de 1860.
ajnela dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel?.
Johciton & ra da Senzala Nova n. 52
Dcsencaminhou-se da travessa dosAeou-
guinhos, no dia 5 do correnle mez, tima ca'del-
linha dogue de cor rela, orelhas corladas bas-
tante curias, sendo muito viva, e acode pelo no-
me de Minerva : a pessoa que a liver achado,
querendo rostilui-la, pode dirigirse a mesma ra
cima n. 23, que ser recompensada.
Para passar a l'csla.
Aluga-se urna excellenle casa de sobrado na
entrada da povoa^ao do Monteiro, com grandes e
excellenles commodos para urna numerosa fami-
lia : a tratar na ra doQueimado n. 32, luja.
Aluga-se por proco commodo a loja da casa
da ra do Imperador n. 75, lado do caes: a tra-
tar no primeiro andar da mesma casa.
No dia 11 de soleniuro, pelas 11 horas da
manhaa, na audiencia do Sr. Dr. juiz de orphaos,
se ha de arrematar a quem mais der por arren-
damento do sobrado de dous andares n. 47, sito
na ra Nova, que ser a ultima praga : quem pre-
tende-la, poder apresenlar-se no referido dia e
hora na casa das audiencias.

Botica central liomcopatliica |j
Do m
DR. SABINO 0, L FIMO |
Novos medicamentoshoraeopalhicos en-g
viadosda Europa pelo Dr. Sabino s
$ Estes medicamantos preparados espe-
d cialmcnlesegundoasnecessidadesda ho-Z
@ meopathia noRrasil, vende-se pelos pre-g
, eos conhecidos na botica central homec~@>
@ palluca, ra de Sanio Amaro [Mundo No-g
vo)n 6. @
No dia 11 do crtente mez, na audiencia do
Illro. Sr. Dr. juiz de orphaos, tem de ser arre-
matado, por ser a ultima praca, os alugueis do
sobrado n. 1, sito no beceo do Abreu, que faz
(nina para o das Almas, no bairro do Recife,
avallado em 250$ por anno ; ciijo sobrado per-
ronceaos orphaos filhos do fallecido Jacinlho Sil-
vestre Vicente, e vai praca a requerimento de
I). Mara das Dores R8ymunda do Gir, viuva da-
quolle fallecido, e totora de suas filhas ; o es-
criplo se acha na mao do respectivo porteiro.
Attencao.
*
Na ra das Crtizes n. 21, primeiro andar, pre-
cisa-se de um preto de idade, prcerindo-se com
alguma pratioa do cozinha.
/ PENKA DE AC
LE w^PULt-X
%^^^^
Estas pennas de differenles aualidades, sao fa-
bricadas de aro de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a lodo o tamaito de
ottra. Prego 19500 cada caixa e pennas de ouro
telo raesmo autor com pona de diamante, que
orem a grande vantagom de nao estar siijoitas a
crear ferrugem e conservndose bem limpasso
de duraeao infinita, deposito
Iluodesi Goncalvestua
Norat Irmos
fazera publico que, lendo o socio Miguel Norat
da ir a Europa no prximo vapor de 15 do cor-
rente, sciont'flca a lodos os seus devedores, que
no prazo de 6 das venham salistezer seas dbi-
tos e liquidar suas comas, ficando o activo e
passivo a cargo do seu primeiro socio Justino
Norat, que contina a ter venda na rua.da Im-
peratriz n. 2G. segundo andar, o mais vanado
sorlimento de brilhanles e obras de ouro, relo-
gios, etc., afiancando-sc que nesta casa nao se
vende objectos de ouro que nao seja de le, e
por procos mu razoaveis.
Na livraria n, 6 e 8 da praca da
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
COMPANHIA
ALUANC
stabelecida m Londres
mm m mu.
CAPITAL
Cinc taWkcs Ae listas
sterA Inas.
Saundcrs Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aoa senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quem mais convier, que eslo plena-i
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fecluar seguros sobro edificios de tijolo e pedra,
cobertos de tollta, e igualmente sobre os objectos
que contivercm os mesmos edificios, quer con- i
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidadc.
1 DENTISTA
dou-
Gravador e
radon
Grava-se e doura-se em marmore lettras pro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, ,o annunciante aprsenla seus trabalhos
nos tmulos dus lllms. Srs. Vtres, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em oulros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
da
em casa
Cadeia n.
dos Srs.
7.
01
- iMulilM
^**
| Dentista de Paris.
15 Ra Nova15
$ Fredcrico Gautier, cirurgio dentista, ^
?K faz todas as operacoe da suaarte e col- |g
jj loca denles artificiaos, ludo com a supe- ff rioridade e perfeio.ao qu-c as pessoas en- ?g
co tendidas Ihe reconhecem. S>
a| Tem agua e pos dentifricios etc. ?g
Alcga-se um grande armazem, propno para
qualquer eslabelecimenlo, na ra do Rangel n.
62 : a tratar na palco de S. redro n. 6.
Aluga-se um armatera na ra da Cruz n.
29. com sahida para a ra dos Tanoeiros
t.trno pateo de S. Podro n. 6.
O) DE
| PERNAMBITCO.
S 3-RnacstreitadoRosario-3
3 Francisco Pinto Ozorio continua a col-
V locar denles arllficiaes lauto por meio
ij| de molas como pela pressfto do ar, nao
?c recebe paga alguma sem que as obras
uo fiquera a vontade de seus donos,
2S lem pozos coulras preparaces as mais
fe acreditadas para consccarfio da bocea
Na na eslreila do Rosario n 29 tem um
moleque de 18 annos para se alugar: quem pre-
tender, diriia-sc a mesma casa.
iTTIlTTTTTTU TTf TTTTT-?"TfX>
r
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
> rengeiras 15. Na mvsma casa tem agua e
p dentifico.
a Ira- X*.JLr.i.S.m.XL qii se acha "com .jagradando : na ra do Trapiche n. 40
i eslreila do Rosa- escriptorio, te dir' quem a pretende.
Moeda de ouro.
, Larangeiras, aonde
ezesda melhor forma
oro. No mesmo esla-
mo'co c janlar por mez,
mais barato do que em
O Sr. Uoiningus Cesar io Pinto,
queira dirigir-*e a esta typographia
que sellie precisa fallar.
Precisa-se alugar urna escrava para casa de
pouca familia : na praqa da Independencia n. 38
se dir quem a pretende.
Altenco.
Jos Filippe Marlins, estando eslabelecido lia
urna porco de annos oom casa de pasto na ra
larga do Rosario, hrj*' declara aos v>ezes
tanto da prac.a ce"
mesmo eslabei
rio n. 23, confr
continuara a ser\
possivcl e por com
belecimonto torneo
mandando-se em ca
oulra qualquer parte o lodos os dias das? horas; l.ua jQ Vipario n
em diantc lem papa ae farinha do Maranho e
araruta, assim como nos domingos e dias santos
tem a excedente mo de vacca.das 3 horas da ma-
drugada em dian'e, e prepara-se toda eoconi-
menda que se tuor.
NiDguem se engae.
Osalmanaks de Casiilho, com fo Itinlia para o
Brasil, s se achavam venda na livraria aca-
dmica, ra do Imperador d. 79 ; assim pois as
pessoas que desojaren! comprar o altnannk de
lembranca Luso-Brasileiro daquelle autor para o
anno de 1861. podem dirigir-se livraria cima,
onde ellos estiio venda por nrdem e aulerisa-
cao do Ex ni. Sr. conselheiro Jos Feliciano de
Casiilho Brrelo e Noronha, do Rio d Janeiro.
Jos Baccigalupe, subdito italiaoo, vai para
a Bahia.
Compras.
Compra-se um sobrado de dous ou Ires an-
daros, ou algumas casas terreas : na ra do
Queimado n. 12, primeiro andar se dir quem
quer.
Compra-sc urna mulata moca per-
feita costreira, paga-se muito bem
Atenco.
Compram-se pecas de 16# veilias : no
escriptorio de Garvalho, Nogueira &C,
9, primeiro andar.
Vendas.
Vendo-se um escravo crioulo com idade
de 20 annos, perito carreire': na ra do Hospi-
cio n. 15.
Vendc-sc urna excellenle barraca nova, to-
da encavilhada de ferro e preparada para nave-
gar, a qual fui leita na provincia das Alagoas,
com ptimas madeiras do conslrucc.o c com ca-
pacidade de pegar 700 saceos de assucar, visto
lor 70 toneladas de lotaco ; auem a pretender,
dirija-se a ra do Crespo n. 13, para seu ajuste,
qur a diuheiro quer a prazo, com boas firmas.
Potassa da Hussia e cal de
Teni]
Lisboa.
ido constado ao abaixo a3signado que era
voz publica que algumas pessoas da cidade da
Victoria ou da provincia tonham abonado ou da-
do conhecimonto para comprar nosta cidade do | bulra qualquer pane.
Recifo, o abaixo assignado vem pois declarar i
pelo presente (ou tirar alguma catarata dos olbos '
do algum quidam) que desde 4 de novembro de
1818 a 4 de sclcmbrq de 1860, que negociante
na cidade da Victoria'nao precftou e nem abacu-
lou a pessoa alguma para que Ihe dsse Ganca
ou abono em casa commercial da cidade do Re-
cife, e nem om oulra parle qualquer; sim, do-
vido seu crdito nesla praca a sua diligencia e
maneira honrosa com que tem tratado com seus
credores. O abaixo assignado desafia
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a
verdadoira polassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como lambem cal virgem em '
podra, ludo por prec,os mais baratos do que em
ESCRAVOS
Ra larga
Nesla
do Rosario n. 20
segunde andar.
OSI LlTSO-BRASLEIR!<
2, Golden Square, Loudres.
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Oras n.22.
APPKOVAiO E ALTORISACAO
Mfil t I BPERilL Si SfE-D i CIA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
casa recebem-se oserav.os para screm
y (vendidos por commisso por conta de seus so-
Hhores. Afianca-seo bom tralamonto. assim como
as diligencias possivois para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empate na venda delles.
i, G. OLIVEIRA-te'ndo augiicntado, com to- I J^'* "" .il, *empre ,^ara vender cravos; da
mar casa contigua, ampias c excellenles ac- Sldes m *hs S SCXOS'Com habl11
commodaooes para muito maior numero de hos-
ipedesdo novo se recommenda ao favor e lera-
branca dos sees amigos e dosSrs. viajantes que
visitmosla capital; con linu a a presta r-lh es seus
Momese bons officins guiando-os em todas as 3| vezes ra da Cadeia do Recife ii.23.'" $
cousas que precisem conhecimento pralieo do ?fc.,.a-,__-._,__ ____ SRv
paiz, etc.: arm do porluguez e do nalez ialla-se mmBm&&9l& $%&&& BI8SPMS8
: na casa o hesp8nhole francez. n~ "a P''sson do escripturacao commercial
" @#;S@@@SeS@ "n,,rr('''-^ raser qualqaer escripia con toda i
r in- I pc-rfeieao e celeridade : na ra do O
. acuelle
que diz ler-lhc dado flanea, a declarar, pois que
disso nao lem. Victoria 5 de selembro de 1860.
Francisco Xavier de Salles Cavalcanli de Al-
meida.
Agencia de passaporte e folKa
corrida.,
Claudino do Rogo Lima lira passaporte para
dentro era do imperio por commodo preco e
presteza
y.
f^ O Sr. Joaintim Alvos Conti
queira ir como se Ihe lem podido por
vezes ruada Cadeia do Recife n. 23.
i 9a
O abaixo assignado estando a fazet
| t ventarlo por morte do sua mulher pode a
quem se julgar credor de seu casal, que @
aprsente suascontas e aos que sao seus i
devedores que venham saldar as suas.
@ Frincisco-Gomes de Mallos Jnior. @,
O abaixo assignado faz sciente ao publico
com ospecialidade ao rospoilavel enmmorcio. que
Jos Mara de Azevedo, administrador e inleros-
_j Queimado, loja
de fazendas n. 34. se dir quem Na mesma
| loja se dir quem vende um piano de boas vozes,
proprio para ; prego.
! Mauricio Jos dos Santos Ribeiro, ehegado
ltimamente de Lisboa, faz sciente ao respeita-
| vel publico que acaba de eslabelecer na ra lar-
dado Rosario n. 21, primeiro andar, urna ofii-
a de ourives onde aprompta quaesquer ob-
sedo na taberna sita no pateo do Terco n 28, jeclos tendentes a mesma arle do
mais apurado
ELECTRO-AIAGN.E11CAS EPISPATICAS
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
Prevenco.
AS CHAPAS MEDICINAE-S sao milito conhocidas no Rio de Janeiro c om todas as provincias
deste imperio ha mais de 22 annos, osito afamadas, polas boas curas que so tem obtido as eifer-
midades abaixo escripias, o que se pr3va com iiitimeros alleslados que existom de pessoas capa-
zes e de dieUiicgoes.
CometasCiiAPAe-ECTao-AGKETirA.r.rir-AOTicASob(rm-seiinia-curarodicsleinfallivlem=uadoCi!l^
todes oseases de inllammacao (caiisogo ou falla de respiraco), sejam internas ou externas, como <.auu0a^quo
do Ggado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpitacao de coracao, garganta, olhos, ery-
sipelas, rheumatismo, paralysia e todas as afl'ecoes, nervosas,ele., ele.' Igualmente para as dif-
ferentes especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc., soja qual for o seu tamaito e pro-
fundeza, por meio dasuppurarao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e dislinctos facultativos
As encomraendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, leodo lodo o cuidado de
fazer as tecessarias explicaoes, se as chapas sao para homcm, sonhora ou crisnea, declarando a
molestia em qt:-o parle di corpo existe,-se na cabeca, pescogo, brago, coxa.perna.'p, ou tronco do
corpo, declarando a circurafo.-encia : e-sendo incha'cois, feridas ou ulceras, o molde do seu t.ima-
nho em um pedaco de papel e a declarado onde exisiem, afim de que as cha
bem applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de
deixou de continuar cora a administracao da dita
taberna desde o dia 5 do correrte e rompida-
mente dispenso de todo e qualquer servico ten-
dente a mesma. Recito ti de setembrode 860.
Jos Anlonio Soaios de Azevedo.
Na ra do Trapiche Novo n. 6, precisa-se
ler nolieias do Sr. Eduardo Coelho Feroandes,
che^ade de Lisboa em 187.
Altenco.
a
Pracise-se alugar un sobrado de um andar ou
de dous, em bom estado.com quintal, nos bair-
't ros da loa-Visla o Santo Antonio : quem o tiver
| dirija-se a ra do Crespo n. 25-
No dia 16 de agosto do corrente anno fugio I
! o prclo do nome Severo, criaulo, estatura regu- O Sr. Domingos Jos Soares. ofDcial da se-
lar. cor preta feices compridas, boa figura, cretarla do governo, queira dirigir-se a ra Di-
! olhos vermelhos, com urna costura na barrica no reita n. 68, afim de saldar o que est a dever
lado dirojto de urna tacada : quem o pegar, diri- | aos herdeiros do Caetano Pereira Gom-alves da
gasto c perfeigao de trabalho, como sejam ad-
renos completos, brochas, pulseiras, aneis, alfi-
neles etc., etc. Em seu eslabelecimento promet-
i concertar qualquer obra da sua arte com per-
fe^o. A pratica adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e as rrlaccs directas que
constantemente maniera com agumas das mais
respeilaveis casas d'equella cidade, que so em-
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prata, o habilitam a cncarregar-se de qualquer
encommenda de taes objectos tanto para a igroja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
se dignarem honra-lo rom a sua ennfianca, se-
rao servidas com o maior zelo e solicilude e
precos batatissimos.
por
de cera da
Cunha.
Altenco.
pea possam ser
vir fie qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompaadas das competentes etp'.icacot-s c tambera de todos os accesso-
rios para a collocac.5o dellas.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriplo-
jo, que se achara aberto todos os dias, sem xcepco, da6:9 oras da manhaa s i da larde.
119 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Estando a (Indar os frescaes queijos do Cerid,'
as excedentes maceas, e a bella manteiga reli-
gada em frascos, previne-sc aos amantes dos
1 ditos gneros, quo venham a olios com presteza \
para depois nao haver queixa : no armazem da
ra eslreila po Rosario n. 11.
Aureliano de P B., professor jubilado de
; instrueco primaria, contina a leccionar em ca-|
, sas particulares, com ttrbanidade e approvoita-;
| ment : quem precisar, dirija-Be ao Corredor do i
Hispo, casa n. 5.
