Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08213


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Full Text
-.I'-
^Ann de 1846.
Sabbado 28
0 DI AMO publica-se todo* os dias que
1,5o forem do guarda : o prejo da assigna-
I"ra he de 4(1000 rs. por quarlel pago, adan-
I "/os. Os annunclo* dos asignante sao in-
I idos a razo de 20 rA por linha. 40 rs.
l-m tvoo differentc, cas repetijes pela me-
Tirie Osquc nao forem assignantes pagao
fcO rs. por linha, e 160 em typo differente.
CHASES DA LA NO MEZ DE MAUgO.
Crescente a 4 as 8 hor. e 11 min. da tard.
anela a las 11 hor. e 28 min. da lard
Mingoanle a 20 as II h. e 37 min. da man.
"a nova a 27 as 3 hor. e 30 min. da man.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, e Parahyba, Segd." e Sextas fe i ras.
Rio Grande do lorie, chega as quartag
feirasaoineio dia, eparte nasmesmas ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1., 11 e 21 de cada mez,
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras,
Oliuda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 6 h. e 6 minutos da manhaa.
Segunda as 8 b. e 30 minutos da tarde.
de Mar?!*.
Auno XXIT N. 70.
DIAS DA SEMANA.
23 Segunda S. Victoriano, aud. do .1. dos
^ orf. e do J. do C. da 8. v., do J. M. da 2
24 Terca S. Agapito aud. do J. do civ.
q da 1. v. cdoJ. do paz do 2. dlst. de t.
' 25 Quarta Annunciajo de Nossa Se-
nhora. S. trineo.
26 Quinta S. Ludgero, aud. do J. dnsorph.
e do J. M. da 1 v.
27 Sexta S. Robertoo, aud, do J. do civ. da
1. v., edo J. de paz do flPdist. de t.
28 Sabbado S. Alejandre, aud. do J. do civ.
da 1 v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
29 Domingo S. Pastor.
CAMBIOS NO DIA 7 DE MARCO.
Canib. sobre Londres 4tt'/, d. p. If. a60 d,
i Par 350 rl por franco.
i) Lisboa IOS p e. pr. p. iti.
Dse, de ict. de boas Urinas I '/i P- V. 5JJ2
Oura-Oncas liospanbolas llfiM)!) a :.U200
. Moeda de6/400 vel. I6W:I0 a 17^000
de6/400nov. I6O0O a Ifi.r200
de 4 Prnia-Patacoe* JJ> I".-I0 a Ui>70
. Petos ColunTares l*iMiii 1/980
. Dito* Mexicano*. l,Wo a l*<>0
., Prata Muida W20 a 1/700
Acjoes da (?.' do Bebcribe de 50000ao par.
DIARIO DE PERH. AMBUCO
PERNAMBUCO.
Asscnibl. Provincial.
SESSO EM H DE MARCO DE 1846.
PBHJIDENCIA DO Sil. SOCZA TKIXBIRA.
(r.ONCLCSiO.)
oiidem do ni.
OmliNtia a diuuisao do artigo 29 do projtclo do oreamento.
OSr Joaauim Villela: Sr. presidente, talvez fosse
convenieute, que en me conservasse silencioso nesta
discnsso; por Isso que j vai multo adiautada, e temos
neces'sidade de aproveitar o tempo: mas, por isso mes-
uo que ella vena sobre um abate as rendas provln-
eiaei, enteodo.qiie me nao devo limitar a dar o uieu voto
implesiiiente, aeiii eipflr os motivos, por que o dou.
Sr. presidente, eu voto a favor do artigo do p.rojecto ;
porque rutendo, (jiie deremos faier aos arrematantes,
que requerro, o abate no artigo estabelccido ; passa-
rei. pois, i dar as rasoes.
Se .'o estlvesse convencido, queso podamos resolver
esta questao pelos principios rigorosos do direito positi-
vo, votiva contra o artigo porque, na verdade, crelo,
que a legislacao nlo aulorisa esse abite : mas, Sr. pre-
sidente, como julgo, que esta assembla pode, e deve
altender aos principios de equidade, voto pelo artigo;
por isso que me persuado, que he equitativo o abate
concedido aos arrematantes dos impostos do gado ca-
vallar e vaccilin. Eutendo, que a Icgislajo, que o di-
reito positivo nao autor.sa o abate ; porque uo est de-
monstrado, que os arrematantes tenhao soliVldo urna
lesao enorme, e que por isso o contrato se deva rescin-
dir; se estivesse, enlao os arrematantes tcriiip direito
de propr a aejan competente no juico contencioso. O
3lie me parece demonstrado, vista da seeca extraor-
iuaria. que desoa os nossos Sertes, he,que esses con-
tratadores soffVrao um prejulzo, e um prejulzo consi-
deravel: o qne me parece demonstrado lie, que ellos
loffrrao una lesao: pode ser que o seu prejuizo teja tal,
quesejaenorme a lesao; masisto nao esta prova lo, cem
materias dessa natureza, quando se tein de rescindir um
contrato, pelos principios do direito positivo, nao se po-
de prescindir de proras. Nao argumentare!, pois, Sr.
presidente, coin a legislacao, nein direi, que os arrema-
tantes, a face 'della, tcem direito para exigirem o aba-
te requerido; porque, se tivssem, (repito; eu Ihes di-
ra, que propozessem uina aejao contra a lazenda pu-
blica, o nao nos pedissem uina graca : mas, Sr. presi-
dente, entendn, que. apezar de nao favorece-los o di-
reito positivo, apeiar de nao estar provado, que ellos
soll'rrsscm urna lesao enorme, algu.ua ludemuisajo Ihes
lie devlda, pelos principios de equidade ; e que, se a ne-
garemos, n ni loriamos um procedimento mili moral.
Sr presidente, parece-me, que he principio iucon-
testavcl. que em todos os contratos commutativos se de-
ve guardar a igualdadc; porque a igualdade, em mate-
ria de conimercio, he, que constitue a justija ; por isso
lie reconhcido por todos os jurisconsultos, que, no
foro da consciencia, o contrato lie vicioso, todas as ve-
zo que se d lesao he em urna 'das .partes contrllen-
les ; porque desde que una das partos he nll'eudida,
e um dos contratantes d mais do que recebe, desappa-
rece a equidade! Isto, Sr. presidente, nao lio principio
ineu ; he de todos bs jurisconsultos, como acabo do di-
ser; poderla citar inultos ; mas coiilciitar-iuc-hei coin
citar o Sr. Pothier, tratado das obrigajrs pessoaes
ii as couvenjes, dii elle, deve reinar a equidade; d'on-
de se segu, que nos contratos onerosos, nos quaos
n um d, ou faz alguma cousa, para rccclicr, do ou-
tro, oulra cousa como proco do que doo, ou fe,
a lesiio, que solTre mu dos contrllente, quanoo
u inesuio nao tenha havido artilioio para o engaar,
he, por si s. sulliciente para fazer vicioso o con-
n trato. Ora, Sr. presidente, so, pelos principo! de
equidade, nos contratos conimutativus a lesao de uina
das partes contrllenles, anda quando nao seja enor-
me lie motivo siiftclente para os lomar viciosos ,
Crelo, '|iio, au se podeudo duvidar da loso, que sof-
frem o arrematante do imposto do gado, podemos, pe-
los principios de equidade, (azor o abat' concedido no
artigo, que se discute; porque, Sr. presidente, por
uina circumslancia extraordinaria, qual una sreca per-
manente e dosoladnra, por una forja uiaior, que os
jurisconsultos cl.amo ni divina, desappareceo a igual-
dado, coin que ellos conlratro.
Sr. presidente, eu crelo, que os principios, que aca-
bo de enunciar, sao exactos, e posso diior, que, se o di-
reito positivo se apartou delles, osiabclccendo, que os
nulores spossao allegar losio. quando ella fr enorme,
nao fui seno atlendeudo Urna rasiio de cunveniencia
publica; nao foi seno para haver seguraii{a e librrda-
de no coiiiinorcio ; pois que he inister, que os contra-
tos nao possn faoiluionte ser Impugnados, para que os
individuos nao lujan de contratar, coin receiosde se vc-
lem rxpostos lodos os dias. continuadas demandas.
Assiih, pois, Sr. presidente, pergunlarei; = A assem-
bla pode, ou nao pode, conceder o abate estabelecido
no artigo, polos principios de equidade? Que ella podo,
St. presidente, noseduvida; porque anda nao vi con-
testada a competencia da assoiiibla nesta parte : logo,
digo eu, se a assembla pode conceder o abate, funda-
da nos principios do equidade, a assembla o deve la-
zrr; porque nao he moral, que ella se prevaleca do
rigor do direito positivo, para locuplelar a fazenda pu-
blica ruina proprledade dos particulares ; para forjar
o particulares a augmentaren! com seus bous as ren-
das proviuciaes. Sea assembla, Sr. presidente, proce
desse de tal maneira, c, denegando aos arrematantes o
abate requerido, arrancasse-lhes os seus bous, c redu-
isse, talvez, minios ao estado de pobreaa, prvando-os
dosmeios de alimeiitareni sua fainia s com o liin de
nao diminuir a receila provincial, a assembla obrara
como mu usurario, e, com quanlo tivesse em seu favor
direito positivo, nao obrara bem, no ineu entender.
Sr presidente, eu disse, que a assembla provincial
Pode e deve fazer aos ariemalantcs o obate, fundada
jo principios de equidade : e parecciiie, que o lenho
de monnrado.
Dizcm os nobres deputados, que combatem o artigo,
"e a assembla n3o tem 0brlgn5.no de altender recla-
inaro dos arrematantes ; mas eu j concordel, que es-
a obrigajao nao existe, vista da legislacao, e os mes-
mos ariemauites reconliecem isto : que frca, pois,
tein um tal argumento'/ Sr. presidente, se os arrematan-
tes tivrisrin direito esse abale, pilas leis, rio pro-
por a sua aeco no julio contencioso ; mas elles nao li-
xero isto, podem assembla, que os atienda, guiada
Pelos principios de equidade ; logo, se nao se contesta,
qoe a assembla possa fazer o abate, por equidade, os
nobres deputados, que combatem o artigo, devem enca-
rar a questao pelo lado da equidade.
O Sr. Mtllo : Nao contesto a faculdade, que tein a
assembla, de o fazer.
Um Sr. Deputado: Contestamos a consequencia da
medida.
Foros : N5o est provado o prejulzo.
O Orador : Nio est provado o prejuizo Eu o mos-
trare!. Sr. presidente, os nobres deputados, que com-
baten! o artigo fundo-se no contrato, c diiem, que, em
vrtude delle, os arrematantes esto obrigadus a pagar...
Koim : Podem ser compellidos a pagar.
O Orador : Este argumento, Sr. presidente..preva-
lecera, se eu entendesse, que os arrematantes reclama
vo coin direito, se euentendesse, que a assembla era
obrigada a conceder a reelamaco, por frca do direito
positivo; mas, se eu nao emendo assiin, se cu cnlendo,
3ue a assembla deve conceder por principios de equi-
ade, he claro, que os nobres deputados nao leein rasao,
311 indo argumentan, fundando-se no contrato. Duvi-
o da lesao, que snltrciii os arrematante* ; mas parece-
uie, Sr. presidente, que duvidar da lesao, que soft'reinos
arrematantes, he duvidar, que nos estamos aqu.
. Sr. presidente, a secca constante de dous anuos he um
tacto por nos todos reconhcido e sentido e parece-ine,
que nao se pode duvidar dos males, que ella comsigo
tem ie 11 retid 1. Ogado tem soll'rido consideravolnionlc.
como ludo o mais ; e se acaso nao he possivel, que, com
a mortandade, que tein havido, deixe de ter diminuido
o consumo delle, he consequeiitc, que os arrematante*
tecm sollrido prejuito ; poique quanto menor for o con-
sumo, menos reude o imposto.
Um Sr. Dcpulado :O conlratadores tiverao Isto era
vista. ,
O Orador : as diz o nobre deputado.... (nao ha
remedio seno ir desorganisando o ineu discurso ; os a-
partessao tantos, queja lizerao apartir-me do nexo, que
Ihe quera dar ; v, pois, como for ; re sempre respon-
dendo aos nobres deputados, como me for occorrendo):
Disse o nobre deputado, que os conlratadores tiverao em
vista a secca : quaesquer que sejao ai clausulas do con-
trato, eu estou convencido, que os conlratadores nao co-
gitaran a renuncia de urna secca, como a actual ; nao
posso inesuio convir, que tal idoia passasse pola mente
das conlratadores ; pois que nao lie coucebivel, que, ten-
do elles previsto nina secca permanente de dous anuos,
arrcmitassem o imposto por inuito maiorpreco do que
o da 11 reiu it nao anterior.
O Sr. Neto : Coulrao com a concesso da assem-
bla.
O Orador : O nobre deputado nao pode provar o
que diz : o nobre deputado argumenta com um dado fal-
so ; porque o nobre deputado quer confundir as seccas
temporarias, que costumo haver em nosso paiz, com
una secca permanente, que est fra do coiiiinum. Os
contratadores podio contar, e crelo que contr.io,/coni
aquellas seccas, que ordinariamente se dan e sao pruprias
do paiz ; os contratadores nao podiao contar com una
secca extraordinaria, coin urna secca desoladra, eom
nina forja maior, que transtornou todos os seus clcu-
los : para cr-lo, ser necessario supporinos. que os ar-
rematantes estavao loucos, quando nxerSo esto contra-
to i visto que, em vez de diuiiiiiiireui o proco da arre-
mat.'ijao, o elevro. S no municipio do Koeife hmivo
um accresciino consideravel ; porque, sendo o proco an-
ual da arrematajio anterior 38:000/ rs., foi elevado a
70:000/rs. Ao posso, porta 11 lo, Sr. presidente, adiuil-
tr, que os* arrematantes tivssem em vista a secca ac-
tual : e he isto una rasao, para que eu vote pelo abato ;
porque emendo, que nos contratos se devem altender
principalmente a ntenro das partos contrllenles a
por mais genricos, que sejao os termos, em que foi con-
cebida una convenci, ella nao pido comprclieiulcr as
omisas, ein que as partes nao pensaran osIniquum ett pr-
rtari pacto id, de ijuo cogitatum 11011 ett.
Sr. presidente, parece-me, que tenho demonstrado o
prejulzo, que SoBVrfio-os arroma tantos com a secca.
Ln Sr, Deputado : Nao est provado.
O Orador : Nao est provado ? Pois a existencia da
secca nao est provada at com a convocajito extraordi-
naria desta assembla, para subministrar soccorros aos
habitantes do centro, que morrein de fome ? Se isto a-
contocco coin os individuos, por coito o gado nao poda
deixar de soll'rer o inosino daino : e qual lie a conse-
quencia da min -laudado do gado, seno o projuzo dos ar-
rematantes ?
O Sr, Neto : Mas porque se nao espera pelo fin do
trioniiio?
O Orador : Note o nobre deputado tainbcm, que a
loi nao faz o abaliinonto em todo o lempo, faz o abate
em relajo a dous anuos ; mas, alin de que nao he pos-
sivel admillir, que os arrematantes venbo a rossarcir o
prejuizo ; porque para isto sera inister dosconhecer os
elloitos duradouros da secca, he inister taniboin rollro-
tir, que, se nao flzeitUO* agora o abate, os arrematamos
hao de entrar para o thesoiiro coin o quanlitalivo das
Irtlras, que Ihes falla pagar : cilios apruveitara milito o
abate, que a assembla houverde fazer, dopois do lerem
ellos vendido seus bous, lal\ ez por menos do que valem,
atiento o oslado das cousas, para pagamento dossas let-
tras ? Sr. presidente, ha urna dilliculdade lal em sabir do
tbesouro dinheiro, que l entra, que parece-me, que, se
os arrematantes nao forem altendidos antes de pagarem
as Irtlras, nao o srro dopois.
Sr. presidente, eu dsso, concordando coin o nobre dc-
deputado, que me precedeo, que nos nao tomos obriga-
jio de fazer este abate ; mas ciiinpre advertir, que eu
concorde 1, que nao 1111 liamos essa obrigajao no fui o ex-
terno ; porem, no foro da consciencia, Sr. presidente,
1
gaci
do quercpetil-os;amTinando,qucno sno tinliaosido
refutados, como que alguns delles nao foro respondi-
dos, quando elle orador a todos respoudeo.
A'r. A'ro:--Sr. presidente, pouco tenlio quodi/oi;
mas espero sorouvido rom mais benevolencia polo 111011
nobre amigo, que acaba de sentar-se, c tan zangado com-
ulgo SO nnisl 1 1111
Nao cniueslei. 110111 contesto a esta assembla o poder
material de incluir na le do orjameotoo artigo, que es-
t em disousso ; disse, pori'iu, esustento anda, que o
direito nao favoreca aos peticionarlos, e mis mo linda-
mos obrigajao de altender .10 prejuizo. que por ventura
tenlio sollrido por causa d.i secca. onio ro-p nidr.io a
isto os nobres deputado*, que me combatem? Um, citan-
do leis, cuja appIlcajSo especie vortouto l'oi logo con-
testada por seus eoiupanlieiros, na defea do artigo; eos
oiitrus, confessando, que sci da nossa boinlado doviao
esperar os arrematantes a redoejo, que sollo! tino des-
ta assembla. Tendo-so, assiin, COufcSSado, quenaolio
fundada em direito essa redamajSo, nao sci como insis-
ten! os nobres deputados em querer, que a acolhamos,
antes de udo o lempo do contrato, o verificada a exis-
tencia e o valor do prejulzo dos arrematante*. A rasan
de t un 111I11 pressa nao pudo aluda descubrir; e por
mais, que a leulia procurado saber de* nobres defensores
do artigo, contino, bem a ineu pozar, n i in lis coinplel 1
ignorancia a tal respeito. Como hoi d pois, jurar as
pilavras dos intoressadns, (os arrematantes o vinar, soui
dados aufflciente*, por una medida, que val alloctar se-
riamente os ulorosses da provincia?
Nao considero a poca azada pira ahrinuos mao da
mais severa economa; e quunlo qnoirainos dar ao pu-
blico novas prova* do geuerosid ido, fac imo-lo com o
nosso dinheiro, e evitemos, sobretud 1, cortejar aos nos-
sos amigos com o cli ipo allic-io, dando-llios o que nos
nao porlence.
O Sr. Jos i'edro: Para niini nao lom applicajao.
O Orador: Nao fallo com re i do, que nao lomos o direito de d ir osinol.is 111 le do or-
camentoda provincia, cujas rends o acto addijtonal,
que marcou as nossas atlribuijos, u.i quer, que dissi-
pi-mos em prodigalidades destaordem.
(Hi diversos apartes).
Tenhao os nobres deputados paciencia ; nao lia rasao
para so incoiuiuodarem tanto, dostrem, se poderem,
que a leda reforma di constltuijao autorlsou-nos para
conceder areduejes de dividas aos arroinataulo. dos
contratos, ou a oulros quaesquer dovodores da provin-
cia. Quinto a mira, nao tomos osso poder : e 11 esta
opiniSo permanecer!, at me convenceren!, que nao
he 1,11I1 1 I i\ 1.
Se o artigo passar ha de ser ejecutado ; mis para que
haremos de ariogar, em prejuizo de nossos ciiminillen-
tes, mu poder, que nos nao foi conferido no nosso man-
dato ? .
A desgraja dos arrematantes nao nos servir de dos-
culpa ; o talvez ellos niosuios zoinbeiu da lacilnlade,
com que os attonilenios, antes do lindo 0 lempo do son
contrato, e quando a corteza, que tullamos, ora le
ser Ilegitima a providencia tomada, e de so ser ella ap-
pliouoi a quera nada soilreo com o flagello da secca,
que Ihe servo do fundamento, lluuve, Sr. presidente,
1
quein
rio de
assever.isso na casa, que, sendojuls, nodeivi-
estender aos compradores do ramos o favor coo-
I!..... sera,
genios, contra as 1.....-
Os trmnaes superiores, vendo que nao podamos con-
ceder rebatos do dividas a quem nao contratou com-
nosco, iioiii obligar aos oulros a serrn generosos cora
o le Ibes porlonco, como nos ionios com o tinlieiio
da provincia, reformaran, por corto, 0Julgamcnto do
nobre deputado, o os compradores tonao dei pagar ln-
touralmeiito aos arrematantes a Importancia da divida*
provenientedosmesmos impostos, cinque ellesobti-
verao roduco, niaxi.ne, so as lemas por ellos aeooitas
contlverem a clausula de valor recebldo. Hest.-u
agora mostrar ao .mino depilado a le, que Inhib MI
arion.alantos de podironi ,olucVao dos prejol de con-
trato* por causa dasocoi, o justifica qnaoto ponderel
acerca d. carencia de applicacSc ao caso, que noi1 oocu-
pa, da ordenaco porelle citada. Aqu e.ti el a -
tnmdo acolUcM tem a dala de -11 de de/.eiubro do 17/0,
e to positiva be a sua dtaposMo no arthjo, quepa*o
alcr, 111.001.obro deputado desistir do ti..... oque
ailinmii. a respeito la obrigajao .-.. que no. con.ide-
do coiicedernios o robalo, do que so ti ata, 111 at-
oiloitos da secca. Tambera servir a leitura
a oulrp nobre deputado, que*utenwu
o* arrematantes nao incluirlo em seus
entoiido, que temos essa obrigajao ; poique lodos tomos
obrigajao de ser equitativos ; c se acaso demonstre!,
que, sondo a igualdade a lei principal em lodo o contra-
to coiiimulativo, todas as vi-zes que houver loso para
uina das partes, o contrato lie vicioso, parece-me, que,
no foro da consciencia, somos ubrigados a fazor o abato.
Sr. presidente, eu linha militas considerajesa expen-
der caa ; maso apartes me desorientaran de manei-
ra, que eu nao sel niesino como fallei ; (uppoiilio ate,
que o ineu discurso nao ter nexo neui ordeiu : por con-
sequencia, termino, votaudo pelo artigo.
OSr. loti Pedro: A questao est inulto debatida(a-
poiadoiV. eu tinha protesUdo, quando entrei nolla, nao
fallar segunda vez; mas o nobre deputado, ineu amigo,
de tal maneira me f.va a urna explicacao dos meus
nrincipios, e enlende-os de uina maneira tal, que se nao
'pude deixar de concluir, que eu nao tenho sonso neces-
Iario, para fazer delles a applicajao precisa: finja le.
pois, que eu os torne a sustentar, e mostr como elles
teeni applicajao a questao, que nos oceupa.
O orador torna a sustentar as suas opiuiOrs, e con-
clue.dizendo.queouobre drpuUdo, a quem responde,
para fazer prevalecer os seus argumentos, nao fez mais
rou
loneu aos
para convence
cMcos'a'l've.iaiidado de una so
ella inulto frequente nopaii, e ter.-m .;lle. U o sen contrato em t.-mpo do secca. (I.e a le, edepois
de algiimasobservaees, continua )
O Orador O que dizon. a isto os nobres deputados
Ha, 011 nao, legislarn positiva, que condcnina aprclen-
cSo los peticionarios.'
O S,. Menda da Cunha : < 0111 isto nao so pudo.
