Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08218


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Full Text
1H10 IIIYI. HOMERO 20S.
Por tres mezes adiantados 5J000.
Por tres mezes vencidos 6J000.
TERCA FEIRA 4 DE SETEfflBRO DE 1861.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
RNCARaEGADOS DASUBSCR1PCAO' DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Arcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Junior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronvmo da Cosa.
PARTIDA DU CUKithlUa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras eNatalquintasfeiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE SETEMBRO.
8 Ouarto minguante as 8 horas e 47 minutos
damanha.
15 La nova as 3 horas e 49 minutos da manha'
21 Quarto crescente as 9 horas e 5 minutos da
tarde.
29 Luacheia as 11 heras e 20 minutos da larde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 hora?-
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da larde.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
EXr-F.llIENTE DO 11A 1 DE SETEMBRO DE 1800.
Officio ao vice-presidente do Amazonas.
Altcndendo nao s falla notada pelo director
(lo arsenal de guerrra na relaco de instrumen-
tos, cuja compra V. Exc. solicita no seu officio
de 20 de julho ultimo, com a condigno de paga-
mento exigida pelo mesmo negociante, que os
lem venda nesta cidade, constantes do ofcio
junio por copia e relaco de presos annexa, re-
solti aguardar sobre este objeclo a ulterior deci-
so de V. Exc, o que promptamente farei cura-
prir
nar no da 28 do crreme, s aparecer al a-
qui um recurso, que ja fora decedido, parecen-
do-lhe provavel que nenhum outro mais appa-
reca ; tcnho a dizer-lhe que o referido conselho
deve conservar-se reunido por espago de 15 dias,
embora nao haja recurso algum para allonder e
1475.Mara Isabel Lima.A suplicante ser
alleudida logo que a permittam os cofres pro-
vinciaes.
1476.Miguel Archanjo Lopes da Fonseca.O
supplicante nao pode ser considerado seno como
guarda do scrvico activo em vista da lei o dos
DIAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Eufemia v. m.; S. Aristeu b m.
4 Terca. S. Rosa de Viterbo v. f. ; S. Rosalina.
5 Quarla. S. Antonino m.; S. Bertino ab.
6 Quinta. S. Libania v. m. ; S. Prezideu m.
7 Sexta. S. Joo m. ; S. Regina v. m
8 Sabbado. c^ Nalividade deNossa Senhora.
9 Domingo. O Sanlissimo Nome do Mara.
isso mesmo lhe conste officialmcnle, como sea- j proprios documentos que junta.
cha declarado nos avisos ns. Ci e 65 de 6 de
abril de 187 e n 294 de 2 dosetembro de 1856,
e em nimias ouiras decisoes do governo impe-
rial
Do ao juiz de paz do 1. des!rielo dafregue-
zia de Iguaiass.Remeti por copia a Vmc,
para seu conhecimento, o aviso de 18 de agosto
ultimo, em que o Exm. Sr. ministro do imperio forme o Sr. Dr. chefe de polica
declara que foi approvada adeciso que dei a
Vmc em ofcio de 6 do referido mez, de nao
1477.Manuel Jos Correa.Dirjase ao Sr.
inspeclor do arsenal de marrana a quem se ex-
pedem as necessarias ordens para a admisso
do orfo de que se trata.
1478.Marcelino Jos Lopes.Sim, nao ha-
vendo inconveniente.
1479.Marliniano Jos Ribeiro Pessoa.In-
Dito ao inspector da ihcsouraria de fazenda. P"dcrem ser snbslituidos por supplenle os 4 ele-
Nao existindo actualmente destacamento de 1.a 'ores dessa parochia, cuja eleicao fora annuh-
linha na cidade de Caruar, informe V. S se p- 'da P.el poder competente
de sem incoDvenienie ser saisfeita a exigencia
do commandante superior da comarca do Dimito
comida no officio, que devolvo, e que se refere
informacao de V. S. de 28 de agosto ultimo
sob n. 904.
Hilo ao ao mesmo.Queira V. S. dar suas
ordens para que na repartico da alfandcga se
abra o volume, vindo ltimamente da Europa no
vapor Magdalena com remrssa presidencia, c
a que se refere a sua informago de 29 de agosto
uliimo, sob n. 912, alira de vcriQcar-se o que
contm.
Dito ao mesmo. Em vista do officio do coro-
rel commandante das armas, e do requerimento a
que elle se refere constantes das copias juntas.
expega V. S as suas ordens, para que seja reco-
lluda ao cofre dessa thesouraria a quaniia de
6009OOO rs., que tcm de entregar o soldado do
4" balalho de artilharia a p Jos Carlos Pereira
de Araujo, afim de eximir-se do servigo, na con-
formidade do regulamenlo annexo ao decreto
n. 2478 de 28 de selembro de 1859.
Dito ao mesmo. Remello a V. S. o requeri-
mento de Luiz Burges de Sirqueira, pedindo pa-
gamento da quanlia de 16>90U0, provenicnle de
objectos que forneccu em junho do anno passado
pera o servico do lelegrapho, afim de que faca
organisar o processo dessa divida, como se de-
termina no aviso de 14 do correnle, constante
da copia junta, para ser definitivamente liquida-
da no llicsouro publico nacional.
Dito ao mesmo. Ao lenle I.niz Jeronymo
Ignacio dos Santos. Mande V. S. pagar a im-
portancia dos vencimentos relativos aos mezes
de junho deste anno ao destacamento de guardas
nacionaes da cidade do Ilio-Formoso, urna vez
que esjejam nos termos legaes as (binas e preis
junios em duplcala, que me foram remedidos
pelo respectivo commandante superior com offi-
cio de 17 do correnle. Communicou-se ao
commandante superior respectivo.
Dilo ao inspeclor do arsenal de marrana.
Transmiti por copia a V. S., para que tenha a
derida execugo o aviso expedido pelo ministe-
rio da marinha em 17 do correnle, declarando
quo, para ser extensiva aos empregados desse
arsenal a conccsso feila aos da corle pela re-
parlico da fazenda, no aviso tambem junio por
copia, cumpre que sejam remedidos aquella se-
cretaria de estado os ttulos ou nomeagoes regu-
lares, que possuam os empregados com'prehendi-
das as disposicoes do citado aviso, afim de se-
ren aposlilados, depois do que devolver-se-ho
| Ta so reslituirem a seus donos, devendo por
isso ser cassados os novos ttulos que j se hou-
Diio a Francisco Santiago Ramos, presidente
da cmara municipal de Barreiros.ocente do
que me communca Vmc. em seu officio de 19 de
agoslo prximo findo, apresso-me em declarar-
Ihe que, nao tendo havido o anno passado quali-
ficaro ness fregueza de Barreiros, como asse-
rera Vmc. em seu citado officio, e nao estando
concluida a deste anno, por nao se ter anda reu-
nido o conselho municipal de recurso, paraco-
nhecer das reclamacoes havidis, nao pode ler
EXTERIOR.
SYRIA.
Os ncontecimenlosque ltimamente se deram
neste paiz podem trazer graves complicacoes
Europa, se nao fazer reviver a queslo do Oriente.
por isto que julgamos conveniente publicar
um iuleressaule arligo que acerca desles succes-
sos, e das consequencias provaveis, publica a
Presse de 18 do correnle, o qual a seguinle :
Os graves acontecimentos, que actualmente
se passam na Syria, com razo prendera a alten-
cao da Europa, tanto por um natural scntimenlo
ugar no dia 7 deste mez. designado por lei, a de humanidade, como pelas lerriveis complica-
eleico de vereadores ejuizes de paz, que fica ces que elles podem provocar,
transferida para quando o supradito conselho Desde o fira do mez de maio, poclia em
houver lerminado os seus trabalhos ; o que pelo que rebenlou a cruel guerra dos drusos, dos uiu-
respeclvo presidente me deve sercommunicado, tualis e dos beduinos contra as populaccs chris-
tas do Lbano, perto do 200 aldeias tem sido
completamente reduzidas a cnzas. as roonta-
alim de que eu possa marcar novo dia para s
proceder a mesma cleigo.
Dilo ao Sr. Antonio Joaquim de Almeida Gue-
des Alcoforado, pro-presidente da cmara muni-
cipal de Olinda.Em solugo ao que consulla
Vmc. em seu ofcio de 22 de agosto prximo
lindo,lhe declaro que,sendo Vmc. chamado como
vereador immedialo em votos ao presidente da
cmara municipal desse termo, a fazer parle do
conselho municipal de reciirso.esl legtimamen-
te impedido, e deve ser substituido na presidencia
da cmara pelo vereador, a quem perlencer, se-
gundo exclarece o aviso n. 88 de 27 de julho de
1848.
Dilo ao administrador do correio.Recoru-
mendo a Vmc. que faca entregar as malas que
devem ser conduzidas pelos paquetes a vapor sem-
pre a hora designada, afim de evitar o inconve-
niente que resulta de serem ellas entregues
muilo tempo depois, como lem acontecido.
Dilo ao agente da conipanhia brasileira de pa-
quetes a vapor.Recommcndo a Vmc. que as
parlicipaces que dirigir a presidencia acerca das
chegadas de todos os paquetes, pertencentcs a
companhia brasileira, declare sempre se ha ou
nao lugar desocupado para passeiros de estado,
e no casa affirmalivo o numero desses lugares e
as classes respeelivav^0-Sfr-tTre-lrigiu em Cf-
irio de 8 de oulubro de 1858.
Portara.O presidente da provincia, tendo
ouvido as reparlicoes competentes, resolve no-
mear a Francisco Jos dos Santos Junior para o
lugar de guarda da 2.a classe da alfandega desta
capital.
Fizeram-se as convenientes communicacocs.
Dita.O presidente da provincia, confrman-
do-se com a proposta do chefe do polica desta
dala, resolve nomear o alferes do 10.* balalho
de infanlaria Francisco Antonio da Veiga Cabral
de Moraes de Mesquita Pimenlel para o cargo de
delegado de polica do termo de Caruar.Com-
ao chefe de polica e ao cora man-
eerem expedido.
Dilo ao mesmo. Em vista de sua informa- mu'"cou-se
<;o de hontera, sob n. 370 o autorlso a mandar dai,le dasarmas-
admittir na companhia de aprendizes artistas Dita.O Sr. gerente da companhia Pernsmbu-
arsenal o menor orplio Luiz Pinto dos lc.a,iai niando dar urna passagem de estado para
Santos, mediante a clausula que V. S. indica no
(nal de sua cilada informacao.
Dito ao commandante superior do Recife.
An lente da 6a companhia do Io balalho de
infanlaria do guarda nacional sob seu comman-
do superior, Antonio Luciano de Moraes da Mes-
quita Pimenlel. mande V. S passar a guia,
de que traa o art. 5 do decreto n. 1130, visto
t>r mudado a sua residencia para o dslricto do
6" balalho da mesma arma, como V. S. infor-
mou em officio de 31 do mez prximo passado,
sob n. 145,
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
Acompanhada de copia do officio. que hontem
me dirig i o chefe de polica sob n. 1198, residuo
a v. S. a cnnla. que acompanhou o officio dessa
thesouraria de H de julho ultimo, sobn. 303, re-
lativamente s despezas felas no mez de maio
deste annocom o sustento do3 presos pobres da
cadeia do Ouricury, afim de que mande pagar a
importancia da referida cania, conforme se lhe
ordenou em 5 do cilado mez de julho.
Dilo ao mesmo. Ioleirado do conledo de
sua informacao de hontem.sob n 424, daca acerca
do requerimento em que Jos Maria Bitaucourl
pede o pagamento do dote de sua mulher a ex-
posta Arma Bernarda de Medeiros, tenho a dizer
que pode V. S mandar elTecluar esse pagamento
na importancia deSOO^OOO.
Dilo ao direclor do arsenal de guerra.A'
vista de sua informago de 30 de agosto uliimo,
sob n. 257, tenho a dizer que pode Vmc. acceilar
a transferencia, que pretende fazer Joaquim Das
doAzevedo na pessa de Miguel Jos da Moda
Junior, do direito que lem ao recebmenlo dos
prels de objectos e passageiros conduzidos pasa
o presidio da ilha de Fernando na barca Atre-
vida urna vez que offoreca elle fiador idneo,
que se responsabilise pelo fiel cumprimenlo das
ohrigacesaque se acha sujeilo, segundo o con-
tracto lavrado nesse arsenal.
Dito ao mesmo.Na conformidade do aviso
expedido pelo ministerio da guerra em 23 de
gusto ultimo, mando Vmc. fornecer ao 4 ba-
talho de artilharia a p, ao 9." e 10. de infan-
laria, e as companhias lixas de cavallarias, e de
artfices, as peras de fardamento relativo ao se-
gundo semestre do correnle anno, o menciona-
das as contas juntas por copia.
Dito ao juiz de direilo de Garanhuns.O ha-
chare! Joaquim do Reg Barros declarou que
nao aceilava a nomeacao de juiz municipal do
termo do Buique e desde 25 de julho, levei a
sua declaraco ao conhccimcnlo do governo im-
perial, cuja deliberaco aguardo. Assim respon
do ao seu officio de 22 do mez passado.
Dilo ao juiz municipal supplenle em exercicio'
do lermo CimbresEm resposla ao que me con-
sulla Vmc. em officio de 26 do corrate, tenho
a declarar-lhe qne o juiz de paz, que accilou o
cargo d* juiz municipal supplenle, deixa de ser
juiz de paz, vislo seren incompativeis os dous
cargos,- e nao pode por conseguinle funecionar
como Ul em todos os trabalhos cleiloraes ; de-
vendo a cmara eliminat-o da respectiva lista e
chamar em seu lugar e supplenle iramediato em
votos.
Aviso de 6 de outubro de 1847 3. Se, pois,
o juiz de paz da freguezia de Cimbres, que al-
lude Vmc. est nesias circumstancias, claro
que nao poda presidir as elcicoes que brevimen-
te tem de proceder, e cumpre a cmara munici-
pal dessa villa, em observancia as decisdes do
governo, chamar o juiz de paz immediato em vo-
tos para presidir as referidas elcicoes.Rcmel-
teu-se copia deste a cmara municipal de Cim-
bres.
Dito ao Dr. Innoccncio Seraphico de Assis
Carvalho, presdeme do conselho municipal de
recurso.Respondo ao officio de hontem em que
Vmc. me consultarse deve encerrar os trabalhos
do conselho municipal de recurso, convocado ex-
traordinariamente para tomar conhecimento das
reclamacoes desaltendidas pela junta de qnalifi-
caco da freguezia de S. Frei Pedro Gonrjalves
do Recife, visto que, tendo comejado a funcio- Inmomo dos orfos,
Tamandar, no vapor Persinunga, ao ajudiinte
de engenheiro Flix Ramos Leuiier.Coramu-
nicou-se ao direclor das obras publicas.
Dita.O Sr agente da companhia Pernambu-
cana de paquetes a vapor, mande dar transporte
para a provincia do Maranhao, por corita do mi-
nisterio da guerra, no primeiro vapor que se-
guir para os porlos do norte, ao soldado Ray-
mundo Nonato.
Dita.O Sr. agenle da companhia Brasileira
de paquetes a vapor, mande dar trausporte para
as Alagoas pos conta do ministerio da guerra no
vapor Cruzeiro do Sul, ao coronel graduado Hy-
gino Jos Coelho, e o soldado que lhe serve de
camarada.Communicou-se ao commandante
das armas.
DitaO Sr. agente da companhia Brasileira
dos paquetes a vapor mande dar urna passagem
de proa por conta do ministerio da marinha para
a provincia flo Miranho no vapor que seguir
boje para os porlos do norte, a Joo Manoel
A lves
Dita.O Sr. agenle da companhia Brasileira
de paquetes a vapor mande dar transporte para a
provincia das Alagas no vapor Cruzeiro do Sul
ao bacharel Antonio Juslniano de Souza, pro-
motor nomeado para a comarca da Imperatriz
u'aquella provincia e em um dos lugares deslina-
do pira passageiros de estado, vislo nao ler ajuda
de cusi, Arando sem elTeito a portara de 7 de
agosto uliimo.
Dita.O Sr. agente da companhia Brasilein
de paquetes a vapor maude dar transporte para
a corle em um dos vapores da mesma companhia
a Eenlo Goncalves, havendo lugar vago para
passageiro de estado.
Dita.O Sr. agente da companhia Brasileira
de paquetes a vapor mande dar passagem de
proa em um dos vapores oa mesma companhia
para a provincia do Maranhao, era lugar deslina-
do para passageiros de estado, a Jos Emigdio
Ferreira Lima
EXPEDIENTE DO SECRETARIO.
Officio ao commandanle superior do Rio For-
mseS. Exc, o Sr. presidente da provincia,
ficando inleirado de haver-se submettido a con-
selho de disciplina ocapilao da 1.a companhia
do 45 balalho de infanlaria da guarda nacional
do municipio de Barreiros, por fados pralicados
quando commandante interino do mesmo bala-
lho, conforme parlicipou V. S. em officio de 9
de julho p. findo, assim o manda communicara
V. S. em resposla ao mencionado officio
Dilo aocommandanlo superior de Garanhuns.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda
declarar a V. S. que, para se resolver acerca do
incluso requerimento do capito Paulo Car al-
eante de Albuquerque sobre que versa a informo-
Co desse commando superior datado de 22 de
junho ultimo, f.iz-sc necessirio que o referido ca-
pito declare para qual dos municipios da pro-
vincia pretende transferir a sua residencia.
DESPACHOS DO DIA 1. DE SETEMBRO.
Requerimentos.
1464.Adolfo R KoopO Sr. direclor do
arsenal de guerra tem autorisacao para attender
ao supplicante na forma requerida.
1465 e 1466.Antonio Carlos de Lemos Duar-
le, e Flix Francisco da Paz.J foi prvido o
lugar.
1467.Antonio Romeiro Bezerra de Menezes.
Informe o Sr. regedor do gimnasio.
1468 e 1469.Bernardo Jos da Silva Guima-
res, e Feliciano Benedicto do SacramentoIn-
forme o Sr. inspeclor da ihesouraria de fazedda.
1470,Francisco Jos dos Santos Junior.
Passe-se rorlaria nomeando o supplicante.
1471.Irmandade do Senhor Bom Jess da
va-sacra.a supplicante u5o pode ser atlendida
seno no semestre prximo vindouro, em que o
ser como j disse.
1472.Jos Maria Billancourt Diriia-se a
thesouraria provincial.
1473 e 1474-Luiz Epifanio Mauricio Wander-
ley.Informe o conselho administrativo do pa-
nhas foram commedidos muilos assassinatos. A
desolago e a morte mais urna vez pairara sobre
ruinas furaegantes; e, cumpre dize-lo, as auto-
ridades turcas, governadores e pachas, quando
nao sejam cmplices, tcem dado provas nao equi-
vocas de negligencia ou falla de forca.
A cidade de Saida foi o berrjo dessa sanguino-
lenta insurreifo, qual os musutmanosse sso-
ciaram, gragas s recommendaces dos chefes da
sua religio. Emquanto os drusos recebiara ins-
IrucQoes secretas das autoridades turcas, e se en-
tendiam com ellas relativamente hora e aos
raeios do movinicnto, o clero musulmano prega-
va o assassinalo e o incendio, mostrando aos
seus fiis, os maronitas disposlos a apoderarern-
se dos seus. bens, a trocarem o estandarte do
propliela pela bandera do christo, a calcarem
aos ps os seus usos leis e crengas, e a substitu-
los pelas suas proprias tradiccoes.
Pode acaso alguem admirar-se de que o fana-
tismo assim excitado tenha dado lugar a violen-
cas e crirnes ? E como pode suppor-se que
raonlanhezessemi-barbaros respeilem a vida da-
quelles que lhes sao apresentados como inimigos
implacaveis, que nao teem a menor duvida em
osaiiniquillare roubar, quando so sabe perfeita-
mente que o principal mufl de Saida presidio em
pessoa cxploso da revolta, irritando a colera
dos musulmanos e indicando-lites as victimas,
emquanto que o seu proprio iilho, pondo em
pratica os conselhos de seu pai, represenlou o
papel maisimporiante entre os assassinos ?
Apreciar desde j o numero das victimas
cousa impossivel. Os habitantes das montanhas
abandonaram, quasi em toda a parte, as suas ca-
sas devastadas e as suas colheitas destruidas, a
fim de irem refugiar-se as cidades, sob a pro-
tecgo dos cnsules. Os consulados francez e
inglez de lleyrouth e as casas catholicas desta ci-
dade nao sao sufficie.nles para accornmodar o
grande numero de pessnas, que alli vo procurar
asylo, coberlas de feridas, ulirajaJas, sem pao,
sem abrigo, e mesmo sem vestidos.
Nao obsiante os cnsules europeos eslarem em
Beyrouth, os chrislos corriam o raaior r3co, a
nao ser a chegada inesperada de urna au russa,
e logo depois a de duas oulras naus, urna france-
za c oulra ingleza.
Nao aconteceu o mesmo emSdon.onde faltou
o receio da represso. Os desterrados maroni-
tas, que se dirigiam das montanhas para os mu-
ros desta praga, foram atacidos fora das portas e
assassinados sem piedade ; os assassinos nao li-
raravam a vida s mulheres seno depois de com-
melterem conlra ellas as maiores violencias.
Em certas localidades, onde, grabas ao seu nu-
mero, os chrislos ficaram senhores do terreno,
os chefes musulmanos inslaram com elles para
que depozesSera as suas armas; prometiendo pro-
lege-los contra novas aggressOes, e, a despeilo
desta promessa, os maronitas, depois de desar-
mados, foram atacados no meio dos seus campos
e assassinados algumas horas depois.
As perdas sao iucalculaveis. Toda a popula-
cho de Zahl, cidade importante entre os dous
Libanos, pefeceu, victima de um grande desastre.
Os rebanhos vagueiam pelos campos, e as rique-
zas do Lbano, as colheitas de seda, estoera po-
der dos drusos e dos mutualis, e ser muito dif-
ficil, se nao impossivel, obriga-los a restituir os
objeclis roubados.
Eis-aqui os fados. As questes que elles provo-
cam desunima gravidade O governo oltoraano
lula,desde corla poca,com diffieuldades taes que
seria injusto torna-lo responsavel pelos aconle-
cimentos que acabara de enlutar a Syria. Mas
quem deixar de conhecer que a falta de forca
a peior desculpa de que um governo se pode va-
ler ? E quo se pode pensar de um governo
que incafiaz de realisar a sua principal misso,
que a conservacao da ordem e da justica ? ...
A inlervenro das potencias parece estabelecer-
se como um caso de torga maior, como urna ne-
cessidade inevitavel ; e osla eveutualidade de
novo colloca a Europa em presenta da queslo
do Orrenle. sem que se preveja a possfbilidade
de um adiamento. Aprincipio, pensou-se que as
potencias rioderiara contentar-se em velarem pela
seguranca daspessoas.deixando Porta o cuioado
de urna represso necessaria e do restabelecimen-
to da ordem. Porem a carnificina de Damasco
parece dever precipitaros acontecimentos, aca-
bando de esclarecer a^iluaco, e conferindo s
polcncias direlos mais sagrados, em vista do ul-
trage feilo aos consulados.
Era taes circumstancias, s ha urna cousa a
desejar : que as potencias, pondo de parle, ce-
rao muilo bera disse j lord John Russell, lodos
os sentimentos de inveja, combinen), com pleno
desinteresse, n'uma aeco comraum. este o
nico meiD de nao se complicar mais urna situa-
co, ja bem difficil e recheada de pergos.
( Uiario de Lisboa. )
A monarchia siciliana est no raaior perigo.
Concessoes prematuras, mal combinadas, precipi-
taran! urna crise vilenla. Nos nao precia-
mos presentemente o carcter das commocoes
que appaieceram em aples^ nao temos infor-
macoes a esse respeito. Ma^-e evidente que o
re tem mais necessidado de*m exercito do que
de urna onstituico. .< ,,
Bous generaes lhe seriamjiiais uleis do que
seputados eleitos ou nao pelo vol universal. Os
negociosdo reino esto entregues incapacidade
e a traico. Se o rei nao partir o circulo falal
onde est encerrado, seno rizer um appello
enrgico ao povo e ao exercito estf perdido.
As massas, porm. exgem chefes ; onde eslo
esses chefes dedicados ? O que faltou ao exerci-
to napolitano foi um homem capaz de comraan-
dar e qge lhe inspirasse confianza. O que con-
vm ao rei de aples sao generaes qe lenham
feilo a guerra de partidarios e a guerra de barri-
cadas, e os generaes napolitanos parecem muito
inexperienies a esse respeito. A marinha napo-
litana mostrou-se sob um aspecto pouco favora-
vel. De uro instante para outro toda a Sicilia
pode cahir as maos de GaribaWi, Qs estados da
d]
Ierra lirme sero immedialamenle invadidas, seo
nao forsm ja. Os recursos do reino de aples
sao de cerlo iguaes aos dos assaltanles ; mas nao
deve dissimular que tem s costas todo o peso
da revolucao, augmentando com o concurso do
Piemonte e o acorocoamento da Inglaterra. O
reino de aples est em guerra com o Piemon-
te sem a respectiva declarado. E' este o direi-
to novo inaugurado ha doze annos pela poltica
do Sr. Cavour. Urna poltica atrevida lalvez
acnnselhasse ao rei de aples que desembr-
casse em Genova anles que Garibaldi desembar-
casse em Palermo ; mas ve-se que, as occa-
siesde revolucao, os antgos governos sao cons-
irangidos pela etiqueta. Seus inimigos vo avan-
te, sem rospeitar nada, sem conhecer nem reco-
nhecer direilo algum. Envolrem todos os auxi-
lios do throno cora suas manobras oceultas, m-
nam-os com urna propaganda e filiaces que re-
montara s vezes to alio quanto pssivel e que
se dirgem principalmente s classes elevadas. E
ao depois, em um certo dia, tudo ferido de
inercia.
Unidos pelo in3tindo da deslruico e por pro-
messas feitas sombra das sociedades secretas,
es inimigos do rei de aples nao so deixar
desviar de seus designios. E' a defeza da ordem
e das leis que precisa ser animada e sustida. O
criraeacha mais deis do que o direilo. E o rei
de aples poderia dizer a seu povo :
Hosles nempe meosseeleri jrala nefando.
Sacramenta tenent ; at vobis vilicer hoc est.
Vestra lides quod pro causa pugnabitis ojqu
(Lucano, Pharsalia, canto 4..
E' o phenomeno ordinario dos lempos de re-
volucao e de guerras sociaes.
Tudo o que tem lugar hoje est previsto ha
dez annos. O ultimo rei de aples morreu em
paz: seu successor iniciou o seu reinado com
medidas desastrosas, desorganisando osregimen-
los suissos e iravando de novo com a Inglaterra
relaces que nunca lhe poderiara ser uteis. De-
vi acabar mal essa allianca do lobo e do cordei-
ro. Foi era Marsala, territorio oceupado pelos
Inglezes, aue os Piemontezes desembarcaran!.
Parece-nos que urna poltica teria mandado os
Inglezes azer vinho na Inglaterra. Os revezes
do exercito real, revezes que so parecem com
urna iraico, abalara lodo o reino, langam ades-
confianca nos espiritos, e abrem caminho au-
dacia dos insurgentes. E' aqui que os governos
precisam d'aquella audacia de que sao prvidos
lo abundantemente os seus iniraigos. Os sobe-
ranos da Europa nao ousaro censurar a empre-
za de Garibaldi e a complicidade do Piemonte ;
os ministros inglezes applaudram urna o outra.
Comtudoomais que poderam fazer deixarao
re de aples lular conlra a revoluceo e o Pie-
monte. De todas partes, al d'Araerica, chegam
tlibusleiros ao campo de Garibaldi. Importa
que ura movimento em sentido inverso se opere
em favor da ordem social. O exercito do rei de
aples fiel ,- a massa dos soldados s pede
que seja bem dirigida. Quer chefes capazos do
guia-la. Como c que generaes envelhecidos em
sinecuras militares achar-se-hiara promplos para
urna situacao to nova ? O exercito do Papa
havia perdido o espirito militar pela inaeco de
urna loriga paz. Ura general francez 'vence
ludo isso; acha excellenle os elementos do exer-
cito romano, coordena-os, infunde um novo es-
pirito de ordem, disciplina e confianza. E na
verdade, Do intenco nossa aecusar antigos
generaes, homens dedicados e de valor ; porm
se fcil em tempo de paz fazer soldados e at
officiaes, nao o mesmo respeito de generaes.
Ens sabemos que nao sempre os mais instruidos
eos mais fallados que revelam no campo as al-
ias faculdades do hornero de guerra.
A lnfelicidade dos pequeos estados nao ha-
verem mais occasio de guerras. D'ahi sua fra-
queza em occasio i'e consumaces interiores.
Oa grandes estados teem enlo guerras que to-
rao a direcQo da resistencia e da offensiva, o
que os tirara dos apuros Se o rei da Sicilia ti-
vesse generaes militares seria pssivel que
vinte e cinco mil homens de tropas regulares
capitulassem diante de um punhado de aventu-
reiros? Oulr'ora, a guerra atlrahia debaixo das
bandeiras dos belligerantes numerosos officiaes
das outras nacoes, ciosos de aprender a arle da
guerra. A Franca que o paiz mais guerreiro,
emprestava de boa vonlade officiaes e soldados a
seus amigos ou aliados. Era voltariamente e
por um aclo de iniciativa privada qne tantos
officiaes francezes dirigiam-se para os pontos
da Europa ameagados pelo islamismo, para Mal-
la, para o Hungra, etc. etc. Urna causa cora-
mura a toda christandade nao devia ser defendi-
da por lodos os chrislos? E quando por mo-
livos particulares, os governos se abstivessera,
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Bahia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Si.
Joo% Pereira Martins.
. EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.nasua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
nacionaes, se prudente recorrer a ellas, de-
pois de urna victoria que tiver restituido ao rei
a sua torga e o seu prestigio. E saibam que
essas iiislituigdcs nao sero aceitas pelo povo se
nao se fundarcm rm antigos usos, e se nao se
apoiarcm na trplice anloridadc da igreja, da
realeza e da propriedade territorial. Se repro-
duzirem o lypo revolucionario, Iraro o jugo
pieniontez dentro em pouco tempo. A guerra
estrangeira complica-se assim com urna guerra
civil; necessidade absoluta que impoe ao rei a
obrigago de rehabilitar a moral do seu exercito
pela acquisigo de generaes de urna fideldade e
de urna experiencia a toda a prova.
(te Monde. II. Duperron.Coquille.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Porto, 26 de julbo de IHfiO. (*)
A queslo do dia, a queslo vinhaleiraper-
sonificada na conlinuago da legislago restric-
tiva, ou na liberdade da lavoura e commercio de
vinhos do Douro.Importante e renhida se lem
ella tornado no campo do raciociuio. Robustas
e exforgadas inlelligencias, na imprensa e na
tribuna, teem empregado argumentos no sentido
da liberdade o na defeza da reslricgo, sem que,
diga-se a verdade, de um e outro lado se le-
nham adduzido novas razos. E porque a ques-
lo ha sido Rebatida pelo espago de muilos an-
nos; e em diversas pocas cora o mesmo calor e
energa com que o tem sido na actual.
As ilhe.'ies (iradas do tratado de commercio
de Inglaterra com a Franca, pelos propuguado-
res da livre industria e commercio dos vinhos do
Douro, em relagfto a este objeclo,o o negro e
carregado qoadro com que pintamos o futuro da-
quelle paiz vinhaleirose as actuaos leisem vi-
gor, que regulam o seu commercio, nao forera
substituidas por urna legislago liberal, o que
de ans importante se tem agora apresentado, o
merecido as honras da discusso. Mas a esta
argumenlagao, oppoem os proprietarios das vi-
nhas do Douro, e que nao somente pela foz
deste rio, que o commerciante do genero pode
fazer as suas reraessa3 para o mercado inglez ;
que ha muilos oulrosportos e barras mais pr-
ximas das localidades da produeco, por onde,
com menos despeza podem fazer* a exportago ;
e que deixem sabir s pela foz do Dourb, o
que perience ao Douro.
Os dous campos dos contendores esto, pois,
bera distinctos e caracterisados. O cultivador
das vinhas do Douro pede a protecgo, que s
v e julga encontrar as provas, as qualifica-
ges, e no exclusivo da exportago pela barra do
Douro;e o commerciante do "genero encontra
nessas mesmas causas a decadencia, e por fim a
completa ruina do ramo mais imprtame do com-
mercio externo de Portugal.
Assim, o primeiro, usando do direito do peli-
gao pede s cortes quo nao approveo. o projec-
lo de le que torna livre o commercio dos vinhos
do Douro, e o segundo fazendo uso dessa mesma
garanda constitucional, peticiona em sentido
contrario.
O productor e o commerciante, que deviam
estar estreilamente ligados, porque nisso vai o
inleresse de ambos, d-se a mesma rivalidsde
que se d entre o commerciante o o consu-
midor I
O projecto de lei em queslo, segundo urna
participago telcgraphica recebida pelo jornal
Commercio do Porto devia entrar honlem
em discusso, e parece fra de duvida qua elle
ser approvado na cmara dos Srs. depulados.
Na cmara dos Pares, segundo a voz publica,
sofTrer grande opposico. Passar o projecto
na presente gesso? Tero os corpos legislativos
lempo para o discutir, sem que seja prorogados
os seus trabalhos alm do dia 4 do prximo mez
de agosto, que quando devem ser encerradas
as cortes? Veremos.
A companhia de seguros Equidade, levo reu-
nlo de asserabla geral no dia 11, em que a di-
reccSo apresentou o relolorio da sua gerencia re-
ferido ao anno econmico de 18591869.
O oslado desta companhia desanimador, e
eu creio que, se no presente anno, continuar a
ter sinislros de avultadas sommas como as que
tem soffrido nos anteriores, que ella salisfa-
zendo todos os seus encargos resolver a liqui-
dago.
Os esforgos dos cavalleiros que compozeram a
direceo nos dous ltimos annos para salvar a
companhia, sao reconhecidos e avaliados como
devem pelos accionistas. E a esta circumslan-
cia se deve sem duvida a conlinuago da sua
existencia
V-se do relalorio que as receilas de 1858
nao locara aos individuos seguir o conselho d ^a> 18591860, toram do 119:188*271, c que
seu valor ? Nunca os res de Franga deliveram ?"^'endo os sinislros j pagos, no valor de.......
esse impulso, ainda quo muitas vezes tossem i u*-987j>3i)l apparecc um saldo de 16:2009971.
contrariados. Hoje, a sociedade atacada por as esle saldo negativo, porque se separarmos
um socialismo armado, to perigoso para ella i os dous an"os econmicos vemos que a receta
como o antigo islamismo. Esse socialismo foi u'l'mo dos referidos annos econmicos foi de
por nos vencido em junho de 1848. E elle des-! *w:831$046 que os sinislros foram na impor-
appareceu momentneamente de toda a super-j !l"c'a de65onlos, resultando um dficit de 9 a
ficio da Europa. Quem alcangou essa victoria ?
Os nossos generaes do exercito d'Afrca. Eis o
fructo da conquista de Alger. Esta trra deu-
nos guerras ; entre estes ha muilos Ilustres. O
menor daquelles que estivessem disponiveis
jnspirariam toda a confianga ao exercilo napo-
litano ; seus officiaes seriara felizes por terem
a sua frente um homem experimentado. Os
soldados proraelteriam maravilhas. Os generis
napolitanos, hurnilhados por obedecerem a um
dos seus que nao tivesse mais ttulos que elles
ao commando, aceilarara fcilmente a supre-
maca de ura estrangeiro
Alm disso, se a invaso Iriumphar, qual ser
a sorte do exercilo napolitano? O paiz inteiro,
conderunadu a requiziges do homens c de g-
neros, arruinado, avassalado, lera oulros en-
cargos a soffrer que os que necessita a defesa
nacional as circumstancias actuas. A revolu-
cao confessou os seus projectos ; os estados da
igreja sero sua preza : subjugar toda a Ita-
lia. He conlra a Franga que se crguer do outro
lado dos Alpes essa .torga aggressiva da Italia.
He, pois, mais especialmente do nosso i.iteresse
oppormos-nos a isso. Os generaes que tossem
chamados pelo re de aples, obdeceriam a
um senlimenlo inleiramente patritico. Segui-
riam a poltica frapceza, encontrando diante de
si aquelles contra quem combaleram em Paris
e Roma. O odio que Garibaldi tem a Franga,
nao um segredo para ninguem; as folhas pu-
blicastcem roproduzido as suas diversas mani-
tostaedes. Quando virara-no apoiar-se na In-
glaterra, offerecer ura almirante inglez os fortes
do Palermo, comprehendeu-se que a Franga li-
nha nelle um inlmigo. A causa da ordem so-
cial e a da Franga esto unidas na queslo na-
politana. Por isso estimaramos ver alguns dos
nossos generaes, a exemplo do general Larao-
cire, retomar, nesta grande crize europea, a
sua espada de commando. Se flzessem um ap-
pello a sua dedicaco, nao ha duvida alguma
que responderan! a elle.
O governo napolitano nao lem outro meio de
salvago, se a Europa nao inlervir contra a re-
volugo.
O resultado ordinario das concessoes para-
lysar os amigos, e animar os inimigos. A queda
do throno est jurada ; o re nao o salvar pac-
luando cora a sedigo. Quanto as instiluiges
(1) Osjuraraeotos que pjesiaram os meus ini-
migos, os conservara uoids para um crime ne-
fando ; a vossa Odclidade, porm, para vos
tanto menos apreciavel, quanto pelejais em fa-
vor de upia. ca.tisa justa.
(Nota iq traducir,)
10 contos, e que com as liquidaces de sinis-
lros muito importantes que ainda esto pen-
dentes resultara um dficit nao pequeo.
E preciso nolar quo se tem pago ltimamente
sinislros dos annos de 1854 e 1855 na enorme
cifra de 42 con los.
V-se, pois, quo o mal da companhia vem de
rauito longe.
Os 56:831J>046 ris de receila provieram das
seguinles origens : premios martimos..........
47:7879591 ; fluviacs 1:2429812 ; de fogo........
7:8O0a643.
Tiveram tambem as suas reunies annuaes,
no correnle mez, pan a apresentago dos relato-
ros e contas referidas ao anno econmico de
18591860, as companhias de segurosSegu-
rangaque a mais amiga nesta cidade, e a
Garanta.Nenhuma dellas deu imprensa o
respectivo relatorio. A primeira nao tem por
praxe publica-lo, mas a segunda costuma Cse-
lo ; este anoo, porm, segundo informaces que
temos, nao o d ao prlo. ASeguranganao
fez dividendo, e aGarandaresolveu dar....
139500 por aeco
No dia 14 reuni assembla geral da com-
panhia Porluense de Uluminago Caz para lhe
ser presente o rotatorio da direcgo referida ao
anno econmico findo em 30 de junho, e eleger
a nova direcgo.
Do alludido documento colhe-se que a recei-
la da companhia foi de 73:9069692 ris, e a des-
peza de 54 7609667, ficando um saldo de........
19:1469025, qu6 abatido ao alcance de..........
32:918j759 em que a companhia cstava, ficou
estereduzido a 13:7729734 ; quanta que a di-
recgo diz ter esperangas de que os lucros no
anno econmico em que entrou, chegaram para
acabar de amorlisar.
A_iIluminarn publica conta 1,350 lampeoes,
e tem a companhia 2,183 consumidores particu-
lares, com 5,347 luzes.
Queixa-se a direcgo de descobrir ainda esle
anno algumas subtraegoes de gaz, sendo urna
em casa de um grande consumidor, contra o
qual nao fra preciso proceder por elle se pres-
tar a indemnisar a companhia com 1009000 ris,
quanta julgada sufficienle para pagar o prejuizo
que livesse causado. De um oulro consumidor,
de quem a direcgo suspeilou de qne o contador
nao eslava regular, raandando-o examinar na
fabrica, conheceu-se que efectivamente contava
de 120 a 170 por cenlopara menos; presumin-
Por ler vindo pelo brgue portuguez Promp-
ixdo, s agora recebemos a presente corres-
pondencia.
A RedaccSo.
do-se qne o contador fra mandado construir de
proposito para dar esle resultado. A direcgo
procede judicialmente conlra este consumidor.
No dia 21 leve lugar no tribunal do 1. dislrido
criminal o julgamenlo da querella, por abuso de
liberdade de imprensa, dada pelo Sr. Antonio
Joaquim de Andraude Villares conlra o edictor
do Direito. jornal que se pnblica ncsla cidade.
A sesso abrio-se pelas 10 horas da manha, e
encerrou-se prximo da meia noite, decidindo o
jury, pormaioria, que nao houvera abuso.
O advogado do Sr. Villares aggravou para o
tribunal da relago, porque requerendo para que
o juiz propozesse o quizilo sobre se o aulor tinha
direito .a reclamar por perdas e damnos, o juiz
deferio, mas verificando-se queja nao eslava, na
sala o numero legal de jurados, e quizilo nao foi
julgado.
O objeclo da querella erara os alaqnes, quo o
referido jornal tinha dirigido ao Sr. Villares por
causa do engajamento de colonos para o Brasil.
O Direilo de honlem, no seu arligo de fundo,
aggride de novo o desapiedadaraente o Sr.
\ litares.
O vigario capitular da diocese do Porlo publicou
um edital declarando que em cumprimeuto do
que lhe fora comraunicado pelo Nuncio de S.
Sanlidade, 6m Lisboa, vai abrir-se um empresti-
mo para aecudir s urgencias dos estados roma-
nos com o vencimenio do 5 por 100. entregan- '
de-so aos subscriptores ttulos provisorios, que
depois sero trocados pelos definitivos. Nesta
cidade o encarregado para roceber a subsurip-
go, o commerciante Jos Joaquim Pinto da
Silva.
Em Braga, acha-se igualmente aborta a subs-
cripgo para o referido empreslimo, tambera por
edital do chefe d'aquella diocese.
A alfandega do Porto rendeu em junho ultimo
135:3019425, e em junho do anno passado......
111:1269719 risdifferenca para mais, no mez
do correnle anno, ris 24:1749706.
O lelegrapho eletrico rendeu no anno econmi-
co findo 8:5189870 de despachos particulares ,os
despachos officiaes representara ocustode....
2:4275*05 ris.
A inania dos suicidios, que tanlo lem avullado
o estes ltimos lempos, parece nao querer aca-
bar. Succedem-se n'esla cidade com pequeos
iutervallos de lempo, como os leilores vo ver do
seguinle resumo :
No dia 13 lenlou langar-so da ponte pensil,
quealravessa o rio Douro, um alfaiale por nomo
Domingos Gomes, que foi impedido de levar a
cabo o seu negro intento por urna mulher, que,
na occasio que por alli passava, o agarrou, gri-
tando que lhe acudisse. Parece que o atlentado
uvera por causa a falta de raeios de subsis-
tencia.
No dia 17, urna rapariga criada de servir, lan-
gou-se ao rio, no sitio da Corticeira, mas foi salva
por ura escaler da casa fiscal, que andava por
aquellas paragens.
No dia 18, Anna Maria, que seoecupa do ne-
gocio de trapo, por desavengas quo leve com o
seu araanle, allucinou-se por tal forma, que se
lancou ao rio, na praga da Ribeira. Foi tirada
da agua por uns barqueiros.
No dia 21, Jos Antonio Correa, precipitou-se
00 rio Douro, langandose abaixo na ponte pen-
sil. Foi salvo por un barqueiro, mas era tal o
desvario da razo do infeliz, que acabara de ten-
lar contra a sua existencia, que disse, depois de
o terem salvado : Nao pode ser d'esta vez, po-
rm ser d'oulra.
Urna criada do alfaiale Antonio Joaquim Perei-
ra, morador em Santo Ildefonso, tratava tambera
de por termo vida, corlando para tomar na co-
mida, as cabegas de urna porgo de phospho-
ro?. Foi aecusada por um aprendiz do Sr. Perei-
ra, que fazendo-a ir presenga do regedor, ahi
declarou o sinislro pensamento quo a dorainava.
J comecou as suas viagens, no rio Minho,
entre Carainha e Valenga, o pequeo vapor com
aquella denomnago, que perlenceu extinda
companhia Despertadora, e do qual actualmen-
te proprietario o Sr. Pedro Popa.
Esle vapor, que tinha viudo do Porto para se
lhe fazerem importantes concertos no casco e na
machina, lendo sahido a barra desta cidade no
da 11, j reparado, arribou no dia seguinle em
consecuencia de urna fortissima nortada, que o
impedio de chegar ao seu destino.
Sahindo novamente barra tora no da 14, ter-
se-hia perdido com toda a tripulago, as altu-
ras de Vianna do Casiello, se d'este porto nao
partissem os soccorros urgentes de que Deccssi-
lava. Felizmente, pode entrar a barra de Vianna
no dia 15, pela manha, sera prejuizo algum do
consideragio, d'onde no dia 18 seguio ao seu
destino, levando de conserva o vapor de guerra
Lijnce, que se achava naquellas paragens, para
lhe prestar os auxilios de que podesse ne-
cessilar.
Chegou pois, finalmente, a Caminha depois de
ter passado por urna prova que pe ra de duvi-
da a sua solidez e a excellencta dos concerlos
que recebeu.
Esle vapor, construido expressamenle para a
navegagao fluvial, nao tero quilhi, e por isso
improprio para o mar. Foi urna temeridade, quo
hia custando cara ao seu proprietario, deixar o
barco entregue a si mesmo n'umi viagem pe-
quea sem duvida, masera urna cosa em que
as nortadas rijas sao to frequentes.
As povoages do alto Minho lem ronilo a lucrar
com viagens do vapor do mesmo nome, entre
Caminha e Valenga, que para assim dizer, o
centro do commerdo d'aquella parte da pro-
vincia.
Veremos se o novo proprietario do barco
mais feliz que a companhia quo o raandou cons-
truir. Parece-nos, todava, que sem urna sub-
vengo do governo, como a companhia percebia,
que a empreza nao dar grandes lucros.
Veremoslalvez que a iniciativa e administra-
gao de um s hornera seja mais efficaz que a de
muitos. Acontece assim muitas vezes.
Acaba de formarse de novo n'uma das capel-
las dos claustros da scathedral desta cidade, a
irmandade de Nossa Senhora de Vandoma, a cu-
ja imagem se digara tradiccoes memoraveis.
Em 1855 foi demolido um arco, de que ainda
ha dous annos havia vestigios, pelo qual se en-
Irava no largo daquelle antiguissimo templo, e
que era o nico que existia das portas das primi-
tivas muralhas do antigo caslello da cidade do
Porlo. a que chamavam o arco da Vandoma,
porque sobre elle estava um pequeo oratorio
cora a imagem da Senhora que tinha aquella de-
nomnago.
A'cerca da collocago desta imagem, e sobre as
armas primitivas, que, com alguns accessorios.
mais, ainda hoje sao a devisa desta cidade, que-
rem uns, segundo a historia, fundada na tradic-
co, que achando-se despovoada a cidade do Por-
to em consequoncia das devastagoes que nclla
fizeram os serracenos, entrara no rio Douro, pe-
los lins do secuto IX, urna poderosa armada, da
qual era um dos chefes um tal Nonego, que, para
esse fim havia renunciado o seu bispado da Van-
doma em Franca. Desembarcarais os expedicio-
narios na raargera direita do Douro, tratando lo-
go de reedificaren! a cidade uo mesmo logar em
que exisliam as ruinas, e circuitando-a de altas
muralhas pozeram por cima de urna das portas a
imagem da Sandsima Virgem, que o referido No-
nego trazia por protectora ; outros, porm, per-
teudjsi que os expedicionario iovesliram o tov
maram o antigo caslello, e que, arrazando-o, le-
vantaran! oulro em seu lugar, engindo a imagem
da mi do menino Dos, de que vinhara acora
panhados, sobre a porta pela qual tinham en-
trado.
De urna ou oulra forma, o cerlo que, seguin-
do .inda a. iradiccio, os 'expedicionarios deixa-