Aluga-se um sitio grande
excellente casa de vi venda, com todas a
commodidadcepara familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com os pro-
prietarios, N.O. Bieber & C.
Borba.
A saluda que lem tido este rap prova sua boa
Silva ii Motta declaram a seus devedores que
leem dado procuracao aos Srs Manoel Joaquim
Ramos e Silva, Francisco Severianno Rabello &
Pillio, Domingos Abes Matheus e Carvalho No-
gueira & C, para receberem todas as dividas do
sua casa o dar quitacao. Recife 6 de selembro
de 1860.
Os abaixo assignados participara aos Srs. de-
vedores da casa commercial dos Srs. Silva & Molla
que delegaran? ao Sr. solicitador Jos Jacinlho
da Silva a procurac.au que daquelles receberam,
para cobrarem a importancia dos seus dbitos
Pernambuco, 6 de selembro de 186U-Manoel
1 Joaquim Ramos e Silva.Por procuracao, An-
tonio Lopes Rodrigues.Carvalho, Nogueira & C
Domingos Alves Matheus.F. S. Rabello &.
Filho.
Aluga-se tira moleque para servico de casa
de familia ou oulra qualquer oceupaeo : a Ira-
lar no Pombal, pouco adiante do sitio do lllm.
Sr. Visconde, na casa que lem um lanco de mu-
ro na fronte.
Precisase de urna ama forra ou captiva,
que saiba cozinhar o en?omit.ar: a tratar na ra
qualidade, nao desmenlindu assim a qualidade do .
fumo de que feilo, colindo as immediaces da | _,f.il.r,0l.":.l',:.*f'5undo an'jar-
ridado a quo deve seu nome na provincia Giam-
Par : dt-posito, ra da Cadeia n. 17
DO
i
1.1.
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No epozAto deste estabeleeimeuto sempre lia graude sorlimeitlo de me
cUanismo para os engeubos de assuear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido,-;conomicas de combustivel, e dcfacillimoassecto;
Rodas d'agua de ierro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cmnos de ferro, e portas d'aguaoara ditas, e serrilhaspararodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meia moendas com rodetasmotorasjara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deaz ;
Tai vas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Parese bicas para o caldo, crivose portas de ferro para sfornallias ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua,cavallos oubois;
Aailhaes.bronzeseparafusos, arados, eixos e odasparacarro^as, rmas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as,
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,!^ Proxmo ao banbosalgado, tempe-
assim como pola coutinuaso da sua fabrica em Pernambuco, para modificar omechanis- !'8doou,doce-e mo a vontade de cada comprador, e de fazer qs concert* de que poder* necessiar. SowT ca$a l"m ""'
Eu abaixo assignado declaro ao publico que
deixei do ser procurador bastante de Rosa Mara
da Conceicao Maia desde o 1. de selembro de
1860,Antonio Francisco Alves Conde.
Attencao.
i
Os curadores fiscaes da fallencia de
Siqueira & Pereira, rogara a todas as
pessoas devedoras a massa que devem
quanto antes vir pagar seus jebitos aos
credores deposita' ios D. P. Will &C,
no mesmo estabelecimento da ra do
Crespo ou no largo do Corpo Santo, em
casa dos mesmos Srs. depositarios.
Saca-se sobre Lisboa e Porto, ra
do Vigario n. 9, primeiro andar, es-
criptorio de Carvalho, Nogueira & C.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como lam-
bem a locar varios instrumentos ; dando as li-
coes das 7 horas s 9 1 [2 da noile: a tratar na rus
da Boda n. 50.
Aluga-se urna casa no pateo do Terco n.
30, com sotao e oulra na ra do Brum n. 34,
proprios para qualquer estabelecimento : a tratar
ira ra da Cadeia do Recife n. 4.
Furlaram na noile de 4 para 5 do correnle,
do boceo do Foguetoiro, um cavallo melado, com
os pese maos cacados um de branco e oulro de
preto, tem a marca em forma de um X, a pessoa
que o ppgar leve-o aoquartel dooilavo balalho
decacadores na Soledade, ao capilio comman-
danle da quarla companhia, que se Ihe dar
umagralifleacao.
Quem tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que ten lia
casa de vivenda, arvores defructo e fi-
Cera de carnauba.
Vende-se ni jua da Cadeia n..57 a 9j>600 a ar-
arroba e allfcoOO; a melhor que tem rindo ao
mercado.
Na ra da Cadeia n. 24,
vendem-se as seguintes fazendas por melade de
son valor para liquidaco.
Casaveques tJe futto a 8 e 12;}.
Ditos de seda a 25?.
Ditos de velludo a 40 e COg.
Chapeos de seda para senhora a 10$.
F.ufeites de llores a 6jg.
Camisetas com manguitos a 3. 4, 5 e 69.
Folhos bordados liras a 500, i$, ?# e 3(500.
EnlremeiosOuos, pe^as com 12 varas a 1*.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2g, 3 e >>.
Dolos de seda, velludo, de lou^a e de fustitb,
'liUaa ^' Primc*r0 ndar ri. 47. j de qualidades ttnas, duzia a 200, 400 c 600 rs.
Chales de touquim a 10?, 159, 20$ e 35.
Um completo sorlimento de franjas de seda o
de algodao.
lioos de seda brancos e pretos, de todas as
larguras, vara a 160, 240, 400, 800 e 1.
Cheguf m ao barato,
Vende-se na taberna po pateo do TerQO n. 28,
manteiga inglea muito nova.a lj200 a libra, dita
I franceza a 600 rs., cha da ludia muio superior a
2f200, alolria muito nova a'-580, macarriio a 400
I rs., beiatas a 00 rs., luticinho do Lisboa muito
novo a 360. chouricas de Lisboa multo novas a
: 5G0, banha de porco a 560, vinho do.Porto cha-
1 mico engarrafado, a garrafa 1J}. dito de Lisboa
'em pipa-a garrafa a 480. e oulros muilos gneros
que aqui so nao mencionara, oque 5 vista do
! comprador se dir o menos preco que em oulra
. qualquer parle, e ludo muilo bom.
Pechincha.
Chita eslreila roa com pequeas pintas de
. mofo, covado a 120 rs., pega a 4^500: na ra
! do Queimado n. 44.
j Vende-se cera de carnauba, sebo om volas
; e em pao, vindo do Porto, fio da Bahia para li-
quidar : na ra da Cruz, armazem n. 33.
coracao e de
Se"
O Dr. Cosme de'SarPeieTra"da
consultas medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recife, ra
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ate as 10 da manhaa, s-
breos seguintes pontos t
1.- Molestias de olhos ;
2.* Molestias de
peito ;
o.- Molestias dos igaos da
racao e do anus ;
*.* Platicara' toda e qualquer
operacao que julg.r conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O examedaspessoasque o con-
sultaran sera' feito indistincta-
roenle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou anueles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este fim.
HtMMMMkaaaatta a-z3^ga
Mel.
Amanak de lenibraiieas.
Luso-Brasileiro
PAItA
PARA
Chegaram ha pouco de Lisboa osles interessan-
tes almanaks. e vende-se ua livraria econmica
ao p do arco de Santo Antonio.
Retratos
em cartes de visita como se
usa era Paris. Os 100 por
S5f.
B o retrato o mais econmico que se pode ob-
ter e o mais proprio para dar de mimo aos p-
renles e amibos, podendo ser remeltido commo-
damente dentro de urna carta. Estes retratos,
nao obstante suas pequeas dimensoes, repre-
sentara a pessoa de figura inteira com o maior
apuro nos deallies, sao a mais proprla recordarlo
do todas as pessoas que nos sito gratas. Reunidos
em rolleccao poder&oservir para formar um ele-
gante lbum dedicado a amisade. Tiram-se todos
os diasc com qualquer lempo, no instituto pho-
tographico de Stahl & C. Retrajos de S. M. o
Imperador, ra da Imperatriz.
Furtaram de urna canoa de ferro Tundeada
na coroa do passarinlio, um ancorte de ferro
palenlecom a competente corrente de 15 bracas,
pouco miis ou menos : se alguem descobrir
quem foi o malfeitor ou larapio, souber oa cor-
rente, ele, e o communicar na ra da Cruz n.
21, primeiro andar, ou a Scb.tstiao Lopes Guima-
raes Jnior, ser bem gratificado.
Precisa-se de um hornero para distribuidor
de folhas : na livraria ns. C e 8 da praca da In-
dependencia.
OITerece-se um rapaz para criado de qual-
quer cfsa : quem o pretender, dirija-se ao pateo
do Terco n. 14.
OITerece-se urna ama capaz para desempe-
nhar o servico de urna casa quem pretender,
dirija-se a ra da Imperatriz n. 59,
Precisa-se na ma da Imperatriz n. 4, de
um rapaz porluguez que lenha alguma pratica de
azendas.
Offerece-sc um pequeo de 8 a 10 anno8
para caixeiro de alguma loja de fazendas ou miu-
dezas: na ra do Queimado, loja n. 13.
Nova invenco.
Retratos photographicos estampados de ma-
neira indolevol em lencos decambraia e de seda.
Esta applicaqao nova da pholographia nao me-
ramente objeclo de curiosidade porque escusan-
do n trabalho de se bordar as iniciaos nos lencos,
nunca permittir duvida sobre o verdadeiro dono
delles : instituto phologr9phico, ra da Impera-
triz n. 12.
Na ra dos Pires n. 44. deseja-se fallar coro
o Sr. alferesJoao Baptista Bispo (ou Menezes) do
(tono batalhao.
Precisa-se de urna mulher de boa conducta
para fazer somonte a cozinha diaria de urna casa
de familia : a tratar na roa larga do Rosario n
22, loja.
Crispim Rodrigues Barbosa avisa aos seus
freguezes que mudou seu estibelecimento para a
praca do capim em frente da rus do Sol, e lem
novos carros cora boas parelhasde cavalbs paja
alugar por preco commodo.
Madame Gekle, establecida na ra das Cru-
zes d. 36.avisa ao respeitavel publico que se acha
sempre prompta para fazer qualquer obra de
vestidos de senhora, e lambem chapeos moda
de Paris, por muito commodo piego.
Precisase de um bom amassador: na ra
do Coiovello, paddtia do Loo do Norte.
No caes do Ramos n. 10, vendern-so barris de
mol de muilo boa qualidade por 15J>000 cada
um com 17 caadas.
Vaquetas.
Vendem-se por preco commodo boas vaq.iet,-.s
de lustre para cubrir carros ; na loja de sellciro
da ra larga do Rosario n.28.
. Milhonovo
Chegado do Va i, Maranlio c Colinguiba a deis
dias, em sarcos grandes; no armazem de Anlu-
iiesGuiraartS(\ C, largo da Assembla n. 19.
Farinha de man-
dioca
muilo nova, chegada antes de Itonlem : quali-
dades muilo variadas, por differenlos precos,
em grandes porces ou a relalho ; no armazem
de AntuncsGuimaresi C, largo da Assembla,
n. 19.
rs.
Ferros econmicos de engomrcar a vapor na
ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Candieiros econmicos.
Crande sorlimento de candieiros econmicos a
gaz idrogenio, e todos os mais preps'os para
consumo dos mesmos na ra Nova n 20, loja
do Vianna.
Vende-se, pcrmula-so, ou em ullmo caso
arrenda-se o sitio da travessa dos Remedios na
freguezia dos Afogados n. 21, sendo quo s se
arronda a quem quizer fazer j todos os concer-
tos de quo a casa precisar para ser descontada
nos alugueis, a importancia despendida com o
concert : puem pretender fazer quulqucr nego-
cio, onlenda-se com seu proprielario na ra de
S. Francisco, sobrado n. 10, como quem vai para
a ra Relia.
Vende-se urna casa lorrea na ra do pha-
rol n.^28 : a tratar na ra do Pilar n. 143.
Aviso aos senhores fabri-
cantes de velas de car-
nauba.
Fio de algodao o melhor que lem /indo ao
mercado, para pavios de velas : vende-se na ra
da Cadeia, loja de ferragens de Vidal & BasUs.
ATTENCAO.
Chegou o bem conhecido ungento de matar
ratos e Daratas rpidamente : na bem conhecida
casa j acostumada, na ra da Senzala Vellia
numero 50.
Vende-se pela metade de
seu valor na loja da
ra do Passeio Publico
numero i 1.
Cortes de casemira, padroes escuros a 3ft200.
Corles de calca de castor encorpado a lg200.
Ditos de brim miudos a 1g.
Caljasfeilas de brim e de castores a 1$ e 1J200.
Chita franceza miuda a 240 o covado.
Dita a 280 rs.
Chita para coberla muito bonita a 240.
Dita miuda para vestido a 00 rs.
Lengos brancos de cassa, pequeos e fiaos, a
240 rs.
Panno fino azul muito bom a 49 o covado.
Camisas francezas brancas a 19900.
Dilas muilo finas a 2>'400.
Chapeos de fellro muilo fino a 4ft
Chapeos de sol de seda a 7g.
Madapoldes de varias qualidades a 3$400, 9300,
43600. 4$800 e 6*800 muito fiaos.
Chales de laa a 900 rs.
Ditos muito finos escuros a 2&400.
Meias para homem a 29a duzia.
Loncos de soda a 800 rs. cada uro.
Chapeos de fellro com avaria a 500 rs.
Suspensorios, a duzia a 400 rs.
Algodao de duas larguras a 640 a vara.
''.- i


(6)
Fazendas finas e
roupa^feita.
Augusto k Perdigo.
Com loja Da ra da Cadeia do Recife n 23
feuJera e dao amostras as seguintes fazendas
Cortes de vestidos de seda protos e dfe cores
de d d'l3 dG bareg' de lar!alana e de 8e
Cambraiasde cores, brancas o organdys
Anquinhas para saias.saias balo, de dina, nia-
dapolao e bordadas.
Lencos de labyrintho,do Aracatv e francezes.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeilesde troco, de vidrilho e de flores.
Pcriles de tartaruga, imoeratriz o outros goslos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
saoga.
Vestuarios de fusto, de 15 e de seda para
enanca.
Manteletes, taimas e pelerinas de differentes lidades. l
Chales de touiim, do merino e de la de pona
redonda. r
Luvas de pellica brancas, pretas e Je cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capelas e
llores soltas.
Sinturoes, camisas de linho e espartilhos para
senhora. r
Perfumaras Anas, sabonetes e agua de colonia.
Casaca*, sobrccasacas o paletots de panno preto
e do cor. r
Paletots do alpaca, de seda e de linho.
Calcis de casemira de cor, pretas e de brim
Camisas do raa lapolao, de linho inglez e de la.
seroulas de linho o do meia.
Malas saceos, apelreuos para viagem.
Chancas para invern, bolinas do Ueli e outros
fabricantes.
Chapeos-do Chyli. de massa e de fellro para ho-
rnera.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Baha.
Libras sterlinas
Vendem-se libras sterlinas: no escriplorio de
Manoel Ignacio de Oliveira o Filhos, largo do
Corpo Santo.
. IVA NOVA
Loja de miudezas na ra
DireitaN. 85, onde tem
o lampedo do gaz,
vfndom-se bandejas finas a 13 isliM) isKAfl 9*
2 0 .2,600, WOO, StmR *s3f>De,nK,,?
? Vtea 7. "i*00, Sra^alas^pretaf de se-
f -a *20J. .dlt,as Je cores a I, alinetes em
camnhas muilo linos a 200 e 30 rs., litas pro-
pna? para enfeitos de vestido de soda a 400 500
tm^^^TJ'L^,^ peores a'320,
Vende-se na ra da Impe-
ratriz n. 2,
superior fumo deGaranhuns a 860 rs. a libra,
baralissimo. '
a "^,.Vc"de"se um caixo de urna cosa ni cidade
de Olinda. nos Quairo Cantos ; urna casa de lai-
pa na bica dos Qualro> Cantos : a IrV
DIARIO DE PERRAMBUCO. TERCA fEffiA II DE SETEM8R0 Di 1M
na ra
do Fogo n. 42.
Vende-se urna porcao de leihas e lijlos,
que mesmo serve para ladrMho, por mnilo menos
; "".. ,L as olarias -na ra do Brum
eialeiro de Thomaz ^,
Vende-se a ct
37 : a tratar na ra u
CAL D
nova e muito bem acn
deia do Recife n. 88, pn
i'rincheiras n.
I.
i
a : na ra da Ca-
andar.
Seboegraixa.
S^ o eeado e graixa em bexigas : no armwem
ue Tasso Irmos, no caes de Apollo
Venae-se urna canoa d'agua em bom esta-
do: na ra Imperial n. 171.
