Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08219


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Full Text

1IW XXXTI. NUMERO 206.
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
COARTA FEIRA S DE SETEIBRO DE 1860.
Por aono adiaotado I9$000
Porte franco para o subscritor.
SXCARREGADuS da subscripcao do norte
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes do
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
1'AKIUA in>.-> .ui lU-.ios.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anio, Bezerros,Bonito, Garuar, Altinhoe
Gnranhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Naz'areth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros
Agua Preta, Piraenteiras e Natal quintasfeiras.
(Todos oscorreiosnartera as 10 horas da manha.
EPHEMERIDE3 DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Quarto minguante as 8 horas e 47 minutos
da manhia.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manha'
21 Quarto crescente as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 horas e 20 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos di manhia.
Segundo as 8 horas e54 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaeao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda rara do civel; quartas e sabbados a urna
horada tarde.
DAS DA SEMANA.
PARTE 0FFICIAL.
EDITAL.
O F.xm. Sr. presidente da provincia manda
convidar aos Srs. cheles das repartiedes civis,
militaros, e empregados das mesmas e aos do-
mis cidadaos para asslstirem ao cortejo que se
tcm de fazer rffigie de S. II. o Imperador, no
palacio do governo, s 4 1|2 horas da tarde do
dia 7 do correnle, anniversano da independencia
do Brasil.
Secretaria do governo de Pcrnambueo, 4 de
setembro de 1860.O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 3 DE SF.TEMBIIO DE 1860.
Oilk-io ao juiz de dircilo de Pu d'Alho.Tenho
presente o officio que Vmc. me dirigi com dala
de 31 de agosto ultimo no qual expondo as oc-
currencias que ahi se tem dado acerca da priso
e proresso do bacharel Jos da Ciinha Teixeira,
queixa-se a osla presidencia do procedimenlo do
juiz muniripal e delegado ac polica do tormo,
que, segundo cxi>oe Vmc. tem sido todo arbitra-
rio c coiiseqiientonienle criminoso, chegando ao
ponto de oppr-se o juiz s providea iasqneVmc.
ciilendeu conveniente lomar par a concessao do
urna ordem de ha leas corpus, qne Ihe (ora re-
querida pelo bacharel Teixeira, e conclue Vmc.
por manifestar serias aprehenscs acerca da tran-
quillidade publica da comarca, atnearada noscu
entender por aquelle facto.
Em resposta ao seu officio, tenho a dizer-lhe,
que vendo-me eu obrigado, sem entrar por ora
na aprrciaco dos fundamonios da sua queixa, a
cnchergar urna prova, altn das mais que tenho,
da desintelligencia em que ahi viven Vine, e o
juiz municipal, a quem remello a tnesma queixa
para me informe sobro ella, dovo declarar aVmc.
que noiavel e digno de reparo nao s o facto
de um juiz de direito queixar-se continuadamen-
te ao presidente da provincia do juiz municipal
siijeilo sua jurisdicao por factosque diz crimi-
nosos,tendo alias di lei todos os recursos de elle
mesmo juiz de direito chamar o municipal ao
rumprimenlo de taes deveres e pnnil-o se nrces-
sario for, sem ser preciso sabir da esphera do
poder judicial, como o de confiar Vmc. le pou-
Dilo ao juiz de paz do 1". desmel da trague- do, coiu a copia do officio da presidencia de Per-
zia de S. Frei Pedro Goncalvcs do Recife. Res- nambuco, os papis relativos conslruceao de um
pondendo ao officio quo Vmc. dirigio-me em 29 caes roargem esquerda do fio Capibribe.__A'
de agosto ultimo tenho a dizer-lhe : 1. que sen-, respectiva commissao.
do as mesas parochiaes competentes para conhe-1 Outro officio do ministerio da fazenda, remel-
cerem das quesles relativas qualiflcacao dos lendo dous requerimentos de alguns embregados
votantes, devem regular-se estrictamente pelas da caixa de amortisacao, pedindo que se lhes i Art. 1, A reViso dos'nrovimcntos dos ui
respectivos listas, admitiindo a votar lodos os mande dar como gratificado a quantia de 30# zes de direilo em correicao fica comnelindr. a.,
cidadaos, cujos nomesse acharem esenptos. em- rs. mensaes.A' commissao de penses e orde- supremo tribunal de iustica *^
bora se tenham mudado da parochia ( aviso n. I nados. Art 2 o Revistos ou exami d f '
401 de 9 de dezembro de 1856 ) 2. que o eleitor' Outro do mesmo ministerio, remetiendo o re- dos provimentos sero publirXrnm lito'
que se mudou da paiochiaperdeu por este facto querimento de D.Carolina Mullos das Chagas. | racea que i.elles fuer o supremo tribuna de
o direito de fazer parte da mesa parochial, como | (Iha do fallecido maj r Francisco Manoel das jusliga.no jornal que publicar os acto do ao-
Chagas, pedindo que se deixe de pagar a seu ma- i verno. "
rido, de quera j se separara, a 3 parle do sol- I Art. 3. Revogam-se as disposicoes em con-
do de seu pai.A' commissao de marinha e | trario. '
u*rra- ORDEM DO DIA.
Dous requerimentos do Antonio Luiz de Al-! Primeira parle
meida Gonzaga e de Jos Maria do Coulo, pe- | Entra em primeira discussao o p'rojecto n. 54
dindo o lugar de guarda das galenas desla ca- deste anno. mandando admitlir a despacho li-
mara-A commissao de polica. vres de direitos, todos o objectos necessaros
Julgados oojecios de deliberarlo, vao aimpri- empresa de esgolo das aguas e asseio publico do
mir para entrar na ordem dos trabalhos os se,- Recife '
guinles projectos : O Sr. Sanfpaio Vianna :- Sr. presidenle, nao
Segunda. S.Eufemia v. rn.; S. Arisleu b. m.
Terca. S. Rosa de Viterbo v. f. ; S. Rosalina.
Quarta. S. Antonino m.; S. Berlino ab.
Quinta. S. Libania v. m. ; S. Prezideu m.
7 Sexta. S! Joo ro. ; S. Regina v. m.
8 Sabbado. eg Natirida le de Nossa Senhora.
9 Domingo. O Santissirno Nome de Maria.
ENCARREGADOS DA SURSCRIPCO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Faleao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Flgoefroa de
Faria.nasua livraris praca da Independencia na.
6 e 8.
declaram os avisos n. 20 de 20 de fevereiro de
1847, e rr. 161 de 13 de dezembro de 1848.
Dilo ao juiz do paz do 1. destriclo da fregue-
zia de Muribeca. ltcquerendo-mo o coronel
Jos Carlos Teixeira providencias no sentido de
evitarcm-se as prximas eleices, llovidas e con-
flictos, que poden; suscilar-se por eslender Vmc.
a sua jurisdicco alero do territorio do seu des-
triclo, como e ve da declaraco de limiles, que
Vmc. fez na policio, que neste sentido Ihe diri-
gir o referido co'ronel, recotnmendo a Vmc. que
no exercicio de suas funecoes em relaro ao ter-
rilorio do seu destriclo se regule pela lei n. 219
de 16 de agoslo de 1848, que estabeleceu os li-
miles enire os dous destruios de paz dessa fre-
foi
concessao de 12 loteras para o afurmoseaucnio
do campo da Acclamaco.
Julgado objecto de deli beraco, Mi a impri-
mir, para entrar na ordem dos trabalhos, o se-
gumle projeclo do Sr. M. Teixeira Soares
A assembla geral re sol ve:
inienl
ipetindo
< A assembla geral resolve : pretendo opodr-me ao projecto que se acha em
c Artigo nico. O governo mandar exlrahir discussao; desejava, porm, que algum dos seus
nacorte.de conformida le com o plano adoptado, Ilustres signatarios dsse algunas explicaces
duas loteras, cujo producto ser applicado a nao s sobro a empreza deque trata o msm
Kuezia v.sto que foi revogada pela le.u 2J9 conrlusao das obras da igreja do convenio de projecto, como principalmente sobre os objectos
de 30 de mato de 1849 a de n. 224 do 31 de a- Santo Antonio na capital da provincia do Mar- i em que ten de recahir a sencSo que se pede
gosto de 1848, que havia alterado aquelles h- | nhao.F. Serra Carneiro.M. Almeida.Dorain-
miles
Dilo ao juiz de paz do 1/ deslriclo d
zia de L'na. Declaro a Vmc. em respos
seu officio de 25 de julho ultimo,que lev
nheciuicnlo do governo imperial, afim
ver como entender, as duvidas propostas no seu ao representante compelentemeute habilitado do
citado officio. espolio do finado conde da Barca, em conformi-
nito ao conselho administrativo do patrimonio dade com a deciso do poder judicial.
dos orphaos Mande o conselho administrativo : Resignadas as disposicoes em contrario.__
do patrimonio dos orphaos admitlir no collegio Jooquim Pinto de Campos. >
das orphas, logo que all forapresontada, a me- j ORDEM DO DIA.
or Natalia Maria das Dores, visto o desemba-' Entrando em primeira discussao o projeclo n.
raro em que se acha 32, dispensando as leis de amortisacao a diversas
Portara.O presidente da provincia, confor-1 corporares, approvado e passa a segunda dis-
mando-secom a proposia apresenlada pelo com- cusso."
mandante interino do corpo de cavallaria n. 3 da Passando ao projeclo n. 126 do anno passado,
guarda nacional do municipio do Ouricury, e a autorizando o governo a mandar passar cariado
que se refere a informacao do respectivo, com- naturalisarao ao trances Andre Adolphe Daux.tem
mandante superior datada de 26 de junhn ulli- urna s discussao, a requerimento do Sr. Teixeira
mo, resolve, na ronformidade do art. 48 da loi Jnior,
n. 602 de 19 de setembro de 1850 promover aos I Posto a votos, o projecto adoptado com varias
^Finalmente recommendo a Vmc que lancando
mo dos recursos legaes & sua disposicao, 'trate
de chamar o juiz e delegado de polica nocuiu-
primonlo de taes deveres se o acha dellos des-
viado, procurando de sua parte sor o pnnieiro a
dar o exomplo de moderacao no exercicio das
importantes funecoes, que a lei Ihe tem confiado.
l>lo ao vice-consul do Brasil no Porto. Na
forma das ordons imperiacs transmiti ao Sr.
.los Betlamio, ice-consul do Brasil na cidade
do Porto a lisia dos subditos portuguezes que
vieram para esla provincia no briguc Amalia 1*
procedente da referida cidade.
Aproveilo a occasiao para retirar ao mesmo Sr.
Jos etiamio os meus prolesios de eslima e con-
fiideraclo.Ofliciou-sc no mesmo sentido aus
consulos geraes em Liverpool c Lisboa enviando
a lisia dos que vieram no vapor llrasil e luiguc
Soberado, c aos cnsules em Bordeaux e Sou-
thampton as dos \indos nos vapores Tyne e
Kavarre.
Dilo ao Exn. presidente da Parahyba.De
conformidade com a requlsigao de V. Exc. cou-
da em seu officio de 25 de agosto ultimo, acabo
do recommendar ao inspector da thesouraria de
fazenda que no 1. vapor que seguir para essa
capital soja remedido o saldo da renda dessa
provincial, airecadada nesta.Officiou-se nesle
sentido Ihesouraiia de fazenda.
Dilo ao coronel commandanle das armas.Re-
mello por copia a V. S. para seuconlieciinenlo o
aviso circular que mo foi dirigido pelo ministe-
rio da guerra em 18 de agosto ultimo, declaran-
do que a tabella das pecas de tardamente para o
txercito approvada polo decreto n.260i de 23 de
julho ullimo, ca do prer^o e duracSo das mesmas
pocas, devem comecar a vigorar db 1. de Janeiro
prximo vindouro em dianle.Igual & thesoura-
ria de fazenda
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Expeca V. S as suas ordens para que na recebe-
dona oe rendas iiilernas soja arrecadada, a vista
la nota junta por copia, a importancia dos direi-
tos e emolumentos que est a dever Porliro An-
tonio Esleves da Silva p>r ter sido Horneado
por portara de 13 de agoslo ultimo
para o lugar de escrevcnle das officinasdo arse-
nal de marinha.Reoielteu-sc a nota ao inspec-
tor do arsenal de marinln para envial-o ao
nomeado.
Dito ao mesmo.Remello por copia a V. S.
para seu conhecimenlo o execueao na parlo que
lhc loca o aviso circular do ministerio da guerra
de 24 de agosto ullimo Acerca do fornecimenlo
da elape a guarda nacional chamada a servico.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Man-
de >. S. admitlir na companhia de aprcndiz.es
desso arsenal o menor Antonio Prancisco de
Araujo, como pede Cyptiano Fenoloh Guedes
Alcfoorado no incluso requerimento, urna vez
que soj* considerado apto para sso em inspeccao
de saude.
Dito ao commandanle do corpo de pocia.
\ isto o que V. S. allega em seu officio do 1- do
correnle, sob n. 361, recommendo-lhe que man-
de apresenlar ao commandanle das armas, para
er alistado no exercito, o soldado do corpo sob
seu commando Francisco Xavier da Silva, e ao
capilio do porto, para servir na armada, o de
nome Antonio Severino dos Sanios. Deu-so
sciencia ao capilao do porto e ao commandanle
das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mando V. S. a b mar a quantia de 50J000 ao al-
feres do 1 batalhao de infantana do exercito,
Francis-o Antonio da Veiga Cabral de Moraes da
Mesqulta Pimenlel, que segu para o lermo de
Caruar em diligencia policial.Officiou-se tam-
ben a thesouraria de fazenda para abonar ao
mesmo slferes um mez de sold, o ao arsenal de
guerra para fornecer os arreos para um cavallo.
Dilo ao mesmo. Ao chefe da seceo de pe-
destre Francisco do Salles Dutra e" Audrade
mande V. S. pagar a quantia de 12JO00 rs. des-
pendida no mez de agoslo ultimo com o forneci-
menlo de luz e agoa para o destacamento de pe-
destres na cidade de Olinda, como 3e v da conta
junta, que me foi remciiida pelo chefe de polica
com o officio do 10.do crreme sob n. 1206.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dilo ao capito do porto. Tendo eu vercll-
cado que ospraticos do porto, que conduzcm os
vapores da companhia brasileira em sahidas para
os portos do Norte e do Sul, os fszem ancorar no
poco ou fra da barra, quando a mar o exige,
em lugar inconveniente e perigoso para o embar-
que dos passngeiros, e sem a menor necessidade
no entender dos commandales dos mesmos va-
pores, a quem lenho ouvido a semelhanle res-
peifo, determino a Vmc que expega ordem ter-
minante quellcs pralicos no sentido de fazer
cessard'ora emdianle essa pralica.devendo-seera
taes casos procurar conciliar o mais que for pos-
sivel a seguranca dos navios com o commodo dos
pass igeiros ; comvindo que a (al respeilo os pra-
ticos se sugeitem s observarles dos respectivos
commandantes os quaes leem silo muilas veres
desatendidos, como me consta.
Cirurgio-lenente.Bernardo Rodrigues Coelho, | encerrada requerimento do Sr. Sergio
ficiudo sem effeilo a nomearao de Theodoro cedo.
Leopoldino de Azevedo Cavalcanli, que nao so- Em seguida igualmente encerrada, a reque-
licilou patente no prazo da lei. rmenlo do Sr. Danias, a discussao do orcamento
Atieres SOCfelario.Ricardo Pedro da Silva, fl- da.justira.
cando sem effeHotrmjmcacao d Joviho Sil-1 Procedendo-se a volacao, approvado o pro-
vio Granja, que nao solicilou patente no prazo jecto com algumas emendas. Ei-lo.
da le.
Alteres porta-estandarte do 1." esquadrao.Pe-
dro Pereira de Mello, ficando sem effeilo a no-
mearao de Manoel Gonralves de Souza, que nao
solicilou patento no prazo da loi.
1." companhia.
Capilao o lenlo da 3.a.Agosiinho Correa de
Mello. Dcando sem efleito a nomeaco de
Francisco Targino Granja, que nao solicilou
patente no prazo da lei.
3.a companhia.
Tencnle. Manoel Rodrigues de Souza Car-
valho.
4 companhia.
Tenente Antonio Luiz Peixoto dr Barros, Pican-
do sem ciTeito a nomeaco de Jos Manoel Ro
drigues Coelho, que nao solicilou patele no
prazo da lei.
Alferes. Martinho Rodrigues Ciellio, ficando
sem elfeito a nomeaco de Jos Correa Jacques
Jnior, que nao solicilou patente no prazo da
220:560*000
101:8003000
patente no praz
commandanle superior
ei.
Commuuicou-se ao
respeclho.
Dita.O prcsidenlo da provincia, tendo em
vista o que infurmou o inspector do arsenal de
marinhs em officio de 8 de agoslo ullimo, sob
n. 330, resolve nomear a Luiz Manuel Viegas,
para o lugar de guarda do almoxanfado daquelle
arsenal.
Dita.O presidente da provincia, atlendendo
ao que requereu o Icnente-soronel commandanle
do 2." batalhao de reserva da guarda nacional
deste municipio, Joo Francisco Xavier Paes
Brrelo, resolve prorogar por seis mezes a licenra
com que se acha na Europa.
EXPEDIENTE DO SECRETAIUO.
Officio ao inspector da thesouraria provincial.
De ordem de S. Exc, o Sr. presidente da pro-
vincia, faco sciente 6 V. S., que se transmillio
ao chefe de polica, para providenciar, o seu offi-
cio de 21 de agosto ullimo, com a rcpresenlaco
do administrador do consulado provincial relati-
vamente ao fado occorrido enireum lanrador do
mesmo consulado e um empregado da estrada de
ferro.
Dito ao juiz municipal de Goianna.De ordem
de S. Exc., o Sr. presidenle da provincia, devol-
vo V. S. com os recibos que os vieram cobrindo
os accordaos proferidos pela relaeao do dislricto
com referencia aos recursos eleiloraes de Rento
Jos da Veiga, Joo Antonio Gomes e commen-
dador Joo da Cunha Rogo Barros, que acompa-
nharam o seu officio do 1." do correnle.
DESPACHOS DO DIA 3 DE SETEMBRO.
fequerimentos.
1480.Antonia Rosa de Lima.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
1481.Antonio Carlos Pereira de Burgos Pon-
co de Len.Informe o Sr. commaudante supe-
rior interino da guarda nacional do municipio do
Recife.
1432.Alexandrina Candida Gonz-iga da Ro-
cha.Junte a supplicante os documentos exigi-
dos por lei.
1483.Francisco Firmino Monleiro.Iuforme
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1481.Gregorio Francisco de Torres Vascon-
celos.Se o supplicante quizer renunciar o prio
vilegio, pelo qual tem por priso a fortaleza de
rum. passar para a casa de detenco, ond-
poder achar-se mais commodamente 'c tratar-
se ; alias no poder ser removido d'ondo se
acha, por nao haver priso militar que o possa
receber, como informa o coronel commandanle
das armas.
1485 Hermillo d'Oliveira Mello.Informe o
Sr. regedor do Gymnasio.
1486.Rosa Maria Fon*eca de Albuquerque.
A supplicante adquiri o direito a ser o seu or-
denado equiparado ao dos actuaes professores,
em virlude do acto da presidencia de 26 de ju-
lho ultimo, c por sso nao tem lugar o que re-
quer.
O ministro e secretario de estado dos nego-
cios da justica autorisado a despender com ob-
jectos designados nos seguintes parngraphos a
quantia de........................ 4,986;167I94
A saber:
1. Secretaria de estado ___
2.. Tribunal supremo de jus-
tica..............................
" 3 o Relares..................
4 Tribunaes do commercio
5." Justinas de primeira ins-
tancia ............................
6. Ajudas de cusi e gratifi-
carles por commisses eslraordi-
narias............................
7 Despeza secrela e repres-
so do trafico de Africanos....... 174:0005000
8." Pessoal e material da po-
licia..............................
9. Guarda nacional.........
10. Telegraphos.............
11. Bispos, cathedraes, rela-
co metropolitana, parochos, vi-
garios geraes c provisorios......
12. Seminarios episcopaos...
13. Conducco, sustento,ves-
tuario e curativo de presos ......
14. Evenluacs ..............
A'o municipio da corte.
ferencia do corpo legislativo, por sso que o go-
verno pela legislarlo vigente est autorisado a
conceder estas isences.
Alm disto, Sr. presidente, vejo que o projeclo
acha-se concebido de urna maneira lao vaga, que
me parece perigosa a concessao assim facultada,
porque diz elle :
Fica o governo autorisado a mandar sdmit-
Ur a despacho, livres de direitos, lodos os ulen-
sis e objectos quo forem precisos empreza in-
cumbida do esgolo das aguas o asseio publico da
cidade do Recife, contratada entro a provincia de
ternambiiroa Charles Lnuis Cambronnc. Ora,
tem sido srmprc coslume, quando se concede
isencao de direitos em favor de q-ialquer empre-
ra relacionar os cbjectos isentos do onus, porque
do contrario o menos qne acontece suscitron-
se duvidas, j no Ihesouro nacional, e j mesmo
as alfandegas ondo taes objectos dem de ser
despachados.
O Sr. Brando : Isto fica ao governo.
O Sr. Sampaio Vianna :Eu disse, Sr. presi-
dente, que naojulgava necessaria a interferencia
do corpo legislativo no assumpto de que trata-
mos, porque pela legislarlo de fazenda o governo
est autorisauo a conceder essas isenres, c an-
da mais, porque vejo na tarifa em vigor, que to-
das as machinas, utensis, ele, para emprezasde
uiilidade publica gozam da isencn de direitos;
conseguinlemenle nao ha necessidade deste acto
legislativo ; e em todo caso desejaria quo os no-
tares deputados de Pernsmbuco dessem alguns
esclarecimenlos cas3.
U governo est autorisado para conceder o des-
pacho livre de que traa o projeclo. Temos, por
Pniplo, o decreto n. 1,914 de 28 de marco de
289893jr.")34 'OoJ, decreto que mnndou vigorar a tarifa actual
40.400JXW0 o qual no 6o do art. 20 que concede isenco d
direitos, diz o soguinle :
As mercadorias e objectos cuja nportacao
livre tiver sido ou fr por lei ou contrato conce-
dida a algunia pessoa, ou companhia nacional ou
estrangeira.
O Sr. Brando: Note que ha contrato foilo
enlre a provincia de Pernambuco e este empre-
zauo.
O Sr. Sampaio Vianna : Eu previa esla ob-
servado do nobre depulado, e muito de propo-
sito fallei nesle arlgo do decreto, para tambem
assignalar urna irregularidade muilo frequonte na
administraban das nossas provincias.
O governo geral, em virlude desla disposicao
de lei, est autorisado para fazer estas conces-
ses. as provincias, quando os respectivos pie-
sidentes fazem alguns contratos com a clausula
de isenco do direilos, devem submcttc-los nesla
896;320$000
50;000000
481.194*000
167.621 500*
75.1745100
923-871*060
171.600g000
140:000*000
10-OOOfOOO
561:733J500
120:000*000
5.'>0:000*000
INTERIOR.
HIO DE JANEIRO
ASSlJlin.il GEUAL LEGISLATIVA
CIMARI DOS SRS* DEPUTADOS.
SESSAO EM 23 DE JULHO.
Presidencia do Sr:conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados, bre-
se a sesso.
I.ida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1." secretario d conta do seguiote :
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio, remellen-
507:191*000
parle ao governo imperial, para obterem a ap-
provacao, e enlao nao preciso virem ao corpo
legislativo. De ordinario, porm, nao acontece
assim, os presidentes fazem contratos que enlen-
dem com a renda geral, contrahem obrgaces
que allectam o thesouro publico, sem subme'tlcr
esses actos approvaco do governo.
Urna Voz :Mas submettem-os cmara.
O Sr. Sampaio Raima : E' verdade, mas
depois do fritos essos contratos. Em todo o caso
o urna irregularidade, como quo forrar o go-
verno geral ou o corpo legislativo por rima an-
"uir, porque depois de feilo o contrato e assig-
"ado, o que ha de fazer o corpo legislativo ou o
governo?
O Sr. Brando :O corpo legislativo apnrovg
ou desapprova.
O Sr. Sampaio Vianna :Perdoe-me ; o corpo
legislativo approva ou desapprova os contratos
leitospelo governo, quando em taes contratos ha
compromisos pecuniarios.
O Sr. Kiriao:E tambera quando ha iseDCoes
de direitos.
O Sr. Sampaio Vianna : Temos anda urna
oulra disposicao d] lei. O art 5 do decreto que
citei tambem concede ao governo imperial esla
laculdade : obriga o pagamento de direilos aos
ol'jectos perlencentes ao estado, quando Do fo-
pal de S. Paulo, na conformidade "daei n.'f.O! ^rlE.i",^ Porsuaco!'la. e. perlencentes
- '"> as dmimslracoes provinciaes anda que por sua
conta imporlaJos. Salvo havendo concessao do
po.ler legislativo, ou do governo imperial. Creio
pois que o meio mais regular era requerer ao go-
verno imperial, e no caso do governo imperial
denegar este favor recorrer enlo para o corpo
legislativo.
O Sr. Brando Recorrc-se a quem pode fa-
zer essas conccsses.
O Sr. Sampaio Fianna'.O meu fim fazendo
estas breves reflexes nao foi outro senao provo-
car alguns esclarecimenlos da parte dos nobres
deputados. Julgo que a empreza de que se trata
devantagem, e merece o favor pedido ; mas
nao me parece necessario oceupar o corpo legis-
lativo com isto, urna vez quo o governo imperial
est sutorisado a conceder o que se pede.
O Sr. Brando :Sr. presidenle, as observa-
coes felas polo nobre depuiado que me proceden
seriam admissiveis se nao se tratasse de um ob-
jecto de reconhecida utilidade publica, como o
mesmo nobie deputado acaba de coufessar.
A presidencia da provincia de Pernambuco con-
tratou com um emprezario o esgoto das aguas e
asseio publico da cidade do Recife, e nesse con-
trato eslipulou-se que os objectos que fossem
ompregadosnaquelle Irabalho seriam isentos de
direitos de impoitaco, annuindo a isto o poder
competente.
O Sr. Vuconde de Camaragibe :E dependen-
do da sua approvaro.
O Sr. Brando:Ora, fora de duvida que ao
corpo legislativo compete fazer esse favor, mor-
mento reconhecendo-se, como todos reconhe-
cem, que a empreza que o solicita evidente-
mente til.
O Sr. Sampaio Vianna :O governo imperial
o poda fazer, e sso ora mais simples.
O Sr. Brando :Perdoe-me ; os objectos de
que a empreza deve carecer sao diversos, o se a
alguns o governo pode sentar de direitos nos
termos do decreto que V. Exc. cilou, a outros
talvez nao possa sera autorisaco do corpo legis-
15. Corpo policial da corle..
16 Casa de correcro e re-
paros de cadeias........".........
17. Illuminaro publica.....
18. Exercicios indos........
Emendas da commissao.
Ao arl. 3o em voz de........ 4,986:167*494
diga-se (o que for votado........
No g 3o acrescenle-se : in-
cluida a quantia de 3:000* para
pagamento do ordenado do des-
embargador Severo Araorim do
Valle, na forma da lei n. 639 de
26 de setembro de 1857.
No 8oeleve-se a verba a
por ter passado para o ministerio
da juslica a despeza com a com-
panhia de bombeiros, que esta-
va a cargo do ministerio do im-
perio
No 11eleve-se a verba a 982871*060
sendo o augmento de 50:000* para reparo dos
palacios episcopaes. alugueis de casa onde as
nao houver, compra de paramentos e eslabelc-
cimenlos das cmaras eclesisticas dos bispados
novos,
No 12acrescente-se : incluidos 10:000$
para pagamento dos Ionios do seminario episeo-
..jiidada it.i lei i
de 14 de setembro de 1859.
Ao 12 augme.ile-se a verbasaminaiios
episcopaes com a quantia de 4.000$, que ser
dispendida com os pensionistas que os bispos do
imperio julgarem habilitados a cstudarem no se-
minario americano em RomaJ. A. Saraiva
P. de CamposVisconds de Camaragibe.Men-
dos de Almeida.
Ao 11. Em vez de bispos, cathedraes, re-
laco metropolitana, parochos, vigarios geraes e
provinciaes, diga-se bispos, calhedraes, relago
metropolitana, parochias, vigarios geraes e pro-
vinciaes, comprehendida a despeza com as ca-
lhedraes e cabidos dss dioceses de Gojaz e Cuya-
b.Pinto de Campos e outros.
Entra em discussao o oiQamcolo de estran-
geiros.
Depois de orar o Sr. reixoto de Azevedo, fica
a discussao adiada pela hora.
Dada a ordem do dia, levanta-sa a sesso s
3 1(2 horas da tarde.
SESSAO EM 24 DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados,
abre-se a sesso.
Lida a acta da antecedente, approvala.
OSr. 1. secretario d conta doseguinie
EXPEDIENTE.
Um requerimento de Hippolylo Jacob, pedin-
do autorisaco para formar urna companhia ano-
nyma, destinada a facilitar as transaeces com-
merciaes sobre erapreslimos a juros o penhores.
As commisses de fazenda e de commercio,
industria o arles.
Outro de Antonio Jos Guimares, amanuense
da recebedoria do municipio da corte, pedindo
um anno de licenga cora lodos os seus venci-
mentos, afim de tratar da sua saude. com-
missao de penses e ordenados.
E' approvado um parecer da commissao do fa-
zenda, mandando ouvir o governo sobro a rerrro- .
sentaco da cmara municipal da cfirlo, pedindo a ltiro.
O Sr. Sumpaio Vianna :Sito se sabe que ob-
jectos sao esses ?
O Sr. Brano :O nobre deputado nao pode
ignorar que urna empreza dessa ordem carece de
rauitos e variados objectos, o neste sentido foi
que eu e meus collegas de Pernambuco apresen-
tamos este projeclo, para evilar qualquer duvida
que nesla parte podesse prejndicar o contrato ce-
lebrado : e urna vez que o nobre deputado reco-
nhece a utilidade delle, deve tambem reconherer
que obramos em regra, o que o projeclo merece
ser approvado. (Apolados.(
O projecto passa segunda discussao.
O Sr. Visconde de Camaragibe pede o a cma-
ra consentc na dispensa do intersticio para que
esle projecto entre immedialamente em segunda
discussao, na qual enliando, approvado e passa
lerceira.
Passando-se ao projecto n. 60 desle anno, que
manda matricular no primeiro anno da faculdade
de medicina da Bahia o esludante Marcos Antonio
Monleiro da Silva, a requerimento do Sr. Jagua-
rbe, leve urna s discussao.
Approvado com diversas emendas concedendo
igual favor a varios estudantes, adoptado e vai
a commissao de redacro.
O projeclo n. 29 des'to anno, tendo urna s dis-
cussao, a pedido do Sr. Teixeira Jnior, appro-
vado e vai commissao de redaccao.
Segunda parte.'
Conlinuaco da segunda discussao de orcamen-
to de estrangeiros.
Depois de orarem os Srs. Jacintho de Mendon-
ca e Franco de Almeida, ficou a discussao adiada
pela hora.
Dada a ordem do da, levanta-se a sesso s
tres horas c meia da tarde.
negocios estrangeiros tem sido tratado nesta dis-
cussao.
Nao se havendo nella tocado na poltica do go-
v erno pelo quo respeila direc{o das relace
eslrangeiras. Iimilando-se to somonte a apreciar
o tratado de 4 de setembro de 1857, impugnado
pelo nobre depulado pelo Rio Grande do Sul, a
q uem muito respeilo, e cujas relac'S de amiza-
de nao sao ignoradas por esla cam'ara, e defendi-
do pelo meu digno antecessor o nobre deputado
pelo Rio de Janeiro, limitar-me-liei tambem a di-
SESS.IO EM 25 DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
llave ndo numero legal de Srs. deputados,
abre-sc a sesso.
Lida a acia da antecedente, approvada.-
O Sr. Io secretario d conia do seguiute
EXPEDIENTE.
Um officfo do ministerio do imperio, commu-
nicando que se baria officiado ao senado mar-
cando o dia 29 para o jurameulo de sua alteza
imperial a Sra. I). Isabel.Inleirada .
Tres officios do secretario do scnxdo, partici-
pando que'aquella cmara, a toplando-as, vai
mandar saoccio imperial as resoluces que
auloriso o governo a mandar passar carta de
naturalisarao a Antonio Vieira Macicl, e a rein-
tegrar na praca de aspirante a guarda-marinha
Luiz Barbalho Mumz e outros estudantes ; e Sua
Magostado o Imperador lw>ure por bem sanecio-
nar a concessao de um anno de licenca com lo-
tos os seus vencimenlos. ao iuic de direito Pe-
dro Antonio da Cosa Moreira ; e as penses
concedidas a D. Henriquela Esmeria Nabuco Cor-
neiroc a D. Carolina Cecilia Campos Carneiro.
Inleirada.
Outro officio de Luiz Antonio Pereira Franco,
participando quo porincommodos de saude nao
poda comparecer sesso.Inteirada.
Um requerimento de I). Mathildes Emilia de
Vasconcelos Piulo Leal, pediudoo meio sold
relativo patente de seu fallecido marido o bri-
gadero Manoel Peixoto de Azevedo.A' com
misso de marinha e guerra.
E approvado um parecer da commissao de pen-
sos e ordenados, resolvendo que sejam podidas
ao governo iuformacoes sobre a pretenco de
Joaquim Rodrigues do Valle.
ORDEM DO DA.
Tendo una s discussao a requerimento do
Sr. Brando, o projeclo n. 45 desle anno, ap-
provando o decreto pelo qual se conceder a I).
Anua Joaquina de Mello c Albuquerque, ap-
provado com a seguinlc emenda:
a Accresconte-se ao arlgo 1": devendo a agra-
ciada perceber a penso da data do decreto que
a cencedeu.F. C. Brando.y,
Adoptado o projecto com a emenda, vai
commissao do redacro.
Entrando em discussao o parecer n. 179 de
1858, da commissao de coiisliluico c podores
sobre a eleico a que para 21 eleitores se proce-
der em o 1" de dezembro de 1857 na freguezia
de N S. da Graca, na cidade do Parnahyba,
provincia de Piauhy, lida e apoiada a seguinlc
emenda.
Substitua-se pelo seguiute a conclusao do
parecer :
Que soja approvada a eleico de cleilores a
que se procedeu em o Io do dezembro de 1857
na freguezia de N. S. da Graga, na cidade do
Parnabyba, da provincia de Piauhv.-A. F. Sal-
les.J. da Silva de Miranda
Approvada a emenda, rejeilado o parecer.
Enirou em 2* discussao o projecto n 107 de
1858, que approvado, pDssou a lerceira dis-
cussao.
Pa#sando-se ao projecto n. 31 desle anno,
autorisando o governo a mandar satisfazer ao pa-
dreUuilherme Paulo Tlbury o ordenado razo
de -OJfl; annuaes, correspondente ao lempo que
esleve privado da cadeira de ingles, a pedido do
Sr. Teixeira Jnior, que lera urna s discussao;
e. approvado, vai commissao de redacro,
bem como o projeclo n. 51 desle anno, man-
dando pagar a Frederico Saner Brown o orde-
nado correspondente congrua que actualraeute
percebe cada parodio do imperio.
O-projecto n. 66 deste anno, approvando a
penso annual de 480* a D. Maria Carlota Leilo
Bandeira, a pedido do Sr Garcia de Almeida,
lem una s discussSo; e, approvado com a se-
guinle emenda, vai A commissao de redaccao :
Ao arl. Io accrescenie-se: sem prejuizodo
meio sold sem que possa ler direito, e perce-
bando a agraciada a penso desde a dala do de-
creto que a conceden. Lamego Costa.Pereira
Pinto.Garcia de Almeida
Seguindo-se o projecto n. 101 desle anno,
approvando a penso de 400* a Pedro Jos Car-
doso, tem urna s discussao a pedido do Sr.
Brando; e, adoptado, vai commissao de re-
daccao.
Enlram depois em discussao os seguinlcs pro-
jeclos ns. 36 e 28 desle anno, que, alopiados,
vao igualmente commissao de redacro:
Ellos : .
A assembla geral resolve:
Art. 1." Fica approvado o privilegio con-
cedido pelo decreto n. 2,156 do Io de marco de
188 a Guilherme Bouliech para fabricar portel-
lanas de greda cermica e louca fina pelo lempo
de 15 aunos, na forma das condires no mesmo
decreto especificadas, lornando-se effeclivo esle
privilegio as pessoas de Luiz Bouliech, Clotilde
Gariot eJulis Bernadet, filho do fallecido con-
cessionario primitivo.
Arl. 2. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario,
A assembla geral resolve :
Art. 1. A disposicao do arl. 3o da lei n.
799 de 16 do setembro de 1854, extensiva
capital do Para e cidade do Rio-Grande do
Sul.
<. Arl. 2." Ficam creados as provincias de S.
Paulo e Minas Geraesjuizes especiaes dos (eitos
da fazenda.
Arl. 3." Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Passando-se 2 parle da ordem do dia, con-
tina a 2 discussao do orcamento de estran-
geiros.
Depois do Sr Earanhos, oceupa a tribuna o Sr.
ministro dos negocios estrangeiros, que diz :
O Sr. Cansanso de Sinimb (ministro dos ne-
gocios estrangeiros): Proferirei apenas algumas
palavras de agradecimiento cmara dos Srs. de-
putados pela benevolencia com que o miBislro dos
zer duas palavras acerca desle objecto.
Nao me parece mais azada a occasiao para dis-
cutir esso tratado, e nem julgo conveniente fa-
*e-lo ; hoje urna lei do eslado, que o governo
imperial est disposto a sustentar e a azer exo-
cular emquanto elle vigorar ; cumpre-me todava
declarar cmara que havendo sido esse
tratado celebrado conjuntamente com outro, que
anda nao recebcu a approvaco do governo do
eslado oriental, oceupa este objecto a mais seria
consideraco do goveino imperial, que esl dis-
posto a empregar os meios lcitos, eos que fo-
rem mesmo necessarios, para que oscompromis-
sos lomados pelo governo do eslado orienta! para
com o governo imperial por occasiao da raiiflca-
cao desse tratado, sejara cumpridos por parle da-
quelle governo (Muito bem.)
Apreciando devidamente as observagos que fo-
ram feitas por alguns nobres deputados, comega-
rei pelo primeiro orador que tomou parte na pre-
sente discussao.
O nobre deputado por Malto-Grosso queixou-se
de que de cerio modo se houvessc abandonado
o direito que tem o imperio a urna porrao de ter-
reno enlre o rio Branco e o rio Apa.
Os protocolos que o nobre deputado inronou
esto impressos e ao alcance de lodos ; nao
pois mais opporltino o momento de encelar no-
va discussao sobre esta materia ; direi porm ao
nobre deputado que, quando for occasiao de fa-
zer valer o direito do imperio sobre o territorio
em queslo, pode contar que esse direito nao se-
r abandonado. (Apoiados).
O nobre depulado pelo Rio de Janeiro que aca-
bou de fallar disse que nao linha o intento de
obrigar o ministerio de estrangeiros a responder
a alguns lopicos do seu discurso. Conhecoe apre-
cio o ponsamoiilo do nobre deputado. c sei bem
que nao eslava as suas intenres obrigar-me a
urna resposla. Direi entretanto alguna cousa so-
bre o que S. Exc. respondeu.
Cliamou o nobre depulado a altengo do go-
verno para as nossas relares com a repblica do
Paraguay. Senhores, temos por nossa parte
procurado que essas relaces continen a sor as
mais benvolas que possivel entre ambos os
governos ; devo informar a cmara que al este
momento nenhuma ra/o ha de queixa contra o
presidenle daquella repblica. Acredito que
possivel, nutro mesmo a esperanra de que essas
boas relaces continen) at cheg'ar o dia, a oc-
casiao opportuna do desenlace da nossa queslo
sobre limiles, o qual confio possamos effectuarde
urna maneira benvola, sem ser prociso recorrer
aos meios extraordinarios.
Entretanto ludo depende das circumslancias. o
somonte o lempo se encarregar de demonstrar
se sao bem ou mal Tuodadas as rainhas previ-
soes.
Ouanto aos tratados celebrados com a Confede-
rado Argentina, que anda pondem do approva-
go por parle do resperlivo governo. direi que o
governo imperial muilo estimara ver esses ajus-
tes approvados e em execuco ; mas o nobre de-
putado sabe perfeitamente "que um dos pontos da
divergenria em que se acham os dous governos
proven particularmente da falla de approvaco
oestes tratados. Nao descubro, pois, quaes os
meios que o governo imperial deve empregar
para obier aquillo a que alias o governo da Con-
federado se hara comprometlido, sendo elle
quem iniciou esses tratados.
Nao sei, repito, como se poder obler do go-
verno argentino essa approvaco, que depende
exclusivamente de sua vontadel Estimara muilo
o governo brasleiro que, melhor informado ou
raelhor apreciando as nossas relaces, o da Con-
federarn Argentina visse que tanto do inte-
resse do Brasil como de seu proprio interesse
reatar nossas relaces approvando os tratados que
ja esto ratificados por parte do governo bras-
leiro.
Chamou tambem o nobre depulado a atlenco
do governo sobre o tratado de extradcao e do
definitivo de paz complementar da convenco de
27 de agoslo de 1828. As reflexes que acabo de
fazer acerca do de limites servem tambera para
estes; lem lodos a mesma origen, e referem-so
a inleresses corarauns.
Pelo que loca a adheso por parle do Estado
Oriental ao tratado de navegac.au fluvial de 20
de selembro de 1857, celebrado com a Confedera-
cao Argentina, o nobre deputado encarregou-se
de fazer a defeza do governo imperial, dizendo
que o pensamenlo do gjverno oriental tem sido
nao dar o seu consentimento a esta convenco,
na esperanca de ver se poder chamar o governo
brasleiro a estipular sobie a navegaco da laga
Mirm. Sao cousas dislinctas, que nao sei como
possa o governo oriental unir e ligar.
Desejaremos que o governo oriental, melhor
pensando, reflectindo sobre a 3ituago, se resol-
va tambem a prestar o seu conseniimento a essa
convenco ; mas por ora nao vejo qne baja gran-
de interesse em que promovamos da nossa parte;
sobretudo quando sabemos que a causa da de-
mora esl em se nos querer corapellir a ajustes
sobre a navegaco da laga Mirim. Se o gover-
uo oriental quizer dar o seu assontimenlo, ganha-
r nisso tanio como o Brasil.
Socslas as poucas palavras que linha a dizer
sobre a malcra era discussao. Nao posso porm
deixar a tribuna sem dizer* ao nobre depulado
pela provincia do Rio Grande do Sul que houlem
fallou, que ser-me-ha muilo doloroso se em
qualquer circumsiaucia da minha vida me achas-
so em desharmonia com os representantes do
urna provincia, & qual devo tanto reconhecmen-
to, qual tenho lana affeieo que confesso
cmara, se fosse hornera de alguma importancia,
pedira que quando morresse, ao menos una
parte do meu corago, nao direi loto, porque
parte pertence minha provincia natal, fosse en-
tregue a provincia que administrei por mais de
trinia mezes, e da qual recebi sempre as provas.
na mais decidida benevolencia....
O Sr. Jacintho de Mendonca :Fcz-lhe us-
O Sr. Mtnistro dos Negocios Estrangeiros :
Devo coufessar que o resultado disto, que eu te-
nho como urna grande gloria da minha vida, de-
ve especialmente aos nobres deputados pelo Rio
Grande, que se acham nesta casa, e a quem sou
particularmente affeicoado.
O Sr. Bello:A provincia do Rio Grande an-
da hoje se recorda com gratido da administra-
rn de V. Exc.
A discussao fica adiada pela hora
Dada a ordem do dia, levanta-so a sesso s 3
horas o mcia da larde.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Para.
Belra, 24 de' agoslo de 1860
Meu charo Redactor. Li a minha primeira
correspondencia publicada a 9 do correte, nos
seus Diarios, que recebi por esle vapor Cruzeiro
do Sul.
Notei alguns erros e faltas, que me passaram
ao correr da penna ; por sso Ihe peco de fazer
emendar o que fr incorrecto pelos seus reviso-
res. Desla vez serei lacnico. Alm de uao ha-


(1)
DIARIO DE PERflAMBUCQ. QUARTA FElftA S DE SETEMBRO DE lgfro.

