Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08221


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Full Text

lili XIXTI. HOMERO 20S.
Por tres raezes adiailados 5$000.
Por tres mezes Teneidas 6$000.
SEXTA FEIfiA 7 BE SETEMBRO DE 1861.
Por anuo adianlado .9$000
Porte franco para o subscritor.
ENCA.RaKGA.D03 DA SUBSCRIPTO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos (Je Oli-
veira; M.iranhio, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei
ro Guiroares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jororiymo da Costa.
1'All IDA IKia uuiuit.iua.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Aftinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio FoYmoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenleiras e Natal quintasfeiras.
(Todos osenrreiospartem as 10 horas d-i manhaa.
EPHEMER1DES DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Quarto mioguante as 8 horas e 47 minuto
da manhaa.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manhaa'
21 Quarlocrescente as 9 horas e 5 minutos da
larde.
29 Luacheia as 11 heras e 20 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhaa
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 5 DE SRTEMBI10 DE 1860.
Officio ao Exm. presidente da Parahiba.Par-
ticipo a V. Exc em resposta ao officio que me
dirigi em 25 de agosto ultimo que o inspector da
thesooraria de fazenda declarou-me em 4 do cor-
rente que o saldo das rendas dessa provincia
arrecadadas nesta Ibi j rcrr.cllido pelo vapor
Oyapock, que seguio ltimamente para o
norte.
Dito ao Exm. presidente do Cear Tendo
ouvido o director do arsenal de guerra desla pro-
vincia acerca do conteudo do officio que V. Exc.
me dirigi en. 22 de agosto ultimo declarou-me
o mesmo direelor em 4 do correte que que
engao deixaram de seguir as 39 correias, de
que trata oseu citado officio, o que so far.quan-
do tiverem de ir osoulros objectos, que se estilo
apromptando para o meio bataiho dessa pro-
vincia.
Dito aocommandante superior do Bonilo.Ao
ofTicio de V. s. de 9 do mes passado relativa-
mente ao destacamento de Caruar respondo dt-
zendo-lhe, quanto ao armamento, que j provi-
dencie! pela maneira que Ihe fiz constar em dala
de 2 d'aquelle mez;equanio ao pagamento
das respectivas pracas pela collectoria, nao foi
possivel por deficiencia de rendas vista do que
mformou a thesooraria de fazenda.
Circular ao coromandante superior do Roctfe.__
Transmiti por copia a V. S. para sou conheci-
mento o a-, iso expedido pelo ministerio da juslica
em 20 de j.nho ullimo ao presidente da provin-
cia do Espirito-Santo em soluco a duvidase
tira alferes da guarda nacional, que pela nova
organisaeo do respectivo corpo, ficou fura do
quadro dos ciTuclivos, deve ser considerado no
gozo de sua patente at ser coniemplado em al-
guma vaga.Offi.-iou-se no mesmo sentido aos
demais coramandantes superiores da provincia.
Aviso a que se refere o officio supra.
Ministerio dos negocios da justica.Rio de
Janeiro em 20 de jut.ho de 1860. [IIm. e Exm.
Respondendo ao officio de V. Exc. datado
de 19 de maio ultimo em que consulta-so um
alteres da guarda nacional, que, pela nova orga-
tnsaco do respectivo corpo. lirn tora do quadro
dos cIT.ctivos, deve ser considerado no gozo de
sua patente a. ser considerado V,alguufavagT ente"sob 67 ma d, dTch2? ih 3 Cr" '^ "* W a0 m"S,r da fa*
lenho de declarar a V. Exc. para sef, conheci-" S wS!U2\tSHt^S 2 !', T? "** "'^ B *****
K&tJf* AdurM, 'olvida pelo art. sentad ao Dr. chafe de poHeia.'pa d!r-'h"o !? q"!'. f",1 lom',da a <*U8nlia l.00:000f.
conveniente deslino, visto ter sido considerado
ncapaz do servicoern inspeccao de saudo.Deu-
rnento, qun a duvida aeha-se resolvida pelo art
4o da le de 19 de selembro de 1850. que manda
conservar os postes eaggrrgar qualquer corpo
snfficiiP* Mnfi.r^ "i H" iiiupa uo servicoern inspeccao de s
!Z3^W pelareorgamsacio se sc.encia dis.oao chele de polica,
uu i Aiincciio ue ii.iin Inues. e romoan ni. r
ou extinecaode balalhes, e compaslas.
Deas guarde a V. ExcJoao l.uslosa da Cunha
Faraosgu. Sr. presieenle da provincia do E>pi-
nto -Santo. w*
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Podo V. S. mandar entregar ao Almoxanfe, do
hospital militar a quanlia de 1:000000. constan
.._.-,----- ,,.,,,, 4..uH.id ue 1.UU119UW, constan- >"- n.u-nare Antonio d Assumpco Cab
u aos pedidos junios para as despezas d'aquelle secretario do gimnasio provincial.uforme
eslalielecirncnto ni Ia onin-ri.i.n-. ,i,. umni. Sr. riiretti.r onr.i h- ;..*,.....,.;_ ...u- .
esiabelocimcnio na 1.a quinzenna do correle
muz, visto nao haver inconveniente nessa entre-
ga, segundo cona de sua informarlo de hoje,
sob n. 931. w '
Dito ao mesmo.Expeca V. S. as suas ordens
para que sejam despachadas e entregues ao rege-
dor do gymnosio provincial 3 caixas com camas
de Ierro, viudas no navio Betlh, procedente do
Havre.Oificiou-se ao regedor do gymnosio para
mandar receber as camas.
DilO ao mesmo.Em vista da conta junta em
duplcala, mande V. S. pagar a Manoel l.uiz Cec-
ilio de Almeida a quamia de 2553-8, despen-
dida com as obras, que fez o referido Almeida,
na rosinha da companhia de artiliecs. visto nao
haver inconveniente nesse pagamento. s> gundo
consta do sua informaco de 3 do torrente, sol.
n. 926.Communicou-se ao director das obras
militares.
Dito ao mesmo.Altendendo ao que me expoz
o director do arsenal de guerra em officio de 3
de agosto ultimo, junto por copia, tenho resolv-
do mandar pag,,r es vencimenlos, a que tem di-
reilo o lente Jos Ignacio de Medeiros Reg
Monteiro, por haver servido interinamente no
lujar de ajudante d'aquelle arsenal, a contar de
19 de junho ultimo a 17 do citado mez do agosto
considerando-secora titulse foi imprescindivel,
a poriaria tambera junta por copia, pela qual foi
o mesmo lente designado para aquella lugar
O que communico a V. S. para seu corihecimeiito
eexecueao.Communicou-se ao director do ar-
senal de guerra.
Dito ao inspector da thesouraria provincial
Mande Vmc. adiantar ao Ihesoureiro pagador das
obras publicas, conforme requisita o respective
director em officio de honlern, sob n. 248 a
quanlia de 8:200 rs constante do pedido junto,
para conlinuacao das obras por administrado a
cargo d'aquella reparlicao no correte mez
tommnnicou-se ao director das obras publicas.
Dito ao direelor do arsenal de guerra.Fuie-
ra Vmc. ao provedor da sania casa de misericor-
dia urna meza com prensa para o sineie da ir-
mandade.Communicou-se ao provedor da sania
casa de misericordia.
Dito ao direelor das obras militares. Appro-
vo o contracto que fez Vmc. com Manoel Luiz
Cocino de Almeida. como me communicou em
seu officio de hontem, sob n. 71 pira asphaltar o
Xadrez do quartel de cavallaria. Communi-
con-se ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dilo ao juiz municipal de G-uanna. Versan-
do a consulta feita em seu officio de 22 de agos-
ta findo se procedeu Vmc. com acert, nao per-
nnltinuo que fossem inqueridas em segundo pro-
ces.. insloura.lo contra um individuo, que pelo
mesmo crime ora despronunciado em razo de
recurso, as testemunhas, que deposernm no pri-
meiro sobre um caso occorrenle, cuja aprecia-
Qao e dicisao compele especialmente s autori-
dades judiciaes. fazendo applicaco das leis, em
visia de que preceita o aviso n. 70 de 7 de fe-
vereiro de 1856, cuja observancia Ihe reenm-
niendo, deve Vmc. resolver conforme o direito,
dando as partes os recursos legres.
Hito no juiz de paz do T destriclo da fregue-
zia de Munbeca. Em additamento ao meu of-
ficio dc.ldo corrente, relativamente aos limites
dos desirlctos de paz dessa freguezia, devo de-
clarar a Vmc. que smenle permanece a deciso
nelle comida, se por ventura nao existir divisao
de desincios feita nessa freguezia pela cmara
municipal a quem competo fazer na forma da lei;
poi que ento subsiste a presumpcao de direito,
m que se funda a predia deciso, em vista do
art. 1. da carta de le delSde oulubro de 1827, e
em face do qup dispe a lei provincial n. 219 de
16 de agosto de 1848, somente em relscao aos
limites da capellii filial do Lorto.
Dito ao promotor publico do Recife. Com a
copia junta da informaco ministrada pelo cun-
selheiro presidente da rlaco, em 4 do crrente,
e nula a que esle se refere, respondo ao seu of-
ficio de 25 do mez passado. relativo no processo
-do criminoso Joaquim Jos de Sant'Annn.
Dito ao curador do africanos livres.Respon-
do ao seu officio do 1" deste mez dizendo-lhe
tjue deve Vmc. requerer a emancipar do afri-
cano livre, Amonio, como a clausula de-residir
elle, e lomar occui.nrao nest cidade, como em
caso idntico ful determinado pelo governo im-
perial por aviso de 12 de Janeiro deste auno,
que roncedeu igual .beneficio a africana Espe-
rance.
dendo ao que requereu Luiz Ignacio de Oliveii
Jar.iim, professor publico de insirucco prirtaria dis"'
da Villa de Flores, e a informagu ministrada rada-
pelo director geral da instruccao publica, ouvido
o conselho director, resolve, la conformida.i.. da
1. parte do art. 28 da lei provincial n. 369 de
14 de naio de 1855, conceder-lhe agratificacao
correspondente a 5.a parle dos vencimenlos, que
Ihe compelen), nos termos do art. 26 da mencio-
nada lei,visto ler-se destinguido no exercicio por
mais de 15 annos. Communicou-se ao direc-
tor geral da inlruccao publica.
Dita.O presidente da provincia, tendo era
visla o que requereo Frederico Carneiro Leo,
amanuense da mesa do consulado, o hem assim
as inTormacdes das reparticoes competenles, re-
solve conceder-lhe 3 mezes de licenca com ven-
cimenlos, na forma da lei, para tratar*de sua sau-
do, fra desta capital.
Dita. 0 presidente da provincia, tendo era
vista o que requereo Alexandre Americo de Cal-
das Brando, 1. exrripturario da thesonrvia
provincial, e bem assim a nformacao do respec-
tivo inspector datada de 25 de a'goslo ullimo,
sob n. 4')7, resolve conceder-lhe 2 mezes de
licenca com vndenlos,na forma da lei, para tra-
tar de sua saude.
Dita.O presidente da provincia, tendo era
vista a proposta do director gtrsl de instrueco
publica resolve nomear ao professor jubilado
Victoriano Jos da Assumpco para reger interi-
namente a cadeira de primiras letras do colle-
gio dos Orphos, durante o impedimento do res-
pectivo professor.
Dita.O presidente da provincia altendendo
ao que requereu Francisco Bringuer Cezar de
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio : quartas ao meio da..
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a um
hnM da tarde.
requer.memo de Jo Thomaz de Uanluar.a, meira parle, pon ,., de novo eiu d.scussao o pro-
'enenle de cavallaria, as ioformajoes relativas jecto n. 123 de 1858.
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S.Eufemia v. m.; S. Arisleu b. m.
4 Torga. S. Rosa de Y'ilerbo v. f. S. Rosalina.
5 Quarta. S. Antonino m.; S. Bcrlino ab.
6 Quinta. S. Libara i v. m. ; S. Prezideu m.
7 Sexta. S. Joao m. ; S. Regina v. m
8 Sabbado. cj|a Nalividade de Nossa Senhora.
9 Domingo. O Santissimo Nome de Maria.
sua prelencao A quem fez a requisico.
Mais dous offioios do me3mo ministerio, re-
metiendo informacoes acerca do requerimento do
Augusto Pereira Ramalho, a-lferes reformado e
sub-director da colonia militar de Santa Leopol-
dina, e sobro o do Francisco Antonio de Carva-
Iho, capito do3 balalho de infantaria__A quem
fez a requisic/io.
Sao approvados : um parecer da commissao de
polica resolvondo que seja chamado a preen-
cher a vaga que existe de official da secretaria da
cmara o Dr. Jos Custodio Uunii Brrelo ; da
do penses e ordenados, mandando ouvir o go-
verno sobre os requerimentos do official pape-
lista, escripturarius e do praticanle da adminis-
traco doscorreios na provincia de Minas (ieraes ;
da de constituido c poderes, approvando a in-
dicaco do Sr. Tobas Leite, lembrando que,
achando-se ausente o Sr. Dr. Carro, depuiado
pelo Io districto eleitoral da provincia de S. Pau-
lo, seja chamado a lomar assenlo o respectivo
supplente, o Sr. Dr. Rodrigo Augusto da Silva.
0 Sr. Viriato, enxergando variis inconve-
niencias no projecto era discussao, faz largas con-
sideraces sobre o seu real valor, que para S.
Exc consiste, sobretodo dos 15 contos o tanto,
importancia do favor quo so concede. Conclue
mandando mesa o seguinlo requerimento, que
apoiado, entra em discussao :
Requeroraos que o projecto em discussao v
commissao de constituirn e poderes para que
esta examine se a sua materia, depois de rejei-
tada pela cmara, pode ser novamente submet-
tda considerado do corpo legislativo.
Paco da cmara, 3 de agosto de 1860.
Viriato.Saraiva. Sampaio Vianna. Henri-
ques.
Indo-se proceder votacao do requerimento,
verifica-se nao haver casa, e encerra-se a dis-
cussao.
A ordem do da pira a sesso do 4 a se-
guinte :
Segunda discussao do orcamento na parte re-
lativa receita e disposicoes geraes ; e, se
ni
enezes, professor publico de insirueco prima-
da povoacode Nazareth do Cabo.'e a infor-
aco do director geral da insirueco publica,
resolve, de conformidade rom o disposto na 2
parte do art. 28 da lei n. 369 de 14 de maio de
185o conceder-lhe agralificago corresponden- ,ua ,.lllrio
le a 4.a parle do respectivo ordenado, a qual Ihe
abonada nos termos da lei provincial n.
JrZ-,l lieClS ***"* v0 a in>Pri- houv" lemP". "^ de requerimentos e'da-
ir para entrar na ordem dos traba.hos. j materias j designadas, precedendo, entretanto, a
430 de 13 de junho de 1857.
EXPEDIENTE DO SECRETAIUO.
Officio ao direelor geral da insirueco publi-
ca.S. Exc. o Sr. presidente da provincia, man-
da devolver a V. S as provas escripias dos 5
-dadaos, que no dia 29 de agosto ultimo se su-
jeilarara ao exam
para o magisterio primario, ficando assim salis-
fa a su-i requisico cuntida naquelle officio.
Dito ao cajito do portoS. Exc, o Sr. pre-
sidente da provincia, flcando inteirado de quan
V..S. Ihe communica em officio de 3
----_.,.-, Hw ., ,Jru w UB ju5iu uiiimo se su- "' rauagua soore a : v o
eitaram ao exame de vericacao decapacdade, substituioo da pena de multa quando por suas Suinlo
-ara o magisterio primario, ficando assim sals- circ.imstanrias o mt.,.^ -, .... '.!v"_
to
DESPACHOS DO DIA 5DE SETEMBRO.
Requerimentos.
l"503T=Scl.arc AuiUAtn Flisin do pr I prjec, ae ,0'* aulorsan1o o go- da facilidad,
nieca ^esmp'urtWa alfede-a ifass 7"' r8a."9ar "" larifa esPecial <>ireilos | relies Alves
Fonceca 2. escriplurario da alfandega l'asse-
so portarla concedendo a licenc.a pedida.
1,504.Bacharel Antonio d'A'ssumpco Cabral
Sr. direilor geral da inst'riico publica.
1.505.Bacharel Francisco Goncalves da Ro-
cha, juiz de direilo da comarca de Tacaran!.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
1.506.Dativo Francisco Pedroso, alferes da
guania_nacional l'asse-se a apostilla.
1,507.Francisco d'Assis Monteiro. 1. sargen-
to do 4.a balalho do artilharia.Requcira pelos
cauaes competentes.
1.508. Francisco Beringuer Cesar de Menezes,
professor publico da povoaeo de Nasareih do
Cabo.Passe-se portara na forma requerida.
1.509.Joao de Sjueira Carapello lenle re-
formado do exercito.Passc-se nao bavendo iu-
conveiiienie.
1.510 Joaquim Jos Lopes da Cunha.Em
vista .la informaco, no tem lugar.
1.511 Joo Francisco do Reg Maia.Infor-
n e o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1,512.Luiz Ignacio d'Oliveira Jardim, pro-
fessor publico da .villa do Flores. Pssse-se por-
tara na forma requerida.
1,513.Luita Hara do Espirito Santo.Ofilho
da supplicante podo provar isenQo legal quo
por ventura liver dentro dos prazos do regula-
memo de 1." de maiu Ja 1855, anda tendo as-
sentado praca.
1,514Luiz Teixeira de Mello.Eslo dadas
as providencias para que p processo do suppli-
cante lenha o preciso andamento.
1,515Manoel Francisco do Souza, ez-cabo
de esquidra do exercito A' thesouraria de fa-
zenda para atiender ao supplicante como or de
lei e convir
1 516 Monoel Simos Ferreira Braga.De-
clare o supplicanle a quanlidade de rnadeiras,
que p-elende tirar.
1,517.Marcelino S. Vasconcellos Leilo de
Albuquerque.Informe o Sr. regeJor do svm-
1I3SO
1,518.Malhias d'Albuquerque Mello Junior,
tebellio do termo da Escada.
1,519.Marlimano Jos Ribeiro Pessoa j se
expedio ordem a thesouraria de fazenda para ef-
fecluar o pagamento nquerido.
C0MMA\D0 DAS ARMAS.
Quartel do comniando das armas
em Pernambuco, na ciilade do
Recife, 6 de seterabro de iHtO.
ORDEM DO DIA ti. 12.
O coronel commandanle das armas, em nome
de S. Exc. o Sr presidente da provincia, cuiu-ila
sos Srs. officiaes do exercito comparecerem no
palacio da presidencia as cinco horas da tarde do
dia 7 do crreme, onr.iversario da independencia
do irrperio, afim de assislirem ao cortejo que a
essa hora se tem de fazer a effigio de S M o Im-
perador.
Assignado Jos Antonio da Fonceca Galvao.
Conforme.entonto "/ieas Gustavo Galvao,
alferes ajudante de ordens interino do corarnando.
INTERIOR.
"* "w" k"""uo a eieu;ao a que se prc
I orlara. O presidente da provincia, alten- cedra para eleltorea na cidade da Parnahyba, 1
ndo ao aue reauereu i.uu i n i n ....... '
districto eleitoral di provincia do Piauhy Inlei-
Oulro do ministerio da guerra, enviando com o
Um parecer da commissao de penses e orde-
nados, autorisando o governo a conceder ao pa-
rodio collado Pedro Pieranloni dous annos de lt-
cenca com os seus vencimenlos, alim de tratar de
votaco do requerimento cuja discussao ficou en-
cerrada.
Levanta-se a sesso.
anno da faeuldad* jurdica de S. Paulo.A' com-
missa de instruego publica.
Urna representado do Banco da Rahia pedindo
a revogacao do decreto n. 2490 de 30 de setem-
bro do anno passado.A' commissao de fazenda.
Duas redaeces apptovando o projecto que dis-
pensa ao capito F. do Reg Barros Falco a res-
tiluicao da quanlia de 1:777. c a que concede a
Jos da Silva Guiinares. guirda nacional na pro-
vincia do Goyaz, a penso annual de 200.
ORDEM DO DIA.
Prime i raparle.
Enlram em discussao as emendas do senado
proposicao da cmara dos deputados. mandando
adnntiir matricula e exame do 1 anno da fa-
Culdade de S. Paulo ao esludante Eduardo Mei-
relles Alves Moreira.
Approvadas, vio commissao de redaeco.
Segue-se a discussao das emendas n. 114 do
senado, lombem a proposico da cmara dos de-
putados, resolvondo que o Banco do Brasil, suas
caixas filiaes e os bancos de circulac/io, autori-
sados pelo poder execulivo, sejam obrigados a
realizar suas notas era inoeda melallica, a
lade do portador
ENCARREGADOS DA SDBSCRIPCAO NO SL.
Alagoas, o Sr. Ca u di no Falco Dias; Babia
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o S.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.nasua livraria praca da Independencia ns
vergonhoso nega-la, porque isso importa confis-
sao de ignorincia ou inaptido mental, ento ad-
millem-a in abstracto, mas negam-a em todas
asconsequencias que se podeyn tirar, negam-a
em lodos os usos-que dola se podera fazer ; o
principio ento existe, mas sem que se possa fa-
zer delle a menor applicaco. (Apoiados.)
Por este modo pde-se duvidarde ludo quanto
ha ; per esle modo nao haver principio algum
de sciencia fixo o definilivamento estabelecido ;
e se alguem tivesse a coragem para dizer que a
geometra erra, veramos lodosos dias pr-se em
duvida as leis inflexixcis da mechanica. (Apoia-
dos). l
O Sr. Saraiva :Se a questo est discutida
por que nao se vola ?
O Sr. Gomes de Souza :Nao se vota porque
a maiona nao quer ainda pedir o encerramenio,
bem que ella esleja convencida que nada mais
de nove se possa dizer sobre a materia.
0 Sr Dantas: Se ninguem aecusa para que
defeza ? '
0 Sr. Gomes de Souza :Prolongamos a dis-
von- cussao por contemplado para com a opposicao.
O Sr. F. Octaviano :Nao a queremos, agra-
0 Sr. Uarlinho Campos, tomando a palavra I d-*",.J'" f"'1'""
comeca perguntando ao%r. presidente se ad": O sr rom^T'^u
cussao versa sobre o espirilo das emendas em ge-1 diz a'^M ,.-. T ho1rado membro
ral, ou se especialmente sobre sen ari. Io 1-K [ q,,C ":, 1,orem Jtscussao. entretanto.
O Sr. Presidente responde affirmativanenle' ^?, U,Ve?seJ-llPnhu,na- '''1V8m de criticara
emqu,nto primeira parte da perg ma do fiS pela ^""V desdenhosa com que a
dor. accresceniando.-enlretanto, que cmara i -PP"S'Ca" u"'2. que ol,a ,ra,a ,udo' Um~
e n ; .o...~ ~ a:. .1-1 ra- bem nao comprehendo, permitla-me o nobre de-
Outro da de insirueco publica, mandando ad-
mittir matricula e ao acto das materias do 1"
anno da faculdade jurdica de S. Paulo a Jos dos
Santos Pacheco Lima.
(Jotro di de justica civil, julgando digno de
adopcao o projecto do Sr. Paranagu sobre a
SESSO EM 4 DE AGOSTO DE 1850.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havcndo numero legal de Srs depulados, bre-
se sesso.
Lida approvada a acta da antecedente.
O Sr. Primeiro Secretario di conta do se-
rcumstancias o multado nao a poder pagar.
Lido, apoiado e posto em discussao oseguin-
te requerimento do Sr. Martinho Campos:
Requeiro que se poca ao Sr. ministro da fa-
companhia da estrada do ferro de D. Pedro II.
Poslo a votos, foi approvado.
Vai a imprimir para entrar na ordem dos tra-
bdlhos um parecer da commissao de orcamento,
.___.-, i-----"i -....." ouuiinir a u.uncu a e acto a !
=r.t.ZZT. J* -S-r:.'-; "-* i- a. n eI'.I
EXPEDIENTE:
Um officio do ministerio do imperio enviando
a copia dos actos da assmbla legislativa da
provincia de Matto-Grosso, promulgados na ses-
so do anno passado.-A' commissao de assem-
blas provinciaes.
Outro do secretarlo do senado, remoliendo as
emendas alli approvadas proposico da cmara
dos Srs. deputados. autorisando o governo a
mandar admitlir matrcula e acto do 1 anno
Me i-
--------_r^--------w%, >"sinra icii
oe importacao, consumo e transito, destinada as sao
alfanJegas de S. Pedro do Rio Grande doSul.
ORDEM DO DIA.
Entrando em 3a discussao o projecto n. 73 do
llmeidTSpe?xoUPd0eS,de 'TS ^ GarCa Je i e ceos actos d,
^^^X*"^**^**^]"^'***** fi""'J". PWOl. adiado
reda c^o ^ """"""O *" ^* "e "** P-'-ra o Sr. Salles.
c u^r. uarlinho Campos aprovcilnriJo a occa-
seme!STTJ r*V"**** 1^*" ""-'-a maioria. ocepa a
col t\lTr-UT": PTaDenledai,rbUna Pan J"S,Car Um -querimen.o'que
- Carca de Almeida. Assis pre.enie submei.er considerado da cmara,
Moreira.Dispensando-se a impres-
vo as emendas quanto antes entrar na
ordem dos Irabalhos.
Lido um requerimento do Sr. Silva de Miran-
da, pedindo polo ministerio da justica esclareci-
damente sobre cerlos fados dados 'na provincia
e nao a si. assisle o direito do decidir era cacos
semelhar.tes. E para isso fra minler que algum
dos Srs. deputados o requeresse antes de encela-
da a discussao : disiose conclue que nao se pode
discutir seno o arl. 1.
O Sr Martinho Campos, nao prelendendo dis-
cutir as emendas do projecto de roforma banca-
ria, declara que cora oseu voto nao se registra-
ra de certo esse cdigo do commercio que se ima-
gina, e contra o qual S Exc. se manifesta fran-
camente. Nao tendo de votar para regislra-lo
lambem nao insiste em disculi-lo : Icvanta-sc
portanto, para protestar contra elle.
Neste pomo o orador demora-se em fazer si-
guanas consideraces, admirando-se que em 1854
o Sr. Angelo Monis da Silva Ferraz, que S. Exc.
suppoe ser o actual Sr. presidente do consellio,
revelassc ideas to opposlas s que hojo adopta
sobre a maieria em discussao.
O orador l alguns trechos de um discurso do
br. rerraz (presidenlo doconselho) pronunciado
"aquella poca, na carrara dos Srs. depulados
Cnnmeniarido alguns fados relativos ques-
lao, o orador accrescenla que em 1851 era una
poca em que nao existan) os bancos profanos.
Admira como se encarava ento direilo de emis-
sao, e lamenta o modo por que actualmente
exerodo.
O orador ainda urna vez declara que nao se
propoe a discutir a materia que oceupa a alten-
cao da casa ; quer apenas jusiificar-se e aos seus
amigos qoe. como elle, votara contra o projecto
do Sr. presidente do conselho. ministro da fa-
zenda actual, pela mesnia razo que volrocon-
tra o projecto do anno passado apresentado pelo
Sr. Torres-Horoem, ex-minislro da fazenda.
Vota ainda contra as emendas, por se querer
....;.w.yi. i cmara, como a um projecio seu
emendas que nbrangem objectos inleiramenle f-
ra d sua proposico. Negando, como o deca-
: o seu voiu ao projecto, protesta contra o di-
Alhayde.
Passando-sc a 2 parle da ordem do dia, con-
tina a 2a discussao do orcamento da fazenda.
Oram os Srs. ministros da fazenda e Peixoto do
Azevedo.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada a
discussao c designa a ordem do dia.
Levanla-sea sesso.
SESSO EM 3 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados, a-
bre-se a sesso.
Lida a acta da antecedente, aprovada.:
0 Sr. Io Secretario d conta do seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio, enviando
a copia da informaco que dera o direelor da
apezar de-j nao haver sabbados,des le que a
suaabsorvicoaprouve maiona.
S. Exc. faz algumas consideracoes sobre este
ponto, cestende-se mais largamente na aprecia-
co dos fados sobro osquaes versa o seu reque-
limenlo.
RequerS. Exc. que pelo ministerio di juslica
sejam dadas varias informacoes acerca do ba-
charel Francisco Marques dos Santos, juiz mu-
nicipal do Paraly.
1. Ha quanto lempo se acha elle fra do
exercicio do seu cargo;
2." Qual o lempo de licenoa que obteve com
o respectivo ordenado ; desde quando comecou
a gozar dessa licenca, e quando terminar ella ;
reiln nftternii .in t,.i/n j -" u. iro ua lazenda, a honrada opposicao.
EZE&JU&JUSr P'ira Cm S *!L! -ossaargumentaco. deixaUo
membros da sociedade brasileira.
Depois da ligeiros considerages, o orador con-
clue nolando o valor dos imposlos que se levan-
ta m e d.is reformas ern vesperas de eleices.
O Sr. Gomes de Souza.Apezar de que a op-
posicao, Sr. presidente, diga lodos os das Desla
casa, e a imprensa repita por lodos os modos pos-
siveis, que nao ha em nossas cambras liberdade
de discussao, e que a maioria, por lodos os meios
ao seu alcance, procura sufTocar a voz da mino-
ra, pondo senipre embaracos ao lvre exercicio
da palavra, entretanto ce'rto para os que eslo
ueste recinto, ou sabem do que nelle se passa, c
querem fallar com lliane/a e sinceridad?, que' a
discussao vai cnlre nos al prolixidado a mais
fastidiosa.
0 Sr. Uarlinho Campos :Apoiado: como em
cerlos casos...
putado que Ih'o diga, romo possa haver sinceri-
dadena sua asserqo, quando todos os di-->s e a
proposito de ludo cada um dos nobres depulados
da opposicao teem constantemente chamado a
terreno a questo bancaria.
O Sr. F. Octaviano -.Mas ento nao haveria
encerramento por parte da maiona. Nos desis-
timos de fallar ; V. Ex. quem quer entreter a
discussao.
O Sr. Marlxnho Campos :Somos presos por
ter cao, somos presos por nao ter cao,
(Ha alguns apartes.)
O Sr. Gomes de Souza : Eu reconheco a diffi-
culdade que ha em discutir-se urna materia so-
bre que j se tem dito lauto ; porm..
(Ha alguns apartes da minoria.)
Um Sr. Ueputado :A opposicao nao quer dis-
cussao.
O Sr. Gomes de Souza :O projecto que so
acha agora em discussao pode ser dividido em
duas parles dlslinctas ; urna relativa a conversi-
bihdade em ouro e .Iteraco do meio circulante,
outra relativa a organisac'o de sociedades ano-
nymas, caixas econmicas, monte de soccorro,
convenio de arcoesgaranudas da estrada de fer-
ro em apolices da divida publica, etc. etc. So-
bre a primeira parte a discussao me parece to-
talmente superflua, porque o projecto actual, no
meu entender, em nada difiere da do anno passa-
do, e se algoma differenca mesmo ha em tornar
mais completas e mais ellcazes algumas das dis-
posicoes do projecto de 1?59.
Como ser porm possivel, pergunt3r-se-ha,
que urna questo que ainda nao ha lguns me-
zes dividi a cmara lo profundamente em dous
parndos extremos seja hoje recebida com lana
calma c que lodos sobro ella eslejam de occor-
Quando nos o anno passado, Sr. presidente,
defendismos a reforma bancaria do Si. ex-minis-
tro da fazenda, a honrada opposicao. sem atten-
mesmo de
menIo^Jatdosasdeu,S-PaUlOS,br0 T'"' c^- e qual o servico publico em que o goVeV
raen o EE" \mpn*W "Cdem. .'- "" o era oceupado nesta corle
minio oe ordenados.A quem fez a requisico.
RIO DE .IWF.IHO
ASSMBLA GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS* DEPUTADOS.
SESSO EM 2 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do seguale :
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio, enviando
as informacoes que Ihe foram requisitadas sobre
o requerimento do capilo Manoel da Costa e
Souza.A quem fez a requisico.
Outro do mesmo ministerio, remetiendo o au-
tographo das resoluces da assmbla legislativa
da provincia do Rio de Janeiro. A commissao
do assemblas provinciaes.
Outro do mesmo ministerio, communicando ...--...... Hua..,..Ci
achar-se o governo sciente que pela cmara dos sao seguiute do orcamento na parte relativa
deputados fra approvada a eleico a que se pro- receita e disposicoes geraes.
Consoltada a casa, approvado o requerimento.
O Sr. Presidente declara que, esgoiado o tra-
balho designado para a segunda parle da ordem
do dia, antes de dar a hora, vai se lomar pri-
Dousofficios do secretario do senado, partici-
pando que aquella cmara, adoptando-as, vai
mandar Macelo imperial diversas resoluces,
que aulorisam o governo a mandar admiilir va-
rios cstudanles matrcula e exame do Ia anno
das faculdades jurdicas do Recife e de S. Paulo,
e de medicina desla corte.Inteirada.
Outro do mesmo, communicando quo alli cons-
tara pelo ministerio do imperio ter S. M. o Im-
perador saccionado a resoluco que autorisu o
o governo a mandar passar carta do naturahsa-
o a Amonio Vieira Maciel e oulros eslrangei-
ros.Inteirada.
Um reqnerimento da mesa da irmandanle de
Nossa Senhora do Desterro da capella da Praia
do Pedra, pedindo o Terreno de marinha que Ihe
tica prximo, afira de edificar-se urna outra
capellinha com cemiterio.A' commissao de fa-
zenda.
Em seguida lido e approvado um projecto
assignado pelos Srs. Candido Mendes do Almei-
da e Joo Paulo de Miranda, autorisando a ad-
raisso matricula e acto do diflerenles annos
das faculdades jurdicas e medicas do imperio a
diversos estudanles, previamente approvados ern
seus preparatorios.
ORDEM DO DIA.
Entra em Ia discussao o projeclo n. 123 de
1858 autorisando o governo a mandar pagar a
Manoel Jos Teixeira Barbosa a quanlia do ris
I50:732j>150, importancia da scnlenc,a que obteve
contra a fazenda publica.
Depois do orar o Sr. Sampaio Vianna, tica a
discussao adiada pela hora.
Passando-se a segunda parte da ordem do dia
continua a segunda discussao do orgaraento da
fazenda.
Falla o Sr. Virialo.
O Sr. Tobas Leite, obtendo a palavra (pela
ordem), propoe o encerramento. que approva-
do, bem como o projecto, cora as emendas da
commissao.
L Sr. Teixeira Junior requer que de preferen-
cia a outra qualquer materia, se trate na ses-
O Sr. Gomes de Souza :Apello para a ques-
to de fado. Todos os meus collegas sabem
.. que quando se principia a discutir qualquer ma-
Se actualmente est na corle por ordern do ,er'a "0^ e importante a avidez com que todos
ministerio da juslica, em que lei se funda seme- corrern inleresse que lodos lomara em ouvir
2r2 7 r rum -i *-possa i ^^s^^rafn n^
e do exercicio do seu discursos de cada lado, quando j lorna-se ira-
possivel dizercousa alguma mais nova, nao ha-
vendo nada mais que prenda a allengo, o rerin-
4. So depois de linda a licenca que obteve
com ordenado conlinuar-se-ha no thesouro o
seu pigamenlo em visla de portara ou requi-
sico do ministerio da justica, enviando-se a esta
cmara a copia do aviso ou ordem que haja para
semelhante pagamento.
Apoiado, poslo em discussao o requerimen-
to, (cando, porem, encerrada em cousequencia
de pedir a palavra o Sr. ministro da juslica.
O Sr. S Benevides, juslificando-o com um
discurso, manda rae*a o seguinle requeri-
mento;
Requeiro que pelo ministerio da juslica se
informe se j est prvida de juiz de direito a
comarca de Malta Grande.
Apoiado, entra logo em discussao; pedindo,
porm, a palavra o Sr. Baplisla Monteiro, fica
adiado.
ORDEM DO DIA.
Entra em 2a discussao o ornamento na parle
rclaliva receita o disposicoes geraes.
O Sr. Franco de Almeida oceupa a tribuna al
s 3 >i horas da larde.
Dada a hora, o Sr presidente declara adiada a
discussao, e designa para ordem do dia de se-
gunda-feira o seguinle :
Primeira liarte.
Discussao das emendas n. 114 do senado
proposico desla cmara; das ementas da mes-
mo cmara mandando admitlir matricula o ao
arlo do Io anno da faculdade de S. Paulo a Edu-
ardo Meirelles Alves Moreira. e das materias de-
signadas no dia 3, precedendo a votaco do re-
querimento de adiaraento do projeclo n. 123 de
1858.
Segunda parte ( de I 1/2 horas em diante}
Uoiilinuaco da 2 discussao do orcamento na
parle relativa receita e disposicoes geraes.
Levanlou-se a sesso.
SESSO EM 6 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados.
abre-se a sesso.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. Io secretario d ronl* do seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario do senado, communi-
cando que por aviso do ministerio da marinha
perador houve por bem sanrcionar a resoluto
que mandn reintegrar na praca de aspiranies i
guarda-marinha a diversos estudanles___Intei-
rada.
Um requerimento de Venancio de Oliveira Ay-
res, pedindo admisso matricula do primeiro
to principia a esvnsiar-se, e se a cantara nao fi.-a
de todo deserta, nicamente por coniemphco
para rom o orador que est fallando.
O Sr F. Octaviano :Apoiado,
0 Sr, Gomes de Souza :Apoiado, porque es-
se o facto ; mas, nao apoiado no sentido em
que o nobre depuiado deu o seu. A maioria de-
seja tanto a discussao como a minora ; a prin-
cipio provoca-a e toma parle activa nella ; mas
ha um ponto alrn do qual ella Ihe parece des-
necessaria, prolixa, esse a maioria permiite que
ella ainda v alm nicamente por altenco
para com a minoria ; mas seria demasiado i'm-
por-lhe ainda o sacrificio de ouvir repetir eter-
namente aquillo mesmo que j foi dilo pela mi-
lessima vez:
O Sr. F. Octaviano :Apoiado.
O Sr. Gomes de Souza :Quando, Sr. presi-
dente, por desgraca dous exercitos contendores
se acham em presenta um do ouiro, prestes a
decidir pela torca physica qnesles de direilo, ha
um momento de pausa em que elles enviara ple-
nipotenciarios para ver se ainda possivel che-
garcm a um accordo. sera efluso ederramamen-
lo desangue. Quando, porm, depois de alguma
discussao cada um dos lados contendores se re-
duz nicamente a dizereste o meu argumen-
to, e o outroe esle o mene isto indefini-
damente, sem que a dscuso leve cada um dos
lados a mudar de um s ponto as suas proprias
conviccoes, rompem-se as conferencias porque
ellas sao imitis, o ento faz-se o fugo. Do mes-
mo modo nos corpos deliberativos ha um ponto
alem do qual a discuaso lorna-se intil porque
ella nao traz novns esclarecimenios questo,
nem alleraco alguma as coovieces daquelles
que se acham profundamente convencidos ; nao
resta emo mais nada do que fazer fogo, o logo
nos corpos votaco numrica. (Apoiados).
Eu confesso, Sr. presidente, que quasi com
ser.timerito de tedio que me levanto para fallar
em urna materia que j lem sido lo immeusa-
mente discutida, e que, bem ou mal. arha-se ho-
je vencida na opimo publica. Hojo nao ha nin-
guem mais que divirja sobre as ideas capitaes do
projecto que est era discussao (apciados) ; todos
concordara na necessidade indeclinavel do resta-
belecimenio de pagamento em ouro (apoiados) ;
apenas urna ou outra voz, frara e desu.aiada, se
faz ainda ouvir dizendo, com convieco ja tal vez
abalada, que o principio muito bom em sua es-
sencia, mas qne nao pode ter applicaco nen-
homa.
O Sr. Baro de Man : Discorda-se nos
meios.
O Sr. Gomes de Souza :Sr. presidente, a his-
toria velha ; sempre que se apresen!* qualquer
coouh que por aviso oo ministerio da marinha lona e venia ; sempre que se aprsenla qualquer
constara aquella cmara que Sua Magesladeo Im- idea nova, ter-se-ha logo assallada de lodos os
perador houvp por bem sanrcinnar a resnlurn lados e Dor todos os modos nossiveis : rada oual
lados e por todos os modos possiveis ; cada qual
fszendo ver que ella absurda, paradoxal, insus-
lentavel. Quando porm depois de milita guer-
ra e guerra desabrida, o bom seuso geral do ge-
nero humano, assentando-a em bases irrefraga-
veis, f-la definitivamente iriuraphar, e lorna-se
partea questo econmica, que devera servir de
base e poni de partida toda discussao. lanca-
va-se na dos direitos adquiridos, e tirando illa-
ces, que somente exisliam na sua imaginncao,
descrevia a chusma dos males amonloados sobre
o fulura do paiz e a serie de calamidades porque
mf.illivelmenle elle ira passar.
Ern vo. Sr. presidente, nos prolestavnmos, di-
zendo que taes illaces nao se encerravam nos
nossos principios, que lodo o effeito da medida
se redozia a levar os bancos conlracco parcial
de seus bilhetes.e que em vrtude dessa conira-
o o cambio se elevara ao par, o ouro entrara
espontneamente e a conversibilidado se faria
ento sem sacrificio algum. (Apoiados.) Eu mes-
mo nesse ponto, como ern todos osoulros, orgo
e interprete das opiuibes ds maioria, rhguci
mesmo a marcar, cora raciocinios severos e pre-
cisos, o quantum dessa conir tco era snficienle,
e a cmara se recordar que apenas 10 % do meio
total circuanle foi reputado o mximum. A op-
posicao porm vii nessa medida a quebra infalli-
vel dos bancos e a ruina dd nosso sistema mone-
tario.
Foi nessas circunstancias que a emenda apre-
sentada pela commissao de fazenda do senadj
veio aduiiravelmenie resolver todas as dif.-iilda-
des e conciliar todo o mundo. Com efieiio. se do
um lado, obrigando os bancos a retirar gradual-
mente da circulac.) tantos por cenlo de suas
respectivas emissoes einquanto elles nao pode-
re m realisar o pagamento de suas notas em ou-
ro, ella vem plena o romp, lamente salisfazer
todas as nossas exigencias do anno passado, pois
nossa conviccao que ella liar a conversibilida-
do em um periodo ainda mais curio que tres au-
no; de outro lado marrando de urna maneira
mullo explicita lodo o sacrificio que os bancos
lem de fazer, sem nada deixar imaginncao,
ella satisfaz os opposilores do projeclo primitivo,
que nao vm mais na medida a obrigaco im-
posta aquellos estabelerimenlos de ir comprar
ouro a 27 para d-lo a 25, e consequenlcnienie a
ruina completa delles.
_ Por esle modo, Sr. presidente, todos se acha-
rad de accordo, cada qual julgando-se coherente
com suas opinioes do anno passado. Nos pensa-
a mos nao lerrno-nos afaslado um s ponto da-
quillo que queramos ; a opposicao de ento pen-
sa da mesnia maneira. Houve pois, e ainda ha,
erro de enirndimento de um lado ou de nutro ;
mas pouro importa averiguar onde elle existo
desde o momento em que lodos eslo de accordo
em dolar o paiz com urna lei altan enle reclama-
da pelas necessidades publicas.
Para nao alongar a discussao deixarei de fazer
sobresahir a ulilidadn e importancia de algumas
emenuM e addiivos feitas pelo Sr presidente do
conselho ao projecto de reforma bancaria, como
sejam os que sao relativos s fallencias, que en-
cerrara legislacao. mmto mais completa do que a
do anno passadn^assim romo aquelle que obri-
ga os bancos a trocaren) s> manalmenle suas li-
las, pagnndo-se o sabio em puro. A cantara j
sabe a minha opinio esse respeilo e as inmen-
sas vanlagens que d*ahi resultan), a proposito da
questo que emprehendi, examinando o mecanis-
mo interno dos bancos da Escssia. E'-uie po-
rm indispensavel fazer algumas refiexes a res-
peilo do paragrapho que nao pormilln aos ban-
cos conservar para fundo disponivel olas dn go-
verno de I, 2j>, e 5, o que autorisa o mesmo
governo a desmonetizaras moedas de ouro desse
ultimo valor.
A cmara se records das emendas aprsentelas
o anno passado pelo nobre depulado pela Rahta,
o Sr. coriselheiro Sampaio Vianna, qun tinham
por fim fazer com que todas as transa, coes infe-
riores a 2113 fossem nicamente faltas em mneda.
melallica. Eu me oppuz a ellas, fazendo ver que-
admiraveis para reehacar da rirrulaco o exemoa.
de olas superabundante, ellas conduziriam in-
allivelmeme ou retirada fincada de todo pa-
pel do governo, ou obiiga^o prompta o q;u,asi
immediata da conversan em ouro, o cousequen-
temente deveriam ser lejeitadas, como demasia-
damente severas em urna poca era que j lauto
rlamava contra o piojecto primitivo, alem Oo
qual ellas ara muito
O paragrapho do projecto deste anno a qu
retiro, faz em parte lemhiar essas emen.l
anuo passado; ha, purrn, enlro urna oousa e ou
o
a uu-a*
"rTT-
"T^"
lacr
T-----r"