_____
(t)
nha, furam liequenladas as II cadoka o,o que se
coropoe o cnsino, por 308 estudantes ; e a escho-
la mcdico-cirurgica, creada em 25 de junho de
1825, e reformada por decreto de 29 de dezem-
bro de 1836, foi frecuentada as suris note ca-
deiras, por 89 alumnos.
De iuslrucgao pcofessienal existen : A acade-
mia Portuense de bellas-artes que fra frequen-
tada por 64 alumnos ; o seminario episcopal por
65 ; a eschota industrial por 610 ; e d echla de
canto por 172, prefaeeado o total de 911 estu-
dantes.
Ha no districto do Porto duas rodas de expos-
tos : A da cidade de raesmo nomo, e de Peua-
liel, cuja manulenc.au cuatou s 17 cmaras mu-
nicipal 's do disiricw 36:4459108 reis. Os expos-
loseniSO de iuirbe de 1859 eram de leite 1537
varees, e 1449 torneas ; de secco 1319 vares e
1538 lemeas, lolal 5,843Tendo havido durante
e auno econmico de 1858 a 1859 1876 exposiges,
perleDceodo roda do Porto 1354, e de Pena-
fiel 616.
Sobre o movimenlo da industria fabril aprsen-
la o relatorio no mappa n. 6, o seguinte quadro :
7 fabricas de palhta, 179 de algodo, 2 de lia,
20 de seda do largo e eslreilo, e 14 de seda, algo-
dio, e lia ; total 222 fabricas cora 1,866 teares
simples, 62 Jarquard, e 130 de remo e maqu-
nelas ; total 2.058 teares dando trabalho a 1,808
operarios, 1,005 inulheres, 439 rapazes e 80
trabajadores ; lotal do pessoal eropiegado 3,532
possoaa. Sao erapregadas como materias primas,
seda em (lo nacional e estrangeira, algodio em
fio e rama, lias em Qo, carim, palhta, foira o
diversas drogas; manufacturando cotins, chailes,
brotas, saiotes, lencos, selins, grosdenaples, no-
brezas velludos, galles de seda, algodio e de pa-
lhta de ouro, pannos, cazemiras, pauninhos,
franjas, fitas de nastro, e diversas manufacturas.
Ha no districto do Porto 12 machinas a vapor:
Sr. Cousseiro rccolhcu de Franca onde tinha ido | 2 em vi"a Nova de Gaiai 1 em Yalongo, todas 15
contratar olguns inergulhadorc's, e obler os np- | representando urna torga de 160 cavallos. Fo-
parelhos precisos para a continuado das obras | ri,m construidas 8 no Porto, 4 em Inglaterra, 2
da barra daquella cidade, que derem comegar pe- em Franga e l cin Lisboa, empregam-se estas ma-
lo quebramento das pedras que difficullam a sua chinas : na fundido de metaes 4, no fabrico de
entrada. pao e moagem de grao 3 ; as manufacturas de
Segundo couta o Conciliador, jornal de Guima-1 ferro_. serraco de madeira e de pedra 2, na cilin-
r.ics, houve pelas 10 horas da noile do dia 18 do i dragao e endeamenlo de cstofos 1, nos tecidos e
corrente, alguns abalos subterrneos, que obri- i riago de algodio o la 2, era escorailhas de ouro
fiaram muita gente a fugir das suas habilags.! "a P'Cparago da cerveja 1 e no extraccao de
fc' para notar que foi no mesmo dia 18 que leve a80as e entulhos da mina do anlimouia 1.
lugar o eclypse___ I O mappa n. 8 demoustra a produego de vi-
Acabamos de ser visitados por uin cometa, que 1 n^< "gurdente, vinagre e azeile, havida no dis-
nao quiz mostrar-se-noscom todo o brilhantismo tricl (l Porto no an" de 1859 ; do priraeii li-
ria sua grandeza, o qual nos nao consta que tives- 1u'do 1,629 pipos, do segundo 5l4 ditas, do ter-
se sido annunciado pelo mundo scicntillco I E > ceiro 4'J ,lil.as> c u0 quarlo 128 ditas, desprezan-
assim foi melhor, porque de contrario toriam os do as ""acedes que nio chegam a una pipa. A
terroristas religiosos, e os polticos, que sao ho- gurdenle foi coila de bagaco, figo do Algarve
mens que com tudo especulan), vaticinado algum I 0u C0ln nielado, figos, cevadas e vinho iiifleccio-
grande cataclysma no mundo phisico ou no nio- oa,' c0,n oidium.
ral. Desprevenidos, como estavam, os habitan- L|m nutro mappa demonstra a producto da la-
tes desla parle mais accidental da Europa, por 1 ra"Ja Hmo havida no districto no auno cima
un triz que a passagem deslc planeta luminoso 11u,! lo) Jc 5.*>24 milheiros do laranja e 424 1|2
no nosso horisonle nio (leava desappercebida. milheiros de limo. Desla prodcelo foram ex-
Ainda assim. o signal de rebate foi dado, mas uin Petados 2,868 railhciios de laranja. e 26 milhei-
pouco tardio, e por esta razio pouca geute gozou ros,de limao.
a vista do novo hospede. N districto
ram no castello os preciosos defensores, e sa-
hindo os chefes cora as forras disponiveis, e to-
mando a Virgem por sua patrn*, foram-se a
guerrear os mouros as trras que oceupavam,
dando o nome de Trras de Santa Mara a
porcao de terreno que Ihes iam conquistando.
Victoriosos, esta cohoite de ebristos, em me-
moria do patrocinio de .Nossa Senhora deram
por armas cidade a imogem da Virgen Mara
coa o menino Jess reclinado no peito, enllo-
cando a effigie no meio de duas torres, com a se-
guinte legenda CIYITAS V1R61N1S cidade
da Virgem.
E' para louvara iniciativa tomada pelo cabido
4a s do Porto, a cuja requuico a imagem de
Nossa Senhora da Vandotna, por occasio da dc-
molico do referido arco, lora recoIKida na ca-
pella claulral do Senhor da Agona ; e nao menos
digna de elogio a resol uf i o j levada a effvito
de reorganisar a irraandadepara o culto da mes-
ma Senhora. E' urna reliquia trepceda mente ve-
neranda pela religio, pela (radica o e pela
historia.
Das provincias temos a noticiar, que em conse-
quencia do iranio contrabatido que se fazia de
Uespauha pele alto Minho, com especialidade em
assucar, foi suspenso o director das alfandegasdo
circulo de Valenga, o Sr. Joe Teix-ira Guerrei-
to, bera com o subdirector da alfandega daquella
villa, o Sr. Antonio Jos Fragoso, deve.ndo pro-
ceder-se a uraj syndicancia para se conhecer a
boaou m ttscalisagio das alfandegas do referido
circulo.
Por causa, pois, do contrabando se lem proce-
dido a buscas em alguicas tasas, em diversas lo-
calidades da provincia do Minho, tendo-se com-
metiido alguns abusos c mesmo at excessos.
A Vianna do Castello chegou no dia 10 do cor-
rente o engenheiro Gro micho Cousseiro, inspec-
tor das obras publicas nos districlos do norte. O
MAMO DE PER-SMBUOfc TERfrA Fm*k 4 DE SETEMBRO DE 1M0.
sped
Como sempre interessante, quer pela parle
da sciencia, quer pelo lado da curiosidade, regis-
trar estes acontccimenlos, eis o que sobre o ob-
jecto diz n'uma segunda correspondencia, com
data de 14 do crrenle, dirigida a um jornal des-
ta cidade, o Sr. Pcreira Sampaio, segundo coin-
mandante do vapor de guerra Lynce, surto enlio
no rio Douro :
Pouco lempo se deixou vero eslranho e ines-
perado hospede que na abobada celeste ltima-
mente oppareceu, J deixou de ser visivel o co- ,
meta que no fin do mez de junlio nos veio des- ro> f' de 3,992 caberas, sendo 1982 para Lon-
pertira curiosidade. O ultimo dia em que o vi dres e 1940 para Liverpool.
foi a 10 do corrente, achando-se fia 8 e mcia da movimenlo da barra do Douro, relativo ao
noite nao s inuito pouco distinclo. mas tambera numero de navios e passageiros que entraran,
mnito prximo do horisonle ; depois desta data procedentes de diversos portos em todo o anuo
nao o tornei mais a ver, apezar das diligencias da 1859, foi de 976 navios : porluguezes 627 e es-
que para esse liin empreguei ainda mesmo auxi- trangeiros 396, couduzindo i5,876 homens, 5H
liado cora ura oculo de longa vista. I mulheres c 287 menores de 12 annos ; total 6,745
- ^ ,. passageiros todos porluguezes. O numero dos
nh.. tT r- TI'1 SCr?'Cr es '' P'^sageiros es.rangeiros foram 52i horaens, 68
nhas, foi urna parlculanlade que notei nesle co- mulheres e 18 menores de 12 annos.
do Poiio, segundo os respectivos
raappas, produziu-se 501 arrobas de rael o 225
dilas de cera, quo tudo foi consumido no pat.
A castanha colhida andou per 11,138 atqueires,
as nozes por 4.62 ditos e as avelas por 26 ditos.
Foram morios para consumo 17,661'bois ou v.-ic-
cas, 6,931 louros ou vitelas, 4,658 carneiros, 656
chbalos e 3,1 28 porcos. O preco medio porque
se veudeu o arralel de vacca foi': no Porlo de 80
a 90 rs., e fra da cidade e 'tre 50 e 70 rs. e a
carne de porco regulou de 80 a 820 rs.
O gado vaecum exportado pela barra do Dou-
mcia nos ltimos das era que o vi, a de se apre-
snniar comalus quando anteriormento apparecia
caudalus.
Durante pequeo numero de dias este come-
ta foi visto, e nesses mesnios, o mo estado da
atmosphera em algumas nuiles impossibililou de
o observar ; entretanto, lendo-n notado pela pri-
meva vez na noile de 24 dejunho, depois as
noites de 29 e 30 do mesmo mez, e ltimamente
s a 9 c lOdo corrente, mais senaiveis se torna-
rain as alterages que elle apresentava.
llavendo sido observado pela primeira vezan
rumo de 36 noroeste verdadeiro demorava
na ultima noite em que se vio ao rumo de 85
noroeste verdad iro ; a sua cauda tendo ap-
parecido inclinada ao nordeste, prximamente
dous graos e mosirando apparenlemenlo a ex-
tenciu de pouco mais de um grao mostrou-se
depois dirigida para o norte inclinou-se um
pouco para o noroeste c parecen que se ia con-
traliindo e abrangeiiln todo o ncleo do cometa,
por i tou comalus ; o seu ncleo nioirou-se constan-
temente na apparencia, semelhante a urna es-
trella de segunda grandeza, eo seu brilho, que
pouco augmentou depois do dia 24 de junlio, pa-
re ia j declinar quando foi visto a 30, o que in-
duzia a suppr que, este cometa devia ler pasta-
de pelo seu perihelio, muilo proxiraamento a 2(i
ou 27 de juntan, e o seu otcaso notei que a hora
cm que tinha lugar, se atrazara constanteinen-
temenig, por isso que sendo depois das 10 horas
quando foi visto a primeira vez, leve lugar pr-
ximamente s 9 no da em que ltimamente foi
observado.
Debaixo de qualquer ponto de vista quo se
observe um cometa, foi pena realmente que osle
tio pouco tempo se demorasso visivel, e que se
nao aproximasse mais de nos, a moslrar-se mais
distinclo. De maneira quo elle se mostrou na
primeira noite em que se vio, nolando-se appa-
rentemeute mais lirilhante, mais oiagosloso e de
maior grandeza que o de 1858 quando se come-
cou a observar, fez nascer esperances de que se
apresenlaria depois produzindo muilo mais inte-
resse que o de Donatli. Entretanto assim nao a-
cuuleceu, muito pouco se mostrou, o ello li vai
cominhando pelo espaco infinito, depois de nos
ter viudo despertar a curiosidade, e deixando os
astrnomos escogitando anda bastante em um
dos pontos de astronoma, que lio arduo e diffi-
cil se lhes tem mostrado o apparecimento dos
cometas, as leis que regem seas movimenlos e
a substancia de que elles sao formados.
Mas se a sciencia astronmica, pelo que diz res-
peito aos cmelas, ludo quanto at hojo lem
avancado puramente hypolhelico, nio acontece
outro tanto em relaco a oulros phenomenos da
natureza. Os eclypses nao s estio explicados
o alcance de todas as intelligencias, como tam-
bera se annuuciam annos antes, o raesmo at se-
culos, as horas, os minutos, o a sua duragio. E'
o que justamente aconteceu com o que presen-
ciamos no dia 18 do presente mez. Eis a des-
cripeio delle, que lomamos d'ura jornal por
acharmos concisa e verdadeira :
O eclypse principiou a 1 hora e 8 minuto
(meridiano do Porto) raeios 3, e Qm s 4, pr-
ximamente.
Priucipiou a parte escura pelo N. O. e foi
Dos 976 navios entrados foram 78 dos portos
do Brasil, couduzindo 498 passageiros, advertin-
do que indicamos smente os entrados barra
do Douro nos respectivos navios, e nio os pas-
sageiros que os mesmos navios conduziram os
j quaes desembarcaran) nos porlos das quarente-
1 as, talvez era numero superior a sete partes
; mais.
Bmqoanto ao movimenlo da baira do Douro,
relativo ao numero de navios e passageiros que
sahiram para diffeienles portos, referido ao mes-
mo anuo de tb'J, v-se que foram de 613 na-
vios porluguezes e 328 estrarrgeiros, levando a
seu liotdo 11.5S9 liomens, 992 mulheres e 757
menores de 12 annos, lodos porluguez-.s, sendo
para os portos do Brasil 95 navios com oskeguin-
les passageiros: livres 4,862 homens, 215 mu-
1 he res e 341 menores de 12 anuos, colonos 759
homens 111 mulheres e 106 menores de. 12 an-
nos. Os passageiros estrangeiros foram : livres
72 homens, 15 niulhers e 16 menores ; como co-
lonos 23 homens, 3 mulheres e 4 menores. Pre-
fazendo o numero de 6,557 os passageiros que
foram para o Brasil.
Nunca hesitamos em defender o principio di
nacionalidade e nunca hesitaremos em o fazer.
Um puvo que perdeu a sua independencia, lem
sempre o direilo de reivindica-la assim que o po-
de, e o suploslo direilo de conquista somente
a obrigacao imposta ao conquistador de ser sem-
pre ornis forte. Quanto mais somos inclinados
ao principio de nacionalidade, tanto mais deve-
nios des. jar que esse principio nunca se confun-
da com oulros principios c cora oulras ideas.
Ora, nos recelamos que uao haja presen teniente
urna confusio desse genero no espirito de algu-
mas pessoas, a proposito da expedieao de Gari-
balrJi a Sicilia Fingen) cier que a'expedico de
Garibaldi o eorolbrio e urna consequencla na-
tural da guerra da independencia que a Italia sus-
leuiou contra a Austria. Aquellos a quera a ex-
pedidlo desagrada, qurixam-se do principio da
nacionalidade e declarara que esse principio
urna causa de perlurnarocs e desordens neste
mundo ; aqu. lies a auein agrada a expedicao, de-
feudem-na em nome do principio da nacionalida-
de Italiana. Quanto a nos, pensamos que o prin-
cipio da nacionalidade Italiana nao influio na ex-
pedicao de Garibaldi.
Se ella vingar, o principio da nacionalidade
Italiana nao deve altnbuir a si a honra do seu
born xito : se ella mallograr-se, esse principio
rateramente eslranho a tal revez. Elle nio deve
ter os lucros era as perdas.
Ah se Venere se livesse revoltado contra os
Austracos e se Garibaldi lizesse urna expedie.o
para sustentar a insurreicio, nos nio hesitara-
mos em reconhecer que noria ahi urna quesl.io
de nacionalidade Italiana. Poderiamos pensar
que essa expedieio era temeraria o pengosa ;
mas o perigo das cousas nio diminue o nerito
dellas O principio da nacionalidade italiana lu-
a em Veneza contra a Austria ; elle lula vencido,
opprimido abandonado, mes s lula all. alli
que anda ha urna causa nacional para se defen-
der e fazer Iriumphar. Por quaes quer oulras par-
tes da Italia, sao outras as quesles que se deda-
da mesma Polonia; a Faqca ajudeu us Ameri-
canos a resistir contra a Inglaterra, e desta i-
surreico americana, sustentada pela intervence
franceza, que sahiram os Estados Unidos. Em
OOSS03 dias finalmente, os gregos reivindicaram
sua independencia contra os Turcos; elles luta-
ram gloriosamente ; ea Franca, a Russia e a In-
glaterra intervieram para acabar a luta. Essa rn-
tervenco creou o reino hellcnico que um pe-
queo estado, mas um grande principio, e que
representa a nacionalidade das populacoes chris-
taas do Oriente.
Convem notar que na maior parte dessas inter-
vengoes, por exemplo, na intervenfio da Franca
em favor dos Estados Unidos, e da Franca, da In-
glaterra eda Kussia era favor da Grecia, convem
notar que a intervencio nio se operou desde o
comeco da insurrei^io. Os estados paclflcadorea
ou libertadores deixaram durar a luta por algum
tempo, entregando 03 insurgidos nicamente s
suas torcas. Seria para-ao- loccorrer se nio a-um
povoj forte e-para vir em auxilio do vencedor?
Nio; era melhor a causa da demora da interven-
cao. Convinha saber se a insurreicao era apenas
urna commocao e urna colera passageira, ou en-
lio se era uraa resoluto forte e perseverante ;
convinha saber finalmente se era um molim ou
urna revoluco. Os povos quo se insurgen), pre-
cisara fazer um noviciado; diOicilmente sacre
I era sua vocagio ; e isso justo. A insurreicao
ura acto de soberana nacional quando um ac-
to do grande numero, e nio de alguns. S o lem-
po pode fazer essa triaga. Ha na historia muilas
commocoes e poucas revoluedes. Urna vez que a
vontade nacional manifeslo-se pela perseveran-
cia, lem direilo a que Ihe deem crdito interior e
^xteriormenle ; mas al ahi, o estraugeiro quo se
apressa em intervir em seu nteresse e nio era
tavor do povo insurgido; era desle modo que a
jiespanha mlervinhi no dcimo sexto seculo na
Liga era Franga; era deste modo que a Russia
intervinha na Polonia no decirao oitavo seculo.
Mas os Italianos, dir-me-hio, nio sao estran-
geiros para os Sicilianos. verdade ; concedam-
me so mesmo tempo que os Sicilianos nio se te-
bellaram tao pouco conlra estrai.geiros. Pode se
dizer dos Bourbes de aples tudo o que se qui-
zcr; mas nio se poder dizer que elles sao prin-
cipes estrangeiros, sao italianos, ou enlao al
que data couvm remontar para estabelccer a sua
qualidade de Italianos? Poderio sustentar que
os principes qne reinavam em Florenga e Modena
se desnaturallsaram passando para o campo aus-
traco ; quando foi que os Bourbons de aples
se desnaturalisarara assim? Podemos dizer o
I mesmo dos Bourbes de Parma : elles nio sao ila-
, lanos seruo depois do tratado de Vienna de 1735.
Uto faz mais de cento e vinte annos de naciona-
lidade italiana. As commoges que agitara pre-
sentemente a Sicilia e que Garibaldi vai augraen-
, lar com a sua expedigio consliluem, pois, urna
insurreigio, urna rerolugio talvez, urna guerra
civil cortamente ; mas nao ha nisso urna guerra
I de independencia contra o eslrangeiro. O princi-
pi da nacionalidade nio soffre o menor ataque.
Baleu-sc na Sicilia para ter antes um rei do que
oulro, para ter um parlamentu em Turim, ou nio
,0 tereni aples, para fazer parte de urna grande
monarchia italiana ou do reino de aples. Sao
siiuVientes causas de guerra ; mas ninguem se
bale para nao ser austraco e para ser italiano.
Os Sicilianos sao e ficarao italianos, succeda o
que succeder ; nos o desejamos ao menos.
Porque, diro talvez ainda, procuramos tanto
separar na Italia a questio de necionalidade da
questo de liberdade ? E m vontade contra a li-
benlade italiana ou conh-a a unidade da Italia ?
Nio ; mas o effeilo da iuclinacao quo temos ao
principio da nacionalidade. Esiamos convencido
de que esse principio tanto mais forte quanto
permanece intacto e nio confundido com qualquer
oulro principio. Nao censuramos o espirito de
insurreicao e de revolugio ; esse espirilo tem a
sua parle na historia, onde se v quo o bom exilo
depende muito do bom ou mo uso que se pode
(fazer delle ; ora elle censurado, ora approva-
Ido, nao somente segundo a sua siotoiil ou a sua
! derrota, mas seguudo a sua juatiga ou injuslica,
sua violencia ou moderago. Oa os povos lem
razio de so insurgiiem contra os seus governos.
]ora nao. Mas ha uraa cousa que os povos lera
serapre razio de tentar, anda que nao liquen)
victoriosos, recobrarsua independencia. Coutra o
I eslrangeiro, nao ha insurreicao injusta. Ha insur-
reicao iufelizes e vencidas ;"porin nunca illegi-
I limas.
I Se o principio da nacionalidade lem este pre-
1 vilegio que podendo muilas vezes ser infeliz em
I seus esforgos, comludo nunca culpado, porque
, razio so admirara que procuremos separar de to-
da a solidariedadecompromelledora? Nos somos
, daquelles que cree.m que o direilo de nacionali-
da.de lera ura futuro; lera, sera duvida.um gran-
de futuro ni Europa oriental e ahi existem popu-
i lacoes christias das quaes elle a esooranga e a
torca. Porque se lia de deixareslragar'esse futuro
I pelas prevengoes ou duvidas quu se ergueriam
1 em torno do principio da nacionalidade se elle se
confundisse cora outros principios menos seguros
o mais temerarios': Porquo se Ihe ha de dar por
adiado o espirito revolucionario? Elle nio pre-
cisa dealliado. O seu poder est em ser antoch-
throna. O apoio ooraeado nao pode seuao onfra-
quece-lo.
SaintMarc Girardin,
[Journal des Debis.II. uperon.)
loca-se superior as parcialidades polticas, e dei-
-a que.as opinioes se manifestem sem a menor
coaeco, odia era que es urnss se abrem para re-
coseros votos dos cidados qualiflcados deve ser
considerado, nao de lula, mas de tnurapho pa-
cifico das ideas dominantes.
.I*0' mrnha parte, fiel ao juramento tjue pres-
tei, hei de esorgar-me por desempenhar a muito
honrosa missao, embora muito superior s ml-
nhas torgas, que o soberano mo confiou, de-
mantera religiosa observsncia das leis para li-
berdade e seguranga dos povos da provincia.
Certo, senhores membros da assembla legis-
lativa provincial, dd*vosso auxilio, porque nao
pouparei meios de sustentar a harmona qne de-
ve reinar enlse os podares provinciacs, felicito-
vos pelo bem que tendes de fazer na presente
sessio vossa provincia, e com ella mo congra-
tulo vendo-vos Squi reunidos.
Cidi'ie de Belm do Grao-Par, 15 de agosto
de 1850.
Angelp Tkomaz 00 Ajiaiul.
^^^^^^ [Gazela Oficial).
PERNAMBUCO.
INTERIOR.
lem, outros os principios que esli era luta, ou-
. tros os direit03 e outras as doulrines quecomba-
.!1C,::.0_.c.!1," d";ec?ao. ""lo Pnmciro no sen- | tem, porra nao mais o principio da nacionali-
dade italiana. Sua obra est acabada na Italia,
tido diametral, afaslando-se oepois um douco
pelo nienos em apparencia, para N. O., ficando
de S. L. um digito de zona luminoza.
Houve de nolavel, do mfio era diante, oap-
parecaraenlo de duas penumbrasamarella-ca-
nario e violceaa primeira foi desapparecendo,
al se transformar em violcea como a segunda!
A mxima eseuridade foi muilo inferior
d'uma noile de luar n mais claro.
Vento durante o eclipse, N. O. e nuvens.
A temperatura desceu, ao sol, de 34." cent.
a 20 ; differenga 1 i, produzindo sensivel arrefe-
cimenlo.
Temos presente o reUtorio, ha poucos dias dis-
tribuido, apreeentado junta ge ral do districto
do Porlo, na sua sessio ordinaria de 1860, pelo
Sr. viscondo de Comea, governador civil do dis-1
trelo do Porto. ura trabalho estatislico de
elevado merecimento, e muilo curioso, que vos
parece nao desagradar aos leitores d'este jornal
os exlrsctos que passamos a fazer
Tem o districto do Porlo, nos 17 conselhos era
que est dividido. 203eechlas de iostruegi pri-
maria : 211 sao para o aero masculino, e 92 para
o fern.no. Destas esehoias 107 sao de ensi
gratuilo, e 196 pagas pelos alumnos que as fi
quentam. As primeiras foram freqneotadas o
annoleclivo de 1858 a 1859 por 5.0W alumno^,
sendo 4,617 meninos e 479 meninas ; as segun-
das por 5,323 alumno, perlencendo 3,551 ao se-
xo masculino, e 1772 ao feminino.
As eschotas de eosino secundario s4o 5 regias
44 parliculares, que foram frequena#ll As
primeiras por 125 estudantes, o as segundas por
766.
foi
O liceu nacional [a expensas do govemo)
frequentado por 262 estudantes.
De inslrucgio superior existem: A esehola
olytechina, que dala de 13 de jaueiro de 1837, e
que veio substituir a amiga academia de mari-
exceplo em Venoza.
Qual pois, dirao, os principios que so achara
em jogo na Sicilia? Saj nome bem conhecido
ua historia, e elle nada lem que deva escandali-
sar-nos, principalmente em Franga : o princi-
pio da insurreicao. Nao temos de explicar agora
o direilo de insugir-se : este um dos mais n-
li/os direitos da historia; mas elle nunca pode
chegar a fazer regularisar completamente os seus
ttulos as chancellaras europeas. Seu irmio, o
direilo de conquista, leve mais crdito. Quaiito
a nos, em vez de desertor a esse respeito. prefi-
rimos applicar ao direilo de insurreicao os ver-
sos de Corneille sobro o cardeal de Rlchelieu.
Qu'on parle bien ou mal du fameux cardinal;
Ma prose ni mes vers n'cn diront jamis rien :
II m'a fait trop de bien pour en dir du mal;
II ra'a fait trop de mal pour en dir du bien.
Apenas queremos fazer urna observacio sobre o
direilo de insurreigio. Se um direilo que per-
tence aos puvps e qoe depende do principio da
soberana nacional, parece-nos por isso mesmo
que ura direilo que deve ser discutido entre o
principe e o povo do paiz, sera que os estrangei-
ros se importcm com isso. Um povo est descon-
tente do seu governo; revolla-se e procura des-
truir o governo de que lem razio para se queixar:
em que que isso diz respeito ao eslrangeiro?
Parece-rae estar ouvindo as diversas rospostos:
Em iodo o tempo os eslrangeiros tornaran) parte
as guerras civis dos paizes visinhos.Siro, a Bs-
paoha loraou parle em Franga, na Liga, que era
urna insurreigio, e isso nio foi bom era para a
Franga, nem para a Liga, nem mesmo para a
Uespauha A Franga e a Inglaterra ajudaram a
insurreigio dos Paizes-Baixos conlra allespanha,
e essa nlervengao concorreu para crear a Hollan-
do ; a Ruseia Inlerveio noscomraogdet da Polo-
nia, e esa nlervengao desiruio a independencia
Para.
Fulla dirigida a' assembla legislativa
provincial do Grao Para', na abertu-
ra da primeira sessao da decima se-
gunda legisla tura, pelo Exin. presi-
dente Angelo Thomaz do Amaral.
Senhores membros da assembla legislativa
provincial.Completam-se hoje sete dias que
! lomei posse do cargo de presidente da vossa pro-
| vincia, para o qual Sua Magestade o Imperador
houve por bem nomear-me pela carta imperial
de 21 de abril do correlo anuo.
Em lio curto prazo nao podia cu reunir e es-
(tudar os necessarios dados para rumprir a dis-
; posigio do art. 8 da caria do le de 12 de agosto
, do 1834, com o dcsenvolvimento reclamado pe-
: los importadles e variados ramos do servico
publico de urna provincia de ndianlada civilisa-
gio, e leria de proceder de accordo com o artigo
2 g 2 da mesroa carta de le, adiando a vossa
reuniao, se me nao fo>se permiltido apresenlar-
I vos como ora fago, os relatnos que, do eonfor-
, midadade com o aviso circuanle 11 de marco de
( 1818, foram elaborados em 12 d maio ultim e 8
deste mez pelos meus dignos anlecessores, os
Exms. Srs. ex-prestdtntc Antonio Coelho do S
(o Albuquerque, e 1 vice-presideute Fabio Ale-
ixandiino de Garvalho Reis.
Esscs dous documentos que revelara, aleada
iilluslraeao de seus sillares, a mmeira dislincta
, como elles se houverara durante sua administra-
cao, unidos aos que pelas diversas reparlieoes
; acabara de ser ministrados, e serio subraelli ios
vossa consideracio, couleera o preciso material
para os vossos trabalhos : se no entretanto, e a
1 despeilo do pleno conhecimento que tendes da
provincia e de suas nocessidades, anda carecer-
des do oulras informages, achar-rae-heis sem-
pre disposlo presta -las cora a maior promp-
tidao.
Neste acto solemne, sempre lio esperangoso
para a provincia, s me cabe a satisfacio de an-
jnunciar-vos que, felizmente para a cosolidagio
I das instituigoes que nos regem, S. M. o Impera-
dor e a Augusta Familia Imperial gozara prtala
saude ; e devo tambem, acompanhando o digno c
illustradoExm vice-presiiente de quem recebi
a administragio, na opiniio que emitle quando
j trata era seu relatorio da excitagio que se nota
nos espiritos na cidade de Camela o villa de Bre-
, ves. assegurar-vos quo a tranquillidade publica
nao inspira receto de alteracao, ainda mesmo
durante a poca, ji tio prxima, e sempro to
animada, em qne lem de ser exercido o soberano
direito cleiloral.
O povo paraense naturalmente pacifico, com-
, prchende bera que,unidos pelos sentimentos de
suas reciprocas necessidades, e agitados mais
, larde por todas as paixes, consequencia dessas
, raesmas necessidades. os homens esqueceriam o
fim da sociedade civil, se nio fortificassem cada
dia a primeira condicio de sua vida,a ordera.
Esta asplragio constante de todos os povos civi-
lisados, elle a traz sempre mui lerabrada, al
porque se recorJa que a emigragio espontanea
o elemento que ha de fecundar esta vasla e pre-
vilegiada regiio, dotada pela Providencia de urna
magnifica siluagio geographica, do solo mais ri-
co, dosysleraa do navegago fluvial mais bello, a
qual s espera bragos qne colliam 09 seus pro-
ductos, e navios que a estes transporten) ; por-
que sabe que o colono laborioso, morigerado e
providente, o nico que convem, nio se embarca
com o seu capital ou a sua .industria sem per-
guntar se no paiz cojo porto demanda achara paz
e protecgo ; porquo Analmente compenetra-se
de que em urna nago livre, onde o governo,sera
esquecer o seu dever de dirigir a sociedade, col-
REVISTA DIARIA-
Foi uomeado guarda de segunda classe da
alfandega o Sr. Francisco Jos dos Santos J-
nior.
. Sr- alteres do decirao balalhio de infama-
ra francisco Antonio da Voiga Cabral de Moraes
da Mesquiia Pimenlel foi oomeado delegado do
lermode Caruar.
O bacharel Joaquim do Reg Barros nio
quiz aceitar a noraeagio que delle fez o governo
>mperial para juiz municipal e de orphaos do
Buique.
Da cidade de Nazareth temos noticias cora
dala do ultimo e do passado mez.
A comarca vai tranquilla, nio constando que a
seguranca individual, era a de propriedade, ba-
ja soffrido quebra alguma, a nio ser a provoca-
gao de um inspector, feila a um caixeiro na pro-
pra casa de negocio do patrio desle.
Ha fundadas esperoncas deque corram placi-
das as eleiges municipaes, nao obstante dizer-
se que ha encontr de pietencocs presidencia
da cmara.
A isto dizem-nos dalli o seguinle :
Nao obstante a calma que se observa, c a
nenhuiua disputa eleitoral, alguns membros de
urna parcialidade poltica, que consta nio ter a
palavra de ordem do chefe do partido na provin-
cia, contra o qual alias aprsenla symptomas
pouco equvocos de indisciplina c insubordinagio,
fazera correr pela comarca urna circular, cuja in-
tegra.a ahi don, para que se veja c admire :
Illra. Sr.Nazareth 6 de agosto de 1860.
Era nossa ulllma reuniio, delberou-sc que cada
um membro do partido desta freguezia concor-
resse coro 2050(10 para se occorrer s despezas do
que se combinou, Ao portador desle entregar
V. S. essa quantia. Como sempre de V. S. ami-
gos e obrigados criados, etc. etc.
E que tal ? I Parece que foram pouco fe
; lizes cora o appello ; a gente J3 vai sabendo e co-
uhecendo...
Concluimos estas noticias com o esbogo se-
guinte a respeito da cidade de Nazajelh, que
dalli nos remetleram.
Est esta situada margem esquerda do rio
Tracunhaem, em terreno pouco plano, e, segun-
do a noticia rorographica do Sr. Marlins Pereira,
13 leguas ao noroeste dessa capital, com urna
popularlo de 5,000 habitantes : a sede da c.i-
marca do mesmo nome, residencia do juiz de di-
reilo, do delegado de polica, do juiz municipal e
do promotor publico.
Corita, alm disso Ires escolas, duas de ins-
truegao primaria para ambos os sexos e urna de
[atirn, que hoje pouco frequentada, sendo que
por isso foi supprimida pelo poder competente,
nao se leudo al agora dado deslino ao respectivo
professor ; conla mais duas aulas particulares de
inslrucgio primaria, ambas bem frequentadas.
Entrelin seraanalinente urna abundante fei-
ra de vveres : o seu commorcio era assucar,
courama elegumes: importa bstanles fazend.ise
urna grando quamidadede gneros de estiva.
Possue qualro templos, por acabar, urna ca-
sa de cmara de mo goslo, urna cadeia em rui-
nas, bem como uraa casa de agougue o ura Ihea-
tro particular em pessimo estado ; as ras sao
tortuosas, as casas mis, e a edificagio pessiraa :
eis a cidade de Nazareth 1
E' justo que demos tambem urna succinla
noticia da comarca do mesmo nonio lem esla,
segundos opiniio mais correcta, 16 leguas de
longitude, nascente a poenle, sobre 7 i 8 de la-
titude, sul I norte: comprehende duas fieguo-
zias, qualro subdelegadas c dezeseis ou dezesete
julgados de paz.
Conla cerca de 200 engenhos de fazer assu-
car, lem 5 povoages e 5 feiras, inclusive a da
cidade.
n D'entre as povoacoes a mais favorecida da
natureza, que offerece mais vida, e parece visar
um futuro mais brilliante, a da Vicencia, sendo
que por isso j desalia seus ciuraes : quanto
nos a sede da comarca flcaria mais bera enlloca-
da alli, por muilas razos, quo omiltimospor
agora, mas de que logo trataremos era artigo es-
pecial ; possara os representantes da provincia
compenelrar-se d'ellas o toma-las era considera-
cio.
Pelo delegado do leimo do Limoeiro foram
capturados:
Antonio da Rocha, por crime de furto dees-
era vos.
Lilis Correa da Silva, por crirau de eslelliona-
to. em virtude de queixa do lonente-coronel Joio
Barboza da Silva.
Pelo delegado do Nazarelli foram captura-
dos :
Antonio Caboclo, Jcronymo Dota e Jos Cabo-
clo, indiciados em criraes de roubo e ferimentos
graves.
Antonio Alvos Ferreir, criminoso na provincia
da Parahiba.
Francisco Pereira de Lima, Alexamlrc Alves de
Oliveira, Joio Francisco e Manoel Barauna, todos
por crirae de furto de cavallos.
Passageiros sahidos no vapor nacional Cru-
zeiro do Sul, para o sul : J. B. da Sil-
va, Antonio da Silva Toixeira. Gervasio da Silva
Coelho, Jos B. de Araujo, Vicente Marinho de
Vnciros, Jos C. Ramos, Joio J. G., CaslrLiano
Marques da Gama, 60 pracasde varios corpos, i
mulheres pertencenlcs aos mesmos, Antonio F.'da
Costa. Joi-iuim do Miranda, Domingos da Cu-
nta, Jos Antonio, Jos Vicente F. da Silva Co-
raos, Joaquim Jos Pereira da Cunha, Jos Leo-
poldo Rourgard, Len Levy, I). Clara Josephina
da Costa c sua escrava, Mr. Goujon, coronel Hy-
gino Jas Coelho o sen enmarada, Dr. Amonio
Justino e um escravo, Jos M. Pereira da Silva.
Jos Pereira Itibeiro Guimaries, Jos Francisco
Maia, Dr. Gervasio C. Pires Ferreira, Jos Joa-
quim Dourado, sua senhora p uraa a^crava, D.
Marta C Lamaeki da Rocha e 3 lilhos, D. Pro-
copia da Rocha o dous escravos, major C. D. N.
de Almeida, H. Nerbcek, imperial marinheir
Jos Francisco do Brilo. D. Mara Felismina
Isaac de Carvalho, Jos Mara da Silva, Ouarle
Manoel de Noronha. Thomaz Brosks, M. Eugenio
e 32 escravos, a entregar.
Passageiro vindo do Havre na galera fran-
ceza Berthe:Guilherme Bophard.
Passageiros que seguirm no vapor Oya-
pock, para os portos do florte : Wlliain Zep-
fring; Antonio Ferreira Ramos Sobrinho, Joa-
quim de Azevcdo Pereira, Jos do O' do Almei-
da, sua senhora c urna escrava, Gustavo Julio
Giiinther, Roberto J. Spalders e sua senhora,
Francisco Soares da Silva Retumba o um criado,
Manoel Antonio da Rocha Jnior, Joaquim Anto-
nio Pereira Vinagre. Henriquo Krause, Emilio
Matler, Joaquim da Costa Serafn), Antonio Jos
Brrelo, Antonio Pinto O. de Almeida Jnior,
Antonio da Costa Ribeiro, Caetano Daniel deCar-
valho, Manoel de Moura Rolira, sua senhora o
urna eccrava, Francisco Ferreira de Novaes, .'os
Emilio Ferreira Lima, Joao Manoel Alves, Profi-
ri do O. Machado, Salustino Kpifanio Carneiro
da Cunha e Antonio Jos Vianna.
Passageiros; que seguirn) na sumaca na-
cional Horiencial- i-Jos Maria da Silva e Manoel
Rodrigues. """ '
Mataoouro publico. Mataram-se para o
consumo desla cidade no dia 2 do corrente 100
rezes.
MonTALIDAOS DO DIA 2 DO CORnETSTB :
No da 3 do mesmo igual numero.
Maria, branca. 1 mez; espasmo.
Catharina Mario dos'Prazeres, preta, casada, 70
annos; molestia chronica.
Severino Neves, preto, casado, 90 annos; dlar-
rha.
Luiz- bronco, I anno ; gaslrito.
Manoel Andido do Oliveira, branco, solleiro, 19
annos; phthysico.
Dionizia, preta, 1 anno; de urna quemadura.
Mara Francisca Amancia, parda, solleira, 20 an-
nos; maligna.
Cadete Jos Moreira de Camino, branco, sollei-
ro, 28 annos; erysipel.
Maria da Conceigo. preta, casada, 60 annos ;
gestro intente.
Jos Marlins de Coulo Vianna, branco, casado,
40 annos; phthysica pulmonar.
Manoel, pardo, 4 mezs ; espasmo.
EslevJt, pardo, solleiro, escravo, 20 annos ; febre
maligna.
.3
Rota Viterbo Figuoira, parda, solleira, 25 an-
nos ; erysipela.
Estevao, cabra, oscravo, solleiro, 25 annos; In-
oerculo pulmouar.
Joaquina Ignez Pinche, branca, casada, 43 an-
nos ; phthysica.
Ovaldo branco, 18 raezes ; escarlatina,
Alina Mathildes da Silva Marques, branca, vinva,
OU annos ; gastro intente.
Manoel. branco, 9 mezes ; espasmo.
Hospital de camdadb. Existem 54 ho-
mens e 62 mulheres nacionaes; 6 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, total 123
Na totalidadedos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
giao Pinto, s seis horas e 3(4 da manha;
pelo Dr. Dornellas. s 8 horas da manha
e pelo Dr. Firmo s 3 horas da tarde de hon-
tem.
CHRONICA JUUICIARIA.
JURY BO RECIPE.
4.a SESSAO JUDICIARIA
DIA3 DESETEMBRO.
PUESIDESCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO INTERINO
DA 2.a VARA CRIMINAL. HERMO-
GE!*ES SCRATES TAVARES DE VASC0NC.ELL0S.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino de Gusmo Lobo.
Escrivo, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
teres Clemente.
As 11 horas da manha, o ercrivao procede
chamada nominal e verifica eslarem presentes 46
juizesde fado.
Sao multados era 20$ os Srs. juizes de fado
que nao comparecern) sessio. seudo notifica-
dos na forma da lei.
Alexandrino Correa Marques.
Antonio Mximo de Barros Leile.
Antonio Aureliano Lopes Coutinho.
Antonio Jacome de Araujo.
Antonio Pereira da Cunha.
Dr. Amonio Epaminondas de Mello.
Antonio Jos Dias da Silva Mendonca.
Antonio Gongalves Ferreira Gascio.
Antonio da Silva Guimaries.
Antonio Guimaries da Silva.
Antonio Ricardo do Reg.
Antonio Raimundo Paes de Lima.
Bento Jos Ramos de .Almeida.
FraDcisco Ferreira de Mello.
Antonio Joaquim Seve.
Fraucisco de Paula Cavalcant da Sveira.
Francisco Jos da Silva Araujo.
Francisco Antonio de Miranda.
Felisbino de Carvalho Raposo.
Joaquim Luis Viries.
Joaquim Silverio de Souza.
Joaquim Bernardo do Mendonca.
Joaquim Barboza de Moura.
Joaquim Hygino do Moraes.
Joaquim Francisco Duarto.
Joaquim Bernardino de Queiroz.
Joio Francisco de Oliveira.
Joao Valenlira da Silva.
Joio Augusto de Vasconcellos Leito.
Joao de S Leilio.
Jos da Costa Dourado.
Jos Joaquim de Oliveira.
Jos Francisco de Mello.
Jos Guilherme Guimaries.
Jos Rufino Maciel Montciro.
Jos dos Santos Souza Lius.
Jos Joaquim da Costa Ribeiro,
Jos Lourenco de Sania Anua Barros.
Jos Lopes de Farias.
Jos Joaquim da Cunha.
Jos Francisco de S Leilio.
Jos Francisco de Araorim Lima.
Luiz Antonio Vieira.
Luiz Jos Nunes de Castro.
Manoel Jos Rodrigues Braga.
M-arjuel Lopes Rodrigues. -----"
Manoel Ignacio da SilVoTerreira.
Manoel Juliao da Fouseca Pinho.
Manoel Jos da Silva
Pedro Jos Carlos da Silva.
Sevoriauo Jos de Souza.
Foram dispensados de servir na presente ses-
sao, e relevados das multas que lhes foram im-
postas, os Srs. :
Hermenegildo Gongalves da Silva.
Hermenegildo Coelho da Silva.
Jos Gongalves Malveira.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
Sio relevados das multas aquelles dos Srs. ju-
rados presentes que faltaran) ultima reuniio, e
que nesta allegaran) justos motivos d'esrusa.
Estando presente o numero legal de juizes, o
Dr. presidente do jury declara aberta a sessio c
prosegue nos trabalhos.
E' subraettido julgamento o reo Manoel de
Souza Forraz, preso desde 3de oulubro de 1859,
pronunciado dos arls. 201 o 207 do cdigo cri-
minal pelo subdelegado supplente da freguezia
de Sao Fre Pedro Gongalves o alteres Ignacio
Antonio Borges, sendo sustentada a pronuncia
pelo juiz municipal da 2.a vara interino, Dr, Joio
Jos Pinto Jnior.
Procedendo-se ao sorteio do conselho de sen-
tenga, sio recusados pelo orgio ministerio pu-
blico os Srs. juizes de fado :
Joio Xavier Carneiro da Cunha.
Francisco Augusto de Oliveira Barros.
Angelo Custodio Rodrigues Franca.
O advogado do reo, o Sr. Joio Antonio de Sou-
za Ribeiro Jnior, recusa os Srs juizes :
Dr. Joio Honorio Bczerra de Menezes.
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Co.npoo-se o conselho de senlenca dos se-
guidles Srs. juizes de fado, quera se deferio o
juramento dos Sanios Evangclhos, logo depois
de. serem sorteiados:
Ociaviano de Souza Franga.
Antonio Luciano de Moraes de Mesquita Pi-
menlel.
Joio Jos Soares de Sanl'Anna.
Antonio Bezerra de Menezes Lira.
Antonio de Paula Mello.
Joaquim Tavares Rodovalho;
loao Francisco Pontos.
Elias Francisco de Mindello.
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
Jos Pedro das Neves.
Francisco Antonio de Brito.
Thomaz Augusto de Vasconcellos Albuquerque
Maranho
O juiz procede ao interrogaiorio do reo, que
acensado de hover espancado varios remadores
e Africanos livres ao servigo do arsenal da mari-
nha e de hiver ameacado um meslre. Sendo
interrogado, o reo allega quo niu se rrcorda do
tacto, por estar enlio demasiadamente embriaga-
do, sendo que soda por habito ao vicio da em-
briaguez.
Depois da leitura do processo, seguem-se re-
sumidamente os debates entre o orgio da justi-
ga.c o advogado do reo. .
Faz este sentir a ausencia que se nota no pro-
cesso do auto do corpo de delicio, por onde se
provaria que houverara realmente offjnsas phy-
siers, e pondera que o reo esii sufflcienlemenle
punido com a prisio preventiva do 8 i 9 raezes.
Formulados os quesitos. recolhe-se o conse-
lho sala das conferencias, de onde volta poucos
minutos depois com as suas resposlas.
Era vista destas, o juiz lavra a scnlenga, que
publica ao tribunal, obsolvendo o reo, o condem-
nando a raunicipalidade as cusas.
Sendo a hora pouco adiantada, o escrivo pro-
cede novamentc chamada nominal, e verifica
eslarem prsenles 38 juradas,
Entrim era julgamento os reos Jos Theodoro
du Silva e Jos Justino do Nas:imento, presos
desde 16 de outirbro de 1859, pronunciados no
art, 207 da cdigo criminal, sendo apuell tam-
bem pronunciado como incurso ne art. 3. do lei
de 26 de oulubro de 1831.
Procedendo-se ao sorteio do conselho de sen-
tonga, sio eleitos os Srs. juizc3 de fado .
Odavlano de Souza Franga.
Thomaz Augusto de Vasconcellos,
Francisco Rufino Correa de Mello.
Pedro Duarle Rodrigues Franga.
Joaquim Jos de Carvalho oSiqueira Vsrejo.
Alexandre Primo Camello
Cosme Jos dos Santos Callado.
Jos Guilherme Guimaries.
Antonio Ferreira da Costa Braga.
Jos Pedro das Neves.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Elias Francisco Mindello.
Deferido ao conselh o juramento dos San-
las Evangclhos, .procede 0 iniz ao interrogatorio
dos reos.
Seguem-se os debates, e sendo representada a
defeza pelo Sr. A. N. do MendoDca.
Prop**to os quesitos, recolhe-se o conselho
saladas conferencias secretas s5 horas da tarde,
Je onde volta 10 minutos depois com as suas
respostas, que foram lidas em alta voz pelo pre-
sidente do jury de senlenca.
Era vista destas, o juiz de direilo lavra a sua
sentenga, que publica ao tribunal, absolvendo os
reos, mandando qe se lhes desse baixa a* cul-
pa e condemaando raunicipalidade as cusas.
Anda por estas senlencas, re ve lo u-se o tribu-
nal do jury integro e juaticeiro. profe"rindo os
seus votos com illustrada atiengao dos motivos
que os inspiraram
Mal instruido com relago prova, os referi-
dos, proeessos nao offereriam materia segura
para urna condemnago. Bastando para a pro-
nuncia, que apenas o decreto da aecusagao pu-
blica, os indicios vehementes nao autorisam a
condemnago.
Devem hoje ser submellidos julgamento os
proeessos entre partes.Autora, a justiga publi-
ca, e reos Emle Philogcn Gini, pronunciado
no art. 3. da lei de 26 de outubro de 1831, o
Fraucisco Antonio das Chagas, pronunciado no
art 192 do cdigo criminal.
O ultimo dos reos, conderonado por senlnga
do jury de 1 de margo pena do 12 annos do
prisio com trabalho, appellra desta senienca.
oblendo provimento por venerando accordo'da
superior tribunal da relago. Dever ser um
julgamento importante e grave, em que o jury
proceder com o zelo e illustragio que se Ihe re-
conhecem.
Erratas.
Na observagio do arsenal de marinha derara-
se os seguiotes erros :
Naliuh-i 10e oulras vezes depleges sangu-
neas,diga-see oulras vezes as depleges san-
guneas.
Na linha 11cauterisagoes do nitrato Je pra-
tadiga-secaulerizagots de nitrato de prata.
Na linha 20nao rae serveriam as ligues dos c/ii-
micos, diga-senao me serveriam as lices dos
clnicos
Na linha 29eram metastasos funestas,di-
ga-seeram raelastases funestas.
Na linha 38 baseada segundo a minha ex-
periencia diga-sebaseada segundo a mesma
experiencia.
Na linha 67se notaram as vorescencias (lo-
gsticas diga-se se uotavam arvorescencias
phlogislicas.
Suppriraa-se no principio da correspondencia
ObservacoesE na linha 70peritonile aguda.
Na co'respondencia publicada no Diario n. 201
assignada por Sebasttio Pacs de Souza :
Leia-se exoneracio, e nao veronerago.
Leia-se foi. e nao r.
Leia-se fugir, e nao fugio.
Leia-se tres a qualro, e nio tresentos e quatro.
Leia-se nosso, e nio no seu.
Leia-so eleigio, e nio missio.
Leia-se diga-rae, e nio diga.
Leia-se cansa, e nao cauza.
Communicados.
Olinda 27 de agosto de 1860.
No dia 5 de agosto docorrente anno, deixou o
mosteiro de S. Bento da cidade de Olinda, Fr.
Felippe de S. LuizPaim, ex-abbade do mesmo,
lomar conta de sua nova abbadia, no convento da
Parahiba, para onde fora ltimamente eleito.
Oiinda, no podia testemunhar um seraelhanlo
acto, sera que ao menos um dos seus habitantes
rompesso o silencio, e alguma cousa dissesso em
prol doss6 religioso, que tantos beneficios Ihe
prodigalisou, como se sempro pralicar, em
qualquer parte onde se acha.
Nao um homem suspeito pela intima amizade,
nem pelos favores que recebesse desse digno mi-
nistro da igreja, que hoje traga estas linhas cm
seu abono ; nao: apenas o conheclamos de vista,
e o respeiliraraos pelas sua3 qualidades e carc-
ter, bera conhecido do publico. Com a pralica do
justo, e do bem, conseguio tornarse recommen-
vel, e digno da estima c consideragio dos homens
bera intencionados, e que sempre" congratulara-
se com os beneficios prestados ao culto, a igteja,
partam d'onde partir.
/altea ao mrito, s o que queremos.
O ex-abbade de S. Bento nio um carcter
vulgar pela sua dedicaeio, pelo seu trabalho, pela
sua economa na gerencia do que confiado a
sua guarda e Jireccao, digno dos mais serios
incomios, t, so junirmos a tudo isso a pralica da
caridade, sera duvida que poderemos afirmar,
ser o seu nome bemdilo e respeilado pelas gera-
coes vindouras I Um padro de gloria deixa ello
gravado em Olinda ; abatido, desmoronado eslava
o seu mosteiro. no lempo de oulros abbades quo
dispunham dos mesmos recursos, hoje cora soli-
dez e elegancia acha se todo construido de novo,
para o que gastou se muitos contos-de reis 1 Os *
engenhos, predios no Recite, esli lodos benefi-
ciados ; a safra que se acha no campo invenci-
vel ; a esclavatura sempre luzida e bem tratada 1
Nio obstante despezas lio avulladas. um fundo
de reserva sempre existi em caixa,tanto que cons-
ta-nos, ter mandado o ex [). abbade para o con-
venio da Babia, cenlo e tantos coutos de reis, o
para o do Rio, vinle e tantos Para o asylo do
mendicidade do Recite assignou tres contos do
ris, exclusive um patrimonio, e consta-nos Iam- *
bem, que logo entregara todo esse diuheiro 1
Como, pois. se dever deixar no olvido o nome
daquelle. que sobre a trra lem feilo lo brilhan-
te papel ? e u'ura seculo desles, em que s reini
o egosmo, a ganancia, o inleresso particular,
emlira ? 1
Honra, pois, mil vezes honra, a ura nome illas-
tro, que tantos beneficios fez a esla trra, a qual
jamis Ihe poder ser ingrata.
Desculpo-nos o Rvd. D. abbade, se com estas
peucas linhas, ofendemos sua bem entendida v
raodestia.
Prospera o feliz viagem. dilatada vida para
continuar na carreira encelada, ludo quanto de-
sejamos.
M.
A igreja e as elcicoes.
A irreverencia aos templos sagrados, a profa-
nagio da casa do Senhor, um dos crimes mais
atrozes que o christao pode perpetrar em sua
vida.
Deus, receiando que os homens sendo inclina-
dos ao mal commeliesscm no lugar cm que Ello
assisiisse, abominaveis profanages nunca per-
niitiio que se erguesse um s templo sobre a
Ierra.
Percorrida, porra, urna serie de annos, sua
boudade infinita o concedeu por urna graga es-
pecial Salomao, a quem dolando de urna sabe-
doria que s pdia dimanar da Sabcdoria Divina,
li.uia escolhido para missio tranceudente. Mas
todos os lugares em que este Deus se dignou ha-
bitar, foram olhados sempre pelos patriarcas e ir-
raelitas, nio s com todas as demonslrages da
acalamenlo profundo e de respeito grandioso,
como tambem como'um lugar de santidade e do
horror.
Jacob no seu raysterioso sonho nos campos do
Mesapotamia vio urna escada que chegava desdo
a trra at o co, e os anjos do Senhor, que su
biara e desciara incesantemente por ella ; para dar
a entender, que estes espiritos celestiaes levara
ao cos as nossas orages e boas obras, apresen-
lara-nas acorapanhadas das nossas supplicas aos
pfs do throno de Deus, e nosconseguem e Irazem
trra gragas e mercs (1).
Desapparccida a nuvem Jacob disperla de su*
lelhargia, e conhece a magnilude do lugar que
habita. O medo se derrama em seu roragao ;
elle treme, perturba-se e um horror lodo santo*
apossa-se de sua alma ; quer fdllar nao acera ;
balbuca, forceja ; sao cmQm suas palavras a'
coofissio solemne de sua crenga e de sua pro-
funda conviccio ; aqui verdaderamente reside o
Deus de meus pes eeu porm ignorava : e ego
nuciebam. Que terrivel me nio deve ser este lu-
gar pela santidade quo oceupa : Quam lerribilis
est locus isle 11 E este na verdado o theatro da
gloria de Deus, o que Elle cnchen com seu nome
e sanlicou com sua presenga : aqui firmn a sua
morada; aqui lera os cos a sua porta ; Non est
hicaliud nica* Domus Dei est porta Cali.
Porra, que distancia infinita nio vai da figura
o figurado? Que differenga espantosa nio se al-
canga do templo da chrislandade a aquelle quo
tanto sorprendeu o atemorisou ao palriarcha de
Beihel, e ao que elle consagrava reverentemente
tanta veneragao e moior respeito ?
. EfTeclivamecle ; alli era figura se dilatara a
esoada da Ierra ao co ; aqui nao ajamis figura,
porm realidade; nao a escada, Jess Christ
o canal entre o co e a trra ; Elle a victima
entre os ulhos e o Pai Eterno ; o mediador en-
tre Deus e os homens. Alli era um lugar simples
sem pompa, sera apparalo, sem grandeza e s
o magnificava a mageslade de um Deus occulla ;
(1) Calhecismo de doulrina por Mazo, e tradu-
zido por Urcul.