Knto sonto-nio, terminando aqu, i.sta
nao tiverao rao, quando diSSi -
naqnele contrato nao te poda altender
clausula da solea ; e o nobre deputado convlr comini-
O Orador
vislo. porlanto,
os arieniatantes, neto
proposij
taes, com que leoni de entrar
ainontoados em suas n.os; depo.s bao de ser ompi.ga-
dos na industria ; e por coiisci|iicncia ... breve concor-
rero para a riqueza da provincia. O nobre diputado,
por.n nao previo o alcance do suas palayias ; po.qiiau-
to, dado ocaso de que lucra a riqueza publica con. o lac-
lo de nao pagarem os arrematamos parte do que devem
aos cofres proviuciaes, maior Incremento llavera na ri-
queza publica, se nao pagaron, nada, 0.1 se despriaruio*
esses ofres as algiboiras dos nossos amigos, argu-
mento por si mesinn se drslroe.
O Sr, Villela Tavare: tsta lgica nao he de Geruscz.
O Orador : Nao soi, se he de Grusez, ou de quem
lie : o argumento foi apresentado polo nobre deputado.
Sr. presidente, nao se trata de derrama nos capitae* :
desde o principio reclamo por esta dislincjo : se se ira-
ti.se disto, se se att'ectasseni mais os capilaes de uns do
que os de outros, ontao tiulia toda a applicajao o artigo
da consiituijo, que manda, <|ue lodos cuncui ramos para
asdespezas imblicas, na proporjao de nossos llaveros
porin, Senhoros, a arremalajau de um coiilratn lie o
pagamento de urna divida, ncm nutra cousa sepoui do-
munstrar que eja ; e nao est coniprchcndida nos prin-
cipio reguladore das iiuposijoes.
Acorescenlou o nobje deputado, que os arrematantes
COOCarrein para as dospezas publicas ; o, pagando mais
do que arrecadrao, veem a concorrer coin maior quota
do que todos os outros, c licar privados do sustentar a
sua Industria, o de alimentar suas familias ; so esta argu-
mentaran procede, o individuo, que dever una qiiantia,
proveniente do Imposto da dcima 111 baila, por rxeiuplo,
nio tendo outros nielo de pago la, aliu la propria ca-
sa, nao pudo a iliesoiirai a leva-la praja e faze-la arre-
matar; porque o llovedor lii ara, assiin, privado do seus
melosde subsistencia, nao alimentar mais a sua indus-
tria, o a riqnesa publica valdescresccr, o com sacrificio
da constimijio do estado, que nao quer, que nlnguera
si' desarrange para pagar a seus crodures. Beiu ve o no-
bre dopul ido, que se.i.elliautes principio* nao poiloni
ser reeeliiilos 111 I10SSB lei fuud.iinoi.tal, nein na legisla-
cffo de povo slguin clvlllsado.
Sr. presidente, concilio, declarando aos nobres depu-
tados, que poden, votar por esse al. .te, 011 por nitro
qualquer; eu ineauto, que te..1.0 Impugnado o artigo,
nao poderel nunca atu iliuir a sontimentos monos gene-
rosos o seu roto'. Cora isto RcSo re*pondid is iod is estas
protestnos de lo.1ld.1do, que, sem nocessidado, apparc-
cer;io na casa.
Entrando nesta quesillo, de*attendl s rogativas de
inultos amigos, que co.nmlgo se einpenhiro, para que
un- promiiiciasso 0111 favor da reducjlto proposta : pr-
nunclando-me contra ella, na 11/. in ti* do que obedecer
aos dictamos do iiiiul.a consciencia. A ni noria lio im-
pon inte ; e por luiis SOlicitacOCS, que tivesse, por mais
que des jasse servir .1 esses amlgOS, nao eonsog.ii liai'-
u.unisir os escrpulos do milllll oonscioiioia coin os ill-
teresses dos arrera itantes, decidlndo-ine ein favor destes,
Expuz COin franqueza o leald idu as rases. que me .1111-
veiu a rejeilar o artigo, naesperanja do que os nobre*
deputados, entendidos ua materia, o inulto experientes
do* negocios pblicos, me escl irecessem, mostraudo o
ineu erro, so e.u orn 1110 achara ; porin, como qur
que so nao tenha prvido, nein a justica da loolamijo
dos individuos, que eom de sor agraciados, nein a nossa
ooinpetencia para fazermos eoncessdet desta ordi-.n,
perinitU V. EXC, que. nao obstante o respailo, que devo
a un trillada dos nobres deputados, continu a conside-
rar o artigo menos digno da nossa vo.ajo, c.voto, aliual,
contra elle.
Encerrada adlicussao, he o artigo posto a votacio e
app.ovado coin eme.id i d 1 eoiumisso, sondo rejeitadi
a emenda do Sr. Hunli lavares.
Entra onidisciissn o artigo 30.
Art. 30. >:oinasdespo/. is ere.ituaes,con-
tinuando ein vigor a dispoiicSo do art. 29 da
le do orjainento vigente, o autoris ido o pre-
Ideuta I. provine! 1 p ira contratar do.do ja
as iu.pressues de todas as ronartiros pro-
vincia-s, o ineliiiiidii a plvora das salvas na
abertura dasserabla provlnoial........ 20:000^1)00
Dcpolsdebrevisslmas reflexfle* dos Sr. Mello, e Pei-
miio de Brito, be o artigo approvado.
EnIra em disousso o artigo .11.
Art. 31. A receila provincial he orjada para o anno
desta |el na quintil de para ellocliiara quat
he autorisado o presidente da piovi.ioia a arrocadar a*
n nd is designadas nosparagraphos seguintei 1
I. Tres por ce.. 10 do aoucar exportado.
$ 2. Cinco por cont doalgodo, cafe e fumo expor-
tados.
1^ 3. Taxa dascaixas. fechos, barricas e saceos de as-
iui ir, e saccas de algodao
^ 4. Declina dos predios urbano*.
^ .'>. Dous mil o qiiiiiliontos ris por calleja de gado
vaceum consumido.
^ ti. Dlzi.no do gado cava llar
^ 7. Blslino do capim de planta nos municipios doRe-
1 ale o I .linda
^0. Viole por eolito n'ago'.irilonle de consumo.
10. Sello das l.er.-noas o legado.
fe 11. Hela cisa de escravo.
12. 'inco mil ris por escravo despachado para fo-
ra'd 1 provincia.
s 13, Einoluinentos de polica.
5 14. 11, / por ecnto de novse velhos direilos dos em-
nr'egados nrorlnclaes.
' ; |5. Dose mil e ol tocen tos rl de cada otaria, serra-
rla, fabrica de tabaco, de charuto e do chapos, c casas
de cambio.
*; ili. Imposto obre o tabaco, e charuto do consumo,
pjicrpto o do fabrico da provincia, soiidoGO res por li-
bra de lab ion fabricado, 800 rl por arroba do nao fa-
bricado, o 500rl por inillioiro do charuto.
<> 17. Iniposieos sobre as casas do modas.
t is. Des mil ris de cada lellio, que nao for frito por
ordem de autorldade judicial, ou administrativa, licau-
do siippiimido n imposto Sobre casas do bllo.
li 19. filironla re por caada de bebida* espirituo-
sas do consumo, c.\eopluaila a ago'ardonto do fabrico pro
1 20. Matricula das aulas do Ijcio, do son.inario de
Ollnd 1. o das aulas de Ialiin, a dz mil ris animalmen-
te, rrcothldaa todas ao eolio provincial.
*; -21. Taxaa das barrenas das Mirada* o pontos, inclu-
sivamente da ponte de Bujari, o da este ida do Norte,
eom applicajao, quando adevjfoter, na conformidad*
da lei n. 115.
22. lieiidiineiito do evento.
* 23. Appi el.onses pela polica.
s 2-. p.i,..:...: 1 jardlin bol mico de OHnda.
:<. Mullas por inliacjos do logiilaincntos c de con-
tratos.
20. Ileposices c restituijdes.
i: ir. Venda de generas e uiensiprovincia*. ,
^ -28. Motado da divida activ de rendas provmciae
antoriorosao I." de jullio do I8.'U5.
ca!.
con!,., o artigo. pe.....tta-n.e V. Eso., que
nossa dar un. oavaco a ineu respeito.
P II,. preeiso untar. Sr. pres.dcnlo que, inorando eu
na villa do Florea, onde a carne verde esta a venda todos
' das ao ...o sondo, por isso, necessario fazer inato-
lotacrn's, fcil he do ver, que cu sou um dos que ga-
nho muito cmn o artigo, que se discute, tal qual foi
rodigido ; mas, como nao devo nutrir o ineu interesse
particular a insta de 11111 mal geral, por isso passo a
mostrar a inconveniencia desse artigo.
Sr. presidente, paroco-me, pie devenios sempre fa-
zer coin que as leis sejao justas, iguaes para lodos, e
faoeis de oxrcujo, Esta disposijo da lei 11.10 lein po-
dido ser cxcquivcl, depois que toi publicada ; porque,

i


i] e
a
I
na realidade, be nina dlsposlcio toda injusta, desigual
""tria. Principiare! por mostrar, Sr. prrsidri.tr,
dpsiguald idc dista I. i ella para tu proprletarioa rlqls-
simo, que apanhoMM, ou 600 bezerros he rantalosa
esa gannao com rila; porque, quand,,. obligados a
pagamento do di/i,,,,,, tinhio de pagar 50 cabeeaa, nue
..II .|M.,idi,.a-jM,. ,,., entreunt que, matando por
":'.':: "' uu ""'(". nio teem de paga.- senSo de 75,
!-e. pot tanto, nue atea lucrrao rom
.-, I00,.
,, ,......_.!..iii.o, <]ii. rain nu-iarao rom isso;
mas o pobre criador, qur nao apanhaseno hmi i .,-
,',?,',',',';"'' "uh\--"'"-mi>- d ii ni ., dizimo, o< quaes
"'i' ";"' *)/., iraggravado com a dlsposlcio
ras. artigo porque, matando ,11,-, romo mata, 20 a 30
,',.....'' -"'" I'".' lusiemaraua familia, eal nbrl-
B'oa pagar, pelo Imposto, de 50. 7.Vi-.: v-te, por-
i.ii,i.,, i,iir a i, i, ,aia aqurllr i.....IIDea <> tribut, que
{,!?,' '' IM tea altera, ra'toa milito. aqui esta
ja a u, sigualdade : < anda inab grave he ete imposto
para uina especie de consumidores, qur nuuca paga-
i.io (iiznno, r he para a classe dos pobres, mi criado-
"-. que, na necessidade de iiiatarem uina res, que
romp.io aos criadorra para ieu consumo particular)
i II i pagar > imposto, e veein asslm a ser novo
cuniribuiutes, que a lei ereou Mo ser, Sra., inju-ia a
'''' 'I1" i una augmenta o tributo, a outros modifi-
ca, r a outroa de no.ooobrlga a coutribuir pelo que
uno he retida sua ? Suppanho, que ninguno o duvi-
i.n.i. lie mais, haveuioscreai urna le, aggrarandooa
mal, s das i rudas prorinciaea, aggravando os ooutribu-
ii,ii, so beneficiando a......tu oimo, c aos arreiu
l ,nl. i.n ioique nao devenios.
So icmp,, dos dizimoa, ero esfps arrematados por 18
conloa, i n-nao uiesmo 26conts, na comarca dr
-la maneira, porque determina o artigo, nao
ci.cgarao aumcoiito de res: logo, lie mais van tajoso,
''" coniinueni a pagar-se os dizimos ; eeuasseguroa
caa, qur he tatnbeni mal vanlajoao para a tnaioria dos
criadores
Pulanlo, proponho rata medida, que nio s he van-
ta.osa aos 11 ladores, como au augmento das rendas pro-
vincial s. i ipero pola, que a miiiLa emenda seja annro-
vaila.i.i.Val i emenda.
Kiiiend additiva ac ;,;., do art. 31 do projrcto n, 15
ii. pois da palavraconsumidoaccrescrutem-se as
J Buli.tr* palavrasnos municipios do Urdir, Olinda,
iguarass, Goianna, IMo-d'Alhu, Uinoelro, Santo-Au-
i i, Cabo, N../.H. ti.. Sriinliariii, It.o-r'oriuoso < bonito:
i,o. outros muiiuipios da provincia, spagaraoo dit
imposto us que lalliarem carues verdes, para vriiderem;
ros criadores pagard o dizima comod'autes.JVoyastra
potada, rntre cm dlKussio.
'.>,. Helia non, nue Ihe parrec excpsslvoo imnosto
de in i,. ,,, lJ(|a feifi^ ,,,. ., (,. |llt0 |1U1. 0fieui
da amo,id,dr.
OSr.Xeio, ,1 pois de breves reflexoesi manda a mesa
.,- -. gtlluli s un, oda-, que sao apo,.id,i,.
litigo 31, i '$8. n lugar de cinco por cento
diga-se iiis por cento.- LupetArlo.m
Supprima-se o; U.Lupti Kilo.
O Sr. filela lavarte: Sr. presidenta, principiare!,
murando a nobre cumiulssio de orcamento oluterrsse,
ii lo ai tividade, rom que rslabeleceo a despri i e re-
frita |no\ incinl. a habllidade un amo, com qur, sem ag-
gravar mais asarte r condlcSo de nossos comprovini la-
nos com noros imposlos, pude, as disposlecs, que te
ai "no aqui i onsiguad ,-. razer lace s despezas publicas
in ,-. ruin lauto, nao posso dUpeiisar-iue de lazei algu-
nas curta breves reliexcs a respeito do i 8." do arti-
go, que -i.i em di-, o--.o, r vil a ser sobre o diziuio
do.-1,,, oa.
Sr. presidente, reconheco aa difficuldades, rom que
1 l!' ''' luciai a nobre coiuniisso de Duenda,inorinente
no estado calamitoso, em que nos adiamos reconheco
1 'ii.i.'iii i necessidade, que ha, de imposlos, porque cl-
les lonnaii, ni in.i \ i ni.i parle, a renda pro vi ucial mas
ru ruido, que, nrsta matrria, devenios marchar rom
mult tiuo con. miiii.i 11,. IIIU-.JM,,;,u apoiadoi); pur
nui imposlos lia, que vio ofl'eudt-r directamente apro-
duevan o i oii-nnio, ripiroiuao na rasao inversa dos
progn --- da industria. I.u cirio, que com odizimo dos
de asslm. A assembla estabrleceu rssa im-
I'"- '...... """" nao i.i possivi i marcar a maueira, ro
!.....'o.poriiui sr devino realisar esses dizimos.licou isso
a cargo da Un sumarla: a thesouraiia,porm, fez un re-
giilami uto; mas ..,,, regulaiuent mu gravoso; porque
o. lie se manda pagar, siguudo creio, lOOrs. pur cada
pede ,,>,pono isto he mullo pesado; eestou conven-
ifdo, qui hr o imposto mais i ktrauidiarlo que teiu a
provincia luaiadi. I'araqui m tlverpoucos prs deco-
'I....."- aimposleohetileravel; mas lorua-se multo
gravesi para qui m Hv,, minio,, o proprirtario de mu
".....! 'im nos, onde mi moni 11 o, api iias300,ou 4UU
p, sdeioqui iros, paga sonn utr 3iiou4u> rs pur auno,
i --, uiip. -i, ai,; mas iiu, in po-siiu ,)iii,n, ouOUOOprs,
iruiili pagar, sr uu houverabuso, jom/ou tiou^ooo i.
di Imposto!! Isto, mrusSrs., hr um imposto nunca
visto; lie, alguiii is vrzrs, excede u reiidluienlo da pro-
pnidade! Queri s ver? eu vo-lo mustio.
O i" um sitm de coqueiros, que tcm a provincia, be o
di una ,lo .Nogurlra; poique .nulo, que irin dr (jt)UUa
'......prsdr ru,|ui nos: n,,i, ,Iha do Aogui ira rsl ar-
reudada poi 800/rs esesefosse a arrccada precisa-
mente i ase imposto, liuli.i o proprii t irio dr pagar mais
do que lur pruduzositlo, isto be, pagava70tyis.de im-
pusto, recebrudo000/i-s, de r uda! Ora, daqul oque
ti ni i, Miii.nio II,, que inuios proprlelarios, para mo
pagarimodl itno, tuaiidao coi tar os coqueiros; eaqui
1.1,ni- a imposijao olleudeudo directamente a produc-
a i o consumo, e ubraudo na raao inversa do pio-
grrssu ,li ,-1 ngi ii uliora
lui^ iv,i, | os, in,\ eniente abolir esse dizimo dos co-
cos, ou, quando se no abollase, ao menos que se cala-
brien -,, i,ni impusto rasoavel, qur sr ri gulasse mesmo
o modo de aua arrecadajo, e se uao deixasse isso ao ar-
luiiiu .i.i tii, souraria. Kstabeleca-Ma Imposico, v. g.,
ni i spoit,.,,,, na venda, tue, -, masudo adelxemos licar
asslm como i st, que, em verdade, lie de todas asiui-
poslfoi s mais pesada.
S. nliorrs, mipor muilo sobre os mais pobres........lie
drshumanidadel V. tx. sabe, Sr. presidente, qurordi-
iiaiiaiiiiiu,. esse negocio de reos anda pelos prairi-
ros....... i'isaoV); que o coco mesmo nasce ituasi sem-
pri nos eoiuoios da praia...... i.,i,/. : e, como eu son
"' l"aia....... nao posso deisar de levantar minlia Traca
vo/ sobre um imposto lio pesado, eque lantooilende a
prala. poad(u. Voto, portanto, contra o t
U Sr. Pnxui de liriio sustenta o artigo, e combale as
cinrnd.is, por tia/.i irm dunlnulcao a ri celta, no entre
tanto qur se Irm aiiguiriitado a despea.
Val a misa aseguinteemenda :
Supprima-se o >, 8.". FUlela Tarares.
Apoiada, entra em discussio.
Encerrada a discussio, he o artigo approvado, e rc-
jeitada as emendas, i elleitro|>ostaa.
Entran eiu discussio, e sao approvados os arts. 32 e ,'13,
Art. 32. Continuao em vigor todas as disposicoes das
ins anteriores do orcaiuento, relativas a arrecadacao e
adiiiinistijc.io das rendas, que se nao uppoit-icm aitirc-
aente lr. *
Art. 33. Hr autorisado o presidrnte da provincia a
dar estatutos t-rrgulauieutos s adiuluislrscoes dosor-
diaos, e dos rstab, lecimenlos drcaiidade, e bem assim
a instrurco primarla de toda a provincia, mandando imIi
logoein rxccu(io os referidos regulaments c estatutos.
Entra em disiusso u artigo 34.
Art. 34. Fie-a igualmente autorisado o presidente da
provincia a fszrr desde ja as despezas extraordinarias
mencionadas as leis u. de do crreme mea, c dos
irligos desta, e da lei vigente, que considerar mais ne-
cessariosc argentes; assim como i applicar desde jasso-
bi.i-,i|iu possao baver, de uns para outros artigos epara
exrcuc.io das ,,;fe, idas Iris n. ; lieai.do a '
i, Fica Igualmente autorisado o presidente da provin-
cia faer, desde j, as despezas extraordinarias, men-
cionadas iias leis n. I e 8 de do correntr mez e as
dos artigos desta, e da lei vigente, que considerar nuil
necessarias e argentes; assim como applicar, desde
jii, as sobras, que pnss.io baver, de uns para outros arti-
gos, sem prejulzo da couservacan das obras existentes e
da factura das estradas de Pao d'Alho e Santo-Antao ; rp-
rogados os artigos 13 e 44 da Mel do orcamento de 22 de
malo dr 1845. Pelioto de brito. Reg Munleiro. Jos
Pedro da Silva.
I usa i ni discutsSo o artigo35.
\u .'I.i Fnaoem inteiro vigor as disposiifics ge-
ni da lei do orcamento correntr, menos os artigos 38,
40, 41, 4."> r4u\ qur licao revpgados com todas as lela e
dispnmi;,,es em contrario.
Hr approvado.
I., -sr r approva-ae, depois de algumas explicaces do
Sr. NetO) o seguinte artigo additivo :
de abril de 1842, mandado executar nesta provincia pe-
la lei provincial n. 130, de 2 de maio de 1814, ser de 30
dias.
Fica concedido um prazo igual a esse para se aver-
liarrm, as reeebrdorias da pru\ Incia, as furmaes escrlp-
turase mais ttulos de aequisieao dedouiiiiin de predios
urbanos, que, drvrndo, rm virtude do citado artigo 16,
ser indias avnhadas, n;io o Icnliao sido al o pri'si'iite;
r as paiirs serio nbvadasdas mullas, rm que, por rssa
falta, eatejio incursas. 'atxalko Mendonca Lapes
Mel.
U Sr. frsalo de llrilo requer a urgencia para entrar
i ni leierira discussao o projecto n. 15 do orcamento.
A assemblr i roiivein.
A' rrqum iinrnto do Sr. Nogueira Paz, proroga-sc a
-, --mi, para sr disrulir o prujrelo n. 14.
Futra em segunda discussao o projecto n. 14, querra
una villa na povoacode Fazenda-rande.
O artigo I." Iir approvado rom a seguinte emenda:
Dejiois das palavraslei u 150diga-seleln, I3i.
Koguiira Pof.
0 .migo 2." lie rejeltado.
O artigo 3." he approi ado.
0 artigo l." he lambem approvado, porm com a se-
guinte emenda:
. Depois da palavra contra diga-se na villa do
Exii. .Xogvcra i'az. u
0artigo 5.* lie rejeilado, ebem assim as seguintes
emendas:
Se paasar acadeira de latim para Flores, Instare-
se lambeui a dr Caranbuns. JoiePrdro. .,
paiz, a dlfticuldade da obra, o capital empregado, coa
lucros, que a mesinacompanhia pude tirar em menos es-
paco do que o pedido em sua peticoahe de parecer, que
seautoiisr ao Kxui. presidente daprovinria a contratar
com a dita coinpanhia, ou outra qualquer, que se ou~e-
refa, a constriiecao da referida ponte pensil, com o pri-
vilegio de 12 a 1j anuos, ou de 20 a 25 annos, sendo de
peora e cal, que sem duvlda ser de maior duracao, que
aponte de rame em nosso paiz,, onde a athumosphera
lllllllii Jlde d.lnill llir.i-l.i
A conimisso, examinando, que a ponte pensil n'a-
quelle lugar nao pude cnstar mais de 80 a 100 conlos de
reis, e, regulando o termo medio do rendimento, que
a barrrira pode deixar, ruin lur, que rm !i anuos se tein
.iinoi H-.ni,, oeiuprego do capital e juros de 10 por cento,
e por isso, couerdeudo-se-the mais tres ou seis anuos,
tria a eompanbia o duut do emprego, sem attender-sr
aos iuleresses drssrs reMiuienlns: portanto, a roimiiis-
so tem a honra deapresentar a seguinte resuiucao:
A assembla legislativa provin.lal resolve :
Artigo 1. 0 presidente da provincia fica autorisado
a nuil .a i, com qualquer coinpanhia a constriiecao de
nina ponte pensil, ou de pedia e cal sobre o rio Capiba
no lugar dos A logados, concedendo-lhe o privile-
rlbe,
gio de 12 a 15 anuos, Se 10 ris por cada pessoa', de 20
res por cada animal cavallar, vaocmn, ou muar, e 20
ris por cada roda de vehculo. Se a ponte fiir de pedra e
cal, o privilegio sria de 20 a 25 anuos
Art. 2. A coinpanhia entregar aponte, no fin do
prazo, em boin estado, e se responsabilisar por mais
cinco anuos
Art. 3. Ficao derogadas todas as leis e disposicoes
em contrario
i Paco da assembla provincial, 24 de marco de 1846.
