Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08220


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Full Text
AH XXXTl. NUMERO 207.
Por tres mezes adianlados 5JOOO.
Por tres mezes vencidos 68000.
QUINTA FEIBA 6 DE SETEMBRO DE 1861
Por auno adiantudo 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaiy, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Aloraos Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
PARtTDA uks cuuutiu.v
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas (eiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Naz'areth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Visla,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo.Serinhaem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras eNatal quintasfeiras.
(Todos os correins partero as 10 horas da manhaa.
EPHEWERIDE3 DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Quarto minguante as 8 horas e 47 minutos
da manhaa.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manhaa'
21 Quarto crescente as 9 horas e 5 minlos da
tarde.
29 Luacheia as 11 heras e 20 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Prmeiro as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relacao : tercas eiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Guverno da provincia.
EXrF.DlF.NTK DO DIA 4 DESETEMBRO HE 1860.
Oflicioao capitao do porto.Trndo eu obser-
vado, quando visitei as obras do molhora-
roento do porto, que nenhume providencia
so tem tomado no sent do de serem observados j
os arls. 22 na 2.a parte, 40, 41 e 42 do regula- I
no Dio, que bnixou com o decreto n. 447 de 19'
de maio de 1846, resultando disto, que a melhor |
parte do porto, comprehendida entre a alfandega
e a barreta acha-se obstruida com embareaces:
abandonadas e inutilizadas, com grave prejizo
do anroradonro, determino a Vmc. que, enten- !
dendo-se com o engenheiro cnearregado das
obtas do ministerio da marinha, trato de dar in-
teiro cumprimento s citadas disposices, com-
municanJo-me o resultado dessas diligencias,
que devero ser tomadas com toda urgencia, e
novamcnlc ser o Icnibradas pela presidencia, se.
a pezar seu, assim o julgar necessario.Remcl-
teu-se copia deste ao engenheiro W. Martineau
e ao inspector do arsenal de marinha afim de da-
rem cumprimento na parte que Ihes loca.
Dito ao inspector da saude do porto.Tendo
cu observado, quando visitei o lazareto do Pina,
que a casa nobre do estabelccimento, que deve
conservar-se fochala.e os respectivos movis em
boa guarda o asseio, para que possa prestar-se
convenientemente ao fim para que destinada,
esta toda posta disposico do respectivo admi-
nisirador, que a hahila com sua familia c esrra-
vos, servindo-se de todos os movis da mesma,
determino Vmc. que d promptas providencias
para que cesse esse abuso, conservando-sc a
casa nobre (echada e com a necessaria limpeza :
devendo aquello empregado ulilisar-se somente
dos outros aposentos do eslabelecimenlo, que i
servirlo d'ora em diaute para a sua morada.
Dilo ao commandante das armas.Sirva-so \
V. S. de, verificando a idenlidade da pessoa do
recruta Francisco Jos Guedes de Lacerda, oj
mandar dispensar do servico do exercilo, visto'
provar elle ter isencao legal, com a cerliao
junta.
Dito ao commandante superior da Boa-\ isla.
Constando-me, de oflicio do chefe de polica do!
1." do correle, que al 16 de agosto findo nao '
tinham sido destacadas em Cabrob as 20 pracas
da guarda nacional sob eu commando superior,
que em data de 4 de maio ultimo alli se mandou
por disposico do respectivo delegado, recom-
niendo a V. S., que faca effecluar essa ordem,
declarando a razio por que nao tem ella sido
cumprida.Communicou-se ao chefe de polica.
Di'o ao commandante do corpo de polica.
rde V. S. mandar cngnjar no corpo de seu
commando ao paisano Joaquim Jos dos Traze-
res, que se ofl'ereceu para servir, e, segundo o
tormo (Je insperco, que acompanhou o otricio
de V. S. desta dala, n. 367, foi julgado apto.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Attendendo ao que pondera-me o capitao do por-
to com referencia ao que informou o inspector
da thesouraria de fazenda em oflicio de 23 de
agosto ultimo, autoriso i V. S a mandar forne-
cer aquella reparlico os objeclos constantes da
relacao junta.
Ittlarao dos objeclos mandados fornecer capi-
tana do porto por o/ficio do Exm. Sr. presi-
dente da provincia desta dala.
Armarios.......2
Mesas........2
Cadeira de bracos ... 1
Cadeiras ..".... 6
Jarra .......1
Coco........1
Lavatorio com bacia ... 1
Quarlinhoira pequea 1
Copos para agua .... 2
Quarlinhas ....... 6
Ourines com ascompelen-
cadeiras......2
Toalhas de mo 6
Communicou-sc ao capitao do porto.
Dito ao mesmo.Transmillo por copia V. S.
o oflicio que me dirigi o commandante superior
da guarda nacional de Nazarelh em officio de 14
de agosto ultimo, rommunicando haver feilo des-1
tacar novamenie naquella cidade, a contar do
dia 1." do referido mez, 17 pracas da nicsma'
guarda nacional.
Dito ao mesmo.Transmillo u V. S., para os |
convenientes exames, as copias das actas do cor.-
selho administrativo para fornecimento do arse-
nal de guerra, datados de 24, 27, c 29 de agosto
prximo (indo.
Dito ao mesmo Mando V. S. pagar os venci-
menlos dos ofliciaes e guardas de 4. balalhao
de infamara deste municipio, que cstiveram
aquarlellados durante o mez de agosto ultimo,
como se veda fulha e pret juntos em duplcala,
que me furam remellidos pelo respectivo com-
mandante superior cora olfioo de hontem, sob
n. 116.Cammunicou-se ao commandaulo su-
perior do Recife.
Dito ao mesmo.Transmillo por copia a V. S.
a nota dos direilos, e emolumentos que est a
dc-ver Firmiano Jos Rodrigues Fcrreira pela sua
patente de reforma no posto de major da guarda
nacional desta provincia, alim de que sejam ex- |
pedidas as necessarias ordens para se proceder a
arrecadaco na estaco competente.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
Ao sargento Felisberlo Marinho l.isardo mande
Vmc. pagar, conforme requisita o chefe de poli-
ca em officio de hontem sob n. 1209, a quanlia
de 353400, em que importam as diarias abonadas
pela subdelegada da colonia militar de Pimcn-
teira escolla de paisanos, que conduzio dalli
para esta capital o reo Itorao da Silva Salles, co-
mo se v do pret junto em duplcala.Commu-
nicou-se ao chefe de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra.Decla-
randtf-rae o Exm. presidente da Parahiba nao
constar na thesouraria daquclla provincia o preco
da pistola e cinco espadas mandadas fornecer por
esse arsenal ao agente fiscal Jos Joaquim de
Lima, rom deslino ao corpo de polica da mesma
provincia, recommendo a Vmc. que com urgen-
cia me rcmettj a conta do semelhantes objeclos,
afim de ser transmitida Aquella presidencia.
Dito ao mesm6\Ao oflicio que Vmc. me diri-
gi com data de hontem respondo, declarando
que pode passar temporariamente a oceupar o
lugar de apontador desso arsenal o servente Nor-
kerlo Alves Cavalcanti, sem qua por isso perceba
vencimento maior do que o jornal de 1J}800 que
vence naquella qualidade, passaudo o srvenle
Severiano Ferreira de Souza, que exerco o refe-
rido lugar no impedimento do respectivo serven-
tuario, a ser empregado na escripturaco dos me-
nores, onde os seus servaos sao melhor aprovei-
tados, conforme Vmc. pondera em seu citado
oflicio.
Dilo ao juiz dos leitos da fazenda.Para que
possa pela thesouraria provincial cfTectuar-se a
indemnisacao, por que foi desapropiado o terre-
no em que* est edificada a casa da barreira de
TapacurA, que solicita o juiz municipal do Sanio
Anto em officio de 15 de julho ultimo, e a que
se refere a sua informac.no de 14 de agosto pr-
ximo Gndo, indispensavel que V. S. faca cum-
prir, se anda nao eslo satisteilas, as disposices
.dos artigos 3 e 35 da lei provincial n. 139 de 3
Dito Antonio Juvencio Pires Falco, Io juiz
de paz do 2o dslriclo da freguezia de Ipojuca.
Em resposta ao que me consulta Vmc. em ofli-
cio de 20 de agosto ultimo, tenho a dizcr-lhe
que, devendo ter lugar as prximas eleiedes de
juizes de paz e vereadores na igreja de Nossa Se-
uhora do 0, que serve de wairu dessa parochia
desde 1857, como informa-me o Rvm. prelado
deocesano em oflicio de 30 daquelle mez, claro
que a Vmc como juiz de paz mais volado do
dislricto, em que se acha 9 matriz, compele pre-
sidiaos trabalhos da ,respectiva mesa parochia
c exercer todasIrs-^iriais funeces que nesle ca-
rcter lhe incumbirera na orm da lei.
Portento, tendo ja sido designada aquella igre
ja na convocaeo, que (cz o juiz de paz do pri-
meiro dislricto, como declara Vmc. em seu ci-
tado officio, e nao sendo por isso inidispensavel
nova convocaeo que agn s teria por fim ad-
diar inconvenientemente as referidas eleicoes,
cumpre que Vmc. no dia 7 do corrente Irale da
organisaco da mesa parochial e mais trabalhos
ulteriores do processo eleiloral.Officiou-se com
copia deste ao juiz de paz do primeiro districto
da supr.idita freguezia.
Dito Joac, Barros de Vasooncellos Io jniz de
paz da parochia do Bonito. Respondendo ao of-
ficio de 31 de agosto lindo em que Vmc, mani-
festando reccios de serem perturbados os traba-
lhos da mesa parochial dessa freguezia, a que
tem de presidir na prxima eleicao do dia 7, pe-
de providencias, que acaulelem" a realisacao de
boatos e manifestaces nesle sentido, apresso-me
em responder que deve Vmc. confiar as autori-
dades locaes, a qnem recorrrer, sendo preciso,
para que o garantam, como Ihes cumpre, das
violencias, que recoia, cumprindo, entretanto,
que opportunamonle me scienlifique do qualquer
occurrcncia, que possa alterar a tranqulidade
publica e serenidade de espirito?, que devem rei-
nar na eleicoes, afim de que possa eu providen-
ciar como convier.
Dando soluco s duvidas oxpostns por Vmc.
110 final do seu predto oflicio lhe declaro que o
art. 50 da lei regiilamentar das eleicoes s prohi-
be que soja acceilo o vol do quem nao eslver
qualificado, e que por differentcs decises do go-
verno se acha esclarecido, que s mesas paro-
chiaes nao compele conhecer da idoneidade dos
volantes, e legalidade da qualficaco, nem regei-
tar, sob qualquer pretexto, as suas cdulas, urna
vezqueeslejam qualificados. permiltindo-se ape-
nas, que sejam estas apuradas em separado,
quando para isso houver motivo, afim de que o
poder competente possa descrimina-las, e julgar
de sua validade (avisos de 19 de Janeiro da 1849
2, de 18 de abril de 1656, 1, e 9 do dezembro
do mesmo armo 1) ; pelo que deve Vmc rece-
ber os votos, nao s dos moradores dos engenhos
itiachu e Flor do Da, como de lodos os mais
que esliverem incluidos na lisia da qualifieacv,
que competentemente lhe tiver sido remeilida.
Dilo ao director das obras publicas.Tomando
em consideracao o que me expoz o chefe de po-
lica em officio de honiem, sob n. 1211, recom-
mendo a Vmc. que faca terminar com a possivel
brevidade as obras do raio do sul da casa de
doienco, nfHii.de que possa elle ter a devida ap^
plicac,o e bem assfrn concertar a eiTncella de (er-
ro da priso n. 9. da segunda ordem naquclle
eslabelecimenlo.Communicou-se ao Dr. chefe
de polica
Dilo ao consellio administrativo.Autoriso o
conselho administrativo a comprar para forneci-
mento do arsenal de guerra os objeclos constan-
tes do pedido junto Communicou-se ao ins-
pector da thesouraria do fazenda.
Porlaria.O Sr. gerente da companhia Per-
nambucana mande iransportar para a provincia
da Parahiba, na primeira opportunidade, ao cri-
minoso Antonio Alves Ferreira, c a duas pracas
do corpo de polica que vo escoltando, sendo
as respectivas passagens pagas naquella provin-
cia Ofliciou-so ao commandante do corpo de
polica para prestar a escolla, e communicou-se
ao chefe de polica.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernam-
bucana mande dar urna passagem de estado pa-
ra o Aracaty, em um dos vaporas que seguir pa-
ra o norte, ao Dr. Antonio l'.uarquc de Lima.
Expediente do secretario do governo.
Oflicio ao Exm. Sr. conselheiro Josino do Nas-
cimento Silva, director geral da secretaria do cs-
tedo dos negocios da juslica.De ordem de S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, acenso rece-
lda a patente do refoima do major da guarda
nacional desta provincia, Firmiano Jos Hodri-
gues Ferreira, com a ola dos respectivos direi-
los, que acompanhou o oflicio de 20 de agosto
ultimo, sob n. 1,07 .Communicou-se ao com-
mandante superior para fazer constar ao reforma-
do, e officiou-se a osle.
Dilo ao juiz do direilo interino da comarca do
Limoeiro.S. Exc. u Sr. presidente da provin-
cia manda aecusar recebido o oflicio que V. S.
dirigi em 21 de agosto ultimo communicaodo
ler nomcado o cidadao Francisco Olegario de
Vasconcellos Gal vo para servir interinamente
o cargo de promotor publico dessa comarca, no
impedimento do effectivo, que deu parte de (len-
te. Fizeram-se as convenientes communicaoes.
Dilo ao presidente do conselho administrativo
do arsenal de guerra.S Exc. o Sr. presidente
da provincia, manda comruunicar a V. S., em
resposta ao seu oflicio de honiem, sob n. 49,que
expedio ordem nao s a thesouraria do fazenda
para pagar a importaucia dos objeclos compra-
dos por esse conselho para a colonia militar de
Pimenteiras, como se v das conlas, que acom-
panharam o citado oflicio, mas tambem ao di-
rector do mesma colonia para mandar conduzir
os referidos objeclos.Fez-se o preciso expe-
diente.
Dilo ao bacharel Jos Silvano Hermogenes de
Vasconcellos.De ordem de S. Exc. o Sr. pre-
sidente da prov"inci.i,accuso recebido o oflicio que
V. S. lhe dirigi no Io do corrente, participan-
do ter entrado na mesma dala .10 gozo da licenca
de dous mezes, que lhe (oi concedida.Fizeram-
se as communicaci** do cstylo.
Dito a Francisco Olegario de Vasconcellos Gal-
vo.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, aecuso recebid 1 o officio que V. S.
me dirigi em 21 de agosto ultimo, communican-
do ler sido nomeado pelo respectivo juiz de di-
reilo para servir interinamente o cargo de pro-
motor publico da comarca do Limoeiro, durante o
impedimento do eflectvo, que deu parle de
doente.Fizeram-se as convenientes communi-
caces.
Dito a cmara municipal do Recife.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, manda remetter
cmara municipal do Recife, afim de dar-lhe a
conveniente publicidade, o ediial de 31 de agos-
to ultimo constante dos impressos juntos Ofi-
ciouse no mesmo sentido s demais cmaras da
provincia.
DESPACHOS DO DA 4 DE SETEMBRO.
fequerimentos.
1487.Aurora Augusta de Brito Noronha.
Certifique.
1488.Agnello Jos Gonzaga.De-se-lhe.
1489 e 1490.Antonio Jos Victoriano e Dr
Manoel liuarquc de Macedo.Informe o Sr. ins-
peclor da thesouraria de fazenda.
1491.Francisco Basilio Cabral Ao Sr. com-
mandarrte superior da guarda nacional do mu-
nicipio do Recife para remoller o seu parecer so-
bre o que allega o supplicante.
1492.Captio Firmino da Cunha Rogo.Di-
rija-se ao chefe de polica a quem se expede or-
dem para o pagamento requerido.
1493.Jacintho Jos Guedes Cavalcanti.Fi-
cam expedidas as convenientes ordens no sen-
tido que requei o supplicante.
1494.Jos Januario Alvares Ferreira.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
1495.Joaquim Jos da Costa.Adiando so a
arrematac.no consumada com a entrega do preco
e posse da cousa arrematada, nao pode ser de-
ferido o que requer o supplicante.
1496.Jos Correia Tessoa de Mello.Informe
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Eufemia v. m.; S. Aristeu b. m.
4 Terga. S. Rosa de VHerbo f. ; S. Rosalina.
5 Cuarta. S. Antonino m.; S. Bcrtino ab.
6 Quima. S. l.ibania v. m. ; S. Prezideu m.
7 Sexta. S. Joo ro. ; S. Regina v. m
8 Sabbado. ega Natividade de Nossa Senhora.
9 Domingo. O Santissimo Nome do Maria.
o Sr. Dr. chefe de polica, ouvmdo
des a que alindo o supplicante.
as autonda-
Outro officio do presidente do Rio Grande do
, Sul, remetiendo um exemplar das leis e resolu-
1497.Coronel Jos Carlos Tetxeira.Ficam i roes da assembla daquella provincia promulga-
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Bahia,
Sr. Jos Marlins Aires; Rio de Janeiro, o Sr,
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Mapoel Figueiroa de
Faria.nasua livraria praca da Independencia os
6 e 8.
ral do
agoslo ultimo, deve o Sr. coronel graduado Hy-
gino Jos Coelno seguir amanha para a provin-
cia das Alagoas, afim Je servir alli como vogal
do conselho de guerra a que respondem os Srs.
coronel Trajano Cesar Rorlaroaqne, e m3Jor Joo
Luii d'Araujo Oliveira Lobo, pelo que devora
passar o commando do balalhao 4. de artilharia
a pe ao Sr. major Carlos Felippe da Silva Moniz
e Abren.
2." Que por portara da presidencia datada do
30 do referido mez de agoslo foram nomeados, o
Sr. lenle do 9 balalhao de infamara Joaquim
Fabricio de Mallos para o cargo de si
de policia do dislricto de Olinda, e o
do 8 balalhao da mesma arma Manoo
Sanios Portella para o dilo cargo do dislricto dos
Afogados, segundo conslou de oflicio daquella
dala.
3. Que nesta data foi engajado de conformida-
de com o aviso do ministerio da guerra de 19 do
agosto de 1853 para servir por mais seis anuos,
percebendo c premio de 400S nos termos do de-
expedidas as providencias que reclama o suppli-
cante.
1498.Manoel Cavalcanti db Lacerda Campel-
lo.Requeira pelos canacs competentes.
1499.Maria Solme de Siqueira Varejao.
Informe o Sr. director geral da inslrucco pu-
blica.
1500.Maria Francisca das Chagas.Informe
o conselho administrativo do patrimonio dos or-
phaos
1501.Theotonio de Barros e Silva.Informe
o Sr. regedor do gyranasio.
1502.Vicente Ferreira da Costa Miranda.
Em vista do que informa o director das obras pu-
blicas, expeco as ordens necessarias para que se
pague ao supplicante a quanlia de quinhenlos
mil ris.
das na sesso do auno passado, comprehendendo
os aclos, legulamentos e instrueces expedidos
pela respectiva presidencia. A' coromisso de as-
semblas provinciaes.
Um requerimento de Gaspar da Silva Rodrigues,
alumno paisano da escola de marinha, pedindo
admissao praca de aspirante a guarda marinha.
A' commisso respectiva.
O Sr. C Madureira (pela ordem) observa que,
achando-se na casa o Sr. ministro de estrangei-
ros, acha conveniente preferr-se a discusso do
ornamento de qualquer outra materia: requer,
portsnto, S. Exc. que se altere a ordem do dia,'
passando-se para a Ia parte a discusso do orna-
mento, designada para a 2a.
Consultada a cmara, decide-se negativamente.
Passtndo-se a Ia parte da ordem do dia, enlra
em nica discusso, a requerimento do Sr. C.
Maflureita o projeclo >. 106 deste anno, appro-
vando a penso de 1:440 concedida a baroneza
da Victoria e sua filha.
O Sr. Ferreira de A guiar offerece a segtiinte
emenda, que, apoiada, 5 posta cm discusso e
I approvada :
As agraciadas percelerao a penso desde a
data do decreto que a coneedeu.
Procedendo-se votaro, approvado o projec-
lo, e. adoptado com a enenda, vai commisso
, de redaeco.
Entra em primeira dis:usso o projeclo n. 75
Errata.
No oflicio da presidencia ao juiz de direito de
Pao d'Alho, publicado no Diario de hontem,lea-
se amor a ordemem vez dedever de ordem
como sahio : aocumprimento de seus deve-
resem vez deao cumprimento de taes de-
veres.
No oflicio ao juiz do paz da freguezia de S.
Pedro Goncalves do Recife leia-seque sendo as
mesas parochiaes incompetentesem vez de-
que, sendo as mesas parochiaescompetentes.
No oflicio ao conselho administrativo do pa-
em vez devisto o desembaraco.
COMMANDO DAS ARMAS.
yuaricl do eommando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Recife, 1 de setembro de ihO.
ORDEM 1)0 DIA N 9.
O coronel commandanto das armas faz publico
fins convenientes.
nuaes em beneficio de un asylopara os invlidos
da marinha, c, spprovadr, passa segunda dis-
cusso.
Entra em discusso o projecto que concede
ao americano Frederico Ramilln Southworlh
o direilo de extrahir materias para o fabrico do
gaz.
O Sr. Casimiro Madureira, depois de pro-
nunciarse energicaraentt em um longo discurso
i conlrasemelhanle concesso, manda mesa um
para os
I. Que em tirinde da ordem do quartel gene- re1ue|"i'nenlo propondo que so ade a discusso
exercilo communicada em oflicio de 17 de 9o PrJccto at que do governo se obtenhara in-
lormaces acerca das peices feilas pelos explo-
radores e proprietarios eos terrenos a que penen-
cem esses mineraes.
Apoiado o requerimnio de S. Exc. posloem
discusso.
Sr. Barros Pimentel, discordando completa-
mente da opinio do Sr. Madureira justifica com
um pequeo discurso o seu voto contra o reque-
rimento cm discussi
Pedindo a palavra o Sr. Martinho Campos fica
a discusso adiada.
O Sr. Presidente declara que vai se officiar ao Eu devo communicar
zeraquillo que se tinha promettido ao corpo le-
gislativo.
E' para lastimar, Sr. presidente, que o trala-
do regulando a permuta de territorio na fronlei-
ra deSant'Anna do Livramenlo nao pudesse me-
recer o consenso dos representantes do Eslado
Oriental Ouvi ha pouco um aparte do meu
nobre amigo, deputado pelo Ro Grande do Sul,
dizendo que o governo oriental que acceilou
tratado de permuta tinha feilo dclle urna ques-
to de honra, mas que esse governo nao existe
mais. Pensar por ventura o meu nobre amigo
que, porque o presidente da repblica nao o
mesmo, estar o governo oriental desobrigado do
compromisso que toroou ?
O Sr. fiordo de Mau : Nao (oi nesle sen- !
tido o meu aparte.
U Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :__!
Ilavia um compromisso de honra eesloperdu-
ravel ; se um governo se retirou o que lhe suc-
ceden nao poda deixar do cumprir os empenhos I
de honra conlrahidos pelo governo anterior.
O tratado de permuta, Sr. presidente, nao foi
lomado em consideracao na sessaode 1858, disse
o meu nobre amigo, deputado pelo Rio-Grande ;
?2cn 0i na sessa de 1859- ne"' an 1860, e entretelanto contina o tratado de com-
mercio Cm execucao.
Sr. presidente, V. Ex. e a cmara nao ingno-
ram as circumslancias por quo passou o Eslado
Oriental durante o anno findo. A guerra enlao
existente entre a Confederaco Argentina e Bue- '
nos-Ayres, o pergo eminente de que eslava'
amcacada a Repblica Orienlal de ser envolvida !
nessa guerra, deu causa a que o governo e o cor-
po legislativo daquella Repblica nao podessem
prestar a divida altenco a este negocio, nao pu-
dessem estar sufficieniemenle desprevenidos pa-
ra atiender a este assumpto, alias de grande im-
portancia.
O Sr. Bario de Mau Em 1858 tiveram
urna lula interna.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
O governo imperial, considerando estas razes,
enieiideu que nao devia insistir, de modo que
causasse novos embaracos ao Estado Oriental.
Dahi o motivo por que o anno passado nao
houvc da parle do governo essa insislcncia, o
que parece condemnar o meu nobre amigo.
Era de esperar, porm, quena sesso de 1860,
quando j tinha cessado a guerra enlre a Con-
federaco Argcntiua e Buenos-Ayres, quando
pela calma em que eslavam os espirites no Es-
tado Oriental haia lugir que esses interesses
fossem mais bera entendidos, era de esperar,
digo, que com effoilo o Halado de permuta fosse
| lomado na devida consideracao. O governo im-
perial assim o e3pcrava.
a cmara que, logo que
ibdelogado I f0Te"ro nara 1ue telibere o da c a hora em que, comecaram os trabalh js do corpo legislativo ori-
Sr. alferes ^uaJLagestade o Imperador se digna receber a ental no correcto auno, a nossa legaco em Men-
t Jos dos I a.eP^?ao que o lim de felicitar pelo anniversa- i levido nao olvdou de despertar a lmbranea do
rio natalicio de Sia Alteza Imperial a Sra. D. Iza-
bel
perlar
governo oriental sobre o compromisso em quo
e nomea para esse lim os Srs. Tinto de eslava de pedir ao corpo legislativo da republi-
o Paulo, j ca urna soluco sobre o iralado. Devo anda re-
gueiredo, ferir cmara que a mesma legaco achou da
Campos, Fausto Ce Aguiar, Belforl, Joa
Viriato, Piulo de Mendonca, Cunha F
1 edro Muniz. Franco de Almeida. bampaio V lan-. parle do actual governo a melhor disposico para
na, I ederneira, Sergio de Macedo, Pedreira, Pau- a concluso deste ajuste.
lino de Souza, Teieira Jnior, Lima c Silva. Luiz
creto e regulamenlo uo 1. de maio de 1858, o I arlos' Belisano, Cerqueira Leite. Cunha Mallos,
Sr. 1." cadete da companhia fixa de cavallara I l CIX0.l de Azevedo, Monleiro de Barros, Lamego
desla guarnico Thoniaz Augusto de Vasconcellos e V.arao de Por, Ale6re-
Passa-se 2* parte da ordem do da.
Contina a 2'' discusso do orcamoulo de es-
trangeiros.
O Sr. Cansancio de Sinimb (ministro dos
negocios estrangeiros):Sr. presidente, oceupa-
rei a altenco da cmara por breves momentos.
O meu nobre amigo, deputado pela provincia
do Ro Grande do Sul, que acaba de sentar-se,
terminou o seu discurso dirigindo urna especie
de inlerpellaco ao governo S. Exc. tendo ap-
prehenses pelo estado de oossas relacoes com
as Repblicas do Prila, e especialmente com o
Solado Oriental do Uruguay, desoja saber se o go-
verno iraperul est disposto a tomar em seria
consideracao os interesses brasileiros, ou se se
contenta com essa poltica quatificada de absten-
o, que talvez no pensar de alguns queira dizor
abandono completo desses interesses. Acamara
me permiltir que eu comece as poucas palavras
que lenho do proferir respondendo ao meu nobre
amigo.
Senhores, as nossas relacoes com a Repblica
Orienlal do Uruguay podern ser encaradas debai-
xo de tres pontos da vista :
Io, das relacoes communs, que em geral teem
todos os paites entre si;
2", Jas de poyos que mantem rcciproco3 inte-
resses commcrciaes em urna escala tanto maior,
quanta maior a proximidade em que se acham
pola contnguidade das fronleiras :
3", das de interesses inlernacionaes, isto em
relacao siluago geographica que a Repblica
Oriental do Urugnay oceupa entre o Brasil e a
America do Sul. Direi, Sr. presidente, qual o
pensamonto do governo sobre cada um destes in-
teresses.
Debaixo do poni de visla de interesses que
sao communs a todas as naces, o Brasil como
naci forte, como oajo que" sabe prezar a sua
dignidade, nao consentir jamis que seus subdi-
tos sejam alli abandonados (Apoiados.) Seria
preciso que o Brasil abdcasse a sua dignidade,
que o governo deste paiz nao tivesse conciencia
do seu dever para proceder de outra maneira.
(Apoiados )
Fique, pois, o meu nobre amigo corto de que
sompre que fdr precisa a intervenco do governo
imperial para sustentaros direilos e os legtimos
para conliecimerito da guarnico o fins conve- '"'eresses de qualquer cidadao do Imperio que
nientes, o aviso circular do ministerio da guerra permaneca no Eslido Oriental do Uruguay, este
apoio nao ha de faltar. Para isso o governo em-
pregar lodos os meios que esliverem sua dis-
posico, e confia que os encontrar sempre nes-
ta casa e em todo o paiz. (Muilos apoiados.)
Debaixo do ponto de vista de nossas relacoes
Coimbra.
O mesmo coronel commandante das armas jul-
ga conscquenle dar publicidade as disposices
do aviso de 20 do mez findo comidas no officio
de S. Exc. o Sr. lenente-general baro de Su-
ruhy ajudante general do exercilo abaixo trans-
cripto, para que tenha a conveniente execucao.
1.a seceo.Quarlol general do exercilo na
corte, 23 do agoslo de 1860.Illra. Sr.Sendo
determinado, por aviso do ministerio da guerra
de 20 do correnle mez. que nos termos de ins-
peceo de sa lo feilas s pracas do exercto,
quando forem julgadasincapazes deservir-so de-
clarar so as pracas inspeccionadas, eslo no hos-
pital ou no quarlel, c nesle caso, se ellas ahi po-
dern prestar algum servico ; S. Exc. o Sr. lenen-
te-general baro de Suruhy, ajudanle-general do
exercilo, assim o manda communicar a V. S. para
seu conhecmento e expedieco das convenientes
ordens, afim de ter lilteral execucao o disposto no
citado aviso.
Deus guarde a V. S.Illm. Sr. commandante
das armas da provincia do Pernambuco.Frede-
rico Carneiro de Campos, coronel depulado inte-
rino do ajudante general.
Assigoado. Jos Antonio da Fonscca Galvao.
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Galvao,
alferes ajudante de ordens interino docommando
3
ORDEM DO DA N. 10.
O coronel commandante das armas faz certo
para conhecimenlo da guarnico*o devido elTeito,
que a presidencia por porlaria datada de 30 de
agosto prximo findo, de conformidadecom o pa-
recer da junta militar de anude coneedeu tres
mezes de licenca cora vencimentos na forma da
lei ao Sr. lente do 9." batalho de infantaria
Manoel de Azevedo do Nasdment para tratar-
so fora da capital ; e por oiura porlaria do 1."
deste mez nomeou o Sr. alferes do 10. balalhao
da mesma arma Francisco Antonio da Veiga Ca-
bral de Moraes da Mesquita Pimentel para o car-
go de delegado de policia do tormo do Caruar.
Assignado.Jos Antonio da Fonceca Galvao.
Conforme..4nonio Eneas Gustavo Galvao,
alferes ajudante de ordens interino do commando.
4
ORDEM DO DIA N. 11.
O coronel coramandsnte das armas faz publico
... ..i...:____-<- j. _______i._
de 18 de agosto prximo findo, abaixo transcripto,
que por copia lhe foi remetlido com officio da
presidencia de hontem datado
Circular.Rio de Janeiro, ministerio dos nego-
cios da guerra em 18 de agoslo de 1860.Illm.
e Exm. SrDeclaro a V. Exc para seu conheci-
menlo e governo, que a tabella das pocas de far-
daniento para o exercilo approvada pelo decreto
n. 2,606 de 23 de julho uliioio, e a do preco e
duraco das mesmas pecas, devem come^ar a vi-
gorar dol. de Janeiro do anno prximo vindou-
ro em diante e nao do 1." de julho do corrente
como se doterminou no aviso circular do 30 do
ultimo dos citados mezes.
Deus guarde a V. ExcSebasliao do Rogo
Barros.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Assignado Jos Antonio da Fonceca Galvao.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvao,
alferes ajudante de ordens interino do commando.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
CIMIRI DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSO EM 26 DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados, bre-
se a sesso.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinle :
EXPEDIBNTE.
Um oflicio do secretario do senado, participan-
do que pelo ministerio do imperio fdra communi-
cado ao presidente daquella cmara que se havia
designado o dia 29, s 11 horas da manhaa, para
alli prestar juramento Sua Alteza Imperial a Sra.
D, Isabel.luteirada.
Commcrciaes, nos as temos definidas poi lidiadlo
e convencoes existentes ; mas eu fallo especial-
mente agora do tratado de 4 de setembro de
1857, que tem servido do assumplo principal da
discusso do orcamento do ministerio de estran-
geiros.
Eu j Uve honiem occasio de dizer cmara
que nao compete agora (azor a analyse desse tra-
tado ; reconhecemo-lo como urna lei do paiz ;
lemos procurado dar-lhe toda a execucao, com a
lealdado que propria de um governo que sabe
prozar-se. Tem havdo, verdade, (alia de in-
lelligencia na execusso pralica de alguns arti-
gos desso tratado ; mas sempre que taes difllcul-
dades teem apparecido, o governo do Imperio
tem procurado remove-las da maneira a mais
justa, a mais leal, conforme o espirito com que
procede sempre na soluQo das questes inler-
nacionaes.
Mas, Sr. presidente, fallando deste Iralado, eu
honiem j disse a cmara, e repilo agora, que ha
urna grande queslo ligada a elle ; nao em re-
lacao as suas disposices, mas condicao com
que foi celebrado.
A cmara sabe, o discurso da coroa o disse,
no relatorio que apresentei ao corpo legislativo
francamente o expuz, e nesta casa o ministro que
negociou esse aclo assegurou ao parlamento que
o tratado de 4 de setembro de 1857, regulando o
commercio da fronleira e a navegaco s seria
executada se fosse igualmente approvado pelo
governo oriental o Iralado de permuta, tratado
que foi celebrado conjunctamente com aquelle.
Senhores, (oi esto um compromisso muito so-
lemne contrahido pelo governo de ento peran-
le o parlamento : imposstvel que governo al-
gum que o auccedesse nao acceitasse esse com-
promisso de honra, nao tomasse a peilo satisfa-
ajuste.
O Sr. Baro de Uau : Apoiado.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
Quero ser juslo ; lenho mesmo certa persuaso
de que se o tratado de permuta nao for approvado
nasoesao deelo anno.nn r.iho a pulpa ao eoverno
oriental ( refiro7me nicamente ao poder execu-
livo ): permaneco na crenc de que se elle po-
desse ter influencia legitima sobre um parlamen-
to que j achou creado, talvez o tratado de per-
muta tivesse tido o seu regular andamento.
Senhores, preciso confessar que neslcs lti-
mos lempos lem-se manislestado um espirito
verdaderamente hostil a ludo quanto parece ser
interesse brasilciro no Estado Oriental. E' ainda
o fructo das velhas lulas dos partidos. Ha cer-
los horoens para os quaes anda um crime a-
quillo que para nos um ponto de orgulho na-
nacional. Alludo nossa intervenco, quando a
Repblica Oriental eslava concentrada 'dentro
da praca de Montevideo, quando a nacionalida le
oriental eslava se debatendo, eslrebuxando sob a
presso de um exercilo eslrangoiro, porque tal
considero as tropas da Confederae_o Argentina,
sendo enlo que so restabeleceu essa naciona-
lidade.
Diz-se que nao foi um servico ao Estado Ori-
ental. Eu nao quero dosconhc'cer que nelle nao
houvesse interesse brasleiro ; mas nao se pode
negar que servico foi feilo, e servico relevante
Repblica Oriental.
Mas Isto que nos lomamos como um titulo de
orgulho, o que na historia dos pavos nao se en-
conira muilos semelhanteso de urna raonarchia
oulorgando a lberdade a urna repblica este
fado, digo tem sido por ventura a principal
causa dessas hostilidades. Nao direi que parti-
cipara desses odios todos os homens que enlo
perlenciam a um dos partidos ; ha entre elles
muito3 Ilustrados que conhecem bem que nao
se deve confundir o prsenle com o passado, que
as condiccoes sao diversas ; que sabem perfeila-
mente que se ento pareca um crime aos olios
de um orienlal ter allianca intima com o Bra-
sil, hoje a allianca que mais lhe pode convir
a do Imperio. Nao fallo desses homens, mas
daquelles que sem o olhar para futuro, que sem
ler ingerencia official nos negocios pblicos man-
teem todava essas paixoes mesquohas, esses
odios nacionaes, querendo fazer disto urna espe-
cie de especulaco poltica. E' deslcs que fallo,
porque dclles queleem partido essas manifesta-
ces hoslis contra as quaes clunm com umita
razo o meunobre amigo, depulado pelo Ro-
Grande do Sul.
Sr. presidente, eu vou encarar a gora as nos-
sas relacoes com o Rio da Prata debaixo do pon-
to de vista das relacoes inlernacionaes.
Senhores, nao ha "quem ignore que o Estado
Oriental fez parte do Imperio, que a bandeira glo-
riosa da nossa cmancipaco poltica j contou como
urna de suj estrellas o Eslado Oriental. Ilouve
urna guerra, entendeu-se enlo, e foi um grande
pensamento do fundador do Imperio,que se devia
destacar do Brasil o Estado Orienlal para fazer
delle um estado independenle. Era um grande ac-
to de poltica, era urna imitaco do que se lem fei-
to muitas vezes as grandes guerra europeas,
quando naces fortes entendem que conveni-
ente estabeleccr entre si um estado fraco ; a Su-
issa e a Blgica eslo nesle caso ; a siluaco
de Montevideo. O fundador do Imperio conce-
beu que era necessario transigir com esle prin-
cipio, e dahi a orgera da independencia da Re-
publica Orienlal.
Mas, senhores, se o Brasil abdicou o direilo
que linha, se o fundador do Imperio transigi
com esse grande principio; preciso convir
tambem cm que nem era seu pensamento, era
o do paiz consentir era que o Estado Orienlal
soja absorvdo por qualquer outra nacionalida-
E' este um ponto de direito publico nacio-
de.
nal para o Brasil: nao podemos transigir com a
absorpeo do Estado Oriental ; no momento em
que qualquer paiz tiver semelhanto prelenco,
as Torgas do Imperio se ho do mover, porque
ou o Estado Oriental ha de ser independenle, ou
nao ha de ser de paiz algum.
Eis aqui debaixo de que ponto de vista pode-
mos encarar a nossa siluaco nos estados do
Rio da Prata, e especialmente no Estado Orien-
tal.
Agora direi ao meu nobre amigo, particulari-
sando as cousas : verdade que temos tido
urna serie de tintados recusados ; temos tido
urna serie de manisfeslaces que nos parecem
hoslis. O tratado de 1859 negociado nesta cor-
te era realmente um aclo de milita importancia,
devia ser objecto de profunda meditaf,o dos le-
gisladores orientaes antes de o recusarem : mas
perguntoo tratado definitivo de paz era s til
ao Brasil ? Este tratado era esscncialmeiite til
a Montevideo, defina a sua siluaco permanen-
te entre esses mesmos Estados do que elle nao
quer fazer parle. Por consequencia eu nSo te-
nho como urna grande desgraca o nao haver si-
do approvado esse tratado, que era especialmen-
te necessario ao Eslao O.iental
O Sr. Bello : Nao considerei o facto como
urna desgraca, mas como um desar___
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
Ha sempre um desar quando um governo celebra
um tratado com outro, e afinal nao lhe d a sua
approvaco; mas um desar que apenas tem
como sanceo o elTeito moral, que resulla da fal-
la da execucao de um compromisso ; nao pode-
mos (orear pela guerra a azer um tratado que se
nao quer azer. Sinto. deploro que esse tratado
nao tivesse elTeito, porque por meio delle (icaria
perpetuamente definida a posico do Eslado Ori-
ental em relacao Confederaco Argentina ; mas
porque sinto e deploro esse" tacto, nao entendo
que o governo imperial po3sa empregar meios
para obler do Estado Orienlal aquillo que elle
nao quer
O Sr. F. Oclaviano : E tanto mais que nao
precisamos de tratado definitivo.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
Tem inlcira razo o nobre deputado ; nao preci-
samos de tratado definitivo para assegurar a exis-
tencia poltica do Eslado Oriental ; nesle poni a
convenco de 27 de agoslo de 1828 bastante.
( Apoiados. )
Fallou tambem o meu nobre amigo a respeito
do actos de depredaco pralcados contra os sub-
ditos do imperio na repblica do Uruguay. E'
um dos pontos a que o governo tem prestado a
sua maior altenco Nao sei se os (actos recen-
tes sao mais numerosos do que os (actos ante-
riores....
O Sr. Baro de Mau : Desgracadamenle
esses fados sao de longa dala.
O Sr. Ministrs dos Negocios Estrangeiros :
Mas preciso confessar tambem que esse paiz se
lem sempre achado em continuo eslado de guer-
ra civil, qfic nao se pode considerar ainda organi-
sado, que a ac^o da autoridade ainda fracs, e
pois nao justo pretender, senhores, que em ura
Ksiado se melhante os estrangeiros nelle resi-
dentes encontrara a mesma garanta, a mesma
prolocco que pode olerecer um eslado melhor
organisado e constituido.
Devo ainda fazer juslica ao actual governo da
repblica, declarando que pela sua parle tem
elle pelo menos mostrado bons desejos de que
os subditos brasileiros nao sejam atropelados era
seus direitos. E' possivel que nem sempre se le-
nha conseguido s punico dos criminosos; mas
poderemos imputar esse facto ao governo espe-
cialmente ? Nao deveremos meller em lnha de
conta a siluaco do proprio paiz ? Entretanto,
posso assegurar ao meu nobre amigo, e fique ello
corlo de que a esle respeito nao ha do ser nem a
presenca da nossa for^a as aguas do Rio da Pra-
la, nem a legaco existente no Estado Oriental
que ha de levar "essa prolecco aos subditos bra-
sileiros alli residentes ; esta prolecco est, se-
nhores, no corago do imperio, n governo do
Brasil que sompre ter de pugnar pelos interes-
ses, pelos direilos dos Brasileiros. ( Apoiados.)
O meu nubre amigo fallou de alguns actos do
senado oriental em retaco recusa ae um ajus-
te que se linha feilo enlre a legaco do imperio
e o governo oriental sobre prejuizos da guerra.
E' urna nova manifcslaco de hostilidade contra
o Brasil ; mas fique o meu nobre amigo certo de
que isto nao trar prejizo aos Brasileiros : te-
mos a promessa solemne do governo orienlal, de
que os Brasileiros ho de ser postos as mais fa-
voraveis condiecs que forem concedidas aos
Francezes e aos Inglezos qor soffreram depro-
dacs durante a guerra civil, pois existe urna
commisso creada para a liquidaco desses pre-
juizos. .
0 Sr. Bello : E o governo ctimprir essa
promessa?
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros :
Se o governo nao a cumprir, nos procuraremos
faz-lo cumprir, porque sao daqucllas cousas em
que urna intervenco muito justificada. Por
isso a recusa do senado orienlal nao importa a
perda do nosso direilo; este fica subsistente
( apoiados), e da nossa parte o de torna-lo real
e effectivo.
Senhores, a nossa legaco em Montevideo, logo
que levo conhecimenlo deslc facto, proteslou da
maneira a mais enrgica contra o procedimento
do senado ; a obrigaco ficou em p, igual pro-
testo a mesma legaco j linha feilo, quando foi
al i apresentada um le abolindo as commisses
mixtas. Nao ha pois perigo para os subditos bra-
sileiros"; seus interesses esto defendidos nesle
ponto.
Sr. presidente, o objodo pede mah longo de-
senvolvimenlo, mas eu limito-me a estas simples
observaces, couc.luindo por pedir casa que te-
nha confianza no governo ; elle saber sustentar
a dignidade do posto era que o collbcou a casa,
em que o tem manlido a confianza do paiz. Os
interesses do Brasil ho de ser attendidos; a
dignidade nacional nao pode ser desprezada por
aquellos que comprehendem quo alio o seu
dever. ( Mullo bera, muito bem.)
( O orador comprimentado. )
Iudo-se proceder votaco, e verificando-se
nao haver casa, o Sr. presidente encerra a dis-
cussp, c d a ordem do dia, levantando a sesso.
SESSO EM 28 DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. depulados,
abre-se a sesso.
Lida a acia da antecedente, approva la.
O Sr. 1." secretario d conta do seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministerio do imperio, rcrnelten-
do copia da representado dos i.egocianles da
Granja ao presidente da provincia (Cear,) e da
consulta da seceo de juslica sobre a .queslo, se-
gundo fra requisitado. quem fez a requisi-
go.
Ouiro do mesmo ministerio, participando quo
Sua Magostado o Imperador se digna receber no
da 29 do correnle, 1 hora da tarde, no paco da
cidade, a depulaco quo o tem de felicitar pelo
anniversario natalicio de Sua Alteza Imperial a
Sr." D. Isabel.Inteirada.
Um requerimento do Pedro Peranlone, vigario
collado na provincia do S. Pedro do Sul, pedin-
do urna licenca de dous annos com todos os ven-
cimentos rorreipondentes sua congrua, afim de
ir Europa tratar de sua saude. A commisso
de pensos e ordenados.
Oulro de Joo Jos Anselmo Tavares, pedindo
que seja o seu requerimento nppensndo a um ou-
tro j apresenlado esta cmara por sua mu-
llid.A' commisso respectiva.
Outro do Jos Bernardino Dias Medronho, pe-
dindo a reslituico dos documentos ahnexos ao
re juorimenlo que dirigir esta cmara em maio
prximo passado.A' commisso alTecla pre-
lenco.
E' approvado um parecer ida commisso de
pensos e ordenados, mandando ouvir o governo
acerca do requerimento de Antonio Jos Guima-
res.
Julgado objeclo de deliberago, vai a impri-
mir para entrar na ordem dos trabalhos um pare-
cer da commisso de fazenda. convertido em pro-
jecto do lei, alliviando a companhia Jacu.hy de
navegaco vapor nos ros da provincia de S.
Pedro do Sul do imposto de 5 por cento sobro a
compra de barcos destinados ao seu servico.
Sao lidas o approvadas. diversas redaccoes con-