DIAFIO DE PEBMABffUCO. .-,. TEBgfr FEIRA J PE 9KTEWBKO DE 1860.

aqu aluj de fulgurar o esplendor a pompa c a
nqncia, m Deua patento o visivel se colloca
em os nossos altares, habita no tueio dos homens
e honra com sua real presenja o lugar onde re-
cebe a dorages e cultos.
A igreja santa, o templo christao em verda-
oe, o lugar que inspira o maior respeito, sincero
acalameuto e profunda venerado. Desde o pr-
tico do sautualio, que se depara grandeza o ma-
gestade; ludo maravilhoso.
A (unte saudavel das aguas vivas aonde o ho-
rnera lava as nodoas da culpa de origrm e re-
genera-se pelo haptismo ; o tribunal da peniten-
cia e de reconciliago, aonde tantas vezes o pce-
cador pendrado de verdadeira dor recebe do sa-
cerdote do Senhor a plena absolvico do suas
iniquidades ; os altares sobre os quaes se v lan-
povo, alias taQ.religiQso, exercendo n mus ele-
vada funocao de sua soberana, parece esquecer-
se de que est debax das vistas do Re dos Reis,
de quem dimana todo o poder em quaesquer mos,
quo elle se ache depositado.
Ol I quanto nao tem magoado 01 coragdes ver-
daderamente catholicos, as deploraveis scenas
que tantas vezes tem manchado csse grande ac-
to nacional, que dovia ser o triuropho da razo e
da sabedoriaf
J nao era pouco que a casa de Deus fosse per-
turbada cora calorosos debates, injurias, vocifo-
races, que a poltica nao (oleraria em um thea-
tro ou praga publica : o mal rpido no sou pro-
gresso, e um abysmo chama outro ahysmo. Das
palavras passou-se s vias de (acto, e na falta de
armas ofTcusivas, servirara j urna vez as pro-
tase lao venerandas imageus, que representam os Pnas lraage"s do Senhor Cruxificado (8), e ossos
originaes.queusufruea mansoceleste; easquaes arrancall0S dos sepulcros, violando-seimpiamen-
os faz lenibrar as maravilhas, que Deus teo ,e a fgio dos tmulos, tao respeilada entre to-
obrado seus escollados, nos seus santos e tambem dos os P0VS- Quem poderia imaginar, que o sim-
os saudaveis cxemplos que esses mesmos santos' P,es cargo de elctor custaria tantos escndalos, e
ros tem deixadu para que conformemos a ellos Plluiria o sagrado pavimento com a effusao do
nossos costumes e vivamos santamente, cm sum-
ma, estes mestnos aliares alagados com o sangue
do Cordeiro Immaculado Jess Christo no Calva-
rio, e ao mcsiuo tenido no altar Deus no co, vic-
tima na trra, habitando entre os anjos, e assis-
tiudo entre os homenns; o culto pelo seu poder,
descoberlo pela nossa f; mandando a direita de
seu pai, obedecendo a voz do sacerdote, sacerdote
e victima, victima e altar, altar e ludo junto,
um em todas as hostias, todo era todas as partes I
sangue dos nossos irmaosl I
De certo, se Jess Christo abrazado em sello
pela sua casa, s pelo trafico que deparou na por-
ta do tomplo de Jerusalem.o que cao era seno
a sombra dos nossos, lancou fura com indignaco
os commcreanles ousados, que conveiliam aquel-
le i- niplo em espelunca de avenlureiros, expro-
bando-lhes desla maneira mais lerrainanlo : El
vos fecistit spelunca lalronis ; como nao subir
do ponto esta raesma indignaran, vendu Elle, nao
Que muliido de maravilhas. que grandeza de i ,orior. "" na Prla do templo, porm den-
prodigios
O hornera pois nutriudo a convicrao de sua
orthodoxia, logo que seus passos se'dirigem ao
santuario ; quando se adiar na presenca de um
Deus Sacramento, diante de tantas o "lao vene-
ran las magens, sagrados objectos, objectos que
arrebatam e sorpreiilcm aos genios mais subli-
mes, de ve necessariamente possuir-se de um aca-
tamento, do um respeito o mais submisso, verda-
deiro e profundo.
Levantar porm por toda a parto suraptuosos
templos a Deus, adornar a sanlidade e pureza de
Seus altares do preciosos paramentos e ornatos ;
offerecer todos os dias sacrificios ao Senhor ; cur-
var o joelho, dirigir ao altar, ao throno augusto
pcrfumac3 da mais pura devogo.consagrar-lhe na
apparencia os mais sinceros testemunhos da re-
ligioe de f, e no meio de lao bellas demons-
trares surgir una mistura de christao e de im-
po, de. virtn les o de crimes; de gracas e de
peccido, de honestidade e de escndalo"; de de-
vocao e de desacato ; inconleslavelmente a In-
Cousequemsfa mais palpitante, c a ousadia mais
requintada I Anda mais. Vir casa de Deus por
curiosidade, nao crer militas vezes no mesmo que
se incens, incensar o que se nao adora, adorar o
que se ultraja ; procura-lo por coslume, s para
u ver com indilTerenga; concorrer para um culto
em que ha constrangiiiicnto ; vir a um lugar cm
que se apparece por ostentarlo, assiste-se por
curiosidade, ajoelha-se por condescendencia, es-
canlalisa-sc por moda; e nao se profana mais
por modestia ; (2) a todos os respeitos loucura
petulante, sacrilegio consumado da parte da-
quclle que se alardea de catholieo.
Occupar o templo santo coiniuncgoos inleira-
meute profanas, tirar o corpo do Jess Christo
na eucharistia sagrada do logar proprio, o sacra-
rio, o transporla-lo para outro quic acanhado,
incapaz e indecente; privar nesses dias os fiis
da piedosa aderago ; tomar couta da casa do Se-
nhor para SUStentar-se nella discussoes calorosas,
c converler-se em tribunal de debates virulen-
tos ; laucar mo eniflm, da igreja para abrir-se
sesses preparatorias, prepararse o processo elei-
loral, elegerera-so os representantes dj provin-
cia e nessa conjunclura tornar-se urna completa
orgia o lugar que s inspira sanlidade, que in-
funde o maior respeito, c que s dedicado a
orac&o como dissu o mesmo legislador divino:
Voniiu mea, domus orationis vocabitur, el vos
tis spelunca lalronis; (3) por sem duvida o
escndalo mais abouiiuavel, torpe e execrando ;
a profanacSo mais deleslavel nefanda e horr-
ficas' em snmnia, o acto mais ignominioso que
degrada o carcter christao; que avilla e ultra-
ja a HagesiaJe Divina, e conseguintemente pro-
voca-lho Sua indignacao I
De felo, contrista dizer que c por um acto do
governo, que jurn sustentar e mantero culto da
religio catholica, como religio do estado, que
determiua serem feitas as eleices dos represen-
lantes do povo, no recinto da "casa do Senhor!
E' a todos os respeitos grave injuria feila re-
ligio, una oftVnss atroz que se dirige Deus
o escolher c pralicar-se artos profanos no lugar
que o nmsmo Deus designou para tasa de sacri-
ficio: i:iegi locumistum mihiinetomum sacri-
fica, (i).
U.s templos sao as casas prevllegiadas, as
quaes lieos se compraz de se nos mostrar propi-
cio : elle claramente diz pelo propheta : escolhi
e sanlQquei este lugar para nelle estar o meu
nonie para sempre, c para nelle estarem flxos os
meus olbos c o meu corac.io em todo o lempo (5).
Os templos sao santos em si mesmos, e espe-
cialmente consagrados, c nessa inlelligencia ellos
o os logares de sanlidade ; mas ellos sao edi-
ficados para nos santilicarmo-nos, e nesle senti-
do sao elles os lugares de sanliQacao. Nada de
mais santo que o templo ; elle a casa de Deus.
6).
V. nao resoltante ver nesle lugar sagrado,
onde a pouco se hara otl'erecilo ao tierno o sa-
crificio incruento do seu Fillio, logo depois no
mesmo pavimento, junio ao mesmo altar, diante
dss mesinas imageus formar-se urna asscmbla
de catholicos nao para orar, porm para exercer
actos profanos lao extranhos piedade coristas,
tao "(Tensivos religio, e tao desagradaveis ao
mesmo Deus, que recommeuda o maior respeito
e venerae.ao na sua casa ? I
Na verdade, a casa do Senhor a igreja, nao po-
de conter s ras e as paitos exaltadas de um
povo que se engolfa nos negocios eleitoraes.
O cidadao que vai exercer o acto mais solem-
ne da sua soberana, no calor da discusso, que
ah quasi sempre se asila, nao hesita de pralicar
ocenes, que seriara altamente reprovadas ou re-
prehensivas em outro qualquer lugar ; nao tre-
pida al mesmo de manchar suas raaos no san-
gue de seus rmeos! I
A sanlidade do lugar, o symbolo da redernpr;ao,
as sagradas magens, que ornam os altares, o si-
lencio dos morios, alfim, esse lodo que inculca
magnilude sanlidade e veneraeao niio pode por
semduvida esbarrar os homens' em seus desvos
quando reunidos para o acto de eleiges.
Os escndalos sobem de ponto : ahi o homem
esqueee-se de que christao para lembrar-se
quo poltico.
Para liligar um direilo que lhe contestado,
para sustentar sua asserco, aira eo phrenesi
enuncian) palavras terinas, declamagoes virulen-
tas, c as vezes exprobram-.se tactos e vicios, fra-
quezas e infamias, as quaes s caberiam nos lu-
panares, e as agilaces de urna orgia E quan-
do o calor dos debates, a o(Terves<:encia da dis-
cusso se desenvolve em grande escala no espi-
rito dos partidos desapparece enlo a irregulari-
dade do acto ; nao se respeita a le, nao se acata
a autordade, nao so teme o mesmo Deus; e
niretanto que desse exaltamento excesssivo o
perigoso nasce a imprudencia, da imprudencia
passa a arrogancia, da arrogancia & precipilagao,
da precipilacao surge urna especie de loucura
que se apossa das turbas.
Os ?clos mais torpes e execrandos se pralicam
na igreja santa ; as vias de tacto, emfim, sao a
ronsequencia necessaria dessa exasperagao vio-
lenta, por que a reverencia ao recinto sagrado, o
temor de Deus nessa necasiao tica olvidado da
assembla que iuneciona, e desl'arte o templo
sagrado, a igreja santa passa por urna melamor-
phose: ella, como reflexiona Fleury, osseme-
Iha-semais as escolas publicas, ou a essassalas
destinadas a tratar de negocios, do que as anti-
gs Baslicas (7 ; ella converle-se em verdadei-
ra arena de gladiadores em espelunca de plei-
teantes : Domu mea. domus orationis vocabilur
el vos ficislis spelunca lalronis.
Um vulto mu respcilavel e preeminente na
gerarchia dos pastores sagrados, o sabio metropo-
litano, e primaz da igreja brasileira, o Exm. e
Itvm. Sr. arcebispo da Baha e marquezda Saeta
Cruz, gloria imarcessivel do clero, e incansave
defnsor dos direilos da igreja de Jess Christo,
j fez subir presenca de S. M. o Imperader no
dia 25 de maio de 189, urna representarlo, pon-
derando os inconvenientes das eleices feitas na
casa de Deus.
Nesia peca de eloquencia o venerando prelado,
d-'screve com vivas cores os desacatos mais exe-
crandos que se lera d3do em laes occasies.
Asnossas igrejas (dir elle) em vez de asylo
de paz e de caridad^ chrisla destinadas s paci-
ficas as-emblas dos fiis converteram -se em are-
na de gladiadores ou campos de batalha, onde o
2 Pensamenlo de um orador sagrado.
:l S. Matheus cap. SI. 13.
I 2 Paralip. cap. 7, 12.
5 Ibidem cap. 7,16.
6 Dictionnare Apostolique de Monlargon.
Tom 5. Temples.
(7) Moeur des GbreUen Part. 3, 4,
tro, no recinto do sanctuaria, onde recebe quoti-
dianas adoraces e cultos, praticar-se todo o ge-
nero de irreverencias, de desacatos e de sacrile-
gas profanares Quanto nao se requintar a
colera de Deus, vendo que, para ter lugar o ac-
to da eleigo.mister se faz trasladar do sacrario o
corpo sacramentado de Jess Christo,para um ou-
tro lugir.afim deque mais franco c largamente so
effectue esse feslim poltico, estando as portas do
templo abortas dia e noite durante essas sesses
eleitoraes, para os homens velarem com a maior
solicitude urna onde se guardan) os sufragios
dos cidadaos, e depositada ella no centro da igre-
ja honrada de velas acezas, oda milicia que a
espreila, parecendo isto al objecto exclusivo de
uma especie de idolatra I
E nao sangra o coracao, ver scenas desle jaes
mancharem a sanlidade do lugar, e apoiadaz
pelos mesmos catholicos I
Sao bem patentes os desrespeitose escandalo-
sos desacatos, que nessas horas nocturnas se cora-
mettem na casa do Senhor, e o que para la- '
Correspondencias,
s Cessa tudo quanto a Musa antiga ean-la,
Que oura idea mais til se alepanta.
Srs. Redactores. A poca de paz e concor-
dia : e esles dous sao o fruelo da justa poltica
de tolerancia conciliaco, que ha alguns anuos
tem conquistado proselytismo, e dominado quasi
todo o imperio da Sania Cruz.
Nao pois rasoavel, era cofisequenle com as
ideas contemporneas, que renas^a e impere o
principio do exclusivismo. O paiz inteiro vio e
applaudio a allianga do Souza Franco, Nabuco,
do marquez de Olluda e Carrao, de conservado-
res e liberaes, de amigos saquareraas e luziaa:
esta allianc, ou antes o pensamenlo de fraterni-
dade social, que a dictou, nao deve ticar preso
as altas regies polticas, mas descer, e rami-
ficar-se nos negocios, que sao peculiares s loca-
lidades aos municipios e freguezias.
Eisa razao porque offerecemos ao3 volanles de
Santo Antonio uma chapa mixia para juizes de
paz e vereadores, cujos uomes sao os seguinte3:
1 diilricto, juizes de paz.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello [ conserva-
dor.) K
Dr. iodoro Ulpiano Coelho Cantanho ( liberal. )
Despachante Joaquim Antonio Carneiro (conser-
vador. )
Proprielario Luiz Cesario do Reg ( liberal. )
2* districto.
Dr. Angelo Henriquos da Silva (conservador.)
Joao Francisco Basios (liberal republicano )
Tenento Joaquim Francisco de Torres Galindo
(conservador.)
Solicitador Flix Francisco de Souza Magalhaes
(liberal.)
A divisao dos vereadores, nao obstante ser o
numero nove de que elles se compera impar ;
pode fazer-se com muita facilidade,
Figuramos que a mesa arbitra idnea de se-
melhanle diviso : os dous membros da mesa
que representara o partido liberal, dao qualro
vereadores, outros dous membros que represen
lam o partido conservador, do tambem qualro
vereadores, o que faz e completa o numero de
oito : o nono vereador deve pois ser dado pelo
juiz presidente da mesa. Assim pois a chapa po-
de organisar-se pelo modo seguinte t
Conservadores.
Barao de Murbeca.
Luiz Francisco do Bego B utos.
Manoel Joaquim do Bego e Albuqucrquc.
Bodolpho Joo Barata de Almeida.
Liberaes.
mentar, que os pastores nao poss3m obstar se- Bar3o do Livramento.
melhanles profanarlos, porque nessas m esmas! Dr. Antonio Vicente de Nasciraento Feilosa.
horas a igreja dea entregue aos cuidados daquelles Justino Pereira de Farias.
que nao trepidara em profana-la !
Se Dous eheio de tanta bond ide e corapaixo,
nao lera punido de prorapto tantas irreverencias,
lautos insultos, tanlos menoscabos religio como
era outro lempo cxeculou cm Holiodoro, Mmias-
ses, O/.ias, Balihasar, e Anthioco, ha por outra
maneira manifestado sua justa indign icao j com
essas calamidades physicas, guerras civis, discor-
dias, verligens, e j cora dlTerentes gneros de
pestes, que lera roubado tantas victimas e deixa-
do aps si a miseria, o infortunio e a des-
grana.
Se redexionarmos um pouco, para essas cala-
midades, para essas catistrophes porque have-
uios passado, veremos que. a ellas ho precedido
reunios do povo para esles actos prophanos iu-
dcvidamenle pralicados na casa do Senhor.
Sempre que cftecluam-se eleices, quasi sem-
pre tumultuosas, de que resullam escandalosos
desacatos, o propliana^es, sempre que so repe-
len) essas scenas deploraveis, esses aclos torpes,
segue-se urna calainidade publica, que vem alfli-
gir e atormentar a populacho era grande es-
cala.
Bemontemo-nos ao auno de 180, c veremos
que, d'essa poca em que'nos adiamos, difieren-
les reunios eleitoraes liveram logar no recinto
sagrado, e tambem diertules miserias e desgra-
nas apparecr ram.
Era l8i2, uma cheia espantosa transpoz as bor-
das do Capibaribe, e suas correntes furiosas sos-
sobrara .n edificios c causaram al morles.
Em 1645 uma secca horrvel assolou as provin-
cias do norle do imperio. No anuo de 1818 a
mais vilenla e encarnizada insurreico se deu em
lVmambuco, o theatro de uma Iota fraticida, lu-
la que fez o sangue pernambucano Ungir as ras
dacidadel Era 1852 surgi a. sublevacao^dos
povos cm diversas comarcas, villas, e pontos da
capital, quando so quiz tornar eflectiva a le do
sonso, pelo que o governo via-se obrigado a so-
bresla-la. Em 1S5 urna grande cheia pela vez
primeira assombrou os habitantes da capital, cn-
grossaudo de tal sorteas aguas, que lavaram, e
al innundaram algumas ras da cidade. dando
lugar neslas o transporte de familias e objectos
em canoas No anuo de 1S56, tambem pela vez
primeira o lerrivel cholera-raorbua visilou Per-
nambuco e roubou um numero consideravel de
vidas. Em 18cJ comecou a populago a soffrer
a escacez dos viveros alimenticios, subindo elles
a um preco exhorbitante nunca visto em Pernam-
buco. Finalmente em 1859 liveram lugar as elei
(des, e pouco depois surgi a tabre escarlatina e
angina, epidemia que anda assalla e rouba al-
gumas vidas 1
Se estes tres males principaes de guerra, Tome
e pesie porque temos infelizmente passado nao
sao um visivel cortejo da Divina Omnipotencia
sem duvida por esses actos profanos pralicados
no sanctuario exclusivamente dedicado a oracio,
sero ao menos uma justa, mas pequea punicao
para que um dia o homem conheca quao errada
tem sido a vereda que trillia quando se dirige
casa de Deus, nao para orar, porm para exercer
uma funcclto que avilla a sanlidade do lugar.
Entretanto, seja qual for a causa motriz que
qoeiram dar a eslas calaslrophes, o que certo,
que o christao deve conhecer quanto digno
de respeito, e venerarn a casa de Deus, e quanto
tambem inexoravel a juslica divina, para casti-
gar as irreverencias, ultrajes e oulras torpezas e
sacrilegios que infelizmente se corameiiam di-inle
das venerandas magens, face dos altares sa-
grados.
O catholieo, por tanlo, deve corarse de peijo,
envergonhar-se grandemente se confrontar os
templos de sua religio com as mosquitas dos
Turcos ; a reverencia e gravidade que eMes con-
servan) quando nellas se acham, com os desres-
pcDos e indilferen^a que se nota no templo chris-
tao ; o silencio e a modestia que elles, c os mes-
mos protestantes guardan) cm suas igrejas, com
o murmurio, indecencias, e al escndalos que
se obsetvam da parte do catholieo na casa de
Deus 1 I
Se o governo professou os principios religiosos
e abracen a religio calholica, conio reltgio do
estado como se deprehende do til. 1 art. 5 da
consliluico do Imperio, para elle uma obriga-
co indeclinavel manler e fazer respoita-la. Ao
ministerio religioso (disse j um dislinclo perso-
nagem tratando do culto religioso) (9). isto ao
sacerdocio cabe a tarefa espiritual de guiar a
consciencia do hornera, esclarece-lo, e prepara-lo
para os gozos da vida futura, mas ao ministerio
publico ou ao governo cumpre proteger e honrar
a religio como meio de paz e moralidade entre
os membros da associa -m civil.
Ao governo compete sobr'estar a conlinuidade
dos aclos eleitoraes no recinto sagrado aflm de
que nelle nao se reproduzam essas scenas tao
deploraveis, que degradam a um paiz catholieo,
vislo como a experiencia tem por demais altesla-
do de que a sanlidade do lugar nao obsta a rei-
terado de actos to ridiculos e revoltanlcs e nem
nessa occasio em que os nimos se exacerban)
pelo foror dos debates se guardan) esses seoli-
mcnlos de religiosidade como lalvez se persua-
dissem os ilustradores legisladores; porquanto
os homens possuidos do um vehemente enthu-
siasmo e enebriados no iriumpho das eleices
nao lembram-se de que cstao no templo sagrado
pura perpetrarem os mais abominaveis desacatos,
sacrilegas profanaces e converterem emfim a
casa de Deus em.praca de vendelhocs, em arena
de combatentes. El tos fecislis spelunca la-
tronis.
Nao pode haver moral sem religio, religio
sera culto, culto sem altar, e aliar sem templo, e
este perde de todo sua magesladc e grandeza uma
vez que se lhe nao preste as homenagens de res-
peilo e veneraeao que lhe sao devidas.
O throno nao pode sustentar-se sem o altar,
assim como o altar nao pode ostentar sua gran-
deza e esplendor sem o apoio e protec^ao do
throno. Cada um girando na rbita que lhe com-
pele, deve conservar integralmente c os elos des-
sa cadeia que os prende em tajos de harmona ;
deve em araplexo de sincera fraternidade exercer
as funt-cM que lhe sao inherentes.
Recit 20 de agosto de 1860.
Padre Lino do tlonte Carmello Luna.
Manoel do Nasciraento da Costa Monteiro.
Dr. Angelo Henriques da Silva, representando
o candidato conservador do presidente da raesa.
Parece-nos que a combin.icao eleitonal cima,
satisfaz ao pensamenlo poltico da poca, e a
mais capaz de garantir a germina expressao da
urna, a verdadeira e proficua liberdade de voto,
desidertum de todos os cidadaos amantes de
sua patria.
Unio, paz e concordia: viva a concila';o
poltica, viva pcnsaraeiito civlisador de fraterni-
dade.
Que os homens fortes, assim se raoslrera e
ostenten), nao no ccele, c na gritara ou assua-
da elettoral: mas na energa da vontade, na fir-
meza de resolucSo e execuro das ideas mais
uteis e convenientes.
Cesse ludo quanto a Musa antiga canta,
Que outra chapa mais til se alevanla.B
O conciliador de boa f.
5." Ter-se sido lajicado dv eniprg porjireva-
ricador.
A ahvm do Pedriza.
Os horneas cordatos e amigos da crd-era e pros-
perMade ds9 freguezia do Rerife, acaban) de
combinar entre si, a lista abaiie- mencionada,
que esperan), vislo o Imparcialidade de que se
acha revestida, ser aceita por lodo es que pen-
saren) da mema forma que elle.
Ei-la :
Ia districto.
Rvd. Jos Leite Pila Orlgueira.
Capito Joo de Silva Faria.
Alteres-Jos Pedro das. Neves.
Jos Marques da Costaleares.
2o districto.
Alteres Ignacio Antonio Borges.
Antonio Henrique Mafia.
Jos Bernardo de Souza.
Eslevo Jorge Baplista.