L

MARIO DE PKflKAMBUCfr. SEXTA FE1RA DE SETEMBRO DE 1860.

tra profunda dilferenga. 1)8 bancos, nao poden jo
conservar como parto dos sous fundos riisroni-
weit olas do governo inferiores a S, o inclusivo
estas, vendo restricta a somma total dos malc-
raos com que ellos al agora forreavam seus
fundos dispoLivcis, sao obrigados necessaria-
motile a restringir o circulo de suas ernisses,
pois nao 6 de modo alguna presumivel quo ellos
queiram se expr desde a tancar nacirculago
moeda mctallica que aera constanteniriite expor-
tada emquanto o cambio nao se -elevar ao par.
As iransaccoes, porm, inferiores o inclusive a
5$ conlinuaro a fazer-se no morcado com o papel
do governo desse valor. Nao ha, pois, seno se-
roelhanga apparente rntro as emendas do nobro
ci-inspcctor da alfandcga e as do digno presi-
dente do consclho ; o nos, que rejeilamos como
demasiada as primeiras, podemos se di escrpu-
los volar pelas outras.
A respeilo dosartigosaddilivos lei bancaria,
e que nao lera iiunu-diala connexao com ella,
islo os arligos relativos organisago das so-
ciedades anonymas. caixas econmicas, montes
de soccorros, etc., quo anda nao tinham sidosu-
jeitos consideraco da cmara, e sobre os quaes
cunsequenleinenie* poderia se estabelocer discus-
so, cu quasi nada posso dizrr. Incommodos
graves, sotrrmonics profundos de ura dos princi- :
pacs membros de minha familia, nao me lora :
perrailtido examinar seno de urna maneira por-
funcluria essas questes que pela primeira vez
sito Irazidas cmara dos Srs. doputados. E' tul-
Tez por essa razo que cu conservo alguns escr-
pulos a respeilo da ncccssidadc ou uliliJade do
urna ou outra dispusigo dosses arligos.
Nao que eu lenha desde ja uhjecgo fundada
contra elles; porm, Sr. presidente, a necessda-
de de lodos nao me parece demonstrada. Todo
artigo de lei, rindo era goral alterar algum di-
reito anteriormente eslabelerido, ou restringindo
o direito commum, universal, que perteuce so-
ciedade inleira, ou cerceando urna parte do que
fui dado a urna elasse especial de cdados ou ao
governo para utilidade de lodos, s alguma ne-
cessidade nova deve vir aulorisar a creago de
direito novo. Por isso tmido, Sr. presidente, to-
das as rezos que se trata de qualqucr altoracao da
legislago existente, cu tenlio sempre escrpulos
em dar-lhe plena adheso quando nao se me faz
ver de urna maneira imperiosa a necessidade dol-
a. Todava, cu ten no inlima conviccao de que o
nobre presidente do conselho cora "os talentos
elevados que lodos nos Ihe reconhecemos e a
vasta erudieco que possuo em todos-os ramos
das materias sociaes, dar-me-ha razes justifica-
tivas de suas medidas que mo faro volar sera
difliculdade a favor dolas.
Seja porm la como fr, eu sempre volarei a
favor dos addilivos, porque, em vitlodo do regi-
ment da casa, sondo us agora obrigados a ap- !
pruvarludo oo rojeilar ludo ( a nao quortrmos I
provocar a fusao das duas cmaras, o que traria
inimensas dolongas e poderia obstar a passagem
da lei osle armo) ; c sendo de outro lado a mate-
ria dos addilivos iucomparavelmcnle menos im-
portante que a do projecto bancario, nao con-
vm do modo algum que por causa dolas poftha-
rnos obstculos passagom de urna medida, cuja
demora, niesmo para aquellos que nao oslao
convencidos da ulilidade della, deve ser conside-
rada como prejudicial polo estado de suspemo
em que o paiz se devora anda conservar.
lia porm, Sr. presidente, entre esses addili-
vos un que poderia sublevar no meu espirito ob-
jeccoes mais serias, e fazer-me niesmo duvdar
da conveniencia de acoderar a votaco se elle
por ventura nao fosse facultativo. E'aqueileque
d aulorisacao ao governo para, servindo-se da
lei de 11 de se te rubro de 1816, poder retirar da
circulaco a somma de papel-moeda que houver
em excosso, afiru de dar ao moio circuanle o ca-
rcter do fixidez que eile deve sempre conser-
var.
Pie-se, verdade. dizer que a primeira parle
desse artigo acha-su limitada, senao destruida,
pelo seu segundo periodo, que diz sem prejui-
zo da lei de 1858; todavia cu confesso que le-
nho assim mesmo escrpulos em conceder, nao
ao governo actual, mas a qualquor governo, urna
aulorisacao que. se nao intil, pode vir a ser
prejudicial. A lei do 18-6 me parece m por tal
modo, que se cu nao concordasse com a opiniao
daquelles que a consideran revogada pela lei do
5 do julho de 1853, seria para desojar que o cor-
no legislativo a revogasse immedialameule. Essa
lei foi creada como medida transitoria, prepara-
toria creacao do banco do Brasil, para satisfa-
zer nicamente a una necessidade daquella po-
ca em que se tratara de beni averiguar o fado, o
em parle eslabelec-lo da igualdado entre 4$l'00
em papel o a oiuva de ouro de 22 quilates. Sua
necessidade de.-appareceu coma creacao do ba-
il. Jo Brasil c <]nc o puao uionelanu oidinui-
Uvamento marcado.
A aulorisacao porm de usar dessa lei nao sen-
do sonao facultada, ella nao ser anda un obs-
tculo para que eu procure ur eslorvos prorap-
ta passagem do pcoioelo bancario, especialmente
quando ionio com a illustraco do Sr. presiden-
te do consclho para nao fazer dola uso algum
contrario aos interesses do paiz Itesla-me s-
menle dizer quo nao pudendo eu prever ura s
caso em quo se possa fazer uso legitimo dessa
le. bem que vol agora a favor, reservo-me o
dirotlo para o fuluro de discutir llvreinenlc o uso
quo dola se possa vir a fazer.
Alm das razes que todos lm contra o resja-
belecimeoto da lei de 11 de Setembro de IS6,
ha urna quo aclua no meu espirito desde longo
lempo e pelo qual a existencia dessa le
loma anda mais anlipailrca. E' opiniao
mente parlilhada pelos horaens de estado
escriptores eminentes, que as differentes _
banoarias que se tem dalo ou se pdem dar nos
paizos em que ha papel moeda, esta urna das
causas principaes determinantes das mesmas cri-
ses.
Gonesso porm, sr. presidente, apezar de (an-
tis autoridades contra mira, que examinando
com o maior cuidado o quo enio se paisa, acho
total e completamente innocente o papel do go-
verno. com tanto que sua somma total, como se
adrante, estoja abaixo do mnimo de numerario
requisiiado para as transaegrs da praca. O ra-
ciocinio que liz o anno passado, fazen'do ver que
0 banco de Londres, tendo na circulaco 14 mi-
lhoes slerliuos, que de faeto nunca vio ao troco,
poe o syslcma monetario desse paiz exactamente
no caso daquelle que tivesse um banco funecio-
nando conjunctaraentc 14 milhes sterlinos de
olas do governo Ora, como o systema iugloz
considerado polas mesmas pessoas como esta-
vel. e debaixo desse ponto do vista ou tambem
creio que elle o segue-se que o systema, como
acontece comnosco, era que se adraille urna cer-
ta oorco de papel moda, ollerece igualmente
condices de garanta e seguranca, sera que haja
precisio de se fazer o sacrificio "de resgaiar esso
papel.
O que devo eu agora dizer contra a opiniao da-
quelles que, por dilfereulcs modos o raaneiras,
apresenlam a idea de um resgale prompto o r-
pido do papel lodo do governo, papel que impor-
tando em 40,000:000 (e,n numero redondo) nos
traria, fazendo-se um empreslmo de igual som-
ma, o encargo annual ao nosso orcamenlo de
4,000:000?, pois 10 0/0 pouco mais ou menos
a qunla dos juros que pagamos pelos nosssos ern-
preslimos feilos na praga de Londres. No meu
humilde entender mesmo oresgate lento c milito
mais ventajoso feito pelo banco do Brasil, quan-
do temos um dficit de 8.000:000*. que amcaca-
nos de ser permanente, c quando o Sr. presi-
dente do conselho julga necessario augmentar o
imposlo de importaeao, j l.io nimiamente ruino-
so, seria conveniente suspender, so isso fosse
possivel, por meios justos e legaes.
A discusso fica ailiada pela hora.
Passando-se a 2a parte, continua -a 2" discus-
so do orcamenlo, aparte relativa receita e
disposices geraes.
Orao os Srs. barao de Mau e Alcntara Ma-
chado.
A discusso fica adiada pela hora.
Sr. Presdele; d para a ordem do da a
mesma designada tanto para a Io como para a
segunda parte, accreseendo aquella a Ia discus-
so do projecto n. 113 desto" anno, aulorisando
o governo a conceder um anno de lieenca, com
ordenado, a Jos Mara C. de S e Benevides Io
ofliciil da secretaria da juslic,a.
Levantase a sessao.
se me
gcral-
e por
crises
SESSA EM 7 DE AGOSTO de 1860
Presidencia do Sr. conde de Baependy
Havendo numero legal de Srs. depulados bre-
se csessao.
I.ida acta da antecedente, approvada.
O Sr. Io Secretario d conta do seguinle.
EXPEDIENTE.
Um odicio do ministerio do imperio, remetien-
do uma representaco na qual os empregados da
admnistraeo dos correios da provincia do Malte-
Gro3so pedem augmento de ordenados.A' coro-
missao rsspecliva.
"m requerimenlo do sociedade Monte-Pio dos
'iiros da Bahia, pedindo isenco dos 8 /
as loteras que Ihe foram concedidas pela
LSODl
assembla legislativa daquella ptoviucia. A'
comraissao de fazenda
Outro das religiosas Ursulinas do Coraco de
Jess da Soledade, provincia da Bahia, pedindo
duas loteras ern seu beneficio.
Outro do provedor e mais mesarios da irman-
dade de Nossa Senhoru da Malro de Deus, de
Porto Alegre, pedindo exoneraco da divida a
que est sujeila para com a fazenda publica.A'
mesma.
ORDEN DO DA.
Primeira parte.
Entra era nica discusso, 6 requerimenlo do
Sr. F. Octoviano, o projeclo n. 113, aulorisan-
do o governo a conceder um anno de lieenca cora
ordenado a Jos Mara Correa de S Benevides,
Io oliicial da secretaria de.justica.
Approvado, vai commissao de redaccao.
Cootina a discusso das emendas do senado
ao projecto de reforma bancaria.
Ora o Sr. Benevides, depois do que o Sr.
Salles Torres Hornera, tomando a palavra, diz o
seguinle :
O Sr. Torres //"oinem :(Movimenlo de atten-
co. Profundo silencio.) Sr. presidente, a cmara
moslrou-se hontem to desejosa de encerrar a
presente discusso, que eu receiava abusar de
sua paciencia oceupaudo, mesmo por alguns mo-
raenlos, esta tribuna. Nao leria pedido a pala-
vra. se julgasse poder assislir em silencio vo-
taco de uma medida que oceupou largo espago
na vida curta do gabinete de que live a honra de
fazer parle. Para nao contrariar o desejo da c-
mara serci to breve quanto me for possivel.
Senhores, quando em 1857 principiavam a tor-
nar-so bem visiveis os primeiros symptoraas do
mal que hoje trala-se de remediar, na, os ho-
raens chamados da escola restrictiva, diziamos
nesta e na outra IribuDa o que falta ao paiz
para a salisfacao de suas grandes necessidade? in-
dustries o capital, e este nc pode ser substi-
tuido por meios arliliciaes. (Apoiados.) Ocre-
dito incontestavelmenle um motor poderoso da
industria ; mas preciso toina-lo pelo que ,
peloqnc vale, o nao esperar delle o impossivel,
se nao quizerdes sdffrer a mais amarga das de-
copcoes. A marcha do banco do Brasil tem j si-
do nimiamente accelerada : o uso immoderado
do crdito e da emisso ameaca-nos de uma ple-
thora monetaria e dos desvarios da especulaco.
E' lempo de parar; convem nao acorogoar a ban-
comania, cujas preten^oes, se prev'alecessem,
trariam a periurbaco dos valores e a anarchia
do crdito. (Apoiaoos.)
Eis o que nos aconselhavamos, nao por sim-
ples espirito de systema, roas fundados na ob-
servaco dos factos occorridos desde a crea-
cao do banco do Brasil at o perijdo a que me
referi.
Soja-me permillido avisar as vossas reeorda-
eoes sobre ene periodo pouco longo, porm fr-
til em experiencias bstanles para servirem de
bases seguras as nossas apreciacoos. (Apoia-
dos )
Ouacs erara as circumstaniias financeiras do
paiz era 1853"?
O papel fiduciario de lodos os huncos do im-
perio nao ia alera de 5,0O0000j000, o cambio
oscillava cima do par, os melaes existentes na
circularo podiam ser computados em 25,000:0009
as carteiras dos dous principaes bancos existen-
tes na capital representavam reunidaso algarismo
de 20.000:000.
Esse mesmo anno tinha sido assignalado pela
crise de cambios aquellos estabelecimenlos, os
quaes barateando a porfa o premio do dinlieiro,
e prodigalisando o crdito em disputa da clien-
tela, linhanl sido Irazidos extremidade, como
sempre acontece, de suspenderen) suas opera-
ces c imploraron) o soccorro dos poderes do es-
lado.
Por outra parte, os valores reunidos da impor-
taeao e exportado orcavam por 161,000:000;
o inovimeiilo da receila1 publica continuava sem-
pre ascendente, havia slguma cousa de lisongeiro
o de abencoado na successao nao inlerrompi-
da de safras abundantes desde a cesso do tra-
uco.
Mas a par do desenvolvimenlo commercial co-
mecavam j cnlao a fazerem-se sentir a deficien-
cia no supprimento do trabalho, a mingua da
produeco dos arligos do consummo interior, a
alca dos salarios, a caresta das subsistencias, c
phenomeuos devidos principalmente aquella
rcvoluco industrial.
Tal era em duas palavras a nossa situadlo eco-
nmica, quando o banco do Brasil entrn na sce-
na em abiil .le 1854, e esteudcu a sua misso do
modo que se vai ver :
Dezembro de 1854...... 15,214:0005000
Novembrode 1855...... 21,062:000OO
Dezembro do 1856...... 41.253 OOOoOOO
Dezembro de 1857...... 54,352:000^000
U progresso cm verdudo sorpretienueOor!
Lemb'rai-vos, que o ponto da pariida era urna"
emissao bancaria de 5.000:0005000; colla adiou-
se elevada a M.OOO.OOOg em menos de qualro
anuos 1
O que tinha sobrevindo nesie breve inlcrvallo
para explicar lo rpido e consideravel incremen-
to da circulaco?
A somma das impoitaooes e exporlacoes havia
subido verdade, a^ 238,000:0004000" no anno
mais prospero do trienuio. Mas compare-se a
razio arithmeiica do augmento do commercio
internacional cora os da emisso ; e ter-sc-ha
que esta ultima foi muilo maior do que de>c-
ria ser.
Todos nos sabemos que os instrumentos da
circulaco, simples arterias por onde (rajeclam
os producios, nao acompanham seno de longe o
augmento da produeco. Suas rotacoea sendo
mais veloces e numerosas que a dos olros valo-
res industriaos, nao ncn necessario nem pos-
sivel que a sua quanlidade cresca na raesma ra-
zo em que estes crescem.
O Sr. Presidente do Conselho:Ao contra-
rio.
O Sr. Torrcs-IIomem :Alera disso. as car-
teiras dos bancos deuuuciavam uma olaslicidade
suspeila no crdito ; s as da caixa malriz e as
dos dous novos bancos que se acabavam de fun-
dar na curte davarn o valor do 60,000:000. isto,
o dobro do que tres anuos antes exista.
O banco do Bra>i!, ou porque cedesse a pres-
so exterior, ou porque se fascinasse cora o pros-
pecto brilhanle que a principio ollerece sempre
a exageraro do crdito, tinha sollado todas as
velas ao spro da especulaco, al que os emba-
razos inherentes a este procedimiento o fizeram
refleclir eencurlara sua marcha.
Ha na sciencii do credilo, principios quo nao
podeni ser transgredidos sem que incontinente
so desequilibren) e perturbem-se as funeces dos
bancos
O credilo e a emisso, que sao cousas diatinc-
las, bem que algumas ve/es se achera reunidas,
apresenlam signaos especiaos pelos quaes, se po-
de fcilmente descubrir o estado anormal de um
e de outro.
O credilo qne os bancos dislrilmem acha-se
comido dentro dos seus limites naluraes. em-
quanlo a mxima parle dos ttulos de su'i carlei-
ra sao pagos fcilmente nos prazos mais ou me-
nos curtos, como o exige a nalureza dcsles esla-
balecimenlos.
Esta facilida Je de pagamento indica que o ban-
co nao emprestou o seu credilo seno s indus-
triaos que reconslituem em periodos curtos o ca-
pital consumraido, que nao auxiliou seno as
operaQoes propriaraeula commerciaes serias c le-
gitimas.
Essa fieilidade de pagamento colloca os ban-
cos em uma poeicao sa e solida, liberta de con-
tinuo o seu credilo empenhado em cada descon-
t ; assegura-lhes a ptompla disponibilidade de
seus recursos, e promelle-lhes mudar incessan-
temente de devedores c repartir os beneficios de
seu auxilio pelo maior numero possivel de ope-
rares garantidas devidaraenle.
Ouando, porra, superabundan) as carteiras
os ttulos que necessilam de reformas interrai-
naveis, este fado s por si aitesta que houve vi-
cio na distribuiro do crdito, que os bancos de-
ram uma dislenc.o toreada a suas opera^es re-
sultando daln immobilisaco de parte de seu ca-
pital, qne deve todo elle" conservar constante-
mente o carcter de capital fluctuanle.
Em circumslancias ordinarias osla immobilisa-
co nao produz outro effeilo so nao o de privar o
commercio das vastagosa que Ihe resultaran! da
inleira disponibilidade dos recursos do banco.
Mas se sobreven) algum desses contralempos,
que lo frequenlemente obnmbram os horisonles
commerciaes, c ubrigam os bancos n rclrahirem-
se, ento a resiricco muilo maisdolorosa para
o commercio, porque operando se nicamente
sobre a parle do capital que licara livre, reduz
temporariamente os bancos a meros reformado-
res de letras. (Apoiados).
Polo que respeila redundancia da emissio,
igualmente sabido qjic um dos effeitos quo a rc-
vellam a difficuldade, seno a impossibilidadc
ora que se collocam. esses estabelccimenlos de
conservarem suas reservas om uma proporco
razoavel com a moeda fiduciaria que emiltem".
Ora, eu digo que estas duas ordens de symp-
tomas que acabo de mencionar se reuniam em
principios de M57, para demonstrar nao s a exa-
geraro do crdito, como a superabundancia da
circulaco. ilavia una callona scru niubilidadv,
c uma reserva difflcil d manler.
E' as confissoes do proprio banco que se po-
dem cnconlr^r as provas mais decisivas do que
aflirrao. Era abril de 1857, como em aaarco de
1859, eram os commissarios do banco os claravam ero pareceres por elle approvad** que
a produeco nao tinha acompauhado o movimen-
lo da carleira representada por productos consu-
midos aem esperanca da reproduco ; que nao *
o commercio e a industria, como a especulaco
e o proprio jogodirigiam-seao banco para absor-
verom o capital digponivel, e que elle aceitando
esles ttulos tornava-se solidario de operos
tanto legitimas como Ilegitimas, e finalmente
que o grande esgoto do fundo disponivel provi-
oha do credilo, que cumpria restringir.
Era quanto islo diziam os commissarios do ban-
co, a presidencia do mesmo eslabelecimento nao
cessava, cm seus relatnos annuaes, de assigna-
lar o desfalque enorme da reserva metlica le-
vada por uma correte continua para as provin-
cias do norte e para o Rio da Prata, donde outra
correte nao a-fazia refluir, como devera.acoute-
cer, se por ventura nao houvesse demasia de
agente da circularlo.
Em 1855 a 1857 foram importados 19,000:000
era ouro por conla do banco : e duas lergas par-
les desta somma se haviara escoado do seu re-
servatorio.deixando em seu lugar as notas redun-
dantes.
Por outro lado, as altas esperanzas que o pres-
tigio do credilo tinha disperlado a respeito de
numerosas emprezassem proporco com os meios
reaea do paiz, comecavam n solTrer desengaos.
Uma larga porco de capital fluctuanle, que an-
tes servia a alimentar a industria commercial,
linhasido dislrahida desle deslino e convertida
era capital fixo ; e os graves translornos que esta
conversodevia causar, mrmenle em um paiz
ainda acauhado em seus meios de producto,
tornavam impossivel quo as emprezas fossem
avante sem o auxilio directo e rauilo oneroso do
Estado.
Senhores, fui nesla conjunclura que o Ilustra-
do ministro da fazenda do gabinete de 4 de raaio
enunciou no parlamento, cora alguraa formalida-
de, que tinha adiado o meio de supprir a defi-
ciencia dos capitaes, e dar um impulso vigoroso
aos raelhoranientos projectados, iudepeiidenle-
mente do processo consagrado pela velha roliua
Segundo elle, o mal da situayo Dnanccira
consista, nao na superabundancia da circulaco,
mas pelo contrario na sua escassez, consista no
alio premio do dinheiro, na prudencia niesqui-
nha e tmida com que o banco do Brasil domina-
do pelas ideas restrictivas, prucedia na dislri-
buir.no do credilo, preferindo antes adorar como
o avaro o seu ouro empalado nos cofres, do que
auxiliar a industria e o commercio.
O nome technico que o nobro ministro dar
ao remedio heroico que havia achadu era o de
expanso do credilo A expanso gozava da
propriedade de lomar o dinheiro abundante c
barato, de produzir os mesmos clfeilos que a
multiplicarlo do capital, e de prestar portalo aos
diversos ramos de prodcelo uquillo que Ibes
faltava, sem o trabalho paciente e longo que
conduz a accumulacao dos lustrumeulos da in-
dustiia.
Mas a expanso para ser tfficaz precisava de
ser unida a um seguudo ingrediente que elle de-
nominou liberdade de concurrencia. Esta liber-
dade. senhores, conlinha uma vasta excepeo
que exclua lodo o mundo decampo da concur-
rencia, menos um pequeo numero de individuos
mais judiciosos que se suppunha representar o
resto do Brasil commercial sera delegaco sua.
Assim. cranosla de expanso e de libeidade esla
virtuosa preparaco produzio nos espiritas can-
didos a impressao muilo agradavel que produzem
sempre as promessas maravillosas, e excilou o
enlhusiasmo de lodos aquelles que, envolvidos
era especulacoes arriscadas, precisavam do aug-
mento progressivo da* intumecentia do credilo e
do desregramcutoda emisso.
E quando foi, senhores, que se aecusava o
banco do Brasil de prudencia mcsquinlia, e se
procurava crear novas Joules de emisso, con-
cluso final da theoria "fa expanso ? Era quan-
do o banco, arrastrado por nina confianca teme-
raria, violava o limite poio pela lei sua emis-
so, expondo a si e o cammercio a sinislras
contingencias. O relalorio oliicial do 1857 Java
em abril na caixa do eslabelecimento 9,900:000
de reserva ; e a sua emisso era na mes-
ma daia de perlo de 33,000:0005000, compre-
tendido o troco e a emisso addicional de
2,000:000.?, correspondente ao valor das notas
rosgaladas.
O Sr. Presidente do Conselho :Pela faculda-
de do triplo.
O Sr. Torrs-Ilomem :A margcot era quasi
milla, estavaa puoiu de dcsappurecer, e com ei-
feilo desappareceu em raaio ; o banco achou-se
fora de sua situaco legal, fora das condices exi-
gidas pela sua seguranca ; c comludo,"durante
esse periodo critico, manteve a laxa do desceios
a 8 por ceuto !
Nao era islo urna boa prova de que 0 banco
sabia perfoilamentc o como se improvisa dinhei-
ro abundante como materia prima barata ? (A-
poiados.)
Mas s Ilustre autor da theoria da expanso
desojara levar mais longe as suas experiencias
sobre a forra elstica do credilo.
Vogavam ento as doutrinas mais inrorredas
c extravagantes, sobro as funeces do meio cir-
culante, subro a nalureza 4o capital, e sobre o
deslino especial dos bancos. Em lodos os ramos
de conhecimentos humanos ha precon-eilos po-
pulares que a ciencia nunca conseguio desva-
necer inteiramente. Em astronoma, por exem-
plo, a f na la, nos seus effoitos misteriosos
sobro grande numero de phenomeuos, nao s
physicos como moraes, inclusive o juizo dos ho-
raens. Em economa politiza ha supersticiosos
que acreditara que os bancos creara capital, que
o seu papel multiplica os valores. (Apoiados ;
muilo bura )
Foi no meio da propaganda de semelhantes
ideas que se incorporaran) por simples acto ad-
ministrativo varios bancos, talhados sobre o
modelo que so achou nos Estados-Unidos, on-
de a experiencia e bora senso de seus ho'niens
de Eslado o acabavam de desacreditar e con-
demnar.
Deste modo, senhores. quando a prudencia a
mais commum aconselliava que se reslringisse a
massa goral da circulaco que transbordara, pois
queja ento suba a 110 rail contis, em vez de
75 mil conlos que era ha lies annos antes, razia-
se o inverso, encarrega va-se a concurrencia e
especulaco de aggravarem o mal irre-iediavel-
menle. (Apoiados.)
Os resultados foram os que se acham consig-
nados no relalorio do Sr. presidente do conselho,
e nos numerosos documentos du inquerilo, a qu
mandn proceder.
Esses resultados nao me sorprendern) ; al-
guns j erara conhecidos, outros estavara previs-
tos, e vaticinados pelo minislerio de 12 de de-
zembro, quando julgou devor solicitar do parla-
niento medidas necessaiias para prcveni-los ou
impedir a seu progresso ruinoso.
As mesmas causis produzem era loda a parle
os mesmos eiToilos. Nos sabamos antes do in-
querilo, que o poder da em'isso confiado a ban-
cos com garantas Ilusorias, sem o conectivo da
conversibilidade immediaia, sem regulador com-
mum, sem fiscalisaco alguma, levara ao auge a
desordem monetaria. Sabamos que o papel in-
conversivel em desequilibrio com as necessida-
des das transaeces devia produzir a depresso
do cambio, a fuga dos melaes sem esperanca de
rolla, a deterioracao do valor do meio circulan-
te, e por conseqnencia a subida dos procos a le-
zao dos contratos, osoflrimenlo das cla'sses mais
numerosas da populado. (Apoiados ; muilo
bem.)
O quadro sombro, porm verdadeiro, que o
br. presidenlc do conselho tracou dos abusos dos
novos bancos, o mesmo que se acha tracado
em todos os lugares om que se experimenlaram
os elleiios da livre concurrencia. (Apoiados.)
Supprimam-se as dalas eos nomes proprios a
lodos os documentos apresentados pelo nobre
ministro, o que fica um fnndo commum em quo
se confundem por sua uniformidade as lembran-
cas dos desmandos dos bancos independentesde
todas as nares quo os teem tido. (Apoiodos).
Uque fica uraa historia invariavel, em que se
principia pelas mesmas iliuses, commeltem-sc
os mesmos desvarios, e acaba-se pelas mesmas
caiaslrophes. (Apoiados; muito bem.)
Todavia esse inquerilo que faz muita honra ao
Sr. presidente do conselho, ao thesouro nacional
e praga do Rio de Janeiro, livre agora dos pre-
conceitos injustos que a agitavam (apoiados),
servir pela extensao e importancia das informa-
es que contm para levar a luz do desengao
aos homens de boa f que anda persistirera no
erro e na impenilencia. (Apoiados.)
O Sr Mnrlinho Campos :Apoiado.
O Sr. Torre-Uomtm : Sr. presidente, eu
fallara nesta ocoasio ao cumprimento do uro
sagrado dever se, era nome de meus amigos
desta casa, nao agradecesse aos nobres minis-
tros o haterera adherido a (odas as nossas ideas
econmicas, e promovido de uma maneira lo
cordial o seu triumpho definitivo. (Apoiados.)
A enumerarlo summaria, e lalvezincompleta,
que vou fazer das quesles quo formsram o ob-
jecto principal dos nossos debales durante o
maior periodo da presento legislatura, dar me-
dida do servieo assim prestado polo actual gabi-
nete a causa das sas doutrinas e dos interesses
bem entendidos do comraerolo. (Apoiados;.
Nda sustenlavamos, fundados nos principios
cardues da consliiuigo e nos exemplos de ou-
Iras nac.oes.quo a faculdade da emisso dos ig-
jiaes representativos da moeda, sendo ura privi-
legio do eslado, s ao parlamento competa con-
cede-la, emquanto por lei expressa nao dele-
gasse so execulivo o exercicio dessa regala.
(Apoiados ) O ministerio actual, que professou
sempre esla doutrina como devo acreditar, aju-
doti-iios a restituir ao ramo legislativo a posse
deste direito de que fra privado, direito que
considerado como salva-guarda da fortuna do
poyo nao menos precioso que o direito da vo-
taco dos tributos e da flxar.o da torca militar.
(Apoiados.)
Advogamos tambem a opiniao quo o nico
fundamento real do valor do bilhetc baocario e a
conversibilidade, e que a conslruccao dos novos
bancos, delineada pelo gabinete do 4 de mao em
que foi violada esta regra da seiencia e substi-
tuida polo expediente fallacioso das caucos ir-
reelisaveisnas occasies opportunas o urgentes
era uma concepeo deploravel que os expunha
ao naufragio cario cora prejuizo dos interesses
mais respeitayeis. (Apoiados.)
O Sr. presidente do conselho, depois de fazer
uma severa analyse dos ditos bancos, conclue da
maneira seguinle :
E" obvio que estes bancos por sua iraca
constituicao nao podero resistir, nem mesmo
ao primeiro embate do furaco commercial,
por mais passageiros que seja, e traro corno
inevilaveis consequencias o abalo e os destrocos
das casas commerciaes em contacto cora elles,
o cortejo de todos os malos inhentes s crises,
e graves padecimentos ao artisla, ao operario, e
a todas as classes menos abastadas da sociedade.
Outra verdade pralica. que defendemos, foi
que um dos eleitos constanies da livre concur-
rencia era materia bancaria era ficar a circulaco
sera regulador commum, resultando halii q'ue,
quando algura dos bancos menos imprudentes
traa de restringir-se para conjurar o perigo, os
outros fazera a manobra opposla para estender
seus lucros, frustrando a providencia salvadora,
e alargando o principio era que todos podem
perder-se.
OSr. presidente do conselho assim so exprime
a respeilo no seu relalorio :
Contado o banco que em suas operares
allende ao estado do cambio, e do nosso meio
circuanle. O amor do lucro obscurece a razo
dos seus gerentes. Quando a nossa siluaco. se-'
gundo todo3 os avisos dados pela experiencia,1
requera a conlracco do crdito, e o banco do'
Brazil se volava roanuteneo de taes princi-1
pi?, os diversos b3iicos ampltavam a circulaco
de seus bilhetes.
Ouvindo lr este trecho, sera duvida cuidis!
ouvir loros relatnos das cmaras francezas do I
1810, e em 1850 a r-xpoeico dos motivos do'
acto de reslricco de Hobert Peel era 1844, c as
palavras de JellVrson, Jackson, Van Burn e Bu-
chanan, que j livo a honra de repetir-vos. (A-
poiados.)
OSr. Pinto de Campos :Que nomes bar-
baros I
OSr. Torres Homem : Na apreciac'o das :
causas da queda do cambio e das perlurbaros i
dos valores, nos nos empenhamos por muil lem-
po em pruvarque o papel se desaprecava pela!I
demasia da emisso e abuso do credilo, e encuu-'
trovamos a esto respeilo entre nossos adversa-
ros uma iiicrcdulidade invencivel. Pois bem !
O actual gabinete convenceu-se pelo inquerilo
de que linhanios razo, c adoplou o nosso syste-
ma sem besitacJo, (Apoiados )
Para curar radicalmente o mal, o ministerio
de 12 de dezembro nao va oulra providencia se-
no a de obrigar os bancos ao troco de seus bi-
lhetes em ouro, concedendo-lhes um prazo ra-
zoavelmenle longo em que se habililasseni para
isso por meio da retirada gradual de parlo do
seu papel de circulaco. Era esta a base do I
plano, era o fim e o meio do projeclo que enlao
olTerccomoB deliberaco do corpo legislativo. I
O ministerio do 10 de dezembro tende acaso i
outro fin, ou emprega outro meio difTcrcuie
para consegui-lu ?
OSr. deputado por Sergipe, que acabado fal-
lar, deixou-sc Iludir pela apparencia da diver-
sidide insignificante das formas, quando snppoz
que o projeclo substitutivo era dilVerente na na-
lureza do meio de'ne serve.
O fim de ambos os projeclos o mesmo, e
resiabelecimento do troco ern metal; o meio o
mesmo, nem poda doixar de s-lo, porque nao
ha outro; a seiencia nao conhoce outro seno a
diminuidlo da circulaco excessiva para elevar o !
cambio O facilitar a importaeao espontanea dos
melaes. ("Apoiados.)
Nos prescreriamos aos bancos a obrigaeo do
troco metlico dentro de lies annos ; c nada es-
tatuamos subre a reduccao da emisso, porqne
uma vez impusla aquella obrigaeo, eslava su-
bentendido que ellos nao deixsriam de cercear o
seu papel, alim de poderern prehenoher o pre-
ceilo da lei no praso fatal. Contramos cora os
sous inslinctoa de conservadlo, e deixavaraos-lhes
a liberdade de julgar da'opporlunidade da rc-
dncrao, e de gradua-la como cnlendessem, com-
anlo que arial a lei fosse curaprida. ( Muilo
bem,)
Podamos proceder do forma diversa na appli-
caco do mesmo meio; podamos nao tixar praso
obrigatorio para a converso dos bilhetes, mas
por oulro lado forcar os bancos a roslringireni-
so desde logo seguudo uma graduaco calculada,
de modo que fim no dos Ires annos ella condu-
zisse necossariamenlc ao pagamento em ouro
(Apiados.) i'oi esta a forma que o actual gabinete
pretorio e aceilou.e que nenhuma dilfercnca fun-
damental uifcrcce em relaco ao nosso projeclo.
(Muitos apoiados.)
O Sr. Barros Pimentel d um parle.
O Sr. Torres Homem : lia identidade no
fim, ha ilendidadc no meio : o que varia ni-
ca ment o modo deoempregar. Eu sinlo nao
me ler feilo ainda bem compre hender pelo hon-
rado membro que acaba de inle.-romper-me. Se
o projecto substitutivo prescindi da clausula
obrigaloria da converso cm lempo cerlo, por
que isso era iuteiramente desnecessario desde
que nao conliou aos bancos o cuidado da reduc-
cao,. e que elle mesmo a regulou e a impoz.
(Apoiados.)
Esla minlia rcsposla s perdera de sua forca
se pudesse ser contestado o principio que o valor
do numerario sobe ou deseo na razo de sua
quanlidade, e que o ouro, como todas as merca-
dorias, procura o morcado em que vale mais.
Mas eu suponho que o honrado membro nao poe
em duvida a exaclido desta lei invariavel da cir-
culaco. (Apoiados.)
O Sr. Presidente do Conselho : E' uma ver-
dade malhematica.
O Sr. Torresllomem : O Ilustre deputado
por Sergipe no seu parallclo entro os dous pro-,
jeclos, asseverou tambem que o gabinele de 10
de agosto respeilou os direos adquiridos que o
transacto ministerio procurara violar. O que c
porm positivo que nem nos nem os acluaes
ministros procedendo nesla questo de uma ma-
neira uniforme, como salla aos olhos, nao pos-
tergamos direitos adqulrilos; o quo se se foi
mais longe ainda que nos, as allerarSes da le
orgnica do banco do Brasil, houverar para isso
cxcejlentes razes jurdicas. (Apoiados.)
Nao aceito o debate ueste terreno, porque so-
monte serveria para despertar recordaces ir.'i-
lantos, sera necessidade, sem proveilo lgum de
esclarecimento para a materia que se discute.
(Muitus apoiados )
Se alguns dos ministros, se alguns dos nobres
membros desta casa, se eu mesmo, nos achar-
rcos por ventura em conlradicco com nossa lin-
guagem di sessao passada, temos todos a des-
culpa de que esla quesio intrincada c to nova
no paiz foi ventilada de improviso no meio da
efervescencia das paix6es, c dos estrondosos cla-
mores de tantos interesses mal entendidos. Ura
anno de calma, de esludos e de medilaQo nao
podia decorrer sem deixar em nossos espiritos
vestigios de sua passagem. (Muilos e repetidos
apoiados.)
O Ilustre membro a quem respondo cuidou
adiar outro ponto dirterencial enlre os dous pro-
jeclos, e vem a ser que se mana vigorar a lei
de 11 de setembro do 1846 na parle relativa re
tirada parcial da3 notas de thesouro, quando is-
so fosse preciso para a manutenco do padro
monetario. Primeramente lerab'ro ao nobre de-
putado que nenhuma disposico havia absoluta-
mente no nosso projecto sobre semclhanlo as-
snmpto ; em segundo lugar declaro que me
parece impossivel que o Sr. presidente do eon-
selho, Ilustrado como faca hoje da aulorisa-
cao dessa Icio uso que se Imagina que elle far.
Quando o pspel do ihesouro era o nico agen-
te da circulaco, e podia ser responsavel das os-
cillaces do cambie e dos presos, a le habliiara
o governo a resgaslar nicamente a quauliaade
que fosso indispensavel para restabelecer a rela-
co fixada entre a oilava de ouro e sanlas. Mas
depois que a nova lei de 5 de oulubro de 1853
organisou oulro plano de resgalo continuo at
a suppresso total do papel-moeda ; depois que
o banco do Brasil foi autorisado a fazer largas
emissoes, e que posteriermente outros estabele-
cimentos de circolacao vieran) concorrer com el-
le, nao evidentsimo que nao se poderia desto
enlao, sem absurdo, applicar a lei do 1846 para
impedir fluduayes. de que o papel do thesouro
inteiraraeute innocente ? (Apoiados.)
Senhores, reslar-me-hia lancar agora uma vis-
ta geral obre as outras disposices do projeclo
que. versando sobre materias diversas o novas
nenhuma connexo intima tem com a medida
que foi enviada desta cmara para o senado. O!
receio das protelaces foi sem duvida o motivo
que levou o illustrado Sr. presidente do conselho
a englobar era um 65 projecto providencias de'
nalureza lao differente como as que sao relativas
a couslituico das sociedades anonymas, aos ca-
minhos de ferro, as caixas econmicas e montes
de soccorra.
E' um expediente, eu repito.que Ihe foi sugge-
ndo pela impaciencia do seu patriotismo para n-
tisfazer de prompto tantas necessidades publi-
cas, que julga urgeutes sem o inconveniente da
delonga, que resultara infcllivelraente de seren
formuladas era projeclos separados essas materias
dislinctas Keconheccndo, porm, a pureza de
suas inleogcs. nao devo occullaro embaraeoem
que mo acho de volar em uma s discusso me-
didas legislativas, iniciadas na cmara vitalicia, e
que nao podern ser classificadas como as emen-
das ordinarias, porque sao inicuamente estra-
nhas a materia do projeclo que Iho enviamos.
(Apoiados )
O Sr. Presidente do Conselho:Mas todas con-
vergem ao mesmo fim. '
O Sr. Turres Homem : Entretanto, a sorte
das provincias sobre os bancos ficou assim ligada
a das outras materias estranhas que asacorapa-
Wiardm, transportadas no mesmo vehculo; e
qualquer emenda que se olTerecesse a estas ulti-
mas prejudicaria as primeiras, retardando a vo-
taco do projecto s proximidades do encerra-
rr.culo desta sesso.
Compenetrado da urgente necessidade da deci-
so da quesio bancaria, nao s para se por um
dique lorrente dos abusos que ameacam a for-
tuna publica e particular [apoiados). como tam-
bera para tirar o commercio da incerteza sobre a
lei cm que tem de viver, julgo-me por este moti- j
vo obrgado a volar pelo projecto tal qual se acha
(apoiados) ; devendo, porlanlo, absler-me de
qualduer discusso sobre as materias que foram
achuladas, pois que essa 'discusso seria intil,
una vez que a lei nao pode ser emendada sera
expr-me a uui adiamento.
O Sr. F. Octaviano :V. Exc. tira o commer-
cio dessa incerteza, porque nao sabe se amanha
se apresentar oulra lei para revogar esta, como
esta faz lei de 1853. (Apoiados da opposicoo.)
O Sr. Turres Homem : Assim, senhores, era
breves dias estar concluida esta reforma que a-
balou lo profundamente a sociedade brasileira,
a quera hoje se encontra na mais profunda calma
(apoiados) ; beneficio immenso da nossa forma de
governo livre. onde o ampio direilo de discusso
e de exame acalma as tempestades que olla mes-
rao levinla. e reconduz os espiritos momentnea-
mente desvairados ao tullo da verdade e da jus-
tca. (Apoiados.)
O Sr. F. Octaviano : Esse momentnea-
mente desvairados vale um poema. [Bisadas.)
O Sr. Torres Homem : Se esla reforma dos
bancos nao lalvez a derradeira qne tem de ser
volada no corpo legislativo, so pode ser argida
anda de alguns deleito?, todavia a melhor que
permillam as circumslancias presentes do nosso
paiz. (Apoiados.)
Ao ministerio do 10 de agosto competir a
gloria merecida de harer realisado este imporlau
le raelhoramenlo, que nos, os ministros de 12
de dezembro, nao tomos bastante felizes para
realisa-lo, apezar dos nossos esforgos e dedica-
gao. (Apoiados.)
Mas islo nada importa ; o que importa a lo-
dos nos que Iriumphem os bons principios
(muilos apoiados); que se salisficam os grandes
interesses do paiz, sejam quaes forera os operarios
a quera caiba a honra da obra. (Apoiados: rauilo
bem, rauilo bem )
O orador cumplimentado por quasi todos os
Srs. depulados que se achara na sala.
Adiada a discusso pela hura, passa-se se-
gunda parte da ordem do dia.
Proseguindo-se na segunda discusso do arti-
go 9o do orcamenlo, toma a palavra o Sr. Sam-
paio Vianna, que oceupa a tribuna al o fim da
sessao,
Nao havendo numero para se volar, o Sr. pre-
sidente encerra a discusso, e d para ordem do
dia a seguinle :
Primeira parle.
As materias anteriormente designadas, accres-
eendo a primeira discusso do projeclo n. 118
deste anno, aulorisando o governo a conceder ao
parodio Pedro Pierantoni dous annos de lieenca
cora a respectiva congrua, alim de tratar de sua
sade.
Segunda parte.
Votaco d) artigo 9o do orgameulo, cuja dis-
cusso ficou encerrada ; e discusso do arligo 8o
o seguinles do mesmo orcamenlo.
Levanta-so a sesso.
Esbozo histrico sobre a provincia
do Cear pelo Dr. Theberge.
(Conlinuaco do n. 201)
No dia Io de agosto o presidente de -volta das
raias du Rio do Poixe, e aihando-se na fazenda
dos Macacos, na ribeira do riacho das Antas, rc-
cebeu despachos do padre Antonio Pinto de
Mendonra, secretario do governo, que elle havia
deixado na capital lesla dos negocios. Nesses
despachos era-lhe communicada a chegada do
marechal l.abalul alli, realisada a 23 do julho,
com uma porco de tropas regulares que (razia
da corle e de Pernambuco para o fim de sulVocar
a rebellio. E pois, expedio o presidente ordem
ao secretario referido, no sentido de que o mare-
chal seguisse incontinente para o centro, alim de
lomar conla da dirceco da expedigo.
Aps essa providencia, S Ex. n'oz-se de mar-
cha ; a 6 de agosto achava-se em Misso Velha,
o a 8 no Crato.
Tendo a 7 sido expedido p.n S. Matheus o
maior Francisco Fernandes. Vieira com torcas
suficienles para baler os trocos de rebeldes, q'ue
lornayara a mostrar-se pelas immediacos da
mencionada villa e pola ribeira do Carin, die-
gou ao seu destino no dia 9, e a 10 conseguio
poder desalojar os rebeldes de dous pontos prin-
pacs em que achavam-se collocados em grande
numero.
No dia 18 deste mesoiu raez, o presidente dei-
xou o Crato, e poz-se de viagem para o Ico, on-
de demorou-se para dar certas providencias, re-
lativas expedidlo, at a chegada do marechal
Labalul, que ahi fez sua entrada a 31. Tinha
chegado, como fica dito, a 23 de julho ao Cear,
e recebido logo ordem de dispr-se aura de mar-
char inmediatamente para o centro da provincia;
o que effoctuou 9 do mez seguinle com du-
zcnlas pracas de tropa de linha, pouca cavallaria
o arlilharia. Ao aproximar-se do Aracaly, o juiz
de paz desla villa Joaqun) Emilio Ayres, que
j bstanle conliecido por sua turbulencia, olfi-
ciou-lhe em termos imperiosos, que nao passasse
pela villa, ameacando-o com quinhcnlas baione-
las, que blasonara ter sua disposico ; e mes-
mo poslou as margens do rio piquetes de habi-
tantes da villa quo aliciou para pegar em armas.
Porm o marechal, nao obstante as anicagas que
o juiz do paz proferia contra elle, ontrou no Ara-
caly com seu estado maior e porco de suas tro-
pas, deixando a arlilharia do lado opposto do
rio, donde a fez seguir para cima pela ribeira
esquerda do rio at encontrar a estrada real.
Nesla passagem do general pelo Aracaly nao
houve desaguisado de nalureza alguma, porque
o faufarro do juiz de paz.rcconheceudo a impns-
sibilidadc da resistencia, concordou ltimamente
era admitlir o general na villa. Esse energme-
no linha, no entretanto sabido angariar as boas
graras da plebe, a qual domioava e teria podido
suscitar algura conflicto ou desaguisado pouco
agradavel entre a popularlo da villa e Cabatut.
Chegado este ao Ico, entregou-lhc o presiden-
te o comraando da expedico, e deu-lhe suas
instrurgoes ; depois do que.'sahio do Ico a 4 de
setembro, e retirou-se para a capital, passaodo
pela villa do Frade do Iliacho do Sangue e por
Baluril ; e no dia 16 chegou Fortleza.toman-
do conla da administradlo.
O general Labatut, tomando a chefatura da ex-
pedico, estabelaceu o seu quarlel general na
villa do Ico, donde poz-se logo em relaco com
todos os commandantes da3 Iropas espalhadas
pelo Cariri e seus conlornos ; tomou suas me-
didas com prudencia o moderago : publicou
proclamagrs, que fez chegar ao conhecimento
de todos os chotes rebeldes, convidando-os do-
porem as armas, e a volveren) seus lares com
garanta da vida e liberdade, e promessas de nao
_____________
serrra inquietados : ao passo que moslrava-lhes
a desvanlagem que teriarn de combater com tro-
pas disciplinadas e regulares. Esla linguagem
imparcial e mui poltica em semelhantes con-
juicturas desagridou summaroente aos chefes e
era geral a todo o paitido da legalidade, que es-
lava sequioso de viogangas ; mas dispoz os re-
beldes se entregarem ara tal homem que,
sendo alheio todos os negocies antecedentes,
pareca -Ihes apto para acabar cora os rancores.
que dividan) os partidos.
Em flns de setembro dirigio-se Labatut para
S. Matheus o dessa villa seguio para o Cariri
pela ribeira do rio Garih, chegando era ootubro
ao p de uma ramiflcaco da serra do Araripe,
situada entre o Crato e o Breio grande: e assen-
lou o seu acampamento n um logar chimado
Correntino. Desse ponto, quando nnha noticia
de algum adjunto de rebeldes, que se acnavam
em armas com designios hoslis, dirigia-se aes
chefes convidando-os a se debandarcm.o que al-
cangou quasi sempre : e quando vinham enlre-
gar-se, soltava-os o prestava-lhes auxilio contra
seus contrarios, que era geral ficavara indignados
por ver escapar-lhes orna presa qne se persua-
diam perlcncer-lhes. O grosso dos rebeldes
vendo esl-i conducta corresponder ao quo su ha-
via promeliido cas proclamages, cncheu-se de
tal confianca que a 10 de oulubro Joaquim Pinto
Madeira olciou ao general declarando que so
Ihe fosse garantida a vida propria ede sens cora-
panheiros, assim como Ihe promellesse envia-lo
a si e ao vigario Antonio Manoel de Souza
para o Rio de Janeiro 5 disposigo da regencia,
neste caso nao duvidaria enlregar-se ; o que,
sob a promessa do general, effoctuou a 12 de
oulubro. no dito acampamenlo do Correnlino,
com o vigario do Jardim e 1450 homens.
Em virlude da sua promessa, e da indisposico
e do rancor que notaa entre a populago m
geral, e sobretudo as autoridades locaes e as
tropas do governo contra seus prisioneiros, re-
solveu Labalul cnvia-los sem demora para o Rio
de Janeiro por Pernambuco : e neste intuito di-
dirigio-se com elles para o Crato, e o'ahi para o
Jardiro, viudo entregar-lhcs duraate esta viagem
as armas um grande numero de rebeldes, aos
quaes soltou era grande parle. Tratou os seus
prisioneiros com todas as diff^rencas que merc-
ciam o seu infortunio e sua condigao, confiou-as
a ura capilo da provincia de Pernambuco, Jos
Joaquim da Silva Santiago, com a recommenda-
co de os conduzir com toda a seguranca para o
Recife. No decurso dessa viagem de'perlo de
200 leguas, liveram elles de soffrer os ultrajes e
mos tratos de uma populago exasprala, o
mesmo corrernm o risco de "ser despedegados
pela plobo de certas localidades, cuja fe'roci-
dade se oppoz com vigor o capito Santiago.
Foi urna sabia providencia de l.abalul o rc-
melte-los para Pernambuco, mas nao leve o re-
sultado que della se devia esperar; porque hou-
ve uma influencia queobslou que seguissem pa-
ra a corle ; de maneira que flearam retidos por
lempo em Pernambuco, presos a bordo de uma
embarcaco, e d'ahi ao depois foram remellidos
para o Maranho, onde viveram do esraolas, e
custa da caridade publica.
Como o olTicio do general ao ministro, cm que
d pane da entrega dus chefes da rebellio, c de
sua remessa para a corte, um documento his-
trico imporlanlissimo e digno da maior altenco,
cilarei aqui alguns dos seus principaes trechos.
Illm. e Exm. Sr.Tenho a honrosa satisfaga
de ver quasi concluida a commissao que a regen-
cia do imperio em nome do imperador, me ha
encarregado, sem derramar uma s golta de san-
gue brasileiro. Remello a V. Exc, pelo interme-
dio do presidente de Pernambuco, o ex-cordnel
Joaquim Pinto Madeira e o vigario de Jardim An-
tonio Manoel de Souza, que, sob condigao de con-
servar-lhes as vidas, e reinctle-los para esla cur-
te, se me vierara appresentar no acampamenlo do I
Correntino, era virlude do minha prociamago de
22 de setembro prximo passado, cuja copia ollo-
rego a V. Exc. Elles vierara acompanhados de
muitas familias que foram ao seu encontr nos
desertos e montanhas. por onde passavam. Esles
dissidentes era n. de 1590 promplamenle me en-
tregaran! as armas da naco que empunhavam.
Exm. Sr.,a maior das intrigas durante o reinado
do terror, que felizmente passou, compellio osles
povos hoslilisarem-se de modo tal que gome o
coraco mais duro vista dos incendios, mortes
arbitrarias e roubos pratirados al pelas tropas
do presidiile desta provincia. A conslituiro foi
calcada a ps e apparoceram em campo animosi-
dades rancorosas dcl817 c 1824 Como, pois, po-
dero ser julgadcs os reos por juizes mgados da
mesma opiniao dos partidos que assolara a pro-
vincia? Por islo rogo a V. Exc. se digne de at-
lender ao meu ultimo offcio do Ico, era que co-
nhecendo cabalmente os male^juc acabruuhaui
a nova comarca do Cralo, eu pedia juizes ntegros,
justos e sabios por nao haver um s letrado em
loda ella os de paz e ordinarios sao mui lelgos
e pertencem um ou oulro partido.. De nada
serrem os paisanos e milicianos, que fogem s
duzies com as ai mas da naci. Os povos acham-
se por descuidos das autoridades locaes armados
0 esperan) do governo de S. M. Imperial todo o
remedio a seus males. Eslou prompto a fazer
execular as ordens do governo supremo, conser-
vando-os submissos como ora se acham, vista
da brandura com que os tenho tratado; mas nc-
ccssilo de juizes como o hei demonstrado. De lu-
do tenho dado parle ao presidente, de quera pe-
las longitudes em que me acho, nao leuho podi-
do obter resposta que anciosamoute espero. A
inflig desgraradamente deu vulto cousas quo
em nada olondiara as leis. E falso, como aqui se
dizia, quo Joaquim Pinto proclamara c defenda a
restaurarao, c quera reproduzir aqui as sienas
sanguinolentas de S. Domingos francez. O gover-
no mandando juizes letrados imparciaes, colille-
ra a fundo os verdadeiros culpados. O coronel de
milicias Agostnho Thomaz o'Aquino, eo lenle
de primeira linha Antonio Cavalcanli d'Alboquer-
que, comraetleram~T)orrorosos alternados contra
os dircilos civis, vidas e propriedades dos seus
concidados, sem escapar sexo era idades Seria
um grande beneficio para a humanidade atroz-
mente ollVndida, c para a Iranquillidade da pro-
vincia, que V. Exc. os raandasse reculher cor-
te c devastar de sua conducta... Fez-se guerra
de barbaros, mataram-se prisioneiros, queima-
ram-sc casas, Icgumcs e mubilias, roubaram -se
gados, confiscaram-se os bens dos dissidentes,
recoberam-se donativos gratuitos... Muilos dissi-
ilenles, alera das listas inclusas, e em maior nu-
mero, esto para se rae appresentar em varios
pontos, mximo na villa do Jardim, para ondo
sigo fazer conduzir os dous presos mencionados,
pelo bravo capilo de Pernambuco Jos Joaquim
da Silva Santiago Elles foram roubados dos seus
bens e papis, que dizem exislirera em poder do
presidente.
Deus guarde a V. Exc.Sr. brigadeiro Denlo
Barroso Pereira, ministro da guerra.Pedro La-
balul, general commandante das tropas do Cear.
Crato, 11 de oulubro de 1832.
Esle oflicio, ingenua expresso de um bravo
militar, superior s faeges que dilaceraran! a
provincia nesla triste quadra, raostra mui clara-
mente que os erros turara recprocos, e maiores
da parle do governo provincial.
A huminidade e a moderago do general desa-
gradaran) geralmente a lodos do partido da lega-
lidade, que desejavam ver esruagados a Joaquim
Pinto Medeira, e bem como aos seus sequa-
zes. O mesmo presidente Jos Mariano, na sua
correspondencia oDcial, deixa ver manifesla-
nienle que parlilhava dessa indisposico geral
contra Labatut ; e os pcrioJicos, com especisli-
dade o Clarim da Liberdade, parto do ardenle
Ayres, juiz de paz do Aracaly, invectivaran) mui-
lo a conducta do pacificador do Cariri, em quem
alraejavan achar um perseguidor c destruidor
dos seus inimigos, vencidos e desarmados.
O redactor do Clarim lachava-ode trahidor, ao
passo que criticava amargamenlo o governo ge-
ral e provincial, por ler empregado ura lal ho-
rnera ; mas estes improperios nao abalarara a
grande alma do general, que aGual obteve a pa-
cilicago da comarca do Cralo sera derramar uma
s gola do sangue. Concluida a sua misso.
protendeu Labatut relirar-se por Ierra para Per-
nambuco com o seu eslado maior c um pequeo
piquete de tropas; mas o presidente oppoz-se
esla sua resoluco, e ordcnou-lhe que regressasso
para a capital. Assim, tomou a direo.ao do
Ico, onde estere parte do mez de novembro, o a
8 de dezembro parti para S. Bernardo. Nessa
localidade so deteve por ordem do governo, alim
de conler a sanha de yres que, redobrando
cada passo era audacia, excitara em seu Clarim
a populago do Aracaly e Ilussas a rebellar-so
contra o "governo, blasonando do que oppor-se-
hia passagem do general e de suas tropss pela
villa, e mesmo animando a plebe do Aracaly
oppr-se-lhe, cora armas na mo, alim, dizia
elle, de evitar disturbios, mas realmente islo fa-
zia pelo temor que tinha de Labatut, a quera ha-
via maltratado rauilo na sua folha.
O arrojo desse turbulento e sedicioso juiz de
psz chegou ao poato de ofciar elle a 17 de de-
zembro ao governo em termos atrevidos o com
declaiago de que, nao obstante as ordens rece-
bidas, jamis consentira que a expedico pas-
t