7T f^f1
verera novidades nolavcis nesta quinzenna, te-^su'r "teneiu-se o cnviam-ae carias para Europa,
nho eslado rauito encommodado, que mo obrig|e maior parto das casas corrimercises, por muilo
a escrcver pouco.
O que ha, porra, ahi vai. Abrio-se a assem-
bla provincial no da designado, 15 de agosto, e
cojos trabalhos vo caininhando placida o moro-
samcnlo. Pelo correio remello a folla lid pela
presidencia no dia da abertura.
E' pouco desenvolvida, porque, estando aqu o
novo presidente ha sele dias, somenle tinha a
seferir-se aos relatnos dos seus ltimos ante-
cessores sobre os negocios da provincia.
Por aqui tem havido alguma excilar.o nos ni-
mos dos polticos, quo, como sabe, cada um pro-
cura fazer o que pode para vencer as eleicoes.
Em Camela, Breves e Muani tem havido reu-
nidos, e apparecido publicaedes incitando o povo
a pleitear menos convenientemente as eleicoes.
Alguns porluguezes, e outros estrangeiros es-
tablecidos por (ora pretendern regressar a es-
ta capital al passara crise eleiloral; roas o pra-
sideule com as suas providencias, e ajudado dos
cnsules conseguiram que semelhanle determi-
nacao au (osse levada a elTeilo.
Consta que, para applacar e tranquiilisar os
nimos foram mandadas entrar eni excrcicio as
autoridades policiaes, queso achavam com licen-
r as, e Humeadas oulras para substituir as que
o cumprissem essa ordem.
Por islo v que, se os timoratos leem reccio
de alieraeao na ordem publica, os homens pru-
dentes reconhecem quo a autoridade est preve-
nida e disposla para o que possa succeder, que,
na minha fraca opinio, nada succeder de im-
portante, por ser este povo pacifico e de boa in-
dolo.
No dia 17 do corrente, pela3 7 horas da ma-
nha, parti desta cidade para a fazenda Tapi-
russ o Exm. presidente, acompanhado do Dr.
chele de polica, secretario do governo o varias
pessas dislinclas, para assislirem a urna fesla,
que ali faz todos os anuos o commendador Jos
Antonio de Miranda No dia 20, pelas 10 horas
da noite, eslavam todos de volta, vindos no mes-
mo vapor que os conduzira, da propriedade do
dito commendador.
Pela polica se instaurara ha dias um summa-
rio crime ao vigario da freguezia de Ourem, Jos
Mara Fernandos, e aos seus cumpliecs, por of-
fensas religao e injurias verbaes.
Apreseutarara-so como advogados os seguiu-
tes hachareis :
Do padre Luiz Pereira da Silva Neves.
Do portuguez Elias, denominado o Diabo
Joaquim Baplisla Moreira.
Do hespanhol e da preta Marlinha, que eslava
santa e fazia os milagres Joo Lourenco Paes
de Souza.
Os trabalhos do processo comecaram s 10 ho-
ras da manha, o, segundo me'informaram, s
liveram Gm s 2 horas da madrugada do dia im-
mediato.
Cr-se agora que o vigario, pelo menos, sahir
criminoso ; entretanto, a senlenga do chele de
polica anda nao fui publicada.
Consta tambero que pelo minislcrio da juslica
fura dada por vaga a freguezia de Ourem.
Com tantas contrariedades nao contava o nosso
padre vigario! I
Agora esperemos igualmente pelo processo ec-
clesiaslico, para cuja instauracao j se est pro-
cedendo a indagagos em Ourem.
As roais noticias que por aqui ha, alrn de urna
falta grande de carne verde que nos ltimos dias
temos supportado, sao as scgulnles :
No brigue escuna brasileiro Graciosa, entrado
no sabbado (18) de Maranhao, veio de passagem
o Sj. Neutel de Alencar Araripe, com sua farai-
lia, escravos e 53 trabalhadures do arabos os
sexos.
Segundo consta o Sr. Araripe, mudou-se do
Cear, para esta provincia, a (i ni de aqui se d-di-
1 i ie resuman) os seus trabalhos, nao pdem ven-
c-los em 11 ou 16 horas uteis.
S. Exc continuar a obrar com toda a justica
se niio consentir que os vapores se demoren)
aqui menos lempo do que eslo Cruzeiro do Sul,
pois que apezar de nao completar as horas uteis,
do contrato, comludo ja d lugar a que nao haja
o atropello que sempre deixa causar ao commer-
cio, nao s desta como de todas as oulras pro-
vincias, a pressa do Sr. commandante Gervasio
Mancebo.
Custa a crer, como o nosso eommercio eo pu-
blico aturam as vontades de alguns commandan-
tes da Companhia Brasileira, cujos vapores che-
gando ero eral a este porto sempre tarde e
ms horas, nunca completamos 48 horas do con-
trato, em referencia ao Para. Teuho visto que
o sau Diario ahi claro e reclama contra seme-
Ihante servico Je vapores, pela nossa parte esla-
roos disposlo a secuuda-lo no seu bem entendi-
do empenho.
Todos sabem que a velocidade a primeir
qualiddde do vapor para vencer coro rapidez as
distancias ; mas quando a velocidade nao se
bie empenho, potto olUe. em poltica sejaoi into-
lerantes ; nao obstaute visando no dmluistrador
da provincia um astro benfico, etforgau-se,
quanto possivcl, para no altar da patria, eacri-
flearem os odios,e mesquinhas paixaes. A nao
bla provincial est funecionando. A aioria
toda liberal, posto que a provincia seja teda
conservadora. Fizcram suas excluses; deram
assento a quem nio ticha diploma, e excluiram
aos que tinham. entrando u'esse numero o padre
Antonio Augusto de Andrade e Silva, que nao
s era deputado pelo circulo da capital, como
pelo de Oeiras, excluindo-a s pretexto de ser
portuguez, posto que lempos naluralisado, e
que por vezes j tem oecupado urna cadeira na
represenUcao provincial. Devo notar, que o pa-
dre e os excluidos sao conservadores, e dirigi-
rn) a respeilo urna represeniacao aos altos po-
deres do estado.
Chegou com o presidente o padre Antonio de
Mello e Albuquerque de capello para o meio
batalho d'esta provincia. Est morando em pa-
lacio.
No dia 5 S. Ex. Coi visitar o quarlel do meio
batalho do qual commandante o bravo e dis-
linclo tcnento-coronel o commendador Anlonio
olha regularidade na marcha e pontualidade j Joaquim de Magalhes Castro. Depois de S. Ex.
as sahidas, chegadas e demoras nos portos, percorrer todo o quarlel, enfermara, chadrez,
melhor nao haver lal se meo de vapores. arrecadacao, casa do rancho e cosmha, dlrigio-
O Cruzeiro do Sul, alero de ter cliegado com ; se ao respectivo commaodande. e disse-lhe, que
um da do mais, tundeando 22 do corrente s 3 como delegado de S. M. I. O *
louvava pelo zelo e
aceio em que se achava o quarlel, e pela disci-
plina em que tinha o seu batalho, a que fazia
sentir ao governo de S. M., e o grande conceilo
que Ihe mereca ; e vollando-se para a oTiciali-
dade a eslimulou, que seguissem os txcraplos do
seu digno e dstincto commandante, alim de que
um dia mereram semclhantcs elogios.
Consla-me quo o roandou elogiar em ordem do
dia. Na verdade o Sr. Magalhes Caslro devia
ser aproveilado ero um otilro batalho, onde em
maior esphera elle podesse desenvolver o seu
horas da larde, o seu apressado commandante
quera sahir no dia immediato noito I
Note que raro o vapor que completa o lem-
po marcado ; porque o mximo de sua estada
aqu nao excedente 40 horag I
Bem fez o eommercio representar por essa
falta do regularidade e pontualidade, e Deus
queira que isto sirva de excmplo 5 cerlos com-
mandantes, que s sao actividade e pressa l
para seus fins e interesses.
Entretanto o eommercio do Para tem grandes
interesses para as pravas da Europa e para os Es- genio militar,
lados Unidos, e assim deseja ao menos nos va- E' digno de todos os elogios,
pores a regularidade na demora nesle porto, para Snto a maior satisfaco em dizer lhe que o
dar tempo vencer o que mais urgente da sua Dr. Francisco de Farias Lemos, actual chelo de
correspondencia para aquelles paizes ; porque ] polica d'aqui. c seu patricio leem desenvolvido
cora a pontualidade das companhas real de Sou- urna actividade bem digna de encomios. Incan-
thamplon e franceza, pode cora muita facilidade jSavel na rcpresso do crime, ludo tem feilo para
receber c responder em todos os qunze das e expurgar do Pauhy essa horda de sceleralos de
porinlennedio desse porto, aos mais importan-j que infelizmente inundara os nossos serios,
tes negocios e Iransacges com a Europa e Ame- I A lei. a seus esforcos, respeilada, e a pnni-
rica- co urna realidade. Para isso tonta com as
Sem ter mais que lhe noticiar aqu fecho a diversas autoridades locaes, cabendo um dis-
terceira correspondencia o seu constante assig-
nante e amigo
Pag.
l'iauliy.
Theresina, 6 de Agosto de 1860.
tinelo lugar ao jusliceiro, incansavel o probo juiz
municipal e orphaos de Parnahiba o inlelligeule
e honesto Dr. Francisco de PaurfP Pena, que,
posto que mogo na idade, provecto no pensar
e no obrar. O Dr. Pena, esse distinti Pernam-
bucano no duplo carcter de juiz e delegado em
um lugar onde os partidos so debalom, e nao
u dizendo-lhe algu- admitiera a menor tolerancia, tem se collocado
o por c. Conlarei iM de ludo, e merecido a gcral eslima dos
Fiel minha proraessa, vo
ma cousa de que vai passando por
os tactos, conforme elles se derern, o urna, ou seuscoroarces,
oulra vez os re apreciando. Novo no lugar, aiu- ." sao roeuos dignos de louvor os Drs. Anlo-
da nenhum conhecimenlo delle tenho; mas o i ni Mendes, juiz do dreilo d'aqui, Amaral, juiz
pouco lempo, quo aqu eslou, o o que j tenho dreilo do S. Goncalo e Villas-Boas, juiz do
presenciado me aulliorisa alguma cousa dizer. No dreilo de Prnnhiba, bem corao o Dr. Umbelino,
dia II do passado chegou esta cidade o Exm. Sr. Julz municipal da capital. Auloroades como
Dr. Manoel Antonio Duarle de Azevedo, presiden- eslas. honrara ao governo que as noroeou.
le nomcado para esta provincia, com sua vir- A* parcialidades polilicas so preparara para o
car agricultura, e para esle m trouxe coinsi- I sidenlc da
luosa consorte a Exm. Sra. I). Gerlrmles Pelro-
nella de Assis Azevedo. Ss. Excs. foram recebi-
dos no desembarque pelos Srs. vice-presidente,
Dr. chefe de polica, assislenle, commandante do
meio batalho, commandante superior, por toda
a oflitialidade da guarda nacional, cheles das re-
partieres, c por um concurso immenso de povo,
que se achava apiuhado no porto. Urna luzida
guarda do meio batalh&a fez as honras do estillo.
No da 13, o Exm. Sr. presidente louiou posse da
provincia, prestando juramento pasmaos do pre-
go, engajados, os mencionados trabalhadores. E
louvavel a resolueao do Sr. Araripe, e que pos-
sa colher n'este frtil solo, vantagens quecom-
pensero os encommodos por qje acaba de pas-
sar e sirvam de incentivo a outros seus compro-
vincianos, a virera cultivar terrenos lao fecuu-
assembla, era si'guida, oi (licitado
dia 7 de seterabro. De parte parte se esfor-
cam para triumpharem, escolhendo seus repre-
sentantes. O campo, sem estorvo alguiu da por-
te do governo, est aberlo, as estradas limpas,
e cada uro cuide em ser bom cavilheiro, res-
peitando a liberdade do voto. Sao candidatos
por esla provinciaao circulo da capital o Dr.
Simplicio do Souza Mondes, Dr. Sales o o Dr.
Borges Castello-Branco. Pelo de Oeiras o Dr.
Gil < o labellio Francisco Jos Fialho, e pelo
de Paranagu o Exm. conselheiro Paranagu, a
respeilo de quem neuhuma duvida existe.
Contina o misero eslado dos cofres provin-
ciaes. Os empregados ha tres mezes quo nao re-
cebera seus oidenados. Consta, que o presidente
vai pedir ao governo geral ura auxilio. E n'i ver-
echarn-se TODiiguadas as uoucias ao sul o0 im-
perio,
A islo arcrestanta alguem daqueila provincia,
que essa demora de remessa leita calculada e
iutencionalmente, para arredar do conhecimen-
lo do centro tudo quanlo nao convier capital,
e all nao ch.egarera seno jornaes da provincia,
impondo-sc por lal modo urna tatreadoria que
nao apreciaremos em seu valor, e restabelecen-
do-se asas nova forma de dirtiloiproteccioni$las.
cuja incurialidide salla aos olhos, e urge por urna
providencia eficaz.
Sem embargo, nao queremos anda crer em
semelhanle perversdade; mas o faci que,
combinando as damoras, calculando as datas da
chegada dos vapores capital do Cear com a
partida dos correos para o interior, vemos que
nunca os referidos correos conduzem os massos
de jornaes da ultima data, que vio pelos vapo-
res, anda que o estafeta parla para o seu des-
tino uro ou doui dias depois.
A isl de todas essas eopsideravoes, pois, nao
podemos deixar de reclamar mais urna vez do Sr.
administrador do correio daquella referida pro-
vincia por urna providencia semelhaute respei-
lo ; e esperamos que S. S. nos d occaso do
publicar sua defeza esses boatos, em que to-
dava nao podemos acreditar em sua accepeo
extensa.
Ao lllm. Sr. director geral dos correos, Dr.
Tnomaz Jos Pinto de Cerqueira, recorremos
igualmente nessa situac&o, rogando-lhe que so
digne de tomar emeonsideracao quanto havemos
exposto, afiro de adoptar urna medida prevenli-
va, que julgar a bem da represso do abuso in-
dicado.
No Domingo passado installou-se effecliva-
menle a sociedade Recreio Litlerario e Benefi-
cente, sendo essa fuuccao assas concorrida, nao
obstante o mo lempo,' que enlo fez.
A sesso foi presidida pelo Sr Dr. Jos Soares
de Azevedo, na Talla de comparecraento do Sr.
Dr. Jos Lourenco Meira do Vasconcellos.
Diflerenles comrasses de associacoes desta
cidade all comparecern), e as representaran)
devidamente.
llonlem o conselho director da instruceao
publica resolvou sobre a votac,o havida acerca
dos habllandos para o concurso dascadeiras va-
gas de instruceao elementar.
Foram approvados Juvcnianoda Costa Monlero,
Luiz Cyriaco da Silva e Joaquim Manoel de Oli-
veira e Silva; e reprovados Vicente Umbelino
Cavalcanli de Albuquerque e Manoel MarinhoCa-
valcanli de Albuquerque.
O conselho approvou o resultado apresentado
pelos examinadores respectivos.
Temos noticias do Brejo, que chegam a 28
do passado.
A comarca acha-se ero paz, e no termo do
Brejo propriaroenle nao ha occorrido novidade
alguma, a uo ser o espticamente de urna mu-
Iher pelo propno marido, que evadio-se, sendo
no entretanto processodo.
Asalubridadc oslenla-sc sob um carcter li-
songeiro.
Reinava o fervel opus cleitoral, mas cria-se
geralmente que esse processo marchar de modo
conveniente.
Appellante, Gabriel Anlonio ; appeliados, os
herderos do tenenle-coroncl Manoel lienrique
Wandcrley.
Foi reformada a senlcnfa.'
Appellante, Manoel Francisco Paredes; appel-
lados, Tasso & Irmos, curadores da massa fal-
lida de Novaes& C.
iao podo ser julgadjjp^r se averbarera de sus-
peilos, corao credores da dita roassa. os Srs. do-
putados Basto e Silveira.
Appellante, Domingos Alves Malheus ; appel-
lado, Anlonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Reformou-se a senlenr.a.
Appellante, Candido Vieira Vianoa ; appella-
do, Frederico Hasselman.
Foi designado o prinieiro dia til.
Appellante, Anlonio Jos da Silva Guima-
raes ; appellados, Anlonio Annes Jacome Pires
e outros.
Foi lambem designado o primeiro dia til.
PASSACKJiS.
Appellantes, Benlo Jos da Costa e outros ap-
pellados, a viuva e filhos de Agostinho Henriques
da Silva o oulros.
Do Sr. desembargador Guerra ao Sr. desembar-
gador Gitiraua.
Nada mais horno a tratar.
Reg Ilangel,
impedimento do secretario.
No
JURY DO RECIFE.
4.1 SESSO JUIHCIARJA
DA 4 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JLIZ DE D1REITO INTERINO
DA 2.a VARA CRIMINAL. HERHO-
CENES SCRATES TAVARES 1)E VASCONCELLOS.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino de Gusmo Lobo.
Escrivo, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
teva Clemente.
As 10 horas da manha, o ercrivo procede
chamada nominal e verifica estarci presentes 39
juizes de facto.
Sao multados era 20j! todos os senhores que
nao comparecern) aos trabalhos, sendo releva-
dos das mullas aquelles senhores que estiverera
presentes.
Foi relevado de todas as multas anteriores o
Sr. Jos Guilherroe Guiroares, e dispensado de
servir na presento sesso o Sr, Joo Xavier Car-
neiro da Cunha.
Sendo declarada aberta a sesso, entra em
julgaraonlo o reo Gabriel Philogon Ginni.proiiun-
ciado no arl. 3 da lei de 26 de oulubro de 1831
e preso desde 21 de outubro de 1859 ordem do
subdelegado do Recife.
Transcrevemos lilteralmenle a interlocutoria
do juizo municipal da 1." vara, que sus-
leolou nos aulos a pronuncia do reo, como urna
prova evidente de quanto retardada so faz ordi-
dinariamanle a aceao da juslica :
Sustento o despacho de pronuncia por con-
forme direito e prova dos aulos. O escrivo
recominende o
reo na peino em que se acha,
auce seu nome no rol dos culpados, e devolv do pedido, e por nao er sido
esle processo ao juizo de onde veio, pagas pelo
'-deapeza municipal do mez de julho ul-
timo.A commisso de polica.
Oulro do juiz de paz do primeiro dislriclo da
freguezia da Varzea, Ignacio Alves Monlero,
reslituindo o Hvro da qualificsQ&o dos votantes
daquella freguezia.Ao archivo,
Outro do fiscal de San-Jos, pedindo se roin-
da&aa pagar ao curgio Francisco toso Cyrillo
Leal a quantia deS4$000 ris, de quatro corridas
sanitarias que fizera era os dias 11 de maio, 9 e
11 de julho o 17 do correlo.Mandou-se pas-
sar mandado.
Outro do contador, communicando ter (ido
sorteado jurado para servir na sesso marcada
para ter principio hoje.Inleirada.
Oulro do fiscal da Boa-Vista, informando so-
bre a policio dj D. Cai'ola Joaquina de Carva-
lho, respeilo da qual tambem j havia informa-
do na sesso anterior, o engenheiro cordeador,
dizendo ter verificado que Manoel Goncalves de
Oliveira aterrara com etTeito parte da camboa que
Oca na extrema do sitio da peticionaria, na es-
trada do Santo Amaro de Roiem, dando assim
logar que as aguas so agglomerem na mesma
estrada, com damno da propriedade da suppli-
cante, e prejuzo do transito publico, visto como
I nica saluda que ellas leem por essa cam-
boa, por (car em lugar mais baixo ; informando
igualmente o fiscal que, avistado que verifica-
ra, fizera que o mencionado Oliveira nao con-
liouasse com o aterro, deixaodo de mandar la-
vrar lermo de achada contra elle, por nao en-
contrar as posturas disposico alguma semo-
lhanle respeilo.
Despachou-se a peti^o deolarando-se que a
peticionaria usasse dosmeios ordinarios.
O Sr. Oliveira opresentou o seguinte projcclo
de posturas que foi approvado :
Ninguem poder conduzr cal pelas ras da
cidade, e eslradas do municipio, sem ser coborta
de maneira que o vento a nao espalhe : os in-
fractores soffrero a multa de 108UCO, a qual se-
r dobrada as reincidencias.S. R,Oliveira. o
Leu-se urna petico do Dr. em medicina Lu-
ciano Xavier de Moraes Sarment o Antonio Jos
de Moraes Sarment, filhos legtimos do Dr. Jos
Joaquim de Moraes Sarment, pedindo que a c-
mara vista do 2 do ortigo 6o da conslituico
do imperio, da declaracao feita por seu pai a 7 ou
a 8 annos perantc esta cmara ; da lisia daspes-
soas de sua familia que apresenlra, e que pre-
tenda naturaliear, dasua subsequcnle naturalisa-
cao, e finalmente dos altestados que agora apre-
sentava dos cnsules de Franja e de Portugal, os
considerasso cidadaos brasileiros.
Posta em discussfio pronunciaram-se a favor
desta pretenco os Srs. Barata, Reg e Pinto, que
a sustentaram, e contra os Srs. Oliveira e Mello,
que a combalteram, e correndo a discusso un
ponco calorosa entre os Srs. Reg e Oliveira, pas-
sou que se Uzease e declarago no sentido reque-
rido, nao sendo approvado o addianienlo ques-
lo requerido pelo Sr. Oliveira.
O Sr. Oliveira, explicando o seu voto, declarou
que nao volava pela pretenco por entender que
a cmara nao era competente para dar o atiesta-
a materia conve-
por todos os funecionarios pulilicos, e pelos par-
ticulares, e todos olhaii) para S. Exc/-como um
astro benigno, cujas influencias salvaro o Pi-
auhy do nicdonho calaclysma ; em quesesuppo
mergulhar na terovel poca cleitoral, por que "a.lle se governo nao langar suas visUs para o
. temos de passar, mil vezes peior, que o cholera ""sero eslado dos cofres provinciaes, temos de
dos e quo araplamenle remunerara aquelles que I morbua. O carcter serio, e sizudo, e jusliceiro Pssar por um cataclisma horrivel. O dficit
se propoem, a Irabalha-los. [ dc S. exc. airian^a ao Pauhy um porvr brilhan- i de Igualmente chegou preso um guarda nacional; te, e magestoso. Fiel seguidor dos principios do Adcus. Concilio esta lancando urna lagiima so-
do Miiju, que rccolhendo-se da caga, encontrou : actual gabinete, proraeite era seus actos a mo- rc tmulo do bravo e dstincto general, do
sua mulher coromettondo adulterio, e allucina-1 deracao, a concordia, c al a tolerancia. Cullo- j bom amigo, e excellente paeBarao da Victoria.
cado cima das parcialidades polticas, sua ln- ; A Palria com. justica o lamenta. O que for acon-
guagem, e seus aclos sao justica a todos, pro- l metiendo, que a liberdade do voto lem do ser tom a "'oralidade do correio de Maranhao, por
sacramental, e religiosamente respeilada ; dc sor- i 0llul lera de ir esta, o contra o qual fortes cen-
j te quo est sendo apoiado por Greg.is e Troianos | s'uas Sl lem fc'to. dizem que cora razao Bum
cstudar os mcios de melhorar a 'luc. governo, syndicando o procediinenlo do
provincia do liislu e deploravel estado de finan- correio, de urna satisfaco ao publico, que o tem
do por esto aelo de inlidelidade, disparou sobre
o seductor, a espingarda quu traza ainda carre-
gada, e o matou.
A' 20 do corrento o sub-delegado do 2." dis-
lriclo acompanhado do fiscal e Jo um medico, .
procedeu vesloria de alguraas barricas cora ba-1 incansavel i
calho, parle do que ltimamente veio do Ma-
ranhao e que aluda exista era deposito, e ten-
do sido encontrado ero completo eslado de de-
lerioraco o mandarain langar ao ro.
Com a completa falla de carne verde, que leo)
liavido ltimamente, necessario ([no as auto-
ridades competentes, nao cessem dc fiscalisar,
os gneros alimenticios que se expera i venda,
pois que os abusos que so pratcam n'eslas occa-
sies, podeui dar lugar a que a salubrdade pu-
blica seja alterada.
Chegou lambem do Guama, um horaem gra-
vemente ferido. proveniente de ura tiro que re-
ceben do seu corapanheiro, quando cacava
O delegado de polica, procedeu inmediata-
mente priso do autor, que veio arompanhando
aquella, procedeu ao corpo de delicio. Consta
purm que o acontecimeoto foi aceideulal.
-No domingo (19) a larde o arraial de Nazare-
th, foi bastante concorndo, ero consequencia de
um aiinnuucio que fez a directora da prxima
as, era que actualmente se acha, lem consegui-
do que a assembla provincial, cuja maioria
(oda liberal, sacriticando os inesquiuhos odios,
e as ferrcnlias paixoes, caminha para o im, que
se deseja o engranJeeimcnlo moral, e material
da provincia. A mesma assembla, aquilatando
o nierecimcuto do uovo administrador, volou-lhe|
urna (tiritarn nos seguidles termos e que o elici-1
lava pela ba esculla, que o governo imperial
havia feilo de sua peesoa para administrador des-
la provincia, a elle, que as brilhantcs. e j mui |
conhecidas qualidades do seu emminenlc espirito
reuna os mais pronunciados, e ardentis.sunos de-
sejos de bem servir a provincia, quo lhe foi con-
fiada, salvando-a da crise Gnanceira, e notavel-
inente mooelaiia, que a ameica garaulindo o
voto livre, c consciencioso as fuiuras eleicoes,
e prorauvendu por todos os nioios a seu alcance
o bem estar moral, c material do Pauhy; enca-
recendo altamente o progresso reflcciido, e mo-
em lao ma conla.
Au icvotr.
feslividaae, convidando os apreciadores a presen- \ derado das melhores," e mais proficuas ideas roo-
ciarom a ascendi de um aerstato de nova for-
ma. Esta ascenco porera nao leve lugar, por
causa indenpendenle da vontade da diroctoria. parece, ir-so precipitando, o
que tendo mandado vir do Franca, bales de di- iavel estalo da nossa receita
versas turmas, os quaes segundo consta, impor-
taran) em nao pequea sonima, julgava
. is"j poder
naquella larde olerecer urna dislracco ao pu-
fi."
reconheceu j bstanle larde
exocutar o quo tinha promeitiilu,
parte d'stes bales se acharo
buco, porera
que nao podia
pois que a maior
estragados.
A' 20 do corrente houve um espacamcnlo em
um hespanhol chamado Antonio Ximeues ; que
foi perpetrado no largo da plvora, por -2 subdi-
tos da mesma naco, que foram prezos para a-
veriguaces policiaes. .
A 21 pelas 4 horas da larde cahio ao mar do
brigue inglez Gaudiana um mogo da trirfula-
co que r.o se pode salvar.
Novidades commerciaes poucash.
Os procos dos gneros sustentara-se firmes
com especialidade os da exportado.
Para o sul est a sahir o brigue-escuna Gra-
ciosa que seguir d'aqui Maranhao.
Para Portugal s h no ancoradouro da carga
a barca Uniao a sahir para o Porto al 31 do
corrente.
ll noticia de estar as salinas, 5 das, a bar-
ca portugueza Ncreide de Lisboa, sem ter pra-
tco para demandar a barca o entrar nesto porlo.
Esle desmancho de praticagemeauza um trans-
ime immenso ao eommercio a navegago,
nlra do risco que podo resultar aos navios eni
semelhantes posices, merc dos ventos, dos
baixos e das praias.
Consta que os negociantes estrangeiros por in-
termedio dos seus agenlesou da presidencia nao
representar ao governo imperial, para se por
termo to sensivel estado de couzas.
Veio nesle vapor a noticia de estar nomoado
para secretario da polica o batharal F da C. Mi-
niua, muto conhecido nessa cidade, assira corao
chegou ocapilo de ruar o guerra Pedro da Cu-
nha, que hontem tomou posse do lugar para que
foi noraealo, de inspector doarseual de mariuha
e capito do porto desta provincia.
Sobre o servico o demora dos vapores do sul,
eis o que acaba de succednr com o vapor Cru-
zeiro do Sul, segundo noticia o Jornal do Ama-
zonas do hontem e de hoje :
s lOhorasda noite minos informidos quo o
corpo do eommercio dosla capital, sabenJo que
eslava desuada a saluda do vapor Cruzeiro do
Sul para hoje noite, enviou ao Exra. Sr. prosi-
denleda provincia urna commisso composla do,
Srs. : Francia Moran, Guilherroe Tappembek,
Cuilhcrme Brambeer, George \V. Brocklcliursl,
Dims Cullre e Antonio Joaquim Pereira. alim
de lhe pedir que f.isse demorada a saluda do
dito vapor para amanha, visto o transtorno que
tausava ao eommercio a pouca domora do raos-
moneste porlo. S. Exc, apezar de se achar de
nojo, acolheu com muita urbnnidade a commis-
so, e transfeno para amanhaa s 10 horas a sa-
hida do vapor.
Hontem demos a noticia, de ter ido palacio
urna commisso de varios negociantes, fazer ver
S. Exc. o Sr. presidente,'quo a sahida do Cru-
zeiro do Sul, para quando se achava annunciada,
era um completo atropello. Peruutia-se-nos
hoje algu mas observacoes a este respeilo. Lou-
vamos muilo a jusliceira deciso de S. Exc. era
fazer demorar para hoje s 10 horas da maolia
a sahida desto vapor.
Era consequencia da regularidade das viageng
dos paquetes fraucezes.que acabara de so eslabele-
cer para o Brasil, por lodos os vapores dalinba do
dems, e philarllropicas; o finalmente salvan,
do-a do cabos poltico, e administrativo em que-
do triste, e lamen-
e despeza. Ao que
S. Exc. se diguou responder nos Siguiles ter-
mos uns ou menos.Que agradeca a assem-
bla provincial do Piauhy os protestos de alTeclo,
o adheso, que lhe acaba va de palentear, que
conheceu desde logo,que as suas torgas seriara au-
xiliadas pelo civismo, e patriotismo dos aleitos
do povo; que cora tal auxilio procurara desen-
volver os elementos de prosperidade desta pro-
vincia, dedicando-so d'alma, e coraco ao bem
geral della, approveilando os homens honestos, c
sais de ambos os lados; maniendo em lodo o
vigor os direilos civis, c polticos deixando
optntSo a sua torca ; ao espirito publico o seu
criterio, as ideas, c aos partidos sua lula mode-
rada, c a satisfaco de suas legitimas a*pirares.
E nao se descuidara de aecudir com desvello s
necessidades maleriaes da provincia, posto que
contrariado pelas circumstancias (inaneciras della ;
CEAR.
Fortaleza,. SO le agosto de 1 iUi.
A assembla provincial findou os seus traba-
lhos em antes de ter terminado o tempo marca-
do por lei.
A causa que molivou o ultimtum cm antes
do tempo prefixo, foi a eleigo prxima do c-
maras e juizes de paz
Pelo que diz respeilo aos trabalhos dos csco-
Ihidos da provincia, na presente sesso, pode
dizer-se que s houvo um acto que nao lem
nada de justo Foi mandar-se pagar cerca de
trez conlos a uro empregado provincial (que ha
muito se acha aposentado) a pretexto de ter sido
elle demiltido, e por isso dever-se-llie pagar o
lempo decorrido, que esteve dcmitldo.
Tanto mais aggravautc essa chuchadeira
quanlo esse que se quer assim beneficiar, acha-
se era circuraslnnrins favoraveisde fortuna.
Cremos que o Exm. Sr. presidente, nao dar
saneco a esse acto, bem como nao deu a esse
oulro, que auloiisava urna turba inulta de salu-
dantes a formarem-se cusa do pobre cofre
provincial, quejase acha bastantemente anecia-
do dos pulmes.
No da 23 sahio para Sobral o Dr. chefe de
polica para naquella localidade assislr eleicao.
Diversos officaes de priuicra liaba seguiram
lambem con. [orea para os diversos pontos da
provincia como delegados e comni-ndantes da
forg.a. S. Exc. tem sido incansavel em tomar to-
das as providencias possiveis, alim dc que, nao
apparecaern ponto alguma alteracao da tran-
quiilidjde publica; e mesmo qalquer des-
orden).
Se S. Exc. poder conseguir que as eleicoes se
facam na provnola sem quo se tenha a lamentar
o derramameiito de sangue, certamenlo S. Exc.
preso
que so podesse salva-la da crise, desvanecer-se- adquirir um nome muilo glorioso e a provincia
na de lhe haver feilo o maior servico, e quo
quando nao podesse remover (orea de sacrificios
os obstculos emergentes, fizesse o futuro justi-
ca ao menos s suas puras inlences. Concluio,
olTerecendo assembla cm troca de sua adheso
o mais sincero apoio, e auxilio, sempre que fos-
sem, como boj, patriticas as suas vistas.
E na verdade as palavras do Exm. Sr. presi-
dente j se achara tradu/.idas por tactos. Conse-
guio, que a companhia da navegago fluvial de
Parnahiba cedesse por dous annos um cont de
ris por mez dos tros que a provincia lhe d, c
com isso j demiuuc no grave dficit2i conlos!
Nos poucos dias de sua administraco tora per-
corrido, e vizitado as diversas reparlces lls-
caes, procedendo minucioso exame do tudo, mos-
trando sua illusiraeao, e fallando com preeiso
nos diversos ramos de a imioislraro. Tora era-
pregado os rucios br.andos com o cine muilo tem
conseguido em chamar
ca. imparcial e il-
pro-
a ordem diversos empre-
gados pblicos, que vivendo em desarmonia com jo numero dos candidatos depul'ago geral e
seus cliefes, perda o servigo publico. Tcm-lhe senatoria da parle mesmo do3 conservadores;
merecido especial menco a maneira de arreca-que receia-se com fundamento
betndn sempre de sua ener.
lustrada adminslrago.
Nunca a opposigo apresentou-se nesla
vincia com tanto afn.
Diz-se que o maior empenho de lodo esse
mantillo, que corre por todas as localidades, de
pr-se em jogo transacres, por parle da op'po-
sico, tem por alvo quererem derrotar o chefe
dolado conservador. Diz-se quo a opposico
volar unnime era um candidato filho de oulra
provincia pava a vaga de senador, comanlo
que, nao possa ser escolhido o chefe do lado
conservador, filho desta. Nao est longo saber-
se o resultado dessa eleigo, bem como dos
mcios que corre a semelhanle respeilo. Nunca
o partidosaquarema, nesla, esleve lao falto de
posices officaes o mesmo sem auxilio algum.
Tudo contrario na aclualidado aos conserva-
dores ; pois que, alm do que se diz sobro o
proceder da opposico, accresce, que avultado