S
COMHERCIO.
Alfandega.
Rendimento dodia 1.....16.010271
dem do dia 3......17:973^253
33.983J524
Mu vi monto da' al Tandeara
Volamos entrados cora fazendas
com gneros.
Voluraes sahidos cora fazendas .
com gneros ,
4
199
------203
218
249
------467
Descarregam hoje 4 de setombro.
Barca ingleza Bonitao resto.
Barca inglezaElizabacalho.
Barca ingleza Norvalbacalho.
Barca iugluzaP.ilmatha lou^a, arroz e piraenla
Brigue inglesMerislrel carvo.
Barca americanaGolden Hownarroz e rotim.
Barca americana L'oiaofarinha de trigo.
Barca americma=Eifidem.
Escuna hollandeza Atalantefarinha de trigo.
Barca portuguesaGratidodiversos generas,
Patacho portuguez Proraplido diversos ge-
ueros.
Palhabote
charutos.
brasileiro Dous Amigos fumo e
Bogamos ao amigo do Sr. Dr. Roberto de Mu-
raos e Silva ex-subdelegado da freguezia dos
Afogados, que tenha a bondade de repetir no
Liberal Pernambucano a sua pubjicar;o a pe-
didopara o Sr. ministro da juslica ver fazen-
do publicar verbum ad verbum a pelirjo de Bu-
fino Bodrigues Campello, em que o lllm. Sr.
Dr. chele de polica lancou o despacho que S.
Me. fez iranscrever em sua dila publicaco pe-
dido nao esquecendo tambem publicar a vesto-
ria feita no jui/.o municipal da 2J vara, por dous
mdicos era vez de dous curiosos adrede esco-
lhidos por S. S.
Outro sim, digne-se responder ; se foi o as-
sessor do sou amigo, quem aconselhou que
vista da parle do inspector de qnarleiro publi-
cada considerar-se o crime imputado aos reos
como tentativa de morte, e que na portara para
o escrivo autoar o corpo de delicio, e expedir
mandado de notificarlo se classilica logo o cri-
me, iudependeute da uquirieo das tcstemunhas
o cssa classitlcago s pode ser desfeita por uma
despronuncia ; produzindo entretanto os elT''i(os
da pronuncia : finalmente se foi o assessor do
dito sou amigo quem formulou os quisilos para
o Dr. promotor publico responder.
Com a rcsposla de S. S. anda voltar carga,
e nielhor esclarecer o que occorreo acerca do
processo de Campello e Accioli
Becife, Io de selembro de 18f0.
O camello
Piiblicacoes a pedido.
Para juizes de paz da freguezia de
Santo Antonio.
1. districto.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Proprielario Cnetano Pinto de Veras.
Major Antonio Bernardo Quinleiro.
Capito Jos Luiz Pereira Jnior.
2. districto.
Capilo FirminoJos de Oliveira.
Tenenle Camello Augu'lo Ferrelra da Silva.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Capilo Miguel Jos de Almeida Pernamhuco.
Um votante.
Importaran.
Barca inglrza l'almatta, rinda de Liverpool,
consignada a Saunders Broihers & C.,manifeslou
o seguiilc:
150 calas tfHla de Fbndros,20 barril oleo de
linhica, 220 toneladas carvo de pedra, 180 gi-
gos e 21 barricas louca, 5i) barris manleiga, 52
fardos, G caitas e 55 pacoles fazen la de algodo,
2 fardos alcatifa, 150 saceos arroz. 100 ditos pi-
raenla, 4 macacos de forro, 1 cirrinlio cora os
pertences; aos consignatarios.
505 barricas rerveja; a C. J. Astley & C.
32 laxas de ferro, 1 caldeira, 1 chamin. 100
pecas, 6 caixas e 1 barrica machinismo; S. P.
Johnslon i C.
40 caixas folhi de Flandres, 1 barrica esla-
nho; ordem.
30 fardos fazeudas de algodo; a N.O. Bie-
ber &C
Ju ditos dita de liuho e algodo, 2 ditos Go ;
Paln Nash & C.
Barca americana Elf. vinda de Rechmond.
consignado a Bostron Rooker A| C, manifeatuu
o seguinte !
26)0 barricas c 25 Jmeias ditas farinha de tri-
ga; aos consignatarios.
Barca americana Unio, vinda de Pkiladel-
pha, consignada a Matheus Austhim & C, raa-
nifesinu o seguinte:
2,110 barricas farinha de trigo, 10 dilas dilas
de milho, 2(10 barriquinhis bolaxinha, 10 caixas
banha era latas, 5(W) resmas papel de. embrulbo,
50 raixas ch, 2 ditas objectos de daguerreo-
lypo, 1 peca de couro; oos consignatarios.
12 cadeiras de balatico; a L. A. Siqueira.
7 caixas c 3 velumes machinas ; Arana
Hijo c5 C.
Barca ingleza Eliza, vinda de Terra Nova, con-
signada a James Crablree%& C, manifestou o
seguinte :
1,777 barricas e 635 linas bacalho ; aos mes-
mos.
Galiota hespanhola Nueva Carlota, vinda de
Barcelona, manifestou o seguinte:
200 bolijes azeite doce, 196 pipas, 20 meias c
210 barris vinho, 17 volumes ignoro; ao capito.
Palhabote nacional Doas Amigos, rindo da
Babia, consignado F. L. de Oliveira Azevedo,
manifestou o seguinle:
1 caixa chalina; Dammayer, 'Carneiro & C.
7 volumes fazendas; ajamos Ryder & C.
1 caixa sapalos do borracha; a Palmeira &
Beltrao.
1 enib.rnlhu" amostras ; a llames Dupral & C.
1 caixa objectos de metal; a Trente Viatina
&C,
1 i bah objectos perticelares ; a & P. J-
hnston
>Wolurae papis impresses ; a C. L. Cara-
bronne.
1 caixa roupa ; a Isaac Vines.
1 cmbtullio amostras ; a- A. C. de Abrcu.
1 dito dilas ; a Seve Futios 4 C..
1 volume papis ; ao Exm. presidenta da
provincio.
1 dito peridicos ; Paln Nash & C.
1 caixa cimento ; a E i. Antones.
1 dila objectos particulares ; a E. Oldridge.
1 eroLruIho amostras; a Saundres Brothers
& C.
3 ditos ditas ; a Adamson HowleA G.
1 dito dilas ; a Roslron Rooker & C.
1 dito ditas ; a Arkwright & C.
1 volurae cobertores ; aJ.Oliver.
1 dito amostras ; a Guilherme Carvalho & C.
1 dito ditas ; a Tisset Freres.
1 embrulbo dilas ; a James Ryder & C.
1 caixa ditas ; a C: T. Home.
1 embrulho das : a Barroca & Medeiros.
1 caixa roupa ; a lienry Noak.
15 saceos cominhos ; a Isaac Ernesty.
30 caixas ma;as ; a Luiz Jos da Costa
Amorira.
1 caixa papis impressos; a Elias Jos dos
Santos & C.
6 ditas doces, 2 ditas peixes, 6 dilas hervi-
lltas. 4 ditas uvas ; a Tcixeira Bastos S & C.
14 caixas maclas e doces ; a Francisco Seve-
rianno Rabello 4 Filho.
Vapor nacional Cruieiro do Sul, precedente
dos porlos do nurte, manifestou o seguinte :
1 caixa ; a Ramos & Dupral.
68 paneiros a l'erreira & Marlins.
54 ditos ; a Joaquim Vieira de Barros.
25 meias barricas c 1 caixote a Francisco Al-
vos de Pinho.
30 paneiros ; a Manoel Joaquim de Oliveira.
1 encapa lo ; a Antonio J Pinheiro.
1 dito ; a Antonio Joaquim de Faria Jnior.
I dito ; a Antonio Jansen de Mallos Pereira.
1 caixote ; a Francisco de Paula Silva Lina,
1 ditu ; a Joo Pereira da Silva Leite.
1 roda de ferro ; a Almeida Goraes Alves
&C.
1 encapado ; a Jorge Vctor F. Lopes.
1 caixote ; a Conslanlina Jacinlha da Molla.
403 saceos, 58 paneiros. 1 barrica, 1 caixote e
1 encapado ; a ordem do diversos.
Consulado geral.
Rendimento .lo dia 1..... 200J715
dem do dia 3....... 179^055
3794770
Pedra de amolar .
dem de filtrar ...
dem rebotes ....
Piassava em motn*.. .
Sabio........
Salsa parrilha... ,
Sebo em rama. ....
Sola ou vaqueta- (mere). .
Tapieea........ arrba
Unhas de boi...... cento
Vinagre ... pipa
Pao brasil.......quintal
uma

>
um
libra
arroba

uma
Moyment do porto.
800
9f000
1J120
120
255OOO
5500
350CO
30
|300i
OfOOft
moa
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1..... 9
dem do dia 3...... $
5
Despachos de exportaran pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 3 de seteinbro de IStiO
Lisboa1Rrigue portugez Jareo, Autusto C. de
Abreu, 22 libras de cipo ; A. Irraos, 13 pipas
cachaca
Kecenedoria de rendas internas
geraes de l'ernambuco
Rendimento dodia 1..... 49"$008
dem do dia 3....... 638*920
1:127-928
Consulado
Rendimento do dia 1 .
dem do dia 3 .
provincial.
470;888
543a791
1:0148679
ga
Procos correntes dos principaes gene-
* ros c produeces nacionaes,
que se despacham pela mesado consu-
lado na semana de
de 3 a 8 de selembro de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente ..... caada
dem cauca......
dora de cana......
dem genebta......
dem idem....... botija
Ifavios entrado* no dia i. *
Ass10 dias, brigue nacional Seis Irmdo, do
303 loneladss, capilo Kelmiro B. de Souza,
equipagem T2, caiga sal ; a ordem.
Halifax 39 dias, patacho inglez Onward, do 175-
toneladas, capito H. Gamenh,equipagem 8,car-
ga 1,144 barricas com bacalho; a Saunders
Brothers & C.
Baha4 dias, hiate nacional Don Amigos, de
116 toneladas, caoiio Joo Anlonrode Deo3
Silva, equipagem 8, carga charuto, milho e
mais gneros ; a- Francisco Luiz de Oliveira
Azevedo.
Navio saoMdono mesmo dia.
Portes do sulVapor nacional Cruzeiro do Sul,
commandanlc capilo de mar e guerra Gervasio
Mancebo.
Navios entrados no dia 3.
Philadelphia 45 das, barra americana Unio.
do 19S toneladas, capilo William H pagem 10, carga 2.100 barricas coro farinha de
trigo e mais gneros a Matheus Austin & C.
Rio de Janeiro16 dias,barca nacional Carolina,
de 517 toneladas, capilo Luiz Nicolao Maris,
equipagem 14, cm Uslro; a vuva de Araorra-
& Filhos. Veio recebes ordens.
Havre33 dias, galera franceza Berlht, de 387
toneladas, capito l.aisnc, equipagem 17,carga
fazendas ; a Tisset ture.
Navios sahidos no mesmo dia.
BabiaSumaca nacional HorUncia, capilo Joo
Custodio de Lernos, carga varios gneros.
S. ThomazEscuna ingleza Uablhorp, capito
Tliomaz Boya, cm lauro
CamaragiheHule nacional Sania Lusia,capilo
Este ves Bi'jero, carga varios gneros.
Porlos do sulPatacho sardo Avelina, capilo-
Caetano Berloletle, com a mesma carga que
trouxe de Genova Suspenden do lamaro.
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05 C6 O. li 0. * w * O C CM 0 e S c c - Atmospktra
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s w 5? n 3 ce 0 1 | Intensidad 1
Mi eji 1-0 Q * Centigrado. 0 s n H s
ti. p o OS ti p cr> li C e * 1 Reaumur.
en 0 > 00 4 es I Fahrenheit
35 -3 -1 00 - -00 Hygrometro.
a os o c O Barmetro 1
A noile completamente nublada c chuvosa,ven-
to SE, e assim amanhceu.
0SC.IU.ACA0 0A MAR.
Raixamar as 11 h 51' da manha.., altura 0.50 p.
Preamar os 6 h 6' da tarde, altura 7.25 p
Observatorio do arsenal de mariiiha 3 de se-
lembro de 1860 Vikuas Jijmoh.
g
dilata
!h.
Para juizes de pac da freguezia do Recife.
Io districto.
Padre Jos Leite Pilla Orlgueira.
Capito, Joo da Silva Faria.
Tenenle, Manoel Luiz Connives Jnior.
Alteres, Jos Pedro das Noves.
2o districto.
Alteres, Ignacio Antonio Borges.
Joao Bernardino de Souza.
Antonio Henriques Mafra.
Eslevo Jorge Baplista.
Por um Votante
OfTerecemos para juizes de paz da
freguezia do Rccife os seguintes
Sf 11 liores :
Para o Io districto.
Padre Jos Leite Pita Orlgueira.
Capilo Catano Cyriaco da Costa Moreira.
Jos Francisco de S Leitao.
Manoel Francisco Marques.
Para-fi 2o districto.
Alteres Ignacio Antonio Borgucs.
Manoel Estanelau da-'Costa.
Antonio Henriques Matra.
Eslevo Jorges Buplfsta.
Um volante.
dem licor....... caada
dem idem....... garrafa
dem resillada e do reino caada
Algodo era pluma 1.* sorte. arroba
dem idem 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem era caroco.....
10 pipas fumo moido, 2 barricas lirio florenti-
no; & Meuron & C.
1 sacco colla; 1 L. Jnior & C
1,000 quarlinhas, 3 barricas jarras de barro,
52 fardos panno de algodo, 10 latas oleo de ri-i Arroz Pllado......arrba.
cio, 44 saceos caf, 400 ditos milho, 3 meias I dem com casca.....alqueire
pipas e 18 barris vinho, 40 caixas rap, 1 volu- \ssucar branro novo arroba
me anagoas de bailo, 2,825 raixinhas e 51 cai-
xes charutos; ordem de diversos.
0 vapor nacinal Oyapock, procedente do Sul
manifestou o seguinte:
2 caisotes; a Joaquim Bernardo dos Reis.
1 dito; a h>s de Vasconcellos.
1 dito; a Miranda & Vasconcellos.
1 dito: a Thomaz Dulton.
1 caixa; a Joaquim Baptisla Nogueira.
2 ditas; a J. P. Adonr & C."
1 dila; a Jos Alves de Lima.
1 dila ; a Antonio Jos Leal Reis.
3 dilas; a Johnslon Pater & C." e 3 ncapa-
dos e urna cadeira.
35 rollos ; a Joo Quirinn de Agullar.
3 caixes ; a Palmeira Ir. Bellro.
1 volurae; a Manoel Figueiroa de Faria.
1 dito; a Antonio Luiz dos Santos.
1 dito; a Almeida Gomes Alvos & C.a
1 dito; a Antonio Casimiro de Gouveia.
1 dito ; a Clemente T. lavares.
1 dito: a Bastos & Lima.
1 dito ; ao couitnendador Manoel GoriQalves da
Silva.
1 dito:
1 dito;
dem raascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de nienduim e de coco.
Borracha fina...... arroba

arroba


>




(8) Quasi iguaes scenas e sacrilegios j se de-
ram infelizmente era algumas malizes por occa-
sio de eleices.
(9) O Exm. Sr. consclheiro Jernimo Francisco
Coelho, na falla que na qualidade de presidente
do Grao-Far dirigi no dia 1. de outubro de
1848 assembla provincial.
TARA JUIZES DE PAZ.
Io districto.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Despachante Joaquim Antonio Carneiro.
Major Antonio Bernardo Quinleiro.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior.
2o districto.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Capito Firmino Jos de Oliveira.
Major Claudino Benicio Machado.
Alteres Joaquim Francisco de Torres Gallindo.
VEREADORES.
Baro de Murbeca.
Manoel Joaquim do Reg Albuquerque.
Luiz Francisco do Reg Barros.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Simplicio Jos de Mello.
Justino Pereira de Faria.
Jos Cesara do Rogo.
Rodolpho Joo Barata do Almeida.
Antonio Jos .de Oliveira.
(Chapa da freguezia de Sanio Antonio, approvada
pela reunio do partido conservador.)
Schapheilhim & C.a
dila vestidos: a or-
Qualidades que inhabilitam para serse juix de
paz, vereador ele
1." Ser desertor de algum batalhao.
2. Nao ter carcter e mudar de partido confor-
me o vento sopra.
3. Ter capa de algum escravo que haja rouba-
bado o Senhoranda este sendobarao.
4." Traficar com papis dos outros em beneficio
proprio.
a Marques Barros & C.a
a JoaoM. Limitf. Smenlo.
1 dito; a Joo Soum & C*
1 cavallo ; ao Dr. A. C. da C. Miranda.
1 volume; a S Pereira Jnior.
1 caixote; ao-Dr. Domingos Antonio Pires de
Carvalho.
1 barrica ; a Alves & Matheus.
1 caixa ao Dr. Antonio Muniz Sudre de Aragao.
1 gamella; ao Dr. Joo Pinheiro de Lima.
1 caixa joias ; de Gnimares & Lima.
0 vapor inglez Magdalena, viado da Europa,
manifesia o seguinte :
2 volumes fazenda de seda, 1 embrulbo amos-
tras. C. J. Astley 61 C."
1 caixa e 1 embrulho fazenda de seda e algo-
do, 1 volurae amostras; a Linden Wild & C.a
2 caixas uzeadas de seda, 1 dila terldos els-
ticos, 1 embrulho amostras; a D. P. Wild & C.a
1 caixa lencos bordados, 1 dita chapeos de sol,
1 dita diversos objectos; a Dammayes & C*
1 caixa estampas, 1 dila vestidos; a M A da
Rocha Jnior.
1 dita fazenda de seda; a
1 tina bichas; a Falque.
1 lata flores arlificiaes, 1
dem.
2 caixas perfomaris ; a E. I.ecomle.
2 caixas chapeos de sol, 2 dilas chales de li-
nho, e l e algodo; a Joo Keller & f,.a
1 caixa fazendas c amostras; 9 Charles Le-
clerc.
2 dilas joias ; a S. Blum Laehman & C.a
1 dita joias, 1 volume amostras; a S. Souvage
& Ca
125 caixas queijos ; a Brcnder a Brandis
& C.
1 dila roupa e provisoes ; a W. F. Cooper.
2 volumes joiss ; a Rabe Schraellau & C.
1 caixa bichas ; a N O. Bieber & C.
2 barricas louQa, 1 volume peridicos, 1 dito.
papis impressos ; a II. Forster & C.
1 caixa objectos particulares; a C. Bolfe.
2 linas bichas ; a D. A. Matheus.
7 caixas e 2 barras obras de ferro ; a T. H.
Harrison.
1 caixa relogios, 5 embrulhos amostras; a II.
Gibsoo.
3 caixas prala c pralos ; a J. A. Thom.
1 dita livros ; a J. M. F. de Mello
1 caixa travesseiros, 3 ditas bollos. 2 ditas li-
nho; a James Crablree & C.
1 caixa relogios o meias ; a Joao Pinto de
Lemos.
2 ditas perfumaras ; a Luiz Antonio Si-
queira.
1 dita livros; a Figueiredo de Mello.
1 dita livros ; a John Whiteeld.
1 barril obras de vidro ; a Candido Alccfo-
rado. /
dem grossa.....
Caf era grao hora....
dem idem restolho .
dem idem cora casca. .
dem moide.....
Carne secc-i .
Carvo de madeira .
Cera de carnauba era pao .
dem idem em velas. .
Charutos bons......cento
dem ordinarios.....
dem regala...... >
Chifles........
Lonco seceos......
Couros de boi salgados libra
dem idem seceos espichados.
Idera idem verdes .... > 9
dem de cabra cortidos um
Idera de onca...... *
Doce de calda......libra
dem de Guiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos.....
Esleirs de preperi .... uma
Esloupa nacional.....arroba
/
Farinha de araruta ....
Idera de mandioca .... alqueire
Feijo........alqueire
Fumo em folha bom. arroba
dem idem ordinario. ...
dem idera restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idera ordinario ....
Gomma polvilho..... *
1 ipecacanhua......arroba
lenba em achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem era loros. ...
j Madeiras cedro taboas de forro
Louro pranches de 2 custados
Cosladinho ...'...
Costado........
Forro.........
Soalho......
Varas agutinadas.....
dem quiriz.......
Virnhlico pranches de dous
custados......, um
dem idem custadinho de dito
Idem taboas de costado de 35
a40p. de c. e 21/2 a 8 de
largura....... >
dem idera dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dem em obras eixos de secu-
pira para carros.....pai lOflOOC
dem idem rodas de dita para
ditas........ 1 30$000
Mcl........caada 800
Milho........alqueire 2JJ500
cento


uma
um
uma

>
>

9G0
600
60
SCO
2S0
960
32(!
800
7$8K)
6S800
5$800
1$950
3j|300
sgooo
4$8O0
2600
1^600
2*IO0
7SOO0
4g000
7)5500
4J500
5g000
9g60C
4g000
1$600
9SO00
13000
29500
1$000
35000
5gOO0
45OOO
220
400
140
300
105000
500
400
IjjOOO
3520o
1J600
300
1S600
35000
25500
75000
15500O
9S000
7g000
165000
650 0
3520O
25
2
lg600
I23OOO
35000
95OOO
63000
8JC0O
255OC
45000
25240
1J600
20SC00
lOgOOO
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, manda fazer publico, que Ora por ora sus-
penso o pagamento das preslajos devidas oos
arrematantes d. obras palmeas, em plices, at
ulterior deliberaco do Exm. Sr. presidente da
provincia.
E para constar se mandou aluxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco 3 de selembro de 1860.0 secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaro.
A cmara municipal desla cidade manda
publicar, para conheciniento dos seus niunicipes,
e alim de que seja observada a postura nbaixo
transcripta, que foi approvaiia provisoriamente
pelo Exm. presidente da provincia, em data de
21 do correle.
Paco da cmara municipal do Recife era sessao
de 27 de agosto d>- 1s6t). Gustavo Jos do Bego,
pro-presidtute.Manoel l'erreira Accioli, sacre-
larin.
Quarla seceo. Palacio do governo de Per-
nitmbueo em 21 de agosto de 1860.
O presidente da provincia, tendo em vista o
que repii'senton a cmara municipal do Recito
em ofUciO de 22 do correte sob n. 78. resolve
approvar provisoriamente o seguinte artigo de
postura :
Artigo nico Ningueni peder conduzir cal
pelas ras da cidade, e estradas do municipio,
seas ser cubera de maneira que o vento a nao
espalhe : os infractores solfrero a multa de 10?,
a qual ser dobnda na reincidencia.Ambrosio
Leilo da Cunha.Conforme Antonio Leite do
Pinho.
O lllm. Sr inspector desta thesouraria man-
da fazer publico, que no dia 5 de selembro pr-
ximo seguinte tem de ir praca peraule a mes-
ma thesouraria um caixote contendo drogas me-
dirinaes : as pessoas a quem couvier arrematar
ditas drogas, cuja relaeoo se acha nesta mesrria
thesouraria, devero nella comparecer as 2 ho-
ras da larde do mencionado dia.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 29 de agoslo de 1860.O secretario,
A. F d'Annunciaro.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico
que no dia 4 de' selembro. se ho da arrematar
em hasla publica, porta da roesma repartico,
sendo a arremalaco livre de diieilos ao arrema-
tante. 721 podras para trombos, que se acham
depositadas no armazeni do caes do Ramos, vin
das no navio Ranlia dos Azores, entrada em
de 1857, consignada a Barroca &
23 de junho
Castro.
Alfandega
1860.
de l'ernambuco 28 de agoslo do
O Inspector,
Benlo Jos Fernandos Barros.
Secrelaria do governo de l'ernambuco, 31 do
agosto de 1860.
S Ese., o Sr. presidente da provincia, marida
publiczr para conheeimeolo de quem possa inte
ressar, que o Exm. Sr. ministro da tazenda, ten-
do ordenado a thesouraria de fazenda desla pro-
vincia que proceda a substiluico das olas do
2OJ000 ris da 41 estampo, papel branco, decla-
rou em aviso de 13 do correte, que esta subs-
tituirlo lera lugar no lempo que decorrer de
agora al o fim de abril do anno prximo futu-
ro, comecando do Io de maio seguinle, o prazo
de 10 mezes para o descont mensal de 10 por
0|0 no valor de laes notas.
O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, comnicndador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, o
juiz de direilo especial do coramercio desta ci-
dade do Recife, capital da pro.vii.cia de Per-
namhuco e seu termo, por S. M. 1. c C. o Sr.
D. Pedro II, o.e Dos guarde, etc.
Fago sabpr aos que o presente edital virem o
delle noticia livrreni, que 110 dia 5 de selembro
deste anno so ho de arrematar era praga publi-
ca desle jubo, na sala das audiencias, os escra
vos seguiules :
Bosa, de naco, idade de 35 annos, pouco
mais mmenos, pela quantia de 4003000 ; Julia,
crioula, idade de 3') anoos, por 5OO#00 ; y-
priano, idade de 10 annos, por 8005000, os quaes
escravos sao perlencenles a Joo Paulo de
Souza, o vo praga por exocugo, que lhe
encaminha Antonio Becerra de Menezes Lyra ; o
nao havendo langador, que cubra o preco da ava-
liagao, ser e arremetaeae feta pelo prego da
adjudieaco com abale da le.
E para'que chegue ao conheciniento de todos
mandei passar edilaes que serio publicados pela
raprensa o afiliados bos lugares do coslume.
Cidade do Becife de Pernambuco, aos 17 de
agosto de 1860, 39. da independencia e do impe-
rio do Brasil.