i*L_
firmando us projeclos que eoncedein os seguinles
favores:
A FreJericoS. Brwn o ordenado corresponden-
te A congrua que perrebe actualmente cada paro-
cho do imperio ; lomando extensiva capital do
l'ar e cidade do Rio Grande do Sul a dspos-
5*0 do art. 3o da lei 11. 799 da 16 de selembro do
1854; a penso aunual de 1:4104 baroneta da
Victoria e sua fllhs ; ao padre Guilherrae P.
Tilbnry o ordenado do 400$ que requerir ; A
Guilherme Bouliech o privilegio para fabricar
porcellana cermica de greda e louc,s lina ; e de-
clarando que a penso de 1'2009, concedida a D.
Anna Joaquina do Mello o Albuquerque e mi
Albas, sem picjuizo do meio sold do seu fal-
lecido marido e pai.
O Sr. Paula .Sanios, depois de um pequeo
discurso, manda mesa o seguinte proiecto, que
julgado objecto de deliberacao. val a imprimir
para entrar na ordem dos trabalhos :
A assembla geral resolvc.
Artigo nico.Na garaniia facultada ao Ban-
co do Brasil pelo art. 3* da le de 5 de julho de
1853. est comprchendido o enipreslimo, rinda
Manto a longj prazo, que o incsmo banco tiver
necessidade do conlnthir para 09 flns menciona-
dos na mesma lei c dentro dos limites finados no
referido artigo.
O Sr. Silcino Cavalcanli requer urgencia pa-
ra que, passando se s materias designadas para
ordem do da, so trato do preferencia outra
qualquer da do orcamento da marin*.
O Sr. Marlinho Campos pedo a palavra para
tratar de urna das materias dadas para erdem do
dia.
O Sr. Presidente observa que, fallando apenas
cinco minutos para dar a hura destinada A dis-
cussao de icquerimentos, vai om primeiro lugar
consultar a casa sobro a preferencia requerida
pelo Sr. Silvino ; depois do que nao duvida S.
Etc. dar-lite a palavra, urna vez qoe o Sr Mar-
tinho nao exceda na triburfa o pouco lempo de
que pode dispor. S. Exc., depois de consultar a
cmara, declara approvado o requerimento doSr.
Silvino.
O Sr Martinho Campos, tomando a palavra,
faz algumas consideracoes sobre o objecto que o
leva A tribuna, prometiendo voltar A questao, que
pretende dsculir mais largamenlo em outro dia
em que se nao deseje a discussao do orcamento
de preferencia a outra qualqucr malcra.
S. Exc mandando finalmente A mesa urna re-
presenlaco da companhia de Mangaraliba, con-
cilio declarando que, nao desojando cahir em
falta para com o Sr presidente, nao pode, por
lhe nao sobrar o lempo, justificar um requer-
mcnlo que pretender ofleiecer A consider. gao da
casa.
O Sr. Presidente declara que a representado
vai ser remettida commissao do faienda, e em
seguida convida os senhores depulados a compa-
recern) no da 29, As 10 horas da maullan, no
paco do senado, afim de assistir ao acto do ju-
ramento de Sua Alteza Imperial a Senhora I).
Isabel.
Passando-se A ordem do da, contina a se-
gunda discussao do orcamento da marinha.
Orara os Srs. Franco do Almeida, Bezerra Ca-
ralcanlj e ministro da marinha, que diz :
Dada a palavra, segundo a ordem da nscrip-
co, aos dll'erentes Srs. dcpulidos que a havian
pedido, c nao estando uenhum delles presentes,
indo-se por votos, pede a palavra o Sr. minis-
tro da marinha.
O Sr. Presidente : Tem a palavra o Sr. roi-
ui.slro da marinha.
O Sr. Vaes Brrelo ( ministro da marinha ) :
Sr. presidente, na hora adiantada era quo sou
obligado a entrar nesta discussao, nao me ser
possivel tomar na consideraco que merecen] in-
dis as observarles produzdas pelos distinclos
oradores que me precederam. era dar Asminhns
resposlas o necessario desenvolvimiento. Enlre-
tanio, para que a discussao nao se encerr sem
que alguma cousa se. diga sobre os principaoa as
sumptos de que se oceuparam os nobres deputa-
dos que lomaram parte ncsle dbale, a cmara
me permittir que eu oceupe por alguns momen-
tos a sua allenco.
O nobre depulado pela provincia da Baha, que
f ilion hontem em primeiro lugar, chaman a at-
tencn do governo sobre o regulamento de 19 de
maio de 1850. que ello tachou de iniqoo o vio-
Ionio, reclamando como una necessidade argen-
te a sua reforma.
Sr. presidente, no rotatorio que en tive a hon-
ra de apresentar ao corpo legislativo, expuz cora
franquoza .1 minha opiniio respeiio do regula-
mento de 19 de maio de 18li, expedido, como
V. Exc. sabe, para execucaoda lei de l i da agos-
to do anno antecedente, quo aulorisou a iriacao
das capitanas dos portos.
Os servidos que as capitanas tem prestado e
conlinuam a prestar, nao s marinha do guer-
ra, --...no jo oomiu.-uio e A aduiinstracio fiscal
do Imperio, ninguera poder por em duvida; e
do corlo o Ilustre esta lisia, que, para assim di-
zcr, creou e deu desenvolviraento a t.io mil ns-
tiluif&o, adquiri mais um Ululo A gralido pu-
blica, o deu mais una prova Je scus tlenlos e
illuslracio.
No ctanlo nao se pode deixar de reconhoccr
que tanto a lei de 1 i de agosto do 185, como o
respectivo regulamento necessitam de alguus re-
toques, nao pelos motivos que expoz o nobro de-
pulado pela provincia da Baha, mas pelos fun-
damentos que cu passo a indicar resumidamente.
Sr. presidente, V. Exc. sabe quo os capitaes
dos portos se acham incumb ios da polica naval,
melhoramenlo e conservado dos portos o scus
ancoradoaros, ca inspeceo" e administrando dos
phares, barcas do soccorros, balizas, boias e
barcaa do excavaco, da matriculada gente do
mar odas tripolacdoa empreadas na navegacio
e trafleo dos portos e das costas e da praticagem
destase das barras. Deque meios or.tretanio dis-
pem aquellos funecionarios para o desempenhu
de t.io variadas e importantes altribuices"? Para
auxilia-los a lei apenas deu-lhes um "secretario
edousguardas encarregadosdasdilig itcias com
tao reduzido pessoal, o case niesrao mesquinha-
rnenle pago, fcil prever as faltas que deve sof-
fror p servico publico e dos parliculares, e nao
possivel deixar de convirem que essas fallas Ao
rnevitaveis. Com eITcito, por mais activo e inlel-
ligenle que seja o secretario, elle nao poderA
cxecular os trabalhos de que o encarrega o re-
gulamento das capitanas. D'ahi resultan pratica
inconveniente de se perrailtir que os secretarios
das capitanas tcuham empregados seus, os quaes
nao sendo creados por lei, nem pagos pelos co-
fres pblicos, nao eslo sujeitos A accao dos ca-
pitaes dos portos.
Se falla de pessoal junlarmos a de embarca-
ces couvenienlemente tripoladas que se empre-
guem na iuspccoo dos portos e littoral, nos
soccorros As embarcarles em perigo dentro o to-
ra da barra, e em ootros servicos navaes, ver-sc-
ha que os escassos meios de que foram dotadas
as capitanas quando se tratava apenas de laucar
os fundamentos de urna instituico ainda nao
connecida no paiz, mas quo a experiencia de
1 anuos tem mostrado ser da maior utilidade
nao podem deixar de ser ampliados e desenvol-
vidos.
Considero, pois, como urna medida que nao
aere ser retardada aquella quo tiver poi fim ha-
bilitar as capitanas com o pessoal e material
necessanos, para que a polica e soccorros na-
vaes o o senso da nossa populacao martima se
facam com regularidade e de um modo prove-
do scivko da manulij
Um os Iioiuciis do mar
de guerra.
Sr. presidente, e-,n vi8ia da ijKeiras observa-
rles que acabo <*je fazer, j ve V. Exc. que es-
tou de accordo. com 0 nobre deputado pela Ba-
ha, quan'.o ( conveniencia e mesmo necessi-
dade de ser reformado o regulamento das capi-
tanas dos portos ; nao o acompanho nos moti-
vos por elle apresentados para fundamentar essa
reforma.
Estou motto longo de pensar, como o nobre
deputado, que o dito regulamento coniiu dspo-
sicoes iniquas o violentas, o al persuado-me de
que o nobre deputado mudar de parecer logo
quo examinar com mais allenco as dsposicoes
qite nos citou para aulorisar o sea juizo severo a
respeito do regulamento de 1816.
Se o nebro deputado tivesse procedido a esso
exame, nao nos dira, por cxemplo, que os ca-
piias dos portos e os capatazes eslo aulorisa-
dos para impor discricionariamento aos indivi-
duos sujeitos A sua jurisdiccao a pena de priso ;
to sustentara que as pessoas que se empre-
gam na vida do mar, soobrigdas a apresentar
as suas matriculas para serem examinadas pelo
capilao do porto, de 8 em 8 dias ; nao dira ain-
da que os exames dos planos para a construc-
Qao das embarcacos devora ser fetos por cora-
misses, que teem de ir ao lugar era que as
inesraas embarcaces deveio conslruir-se, afim
de darem o seu parecer, ele. Tudo islo pura
phanlasia do nobre deputado ; nao ha disposico
alguma do regulamento que aulorise taes asse-
vengoes.
Tambem nao sei onde descobrio o nobte depu-
lado que os individuos que perlencem Aslripo-
lacoes dos navios sao obrigados a fazer grandes
despezas para obterem da capitania a sua matri-
cula. O que eu vejo no regulamento, que por
essas matriculas percebem os secretarios, como
emolumento 40 res, que niiigncra dirA ser urna
quanlia avultada.
O nobro deputado censurou ainda o regula-
mento na parte em que veda as embarcares em-
preadas na navegacao de cabolagera o poderem
sabir noite dos portos.
Nao vejo motivo por que esta prohibigao que o
njbre deputado acha que deve subsistir para os
grandss navios nao se oslenda tambera aos pe-
queos. E' urna medida scal e de seguranza que
so deve applicar a todas as embarcaces ou a ue-
n huma.
Sr. presidente, o nobro deputade pela Baha
fallou nos corles de madeiras de conslruc-
<;o naval e achou que o governo lera sido de-
masiadamente rigoroso as medidas que adop-
tou para evitar que essas madeiras sejarn des-
truidas.
Ainda ueste ponto nao posso concordar cora o
nobre deputado pela Baha. Al bem pouco lem-
po ningucm poda cortar madeiras, mesmo em
suas ierras, para cxpo-las venda sera licenga
do governo imperial.
Hoje porcm essa prohibcao somenle re refere
As madeiras de construece naval, sendo que
mesmo a respeito deslas os" pr-priotarios das ma-
tas podem corta-la e dispor deltas como lhe a-
prouver, obteudo licenc.a nao do governo impe-
rial, mas dos respectivos presidentes.
PlARl )' piHHMBCO. QUlNTA PEHU 6 fTg SETEMBR0 DE 1860
- ,'j* "'
no as ues-oas uuo a elle teem inconlesiavet Accresceoit-K^".' '

toso.
Nesle send'Jo eu nao duvidaria aceitar qual-
quer autorisacao que tivesse por fim pcrn.itiir
?^r.-visao do regulamento de 19 do maio de
18 6.
Esta revisao seria ainda conveniente, afim
de harraonsar certas dsposicoes do mencionado
regulamento com outras de a'lgumas leis poste-
riormente promulgadas, e para corrigir al-
guna defeilos que a experiencia tem inii-
cado.
Deixandp, por brevidade, de locar em oulros
pontos em que o regulamento de 19 de maio de
146 precisa de ser revisto, cita re apenas, e ro-
mo exemplo, a disposir,ao do dito regulamento,
que isenta do servico da guarda nacional os in-
dividuos empregados na vida de mar, vate que
desse assumplo Iratou o nobre deputado pela
Baha. v '
O regulamento citado dispe em um dos seus
arugos quo todos os individuos qoe scempregam
na vida de mar sera o isenlos da guarda nacional
e dos mais ouus civig, ficando porm sujeitos ao
servico naval da marinha de guerra, todas as ve-
res quo for necessario o segundo suas circunis-
tancias.
Por esta disposico parece fora de duvida que
se acham isentos do servico da guarda nacional
lodos os que se applicam vida maritma sera
excepeo alguma ; no entauto a lei de 19 de se-
tembro de 1850 somente concede essa isencao aos
individuos matriculados as capitanas dos por-
tos que se acharem as condices que cstabcle-
cerera os regularaenlos do governo.
Eslas condices nao (orara ainda (izadas, e da-
la tem-se originado duvidase conflictos que con-
vem evitar. Tambem conviria prescrover regras
para allender-se As circurastancias quo sujei-
JA v, pois, V. Exc. que o governo tem pro-
curado facilitar o mais possivel ocommercio das
madeiras proprias para a odificacao, que o quo
deseja o nobre deputado pela Baha.
Agora, so o nobre depulado deseja tambem
que essas facilidades se estendam as malas do
Estado, que o governo tem reservado para as
suas construccoes, dir-lhe-hei a esse respeito
que estou resolvido a manter as restriegues es-
tabeleridas polos raeus antecessores o a empre-
gar os meios ao met alcance para que nao con-
tinuera essas nialaa a ser devastadas, como no
const'i que acontece em algumas provincias c
principalmente nada Baha.
pulado atlnbue aos empregados da capitana do
porto da Baha procurei verilica-los para provi-
denciar como for de juslica,
Sr. presidente, o nobre deputado pela provin-
cia do Espirito-Santo, que honicm tambera to-
mn parte na discussao do orcamento da mari-
nha, charaou a minha altencab para a necessi-
dade de se collocar um pharo'l na barra da Viclo-
: ria, e de se Iraiar do melhoramenlo nao s do
porto daque.Ha cidade como das bairas de Ilapi-
tiiirm e Hio-Docc.
Estou bem louge ue contestar a utilidade des-
sesmelhoramentos, bem comodaquotles deque
iratou o nobre depulado pela provincia do Itio-
larande do Norte, e anda de oulros a que se re-
I forera algumas das emendas que se acham sobre
a mesa.
Estimara adiar me habilitado para poder
prostar As provincias quo reclamara esses me-
llioramentos um tal servico. Mas devo d/er ao
nobre daputado que nao s nos falleeom m meios
pna emprelienier ao mesmo lempo lautas obras
dtfiices e dispendiosas, cerno que ira pouco pru-
dente decreta-las sem que leu ha mus perfeito co-
nhecimenlo do seu cusi provavel, e mesmo de
sua pralicabilidado.
Actualmente irala se da collocaQo de diversos
phares om lugares que paroccm dever ter pre-
ferencia; o governo aecupa-se com o melhora-
menlo do alguna dos noasoa prineipaea portos, e
nesse einpenho nao pequeas diificuldades cncon-
tra por falla de pessoal habilitado, e mesmo por-
que sao obras quedemandam grandes despendios
cdudillkil realisacao; se ainda livessemos de
emprehendei novas obras, essas difllculdades
cresceriam, e provavelmeole o resultado serial
liearem tolos prejudicados Tratemos por ora'
de concluir os raelhoramentos que se acham em I
andamento; depois emptelieiiJcr-se-hao oulros1
que serao levados a eteiio sem grandes nmbara-
QOS.
Ojnobre deputado pelo Espirito Santo lembroii
airroa a coavenioncia de se eslabeleccr naquella !
provincia urna das companhias de aprendizes ma-
rinheiros, que o governo foi autorisadu a crear no
projocto de lixacao de forcas de mar, que pende '
da approvaco Jo senado.
A esto respeito dire ao nobre deputado quo se :
a autorisaco que passou nesia cmara merecer o
dsseulimciilo do senado procurare! examinar quaes :
as provincias em que mais convenha eslaholecer
as novas companhias de aprendizes; e se, como i
o nobre depulado asseverou. a do Espirito Santo ;
achar-ae nessas circumslancias, nao lerei a me-
nor duvida em crear all urna das ditas compa-
nlnas.
Uuanlo A necessidade de retocar a le actual do
promoedes e de melhorar os vencimenlos dos of- !
liciaea da armada, eu nada diei nesta occasao,
nao so porque abundo as ideas emiltidas pelos
nobres depulados que se oceuparam destes as-
Isomplos, como porque a minha opiuiao a esse
respeito acha-se consignada no relatorio que live
' a honra de apresentar ao corpo legislativo.
O nobre depulado pela provincia do Rio Grando
; do ISorlo prope que se trate de melhorar desde
jfi a barrado rioCunha, e lembra que se empre-
gue urna barca de excavaco om desobstruir o ca-
, nal da barra da capital daquella provincia. Creio
que o nobre deputado nao calculou anda qual a
despeza necessaria para esses irabalhos...
O Sr. Bezerra Caoalcanti:Nao indico quan-
lia para sso ; propuz autorisacao para o gover-
no dispender 80:000j>com melhorameelos de bar-
ras.
OSr. Ministro da Marinha k respeito dos
melhoramenlos proposlos pelo nobre deputado,
repi!o o que disso lia pouco; nao me opponho a
que se trate de promonj-los; mes convm antes
de ludo proceder a um exame minucioso sobre
sua utilidade o pralicabilidade, e somente em vis-
ta do resultado dosses exames resolver se devera
ou nao seremprehondidos.
OSr. Bezerra Cavalcanli:A provincia que
anda uadaobteve, deve merecer alguma cousa.
O Sr. Ministro da Marinha : O nobre deputa-
do sem duvida esqueceu-se de que depois que
entre para a reparticao da marinha, foi estable-
cida na ana provincia a capitania do porto.
O Sr. Bezerra Cavalcanli:Isto era urna me-
dida geral; eslabelcceu-se era todas as provincias
marilimas
O Sr. Minislro da Marinha :Perdc-me o
nobre deputado ; a creacao de urna capitania 6
de certo urna medida de inleresso geral, mas que
aproveita principalmente A provincia era que
ella estabelerida. A lei nao exige que se eslabe-
lecam capitanas em todas as provincias, apenas
d autorisacao ao governo para isso ; e lano
i assim, que s agora que a provincia do lio
Grande do Norte posstie urna capitana O nobre
deputado sabe que nao sao de pouca monta as
| despezas que taes crearles tnzern ao Estado.
Sr. presidente, o nobre deputado pelo Para.
!ra'" d0 monte-po da armada, expoz-nos as
ditliculdades e embaracos que encontram as ra-
ras e filhas dos olciac"s de marinha quando teem
de habilitar so para receberera a respectiva pen-
sao. Segundo aBrma o noDre deputado sSo tan-
las as formalidades exigidas para essas habilita-
ces pelo decreto de 3 de novembro do 1852, e
por tal modo as tem ainda embarazado os empre-
gados do ihesouro, que sempro com muito 1ra-
balho e despeza, e depois de muito lempo de so-
licitaeoes e fadigas, iue conseguera obter o mon-
le-pio as pessoas que a elle lecra inconlestavel
dircilo. O nobre deputado citou slguns nomes
de viuias deofficiaes da armada que liveram de
espeTar dous e mais annos para receberem as pen-
soes qua lhes cram devidas.
Sr. presidente, sem contestar os fadoi referi-
dos pelo nobre depulado, dos quaes s agora li-
ve noticia, e que sao de data remola, apenas ob-
servarei que nao posso crr quo essas delongas
deixassem de ter por causa algum motivo alten-
divel que nao eslava as mos dos empregados do
thesouro remover; basta para isso considerar qoe
ha moitos exeroplos de se terem preparado iguaes
habilitacoes em dous e Ires metes, entrando lo-
go as viuvas dos offlciaes no gozo do seu monte-
po.
Sr. presidente, nao duvido que alguma demora
se d na apresentaco de cerlos documentos e in-
formacoes que o Ihesouro exige, e que poderiara
lalvcc ser dispensados; mas do possivel pre-
tender que urna reparticao que tem por principal
dever fiscalisar as desperas du Estado, prescinda
de todas as provas e esclarecimenlos que mos-
trem achar-se os pretendentes no caso da lei,
quando se trata de fazer effectivo um favor que a
| mesma lei s concede era certas e determinadas
circumslancias.
Segundo pude colliglr do discurso do nobre
depulado pelo P3r, o principal fundamento das
; suas censuras contra as exigencias do thesouro
nasce de suppr S. Exc, que o Eslado nao faz o
menor sacrificio com a concesso do monte-po,
que elle produzido integralmente pela contri-
buic.au de um dia de sold, era cada raez, a que
sao obrigados os ofliciaes da armada.
O nobre depulado, porra, acha-sc a esle res-
peito em grande erro. a,s conlribuices dos offl-
ciaes nao produzem aunualmente oraia de 14:0009.
ao passo que as penses pagas as viuvas, filhas e
irmaas dos ofliciaes da armada, excedem a......
100:000$. J se ve, pois, que alguma razio tem
o ihesouro em querer exercer urna tal ou qual
fiscalisacao na oecaso em que se lenta de one-
rar os cofres com novas despezas.
Entretanto concordo cora n nobre depulado ero
que conviria evitar o mais possivel as delongas e
dilliculdades dos processos de habilitaco dos her-
deiros dos ofliciaes da armada ; qualquer medida
que nesse sentido propuzesso o nobre depulado,
urna vez que ficassem convenientemente resguar-
dados os interesses da fa2onda, nao deixaria de
encontrar o apoio de lodos, inclusivamente dos
empregados do Ihesouro, contra os quaes o no-
bre deputado se raostrou mais vehemente do que
justo.
Sr. presidente, a idea que o nobre depulado
avenlou de se conceder por nmprestimo aos ofli-
ciaes de marinha a quan:ia uecessaiia para que
possam ser assgnaulesdo monte-po getal dos
servidores do estado, descontando-se gradual-
mente o valor do emprestimodos seus vencimen-
los, me parece quo podera ser admitlida, urna
vez que o empreslimo nio exceder-se a urna cer-
; la sorama annualment e o descont so lzesse
: de modo que dentro en pouco lempo cessasse a
divida No enlamo eu direi ao nobre depulado
j que, a adoptar-se semelhante providencia em ro-
| lacao aos ofliciaes do iiarinha, ella sera recla-
| raada, e com razo, para as outras classes de
I funecionarios pblicos, e entao nao sei se caberia
as posses da Ihesouro acudir a crescida despe-
za que essa medida, lomando-se geral, acarrela-
ria ao estado.
A' respeito dos dousihares que o nobre de-
pulado reclama paia a barra do Para, refiro-me
ao que sobre idnticos pedidos para outras pro-
vincias j tive a honra de expender. Somente
accrescenlarei que os pkares de parafusos, que
o nobre deputaJo Iudicou como mais convenien-
tes, nao sao, como S. fcxc. pensa, os mais P-
ralos.
Tomarei na devida censideracao as observa-
Qes que o nobre depulaoo fez relativamente i
praticagem da barra do PaiA. Para a reforma do
respectivo regulamento nujulgo necessario urna
nova autorisacao; sobre es. o assumplo, deque
alias me oceupei no relatorio, aguardo certas in-
formar-oes para poder providenciar conveniente-
mente.
Tambem nao julgo necessario autorisacao do
corpo legislativo para eslabtlecer no arsenal do
l'ar urna serrara a vapor, lera como algumas
otficinas de machinas. No regulamento dos ar-
senaes encontr para isso a cemplenle au^r-
sQo. W
O nobre depulado julga conveniente que o
centro da estacao naval, que comprehendn a sua
provincia, seja collocada nella, e nao no Mara-
nliao, como delerminou o decreto de 3 do no-
vembro de 1852. Examinare! esta iudicacAo do
nobre deputado, e nao duvidarei altcnder a ella
opportacmenlo. Devo porcm observar desde
j que, segundo aquello decretos chefes dases-
laeoes sao obrigados a percorrer lodos os portos
dellas, o que se o chefe da esbeo d0 Maranhao
executar o regulamento, como creio, nao dexarA
de r mullas vezca ao Para e de de murar-so all
por algura lempo.
Fallou o nobre deputado por ultimo na dstr-
buico dos recrutas para a marinha feita ulti-
ni enle, e como era de esperar, achou excessi-
vo o numero designado para a sua provincia, so-
bredio comparando-o com o que foi marcado
para o Cear e Baha.
Em outra oecaso eu j dsse, que a dislrbui-
i^io feita por mira a mesma que lera vigorado
uestes tres ou qualro ltimos annos. Confesso
que para esse Irabalho o govirno nao lera umfl
base segura o que o habilito a fazer ama distri
bui(o que escape a toda censura. Faltara nos
para isso os dados estatisiicos indispensaveis.
Releva, porm, notar que, sendo quasi toda a
populacao do Para martima, nao deve causar re-
paro que aquella provincia coucorra com maior
numero de recrulas para a marinha do quo o
Cear, e que mesmo em relacao a ouiras provin-
cias mais populosas, a differenga para menos nao
seja muito grande. Sr. presidente, a hora j osla
dad-i, e eu lenho tanto receo de abusar por mais
lempo da bondade de V. Exc. e da dos nobres
depulados que menuvem, que termino aqu as
observando*que tnha a faze.-; mas nao mesen-
taroi sem agradecer ao nobro depulado pelo Rio
Grande do Norte o sincero o cordial apoio queso
dignou assegurar ao ministerio de que faco parle.
(Muilo bem Muito bem !)
Nao haveudo mais quem peca a palavra, e in-
do procedr-se A votaco, rcconhece-sc nao ha-
ver casa ; pelo qne o Sr. presidente declara en-
cerrada a discussao, nao se fazendo a chamada
por ter dado a hora.
Dada a ordem do da, levanla-se a sessao s
quatro horas monos um quaiio da tarde.
Accreacens-5)
* A '"tefcnfcac.ao de que trata o arl. 1. nao
pode A rerftc,r.set uma vei que dSo se d
ofreclmdadu do vagem.Luiz Carlos.
' r.0. ar^ 1.:O depurado nao receber o
subsidio senAo desde o da em que zer eflecliva
sua entrada na cmara, deixando de peicebe-lo
logo que constar sua retirada.alendes de Al-
meida, Pereira Pinto : *
Emenda addittiva :
Os senadores e depulados s terao direito
percepcio do respectivo subsidio do diaem que
tomarem assento na respectiva cmara, em
diaute.A. J. Henrlques.
Approvada na parle relativa ossenadores, e
frejudicada no resto, por j se achar incluida na
menda do Sr. Mendes de Almeida e Pereira
Pinto.
Arl. 1. O subsidio de que traa o arl. 39 da
consliluicao ser pago a cada deputado, durante
o lempo assim das sesses ordinarias como das
extraordinarias, e das prorogaces, no Om de
cada raez, na razo de 20$ por daSergio de
Maccdo.
Regeitado em quanto As sesses extraordinarias
e prejudicado no resto.
Toinain parle na discussao os Srs. Sergio de
Macedo, Octaviano, Luiz Carlos e Marlinho
Campos.
Approvado o projecto, vai com as emendas,
passa 3.a discussao.
O Sr. finio de Campos (pela ordem) declara
que a commissao nomeada para felicitar Sua
Mngcstade o Imperador pelo anniversario de Sua
Alteza Imperial a serenissima Srr. D. Isabel fura
recebida pelo mesmo augusto senhor no paco da
cidade no dia 29 A hora designada ; le o discurso
que recilra como relator da commissao, e a
seguinte resposta de Sua Mageslade :
E' com o maior prazer que recebo a mani-
feslacao dos senlimentos de amor C fidelidade qne
a mira 6 A minha familia consagra a cmara dos
Srs. depulados.
O Sr. Presitienie, declara que a resposta de Sua
Mageslade recebida cora muilo especial
agrado.
Passa-se A 2.a parte da ordem do dia.
Procedendo-se A votacao do ornamento da
marinha, approvado o projecto com a seguinte
emenda :
Ao 22 :
Augmente-so a verba com a quanlia de
60-t.flOg, sendo 30:0003 para a continuago do
cAes do Varadouro e 30:000-5 para melhoramenlo
da barra do rio Mamanguauo, na provincia da
Paiahyba; e esta despeza lar-se-ha desde j.
Diogo Velho, Barao de Mamauguape, Toscano
Brrelo, A. i. Henriques.
Entra em 2." discussao o orcamento da guerra.
Depois de orar o Sr. Peixoto de Azevedo, fica
a discussao adiada pela hora.
O Sr. Presidente, d para a ordem do da o
seguinte:
Primeira parte.
As materias designadas para a ordem do dia de
26 que nao foram decididas.
Segunda parte.
Conlinuaro do orcamenlo da guerra.
Levan ta-se a sessao.
SESSAO EM 30 DE JULHO DE 1850.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havcndo numera legal de senhores depulados,
abre-se a sessao.
I.iJa a acia da antecedente, ha uma questao
suscitada pelo Sr. Sampaio Vianna, que reclama
contra as circumslancias que presidirn) oencer-
ramento da 2.a discussao do orcamenlo da mari-
nha, na sessao do dia 28.
Alera do Sr. Vianna, lomara parle no debate
os Srs. Marlinho Campos, minislro da marinha
e Madurera.
Posla finalmente a votos, approvada a acta.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE:
Um requerimento de Francisco Dutra Rodri-
gues, pedindo que se julguem validos os exames
,que prestara para se matricular na faculdade ju-
rdica de S. Paulo, agora que prebende matricu-
lar-se nade medicina desta corte.A'commissao
de instruccao publica.
Outro da' irmandade de Nossa Senhora Mi dos
Homens, pedindo dispensa das leis de amortsa-
co. A' commissao de fazenda.
Sao approvadas duas redaeces confirmando os
projeclos que concedem depois de ouvidas as
! congregarles matricular as faculdades de direi-
to os alumnos que por motivos justificados pc-
ranle a mesma eongregaco nao liverem compa-
recido no prazo fixado pelos estatutos; e isenco
dos direitos de,consumo A empreza de esgoto das
aguas e asseio publico da cidade do Recite pelos
objectos despachados para o servico respectivo.
Vai commissao de poderes a seguinte indica-
gao dos Srs. Dantas e Cruz Machado :
Tendo-se retirado para a provincia de S.
Paulo o deputado do 8 districto, e achandose
nesla corte o seu supplente, indicamos que seja
este admittido a lomar assento.
ORDEM DO DIA.
Entra em primeira discussAo o seguinte
projecto :
a A assembla geral resolve :
Arl." 1." Contina em vigor para a prxima
seguinte legislatura o decreto n. 672, de 13 de
selembro de 1852, que marca o subsidio e a in-
dcmnisac,o para as despezas da vagem da riada
e volta dos depulados.
Art. -2." Ficam revogadas as dsposicoes em
conirario. a
Passando A 2.a discussAo, a requerimentp do
Sr. Candido Mendes, entra imrcediataraenR) na
ordem dos trabalhos.
Apoidas, entrara em discussao as segrales
emendas : ;
SESSAO EM 31 DE JLLHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havcndo numero legal de Srs. depulados,
abre-se a sessao.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1 secretario dA conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflcio do ministerio do imperio, partici-
pando que se fizera sciente ao presidente do Ma-
ranhao da approvaco das eleices a que se pro-
cedern] para cleitoros as parochas de Codo e
Trezidella daquella provincia.lulcirada.
Outro do mesmo ministerio, remetiendo asin
formacoea que sobre uma representado da c-
mara municipal desta corle foram requisladas
por esta cmara em 2J do correte.A quem fez
a requisico.
E' approvado um parecer da commissao de fa-
zenda mandando ouvir o governo acerca da pre-
tendo de Jos l'edrf Rodrigues da Silva.
Sao igualmente approvadas tres redacQes re-
conheceudo ciladaos brasileiros a diversos es-
trangeiros residentes no imperio.
ORDF.M DO DIA.
Entrara cin 3a discussao os projeclos n. 18[,
approvanJo os estatuios da companhia de nave-
gacao a vapor, da qual empresario C. Van Tuyl,
na baha do Ro do Janeiro, e n. 793, approvando
o contrato celebrado cora Jos Antonio Soares
para a navegacao a vapor entre Montevideo e
Cuyab ; e, adoptados, vo commissao de re-
daceo.
Sgue-se a 2a discussao do segulnlo projecto :
A assembla geral resolve :
Art. 1. Ficam dispensadas as leis de amor-
lizaco para que possam adquirir o possuir bens
de raiz, com a coridic.io de converte-los em apo-
llos di divida publica no prazo que o governo
1 marcar :
a 1. A irmandade de Santo Antonio dos Po-
bres e Nossa Senhora dos Prazores, cslabelueida
nesta corte, al a quanlia de 50 000} ;
2. As ir.iiandades da Santa Casa de Miseri-
cordia c do Santissimo .Sacramento da matriz de
Nossa Senhora do Rosario da cidade deGoianria,
na provincia de Pernambuco, a primeira al o
valor de 30 000-5 c a segunda al o de 100 000?.
Art. 2. Na concesso de que Irita o artigo
antecedente tica comprchendido o valor dos nona
de raz que as ditas corporaces actualmente pos-
suirem sem liceuca, relevados assim das ponas
de commissao e confisco eiu que Injam incorrdo.
Art. 3." Ficam revogadas as leis cm con-
trario.
Passando a 3a discussao, entra immedblamen-
le na ordem dos trabalhos, a requerimento do
Sr. Pereira Pinto.
Posto a votos, adoptado com diversas emen-
das conccdcndo igual favor a varias corporaces,
o vai commis-o de redaeco.
Passa-so a 2a parte da ordem do da.
Contina a 2o discussao do orcamento de guerra.
O Sr. Reg Barros (ministro" da guerra) :Sr.
presidente, pouco lenho a dtzcr, porque o illus-
iro depulado pela provincia do Mato-Grosso que
hontem fallou sobre a materia limilou-se a apre-
sentar consideracoes em abono de que lhe pare-
ca conveniente para melhor marcha da reparti-
cao da guerra ; e assim apenas vou acompanhar
ao illustrc deputado em taes consideracoes.
Fallou primevamente, a respeito dos inconve-
nientes que podem resultar das diversas inlelli-
gencias dadas pelos differentea ministros que tem
oceupado a pasla da guerra, a lei das promovaos.
Bu nio contesto a necessidade, talvoz, do corpo
legislativo llxar uma intelligencia clara sobre es-
le assumplo, porque em verdade lodosos minis-
tros tem entendido essa lei de urna maneira di-
versa, e eu ncrihu na duvida lenho em que o cor-
po legislativo, ainda na presente sessao, se tiver
lempo e julgar can veniente trale de fixar essa
iiitelligencia, revendo lodas as opinios a tal res-
peilo.
Tratou tambera o nobre deputado da necessi
dade de_ termos um bom cdigo penal militar.
Esta idea foi_ por mira prevenid] com a'creacao
da commissao, de quo fallei no meu relatorio,
para apresentar uma reforma sobre esta materia.
Sem duvida alguma necessario que o nosso
exercito tenha um outro cdigo penal, o nao o
que existe, que era verdado esl fora da poca.
(Apniaaos.j Espero que a commissao a que me
refer aprsenlo os seus trabalhos com brevida-
de, afim de que no futuro possamos ter olguma
cousa de melhor a este respeito.
Disse tambem o c nobre deputado que por oe-
caso de ter de levar para Maito-Grosso alguns
objectos que se achavam no arsenal de guerra da
corto, observara nesla reparticao muitos e varia-
dos fardamentos e oulros objectos inuleis. E'ex-
acto, existe all muita cousa desnecessaria e por
isso intil ; mas esse mal muito anligo,
Fizcrara-se era differenles pocas mullos far-
damentos diversos, e nao so tendo consumido to-
dos clles na udles lempos, o rstanlo tcm-se
tonservado nos depsitos do arsenal.
Mas devo dizer que desses mesmos fardamen-
tos alguns se lem apmvcilado medida que a oe-
caso urge, jA mudando as golas e ganhes das
fardas, e j mesmo tingindo-se o panno. Per-
ianto, esse mal anligo ha de acabar com o lem-
po, segundo rdensque lenho expedido para que
nos arsenaes nio exislam objectos inuteis, e se
vA dando consumo. ltimamente no arsenal de
guerra j se tem procedido comoacabei de expor,
e mesmo alguns desses objectos lera sido ven-
didos.
Sobre as fortalezas do littoral, o nobre deputa-
do aconselhou-me que asmandasse desarmar, ou
declarou que jolgava bom quo eu assim proce-
desse.
Nao estou certo se o nobre depulado disse que
eu no meu relatorio nao tratei de laes fortalezas.
So o disse, ento permilta-me que eu ajiwze que
nao leu esse relatorio, porque so livesse lido ve-
na que raui claramente fallo a esle respeito, e
que mesmo ordens fnram dadas no seiflido de pro-
videncias sobre a materia.
No meu relatorio eu digo o seguinle :
Anlcs, porm, de concluir erjie artigo julgo
conveniente informar-vos de ama providencia
quo tomei era relaco is tor'.ificacoea do littoral
da prjvincia do Ro de Jarelro.
Rcconhecendo que essas'fortlficacdes, pelo
eslado do seu material e pequenhez de suas guar-
nirles, apenas oiereciam uma imaginaria defeza
aos ponto3 em que se acham collocadas. ao passo
que eram a ortgem de nio pequeos dispendios
cora o seu pessoal e com os continuados reparos
que ani se praticavam, ordenei o seu completo
1 desarmamenlo, a arrecadaco do malerial ea
entrega sdo3 edificios e "adminiatraco pro-
vincial. e
v. JJv,o?bro dePult,do que em 19 de selem-
bro do 1859 estas providencias foram dadas, e
que assHii os scus desejos foram desde ento pre-
venidos.
Acrescentei ainda o seguinte :
E' provavel que igual deliberado seja adop-
tada a respeito de rauitas outras forlificac.esdas
provincias que, posto sejam quasi nomianes, con-
servara eslados-maores e guarnicoes. com pre-
juizo de oulros servicos mais proficuos. Essa me-
dida porm depende de informaces mais ampias
que trato de obter.
Essas informaces- vo chegando, e, segundo
ellas, vou mandando proceder a esses desarma-
memos.
E" pois evidente que o nobre depulado naoto-
mou muilo era consderaceo o meu relatorio, por
( quo se tomasso, leria reconheeido, como disse,
que eslas providencias estavam provenidas e to-
madas.
Fallou o nobre deputado tambem relativamen-
te praca de Macap, e ao forte do principada
Beira, o disso quo tanto um como outro eslawra
em completo abandono. \
Quanto ao forte do principe da Beira. nao pos-
so darao nobre deputado informaco alguma ex-
acta, por nao ter documento algum a tal respeta
10 ; mas quanto a pr?ca de Macap, segundo as
informaces que recebi, e mesmo pelas providen-
cias quo dei quando estive no Para como presi-
dente da provincia, essa praca lera raelhorado
muito. (Apoiados )
ltimamente o illustre depulado ex-presdente
daquella provincia, que de l veio ha pouco lem-
po, cuidou tambera dessa praca, e eu pedi novas
uilormaces para dar as providencia] que forero
anda necessarias.
A respeilo do forte do Principe da Boira, eu
nao posso dar j as informaces convenientes ao
illustre depulado ; mas se es'se forte for necessa-
rio, era vista das ordens geracs dadas pelo gover-
no, provavel que elle so poriha em estado de
prestar bom servico.
Fallou tambem'o nobre deputado em tres fa-
zendas naciouaes que exslem em Mallo-Grosso,
cuja administrarlo, disse. m. Nao duvido,
mas nada posso dizer a este respeilo, porque nao
esl este objecto, como o nobre deputado deve
saber, sob a direccao do ministerio da guerra ;
por isso nao posso dar as informaces que parece
o nobro depulado exigir. Entretanto passare a
indagar do meu collega do ministerio, a cujo car-
go eslo essas fazendas. Creio que ellas se a-
cham entregues ao conimandautes das fronleiras
para administra-las. .
OSr Peixoto de Azecedo :Apoiado ; sao ad-
ministradas pelos cominandautes das fronleiras.
O Sr. Ministro da Guerra :Mas esses cora-
raandanles dirigen) as informaces ao ministerio
fazenda, como acontece em relaco a outrrs fazen-
das naciouaes.
Tiouxe anda o nobre deputado a questao do
meio sold e etape que se tiraran! aos alumnos.
Nao achoque tenha muita razo; e a prova foi
que concedeu que ao menos em relaco aos
actuaes nao se exeeulasse o arl. 97 do regula-
mento, mas sim aos que novamento livessem de
inatncular-se. So a medida m. tanto deve
se-Io para uns como para autros. Porque um
outro official manda o meio sold A sua familia,
011 porque se lhe aprsenla oecaso de pagar di-
vidas com esso sold, nao isto razo sutlicente
para que se especifique, se oarticularise ura ou
onlro official; a medida deve ser geral. Eu en-
lendo que quando se lera ensino, alimento, quan-
do se lera quartel, e se tem tralamento no es-
tado de enfermo, j se lem muito do que se po-
de desojar. Por ora nao tenho recebido seno a
representaco de um ou oulro alumno, por in-
termedio de seu cominandanle, fundando-se as
razdes que deu o nobre deputado; mas esses mo-
tivos que allegara nao me tarecem procedentes,
e devem acabar, logo quo ellos tomarem suas
providencias.
Quanto aos inspectores dos corpos, disse o no-
bre depulado que com a revogacao do decreto do
1857 linha-se feto mal.....
O Sr. Peixoto de Azecedo :Eu disse que lal-
vez V". Exc. tivesse razo que me fusse desco-
nhecida.
OSr, Ministro da Guerra:Eu vou dizer ao
nobre depulado o que ha a este respeilo. Um
decreto de 1852 liara creado inspectores por cor-
pos ; creio que esta creacao foi do Sr. Manuel Fe-
Itzardo; depois o Sr. marquez de Caxas em 1857
revogou esse decreto, e estabeleceu inspectores
por armas, e o numero dos dislriclos, mas per-
petuos.
Ora, qualquer pode imaginar que muilo dilli-
cil que ora official possa inspeccionar lodos os
corpos de artilharia em differentea provincias, eo
mesmo a respeito da intentara ou cavallaria. Ver-
dade que para a infamara e cavallaria poda
sor mais de um ullicial. apezar disto era lodos
ellos seg iiam pira os seus destinos, o servicn
solfi i.i, a despeza so ia fazendo e era grande.
Alea disto havia o inconveniente de se saber com
antecedencia a poca certa da inspeceo. Eu,
pois, julguei que fazendo esses inspectores, nao
permanentes, mas Humeando os em commissao
para inspeccionar qualquer corpo que julgasse
convenienle, seria isso mala proveitoso e mais
econmico. Por estes motivos promulgou o go-
verno o decreto n. 2,507 de 8 de dezambro de
1859, o fez ltimamente a nomeaco de tres ins-
pectores, um para o Rio Grande do Sul, oulro
para o Para, e oulro para Malto-Grosso, prefe-
rindo os corpos cuja inspeceo eslava mais atra-
sada. Creio que assim preveni o desjo do illus-
tre deputado....
O Sr. Peixoto de Azevedo :V. F.xc. sabe que
os inspectores de arma nao pdera ser seno olli-
ciaes que pertencam a essa arma.
O Ministro da Guerra:Sim. senhor, e assim
loi ; para a cavallaria do Rio Grande, para a ar-
Ulharii do Pare para Malto-Grosso.
Fallou tambera o illustre deputaJo Acerca das
inslrucces que devem regular os corpos as diffe-
rentea armas; disse que da maneira por que as
i Inatroecdes eslo estabelecidas, acontece que cor-
pos da mesma arma fazcm dllorenles manobras ;
I que ha par assim dizer uma anarehia a esle res-
: peito. Piimeiramente isto nao est immediati-
nienle ilebaixo de minha Inspeceo; mas julgo
que o nobre deputado nao lem muita razo a es-
te respeilo.
O aviso do governo, o que se referi relalva-
menta s nstrueces ltimamente publicadas em
Portugal, nao foi expedido nicamente a arbitrio
do governo. Quando entre para o ministerio
havia uma commissao creada para da' ao exer-
I cito outras instrueces s dlTerentes armas; era
I presidente dessa commissao o Sr- marquez de
Caxias
Depois da minha entrada na adm'iistrago, creio
eu quo o quartel general insista por urna provi-
dencia, enio raandei vir as de Portugal. Che-
gara rn alguns exemplares que remetli ao ajudan-
te general, porque ignorava ento a existencia
dessa commissao; logo porm quo soube que ella
exist'a, lornci-os a pedir ao lente general, e
as remetli ao Sr. marquez de Caxias.
Esle senhor, cuja opno deve ser de grande
peso para todos nos, julgou quo as instrueces
eram muilo boas; e porque nao havia snflicen-
les exemplares della, olQciei ao nosso ministro
em Portugal para remoller uma quanlidade maior
de exemplares para serem distribuidos pelo exer-
clo e lomar effectiva. Assim ve o nobre depu-
lido que o governo lem tomado esle objecto na
considerado quo elle merece.
Por essa oecaso o nobre depulado foi um
pouco injusto, perdoe-me que Iho diga, com
seus cantaradas de cavallaria, porque disse que
elles nem sabiam, nara qiieriam saber de exer-
ccios.
O Sr. Peixoto de Azevedo:Alguns.
O Sr. Minislro da Guerra :As informaces
que lenho, ao menos do sul c daqui, sao qu os
ofliciaes e mesmo o exercito eslao cm um p, nao
digo perfelo, mas muito raelhorado ; nao duvido
que em Mallo Grosso a cavallaria, por falta de
cavalhada convenienle, nao tenha aquella ins-
truego necessaria ; e mesmo porque o nobre de-
putado algumas vezes que tem ido aquella pro-
vincia nao tem podido lomar conta do comman-
do de seu corpo, e ajudar ao governo nesse ra-
mo de servico ; estou certo que em outra qual-
quer o far.
O exercito, pois, segundo as informaces que
lenho, nao est to mo quanto A disciplina,
como o nobre depulado suppoe.
Nao me fez o nobre depulado uma aecusaco,
mas uma observac.io a respeilo do raajor Cons-
tantino
Mas o que podia fazer o ministro? Pelasia-
r>
formscoes obtidas da commissao de proniocoesr,
conm.niadanie das armas, o ministro vio nes-
se official um hornera prorapto, sadio. robusto,
a quem pela lei competa ser promovido : o mi-
nistro, pois, nao podia deixar de proraovc-lo. Se
esle oliaal com eHeilo nao tem a robustez ne-
cessaria, a culpa nao minha, nao a de quera
dea essas uformacdes, como mesmo das juntas
de saude, que como jA tive oecaso de dizer. nao
dao sempro aqoelle parecer que devera dar, e
por isso s vezes sou tido por muilo exigente
mas a pratica vai mostrando que as cousas nao
correm sempre como deviam ser.
Tratou tambem o illustre depulado da diversi-
dad de fardaraanlo, da ignorancia que teem del-
les os offlciaes e dos Ggunnosque tem havido. E'
certo que tem havido uma mudanca continua do
uniformas, o que um mal; por oulro lado, po-
rra, tera sido um bem, porque tende a simpli-
fica-los. r
A meu ver, o fardamento nao est to simples
como devera ainda estar; mas quando entre
para o ministerio, j havia um contrato ftilo cora
um eslrangero para fazer os figurinos.
Essse irabalho levou tempo para se fmalsar
mas estj concluido, e logo que tive participa-
Cao que a obra eslava completa, raandei os exem-
plares sufficieutes ao quartel general para dislri-
bui-los pelos corpos, pelos arsenaes por ondo
se fornecem fardamentos para por elles se diri-
girem.
Estou que d'ora em diante nao pode haver a
grande dilTerenca que o nobre depulado notuu.
So o nobro deputado nao sabe ainda que farda-
mento tera. e porque nao tem sido muito curioso-
porqu se tivesse mandado ao quarlel-geueral o
ao arsenal de guerra, saberia qual o fardamen-
to que lhe compete.
Se houye despeza avultada no desenho do fi-
gulino, nao loi aulorisado por mim ; mas, como
-quer que seja, j se devem saber quaes sao os
uoHprmcs do exercilo.
Sobre a compra e forneciraenlo do cavalhada
para Mallo Grosso, creio que j disse ao nobro
deputado que tnha mandado para all nao s
cavallos, mas bestas muars compradas em Pa-
rn.
A este respeilo disse o Ilustro deputado que
lalvez das repblicas visinhas fosse mais coramo-
oo esle fornecimenlo.
Podo ser, lenho dado ordens a esle respeito :
e se nao nouver inconveniente, muilo provavel
que lance mao deste meio, muito principalmente
sendo mais barato, como asseverou o nobre de-
pulado.
Entretanto o governo nao se tem esquecido do
lornecer o Mallo Grosso de cavalhada necessaria
nao sopara a cavallaria, como tambera para a
arlilhcria.
Para a cavallari> da corlo se lera com ell'eilo
comprado cavalhada no ParanA, mas em conse-
quencia das informaces do quarlel-general e do
seu commandante, que diz haver all bous caval-
los e a prego razoavel.
Para mandar vir do Sul, como ponderou o no-
tire depulado, havia piimeiramente o inconve-
niente de nao se apresentar empreheudedor para
trazer esses animaes, e assim seria necessario
que o governo os mandasse buscar, o que seria
talvezdiflicultoso.
Alera disto, deposito toda a confianca no actual
commandante do corpo de cavallaria' da corle e
eslou cerlo de que se for convenienle a compra
de cavalhada em oulra parle, nao lera duvida
em propo-la, como acaba de fazer ltimamente.
O illustre deputado pareceu insinuar que eu
nao era igual no meu procediracnlo a repello de
ajudas de custo mandadas dar a ofliciaes que
niarchavam de uma para oulra piovincia, espe-
cialmente para Mallo Grosso ; que cu usava do
cerio arbitrio e que nao havia iegislaco a eate
respeilo.
O nobre deputado engana-se ; ha as inetruc-
cao de 24 ds julho ae 1857, d*das pelo Sr. Coe-
Iho, bem claras o terminantes. O nico arbitrio
que deixou ao governo foi marcar para os ofli-
ciaes casados o medio da ajada de custo. e para
os solleiros o ininimo, podendo o governo dar o
medio a estes e o mximo a aquelles, tendo at-
tenco s dilliculdades da vagem.
Em corisequencia deste tal ou qual arbitrio, al-
guns tem pedido o augmento, e eu lenho conce-
dido tanto aos que vera de Malto-Grosso para cA
como aos que vao daqui para Vlallo-Grosso. Te-
nho concedido tudo quanto a le permilte, porm
nao faco tudo quanto desejaro.
Portante nao est bem informado o nobre de-
putado quando aponlou o faci do capilao Bar-
bosa.
Como bem o sabe o nobre deputado, lendo-so
approximado a companhia do Alto Paraguay, eu
para a execuco do contrato apresenlei as ins-
trueces do 21 de marco prximo passado para
regular as passagens dos olflciaes que viajassern
a bordo dos seus vapores, e estes nao teem njuda
do custo ; d-se-lhes passagem, sold e graliti-
caeo.
O nobre deputado disse hontem que nao liiiliara
sold...
0 S.r- l'cixlo de Azevedo:Nao, senhor.
O Sr. Ministro da Guerra :Pareceu-me ou-
vir-lhe essa proposieo.
Teem sold e addicional ; nao lem etape por
que, pagando-se-lhosa passagem, d-se-lhes co-
modonas.
Alguns ofliciaes teem querido gratificaces
maiores, mas cu* lhes lenho declarado que Bao
posso dar mais do que a lei marca.
Esse Constantino, de quem fallou o nobre de-
putado, leve mais, por ler de ir por Ierra, e mes-
mo por ler sido incumbido de conduzir o ma-
chinismo e pessoal que lem do ir para Malto-
Grosso.
O Sr. Peixotode Azevedo :Mas essas machi-
nas vo embarcadas.
OSr. Ministro da Guerra :Assim por fim so
deliberou ; mas elle demorn-se em Santos, fui
a Ypanema buscar o machinismo e pessoal para
Sanios para embarcar ; e como o navio nao lives-
se commodos sufficieutes para conduzir o pessoal
ainda all se acha para seguir cora elle.
O nobre depulado tratou tambem do monte-
po. J tinhamos fallado deste assumplo nafixa-
cao das forgas de Ierra. Qualquer militar, ou
mesmo qualquer cidado ha de desojar que as fa-
milias dos militares lenham, ao menos, os meios
necessarios para a sua subsistencia. Na cmara
ha dous ou ires projeclos sobre tal objecto.; um
do Sr. baro de Cacapava, oalro do Sr. Coelho, e
o terceiro, iucluido era uma ordenanca militar,
creio eu.
Porlanto, esta A disposico da cmara cuidar do
tal maneira e fazer esse beneficio classe mili-
tar ; mas tendo a cmara tanto que fazer, falta-
Ihe lempo para cuidar este anno de semelhanto
assumplo.
Eu lenho tambem a este respeilo algum Iraba-
lho jA concluido ; mas de que serve apreseota-lo
este anno '?
O Sr. F. Octaviano :So V. Exc. quizer, a c-
mara ha de votar.
O Sr. Ministro da Guerra: \L' um Irabalho
muito melindroso e necessita de ser bem pensa-
do. Eu leria extremo prazer em v-lo converti-
do em lei. porque devenios fazer todo o bem pos-
sivel a essas familias ; mas nao pelo desejo do
alcancar esse busto de que nos fallou o nobre de-
putado.
Fallou tambera das viuvas dos ofliciaes quo
nao foram reformados e dos reformados ; g lem
razo, mas de ludo devemos tratar no projecto do
monle-pio, e ento lodas essas providencias se-
rao tomadas ; se as nao raencionei em meu re-
latorio, porque nao goslo de apresentar pala-
cras sem acompanha-las com o Irabalho corres-
pondente.
O nobre depulado tambem reclamou a respeito
do Antonio Camargo Bueno, lelrente de arlilharnl
que ha muilo lempo nao tem lido promocAo era
consequencia de urna nota inexacta, posla no al-
manak.
Mandci examinar immediatamenle, e decla-
rou-se que as notas nao podem ser outras ; pois
quando amigamente se era prvido a secretario
no respectivo decreto se devia declarar se poda
ser prvido ; o que hoje nao existe, depois da
nova organisaco do quadro do exercito.
Este official com elfeito foi soldado particular o
sargento, e passou aiialferes secretario em 1840,
e em 187 para lente secretario. Nao tendo
dcclaracao alguma nos decretos, segundo a Iegis-
laco anterior, nao devia entrar na promo;o.
Alem disto, pela lei de promoces de 1851, esto
olficial nao pode j ser promovido ; porque as
armas scientificas necessario ler os estudos
compelentes, e a excepeo que se fez na lei da fl-
xaco de forcas de 1859 foi somonte em relaco
s armas de cavallaria 0 infamara. Nao leudo,
porlanto, estudos esse official, ha de flear no pos-
to de lente, a nAo existir oulra Iegislaco.
Fallou tambera o nobre oeputado a respeilo dos
crditos.
O nobre deputado deve saber muito bem o que
um orcamento. O ornamento um calculo que
se faz aproximadamente, nao s par9 as despe-
zas corno para a receta ; e como pela nossa Ie-
gislaco nao podemos passa r quanlias decreta-
das de uma verba para oulra, resulla dahi exces-
so em urnas e falla em outras, e por isso fez-se
ILEGVEl