-No dia 20 abrio-se a segunda sesso judi- I ?he*m S "5"u*1 as ?* W* oconderano.
ciara do jury do termo, sob a presidencia do Dr. I .'' 'V aa,len?ao Jo JUIZ0 <"lu P"a a emora,
Hisbello, juiz municipal; e foi encerrada no da
Cinco processos foram submctlidos ao conhe-
cimenlo dessa magistratura popular, e s um reo
foi condemnajo um mez de priso.
Nesla sesso entrando em julgamenlo o profes-
sor de priroeiras leitras Manoel Joaquim Xavier
Ribeiro por crime dc fermentos foi absolvido.
Reappareceram ss chavas, depois de perdida
urna grande parlo das lavouras ; todava sempre
ulilisaram, porque deram em resultado o rever-
decimcnlo da rama para sustenlago do gado.
Nos brejos seguraram os fejes e algum milho.
As feiras leem sido convenientemente provi-
das, e os pregosdos gneros alimenticios vo de-
crescendo por essa razo.
Navios nabahia de Soples.Jio dia 21 de
julho lindo achavam-se ancorados na baha de
aples c em Caslelamare os segunles navios
de guerra de differentes naees :
Inglezesllanubal>>, 90, cora a bandeira do
chefe de esquadra Rodney Muudy, C. B. ; Aga-
menn, 90 ; Cesar, 90 ; Reoown, 91 ;
l.ondon, 90 ; Intrepid, 4
Francezes Brelagne, 130, vico almirante de
Tinan; Alg-siras. 9l ; Eyla, 90; Imperial,
90; Saint Louis, 80 ; Mouelte, 4.
Russo Naugool, 80; chefe de esquadra
Nordman.
AustracosSwarlzeuberg, 46, coramodore
Wullersdorf ; Santa Luc, 8.
HospanhoesVicie di Balboac, 36, chefe do
divisan Posadillo ; Colon, 10 ; Despalc, va-
por, 4.
AmericanoIroquois, 10.
SardoMonzanbaus.
Alm destes deve achar-se agora tambera all
a corveta brasileira D. Isabel.
Todos estes vasos esperara o desenlace do dra-
ma em que sao prologonistas Francisco II e Ga-
ribaldi.
Temos satisfaco em ver que nossa bandeira
urna das mais particularmente inleressadas i,es-
so desenlace, ilucluar par das daquellas na-
ges.
Forara recolhidos casa de detengo no
dia 31 do raez passado 4 homens c 2 mulhcres,
sendo 3lvres e 3 escravos a S3bcr : 1 a ordem
do Dr. delegado do Io dislriclo, 1 a ordem do
subdelegado do Recife, 3 r. or Jera do de S. Jos e
1 a ordem do da Roa-Vista.
Foram recolhidos a mesma nos das 1 e 2
dpsle mez 14 homens : sendo 10 livres e 4 escra-
vos, a saber : a ordem do Dr. chefe de polica 7,
a ordem do Dr. delegado do Io dslrcto 1, a or-
dem do subdelegado do Recife 3, a ordem do da
Boa-Vista lea ordem do lente recrutrador 2.
Foram recolhidos mesma no dia 3 do
corrente 7 homens e 1 mulher ; sendo 5 livres e
3 escravos, a saber : a ordem do Dr. chefe de po-
lica 2. a ordem do subdelegado de Santo Anto-
nio 3 e a ordem do da Boa-Vista 3.
Matadolro publico..Malaram-ss para o
consumo desta cidade no dia 4 do corrente 92
rezes.
Mortalipade do da 2 no corrente :
Venancio Jos da Costa, pardo, soltero, 35 an-
nos, tisica.
Ilum hornera preto, fallecido na ribeira da Boa-
Vista.
Mara Cecilia do Nascimcnlo, preta, viuva, 64 an-
nos. hopatte ebrooica.
Francisco, branco, 6 annos, cncephalilc-,
Urbano, branco, 4 annos, sarampo.
Francisca Joaquina Franca, branca, viuva, 60 an-
nos, sirro nolltero.
nienlemente discutida.
Contra a ultima parte desta declaracao do Sr.
, Oliveira proteslou o Sr. Reg, por jlga-la in-
que nouve em ser remedido o presente processo justa e injuriosa a cmara, visto quo a iscussao
para este juizo. O reo foi pronunciado em 9 de! tinha corrido livremenle.
dezembro do anno passado, e o processo veio I O Sr. Mello declarou que o seu voto era o mes-
parcestu juizo cm 16 do corrente, depois de sele- mo do Sr. Oliveira.
uieteciuo especial mencao a maneira ae arreca- ; que receia-se com lunuamenio quo a votago
dar-sa o dizimo do gado, que tero sido at agora saia muito variada e por consequencia scia ore- 8ador Isral.
CHRONICA JUUI6IARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 3 DE SETEM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, achando-sc presentes
os senhores deputados Basto, Lemos e Silveira,
o Sr. presidenle declarou aberta a sesso, ser-
vindo de secretario o Sr. Silveira.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
DESPACHOS.
Um requerimento de Gustavo Carn, pedindo
o registro' da procurago que aprsenla.Regis-
tre-se.
O'ilro de Silva & Ribeiro, pedindo o registro
do seu contrato social. Visla ao Sr. desembar-
um mysteno.
Na vindn paia esta capital o Exm. Sr. Azeve-
do, para ter completo conhecimenlo da provin-
cia, nao levando era conla os encommodos da
viagem, nao obstante acompanha-lo sua Exma.
consorte, e uraa filhinha de 3 annos, desembarou
judicial ao mesmo parlido. r Oulro de Martinho Oliveira, pedindo ore-
Tanto mais se receia ser esse o resultado quan- S'?,ro da nomeaco de sen caixeiro Thomaz Per-
do o chefe do lado conservador nao aprsenla i reira dc Carvalho.Registre-se.
chapa : entende o franquea a
aprsente e faga o que poder.
Foi assassinado o Allemo
presen
quo cada um so
Carlos ofilcial dc
no Cear, e ahi lomando o vapor Camocim, da i pedrero, alm desta cidade mais de uraa legua
navegago cosleira do Maranhao. veio desembar- Soubo-se desso alienlado por occasio das aves
car na cidade da Parnahiba, onde recebido pelas carnvoras, pois o infeliz foi arrastado para den-
pessoas mais gradas do lugar demorou-se por 13
dias espera do vaporUrussuy, que o conduzio
para esla capital.
O Exra. Sr. presidenle dolado de suraraa in-
diligencia, que approuve a Providencia conce-
der-lhc, n'aquella cidade, por si pode entrar no
conhecimenlo das necessidades mais palpitantes
de que ella se rcssenle. Pode conciliar os ni-
mos, que ali se debaliam na maior exaltago, e
vai satisfazendo as exigencias legaes o honestas,
que, entende, possam concorrer para o melhora-
menlo material d'essa importante cidade, e para
a tranqullidade publica. Sera querer fazer cen-
sura s passadas adminislrages, direi sem temor
de errar, que a adminislragao do Exm. Sr. Aze-
vedo promolte aos Piauhenses um porvir lison-
geiro posto quo eslreaese a sua adramistrago,
achnndo os cofres provinciaes phtysicos, e as
aproxmages de urna lula cleitoral Os Piau-
henses por sua parte vo (azeodo o que podem
para ajudarom ao Exm. Sr. Azevedo do tea no-
tro do mato pelos seus assassnos.
A polica tomou logo providencias e capturou
diversas pessoas, algumas das quaes, deram sig-
naes evidentes de que foram autores desse br-
baro assassinato que revela o selvagismo I
Anhelo-lhe todas as venturas.
Hem ex veritate pender.
REVISTA DIARIA.
Por todos os vapores procedentes do norte
lemos elTeclivamenlequexas amargas dos nos-
sos assignantes.do cenlro da provincia do Cear
no sentido de nao receberem os seus Diarios por
um e dous mezes ; e quando chegam a receb-los,
nunca antes desse decurso de tempo, accoote-
cendo que sempre fallara-lhes os do ultimo dia,
da sahida dos vapores desle porlo, nos quaes
Oulro de Jorge Patchett, pedindo a sua carta
de naturalsago e os documentos a ella annexos,
(icando de tudo copia no respectivo archivo.Co-
mo requer.
Oulro de Guilhermo Carvalho & Comoanhia,
replicando do despacho de 30 de agosto.Passe
altestado na forma do eslylo.
Outro do Joo Francisco da Silva Novaes, que
tendo dissolvido a sociedade que tinha com Fran-
cisco Teixeira Basto e Bernardo Jos Luiz de S
pede o registro da escriptura de distrato. Re-
gistre-se o publique-se.
Nao haveodo nada mais a tratar, o Sr. presi-
dente encerrou a sesso.
SESSO JUDICIARIA EM 3 DE SETEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Ao meio-dia, achando-se presentes os Srs.
deserabargadores Villares, Gilirana, Silva Guima-
res e Guerra, c os senhores deputados Lemos,
Basto e Silveira, o senhor presidenle declarou
aberta a sesso ; e foi lida e approvada a acta '
da anterior.
LLGAWtSTOS.
Appellante, Luiz Rodrigues Samco ; appella-
do,.Manoel Francisco da Silva Albano.
Foi confirmada a sentenea appellada.
meses dd demora, conservan lo-se o reo .
durante todo esse tempo sera poder ser julgado
pelo tribunal cnmpeleiile Nao se corno quali-
licar esse felo 1
Recife 25 de julho de -1860.
Innocencto Seraphico de Assis Carvalho.)
Julgamos nao dever accrescenlar reflexes
este fado eslranho, que de esperar nao se re-
pila. Ajusliga relardada clamorosa juslica.
Levando em justa considerago o longo le'rapo
de priso. que soffrera o reo, ecra visla da prova
futilssima dos autos, o jury fez o seu deverde
absolver ao aecusado, negando o facto principal
e suas circumstancias.
E' tristemente deploravel a situago dos reos
pobres. Ordinariamente atirados ao fundo de
urna priso, ignorando o modo de requercr por
seu direito e nao dispondo de meios que cum-
prem um procurador, elles soltrem as mais
crueis injusligascom um estpido silencio.
Allendendo una real necessidade, a Santa
Casa fazia um bello servico humanidade desva-
lida, se eslipendiasse um advogado, solicito e
activo, qu ese desiinasse protlsso dc advogar
as causas dos reos pobres.
Muito principalmente no jury, os serviros
deste advogado seriara inapreciaveis e de alto
valor.
Observa-se commummentc no jury que o juiz
se v embaracado na escolha de advogados para
os reos pobres, sendo raros aquelles que se pre-
zaro do exercer esto sagrado dever dc seu of-
ficio.
Evitar-se-hiam, entretanto, muitoscondemna-
ces o irregularidades na marcha do processo.
se a Santa Casa ou a cmara municipal eslipen-
diassem com generosidade ura advogado que so
encarregasse da defeza d'aqucllcs que nao a p-
dem pagar.
Haviamos annunciado que seria hontem sub-
raetlidojulgamenlo o reo preso Francisco An-
tonio das Chagas, pronunciado no arl. 192 do c-
digo criminal, pela impulacao da autora de urna
mnrlc acontecida nos A togados pelo anno de
1814. Terminando-se s 2 horas c 1 quarto o
julgamenlo do reo Philogon Cini. c estando fa-
tigada a allenro do tribunal pelo exercicio laho-
'ioso dos dis anteriores, requercu o Dr. promo-
tor publico que fosse este julgamenlo adiado
para hoje. Depois do algumas observacoes pelo
adyogado do reo, Dr. Antonio Jos da Cosa Ri-
beiro, declarou o juiz adiada a sesso para o da
5 s 0 horas da manha.
llevemos consignar aqui um voto do adheso
ao illuslre Dr. juiz de direiio interino que, sem
forrar-se um irabalho penoso, o suavisa por
urna delicada benevolencia para com os Srs jui-
zes dc fucto.
CMARA MIMCIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 10 DE AGOS-
TO DE 1860.
'residencia do Sr. llego.
Presentes os Srs. Barata, Oliveira, Mello e
Pinto, fallando cora causa o Sr. Frinca, e sem
ella os mais senhores, abrio-se a sesso, e foi li-
da e approvada a acta da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Ura ufficio do Exm. presidente da provincia,
approvando a arreraatacao das rendas da cmara
feilas cm o dia 10 do corrente.Que se lavrassem
os respectivos termos, e so communicasse ao
contador, para passar as Ultras.
Outro do mesmo, mandando que a cmara in-
formaise sobro o officio que remettia do inspec-
tor da thesouraria provincial, representando nao
ter ainda o fiscal de Jaboalo recolhido mesma
thesouraria a importancia que cobrara, do im-
posto de 2a500 ris sobre cabega de gado vac-
cum all consumido, recomraendando S. Exc.
dsso logo a cmara as necessarias providencias,
para que o fiscal prcslasse rontas recolhendo
importancia recebida. Quo so oIBciasse ao fis-
cal com copia deste officio, exlranhando-lhe o
seu procedimento, e ordenando-lho que sob sua
responsabilidade dsse cumprimenlo ao que lhe
fra determinado.
Oulro do secretario da provincia, communi-
cando que o Exm. presidente da mesma, em
vista da informacao desla cmara de 10 do cor-
rente, sob n. 75, indefferira o reqnerimenlo, cm
que Jacinlho Elesbo e oulros meslres carpin-
teros pediram o afforamento de um terreno, na
praia de San-Jos.Inleirada.
Outro do vereador Gameiro, participando nao
poder comparecer a sesso por se achar anojado,
pelo fallecimento de sua irtna.Inleirada.
Oulro do juiz de paz, presidente da junta de
qualifirago da freguezia de San-Frei Pedro
Gongalves, requisitando urna copia da qualifica-
go dos volantes da mesma freguezia, do anno
passado, por ter o Exm. presidenle da provincia
determinado, que por ella se fizesse a chamada
dos votantes na eleigo do dia 7 de seterabro
prximo vindouro.Que se satisfizesse.
Outro do engenheiro cordeador, informando o
requerimento de Francelino Americo de Albu-
querque, que pede pagamento do9 trabalhos que
fez para esta cariara, constantes de varias plan-
tas que ropiou, dizendo que os trabalhos nao es-
lavam aipda de lodo concluidos, mas j em mais
de inalado frito, pelo que achava que o peticio-
nario tinha direito a receber a primeira presia-
go, constanle do seu contrato.Mandou-se pa-
gar a primeira prestago.
Outro do administrador do cemilerio, dizendo
nao ser ainda tempo de so abrirem as ca'acum-
bas de prvulos da irmandado de Santa Rila de
Cania, nao devendo por isso daremr.so guias
para inhumago nellas.Quo se communicasse
ao provoJor.
Outro do procurador, enviando o balancete da
<

Prcstou juramento Genuino Augusto Peixoto,
supplenle do fiscal do Poco da Panclla.
Despacharam-sc as petices de Anlonio Maga-
lhes da Silva, Antonio Gomes Carneiro, Bento
Jos Bernardes, Bemardino Jos Leilo, D. Car-
lota Joaquina de Carvalho, Cavalcanli & Vianna,
Francisca da Silva Oliveira. Francolino Americo
de Albuquerque Mello, Francisco Vieira da Silva,
Feliciana Maria Olympia, Jos Antonio Ferreira
Vinhas, Joaquim Mariins Moreira, Joaquim Maria
de Carvalho, Jos Fernandes Lima, Jos Carneiro
da Cunha, Jos Gongalves Pereira, Luiz de Oli-
veira Lima, Dr. Luciano Xavier do Moraes Sar-
ment, Manoel Ignacio da Silva Teixeira, Manoel
Francisco Marques, Manoel Rorao Correia de
Araujo, Silvestre Correia da Costa, Theodoro Jo-
s de Santa Anna, e levaniou-se a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioly, secretario a cs-
crevi.Kego, pro-presidente.Barata de Almei-
da.Mello.Pinto.Gameiro.
coxslladTprovixcial.
Altcracoes feilas no lancaiuento da de-
cida da freguezia da lioa-Visla, que
tem dc servir no anuo financciro dc
1800 a 1861, pelo lancador Joao
Pedro Jess-da Malla.
Ra da Imperatriz.
Numero 2.Joo Jos de Carvalho
Moraes, 1 sobrado de 3 andares e *
1 loja, arrendado por............ 1:7605000
dem 4.O mesmo, ura sobrado de
3 andares e una loja, arrendada
por.............................. 1:4900000
dem 6.Sebaslio Marques do Nas-
ciraento, ura sobrado de 3 anda-
res e urna loja, arrendada por.... 2:03000O
dem 8.lldefonco Vieira da Cu-
nta, um sobrado de 3 andares e
urna loja, arrendada por.......... 1:510$000
dem 10.Joaquim de Oliveira e
Souza, um sobrado de um andar
com solio, arrendado por........ 7O0JJ00O
dem 24. Thereza Gongalves de
Jess Azevedo, um sobrado de 2
andarese una loja, arrendado por 900^030
dem 28.Maria do Carmo Ribeiro
Guerra, Porliro da Cunha Moreira
Alves e Felicia Joaquina Baiboza
de Farias, um sobrado cora 2 an-
dares c urna loja arrendado por.. 1:3803000
; dem 31.11 do padre Joo Antonio
Gaio, um sobrado de 3 andares e
urna loja arrenda lo por.......... 1:520000
1 dem 38.11. de Anlonio Marlins
Ribeiro c Antonio Diogo da Silva,
um sobrado de 2 andares e uraa
loja arrendado por................ I:100g000
dem 40.H. de Maria Joaquina
Martins, um sobrado de 2 andares,
arrendado por.................... fcOOOfOOO
dem 76.Joaquim Gomes de Albu-
querque e Silva, casa terrea ar-
rendada por...................... 360gOOO
dem 82. Ricardo Romualdo da
Silva, um sobrado dc 2 andares e
2 fojas, arrendado por............ lrtTOfQO
dem 86.II. do visconde de Lou-
res, ura sobrado de 2 andares e
una loja, arrendado por.......... 800#00O
dem 88.Os mesmos, um sobrado
de 3 afTdares e urna loja, arrenda-
do por............................ 2.300S003
dem 3. Dr. Jos dos Santos Nu-
iles de Oliveira. ura sobrado de 2
andares e urna loja. arrendado por l*98QfOOO
dem 5,Thereza Gongalves de Je-
ss Azevedo, um sobrado de 2 an-
dares o una loja. arrendado por 1:!00000
dem 19.Antonio Joaquim de Sou-
za Ribeiro, um sobrado de ura an-
dar e urna loja, arrendado por lOOOfOOO
dem 21.Teslainontciro de Domin-
gos Rodrigues do Passo, um sobra-
do de um andar e urna loja arren-
dado por.......................... 1:200000
Ideal 23.Jos Mauricio de Barros
Vanderley, um sobrado de um
andar e nma loja, arrendado
por............................... OOOJJOOO
dem 29.Joaquim Aires Barbosa,
uraa casa terrea por.............. 4GO#000
dem 39 Filhos de Jos Rodrigues
do Passo, um sobrado cora uraa
loja e 3 andares, arrendado por.. 1:8000)00
dem 47.Joaquim Gongalves do
Alhoquerque o Silva, Maria Rosa
do Passo, e Thereza de Jess Pas-
so, um sobrado de 3 andares e
uraa loja arrendado por.......... 1:300000
dem 53 Joo Pinto de Lemos e
Ignacio Luiz de Rrito Taborda.um
sobrado de 3 andares e urna loja,
arrendada por.................... 2:100$00O
dem 63.Braz Ferreira Maciel Pi-
nheiro, ura sobrado de 2 andares
e nma loja, arrendado por........ 1.200SO0O
dem 59 e 71.Thereza Gongalves
de Jess Azevedo, casa terrea
por...............................
dem 73.Clara Clemenlina Carlota,
casa terrea, arrendada por.......
Ra da Praga.
dem 2.Jos Maria Freir Gameiro
e outros, um sobrado de 2 anda-
res, e urna loja, arrendado por.T"
dem 4.Irmaudade do Sanlissimo
Sacramento da Boa-Vista, um so-
brado de 2 andares e urna foja,
arrendado por...................*
dem 6.H. de Prxedes da Fonce-
ca Coutinho, um sobrado de 2 an-
dares e ema loja, arrendado por.. 60OJ0OO
30O&00O
300#0OO
1.-0300000
800jj>000
"T"1
."