(*>
Rodrigues do Nascimento,
Eu Manoel Mario
escrivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
Declarares.
Correio geral.
Relacao das cartas seguras, viadas do sul
e das existentes na administragao do correio des-
ta cidade para os sen ti o re abaiio declarados :
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Antonio Aunes Vieira de Souza.
Antonio I.uiz Goncalves Ferreira.
Alvaro Antonio da Costa.
Bernardo Jos Correia de S.
D. Candida Innocencia do Serpa Brandao Cor-
deiro.
D. P. Wild & C.
Emigdio Joaquim dos Santos.
Francisco Antonio de Preilas Barros.
Francisco Raphael de Mello Reg.
Francisco Prisco de Souza Paraizo.
Goncalo da Silva Forte.
Graciliano Arislides do Prado Pimenlel.
Guillicrme Frederico de Souza Carvalho.
Henrique Guilhernie Stepple.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
Dr Joaquim Felicio Pinto de Almeida Castro.
Joaquim Mariano Cavaleanli de Albuquerque.
Padre Joaquim Raphael da Silva.
Joaquim Gelsen de Mesquita.
Joao Raplisla Fragoso.
Joao Bezerra de Salles.
Jo.io Pinto do Lemos Jnior.
p. Josepha Francisca Pinto Rigueira Ramos.
Jos Joaquim Domingues Carneiro.
Dr. Jos Leandro.
Jos Luiz Coelho de Campos.
Jos Carlos Fixer.
Jos Marques Ferreira.
I.uiz Francisco Tcixeira.
Manoel Goncalves da Silva.
Manoel Elias de Honra.
Dr. Frederico de Brito Coligipe.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimente
do arsenal de guerra, tcm de comprar os objec-
tos seguintes :
Para as escolas elementares do 9." e 10." bata-
lho de irrfantaria de linha.
9. batalho.
Papel almaco, resmas o"; pennas do ganco 400 ;
caivetes 2 ; 'lnj>is de pao, duzas 6 ; tinta prea'
para escrever, garrafas 6; areia preta, libras 6 ;
collcc'.o de cartas para principiantes, exempla-
res 20 ; taboadas, exemplares 20; grammaticas
portuguezas por Monte-Verde, ultima edir.o,
exemplares 6 ; compendios do arilhraetica 'por
Avila, exemplares 6 ; pautas 6 ; escripia ou tras-
lados, exemplares 20.
10." batalho.
Papel almaro, resmas 6 ; pennas de ganco
400; caivetes 2 ; tinta prela para escrever, gar-
rafas 6 ; lapis de pao, duzias 6 ; areia preta, li-
bras 6; colleees de cartas para principiantes,
exemplares 20 ; taboadas, exemplares 20 ; gram-
maticas portuguezas por Monte-Verde, ultima
edicio, exemplares 6 ; compendios de arilhraeti-
ca por Avila, exemplares 6; paulas 6 ; escripia
ou traslados, exemplares 20.
Para o hospital militar.
Lences de cobre pesando 40 libras cada ura, 2.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada nasecretaris
do conselho, s 10 horas da manha do dia
de selembro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 29 de
agosto de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de \ o,ooo e 2o,oo o da
emissao do banco.
Pela suhdelegiria de S. Jos, acha-se re-
collndo a casa de detengo urna crioulinha que
representa ler 13 a 14 annos do idade, e diz cha-
mar-so Zefenna, a qual foi encontrada s 2 ho-
ras da manhaa do dia 31 de agoslo'findo, vagan-
do pela ra do Terco, nao sabe ou nao quer de-
clarar quem soja seu senhor: quem se julgar
com direito a mesma enmpareca na referida sub-
delegara munido do competente titulo para Ihe
ser entregue. Subdelegada de S. Jos do Re-
cite Io de selembro de 1860.Jos Antonio Pinto.
Portara.
Directora geral da nstruccao publica de Per-
nambuco 28 de agosto de 1860.
O director geral interino da instruccao publica,
ouvido o conselho director em sessao de 25 do
correte, o de conformidade com o disposto na
le reglamentar n. 369 de 14 de maio de 1855,
considera incursos no art. 99 da citada lei, os
pmlessores e professoras particulares abaixo raen
conadus, e como taes sujeitos apagar a multa de
cincuenta mil reis cada um, par nao lercm na
forma da referida lei e das instruccocs de 11 de
junho de 1859, se habilitado com o exame de
venltcacao de capacidade professional dentro do
praso de seis mezes, marcado no edital do 15 de
oulubro do armo passado ; devendo cada um dos
referidos professores e professora recolher a the-
souraria da fazenda provincial a mencionada
quantia Je cincoei.ta mil ris, dentro do praso
do truila dias contados da dala desta ; (ludo o
qual serao as mesmas multas cobradas execnti-
varaenle, como so pralica, com a divida activa
provincial proveniente dos imposlos.
Jos Soares de Aseaedo
Director geral interino.
MARIO DE PERTUMSOCO, *- TEBQA PETRA 4 fg SETEMBRO DE .860.
THEATRO DE S. ISABEL.
COMPAMIH LYBlUDEC.MIIINANliELl
Quarta feira 5 de setembro.
21.a recita da assignatara e i\ para os camarotes de primeira serie
Representar-se-ha a opera em quatro actos de Verdi:
Vendem-se os biihetes como de costume.
Principiar s 8 horas em poni
Avisos martimos.
Pai a o Cear, Maranho e
Para.
Segu com muita brevidade o veleiro e bem co-
nhecido patacho nacional Alfredo por ter par-
le do seu carregamenlo prompto : para o resto
da carga e passageiros, trata -so com o consigna-
tario Caetano Cyriaco da Costa Moreira, no seu
escriptorio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
pito Travasso no trapiche do algodao.
radores, commodas, mesas, camas, um piano
e oulros difl'erentes objectos que estarlo vis-
la dos compradores.
Principiar s 10 horas.
Riode Janeiro,
a barca nacional Clemcntina sahe cora brevi-
dade : para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com Gnilherme Carvalho & C, na ra do
Torres.
Para o Rio de Janeiro.
O veleiro e bem conhecido brigun nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
lem parte de seu carregamenlo prompto : para
resto que lhe falta, trata-so com os seus consi"-
natarios Azevedo & Mondes,no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
Te rea- fe ira 4 ch setembro.
O agente Costa Carvalho far leilo em seu
armazem na ra da Cruzn. 9 de urna porcao de
irasies, os quaes serao entregues sem reserva de
preco, as ti horas em ponto.
COflPAJHIA PER\AMBICA\4
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Persinunga, commandante Manoel
Joaquim Lobato, segu para os portos do sul de
sua escala no dia 5 de setembro s 5 horas da
larde, e recebe carga at 4 ao meio dia o en-
commendas c dinheiro a frete at o meio dia do
da da sabida.
~ t*31"8 Lisboa sahe imprelerivclmenlc aleo
da 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parte
de seu carregamenlo prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo lem a sabir al o im do ra'ez
o brigue Amalia 1 : quem quizer carregar ou
ir de passagem. para oque lem excellentes com-
modos, dinja-seao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio do Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
Um sobrado.
O agente Hyprolito autorisado pelo
Sr. vice cnsul da Hespanha, por or-
dern dos herviros de Vicente Rosase
Maria Rosa de Rosas fara' leilao de um
sobrado de um andar com soto na ra
do Pires n. M, acabada de um anno e
feita com toda perfeicao e madeiras to-
das escolhidas, a casa tem um grande
terreno nos fundos que se presta para
novas edifcacoe-, os pretendenlcs pode-
rao procurar a chave em mao do agenu?
cima alim de examina-lo ; quinta-feira
6 do corren le as 1 1 horas em ponto,
na mesma casa cima.
ca
COjIPAMHA peryamucana
DE
avegaco eosleira a vapor
0 vapor /guarass, commandanle o segundo
tenente Joaquim Alves Moreira, segu viajera
para os porlos do norte de sua escala at a Gran-
ja no da 0 de selembro s 5 horas da tarde
Recebe carga para a Granja no dia 25 e 27,
Acaracu 28, Cear 29 e 30, Aracaly 31, Maco
no Io de setembro, Natal 3 e 4, Paralaba dia 5
al ao meio da. Passageiros, encommendas e
dinheiro a frete at o dia 6 ao meio dia : sern-
ela no Forte do Mallo n. 1.
Cear.
Segqe com muita brevidade o palhabolo San-
ta Cruz : para o resto da carga Irata-se ao lado
do Corpo Santo n. 25.
Acaracu.
O palhabole Santo Amaro segu com brevi-
dade : a tratar no largo do Corpo Saoto n. 25.
Aracatv.
Profese profea^.TfTrK^^^ "Ule Do irmos, por
.; <,n.. m ^' ja ler parle da carsa nar n rain ir.,i-,_.-.> .
5 de setembro.
DE
Quarta-feira
2 carro?as americanas de
nova invenco.
Borot & C. fyrao leilao por interven-
cao do agente Costa Carvalho, de 2 car-
rosas americanas proprias para condu-
sir assucar, gelo e outro qualquer ge-
nero: no dia cima no largo do arsenal
na porta dacocheira do >r. Andre' Bar-
bosa Soares, m 11 horas em ponto.
Ra do Imperador n, 73.
Qaarta-fcira "t de corrente.
Antuncs far leilo em seu armazem ra do
Imperador ti. 73 de grande porcao de obras de
marcineiria. urna rica mobilia de jacarandar
lavatorios, aparadores, commodas e muitas ou-
tras obras de apurado gosto que sena enfadonho
mencionar.
Avisos diversos.
taria supra .
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Bernardino de Souza Peixe
Joo Jos Vieira de Barros
Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
Joao Augusto de Vasconcetlo Leitao
Vito Antonio do Sacramento Pessoa
Fadre Manoel Adriano de Albnquerque Mello
Victoriano Antonio Muniz
Padre Joaquim Jos de Farias
Joaquim Jos Balmacedo
Frar cisco Jos das Chagas
Manoel Jos do Farias Simoes
Manoel Francisco Pereira
Manoel da Silva Couto
Antonio da Cosa Lima
Tiburtino Floriano de Carvalho
Maqqel Furtadq da Costa Tico
Joaquim Jos Fl&refleio de Moura
Eslevo Pinto de Mo*es
Jos Correi.i Paz -
Antonio Benlo Pinheiro
Joaquim Bellarraino de Millo
Joaquim Jos de Araujo
Severlano Martyr Vieira
Antonio Jos Coelho do Queiroz
Jos Ramos de Vasconcelos
Theodoro da Cruz Cordeiro
D. Joseoha Maria do Espirito-Santo
D. Candida Balbina da Rocha
D. Urbana Angella de Lima
D. Maria Seraphina Vieira
O. Ira da Cunha Lete
D. Vicenria Maria do Carmo Cezar
1). Anna Ferreira da Silva
D. Maria de Nazareth Augusta c
D. Joaquina Loureo5a da ConAiQo Lima
D. Amalia Vicencia do Espirito-Santo
D. Joauna Rosa da Trindade
D. Luiza Annes de Andrade Lial
D. Francisca Maria do Rozario
D. Maria SeveriDa do Monte Souza
D. Maria Eugenia Ferreira
. Elena dos Santos Pinheiro
D. Maria Joaquina do Paraso
D. Emilia Fausta de Menna Costa
D. Thereza Guilhermina de Carvalho
D. Anna Maria da Conceico Nepomuccno
D. Francisca de Assis Domingues Carneiro
I). Berlina Carolina Cezar Galvo.
Secretaria da inslrucgao publica de Pernam-
buco 28 de agosto de 1860.
O secretario interino
Salvador Henriquet de Albuquerque
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 3 por
diante pagam-se os ordenados dos empregados
provinciaes, vencido no mez de agosto ultimo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, Io de setembro de 1860.O secretario,
Antonio Ferreira da Antumciaco.
ja ler parle da carga : para o resto Irata-so com
Marlins & Irmo. ra da Madre de Deus n. 2.
Aracaty pelo Ass.
Segne p>m a maior brevidade o hiale Gralido
por j ler a maior parte da carga prompta ; para
o resto o passageiros, Irata-se no Passeio Publico
n. 11, ou na ra do Codorniz n. 5, cora Pereira A
V alent.
Bahia,
Cegu para a Bahia em poucos diis o palha-
bole Dous Amigos para alguma carga miu-
da que anda pode receber, trata-se com o seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo na ra da
Madre de Dos n. 12.
NOVISSIMA GUIA
AoSr. fiscal da Boa-Vista.
Anda estao por murar os terrenos desta fre-
guezia, apezar dos muitos raezes que tem exce-
uiao dasdilerentes concessoes que se- tem feilo
?'? MCrera uP,do8. e'o Sr. scal tem os olhoa
lechados ou condescende coro os propietarios
desses terrenos, com o maior escndalo das pos-
turas raunicipaes e perda do interesse publico-
br. nscal seja mais cuidadoso de seus deveres I
chamamos a altencaoda Illm., cmara munici-
pal para esta relaxado do cumprimento de suas
posturas.
_ O guarda do municipio.
. O Sr, Pedro Pereira da Silva Guimares J-
nior .tem uma carta vinda do Cear na ra Nova
n. a6, loja.
James E. B. Spears, engenheiro, ?ai ao Rio
orande do Norte trata de seus negocios.
Manoel Francisco Brdalo, subdito Porlu-
guez relira-se para fora da provincia.
MHh?f"" Se"h0ra d0 ^ourel {regezia de
Munbeca) faz ver por este jornal ao film. Sr.
me d? roesma irmandade que tendo do haver
mesa lerca-feira 28,de agosto por determinago
ue v.t>. (o aue nao aconteceu or V S na
osT,Pmm' 6 SeDd ch,amad^ Pa esta reunan
, ts5d mesma pelo procurador o Sr. Jos
abaixo aJ?T' M0 qUU e>,e c<""emplar ao
emo0,H^g '-d para a.raesma reunio como
erapregado.naosea razo porque? o que nao
obrou em regra visto nao saber das Jreiencoes
maiTrenP0,,ahl,t0 aSSgQad era estaPreunido
?p ihJ l ,1"d0oUD, Puco o abaixo assignado pal
rece-lho que o Sr. procurador fez isto de preven-
cao para poder iralar melhor negocios de pessoas
?aUr1l5aftbaiX0KaSSgnad0 deseJ entervir. Por ?sf
ta razao o abaixo assignado roga a V. S. Illm
ira nco'J8!?. zer COm q"eo Prcurador era ou-
ira occasiao leja mais restricto em suas ordens
nao exclmr aquellos com quem nao conia, S
suas pretencoese contemplar os que lhe parece
serv.r. Venda Grande 3 de setembro de 1860
Manoel Martiniano Leite.
audf^p r.ed.a.ra d Lbral Pe^"'^ucano
?hil? 8h Poicar uma lista dos delegados e
no dfn 7Sd S qU ',he C"Vm assislara "
no da 7 do eorrente para ser lomada na devida
sacres'0 Pe' S'' D'* C"efe de W>T5
, ,0 morcego.
- Arrenda-so ou aluga-se o sitio da porta
d agua no Monleim, o qual tem grande e excel-
leute casa de vivenda, espacosa estribara e co-
cheira, e casa para fetor, bora pomar e baixa pa-
ra capim e cercado para vacras : quera preten-
der, d.nja-sequelle sitio para exarai.,a-lo tra-
ta-se na camboa do Carmo n. 8, segundo andar
F.,T^n Vansen' cidadao Americano, vai a
r-u ropa.
Mm!l?,haImp/fa,lriz,"' 54' deja-se fallar
com os Srs. abaixo declarados :
Jos Flix da Cosa.
Francisco Xavier de S.
Jos Rodrigues de Passos.
Joao Manoel Vianna.
Temoleao Peres de Albuquerque Maranho.
sel, d'^J'"Z0,dS fel0LS da fazenda Provincial
mv a ar,rema'ar em hasta publica, a quera
meJ' f'n,d0S0S dias da lei- os be,,s S''S"intes
Urna casa u-rrea na ra do Bora Costo, fregue-
e e ?0 'trgadH0S 19' lend0 18 Palcos de fren-
om nh- de/und0- Peq^no quintal em aberto e
em chaos foreiros. avahada en. 50jJ
,nn!iU"o CaS.a "a mosma ru" e freguezia n. 21
emaberlo e chaos foreiros. valiada em 0O9. Cu-
Jascasas foram penhoradas por execue.io da fa-
San^rLuz' Cn'ra S ^^ d' Jaqu-
Urna casa de taipa na ra do Motocolorab, fre-
fremo doS,V0-8ad0S 64 A' leod0 25 Pa'mos de
a!riL,r compnmento. cora coznha na sala
vaJUd ;mP7nsha0r fre'r0S ef era mo estado,
S8*.?^! r0S'JCu,a casa foi Penhorada por
execucao da fazenda provincial contra Jos Alves
A. renda annual da casi na Passagem da Ma-
SS.Dff'com 2Ksalas-,f ,iiiartos- desp"sa-
coznha fra cacimba e d.Terenles arvoredos de
nHS*. aV",a',a e-m 150*- Cua rc"da foi pe-
nhorada por execucao da fazenda provincial con-
tra Antonio Joaquim de Mello.
A renda annual da casa terrea na ra do No-
MUemfn,' 1 Cm 2 SalaSl 3 *uarlos- cozi,,ha f"
m* i.!i murad0,-. "Cimba meeira. visla do
ino estado foi avahada em 100. Cuja renda foi
?nir/^ k Pr.oxeci"'ao da ^en-la provincial
contra os herdeiros de Maria Thereza de Jess.
u reiidimonto annual de umi casa com peque-
no sitio na ra dos Pocos n 3!), com sulBeiente
commodo para pequea arailia. e em rao esta-
a hl ; em 72*' C"JS rendimentos foram
penhorados por execucao da fazenda provincial
conjMosherdeiros de Joao Baplista de Souza
A renda annual da casa terrea, ila
Sociedade
Luiao BeneGcente dos Ma-
rilimos em Pernambuco.
c0nv,?I^.rand S[- Pres'deDle sao pelo presente
e SEZ aS8enhore socios effetivos para que
Sti comPrecer quarta-feira 5 do cor-
rente, s 6 horas da tarde em ponto, no palacete
Lh?' de A?0,1' aflm de reunidos emassem
8meemsrarsogadlea,ar-8e de "eodM ******
Jos Sabino Lisboa,
t secretario.
Modista Lisbonense.
11
Na ra das Cruzes n. 2i priraeiro an-
dar, toma-se incumbencia de qualquer
obra de chpeos, tocados, enfeites de ca-
beca para senhora ; assimeorao tem gran-
de sorlimenlo das mesmas obras feitas no
melhor gosto dos flgurinos ftancezes por
menos do que em outra qualquer parte
assim como se lava e muda da forma an-
tiga para a moderna toda a qualidado do
chapeos de palha de senhora. ficando sem
diflerenca nenhuma de covos.
Agradecimento.
Inflammaco da bocea do estomago.
Um meu escravo de nome Daniel, tendo pade-
cido pelo longo espaco de 16 annos de infiam-
mago na bocea do estomago, que lhe tirava a
respiracao, acompanhada de muitocansico e at
ltimamente impossibiliiava-o de dormir'deita-
do. o durante esto tempo tendo eito quanto tA
possivel, nunca pude obter um resultado favora-
vel ; e nao sabendo o mais que fazer, lembrei-
rae de mandar applicar uma das chapas medici-
naes do Sr. Ricardo Kirk, morador na ra do Par-
to n. 119, e com effeilo, depois di applicaco da
dita chapa na parle indicada por 40 dias/tive a
satisfaco de o ver completamente bora: pelo
que tributo ao dito senhor o meu mais puro e
sincero agradecimento. Ra da Assembla a.
56, Rio do Janeiro. Domingos Alves Loureiro.
D-se a juros com hypotheca em bens de
raz, a quantia do 500fl000 : quem precisar an-
nuncie.
Estas pennas de differentes aualidades, sao fa-
bricadas de ac de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho da
|Ollra. Preco lj>500 cada caixa e pennas de ouro
lelo mesmo autor com pona de diamante, que
crem a grande vantagera de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservndose bem limpasso
de durafao infinita, deposito em casa dos Sr3.
Huedes & Goncalves ra da Cadeia n. 7.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
coes das 7 horas s 9 1 [2 da noite: a tratar na ra
da Roda n. 50.
i our.co.ydesa'fc^d?? iDeoisa At Pars.
consultas medicas em seu esciip- ^ | ?t
15 Ra Nova15
torio, no bairro do Recife, ra
da Cruz n. 53, todos es dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ateas 10 da manhaa, s-
breos seguintes pontos 5
i.- Molestias de ol.os ;
2.' Molestias de coraeao e
peito ;
3.* Molestias dos orgaos da
racao e do anus ;
4.- Praticara' toda e qualquer
operacao que julgar conve-
niente para o restabeleciraen-
to dos seus doentes.
O e\ame das pessoasque o con-
sultarem sera' eito indistincta-
raenle, e na orden de suas en-
tradas, fazendo excepciio os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este lira.
Frederico Gautier, cirurgiao dejRista,
faz lodas as operacoe sda sua a re'e' col-
loca denles artiflciaes, ludo com a supe-
noridade e perfeicao que as pessoas en-
tendidas lhe recoohecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
iVa ra de S. Gonzalo n. 8, casa de sofo^
precisa-se alugar uma escrava fiel, quosaiba fa-
zer cora perfeicao o servico interno e externo da
2mi1gJ?tPg>lg familia. Paga-se a contento.
gtonsultono central homeopathico|
! IP8BHJSI1C: I
Continua sob a mesma direcrao da Ma-
m noel de Mallos Teixeira Lima; professor
W em homeopathia. Asconsultas como d'an- 42
tes. S
no lugar
Leal, lendo-se associado nesla data sob a razo
de Leal & Irmo para succederem na casa com-
mercial com que fra estabelecido seu pai o Sr.
Jos Gomes Leal nesta praca, fazendo o commcr-
cio era geral e especialmenie o da venda de as-
sucar e de outro qualquer genero por commisso,
pelo presente o fazem certo aos respeitaveis corpes
docommercio e de agricultura, com e*pecialida-
de aos commltenles da casa, e a todos declaram
que o activo c passivo della ficou a seu cargo e
sob sua responsabilidade. Recife, Io de selembro
de 1860.
Anlonio Gomes Miranda Leal temlo-se as-
sociado nesla dala com seu irmo o Sr. Jos Go-
mes Leal para succederem na casa comruercial
com que fra est*belecilo seu pai nesla praca,
deixa de continuar com o armazem de asauear
com que se achava estabelecido, o que faz certo
ac- reopeitavel corpo do cornmercio, bem como
que deixim de ser seus caixeiros Francisco Con-
nives da Cosa Cabral e Jos Benlo Ferreira Bai-
lar, e a ambos agradece os bons servicos que lhe
prestaran), assim pela honradez, como pela aptl-
dao bro de I861.
Na casa terrea por traz da matriz de Sanio
Antonio numero 22, lava-se e engomma-se para
bomem, cora perfeicao, e preco commodo.
Quem annunciou querer' comprar uro vio-
o com algum uso dirija-se ra do Queima-
| Botica central liomeopatliica
m do
I DR- SABINO 0< L PIMO
Novos medicamentoshomcopalhicos en-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamantos preparados espe-
cialmentesegundoasnecessidadesda ho-
meopaihia no Brasil, vende-se pelos pre-
cos couhecidos na botica central homeo-
pathica ra de Santo Amaro [Mundo No-
vo) n 6.
9
PocHl"?.!0 ^ant'A"na dentro, "frog'ezia^do i ? n- 1'. '"J8 e ferngns.'qaeachata con qe
Pocoda Panella n. 32, tendo 20 palmos de fren- lratar-
li!iL5ide ^r1^ COl"ha ra' I"""'11 muradone
lelheiro, avallada a dita renda em 963
,n^n,?illa a"nUal da outra eaM ltrr'ea sila no
SS?UUg",r e na,mosma fresuezia cima n. 33,
endo 20 Paraos de frente e 54 de fundo, cozinh
fora quintal murado o telheiro. avahada a dita
renda em 96 Cujas rendas foram penhoradas
por execucao da fazenda provincial contra os
herdeiros do padre Manoel Thomoleo.
Us pretendentes comparecara no dia 6 do cor-
T??"*^^ \ h.ras 1- n,.nhaa.
da Silva Araujo vai s pro-
na ra do Impe-
faz
PARA
Eletores e votantes.
Acaba de chegar esta inleressanle obra do Rio
de Janeiro, e vende-se na livraria econmica au
pe do arco de Santo Antonio.
Almanak de lembrancas.
Luso-Brasileiro
PARA
Leiloes.
nleressan-
economica
no-
na
LEILAO
DE
Uma escrava.
O agente Costa Carvalho far leilao de uma
evcellento escrava com 30 annos de idade pti-
ma cosinheija e sem vicio nem achaque algum :
quarta-feira 5 de setembro. era seu armazem na
ra daCrnz n. 9, s II horas em ponto.
UlUO.
rta-feira 5 de seteml
Quarta-feira 5 de setembro.
O agenle Pinto far leilo em seu armazem
ra da Cruz n. 51, dos seguintes objectos a saber:
i_escrava de 25 annos de idade, a qual cose,
f, cosinha soffrivelmente e engomma per-
ament.
20"elogios americanos proprios para cima de
mesa.
100 caixas cora charutos da Bahia.
10 duzias do garrafas com vinho Chery.
10 duzias de copos para agua.
18 pares de quartinhas (esfriadeiras.t
Apparelhos de louca quer para almoco, quer pa-
ra jantar. r
Urna espingarda para caca.
Militas e diversas pecas de marcineiria como se-
jam : guarda-loucas, guarda^vestidot, appa-
Chegaram ha pouco do Lisboa estes
tes almanaks. e vende-so ua livraria
|ao p do arco de Santo Antonio.
; Offerece-se uma mulher para ama de
; mem solleiro ou casado com pouca familia
j ra Augusta n. 67.
U procurador do Sr. Dr. Pedro Bezerra Fe-
1 reir de Araujo Bellrfo, raudou-se para a ra
Augusta n. 9i
HOSPITAL
P.ORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
MOVIMENTO DO MEZ DE AGOSTO DE 1860
Ficaram em tratamento do mez de
J"lho ...............,............ 28
Lutrarsjn no mez de agosto ..... 28
Jolal ............'.'.56
Sahiram curados .................. jg
Fallecern).......................,][ y
Exislem em tralamento.............' 29
Tolal..............56
Dos fallecidos foram : 3 de tubrculos
pulmonite, 1 de hydropericardio, 2 de
amarclla e 1 de febre perniciosa.
Recife 1. de setembro de 1S60
Manoel Ribeiro Bastos,
1." secretario.
Acha-se lugido um mulato cabra de nome
Raymundo Patricio, official depedreiro e barbei-
ro. foi rcmettido do Para em abril de 1859 pelo
Sr. Manoel Joaquim de Farja, o qual foi aqui
vovdido ao Sr Feliciano Jos Gomes, e este se-
nhor venden ltimamente ao Sr Francisco Ma-
linas Pereira da Costa ; tem os seguintes sig-
nis : estatura regular, bastante grosso e barba-
da, olhos amarellados, falla com desembarace)
representa ler 35 a 40 annos : roga-seas autori-
dades pohciaes a sua apprehensoo ; e quem o
pegar, dirjase ao engenho Guerra, em Ipojuca
ou na ra do Imperador n. 79, escriptorio de
Poiycarpo Jos Layrae, ou^a ra de Apollo n.
do, escriptorio de Manoel Gouveia de Souza, que
ser generosamente recompensado.
.. -.i ------..------. "" *" ui man
na sala das audiencias, que a ultima praca
Francisco Goncalves da Costa Cab'r.ii .
rom? rede'XT ',le 'i*e Jo Sr. Antonio
Gomes de Miranda Leal, e aproveita a occasio
para agradecer ao mesmo senhor e a sua digna
consorte asmaneiras delicadas com que Sempra
ojraiaram duranlo o lempo que foi seu cai-
ro^4*Kan0el Pere,ird LruneS0 vai ao serlo do
t-ear buscar sua familia e deixe por seus oro-
fnn?; itef aS S!S Jos de A'uino Fo"seca. An .
on.o Lulz do Ohreira Azevedo e leneuta-coro-
nel Rodolpho Joao Barata de Almeida. Recife
3 de setembro de 1860
Domingos Moreira da Rosa, Portuguez re-
lira-se para o Rio Grande do Sul.
Compra-so diarios em porcao a 33200 rs a
arroba: na ra Direita n. 78.
Aluga-so umacisa no pateo do Terco n.
30, cora solo e oulra na ra do Brum n. 31
proprios para qualquer estabelcciinento : a tratar
na na da Cadeia do Recife n. 4.
O Sr. Bazilio Baptista Portado,
queira dirigir-te a etta typographia, a
negocio que lhe diz respeito.
D-soJ dinheiro premio era pequeas
quanlias sobre penhores de ouro e prala : na ra
da Paz n. 36.
D-se dinheiro > juros sobre penhores de
ouro ou prataorn pequeas quanlias: na ra do
Rosario da Boa-Vista n. 58.
Jos Antonio
vincias do norte.
Precisa-se do ura criado :
rador n. 75, primeiro andar.
Aluga-se uma boo esa de dous andares e
solo, com excellentes .commodos para grande
familia, com sitio e alguna arvoredos de tracto,
cora baixa para capira que sustenta bem 3 Daval-
as pelo vero, estribara para 2 cavallos, casa
para feilor, e mais commodos que so faz preciso,
com boa cacimba e tanque para banho, situado
em bom lugar por ficar muito porto da cidade :
quem a pretender ver, dirija-se ao mesmo sitio
defronleda igreja da Estancia, que achara com
quera tralar.
Aviso.
Alugam-so dous escravos mocos, para qual-
rquer servidos e tambero se vendem ou se trocara
por alguma casa boa e que tenha bom quintal:
para verem e iratarern procuren) Antonio Leal
dn Barros, no seu silio na ra de Joo Fernan-
dos Vieira junto ao Manguinho.
Cltegiodo Bom Conselho
ruada Aurora n 26.
Precisa-se de urna pessoa de boa conduela pa-
ra oceupar o lugar de porleiro dcste eslabeleci-
mento: a tratar cora o director do mesmo colle-
gio a qualquer hora do dia.
Precisa-se de 800$ a premio por lempo de
um anno, dando-so por garanta hypotheca em
urna escrava crioul.i e moca : quem o tiver e
quizer dar annuncie para ser procurado.
Aluga-sjum silio na Capunga na principal
, ra que vai em direitura as casas da viuva Las-
ser, com uma grande casa com bastantes cora-
modos, muito fresca e rejada : a Iralar na ra
do Livramenlo n. 33, loja.
doenles


1 de
febre
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECCIO M E- KRVAM
lisie hotelcollocado no centro de uma das espitaos importantes da Europa, torm-sede arande
valor paraosbras.leiroseportuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
uma das melhores da c.dade, por se achar nao s prximo sestaces de caminhos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous miaulos de si, todos os theatrose divert mentes; e.
alem disso, os mdicos precos convidara
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemlo, flamengo, inglez e por-
uguez, para acorapanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emhm para toda a Europa, por precos que nunca excedera de 8 a 10 francos (3200 4000 )
Durarlo espeso de oito a Jez mezes, ahi residirn) os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
xl'J 1Ei P?l pAu.8U8,od Suva Ferro, ( de Portugal) e os Dr.. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueirda Fana, edeserabargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, j e muitas ou-
tras pessoas tanto de uro, como de outro paiz. '
Os preco* de lodo oservi5o, por dia, regalara de 10 a 12 francos (4000 4*500.)
o uolel eneontram-se informasoa exactas acerca de tudo que pode precisar um esirangeiro.
agencia |los lahrlcanlos america
us Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP-
Joanston& ra da Senzala Nova n. 52
USA LUSn-BRASLEIRA,
2, Gomen Simare, Londres.
J. G. OLIVEIRA tendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branc.a dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitera esta capital; continua a preslar-lhesseus
servieose bons offidns guiando-os em todas as
cousas que precisem conliecimento pratico do
paiz, ele.: alem lo portuguez e do nslez ialla-se
na casa o hesnai.hol e francez.
Quero tiver um sitio peito ou
longe desta cidade, com tanto que tenha
i casa de vTenda, arvore defructo e i~
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa t rrea nu-
mero 35.
Aluga-sejum bom silio, enm boa casa do
vi venda e arvoredos de fructos. Ierras de planta-
cao e bom pos., d'aua de beber, e oulros com-
modos que s vendo-se, na iravessa dos Reme-
dios onde tem duas raacaibei ras no porlo :
tratar no mesmo.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia precisa-so fallar ao Sr. Jos Antonio Ri-
beiro do rreilas.
Deseja-se fallar ao Sr. Jos Miguel de Oli-
veira Beraldo, o qual h^a de annunciar sua mo-
rada.
Roga-se ao Sr. Luiz Bernardino da Costa o
tavor de dingir-se ao largo do Corpo Santo ar-
mazera u. 6, a negocio de seu interesse.
Collegio do Bom Conselho
ra da Aurora u. 26.
Quarta-feira 5 do corrente eslao aberlas as
aulas deste cstabelecimento. O director pede
aos paes de seus alumnos rilemos que so dig-
nera de recolher hojo seus filhos ao collegio afnn
de ir com ellos no da seguinle ouvir a missa o
assisr ao officio que tem de ser resado pela al-
ma de sua mu presada consorte I). Jianna Bap-
lisia Barbosa Lima. Approvlta a occasio para
de novo convidar seus amigos a assislir a esle
acto do candadecom o que muito hao de pe-
nhora-lo.
Tendo-se de entregar uma carta e
uma encommenda vinda do Rio de Ja-
neiro ao Sr. Dr. Adelino Carneiro da
Cunha, chegado pelo vapor Oyapock, e
sabendo-se que o mesmo senhor se acha-
va nesta cidade, e que partia como
parti hontem para a Paralaba lugar
de sua residencia, e ignorando-se onde
resida, deu lugar a convidarse o mes-
mo senhor a ir a livraria n. 6 e 8 da
praqa da Independencia.
|Aos Srs. ourivesi
> Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se #
a venda ura sorlimenlo completo ultima-
mente chegado de Paris, de ferramenlas 1
para olrabalho de ourives, as melhores W
que teera apparecido no mercado. '
Recebeu-se novo sorlimenlo de vcsli- W
do3 de cores, de raoiranlique e gro-fne na gg
Loja de oiarmorc
Em asa de Robe" Seliettbn &.
C.rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de amburgo.
Na ra da Cadeia n. 2i, deseja-se
fallar com os senbores:
Jos Leopoldo da Silva.
Marcelino d? Souza Pereira de Brito.,
Cleto da Costa Campello.
Jos' Candido de Barros.
Jos Alvares Monte Raso.
Joao Alves de Oliveira,
Feijo novo.
Vendem se saceos com feijSo novo a 8 o sac-
co na iravessa do pateo do Paraizo n. 16.
Na ra da Imperatriz n. 37 vende-se uro
carro muiio levo o uovo. com assentos para qua-
tro pessoas e boMa.


DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 4 DE SETEMBRO DE 1800.
1TO iiftf UMIilTD
DE
NALOJAE ARHAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
m w& m traas m
Dcrowtc i\o beeeo i\a Congregado letveiro \erde.
Prevencol
Estando a (indar os fresones queijos de Serid,
as excellenles magias e a bella maulciga refina-
da em frascos, previne-se aos amantes das ditos
gneros que venham a elles con- presteza para
depois nao haver queixa r do armazem da ra
estrella do Rosario n. 11.
Gravador e dou-
rador.
Grava-se e doura-se em marmore lellras pro-
prias para catacumbaou tmulo a 100 rs. cada
Ma livraria n, o e o da praca da urna, o aonuncianle apresenta seus trabaihos
independencia precisa fallar ao Sr. Ma- nos luraulos d"S Mras. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
noel Antonio Pinto da Silva. J^'n 52 e em ulr8 roais rua d* Caixa
r5i
Seda de quadrinhos rauilo fina covado IgOOO
ofeites de velludo com froco pretos c
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda 9
Fazendas para vestidos, sendo sedas, l
e seda, cambraia e seda tapada o
transparente, covado JJ
Luvjs de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos $
Lencos de seda rxos para senhora a
2J000 e 2500
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades 9
Chapeos francezes forma moderna 8J500
Lencos de gorguro pretos 2>OO0
Ricas capelias brancas para noivados 9
Saias balo para senhoras e meninas $
Tafit roxo o covado $500
Chitas francezas a 200, 260, 300 o 320
Cassas francezas, a vara g500
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado 18600
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 2$000
Chales de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades g
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros cora 4 palmos de largura, o
covado 1J500
Ricos cortes de seda pretos o de cores
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de touquim inulto finos
rosdenaple prelo e de cores de todas
as qualidades 5J
Seda lavrnda prela e branca f
Capas de fil e visitas de seda preta com
froco
NATURAIXE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22.
DE
5VO a 111.
A empreza da illummacao a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que col loca ram candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
den] ainda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro para I #500, L2} e 20500 os mais linos que se pode fabricar! os pi ten-
dentes acharao no armazem da rua do Imperador n. 31, um comple-
to sortiuiento a sua esculla, assim como candieiros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gostos variados e do mellicr que se pode de-
sdar. Rost onRouker & C,
Agentes.
j Manual
Popular homeopathico ou
guia medica das mes
! de familia.
1 Esta obra contm todas as molestias al
I hoje, seus symptomase suas causas, seus
i tralamentos empregados, quer em gl-
bulos a tinturas; syraptomas dos mediea-
mentos, sua duraco, os medicamentos
i que cumpre empregar ura depois de ou-
1 tro e seus antdotos. Ac m pac ha do do
fcil meio de qualquer pessoa poder co-
nhecer do apparelho respiratorio e diges-
tivo.
! As pessoas que se dignaram assignar
esta obra podem dirigir-se praca da In-
> dependencia n.6e8; Cadeia do Recife,
i Jos Cardoso Ayres; Collegio, Miranda &
1 Vascoocellos ; rua da Palma n. 50.
ALUANC
Estabelccida m Londres
CAPITAL
Cinco MiWioes de libras
sterVmas.
Saundcrs Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negocianies, propietarios de
casas, e a quem maisconvier, que eslao plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre osohjectos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
s fr co m m 3,
I" S^wf
F? S a = 3 S a
o 5<
Gratiicaco.
Perdeu-se desde a rua Imperial al a
Flores um cadernele com ou(ro9 papis
que s a seu douo serven) : a pessoa
achou tenha a bondade mandar entregar
Nova n. 35, loja de ferragens, que ser
pensada.
A pessoa que annunciou querer
rua das
dentro,
que os
oa rua
recom-
i Siuiraiuis!
Esta opera queja conla d existencia perto de
50 anuos, acaba de ser paleada em Paris, por in-
curia do empresario da opera lyrica, o qual ten-
do sido advertido por seu autor o celebre Roisini
de que seria inoportuna a sua reapparuao na
comprar! poca em que nos adiamos, teimou em taze-la
uro silhao com pouco uso, pode dirigir-se a rua cantar!... Ora. constando que o Sr. Marinange-
do Hospicio, cosa terrea junto a urna coebeira de pretende com ella mimosear-nos ha do per-
pintor de carros, que achara com qutiu tratar, i mittir-nos que, acompanhando ao insigne maes-
I rfi ,. 11 .1 .1.,... : J ____. _.
_ Offerece-se urna ama poia engommareco-
zinhar, para casa de pouca familia ; na rua di
Conceicao o. 17.
Narciso Ferrelra da Silva retira-se para to-
ra da provincia, o que faz pub'ico na conforrai-
dade da lei.
Sociedade dos devotos da ca pella da
Senhora da Conceicao da estrada de
Jojio de Rarros.
Do ordem do presidente desta sociedade, c pe- senhor que achou a caderneta e mais papis
lo presente convido a todos os senhores socios! I"8 se Pprderam da rua Imperial at a ruadas
msanos para sessao da mesa directora, no dia Flores, tenha a bondade de entregar ou mandar
4 do correte, pelas 6 horas da tarde, no lugar entregar que se Iho dar de gralillcacao a quan-
do coslume, e sendo como sao de muia impor- lia 1ue se pode fazer de despezas cora uova njii-
ficaoao.
troque despido de amor proprio aconselbava
aquella emprezario do nao a fa/cr execular, lhc
roguemos a graga de subslitui-la por outra que
mais esleja adequada ao gosto da poca. Multo
confiamos no Sr. Marinangeli, para que contemos
com euicacia que nos altender.
A. B. C.
Declaraco.
O senhor que
'.
DENTISTA
DE
>