Antonio Ptriira llanoso de Maraes. Joaquim Jos da
Coila.
Entra rm discussio o parecer adiado, dado pela coin-
niissao de justics civil e criminal, acerca do contrato Hel-
io pela presidencia com o bacharel Jeronyiiio Warlinia-
noFiguelra de Mello para acenfeocio da estaiiatica da
provincia, e lie approvado, sem que quizesse usar da
palavra, que sobre elle bavia pedido, o Sr. Aleudes da
Cunda.
01 1)1 SI DO DA.
lerceira discussao do orcamenlo da recela i despeza pro-
vinrial.
Val i
N
Picio creadas duas cade'.ras de latim, as povoaces I tantes
Bonito C Mo-d'Aiiio. Hacha. tarroso
Aeei ese, ntr-se e as cadriras c grainnialiea lati-
na das villas do l.iiuoeiro e l'o d'Alho. Cabra!, u
l) .litigo t." he approvado, e o projecto, BSSilll emen-
dado, [ambem o he para passar lerceira discussio.
O .Si. Kngueira l'az requer urgencia para a lerceira dis-
cussau do projecto 11. 14.
A assembla annue,
II ir. Pmidestt d paia ordriu do dia da srsso se-
guinir: leitura de pareceres e projectos; pareceres
adiados; Irrcrira iliscussao dos projretos n.w* 5 cl4;
e levanta a srsso. [Ero 3, horas da larde.
sESSAO EJI 2 liL JIAligiJ DE 1846.
PRRSIlHtNCIA no SK. SOZA TEIXKIRt.
A's 11 horas eum nuarlo da maulia o.Sr. l.0srerria-
rio ras a i llamada, .-vrriliea rslarriu presentes 96 Srf,
depiiiadiis, faltando sem causa participada os Sis. Faria,
bario dr Suasstma, Pedrot.avalcantl rFigueiredo.
(I Sr. 1'ie.idenle declara abrrta a srssau.
" Sr, i." Secretorio le a acia da srsso antecedente, que
he appruvada.
0 Sr. i. Secretorio menciona o seguinte
hXPtllllb.NTn.
1 ni oflieio do secretario da provincia, participando,
de oidein do Fmh. presidente da mesma, que vai ser pu-
librada a I, i iniinieipal di culada pela assembla, equs
llir fui enviada. /lllriliiilii.
Uuiio do dito secretario, enviando, de ordem do mes-
mo I'.mu. Sr. asconias das autheuticas das actas par-
ei.u d i el, Icio dos Sis diputados proviuciars. qur pe-
las cmaras iiiuuicipars das villas do l'o-'Alho e Li-
nio, ho. Un- Torio remetttdos Inleiada.
Outro iloSr. drputadn Joaquim Framisco de Faria,
pai tieipaiido mo poder comparecer a sessio, por se a-
char molesto, Inleuada.
lin irquri imrnlo dr .Maimrl Alves I'rrrira, prdindo
ser reintegrado no emprego de prolessor de graunuati-
ea latina, de que fui i sbiilhado pela presidencia da pTO-
viiu ia em seteuibro lie 1842; ou eoiisiderado couiopro-
lessor eU'ectivo com diveit aoseu holiorario vencido, e
por vencer, al que seja euipn gado Pin algunia eadera,
que veiiha a vagar, ou que si ja creada de novo.A'cun-
un-M. de inttrurrao publica.
OutTO de Jus da Hala, prdindo, que a assembla sr
digne couccdci-lhc o privilegio exclusivo, por seis aiinus,
para por em pratlca a invenfio de una machina movida
por vento, para la/ir lages e oulras obras drcaulaiia
A' contatisstio de coaimercio, arles, e obras publicas.
Huno de Joaquim Luis de Mello (.arioea, pedindo,
que a assembla baja de aulurisar ao txui. prrsidrnlr
da provincia para contratar com o sunplicaute a coua-
iiii.i.u do caes eraiunada dama da Prala. d'eeat-
i/,i.--i,i, d r<,mmticiu eobras publicas.
lie jnlgadu objrelo de deliberado c iiiandadu imprimir
o seguinte parecer:
i, A coiumissio de estatistica, quem fui presente o
offlcio da cmaro municipal da boa-Vista, iiiroriuando o
r.quei imrnlo dos mol adorrs do disli icio do Iliaebo-das-
Carcas, pertencente frrguesia de S.-SebastiiudoOurl-
riin, atlriidrndo s justa recl.iinaves d'aipielles 1110-
radores, em que aiiig'io as grandes distancias, em que
iii.H, da ua matriz, para receberem ossoccorrosespirl-
luaes, li, ando muilo mais prximos da matriz de Santa-
Maria, atteudendo laubcni que estas allegacoea sio ,i-
lirmadas pela nlerida cmara e p, lo parodio da Iregue-
zia deSanta-Maria, que Ibes administra o pasto espiri-
tual, pela iinpossibilidadr de o rrcebereni do paioehu
da fu gin zia de Oiirieui}, hr dr parecer que a referida
reclamacu seja deferida com o seguinte projecto:
, A assembla legislativa nrovucial de i'crnainbuco
resolve :
Ai ligo i Pica desmembrada da freguezia de S.-Se-
baatio do tircuij a parte da freguezia denominada
Riacho das-Garcas, quepassara apertencer fre-
guezia de Santa-Maiia da comarca da Poa-Vsla.
ii Art. 2. Picio derogadas as leis em contrario,
ii Paco da assembla provincial 26 de masco de 1846.
Unjo Monleiro. Camello l'essoa. Carrallio Men-
donca. i>
He lidoe approvado seguinte parecer;
A coniinissao de exame dr cumas e rendas munici-
paes, irndo examinado a representacao, que a esta as-
sembla dirigi o cldadiu Jos de s Leitao Arnozo, ar-
rematante do dizimo de mlun(as no inunicipiode Igua-
raSS, emque pede, sr llir declare, se o sal M iucliiido
lodi/imo, visioque o povo d.iquillr municipio recusa
paga-lo, e rile fez a arrrm.ilac.ao, iiieluuido-o, como sr
ve do cuntalo, qur junta por copia ; a ComillUso lie de
parecer, que se inaiidr ouvir acamara de Iguarassu a
srinelhante rrspelto, a lim de que ella diga, em que lei
sr li, iiiiiii para facer a arrematado dosal; pois o orra-
im nlo de 1836, feito prla assembla provincial de rubio,
explieou, qu.ies eroos di/imos de miuiicas.
ii Sala das eominisscies, 26 de niaryo de 1846. Coala.
tillen//, .Vend,,,.,i ),
He julgado objectode deliberaco, c mandada impri-
mir o siguile parecer:
A coiiiinisso de agricultura, coiuiueicin, navegacao
quetn tocar dedlreltoo territorio; entretanto, qUen.
ariualidailr se arba de posse, e que recebe todas as ren
das, tenha tambem a obrlgaco de fazer todas as desn,
xas: anos, decerto, nao nos compete; porque, alema
serinos privados das rendas.que srmpre nos perteucn
nao haveinos de sobreearr^gar-non das despezas !'
salta aos ollios; parece-me, que nao pode ser impu^
nado. "
Nesta conformldade, mando u mesa a emenda suri
presslva das palavras. p"
L-se a seguinte emenda :
N.. l5.~Aoart. 18--Suppriiiiao-se as palavras_c0ft,
prehendida a congrua de tres anuos, que tem delxaa"
de perceber o parodio de Taqura. Fafa-se a couuw.0
tente reduc{io.Muniz Tavarit. >*~
Anoiada, entra em discussao.
Le-sr e he apoiada a seguinte emenda :
N. 16.A emenda da comiiiissao acerca do nrnf.
sor Joaquim Ignacio de Mendoncaaccrescenie-lp'1"
gando-se-lhe o que delxou de receber em conseqUPi!i"
da redueco, que se lbe fez o anno passado.--pfrtlr 7
Carvalho. "
O Sr. 1. Secretorio l a seguinte emenda :
N. 17.Art. 13Depols da palavra reforma d\et,.
nao podendo despender-se mais de, 10:0001 rs ,./
pessoal.-Harrozo. ^ toln
No he appoiada.
O Sr. AJendtt da Cmha: Eu j previno a derrota tn.
tal da m i i,ha emenda. ,(K
O Sr. Neto: Se me nao dlsser a rasSo, por que nu.
que seja carmelita, voto contra. ^ "
O Orarfor : E eu quizera pi linelramrnte, que o no.
bies ,I,.pinados, membros da romiuisso dr lizacod
forca policial, me declaraaaem a raso, porque nao ou
zero caprllo. "
O Sr. Carvalho Mendonca: O batalbao vive seuin
em destacamentos. p
U Orador: Pois, Srs., um engenho, que teni 30,
40 captivos, tem capellao ; um >r. de trras, nonme
te.....ma familia numerosa, tem capellao, o batalho ,l
pnlieia nao ha de ter capellao? Pois, Sr. presidente
I iros nao he autor do liomein, o liomem nao hr Socislj
l.,,g,,, eos he o autor da socledade humana: logo m.
.i. ,1 ni. humana he urna sociedade divina; porque o au-
tor dos seres he tambem o autor da ordem conservado-
ra dos seres; e por isso todas as inslituices, iodos oj
est ibelecimentus pblicos, devem resentir-se da dira!
dade da sua origem : ueste sentido he, que aquelle c-
digo, que, depois de ter governado o mundo por su
autoridade, continua a govema-lo por sua rasao, coiiip.
fado seguinte modo:I n nomine Sanctitsima Trinitolis
VMris el Fitii el Espirilui Sancli; porque este he o nico
titulo, pelu qnai us jioiiiens poUem cominandar aos ou-
tros hoinriis em seu proprio nonie; neste sentido todas
as func-cues publicas sao garantidas sob a iuviolabilida-
de do juramento; porque a religiao he a nica garan-
ta da consciencia. Em todas as partes do mundo, por
onde trullo andado, nunca vi batalho sem capellao,
on fosse calhnlico, ou protestante: por que rasao os ror-
pos de linha tem caprllo? Porque so-corpos orgaoi-
sados por um regulamento, qur os tem em servido per-
manente, por cuja economa ineamo, precisao de um
capellao, que Ihes ministre os soccorros espiriluaei,
Ora, o corpo de polica nao est organlsado debaivode
um regulamento, que o tem em servico perinanrnte?
He grande cousa, Srs., a presenca de um caprlnio no
corpo de policia. A sua utilidade nao se reduz s
pratlca exlrrior dn culto : nao Srs. : ella (em urna ino-
ralidade, una rasao polica tao alta, to nobre e tao
sublime, como o seu objecto.
Os soldados vem um capellao, e entao rrcordo-ae,
de que os seus deveres dvis sao uutros tantos preceitos,
que a sua religiao lhes inpoe; e entao mala dedicaco
ao servifo, toda a perseveraiifa nos trabalhos. e maior
coragem nos perigus; he com este instiuclo celeste, que
os exercitos de todas as partes do mundo teem feito
prodigios de valor. Lao-se as historias do amigo e do
novo mundo, e ver-se-ba, que esta verdade lie de una
experiencia gloriosa, e digna do homein. Qual he o le-
gislador, que despreza as tendencias (nao fallo das
amenas e sociaes ) favoravels observancia da lei ? E
podrin havrr oulras mais puras, iiriu mais proficuu,
do que o iiislhiclo religioso ? O uosso povo, o povo des-
la capital, nao acaba de dar um testcmiinbo uao equi-
voco da mais viva e da mais edificante pledade, uestes
dias p.iN.adns ? Dos o conserve seuipre assim !
-'m Sr. Diputad,. : Amen.
O Orador: Dos o conserve semprc em toda a pure-
za de sua f; porque, sendo assim, nem a secca, nema
piste podr,,,, rom nosco*; porque o man nos cbovrr
do co, c as agoas venerad das pedras. Quein lia de
conduzlr o corpo de polieia Solio, se nao fr um Moi-
ss, e um Josu, em una palavra, se nao fr o capcl-
u lio? {Risadas). Pois hr graca isto? Eu j-antevejo, que
mandar pagar a Jos Clemente dos Sanios hiqueira a|os nobrcs membros da commissao, todos chems de es-
dilln ruca do sold de 3. coimnandanlr a 2 ", relativo I "'''"' d'' ,>,'S, nil P'opo''o o caprllo, rreeioso da
ao lempo, pin que servio do secretario do corno poli-1ccui"t* (, prdigos. Nao tenho inedo : o prodiga
un C"''a ,a<*u,* he de segundo coininandaule. |n<" um dissipador; mas o capellao he um conservador.
Mellon Sr. presdeme, en nao sei se isto he bastante ou se he
ii N
mesa a seguinte emenda:
I. Conteni|)lado tambeiii na disposco do
art. 29oaireniaiante do municipio de Iguarass, visto
ter reclamado em lempo a esta casa, e inilil.irrin as mes-
illas i asoes, que se derao a respeito dos outros arrema-
OSr
polica : e para isso he,
< peco aos Srs. secretarios! pelo
facfo; r bom lora aceresernla
carmelita, damlo-s
ris. Ora, Srs,
Ai ruda Cmara.
Sr. prrsi-
Mendes da Cunta : Ped a palavra, .
denle, para rogar aos Srs. secretarios, que facao taiubeiii
una emenda, porque eu nao as sei fazer, para um ca-
pellao, no corpo dr polica ; porque, como o orcamen-
to lie competente para tudo, tambem pode ser para se
iUiV11,1 " que quero fazer uina emenda,
amor de Dos, que a
que seja um religioso
ao convento a gralilicacao de 400/
rsl inulto i,-,ni, e at econmico ;
creio que corresponde ao sold de segundo comuiaiidan-
tr. l.coaoSr segundo secretario para a fazer, que eu
ni Sr. dcpulado : Nunca fez emendas ? Nao lia de
ser a priiurra.
UJIrador : Oh mrii Dos Nao me record disto, e
qur laes serian ellas !!
Leem-se r sao apoiadas as seguintes emendas.
<| X 2.Au art. 20-l)epois da palavra Olindaac-
'......nie-se, sendo o ordmado dos tres prolessorrs de
Ihrologia dr ris 1:000/000 rada um, e o de substituto
de rus bOO#lKI0--3:&JW0O.-pflf,> ,/. Carvalho.
N. 3.Aoarl. 4. 1.-Depois da palavra manu-
ensetacerescciite-se, elevado o ordenado do secre-
tario ao que percebe o empregado de igual cathegoi ia da
mesouraria geral, segundo sao pagos os drmais empre-
g.idos.-- ,i,, // Prsswi.
eclo
do
".^ a$ Substitutivo ao ^ 5." do art, 31 do proj<
n. IS.-2/.iUUrs. por cabrfa logado varcum cousun.
nosniui.ieipiosdo flecifr, Olinda, Iguarass, Goianna,
Nnureth, Pao-d'Alho, Uinoelro, Santu-Anio, Cabo,
serlnlinein. Km-l-urmosn, Agoa-Prrta c bonito: nos
outros municipios, s pagard este imposto aspessoas,
que la harem carnes para negocio ; e os criadores paga-
rao 0 dizimo, como angaineiite, em lugar dr pagarem
aqurllr imposto pelo consumo parlieular..Voouru
i N. 5.Ao l. do art. 5.aDepois das palavras
ron,,,,,/.._.arcrescenlr-sros dous lugares de se-
gundos rsi lipluiaiiosMcl .,.
V. 6.O presidente da provincia lica autorisado a
7.Ao art. 8.
accrescente-selicando elevado
0 od, nado do substituto da lerceira cadeira de latn,
deSU i idadr a fi,*' rs.Cahral..,
N. B.Ao art. 18accrescente-se, depois da naiavra
laiiuara r sr respectivo coadjuelo..-f.u/,a Machado >,
,..' o ,--I-""'",la snbsiiutiva a emenda ollrecidaao
srt, J.l-Inrlua-se simplrsinriilr em laviu dos arrcuia-
a-
. a 184,1, .i o,mu, ai)
municipio de Goianna, um abate de 300/)U0 rs.-fu/,a
tantes do imposto nos anuos de 1841
miiuieip
iVoeAaao
.-N. 10.Inclua.se a gratificacao, que compete ao
pror.ssor de prime.ras lemas da fregue/a da Boa-Vista
segundo o art. 10 da le dr 15 dr oiiiubro de 1827 r
augni, iitr-se o quanlitativo nrstr sentido.Peixolo 'de
Uritii.-llego Monlti,o.J,u Pedro.,,
N. 11.Ao ordenado do profi ssor da eidaile da Vio.
lor,a--accrescei,t,-se 100/rs., para f.car igualado ao do
da c.dade de (.oanna.-IVxolo de frilo-.Jose Pedro-
llego Monleiro.
-Inclua-se ,i quanlia de 59/7-23
- ->. i. mciua-se ,i quantia de 59/723 ra.. qur se
inaiidara pagar ao p.ol'rsso jubilado dr Sauto-Anto,
que se lile lieou a dever al a puhlieaco da lei n 70
arrr. sernle-sr o quantilalivo.-Pe.xolo de brito-Jos
PedroReg Monleiro.
14.---Ao art. 11 aeerescente-se-iustaurado o lu-
ga, .le capellao con. o ordenado de 400/ rs.-Jfeadi da
( Ulltitl. n
O Sr. Muniz Talares: Sr. presidente, mandare! tam-
ben! a mesa uina n.endazinlia; mas, como ella nao he
conlorme a toda as ouUas, que agora aeaao de ser li-
das j islo he, nao lie para augmentar a despeja, he para
diminuir, por isso pedi a palavra, e a mandare! couial-
giima recom..endayan.
I'assou e.n segunda discussao o abatimento da quinta
parle da divida, que linhao co.K.ahdo os anenlatantes
do eonsu.no .lis carnes verdes no municipio de Goianna -
a 11 ogou a Si o d.railo de ex.gl-la; e de faci a arrecada, e
vai arrecadando. Ora, se a provincia de Per.iambuco nao
cobra mais easarenda nalVeguesla da Taimara, parece-
me, que aquella, que a cobrar, he que deve sobrecarre-
gar-sedas despezas: como, pois, a.commissao
preciso dizrr inais alguma cousa. (Risadas).
Ora, admirro-se os nobles deputados da ininha e-
iii, mi.i, n iqiu ll i parte, que quer que seja religioso
carmelita. I'ois, >rs eu poda me lembrar de oulro,
sendo confrade e sendo carmelita? Disserio, que lia
iiin.i dilliriild.idr : porque o direito de noiiiear prrtence
ao poder aduiii.islralivo : mas eu apenas lembrel. pare
que a nomraco eahisse em um religioso carmelita:
isso fica muilo barato; porque mu caprllo, tirado do
clero secular c Horneado pelo presidente, he um Sr. l-
ente, que tem o sold respectivo, c o carmelita ven-
cer s400/rs.: devendo mudar-se a palavra ordenado
para gralilicacao; porque elle lera cuidado de pedir o
sold.
O Sr Selo : Tambem o augmento.
O Orador: E nao s Me faria inulto favor. Porm,
se os nobres deputados viren., que nao deve serum re-
ligioso carmelita, r que he iucoinpalivel com as atlri-
buices do poder administrativo, sala para fiira da emen-
da o carmelita, mas fique srmpre o capellao: e noto,
Sr. presidente, os nobres deputados j tao movidos da
necessidade de un. capellao, que ja posso aseguisro
u ninipho da emenda, apezar de j ter tido um pre-
sentimento de derrota. Tudo passar. S uu pode
faltar a palavra de Dos, e disto teiiho agora mais um
testen.unho.
O Sr Carvalho Mendonca : Est mal a emenda.
O Orador : Esta mal t Li o espero com a emenda
dos couegos (Riso geral).
USr. Pereira de Carvalho: Pedi a palavra, Sr. presi- ,
dente, para apadrinhar uina emenda, que maudei i
mesa ; una emenda, para que se acerrscentatse algn
cousa a urna outra da nobre commissao, acerca do pro-
lessor de foroiiomia.
0 ordenado deste profc.or j tem sido objrcto di
discussocs mais de urna vez nesta casa; este empregado
loi prvido na cadeira por um acto administrativo, por
autnsacao do legislativo ; porm, alguns anuos depon,
ti sua cadeira supprimida, e o governo reduzio llir
ordenado, ou na quarla parte, ou na terca; reclamou
a esta casa, allegando, que o seu provimenlo tiuha siio
anterior a lei, que u.audava reduiir ordenados ua qusr-
ta parte; isto se discuti aqui, na assembla; e, alinil,
venceo-se o inaudar-se-lbe pagar o o dis.ado por nlel-
ro ; elle apreseutou aqui seus titulos, inostrou a data,
em que tiuha sido prvido, e arguu.entou com a lei: a
casa, l rronhrecudo a jostra da sua preleuco, lliailduU-
Ihe paga.; porm, o anuo passado, por um acto legis-
lativo, por uina drtcrniiiiaco deata casa, rrduzio-ae-
llie o nrdei.-idi, mriadr: agora a nobre commissao
prope, que o ordenado Ihc seja restituido por inteiro,
licando, porm, privado do que deixou de receber em
consequencia da lei: porm, Sr. presidente, eu nao a-
eho Isto justo; nao sel o que sejo redueces, e sup-
Ereasea de ordenados, nao posso perceber o que sejao.
iitendo. que o ordenado nao he mais do que a paga,
que a naco d aos servidores pblicos, pels servlcos,
que entao Ihe p.-r.stao, ou a leiuuiinaco de serv-
eos anteriores; e em qualquer dos dous casos, toda a
le, que reduzir estes ordenados, a uieus olhos, he sem-
pre iuiqua e injusta; be usurpadora do direito do cida- /



wm
O Sr. Neto: E se uo houverem servlcas prestidos?
O Orador : __Sinto, que o nobre drputado lance uina
pedia tao pouco honrosa sobre a assembla. Se em
consequenda de servaos he, que se marcou o ordena-
do, se em conseqiicncia deservidos muilo ponderosos,
he que se Ihe inandou sustentar o scu ordenado, que ti-
nli.i sido diminuido, como he, que lioje o nobre depu-
tado assenta. que se deve redimir aquillo. que se Ihe
inandoudar? Oque se conclue daqni he, que a casa
foi acoderada, pouco rrfleelida, quando liio fcilmente
maiidou dar dinheiroa queiu n;io o tinha merecido: pe-
lo menos, entendo-o assim. Ou o professor tein dircito
ao ordenado, ou nao; le tein, deve a casa sustentar o
que se havia feito : e todo o acto da inesma casa, que o
mandar tirar ou diminuir, he injusto : ao menos cu nao
sei discorrer de outra manrira ; ou lia de conceder-se-
me, que o tlrar-se o ordenado he injuulca, o ha de
coneeder-se-uie, que acata, que o votou, folpouco re-
flerlida...
O Sr. Neto: Nao se Ihe tirou nada agora.
O Orador : Itcdu/.io-sc o scu ordenado de 600 a 300/
rs. : e isto, por principio nenhun, he justo.