Vende-se urna casa terrea na travesa Im-
perial : a fallar na taberna da esquina.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
5 I i, !)00 e 800
fio do cores
Seda a ij-jOO, ditos para meninas de trancad?
velludo a ijj.,00, ditas de lita de seda i 49, luvas
de seda para homem a lOO, tesouraspara unhas
Un i- ai 880 rs., ditas para costura a 19, clcheles
DJrdadinnos a 180, escovas para cabello ala
d!:.is para roupa a lj200. trancas do caracol de
', poca grande, a 230. meias cruas para ho-
mo b a 8#I00, .lilas a 4SI)0 o 5, ditas brancas
a Z5OO e 99200, dit.is linas de cores a 2^300, di-
ira meninos, decores a 256OO, ditas finas
brinjas de meninos a 39300, ditas para meninas
a b.O) a duzia, bolesde seda para casavoque
-i 1 lw.ii, tinta de cannuin fina a M)0 rs.,
11 le metal principe paraassucar a 400 rs.,'
' ? ira cha a 300 rs. a duzia, tinleiros o ariei-
finosa \, caixinha* de papel sortidas em
! 1 1$, ditos de quadriohos a 800 rs laa pa-
I ir a mais Un que ha a 7.;00 a libra, ata-
1 chai 13 de algodo a 60 rs., ditos rlleos a
- pantos do borracha para bichos a 410,
dil 13 traressos pan meninas a 610, ditos de bu-
fa) branco para bichos a 280, ditos para alisar a
5JJ rs., ditos de borracha para alisar aOOOrs.,
b 1 i do osso a 240, di-tos de louca brancas a
1 ). Jilos de cores a 160. bulos de" raa ireperola
:i 1 1 1 803 rs. a groza, tirelas pira calcas a 100
rs., camnhas de oapol de cor a 800 rs., caitas do
obris do coh a 100 rs. linhas do peso a 120,
d '- lo cabtwa encarnada a 120, litas lavradas
di largura de 5ddos rom pitis de mofo a 320
3 vara, galn le linho a 1 O a vara, bico preto
de s'ii 1 12 1. 200, 320, 4U e 000 rs. a varo,
brin ruedos para rauniis, de diversas qualida-
des, us b ira lo que era outra qualquer parte,
bi.i'M'is le cara urg 1 500 r.. Jilas de chouro a
Ai). J00, 800, 15500 e 25
Parahyba.
V i l^-so o ea^enho T>>rrinha distan
te 1 sticiUJe duas legaas por tena,
te n terreno para dous mil paes or an-
uo o b)i casa de vvenla assobradada e
Ijjis obra;, tem etnbar ueno porto dis
tante do engenho 1|2 qaailo de legua
ti) vio Parahyba ecm menos de 3 liaras
se ven activie; quem o pretender di-
rij i-e a Jolp lose de Uedeiros Corroa
G que dir' quem o vende.
Vende-se um sitio na Passagem da Magda-
lena, margem do Capibaribe, cora urna grande
cjsitoJamuraJa,com caes, muitas arvores de
diversos froctos : a tratar cora Joao Manoel Ro-
drigues Valenca, no mesmo lugar.
Vestido a 2:o00.
Riquissimos cortes de chita larga franceza de
mu lindos padres, tendo entre olles de cores
escuras, claras, a miudinhas, pelo diminuto pre-
go de 2500, tendo 11 covados cada corle ; na
ra do Queimado, loja n. 18 A, esquina que vol-
(a para a ra estreita do Rosario.
Cheguem ao barato
O Preguijaesi queimanJo, em sua loja na
ruado Quaimado n. 2.
Pecas de brelanha jje rolo cora 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito 6na a 35?, 45?, 83?,
e 6? a pega, tula lapada, com 10 varas a 55?
65? a pega, chitas largas do molernos e escolhidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a ?J e 85?,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9?? cada um, ditos com urna s pal-
ma, mullo finos a 835500, ditos lizos corrrfran-
jas de seda a 5, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160cida uro, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45? a duzia, ditas de boa qualidade
a 33? e 3*500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberl a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poga, e a lto rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1'
19200 e lj?600 a vara, dito prclo muito encor-
pado a 15J500 a vara, brilhanttna azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenles cores a 360 rs.
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 39 e
33?o00 o covado, cambria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e oulras muitas fazendas que se
far patenle ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Pianos
Francisco Antonio Coma Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual- i
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido-
Pechinchas
sem iguaes, na ra doQuei-'
mado n. 65, naem conhe-!
cida loja da diligencia de]
Fajozes Jnior & Gu4iaxes
icarfri" ,pintadas muito <*"** Para homem a!
K300 a duzia. o em pares a 160 rs., clcheles1
francezes era cartao a 320 a duzia de carloes. e a
M rs. cada carlao cora 14 pares, luvas finas de '
seda para homensc senhoras a 640 o par, ditas!
com algum deleito a 240 o par, muito boas cor-
das para violao a 80 rs.,agulhas francezas, caitas
cora 4 papis a 100 rs.. apparelhos de porcellana I
muito lindos para menina a ljSOO, 2>500, 3 e 4* j
Era casa de Borolt & C, ra da Cruz do'
Recife n. 5. vende-se :
Cabriolis americanos muilo lindos.
Charutos do Havana verdadoiro3.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da prmeira qualidade.
Carne de vacca e de perco em barris multo
frescas.
Licores de diversas qualidades, como seiam,
Chery, Cordial. Muit Julap, Bitters Whiskey,
sal a parnlhaem frascos grandes.
Fogoes econmi-
cos,
Fogoes econmicos americanos, os melhores'
que lera vindo ao mercado, nao s por cozinha-i
rem cm metade do lempo de qualquer outro
como por nao gastarem urna terca parle da lenha-'
eslao-se vendendo por metade' do seu valor
approveilar a occasiao. Garanle-se a boa quaii-
dade e bom Iravado dos mesmos : vende-se na'
fundtcao da ra do Brum n. 28. loja de ferrageus'
da ra da Cadeia do Recife n. 61
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11
Iguns pianos do ultimo gosto. recentimente"
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
muito DroDrios para este clima.
GRANDE SORTIMENTO
u
[Fazendas e obras leias,
REMEUI INC0MPARAVEL7
UNGENTO HOLLOWAT.
45-Ra 0peita-45
Esteestabelecimentoofferece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguns imperiaes.....10^000
Ditos aristocrticos.......9&000
Milharesde individuos de todas u nacBes po-
dem testemunhara.8 virtudes desle remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramente saosdepois de haverempreea-
do natilneote outros tratamentos. Cada peso
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que Ih'as relatara
todos os das ha muitos annos ; e a maior parte
aeita sao tao sor prndenles que admiran; o
med* mais celebres. Quantas pessoas recoS "-"-.......y^UUU ,
brararacoraestesoberanoremedioousodeseu: S! ^ gUeZe':.......7*000 '
bracos e pernas, depois de ter perraanecido Ion!1 fj'1.08 democrticos......6^000
gotemponoshospitaes, ondede viam soffrer t *,e, borzegums patente. 6#500
Sapatiles nobreza. .
1U
NOPROG
Loja earmazem
DE
es&BastoJ
Na ra do Queimad) n.
46, frente ama relia.
Sortimento complclo do sobrecasica de
panno preto e de cor a 25$, 283, 30J e
3o. casacas a 28. 30 o 35. palitols dos
mesraos pannos 20. 22 o 25$, ditos de
caseraira de cr a 16$ e 18. ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira fina a 10. 12/? H) 0 15$. d?tos
saceos de alpaca preto a i$, dilos sobre
Uno de alpaca a 7, 8 e 9. dilos de me-
rm setim a 10g. ditos de merino cordo
a 103 e 12. ditos de sarja preta trancada
saceos a 6J. ditos sobrecasacos da me3-
ma fazenda a 8, ditos de fustn de cor e
branco a 4. 4J500 o 5, colleles de ca-
semira de cor e preto a 5 c 6, ditos de
merm preto para lulo a 4 e 5, dilos
de velludo preto de cor a 9 e 10, ditos
de gorgurao de seda a o 6, dilos de
brim branco e de cor a 25 de casoraira do core preto a 7j. 8,'9
e 10, ditas para menino a 6 e 7, ditas
de m.Tin do cordao para nomem a 5j o
o, ditas de brim branco a 5 o 6, ditas
dild de cor a 3, 3>500, 4 e 5. o de
todas estas obras temos um grande sor-
timento para menino de todos os lma-
nnos; camisas inglezas a 36 i duzia. Na
mesma loja ha paletots do panno preto
para menino a 14J. 15J o 16. ditos do
casemira para os mesmos pelo mesmo
!?! dlt03 dc alPaca sapcos a 3 e
JjJaO, ditos sobrecasacos a 5j e 63 para
os mesmos, calcas de brim a 2>500, 3 o
d5U0. paletots saceos de caseraira de cor
a 6 e 7, toalhas de linho a 800 e 1 ca-
da urna.
. No mesmo estabelecimenlo manda-se
apromptar todas as qualidades do obras
lende.t*tes a roupas feitas.ein poucos dias
q>) para esse fim temos numero suf-
licienle de peritos officiaes de alfaiales
rgidos por ura hbil raestre de serac-
hante arle, ficando os donos do estabe-
lecimenlo respousaveis pelas mesmas
obras at a sua eniresa.
amputacol Dellas ha muitas que havendo dei-
tadoessesasylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de naais autenti-
caren! sualirmativa.
Niuguem desesperara do estsdo de saude sa
111;"36 bastanle confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
|raetrataoquenecessitaSsea natureza doma,,
. cujo resultado seria prova rinconteMavelinente .
Uuetudocura.
O uugueoto e
larmente nos
til, mais particu-
segruintes casos.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhbs.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquerpar-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
I Alporcas
[Gaimbras
Callos.
I anee res.
(Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
tufermidades da cutis
e'ngeral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
incha^es
Inflammaco doflgado.
Vende-se este ungento no estbecimento
geral de Londres n. 124, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas dc sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contera
umainstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
0 deposito geral em casa do Sr. Soum.
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
aambuao.
CsOCO
Ditos infantes......., 5^00
Ditos de linha (3 1|2 bateras). CS000
Ditos fragata (sola dupla). 5000
Sapatos de salto (do tom). 60600
Ditos de petimetre...... 5^000
Ditos bailadnos........ 30500
Ditos mpei-meareis...... 20500
Senhora.
Borzeguns primeir elasse(sal-
to de quebrar).......50000
Ditos de segunda elasse (quebra
cambada). ,...... 4800
Ditos todos de merino (salto
den800).........40500
Meninos e meninas.
SapatOes de forca. ...... JsOOO
Ditos de arranca........5s500
Boizeguins resistencia 40 e '. 50800
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neslo novo estabelecimenlo

/
saceos
Relogios*
Vende-se em casa de Johnston PateriC.rua
ao vigano n. 3, um bellosortimento de relogios
I 2Uro/ Pa,ente inglez, deum dos mais afa-
^abJrlcantes de Liverpool ; tambera urna
i vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
urna 3 libn
Relogios
Suissos.
Neste armazem de molhados con-
doTuTem3 ttjgZSltt*Z^& SUPer7rf qUa,dad" e mas b-^
dos proprietarios. P P em a maior parle delles ochidos em direitura por conta
r Maatciga ingleza c tranceza
VI2^S&2^~* a0mmad0 de6,0a m em barril
Queijos flamencos
muilo novos recentemente chegados no ultimo vapor da Europa de 18700 i n P, .; a
que o freguez izer se far mais algum abalimento. 8 3S e' mta do gast0
Qucijo avalo
os mais novos que existem no mercado a 1* a libra, em porcao se far abalimento. r
iVaicivas Cvaacezas
J/5SfJ.elll2UbraPor,S3M".,eemcaaipotera8de vidro conlendo cada
Mastavda iag\eza c vaaecza
era frascos a 610 rs. e pra potes franceza a 800 rs. cada um.
VevAaaeivos figos dc comadre
acaunnasd 8 libras -le*intrnente enfeitadas proprias para mimo a 1S600 rs.
.Bolachiaaa iagleza
a mais nova {ue ha no mercado a giO rs. a libra e era barrica com i arroba por 4$
Votes vidvados
del a 8 libras proprias para man.eiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1S000 rs cad
Xmcadoas coafeitadas avopvias pava sortcs
de S Joo
alga libra e em frasquinhos, conlendo 1 1[2 libra por 2>.
Cha pveto, liysoa e pcvola
os melhores que ha neste mercado de 1 jj600,2 e 2*500 a libra.
Macasea caiviaaas de S Un vas
conlendo cada urna dilFerentes qualidades a 4*500.
Palitos de deates Vichados
era molhos cam 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo vaacez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Coasevvas iaglezas e fvaacezas
em latas e em frascos de differentes quilidades.
Pvesaatos, c\\oavilas e aaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 610 e 720 rs. a libra.
.jura me a sua enirega. 2S II t
*^&mmmmmm& Kspirtto de YlflhoCOfl 44
macaes.
Vende-se as superiores uvas e macaes portu-
.guezas: na ra estreita do Rosario n. 11 csta-
| belecimento de Sodi 4 C.
Presuntos.
No eslabelecimento da ra eslreita do Rosario
n 11, lera presunto de fiambre promplo para
anche, por isso previno-se aos freguezese aman-
. les do dito genero que uo deixom de vir apre-
, ciar, ossiru como avtsa-se com parlicularidade
i aos Srs. votantes-
IB
ura.
Cimento inglezJ
Para collar vidros, louca, iarlaru"a H
marlim etc., chegou urna pequea porcao
deste cimento ja muicanhecido nesta ca- ti
pital e se vende nicamente na casa de 9
Augusto & Perdigo, na ruada Cadeia do %
Recife n. 23, a 2j> cada vidro dinheiro i
vista. Os amadores devera
prover-se delle.
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
sndas na ra larga do Rosario n. 36-
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S.P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
gtezes, candeeiros e casldcaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, cliicote para carros, e
montana, arreos para carro de um e dous cval-
os e relogios d'ouro patente inalezes
sera segundo.
rom arnlo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
\r^a0Hraul'"1Dh0!prelo'f:omma de ""n"o-
n, arroz de casca e dito do Maranhao de sope-
ertoqUl"3ande' dfCA d3 CalCa da iab. T"hoPo
lerlo era garrafa do melhor que podo haver no
mercado, manle.ga ingleza e franceza, banha de
porro ernlatas, bolachinhas de soda de todas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescar-s, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por menos
preco do que se vende em outra qualquer parle.
fcm casa de N. O. Kieber & C.
successores, ra da Cruz n. 4, venderte
Vinho Xerez em barris.
Champanha em caixa de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Aro de Mi tao
Brilhant.es de todos os tamanhes.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este.inestimavelespecifico, composto inteir -
mente de hervas medicinaes, nao contm men li-
no, new alguma outra substancia deleclera B
SLfi. f,mr ten,rainfancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto cse-uie pan
inteiraraente innocente em suasoperares e e'-
!?S.P,? bu$C C remove as doeScasde q, al-
H?mlhareS de pess03S cu"das com este
remedio, muitas queja estavam
morte, preservando em seu
as ponas d.i
uso : conseguirn
rccbr,rasJeeIor!.l^p.;Vehare,,;ru'
quauto antes
SSI?'
'm
fabrica de caldeireiro da ra Imperi'a,,
fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
eus n. d7, ha urna grande porc.lo defolhas
lejeo, j preparada para telhados, e pelo di-
inulo nreco de 140 rs. a libra
Era casa de Schafieillin&C, ruada Cruz n.
33, vende-se ura grande e variado sortimento ie
{ios de algibeira horisonl3es,patenies,chro-
n ijoiros, meios chronoraetros, de ouro, prata
d turada ei'olheadosa ouro,sendo estes relogios
d)s priraeirosfabricanlesda Suissa.quese ven-
dero por presos razoaveis.
Vende-se ura jogo da diccionarios inglezes,
ur.i dito allemo, um dito latino, ura diloflos
smetorum, ura dito breviarios romanos: na tra-
vessa da Congrogaco n. 3.
Vendera-so duas moradas de casas terreas
feitas ha 4 annos, na rna do Palacio do Bispo,
contando cada uraa 30 palmos de frente e 70 de
f'indo, cora 2 (s-.las o 3 quartos, cozinha fra,
qiintal e cacimba, chaos proprios : a tralir na
prafa da Hoa-Vista n. 10.