APPHOVAfiO E AlTOBISACiO
PERMMBICO
3Rua cslrcita do Rosario-3
Francisco Piulo Ozorio continua a col- ?Se
locar deiilfs artificiaes lano por meio
de molas como pela presso do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
|| rQo fiquera a vontade do seus donos,
n tem pozos eoutras preparacocs as mais
^ acreditadas para conseraeao da bocea
Sacca-se sobre a Bdiia : cid de casa Ar-
k\vrigbt& C, rua da Cruz n O.
^ ? f t rTTTTTT 8 yjrTTTTTTTYTTT^
DENTISTA FRANCEZ.
GOMMISSO DE ESCRAVOS
NA
Rua larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla casa recebem-se escravos para serem
vendidos por coramisso por conta de seus so-
uirares. Afianca-seo bom Iratamento. assim como
as-nihgencias possiveis para que os mesmos sc-
jara vendidos com promplidao aiim de seus se-
nnores nao soTrerem empale na venda delles.
ftesta casa ha sempre para vender escravos do
ditrereutes idades de arabos os sexos, cora habili-
dades c sem ellas.
-^* O Sr. J(iai|uim Alves Cunt |3|
queira ir como se llie tem pedido por *>
I vezes a rua da Cadeia do Recife n. 23. jf
Uui'm precisar de urna ama sec-
ca com bastantes habilidades, dirjase
DA
Krll
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
U Paulo Caignoux, dentista, rua das La- ^ a rua do Pocinho n 23
^'C^n' Nams^^salema8u ; Lma pessoa de escripturacao commercial
A l'O dtniiico. q offerece-se a fazer qualquer escripia com toda i
-** AAAAiAAAAAA*AAAMAA.-Al* \ perfeicao e celeridade : na rua do Qtieimado |0ia
Salusliaue Oonzales, subdito hespanhol, re- de fazendas n. 34. se- dir miera Na mima
tira-se para fra do imperio. j loja se dir quem vende um piano de boas vo/es
- Alugaro-se duas escravas arabas engora- proprio para quem quizer aprender, por mdico
madeiras e eozioheiru : nos Afilelos, casa cin- prego. F "iuuito
zenta fronteira istreia. c.i .
rlttttAttAAAT.4f 8> (.*ii.s>eai rcUe!'1C0 Augusto de Lima Novaos, docla-
v<.M,fe.rv ,if(, Q-^igyji^rW-St: ra ao respeilave oub co e cora p O ibaixo assignado estando a fazer m-A h;______.I "..-"_ especianaaoe ao
ELECTRO MAGNTICAS EPISPTICAS
De Itleardo Klrk
Para serem aplicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
Alugam-se 5 pretos proprios para todo
o servii-o aqu na cidade, sendo annualraeutc :
quem precisar dirija-se a rua do Imperador n.
39, entrada pelo becco do botequim do Paira,
j segundo andar, das 6 as 9 horas da manhaa ou
, na praca do Corpo Santo escriploiio n. 5, das 9
! s da tardo.
i O Dr. Azevedo Pedra, ha pouco che- @
ado nesla capital, faz sciente
AS CHAPAS MEOICIXAES sao militocondecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias @ avel Pl>lico 'que cia-sepVoroplo a qual-
de> o imperio ha mais de 22 anuos, e sao afamadas, pelas boas curas que so tem oltido as ei.fer- 'l"*' hora em sua residencia I rua da Im-
midades apaixo escripias, o que se prova tora innmeros attestados que existen! de pessoas capa- peratriz, sobrado n. 88, segundo andar,
zes c de distinccoes. @ prestar os recursos de sua profisso ; na
Com estas CiiArA-s-ELECTRO-MAGNEricA-w^PASTiCAS oblrm- se urna cura radical e infallivel em
lodos os casos de inflammacao {cansacoou falta de respirara*), sejam internos ou exlernas como
wi!! A ; estomago, baco. rins, ulero peito, palpitadlo de COracao, garganta, olhos. ery- @@Q
pelas, rheumatismo, paralys.a e todas as affecoSes, nervosas, etc., etc. Igualmente para as df-
fercnles especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc., seja qual fOr o seu Umanho
H^i!atas2,ta.iruc,K
deslo. Recife 30 de agosto de 1860.
Mauricio Jos dos Santos Ribeiro, rhegido
ltimamente de Lisboa, faz sciente ao respeita-
vel publico que acaba de eslabelecer na rua lar-
ga do Rosario n. 21, primeiro andar, urna olli-
cina de ourives onde aprompta quaesquer ob-
jectos tendentes a mesma arte do mais apurado
gaslo e perfeicode trabalho, como sejam ade-
reeos completos, brochas, pulseiras, aneis, alfi-
ntles etc., etc. Em seu eslabelecimento promet-
le concertar qualquer obra da sua arte com per-
eicao. A pratica adquirida por sua longa resi-
Oemia em Lisboa, e as relaces direelas que
constantemente maniera com algumas das mais
mesma "casa" dTconsulIs gr'alVs Vos'p'" 1. rrsf'e,,ave's "sas d'aquella cidade-, que se em-
bres. A Pregara no fabrico de todo o genero de obras de
prala, o habilitara a encarregar-se de qualquer
encommenda de laes objeclos tanto para a igreia
lancia osohjectos que se tem a tratar nesta ses-
sao. espera-se o coraparecimenlo dos mesmos
senhores. Recife 1. de setembro de 1860.
' Luiz Francisco de Paula Ramos,
Secretario.
Cozinheiro.
Precisa-se de um bom cozinheiro para casa de
rapazes solleiros, que de fiador a sua conducta:
a tratar na rua da Cadeia do Recife n. 23, loja de
fazendas
Joaquim Barbosa Lima agradece cordial
mente todas is pessoas que so dignaram
assislir as exequias por sua presada esposa
L). Joanna Baptisia Barbosa Lima, e acom-
panhar seus reslos mortses ao ultimo jazi-
go. Aproveita a occasiao para convidaros
seus amigos assislir a missa do stimo
da, que ter lugar na matriz da Boa-Vista
s 7 horas da maulia do dia quarla-feira
5 de setembro.
Hotel trovador.
NA
Rua larga do Rosario n. 44.
(teste hotel continua-se a servir ao publico
com a maior limpeza, brevidade, e commodos
precos. comidas oslas follas por um hornera per-
feito na arte culinaria : o dono do eslabelecimen-
to pede a prolecrao do publico e dos seus ami-
gos, e espera merecer esta alteucao.
= Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 14
da rua Nova : no primeiro andar do mesmo so-
brado, das 6 s 9 horas da manhaa.
Altenco.
Jos Filippe Hartins, estando estabelecido ha
urna pore.o do annos com cosa de pasto na rua
lauto da praca como do mato, que se acha com o
mesmo eslabelecimento na rua eslreila do Rosa-
rio n. 23, confronte a rua das Larangeiras, aonde
continuar a servir os freguezes da mclhor forma
possiyel e por commudo precA. No mesmo esta-
belecimento I'ornecc-se almoro e dotar por mez,
raandando-se em casa, mais barato do que era
outra qualquer parte ; o todos os dias das 7 horas
era diaute tem papa de farinha do Maranhao o
araruta, assim como nos domingos e dias santos
tem a excellente rtao de vacca.das 3 horas da ma-
drugada em dian'e, e prepara-se toda encom-
menda que se fizer.
Precisa-se de urna pessoa livre ou escrava
para cozinhar e fazer mais algum servico dentro
de casa ; a tratar na rua da Senzala Nova n. 4.
Aluga-se um quarlo na travessa do Cam-
pello n. 4, primeiro andar, entrada independen-
te : hala-so na loja.
Aluga-se o segundo andar da casa dosQua-
Iro Cantos em Olinda e bom fresca, com commo-
dos suQkienles para qualquer familia, leudo a
mesma casa frente para a ladeira da Misericor-
dia c outra para a rua de Hathias Ferreira, com
direccao ao mar, pelo que pode ser aproveilada
por familias que queiram fazer uso dos banlios
salgados; a tratar em Olinda cora o capilao de
fragata Caetano Alves de Souza Filgueiras. ou na
rua da Cdeia do Recife, escriptorio n. 58, de
Leal & Irmao.
Piecisa-se alugar um escravo que tenha
pralica de servico de campo ; e do ura hornera
Compras.
Compra-se urna grammalica franceza de
Bourgain : a pessoa que liver o quizer vender,
dirija-se a reparticao do correio, ou annuncie
sua morada para ser procurado.
Compra-se ouro de 20# e 10$:
na rua da Cadeia do llecife loja de fa-
zendas n. 51.
Compra-se um moinho de moer niilho cm
segunda mao, porm em bom estado : na rua da
Senzala Nova n. 30.
Compra-se um sobrado de dousou tres an-
dares, ou algumas casas terreas : na rua do
Oueimado n. 12, piimeiro andar se dir anem
quer. *
Vendas.
n. >
R. loja
vender
bara lis-
IjjfOO
rs.
rs.
Na rua do Gabuga1
de Castro & Amorim, ha para
os seguintes artigas por presos
simos
Graixa franceza caixa pequea
por
Ditas dita dita grande por
Ditas dita vaso de louca gran-
de por
Ditas dita dita pequea por
Facas e garios cabo de ba-
taneo inuito finas duzia por 5, 0 Vendem-sc saceos grandes com farinha de
mandioca de boa qualidade, por menos preeo di-
que em oulra qualquer parle, assim como taba-
co simona da fabrica da Bahia : na rua do Vi-
gario, taberna n. 2.
Ve_odem-.se duas cadeirinhas em bom uso,
1 $000 rs.
610 rs.
. r r v""" "> .--.- uu.s muiwiiiis cm uuin uso,
arga do Kosano, hoje declara aos seus freguezes na rua do Hospicio n 50 : uuem as orcleiidrr
que ochar com quem
: Em conse<|uencia do fallecimento | como para As pessoas. pois.'q
!Pdc-se mandar virde qualquer ponto do imperio do Brasil. 1 de AntJrade- Antonio de Souza
Reg.
Aluga-se um sitio grande
As chapasserao acompanhadas das competentes explicacoes e tambera de todos os ai
nos para a collocac,ao dellas.
Concitas a toda. aapessoM que a dignarem honrar com a sua cooflanea. em seu escripto-' Aluga-se um S.t.O grande com
Jio,0.ue se achara aberto lodosos dias, sem excepeo, das 9 horas da manhaa's da tarde. excellente Casa de Vi venda, com todas as
commodidadcs para familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com os pro-
prietanos, N.O- Bieber & C.
| Borba,
A saiida que lera (ido este rap prova sua boa
, qualidade. nao desmeitindo assim a qualidade do
fumo de que feito. colindo as immcdiaces da
cidade a q , Para : dvposilo, rua da Cadeia n. 17
|(9 Rua do Pauto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
IAO
DO
DURO 1.11,
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No depozAto (leste eslabeleeimento sembr laa gvawde soninieiilo de me
ciVAismo para os encn\\us de assucav a saber:
.Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido.iconomicas de combustivel, e defaclimoassento:
Rodas d agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cinnos de ferro, e portas d'agua.jara ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Mdia moendas com rodetasmotoras,)ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhCes deaz ;
Taivas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Parese bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornallias ;
Alambiques deferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rojetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Asuilhaes, bronzes e parafusos, arados, eixos e odas para carroqas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W. BowmanconQa que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, c de fazer os concertos de que podero neoessitar.
Cunha.
Precisase tomar a premio a quanlia de dez
a doze conlos de ris, daodo-se hypoiheca em
ura predio nobre que val mais de 40:0005000 :
quem quizer fazer este negocio, annuncie.
Na rua do Rangel n. 73, segundo andar,
vende-se lene puro a 320 rs. a garrafa, desde s 6
ale as horas da manhaa, e recebem-se encom-
meodas.
- No dia 29 do crreme lurlaram no lugar
chamado Pavo.eslacao da linha frrea, da casa
do engenheiro Harria, ura relogi de ouro paten-
te inglez, meio chronometro, do valor de300;000,
alado urna cadeia de ouro inglez, le"hdo urna
pequea moeda de prata de 100 rs. porlugueza.
O relogio tem o pon te i ro dos cylindros regulando
sobre o mostrador dos minutos. D-?e 50$000
106|000 se vier o ladro com o furto. Os objec-
los cima mencionados pertencem ao Sr. Cordn
Cowper.
Rio de Janeiro.
Os abaixo assignados. hachareis formados, es-
labelecidos na corle com escriplorio do advoca-
da na praca da ConstituiQo a. 12, onde podem
ser procurados das 9 horas da manhaa at as 3
da larde, propondo-so nao somonte a advogar
ante os auditorios e tribunaes desta capital. do
jury, do commercio, da rclaco, e supremo tri-
bunal de juslica ; mas tambera a tratar, por meio
de agentes de sua confianza, de quaesquer nego-
cios dependentes das secretarias de estado, Ihe-
souro nacional, e mais reparliceg publicas ; da
nuncialuia aposlollea e da santa S ; solicitando
e fazendo eslrahir com promplidao titulos de
grayas e raerces, diplomas, patentes, provimen-
tos, cartas de naturalisagao, matriculas de juiz.es
municipaes, dispensas para casamenlos, breves,
etc., etc. : quem de seu prestirao se quizer uli-
lisar. dirija para esse Dm ao indicado escriplorio
as suas procuraces eordens, era cujo desempe-
nho se moslrarao credores da sua estima o ron-
iansa.=Miguel Archanjo da Silva Costa.Joa-
quim Procopio de Pigueircdo.
Por fallecimento do socio Jos Carlos de
Souza Lobo, da extincla lirma de Jos Carlos de
Bnlo, com que gyrava a prensa de algolo, no
Forte do Mallos n. 20, comina a mesma do dia
1. de setembro em diante, a gyrar sob a firma
de Bnlo, Jos Luiz, & viuva Jos Carlos.
Urna senhora casada mui respeilavel e ins-
truida, existente em Hamburgo, est disposla a
encarregar-se da boa educacao de duas meninas
ou de dous meninos Brasileiros, de boa familia,
debaixo de condices razoaveis : quem desejar
mais iofermcdes, dirija-se livraria da praca
da Independencia ns. 6 e 8.
Na otaria da rua do Colovello, de Marcelino
Jos Lopes, aluga-se urna escrava para o servico
de urna casa de pouca familia.
Aluga-se urna prelj moca para lodo ser-
vqo : na rua da Praia n. 82.
Antonio dos Santos Ferreira, deixou, du-
rante sua estada em Europa, como primeiro pro-
curador o Sr. Antonio Moreira Reis, em segundo
o Sr. Antonio Jos Pessoa ErmiJa.
iiorluguez para'feitor de um sitio
Caixa d'Agua n. 52.
na rua da
Arscnio Auguslo Ferreira ?ai a provincia
das Alagoas.
Goilhcrme Jorge da Molla vai ao Passo de
Camaragibe.
Precisa-so de 300# r?. a juros por 6 mezes
a 2 fl_o sob flanea, annuncie ou falle na taberjia
n. 48, rua do Rangtl, que se dir cora quera o
negocio.
Ama i!e leilc.
Na rua do Caldeireiro n. 12, primeiro andar,
precisa-se de urna ama de leite, que nao tenha
lilho, preferindo-sc escrava.
Traspassa -se a posse de algum terreno de
marinha, sitos por delraz da rua da Concordia
com tres frentes a esculher : quem os pretender
entenda-se com Manoel Antonio de Jesu, na rua
larga do Rosario, padaria n. 18 que achara cora
quem tratar. Na mesraa padaria precisa-se de
Irabalhadores de masseira que eiilendam perfei-
lamenie da arle.
Fugio no dia 30 de agosto passado, do en-
genho Maraucaia, o escravo pardo, de nome An-
tonio, cem os signaes seguintes al'ura regular,
secco do corpo, cabellos cacheados, olhos peque-
nos, pouca barba ; consta que levou roupa de al-
godo azul filho do serlo do Sobral, provin-
cia do Cear : porlanto roga-se a toda e qualquer
pessoa que o encontrar ou delle souber, que o
pegue e leve-o a rua do Imperador n. 12, que
ser bem recompensado
Foi transferida para hoje a arremataco da
escrava Aquilina pertencente aos Dens da finada
I). Maria Rosa da Assurnpco, depois da audien-
cia do Illm. Sr. Dr. juiz d orphaos e a ultima
praca.
Quera liver larangeiras para limpar, plan-
lar eencherlarou parreiras para podar e jardim
para tratar ou outro qualquer servico- de sitio di-
rija-se ao atierro dos Afogados de traz da fabrica
do sab.io a tratar.
No dia 5 do correte pelas 8 horas da ma-
nhaa depois da audiencia do juiz de paz do pri-
meiro disi'icto da Boa-Vista, sorao arrematados
8 paos de sicupira. penhorados a Joaquim Car-
neiroLcal, por execucjlo de Bernardo Jos da
Silva Guimaracs.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vis-
ta achi-se recolhido a casa de detencao o escravo
Joaquim, que diz pertencer a Jos Xavier Bar-
reto, lavrador do engenlio Estiva. Subdelegada
da Boa-Vista 3 de setembro de 1860.O subdele-
gado supplente, Maciel Monleiro.
ASSOCIACO
. DE
Soccorros .Huluos e Lenta Emancipaco
dos Captivos.
De ordem do senhor presidente, sao pelo pre-
sente convidados lodos os senhores socios efTccli-
vos para que se dignera comparecer domingo, as
11 horas da manhaa, na casa das sesses, alim de
funccionara assembla geral extraordinaria, visto
que ha negocios de summa importancia a tratar
sobre o anniversario, que dave ter lugar no dia
16 do correle, incorrendo as peuas do 5 do
art. 53 os que faltarcra sem motivo justo.
O mosmo senhor presidente mauda declarar,
que em sessao do consdhode 29 do passado f
elevado a cathegoria de socio protector, por mc^
rilo reconhecido, o Illm. Sr. Dr. Antonio Rauzel
de Torres Bandcira. 6
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos om 3 de
setembro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
_______ l.^ecretario.
^7.";'' Jos6 Rodrigues Mendes queira ter a
bondade de apparecer na rua da Cabug n 2B
lJriSn*r3r S P?"hor" qe deixou pela quanti
de 10, a que damos-lhe 8 dias, contados da data
desle. para vir tirar, e nao apparecendo, se ven-
der para pagamento da dita quanti. Recife 3
de setembro de 1860.
dinja-se a mesma casa,
tratar.
Vende-se na loa de Antonio Augusto dos San-
ios Porto na loja ns. 37 e 39 na praca da Inde-
pendencia, capelias de aljfar e morale para ca-.
tacumbas, tmulos etc., etc., da forma seguinlc
o precos razoaveis :
Capelias de aljofo com EScripocs, grandes a 10;
89
Sel #-(
Ditas ditas por
Ditas ditas por
Dilasditas por
Ditas deimortailc por
(Juadros com a imagem do Senhor Cruxifi-
cado com inscripres por baixo a IOS e a
Mi Iho novo.
Vendem-se saceos cora millio a 7J : na rua J..
Cadeia do Recie n. 3.
Farelo a 4SS00 e milho a
6$ ris.
Na taberna da e.-ttella, largo do Paralzo n. 1 .
Joo Alvares, subdito hespanhol, retira-so
para fora da ivmria.
Vendem-se dous cavallos russos, gordos c
bonitos, proprios para carro c sella, e um dito
larabem russo grande e bonito, bom para canga-
Iha, todos por commodo preco : quem os pre-
tender dirija-se rua do Crespo n. 10, que adia-
r com quem tratar.
Rua Nova n, 18,
Manoel do Amparo Caj SiC., qutrendo acabar
com o seu aniigo eslabelecimento de fazendas u
roupas feitas, resolve vender todas as fazendas
pelo mais commodo preco que se pode encon-
trar, como sejam ; para senhoras, do qualquer
corpo e altura, um grande sortiraenlo de basqui-
nas, vestidos, manteletes de grosdenaples pretos,
de cores c de fil, os raais superiores que se po-
dem encoutrar no mercado, tanto em fazendas co-
mo era qualidade, pouco vulgar, mantas de fil
pretas, ricos vestidos pretos de duas saias de
grosdenaples pretos bordados a velado, ditos pre-
tcs e de cores de grosdenaples cora as folhas al-
coxoadas, ura grande sortimento de chapeos, e
cherpe de seda e do palhi a Amazonas, balainhos
para meninas irem para a escola, e um grande
sortiraenlo de fazendas inglezase francezas.
Rival sem segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronte do sobra-
do novo, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maid e Silva, ha para vender os scguinies artigos
abaixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapalos de tranca de algodo a lj).
Cartas de alflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
Phosphoros com caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
Duzia de facas e garfos muito finos a 3JJ500.
Clcheles em cartao de boa qualidade a 40 rc
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obreias muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazer cabello corredio a 800 rs
Sapalos de laa para enancas e 200 rs
Pares de radas para meninas a 20.
Pares de linas de fio de Escocia a 320
Massos de grarapas rauilo boas a 40 rs."
Agulheiros de marfira a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda rauilo fines a 600 rs.
Tcsouras para costura muito finas a 500 rs
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa cora 10 varas a 1$.
1ecas de tranca de laa com 13 varas a 500 rs.
etillio para enfeitar vestido (pega) lg.
Linhas Pedro Vi cartocom 2t jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muilj fi-
nas a 140.
Cordao imperial (pecas) 40 rs.
Foges econmi-
cos,
Fogoes econmicos americanos, os melhore
;ue lera vindo ao mercado, nao s por cozinha-
;em cm ractade do lempo de qualquer outro,
como por nao gasiarem urna terga parle da lenha:
esiao-se vendendo por metade do seu valer,
approveitar a occasiao. Garanle-se a boa quali-
dade e bom Iravado dos mesmos : vende-se na
tundicao da rua do Brum n. 28. loja de ferragens
da rua da Cadeia do Recife n. 64.
Vende-se ou aluga-se ura mulalinho de 15
anno3 ; na rua da Aurora n. 40, pavimento ter-
mo, das 6 as 9 horas da manhSa, e das 3 da lar-
de em diante.
Vende-se urna prela crioula da idade de 15
annos. bonita figura : na rua do Crespo n. 8, es-
quina da rua do Imperador.

T:TS7--------~r~


V%?
^T-
''l.
V


(6)
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto k Perdigo.
Com lojs oa ra da Cadcia do Recite n. 23
*0n (.orles de vestidos de seda protose decores
Corlea ile ditos de baregc, de larlatana e de gaze
de seda.
Can,urjias de cores, brancas c organdys.
An piinhas para saias, saias balao, de clina, ma-
dapoln e bordadas.
Lencos do labyrinllio do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palln e de seda para se-
nil nas e mollinas.
Eafeiles.de troco, de vilrilho e de flores.
Peales de tartaruga, imoeratiiz e oulros goslos.
Manguitos e gollas, ponto ingles, francez e mis-
ta nga.
Vestuarios de fustao, de 15 e de seda para
manca.
BlJit-leies, taimas e pelerinas de differcnlesaua-
lidades.
Chelea de touiim, de merino e de l de ponta
redonda.
Luas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de bloud, mantas de dito, capellas e
florea solas.
Sinturoes, camisas de liuho e espartilhos para
ge ii hora.
Perfumaras finas, aboaeles e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paleiots de panno preto
e d.< cor.
Paletols de alpaca, de seda e de linho.
C il'Ms 'te casemira do cor, pretas e de brira
Caim-as de ma lapolo, e linho inglcz e de laa.
Seroulas do linho e do meia.
Mala?, sacos, apelreixos para viagem.
Chancas para invern, bolinas du Meli e oulrus
fabricantes.
Ch mos dj Chyli. de massa e de feltro para ho-
i:i-mii.
Charutos roanilha, liavana, Rio de Janeiro e
Baha.
Borcegues inglezes.
Na rna da Cadeia do It-rifo n. 45, esquina da
ruada Madre de Dos, vendem se os afamados
b i / guiris Inglezes, solas grossis e prova d'agna,
pelo mdico prego de !)J o par; assim como bor-
reguins docouro de lustre para homense senho-
rj<, por mdicos procos.
Libras stei linas
Vendem-se libras sterlinos; no oscriplorio de
Manuel Ignscio de Olivcira & Filhos, largo do
Corpo Sanio.
NOVA
L:ja de umitas na ra
DireitaN.M, onde tem
o lampeo do yaz,
ven l >m-se bandejas finas a 13. IJ2O0 1)1500, 2-5
'-..", UW I, i% I) :is2io, 49o 5S, bengalas do
cj ma unas a e la500, grvalas pretas de so-
l ii i IjzOO, ditas de cores a 19, alfinelos em
caix uhas muito linos a 200 e 280 rs., filas pro-
; vara enfeiles de vestido de seda a 400, 500
0 (i i rs. a rra, franjas de seda de cores a 320,
51). 6J0 e 800 rs. a vara, luvas de fio de coros
pira homem, brancas, a OO, ditas de cores afilO,
i is sola enfeiladas pan senhjraa 23. en-
< de trancas de velludo dos nnis modernos
(i- hi pira senhora -. 5$500, ditos do filas d
s'li a ljjS500, ditos para meninas de trancad?
vell lo a 15500, lulas de lita de seda a 4j, luvas
d > I i o ira homo-ii i 1S0 ), losouras para unhas
fi '' 8 11) rs., dil is para costura a 1), clcheles
b)rl luhos a ti'l, escobas para cabello al}
duas para roupa i I$200, trancas do caracol de
lin i >. peca gran le, a 280, meias cruas para ho-
m n i 2} I >. i; ai a -:S).) o 58, ditas brancas
a i l i IJ e 3>2J!). ditas finas de cores a 2f800. tfi-
1 is i.ira iinuinos, decores f j'i'JD, ditas finas
L>: i ii- de meninos a 33300. dilas para menina*
a .'! -7 11 a duzia, botos do seda pira casaveque
a 321 i duzia, tinta da carmizin fina a MI rs.,
ciioi le metal principe para assucar a 40J rs.,
d'tis para cha a 810 rs..-. duzia, linteirose arioi-
Ms linos a 1. raixinhas dn papel sorlida* era
C-irns a H, ditos de quadrtnhos a 800 rs I.Vi pa-
r i b ir I ir a mais lina que ha a 73500 a li'jra, ata-
cada es ch i'os di' algndo a $0 rs., ditos rolicos a
I ) nenies de borracha para bichos alio,
dr >- iravessos pira meninas a Ii ), di ios de bu -
f i! i brinco [tari ni-'hns t 280, ditos para alisar a
5 K 's ditos e borracha para alisar a 600rs.,
b i )-!. osso a iO, iu is de luuca brancos a
JO, litosd.....'esa 160, botos de" madreperola
II i i i ") i rs a groza, livelas pira calcas a tOi)
r< riixiuhas de tiapi-l de cor a Sl)0 rs., caixas de
o '- 11 de rol i a 100 rs. Habas de peso a 120,
d lis de eabeca encmala a 12i), fitas tarradas
d i I irgura de 5dedos com pintas de mofo a 320
a vara, galn de linho a 140 a vara, bico preto
da sed i. a 120, 2)0, 320, 40 e G00 rs. a vara.
bno (o-dos pira meninos, de diversas qualiJa-
d !. niiis biralo que em oulra qualquer parte,
b i i leas ile camurca a 500 rs., dilas de chouro a
410. 500,800, UPOOelf
Parahyba.
V i le-$e o en :nho T irrinha distan
te J sti cid ido ditas leguas por trra,
t i terreno pira dous mil paos or an
Ii i l>>a cata dg viven l.i assobradada e
h is obras, tem e:nhai\|ue n > porto dis
ta-ite doengenho 1|42 rpiarto de legua
d> rio Paraliyba eem menos de 5 horas
se ve n a Cid de; quein o preten 1er di-
r'. i se a Joao J >s de M ;deiros Correia
s C que dir' quem o vende.
Na ra do Imperador n. 63, se vende raan-
i f, inglrza nova da mais superior qualidade a
l>i do 1/280 rs a libra, assim como queijos
rtos ltimos chegados, ha grande sorlimcoto do
viulio por precos nuiito commodos e mais go-
nerus todo do methor estado e se a Ranla qual-
q i ir genero que da mesma casa soja rendido.
Veode-se nm siiio na Passagem da Magila-
li ni. margem do Capibaribe, com urna grande
caita io la mrala, com caes, muilas arvores de
diversos inicios: a tratar com Joao Manocl Ro-
drigues Valonea, no mesino lugar.
Aviso aossenho-
res deengenho.
Vendem-se duas carrogas com seos perlenees
para carregar assucar ; a tratar na ra da Cruz
n. 9, primeiro andar.
Vende-se urna pequea armaco envidra-
Qada, e tambera se aluga n loja da ra eslreita do
Kosano n. 14: a tralar na rnesma ra, loja de
calcado, onde foi confeilaria.
Vende-se a casa da ra das Triocheiras n.
37 : a tratar na ra da Gloria n. 61.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recifen. 38, priraeiro andar
T
DE
Veslido a 2:300.
Riqutssimos corles de chita larga franceza, de
mui lindos padroes, tondo entre olles de cores
escuras, claras, e miudinhas, polo diminuto pro-
co de 2,>500. tendo 11 covados cada corle ; na
ra do Queimado, loja n. 18 A, esquina que'vol-
ts para a ra eslreila do Rosario.
Chegueni ao barato
O Pregui.;a est queimanJo, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo cora 10 varas a
25?, casemira escura infesta Ja propria para cai-
ga, collete e palitols a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara
dita liza transparente muito fina a 39, 43), Bf,
e 6$ a pega, dita lapada, cora 10 varas a59e
6V> a pega, chitas largas de molernos e escolhidos
padroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 78 e 85
diios bordados com duas palmas, fazenda muil
delicada a 95 cadi um, ditos cora urna so pal-
ma, muilo finos a 85500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5#, lengos de cassa com barra a
100, 129 e 160 cida ura, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45 a duzia, dias de boa qualidade
a 35 e 38300 a duzia, chitas raneczas de ricos
desenhos, para coberl a 2S0 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5&900 a poga, e a ltO rs.
o covado, b'im branco do puro linho a l)
15200 e 15600 a vara, dito proto muilo encor-
palo a 15500 a vara, brilhaniina azul a 400 rs.
ocovalo, alpacas de differenles cores a 360 rs. o
covado, casemiras pretas finas a 2*500, 35 e
35500 o covado, cambria preta e deslmeos a
500 rs. a vara, e oulras rauitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
DIARIO DE PERSAMBUCO: TEBCa fElBA 4 DE SRTEMBRO DR 1860.
Alten cao
' Vende se na ra da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentoq, o devedor
dizem que tem loja em nome de outro
na iua da I capera triz, cujo devedor
chama-se Antonio Joje' de Azevedo,
Vende-se na ra Dirella n. 99, taberna no-
va, manteiga a 640 rs. a libra, dita ingleza a
1g280, passas boas a 640, lingoicas a 440. cha da
India a 2400, arroi pilado a 120, bolachlnha in-
gleza a 240, etambem se vendem 8 moedas por-
luguezas de ouro.
Tachas para engento
FundiQao de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tanto de ferro* fun-
dido como batido
Pechinchas
sem iguaes, na ra do Quei-
mado n. 65, na bem coiihe-
cida loja da diligencia de
Fajozes Jnior & GuimarSes
. 5Jfias pintadas muilo finas para homem a
1S80 a duzia, e em pares a 160 fs., clcheles
francezes em carto a 320 a duzia de carloes, c a
dOrs. cada cario com 14 pares, luvas finas de
seda para homense sonhoras a 640 o par, ditas
com algum defeilo a 240 o par, muito boas cor-
das para violao a 80 rs.,gulhas francezas, caixas
com 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcellana
ramio lindos para menina a I38OO, 25500, 3 e 4g
Era casa de Borolt & C, roa da Cruz d
Becife n. 5, vende-se :
Cabriolis americanos muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da prmeira qualidade.
Carne de vacca e de porco em barris mullo
frescas.
Licores de diversas qualilades, como sejam,
Chery, Cordial. Muit Julap, Bilters Whiskey,
sal a pardilla em frascos grandes.
Saunders Brothers & C. tem pira vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de'Londres,
muilo Dropriosoara este clima.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzalan. 42.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, ora
e de uperior qualidade, assim como lambem
cal virgem em pedra: ludo nor oreos muito
razoaveis
\ HUNDE SORTIMENTO
DR
lazeodase obras leilas
luoja
NA
e armazem
DE
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacSea po-
dem testemunharas virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente aos depois de harer emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os das ha muitos annos; e a maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran, o
medico mais celeWre*. Quantas pessoas reco*
braram com este soberano remedio o uso de seu"
bracos e pernas, depois de ter permanecido Ion
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputadlo I Deilas ha multas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submelterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de sea reconhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suaflrmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algura lempo o
meutratatoqueDecessilassea natureza domt.,
c"jo resultado seria prova rincontestavelmeute '
Que tudocura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
48- Ra
Este estabeleciment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
pi ecos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes. .
Ditos aristocrticos .
Ditos burguezes.....
Ditos democrticos. .
Meio borzeguins patente.
Sapa toes nobreza.
10^000
9$000
70000
Csooo
Cs'iOO
6^000
.
Animaes de roda.
Vendem-se alguns animaes de roda, muilo
bons e por proco commodo, a dinheiro ou a pra-
zo : a tralar no engenho Algodoae3, ou no Re-
cife, na Bella n 35.
Suissos.
Em >Mia de Schafleillin &C, ra da Cruz n.
3S. vende-se uro grande e variado sortimento de
rl i^iin ce algibera horisonlaes, patentes,chro-
n 1 n.'irus, raeios chronomelros, de ouro, prata
dmrili efolheadosa ouro, sendo estes relogios
d'i< prim >iros fabricantesda Suissa, que se ven-
deriii nir precos razoaveis.
Estopa da trra,
fina e secca : na ra Direita n. 91.
Vende-se na ra do Trapiche Novo n. 14, ar-
mazem de indr de Abreu Porto, caree de porco
enii-ncana, dita de vacca, por diminutos presos,
em barris de 200 libras a 30$ o barril, urna gran-
de niireao de cobre velho, composirao e cavilhas
d>- cobre, urna poren de bronze, una porcao de
irive<. grande porfo de laboado de pinho e
dn earvnlho ; lulo se vende por todo preco para
ei'iii.ir por esUr liiuidando o seu 11 gocio, e
U'Ml'iiAnte vhilios de diversas qualilades, e ou-
tros in.iis gneros.
ATO SO MOP
Neslc armazem de molhados con-
ais barato
por conta
tinua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados de superiores qualidades e m
do queem oulra qmlqner parle, por serem a maior parle delles receidos em direitura
us proniiutjrioSi
Manteiga \ng\eia c franceza
perfeitamente ora mais nova que tem rindo ao mercado de 610 a 800 rs. a libra e em barril
se fara algum abalimento. un ni
Queijos flamengos
? fI! ;^er,len,rcn,e chegados no ullimo vapor da Europa de 1S700 a 3J> e y visla do gasto
que o freguez fuer se far mais algum abatimeuto.
Qucijo pralo
os mais novos que exislcm no mercado a 1 a libra, em porcao se far abatimento.
A.ineixas vaucezas
^"'o'^no61 1l2libraPr '3500 rs., e em campoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por o-jiJUw.
MustarAa ingleza c franceza
ora frascos a 60 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Verdadeiros ligos de comadre
u caixiniias d 3 litoraa logaotemente eofeitadas proprias para mimo a lgCOO rs.
Bolaehinna ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 45.
Potes vi dra dos
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1S000 rs cada um
\ttiendoas coneitadas proprias para sortes
de S Joao
a \$ a libra e cm frasquinhos, contendo 1 1|2 libra por 2$.
Cha preto, hyson e perola
.ismelhores que ha noste mercado de l3600,2$e 2$50O a libra.
Macas cm caixinhas de 8 libras
contendo cada uiia ditferentes qualidades a 4>50O.
Palitos de dentes lidiados
ra molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo rancez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
era latas e em frascos de differenles qu-ilidades.
Presuntos, chouricas epaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 610 e 720 rs. a libra
l^atas de bolachinha de soda
de dilTcrentes iualidadas a 15600 em porcao se far algum abatimento
Tambera vendem-se os seguintes gneros tudo recentempi v._ i
res qualidades. presuntos a 480 rs. a libra, chourica muitoSo" marmp|.H.5 ? "^"r0"
bricanle de Lisboa, maca de lmate, pera secca, pas=3s, frucias era calh 1' d m"S ramafdu a"
com amenJoas,oberlas, ,onteiles. pslilhas de variasqualidade ^vinagre bTZBorHea,fx'n"SC0S
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Feljx maeasd ind r? ,propri
ma muito fina, crvilhas fr.ncez.S.champ.gne das mais crodda^
spermacetebarato, licores francezes miilo finos, marrasquino de zara, az ited'oce Jur{"cado cf-
tonas muito novas, banha de porco refinada e oulros muilo gneros que eocontraa^ tendeD'tes a
molhados.porisso prometiera os nroprielanos venderem por muito menos a I que ouiroaualauer
proraelera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por oulras pZtcp.Z ?omo
riesaaoi penalmente : ro.m tambera a todos os sanhoresde engenho e senhores avradCs
T acondidourae^to enCOraraendaS '"" P^esso aue se 1&, 5i. bV.d.d
Ges&BastoJ
H Na rua do Queimari > u. j
46, frente amarella
Grande e variado sortimento de sobre- a
casacase casacas do pannos finos pretos '
o de cores a *28-5.30j e 35;?. paletols dos 1
H mesmos pannos prelos e de cores a 28g, o
dt WJ 22>e 25j, ditos de casemira msela- S
dos desuperioi gosto a 16j e 18>, ditos 3
i 6 das mesmas casemiras' saceos modelo 4
tt inglez 10, 12, 11 e 15J. ditos de al- C
*B paca preta fina saceos a 43, ditos sobre- 3
i| casa tambera de alpaca a 7J,8$e 93, di- S
2 tos de merino selim a 103, ditos do me- 3
^ ri de cordao a 9j, calcas pretas das S
^ mesmas fazendas a 53 e 6, colleles pa- *
*j ra lulo da mesma faz-nda, palotots de 3
^ brim trancado a 5$, dilos pardos e de *
3| fusio a 4 e 5j!, caigas de casemira de 3
; 1 cor e pretas a 73, 83, 9j| c 10, dilos das *
II mesmas casemiras para menino a 6j|, 73 a
3 .1300!). 43 e 5jl, dilos brancos finos a 53,
9 G e 73, ditos de meia casemira a 43 e
3; 53, colleles de casemiras preta e de co-
?g res a 5$, c 63, dilos de gorgurao de seda
H brancos e de cores a 53 e 6j, ditos de
rt velludo preto e de cores a 9J e 10, ditos
^ de brim branco e de cor a33, 33500 e43,
qjB palitols de panno fino para menino a a
g 153. 163 e I83, dilos de casemira do cor *
o a 7j, 83 e 9, dilos de alpaca a 33e3}50,
g sobrecasacas de alpaca lambem pa.-a me- H
^ nio a 53 e 63, camisas para os mesmos si
3K o*e cores e brancas a duzia 15g, I63 e 203, ^
& meias cruss c pintadas para menino de f
i* todos os lmannos, caigas de brim para S
$ os mesmos a 1500 e 33, colarinho de li- S
^ nho a 63000 a duzia, toalhas de linho pa- f>
i| ra mos a 900 rs. cala urna, casaveques ^
f de carabraia muito fina e modernos pelo 3f>
& diminuto prego de 123, chapos com abas ff
g. de lustre a 5, camisas para homem de 58
* todas as qualidades, seroulas para ho- |i
^1 mera al63, 20 e 253 a duzia, vestimen- 55
^ tas para menino de 3 a 8 annos, sendo g
tj caiga, jaquetae coletes ludo por 103, co- $
M bertas de fuslao a 63, loalhas de linho fk
para me3a grande n 73 e 83, camisas in- yj
S glezas novamentechegada a 363 a duzia. ?!
mmmmm mmmmmmm
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinco, j preparada para lelhados, e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libra
Alporcas
Canubras
Callos,
ance'res.
Cortaduras.
Doresdecabega,
das costas,
dos membros.
nfermidades da cutis
omgeral.
Ditas do anijs.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor nas extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchacoes
Inflammaco doflgado.
Iuflammagao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queiraadelas.
Sama
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquerpar-
te que seja.
Trcmorde ervos.
Ulceras na bocea.
do ti rulo.
das articulacoe.s.
Veias torcidas ou noda-
das nas pernas.
infantes......., 5$000
C$000
5$000
6j|(000
5g000
5^500
2$500
5^000
4800
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas.
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
Pechincha.
DE ROIPA FEITA
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacas de panno preto a 303, 35* e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletols de panno de cores a 20#, 253,
302 e
Ditos de casemira de cores a 153 e
Dilos de casemira de cores a 7J e
Dilos de alpaca preta golla de velludo 1
t>itos de merino selim preto e de cor
a 83 e
Ditos de alpaca de cores a 33500 e
Ditos de alpaca preta a 3500. 5. 73 e
Ditos de brim de cores a 33500, 43500 e
Dilos de bramante de linho brancos a
43500 e
Caigas de casemira preta e de cores a
*, 10$ e
Ditas de princezi e alpaca de cordao
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 99500,
4$500 e
Ditas de .aliga de 00;os a
Dilas de casemira a
40JOOO Colleles de velludo de cores muilo fino a
35g000 Dilos de casemira bordados e lisos pre-
los e do cores a 53, 53500 e
353000 Ditos de selim preto a
229000 Ditos de casemira a
123010 Ditos de seda branca a f>$ e *
123000 Ditos de gorgurao de seda a 5g e
Ditos de fustao brancos e do cores a 3)J e
93000 Ditos de brim branoo e de cores a 23 e
5:009 Sereulas de linho a
93000 I Ditas de algodao a 13600 e
53OOO Camisas de peito de fusio brancas e de
cores a 23300 e
C3OOO Dilas de peito e ounhos de linho muil
finas inglezas a duzia
12J000 Dilas de madapolo brancas e de cores
a I38O, 23 o
5S000 Ditas de meia a l e
Helog'os de ouro patente e orlsonlaes
53000 Ditos ae prata galvanisa Jos a 253 e
390/10, Obras de ouro, aderegos, pulceiras e ro-
550o setas
103000
6000
55000
nsoo
6tKK)
63OOO
39500
2!500
2351)0
23000
23500
355OOO
2.i00
1S600
I
SDjOOO
Gortes de chita franceza com 14 covados a
25200, chitas francezas a 200, 210 c 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabara : na ra do Quei-
mado n. 44-
Botica,
Bartholomeu Francisco do Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende se os segnintes medica-
mentos :
Roo l'Affecleur.
1*i lulas contra sezocs.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha llrlstol.
Dita Sanils.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pitillas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de I oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para .forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Cortes de ves-
tido por 2$500.
Superiores cortes de chita franceza larga de
muito lindos padroes de cores escuras e claras,
miudinhas, cora 11 covados cada corle, pelo ba-
ratsimo prego de 2g500 : na loja do sobrado
amnrello, uos qualro cantos da ra do Queimado
n. 29, de Jos Moreira Lopes.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pcssoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Venle-se a800 rs., cada bocetinha conten,
urna nstruegao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambujo.
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater A C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, paiente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; lambem una
variedade de bonitos trancclins para os mesmos.
arito de vinhocom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
grSos, chegado da Europa, as garrafas ou as c-
an^as na ra larga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Noya n. 42
Vende-se emcasa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
uas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous 'aval-
os e reloxios d'ouro patente inlezes
Rival sem segundo,
Na ra do Queimado n. 55 de-
fronte do sobrado novo, lo-
ja de miudezas de Jos de
Azevedo Maia e Silva, tem
para vender os seguintes
artigos abiixo declarados:
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodo a I32OO.
Dilos de laa & I36O.
Carloes de alfinetes finos a 100 rs.
Espedios de columnas, madeira branca, a 13400.
Dilos dilo de Jacaranda, al $600:
Phosphoros em caixas de olhaa 120 rs.
Frascos de macass perola, a 200 rs.
Facas e garfos muilo finos, duzia 33500.
Carloes de clcheles de superior qualidade, a
40 rs.
Caixas clcheles balidos, a 60 rs.
Caixa de obreias muilo novas, a 40 rs.
Frascos de oleo de babosa m jilo uno, a 600 rs.
Dilos ditos para fazer o cabello corredio. a
13000
Sapatos de lia para criangas, a 200 rs.
Pares de meias cruas para'meninos, a 160 rs.
Pares do luvas de cores fio de Escossia.
320 rs.
Pares de meias para meninos, a 240.
Magos de grampos muilo bons a 40 rs.
Agulheiros de marlim a 160 rs.
Caivetes deaparar peonas a ICO rs.
Gravatas de seda muito finas, a 600 rs.
Thesouras de costura multo finas, a 500 rs.
Dilos para unhas idem, a 500 rs.
Franja de laa para vestidos, pega a 1;000.
Magos de tranga de laa muilo Oua, a 500 rs.
r/etilho de seda para enfeite de vestidos,
a I3OOO.
Ditos
Ditos de linlia (3 1|2 bateras).
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tom). .
Ditos de petimetre......
Ditos bailarinos. ,......
Ditos impermcavis......
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,.
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4500
Meninos e meninas.
Sapatoes de loica....... 4$000
Ditos de arranca........5S500
Boizeguins resistencia 4| e 5jJ800
Pateo de S. Pedro u. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neste novo eslabelecimenlo sacros
cora farr-lo de Lisboa, fariuha de mandioca, mi-
nio, fejao mulatmho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranho de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, vinho do
l erto em garrafa do melhor que podo haver no
mercado, manleiga ingleza e franceza, banha de
porco cmlalas, bolachinhas de soda de todas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
marca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por menos
prego do que se vende em oulra qualquer parle
Em casa de N. O. Bieber & C.
successores, ra da Cruz n. 4, vende-te
Vinho Xerez em barris.
Champanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinlio
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermoutli em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Aro de Milao
Brujanles de todos os tamaitos
SYSTEMA MEDIC0DE1I0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Esteinestimavcl especifico, composto inteir;-
mente de berras medicinaos, nao conten, mercu-
rio, neta alguma outra substancia delecteria Be
08uJ m?*- tCn,ra infancia. a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro pora
desarraigar o mal na compleigao mais robusta
6 inteiramente innocente em suasoperaroe* e ef-
fetos; pois busca e remore as doengas'de qual-
qesem?16 "^ por.maisantisas e icnazes
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, multas que j estavam as portas da
more, preservando em seu uso: consecrara
recobrar a saude e torgas, depois de haverCta-
do inulmente todos os outros remedios
As mais afilelas nao devera entregar-e a de-
sesperaran ;facam um competente "eto dos
emcazesefle.tos destaassombrosa med na
prestes recuperaran o beneficio da saude '
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidader

Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areas (mal de).
Asthma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou extenua-
ra o.
Dehilidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos riiis.
Dureza no ventre.
Enfei raidades no ven tre
Dilas uo figado.
Dilas venreas.
Enxaqueca.
Uerysipela.
Febre biliosas
intermitente.
a especie.
Febre de toda
Cotia.
Hemorrhoidas.
Ilydropesia.
Ictericia.
Indigesies.
Inflanimares.
I rreg u l'aridades de
menslruacao.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal de Pedra.
Manchas na culis.
Obslrucgao de ventre.
I'hlhisica ou comsump-
gao pulmonar.
Relengao de ourina.
Ilhcumatismo.
Symplomassecundarios.
Tumores. .
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
pilulas no eslabelecimenlo
224, SlranJ, e na lojo de
droguistas e outras pessoas
loda a America
pefia
S inleressa as senhoras.
Vendem-se
saceos com boa faiinha de mandioca a 4j500 ca-
da um, dilos do Porto com feijo preto, arcarel-
lo e vermelho al43,12 e 9g, cal de Lisboa em
barris a 4g, dita aos alqueires a lg600 : na ra
do Brum n. 18 e 66, armazem de assucar.
Oilo palmos de largo.
A 900 rs. a vara
No armazem da ra do Queimado n. 19. vende-
se brim trangado alvo com 8 palmos de largo,
fazenda a mais propria para toalhas, pelo bara-
tsima prego de 900 rs. a vara : vende-se ni-
camente no armazem cima.
Machina de coser.
Na loja de miudezas da ra do Imperador n.
7, de Joaquim Henriquesde Silva, vende-se urna
machina de coser, a melhor que lera vindo, e
do melhor systema al hoje conhecido, e po* ore-
go commodo.
Chegaram mais de novo as bellas e desejadas
pulseiras de coral, Dngindo urna cobrinha, en-
castadas em ouro : nas lojas de ourives de Se-
raliin & Irmo na ra do Cabug ns. 9 e 11.
Pechincha em roupa ftila por um dosme-
Ihores artistas naeionaes, na ra da Imperatriz
n. 60, luja de Gama & Silva : caigas de ganga
franceza muito bem failas a 2g500; dilas de brim
de linho a 2*500, dilas de dito a 2jJ, colleles de
varias qualidades, paletols de panno fino aobre-
casacos, dilos sacros, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muito em conla.
Grammalica ingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a ter,
a rscrever e a fallar inglez em 6 inezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os esta beleci men tos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-e na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora.
de um dnsmelhores fabricantes de Liverpool,
irndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor 4 C.
Sebo e graixa.
Sebo coado e graixa em bexigas : no armazem
de Tasan Irmaos, no caes de Apollo
Vende-se um bonilo cavallo mellado muilo
manso e bom sudador : a tratar oa ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13,
Vendem-se estas
geral de Londres n
todos os boticarios
encarregadas de sua venda em
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelinhas a 600 rs. cada urna
deilas, conten urna instruegao em porlngucz pa-
ra explicar o modo de so usar deslas paulas.
O deposilo geral em casa de Sr. Soum phar-
meceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
@*j33 @ @3@
I

>
barato de mais.