dem 12.Fiihos de Joo Franris-
cu Marlins, uro sobrado de uro
andar euros loja arrendad por.. 780jiOOO
dem 16.Viuva e herdeiros de An-
tonio Manoel de Sooza, casa ter-
.,rea5r.........................-. 50O?O0O
Idero 22.Manoel da Silva Santos,
un sobrado de un) andar e urna
luja arrendado por.............. I:300j000
dem 26Miria l.ibsnia Moatoiro,
ii m sobrado de dous andares e
urna loja arrendado por.......... 8505000
dem 3.Herdeiros de Jos Gome9
Leal, casa tarrea arrendada por. 20J0OO
Jdem 5.Jos Mara Goncslves fl-
eto* Guimares, uro sobrado de
dous andares e urna loja arren-
dado por ....................... 1:400*000
dem 7.Joo Ferreira llamo?, um
sobrado com urna loja. e dous
andares arrendado por.......... 9508000
Id.cn 11.Maria Peroira Teixeira,
casa terrea arrendada por........ 30OS000
Mero 19.Mariana Dorolhea Joa-
quina, casa terrea arrendada por. 300}000
Roa da Conceico.
*.*Herdeiros dt Antonio Late,
Goncalves Ferreira, casa terrea
arrendada por.................... 36OJ00O I
dem 8.Thoreza Goncalves de Je-
ss Azevedo, um sobrado de um
andar c una loja arrendado por. 6O0SO0O
dem 12.Francisco AnlonioGao,
urna casa terrea arrendada por.. 3603000
Idom 48.Ordem 3.a de S. Francis-
co, casa terrea arrendada por___ 2OS000
IIem56.A mesma, casa terrea
rendada por...................... 3005000
dem 58.Joaquina Teixeira Pei-
xolo, casa terrea arrendada por.. 48O-JO0O
dem 60 Viuva e herdeiros de
Jos Diogo da Silva, casa terrea
arrendado por.................... 21GJ-0O
dem 62.Joao Manoel Pinto Bas-
tos, casa terrea arrendada por.. 192^000'
dem 3.Maria Isabel de Jesus Mo-
raes, casa terrea arren la por.... 1808000'
dem 7. Jus de Azevedo Maria
o Silva, e Rosa Julia de Azevedo,
casa torrea arrendada por........ 300g000
Idom 13. Boaventura de Mello
Castclio-Itranco, casa terrea ar-
rendada por...................... 200S0001
dem 19.Antonio de Medeiros,
rasa terrea arrendada por........ 200j000 '
dem 23.Manoel Alves Ferreira,
casa terrea arrendada por........ 300JOOO '
dem 31.Salvador Peroira Draga,
casa terrea arrendada por........ 1685000'
Idom 33.Joaqun de Parias Tei-
xeira, casa terrea arrondada por. 240000
dem 35 Antonio de Azevedo
Villarouco, cata terrea arrendada
Por............................... 30O;0O0
dem 39.Maria Isabel do Jesus
Moraes.casa torrea arrendada por '1OO5OOO
dem 43.Josa Alves Lima, casa
terrea arrendada por.............. 180S000
Id.'m 45.Calharina Coellio da Silva
BrandtO, casa terrea arrendada
c* por............................... 20OJ0O0
Idom 17.Francisco Garca chaves,
casa terrea arrendada por...... 20>000
Contina. )
Communicados.
0 Liberal Peraambocao, nao confia no
presidenle da provincia.
O Liberal nao confia as paturras do presiden-
te, c nem este de>ie confiar no Liberal; assim se
expressava ha poucos das, um memoro do parti-
do liberal, conversando com um nosso amigo.
I nssa pessoa nao c suspeita.
Corrobora o dito dosse sonhor o artigo ediclo-
rial do Liberal do 31 do mez lindo, escrii.to era
eslylo sublimado, e de urna forra de lgica ad-
miravcl.
O presidente da provincia, rjuer que se respei-
le a verdade do syslema representativo na pro-
vincia ; o chele de polica, desoja accolher os
conselhos de s. Etc., cumprir as suas ordena no
seMida de garantir a liberdade do voto livre,
porque cm pocas remotas (o humero tero 38 an-
nos] se mostr* sectario das doulrinas de liber-
dade constitucional; roas, toda esta boa von-
lade das duas priineiras autoridades da provincia
se oppoe o maldito secretario da polica,autor des-
les nossos communicados, que coagindo o segun-
do fjz cora que sejam sophisroadas as ordeTis e
determinaede do prlraeiro, era pura perda do
gramil? partido, (de que chufeo redactor do Li-
beral que injustamente foi deuominado polo
Omega do quilombo.'!
i: digam que o hornero nao sabe onde tero as
ventas'
iN'eguem que o nosso Garibaldi-piba nao sabe
jogir o bilhar, e faxer cxcellentes eirambolas? !
Ouera censura os cscnplos do publicista do
Ilut'j, do poltico da repblica de S. Domingos,
6 um consummado, c reverendissimo Ifllo: igno-
ra o que sejam conveniencias polticas e clculos
eleitoracs.
O artigo que abaixo transcrevemos urna peca
capaz de servir de modelo aos diplmalas da ve-
di.1 Europa.
A populaco da provincia lem visto alguma
COiisa de sorrateiro no roco das medidas francas
tomadas pela presidencia, pelo digno administra-
dor que se acha frente dos negocios pblicos de
Pernambuco.
indos inqoirem:o que isso? O que quer
SBO ilizer? Pode a populaco conliar na palavra
honrada de S. Exc? Tere S. Exc a forja neces-
saria para sustentar o que ha promeltido" ?
Bellissimo fraseado, rica locucol Medidas
francas lomada*pela presidencia, pelo digno ad-
ministrador, que se achn a frente dos negocios
publicas de Pernambuco A distinceo entre a
presidencia, e o digno administrador da provincia
bono trvala.
Parece-se assim com a descoberln da enlidade
secretaria da polica, que pesa sobre o chelo de
polica !
Quem sabe, sabe : a cousa nao para todos.
O Diario de l'ernambnco, que a folha offi-
ci.il, tero continuado em sua amiga missao pro-
vocadora F.sse desgranado anonymo.que so.assig-
na W, que se sabe geralmenle partir da secreta-
ria da polica,e que, so nao contara com (brea of-
flcial, nao ostentara tamanha audacia, o urna
prova de que ha por traz do pensamenio mani-
fesl ido no expediente alguma cousa de funesto e
tenebroso. Ha urna lula transparente entre as
iheorias da presidencia o a pralica da secretaria
da polica. Oque exprime isto ? Lina cilada,
00 una desavenga? Se a iocca do Diario anima,
consola, aira he, a cauda fere, apunhala, e enve-
nena. Desl'arte a folha ofuciil urna especie de
serpente traicoeira, contra cujas palavras a popu-
la au deve estar de sobreaviso ; porque nao se
podo saber quem vencer : se a bocea, ou a
cauda.
O homem grande as setnelas I Como sabe
rethorical Que bellissiroa Figura I 1 Que cobra
sabida I Nio mordes; fere, apunhala e envene-
na E coro a caudo Tambera o homem ado-
vinha ?
Fiquem, porlanlo, os leilores saliendo que o
Wsai da secretaria da polica, e oficial,
cintra a vontadfi e bons desejos da presidencia, e
do administrador da provincia.
Todos os dias o digno administrador da pro-
vincia baila oficios ao Sr )r. chefe de polica,
acoiiselhando-lhe, ordenando-lhe mesmo que de
taes e laea providencias. Mas ero que sentido
sao as providencias da polica? O pensaroento
da presidencia sophismado de una roaneira re-
pugnante.
Tem, porexemplo, S. Exc. determinado que a
polilicia nao inlervenha por modo algura as
eleicQM. Que execticao se tora dada a essa de-
terminaco da presidencia? Tero sido urna arma
somente manejada contra as autoridades poticiaes,
que nao eram do peilo da oligarchia ; as autori-
dades do peilo da oligarchia, romquanio tenham
exercido a mais indebita influencia na eleicao, c
nao obstante termos apresenlado tactos bem sig-
nificativos, sao conservadas em seus lugares o
continan) a zo robar das ordens da presidencia !
Sr. coronel Jos Carlos Teixeira, para provar
o respeito s determiuacoes da presidencia, e
nao pudendo deixar de lomar paite na eleicao,
foi colloca lo em tal silnaco diante da prepoien-
ca dos Srs de Gcararapes, que pedio a sua de-
tnissao, e esta Ihe foi dada.
Desta vez o orculo fallou.
O Sr. coronel Jos Carlos, pedio demiseo para
poder canter os montes Guararapes.
Sr. Dr. Jos Roberto de Moraes c Silva,
apezar .le nao haver pralicado neto algum que
demonslrasse querer comprimir o roto do cida-
dao contra a influencia prepotente do Sr. lenen-
te-coronel Manoel Joaquim do Reg e Albuquer-
que, foi demillido, e nao poude sustentar o res-
peito leieordero publica, allomadas pela
dita prepotencia e seus agentes.
O Sr. UiriMo Leal, subuelogado de Otintt. hrt
demittido pelo fundamento de inlroraetter-se as
eleicoes.
Oulra falta no orculo.
O Dr. Jos Roberto foi demiltido porque quiz
usurptfr ao secretario 0a polica o dirilo do 0-
physmar as ordens e medidas francas da presi-
dencia e do digno administrador da provincia,
inleryindo na eleicao com procesaos, por criroes
imaginarios, prises arbitrarias e desfeitas aos
homens mais importantes da freguezia.
O Sr. Christo Leal, pedio Voluntariamente a
sua exoneracao, (como se v do espediente do
governo) pordoenle, e como tal nao poder agoen-
lar repuchos.
Mas o Sr. Peres, subdelegado era exercicio
do Poco da Panella. o Sr. Maciel Monleiro em
favor de quem so fez a falsificaQo da qualfica-
Qao da Boa-Vista, e o subdelegado da Varzea que
auxilia aa escancaras as pretencoes do Sr. baro
de Murbeca, e oulros. nao tee'm sido mudados,
naturalmente porque a polica os sustenta, e
tero no pello sopbysmar as ordens da presi-
dencia.
Em face desses fados, os cidados pacficos
eslo impressionados e, depois do modo porque
procedeu o Sr. Sergio Teixeira ue Maccdo, enlram
ero duvida, se os seus votos serao devidaroenle
garantidos.
Estamos inteiramenle convencidos de que S.
Exc. o Sr. presidente da provincia incapaz de
Iludir a populacao cm negocio de tanta Irans-
cedencia. Mas lamentamos ver, como a secre-
taria da polica coniradiz escandalosamente os
avos da presidencia, tirando-lhes a forca moral,
do que elles hao misler para levarera a conflanea
ao espirito de cidado .
Maldicla polica sophysraadora !
Segue-se um officio da presidencia pelo digno
administrador da provincia, ao chefe de polica,
sobro una representacao de Jos Joaquim Bar-
bosa, contra o delegado de Goianna, publicado
no expediente de 28 do passado.
Este oficio, quo faz honra ao aJministrador
i|uo o baixou demonstra quo ha evidentemente
da parle da polica oligarchica um pensaraento
concentrado de desatiende/ s recoramendacocs
da presidencia ; demonstra que da parle da'po-
lica ha um peusanienlo de lula e de desmoraii-
sagao contra os actos da adniinistracao do Exm.
Sr. Dr. Ambrozio Lelao da Cunha.
bihsar o Sr. Dr. chefe de polica. Mas tambem
custa-se a crer que o Sr. Dr. Alencar Araripe so
dexe animar de uro espirito de hoslilidade ao
pensamento civilsador o erainentomcnlo consti-
tucional da adminiatracao ; mesroo porque em
pocas remotas o Sr. Dr. Alencar se mostrou
sectario^ das doulrinas de liberdade constitu-
cional.
Logo a soluc.io mais de accordo cora a dig-
nidade o com o carcter do Sr. Dr. chele de po-
lica que S. S. se acha como quo debarxo do
peso de urna coaecao, cujo ceutro afirmara lodos
ser a sua secretaria .
Irra Qup concluso de arroraba Oplimo elo-
gio ao chefe de polica.
O hornera nensou quo eslava escrevendo no
reino do Congo.
Desi'arle, a forca que reage contra verda-
de do syslema representativo na provincia de
Pernambuco se acha concentrada na secretaria
da polica, e ser mito para admirar se essa po-
tencia conseguir ergner-sc bastante altu para le-
var de rojo loda a civlisaco da provincia.
a desse antro que parlera os artigos provoca-
dores para o Diario de Pernambuco, desse an-
tro que parlero as ordens tenebrosas, as vingan-
caa odicntas, as insiruccoea de uro vandalismo
altamente funesto e perigoso.
A secretaria da polica o ponto para onde
todas as vistas volvetn. Nos a denunciamos ao
governo e ao paiz, para que em lempo nao aoja-
mos acensados de harermos deixado do cumprir
o nosso dever .
E nao sabia o publico da existencia dessa po-
tencia rerctora, desse antro tenebroso ? pois fi-
que agora saliendo.
Nao se pode amar a gente besla !
Ordens tenebrosas, vinganea odenlas, instruc-
roes de um vadalismo altamente funesto e peri-
goso; e conlra quero ?
Nao venios gente que morera a pona por-se
em campo lana cousa feia para aniquila-la.
Sao raidades humanas: que remedio?
lima r.ia nao quiz. inchar a'i igualar em laroa-
iihc ao bol E oque diz a tabula Ihe aconlcceu ?
DIABIO DE PEBNABfflXO. ^ QABTl FEIRA 5 PE SETBuMBRO DE 1860.
temos em o vusst conimuiticnJo u quo ahr cstfl
d olTensivo, e do desairoso para com n aobadias
pretritas; e de comprometedor para com a ac-
tual.
Picamos aqu, que discuss5o mais franca seria
talvez imprndencia.
A'
O vapor Oyapock, entrado a 30 do passado
dos porlos do sul, conduzio seu bordo para
sr. majar Maia, naj Jrsso- me apruvefo o.na I Antonio
eu escapar da forte bardovtfa- quo em seterabro
de 56 selTri, indo para o roeu sitio depois de 6
horas da tarde, junto a tafer vsnm aos sitios
dos finados Rufino e padre Mawicio, de que de
junto da1 feote s da, corria-me o sanguc pela face, que da curta
C8Treu"8 Q"e dei deitado no cavallo em que ia,
qamk> adame parei, alera do coilete que ves-
tido tfnha, estar ensopado de sangu*, tambem
eslava a raassaneta do selim e bem vio o meu
estado o Sr. Pires CampeHo hoja capito das
guardas o subdelegado pols poueo adiante de
mim ia para o Monleiro ; tanto que a elle me
approximei. elle com arde espanto me t.Ilion,
quando e Ihe pergonlei se conheceu aqiielle
cavalleiro que ha pouco por nos passou. pois
foi quena se emparentando com o meu lado \-
reilo, alirou-me a furiosa cacetada para o roen
! ado esquerdo de que tanto ssngue me corr.
Com ludo no ouiro dia fui-mo apresentar ao
br. sublelegado major Maia, sraonlo para elle
ver o que eu havia sofiido injustamente ; poiro
elle obrigon a vistoria e de l fui tambero ao Sr.
Ilr. chefe de polica Polycarpo Lopes de Leo e
presente eslava o Sr. escrivio Saraiva, tambero
somente para ver o meu estado.voto que a polica
no Arraial seria impotente,alm das horas e lugar
da emboscada e fielmente confessei nao ter co-
nhecidoo meu offensor.poslo que logo que o fac-
i se den, dziam ter sido o Sr. Frederico em
desferco do meu referido communicado na Pagina
Avulsa ero agosto deE6.
Anda assim, senhores, recolhi-me ao silencio
enchugando as lagrimas dos meus menores fi-
Ihos querauilo rao pranteiaram o contentei-me
com licrrcora o meu roslo marcado e collete du-
ro do meu sangue guardado, n.lo ped ao Sr. le-
nente-coronel Machado Ros e nem a mais
mT
(91
arques Ue Aiuoriin.
Staaplicio Jos de Mello.
Dr. Angelo Henrqiie da 3ilva,
Justino Pereira de Paria.
Tenente-coronel Francisco Antonio Pereira
Silva,
f^os Cesaro de Mello.
Manoel Goncalves da Silva Jnior.
Dr. Haber Carneiro Bezerra Cavalcante.
da
Parra juizes le par, da rreguezia- Oe
Santo Antonio.
1." dislricto.
Dr. Anlonfe Epaminondas de Mello.
Propietario- Gaotano Pinlo de Veras.
Major Antonio- Hernar.tr Quinlelro.
Capito Jos Luiz Pereira Jnior.
2. dislricto.
Gnpilao FirminoJos de Otiveira.
Tenenle Camello AuguMo Ferreira da Silva.
>r. Angelo Heuri-jues da Silva.
Capilao Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Cm votante.
esta cidade, de volta de sua vingem 6 corte do
imperio.l o Exm. Sr. visconde de Camaragibe,
nosso dilecto amigo e respeitavel concidadaa.
Depois de tantos e tao longos dias d ausencia,
o prazer que experimentamos pela feliz volta de
S. Exc. to profundo, que oo podernos dei-
xar de vir solemnemente sauda-lo do altodaim-
prensa : perdoe-nos. pois, S. Exc. o ferrmos,
de urna maneira lo tosca e positiva, sua delica-
da modestia e natural acanharaenlo.
Tendo S. Exc. seguido para 5 capital do im-
perio no principio da presente sess.io legislativa
na qualidade de deputado pelo 2. dislricto d'esta
provincia., ali deixou indeleveis traeos da pure-
za de seus senlimentos, honeslidade de seu carc-
ter, e rectidio de seus principios, quer no apoio
franco, decidido e leal, prestado por S. Exc. ao
gabinete actual ; quer pelo perfeilo deserapenho
do mandato que, cora tanta juslica, conliaram
de S. Exc.
Urna prova do grande apreco, e subida con-
sideracio prestado S. Exc. na cmara tempora-
ria foi, sem duvida, a sua escolha entro a nata
do paiz, no meio dos eleiios da naci, para o
honroso cargo de vke-presidente da mesma c-
mara, cargo este que, com ufana o dizemns, foi
digna e perfeitamenle preenchida por S. Exc. va-
ran lio illustre, como cidado conspicuo e rene-
randa. I "->->' k-ici macnauo mus e nem amis ni-
ease conceito, em qne temos S. Exc. insus- i 8em proteceo, nao obstante meu cunhadoMa-
peilo par que, resolvaos, como estamos, a guar- noel Francisco da Cunha dizer-me qne avistan- OiTerecemos para juizes de paz
dar o mais rigoroso incgnito, temos lomado j do-se com o Sr. Dr. Fcilozs, que sonbe elle, de-
nossas medidas com tanta discrico e seguran- vej favorecer-me ao que agradeci-lhe, cm'bora
ca. quo baldados seriam lodos os exforcos em- eu em verdade gosln do Sr. Dr. Feitoza, c des-
pregados por S. Exc, tim de descobrii-3 mo: de entao que pequei, sent fallarme' meios
por onde eu melhor podesse mostrar que alm
desta miada eslima particular de mais dislo j
Ihe eslava em divida. E desla forma, senhores
do mundo, tenho inulto mal vivido desde setem-
. bro de 56 al o prsenle e so cu son o responsa-
Sr. Camaragibe, houver assislido aos generosos vel dos roens arlos, e a logarei entao 8 filhos
impulsos do seu philanlropico coraco, e admira- que hoje tenho, notas de meu fraco punho do
do mais de urna vez os nobres rasgos de seu quanlo cora razao ou sera ella tenho solfrido, Antonio Henr'iWs MafrT
o o virtudes palriarchaes, ha de em vista da ierra em que sou crioulo. Estevo Jorges Baplista '
Parajuizes de pet da freguezia do Becife.
1" dislricto.
Padre Jos Leite Pilla Orligueira.
Capito, Joao da Silva Faria.
Teuente, Manoel Lulz Goncalves Jnior.
Alteres, Jos Pedro das Neves.
2o dislricto.
Alferes, Ignacio Antonio Borges.
Joao Bernardno de Souza.
Antonio Henriques Mafra.
Estevo Jorgo llaplsla.
Por um Votante:
da
OS sfvriiintTS
quo escreve estas linhas, caso S Exc. viesse a
ter lo inolTensiva curiosidade, o que, todava,
nao acreditamos que acontesa, e nao julgamos d
provavel realisaco.
Quero, como n, conhecer do perto o Exm.
VegueKia do Recife
Senhores:
Para o \ dislricto.
Padre Jos Leite Pita Orligueira.
Capito Galano Cyriaco da Costa Moreira.
Jos Francisco de S Leilo.
Manoel Francisco Marques.
Para o 2" districlo.
Alferes Ignacio Antonio Borgues.
Manoel E^lanelau da Cosa.
! convir comuosco em que, os homens como S,
Exc., sendo raros, e estando na circ.umscripia
classe das cxctpces, accordam, quando appare-
cem, n'aquelles que os observara, sentimentos
de respeito, estima e considerarlo.
Eis porque saudamos hoje ao* Exm. Sr. Cama-
ragibe pelo seu regresso esls cidade, em nome
de seus amigos, quera trouxe animo, conllan-
ca, e alegra ; e cm nome d'esla provincia, que
o vio nascer, o da qual certameute, S. Exc.
um dos maiores vultos, por suas virtudes civi-
Recife de Pernambuco 28 de agosto de 1860.
Franciseo Jorge de Soula.
. Publicacoes a pedido.
Para juizes de paz do 5' da fresuezia le Santo Antonio.
Capito Flix Francisco de Souza Magilbaes.
Alferes Cactauo Jos Mendos,
cas perfeila dcdicacao a causa publica, o dis- Manoel Joaquim da Silva Riburo
tela e eminente posico social. Capito l'irmino Jos 1
Reciie, 1 de setembro de 1860,
de Olveira.
Um votante.
\os dignes votantes lo municipio
lo Hecife.
Entendendo quo cada uro lera o dimito de fazer
a escolha conveniente de sua lista sempre que
tenha de votar, nao apresentaremos urna lista, e
apenas fazemos lembrado aos rounicpes, o nome
do nosso distinelo patricio, o Sr. Dr. Ignacio
Firmo Xavier.
Ilesconhocer a probidaJe, inleiresa de carcter,
cavalleirismo do Dr. Firmo, seria desconhecer a
mais pura verdade.
O Dr. Firmo, um desses moros aflavel, dcil
de urna educaco polida, etaes reqnesitos unidos
a sua rouito nobre proflsso, o tornam digno de
um assenlo na admnistraco municipal.
Assim o esperamos.
O amigo do merilo.
Recite, 3 de setembro de 1800.
ir.
O inda I lo setembro.
I.-se no Diario de 4 do corrente um comrou-
nicado seb a rubrica M, no qual o seu autor der-
rama ducos do incens era favor da administra -
cao do cx-abbadc do mosteiro de S. Benlo da ci-
dade deOlinda Fr. Felippede S. Luz Pairo. Dei-
xariamos permanecer no silencio as congratula-
cues quo o communicante offerta esto religio-
zn, se um comproroetlimento roulo serio nao
viease a pesar contra o actual I), abbade, o vene-
ravel Pr. Manoel da Conceico Monte : o urna
censura acre nao recahisse anda por sobre aquel-
los que em passadas pocas tomaram a seu car-
go a direceo do mosteiro.
De feilo persistir a veracdade dasassercoes
do communicante, muilo incuriosos e desfcixados
deveriam de ser aquellos abbades,quede tal modo
geriram o patrimonio do mosteiro, quando assim
se exprime : Um padro de gloria deixa elle
[Fr Felippe] gravado em Olinda; abatido, desmo-
ronado eslava a sou mosteiro, no lempo de ou-
lros abbades, que dispunham dos meamos recur-
sos, hoje com solidez e elegancia acha-se todo
construido de novo, para o quo gastou-se muilos
cornos de reis! Os engenhos, predios no Recife
eslo lodos beneficiados ; a safra que se acha no
campo iuvonsivcl; a escravalura sempre lu/-
da o heni tratada.
Soja-nos licito, parara, declinar da opinio do
anonymo, que para afurroosear o busto de Fr. Fe-
lippe de S. l.uiz Paim atira conlra a face desses
piolados de honra, lo injustas acrimonias. Acre-
ditamos entretanto nos hons intentos, que pare-
ce m ler inspirado o communicante a aflirmar, quo
o seu nomo ser beradilo e respeitado pelas gera-
Ces vndouras Mas que nao sejam amaldicoa-
dos os nomos dos virtuosos ex-abbades, que lega-
ran! ao mosteiro aquelles mcs.nos recursos com
os quaes se acha elle apenas em adianlada re-
conslrucco, que o deligenle D. abbade actual
procura terminar. Para melhor talvez do cin-
coenla contos de reis encontrn Fr. Felippe nos
cufies do mosteiro : e rerlamento era este ofun-
do de reserva aun as abbadias Iransaclas doixa-
rarn como por herejica aossuccessores seus. On-
de osla por tanto o desdouro c a vergonha destes
administradores, smenle porque um delles Irans-
tigurou esta somma em reparar ruinas, que a
progresso do lempo dovia produzir!
_Como procura o communicante sera informa-
cao veridiea dos fados marear a illiba.la repota-
cao de respetaveis prelados, cujos nomos recor-
dam evanglicas virtudes?
De quanla reneraco nao credora a memoria
destes preslimosos abbades. que j foram : Fr.
Joaquim, Fr. Dmaso, Fr. Galdino, Fr. Antonio e
innmeros outrosl
Que beneficios, que derramaram elles abrigan-
do no mosle-.ro, c levando A sua mesa lanos po-
bres o infnlizes escolares, que hoje agradecidos
bemdizom a mo dos seus protectores, quo os
ajodaram recebor o pao da sciencia, e lliesde-
ram o pao da vida I
O communicante assaca, pois, urna injuria A
nina corporaco, na pessoa de seus filhos, lo
dignse to considera veis. Nao acreditamos que
esta foi sua intenco, mas tanto unporlam suas
palavras, quando compara a admiuislrsco de
Fr. Felippe com s dos oulros abbado3, procuran-
do resgal.tr seu nomo de vergonhoso olvido. Se
quizerdes apreciar airola. sonhor communicante,
as rorordacoos de honra e do prestigio que pai-
ra m sobre o passado dos ex-abbadcs do S. leuto,
deque vimos de fallar-vos, considerai os religio-
sos benedictinos principalmente no seu verda-
deiro carcter de christos, c de humanitarios.
Considera-os na abnogaco do Opioismo, da ga-
nancia de lanos contos de res, de que fallis !
Vede que a sua modestia osla circumscrpta nos
tres symholos do paz, que professararo : pobreza,
obediencia e caridade! E ento reconhecereis,
quo fieoo incompleto o vosso quadro comparan-
do tan injustamente a sua admnistraco com
de otros benedictinos lo dignos deste nomo 1
Affirmais que a safra, que deixou Fr. Felippe
no campo invencivel. Nao oslis bem avisado.
Esta asseveraco compromettoria o Exm. D.
abbade actual, o honrado Fr. Manoel do Monto,
que cortamente lera de prostar cuntas no fim de
seu Iriennio. Asseguramo-vos que pouco mais de
mil paos se poder colher.
Na incerteza do sua torcera reeleicao talvez,
nao so esforcou Fr. Felippe para plantar a safra,
que dizeis.
Se rompesteso silencio insuspeto pela intima
amizade e polos favores, que como dizeis nao re-
cebestes desse digno ministro do ogreja, nao vos
ioterromperainos, se por ventura nao eochergas-
Correspondencias.
Respondoso/fra um so, e nao um lerceiro
Nao pedi ao Sr. tenente-coronel Antonio Car-
neiro Machado Ros, para rae qualificar na Ba-
Vista, e s viro a saber por ver o meu nome no
Liberal Pernambucano. Nao ped por qnalqucr
forma ao mesroo sonhor ; e nem a ninguera, pa- !
ra me proteger aa adiada que se deu em urna ca-
sinha que tenho no fundo do meu silio to Ar-
raial que extrema com o denominado do casa-I
amarolla, porque o preto da Cosa Jos Sobri-
nho ames de vir morar era meu silio, prinieiro
andou trabalhando aos Srs. Dr. Thom F. man-
dos Madoira de Castro, solicitador, Corroa J-
nior, Lino Cavalcanli de Albuqnerque c Joaqniro
Ignacio de Almeida Sarnho, loJas estas pessoas
ero moradores no Arraial, alm de oulros mais
do lugar e seus suburbios, que mandavam, ou
vinham chama-lo para trepar era coqueiros.e don- I
' dezeiros, pois linha esse olficio ; assiro tambem
que no dia quarta-feira do mez de setembro e
auno de 1855 pouco mais do meio dia, foi Sobri-
ribo ao trapiche do llamos buscar 8 carneiros que
ei havia comprado e deixado em poder do Sr.:
Jos Maria Fernandes Thoinaz, caixoiro do dito :
trapiche ; Sobriuho foi guarda da reserva quando
era inspector de quarteiroo Sr. Christovo San-
tiago do Nascimenlo, sondo o subdelegado o Sr. i
Bnxa, ao depois o Sr. Sena, em cujo lempo, ron-
dou Sobrinhq com aquello inspector, al mesmo
as nOltes de novenas, e da da fesla do Poco da
i Panella, e j 0 mesmo inspector enbirrava com o !
j cativeiro de Sobriuho, enlrou em lugar daquello
Manoel Wanderley ; tambero ombirrou com So- |
brinho a ponto de osubdelogadoo Sr. major Maia,
j ro'or.lenar vocalmenlc que man iasse Sobrinho a
sua presenca, c cu isso cumprin lo. vollou So-
brinho no gozo do sua liberdade ; Sobriuho em
setembro de 1856 soffreu duas facadas mortaes
I dentro do sitio dadas pelo pardo Estevo, que es-
i lava trcbalhando ao inspector o Sr. Amador de
Araujo, morador no silio da casa amarclla, horas
aquellas, que inda eu eslava nesta cidade e quan-
do em meu silio cheguei achei, a minha casa fe-
chada polos meus 5 filhos de menor idade o so-i sobre a causa de minlin iresada li
orinlio esvamdo-se em sanguc ouasi no terreno i\ 1_____ i._.; n _V
de minha casa, e chamando a minha familia,
abriram portas, e recolhi Sobrinho [5 horas e meia
da tarde) as 7 horas da noile chegou o subdele-
' gado 0 Sr. major Maia, seu escrivo, inspectores
j at do Monleiro, para vistoria. em cujo aclo a vis-
ta do que Sobrinho de mais respondeu, foi des-
SONETO.
O/ferecido ai Illm. Sr, Dr. Aprigia Gitimares.
pela sentida morle de seu filho Aprigio.
Morreu teu caro Aprigio oh disventura I
O ttu filho querido asss prosado
Em tira momento (oh d.ir) vistes tornado
Em leve p na fra sepultura !
Doscarregou a Parca a fouce dura
Contra o peito innocente inda animado
Qual lyrio qne em boto se ve fexado
Morrea teu caro Aprigio, oh disventara !
Trata teu pranto e dor j de abafar
No coraco te brada a Divindade
Em pompa o triste luto vai mular
Aprigio s morreu p'ra a humanidade
Sua alma na nianso vai desfructar
A exisleucia immortal da eternidade.
Por um amigo.
ra ULMU
D. Joanna Baptisla Barbosa Lima,
offercciila ao meu lio c arai^o, Dr.
.loaqniii Barbosa Lima.
criplo forro africano ele, curado Sobrinho inda
sem poder Irabalhar, tornou para a sua casinha,
o eis, que l apparoceu a preti da cosa de nomo
Rita, dizt-ndo ser forra, e vir acabar de tratar seu
parceiro Sobrinho, cuja prcla, ao depois de bom,
; Sobrinho dava-lhe dendos para ella ir vender
na praca, e quando nao ia, e que nao trabalhava
as rocas de Sobrinho.apanhava capim o a vender
pelo povoado do Arraial, outr'ora ia fazer serv
i 50 de onxada ao prelo Caotano, rendeiro do silio
j de l.uiz Miranda adianto do da casa araarella.
! Em Janeiro de 1857 dia da fesla de N. S. das
Necessidades da capella da Casa Forte, pelas 2
horas da larde, appareceu- ne Rila ero casa, di-
zondo que na casinha da Sobrinho estavam ho-
mens para o prender, saio com ella at l, e de
faci, achavam-se 4 ou G homens do mesmo lu-
gar armados de cceles ao redor da casinha, per-
guntei oque queriam, respondorara que hiara
pegar um prelo do engenho Poeta, que Sobrinho
ha dias linha em casa, chamei por Sobrinho
que dentro da casinha eslava, e disse-lhe que
botasse o preto para tora, e isio feilo, disse eu
aos mes naos homonsjlevero:a lodos ao inspector,
que ento era o^r. Amador do Araujo, morado'
no silio da casa amarclla.
Nao voltou Sobrinho nem Rila: d'ahi adias.es- ''e : ou choro urna vida adorada
crevi ao Sr. subdelegado, major Maia. que se So- ^" ".m vnc" immeiiso no mundo doixou !
I brinho nao eslava criminoso, que cu dezojava sua '^ Pc!l lao lenro "lo lenros lilhinhos,
soltura, nao Uve rosposta, e ao depois appare- 1 Pell '"""loso do esposo que a aroou !......
ccr-me no armazcm de Nascimento & Lemos. o \\
porluguez Ferreira querendo que eu Ihe pagasse ,
dias de servico de Rila, expuz-lhe o que aqu le- Jam;lls esposo dos olhos perdn.
vo dito ; e a't para maior crdito, offereci-lbe orvalho sentido que a tez Ihe humedece 1 I..
; coiiduccao para o Arraial, com o fina delle melhor 9 lnslc eypresle que a campa viga.
Canta meu corago,
A tua triste canco.
Que grande cnnsolaro,
A lagrima no sotfrimento I !..
Cania, que a ddr que miligo.
Que a dor que trago comtnigo,
E a dor de um meu amigo,
E a dor de um passaroento !___
Canta, nao cosses, cania.
Levanta esla voz, levanta,
Que a aroisade pura e santa,
Cerne o gemer do amigo !....
O' canta e cauta tanto
Que elle possa oavir leu canlo
Quo elle possa ver leu pranlo
A dor que trazos comligo I !..
Ouve! Cantando os gemidos,
J nao sao to doloridos,
J nao sao lo prorompidos,
De dores que alma amortece !..
E suave ento mais
A ddr que assim mitigis,
O pranto quo assim solais,
J que o peito nao se esquece! I
se informar, a nada altendeu, pelo que disse-lhe
que procurasse o seu supposlo direito etc. Mas
adianto, tambem o Sr. Miguel porluguez legista
no trapiche do Ramos, com o lira de eu pagar
dias de servico de Sobrinho e fiz-lne as mesmas
observaces, por em igualmente nao deu por ellas
eal hoje lejnos passado, sem que para ella o Sr.
(enenlo-coronel Machado Rios e nom mais oulra
estranha, ou de roim prente, interviesse por si,
; visto eu a ninguem ter pedido proteceo, o se
; alguem ha, revellem os meus sobreditos conlen-
j dores, ou protectores, por hum dos jornaes que
lidam nesta cidade.
Tudo isso eu quiz apresentar ao publico logo
que a Pagina Avulsa deste Diario disse que de
um sitio do Arraial tinha-se tirado 3 escravos '
alheios, mas aconselhando-me priraeiro com o
Sr. Dr. Antonio Joaquim Ayres do Nasoiraento,
Com o orvallio seolido conserva-so o cresce !..
I Que esposa dilusa contente nao era,
I To cheia de vida, e na campa sumio-se !
j Outr'ora risunho, o hoje de lulo___
!0 triste viuvo, saudoso cobrio-se !!....
Consola e acalma essa dor que te afflige.
Nao deixes leu peilo assim tanto sentir !....
Mitiga esso pranto, e ao p do eypreste,
Vem simpre por ella ao Eterno "pedir! !___
Recife 4 de setembro de 1S60:
/. i refino Gurgel do Amoral.
Roga-se Illuslrissima cmara municipal de
imporcomo condilio sine qua non a certo pro-
. que q
rmm tivesse mallos, sem olhar a confrontaces,
declarassc-os por qualquer folha c ero nada me
favorecerarn; no enlamo que hoje eu dovo re-
munerara proteceo do Sr. tenente-coronel Ma-
chado Rios, com o meu voto inlruzo em fregue-
zia alheia. para de parelha tomar parle nocoulo
doescravo; muilo bem Srs. do mundo, porque
nao sou cidado Brosileiro no caso de volar,
Rorquo pedi ao Sr. tenente-coronel Machado
Riosou elle assim quer, nao obstante elle saber
que eu sou lo molino que o Sr. Frederico, gen-
ro doSr tenenle Qnincasdo Passarinho por en
defender o meu escraviuho Jos de menor idade,
levando a mente do publico pela Pagina Avulsa
desle Diario emjagosto do 56, o tactos continua-
dos qne sedavam no povoado do Arraial, guar-
dando eu os nomos dos precipitados autores e
ignorancia quo delles pareca ter o subdelegado o
contrario o respectivo fiscal, ha milito lempo
devia ter mandado desmanchar os respeclivos
acudes.
O parlido conservador offerece aos seus amigos
das frpguezias do municipio os nomos consiantes
desla lista para delles sahirem os nove verea-
dores.
Tenento-eoronel Manoel Joaquim do Reg e Al-
buqnerque.
Tencnle-coronel Luiz Francisco de Barros Reg.
Major Gustavo Jos do Reg.
Tenenle-coronel Rodolpho Joao Barata de Al-
meida.
Tenente-coronel Francisco de Miranda Leal Seve.
Major Joao Frsncisco do Reg Maia.
Major Jos Joaquim Antones.
Jos Mati Freir Gameiro.
L'm votante.
PARA JUIZES DE PAZ.
1 dislricto.
Dr. Antonio Epsminoodas do Mello.
Despachante Joaquim Antonio Carneiro.
Major Amonio Bernardo Quinteiro.
Capito Jos l.uiz Pereira Jnior.
2" districlo.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Capito Firmino Jos de Olivoira.
Major Clatidino Benicio Machado.
Alferes Joaquim Francisco de Torres Gallindo.
VEREADORLS.
P.aro de Muriboca.
Manoel Joaquim do Reg Albuqnerque.
l.uiz Francisco do llego Barros.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Simplicio Jos de Mello.
Justino Pereira de Faria.
Jos Cesa rio .1 > liego.
Rodolpho Joo Barata de Almeida.
Antonio Jos do Olivoira.
(Chapa da freguezia de Sanio Antonio, approvada
pola reuuio do parlido conservador.)
"B-^T.Tjrcasr'jjKttwrs.i m
Prara to Uecife A tic setembro de 1860
AS TUF.S HORAS DA TARDE.
Cota^ocs ofieiaes.
Cambio sobre Londres25 l| d. 91) div.
Cambio sobro Pfis883 e38i rs. 9l div.
Algodn da f>arahiba7^900 por arroba posto e
bordo.
Prole de algodfio da Parahiba para Liverpool
3(8 d. por libra .">0|0
Ceoroe Patchett Presidente.
DttbourcqSecretario.
Gaixa filial do banco do
Brasil.
KM i HK SETEMBRO DE 1860
A caixa descorita letras a 10 0/0, loma saques
sobro a praca do Uiu de Janeiro, e.roccbedi-
nheiro ao premio de 8 0|0.
NOVO BANCO
PKRMMMCO.
EM I DE SETEMBRO DE 1860.
O Banco desconla na presente semana a 10 O/o
e a 12 O/o al o
ao auno at o prazo de 4 mozos
de 6 mezea, e toma dioheiro em tontas correles
simples ou cora juros pelo premio e
se convencionar.
prazo que
Airaiiii*;j;i.
Rendiroenlo dodia 1 a 3 .
dem do dia 4.....
33.9S3J52I
I6:275i275
50.2585799
Moviiuento la airanIcs:i
19
86
Volumes entrados com fazendas .
com goneros .
Volumes sahidos com fazendas
com gneros
------105
179
523
------70 i
Doscarregam hoje 5 de setembro.
Rarca inglozDyssoncarvo.
Barca inglezaBonitaferro.
Barca inglezaPalmathafazendas.
Brigue inglozMeaeslreldem.
Barca ingleza Norvalbacalho.
Barca inglezaElizabacalho.
Patacho inglozOnuvaridom.
Barca americanaCuiden Ilornarroz c rotim.
Barca araericana=Kffarinha.
Barca americanaUnanfarinha, bolachinha e
papel.
Palhabote americanoOriamfarinha de Irigo.
Barca portuguezaGratidodiversos generas.
Patacho porluguez Promplido diversos g-
neros.
Palhabote brasiloiro Dous Amigos fumo e
charutos.
Importaba..
Brigue ingles Minstrel, viudo de Liverpool,
consignado a Heury Gibson, manfeslou o se-
guinie :
173 caitas e 10 fardos fazendas de algodo, 6
lonchadas carvo do podra, 60 barris cimento, 2
caixaa miudezas, 15 toneladas e 5 quintaos car-
vo queirondo ; ao consignatario.
20 toneladas ferro bruto, 120 barras de dito ;
a C. Slaar & C.
1 caixa objoctos de seloiro ; a I. A. Siqueira
4 ditas fazenda de algodo ; a Joo Keller tS C.
100 barris mantoiga, 1 caixa fazenda de algo-
do ; a Johnston Paler & C.
50 barris manleiga, 4 barricas conservas, 3 ca-
xas cha ; ordem.
70 barris barrilha ; a Jos A. de Moreira Dias
& C
25 ditos manloiga, 70caixa3 e 14 fardos fazende
de algodo. 15 barris linhaca, 5 caigas miude-
zas ; s Mills Lalhain & C.
6caixas biscoilos ; a Adamson Howio & C.
16 volumes fazendas de algodo, de linho e
mixtas ; a A- C. de Abreu.
21 caixas e 5 fardos fazendas de algodo, 2 po-
cas c i caixas inat hinismo. 20 taixas do forro, 1
embrulho couros, 2 caixas ferragens, 12 crabru-
llios canos para gaz ; a Barroca & Medeiros.
3 fardos fazendas de algodo ; a James Cra-
blree & C.
12 barras e 24 chapas de ferro; a D. W. Bow-
man.
13 volumes fazenda de algodo, de linlo, vel-
ludos, etc., 1 barrica chamins de candieiro; a
Arccknright & C.
5 caixas palitos de fogo ; a Ferreira & Marlins.
1 caixa presuntos, 1 dita qneijos, 3 ditas bis-
coilos; a J. F. Lima.
4 dito charutos ; a S. P. Johnslun & C.
88 caixas o 105 fardos fazenda de algodo, de
linho e mixtos; a James Rvder& C.
4 caixas objedes de seleiro. 5 ditas miudezas,.
j barricas objeclos de vidro, 1 dita ferragens : a
J. Halliday.
5 caixas chapeos do palha, 4 ditas objeclos de
modista, 3 ditas chapeos de feltro e bonets : a
Patn Nash (n C.
I saceos amostras ; a diversss.
CeaisiriMrfo feral.
Rendimentododia la3. .
dem do dia ? .
379J770
624^640
1 004>ilt>
Dlversas provincias.
Kendiraento do dia 1 a 3 .
dem do dia 4......
61J8
6I.820-
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade.na
dia I de setembro de ihi;<>
LisboaBrigue portugez Jateo, A. Irmos, 12
pipas cachaca
Liverpool Brigue inglez Odom, J. Byder &
C, 750s.tecas assucar mascavado.
Becebedoria de renilus Interna*
eraes de Pernambuco
Rendimeiito dodia 1 a 3 I:l27c923
dem do dia 4....... 548j)930
~1:676S88
Coagulado provincial
Rendimenlo do dial a 3 l:014J67O
dem do dia 4-......K l:194j>711
2:209g:!9O
Movimeito do porto
iVavios entrados no dia 4.
Rio do Janeiro13 dias, barca nacional Boacica.
do 2R2 toneladas, capito Pedro N'olasco V. de
Mello, oqiiipagem 15. em lastro ; a Amorira &
Irmo. Velo receber pratico e segu para
Ass.
Rio Grande da Sul23 dias, patacho nacional
Bom Jess, de 170 toneladas, capito Joo Gon-
calves Reis, eqaipagem II, carga 8,700 arro-
bas do carne : a Bariholomeu Lourenco.
Liverpool39 dias, brigue iuglez Merchanl, de
255 toneladas, capito W. Pomeroy.equipagem
10, carga fazendas e mais gneros"; a C. J. As-
lley & C.
Navios sabidos no mesmo dia.
S. ThomazBarca ingleza Mary Worrall, capi-
to James Robortson, oro lastro.
demLugre inglez Ctyde, capito F. D. CofTen,
em lastro.
O) as l ce 35 o-B Horas
o -1 c CM es 5 e c Cft S tntosphera.
* w * Direceo. < w 2 H
* V < 1 c 1 Inlensidade 1
til <35 io en te Centgrado. -1 K S O s K H 3 O
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CA
A noite clara com alguna novneiros, veuto SE,
veio para o terral e assim amanhecou.
OSOIU.ACAO PA MAIIK.
Preamar as 6 h 30" da manha, altura 7.0 p.
Baixamar 0 h 42' da larde, altura 0.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 4 de se-
lerobro de 1860 Vikcas Jnior.
Editaes.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz do orphos
o a roquerimento de Manoel Leoncio Vellozo d
Silveira, tutor dos orphaot lilhos de Canulo Jos
Vellozo da Silveira. lem de ir a praca a renda
aunual da cas-t n. 88 sil no largo dc'Noss.a So
uhura da faz freguezia dos Afogaios. cuja casa
offerece accommodacoos para grande familia,
alem do quintal murado com cacimba, cosinha
esterna, algnmasfrnoteirae, bom terreno para se
fazerem plaulacoes de horlalice e capim, e lem
buii! viveiro do peixe de agua salgada. A ulti-
ma praca lera lugar no dia 10 do correle s 11
horas da manha na porta da casa da audiencia
do mesmo juixn, onde so devem adiar os Srs.
prelendentes a hora marcada acompanhados dos
respectivos liadores.
O Illm. Sr. inspector da Ihosoiiraria provin-
cial, manda fa^cr publico, que Den por o-a sus-
penso o pagamento das pre-.tac.6cs devidas aos
arrematantes de obras publicas, em apoliecs, al
ulterior deliberaro do Exm. Sr. presidente da
provincia.
K para constar se mandn nffixar o presente e
publicar polo Diario.
Secretaria da thosouraria irovinrial de Per-
nambuco 3 de solero bro de 1860.-O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuncia^o.
Acamara municipal desla cidade manda
publicar, para ronheciiuenlo dos seus municipes,
e alim de que seja observada a postura abaixo
transcripta, que foi approvada provisoriunicnle
polo F.xm. presidente da provincia, cm dala de
2 i do corrente.
Paco da cmara municipal do Recife ero sossao
de 27 de agosto de 18G0. Gustavo Jos do Rogo,
pro-presidtuto.Manoel Ferreira Accioli, sacre-
tan ..
(Juarta seceo. Palacio do governo de Per-
nambuco em'24 de agosto de 1860.
O presidente da provincia, tendo era vista o
que represenlou a cmara municipal do Recifa
em oflicio do 22 do corrente sob n. 78. resol ve
approvar provisoriamente o seguinle artigo de
postura :
Artigo nico Ninguem poder conduzir cal
pelas ras da cidade, e estradas do municipio,
sem sor cubera de maneira que o vento a no>
espalhe : os infractores soffrero a mulla de 105,
a qual ser dobrada na reincidencia.Ambrosio.
Leilo da Cunha.Conforme Antonio Leite do
Pinlio.
Secretaria do governo de Pernambuco, 31 do-
agosto de 1860.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, manda
publicrr para conhonimento de quem possa inlo-
ressar, que o Exm. Sr. ministro da fazenda, ten-
do ordenado a thosouraria de fazenda desta pro-
vincia que proceda a subslituico das notas de
2;';>:i00 ris da 41 eslampa, papel branco, docla-
rou em aviso do 13 do corrente, que esla subs-
lituico lora lugar no lempo que decirrer de
agora alo o fim de abril do auno prximo futu-
ro, comocando do Io oV maio seguinle, o prazo
de 10 mozos para o descont mensal de 10 por-
0(0 no valor de taes notas.
Osecrelario do governo,
Joao Rodrigues Chaves.
0 Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, o
juiz de direilo especial do comtnercio desla ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu tormo, por S. M. I. c C. o Sr.
D. Tcdro II, aue Dos guarde, etc.
Paco saber aos qne o presea* edilal virem e
delle noticia livorcm, que no dia 5 de setembro
deste anno se ho de arrematar em praca publi-
ca doste juizo, na sala das audiencias, os escra-
vos seguimos:
Rosa, de naco, idado de 35 anuos, pouco.
mais oumenos, pela quautia de 400$OQ8 ; Julia
rrioula, idade de 3 aanus, por 5003000 ; Cy-
priano, idade delOannos, por800ij000, os quaes.
escravos sao perlcncentea a Joo. Paulo da
Souza, c vo praca por txccuie, tjue lh&
enciminha Antonio Bezerra de Menezes Lyra ; o
nao havendo laucador, que cubra o proco da ava-
liacao. ser o arccmalaco feila pelo proco da,
adjudicaco com abate da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todoa
mandei passar ediiaes que sero publicados pela
imprema e affuados nos lugares do costume.
Cidade do Recife de Pernambuco, aos 17 de-
agosto de 1860, 39. da independencia o do mpe-
iro do Brasil.
Eu Manoel alario Rodrigues do Nascimenlo,
escrivio o sobscrevi.
Anselmo Francisco Pertlli,
^U