.

MUTILADOI
\


sasse pela villa, remeTendo cTrnfunclamenie duas
proclamacws aoarchicas, que Hava publicado,*
a cpii doofRcio que dirigir ao general. Mas o
governo que at enlo lemera-lhe a influencia,
vendo-so nessa occasiao apoiado por unja forga
Capar de conte-lo. crnouanimo, e compenelrou-sc
de sua posic.o ; de raaneira que a 29 de dezera-
bro, Ayres foi declarado sedicioso pelo eonselho
do governo, por ler resistido s ordena que rece-
bera de deixar entrar l.abalut no Aracaty, o ha-
ver propalado ideas anli-conslituetOHaes e oppos-
tas ao governo estabelecido ; e por isso fot res-
ponsabilisado, e siibmetlido ao julgamenta do
jury. Nessa conjunctura escondeu-se cobarde-
lacnle em casa dos seus raaiores inimigos polti-
cos, a quem todava persegnio cora todo o furor,
logo quo ficou livre.
inversa da influencia colleciiva, seguu'lu a pma-
se do um escriptor de nota
E' esta urna vecdade pralica, cuja prova,eet
tas lices da historia ; e quo infelizmente reflec-
te-se na nossa silnaco social por meio dessa in-
diffewnca para enm luda, e de presente para
com o direito soberano de votar, de eleger os
mandatarios da naco.
Com effeito, nao" ha da em que se nao ouca
preconlsar faltas commettidas pelos agentes do po-
der publico ; todos julgam-se com o direito de
censura na maior extensao ; todos, finalmente,
se reputar juizes por meio de ipreciaroes, en
que, todava, de envolta com essas apreci.icocs
venha a indicado do remedio.
Mas qual e causa productora desso pheno-
meno ? '
No entretanto l.abalut recebcu ordem de reco
lltcr-so capital sem entrar no Aracaly, nao' A quem dever sor ligada a procedencia desse
obstante reclamar do presidente que o d'eisasse' ""silo ?
pass.ir por esta villa, alim de se desaggravar das | A indifferenca sem duvida para com o direito
soberano de leger; ao abandono que delle se
faz.
No pensar da censura, de todas as autoridades,
as que raaiores fallas cqmmollem sao as muni-
cipaes ; mas om verdade queiu que bem pode
exnrcer o lugar de vereador com urna legislico
complicada c com deveres sem flirt emuprir,
quando ainda por cumulo de dilHculdadosavulta
urna deficiencia de rendas, que se oppe salis-
faco le inumeras obrigaeoes que correm as c-
dades e s villas do Brasil", carecedoras de tu lo.
injurias calumniosas e das fanfarronadas do juiz
da paz. Islo posto, o general val ton para a ca-
pital *cm novidado algiima, e d'ahi embarcou
com sua expedieo para o Rio de Janeiro ; e ao
passar por Peruambuco, em abril de 1838, leve o-
desgostode ver que o governo geral, despresan-
do os seus sabios conselhos, havia mandado do-
tur bordo do embareaedos, os dous prisioneiros
que remetiera e nao consentir que fossem leva-
do* sua presenca na corle.
O presidente da provincia logo depois, fez se-
guir pira o Aracaly um forte destacamento, linl desajudadas dos seus municipes, que, todava,
de prendera Ayres e tonter a populacao, que em Kri,,|ue parte, querem at que as municipali-
ainda pretendeu obstar a entrada des'ta forra ; dados levem-lhes porta por procos commodos
mas a energa do commandante e as ordcns ter- qnanlo Ihes necessario a sustcniaco da vida ?
minantes que trazia, venceram estes obstculos Apezar desla atlenuanle, aindi subsiste a cau-
O destacamentoenlrou na villa.e o redactor do Ca-. sa J7' a^ignalada ; mas ha chegado o momento de
ri"i fA submetiido deciso do tribunal do jury, poder-so sanar o defeito que tanto se fulmina,
quo o absolveu por falta do materia para a accu- dc obter-se o cumprmento de aspiracoes lio
sacad. tangamente alimentadas, fazendo-se uina esco-
Tendo o marquez de Aracaty, Joo Cartas Au- ",n digna, conscienciosa, o que colloque alinal
gusto de Oeissinhauscn, resignado a senatoria, "n adminislracao e na magistratura municipal
iviiniram-so entoos eleilores para procederem I P**Soas capazes de desompenhar tao arduas la-
eleicio de um senador em sua subslituQao ; e 'fas.
depois de apurados os votos de lodos os-colle-l ,>'' c'eu.'ao boa m dessas entidades previ-
- da provincia, a matara deltas recahio sobre r?> P's. a melhora da siluaco, 011 a permaneu-
ii padre Jos Martimano de Alcncar, cuja elecao l'" u'0 estado, que ora se fulmina por meio de
fui approvada pelo senado. censuras ao pessoal do respectivo funcctanalisir.o
A crise do dinhciro de cobre no entretanto Tudo, portante, depende dilectamente da mas-
cnulinuava, e cada vez communicava mais in- sa eleiloral da naco, que para laes cargos deve-
cremento aos embaraces, que a demasiada juris- r" procurar cidadaos abastados, e que por seus
diccao dos juizes de paz oppunha a administra- roouatoi consorvem a precisa independencia pa-
ro provinciat. rn a sustentarn da dignidade oflicial; cidadaos,
Depois da sua despronuncia, redobrou Ayres 1" pelos actos anteriores de sua vida teoham
no Aracaty em aodacia tal ponto, quo a 3 de Provado dedicaco ao paiz e promovido os seus
abril ocommandanle do destacamento deuun- nielhoramrnlos ; cidadaos, finalmente, que le-
ciou-o por tentativa dc deiiar abaixo o gover- ""'"" firmeza de principios, c sejam incapaces
na existente; e a 6 dc maio apparecendo novas de torcer o direito alucio, concorreudo einsuas.
denuncias no mesmo sentido, o eonselho do go- ("'ssfas prudencia, claro enlendiraenlo o outros |
vernn mandou-o prender e processar para respon requisitos recommendaveis, que o botn senso do '
der novamente ao jury. ; votante (levo exigir no seu votado, no candidato
A assemla legislativa reunida na corte, por do sua escolha
entre os iiimimcraveis embaraces que as crises j '-' n"Jc a cleico de juizes de paz e veres lores : '
occorridaa em quasi todas as provincias do m-|s_occesiSo e solemne, pois quo importa o exerci-
DIARIO DB P8RHABMUCQ. SEXTA TORA 7 BE SETEMBRQ DE IW.________l '4At* ,&**$ / -
sua seuliora, mu Cilio inuuui ue i do, Nicolao Jorge Bololho. Joaquim Joo Arese
1 fllho, Maooel do Coulo Guedes. Joaquim Igna-
cio l'ereira, Diogo Spior, Parias Machado, Fran-
cisco Duarte das Neves, Anlonio ParroiU, Anto-
nio Benlo da Costa, Jos Joaquim de Castro Bar-
roca. Antonio Jos de Souza Carvalho, Francisco
Alves da Costa, Jos Ignacio Duarte e dousescra-
vos de Antonia de Lima Duarte, Jos Barboza
dos Santos,' 1 criminoso e 2 pravas de polica, 1
sentenciado o 2 pracas.
M.vTAOOimo publico. Matararn-se para o
consumo desta cidade no dia 5 do correnlo 60
reres.
UORTALIOADB- DO OA 6 DO CORRERTE
Sebasti.io, preta, escravo, solteiro, 70 annos,
frialdade.
Francisco Cabral, branco, solteiro, 70 annos,
paralisia.
Lu1z, pardo, escravo, solteiro, 22 annos, tubr-
culo pulmonar.
Joo, branco, 8 mezes, convulsocs.
Hospital de caridadb. Existen) 54 bo-
oi>ra ju n mu aiior e una loie
arrendado por....................
dem 62. Mariana Oorolhea Joaqui-
na, casa terrea arrendada por....
dem 64. Jobo Das Moreira, casa
terrea arrendada por..............
dem 66. Joanna oes Sautos da
Fonscca, casa terrea arrendada
por...............................
dem 7* Joanna do Rosario Guima-
re*Machado, casa terrea arren-
dada por........................
dem 76. Antonia Francisca de l-
buquorque Monteiro, casa terrea
arrendada por..............
dem 80. Francisca das hagas,' ca-
sa terrea arrendada por..........
dem 82. Patrimonio da Mitra, ca-
sa terrea arrendada por.........
Mera 84. Irmandade das almas do
'"'Je. casa terrea arrendada por
dem 86. Jos Joaquim Botelho, ca-
sa terrea arrendada por.......
mens e 63 mulheres nacionaes; 6 homens es- dem 88. Antonio Pe'reira d Fa'r'i*V
trail"eirn< o miilUr i,.i..li.n i ___.___ c "' 'a3<
trangeiros, el mulher escrava, total 124.
Na totalidadedos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 3l) mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
giao Pinto, s 6.horas e 40 minutos da manliaa,
pelo Dr, Dornellas. s 7 horas c 50 minuto da
manha e peta Dr. Firmo s 5 horas e 3/4 da
larde de hontem.
peno Iho iam cieando, assim como as divisos
dos partidos, decreto a 21) de uovembro de 183J
o enligo do processo criminal, para execucio do
qual o ministerio publicou inslruccoes regula-
mentaros a 13 do dezembro do mesmo anuo ;
mas os embaracos originados pela guerra de
Pinto Madeira, nao permitirn! ao governo pro-
vincial a sua execucao ininiediala nesla provin-
cia, onde somenle tai publicado em maio de
1833. A face do paiz tai so transformando as-
sim completamente pelo lado administrativo.
En'Kiam-sejquatro novas comarcas, assim como
ci de um direito soberano;
Aquelles que nao libando importancia este
facto, negligenciarem a occasi.o de concorrer
para una escolha digna, etn que o verdadeiro
merecimenlo tome n devida posicao ; aquelles
que abdicaren] o exercicta do direito de votar
nao comparecendo s urnas, ou alias se submet-
lerem votar por chapas cheias de nomos, cojo
merecimenlo soja problemtico ou de que nao
tenham conviceo, nao imputem sehao a si as I
consequencias resultantes dessa aberrac.o ; nao |
se queixem da m autoridade, porque' em suas
crearam-se lambem novos tormos, de manneira est o melhorar do lees desvos, que proco-
que (lean a provincia dividida judicial meo le do ue.m em ''nna recta da indfferenca ligada ao di-
CHRONICAJICIARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESS.lO ADMINISTRATIVA EM 6 DE SETPM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. Sil. DESEMBARC.VDOR
. F. A. DE-SOIZA.
As 10 horas da manhaa. reunidos os senhores
deputados Reg, Basto o l.emos, o Sr. presidente
declarou aborta a sesso ; lendo sido lida e ap-
provada a acta da ultima.
DESPACHOS, p,^
Um requerimento de GasMwVYiitonio Veira
Gimaraes e Jos Gomes VilWrV, pedindo o regis-
tro do sen contrato social.vWa ao Sr. desem-
bargador fiscal. ^-^
Outro de Gaspar Antonio Vieira Gimaraes e
Francisco da Silva Fonseca, pedindo o registro
do seu contrato social.O mesmo despacho.
Outro de Andradc & Rogo, pedindo tambem o
registro do seu contrato social. Iual des-
pacho.
Outro dc Jos Cyprano Antones, pedindo os
livros do finado agente de leiles Marcolino de
Borja Geraldes, para em continuico da escripia
do mesmo, fazer a de suas transccoes. Niio
lem lugar, Ucando archivados na secretaria do
tribunal os livros de que trata.
O tribunal den regiment interno junta dos
corretores da praca, e manduu imprimir cincuen-
ta exemplares.
Nada mais houve.
SESSAOJUDICIARIA LM 6 DE SETEMBRO.
PHES1DEXCIA DO EXM. Sil. DF.SEMBARGADOR
SOLZA.
Ao meio-dia, adiando-so prsenles os Se-
nhores desembargadores Villares, Silva Gima-
raes e Guerra, e os senhores deputados Lomos,
o senhor presidenta declarou
e fui lida e approvada a acta
Aracaty (novo',.
'. 'nov
modo indicado no qua Iro soguinle :
Comarcas. Termos.
Capital.....Fortaleza.
Aquiraz.
t Baturilc.
Imperatriz.
Jnlgado do Canind.
Sobral (novo;. .Sobral.
Granja. g
Villa Virosa.
Villa-Nova dc El-Roi coni^jul-
gado de Santa guiteria.
Amontada.
A carac.
-Ara cal}.
S. Bernardo.
Cascavel.
Grato............Cralo.
_'. Jardim
Julgido do Rrejo Grande.
Hissao Velha.
Ico.
Lavras.
Matheos.
jlgado de Pcreiro.
Q lixera
ve ............tuixeramobim.
S,. Joo do Principe.
iaclio do Sangue.
Julgado de Mara Pereira.
ISnnioaram-so consecutivamente ju.zes e es-
crivaes, crearam-se jurados, e lornou-se a juris-
dic^o dos juizes dc paz mais limitada e menos
embaracadora.
Estabuleceram-se novas repartieres ou modi-'
fcaram-se as antigs, erigio-se" a alfandega,
Lem cono as thesouraiias geral e provincial, e
alinal procurou-se rcguhrisar os correios.
Por urna manobra poltica, lizeram por essa '
occasiao propalar no Rio de Janeiro o boato de :
que o partido Caramiir pretenda chamar no- I
vamenle para o Brasil ao ex-imperadtfr I) Pe-
dro I, sondo nesse sentido al dirigida s cama-
ras nina mensagom ; o que dou lugar ao depulado
Venancio Benriquesde Rezende propAr3deju-
nho por um projecto o binimentodo es-impera-
dor. Esta noticia hbilmente rspalhada pela pro-
vincia, operou em sua mor parle una forte diver-
sao nos espiritos, e fo-los convergir contra o i
inimigo commum ; mas no Cariri ia ella quasi
produzindo um resultado uiui funesto. Por-
quanto a populacao, que nao linha comprehendi-
do a poltica do general Labatul, e que nutria um
rancor extraordinario contra os partidarios de
Pinto Madeira, levava as autoridades perse-
gui-los iiicessaniemente e por todos os meios
possiveis* Estes, porm, em rctaliacio eommel-
tiam altentados contra seus perseguidores o re-
I igiavam-se nos matos : e com a noticia da pr-
xima volta do ox-imporadnr, chegaram a formar
grupos numerosos de duzontas pessoas, que ata-
cava m as moradas de seus contrarios, saquea-
vam-n'aso at destiuiam-n'as, assassinendo os
proprms moradores : chogaram a ponto de ata-
car mesmo povuacos, como dou-se no dia 3 de
noyembro em que um troco deltas, em numero
mais de 200, alacou e lomou a povoacao da
Uisso-Ve'.ha ; a qual saqueon, depois de ex-
pollir o destacamento, que ahi estaccionava.
U presdeme Jos Mananno em tal siluacao
expedio ordcns s tropas, que ainda se acliavam
reunidas no centro, para fazerom um cerco em
todo o Cariri, alimde ir concentrando os rebel-
des n'um ponto nico, onde podessem ser es-
magados por urna vez, e assim sultacar-sc para
sempre a rebellio.
Urna sedieo militar, que se atlribue ao ma-
jur Torres em consecuencia dc rosentimeiilo por
ler deixado o commando das tropas, que haviam
marchado com elle para o Cariri, veta ainda
dilQi-uIlar mais a sltuago, c encher dc terror a
populacao da capital. Na noite do dia 10 de no-
veinbro, pelas 10 horas, ouviram-se tiros nu-
merosos disparados no quarlel, toque rebate
e gritos sediciosos deviva o nosso comman-
dante viva o major Torres I Toda a noito se
p i-soii em grande agilacao. O presidente reti-
ren-se no eorrer della para Arronches, c d'ahi
mando urna proclamado prometiendo o per-
di goral, no caso de voltarem os sediciosos ao
seu dever.
No dia soguinle as tropas roceiosas das conso-
qnencias de um tal acto, foram-se reunir ao
presidente, deixando o major Torres s ; e aquel-
!e vulioii para a capital, o com poca demora
resl.ilieleceii a tranquillidade, sendo presos os
chefes di sedieo e romcltidos para a corle.
Kmquanto s davam esses acontecimentos no
Coar, as outras provincias do impeli tambem
passavam por terriveis commocoes. *
CoiiwiMar-se-/ia).
reilo de volar, indillVrenca que se manifesla ou
pelo nao uso doli, ou pelo volar por chapas
d'ontrom sem consciencia do mrito das pessoas
votadas.
DIARIO DE PERNAMBUCO
O indifforenlismo, por qualquer lado que seja
encarado, sob quaesquer formas que exhiba-se
elle, nunca deixar do ser um nial, que, aflectan-
do as molculas da vida, acabar desse marasmo
por dar na dissolurj da mesma vida.
(.loando um povo qualquer, por tanto, se eBtre-
ga aos bracos desse vicio ; quando aos actos mais
solemnes da sua vida oppe elle csse laser
faitt, caracterstico do egosmo mais conlradic-
lofSo, ai (tasse povo, que assim extena a respec-
tiva vitalidade. que assim se suicida, porque eom
a isolaco do scidados, a sociedade perde a ac-
r;ao sobre os que a compem, os taco* soriaes se
afrouxam, e o individualismo toma o passo em
tudo ; visto que a sua expanso acha-se na razo
REVISTA DIARIA-
Na noite de 5 do corronle, S. Bzc. o Sr. pre-
sidente da provincia, reuni em palacio grande
numero de ramillas de seus amigos, a fin do obso-
juia-los por occasiao do anniversario do urna de
suas Eimas. Gibas. S. Exc, amigo das arles e
dos artistas, desojando fazer apreciar, polas pes-
soasjC ijadas para essa fujta intima, os talen-
tos de Bous arlistaqpltfae acham-se de passagem
em nossa provincia, conseguio que compareces-
sem aquella testa, como com efret comparece-
rn), o Sr. Raccigilupi e a Sea. Bruccioni, o pri-
meiro rabcqui.-la, e a segunda p.rima-donna so-
prano.
* E' admiravel o bom goslo e o delicado com que
o Sr. Baccigalupi execula os lindos pedacos de
Jpcras conhocidas, e de composicoes suas*.. Na
verdado oxlaoi* om-ir um -.rii.-io o...o oooo o<.
(ilinr, que reno um talento frtil urna execucao
quasi que maravillosa. A raboca em suas oaos
assemelha-se a voz mais melliflua possivel lan-
eand > no espaco sons puros o notas sublimes. A
aria final de Violeta na Traciata, tai do tal forma
exentada por esse senhor, quo se nos figurn ou-
vir urna voz humana exhalando os ltimos suspi-
ros da vida, em um xtasi de amor puro e santo.
Por Iros ve/es esse senhor locou, e por tres vezes
a sociedade oxtasiou-so com os accordos mimo-
sos de sua raboca fascinante.
A Sra. Bruccioni, prima-donna soprano, lom
una voz igual, extensa e ftaxlvel, reunido mili-
to goslo poW arle, e urna perfeita execucao.
Quando entre nos temos um talento, nina artista
como essa senhora; nao podemos comprehendor
o porque nao ella aproveiteda para o nosso
lliualro lyrico, que tanto carece de novas perolas
musios para deleitar os apreciadores da arle.
Urna artista como a Sra. Bruccioni, devera dc ha '
muilo ter sido contratada, se o emprezario do!
theatro da localidade, soubesse comprehender os I
seus intoresses, o os desejos do publico, sompre '
por domis benvolo.
Urna artista, no sentido lato da palavra, nunca
domis no lodo de urna conipanhia lyrica,
quando olla dispo dc elementos laes como a
nossa, mas entretanto ajuda levar scena no-
vas operas, e d lempo que os frequentadores
do theatro nao sejam (oreados ouvir sompre a
mesma cousa, e a que as operas subam mais bem
ensaiados, pela dupla existencia de dous bonsso-
pranos.
Desojramos que, a directoria do nosso thea-
tro, sempre prompla n sompre sollieita em os
melhoramenlos delle, se esforoasse por fazer can-
tar, em urna das operas de seu repertorio, a Sra.
Broceioni.
Anda mais tres pessoas da sociedade alirilhan-
laram essa testa intima, com accordes sublimes de
seus talentos musicaes.
Durante as conlradansas locou sompre a bella
msica dos aprendizes menores do arsenal do i
guerra, sob a direceo de seu inestre o Sr Ma-
noel Augusto de Menezes Costa, dando-nos pra-
zer ouvir esses artistas nossos, lo jovens, e j
to avancados na senda da arte sublime.
A urb.midade, llianeza e affabilidade com que
S. Exc. o Sr. presidente, sua Exma. senhora e (i-
Iha, lizeram as honras da noite, deixarara capti- !
vos oscurecaos de lodos os que assistiram sua
testa.
Foi borneado para guarda do almoxarifado
do arsenal de raarinha o Sr. I.uiz Manoel Viogas.
No dia 4 do corrente a sociedadeRecreio
Litterario e Benelicenlepro'cedeu a eleico dos
membros que tem de dirigir a associacao no es-
paro social decorrido deste mez ao de abril do
auno futuro.
O resultado da volacao den o seguinte :
Antonio Borgos da Fonceca Jnior, presidente.
Jos Alfredo de Oliveira, vice-presidente.
Sosostros Silvio de Moraes Sarniento, 1. secre-
tario.
Agostiulin de Carvalho Dias Lima. 2. secretario.
Lenidas Pereira Buarque, thesoureiro.
Manoel Barboza Alvares Ferreira, orador.
Fabio Velloso Freir.
Austricliano Correia de Castro.
reoslo de Barros Campello,
Antonio da Cuuha Machado,
Jos Chrysoslomo de Almcida Costa,
Antonio de Mello Rogers, conselheiros.
O professorde inslrucco primaria dc Paje
de Flores. Luiz Ignacio de "oliveira Jardim, por
acto presidencial do hontem, obteve a gratifica-
cao da quinta parle do respectivo ordenado, nos
ennos do or. 26 da lei n. 369, por (er-se distin-
guido no magisterio por mais de 15 anuos.
Hontem pela noite bandas de msica mar-
cial percorreram as ras desta cidade, depois de
haverern tocado o hymno nacional em frente do
palacio da presidencia.
Durante lodo o trajelo deltas, reinon a raelhor
ordem entre as turbas que as acompanhavam.
Forara recolhidos casa de dcleiiQao no dia
5 do corrente 12 horneas c 2 mulheres, sendo li-
vres 11, e escravs 3, a saber : a ordem do Dr.
Chefe de polica 9, a ordem do Dr. delegado do
t. districlo 3, a ordem do subdelegado de S.
los lea ordem do-tte Santo Antonio-1.
Passageirosdavapnr/narost sabido para
qs portos do norte :Jos Antonio da Silva G
Basto e Rogo,
aborta a sesso
da anterior.
HLCAMENTOS.
Appellanle, Manool Francisco Paredes; appel-
lados, Tasso & Irmos, curadores da massa fal-
lida de Novaos & C.
Foi confirmada a sentenca appellada.
Appellante, Antonio Jos da Silva Guima-
raes ; appcllados, Anlonio Anuos Jacornc Pires
e outros.
Eoram desprezados os embargos.
Appellanle, Candido Vieira Vianna ; appella-
do, Froderico Hasselman.
Ficou adiado a pedido do Sr. depulado Reg.
Appellanle, Jos Goncalves Villaverde ; ap-
peilado, Joo Manoel de Almeida.
Foi assignado o accordo proferido na sesso
passada na appcllaco entre parles :
Appellanle, Domingos Alves Malhous ; appel-
lado, Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Nada mais houve a tratar.
llego llangel,
No impedimento do secretario.
JlYDOBECffE.
4.a SESS.VO JUOICIARIA
DIA 6 DESETEMBRO.
PRESIDENCIA 110 SR. DR. Jl'lZ DB IIIIIEITO INTERINO
DA 2. VAHA CRIJtINAr.. 1IEIIH0- m
GENES SCRATES IA VA RES DB V ASC0NC.KLI.0S.
Promotor publico, o Ar. ur. i>rnww u,Vi._i
dio de Gusmo Lobo.
Escrivo interino, o Sr. Anlonio Joaquim Pe-
reira de Oliveira.
Nao comparecendo por justo impedimento o
escrivo privativo do jury, Joaquim Francisco de
Paula Estoves Clemente, o juiz nomeia para ser-
vir interinamente esto cargo ao escrivo interino
do jui/.o municipal da 2.a vara Anlonio Joaquim
Pereira de Oliveira.
Procodondo osle chamada, verifica estarcm
presentes 30 jurados, e o presidente do jury de-
clara aborta a sesso.
E' submcllido julgamenlo o reo Luiz Fran
cisco, preso desde 28 de noverabro de 1859 e
pronunciado porcrimede uso de arma defeza no
art. 3." da le de 26 de outubro de 1831.
Proposlos ao jury quesilos sobre o tacto, o
jury llm responde negativamente, e o reo ab-
solvido e a municipalidade condemnada nis
costas. *
O 3dvogado do reo tara o Sr. Romualdo Alves
de Oliveira.
Sendo a hora pouco adianlada o Dr. presidente
faz proceder nova chamada, e havendo-se re-
conhecido nao estar presente numero legal do
juizes, 0 Dr juiz de direito ada a sesso para o
dia 7 do corrento, em que dever entrar em jul-
gamenlo o ro Sebastio Pereira do Nascimeiito.
coasilado provincial.
Allci'acoes leilas no lancaniento da d-
cima da IVcguczia da boa-.Visla, que
lem de servir no auno linanccii'o de
18() a 1801, pelo lancador Joao
Pedro Jess da Malla.
Ra da Ponte Velha
N. 6. Jos Francisco Ferreira Cato,
casa torrea arrendada por........
dem 16. Hara Zeferina Diniz, casa
terrea arrondada por.............
dem 18. Miguel Archanjo de Fi-
gueiredo, casa terrea arrendada
por...............................
dem 1. Luiz Jos Nunesde Caslro,
casa terrea arrandada por........
dem 3. O mesmo, casa terrea ar
rendida por ......................
dem 5. O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 7. Jos Francisco Ferreira Ca-
to, casa torrea arrendada por....
dem 9. O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 11. O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
Ideru. 13. O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por.......................
dem 15. O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 17. O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 81. Ricardo Romualdo da Sil-
va, casa lerrea arrondada por ....
dem 23. Mara das Neves Cruz, ca-
sa terrea arrendada por..........
dem 25. Jcs Leopoldo da Silva,
casa lerrea arrendada por.........
dem 29. Irmandade do S. S. Sa-
cramento da Boa-Vista, casa ter-
rea arrendada por................
Ra Velha.
N. 2. Thereza Gongalves de Jess
Azevedo, um sobrado de um an-
dar e urna loja arrendado por....
dem 8. Joanna do Rosario Gima-
raes Machado, casa terrea arren-
dada por..........................
dem 26. Candida Rosa Paes Brre-
lo, casa terrea arrendada par....
dem 34. Dr. Jos Joaquim de Souza,
C8sa terrea arrendada por........
dem 36. 0 mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 38. Luiz Pereira Rapozo, ca-
sa lerrea arrendada por...........
dem 50. Anlonio Joaquim de Sou-
za Ribeiro, casa lerrea arrendada
por.....................,.........
da, um
*
'+f#
3003000
723000
3G0$00O
3OO5OOO
300-JOOO
2I0S00O
200000
15O900O
1503000
150S000
150jf000
150S0O0
150*000
150S0O0
200*000
9C5O00
5283000
3OO300O
240*000
180*000
150*000
3OO3OOO
216*000
casa lerrea arrendada por...
dem 90. O mesmo, um sobrado de
um aiutar e 2 tojas arrondado por
dem 1. Viuva o herdeiros de An-
lonio Jos da Costa e Silva, casa
lerrea arrendada por.............
dem 3. Joo Nepomoceno Velloso
de Azevedo e Joo Rodolpho Vel-
loso de Azevedo, casa terrea ar-
rendada por...........
dem 11. Recolhimento da Gloria]
casa terrea arrendada por........
dem 13. O mesmo, casa terrea ar-
rendada por.............
dem 15. Miguel Filicio da' Silva, un
sobrado dc um andar c urna loja
por..............................
dem 19. Irmandade de S. Pedro,
casa terrea arrendada por........'
dem 21. Francisco Joaquim da
Costa Fialh, casa terrea arrenda-
da por............................
dem 23. O mesmo, casi lerrea ar-
reudada por......................
dem 27. Jos Urgido de Miranda,
um sobrado do dous andares e
urna taja arrendado por..........
dem 31. Bernardino Jos Monleiro,
um sobrado de um andar e urna
loja arrendado por................
dem 33. Manoel Ferreira de S, ca-
sa lerrea arrendada por..........
dem 35. Joao Pacheco de Queiro-
ga, casa terrea oceupada pelo
mesmo, avahada por............
dem 43. Francisco e Jos, meno-
res, lillios do finado Manoel Al-
ves Guerra, um sobrado de dous
andaros e urna taja arrendado por
Mem 15. Vicente Antonio po Espi-
rito Santo, casa torrea arrendada
por..................,............
dem 7. Anua Laurinda da Annnn-
Caco, casa lerrea arrendada por
dem 61. Jos Barbosa de Miranda
Santiago, casa terrea arrendada
por...............................
dem W Jos da Costa Dourado,
csa_lerrea arrendada por........
dem 71. Flora Mara Diniz, casa
terrea arrendada por.............
dem 75. Herdeiros de Luiz Floren-
tino de Almeida Catanho, casa
terrea arrendada por.............
dem 77. Marmol de S e Souza, ca-
sa torrea arrondada por..........
dem 79. Dr. Joo Antonio do Sou-
za llellro de Araujo Pereira, ca-
sa terrea arrendada por...........
dem 85. Malheus Antonio de Mi-
rinda, casa terrea arrendada por .
Praca da Santa Cruz.
Numero 2Pedro Ignacio Baptis-
ta um sobrado de um andar e
urna luja arrendado por..........
dem 4. Maria Carolina Ferreira
de Carvalho casa lerrea arrendada
por..............................
dem 8.Jos da Cosa Dourado, '
casa Ierres arrendada por......
dem 24Thereza Goncalves de
Jess Azevedo, um sobrado de
andares c una loja arrendado
por...............................
Ra de Sania Cruz.
Numero 8.Calharina Thereza do
Jess, casa lerrea arrendada por.