preciso ti.'ao lancarnio dos crditos supplemen-
tares.
Ditse o nobre deputado: Dcu-se dinheiro
para o estado completo do exercito ; nao com-
pletando-so, deviam ficar sobras. Mas note o
nohre doputado que ha muitas oulras despetas
nesta verba, como a da guarda nacional desta-
cada em todas as provincias do imperio, nao s
paraservico de guirnicao, como para diligencias
c escollas para conduzirem recrutas de um para
oulro pomo, adianlamenlos do sidos para os of-
iciaes se fardarem, quando sao promovidos com
meio sold, e sold dobrado aos voluntarios e
engajados, e aos que, tendo concluido seu lempo
de servido, conlinuaram sem engajamento : e -
rialmenle porque, leudo subido os procos do to-
dos os gneros, despendeu-se com as clapes mui-
to mais do que se havia calculado.
Por (odas essas causas d-se muitas vezes fal-
ta nos orcamenlos. Por is9o ped o primeiro ere-
dito 850:8929130, tendo de notar que s........ A C0,rleJ? Pr occasiao do aniversario da n-
422 884^619 Coi para o exercito. e que o segundo TKS^T. do. lmPcr'. 'e' lugar s 5 horas
de 443:062j}G!3. nem lodo tambera fui para i
mesma verba, e oram pan o anuo de 1658 a
DIARIO PE FiRWABMUCQ. QUIETA FEIRA 6 PE SETEMBRO DE I 68.
Segunda part.
Procedendo-ae votacao do orcaruento da
guerra, approvado o projecto com as emendas
irapressas da commisso.
Enlrou em 2a dlscnsso o ornamento da a-
zenda.
Oram os Srs. Fanco de Alineida, barao de Mau
e Alcntara Machado.
A discussao ficou adiada pela hora.
O Sr. Presidente d pata a ordem do dia as
materias anteriormente dejignadas, tanlo na pri-
meira como na segunda parle.
Levan ton-se a sessao.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
cente, porque
1859. sendo osle para cobrir o dficit que se deu
na provincia do Matto-Grosso. Tambem para o
anno de 1859 a 1860 houvc um credilo supple-
meniar de 1,400.000$. que pouco se despendeu
com o exercito ; c tanto ueste como nos oulros
vem declaradas as raz-es por que foram pedidos
Nao possivel, por nielhor que seja um orca-
niento, que nao acouteca o que nulou o nobre de-
butado.
Ante?, porm, de sentar-me, dirci algumaspa-
lavras ao honrado deputado pelo Rio de Janeiro,
o quem muito respeiio. Tem elle dito por meis
de urna vez, em diversas occases, que o minis-
tro da guerra ueste auno pedir muito mais di-
nheiro do que os seus antecessores.
O Sr. Martinho Campos : Extraordinaria -
mente mais.
O Sr. Ministro da Guerra : O nobre depu-
tado, como jiislo, ha de se convencer do que
lbe vou dizer. Vou mostrar-lhc que os crditos
volados pelo corpo legislativo para o exercicio de
diftereotea anuos tm sido menores do que as
despozas feilas, e que com os crditos decretados
tornaran)-se maiores Eu tenho aqu um apa-
ndado de diversos anuos, mas s farei uso dos
mais prximos.
O Sr. Martinho Campos : Eu o vi anda ho-
je no relatorio de V. Exc.
O Sr. Ministro da Guerra : De 1857 a 1858
o credilo votado pelo corpo legislativo foi de
11,200 e tantos conios ; mas houvc de crditos
suppleinentares 2,900 c tantos contos ; a despe-
za Mis exceden de 14,000 contos.
En 1858 a 1859 o crdito votado fui de 11,000
tantos conios ; os crditos supplemenlarcs fo-
ram de 1,992:114.
Era 1859 a 1800 fui o crdito votado de.......
11.755:9413 e linios ris. o o credilo pedido de
l,40u:000*, oxcedendo as despezas desses dous
exrnelos do nnis de 13,000:000$. Ora, pedindo
eu 12,000 e lautos contos, claro est que ped
menos do que se gaslou Desses annos anteriores.
Deus queira porm que soia suIR
Uar-me-hei por muito satisfeilo.
Se eu assim procedo aprsenlando o actual or
(amento, porque as circumslancias assim o exi-
gen!, e nao pelo goslo de fazer apparecer um de-
flcil, como se leni dilo que quer o governo. (Jue
vantagem liraria o governo e o paiz de aprosen-
Ur-se um dficit ficticio? Para que nao dizer-
se a verdade e qoerer-se campar de econmicos
apresentando-so saldos imaginarios ? Para que
engaitar ao publico, Bcohoros ?
Nao gosiamos de lal systema : preferimos a
-r ni luexa, e pulanlo declaramos ha dficit
Oisso houteni o Ilustre deputado que fuzemos
esta deelaraco para lancarmos imposicoes sobre
o povo Que ulerease "lu em faltar" verdade
ao publico ? (Jue vantagem ha em impor-sc ao
povo ?
O Sr. Martinho Campos : Haver mais di-
nheiro para repartir.
O Sr. Ministro da Guerra: Repatir por
quem ? Sem duvida por toda a naci, salisfa-
zendo as suas necessidades ( Apmad'os).
Por consegninleno descubro uma s razo,e nem
ha governo, por mais myope que seja, que possa
ter nteresse em fingir um duficit. Para que?
repito.
O Sr. Matinho Campos: Para crear imposlos
c ler mais dinheiro distribuir
O Sr. Ministro da Guerra:O corpo legislati-
vo conhece que a maior parle dos em pregados
pblicos estilo mal pagos, o governo tambem o
tem reconherido, e entretanto nao temos podido
fuer rousa algum.i no sentido de inelhorar a sor-
te desses enipregados, por falta de meos.
Parece-tce, Sr. presidente, que tenho dado as
explicacesque o illuslre deputsdohontem pedio,
e lamben que lenho mostrado ao nobre deputa-
do pelo Rio de Janeiro que nao fui mais prodigo
em pedir do que meus illustres antecessores.
por isso que demonstrei que, posto Iives3cm
pedido menos, comludo gasiaram nnis do que
pediram ; e nem eu os censuro por isio, allomas
os circumslancias imprevistas mi que se acha-
ram, e eu Qearei satisfeilo gastando aquillo que
peco ;o finalmente que o governo nenhum in-
teresso tem em oceuttar a verdade e dizer
ha o dficit. ( Muilo bem ,
Anda oraram os Srs. Peixolo do Azevedo e
Martinho Campos, depois do que o Sr. presiden-
te verificando "o haver casa para so votar, en-
cerrn a discussao, dan lo a ordem do dia seguln-
tc, c levantando a sessao.
SESSAO EM 1 DE AGOSTO.
Presidencia do Sr. conde de Daependy.
Ha vendo numero legal de Srs. deputados, a-
bre-se a sessiio.
I.i la a acta da antecedente, 6 aprovadi.:
O Sr. 1 Secretario d ronla do seguinle
EXPEDIENTE.
L'm officio do ministerio do imperio, reroet-
leado o aulliographo da resolucao da tssembla
geral legislativa creando urna nova secretaria de
estado dos negocios da agricultura, commercio
e obras publicas.A arclnvar-se, fazendo-se a
devida communicacao ao sanado.
Huiro do ministerio Ja fazenda, enviando as
uifurmacdes requisitadas pela cmara sobre a
preleucfto da ordem lerceira do Carmo da cida-
de do Ouro-Preo.A quem fez a reqnis'eo.
Oulro do secretario do sonido, remetiendo as
emendas alli approvadas proposieo ila cma-
ra dos deputados eslabecendo providencias so-
bre bancos de emisso A imprimir para entrar
na ordem dos trabarnos.
Urna rcpreseulacao da cmara municipal de
1 aeraba, pedindo que seja augmentado o nume-
ro de eleilcres que d aquella parochia.A'
commisso de estalistica.
Sao approvados : um parecer da commisso
do mancha o guerra, resoUendo que sobre a
preleiicaodfl D. Carolina Muller das Chagas se-
ia envida a commisso de justica civil e oulro do
de justica criminal, que o projecto do Sr. Parana-
frua [ministro da justica), apresenlado em 12 de
julho prximo passido, entre na ordem dos tra-
balhos.
OIDEM DO DIA.
Primeara parte.
Entra em 3.a discussao o projecto n. 57 do an-
no passado, dispensando ao capito Francisco do
Jiogo narros Falcao a reslituico de 771 que
pereebera como recrutador na provincia da Pa-
rhyba.
Posto a votos, adoptado e val commisso
de rr/Miccao.
E' lido e approvado o parecer da commisso
do poderes approvando a indicaco aprescnla-
d,i em sessao de 31 de julho sobr a admisso de
um sopplent a tomar assenio na cmara.
Achando-se na sala irnmediala o Sr. Antonio
I.uiz Pereira, supplcnte do Sr. Gavio Peixolo
diputado pelo 7 dislrido eleitoral de S. Paulo'
introduzido com as formalidades do
presta jurameoto p toma nsseoto.
O Sr. Tobas Leite indica que, pas3anlo o pa-
recer da commisso, seja chamado a tomar as-
senlo o deputado supplenle pelo Io districto de
da Silva,
que
eslylo,
S. Paulo, o Sr. Dr. Rodrigo Augusto
visto terse ausentado o Sr. Carro.
Apoiada a indicaco, vai commisso do po-
deres, com urgencia.
Entrando em nica discussao, a requerimento
do Sr. Cruz Machado, o projecto n 72 desle an-
uo cojicedendo a pensao animal do 200$ a Jos
da Silva Guimares, approvado com a seguinle
emenda :
Veriicando-se a merc desde a data do de-
creto que a concedeu. Cunha Mallos. Cruz
Machado.
Adoptado, vai o projecto commisso de re-
daccao.
Etrou em 3 digcussao o projeclo n. 183 de
1858 conredeudo companhia de navegaco a
vapor Sanltsla a subveucao mensal de 5:0003
yor espaco de 6 annos.
O Sr. Saraiva pronuncia-se enrgicamente
contra semelhante concesso, em que se v um
desperdicio escandaloso dos dinheiros publico.
Posto a voto!, rejeitado o projecio.
Ja larde, no palacio da presidencia.
Exislindo ainda por serem murados difte-
lerrenos por edificar, e lendo-se alm
o prazo marcado
fim, importa que se faga efToctiva a postura que
ordena, com relaco aos individuos que a tem
infringido.
Essa execuco da lei lano mais necessaria,
pelo Dr. Doruellaa, s 7 3/4 huras, da niaulia
epeloDr. Firmo s 9 horas da larde de hon-
tem.
4.a
JURY DO RECIPE.
SESSAO JUD1CIARIA
DIA 5 DESETEMBRO.
PRESIDENCIA DO 8R. DR. JLIZ DE DRErTO WIBR1RO
DA 2.* VARA CRIMINAL. I1EIIWO-
CENES SCRATES TAVARES DE VASCOSCELLOS
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino de Gusmao lobo.
Escrivo. oSr. Francisco de 'Burros Correa.
A's 10 horas da manha, verificaudo-se pela
chamada nominal rstarem reseme* (\ luWs* h
facto OSr. Dr. presdeme ^".1^^^^^%%
sessao.
E'conduzido abarra do tribunal o reo Fran-
cisco Antonio das Chagas. pronunciado no at.
192 do cdigo criminal, sendo aecusado por ha-
ver assassinado em" 14 de fevereiro. da 1844 6
parda Claudina Maria do Rosario no lugar deno-
minado Barro da freguezia dos Afogados.
'y," *i -vendo PPellado para o superior tribunal da
fim il i o prazo marcado para aquclle I relacao da sentenca do jury que, em sessao de 1
que, casa terrea arrendada por...
dem 12. Manoel Pereira Teixeira,
tm sobrado de dous andares, urna
loja e urna cocheir* no fondo ar-
rendado por....................
Idem-tfi. Miguel Archanju de Figuei-
redo, uros* casa terrea arrendad
por..............................
dem 20. Omesmo, casa terrea ar-
rendada por..,,,.......
dem 24. Franeisea Emilia de lbu-
querque Maranhao, casa terrea
arrendada por..,.............
dem 26. Kranciseo Jos Pereira Bo'r-
ges, um sobrado de dos andares
a loja arrendado por........
ira d6
casa terrea arrendada
e margo, o conlemnara soffrer a pena de 12
annos de prisao com trabalho. a appcllacao fura
provida pelo seguinle Ilustrado accordao :
Accordao cm relaco etc. Que, vistos os
com assislencia
Brito,
\^rino ., .".--------------" "" "*" T" Podanlo, tendo o reo appellanfe allega-
A ripino e t,oncalves de Muraos, pralicou a ope-, do que era menor de 14 annos ao lempo em que
ragao da catarata em Antonio Faustino Soar'es,
sepluagenarioe morador na ra do Cotovollo.
O methodo empregado pelo operador para
livrar quelle individuo da noile perpetua, em
que viva ha mtiitos annos, foi o da extraeco ;
operaco atrevida, delicada e una das mais'dif-
ficeis, que se cncontra na cirurgia occulisla.
O trabalho que comecra s dez e mein horas
da manha, j as oize achava-sc ultimado, ten-
do o opersdu recobrado a viso.
Toda a operaco marchou o mais regular-
mente possivel, e foi pralicads com urna deli-
cadeza que revela no operador instrueco, pra-
lica e coragem.
Na ollava pagina do numero de hojo da-
mos a tradueco, em versos portuguezes, da ope-
ra Marino Faliero, que sobe scena no dia 7
do crrenle, pela companhia lyrica do Santa
Isabel.
No vapor inglez Magdalena, veio de pas-
sagem o nosso comprovinciano o Sr. Gervasio
Campello Pires Ferrcira. lilho do Exra Sr. baro
do Rio Formoso. de volta de Pars oonde cnrsou
a escola de ponles e calcadas, e lomou o rao de
l)r em engenharia. Durante todos os seus tra-
balhos, orgulliamo-iios de dze-lo, esse nosso
conprovinciano, soube eolher os maiores e me-
Ihores louros, e obter sempre a estima e boni
conceito de seus raeslres.
He mais um d'aquclles dos filhos de Pernam-
buco, que volta digno de sua patria, e afanoso
por empregarseus recursos intellectuaesno afor-
mose3raento e progressq desia bella provincia.
Permita fieos que se nao o olvide, e que, o
mais breve possivel, se Ihe procure dar orcasio
de encelar seus Irabalhos.
Chamamos a atlencoda autoridado encarre-
gada da direccio c inspeceo desle servico para
um fado que nos consta so oslar pratcado em
grande prejuizo e desvanlagem para o nosso
porto, alm do que, proceda as necessarias ave-
riguacoes, o Ihe d lerminacio
Reforem-nos que, os baleldes do arsenal de
marnha que recebera a areia extrahida pela
nova barca de escavaco. que foi to infeliz em
sua estra. em vez de despeja-la nos baixos de
Olind.i, o fizcm no excellente ancoradouro que
forma a onceada do Brum c Buraco, onde ha 4
e 5 brocas de fundo, estragaudo-o completamen-
te, e impossilnliando ou tornando excessiva-
mente dispendiosa qu.iosquer obras d'arte que
no futuro se qneiram alli estabelecer, para o
tornar calmo c seguro, nicas condicoes que
fallara pira o transformar em um bora porto, de
certo indispeosavel ao futuro eograndecimentu
desla provincia, e que j foram propostas. quer
permanentemente, por meio do projertado dique
de podra, ou provisoriamente, por meio do que-
bra-mar flucluantc ; pouco dispendioso, e de
grande proveilo.
Acrscenraiti que. o despejo da arela m\ lo
improprio lugar embarazar a sabida dos navios
de vel pela barra grande, quando reinaren)
venios do quadranle do N E, que juntamente
o lempo de mais trafico no porlo; por que llies
corta o espaco que tinliam para poderem borde-
jar, que Dea eutiilliado.
Somonte lucrar com isso a companhia de re-
boques, mas nao vemos razo para que seus
mleresses prevalecam sobre oulros to impor-
tantes e vitaos da provincia; nem suppomos
que ella lenha semelhante desojo.
Nova invenco. O capitn inglez A. Slcigh
acaba de inventar urna especie de porto floclu-
anle, que consiste era um apparelho para con-
ler as ondas, que se pule rollocar onde se qui-
zer, para Qcarem seu abrigo ou detraz desle,
seguros os navios. E de pouco susto e suscep-
livel de ter a extenso que convenna ou se de-
soje.
Foi approvado por urna commisso de pes-
soas entendidas que o examinou em Londres, e
se vai prem execuco,
O governo imperial deve recommendar nosso
ministro al.i residente que Ihe informe minu-
ciosamente do resultado desta experiencia, que
muito nos inteiessa ; porque possuimos o por-
lo de Peraambuco, o do Cear e Macei, onde
tal invento polo roceber til applicacao
A sclencia e a arle, combinadas, ca'minham, c
realismo cousas que parociam impossiveis al-
gum lempo.
Se nao temos a honra de inventar, mostre-
mos ao menos o bom sonso de aproveitar os me-
Ihoramontos que os oulros povos saben) achar.
No da 4 do corrente, foram recolhidos
casa de detencio 2 homens livros e 1 escravo,
a saber: 1 a ordem do Dr. juiz municipal da 1
vara, 1 a ordem do subdelegado de Santo An-
tonio ca ordem do da Muriheca.
Passagoiros do vapor nacional Persinunga,
sabido para os portos do su! Antonio Feliz Pi-
nheiro, Antonio Gcncalves Pereira Casco, Do-
mingos de Souza Barros, 2 filhos e 3 escravos,
Clannda Isabel de Aranjo c um filho, Malhilde
Maria dos Aojos Das, Origines Honorato Flavia-
no do Rogo, Bento Jos da Silva Nevos, Fructuo-
so Pereira Dantas, Alfrelo de Barros, Pedro Bo-
zerra, loaqoim Cardoso Paes. Tiborcio Valeriano
Bapiista, um escravo, Pedro Jos de Azevedo
Srhrumbaek, Jos da Rocha, Sallesse Anloine
Jos da Silva Reg Mello, Arsenio Augusto Por-
reir, Guilherme Jorge da Molla, Joo Casimiro
da Silva Machado, Jos da Silva, Antonio Jer-
nimo Marques, Jos da Bosa o 1 escravo. Flix
Ramos Lieutier, Francisco AWes Monleiro de
Sa, Domingos Jos das Neves, Francisco Pereira
da Silva, Victoriano Moreira da Costa, Francisco
P. disi Chagas, Ignacio Loyola, Jos Ignacio Ri-
beiro P., Albino Rellosa, Manoel Maiiins Ramos,
fra commellido o delicio, pelo qual era acensa-
do, afim de evitar as penas correspondentes em
vista po disposto no art. 10 do cdigo criminal,
chavendopara isso apresenlado a certido de
fls. 71, que motivara o 7. quesilo de fls. 53,
naodovia ojoiz de direilo presidente do jury
deixar de propor ao jury se o reo era ou nao
menor de 17 annos o maior de 14, afim de que
reconhecesse seo reo appellante eslava no caso
de merecer o favor, que Ihe outorga a 2." parte
do g 10 doart. 18 do referido cdigo, visto que
ao jury competa declarar esse fclo, como de
direilo. Tortanto, julgande essa falta substan-
cial aoprocesso, ordonam na forma do arl. 301
do cdigo do processo criminal, que o reo appei-
aule sejasubmettido novo jury, eque o escri-
vo reverta o processo ao juizo a quo, deixando
traslado do queso processou nssla instancia, pa-
gas as cusas. Recife 7 de agosto de 1860.
l.eo, presidente.Figueira de Mello, vencido.
Si/teira. Cilirana. Guerra. Silva Go-
mes.
Por virtude desla jurdica sentenca da instan-
cia superior, o reo Francisco Antonio das Chagas
novamente suhmelido ajulgament, instruio-
do o processo com preciosos documentos com
que comprova a ezcepcao que allegara.
Vivendo publicamente na cidade do Ro For-
moso desde 1814, onde se casou e leve de seu
consorcio 7 filhos, prona o aecusado quo habita-
ra sempre a cidade, trafealhaodo por seu officio i ierrea arre,,
tusvss:. frpq,,,,nii"ido se,n"re s au,--1 AtttaS^^iiSta:
Varios atleslados
CarraIho,
por.
.. nr. n ,. Il"'1 ^a Gonceieo.
N. 30. Candida Balbin da Paiso
Rocha, casa terrea arrendada por
dem 32 Orpho Joo Rodrigues
uma, um sobrado de um andar e
sotao c uma leja araendado por..
dem 3t>. Padre Francisco Alves de
branles, casa terrea arrendada
P"r................................
dem I. Filhos do Dr. Joao Antonio
de Souza Beltro de Araujo Pe-
reira, um sobrado de dous ando-
res e uma loja arreodado por.,..
dem 7. Herdeiros de Guilherme
Collins Cox, casa terrea arrenda-
da por...........................
dem 13. Herdeiros de Manoel' Joa-
qun) Pereira, casa terrea arren-
dada por..........................
dem 17. Victorino Jos de Souza
Travasso, casa lerrea arrendada
por...........................
dem 21 Domingos Nunes Ferreira",
casa terrea arrendada por........
dem 23. Joanna Maria Theodora,
casa terrea arrendada por........
dem 43. Joaquim Antonio Carnei-
ro, um sobrado de um andar c
uma loja arrendado por..........
Ra do TambA.
N. 2. Herdeiros de Joo Francisco
Mnrtins, casa lerrea com soto ar-
rendada por......................
dem 8. Vtnva e herdeiros de Joo
da Malta e Souza, casa terrea ar-
rendada por....................
dem 10 Joo Jos de Carvalho Mo-
raes, casa terrea arrendada por..
dem 12. Viuva e herdeiros de Jos
da Molla c Souza, casa terrea ar-
reudida por......................
dem 14. Amaro de Barros Correa,
casa lerrea arrendada por........'
Mera 16. Viuva e herdeiros de Jos
da Molla e Souza, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 22. Viuva e herdeiros de An-
tonio da Costa Reg Monteiro, ca-
das pessoas mais eminentes
do Rio Formoso pem em relevo a conducta mo-
rigerada do aecusado e os seus hbitos de tra-
balho.
A excepeo de ser o reo menor de 14 annos, ao
lempo cm que se diz ler acontecido o delicio,
plenamente cemprovada por um assentamenlo
de baplismo, extrahido dos livros da freguezia
do Sanio Antonio, mandado abrir pelo prelado
diocesano Apoisda justiGcaco do eslylo
Alm desta, produzio o aecusado u'm juslifi-
caco peraule o juizo municipal da 1.a vara, que
a julgou porsentenca.
Assim perempta a criminalidade do aecusador
a aecusaco do ministerio publico pareca carecer
de funda metilo.
Quando lodos os olhos transparecia a inno-
cencia do reo, de que dera moslras a leitura do
processo, levanlou-se o orgo da justica no meio
das nnis serias apprehensoes, lutando "coulra de-
cididas sympatbias pela causada defeza.
Em uma tonga oraco, em que consullou c
analysou a prova dos autos, o Sr. Dr Gusrno
Lobo soccorreu-se magia de seu tlenlo ora-
torio e procurou costo incutir no espirito do
jury a convieco da criminalidade do acensado.
O orgo da defeza, o Sr. Dr Antonio Jos da
Costa Ribeire, elevou-so loda altura de seu
ministerio sagrado. Fez uma oraco eloquen-
lissima que nadadeixou desej.ir.*
O dbale proseguio animado na replica, pro-
longndole al quasi noite.
Resumidos os debales, o Sr. Dr. presidente do
jury prvipoz aojury os seguinles quesilos:
l.9O reo Francisco Amonio das Chagas ma-
lou Claudina Maria do Rosario, no die 14 de
fevereiro de 184. e no lugar do Barro?
^"0 reo coramelleu o facto criminoso de
noile ?
3."O reo commetiou o facto
buscando-se para o fazer?
4."O reo commetieu o faci criminoso impel-
lido por motivo frivolo?
'~O reo commotteu o faci criminoso com
superioridade em armas, foreas e sexo, do ma-
nelra que a olfendda nao podesse defeuder-se
com probabilidade de ropellit a olfensa?
6.O reo coramelleu o facto criminoso com
sorprez.i ?
""Exstem circumstancias allonuanles fa-
vor do reo?
&."O reo. quando commetteu o crirne, era
maior de qualorze e menor de dezesete annos?
'*"0 reo obrou com discerniniento?
Recolhendo-sc 4 sala das conferencias secre-
tas, o couselho de sentenca volta com alguoi in-
tervallo do lempo, respoidendo aos quesilos pe-
la furnia seguinle :
Ao 1." quesilo :Siin, por de/, votos.
Ao 2. quesilo :Sim, por nove votos.
Ao 3." quesilo :N.io, por dez votos.
Ao 4o quesilo Nao ; por onze votos.
Ao 5o quesilo :Sim ; por dez votos.
Ao O quesilo :Nao ; por uiianiraidade
votos :
criminoso, era-
do
Ao 7 quesito :Sim ; por unanimiiade de vo-
tos :Evisle a favor do reo a circumstancia atle-
nuanle do arl. 18, Io do cdigo criminal, de
nao ler havido de parle do delnqueme pleno co-
nhecimeiilo do mal e directa inleneo de o pra-
licar.
Ao 8o quesito :Nao ; por onze votos. O reo,
quando coramelleu o crime, nao era maior de
quartoze annos.
ao 9o quesilo :Nao ; por onze votos : O reo
nao obrou com discernlmenlo.
Salla s.-crela do juiv do Recife, 5 de setembro
do 1860.
Thomaz dcAquino Fonseca Jnior.
Presrfenie.
Jos Pedro das Neves.
Secrerarto
Antonio Bezerra do Menezes l.ira.
Jos Candido Vicgas.
Manoel Pereira do Canto.
Elias Francisco Muidello.
Antonio Ferreira da Costa Braga
Bariholomeu le Jess C. Alegre, Antonio Jejoni- i Joo Jos Soares de Sant'Anna
Marques, Jos da Rosa e 1 escravo. Feliz Ramos
Lieutier, Joo Peliicio Buarque, Delfiuo de Al-
buquerque Cavalcanti, loar Xavier Paos Brrelo
e 1 escravo, Augusto Aocioly de Barros.
Passageirns do hiato nacional Sobralense,
sahido para o Acirac :Antonio Raimundo Ca-
valcanti e 2 escravos. Joo Antonio Caialcanti,
Jacinlho F. do Oliveira e 1 escravo, Cesario f!
Gomes e 1 escravo, Clemente S. da Silva e 1 es-
cravo. Domingos Ribeiro e 1 escravo, Dingo Go- ; saeo que Ihe foi intentada mando
mes 1 rente e 1 escravo, Ernesto Alves Punios e passe o competente
1 escravo, Vicente G do Nascimpnto e 1 escra- '
vo, Cesario P. Boapina e 2 escravas, Antonio R.
Ribeiro, Clinode O. Memoria, Jos C. F. da Ro-
cha c 1 escravo, Vicente F. F. da Rocha e 1 es-
cravo, Jos Rodrigues Luna e 1 escravo, um es-
cravo de Bento Jos r. Barros.
Matadouro publico. Mataram-se para o
consumo desta cidade no dia 5 do crreme 99 do 1S60.
Francisco Augusto de Oliveira Barros.
Pedro Buarqne Rodrigues Franca.
Joao Baptista de Medeiros.
Lidaa as respostas do jury, o Dr. presidente do
jury declara para logo que appella para o supe- i
nor tribunal da relaco, redigindo e publicando
ao tribunal a seguinle sentenca ;
Em virtude das decsoes'do jury nbsolven-
do ao reo Francisco Antonio das Chagas da aecn-
que se Ihe
alvar de soltura, dando-sc- dem
ia culpa, e pagas as cusas pela muni-'
esse
cipalidade. Ftc, porm, suspenso lodo esse1
procedunento por ler eu appellado para o tribu-
nal da relacao nos termos do arl 449 Io e
ulamenlo n. 120 de 31 de Janeiro 'de
45 do re
1842.
Salla das sessocs do jury, aos
rezos.
MORTALIDADE DO DIA 5 DO CORRENTB :
Joanna Joaquina da Silva Cosa, branca, sollcira,
28 anuos, tubrculo pulmonar.
Joaquina da Conceico de Jess, parda, viuva, 60
annos, intermitiente.
Francolina Rufiniana da Fonseca, branca, viuva,
22 annos, anazarca.
Lauriana, prela, escrava, 5 mezes, convulgOes.
Henriquela, parda, 3 mezes convulces.
Laura, branca, 4 anuos, anazarca.
Jacinlho da Costa, preto, 10 annos, congesto
cerebral
Hospital de caridadf. Exstem 54 ho-
mens e 62 mulheres nacionacs ; 6 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, total 123.
Na totahdadedos doeetes exislem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foi operado no dia 3dum doente pelo Sr. ci-
rurgiao Pinto, sendo assisteulcs os Srs. Drs. Dor-
nellas e Firmo.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
giao Pinturas 6 horas e 40 minutos da manha ;
5 de setemhro
Ifermogenes S. T. de Vaiconcellos.
casa terrea arrendada por........
dem 32. Pedro Paulo dos Santos,
casa lerrea arrendada por........
dem 13. Josepha Francisca de Sou-
za Ribeiro, casa terrea arrendada
por...............................
dem 21. Francisco Simos da Silva"
casa lerrea arrendada por........
Idom 23. Manoel Amonio de Aze-
vedo, casa terrea arreada la por..
Una da Malriz.
N. 4. H-rdeiros de Jos da Silva
Saraiva, casa teirea arrendada
por...............................
dem 10. Herdeiros de Joo Manoel
de Oliveira Miranda, casa lerrea
arrendada por....................
Idom 12. Maria das Neves e Antonio
Jos da Costa, uma casa terrea ar-
rendada por.......................
Moni 1 Jos Maria Goncalves Viei-
ra Guimares, casa terrea arren-
dada por..........................
dem 16. Joo Matheus, casi terrea
com soto arrendada por.........
Moni 18. O iiiesmo, um sobrado
de 2 andares e uma loja, arren-
dado por..........................
dem O Viuva c herdeiros de Ma-
noel Amonio Cardoso, casa terrea
arrendada por....................
dem 21.Os mesmos, um sobrado
de 1 andar e loja arrondado por
dem 26.Os mismos, um sobrado
de 2 andares e uma loja arren-
dado por..........................
dem 30Manoel Gamillo Pires Fal-
cao, casa lerrea arrendada por...
dem 32.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 43.Antonio Fernandos Vel-
loso, casa terrea arrendada por..
dem 48.Manoel Joaquina Baptis-
ta, casa terrea arrondada por___
Idom 60. Irmandadc do Senhor
Bora-Jesus da Via-Sacra, casa
terrea arrendada por.............
dem 17.Antonio Joaquim Ferrei-
ra Porlo, casa terrea arrendada
por...............................
dem 19. Antonio Fernandos de
, ^Azevedo, casa lerrea arrendada
por................................
dem 22.Trajano Alipio de Car-
valho Mendonca 1 sobrado de um
andar e uma loja arrondado por.
dem 29.Maria Eugenia de Cas-
tro, casa lerrea arrendada por...
dem 31.A' mesma, casa lerrea
arrendada por....................
dem 33. Joaquim Auroliano do
Castro e Joaquim Vicente Mar-
ques, 1 sobrado de 2anda.es c
uma loja arrendado por..........
dem 35Miguel Joaquim da Cosa,
um 5obrado de 2 lindares e uma
loja arrendado por................
Ra da Gloria.
Numero 2. Francisco da Cunha
Moreira Alves, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 4. Porfirio da Cunha Moreira
Alves, casa lerrea arrendada por.
dem 18.Irmandadc de Nossa Se-
nhara da Soledade, caso terrea,
arrendada por....................
dem 22.Arma Maria de San-Pe-
dro, casa terrea arrendada por...
dem 32.Manoel Mauricio Dantas,
casa lerroa arrendada por........
dem 38.Francisco Rufino Corroa
de Moli, casa lerrea aricndaJa
por..............................,
dem 78.Maria Francisca Marques
deAmorim, casa lerrea arrenda-
da por............................
dem 88.Joanna Mililana de Je-
ss Azevedo. um sobrado de um
andar e uma luja arrendado por.
dem 9 -----Thereza Goncalves de
Jess Azevedo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 100.Antonio Jos Pacheco
da Silva, casa trros arrendada
por...............................
dem 101.Anua Maria da Concei-
co, casa lerrea arrendada por...
dem 110.A' mesma, casa terrea
arrendada por....................
112.--Hara Gerlrude, casa
lerrea arrendada por..............
dem 116.Auna Mtria Ramos, ca-
sa lerrea arrendada por..........
dem 1.Joo da Cunha Soares
Guimares. casa lerrea arrendada
por...............................
dem 11.Viuva do Zacaras Lopes
Machado, casa terrea arrendada
_ *---------- -----..^v.^o. por.
sendo a hora longamente adiantada, ojuizadia ; dem 25.Padre Jos Maria de Je-
a sessao para o da 6 do corrente s 10 horas da I sus Vasconcelos, casa terrea ar-
mannaa, em que sero julgalos dous processos rendada por.........
'or crimea de uso de armas deezas. dem 37. Alexandre Rodrigues
dos Anjns, casa terrea arrendada
por...............................
dem 43. Viuva e herdeiros de
Manoel Antonio Cardoso, casa
terrea arrendada por.............
dem 57 Padre Jos de Jess Ma-
ria de Vasconcellos, casa terrea
arrendada por....................
dem 63.Irmandade do Rosario
da Boa-Visla, casa terrea arren-
dada por.........................
dem 67.Manoel Antonio Gon-
calves, casa terrea arrendada
por...............................
dem 69.O mesmo, cssa terrea
arrendada por...................
dem 5.-0 mesmo. casa terrea ar-
reojjVd por
Corre-nos o dever de loinar ao orgao do mi-
nisterio publico pela energia com que promoveu !
a aecusa^ao do reo, elevndose altura de um '
verdadeiro lalerflo oratorio.
A appellaco voluntaria do juiz foi um aclo de
prudente reserva o calculada conveniencia:
C0NSI,LAD0~PR0\I1\CIAL.
Alteraces feitas no lancaniento da de-
cima da fieguezia da lioa-Visla, ijiip
tem de servir no anno financeiro de
1860 a 1861, pelo lanrador Joo
Pedro Jess da Malta.
Ra do Arago.
i. Paulo Caelano de Albuquec-
lDUpUO)
8109000
360JW00
200S000
780$000
300000
200*000
3669000
150,8.00
1:120*000
2009000
2009000
240g000
15t>9000
1689000
7409000
240J000
1205000
1509009
120$000
1209000
dem 1 7.Paulo Ju*e do AUueida,
casa terrea arrendada por........ 300p000
IJem 87Jos Antonia de Azeve-
do Santos, um sobrado de 2 an-
dares o uma loja arrendado por.. 600*000
dem 95Viuva e herdeiros de Jo-
s dos Santos Nunes de* Oliveira,
casa lerrea arrendada por........ 300 WJ0
____ (Continuarse -ha 1
m
Communicados
O Liberal Pernambncano, mal informado-co-
mo sde andar, publica em seus fados diverso de
noje a demissao dada pela capitana do porlo-
Manoel Vicente Borges. de capataz de Fra de
tortas, aitrbuindo-a i motivos eleitoraes. e le-
vantando, sob tal pretexto, um escarceo ridiculo
e msuppnrlavel.
Ao capilo do porto, como a qualquer cidado,
lcito lomar parte as eleic&Cs, chamando sem
o emprego da autoridade, o apoio de seus su-
bordinados, ums vez que nao pralique escnda-
los e violencias, que supilcm a liberdade de cada
um : mas nem por isso tem elle se envolvido
em qneslocs, por bem das qiuaes esteja dar de-
missoes aos seus agentes.
A demissao do capataz de que se traa, foi de-
vida aocomportamento que leve, por occasio
da aprehens.to de um contrabando de vinhos
limameato. sem que elle, como agente d
feita
res, de que eu tinha as miuhas cazas hypotheca -
das c oulros dizsudo qile noestavam em mca
nome, e por io os documentos abaixo notados
sao proba suficiente pora desmescarar a esses jo-
vejosos e intrigantes; anda que isto seja da
minha parto muita bandado, porque eu 6 praCa e
lora della, poderei dever das portas a dentro do meu estabelecimento te-
nho com que pague a todos sem ser prenso tan-
car mao dos predios que me nisdam em mais de
quinze conlos de ris.
Recito 4 de aelcuabr de 1860.
., Jos Bernardiw Alces.
1 / Al,m,nltrador do consulado provine
a 1.Jos Bernardino Alves, a bem deseu direilo-
precisa que V. S. por seu respeitvel desea :ho
nTnt- J"******0 competente rVassar-lhe
SS/S de1u,n,<>9 Predios o snpphcaafcr
paga dcima, indicando as suas localidades c co-
mo seoao passa sem despaeho de V. 9. por
P. a V. S. assim Ihe deflra.K R. M.
Jos Bernardino Alves.
F-sc-Ihe. Meza do Consulado Provincial 3de
agoMo de 1860V Carneirc-.
Certifico que do livro do lancamenlo da decima
urbana da fregueiia de S. Jos'do anno financei-
ro prximo lindo, de mil olecentos cincoeuta e
nove -sessenle, consta que o supplicaiite Jos
Bernardioo Alves possue duas pr0priedades das
quaes paga a decima nesla reparticao: sendo
uma na ra de Sania Cecilia numero vinle seto, e
fa>c'|,lacnniaeU,l'15Se de 8uxi,iar P0,i.cia e Jar <>o ; oulra no Largo da Ribwra Mmete- um. E' quan-
conrnvejicia
facto contaao seu superior, para p aci-
culados que por ventura tlveasem
em tal contrabando.
Este motive da demissao do referido capataz
e sem duvida muito difireme do que o atribui-
do pelo i&ero-J Pernambucano
einbararar o capilo
como qnerendo
do porlo, em outra qual-
quer ercasiao em que lenha de retirar a sua con-
Qanca a algum dos seus subordinados. Perde
porm, o lempo O fiera/ Pernambucano por-
que em materia do conflanca. nao se regular a
capitana do porto pelas censuras e elogios es-
tampados em suas columnas.
Sempre que a capitana do porto explicar con- I'erraos.
to lenho a certificar em vista do dtlo livro ao
qual me reporto. Primeira tcoeto d meza do
consulado provincial qoatro de setembro de mil
olecentos e sessenta. Eu Antonio Joaquim de
Oliveira Baduem, primeiro escripturario a cs-
crevi.
O chefe ae 1. seccao. Theodoro Hachado
Frexre Pereira da Silva.
Jos Bernardino Alves a bem de seu direito
prensa que o labelio do registro geral das hv-
poihecas da comarca do Rerife Ihe d por ccrti-
oao se elle supplican'e tem alguma hypotheca
registrada relativamente a seus bens : uestes
como est
venientemenlc os seos actos, disposl 1
a nao pralicar escandaloso violencias na eleijio"
nem mesmo a lomar nella parte activa, no'va-
ara de os pralicar.
ci
r. ao mesmo tabrllao que Ihe d a crlid.
requerida E R. M.
Ceriilico. que revendo os respectivos livros do
registro geral das hypolhecas dosla comarca
uevendo disto Ocar certo o Liberal Pvrnam- oucano.qua se apraz era pregar a anarchia e in- Bernardino Alvos leoba registrado escriptura al-
suooratnacao as estaceos publicas; estamos que'S"ma de hypotheca relativamente a seus bens
o capnao do porto lera os meios e energa has-; T"'; l'ossue e de que faz menco em aprsenle
lames para chamar a obediencia e respeto a lo- Pe'6o eupra, o qual de mira reconhecido e
uo aquello dos seus subordinados, que sedu/idos c,"" o proprio de
pelos conselhos do Liberal, se desviaren) do ca- : i- E P"r me ser
minho que compre Irilliar.
Islo, porm, nao lem referencia eleiees,
mas que se o capilo do porlo piolen lesse s
enlronu-lter, nao seria se nao em termos habis.
ealtd
I MI ITII
12090J0
300SO0O
480$000
l'J23000
120S000
168JO0O
1509'JOO
3003000
200gUO0
2409000
300J000
5009000
900*000
30OSO00
560*000
1:260J00O
2OO9OOO
200J000
300:000
200*000
1503000
200g000
200*000
400*000
210*000
210*000
96S000
900*300
2003000
210-jOOO1
210*030
21'9000 1
20S000
303*000
200*1300
3003000
24'tOOO
300*000
1089OOO
2I0000
210*300
300*000
2I0J00O
240*000
12OS0O0
200*000
2003009
120*000
168JJ000
2408000
240*000
240^000
Na verdade, cusa a acreditar-se as conse-
quencias que mullas vcu>s trazera inleresses
eleitoraes, a favor deste ou d'aquelle.
Quem se havia de persuadir de que um dia se
hartan de ligar e congrassarem, qual dous ex-
tremosos amigos o Sr. coronel Joaquim Gaval-
canio de Paullsta com o ex-lenente-corooel
Joaolaulo? Suppomos quo ninguem, especial-
mente aquelles que esto ioteirados das sconas
e bandalheiras que se deram entre aquelles dous
Srs ,0 primeiro como um dos agentes do gover-
no oaqnelle lempa de effrvescenciaa politicaa
e o segundo como um dos Cor/pheus de uma
das mais violentas faeces poltica.
Tola a gente foi lesiemunha dos insultos e
fortes aggresses pralicaJas por Joo Paulo con-
tra o Sr. coronel Joaquim Cavalcanti, j em sua
propnedade e j em sua propna pessoa, o lodos
igualmente presenciaram o modo por que o Sr.
coronel repellia-o c os protestos que Cuera con-
tra esse humen) atrevido, de quem al receiava
planos infernaos e infamo, a respeto de que
lo-n iva diversas providencias em segranos do
seu ser, como notorio.
Hoje, porm, o que se v? Oh malditas elei-
goesl \-sc esses dous homens abracados co-
mend na mesma mesa c dormindo n'a mesma
cama, passeaudo ambos por loda a parte o por
toda a parte de braco dado, trabalhando de com-
etn) acrordo em prol da cao-Jidatura d,i Dr. Sil-
vino Cavalcanti, pelo circulo do Olinda !
Agora peguntaremos, e couseguiro os amigos
do Sr. Dr. Silvmo alguma vaulagem coui a pre-
senca c essa coadjuvaco do Sr. Joo Paulo?
cromos firmemente que nao, porquanlo cite po-
bre hoincm nada e nada poder fazer. por isso
que de mais a mais elle morador em a Casa-
rrle on Je sua efferlira murada, c onde devia
permanecer quieto se tivtssn'mais juizo. viven lo
do um mediocre emprego do governo, eremos
que no hospital reg meo tal, de onde o foram
buscar, dizem que com promessas lisoageiras e
satisfactorias, com as quaes poder vivor mais
desassombrado nesta vida, para o quo dizem que
emprega todo o ardil ee.avillac.6ea aos miseros
meamos dos arredores de Olinda, dizen lo-lhes
que elle e anda, ou ser o lenenle-coronel, no-
vamente uomeado, visto que o actual est refor-
mado, que o seu amigo Dr. Estevo Cavalcanti
sera o outro e que as autoridades policiaes sao
pessoas de sua grey, c que por tanto nao tives-
sem o menor receto de aceitar a sua chapa de
caixao. por isso que todos estarn, garantidos,
visto que ellos contavam com a coadjuvaco do
governo e da polica, etc, etc.
Ora, na verdade nao se pode dar disparato
maior e nem artificio mais miseravel c fra de
lempo E' que os homens julgam ainda estar 110
seu lempinlio de eterna memoria, o que com
1 aos estrategias conseguiro o que uma vez j
conseguram, se bem que immensos annos.
De cerlo que estao redondamente engaados,
porquanlo a poca j nao a Ojearon : a poca
de boje o das verdades e positivismo e nao dos
espertalhes e chuchadores.
Os nossos concidados asss j os conlif.com
para se nao deixar levar por essas cantilenas a
lalstdades j lao sedicas. Elles j sabern quaes
sao os homens com quem se derem haver e har-
monisar-se e nao essas aves de arribaro, que
boje csto aqu, amanlia acola e no oulro dia
sabe Dos aonde. qual oulros tantos ciganos.
Por lano mu bem sabem elles que o actual
lorente coronel e ser o Sr. Manoel Antonio
dos Passos e Silva, em quanlo continuar na sua
dedfraeao principiada de bem servir ao governo
com zelo e lideiidade, e nao ser por certo um
mancebo anda to verde em sua vida poltica
que possa amis conseguir uma nomeaco ao
seu geilo, para assim saltar fra um cidado que
lanos servidos de todo o genero tem prestado ao
governo, disto temos convieco. Bem sabem
elles igualmente que o actual delegado de Olin-
da, o justicciro Sr capilo de Trgala Filgueiras
nao paclua com taes parcialidades polticas e
S raen le executa a sua polica, como ten execu-
lado indislinctamente, e nem lo pouco o subde-
legado de prozimo nomeado, o Sr. tinento do Ia
linh 1 Joaquim Fabncio em substiluico ao Sr.
Clirisio Leal que fra demiltido ; porque elle
igualmente obrar do accordo com o seu delega-
do e por inslruccOes do seu chefe, envidas do
presidente d3 provincia que teem sido solcitos
em dar as mais enrgicas e acertadas providen-
cias, para que as autoridades se nao deixem le-
var por influencias d'essas ou d'aquellas perso-
nalidades.
E como pois o Sr. Joo Paulo c o celebrrimo
J. Lapa e oulros de lal jaez andam assoalbando
o contrario do que vraos de dizer? IV que os
homens julgam estar cm algum Catuc ou rousa
que se partea, onde a mais simples volitado im-
pera. Cuitados, que innocentes !
O admirado
E' com magoa profunda que vemos o Sr. eom-
mendador Caetano Pinto de Veras, cm defese de
sua honra e repulaco, debater-se com um an-
nimo que apaixonadamenle Ihe aggride de um
modo menos justo e conveniente, tanto mais
quando o aggressor a quera so allude tambem
pessoa que nos merecendo toda a consideraco,
lia igualmente solfrido esses doestos e arguices
menos dignas.
Nesse campo de convicios que lo dignos ca-
valleiros irrefleclidos e improcedentemente se
collocaram, improprio para ellesporque entre
si como entre nos, deve reinar toda o fraiernlda-
de e unio
Elles bem nos comprehendem. Se por ventu-
ra houver entre ambosqualquer divergencia em
polticapoderoo se guerrearen) franca e leal-
mente como trmdos mais nunca cobriudo-se re-
ciprocamente de injurias que nao Ihes assentanj
e nem desapreciaren) as qualidades de cada
ums cora o nico fim de ficar desconceituado
o seu adversario, perante a opiniao.
. Um da l. c.
Publicacoes a pedido.
O abaixo ossignado faz sciente ao publico e
principalmente 00 respeitavcl corpo do commer-
rio que falso o boato que se anda duendo s
afim de desacrediUl-o para com os seus credo-
que se traa e de que dou
pedida a prsenle certido
passei-a 11 esta cidade do rtecife de Pernambuco
em os quairo das do me de setembro de mil
oitoceotoa e sessenta. Eserevi e assignei.
Em fe e testemunho de verdade. O tabllate
merino do registro geral das hypolhecas.An-
tonio da Silca Gusrno Jnior.
Os
moedeiros falsos.
No reinado de Luiz XIV,
pujos criminosos mais in-
significantes do que estes,
foram condemnados a mor-
rer nos carceresde Basiilha.
be a juste.a dos homens sugeila venalidjdu
e quasi sempre deixa impune os verdadeirus cri-
, ramosos, a justica de Deus parecendo ineerta e
: tarda, nao lalha nunca I
II1 doze anuos, pouco mais ou menos, um moe-
deiro falso, que encheu o Brasil inteiro de olas
falsas e realisou um 1 fortuna corossal foi avisado
t de que nina denuncia tinha sido dada contra elle
j e que uma busca rigorosa se ia dar em sua casa'
Lntao linha elle no seo esjriplorio quinhenlos
e tantos contos de res de buhles falsos !
O homem corre ao escrptorio, agarra-se com
urn caiietro que tinha pede-lho que o salve, me-
dnnie ama grossa somma e a promesaa de'uma
mensalidade de quinhenlos mil ris em quanto o
caixeiro vivo f,sse, cora a con lico de que essas
notas seriara postas no seu bah e escrevaninha
e elle eaizeiro partisse sem demora para os Es-'
lados-Unidos.
Assim acontecen. O pobre caixeiro parti, e
eou aos cilios da polica, c do publico tido e
havido por passadorde raoeda falsa.
O verdadeiro criminoso e seus enraolices, esse
tornou-se capitalista, realisou uma 'fortuna de
porlo de tres mil contos e hoje s em um banco
lem 11111 crdito aborto de dous mil contos!
Seus dous cumplices principaes, retiraram-se
da vida miriliraa. porque tendo vinle porcento
das notas que passavam, tambem realisaram uma
boa fortuna, que boje desfruclam em santo ocio "I
O caixeiro, esse l anda de uma cidade dos Es-
ta dos-L'nidos para oulra das Repblicas do Prata.
exilado, e sem poder lavar-se da mancha de"
moedeiro falso.
A fortuna que hoje possue esse verdadeiro
moedeiro Talso foi ganh 1 em lo poneos anuos li-
Citamente no seu escrptorio de commisses? Nao 1
Foi ganha com o dote de 60 contos que Iho trou-
xe soa mulher? Tambem nao !
Foi ganha cora o lucro que Ihe dorara esses
dous navios que elle deu aos doos ce pitaes 3eus
cumplices para-pagarem quando qoiaessem e po-
de sem?- ^
Nao e nor
Foi ganha Ilcitamente com o lucro enorme
das avulladas somatas que o chefe recebedor das
notas fiUas realisou era poneos annos!
A justica divina porm nao dorme, e a hora
do castigo vai latees em breve soar para os ver-
daderos criminosos de lc Moedeiro falso, que de limpies guara livros,
que eras poneos anuos, le constilui'-les hoje em
1 millonario capitalina, e que ornas Opeito com
I essa insignia, que s deve deslinguir o varo mo-
desto e justo, tu que lena vivido sombra pro-
tectora da frondosa arvure da iinnunidade. escuta
e treme.
As carias que lens escripto a leu ex-caixeiro
pediudo-lhe que se conserve sempre firme e quo
na la revele, algumas dolas nao esto em liuenos-
Ayres nem em New-York esto aqu debaixo de
cubera enxula e bem acondicionados. Ilo de
ser em breve publicada e expostas na Praca do
Commercio, para todos verem as provas do
crirne.
O que dirs enlo?
Com que santo te agarrars?
O que dirs quando le provarem que leus cum-
plices foram, e lalvez ainda hoje sejam J. H. M.
A. ex-capitaes de leus barcos"?
O que dirs, quando vires as carias que tens
escripto leu ex-caixeiro, sobre quem lancasles
o crime, para hoje poderes le conservar na po-
sico que galgasles a forca de crimes?
Julgas que por eslares milionario, teres ami-
gos valiosos, a justica dexar do seguir-te os
passos como o faz em Portugal corn esse titular
indigilado pela voz publica como moedeiro falso?
Talvez assim penses. Mas o povo pode seguir
o exemplo de oulros povos, saquear-le e con-
demnar s chammas essa fortuna realisada
custa das lagrimas do povo.
Moedeiro falso, queres ver leu nome estampa-
do as folhs publicas, c toas carias expostas na
Praca onde passas por honrado negocianlel
Has de v-las em breve.
Espera um pouco.
Argot.
[A Sentinella do Poco )
Saudades de Paje.
Oh quanlo sinlo nao ester a par do capilo
Baplista c do seu irmo Cerrera nesta villa do
Flores para ajuda-los na lula nobre e empenha-
da das eleices ; quanlas lembrancas e quintos
desejos em estar corn o digno capilo Beneaicto,
com o capito Marcos e o reverendo padre Ara-
nha para pleitear as eleices de 7 de stlembro !
Ainda me lembro das missas festivas que ajndei
ao padre Marcal, na fazenda do dislinclo coronel
Pedro Pessoa de Siqueira Campos; quem olede-
ra hoje eslar ncsle deleitavel paraso de delicias:
quanlas saudades daquelles amigos Trancse sin-
ceros Mas ah a recordaco do prazer trat
eomsigo de envolia o pezar da affronta que na
sua dignidadn soffreu o distinelo capilo Lucio
pelas (irisos de seus cimbados e sua respeitavcl
sogra na villa de Ouricury. Sirva islo de pro-
testo ao csquerimenio que alguns vem depois.
das desgranas dos amigos. Eu son o
Justicciro Ouricuryense.
Ilabililnra para ser as de paz
1. Nao saberlr.
2. Nao saber escrever.
3. Nao saber fallar.
4 E como consequencla ser perfeitamcoto es-
tpido.
5", Ser selvagem.
6 Ser asquerozo o repelente.
Acharaos que um individuo como temelhantcs
predicados mais que digno de tomar lugar em
uma chapa; o como nao pessamos votar aqu nes-
ta cidade em razo de estarnos qualiftcados em
Paj presentamos o individuo cima.
0 justicciro Ourycuritrte.