(
MARIO DE PBrrlTU,8PCO. QUARTX FEIRA & DE SETEMBRO DEJ860.
Declaracoes.
Coi icio ge ral.
Relacaodas cartas seguras existentes na admi-
nistradlo do correio desta cidade para ossenho-
res abaixo declarados :
Antonio Luiz Goncalves Ferreira.
Gongalo da Silva Forle.
Joaquim Maria da Cruz Rocha.
Joo Jos do Monte Jnior.
Jos Carlos Teixeira.
Jos Joaquim Domingues Corneiro.
I.ovino Pinto Brando.
Simo Velho de Moura Coitlnho. (2)
Vicente Severiano Duarte.
Tribunal do commereioi
t*ela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que
Desta data fica regisirnda a rscnptura publica,
que aos 14 de agosto ultimo celebraram na capi-
tal do imperio, Francisco Teixeira Basto, Ber-
nardo Jos l-uiz de S e Joo Francisco da Silva
Novaes, socios da casa commereial que nesta
praca gyrava sob a firma de Teixeira Basto, S &
C., dissoUendo a mcsma sociedade, e dando-a
por liquidada coro a entrega do capital com que
para a mestra enlraram os dous primeiros, o os
juros de cinco por cenlo ao anno correspondente
ao referida capital, pelo socio Novaes, que era
socio de industria e gerente, a cojo cargo fica
todo o activo e passivo.
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per-
nambuco 4 de selembro de 18C0.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impedimento do officil-raaior.
Conscllio administrativo
O ccnselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tcm de comprar os objec-
tos seguintes :
Para as escolas elementaros do 9." e 10. bata-
lhao Je infantina de linha.
9." batalhao.
Papel al maco, resmas 6 ; pennas de ganco 400 ;
caivetes 2 ; lapis de pao, duzas G ; tinta prela
para oscrever, garrafas 6 ; areia prela, libras 6 ;
Colleco de cartas para principiantes, exempla-
res 0 ; taboadas, exemplares 20; grammalicas
poriuguezas por Monte-Verde, ultima edico,
exemplares G ; rompendios de arithmelica 'por
Aula, exemplares 6 ; pautas G ; escripia ou tras-
lados, exemplares 20.
10. batalhao.
Papel almaco, resmas 6 ; peonas de ganco
100; caivetes 2 ; tinta prela para escrever, gar-
rafas 6 ; lapis de pao, duzias 6 ; areia prela, li-
bras 6 ; collecoes de cartas para principiantes,
exemplares 20; laboa Jas, exemplares 20 ; gram-
malicas portugiiezas por Monle-Verde, ultima
edico, exemplares 6 ; compendios de arithmeli-
ca por Avila, exemplares G ; pautas 6 ; escripia
ou traslados, exemplares 20.
Para o hospial militar.
I.ences de cobre pesando 40 libras cada um, 2.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do da
de selembro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 29 de
agoslo de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,oo o da
emisso do banco.
Pela subdelegada de S. Jos, acha-se re-
coligi a casa de detenro urna crioulinha que
reprsenla ter 13 a 14 minos de idade, e diz cha-
mar-se /eferna. a qual foi encontrada s 2 ho-
ras da manhaa do dia 31 de agoslo lindo, vagan-
do pola ra do Ter;>, nuo snbfi ou nao qtier de-
clarar quem seja sen senhor: quem se julgar
com direilo a mesma rompareca na referida sub-
delegara munido do competen'te titulo para Ihe
ser entregue. Subdelegacia de S. Jos do Be-
cife 1 de selembro de 1660.Jos Antonio Pinto.
Portara.
Directora geral da instrueco publica de Per-
nambuco 28 de agosto de 1660.
O direclor geral interino da instrueco publica,
ouvido o conselho director em sessao de 25 do
corrente, e de conformidade com o disposto na '
lei regulamentar n. 369 de 14 de maio de 1855,1
considera incursos no art. 99 da citada lei, os
professores e professorasparticulares abaixo men
cionados, e como taes sujeilos apagar a multa de
cincuenta mil reis cada um, per nao lerem na
forma da referida lei e das instruyos de 11 de
junho de 1859, se habilitado com o exame de
verilicago de capacidade professional denlro do i
praso de seis mezes, marcado no edital de 15 de!
oulubro do auno passado ; devendo cada um dos.
referidos professores e professora recolher a the-
souraria da fazenda provincial a mencionada
quantia Jo cincoenla mil ris, denlro do praso
de Irinla dias contados da dala desta ; lindo o
qual serao as mesmas multas cobradas exeenti-
vamenie, como se pratica, com a divida activa
provincial proveniente dos impostos.
Jos Soares de Azeaedo
Director geral interino.
Professores c professoras a que se refere a por
taria supra :
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Bernardino de Souza Peixe
Joo Jos Vieira de Barros
Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
Joo Augusto de Vasconcello Leito
Vilo Antonio do Sacramento Pessoa
Padre Manoel Adriano de Albnquerque Mello
Victoriano Antonio Muniz
Padro Joaquim Jos de Farias
Joaquim Jos Balraacedo
Fra> cisco Jos das Chagas
Manoel Jos de Farias Simes
Manoel Francisco Pereira
Manoel da Silva Coulo
Antonio da Costa Lima
Tiburlino Floriano de Carvalho
Manoel Furlado da Cosa Tico
Joaquim Jos Florencio de Moura
Estevo Pinto de Moracs
Jos Corroa Paz
Antonio Bento Pioheiro
Joaquim Bellarrnino de Mdlo
Joaquim Jos de Araujo
Severiano Marlyr Vieira
Antonio Jos Coelho de Queiroz
Jos Ramos de Vascoocellos
Theodoro da Cruz Cordeiro
O. Joscuha Maria do Espirito-Santo
D. Candida Balhina da Rocha
f). Urbana Angella de Lima
D. Maria Seraphna Vieira
D. Ira da Cunhs Lei le
D. Vicenria Maa do Carmo Cczar
I!. Anna Ferreira da Silva
I. Maria de Nazarelh Augusta
I). Joaquina Lourenca da Conceicao Lima
D. Amalia Vicencia do Espirito-Santo
D. Joanna Rosa da Trindade
D. Luiza Annes de Andrade Lial
D. Francisca Mara do Rozario
D. Maria Severina do Monte Souza
D. Maria Eugenia Ferreira
D. Elena dos Santos Pinhciro
D. Maria Joaquina do Paraso
D. Emilia Fausta do Menna Costa
D. Thereza Goilhermina de Carvalho
D. Anna Maria da Conceicao Nepomuceno
D. Francisca de Assis Domingues Carneiro
D. Berlina Carolina Cezar Galvao.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 28 de agoslo de 1860.
O secretario interino
Salvador Henriques de Albuquerque
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 3 por
di.ote pagam-se os ordenados dos empregados
provinciaes, vencidos no rcez de agosto ultimo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, Io de selembro de 1860.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacio.
THEATRO DE S. ISABEL.
COMPANuU LRICA DE OiRIMNGELl
Quarta feira 5 de setembro.
21.a recita da assignatura c 11 para os camarotes de primeira serie
Representar-se-ha a opera em qualro actos deVerdi :
Vendem-se os bithetes como de costume.
Principiar s 8 horas em ponto
RECITA IVlltVORDlVVBlA
Sexta feira 7 de setembro
Anniversario da independencia do Brasil.
Dia de grande gala
Logo que S. Exc. o Sr. presidente da provincia apparecer na tribuna, canlar-se-ha o hymno
nacional, e em seguida representar-se-ha a graude opera era tres acios de Donizeili:
GMMID UU
Os bilheles vendem-se como de coslurae.
Sendo preferido os senhores assignantes al ao rneio dia do Jia 6.
THEATRO
DE
Beneficio do ador Carvalho.
DOMINGO. 9 DE SETEMBRO DE 1860.
Reentrada lo actor Antonio Jorge,
extra do joven Cardoso.
chegada de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia os Srs. professores, da orcheslra executa-
ro um excellenle ouverlura, (inda a qual, subir
pela primeira vez scena nesta provincia o novo
drama em 3 aclos, intitulado :
JOS VELH4C0
ou
0 ALICIADOR DA ESCRAVATURA
BRANCA.
PERSONAGENS
Jos reinado......o beneficiado.
Luiz do Campanario. O Sr. Cardoso.
Antonio Prudente 0 Sr. Sckiner.
0 Vl8ar,........O Sr. Jorge.
J"f|lI"im........o Sr. Lisboa.
"'.""ha........n Francisca.
Mana das Dores.....n. Julia.
A scena passa-se na ilha di Madeira em 185..
Seguir-se-ba pelo Sr. Sckiner e D. Francisca,
o engrar.ido duelo :
A PANELLA DOS FEITICOS.
Depois do qual representar-se-ha a engranada
comedia :
Adores : I). Francisca D. Julia, Jorge, Cardoso,
Sckiner e Lisboa ; seg'iir-so-ha pelo joven Per-
nambucami ilguns volt oos solire a corda frouxa,
rematar n espectculo com um monologo de
gratido ao publico pernambncano.
O resto dos bilheles eslo venda no cscripto-
rio do iheatro.
Salo Sexta-feira 7 e sabbatlo 8 do
corrente.
Aniversario da independencia do
imperio.
s 9 horas da no te.
Alem do bailo do costume, os inlervallos sero
preeuchidos pela forma seguinle :
Primeira parte.
Crande baile dirigido pelo mostr sala.
QUADROS VIVOS AO NATURAL.
1." O acampamento da Crimea.
2. A tornada da lorre do Malacoff.
3. o |. Sao todosextrahidos do drama a Gra-
ca de Deus.
A banda da msica marcial tocar na abertura
o hymno da independencia, e depois urna linda
syrnphonia.
Em consequencia de nao se poder marcar os
inlervallos, em todas as occasioes que se liver
de dansar, o nipstrc sala annuncia-lo-ha por lo-
que do campainha.
No dia 8 o espectculo ser variado conforme
couber no possivel.
Entrada para homens 2-3000, para senhoras
gratis.
Avisos martimos.
Aracaty pelo Ass.
Segu com.a maior brevidade hiato Gralido
por ja ler a maior parte da carga prompla ; para
o resto o passageros, tratase no Passcio Publico
n. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, com Pereira &
V alent.
Baha,
Cegu para a Bahia em poucos diis o palha-
bote Dous Amigos para alguma carga miu-
da que ainda podo receber, trata-se com o seu
consignatario Francisco L. O. Azcvcdo na ra da
Madre de Dos n. 12.
Acarac;
O palhabole Santo Amaro segu com brevi-
dade : a tratar no largo do Corpo Sanio n. 25.
Para Lisboa sahe imprelerivelmente ateo
da 15 o brigne Tarujo & Filhos por ler parte
de seu carregamenio prompio : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriplorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo tem a sahir at o fim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passagem, para oque lem exeellenlescom-
modos, dirjase ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriplorio de Manoel Joajuim
Ramos e Silva.
R
$ir amucar, gelo e outro quaiquer ge-
nero : no dia cima no largo do arsenal
na porta dacocheira do br\ Anche Bar-
bosa Soares, as i 1 horas em ponto.
NA
Ra do Imperador n. 73.
Quarta-feira o de corrente.
Autnnes far leilo em seu armazera ruado
Imperador n. 73 de grande porco de obras de
marcineiria. urna rica mobilia de jacarandar,
lavatorios, aparadores, commodas e muitas ou-
tras obras de apurado goslo que sena enfadonho
mencionar,
LEILAO
DE
Tasso Irmaos fazem leilao por intervencao do
agento Lchoa e por conta e risco de quem per-
tencer do cerca de 100 saceos com caf do Rio
desembarcado ltimamente : no caes do Apoll
defronte da ponte nova no dia 6 do corrente s
11 horas da manhaa.
LEILO
DE
Um cabriolet em
bom estado.
Hoje, 5 do corrente.
Costa Carvalho fara leilo em seuarmazem na
ra da Cruz n. 9 de um excellenle cabriolel ame-
ricano em muilo bom eslado : hoje s 11 1[2 ho-
ras da manhaa.
Riode Janeiro,
a barca nacional Clementina sahe cora brevi-
dade : para o resto da carga e passageros, tra-
ta-se com Gnilherme Carvalho C, na ra do
Torres.
Para o Ro de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muila brevidade,
| tem parte de seu carregamenlo prompto : para o
resto que Ihe falla, trata-so com os seus consig-
natarios Azevedo Mcndes.no seu escriplorio ra
'da Cruz n. 1,
Dous escravos
Antunes far leilao em seu armazem na rya do
Imperador n. 73 de um escravo e de tima negra,
muito boa cosinheira, coslureira e engomma-
deira, que serao vendidos sem reserva de preco.
Principiar s 11 horas em poni.
LEILAO
Lei loes.
LEILAO
DE
COXPAXIIU FERNAMBl'CAM
t DE
Navegado cosleira a vapor
O vapor /guarass, commandante o segundo
lente Joaquim Alves Moreiri, segu viagem
para os portes do norte do sua escala at a Gran-
ja no dia 6 de setembro s 5 horas da tarde.
Recebe carga para a Granja no dia 25 e 27,
Acarac 28. Cear 29 e 30, Aracaty 31, Maco
no Io de selembro, Natal 3 e 4, Parahiba dia 5
at ao meio dia. Passageiros, encommendas e
dinheiro a fretc al o dia 6 ao meio dia : geren-
cia no Forte do Matto n. 1.
Cear.
Segu com muila brevidade o palhabote San-
ta Cruz : para o resto da carga trata-se ao lado
do Corpo Santo n. 25.
Aracaty.
Sahe com brevidade o hiate Dous Irmaos, por
j ler parte da carga : para o. resto Irata-so com
Mariins & Irrao, ra da Madre de Dous n. 2.
lima escrava.
O agente Cosa Carvalho far leilo de urna
evcellente escrava com 30 annos de idade opli-
na cosinheija esem vicio nem jehaquo algum
uarla-fi'ra 5 de selembro. era seu armazem n<
ua da Crnz n. 9, s II horas em ponto.
UIL&O.
Quarta-feira 5 de setembro.
O agente Pinto far leilao em seu armazem
ra da Cruz n. 51. dos seguintes objectos a saber
Cmi escrava de 25 annos de idade, a qual cose,
laya, cosinha soffrivelmenle e engomma per-
feilamente.
20 relogios americanos proprios para cima de
mesa.
100 caixas com charutos da Bahia.
10 duzias de garrafas com vinho Chery.
10 duzas do copos para agua.
12 pares de quartinhas (esfriadeiras.
Apparelhos delouca quer para almoeo, quer pa-
ra janlar.
lima espingarda para C3ca.
Muitas e diversas pecas de marcineiria como se-
jam : guarda-loucas, guarda-vestidos, appa-
radores, commodas, mesas, camas, um piaon
e outros dilTerentes objectos que eslaro vis-
ta dos compradores.
Principiar s 10 boras.
O agenle Pinto far leilo em seu armazem,
ra da Cruz n. 51. da quarta parte do terreno do
um sitio na Ilha do Retiro (Passagem da Magda-
lena) era que se acha edificada a casa emque
mora presentemente o Sr. Dr. Souza Reis.
LEILO
Hoje, s 10 horas em ponto.
O agente Pinto far' Lilao por or-
dera dos Sr?. Siiunders Brothers & C,
de 250 barricas com bacalhao : no ar-
mazem dos Sis. Tasso & irmaos, na oe-
cadinlia.
Avisos diversos.
Um sobrado.
O asente Hyppolito autorisado pelo
Sr. vice cnsul da Hespanha, por or-
dena dos herd, iros de Vicente Rosas e
Maria Rosa de Rosas fara* leilao de um
sobrado de um andar com sotao na ra
do Pires n. ii, acabada de um anno e
eita com toda perfeicao e madeiras to-
das escolliidas, a casa tem um grande
terreno nos fundos que se presta para
novas edificaeOe, os pretenden tes pde-
nlo procurar a chave em mo do agente
cima ahonde examina-lo : quinta-feira
6 do corren le as 11 horas em ponto,
na mesma casa cima.
ilHi
Quarta-feira 5 de setembro.
DE
2 carrosas americanas de
nova invengo.
! Borot & C. faro leilao por interven-
idlo do agente Costa Carvalho, de 2 car-
Iroca americanas proprias para condu-
Pelo juizo dos feitos da fazenda provincial
se ha de arrematar em hasta publica, a quera
mais der, findos os dias da lei, os bens seguintes :
Urna casa terrea na ra do Bom Costo, freguc-
zia dos Afogados n. 19, tendo 18 palmos de fren-
te e 50 de fundo, pequeo quintal era aberlo e
em chaos foreiros, avaliada em 50tf.
Ouira casa na mesma ra e freguezia n. 21,
lendo 18 palmos de frente e 50 de fundo, quintal
em aberlo e chaos foreiros, avaliada em 50. Cu-
Jas casas foram penhoradas por execuc.o da fa-
zenda provincial contraes herdeiros de Joaquim
Caetano da l.uz.
Urna casa de laipa na ra do Motocolomb, fre-
guezia dos Afogados n. 64 A, tendo 25 palmos de
frente e 32 do romprimento, com cozuiha na sala
do dentro, em chaos foreiros e em mo estado,
avaliada em 70S. Cuja casa foi penhorada por
execuc.o da fazenda provincial contra Jos Alves
A renda annual da casa na Passagem da Mag-
dalena n. 2 i, com 2 salas, 4 quartos, 1 despensa,
cozinha fra, cacimba e dilTerentes arvoredos de
fructos, aviliada era 150$. Cuja renda foi pe-
nhorada por execuco da fazenda provincial con-
tra Antonio Joaquim de Mello.
A renda annual da casa terrea na ra do No-
gueira n. 14, com 2 salas, 3 quartos, cozinha f-
ra, quintil murado, cacimba meoira, avistado
mo eslado fui aval3da era 100$. Cuja renda foi
penhorada por execugao da fazenda provincial
contra os herdeiros de Maria Thereza de Jess.
O rendimento annual de urm casa cora peque-
o sitio na ra dos Pocos n 39, cora sutncieiile
commodo para pequea familia, e em mo esta-
do, avaliado em 72S. Cujos rendimentos foram
penhorados por execuco da fazenda provincial
contra os herdeiros de" Joao Baplista de Souza
l.emos.
A renda annual da casa terrea, sila no lugar
denomnalo Sanl'Anna de dentro. Ireguezia do
Poco da Panella n. 32, tendo 20T*lmos de fren-
te e 54 de fundo, cozinha fra, quintal murado e
telheiro, avaliada a dita renda em 96g.
A renda annual da outra casa terrea sita no
mesmo lugar e na mesma freguezia cima n. 33,
tendo 20 oalmos de frente e 54 de fundo, cozinha
fra, quintal murado o telheiro. avaliada a dita
renda em 96S. Cujas rendas foram penhoradas
Eor execuco da fazenda provincial contra os
erdeiros do padro Manoel Themoteo.
Os pretendentes comparecam no dia 6 do cr-
reme mez de setembro, as 10 horas da manhaa,
na saladas audiencias, que a ultima pra^a.
~~.*!anocl Pe'eira I.amego vai ao serto do
Cear buscar sua familia e deixe por seus pro-
curadores os Srs. Jos de Aquino Fonseca. An-
tonio Lnlz de Oliveira Azevedo e tenente-coro-
nel Rodolpho Joao Barata de Almeida. Recife
3 de selembro de 1860
Domingos Moreira da Rosa, Portuguez re-
tira-se para o Rio Grande do Sul. '
Aluga-se umacisa no pateo do Terco u
30, com solo e oulra na ra do Brum n. 34
proprios para quaiquer estabelecimento : a tratar
na ra da Cadeia do Recife n. 4.
D-so dinheiro premio em pequeas
quanlias sobre penhores de ouro e prata : na ra
da Paz n. 36.
Sociedade
l niao Beneficente dos Ma-
rtimos em Pernambuco.
De ordem do Sr. presidente sao pelo prsenle
convidados os senhores socios eITctivos para que
se dignem de Comparecer quarta-feira 5 do cor-
rente, s 6 horas da larde em poni, no palacete
do Caes de Apollo, afini de reunidos em assem-
sembla geral, tratar-se de negocios tendentes a
mesma sociedade.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Martimos, Io de setembro de 1860.
Jos Sabino Lisboa.
Io secretario.
mmmammimmmmmmM
i Modista Lisbonense. I
| Na ra das Cruzes n. 24 priraeiro an- Jo
ft, dar, toma-se incumbencia de quaiquer S
^ obra de chapeos, tocados, enfeiles de ca- $
^ beca para senhora; assim como lem gran- f
de sorlimenlo das mosraas obras fetas no 55;
melhor gostodos igurinos francezes por
menos do que em outra quaiquer parle 'f
assim como se lava c muda da forma an- tiga para a moderna toda a qualidade de Sjjf
chapeos de palha de senhora. ficando sem 5
46 differenga nenhuma de r.ovos. .V
D-se a juros com hypotheca em bens de
raiz, a quanlia do 5O0SO0O : quem precisar an-
nuncie.
pwriiwip Pinwi [iiiiiiiiiii'iiiiiaii
Si O Dr. Cosme deSa' Pe eir da' S
cae consultas medicas em seu escrip- <
j torio, no biiirro do Recife, ra <
^ da Cruz n. 53, todos es dias,me- ^
5S nos nos domingos, desde as 6 S
S horas ateas 10 da manhaa, so- g
Ht hreos seguintes pontos f I
H I.* Molestias de olhos ; M
2.' Molestias de coracSo e de &
I Pet0 ;
jff 5.- Molestias dos orgacs da ge- H
racao e do a us ; i|
4.* Praticara' toda e quaiquer p
operacao que julgur conve- >
niente para o restabeleciraen- M
to dos seus doentes. a|
O exame das pessoasque o con- 3j
g> sultarem sera' feito indistincta- Jjt
m mente, e na ordem de suas en- 18=
tradas, fazendo exccpqao os doen-
O tes de olhos, ou aquelles que por
^ motivo justo obtiverem hora
M marcada para este lira.
mmmmmm-mwem mmt
Ensino de msica.
Offcrece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera a tocar varios instrumentos ; dando as li-
ces das 7 horas s 9 l[2da noite: a tratar na ra
da Roda n. 50.
Offerece-se urna ama para engommar e fa-
zer mais algum servico : quem quizer, dirija-se
a ra do Caldeireiro n. 14.
Prerisa-se do um criado : na ra do Impe-
rador n. 75, primeiro andar.
Aluga-se urna boo cssa de dous andares e
solo, com excedentes commodos para grande
familia, com sitio e alguns arvoredos de fructo,
com baixa para capira que sustenta bem 3 caval-
los pelo vero, estribara para 2 cavnllos, casa
para feilor, e mais commodos que so faz preciso,
com boa cacimba e tanque para banho, situado
em bom lugar por llcar muilo perto da cidade :
quem a pretender ver, dirija-se ao mesrao sitio
defronte da igreja da Estancia, que achara cora
quera tratar.
Aviso.
Alugam-sc dous escravos mocos, para quai-
quer servicos e lambem se venden, ou se trocam
por alguma casa boa e que lenha bom quintal :
para verem o trataren, procurem Antonio Leal
de Rarros, no seu silio na ra de Joo Fernan-
des Vieira junto ao Manguinho.
Colleg.o do Bom Conselho
ruada Aurora n 26.
Precisa-se de urna pessoa do boa conduela pa-
ra oceupar o lugar de porleiro deste estabeleci-
mento: a tratar com o director do mesmo colle-
gio a quaiquer hora do dia.
Precisa-se de 800S premio por lempo de
um anno, dando-so por garanta hypotheca em
urna escrava crioula e mor;a: quera o liver e
quizer dar annuncie para ser procurado.
Aluga-S3ura silio na Capunga na principa
ra que vai em direilura as casas da viuva Las-
ser, com urna grande casa cora bastantes com-
modos, muito fresca c nrejada : a tratar na ra
do Livramenlo n. 33, loja.
ATIENDO.
Para sciencia do Exm* Sr.
presidente da provin-
cia e do lllm. Sr. chefe
de polica.
Att. 101. Solicitar, usando de procesaos, de
recompensas ou de amcacas de algum m*l, para
que as eleices para senadores.... ou da cmaras
municipaes, juizes de paz o quaesquer outros
empregados electivos, recaiaru ou deixem de re-
cahir era determinadas pessoas. ou para este Oca
comprar ou vender votos. Penas do priso por
3 a 9 mezes, e de mulla correspondente mela-
do do lempo, bem assim da perda do emprego se
delle se liver servido para conimclter o crime.
Cod. Crim.Tit. 3.
Pergunia-se se estando amearados de soffrerera
nacompanhia os guardas nacionaes do Beberibe,
que nao volarem pela chapa... que lhes impos-
ta ; e bem assim so o inspector do quarteiro
respectivo, que se acha envolvido as eleices,
prometiendo c dando dinheiro a alguns (por or-
dem de...) para volarem com elle, tero ou nao
commellido o crime previsto, e incurso as pe-
nas do referido artigo do cdigo criminal ? De-
seja saber, e espera a syndicancia do fado oc-
corrido.O juiz de paz recusado.... e reconci-
liado.
Perdeu-se da praca da Boa-Visla al o
Manguinho urna porlinhola de um carro ameri-
cano com chave virola de metal branco : quem
achou leve a botica do Sr. Gameiro, ou ao rece-
bedor da barreira So Menguinho, que ser gene-
rosamente recompensado.
No dia 3 do corrente entregou o abaixo as-
signado a um prelo 10 caixas com charutos no
armazem do Sr. Frencisco Guedes de Araujo para
as levar sua taberna, e como nao fosse ainda
dilas entregue, e supponha que o dito prelo as
lenha eutregado em oulra taberna por engaito,
roga a pessoa que as lenha recebido lh'as resti-
tua na sua liberna da ra do Guia n. 9.
Joo Francisco de Souza.
fConsultorio central liomcopathicog
1 miMUBM. I
# Continua sob a mesma direccao da Ma- fij)
noel de Mallos Teixeira Lima, professor @
em homeopathia. Asconsultascomo d'an-
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S palluca, ra de Santo Amaro [Mundo No- 1
i v) n 6- 2
itiiMtMttmitimgi
ii*'iu-!:. >r*aiite s amerlca
nos Gronver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52
CVSV LlSO-BRASLliU,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVE1RA tendo augmenlado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodaces para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao 3vor e lem-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitemesta capital; continua a preslar-lhesseus
servicose bons ofTicins guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento praliro do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nglez fallase
na casa o hesnanhol e francez. *
Sociedade
Ortodoxa Litteraria Amor a
Caridade.
Por ordem do provedor da mcsma, scientilico
aos senhores socios que quinta-feira 6 do corren-
te haver sessao extraordinaria da assembla ge-
ral no convento do Carmo, s 2 o raeia horas da
tarde.O escrvc,
Manoel Francisco de Barros Reg.
O Sr. S. F. Silva, morador na cidade do
Rio Formoso, lenha a bondade de vr tirar os pe-
nhores que existem na ra do Cabug n. 4, no
prazo do vinte dias, findos os quaes serao vend-
dos para pagamento. Recife, 4 de selembro do
ISGO.
Aluga-se urna escrava propra para lodo o
servico de urna casa na ra da Praia n. 47, se-
gundo andar.
Atlenco.
O abaixo assignado faz scienle qessoa que o
procurou para hypothecar a propriedado sila no
bairro da Boa-Visla, que lenha a bondade do
prqcura-lo nesta lypographia as 9 horas da ma-
nhaa ou as 3 da larde; ou no pateo do Terco,
loja de ourives n. 10.
SOCIEDADE
Recreio Litterario e Be-
neficente
De ordem do Sr. presidente effeclivo, convido
por osle, a lodos os senhores socios inslalladores
a comparecern sabbado 8 do corrento, as 9 ho-
ras em ponto, na sala das sesses, afim de to-
rnaren) posse dos lugares para que foram eleitos
nquelles senhores socios que o nao lizeram na
ultima sessao, e de tralar-sc.do negocios que
milito interessam mesma sociedade.
Secretaria da sociedade Recreio Littcrerio o
Beneficenlo 4 de selembro de 1860.
Scsoslris Silvio do Moraes Sarment,
1." secretario.
Aluga-se um grande armazem, proprio para
quaiquer estabelecimento, na ra do Rangel u.
62 : a tratar na paleo de S. Pedro n. 6.
Aluga-se um armazera na ra da Cruz n.
29. com sahida para a roa dos Tanoeiros : a tra-
anlo pateo de S. Pedro n. 6.
\ovissni.v GUIA
PARA
Eleitores e votantes.
Acaba de chegar esla interessanle obra do Rio
de Janeiro, e vende-se na livraria econmica ao
p do arco de Santo Antonio.
Alnianak de lembraiicas.
Luso-Brasilero
PARA
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECCAO DE F, klRY.WD.
Este hotelcollocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao so prximo s eslacoes de caminos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os tbeatrose diverlimentos; e,
alm disso, os mdicos precos convidara
No hotel hasempre pessoas especiaos, fallando o francez, allerao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanharas lourislas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos(3*200 49000 )
por dia.
Durante o espaco de oito a Jez mezes, ah residirn, os Exms. Srs. conselhe.ro Silva Fer-
ro, e aeu filhoo r. Pedro Augustoda Silva Ferro, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueirda Faria, edesembargador Pon tes Visgueiro ( do Brasil,) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, por dia, regalan de 10 a 11 francos ( 48000 i 4*500.)
No holtleneonirara-se informales exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro.
Chcgaram ha pouco de Lisboa estes inlercssan-
tes almanaks. e vende-so ua livraria econmica
ao p do arco de Sanio Antonio.
Offerece-se urna mulher para ama de ho-
mem solteiro ou casado com pouca familia : na
ra Augusta n. 67.
O procurador do Sr. Dr. Pedro Bezerra Fe-
reira de Araujo Deliran, mudou-se para a ra
Augnsta n. 94.
Arrenda-so ou aluga-se o silio da porta
d'agua no Monteim, o qual tem grande e excel-
leule casa de vivenda, espacosa estribara e co-
clieira, e casa para feilor, bom pomar e baixa pa-
ra capim.e cercado para vaccas : quem preten-
der, dirija-se quelle sitio para examina-lo : ira-
ta-se na cambna do Carmo n. 8, segundo andar.
Frank Vansen, cidado Americano, vai a
Europa.
Jos Antonio da Silva Araujo vai s pro-
vincias do norte.


DrtfO bE PERNAMBCO. fc. OA&TA fERA 5 DE SETEMBRO &E 1860.
ny
iVa rua de S. Goncalo d. 8, case de solao,
precisa-se alugar urna escraya fie!, quesaiba fa-
zer com perfeicao o servido ialerno e externo de
urna casa de pouca familia. Paga-so a conteni.
Dentista de Pars.
15-Rua Nova15
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operaroe da suaarle e col-
loca denles artificies, tudo com a supe -
rioridade e perfeicao que as pessoas en-
tendidas lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Jos Gomes f.eal e Antonio Gomes Miranda
Leal, lendo-se as3ociado nesla dala sob a razao
de Leal & Irraao para succederem na casa com-
mercial com que tora cslabelccido seu pai o Sr.
Jos Gomes Leal nesla praca, fazendo o cornmer-
cio em gcral e cspecialmenie o da venda de as-
sucar e de outro qualquer genero por comrr.issao,
pelo prsenle o fazem certo aos respeitaveis corpas
do commercio e do agricultura, com espccialida-
de aos commilenles da casa, e a todos declarara
que o activo c passivo dclla ficou a scu cargo e
sob sua responsabilidade. Recite, Io de selembro
de 1860.
Anlonio Gomes Miranda Leal lendo-sc as-
sociado nesla dala com seu irmao o Sr. Jos Go-
mes Leal para succederem na casa commercial
Quem ttver uui sitio perto ou
longe tiesta cidade, com tanto que tenlia
casa de vivenda, arvorts de fructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-!
ravador e
rador.
dou-
Grava-se e doura-se em marmore lllras pro-
Estas pennas de dilTcrente aualidades, sao fa-
bricadas de ac de prala refluada de primeira,
tempera, e sao applicavcis a lodo o tamanho de ju-se ao largo do Terco cafa t rrea mi- prias para calacumba ou lumulo a 100 rs. cada
etira. Preco 19500 cada eaixa e pennas de ouro mero 33 urna, o ennuncUnle aprsenla scus irabaihos
lelo mesmo autor com pona de diamante, que i AUlga-seUm bom sitio, com boa c. de : S^S^
crem a grande vanlagern de nao estar suje.tas-a vivenda e arvoredosde fructo*. Ierras de plaa- Guerra- T
crear ferrugem e conservndose bem limpas sao | c-aoeDompoeo d'aua de beber, c outros com-
de duraco infinita, deposito em casa dos Srs. I
Huedes & Gonjalves rua da Cadcia n. 7.
Agradecimento.
com que fra est-abelecido seu pai nesla praca
deixa de continuar com o armazem de assuc'ar 'veira Heraldo, o qual hija de annunciar
com quese achava eslabelecido, o que faz cerlo rada,
ao respeitavel corpo do commercio, bem como
que dcixamde ser seus caixeiros Francisco Gon-
c.alves da Costa Cabra! o Jos Bi'iilo Ferrcira Bal-
lar, o a ambos agradece os bons serviros que llie
prestaram, assim pela honradez, como pela apli-
do que semorc mostraran!. Reclfe, Io de selem-
bro de lb6'J.
modos que s vendo-se, na iravessa dos Reme-
dios onde tem duas macaibeiras no poriio :
tralar no mesmo.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-'
dencia precisa-se fallar ao Sr. Jos Antouio Ri-
In/lammacao da bocea do estomago. bciro de ^citas.
Um meu escravo de nome Daniel, tendo pade- FreVeilQaO! 1
cido pelo longo espaco de 16 annos de infla- Estando a findar os frescaes queijos de Serid,
mucao na bocea do estomago, que lhe tirava a as excenentes niacas ea bella manteiga reQna-
respiracao. acompanhada de muito cansaco.e al | da em frDSC0S preVine-se aos amantes das dilos
ltimamente imnossibililava-o de dormir delta- encros que venham a elles corr presteza para
do, e durante eslo lempo lendo eUo quanto f>i d js nao h possivcl, nunca pude obter um resultado favora- \ea[teila do Rosariu. n.
vel ; c nao sabendo o mais que fazer, lembre- _____. a j ,, j,
me de mandar applicar urna das chapas medid- I Na Uvraria n, 6 e 8 da praca da
naes do Sr. Ricardo Kirk, morador na rua do Par- Independencia precisa tallar ao Sr. Ma-
to n. 119, e com eTeito, depois di appUcncao da noei Antonio Pinto da Silva,
dila chapa na parte indicada por 40 das, Uve a
salisfaco de o ver completamente bom : pelo
que tributo ao di'.o senhor o meu mais puro e
sincero agradecimento. Rua da Assembla u.
56, rio de Janeiro. Domingos Alces Loureiro. 1
Descja-se fallar ao Sr. Jos Miguel de Oli- .
sua mo-
Roga-se ao Sr. Luiz Bernardino da Costa o
favor de dirigirse ao largo do Corpo Santo ar-
mazem n. 6.a negocio de seu inleresse.
James F.. B. Spears, engenheiro, vai ao Rio
Grande do Norte Irata de seus negocios.
Manot-l Francisco Brdalo, subdito Portu-
guez retira-se para fora da provincia.
Hliiiiiinaea'o a
A -empreza da illuminn^ao a gaz dcsta cidade, faa sciente a todas as
pessoas que col loca ram candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
dem anda collocar, que tem resovido baixar os precos dos globos de vt-
dre para ($500, 2 dentes acharao no armazem da rua do Imperador n. 51, um comple-
to sortiuiento a sua escolia, assim como candieiros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, sejar. Rostrom Rooker & 'C,
gente*.
COMft* ANIMA
ALLIANC
Estabelecida m Londres
CAPITAL
Cinco miluoes de \ibras
stevllmas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e podra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre osobjeclos,j
que contiverem os mesmos edificios, quer con- 1
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
DENTISTA i
PEIirVAMBlICO. |:
3Rua estrtiU Francisco Pinlo Ozorio continua a col-
locar denles artificiis tanto por raeio
do molas como pela pressao do av, nao
recebe paga alguma sem que as obras
as liquem a vonlS'le de seus donos,
tem pozes coulras prepataeoes as mais
acreditadas para conserac.ao da bocea
Sociedade' dos devotos da ca pella da
Senhora da Goricoirao da estrada de
Joo de Barros.
Do ordem do presidente desta sociedade, c pe-
lo presente convido a todos os senhoros socios
msanos para sessao da mesa directora, no da
5 do corrente. pelas 6 horas da tarde, no lugar
do costume, e sendo como sao de muia impor-
tancia osobjectos que se tem a tralar oesta ses-
sao. espera-se o comparecimenlo dos mesmos
senhores. Recife 1. de selembro de 1860.
Luiz Francisco de Paula Ramos,
Secretario.
0 secretario supra assignado, declara que a ses-
sao he boje quaria foira 5 do crreme, sendo en-
gao as datas annunciadas. Paula llamos, se-
cretario.
Altenco.
Jos Filippe Marlins, estando estabelccido ha
urna porcia de anuos com casa de paslo na rua
"arga do Rosario, hoje declara aos seus freguezes
tanto da praca como do mato, que se acha com o
mesmo eslabelecimento 113 rua eslreila do Rosa-
rio n. 23, confronte a rua das Larangeiras, aonde
conliuuar a servir os freguezes da roelhor forma
possivel e por com modo preeo. No mesmo esta-
! belecimento ornecc-se alilo e anlar por raez,
mandando-so em casa, mais barato do que em
outra qualquer parle ; e lodos os dias das 7 horas
em dianie tem papa de farinha do Maranhao e
araruta, assim como nos domingos e dias santos
tem a excellente roo de vacca.das 3 horas da ma-
drugada em dian'e, e prepara-se loda encom-
menda que se fizer.
Precisa-so de una pessoa livre ou escrava
para coziuhar e fazer mais algum servico dentro
de casa ; a tralar na rua da Senzala Nova n. 4.
Aluga-se o segundo andar da casa dos Qua-
Iro Cantos em OlinJa c bem fresra, com comino-
dos sull'n lentes para qualquer familia, tendo a
mesma casa fronte para a ladeira da Misericor-
dia e outra para a rua do Mathias Fcrreira, com
direecao ao mar, pelo que pode ser aproveitada
por familias que quriram fazer uso dos banhos
salgados; a tratar em Oliuda com o capitao de
fragata Caetano Alves de Souza Pjlgneiras, ou na
rua da Csdeia do Recife, escriplurio n. 58, do
Leal & Irmiio.
Ama de leilo.
COMMISSAO
ESCRAVOS
Nesla
Rtia larga
segunde andar.
. do Rosario n. 20
U3&M
^^%&m;mmm
Sacea-se sobre a B< hia : m de casa Ar-
kwrigbl&C ma-dr. Cruz n tu.
S. TTTIlT'ST'rTnTTTr^
APPIOVACiO E AOTOHISACiO
DENTISTA FRNCEZ.
>c. Paulo GaigDf-ux, dentista, rua das La-
rangeiras 15. Na raesm casa tem agua e
T p deuliico. ^J
Heclaraco.
O senlwr que arhou a coderneta e mais papis
que se perdertrm da rua imperial al a Tua das
Flores, ten ha g bondade de entregar o^i
casa recebem-se escravos pata sercm
I vendidos por commisso por conla de seus so-
uhores. Alianea-seo bom trata ment, assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
. jara vendidos com proraplidao afim de seos se-
nliores nao solTrerem empate na venda delles.
; Nesla tasa ha sempre para vender escravos do
I diircrentes idades de mbos os sexos, com habili-
1 dudes c sem ellas.
8 f^* O Sr, Joaquim Alvos C.mti m
S 'l'ieira ir como se lhe tero podido por "
Ig vezes ruadla Cadeia do Recife n. 23. K
i gestea de esc-ripturaao commercial
com loda
DA
E JUNTA CENTRAL DE WfGIENE RJBLICA
, flores, ten ha o bondade c'e entregar o^i mandar oderece-sc a arer qualquer escripia com loda a
enlregst que e lhe dai de gratificaras a quan- i perfeicao e cehetidaile : na rua do Queimado, loja
lia q*e se petfe fazer de despezas com nova noli- ;'e. fazendas ti. 34, so ifcr quem Na mesma
A Scmiramis!
q-.i-e
fica^M,
ELECTROMAGNTICAS EPISPATCAS
De ilieardo Kirk
Para sercm applicadas s partes affecad^s
sem resguardo nem incommodo.
Esta pera queja cenia de existencia pertode
50 'Bonos, acaba de ser paleada em Paris, por in-
cuTia docmpreiario ! da sido advertid por seu autor o celebre fvssini
poca em que nos acharaos, leimou em tazo-la
CjinlarL.. *Ura. constando que o Sr. Marinange-
l pretende com ella mimosear-nus, ha do per-
rftlir+Boa quo, arnrapaiihaudo ao insignemes-
.ro que despido -da amor t?"*-aconselhava
aquelic emprezarki do nao a fazer exeeular, mo
iroguemos a gracftde substitui-la mais esteja adecuada ao gusto da poca. Huilo
: loja se dir quein vende um piano de boas vozes,
! proprio para quem qurasr aprender, por mdico
preco.
FredeTico Augusto de Lima Novaos, deca-
ra ao respeitavel publico e com especialidade ao
digno corpo do commercio que da data des-te em
diante assignar-se-ka por Frederico Augusto
Ferrcira de Novaos. O mesmo julga nada dever
nesla praca, porm comtudo quem so julgar seu
credor baja de apresenlar as suas conlas para
seren pagas no prezo pe 3 dias a contar da dala
deste. Ilecifo 30 de agosto de 1800.
Mauricio Jos dos Sanios Ribciro, Iieg-ldo
ltimamente do Lisboa, faz sciente ao respeia-
..-i r-i.ivA ifua acaoa de esiaueiect-i un ida lar-
gado Rosario n. 21, primeiro andar, urna ofi-
cina de ourives ondo aprompta quaesquer ob-
Na rua do Caldeireiro n. 12, primeiro andar,
preciM-ae de urna ama de leite, que nao tenha
lilho, prel'erindo-se escrava.
Traspassa se a posse de algum terreno de
marinha, silos por delraz da rua da Concordia
com tres frentes a escolher .quem os pretender
enlenda-se com Manoel Antonio de Jess, na rua
larga do Rosario, pidaria n. 1S que achara com
quem tratar. Na mesma padaria precisa-se de
trabalhadores de masseira que enlendam perfei-
tamente da arle.
Joao Alvares, subdito hespanhol, retira-s-
para fora da provincia.
Quem liver larangeiras para limpar, plan-
lar e eneherlar ou parreiras para podar e jardim
para tratar ou outro qualquer servico de silio di-
rija-so ao atierro dos Aogados de traz da fabrica
do sabao a tralar.
No dia 5 do correle pelas 8 horas da ma-
nliaa depois da audiencia do juiz de paz do pri-
meiro disi'icto da Boa-Vista, scrao arrematados
8 paos dn s'cupira. penhorados a Joaquim Car-
neiral.eal, por execucao de Bernardo Jos da
Silva Guimaraes.
Pela subdelegada da fregnezia da Boa-Vis-
la achi-se recolliidoa casa de delenco o escravo
Joaquim, que diz perlencer a Jos Xavier Bar-
reto, lavrador do cngeiilio Estiva. Sabdelegacia
da Boa-Vista 3 de selembro de 1860.O subdele-
gado supplente, Maciel Monteiro.
ASSOCIACO
DE
Soccorros Mutuos c Lenta Emancipacao
dos Captivos.
Fugio no dia 2 de setembro do
corrente anno, o escravo Fraucisco,
mulato claro, coin idade de 30 annos
pouco mais ou menos, bardado, cabel-
los pretos anellados, conduzio urna ma-
ca de ovelha em que levou a roupa e
algum dinheiro, assim como um cha-
peo de couro, e natural da villa do lpu'
provincia do Ce.ira' : rogase aos cap-
t5es de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a apprehenso do di-
to escravo a entregar a cu senhor Joao
Jo?e de Carvalho Moracs Filho, na rua
do Queimado n. 13, que sera' bem re-
compensado
O Sr. Antonio Henriques de Mi-
randa que motou nos Alllictos, queira
annunciar sua morada ou dirigir-se a
esta typograpliia a negocio de seu in-
tere$se.
O Sr. Domingos Cosario Pinto,
queira dirigir-se a esta typograpliia
que se lhe precisa fallar.
Precisa-se alugar urna escrava para casa de
pouca familia : na praga da Independencia n. 38
se dir quem a pretende.
Em um silio no Pombal, prximo ao do
Exm. Viscoude deSuassuna, casa com [rente en-
carnada, aluga-se um hora moleque : quem o
pretender, dirija-se ao dito sitio que achara com
quem tralar.
Desappareceu no domingo 2 do corrente,
pelas G horas da tarde, o escravo Antonio, cabra,
de idade 20 annos, maisou menos, bem parecido,
corpo e fcieoes regulares, com principio de buso,
cabellos carapinhos e um tanto ruivo, e falla
mansamente: levou vestido camisa o cales bran-
ca, chapeo de feltro de cor parda, um surrao de
couro rom baeui e alguma roupa ; julga-se quo
andar as vizinhancas desta cidade ou que se-
guir para o serijo de Paje de Flores, d'onde
lilho ; o dito escravo foi comprado em 31 de mar-
co de 1858 a Joo Jos de Carvalho Jnior : pe-
de-se as autoridades policiaes ecapiles do cam-
po ou qualquer pessoa que o possa descubrir.
pegaren, mandando-o apresenlar a seu senhor
Jos Gomes Leal, morador no Recife, rua da Ca-
deia, casa n. 56, primeiro andar, onde ser ge-
nerosamente recompensado aquelic dos capiles
de campo, ou pessoa do povo que o vcuha en-
tregar.
Joao Alvares, subdito hespanhol, retira-se
para fra da provincia.
Hoje lida a audiencit do Sr. Dr. juiz mu-
nicipal da segunda vara, se ha de arrcmalir o
prelo Belmiro, penhorado aos herdeiros de An-
tonio Gomes Pessoa.
AttcnQo.
Quem liver um quarlo com a entrada indepen-
dente. sendo no bairro de Sanio Antonio o S.
Jos, c que o queira alugar, annuncie para ser
procurado.
Compras.
Vendas.
Allenco
couficnos no Sr.-Warinaiigcli, para que contemos j^s tendentes-a mesma arle do roais apurado
com tincada qec nos altendci.
i A.-I..C.
ASC'IAPAS MEOICINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
imperio lia mais de 22 annos, e-sao afamadas, pelas boas curas que se lem oblido as enfer-
o que se preva cora innmeros alleslados que existen! de pessoas capa
deste .
midades abaixo escripias
zes e do dtlinccoe.
Com estas CHAPAS-4-F.LECTno-MAGNF.TiCA-FPisPAS'n-r.AS obtem- se un.a cura radical e infallivelem
iodos os cntsos de inllammacao (cansac.oou falta de respiraro), sejam .internas ou externas, como-
do figado,'bofes, estomago, baco, rins,ulero, peilo, palpiaco de coracjio, garganta, olhos, ety
sipelas, rhcumalismo, paralysia c todas as alTeecoes, nervosas, ele, e-tc. Igualmente para as dif-
:Vrrnies especies do tumores, como lobinhos, escrfulas etc., seja qual fr o seu tamanho e pro-
fndela, per meio da sitppuraeo serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsclhado por
iiabeis edklinctos facultativos
As encomraendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, leudo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicaeoes, se as chapas sao para homtm, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parle di corpo existe, se na eabeca, pescoco, braco, coxa, perna.'p.ou Ironro do
corpo, declarando a circunferencia : e-eendo inchacM, feridas ou ulceras, o molde do seu lama-
nho em um pedaco de papel o a deeleracao onde existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentos explicaeoes e tambem de todos
nos para a collocacao dolas.
Consultas a todas os pessoas que a dignarem honrar cora a sua confianea, em s
lio, que se adiar aberlo todos os dias,-sem excepeao, das 9 horas da manbaa s 2 da
||9 Ruado Parto ||9
p O abaixo signado estanta a fazer ir- @
venlario['T rsorte de sua mullier pede a @
quem se jlgr credor" de seu casal, que m\
aprsente 6Usconlas e aos^uc sao seos @ |
& devedoresqug venham sal-dar as suas.
@ Fc*n @@f:@y> miz* i
Alugans-ee 5 pretos propcios para todo i
o-servieo aqu aa cidade, sendo annualmeule : ,
qusm precisar d;rija-se a rua da Imperador n. j
30, entrada pele boceo do botequim do P*iva,'
-segundo andar, das 6 s 9 horas da manha ou
na praca do Corpo Santo escriplcrio n. 5, ds 9
s da larde.
@S@si- S?@
U O Dr. Azevedo Pedra, ba pouco che- @
@ gado nesta cajlal. faz scienJe ao respei- @
& lavel publico -que acha-se promplo a qual-:@
quer hora em sua residencia, rua da Im-
5 pcralriz, sobrado n. 88, segundo andar, (jf
^p preslar os recursos de sua profissao ; na ;
mesma casa consultas gratis aos po- 8
res.
gasto c pcrfeieodo Irabalho, como sejam ade-
rec.os completos, brochas, pulseuas, aneis, alfi-
nelcs etc., ele. Em seu eslabelecimento promet-
i concertar qualquer obra da sua arle com per-
feico A prA'ica adquirida por sua tonga resi-
dencia emiLisboa, e as reiscoos directas que
constantemente maniera com agumas das mais
respeitaveis casas d'aquella cidade, que se. em-
pregam no fabrico de todo o genero de obras de
prala, o habiiilam a encarregar-se de qualquer
encoaimemia de laes objeelos lauto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois,"que
se dignarem honra-lo com a sua confianza, se-
rao servidas-com o maior zelo e solicilude c
precos baraiissimos.
por
O-Sr.. Domingos Jos Soares, official da se-
cretaria do.governo. queira dirigir-se a rua Di-
reia n 68, afim de saldar o que est a dever
jos herdeiros do Caclano Pereira GoiK-oives da
C ii ii ha.
Precisase tomar a premie a qnanlia de dez
a deze conlos de ris, um predio nebro que val mais de .0:000j000 :
quem quizer fazer este negocie, annuncie.
No di-a 29 do crreme urtarara no lugar
os accesso- I @ @ *% @@@ ; t&2SSM3S^J& So'-ro.^
en! seu .c ripio- I 5,^^" SJSSJSl \ ^gKSSSTSSi tSt ttSS
'commod.dades.para familia, no lugar %*?,*dJ,prU^ 1(S r!" Pugueia.
I, r o >0 relogio lem o ponteiro dos cylindr.es regulando
da Cata Forte i a tratar con os pro- sobre o mostrador dos minutos. I)-se SttfOOO
. de Kralilicaco a quem der noticia do relogio, e
, OJOOO se vier o ladro com o urto. Os cbjec-
D|>l"|f| i tos cima mencionados perlenoen ao Sr. Gcrdon
prietanos, N.O. Bieb.jr & C.
PERTO DO LARGO DA CARIOCA-
I Cowper.
A -fallida que lem lido esl e rap prov sua boa
qu.iViaile. nao ile^mentind.i ossim a.qualidade do
fumo de que feito, colhido oas iKimedkoes da
cidade a que deve eu uomeiia ecavinca Giain-
Parfi : deposito, rua da Cadtia n..t7
fia o
FUNDIIAO
DO
u.
Rua do Brum (passando o'chafariz.)
No depozUo deste es tabelee ment sempre ua grande sor timen to de me
nanismo para os engennos de assnear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, ;conomicas de combustivel, e defacillimo assento;
Rodas d'agua de ierro com cubos lo madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas ;
Cannos de ferro, e portas d'aguanara ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgensmuito (ortes, e convenientes;
Afaa moendas com rodetasmotoras tara agua, cavallos, oubois, acunbadas em aguilhoes deaz ;
Tai vas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
P.ires e bieas para o caldo, crivos e porta de ferro para s fornallias ;
Alambiques deferro, raonhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
rio Jetas dentadas de todos o tamanhos para vapor, agua,cavallos oubois ;
A-.i'tilhrjas, brotizes e parafusos, arados, eixos e odas para carrocas, rmas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honratn, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador e de fazer os concert de que poderp necessitar.
tle Janeiro.
Os abaixo asignados, hachareis formados, s-
labelecidos na idrle com escriplwio de advoca-
ria na praca da Constituieao u. 12, ondo podem
ser procurados das 9 horas da manha alase
da-larde, propor.do-so nao smele a advogac
ante os auditorios e tribunaes desia capital,do
jury, do commercio, da rela^ao, e 6upremo tri-
bunal jlejustica ,-(3ias tambem a tralar, por meio
de apuntes de sua confianza, de quaesquer nego-
cios dependentes das secretarias souro nacional, e mais reparli^eg publicas ; da
nunciatura apostlica e da sania S ; solicitando
e fazendo -extrahir com promptido lilulo's de
gracas e mercs, diplomas, patentes, provimen*
tus, carias e naturalisagao, matriculas de juizes
municipaes, dispensas para casamentos, breves,
ele, etc. : quem de seu presumo se quizer uli-
lisar, dirija ,ptra esse li.'ii ao indicado escriplorio
assuas procucoes e.ordens, coi cujo desempe-
nho se rnostrao credores da sua estima e ron-
lianga.=Miguel Archanjo da Silva Costa.Joa-
quim Procopio de Figueiredo.
Por fallecimcnlo do socio Jos Carlos de
Souza bobo, da cxticla liruia de Jos Carlos de
Brito, com que gyrava a prensa de algoJao, no
l'orte do Mallos n. SO, contina a mesma do dia
t. de setembro em dianie, a gyrar sob a firma
de Brito, Jos Luiz, & vuva Jos Carlos.
Urna senhora casada Jiiui respeitavel e ins-
truido, existente em Hamburgo, est disposta a
encarregar-se da boa educaco de duas meninas
ou de dous meninos Brasiliros, de boa familia,
debaixo de condicoes razoaveis : quera desejar
mais inorraces, dirija-se livraria da praca
da Independencia ns. 6 e 8.
Na olaria da ruado Cotovello, de Marcelino
Jos Lopes, aluga-se uraa escrava para o servico
de una casa de pouca familia.
Aluga-se urna prets moca para todo ser-
i ko : na rua da Praia n. 82.
Precisa-se alugar un escravo que tenha
pralica de servico de campo ; o do um homcm
porliiguez para feilor de um sitio : na rua da
Caixa d'Agua n. 52.
Arsenio Augusto^ Forreira vai a provincia
das Alagoas.
Cuilherme Jorge da Molla vai ao Passo de
Camaragibe.
Precisa-se de 300$ rs. a juros por 0 mfzes
a 2 0|0 sob flanea, annuncie on falle na taberna
n. 48, rua do Banpl, <\V9 se dir com quem o
negocio.
Compra-se ouro de 20$ e lG.'f:
na rua da Cadeia do Hecife loja de fa-
zendas n. 51.
Compra-se um sobrado de dousou tres an-
dares, ou algumas casas lerreas : na ru.i do
Queimado n. 12, primeiro andar so dir quem
quer.
Compra-so diarios cm porcao a 3^200 rs. a
arroba: na rua Direita o. 78.
Coinpra-sc urna mulata mora per-
feita costureira, paga-se muito bem
De ordem do senhor na-sidenle, sao pelo pro- \ agradando : na rua do Trapiche n. -0
senle convidados iodos os senhores socios effecli-; escriptorio, se dir' quem a pretendo.
vos para que se dignem comparecer domingo, as
11 horas da manhaa, na casa das sessoes, afim de
funecionara assembla geral extraordinaria, vislo
que ha negocios de sumnia importancia a trotar
sobre o anniversario, que deve ler lugar no dia
1(5 do corrente, incorrendo as peuas do g 5 do
art. 53 os que faltaren) sem motivo justo.
O ni os ni o senhor presidente mauda declarar,
que em sessao do coiist Iho de 2'J do passido foi1
elevado o cathigoria de socio protector, por me- !
rito reconneciu, o nini. s>r. i>.. iLninnio lt->.gel
de Torres Bandeira.
secretaria da Associaeao ue soccorros Mutuos
e Lenta Emancipacao dos Captivos cm 3 de
setembro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1. secretario.
O Sr. Jos Rodrigues Mendos queira ler a
bondade do apparecer na rua da Cabug n. 2 B,
para tirar os penhores que deixou pela quantia
de 10;$, a que damos-lhe 8 dias, contados da dala
desle, para vir tirar, e nao apparecendo, se ven-
der para pagamento da dita quanlii. Recife 3
de setembro de 1860.
Casa ero Olinda.
Aluga-se urna casa na rua do Cabral da cidade
de Olinda, com o fundo para o rio, quintal gran-
de com arvores de frtelo, rauilo fresca, sem vi-
zinhos defronle, propria pan passar a fesla ou
para morada, tendo terreno para plsutar capin
para 2 ou 3 cavallos : na livraria ns. 6 c 8 da
praca da Independencia
Antonio Palele, subdito italiano, vai para o
Aracaty.
Precisa-se alugar para una casa de rapaz
solleiro urna ama forra ou capliva, que seia pe-
rita engomraadeira : no Hospicio, primeiro por-
lao de ferro depois do quarlel.
Francisco Jos da Guaba Sampaio retira-so
para o Rio Grande do Norte.
Alugam-se o primeiro e segundo andares
do sobrado sito na rua Direita, com commodos
para familia : a tratar na loja do dito n. 54.
Precisa-se do dous a tres conlos do reis a
premio com hypolheca em um predio de muito
maior valor, pagando-so mensalmenle os juros;
quem quizer fazer este negocio annuncie para
ser procurado.
Aluga-se urna casa para passar a festa no
lugar da Boa-Viagcm na estrada: para tratar
as Cinco Ponas n. 116.
No brigue ingtez London, vieram de Lon-
dres 100 barricas com cerveja marca diamante F
ns. 1 a 100 do fabricante Ausopp e a ordem, as
quaes csto recolhidas na alfandega : pede-se a
quem tenha de recebe-las dirigir-se aos consig-
nalaiiosdo referido navio Scotl Wilson & C.,
ma da Cruz n. 21.
Na rua Imperial n. 37, padaria, precisa de
uro bom forneiro, d-se bom ordenado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
que saiba cosioharo diario do urna casa de pou-
ca familia : na rua da Praia o. 13.
Irmandade acadmica de
Nossa Senhora do Bom
Conselho.
A mesa administrativa da irmandade
de N. S. do Bom Conselho, em virtude
do art. 56 docompromisso, tem de fes-
tejar a Divina Padroeira com a posfive
pompa nos dias 7 e 8 do corrente. Ha-
vera' vesperas, festa e Te-Deum. Sera'
orador da ftsta o Kvd. padre mestre
pregador da capel la imperial Frei Joa-
quim do Espirito Santo, e o do Te-Deum
o Rvd. padre mestre ex-provincial do
convento do Carino Frei Jo5o d'Assump-
ciio .Mo'.n-a.
Vende se na rua da Cruz n. 48, urna
divida julg&da por sentencia, o de vedo r
dizem na tua da Imperatnz, cuju uncuui
chama-se Antcnio Joe de Azevedo,
Rua Nova n. 18,
Manoel do Amparo Cji &iC, querendo acabar
com o sen amigo siahelecimenio de fazendas e
roupas felfas, reaolve vender todas as fazendas
pelo mais commodo preco que se pode encon-
trar, como sejam ; para senhoras, de qualquer
corpo f> altura, um gian ie sorlimento de basqui-
nas, vestidos, manteletes de grosdenaples pretos,
de cores e de filo, os msis superiores que se po-
dem encoulrar no mercado, lano em fazendas co-
mo em qualidade, pouco vulgar, manas de fil
prelas, ricos vestidos pretos de duas saias do
grosdenaples pretos bordados a vellido, dilos pre-
tcs e de cores de grosdenaples cora as folhas al-
coxoada, um grande sorlimento de chapeos, o
cherpo de seda e de palha a Amazonas, balainhos
' para meninas Irem para a escola, e um grande
sorlimento de fazendas inglczas e francezas.
Vende-se um bonito cavallo mellado muito
manso e bom andador : a tratar na rua do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13.
Ricos chapos para senhoras. enfeiles mui-
to cm modas para theairo. vestidos para casa-
mento, flchus e mangas Maria Antoinetto e do
phantasia chegados pelo ultimo vapor, vende-se
na loja de Madarac Miilochau Buessard -
Impcratiiz n. 1.
rua da
Altenco.
s
Na rua do Encantamento n 12,primeiro andar,
forneco-se comida para fra com aceio o por
commodo proco, engoronia-se para fra com pres-
teza o aceio ; na mesma precisa-se de urna cria-
da forra ou capliva. Cheguem freguezes s boas
empadas de bacalho a doze vinlens.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima lira passaporle para
dentro e fra do imperio por commodo pre?o e
presteza : na rua da Praia, primeiro andar n. 47.
Manuel do Couto Guedcs vai a provincia do
Cear.
Aluga-se urna casa terrea na rua Imperial
n. }8 : a tratar na rua do Rangel n. 60.
Rua Nova n. M.
\endem-se luvas de pellica com toque de mo-
fo a 1$000 o par, e compra-se moeda de ouro na
mesma casa.
Modernos e boni-
tos enfeiles de froco,
Na loja da Aguia Branca vendem-so mui bo-
nitos e modernos enfeiles de froco, obra de mili-
to gosto a 6, 8 c lOgCOO : na rua do Queimado
n. 16.
Vende-se urna escrava de bjnila figura, da
idade 18 anuos, e um moleque de idade 8 anuos ;
a tralar na rua do Encantamento n. 11.
VendemTse saceos com farinha do mandio-
ca a 6)J000 : na rua da Midre de Dos n. 2.
A 1,000 rs. a arro-
ba e 40 rs, a libra
Na rua Nova n. 69, venJam-sc batatas muito
novas chegadas no ultimo navio a 13 a arroba e
40 rs. 3 libra.
Azeilonas novas de superior qualidade :
vende-se na pra^a da Boa-Visla, taberna n. 14.
Vende-se um cabriolel era muito bom es-
lado, e de i rodas, com o cavallo gordo e novo :
na estrada nova, casa de Jos Paulino de Almei-
da Catanho.
Vende-se urna negra boa cozinheira e en-
gommadeira : na rua do Imperador n. 67, no se-
gundo andar.
Vende-se uraa casa terrea na travessa Im-
perial : a fallar na taberna da esquina.
Vendem-se duas moradas de casas terrea*
feitas ha 4 annos, ha rna do Palacio do Rispo,
contando cada uraa 30 palmos de fenlo e 70 do
fundo, com 2 salas e 3 quartos, cozinha (ra,
quinlal e cacimba, chaos proprios : a Iratir na
praca da Roa-Vista n. 10.
Vende-se urna porcao de lellias e lijlos,
que mesmo serve para ladrilho, por ranito monas
dinheiro do que as olarias : na rua do Brum,
eslaleiro de Thomaz Jos das Nevos.
Venie-se uraa escrava parda aiuJa moc,a o
oropria para qual iuer servico : na rua da Santa
Cruz n. 66. 0
Vendo-se urna porcao de cera de carnauba
de boa qualidade : na rua da Sania Cruz n. 3G.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda, com as
pecas do costume: no sitio defronle da igreja da
Estancia.
Vende-se o muito conhecido enguenlo do
malar ratos c baratas rpidamente ; na casi j
acostumada, na rua de Senzala Velha n. 50,
Vende-se a taberna do pateo de S. Jos n.
51, com poneos fundos,
le : a tralar na mesma.
propria para principian-
ILEGVEL