A' vista do que tenlio expendido, estou persuadido e
nimio convencido, que este cidadao tein uin direito sa-
Srado a receber este ordenado por nicho; epersuadi-
o ou convencido de que qualquer diminuir.m, que se
Ihe faca, he injusta : e por isto, he que mande! a emen-
da a mesa.
Outro sim, eu desejava, que esta casa me explicaese,
(pial he a garanta, que tein o cidadao nos srus orde-
nados. Nao posso conceber isso: por esse procedl-
mento e far coni que qualquer cidado, a uin-m,
por estar dedicado ao servico publico, se marca uin
quantitalivo para sua sustentadlo, nao possa com elle
contar porque observa que um corpo legislativo,
uina corporacao, donde deve emanar justicia com todo o
leu vigor, e a qual cumpre velar, para que se nao prati-
que a lujostics, hoje marca um ordenado, quejulga
apropriado ao mrito, ou ao trabalho de qualquer em-
pregado, e no auno seguinte diminue esse quautitativo.
Onde esl. pnis, a garanta do empregado Qual he o
empregado, que nao est com o credo na bocea, todas as
vezes que se rene una corporafao, donde Ihe pode re-
sultar, ou a peda total de sua subsistencia, ou a quasi-
perda?
Sr. presidente, he obrigacao destescorpos praticarem
justica; a emenda fuuda-se na justica ; e por isto insisto
por rila, e peco a casa, que o tomo em consideracao.
0 Sr. Jos Pedro: Sr. presidente, pedi a palavra para
mostrar a justica, com que a cnmiuissao decidio-se a fa-
ror da pretenfo do parocho da Taquara.
Este parocho Hcou sem congrua desde o auno de 1842,
pordrcisio da assembla provincial, que no mesmo tein-
posupprhnio a cadeira de latim, ou drprimeiras lettras
po-csles actos legislativos, o governo da Parabiba as-
seutoii, que afregurzia tiuha sido abandonada por esta
provincia,e por isso toiuou posse dlla : isto foi em cunsr-
Sticncia, como disse, de um acto desta casa : foi depois
o abandono, que os rrndimeutos passio desta pro-
vincia para a outra; uins, sendo o territario desta fregue-
sa da provincia de Fernambuco, he preciso reivindca-
lo por um acto em'conlrario ao que deo cabimento ao
abandono, cesse acto he a restituico da congrua.
Consta-me, que houve una deoiso d'assembla geral
em favor desse parocho, e consta isto d'um documento,
que nao est aqui. mas que o parodio anncxou aum re
queriuiento, que enderrcou ao presidente da provincia.
este parecer d'assembla geral lie o parocho remettido
a .i-.snni.il'..i provincial desta provincia, segundo me
dizem, para delta haver oseu direito: portauto, tema
commisso mais este motivo para decidir-se a favor do
parocho.
Quantoao abate felto aos arrematantes do imposto de
y/500 rs. por cabeca de gado vaccuiu no municipio de
Goianiia, a coimiiissao o coucedeo, pela suppressao dos
nuil iiiieiitns drssa fregue/.i.i: e concedeu na quima par-
te ; porque, constando o municipio de Goianna dequa-
tro freguezias, e sendo supprimida nina, parece, que a
peda do rriidiniento do Imposto devia ser da quai la
parte, eque, concedendo-se na quinta, faza-se justa-
mente o descont devido, tendo alteiicao aum auno
deeorrdo em favor desta produca.
l-'orao estas as razdes, que nilu/.iio a commissfio a
decidir-se, como sabe a ass'embla.apresen tar as emen-
das, de cuja justilicaco me oceupo. Nao sei, que nislo
haja cousa alguma, queprejudique os interesses da pro-
vincia; sea ha, nao a vejo: c peco que ufa demons-
tren!, queeu nao terei duvida em reQonliece-la.
O Sr. Nunii Tacares: Sr. presidente, o que acaba de
dizer o nobre drputado confirma anda mais a justica da
inhiba emenda. Elle coufessa, que, desde 42, esse pa-
rodio dexuu de perceber a congrua entretanto que
nos vemos, que, pela emenda, que coucedeo o abale
aos arrematantes, j em 41 se uao os recebio os ren-
dmentos daquella freguezia.Ora.se desde 41 o go-
verno da Parabiba he queni recebe as rendas desta fre-
guezla, segue-se, por espirito de justica, que seja a pro-
vincia da Parahiba quem pague a esse parocho.
Eu mo quero entrar na discusso, se justa, ou injus-
tamenif a provincia largou mSo daquella freguezia : pa-
rece-mc mesmo, que ella srinpre penlenceo a Pernam-
buco ; mas, se a provincia da Parahiba julgou, i|ue ti-
nha direito de apossar-se daquelle territorio, toinaiido
logu conta das rendas, que all se rrccbiao, porque ra-
san nao ha de igualmente pauar a congrua do parodio !
Lamento, Sr. prestante, a sor te do parodio ; mas
considero-o na meiuia bypotbeae, que qualquer outro
empregado, a quem o ofre nao poder pagar, e que,
por espirito de ca idade, se tire o dinheiro da algibci-
ja. e se Ihe pague sen ordenado : isto lie evidentssimo.
UiSSe mais o nobre deputado, que, pagando-se a esse
parodio, nos temos uin ttulo, de que aquella freguezia
torna a pertenec provincia ; mas quem prova isso ? O
tacto da posse nao est no pagamento das ilcspezas; es-
ta un recebiiuento das rendas, na nomeacto dos empre-
ados, etc. Qnando a nossa provincia receber, he de jus-
tica, que pague aos empregadus, que all exislem ; mas,
cinquanto se nao arrecida, pague quem receber. Se-
nliores, lembremo-nos, que neni temos dinheiro para
pagar aos uossos paroehos, quanto mais aos de provin-
cia estrauha, que por ttulos, que ora nao vcem ao caso
averiguar, esta em plena posse do territorio. Se a Para-
hiba nao quer pagar a esse parodio, obra injustamente
e a nos nos compete reparar as injuslicas platicadas por
outra provincia ?
O >. Nogueira Pus: Si. presidente, infeliz, por
duas ve/es na srssn passada, e infeliz j na segunda
discusso desta le, foi lima emenda ininlia, queseacha
na casa. Nao sei, se a m estrella della he ter um ad-
vogado tao inhbil, que nao sabe defend-la. Apeiar
de ter esforcado-me ou de ter tido Vouladr de fa/.er por
convencer a casa da grande ntilid.ide dessa emenda,
todava nao tenho podido consegui-lo ; mas, como es-
tuu inteirameulc convencido, de que faco grande servi-
co s rendas publicas, concorrendo para o bem de uossos
cuinniiiientes dnSerto, prometi apresenta-la cen ve-
zes (se por ventura esse direito live^sej, at que ella possa
ter favoravel acolhimento. __
Eu ilevn alliriu.ii a casa, que essa emenda s he noci-
va a mi ni. e a uin outro morador da villa de Flores ;
Porque, vista da maneira, por que est redigdo o arti-
go, tem pagaremos diximos neiu pagaremos impostos
alguns relativamente aos gados ; mas parece-me, Sr.
presidente, que, pelo mru inlerrsse particular, ou de
Uina outra pessoa, nao devo eoucorrer, para que se co-
Jjre um_ imposto injusto, e venatorio para os moradores
do Scrlao : enlendo, que o nietl iuteresse nao deve pre-
ferir ao iuteresse geral; emendo que he do ineu dever
advogar a causa dos ineus coustituiutes e nao aniinlia,
e de um outro smente. Parece-me, que nao he ne-
cessario insistir no que tenho dito, por mais de una vez,
cerca desta emenda.
Lembra-mo, Sr. presidente, qie o nobre primelro
secretario disse, que era niellior para os fazendeiros
nao pagarem os diziiuos, e pagarem .'WO rs., que fol o
<|ue iiouve de angmeuto para elle. Eu assevero, i|ue
o nobre primeno secretario i l.i !!!>! nformado na par-
t', em que airirma que os fazeiideiros pagavo do Ser-
tao os 2/ rs.; porquauto nao isso aconteca: all s paga-
vo ID rs. os que t.ilhavao carne nos acougues pblicos :
e he esta a verdadrira intrlligencia da le de 1809, que
estabeleceo o imposto sobre carnes verdes, a qual quiz
que smente se o pagasse nos talhos puhlicosj os par-
ticulares nao pagavo nada, agora he que vo pagar,
nao 500 rs. de mais, porm sim 2^500. Tenho demons-
trado, que este imposto he, muitas vezes, mais oneroso
do que o dos dizimos; tenho mostrado, que, porser dcsi
gual, nao tem podido ser executada ajei, queocreou.
A mor parte dos faiendeiros, Srs. nao tem pago os
SJTiOO ; continuao a pagar o dzimo : e nao leeni havido
maiorrsdesuoiilenlamentos ; porque, como os arrema-
tantes lie.ii ,in com o niposlo por muito diminuto prrro,
leein annuido receberem os dizimos,e nao os 2^500rs.:
mas tarsabusos naodevein continuar, he preciso que se
reinedeiein : e se sso pode fczer-se por ineio da iiiiiiha
emenda como entendo, _para nue a nao approvamos ?
Principalmente nao prejdicaudo ella as rendas da pro-
vincia, e tendo pelo contrario de as augmentar, visto
que us dminos icmlio 18e26 contos de res, e agora o
novo imposto apenas rende 900/ rs. pouco mais ou
menos ?
<>.'>. Vro : E por quanto foi vendido aos particu-
lares ?
OOrarfor:Tomara eu apanhar o lucro, que elles ti-
vero ; foi vendido o ramo de duas freguezias por 16,
ou IH contos de res.
O Sr. Neto: Eis-ahi a causa do dficit.
O Orador : Nao me explico mais, porque tenho-o
feito muitas vezes: protesto, que, todas as vezes que
tiver assentu nesla casa, hei de propora iiiinha emenda,
ate ella ter una sortc feliz.
O Sr. llego Monteiro: Sr. presidente, o illustrc depu-
tado, autor da emenda, que prope 3 suppressao do ar-
tigo da commisso, que concede o ordenado ao parodio
da Taquara, parece, que nao leve em attencao as relle-
xors, que foro apresentadas na casa pelo ineu nbTe
collega da commisso : e apezar de que ellas bastaran
para o convencer, direi, nao obstante, alguma cofisa
mais a tal rrspeito.
Este terreno da freguezia da Taquara pertenceo sem
pre provincia de l'eruaiiibucn, e ento a provincia
sriiipi o cobrou as rendas, e fez as despezas da fregue-
zia. Nao s, porm, porque, no anuo de 42, appareceo
alguma repugnancia no povo para pagar os impostos, se
era porque quzesseni perteneer provincia da Parahi-
ba : sei, que o presidente daquella provincia chamou o
territorio para ella, e que nelle fez cobrar impos-
tos : por isto a assembla desta provincia assi ntou, que
nao devia pagar lanibriu o ordenado aos einpregados.
que -iiii tinha, c upprimio cedelr de prunelrata let-
tras ; no entre tanto que nao appareceo iienhimia de-
rl 11 .nao expressa dogoverno, ou da assembla geral, de
|M aquelle territorio pertencesse provincia da Para-
hiba. Na assembla geral appareceo, he verdade, um
projeclo, ou rrquermenlo de alguns deputados da pro-
vincia da Parahiba, reclamando, que aquelle territorio
lieasse anuexado a provincia, a que pertencio ; mas os
deputados de l'ernainbuco redamio o direilo, que ti-
nho freguezia, de que esse territorio fazia uina parle,
e nen h un a decso final se tomou al hoje ; continuan-
do o uosso direito sobre aquelle territorio.
A assembla provincial enlendeo, pois, em vista da-
quella repugnancia dos povos, ou de alguns turbulen-
tos, que a despeja, que fazia com a igreja e instrueco,
devia ser rconomisada : assim o resolveo, e isto foi mo-
tivo sullicieiitc, para T" provincia da Parahiba co-
brassr estes impostos, ou os decretasse ; mas nao qui/
pagaras despezas. E devenios nos. que reconliecenios, j
esseabuso da assembla provincial de ento, e ja a usur
patio, que o presidente da Parahiba nos fez, consentir
nelle ? Nao : ns devenios reclamar nosso direito ; deve-
nios, pois, empregar todos os meios para la/ a valioso o
direito, que nos assiste, qucllc territorio, que nos foi
usurpado ; e o pagamento do ordenado sos einpregados,
que all se acho, he mais um documento, que a assem-
bla provincial aprsenla, de que aquelle territorio lie
nosso. De mais, a assembla geral, mandando, que o vi-
gario rrclainasse da assembla de Pernambuco, nao re-
conheceoo direito, que liulianios aquelle territorio? Pa-
rece, que sim : logo, por forma alguma, devenios aban-
dona-lo.
Agora passarei a fallar de una emenda relativa ao im-
posto de 2/500 rs. sobre cabeca de gado consumido. Eu
entendo, que ella nao he de dsprezar, quanto a ideia,
que aprsenla ; porm s pude ter execuco, depois de
lindo o actual contrato, que foi feito por tres anuos : de-
ve, pois, a emenda ser ampliada, ou para que se promo-
va a resciso do contrato us lugares exceptuados pela
emenda, ou ento, para que se a ponda coi exeeuc.io,
depois de lindo o actual contrato : com esta drelaraeo,
nao terei duvida em approvar a emenda, e, para isso
prevenir, mandarel urna lub-euienda, a flra de nao Bear
inexequivel aque foi apresentada, r que sem isso nao
pode passar ; porque nao marca a poca, em que come-
r a alleraco do imposto actualmente designado e
contratado, e d lugar irclaniacdr dos arrematantes.
Vai a mesa a seguidle emenda :
N. 18Se passar a emenda do Sr. Noguelra Paz-----
accrescente-seque nos lugares exceptuados pela e-
meiida se a pora eiu execuco, lindo o contrato vigente,
llego MoMeiro.
0 Sr. J"' Pedro : Sr. presidente, pedi a palavra pa-
ra observar a casa, que o Sr. deputado, que prope a
suppressao do artigo da coiuiisso, i re onlicca o o direi-
lo, que o parocho tinha, de ser pago, quaiulo disse, que
ns s podamos pagar-lhc de ora em diante
O Sr. ,1/n/u: 1'avarei: Depois de recbennos as
rendas.
Odiador : A suppressao das rendas succedeo de-
pois da suppressao da congrua ; esta suppressao e a da
cadeira de primeiras lemas dero a entender ao gover-
no da Parahiba, que ns abandoiiavaiiio* a freguezia :
logo, parase rehaver o direito, parece-me, que se deve
paga* congrua ; he por ste fado, que ns recoiiliece-
mos o direito, que nos assiste freguezia : sendo assiin,
nO podemos llegar ao vigario o direilo de ser pago dos
anuos anteriores ; o que devenios fazer depois, para nao
Meninos perjudicados, he reclamar da l'.uali.li i rsses
rditos, que ella recebeo indevidameiite.
O Sr. .\ogueira Paz : Sr. presidente, fiquci milito i
satisfeito com a concluso do discurso do ."r. deputado,
meiiibro da coiiuuisso, eque se assenta desie lado, por]
dizer elle, que so o embarazara, na mi i.......i.i iniuba
emenda, ou existencia do contrato. Ora, se a lei, que
senielliaiite imposto estabeleceo, foi urna lei amina,
como foi elle arrematado tiiemialuiente ? Parece-me,
que lie da dignidade da casa rescindir o contrato, que
fui feito por mais lempo do que o que a lei tiuha de
durar.
Vozet : Nao foi, nao foi.
O Orador : Como he isso? Pois a lei do ornamen-
to nao he annua ? Se he, u.io po:lia ser arrematado o
imposto por mais tempo : mas, eiiiliiu, faca o Sr. de-
putado una emenda no sentido, em que falln, que eu
a adoptarei.
O Sr. Mello.Mandri a mesa duas emendas. Uina,
para que seja autorisado o presidente a iudemnisar oe\
secretario do corpo de pulira dadittrciica do sold de
3.commandante a 2."; graduarn, que Ihe competa
como secretario do corpo, aoudrj nao serve: esladivi-
da foi reconhecida pelo actual presidente, que a man-
dou pagar; mas, o inspector da thesouraria duvidou
com o fundaiiienlo de que nao liavio sobras, d'oode se
podesse tirar a quantia necessaria para o seu pagamen-
to, eo presidente, por um despacho, uiaudou, que o di-
to ex-secrelario recorresse a assembla para marcar
(|uaulitali VO a dillirenp pedida nao excede de 100/rs,;
e a divida esl reconhecida, e nao foi paga, por nao haver
quilla para isso, como j disse.
A outra emf oda he, para que se conservein os dous
escriplur.ii ms da mesa das rendas internas, que se inan-
dnu, losscui abolidos, logo que vagassem: um desses
lugares j vagou, o outro subsiste: digo na emenda, que
continen! a existir; porque Julgo, que sao aecessanoa
para o srrd;o da reparlicao, moriiieute em tempo de
l.iuvainruto da dcima, em que destaco para as diver-
sas fregue'is e novinrues etc.
A respeilo do vigario da Taquara, tanibem estou re-
soivido a rotar pelo pagamento. Entre os limites da Pa-
rahiba havia uina anomala quanto a esta fregue/ia: pa-
rece-me, que,quanto aoecelesiastico, a freguezia da Ta-
quara partencia a Pernambuen, e quanto ao civil a Pa-
rahiba ;tinha-sr, porm, feito nina diviso, ou dentaron
(aodos limites das duas provincias, e esl demarescao
era pelo ro Abiai: a freguexla licava Bquui do rio: por
COniequeiCia, o ten lorio he da provincia de l'ernaiii
buco: isto por auto solemne e legitimo. F. sendo assim
a provincia nao podia abrir nulo de parle do sen territo-
rio; porque deve conservar a sua Integl idade. estabeled-
d.i legtimamente. O acto addicional prohibe s provin-
cias ajustes entre si, e de nenlraina sorte a administra-
cao de qualquer provincia pude abrir m.io da menor par-
le, que .seja, do seu territorio. Devenios, pois, conser-
var a posse da Taquara, mostrar, que ella nos perlrucc,
e faie-lo por actos claros, terminantes, e repelidos, e nao
basta conservar a posse no animo, lomo acto denions-
trativo, pois, da posse, do cuniprluieiilo do nosso dever
em defender, e conservar a integridad!- do territorio da
provincia, ate que o poder competente decida a questao
de limites entre esta provincia e a da Parahiba. que ihe
est pendente, deve esta provincia continuar no paga-
mento da congrua do parocho e do coadjuclor da I a-
quaia, como dautes senipre pagou. Fui depois que esta
provincia deixou de pagar estas congruas, que a presi-
dencia da Parahiba passou a mandar all arrecadar os
diriiios; e a culpa, enio, bem paren', que su recahe so-
bre quem abri nio do territorio, pela cessarn do pa-
gamento de ditas congruas, sem se Ihe importar com
mais nata. O mais ludo oppoi iniiaineiitc se podra ajus-
far e i niii\iur
O .ir. Neto: Proniincio-me, Sr. presidente, contra
todas as emendas, que esli na misa, augmentando a
despesa da provincia. Asrasoes, que para isto tenho,
sao j condecidas da casa, a quem as manifest! as
sessoei antecedentes, Ha, porm, uina emenda acerca
ila qual, alm de negar-liu' o ineu voto, devo dizer al-
guma cousa.
Trato da emenda, que eleva o ordenado do professor
jubilado de foronomia, o ineu amigo o Sr. Joaquiui
Ignacio ile Carralho Mrndonca.
Sr. presidente, romo disse na discusso do artigo 2."
lesta lei, a boa admiiiislracaio da justica deve colorear
por casa : e por islo nao eslraulie \. E\c, que, entre
tantas emendas oll'erecidas, Impugne eu a que favorece
a um amigo meu. A raso consiste em ser ella sobre
maneira Injusta J e nao entender eu estar na rigorosa
obrigacao de uiostrar-uic aqu indilferriitc injuslicas
semelhantes.
A pretencto desse ridado foi Iratkta casa no dia 20
denle me/, e reineltida, segundo nina nota, que tenho
peseme, do Sr Secretario, a cuuiuiinsao de ordenados
E como, antes desta cominissao de ordenados, a quem
a casajulga prudente ouvir sobre materia de lana i ni
portaola, Interpor sen parecer a respeilo, mis vamos,
por nina simples emenda, resolver a quesillo deferir Ja
uma suppliea, cojos fundamentos descoubeceiuos?
(Alguns Sis. di pillados do apartes .
O Orador: O f.ieto material nao contesto eu ; islo he,
0 direito tle mandar tuna emenda : todos os memliios
desta casa o tem feito ; mas, em negocios desta n.itnie-
za, parece-me, que tlevem ser ouvidas as cominisses
a quem Incumbe o dever de syudlear do negocio do
contrario dispensemos a nomcaco tle tantas eoinmis-
ses.que ha na casa, t agiiardenio-iios.para, na lei door-
ramruto, resolverinos todas as supplicas diiigidas a
ns pelos particulares, encallando nesse mnibus, in-
eoiisideadainente, ludo quanto for concernente a ra-
sas mesuias supplicas.
A nobre coiiiiuisso de ordenados tinha, por certo.
alguma cousa a examinar; o peticionario cita diversas
leis eirt seu favor; queixa-se de injuslicas l'eitas pela
adniinistraco passada, e al pelos uossos antecessores
nesla casa : eonlleceinns j a exactitlo tle suas allega-
[Oes? Nio ser prudente verificar, se mes lela Ihe apro-
vdto, e petlii ao governo iuforniaccs dos actos admi-
nistrativos, qualilicados de injustos pelo peticionarlo,
ilini de toinaruios nina resoluco segura, romo dc-
veiu ser todas as que partneni d'aqui ?
Outra raso aiuda occoi re, para que eu negu o ineu
vol ueste caso : na lei, que se discute, autoi sanios o
presidente da provincia para reformar o lyceo do Reci-
te, a que pi rienda o inesuio peticionario : inio ser
einliararar, de alguma maneira, esse reforma, to am-
plamente autorlsada, deferir a supplicas seinelhantcs,
Id tai pelos ineiiiliros d'aqui lia repartir.io >
De mais, vejo na lei de 10 de jiiuho de 37. que regula
a instrueco publica nesla provincia, que os professores
tero direilo aos Seus ordenados por iuteiro, quando
serrlrem por mais de 2d anuos <* servirem com utilidade
e proveito do publico : nao ha muito tempo, q......sla
cadeira fui criada, creio que foi no liui do anuo de 33, e
nunca, ou quasi nunca, Iiouve quem a fiequenlisse :
iii era enlo prol'essor do liceo, e minea lili vi mais de
dous ou tres estudiantes, quando O havia ; tanlo assim,
que, passados quatro ou cinco .unios, a cotiviccao da
liiutllfdde tlessa cadeira produ/io asuppressAo della:
ilen-se, pori'ui, em coiisequenei i d'isto, ao peticiona-
rio, a titulo de julnlaeo, 4>l>/ rs. aiinuaes ; Isto lie,
tleu-se-lhe mu verdadeiru canonicato p ira elle desfruetar
no resto de seus das, cni rasSo desse pequeo servil o,
que elle presin; mas elle quer hoje 600/rs., que
lerla direito, se servase 20 anuos, e ensinando mais
de tres discpulos, mximo, que chegou : se isto he
JllStO, Srs., se as rendas provini iaes devein ser despen-
didas desia maneira, enlao approvemos a emendo ;
mas observemos, que perdemos o direito de repellir
outra qualquer pretenco exagerada, que apparecer
aqu.
yueixa-sc o peticionario de que esse mesmo ordenado
de 460 rs foi redu/ido a 300/ rs. pela lei do orea.....ni
de I844ii 1845. fteasalel, que tenho presente, nao vejo
disposiro relativa a esse professor : talveshaja mas
a duvida indica neeessidade de ex.iine ; jirecis unos ver,
se os lacios allegados sao veidadeiros, se existe est i dis-
posiro de lei, a que elle se soccorre : me parece, que,
sendo verd.uleini o Cacto, elle se deve dar por muito
satisfeito COIII rsses niesinos .'lili),/ rs.