(^
MAMO DE PBRKMIBUCO. Ql 1NTX HORA 6 Di SETEMBRO DB VtWO.
Eieico.
I
Joaqun Lucio Monteiro da Franca
declara que nao pretende ncnluira dos
dous. cargos da presente eieico.
AO PUBCICO.
X commisso encarrcgada de dirigir pacifica-
mente a eieico da freguezia do Santo Antonio,
abaixo assignada, convida a todos os cidados
qualificados para que compareci no da 7 de
'setembro pelas nove horas da manha, edecm
os seus votos em cidados dignos do exercicio
de juizes de paz e vereadores
Certa a commisso da adheso e fidclidadc da
materia dos qualificados (se nao da tolalidade
delles.) aos principios polticos que actualmente
dominara, e dos sentimeutos de ordem e paz
que os animara, espera e confia que nenhumfal-
tar, e na mais intima unio e accordo promo-
vero a conquista dos suffragios e o triumpho
legal das chapas, ou combinaro de nomes que
vio abaixo transcriptos.
Ttoga a commisso a todos os seus adiados e
amigos, que nao levem consigo nem bengala,
nem chapeo de sol, o se abstenham de respon-
der as provoraces vrrbaes, evitando assim qual-
quer conflicto, ou assuada e gritara : a ordera
ser mantida, e o governn vigilante como 6, nao
fallar ao seu de.ver de fazer imperar a lei, ser
obedecida a mesa em suas justas e assisadas de-
liberaces ser garantido o voto deposlo na
urna, c afugenlada a anarchia. Podem portauto,
todos ir a matriz, quer velhos, quer fracos, ou
mesmo eslrangeiros naluralisados : a eieico nac
privilegio smente dos homens fortes e vio-
lentos. A constituico do imperio garante iguacs
direilos a todos.
Rccife 5 de setembro de 1860.
Angelo Uenriques da Silva.
Firnno Jos de Olireira.
Antonio Flernard Quinteiro.
Claudino B. Machado.
Joaquim Antonio Cameiro.
Jesnino Ferreira da Silva.
Jl'l/.ES DE PAZ DO Io D1STIUCIO.
Ur. Antonio Kpaminondas de Mello.
Major Antonio Bernardo Quinteiro.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior.
Negociante Joaquim Antonio Carneiro.
2." DISTRICTO.
Dr. Angelo Uenriques da Silva.
Capilo Firmino Jos de Oliveira.
Major Claudino Benicio Machado.
Negocianto Joaquim Francisco Torres Gallindo.
Vbkbabores.
Tenente coronel Manoel Joaquim do Rogo Albu-
querque.
Tcnonte coronel Luiz Francisco de Barros Reg.
RoJolpho Joo Barata Je Al-
meida.
Dr. Angelo Hcnriques da Silva.
Tenente coronel Francisco de Miranda I.eal Sevc.
> Justino Pereira de Parias.
Capilo Jos Cesario de Mello.
Tenente coronel Joaquim Lucio Monlciro da
Franca.
Simplicio Jos de Mello.
Lembramos aos moradores do Io districlo da
freguezia da Boavista o Sr. Dr. Antonio de Vas-
coucello Menezes de Drumond, para juiz de
paz, assim como aos rotantes do municipio du
Rccife o mesmo Sr. Dr. Drumond, para veriador.
O Boa- Vislano.
CHORASTE!
i
T viste so en chorei ? mediste o pranto
Por ddr no pcito, porsolucos d'alma "?
A lagrima da dor mudo canto,
Do loucas maguas a mais viva palma.
Deslisou-se meu pranto como a gota
Do meln'um rio de dncuras cheio ;
l'.speranca de amor quebrou-se rota,
Mas inda vinga n'um vital anecio.
Perpassa a nuvem n'horizonte lindo,
Em breve foge, so respira o vento;
A pus as dores, no leu somno, rindo,
Passa a imogem fugaz do pensamenlo.
Raa a esperanza. rcgoUeja o pranto
Na face de carmina entrada immensa...
Carca d# amoresno fadado canto,
Chorando pouco, me renova a crenca.
Bebo tua alma, das paixoes bera virgens,
Norepassada de amargoso fel;
F.nlouquecido em eterual vertigem.
E-nie la alma urna amphora de mel.
Amphora de amoro teu olhar saudoso
(,'ue lindas luzes no presente espalha !
Por cada eren de passado goso
N'ascc, na vida tua, a branca dhalia....
E l choraste Teu melhor thesouro
Foi revelado no sonhar dos somnos ;
Guarda teu pranlo ; que pedaco d'oiro ;
Troca com prantos dos imperios'thronos 1
Verte-hei anda! Nao lamentes hojo
Os debis thronos de cansado bardo,
Das rosas brancas o sereno foge,
Quando o sol brilha no vreme cardo.
E t choraste Que chorar macio
Nao dcslisou-sc no teu alvo peito,
Colla de melem tormentoso rio,
Crenra de amoresno virgneo leilol
Tambera a lagrima derramei sentida,
E pode o coraco dizer, que amava.
Impetuosocomo o lira da vida.
Como a crtera que despeja a lava I
Nao chores nunca! Volverei sorrindo
A's louras galas de um painel dourado ;
Sou doudo muta, que meus ps ferindo',
Lucio de novo -que luctar baldado I
II
F.is-me a vida passada em desengaos,
Sonhada era flor dos labios do donze'a,
Com as puras gracas dos virgneos annos'.
Como o amor pintado na virgnea tela I
Sua alma vaso d'ambriada ossencia,
Vu que nos venda perennal mystero ;
Reveja um riso seu nobre potencia,
E mais divino do seu porte o imperio I
Abandonei-a, quando, A luz da vida,
A luz de uos olhos concedeu-me encantos r
Viv de urna illuso verde e perdida,
Deixei-lhe, em trocas, o pallore prantos 1
Louco 1 adorei-a, e nos seus ps prostrado
Custou-me as juras virginal sorriso,
Sonhos de amoresventuroso fado.
Bcijci-lhe, em festas, do vestido o friso!
Abandonei-a, quando um novo prisma
Em face quiz ancar-me a eternidade,
Sonhei vida rainha um cataclysma,
Mercadejo inda hoje a mocidode I
Eu adorei-a.que loucura extrema 1
A vida desejei presando a morle,
Eu quera na campa um triste emblema
Em memoria eternal Meu Deus, que sorte I.
Meu amor era o orvalho matutino,
Raio de fogo em note de tormenta,
Placido canto do anafil divino,
Nuvem rosada que caminha lenta___
Peregrino de amorno meu futuro
Cinzelei esperancas de ventura ;
Espero a la na soido, no escuro,
Louco prazerem cada sepultura)
E dos seus olhos decorreram prantos,
Nobres poemas de perfeita ddr;
E eu nao lhe ouvi o ultimo dos cantos,
Cantos sem crencas d'um passado amor I
1860.
Munit Tavares.
2 distado.
Major Jos Francisco do Reg Maia.
Agricultor Jos Cesario de Mello.
Tenente Jos Alfonso do Reg Barros.
Alteres Francisco Jos Alves Gama.
OSCILLAi.AO OA MAKE.
Preamar as 7 h 18' da manha, altura 6.75 p.
Baixaraar a 1 h 42' da tarde, altura 1.0 p.
SONETO.
O/ferecido ao Illm. Sr, Ur. Aprigio Guimuraes
pela sentida morle de kh fiho Aprigio.
Morreu teu caro Aprigio oh dsveotura I
O teu lillin querido asss presado
Em um momenlo (oh ddr) vistes tornado
Em leve p na fria sepultura I
Descarregou a Parca a fouce dura
Contra o peito innocente inda animado
Qual lyrio que em boio se v fexado
Morreu teu caro Aprigio, oh disvenlura 1
Trata teu pranto e dr j de abalar
No corarlo te brada a Dnndade
Em pompa o triste lulo vai mudar
Aprigio s morreu p'ra a humanidado
Sus alma na manso vai desfructar
A existencia immortal da eternidade.
Por um amigo.
Para juizes de paz da freguezia de
Santo Antonio.
1." dislricto.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Propietario Caelano Pinto de Veras.
Major Antonio Bernardo Quinteiro.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior.
2." dislricto.
Capilo FirniinoJo.s de Oliveira. .
Tenente Camello Augusto Ferreira da Silva.
Dr. Angelo Uenriques da Silva.
Capilo Miguel Jos de Almeda Pernambuco.
lu volante.
Para juizes de pa: da freguezia do Recife.
Io districlo.
Padre Jos Leite Pilla Ortiguera.
Capitn, Joo da Silva Faria.
Tenente. Manoel Luiz Goncalves Jnior.
Alteres, Jos Pedro das Neves.
2o dislricto.
Alferes, Ignacio Antonio Borges.
Joo Bemardno de Souza.
Anlonio Uenriques Mafra.
Observatorio do arsenal de marinlia 5 de
tembro de 1860 Vhoas Jumo*.
se-
Mavio enriado no Maranho23 dias, palhabote nacional Novaes,
de 195 toneladas, capilo Joaquim Jos Men-
dos, equipagem 13, carga farinba de mandioca,
arroz c mais gneros : a Joo Francisco da Sil-
va Novaes.
Navios sahidos no mesmo din.
Macei o porlos intermediosVapor nacional
Pertftunga,conaraafldanle Manoel joaquim Lo-
bato,
AcararHiate Nacional Sobralense.capito Fran-
cisco Jos da Silva Ratlis, carga varios g-
neros.
Editaes.
Eetevo Jorge Baplista.
Por um Volante.
PARA JUIZES DE PAZ.
Io dislricto.
Dr. Antonio Epaminondas de Millo.
Despachante Joaquim Aulonio Carneiro.
Major Anlonio Bernardo Quinteiro.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior.
2o districlo.
Dr. Angelo Uenriques da Silva.
Capilo Firmino Jos de Oliveira.
Major Claudino Benicio Machado.
Alteres Joaquim F'ranciscode Torres Gallindo.
VEREADORES.
Baro de Muribeca.
Manoel Joaquim do Reg Albuqucrquc.
Luiz Francisco do llego Barros.
Dr. Angelo Henriqni'S da Silva.
Simplicio Jos de Mello.
Justino Pereira de Faria.
Jos Cesario do Itego.
Rodulpho Joo Barata de Almeda.
Antonio Jos do Oliveira.
(Chapa da freguezia de Sanio Antonio, approvada
pela reunio do partido conservador).
COJIERBO.
Alfandega.
Rendiraento do da 1 a i .
dem Jo dia 5.....
50.258799
13.I91j9.l9
63.50J748
Movlruento da "alfandesra
155
367
Volumns entrados com fazendas
com gneros.
Volumes salados cora fazendas
com gneros
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, manda fazer publico, que fica por ora sus-
penso o pagamento das prestacoes devidas aos
arrematantes de obras publicas, em apolices, at
ulterior deliheraco do Exra. Sr. presidente da
provincia.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria rovincial de Per-
nambuco 3 de setembro de 1860.O secretario,
Anlonio Ferreira d'AnnunciaQo.
Acamara municipal desia cidade manda
publicar, para conhecimento dos seus municipes,
afim de que seja observada a postura abaixo
transcripta, que foi approvada provisoriamenle
pelo Exm. presidente da provincia, em dala de
24 do corrente.
Paco da cmara municipal do Recite em sesso
de 27 de agosto de 1860. -Gustavo Jos do Reg,
pro-presideule.Manoel Ferreira Accioli, sacre-
tario.
Quarla seceo. Palacio do governo de Per-
nambuco em 2i de agosto de 1860.
0 presidente da provincia, tendo em vista o
que representen a cmara municipal do Recite
em ofticio de 22 do corrente sob n. 78, resolve
approvar provisoriamente o seguinte arligo de
postura :
Arligo nicoNinguera poder conduzir cal
pelas ras da cidade, e estradas do municipio,
sem ser coberla de maneira que o vento a nao
espalhe : os infractores solTrero a mulla de 10$,
a qual ser dobrada na reincidencia.Ambrosio
Leilo da Cunha.Conforme Antonio Leite de
Pinho.
Secretara do governo de Pernambuco, 31 do
agosto de 1860.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, manda
publicsr para conhecimento de quem possa inte-
ressar, que o Exm. Sr. ministro da fazenda, leu-
do ordenado a thesouraria de fazenda desta pro-
vincia que proceda a subsiituico das notas de
20SU0O res da 4a eslampa, papel' branco, decla-
ru ero aviso de 13 do correle, que esla subs-
iituico ter logar no lempo que decorrer de
agora at o fim de abril do anuo prximo futu-
ro, comecando do Io de maio seguinte, o prazo
de 10 mezes para o descont mensal de 10 por
0|0 no valor de taes olas.
O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
Pela subdelegada oa freguezia da Boa-Vis-
ta acha-se recolhido a casa de detenerte o escravo
Joaquim, que diz perlcncer a Jos Xavier Br-
relo, lavrador do engenho Estiva. Subdelegada
da Boa-Vista 3 de setembro de 1860.O subdele-
gado supplente, Maciel Monteiro.
Pela administradlo do correio de Pernam-
buco se faz publico, que era conformidade do de-
creto n. 787 de 15 de msio de 1851 e respectivas
insirucc,6es, leve hoje lugar o processo da aber-
tura das cartas atrasadas perlenceiites ao mez de
agosto de 1859, condemnadas a consummo pelo
art. 138 do regulamento geral dos correios de 21
de dezcmbto de 1844 ; assistio ao dito processo
o Sr. negociante Manoel Alvos Guerra.
Desta abertura resultou acharem-se somente
urna carta com documento descripto era livro
para esse fim destinado, leando recolhida con-
venientemente para ser entreguo a quem de di-
reilo pertencer.
Urna carta de Antonio Jos, de Freitas da cida-
de do Aracaty, para Fonseca & Silva, com urna
letra.
Per ultimo procedeu-sc a queima das oulras
cartas, que nao encerrarara dinheiro ou docu-
mentos, de que se lavrou o respectivo termo que
o que se segu. Administrado do correio de
Pernambuco, 4 de setembro de 1860.
Termo de consummo das carias atrazadas per-
tencentes ao me: de agosto de 1859.
Aos 4 dias do mez de setembro de 1860, nesta
administrado do correio, s 11 horas da raanha
estando presente os Srs. adminislrador Domingos
dos Passos Miranda e mais ernpregados abaixo
assignados, procedeu-se em virtude do art 138
do regulamento dos correios do 21 de dezembro
de 1844, a consummo do 95 cartas selladas, 179
nao selladas, ni iraporlancia de 28J800, como
consta da factura, cuja importancia vai descar-
regada nesta data ao respectivo thesoureiro.
E para constar lavrou-se este termo em que
assignou o administrador o thesoureiro Domin-
gos dos Passos Miranda.
Eu Francisco Simes da Silva, ajudante e con-
tador o escrevi.
Osofficiaes papelistas, Ismael Amavel Gomes
da Silva.Eduardo Firmino da Silva.Luiz de
Franca de Oliveira Lima.Pralicante, Vicente
Ferreira da Porcuncula.Porteiro, Manoel Ma-
rinho de Souza Pimenlel.
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recite, manda fa-
zer publico s pessoas que arremalaram as ren-
das das casas do patrimonio da mesraa Santa
Casa, no triennio a contar do primeiro de julho
do crreme anno a 30 de junho de 1863. o que
os fiadores anda nao assignaram os respectivos
termos, que o devem fazer no prazo de 15 dias,
conlados desta data, sob pena de se proceder a
nova arrematarlo.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 5 de setembro de 186u.O esenvao, Fran-
cisco Antonio Cavalcanti Coussciro.
A junta administrativa da irmaudade da
Santa Casa da Misericordia do Rccife, manda fa-
zer publico, para conhecimento de quem possa
interessar, que est resolvida a fazer cumprir
exactamente as condcoes dos contratos de ar-
rendndolo dos predios do patrimonio da mes-
ma Sania Casa, e para que em lempo algum se
allegue ignorancia, manda publicar as referidas
condices, que sao as seguntes :
I.* Que o arrematante ou rendeiro ser obri-
gado a pagar o pre^o do seu contrato por quarteis
vencidos.
2.a Que nao poder sublocar a casa ou parte
della sem lcenQa por despacho da junta, sob
pena de ficar de nenhum effeilo o contrato e pro-
ceder-se a nova arrematarlo,
3.a Que o arrematante ou rendeiro ser obri-
gado a conservar seropre om bom oslado o pre-
dio, sob pen8 de pagar as perdas e damnos, qua
Iho forem atlrbuidas; devendo enlrega-lo de
mesma maneira que o rereber.
4.a Que nao cumprindo em parte ou no todo as
condiQes do contrato se tornar nulo e de ne-
nhum vigor ; Picando salvo a junta o dreilo de
haver do contratante ou do seu fiador, como rae-
Ihos lhe convicras perdas e damnos que ao pre-
dio causarem c as rendas que estiverem vencidas.
Secretaria da Sania Casa da Misericordia do
Rccife, 4 de setembro de 1860.O escrivo, Fran-
cisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimente
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes :
Para os recrutas do 9. batlho de infanlaria.
Brim branco para 16 calcas, varas 40 ; algo-
dozinho para 16 camisas, varas 40 ; esleirs 16 ;
grvalas 16 ; mantas de la 16
Para provimenlo do arsenal de guerra.
Velas estearinas, libras 100 ; pennas d'aco in-
glezas caixas 13 ; caivetes de aparar pennas 7 ;
espanadores de pennas 2 ; pancllas de ferro es-
tanhado de n. 3, 1 ; chaleira de ferro estanhado
den. 6, |.
Para o hospital militar.
8 arrobas de assucar refinado da primeira qua-
lidade.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretara do
conselho s 10 horas da manha do da 14 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 5 de
setembro de 1860.
Bento los Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronol vogal secretario interino.
feita com toda perfeicSo e madeirai to-
das esculla das, a casa tem um grande
terreno nos fundos que se presta para
novas edicacQev, os pretendentes pode-
r8o procurar a chave em mao do agente
cima afim de examina lo : quinta- fea a
6 do corrente as 11 horas em ponto,
na mesma casa cima.
Avisos diversos.
Declarares.
------522
255
295
------550
Descarregam hoje 6 de selembro.
Barca inglesaBoavista carvo e ferro.
Barca inglezaDyssoncarvo.
Barca inglezaPalmathafazendas. '
Brigue inglezMeaestrelidem.
Barca inglezaElizabacalho.
Brigue inglezEaglccerveja.
Patacho inglezOward bacalho e taboado.
Barra francezaBerthequeijos e batatas.
Barca americanaUniao familia de trigo.
Barca americanaCuiden Hornatroz e rotim.
Patacho porluguez Promplido diversos g-
neros.
Barca porluguezaGratidodiversos generas,
Palhabote americanoOramfarinha de Irgo.
Polaca hespanholaNoeva Carlotavinho.
Importa cao.
Escuna hollatideza Atnlaule, rinda de Trieste,
consignada a Saunders Brolhers & G., manifes-
tou o seguinte:
1,360 barricas farinha de trigo, 100 cunheles
aro, 6 volumes quadros; aos mesrans.
Barca ingleza Dyson, viada de Troom, ma-
nifestou o seguinte:
42'.) toneladas carvo de pedra ; Scoll Wil-
son & C.
Palacho nacional Bom Jess, vindo do Rio
Grande do Sul, consignado a Bartholomeu Lou- I
renco, manifeslou o seguinte:
8,770 arrobas de carne de charque, 147 ditas I
de sebo em 'ama, 493 ditas de dito em pes, 40:
couros vaccun, seceos ; ordem.
Consulado geral.
Rendimentododia Ia4. 1004a(10
dem do dia ....... 870;J478!
1:874 j888
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a 4 61:820
dem do dia 5....... 11*250
738070
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 5 de setembro de I8fiO
Genova Escuna sarda Amission, Basto & Le-
mos, 600couros salgados.
Rio da Prata Patacho hollandez Eduard, A.
Irmo3, 368 barricas assucar branco.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendinieuto do dia 1 a 4 1:6768*>8
dem do dia 5....... 1:2933-150
2:970d00S
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 1 a 4 .
dem do dia 5......
2:2095390
797ff268
3:006g658
Movimento do porto.
Para juizes de paz do Poco.
1 dislricto.
Dr. Jos Bernardo Galvao Alcoforado.
Major Francisco Duarle Coelho.
Dito Jos Theodoro de Sena.
Capitiio Francisco de Paula do Reg Barros.
OS C a. - S ce O p S 1 Horas 1
W w o -i c B 3 s e v> Atmotphera
* Direcco. te H O
5* so IB o 1 Intensidade 1
?a Mi r.-. P Centgrado. H K O O
s 00 hS O OD- O GO o i Reaumur.
te <0 i'. Fahrenheit
o sO -4 o 00 ** r&i Hygrometr .
-j --> 00 Barmetro l
c
I
V.