(6)
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto & Perdigao.
Com loja na rua da Cadeia do Recife n. 23
tendem c dao amostras as seguintes fazendas:
Uirtes de vestidos de seda prelose decores
Corlc3 de ditos de barego, de tarlatana e de gaze
de seda.
Cambraias de cores, brancas c organdys.
An quinhas para saias, satas balao, de clin, nia-
dapolao e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaty e francezcs.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nlnras e meninas.
F.nfoitesde troco, de vidrillio e de flores.
Pi'nles de tartaruga, imoeratriz e outros gostos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fusilo, de la c de seda para
crianrja.
Manteletes, taimas e pelerinas de differenles qua-
lidades.
Chalos de touqim, de merino e de la de ponta
redonda.
Luvas de pellica brancas, pret3s e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
llores solas.
Sinluroes, camisas de liuho e esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, saboneles e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e do cor.
Palelols de alpaca, de seda e de linho.
Calcas Me casemira de cor, pretas e de brim
Camisas do malapol.ao, de linho inglez e de la.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apetreixos para viagem.
Chancas para invern, bolinas do Mell e oulros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de feltro para ho-
mom.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Babia,
lorzcguius inglezes,
.Na rua da Cadeia do Recife n. 45, esquina da
na da Madre de Dos, vendem-se os afamados
0-iiiis inglezes, solas grossas c prova d'agna,
pelo mdico preo de 9J> o par; assim como bor-
zeguins decouro de lustre para homense senho-
ras, por mdicos procos.
Libras sterlinas
Vendem-se libras sterlinas : no escriplorio de
Mainel Ignacio de Olircira & Filhos, largo do
Corpo Santo.
. M NOVA
Lja de miiidezas na rua
BreitaN. 85, onde tem
o lampeao do gaz,
vei m-so bandejas finas a 19, 13500, 1#500, 2jf,
2JI ', 2j60O, 2J800, 39200, 4je 5$, bengalas de
inna linas a 2$ e lo5l), grvalas pretas de se-
lim 1 1^200, diias de coros a 19, alllnetes em
caixinhas muito l\no3 a'200 e280 rs., tilas pro-
par* enfeites de vestido de seda a 400, 500
rs. a vara, franjas de seda do coros a 320,
00 e 800 rs. a rara, lavas de fio de cores
para homem, brancas, a 6i(), ditas de cores a 610,
di) 13 de seda enfeitadas para senhora a 2$, en-
- Je trancas de velludo dos mais modernos
que ha para senhora 1 5}500, dilos de filas de
Si 1 1<$500, dilos para 'meninas do tranca da
1 l$500, Hilas de lila de seda a 4j), luvas
: 1 ira hornera a 1 $400, lesuras para unhas
fin i< a S 10 rs., ditas para costura a I3, clcheles
bardadiohos a 120, escoras para cabello al;}.
ditas para roupa a ipoo, trancas de caracol do
lilil peca gran le, a 230. meias cruas para li-
os 1 i> 10, ditas a 4$8D.) o 53, ditas brancas
i- '! meninos a 3-5S00, ditas para meninas
i iJT00 a 4utis, botos de sed* pira easaveque
1 320 1 lazia, Unta de carnmra lina a WO rs.,
hade metal principe paravssucar a 400 rs.,
ilii 13 p ira cha a 800 rs. a duzia, tinleiros e arici-
ros finos a 13, caiainhas do papel sortidas em
C >r s a 1"), dilos do quadrinhos a ti'IO rs., laa pa-
r 1 bordar a otis lina que ha a 79504) a libra, ata-
1 chatos de algodio a60rs., ditos rolicosa
100 rs penies de borracha para bichos a 440,
dito; travessos para roeoinas a lili), diios de hu-
ra neo ira biishos a 280, dilos para alisar a
500 r- ditos ne borracha para alisar aGOOrs.,
- i asi .i 210, ditos de louca brancos a
10, 1 is de cores a 160, botos do madreperola
IIn 1 1 809 rs. a groza, dvetaA para calcas a 100
rs., caixinhas d-' tiapnl de cor a 800 rs., caicas de
obroia do cola a 100 rs. linhas de peso a 120,
ditas do caneca encrnala a 120, fitas lavradas
da largura de 5 dedos com pintas do mofo a 320
a vara, galo d'e linho a 110 a vara, bico prolo
do seda a 120, 200, 320, 400 e 600 rs. a vara,
brin piodos para meninos, do diversas qualida-
des, .'iiiis barato que em outra qualquer parle,
bono as ile cara urca a 500 rs., dilas de chouro a
410, 500,800, 19500 e 2o
Parahyba.
Venderse o engenho Torrinha distan-
' i sti cidade duas leguas por trra,
Iv1 n terreno pira dous mil pies or au-
no e boa casa de vivenda assobradada e
I) .s obras, tem embarque no porto dis
taate doengenho )|*2 quaito de legua
i rio Parahyba eem menos de 3 horas
se veva a cidade; quem o pretender di-
rija-se a Jlo Jos de Mdeiros Corroa
G que dir' quem o vende.
Na rua do Imperador n. 63, se vendo man-
1 ingleza nova da mais superior qualidade a
prego de 1.-280 rs. a libra, assim como queijos
dos ltimos chegados, ha grande sorlimcnto de
vinho por precos muito commodos e mais g-
neros tudo do molhor estado o so affianra qual-
quor genero que da mesina casa seja vendido.
VcnJo-so um sitio na Passagem da Magda-
lona, margena do Capibaribe, com urna grande
casa toda murada, com caes, militas arvores de
diversos fructos : a tratar com Joao Manoel Ro-
drigues Valenca, no mesmo lugar.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin & C, rua da Cruz n.
38. vende-se um grande e variado sorlimento de
relogios ie algibeira horisonlaes.patentcs.chro-
no-netros, moios chronometros, do ouro, prata
d turada ofolhoadosa ouro,sendo estes relogios
das primeiros fabricautesda Suissa, que se ven-
deraopor precos razoaveis.
Azeitede carra pato.
Contiuua-sc a vender por caada e garrafa :
na rua dos Guararapcs n. 60, era Fora de Portas.
Attenco.
VeuJc-so na rua do Trapiche Novo n. 14, ar-
mazem de A.ndr de Abreu Porto, carne de porco
americana, dita de vacca, por dimiuutos procos,
em harria de 200 libras a 30$ o barril, uma gran-
de porgao de cobre velho, composiro e cavilhas
de cobre, uma porco de bronze, uma porco de
travs, e grande porco de laboado de pinho e
de carvalho ; ludo se vende por todo prego para
acabar por estar liquidando o seu n ocio, e
igualmente vinhas de diversas qualidades, e ou-
lros mais gneros.
Vende-so ou aluga-se um mniatioho de 15
aono3 ; na rua da Aurora n. 40, pavimento ter-
reo, das 6 as 9 horas da maohaa, e das 3 da lar-
de em diante.
Vendem-se saceos grandes com farinha de
mandioca de boa qualidade, por meos prego do
que em outra gualquer parte, assim como taba-
co simonle da fabrica da Baha : na rua do Vi-
gario, taberna n.2.
Vende-se uma pequea armagao envidra-
gada, e tambera se aluga a loja da rua eslreila do
Rosario n. 14: a tratar na loesma rua, loja do
calgado, onde foi confeitaria.
Vende-se a casa da rua das Trincheiras n.
37 : a tratar na rua da Gloria n. 61.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Recife n. 38, primetro andar.
DIARIO DE PERHAMBCO. QUARTA FE1BA 5 BE SETEMBRO DE 1860.
Vestido a 2:500.
Riquissimos cortes de chita larga franceza, de
mui lindos padrdes, tendo entre elles de cores
escuras, claras, e raiudinhas, pelo diminuto pre-
go de 2*500, tendo 11 nevados cada corte ; na
rua do Queimado, loja n. 18 A, esquioa que vol-
la para a rua eslreila do Rosario.
Cheguem ao barato
O Preguiga est queimaodo, em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo com 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collele e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3?>, 4$, 59,
e 63? a pega, dita lapada, cora 10 varas a 5?? e
65? a pega, chitas largas de molernos e escolhidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 7}e 85?,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 95? cada um, dilos com uma s pal-
ma, muilo finos a 85?500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cada um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45? a duzia, Hilas de boa qualidade
a 35? o 39500 a. duzia, chitas francezas de rieos
desenhos, para coberl a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 59900 a poja, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,
19200 e I5?600 a vara, dito preto muito encor-
pado a 15*500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenles cores a 360 rs. o
covado, ceserairas pretas finas a 2&500, 35? e
35?500 o covado, cambria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e outrasmuias fazendas que se
far patente ao comprador, e de rodas se daro
amostras com penhr.
Seboe graixa.
Seboeoadoe graita em bciigas : ns armasen
de Tasso Irmos, no caes de Apollo
Vende-se uma canoa d'agua em bom esta-
do : na rua Imperial n. 171.
Vende-se um carro da alfandega, a dinhei-
ro ou a prszo : na rua Augusta, taberna n. 1.
Tachas para engenho
Fuudi^o de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Pechinchas
sem iguaes, na rua doQuei-,
mado n. 65, na bem conhe-!
cida loja da diligencia de
Fajozes Jnior & Guimares!
i!as Pn.,adas muil Anas Para homem a
lgaOO a duna.o em pares a 160 rs., clcheles,
fraucezes em carlao a 320 a duzia de cartoes, c a I
30 rs. cada carlocom 14 pares, luvas linas de !
sed para homense senhoras.a 640 o par, ditas
com algura defeilo a 240 o par, muito boas cor-
das para violo a 80 rs.,agulhas franceza, caixas'
com 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcellana
muito lindos para menina a I38OO, 2#500, 3 e 4#,:
Era casa de Borolt &. C, rua da Cruz do
Recife n. 5, vende-se :
Cabriolis americanos muilo lindos.
Charutos do Havana verdadeiros.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da pr'meira qualidade.
Carne de vacca e de porco em barris multo
frescas.
Licores de diversas qualidades, como sejam,
Chery, Cordial. Muil Julap, Billers Whiskey,
sal a parrilh era frascos grandes.
Foges econmi-
cos.
Fogrs econmicos americanos, os melhores'
que tem vindo ao mercado, nao s por cozinha- .
rem em molade do lempo de qualquer outro, '
como por nao gastarem uma torga parle da lenha; ;
estao-se vendendo por metade do seu valor,
approveilar a occasio. Garante-se a boa quali-
dade e bom Iravado dos mesmos : vende-se na
fundigao da rua do Brura n. 28, loja de ferragens
da rua da Cadeia do Recife n. 64.
Panos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu rmazem, na praga do Corpo Santo n. 11
alguna pianos do ultimo gosto, recentimenle
chegados, dos bem conbecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres,
muito DroDrios para este clima.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
bnston & C. rua da Senzalan. 42.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo i>or precos muilo
razoaveis
ijMW3i5ts sss-313 msmdmmzm
NA.
e arinazem
DE
iARATOSNOPROG
DE
en
Neste armazem de molhados con-
rtn^rftm VC?der os,se?"'r"es gneros abaixo mencianados do superiores qualidades e mais barato
do que em outra qualquer parte, por serem a maior parte delles recebidos em direilura por conta
nos pro)i luidnos.
Mauteiga ingleza e franceza
perfoilamonte flor a mais nova que tem vindo ao mercado de 610 a 800 rs. a libra eem barril
se farualgum abalimenlo. **
Qnoijos l*VrAixs.engos
Tue o saramas. maT^0^0 ates"da Eurpa de 7> vis,a d0 gas.o I
Qucijo prato
os mais novos que exislem no morcado a 1 a libra, em porgao se far abatimento.
iVmeixas francezas
am latas de 1 lt2 libra por lOOrs., eem campoteiras de vidro contendo cada uma 3 libra
por o-jjuiM.
Mustarda ingleza e franceza
em frascos a 610 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Verdadeiros figos de comadre
GRANDE S0RTI31EXT0
DE
jFazendase obras eitasj
ILoja
Ges &Basto J
Na rua do Queiiuad ) u.
46, frente auiarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos linos p rol os
o de cores a 283. 30$ e 353, paletots dos
mesmos pannos prelos e de cores a 28$,
20j 29e 253, ditos de casemira mescla-
dos de superior gosto a 163 8 18, dilo3
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez 103,125, 115 e 153, dilos de al-
paca preta fina saceos a 49, ditos sobre-
casa tambem de alpaca a 73.8$ e 9j>, di-
tos de merino setim a 10, ditos do me-
3| ri de eordo a 93, calcas pretas das
^ mesmas fazendas a 55 o 6$, colleles pa-
, ^ ra luto da mosma fazenda, paletots do
5 brim trancados 5$, dilos pardos e de
fuslao a 15 e 53, calcas de casemira do
, T cor e prelas a7j), 83, 93 e 103, ditos das
IB mesmas casomiras para menino a 6$, 73
'^e 83, ditos de brim para homem a 3-3,
l| .13500. 43 e 53, ditos brancos finos a 5J,
| ** 63 e 7j, ditos de meia casemira a 4-3 o
ae 53, colletes de casemiras preta e de co- 5j
?c ros a 5S. e 63, dilos de gorgurao de seda 9
m brancos e decorosa 53 e 63. ditos do M
jj, velludo pretoe decorosa 93 elOj, dilos ^
j|g do brim brauco e do cor a3tf, 3g500 e4-3, *
op palilols de panno fino para menino a ^
U 153. 163 e 185, ditos de casemira do cor
cw a 73, 83 e 93, dilos de alpaca a 3;>e3350U, 55
5; sobrecasacas do alpaca tambem pa.-a me- if
a> nio a 5J e 65, camisas para os mesmos -S>
US de cores o brancas a duzia 15g, 163 e 203, ?
^ meiascruss c pintadas para menino do Jg
ifi todos os tamanhos, calcas de brim para 8
M os mesmos a JoO e 3j>," colarinho de li- S
^ uho a 63000 a duzia, toalhas de linho pa- B
m* ra mos a 900 rs. cala uma, casavoquos 9
*g de cambraia muilo fina e modernos polo *DJ
; diminuto prego de 12*. chapeos com abas ^
m do lustre a 53, camisas para homem de 5
todas as qualidades, seroulas para hn- m
f mem a I65, 20-3 e 25 a duzia, veslimen- ll
m las para menino do 3 a R nnne. .au
a calca, jaquetae coletos tudo por lOjj, co- ^
^ bertas de fuslao a 6*. loalha de linho *
t liara na<" s-auue n 7 e 83, camisas in- *>
?t lozas novamentechegada a 363 a duzia ^
wmmmwa sbhq mmwemim
Na fabrica de caldeirciro da rua Imperial,
junto a fabrica_de sabo, e na rua Nova, loja d
ferragens n. 37, ha uma grande porcSo defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libra
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLpWAT.
Milhares de individuos de todas as nacOes po-
dem testemunharas virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle flzeram tem seu corpo e mem-
bros inleiramente saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratameutos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos; e a maior parte
della sao 15o sor prendentes que admirara o
medico mais celebres. Quanlas peseoas recof
braram com este soberano remedio o uso de seu=
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputagaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Alguraas das laes pessoa na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
le resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suarmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante conflanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguiudo algum tempo
mentratatoquenecessitassea natureza dom&i,'
cujo resultado seria prova rincontestavelmenle
Que tudocura.
O anquento e atil, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
ancores.
Cortaduras.
Uoresdecabega.
das costas,
dos mombros.
Knfermidades da cutis
.m ge ral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasrro abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as eitremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchacoes
Inflammacao doflgado.
InQammagao dabeziga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, era qualquerpar-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoag
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
uma instrucgo em prtuguez para o modo de
azer uso doste ungento.
O deposito goral em casa do Sr. Soum,
pharmaeeutico. na rua da Crun. 22. em Per-
ra*; nambu.10.
Relo:
iu caiitnltasd 8 litirt-
elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1J600 rs.
WoVacUinia ingleza
a mais nova que ha .10 morcado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 45.
Potes \idrados
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1*000 rs. cada um
iVmendoas confeitadas proprias para sortes
de S Soao
a lg a libra e em frasquinlms, contendo 1 1(2 libra po: 23.
C\i preto, hyson e per ola
os melhores que ha neste mercado de I96OO, 2;> e 2#500 a libra.
llagas em caixinlias de S libras
contendo cada uma differentes qualidades a 45500.
Palitos de dentes lidiados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de difforentes qualidades.
Presuntos, clioricas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480. 6{0 e 720 rs. a libra.
Latas de nolacninna de soda
de differentes qualidades a 1-3600 em porco se far algura abalimenio
Tambem vendem-se os soguintes gneros ludo recenlemcnle chcado e de uoerin
res qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chourica rauito nova, marmelada do mais afamado a"
br.cante de Ltsboa, maga de tomate, pera secca, pasos, frtelas em calda, amendow nozw fa" co
com a mendoasco bertas.co niel tes paslilhas do varias qualidades, vinagre branco Bnrdeaui o ronrio
para conservas, charutos dos molhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades "oi
ma muito fina, erv. has francezas.champaino das mais acreditadas marcas, c rveja deeditas"
spermacetebaralo, licores trancezes muito (nos. marrasquino de zara, azeitedce purifleado e?
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muilo gneros que encontrarse endenes"a"
molhados, por. 880 promettem os propr.etarios venderem por rauito menos do que out oqua"ouer
promolera ma.s tambem servirem aquellas possoas que mandarem poroulras pouco pralias como
riessem penalmente ; rom tambera a todos'os sanhoresde engenho e senhores "radores
oB.wdiSSt'o" enCmraeDdaS armaz'"" Pro"eo Ihes affianca a boTVualidadee
Rologios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
si
Pechincha.
Gortes do chita franceza com 14 covados a
23200, chitas francezas a 200, 240 e 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabara : na rua do Quei-
mado n. 44.
Botica.
ARHAZEHDE ROLPA FEITA
IMl
Defronte do becco da Congregagoletreiro verde.
Casacas do panno preto a 309, 35* e 40000
Sobrecasacas de dito dito a 35JO00
Palelotsde panno de cores a 20>, 259,
306 e 358000
Dilos de casemira de cores a 153 e 228000
Dilos de casemira de cores a 78 e 12$0(0
Dilos de alpaca preta golla de velludo 3 12$000
Ditos de merino setim preto e de cor
a U e 9*000
Dilos de alpaca de cores a 3*500 e 5009
Ditos de alpaca preta a 33500, 5. 7* e 9*000
Ditos de brim de cores a 3*500, 4*500 e 5*000
Ditos de bramante de linho brancos a
4500 e 6*000
Caigas de casemira preta e de cores a
, 10$ e 12*000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
prelos a 5J00O
Ditas de brim branco e de cores a 2*500,
4g500 e 5:8000
Dilas de asga de cores a 3oo
Ditas de casemira a 550o
Colleles do velludo decores muito fino a
Dilos do casemira bordados e lisos pre-
los e de cores n 5*. 5*500 e
Dilos de selim preto a
Dilos de casemira a
Ditos de seda branca a 5g o
Dilos de gorgurao de seda o 5J e
Ditos de fuslao brancos e de cores a 3fl e
Dilos de brim branco e de cores a 2* e
Sereulas de linho a
Ditas de algodao n 1*600 c
Camisas de peito de fuslao brancas e de
cores a 2*300 e
Ditas de peito e ounhos de linho muito
finas inglezos a duzia
Ditas de madapolo brancas e de cores
a 1*600, 2* c
Ditas de meia a 1* e
Relog'os de ouro patente e orisontaes
Ditos at prata galvanisados a 25* e
j Obras de ouro, aderegos, pulceiras ro-
setas
OJOOO
6*000
5S0OO
apeo
69000
6*000
3&500
2S500
23500
2*000
2*500
35g000
2i00
13600

30*000
Barlholometi Francisco do Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segaintes medica-
montos :
Rob l'Affecteur.
l'ilulas contra sezes.
Dilas vogotaes.
Salsaparrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pillas americanas (contra febres).
Ungento llolloway.
Pillas do dilo.
Ellijcr anli-asmnthico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Cortes de ves-
tido por 2$500.
Superiores corles de chita franceza larga de
muito lindos padres de cores oscuras e claras,
miudnhas, com 11 covados cada corte, pelo ba-
rassimo prego de 23500 : na loja do sobrado
amarcllo, tos qualro cantos da ruado Queimado
n. 29, de Jos Moreira Lopes.
Vendem-se
saceos com boa faiinha de mandioca .1 4j500 ca-
da um, ditos do Porto com foijao preto, arr.arel-
lo c vermelhu a 14*. 12 e 9fl, cal do Lisboa em
barris a 4S, dita nos alqueiros a 13600 : ua rua
do Brum 11. 18 e 66, armazem deassucar.
Oilo palmos de largo.
A 900 rs. a vara.
No armazem da rua do Queimado n. 19. vende-
se brim trancado alvo com 8 palmos de largo,
fazenda a mais propria para toalhas, pelo bara-
issimo proco de 900 rs. a vara : vende-se ni-
camente no armazem cima.
Machina de coser.
Na loja de mhidezas da run do Imperador n.
7, de Joaquina Henriquesde Suva, vende-se urna
machina de coser, a roelhor que lera vindo, e
do melhor systeraa al boje conhecido, e po' cie-
go commodo.
gaos.
Vende-seem casa de Johnston Pater 4 C, rua
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera uma
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na rua lama do Rosario n. 36.
Rua daSenzala Nova n. 42
Vende-se emcasa de S.P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e casligaes bronzeados, lo-
maA,l1nft-lezas,fiodeTela>chicote Para carros, e
raoniana, a rretos Dr carro de um e dous cval-
os e relogios d'ouro patente iu*icies
Rival sem segundo.
Na rua do Qnaimado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos de Azcvcdo
Maid o Silva, ha para vender 03 soguinies artigos
abaixo declarados :
Caixas de aguthas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca do algodio al*.
Cartas de alunlos finos a 100 rs.
Kn(!e"'0S d columnas madeira branca, a
Phnsphoroscom caixa do folha a 120 rs.
Frascos de mac.ass perula a 200 rs.
Duzia de facas e garios muilo finos a 3*00.
Clcheles em carlao do boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obroias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dilo para fazor cabello enrredio a 800 rs.
hapatosdela para criangas e 200 rs.
Paros de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio do Escocia a 320,
Masaos de grampas muilo boa3 a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito fines a 600 rs.
Tosouras para costura muito finas a 500 rs.
Dilas para unhas a 500 rs.
Pegas de franja de laa com 10 varas a 1$.
Pegas de tranca de laa com 15 varas a 500 rs.
l'elilho para enfeilar vestido (pea) 1*.
Linhas Pedro V, carlaocum 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escoras para denles muito linas a 200 rs.
Pares do meias decoros para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordoo imperial (pecas) (0 rs.
S inleressa as senhoras.
Chcgaram mais de novo as bellas e desojadas
pulseiras de coral, Dngindo una cobrinha, en-
castadas em ouro : as lojas de ourives de Se-
rafina & Irmo na rua do C.abug ns. 9 e 11.
Pechincha em roupa feita por um dos mo-
lhores artistas nacionaes, na rua da Imperalriz
n. 60, loja de Gama & Silva calcas de ganga
franceza muilo bem failas a 2J500;" ditas de brim
de linho a 29500, ditas de dilo a 23, colletes de
varias qualidades, paletots de panno fino sobre-
casacos, dilos saceos, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muito em conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodnpara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramenre nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstrucrao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
cobertos e descobortos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor & C
Na rua do Cabuga' n.2 B, loja
de Castro & Araorim, ha para vender
os seguintes artigos por precos barat-
simos
Graixa francesa caixa pequea
Por 500 rs.
Ditas dita dita grande por 1#000 rs
Ditas ditavasodelouca gran
.de Pr 10000 r*.
Ditas dita dita pequea per 640 rs.
Facas e garfos cabo de ba-
lando muito finas diuiapor 5$500rs.
45 Rua Direila-45
EsteettabelecimentooTerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 104000
Ditos aristocrticos...... 9$000
Ditos burguezes........ 7$000
Ditos democrticos...... (i.sOOO
Meio borzeguins patente. 6jg50O
Sapa toes nobreza....... G.sUO
Uitos infantes....., 5S000
Ditos de Imita (5 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). 6,$000
Ditos de petimetre...... 5000
Ditos bailadnos........ 5#500
Ditos impermeaveis...... 2^500
Senhora.
Borzeguins primeir classe (sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). T ,...... 4#800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4^500
Meninos e meninas.
SapatOes de forca, ...... 4$000
Ditos de arranca........o$500
Boizeguins resistencia 4^ e 3/J800
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vendo-se neste novo estabelecimenlo saceos
com farolo do Lisboa, farinha de mandicca. mi-
mo, fejao mulitinho e preto, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranhao do supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho do
I erto om garrafa do melhor que poda haver no
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha de
porco emlatas, bolachinhns de soda de todas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaos, conservas in-
glezas eos mais gneros que se tendera pormenos
prego do que se rende em outra qualquer parte.
Em casa de N. O. Bieber & C.
successores, rua da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Xerez em barris.
Cliampanha em caixas de 1 duzi da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Gonhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milao
Brilhant.es de todos os tamaitos.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOtt AY.
PILULAS HOLLWOYA.
Esteinesttmavol especifico, composto Inteirc-
mente de hervas medicinaos, nao conten mercu-
rio, nom alguma outra substancia delectena Be
ntgno mais tenra infancia, e a compleicao mai
dolicada igualmente prompto c seguro para
desarretgar o mal na compleicao mais robusta -
6 tnteiramenle innocente era suas operaeoes e et'-
foitos; pots busca eremove as doencas'de qual-
quer especie egro por mais antigs e leazos
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavara as porta* da
morte, preservando em seu uso: conseguirn!
recobrar a saude e torcas, depois do haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios
As mais afilelas nao devem entregar-fe a de-
sesperaeao_; facam nm competente ensaio dos
efcazes eireitos desta assombrosa medicina e
prestesrecuperarao o beneficio da saude
Nao se perca lempo om tomar c9te remedio
para qn.iquer das seguimos enfermidados:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Aslhma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou extenua-
os o.
Debilidade ou falta de
foreas para qualquer
cousa.
Oysinteria.
Dor de garganta.
do barriga.
nos rins.
Dureza naventre.
Enfeimidades no ventre
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
intermitente.
Pebre de toda a especie.
Golta.
Ilemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflnrnmaces.
Irregul'aridadesde
monslruacho.
Combrigas de loda es-
pecie.
Mal oe Pedra.
Manchas na culis.
Obslruccao de venlre.
Phthisica oucomsump-
i.au pulmonar.
Relen^ao de ourina.
Rheumalismo.
Symptomassecuudarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-so estas plulas no estabelecimenlo
geral de Londres n 224, Strand, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
enearregidas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada uma
dellas, contem uma instrueguo em porluguez pa-
ra explicar o modo de so usar destas plulas.
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceulico, na rua da Cruz n. 22, em Pernara-
buco.
f 999 @S@@
W
J5
:
barato de mais.
i
Cabug n. 8.
W O Grandes cartees com corles de ves- @
<| lulos de seda de lindas crese de ricos bor-
9 dados que se venderam sempre a 80g e a
9 100, vende-se agora a 40 cada corle,
9 por ter pequeos toques de mofo pouco @
perceplivrl : na rua do Cabug loja n. 8
W de Almoida & Burgos. &&
vende-se um jogo de diccionarios inglezes
um dilo allemSo, um dito latino, um dilo flos
sanctorum, um dilo breviarios romanos: na tra-
vessa da Congregarlo n. 3.
No armasem de fazendas da
rua do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas com pequeo loque
de mofo a 200 rs. o covado, cambraias de cores
finas a 200 rs. o covado, lencos brancos para al-
gibeira a 2 a duzia, cambraia prota com pintas
brancas a 500 rs. a vara, chitas de cores fixas
miudinhas 160 o covado. cortes de hiberia cora
14 covados por 2ff500, roberas de chita (rhine-
zas) a 1*800, algodao enfostado largo a 600 rs. a
varo, chales de merino estampados a 2500,
meias para meninos e meninos, chita fina de ra-
m a geni para coberta a 280 o covado, bales a
5? de superior qualidade, coberlores de Ua a 23
Pechincha de
milho.
Milho novo chegado do Geara', nova
porcSo : na rua do Cordoniz n. 12.
Na rua da Imperatrizn. 54, ven-
de-se presunto para fiambre vindo nes-
te uliirao vapor inglez a 560 rs. a li-
bra, queijos flamengos de pratos, bo~
lachinlu de soda a 1$ a lata.
ILEGVEL