Sr. presidente, terminare! dizendo ; que este ineu
amigo tem punco mais de 311 anuos tle idade, aclia-sr re-
formado como ollicial doexercito, e tem sin suido por
iuteiro ; est jubilado, como professur i\a lyCC, COIII
un ordenado superior aquelle suido ; pode anula ser
Ihe reconlieeeo esse direito, obrnii menos rcflertidanien-
te, e islo nao se deve esperar de una corpor.iio, cojos
actos san n resuli ido dee llorosa, iliseusses, e devein se
sempre presumir fundados oalustli i
Sr. presidente, o peticionarla fol prvido num.i ca-
deira, era of&oial de tinha, e deade queentrou no exer-
ciclo de sua cadeira, Heou suspenso em seus dlreltos de
arces so. ii i carreira militar; porque lente era. p l-
ente est: e istn nSo se laxa em luili.i de ponta0 Del-
miii de Ir a cadeira, qnando, por autoridade superior,
deixou esta cadeira de axistir, e depois de a teroceupa-
do por ni.iis de im i.ule do lempo necessai io para ter di-
reito ao ven. ment do ordenado por iuteiro ; poique a
exerceo por espaco de 13 anuos.
O Sr. \elo: Est eng inado,
O Orador: Indis ratas rasSe forio ji apresenta-
das .nnsidrraco di-sia casi lo.lis estas allegacoet Io-
nio discutidas ; e. a final, det idin-se, que o liomeiu li-
nda direilo ao vcnciinciiiu do ordenado por Intelro :
mas, tlepois tlislo, fui este nrdeu.ulo reduxidu a 30QJ rs,
Sr. presidente, nfo entendo, como disse, oque sejo
estas redurces : nao entendo. porque vejo, que deltas
resultao a falta de seguranca, a falta de garanta, pie
deve nascer das decisoes desta casa, e o continuo susto
daqurll. s, que podeui serOftenitldoi por ellas
O Sr. Ntlo: -- A belleui do vstema consiste nesse di-
reito, que lecm as assemhleas.
0Orador: Son fraco orador, e a nobredeputado tem
uma arma muito poderosa para mr Fazer sabir di estra-
da que he, os seus apartes: nao son tao favorecido da
n.Unira como elle; desoriciilo-iue inlelraiiiente. Estou
persuadido, que assiste justica ao peticionario, e nada
mais poisodlter; porque o nobre deputado perturbou-
ine de todo.
Lembra-tne, Sr. presidente, que na mesa existe uma
legund i emenda minha, reclamando, que se equipare o
ordenado dos tres professores de theologla do seminario
aos dos professores do lyco. NSo tenho uutrabase para
sustentar i sta emenda mala tinque a Justica, e a igual-
dade ; vejo, que ns professores do lyco, que, pela uialor
parte, ensillan artes, teem um cotilo de nMs, e nao vejo
ii-,io siillicienie, para que os professores. do seminario;
de theologia ten ha o i......ir honorario.
Aproyeltn lamlieiu, Si. pie.i |. ule, o entejo, para de-
clarar a casi, que. lomando assentu aqui na prxima
sessao passada. acliel em discusso o artiga 29 dista lei;
e desde logo, em roiisequeucia da discusso, me resolv
a rolar por rlle.e contra duas emendas, que tlnliio ido a
mes i : cuino, piu em. nuco pouco, e V. Ex. fall.isse muito
bai.vu. quando deca i un o artigo em discus>So, votel con-
tra elle, piisii.ulidu, que votara contra as emendas: e
romo hoje ii-iiiiu .!. rotar pelo artigo, possa alguem
interpretar desfavoraveliuente esta minha segunda vo-
laco, faco esta declararn, para que se saiba o motivo
della.....
Encerrada a discusso, he o projeclo anprovado em
lerceir i discusso, com as emendes de ns. A, 6,8,9, 10,
II, 12, 13 e M ; sendo rejritndas asdens. S, 3, 'i 7, 15,
16 e 18 ; retirada por seu autor a de n. I; c nao apuiada a
de ii. 17.
Entra m tireeirn diteustw, e he approrado, o trajelo n.
II. i/ii' cria iimii tilla na poDoaeio de ratrnia-rnadi.
O Sr. Vrru te: liiiina de pi ojelos e pareceres discusso de pa-
receres adiados; Segunda discusso do projeclo u ;
lereeira du di- n. I; e piiuu ira das postura! da cmara;
r levanta a stttSo. (Eroi luna da urde).
SANTAS MISSES DESTA CID.VOE.
Piadosos e amado Pernambucanot.Oque acaba-
mos de presenciar, nu cu rio espaco de onza diasde
Sania Mis.s.io, mis tleixmi sempre mais convencido*
de quo em todos os tempos apiedade Iriumpha das
(icvas, e que, profundando a rnligjilo, he que a alma
se conhece; e quando se conhece humilba-se debai-
so da inflo do Omnipotenle, So os ospiritoa falsos
he que podem mofar da devoQAo, pois todo o honiem
solido e penetrante Ihe conhece oprefo e os encan-
tos ; porque v que o Ser Supremo nlo podia deixar
de exigir, da sua ereatura, o sacriGcio perpetuo da
alma e do corpo, nem do ordenar aos uossos senti-
dos, interpretes das nossas vontadps, que deasem
inoslrastlo nosso nitor para rom elle; nem, emlim,
drizar de guiar, pormeoda fe, lodosos domea in-
dislinclamente, para humilhar os sabios, e ronsolar
os ignorantes. Gosla-se de ver os grandes engenhos
htimanisarcin-se eoni linio o mundo, ahaixarem-sc
sociedade das pessoas as mais simples, hombrea-
reqieomo mesmo povo; equando se traa iloculio
de heos, isto he, decaplivar o nosso entendimento
debaizo du jugo da le, de submottorino-nos a certas
ceremonias sanias, e em todos os lempos pratica-
das, chama-se enlflo extravagante este procedimen-
to! Ah! quanto silo nconsequenles! Lina religiflo,
toda reconcentrada no coraeflo, que nSo deixa ja-
mis transpirar signal algum exterior de respeito c
de amor, he meramente nina religiflo illusoria. do
uin he possivel, que um coraeflo estragado tenha
tima piodadu toda interior? Ptle por ventura a pie-
tlade habitar no centro do orgulho a da impureza?
Ora, disso tomamos todo o argumento de concluir,
que em Pernambuco ha multa piedade e religiflo:
pois que, vendo o silencio, a paciencia, a a sera at-
lenco, com qttese COtnportOU 0 povo as Sanias
Misses, nos obrigo a cordealmento nos congratu-
larmos com iodos os habitantes desta cidaile, e a
agradecermo-lbes coto perpetuo reconbocimento,
por vermos realisados os nossos desajos, muito a-
letn da nossa expectaeflo. Kstavanios bem cellos
ila religiosidade, carcter generoso, benvolo, e na-
cifleo,quesemnredistingui os Imns Pernambuca-
nos; poiem nfouvavel procedimento e fervor, le-
vado at ao en thusiasmo, com que iodos concorr-
afioa ouvir a divina palavra, e a easligaiein-se spe-
ra e rigorosamente na procituflo de penitencia, lie
11.11 ,..,...-.. ........... ...,............... ,..-.,.................s. >ns.. ,.^...... .,.. ,, |,, ,,, ,.-..-..,,, .,,; [irill | |-||l |,|, m,
empregado, e de laclo esta agora, romo eugcnlieiro na superior a t ido O elogio. All! Itendita seja a II0SS3
provincia; gosa, eiulim, de unas poucas de prebendas, | religiflo sania, une l.im inho imoorio (cm sobre nos-
pruvincia ; gota, emlim, de ninas puncas de prebendas,
e nao est contente !!.' As reformas ejubllneoea, con-
cedidas, por mero favor, a individuos, que estu no
caso de liaballiarein, sao abusos perniciosissiuios, contra
que nunca cessai a de clamar, _\o animemos a conti-
uuacau de seinelhantcs desperdicios, e mostremos,
desde j, a nossa rapiovaco, rejeilando a emenda, a
que me redro. Veto; portante, contra ella,
O Sr. Pereira de Gtrmtlho:Sinto, Sr. presidente,
que o nobre djtpui.ulo, que me precedro, baseasse to-
dos os seus arguiiientos na falla do parecer da coin-
nisso.
O Sr. Keto : Nao disse isso.
O Orador : --- Se nao disse, nao coiitinuare ; mas sup-
ponhamos, que assim era : que tein o parreer com a ma-
teria, que est em discusso ? A commisso nao tein
mais de dous ou tres iiicnibro.t desta casa, que sao en-
carregadus de exainlnar a materia, e aprrsrnt.tr casa o
seu parecer sobre ella; mas, dando a cmuuiisso mu pa-
recer contra, segue-se, que a questao lira decidida .'
Nao. Segue-se mesmo, que se nao possa argumentar?
fanilieni nao. Nao est na uiesa nina emendados mes-
los meuibros da coinmisso ao scu parecer? .sim : lugo,
o que falla ?
Mas o nobre deputado diz, que vota contra aquella
emenda, por isso que o peticionarlo nunca leve disc-
pulos.
OA'r. Neto : Nao disse sso.
O Orador : Disse mais, que elle nao venero os ali-
os littrrarios, para poder receber o seu ordenado por
Iuteiro, Sr. presidente, eu advogo esta cans, porque
me parece dr justica : Irata-se de saber, se o peticiona-
rio tem direito, ou nao, de perceber o scu ordenado por
Intelro,
O Sr. Neto : Sao tem direito.
Orador:-Ento seguc-sc, que a assembla, que
eigiflO sania, que lam.iiilio imperio leni solire nos-
sos coradles, He certo, t|uo mnguem imaginava
um laljlesencolviinenlo de espirito religioso nos
nimos dos l'ci namluicanos, que nesta inemoiavel
occasifio palonterflo. Pareceo, que linio fol dirigi-
do pola mfio da Providencia Divina, porque ella s
poda tlispor tudo naquella nrdem, e tranquillidade,
que todos nos presenciamos. A' vista do innume-
rgvel povo, qtiV, de todas as t'lasses, cuiironeo, te-
mos o regOsijO de asseveiar, que tleliaixo tos hbitos
ile penitencia se tornavflo incgnitas pessoas de alta
consideraeflo. Emlim, Pernambuco jamis se es-
quecer de que, nestes diss, a piedado e a religiflo
falla vo nos coracoea de todos, desde a mais tenrae
innocente infancia, al aos mais respeitaveis e vc-
nernntlos ancies: lodos orno reunidos cm nina s
vontade, em um so desojo, em uma inesma voz.
Mil parabens, congratulacoes mil icceital do nos-
so alteicoado coracao. (,ra,a vos seja augmentada,
e paz da parle de Dos, c da giaeas tlainos iiiiessanlemenle ao nosso Dos por
vos, pin causa da graca de Dos, que vos foi dada
nesla lempo "oportuno"; porque em todas as cousas
sois enriquecidos pelo inesino Dos em totla a pala-
vra, em toda s sciencia, Assim o disse o apostlo S.
Paulo. Persevera i, eharissismos, na pralica ila pene-
tencia, que publicamente patenteastesaface doaCos
da Ierra, l.eniliiai-vos, tle que a cora da gloria nao
pertencera senflo aquelle, que forte e legilimatnente
coinbaler; eque so sera cordado quem at ao litn
ior perseverante. Para tesleninhar-vos, finalmen-
te, quauto desejamos a VOSsa prosperidade tempo-
.


4
ral c eterna, vos dedicamos, cofTereceir.os os seguin-
tes regulameotos, compendiosas mximas, e epilogo
das doutrinaa pregadas as Santas Missos; mxi-
mas, quo dereis, cada un de vos, pratiear conforme
o VOSSO* estado.
RECIT.AMENTOS.
Pan ur sanio lie preciso.
1. Cre' todas ;is verdades da le.
2. Por em Dos toda a iiUSsa esperanza.
3. Vnar a Deo SObrO todia as (.....sas.
i. Encommendar-se a Dos eom frequente orazilo.
:.. Observar os preceitos de Daos e da igreja.
(. Aborrecer muito o pencado.
7. Mortificar as proprias paixdes.
s. Ad<|iirir e pratiear as virtudes cbrlstSes.
9. Amar ao prximo como a si mesmo.
io. Fazer o possivel bem a lodos.
11. Cuidar de subir ao maior grao de perfcc3o.
19. Observar as obrgaefles do proprio estado.
13. Tar sempro na lembranca a eternidade.
11. Ter na mo a alma e Dos no coralito.
1"). Subjeitar o corpo ao espirito e as asperezas.
10. Viver rom poneos para se mo perder com os
milito*.
ir. Ser verdadoro devoto de Mara Santissima.
ObrlgafSe do homem moto.
1. Frecuentara doutrina rlirsta.
2. Res|eitar os mais velhos.
:t. Evitar a ociosidade e mas companbias.
i. Fugir dos divertiinentoa1 perigosos.
.'i. Recolher-se, de tarde, a rasa muito cedo.
<. Mortificar o proprio corpo.
i igir do amor deshooesto.
8. Vilo lu i.ir em casa colisa alguma.
!. Supplicar a Dos para bem acertar na escolha do
estado.
lo. Nunca obrar sem conselho.
e os
ObrigacOes do negociante.
i. Contentar-se do lucro moderado.
'2. Dar a todos o justo em peso e medida.
i. Manifestar os dbitos occultos.
I Vio adulterar as fazendas.
o No fazer pri vacilo de algum genero para ter ca-
ristia
6. n.i i apmveitar-sc da necessidade ou ignorancia
de quem vende ou compra.
7. Vio exigir mais do valor, por nao pagar logo.
8. Ibsler-se do toda sorte de engao ou fraude.
9. Ser benigno eom os pobres
10. Cuardar-sc sobretodo da usura.
ObrigacOes Hat raparigas.
1. Guardar rom cuidado os proprios sentimentos.
j. Andar acautelada a cada passo.
3. Observar toda a modestia em cada urna das
suas acortes.
. Ser grave no molo de obrar.
5. Estar retirada em casa, por propria eleico.
n Raras vezes sahir, c s por necessidade.
7. Aborrecer a vai lado nos vestidos e enfeiles.
8. Evitar de conversar som possoas de dilferente
sexo.
9. D testar os amores, e profanos divertimentos.
10. Amar os exercicoa de piedade.
ii. Applicar-so de continuo ao trabalho.
*1.-\m-y alguma moderada mortificaefio.
3. Pagar a seus criados e jornalclros.
4. Cuidar na educacilo dos lilhos e servos.
5. Fazer que frequentem a palavra de Dcos
Santissimos Sacramentos.
6. Corr gi-los com prudencia.
7. Castiga-los sem colera.
8. Tratar a todos com igualdade.
9. Te-Ios oceupados.
10. Ajnda-losem suas necessidades.
ti tssiatir-lbes as suas enormidades.
12. Edifica-loa com o bom exemplo.
i:t. Kncommeuda-los a Dos.
14. Ter separados os meninos das meninas.
15. Lanzar fura de casa qualquer que porpalavras
obras cause escanda-lo.
ou
ObrigncGes do marido
1. Amar a esposa como C.hristo ama a sua santa
igreja.
2. Respeita-la como sua igual.
3. Regula-la como sua inferior.
4. Teda romo sua fiel guarda.
5. Sustenta-la com decencia.
6. SotTre-la com paciencia.
7. AJuda-la com caridade.
8. Reprehende-la rom benignidade.
9. Exhorta-la no bem com palavras, indo adiante
com o exemplo.
10. .Nao ollende-la com factos, o deshonra-la com
palavras.
11. Nao fazer ou dizer cousa em presenca dos fi-
llios, ainda que pequeos, que Ibes ]iossa ser-
vir de escndalo
ObrigacOes da pobre.
levar com vontude de Dos a pobreza.
No se apropriar de cousa alguma a pretexto
de sua pobreza.
3. Supporlar com paciencia seus padeeimentos.
4. Tralialliar para fazer ganbos bonestos.
5. Procurar os ganbos dos bens eelestiaes.
t. I.enibrar-se que Jess e Hara forflo pobres.
7. Render gracas a Dos de acbar-se na estrada
fcil do Paraizo
Hospicio da Penda, 23 de Marco de 1816. O
prefeilo dos Capucliinbos da Penha, l'r. Placido da
Messuia.
ObrigacOes jornalelro,
1. Offerocer a Dos as proprias fatigas.
2. Trabalhar com actiridade, economa c precisSo,
conforme as regras d'arte.
3. XiO penler lempo,
Ahaler-se, nos trabalhos, dos profanos discursos.
ObrigacOes do artfice.
1. Fazer asnina-, com Inda diligencia.
2. .\3o trabalhar depois da meia noilc do sabba-
do ou de outros dias immediatos aos dias gen-
ios.
:i. Pifio icter alg..... avanco, anda que pequeo, da
fazenda d'oulros.
ObrigacOes do rico,
1 Re Ir grecas a lieos pelas riquezas.
J. Vio i ni nella a propria confianza.
3. Vio auginenla-las com usina.
4. Vio conserva-las com injustica.
5. Pagar as dividas e morcs com promptidilo.
li. Ser caritativo com os pobres e com as igrejas.
7. I'ensar militas vezes, que os mais dos ricos se
perdem, pelo meo uso das suas riquezas.
ObrigacOes da mulber casada.
I. Amar ao marido,
j. Rcspeila-lo como scu chefe.
3. Obedecer-lhe como seu superior.
4 Advertido com grande reverencia.
.">. Responder-lhe com grande mausidiio
. Servi-lo como sen senhor.
7. (.dar quando 0 V perturbado.
8. Tolerar com paciencia seus defeitos.
9. Fugir de tratar com outros bomens.
10. Educar catliolicamente os lilhos.
II. Ser submissa aos .ogros.
12. Benvola com os runfiados.
13. Prudente com todos da familia.
ObrigacOes dus subditos civis.
1. Render amor, respeito, fidelidade, e obedien-
cia as autoridades estabelecidas por Dos.
2. Pagar os tributos fielmente.
ObrigacOes da viuva.
1. Viver pura como as virgens.
2. Vigilante como as casadas.
.1. Dar exemplo de virtudes a urnas e outras.
4. Ser amiga do retiro.
5. Inimiga dos divertiinentos.
i. Applicada i oraco.
7. Cuidadosa pelo seu bom nome.
8. Amante da niortilicacSo.
9. Zelosa pela gloria de Dos.
ObrigacOes do ftlho familia, ou de qual-
quer pessoa subjeita.
1. Considerar os pais, ou patres como represen-
tantes de Dos.
2. Ama-Ios de coracSo.
:l. Itespeita-lo, com palavras na presenta e au-
sencia.
4. Obedecer-lhe com promptidilo.
5. Servi-los com fidelidade.,
6. Soccorre-los nas necessidades.
7. Soffrer com silencio as suas faltas.
8. Rogar a Dos por elles.
9. Ter grande cuidado nas possesOcs da casa.
ObrigacSes do cheje de familia.
1. Regular sua familia segundo suas posses.
2. .Nao gastar seus bens em jogos e vaidades.
IIIIIIII) DE 'EIIUIIll ai.
COXTINUACA 1)0 EXTRACTO DOS JORRAN I.NCI.KZES.
As chovas na Europa tinh.losido tilo copiosas no
mez de Janeiro, que OS ros Sena, Tamisa e outros
tintillo causado innundacoes e estragos lerriveis.
Segundo a Gusela dt Augtburgo fizerflo-se rcenle-
mente conferencias em Londres entre lord Aher-
ileen eos representantes das tres potencias do .Nor-
te, para o fin de introduzir inodificaedes no tratado
de 20 de dezembro de 1841, relativo a abolicflo da
esclavatura. As exigencias das cortes do Norte re-
ferifio-se principalmente ao artigo .">." que declara
como iini signal do trafico so a circunstancia de tor
un navio mais agoada e pro/isoes do que sao neces-
sarias para a Iripolacao.
(I povo de Maueliester estava geralmentc muito
aucioso por saber, ipi.il seria a tctica da liga a res-
peito do plano de poltica commerrial de Sir R. Peel.
I'nlia liavido, no dia 30 de Janeiro, urna rcuniiio do
concelho, convocado pela connnissilo execulva, a
qual assistirilo, no meio de urna numerosa assemblea,
seis cava I fie i ros, que tinhiio subscripto 1,000 libras
cada un para o fundo le um quarlo de millijo. En-
ectou-se una interessante discussao sobre a impor-
tantecrise, epasson unnimemente aseguinte rcsnlu-
Zo : Que o annuncio de una nova lei sobre os
cereacs fazia desejar, que se convidassem os amigos
do commerciii livre em todo o reino para organisa-
rem novas petefles para a total e inmediata aboli-
(.;'io de todas aa lea, quempunh&o dlreltos sobre o
trigo e vveres eslrangeiros. Esta resolucitodevia
ser publicada, sem demora, em todas as parles do
reino pelos jornaes do commercio livre, por circu-
lares e editaes.
No dia :t de feverciro houve igualmente em Nol-
lingham uma reunido do concclho desta cdade, na
qual foi unaninienienteapprovada urna potcflo ao par-
lamento, expressando extrema satsfaCCSo pido plano
proposto, c requereiido, que fosse Iminediatamentc
convertido em le: -- Que o paiz deva dar gracas a
Sir II. Peel e no governo de S. M. R. pelas medidas
importantes, polticas, commerciaes, e sociaes, sub-
mettidas por elle a approvacnO do parlamento. --
Que, com qiiauto aquel le concelho considerasse a
Inmediata revogaefio de toda a reslrccfio na livre
importacNo de mantmentQs como de muito maior
vantagem para todas as classes da communlifio, to-
daviajulgava i'iiportantissiinas e dignas de ser cor-
dialinente acceilas as medidas propostas.
A rain fia e o principe Alberto, acompanhados pe-
lo principe de Calles e pela princeza real, tintillo
partido, no dia 31 a tarde, dopalacio'de liurkingliam
para Claremonl, donde voltarfio no fin de 8 dias.