<
2 >
a
a
i s
g s
A oolte clara com alguna nevoeiros, vento SE,
Yt'io para 0 terral c assim amaobeceu.
Correio geral.
Relagao das cartas seguras existentes na admi-
nistracao do correio desta cidade para 09senho-
res abaixo declarados :
Antonio Luiz Goncalves Ferreira.
Goncalo da Silva Porte.
Joaquim Hara da Cruz Rocha.
Joao Jos do Monte Jnior.
Jos Carlos Teixeira.
Jos Joaquim Domingues Carneiro.
Levino Pinto Branda.
Simao Velho de Moura Coitinho. (2)
Vicente Severiano Duarle.
O novo banco de
Pernambuco repeteo a^i-
so que fez para serem re-
colhida s desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,oo o da
emissao do banco.
Pela subdelegica de S. Jos, acha-so re-
colhido a casa de delencio urna crioulinha que
representa ler 13 a 14 annos deidsde.e dizcha-
mar-se Zefcrina, a qual foi encontrada s 2 ho-
ras da manhaa do dia 31 de agoste lindo, vagan-
do pela ra do Ter^o, nao sabe ou nao quer de-
clarar quem seja seu senhor: quem se julgar
com dlreito a mesma compareca na referida sub-
delegada munido do competente Ululo para lhe
ser entregue. Subdelegacia do S. Jos do Re-
cite Io de setembro de 1860.Jos Antonio Pinto.
Portara.
Directora geral da inslrucco publica de Per-
nambuco 28 de agosto de 1860.
O director geral interino da inslruccSo publica,
ouvdo o conselho director em sessao de 25 do
corrente, e de conformidade rom o dsposlo na
lei regulamenlar n. 369 de 11 de maio de 1855,
considera incursos no art. 99 da citada lei, os
professores e professorasparticulares abaixo men
cionados, e como laes sujeilos apagar a multa de
Cincoenta mil res cada um, par nao lercm na
forma da referida lei e das instrucQes de 11 de
junho de 1859, se habilitado com o exame de
verilicacao de capacidade professional dentro do
praso de seis mezes, marcado no edilal de 15 de
oulubro do auno passado ; devendo cada um dos
referidos professores e professora rccolher a ihe-
souraria da fazenda provincial a mencionada
quantia do cincoenta mil ris, dentro do praso
de trinla diasco ntados da dala desta ; dudo o
qual ser.io as mesraas mullas cobradas execnli-
vamente, como se pratica, com a divida activa
provincial proveniente dos impostes.
Jos Soares de Azeaedo
Director geral interino.
Professores e professoras a que se refere a por
laria supra" :
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Bernardino de Souza Peixe
Joo Jos Vieira de Barros
Padre Vicente Ferrer de Albuquerquo
Joo Augusto de Vasconcello Leilo
Vilo Antonio do Sacramento Pessoa
Padre Manoel Adriano de Albnquerque Mello
Victoriano Anlonio Muniz
Padre Joaquim Jos de Farias
Joaquim Jos Balmacedo
Frai cisco Jos das Chagss
Manoel Jos de Faiias Simes
Manoel Francisco Pereira
Manoel da Silva Cont
Antonio da Cosa Lima
Tiburtino Floriano de Carvalho
Manoel Furlado da Cosa Tico
Joaquim Jos Florencio de Moura
Eslevo Pinlo de Moraes
Jos Correia Paz
Anlonio Benio Pinheiro
Joaquim Bellarmno de Millo
Joaquim Jos de Araujo
Severiano Marlyr Vieira
Anlonio Jo< Coelho de Queiroz
Jos Ramos de Vas^oncellos
Theodoro da Cruz Cordeiro
D. Josepha Mara do E*pirilo-Sanlo
D. Candida Balbina da Rocha
D. Urbana Angella de Lima
D. Maria Seraphina Vieira
D. Ira da Cunha Leite
D. Vicencia Maria do Carino Cezar
D. Anna Ferreira da Silva
D. Maria de Nazarelh Augusta
D. Joaquina Lourenga da Conceiijo Lima
D. Amalia Vicencia do Espirito-Santo
D. Joanna Rosa da Trindade
D. Luiza Annes de Andrade Lial
D. Francisca Maria do Rozario
D. Maria Severioa do Monte Souza
D. Maria Eugenia Ferreira
D. Elena dos Santos Pinheiro
D. Maria Joaquina do Paraso
D. Emilia Fausta do Menna Costa
D. Thereza Guilhermina de Carvalho
D. Anna Maria da Conceico Nepomuccno
D. Francisca de Assis Domingues Carneiro
P. Berlina Carolina Cezar Galvao.
Secretaria da inslrucco publica de Pernam-
buco 28 de agosto de 1860
O secretario interino *\
Salvatfor Uenriques de Albuqutrgm
TIIEATRO DE S. ISABEL.
C0.HP.IMII1 LRICA DE OIRININGELI
RECITA. EXTRAORDINARIA
Sexta feira 7 de setembro
Annivcrsario da independencia do Brasil.
Dia de grande gala
Logo que S. Exc. oSr. presidente da provincia apparecor na tribuna, cantar-se-ha o tiymno
nacional, e em seguida represenlar-seha a graude opera era tres acios de Donizelii:
iftM un
Os bilheles vendera-se como de coslume.
Sendo preferido os senhores assignantes al ao raeio dia do dia 6.
THEATRO
DE
Beneficio do actor Carvalho.
DOMINGO. 9 DE SETEMBRO DE 1860.
Reentrada do actor Antonio Jorge,
extra do joven Cardoso.
A chogada de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia os Srs. professores, da orcheslra execula-
rao um excellenteouverlura, linda a qual, subir
pela primeira vez secna nesta provincia o novo
drama em3 actos, intitulado :
JOS 1ELHAC0
ou
0 ALICIADOR DA ESCLAVATURA
BRANCA.
PERSONAGEXS.
Jos vclhado......o beneficiado.
Luiz do Campanario. O Sr. Cardoso.
Anlonio Prudente O Sr. Srkiner.
O vigario........O Sr. Jorge.
Joaquim........o Sr. Lisboa.
Joaninha........d Francisca.
Maria das Dores.....D. Julia.
A scena passa-se na ilha da Madeira em 185..
Seguir-se-ba pelo Sr. Sckiner e D. Francisca,
o engracado duelo :
A PANELLA DOS FfilTIQOS.
do qual represenlar-se-ha a engracada
por j ler a maior parte da carga prompla ; para
o resto e passngeiros, trata-seno Passeo Publico
n. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, cora Pereira &
Valenle.
Cear.
Segu com Bonita brevidade o palhabote San-
ta Cruz : para o resto da carga trata-se ao lado
do Corpo Sanio n. 25.
Aracaty.
Sahe com brevidade o hiate Dous Irmos, por
j ter parte da carga : para o resto Irata-so com
Martins & Irmao, ra da Madre de Deus n. 2.
Bahia9
Segu para a Bahia em poucos diis o palha-
bote Dous Amigos para alguma carga miu-
da que anda pode receber, trata-se com o seu
consignatario Francisco L. O. Azevcdo na ruada
Madre de Dos n. 12.
Em o dia 1 do corrente evadio-sc do en
genbo Cachang da freguezia da Escada, o es-
cravo de nome Jos, cora os signaos seguintes :
crioulo, eflr fula, cabello nao muito carapinhado,
tem falla de denles na frente, olhos pequeos,
estatura regular, secco, pernas Anas, de idado do
24 annos, pouco mais ou menos : fugio (erando
urna corrente ao pesclo; tem marcas de casti-
go as nadegas e talvez tambem as tenha na9
costas : quem o apprehendr ou delle der noti-
cia, dirija-so ao mesmo engenho a fallar com
Mauricio Xavier Carneiro da Cunha, ou nesta
prafa com o Sr. Joo Xavier Carneiro da Cunha,
no largo da matriz de Santo Antonio, que ser ge-
nerosamente recompensado.
Pelo juizo dos feitos da fazenda provincial
se ha de arrematar em hasta publica, a quera
mais der. Ondosos dias da lei, osbens seguintes :
Urna casa terrea na ra do Bom Costo, fregue-
zia dos Afogados n. 19, tendo 18 palmos de fren-
te e 50 de fundo, pequeo quintal em aberto e
em chaos foreiros, avahada em 50tf.
Oulra casa na mesma ra e freguezia n. 21,
tendo 18 palmos de frente e 50 de fundo, quintal
cm aberto e chaos foreiros. avalada em 50?}. Cu-
Jas casas foram penhoradas por execuco da fa-
zenda provincial contraes herdeiros de Joaquim
Caelano da Luz.
Urna casa de lapa na ra do Motocolomb, fre-
guezia dos Afogados n. 64 A, lendo 25 palmos do
frenlc e 32 de eomprimenlo, com coztiha na sala
ao denlro, em chaos foreiros e em mo estado,
avaliada em 708. Cuja casa foi penhorada por
exeeucao da fazenda provincial contra Jos Alves.
A renda annual da casa na Passagem da Mag-
dalena n. 24, com 2 sala?, 4 quartos, 1 despensa,
cozinha fra, cacimba e differenles arvoredos do
fructos, avada era 1508. -Cuja renda foi pe-
nhorada por exeeucao da fazenda provincial con-
tra Antonio Joaquim de Mello.
A renda animal da casa terrea na ra do No-
gueira n. 14, com 2 salas, 3 quartos. cozinha f-
ra, quintal murado, cacimba mceira, avistado
mo estado foi avaliada em 100$. Cuja reda fui
penhorada por exeeucao da fazenda provincial
conlra os herdeiros de" Maria Thereza de Jess.
O rendimenlo annual de urna casa cora peque-
no silio na ra dos Pocos n 30, com suncienle
coramodo para pequea familia, e em mo esla-
do, avaliado em 72^. Cojos rendimentos foram
penhorados por exeeucao da fazenda provincial
contra os herdeiros de" Joo Baptisla de Souza
Lemos.
A renda annual da casa terrea, sita no lugar
denomina io Sanl'Anna de dentro, treguezia do
Toco da Panella n. 32, tendo 20 palmos de fren-
te e54 de fundo, cozinha fra, quintal murado o
lelhero, avaliada a dila renda em 96g.
A renda annual da outra casa terrea sita no
mesmo lugar e na mesma fresuezia ariraa n. 33,
tendo 20 i-almos de frente e 54 de fundo, cozinha
fra, quintal murado o lelhero. avaliada a dita
renda em 9G#. Cujas rendas foram penhoradas
por exeeucao da fazenda provincial contra os
herdeiros do padre Manoel Themoleo.
Os prctendenles comparecain no dia 6 do cr-
reme mez de setembro, as 10 horas da manha,
na sala das audiencias, que a ultima prac,a.
Manoel Pereira Lamego vai ao serio do
Cear buscar sua familia e dexe por seus pro-
curadores os Srs. Jos de Aquino Fonseca, An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo e lenente-coro-
nel Rodolplio loSo Barala de Alraeida. Recite
3 de setembro de 1860
D-se a juros com hypolheca em bens do
raiz, a quanlia de 5O0J00O*: quem precisar an-
nunce.
Offerece-se urna mulher para ama de ho-
rnera solleiro ou casado com pouca familia : na
ra Augusta n. 67.
O procurador do Sr. Dr. Pedro Bezerra Fc-
reira de Araujo Bellro, mudou-se para a ra
Augnsta n. 94
Arrenda-se ou aluga-se o sitio da porla
d'agua no Monteim, o qual tem grande e excel-
I e u le casa de viren da, espacosa estribara e co-
cheira, e casa para fetor, bom pomar c baixa pa-
ra capim, e cercado para vaccas : quem preten-
der, dirija-se quclle sitio paaa examina-lo : Ira-
la-se na cambua do Carmo n. 8, segundo andar.
ATTEi\(A0.
Para scienciado Exm. Sr.
presidente da provin-
cia e do Illm. Sr. chefe
de polica.
Art. 101. Solicitar, usando de proeessos, de
' recompensas ou de ameacas de algum mal, para
! que as eleiQes para senadores.... ou das cmaras
! municipaes, juizes de paz o quaesquer nutros
ernpregados electivos, recaiam ou deixem de re-
0 palhabote Santo Amaro segu com brev- ; cahir era determinadas pessoas, ou para esse fim
Acarac.
Depois
comedia :
tCUniMIM.
Actores : D. Francisca D. Julia, Jorge, Cardoso,
Sckiner e Lisboa ; seguir-so-ha pelo joven Per-
nambucano alguns volleios sobre a corda frouxa,
e rematar o espectculo com um monologo de
gratido ao publico pernambucaoo.
O resto dos bilhetes eslo venda no escripto-
rio do thealro.
Siilao do Apollo.
dade : a tratar no largo do Corpo Santo n. 25.
Para Lisboa sahe imprelervelmenlo al o
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ler parte
de seu carregjmenio promplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija -se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Kecite, escriplorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo tem a sahir at o fim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carregarou
ir de passagem, para o que tem excellentes cora-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriplorio de Manoel Jnaiuim
Ramos e Silva.

Sexta-feira 7 e sabbado
corrate.
8 do
P
}
Annivcrsario da independencia do
imperio.
s 9 horas da noite.
Alcm do baile do coslume, os intervallos serao
preenchidos pela forma seguinte :
Primeira parte.
Grande baile dirigido pelo meslre sala.
QUADROS VIVOS AO NATURAL.
1. O acampamento da Crimea.
2. A tomada da torro de Malaceff.
3. o 4. Sao todos extrahidos do drama a Gra-
ca de Deus.
A banda da msica marcial tocar na abertura
o hymno da independencia, c depois urna linda
symphonia.
Em consequencia de nao se poder marcar os
intervallos, em todas as occasies que se livcr
de dansar, o meslre .ala annuncia-lo-ha por lo-
que de campainha.
No dia 8 o espectculo ser variado conforme
couber no possivel.
Entrada para homens 2#000, para senhoras
gratis.
Avisos martimos.
Aracaty pelo Ass.
Segu com a maior brevidade o hiate Gralido
Riode Janeiro,
a barca nacional Clemcntina sahe cora brevi-
dade : para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com Guilherme Carvalho & C," na ra do
Torres.
Para a Parahiba segu a barcada Dous de
Julho, meslre Joo Pedro da Silva : para carga,
a enlender-se com Joo Jos da Cunha Lages, na
ra da Cruz n. 15, segundo andar, ou com o mes-
lre no trapiche do algndo.
Leiles.
LEILAO
DE
Tasso Irmaosfazem leilo por inlervencao do
agente Uchoa e por conta e risco de quem per-
tencer de cerca de 100 saceos com caf do Rio,
desembarcado ltimamente : no caes do Apollo
defronle da ponte nova no dia 6 do corrente s
11 horas da manha.
Un sobrado.
O agente HyPF''t0 aytomado pelo
Sr. vice cnsul da Hespanha, por or-
dem dos herdeiros de Vicente Rosas e
Maria Rosa de Rosas fara' leilo de um
sobrado de um andar com sotao na ra
do Pires n. I i, acabada de um anno e
comprar ou vender votos. Penas de pnsao por
3 a 9 mezes, e de mulla correspondente meta-
de do lempo, bem assim da perda do empregose
delle se liver servido para commelter o crime.
jCod.Crim. Til. 3.
Pergunta-se se estando ameacados de soffrerem
na companhia os guardas nacionaes de Beberibe,
; que nao volarem pela chapa... que lhes impos-
ta ; e bem assim se o inspector do quarteiro
respectivo, que se acha envolvido as eleices,
. prometiendo e dando dinheiro a alguns (por or-
dem de...) para volarem com elle, lem ou nao
commellido o crime previsto, e incurso as pc-
| as do referido artigo do cdigo criminal ? Dc-
; seja saber, e espera a syndicancia do facto oc-
corrido.O juiz de paz recusado.... e reconci-
liado.
Attenco.
O abaixo assignado faz scienle qessoa que o
procurou para hypothecar a propriedade sila no
bairro da Boa-Vista, que lenha a bondade do
procura-lo nesta lypographia as 9 horas da ma-
nha ou as 3 da tarde ; ou no pateo do Terco,
loja de ourives n. tO.
Joaquim Cavalcanle do Reg Barros.
Attenco.
i
Pracisa-se alagar um sobrado de um andar ou
de dous, em bem estado, com quintal, nos bair-
ros da Boa-Vista c Sanio Anlonio : quem o liver
dirija-se a ra do Crespo n.25.
No dia 16 de agosto do corrente anno fugio
o prelo de nome Severo, criaulo. estatura regu-
lar, cor preta feicoes compridas, boa figura,
olhos vermelhos, com urna costura na barriga no
lado dreilo de urna facada : quera o pegar, diri-
ja-se a ra de Horlas n 86, ou a loja de cera da
ra do Cabug, quo ser gratificado.
Quem annunciou querer 800g a juros com
hypotheca em urna escrava, dirija-se a ra Au-
gusta, casa n. 84 ; assim como os que querem
300$ e 200$ como annuneiarara.
No dia 11 de setembro, pelas 11 horas da
manha, na audiencia do Sr. Dr. juiz deorphos,
se ha de arrematar a quem mais der por arren-
daroento do sobrado de dous andares n. 47, sito
na ra Nora, qne ser a ultima prac.a : quem pre-
tende-la, poder apresentar-se no referido dia e
hora na casa das audiencias.
Perden-se da praca da Boa-Visla al o
Manguinho urna porlinhola de um carro ameri-
cano com chave e virola de metal branco : quem
achou leve a botica do Sr. Gsmeiro, ou ao rece-
bedor da barreira do Mcnguinho, que ser gene-
rosamente recompensado.
No dia 3 do correte entregou o abaixo as-
signado a um prelo 10 cairas rom charutos no
armazcm do Sr. Frencisco Guedes de Araujo para
as levar sua taberna, e como nao fosse anda
ditas entregue, e supponha que o dito preto as
tenha eniregado em outra taberna por engao,
roga a pessoa que as tenha recebido Ih'as resli-
tua na sua taberna da ra da Guia n. 9.
Joo Francisco de Souza.
Convida-se a lodos os cidados volantes, e
alliados do governo actual, ou conservadores, a
comparecerem hoje 6 as 5 1|2 horas da larde,
para que fiquera scientes das nllimas medidas e
resoluces lomadas sobre as eleigoes; no paleo
do Carmo o. 9, primeiro andar.