FABRICA
MAMO m PEfcMAMBUCQ. ~- QUABTA fElRA o EE 8ETEHBRQ WE 1*60.
DE
Eittitftif i ffiBffie se rar tis#
Sita na raa Imperial n 118 e 120 junto a fabrica esabo.
DE
l'ELKJlUSAS E UN FALL VEIS.
Pastilhas vegetaes de Kemp
coutra as lombrigas
approvadas pela Exm.a inspeccao de esludo de
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Ncste estabelecimento ha sempre prompios alambiques de cobre de differentes dimences
de 300$ a 3:000j) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para resillare destilar espirites com graduarlo at 40 graos (pela graduacito deSellon Carlier) dos Habana e por rauilas outras juncias'de hveiene
melhores systemas hoje approvadosecoohecidos nesta e outras provincias do imperio, bombas! publica dos Estados Unidos a mais tate* h a
de todas as dimencoos, asperaules ede repucho tanto de ftobrecomo de bronze e ferio, toroelras _". J WMM 6 ra8,S Pai2esda A"
de bronze de odas as diraen$ese eitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronzee
ferro para rodas d'agua.portos paraforoalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimenr.es para encmenlos, camasde ferro com arrnaco e sem ella, fuges de ferro potaveis e dav
en

VWV
-,\y -
a,\yy
KVa~a*)
Tara
Su
SSaStS
GRANDE ARMAZEM
i-

CVWB
ii/Ji
'/Si
tssJ
*caxa,
vy/Ji
Rua Nova n. 47, /mo a *>><>/ rf Cra-
melo 05 Militares.
Attencao.
Vendem-se queijos londrinos muito frescos, de
superior qualidade, c cousa nunca vista : na ra
rslrcita do Rosario, arniazem n. 11 ; quat/.o o >
prec.0 segredo.
Machinas de costura.
N. O. Biebcr & C. Successores avisam ao pu-
blico, que no seu armazem na rna da Cruz n. 4,
esto expostos venda as melhores machinas de
costura que al boje lec-m vindo a este mercado,
asquaespossuem lodosos DeHioraneotosinven-
tados at esla poca sem ter os defeiloa que m
|^g oulras se nota, assim sao de consirucc.o simples
e facilitan: o uso A costura feta por estas ma-
tess

econmicos tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocosj infallivel conlra as lombrieas. Ko causara
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lenco e barra zinco em lencol e barra lsnces e i,ao causai
armellas de cobre, leonesdoerroa lato.ferro sueda ingle' de todas E d^nsoes, safras, Ss "T' Dem Se,,Sa0e8 *WmmIH.
e folies para foneiros etc., e outros muitosartigos por menos prego do que em oulra qualquer I eslemunho exponlanco em abono das pasli-
porte.desempeuhaudo se toda e. qualquer encommenda com pnfstza e perfeicao j conhecida has de Kemp.
epara corantodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua onianca, acha- Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port Bv-
r loja de ferrageus pessoa hab fon ^ ^ ^^ -Senhre.. As pal
limas que Vrncs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombriga3, exhalava uro
cheiro fedilo, tinha o estomago incitado e con-
tinua comichao no nariz, tao magro se poz, que
Acha-se na dnecc,aodaomcinadeste acreditado armazem o hbil i climas nao Im. igual em obra de .T"m.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada- *% > "ancuco deAssis Avellar, antigo contia-mestre do fallecido f|. ',0 '0?"0 e tot* >"" de que aliuham c ro^m
veis vista, doces ao paladar, sao o remedio lg M,noel J?e *****: O repe,tavel publico continuara' a encon- IBI.^^"*- "'*' ^" r-P"
^p trar em dito armazem m grande e vanado sortimento de rourcas *
tm lindo tuilete para g-jbinele de senhora.
oupas gggg I Igoalmffnte ha machinas para sefleiros, etc. Os
jggS eitas, como sejam : casacas, sobrecasacas.raques, paJetott de nanno 1^ p,r-os **" mokos> e Sr- Biwringlwm, enge-
^^! fino, ditos de catemira de cores, de merm, bombazina alnar-a nrrt-, K 'tutl/T0".0 u^ das machinase todas as par-
!vs ... i v*^'"c* '"u> uumuuiiid dipacapreta g^= liculandadcs da conservarao de sua conslruccao
fV P tiP reirs i i nt < o hrim i nl,n ,n l,.n.. _.J_ J. SSSCr ______.. j. ____
vvxa.)
-,xy--
co da compra.
~->>^ A | i* i-------------------ir (-* vim v^-. nuil
Hpj e decores, ditos de bnm de Lnho branco, pardo e de cores, calcas iflj. noac
=^ de casemira preta ede cores, ditas de merino, de princeza, de bruj f^ -
gg| pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditosde I
^m gorguro, ditos de setim preto e branco, ditosde merino para luto L
^| ditos de fustao branco ede cores, paletots, casacas, jaquetas, calcas P^ eos, productos io
^g e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, scroulas. chapeos ^^ "a. assim corro :
%%& Ero casa de N. 0. Birber & C. SCCessores,
g<$g ra da Cruz n. i, acha-se venda um grande o
g<(^= variado sortimento de ferragens finos, obras de
S^S lauoeiro e pertences sem lim por usos domestt-
lodos da indusiiia norte an.eric-
Secs proprietarios ofTcrcccm a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada cm seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de | nnm curad0 ^ahlha. Logo que soube disso ^S
lodos os lmannos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen- comprei 2 vidros depaslilhas e com ellas salvei a 9s&
das e meias moeudas, tachas de ferro balido e fundido de lodos os tamaitos, guindastes, guiL- vida de mcu lilho.
chos e bombas, rodas, rodotts, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amaEsai man- cou ,ie YmfS Mn
dioca e para descaro<;ar algodao, prenras para mandioca e oleo de ricini, portes gradara, co-
lumnas e moiithos de vento, arados, culiivaJoics, pontcs, 'aldeiras e tanejues, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. HG Gold
's-nhosou moldes que para tal fim forcm apresentados. Recebem-se encoramendas neste esta- Street pelos nicos proprietarios D. Lanman e
ieleciraento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Gollegio hoje do Imperador n. 65moradia dYcai- Kemp.'droguistas por atacado em New York"
ic.ro do estabelecimento Jos Joaquim da Costal'creira, com quem os pretendentes nnAml 'u__.. ; ... ,.....,_ .
entender para qualquer obra.
se
tgRjgggBtte
PiLULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
KEW-YORK
O MELHOH REMEDIO'CONHECIDO
Centra conslipacoes, ictericia, affeccesdo figado
febres biliosas, colinas, \ndigcsloes
en&aq uecas.
Ferros de en-
gODimar
econmicos
a o^'OOO.
Estes magnificos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das
podem Achara-se venda em todas as bolicas
priucipaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfsndcga n. 80.
: Babia, Germano & C., ra Julio n 2.
! Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suum
& Companbia ra do Cruz n. 22.
Violio de Bordeaiix.
Arados de diversos lamanhes.
Moliibos de ttiilho.
Machiuas para cortar capim.
Grades.
Machinas para descaro^ar n.tlho.
Cultivadores c ferosde engommar cconon.icos
Vende-se um molequiuho de bonita figura
g| dia convencionado.

aSIXX'sR.
mitmwm
DE
AGENCIA
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas dcslcs dous
autores, moslrem-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranra :
no armazem defazeudas
do Raymundo Carlos
Hemorrhoidas, diarrhea, doencas daTmpera*lriz n. 10, amigamente aterro8da^ot
palle, trupcies.e todas as enfermidades,
fllOVEMKNTl.S DO ESTADO IHPt RO DO SANCHE.
75,000 caixasdeste remedio consoinmem- se
nnnualmentel'
Rcmcclio la natureza.
Approvado pela falcudade de medicina, e re-
.Hrnniendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os condecidos. Sendo estas pilu-
las puramente \egetaes, nao contera ellas r.e-
imum veneno mercurial nem algum outromine-
ra!; esto bem acondicionadas em caixas de folha
para resguardar- Sao agradiveis ao paladar, seguras e eTicazes
Juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acompanha cada caixa,
pelo qual sedeara conhecendo as multas euius
milagrosas que lem elecluado. D. T. Lanman
& Kemp, droguiias por atacado em N'ew York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acitara-se venda em lodas as bolicas das
priucipaes cdtdes do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rita Alfartdegan. 89,
Babia, Germano & C. ra Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C. ra da Cruz n. 22.
das de Raymundo Car- i r Em "" de Kalkmann ornaos &C, ra da
los -cite & Irrnao, ra j Cr"z n- 10- cncoutra-se o depoMlo das bem co-
da lmperalriz n. 10. j nbecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
je dos Srs. Oldckop Mareilhac & C, em Bor"
As melhores machinas de coser dos mais deaux. Te ni as seguintes qualidades :
afamados autores de New York, i. De Brandeiiburc frres.
M. Singer & C e Wbeeler & Wilson. si. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chtcau Loville.
Chleau Margaux.
De Oldckop St. Julieo.
St. Julicri Mdoc.
Chatoau Loville.
Na mesilla casa ha para
vender:
Sfaerry em barris.
Madeira em barris.
Cognac eni barris qualidsde fina.
Cognac em caixasqualidadc inferior.
Cerveia branca
eu temia perde-lo. Nestas circumsiancias um vi- ', S^S e gravatas pretas e de cores, lihies para criados, faldamentos para US
sinbo meu disse que as pasiilhas de Kemp ti- ?^ a 8ua"da nacional da capital e do interior. 4
Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- ?f
reito, municipaes e promotores, e vestidos para montana. Naoagra $?
g^ dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptaiao ou- fe
m i"38 a icfif0> querco fazenda sua ou do armazem para o que g|| I c mui sadto. de id.de 7 annos, poico mais ou
tem escoiitidos e Habis olliciaes, dande-setoda e qualquer roupa no SiSSCs menos, proprio para aprender qualquer (fficio :
Hia f-nnv<>nrir.nnflr< <5 ^ Loja das 6 perlas
EM
Frente Ao lAviraiiieiito.
Roupa feita barata,
Falctols saceos de casemira c-scura a 4?, Jilos
de alpaca prela a 4 camisas brancas e de cores a 2J, ditas de fuslo
linas a 23500, paletots de panno lino, ditos 4o ca-
I semita de cores, calcas de casemira preta ede
j cores, callles de velludo e de seda, um comple-
j to sotlimenlo de roupa l'eila, que vende-so per
todo preso.
Loja das seis por las ca
frente do Livranieiilo.
Covado a 200 rs.
Chitas franczas largas de bonitos goslos a 210
rs. o covado, dilas cstreilas padroes a imitar-so
de liazinhas a ICO rs. o covado, cassas do salpi-
cos bramos e decores a 240o co\ado, mrias pe-
ra meninas c n-.Piiiii<-s a 240 o par, chales ce
merino eslampados com barra a 2, leaqos '. ren-
cos com barra de cores a 120 rs.ditos com biro a
200 rs. A loia esl aborta ale as9 horas da noilc.
.. L0W-MOW,
Raajte Scnzala Kova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento domoondase metas moen-
dasparaeu3er.ho, machina de vapor e taitas
de ferro balido e coado. de todos os tamaitos
para J'
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
b b pina m
Hetronlc do Viccco da Congregando Yctveiro \evde.
BEL0GI08.
Vende-so cmcasi de Satiaders Brothers 4
C. prara do Cirpo Santo, reiogios do afama
do fabricante Rosfeell, por precos commodos,!'
e tambfui'.raricr.llins e caduics uaraos mesmos, !
deexcellentu Kosto.
Ui^ICA
>/ERDADRA
TIMA.
LEG
Seda de quadrinhos muito fina covado
nfeites de velludo com froeo prelos e
de cores para cabeca de seuhora da
ultima moda
Pateadas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda tapada o
transparente, covado
Luvss de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos
Lengos de seda rotos para senhora a
2jf000e
Manas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos do gorgurao prelos
Ricascapc'las brancas para noivados
Saias balito para senhoras e meninas
Tafet roso o covado
Chitas franczas a 260, 280, 300 e
Cassas franczas, a vara
IgOOO Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
| j Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
lampados de lodas as qualidades
o Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e de cores
| | com 2 satas e de babados
8.-500 Uilosde gaze e de seda phanlasia
2j000 i Chales de touquint muito finos
9 I lrosdenaple preto e de cores de todas
0 I as qualidades
500 : Seda lavrada preta e branca
j}320 ; Capas de Ci e visitas de seda prela cora
g5001 froco
2S500
SCOO
20OO
y
lSOO

Admirareis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, s?nhores de enge-
nho, fazendeiroS; ele, devera estar prevenidos
com estes remedios. Sito tres medicamentos coa
os quacs se cura eficazmente as priucipaes mo-
lestias.
Prornpto alivio de Radway.
In.Nlanlaneamer.ic alivia as meis acerbas deres
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrhea, cmaros, clicas, bi-
lis, iudigeslao, crup, dores nos oesos, contusoes,
queimadura, eruprocs cutneas, angina, retcn-
Cao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrop'tulosas.chro-
iiicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica c sangue, renova o systoma;
prornpto e radicalmente cura, escrophulas.veno- ,
reo, ttmores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, aferros do ligado c rins,
erysipclas, abeessose ulecras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulhetes hipocondra, venreo, etc.
SORTIMENTO
DE
azendas e roupa feita
SALSA BARIILIA
nE
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regukrisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inleiraraenle vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzcas jte
dores do vcn'.re, dses del a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Lslas pilulas tito-eflicazes as altec-
Cocs do figade, bilis, dor de cabeca, ictericia, io-
digestio, e era todas 83 enfermidades das mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
ccs, flores brancas, obslrucrjoee, Jt6terismo, etc.,
so do mais prony-lo effeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarclla. e em toda6 as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instruccoes impressas que mos-
trara com a maior miuuciosidade a raaneira de
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsiicacao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
& lrmao, na rua da lmperalriz n. 10, nicos
asentes em Pernambuco.
Vendem-se 2 escravos erioulos do idade de
23 e 14 annos : a tratar na rua do Queimado, lo-
ja de ferragens n. 13.
Vendem-se saceos da farinha de mandioca
a seis mil reis : na rua da Madre de Dos n. 2
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavares de Jlello
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SIA LOJA UE Ql ATKO rOHIAS.
Tem um completo sortimento de roupa feita,
I e convida a todos os seus freguezes e lodas as
pencas quedesejarem ter um sobrecasEco bem
j feito, ou um caiga ou collelc, de dirigirem-se a
este estabelecimento que enconlrarao um hbil
: artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
Remedio sem igual, sendo reconbecidos pelos' desarnpenhar as obras a vontade dos freguezes.
mdicos, os mais mnenles como remedio nial-: Ja tem um grande sortimento de palitots de ca-
livel para curar escropbulas, cancros, rheumatis- semira cor de rap e outros efctiros, que se ven-1
mo, enfermidades do figado, dyspepsiajdeblida- dem a 123, outros de casemira de quadrinhos (
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer- Ja mais fina que ha no mercado a 168, ditos;
midades resultantes do emprego do mercurio, de merino selim a 12?), ditos de alpaka muito!
ulceras e eni[ces que resultam da impureza do fina a 69, ditos francezes sobrecasacados a 12, '
sar,gue- ^ i ditos de panno fino a 20, 2.5?, e 30$, sobre-
CAUTF.LA. casacas franczas muito bem feitas a 35, cal-!
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata- ?! feilaj cla mais f,na casemira a l0*' ditas de
cado New York, aegam-se obrigaJos a prevenir m ede uslao Por Pre commodo ura grande I
o resdeitavel publico para desconfiar de aWmas sorl,mento de colle' de casemira a 6, ditos de
leones imitaces da Salsa Pa.iill.a de Bristol '0U,ras faze:ul3S Por Pre? commodo, um grande
Tachase moeodas
Braga Silva & C.tcm sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A,um grande orlimeulo
de tachase moeedea par engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mpsmo de osito ou na rua doTraniche n 4.
Vendem-se cernetros gordos e baratos: na
tua do Cotoveo, padaria do Icao do norte.
Ceneja indiana
Vonde-sc a verdadeira e superior qualidade de
cerveja inuiana, ecusa nunca viuda a Pernambu-
co : no armazem ta rua eslreita do Rosario nu-
mero 11.
Fazendas por baixos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda restam aigumas fazendas para concVuir
liquidagao da lirma de Leite & Coneia.asquaes
se vendem por diminuto prero, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas ue cores escuras e claras, o covado
altiO rs.
Ditaslargas, franczas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores ftxas a 200 rs.
Cassasde cores, bous padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 re.
Brim trancado brauco de linho muito bom, va-
a 13000.
Cortes de calca de meia casemira a 2jJ.
Ditos de dita de casemira de cores a 5J>.
Panno preto fino a 3jJ e 4$.
"Meias de cores, finos, para hornero, duzia.
6U0. i
Grvalas de seda o"e cores e pretas a ljf.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Dilas ditas muilo finas a 4g.
Ditas cruas finas para homem o 4J.
Cortes de colletosde gorgurao de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4JS.
Seda prela lavrada para vestido a 1U600 e 2J
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16$.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 5G0.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindoscda, covado
gKpmnBas
Vende-se na leja de Amonio Augusto dn.^.
tos Porto na loja na. 37 e aa na prar;a da Inde-
pendencia, capellas de aljolar c (mortal e para ca-
tacumbas, tmulos etc., etc., da furnia seguirte
0 precoa razoaveis
Escravos fgidos.
Fugio no dij 30 de agosto passado, do en-
genho Maraucaia, o escravo pardo, de nomo An-
lonio, cem os signaes seguintes. aliara regular,
secco docorpo, cabellos cacheados, olhos peque-
nos, pouca barba ; consta que levou roupa de al-
godao azul 6 filho do sertao do Sobral, provin-
cia do Cear : portanto roga-se a toda c qualquer
pessoa que o encontrar ou delle souber, qoe .
pegue e levo-o a rua do Imperador n. 12, qu(
ser bem recompensado
Acha-se fgido um muhlo cabra de nomc
Raymundo Patricio,oflucial de pedreiro e barbei-
ro. foi rcmeltido do Par em abril do 1859 pelo
Sr. Manuel Jcaqiiim de Paria, o qual foi aqui
vevdtdo ao Sr Feliciana Jos Comes, e este se-
nhor venden ultimaiKcntc ao Sr. Francisco Ma-
tbias Pereira da Costa ; lem os seguidles sig-
naes: estatura regular, bastante grosso o barba-
do, olhos amanillados, falla com desembarazo,
reprsenla (ei it a 40 annus : rogs-seas anluti-
aiIiw rkAl\cap n na annrhhpnfin o aui'iii o
pfgar, diiija-se ao engenho Guerra, em Ipojuca,
ou na rua do Imperador u. 79, escriptorio de
Polycarpo Jos I.avine, ou na rua de Apollo n. '
30, esiriptoiio de Hanoel Gouveia de Souza, que
Capellas de aljol'o com inscripcoes, grandes a 10 *er generosamente recompensado.
Ditas dilas por gj
Ditas dilas por
Ditas dilas por
Ditas de imortaile por
Quadros com a imagen do Senhor Cruxifi-
cado com inscripcoes por baixo a lo e a
Milho novo.
Vendem-se saceos cora milho a 7j : na rua da
Cadeia do Recife n 3.
a4SS0O ceiilhoa
68 ris.
Na taberna da estrella, largo do Paraizo n. 14.
Vendem-se dous cavallos russos, gordos c
bonitos, proprios para carro c sfl'a, c um dito
ambem ruase grande e bonito, bom para canga-
Iha, lodos por commodo proco : quem os pre-
tender dirija-se rua do Crespo n. 10, que acha-
ra com quem tratar.
:aOii!^.Cjosu>AiaioiiaiJiaC! aft,mtK2i-

Seguro coatra Fogo
que boje se vende neste imperio, declarando a SOrU,L?n o T5 VT JTl T \ Srtrm
todos que sao elles os nicos proprietarios da re- T?0 d"S de b?rr,d,a a 2*5' cha"
coila do Dr. Brisio!.,4endo-lbe comprado no en- fos4decas'ur "o superiores a 1G3, ditos de se-
no d6 1856. da, dos melnotcs que tem vindoao mercado al 0*, ;
i ditos de sol. inglezes a 105?, diios muitosbons a
Casa nenhuma maia ou pessoa alguma tem 12, ditos francezes a 85>, ditos grandes de pan-
dire.io de fabricar a salsa parrilhadeBrstol, por- : no a 4?, ura completo sortimento de gollinlias e
que o segredo de sua preparacao acha-se somen-' manguitos, liras bordadas, e entre meios muito
le era poder des referidos Lanman A: Kemp. proprio para collerinhos de meninos e travessei-
Paraevitar engaos comde?aprec'aveisoombi- ros por prero commodo, camisas bordadas que
nagoes de drogas perpcio;as,as pessoas que qui-' servera para batisado de crianzas e para passeio
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar a 8?, 10 e 12$, ricos lenros de cambraia de
]4 seguintes signaes, sem os quaes qualquer cu- linho bordados para senhoras, ditos lisos para'
ira preparagao falsa; hornera por prego commodo, saias bordadas a
I-O envoltorio de fora esl gravado de umla-, 3*500, ditas muito fin a 5??. Ainda lem ura Grande e variado sortimento do calcado tran-
3o aoo urna chapa de aro, trazendo ao p as se- reslinho de chales de tojuim a 30, cortes de coz. roupa feita, miudezas finase perfumaras,
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-: l"do por menos do que em oulras parles : na lo-
res qualidades a 1003), quQ j se venderam a a do vapor "a rue DOva n- 7-
' 150, caput'uihos prelos e manteletes prelos de Vendem-se libras sterlina, em
ricosgostos a 20, 25 e 30?, os mais superio- casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru*
ireschalesdecdsemira estampados, rauito finos, a n. k.
8 e a 10, toalhas de linho de vara e ires quar-
tas. adamascadas, rauito superiores a 55f, ditas
para rosto de linho a 1$, editas franczas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
Enlreraeios bordados a 200 rs.
Camisolas para senhora 3 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2jj00.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 40 rs.
Lencos de seda para pescoro de senhora a
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 5J000.
Cortes decalca do casemira prela a 6.
Ctales deraerin com franja de seda a5
Cortes de caiga de riscado de quadros a800rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 1*280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
LOJA DO VAPOR.
Na rua
guintes palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
60LE AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
2* O mesrno do outro lado lm um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro- j 200, 280, 320, 400 e 4i0 rs. o covado, ricas
prielarios. jcasemiras para caiga, colletes e palitots a 4$ o co-
3* Sobre a rollia acha-se o retrato e firma "do' e ura completo sortimento de outras fazen-
da Cadeia do Recife n. 51. tercciio do inventor G. C. Bristol em papel cor de rosa. ^8S' e lUl'se vende por prego barato, eque nao
andar, vende-se urna escrava que sabe engom-
mar perfeilamenle, cozinha bem o diariu, lava
cose.
Borzeguins.
Na rua da Cndeia do lecife n. 45, esquina da
rua da Madre do. Dos, vono'firo-se borzeguins de
bezerro para hamera por 8$ o ^ar, sapatos rasos
por 3, 4 e 5, e bor/eguios para s^ohora e meni-
nas por precos muilo commodos.
4o Que as
tem urna phervix semalhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Baha Germano & C. rua Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
G., rua da Cruz n 22.
it *
Aos fumantes.
direeges juntas cada garrafa jeP0fSlvel acIul se Pder mencionar nem a quarta dezas da rua da Impe
ix semalhante a oue vai cima do parte dellas, no entanto os freguezes ebegando e Ve,nJ."m;se. cani
querendo comprar nao irosemfazenda.
Potassa nacional.
Na rua do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada ha poucos
das do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
a prego muito commodo.
E' chegado no vapor Cruseiro do Sul, o ex-
cellenlc de borba do Para, em rolinho, o melhor
que tem vindo a este mercado, para cachimbo ou
cigarros, vende-se a 6g o rolo : na loja de miu-
ratriz n. 82.
asirs de alhos a 60 rs. o
mago e folha de louro a 320 rs. a libi-i: no pa-
teo do Tergo ft. 28, defronle da fabrica de cha-
rutos.
No armazem da rua do Amorim n. 46, ven-
de-se gamma de superior qualidado.
Vendera-se duas cadeirinhas em bom uso,
na rua do Hospicio n 50 : quem as pretender,
dirija-se a ciesuia casa, que achara com quem
Ira lar.
?tf)
LONDRES
AGENTES
|C J. Astley Coiupanhia. I
Vende-se
| Formas de ierro para
purgar assucar.
! Enchadas de ferro.
I Ferro sueco.
| Espingardas.
@ Ac de Trieste.
| Pregos de cobre de com- I
posicao.
I Barrilha e cabos.
| Brim de vela.
a Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei- f
ro : no armazem de O. !
J. Astley & C.
.ititiC3(iE CDBiESsift 43)ilt *|SS^
Novo sortimento
Fugio no dia 10 de jun lio prximo passado,
5g do engenho Bom Successo do termo de Seri-
jj,' nlteni, o escravo Daniel, proto fula, crioulo, Oe
gaj idade 20 anuos, pouco mais ou menos, alio, sec-
' | co, bem espigado, cabeca pequea, feices regu^
gjj lares, bem feito de rorpo, ps e nu'ios seccas e
bnm feilas. Este escravo procurou so Sr. P. \ .
Buletrou, rendeiro do engenho S. Joo do Cabo,
para o comprar, e nSo querendo o done Ti i d-
lo, mandou busca lo, e na chegada dos port
res, o escravo desappareccu ; julga-ae que an-
dar o dito escrava hu visinnaocas da villa-co
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joiio, ou do en-
genho llarbalhu, onde lem Uiuitos conl.i
pois que roquentava esses logares quando .
Sr. Jos Xavier da Roiha Wandcrley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polica do tetmo do Cabo a captura des-
te escravo, e aos capitaes de campo ou qualquer
pessoa que ocouheca, de pega-lo e levar ao en-
genho Serrinlia deSerinhaema seu senhor Fran-
cisco Manuel Wanderley Lina, ou ncsla cidade
ao Sr. Manoel Alves Ferreira, na rua ta Moeaa
n. 3, segundo andar.
Attengao.
Eugio desde odia 13 do corrcnlen.cz o escravo
Luiz com os signaes seguintes : crioulo, cor tula,
alio e bem feito do corpo, gago bastante, l"m
o dedo mnimo do p corlado, natural do ser-
ian do Cear : quem o pegar, leve-o a sen senhor
na rua Direita n. 112, ou na rua de Apollo n. 43,
armazem de assucar, que ser recompensado.
Gralificaco.
.801000.
Fugio no dia 27 de agoslo p p. um escravo por
nomo Pedro, de crsinii-branca, e com os signaes
seguintes : rosto redondo, alio o secco, de cabe-
ca redonda e chala alraz, com pouca barba, e
onda muilo apressado ; levou roupa de algodao
branca o azul de riscadinho, chapeo de baeta
u ; prela e do Chile, e lem por coslunic de ir para o
C j Arraial e ReitiCdin vadiar ; por isso preo s au-
| toiidaJes policiaes c capitaes de campo a sua can-
i tura e levaren a rua Direia n. 12, ou a rua iie
i Apollo n. 4 B. Jos Francisco do Higo Ucdei-
g ros e Mello.
Fugio no dia 30 de agoslo a escrava Zeferi-
i na, preta crioula, um pouco fula, de idade de la
(_ .a 14 annos, magra, bracos e percas finas, rosto
ajeomprido. ps c rnos drscainadis e um pouro
e brancas, de quem padece de frialdade, o olhar
P espantado, quando anda aos polos ; julga-se
' ella estar acontada em alguma casa,por ser iitei-
ramenle nova nesta cidade por ha pouco lempo
ter chegado de tora e nunca sabir a rua ; pro-
lesla-se contra quem a liver acontado como a lt i
determina ; levou vestido de chita colocla de
quadros de mangas curias, c um chales \ cilio um
pouco oscuro, ha quem a visee no pairo doCar-
mo: roga-se aos capilaes de campo, autoridades
policiaes e a qualquer pessoa a apprcbcnsiio, e
levem na a seu senhor na rua do Crespo n. 15,
que se recompensar.
5
de gratiicar*ao.
Contina a estar fngido tesde o dia de abril
prximo passado o preto de nome Flix, com .ida-
de de 35 a 40 annos, de nacao Mossambiquc, o
lem os signaes seguintes : eslatura baixa, cr
fula, ps um pouco apalhelados, lem um calom-
binho i ntre as sobrancelhas por cima do nariz
| que parece ser signal da Ierra delle
,,-- ----------..... esle prelo
de camisasinglezas naloiau'm-servI^cnilff!rnl<.8 a5le*- *"*' ca-
i /-i -r. O^*-"^ "" luJa noeiro. catador, traballndor de campo, hoje
de Goes & Basto.
O novo sortimento das acostumadas
camisasnglezas, peito de linho e pre-
gas largas, sao mais finas e de melhores
gostos a 38$ a duzia, barato.
Vende-se urna preta crioula de idade de 15
annos. bonila figura : na rua do Crespo n. 8, es-
quina da rua do Imperador.
padeiro, a que pertencrt ; foi esetavo do Sr. Ma-
noel Francisco Duarle, e quando foge costuma
mudar o nome para Joao. e intilula-se forro,
tem sido visto nos arrabaldes desta cidade da es-
trada de Beberibe em dircegao al a matriz da
Varzf a : portadlo roga-se a lodo e qualquer quo
o encontrar ou delle souber, que o pegue e leve-o
ao pateo da Santa Cruz, parlara D. 6, que re ce-
bera a graliftcago cima ; assim como se pro-
lebta contra quem o tiver acoutado.
ILEGVEL