Le-se no Marning-Pott sob a epigrapbe Mudan-
cas Ministeriaes. -- Temos razos para crer, que o
visronde Courtenay, lilfio mais vellio do conde de
Devon, succederi a sir Thomas Fremantle como pri-
meiro secretario da Irlanda. Pela acceftacSo d'este
emprego ileixar onobre lord iiecessariamente vago
oseuassenlo por Devonsire doSul. Presumimos, que
S. S. leve o cuidado de consultar a opinio dos e-
Icitores a respeito da adminislracHo Peel, da qual
esta elle prestes a fazer parte. Segundo nos consta,
nao ha muito lempo que os de Devon se pronuncia-
ran na presenca de lord Courtenay algum tanto dea-
favoravelmente para como ministerio; e suppomos,
que outros rnnstituintes silo do mesmo modo de pen-
sar. Mr. Gladstone, novo secretario da repartidlo
colonial, ainda esta sem assenlo na casa dos com-
niuns, c muito prova>idiiieule a.iiini licar, segun-
ilo todas as apparencias, menos que algum nutro
partidista da liga, como por exemplo Mr. Cobdcn ou
Mr. Rright, seja com elTeito induzidna ceder Stock-
port ou Durham em seu favor. Tcr-se-ba lembrado
d'este recurso lord Courtenav, no caso de algum
man SUCceSSO em Devnnsjiire do Sul P
I.-se no Times de 5 de Fevereiro sol) a niesma e-
pigra plie :
i llontem acceitou Sir T. Fremantle a mordomia
dos ceios de Cliiltern, e deixou por isso vago o seu
assenlo por Buckingliam. Hoje se ha de propora or-
dem para nova eleico, e espera-se, que lord Chan-
dos succeda ao muito honrado baronele. Sir T. Fre-
mantle apoia as medidas commerciaes do governo ;
mas, como os seus constitu ules as olhflo com gran-
de alarma, e como elle tinlia repetido na ultima elci-
(,"10, quando acceitou o lugar, a sua previa declara-
ran em favorda prolecQilo a agricultura, julgou,
qucnlO poilia, sem inju>lira para rom elles, reter n
seu assento em opposicilo aos seus desejos. Sir T
Fremantle publicou uma menssgem aoseleitores de
Buckingham, explicando, mais amplamente do que
aqui nos permute o espaco fazer, os motivos, que
nfluirio sobre a sua conducta, a
L-sc no Cambridge Adverliser :
Sabemos de boa parte, que lord Jo.cclyn, que
exerce o emprego de secretario na mesa da inspec-
cilo Board Control) dora a sua demissSo aos seus
committentes desta cdade, sob o fundamento de
haver mudado de opinflo a respeito das leis sobre os
cereaes, depois da sua elecSo como membro por
esta cidade. Seja qual Mr a determnago dos eleito-
res quanto aceeitacito da demissuo, s pode haver
uma opiniSo a respeito dos elevados e honrosos mo-
tivos, que instigro o nobre lord para assim dar a
sua demissito. Passa por certo, que b^nobre lord
tambem deraa demissaOjdo scu emprego a Sir R.
Peel.
I.-se no Cork Examiner :
Com a mais profunda magoa somos compellidos
a dizer, que a enfermdade das batatas vai espalhan-
do os seus estragos mui terrivelmente ; e que as fe-
bres ja aprcsentflo a sua medonha catadura em todas
as localidades affectadas da mangra no alimento do
povo. Tivemos, ha pouco, uma conversacilo com um
rcspritavcl clrigo de Aghada, que nos fez uma ler-
iivcl,.narrac.ao, que corlavo coraQiio, do progresso
da febre entre o povo, c da quasi total destruiQIo do
seu nico alimento. Podamos referir-nos a outros
districlos, e contar s nossas autoridades a triste his-
toria da penuria de cada um ; mas niio be necessario
Al Sir R. Peel confessa ser o mal to medoubo e hor-
rivel (|uanto o temos convenientemente representa-
do. Recaia, pois, a responsabildade sobre o governo,
assim como sobre os proprelaros do paiz. Atien-
ten para o pergo tanto aquello como estes, e
roveSo a elle Chegou-nos s nulos urna carta do
itev. Mr. Quaid, parodio de Dromcolaher. A narra-
cao desse excellente hoincm faz realmente pasmar.
Elle refere factos e nomes, especfica os individuos,
assim como dcscreve a prda geral. De novo, c com a
maior vehemencia, chamamos a atteiiQo publica para
os estragos da peste e para o terrvel facto, de que
em menos de um mez estarc) os pobres em muitas
partes da Irlanda totalmente privados de alimento.
Dcos se lembre dos pobres
Na noite de 3 de fevereru, occorreo no theatro da
cidade de Londres, durante os exerccios gymnasti-
cos do Sansao americano [Mr. Canfield ,, um aec-
dentede naturoza mui grave cujos pormenores sao
01 seguintes : Parece, que Mr. Canfield leve occa-
SJlode apresenlar uma peca de artilbaria com perto
de seis quintiles de peso ; e, na aceflo de descarrega-
la, a!irio-se de repente um dos alcapfies; oque niio
sendo observado pelos fio^msvque Ihe assstHo, e
que 00 retirando a pega da sccia, causou a morte de
um, e poucas esperanzas restavao do rcstabclecimcn-
lodooutro. 0 1. passou por cima do buraco, mas
o 2." cabio nelle, ealiindo-lbe na caheca a pega, e es-
magando-lh'a do modo o mais borrivel. Outro tam-
bera cabio pelo buraco, dcslocando a clavicula, e
fracturando o crneo.
Os jornaes de Pariz de 27 de Janeiro, recebidos em
Londres, tentavflo commentar a discussao mu pouco
interessante sobre a mensagem na cmara dos depu-
tados em o dia antecedente, e que terminou na re-
jeiciio da emenda proposta por M. Grandir por uma
inainria de 209 votos contra ICO.
As noticias internas emitidas nos mesnios jornaes
enlode pouca importancia. Todava diz.lo, que a
campanlia contra Abd-el-Kader estava por momen-
tos a acabar; que o esplendido corpo de c.avallaria
do renegadi, Woussouf, como lbe clamava Abd-el-Ka-
der, tinlia sido tilo relalbado c eslava tio fatigado da
perseguidlo do emir, que se julgava necessario dis-
solv-lo. Abd-el-Kader se tnlia retirado, ou para
reorganisar, ou para observar os seus inimigos, ou
para afirigar-se em Marneos ; porque nada ao certo
se sabia delle
Cartas particulares diz.lo, que os desastres do
consternado corpo do general l.evasseur nao tintillo
sido s obra dos elementos. Os rabes cahrfio-lhe
na retaguarda, deceparao s vintcnas os nfelizes
soldados errantes ou cansados, e aprehenderlo in-
mensa quantidade de armas com toda a bagagem da
columna.
As noticias reeebidas em Parz dos districlos ma-
nufacturaros conlinuavao a ser desfavoraveis.
Iliraliim-Pacba deva partir dos lianhos de Vcrnet a
4 de fevereiro para l'erpinham, onde se bavia de de-
morar ale H. Seguira depois para Pariz por Tolosa,
l'.ordeos e Nanles. Fazlo-se preparativos no pala-
cio Elyse Bourbor, em Pariz, para sua receptan.
A Bolsa de Par/, estava excessivamente fra no dia
27 de Janeiro. Cireulavfo boatos desfavoveis acerca
das projectadas medidas de Sir R. Peel, e produzirao
alguma incerteza nos nimos dos sensitivos. N3o
appareceo todava grande influencia no mercado ; o
que moslrou consegu lilemente tendencia, antes para
declinar do que para melboiar.
0 Muniteur anniineiou, que o re dos Francezese a
corte tomariilo luto, por oceasio da morte do archi-
duque de Hodena, desde SO de Janeiro ate iode feve-
reiro ultimo. O duque deixou ilous lilhos e tres fi-
llias. O li I lio mais velho, qua Ihe suceede, com o no-
me de Francisco V, tcm 27 anuos de idade.
O Semap/iore de Mantilla de 27 de Janeiro dizia, que
no da antecedente tinha a polica apprdiendido40,ooo
hilogrammas de batatas, chegadas, bavia pouco, do
departamento de Vancluse, a Marsclha para se expor-
taran para Algera. Fonlo examinadas por differen-
tes ehimicos, que declararo cstarem affectadas da
molestia, que liulia atacado as batatas em dilleren-
tea partes da Europa.
O debate sobre a questiio da uuversidaile na c-
mara dos deputados foi encerrado, mas san vota-
Qflo, no da 30 de Janeiro, depois de um discurso de
Mr. (iuizot, liavido por lodos como brilhanle; mas
que continha urna declaraco, que atlrahio sobre
elle as iras de todos os jornaes oppostos igreja. Mr.
Guizotdeclarou. que a dissolugilo do concelho da
uuiversdade peas ordenanzas reaes de 7 de dezem-
bro tinha sido Coila com vistas de applacaro Papa,
que alias se teria opposto dissoluzao dos estabele-
cimentos jesuticos em Franca.
Mr. lien ver fez, no dia 31, a suaameaoada proposta,
cujo fin era dissuadr os ministros de declararan,
que, no caso de guerra entre a Inglaterra e os Estados-
Unidos, a Franca guardara neulralidade, e convda-
los a declararem, que, em tal caso, cascos livres Jazem
livres as merca/lorias; mas o seu discurso foi ouvido
com alguma frieza.
O Sicle dizia, que M. Cuizot fizera, no dia 30, uma
deelaiacan tilo significativa, que a siluac.lo do go-
verno ch poltica do presente reinado deviflo de ficar
gravemente compromeltidas por ella; e que as
futuras experiencias do paiz, certas ou incertas,
niio repousario mais sobre a base que at aqui tinha
sido considerada como a mais solida.
(i l nir.rs aiiiiiiuciou, que o Papa tinha no consis-
torio reunido no Vaticano a 19 de Janeiro,
elevado r. dignidado de cardeal o patriarcha de
Lisboa, o arcebispo de aples, e o arcebispo de
Aix.
Esperava-se, quelbrahim-Pach chegasso a Pariz no
dia 31.
Os jornaes desta dala davSo a res posta de M. Cui-
zot ao discurso de M. Berryer na cmara dos de-
putados ; e a votagilo sobro a emenda proposta por
este foi de 156 votos a favor della, e 234 contra
inainria ministerial, 78.
Os precos da familia e das batatas tinhao descido
eonsideravelnenle em Parz; mas com magoa
observamos, quo exista na Succia uma perfuia
fome.
Nada de importancia hava de Argel, alm do
facto de quo o indmito e infatigavel emir ia
batendo ou logrando os Francezes em todas as
partes.
O Constilutionnel annunciava, que os navios de
guerra promptos a seguir para Madagascar erlo as
naos de linha Neptuno e Jpiter ; e as fragatas tdU
Paule, Reine-Blanehe, e Armide. Estes vasos, dizia
elle, fariio junreo com a frotilha, da estaQo Bour-
bon, e a osquadra ser provida de mantimentos pop
navios mercantes fretados para este fim. As Torcas
de trra, prestes a embarcar, constarO de 9,200 lio-
mens, e uma porzflo da guarniQilo de Bourbon fari
parte da expedcao. Todos os navios loyaro pecas
de campanlia.
L-se no Algerie o seguinte :
Em consequencia da chegada do emir parte
meridional da provincia de Argel, tintino sido postas
de novo em movimento todas as forras disponiveis
(aquella divsfio; e reunirSo-se a 26 em Bo-
ghar, sob as ordens do marechal em pessoa
com os generaes de Bedcau, Arbouvillo e Ka-
ra y.
Cartas particulares de Madrid, com data de 21
de Janeiro, dizilo, que dos 40 membros ministeriaes
' das curtes), que tintillo accordado em dirigirao go-
verno uma representacao contra o casamento da rai-
nha D. Isabel II. com o conde de Trappan, apenas
dez permaneciSo firmes no seu proposito original.
Parece, que os 40 membros haVio crido, que os mi-
nistros, ou aomenosama Oria del les, niio desapprova-
rlo uma tal manifestacilo; mas enganrilo-sc. os
ministros declararan, que nao dariilo explicazao al-
guma a respeito; e Narvaez accrescentou, que, se a
cmara fizesse alguma manifestaciio de opposizo,
elloa dissolveria. Nodia 20 houve um concelhodo
gabinete a respeito, e decidio-se, que a amcaca de
Narvaez sera levada a efleto, se os deputados persis-
tissem na sua inlenciio.
Cartas particulares de 22 faziilo men^Sode um boa-
to, que correo na tarde daquelle dia, de que os mi-
nistros da fazenda, da mariiiha e do interior estaviio
prestes a retirar-sedo gabinete. Diziilo igualmente,
que a di recejo da reparlicjo da guerra seria dada ao
general Mazaredo, e que o general Narvaez ficaria
presidente do concelho, sem pasta.-
U congresso dos deputados este ve muito apinhoado
no dia 22, em consequencia da expectativa de que se
li/esM'in alginuas inlerpellazes aos ministros, rela-
tivamente ao casamento da rainlia; mas no se fez
alluso alguma a tal respeito, e a cmara foi adiada,
depois de uma longa resposta dada pelo ministro da
fazenda a um ataque feto a admnistraC;3o pelo Sr.
Llrente, depulado por Cdiz.
O Phane de Bagonne de 25 dizia, que no momento,
em que aquella folha estava a ir para o prelo, tinha
chegado um expressode Irun, dizendo, que tinbao-se
recelido noticasele Madrid, aiinnriando a dissolu-
i;jo das cortes hespanholas por causa da proposta
de alguns deputados, alim de se dirigir uma mensa-
gein a raiuha, expondo a S. M. o perigo, que pro-
vina do seu casamento com seu to, o conde de Trap-
pan.
Cartas de Madrid, reeebidas em Pariz, diziilo, que
o Sr. Salamanca bavia recusado bater-se com o aju-
dante de campo do ministro da guerra, o general
Narvaez, observando, que a a lirn la, que bavia recebi-
do, lora do mesmo Narvaez, e quo nao se batera com
elle por procuraQo.
Correspondencia.
Srs. Redactores. O empregado publico, que, como
o Sr. subdelegado do l'oco-da-Panella, Antonio Ay-
res Vellozo, cumpre o seu dever ; aquclle, que sacri-
fica o seu repouso ao bem publico ; aquelle, em sum-
ma, que se expOe s furias dos facinoras, para que os
seus compatriotas gozem, de seguranca e tranquillda-
de,quasi sempre he victima desua patritica dedi-
caeflo.
E com effeito, o S.r. Vellozo, que tem lvradoa fre-
gue/.ia do Poco-da-Panella da influencia de ladres,
e que, sem (erum soldado sua disposiQio, c fallo
de quasi todos os meios, tem, se niio no todo, ao me-
nos em parte, diminuido consideravclmente os cr-
mes, e que tem sabido fazer-se respeitardos faquis-
las, desordeiros, e turbulentos daquella freguezia,
foi victima da intriga, ou do que quer que baja, co-
mo se poder ver da publicaziio do odicio inserido
no seu Diario de Pernambuco n 58, deste mez. Quan-
do tal M, e lo-o depois a declararan l'eita no inrio-
Kovo de 14 do corrente, tomei-inc de indignazo, o
dspunha-me a exprobrar o aclo, quanto elle o mere-
ca, quando me occorreo, que inelhor era desprezar
mais osa miseravel bravata.
Acceite, pois, o Sr. Vellozo os votos puros de todas
as pessoas gradase pacificas da mesma freguezia do
Pozo, c crea, que os seus servaos, a sua honra il-
li liada, o sen patriotismo, o cobrem completamente,
e o livrjo da lingoa viperina dos zoilos, que querem
mordel-o.
Querflo, Srs. Redactores, publicar a presente, pelo
que Ibes sera muito agradecido o seu constante leilor,
O Amigo do mrito.
COMMERCIO,
Alfandega.
RBNnmENTo oo du 27...............19:97a#8l
D'.iearreqaO hoje 28.
PatachoHarfruenarvao.
Ilriguetuna dem,
tingueLaura liieiciclinius
Barca twdtn-Ftetcigigos c timas.
MrigueS -Andrr-Ap.tilolofariaha.
liarenAriitidtsbacalho.
GaleraSicurd-Fithuirrcadorlat. '
lirigueAtcibiadtsidrm.
BrigueComantedem.
Consulado.
aENDIMKNTO DO DIA 27.
Geral..............................***&
Provincial......................... 96:V5S
Diversas provincias.................... 151/A
~4MjflW


\
W-
Movroento do Porto.
Navio entrado no dia 27.
Sidinrv; 86 das, barca inglcia Rindo, c 230 tonelada,
capitn Jacob Brnd, equipagein 16, carga la, aieite
e sebo ; ao capililo.
Costa do Chile; tendo sabido de Nevr-Bedford ha 18 me-
ses, galera americana Seitu, de 280 toneladas, capilao
JohnS. Smith, equipagein 33, carga aieite de peise ;
ao capilao.
; Mar-Pacillco tendo sahido de New-Bedford, ba 46 mc-
ic, galera americana Eupliratet, de 3U5 toneladas,
capital Dvid Upliam, equipagein 33, carga azeite de
peine: ao capitao.
Babia ; 10 dia*. patacho braslleiro Vicloria-Fclix, de 202
toneladas, capitao loan Jos da Silva Papalina, equl-
pageiu 11, carga gneros do paiz ; a Novaes & C.
Navioi lahitloi no mtimo dia.
tracal) ; sumaca brasileira Sania-lima, capitao Fran-
cisco (aciano de Alineida, carga facililla
Kaltimore patacho americano Rugen, capitao Jacob
Rrad, carga assucar.
! jjew-Bedfordi galera americana Seitu, capilao JohnS
Smith, carga a mesina.
dem; galera americana Euphratei, capitao David Upham,
carga a niesina.
Edilaes.
CURSO JURDICO DE OL1NDA.
De ordem dt directora so fai saber qua, da data
tle'le dous me/es a celebrar o concurso para
substituirlo vaga das cadeiras de rbetorica e de geo
giaphii do collegio das arles : os oppositores se devtm
mies ipresentar com os ieui papis promplos e hi-
bililactVi do cosime Academia de Olinda 27 de
marco de 1**6 bacbsrel Eduardo Soaru de
albergara. olTicial servindo de secretario.
= U Illa. Sr. inspector da Ibesouraria das rendas
provinciaes manda faier publico, que, em cumprimen-
to da ordem <'o Eim. Sr. presidente da provincia, de 9
do rorrete, irn a prac no da 15 de abril piutimo fu-
turo, para seren arrematadas a quem por menos lizer.
as obras da cedria da eidade de. (joianna, oreadas na
quanliade9:i8i#070 rs,; as quaes deverju ser eecu-
Isdas sob as clausulss eipeciies abaixo transcriptas.
s licitantes,devidamente habilitados, compareci na
lila das leudes di mesma tbesoururia noiodicado da,a
niel da.
Secretaria da Ibesouraria das rendas provinciaei de
Pernatbuco 13 de marco de 1846. O secretario.
I.uu da Coila Porlocaretro.
OBRAS DAS CADEIAS.
CMIKU HA CIDADB IIBCUIANM.
Clautulat eipeeiaei d'arrematando.
1* Al obras para o acabamento da cudria da eidade
I de Goianna serio (eitai pelas (orinas, sob as condiedes, e
do mudo indicado no oicamento e riscos,approvados.em
8 de nooembro de I8i5, pelo Etin. Sr. presidente da
provincia, e pelo preco total de nove contos quatro ce-
ios e oitenla e quatro mil e setenta rs., que be o im-
porte do citado orea ment com o augmento de 20 p. c.
I Ri. 9: 84*070
1' As obras principiari no prazo de dous mezes, e
I fiadarad no de quinte mezes, ambos contados rm con-
I Turmidade do artigo 10.' do regulameolo das arrema-
I tates.
3.* O pagamento do importe da arrematacio lar-se-
iba do modo indicado no arligo 15" do rrspectivo re-
Igulaiiiento, sendo de uin anno o prazo da responsabi-
lid ide.
4." Para ludo ornis, que nao esla determinado pe-
las presentes clausulas, Seguir-se ba inicuamente o que
dispdo o cilado rrgulamento das arrematares de 11 de
julhc.de 1843.
Repartirlo das obras publicas 28 de levereiro de
1843. Oengenbeiro ein chele, Vaukier.
Para o Rio Grande do Sul segu
com brevidade o brigue-escuna lzabel,
por ler a bordo a maioria do seu carre-
gamento: pode receber alguma carga,
passageiros e cscravos : .quem preten-
der, pode entender-se com o capilao Joa-
quim Antonio Gad, ou com Amorim
Irmaos, ra da Gadeia, n. /\r>.
I'ara o Rio-de-laneiro subir, coro toda a bre-
vidadn ( por seguir com o sal que trouia do Ass ) ,
o muito veleiro patacho nacional S.- i'od-Americano,
podeudo levar mais alguma carga miuda esclavos a
(relee passageiros: a tratar com Gaudioo Agostinbo
de Barros, na ra di Crui, n. 66, ou com o capiti > a
boido.
Piniilhi de S.-Miguel segu, imprelerivel-
meoleno dia 10 de abril vindouro, o patacho ltveira,
coro a carga que tiver; quem nellequuer cairegar, ou
ir de passsgero dirija se ao capitio Antonio Francis-
co de Rexende os praca do Commercio OU a Joio
lavares Cordeiro na ruado Vigirio.
=Para o Kio-de-Jsneiro.com brevidade,por ler parte
da carga tratada, esta a sabir a polaca Novo-Atulo-da-
Virtude ; para carga, ou escravos a Irele, traa se com
Joio Francisco da Cruz na ra de Seozalla-Velba ,
o. 134.
= Para a ISahie segu, com toda s brevidsdo, a su-
mar .Sania Cn,z ; quem ni mesma quizer carregar ,
entenda-se com os consignatarios Amorim Irmiul.
A baresja Flo*-do-feeifti segu para qualquer
porto do Norte ou Sus.: quem pirtenjJer canegar ,
ou freta-la dirija-sea Manoel Jo< Goncslve Braca ,
seu proprielario ou ao mestre a bordo.
=. Para o Havre sahira, com brevidade, o brigue
Irsncez Nlte Matkildo, capillo (iuilbert : quem qui-
er carregar, ou ir de pessagem diriji-se aos consig-
natarios J. P. Adour & Compinoii ra di Cruz ,
n. 21.
Leiles.
= J D. Wolhopp Se Companbia (ario leilio, por
intervencio docorretor Uliveira, de todos os lundos da
luja de chapeos da ra de Qjeimado n. 37 consis-
tindoeni chapeos de varias qualidadei e lodosos per
lencespira fabricados mesmos e armapio gcc., lu-
do para pagamento dos credorea da dita bija : terga-fel-
ri 31 do crrente is 10 horas da roanbaa ni in-
dicada luja.
Pur despacho do dnutor juiz de orphos e ausen-
tes proceder-se-ha a leiliu de urna taberna, na rus
du Carnario n 7 que I/, parte dos I ens irsenla
riados por fallecimento de Tbeodoro da S>lva Damas,
no da 28 do frrente as 10 horas da monha.
Na mesma uccasiio lera lugar o leilj do resto dos
bens do fallecido Custodio Luis Reis; constando do 2
escravos.
Avisos diversos.
De< laracao.
- O lllni. Sr. inspector do arsenal de marinba
I manda fazrr publico, que, em cumprimento dai or-
drns do I,mu. Sr. presidente contratar a compra dr
200 caadas de azeite de balis ou na sua falta, de
iZHile doce de peior qualidade que bouver para seren
remetilas a provincia do Rio-Gramie do-Norte ; de-
vendo os pretendemos apresenlar as suas piopostas ein
| cartas lechadas nesla secretaria at odia 31 do correte
inrz pelas II horas da manhia.