dem 12. Becollnmonto da Con-
ceico de Olinda, casa terrea ar-
rondada por....................
dem 14.Herdeiros de Rufino Jo-
s Correia de Almeida, casr*fer-
ro.'' **-r"">.l(i:> nnr
dem 26Mana do P111I10 Borgos,
casa lerrea arrendada por.:......
dem 32.Jos Alves Lima, casa
lerrea arrendada por............
dem 56.Padre Joaquyn Raphael
da Silva, um sobrado do um an-
dar e una loja arrendado por...
dem 62.Maria do Cirmo da Cos-
a Monteiro, um sobrado de um
andar a una taja, arrondado
por...............................
dem 6f Herdeiros do Rufino Jo-
s Correia de Almeida, casa
torrea comsoio avallada por....
Numero 66. Herdeiros de Rufino
Jos Correa do Almeida, casa ter-
rea arrendada por................
dem 63.Maria da Conceico Soa-
res dcMendonca, casa lerrea ar-
ronrondada por...................
dem 9. Herdeiros do Placido
do llosarfo, casa terrea arrendada
por...............................
dem 15.Anlonio Martina do Cir-
valho Azevedo e outro, casa ter-
rea arrendada por................
dem 17. Francisca Thomazia da
Conceico Cunha, casa torrea ar-
rendada .por....................
dem 25. Fran;elino Bernardo
Quinteiro, casa terrea arrendada
por...............................
Roa de San-Goncalo.
Numero ,Jacintho Alfonso "Bo-
telho, casa terrea arrendada por
Mem 6 Jos Candido do Carva-
lho Medoiros, casa lerrea arren-
dada por.........................
dem S.Bernardino do Senna c
Silva, casa terrea arrendada por
dem 10.Bernardo de Cerquoira
di Costa Monteiro, casa lerrea ar-
rendada por.......................
Moni 12. Jos Gomes Coimbra,
casa terrea arrendada por........
dem 28. Francisco dos Santos
Borgos, casa lerrea arrendada
por...............................
dem 3.Viuva e herdeiros de Jo-
s dos Sanios Nonos de Oliveira,
casa lerrea arrendada por........
1809000;
2003000!
200*000
300*000-
200*000
240*000
1.380*000
200*000
180*000
141*000
14-1*000
400*000
200S0O0
210*000
200*000
l:000*0n0
0003000[
4203000
2-10*000
660*000
200*000
|l6f0g0
2 OjOijO
loOjOOO'
300*009
.J uulu:as'^ (jr,iv'ar que **mi9au do Dr. Jos
&U4*UUU" Roberto fdra decretada acrintosamcnle, por vir-
1 tude de uin acto dejusticj que se suggerio a il-
lustracao e independencia do es subdelegado
No de nenhum modo para admirar que a
interlocutoria do ex-subdelegado fosse tirada
luz com verdadeiros loques de mostr, correcta
... nnn[a linguagem e mais claro o pensamento, que
2lb>000 ejam e sao nos autos um* reai falta de estylo e
diccao. Sendo subrneiiida a allenco de um
ministro, a citada nterin-utoria devrie p6rem
relevo a elevnco do espirito qua a dictou. A
transcripeo lilteral sena urna verdadeira des-
grana para as pretences jurdicas do illusire
bacharol em direito
Antes que por nossa vez tiremos luz, por
certido authenlica, a inlerloculoria do ex-sub-
delegado. seja-nos permtido discutir syniheii-
1443000: camente o facto para desilluir os incautse
inexpertantes.
150*000 Instaurad^ o processo em queslo contra o*
Indiciados, proeedeu-se corpo do delicio e o
i0*000 crirae foi qualilicado como inaffiancavel, ava-
llando os peritos que o paciente se reslabelece-
na em 35 das
Levado a fado criminoso ao ennhecimento do
Sr r. chee de polica, ordenara este quo fos-
sem os delmquenles capturados, observaudo ao
juila a 7U0; que remelles? reoarlico da po-
lica os siguaes casaclerislicos dos delinquemos.
Indiciados estes em crime inafRnnrqrel, outro
nao poderla ser o alvitre do illustrado Dr. chefe I
de polica.
Prosegue o processo os seus iermo9, e in-
quirem-se quairo tesiemunhas sobre o facto cons-
tante do eorpo de delicio, cujas de.laraoes nao !
eram garantidas por um juizo profossibnal. A1
prova de que os peritos nomeados nao reiinem !
de nenhum modo as qualidsdes requeridas po.-!
tai para este importante officio, de cuja obser-
vacilo pode depender e depende ordinariamente
a classilicaco do delicio, que o \.ibcral l'er-\
nambucano, transcrevendo o aulo, supprime !
com prudente reserva os seus signatarios.
Antes que urna contra-prova so offerecesse
em ordem suspender a classilicaco do delicio,!
resultante da observadlo medica," claro qu
nao poda ser desclassificado moro arbitrio da
autoridade. Sa pode ha ver urna classilicaco de
delicio antes da sentenca de pronuncia, cer-
tameiitc o corpo de delicio quem a determina
n'aquelles crimes que deUitu vestigios a ob-
servarn.
Sendo como este principio corrento em di-
reito, a priso dos indiciados era conforme lei
do processo antes do novo corpo de dolido, cu -
ja fe nao pocca por ser requerido poli parto,
urna voz que forem nelle guardados ludas as
formulas subslenciaes.
Mas, como sustentar a oi-Jeni de priso contra
os indScridos, quando estes provaram por um
novo corpo de delicio, que se proceden pe-
cante o juizo municipal da segunda vara, que o
i ferimeiilo fora leve, bastando alguns poucos dias
I para o peifeito resiabelecimento do paciente?
i Urna contra-ordem nao era o meio legal de cor-
rigir o primeiro mandado, expedido sob falso
supposto ?
Ai das liberdades e das garantas individuaos,
se o direito de requerer, provondo o allegado,
fosse urna lentaii>.i intil que nao devesse mo-
dificar a acoso da aiitoridadV?
Vejamos, oiiirotantofco.Tro procedeu na espe-
cie o illustrado Dr. chefeale policia.
Oiferecendo-so seu3ttiz^Mma~.p*iioao dos
I indiciados, cobnndo acdl^uBwcljeJu^ij.j ro-
: 'iuoreram, o illuslra lo jifc J>Mu^'su' dos-
-OOSOOO pacho quH fosse suspensa-a'u^fcnflJLso al
cwnwwJ a co"clllsio da formaco di ciil\fe iiU^OO 03 dol iqueiiles presos em flagraftle7"\\iao se
. pro/undo que eram vagabundos e sen Wrbicilio
a'wwAAn llX0, tal era dvor a "utoridade em vista da
oVu*000 contra-prova.
.-tivno'. *,a*-?.sI-l)l"-Jos Roberto que em sua por-
-ta-uou. tarta inicML^IassiOcira o crime como tentativa
1 de moiie,'po'stcj-gaiido lodas as disposicoes o
principios di) direWoara overcor os seus'odios,
.^.____I J"'gQP opporluna tclsiio para desprestigiar a
43ZfWU autuiidade de seu chefe, efadHita a prifo con-
; Ira a ordem ezpressa da aulori iade-sMpear, i.
Nao precisa o faci de commeirtos.. O Sr.'-rfr.
Jos Roberto commolleu um acio, lo atlcntalo-
rio dos direilosdocidado o da obediencia que
devia ao juizo superior, que lano bastara para
que a sua demisso nao se li/.esse demorar.
Qucreudo levar por dianle o pro.iosiio de sus-
rft ; tentar-so i todo transe, o ex-subdelezado foc-
oU;-200 mua nos autos em ama diccao,um lano obscura,
alsuns quesilos de direito, e reclama a audiencia I
do miniaterio publico.
21030OO Ponderando que as fuucees do ministerio pu-!
i blieo. sondo resnelas por' lei, nao pdern ser
.j j-amplindas por inlerloculoria de um juizo, e re-
rorand o acto do juizo a quo, o nubre promo- ;
for publico mlerino deu urna prova de seus re-1
rWAr^ia'flaU? c de seu am0T e Mspeito
Tal o faci em sua nudez.
m
200*0JO
2103000
LEMBRANCV.
Sendo hoje o dia em que todos se dirigem as
urnas-eieiloraes para nellas deposilarem os seus
snirejrios, lembramos aos senhores voianles da
; freguezia de Santo Antonio o Sr. Jeronymo Cesar
Marinho Falco para juiz de paz do 2" districto-
, cidadao venerando e merecedor deste lugar nao"
.s pelas habilitacoa* que tem pora bem desempe-
nha-lo, como por ter aqui prestado innmeros
j serncos, onde gaetou toda sua moridade no ma-
gisterio, Aesim pjiis os votos que Ihe derem, nr>
mais do que urna eompensdco aos servicos
prestados por elle.
7/ii que vota.
AO PBC1CO.
A commissao eocarrogad de dirigir pacifica-
mente a ele.cao da freguezia de Santo Antonio,
abaixo assignada, convida a todos os cidadaos
quaiiticados para que compnreco no dia 7 de
selembro polas nove horas da manhaa, e deem
os seus votos em cidadaos dignos do exercicta
de juizes dc paz e vereadures
Certa a commissao da adheso e idelidade da
matara dos qualiflcado? (se nao da tolalidade
deltas.) aos principios polticos quo actualmente
dominam, e dos sentimoulos de ordem e paz
que os animam, espora e confia que nenhum fal-
lar, e na mais intima unio e accordo proma-
verSo a conquista dos solTragios e o trumpho
legal das chapas, ou corabinarao de nomes que
vo abaixo transcriptos.
Roga a commissao a lodos os sens alijados e
amigos, que nao levem consigo nem bengala,
nem chapeo de sol, c se abstonham de respon-
der as provo acoes verbaes, evilando assim qual-
quer conflicto, ou assuada n gritara : a ordem
sor reanuda, c o governo vigilante como nao
faltar ao seu dover dc fazer imperar o le, ser
obedecida a mesa em suas justas e assisada9 de-
lberaedos ser garantido o voto deposto na
urna, e afugenlada a anarchia. Podem portanto,
lodos ir a matriz, quor velhos, quer fraeos, ou
mesmo eslrangoiros naturalisados a eloicio nao
privilegio s!imfnte dos homens lories" e vi-
lenlos. A constiluico do imperio garante iguaes
direilus a lodos.
Recita 5 de sotembro do 1860.
Angelo Intrigues da Suca.
Firmino Jos de Olireira.
Antonio Uernardo Quinteiro.
Claudino U. Hachado.
Joaquim Antonio Carneiro.
Jeiuino Ferreira da Silva.
Jll/.KS I>K I'AZ DO Io IIISTRICXO.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Major Antonio Bernardo Quinteiro.
Capilo Jos Luiz Peroira Jnior.
Negociante Joaquim Antonio Carneiro.
2." ni,sTBir.TO.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Capilo Firmino Jos de Oliveira.
Major Claudino Benici 1 Machado.
Negociante Joaquim Francisco Torres Gallindo.
VEiiKininiK.s.
Tenenle coronel Manoel Joaquim do Reg Albu-
querquo.
Tcncte coronel Luiz Francisco de Barros Reg.
RoJolpho Joo Barata do Al-
meida.
Dr. Angelo Honr'niues da Silva
Tenenle coronel Francisco do Miranda Leal Scve.
Justino Pereira de Paras.
Capilo Jos Cosario de Mello.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
Simplicio Jos de Mello.
SONETO.
O/ferecido ai Illm. Sr, Ur. Aprigio Guimariies.
pela sentida marte de seu ftlho Aprigio.
Morreo leu caro Aprigio I oh disvenlura 1
. O liu filho querido asss prosado
Em 11 m momenlo [oh dor) vistes tornado
Em leve p na fria sepultura !
Descarrcgou a Parca a ouce dura
Contra o peito innocente inda animado
Qual lyrio que em bati se vfl fosado
Morrou leu caro Aprigio, oh disventura !
Trata ton pranto e dor j de abalar
No corarn le lirada a Divindade
Em pompa o triste luto vai mudar
Aprigio s morrn p'ra a humanidade
Sua alma na nianso vai desfruclar
A existencia imiuonal da eternidade.
Por um amigo.
Qn
&7
<.*
201 *0u0
192*000
as'
4203000
5ojooo:
500*000
300*000
1683000
Aos sunliores da fi-esuezia le Santo
Antonio do ltecife.
Rainu o bollo dia 7 de Setembrp, dia sempre
memoravul para todos os Brasileiros, principal-
mente para aquellos que o viran despuntar pela \
primeira vez nos fastos do Brasil. Para mais abr- I
liantar este dta, tem nelle do se oleger.os juizes
do paz e vareadoras da cmara municipal, a por
esta occasiao vamos lembramos a nossos campa-
mldanos os importantes serviros do Sr. Caetano
Pinto de Veras, no exercicta, em varios entpre-
gos civis, e final atente gtU mesmo juizad de
paz, que lera dignamente exercido por vezes,
I sompre com dignidade e probidado.
Quando um homoin lom dalo as pravas de'
oUOSOOO ^ honra e probidado, quacs o Sr. Veras, jamis do-
I ve ser esquecido, portanto muilo ospecialmente o
' recommendamos ao Srs. votantes desta fre-
guezia.
O amigo do mrito.
I
210:000
168*000
1803000
168*000
1203000,
200*000
400*000
200*000
2003000
P ubI icacoes a pedido.
Ao Jiisticeifo 0i')cui-ipnse.
llaliilitaro-.vs para juiz de paz
1. Sor mo filho e esbofetear seu pai.
2. Occupar-se di vida alheia, lendo a propria
mnito om que se possa tarquinhar.
3." Trancar com a fazenda alheia e nao paga-
la a seus donos, protestando pcrdns aerias.
4o Melter-se em negocios estranhos vida
que adoptou, pira mclhor illudir aos incautos.
5. Intrigar as autoridades que obstam sua
velhicaria.
6. Ser insigne traanle o ostentar probidade.
O togista quebrado.
Continua.
108*000
O Liberal Pemambucano commung.i a religio
das conveniencias Thuriferario do poder, o or-
go liberal denuncia sempre urna versatilidade
sem exemplo, sacrificando no posto da cruxili-
caQao aos proprios sobre quem derramara Bu-
rn* caregadas de incens.
N,o pode tardar o momento em que o orgo
TIUNSCIPCAO.
I.e-se no numero 7 da Gazota do Brasil >
folha, que se publica na corle do Rio de Janei-
ro, que vai abaixo transcripto, respoito da nos-
sa dislnc.la prima dona a. Sra. Julia Boltramini :
O iheatro de Sania Izabel, que vos nao co-
nheceis im Iheatro do Recite, onde actual-
mente, a ser exacta a noticia que nos escreveram
Julia Beltramini faz as felicidades d'aquella ca-
pital.
O edificio regnrgita d'expecladores, e mui-
tas noites ha em que se extende pola praca em
direceo ponte nova urna tanga fileira de dillic-
tanles qnand'mente. O enlhusiasmo toca os li-
mites da lourura ; o reconhocimento vai at as
lagrimas... e a sala estremece as fibras do ar-
chitocto, com aquellas ovaqes surcessivas, que
arrancam a voz, as graces de Boltramini juntas
liberal 'despregar as bandeiras da cortezania pa- I 80S atlrativos de viuva. que ella 011 a enve,
ra bastear a bandeira-esfarrapada do doeslo vil! dizem por l. de sauler dessus la scene, et de lui
e grosseiro. Pavoneando ainda a adminislraco offrtr sa cliaumire e' son ca-ur, ou trente mih
do Exm. Sr. Dr. Lei las da Cunha, ve-lo-heros [livres de ren,e el sa P*H.
em breve denuncia-U ao paiz como cmplice do
centro olygarchico que roxeia os pulios livres
dos Pernamburanos.
Est ahi um exemplo vivo no modo insidioso,
com que o Liberal Peruambucano sahe-se
guerrear a direcgo da polica, carregando sobre
o chefe que a proside a respunsabild-ide de lo-
dos os actos de seus subalternos.
ImprossionnrJo pela demisso do Dr. Jos Ro-
berto de Moraes e Silva, com cujo opoio linha
razo de contar, o Liberal quer emprestar 00
Sr Dr. chefe de policia um pensamento reser-
vado neste aclo de iuteira e plena justica. Ven-
do perdidas as mais bellas posices na campanha
eltiloral dos Afogados, desapeiado tristemente
da influencia policial que all exercia, o orge
liberal enreda e adultera os fados para os expdr
assim desnaturados indignado da opinio pu-
blica.
Com este designio, faz o Dr. Jos Roberto a
publicaco de varias pocas do processo que ins-
taurara, como subdelegado que foi dos Afoga-
dos, contra Rufino Rodrigues Campello e Ma-
noel de Barros Accioli. OITerecida a atiendo
do Exm. ministro da justica, tem por ai esta
Salvando o arrivire pense quo possa rezu-
mar do grypho, apolaudimos o bom juizo que
fez o espirituoso escriptor ou correspondenle, de
reconhecido mrito d'aquella artista, e tambem
do bom gosto dos seus admiradores.
L'm amador.
Lembrancas da villa do Pilar, provincia da
Parahiba, cmo urna dedicado tributada aos nos-
sos charos amigos, o Srs'. capilo Hilario de
Athayde -Vasconcellos do I.eitao e Albuquerque,
a seu mano o Sr. Marcelina N. I.eilo e Albu-
querque, (*) a seu sogro o Sr. major Francisco
Antonio Pereira, c ao seu distincto amigo e com-
padre o lenentc-coronel Jos Fcrnandes e o res-
pcilavel commendador o Rvm. Dr. Liudolpho e
ao Sr. tenente-cornnel Pedro Marinho Falco, of-
ferece um dos seus mais dedicados amigos, que
tange desta bella provincia atada se nao esque-
ceu de quem tantas pravas de amizade Ihe los-
pirou.
luiujaiiti uc ffu Ull/rt'^(t.mu ncci/C.
1" districto.
Padre Jos I.oite Pilla Orligueira.
Capitn, Joo da Silva Paria.
Tenenle. Manool Luiz Goncalves Jnior.
Alfores, Jos Pedro das Noves.
2o districlo.
Alfores, Ignacio Antonio Burgos.
Joo Bernardino do Souza.
Antonio Henriques Mafra.
Estevao Jorge Baplista.
Por um Votante
PARA JUIZES DE PAZ.
1 districto.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Despachante Joaquim Antonio Carneiro.
Major Antonio Bernardo Quinteiro.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior.
2o districlo.
Dr. Angelo Henriquos da Silva.
Capilo Firmino Jos de Oliveira.
Major Claudino Bollicio Machado.
Alfores Joaquim Francisco do Torres Gallindo.
VEREADORES.
Bario do Muiiboca.
Manoel joaquim do Rogo Albuquerque.
Luiz Francisco do Rogo Barros.
Dr. Angelo Henriqn.-s da Silva.
Simplicio Jos de Moli.
Justino Poreita de Faria.
Jos Cosario da Rogo.
Rodolpho Joo Barata de Almeida.
Antonio Jos do Oliveira.
(Chapa da freguezia de Sanio Antonio, approvada
pela rounio do partido conservador).
1 ..... ^^ ibi
Novo Banco de
Perambuco.
Sao convidados os Srs. accionistas do
novo banco de Pernambuco para viren
receber o quinto dividendo He {)$ por
aerado, do dia 10 de setembro etn diante.
NOVO BANCO DE PERNAMBUCO.
italuiKM do \ovo Banco de Per-
nainbneo
em 31 le asusto do ISttO.
ACTIVO
Garanta de emissjo. .
Depsitos. .
Acedes depositadas.....
Jois depositadas......
Letras caucionadas......
Letras descontadas......
Letras protestadas.....
Letras a receber......
Jos Antonio de Figueire Jo Jnior
Banco da Babia S/C.....
Remessas........
Aluguel de casa......
Fornccimenlo.......
Juros.........
Caixa...... .
782:191*377
SikDUOytXJ
3:57j50DO
5:735^280
6:800)10.10
2,679:7595998
17:9745)500
4:000j000
2:2815266
25:9388213
82:400! 14
bJsOoo
7 7663185
1:681 64 f
518:709g57O
Rei. 4,249.6863317
FASSIVO.
Capital..........
Emisso.........
Depsitos da direceo ....
Letras por dinheiro recebido a
juros.......'.. ..
Ttulos em cauco .;-.
Contas correnles com juros .
Fundo de reserva......
Knowles & Foster.....
Banco da Baha N/C
Saques
fVli)TjM_AD 2,000:000)00
1,4a0:tl0oQ0O
80:O00D0O
64:399$7i4
9;3o5$i80
271:909*397
33:1797t>
5:759g989
22:063$277
61:045gU
%:89fl


w.
MARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA REtrU DI SETEMBRO DE 1860.
Corumisso do presidente
rentes.......
Dcscontos.....
Lucros c perdas .
e ge-
6:286*337
114:762*3:13
79108
se-
Ris. 4.2{9:686S347
Denionstracao da conta de lucros
o perdas,
DEBITO.
Despezas geraes.Pelas effeclua-
das athoje.................... 10:798*876
Juros. Resullad> desta conta
al hoje.......... I0:484j>505
Pertencenle ao se-
grate semestre... l:68l$544 8 802*961
'Fundo de reserva.Importa de 6
por canto sobre 96:091155 5.765gl69
Commisso do presidente e ge-
rentes.Importe de 7 por cen-
to sobro 89804818............ 6:286*337
Dividendos.Importancia para o
5o dividendo na razo de 9j00')
por a ."i >......................
Saldo para o segualesemestre..
Bdixaiuai as 2 ti 10' da Urde, altura 1.20 p.
Observatorio do arsenal de roarinlia 6 de
tcmbro de 1860 Viseas Junios.
Navios entrados no dia 6.
Ass10 das hiate nacional Duvirioso, de 43
toneladas. capilSo Joaquim Antonio de Figuei-
redo. equipagem 5. carga sal, duros c mais
gneros ; a Uarlins Irmos.
Habor de Grace38 dias, hrigue inglez Elisa-
belh de 127 toneladas, capitao P. G. Jean,
equipagem 9. carga 1896 barricas combacalho;
a Saunders Brothers 4 C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Portos do norte vapor nacional Iguarass,
commandanle 2" lente Joaquim A. Morcira.
Rio de Janeirobarca arnerieann Elf, capitao
Pincknoy, carga farinha de trigo.
>v
r
Editaes.
90:0005000
79lu8 ,
CREPITO.
Saldo do semestre passado......
Desconlos.Resultado desta con-
ta at hoje...... 212:1219101
Redosconlo dos t-
tulos pertencen-
cenle no seguin-
te semestre ..... 114:762j333
Juros da garanta de emissao___
Resultado desta conta al hoje..
Premios de saques e remessas...
Resultado desta conta al hoje...
Pela capitana do Porto se fazcm publico os
avisos abano, das alteraces que na proxinn es-
tocan se porao em exeengo nos pharocs e hali-
sas da cost da Franca, conforme indicam os
---------------i mesmos avisos. Capitana do porto de Pernam-
Ris. 121:732*751 buco de setembro de 1860.O secretario,
-------------------- J. P- Brrelo de Mello Reg
Pela inspoeco da alfandega se faz publico,
274089 \V>*B0'* 1 *> ootwnto, depois do meio dia,
so ha o de arrematar en hasta pub ica, livres de
direlos ao arrematante, no estado em que se
acharen), 252 garrafas com 63 de cerveja, no va-
lor de 720 rs a medida, vindas de Antuerpia, no
navio Monickendan, entrado em junho, abando-
nadas aos direiios por C. Luiz Cambronne.
Alfandega de Pernambuco, 6 de setembro de
1860.O inspector.
Rento Jos Fernandes Barros.
97:358j7G8
21 032g914
663780
Rs. 121:732*751
Demonstracao lo estado da caixa.
Ouro ( garanta de
emissao) .... 12:790*000
Notas do thesouro,
dito......381:051*000
------------------393:8'ilS0OO
de 200* 19:800*
I de 10O* 10:700*
de 50 3:15oa
de 20g 8.520*
do 10? 22:580*
-------------6:75O*O00
Dilas deste ban-,
co. .1
Ditas da caxa filial
Brasil.....
Prata e cobre .
do Raneo do
89:190*000
92&9570
co accesos uuraoie tudjs a nones, sume a liria
de Brhal. Elles dario um alinharnenlo psssati-
do pela Horaine. Ser ento fcil de evitar este
perigo por meio do observacao sobre opharol dos
Meaux de Brhal, um dealcs dous fogos ser ins-
lallado sobre a pona do Paon (Pavo e Ilumi-
nar todo o horisonl. O oulro sera asseulado
no cume da torrinha recentemenle construida so-
bre a planura de Rosedo e s Iluminar' um es-
paco angnlar de 20 pouco mais ou menos,
llluminico da entrada do porto de Trouville.
(Co Ivados.)
A extremidade do dique oriental do porto de
Trouville ser prximamente signalado por um
pequeo fogo lixo verde de 2 milhas d'alcance.
lllumiuaco da entrada do porlo de Celte.
[Herauth.)
O pharol novamente construido sobre a ponte
Sao Luiz a entrada de porto de Gette, ser posto
em artividaie d'aijui ha poucos mezes. Elle con-
sistir em um fogo fixo brnnco de 15 milhas de
alcance. O pharol actual de Sao Luiz ser sup-
primido na mesma poca.
mappa retro faz conhecer por orden) de la
titudes, as posices geographicas as alturas e os
alcances dos novos fogos, referidos ao meridiano
de Pars.
S? S2 H ~* y f> S ~ S n ^ sa-AH
? --S 5 = = a ^ =rc = =
. ... o : s: o o-
5S-
M. "^ fa
52
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o: %?-~2.^Z2
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i- -i
y ~-o = s
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Mis. 548:7098570
Demonstrando da emissao.
16:600f
Notas de 200* 1
2
serio 83
3,505
entradas por su-
bstituirlo nesle mez.
3,588
288
3,876
701:000$
717:600*
57:600g
Notas de 100* Ia serie 242
2a 3,420
entradas por su-
bstituirlo nesle mez.
3,662
24
3,680
21:200$
342:000*
366:200*
8:4
775:200*
50*. .
20* .
retiradas por su-
bstituido nesle mez.
3,220
3, 00
900
2,500
68:000;?
18:000*
10$ 17,720
retiradas por su-
bsliluicao neste mez. 4,200
" 13,520
177:200*
42:000$
368:600*
161:000$
50 000
--------135:200$
Res 1,490:0005
O guarda livros,
Francisco Joaoi;im Peheiua Pinto.
Alfandega.
Rcndimento dodia 1 a 5 63. i50748
dem do dia t......12.952a877
76.403*625
Voluraes entrados com fazendas
> > com gneros .
Votamos saludos cora fazendas
> com gneros
91
385
-------476
112
171
-------283
Descarregam hojelOde setembro.
Barca inglezaPalmalhafazendas
Rrifjue inglezMeaestreidem.
Talacho porluguez Promplidao o resto.
Barca portuguezaGratidaodiversos gneros,
Brgue inglezMerchantearroz.
Brigue inglezEaglecerveja. ,
Escuna holbndeza Atalantefarinha do trigo.
Polaca hespanholaNova Carilapipas c barris
de vinho.
Barca americanaUnidoo resto.
Barca francesaBerihefazendas.
Barca americanaGolden Hornarroz e rolim.
Importacao.,
Hyalc nacional Uuvidoso, vindo do Ass con-
signado a Marlins Irmaos, manifeslou oseguinle :
160 meios de sola, 83 caxas velas de cera da
carnauba, 19 saceos algodao, 1 sacco cera de abe-
llij, 150 alqueires sal, a ordem.
Consulado geral.
Rendimento :1o dia la. .
dem do dia 6.......
1:874 ji8
l:799c>369
3670Z57
Diversas provincias.
Rendimenlo do diala5 .
dem do dia 6.......
73*070
69>810
142.880
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 6 de setembro de 18CO
Rio da Prata Pataclio hollandez Eduard, A
[rm&OS, 90 barricas assuc.ar branco.
PhiladelphiaBarca americana Uniao, M. Aus-
lim iC, 1,200 saceos assucar masca vado.
Liverpool Briguo inglez Odom, J. Ryder &
C, 653 saceos assucar mascavado, 81 saceos
cera de carnauba.
Becenedoria de rendas internan
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 5 2:970*008
dem do dia 6....... 6.'>415
3:635$423
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a 5 3:006#658
dem do dia 6.......1:720*651
4:727g309
Moviuie.Dto dojioriu.
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Horas
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Atmosphtra.
c m CA Direego.
X * o a o Intensidade
91 Mi 03 O hD C 00 o rs O Centgrado.
P o * o 00 o o i Reaumur.
> co ~1 o Fahrenheit
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| Hygrometro.
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Barmetro.
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rr.
M E
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C-
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A noiie clara, vento SE, veio para o terral e
assim amaobeceu.
. OSCILLA^AO DA BAR.
Pramar as 8 h 6' da iuanha, altura 6
\
i 6.60 p.
A cmara municipal desta cidade manda
publicar, para conheciinento dos seus municpes,
e afim de que seja observada a postura abaixo
transcripta, que foi approvada provisoriamenle
pelo Exm. presidente da provincia, em data de
21 do correntc.
Par;o da cmara municipal do Recife em sessao
de 27 de agosto de 1860.-Gustavo Jos do Reg,
pro-presidtule.Manuel Ferrcira Accioli, sacre-
lario,
Hn.-irta seccao. Palacio do governo de Per-
nambuco em 2t de agosto de 18G0.
O presidente da provincia, lendo em visla u
que representou a cmara municipal do Recife
em ollicio de 22 do correle sob n. 78, resolve
approvar provisoriamente o seguinte artigo de
postura :
Artigo nico.Ningticm poder conduzir cal
pelas ras da cidade, e estradas do municipio,
sem ser coberla de maneirn que o vento a nao'
espalhe : os infractores sofirero a mulla de 10*, j
a iiuai ser dolirada na reincidencia.Ambrosio;
Leilao da Ounha.Conforme Antonio Leite de
Pinito.
Secretaria do governo de Pernambuco, 31 de
agosto de 1860.
S. Etc., o Sr. presidente da provincia, manda
publiczr para conhecimento de quem possa inlc-
ressar, que o Exm. Sr. ministro da fazenda, len-
do ordenado a thesouraria de fazenda desta pro-
vincia que proceda a subsiiluico das ola de
2o*uO ris da 4a estampa, papal branco, deca-
ron em aviso de 13 dt) correte, que esta subs-
tituido ter lugar nt lempo que deorrer de
agora at o.tW de'abr'ij^lo anuo prximo tutu-
[(IcTiiaio seguinte, o prazo
. mensal de 10 por
0|0 no valord'taes notas.
* f-4'O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
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de 10 nipzesvpafa*oli(fesciito
Declaraeoes.
Coosuldo dfLFrca
. Em rnambuco.
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o!ioce,yii>st,t!-.b.t*''.c.ioci*
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a