Cabug n. 8.
IO Grandes carloes com corles de ves- @
lidos de seda de lindas cores e de ricos bor- @
dados que se venderam sempre a 80g e a $5
1003, vende-se agora a 403 cada corle, ;J
por ter pequeos toques de mofo pouco
perceptivel na ra do Cabug loja n. 8,
de Almeida & Burgos.
**8 @f @ <$
Vende-se un jogo de diccionarios inglezes,
um dito alleraao, um dilo latino, um dilo flos
sanclorum, um dilo breviarios roraaRos : na tra-
vessa da Congregago n.3.

No armasen] de fazendas da
ra do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas com pequeo toque
do mofo a 200 rs. o covado, cambra3s de cores
finas a 200 rs. o covado, lencos brancos para al-
gibera a 23a duzia, rambraia' prela cora pintas
brancas a 500 rs. a vara, chitas de cores Dxas
miudinhas a 160 o covado. cortes de hiberia com
14 covados por 2500, cobertas de chita (rhine-
zas) a 13800, algedo enfestado largo a 600 rs. a
vara, chales do merino eslampados a 23500,
moias para meninos e meninas, chita fine de ra-
niagem para coberla a 280 o covado, baldes a
53 de superior qualidade, cobertores de laa a 2$
Pechincha de
millio.
Milho novo chegado do Ceara' nova
porcSo : na ra do Cordonizn. 12.
Na ra da Imperatrizn. 54, ven-
de se presunto para fiambre vindo nes-
te ultimo vapor inglez a 360 rs. a li-
bra, queijos flamengos de pratos, bo-
! a el an ha de soda a 1$ a lata.
i
_ _
ILEGVEL
i


DIARIO DE PERtfAMBUCO. TERCA FEIRA.4 DE SETEMBRO DE 1860.
d)
1 ELItlUSAS KINFaLLIYEIS.
DE
Sita na ra Imperialn 118 e 120 junto a fabrica desabo.
DE
ScbasUao J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Cosa.
Neste estabelecimento ha serapre proraptos alambiques de cobre de diferentes dimencoes
r/JJi
JJPs
sBBW,
355
GRANDE RMAZEM

DE

SNV-
Pastilhas vegeta es deKemp
contra as lombrigas
de 300a 3000) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos aPProvadas pela Lv.ro." inspeccao de esludo de.
para resillar edestilar espritus com graduarlo at 40 graos (pela graduarao deSellon Cartier) dos Habana e por muilas outras juncias de hygiene ^S
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imparto, bombas publica dos Estados Unidos e mais paizes da A- '
de todas as dimenres, asperantes e de repucho tanto de cobre como debronze e ferro, torneirasl merjca>
de bronze do iodns as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e 1 r ,
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas ^aranud.scomo puramente vegetees, agrada-
as dimenres para encmenlos, camas de ferro com armaeo e sem ella, fugoes de ferro potaveis e \ daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos itifallivel contra as lombrigas. Nao causam
para engenho folha de Plandres, chumbo era lenrol e barra zinco em lencol e barra, lsnces e nauseas, nem sensacoes debilitantes,
armellas de cobre, lencoesde ferroe lalao.ferro suecia inglez de todas as dimensoes, safras, tornos t i i
e folies para ferreiros etc., e outros muitosarligos por monos prego do que em outra qualquer! esiemuntio expoiUanco em abono das pasli-
parte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfcirao j couhecida j has de Kemp.
e para commodidade dos freguezes que se dignarcm honrarem-nos com a sua confianca, acha- Srs. D. T. Lanman e Kemp. Porl By-
40 na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
8e&
Ks
/>
*./>
(WVS-
Acha-se na direcc,aodaoiicinadeste acreditado armazem o hbil HSSS
^| artista Francisco de Assis Avcllar, antigo contra-mestrc do fallecido g^g
3SH Manoel Jos Fcrreira.
3?A
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicdo dos Militares.
Attenco.
Vendem-sc queijos londrinos muito frescos, de
sopetior qualidade, e cousa nunca vista : no ra
eslreita do Rostrio, armazem n. 11 ; quanto aj
prego segredo.
Machinas de costura.
N. O. Bieber 4 C. Succcssorrs avisam ao pu-
blico, que no seu armazem na ra da Crol n. 4,
estao expostos venda as melhores machinas de
costura que al hoje teem lindo a csle minado,
as quaes possuem lodosos niplhoromenlos inven-
todos at esta poca srm ter os defeilos que i m
ouiras se nota, assim Fio de constructio simples
e facilitan: o uso A costura feila por estas ma-
chinas nao teem igual em obra de mao, um pon-
to bonito e fnrle, alem de que alnham e ro>em
de todos os modos, cada caixa de cestuja repre-
respeitavel publico continuara a encon- %& sema um lindo loilete para gabinete dese
liora.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
Qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamaitos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os lmannos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para doscarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, porles gradara, co-
lumnas e moinlios de vento, arados, cultiva loies, puntes, '-aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de rnacliinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua natureza pelos
des>nhos ou moldes que para tal lira forera apreseulados. Recebem-se encommendas neste esta- I streel felos nicos proprielanos V. Lanman 9
belecimerilo na ra do Brurr. n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. Omoradia do cai- Kemp, droguistas por atacado em New York.
ron 12 de abril de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava urn
cheiro fedito, linha o estomago inchado e con-
tinua comichao no naiiz, lao magro se poz, que
eu lemia perde-lo. Nestas circumslancias um vi-
I sinho meu disse que as paslilhas de Kemp li-
nbam curado sua fillia. Logo que soube disso
comprei 2 vtdros depaslilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. Seu amo agradecido.
W. T. f'loyr.
Preparadas no seu laboratorio n. :6 Gold
3^j de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de bnns s Em casa de N. 0. Bieber & C. Sucresso.es,
=3^ pardo, brancoe de cores, collttes de veliudo preto e decores, ditosde S^K ra da Cruz n. 4, acha-se venda um grande o
H gorgui ao, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para Tuto 1^ : uniflrV'"1"."'10 de fer,?Re"s fi"0?' 'r'',s de
3->jt y.-." i r .- i_ r u K ,ulu g(K tanoeiro e pertenres stm lim por usos domesu-
Zm ditos de lustao brancoe de cor's, paletots, casacas, jaquetas, calcas < ^^ e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisa?, seroulas, cliapeos ^s na, assina como :
g e grvalas preta, e de cores, libres para criados, fardamentcs para |g tAtW. '""*"'
5^ a guarda nacional da capital e do interior. S^$g |
^<| Apromptamse becas para desembarga dores, lentes, juizes de di- f||
e>| reito, municipaese promotores, e vestidos para montara. Nao agr- g|s
53|->g dando ao comprador algurr.os das roupas feitas se apromptaiao Ou- |^
^^ tras a seu gosto, que'r com fazenda sua ou do armazem para o que LoSt
2>? tem escolhidos e habis ofliciaes, dndose toda e qualquer roupa no c<3
=33"3 dia convencionado. S^Cv
3>S__________________.______________________.......... -
teiro do estabelecioaento los Joaquim da Costa l'ereira, com quem os oretendentes se podem
entender oara aualquer obra.
^SKJL5g?is
PILULftS VEGETAES
ASSLCARADAS
NEW-YORK
0 MELIIOU REMEDIO COMIECIDO
Contra eotulipaeSes, ictericia, affecses do figado
febres biliosas, clicas, indiaesldes
enxaquecas.
Ilemorrlioidas, diarrhea, doencas da
pe.lle, irupi;es,e todas as enfermidades,
fROVENIKMKS 110 F.ST.VDO 1MPIR0 DO SANGCE.
75,000 caixasdeste remedio consommem-se
annualmenlel'
Heiiieilio Approvado pela falcudade de medicina, e re-
comnienilado coico o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilu-
las puramente \egeiaes, no contera ellas ne-
uhtim veneno mercurial nem algum oulro mine-
ra/; eslo bem condicionadas em caixas de folha
para re?guardar-e\la humidade.
Sao agradaves ao paladar, seguras e eflicazes
era sua opera^ao, um remedio poderoso para a
Juventude, puberilade e velltice.
Lea-se ofullielo que acompanlia cada caixa,
pulo qual se Picar coiihecendo as muitas curas
milagrosas i|uc tem elTeuado. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por aiacado emNew York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Adiara-se venda em todas as bolicas das
principes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandega n. 89,
Babia, Germano & G. ra Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C.j ra da Cruz n. 22.
Admiraveis remedios
americanos.
Tujas as casas de familia, senhores de enge-
nho, lazendeiros, ele, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamcnlos corx
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prornpto alivio de Radway.
Inslanlaneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabec.8, nevrelgia,diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, conluses,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, relen-
0 de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades cscropliulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema:
prornpto e radicalmente cura, escropliulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afercoes do figado e rins,
erysipel.as, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mullidos hipocondra, venreo, ele.
Pilulas reguladoras de Rad-
Esles magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leile & Irmao, ra
da Emperatriz n. 10.
As melhores machinas de coser dos mais
aamados autores de New-York, I.
SI. Singer & G. e Wliecler &\Vilson.
Acham-se venda em todas as bolicas
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
feTOS (le en- ( Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Conimar 'Babia, Germano & C., ra Julio n 2.
nr>rir*ri'rt^a Perna"'buco, no armazem dedrogas de J. Suum
eiOIlOniltOS & Companbia ra do Cruz n. 22.
a 5#000.
Pr^gresso na cidade da Victoria
Vinlio de Fordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos& C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg I'rres
e dos Srs. Oldekop Mareilbac & C, em Bor"
deaux. Tem as seguales qualidades :
D Brandenburg frres.
S Estph.
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavaleante de Almeiila
NO
Pateo da Feira.
St. Juen.
Margaux.
Larose.
ChAleau I.oville.
Clilcau Margaux.
Neste estabeleci-
menlo veudem-se as
machinas desles dous j
autores, moslram-se a j
qualquer hora do da ou j
da noe, e responsabili-
saraonS por sua boa i
qualidade e sepuranca : 61, Julien.
no armazem de fazeudas
do Raymundo Carlos
Leile & Irroos ra d
fmperalriz n. 10, ^ntigamenle alerro da Boa-
vista.
e Oldekop & Mareilhac.
Machinas para corlar cnpim.
Grades.
Machinas para descarorar nnllio.
Cultivadores e trros de engoojmsr economices
Vende-se um molequinho de bonita fisura
e mui sadio, de idade 7 anuos, pomo mais ou
menos, propiiu para aprender qualquer officio :
na ra da Mangueira, casa u 11, na Boa-\ista.
Aos fumantes.
E' chegado no vapor Crusero do Sula, orx-
p? cellenle de borba do Para, em rolinho. o melhur
^- que lem nodo a esle mercado, para cachin bo ou
cigarros, vende-se a 6g o rolo '. na loja de miu-
dezas da ra da Imperairiz c. 82.
Vendem-se canaslra*de albos a 60 rs. o
I maro e folha de louroa 30 r. a lilu-i : no pa-
W leo do Terco n. 28, defronle da fabrica do iha-
^ i rulos.
g No armazem da ra do Amorint n. -SO, ven-
^* de-se gomnia de sOpcrior qualidade.
Azeiteilc can a pato.
Conliuua-se a vender por ranada e garrafa :
g& na ra dos Guararapcs n G, em Pora de Portas.
Vende-se urna canda d'agua em bont esta-
do: na rua Imperial n. 171.
Vende-se um carro fla alfandega, adinhei-
ro ou a prszo : na rua Augusta, taberna n. 1.
\GET\CI\

FUtDKJifl LOW-aWW,
Rua da Senzaj^ Xova d. 42.
Neste estabelerimenlo continua a haver um
cnma|)let05ortinieiitode mnendas e meias moeii-
das para eu3enho, machina de vapor e. l.tixas
de ferro batido e coado. de todos os tamaitos
para Ji
ELOGIOS.
Vende-se em -.asi de Saunders Brothers A
C. prai;a do Corpo Santo, reiogios do afama
j fabricante loskell, por precos commodos,
e tambenr.rancollins e cadoias yaraos mesmos,
deexci'llenlu oslo.
SI. Julien Mdoc.
Chateau Lcoville.
Na niesma casa ha para;
vender:
Sherry em barrs.
Madeira em barrs.
j Cognac em barris qualidade fina.
I Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia brauca.
T~r~ fi~~
0 proprielario dele estabeleciroenlo, como se acha cem um grande o completo sorti-
mento, tendente a molbados, ferragens e miudezas convida portaitlo a lodos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
j| encommendas no Progresso do pateo da Fe'na, pois so* abi encoLirarao o bom e barato,
^ visto o proprielario estar resolvido a vender, lano em grosso, como a relalho, por menos
S3 do que em oulra qualquer pane como sejam :
Latas de mermelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualidades de doce
"^ por 2000, latas de soda contendo nove qualidades a 28000, azeilonas muito novas.
9 passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 50i a 2;>000 rs. a garrafa, licores
jo francezes de lodas as qualidades, chamianhe, conhaque de ditas, louc.a fina, azul,pintada,
"^ e branca de todos os padres, ameixas em compateiras e em latas a 1*000 rs. a libra,
|H latas de peixe de poslo por 2{>000 rs bulla de poreo refinada, ararula, fatias, bolachi-
S nlia ingleza, biscoitinbo, e outras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em S
^ ltase a relalho, letria, macarrao, lalbarim a 800 a libra, verdadeira gomma de ararula, H
^ insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros pentcs B
H a inipera-lris, e de tartaruga de 9;>000 a 10PC00 cada um, tranca e franja de seda, fe- ^
^ cbadoras de broca, pregos em quanlidade de lodos os tamanbos e qualidades e ouiros 1
B muilosobjectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar, I /, jiici CAif UAltlno t\m
.^IKa,r.ym Lina liclaS MIS IIOIiS lili
Loja das (i perlas
EM
Frente do LAvr&mciUo.
Roupa feila barata,
P.iltiols sacros de casemira escura a 'ir, ditos
de ulpaca ptela a 4>, ditos de lirini paula ;> jj,
camisas brancas e de cores a 2, ditas de ti sio
finas a 2j5(i0, paletols de panno lino, ditos >!o ca-
scn.ira de cores, calcas de cisen.ira prea e de
cores, colleles de velludo e de seda, um comple-
to sortimento de roupa feitn, que end-se for
lodo preco.
m
mmmmmti
U ICA VERDADEIRA E
TIMA.
LEGI
GilASDE SnTlIRTO
DE
as e roupa feila
SALSA BARIlILHA
Ii E
NA LOJA E ARMAZEM
DE
,'Joaquim Roilrigucs Tavarcs tic Mello
ROA DO QEE1MADO N. 39
EM SIA LOJA HE Ql'ATnO POR1AS.
Tem um completo sortimento de roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e lodas as
( pess^as que desejarera ter um sobrecasaco bem
, feito, ou um calc.a ou collete, de dirigirem se a
este estabeleciment que enconlrarao um hbil
artisla. chegado ltimamente de Lisboa, para
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos desempenbar as obras a vontade dos freguezes.
mdicos, os mais iminenles como remedio infal-, J tem um grande sortimento de palilots de ca-
livel para curar escrophulos, cancros, rheumalis- \ semira cor de rap e outros e?curos, que se ven-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debilida- demalSv1, outros de casemira de quadrinbos
dade geral, febre biliosa e intermiltenle, enfer- | Ja mais fina que ha no mercado a 16S, ditos
midades resultantes do emprrgo de mercurio,' de merino setim a 12!, ditos de alpaka muito
ulceras e eni[c,5es que resullam da impureza do fina a G?, ditos francezes sobrecasacados a 128,
safgue. j ditos de panno fino a 20, 255, e 30S, sobre-
CAUTELA. casacas francezas muito bem feitas a 359, cal-!
Tachas e moendas
Braga Silva iC.tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachas e moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Vendeni-sc corneiios gordos e baratos: na
la doColoveo, padaia do Icio do norle.
Cerveja indiana
Vende-se a verdadeira e superior qualidade de
cerveja inOiana, cousa nunca viuda a Pernambu-
co : no armazem da rua eslreita do Rosario nu-
mero 11.
Fazendas por Iiaixos precos
Rua do Queiniado., loja
de 4 portas n. 10.
Anda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidaco da (rma de Leile & Correia,as quaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintcs:
Chitas a cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 2iO e 2fi0.
Biscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bous padres, a 240.
Brm de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco delinhomuilobom,va-
a 1$0."
Cortes decalca de meia casemira a 2S.
Dilos de dila "de casemira de cores a 5j*.
Panno preto uno a 3 e 4$.
.Meias do cores, finos, para homem, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1)}.
Meias brancas linas para seuhora a 3f.
Ditas ditas muilo finas a 4g.
Dilas cruas finas para honum a 4jt.
Cortes de colleles de gorguro de seda a 23.
Caotbraia lisa fina transparente, peca, a -i;.
Seda preta la vrada para vestido a 1^600 e 2J
Cortes de vestido de seda preta laviada a 16ff.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
seda, covado
Milho novo
Bahia
da
no armazem du Hanocl Joaquim. de
Oliveira & C., em suecos de '1\ cuiai
bem medidas: na rua do Cordoniz n.
18, em frente a travesea da Madre de
Dos.
Na rua da Cadcia n 2V, vende-se
por metade de seu valor, a dinbeiro :
CIia e\s para senhoras.
Enfeites para Ci.btea.
liotoes de todas as <|iialidades.
Fitas de ditas ditas.
Hieos de litas ditas.
Morddos de ditas ditas
Casaveques de ditas dilas.
frente do Livramoiio.
Covailo a 200 rs.
Chitas frenezas largas de bonitos gosio> ,\ :()
rs. o covado, ditas e&tretas padioes a imilacn
de lszinbas n 360 rs. o covado, eassas dr sal| !-
cos bramos e decores a 2(lo covado, ninas ja-
ra meninas e meninos a 20 o par, chales de
merino estampados com barra a 2j?, lencos 11, li-
eos com baria de cores 120 rs.dilos con hiro a
200 rs. A loja est nbetla al as9 horas d.i noite
> c -.-..- ..-
e
Seguro contra Vtgi
COUllMtl^llIA
AGENTES
Escravos uko^
Fugio no dia 19 de junho prximo passadu,
do engenho Bom Successo do lermo de Sii-
nliaein, o escravo Daniel, preto fula, rrioulo, ce
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alio, uc-
eo, bem espigado, cabera pequea, feii o.- ulu-
lares, bem fiilo de corpo, ps c naos mu;.- e
ln'iii feitas. Esle escravo prucurou ao Sr. I' V,
Bulelrou, rendeirodb engenhoS. JoSo do rato,
pare o comprar, e naoquewndo o dono vnde-
lo, mandou busca lo, e nachegada dos poilado-
res, c escravo desappareceu julga-se que lin-
dar odiio escravo uas vinhancaa da tilla do
Cabo, ou do mesmo engenho s. Joo, ou iln en-
genho Barbnlho, onde lem muilus conhecidos,
I pois que frequentava esses logares quando foi rio
Sr. Jos Xavier da Ro. ha Wandeiley, hoje n.e-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polica do teimo do Cabo a captura di s-
tcesrravo, e aos capitaesde campo .ou qualouer
pessoa que oconheca, de pega-lo c levar a- en-
genho Serrinha de Serinhaem a seu senhor Fran-
cisco Manee! Wanderh'y Lins, nu nesla cidade
na rua da Moeda
fo Sr. Manuel Alvea Feneira,
n. 3, segundo andar.
Atlcn^ao.
HG J. AstleV & COIipailhia. 11 Eugo desde odia I3 do correnle mez o escravo
a % i-uiz com os signaos seguintes: crioulo, edr firla,
---------------ffi jallo e bem feilo do corpo, -c gago bstanle, lem
5 o dedo mininio do p corlado, 6 natural do .er-
t lao do Cear : quem o pegar, leve-o a sen senhor
- na rua Direila n. 112, ou na rua de Apollo n. 43,
I armazem de assucar, que ser recon.pensado.
Gratifica cao.
Vende-se
Formas de ferro
para
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
ro do sangue, inteiraraenle vegelaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de reir, dses de t a 3 regularisam, de 4
a 8 purgam. Estas pilulas ao eflicazes as affec-
joes do figado, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digestao, e em todas as enfermidades das mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-' ira preparaga falsa;
que hoje se vende neste imperio, declarando a
todos que sao ellas os uniros proprietarios da re- "^'^ d'.l0S de b?rracha *J00, ena-
ceita do Dr. Bristo) ,tendo-lhe comprado no an- P~s *'' muito superiores a 16, ditos de se-
no de 1856 da, dos melhores que tem vindo ao mercado a 103,
! ditos de sol. inglezes a 109, dilos muitosbons a
Lasa nenhuma mais ou pessoa alguma tem 12, ditos francezes a 85, ditos grandes de pan-i
direito de fabricar a salsa pamlhadeBristol, por- no a 4, um completo sortimento de gollinhas e
que o segredo de sua prepararlo acha-se somen-1 manguitos, liras bordadas, e entre meios muilo
Dilas bordadas tinas a 2$500.
Toilhas de lnho para mesa a 2J e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora a
Vestidos brancos bordados para baplisar crian-
cas a 5c0O0.
Cortes decalca do casemira preta a 6.
Chales de merino com franja de seda a 58
Cortes de caiga de riscedo de quadros a 800 rs.
r.oes, flores brancas, obstrucees, histerismo, etc.,
sao do mais prornpto elTeito na escarlalinn, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrucres impressas que mos-
trara, com a maior minuriosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslo'ga-
rantidos de falsificarao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
& Irmo, na rua da Imperairiz n. 10, nicos
agentes em Pernarobuco.
Vendem-se 2 escravos crioulos do idade de
23 e. 14 annos! a tratar na roa do Queimado, lo-
ja de ferragens n. 13.
Vendem-se saceos da farinha de mandioca
a se6 mil reis : na rua da Madre de Dos n. 2
te em nniler drs referirlos I innun A- Kn.~ ..J1:. _.' m u "i" """ Merino verde para vestido de montara, cova-
io em puutr uts reieriuos Lanman c\ r\.einp. proprio para collerinhos de meninos e Iravesse- j0 i-280.
Para evitar engaos com defaprec'a veis combi-'ros por prego commodo, camisas bordadas que Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
nagoes de drogas perniciosas,as pessoas que qui-'servem para balisado de crianzas e para passeio
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar a 89, 10 e I2#, ricos lencos de cambraia de
os seguintes sgnaes, sem os quaes qualquer ou- lnho bordados para senhoras, ditos lisos para
' hornera por prego commodo, saias bordadas a
LOJA DO VAPOR-
1* O envoltorio de fora esl gravado do umla- 3*500, ditas muito fitas a 5??. Ainda tem um
do sob urna chapa de ac, Uazendo ao p as se- resiinho de chales de toquira a 30, cortes de
guinies palavras :
Grande e variado sortimento de calgado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na rua nova n. 7.
F>. T. LANMAM KEMP
sol ag ras
N. 69 WATER STREET.
New-lork.
i vestido de seda de cores muilo lindas e superio- ; @g@@@@i @@- |,@@@
res qualidades a 1009, que ja se venderam a i g fQlllfa \Tf*V\\ %
capotinhos prelos e manteletes pretos de | t\ I el I 111ti YCI lltl"|j
stos a 2C, 255* e 305>, os mais superio- }
150,
ricos go!
deira.
$5
res chales de casemira eslampados, muito finos, a-
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
I,-, ^-aseadas, muilo superiores a 59, ditas fc^'i^iWiSwUwS
Candieiros econmicos.
Grande sorlimenio de candieiros econmicos
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
2' O mesmo do cutro lado lem um rotulo em perior qualidade, tanto escuras como claras a
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro- 200, 280, 320, 4.00 e 440 rs. o covado, ricas
prielarios. casemiras para calca, colleles e palitols a 49 o co-i chegadosuliimamente ao deposilo da rua Nova,
3- Sobre a rolha acha-se o retrato e firma -do, eum completo sonimentc.de outras U^l^ru^^mSZ^r^^
Na rua da Cadeia do Recife n. 51. terceijo ; do invenior C. C. Brislol em papel cor de rosa. | "as e lud0 8e.ven(1e P" prego barato, e que nao g8z hedrogenio que se afianga jos compradores
andar, vende-se urna escrava que sabe engom- '
mar perfeitamenle, cozinha bem o d
e cose.
Borzcguins.
Na rua da Cadeia do Recife n. 45, esquina da
rua da Madre do Dos, vendem-se borzeguins de
)e engom- 4o Que as direcces juntas cada garrafa ^Poss've' aquise poder mencionar nem a quaria 'nunca haver falla neste deposito de candieiros, e
i3ri0- laTa|temuma phenii semelhanle a que vai cima do \ pa"edellas, no enlamo os freguezes chegandoe 2fi5^fipcraeds ,mcJ2anC^enconoirDa0rU.CNo0
presente annuncio. iendo comprar nao rao sem fazenda. Ta n! S, loja do Vi!nna
Potassa nacional.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
bezerro para hamer por 8S o par, sapatrTs rasos I *hia G.errBano f C" rua '"* *
por 3, 4 e 5, e borzegnias para senhora e meni-1 'nambuco no armazem de drogas de I. Soum,
as por precos muito commodos. [C-, rua da Cruz n 22.
Na rua do Vigario n. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, ebegada ha poucos
das do Ro de Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
a prego muito commodo.
Vendem-se libras stei linas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru*
n. 4.
- Vendem-se canoas de amarello de 1 pao st
muilo pe-rfeitas, de 28 a 50 palmos, por prego
commodo : na rua do Vigario n. 5.
i
purgar assucar.
Enchapas de ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste.
SOOOO.
* : Fugio no dia 27 de agosto p p. um escravo por
'. nome l'edro, de cor sim-branca, e cem us Biguaes
f|Seguinies : iosIo redondo, alio e secco, de rabe-
|ja redunda chala alraz, com pouca barba, e
= PreCOS de CObrC de COm- % a,,(Ja muil "P-cssado ; levou roupa de algndao
branca o azul de lisradinho, chapeo de l.ea
J prela e do Chile, e lem por costme de ir para o
lArraial e Remedio radiar ; por isso pero Js au-
j (ordaJes poliriaes e cupitSes de campo a sua rap-
; lura e levarem a rua Direi a n. 12, ou a rua do
t Apollo n. i B. Jos Francisco do Reg Med i-
,'I ros e Mello.
5 Fugio no dia 30 de agosto a escrava Zeferi-
s : na, preta crioula, um pouco fula, de idade de 13
W ; a 14 annos, magra, bracos e pernr.s finas, mslo
SjCompriJo. ps e maos descarnadis e um pouro
* brancas, de quem padree de frialdade, o ulbac
*CftMMu C3.S3JC3 MMBe tlla estar acoulada em alguma cJa.pot ser n.iei-
ramente nova nesla cidade per ha pouco i> n po
ler chegado de fra e nunca sabir a rua ; pio-
lesla-se contra quem a liver acoutado con." a l< i
determina ; levou vestido de chita cabornta do
quadros de maagas curtas, c um chales velbo un
pouco escuro, na quem a viste no pateo do Car-
Vende-se novo rap do Tara, dito grosso, dito SSiiaSS-^? a->V8|',5fis de ram,'' il,"r,:,''",,'S
meio grosso. dito Ono, dito Meiron. di o Vau \o{ F.Ji e* */*&! PPSSa V?!K*henrto-e
Cordefro, dito Lisboa,'dito francez.'di.o Rocha ; '**.AJfiWM rUa d Crc'P n" ,5'
na mesma loja vendem-se franjas para cortina- que se recompensara,
dos muito finas, franjas de seda de todas asco- oViS IC nullClCcK).
posicao.
I BarriJha e cabos.
s Brim de vela.
1 Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley Novo rap do
Para.
rijs. capachos para
'uidezas
beira de portas, e muilas
mruaezas em conla : na rua larga do Ro-
sario, passando a bolica do Sr. Denlo Correa, a
segunda loia n. 38.
Vende-se um cabriole! de duas rodas: n-
Conlina a estar fgido desde o An 4 de abril
prximo passado o preto de nome Flix, nm ida-
de de 35 a 40 anuos, de naro Mossambique. o
lem os signaes seguinles :' estatura baixa, ir
ochera do Sr. major Antonio Bernardo Quin- fl>l*> P^s ura pouco apalhelados, lem un ra'loi-
eiro
Novo sortimento
de camisas inglezas ua loja
de Goes & Basto.
O novo sortimento das acostumadas
camisas inglezas, peito de linho e pre-
gas largas, sao mais finas e de melhores
gostos a 38$ a duzia, barato-
binho i nlre as sobraneelhas por cima donan/,
!que parece ser stgnal da ierra delle ; este preio
| tem servido em differentes arles, pescador, e.i-
noeiro, caiador, Irabalhidor de cmpo, e hoje
: padero, a que pertence ; foi escravo do Sr. Ma-
1 noel Francisco Duarte, e quando foge co-iiifna
| mudar o nome para Joo, e inlitula-se forro,
tem sido visto nos arrpbaides desla cilade dn es-
trada de Beberibe em direri;ao al a matriz da
Varzea : portanlo roga-se a lodo e qualquer quo
o encontrar ou delle souber. que o pegue e le e o
ao palco da Sania Cruz, padaria n. 6, que rece-
ber a gralflcac,o cima ; assim como se pro-
testa contra quem o liver acoulado.
MUTILADO