Veuie-se urna osera va parda anda moca e
propria para qualquer servico : na ra da Sania
Cruz n. 66.
Vendo-se urna porcao de cera de carnauba
de boi qualjdado : na ra da Santa Cruz n. 36.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda, cora as
r i* lo costurao : no sitio defronte da igreja da
Estancia.
Vende-se urna negra boa cozinheira e en-
goramajeira : na ra do Imperador n. 67, no se-
gundo andar.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
PotassadaRussia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, ora
e de upericr qualidade, assim como tambem
cal virgem cm pedra: tudo por precos muito
razoaveis
Latas de oolacliiaaa de soda
[nahdades a 1^600 era porcao se far algum abalimento
i vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente ch,
de differentes i
Tambera
res qualidades presuntos a 4S0 rs^a lib7a,Dcho'urica m^Uo'^'maTeldWm A **< Tr,"
bncanlede Lisboa, macade tomate, pera secca,pas=as, fruclao em caldT mi ? ma'S afamado fa"
cora araendoascobertas.confeltes, pastilhas de varias dualidades vinazo h.0,3' 10zes'frascos
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix maca, fo,/nC Bord,eail.P'-oprio
raa muito una, ervilhas francezas.charapagno das. mai. ":^'l*JV.0..u" qoal.dades.gom-
spermacetebarato, licores francezes muito Tinos, marra
tonas muilo novas, banha de porco refinada e outros mi
raolhados.por.isso proraettera os proprietarios vender^'pYr rauUo* n^oa^o Teant^^' '
prometem mais tambera servirera aquellas pessoas que mandaren por outras n^ro !K',quer'
. viessera pessoalmenle -.rogara tambera a todos os senhnres,t Pnao^J P prW cas como
queirara raandarsuas encoraraendas no armazero Progresso aue [^^m,rl|enhK0reS laT"dores
o acondiciouamento '.resso aue se mes affiansa a boa qualidadee
ARMAZEMDE ROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregagoletreiro verde.
Casacas do panno preto a 30, 35$ e
Sobrecasacasde dito dito a
Paletots de panno de cores a 20, 25,
304 e
Ditos de caseraira de cores a 153 e
Ditos de casemira de cores a 7g e
Dilos de alpaca preta golla de velludo a
Dilos de meriD setim preto e de cor
a 8 e
Ditos de alpaca de cores a 3500e
Ditos de alpaca preta a 3fl500. 5. 7 e
Ditos de brim de cores a 3500,4&500 e
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e
Calcas de casemira preta e de cores a
9, lOjj e
Ditas de priaceza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2S500
4$500 e '
Ditas de .aliga de cores a
Ditas de casemira a
4OSO00
35J000
35)5000
228000
U8G0
12gO00
9)5000
5J009
9^000
5000
6000
129000
50000
5000
3000
5J50U
Colleles ao velludo de cores muito fino a
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 59, 59500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de caseraira a
Dilos de seda branca a 5Je
Ditos de gorgurao de seda a 5jJ e
Ditos de fusto brancos e de cores a 33 e
Dilos de brim branco e de cores a 29 e
Seroulns de linho a
Ditas de algodao a l600 c
Camisas de peito de fuslo brancas e de
cores a 29300,e
Ditas de peilo e punhos de linho muilo
finas inglezas a duzia
Ditas de madapolo brancas e de cores
a 19SO0, 29 o
Ditas de meia a 1$ e
llelog os de ouro patente e orisonlaes
Dilos de,prata galvanisados a 25* e
Obras de ouro, aderecos, pulceirase ro-
setas
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos .
Em casa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
w-M-mmmm
Pcchincha.
9**m,eSi d fChUa franceza cm 14 covados a
3W, dulas francezas a200, 240 e 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabam : na ra do Quei-
raado n. 44.
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra higa do
Rosario n. 36, vende-se os seguintes medica-
mentos:
Robl'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarupe do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres)
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Cortes de ves-
tido por 2#500.
Superiores cortes de chita franceza larga de
muito lindos padres de cores escuras e claras
10-000 ml,,dlnnas. f0ni II covados cada corte, pelo ba-
ralissimo prego de g500 : na loja do sobrado
6S0OO amarello, uos qualro cantos da ra do Queimado
5S000 D' Moreira Lopes.
Vendem-se
3500 ""eos com boa farinha de mandioca a 4j50O ca-
2S500! da utD- dl,0,s Jo Porto rom feijo preto, arr.arel-
29500 loeverrnelhoal49,12 e 9$. cal de Lisboa em
barris a 4g, dita aos slqueires a 1$600 : na ra
do Brum n. 18 e 66, armazem deassucar.
29000
29500
353OOO
29500
1S600
%
309000
Oilo palmos de largo.
A 900 rs. a vara.
No arrrfazem da ra do Queimado n. 19, vnde-
se brim trancado alvo com 8 palmes de largo
fazenda a mais propriajtara toalhas, polo bara-
lissimo preco do 900 rs. a vara : vende-ge
camente no armazem cima.
uni-
Na ra do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
Jo novo, loja do miudezas de Jos do Azevedo
Nata e Silva, ha para vender os seguintes artigos
ahaixo declarados :
Caixa3 de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodao al.
Carlas de alflnptes finos a 100 rs.
lS4OelhOS d ColumDas n,adeifa branca, a
Phosphoroscora caixa de folha a 120 rs.
frascos de macass perula a -200 rs.
Duzia do facas e garfos muito finos a 39500.
Clcheles em carlao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito duo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de laa para enancas e 200 rs.
Pares de meias nara meninas a 2i0.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finas a 600 rs.
Tesouras para costura muilo finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a 13.
Pecas de tranca de laa com 13 varas a 500 rs.
retilho para enfeitar vestido (peca) 19.
Linhas Pedro V, cario com 200 jardas, a 60 rs.
Dilas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muito fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas] 40 rs.
S iuteressa s senhoras.
Chegaram mais de novo as bellas e desejadas
pulseiras de coral, fingindo urna cobrinha, en-
castadas em ouro : as lojas de ourives de Se-
rafim & frmo na ra do Cabug ns. 9 e 11.
Pcchincha em roupa feila por um dos me-
mores artistas nacionaes, na ra da Imperatri?
n. 60, loja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muilo bem foitas a 2500 ditas de brim
de linho a 29500, dilas de dito a 2g, colleles de
varias qualidades, palelots de panno fino sobre-
casacos, dilos saceos, ditos de alpaca prela e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muito em conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra intetramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
prestes recuperarte o beneficio da saude
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areas (mal de).
Asthma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidndes no Tentre
Ditas no ligado.
Dilas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
intermitente.
Febre de toda a especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Intlammacdes.
I rregu l'aridades di-
monslruacao.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal de Pedra.
Manchas oa culis.
Obstrucco de venlrr.
Phlhisica ou comsump-
tao pulmonar.
Retenraode ourina.
Itheumalismo.
Syraptoniassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
\endem-se estas pilulas no eslabclecimenlo
geral de Londres n 224, Strand, e na lojo de
toaos os boticarios droguistas e oulras pessoas
enearregidas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as boectinhas a 800 rs. cada urna
aellas, contem urna inslrucgau em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas
O deposito geral c em casa de Sr. Soum nhar-
meceutico. na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
Atenco.
Vende-se na ra do Trapiche Novo n 14 ar
masen de Andr de Abreu Porto, carne'de orco
americana, dita de vacca. por dimiuutos precc*
em barris de 200 libras a 30g o barril, umigra:
de porcao de cobre velho, composicao e cavilha*
de cobre, urna porcao de bronze, urna porcao de
travs, e grande porcao de laboado de pnho e
derarvalho ; tudo se vende por todo preco para
acabar por eslar liquidando o seu n ocio e
igualmente vinhos de diversas qualidades e ou-
tros mais gneros
l
eobertos e descobertos, pequeos egrandes.de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
irados pelo ultimo paquete inglez : em casa d
oSuthall Mellor 4C.
Alten^ao.
\ende-so urna escrava crioula com urna cria
de 11 mezes, a escrava perita eogomroadeira
costureira e cozinheira, e tero todas as habilida-
des i a tratar na ra da Iraperatriz n. 9, segundo
andar.
Para cabriolet.
\ende-se um cavallo muito grande, gordo e
bonito, xcellente para ura bom cabriolet ou car-
ro quem o quizer, poder ve-lo na cocheira da
ra da Cuia n 3, e trata-se no sobrado n. 5,
primetro aadar. '
fflUKIrM,
No armasem de fazendas da
ra do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas com pequeo looue
de mofo a 200 rs. o covado. cambraia. de core'
""" -ovado, lencos brancos para al"
gibeira a 29a duzia, cambraia prela com pintas
brancas11500 rs. avara, chitas de cores fli
miudinhas a 160 o covado. corles de hiberia com
^''itr?",2^-0' C}eU>S de chila chine-
zas) a 19800, algodao enfeslado largo a 600 rs. a
vara, chales do merino eslampados n 2r500
meias para meninos e meninas, chila fina de ra-
magem para coberta a 280 o covado, baldes a
59 de superior qualidade, cobertores dc laa a 29
Na ra da Imperatrizn. 54, ven-
de se presunto para fiambre vindo nes-
te uliimo vapor inglez a 560 rs. a li-
bra, queijos flamengos de pratos, bo-
lachinha de soda a 1$ a lata.
Milho.
Vendem-se saceos de milho chegado ulma-
mente do norte, e por preco commodo : no raes
do Ramos, taberna n. 1.
/
Allenco.
Vendem-se queijos londrinos muito frescos de
superior qualidado e cousa nanea vista : na ra
estrella do Rosario, armaiem n. 11 ; qusnto ao
prec;o e segredo.
***
mmmmmmmmft
'^^"^^ '


DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIBA 1 DE SETRMBRO DE 1860.
DE
UmmkL I FVKfiCG SI I-ETiES,
Sita na ra Imperialn 118 e 120 juatoa fabrica desabo.
DE
DELICIOSAS EIINFaLUVEIS.
Pastilhas vegeles de Kemp
Scbastiao J. da Silva dirigida por Francisco Beluuro da Cosa. contra ? Inmhrio-oc
Neste estabelecimenlo ha sempre proraptos alambiques de cobre de diITerentes dimencoes yvun osiuuimijjas
de 300j> a 3 000?) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos approvadas pela Exm.'inspeceao de esludc de
pana resillare destilar espiraos com graduago at 40 graos (pela graduaoao deSellon Cartier dos; Habana e por rauilns oulras juncias de hvgiene
.L-lhores systemas boje approvados e conhecidos nesta e outras provinc'ias do imperio, bombas I publica dos Estados Unido e mais naizes da A
de todas as dimencoes asperanles e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torueiras | *-.,,. P
de bronze de odas as dimencoese (eitios para alambiques, lauques etc., parafusos de bronze e ," .
'erro para rodas d'agua,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas' ^antid..Scomo puramentevegetaes, agrada-
as dimencoes para encmenlos, camasde ferro com armarao e sem ella, fug5es de ferro potaveis e 'laveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
-. econmicos lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas. espumadeiras, cocos infallivel contra as lombri-as Nao causam
para engenho, olha deiFlandres, chumbo em lencol e barra, zinco em lencole barra, Isnccs e ,., 1 l,r i m .
'.y,?.'. M;
CvCoS
WJJ
-sy>.*?
GRAKDE 'aRMAZEM
SjD


fcWSS-
ees
--SV v
-y/y.
Rua Nova n. 47, /wwfo a /re/a da Cow-
cec7o /os Militares.
armellas de cobre, lences de ferroa lato,ferro suecia inglez de todas as dimensoes, safras,
G hB
toSSNS
NGS
Seus propriolorins ofTerocem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
Port By-
As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu Gllio ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalara um
cheiro fedito, tinha o estomago inchado econ-
linua comicliac no nariz, tao magro se poz, que
eu lemia perde-lo. Neslas circunstancias umvi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kempii-
?'ilquor obra manufacturada era seu reconhecido estahelecimento a saber: machinas de vapor de nliam curado sualilha. Logo que soube disso
iodos os lmannos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen- comprei 2 vidros depastilhas e com ellas salvei a
cas e mcias muendas, tachas de ferro balido i; fundido de lodos os lmannos, guindastes, guin- vida de meu (Ilio.
bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai a
i e para dcscarocar algodo, prengas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara,
1 i anas e moinhos de venlo, arados, cultiva Joies, puntes, --aldeiras e tanques, boias, alvaren
8 lo las as obras de maciiinisrao. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua nalureza p
amassai man-
co-
gas.
stDhos ou moldes que para tal lim forera, apresentados." Recebera-se ecommendaTn'eVte esta-
mlo na rua do Brum n. 28 A e na rua do Collegio hoje do Imperador n. Gmoradia do cai-
ro do eslabetecimento Jos. Joaquim da Cosa Pereira. com quem os pretendenles se podem
ler [jara qualquer obra.

PLULAS VEGETfiES
ASSICARADAS
EJK
** W !?IT\
J
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5^000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no arma7em de fazen-
das de Ilaymundo Car-
los Leile & lrmo, rua
da Imperalriz n. 10.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. H6 Gold
Street pelos unicosproprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em NeAv York.
Acbam-se a venda em todas as bolicas das
principaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 80.
Babia, Germano & C., rua Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suun.
& Companhia rua do Cruz n. 22.
de Bordeaux.
As mclliores machinas de coser dos mais
atamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wbeeler &\Vilson.
Neste estabeleci-
meno vcnJem-se as
machinas destes dous
T autores, mostram-se a
r qualquer hora do da ou
da noiie, c responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e soguranra : i
no armazem defazendas | St. Julien Mcdoc.
do Itaymundo Carlos
I.eite i I rasaos rua da
Imperalriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
"Ista.
Em C3sa de Kalkmann lrmaos&C, rua da
Cruz n. 10. cncontro-se o deposito das bem co-
ohecidas marca dos Srs. Brandenburg l'rcrcs
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qualdades :
DeBraudenburg l'rres.
St. Estcph.
St. Julicu.
Margaux.
Larose.
Chlcau Loville.
Chtcau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
Lia
.vv LW-MOW,
Rua da Scnzala Kova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a haverum
comapletosortiiiH'iitinlr moendas emeiasmoen-
da? para euSenho, machina de vapor e taixas
i'. fi'rrn batido e toado, de todos ostamanhos
pa r a J
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina,
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
RELOGIOS.
Vende-se emeasa deSaundr-rs Brothers &
C. pra<;n do G-irpo Santo, relogios do afama
io fabricante lloskell, por precos commodos,
e tambeur.r.incc'llins e cadeias varaos mesmos,
deexceilcnle gosto.
AICA VERDADEIRAE
TIMA.
LEGI
SALSA BARItlUA
HE
GUARDE SORTIMEXT0
DE
e ronpa feia
NEW-YORK
O MELHOR REMEDIO COMIECIDO
:ra on.ilipacoes, ictericia, a ffeerdes do fgado
febres biliosas, clicas, xndgestes
cnxaquecas.
Hcmonlioidas, diairliea, doencas da
p He, ruproes.e todas as enfermidades,
IMIM S un KSTAliO IMPIllO DO S&SGl'E.
".'),000 caixas de-te remedio consommem-se
annualmentel'
EtciiicIi< da itatureza.
Approva.lo pela falcudade de medicina, e re-
cammendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilu-
las puramente \egeiaes, nao cooteiQ ellas ne-
nhurn veneno mercurial nem algum ouirominc-
ral; esto bem acondicionadas em caixas de olha
; )sguardar-se da bbmidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e eficazes
m sua operacao, um remedio poderoso para a
i iventude.Tuhardade e velhice.
Lja-e 0|folheto que acompanha cada caixa.
qual s ficar conhecendo as muitas curas
rosas que tem effectuado. D. T. Lanman
- Kemp, droguistas por atacado em New York,
OS nicos fabricantes e propietarios.
Achara-se venda em todas as bolicas das
; i raes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
I,.!iia, Germano & C rua Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soura
& C rua da Cruz n. 22.