Pela suhdelegicia de S. Jos, acha-se re-
colhidoacasa de delencao urna crioulinha que
representa ter 13 a 14 annos de id3de, e dizcha-
mar-se Zeferina. a qual foi encontrada s 2 ho-
ras da roanh.ia do dia 31 de agosto lindo, vagan-
do pela roa do Terco, nao sabe ou nao querde-
Ministerio da agricultura do connucr- SS seja se" s""l,r: *"-?>'
ci e das obras publicas.
Pbarcs e Balizas.
AVISO AOS NAVEGANTES.
Muitas modilicaroiis sero ntroduzi.las na illu-
minaco das costas de Franca, no principio da boa
esUcao, e desde h..je cr-se dever informar dol-
as os navegantes Annunciar-se-ha ulleriormen-
le, 0 em prazo curio, a poca precisa em que ca-
da um dos novos fo>:o5 for poslo em actividade.
1 Iluminaran da GirouJe.
O fogo lixo da imilla da Coubra ser inslallado
no cume do andaime de madeira, actualmente em
construcu pe lo deste pharol, e o seu aicaj)f
elevar-se-ha a 15 milhas.___ r-^^
a >^,...>..au uu, rugus oo ^rennasco .u..- ia r-
la.se] e da Terra Negra (Terre Negre) ser dupli-
cada na direcg.'io que ellassigualam.
O fogo lixo da pona de Grave ser substituido
por um fogo do mesmo carcter, porm do 15 nu-
Ihas de alcance, que ser inslallado no cume da
torre, actualmente ern construceao a 320 metros
no S. S. O. do pharoreto actual.
Opharol fluciiianle de Fallis ser transporta-
do a 600 metros pouco rnais ou menos para o N.
o seu
N. O. da pbsico que elle OCCUpa hoje, c
brilho ser augmentado.
Um pharol lluctuanle de fogo lixo branco, de
10 milhas de alcance, ser ancorado pelo travez
da torre de By.
Urna terceira luz fuictuante de fogo fixo bran-
co, de 9 milhas de alcance, ser ancorado provi-
soriamente abaixo da Marechale pelo travs de
Mapon.
Um fogo Gxo branco de 13 milhas de alcance se-
ra acceso no cume do andaime de n.adeira actual-
mente em Construceao sobre a extremidade norte
da lina ue Paliras.
Eiulim um pequeo fogo Gxo branco de 3 mi-
lhas de alcance ser acceso cima de Panillac, pa-
ra Mgnalar a origern do fuinleadouro desdo nooie
Quando todos esles fogos forera accesos, os oa-
vegantes que quizerem entrar de notlo na Girn-
de e chegar ao ancoiador do Panillac, devenio
conformar-se com as indicaces seguinles :
Depois de terein reconhecilo sua posicao, por
obseivacoes nuticas referidas aospharooida tor-
re de Cordouau e da Coiibre,collocar-se-hao sobre
a lu.ha que projecta o fogo fixo branco da torre de
Terra negro [Ierre negre) e o fo te branco e vermelho de Pontaillac e ah se mau-
lerao ale que tenham chegadu ao sul verdadei-
ro do pharol da Coubre. Ellas deveroenlao mu-
dar de rumo e fazer proa sobro o pharol de Cor-
douan aieo momento em que o fogo vermelho do
penhasco (de la Falaise] se mostrar sobro a mes-
nia vertical que o de Tena-negra e seguir a di-
ree$au indicada por esles fogos al enconlrar-se
com a dos fogos lixos vermelho do S. Qeorgtg e
das dunas de Suzac. Diiiir-se-ho ento sobre
a mesma compareca na referida sub-
delegacia munido do competente titulo para Ihe
ser entregue. Subdelegada de S. Jos do Re-
cife Io de selembro de 1860.Jos Antonio Pinto.
Portara.
Directora geral da instruccao publica de Per-
nambuco 28 de agosto do 1860.
O director geral interino da nslrucQ.to publica,
ouvido o conselho director em sessao de 25 do
correte, e de conformidade com o disposto na
kMjegTTlamentar n. 369 de 14 de maio de 1855.
consrtol "'cursos no art. 99 da cilada le, os
pri-fes^nrtfi T^oftssoras particulares abaixo men
CMPaitaS. e coo,olaos sujeitos apagar multa oe
cinfdr'rita rnil res cads um, par no tercm na
forma da referida lei o das instruccoes de 11 de
junho de 1859, se habilitado cora o eitame de
verihcac.io de capacidade professional dentro do
praso de seis mezes, marcado no edita! de 15 de
ouiubro do anuo passado ; devendo cada um dos
referidos professores e professora recolher a the-
souraria da fazenda provincial a mencionada
quantia de eincoenta mil ris, dentro do praso
de trala diasco otados da dala desta ; iudo o
qual sarao as rnesmas multas cobradas execnli-
vamente, como se pratica, com a divida activa
provincial proveniente dos impostes.
Jos fioares de Azenedo
Director geral interino.
Professores e professoras a que se refere a por
laria supra :
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Rernardino de Souza Peixe
Joo Jos Vieira de [tarros
Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
Joo Augusto de V'asconcello Leiio
Vilo Antonio do Sacramento Pessoa
Padre Haaofll Adriano de Albnquerque Mello
Victoriano Antonio Muniz
Padre Joaquim Jos de Farias
Joaquim Jos Balmacedo
Francisco Jos das Cnagas
Manuel .los de Varias Simoes
Manoel Francisco Pereira
Manoel da Silva Coulo
Antonio da Cosa Lima
Tiburtino Flori.mo de Carralho
Manoel Furiado da Costa Tico
Joaquim Jos Florencio de Moura
Estevoo Piulo de Moraes
Jos Correia Paz
Antonio Rento I'inheiro
Joaquim Rellarmino de M- lio
Joaquim Jos de Araojo
Severiano Marlyr Vivir
Antonio Jo Coelho de Queiroz
Jos Ramos de Vas-'onccllos
e goiar-se-"l.o depois secssiva: i Theooro da c-""- Corde.ro
nuiles:
a en-
C^
mente sobre os alinhamentos so
O fogo lixo de Hichara fisto pelo pharol fluc-
tuanle do Fallis; o pharol a fogo fixo branco di
poiita de Grave, visto pelo pharol lluctuante de
Fallis ; o pharol a fogo. lixo blanco da ilha de
I auras, visto pelo flucluanle de Mopon ; o fogo
Ouctuanle da torre de By, visto pelo fogo llucluau-
te de Mapur.
Su os fogos do Sao Georgese das dunas de Su-
zac achareui-se encubertes pela rerraco, os na-
vegantes reconhecero. avistando o" pharol de
Corduan, o poni onde deveni abandonar a linha
dos fogos do Penhasco (de la Falaise) e de Terra-
uegra, loyo que avislassem o logo de Cordonan
claramente colorido de vermelho dcoriam (azor
proa ao S. E. 1(2 F.. verdadeiro maniendo-se na
zona vermelha deste pharol at avisiarem os fo-
gos de Tallis e de Richard, um pelo oulro.
Illumiiiarjo dis proximidades de Perros.
[Cosas do tioi/e.)
Cinco novos fogos sero prximamente accesos
durante todas as noite3 as proximidades do an-
coradooro de Perros,
Um fogo lixo vermelho de 5 milhas d'alcance
ser acceso sobre a pona de IMoiimanach
irada do pequeo porto deste norae"
Dous fogos Gxos brancos signatario a direceo
do canal occidental do ancoradouro de Perros,
sero eslabelecidos un perlo da poni de Nao to-
nar, o outro a 685 metros de distancia no S. E.
sobre urna torrinha recentemenle conlruida pr-
ximo da fazenda de Kergear.
A direceo do canal oriental sera igualmente
signalada por dous fogos fixos brancos, allumia-
dos, um a 100 metros atrs do sigua I de .madeira
que serve actualmente de balisa de da, o oulro
perlo do moiuho de Kerprigenl e 2865 metros ao
S. O. do primHru.
Os navegantes qne quizerem enlrar no porto de
Perros pelo canal occidental deverao deixar o
alinharnenlo indicado pelos fogos de Nanlouar e
de Keriean, um pouco antes de ver um pelo ou-
tro os fogos do moioho de Kerprigent, e seguir
ento a direceo dada por esles ltimos fogos.
Illuminaco xas proximidades do Brhal.
[Costas do norte.)
Dous fogos,Cxos verraelhos serj d'aqui a ppu-
Joseoha Maris do E|iirilo-Sanlo
I). Candida Rallona da Rocha
I) Urbana Angella de Lima
D. Maris s,eraphina vieira
D. Irip da Conha l.eile
I). Viceni ia Maiia do Carmo Cezar
D. Arma Ferreira da Silva
I). Mana de Nazarelh Augusta
D. Joaquina Loiirenca da Gonceicio Lima
. Amalia Vicenria do Espirito-Santo
I). Joauna Rosa da Trindaite
D. Luiza Aunes de Andrade Lial
D. Francisca Mria do Rozario
I). Mara Sevenna do Monte Souza
I). Mana Eugenia Ferreira
D. Elena dos Sanios I'inheiro
D. Mara Joaquina do Paraso
D. Emilia Fausta de Menos Costa
D. Thereza Guilhermina de Carvalho
D. Auna Mara da Coriceico Nepomuceno
I). Francisca de Assis Doiningues Carneiro
I'. Rertina Carolina Cezar Galvo.
Secretaria da instroceo publica de Pernam-
buco 28 de agosto de 1860
O secrelerio interino
Salvador Henriques de Albnquerque
Pela administraco do correio do Pernam-
buco se faz publico, que -m conformidade ao de-
creto n. 787 de 15 de msio de 18>1 e respectivas
instruccoes, leve hoje lugar o processo da aber-
tura das cartas atrasadas pertencentes ao mez de
agosto de 1859, condemnadas a consummo pelo
art. 138 do regulameuto geral dos correios de 21
de dezembio de 1844 ; aes-siio ao dito processo
o Sr. negociante Manoel Alves Guerra.
Desta abertura resuliou arhnrem-se somente
urna carta com documento descripio em livro
para esse m desuado, licando recolhida con-
venientemente para ser ciitri-guc a quem de di-
reito perleneer.
Urna carta de Antonio Jos de Freitas da cida-
de do Aracaty, para Fonseca & Silva, com urna
letra.
Per ultimo proceden-se a quema das ontras
cartas, que nao encerraran) diuheiro ou docu-
mentos, de que se lavrou o respectivo termo que
e o que se aeg.ie. Adiumisiraco do crrelo de .
Pernambuco, 4 de selembro de 1860.
Termo de consummo das cartas atrasadas per-
lencentes ao met de agosto de 1859.
Aos 4 dias do mez de setembro de 18150, nesta
administraco do correio, s 11 horas da manha
estando presente os Srs administrador Domingos
dos Paseos Miranda e mais empregados abaixo
assignados, procedeu-so em virtude do art 138
j*Rlmento dos correios de 21 de' dezembro
de 1844. a coosummo de 95 cartas selladas, 179
nao selladas,.ni Importancia de 8*800. como
consta da faetura, cuja importancia vai descar-
regada nesia data ao respectivo thesoureiro.
E para constar lavrou-se este termo em que
assignou o administrador e thesoureiro Domin-
gos dos Passos Miranda.
Eu Francisco Simoes da Silva, ajudanlee con-
tador o esrrevi.
Os officiaes papelistas. Ismael Amare! Gomes
da Silva.Eduardo Fumino da Silva.Luiz de
Franca de Oliveira Lima.Pralicanle, Vicente
Ferreira da Porciuncula.Porleiro, Manoel Ma-
nnho de Souza Pimentel.
A junta administrativa da irmandade da
Sania Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer publico s pessoas que arremalarim as ren-
das das casas do patrimonio da mesma Santa
Casa, no triennio a conlar do prmeiro de julho
do corrente anno a 30 do junho de 1863. e que
os tiadores anda nao assignaram os respectivos
torraos, quo o devem fazer no prazo de 15 dias.
contados desla data, sob pena de se proceder a
nova arren.ataco.
Secretaria da Sania Casa da Misericordia do Re-
cife, 5 de setembro de 1860.O escrivo, Fran-
cisco Antonio Cavalcanti Coussciro.
A junta administrativa da irmaudade da
Sania Casa da Misericordia 4o Recife, manda fa-
zer publico, para conhecimento do quem posas
interessar, que est resolvida a fazer cumprir
exactamente as condces dos contratos de ar-
rendaraento dos predios do patrimonio da mes-
ma Santa Casa, e para que em lempo algum se
allegue ignorancia, manda publicar as referidas
condces. que sao as seguintes :
1.a Oue o arrematante ou rendero ser obri-
g"do a pagar o preco do seu contrato por quarteis
vencidos.
2." Que nao poderi sublocar a casa ou parte
della sera licenca por despacho da junta, sob
pena de flear de nenhum effeito o contrato e pro-
ceder-se a nova arremalaco,
3.a Quo o arrematante "ou rendeiro ser obri-
gado a conservar sempre em bom oslado o pre-
dio, sob pena de pagar as perdas e damnos, qua
lho forem atlribuidas; devendo cntrega-lo de
mesma maneira que o receber.
4." Que nao cumprindo em parte ou no lodo as
condicoes do contrato se tornar nulo e de ne-
nhom vigor ; Picando salvo a junta o direilo de
haver do contratante ou do seu fiador, como me-
taos Ihe convieras perdas e damnos que ao pre-
dio causaren) e as rendas que esliverem vencidas.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 4 de selembro de 1860.O escrivo, Fran-
cisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de compraros objectos
seguintes :
Para os recrulas do 9. batlho de inantaria.
Brim branco para 16 calcas, varas 40; algo-
daozinho para 16 camisas, varas 40 ; esleirs 16 ;
grvalas 16 mantas de lia 16
Para provimenlo do arsenal de guerra.
Velas estearinas, libras 100 ; peonas d'aco in-
glezas caixas 13 ; caniveles de aparar penas7 ;
espanadores de peonas 2 ; panellas de ferro es-
terillado de n. 3, 1 ; chaleira de ferro eslanhado
de n. 6, 1.
Para o hospital militar.
8 arrobas de assucar retinado da primeira qua-
lidade.
Quem quizer vender taes objectos aprsenlo as
suas propostas em caria fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da manhaa do dia 14 do
correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 5 de
setembro de 1860.
liento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronol vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumplimento ao art.
22 do regula men lo de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que furara aceitas as proposlas dos
sennores abaixo declarados.
. Para fornecimento do arsenal de guerra.
Jacinlho Soares de Menezcs :
6 k Tor,..- ao una piula de escreve a 000 is.
Guiniares & Oliveira :
20 exemplares da historia do Simo de Nad-
illa a 19280.
50 exemplares da Economa da Vida Humana
a 400 rs.
20 gramrnaticas portuguezas por Castro Nunes
a 19000.
20 arilhmeticas por Collaco a 1J280.
100 resumos da doulrina chrisla a 80 rs.
50 cartas de A R C a 60 rs.
1(0 tabeadas a 60 rs.
20 iranslados de cursivo a 60 rs.
25 ditos de bastardinhos a 60 rs.
30 ditos de bastardos a 60 rs.
30 ditos de A R C a 60 rs.
4 duzias de lapis finos a 320 rs.
50 pautas a 40 rs.
400 peonas de pato a 800 rs. o cenlo.
Para o quartel general.
Joo Jos da Silva :
2 bandejas para copos d'agua, urna por 1J400 e
outra por l9HO.
2 copos do vidro para agua a 950 rs.
12 quarlinhas grandes a 320 rs.
1 jarra de barro para agua por 8g.
Para as casas das guardas.
3 bacas oe louga a !&.
5 copos de vidro 950 rs.
1 thesoura grande por 1#900.
3 casticaes com lanlernasde vidro a b$.
10 quarlinhas grandes a 320 rs.
Para o arsenal de guerra.
0 mesmo vendedor Joao Jos da Silva :
1 resma de papel almaro por 3^700.
6 duzias de apis para pedra a 600 rs.
4 fechaduras Unas para carleiras de lamar.hos por 13.
O conselho avisa aos mesmos vendedores, qul
devem recolher os objectos comprados na sala da
secretaria do conselho s 10 horas da manha do
dia.... do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arseual de guerra, 5 de
selembro de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal sccrelario interino
O lancador da recebedoria de rendas inter-
nas geraes," de conformidade com os jj 1., 2 ,
3., 4. e 6." do art. 37 do decreto de 17 do mar-
co do corrente auno, tendo, de principiar no dia
10 do presente mez a fazer a rollocla lias ras
do Imperador, Pedro II, 22 de Novembro, boceo
do Theaim e Crespo, uo bairro de Santo Antonio,
do imposto sobre as lujas o casas comrr.erciaes e
outras de diversas classes e denominages ; avisa
aos donos dos seus respectivos eslahelecmenlos,
que lenlrun os seus recibos ou papis de arreuda-
menlos de suas casas nos ditos eslabelecimenlos,
para por elles se fazer o processo do laucamente
na razo de 20 por cenlo do aluguel annual.
Recebedoria de Pernambuco 6 de selembro de
1860.Jos Theodoro Sena.
Correio geral.
Retacan das cartas seguras existentes na admi-
nistraco do correio desla cidade para ossenho-
res abaixo declarados :
Antonio Luiz Gonealves Ferreira.
Goncalo da Silva Forte.
Joaquim Mara da Cruz Rocha.
Joo Jos do Monle Jnior.
Jos Carlos Teixeira.
Jos Joaquim Domingues Carneiro.
Leviuo Piulo Biaiid*.
Simo Velho df Moura Coitinho. (2)
Vicente Severiano Duarte.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serera re-
colhida s desde j as notas
de 1 o,ooo [e 2o,ooo da
emissao do banco.
(I

THEATRO DE S. ISABEL.
C0MPAMII1 IUCillEOniItMME
RECITA EXTRAORDINARIA
Sexta feira 7 de setembro
Anniversario da independencia do Brasil.
Dia de grande gala
Logo que S. Exc. o Sr. presidente da provim-a apparecer na tribuna, cantar-se-hao liyranc
nacional, e em seguida represenlar-se-ha a graude opera em tres acios de Donizetli:
Osbilheles vendera-se como de costume.
Sendo preferido os senhores assignantes al ao meio dia do dia 6.
THEATRO
DE
Beneficio do actor Camino.
DOMINGO. 9 DE SETEMBRO DE 1860.
Reentrada do actor Antonio Jorg^e,
extra do joven Cardoso.
chegada de S Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia os Srs. professores, da orcheslra execoia-
rao um excellente ooverlura, linda a qual, subir
pela primeira vez scena nesla provincia o novo
drama em 3 actos, intitulado :
JOS YELBACO
ou
0 ALICIADOR DA ESCRAVATURA
BRANCA.
PERSONAGEiXS
Jos vclhado......o beneficiado.
Luiz do Campanario. O Sr. Cardoso.
Anionio Prudente O Sr. Srkiner.
.....O Sr. Jorge.
. O Sr. Lisboa.
I) Francisca.
. D. Julia,
da Madeira em 185..
ckiner e D. Francisca, j
Aracaty.
Sahe cora brevidado o hiate Dous Irmos, por
j ter parle da carga : para o resto trata-so com
Marlins & Irraao, ra da Madre de Deus n. 2.
Cear,
Segu com muila brevdade o palhabote San-
ta Cruz : para o resto da carga tralj-se ao lado
do Corno Santo n. 25.
Leilcs.
LEILAO
Terca-feira 11 do corrente.
Antones fara lei lio em seu armazem de difle-
rentespeca de marcineiria do mais apurado
gusto, candelabros, serpentinas, pianos em per-
feilo esla.lo, e do urna rica mobilia de Jacaranda
a Luiz XV. As 11 horas em ponto.
O vi
Joaquim.
Joaninha......
Maria das Dores. '.
A scena passa-se na ilha
Seguir-se-ba pelo Sr. S
o eugracado duelo :
A PANELLA DOS FEITigOS.
Depois do qual represenlar-se-ha a engracada
comedia : *
''
Actores: D. Francisca D. Julia, Jorge, Cardoso
Sckiner e Lisboa; segoir-se-ha pelo joven l'er-
nambucano alguns volleios sobre a corda frouxa.
e rematar o espectculo com um monologo de
gralidoo ao publico pernambucano.
O resto dos bilhetes eslo venda
rio do thealro.
Duasescravasede
um carreto.
Terra-feira 11 do correntc.
Antones tari leil.lo era seu armazem ra do
Imperador n. 73 de duas excellenles escravas o
de um carro de rolla inteira de puchar objectos
da alfandega. A< II horas em ponto.
Avisos diversos.
no escripto-
m (lo Apollo.
Sexta-feira 7 e sabbado 8 do
corren*" x
Anniversario da independencia do
imperio.
s 9 horas da noite.
Alem do baile do costume, os inlervallos serao
preenchidos pela forma seguiute :
Primeira parte.
Oiunue oaiieoingioo pelo meslre sala.
QUADROS VIVOS AO NATURAL.
1. O acampamento da Crimea.
2. A tomada da torro do Malacoff.
3. o 4." Sao todos exlrahidos do drama a Gra-
ta de Dos.
A banda da msica marcial locar na abertura
o liymnn da independencia, e depois urna linda
symphonia.
Em consequencia de nao se poder marcar os
inlervallos, em todas as occasioes que se liver
de dansar, o meslre sala annuncia lo-ha por lo-
que de eampainha.
No da 8 o espectculo ser variado conforme
couber no possivel
Entrada para homens 2*000, para senhoras
gratis.
Avisos niaritiiiioh.
"^^*" sfcsm
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidade o hiate Gralidao
por j ler a maior parle da carga prompta ; para
o resto o passageiros, trata-seno Passeio Publico
n. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, cora Pereira &
Yalente.
B
i8
J
Riode Janeiro,
a barca nacional Clemenlina sahe com brevi-
dade : para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com Gnilherme Carvalho & C. na ra do
Torres.
Para a Parahiba segu a barcaca Dous de
Julho, meslre Joo Pedro da Silva : para carga,
a entender-se com Joo Jos, da Cunha Lages, na
ra da Cruz n. 15, s-guiido andar, ou cora o mes
ir no trapiche do algodao.
Porto por Lisboa.
Vai sabir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Proojpli io
II. forrado e encavilhad de cobre, de primeira
marcha e elasse : part carga e passageiros, para
os quaes lem excellenles conimodos, trala-se
com Elias Jos dos Sanios Andrade & C., na roa
da Madre de Dos n. 32, ou cora o capitao.
Muraulio e Para.
Segu cora brevidado o hiate nacional No-
vaes por ler parle do seu carregainento promp-
lo; para o resto da carga, traase cora Joo
Francisco da Silva Novaos, no largo do Corpo
Santo n. 6, segundo andar, ou con) o capitao
Joaquim Jos Mendos, no trapiche do algodao.
Acarac.
O palhabote Saoto Amaro segu com brevi-
dade : a tratar no largo do Corpo Saoto n. 25.
Para Lisboa sahe imprelervelmenle at o
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parle
de seu carregamenio prompio : quem quizer car-
regar ou ir de passagera, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recite, escrptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o tforlo tem a sahir al o fim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passagem, para oque tem excellenles com-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escrptorio de Manoel Jdaiuim
Ramos e Silva.
Babia,
Segu para a Bah>a em poucos dits o palha-
bote Dous Amigos para alguma carga miu-
da que anda pode receber, trata-se com o seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo na ra da
Madre de Deo n. 12.
Precisa-sede um rapaz porluguz para cria-
do, de M%u tC annos : a tratar na Passagem da
Magdalena defronlo do srjbrado do coronel Joo
Joaqaim.
Aloga-so um moleque para servico de casa
de familia ou outra qualquer oceupaco : a tra-
tar no Pombal, pouco adiante do sitio do lllm.
Sr. Visconde, na casa que lem um lanco de mu-
ro na frenlo.
Precisase de urna ama forra ou captiva,
que saiba cozinhar e engommar: a tratar na ra
do Vigario n. 11. segundo andar.
Eu abaixo assignado declaro ao publico qua
deixei de ser procurador bstanlo de Rosa Maria
da Conceicao Maia desde o l.?^d selaaabro de
1860,Antonio Francisco AlvesTonde.
SOClEDAttE fc
MNST.TLT0 PO E IJTTERARO.
Domingo haver sessao ordinaria da assem-
bla geral, as 10 horas da mar.ha, para appro-
var-so o parecer da comniisso de poderes, o
posse do novo conselho.
Serrelaria do Instituto Pi e Luterano 7 do
selembro de 1860.
Allino Rodrigues Pimenla,
1." secretario.
JNa ruada Cadeia n. 24,
deseja-se fallar com os senhores '.
Marcelino de Souza Pereira de Brilo.
Cielo da Costa Campello.
Jos Candido de Barros.
Jos Alves Monte Maso.
Joo Alves de Oliveira.
Joaquim Clemente de Lemos Duarla.
Antonio Caetano da Molla.
Augusto Pacheco Queiroga.
Manoel Jos Ferreira.
Manuel dos Santos Azevedo.
Bemjamin do Carmo Lopes.
Migue'. Francisco de Souza Reg.
Silvino Mondes de Azevedo,
Joo Rudrigues Cordciro.
Ningueru se engae.
Osalmanaks de Caslilho. com (bikinba para o-
Brasil. s se achavara .venda na livraria aca-
dmica, ra do Imperador d 79 ; assim pois as
pessoas que desejarem comprar o aluianok de
lembranca Luso-Brasileiro daquellc amor para o
anno de 1861. podem dirigirse livraria cima,
onde elles eslo venda por ordem e autorisa-
<;ao do Exm. Sr. conselheiro Jos Feliciano do
Caslilho Brrelo e.Neronha, do Rio d Janeiro.
No eseriplorio de Aranaga Hijo & C, pre-
cisa se fallar com o Sr. Desiderio Fernandos Coe-
lho a negocio de seu interasse.
O abaixo assignado fas sciente ao publico
com especialidade ao respeilavel commercio. que
Jns Maria de Azevedo, administrador e iuleres-
sado na taberna sila no pateo do Terco n 28,
deixou de continuar com a administraco da dita
taberna desde odia 5 do correrle c 'completa-
mente dispenso de iodo e qualquer servico ten-
dente a mesma. Recife de setembro de 1860.
Jos Anlunio Soares de Azevedo.
Na ra do Trapiche Novo n. 6, precisa-se
ler noticias do Sr. Eduardo Coelho Fernandcs,
chegado de Lisboa em 1857.
Attenco.
Os curadores iscaes da fallencia de
Siqueira & Pereira, rogara a todas as
pessoas devedoras a roassa que devem
quanto antes vir pagar leus tebitos aos
credores deposita os P. Will &C,
no mesmo estabelecimento da ra do
Crespo ou no largo do Corpo Santo, eax
casa dos mesmos Srs. depositarios.
Saca-se sobre Lisboa e Porto, ra
do Vigario n. 9, primeiro tndar, es-
criptorio de Carvalho, Nogueira & C.
Aluga-se i oa*a da travessa do Carmo n. 2 :
a tratar na roa do Quejrnado n. 48.
Na ra eslreita do Rosario n 20 tem um
moleque deJ8 annos para se alugar: quem pre-
tender, dirija-se a mesma casa.
Altenco.
Silva & Molla declaram a seos devedores que
leem dado procuraco aos Srs Manoel Joaquim
Ramos o Silva, Francisco Severianno Kahelln &
Filho, Domingos Alves Matheus o Carvalho No-
gueira 4 C., para recenerem todas as dividas de
sua casa o dar quitaco. Recife 6 de selembro
de 1860.
Os abaixo assignados participan) aos Srs. de-
vedores da casa comraercal dos Srs. Silva 4 Molla
que delegaran) ao Sr. solicitador Jos Jacinlho
da Silva a procuraco que daquelles receberam,
para robrarem a importancia dos seus dbitos.
Pernambuco, 6 de setembro do 186U.Manoel
Joaquim Ramos o Silva.Por procurarlo, An-
tonio Lopes Rodrigues.-Carvalho, Nogueira A C.
-Domingos Aires Malbeus.F. S. Rabello 4
Filho.
*S~*
*>>..


DIARIO DE PERAMBUCO. SETA FEIRA 7 DE SETEMBRO DE 1860.
Para passar a Testa.
Aloga-se urna excellente casa de sobrado na
entrada da povoa^ao do Monleiro, com grandes e
excellentes commodos para nma numerosa fami-
lia : a iralar na ra doQueimado n. 33, luja.
Aluga-sc por preco commodo a loja da casa
da ra do Imperador n. 75, lado do caes : a tra-
tar no primeiro andar da rnesma casa.
So da 11 de setembro, pelas 11 horas da
manhaa, na audiencia do Sr. Dr. juiz de orphaos.
se ha de arrematar a quem mais der por arren-
damento do sobrado de dous andares n. 47, sito
na ra Nova, qne ser a ultima prac.a : quem pre-
tende-la, poder aprescnlar-se no referido dia e
hora na casa das audiencias.
Perdeu-se da praca da Boa-Vista al o
Manguinho urna portinhola de um carro ameri-
cano com chave o virola de metal branco : quem
achnu leve a bolica do Sr. Gameiro, ou ao recc-
bedor da barreira do Menguinho, que sera gene-
rosamente recompensado.
de Paris. I i
15Ra No va15
Frederico Gautier, cirurgiao dentista, ~j
Jg faz todas as operace da sunarte e col- *
n> loca dentes artificies, tudo com a supe- <
f| rioridado e perfeigao que as pessoas en- fg
tendidas Ihe reconhecem. g
Temagua e pos denlifricios etc. tE
n^^mm^m mmrnmxa m
Aluga-so um grande armazem, proprio para
qiirflquer eslabelecimento, na ra do Rangel n.
62 : a tratar na pateo de S. Pedro n. 6.
Aluga-se um armazem na ra da Cruzn.
29, com sahida para a ra dos Tanoeiros : a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
Estas peinas de difTercntes cualidades, sao fa
tricadas de ac de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de
eltra. Prego 1*500 cada eaixa e peonas de ouro
telo mesmo autor com pona de diamante, que
crem a grande vanlagem de nao eslar sujeilas a
crear ferrugem e conservndose bem limpassiio
de duragao infinita, deposito em casa dos Srs.
Ruedes & Goncalves ra da Cadeia n. 7.
SOCIEDADE
Recreio Litterarioe Be-
netcente
De ordem do Sr. presidente effeclivo, convido
porsle, a lodos os senhores socios installadores
a comparecerora sabbado 8 do correnle, as 9 ho-
ras em poni, na sala das sessoes, afirt de to-
marem posse dos lugares para que foram eleilos
aquelles senhores socios que o nao tlzeram na
ultima sessao, e de iratar-sc de negocios que
muilo inleressam mesma sociedade.
Secretaria da sociedade Recrno Lillcrcrio e
Beneficentc 4 de setembro de 18fi0.
Sesostris Silvio de Moraes Sarment,
1. secretario.
Roga-se ao Sr. l.uiz Bernardino da Costa o
favor de dingir-se ao largo do Corpo Santo ar-
mazem n. 6, a negocio de seu inlcrcsse.
No dia 3 do rorrele entregou o abaixo as-
signado a um prelo 10 caixas com charutos no
Us sr. Jjo M'guel de Oliveira
Berardo e Cundido Tneodoro Rodrigues
Pinto, dirijam se a loja do Ramalho ra
Direita n. 85, que se Ihe deseja fallar.
Na liviana n, 6 e 8 da praca da
r.->
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
COMPAKHIA
ALLIANCE,
Estabelecida m Londres
abp si mu.
CAPITAL
Cinco niilhoes de libras
sterVinas.
Saunders Brothers & C. tetn a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
caas, e a quem mais convier, que eslao plena-
mente autorisados pela dila companhia para ef-
ectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, c igualmente sobre osobjeclos
que coutiverem os raesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualqucr
qualidade.
armazem do Sr. FreneiscO Guede* de Araujo para I **&&&&& QMMtt ^S9Se
as levar sua taberna, e como nao fosse anda l _-. _.,.._ _, _, ap
DEN 1 l^TA I
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em roarmore lettras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annuncianle aprsenla seua trabaihos
nos tmulos dos Illm. Sr. Viraes, Dr. Aguiar,
Guerra, Tassoe em oulros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
ditas entregue, e supponha que o dito prelo as
tenha entregado em outra taberna por engao,
roga a pessoa que as tenha recebido Ih'as resti-
lua na sua taberna da roa da Guia n. 9.
Joao Francisco de Souza.
A empreza da illuroinacao a gaz desta cidade, faz scicnte a todas as
pessoas que coocaratB candteiros de ga* em seus casas, e aos que preten-
den ainda collocar, que tein resolvidobaixar os procos dos globos de v-
dro p ira I#500, 2$ e 2$00 os mais finos que se pode fabricar, os pi ten-
dentes acliaiao no armazem da ra do Imperador n, 51, um comple-
to sorticuento a sua escolha, assim como candieiros, arandelas e lustres
anegados ltimamente, de gosdos vanados e do melhor que se pode de-
ejar. Rottron Booker & C,
Agentes.
DE
PERVAMBUCO.
3Ra estreita do Rosai-io-3 %
Francisco Piulo Ozono continua a col- ^
locar denles arlificiaes lano por meio *j
de molas como pela pressao do ar, nao m
recebe paga alguma sem que as obras g
nao fiquem a volitado de seus dorros, a|
lem pozes e oulras preparagoes as mais ?j
acreditadas para conserfaco da bocea le
%M$m$m emsim s&mmst
Sacca-se sobre a RJiia : em de casa Ar-
kwri"hi& C., ra da Cruz n til.
J,TTI*1 TTTTTT rYTTTTTTTTTTT
H
"
"
y.
m
i DENTISTA FRANCEZ.
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p denlifico.
CASA LUSO-BRASLEIRA<
2, Golden S([uare, Loudres.
J. G. OI.IVEirtAlendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampios e excellentes ac-
commodacoes para muito raaior numero de lv>s-
A 00 o
O 5 O O
o o o o
OOO 3
CASA
COMMISSO
DE
DE
ESCRAVOS
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
APPOVACaO E AlTORiSACiO
DA
E
mmm m
JUSTA CENTRAL DE HYGIEN PUBLICA
a casa receben) se escravos
pedes-oe: novo se recommenda ao favor e lem-1 Hhorel?* Pr Commiss5 ''or ronla
branca dos seus imigos e dosSrs. viajantes que
visi lem esta capital; coa ti uu a a prestar-1 he.'seus
Serricose bous ofQe.Wis guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento praliio do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nglez alla-se
na casa o hcspaubol e francez.
!## @@@@S
$ O abaixo assign.ido estando a azer in- @
T ventario|Kir morle de sua mulher pede a ;g
f quem se julgsrcredor de seu casal, que @
@ aprsente su-ascoulas e aos que sao seus
deredores que venham saldar as suas.
& Prtacisco Gomes de Mallos Jnior.
Alugem-se 5 pretos proprios para todo /""'-ms a uzer qnaiquer escripia com luda a
o servieo aqui na cidade, sendo annualmentc : P,'r[,',no e ecleridade : na ra doQueimado, loja
quera precisar dirija-se a ra do Imperador D. j|. ***". J W, so dir quem Na mesma
39, entrada pelo berro do bolequim do Paiva, "Ja se dlr 'P'em vende um piano de boas vo-/es,
segundo andar, das C s 9 horas da manhaa ou ProP''o Par quem quizer apreuder, por mdico
na prara to Corpo Santo escriptoiio n. 5. das 9 Pre?-
s 4 da arde. Mauricio Jos dos Sanios Ribeiro, chegido
ConAida-se a todos os cidadaos votantes, e uKimamente de Lisboa, faz scienle ao respeita-
alliados^to guenjo actual, ou conseitadores, A vl publico que acato de eslabelecer na roa lar-
coroparecerem h >je 6 as 5 1 2 liaras da tarde, ga do Rosario n. 21. primeiro andar, urna offi-
eicsla i nnra serem
por ronta de seus se-
Alianra-seo boa trntamento. assim como
as diligencias possiveis para que os'mesmos .e-
jaiu vendidos com promplidao afirn de seos se-
iiliores au sofirerem emp.iie na venda delles.
nesia casa lia sempre para vender escravos do
oitierentes idades de ambos os sexos, com habili-
dades o sem ellas.
K t&* 0 Sr. Joatiuim Alvos Conti ft
queira ir como se Ihe tem pedido por **>
e rezesi ruada Cadeia do Recito n. 23.
offerece-se a fjzer
CLKCTRO-MAWTCAS EPISPATICAS
para que lniuem seienles das nltimas medidas e
resolncces tomadas sobre as eleic.es ; no paleo
do C.irmo n. 9, primeiro andar.
Arrenda-so ou aluga-sc o sitio da porta
d agua-no Monleiro, o qual tem grande e exccl-
leule casa de vivenda, espacoss estribara e co-
cheire, e casa para feilor, bo'm pomar e baixa pa-
ra capim, e cercado para vareas : quem prelen- idencia em Lisboa,
d_er,_djrija-se quelle silie para esamina-lo irn- i eouslantemenle
la-scitia camooa uo carm
O, tC(uiwu uuuor.
dcste
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguarda nem ineommodo.
AS CHATAS MEDICINAESso muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
imperio ha mais de 22 anuos, o sao afamadas, pelas boas.curas que se lem obtido as enfer-
midades abano -escripias, o que se prova eom innmeros altestndos que exislom de pessoas capa-
zes e de distinecoes. -I
Cora eslas CaAPjkS-BLBCTRO-aMHBTKAtBPlSrASTlCAS Mfra-e urna cura radical e infaliivel em '
todos os cssos de inflamroar.io [cansacoov, falla de rcspira do l'uad.*, bofes, estomago, baco, rins, tero, peilo, palpi(*aeao de coracao, garganta, olhos ery-
sipelas, rhpumatismo, pasalysia e todas as allercoes. nervosa"s,-ec, etc. Igualmente para as dif-
forentes especies de lumores, como lobinhos, escrfulas etc.. soja qual (or-O-eeu lamanho e pro-
acoriselhado por
Altenco.
o
Pracisa-se alugar um sobrado de um andar oh
de dous, em bem estado, com quintal, nos bair-
ros il Boa-Vista e Sanio Antonio : quem o liver
dirija-se a ra do Crespo n. 25-
No dia 16 do agosto do correnle anno fugio
o prelo de nome Severo, criaulo, estatura regu-
lar, cor preta feiees compridas, boa figura,
olhos vermelhos, com m* costura na barriga na
lado direito de urna lacada : quem o pegar, diri-
ja-se a ra de Hurlas n 86, ou a loja de cera da
ra do CabugA, que se.- gratificado.
cia de ourives onde aprompta quaesquer ob-
lados tendentes a mesma arte do mais apurado
.oslo e perfeicaode trabalho, como sejaru ade-
' tecos completos, brochas, pulseiras, aneis alfi-
letes ele, ele. Km seu esiabelecimenio proml-
ite concertar quaquer obra da sua arle com
A pratica adquirida por sua longa
e as relicofS directas que
maniem com algumas das mais
resneilave rp pregam no fabnco de todo o genero de obras de
prala. o habilitan! a cncarregar-se do quaquer
encommonda de laes objeclos tanto para a igreia
como para oso domestico. As pessoas. pois, que
se dignarem honra-lo rom a sua con0anca s-
rao servidas com o maior zelo c solicilud e
preeos baratissimos.
per-
res i
por
fundis, por meio da suppuracao serio radicalmente extirpados, sendo o seu uso
habis edistinelos facultativos
Prevcnca.
'Estando a findar osrscaes queijos do Cerid,
' as eicellenles marcas, e a bella mauleiga relin
j nada em frascos, previne-se oos amantes dos
ditos gneros, que venham a elles com presteza
para depuis nao haver queixa : no armazem da
i rua-esireila po Rosario n. 11.
Aureliano de P C, professor jubilado de
instru-cao primaria, cc-irliua a leocionar em ca-
Pde-se mandar vr de quaquer ponto -o imperioso Brasil sssPar,,cu,are' l".n' '*"* *pproeia-
4i________;..________i__.__ ,* ""*' : ment : quem precisar, dir.ija-se
os accesso- i Rispo, Asencommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, leudo todo o cuidado de
fazer as neeessarias explicarnos, se as chapas-sao para homcm, senliora ou orianra, declarando a
molestia em que parle di corpo existe, se na cabeca, pescoeo, braco, coxa, perna.'p, ou Ironco do
corpo. declarando a cireurafcrencia : e sendo incliaVois, feridas ou ulceras, o molde ilo seu Uma-
nho em um pedaco de papo! e a declaracoonrie existcm, afim do que as chepas
bem applieadas no seu lugar.
possam ser
O Sr. Domiiio3 Jos Soares. ofDcial da se-
cretaria do girvrno, queira dirigir-se a ra Di-
coita n 68, afim de saldar o que eslA a dever
aos herdeiros do Caelano Pereira Goncalves da
Cunha.
Precisase tomar a premio a quanlia de dez
adozeconlos do ris, dando-se hypniliera em
um predio nebro que val mais de 40 OOflOO
quem quizer fazer este negocio, annuncie
De ordem do Illm. Sr. Dr juiz de rphao
e a requerimento de Manuel Leoncio Vcllozo di
Silveira, tutor dos orphao. lilhos de Canuto Jos
>ellozoda Silv-ejra. lem de ir a praca a renda
aunual da ew*. 88 sita no largo de'Nossa Se-
ihi.ra da Paz freguezia dos AfogaJos. cuja cao
ofrerece accommodaces para grande familia,
-alera de quintal murado com carimba, cosinha
externa, algumas frurleiras. bom lerreno para se
plntateos de hortalice
Attenco.
Quem lirer um quario com a entrada indepen-
denle, aendo no bairro de Santo Antonio e S.
Jos, e que o queira alugar, annuncie para ser
procurado.
O Sr. Antonio Ilcnnqucs de Mi-
randa que morou nos Alllictos, queira
a mi unctar sua morada ou dirigir-se a
esta typographia a negocio de seu in-
tere*se.
O Sr. Domingos Cesario Pinto,
queira dirigir-se a esta typograpliia
que sellie precisa fallar.
Precisa se alugar urna escrava para casa de
pouca familia : na praca da Independencia n. 38
se dir quem a pretende.
Era um silio no Pombal, prximo ao do
Exm. Viscoude deSusssuna, casa com frente en-
carnada, aluga-se um bom molequo : quem o
pretender, dirija-se ao dilo sitio que achara com
quem tralar.
Altenco.