Secretaria da inipeccao do arsensl de marinba de
| Pernambuco, 27 de oa reo de 1846.
0 secretario,
Alexandre. Hodrtguei dot Anjo<.
PUBLICACAO LITI ERARA
ICCIONAHK) GEUGRAI'IHCO
DO BRASJI..
\visa-se aos rs. subscriptores do Dic-
|cionario Geographico do Brasil que, vis-
to liave ebegado ltimamente loja de
I ra da Cruz do let il'e a maior paite dos
exemplares desta importante obra, devem
vir quanto anles receber os exemplares,
que subsrrevrao. O preco para os as-
Mgnantes he (como desde o principio se
axuu) t2s'8oo res, pagos ao receber da
I obra.
Avisos man ti mus.
Para Hatnburgo sai. at o dia 10 de abril, o brigue
lleco Hebe su trm lugar para 50 caitas : quem preten-
der, dirija-se aos consigiialai ios Le Bretn Schraiiiiu It C
I =Para o Rio-de-Janeiro segu com brevidade o bri-
lenr orasileirn Atalante, pregado e forradu de cobre, com
' xi i lli ntcs ciiiiiiihmIiis para passageiros e escravos:quem
"o mesttia quier carregar, ou ir de passngeiu, dirija-se
a capio, todos os dias, uapiaca, ou a Manocl Igna-
l^'Olivcira, ra de Apollo.
j. ~ ra Liverpool sahir com brevidade a nmito
Inv" co!'bpcida e veleira galera ingleza S'worit-A'ijri, ca-
IP'lao Kichard Green : quem quiter ir de passngrm ou
|ar,rpB*rn'eHa, dirija-sc aos consignatario!1 Me. Calinont
T5 Para o Rio-Grande-do-Sul segu, em poucos dias,
toorigur Sanu-Mariii-Uoa-Sorte, rapitao Jos Joaqirim
I '." "os Prazeres ; pode receber alguma carga miuda;
I "''rece bous commodns para passageiros, assim como
*cravoa : quem no mesmo (|uizer carregar ou ir de pas-
|Slgejn, pode e.ilcndrr-sc com o capitn, ou com Amunm
naos, ua ra, da Cadeia, n. 45.
Ao trienal de guerra se offereceazeile de carra-
patopuro a 880 rs. a caada e de coco a 1500 rs
a medida fio-de algodio e torcidas pelo mesmo preco
do mez pretrito ; no deposito de neite de carrapalo ,
na tua da Sen;alla Velba n. 180
Perdeo-se hontein, do becco da Lingoeta at a na
daPraia, um emb ulbo con lindo 37/000 rs. em cdulas,
sondo tres de 10/, urna de /e urna de 21IOO rs.- quem
o achou, e quirer Cazer o favor de restituir, dirija-sc a
ra da Aurora, n. 30, que, alcm de receber boa gratilica-
9o, se Ihe licar muito agradecido.
Un hnmem de boa conducta se oft'erece para feilor
ou administrador dralgum sitio ou larras, eui qualquer
lugar, leudo laiiibem um lilbo, que serve para qualquer
servico : fallar na Hoa-Vista, ra dos ('oclhos, n. 1.
Quem precisar de um eaixeiro porlugurz para ven-
da no outra qualquer oceupaco, mesmo sendo para o
lalto, o qual j lem basiante platica de venda, dirija-
se ra do Nogueira, casa n. 44.
Um hoinem de inria idade otl'erece o seu prestimo
para qualquer estabelecimenln, seja de que natiire/.a
lr : quem precisar auuuncic a sua morada para ser
procurado.
--= Joaquim da Silva Lopes previne aos credores de
Antonio Jos Vieira, que, como elle, foro citados para
tomar conta de urna loja de louca na ra do Queimad
ein pagamento do que llies deve, que dita loja, com lu-
do que Ihe pe Unce, Ihe fui hypolhecado em 2 dr abril
de I84*i, como.se v da escripiura publica passada no
i ii ou io do cscrivao das hypotliecas,
= Sal de Cadix e do Assu, bou grosso e claro, rm
grandes e pequeas porcues, a bordo, e no armazem da
ra dlMoedl, n.7; assim como urna poican de palha de
carnalmlia, bem nova e por proco coiuiiiodo ; a tratar
com Leopoldo Jos da C.n-,ia Araujo.
= No arinazom de llraguei, ao p do arco da Concei-
io, rrndom-sesaccas de larello novo, ao mdico proco
de 2/500 rs. v
= A CARRANCA n. 173 est a venda na Imanada
praca da Independencia n. (jo 8.
O CLAMOR PUBLICO n. 83 achar-se-ha a venda
as II horas da iiianhia na mesma livraria.
= Sabio a luz o n. I do R AIO. peridico opposiclo-
nista.que tem sua vinhela alegrica: vende-se a40is.,
do lucio dia em diante, nos lugares docostume.
ADMIRA VEL
navalba de ac da China.
Tem a vanlagtm de cortar o cabello sem o/fema da pe'.le, dei-
xando a cara pareeendo estar na tua brilhanle mocidade.
Este ac vom exclusivamente da China, e s nelle tra-
balhao dous dos melhores e mais abalisados cutelloiros
da nunca excedida e rica eidade de Pekini, capital do
imperio da Chin. ^uthor Shore
N.B. Uerocnmiuondado o uso destas navalhns inaravi-
IllOMS por toda as suLirdadra inedico-rirurgicaii, tanto
da Europa cmoda America, Asia c frica, nao s para
prevenir as molestias da cutis, mas lanibem como um
mcio
COSMTICO.
Vendem-se nicamente na loja de Campos St Maia na
ra do Crespo, n. 8.
Peiie-se ao Sr. V. T. G-, que por
especial favor pague o que se acha a de
ver ha mais tle tres auno na ra do Ca-
bug, loja ele miudezas ; sendo esta divi-
da (jsou'j ris, (linli.no de primor: senao
ter o desgosto de ver o seu uonie poi
extenso com mais algumas paiticulari-
lades.
AVISO IMPORTANTE.
O abaizo aisignado tem a satisfscio de snnonciar sn
respeilavel publico, que pela barca sarda Concoutia
I toda de Boston, entrada oeste poito oo pretrito mvi
de fevereiro, ha recebido novo provimento de pilulas
vegetses do doulor Brandrelb.
Eitas pilulas. cujo autor basta pira girantir sua ei-
cellencia, tornao-se asssz recommendateis, nio pe-
la bem merecida celebridadee reput.co.quo teem ad-
quirido, pelos maravilllos beneficios colbidoi de la
applicaeao em molestias graves ; mas tambero por ser
um medicamento completamente inoflensivo : podendu
ppltcir se a ambos os setos em qualquer idade
Ai. annunciante esbe a gloria de asseverar so rei-
peilavel publico ( oque j por mais ve/es tem feito),
que lio as nicas verdadeiras de seu proprio autor e
por esta occasiio. em beneficio da bumenidade, avisa a
seus futuros Ireguezes. nio confundo as verdadeiras
com as envoltss em o seu receituario e lacradas com lel-
lo preto, as quaes teem gyrado nesla praca intitulan -
do-se verdadeiras I
Os pretendenles encontrarse ai triWdeins, nica-
mente os botica di ra daCedeia-Velha, n. 36, de
Vicente Jos, de Hrilo.
I.olera de S. Pedro illartyr
de Olinda.
As rodal dosis lotera antlio inlallivelmenle no di
primen o de abril prximo vindouro, ombora fiquem al-
guna lulbetes : e o resto deitei acha-se a venda as
lojai de cambio dos Srs. Vieira e Manoel Gomes, no
bairro do Recife ; e no de S. Antonio, as lujas dos
Srs. Menezes ra do Collegio ; Guimio ruado
Queimado; e as boticas dos Srs. Joio Moreira Mar-
ques ra do Cabug o Chagas. ra do Livr-mento.
Lotera do Ihcatro publico.
O abaixo assignado, Ibrtoureiro das loleiia do dies-
tro publico, convida ani pussulores dos bilheles pre-
miados da segunda parle da 16." lotera anda nao
pagos,paia que concorrio a apresenlar dilos bilhelcs al
20 de abril prximo futuro a fim de serem imlemni-
sados dos respectos premios: cerlos os mesmos pos-
suilores de que o nio fxiendo al esse dia, Ibes re-
sultara um maior Irabalbo para a cobranca de seus pre-
mios que passarso a ser pagos pela Ibesouraria du
la/enda onde o abaixo assignado tem de os recolher e
prestar suas conten, nos termos do regulanienion. 557 ,
de 27 de abril de 1844.
Antonio da Silva Ciutmo.
= O abaiio aisignado, pharmaceulico pela facul-
dsde medica da Babia e natural da mesma provincia,
como leluso de seu crdito e tendo poucas relacOl
nesla provincia v le obngado a patenlear 6eu com-
poriimrnto a fin de evitar supposicoes mis, que al-
guem pode fazer por ignorar a verdade. Veio par
esta t Idade em Janeiro oe 1845 por convite do Sr.
Jo Mara Goncalves Ramos que prelrnileo arran-
|a-lo em sua botica, e, por nao Ihe convir voluntaria
inenle^c despedio de sua cbsj, ouijulho do mesmo an-
uo sem que ficnse em desbarmunia com ele Sr. Por
esta ciicuinslanciB hospudou-se em casa do Sr. Kailho-
lomeo Francisco do S"u?a ; ao qual rende sincero gra-
decimenlo desuabenignidade, nion>pordeinteressdda-
menle preslar-se-lbe, como pela affabihdade, corn qu
tenipre o Iratou desde esse lempo al 15 de oslo do
correle anno que se utili.ou de seus obsequios rs
ta poca em diante mudou-se para a botica doSr.Ao
Ionio Mm ih Marques Ferreira o i|ual, para tratar dr
-na saude, Ihe le/ ver. que nerestitava de seu prestimo ,
11, u liante una gralificacao, al que lio smente melho
rasse de seus incommodos; pelo que esta n annuncianle
preenebendo o leu lugar, e por condescendencia lem re
pugnado comniotlos mais seguros que se Ib lem ol
(orlado; porm, como tem de brevemente fimlar es-a
n.i-sio e mudar-se, densa botica ; por isiO adverlo es
las particularidades para nao dar evasiva a altuen.
duer (romo Ihe consta ), que violnu conlialo o 'ir
anda at u presente nio b ;. Se ha quem saiba dr al
-iiii.ii rousa a respeilo, em contrario do que mani
lala anda que possa de-lu-liai a sua reputatao nio
se oceultede provar publicamente
JlirardoJoic floveia
^ Por mutua convenci o aliaito assignailo sn h
desligado da sorirdade que nesla praca .yrava soba
lirma de Mesquita Dulra & Coni|idnhia ficando a li-
quidarlo da eitincla firma por parle do liaixo aig
nado.encarregada ao sen ex-sorio, o Sr Candido Tho-
IHJ7. l'eieira Dulra. l'rrnambucu 13 de marro dr
1840. lenlo fulelhu Pinto de Mesquita.
- Havendo-se desligado da sociedade que gyrava
soba firma du Mosquita Dutra & Coni|nbia o socio
drlla,o Sr. liento llotrlho Pinto de Mesquita continua
a metn a Sociedade entre os dous socios aballo asigna-
dos, soba rasio comrnerciul de Mosquita & Dutra;
lidalo a car|(o e .-i li a respnnsabiliilade da metma
lirma.a liquiilacio do activo o pasuvo da eitinrta.
Pernaiiihuco, 13 de marco de 1816. Antonio lio
lelho l'inlo de Maquila. Candido Thomaz l'ereira
Uulia
A peisoa, que desoja saber da escripiura de vrn-
da, que feso padre Pedro da Cimba 80 capilo-mr
Man. el Gurcia de Moura Rollim da propriedsde S.
Antonio junto ao rngenho do Meio na freguezia da
Veriea appare(a no carlorio do labrlliao Boierra.
A luga se una casa tarrea na ra da Concordia .
pelo mdico pr< co du 8j rs uiemaes : a tratar na
ineima ra n. 5.
s l'em-se justo e contratad" a compra de umaca-
* uta na ra dos Pescadores, n 38 perlen'.'enl>
ao Sr. Cusme D.iini.io da Silva : so houver quem s
julgue com direito a dita casa annunrie por esta fu-
iba no i.r.i de 3 das a contar .;.,'..: annunciu.
= Um moco portuguer se olferece para caiteiro d>-
venda e mesmo sendo necessario le acba com bas-
tante pratica para tomar conla de alguma por balanco ,
tanto nesla praca corno fura drlla ou anda mesmo
para oulro qualquer eatabelecimento e ds fiador a
sua conducta : quem de seu prestimo so quizer ulilisar.
dinja-iu ao Aterro-da-Boa-Vista loj i de uiiudeas ,
n i'l. ou annuncie.
O coronel Francico Jos Damascenn Rotado
muiloii sua residencia para a ra de Aguas-Verdes, so-
brado de dous andar n. 8G.
= Aluga-se o priine.ni andar o armazom da c 18 da ma da Cruz no Kocile com muito bons com-
modns para moradia e o armazem para le reeolbrr
qualquer fatenda por ler todo ladnlbado de pedra .
e enchuto : a tratar com Jo- Saponti', na praca ,
ou na rus do Trapiche n 34. lerceirn andar.
= Anlunio Burges da Funseca sdvoga lano no cive
na casi di sus residencia na ra do Cadeia. ao p'- di
Ordem 3.* de S. Francisco, n 2, onde morou o bem co-
nhecido advngado, o padre Caetano de Souza Anlunes.
= Pretende le saber, se na piovinria de Perniinhuco,
exiiti'r Domingo* Al Ionio Alv s Jlarbo/a od Hoza Maria da Silva da Iro-
goo/i.i de 'Mondim de Panqu arcehispado de Braga ;
queira sriparecer na ra do Crespo', n 4, a negocio de
seu inleresso ; as^im como se ruga a alguma pessoa, que
du dito souber, participe em diti luja.
= Da-se dmbeiro a |uros rom prnhores de euro e
prala e reblem-se toldos e ordenados ; na ra do
Rangel, n. 37f
Alugao-sc
as casas ni. 3, 3e 9 do pateo da Palacio- Velho ; n. 10
da ra do Pilar, ein Kra-de- Portas ; o sobrado da
um andar no becco do Padre n. ; o primeiro an-
dar do sobrado da ra da Gadeia- Velba n 40, com.
rondicdei que muilo devem convir: a tratar na ra
da Cadeia do Recite n. 40.
Urna pessoa rapaz e habilitada poil que j lem
pralica de entino se pro| oe a dr licoes de pnmeirai
lellras, grammatira narional, antb'iiolira pratica, 4c. ,
alianrando o bom aproveilamento : os Srs. que se
quierem ulilisar de seu prenlim dinjo-se a casa de
ua residencia ni ra .Nvs, n. O, primeiro andar.
A prssoa a i|uem tonviiyj. arrendar ou comprar
o engenbo Conceicio em lleliinbe enlenda se com
Manoel Elias du Moura na rus de \ Goncalo n.O,
que a vista da pesso far lodo o nogocio e ate olle-
rrceri corlas vantiguni.
= U padre Manuel de Jess Marinho moridor no
termo da villa do Poili-de-Podras pievine e faz pu-
blico que | c.s.i.1 alguma se proporiba a elleituar ne-
gociu. teje de que oaturea fur. eom Jos Gurrea doi
Santos, morador no sertao o Aracalv lobre urna
obrigacio que llio passou, da quinlia' de 4.ri0i rs. ,
que se ba de vencer no futuro mes de sotembro do pre-
sente anno pela Compra que Ihe lez. de um escravo
de nomo Luiz que dolosamente Ihe-vendeo com mo-
lestias rbronicas interiores, o incuraveis de que se
acha gravemente enfermo e em pongo de vida. Gomo
ds confirmaran desse negocio a dita desle tem ape-
nas decorrido 15 dias, ju'ga-se o annuncianto aulo-
risado a reclamar e annullar o sobredilo negocio, por
ter fallado a boa f do vendedor quo deveri vir quan-
to anles receber seu eseravo orrendu Ihe 00 interim
0 risco I'lorella, 8 do marco de ISi.
= A hu.i-se una grande rasa lerre com solio e
muito bons comino lo. eom quatro quarlus lora
estribara grande quintal com multas larangeiras
rotneirll, sapolis prreirucom utii, o outras mui-
ts fructas ; a qual le alun por seu dono so retirar da
provincia, o por anuo du anuos: a tratar na mesma c-ia,
na ra ques^sai para o M.iii.uiiiIio ; o tem outu pequea ao
1 ij\ie taiiiliem se aloga,
Urna mulber de bons coslumes so offerece para
servir em qualquer rasa de huiiiem sulleiro ou casado
de pouca familia ; quem de seu prestiiuu se quizor uli-
lisar dirija se a ra da Guia n. i.'i.
Sabbado, 21 do do correnle, ashoris da lar-
de chamando se um preto ganhador para conduzir
urnas ericouimeiidiS. desrncaiiiinbou se d pessoa, com
quem la; o qual rondu'ia i lltaj com nial melada 2
COVldoi e meio do panno verio-garral i, o mais um re-
i.hIiii do mesmo p nno, do mesrno coinprimenlo e coro
largura do um palmo pouco mais ou menos 3 en-
liadas je missanga de vidro, 3 ditas de lilagria j
promplas |iara prscoco einbrulbailas em urn lenco de
cassa pintada "i pedlCtMde sedo verde lavrada com
loque de iiio.'o, com 2 covados o ineui cada um Ito-
ga-ie a qualqu'-r |iessua a quem lor olferecido. de ap-
urebender i levar na ra da (iadeia du Berilo, n. 25,
(iii- sera g'neii.sanente n iom| ensada, Declaia se,
jue o dito pn lo be contiendo e se proerderi nos ter-
mos da le contra qu ni comprar ditos uli|ectol.
de
l.a-
casa de drogas
(joncahes
c
Alalia
na ra dos Boliea
Jos
IDOS,
ii. 19.
Este r.stabilecimcnlo acaba de receber
da Europa um ii|linici mu Iiiiii nio de i -,i|>-
miI,im gelatinosas, conieinlu diversas pre-
a raedes, meicceiido ti entre estas espe-
cial meucfio as do oleo |>uiilicado de
ligado de bacallio. O mesmo estabule-
cimeoto recebeo, pelo ultimo navio de
Lisboa, iim completo sortimento das me-
Ibores semeotea de bortalica daquella
praca.
AUerro-da-lso.i-Vista, n. 5.
Pommateau culileiro e amolador de lodosos fer-
ros, que pertcncem a rutilara, previne aos seus ire-
guezes, que, alm dos ferros de sua arle latiilietn a-
hnca-se na sua officina qualquer obla de ac com lu-
ifa a perleiriio, co.iin seja es|i iras e frems de lo los 01
leitios todos os instrumentos de cirurgia e de dentis-
ta concertos de espingardas lazendo pe(as nuvas ,
sendo precisas. Ouarta frira esabliado de cada sema-
na sao os dias destinados para amolar tuda a qualida-
ie d- Ierro corlantes.
No iiiosinu eslalielocimenU tambein se alugio espin-
gardas de caca pagando o aluguel de cada dia.
Tamhem ba para vendrr uns pitearos de una mu-
sa composla de ingredientes iofallireis contra a fer-
rugeoi.
como no crime : pode icr procurado qualquer bora
Eilamuita luperior^ ruana de champagne, muito
ronhecida na Europa a'nos Estados-Unidos da Ameri-
ca, araba de rhegar ltimamente no brigue francel Ht-
lwpnli$, e vende-se oaiui di Cruz n. 20 casa do
Avrial Irmaoi.
;,



i
= Na loja do encaderniQio na ra doQueimado,
couligua a esquina da Longregacio n -1 i laiem-ie
encadern i 0i'> de (odas as maneiras,que exigiremospre-
tendontes u por nioJicu preco : tamben, ven lem-ie
os litros tegnintei : Kieggcr, t.^ i: omelria; Boceara,
direito e penal, em portugus; Lacrois antbmeti
ca ; o Coitnd.nbo ; Le Hoy terca 11 o ; Concilio
Ti ideal no ; oalguns linos mais.
Me-quila Dutra Companhia embarcad para o
Rio-Crntle-do->ul o sou cscravo Candido, crioulo.
O NAZARENQ i, 13
?st a venda na (iraca da Independencia livraria, ni.
G e 8 : na 'ua estrella do Roiario cala da l'. Traz
ut anigo sobre a impnaicao que a corte quer faier a
esta provincia do dous can lualos para senadores ,
varios outros e cxlrahulos de grande inleresse.
Continua a suhscrever-se noi meamos lugares a 2f
rs. por cailo serio de 25 ni. a qusl se contar do pri-
meiro numero destc anno em quanto nao completar-
se a pnineira serio. Avulios u 80 r cada exemplar.
I'croeo lo, da ra estreita do Rozario at a pra-
ra da lloa-Vista um par do mangas o urna gola pela
V urna casaca queni achou o quicr restituir, dirja-
te n mesilla ra n. 12, quo sera generosamente re-
compensado.
= Muga se a loja do casa n, 100 da ra Imperial ,
habilitada para deposito de assucar refinado cat ou
boheba pela sua localidaji, cujo aluguel he commo-
do i a lidiar na mesmi ra n. 1C7.
Antonio Pinto subdito portuguo* retira-se
I'rj o l'oilo.
Perdeo-ie, no dia 22 do corronte na estrada
ouro, de relogio ; quema liver nchado e a quier
restituir mande-a entregar na ra do Collegio n.
I i, priineiro andar ou annuncie, que lea bem pago.
. <) \ ieira, cambista, latiendo, que fui publicado
um artigo no Eiqueltlo, em que so diz lor-lhe passadu
una cdula falsa do 100.000 n. no dia 17 do cor-
rente o Sr. Si. genro do Sr Thom, a bem da
ventado declara quo la! colisa nao acontecen com
elle ; pois quo nunca fez negocio ilgum com este se-
olior.
I'recisa-se lugar 12 prcloi, pira servico neili
praca e tamhem ho.nens forroi ; pagio-se liem : a
aliar com Gaspar Jos dos Iteis em Fra de-Portas.
_ Olferece-ie um prelo forro para cozinbeiro ; quem
o precisar, annuncie
Don lien Uuprat, lia pouco, chegado de Franca,
legue vi ag ni para a Baha.
= A pessoa quo amencou o cffeclivamente con-
leguio hniilem furtar um escaler que eslava na cam-
II i do arsenal de marmita queira remeite-lo iem a
menor demora ; ose assim o nao (i/er nao se queixe
do resultado ; pois as providencias esto dadas.
= O societario da irmandade de >. Jos da Penlia
roga a todos os irmfiosdl Dirima, para se reunirem em
rniii i geral na respectiva igreja domingo 29 pe
las II boros da manhia.a fim do se discutirem os arligos
d > novo cQinpioiiiifio cun as emenda feitai pelo Re
telendo padre prefeito.