Admiraveis remedios
americanos,
Tujas as casas de familia, senhores de enge-
'. i, tazendeiros, etc. devora estar prevenidos
sd s remedios. Sao tres medicamentos com
os quaea se cura dicazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os pcores casos de rheumatismo, dor de
cabeja, nevralgia,diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, conlusoes,
[u< imadura, eruprOes cutneas, angina, reten-
5S0 de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura lodasas enfermidades cscrophulosns,rhro-
i.icas esyp hliiicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, aferros do igado e rins,
erysipclas, abeessos e ulceras de todas as classea
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mullieres hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
rlo do sangue, inteiramente vegelaes favoraveis
em lodos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores de reir, dses de 1 a 3 regularisaro, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas sao eflicazes as alec-
rs do figado, bilis, dor de cabera, ictericia, n- zerem comprar o verdadeiro devem bem observar a 8??, 10 e 12r,cos" le"n'c^d cambaTda
das mu-, os seguinles sicnaes. sem os auaesnialoi.ar i.. in,n i,^,4nj. __._i____ j-.... n_ ___
^^ Aclia-senadiiecc.aodaoflicinadeste acreditado armazem o hbil
g> ^s Manoel Jos Ferretra. O respeitavel publico contiruara' a encon-
^ trar em dito armazem um grande e vanado soitimento de roupas
^m eitas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno
HH fino, ditos de catemira de cures, de merm, bombazina alpaca prcta &
sS>l e decores ditos de bnm delmlio branco, pardo e de' cores, calcas ^^
sagjl de casemira preta ede cores, ditas de merino, de princeza, de brins |^
^^ pardo, brancoe de cores, collttes de velludo preto e decores, ditotde ^ Culliva,lo'cs c ferrosdTeagonjinar econmicos
SS gorgurao, ditos de setimpreto e branco, ditos de merino para luto fl Na 1*118 (lo CodOI'llZ II 8
->^j ditos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, jaquetas, cairas !
^ e colhetes para meninos de 0 a 12 annos, camisas, scroulas, chapeos
^^j e grvalas pretas e de cores, Ubres para criados, faldamentos para
33*S a guarda nacional da capital e do interior.
Machinas de costura.
N. O. Biebcr & C. Successores a visa m ao pu-
blico, que no sou armazem na rua da Cruz n. 4,
estao exposts onda as mclLorcs machinas d
costura que al hoje teem viudo a este mercado,
aaquaes possueni lodosos melhoramcntosinven-
lados at esla poca sem ler os defeiloa que tm
oulras se ola, assim sao de conslrucco simples
e facilitan- o uso Acoslura J!' p0"r estas ma-
chinas uao teem igual em obia de mao, um pon-
to bonito e forle, alein de que alinham e co.em
de lodos os modos, cada caixa de cosluja repr-
senla um lindo toilele para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para stlleiros, etc. Os
precos sao mdicos, e o Sr. Birn.inghom, ipso-
nheiro. ensina o uso dos machinase todas as par-
ticularidades da conservado de sua conslrur
no aclo da compra.
Em casa de N. O. Bieber & C. Successore
rua da Cruz n. 4, acha-se venda um grande o
variado soilimei.lo de ferragens finos, obras Ge
lanociro e perloncos stm Un. por usos domesii-
cps, producios todos da industria norlc amerite-
no, asMm como :
Arados de diversos lmannos.
Moinhos de nilho.
Machinas para corlar capim.
Grades.
Machinas para dcscarocar mill.o.
^Jyy*.
Apromptam-se becas para desembargadores, Untes, jtiizes de di-
^S reito, municipaese promotores, e vestidos para montara. Napra- P^ Lrica l ?'
J^ dando ao comprador algumas das roupas leitas se apromptaro ou- sglpate.'-
K;S
vndense:
Ks
^ tras a seu gosto, qur com fazenda sua ou do armazem para o que 2
^t? tem escollados e habis ofliciaes, dande-setoda e qualquer roupa no ce
^M dia convencionado. eesec.
JTOS


fm
wmwmwm
DE
NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Sanios.
BcvoiUc do Vjccco i\a Congregado \clve\vo \ evlc.
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeiles de velludo com froco prelos o
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo sedas, l
e seda, cambiaia e seda tapada o
transparente, covado
Luvvs de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senhora a
25000 e
Mantas para grvalas o grvalas de seda
de todas as qualdades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorgurao pretos
Ricas capullos brancas para noivados
Saias balao para senhoras e meninas
Tafet rxo o covado
Chitas franeczas a 260, 280, 300 e
Cassas francezas, a vara
lgOO" Solim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
I Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos c es-
tampados de todas as qualdades
Seda lisa prcla e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
9
S
2S5C0
I
85500
2$00
i

500
S320
$500
Bicos corles de seda pretos c de
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de louquim muito finos
Grosdenaple preto c de cores de
as qualdades
Seda lovrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda prelo com
froco
I56OO
2S0O
1?500
Milito, saceos grandes, "5000.
Iuelo de Lisboa 5?.
Farinha de mandioca 55.
Comma do Aracaly propria para grude de fa-
brica de chapeos a 3 a arroba. E outros mais ge-
- mais barato que em oulra qualquer
Na rua da Guia n. 30. primeiro andar, ven-
ae-se urna mobilia de amarcHo por barilisimo
preco.
EscravoTruyidosT
toupa e
un cha-
peo de como, natural da villa do Ipu'
provincia do Ceara' : rogase pos c;,.i
cores
lodos
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RUA DO QUE1MADO N. 39
UM SCA LOJA I)E QCATRO PORTAS.
Tem tira completo sortiment de roopa feita,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pessoas que desejarera ter um sobrecasaco bem
feilo, ou um calcha ou collete, de dirigirem-se a
este estabelecimenlo que enconiraro um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
lleroedio sem igual, sendo reconhecidos pelos desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-, J tem um grande sortimcnlo de palitots de ca-
Uvel para curar escrophulas, cancros, rheumalis- semira cor de rap e outros oscuros, que se ven-
mo enfermidades do figado.dyspepsia.debilida-dem a 12, outros de casemira de quadrinhos
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-^a mais fina que ha no mercado a 16?, ditos
midades resultantes do emprego de mercurio-, I de merino setim a 12, dilos de alpaka muilo1
"! e er,liSoes 'lue resuI'ani da impureza do fina a 6?, ditos francezes sobrecasacados a 12,
dilos de panno fino a 20, 265?, e 30>, sobre-
fffiGR
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
casacas francezas muilo bem feilas a 35*, cal-
cas feitas da mais fina casemira a 10$, ditas de
cado New York, aegam-se obrigados a prevenir i brim ede usl5 Por Pre? mmodo, um grande
o resdeitavel publico para desconfiar de algumas '
tenues imiacoes da Salsa Patrilha de Bristol,
que boje se vende neste imperio, declarando a
sortimento de colletes de casemira a 55f, dilos de
oulras fazendas or prec/i commodo, um grande'
sortimento de sapatos de tapeto de gosto muilo | a j00 rs-
Tachase moendas
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Vendem-se carneiros gordos c baratos: na
rua doColoveo, padoiia do lefio do noile.
Quarlinlias.
Na rua das Cruzes n. 41 A. vende-se quarlmhas
da Rabia a 8} o cento e a 100 rs. cada una sem
deleito.
Fazendas por baixos precos
Rua do yueimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidaro da firma de Leile & Correia,asqu3es
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
lras as se tantee:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 2-O e 200.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bonspadres, a 240.
Drim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco delinho muitobom.va-
a 1JO00-'
Cortes de caira de meia casemira a 2g.
Dilos de dita "de casemira de cores a 5tf.
Panno prelo fino a 'i e 4$. .
Meias de cores, finas, para homem, duzia.
800. .
Grvalas de seda de cores e preas a 1$.
Meias brancas tinas para senhora a 3g.
Ditas ditas muilo finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4g. I
Cortes de colletcsde gorgurao de seda a 2$.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda prela lavrada para vestido a 1J600 e 2g |
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16^.
Lencos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um, '20.
Chitafranceza moderna, fingindoseda, covado
Vende-se na loja de Antonio Augusto dosSan-
Fugio no dia 2 de setembro do
coriente anuo, o escravo Francisco,
mulato claro, com idade de 50 annos
pouco mais ou menos, bardado, cabel-
los pretos anellados, cnduzioiima ma-
ca de ovelha em que levou a
agum dinbeiro, atsim como
peo d
P
taes de campo, autoridades policiaes e
a qualquerpessoa a BppreliensSo do di-
to escruvo a entregar a seu seuhor Jcao
Jos de Carvalbo Moraes Filho, na rua
do Queimado i^ ({ue |era j)CtR 1T-
compensado
Acha-se fgido um mulato cabra de nomo
Raymuudo Patricio, oflicial de prdreiro e harbei-
ro. foi remedido do Para em abril de 1850 i i lo
Sr. Manoel Jcaqoim de Paria, o qual foi aqui
vevdido ao Sr Feliciano Jos Comes, e esle se-
iihor vendeu ulliinan-.eiilc ao Sr. Francisco Ma-
linas Pereira da Cosa ; trm os seguinlc -
naes: estatura regular, bastante grosso e barba-
do, olhos amarcllados, falla com desembarace,
representa ler b a io annns : roga-se as autori-
dades policiacs a sua apprehenaao ; e quem o
pegar, dirjase ao engenho Guerra, em lpoiuc,
ou na rua do Imperador n. 79, escriplorio de
Polycarpo Jos Layme, ou na rua de Apollo n.
JO, escriplorio de Manoel Couvcia de Souza, que
ser generosamente recompensado.
I'ugo no dia 3 do correule urna cscrava de
nome Antonia, de r.acao Cosa, com os seguinles
signaes : alta, magra, com iJade de 50 annos,
levou comsigo um tabeleiro, foi vestida com rou-
pao de chita azul ja detbolado, urna saia de chi-
ta encarnada, um panno da Costa no hombro
com hslras encarnadas ; quem pprehende-la,
leve-a casa de sua senhora na rua ta Gloria n.
71, casa lema junto ao convento da Gloria, que
ser bem recompensado. Cuja escrava foi com-
pradas 1i de agosto a Joao Ferreirade Souza.
200$.
los Porlo na loja ns. 17 e 39 na praca da lude- de nial do 8"no
pendencia, (apellas de aljfar eirnor*t.ile para ra- e,eWT e nome '-11". le
lacumbas, tmulos etc., ele, da forma seauinle !'"s' com ,os s8",e seSul"
c precos razoaveis : luro regular, bao, quande
Capellas dealjol'e com ESCripcoes, grandes a 10a1 ,a
Ditas ditas por S ".'
Ditas ditas por
Ditas ditas por
Ditas de imotlaile por
(,'uadros com a imagen do Senhor Cruxifi-
cado com inscrp;oes por baixo a loj> e a
Milho novo.
8|
S
l'iisio do engenho Ouanduz, ei^ Sanio Anti ,
uo da 18 de maio do auno prximo i ossado, um
idade de l' 2 i an-
tes caba, de esta-
do se ausenlou nao ti-
baiba uenhuma, cabello a especie do de
tem um pequeo geito ras pomas para
denlro, um sijznal na pona da lingua do lama-
nho de um caroco de goiaba que o atrnpalha um
pouco quando falla, tem ns cosas bem cicatriza-
das de chicote ; esle escravo foi da villa do Sa-
boeiro, comprado ao Sr. Domingos de Souza D.^r-
ros, e ha noticia delle estar acontado em una
fazenda cima da dita villa 2" leguas : pede-si
perianto a captura do dito escravo, e quem o
pegar, leve-o a seu senhor no dito engenho,
no lecie a Bernardtno Francisco de Azezcdo
Campos, no (.ateo do raimo, que si gratificar
com a quanlia de- 201 9.
AUcnco.
parle, quer a dinheiro ou a prazo, e concerla se
lodas as obras perlenceiites ao oflicina de caldei-
reiro com a maior presteza possivel.
sMBld Liii o.j j: SLittJi L!j c? c: Ci>.
Seguro contra Fogo
todos que sao elles os nicos pronrielarios da re- 8Purado a 25' dllos de borracha a 2500, cha-
pos decasior muitosuperiores a 169, dilos de se-1
da, dos nielhoresquetem vindo ao mercado a 108, !
ceia do Dr. Bristol,lendo-lhe comprado no an-
no de1S56.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma iam
ditos de sol. inglezes a 10?!>, ditos muitosbons a
12#, ditos franconos a 8?5, di ios grandes dtf'paii-
'>
cigeslo, e era todas as enfermidades das m
Lores, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
'.'t's, flores brancas, obslrucces, histerismo, ele,
sao do mais prompto effeito na escarlatina, febre
Liliosa, febre amarella. e em lodas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
comp trara cora a maior miuuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsificaco por s haver renda no
sriu i/.em de fazendas de Itaymundo Carlos Leite
i lrmo, na rua da Imperalriz n. 10, nicos
agentes era Pernambuco.
HuaNovan. 34.
Vende-se urna porcao de garrafas vazias.
A 1,000 rs. a arro-
ba e 4o rs, a libra
Na rua Nova n. 69. vendam-so batatas muito
novas chegadas no ultimo navio a 19 a arroba e
U rs. a libra.
Vende-se o muilo couhecido enguento de
untar ralos e baratas rpidamente ; na casa j
a;oslumada, na rua de Senzala Vclha n. 50,
Vende-se a taberna do pateo de S. Jos n.
51, com poucos fundos, propria para principian-
te : a tratar na mesma.
d.reuo de fabricar a salsa parrilhadeBnstol, por- no a 45, um completo sortimento de gollinhas e
que o segredo de sua preparado acha-se soraen- : manguitos, liras bordadas, e entre meios muito
le em poder dos refer.dos Lanman & Kemp. proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
I ara evitar engaos com desaprecia veis combi-Iros por preco commodo, camisas bordadas que
nacoes de togas pernicioas,as ressoas que qui-' servem para batisado decrianas e para passeio
ignaes sem os quaes qualquer ou-' linho bordados para senhoras, ditos Usos para
ira preparaeao falsa; ; homera por preco commodo, saias bordadas a
r O envoltorio de fora esl gravado de umla- j 35500, ditas muito fias a 52. Ainda tem um
do sob urna chapa de ajo, trazendo ao p as se- i restinho de chales de toquirn a 30, cortes de
guintes palavras :
P. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
2' O mesmo do culro lado tem um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
pietarios.
3* Sobre a rolha acha-se o retrato e firma
do inventor C. C. Bristol em papel cor de rosa.
4o Que as direcjes juntas cada garrafa
tem orna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Babia Germano & C. rua Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Souro,
'-., rua da Cruz n 22.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
DilJS bordadas finas a 2g500.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4$.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora a
Vesdos brancos bordados para baptisar crian-
zas a 5}000.
Corles decalca de casemira preta a 6JJ.
Chales demerin com franja de seda a 59
Cortes de calca de riscadode quadros a 800 rs.
Merinverde para vestido de montara, cova-
do. 19280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2$.
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas e perfumaras,
. j I* 1 I ^P -, III I l J I i M .1 lili. ** |i 1 I I .. II L. I- .- !
vestido de seda de cores muilo lindas e superio- ludo por menos do que era oulras parles : na lo-
res qualdades a 100$, que j se venderam a Ja do vapor na rua nova n. 7.
1509, capolinhos pretos e manteletes pretos de |
ricos gostos a 209,'25?>e 30, os mais superio-' Vendem-se libras ster linas, em
res chales de casemira eslampados, muito finos, a
89 e a 109, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muilo superiores a 5$, ditas
para rosto de linho a 1$, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para calja, colletes e palitots a 43> o co-
vado, e um completo sortimento de outras fazen-
das, e tudo se vende por preco barato, e que nao
possivel aqui se poder mencionar nem a quarta
parle deltas, no enlamo os freguezes chegando e
querendo comprar nao irao sem fazenda.
Azeilonas novas de superior qualidade :
vende-se na praga da Boa-Vista, taberna n. 14.
Vende-se um cabriole! er muito bom es-
lado, e de 4 rodas, com o cavallo gordo e novo :
na estrada nova, casa de Jos Paulino doAlmei-
da Catanho.
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru
n. 4.
Rua Nova n. 31.
Vendem-se luvas de pellica com loque de mo-
fo a IgOOO o par, e compra-sc moeda de ourona
mesma casa.
Modernos e boni-
tos enfeiles de froco,
Na loja da Aguia Branca vendem-se nsui bo-
nitos e modernos enfeiles de froco, obra de mui-
to gosto a 6, 8 e lOgCOO : na rua do Queimado
n. 16.
Vende-se urna escrava de baota finura, de
idade-18 annos, e um moleque de idade 8annos;
a tratar na rua do Encantamento n. 11.
Vendem-se saceos com farinha de mandio-
ca a 6$000 : na rua da Madre de Dos n. 2,
MnTG)
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
para
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste. f
Pregos de cobre de com- C
posico.