Jos Filippe Martins, estando cstabelecido ha
urna pareio de anuos com casa de paslo na ra
larga do Rosario, boje declara aos seus freguezes
lauto da praca como do malo, que se acha com o
niesmo eslabelecimento na ra estreita do Rosa-
rio n. 23, confronte, a ra das Larangeiras, aonde
continuara a servir os-freguezes da inelhor forma
possivel e por commodo preen. No mesmo esla-
belecimento fornece-se almo'co c diitar por raez,
mandando-se em casa, mais barato do que em
outra quaquer parte ; e lodos os dias das 7 horas
era dianie lem papa de farinha do Maranhao o I
ararula, assim como nos domingos e dias santos j
lem a excedente nao de vacca,das3 horas da ma- !
drogada em dian'e, e prepara-sc toda encoru-
meada que se Ozer.
Aluga-se o segundo andar da casa dos Qua-
Iro Cantos em linda e bem fresca, com comino-
dos sufficientes para quaquer familia, leudo a
mesma casa frente para a ladeira da Misericor-
dia eoulra para a ra de Maihias Pendra, com
direccao ao mar, pelo que pode ser aproveitada
por familias que qufiram fa/.er uso dos banhos
salgados; a tratar em Olinda com o capito de
fragata Caetano Alves de Souza l'ilgueiras. ou na
ra da Cdeia do Recife, escripiorio n. 58, de
Leal & Irmao.
Traspasas-se a posse de algum lerreno de
marinha, sitos por detraz da ra da Concordia
com ires frentes a escolher quem os pretender
enlenda-se com Manoel Antonio de Jess, na ra
larga do Rosario, padaria n. J8 que achara com
quem Iralar. Na mesma padaria precisa-se de
trabalhadores de masseira que entendara perfei-
lamente da arle.
Casa em Olinda.
Aluga-sc urna casa na ra do Cabral da cidade
de linda, com o fundo para o rio, quintal gran-
de com arvores de fruelo, muilo fresca, sem vi-
zinlios defronte, propria para passar a festa ou
para murada, leudo lerreno para plantar capim
para 2 ou 3 cavados : na lirraria ns. 6 c 8 da
praca da Independencia
Precisa-se alugar para urna casa de rapaz
solleiro urna ama forra ou captiva, que seia pe-
rila engommadeira : no Hospicio, primeiro por-
lao de ferro depois do quartel.
Precisa-se de dous a Ires conlos de reis o
pieiniu com hypothcca em um predio .de muilo
maior valor, pagando-se mensalmente os juros;
quem quizer fazer este ncocio annuncie para
ser procurado.
Aluga-se una casa para passar a fesla no
lugar da Boa-Viagem na estrada: para tratar
lias Cinco Ponas n. 116.
No brigue inglez London, vieram de Lon-
dres 100 barricas com eervoja marca
ns. 1 a 100 do fabricante Aosopp e a ordem, as
quaes eslo recolhidas na alfandega : pede-se a
quem tenha de recebe-las dirigir-se aos consig-
naiaiiosdo referido navio Scoll Wilsun & C,
ra da Ctuz n. 21.
Na ra Imperial n. 37, padaria, precisa de
um bom forneiro, d-se bom ordenado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
que saiba cosinharo diario de urna casa de pou-
ca familia : na ra da Praia u.13.
Irmandade acadmica de
Nossa Senhora-tto Bom
Conselho.
A mesa administrativa da irmandade
ide N. S. do Bom Coneellio, em virtude
do art. 36 do compromisso, tem de fes-
tejar a Divina Padreara com a |>uii|
pompa nos dias 7 e 8 do correte. Ha-
vera' vesperas, festa e Te-Deum. Sera'
orador da festa o Ilvd. padre mestre
pregador da capella imperial Frei Joa-
quim do Espirito Santo, e o do Te-Deum
o Kvd. padre raestre ex-provincial do!
convento do Carmo frei Joao d'Assump-
cao Moura.
Attenco.
O Sr. Jos Antonio Camello tenha a bondaJc
de rr lirar os pnhoresque exislem na ra do
Rangel n. 43, no prazo d 8 dias, lindo os quaes
serao vendidos para pagamento do principal c
juros. Recife 5 de setembro de 1860.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jobnston & ra da Senzala Nova n. 52
SCoDsullorio central homeopatuicog
DE fi3i
i
IPSlffiilDnBMH. I
Continua sob a mesma direccao da Ma-tt
noel de Maltos Teixeira Lima, professorft
em homeopalhia. As consultas como d'an-Q
*
Botica central homeopalliica ^
DR. SABINO "o- L PlKHO-f
Novos mcdicamenloshomcopalhicos en-A
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamanlos preparados espe-
cialmentesegundoas necessidades da ho-
meopalhia noRrasil, vende-se pelos pre-
eos conhecidos na bolica central homeo-
pathica, ra de Santo Amaro (Mundo No-
vo! n 6. ,
No dia 11 do correnle mez, na audiencia do
Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, lem do ser arre-.
' maudo, por ser a ultima praca, os alugueis do
sobrado n. 1, silo no beceo do Abreu, que faz
: quina para o das Almas, no bairro do Recife,
avahado em 25(19 por auno ; cojo sobrado per-
; lenre aos orphaos lilhos do fallecido Jaciniho Sil-
| reslfe Vicente, e rai praca a requerimento do
D. Mara das Dores Raymunda do Gu, viuva da-
\ quede fallecido, e tutora de suas lidias ; o cs-
cripto se acha na mao do respectivo porleiro.
Attenco.
Na ra das Cruzes n. 21, primeiro andar, pre-
cisa-so de um prelo de idade, preferindo-se com
alguma pratica de cozinha.
Desencaminhou-se da Iravessa dos Acoti-
guinhos, no dia 5 do correnle mez, una cadel-
linha donuc de cor orla, orelhas corladas bs-
tanle curtas, sendo muilo viva, e acode pelo no-
me de Minerva : a pessoa que a tiver adiado,
querendo restilui-la, pode dirigir se a mesma ra
cima n. 23, que ser recompensada.
Tendo sido o abaixo assignado incluido em
urna chapa para juiz de paz da reguezla do Re-
cife, publicada no (Liberal Pernambncsno, do
boje julga o mesmo abaixo assignado conveni-
; ente declarar solemnemente que muito agradece
semelhante lembranga, e que jumis se envolve-
: r na poltica das conveniencias pessoies.
A A. de Fiias Villar.
Fugio no dia 1 do correute urna escrava do
nome Antonia, de narao Costa, com os seguint' s
signaes: alia, magra", com idade de SO anuos,
i levou comsigo um labcleiro, foi vestida com rou-
: pao do chita azul ja desbotada, urna saia de chi-
lla encarnada, um panno da Costa no hombro
| com listras encarnadas; quem apprehende-la,
, h've-a casa de sua senhora na ra da Giuria n.
71, casa terrea junio ao convento da Gloria, que
ser bem recompensado. Cuja escrava foi cuiu-
prada a 23 de agoslo a Joao l'erreira de Souza.
Perdc u-se no dia 5 do correnle me/, da ra
do Rangel com direccao da do Queimado, Crcs-
d'iamante'l/ po: Pou,e Vl'dii do Ilecife, Cadeia, Madre de Dos,
at o consulado provincial, um botao de ouro
esmaltado de azul, com um brilhanle : quem o
tiver adiado, tendo consciencia e o quizer resti-
tuir, dirija-se ao consulado provincial, ou a ra
do Rangel o. 41, pnmeiro andar; como lambeni
ruga-se aos senhores ourives ou a quaquer pe|-
soa a quem fur offerecido o dito bolo (seja do
que condico for o individuo), do o apprchcndcr
e leva-lo a dita ra, q.ue ser generosamente re-
compensado, dando-se at o valor dj boio su
assim o exigir.
Precisa-se alugar urna casa que tenha quin-
tal, no bairro da Roa-Vista : quem liver an-
nuncie.
Compras.
'azerem
As chapas serao acomp&chadas das competentes"explicaee-s e tsmbem de todos
nos para a collecaco dolas.
Consultas a tolas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escripr.0-
Jio, que se adiar aborto lodos.as dias, sem exoep;o, das 9 horas da jnanha's da larde.
|f9 Ra do Parto |(9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
---------- e capim, e tem
oo Corredor do *om viveiro de peixe de izu salgada. A ulti-
ma praca lera lugar no dia 10 do correnle s 11
AlUga $e um Sitio grande COm ,!''<""asda manhaa na porla da casa da audiencia
excetleflte casa de wivenda.osm todas as t^ndZe^rh^^" 1erem ,ch". ,s Srs"
,.nmmnj i i r -i- i p teridenles a hora marcada acompanhados dos
< omino-ii.Indi s pata iuinilia, no lugar respectivos fiadores.
da Cana Forte : a tratar qqbi
prietanios, N.O. Bieber & C.
Borba.
ospio-
A snhiila qoaliiinite.iifra desmentindo asim a quclidadedo
fumo de que* eilo, cholludoms immediaes da
cidade a que dere seu nome .ta .provuoia Giam-
Par : depin-iio, ra da Cad.\:a o, 17
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Rogo Lima tira passaporte para
dentro e Tora do imperio por commodo prero e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n. 47.
Aluga-sc urna casa terrea na ra imperial
n. 18 : a tratar na ra do Rangel n. GO.
IQAO
DO
1IIER0 1). 1.
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depoiAto ueste estaYieVeeVmenlo sempve lia grande sorUmenlo de me
chaalsmo pata os engenhos de assuear a saber:
M chinas de vapor modernas, degolpe cumprido.jconomicas de combustivel, e defacillimoassento;
Rodas d'agna de ferro com cubo* lj madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Gmnos de ferro, e portas d'agua >ara ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
lidia moendas com rodetasmotoras >ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes dcaz ;
Tai xas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornallias ;
Ala nbiqties de ferro, raoinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Roletas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua,cavallos oi-bois ;
AnilhSes.bronzeserj^iugos, arados, eixos e odas para carrocas, rmas galvanizadas para purgar etc., etc.
"D W. Bowmancoafia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o uoorara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os'agricul-
tore* desta provincia, e pelo facto de maudar construir pessoalmente as suas obras as
mus acre.tiUdas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
asada como pola continuatjo da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontad*de cada comprador, e de fazer os concertos de que podar? necessilar.
Rio de Janeiro.
Qs abaixo assignados. bachoreis formados es-
tobelecidos na cOrle com escripiorio de advoca-
da .na praca da ConstUuicao n. 12, onde podem
^er procurados das 9-feoras da mauha al as 3
da.larde, propondo-ee nao smente a advogar
ante os auditorios e IflibODaea desta capital do
jury doommercio, de relacao, e supremo Iri-
| bunal de justica ; mas lacnbem a tralar, por meio
de (gantes de sua confinnea, de quaesquer nego-
cios dependentes dds secretarias -e estado, the-
souro nacional, e mais r-eparticoes publicas da
nun latuia apostlica e da santa S ; solicitando
e fazeudo extrahir com jromplido ttulos de
gray-as e me-rcs. diplomas, patentes, provimen-
tos, carias u\s naturalisagae, matriculas de iuies
miinicipaes, dispensas para pasamentos, breves
etc., etc. : quem de seu pre^imo se qoizer uii-
lisar. dirija para esse fim ao indicado escripiorio
assuMjirocuracdej o ordena, m cujo desempo-
nho se moclraao creJores da na eslima e con-
lian^a.Miguel Archanjo da gilva Cosa.Joa-
qun) Procopia de Figueircdo.
Ucva senhora casada mui respeilavel e ins-
truida, ctJolenle m Hamburgo. esl disposta a
encarregar-sedaboj edur.acao de duas meninas
ou de dou* meoiaoa Brasilciros, de boa familia
debaixo de condie6e razoaveis : quem deseiar
jais li.fornnc.aes. dirlja-se livraria da praca
di Independencia ns. fie"
Ensino de msica. E|eitores e votantes.
Offrece-se para leccionar osolfejo.como tam-
bem a locar varios instrumentos ; dando as li-
ces das 7 oras s 9 li2 da noitc: a tratar na ra
da Roda n. 50
Aluga-se urna casa no paleo do Terco n.
30, com soio c uulra na ra do Brum n. 34^
proprios para qualqucr eslabelecimento : a tratar
na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Furiaram na noile de 4 para 5 do correnle,
do beceo do Fogueleiro, um eavallo melado, com
os pese maos calcados um de branco e oulro de
prelo, lem a marca em forma de um X, a pessoa
que o pegar leve-o ao quartel dooilavo balall.ao
de caladores na Soledade, ao capitn rom man-
dante da quarta companhia, que se Ihe dar
umagralificaco.
Quem tiver utn sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenha
casa de viv<-nda, arvores de fructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce e o quena alugar diii-
ja-se ao largo do Terco casa t- rrea nu-
mero 35.
O Dr. Cosme de Sa' Pe eir da'
consultas medicas em seu escrip-
iorio, no bairro do Recife, la
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas at as 10 da manhaa, s-
breos seguintes pontos
1." Molestias de olhos ;
2.' Molestias de coracao e de
peito ;
Molestias dos orgaos da ge-
racao e do a us ;
Fraileara' toda e quaquer
operacao que julgr conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O e\ame das pessoasque o con
sultarem sera' feito indutincta-
inenle, e na ordeui de suas en-
tradas, faz'-ndo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
motivo justj obtiveiem hora
marcada para este lira.
Compra-se nina carroca com um boi ; no
ra do Rangel n.71. Na mesma casa couipram-tc
3 cabras de leile que do una garrafa.
na ra da Cadeia do Recife loja de la-
/.i'ndas n. 51.
Compra-se um sobrado de dous ou tres an-
dares, ou algum us casas terreas : na ra do
Oueirnado n. 12, primeiro andar se dir quem
quer.
Compra-se urna mulata mora per-
feita costurtira, paga.se muito bem
agradando : na ra do Trapiche n. 40
escriptorio, se dir' quem a pretende.
Moeda de ouro.
Compram-se pecas de 16,^ velhas : no
escriptorio de Carvalho, Nogueira &C,
ra do Vigario n 9, primeiro andar.
Vendas.
O.'
i.
NOVISSIUA GUIA
PARA
Acaba de chegar esta inleressante obra do Rio
de Janeiro, e vende-se na livraria econmica ao
pe do arco de Santo Antonio.
Almanak de lenibraucas.
Luso-Brasileiro
PARA
Cera de carnauba.
Vende-se na ra da Cadeia n. 57 a 9#600 a ar-
arroba ealljoOO; a melhor que lem vindbao
mercado.
Na ra da Cadeia n. 14,
vendem-sc as seguintes fazendas por metade da
sen valor para liquidaco.
Casaveques de fu-l.Vo a 8 e 12}.
Ditos de seda a 25J.
Ditos de velludo a 40 e 60J.
Chapeos de soda para sennora a lOtf.
Enfeiles de flores a OJ.
Camisetas com manguitos a 3. 4, 5 e 6#.
Follios borda los liras a 500, Ij, 2 e 33500..
Entremcios tinos, pegas com 12 varas a 1*.
Collarinhus bordados de 500 rs., 2J, 3 e 4j).
Bolesde seda, velludo, de louga e de fuslio,
de qualidades finas, duzia a 200, 400 c 600 rs.
Chales de louquim a 10J, 15. 20$ e 3-5.
Um completo sortiraenlo de franjas de seda c
de algodao.
Bicos de seda brancos e pretos, de todas os
larguras, vara a 160, 240, 400. 800 e 1.
Chegwm ao barato.
Vende-se na taberna po pateo do Terco n. 28,
manleiga inglea muilo nova a 18200 a fibra, dita
franceza a 600 rs., cha da India miiio superior a
2jf200, aletria muito nova a 480, macairo a 4'0
rs., btalas a 60 rs., toucinho de Lisboa muito
novo a 360. chouricas de Lisboa muilo novas a
560, banha de porco a 560. vinho do Porlo cha-
mico engarrafado, a garrafa 1#. dilo de Lisboa
em pipa a garrafa a 480. c oulros muilos gneros
que aqui se nao mencionam. e que a vista do
comprador se dir o menos preco que era outn
quaquer parle, e tudo muito bom.
Pechincha.
Chita estreita rxa com pequeas pintas de
mofo, covado o 120 rs., pega a 49500: na ra
do Queimado n. 44.
Vende-so cera de carnauba, sebo em vetas
e em pao, vindo do Perto, fio da Baha para li-
quidar : na ra da Cruz, armazem n. 33.
PARA
i
Chcgaram ha pouco de Lisboa estes interessan-
tes almanaks. e vende-so ua livraria econmica
ao p do arco de Santo Antonio.'
Precisa se de urna mulher idoss, solteira.
para servido tanto interno como externo de urna
casa de ponca familia : na praia do Caldcireiro
numero 1.

Mel.
No caes do Ramos n. 10, vendem-so barris de
mel de muilo boa qualidade por 15#000 cada
um com 17 caadas.
Vendc-se um terreno no lugar da Capunga
Nova margem do rio Capibaribe, cujo terreno
tem um quarto grande de pedra ecal, e alicerce
para edifie.aco de urna grande casa, cora diffe-
rentes arvores de fruelo, boa cacimba com en-
cllenle agua de beber, assim como boa baixa
de capim quem quirer comprar, dirija-se a roa
da Soledade, casa n. 42, a fallar com seu pro-
prielario.
Vaquetas.
Vendera-se por preco commodo boas raruietfls
de lustre para cobrir carros ; na loja de se.llo
da ra larga do Rosario n. 28.
"*


(6)
TT
DIARIO DE PERttAMBUCO. SEJLTA FE1RA ? DE SETEMBRO DE I&60.
.V
Fazendas finas e
roupa feita.
o & Perdigo.
Augusl
Com loja na ra da Gadcia do Recite n. 23
Teudem e dao amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda prolose decores.
Cortes de ditos de baregc, de lartalana e de gaze
de seda.
Caiabraias de cores, brancas o orgindys.
Anquinhas para saias.saias balo, de clin, raa-
dapolao e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palha e do seda para se-
nhoras e meninas.
Enfrtites Je froco, de vidrilho e de flores,
ron les de tartaruga, imocratriz c outros gostos.
Manguitos c gollas, ponto inglez, francez e mis-
saoga.
Vestuarios de fuslao, do l c de seda para
erianca.
Minieleies, taimas c pelerinas de differenles qua-
li lades.
Chatos de toujim, de merino e de la de pona
redonda.
Lutos de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de bloud, mantas de dito, capellas e
flores solas.
Sialuroes, camisas de linho e esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, saboneles e agua de colonia.
( >;v-i=, sobrecasacas o paletots de panno preto
c do cor.
Palelots de alpaca, de seda e de linho.
C i'.o is de casemira de edr, pretas c de brim
Camisas de madapoliio, e linho inglcz c de laa.
Seroulas de linho e de meia.
Halas, saceos, apelreiicos para viagom.
Chancas para invern, bolinas do Meli e oulros
fabricantes.
Chapos do Chyli, de massa e de feltro para ho-
mem.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Baha.
Libras sterlinas
Vendem-se libra? sterlinas : no escriplorio de
Hanoct Ignacio de Oliveira & Filhos, largo do
Corpo Santo.
. m NOVA
Laja de milita na ra
DlreiaN. 85, onde ton
o lampedo do yaz,
vendem-se bandejas Anas a Ijj, tsoo, 1.3500, 2S
2>40fJ. 2*600, SJSO. 33200, 4je5S, bengalas d
cuma linas a 2J e 1>500, grvalas pretas de se-
tim a 1-J201), ditas de cores a 18. alfinetes em
Calimbas muito fino3 a 200 e 280 rs., fitas pro-
priss para enfeites de vestido de seda a 500, 500
e 600 rs. a vara, franjas de seda de cores a'320,
500. 600 e 800 rs. a vara, luvas de fio de cores
pira homem, brancas. a6O, dasde cores a60,
ditas de seda enfeiladas para senhora a 23, en-
feites de trancas do velludo dos mais modernos
que ha para senhora a 5#50O, dito de fitas de
se 11 a ,v)00, ditos para meninas do tranca de
velludo a OO, -lilas de fita de sedi a 3, luvas
do seda para homem a igiOO, tesouras para unhas
unas a 8 10 rs., ditas para costura a 13, clcheles
birdadmhos a 120, eseovas para cabello a 1?)
dilis pira roupa a lg200. trancas de caracol de
linho, peca grande, a 280. mofas cruas para ho-
mem i 23 100, dila a 4J800 o 5, ditas brancas
a 2:l0 e 33200. ditas linas de cores a 2$8<)0. di-
tas para meninos, de cures a 23600, ditas finas
brancas de meninos a 33S00, ditas para meninas
a 3)700 1 duzia, boles de seda para casa roque
a 320 a duzia. Unta de carmizin lina a 'l rs.,
concha de metal principe para assucar a 400 rs.,
dil is para chS a 800 rs. a doria, tinteiros e ariei-
ros finos a 1, caixinhas de papel sorlidag em
coros 1 13, ditos de quadrinhos a 800 rs lia pa-
r b trdar a mais fina que ha a 73500 a libra, ata-
cal iros chatos de algodo a60rs., ditos rolicosa
1 !>rs pentes de borracha para bichos a 440,
d tos ir ivessos para meninas a CO. ditos de b-
lalo Ortico prn u'.li./^ j > >, a-.v^.. r..o. ..i: ,..
5 11 rs., ditos de borracha para alisar aOOOrs.,
ido osso a 240, ditos de louca brancos a
1 1, ditos de cores a 1G0, boles de madreperola
lina 1 801 rs grozn, i volas para caigas a 100
rs c lixinhas d>: papel de cor a 800 rs., caixas de
obris de cola a 100 rs. linhas de peso a 120,
ditas de cabera encarnada a 120, fitas tarradas
d 1 I irgura d 5d>d >s rom pintas de mofo a 320
a vara,galn I* linho a 1O a vara, bico preto
d' seda .1 120, 200, 320. 400 e 600 rs. a vara.
! is pira meninos, de diversas qnalida-
''.'-, mais barato que em ouira qualquer parte,
I> 1 1 i- |i? c 1 mu rea a S0 rs., di las de cliouro a
410, 500,800. 13500 e 23
Paraiyba,
V,:u lose o engenta) Tiirrinha distan-
te d st i cidade duas leguas por tena,
te a terreno pira dous mil paes oor ati-
no e boa casa de viven Ja assobradada c
I)) is obras, tem embargue no porto dis
tante do engaito Ip2 rjiarto de legua
) rio Parahyba eem menos de 3 horas
S n a cidade: quem o pretender Hi-
rij 1 se a Jo'to Jos' le Mjdeiros Corroa
C que din.' ([tiern o vende.
Vendo-se um sitio na Passagem da Magda-
lena, margem do Capibaribe, com urna grande
casa loda murada, com caes, militas orvores de
diverso* fructos : a tratar com Joao Manoel Ro-
drigues Valenea, no mesmo lugar.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleitlin & C, ruada Cruz n.
38. vende-seura grande e variado sorlimentode
relogios oe algibeira horisonlaes,patentes,chro-
r. metros, meios chronometros, de ouro, prata
diurada efolheadosa ouro,sendo estes relogios
dos primeiroa fnbrcantesda Suissa, que se ven-
derio por procos razoaveis.
Vcnde-se um jugo de diccionarios inglezes,
um dito allemao, um dito latino, um diloflos
sanctorum, um dito breviarios romanos: na tra-
vessa da Congregado n. 3.
Vendem-se duas moradas de casas terreas
[citas ha 4 annos, na rna do Palacio do Bispo,
contando cada urna 30 palmos de frenle e 70 .le
fundo, com 2 Isaas e 3 quartos, cozinha fra,
quintal e cacimba, chaos proprios : a tratar na
praca da Roa Vista n. 10.
Vonie-se urna cscrava parda ainJa moca c
rropria para qualquer servico : na ra da Santa
Cruz 11. 66.
Vendc-se urna porcao de cera de carnauba
de boa qualidade : na ra da Sania Cruz ti. 36.
Vende-se urna mobil3 de jaca randa, cora as
pocas do costume : no sitio defronte da ign-ja da
Estancia.
Vende-se urna negra boa cozinheira e en-
gommadeira : na ra do Imperador n. 67, no se-
gundo andar.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
bnston & C. ra daSeozalan. 42.
PotassadaRssia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
1 ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e d^uperior qualidade, assira como tambero
ijcraem pedra: tudo or prec.os muilo
i
Vende-se na rua da Impe-
ratrizn. %
superior fumo de Garanhuns a 860 rs. a libra,
baralissimo. ,
Vcnde-se um caixin de urna caa na cidade
de Olinda, nos Quatro Cantos ; urna casa de tai-
pa na bica dos Qualro Cantos : a tratar na rua
do Fogo n. 42.
Vende-se urna porcao de tellias e lijlos,
que mesmo servo para ladrilho, por mnito menos
dinheiro do que as olarias : na rua do Brum,
estaleiro do Thonaaz Jos das Neves
Vende-se a casa da rua das Trinchen as n.
37 : a tratar na rua da Glorian. 61.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
Vestido a 2:300.
Riquissimos cortes de chita larga franceza, de
mui lindos padres, tendo entre elles de cores
escuras, claras, e miudinhas, pelo diminuto pre-
co de 2?t500. tendo 11 covados cada corte ; na
rua do Queimado, toja n. 18 A, esquina que vol-
la para a rua estreita do Rosario.
Chegaeni ao barato
O Pregui;a est queiraanJo, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pegas de brelanha re rolo com 10 varas a
29, casemira escura infestada propria para cal-
a, collele e palilols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de rauito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 35?, 4?>, 59,
e 69 a pega, rula tapada, com 10 varas a 59 e
69 a pec.a, chilas largas d mo lernos e escomidos
padroes a 240, 260 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 7ve 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 99 cada um, ditos com urna s pal-
ma, muilo Gnos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lengos de cassa com barra 3
100, 120 e 160 cida um, meias muito finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 35500 a duzia, chilas franeezas de ricos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 58900 a pora, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,
19200 e 19600 a vara, dito preto muito encor-
pado a 19500 a vara brilhaniina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenles cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 39 e
39500 o covado, cambiia preta e desalpicos a
600 rs. a vara, e outras multas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Sebo e graixa.
Sebo coado e graixa em bexigas : no rmate
de Tasso Jrmfios, no caes de Apollo
Vende-se urna canoa d'agua em bom esta-
do : na rua Imperial n. 171.
Vende-se urna casa terrea na travessa Im-
perial : a fallar na taberna da esquina.
Tachas para engenho
Fundi^o de ferro e bronze
n
Francisco Antonio Corma Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se quaf-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Pechinchas
sem iguaes, na rua do Quei-
mado n. 65, na bem conhe-
cida loja da diligencia de
Fajozes Jnior & Gruiniares
Meias pintadas muilo Tinas para homem a
IS80 a duria.e em pares a 160 rs., clcheles
francezes em cartao a 320 a duzia de carles, o a
30 rs. cada carlao com 14 pares, luvas finas de
seda para homens e senhoras a 610 o par, ditas
com algum defeilo a 240 o par, muito boas cor-
das para violao a 80 rs.,agulhas franeezas, caixas
com 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcellana
rauito lindos para menina a l80, 2J500, 3 e 4
Em casa de Borott &. C, rua da Cruz do
Recife n. 5, vende-se :
Cabriolis americanos muilo lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da ppmeira qualidade.
Carne de vacca e de porco em barris multo
1 frescas.
I Licores de diversas quatidades, como sejam,
,Cherj-, Cordial. Muil Julap, Bitters Wliiskey,
. sal a parrilha em frascos grandes.
Foges econmi-
cos,
l'ogcs econmicos americanos, os melhores
que lem viudo ao mercado, nao s por cozinha-
rem em melade do lempo de qualquer ouiro,
como por nao gasiarem urna lerga parte da lenha;
estao-se vendendo por melade do sen valor,
approveilar a occasiao. Garanle-se a boa quali-
dade e bom Iravado dos mesrr.os : vcnde-se na
fundiQao da ruado Brum n. 28, loja de erragens
da rua da Cadeia do Recife n. 6i.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. receotiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muilo orouos para este clima.
^snsnai smm xz^miwi
GftIKDI SORTIMENTO
DB
Neste armazem de molhados con-
dos proprietarios.
ira por conta
MauteVga Vng\ez.a e franceza
ao mercado de60 3 800 rs. a libra eem barril
perfeilamente flora mais nova que lem vindo
se far algum abatimenlo.
QucVJos flamencos
muito novos recenlemente chegados no ultimo va> f da Europa de 13700 a 39 ea vista do "aslo
que o freguez (izor se far mais algum abatimenlo.
os mais novos que existem no mercado a 19 a libra, em porcao se far abalimento.
iVmexas i'i'aucezas
,m latas de 1 lt2 libra por ISOOrs., eem campoteiras de vidro conlendo cada urna *3 libra
por O'jUUt).
Mustarjaa mgleza e rauecza
era frascos a 6 rs. e em poles franceza a^OO rs cada um.
Verdadeiros ugos de comadre
ra caitinhasd 8 libras elegantemente eufeitadas proprias para mimo a lj600 rs.
ttolachVulva iugleza
a mais nova que ha no raercadoXTOTsTa libra e em barrica com 1 arroba por $.
Potes vdraos
de la 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 19000 rs cada um
JVmeudoas coneVtadas proprias para sortes
de S Joao
a lg a libra e em frasquinhes, conlendo 1 1[2 libra por 2$.
Cha preto, hyson e parola *
os melhores que ha nesle mercado de 1C600,2# e 2^500 a libra.
Macas em caixiulias de S libras
conlendo cada urna differrnles qualidades a 45500.
Palitos de denles lidiados
em molhos cam 20 maciuhos cada um por 200 rs.
Ti jlo raucez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e franeezas
em talas e em frascos de difTercnles qualidades.
Presnntos, cnonricas c paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de ivolaclviniva de soda
de differenles qualidades a I36OO em porcao se far algum abalimento
Tambera vendem-se os seguintes gneros tudo recentemente rhacAn a
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra,*chouric* muilo nova, marmelad^ rf m.t. t "S*"0'
otede Lisboa, raacade tomate, era nee .,.. r.. 1 .:,Tolada do mais afamado fa-
Fazeodas e obras feitas
RA
Loja e armazem
DE
IGes&BastoJ
Na rua do Queitnad) n.
46, frente amarella.
Sorlimenlo completo de sobrecsaca de
panno preto o de cor a 25, 28ji, 30J e
35-, casacas a 28. 30 e35. palilols dos
mesmos pannos 20. 22 e 25$, ditos de
casemira de cor a 16g e 18, ditos sac-
eos 'ias mesmas caseroiras modelo inglez
casemira fina a 10, 12^14 e 15jJ, dilos
saceos de alpaca preto a 4g, dilos sobre
fino de alpaca a 7, 8e9, dilos de me-
rin^etim a IOS, dilos de merino cordao
a tOg e 12, ditos de sarja preta trancada
saceos a 6J. ditos sobrecasacos da mes-
] ma fazenda a 8, ditos de fuslao de cor o
i branco -o 4, 4g500 o 5g, colletes de ca-
1 scraira de cor e preto a 5 o 6, dilos de
merino prelo para lulo a 4 e 5, ditos
[ de velludo preto de cor a 9 e 10, ditos
1 de gorgurao de seda a 5 e 6, dilos de
brim branco e de cor a 25tHi e 3, calcas
de casemira do cor e prelo a 7g. 8J, '9J
e 10, ditas para menino a 6 e 7, ditas
de merino de cordo para noinem a 5J o
6, ditas de brim branco a 5 c 6, ditas
ditd de cor 1 3, 3500, 4 o 5, o de
todas estas obras temos um grande sor-
timento para menino de lodos os tama-
nhos; camisas inglezas a 36 a duzia. Na
mesma loja ha palelots de panno preto
para menino a 14j. 15J e 16?. ditos de
casemira para os mesmos pelo mesmo
flreco, ditos de alpaca saceos a 3 e
3J5O0, ditos sobrecasacos a 5} e 6J para
os mesmos, calcas de brim a 250'l, 3> o
3J500, paletots saceos de casemira de cor
a 6J c 7, loalhas de linho a 800 e 12 ca-
da urna. <$
No mesmo eslabelecimenlo manda-se M
apromptar todas as qualidades de obras jp
tendentes a roupasfeitas.em poucos dias, m
que para esse fim temos numero suf- j
ticienle de peritos ofliciaes de alfaiates 3
rgidos por um hbil meslre de serao- ffe
lhante arte, flcando os donos do eslabe- jS
lecimento responsaveis pelas mesmas j
obras at a sua enirega. 3^
Uvas e maces.
Vende-se as superiores uvas e macaos porlu-
guezas! na rua estreita do Rosario 11, esla-
belecimenlo de Sodr 4 C.
Presuntos.
No eslabelecimenlo da rua estreita do Rosario
n 11, tem presunto de fiambre prompto para
lanche, por isso previne-se aos freguezese aman-
tes do dito genero que nao deixcm de vir apre-
ciar, assim como avisa-sc com particularidado
aos Srs. votantes-
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacCes pp-
dem teslemunharas virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, quo,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramenlesosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosag
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
delta sao to sor prendentes que admiran; o
medico mais- celebres. Quanlas pessoas reco"
braium com esle soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, dopois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soflrer a
amputagaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
subraetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu reconhecimenlo declararan es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afirn de maisrauteuti-
caremsuarmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante conflanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentralatoquenecessitassea natureza domai.
c"jo resultado seria prova rincontestavelmente :
Que tudocura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos,
anee res.
Cortaduras.
Oores de cabera,
das costas.
~"doS mombros.
bnfermidades da cutis
w ge ral.
Di'as do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Pistulasno abdomen.
fnaldade ou^falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gongiva escldalas.
Inchacoes
Inflaramacao doflgado.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Oueimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularles.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Cimento inglez.
E Para collar vidros, louca, larlaruga, 3
marlim etc., chegou urna pe'quena porc3o
* desle cimento ja mui canhecido nesta ca- &
i pital e se vende nicamente na casa do M
fi Augusto & Perdigo, na rua da Cadeia do "<|
I Recife n. 23, a 2 cada vidro dinheiro
vista. Os amadores devora quaulo antes 9
prover-se delle. %
Tmm mm mwsmgmm
Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial
junto a fabrica de sabao, e na rua Nova, loja de'
ferrageus n. 37, ha urna grande porcao de folhas
do zinco, j preparada para tediados, e pelo di-
minuto rreco de 140 rs. a libra
'233fiS wtm wbiiii ii
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Ilespanha.
VenJe-se a800 rs., C3da bocelinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo*de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum.
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambu.10.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler A C, rua
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem una
vanedade de bonitos Irancclins para os mesmos.
espirito de vinlio com 44
graos.
-s |
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos paracamisas.
Biscoulos .
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Pcchincha.
bricanlede Lisboa, raacade tomate, pera sccc,pas"3s, fructas em cada ,JL afamafdo fa"
com amendo.scobertas.confolles, pasUIhas devarias qualidade?XLp'm09, zes> frascos
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix "Ci Z .nrt?" Bord1?,.Proprio
mito fina, ervilhas francezas.-harapagno das mai^acredita 4,?!".. qUa,-ld"d/s>?.oni-
aace.ebaralo, licores francezes muilo inos, marrasquino de a it^nr/i'^r8 h" lt*?'
muilo novas, banha de r.orco refinada e n,,trn. ? !.""i "?eiledo?e Pnlicado,azei=
para c
ma m
sperm
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muito ero. Ju^
molhados.por isso prometiera os proprietarios vendorem por muito menos nV n i i"ltCS a
proraelera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandsiVm iS JZt "lr"(Iua,1lier,
riessem pessoalmente rogara un.bem a todos os S"le en" n Sores lavradnT
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso auase IHm m.nn! h lavadores
o acondicionamento 'resso ARMAZEM DE ROUPA FEITA
Defronle do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacas de panno preto a 30, 35 e 40S000
Sobrecasacasde dito dito a 35g000
Paletots de panno de cores a 20, 25,
308 e 35000
Ditos de casemira de cores a 15S e 22s00O
Ditos de casemira de cores a 1% e 120'0
Ditos de alpaca preta golla de velludo a lSgOOO
Ditos do merino setim preto e de cor
a 8 e 9000
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5j009
Ditos d alpaca preta a 3J500. 5. 7 e 9000
Ditos de brim de cores a 3c>500, 4500 e 5$000
Ditos de bramante de liohe braacos a
4500 e 6000
Calgasdecasemira preta e de cores a
_. 10J e 12000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
.prelos a 530OO
Ditas de brim branco e de cores a 2$500,
4S500 e 5000
Ditas de ,anga de cores a 30O0
Ditas de casemira a 550
Colletes ao velludo decores muito fino a
Dilos>de casemira bordados e lisos pre-
los e de cores a 5, 5500 e
Dilos de setim preto a
Ditos de casemira a
Dilos de seda branca a 5)Jo
Ditos de gorgurao de seda a 5J e
Dilos de fuslao brancos e de cores a 3jJ e
Dilos de brim branco e de cores a 2 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodao a 1*600 e
Camisas de poito de fusto brancas e de
cores a 2300e
Ditas de peito e ounhos de linho muilo
finas ingieras a duzia
Ditas de madapolio brancas e de cores
a 1800. 2 o
Ditas de meia a 1 e
Relog'os de ouro patente e orisonlaes
Ditos ae prata galvanisados a 25 e
Obras de ouro, aderec.es, pulceiras e ro-
I seas
10^000
60OO
5g0lM)
33500
6000
6000
3500
2 2500
2000
2500
355OOO
200
18600
i
30000
Corles de chita franceza com 14 covados a
29200, chilas franeezas a 200, 2i0 c 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabara : na rua do Quei-
mado n. 41.
Botica.
Rarlholomou Francisco do Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintcs medica-
mentos :
Rob 1'AiTecteur.
Pilulas contra sezes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xampe do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Ilolloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidtosde bocea larga com rolhas, de Sobn
e 12 libras.
Assim como lem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Cortes de ves-
tido por 2$500.
Superiores corles de chita franceza larga de
muilo lindos padres de cores escuras e claras,
miudinhas, rom II covados C3da corte, pelo ba-
ralissimo prego de 2$500 : na loja do sobrado
amarello, uos qualro cantos da rua do Queimado
n. 29, de Jos Moreira Lopes.
Vendem-se
saceos com boa fatinha de mandioca a 4s500 ca-
da um, ditos do Porto com feijo preto, arr.arel-
lo e vermelho a 14, 12 e 9$, cal de Lisboa em
barns a 4J, dita aos slqueires a 1J600 : na rua
do Brum n. 18 e 66, armazem de assucar.
Oilo palmos de largo.
A 900 rs. a vara
No armazem da rua 4o Queimado n. 19. vende-
se brim trancado alvo com 8 palmos de largo,
friTonda a mais propria pira loalhas, pelo bara-
lissimo proco de 900 rs. a vara : vende-se ni-
camente no armazem cima.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ros, chegado da Europa, as garrafas ou as cu-
andas na rua lara do Rosario n. 36.
Rua daSenz&Ia Novan. 42
Vende-se em casa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios paracarro de um e. douscaval-
os e relogios d'ouro patente inulezea
Rival som segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja do miudezas de Jos de Azevedo
au e Silva, ha para vender os seguinies arligos
aliixo declarados :
Caixas de agulhas franeezas a 120 rs.
Sapalos de tranca de algodo al.
Cartas de Jfloeles Onos a 100 rs.
Espeihos de columnas madeira branca, a
1$0.
Phosphoroscom caita de folha a 120 rs.
Frascos de macassa perula a 200 rs.
Duzia de facas o garios muilo finos a 3500.
Clcheles em carlao de ba qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muilo novas a 50 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapalos de laa par mangas o 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finas a 600 rs.
Tesouras para costura muilo finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a 1J.
Pegas de tranca de laa com 13 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeilar vestido (pega) 1.
Linhas Pedro V, cartao com 2D0 jardas, a 60 rs.
Ditas dilo com 100 jardas a 20 rs.
Eseovas para denles muilo linas a 200 rs.
Pares de meias decores para hornera muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pegas) 40 rs.
S inlercssa as scnlioras.
Chegaram mais do novo.as bellas e desojadas
pulseiras de coral, Cngindo una cobrinha, en-
casloadas em ouro < as lujas de ourives de Sc-
raliin & Irmao na rua do Cabug ns. 9 e 11.
Pechincha em roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na rua da Imperatri2
n. 60, loja de Gama & Silva : caigas de ganga
franceza muito bem failas a 2g500; ditas de brim
do linho a 2500, ditas de dito a 2g, colletes de
varias qualidades, paletots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muito em conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodopsra aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
45Rua Direita15
Este estabelecimento olTerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins mperiaes..... 10.^000
Ditos aristocrticos....... 9000
Ditos burguezes........ T.sOUU
Ditos democrticos...... 6^000
Meio borzeguins patente. 6#500
Sapa toes nobreza....... 6#00U
Ditos infantes....., 5#000
Ditos de linli%(5 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). 6^000
Ditos de petimetre...... 5000
Ditos bailadnos........ o#500
Ditos impermaaveis...... 2$500
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,. 4^800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4#500
Meninos e meninas.
Sapates de forra. ...... UO0O
Ditos de arranca........5s500
Boizeguius resistencia 4^| e 3^800
Paleo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vcndo-so nesto novo eslabelecimenlo sacros
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
Iho, feijo muliiiuhoe preto, gomma de mandio-
ca, arroz de cosca e dito do Maranho de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho do
Perto nm garrafa do melhor que podo haver no
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha de
pono emlatas, bolachinhas de soda de todas as
qualidade3, cerveja preta o branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas eos mais gneros que se vendem por menos
prego do que se vende em oulra qualquer parle.
Em casa de N. O. Bieber & C.
successores, rua da Cruz n. 4, vende-te
Vinho Xerez em barris.
Cliampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermoutli em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milao
Brilhantes de todos os tamanlics
SISTEMA MEDICO DE HOLL WAV.
PILULAS HOLLWOYA.
Esteinestimavclespecifico, comportointeir.-"
mente de hervas medicinaos, nao contm mern:-
no, neto alguma outra substancia delectcria Be
nigno mais tenra infancia, e a eompleicao mais
delicada e igualmente prompto csegu'io para
desarreigar o mal na conipleigonwis lobusto ;
eiiiteiranienteinnocenteomsunsoperacoe.se ei-
fetos; pois busca e remove as doencaa de qual-
quer especie egro por mais amigas e lenazes
quesoiam.
Entre milhares de pessoas curadas com ete
remedio, mullas que j estavam as portas da
more, preservando em seu uso : conseguirn!
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios
As mais afilelas nao devem entregarle afle-
fmS;l?r:- ^h Um ""Ptente ensaio dos
efficazes elTeitos destaassombrosa medUina e
prestesreeuperarao o beneficio da saude
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qitauuer das seguintes enfermidades
Accidenlea epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (maldej.
Aslhma.
Clicas
Couvulsoes.
ebilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysintera.
Dor de garganta.
de barriga,
-nos rins.
Dureza noventre.
Enfei midades no ventre
Ditas no figado.
Ditas venreas.
F.nxaqueca.
Herysipcla.
Pebre biliosas
intermitente.
Vendem-se oslas
geral de Londres n
todos os boticarios
Pebre de toda a especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflamniarcs.
I r reg u l'a rida des de
menslruar.io.
Combiigas de loda es-
pecie.
Mal e Pedra.
Manchas na culis.
Obslrucgao de venlre.
Plilhisica ou comsump-
l3o pulmonar.
etengao de ourina.
ftlieumalismo.
Sym plomas secundarios.
l'nmores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal.
cobertos e descobertos, pequeos egrandes.de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool!
ivndos pelo ultimo paquete inirlez : em casa de
nSuthall Hellor & C
Atten(;ao.
Vendo-se urna escrava crioula com urna cria
de ti mezes, a escrava perita engommadeira,
costureira e cozinheira, e tem todas as habilida-
des i a tratar na rua da Imperatriz n. 9. segundo
andar.
Para cabriolet.
Vende-se um cavallo muilo grande, gordo e
bonito, excellente pira um bom cabriolet' ou car-
ro : quem o quizer, poder ve lo na cocheira da
rua da Guio n 3, e trata-se no sobrado n. 5
primeiro andar.
pilulas no eslabelecimenlo
224, Slrand, e na lojo de
droguistas e nutras pessoas
enrarregidas de sua venda em loda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna inslrucgo em portuguez pa-
ra explicar o modo dse usar deslas pilulas.
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceutico, na rua da Cruz n. 22, em Pcrnara-
buco
Attenco.
Vende-so na rua do Trapiche Novo n. 14, ar-
mazem de Andr de Abrcu Porto, carne de porco
americana, dita de vacca, por dimiuutos preces
em barris de 200 libras a 3dg o barril, urna gran-
de porcao de cobre vclho, composiro e cavilhas
de cobre, urca porcao de bronze, una porcao do
travs, e grande porcao de laboado de pnho e
de carvalho ; ludo se vende por iodo preco para
acabar por eslar liquidando o seu n ocio u
igualmente vinhos de diversas qualidades, e ou-
lros mais gneros
l
IPJIfflKIM
No armasem de fazendas da
rua do Queimado n, 19.
Chitas franeezas miudinhas com pequeo loque
de mofo a 200 rs. o covado, cambraias de cores
finas a 200 rs. o covado, lengos brancos para al-
gibeira a 29 duzia, cambraia prtn com pintas
brancas a 500 rs. a vara, chilas de cores lixas
miudinhas a 160 o covado. cortes de hiberia com
14 covados por 2j500, coberias de chita (chine-
las) a lr800, algodao enfeslado largo a 600 rs. a
vara, chales do merino estampados a 2*500
meias para meninos e meninas, chita fina de ra-
magom para robera a 280 o covado, bales a
Sf de superior qualidade, cobertores de laa a 2j
Na rua da Imperatriz n. 54, ven-
de se presunto para Hambre vindo nes-
te ultimo vapor inglez a 560 rs. a li-
bra, queijos flamengos de pratos, bo-
lachinha de soda a l| a lata.
* Milho.
Vendem-se saceos de milho chegado uffP-
menie do norte, e por prego commodo : notics
do Ramos, taberna n. 1. ff
Allenoao.
fj
\endem-se qoeijos londrinos muito frescos de
superior qualidade ecousa nunca isla : na rua
estreita do Rosario, armaze***. "ll ; quanto ao
prego segredo.
"IR