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 6 DE SETEMBRO DE 1860.
Aluga-se um grande armazem, proprio para
qualquer eslabelecimento, na ra do Rangel n.
62 : a tratar na pateo de S. Pedro n. 6.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz n.
29, com sahida para a ra dos Tanoeiros : a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
CoIlegiodoBomConselho
ruada Aurora n 26.
Precisa-so de urna pessoa de boa conducta pa-
ra occupar o lugar de porteiro desle estabeleci-
mcnto: a tratar com o director do mes mu colle-
gio a qualquer hora do dia.
Precisa-so de 800J a premio por lempo de
um anno, datido-se por garanta hypotheca em
urna cscrava crioula e moca: quem o tiver e
quizer dar annuncie para ser procurado.
Aluga-S3 um sitio na Capunga na principa
ra quevai em dircitura as casas da viuva Las-
ser, cora urna grande casa com bastantes cora-
modos, muito fresca e arcjada : a tratar na ra
do Livramento n. 33, loja.
Estas pennas de differentes lualidades, So fa-
bricadas de aro de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de
eltra. Precolj>y00 c8da caixa e pennas de ouro
telo mesrao autor com pona de diamante, que
crem a grande vanlagem de nao estar sujeas a
crear fcrrugem e conservndose bem limpasso
de duraQo infinita, deposito em casa dos Srs.
Ruedes & Goncalves ra da Cadeia n. 7.
Domingos Moreira da Rosa, Portuguez, re-
tira-se para o Rio Grande do Sul.
Dentista de Pars.i
15 Ra Nova15
Frederico Gaulier, cirurgio dentista,
az todas as operaooe da suaarte e col- j
oca dcntes arlificiaes, ludo com a supe-
rioridade e perfeicao que as pessoas en- fg
tendidas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios ele. rs>
O Sr. S. F. Silva, morador na cidade do
P.to Formoso, lenha a bondade de vir tirar os pe-
nhores que existem na ra do Cabug n. i, no
prazo do vititc dias, (indos os quacs sero vendi-
dos para pagamento. Rccife, 4 de selembro de
1S60.
Recreio Litterario e
neficentc
Deordemdo Sr. presidente effeclivo, convido
por este, a todos os senhores socios installadorcs
a coirpareccrom sabbado 8 do corrento, as 9 ho-
ras em ponto, na sala das sessoes, afim de to-
marem posse dos lugares para que foram eleitos |
aquellos senhores socios que o nao lizoram na
ultima sesso, e de Iratar-M de negocios que
muito interessam a mesma sociedade.
Secretaria da sociedade Recreio Liltererio e
Beneficeule 4 de selembro de 1860.
Scsoslris Silvio do Moraes Sarment,
1. secretario.
Deseja-se fallar ao Sr. Jos Miguel de Oli-
veira Beraldo, o qual h*ija de annunciar sua mo-
rada.
Roga-se ao Sr. Luiz Bernardino da Costa o
favor de dingir-se ao largo do Corpo Santo ar-
mazem n. 6, a negocio de seu nleresse.
James B. B. Spears, engenheiro, vai ao Rio
Grande do Norte trata de seus negocios.
Manoel Francisco Brdalo, subdito Portu-
guez retira-se para fora da provincia.
t^uein tiver um sitio, perto ou
ionge desta cidade, com tanto que ten ha
casa de vivenda, arvoret de fructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o quena alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa ti rrea nu-
mero 33.
Aluga-se um bom silio, com boa casa de
vivenda e arvoredosde fructos, trras de planta-
gao e bom poco d'aua de beber, o oulros com-
modos que s vendo-se, na Iravessa dos Reme-!
dios onde tem duas macaibeiras no portao :
tratar no mesmo.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia precisa-se fallar ao Sr. Jos Anlouio Ri-
I beiro de Freilas.
)0- I Na livraria n, G e 8 da praca da
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
f&\
Gravador e
rador.
dou-
Grava-se e doura-se em marroore lettras pro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciante aprsenla seus Irabalhos
nos tmulos dos Illms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tasso e em oulros oais ra da Caixa
i d'Agua n. 52.
COM ANUA
m Londres
mu.
A. empreza da illummacao a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocaram candieiro* de gaz em seus casas, e aos que prettn-
dem ainda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de v-
dro para I#500, 2f e 2$500 os mais finos que se pode fabricar, os pi ten-
dentes acliarao no armazem da ra do Imperador n. 51, um comple-
to sortitnento a sua escollia, assim como candieiros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gostos variades e do melhor que se pode de-
sojar. Rostron Rooker & C,
Agentes.
APPOVAJiO E AlTORISAjAO
DA
' Estabelecida
CAPITAL
Cinco uiU\\oee de 'Abras
siev'Wnas.
Saunders Brothers & C. tetn a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
cajas, e a quem mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
i fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
: cobertos de telha, c igualmente sobre os objectos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
%mM$m&m mmm tt agiese
DENTISTA |
PEUMAMBCCO-
3Ra estreita do Rosario-3 8
Francisco Piulo Ozorio continua a col- j&
locar denles artificiaes tanto por raeio Jg
de molas como pela presso do ar, nao *j
recebe paga alguma sem que as obras J
nao fquem a vontade de seus dono., jif
tem pozes e outras preparaeoes as mais S
acreditadas para conser"aoo da bocea ||j
Sncra-se sobre a B lita : em de casa
kwrigbl& C, ra da Cruz n bi.
DENTISTA FRANCEZ. 3
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <
* rangeiraa 15. Na mesma casa tem agua e "
J po deiiliico.
XXXXXXXXXXXXxXXXXXXXXXXXX
CASA LLSO-BUVSLEIUA.
Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenles ac-
commodagoes para muito raaior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
, branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitmosla capital; continua a prestar-lhe.'seus
serviros e bous ofcios guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
{ paiz, etc.: alm do portuguez e do nslez falla-se
na casa o he.sDanhol e Francs.
Aluga-se um* boo esa de dous andares e
isotao.com excellenles commodos para grande
, familia, com silio e alguns arvoredos de fructo,
, com baixa para espito que sustenta bem 3 caval-
I los pelo verao, esliibaria para 2 cavallos, casa
mmmzmm mmm mmm, commisso
- o
=3
3
* oo Q> o
* S
O O O
o o o o
o o o 3
Ar-
DE
DE
ESCRAVOS
Ncsla casa
vendidos
2,
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
receben)-so escravos para serem
por commissiio por conta de seus se-
utiores. Afianca-seobom tratamenlo assim como
y as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
| inores nao soflrerem empale na venda delles.
Aesia casa ha sempre para vender escravos do
amrenles idadesde ambos os scxos.com habili-
dades e sem ellas.
m
i
^* 0 Sr. Joaquim Alves Conti
queira ir como se lhe tem pedido por
vezes ruada Cadeia do Recite n. 23.
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Lrna pessoa de escripturacao commercia
olTerece-se a fj/er qualquer escupa com toda a
perfeicao e celeridade : na ra do Queimado, loja
de fazeodas n. 34, se dir quem 6. Na mesma
loja se dir quem vende um piano de boas rozos
proprio para quem quizer aprender, por mdico
prego.
para feilor, e mais commodos que se faz preciso, ~ ?La"ri1cio, Jos los Santos Ribeiro, rheg,do
banho. situado ^,1"T.a"':?>:ie L!sb.Vaz *** ao respeita-
com boa cacimba e tanque para
, em bom lugar por ficar muito perto
ELECTRO MAGNTICAS
quem a pretender
defronleda groja
quem tratar.
ver, dirija-se-
da Estancia,
ao
que
da cidade :
mesmo silio
achara com
VISO.
Para
serem applicadas s partes aneciadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS Ml-.DICINAESsao muito conhecidas no Rio de Janeiro e cm todas as provincias
desle imperio ha mais de 22 minos, o sao afamadas, pelas boas curas que so tora obtido as enfer-
imdades abaixo escripias, o que se prova com innmeros alleslados que cxislem de pessoas caoa-
zes e de dislinccps. r p
Com estas Chapas-electiio-macnetica-f.pispasticas oblcm- se urna cura radical e infallivel em
todos os casos deinllammacao [cojisoroo falla de respiraro), sejam internas ou externas como
do Ugado, bofes, estomago, bac.o, rins, ulero, peilo, palpiaco de coraro, garganta olho's ery-
sipelas. rheumatismo, paralysia c todas as afTecces, nervosa's, ele, etc." Igualmente para a's dif-
ferentes especies de tumores, como lobinho, escrfulas ele, seja qual fr o seu tamanho e pro-
luridea, por meio dasnppuracao serio radicalmente extirpados,sendo o seu uso aconselhado por
habis edistioeloa facultativos
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por esciiplo, leudD lodo o cuidado de
lazer as necessanas explicacoes, se as chapas sao para homtm, senhora ou crianes, declarando a
molestia em qtre parle d-) corpo existe, se na cabera, pescoco, braco, eoxa, perna. "p, ou tronco do
corpo, declarando a circunferencia : e sendo inchac;s, feri'das ou ulceras, o molde do seu tama-
nho endura pedaco de papel c a declaracao onde existem, afim de que as chapas posam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil. 1
As chapasserao acompauhadas das competentes explicaoes e tambera de todos os accesso-
rios para a collocacao dellas.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianga, em seu escriplo-
Jio, que se achara aborto todos os dias, sem exceprao, das 9 horas da manhaa s i da tarde.
commodidades para
Alugam-se dous escravos mocos, para qual-
I quer servicos e lambem se venden) ou se trocam
\ poralgum casa boa e que lenha bom quintal :
para verem e trataren] procurem Anlcnio Leal
I de Barros, no seu silio na ra de Joo Fernan-
: des Vicira junto ao Manguind.
v-D O abaixo assignado estando a fazer in- @
@ venlariopor morte d sua mulher pede a $$
@ quem se julgarcredor de seu casal, que @
C aprsente suasconlas e aos que sao seus @
devedoresque venham saldar as suas. @
@ Frincisco Gomes de Mallos Jnior. @
i @@@g
Alugam-se 5 prelos proprios para todo
o servido aqu na cidade, sendo annualmeule :
quem precisar dirija-so a ra do Imperador n.
39, entrada pelo becro do botequim do Paira,
segundo andar, das 6 s 9 horas da manhaa ou
na praca do Corpo Santo escriplorio n. 5. das 9
s 4 da larde.
O Dr. Azevedo Podra, ha pouco che- $
gado nesla capital, faz sciente ao respei- 0
lavel publico queacha-se proroplo a qual- g>
quer hora cm sua residencia ra da Im-
peratriz.sobiado n. 88, segundo andar, 8
prestar os recursos de sua profisso ; na &
mesma casa di consultos gratis aos po- @
bres.
@8 8 8 88 888888
- Aluga $e utn sitio grande com
vel publico que acaba de eslabelecer na ra lar-
ga do Rosario n. 21, prin.eiro andar, urna ofii-
cina de ourives onde aprompta quaesquer ob-
Ijectos tendentes a mesma arle do mais apurado
gaslo e perfeicao de trabalho, como sejam ade-
remos completos, brochas, pulseiras, aneis, alfi-
neles ele, etc. Em seu eslabelecimento promet-
te concertar qualquer obra da sua arle cora per-
reicao. A praiiea adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e as rrlacos directas que
constantemente maniera com aigumas das mais
respeitavcis casas d'aquella cidade, que so era-
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prala, o habilitam a encarregar-se de qualquer
encommenda de taes objectos lauto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
se dignarem honra-lo com a sua confianra s--
rao servidas com o raaior zelo e solicilude e
presos baratissimos.
por
a
est a dever
Goncalves da
119 Ra do Parto ||g
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
O Sr. Domingos Jos Soares. ofilcial da se-
crelaria do governo, queira dirigir-se a ra Di-
rcila n. 68, afim de saldar o que -
aos herdeiros do Caelaoo Pereira
Cunha.
Precisa-se tomar a premio a quanlia de dez
adozccqntos de ris, dando-se hypotheca cm
um predio nebro que val mais de 40:000*000 :
quem quizer fazer este negocio, annuncie.
De rdea dolllm. Sr. Dr juiz de orphaos
e a requenmento de Manoel Leoncio Vello/.o di
Silveira lulordos orphio* filhos de Canuto Jos
\ellozoda S.lveira. te,,, de ir a praca a renda
aunual da casa n. 88 sita no largo de'Nossa Se-
nhora da Paz freguezia dos AfogaJos, cuja casa
o lerece accommodacoes para grande familia,
alem de quintal mursdo com cacimba, cosioha
externa, aigumas frucleiras. bom terreno para se
fazerem plantneoes de horlalice e capim, e tem
bom viveiro de peixe de ogua salgada. A ulli-
raa praca ter lugar no dia 10 do correte s 11
oras da manhaa na porta da casa da audiencU
excellenle casa de vivenda, com todas as id0 mesmojuuo, ondo so devera achar os Srs
ndenles a hora marcada acompanhados dos
$
*
familia, no lugar
tratar com os pro-
da Caa Forte : a
prietanos, N.O. Bieber & C.
! Borba.
A sahida que tem lido esle rap prova sua boa
| qualidade, nao desmentindo assim a qualidade do
respectivos fiadores.
Rio de Janeiro.
Os abaixo asignados, hachareis formados, es-
tablecidos na corle corn escriplorio do advoca-
da na praga da Constiluico n. 12, onde podem
ser procurados das 9 horas da manhaa al as 3
da larde, propondo-se nao smenle a advocar
tumo de que e felo. colindo as mmediacoes da | ante os auditorios e tribun
cidade a que deve seu nome na provincia Giam-
Par : deposito, ru* da Cadeia n. 17
ICAO
DO
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depozito leste estabeleeimeiito sembr ha grande sortu&eiito d.e me
eVxanVsiao para os engenl&os de assucar a saber:
Machinas de vapor moderna, de golpe cumprido,;conomicas de combustivel, e defacillimoassento;
Rodas d'agua de ferro com cubo le uadeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Gmnos de ferro, e porta d'agua;>ara ditas, e serrilhaspararoda de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
.Mtia moendas com rodetagmotoras.jara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguillioes dcaz ;
Taixa de ferro fundido c batido, e de cobre ;
Pares e bica para o caldo, crivos e porta de ferro para s fornalhas ;
Alambique deferro, moinhos de mandioca, Forno para cozer farinba ;
RoJeta* dentada de todo o tamanho para vapor, agua, cavallos oubois ;
AtIIij38, bronzese parafuso, arado, eixos e odasparacarrosa, rma galvanizada para purgar etc.,etc.
D. W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
assim como pela coutinuacao da sua fabrica em Pernambuco, par-a modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderp neoessiar.
es desta capital.do
jury, do commercio, da relac.io, e supremo tri-
bunal de jusiira ; mas lambem a tralar, por meio
de agentes de sua conianca, de quaesquer nego-
cios dependentes das secretarias e estado, the-
souro nacional, e mais reparticoes publicas da
nunciatura apostlica e da santa S ; solicitando
e razendo exlralnr com promplidao ttulos de
gracas e raerts, diplomas, patentes, provimen-
tos, carias de naturalisaco, matriculas de jui/.es
municipaes, dispensas para casmenlos. breves,
etc., etc. : quem de seu presumo se quizer uii-
lisar, dirija para esse fim ao indicado escriplorio
as suas procuraedea c ordens, cmtcujo desempe-
nho so mostrar.io credores da sua* estima c con-
fianca.=Miguel Archanjo da Silva Costa.Joa-
quina Procopio de l'igueircdo.
Urna senhora casada mui respeilavel e ins-
truida, existente em Hamburgo, esl disposta a
encarregar-se da boa cjucacao de duas meninas
ou de dous meninos Brasileiros, de boa 3milia,
v_ .debaizo de condices razoaveis : quem desejar
mais iiformces, dirija-se livraria da praca
da Independencia ns. 6 e 8.
Precisa-se de 300{> rs. a juros por 6 raezes
a 2 0|0 sob Banca, annuncie ou falle na taberna
n. 48, ra do Rangel, que se dir com quem o
negocio.
Precisa-se alugar um escravo que lenha
pratica de servico de campo ; e de um homem
portuguez para feilor do um silio : na ra da
Laixa d'Agua n. 52.
Ensino de musica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera a tocar varios instrumentos ; dando as li-
ces das 7 horas s 9 1 (2 da noite: a tratar na rus
da Boda n. 50.
Offerece-se urna ama para engommar e fa-
zer mais algum servico : quera quizer, dirija-se
a ra do Caldeireiro o. 14.
Precisa-se do um criado: na ra do Impe-
rador n 75, primeiro andar.
Aluga-se urna osa no pateo do Terjo u.
30, com solo e oulra na ra do Brum n. 34,
proprios para qualquer eslabelecimento : a tralar
na ra da Cadeia do Recite n. 4.
D-so dinheiro premio em pequeas
quanlias sobre penhores de ouro e prala : na ra
da faz n. 36.
Altencao.
Quem tiver um quarto com a entrada indepen-
denle, sendo no bairro de Santo Antonio e S.
Jos, e que o queira alugar, annuncie para ser
procurado.
O Sr. Antonio Henric|ue de Mi-
randa q^ue morou nos Alllictos, queira
annunciar sua morada ou dirigir-se a
esta typograpliia a negocio de seu n-
teresse.
O Sr. Domingos Cesado Pinto,
queira dirigr-se a esta typographia
que se lhe precisa fallar.
Precisa-se alugar urna escrava para casa de
pouca familia : na praca da Independencia n. 38
se dir quem a pretende.
Em um. silio no Pombal, prximo ao do
Exm. Viscoude deSuassuua, casa com frente en-
carnada, aluga-se um bom moleque : quem o
pretender, dirija-se ao Jilo silio que achara com
quem tratar.
Joo Alvares, subdito hespanhol, relira-se
para-(ora da provincia.
Altencao.
o
Jos Pilippe Marlins, estando estabelecido ha
urna porco de anuos com casa de pasto na ra
larga do Rosario, hoje declara aos seus freguezes
lano da praca como do mato, que se acha com o
mesmo eslabelecimento na ra estreita do Rosa-
rio n. 23, confronte a ra das Larangeiras, aonde
continuara a servir os freguezes da melhor forma
possiyel e por commodo proco. No mesmo esla-
belecimento fornece-se almoro c iantar por mez,
mandando-se era casa, mais barato do que em
oulra qualquer parte ; o lodos os dias das 7 horas
em dianie tem papa de familia do Maranho e
ararula, assim como nos domingos e dias santos
tem a excellenle rcao de vacca,das3 horas da ma-
drugada em dian'e, e prepara-se toda encom-
menda que se fuer.
Aluga-se o segundo andar da casa dos Qua-
Iro Canlos em Olinda e bem fresca, com commo-
dos suicieiiles para qualquer familia, tendo a
mesma casa frenle para a ladaira da Misericor-
dia e oulra para a ra de Mathiaa Ferreira, com
direccao ao mar, pelo que pode ser aproveitada
por familias que queiram fazer uso dos banhos
salgados; a tralar em Olinda com o capito de
fragata Caelano Alves de Souza Pilgueiras, ou na
ra da Cadeia do Recife, escriplorio n. 58, de
Leal i Irmao.
Ama de leile.
Na ra do Caldeireiro n. 12, primeiro andar,
precisa-se de urna ama do leile, que nao lenha
filho, preferindo-se escrava.
Traspas.sa-se a posse de algum terreno de
marinha, silos por dciraz da ra da Concordia
com tres frentes a escolher. quem os pretender
entenda-se com Manoel Auloniodc Jess, na ra
larga do Rosario, padaria n. 18 que achara com
quem tralar. Na mesma padaria precisa-se de
irabalhadores de masseira que enlcndam perfei-
iamenlc da arle.
Joao Alvares, subdito hespanhol, rclira-se
para fora da provincia.
Quem livor larangeiras para limpar, plan-
tar e encherlar ou parreiras para podar o jardim
para tratar ou outro qualquer servico de sitio di-
rija-se ao atierro dos Afogados de traz da fabrica
do sabao a tratar.
No dia 5 do corrente pelas 8 horas da ma-
nhaa depois da audiencia do juiz de paz do pri-
meiro disi'icto da Boa-Vista, serao arrematados
8 paos de sicupira, penhorados a Joaquim Car-
neiro Leal, por execurao de Bernardo Jos da
Silva Guimares.
ASSOCIACAO
DE
Soccorros. Halaos c Lala Emancipaco
dos Captivos.
De ordem do sei.hor presidente, sao pelo pre-
sente convidados iodos os senhores socios efTccli-
vos para que se dignera comparecer domingo, as
11 horas da manhaa, na C3sa das sesses, alim de
funecionara assemhla geral ex'.raordinaria, visto
que ha negocios de suuuna importancia a tratar
sobre o anniversario, que dave ler lugar no dia
lGdo corrente, incorrendo as peuas do 5 do
art. 53 os que fallarem sem motivo juslo.
O mosmo senhor presidente manda declarar,
que em scsso do cons Iho de 29 do passsdo fui
elevado a calhfgoria de socio protector, por m-
rito reconhecido, o Illra. Sr. Dr. Antonio Raugel
de Torres Bandeira.
- Secretaria da Associarao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco "dos Captivos cm 3 de
selembro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1." secretario.
O Sr, Jos Rodrigues Mondes queira lera
bondade de apparecor oa ra da Cabug n. 2 B,
para tirar os penhores que deixou pela quanlia
de 10J>, a que damos-lhe 8 dias, contados da data
desle, para vir lirar, e nao apparecendo, se ven-
der para pagamento da dita quanlia. Recife 3
de selembro de 186;).
Casa em Olinda.
Aluga-se urna casa na ra do Cabral da cidade
deOlinda.com o fondo para o rio, quintal gran-
de com arvores de fructo, muito fresca, sem vi-
zinhos defronle, propria pan passar a festa ou
para morada, leudo terreno par plantar capim
para 2 ou 3 cavallos : na livraria ns. 6 e 8 da
praca da Independencia
Antonio Pnele, subdito italiano, vai para o
Aracaly.
Precisa-se ."lugar para urna casa do rapaz
solleiro urna ama forra ou captiva, que sea pe-
rita engommadeira : no Hospicio, primeiro por-
tao de ferro depois do quarlel.
Alugam-se o primeiro e segundo andares
do sobrado sito na roa Direila, com commodos
para familia : a tratar na loja do dito n. 54.
Precisa-se de dous a tres tontos do reis a
premio cora hypotheca em um predio do muito
maior valor, pagando-so mensalmente os juros;
quem quizer fazer este negocio annuncie para
ser procurado.
Aluga-se urna casa para passar a festa no
lugar da Boa-Viagem na estrada: para tratar
as Cinco Ponas n. 116.
No brigue ing'ez London, vieram de Lon-
dres 100 barricas com cerveja marca diamante F
ns. 1 a 100 do fabricante Ausopp e a ordem, as
quaes eslao recolhidas na alfandega : pede-se a
quem lenha de recebe-las dirigir-se aos consig-
nalaiiosdo referido navio Scoll Wilson &.C.,
ra da Cruz n. 21.
Na ra Imperial n. 37, padaria, precisa de
um bom forneiro, d-se bom ordenado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
que saiba cosinharo diario de urna casa de pou-
ca familia : na ra da Praia d.13.
Ir mandado acadmica de
Nossa Senhora do Bom
Conselho.
A mesa administrativa da rmandade
de N. S. do Bom Conselho, em virtude
do art. 5G do compromiso, tem de fes-
tejar a Divina Padroeira com a possive
pompa nos dias 7 e 8 do corrente. lla-
vera' vesperas, festa e Te-Deum. Sera'
orador da festa o Kvd. padre mestre
pregador da capella imperial f re Joa-
quim do Espirito Santo, e o do Te-Deum
o Rvd. padre mestre ex'provincial do
convento do Carmo t rei Joao d'Assump-
Furlaram na nuitc de 4 para 5 do corrale,
do becco do Fogueteiro, um carallo melado, com
os pese maos colgados um de branco e outro de
prelo, tem a marca em forma de um X, a pessoa
que o pegar leve-o aoquariel dooitavo balalhao
de caladores na Soledade, ao capito comman-
danlc da quarta companhia, que se lhe dar
uraagralificaco.
Attenco.
O Sr. Jos Antonio Camello lenha a bondade
de vir lirar os penhores que existem na ra do
Kangel n. 45, no prazo de 8 dias, Ando os quaes
serao vendidos para pagamento do principal o
juros. Recife 5 de selembro de 1860.
Os Srs. Jj5o Miguel de Oliveira
Berardo e Candido Tiieodoro Rodrigue
Pinto, dirijan se a Lja do Ramalho ra
Direita n. 83, que se lhe deseja fallar.
Preveic ao.
Estando a lindaros frescaes queijos do Cerid,
as excellentes maca?, e a bella manteiga refi-
nada em frascos, previne-se aos amantes dos
ditos gneros, que venham a ellos cora presteza
para depois nao haver queixa : no armazem Ja
ra estreita po Rosario n. 11.
Infelizmente Irahidosem ofavoravel juizo quo
hzeramos do Sr. Marinangeli, esperando que nos
attenderia, tiremos o dissabor de receber a tris-
te nova de que se achara j distribuidas e em
ensaio as parles da caiinchosa Semiramis !....
! Paciencia : o Sr. Marinangeli nao contente com
| a m escolha que acaba" de faz.r do seu predi-
lecto Marino Fuliero, enjo bom exilo ser um
I phenomeno, entendeu ser-lhe conveniente apre-
sentnr-nos urna opera, coja musica alem do r.>;ii
( reina, ainda menos devera agradar, tendo sido
jsuaexeeucao era parle confiada a artistas sem
Isympathia, os quaes sao a Sra. Giruli. e o Sr.
Mariotti!... O que fazer pois ?! sua alma, uta
palma.....
A. B. C.
Atlenco.
Fugio o escravo crioulo de nomo Jos, idade
35 annos, cor fula, cabellos carapinhos, altura
regular, olhos prelos, nariz chato, pouca barba,
ps apalhetados, tem falta de denles, cujo escra-
vo sahinJo a procurar rumprador.com o consen-
limenlo de seu senhor.Goncalo de Barros o Silva,
(morador em Taquarelinga) nunca mais rollara
casa, pelo que se roga as autoridades c capilaes
de campo a apprehensio do mesmo escravo o i
entrega a seu sanhor no dilo lugar de Taquare-
linga, ou nesta praca a Manoel Izidoro de Olivei-
ra Lobo, na prensa de algodao n. 7 do Forto do
Mallos ; em qualquer das uas parles se dar a
( gratificarlo de 50* pola appndienso, assim como
, prolesta-se contra quem o tiver acoulado.
Aureliano de P B., professor jubilado Jo
;inslrurcao primaria, contina a leccionar cm ca-
sas particulares, com urbanidade e approvei'.a-
menlo: quera precisar, dirija-se ao Corredor do
Bispo, casa n. 5.
Precisase de urna mulher idosa, solteira.
para servico tanto interno como externo de urna
casa de ponca familia : na praia do Caldeireiro
numero 1.
Aluga-se por preco commodo a loja da casa
da ra do Imperador n. 75, lado do caes : a tn-
tar no primeiro andar da mesma casa.
Para passar a festa.
Aluga-se urna excellenle easa de sobrado na
entrada da povoa;ao do Monttiro, com grandes e
excellenles commodos para urna numerosa fami-
lia : a Iralar n.i na do Queimado n. 32,
<0|.1.
Compras.
Altencao.
Na ra do Encantamento n 12,primeiro andar,
fornoeo-se comida para fra com aceio e por
commodo preco, engorpma-se para fra com pres-
teza e aceio ; na mesma precisa-se de urna cria-
da forra ou captiva. Cheguem freguezes t boas
empadas de bacalho a doze rinlens.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Rogo Lima tira passaporte para
dentro e fra do imperio por commodo preco e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n."47.
Aluga-se urna casa terrea na na Imperial
n. 18 : a tratar na ra do Rangel n. 60.
Aluga-se urna escrava propria para todo o
servico de urna casa : ni ra da Prria n. 47, se-
gundo andar.
Compra-so urna carroca com um boi; .ia
ra do Rangel n. 71. Na mesma casa compram-so
3 cabras de leile que d urna garrafa.
Compra-te ouro de 20$ e iCtf:
na ra da Cadeia do Recife loja de fa-
zendas n. 51.
Comprn-sp um sobrado de dous ou tres .Til-
dares, ou aigumas casas terreas : na ra do
Queimado n. 12, primeiro andar se dir quem
quer.
Compra-sc diarios em porco a 3200 rs. a
arroba : na ra Direila n. 78.
Compra-so urna mulata mora p.'i--
feita costuren-;, paga-se muito beta
agradando': na ra do Trapiche n. 40
escriptorio, se dir' quem a pretende.
Vendas.
Ra Novan. 34.
Vende-sc urna porcao de garrafas vazias.
Quartinhas.
Na ra das Cruzcs n. 41 A. vcnde-s> VJartinlias
da Bahia a 8J o cento e a 100 rs. cada urna sem
debito.
nXarua do Odorniz n. 8,
vende-se:
Milho, saceos grandes, 7J000.
Farelo de Lisboa 5$.
Farinha de mandioca 3j>.
Gomma do Aracaly propria para grudo-de fa-
brica de chapeos a 3j| a arroba. E oulros mais g-
neros, ludo mais baralo que em oulra qualquer
parle.
Na ra da Guia n. 36, primeiro andar, ven-
de-se urna mobilia de amarello por baralissimo
proco.
Vende-se na ra da Impe-
ra trizn. 2,
superior furao deGaranhuns a 860 rs. a libra, c
baralissimo.
Vende-se um caixo de urna casa na cidade
de Olinda, nos Quatro Canlos ; urna casa de tai-
pa na bica dos Quatro Canlos : a tratar na ra
do Fogo n. 42.
Vaquetas para cobrir
carros.
Vende-se na ra dj Cruz do Recife n. 64, do
muito boa qualidade e commodo pre^o.
Alambiques de cobre de
16 a 200 caadas.
|Na fabrica de Villaca Irmao & Andrade, ra do
Brum ns. 11 e 13, lera um grande sortimento de
alambiques, carapucas e serpentinas de todas as
dimences, assim como um sortimento de livros
de 16 libras a 8 arrobas, e vende-se por menos
de 5 a 10 por cento do que em outra qualquer
parle, quer a dinheiro ou a prazo, e concerta-se
todas as obras perlcncentes ao officina de caldei-
reiro com a maior presteza possive.
Altenyao.
Vende-se urna escrava crioula com urna cria
de ti mezes, a escrava perila cogoramadeira,
costureira e cozinheira, e tem todas as habilida-
des : a tratar na ra da Iraperatriz n. 9, segundo
andar.
Para cabriolet.
Vende-se um cavallo muito grande, gorJo e
bonito, excellenle para um bom cabriolet ou car-
ro : quem o quizer, poder ve-lo na cocheira da
ra da Guia n 3, e trata-se no sobrado n. 5
primeiro andar.
Milho.
Vendem-se saceos de milho chegado uliima-
menle do norte, e por prego commodo : no caes
do Ramos, taberna n. i.
Altencao.
Vendem-se queijos londrinos muito frescos de
superior qualidado ecousa nunca vista: na ra
estreita do Rosario, armazem n. 11 ; quanlo ao
preco segredo.
fc


(6)
DIARIO DE PBRSAJtBUCO. QUINTA fEtRA 6 K SKTEMBMQ DE 1860.
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto & Perdigo.
Com loja Da ra da Cadoia do Recife n. 23
tendem e do amostras as seguintes fazendas:
.orles de vestidos de seda prctos e de cores
Corles de ditos de baregc, de tarlalana e de gaze
de seda.
Cambraias de cores, brancas c organdys.
Anjuinhas para saias, saias balo, de clin, ma-
dapoln e bordadas.
Lencos de labyrintho do Aracatv e francezes.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
Dh iras e meninas.
E-ifeiies de troco, de vidrilho e de flores.
P es de tartaruga, imoeralriz c outros goslos.
Manguitos e gollas, ponto inglcz, francez'e mis-
_ saoga.
Vestuarios de fuslao, de l c de seda para
crianga.
HuilHleies, taimas c pelerinas de differenles qua-
lidades.
Chales de touqim, de merino e de la de pona
redonda.
Luvas de pellica brancas, prelas e de cores.
Sesudos de blond, mantas de dilo, capellas e
flores solas.
Sinlures, camisas de linho o esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sibonelcs e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletols de panno preto
e de cor.
Paletols de alpaca, de seda^ de linho.
Calgis de casemira de cor, prelas e de brim
CainUas de maiapolo, de linho inglcz e de laa.
S -Dulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apelreixos para viagom.
Chineas para invern, botinas do Meli e oulros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de massa e de filtro para ho-
mem.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Baha.
Libras sterlnas
Vendem-se libras stertioas; no cscriptorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & l'ilhos, largo do
Corpo Santo.
. M NOVA
joja de niudezas na ra
DireitaN. 85, onde tem
o lampeo do gaz,
v,nd.'m-se bandejas linas a 1>. ljioo, 16500. 25.
23 O:), 23600, 2^00, 32.10, 4e 53. bengalas de
Canna unas a 2J e lj500, grvalas prelas de se-
t. 11 1 I3JJ, dilas de cores a I, alfiueles em
caixinhas muiio linos a 200 e 280 rs., filas pro-
prun para enfeites de vestido do seda a 400, 500
e 6 10 rs. a vara, franjas de seda de cores a 320,
510. OJO e 800 rs. a vara, luvas de fio de cores
pira hornera, brancas, a 6 iO, dilas de cores a CO,
ditas de seda enfeiladas para senlnra a 25, en -
f :iles de transas de velludo dos mais modernos
qu ha pira senhora 1 5>5O0, ditos de filas de
Be i 1 n IgttO, ditos para meninas de tranca de
vello lo a 5")00, dilas de fita de sedj 1 4$, luvas
d seda pira homem a lgOO, lesouras para unhas
fin a S 10 rs., dilas paia costura a 1$, clcheles
bjrJaJinhos a 120, es-ovas para cabello a 1$J,
dilas pira roupa 3 1$200. trancas de caracol de
linho, peca grande, a 280, meias cruas para ho-
111 :) 1 2J0O, li'.as a 48;)0 e 55, dilas brancas
a 2,>! )0 e 3J20.), ditas finas de cores a 2)800, di-
: 11ra neninos, decores a 2)600, dilas finas
brm :as do meninos a 39300, dilas para meninas
a !-7 1) a duzia, bol.'sde seda pira casaveque
a 32) a duzia, tinta de carmizin fina a ">O0 rs.,
Con'.ha le metal principe paraassucar a 400 rs.,
ditu para cha a 800 rs. a duzia, linteiros.e arici-
r i finos a lt, caixinhas de papel sorlidas em
cores a 15, ditos de quadrlnhos a 800 rs lia pa-
ra b ir I ir a mais fin que ha a 7)500 a libra, at.i-
c 1: iros .-.liaiiis do algodo a 60 rs., ditos roligos a
100 rs paes de borracha para bichos a 410,
ditos traressos para meninas a CO, ditos de bu-
f il i branco para bichos a 280, ditos pan alisar a
513 rs., ditos .le borracha para alisar a 600rs.,
1. 5 isdc osso a 210, ditos de louga breos a
1 i), ditos de cores a 1G0. bolees de madreperola
liu a '<)> rs a groza, Qvelas para caigas a 100
rs., caixinhas de papel de cor a 800 rs., caixas de
obreia da coli a 100 rs. Unhas de peso a 120,
dtiii de cabec* encarnada a 120, fitas lavradas
di largura de "id -las com pintas de mofo a 320
a vara, galn de linho a 140 a vara, bico preto
desella 120, 2 ID. 320, 00 o 600 rs. a vara,
briri [ii'ilis para inmunos, de diversas qualida-
des, mais barato que em outra qualqirer parle,
b mecas le enm'irg.i 50t) rs., dilas de ehouro a
4(0. 500, 800, I95OO e 2?
Parahyba.
Ven le-se o engenho Torrin'ia distan-
te d st cida.de duas leg'tas por trra,
t 11 terreno pira dous mil paes oor an-
uo e bja casi de vvenla assohradada
biis obras, tem embjr.|ucno porto dis
tante di engatillo 1|2 qiarto de l?gua
dj rio Parahyba cera menos de 5 boras
se re n acidada: quem o pretender di-
rijaseaJoSo Jos de M:deros Correia
c G que dir' que-n o rende.
VenJe-se um siiio naPassasem da Magda-
lena, mirgem do Capibaribe, com urna grande
c;. di versos'fructos : a tratar com Juio Manoel Ro-
drigues Valenca, 110 mesmo lugar.
Suissos
Veode-se ou aluga-se ura muiatinho de 15.
anno3 ; na ra da Aurora n. 40, pavimento ter-
reo, das 6 as 9 horas da nianhaa, e das 3 da lar-
de em diante.
Vcndera-se saceos grandes com farinha de
mandioca do boa qualidade, por menos prego do
que ora outra qualquer parte, assim como taba-
co simonle da fabrica da Bahia : na ra do Vi-
gario, taberna n.2.
Vendo-se urna porgao de lelhas e lijlos,
que mesmo serve para ladrilho, pormnilo menos
dinheiro do que as olarias : na ra do Brum
estaleiro do Thomaz Jos das Neves
Vende-se a casa da ra das Trincheiras n.
37 : a tratar na ra da Gloria n. 61.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
doia do Recife n. 38, primeiro andar.
Vestido a. 2:500.
Riquissimos corles de chila larga franceza, de
mui lindos padrocs, tendo entre elles de cores
escuras, claras, e miudinhas, pelo diminuto pre-
go de 2Jt500, tendo 11 corados cada corle ; na
ra do Queimado, luja n. 18 A, esquina que vol-
la para a ra estreila do Rosario.
Cheguem ao barato
O P regula esl queiraanJo, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collele e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 35P, -4??, BJ>,
e 6$ a pega, dita lapada, com 10 varas a 5$ e
655 a pega, chitas largas da molernos e escomidos
padroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 7$ e 83>,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 99 cali um, ditos com urna s pal-
ma, muilo finos a SvoOO, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cida um, meias muilo finas pa-
Sebo e graixa.
Sebo eoada e graixa em bexigas : no armazem
de Tasso Irmaos, no caes de Apollo
Vende-se urna canoa d'agua em bom osla-
do : na ra Imperial n. 171.
Vende-se urna casa terrea na travessa Im-
perial : a fallar na taberna da esquina.
Tachas para engento
Fundigo de ferro e brouze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Pechinchas
sem iguaes, na ra doQuei-j
mado n. 65, na bem conhe-
cida loja da diligencia de!
Fajozes Jnior & Guiniaraes \
Meias pintadas muilo Anas para hornera a!
IgSOO a duzia.e em pares a -160 rs., clcheles!
fraucezes em cartao a 320 a duzia de cartoes, c a ;
30 rs.cada carto com 14 pares, luvas finas de '
seda para homens e senhoras a 610 o par, dilas
com algura defeilo a 210 o par, muito boas cor-'
das para violao a 80 rs.,gulhas francezas, caixas'
com 4 papis a 100 rs., apporelhos de porcellana '
muilo lindos para menina a I58OO, 2^500, 3 e 45 !
Era casa de Borolt 4 C, ra da Cruz do
Recife n. 5, vende-se :
Cabriolois americanos muilo lindos.
Charutos de Hnvana verdadeitos.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da pr'meira qualidade.
Carne de vacca e de poico em barris multo
frescas.
Pianos
Saimders Brothers & C. tem para vender em
eu tmazem, aa praga do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, a
muito Dronriosoara este clima.
asa siesigd&siea
GRANDE SORTIHE^T
Fazendas e obrasfeitas
HA
Licores de diversas qualilades, como sejam,
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade : Fi6""' c , MM'fti.j 1 i 4, .e sa> a J'arnlliaem frascos grandes,
a 3-2 e 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5-5900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1,
15200 e 15&G00 a vara, dito preto muilo encor-
pado a 15P500 a vara brilhantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas do differentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2JJ500, 37 e
39500 o covado, cambria prela e desalpicos a
Foges econmi-
cos,
Foges econmicos americanos, os mcthnres
que tem viudo ao mercado, nao s por cozinha-
rem em motade do lempo de qualquer outro,
como por nao g.istarera urna torga parle da lenha;
eslao-se vendendo por melado do seu valor,
500 rs. a vara, e oulras mui tas fazendas que se I aPPr"veilar a occasiao. Garante-se a boa quali-
far palenle ao comprador, e de todas se darinl ?ad^ e- bo,m lravad d? mesmos : vende-sena
amostras com nenhr. ^'^J^TJ0, Blum fn- *** '* de ^S^>
da ra da Cadcia do Recife n. 61.
ATO S6IVOP
ij
Neste armazem de molhados con-
to'r,3, I?,??" 8,8e8lnles.8eo>ro" ahaixo mencianados do superiores qualidades e mais barato
uosVropHc?ariosq'' 1,,Cr ^ Pr Serem mar Parl *"" *****^ Jiril"" Pr couta
Manteiga ingleza e ranceza
800 rs. a libra
perfeilamenle flora maisuova que tem vindo ao mercado de 60 a
se fara algum abatiinento.
e cm barril
Em casa de Schafleitlin & C, ra da Cruz n.
3-. vende-se um grande e variado sortimento de
re igios de algibeira horisontaes,patentes,chro-
r\in 'tros, meios chronometros, de ouro, prala
dourada efolheadosa ouro,sendo estes relogios
d js primros fnbricaniesda Suissa, que se ven-
d'ro por precos razoavois.
Vende-se um jngo de diccionariosinglezes,
um dito allemo, um dilo latino, um dito (los
sanctorum, um dito breviarios romanos : na tra-
vt-ssa da Congregarlo n. 3.
Vendem-se duas moradas de casas terreas
feitas ha 4 annos, na rna do Palacio do Bispo,
rentando cada urna 30 palmos de frente e 70 de
fundo, rom 2 "salas o 3 quartos, cozinha fra,
('inial o rarimba, chaos proprios : a Iralir na
iraca da Boa Vista n. 10.
Vonle-se urna esrrava parda ain Ja moga e
vropria para qualiuer sorvico na ra da Santa
Cruz n. 66.
Vende-so urna porcao de cera de carnauba
de boa qualidade : na ra da Santa Cruz n. 36.
Vende-se urna mobilia dejacaranda.com as
1 ; s do costme : no sitio defronle da igroja da
Estancia.
Vende-se urna negra boa cozinheira e en-
pommadeira : na ra do Imperador n. 67, no so-
gunda andar. '
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzalan. 42.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
c\l virgem em pedra: ludo cor creeos muito
razoaveis
Qucjos fame 11 os
muilo novos receotemente chegados no ultimo vapor da Europa de 13700 a 3 ea vista do gasto
que o freguez izer se far mais algum abatimenlo.
Quei^o prato
os mais novos que existem no mercado a 1 a libra, em porgao se far abatimenlo.
A.n\elxas fraueczas
,,in lQla,uie 1l2Ubra P" 1S500 rs., e em campoteiras de vidro conlendo cada urna 3 libra
por ojjUlh.
MustarAa inglcza c frauecza
em frascos a 610 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Ycvaa&eivos gos de comadre
u caixinhas d 8 libras elegantemente enfeiladas proprias para mimo a 1J600 rs.
ttolaeliAuUa ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vldrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a IjjOOO rs cada um
Xmendoas confeltadas propinas para sorles
de S foao
a 1S a libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2j.
CU preto,liyson e p:vo\a
is melhores que ha neste mercado de 1600,2.j e 2J500 a libra.
Ma^asem caixinYias de 8 libras
contendo cada urna dilTorontes qualidades a 4&50O.
Palitos de dentes \le\\ados
em molhos cam 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differentes quilidades.
Presuntos, chourinas e paios
o mais novo que lia neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de bolacninha de soda
de differentes qualidades a 1^600 em porcao se far algum abatimenlo
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recenleraete chcado e de unorio
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do m,U !LTr'
bricante de Lisboa, mar de tomate, pera secca. pasos, fructae era calda. amedoaV o, f!.J'.
com amendoascobertas.r.onfeltes, pastilhas de varias qualidades, vinagre bTanco BnVdP,?r^ n' ?S
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas detodas as aualida^ T"
ma muito fina, ervi has fr.0ce,,hap,gne das mais acr'editadas marcas, cvela de'ffi'
spermacetebaralo, licores francezes muito finos marrasquino de zara, azeitedoce purificado azef-'-
louas muito novas, banha de porco refinada e outros muilo gneros que encontraran endenles '
molhados.porisso prometiera os propietarios venderera por muito menos do que outroqualauer
prometen mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco pralidw com.'.
nessem pessoalraente ;ro^m tambem a todos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso aue se Ihes amanea a boa aualidXe
o acondicinamelo v "va uuanuauee
ARMAZEM DE ROIPA FEITA
4 ai tro*
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacas de panno preto a 30S.358 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletols de panno de coros a 20#, 25,
30c e
Ditos de casemira de coresal5j e
Ditos de casemira de cores a 7 e
Ditos de alpaca prela golla de velludo a
Ditos do merino selim preto e de cor
8f e
Ditos de alpaca de cores a 39500 e
Ditos de alpaca prela a 35, 55. 7-5 e
Ditos de brim de cores a 3j>500,48500 e
Ditos de bramante de linho broncos a
49500 e
Caigas de casemira prcta e de cores a
, 10$ e
Ditjs de princeza e alpaca de cordao
pretos a
Dilas de brim branco e de cores a 2S500,
4J500 e
Ditas de .aliga de coiesa
Dilas de casemira a
40000 Colletes do velludo decores muilo fino a
35f000 Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 53, 5$500 e
35S0O0 Ditos de setim oreto a
223000 Ditos de casemira a
1230(0 Ditos de seda branca a 5$e "
12000 Ditosde gorguraode seda a 5j e
Ditos de fuslo brancos e do cores a 3g e
9000 ; Ditos de brim branco e de cores a 2a e
5}009 Seroulas de linho a
9000 Dilas de algodo a 19600 e
5;J0 Camisas de peito de fuslao brancas e de
cores a 29300e
69OOO Ditas de peito enunhos de linho muito
finas inglezas a duzia
I29OOO Ditas de madapolao brancas e decores
a 19800, a o
53000 Ditas do meia a 19 e
Relogos de' ouro patente e orisonlaes
&9OO0 Ditos Oe prala galvanisados a 259 e
39OOO Obras de ouro, adoregos, pulceiras e ro-
5j50g 1 setas
Lioja e armazem
l DE
Ges&Basto.)
i Narui do Queiraad) n. '
46, frente amarella.
I Sortimento completo dr sobrocasaea de
> panno preto c de cor a 25. 233, 30} e
359. casacas a 2$*. 303 e35*. palitots dos
mesmos pannos 209. 229 e 25J, ditos de
casemira de cor a 16$ e 183, ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira fina a l#, 12^149 e 15$, ditos
saceos de alpaca preto a 4g, ditos sobre
fino de alpaca a 79. 83e99, ditos de me-
rino setim a 10J, ditos de merino cordSo
a 10J e 129, ditos de sarja preta trancada 9
saceos a 6$, ditos sobrecasaco9 da nies- 0[
ma 'azenda a 89, ditos de fuslao de cor e B
branco a 43, 4$500 e 5g, collelos de ca- ||
semira de cor e preto a 59 o 69, ditos de **
merino preto para lulo a 4 e 59, ditos
de velludo preto de cor a 99 o 109, ditos
de gorgurao de seda a 53 c 63, ditos de 3K
brim branco e de cor a 2?5(>n e 3-3, calcas <>
do casemira de cor c prelo a 7j. 83. 9f $
e 109, ditas para menino a 63 e "9, ditas *lff
de merino de cordao para nomera a 5J o 'm
6j, dilas de brim branco a 59 e 63, ditas S
dild de cor a 3), 39500, 4 e 59, e de ||
todas estas obras lemos um grande sor-
tmenlo para menino de todos os tama- |g
nhos ; camisas inglezas a 363 a duzia. Na
mesma loja ha paletols de panno prelo E
para menino a 14$, 15J e 16j. ditos de a
casemira para os mesmos pelo mesmo f|
prego, ditos de alpaca sarcos a 3-3 e MR
3$500, ditos sobrecas.icos a 55 e 6]j para ?r>
os mesmos, caigas de brim a 2*50il, 39 o S|
39500, paletols saceos de casemira de cor a
a 6J e 79, loalhas de linho a 800 e 19 ca- SE
da urna. $>
No mesmo eslabelecimento manda-se $
apromplar todas as qualidades de obras f
tendentes a roupas feitas,em poucos dias, M
que para esse fim temos numero suf- **
flcienle de peritos officiaes de alfaiales M
rgidos por ura hbil meslre de serac-
lhante arle, flcando os donos do estabe- I
leciuieulo responsaveis pelas mesmas c
obras ate a sua enirega. *
Uvas e maces.
Vendo-se as superiores uvas e mages porlu-
guezas! na ra estreila do Rosario n. 11, esta-
belecimenlo de Sodr 4 C.
Presuntos,
No eslabelecimento da ra estreila do Rosario
n 11, tem presunto de fiambre prompto para
lanche, por isso previne-se aos freguezese aman-
tes do dito genero que n5o deixem de vir apre-
ciar, assim como avisa-se com parliculardade
aos Sis. volantes.
REMEDIO INC0MPARAVEI.
UNGENTO HOLLOWAY.
Hilharesde individuos de todas as nacOes po-
dem testemunfiaras virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haverentrega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha amitos annos ; e a maior parte
della sao to sor prndenles que admiran, o
medico mais celebres. Quanlas pessoas recoS
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas. depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer s
amputacao! Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operacao doloroso foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das Ues pessoa na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
livesse bastante confianga para ensaiar este re.
medxo constantemente seguiudo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza dornt.
c"jo resultado seria prova riuconlestavelmeule !
Quetudocura.
O uuguento e til, mais partica-
larmeute oos seguintescasoss.
raUCas Inflammacao dabexiga.
ai,nbras -da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de o!hos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuragoes ptridas
Tinha.em qualquer par-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou noda-
Callo
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
tufermidades da cutis
emgeral.
Ditas do a us.
Erupgdes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falla de
calor oas extremida-
des.
Frieiras.
Gengtva escldalas.
Inchacoes
Inflammago do flgado.
Vende-se este
|Cimento iglezJ
das as pernas.
ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucgo em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Ter-
nambuao.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancclins para os mesmos.
irito de vinho com M
^] Para collar vidros, louga, tartaruga,
y; marlini etc., chegou urna pequea porco
g deste cimeuto ja muicanhecido nesta ca-
|i| pital e se vende nicamente na casa de
Jjj Augusto & Perdigo, na ra da Cadeia do
g| Recife n. 23, a 29 cada vidro dinheiro a
vista. Os amadores devem quonlo antes
prover-se delle.
MgeiaspisiB ^i^ m
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial^
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de'
ferragens n. 37, ha urna grande porgao de folhas
de zinco, ja preparada para telhados, e pelo di-
minuto ureco de 140 s. a libra
e-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas.
Biscoulos .
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
Pcchincha.
Gortes de chita franceza com 14 covados a
23200, chitas francezas a 200, 2i0 e 260 rs. o co-
valo ; a ellas que se acabam : na ra do Quei-
mado n. 44.
lOjOOO
63OOO
5*000
sgr.oo
63000
69000
3.3500
23500
23500
29OOO
29500
35JJ000
2&J00
13600
9
303000
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os seguinles medica-
mentos :
ftobr A (Teclear.
Pilulas contra sezoes. '
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
F.llixr anli-asmalhico.
Vidios de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortmenlo-de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prero.
Cortes de ves-
tido por 2$500.
Superiores corles de chila franceza larga de
muito lindos padrees do cores escuras e claras,
miudinhas, cora II covados cada corte, peloba-
ralissimo prego de 2S500 : na loja do sobrado
amarello, uos qualro cantos da ruado Queimado
n. 29, de Jos Moreira Lopes.
Vendem-se
sarcos com boa faiinha de mandioca a 4500 ca-
da um, ditos do Porto com foijao preto, amarel-
lo e vermelho a 149.12 e9jj, cal de Lisboa em
barris a 4g, dita aos alqueires a 1J600 : na ra
do Brum n. 18 e 66, armazem deassucar.
Oilo palmos de largo.
A 900 rs. a vara
No armazem da tua do Queimado n. 19, vende- p"
se brim trancado alvo com 8 palmos de largo. Ditas dita dita
I
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larua do Rosario n. 36.
RiiadaSenzaIaNovaji.42
Vende-se emcasa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeciros e castigaos bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, durte para carros, e
montaa, arreios para carro de ura e dous cval-
os e relogios d'ouro patente inalezes
sem segundo.
N.i ra doQuaimado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maid e Silva, ha para vender os seguintes artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de ilgodoo a 19.
Cartas de alfiueles finos a 100 rs.
io!aC"10S de columnas madeira branca, a
Phosphoroscom caia de folha a 120 s.
Frascos de macassi perula a 200 rs.
Diizi.i de facas e garfos muilo Qoosa3$500.
Clcheles em carto de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Do dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de laa para criangas e200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fjo do Escocia a 320,
Massos de graropas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marflm a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito fiaos a 600 rs.
Tosouras para costura muito finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pocas de franja de laa com 10 varas a Ig.
Pegas de tranga de laa com 13 varas a 500 rs.
Fetilho para enfeilar vestido (peca) 19.
Lionas Pedro V, cartao com 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Pares do meias decores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pegas) 40 rs.
S iuleressa as senhoras.
Chr-garam nuis de novo as bellas e desejadas
pulseiras de coral, fingindo una cobrinha, 011-
casloadas em ouro : as tojas de e-urives de Se-
ralim & Irmao na ra do Cabug ns. 9 e 11.
Pechincha cm roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na ra da Imperalri/
n. 60, loja de Gama & Silva : caigas de ganga
franceza muito bem taitas a 2g500; dilas de brim
do linho a 23500, ditas de dito a 2g, colletes de
varias qualidades, palelots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, ditos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muilo em conla.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramenle nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc^ao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
coberlos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa d
oSuthall Mellor & C
Na ra do Cabuga' n. 2 B, loja
de Castro & Amorim, ha para vender
os seguintes artigos por precos baratis-
simos
Graixa franceza caixa pequea
Por 500 rs.
Ditas dita dita grande por 1S000 rs
Ditas dita vaso de louoa gran*
de POT #l'000rs.
fazenda a mais propria para loalhas". pelo" b"a?a": I ^'ta$ d'ta *> m*? f 640 rs.
lissimo prego de 900 rs. a vara: vende-se uni- racas e Sartos Cflbo de ba-
lcamente no armaiem cima. I lanco muito inas duzia por 5^500rs.
4S Itoa Direita4S
Esteestabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10000
Ditos aristocrticos...... 9x000
Ditos burguezes........ 7$000
Ditos democrticos...... 6&000
Meio borzeguins patente. OsOO
Sapa toes nobreza....... 6$000
Ditos infantes....., 5jj000
Ditos de Imita (5 1|2 bateras). C^OOO
Ditos fragata (sola dupla). 5000
Sapatos de salto (do tom). 6#000
Ditos de petimetre...... 5#000
Ditos bailarinos. ....... 5.S500
Ditos impermeaveis...... 2'500
Senhora.
Borzeguins ptimeir classe($al-
to de quebrar).......5/^000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,...... {jgQQ
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4^500
Meninos e meninas.
Sapatoes de lonja. ...... 4<000
Ditos de arranca........5^500
Boizeguins resistencia 4$ e 5,$800
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vcnde-sc neste novo eslabelecimento saceos
com forelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
llio, fejao mulatinho e preto, gomma de mandio-
ca, arroz de casca c dilo do Jlaranho de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho do
i erto em garrafa do melhor que podo haver no
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha de
porro emlatas, bolachinhas de soda de todas as
qui|idade3. cerveja prela e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por menos
prego do que se vende era outra qualquer parle.
Em casa de N. O. Bieber d C.
successores, ra da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Xerez em barris.
Champante em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre S: C-, vinho
de superior qualidade.
Conbac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Aro de Milo
Brilhant.es de todos os tamanbes
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavcl especifico, composlo inteir-
mente de hervas medicinaes, nao conten mercu-
rio, era alguma outra substancia delectena Be
nigno mais lenra infancia, e a compleico mais
delicada, igualmente prompto eseguio para
desarreigar o mal na compleico mais robusia
inteiramente innocente eni gnsoperaeee e-
fetos; pois busca e remove as dooneas de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
quesejani.
Entre milhares de pessoas curadas com ete
remedio, multas que j estavam as portas "da
niorte, preservando em seu uso: conseguirn,
recobrar a saude c torgas, depois de haver tenta-
do inulilmente todos os outros remedios
As mais afilelas nao devem entregar-se a d-
sesperagao ; agam um competente ensaio dos
efficazesefiVuos desta assombrosa medicina e
prestesrecuperarao o beneficio da saude
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguiteS4fermidades
Pebre de toda a especie
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesies.
nllanimarcs.
lrregu laridades de
menslruacao.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal de Tedra.
Manchas na culis.
Obstroecio de ventre.
l'hlhisica oucomsump-
cao pulmonar.
Retengao de ourin.
Rhcuniatismo.
Syniptomassetundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Accidenles epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Areias(malde).
Asthina.
Clicas
Convulses.
Oebilidade ou extenua-
cao.
Oebilidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Dysiuteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Eufei midades no ventre
Hitas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
intermitente.
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento
geral de Londres n 224, StranJ, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do Sul. Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocctinhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna inslruecao em jmrtuguez pa-
ra explicar o modo dse usar destas pilulas.
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco
Aenco.
Vende-se na ra do Trapiche Novo n. 14, ar-
mazem de Andr de Abreu Porto, xarue de porco
americana, dita de vacca. por diminutos precos
em barris de 200 libras a 30g o barril, urna gran-
de porcao de cobre velho, composicao e cavilhas
de cobre, urna porgao de bronzr, urna porcao We
travs, e grande porcao de taboado de pnho e
de carvalho ; ludo se vende por todo prero para
acabar por eslar liquidando o seu n gocio, e
igualmente vinhos de diversas qualidades, e ou-
tros mais gneros
tlaZrJk a
No armasen) de fozendas da
ra do Queimado n, 19.
Chilas francezas miudinhas rom pequeo toque
de mofo a 200 rs o covado,1 cambraias de cores
finas a 200 rs. o covado, lengos brancos para al-
gibeira a 2a duzia, cambraia pn-ta com pintas
brincas a 500 rs. a vara, chitas de cores lixas
miudinhas a 160 o covado. corles de hiberia com
14 covados por2*500, coberlas de chita ( zas) a IfSOO, algedao entestado largo a il)0 rs. a
vara, chales de merino estampados a 2;500,
meias para meninos e meninas, chita fina de ra-
magem para coberta a 280 o covado, balees a
5 de superior qualidade, cobertores de laa a 25
Pechincha de
millio.
Milho novo chegado do Ceara', nova
porcao : na ra do Cordoniz n. 12.
Na ra da Imperatmn. 54, ven-
de se presunto para fiambre vindo nes-
te ultimo vapor inglez a 360 rs. a li-
bra, queijos flamengos de pratos, bo
lachmlia de soda a 1# a lata.