m
Litteratura.
Historia d'um chale.
i
Un dia, o autor Le Kaio, diz Mery, enfastiado
de representar de Orosmane cora urna cabelleira
coipoada, calcoes e'casaca de portinholas, laneou
mo de um olale, que de manhaa tinha chega-
do da-Indio, c fe-lo pender convenientemente
(tus hombros, entre applausos frenticos do pu-
blico.
Meu Deus! diziam as mulheres, que ti-
nhoru ido ao theatro chorar as desgraras da vir-
tuosa Zaira, meu Deus, que belleza 1 quedisiinc
cao que elegancia 1 Onde foi Mr. Le Kain bus-
car aquill?
Aquillo era um verdadeiro chale de cachemira
DIARIO DE PEBNAMBUCO. TERCA FEIRA 4 DE SETMEBBO DE 1860.
seus consocios; enirelaiilo, niesmo nesies das,
sempre que Valeria passava e se delinha um
instante, Sedom esquecia ludo, e era mais da-
quella apparico, cada vez mais seductora, do
que dos negocios com que es seus caixeiros o ri-
nham importunar.
Que! dizia elle comsigo mesmo, eslarci eu
apaixonado por esta desconhecida, ponto de
esquocer.o perigo que roe cerca nesse fatal 30 de
junho, que lao prejudicial ha de ser is casas do
commercio I
O facto, nao obstante, era inconteslarel, o 30
de junho de 1831, que em P/anca abalou tantas
fortunas, passra ; a de Se lom resisti-lhe ; mas
a circumstancia de mesmo ueste dia de publica
anciedade, o corado nao ser indifferenlc ao ap-
parimento de Valeria, revelou-lhe
que havia
,..j nelle um affeclo superior todos os clculos, e
no, que tunda entao valia quantiosas som- ainda ao receio de urna fallencia.
mas.
mull
... Quando se chega este ponto difficii re-
ayuKo, era nessa poca to raro, que s as sistir. Um d
. ia Mr. Sedom seguiu de longe a des-
tanque o pooil usar CSPZaS dS g"ndeS|-'^a. e pode ter conhecimento di sua ha-
Oh irerpcponi. Diiagao. N outro tirou informaces, que em tu-
tardes, tonrn" .e,p,",uoso Pocta-e d" N* como as desejava ; e n'oulro. como
rlr : ,da ?? s,e houvesse na ^ ?* ** ^ ** *>**. ^ 15
cscnplo todas as anedoctas de famiha a que os le.ia em casamento.
comteU?. mulL"""" ^ Se."',a a hSlra Vamos' minl" cara fl,h. disse o P' Va-
'rata d l el T h'Slra d? : cilad, Van,0S' d'esla M leraos Pela prt. ,
ranea de Anquet.l. e esta obra monumental novo nralendeni..
lena todos os maridos por collaborado
Tenho eu ; quintas mulberes le nao lero
ioveja I
Sou curiosa, pap. Tambern agora desojara
conhecer esse magnifico bazar de meu futuro
marido.
Magnifico de certo, leras mil occasies de
o ver. Bastantes vezes tens passado comigo dian-
te d'aquelUs ridracas ; mas tu, Valeria, s pouco
reparadora, ese alguma vez os olhasle dislrahi-
da, isso mesmo esqueccsle. Tambem linhas ra-
zo. Que le imporlavam a ti os chales, se tu nao
queras casar 1...
Oh! o pap conhore-me como ninguem.
E o pai de Valeria, encantado com a ingenui-
l'aia vos couvencer, Valeria. "~
Cada rez vos entendo menos. Explicai-ros
por Maria Santissima ou entao nao me caso.
Catada sois, Valeria, tomai conta. O sim
foi pronunciado na motrt'e do 3o bairro.
Pouco ma importal Nao rae caso I Vamos,
expllcai-me como a prega das Victorias se oppe
que eu use dez ou violo chales, se os ver?
E' muito simples, Valeria. Se o publico,
se os visinhos, se os invejosos, se os rivacs do
officio vos vissem mudar frequentemenle de cha-
les faziam propagar o boato de que eslrearei3 lo-
dos os chales do armazem, e o resultado seria
um grande desfalque na venda. .Nao comprehen-
dade da filha, abraca-a de novo, beijando-a na I deis lodo o alcance deslas considerares? Nao
Um chale de cachemira.
da maolilha.
ares
um chale indiano.
novo prelendenle, e agora.....
Pap, inlerrompeu Valeria, com urna deci-
u sao que ainda lornou mais vehemente pelo gesto
a ra.ctaas.0. o segundo amor, a loucura de de que a acompanhou, sabis peritamente quo
Hieres; mas, a loucura do chale e a o meu proposito 6 inabalavel. '
a nica que cu lhes perdo, ou Nes tanto assim, hasde ceder razo. A-
gos .raros um pequeo cont, queda tostemunho I E's tu. mas deixa me coucluir, escuta-me.
da influencia que os chales podem produzir em noivo ^ visinho nosso, muito considerado
corlas mulheres, mesmo as menos impressiona- no all commercio, mas que lu nao conheces,
vus, as mais senlas e alheias s paixes, a rdade. Nao importa. Digo-te que um mogo
que entras suecumbem. muito intelligeote, muito sympaihico para que
Em 1831, todas as raparigas, qua passavam j deixes de gustar d'elle. e sobreludo, na posi.;ao
junto do bazarSedomra Fosss Montmarlrc, de vir a alcancar una grande foriuna.
extasiaram-se dianle daquellas vidracas, onde ~ Pouco me importa ludo L-so. Todos os pro-
os ricos eslofos da India mostravam "aos olhos | ndenles que o pap me tem offerecido se assi-
cunosos, tudo quanlo as imaginagoes oricn- "''ham. Todos ellos erara sempre muilo inielli-
taes podem produzir, inspiradas pelo sol do 8enl", jovens, e possuidores de boas fortunas.
e'luaJr- Valeria, c verdade ; nunca le apresentei
> alea tinha cnlao 17 annos e recusara quan- seno partidos vanlajosos: porm este mai
partios se lhe offereciam, porque o casa- "ntajoso que lodos os oulros. Pergunta-o to-
mento se lhe augurara o tmulo da ventura fe- i da a P"Ca das Victorias, todo o commercio ..
"" I E' uosso celebre, sim, o nosso celebre visinho
Infelizmente adorava os chales de cachemira,! Mr" Sedo"i.
os chales que s as casadas coslumam Irazer, o! A' eile norao estremereu Valeria, olhando
ella nao sabia como conciliar lao encontrados de- como sombrada para seu pai.
SCJS- Sim, Mr. Sedora,digo-te o nome, proseguiu
be algum da se achara s. entrara furtiva- P"' sem nolar uiorimento do Valeria por-
n.enle no quarlo do sua mai, desdobrava um que sempre preciso nomoar o candidato. '
cha'..;, iancara-o aos hombros, ajustara-o dianle j Nao conheces, bem sei, conhece-lo tanto
de um cspelho, voltara-se para de lodos os nio- Ctno outro q"alq"er visinho ; porm eu nao es-
dos se rever, naraorava-se como um Narciso, c ],ou D0 mesmo caso, e por isso le alirmo que
quando, cedendo necessidade, tinha de o repdrl unl Parlido excellentc.
no sitio destinado, fazia-o suspirando : ~ Mr Sedom, dizeis vos ?
- Hamai, porque nao usara de chales, as j Valeria, aiuda toda preoecupada, pronunciou
meninas solleiras? Perguutava ella outras ve-! eslas Palavs machinalmenle, e como quem
zes' i1,ICS nao liuha ligado grande importancia.
Porque nao est em uso ; respondia-lhe esta "~ Sim' miuha cla, Mr. Sedom.nosso visinho.
cm ar de quem produzia a melhor de todas as Nunc reParasle na ra prxima, para um sober-
r"Pes-. I bo baifar de chales que ahi ha Talvez ; porque
Valeria morara na praga das Victorias e com nunca reParas Para cousa alguma. Pois bem 6 a
o menor pretexto desda & fer urna estacao
mais ou menos Jonga dianle do bazar Sedom
Um dia passava com una senhora j de edade
madura, sua lia, junto do maravilloso bazar e
que sempre tinha necessidade de dar movi-
menlo lingua, dissc-lhe :
Acola lens Mr. Sedom, o donodesla loja.
Aquello mancebo Mr. Sedom? vollou-lho
i sobrinba.
Sim, aquello, tcnho-lhe comprado aluns
chales.
Que bonito nome, nao 6 verdade, minha
Heve ser casado, Mr. Sedom.
Nao, ainda solteiro.
Solteiro Admira.
E porque, Valeria?
casa de negocio oe Mr. Sedom, egual pelo mene
casa Ternaux !
E" urna das primeiras assignaturas da praca.
Desconla-se a firma Sedom, como a firma De-
lessert.
Valeria deixara fallar o pai, continuando
guardar um silencio provocador.
- Nao emendes nada disso, Valeria, bem sei,
mas entendo eu.Dous louvado. Depois Mr. Sedom
c um mancebo de excellentes maneiras, um ver-
dadeiro fashionable, um noivo como poucos...
Vamos, tu ris... tu nao dizes nada... aceitas d'es-
la vez?
Mas, pap, diz Valeria, com una caricia,
pode vir um da em que os mais teimosas sejam
accessiveis um bom conselho.
Bravo minha filha, tu'aceitas, nao ver-
,a.... tem agora a nmiha t.a necessidade dade > Abraca-me, tudo c-s. dito. Oh Tu nio
te contenas com o primeiro. lu sabes esperar!
Pap, di/. Valeria, abaixsndo modestamente
I os olhos, seria nao ler nenhuma conDanca em
vos. Vislo que me afirmaes que Mr. Sed...'
Sedom, Valeria, Sedom.. S .. e...
Bem Se Hr.Sedom um moco de lao des-
lindas qualidades, eu seria a mais ingrata, ou a
mais cga das filhas, recusando-mo aceila-lo
por urna obstinarao desarrazoada...
de que eu lhe explique islo !
Ah! j comprehendo.... sim, sim, tens ra-
zao. Um negocame de chales dere sempre ser
lo, para dar o exemplo, o promover maior
cx(raccaq, sua mercadoria.
A'lvinhasles, t isso o que eu quera dizer.
Mas. Mr. Sedom ainda muito rapaz, nao
tem 30 annos, c depois, Valeria, quando se est
no commercio, o casamento nao conreen senao
quando se lera juntado urna fortuna.
Di/.endo isto entraram em sua casa, na prae.a Desarrazoada, isso. Abraca-me oulra rez,
das Victorias. Isou feliz- vou visilar Mr. Sedom, e dar-lhe tam-
Enlrclanio, Mr. Sedom, que ra frequentado o bera a ventuM n'"ma patarra.
9oo eslabelecimeolo polas mais lindas mulheres ; ;' PaP*
do Pjis com a indfferengade um commerciante, i J, sim, d'eslo modo que os negocios se
arabou por destinguir urna joren, sua risinha, lralam- o feilo o proverbio da minha ter-
sem durida, que parara.de quando em quando, : ra"" A proposito, sabes tu urna cousa que rou
dianle das suas vidracas de expsito, namoran- j acha"do divertida, c que de repente me lembrou
do-as com olhos cubigosos. | agora? A!... ah!... Agora, que tu vais ter
I"o grande a crse-industrial nessa poca revo-' abundancia de chales e que magnficos chales...
lucionaria os dias 15 e 30 de cada mez, prasos i pois n"ao verdaJc '
ataes de pagamento, eram pouco favor.iveis ao "" PerceD0- di'- Valeria, coma quem sae d'um8
amor na elasse do commercio, pelo perigo que rcflexSo profunda em que se havia absorvido, o
entao exista de fallencias e protestos de leltras. jque Mr- Sedom uegociante de chales, j nao ti-
nha presente essa circiimstancia.
apezar disso elle persisto em lhe offerecer a sua
mi?
Nao, eu nao lhe disse tudo___ha alguna
cousa que nao lhe conessei, porque morrena de
dr e de vergonha, se elle viesse a saber disso...
Porm. isso elle nunca saber, porque
era eu nem voc Ih'o diremos. E entao como
se nunca houvcra existido.
Oh 1 nao me diga isso, meu amigo, nao pro-
cure enfraquecer a minha coragem... e se por al-
gum aconlecimenlo imprevisto elle viesse umda
descubrir essa infamii, nao loria o direilo de
amaldicoar-me, de expellir-me de casa?
Sem durida ; e 6 porque cu lhe digo s que
isso poderia ficar sempre ignorada, mas nunca
Iho aconselharei que pratique urna arcrao quel^e
possa causar remorsos... Nao fiz mal, responda
roc mesmo ao pobre, moco : a resposta nao ha
do ser to secca como a ni'inha.
fage.e sae para ir levar a nova lanto a Mr. Sedom,
como aos parentese amigos.
Quando ambas as partes estao de accordo n'um
ajuste de casamento, o contrato civil e a ceremo-
nia religiosa nao tardam a confirma-lo D'ahi a
oito dias Valeria, a ingenua Valeria, que deles-
lava o casamento e amava os chales, denomina-
va-se Mad. Sedom.
II.
No dia das nupcias Valeria sento-se inquieta-
da por urna idea, e appressou-se a communlca-
la e seu marido.
*- Parece-me, diz-lhe ella, que a perturbacao
cm que estire durante o contrato civil me nao
dehtou ouviro nome de Sedom, e que s escutei
Joio que o vosso pronome.
Tendes razo, Valeria; Sedom nao o meu
nome de familia. Meu pai chamara-se Joao.
E que mais?
Joao o nosso nome de casa, mas podis
bem comprehender que o commercio nunca to-
mara a serio o homem, que simplesmente se
chamasse Joao. Estou requerendo para que o
guarda dos sellos me autorise juntar o appelli-
do Sedom, e em qnanto o ministro me nao des-
pacha, chamo-me Sedom.
O negociante pronunciou estas palavras com a
facilidade e a seguranca de quem eslava habituado
fallar cm publico, n'um bazar to frequenlado
como o seu ; mas Valeria, que se. ra decorada
com um nome falso, que o minisWo nao estara
disposlo legitimar, nao deixou de ruminar a
sua idea.
No mesmo dia ainda outro aconlecimento a
preoecupra, e este, simplicissimo na apparen-
ca, exiga comludo urna ora explicago. Foi
notavel o ar de ingenuidade, e o mal disfamado
sorriso com que ella a provocou.
O meu presente de noiva encantador,
d'um gosto delicado, nada lhe falla...
Ainda bem que nada lhe falla, e que estaes
contente, replicou Sedom.
Oh! salisfeilissima, entretanto.....
Dizei, a minha felicidade c agiadar-vos ;
esquecer-me-ha alguma cousa?
Certamenle, o que mais linheis diante dos
olhos, o que nao crivel que vos esquecesse
nao adevinhaes?
Nao, diz Sedom.
E celebre! Pois nao falta um chalo?
Sedom recuou dous passos e lomou um ar serio.
Um chale!
Um chale, sim, proseguo Valeria, fcil
de verificar, queris que vos mostr as minhas
joias?
Nao, nao, diz Sedom, intil, sei perfeita-
mente que vos nao dei um chale.
Mas fcil..... acaso quizestes que eu pro-
piia fosse quem o escolhesse? Adevinho?
Valeria, perguntou-lho Sedom com ar in-
quieto, desejaes muito um chale?
Esta pergunta desconcertou Valeria, que guar-
dou por algum lempo silencio, e proseguio de-
pois com o desabrimenlo de raulher despeitada :
Se me nao engao, todas as mulheres amara
os chales e desejam possuir alguns.
E' verdade. Valeria, mas nao as mulheres
de negociantes de chales... Quem pode no mundo
persuadirse de que nao tendes um chale porque
o nao trazeis?
vedes...
Nao comprehendo, nao rejo, nao quero rer,
nem comprehender nada, inlerrompeu Valeria,
araarrolando impaciente o seu rostido de noira.
Nao me caso, repilo. Hareis-me engaado, di-
zeis-ros Sedom, usaes de um nome que ros nao
pertence, e o rosso nome Joao, simplesmente
Joao.
Nao sou um falsario.... na minha tablela
est o nome de Sedom, e eu lenho o direilo de o
usar.
Vejamos como isso prorai que tendes
esse direilo.
E se eu o prorar desistiris de me pedir um
chalo?
Sedom nao vivia menos preoecupado do que os
FOiLHETIIU
E
IjbESTT'
Mas nao para o mundo que eu me vislo,
, para mim, s para mim.
Bem, Valeria, pedi-me ludo o que quize'-
des, e tudo ros darei, excepto um chale. E' im-
possivel.
E porque impossivel? perguntou a noiva
com a voz que j aecusara a revoluco que den-
tre em breve lhe arrosaria os olhos de lagrimas.
Porque, Valeria? Porque o uso assim o de-
termina, porque assim no nosso estado, por-
que motivos de commercio isso se oppoem.
Motivos de commercio dizeis. E quaes po-
dem ellesser? diz-lhe Valeria chorando.
Digo-vos a verdade, minha querida Valeria,
se pozerdes um chale, e o mostrardes em publi-
co iris como annunciarque s os chales daquella
cor e daquella eslampa sao o da moda: nao
venderei de oulros, e lodos os mais me licaro
por monos.
O que sao monos, senhor? Nao vosenlendo.
Sao mercaduras de refago, que so enviam
para as colonias com C0 p. c. de perda.
Pois bem, senhor. eu usarei qualro chales,
levarei dez, vate, 5 ra, de todos os desenhos-
de todas as cores, todos serao da moda e nao le-
reis monos.
Ainda peior, Valeria; bem vejo que nao
conheceis as attencoos que misler guardar di-
ante de todos os nossosconcorrenlesda praea das
Victorias.
Explicai-vos, senhor, explicai-vos depressa.
Para que aqui chamada a praca das Victorias?
Desisto com certeza; mas osse nome falso
gravado n'uma laboleta odioso; prorai que
tendes o direilo de usar delle, ponde-vos de ac-
cordo comvosco mesmo, visto que ros chamaes
Joao, e se o fizerdes, nao s me casarei, mas
Calo-mee nada ros peco.
Valeria, eu rendo chales indianos e tecidos
da China; a laboleta do meu bazar nao s pode,
mas deve ser escripia segundo as regras do Ori-
ente, com as letlras collocadas da direila para a
esquerda. Sedom lido moda indiana quer di-
zer moda.. E' um perfeito anagrarama.
Agora vejo que sim, estou convencida, dis.
se Valeria sorrindo.
Pois bem, visto quo ros dignastes sorrir,
depois de haver chorado, disse Sedom, pegando-
lhe das raaos c beijando-as, dar-ros-hei o cha-
'e pagode.
O que o chale-pagode?
E' nico no seu genero, nao lem compa-
nheiro. Cusa vinle e quatro mil francos, fabri-
cou-se para sir Williaru Bcnlinck, que o deu
urna cantora do theatro real de Londres, e esta
vendeu-m'o n'uma occasio em que nao eslava
muito endioheirada, antes do o haver p oslo
Acceitaes?
Sim, mau querido Sedom, respondeu Va-
leria saltando-lhe ao pescoco de contente.
Infelizmente vendio-o hontem princeza B.
Oh! meu Deus? excliraou a pobre noiva
perdendo a cor.
Tririquillisai-vos, Valeria, vendeu-se, mas
ainda nao est entregue. Quando amanha o
vierera buscar direi que me casei no inlorrallo,
e que minha mulher goslou tanto delle, que por
forca lhe quiz chamar seu.
Sim Sim E' isso, diz Valeria pulando de
contente, e balendo as palmas.
E agora, Valeria, acceit3es-me esle abraco?
Mostrar-ros-heis contente no rosso baile de nup-
cias, que rai coraecar?
L Oh! contentissima. meu amigo, conlentis-
sima, rolveu a esposa, cahindo-lhc nos bracos.
Pois entao vamos ao baile. Ao baile !
O ministro em 1839 autorisou o here desta
verdica historia usar o nome de Sedom.
Os dous esposos tiverara urna brilhanle fortu-
na, retiraram-sc do commercio, e habitara, ora
um delicioso caslello no valle de Montmorency,
ora urna casa de campo que teem em Calvados.
Mad. Sedom nao usa o chale de sir VVilliam Ben-
tinck, que poz urna nica vez ; como lerubranga
conserva-o n'uma boceta de camphora ha j de-
senoveaonos; mas, formosa como era, e na-
quella edade, em que a formosura se realja com
as ultimas flores do esli, torna-se ainda notavel
pela distioccao cora quo se aprsenla em publico
usando os de menor preco, que lhe succederam.
[A Poltica Liberal, de Lisboa.)
pois ainda ests ahi ? perguntou-
PAULO DE KOCK.
XXXVI
En Balignolles.
(Continuacao.)
Ah! meu Deus ella desmaiou grilou Sa-
bretache. Acode-me, Patarata, anda ajudar-mc I
Tatarata correu ao ourir os gritos do cmara-
da, vendo Cerisette desmaiada empallideceu, en-
coslou-se um movel e murmurou :
Ah Jess I o que tem a mor;a ? Olhe, e-
tou incommodado, faz-me mal ver eslas cou-
sas.
Vais tambem desmaiar, nioleiro? Anda,
traz depressa agua e vinagre I
Aqui osla, aqui est Irra Antes quizera
liavrr-me com dous lcoes furibundos, do que
com urna mulher que desmaia.
Mas a synrope s tinha sido causada por um
excesso de r moca o ; j tornara si com una al-
motolia que Ihe'quiz levar ao nariz.
Vaite d'ahi com o teu azeite... nao preci-
samos'mais de ti.,., vai fumar na janella, disse
Stbretache.
Entao a menina j flcou boa?
Oh sim, j passou nao era nada, deixa-nos
tranquillos.
Eo velho soldado empurrou o camarade para
o outro quarlo, e fechou a porta sobre elle. De-
pois vollou pira ao p de Cerisette, que estara
chorando, e disse-lhc:
" O que resolreu, minha filha?
Oh! meu amigo, se eu podesse ceder aos
Cerisette sentou-se urna mesa ; mas nao sa-
bia como havia de responder Len Comccou
dez carias, rompen-as ; porque em cada urna
deixava queseo corac.no fallasse muito, mostrara
muito amor; cmfim, decidio-se por esta rdat-
elo
O senhor ainda me ama... a mim que tao
pouco o mereco. Se soubesse quanlo me cora-
move o seu amor, laslimar-nie-hia por ser for-
rada repellir essa feliiidade que me offerece e
que superior tods s venturas que eu podra
sonhar. Mas quanlo mais amor me mostra, tanto
mais devo esrorcar-me por mostrar-me menos
indigna delle ; por isso que ainda lhe repilo :
Nao, nao posso ser sua esposa ; nao posso usar o
seu nome.... meu passado m'o prohibe___ nao
quero exp-lo corar... Adcus, tenha pena de
mim..
E Cerisette assigi.ando a carta, deu-a Sabre-
tache, que a leu c conienlou-se com fazer um
signal bonete e foi dar conta da sua commissao.
Sabrelache vollou muilo tarde, porque depois
de ler feilo a sua commissao, fra passciar para
dislrahir-se. Enconlrou Cerisette triste, porm
resignada, e lalvez menos afilela ; porque sabia
Como
Iho.
E que durida I Pois nao me disses-ie:
Pe-le de planlo na janella! Fiquei... nao
costumo desertar do meu posto... e como nao
vieste mudar a senlinella___
Pobre Patarata Anda, larga a almotolia.
Mam'zelle Agatha nao precisa mais ?
Nao, nao, j passou o ncommudo, podes ir
deilar-te.
O que diia aquelle cartapacio, que tanto os
affligio? Se precisavas dinheiro, devias dizer-
me, por que tenho ainda uns cincuenta francos...
A conlinha nao augmenta, mas ainda est hi-
lada.
Muito obrigado. Patarata, mas agora nao
nos falla dinheiro.
Se alguma cousa para ver d'aqui algu-
maa mil leguas, dizc, que vou j nesle andar.
Sei que s dedicado mas nio podes dar
remedio isto, nem eu tambera. Vai deitar-te,
Patarata.
xxxvii.
O joalheiro.
A caria de Leos Dalbonne linha do novo banido
Direilo criminal.
Bespondendo ao commenlario do Sr. Januario
Monte-negro ao 2 do art. 10 de nosso cdigo
criminal, pensavamos ler demonstrado jue no
gerieralidade da disposico desse paragrapho se
chava incluida a embriaguez completa o invo-
luntaria como urna circumstancia dirimente da
criminalidade ; mas assim nao acontecen, (o que
nos causa grande pesar] pois o collega no Diario
de 20 do correle pretende demonstrar, nao s
que o desenvohimenlo de nossa these incohe-
rente vista dos principios eslabelecidos. mas
tambem desde que fizermos o devido uso da her-
menutica jurdica, jamis podoremos pretender
que a embriaguez completa e involuntaria irres-
ponsabilise o agente. Establecamos ainda a
nossa ihese, e respondamos s duas primeiras
observaces do Sr. Monto-negro.
Em face do 2 do art. 10 de nosso cdigo, a
embriaguez completa c involuntaria urna cir-
cumstancia dirmeme da criminalidade. Taes
sao os termos em que se acha concebida a nossa
these.
Or, se consideramos a questao pelo lado de
jure constituto, se temos de desenvolver a these
em face da legislagao vigente, poderemos ser in-
coherente, s pela razao de procurarmos indagar
se Iheoriciniente ella sustentael ? Por ventura
dexar de haver harmona no corpo de nossa
dissertafo someut.e porque era vez de tratarmos
logo da questao segundo a legislaco vigente,
oceupamo-nos primeramente em fallar dos codi-
rollou, ou pelo menos que alugou a casa a oulra
pessoa ; hei do pergunlar ao porleiro.
Cerisette tinha-so esquecido inteiramenlc do
viziuho mysterioso do quinto andar; a nova car-
la de Len Dalbonne expellra do Sou coracao
lualquer oulra lembranca, e nesse momento, u-
vio fallar com indifferenga nesse individuo, que
durante algum lempo renorra os seus anligos
terrores; agora o que poda temer? Nada, por
que tinha recusado a felicidade quo fra procu-
ra-la.
No dia segunte disse Sabretacho Cerisette :
O joalheiro vollou.
Tinha estado ausente?
Sim, quasi seis semanas, tinha ido ao cam-
po ; mas parece que o ar lirre nao lhe fez bem,
por que o nosso porteira affian^a quo o senhor
Julio vollou muito pallido, muito mudado, doen-
lo emlim. e que n.io sahe mais do quarlo.
Ah I pobre mo^o I Tem ao menos alguem
comsigo ?
Nao, est s; mas se nao toma alguma pes-'
soa para casa, por que isso lhe conrm, porque
o porteiro tambem diz que fcil ver, que um
a tranqnillidade da casa de Sabrelache ; porque, | mogo que lem dinheiro.
apezar dos seus estorbos para fingir perfeila sub- Entao para que nao toma urna pessoa para
missao ao seu deslino, era fcil de ver que Ceri-, trata-lo?
selle eslava continuamente preoecupada com es- E' l urna exquisitisse. Depois, o porteiro
se amor tao verdadeiro, lao puro que lhe tinha exagera, sem duvda. Talrez o rjiioho s estoja
sido offerecido, ao qunl seu corado corresponda I cndefluxado...
to bem cm segredo, o que todava era obrigada Oito dias depois, S: brelachc disse quando en-
gos das naces civilisadas respeilo dos actos do
ebrio, e do modo porque esses cdigos conside-
ravam a embriaguez ? Seremos incoherente em
indagar primeramente se o nosso cdigo repela
o que a justas e a equidade aconselham ?
Permita o Sr. Monte-negro que sem modestia
o digamos, nos nao fomos incoherente, porque
so aceitaramos o epilhelo, se nao tratassemos da
questao como promettia a nosaa-theee.
Em quanlo i segunda observacao do Sr. Monte-
negro, responderemos que ou nos apeguemos a
lettra secca e solada da lei, ou reccorramos
mmn l08ica- "desligando assim a
Ef hm i gIiUd-or pena,> (>'Jer interpretemos a
i .S "I lo8'cnme.nlc' dizemos ns. sempre
sustentavel a doutrina que o collega combate
e nao o fazemos sem fundamento jurdico
c J 1?.? ? d0/"; !,0-nao so JulKarao crimino-
sos os loucos de todo genero.-Bcm deduzida foi
por cerlo a cousequencia do nosso legislador uo
presente paragrapho. isto irresponsabilisando
os individuos comprehendidos nesta dsposcao
visto como elles nao sabem o que fazem ; el I es
sao arrastado3 por urna forca irresislirel ;'c nos
sabemos que a liberdade moral o fundamento
da impulabildade das acjes humanas. O legis-
lador tratando da loucura, nao a defini, e nem
mesmo o poda fazer sera sahir de sua esphera
sem arriscar-se a eslabele:er regras, cuja inexac-
tidao a experiencia moslra ; elle pois, contcntou-
se em eslabelecer a regra geral da irresponsabi-
lidade dos individuos, e deixou scencia e
pratica fazer applicacao della aos fados oceur-
renles.ebem avisado foi o legislador quando
comprehendeu que a omnipotencia e a infallib-
lidade legislativas nao sao dogmas sociaes. Pro-
curemos afim de chegarmos ao que nos propo-
mos, precisar o sentido da palavra loucura. e de-
finindo-a com a maioria dos mdicos legislas
urna lesao mais ou menos completa das idas,
analysemos as palavras do nosso legislador. Elle
dizos loucos de todo genero V-se que a ex-
pressao do cdigo a mais genrica possivel, que
i loucura aqu lomada como um genero supe-
rior e que comprehende toda equalquer especio
de alienacSo mental.
E com effeito, se alleudermos que o legislador
nao defini a loucura, que apenas contentou-se
em marcar a regra geral da irresponsabilidade
dos individuos comprehendidos em sua genrica
disposigao, quem nao ve, dizemos nos que o le-
gislador estabelecendo urna disposico lo gen-
rica, quiz que ella regesse a diffrentes hypo-
ihcses? E quaes serao essas hypolheses seno
aquellas em quo os aclos humanos nao apresen-
am vesligio de liberdade moral, fundamento de
toda a imputabihdade ? E por ventura a embria-
feCOmo a COIIS'deramos nao estar nesse
C3SO T
E se Iho negardes esse carcter, como justifica-
reis a monomana, o idiotismo, o sonambulismo
a mama e oulras idnticas aberrarles do espirito ?'
t or ventura essas aberraces serao a foucura to-
mada esta palavra cm seu sentido genuino ?' O
motivo da irresponsabilidade dos actos praticados
pelos individuos que se achara no lamentavel es-
tado que aponamos, nao podo ser oulro seno a
talla de liberdade moral e psyrhologica ; se as-
sim segue-se, que seja qual for a causa que
appareca, esta nao pode ser tomada em conside-
rado, porque nao ha liberdade moral.
O Sr. Monte-negro quer que por idenlidade de
razao arabera a embriaguez voluntaria sendo
completa (a prevalecer a nossa opinio) dirima a
criminalidade ; mas a isso ainda damos a bem
conhecida resposta de Filangiere e a qual ainda
o collega nao destruio, isto que o homem que
se acha em tal estado nao conhece o flm nem os
meios, mas antes de estar assim conhecia -os
quem quer causa, quer os effeilos, a su igno-
rancia voluntaria, e se nao depende immediala-
mente de sua vonlade, dependo mediatamente.
Sr. Montenegro, continuando, du que escapa
juslica human* indagar se o individuo embria-
?lUSnV. ntarian,enle >~ 1ue negamos, pode
ser difficii, mas nao impossivel; l em lodo o
caso se nao se poder chegar ao conhecimento de
que a embriaguez foi rolunlana. a presumpoo
dere ser em favor do reo, porque a materia
criminal, e o collega nao ignora o principio cor-
renteem material penalodiosa restringenda, (a-
vorabiha amphanda.-Mas, ainda diz o collega,
em lodo o caso se deve punir o assassino, exista
prova ou nao de que a sua embriaguez foi volun-
taria.Quem nao v que o collega vai cahir na
doutrina da utilidade social ? Admitla-se c en-
lao veja-se como o p ..--oio da utilidade social
postergando as prerogativas da juslica, se exalta
ua sociedailo I Veja-se como 'despresado o
principio estabelccido na lei 5 D. de Meisislo
. de que nunca nos deremos decidir condera-
nar um homem por simples presumpees e meras
suspeilas, por mais firme que seja 'a confianca
que tenhamos em nossos juizos.
O Sr. Montenegro conclue as suas observares
anaiysando os requisitos que o legislador penal
exige no 9. do arl. 18 para que a embriaguez
seja circumstancia altenuante. Mas releva no-
tar ao collega, que o legislador com essa dispo-
sigao nao excluio que a embriaguez completa c
involuntaria podsse ser invocada na defeza como
circumstancia dirimente.
Analysemos os requisitos do 9. do arl. 18.
1. requisitoquo o delnqueme nao tivesse
formado antes d'ella o projeclo do crirae.Se o
projecto de perpetrar o delicio precedeu ao esta-
do de embriaguez, a causa do mesmo crime j
existe nesse projeclo quando ello fr perpetrado
pelo mesmo individuo, e elle nao pode deixar de
ser considerado como o resultado do projecto
preexistente, e entao o legislador seria impru-
dente se nao punisse o crirae praticado no osla-
do de embriaguez posterior ao projeclo de com-
inelter o delicio ; do contrario qualquer poderia
emlinagar-se voluntariamente para commelter
umcrime, porqu conlava com a impunidade.
2. requisitoque a embriaguez nao fosse pro-
cuiata pelo delnqueme como meio de o auimar
a perpetrado do crime.-Muilos individuos ha
que nao se achando com a coragem necessaria
para descarregaro punhal homicida sobre a vic-
tima de seu odio, procurara na embriaguez um
incentivo, um meio de extinguir o remorso, um
meio de coragem, e por esse modo levara effei-
to o seu miento perverso. O legislador, pois, pre-
veuindo ssoexigio, este 2." requisito, e nesse caso
corno dizem Ortolan e Dalloz, a embriaguez
antes urna circumstancia aggravante, porque re-
vena maior perversidade da intenro do deln-
queme.
3." e ultimo requisitoque o delnqueme nao
seja costumado em tal estado commetler cri-
mes.Na verdade, se eu conheco os elTeilos do
vinho, se elle me faz perder a razo, c todava
bebo-o, embriago-me, e commetlo um crirae, que
desculpa poderei ler ?
seus pedidos... so eu podesse ser esposa delle... que Len ainda a amava, e esse pensamento era
seria urna felicidade lo grande... Mas vocfi sabe menos triste do que a idea de ser esquecida.
to bem como eu que essa uniao irtpossrel, e
que cu nao posso ser sua mulher.
Mas se roc lhe cootou todo o passado, e
!*) Vide o Diario a. 203.
O veterano apertou-lhe a roo, e retirou-se ao
seu quarto para descansar ; abrindo a porta, deu
com Patarata na janella com o frasco de oleo na
mi. Sabrelache, ao sahir, linha-sc esquecido
complctan;ente do seu camarade,
repellir.
Sabrelache nunca fallara em Len ; mas anda-
va triste, porque aderinhara o desgoslo de Ceri-
sette.
P.mfim, Patarata, que nao se atreva fazer
pergunta], limilava-se observar a moga, equan-
do a va mudar de cores, ou levar a mao tes-
ta, largava-so procurar a almotolia. julgando
que ella ia desmaiar
Urna noite em que cstaram todos reunidos,
ouvio-se um barulho muilo grande no quinto an-
dar.
Parece que o rizinho vollou, disse Sabrela-
che.
Que vizinho? perguntou Patarata.
Aquelle que encontraras na cscada, e de
quem s vias a ponta do nariz.
Oh I o frironlo ? Agora j nao o encon-
tr.
Julgo que estovo fra por algum lempo;
mas a bulha que estamos puyindo annuncia que
trou em casa
Decididamento o vizinho est doenle, nao
se levanta quasi da canfa ; encoatrei o porteiro
levando-lhe remedios.
i Oh I meu Deus I exclamou Cerisette e ain-
da est s?
Parece que nao quer ninguem, nem mesmo
medico, prohibi positivamente que o chamas-
se ni.
E' bem singular isso. So eu soubesse que
lhe poda ser til, subira para olTerecer-lhe os
mcus servicos. Nao seria mo, meu amigo?
Nao, entre vizinhos muito natural presta-
rem-se esses servicos mutuos ; mas como ello
nao quer nem ao menos medico, nao podemos
infringir as suas ordens.
E' verdade, e principalmente nao o conhe-
cendo ; mas ao menos, meu amigo, pode todos os
di3s ioformar-se do estado delle do porteiro.
E'o que lenciono fazer, porque sou como
voce, minha Cilio : fa?-me ma| saber q,ue fia aj
guem que soffre porto de mim e nao lhe poder
ir dizer :Aqui estou, disponha de mim.
Passaram-se mais quatro dias, durante os quaes
Ceriselle descia de manha e de noile, para per-
gunlar ao porleiro noticias do estado do vizinho.
No quinto dia achou-o muilo inquieto, elle, as-
sim que foi avislando-a. grilou:
Olhe, mademoiselle, estou muito afilelo ; o
Sr. Julio est muito peor ; nul pode fallar, nao
quer tomar nada... Seo moco raorrer. ho de
censurar-me por nao ter ido chamar medico ; pe-
co-lhe, mademoiselle, que suba comigo para ver
esse moco ; dir-me-ha o que pensa do seu esta-
do, e lalvez que ello a atienda mais do que
mim : as mulheres sabem se haver melhor com
essas coasas.
Ceriselte nao hesitou em seguir o porleiro.
Subiram os cinco andares.
U porteiro foi o primeiro entrar. A moga sen-
lia-se trmula e commovda, e disso ao seu con-
ductor :
Espero aqui neste quarlo emquanlovai ver
como est o doente, e se me permute que o
veja.
O porteiro enlrou e vollou, logo na pona dos
pea, dizendo :
Creio que elle est em modorna nesle mo-
mento ; nao me atrev a acorda-lo.
Ah fez bem.
Se a senhora podesse esperar um pouco...
Eu preciso descer, nio ha ninguem l embaixo.
V ; eu posso ficar ; quando ourir elle se
morer, irei olferecer-lhe os mcus serricos.
E veja se preciso que cu v chamar o
medico.
Sim, eulh'o dire. v.
O porteiro desceu. Cerisette ficou s em casa
do moco doente, olhando com curiosidade cm
torno de si. No aposento em que eslava, havam
poucos movis, porm mais elegantes do que de
ordinario sao os dos operarios, o Cerisette disse
comsigo :
Islo mais casa de um mogo do tom, do
quede ura artista.... E'singular! tudo nste
lugar annuncia abastanca ; mas este aposento as
mansardas, e nao querer enferraeira___ E'al-
guem que tem desgoslos e que nao quer sarar.
Foi talrez o amor que causou o mal desle mo-
co e entao lem razao De que serrirla o
medico?
A moja deixou-sc levar pela3suas medilaces ;
urna doce melancola opossou-se-lhe d'alma
Pensara ero Len DalboBuc; elle tambem sgffri
V-se, pois, que dajusliflcaco dos ires requi-
x8 ex|8,dos pelo legislador brasileiro. s se
pooe concluir que elle quiz punir a embriaguez
voluntaria e nao involuntaria.
,- umiuu 4U0 ene quiz p
voluntaria e nao involuntaria.
E nem mesmo era de esperar que o cdi-
go, brasileiro urna das mais bellas coocepces
legtslatiras dos lempos modernos (como diz urna
Ulustre capacidade brasileira) cahisse em urna
contradico to palparel, tendo estabelecido no
7 A0 arl ,0 uma disposrco lo genrica e no
rt. 3 as bases da criminalidade.
1. o. as uasca ua criminalidad
Becife, 25 de agosto de 1860.
_^^^^^Domingos Carlos G. de Sa
Variedades.
I ma ft'sla para a Sicilia.
Milao, 2 dejulho.
Assili hontem um espectculo interessanto
em benencio da reroluo da Sicilia. Vou des-
crerer-ros em poucas palarras essa festa ita-
liana.
Nao sei so o circo de Milao ser o mais ras-
to dos circos monumentaes do universo o ca-
so que o Coliseo, que admilte mais de cem
mil espectadores, deve a sua grandeza eleva-
ao que tem ; quanlo ao circo propriamente dito
muito menos extenso que o do amphilhealro
k oa seu oval aPcnas conla 285 ps so-
bre 182, ao passo que o grande dimetro do cir-
co de Milao tem 750 ps e o pequeo 350.
A conslrugo dos terraplenos e do recinto des-
le ullimo circo de pouc.a elevago : eis a
razao porque nao pode admittir, as galeras
mais de trila mil pessoas.
Assim mesmo j muito genla ; e confesso-
ros que hontem fiquei marvilhado de ver to
grande reunio, disposta na melhor ordem pos-
sivel, onde lodos se mostravam alegres e diver-
tidos, sem que houvesse a mais pequea desa-
venga, sem quo fosse preciso um s gendarme
para conle-los.
Quando cheguei seriara 6 horas c roeia da tar-
de ; principio nada podia comprehender do
que se passava: reinara profundo silencio; de re-
pente, sem que eu por isso esperisse, parti
do alto do um bonito prtico elevado no centro
da planicie do circo, uma voz retumbante, que
annunciou: Trenla-sei, trinta e seis. Ouvio-so
enlo do todos os pontos do amphilhealro ura
sussurro e morimento confuso ; ero 25 a 30,000
pessoas que se pozeram a fazer furos n'um 'pa-
pel, que reconheci ser o bilhete de entrada, uns
com phosphoros, oulros com palitos, oulros fi-
nalmente comgrampas. Depois reinou por alguns
minutos novo silencio at que a voz do polico
lornou a gritar : SettanCa-due, setenta e dous.
Novo sussurro, novos signaes nos bilhetes de
entrada. Desla vez vi que gyrava sobre uma
das qualro faces do prtico um cylndro, appare-
cendo escripto em letras enormes o numero 72.
Comprehendi enlo ; era a tmbola, lotera gi-
gantesca, milhares de espectadores dessa genla
italiana, desses res do lotto, sempre vidas da
ver e ouvir.
Tirei da algibeira o meu bilhete de ntrala ;
eu era tambem da partida sem o saber. Esso
bilhete, como todos os oulros, conlinha 15 n-
meros ; em sahndo esse nmeros ganhava-e
um premio de mil francos que seria dado aquel-
le que primeiro os preenchesse, e outro premio
de quinhentos francos para o que fosse o segun-
do a preenche-los. Confrontando o meu bilhe-
te com os nmeros do prtico conheci que j ti-
nha saludo mais de metade dos nmeros nelles
contidos. Fui collocar-me silenciosamente jun-
io a um senhor, a quem ped com muita urbrni-
dade que me preslasse o seu palito para eu
marcar tambem. Achava-me, pois, associado
a esses 30,000 italianos : teria tudo arriscado
para ganhar ; era isto j um effeito do clima.
Todava nao me coube nem o premio de mil
francos nem o de quinhentos ; o primeiro sabio
um simples soldado de iufantaria piemonleza,
embrulhado no seu capote pardo. Quando elle
se atirou para a balaustrada, que permitte o in-
gresso no circo por cima de uma especie de ca-
nal cheio d'agua, foi aplaudido com vivas e im-
mensas palmas, como se acabasse de obter um
grande Iriumpho. As matronas e seus maridos
agradeciam ao co por ter consenlido em que es-
sa tmbola tivesse sido tinta (ganha) por um
povere soldato antes que por ura ricocii.ii. Cum-
pre confessar que eu partilhava os mesmos sen-
li melos.
Esta historia da tmbola durou perlo de uma
hora e tres quartos ; nunca um lotto enfada aos
Italianos.
Em quanto eu marcava os nmeros do meu
bilhete, ia fazendo commigo mesmo algumas re-
flexes. Huuve um momento era que a visinha,
que me Reara ao lado, se me figurou ser a ma-
trona respeitavel do quarieiro Suburra, na an-
liga Roma, que achava demasiado prazer em os-
sislir, assim corno o bom Tito collocado no So-
dium em frente das vestaes, estrangulado da
rail mil e quinhentos homens, pouco mais ou
menos semelhantes seu marido e seu Cilio :
porm, repelli logo do meu cerebro essa estupida
associago de ideas, c acabei por bem dizer das
reuoioes modernas, que, no amphilhealro, se
contentara e se crabriagam com as commocoes
do lotto. Lerabrei-me do digno capuchinho, quo
todas as sextas feiras prega, sobre o circulo do
Coliseo, piedosos sermes aos descendentes da
reina matrona do lempo de Tito. Pensei depois
que toda essa mullido milaneza, que eu via ali
reunida, tinha'em mente um fim de fralernidade
italiana ; e encostado ao tronco de urna das aca-
cias, que circulam a galera superior do amphi-
lhealro, conclu as minhas reflexes mui decidi-
do crer no progresso.
Nao vos narrare! minuciosamente as circuns-
tancias da festa que se seguio tmbola. Basta
dizer-vos que conslou de corridas, como as ha
por toda a parte, carros romanos como no Hyppo-
dromo de Pars, etc. Quanlo aos applausos des-
sa mullido italiana, sao como em parte alguma
enlhiisiasiicas.
As corridas tm o seu inleresse particular ;
ellas sao um excellente meio de se adquirir di-
nheiro. Os carallos sao soberbos.
O espectculo terminou cora um fogo de arti-
ficio ; esta especie de diverlimento offerece al-
gum encanto no meio de ura circo, quando para
ve-lo se est tranquillaroente sentado ; e depois
os Italianos sao reis nesta especie como o sao no
lotto. Em aples ha fogos de artificio todos os
domingos. Cada fesla patronal, cada santo de
parochia festejado com muilos logeles e ro-
das. Esses fogos em geral nao sao l muito su-
blimes, mas quasi sempre sao muito engenhosos.
Quera dra que a lilteratura dramtica, pos mais
que diga Marc Munnier, eslivesse tao adLantada
quanto os fogueleiros I______[Continuar-se-ha.)
por ella, o esse pensamento fez correr lagrimas
de seus olhos Esqueceu o doenle, quando do
repente se fez ouvir um leve ruido no quarto ri-
zinho, que fez com quo Ceriselte toroasse si.
Erguendo-se logo, decidio-se entrar no quarto
do doente.
Caminhou com procauco, porque o quarto e-
tava muilo escuro : dirigio-se para a cama quo
licava no fundo... A pessoa deitada eslava com
o rosto para o lado della ; linha os olhos fecha-
dos e respirava penosamente.
Ceriselte olhou para esse rosto pallido e des-
feito... Sentio uma commoco sbita ; nao podia
mais duvidar ; escapou-lhe'um grito, e ella ca-
bio de joelhos murmurando :
Len, voc quem vejo nesse estado?
Len Dalbonne, por que era elle com efTeito
que com o nome de Julio havia alugado o apo-
sento por cima do de Sabrelache, abri os Datos
e despertando ao som dessa voz lo querida dei-
tou os olhos em torno de si e vio seu ps aquel-
la que Iho eslendia os bracos como para implo-
rar perdo. Reconheceu Cerisette; ligeiro rubor
colorio-lhe o rosto, e elle murmurou com voz
extincta :
Sim, sou eu..
sa, rim aqui, para
voc.
Morrer, oh nao
restitui-lo-ha vida.
Eu Iho disse que nao podia existir sem vo-
c6.... isso nao a commoveu. Bem v que deve
deixar-me morrer.
Oh I nao diga isso. Len, nao creia... D'ora
em dame sou sua, nao o deixarei mais. Eu dei-
xa-lo morrer! Nao, disponha da minha sorte..
agora, ordene, cu Iho portenco, mas viva I rira
para mim I...
,, ~-Ser rerdado? Censen le cm ser minha mu-
lher ?
Sim, consinto em tudo, mas riva; oh I
meu Deus, permitli que eu 11S0 o percal
E Ceriselte rodeando com os bracos o enfermo
pousou-lhe na fronte os labios ardentes. Len
Toi to feliz, que nao pode supportar a sua feli-
cidade ; fechou os olhos de novo, mas essa fra-
queza nada linha de perigoso. A moca f lo res-
pirar saes c tomar um remedio rortificanle ; elle
nao recusou nada do que agora lhe offereciam
para curar-se. e j o prazer que senta reanma-
va-ihe os olhos ha pouco extractos.
[Continuar se-ha).
PERN. -IYP, 05 H,>, b tARU.Tr W"
. Depois da sua ultima recu-
so menos morrer perlo de
nao morrer ; meu amor
.! r
'i'jj.' '"
I MUTILADO I


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