ILEGVL
-


D1AMODE PEBttAMBUCQ. SEXTA FfcHU 7 DE 8BTKMBM1 DE 60.
DE
-
SILQilrUfti g ffKITOlffi gg II?I8.
Sita na roa Imperial o H8e 4 20 jimio a fabrica desabo.
DE
Scliastiao J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa
^Clt?,e^cl.?1n,!"ti,l^?i);i^ro'?P10? ^ambiques de cobre de dillerenles dimencdes
LELNJlUSAS KINYaLLIyeIs.
i7: 3
M
$5M
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra aslombrigas
juarenle. /j^^^miSi&rSKK $9** Pela Kim.' inspeccjio d~e esludc de
as de hygiene
paizesda A-
GRANDE ARMAZE
P)

353
a*
5>S
355*3
WWI
-CV-.-J
^777'
-93/3
/fmAfora fl. 47,/rato a qjpga rto Com-
cit#o i/05 Militares.
SrfJKg
Machinas de costura.
N. O. Biebcr i C. Sucressores trisan so pu-
blico, que no seu armazem na ra da Cruz n 4
esli cxposlos ci.da as mclhores machinasd
coslura quejlc hojo leom vindo a este mercado
asquaespossuem lodosos melhoramcniosinven-
tados al esia poca se ler os defeilos que tm
ou tras se ola, assim sao do construccio simples
e sabate o uso A coslura felo por estas ma-
chinas nao len igual em obra do mo, um pon-
to .orillo e fo.ie. alen do que alinl.au. o roten
de lodos os modos, cada caixa de coslua reprc-
lf,,i ,um, d ,0lcJe f,arfl 8Wnele de senhor...
Igualmente na machinas pora sellciros ele Os
P.ecos sao mdicos, e o Sr. Ilirmingham rnec-
KlMEIV U"d" > e lodas'* pfr-
'; J a """?*> de sua eonalruccSo
no aclo da compra.
e folies para ferreros etc., e
parte, desenpenliando se toda
e para c
ao na ru
TS^^SSr^JS^X!^^***: k JST1 eXI,0manC0 bon"o du pasii-
a Novan. 37 loj. de ferrlgcn. peoa hauiliu^ eKemp.-Port By-
As pas-
otadas encommendas.! ron 12 do abril de 1859. -Senhores
! linas que Vmcs. fazera, curaram meu filho ; o
; pobre re paz padeca de lombrigas, exhalav
elees, agrda-
sao o remedio I W* ;u*noel Jse ^rre.ra. O respe.tvel publico continuara
Nao causam l Jrar em dlto armazem um grande e vanado
|sg| eitas, como sejam: casacas, sobiecasacas.i
.ci, bombazina, alpaca preta gtJS
de coi es, calcas |gj
g pardo, brancoe de core,, 'tt&SS^ZSZfJgZ
En casa de NO. Biebcr & C. Sucresso
artistlw^rf .da.oflMde*l.e acreditado armazem o babil
S| aittstat.ancuco de AssisAvellar, ant.go contra-mestre do fallecido i^ Slf?.1?".." ^"i"^* "*' u,n srand.
s^ Alanoel Jos Ferreira. O resneitavel nuhl.rn onnti,,..^ g& ariHl0 or,"" de fmagena Unos, obras de
a encon- &<< | lanoeiro c perlenees sen. lim por usos doneeii-
cheiro fedilo. tmha o estomago inchado econ-Ssp
tinua comicl.ao no nariz, lao magro se Poz, que S
I eu tema perde-lo. Nestas circunisiancias um vi- ^
tortimento de ruupas ^^ CO; i,|0(luclos todos da industria none americs-
m fino, ditos de caemira de '^ZZZtfEESt?^-^ Pa"n I "^5? K"-- -anhos.
^ e de cores, ditos de brim de lmho branco, pardo e t
^J >Te?Ir! Pretia e.decre*ditas de merino, de pri
Httes de velludo preto e <
to e branco, ditos de merm para*hito 111 Na FUU (O Cf dorn7^ iV
ores, paletots, casaca, jaquttas, calcas l "' D
5a 12annos, camisas, seioulas. cbapeos |# VCllllC-Se l
^ gorguiao, ditos de setim preto e branco,
1 S33 ditos de fusto branco e de co
Moinl.os de iiiilho.
Machinas para corlar capim.
Grades.
Machinas para desrarocar milho.
Cultivadores o fonos do engomasr econmicos
e colhetes para meninos de
e grvalas pretal e de cores, Ubres para' ciiadosV fardi

(?*KEMP NEt-YomO
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
per
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alsndega n. 8.
. Babia, Germano & C, ra Julio n. 2.
cco Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suum
a 5,<(000. !
Ferros de en-
gommar
Esles magnficos fer-
ros acl.am-se a venda
no armazem de fazen-
das de B.'.ymundo Car-
los Leilc & Irmo, ra
da Imperatriz n. 10.
jmpanbia ra do Cruz n. 22.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldckop Mareilhac & C, em Bor-
As melliores machinas de coser dos mais deaux. Tem as seguintea qualidades':
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler &Wilson.
"isla.
i\EW-YORfc
O MELIIOH REMEDIO COM1F.CIDO
Contra eonslipacSes, ictericia, a/fecrOesdo fijado
febres biliosas, clicas, tndigcstdcs
tnxaquecas.
IIe.no. rhoidas, diarrhea, doencas da Imperatriz a. 10
p.ille, irupcoes.e todas as enfermidades, '
itiovi:m.mis do ESTADO nirnto do sancce.
75,000 caxasdoite remedio consomnem-se
annualmenlel'
Remedio la natui-eza.
Approvado pela falcudade de medicina, e re-
commendaJo como o mais valioso catrtico ve-
getal .le todos os conhecidos. Sendo attas pila-
las puramente vegelaes, nao couiem ellas ne-
ulium veneno mercurial nem al^-um oulronmic-
rah, estao bem scondicionadas em caixasdefolba
para resguardar-se da bum'ulade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efTicazes
fm sua operae.ao, um remedio poderoso para a
Juvenii.de, pub-rJade e velhce.
Lea-se o folbeio que acompanba cada caixa,
pelo qual se ficara conl.ecendo as muilas cura?
Neste eslabeleci-
menio vendem-se as
machinas desles dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noie, c rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e sepuranca :
no armazem defazendas
do Raymundo Carlos
Leile & Irmos ra da
igauenlo aterro da Boa-
De Brandenburg frres.
SI. Estph.
SI. Julien.
Margaux.
La rose.
Cl.leau Lcoville.
Cbleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
SI, Julien.
corrciile,
petas 0 horas da larde, o escravo Anlonio, cabra'
u. idr.de 0 annos, mais ou menos, bem nareridn
corpoe fecoes regulares, con. principio de buco!
cotilos carapinbos e un. lano ru.vo. e '
NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
quo
ou que -e-
nde
\G1&XCI\
u
milagrosas que lem elTeclutdo. D. T. Lanman
4: Kcmp, droguistas por atacado em.\ew York,
sao os nicos fabricantes c propietarios.
Achata-se venda em tolas as boiicas das
piincipaes cidados do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfan.legan. 89,
Babia, Germano & C ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
A C. ra Ja Cruz n. 22.
AJiuiraveis reiiedios
americaiws,
Tolas as casas de familia, senhores de enge-
nlio, fazendeiros, etc., deven oslar prevenidos
con esles remedios. Sao tres medicamentos con
os quacs se cura eficazmente as piincipaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
eabeca, nevralgia, diarrba, caaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos osso?, conlusoes,
queimadura, erupges cutneas, angina, relen-
'.Tio de ourina, ele, etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfernidades escropholosas.chro-
nicas esyp bliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
apto e radicalmente cura, escropbulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afercocs do f.gado c rins,
erysipelas, abceasos e ulceras de todas as classes,
molestias d'ulhos, diiT.culdade das regras das
mulheies hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
do do sangue, iuleiramenle vegetaes favoraveis
em lodos os casos nunca occasiona natizcas ne
a de reir, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a b purgam. Estas pilulas =;io elicazcs as affec-
CIO LOW-MOH',
Ra da Sefl*,,a Tto>a n. 42.
Resto estabelecnento continua a baverum
comapletosortimentodemoendas emeiasmoen-
dasparaeuSenbo, machina do vapor e taixas
do ferro balido e coado. de todos ostaraanhos
para Ji
RELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saundcrs Brothers 4
C. praca do C<-rpo Santo, relogius do afama
i ) fabricante lloskell, por precos commodos,
e tambemtrancellins e cadeias paraos mesmos,
deexcellento *osio.
Si. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na inesma casa ha para
vender:
Shcrry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caixasqualdade inferior.
Cerveia branca.
mansamenie: evou vestida camisa c calca bran-
ca chapeo dofeltroda cor parda, um surrao de
courocom baela o alguna roupa ; jolga-se
, andar as rizinhancaa desia cidade uu ai
gira paraoserlSo de r?j, de Mores, d'u
' IV 1k-"' ?C-T\0 f? cumP"o en 31 de nar-
, 50 e loo a Juao Jos de Carvalho Jnior : pe-
lue-se as auioudades poli.iaes ecapilaes de cair-
;po ou qualquer pessoa que o possa descobiir 3
| pegaren, mandando-o apreseular a seo cnlitr
Jos Gomes Leal, morador no Rccife, ra "da ( a-
Ideia, cas., n. 56. pnmeiro andar, onde ser (te-
\ nerosanenle recompensado aquello dos capilaes
de campo, ou pessoa do
Legar.
povo que o vciiba en-
Hefrnte do Ijccco t\a Congregado \etreiro verde .
IGA VERDADEIRAE
TILIA.
LEGI
Seda de quadrinhos muilo fina corado
Enfeiles de velludo com froco pretos e
de cores para cabera do senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo sedas, 15
e seda, cambraia e seda lapada o
transparente, covado
Luvjs de seda bordadas c lisas para se-
adoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para sen-hora a
2j000e
Manas para grvalas e grvalas de seda
de lodas as qualidades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorguro prelos
Ricascapellas brancas para noivados
Saias balao para senhoras e meninas
t Tafel rxo o covado
=5j Chitas francezas a 260, 280, 300 e
1 Casias francezas, a vara
F
1$C00 selim preto azul e encarnado proprio
para forros com -i palmos de largura
o covado
3 Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
I vado
Chales de merino bordados, lisos c es-
tampados de lodas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
Iticos corles de seda pretos e
com 2 saias e de babados
i'itosde gaze c de seda phanlasia
tnales de touquim noito finos
orosdenople preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada prela e branca
Capas de fil c vsilas de seda nrelo com
froco
l.;600
s
2$500
9
85500
21000
g
*500
S320
500.
argura,
de cores
Fugio no dia 2 de setembro do
conente anno, o escravo Francisco,
mulato claro, com dade de 30 annos
pouco maisou menos, bardado, cabel-
los pretos anellados, conduziourna ma-
ca deovelha em que levou a roupa e
2000 i gum dinlieiro, sssim cerno um cba-
; peo de como, e natural da villa do pu'
I provincia do Ceara': roga.se ros cap-
la, s de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a apprehensao do di-
to escravo a entiegar a leu tenbor Jcio
Jos de Ca valho Morars Fillio, na ra
du Queimado n. 13, que sera' bem re-
compensado
1^500
9
9
CHANDE SORTIMENTO
DE
Fazendas c roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
PE
Joaquim Rodrigues Tavarcs de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
EJI SLA LOJA PE QUATUO PORTAS.
Tem um completo soniment de roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
! pessoas que desejarem ler um sobrecasaco bem
: feilo, ou unit cal^a ou colletc, de dirigirem-se a
|esle eslabelecimenlo que enconiraro um hbil
_ artista, thegado ullimamenle de Lisboa, para
Kemedio sem igual, Fendo reconhecidos pelos ; desempenhar as obras a vonlade dos freguezes.
SALSA BARILIIA
ir.
5riaa
mdicos, os mais mmenles como remedio infal- Ja tem um grande sortimento de palilots de ca-
livel para curar escropbulas, cancros, rheumatis-'. semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
mo.enfermidadesdo ligado, dyspepsa.debilida-dem a 12-3, ouiros de casemira de quadrinhos
dade geral, febre biliosa e inlermillenle, enfer- \ da mais fina que ha no mercado a 16, ditos
midades resultantes do emprego de mercurio, i de merino stima 12??, ditos de alpaka muilo
ulcerase eriqcoes que resuliam da impureza do .fina a G?, ditos franceses sobrecasacados a 12,
sangue. ^ ditos de panno fino a 20, 255?, e 30, sobre-
CAl XA. casacas francezas muilo bem feitas a 35, cal-
Tachas eraoendas
Draga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A.um grande ortimepAo
aciVdittf lfianM f^M* &m/fri>t J^nUo
mesrao de osilo ou na ra do Trapiche n 4.
Vcndcm-se carneiros gordos c baratos: na
tua doCotoveo, padaria do leao do notle.
Quarlinhas.
Na ra das Cruzcs n. 41 A, vende-se quarlinhas
da Rabia a 8J o cento c a 100 rs. cada una sem
j defeilo.
Fazendas por baixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam algunas fazendas para concluir
a liquidaco da firma de Leile & Correia.asquaes
se veudem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as se uintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores fixas a200rs.
Cassasde cores, bonspadroes, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muilobom, va-
a 1JO00.
Corles de calca de mela casemira a 2JI.
Dilos de dila de casemira de cotos a 5.
Panno preto fino a 8j e 4?).
Meias de cores, finas, para homem, duzia.
800.
IftAg a
frrrB;-4
Acba-se fgido um muhio cabra de Dome
Raymundo Patricio, eflitial de pedreiro o barbt -
ro. (.i rcncllido do Para en abril de 1 sr,'J ., 0
Sr. lanoel Jcaquin de Karia. o qual foi aqu
esle ?c-
Prancisco Ma-
los I'orlo na lojo i.s. ;17 e 39 na praca oa mtn>-
pendencia, capellas de aljfar eiwortale para ra-
. o qual
rcvdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, o
nlior venden ullimanenle ao
Pereira da Cosa ; h m os seguinlcs
ra,s: e.-uiura regular, baslaulo grosso e barba-
do, olbos amarellados, falla com desenbararo
reprsenla le :I5 a 40 ann.is : roga-se as auloii-
dndes poh.iai s asna apprehensao; e quen 'o
i,""/'"" '"''? *?;* ".i... Cuaan ., Uixiiiu'
.............r- 1 olycarpo Ji.so Lavme, ou na ra de Aolio n
lacumbas, tmulos ele, ele, da fuma secuinle 30, escriplotiode Manocl Gouvcia de Souza au
ser generosan-nle recompensado. '
10| Km o oa 1 do renle evadio-se do en-
8j genbo Cathang da freguezia da Escada, o es-
5g ciavo de nome Jos, com os signaes seguinles :
3 crioulo, cor fula, cabello nao muilocarapiabado,
2 lem falla de denles na frente, olbos pequeos,
estatura regular, secco, tiernas finas, de idado de*
8 24 anuos, pouco mais ou menos : fugio levando
una crreme ao pescoco; um mareas de casli-
go as nadegaa e lalvez lamben as lenha as
i costas r quen o apprehcnder ou delle der noti-
cia, dirija-se ao i. esnio engenho a follar ron
Mauricio Xavier Carneiro da Cunha, ,,,. nesla
praca com o Sr.Joo Xavier Carneiro da Cunha,
no largo da matriz de Sanio Amonio, que sua g-i-
nerosamentc recompensado.
Allenco.
o
Fugio o esciavo crioulo de nome Jos, idado
35 annos, c6r fula, cabellos carapinhos, altura
.regular, olbos pelos, nariz chalo, pouca bar i,
Capellas dealjofc com icseiipeocs, grandes a
Dilas ditas por
Ditas dilas por
Dilas ditas por
Dilas de norlaile por
Ouadros com a Imagen do Senhor Cruxifi-
cado com insrripces por bsixo a 10 e a
Milho nevo.
Vendem-se sacros con milho
Cadeia do Retife n 3.
a 7; : na ra da
Alambiques de cobre de
'I <> a 200 caadas.
Na fabrica de Yillaca Irno & Andrade, ra do
Rrun ns. 11 e 13, lem um grande sortimcnlo de
alambiques, carapucas e serpentinas de lodas as
dimenrocs, assin. tomo um soilimeulo de livros
de 10 libras a 8 arrobas, c vende-se por r
de 5 a 10 por cenlo do que em oulra
parle, quer a dinheiro ou a prazo, e con^v,
lodas as obras pertencenles ao ofllcina de caldei- (imt"10 de svu senhor.Gonsalo de Barros c Silva,
reiro com a maior presteza possirel. i imorador en Taquaielinga) nunca mais rollara
LJ'sEitiOij cLi.J.-.*.J.aLki.ji C.i. ce. tQ4 M! [lt' ('"e e r8'' "8 !>u'ori,3udc's o capilaes
pe un tU'j i |, ,- i-i, i --------
ra quidquer Ir apalhelados, lem falla de denles, cujo escra-
concerla sel*0 a'''"j0 procurar comprador,con o consen-
f
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata- as feilas da mais fina casemira a 0f, dilas de
cado New York, aegam-se obrigados a prevenir j br"" e de usla0 por Pre,0 coramodo' ura grande
o resdeilavel publico para desconfiar de alumas | sorlimenl Je colletes de casemira a 63\ dilos de |
tenues imitacoes da Salsa Panillia de Brisiol oulr.as fazen,8S Por Prec. commodo, um grande
que boje se vende neste imperio, declarando isorl,ienl0 de sapatos de tapete de goslo muilo
lodos que sao ellos os tnicos propietarios da re- aPurad0 a 255' dilos de borradla a 2500, cha-
ceia do Dr.Brisio),lendo-lhe comprado no an- pS decaslor mu'"o superiores a 16, ditos de se-
no de 185G. |da> dos melhorcsquelem vindo ao mercado a 10,
r_ n/,i,ra iloa de so1- '"B'ezes a 10, ditos muitosbons a
Ca.a nenhuma mais ou pessoa a guma lera i 12, dilos francezes a 8$, dilos grandes de Pan-
d.re.io de fabricar a salsa parrilhadeBrislol, por- no a 49, um completo sortimenlo de golliulia
que o segredo de sua preparagao acba-se somen- manguitos, tiras bordadas, e enlre meios muilo
te em poder dos referidos Lanman & Kemp. proprio para collerinhos de meninos e lravessei-
I ara evitar engaos com iefaprec'aveiscombi-ros por preco commodo, camisas bordadas que
coes de drogas percicio;ss,as pessoas que qui-|servem para batisado de enancas e para passem
Da
roes do ligedo bilis, dor de cabera ciencia, in- zerem comprar o verdadeiro devem bem observar', 8?, 10 e 12 ricos lencos de cambra!
digeslao, e em todas as enfermidades das mu- os seguinles sicnaes MmMfln.e...lZ. i- i i ricos lencos ue catnDrata de
heres. a saber : irregularidades, Iluso, reten- ira 2ffL?" quacs qualquer ou-, hnho bordados para senhoras, dilos J.sos para
coes, flores brancas, obstruci.oes, histerismo, ele,
'6
Grvalas de seda de cores e preas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3J.
Dilas dilas muito finas a 4$.
Dilas cruas finas para homem a 4g.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda prela lavrada para vestido a 1600 e 28
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa dequadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um, S20.
Chila franceza moderna, lingindoseda, covado
a 400 r?.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora t 640 rs.
Dilas bordadas finas a 2$E0O.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs,
Lencos de seda para pescoco de senhora a
Vestidos brancos bordados para baplisar crian-
selvas a 5J000.
Cortes decalca do casemira preta a 6.
Chales de merino com franja de seda a 5
Corles de calca de riscado de quadros a 800 rs.
Merinverde para vestido de montara, cova-
do. 1280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
e
?>eiiro contra rogo
f____
UL