DIARIO DK PEUKAMBDOO. QUINTA FE1RA 6 DF SETEM.RO l)E iho.
DE
UtUmL I fBKSifi) GE igfiEf*
Sita na na Imperial q 118 e 120 junto a fabrica desabao.
I'ELIUOSAS KLMTALLiVEIS.
-,."";
DE
3S8
e 3005 a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhord^iatoV^rcon'tno approvadas pela Kxm.* inspeccao de esludo de $&&>
Scbastio J.da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha seropre promptos alambiques de cobre de differcntes dimencoes
en
MMM
JJJUi
SYftg
S? ^V S S <1- "- s S V v> VVV
GRANDE ARMAZEM
Mi
Paslhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
,t.acJl-^5ob.,e.!llL"dosd,e a'mbiqoeB, passadeicas^ espumadeiras, cocos
'es e
causam
->S
eSfidss
Ufe
S-fe
Ke
K43s
ees
-sena dii-eccaodaolicinadeste acreditado armazera o babil ffjfS
rancisco de Assis Avtllar, antigo contra-mestre do fallecido f||>J
os Ftrreira. O respeitavel publico continuara' a encon- SS
trar em dito armazem um grande e variado soi timento de
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
roupas
es
econmicos, taclias
pora cncenho, folh> de Manares, chumbo em lenle barra yinpn cm lenle h.irrn lsnrAea o I ---- ---------~~~ """ ">" 5557 (. **#"'------f T4CCS
rrocllaade cobre, lenc6osde(crroolatao,ferro soda inglezde todas asdime^ nem sensaces debilitantes. 3>>2 {fitas .como sejam : casacas,sobrecasseas, fraques, paktots de panno |
e folies para fer reros etc., e outros muitoseriigos por menos proco do que cm outra qualquer | tesiemuuhn expontanco era abono das pasli-! ^^ "no, ditos de caeinira de cores, de merm, boinbazina alpaca preta ^S
parte, dcsemprr.hando se to*i e qualquer encommenda com presteza e perfeico j couhecida j as de Kemp. |||| e de cores, ditos de brim de linlio blanco, pardo e de' cores, calcas IM
Kemp.Port By- I sg>S de casemira preta e de cores, ditas de merino, de:- '- '
" .o5,* i. V .Tj? e *>emP--Forl By ^ de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brins I|r<2
SJL Vn r -Senh0res' }' Pas" j Pard brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditesde KS
t.lhasqueVmcs. fazem, curaram meu filho ; o g gorgu.ao, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto S
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalara um "
cheiro fedito, tinha o estomago inchado eco
pui a miu ffc
,mj^3 ditos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, jr.ruetas, calcas <<$S
tinuacomichao no nariz, .ao magro se Poz qe'H e colhetes para meninos de a 12 annos, camisas, seroulas, chapeos gg
eu temia perde-lo. Nestas circunstancias um vi- ; 3S e gravatas pretas e de cores, libres para criados, faldamentos para |g
e sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti- i ^^ a guarda nacional da capital e do interior. Machinas de costura.
N. O. Bieber A C. Suceessores atissm ao pu-
blico, que no eu arraazcm na rua da Cruz n. i,
estiio rxpostos tendo as mclhores machinas de
costura que al hoje leem vindo a isle mercado,
asquacspossuem ludosos mplhoramentos inven-
tados at esla poca sem ler os defeitos que cm
eulras se ola, assim sao de construcrao simples
e facilitare o uso. A costura feta por estas ma-
chinas nao tecm igual en obra de mo, uin pon-
I lo bonito e foite, alein de que alinhm o 'oem
de ludos os modos, cada caxa de costina repr-
senla um lindo toileie para gabinete de senhora.
Igualmente ha machinas para selleiros, etc. Os
prcros sao mdicos, e o Sr. Birmingham, enge-
nheiro, ensilla o uso das machinas e todas ns par-
ticularidades da conservado de sua construcrao
no acto da conjpra.
Em casa de N. O. Bieber & C. SueeesRores,
rua da Cruz n. 4, acha-se 5 venda um grande o
variado soitimeulo de ferragens finas, obras 0o
lanoeiro e pertenres sem lim por usos domsti-
cos, produitos lodos da indusiria noile america-
na, assim como :
Arados de diversos lmannos.
Mohnos de ntilho.
Machinas para corlar capim.
Grades.
Machinas para descarooar milho.
Cultivadores e ferros de engommsr econmicos
\ende-se um molequinho de bonita f>; ra
c mu sadio, de idade 7 annos, pouco maia i i
menos, proprio para aprender qualquer cfDcio :
na rua da Hangueira, casa n 11, na Boa-Vista.
Seus proplanos offerecem a fo. numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e s.nno meu d.sse que as past.lhas deRempli-!^ B iZZ'" k P T T J ,- ^ ESCraTOS fllffdOS
er obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de nhanl curado sualilha. Logo que soube disso ; $$$ Apromptam-se becas para desembargadores, entes, juizes de di- & tJJua'V3 lUglUUB.
jelecimento na roa do Brum n. 28 A o na rua do Collegio hoje do Imperador n. Gmoradia do cai- ; Kemp, droguistas por atacado em New Yoik.
ceiro do estabelecimento Jcs Joaquini da Costa l'ereira, coro
entender oara qualquer obra.
quera os pretendentes se podem

5
veis ao paiauar, seguras e ci'icazes
Co.Vum remedio poderoso para a
(HKEMP NUEYfiL'QTty
PILULftS VEGETES
ASSCARAAS
NEW-YORK
0 MCLIIOU UEMF.DI CO.M1ECIDO
* Contra constiparse, ictericia, affccoes do figad-j
ffbres biliosas, clicas, mdtgcstoes
enxaquecas.
llemoi rhoidas, diarrhea, doencas da
P 'He, irupcocs.e todas as enfermedades,
PROVENIENTES DO ESTACO IMPIHO 1)0 SANGIT.
".',000 caixasdesle remeJio consommem-se
annualmentel'
Remotli ta ii:itiire/.a.
Approvado pela (akudade de medicina, e re-
commenJado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pila.
las pura ment vegetaes, nao conten ellas ne-
iliuin veneno mercurial nem algum outro mine-
ra/; estilo bem acondicionadas era caixas de folha
para re?guardar-se da humidade.
Sao agrad.ive'13^0 paladar, seguras e >\
era sua operoc,
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acompanha cada caixa,
pelo qual se icar conliecenJo as muitas curas
milagrosas que lem effetlusdo. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por atacado em New York,
sao os nicos fabricantes e proprielarios.
Acham-se a venda em todas as boticas das
principes cidades do imperio,
DEPSITOS.
F.io de Janeiro, na rua Alfandcga n. 88,
Baha, Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
Adiiiiraveis remedios
i americanos.
Todas as casas de familia, seuliores de enge-
nho, fazendeiroa, etc devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaea mo-
lestias.
Prornpto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, contusc.es,
queimadura, erupeoes cutneas, angina, reteD-
eo de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hticas; resolve os depsitos de mos
humores, puAfica o snngue, renova o systema
promplo e radicalmente cura, escropliulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores braneos, aercdea do figado e ria,
erysipclas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheies hipocondra, venreo, etc.
Ferros de en-
ger) mar
econmicos
a 5,$000.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfendega n. 80.
Babia, Germano & C., rua Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suum
iS Companbia ua do Cruz n. 22.
Yinio de totean.
Esles magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen- Em casa de Kalkmann Irniaos&C, rua da
das de Ravmundo Car-!r ',
los Leile & Irma o, rua : Cruz n" 10- encontra-se o deposito das bem co-
da Imperaliiz n. 10. : nhecidas marca dos Srs. Brandenburg I-'rcres
je dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
As mclliores machinas de coser dos mais i deaux. Tem as seguinles qualidades :
eiamados autores de New-Yoik, 1.1 De Brandeiiburg 'rres.

NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
M. Singer \ C. e Wlieeler iWilOn. st. Estph.
Si. Julien.
Neste estabeleci- > Margaux.
ment vendem-se as r -rn,
Desapparcceu no domingo 2 do corren le,
pelas 6 horas da tarde, o escravo Antonio, cabra,
f idade 20 amo?, mais ou menos, bem pare l'o,
corpo e feicoes regulares, com principio de boro,
cabellos carapinhoa c um tanto ruivo, e talla
mansamente : levou vestido camisa e calca bran-
ca, chapeo de eltro de cor parda, um surrao do
couro com baela e algu-na roupa ; julga-se quo
andar as vizinhancas dcsta cidade ou que se-
guir paraoserlo de Paje de Flores, d'onde
lillio ; o Jilo escravo foi comprado en 31 de mar-
go de l?58 a Joao Jos de Carvalho Jnior : pe-
de-so as 3utoiidadcs poiiciaes e capilaes de cam-
po oo qualquer pessoa que o possa descobrir, o
pegaren:, mandando-o. apresenlar a seu senhor
! Jos Comes Leal, morador no Recife, rua da Ca-
! deia, casa n. 56, primeiro andar, onde ser e-
nerosamenle recompensado aqoelle dos capitaes
de campo, ou pessoa do povo que o veuha en-
tregar.
Fugio no dia 2 de setembro do
coriente anno, o escravo Francisco,
mulato claro, com idade de 50 annes
pouco mais ou menes. bardado, rabel-
P'T^ fl T^ll f\ \~<\Ct\\ 7 'Ti 'Ios I'fc'os ancllados, c nduzio urna ma-
l 1 I I/i\ (*K ca de ovclia em que levou a roupa e
t -! JjJ (f 1 '_T^ _f Sjl-J a gum dinheiro, iissim como um ca-
peo de couro, e natural da villa do Ipu'
j Imperalriz n. 10,
"isla.
machinas destes dous .,
autores, mostram-se a chAlcau Loville-
qualiiuer hora do dia ou |Chteau Margaux.
da nciie, e responsabiii-
samo-nos por sua boa
quadade e seguranea : St, Julien.
no armazem de fazendas St. Julien Mdoc.
do Raymundo Carlos:
Leite & Irmaos rua da !
antigameute aterro da Bco-
Hctroivlc i\o \iccco da Cowgregaeao \ctvciro verde.
De Oldekop & Mareilhac.
JIG^KCIA
ii
MCl.OLOW 10W,
Roa4a Seala ova n. 42.
Neste estabelecimento continua a hr.verum
comapletosorlimeiito de moendas c meiasmoen-
das para ei:3enho, machina do vapor e taixas
de ferro batido e ooado. de todos os tenannos
m.ra Ji
Vende-se emoasa de Saunders Brcthers e\
G. pracado Corpo Santo, relogios do afama
:o fabricante Itoskell, por precos cemmodos,
e tii.ibern rancellins e cadeias paraos mesmos,
deexcellei.le ostn.
Chateau Loville.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qusdade fina.
Cognac em caixasquadade inferior.
Crvela branca.

-^ICA VERDADEIRA E
TIMA.
LEGI
Seda de quadrinhos muilo fina covado IgOOO
Enfeites de velludo com froco pretos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda 3
Fazendas para vestidos, sendo sedas, l
e seda, c-imbraia e seda lapada o
transparente, covado 5
Luvjs de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos $
Lencos de seda rxos para senhora a
2000 e 2$500
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades g
Chapeos francezes forma moderna 8^500
Lencos de gorguro prelos 2-;UO0
Ricascepellas brancas para noivados J)
Saias bulao para senhoras e meninas
Tafel rxo o covado 509
Chitas franeczas a 260, 2SO, 300 e 320
Cassas francezas, a vaia g500 i
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos c es-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos o de cores
com 2 saias e de babados
Ritos de gaze e de seda pbantasia
Chales de tonquim muilo finos
Grosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada prela c branca
Capas de fil e risitas de seda preta com
froco
1:500
S0RT1MEST0
DE
azenius e roupa
NA LOJA E ARMAZEM
nE
Joaquim Rodrigues Tavarcs RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SI A LOJA LE. Ql'ATIlO .OSTIAS.
Tem um completo sortimento de roupa feita,
e convida a lodos os seus freguezes e todas as
pesseas que desejarera ler um sobrecasaco bem
feito, ou um calc,a ou collele, de dirigirem-se a
esle estabelecimento que enconlrarao um babil
artista, thegado ltimamente de Lisboa, para
Remedia sem igual, sendo reconhecidos pelos desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
mdicos, es mais mnenles como remedio infal- i J tem um grande sonimento de paliots de ca-
livel para ourar escrophulas, cancros, rheumatis- semira cor de rap e outros escuros, que se veo-
mo.enfcrmidadesdo figade., dyspepsia, druida- Jema 1255, ouiros de casemira de quadrinhos
ilade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer- Ja mais fina que be no mercado a 1GS, ditos
midades resultanles do emprego de mercurio,! ,}e merino selimal25>, ditos de alpaka muilo
SALSA BARIIILIIA
IE
ulceras e emboes que resultam da
sangue.
CAllTCLA.
ino,
impureza do
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o svstema, equilibrar a circula-
cao do sangue, intciramenle vegetaes favoraveis
cm todos os
dore
a8p
fina a (i-!", ditos francezes sobrecasacados a 12^,
; Jilos de panno fino a 20, 253, e 305, sobre-
j casacas francezas muilo bem feilas a 359, cal-
; c,as feilas da mais fina casemira a 10, ditas de
: brim ede fusio por pierdo commodo, um grande
| sortimento de colletes de-casemira a 55, ditos de
loutras fazendas por preco commodo, um grande
sortinenlo de sapatos de tapete de gosto muilo
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
cado New York, aegam-se obrigados a prevenir
o resdeilavel publico para dasconfiar de algumas
lenuesimiiaeoes que boje se vende neste imperio, declarando a
lodos que sao ellesos nicos proprielarios da re- "?Ur8?0 ^' d'.108 de b.0rr'ch8 3 2*50\cha-
eeita do Dr. Bristol ,lendo-llie comprado nc an- Peode c5'" mu. lo superiores a 16, ditos de se-
ne de 1856. da, dos meihoicsquetera vimloaomercadoalO,
., ditos de sol. inglezes a 105, diios muitosbens a
c.asa nenliuma mais ou pessoa alguma lem 12, ditos francezes a 8, ditos grandes de pan-
dir&ao de fabricar a salsa pamlIsadeBristol.por- no a 45, um completo sortimento de golliiiha. e
que o segredo de sua preparado acha-se somen- manguitos, tiras bordadas, entre meios muilo
nos e travessei-
a bordadas que
.o que qui- servem para batisado decrianeas e para passe'0 !
oesdofigado b^s, dor de cabeea ictericia,.n- zerem comprar o verdadeiro devem bem observar a 85, 10 e 125. ricos lencos .le cambra'., da
s enferm.dades das mu- os segumles signaes, sem os quaes qualquer ou- Unto bordados para WnborVsTdkea usos para
ira preparacao falsa; hornera por preco commodo, saias bordadas a
1* 0 envoltorio de fora esl gravado de umla-, 3*o0f>, ditas muito finas a 55. Anda tem um
do sob urna chapa de ago, trazando ao,p as se- .reslinn0 e chales de toquira a 30, corles de
vestido de seda de ccres muilo lindas e superio-
res qualidades a 1005, que j se venderam a
150lr, capoiinhos prelos e man teleles prelos de
60LE AGEKTS
. ..........~.....T" -"*" -i grcuu e sua preparacao acha-se somen- manguitos, liras bordadas, eentr
odos os casos nunca ocasiona nauzeas ne le em poder des referidos Lanman & Kemp. proprio para collerinhos de menir
s de ventre dses de 1 a regular.sam, de 4 Tara evitar engaos com desapreciareis corubi- ros por preco commodo, camisa*
,uram. EsUsi pilulas .-ao efficazes as afTec- naces de drogas peroicio^as.as peseoss que qui- servem para batisado decrianeas
mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
jes, flores brancas, obstrucees, histerismo, ele,
r-o do mais promplo effeilo na escarlalinn, febre
biliosa, febre amarella. e cm todas as febres ma-
ignas.
Esles Iros importantes medicamenlos vem a-
o rupanhados de instrucees impressas que mus-
ir rn com a maior minnciosidade a maneira de
applica los cm qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsilicacio por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
& Irraao, na rua da Imperatriz n. 10. nicos
agentes em Pernambuco.
Vendem-se 2 eserams crioulos de idade de
23 e 14 annog : a tralsr na rua do Queimado, So-
ja de ferragens n. 13.
A 1,000 rs. a arro-
ba e 40 rs, a libra
Na rua Nova n. 69. vendam-so batatas muito
novas chegadas no uliimo navio alia arroba e
SO rs. a libra.
Vende-so o muilo couhecido enguento de
instar ralos c baratas rpidamente ; na cas j
a:ostumada, na rua de Senzala Velha n. 50,
Vende-se a taberna do paleo de S. Jos n.
51, com poneos fuios, propria para principian-
te : a tratar na mesuia.
guintes palavras :
f. T. LANMAM & KEMP
Tachase moendas
Braga Silva & C.tera sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A.um grande ortimento-
do tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Vendem-se carneiros gordos e baratos: na
ma doColoveo, padaria do leao do noilp.
No armazem da rua do Amorim n. 46, ven-
de-se gomma de superior qualidede.
Vendem-se duas cadeirinhas cm bom uso,
i na rua do Hospicio n 50 : quem as pretender,
jdirija-se a mesma casa, que ochar com quem
! Ira lar.
Fazendasporbaixos procos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidacao da urina de Leile se vendein por diminuto proen, sendo entre ou-
fras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o cevado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, linas, a 240 e 260.
Hiscados Cruncoaes de cores {xas a 200 rs.
Cassasde cores, bonspadres, a 240.
Brim dcliuho de quadros, covado, a 169 rs.
Brim trancado bronco de lioho muilo bom, va-
a liOOO."
Cortes de calca de meia casemira a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 5^.
Panno preto fino a 3^ e 4?).
Heiaa de cores, f.nas, pora bomem, duiia.(
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1?.
Meias brancas linas para senhora a 3.
Ditas ditas muilo finas a 4g.
Ditas cruas finas para homem a -ig.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2$}.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4J>.
Seda preta lavrada para vestido a 1J600 e Sg
Cortes de vestido de eda preta lavrada a 16j.
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para v-eslido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um, iO.
Chita franceza moderna, lingindoseda, covado
a 400 rs.
Enlreraeios bordados a 200 rs.
Camisetas psra senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2E0O.
Toalhas de linlvo para mesa a 2 e 4$.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoro de senhora a
Vestidos brancoe bordados para baptisar crian-
cas a 5J000.
Cortes decalca de casemira preta a 6#.
Chales dernerin com franja de seda a 5JJ
Cortes de calca de riscadode quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 1280.
Lencos braneos de cambraia, a duzia, 2$.
L0J\ DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em oulras partes : na lo-
ja do vapor na rua nova n. 7.
provincia do Ceara' : roga-e pos capi-
laes de campo, autoridades poiiciaes e
a qualquer pessoa a apprcLeosao do di-
to escravo a entregar a eu senhor Joao
158600 Jote de Ca valu Moraes Filho, na rua
2(000 do Queimado n. 13, que lera' Lem re-
compensado
Fugio no dia 30 de agostotfiassado, do ci'.-
genho Mamurai.i, o escravo pardo, de non e An-
tonio, ci m os signaes seguintes. al'ura regular,
secco do corpo, cabellos cacheados, olhos peque-
os, pouca barba ; consta que levou roupa de al-
godo azul 6 filho do sertao do Sobral, provin-
cia do Cear : poilanlo roga-se a loda equalquer
pessoa que o encontrar ou delle souber, que o
pegue e leve-o a ma do Imperador n. 12, que
ser bem recompensado
Acha-se fgido um mujIo cabra de nomo
Raymundo Patricio, official de pedreiro e i>arbei-
ro. foi rerroltido do Para em abril de 1859 pelo
Sr. Manoi-I Jcaquim de Paria, o qual fui ;
revdido ao Sr Peliciano Jo> Comes, e eslo se-
nhor vendeu ltimamente ao Sr Francisco Ma-
linas Pereira da Costa ; tem os seguintes sig-
naes : estatura regular, bastante grosso e barba-
do, olhos amarellados, falla com desembarazo,
ri i resenla le 35 a 40 annns : roga-se as ante ti-
Vende-se na loja de Antonio Augusto dos San- ^es polieiaes a sua apprehensSo ; e quem o
los Porto na loja ns. 37 e 39 na praca da Inlc- l""r""' "'"J"" 3 %* Guerra, cu Ipoju. .,
pendencia, c.pellas de aljfar e morale paraca- ''"'^ roa do Imperador n. ,'J, escriplorio de
lacumbas, lumulos ele, etc., da forma sesuinle Pobopo Jos Layme. ou na rua de Apollo n.
30, escnploiiodo Manool Gouvea de Souza, ;
l',;'' generosamente recompensado.
. Fugio no dia 19 de junho prximo \ i ssi do,
Si do engenho Bom Successo do termo de Stri-
J* nhaem, o escravo Daniel, preto fula, rrioulo, ce
S idade 20 annos, pouco mais ou menos, alio, sec-
9
-
e probos razoaveis
Capelias de aljofe com irscripcoes, grandes a
Ditas ditas por
Ditas ditas por
DHasdilas por
Ditas de imoitaile por
Cuadros com a imagen do Senhor Cruxifi-
cado com inscripedes por baixo a K1.5 e a
Milho novo.
8
na rua da
co, bem espigado, cabeca pequea, feicoes regu-
lares, bem'feiio de corp'o, pea e mios scrc o
bem feilas. Este escravo procurou 80 Sr. IV V,
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joao do Cato,
pan o comprar, e nao querendo o dono re d-
lo, mandou lusca lo, e nachegaa do poitado-
res, o escravo desappareceu ; julga-se que 'ii-
dar odilo escravo lias vizinhancas da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho s. Joao, ou do en-
genho Barbelho, mide lem u.uitus ixi.i.i
pois que frequentava esses lugares quando foi do
Sr. Jos Xavier da UO' ha Wanderley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de poli.ia do teimo do Cabo a captura des-
Na taberna da estrella, largo do Paraizo n. 14.' te escravo, e aos capilaes de campo 'ou qualquer
- Vendem-se dous cavallos mssos, gordos e P38oaque oconheca.de pega-lo o levar aorn-
bonios, proprios para carro e sel'a, e um dito genho Serrinha deSerinhac
lambem russo grande e bonito, bom para canga- c,sco0 M"noe' ^u7 >S' u '
Iba, lodos por commodo preco : quem os prc- ? Sr. Mantiel Alves Ferreira, na ru
tender dirija-sc rua Jo Crespo n. 10, que acha-
la com quem Iralar.
'-i|!< *.:r..aMMBJr" t?5>HT.!5 ft- '
r
Vendem-se saceo eom milho a 7}
Cadeia do Iteeife n 3.
Fare1oa4^00eisillioa
0$ ris.
Seguro elra Foo
enho Scrrinha de Serinheni a seu senhor Fron-
nesla cid, e
a da Uoeda
n. 3, segundo andar.
N.
69 YVATER STREET.
TXew-\orl
ricos gostos a 2(1, 255 e 305, os mais superio-
; res chales de casemira estampados, muito fino6, a
i 85 e a 10, toslhas de linho de vara e tres quar-
l tas, adamascadas, muito superiores a 55, ditas
jpara rosio de linho a 15, chitas francezas de su-
2S O mesmo do oulro lado tem um rotulo em j perior qualidade, tanto escuras como claras a
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-1 2GO, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
prielarios. j casemiras para calca, colleles e palilois a 45 o co-
3o Sobre a rolh acha-se o retrato e firma :vado'eura comPIeto sorlimenl de oulras fazen-
do invenior C. C. Brislol em papel cor de rosa. Idas' e ludo se vende Por Pre? barat0 e na
4o Que as direcces unas cada garrafa eP0?8,veJ afIu,se Poder mencionar nem a quarta
tem urna phenix semelhante a que vai cima do i Parlede,1,a? no entant0 8 freguezes chegando e
querendo comprar nao i rao sem fazenda.
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da AlfanJega n. 89.
Bahia Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
da Cr uz n 22.
Azeilonas novas de superior qualidade :
vende-se na praca da Boa-Vista, taberna n. 14.
Vende-se um cabriolel era muilo bom es-
lado, e de 4 rodas, com o eavallo gordo e novo :
na estrada nova, casa de Jos Paulino de Alraei-
da Calanho.
Vendem-se libras sterlina?, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru*
n. 4.
Rua Nova n. M.
\cndcm-se luvas de pellica com loque de mo-
fo 1S00O o par, e compra-se moeda de ouro na
mesma casa.-
Modernos e boni-
tos enfeites de froco,
Na loja da Aguia Branca vendem-so mui bo-
nitos e modernos enfeites de froco, obra de mui-
to gesto a 6, 8 e lOgCOO : na rua do Queimado
11. 16.
Vende-se urna escrava de bonita figura, de
idade 18 annos, e um moleque de id>de 8 annos ;
a tratar na rua do Encantamento n. 11.
Vendem-se saceos com farinha do mandio-
ca a 6g000 : na rua da Madre de Dos n. 2,
mi
LnOh-ES
AGENTES
C J. Aetley para
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadasde ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com- i
posicao. 5
Barrilha e cabos. I
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei- I
ro : no armazem de C. I
I J. Astley & C.
scaoCTfljME; Vende-se urna prela crioula de idado de 15
annos. bonita figura : na rua do Crespo n. 8, es-
quina da rua do Imperador.
Alten cao
Vende se na rua da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentenQa, o devedor
dizem que tem loja cm nome de outro
na ma da Imperatriz, cujo devedor
chamn-se Antonio Jos de Azevedo,
Vende-se um bonito eavallo mellado muito
manso e bom sudador-: a tratar na rua do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13.
Attenco.
Eugio desde odia lodo corrento rrez o escravo
I.uiz com os signaos seguintes : crioulo, coi fula,
alto e bem feito do corpo, gago bstanle, tem
o dedo mnimo do p corlado, natural do fer-
lo do Cear : quem o pegar, leve-o a sen senhor
na rua Direita n. 112, ou na rua de Apollo n. id,
armazem de assucar, que ser recompensado.
Gralificaco.
SOIOOO.
Fugio no dia 27 de ngoslo p p. um escravo por
nome Pedro, de (r sinii- branra, e com os signai s
seguinles : rosto redondo, alio e secco, ea redonda chala alraz, com pouca barba, e
anda muito apressado ; levou roupa de nlgoio
branca e azul de risradinbo, chapeo de bsta
prela e Arraial e Remedio vadiar ; per isso peco s au-
loi idaJes poiiciaes c capitaee de ranipo a sua cap-
tura e levaren) a rua Direi'a n. 12, ou a ma de
Apollo n. 4 B. Jos Francisco do Rrgo Medei-
ros e Mello.
Fugio no dia 30 de agosto a escrava Zeferi-
na, preta crioula, um pouco fula, de idade de 13
a 14 annos, magra, bracos e pomas finas, nslo
compriJn. ps e maos descarnad is e nm pouco
branras, de quem padece de frialdade, o olhar
espantado, quando anda aos polos ; julpa-so
i ella estar acolitada cm alguma cusa,por ser inlei-
ramente nova nesla cidade por ha pouco lempo
ler chegado de fra e nunca sabir a rua ; pro-
tesla-se contra quera a tiver acontado como a l determina ; levou vestido de chita caducla de
quadros de mangas curtas, e um chales velho um
pouco escuro, ha quem a visse no poleo doCor-
mo: roga-se aos capilaes de campo, autoridades
poiiciaes e a qualquer pessoa a apprthensao, e
levem na a seu senhor na rua do Crespo n. 15
que se recompensar.
50$ de gratiicacao.
Contina a esiar fgido desde o dia 4 de abril
prximo passndo o preto de nome Flix, rom ida-
de de 35 a 40 annos, de nacao Mosaambique, e
lem ossigoacs seguintes :'estatura baisa, cor
fula, ps um pouco apalhclndos, lem um ralom-
binho 1 ntre as sobrancelhas por cima do nariz,
que parece ser signal da trra delle ; esle prelo
lem servido em differentes artes, pescador, ca-
noeiro. caiador, trabalhndor de campo, e hoje
padeiro, a que pertenca ; foi esclavo do Sr. Ma-
nuel Francisco Duarle, e quando Toge rosluma
mudar o nome para Joo. e intitula -se forro,
tem sido visto nos arrobaldes desla cidade da es-
trada de Beberibe em direrco al a matriz da
Varzca : portanto roga-se a lodo e qualquer que
o encontrar ou delle souber. que o pegue e leve-o
ao palco da Sania Cruz, padaria n. 6, que rece-
ber a gralificaco cima ; assim como se pro-
testa centra quem o tiver acoutado.