Barrilha e caLos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhiiiha para marcinei- ,
ro : no armazem de C. |
J. Astley & C.
*atQc3c ra&aooioc.iioa'1
Alten cao
i
Vende se na rua da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentencia, o devedor
dizem que tem loja em nome de outro
na rua da Imperatriz, cujo devedor
chama-se Antonio Jote' de Azevedo,
Vaquetas para cobrir
carros..
Vende-se na rua da Cruz do Recife n. 64, de
muito boa qualidade e commodo preco.
I
Vendem-se sarcos com o;ilho a 7jf : na ruada
Cadeia do Recife n 3.
Alambiques de cobre de
16 a 200 caadas.
Na fabrica de Villaca Iimao & Andrade, rua do
Brumns. 11 e 13, tem um grande sortimento de i Fugio o escravo crioulo de nome Jos, idade
aiamluques, carapucas e seipenlnas de lodas as 3j annos, cor fula, cabellos caraiinhos, altura
imencocs, assim como um sorlinicnto de sinos I regular, olhos pretos, nariz chato, i cuca bario
i l ift a mobB8' e v"ide-sc por menos | ps apalhetados, tem falta de denles, lujo escia-
'r.*.<*.al?.J'01 "nu. do 1ue cra oulra qualquer vo sahindo a procurar coniprador.com o consen-
limento de seu senhor.Goncalo de Danos e Silva,
(morador era Taquaietinga) nunca mais \ olla; c i.
casa, pelo que se roga as autoridades c capilaes
de campo a appreheusic do mesmo escravo c a
entrega a seu sanbor no dito lugar de Taquare-
linga, ou nesta praca a Manoel Izldoro de Olivei-
ra Lobo, na prensa' de algodo n. 7 do Torio do
Mallos ; em qualquer das duas parles se dar a
graliOcac&o de 50} pela epprehensao, assim como
frotesta-se contra quem o tiver ate ulado.
Gratificaco.
50SO0O.
Fugio no dia 27 j|e agosto p p. um escravo per
nome l'edro, de efirsimi-branca, e;ccn ossignac:
seguinles : roslo redondo, alto e secco, de cabe-
ca redonda e chala alraz, com pouca larbo, c
anda muilo apressado ; levou roupa de algodo
branca c azul de riscadinho, cbapo de l-ala
prcla e do Chile, e tem por coslume de ir para o
Arraial e Remedio radiar ; por isso peco s au-
toridades policiacs e capilaes de campo a* sua c.-p-
lura e levaron a rua Direi a n. 12, ou a rua tc
Apollo n. 4 B. Jos Francisco do Bego Medci-
ros e Mello.
Fugio no dia 30 de agoslo a escrava Zefer-
na, prcla crioula, um pouco fula, de idade de 13
a 14 annos, magra, bracos e pernas finas, roslo
comprido. ps e maos descarnadis e um je'U-o
brancas, de quem padece de frialdade, o olhar
espantado, quando anda aos pulos ; julga-se
ella estar acoulp.da em alguma casa.tor ser inlci-
ramente nova nesla cidade por ha pouco lempo
ler chegado de fura e nunca sabir a rua ; pro-
tcsla-se conlra quem a livor acolitado como a ki
determina ; levou vestido de chita cabocola de
quadros de mangas curias, cum chales vclho um
pouco escuro, ha qem a viese no pateo do Car-
ino : roga-se aos capilaes de campo, autoridades
policiaes c a qualquer pessoa a apprchcnsao, e
levem na a sen senhor na rua do Crespo n. 15
que se recompensar.
50$ de gratiicacao.
Contina a estar fgido desde o dia 4 de abril
prximo passeido o prelo de nome Flix, com ida-
de de 35 a 40 anuos, de najo Mossambiquc, e
tem os sgoaes seguinles: estatura baixa, cor
fula, ps um pouco 3palheladus, tem um calon.-
bioho i nlrc as sobrancelhas por cima do nariz,
que parece ser signal da ierra delle ; esle prcl
tem servido em differenles arles, pescador, ca-
noeiro. caiador, Irabalhidor de campo, c hoje
padeiro, a que perlence ; foi csciavo do Sr. Ma-
noel Francisco Duarle, c quando foge co.-tuii.a
mudar o nome para Joao. e intilula-se forro,
tem sido visto nos arrabaldes desta cidade da es-
trada de Beberibe em direccao al a matriz da
Varzea : prtanlo roga-se a lodo e qualquer que
o encontrar ou delle souber, que o pegue e leve-o
ao paleo da Santa Cruz, padaria n. 6, que rece-
ber a gralifkac5o cima ; assim como se pro-
testa contra quem o tiver acoulado.
*"
MUTILADOJ



(8)
Litteratura.
Neste nilcrioi, chegaram Baralier o Dorvigny,
que flzerara urnas caras de uamorados contraria-
dos, vendo esse novo figura), cuja temivel pro-
isso era assaz snnunciada pelo bigode prelo,
tez morena e fila, vermelha. Achules se levan-
tou, como se faz iros camarotes de Ihealro, na
Italia, chegada do ira visitante, e dospedio-se
de madama Dubuissons?
Senhor, dissc-lhc ella com essa graga que
sejJui^eapfiTMiue nao esjjuecer, como bom vi-
tinho, a grade do^meu par jiro.
Dorvigny e Barafterderm-o interiormente aos
diabos. O militar africano \inclinou-se, e sahio
fazendo retiir as podras doyvestbulo com urna
buiha de esporas, que romliia a cpiJcrme dos
dons decanos do castello. J
Esse dia operou urna vefdadeira revoluco no
dominio da joven, viuva ; soa olla inteligencia
adevinhou depressa lodo o partido que poda ti-
rar de urna situacao produzda pelo acceso. Te-
nho j quatro satelliles, disse ella comsigo ; nao
na nada mais perigoso do que quatro adoradores.
Penelope, a mulher de Ulysses, lnhacem ; espe-
rou durante vinle annos, irabalhando no seu bor-
dado, e ficou virgem do toda a suspeila. As ve-
Ihas Iinguareras de Italia nao literam que dizer
della. Os cera adoradores vigiavam. So livesse
um s, eslaria deshonrada. A calumnia teria
funeconado, segundo o seu costume anlediluvia-
no, e com razao ou sem ella, Ulysses passava
condigao de Menelau.
Esse plano feminino annuociava grande pro-
fundeza e reflcxo na cabeca da nossa joven viu-
va. Madama Dubuissons manobrou lio destra-
ga. Admitdo s conversas do lunch, alTectou o raente> 1ue scus quatro salcllites gravilaram em
mais profundo e soberano desprezo por Dorvigny lorno della era horas Dxas' como as 1,ialr '"
o Baralicr, e reduzio-os ao silencio, servindo-so em lurno do Plane,a ovial ue Jpiter. A viuva
elle mesmo do monologo perpetuo. Os dous vi- nuDCa PGrmltlla 1 urna das suas las Gcasse s
sitadores foram depr suas queixas aos ps da l honsonle- Levantavam-se o deitavam-se ao
viuva que Ihes disse: Nao prestem altenco, mesmo lempo ; era-> permitido eclypsarem
urna crianca. cm sua revo|ugo diaria. Por vezes as tres ve-
- Crianca I disse Baralier; na edade dellc j 'lhas falladeiras. sob pretexto de passeio, costea-
eu tinha tido duas quoslos de honra, e na mi- ra aS gradcs do Par1"e. deilando olhadellas
:itm qualdade de offtoial, nao poderei supportar obll(l"as Para P>a' do planeta Dubuissons, e
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA ll DE SETMEBRO DE 1860.
0 planeta e seos satelliles.
( Concluso. ]
Madama Dubuissons assentou-se com as dis-
pesigoes hostis dos dous frequentadoros do seu
caslello. Eraquanto estes homens vierem sos
aqui, dzli ella C>iinijgo, veralcas roe.raas cousas
oque naodeixade inquietar. E' impossivel des-
peJi-los, sera me oppdr sconss dramticas su-
periores s forgas dos meus ervos. S me resta
um recurso, o achar tereciro satellilg, que ser
o moderador dos oulros dous, e se collocar no
meio, como o presidente entre os dous lados de
umaassembla legislativa. Reflectio maduraracn-
tu anles de fazor urna cscolha, e decidio-se por
seu primo, Hyppolito Vernue, que tinha alean-
gado o premio de grego o mathemalicas no colle-
gio de Cirios Magno, e que, apezar dos seus vin-
le edousannos, era um modelo degravidado.de
sizudez e de virtude.
Hyppolito ora cagador; por causa do seu nomo
classieo, deixou Paris para dovastar valiese bos-
ques, com urna matllha de caes queltdravam co-
mo desesperados. Esse primo era de urna fealda-
de notavel, mesmo era ura homom. O estudo do
grego e das mathemalicas tinha esculpido urna
multido de ngulos agudos sobre seu rosto, e seu
perfil era agucado como o flo de urna orha de
sapador. Apezar destas desvanlagens, Hyppolito
apresentava-se s mulherescom lodo o desem-
peo, e tralava os homens das alturas da sua
scicnci3. Depois de alguns dias de cagada, deu
polos encantos da priminha, e abandonou a ca-
de madama Dubuissons. A esta hora as las
continuam o mesmo servico ; a joven viuva eal
4 espera do prximo invern para levar urna del-
tas dignidade de sol.
Mery.
duas vezes a insolencia que pralicou hoje.
A eslas palavras, Baralier arregalou os olhos
caslauhos, o endireilou orgulhosaroente o seu
corpo de sacrista de aldea. Desde esse momento
Baralier e Dorvigny formararn urna santa allianga
contra o primo. Um dia, Hyppolyto indo caca
pela ultima vez, ouvio um tiro o vio cahir urna
peca de caga no parque Um cao ia pular o mu-
ro, mas eslacou vendo urna matilha que o olhava
de iravez.
No mesmo instanlo apparecou alraz da grade
do parque um mancebo, e disse Hyppolito;
Peeo-lhe desculpa, senhor; atirei ao faisao
cm miaa casa, mas como cahio na sua, rogo-lhe
que o aceite
Hyppolito olhou para o cagador, o vendo-lho
um rosto expressivo, um traje de campo muito
elegante, e urna fila vermelha na casa do paleto!,
cumprimentou-o cora respeilo, abri a grade, e
eslendeu-lhc a raao. Os caes rivaes imitarara
mmediatamenlo seus donos e puzoram se con-
versar entro s araigavolmente. O cagador so fez
logo conhecer; era Achules V.irrams, capilo do
3r regiment do caradores d'Afrca, com lcenga.
Tinha irinta annos e qualro fondas; seu olhar
ora vivo, gesto brusco, palavra breve o passo de-
cidido. Hyppolito, por causa do seu premio de
grego, tinha um fraco decidido pelos militares;
improvisou-soimmedialamenlo amigo de Achu-
les Varna, o propoz-lhe apresents-lo sua pri-
ma, madama Dubuissons.
Achules olhou para lodos os ngulos que com-
punham o rosto de Hyppolito e receiando que a
prima fosso esculpida como o primo, hesitou
uro pouco em aceitar o offerccimenlo ; depois re-
ceiando anda mais commetler urna incivilidade,
deixoo-se levar ao caslello. A bella viuva ficou
um pouco sorprendida desle novo vistanlo que a
Providencia, vestida do primo, lhc enviava, mas
c. muito bom acolhimento ao oficial africano.
O primo, laureado do collegio Carlos Magno, esla-
va lodo inchado por apresentar ura guerreiro
sua prima. Comparava-se a Patrocolo, conduzin-
dc Achules presenga de Brisis.
O official fo espirituoso como um mosqueleiro
de Duinas; fallou do ludo em um quarlo d'hora
de visita ; louvou o coronel, criticn o seu geno-
ral, pntou a frica, censurou o ministro, fun-
dou urna colonia, exaltou a caga, celebrou as inu-
icres, os cavallos, os vnhos da Franca, os ca-
minhos do ferro, os caes do raga, as carabinas
Devisme, as poesas de Hugo, as operas de Ros-
Sini, as corridas de touros; esgotou a Europa, a
frica c Paris, maior elle s de que todo o uni-
verso. A palavra viva do joven militar deslerrou
o aborrecimenlo do caslello por ura mez pelo
menos. O primo cada vez fieava mais cheio de
s; madama Dubuissons radiava como urna es-
trella fixa, c lomava lodas as posiges favoraveis
sita belleza.
FOfcLIIUTm
^31
POR
PAULO DE KOCK..
sempre viam a irreprehensivel viuva no centro
das suas qualro las, e deslribuindo-lhes seus
raios com egual generosidade.
Os homens, em geral sao... bons como a la,
em malcra de amor. Conlenlam-so com o que
se Ihes d, muito pouco ou nada, comanlo que
um rival nao seja privilegiado cusa dos outros.
Urna mulher que sabe deslribur ao mesmo lempo
a quatro homens quatro sorrisos de egual dimen-
sao, faz, de urna s vez, quatro felizes. Esse es-
tado do cousas innocente pode prolongar-se ao
infinito, para eterno diverliraenlo de urna mu-
lher. Madama Dubuissons applaudia-se cada
vez mais de ler achado esse meio engenhoso de
expellr as nuvens do aborrecimenlo dos lelos
do seu castello. Tinha reconquistado a estima
geral da villa vizinha, e isso mesmo poderia ser
sulciente para sua felicidade ; alera disso, en-
trevia ao longo ura desfecho honroso que poderia
terminar a existencia das tres las e reduzir o
cortejo unidade nupcial ; s esperando que os
fachos do hymineu apagassem essas tres las,
coutinuava viver com todas qualro no mesrao
pe de imparcialidade.
Um da, depois de urna conversa rauilo anima-
da entre as qualro las, aventurou Dorvyguy
urna observaeo muito natural.
Minha senhora, disse elle, creio que o que
vemos aqui nunca se vio ; procuro um exemplo
da vida desto caslello em lodos os caslellos e nao
acho nenhum semelhante.nem mesmo os do ar.
Qualro homens que se reunem lodos os dias em
lorno de urna mulher e que sao felizes com essa
ausencia de fulicdade.
Senhor, disse a viuva, est em erro crendo
que isto nunca se vio ; provar-thes-heio contra-
rio esta noile.
Esta noile 1 exelamaram as tres las.
A quarta, J)orvigny. abaixou os olhos modes-
tamente s palavras esta noile]
As oulras tres loas empallideceram como las
russas, as que fazem chover corao diz este admi-
ravel verso :
Pallida luna, pleint ; rubicunda, fat; alba,
serena I.
Sim, esta noile, disso a viuva sorrndo,
entrevista para a qual convido todos quatro.
As quatro las espancaram as nuvens que obs-
cureciam suas frontes e mostraram discos ale-
gres.
Chegada a noitc, os qualro homens se reuni-
rn) nojardira do castello, onde madama Dubuis-
sons Ihes mostrou no horisonle o planeta .dos
qualro satelliles, naconslellaco do Orion.
Bcra veem, meus sonhores, disse ella, que
aqu fazemos o que no co se faz. No mundo
nada se ioventa, copia-se. De mais nunca ha
receio de nos perdermos quando tomamos os
cxemplos no co.
As quatro las encobriram-se de nuvens e ro-
fleclram essa alia moralidade, sabida da bocea
Ensaios sobre algans melhoramentos
tendentes prosperidade da provin-
cia do Ceara.
i.
Deve parecer de algum modo estranho o pu-
blicar agora, sob meu humilde nome, de roa-
neira lacnica em rclago ao objeclo, certas ideas
de bstanle alcance, depois de 16 mezes de resi-
dencia ncsla provincia.
O meu calculado silencio houvera continuado
al o um dos trabalhos da commisso scientca
seno livessem appsrccido algumas publicagoes
alludidas a pessoas da mosraa commisso e ou-
lras assignadas. Julguei ento de meu dever
adiantar a vulgarisaco de certas convieces que
nutro, em consecuencia dos esludos a que me
tenho dado nesla provincia.
Assim evilo a repetglo de perguntas que cons-
tantemente se rae dirigera, eque me obrigam a
discusscs verbaes ou controversias de opinies ;
e ao mesmo lempo aproveito o ensejo para de-
monstrar que o nosso silencio nao pode ser atri-
buido a motivos desairosos. Para cstudos cons-
cenclosos e serios preciso espago e reflexao.
O que faz a commisso scientiQca ? O quo
lera ella feto j ? O que tara no futuro ? Sao
perguntas que as vezes, com mal disfargada mo-
fa, no Cear, em Pernambuco. no Rio e talvez
que em todo o imperio se renovera frequente-
raente, parecendo que o lempo de dous ou tres
annos sao seculos perdidos para dar promplos re-
sultados em ludo o por ludo !