i
sao do mais prompto eflcilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, e em lodas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem.a-
companhados de instrueces impressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsilicacao por so haver venda no
armazn de fazeudas de Raymundo Carlos Leile
& Irmo, na ra da Imperatriz n 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Ra Novan. 3 i.
Vendc-se urna porcao de garrafas vazias.
A 1,000 rs. a arro-
ba e 4o rs, a libra
Na ra Nova n. 69, vendam-sc hlalas muilo
novas chegadas no ultimo navio a 1 a arroba e
50 rs. a libra.
Vende-se o muilo couhecido enguenlo de
matar ralos e baratas rpidamente ; na casn ja
ajoslumada, na ra de Senzala Vclha n. 50,
Vende-se a taberna do pateo de S. Jos n.
51, com poucos fundos, propria para principian-
te : a tratar na mesraa.
ira preparaca falsa; i homera por ^ commodt)( saias bordadaS a
1* O envoltorio de fora est gravado de um la-'350O, ditas muilo finas a 5. Ainda tem um
LOJA DO VAPOR.
do sob urna chapa de ac, trazado ao p linho de Cabes de toquim ..ST-5" I Jt^mS^USSTlt. *&&
guinies palavras :
O. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
vestido de seda de cores muilo lindas e superio- i ludo por menos do que em oulras parles : na lo-
res qualidades a 1003J, que j se venderam a Ja do vapor na ra nova n. 7.
150, capotinhos pretos e manieleles prelos de
ricos goslos a 2, 25*5 e 305, os mais superio-
res chales de Cusemira eslampados, muilo finos, a
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cru*
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar- n *
las, adamascadas, muilo superiores a 59, dilas
para roslo de linho a 19, chitas francezas de su-
como
28 O mesmo do oulro lado lem um rotulo em perior qualidade, tanto escuras como claras a
papel azul claro cen a firma e rubrica dos pro-' 2<50, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
prielarios. i casemiras para calca, colleles e palitots a 49 o co-
3 Sobre a rolha acha-se 0 retrato e firma vado'eumcomPlel sorlimenl de outrasfazen-
do inventor C. C. Brislol ero papel cor de rosa. das- e lu,do se.vende Por preco barato, eque nao
" Que as direcces jumas cada garrafa lPO8lv aqu se poder mencionar nem a quarta
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
prsenle annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Babia Germano A C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C, ra da Cruz u 22.
pariedellas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao irosemfazenda.
Azcilonas novas de superior qualidade :
vende-se na praja da Boa-Vista, labcrna n. 14.
Vende-se um cabriolel era muilo bom es-
lado, e de 4 rodas, com o cavallo gordo e novo :
na eslrada nova, casa de Jos Paulino de Almei-
da Calanho.
Ra Nova n. M.
Vendem-se luvas de pellica com toque de mo-
fo a IgOOO o par, e compra-se moeda de ouro na
mesma casa.
Modernos e boni-
tos enfeiles de froco,
Na loja da Aguia Branca vendem-se mui bo-
nitos c modernos enfeiles de froco, obra de mui-
to goslo a 6, 8 e 10$G00 : na ra do Queimado
n. 16.
Vendc-se urna cscrava de banila figura, de
idade 18 annos, e um moleque de idade 8 annos ;
a tratar na ra do Encanlamenlo n. 11.
Vendem-te saceos com farinha de mandio-
ca a 6j$000 : na ra da Madre de Dos n. 2,
LONDRES
AGENTES
J. Aslley <& Corttpanliia.
para
B
Vende-se
| Formas de ferro
purgar assucar.
S Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
| Espingardas.
Ac de Trieste.
i Pregos de cobre de coin- i
posiedo.
; Barriiha e cabos.
! Brim de vela.
| Couro de lustre.
j Palhinha para marcinei- ,
ro : no armazem de C. I
J. Asilej A C.
Alten cao
*
Vende se na rua da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentenQa, o devedor
dizem que tem loja era nome de outro
na iua da Imperatriz, cujo devedor
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
Vaquetas para cobrir
carros.
Vende-se na rua da Cruz do Ilecife n. 64, de
muito boa qualida-Jc e commodo preco.
de campo a apprchensio do mesmo escravo c a
entrega a seu senhor no dilo lugar de Taquare-
linga, ou nesla praca a Manoel Izidoro de Olivei-
r Libo, na prensa de algodao n. 7 do Forte do
Mallos ; cm qualquei das duas panes ?e dar a
gratifiracaodo50 pela apprehensao, assimcon.o
prolesta-sc contra quem o livor acontado.
Gratifica cao.
50SO0O.
Fugio no dia 27 de agosio p p. um escravo per
nome l'edro, de cOrsimi-branca, e com os signaes
seguinles : roslo redondo, alio e secco, de cabe-
ra redunda c chala aira/, com pouca barba, e
anda muito aprestado ; levou roupa de alpodo
branca o azul de riscadinho, chapeo do bala
| prela e do Chile, c lem por cosluruc de ir para o
Arraial e Remedio radiar ; por isso pero as au-
I loridaJes policiaes e capilaes de campo a* sua cap-
, lura e levarem a rua Direi'a n. 12, ou a rua e
' Apollo n. B. Jos Francisco do Reg Ucdei-
ros e Mello.
Fugio no dia 30 de agosto a cscrava Zeferi-
na, prela crioula, um pouco fula, de idade de 13
a 1 annos, magra, bracos e pernas finas, roslo
comprido, ps e maos desrarnadis e um pouco
brancas, de quem padece de frialdade, o olhai
espantado, quando anda aos pulos ; jnlga-so
ella estar acontada em alguma casa,por ser inici-
ramenle nova nesla cidade por ha pOUCO lin.jo
ler chegado de fra e nunca sahir a rua ; pro-
lesla-sc contra quem a livor acontado como a I, i
determina ; levou vestido de chila cabocola de
quadros de mangas curias, e um chales velho ura
peuco escuro, ha quem a visse no paleo do Car-
mo : roga-se aos capilaes de campo, aulondades
policiaes c a qualquer pessoa a apprehensao, e
leven na a seu senhor na rua do Crespo n. 15
que se recompensar.
50$ de gratiicacao.
Contina a esiar fgido desde o dia 4 de abril
prximo psssudo o preto de nome Flix, com ida-
de do 85 a 40 annos, de nacao Mossambique, o
lem os signses seguinles : eslalura baixa, 'cor
fula, ps uro pouco apalhelados, lem um calom-
binho inlre as sobrancelhas por rima do nariz,
que parece ser Signa) da ierra delle ; esle prelo
lem servido em diferentes arles, pescador, ca-
noeiro. caiador, Irabalhtdor de campo, e hoje
padeiro, a que perlence ; foi esciavo do Sr. Ma-
noel Francisco Diiarle, e quando foge COaluma
mudar o nome para Jnao. o inlitula-se forro,
lem sido visto nos arrabaldes desln cidade da es-
Irada de Bebcribe em direcr;o at a matriz da
Varzta : porlanlo roga-se lodo e qualquer q
o encontrar ou delle souber. que o pegue e le
ao paleo da Sania Cruz, padaria n. 6, que
ber a gralificacao cima ; assim como se
lesta conlra quen o 'ver acoulado.
iriz da
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()
DIARIO DK PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 7 DE SETMEBBO DE 1860.
Litteratura.
u
V
Os lilhos de Mara.
(Conlinuagao.)
Amanha parlo par Paria; em minha ul-
tima viagem me pedirsm que me encarregassede
procurar urna rapariga bem mora para aprender
i\ Eervir; eslou certo que empregarei tambem o
ten rapaz; conliai-me vossos lilhos. Em Paris o
pelas suas palpcbras, o a felicidauu llics lu per-
turbada v i -1 a da mudanza, que em dezeseis me-
zes se linha operado as feigoes de Maria. Pobre
mili a ausencia de seus filhos mais a linha en-
velhecido, do que o tcriam feilo dezannos. Ah !
a afflirco caminha mais rpida que o lempo.
Annla e Pedro se achavam nos bracos de sua
mi, que descra de tanta felicidade.
Mas porque acaso vos torno a ver? disse
emfim Maria ; qurru Ihes fez deixar Paris ?
Soubrmos que eslavas doenle pelo scriti-
mento de nao nos ver mais .. nao us engana-
ram .. tu ests mudada... nao desojamos mais
si rvijo brando, isso nao fatigar a sua pequea
Annela; quanto Pedro, ser preciso esperar que te deixar.
Charos filhosl... em Paris,entretanto fariam
suas carretras.
Oh sim, disse redro ; Annela era a melhor
artista da sna loja, c, cu... eu ia passar aos bo-
los sotados !
Que importa tudo isso ? disse Annela, tua
Talvez agora adiemos
rile ahi d de si... e, quem sabe?... Kilos farao
talvez fortuna i m Pacis !
Po-lo que bem ronlrislados em drizar sua mi,
(s Dlhoa lie pediram que os deixassepartir. Es-
las palavras :Ellos farao talvez fortuna! lnha-
Ihus feilo pular os coraroes. tiles tinham ouvido .
poi vr/es fallar em Pars, como de urna cidadelsade primei'roque ludo,
'onde se veem cousas extraordinarias e eslavam | de que nos oceupar aqui.
curiosas de conhece-las. Annela e Pedro acharam-hospitalidad na casa
Foi preciso que Mana se decidisse se separar de urna camponeza porto da.herdadc. Durante os1
de seus filhos; ella sabia que Paris era um lugar. primeiros dias loda a felicidade consista em !
perigoso para a mondado, mas conhecia no cora- arharem-se perlo de Maria, que tinha cobrado que ella esperava sorprender o marido cora urna
cao de Annela, c a probidade de Pedro ; nao Ihes | um pouco das suas cores, depois da volla de amante.
srus Mhoft. Depois tratou-se de procurar occu- Bello meio para traz-lo, esse de ir dar um
Mas Pedro
que lu AimiU.il que fugia quando aviauva um
raiinho. nao vejo porque nao toril alguma mu-
sa contra os galos... A sen hora nao lo mi co-
mo tos ; s ella nao cassuou do meu encon-
tr
Estas ultimas palavras se dirigiam directamen-
te a Annela, que Icvaulou os olhos dizendo:
Como, seuhor ?
Digo, que apenas fni a senhora, que leve a
bondade de nao rir-se da minha desventura.
A sua desventura, seuhor... Pccn-lhe per-
dan, puiiu nao linha ouvido o quo dizia agora
mesmo.
O mancebo mordeu os labios, e se vollou para
outro lado.
Que noticias ha no quarleiro, Sr. Torai-
ncl ? disse por sua vez a mercadra.
Mas, senhora, nada... islo nada de bem
interessanle... Sabe que a mulher do joalheiro
foi outro da procurar seu marido no cal, aonde
den um desfruclo... Oh I que desfruclo 1... O po-
bre homem quera esconder-se debaixo do b-
Ihar.
Era cnto hora impropria?
Nao, meia noite quando muilo. Affirroam
pregou a moral, contenlando-se em dizer-lhe:
Conduzaru-se bem, se quorero que euseja feliz...
Depois o co nos reunir rodo !... T. minha cha-
ra Annela, toma bem cuidado de nunca aproxi-
mar urna luz muito perlo da tua louca...
No da seguintc Maria chorava, seus olhos
prunravam em vao seus filhos...... Annela o
Pedro eslavam em caminho para Paris. Annoln
linha entrado para o srrvico de urna mercieira
i!.amada Polio. Ao principio sua extrema moci-
dade, seu ar delicado desgotaram a pessoa, em
cuja casa a apresenlaram ; mas a mocinha tinha
as manriras lo docecis, seu rosto dizia tanto
ini seu abono, que nao liuham coragem de
despedi-la.
Tinham recebido Annela para ser criada, mas
pagos. Mas Pedro nao se tinha tornado mais
geiioso com a sua estada na casa do pasteleiro ;
pelo contrario, ello nao pensava, s fazia alraon-
degas e bolos aovados. Quanto Anneta, suas
pequeas roaos, lo habis para as obras delica-
das, nao tinham adquirido forjas. Maria via bem
isso c dizia muitas vezes :
Nao 6 aqui o leu lugar, chara filha... Dei-
xaslo Paris para me ver, mas necessario que
voltes, porque em Paris se pode tambem, quando
se quer, ser sizoda e honesta ; e os talentos, que
tu possues podem talvez ajudar-te te estabe-
lecer.
Annela abraeava sua mai c chorava, Pedro fi-
cava paleta ese calava ; mas nao so encontrara
i lino dar Irabalhos pesados para fazer urna trabalho, e as pequeas economas de Annela se
mollina, que pareca nascida para ser servida, e acabavam.
uo para servir os uniros !......
Todava Annla nao recusara trabalho algura ;
para agradar sua ama, para merecer suas boas
(ragas, nada havia que ella nao fizesse. Sua
gentileza, seu espirito, sua docura, bem cedo
Um dia o bom homem que tinha j collocado os
dous gemeos em Paris, foi offerecer para os levar
de novo.
Tenho um ptimo lugar era urna boa loja
de pannos para a Sra. Annela, dis-e elle, e Pedro
lornaram-a demais necessaria casa da Sra. entrar bem perlo de l como caixeiro de arma-
Potin, que em vez de emprega-la na cosinha, zem.
guardou-a junio si, ensinou-lho a bordar, en- Maria disse seus filhos :
festoar, preparar louras p mil pequeas obras, que E' necessario voliar para Paris, j os vi, es-
agradavara muito filha de Maria; lambeni | lou conlrnle, tenho adquirido a minha sade. e
ella fez rpidos progressos na casa da mercieira.! de hoje em diante eu serei mais rasoavel... Nao
CotiscKuio-sc collorar Pedro, na casa de um quero mais sor um obstculo ao seu bem-cstar.
paslelleiro ; o filho de Maria dissera que goslava
do lorias e bolos sovados; elle trata de ser me-
nos desasado na cidado de que nos campos; nao
aprenda com a facilidade de sua irma, mas era
serio e dirio do boa vonlade.
Maria recebia continuadas noticias de seus
filhos : os tlenlos qwvsua filha adqueria em
Paria a consolavam um powcode nao v-los. En-
Iretanto nao havia nenhurn^prazer, nenhuma
alogria para a pobre n ai, desde que Annela e
Pedro eslavam em Paris; masOscievendo sua
fiihi Iho on tilla va a sua ainteijao.
Um anuo linha decotrido; Annela havia-se
lomado muilo hbil c bella, Pedru chegra fa-
Anneta e Pedro obedecern), dizendo
Se le tornaros doeute, nos voltaremos.
Apenas Anueta se apresentou em casa da mcr-
cadora de roupas, que devia emprega-la, todos
liearam sorprendidos com as suas grabas, belle-
za, e gentil talhe.
Esperavam ver chegar da aldea alguma gorda
rapariga bem vermelha, bem pesada, bem alegre.
Annela era plida, esbelta, e de maneiras serias.
Tanto ahi, como na casa da mercieira, nao
tarda rain om notar a boa acquisico, recebendo
a pequea Annela.
Quanto Pedro, entrou para urna rasa de com-
misso. Quizrram primeiramente faz-lo con-
zer almniidogas. Os rapazes que passavam pela lar, mas Pedro se abstinava a dizer que qualro e
loja da mercieira contemplavam a bella joven qualro faziam doze ; nao fui possivcl encarrega-
que se arhava ao mostrador, centravam, sob lo de ronduzir caixas, embrullios, porque enlo
pretexto de comprar,afim dedirigirem galanleios ello achara meios dse engan. r nos enderezo,
filha de Maria fazendo partir para Lyon objeclos destinados para
Mas Annela nao dava altencao aos propsitos: Burdeaux.
d.is galantes; abaixava os olhos quando olhavam A mercadra de roupas, em cuja casa trabalha-
para ella, s responda quando se lhe fallava do va Anneta, era urna mulher de ordem ; um pou-
seu rominercio, e nunca se chrgava porla para | co pretenciosa, e nao querendo que se livesse ou-
scr admirada dos que passavam. i Ira vonlade seno a sua, mas ella conservava seu
Pedro foi poslo em examo pelo seu meslre, o i armazem sob um lom respeilavel: as mocas da
pasteleiro; mandn si1-lhe coser um bolo folha- loja, que cram Iros com Anneta, deveriam ser
do, ello s o tirn do forno em estado de carvo.
O pasteleiro quiz p-lo no olho da ra. Pedro
foi chorar junto de sua irma,que inlercedeu por
seu irmio ; em attenco Anneta o pasteleiro
serias, ou ao menos ler as apparencias ; l nunca
appaieciaot rapazes para conveiscr, rir, fazer
corle essas mocas ; nao se recebia um viso de
homem. seno um joven caixeiro de ura arma-
zem visinho, que noite viuha ver os livros da
mercadra de roupas.
Esle mancebo que era considerado como tam-
bem oa casa, linha vinle e cinco minos, una fi-
gura que nao era l grande cousa, uns modos
pretenciosos e afirolados ; fallava receioso, e li-
nha medo dos galos; ria-se para mostrar seus
denles, que eram bellos, e (cava em termos de
desmaiar quando senta cheiro da baouilha;
finalmente era de urna extrema pulidez : chama-
va-se Tominet. A primera vez que Tominel vio
Anneta no armazem da mercadra, levanten os
dous cantos do seu coUrinho, ageitoii os cabellos,
depois halunceou o corpo com nimia graga ; des-
graciadamente ludo isso era perdido ; a joven nao
despregara os olhos du que eslava fazendo. ^^
Tominet, empregado da casa, conevrsavj>^^
as mocas do armazem, estas o eehavW^L :.
amavel --------- ......> -. *--*"
[ierdi'00 ao pequeo apatrocinado. Anneta era a
providencia dess familia.
Mas em um bello dia.um habitante dos arredores
da lierdade, onde se arhava Mara, foi Pars, e
a rasa onde eslava a moca.
Como passa minha mi, perguolou Annela.
Mal___ella defiuha, muda olhos vistos..
.... Nao quer estar por isso,mas a afflicro de
nao ver mais seus filhos.
Annela nada mais rseulou, corren ao encontr
de sua ama, e lhe disse : Parto j para iiiriha
trra, senhora.
Como, Anneta, quer nos deixar?
Mmha mai est doentc, e cu quero vollaj
para junio della.
Anneta vrc nao pode deixar a sua oceupa-
c5o----- meu armasem___ Pique pois comsigo,
mandar dinheiro sua mai, eu lhe darei um
iniere-se. em meu rommercio.
. v.,,! .-. j ^t.^ a- ,,,i^ni-viiingo'.p pulan vollrei.
Preciso de vore, mas nao poseo me encarre-
gar de sua mai. Voce urna ingrata; son eu quem
lem cnsinado ludo ranlo sabis, e me deixais..
Se parts, nao entrars jamis em minha casa.
Anueta nada responda, mas foi fazer sua Irou-
xa, tumou suaseeooomias, c oi buscar seu inno
na loja do pasteleiro.
Pedro, nossa mi esl doenle...... ella se
entristece de nao mais nos ver.
O irmo de Anneta alirou aos ares seu barrete
de algo lao, lirou seu avenlal branro, foi tomar
sua vesta, seu bonet de couro de lontra c despe-
dir-se do pasteleiro.
Como, vadite, lu vas-te embora quando
comers fazer alniondegas, disse o pasteleiro.
Traiarei de me lcmbrar se acaso voliar,
responden Pedro.
Nao lomars mais a entrar na minha rasa.
Visto sso en lhe desojo saude c felicidade.
Annela linha j reunido urna pequea somma;
Pedro nao linha seno buracos nos seus bolc/'S.
Annela foi tomar dous lugares na carruagem
para se echar mais depressa junio de sua mi.
Os dous gemeos nao levavam saudades
de Paris, nem lasiimavam as esperances que l i "semblante lodo perturbado.
deixavam. S pensavam no prazer "de ver c Qual I palavra de honra___acha. senhora I
abru,;ar sua quprida mai. I Ah I ea bem sei porque estou pallido. ..cque
A carruagem largou os passageiros um quar-1 arabo de ver um galo na porla, ao sahir de
to <1e legua da lierdade. Os duus jovens fizeram : casa,
o trajelo correndo ; emfim avislaram a habilaco
aonda tiabalhava sua mai, aproximaram-se, e
tralaram do fazer urna sorpreza.
Perguutaram aonde se arhava nesse momento
Mara ; enviaram-os para junto della ; mas, seus
coraroes se aperlavam, lagrimas se delisaram
... !^'!,'lrn'M;.iv_lV'i,.l,Lu.').?JVuiiii;o iio-
mem, que l se recebia.
I.ogo que terminava seu servico, Tominet ia
lagarellar, o contar as novidades do quarleiro,
quando havia, ou iuvcnla-las quando nao havia.
Enchia sempre seus discursos de palavrinhajga-
lantes para as moras e mesmo para a dona do ar-
mazem ; qurria que lodo o mundo ficasse salis-
feito.
Depois que Annela l se achava, parece que
Tominet se esforcava ainda mais para ser ama-
vel, e seu fato era (amhem mais apurado.
Meu Dous I como D. Angelina lem bollas
cores I disse o joven caixeiro, entrando um dia no
armazem.
Ah julga Sr. Tominet? Mas nao, eu
nao sou vermelha E'para me fazer zangar
que me diz isso, porque sabe que eu (caria des-
contente se livesse cores grossas.
Ah I senhora, que inlencu me suppoo a
senhora !
Eu estou muito vermelha, senhora ?
Eli! nao, nao Occupe-ae com o seu tra-
balho, Angelina, responJeu a dona da casa.
Em lodo o caso, se eu estou vermelha. o
Sr. Tominet esl bom paludo osla tai de___lem
Ah I ah ah I [Todas as mocas desataram
rir, exrepto Anneta.j Ter mdu de um gato I___
um homem.... vergonhoso !...
Ora, o que querem, minhas senhoras
se dono disso ; oslas cousas piuvm dos
vos-----da organisaco.. Auuibal...
VOjLIIETIJII
nao
ner-
sini, creio
espectculo no centro de um caf I... As mulhe-
ros nao sao razoaveis...
E a pequea do tapeceiro, casa-se Anal-
mente ?
Nao, parece que ainda mais um casamen-
to logrado: a moga dificilima. Asseguram que
no momento das cor.cluses, ella nuluu que seu
futuro mascava.
Oh I que horror I... E' enlo um homem
sem educaco ?
Perde-me, o contrario, um joven de pri-
moroso goslo. grande parlidaiio das ideas novas,
mas algum tanto progrcssisla. Domis, a filha do
tapeceiro achara fcilmente com quem se casar,
logo que queira ; lera dinheiro c bella.
Oh I bella l... o senhor muilo corlez.
Um ar commum.
lirados vermelhos, maos horriveis.
Um nariz que nao lem formas.
Urna bocea desagradase! ; quando falla, os
cantos se levantara, como urna ra.
E o pl ah l Dous... Quem j vio o lal p?
Eul
Eu tambem I
Nao um p vergonhoso?
E' como uni p de elephante,
Ah I senhoras, como a iratam I
Porque diz o senhor que ella bella?
Isso nao poda offend-las; todas sois lo
favorecidas da nalureza, para nao temer nenhuma
comparraco.
Ah l como elle galante !... como delK
cadamente dito I murmuraran) entre si as mogas
do armazem. Annela somonte guardn ainda si-
lencio ; pensava em sua mi, e nao escutava as
bellas cousas qu dizia Tominet.
Urna outra noite, o joven caixeiro se apresen-
lou rom o rosto envolvido em um lenco de seda,
e lodas as mocas exclama rain :
Oue lem? Sr. Tominet. est doenle?
Minhas senhoras, sao lo boas... acho-me
ligeiramcnlc indisposto.*. Fui honlem aos Fran-
cezes ver urna tragedia, e isso tal iinpresso me
fez ..
Odry represento*! ? pergunlou urna das mo-
cas da loja.
Odry I... mas, senhora, Odry do theatro
das Variedades, e eu lite a honra de Ihes decla-
rar, que tinha ido aos Francezes.
Ah I pordo, senhor, vou lo poucas vezes
aos espectculos ; confundo ludo ; mas lem-se-
me minias vetes fallado do Odry : dizein que
lo engranado I. muito desojo cu v-lo.
Ah meu Dous I alguem lem baunilha aqui...
que cheiro de baunilha 11... Eis que as palptla-
ps me accoinmeltem I !
E Tominet se deixou cahir sobre um tambore-
le, levando urna das mns sobre o corago, como
que impedindo-a de sahir.
Mininas, alguma de voces tero baunilha
om s ? disse a mercadra torada du estado de
desfallerimento do seu caixeiro.
Nao, senhora, eu nunca ponho cheiros em
mim.
Bolei um pouco de banha de nrso no meu
cabello, mas do certo que nao tem cheiro do bau-
nilha.
E vor, Aloxandrina?
bu I... ora I tenho um pole de banba : tal-
vez soja elle...
Oh sim, cerlamenle, isso, exclamou To-
minet, doixando o corago para levar s uas mos
testa. Ah D. Alexandiiua I a senhora lima
barbara, quer me matar I
Ahlcomo assim I puz, sem pensar nisso ;
Sujuro.
Mifthas senhoras, peco-lhes permisso de
r. lomiliei samo, trincando s furtadcllas, um
golpe de vista sobre Anneta ; par verse ella li-
iiha-se conmovido com a sua indupoaicao ; mas
Anneta tinha o semblante bem tranquillo, loda
empenhada em pontear urna guarnirn.
Emquauto Tomn.-i fazia o possivel para capli-
var a aUcncao de Anela, que nao se ocrupara
seno em se lomar boa artista, Pedro cootinuava
a fazer asnoiras na casa de roinmerro, coi que
rom prazer o receberam. J por muitas vezes,
em ronsequencia de algumas dolas, linha sido
despedido, mas nesses casos, Pedro ia ler com
sua irma para interceder por elle, e assim obti-
nha a conlinacAu na casa.
Anneta era lo bella, lo inleressanle, qua
ningueru linha coragem de resistir seus rogos ;
o commereiaiiie perdoava Pedro em favor de
sua irma, mas era raro que um mez se pasma-
se, sem que a filha de Mara livesse de interce-
der por sen irmo.
Pedro bem sabia que nada poderia fazer no
commercio ; recordava-se com pezar das alnionde-
gas, e da casa do pasteleiro, o algumas vezes
mesmo dizia:
Eu nao son bom seno pars soldado Ah I
como militar sim !... que eu serei gente, eslou
bom corlo.
Enlo Anneta Iho responda :
Tu quprps spr soldado, Pedro ?.. e
no desgusio que isso dara nossa mi?
O filho de Maria suspirava e voltiva para man-
dar para a alfandcga caixas e pacotes.
Havia mais de um anuo que os lilhos de Maria
eslavam de novo em Paris. Tominet tinha em-
piegado lodos os seus meios para agradar An-
neta, esla nao dava mais dtteuco ao joven cai-
xeiro, que qualqupr oulra pessua que appare-
cesse na casa, a indilleieiica de Annela, chipo
bem de esperar, muilo contribua para aug-
mentar o desojo que Tominet nutria de caplirar
a encantadora moga, enfim elle tornou-se lao
enamorado e lo spaixonadamenle louco de amor
que se esquecia de ler medo dos galos e de se
fingir encomrodado quando algumas das mogas
traziam no cabello pomada de baunilha. As com-
panheiras de Annela viam com despeito os olha-
res que Tominet lhe laneava ; mas Annela se
conduzia to bem, era lo modesta, lo assidua
em seus irabalhos, que nao havia meio para que
se fallasse mal de sua conduela ; era mesmo di-
fcil de encontrar o seu olhar ; asoulrss se cala-
vam, mas invejavam a felicidade da joven que
linha feilo a conquista do seductor caixeiro, e
Anneta eslava ainda longe de crr no seu trium-
pho.
Urna noile. entretanto, Tominel conseguio en-
contrar Anneta s no armazem ; a dona da casa
eslava por acaso, no espectacnlo, e as outras mo-
gas um tanto fatigadas do trabalho apressado, se
haviam retirado cedo.
Tominel nao deixra escapar este instante;
sentou-se dianle de Annela, conleraplou-a, ge-
meu e suspirou. A moga conlinuou com o seu
Irabalho. Emfim a hora se adanlou, ella lomou
urna luz, e quiz se retirar. 0 mancebo segurou-a
pelo br.ioo, dizeudo-lho com uin lom trgico e
lagrimas nos olhos :
Senhora !... que lhe tenho eu feilo?
Anneta olhou para o caixeiro com admirago
respondeudo :
Mas, senhor, me parece que nada me tereis
feilo.
Oh perdoal-me, senhora, preciso que eu
lhe tenha feilo alguma cousa para que me trales
assim !
gas que bstame pomada de baunilha tinham pos-
to em seus cabellos, largaram um gato que fur-
laram da casa de um visinho, e que tinham occul-
to debaixo de seus avenaos. O joven caixeiro nao
soube aonde se cscondesse e s mocas riram-se,
a dono da casa reprehendeu-as, emfim Tominel
se safnu para um quarto do fundo, o Annela
aproveilou esse ensejo para ir fallar-lhe.
Senhor, desoja va dizer-lhe alguma cousa,
murmurou tmidamente Annela, approximando-
se de Tominet.
Ah Senhora; sou muilo feliz com esse seu
desojo.
. O Sr. quer decididamente se casar com-
migo.
Cerlamenle, admiravel Annela; nao lhe te-
nho Tallado seno da minha feliridado.... na me....
Sim, oh 1 me lendes dito muitas cousas,
mas eu.. ha urna que me lem esquerido per-
gunlar-lhe. Quando for sna mulher, querer de
boa vonlade que minha mi venha habitar com-
nosco?
Sua mi! oh I nao.... nao leremos lugar
para sua mi...... isso nos incommodaria..... De
mais, segundo pens, urna mulher do cam-
po.... preciso l deixa-la ficar, ella deve ale-
grar-se com isso.... Alm de quo leremos cui-
dado nella..... Julgo que mereco a sua approva-
go, senhora.
Senhor, agradego-ros summamenic a hon-
ra que me fizesles, mas nao serei vossa mulher.
Senhora, que me diz? .. Quer experimen-
tar-me, julgo?
Nao; se me casar, ser para ler minha
mi junto do mim, e nunca mais a deixar.
Entretanto, senhora, reflicta que.... o ti-
tulo de minha mulher....
bnenlo de um modo severo, e o lom brusco
com que falla assusta a pobre Annela.
Sois muito joven para dirigir urna casa, diz
o barao reparando na joven Annla.
Senhor, tenho 19 annos, responde ella abai-
xando os olhos.
Cerlamenle, a edade nada prova.... Tive
tima mulher administradora da minha casa, de
50 annos de edade, que me roubava ; prefer
urna de 19 e que soja de boa conducta. E vos
saberes governar minha casa?
Esforgar-me-hci, senhor.
Informaram-me muilo bem i vosso ros-
peito ; mas eslou habituado s crpr no que ve-
jo. Eia, tomai as chaves do aparador, guardas-
roupas, adega.....ide inslallar-vos.
Annla. ainda toda perturbada polos modos
severos do seg novo amo, diz baixinho ao dei-
xar : Quero ao menos merecer sua confianra.
A pequea queria mais ainda ; desejava forgar
o baro oslar salisfeilo de sua joven criada de
administragu, e para isso se apressa de se por
ao fado de todos os detalhes da casa. Haviam
quatro criados que deveriam vigiar: um cochei-
ro, um lacaiu, urna cozinheira e um porteiro.
Annla sabe lo bem se haver com elles, que se
faz logo amar de cada um ; obedecem sem mur-
murar, e quando algum nao faz o seu dever, An-
neta rpprehpnde-o. mas de urna voz lo doce,
que nao possivel haver zangas contra ella.
O
des.
dave
nao quero desposar loda a sua lamida.
Nao, senhora, nada agradavel ou desagra- alguns dias mudar de opinio e desoja
l me dissesles, porquanto ha mais de um an- minha mulher... mas enlo serei eu crui
bario sahe pouco, c raramente recebe visi-
tas, excepto um sobrinho que vem algumas vezes
se informar de sua saude. Esle sobrinho lem 25
annos, chama-se -Eduardo ; elle um bello ra-
paz, um pouco pancada, e mesmo mal procedi-
do ; mas isso tira lo bem em um homem, co-
mo os modos modestos em urna senhora. Urna
J est reflectido, senhor. Anneta fez urna
Meu Deus senhor, se lhe tenho dito algu- reverencia e se retirou.deixando Tominet eslupe-
raa palavra dosagradavel... enlo, foi pois sem tacto, furioso, e se retirou dizendo:E. urna
intengao... Mas o mesmo, eu lhe pego mil per- rapariga simples, tola! fago-lhe muita honra. .. |
| nao quero desposar toda a sua familia.... Em j
ara ser
. cruel!...
no que eu a vejo quasi todos os das, e esta a ^ Annela nao linha do maneira alguma tences manha, estando elle na casa de seu lio, encn-
piuneira vez que conversamos juntos; nunca me de mudar de opinio. Todava logo que deca- irou Annla na escada ; a moca faz urna bonita
daesaiiengao.naomeolhaes, nao vos rtdes quan- | rou a sua ama que nao quena mais ser espesa do reverencia ao sobrinho de seu'aroo, e afasla-se,
no eu cont alguma cousa engragada ; d onde joven caixeiro, a Sra Duval lhe disse mu secca- corando. Eduardo segue-a com a vista, e penc-
uevo concluirque euvos sou odioso, senhora. mente :E'bem patela, e arrepender-se-ha do trando no aposento do lio, a sua primeira per-
Udtoso !... ah senhor, que pensamenlo l i haver recusado um marido. gunla foi :
-Pois bem eu, senhora, j nao posso lhe No da seguintc esla aventura, Pedro che-
occutlar o que tinto pela senhora. amo-a... nao, gou-se a sua irm, em lagrimas; linha quebra- I Quem pois esla bolla pessoa que sahe de
cu nao a amo, adoro-a... nao, nao a adoro,-ido- I do muitas caixas de porcelana e sido posto fra, casa de Vmc meu tio Y
latro-a... nao, nao a... emfim, senhora, nao pos- ; sendo esla vez sem remisso. Depois disso havia
so viver sem vos
Anneta tinha j retirado sua mo, quo Tomi-
nel aperiava mu forlemenle ; ella allaslou-se e
elle exclamou:
Ah encantadora Anneta sei que sois to
virtuosa, como formosa.. sempre live vistas ho-
neslas... finalmente, senhora, minha mo o ti-
lulu de minha mulher, o nome de Tomiuet que I soceoro de nossa mi.
vos olferego. Sim, no que eu pensava, respondpu Pe-
O mancebo proferindo laes palavras tioha pos- dro; mas que.... nada absolutamente tenho
lo um joelhoem trra e aberto os bragos ; julga- podido ajunlar.... Al devo seis vintens ao pa-
recebido urna carta de sua mi, dizendo quo os
donos da herdade tinham-a laocado fra, visto
que j nao era bem forte para o servigo do campo.
Nossa pobre mi.....elles a despediram! ex-
clamou Annela,e em casa de quem esl ella
presentemente? Falla-lhe ludo lalvez.... Ah!
forzoso que parlamos, Pedro, e voemos em
va que Anneta nelles se arremegasse apoderada
de prazer... Anneta nao se langou... nao pareceu
mais commovida, e respondeu tranriuillamente :
A sua mo !. que I sennor, quizera despo-
sar urna pobre moga... que nada pnssue ?
Sim, senhora, porque aprecio as suas qua-
lidades e u seu amor pelo trabalho. Tenho dian-
te de mim uns cincu conlus de res, cstabelecer-
nos-hemos, porcinos urna pequea loja, e com
seus tlenlos e economa, estou convencido que
faremos nossa vida.
Iro.
Mas eu tenho tudo quanto ganhei aqu...
nada tenho despendido para meu toilletle...... Ah!
como sou feli em nao ler sido gameuha! posso
pois ser til minha mi.
E Anneta despedio-se ainda da sua ama; que a
I deixuu partir sem pezar. porque a pequea havia
: recusado se casar com Tominel, que era o pro-
! legido da mercadra.
Mas que importava moga que lhe ttvessem,
| ou nao saudades em Paris! Todos os seus pen-
Senhor, na verdade a sua proposla me hon- smenlos eram acerca do lugar para onde regres-
ra... mas nao posso responder-lhe nada... pri- sava com seu irmo.
meiro depende de minha mi. \ Com eltVito. Maria nao era feliz. Posta fra
Pedirs seu assenii.neiilo... A senhora Du- ; da herdade, porque a sua sade nao permilla
val me conhece. bem como minha familia ; dar enlregar-se rudes Irabalhos do campo, ella al-
sua mi lodas as informagos que elia poder I cancera azylo na casado uns camponezes por
desojar, e me lisongeio que serio em meu pro- j commiseraco.
veito.
Anneta eslava toda aturdida com a proposla
Tominet ; nem pensava em ser pedida em casa-
mento, ella, pobre moca, que nao linha vaidade
dos seus em aillos, e que julga va 80 principio nao
E' minha criada de administrago.
Criada de administrago, esta joven Va- -
mos.Vmc. graceja, meu cahro lio.
Nao, senhor ; bem sabis que nao lenho o
habito de cassuar.
E' certo; mas essa pessoa me parece to jo-
ven para esse emprego...
Que importa ? contanlo que cunipra ella h
bem os seus deveres.
Quem pois a mandou para c ? ,
Um camponez... tambem urna mercadra
de roupas m'a recommendou.
Ella lem urna figura... muito interessanle.
Bem, bem I Quando vos tonrareis sizudo,
meu sobrinho ?
A chegada de seus filhos nao sorprendeu Ma-
ria ; ella adivinhava o quanto seus corages Ihes
aconselhariam de fazer, e no entanto s Pedro
tinha esrriplo ; ella lhe pedir de nao commui-
pensas
m^ziEi
JIK3 T TT JO: -
POR
PAULO DE KOCK.
ppilu
para en-
XXXVIII
Casamento.
( Conliuuago. )
Ceriselle enlrou i pressa para o spu quarto e
ferhou-se pordenlro. Custava-lhe muilo,evitar a
presenea d'aquellc quem amava, mas essa
provanga era a ultima. Para orcupar o lempo,
que lhe pareca muito comprido, foi examinar
os ltimos prsenlos que lhe fuera su amante
Ainda nessa manha Len lhe linha mandado
una i fisia com ricos chales, rendas, joias e urna
nniltido dessos nadas encantadores que o luxu
inventa para que um homem possa galantemen-
te emprogar sua fertuna.
Tudo islo para mim dizia comsigo Ceri-
setto. para mim que nao tenho pais, que nao te-
nho nome, que nem mesmo lenho para offere-
cer ao meu anianio pssa joia da innocencia, o
nico dol da pobreza.
Mas dpbalde procurava a moga dislrahir-se, as
mais lindas joias do acalote nao podiam rapli-
var-lhe a aliengo ; 'cada tosante levantara
se, puuha o ouvido escuta para ver se a cha-
mavaoi Parecia-lho que j havia muilo lempo
que Sabreta he eslava a conversar rom I.eon, o
cada minuto que se passava ougmeotando-lhe
O receiosdiminnia-ltn a coragem.
Passou-se meia hora ; foi eterna para Cerispl-
Ip, cuja imaginaran pruduzia as rnaiures desgra-
nas. J se persuada que Len linha mudado de
sentimetitos, que nao queria mais v I. Em-
fim fez-se ouvir a voz de Sabrelache chaman-
dc-a.
A moga estremecen ; dirigio-se com passo mal
seguro para a polla ; quando appareceu
Len pareca urna ^culpada a esperar a sen-
tenca.
S'abretache eslava mais paludo que de coslu-
H Vide o Diario n. 206.
me, Len Dalbonne vivamente oomniovido ; mas
apenas viu Ceriselle, correu ella, e aperlando-a
Icrnamenle. nos bragos. disse-lhe com um acecn-
to que parta do corago:
Pobre moga! Ah I foi o co quem me en-
viou ao lou camiiihu para ciralrisar lodas as fu-
tidas de loa alma I
Ceriselle nao pode responder ; derramou a-
bundantps lagrimas occult.indo o rosto no
do seu amante. Sabrotache vollou-se
chugar os olhos.
No dia seguinte, pelas onze horas da manhi.
pararam duas carruagens na porla de Sabrea-
che. De urna apeiou-se Len Dalbonne lodo de
preto e radiante do felicidade ; fui buscar Ceri-
selle que eslava com o loilelle que linha des-
lumhrado Patarata. Com elTeiio. assim a moga
aimia lieava mais formosa ; a elegancia nunca
prpjudlca belleza.
Sabrelache e Patarata r.-tavim tambera no ri-
gor. O velerano com esse parecer marcial e
probo que u fazia oslar bem em qualquer parle :
Potarala eslava lodu de novo, desde os sapalos
at o chapeo ; nao se atreva a virar a cabeca
com medo de machucar os rollarinhos e as ca-
vas da casaca incon.in^davam-o horrivelmenle ;
mas julgava-se magnifico, e quem lem essa opi-
nio de si, nao se importa muito que a ruupi o
tncommode.
Da segunda carruagem apeiaram-se as duas
tesleriiunhds de Len, seu velhu meslre de liu-
guas o oprofessor de msica ; liearam em baixo
i espera da noiva que Len Ihes apresenlou, e
quem dirigirn, nao essas banalidades ou es-
sas gragas que sempre vexam urna moca, poirn
um comprnuenio simples c volos sinceros pela
sua felicidade, votos que Ceriselle recebpu co-
raudo e reportarrau sobre Len odiares que pio-
laran lodo'o seu prazer.
Patluam ; Patarata e os dous professores n'u-
ma carruagem ; na outra Sabrelache e os futuros
esposos.
Nesia pouco se falln, mas lrooaram-se olha-
res rheins de amor. Na outra, os dous profesen
res llzeram u que poderam pora pdrem Patarata
seu gusto, mas esle conteiiiou-se com sorrir
sem mover a cahega nem i>s bragos.
Foram primeiru muniripalnlade, depois
PRreja Cuurlue-se o casamento, o iim pro-
nunciado : Ceriselle "ornou-se madama Dalbon-
ne ; era lau feliz que sua bocea nao chava pa-
lavras para exprimir o que senta ; mas sua mo
aperiava a de Len, confunda os seus olhos com
us delle, enl-mii.ini-se seo se fallaren).
Saturnio da egroja, dirigiram-se um dos me-
lhures bulis de Pars, uude um excellenlo al-
mogo esperava os noivos e as lestemunhas. Esla
pane da ceremonia foi muilo dugostu de Pala-
rala que solinu a lingua ante os vinhos finos, e
que ames da sobre-mesa, j tinha contado
niuios cumbatcs sustenladus por elle contra
loos
Ao Cuidar o alraogo, emquauto Patarata mara-
vilhava os dous professores coro a narragodas
suas pruezas, Len disse em voz baixa sua mu-
lher :
Quando voss quizer partir, diga ; a sege
de viagem est na puna nossa espera.
E para onde vamos, meu amigo ?
Para una linda propriedade que possuo na
Bretanha, perlo de Renes. Agridar-lhe-ha ?
^ Oh em toja a parle estaiei bem com vos-
se.... mas principalmente longe do bulicio do
mundo. E lii aremos l ?
ICmiiuaiUo foros feliz.
Como s bem I E Sabrelache ?
Elle sabe que sempre ser bem viudo
nossa casa
seren serias as palavras do caixeiro. Depois de j car a carta Annla, porque previa que sua filha
ter ainda balbucido algumas palavras sem sent- correra para junto de si, e Maria isso nao que-
do, ella lomou a sua luz e se alfaslou, dando boa ria, anda que o desejasse. A pobre mi leve
uoiio Tominel. I ainda mais pesares, quando soube que Annla es-
Ella eslava to contente quenem mesmo po-' lava pedida em casamento por um mancebo em-
dia fallar, disse comsigo o joven caixeiro ; mas progado. Mas Annla bradou :
eu lhe agrado.... issojno pode ser de outra sorle,
e a bella Annela ser minha mulher.
Aunla poucu durmi nessa nuite ; urna pro-
messa de casamento faz sempre pensar urna mo-
ga, anda mesmo quo seu corago nao lhe falle
daquello que se aprsenla Anneta nada absolu-
tamente senta por Tomiuet, e mesmo algumas
vezes ella dizia baixinho :
E bem tolo um homem que lem mdo de ga-
tos Mas casar, eslanelecs^ sufl- ^ ^ Q q(je
OPflipota 3 innocente moga
No dia seguinte, logo pela manha, Anneta foi
contar Sra. Duval a conversago que na verpe-
ra livera com o seu caixeiro.
A mercadra esculou aten lamente a joven C0S-
lureir, e disse :
Tominet quer desposa-la?... Ah dou-lhc
os meusparabens, seuhora. Tominel urn rapaz
cheio de ordem o economa.... far boa carreira,
estou convencida.... E elle lhe ollereceusua mo?
Sim, senhora.
Mas preciso acceitar.sim acceilar muito de-
pressa.... Com medo que elle nao mude do idea...
Arhar um marido, quaodo nada se lem ; ah !
minha chara menina. .. a sorte grande na lote-
ra .... Voc muilo feliz.... e todas estas rapa-
rigas da loja invojam a sua felicidade.
Cr isso, senhora.
Apresse-se j de escrever isso sua mi...
Oh I respondo que ella mandar logo o seu con-
senlimenlo. Um marido que eu garanto.... Voc
nascou sob feliz estrella, minha querida amiga.
Sim, senhora, escreverei minha mi.
Mas antes de escrever sua mi, Anneta quiz
ler ainda urna conversago com Tominel e ospe-
ruu a noite para isso. De dia todas as mogas do
armazem queja tinham sabido pela Sra. Duval
do casamento projeclado, eslavam de um humor
lerrivel; una e queixava de dores de cabeca,
oulra linha sulfucagoes; nenhuma diriga a pa-
lavra Annela. e esta que nao cumprehenoia a
causa da indilTorenca que lhe lesiemunhavam.
eslava ponto de chorar por se ver lo maltratada
por suas companheiras, mas em compensico o
Sra. Duval s chamava Annela, s ella fallava,
e com as maneiras de considerago que se deve
a quem esl prestes se eslaelerer.
Quando Tominel chogou noite, as laes mo-
Eu nao estara desposada se eslivesse em
Paris elle nao consenta que fosses morar com-
nosco.....Tal hornero i.."rO-nie teria tornado feliz.
Minha chara, Annla..... bem vs que sou
sempre um obstculo tua fortuna.
Oh para que tenho eu necessidade de ser
feliz, una vez que nao possas estar commigo.
Pobres filhos. disse Maria, comprimindo
ria, entretanto, recompensar su amor por sua
nial..... j que permiltio que fossem esqueci-
dos..... abandonados por seu pai Maria chora-
va, lodas as vezes que fallava seus filhos da-
quello que os linha abandonado ; assim Pedro e
Annla nao loravam nunca em to trisle assump-
lo, ainda que muilo Ihes nlcressasse, maa para
nao verem chorar sua mi.
Alguns mezes se passaram ; Pedro fallava em
ser soldado, o que affligia bem Maria. Annla
encarrogou o visinho offieinso, que ia constante-
mente Paris, de lhe arranjar um emprego para
si e sua mai. O visinho vullou : achou um lu-
gar para Anneta somonte, mas era em um bollo
palacete de um homem rico e riovo, que preci-
sa va de urna pesada de confianga para estar
testa de sua casa, cuidar das roupas e vigiar os
criados; emlim, era emprego agradavel, no qual
nao seria considerada como criada, e ventajoso,
poique o dono da casa, ainda que de um modo
brusco e pouco amavel, era, entretanto, justo e
generoso. Mara supplicava sua filha para que
accetlasse fsse emprego ; Anneta s se dispoz
isso com a condigo do que sua mai c Pedro
iriam morar junto della em Pars, onde por meio
do seu trabalho ella podesse suslenta-los. Nada
dotinha Maria na aldeia ; parlio com seus filhos
e foi morar com Pedro, om urna pequea man-
sarda do faubourg do Templo, em quanto que
Annla foi para a casa do baro de Marville na
Chausse de Anlin.
Esto baro de Marville era um anligo militar ;
nao era de todo velho, mas numerosas feridas de
que soTria muias vezes. e rheumatismos adqui-
ridos nos campos, o tinham tornado cedo enfer-
mo e zangado, ao prescnlar-se-lhc a filha de
Maria, achava-se elle em urna cadeira loriga,
soflrendo ainda mais que de costume; seu roce-
L cu.
filos nos della, quaodu va sua bocea soirtr-lho.
quando senlia aperlar-lhe a mo, s poda bal-
buciar :
Oh meu amigo, como sou feliz I
E Len parlilhava essa embriaguez, Len que
er.' duplamente feliz, porque fazendo a felicida-
de de Ceri-etle, tambera lizora a sua. Len da-
va um beiju atdenle nos labios de sua mu-
lher, e aperlava-a docemenle ao corago di-
zendo :
Cosas d'aqu ?
Gostarei de qualquer parte em que esliver
comligo ; roas eslou muito contente por estar
. que nossa maior felicidade sena que | aqui.... O lugar delicioso, estamos longe do
sempre morasse cunmosco. Prometteu-me ir mundo, dos importunos. O meu nico receio
passar la algum lempo.
E runiprirei a minha palavra, disse Sabre-
lahe apenando a mo de Ceriselle. V, minha ] della.
Tranquillisa-le,
sar o lempo, quando nao se lem em que emprc-
ga-lo
Ceriselle vio e admirou ludo ; admirou-se de
que se podesse reunir em casa tantos elemenlos i dorei o qu q'nizpres'; a tn
do prazer. mas anda nao precisa va recorrer s chardel e o desenlio 'comligo de
distrarcoes ; baslava-lhe o amor de seu marido lindos quadros .. o vers romo anrende-
Quando passeiavs pelo seu brago as sinuusas re com zelo... Mens tlenlos, como a minha fe-
alleas do jardim, quando encontrava seus olhos licidade, soro obra la.
Agaiha. que se nao le desagrada estimarei bas-
tante que saibas msica.
para ser digna do teu amor, aprpn-
o Sr. Cui-
quem vi to
portnos. O meu nico receio
que tu, meu amigo, habituado sociodade,
nao tiques afinul aborrecido de seres privado
chara filha, va... eiitregu-a as raaos de um ho-
rnera que a ama, voss ser feliz____ Essa idea
me dar a forga de supporlar a sua ausencia e
mais tarde. quando eu esliver inteiramente in-
valido, troi morar com ambos.
E o veterano deu um beijo na lesli de Ceri-
selle, depois vollou asenlar-se mesa em quan-
lo os dous esposos seguiam viagem na sua sege
de posla.
XXXIX
Venturo intima.
Os novos esposos chegaram Ierra dos Gran-
des Carvalhos. Era o nome da propriedade que
Len possuia urna |pgna de lU-nnes ; nao era
um caslello. noea urna simples casa burgne/a,
era urna habilago encantadora que fra edificada
Com cuidado, rom elegancia, uude se. reunir lu-
do esse confortavol que s gusta de ter na c
dade e que ainda mais agrada uu campo.
Lindos a ptenlos ornados com goslo delicado ;
um jardim inuiieuso, um busque, um lago, flo-
res raras, frurtos saborusus. faziam dossa pro-
priedade urna man-.au delicila para as pessoas
queguslam do campo.
Para aquellos que am visitar o propriolario,
havia urna muliido de jogus, de dislrargoes e
mesmo de orrupages. Havia biblolhera, saines
de msica, de pintura, bilhnr, balis rom inslru-
menius de pesca, pspingaruas e caos do caga,
emlim luuo quanlo se pode desojar para pas-
nunca gosiei muilo de so-
ciedades. Alguns amgus vordadoiros, valeni mui-
lo mais do que esses simples conheeidos, com
os quaes parece ridculo expandirmos o cora-
gao. Purm os amigos sao raros Eu linha um e
era um rapaz da minha edade pouco mais ou
menos o havia entre nos urna grande confoi-
niidade de goslos, ainda que elle fose de genio
raas alegre do quo cu, porm parlio, sahio de
Franca ...
E lom saudades delle?
Junio de li, nao lenho saudades de nin-
guem.
Piraremos aqui muito lempo, nSo assim,
meu amigo?
De corlo.
Nao ters necessidade de roo detxares para
ir Pars ? '
Ser muilo raro.
Enlo levar-nae-has comligo, porque se me
deixasses eu tpria medo que nao vollasses.
Crianga I Levar-le-hoi, nao quero separar-
me nunca da minha Agaiha.
Como bom o quedtzes... E nunca pedirs
a muguen) paia vir aqui ?
Nunca, sem que o queiras... Ah mas
preciso que eu le pega urna permisso
J 1 E para quem ?
Para Guirhardet, mpu professor de msica,
um excellenle homem e coufesso-ie, querida
Oh I sin I Eu te cnsinarei pintura, eGui-
chardot piano.
E depois, meu amigo, se tu quizesses, eu
nao son muito meslra em francez, em escrever,
na orlhographia ; nao quero que coros ouvindo-
me fallar... manda chamar tambem aquelle ve-
lho, o outro professor.
E's um anjo. Est perlo. 0 velho Desprs
vira rom nidi .rdet. Mas noj. lomos lempo'. E
en lao fallar de amor, nao urna oceupaco e bem
importante? *
Oh sim, meu amigo, e que nao se deve
desprezar I
Pass*ram-seses semanas sem que Len tenha
lido lempo para escrever ao mestre de msica e
de francez.
Algumas vezes Ceriselle dizia sorriodo ao ma-
rido :
E enlo, senhor, as minhas liges de pia-
no e de francez, e o deseuho ? Quando co-
mecam ?
Breve, respondeu Len. Esls aborre-
cida ?
Oh nao, os dias passara depressa. Parece
que apenas chogamos agora.
Urna belia manha, os jovens esposos Picaram
muilo admirados quando Ihes annunciaram um
viajante ; mas soltaram um giito de alegra,
quando nesse viajante recouheceram Sobre-
tache.
Sun, meus filhos, sou eu, disse o velerano
ap'eseuiando-se cora o seu sacco s costas, como
se ainda fizesse elapes. Dissp comigo : Ha tres
mezes que nao abracu a minha filha Agatha ;
muilo, deixp-mo ir ver como passam. Arraujei
a mala, puz me a caminho e aqui eslou.
Oh I fez muitu bom exrlamnu Ceriselle
abracando Sabrelache, eniquaiiio Len lhe aper-
iava a mo. Mas julgo que ha tres me-
zes que estamos aqui ? Eu creio que se en-
gaa I
Minha querida filha, isso mesmo. Esti-
mo muito que o terrpo Ihes tenha parecido cur-
io ; isso me diz que su folizes, que se amara
bem... que nasceram um para o outro, e que o
Sr. Len nao se arrepende do que fez.
O senhor deu-me um anjo. disse Len; jun-
to ella, o lempo lem azas, nem se quer le-
sizudissimo. Como se cha-
sempre as vossas noites "
Sim, meu lio,
ma essa moca ?
Annela. Passais
nos bailes... no jogo ?
Oh meu lio, aposto que ella nao lem ain-
da 18 annos.
Com os diabos Eduardo, j acabastes de
vos orcupar com a minha criada Parece-me
que ella vos interessa mais que a minha saude,
de que anda nao vos informastes.
O mancebo se desculpa e falla d'outras cousas ;
mas esl distrahido, e seu tio o adverle.
No dia seguinte Eduardo volta, depois no dia <
seguinte, e nos outros ainda ; algumas vezc3
mesmo vem duas vezes no mesmo dia ; nunca
fui elle visio to assiduo junto de seu tio.
E'saor que muilas vezPS ello encontrava An-
neta, que sempre curava e se ausentava bem de-
pressa, fazendo-lhe urna reverencia.
A moga nao linha ainda visto Eduardo seno
3 ou 4 vezes, e seus encurtiros nao passivam de
um instante. Entretanto j ella pensava sem-
pre, sem cessar, no sobrinho do Sr. de Mar-
ville.
c k*isM uu poriao, sen corago bulla vio-
lentamente, por que ella presuma' que era elle ;
e logo que elle opparecia, suas pernas tremiam,
seu seio se elovava, c ella nao sabia mais sp dc-
vpna ficar ou fugir da sua vista. Pobre Anneta,
durante um anuo vio todas as noites Tominet,
sem que ficasse urna s vez abalada ; mas dous
ou tres olh.ares de Eduardo acabavam de destruir
sua tranquilidade... E venham-nos ainda dizer
que o amor vem com o lempo! Nao creio em
lal... Elle vai-se com o lempo; isto antes o que
devem dizer. Eduardo aguardara sempre a oc-
casio de encontrar Annla s ; quando por acaso
ella se 3presenlava, elle ia assentar-se perlo da
joven e enclava a conversago, beijamo-llie a
mo ; mas Annla se afaslava respondendo de
ir.avpz ao que o seductor Eduardo lhe havia
dito.
Elle deve pensar que eu sou bem tolla ;
que nao sei responder, quando me fallam, dizia
ella entrando para seu quarto ; mas desojo antes
que elle creia n'isso, do que ouvi-lo, por quanlo
sinlo. que isso poderia desagradar ao Sr. baro.
Annt.i sabia tambem que isso poderia ser mui-
to perigoso para si ; Eduardo tinha urna maneira
de olha-la que lirava todas as suas forgas e ella
adevlnhava que o mais prudente era fugir.
Entretanto Eduardo nao era homem de renun-
ciar os seus projertos ; urna tarde vai casa de
seu lio, que sabia ler sahido ; sobe ao salo an-
nunriando que vai esperar a volta do bario ,
mas em vez de ficar no salo, sobe testament
para o quarto da joven criada de administrago.
Annla lica estupefacta, vendo o sobrinho do seu
amo ; esta ves nao houve meio de fugir.
Espero meu lio, disse Eduardu. mas prellro
espera-lo junto vs do que s no salo.
IContinuar-se-ha )
mos um momento para nos oceuparmos do es-
ludos.
Tanto melhor, lauto melhor I E j que
aqu eslou, espero que os estudos anda ficaro
adiados.
Como reio, meu amigo ?
Cumo? Com as minhas pernas. Andam
agura muito bem, o noconhego melhor maneira
de viajar.
Deve estar bem cangado ?
Nao pens mais nisso vendos. Tenho fo-
rae e sede. Oitonta leguas de passeio, abre o
apetito que nao graca.
Os mancebos levaram immedialamenle Sa-
brotachp sala de jantar. onde esle, almogando;
foi-lhes dando noticias de Paris.
Patarata encarregou-me de mil comprimen-
tos para madama Dalbonne e de suas respeilosas
homenagens para seu marido.
Bom rapaz !
Devia trazer. disse Len.
Sem sua licenga nao me atreva, Sr. Len;
tanto mais quanlo o camarala na mesa gusta
muito de fallar em lees, o depois rega bem as
suas historias. No diado casa monto, quando ara-
bos partiram, esleve romnosco mesa at a
a noite, embebedou os don professores, nao com
vinho, mas com cagadas de lees.
Ah I a proposito dos dous senhorps, man-
daram-lhe mil recommendaces, Sr. Len.
Quando voltar Paris| mou charo Sabre-
lache. lera a bondade de levar duas cartas para
pHps? '
Cotn muilo goslo.
Mas nao ser breve, espero que se demo-
rar.....
Oilo dias, basta?
Esl brincando I Nao tem lempo de ver a
ierra.
Enlo quinze.
Nao gosia de cagar e pescar ?
Nesse caso tres semanas.
Ainda pouco.
Eolo um mez. E' preciso usar e nao abu-
sar.
Ceriselle. Veremos se se
Est bom, disse
diverle em nossa casa.
(Continuar se-ha).
PERNTYP. DE M. F. DE FaRIA. W6V.
V
< ILEGVEL
T-l ,-" '
-rr
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