c)
Litteratura.
Mimo pc pcnWAMBUcu. QlWTa rmriA. o DB SET.MEBRO DE 1860.

parle,
parle.
1
i'
1*
parle,
parle.
parle.
parle.
parle,
parle.
1 parlo.
2" parle.
Curo.
Israel.
Coro.
Isr.
Alsuns.
Slc.
Alguns.
Sle.
(a Isr.)
Ir.
Sle.
Isr.
ble.
Isr.
Curo.
MARINO FALIERO,
Tragedia Ijrica cm 3 actos, poesa
de .1. M. Budera, msica do maes-
tro Donizettl. A accao passa-se
nn Tencza no auno de 1355.
PERSONAGENS.
Mariano Faliero, Doge de Vneta.
hraelBertucci, director do arsenal de Venezo.
Fernando, amigo do Doge.
Sleno, o fidalgo, un dos quaienla.
Lconi, idem, um dos dez.
Helena, esposa do Doge.
frene, s'ia confidente.
Pcenle, criado do Dogo.
Beltrame, esculplor.
Pedro, gondoleiro.
(luido, pescador.
Juizes nocturnos, cavalleiros. damas, obreiros,
pescadores, gordoleiros, soldados, ele.
ACTO I.
SCENA I
Art/enal.
Coro de operarios que trabalham.
Iga, iga, iga, l.
l'deser ? ser verdade?
Isso corre na cidade.
Mais do que um j tem jurado
De 1er visto o vituperio
Era Riallo publicado.
Mesmo o nome de Faliero,
Mesmo o nome da mulher.
Ella, exemplo de virlude?
Mas sentido, puxa, puxa.
Qual ha sido o criminado?
Dizcm lodos um patricio...
Um patricio 1 l, cuidado :
Os Quarena o punirao.
Os Quarena! elles detestara
Com o Doge nos tambera.
Ah quo pobres somos nos I
Pobres nos?... cala-te j...
Puxa, puxa, para aqui.
O hyrano enloemos do Faliero.
Zara infida, zara audaz.
Quatro assaltos j le deram,
Nem tu cedes, e s capaz
De Veneza desafiar?
Grande Faliero 1
Zara treme, treme, Zara,
J esl o fosso superado,
A lu queda se prepara,
Nao hi muroinleiro j.
Grande Faliero!
Mas do sul qual lurbilho.
Se levanta e sempre augmenta ?
Vem armada muliido.
A' vinganga desaliar.
Grando Faliero !
Jsorpresos, j tomados
Somos nos pelo inimigo,
Qualdesgraga, qual perigo
Se a feroz Zara vencer 1
Grande Faliero!
Mas Faliero vem, e o p'rigo
Com os olhos tem medido,
Rctrocedem os cavallos
Do inimi{{0 repellido.
Grande Faliero!
Ao combale va primeiro
Elle forte e dcslimido,
Relrocedem os cavallos
Do inimigo repellido.
Grande Faliero 1
SCENA II.
hrael, que tem entrado melade do canto, e
ditos.
E' agradavel ir cantando
O valor da verde edade I
Tambera eu era do bando,
De Veneza fui guerreiro.
De Faliero eslava ao lado
Ojiando foro, ensangueulado,
Fulminando sobre a brecha
Vencedor em Zara entrou.
Qual glorioso dia radiou i
Ora flca s a memoria I
Essa edade e essa gloria
Foi um sunho quepassoul
SCENA III.
Steno e ditos.
Amigos! perturbado.
E* Steno patriciano.
Mo vento tem soprado.
Ouefazeis? a mioha gndola
Inda nao se acabou?
(indo ver os trabralhos.)
Scnhor...
Cumplir as ordens
Eu vos ensinarci.
Indignos, desgragados!
O' l, sejam langados
Fra do arsenal.
Senhor, crime nao tem.
Os queiras desculpar.
Nao lem mos a medir :
Trinla vieram paleras
Aqui p'ra concertar;
A' patria ho de servir
One dizes, desgranado 1
(ameaga de o bater.)
Senhor, eu fui toldado., (indignado).
Vil plebe como os outros,
Ters castigo egual.
(parte atneacando.)
SCENA IV.
Israel e coro.
Arrogantes, scelleratos,
Orgulhosos, vis, ingratos 1
Pouco o ar vosso inslenle,
Vs queris nos aviltarl...
Alvo aqui a oppressa gente.
E'da vossa crucldade.
A's oflensas tuas calados
Sempre, Steno, Acaremos,
Esta injuria nao rodemos
To iniqua, tolerar.
Vem, revela o raso alroz,
Desprezado o vil ser.
SCENA v.
Gabinete no palacio do Doge.
Fer.
Hel.
Fer.
Vic.
Fal.
femando, s. Nao, nao abandona-la
Sean delta despedir-mc nao posso cu.
Me ferroso partir; do iniquo Steno
A infame aecusaco honra sua
A isto mo conslrngc.
Adcus vaas esperances
De ura infeliz amor I
Casa paterna, onde cu
Com ella conviv, p'ra sempre adeus.
Eu vos deixo, patrios lares,
Nunca mais eu vollarei;
Kespirar amigos ares
Nunca mais eu poderei.
Do sorriso atura morada,
Sempre a mim sers presente,
De ti longe em mioha mente
De leus bens eu gozarei.
Um s pensamento
Minh alma suslem :
Que abranda o tormento
Do oppresso meu bem.
Se menos irado
Eu torno seu fado,
Conleulc cu screi
De a moite arroslar.
Mas chega alguem : ella I
Ah 1 sou feliz !
SCENA vi.
Helena e dito.
Hel. Fernando I...
E inda te atreves!., (para partir).
Per. Ouve.
Hel. Nao.
Fer. Por ullima vez...
Hel. Fugir-le eu devo.
Fer. Ah! por piedade escula 1
E' o navio j preparado,
Que ao meu co, a ti me rouba,
Este instante, bem amado.
S me resta, e vou partir.
Que eu chorar possa comtigo,
Deixa, nesle instante extremo,
E levar possa comigo
Um signal de compaixo.
Hel. Ah! que pedes ? mcus insultos
J tu podes doslembrar?
Neste sitio a rainha infamia
Mal acaba de resoar.
Vai, que o instante em que te esculo
Pode ser a miro tremendo.
Infortunio mais horrendo
Se nao foges vou sofrer.
Per. Ah I que lembras ? oh meu pejo I
Ah I cruel !
Hel. Ah I parle, vai.
Fer. Quiz meu ferro ensanguentado.
Eu mostrar-te do traidor,
A Ou jazer eu imraolado,
Holocausto ao meu amor,
etivesle obrago meu.
Cede ao pranto o meu furor,
E me liegas un adeus,
Una lagrima de dr.
Hel. Cessa, ah cada la palavra
Abre em mim atroz ferida,
de pranlo a mioha vida,
Bem o sabes, s por ti,
Ah! por ello que nos ama.
Que seus Glhos ambos chama,
Deves tu de mim fugir,
E quem s, quem sou lembrar !
Pois bem, eu parto, adeus,
Depois se a li chegar.
Noticia alguma minha
Ser de eu expirar.
Ah vive, ordenle eu,
Recebo este penhor,(d-lheum veo
Banhado em pranlo meu,
Memoria a (i de dor -
Vive, e a memoria
Conserva tu de mim ;
Honra conforte, e gloria
Ura infeliz amor.
Parto, e a tua memoria
Fica gravada em mim
Mais grato a mim que a gloria
O charo leu penhor !
O Dogo !
Her. Parte
Fer. Oh co!
Hel. Se le demoras...
SCENA vu.
Fal. Helena, tu choraste?
Hel. Eu ?... sim, t que tranquillo. .
Fal. Serei tranquillo quando...
Hel. Irado s tu ?
Pal. Deixa-me com Fer nando.
Hel. Ah que ser?... (parte).
SCENA VIII.
Faliero e Fernando.
Fer- Senhor, s perturbado ?
Fal. Queiras Fernando 1er,
Observa a infamia dos Quarenta e
minha.
Fer. Horrendo abuso de poder I A Sleno
Que da tua esposa a virlude e o
Doge.
Oliendo to vi'mente
A captura do um mez,
E o exilio lie um anno !
Pal- Vai, do insulto
Informa a Europa que tem sido
inulto.
Veneza exulta e tu gondoleiro
Que meu valor cantaste agora tirada:
Faliero da consorte deshonrada.
Fer. E o soffres ?
Fal. Antes devo
Firmar este papel, quo eslou vin-
gado.
De Sleno Iiei de cu dizer. O bom
Leoni
(Irnico.)
Para escarnecimenlo me convida
Agora a um baile. A mim esse pa-
pel-
(Aesisna o papel e depois exclama !)
Oh justica do co I
Toma, entrega o papel ;
Dispe-le ir ao baile.
(Fer. parte.)
SCENA IX.
t'icente e Faliero.
Desoja, se a concedes, breve au-
diencia
Israel Bertucci.
(Aquello que por Sleno
Foi hoje insultado) ?
Entre. (Vic. que parte).
SCENA x.
Faliero .
E al quando inultas
As offensas serao desse perverso ?..
SCENA XI.
Israel eFaliero.
Fal. Israel, que queros ?
Pero a ti justica.
Contra o iniquo Siena.
E a mim vinganca
Pedes de tuas offensas* ?
Isr. To perlence.
Mas mcus proprios insultos
Sao impunes, a mim riegam justiea
Pois nico partido sao as armas ?
Tenho valor e um ferro p'ra vin-
gar-me.
Fal. Se chegares a mata-Io,
Matas um, e mil depois
Surdiro para vinga-lo
Qual de vos se atrevera
A' lemivel ousada
De aos Quarena resistir ?
Isr. Para Steno impo punir
Quo este solo ha deshonrado
Mil hroes vers surdir.
Do valor, da glorh ao btade
Ha do o bando scellerado
Exlingur-se, ou eu cahir.
Pal. Faltar defeza aos impios ?
Isr. Faltar vilor a nos ?
Fal. Nos teus ditos ha um arcano.
Palla.
Isr. Ao Dogo, cu Faliero ?
Pac. No ha Doge.
Isr. Vou o myslerio
Ao artigo revelar.
J do soborbo leo
O astro se oscurece.
Fal. Silencio... osla manso
Cautela nos merece.
E socios tens na empreza ?
Isr. A espada o o valor.
De Steno a altivez
Succumba ao meu furor.
Fal. Nao pode nesta empreza
O leu valor bas'ar.
Cumpre salvar VeReza
Mais forte meio adiar.
Isr. Nao bastara os deudos
Dos impios imputados .'...
As derramadas lagrimas,
Os thalamos Iraiiidos ?
Fal. Taes crimes, tal torpeza
O odio ho do excitar,
Mas p'ra-salvar Veneza
Cumpre outro meio adiar,
isr. A infamia da consorte,
Do Dogo o vilipendio,
Nao merecidos golpes
Que to oncliem de vergonha,
Inda nao *o injurias
Que excilem leu furor ?
Fal. Qual arguico oh furias,
Oh Steno l'oh qual vergoa !
lar. (parte) Silencioso, medita vingaiifa,
E' por mil reflexes agitado,
E" por vezes seu rosto animado
D'odio, ira, furor o compaixo).
Fal. (Odio, ira, vos sinlo, vos our.o.
Vos era vao nao peds a vinganca,
J o furor da terrivel malanga :
Sobre os impios nao larda a cahir).
Isr. Decidiste?...
Fal. Vem ao baile :
No palacio de Leoni
Dos campeos tu me dirs
Os seus nomes, quaiitos sao.
Isr. Nao o esperes se primeiro
O leu nome eu nao livor,
Fal. Ousas tanto ?
Isr. Mais ousei
Ao leu lado um dia pugnando.
O' Faliero que da espada
Que salvou a patria enlo ?
Urna espada pede agora...
Fal. Ter aquella de Faliero.
Treme, Steno, treraei, soberbos,
Vai o inslanle chegar desojado,
De Faliero, vilmente injuriado,
Vai vingar-se o terrivel furor.
Isr. Todo o brago Faliero se offerecc,
Ah so apresse o momento anhe-
lado.
Todo o insulto vai ser vindicado,
O iropio Steno punido ser...
A vencer ou morrer no combate
, A voz d'honra sonora nos chama,
Vai aos posteros a nclita fama
Nossa gloria iramorlal transmiltir.
(Partem.)
SCENA XII.
Gabinete que introduz urna sala de baile.
Leoni e criados.
Leo. As rosas de Bisancio
Deilai com profuso,
De Chypre os ricos vasos enfeilai.
A luz eguale o dia
Brilhe por lodi a parle
O riquissimo fasto que eu possuo.
Nada falte grandeza.
Espero o Doge c baste : Ide.
(Os criados partem).
SCENA XIV.
Steno (com mascara) e ditos.
Set. Leoni.
[Su le admires.
Leo. Como ?
Inda hoje entendido,
Compareces ao baile A que te in-
duz.
Ura desgranado amor !...
Sle. Serei occulio a lodos
E ella lambem, eu amo-a tanto
Quanto mais cruel a minba orle.
Mas a raiva do amor inda mais
forle.
Leo. Socega, Sleno, aqui s ha prazer,
O Doge chega, lem prudencia.
Sle. Adeus.
(Pe a mascara e vai confundir-se com os ca-
valleiros na sala).
Cor. Vem formosura
Divina da Adria,
Vera, rainha,
Nos alegrar,
Trazc diffunde
Na dansa e o canto,
Gloria e delicia
Da nossa edade.
SCENA XV
Israel (que sao de urna porta lateral) e Fa-
liero.
ACTO II.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fer.
Isr.
Fer.
Isr.
Fer.
Isr.
Hel.
Fai.
Hel.
Isr.
Fal.
Fer.
Hel.
Isr.
Todos.
Fal.
Isr.
Hel.
Fer.
Sle.
Fer.
Slc.
Fer.
Slc.
Fer.
Ste.
Fer.
Ste.
Hel.
Fal.
Todos.
Fer.
Hel.
Sto.
Isr.
Fal.
Fal. Estamos sos ? Viga.
Isr. Ninguem aqui
Nos observa, das dansas o rumor
E' propicio ao segredo
Fal. Quem sao pois
Da empreza companheiros?
Isr. E-los: l.
(dando-lhe um papel.)
Fer. Quanto3 nomes 1
Eternos
Nos psteros serao se houver o leu,
Fal. UmDalmata?
Isr. Que vem
Com Irezentos unir-se.
Fal. Esl bom.
Um pescador?
Isr. Misero de ouro, echeio
Do odio aos impios.
Fal. Tambem um gondoleiro ?
Isr. Com outros cem sentados sobre a
proa,
Que soltar primeiro
Um cntico victoria.
Fal. E a Faliero.
E Bellrao esculptor?
(cessa a msica do baile.)
Funesto nome este....
Isr. Silencio I
Fal. Chega alguem ?
Isr. Nao : o baile acabou.
Fal. Deixa-me s, explora cm toda a
parle.
Isr. Genio da Adria aquella menlo ins-
pira, (parte).
SCENA XVI.
Faliero, depois Helena.
Fal. O' soberbo Faliero, que recorres
Para vinganga adiar I
A plebe? e "della esperas grandes
cousas,
Sim, peble somonte ousaconfiar se
O Doge nao vingado : horrrivel jogo
Comegarei do meu ferctio ao lado,
Onde ludo tem fin.... Tu desmaia-
da?....
(Helena cnlra.)
Urna atrevida mascara
Espa meus passos, segue-mc inso-
lente....
Era casa do Leoni minha esposa ?
Partamos.
Raio horrivel
Aos mcus olhos I....
Partamos.
Oh furor 1
SCENA XVII.
Faliero e Israel, fallando entre si entrada do
gabinete, e ditos.
Tu o viste?
C'os meus olhos
E>sa mascara atrevida?
Era o impio.
O impio quem ?
Era Steno.
Fal. Steno aqui?
Fer. Ah I esta injuria extrema,
O inesperado insulto,
Prfido Sleno inulto,
Juro, nao ficar
(approximaodo-se sala.)
Suspende por piedade 1
Parlamos, melhor.
(conduzindn Faliero do outro lado.)
Por insidia impia festa.
T ha Leoni convidado,
Outra offensa mais funesta
Te ha o perverso reservado
Nao convni mostrar por ora,
O incitado leu furor.
De vngauga chega a hora,
(a Isr.) Tu me guia, o instante apressa.
Ira alroz que me devora,
Mal comida mal repressa,
J nao tarda de vinganca
Golpe horrendo a fulminar.
Do tormento meu tyranno ( a Hel.)
Eu me quero alflm vingar.
Das injurias suas o insano
Hoje deve o crimo expiar.
Pranlo ou rogos do cobardo
Nao me podem j applacar.
Un meu dito, um mou olhar (a Fer.)
Impcravam no leu peilo,
E nao posso agora o elTcilo
Reprimir do leu furor.
Se nao queres ver-me exlincta
Ah I socega por piedade.
SCENA xvm.
Steno com mascara, e ditos.
Ah vem : elle.
E" olio ?
Audaz, tu nestes lares....
Em traje disfargado....
Co!
Se almas tens revela o leu sem-
blante
Qualquer que soja, eu desprezo,
leu furor arrosto.
So visses o meu rosto
Te infundira lerror.
Falla baixo: a espada, Steno,
Entro nos fallar s deve.
O' prazer 1 o queros! quando?
Nesta mesraa uoile.
Sim.
Junto ao templo de S. Joo,
No lugar mais, socegado
As tres hoias, sem fallar
Eu ire por li esperar.
Guerra a niortel
A morlc guerra 1
Um de litis ha de morrer.
Tu nao falles, eu l iroi.
(Era segredo fallam, tremo.
O perverso....
D'ira eu bramo 1
Em silencio heide eu soffrer?)
(O meu ferro lora agora (a parle.)
A jtisliga a mim negada,
Com a morlc sua vingada
A innocencia alim ser
Pois a injuria feita o prfido
Com o sangtic lavar.)
(Decidiram seu nspecto
Sangue o morto s respira :
Implacavel sua ira!....
Ah I quem delles morrer
Seja falso o meu presagio,
Justo co tem compaixo !)
Que ello exulto o ameace,
Seja embora altivo c fero,
O sou nomo de Faliero
S a s nao servir.
N'uma hora eu lo ouvirei
Implorares compaixo.)
(T as dansas e no jubilo (a Fal.
A paciencia tua so insulta.
A justica sempre inulta,
E tu delles ters d?
Os vis devom perecer,
Ou Veneza suecumbir.)
(Cala, amigo : o leu segicdo
Pode o leu furor Irahir:
A vinganca que cu medito
Como raio ha de cahir.
Nao receies que mou peilo
A piedade queira ouvir )
Ao baile, ao baile, ao bjilc. (na sala)
Vamos dansa:
Alio silencio
D'alla vinganga
Filho ser.
Vamos dansa :
Minha ira funesta
Ter vinganga,
Cruel ser.
Ah qual prepara-se,
Funesta scena,
Minh'alma pena
Vai suecumbir.
(Todos cntram 09 ala do bailo.)
Coro.
Isr. Fal.
Fer. Ste,
Hel.
SCENA 1
Praga de S. Joto e S. Paulo.
E' noite.
De urna gndola se canta oseguinte:
Coro. Somo filhos nos da noite,
N fenemo onda escura,
S o echo da agua impura,
Se reinamos na laga
Corresponde ao nosso canto
Precursora nos de pranlo.
Mas sentido, haja cuidado:
Voz ao longe tenho ouvdo
De um estranho Rondoleiro,
J l-vai, j tem passado
O indiscreto passageiro,
J nao ha que receiar.
Voz. Tois quo a noite encobre o co (de
< denlro.)
Sem estrellas, sem luar,
Nem o teu tranquillo somno,
A lagoa vem perturbar,
Dorme, bella, e do prazer
A cango quero entoar.
SCENA II.
Fernando, s.
Terrivel noite!.. eu sou d'horendo
augurio,
lnlauslo mensageiro.
Ameaga o co tremendo, o mar sus-
surra,
Soltar funestas vozesougoao longe..
Cinzas de mcus avs que aqui jazeis
Sois vos que me chamis?
Veris que sei morrer digno de vos..
Mas cumpre a li ficar
No meio das suspeitas,
No meio das injurias a chorar!
Eu tremer le vejo agora
Por meus dias, desventurada !
Cada hora que chegada
Julgas ultima p'ra mim
Ah se justo o leu roceio.
Eu desejo um peito achar,
Que reputo a mim feliz
Do poder por ti expirar.
Esta a hora., urna mo abrazada
Vera meu pcito furioso agarrar:
S de raiva a minh'alma inflam-
- mada,
, Deve a voz da vinganga escutar..
[olhando atraz do templo.)
Mas, nao chegar, j nimia tardanca,
Que elle falle me agita o temor, *
Mas um vulto approxma-se, avanca,
Sim elle, me busca, oh furor I
Eu lorno a ter prsenle
Tua lingua detractora,
Vai responder-te agora
A esposa de Faliero
Co'o sangue para a offensa
O vil calumniador.
Por ella brando a espada,
Por ella vou pugnar.
O veo que sua memoria
Que aporto contra o peito,
Penhor de victoria
Inflanima o meu valor.
(parte.)
SCENA III.
Coro, Pedro, Guido, Beltrame, de urna gndola
que se approxima praia
Somos filhos nos da noile.
Nos tendemos a onda escura,
S o ocho da agua impura.
Se remamos na lagoa,
Correspondo ao nosso canto
Precursor a nos de pranlo.
SCENA IV.
Faliero, Israel, desembarcando de urna gndola
e tos.
Ped. Fiodou a fesla de Leoni?
Isr. Est em metade.
Vieram Guido e Beltrao?
Pie. 'Stamos c todos.
Isr. A noite esl avancadi?
Gui. Sao tres horas.
Ped. Eeste?
Isr. um defensor.
Nosso o da plebe.
Gui. Paroce-me um patricio..
Ped. Venha urna luz !
Bel. Que vejo? (lira urna lanterna de
furta fogo em quanto Faliero
abre o sen manto).
Gui. (pucha pela espada). O Doge?
(todos lancam mao do ferro).
Coro. A's armas!
Isr. Dotendo-vos, alias..
(defendendo Fal.)
Ped. T primeiro.. (chegando-se)
Isr. (desembainha a espada). Se ousais..
Dar mais um passo..
Fal. Valcntes, matai!
Qual valor de conjurados !
Contra um s, tantos armados !
Cem espadas contra una
Forle prova de valor !
Coro. Ah tal visla inexperada
Fez em nos grande impresso !
Isr. Elle, amigos, se une a vos
Contra a barbara oppiessj,
Coro. Ousa o Dogo de Veneza,
Aqu vir?
Fal. Onde esl o Doge?
Nao existe tal phantasma,
J nao son se nao Faliero.
Eu da patria sou o guerreiro,
Que cidados conquislou,
E que a patria da oppresso
Quer romvosco libertar.
Coro. Ah quem pode em tal carapio
A deshonra suspeilar?
Isr. Vamos pois.
Fal. Falta urna aurora
E urna noite..
Gui. ecoro. Quanto esse dia
Inda tarda a apparecer I
Isr. De matar d t o signal.
Fal. Quando der lereeiro loque
O maior sino da torre.
A bandeira de Faliero
Correris : esse o momento
Em quo vai Veneza ver
O mais ledo dia romper.
Sobre a espada ora juremos
Moi lo aos Dez....
Isr. (iroveja) O raio che,
Tambem ameaga o co
Os impos.. Todos firmes
Juramos..
(ouve-se fragor de atinas..
Fal. Qual evento!..
Ougo de armas o fragor..
Isr. Parece..
(Grito de dentro). Ah !
Fal. fsorpreso) Qual lamento
Ferio meu corago!..
Isr. Gente l, correi: um fogo ?
Fal. Brama o eco, e zue o vento'.'..
Isr. Oh fatal preso ni'menlo '...
Fal. Tal lamento me assustou !
(espantado).
Isr. Ah 1 qual raio esse lamento
Alerrou meu coraco.
scena v.
Fernando moribundo e oudoleiros que o con-
duzem.
Ped. Traspassado, era seu sangue nadando
Nos adiamos esto hornera que
morre.
fal. Urna luz : quero ver o seu rosto..
(faz signal que tragara um facho da
gndola.)
Ura relmpago o co esclarece,
(faz relmpagos).
Fal. Ah Fernando! (reconhecendo o
amigo.)
Isr. Fernando., oh desgraga 1
Fal. Ah I meu fido 1
Todos. Qual novo terror 1
For. En., quiz vingar-lc. Steno,.
Matou-me, eu golo oh co !
Fallcgo.. Ah I este veo
Cubra o meu rosto..
Fal. Ah! nao..
Vire.
Fer. Ferido morte..
T vinga a la consorte
Que eu morro..
Todos. Elle expirou.
Fal. Ah Fernando (para abragar-lhe).
Isr. (oppondo-se) Oh Deus I Faliero I..
Fal. Onde eslou?.... quem chora ? oh
co
Que foi delle ? pois morreu !,.
Quem sois vos? porque choris?
Ah! Fernando!..
Todos. Elle morre!
Fal. Tenebrosa noite horrenda
Crimes mil em vo occullas,
Minha raiva atroz tremenda
Vai a morlc ministrar.
Sola, espada o golpe fero,
Haja barbara malanga
Iramorlal aira vinganga
Do seu sangue nascer,
Coro. Triste noile, vai-te, foge
vinganga d o lugar:
Fal.
Todos.'
Ir.
Cada gota desse sangue
Vidas mil ha de cuitar.
Sobre o corpo seu ox-sangue
Cumpre aos vis morte jurar.
As carnagens immediatas
Rapidissimas serao.
Este escolho de piratas
Ferro e fogo deslruirao.
ACTO III. *
SCENA I.
Oaoxntle no palacio do Doge como no acto pri-
meiro.
Irene, Herena (que dorme), coro de damas.
Coro. A noile torna-se
Mais tenebrosa,
Em somno lnguido
Ella repousa.
Fujaro da misera
Tristes vises !
Das aves fnebres
Ougo um lamento,
Talvez o hlito
D'iofauslo vento,
Ou mar que era gndolas
Se vai frangir?
Accorda....
Ah!
Qual terror!___
Irene Irene I___
Ah qual terrivel sonho !___
E que sonhaste ?....
Delira a minha mente...
Quanto tarda ? ..
(ao coro) Quera chega ?
SCENA II.
Faliero e Helena.
Porque velas (entra perturbado).
Por ti...
Queiras repouso
Dar ao corpo caucado...
de gelo a tua mo ..
De lume o peito
De noile aqui to larde?
(a parte). (Qual nova I...) Tu me oc-
cullas
Horrivel pensamento...
Eu?...
Tu longe de mim?
Era dever.
Deve?... dos teus amigos
Ninguem te acompanhou ?
Excepto a honra e a espada.
E em noile la), Fernando
Tambem le abandonou ?
Falsa arguk-o...
Fernando!... Ah!...
Ai de mim !
Elle morreu I
Elle morreu por mim !
Digno dos seus.
O novo sol e eu
Um sepulcro veremos!
E mais mil
A plebe e o co conjurara
Para vingar-me.
Oh nimia desventura !
Mas qual fragor eu ougo !
Os romos agitar eu ougo aos ceios
Mas inda nao dia... A "nova aurora
Parcce-mo distante...
Adiantado o signal...
(para partir).
Suspende...
s armas
SCENA III.
Leoni e ditos.
'Slamos cm p'rigo. O povo suble-
vado
Conspira contra o estado.
Os Dez querem fallar-te : Vem.
Oh.co,
Vem...
Ora de Veneza o rei sou eu.
E o doge que assm falla ?
(pescrobainlu a espada.) Impos,
tremei
Tu Faliero vingado em mim desco-
bre.
Ola... (apresentam-so os senhores
da noule).
SCENA IV.
Os senhores da noule e ditos.
Eu fui trado !
O forro cede.
Sao teus crimes declarados,
J no carcere encerrados
Os teus cmplices eslo.
(framente).
Pois bem, prompto eslou eu.
Segue-nie
Suspendoi!
(framente). Helena, adeus.
SCENA v.
Helena, Irene, damas.
Tudo rouba a mim a morte,
Vou a dous tmulos chorar.
Sobre mim a irada sorto
Os seus raios foi lancar.
Ah sobre ella a irada'sorle
Os seus raios foi langar.
Tu perda, clemente co,
Ao meu peilo criminoso.
Se de li sou abandonada,
Eu sem mai, e sem esposo,
Sou deserta, desgragada,
Nada tenho que esperar.
Ah acalma-te, infeliz I
Eu horror sou de natura 1
E a infeliz desesperada!
Tanta minha desventura
Dia o noule eu chorarei.
Tanta tua desventura
Dia e noule eu chorarei.
Ah! acalma-te, infeliz,
Eu com ligo chorarei 1
Entre os dous espectros cu
Triste vida passarei.
Urna espada sempre adianto
Um patbulo eu lerei,
E do seu sangue escumanto
O espectculo verei.
Morte agora para a misera.
Nao supplicio. compaixo.
SCENA Vi.
Sala do conselho dos dez.
Leoni, Beltrame do lado dos dez, Israel, Guido,
Podro, e seus sequazes algemados.
Hel.
Ir.
Hel.
Ir.
Hel.
Ir.
Fal.
Hel.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Pal,
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hol.
Fal.
Hel.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Leo.
Hel.
Leo.
Fal.
Leo.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fa!.
Leo.
Fal.
Loo.
Hel.
Fal.
Hel.
Coro.
Hel.
Ir.
Hel.
Coro.
Hel.
Ir.
Coro.
Hel.
Coro.
Leo.
Os Dez.
Leo.
Coro.
Fal.
Leo.
Fal.
Isr.
Fal.
Leo.
Fal.
Isr.
Leo.
Leo.
O vil traidor Faliero
Est era vosso poder.
Gloria a Leoni! salva
Da mor fatalidade,
Dos*iarcs a rainha,
A Adriatica cidade.
Opprima-se a altiveza
De quem llie fez a gueira;
Jamis soube Veneza
Dolidos taes perdoar.
SCENA VII.
Faliero e ditos.
Eis o Dege.
Silencio.
Quem sois vos ? por qual iei
Arrogado vos leudes o direilo
De o Dogo julgar?
Por teu delicio.
Tu defende-te agora.
Intilmente,
Aqui um poder tyranno,
Julga, acusa, conderana
impuno-
menie.
Fal
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Viva Faliero 1
Ah quom vejo ou ?
Sao os cmplices leus !
Vos algemados I...
Miseros !...
Principe !
Morte aos indignos 1
(parlcm.)
SCENA VIII.
Os dez, Leoni, Faliero e guardas.
Faliero, ex Doge de Veneza e conde
De Val Marino, morte
Condemnamos, do crimt convencido
De haver-se contra a patria rebel-
lado.
Ao p do throno agora
Depe quanto antes a ducal cora.
Eu a deponho. Intil peso ella
Na velha minha odade.
(Doila-a no chao )
Vos, Dez, acabasteis? a morte es-
pero,
Ficar sczinho neste instante eu
quero.
(Parlera os Dez )
SCENA IX.
Helena e Dito.
Faliero !
Tu de meus cuidados.
Na Ierra esposa ora tornas feliz
O misero que pode inda abragar-te !
Socego inesperado!...
Tem a ira, e o furor os seus limites.
Nos pela ullima vez...
Eu estremego!
O leu Faliero escuta.
Os mcus thesouros herdem
Esses desventurados
Filhos dos sentenciados,
Coro
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
Fal.
Hel.
As viuvas dos meus cmplices...
Tambem os meus thesouros.
E que resta depois minha esposa ?
Um voto e um veo lhe resla.
Oh generosa I
Encerr um s sepulcro
Eu e Fernando .. e este veo...
(Mostra a charpa de Fer.)
Quo vejo?
Encubra o rosto de ambos...
Tu desmaias ?...
(Ai de mim)!
Tu bramas ?
Queiras punir-me...
Ah coberla de vergonha,
Tira, ah lira dos meus olhos
Tal veo!... morte, ou perdo !
Consorte eu sou culpada.
Oh morte morlc !
E cu a ti proslrada agora...
Tu traidora, infiel a mim ?...
Tu culpada I
Ouve, escuta!
Tal penhor...
E Femando 1...-
J morreu.
Elle!... ah! cala, desgragada 1
Vai-le, fica nesta trra
Dos remorsos entre a guerra...
Eu te amaldigo... ah nol...
(Sania voz em mim resda.
Que imperioso assim me diz:
Aos inimigos teus perdn,
Dous do co te absolver )
Tu perdoa-lho, co clemente,
Como a mim soube perdoar :
. E da esposa delnqueme
O remorso falle a ti.
Deus piedoso, Deus clemente
Como agora eu lhe perdo,
Do teu solio omnipotente
A mim queiras to perdoar.
SCENA x.
Os senhores da noile e ditos.
Vem, Faliero, a hora extrema,
O' infeliz, chegou por ti.
Adeus1
Eu nado em pranto I...
No co tu restituida
Sers ao meu amor...
Ah 1 tu perdoa-me cm tanto...
Perdo-te, sim, adeus 1...
No co le cncontrarei...
(a parte.)
SCE.NA ULTIMA.
Helena e guardas.
Aqui tudo acabou (immovel).
E o pranlo meu lindou...
Ah s falta, oh co clemente,
Nossos crimes tu perdoar!
Nada se ouve! O sacerdote
Roga agora, e o conforta...
(Vai para a porta e poe se a escutar.)
Elle disse urna palavra...
Foi a mim !... (os tambores annun-
ciam a execugo. Hel. d ura gri-
to, e cahe sem sentidos.)
Coro dos dez.
Abra-se gente ;
Dos traidores veja o fim
PERTENCENTE AO FIM DA SCENA VII
DO III ACTO.
Nos vis!
Somos vis, e foraos bravos
Quando em Zara, e quando em Rho-
des
Sobre as torres, sobre as portas
Do Leo as ms bandeiras
Por covaTdes...
Vai morte.
Sim ire, crueis, morte:
Um adeus, e morte eu vou.
Ah Israel, um dia em Zara
To abracei raio de guerra.
Outro sol hoje faz clara
Essa iniqua infame torra.
Que esse sol que era Rhode c Zara
A victoria illuminou.
Por ti choro amado principo
Nao por miro nem pelos filhos,
Enlre as girras te lancei.
A' morte !
Um adeus s a meus filhos
Um adcus, crueis, e morte irei.
Meu Joo, Marcos, llenrique,
Nao tremis em vendo a morle,
Arrostai crueis tyraunos,
E o furor de adversa sorte :
Nao se diga que um meu filho
Urna lagrima verteu.
Tu vers se te assemelho.
Adeus principe^
Outro abrWo.
Urna lagrima importuna
J a face me banhou.
Lxecute-se a senlenga.
Teu triumpho o cadafalso,
Nos suhimo-lo ridentes
Mas o sangue dos valentes,
Nao, perdido nao ser.
Virio mais venturosos
Hroes depois de nos :
E qttMo adverso, e iniquo
Lhes seja o fado aps,
Vorao do nosso exemplo
Como se vai morrer.
Coro de conjur. Nao, a patria dos tyrannos,
Nao, mais nossa nao ser.
Fal. Oh I Veneza, essa tyranna
Quantos bravos perder.
All A
Isr.
Leo.
Isr.
Fal.
Isr.
Juizes
Isr.
Os filhos
Isr.
Fal.
Isr.
Leo e juizes
Isr.
Os filhos de Mara.
O lempo se passou. Mara esperava anda que
Patrona vollasse, e abracando seus filhos dizia :
Como elle ficar orgulhoso de ter urna filha to
bella, e um rapaz que tanto se lhe parece Mas
Patrona nao voltava, e a esperanga se desvaneceu
no coraco do Mara ; ella se consolou, acarician-
do e am'ando seus tilhos. Elles nao eram ingra-
tos; adoravam sua me, e por mais pequeos
que anda fossem, dziam :Nos trabalharemos da
nossa parte para que sejas feliz,., tudo quanto
ganharraos ser para ti l vers... Anneta era
bella como sua mo (porque as lagrimas e as vi-
gilias tinham asss transformado a pobre Mara;)
Pedro tnha um rosto redondo e alegre. Anneta *
aprenda mui depressa ludo que se lheensinava ;
Pedro escutava, abria grandes olhos e nada com-
prehendia ; emfim Anneta tinha espirito e Pedro
era idiota, mas ambos tinham boos corages;
urna qualidade, nao urna vantagem.
Mara sabia lr, escrever, cozer, fazer roupas;
ensinou tudo isso sua filha, e vio com prazer
que Anneta, dotada de urna graneo inteligencia c
amando muito o trabalho, (icaria cedo muilo h-
bil.
Pedro nao tinha lanto goslo pelo trabalho, quan*
lo sua irma ; linha a cabera dura e a conccpgo
difiicil, mas ora muilo forte para os jogos dacam-
balhota e da cabra-cga.
Os pequeos cresciam, mas Annela, apezar da
sua boa intelligoiicia e boa vonlade, nao poda
ser sempre ulil na bordado; sua constiluigode-
licada nao lhe permettia entregar-so por muilo
lempo aos rudes trabalhos dos campos; suas
rooznhas nao tinham a forra necessaria para
levantar fardos pesados, seus ps pequeninos se
fatigavam depressa : a pequea Annela se affligia
por nao ser mais forte, porque ouvia muitas ve-
zes o dono da herdade dizer: Esta menina nao ser-
vir para nada aqui.
Quanto Pedro, ello era robusto e bem poda-
se tornar ulil, mas sempre eslava a acontecer-lha
desgragas: se so lhe enlregava um rebanho pata
vigiar, deixava fugir carneiros; se conduzia ca-
vallos para o rio, afim de beberem, deixava-os- a-
fogar; se ordenhava asvaccas, derramava lod o
leite, ao sahir do curral; se enlrava no paleo,
pisava alguma ave ; quebrava finalmente ludo
quanto tocava. Os donos da herdade comecavam
a se cancar com as tropelas de Pedro.
A pessoa que havia eilo outr'ora receber Ma-
ra na casa dos camponozes, ora mora ha muilo
lempo; este que se tinha tornado proprictario da
herdade nao tinha as mesmas aitenroes .para a
pobre mi. Mara se affligia porque via que seus
filhos nao agradavam pos camponetos. '
Meu Dus, dizia ella, compraiindo em seu
seio Anneta e Pedro, que farel eu se elles na os
quizercm mais na herdade? para onde irSa el-
les?... Minha pequea Anneta lo delicada, to
fraquinha, alguem da cidade nao a tomara... e
Pedro... elle infeliz!... ninguem cortamente os
quererla.
Os gemeos acabavam de fazer quinte annos;
Pedro, querendeaccendero fogo com phosphoros,
; tnha communicadu i um monlo do ferro ; qui-
zcram despcdi-lo, bem como sua irma; e Mara
quera abandonar a herdade com seus tilhos, quan-
do um visinho vcio procura-la e disse :
ContinMar-se-h.
PERN -TYP. DEM F. DE PARIA.- W.
1 ".' *
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