Pede-le ao autor do annuncio inserido no
Diario de l'ernambueo, n. 09, com ai lellras iniciaos
J. M.C., que baja de declarar, se se entende com Joa-
quim Montciru da Cruz
IRqe arreniatio-ie, pelo jui/o di segunda varado
rivel, dual eicraval, a r.queriiiiento.ile/ eus respecti-
vos senbores*, na sala das audiencias logo ilepois da
meim no ponto de n.eio-die.
O Jr. Paulino (-nelbo Dabia lem urna carta ,
vinda da Babia em Ulmda por cima da botica do
Sr. Gonzaga,
O Si. do annuncio inserido no Diario do sexta-
liira, 27 do correle n. 09, cun us ledras iniciaos
J. M. C. por sua bondido queira declarar se dito
annuncio so entende com Jos Mara de Carvalbo e
Joaquim Mara de Carvallo, os quaes, em casos 15o
mel ndrosos, nlo podeni donar de pedir encarecidamen-
te i elle Sr. o especial favor de esdarere ao publico a
Cito respeito a lim de desvanecer suspeilas mal fun-
dadas que ptt'judiciiu o cniilo de ambos, pelo que
icarao om extremo agradecidos ao dito Sr.
= O absiio assignado recommenda ao lacaio Jacin-
ll.o Jos de Andrado quo baja de se contal enm a sua
ma lingoa. desacreditando a pessjas, que nao falo
nclli! n ni se iinporlu enm o leu viver; antes de
quem ello falla Ibe pode justificar as arrobas de bo-
lacha e moear*refinado quo elle negou pata nao pa-
gar o as cuntas multadas, que I >t com teus freguezes,
quo por itlO.tatn lido grandes quesles. Os Sis nego-
ciantes devem abrir o olho com o tal bicho de concha ,
que blasona de una maneira e obia do outra.
Joo Cyprianno Itangel.
= Aluga-se urna casa teirea na la do Sebo na
lioa-Vista murada, com cacimba e bom quintal, por
preco muito barato : a tratar no paleo da S. Cruz ,
padaria de urna s porla de Mauoel IgjRcio de Sou-
za Teixcira.
Jos Joaquim de Lima morador no Forte-do-
Matto. do bairro do Itecife, precisa fallar ao Sr. Joa-
quim Claudio de Olivcira natural do Maranho, li-
liui d Jos Joaquim de hveira ; roga por lano ao
mostr Sr. ou a seu procuiador o favor de o procurar;
pon be negocio de 6eu interesie e io ignora a ma
morada. O meimo Lima lem um ermazem para
alugar com bastante esparo e preco commodo,
Precisa-se de um pequeo do 12a 11 anuos, p
ra caixeirude venda na tiateiia do Pociubo, n. 51.
Offerece-se um csixeiro para venda ou outra
qualquer oceupacio do que j lem conhecimentoi c
(J fiador a sua conducta; quem de seu presumo su
quier utilisar, dirija-ie a ra do Caldeireiio n. 60
Onbaixoasiignado faz ver aquellai pessoas que
Ihecomprario, na sua venda aquellos gneros de pal
lar a lesta, com o prometimiento de pagarem, logo que
se ocabassem ai feriii, que esln eslo lindel e assim
esquocido o que tralaro : o como o abaixo aiiignado
teulia de ir a Portugal tratar de sua siude doseju pa-
gar ludo, antes de tua retirada ; por iuo Ibes roga ,
que, se nao quizerem ver aeui nomos em refaci de seu
procurador para sorem cobrados judicialmente ve-
nhao pagar no prazo de 13 din; porque o ciixeiro
nao pode gastar o lempo em procuru e receber des-
culpas. un Jote Marqutt.
= Alugio-se o lerceiro andar solio da caa da tra-
vesa do (^nriiiiado, n. 1, mudo fresca ede bonita
vnta por preco muito commodo : a tratar di meima
travesa venda o. 3.
3= O' i -
- Na ra da Cideii do Recife loja de Jlo da Cu- um eleganlocaixao para depoiito de goneroi, e todoi
nba Magalhies existem earlai para o Sn. Joi Mir- o ternoi de modida e peio para a niesim : na ra dis
lint Gomei da Costa, doutor Tboinaz Pompeo de Sou- Cinco-Pootai n. 22.
-. n-_,:l ___-. I.. 11...,. V.I....U I..J. U..:H __Vnn^D-a nmn n
za Brasil Mauoel de Moura Valcacio Jos Mara
Ferreira da Cunda.
Precisa-se de um caiieiro de 14 a 16 annoi
para um deposito de generoi da (erra ; na ra Direi
la, o. 18.
Luii Joi .Marques faz iciente a quem for credor
I.ull JOle marques laz sc.enie a quem .or creuo. menina; niwui|i.viiii~ -~ r-------
do fallecido Antonio Jos Marques Guimaiiei que raque e de linbo pan senhora e meninas; ditos de du
. r. .. i______-______:.U~. .Ia PnlAnl a mmi
aprsente as suai contal legaes DC prazo de 8 din
para sercm pagas ; assim como lambem esta autoria
do para receber de quem Ihe for devedor.
auwb *. mw ...* |--------------------------------------
, raque branco para enginboi; agoa de Colonia a man
- luperior, om vidroi pequeooi: na ra da Cadeia o.
15, loja do Bourgard.
a II li''l ud iiuviii IUO i'ii mpw *#, is*|" *" .ww.p-.-. ^ -
As pessoas, que tiverio contii com o tallecido Vende-iecil virgem de Lisboa, em caiiole e
. '_ J. _.l^ ..la!-.. u*U mn airrmlnnn
----- nm pt.ik>B>, lu ,i.x. ou vviii.i v," s. ,,.,<^^. -
Porla, queirao presentar, quanto antei noescrip
torio da Bolli & Cbavannei, ni ra da Crui, n. 40, pa-
a terem pagas
Alugaie um moleque pin lodo o lervico ; o
ra larga do Rozario o. 26 primeiro andar.
Aluga-se o torceiro andar da caa di ra da Crur
no Recife n. 40 : a tratar no primeiro andar da mei
- birricas, ebrgada pelo ultimo navio; no eicriptorio
de FrinciicoSeveriiono Ribello & Filbo.
= Vende-ie um pardo de 20 nnoi, de boniti
figura muilo robuio e lidio, proprio pira todo o
servico ; na ra da Cadeia do Recife loja de Joiodi
Cunha Magalbei.
= Vende-ieum bilcio pin venda muito bom e
j Ilecile n.4U: a iralar no primeiro anaar ua mei- = ituuo-w um umm pi -----------
a casa com llolli* Cbavannei. Adverte-se, que nao novo, que ainda oio tem um anno de lervico ; urna
_____-.-i.-___. ;..a,^.uii,id ciiliuin ...,..,i.,:, nriii.-icn nniima nra nrincioiante; todo o ne-
tem cozinlu, e por isios coovem a pessoa solleira.
Aluga-se urna casa terrea sita na ra do Moo-
dego, defronte do becco das Barroirai, por preco com-
modo : a tratar na ra por detri do theatro velho ,
n. 20, segundo andar.
ai Precisa-se de urna ama que (enba bom leite ;
no Aterro-da-lloa-Vista fabrica dn charutos, n. 16
= Precisa-so alugar um rapaz que se proponha a
tratar de cavallos, carrinbos o acompanbar do libr ;
do Aterro-da-Boa-Vista n. 30
= Precisa-se do urna prel captiva para ame de caa
do pouca familia que saiba cozinhir ; na ra do Col-
legio venda, n. 9.
vUonipras.
Compra-ie una grammatica franceza por Sevao;
na ra larga do Rotarlo n. 48, ouannuocie.
Comprio-ie, para (ora da provincia escravoa
de aiiilun us sexos moloques, iiegrinhas e pretal com
habilidades, e mulatinhas tambem com h lulidades ,
de 14 a 20 annoi; lendo do bon'ln figurn pagio-se
bem: na ra das Cruzei n. 22, segundo andar.
Comprao-se cscrivos de ambos os scioi, icndo
do 12 a 20 anuos u com boas figurss pagio-se bem :
na rus Nova, loja do ferragens, n. 1G.
Comprase efleclivamente papel do embrulbo a
3i00rs. a arroba ; na ra larga do Roiario o. 21,
contronte a botica nova do Sr. Sol Maria.
= Compra-se urna commenda para ofiicial da Rosa,
nova, ou em bom uso ; quom liver, annuncio.
Comprase elfeclivamente papel do diario! velhos
para embrulbo a 3300 rs. a arroba ; na ra larga do
Rozario ns. 15e38. *
Vendas.
tst Vende-se um preto sapateiro j de idade por
preco commodo ; nesta typographia se dir quem
vende.
Vende-so para fra da provincia urna preta
com algumni habilidades; na ma de Apollo, n 10.
Km cusa de Claudio Dubeui, na tua dai Laran-
geiras n 18 lia superior salitre refinado, o inelbor
que lemappaiccido nosti prapa e igualmente encbo-
fre ludo por preco commodo.
Veiidein-so dous apparelbos do louca sendo um
no eoulroenlre-fino por preco commodo; na tra-
essa da ra eslreita do Itozario n. 1.
Vende-se sarca-parrillia bogada no brigue-escuna Laura ; no aruiazcm do
Bragucz, ao p do arco da Com eicao.
= Vende-se courode lustro da inelbor qualidade .
uo existe no mercado tanto em du'ia como a reta-
ma da Cadeia do itecife, loja du miudcas n. 5 ;
ladaLadea do liecile luja uo niiuuurai o --- ,,,;_,.
...bem se vende... cordas de Lipa e bordoe. para ra u ^.do ; ca.sa-cd.lai mu.to In.s
corle : ditas mais suoeiiores, a 4UUU
ou cavallo. por preco commodo; no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 1!.
i^Vendem-seas obras completai de Coliier He-
necio 2 v. o ri. ; Voliairo completo, 3| n. ;
Horas da semana santa 2400 r. ; Manual da missa ,
con. eslampas, 2000 rs. ; obras de Waltol, encaderna-
das 7 v.; Museo P.lloiesco encadornado, 800 u.;
Amigo dos bomens encadornado, 5000 rs. ; metbo-
do de piano completo e encadeinado 8000 n. : ua
ra do Creipo, livraria n. 11. Ni mesma precisa-ie
alugar urna e6crava *que saiba eogommai e corinhar.
ugar urna esclava que sa.ba engomma. ''" prel.s moca, : optia.aquiUnd.iraa e cosem ;
=Vende-seaze..edo.e (.no em g.rr.loe. de 23 I da JQ CII! b.b.l.d.dei : atrs i
garralas; dito de coco ai ca.iada: na ra da Sen-
zalla-Velba deposito de aze.te de cari apalo, n. 110.
axsVendeJB-M fitas pan cioleiio e chapeos a 240 e
32Un. avara ; no Alerro-da Roa-Vista, loja n. 48.
= Vende-se um cavallo bom passeiro carregador
baixo c meto o.anso bom af.gurado e esta carnu-
do ; na ru imperial fabrica de rap, ne 167
- Vende-se urna parda de 20 annos com urna
cria de2 annoi muito lad.a e sem v.cioi com al
guu.as habilidades; no Aterro-da-Boa-Vista loja de
miudezal n 51.
Vende-se urna esernv crioula de 22 innos, de
bonita figura engomma, cozinha, lava de sabio e ler-
ve bem a urna casa ; umi dita da Cosli optim qui-
tandein ; doui mulal.nboi, de 17 annos, opt.moi
para pageos ; um oicravo do Angola de 30 annos ,
proprio para o servico de campo o he luwador : oa
ra dasCruies n. 22, segundo andir.
= Vende-se a botica do pateo do Carmo, com pou-
coi fundos para pagamento : a tratar cum leu pro-
pietario no hospital de Caridade.
Venden-ie tabn de pinho americano, de 10 a
30 palmoi de comp'imento e de 1 palmo a 3 do lar-
gura ; dilo d Suecia costado, eoatadinho aisui-
Iho o forro para lundos do barricas; assim como urna
poicio de refugo propria para estacadas ou cerca ,
ludo por preco commodo por se querer desoecupar o
armazem : airas do tbealro velbo ou s lallar com
Joaquim Lopeide Almeid ca.xeiro do Sr. Joio Ma-
Ibeus.
__Veode-ie urna boiarmasio ue venda,collocada na
ciia siU na ra do Nogueira o. 18; tepdo a uie.ma
Vende-se urna padirii em muito bom lugar de
negocio prompla de todoi o preparoi e utemilioi
quaii novos, com commodcj se meima para moradia ,
a dinheiro ou a prafo ; na rus da Guia n. 7.
=r Vendem-ie meiai pretal de peio para lenbora e
meninas; um completo loilimento de upitoi de du-
llb'U MS.W "- ------- -------------- -
pequea armario, ptima para principiante; todo o ne-
gocio le (ir por leu dono nio precisar: quem pre-
tender annuncie.
Vende-se, na ra da Cruz, n.
6o, armazem de Fernando Jos
Braguez, ra da Cadeia do He-
jfj rife, cera ern velas, recelnda
^| ltimamente de urna das mellio-
ty res fabricas do Hio de Janeiro,
l e he de ptimo sorliineulo, por
ser de tres al 16 em libra e por
preco mais barato, do que em ou- 0
tra qualquer paite.
= Vcndo-ie urna cocheira que lerve para cm
terrea, no becco do Quilbo, na Boa-Visti, por preco
commodo; na priga da Boa-Vista n 13.
__ Vendem-ioduis moradas de citai torren, sitas
oa tua de S Goncalo em cbaos proprioi ns. 1 e 3 ;
na ruada Senzall-Velha, n. 70.
= \endem-ie caixn de ta.larug muito bem fe-
tas; cour.nboide cabra, lola muito boa; charutoi
rogaba; saccas com m.lho, a 5000 rs. e o alqueue
da medida velha caculadi a 5l20 rs.: na ra da
Crut, no Recife n. 24.
=Vende-ie cal virgem, chegida prximamente,
por menos preco do que mn outra qualquer parte ; na
ma da Moeda, n. 15.
= \endem-sebicospretos muito finos, de lar-
gura de palmo, msis de palmo e de meooi por preco
mais commodo doque em oulra qualquer parte; na ra
do Cabug n. 16, loja de Antonio Jos Pcreira.
=Vendem-se couroi de cabra corl.doi. propnoi
pan embarque ; babui de tartaruga feiloi no Arecaty ,
propr.os para serem pparolnidos de prala : as Cin-
co Ponas venda o. 82.
= Vnden.-se nooi cortes de fazendi.indian, imi
lando sed* o maii luperior que tem apparecido
lanto pelos bonitos padroei como pelas crei_fixai e
pela muila durcao leu diminuto preco he 5000 rs.
cadacoite; mantas de seda para senbora as mus su-
periores quo leen, apparecido lano pelo bom gos
lo como pela boa qualidade seu prego he de 3000 a
i 2* n. cada urna ; sarja de seda preta para vestidos,
a 1440 n. ocovado; d.la hespanhola, larga, muito iu
per.or a 2600 rs ; me.as de seda preta para homem ,
a 2000 ri. o par; ditas de algodio, pretal, imitando ,
seda, a320n.opir; meias de linbo para homem a
muilo linas a 500 rs. o par ; lusas prelas sem dedos ,
ado lanto em du/ia como a rea- r ,nnn ...mi.
. a .,.. r as mais suueriores tituba a 1000 rs. o par, casim.
Ibo: osar..slas. que,,U,l.m .atarale***h ras muil .900,, o covado ; ditaela.-
enda sem .ece.o de Ibes racbar devem d.r.g.r-se a .^.......J "iraw ^ ^ ^ ^ Uroliril a 4200
3000 rs.
ilmles do
ca, muilo superiores, e de duas largurai ,
t-UllD, UII) IIIUIJ OUpiMUIia t .-vw -- y
.. seda do mais rico goslo, que teem vindo ; cambra.ai i
= Vendo-se um. carioca nova, que serve para Lo., nsionse ch|Ui francel8ti UfgM oslreita. pira vei-
ar.sionses; chitas francezai, Urgai e rslreitas para vel-
idos; cbaleide lia muito boa lazenda a 3200 rs. ;
brim de linho com lislrai azuei proprio para homem
Je ofiicio a 280 n. ; assim como um bom sorl.men-
lo de lazenda para calca; e oulias muitai fazenda ,
por prego muito em conta : na ra do Creipo loja no-
va n. 12 de Jus Joaquim da Silva Maia.
= Vende-se um moleque peca, de nigio. de idade
de 16 annos, ptimo coiinheiro afianca-io todo o
defeito ; umditode 13annos ; dous inulalinhoi, de
14 annoi, ptimos pageos ; um dito sapateiro; dun
2 par-
dal de 20 annoi, com habilidades : atrs da matriz
e S. Aolonio n. 16. primeiro andar.
=Vendem-se 4 molequei pegai de 18 a 20 an-
nos bom para o trabalho de cimpo e da pra? ; um
ulatmbo," de 16 annos, ptimo pigcm e srvenle
urna casa ; un. moleque ofiicial de alfaiale e be bom
.geni ; dual mulalinhai, urna de 12 annoi e a oulra
1 16 recolhidas, bonitai mucamai ; 4 eicravil mo-
til engouimo, cozinbao, e livio roupa ; urna pre-
ta velba por IdOf rs. ; dous cavallos um be bom
carregador o esquipidor : na ra do Creipo, 1. 10,
primeiro andir.
= \ende-se urna bonita crava quo cozinha bem
o diario de urna casi cose e lava 6 eicnvoi de boas
figuraa, ndioi< lem vicios; um cabrinba de 8 ao-
dui; todoi ebegados ltimamente do Aracaty : na rui
na Cruz n. 5.
= Ra do Trapiche n 40. ceneja branca e pre-
ta do Londrei. fabrica de RarcUy & Companhia, a me-
lbor que ha e em barricas do 3 luzni. Ha um lote
menos eslimido, da branca que se vendo mu barato,
para se fochar urna conta ; tambem te venden vinhoi
superiore pin guio particular, sendo de Teneriffe,
lleipanbi. e do Porto : na cssa de Chriitophen &
Donildion,
Vendem-ie cipichoi compridoi o redondoi.de
divenai cores; na ra lirga do Rozario ,loja de Vic-
torino de Castro Moura n. 21.
Yeodem-se sapalos de duraque
branco para meninas : na ra da Cadeia
do Recife, o, i5.
-Vende-se vinagre tinto a 45,000 n.a pipa ; di-
to branco a 35.000 dita : na ra Imperial o. 7
Vndese vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve*
Iha: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Aterro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhados
do JNicolle.
Contina a estar venda o sitio
dos Afogados, que foi do finado Joaquim
Ignacio, Correia de Bnto : quem o pre-
tender dirija-se ra Direita, casa de
um andar, n. 56.
Na loja da esquina da ra do Gres-
pon. i, da viuva Alfonso & C, conti-
na-se a vender a superior sarja hespa-
nhola de duas larguras, pelo diminuto
preco de 2s'5oo o covado e dita mais es-
t re i tu a i.s.'|5o ris.
= Vende ie toda a qualidade de tijoloi de barro fino
e telba por mil n. menos om milheiro do preco
geni a quem comprar o lijlo groiio de que pre-
cisar niandando-se botar um e outros em qualquer
porto por um raioivel frote : oa otaria do Cotovello ,
a primeua depon do becco du Bar.eirai. onde le tro-
ca, por bom lijlo grosio qualquer oulro lijlo e lt-
Iba.
= Rrlogioi de ouro, patente ingles, j eximini-
doi e approvadoi aqui vendem-ie a dinheiro por
p'eco muito bailo; correnlinha! da ultima moda, pi-
drio =Pnncipe Alberto =; e timben, um chronome-
tro para navio bem regulado : na rui do.Trapiche,
o. 40.
= Vendem-ie moendn de ferro para eogenhmde
assucar, para vapor agoa e bostas de diversos laim-
nboi por preco commodo; e igualmente lains di
fero cuido e batido de todoi os lamanhoi : na pra-
C doCorpo Santo n. 11, em caa de Me. Calumnia:
Companbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
Vende-se a mais superior sarja
i\ laiga hespanliola, los de linho ji.c-
'/ tos muito superiores, lencos de se-
^ da de cores muito bons, pelo bara-
gg to preco de is'iao, e outras muitas ^
\\ l.izeii.his, por preco mais em conta
\ que em outra qualquer parte: na ^
1,1 pracinha do Livramento, hoje ra ^
; do Qitetmudo, na segunda loja por '
m baixo do sobrado grande de tres
\\ andares, n. l\6. tj
Vende-ie polassa amerioina, ultiniamenle cae-
da em barril grandes e pequeos; lencos pretol,
de seda da India ; seiim preto de iVeco ; velas de ei-
permcete de 4, 5 e6 em libra ; cera amirella ; I-
godio grosio pira saceos ; ludo por preco commodo:
em caa de .Matheus Austms & Companhia na rui i*
Alfandega-Velba n. 36.
= Vende-se na ra das Cruzo, n. II. pinno di
linbo muito bom, iliim como carmn, pira pintor..
__Vende-se urna prea crioula ebegada proiimi-
mente doSerlo por prega coo.uiodo ; na ra da Li>
deia-Velba n. 2.
Vende-se umi banda com fiel o miii rico poi-
sivel, urna barretina com um rico appaielbo e todoi
seui acceiiorioi, ludo pan ofiicial de guarda naciooil,
de fileira por metide de leu valor emhori estej
ludo quaii novo por nao ser man preciso ; na ra do
Collegio n. 13. tedir quem vende.
= Vendo-se um moleque, de 9 annoi; no pleo di
It i boira D. 15. sobrado de um andar.
aj Yendem se noui moloques, de idide de 13
15 anoos ; 3 mulatinboi, muito lindoi optimol pi-
ra pagens ; 6 pretal mocil com bonitas figurn e coro
vanas habilidades ; dous pelos lendo um bom ci-
noeiro ; urna parda oe muilo bons coslumes: ni rui
Direita n. 3.
=Vende-ie urna preta com| habilidades e do bol
conducta ; na ra larga de Roiario, loja de miudeiUi
n. 35.
Vende-ie un. prela moca do gentio d Costa,
de bonita figura e lidia ; na ra esle.ta do Itotaiio.
segundo andar do sobrad.) que faz esquina para i rui
das Larangeiras.
\ onde-se urna casa terrea na tua da Conceicio di
Uoa-Vista do lado etquerdo junio ao Sr. do 0 .
com 4 quarlos quicial loflnvel, cacimba, coiinb ">
ra : a tratar com Jos V inisimo de Azevedo na P"t'
da Independencia, loja de relojoeiro, de Justino Mera''
liseraos Fgidos
= Fugio oo di13 de oulubro de 18*6. BI
preta ciioula de nome Escolailica de 24 annoi
idade altura regular. thei-do corpo ; quando ''
parece ler a bocea cheia gusta de andar com o ciM*
lo grande : quando anda ha lencudindo ; levoo pjj"
no prelo nia de lila e alguus vestidoi de chita ; M
noticia de que ella so acha em um litio ero Poote-d'-
Uchi, lervindo a um Ingle como forra e por "
lo le pede a peisoicom quemada acntelaeitir,oume '
mo dola tiver noticia corla, de dirigir-ie a loja de cj""
peo do largo do Collegio n. 6. que nio te pori
vid em laier-se qualquer negocio rasoivel que
arnboi convenba.
PERN. J NA TYI> HE M. F I)K H.HIA
it>n6.


Full Text
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