A contradiego lo idonticada ao espirito
humano quo pouco me demoro em nolar essa
galhofa ridicula de impscientes, que perguntara
commisso scientifica aquillo mesmo que um
dia a geraco vindoura perguntara em vo du-
vidosa existencia de taes censores, dizendo: Ho-
mens de C6rla classo (e quantos nao devem tre-
mer do juizo severo da historia ?). o que Qzesles
para o Brasil, o que legasles de til, de dura-
douro e do proficuo para a patria depois de 35
annos de eraancipago poltica, tendo para modes-
tos as perfeiges dos paizes mais adianlados da
Ierra ? Mos copistas, que, em vez de apregoar
a eicola do exemplo na industria, as artes, na
agricultura, no desenvolvimento de urna moral
pura e animadora para vossoa compatriotas, vos
contentasles de ser tribunos ephemeros de urna
hora sem ao menos ler a coragem de aaregoar
a verdade e de sinceramente corrigr os erros o
a ignorancia
Diga-so de passagem ; ha poucos paizes onde
mais se ridcularise, onde se falto mais bonito
e mais se prometa do quo entre nos, e lambem
onde menos se trabalhe, onde menos so admitta
o amor da patria e menos difiieuldade tenha em
prosperar o charlatanismo.
Mas, deixando ludo isto de parte, direi quo es-
tou dsposto a todas as consequencias desagra-
daves que me podem provir, certo de que as
criticas maliciosas, os doestos e mesmo as inju-
rias s era prodigalisar-se cora mos largas at
as cousas melhor intencionadas.
Duran lo alguns dias de estada na cidade da
Fortaleza, eraquanto tratava-se de negocios ge-
raes da commisso e achava-me eu separado da
parte activa da secgo que tenho a honra de di-
rigir, delibere escrever e mandar publicar na
primeira opportunidade esta parle d,s Ensaios.
Se o assurapto for julgado secundario ou inde-
vidaraonte discutido, devo dizer que a voulade e
a conviego do autor se illuJram ao tragar esias
linhas; porquanto foi no sentido de prestar al-
gum servico provincia do Cear que abalancei-
rae aemprehender a presente pnblicago.
Aos leitores competentes e bom intencionados
pego desculpa das faltas e erros, assira como
delles espero justiga para meus bons desejos.
Faz objeclo do pri'meiro ensaio o porto do
Cear.
Considero-me um forasteiro que, cheio de cu-
riosidade e aspragoes, aporta a esta enseada,
baptisada porto do Cear: depois de um bauho
tomado ao desembarcar, sem folego, horrorisado
ainda pelo perigo a que escapou nesse systema
original de desembarque, que mais de urna vez
se tornou em tmulo para o misero coudemna-
do a lenla-lo com a esperanga de alcangar algum
lenitivo sua fastidiosa viagomj o forasteiro tero
torgas para Iransportar-so sobre as vacillantes
estacas da ponte do trapiche. Considero ainila
que dahi elle reflicla no que ve, no que se fez e
no que se devia fazer para dsfargar o anachrc-
nismo deste porto, que s lerabra as eras dilu-
vianas.
Faga-se ura porto, um bom porto, ura nw-
XXXIX
Ventura intima.
( Conliuuaco. )
Sabrclache foi installado n'un lindo quarlo
'oude se dcscobria urna passagem magnifica.
Depois de ter descancado algum lempo, Ceri-
selle foi busca-lo. Dando-lho o braco levou-o a
visitar a casa, os jardios, o lago, gozou da sor-
preza, da satisfaco de Sabrclache que cada
instante exclamava :
Como isto bonito um palaciozinho de
pacha. E ludo isto seu, minhs fha, vosse
o senhora deste dominio I Eis o que me enche
de prazer I
Oh meu amigo, o que muilo superior
lodas essas bellas cousas, c o amor de Len, que
no so lem desmentido ura s instante... Sou to
feliz que cusi a crer na minha felicidade... Pa-
rece-me algumas vezes que um sonho I
A felicidade faz muitas vezes esse effeito.
minha filha, ao passo que os deigostos nao nos
admirara Parece que vindo ao mundo, ha um
inslincto natural quo nos diz : soffrers muilo e
pouco rirs. Razio de mais para festejarmos os
dias felizes. Quero crer que d'ora em diante vos-
se nao os conhecer de oulro genero : j, pa-
gou bem sua divida desgrana Mas ainda te-
nho que dar-lhe noticias de alguem que to-
rnou vivo interesse na sua mudanra de for-
tuna.
Sr. Dumarselle ?
Justamente.
Para pergunlar-lhe noticias dellc. Vio-o,
meu amigo?
Ha oilo dias. Fui muilas vezes casa delle
para onnunciar-lhe o seu casamento, bem per-
suadido de que elle tomara parle na sua felici-
dade ; mas eslava ainda ausente de Paris ; em-
lim, ltimamente enconlrei-o. Suas prmeiras
palavras, ao ver-me, f o rara pedir-rhe noticias
suas. Ficou muilo admirado quando lhe contei
!] Vide o Diario n. 207.
o seu casamento e a poaico de seu esposo I Se
livesse visto que prazer mostrou...
Nao censurou aquello que se dignou dar-me
o seu nomo ?
Qual censurar! E' um casamento de amor,
exclamen elle ; estes sao os que eu comprehen-
do, e estou bem cerlo que sua sobriuha far a
felicidade de seu esposo..
Continua a julgar-me sua sobrinha ?
Sim, pensei que no devia desengana-lo
esse respeilo. Isso um segredo de que s seu
marido senhor; pde-lhc convir que conlinuem
a julga-la minha sobrinha.
Tem razo, meu amigo o eu lerei sempre
orgulho de passar por tal.
Mas nao ludo. Sr. Dumarselle lendo-mc
depois perguulado o nomo de seu marido, quan-
do eu lhe disse que se chamava Len Dalbonno
fez urna exclamagao de sorpreza e disse :
Len Dalbonne, filho do antigo presiden-
te Dalbonne, sobrinho de madama de Fier-
ville ?
Sim, sim, o nome da til de meu ma-
rido.
Oh conhego-o muito... islo nao a elle
particularmente quem tenho s vezes encon-
trado as sociedades, mas tenho tido occasio de
ouvir filiar nelle em casa da lia onde vou algu-
mas vezes, E' um bello rapaz que por todos
elogiado ; dizem-o to sensivel, como franco e
leal.
Ah I como agradego ao Sr. Dumarselle ler
dito isso de meu marido.
A proposito, disse-me elle abanando
beca.
A proposito, acabe, meu amigo.
Ha urna pessoa que nao approvar esse ca-
samento, e essa pessoa sua lia, madama de
Fierville ; mulher altiva e cscrava dos precon-
ceitos ; porm o Sr. Dalbonne tem urna fortuna
independenle, senhor de suas acedes, o fez
muilo bem era nao consultar sua lia em urna
circumstancia cm que s se devem tomar conse-
Ihos do coraran. Aqui est, minha filha, oque
me disso o Sr. Dumarselle, bem t que o seu
casamento nao ser censurado por lodos.
Ah I meu amigo, o mundo ainda est
bem longe de conhecer toda a generosidade de
Len.
Sabretache estove com os jovens esposos ura
mez, que se passou to rpido para elle como
paradles. Quando expirou esse lempo quiz vol-
tar Paris, raa? Ceriselle pedio com tanla ins-
tancia, Len repeli-lhe lo afTecluosaraenle que
a ca
sua preseoca augmentara a sua felicidade, que o
veterano ficou ainda mais quinzedas. Expirados
estes, nao quiz mais ficar. Receiava ser importu-
no ; era amizade como era amor boro sompre
ficar com apetite.
Todava parti prometiendo voltar na prima-
vera seguinle, o levando conviles para os dous
professores.
Dez das depois, chegaram aos Grandes Carva-
llios, Guichardet e Dcsprs.
Os dous espr.sos olharam-s* e sopetaram
cusi um suspiro vcudo chegar nquelles que
iaro fazer cessar a sua solido. Mas Ceriselle
disse:
Cumpre sermos razoaveis... e principal-
mente necessaro que eu me torne instruida,
que adquira alguns talentos para poder apresou-
lar-me com menos acanhamenlo nos bellos sales
que oceupo.
Coraegou, pois, a osludar ; o desojo de sermos
agradaveis alguem que amamos era laes ca-
sos, o melhor meslre. Nao ha elade em quo nao
se possa aprender quando so tem vonlade fir-
me ; apenas ha pocas era que isso se torna
mais ou menos fcil. Ceriselle ainda nao tinha
vinte annos ; desejava ardentcmente adquirir
talentos; opplicava-sc com ardor aproveilar
as ligoes que lhe davam. O estudo da lingua
franceza, da historia, do canto, do desenho, em-
pregavaquasi todos os seus instantes ; Len era
obrigado a supplicar para obter que ella deixasse
o estudo por algum lempo. Mas tambem o in-
vern passou muilo depressa, e quando veio o
vero, a moga nao linha mais receio de, em
conversa, deixar escapar essas locuges que fa-
ziam vir ura sorriso iraperceptivel aos labios das
pessoas que as ouviam ; deraais, j coraegava a
acorapanhar um romance ao piano o a desenhar
urna das lindas vistas que se podia tornar do jar
dim. Era feliz com os seus progressos, porque
via Len contenlissimo, o quando elle pedia que
ella nao se fatigsse no estudo, a moga olhava-o
ternamente dizendo :
Poderei eu nunca trabalhar bastante para
merecer a felicidade que me das ?
O anno que se passra fra. pois, constante-
mente para os novos esposos, essa la de mel
que de ordinario nao dura seno ura mez e ainda
assim I
O que comegon annuvia-se sob tao felizes pro-
sagios e os talentos que Ceriselle ia adquirindo,
cada vez a aformoseavam mais.
Sabrelache voltou a ver aquelles quem cha-
mara seus filhos ; ficou nmavilhado ouvindo
nico porlo Sio expresses que naturalmente
subiro do coragJo aos labios; serio conviegoes
despertadas pelo muilo que se tem fallado, es-
cripto, discutido e proposto. E, em quanto as
roupas seccarem, nao se cansar de dizer: Por
que se nao ergue aqui urna nova Marselha ou ou-
tra King's-town, com suas espagosas rampas,
aeus piredoes, muralhas o phares? Fra bello,
fra ulil.... e qulg fra fcil I ....
Mas para ludo isso o que preciso? eis a
idea subsequenle. Entretanto, at ahi nao chega
o naufrago ou viajante ; elle se esquecer do pe-
rigo para sempro, reunido a todos que querem e
desejam o bem, dizer : Faga-se um magnifico
porto.
Afaslando-me da cgo para fallar a vonlade,
responderoi o que indispensavel para a perfei-
gao do desiderattm.
Precisa-se de muilas centonase mesmo mi-
Iharcs de contos de ris ; muila vontado de ac-
go, reunida constancia e activissimo trabalho
de execugo; muita gente ; e alm de ludo isso,
suppondo condiges favoraveis, lies ou qualro
annos seguidos de lempo. Por oulra, seja-se
verdadeiro, quasi um impossivel para o Cear,
porque, salvo certos casos e limites, ura governo
nao pode nem deve ser mais do que um nego-
ciante providente, que deve acudir a todas as
transaeges e compromisos cora prudencia e
com motivos poderosos, tendo sempre em vista o
conveniente usufructo de suas especulages.
Ota, quem ignora o estado melindroso das finan-
gas do Brasil, e quem desconhecer que, alm da
conslruccao de um porlo perfeilo da cidade da
Fortaleza, oulras mil quesles vilaes para o im-
perio, e algumas especialmente mais importantes
para a provincia do Cear, devem ler a prefe-
rencia ?
Impossivel, disse ha pouco ; eis-ahi urna pala-
vra quo vai soar mal aos ouvidos dequelles que,
lembradus do dito de nao sei que vulto hislorico,
diro : Nada ha de impossivel na Ierra. Mas
altenda-se, em minha linguagem vulgar e positi-
va, classilico por impossivel aquillo que o bom
senso o a prudencia excluem, aquillo de que os
precedentes e os exemplos de cada dia demons-
trara a provavel inexequibilidade no nosso paiz.
Poupo-mc a exemplos, porque elles sao nimia-
mente conhecidos, e tambem porque estou pou-
co disposlo a deleitar aquelles que, esquecendo-se
dos fados em si, vo logo applica-los e conver-
le-los em individualidades. Porra, como dizia,
acho impossivel na actualidade fazer-se um bom
porlo na cidade da Fortaleza, porque estou con-
vencido que faltam as condiges precisas ; assim
como desconhego que o argumento de motivos
imperiosos e nacionaes induza a laes despezas
para a solugo completa do construego.
Entretanto, pondo de parto a prxima exequi-
bilidade da idea, pergunlo : Um engenheiro pru-
dente, experimentado, especialista, amigo dos
cofres do Brasil e patritico, poder espontnea-
mente propor, sera longos o previos estudos, sem
observages seguidas do varios annos, um pro-
jecto completo e um orgamento medianamente
aproximado de um porlo ou dca fechada e em
zonforraidade das melhores coostruges marti-
mas modernas?
Pergunlo : Um engenheiro verdaderamente
brasileiro c inleressado no progresso patrio to-
mara sobre si tal responsabilidade ?
Eslou cerlo que nao, nao e nao. E al que se
me demonstre com evidencia que de nenhum
alcance sao as quesles que formulo abai-
xo, persistirei em dizer nao, mil vezes nao.
Duvidas ou perguntas :
1.a Existe certeza no rgimen cu movimento
das arles desta parte da costa, para que se possa
mais larde estabelecer com sufficiente e indis-
pensavel probabilidadeo nao entupimento do no-
vo porto, salvo poderosos auxilios de barcas do
excavago ou draga*, isto quer adraiUindo um
porlo com um canal, quer com duas eBtradas,
logo que se procedesso a muralhas ou a quebra-
ntares fixos?
2.a Qual o porto da Europa, lomando mesmo
por lypo os melhores da Fjanga e da Inglaterra,
que para sua soffrivel raanutengo, depois de es-
ludos cem vezes mais completos do que aquelles
que temos de nossas costas, subsiste sera pesadas
despezas de draaas ou excavacoes, e deixa de
emprear ura pessoal intclligente e numeroso
para ^ua tncerto conservaco ?
3.a As construeges hydraulico-raartiraas que
furmam ura complexo de problemas incertos, dif-
ficeis e complicados, devem ser emprehendidas
sera a necessaa probabilidad* de xito e de du-
rago proporcional aos servgos feitos?
4.a Esludando-se o estado passado da provin-
cia, as condiges funestas das estaces, a incerteza
do accrescirao conveniente de produego e das
necessarias permutas, nao patente quo muilo
dilTicil se torna dizer se ser no anno de 1900 ou
no do 2000 que ser necessaro abrigar simult-
neamente 50 navios no porto da Forlaleca ?
Ceriselle acompanhar-se ao piano cantando ; fez
urna exclamagao admirativa quando ella lhe mos-
trou um dos sens desenhos ; depois beijou-lhe a
testa dizendo :
Sempre pensei que voce linha nascido para
saber isto.
Len Dalbonne achava-se to bcra, to feliz
cora sua mulher, que ainda nao se podra decidir
a ir a Paris arranjar alguns negocios de iuleresse ;
encarregou Sabrelache desso cuidado, e este, or-
gulhoso da confianzudo mancebo, fez o que pode
para satisfazor as commissoes que lhe deram.
Mas segundo dizem, urna felicidade porfeita
nao dura; ha mesmo quem pretenda que ella
nao habita a trra ; certo, porm que so nella
reside, muda muitas vezes de domicilia.
Em um dia tempestuoso do vefto, o corrciole-
vou urna carta propriedade dos Grandes Carva-
Ihos; era para Len que fez ligeira careta ao co-
nhecer a letlra e urna bem pronunciada quando
acabou de l-la.
fipubo.sic olgumo couaa qUo te contraria ?
disse Ceriselle olhando para seu marido.
Este raachucou a carta que acabava de recebor
e murmurou :
Nao se pode vivor tranquillo, feliz era
casa 1
O que que vai acontecer-nos, meu amigo ?
Tremo j !
Nao doves tremer, porque nao desgrana,
mas urna magada.
Ento nao queres dizer-me o que ha nessa
carta?
Pois nao .. c depois nocessario que sai-
bas. Esla carta do minha (a.