m
Litteratura.
Os li I los de Mara,
i
Era nos ltimos annosdo reinado de Napoleao,
nesta poca de victorias, de conquistas, to bella
va multas vezes com azedume, emquanto qu
seus olhos percorriam com cubica 01 encantos
de Mara. De um lado se ouviam palavras durss,
de outro rcsposlas picantes ; era urna pequea
guerra continua, mas da qual Hara tirara sempre
vantagem.
Eis em que ponto se achavara as cousas, quao-
DIARIO bt EERfUMBCO. QAftf A flRk 5 PE 6ETMEBB bfe jggQ.
para a Franca, cuja gloria ninguem agora contes- do em um bello dia Iros soldados se apresentaram
la ; oque todava se fazia enlao, porque osho-:em casa de Mignardin, cora bilhelespara aloja-
mens lem por habito s fazerem justica ao passa-' mentos.
: -., laslmarem-se do presente e enganarcm-se Foi Maria quem os recebeu, e Ocando um Itn-
ucrca do teluro. 110 sorprendida ao aspecto dos tres militares, ex-
l ra regiment de caladores acabava de entrar '"clamou :
na pequea cidade de Dammery. Ello ia ao encal-: O que exigem Vmcs., meussenhores?
rn do excrcilo, afim de substituir os bravos que Alojamcnto, minha bella menin-i, se isso
ocanhao tinha ceifado : ceifava-os bastante en-jdo seu gosto, responrieu o raris baixo dos ties
to. Unir fileiras I eis o que se diz no campo de j soldados, passando a liogua sobre os labios, le-
liatalha, apenas os soldados cahem ao lado de vantando seus bigodes ruivos, balanceando o alto
seus camaradas. Porquanto, l, existe sempre do corpo, como se estivesse em equilibrio,
alguem para substituir aquelle que pasto fora Alojamcnto! repeli Mara.
do combato ; mas este homem, que acaba de ser Sim, yayazinha, disse um segundo soldado
fardo pelo chumbo mortfero, era telvez terna- emparrando oque acabava do fallar, para pr-se
menle amado de sua mi, e no lar paterno o unir dianle delle. Nos somos Francezes, vos sois Fran-
ileiras! nao se execula como no exercito, o lu- ceza... nos vamo3 reraechero inirnigo... e eisahi
gar de um filho mulo amado sempre recortado a cousa... Demais, sempre affectuosos com o se-
no coracao de seus pas. xo, d'onde descende nossa mi respectiva...
Concebo que as mais de familia nao goslom dos Depois de ler dito isso, o soldado olhou alliva-
conquisladores. Napoleao, Frederico II, Carlos | mente para os camaradas de um modo quo pare-
XII, sao hroes que lem feito derramaram-se cla signicar :
muias lagrimas ; mas ludo so paga no mundo Quando voces fallarem assira, eu Ihes abnn-
i gloria, a fortuna, as honras 1 Existe sempre o donarei minha rago.
r treno da medalha. Como, tres soldados ao mesmo tempo !...
0.s soldados eram alojados as casas dos bour. i alojar tres soldados I mas muito; a casa de
guezes, que nao Dcavam contentes, mas que de- meu a[r,o nao l lamanha I...
viam obedecer como se o fossem ; ento a auto- I Nos nos fazemos pequeos, minha bella,
ridade nao permita que se raurmuresse : no rei- respondeu o soldado gordo.
na Jo dos hroes, o poro apenas ter a liberdadc j O terceiro militar, que anda nao tinha fallado,
dc c,,,r* j cr "m bello rapaz, de olhos vivos e altivos, bem
Tres soldados se dmg.am para urna casa bur- constituido, bem talhado ; elle dsse Mara, pon-
gaeza, Pimples, mas que cntretaulo annunciava o do o reverso da sua mo em seu bonet :
bera estar ; era para ah que se Ihes hara orde-1 e-u.. ,.,
. ,! j Senhora, nos eslamosbera sentidos do em -
nado seus alojamcntos para a rpida demora, que baen mo .,., o...,.
Barago que vamos causar., mas nao or nossa
o regiment devena fazer era Dammery. ..u. ..;...* j ',
.... .r culpa... aqu esla a ordem que manda aojar-nos
F.sla casa era habitada por um anigo commer- noc ,.,., n>m.;. j ...
v 6 '"" nesta casa .. Demais, devcinos par ir amanhaa
riar.te chamado Mignardin, que eslava ha dez an- Dpia mni, = .j-,,.^. '
. Deia rnannaa, c desta sorle nao vos encommoda-
r.os se retirado do commercio e desfructava a sua Tcmos por muilo ,
pequera fortuna.
Esle Mignardin era eclbatario, e s so envol- Asmane,ras Por1e lerceir old.dot acabou
va em bagatelas; demais devoto e libertino, qua-!"" se Pr'mir e" ***** da dos seus ca-
maradas, que Mana levantou os olhos e o ropa-
casado burguez, esta joven criada nao lem ares lices e Grosso Calibre nao lhe tocara mais nos
de gostar de pilherias, nao ho de oflende-la. | bragos. Os militares prometieram ser sizudoa ;
Est bom, deixa-nos tranquillo... ae ver Patrn eslava l, alm disso, para fazer respei-
de quem o Iriumpho. .e eis-ahi...Tralar-ie-ha lar os pedidos de Hara.
sobre a conaequencia.
Mara fez signal aos militares para acompaoha-
rem-a, ella os conduzio ao segundo andar, aon-
A joven criada eslimara mais ficar escutando
seus hospedes, do que ir fazer companhia a aeu
amo ; mas a cada instante a caropainhia de Mig-
de os quartos eram mansarJas. O que Mignar- nardio se fazia ouvir. O velho solleiro lemia
din hara indicado para seus hospedes era muitu. que os encantos de Mara fizessem impressao
quenle no vero e muito fri no invern. Es-'sobre seus hospedes; e sabia que os militares
lava-se ento no mez de selembro e gelava. i trazem seus amores em bom caminho.
Entrando no quarlo quo Ilie destinara, Grosso Maria, voc dever vir dormir junto do meu
Calibre e Bello-Amor procuravam com os olhos quarlo, disse Mignardin, lomando a mao sua
lijados que se coinbinam mui fcilmente. Tinha
nncouta anno3, e urna barriga enorme ; era feio
BOS viole annos, o a edade nao tinha reparado as
iojusticu da nalureza, mas elle baria ajunlado
escudos, e pensava que com dinheiro consegui-
ra sempre, seno agradar, ao menos triumnhar.
M-, tul', i')
uila gente assim pensa, c por desgraca os acn- al .
j lher me lera por vezes fasciiiado I
Emquanto Mara e o joven soldado se ollnm
te;iaieiilos provara que lom razo.
Mignardin tinha tomado para sua casa hara
dous annos, urna moga de nomo Maria, pobre or-
pha, cujos pais, honrados cultivadores, haviam
inoirido na miseria. Maria nada mais possuia no
mando, alera de urna bonita figura, bem lalhada,
bellos olhos e sorriso encantador. Era pouca ou
niaila cousa ; isso depende da maacira com quo
a mu lher se porta.
rou cora uleresse ; o encanto de una doce voz
nao 6 destruido por bellos olhos, bcra exprs-
svos os do militar eslavam lambem fixos sobre
a bella creada... Ha cerlameiue sympalhia entre
bellos olhos ; crcio lano mais quanlo nessa fas-
Cinaco com que se pretende quo as serpenles
suas victimas. Os olhos de urna mu-
um corando e o outro sorrindo, una voz fanhosa
grita do alto da casa :
Ola o que que temos Mara? Que querem ?
Aqucra fallis voz l em baixo ?
E' provavclmente o commandanle da casi-
nhola, diz o primeiro soldado demorando em
Mignardin havia reparado nos bellos olhos azues suas sj'Habas, com com a prclencao de fazer no-
do Maria, e lhe offereccra faze-la sua creada, ou lar"8e sua eloquencia... Occutte-nos mo^a,
nles eutregar-lhe a direcgo da sua casa, pon-' '"dcquo-nos o caminho do nosso quarto.
do-a alala dos seus pequeos negocios domes- Antes de Mtria responder, Mignardin chega,
tico? ; a moraaccitou coro reconhecmenlo : sem frane suas pequeas sobranceras, avistando os
prenles, sem amigos, sem recursos, acreditara "Uiter ; mas a ordem era formal ; orgoso
achar no antigo commercianle uui prolector, e obedeccr < e"9 murmuroii todava : Vmcs fi-
ura pai : o futuro cedo lhe provou o seu en-
gano.
O amo so inclinava sua creada, achava mui-
to agradavel ter junto de si urna bella moga, aio-
da que simplesmento o escutasse.
Elle dizia comsgo, para affaslar os os:ru-
pulos :
Abraho fazia a corlo sua creada Agar, c
ontrelanto ora casado ; eu posso, com mais forte
carao muito mal em minha casa, meus senho-
res, muito mal...
Porque, burguez ? '
Porque letiho apenas lugar pa ra mim... e
minha creada.
Oh I nos nao somos dificeis... n5o Grosso
calibre ?
Grosso calibre era o ame de guerra do solda-
do bochechudo, que respondeu risonho : E
razo fazer a corle Maria ; e, se ella me der at- a'^'u d'sso porque nos temos o corpo mais fino
teag&o, nao a despedroi depois da minha casa, 1ue uurguez... soja dito sem intcncn mal -
apozar do cxcmplo do palriarcha ciosa.
Po.era, Mara, que ao principio tomara por ami. Vamos. ITajla, cuL al militares, ao
zade os agrados e allenroea de seu amo, ficou quarto... no segundo andar... aonde se pe a
alIUCssima de ouvir depo.s declarares positi- ; roupa secar... Veja, arranje ludo isso... como
as, que nao lhe perm.ll.am mais duvida acerca poder... Meus senderes eu nao devo
los, esporo ?
dos sentimenlosde Mignardiu.
Maria era pobre, mas de nenhum modo aiubi-
sustenta-
Nao sois obrgado, mas se tendes a compla-
cosa ; nao se engracava com barrigudos, era i ceucia de nos offerecer alguma cousa, acceilare-
to pouco com os velhos libertinos ; recebeu mc-s egualraente... Nao Grosso calibre ?.. Oh !
pois, mui mal a confisso da chamma que lhe ha-: "ada de altivez, soldado velho... Eu j estou com
va inspirado ; e como Mignardin se atrever sede...
lazer-lbe a sua declaragao na occasio era que llavera agua vossa disposico... Vamos,
ella cuidara da panella que se achava ao fogo, i Mana, despachai-vos... e procurai-me depois.
CSCapou de receber pelas ventas espuma fer- Mignardin subi para seu quarto resraungan-
vonle ; ella se moderou entretanto, e seu amo do, e Grosso calibre disse ao pequeo soldado :
apenas lomou como lembrole alguus salpicos. \ O burguez nao me parece de brncadeiras !
Porm Mara declarou mui formalmenle que Mas, testa, Bello-Amor, cora os que nao sao
nao desejava ouvir mais laes discursos, ou que amaveis, eu sou exigente e barulhento, se me
dcixaria a casa de Mignardin.
Este celibalaro, atemorisado cora tal ameaca
prometteu ser mudo sobre esse artigo,esuslent'ou
a suapalavra poralgum lempo.
Eolretanto a paz nao rcioava mais como ou-
l'rora na morada do antigo commercianle. Mara olhava para a pequea com sensibildade ?
va nos olhos de seu amo, que elle nao tinha re- | e que na sensibileza no olhar o sexo I ?
nuncado s suas esperangas, e se tinha sempre Aquelle, quem estas palavras se drigiara,
em guarda. disse a mcia voz seus camaradas :
Mignardin mulo mortificado de que urna crea- Meus amigos, lembrem-se que olonente
forcam 5 isso... Elle deve dar-nos... lugar ao fo-
go... da cosinha ao menos.
Oh I eu gosto mais da creada que do amo !.
Que tal !... lu nao slolo, Bello-Amor...
Patrona... posto que nada diga... viste como
Oh I
di tivessedesdenhado suahomcna
'ra, lhe falla-
FOL1IKTM1
^3 3EM^]
JHB3TT
OR
que
nos recorumendou que nos porlassemos bem na
urna cha min ou urna manta ; nao as hara..
Aonde que a gente se esquenta aqui.cosi-
nheira ? Diz o Grosso Calibre, tirando urna mo-
chila e pondo a espingarda em um canto.
Diabo. Se voces fazera secar as suas rou-
pas neste quarto, exelamou Bello-Araor, isso
deve dar-lhes muito defluxo de cabera. Palrona
nada dizia, contentava-se de seguir com os olhos
a pobre Maria, que bem alrapalhada se achava
era arranjar o quarto e preparar lugar para urna
cama.
Se Vmcs. teem fri, meus 3enhores, e qui-
zerera descer cosinha, l existe boro fogo.
Isto sim, eu me ponho perto da marmita.-.
Tu vens Bello-Amor 1
Induoilavelmente 1 Eu tomo um ar de tor-
no,depois vou buscar novas racocs... Onde que
fica a tal cosinha ?
Em baixo, esquerda da escada.
Grosso, Calibre e Bello-Amor descerara, Pa-
trona deu alguns passos, como para segui-los ;
depois parou, e tomou para junto de Maria, que
sento-se anda corar, sabendo que o joven sol-
dado, cujo olhar era tao expressivo, tinha Mea-
do junto delta.
Senhora, nos lhe damos mullo encommodo.
Oh I nada absolutamente, senhor... desoja-
ra que os senhores leassera bem ; mas apenas
ha lugar para urna cama.
Que me importa ? meus camaradas ah dor-
m to ; eu, me porei em urna cadeirs... estou
sempre bem.
Oh 1 pois uSo I preciso que o senhor-re-
pouse tarabem... eu farei urna cama nocho, l,
ao lado desta.
Um colxo me bastar.
Ah I verdade ; o senhor estar mclhor no
pequeo gabinete em frente ; l farei a sua ca-
ma. D'aqui o senhor ve a porta... alli.
Sim, senhora.
Fatga-se tanto na guerra, justo que ao
menos se durma algumas vezes.
Ah 1 Ha bem pouco tempo que sou soldado;
vou ao fogo pela primoira vez.
Oh meus eusl o senhor deve ter bem me
do ?
Nao, senhora ; b3ler-me ludo quanto de-
sojo ; pelo contrario, porquanto espero me des-
tinguir, c nao ficar ero soldado.
Ah Sim, o senhor tem razo ; mas pre-
ciso tomar muito cuidado em nao se deixar ma-
tar; o senhor tem sera duvida prenles, que o
chorariam I
Tenho pai, que tanta afflicco me causou
em deixa-lo !
A voz do joven soldado tornou-se triste, seus
olhos se abaixaram para a Ierra. Maria eslava
era p, atraz da cama que acabava de fazer e se
senlo enternecida c commovida pela tristeza ro
joven militar.
Neste momento Mignardin appareceu.
Que fazeis aqu com os bracos cruzados no
meio desto quarto? disse o tx-coramerciante,
reparando s furladelas no militar.
Senhor, eu preparo para osles sentires...
Prepara I isla deveria estar acabado.
Estes militares dizem que faz fri aqu.
Ora qual Pois quando se dorme, sente-se
tal cousa I Aonde eslo os seus dous camara-
das ?
Deoeeiuuj para so esquenlarem na cozinha.
Na cozinha!... exelamou Mignardin, olhan-
nhal... E a panella ao fogo... e meu assadoque
l est !
Burguez! exelamou altivamente Palrona,
fixando Mignardin, temis que meus caraaiadas
toquem no seu janlar'! Saiba que os soldados
francezes nao sao larapiose que jamis se tem
(ido a occasio de Ihes dirigir a menor censura
nos lugares, aonde lem sido alojado? !
Nao duvido disse, respondeu Mignardin
que todava descera sua escada qualro a qualro,
para se achar mais cedo na cosinha.
L s encontrn Bello-Amor adormecido ante
o fogo. Grosso Calibre tinha ido procurar as
races da noite.
O dono da casa se apressou em conduzir seu
assado ; fez descer Maria, mtndou-a servi-lo
ceia, em seu quarlo, para nao tornar a ver os mi-
litares, cuja prsenos lhe era desagradara!, e or-
denou creada dc vir advcrl-lo, logo que os
seus hospedes so tivessem retirado.
Grosso Calibre veio com as racoes, e com or-
dem de se porem em marcha sseis horas da ma-
nhaa. Os soldados fizeram sua refreno ; porm
Mara Ihes levou s escondidas urna garrafa de
vinho. Eli prometleu segunda, com a condi<;o,
porm, de que Bollo-Amor nao lhe dira mais to-
criada quo a retirou rpidamente.
Porque assim, senhor ?
Torque alojamos tres soldados esla noite...
e urna moga bella... como roc, corre mil peri-
gos debaixo do mesmo teclo que militares.
Se eu o escutasse, estara em seguranga
junio do senhor ?...
Huml... mazinhal... O sabio pecca sete
vezes por dia... Bulh tornou-se a compauheira
de Booz... e David...
Ah senhor, com suas historias de sabios
que peccam, nao me convencer... Estes solda-
dos sao serios, estou disso certissima .. Ha um
delles que tem maneras lo boas, to amaveis,
que se recorda tristemento de seu pai I...
Ah! j voce sabe tudo isso I... Ao menos,
Mara, nao durma no seu juarlo, que est lo
porto dos taes soldados, isso nao seria decente...
O pequeo quarlo de amigos no Ora do corredor
est desoecupado ; l ha urna cama, 6 preciso
dormir l
Como quizerdes, senhor.
E feche bem a porta.
Sra, senhor. Emquanto demorava junto
si a criada, o vinho tinha subido cabega de
Grosso Calibre e Bello-Araor ; estes senhores
questionavam sobre o sol e a la, eolretanto que
Palrona s pensava em Maria.
Digo-te, Bello-Amor, quo tu nao le conhe-
ces mais no sol que as estrellas ; eu c tenho es-
ludado com o pastor do meu districto, que cura
todos OS animaos.
O que que prova 3so ?...
Nada absolutamente Eu gosto de veT s
claras nas sciencias. Escarneco que o leu sol
volte... Anda se estivesse em artificio I
Dgo-te cu que tal nao ... meu pastor as-
severa que somos nos outros que voltamos, e nao
o sol...
Ah que asnera !... lu ests encarraspana-
do para dizeres que eu vollo-me... repara-me
um pouco de frente... vollo-me, pois?... leu
pastor divertio-sc la cusa !
Bello-Amor, dcxa-le de invectivas... Erna
outra comparaco anda ; definitivamente de
qual gostas mais tu, do sol ou da la ?
Bello-Amor reflectio por algum tempo e bra-
dou emfim:
Com os dfabos I eu gosto mais da la.
E porque gostas mais da la ?
Porque ella me allumia de noite, c me ira-
pede de quebrar o nariz, em quanto que leu sol,
nos o dispensaramos I Elle apparece quando
dia.
Grosso Calibre ficou um momento alr*palhado
com tal argumento ; mas d'ah a pouco a discus
sao recomecou e se esquentou ; os dous soldados
eslavam a ponto de lanzar os copos s caras
proposito do sol e da la ; a volta de Maria res-
tabeleceu felizmente a paz.
A moga regara aos militares que nao qtrcslio-
nassem mais, c que* aproveitassem o poueo tem-
po que Ihes restara para repousarcm. Ella for-
oou Grosso Calibre e Bello Amor a tocarem seus
copos, oque alies fizeram depois de terem so-
lemnemente promctlido que nao fallariara mais
sobre o sol e a la.
Antes de ir delar-se, Palrona, desejava 09cre-
veraseupai, a quem prometiera dar noticias
suas, sempre que lhe fosse possivel. Perguntou
Maria se permiltia que Picasso anda na cosi-
nha, junto ao f3". f,ra escrever sua carta. A
moga consentio de boa vonlade ; levou Palro-
na ludo quanto era mister para escrever, e dis-
poz-se relirar-so, nao que lhe encommodasse o
fazer companhia Pattona, mas sonlia quo nao
era conveniente ticsr s, de noite, com um mili-
tar. Varia dcixou urna cande, i ao joven solda-
do, lomou a sua luz, deu-lhe boa noito, repe-
tindo-lhe :
O senhor sabe aonde fica a sua cama.... no
pequeo gabinete junto do quarto dos seus ca-
maradas. ..
Sim, senhora, responded Palrona com voz
commovida, e eu nao esqueceroi lodas as bon-
dades que a senhora-tem li Jo para comnosco....
Nos partiremos aaianha bem cedo... lalve nao a
veja mais.... porm pensarei sempre.... nesta ci-
dade.... aonde desejaria permanecer por mais
tempo.... aonde eu seria bem ftliz, se a tornassa
a ver algum da.
Mara asentara com os olhos baxos ; nada res-
ponda ; eslava com a sua luz e som duvido
bem preoecupada com o que lhe dizia o joven mi-
litar, por quanto nao senta que sua mo direila
que sustentara o-castigal so approximava da sua
cabeca, e que ijifallvelmente ira queimar a sua
touca. Ella s. o presenlio piando a chama se
tinha j communicado aos seus. enfeles.... cn'.ao
sollou um grito, deixuu cahir seu casligal.... mas
J Palrona linha corrido ella : com as mios apa-
gou o fogo.... depois apertando contra si a cabe-
ga de Mara, abra;ou-a lernamente por muitas re-
zes.... sera sempre para apagar o fogo? Ou seria
para accender ouUo ?...- Eu nao saberei bem d-
zer... se bem que Mara, livessd urna tranca de
seus cabellos em roda da lauca queimados, sen-
tia-se arder quando o incendio se achava exlinc-
lo. Ella deu-se pressa em agradecer ao mance-
bo, depois se retirou ligelra, por isso que seu
congo lhe dizia que poderia acontecer um novo
incidente. Subi lentamente a oseada, e, para
contentar seu amo, foi deitar-se no quarto de
amigos, quo era no segundo andar, no Um do
corredor. Mas o que lhe acabava de acontecer
linha-a de tal sorle abalado que ella apagou sua
luz o se deitou sem ponsar em outra cousa, alm
do perigo quo correr, e na maneira com que o
joven soldado a salvou.
Grosso Calibre e Bello Amor entraram para seu
quarto, e estavam deitados, um cantando :Tens1
Maria, de continuo distraliida, melanclica,
pensava sempre naquelle que se tinha feito tudo
para ella ; esse amor e essa allianga se formaran]
bem depressa.... mas em amor, como em poe-
sa, o lempo nao vem ao caso.
Mignardin notou a mudanga nos modos dc sua
criada, mas nao lhe adevinhava a causa ; come-
le redobrara de cstbrcos para agradar. Perda
seu lempo, Mara nao lhe dava ouvidos; pensava
era Palrona, emquaulo quo o velhusco fazia-sc
de amavcl e de seductor; depois, quando Mig-
nardin dizia :
Maria, porque rocusas tua felicidade?
A moga murmurava :
Elle voltar!
Como? Quem que vollar? pergunlava
o amigo commercianle.
E Mari se afaslava logo rn suspiros.
Mczos eram passados, e Palrona nao roltava.
Outros regimentos se tinham acantonado na cida-
de. Maria se havia informado, cm segredo, do
Patrona muitos militares ; nenhum conseguio
dar-lhe noticias de seu amante. Quando ella fal-
lara de Patrona, lhe respondiam :
Elle deve ter um outro noroe, um nomo
dc guerra este.
Com efieito, Palrona linha um outro nomo;
visto a la, meu rapaz? o outro murmurando :! mas nao ,f'a', de diz-lo Maria ; e isso tinha
E* bom bonita, nao tem duvida. a (al pequea do
burguez I... pena que nao goste de brincar.
D'ahi a pouco os dous soldados eslavam pro-
fundamente adormecidos. Palrona Dcra s na
cosinha
desculpa, se se lembrarem do tempo que tireram
para estar juntos, e que aos mais tornos juramen-
tos do amor, succoderam logo os adcuses.
Cedo teve Maria novos motivos de inquieta-
Ces e de lagrimas: a pobre moga perrebeu que
traite cm seu seo um peohor dc lembranga de
assentado danlo de urna mesa, onde P;,rona ia scr D18 ,.... Seu coracao ,
exista papel e tinta. "*-'-------
Tinha a penna na mao e
anda nao conseguir comegar a sua carta. De
ordinario Patrona escrevia to fcilmente, sobre
ludo quando era a seu pai I Elle recebeu educa-
go, sabia escrever urna carta, e demais quando
se escreve a alguem que se ama, as phrases nao
vera collocar-se por si raesmas debaixo da nossa
penna ? Porque, pois, o joven soldado esfregava
de continuo a lesla, e bata por vezes com os ps
no chao com impaciencia?... E' que a lembran-
ga de Mara e os beijos que lhe dera, o perse-
guan) sem cessar.... E" que elle s pensava na
bella creada, em seus bellos olhos, em suas ma-
neras amaveis.... que depois de ter escripto
algumas palavras, nolou que nao linha dito o que
desejava, fallando seu pai acerca dos interes-
santes olhos de Maria.
Patrona comecou dez vezes sua caria ; ia co-
megar a undcima.... alguma cousa o imperJio,
havia nelle a alegra misturada com a tristeza,
alai I.... um Ululo to doce I.... orna felicidad o
to verdadeira I.... mas toruar-se mi sem ser
esposa I...... A moga chorara, corara, deaespe-
rava-se, e repela muitas vezes:
Meu Deus para que puz eu fogo na minha
touca!
Mignardin va que Mara se tornava paluda,
que indicava soffrer, e nao desconfiando da cau-
sa, coutenlara-se cm dizer:
Ests ficando modada, Maria, porque essa
mudanga ? Nada le falta na minha casa ; nao fa-
zos seno o que te apraz.... creio que poucas
raparigas ha lo felues, como tu.... Eu nao le
mando lavar la roupa nas funtes, nas pracas, o
todava Labo mandara suas filhas Rachel e
Lia.... Mas tenho por ti mil pequeos cuidados,
mil atlenges.... c se lu qaizeres I.... Ah Ma-
ria Abgail esquentava e* ps de seu amo...
e que melhor poderomos nos fazer, do que imi-
tar os patriarchas ?
Maria nao tinha-se atrevido fc confessar o sou
eslava na obscuridade ; suacandeia se tinha apa-'se8rdo Mignardin, no enlanlcella se lisongea
____a. > e-i -ii;v .Jl., ...,.!..,;. .... f.h. r 1_____
gado, e o fogo tambera, por quanlo havia j mui-
to lempo que Palrona l se achava.
ra que ello perdona sua falla..... falta bem in-
voluntaria e bem imprevista. O que esperancava
Maria erara as frequcnlcs declaragoes de "seu
Nao sabendo como obter luz, nom querendo se amo. Ella dizia comsigo :
alrever a abrir algum armario n'uma casa estra- Visto que elle julga que muilo natural
nna, lemendo fazer barulho, despertar o dono da amar-me, nao levar mal que um outro lenha
casa, o joven soldado decidio-se ir deitar-sc Pensado como elle.
dizendo :E'urna desgraca, escreverei n'outra' Pobre moga I Como se engaara___Logo que
Maria disse Mignardin ludo quanto se havia
pastado, logo que ella lhe declarou que e acha-
va grvida, ello lomou-se furioso, seu roslo so
tralou de se recordar aonde era o gabinete que cntumeceu'. a barriga se alongou, s olho^se in-
pareca que ia estourar, einlim, excla-
occasiao.
Dirglo-se as apalpadelas para a porta ; ento
PAULO DE KOCK.
XXXVII
O joalhtiro.
( Contiuuago. )
liara urna hora que a moga eslava ao p do
mancebo, hora que a ambos parecer um mo-
mento, quando o porleiro subi e deilando a ca-
boca pela porta do quarlo, disse :
Ento, mademoiselle, vou sempre chamar
o medico ?
Nao, ra antes buscar um caldo de subs-
tancia.
Coreo I pois conseguio faze-lo tomar algu-
ma cousa ? Quando cu dizia que nestas cousas
ninguem leva as lampas s mulheres I
Corisetle quiz descer sua casa para buscar o
efoi baler de vagariulio n'ura quarto d'onde sa-
bia um rao de luz. A voz de Cerisello mandou-o
entrar.
Apenas o veterano dera alguns passos pelo
quarlo, Cerisello correo elle e langou-se-lhe
nos bracos dizendo :
Meu amigo, o moco doentc era elle, o Sr.
Len, oh I nao, Loon, elle nao quer mais que o
chame, senhor... Eslava aqu roorrendo de dos-
gosto, de desespero, porqui eu linha recusado
de novo ser sua rnulher... Oh I mas agora acei-
tei.... consent em lulo o que eltequera e fiz
bem, nao assim ? porque eu nao doria deixa-
lo morrer...
Cerisette dsse tudo isso rindo, chorando c
Causa-lhe pena o pensamenlo de fazer-mo
feliz ? Dar-se-ha caso que veja com pezar apro-
ximarse o momento da nossa unio ?
Com pozar ? Oh I nao... cora receo tai-
vez... E se ou nao o fizesse faliz ?
E' impossivpl.
Einlim.... se lembraudo-se um dia dos
meus erros passados.....
Julga-me bem mal, se tem receio disso.
Nao, nao, julgo-o bom, generoso ; mas se
voss soubesse...
era urna palavra mais esse respeito ou
pensarei quo j nao me ama.
Era assim que lermir.avam sempre- as conver-
sas, quando Cerisette falla va Len i respeito
carros e numerosos
dando abrajos no sou velho amigo. Este muilo do que lhe fizera recusar a sua mo.
commovido, cuatera anda a acreditar no que
ouvia. Emfim, cheganlo-se cama reconheceu
Len Dalbonne, que lhe esleudou a mo d/.en-
do-lhe com voz iraca :
Sim, eu linha lomado um aposento na mes-
eta casa que o senhor, para ccrtilicar-mc se ella
linha outro amor, se outro lhe fazia a corle.
Quando adquir a certeza do contrario, escicvi-
llie dc novo, porque dossa vez esperara ser mais
feliz. A resposta de Agatha desesperou-me ;
sent que nao supporlara por muilo tempo esse
novo golpe. Vollei para esla casa, resolvido
morrer aqu, porm ambos nao sabciiara que era
eu seno depois da minha morle, porque eu re-
ceava que, se soubessem, que os fizesse mudar
- ........,.. b,uww v... u. ~. til, UUt Va III.I.O0V IIIUUI
que o (lenle precisara ; mas este pedio-lie que de casn e lalrez eu nao tivesse mais torgas para
nao o deixasse ; a sua felicidade parecia-lhe um
sonlio, e se Cerisette sahsse d'alli elle nao acre-
ditara na sua realdade.
Foi o porleiro quem trouxe o caldo de subs-
tancia e vinho velho. Len accilou ludo quunlo
lhe deu a sua amada, c cm pouco senlio-se me-
lhor ; sou mal s vinha dos soffrimciilos de sua
alma; curando as penas de sua alma, Coriselte
havia oxpellido a febre que o minava.
Vollando noite para casa, ficou Sabreta-
che muilo admirado quando o porleiro lhe
disse :
A senhora sua sobrinha est cm casa do vi-
sinho de cima.
Ah diabo ento o pobre mogo est
peior ?
Nao, at vai melhor; operou-so hoje una
mudanga inesperada no seu estado, mudanga que
elle deve senhora sua sobrinha. Nao com-
prchendo como foi que ella o poz bom lo de-
pressa, milagrosa I
Sabretache subi qualro qualro os degros
da escada. Sem adevinhar a verdade, presenta
rusto alguma cousa de extraordinario. Entrn
pela casa do visinho, cuja chave eslava na porta,
;*} Vide o Diario a. 205.
segui-los.
Oh meu amigo, est ouvindo ? Julgava
que o learnos abandonado aqu.... doeole, af-
ilelo I
Julgava que voss nao me amava..... Se-
nhor, Agatha disse-mc que agora nao punha
mais obstculos a meus votos, posso esperar que
o Cnhor ratificar as suas palavras ?
Sempre desejoi a felicidade desta menina,
respondeu Sabretacho apellando a mo de Len.
Bepelliudo o seu amor, vi quanto ella era infe-
liz ; hoje Iralava-se de conservar-lhe a vida, com-
prendido que s d ouvidos seu coracao. Fi-
que depressa bom, senhor, e espero que emfim
lodos nos seremos felizes, porque cu lambem nao
poda so-lo ouvindo os suspiros que embalde A-
galha precurava oc.ultar-me.
Nao ha nada pata curar mais depressa o
corpo como a alegra do coiago, a tranquillida-
de de espirito Oilo das depois, poda Len Dal-
bonne sabir do quarto o era ento quem ia ver
Cerisolte.
O mancebo, rocobrando a saude, s se oceu-
pava do seu prximo casamento ; fallava cada
nstame neile, e vendo Cerisette muda. 6 seria,
diiia-lhe ;
XXXVIII
Casamento.
Entretanto, eslava fixado o dia do hymoneu ;
j tinham sido enviados Cerisette bellissiraos
enfeiles, opezar de ter ella dito ao seu amante
que desejava apresonlar-se simples e modesta ;
porm Len Dalbonne era rico e namorado, c a
moga nao leve remedio seno acceilar os seus
presentes. A mulher menos roquclle deixa-se
fcilmente dobrar quando so lhe pede para cn-
foitar-se.
Um da Patarata appareceu no momento em
que a moga eslava experimentando o vestido do
casamento. O soldado ftcou deslumhrado ante
Cerisette, que, cora essa roupa linha alguma
cousa dessasnymphas ligeiras que a nossa ima-
ginaco algumas vczes crea.
Patarata eslava de qucixo cabido, emquanto
Cerisette lhe disse sorrindo :
Ento, senhor Patarata, tico bem assim?
que acha ?
Se fica bem, mademoiselle ? e se eu acho?
est mais que bem, est.... nao posso encontrar
a palavra que exprime o meu pensamenlo. Mas
para que esl vestida assim ? Vai representar,
mademoiselle ?
Vai casar-se, disse Sabrelachc batendo no
hombro do antigo cantarada.
Este raudou de cores, mordeu osbecos, e fez
esforgos para sorrir, respondendo :
De veras I Julgava que isso nao era l mui-
lo do gosto da menina.....
Meu amigo, sobrevm s vczes aconleci-
mentos qne mudara lodas as nossas resoluc.6ese
que transtornara todos os nossos projectos. O
que succede esla menina parece milagro, por-
que depois de a ter deixado cahir no fundo do
abysmo, parece que o destino agora quer eleva-
la mais alta posigo da soriedade. Acredita-
ramos nos, se nos tivessem predlo algum
lempo que aquella que passsva por minha sobri-
nha lena, yin da grande loriuna, um costel'o,
Mara lhe indicara; tralou de se orientar e avan-
gou dizendo :A chave deve estar na porta,
acha-Va-hei certamente.
Achou com effeito urna chave em una porta ;
abrio-a, enlrou, sentio urna cama junto de si, e
tralou dse despir, dizendo: Estou ptimamente
nesle gabinete que aquella encantadora moca rae
indcou.... ella quer que eu passe urna boa noi-
te... Ah f estou cortissimo quo irei sonhar cora
ella l
Porm Patrona se havia engaado ; este quar-
to era aquelle no qual quz Mignardin que dor-
misse sua creada, para estar mais afastada dos
militares; e entretanto, Mara, toda preoecupada
cora o accidente da sua touca, linha esquecido
tirar a chave de sua porta.... Cortamente nao- te-
ria havdo nenhumu intengo occulla....
A pobre moga nao pensava se nao no perigo
de que escapra.e nosbejos-quo lnham sido sua
consequencia.
Apenas Palrona deu pelo seu engao, Maria
assuslada sollou um grito, afastar-se-hia o solda-
do da moga? Se eu vo-lo dissesse, nao acredita-
rieis, e teres razo. Nao sao s os tolos que
creem em mHegres'; alm disso, a lembranga da
ouca quciuiaoa o aos ueiJUS n,.!,., siuguiarmon.
le adi inlado as cousas.
No dia seguiile, antea de romper o dia. o ru-
cha ram
mou :
Como, miseravel rapariga... vais sor mi!...
e assim que le conduzes em minha casal___
que horror I-----quo desorden l___ que conduc-
ta l Eu a despego, senhora ; nao posso mais
guardar em minha casa urna rapariga, que foi a
amazia de um soldado I
Toda a colera de Mignardin era por nao ser el-
lo o autor desta falla, quo to duramente
lancava ao rosto da pobre Mara. Nossas fraque-
Z33, nossos vicios mesnios nao nos fazera mais
indulgentes pelas faltas de outro I___Isto pro-
prio da humanidad?. Maria poderia responder
seu amo :
Essa falta quo Vmc. me censura lo dura-
mente, lem por muitas vezes tratado de me fazer
commeller.
Mas ella nada lhe respondeu ; a pobre moga
vergonhosa, e consternada, s encentro* lagri-
mas e fui preparar a sua trouxa.
Deixou a casa de Mignardin, que vio com olhos
seceos partir a moga.... os devotos sao feral-
mente rancorosos.
Mana foi morar em um pequeo quarlo, bem
modesto; dispoz-se procurar Irabalho para-vi-
ver. Sabia cozer e julgava que sua posigo (Mea-
se achar trabalho, que toriam piodade dola. Po-
bre rapariga Anda urna vez se illndia l
Mignardin linha ido contar por toda cidadeqiio
sua criada se deixra seduzir por um toldarte, o
3uo. ello si> vir fnrgndn A ppili-l,i. Uin oro
o indignaces tinha respondido aos ditos do sol-
, loiro. Maria era urna moca sera oostumes sem
far dos tambores chamara Palrona e seus cama- pudor, sem honra ; lodos 'os virtuosos derc.-teS
radas; j Grosso Calibro e Bello Amor tinham | fechar-lhe suas portas. Foi o que fizeram qua si
lomado suas mochilas, espingardas e tinham par- I l0l,o's os habi,anles da pequea ciJado, que eram
lido da casa de Mignardin, clamando -Anda r7?Kl^^'*^ff fc -
r,.,,____ '1 L Mana coma o pao negro que humedeca
1 airona... avia-le... pois nao ouves o tambor?!., com suas lagrima; venda seus objectos para
Mas ao lado do militar hara urna joven que poder subsistir, ia loroar-se mi, e Patrona nao
chorara, sufforando-se em ardenles lagrimas e'linha vol,ado' ,,cm dado noticias suas. Foliz-
entretanto se deixava abracar ternamenle nor menle p"7 Maro houve um habi,an, do lugar,
n u l aoracar lernamente por menos virtuoso que os ouiros. sem duvida, quo se
aquelle que lhe dizia :Lu roltarei, Mari*, oh compadeccu da situaco da pobre moca. Posante
rollare!... por que te amarei sempre... entio le-
rei um posto, serei oQIcial e casar-nie-hei cora-
ligo
Seri verdade que se lembrar de mim ? Oh!
meu Deus... quem. me leris dito hontcm que....
Ah I vou ser muilo desgraoada agora !....
Nao, Mara, nao, ou le juro....
Oh! Ia'<| Patrona, vai-so partir I lu le
esqueces provavelmento.
Era a voz de Bollo Amor quechamava sou ca-
ntarada.
Palrona-se desembaracen emfim dos bracos de
Mara, o parti, ropelndo-lhe anda :
Eu volta rei !....
Palrona o seu regiment haviam ha muito dei-
xado Dammery. Depois da partida dos soldados,
urna herdade, dez leguas d'ahi; propoz Maria
ir para l, tralulhar e criar sou filho.
Mara acoitou.mas, antes de se retirar, soppli-
cou s possoas com as quaes morava, de dar sua
nova nuarada, logo que um joven soldado vies-
so inforinar-se dola : promelieram-lhe. El'.a.dei-
xou finalmente sem pozaros o lugar do sou nas-
cimento. aonde se lhe recusava o pao. A.nossa
patria, o paiz om que adiamos os mcios-do ser
olizos.
Maria, apenas chegada herdade, dea luz
dous filhos, urna menina c um menino
Sera un beneficio da Providencia parapes-
soas afortunadas ; mas a Providencia des'.rrbue al-
gumas vezes mullo liberalraenie os seus-benefi-
cios.
Maria pozeos nomes de Annea p Redro em
seus filhos. Ella mesma os amamenUva e.em-
. -._--- ,------------------- ~v............ ---------.-------. _.... .i. i .-- hhmw.i..ip
nana se torou tnstissima ; sou genio j nao era I penhavs-.se entretanto para se tornar muilo ulil
o mesmo ; a alegra da moca linha desappareci- na herdade; aflu de que se pormil'.isse d'ahi
criar seus dous gmeos.
do, e a frescura de sua tez "o o vcrmelho de s
faces as zHosmo lempo que a sua alegra.
propriedados no campo
criados?
O que me ests di&eado ? Pois a rasnina
casa com ludo isso ?
Casa com um bollo rapaz, que lem um no-
mc honroso e que. d sua mulher ludo quanto
acabo de le dizor.
Ser possivel I Se o assim, compsehendo
que ella so lenha UiitaJo enternecer... Eu de
corlo nao poderia offerecer minha mulher unta
posico- anloga. Eslim. saber que a menina ser
lo feliz ; mas ao mesmo tempo tenho pena por-
que nao me atreveiei. mais corlcja-la quando
a encontrar.
O que diz, senhor Patarata ? Pois nao ha
de me cortejar porque vou scr rica? Nao diga
isso ; o senhor, o aniigo cantarada do mou bem-
feilot, que o servio to nobrerneiite quando lie
eslava em apuros...
Ora, mademoiselle !..
Nao negu. Sibrelaehe contau-mc ludo de-
pois que passaram os mosdias.
Nao pensava que Sabrclasho fusso to ta-
garolla I
Ou le esl o mal om ns recordarmos do
bem que nos fizeram ? O senhor ser sempre
meu amigo, senhor Patarata, e estou certa que
meu marido lambem queresa se -lo., porque Len
nao lem impalias, e basta que alguem se inle-
rosse pela minha felicidade para ter dircilo sua
affeigao.
Quem Len ? murniurou Patarata vol-
lando-se para Sabretactte..
E' o mogo rico que vai casar com Agatha.
Chama-se Loon Dalbonne ; entre parenthesis,
um bonito rapaz.
K-' mais bonito do que eu ?
Eslava servido se tivesse a tua vero-
uica I
E's muito difficil do contentar Mas cou-
sa exquisita l Nunca vi esse apaixonado Onde
diabo se ruetlin elle?
Aqui por cima sob o disfarce dejoalheiro ;
era aquelle que encontravas na oseada to bem
embrulhado.
Em I Bem vias que eu linha r2o em di-
zor que ali havia mysterio :Um homem quo s
mostra a ponta do nariz, annuncia que lera pro-
jectos.
F'cn aqui esta noite. O Sr. Len nao tar-
dar, vers ento o seu rosto.
Aehasque posso loar sera incomenienle ?
Pois nao I
Enlao fico.
Len poaco so demorn era apparecer. Sa-
bretache apresootou-lhe Patarata dizendo-lhe :
E' km, iiiiigo camarada, um amigo rerrJa-
deiro.
E lambem meu, disse Corisetle sorrindo,
j lhe tenho fallad nelle algumas vezes.
Espero quo tambera soja raou, disse Loon
offorecendo a mo Patarata que se conservava
direiio com um fuzo,som animo de dar un passo
ah.
(Conftnuar-S-fca.
que tem um. nomo honroso. N.i vespe-ra de con-
Irahir esis- laca sagrados, aindasinlo remorsos.
Entretanto, meu amigo, sabe que resist muito
aos pedidos de Len, sabe que foi-me necessa-
rio ve-lo morrendo de dor para que esqueeosse
para a frente Sim, senhor pego-lhe um pouco lodas a minhas resoluces, para que cedesso aos
dessa amizade q,ue lera aquelles que me sao | seus votos,
charos, erogo-lhe que seji como seu. antigo en-
marada o segundo padrir>ho da minha querida A-
giha. ConseiUe ?
Se consinto Ser padrinho do mademoi-
selle Cerise... Agatha. Oh I com muite pean* ;
Uinla honra... toquo, Sr. Loon, sou muilo sen-
sivel s demonstraces... Tenha algumas quos-
tes com lees e ligrea, e ver tomo os trato !
Leonaperlou a mao de Patarata.que ficou mais
consolado do casamento de Corisetle depois que
o escolherara para sar um dos-padrinhos
E quaos serio as suas itisleoiunhas, mou
amigo ? perguntju CeriselVs ao aeu fuluro es-
poso.
Voss toe* me dito, Agatha, quo o mundo
Iho faz medo j deixou-rae comprehender que o.
seu desojo, durante os prime i ros annos de nosso
casamonio, atria vivec longo dessa sociedade
que frequoalo e onde poderia apresentar minha
mulher, coaio os seus monotes desejos sao sem-
pre ordens. para mira,, nao parlicipei o roen, ca-
samento 4 ninguem, e s sabe-lo-ho cuando
j cstivr-f concluido. Eis a razo por que ni vez
de lomar para leskemuohas pessoas dessa socie-
Sei.tudo issoy minha querida.filha, Dtisi6iir
anda quando esse mancebo este no andar, de
cima, onde so Senara minar polo desgasto, f-
ra superior s torgas humanas. Comprchendo
urna resolugo severa, urna inloira dedicaco
aos amigos ; nao compreheado, corifesso o que
encima da Iraca razo que a nalureza nos deu.
Entretanto voss" receia ainda, que latnando-se
spu-esposo,, o Sr. Len Dalbonne so arrependa
um dia eaa.ccuse de te-lo engaado. Eu julgo
melhor ess mancebo, e se voss& quizer ho-je
mosmo, lerei urna conversa com elle. Voss-fi-
car no quailo ; direi que ainda nu est vestida.
Nessa conversa, minha. Giba, coniarei ao Sr.
Len toda a sua vida, a sua a raizado com o ar-
tista AHgely, o seu conheciraeoio lo enrto...
com esse moco que a Irouxe de Sainl iloud ; cH-
rei ludo emfim...
Tudo excamou Cerisstte empallidecctilo.
Oh nao, meu amigo, por que eu pensasse que
ello saberia..... que estivo alguns dias aessa,
horrirel casa, eu nao leria mais coragera para
apresentar-me seus olhos, Rugira de novo a
uC ium* ..na wHwwianii pessoas oess socie- ,.,. nrl,4l,.. :r. ....>,,. ~LC Vi
velho professor do lingnas ; esse hornera hon-
rado vio-me crianga e eslima-me muilo ; a se-
g, hite nunca mais me verla.
Soceguo, minha filha, disse Sahreache,
olhando para a moga com os olhos rasos d'agua.
gunda lestemunha era o meu mestre rte msica, -'n L ** T xl "M*.tt?2":
excellonte homem e que me mu. alendo! ^R Z^tS^STffj
^Ohfsira. agradego tudo W~***\SZ^^ttfXi3Xi
- Por voss I lambem pe*mim ; voss e cu! S!l,d'8? I?' 3e Sr' L* for "S
s fazeraos uraa pessoa ; fPM a sua'felicidade ^VoVS..rt3i ,M **"' "-!
assogurara minha. i ^ Jr "-"sara mais.
tarobem espero, meu amigo,
a escada. t' o Sr. Len, en-
seu quarta ; cu vou lcva-lo
para o meu.
Oh I meu Deus 1 j ?...
isso como um negocio de honra, minha
filha, nao ha quo receiar.
Pois bem, l vou. Chamo-me quando li-
ver acabado, quando julgar que posso appare-
cer. Ah I se elle me amasso. mais.. Todava j
sabe ..
EUlo ahi I Depressa, pr 0 quarlo l
Tanto amor encina de ctubrWguez o corago A.,^ .'.'
do Corisetle, e todava quanto mais se approx- ,rp dBn P
raava o instante de sua unio com Leon.tanto. mais ,. para !
os seus anligos terrores vinhara perturbar a sua fe-
licidade. Vmte vez.es. qui/. de novo tallar aquel-
le que lhe ia dar sen nome rospeilo desse pas-
sado, quequiera poder riscar da sua vida ; mas
Loon quo adevinhava quanto ella deveria soffrer
cm hurailhar-se dianle delle, nao quera que lhe
tocasse nisso, Cerisette comprehendia tola a de-
licadea do sou amante ; pensava ento era Sa-
brolacb,e, e na vespora do da fixado para o seu
casaraeulo, alguns momentos antes da hora em
que Len Dalbonne ia ve-la, a moga disse ao seu
velho amigo :
Amanb,a rjevg casar-ma com um. homem
(Continuar e-/ia).
PERN. ->T.P. DE U. F. DE FAllU. lSr.
ILEGVEL


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