Tua lia, madama de Fierville ? Meu Deus ?
e o que diz ?
J te disse, querida Agalha, que madama
de Fierville, irma de meu pai, com quera nunca
se pareceu no carcter,nao approvaria o meu ca-
samento, mas que isso para mim era inleiramen-
le indifferente, porque me parece que quem casa
casa para si. Alguns dias depois do nosso casa-
mento, escrevi-lhe partecipando-lhe que tinha
casado com a sobrinha de um bravo militar sem
fortuna, mas que minha mulher era encantadora
e que essa unio mo fazia perfeitarnente feliz.
Pouco depois recebi urna resposta de minha lia ;
ficra furiosa em primeiro lugar porque eu rae
tinh casado sem consulla-la, c quando ella j
tinha em vistas para mira um partido magnifico,
depois porque eu casiva com urna moga sem for-
tuna, sem ttulos, sobrinha de ura soldado obs-
curo, Cil-tc os proprio termos da carta della,
o. Entre as urgentes e impenosas neccssida- lranMcce8i garanlias os roan,im09que de_
tlt JT'T' qUe !? I* MCM' C0" o Porto do Cear e diminuido aos
r;i.S ?85 -.f0"' ? frel~ d^reg.oento. e tambem v.nt.gens
i'JT- C! umadeUascenteD8S Ui de imposto e restriegues de seguro,
do contos de ru, nao o porto a de menos ur- marc.dos aos navegantes e aos carregadore :
gencU. para um. ,0/ufo completa ? por consequend.. resultan, beneficio .os mer-
Deiio s investigues dos competentes taes c.dos de cenme, e portanlo provincia do
duvidas, as qnaes cada urna de per si, talvez, -
me torera um trabalho especial, quando possa
todos os documentos e que por mim mesmo te-
nha eilo os esldos indi3pcnsaveis.
II
BriiTleiro de coragao, sem ambiges polticas,
convicto da distancia enorme que separa o esta-
do de nossa civilisagao daquella que leem che-
gado alguns povos, e ordentemenlo desejando
que o Brasil se colloque na posigSo que tem
direito, formulo minhas opinies sem calcular se
vo de encontr com as de Pedro ou as de Pau-
lo ; e como desejo por oulro lado nem de leve
ferir as susceptibilidades de pessoa alguma, pois
que com isto ninguem ganha, espero que maus
collegas engenheiros nao julguem que fago op-
posigo s suas respeitaveis individualidades, ca-
so meus oscriptos eslejam opposlos aos seus, p-
blicos ou do dominio reservado do governo. Pe- h
go a elles, amigos ou indifferentes, pego a lodos
os meus leitores de Dcarem cortos que quanto
exhibo sao convieges formadas pala observago
alenla das quesles, que me ocaupara. Posso
errar grosseira e frequentemente ; mas nunca
farci de urna causa de inleresse publico instru-
mento para censurar ou fazer opposigo a quem-
quer que seja. Isto posto, contino.
Caso livesse por qualquer eventualidade do oc-
cupar-me oflicialmenle do porto da Fortaleza,
cousa alias superflua, vista da notoria medio-
cridade de quem escreve e dos reconhecidos m-
ritos dos engenheiros que leera tratado e que
ainda tratam de lao melindrosa queslo, eis,
guardados o desenvolvimento e conveniente lin-
guagem e provas, om ultima analyse, o meu pa-
recer, constara de tres pontos cardeaes :
1. E3ludar durante 25 annos cautelosamente
as phases das alterages hydraulicas e hydrogra-
phicas do porlo, registrar todos os fados da his-
toria das mares, venios, correnles, da superfi-
cioe fundo, alleracoes dos fundos movimento das
aras, ect., lano da cosa como a tres milhas de
distancia, entre a ponta do Mucoripe e a do Pa-
rasinho.
2. Fizar o estado actual das cosas e eslabe-
ecer os meios de sua venficoco, empegndo-
se aquellas medidas postas em pratica na Fran-
ga, na Inglaterra e ao norte da Europa ; me-
didas que, por serem publicadas e minuciosamen-
te descriptas as obras especiaes, se lorna tra-
balho intil aqui transcrever.
3. Eslabclccer ura complexo de medidas que
tendessem a melhorar a navegago, a garantir
a de tongo curso, a facilitar a prosperidade com-
mercial, a dar vantagens salientes nos embar-
ques e desembarques ou baldeages martimas,
a cortar as rotinas importuna, Ilusorias e, per-
milta-se-nos a expresso, imraoraes s vezes, de
nossas alfandegas, o finalmente a organisar pro-
videncias de verdadeira utildade e que pela
sua prompta eiecuco e applkago prestassem
servigos immediatos provincia e porlo do
Cear.
O priraeiro e segundo tpicos s- leriam inte-
resse para relalorios definitivos de ordeosou ser-
vigos a effectuar, ou ento como mora historia
de arle ; meu fim nao sendo desenvolver luxo
de cilages, nem mesrao podendo-o fazer, se qui-
zesse, pela falta de Hvros e documentos, e sim
propondo-me a tragar um projecto do melhora-
mento, do modo a ganhar as convieges dos com-
merciantes e agricultores, tanto quanto dos na
Cear.
Garanti da navegacao de longocurso.
Como sao deordinarin navios de grandes;iotages
que buscara o porto do Cear, e como seria til
animar sempre de mais em mais o commercio
directo se deveriam favorecer os direitos de en-
trada sobre lodos os objectos de urna utildade
mediata para a industria e para a agricultura
Ja provincia ; organisar recursos para prompto
e commodo embarque e desembarque dos car-
regamentos, laes sao algumas medidas que mais
longe se referem ; ler amarrages solidas e pro-
prias para todas as eventualidades, e que mar-
caria m as distancias e posiges convenientes dos
navios em allcngo a seus calados e cargas ;
ter urna boa barcaga de carena para grandes'
concerlos. quando fosse ao principio muito dis-
pendioso ou arriscado ensaiar urna carreira me-
cnica ou um dique fluctuanle ; emflm, ter qua-
lro baleeiras insubmorsiveis, exclusivamente des-
tinadas para soccorrer as embarcages em peri-
go e salvar nufragos nos momentos exigidos.
Com laes prevenges resultara que em raui-
tos casos o Cear, alm de porto de commercio,
seria porto de arribada, desfazendo-se a crenga,
at certo ponto bem fundada, de ser inhspito,
e mais um sorvedouro de navios e do gastos do
que lugar de abrigo e capaz de prestar o menos
significan le recurso a um navio necessitado.
Allenda-so tambera a que com a existencia de
algumas das cousas citadas se inslitue insensi-
velmente urna escola do marinhagera pralica
para os pescadores e jangadeiros ; ensno que
revertera em utildade e animagao da navega-
gao cosleira, e porlanto da marinha de guerra.
S quem ignora o estado real de nossa mari-
nha em geral desprezar qualquer medida que
tpnda a dar-lhe algum sopro de snimago ou de
vida, por muilo insignificante que elle possa pa-
recer primeira vista.
Facilitar a prosperidade do commercio e cortar
certas difficuldades fiscaes.
Quanto mais promptas forera as communica-
goes dos centros productores com os mercados
consumidores evidente que maior tendencia
resultar para emprehender Iransacges e alar-
gar o seu circulo de aegao ; pelo que o capital
total posto em circulago, subindo de valor nu-
mrico e absoluto, trar accrescimo de imposlos
inherentes ao seu transito. Islo to claro, co-
nhecido e aceito quo fariamos injusliga ao hora
senso de nossos leitores se procurassemos entrar
as controversias de taes verdades. Ora, esla
approximago ou cunrhegamenlo dos mercados
vendedores e compradores entre si depende lanto
das boas estradas, de bous canaes e meios de
conduegao por Ierra e mar, como da facildade
dos embarques e desembarques ou baldeages de
producios.
Obrigue-se um navio a perder 30 dias para
seu carregamento, que equivale a alongar de 20
das sua viagem de transporte, accrescendo quo
de ordinario em mos ancoradouros um navio se
alquebra e gasla mais fundeadp do que em con-
diges favoraveis no alto mar;
Portanlo, estabelecer medidas pelas quaes os
carregamenios do dous, quatro, seis e dez na-
vios se effectuem simultneamente me parece
urna conUigo necessaria e indispensavel em uti-
ldade do commercio. em beneficio dos consu-
midores e em harmona de todos os ialeresses e
com esperalidade dos das alfandegas. Ajunta-
rei que com o mesrao pessoal existente, salvo os
homens de trabalho bragal, que variarlo sem-
pre, latvez ludo se conciliasse.
Cowta-aK que no Cear quando ha dous ou
tres navios que devem descarregar se marca a um
as segundas e tergas da semana, a oulro as quar-
s e quintas, ou se Ihes alternam o dias I I l
vegantes e engenheiros, por isto trato apenas de ^er crivel que l0[io aPPsra, de urna alian-
desenvolver cora mais deta.hes o terceiro nonio. &SftttfZZtt2l
desenvolver com mais detalhes o terceiro ponto,
insisiindo quasi sobre cada urna de suas phrases
cora um artigo auxiliar. Assim leria fallado ao
governo imperial, ao governo provincial, como
falto dirigindo-me cora especalidade a todos os
interessados pela prosperidade da provincia do
Ceara.
Melhorar a navegacao.
Nesto sentido aconselharia que se estabele-
cesseum canal de marcas e bausas sobre os ban-
cos, recites ebaixios, um pharolete de porto, ou-
tro de marca de entrada. Se deveriam estudar
completamente c verificar frequenterannle os ca
naes do entrada, descrevendo-se em cartas de
insignificante cusi, as alterages annuaes e dan-
do lodaa as informages circumsianciadas de es-
tabeleciraeBlo de porto, melhores eslaces de
entrada, recursos do logar e estalislicas' verda-
deiros-da produego, traduzindo tudo islo as
princpaes linguas vivase comraunicando-se an-
nnalmenle s legages brasileiras na Europa e
America e aos cnsules cslrangeiros do Brasil,
com recommendago de se informar direclamen-
te a todas as companhias oe seguro. Por estes
meios se ganharia mais. eonfianga para novas
desejos dos empregados e a su zo ardelo
para a actividade do expediente ( cousa bem ra-
ra entro nos ); mas ento o mal, o vicio, existo
.ias leis fiscacs, na dislribuigo do lempo, nos
tramites superfluos, na mulliplicidade de escrip-
turagao superfina, ou do formulas tongas : corri-
ja-seo imbroglio, ou ento siniplifique-se o to-
do ; estabelegam-se os meios e recursos necessa-
rios e proporcionaes aos fins que se pedem ;
mas. so nao ha possibilidades, se nao ha renrfi-
mentos presumiveis de ao menos satisfazor as
mesqiiinhas exigencias de urna navegago aca-
nhadissima e digna do primeiro secuto da deseo-
berta do Brasil; ento corao se ousa fallar em mi
Miares de coutos para a conslruccao de um bom
porto, pois tanto seria preciso para a effectivida-
deda solugo do problema ?
Temo e fajo entrar no esludo das reformas de
nossas alfandegas ; nem lenciono criticar o seu
estado actual, fructo das lucubragoes de homens
do lalenlo, e em cujo objeclo se leem exhaurido
tamas tentativas, tantas pautas, tantas reformas,
e tantas e lanas transformaces; mas em verda-
de se tem -visto que muitasvezes em nossas al-
fandegas ( salvo oseases imposlos por exigencias
ou motivos especiaes ) um fardo de mercadorias
leva mais lempo para ser despachado do que
costuma ser em algun3 lugares da Europa o des-
carregaraento de um navio.
[Continuar-se-ha.)
minha lia obrara bem nao nos honrando com a
sua visita.
Ceriselle nada respondeu, mas no fundo do co-
ragao pensara como seu marido.
XL
A tia de Len.
Mais tres dias e madama do Fierville devia
chegar sos Grandes Carvalhos; esses tres dias
passaram corao um raio que previam que sua fe-
licidade intima ia terminar.
Len fez preparar para sua lia urna das me-
lhores parles da casa, com gabinete de toilette,
pequeo salo particular, emfim ludo quo ne-
cessaro para que se esleja em casa, e eslando era
casa dos oulros, podesse,desejando, vivac parle
e receber as visitas. Elle fazia votos para que
sua tia livesse semelhanle vonlade.
Len teve cuidado em que a parte da casa des-
tinada sua tia fosse muilo afastada da que sua
mulher habitava.
Emquanto seu marido oceupava-se nesles pre-
parativos, Ceriselle estudava, revia as suas lires,
e applicava-se ao piano com novo ardor ; renda
gragas ao co que lhe dera a paciencia, a coragem
para dar-se a lodos esses esludos; ainda teria.
mais receio da tia de Loon so fosse to ignorante
corao outr'ora.
Chegou o dia fatal; s duas horas da tarde,
urna sege de viagem entrou na avenida e parou
no pateo.
Apeiou-se urna senhora com a ra criada; tra-
zendo urna porgo decartes, matase trouxas; e
Len que olhava alraz de urna janella cuja corti-
na erguera um pouco, exclamou :
Oh meu Deus! que bagagem I Peto geilo
vem ficar aqui muito tempo Vou recebe-la no
vestbulo.
Vou acompanhar-le, meu amigo.
Vem par. aqui, onde esta- Nao, fica no salo, mais tarde te apresen-
vamos lo bem. onde oramos lo felizes; vai per- tarei minha lia... Nao m os tres amizade a quem
turbar a nossa paz... oh! se eu podesse nao re-jte tralou lo mal. S com ella aroavd, polida,
cebe-la. | hospitaleira. mas se ella le disser alguma pela-
Meu amigo, disse Ceriselle enlacando o ms-| vra offensiva, nSo a soffras, o lembra-te que s
rido com os bragos, nao esquegas que a irmaa j madama Dalbonne... Tenso que isso nunca suc-
de leu pai. Em vez de estares zangado com ceder ; madama de Fierville tem mulla educa-
ella. recebe a melhor possivel; eu farei %do j gao. ssbe muito bem as exigencias da sociedade
para agradar-lhe, c quera sabe? a forgs de cui- --------- -- *-------
dados, de atlenges, talvez o consiga, e talvez me
perdoe ser sua sobrinha vendo a que ponto le
amo e quanto somos felizes.
Es um anjo disse Len abragando sua mu-
lher. Seja, faremos como fueres. No eralanlo
Parece que tinha lomado-inform ages ; emfim
acabava prevenindo-me que nao quera na sua
sociedade urna pessoa sem conhocimenlo ds di-
quelas, e que me prohiba que lh'a apresen-tasse.
Oh! quanto sinto ler feito cora quetein-
dspozesses com la familia I
Minha querida, Agatha. como a toa com-
panhia me era infinitamenlo mais preciosa do
que a de minha tia, eu nao perda na troca. Dei-
lei a caria no fogo ; nao mereca resposta, e de-
pois confesso-te que estimava nao ver mais ma-
dama de Fierville. Ao menos, dia eu comigo,
poderei estar tranquillo na ratona casa. Depois
disso nao escrevi mais a minha tia e esperava
nao ouvir mais fallar nella. Mas mudou de opi-
niao... soube talvez que eramos felizes aqui e
que ou passava ptimamente sem v la Olha,
aqui lens o que ella mo escreve :
Meu sobrinho.
Soube quo depois do leu bello casamento
ests encafuado na tua propriedade de Brelanha.
onde nao recebes ninguom. Comprehendo que
nao desejes apresentar tua mulher na sociedade.
Eu bem t'o hava predilo; nao mereces que eu
e queira bem o devia conservar-te rava ; mas
nao esquego que s filho de meu irmo ; nao
quero mais prohibir-te a minha porta ; o como
devo conhecor esla sobrinha que me dste e nao
te atreves a moslra-la era paito alguma, decido-
nie a ir passar aljjum tempo comtigo, nos Gran-
des Carvalhos, manda preparar o meu aposento,
e v se a tua mulher ao menos me sabe fazer um
compriraenlo ; chegarei tres dias depois desta
carta.
Clotilde Fierville, em solleira Dalbonne.
Ah que cstylo orgulhoso I disse Ceriselle
enchugando furtivamente urna lagrima que lhe
cahio dos olhos.
Podes bem dizer insolente respondeu Len,
psseando zangado.
para se esquerer de que est em minha casa.
(Continuar se-ha].
PERN-TYP.DB F. DE FARIA.- fttt.
/
\


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EDFKNB7VR_81QD27 INGEST_TIME 2013-04-26T21:25:57Z PACKAGE AA00011611_08223
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES