Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08212


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Full Text
Ann de 1846.
Sexta feira 27
O MAMO publlca-se todo os das que
nao forern de guarda: o preco da assigna-
ura he de itOOO rs. por quarlcl pago, adu-
lados. Os animado dos assignantcs sao in-
cridos a razao de 20 ris por linha. 40 rs.
em tvpo differonte, eas repeles pela me-
tade Os que nao forern asignantes pagSo
80 rs. por Iniha, e 160 em lypo dittercntc.
PIIASES DA LA NO HEZ DE MARCO.
frescente a 4 as 8 bor. e 11 min. da t.ird.
la cheia a 12 as 11 hor. e 28 min. da tard.
Mineoante a 20 as II h. e 37 min. da man.
La nova a 27 as 3 hor. e 30 min. da man.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, e i'arahyba, Scgd." e Sextas" felras.
Ro Urande do forte, chega as quartas
fciras adineio dia, cparte as mesmas ho-
ras as quintas felras.
Cabo, Serialiaeai, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no l.", 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas felras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primcira as 5 h. c 18 minutos da manhaa.
Segunda as 5 h. e 42 minutos da tarde.
de Marco.
Anno XXII N. 60.
das da semana.
23 Segunda S. Victoriano, aud. do J. do
I orf. e do J. do C. da 2. v., do J. M. da 2
24 Terca S. Agapilo, aud. do J. do civ.
da I. v. c do J. de paz do 2. dist. de t.
25 Quarta >l > Annunciaeao de Nossa Se-
nhora. S. Irinoo.
20 Quinta S. Ludgero aud. do J. dos orph.
e do J. M. da i v.
27 Sexta S. Robertoo, aud. do J. do civ. da
1. v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
28 Sabbado S. Alcxandrc, aud. do J. do civ.
da 1. v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
29 Domingo S. Pastor.
CAMBIOS NO DIA 26 DE MARCO.
Camb. Obre Londres 26 7j d. p. IJ. a 60 d,
Paris 350 ris por franco.
.) ,. Lisboa 105 p. c. pr. p. m.
Orsc. de le. de boas firmas I '/, P /' mei
Onro-Oncas hesptnnotas 310100 a .11*20(1
- Horda doGlilllvol. I68:l0 a I7 ,, de6?400 nov. KiUilO a I6.*200
de4#000 SlUOfta O^lOO
Prata-PatacAea .... l#>0 a 1*1170
Posos Conminaros l/nto a 1/980
. Ditos Mexicanos. IjS(il) a 1900
. Prata Miuda I#o20 a 1/700
Ac9dcsda C* do Bcbcribc de 50000ao par.
DIARIO DE PERIVAMBCO
INTERIOR.
RIO DE JANE. 110.
Relafo doi deipaehot publicados em Porlo-Alegre no
da 29 de Janeiro de 1848.
OIIOEM DE AVIZ.
Cavalleirot-
Antonio Joaquim Bacellar tenente-coronel comman-
dante do 3" batalho de futileiros ; Carlos Resim ma-
lor do 8." dito ; Manoel Perera da Silva capitao do 7."
tifio de eacadores ; Manoel Ribeiro de Moraes, dito de
cavallaria ; Sebasliao Xavier Ferreira da Silva, major
reformado ; Mauoel de Oliveira Paes capitao-tenente.
.nuil.M DE CHMSTO.
Cavalleirot.
r. Joao Ferreira da Silva Fortes; Jos F.leodoro de
Figueiredo; Joaquim Simes Pires; Florencio Antonio
de Araujo capitao de Cassapava ; Tristo da Cunha e
Souza, da < achoeira ; Jos Luiz de Mesquita, doRio-
, Grande ; Carlos Antonio da Silva Soares dito; Moyss
Rodrigues de Araujo Castro dito ; Jos Francisco da
Silva vereador da eaniara municipal do Rio-Pardo ;
Francisco Gomes da Silva Guimariies dito; Antonio
Prudente da Fonseca dito ; Alexandre Coelho Leal ,
presidente da cmara da Cachoeira: Joo Barbota do Pra-
do Lima, subdelegado do Rio-Pardo ; Raphael Pinto de
Azainbuja ; Joao Pereira Monte lio major;Jos Victo-
rino Retende dito do Rio-Grande ; Joao da Silva Vici-
ra Braga ,dito; Joao Marlins deFreitas dito; Joo An-
tonio da Rosa dito ; Pedro Jos Gomes de Abreu the-
soiirero da admiuislraco provincial; Francisco Anto-
nio de Andrade presidente da cmara municipal do
Triuuiphu ; Antonio de Soma Ribeiro Guimarfies do
Ilio-Grande ; Lconidio Antero da Silva dito; Manoel
Antonio Lopes lito ; Francisco de Miranda Ribeiro ,
dito ; Antonio Jos Ribeiro Guimaraes dito e Jos re-
dro de Oliveira Gaia dito.
OKDEM DI HOSA.
(ommendadores.
Desembargador Pedro Rodrigues Fernandes Chaves;
Rodrigo Jos de Figueiredo Morena, thesoureiro dalhe-
souraria da fazenda.
Ojete*.
Mauoel Alves de Oliveira presidente da cmara mu-
nicipal do Riu-Pardo ; coronel Joaquim Jos da Silva ;
leneute-coronel Jos Antonio Harlius.
Cavatleiroi.
Padre Fidencio Jos Ortiz da Silva vigario de Cafa-
pava ; padre Feliciano Jos Rodrigues Pratos dito da
Km i uzilli.id.i ; Antonio Marlins da Cruz Jubim ; Hylario
Pereira Fortes comiii andante de polica da Cachoeira ;
\ ii (mi i< i de Faria Correa juide paz de S. -Gabriel ; Au-
to lio Ferreira Valle subdelegado (dem) ; Domingos
Joi Rodrigues da Cunha de S.-Cabriel ; Joao Raymun-
do da Silva Santos alferes ; Victorino Jos Carneiro
Mmiteiro capitao; Andr Alves de Oliveira Bellu, dito;
Kiil lis Nepoinucouo de. Carvalho Prales capitao ; Fran-
cisco Pereira Monteiro ,juit municipal do Rio-Pardo;
Joaquim Jos da Fonseca Souta Pinto ; David Jos de
Barcellus jai/, de paz da Cachoeira ; Joao Teixcira de
Carvalho e Silva subdelegado da Cachoeira; Amonio
Francisco de Almeida delegado do Triuinpho ; Dr. Au-
tonio Jos da MottaeSilva, juiz municipal em Cassa-
pava ; Gregorio Jos de Figueiredo ; Candido Jos Fer-
reira Alvim, jnU municipal de S.-Amaro ; Justino Jos
di Silva dito do Rio-Pardo ; Antonio da Coila Haia;
Jos dos Santos Vidal ; Antonio Alrxandriuo Guttierres,
major | Jos Jacintho Pereira capitao; Jos Ribeiro
de Siqueira, dito ; Scverino Ribeiro, dito ; Zeferino Fa-
gnudes, dito ; llypolito Cirio Cardnzo dito; Jos I.on-
reiifo da Silva Kaudeira, dito; Joaquim Pereira Fagun-
des,dito; Joo Mauoel da Silva, dito; Jos Antonio daSil-
va Guimaraes, dito; Mximo dos Reis Carneiro, dito;
Joao da Rocha e Souta, dito; Francisco de Paula Menna
Brrelo dilo ; Antonio Jos da -diva teueute; Jnslinia-
no Sabino da Rocha, alferes ; Luiz Antonio de Maccdo,
dito ; Custodio Coelho dos Santos, dito ; Jos de .Souza
Silva, cirurgi'j no Rio-Pardo; Antonio Jos de Faria,
dilo de S.-Cabriel francisco JosWildct ; llonil'acio Jo-
s Clirispim'juit de paz; Jos Luiz Martina; Antonio Ja-
cintlio Pereira ; Manoel Pinto Brrelo ; Joaquim da Sil-
va Tollos e Queiroz major do carpo policial ; Manuel
de Oliveira Paes capilo-tencnte ; Francisco Lopes d
Costa Moroira.
Por decreto do 24 de Janeiro foi nomcado guarda rou-
pa honorario o moco da cmara Manoel Pedrozo de Al-
buquerque.
CURA DA MORPIIA POR MEIO DO GUANO.
Quando transcreveo o Jornal do Commcrcio o arti-
go que dcbaixo DESTE TITULO publicou um jornal
estrangeiro, longe estavamos do poder assegurar a
nonos infelizes compatriotas alTectadosdessa terrivel
enferniidatle, que o guano era um especilico seguro
e infallivel. Ilojo, porm, que temos tido occasiSo
de tratar de sele enfermos morphelicos dos mais
hediondos, nilo podemos deixar do ainiunciar a essa
desgranada elasse de nossa sociedade, que est eni-
lini descoherto o meio ellicaz de por termo a seus
solrimentos De setc lazaros, que tratamos, tres, ha
40 dias, e que aprescnlavilo a molestia desenvol-
vida no mais alto grao, leudo j perdido alguns
dedos, e apresentando grandes e horrendas ulceras,
aehfto-sp qnnsi reslaheleeidos, rnm todos os tubr-
culos da face achatados, as ulceras cicatrizadas, e
a sensibilidad reslabclecida onde nilo existia ha
mui tos anuos. Outros tres, cuja molestia no eslava
l.'io mi mulada, depois de 1 dias de tralatnento,
cMe-se mui tu melhores. O ultimo emlim ( que
est em minha Gasa de Saude, e podo todos os dias
ser visto c examinado pelas pessoas, que quizerem
verificar o facto), conta hoje apenas de-z dias de
Iratamento, o j nilo tcm um s tubrculo volu-
moso na face, que exceda ao duplo do seu vo-
lumc, tal era a quantidade e proporces dos tu-
brculos : suas milos, do insensiveis, tornrlo-se
Pe'feitas ; as extremidades desinchrflo, e sua sau-
de he quasi normal.
Chamamos, pois, a attenclo de nosso governo so-
bre esso meio curativo, que 13o til pode ser nume-
rosa populacho de leprosos, quo habita o interior
oo Brasil, e oflereccmos-lhc nosso pequeo pres-
talo para dirigir-lheo tralamcnto, explicar a ma-
ueira de servir-se com vantagem do guano, tanto
externa como internamente, o chamar assini ao
gremio da sociedade milhares de victimas arranca-
das a ella por t3o horrivel enfermidade; mas fa-
rcinos observar aos enfermos, que n;1o basta ter
uina maior o menor poreflo de guano em seus
quartos para sararem radicalmente; he necessario
saberem servir-se dclle, juntar-lho outros meios,
sem os quaes nada se pode conseguir, c sobretudo
subnieiierem -se ao rgimen adequado a semclhante
curativo. Continuaremos a publicar nossas obser-
vagoos, e nao cessaremos de chamar a attencao do
governo sobre tilo maravilhosa descobert.*. Dr.
A. J. Peixoto.
Rio do Janeiro, 1* de fevereiro do 1816.
( Jornal do Commcrcio )
PIBNAMBUCO.
Asscmblrt Provincial.
SESSAO EM 4 DE MAlifO DE 1846.
PRESIDENCIA DO 811. SOL'ZA TE1XEIRA.
(o.ONTINCACAo.)
(non m UO III*.
"Contina a diicutso do artigo 29 do projeclo do ornamento.
O Sr. Jote Pedro : Sr presidente, antes de eu apre-
lentarat rasdes, em (|ue me fundo, para sustentar a dis-
posi^o do artigo, que se discute, en declaro a casa, que
o meu procediinento. nesta deliberaco, nao pode sof-
frer qualquer imputafiio, que me possa acairelar al-
guindesar ; que nella tenho s em vista a justifa eO meu
dever, tlrmado as couvic9es,eiu que me .u lio.
Sr. presidente, umitas pessoas de influencia e repre-
sontaiao estao interessadas, como arreinatantes do im-
posto de 2/JOK rs. sobren consuiuo do gado, no abate.que
esta asscmblca deve dar ao proco deste imposto. A com-
missao teve de attender ao pedido, ni i. o altendeo sem
a menor consideracao a oslas pessoas ; deliberou assiai,
por juigar em sua OOMCleucIa, ijue rastel de Justina
assistem aos peticionarios ; rases, que a comuiissao nao
recuar em sustentar : a gravidade da prcten;o, e as
pessoas, que nella Ilgurao, me obrigao a esta decla-
raco
Tainbem direi, Sr. presidente, que lamento muito as
circumstancias excepcionacs, em que se ach a provin-
cia ; lamento, porque os impostos, com que ella hoje car-
roga, c que nao podem ser augmentados, pela influencia
deste mesuio estado excepcional, nao uos'dao, para o fu-
turo ao menos, a espcran;a de termos una renda salli-
cieute para satisfacer as necessidades vitaei ; laineulu,
porque, a par da diminuta rend presumida, eitai and-
inas circumstancias nos for{So a augmentar a despeta,
que al agora faziamos, como se ve da lei dos soccorros,
para acudir as victimas, que est lateado a secea, e da
le do augmento da forc.i policial, recamadi pela falta
de segu-auca individual e de propriedade ; lamento an-
da, porque, quando o apuro, em <|ue est o paiz, pela
caresta dos gneros, aggrava a sorte do empregado pu-
blico, he quando taiubem, pela deficiencia provincial, somos Ion el.i. a diiiiinuir os ordenados ; la-
mento, lia .alenle, a sorte da provincia, porque esta as-
scmbla em considerarlo asseccasteraind.i de diminuir
a receita provincial com o abate, que pedem os arrema-
tantes do imposto de 2/300 rs, sobre o gado consumido.
He esta ultima qucstlo, que nos oceupa agora, e que eu
COI!) adulias fracas forcas pretendo sustentar.
Sr. presidente, eu nao tenho a capacidade, neni os co-
nheciineutos precisos para me medir com os noli res ora-
dores, que Impugnaran o artigo ; porque ellos sao ha-
bis jurisconsultos, c a questao principal, que envolve
oslo artigo, lie Ulna questao de dircito. Creio, que se teui,
principalmente, contestado o direilo, que loeiu esses
arrematantes a um abale no proco da aiTcuiatai/ao, por
causa da extraordinaria sreca, que soflVe c teai soll'rido
esta provincia : esta queslo, pois, me oceupar cin pri-
meiro lugar.
Sr. presidente, aprzar das ininhas fracas forjas, me
persuado, que sustentare!, que os arrematantes teem es-
se dircito. oque, nina vez elle reconhecido, a nos com-
pete adeudlos.
Digo, Sr. presidente, que ellos teem esse direito, por-
que nio parece resallar de um artigo da constituidlo do
imperio ; digo, que ellos toeai esso direito, pela aaliire-
za dessa arrocadaciio do imposto ; digo, Analmente, que
o direilo se da ; porque pens, que Ules pode aproveitar
a legislaciio em vigor.
br. presidente, a constiiuicao do imperio diz no arti-
go 179, 15, que ninguein ser sent de contribuir para
as despezas do estado em proporeo dos seus llaveros :
d.ilii, pois, se deve concluir, que a renda publica he ha-
vida igualmente de lodosos contribuidles; isto he, que
nos nao devem dar mais do que outroSf segundo os seus
llaveros ; e que aquella ronda, que resultar de una pro-
porcioialidade, que aggrave mais a mis individuos do
que a outros, he Ilegal e indevida. Tanibeiu do iiiesmo
artigo se concluir, que a renda deve proceder do rdi-
to individual, e nao dos seus rapilaes ; porque diz o ar-
tigo, que o cidado deve contribuir com nina parte dos
seus h.iveres Ora, se a renda publica provm de una
parte da renda individual, e de una parle proporcional,
que esi.ilx leca a igualdade, segundo os llaveros do con-
tribuinte, claro fica, que a i ousLituicao nao quer, e nem
as leis dcveiu pcrmitlir, que um individuo sacrifique os
seus capitaes e a sorte fe sua familia, para que a ren-
da publica seja una d'anlc-iuuo calculada, 1" passo
que outros nao fatein igual sacrificio, e apenas coniri-
linein na rasan los seus 11 iliios ; do contrario disto sc-
Suir-se-hia, que destruido eslava o principio da igual-
ado, e que a lei fundamental nao se dirigid pelos prin-
cipios, que regeui os impostos ; e viria u paiz, oiu ulti-
mo resultado, a carregarcoiii as victimas, que essa i ni
posico zesse. Fatendo ajiplicieo do que tenho dilo
aos arrematantes, deve concluir-se, que ellos nao sao
obrigados a completar a renda do imposto, que arre-
mataro, com aquella parle de sua fortuna, que nao sao
obrigados a dar como contribuimos, e nem com aquel-
la, que voluntariamente jutgro arriscar s eventuali-
dades, quando estas foreiu extraordinarias, cuocoslu-
madas, c por isso inesino imprevistas.
Os arrematantes nao podio querer, que as suas for-
tunas em totalidade correscm o risco de ser absor-
vidas na paga do preco do imposto, quando esle nao fos-
se arrecadado, por circumstancias, que em suas forcas
nao eslivosseremover: o risco, a queelles sesubmettem,
deve presumir-so, que est calculado, e nao he superior
a perda, que podem soflicr. Nao sirva de exemglo o
que amigamente se pralicava ; porque, nesse teiapo, o
que o contribuinte dava nao era o que poda dar, mas
o que se quera, que elle dsse, c pouco importava a sua
sorte futura.
Tenho, pois, demonstrado, que, pela constituican, a
renda publica nao deve haver-se com os capitaes dos
individuos, c que por isso a mesilla constituidlo nao
permiti, que, para complemento desta renda, lique al-
guem desgracado, ou sem meios de haver a subsis-
tencia.
Digo mais, Sr. presidente, que, pela naturo/.a da arre-
cadaco do imposto, teem OS arrematante! direilo a um
abate. Perguuto eu a casa: =qual he a razo, por quo os
impostos sao arrematados, e nao arredilados por admi-
nistrarlo.' Ue, sem duvida. para aproveitar os oslnos
dos arrematantes, os seus meios de execuco, sua acti-
vidade, em suinina tudo quinto elles podei em cnipregar
para havcreinamaior renda possvrl; porque, ganhando
ellos na raso da maior arrocadaciio, ganho taniliem
mais os cofres pblicos. Daqui, pois, taniboin se pode
concluir, que a renda, que se deve exigir do arrematad-
le, he aquella, queos seus osforcos podro vencer, o, ao
milito, aquella, que ellos julgi o, ijue podorio arreca-
dar, e pela qual se conipronietterao, contando coma
dlflferenea, que produzsseiu corlas eventualidades, (|ik
se podessein calcular c admiltir como costuiuail is a
succedereni; e nao aquella, que, apeiar dos osforcos
empregados, nao se pode haver ; porque casos niio pre-
vistos assim o permilliro.
Por tanto, se os arrematantes piov.ireui, que enipre-
gioseus osforcos para haver a inaior arrecadaco |>ns-
sivel, e que una circuiuslaiicia, nao prevista como cos-
tumada, coucorreo para que nao podessein ai recadar o
que devino, julgo, que loeni lodo direilo a um abat'.
Direi Analmente, que os arremtame* teem direito a
esse abate; porque Mies podem aproveitar as leis ca vi-
gor. A ordenaco, livro 4.", titulo 27, tratando das este-
rilidades dil l)eslruiudo-se, ou perdeudo-se os IVuc-
tos de alguuii herdade, ou vinlia, ou oulra seinolh inte
propriedade, por caso, que nao jone muilo izcoiiim'ii/o
de vir, assim como por cheias dir rios, clima, pedia,
fogo, queas queiiuassc, seeeii, exercito de iuimigiis, as-
suadas de hoiuens, que os deslruissciu, aves, g il'aiiho-
tos, bichos, que os coniossein, ou por oulro semclli.idle
caso, que M' tolhesse todas as Inicias, nao ser abri-
endo aquelle, que o liver arrendado, dar cousa alguma
da renda, que se obrlgou a dar.
1. Porm, se os Iructos nao se perdcssein todos, e
cnlhessc o lavrador alguiua parte dclles, em sua eCO-
llia Acara pagar o pronietlido, ou dar todos'os Iructos,
da dita herdade, etc.
Ora, Sr presidente, se isto se da nos contratos par-
licul iros....
O Sr. Seto: Isto nao he renda.
O Orador.A lei trata de rend mili expressamento...
Se a respeito dos contratos particulares, seda aoren-
deiro o direito de nao pagua renda, quandopor essis
circuinstancias, nao acostuundis a vir, C que elles nao
podo prever, nem evitar, nao podem haver fruclas da
herdade, o di a esculla de pagar o pro.....tlido, ou dal-
os Iructos da herdade, quando se nao perdcssein lodos,
com ai ais lorie raso se deve concluir, que, quando
esses casos se derein, o arreinalante d n rendas publi-
cas nao deve dar pira os cofres pblicos sono aquil-
lo, que tem arrecad ido, e se nada arrecadar, nada de-
ve dar ; porque eu j disso, Sis., que a renda publica
o deve ser completada com os bous dos particulares,
tirando-lites, seus capitaes, pondo-os na impoulbUidade
de irabalhar, o do sustentar suas familias.
Tenho, pois, mostrado, Sr. presidente, que os arrema-
tantes teem direito a reclamar um abate ; e pens, que,
urna vez reconhecido esse direito, i a atsembla pode
conceder o abalo ; porque, sendo ella quein ImpOe, e.|
por isso niesnio avalia das (I illinililadcs do pall o suas
circumstancias, para calcular a renda do Imposto, ella
su pude reconbtcer, segundo essa* mesillas faculdades e
Circumstancias allegadas, se o abate reclamado lio justo
e rasoawl.
Ouv tainbem um nobre deputado, que impugl.......
artigo, citar U"ia lei, ca .pie so di', que a inuuilicencia
real lieava aiicnder a estas reclauacdei dos arrema-
tantes em ouiio lempo. Eu devo persuadir-me, que
ao rei era isto dado, porque os reis ora ipicni uesae*
lempos iiiipunho: pida mesilla raso devenios con-
cluir, quo hoje o poder, que iuipo, he o quo (leve
conceder o abate. Passarei agora, a responder os ou-
tros arguiiientos api (.sentados contra o artigo.
Sr. presidente, outro argumeuto, que se apr
a casa, para que nao passasse o artigo, foi, que
reseiitou
elle
der a terca parte, mas 'sm a quarta. Portanto,
est demonstrado, que a comniisso estaheleceo aquil-
lo, que Justamente derla establecer, para que a ronda
arrecadada aoi cofres provluchtes fosse aquella, que
justaiiiontc livessem arrecad.ulo OS arrciiiataiites, sal-
vando elles aquelles lucros, que Ibes devem competir
pelo sen irabalho.
Urna voz : Muito bem.
0Orador: Disie-sa mais, que se nao devia conce-
der esse abate ; porque ia aproveitar aos arrematantes,
o nao aos compradores dos ramos, a quein esses arre-
matantes.os veiidcio. Sr. presidente, ou vejo, que
pude assim luceeder se a- letlraa dos compradores fo-
r.io passadas sem se di/.er donde ellas proviero, pode
multo bem ser. que esses arrematantes nao queiro
ceder aos compradores desses ramos aquillo, que a
asscmblca Me- conceder ; e que estes com dillicul-
dades posso provar, que as lettras, que devem, pro-
veca da compra desses ramos; mas perguuto ou,
podoroiuos nos entrar nessa averlguacSo Poderemos
sabor, quaes OS arrematantes, que vouderoseus ramos .'
I'ndcremos mesmo saber, quaes os compradores, quo
nao podero reclamar o sen dircito para liaverem um
abato igual ao que a asseiiiWa codeaos arreinalantos ?
Ccrlaidcute, quo nao. Cr-io, pois, que nao devenios
attender senauque estes peticionarios sao os arrematantes
do imposto, de quo este imposto devia por ellos ser
arrecadado o que ellos he que estao nesse prejui/.o :
nao sendo pnssivel l'.i/.ercxcopfo alguiiia.
Aiuda se poz em duvida, se os casos de secca tinlio,
ou nao,sido nocoiilralnrcnidciados polos arrematantes.
F.sta ipiosto me p ucee decidid i pela legislar ao, que
(icabei de lr : all se vio, que a secca, nao acomunada
a haver, dava direito ao reudeiro a nao pagar a renda :
logo, deve concluir-so, que rasas seccaa na costuiuadas
a siiccedcr entre nos, nao podio, nem expressa nem
tcitamente, ser renunciadas pelos arrein liante* ; visto
que para os contratos particulares sao ellas atleudida>
em favor dos rciidciros.
O Sr. Seto : Os contratos de arrematafucs de ren-
das publicas fa/.eiii delles expressa renuncia.
U Orador: Kssi renuncia na pode ter a amputado,
que o nobre depillnlo Me i|iierdar. [Ap liadot) Aqili ja
eapresentOU um caso idntico sobro o imposto das be-
bidas espirituosas, e concedeo-se o abito, que pedio o
arrematante i entretanto, elle, assim como os outros,
subjeitou-se a essas raesinas condiedes deadinitlir iodos
os casos previstos e imprevistos, cogitados e nao cogi-
tados, etc. Ocaso, que deo motivo ao abale, foi este :
(inh.i-se oll'ectii ido a.irreinal.ivo na occasio, em que a
asseinbla goral trata va de augmcut.tr o imposto geral
sobre as bebidas espirituosos; o arrematante iguorava
islo, o, quando estiva em arreeadaco, ipparoceu a lei,
que elevou este Imposto de 90 iSQporceuto, mandan-
do ao inosiiio lempo contar os 50 por cont sobre o du-
plo do valor, que entilo da vio as allandegasa esto gene-
ro ; por nina coiiseqnonoia uecess oa o consumo das
bebidas espirituosas uiailo diiuiiuio, e O ai rom llanto
do imposto provincial velo a perder na mcsina raso :
perguuto agora se osle caso podia sor levado em conta
as renuncias dos casos, que l'azoin os arrematantes nos
contratos? Creio, que uiiigiiciu o dir.
t) Sr. .\elo : K, se succedesse o contrario, elle recla-
mara .'
O Orador : So succedesse o contrario, subsistira o
contrato; e te houvesse lucro nlo reclamarla, be ver
dado; mascuja disso, que u.io se devem completar as
rendas publicas com as rendas dos individuos, alim do
que nao liqueni privados de seus meios de subsisten-
cia. Com islo respondo ao nobre deputado.
liissero anda os nobres deputadoa, que se devia es-
perar para o lim do trlennlo; visto que lio possivel, no
restante delle, os arrematantes terem um lucro, que
llie salve o prejuizo SOftVIdo. Islo he fcil de respon-
der: mis sabemos, que o gado nao nasce, c crosco, de
nmanno para outro, de maneira que possa ser consu-
mido, nos tambera sibemos, que a secca lem sido ge-
ral, e que por Isso nao lia esse gado, que desapparece,
por causada secc.i, de (crios lugares, o vai abrigar-se
em QUITOS, anude a nao lia, voltando, quando veein as chu-
las; o que, por consequenca, o gado desapparecido tcm
iieccssariaiiicnle morrillo Por estas cunsidcrac.des a
commissao assentou de dar agora o abato, que necossa-
riaiiicnle esta asseinbla devia dar no lim do Irieunio,
para evitar, que a parte agora cedida, pela paraliiarao
dos lucros, que vai render aos inesmos arrematantes,
nao dsse un direito a una reclanico mais forte.
Crciu, que tenho respondido aos argumentos que se
aprcsent.iio contra o artigo da le do orcaineiilo; pelo
qual aiuda voto.
Alguuiat onifi : Muito bem.
O Sr. Presidente convida, ir cumprir sin musa i,
a depulafo iioine.ida para apreseutar saneco os ac-
tos legislativos, ltimamente decretados.
O Sr. filela 'avaret: Sr. presidente, eu nao preten-
da lomar parte nesta questao; tanlo porque nao tenho
as necessaiias hahilitacrs para fallar sobre a materia,
na parte, que di/, respeito s Anancas; como porque a
exiguldade do teinpo he tal, que eu entenda ser conve-
niente nao occupaiino-nos com tongas discusses, que
podem protelar esta lei alias muilo Importante que
he de laclo o complemento de tudo quaulo nos temos
fciio, c que be Justamente aquella, em que temos de
manifestar, da mapelra a mais clara o positiva, a grande
conrianca, que osla assoiabloa deposita lias nios do ad-
ministrador da provincia; poreui, M\ presidente, a ques-
tao se tem tornado um pouco melindrosa ; o, como te-
lilla de volar por osla verba da lei, entend, que nao de-
via la/.e-lo son dar a raso do meu voto.
Si., umitas rasdes teem sido produzldae pelos r.ojrcs
Oradores, que conibatem o projectO nesta parle; mas. en-
tro todos ns aiguuicnlos, que teem ido epreeeecado a
casa, creio, que os principies sao osles. Priinoiro argu-
nicnio: be Os con ti alantes, os arrematantes de ifa rs.
por cabeca de gado vaccuin teciii dir'iio do reolainardi-
ininiiiio no proco do contrato, vista das renuncias es-
tabelecldas? Segundo argumento: Dado este direito taca
reelamaedea sao Justas .' Tercelro argumento: = Dada a
Justica dessa rcciainaco, he proporcional o abate, que
se pretende dar, da quarta puto.' Mo sel se poderel
responder .i iodos estes argumentos; mas procurare! fa-
tc-lo conforme as inhibas liaras ui'o permilliroui.
Nao vi o contrato, aque se referem os nobres do,iutados,
que combtelo o projecto nesta parte; nao, sei quaes as
enuncias, que eslo iiclle ostabelecidas; mas creio, que
a proPOSlelo, oinottida na casa pelo nobre deputado, que
ltimamente fallou a respeito dessas renuncias, nao he
verdadeiraem toda a sua pleniludr. lia renuncias, que
ao podem ser ostabelecidas uo contrato, c que, quan-
do rstabelrcldss, nao podem abrigar as partes contr-
llenles. Os contratos sao de direilo natural, o por oon-
I
nao couiprclieiidia a generalidad.-dos aircmalaali s, e
que era por isso injusto. A isso respoiidoo o meu nobre
colloga da comnisso o que se devia, e poda respon-
der : elle j disso casa, que nos nao deviamos cousti-
tuir-nos procuradores de parios, que nada requererao ,
que nao sabemos, se elles estn ou nao projuilicados ;
o que por isso a coininisso nao propoz um abale a fa-
Ainda, Sr. presidente, se poz om duvida, se o alale de-
via ser na quarta parle : cu responden i a osla questao.
Creio, Sr. presidente, que ninguein ignora, que o con-
sumo de qualquer incrcadoria diminu- na rasao da alia
do sen pceo ; o nos sabemos, porque somos consumi-
dores de carnes verdes, que o sen preco tcm duplicado,
o umitas vezes triplicado : devenios, pois, concluir por
esso ne -ni" principio, que 0 sen consumo lea sido di-
minuido na niosin rasu. o como do consumo, lie que
resulta essa Imposco, est claro, que os arrematantes
nao teem podido arrecadar sonrio a motado, ou um ter-
co do que dovio arrecadar ; c quo por consoqueucia
deve le havido um prejuizo nessa mesilla rasao, 0U pr-
ximamente menor, se se quizer abater o lucro, com que
elles ouutavo : logo. O prejui/.o. que os ai rcai.iUi.. s
tvero, he pelo menos igual ao abale, que pedem, c nao
menor.
O Sr. Seto : Porque ?
O Orador : Agora acabo de o donionstar.
O Sr. Neto: Demonstran a existencia do flagcllo ?
O Orador : Ku disse aqu, que ora principio reco-
nhecido por todos, que o consumo dimlnue da raso
da alta do preco: leudo us, por experiencia propria, re-
conhecido, que opreCO di cune lea duplicado, ou tri-
plicado, devenios concluir, qeOCOUSUinO taiubeni est
nessa raso ; islo he, que o consumo tem sido de m-
tanle, ou de um ierro : ora, sendo o imposto laucado so-
bre o consumo, he claro que o seu rondiinoiito deve ter
diminuido da nielado, ou de tres quartos : o prejuizo,
pois, dos arrematantes deve ser prximamente menor
dessa melado, ou tres quartos : portanto, a coinmisso
devia conceder o teryd, que se pede ; mas a cominisso,
quciendo levar em conta um anuo, que falla, em que,
com algiiuias providencias, pudo, apezar da secca, ap-
parreer algum gado, aiuda mesmo daqurlle, que, como
disse o nobre deputado, (o Sr. Mello) apparece, quando I
principiao as achuvas, assentou que nao devia concc-sequeucia as comlices e icuuucias, que podem ser es-


tabrlrcidas no conlrnto, UmbeiD sito dr direito natural:
logo, se na formacio de qualquer contrato leeiiabele-
cercm renuncias, que van directamente otTender aodi-
relto natural, ralas renuncia! au podan ser accci-
l is nlo podan obligar as parir Contrahriitrs. la-
to lie tanto verdade, Senhor presidente que nos te-
mos ordeuaede* positivas que drtermlnio que nao
truho ralidade abruma os contrato! chamados detafo-
rmiiit: r porque? Porque nestrs contratas se estabele-
cem renuncias, que mo offender directa e positiva-
mente o direito natural. Mas eu quero prescindir delta
queseo, aupponhamos rnesino, que, vista das re-
uuu. lai mi ibrlrclda* nesses contratos de arreiiiatacSo,
nao da direito aos Brrematautes para rrclamarein
Ulna diminuirn no pieco do contrato. IVrgiiulo, tra-
la-se desta qurstSo i tis arrematantes allego direito
para rasas rrclaoiacori t Bu relo, que nao ; porqu
elles allegasicm este direito, devino procurar o poder
competente, para, peante elle, podereiu eligir resol.
sao do comalo. (Apoiadot) Sr. presidente, se os arrema-
tantes alleg.issrin este direito, elles Irri-i, que propr
Ulna ac.ao contra a tbesouraria provincial, com quem
fizerao o contrato, pedlndo a rescso do.....smo contra-
to; mas riles nao allrgao ni direito, o que faaein, sitn,
lie valrrrm-se de direito de pellrao, direito, que he prr-
nittido .1 lodo e qualquer cidadao, end.-reco-se
esta asicinbla, pediudo urna equldade. un abate no
preep 'I i arrciuilicaii, en, cnnsequrucii das justas e
pon i-iosis rasoes, por elles expendidas nassuas recia-
ni km i, unes nao exigem..,. pedem.
Entrare! aora na segunda queseo. Ser justa esta re-
chn .can.' Si.i de equidnde, que a assemblea provin-
cial abat nlguuia cousa no preco de arremataeflo? Sis.,
o nobre deputado, que me precc.leo na p il.ivr.i, fallou
Lio beni solo e esta materia, que qu asi nada me rcstS di-
ser robre .11 i: mis lodos sabemos o grande nial da secca.
qiieteni desolado a nossa provincia,!; as provincias limi-
tiopbes, este mal lie iii.qiietem diminuido, na rasfio da
' ou quarta parte, o consumo de gado vaceum, so-
bre ,pie i. ni de recahlr a imposirao de 2/500 rs. Parece,
neis, de toda justlca, ao i.....ios de equldade, ojue tain-
beni se abata, nesta inesnia rasgo, uiua parte to preco do
contrato. '
0 mili nobre amigo primeiro secretario, e que fal-
ln em primeiro lugar, responden ao nobre deputado,
que com) neo o projcrlo nesta parle : j disse, quaes as
rasoes, rmque se icui apoiado a coinmisso para con-
signar esta vci ba da le, e eu acho tan ponderosas essas
rasoes, que nao posto delxar de repet.las casa, Sr.
presidente, os dados,que teveanobre coinmisso para
dar este abate, consisten! as militas rcclainaees, aprc-
' sentadas i casa, de contratadores e arrematantes, que
10 I II p'dan abate no preco do contrato, nao na raso
da quarta parte,
-2
rccro aqui reclamacoes. pediudo abate noi valores,
por que forao arrematados os impostos de gado vaceum
c cavallar ; mas estou convencido de que nessas diver-
sas occasiocs, nesses diversos lempos, appareccro rc-
claniaees de toda a especie, e ludo tbi attendido, por-
que a assemblea enlo era generosa ; como, por exem-
plo, qunelo, seui escrpulo, deo-ie vinle e seis cuntos
para a cadela do l.iuioeiro.esse oulro pouco; e omaislie
que, nessaoceasiio, em que bouve lana gejierosidade,
negarao-se meo cont* de reja lmente, que a cmara
de I ajan pedio, pela quarta vez, para reparar a cadela
.(aquella comarca ; negativa, que mais aggravantr se
torna, consideando-sc, que a cadeia de Paja fol frita i
cusa dos particulares ; e que at boje um real le nao
teiu tirado dos cofrespublicos para os reparos della Sin-
lo, Sr. presidente, na verdade, nao ter estado eu, nesss
u.casiao, na casa; nao para me oppr com todas as mi-
nlias lorcas a essa gencrosidade, ou, para inclhor di/cr,
S is,es desperdicios; porque, Sr. presidente, estou con-
vencido, de que, nrssa occaiio, ero perdidas todas as
mullas rasoes; porm, ao menos, para mandar decla-
rar solemnemente o :icu voto contra exigencias to in-
justas.
.Sr. presidente, a reclaniaco, que apparrecagora naca-
M est, por ventura, no caso daquellas outras reclama-
cues. .\ao;esl engaado o nobre deputado; nao est ues-
te caso, bu nao re com as rasoes, que o nobre deputa-
do, que se asienta na ininha frente, allegou; porque,
na realidade, as nao aclio convenientes para o caso: o
^, 5 do artigo 171) da coiistituico, que elle eiu primeiro
lugar citou, falla a resuelto dos contribulntes, e nao dos
arrematantes; e por isso o nao acho applicarcl ao ne-
gocio vei tente: a oidcnaco, que elle igualmente citou,
occupi-sc de rendas, e nao deaiTein.itac.Ses, c por con-
leguintc nada t mibeiii tem com a questao ; visto que
aqui se traa de arreiiiataeoes (citas, e nao de cobran-
fas de rendas.
Eu, Sr. presidente, acho todaariso, todo o direito,
e toda a justica as rcclaiuacoes, que cstiio na casa;
porque, infelizmente, fui lesteuiunlia da perda dos ga-
dos; loi urna peda liorrivel; fui um prejui/.o limito
grande, o que causn a abrazadora secca, que, ha pou-
co, assolou os Sertocs ; digo Infelizmente; porque fui
um dos proprietarios do Serian, que tive una perda
sensivel, em relacaio ao ineu ponen possuido. Eis-aqui,
pola, o motivo, por que estou disposto a fallar a respeito
deslas rcclamaces e a volar por ellas ; porquanto, te-
ulio certeza de que o prejui/o nao foi de um terco s-
menle ; mis milito superior ineladc : ora, se as nos
sas leis mandan rescindiros contratos, nus quaes appa-
ivcein lesoes enormes, como deixar podemos de coiihc-
r a justica dos reclamantes? Fundado nesta disposi-
na* na raso do lerco. c algn* na da|cao legislativa he, que voto pelo artigo. Sel, -inceste
; eacoin.ni.sSa entendrndo. que era de equi-|uo he o tribunal competente; que us^/rejudicados dc-
quart.i parte|viao recorrer a elle, liara venlil.ireiu se., d
dode dar um abate, sentn, que oabated
Nao li
O Sr. Nelo : Porque era pouco ?
O Orador : Nao, Sr.; he, porque entendo, que s
se deve a Hender as red una enes, em cons. quencia de
tcr-se dado a leso enorme : c como estou persuadido
'le se haver ella dado no caso em questao, por isso voto
pela reduceo, entendeudo, que assiui deseucarrego a
ininha consciencia; do contrario, nao votarla.
O Sr. Nelo : Vote contra o artigo : s concede a
quarta parle.
O Orador : Voto ; porque houve lesao enorme; voto
por justica, e nao por equidade : se nao fosse pelos
principios de justica, volava contra: por equidade, nao;
porque estou convencido, que a casa nao pode fazer
equidade.
O Sr. Teixrira Peixoio : Sr. presidente, a coinmisso
encarregada de aprrsentar ao E>m. presidente da pro-
vincia os projeclos de lei da assemblea provincial, para
seren sanecionados, diiigio-sc ao palacio do governo,
onde sendo ntroduzida com as formalidades do estylo,
e us a presentando a S. I'.xc., elle responden, que OS lo-
mara na devida consideraco.
Sr. Presidente : A asseidbla rica Inteirada'.'
O Sr. JVnjueini /'a:(continuaiido): Escapou-mc dizer,
que, se temos direito de fazer esse abate, que p'edcm os
arrematantes do imposto (comointimamente estou.con-
vencido;, tambein temos direito de lembrar aotribunal
competente.que mande rescindir o contrato dessas duas
comarcas, onde as rendas da provincia sotirem urna le-
so enorinlssima, com semelhanle arremata(ao, como,
lia pouco, lembrou o nobre deputado, que se senta
nos bancos daquellc lado.
O Sr.Primeiro Secretario aprese uta a seguinte emenda:
" Inclua-se o abale da 5.' parte no prcc,o da arreina-
taeo do mesnio imposto, feita nos anuos de 1841 a 1843,
quanto ao municipio deGoiauna, em alteucn peda,
que tivero os arrematantes, pela leprselo da freguc-
zla da Taquara, r augmeute-sc o quantitalivo.Peixoto
de tirito. llego Monteiro___Jote Pedro.
Apoiada, entra em discusso.
O Sr. ,Vnni; IVinare* : Sr. presidente, julgo da maior
inipoi i inei.i o artigo, que se discute {apoiadoiY. e, apezar
do que ouvi aos nobresdeputados, que acabaro de fal-
lar, confesso francamente, que estou persuadido, de que,
se esle artigo passar tal qual, nos iremos cstabelecer um
precedente terrlrel, que teri consequrncias bem desas-
trosas ;i.ira o nosso rgimen econmico.
O Sr. Villcla Tavaret : J est estabelfcido.
O Sr. Nelo : Nao he digno de imitarn.
O Orador : Os clculos, por nos formados, os recur-
sos, com que cmannos, assiiu como os outros legisla-
dores, que nos succederein, serao todos vaos ; porque os
dados, em que elles se fuudarem, sero sempre incer-
los; nao se poder contar jamis com una renda segu-
ra : todos os anuos nos veremos o que boje vemos ; terc-
inos o dissabor de ouvir 1er pettfOfS de arrematantes,
mas I pediudo o abalimento das arremataces, isto he, aa divi-
Sr. presidente, nao julgo, que nos tenbamos obri,.?
de attender s reclamace, que os diversos arreinatin
tes nos teem fello ; e, quando considerasse, que esta a,
sembla devera ter com es*ei arrematantes alguuia con*
templaco, em raso dos prejuizos por riles solliidos .,
sa coniTderifSo nao seria lauta, que me levasse a abate
da in ineii.i. que se quer, n quarta parte do preco da ul
remalacao, sem um exame multo serlo, inuito rigoi0,"
acerca da existencia dos males, e da importancia, a
prejuizos, que allego. "'
A's minhas pnucas observajaes varios iiiembroj d,,
casa le dignarn responder ; mas sua condecida habir
dade, seus repetidos esforcos e o assento de profnnj
convicfo, que notei nos discursos, por elles BroftrleW
de bontem para c, tiesta tribuna, dignos, porcerto d
causa mais jusla, nao forao mlBcienlcs para me desvia
rem do firme proposito, em que estou, de volar contra
artigo em discusso. Farel por justificar eise prono-,0
to, passando a responder aos nobres diputados, (iUl, ~
pi eccdei .ni, e se teem pronunciado em favor da redu"!6
9S0 proposta pela nobre cominisso de orc.ameulo.
Ooobre deputado, que em priuirirojugar me coinb*.
leo, diste, que era o flagello da secca to patente, to
torio, c a necessidade de deferirmos s rrclaniacoVs do
arrematantes lao urgente, que se dispensava do traba'
Ihode urna demonslraco, que considera va ociosa IIM,"
creio, Sr. presidente, que, sem inuila injuslica, poderi
comparar essa coarctada do raposo da fbula, que nj0
a lea u, ando as uvas, pendentes da parreira, retirou-i
di/eiidn : = tslao verdes : que as coino os garotos.=- '
Nao bastava nobre comiuisso a certeza desse llage|i0
ira deferir supplica dos arrematantes ; outras rasdr<
par
devia ella attender tambein, como a realidade do
rasdfj
Prejui-
1
II
iodo- Se,.1 preciso provar, que ha secca*.'
i anilieni se dis.e na casa, que nos nao deviainos abrir
as pon is.quc nao drviamo* dar oexempln uestes abales;
pnrqued'nrarm diante oscontratadore* rosarremaiantra
dequalquerramo apreseul irlo srmprrsuasreclainacoes
p ira terem 11111 abale no preco dos contratos: c al creio,
que o nobre deputado, que ltimamente fallou sobre i
materia, disse tt irria nielhor nao estabelecer clau-
sulas, einrsino na le, ou no contrato dizer-se salvo
qu indo n arrematante redamar nina diiiiinuieo 110 111c-
fo do 1 ontrato =
Si piesidente, se da cxcniplos respeito de abates no
preco da arrematadlo sobre aqurllrs nbjrctos, que san
arrecadadoa pela tbesouraria provincial, nao somos mis,
que abrimos aa portas, c que damos o rxemplo; indas as
assemblea* passadas o teem (cito: e creio, que vira milito
a proposito dizer ao nobre penutado, que afaxenda pu-
blica deve propr ja unta accao contra o arrematante da
imposto de -Js.-iiiii rs.por eabeca de gado vaceum, que ar-
iciii ituu u ramo de toda a comarca da lio i-Visia e de l'a-
1 aliii-de-l ou ., ba lies anuos; pola, leudo arrematado
lodo o ramo distas duas comarcas por ftOu/UUU rs.,
POUCO mala, venden smenle o ramo de duas freguezias
por IM conloa de ri* !!' Ipoiadot, ht verdade.)
O Sr. .Ve/e: |sio prova como sao fcitas as nossas ar-
n m a icdrs,
O tirador : Senhores, para isto lie que todos deve-
inos laucar as vistas; pois lia una leso enorme, leso
rnuruiissliua, contra a fazendada provincia: mas, quan-
do se ada bem provado o prejui/o dos adules conlra-
I ulules e arrematantes, p.iiecc-inc, que esta asscmbl. _
Obra iieaccordoco.il todos us principios da raso e da
equidade, consignando na lei do orcanicnto um abale no
pceo do contrato.
Fallnu-sr tambein nos direito* da fazrnda, e o nobre
deputado disse, que, fallando contra esta verba la lei,
i-niendia, que pugnaya |ielus dlreltos de sua provincia.
Acredito siuceaine.ile nesta proposico do nobre depu-
t nlo, avallo as suas luzcs e patriolisniu ; mas ha de per-
inillir-mc tambein, que declare nesta casa, que tenho o
uiesiiio pali iotlsino, quando concorro, para que se faca
um abate, que entendo justo c rasoavcl, no preco distas
animal ac u, 1 ,u,- porque, segundos principios da eco-
noma poltica, em ultimo resultado, este abale, que bo-
je se faz, Inuge de oU'ender as rendas provlnciaei, longe
de olleuder a riqueza da provincia, ao contrario pode
augmentar; porque, Senhores, este abale, que boje se
faz no preco do contrato, i com que us capilar* .lestes
arrematante* fiqurin ainontoados, .- posso irrapphca-
dos a urna nina proiluccao ; c drsu nova produccao re-
SUI tarad beneficio* ;i provincia porque o nobre depu-
tado .leve saber, que sobre ella lie que se teem de pgal-
as iniposicdes,
" Sr. Seto : Mais amontono, se se llies lizer o nresen-
tc do tudu. '
deixi
I lioj
parador: Alem disto, Sr. presidente, esta assem-
blea deve ter em vista nao coacorrer para empobrecer
os nossos concidadaos ; e eu nao sei, se, nao se alten-
deudo para estas reclainavoes, que con. justica boje apre-
sentan, elles ptideni ser desfalcados dos seus bens, ficao-
do em tal estado, que a l'a/.cnda publica ao depois d
de reerber dilles aquella coutribilico proporcional I
a seus teres.
Aiuda tenho a fazer una consideraco ao nobre depu-
tado, e de que esta assemblea, volando, como estou que
ha de volar, pelo abate, consignado no art, 29 desta le
a I izcnda nacional iienliuui prrjuizo vem a ter; porque
esta aiicnialacao foi elevada a mais cen contos deiis
do que nos anuos anteriores : ora, sendo o abate de 50
eolitos, anda a provincia vem a.ganhar 40 e tantos con-
los, feita aconta doaugincuto do imposto!
Taes loro, Sr. presidente, as COnsideracdei, que me
parrcertTo conveniente aprrsentar casa, parajuilificaf
O lie II VOtO.
O Sr. Kogurin Paz: Sr. presidente, eu nao deven
lomar a palacra para dizer algu.ua colisa em favor do
artigo 2l, que esta em discusso; porque me precedern
na palavra dous distinclos oradores, e lllustrados juris-
consultos, os quaes COIU todo vigor se pronuncia
os arrematantes, vendedores
O Sr. Xelo: Se ha IrgislacSo, tanto meldor; dis-
pensado est o artigo do projecto.
O Orador: lia legislarn ; mas, para evitar, que se
recorra aos tribuna, onde ha delongas.....litas despe-
aas, etc., etc he, que os arrematantes requercru a
esta assemblea.
Disse mais o nobre depulado, que a nobre coinmis-
so de orcaniento foi injusta, deo provas de parcial;
visto qur s tinos attendido acert* arrematantes.
O Sr. .Seto : i'erguntei a raso, por que atteudeo a
lilis e nao adOUtTOS.
O Orador : Eu j l vou. t.om quanto esleja con-
vencido, de que os nobres oradores, que se oppuzrrao
este artigo, san jurisconsultos de mulla estima e de
milita consideraco, eu estou persuadido de que, em
certas materias, apratica vale mais; urnapesioa, que
tem coiihecimeiito do objecto, sobre que se questioua,
talvez unidor dcl'eza possa fazer; e como eu estou a
par dos acontecimenloa lerrlvels, que causn a secca,
entendo, que me acho mais habilitado do que os nobres
diputados para deleuder esta queslu ; mais habilitado
estou, repilo-o, por ter sido lesleinuiiha dos horro
da secca ; que lem sido taes, que pode dizer-se, que o
nosso Sertao desapparecco, os gados acab.iro-se, nao
poden vollar to cedo. NeiU da qui 2U anuos os Ser-
les ehcgarao p e eslado, em que se achavo
O Sr. Seto : A secca de 1825 foi maior.
O Orador: Est engaitado, eu l irei.He verdade,
Sr. presidente, que os arrematantes leste imposto, as
comarcas dos Sel loes, lucraran mais com a secca : o im-
posto rendeo mais do que renderla, se nao tlvctseha-
vidu a secca ; porque, au haveudo 111 intimemos all,
nao haveudo os gneros de primeira necessidade os
proprietarios nao tivero oulro remedio sen.io malar
lais gado para poderem subsistir; e, ltimamente,
vendo, que perdlao todo o gado, tratro de aproveita-
lo, e por isso niatro mais gado, e conseguinleiiiciilc
mais rendeo o imposto em d.tos lugares.
Allegou-se tambein na casa, que a secca nao tinlia si-
do 1,10 sensivel, e at se pedirn provas. Com efiei-
to Para que mais provas do- que ter o nobre presi-
dente dito em *eu relatorio, que convocava esta assem-
blea extraordinariamente, para poder de alguina ma-
ncha remediar os males da secca, soceorrendo os nossos
patricios dos centros, que eslavo 110 ultimo desamparo,
expostos esnlijeilos aos honores da lome .' Nao foi por
c-la assemblea ter rcconhccidu, que isto era exacto,que
prlncipiou o*srus trabadlos, dando uina medida a res-
peito I Accresce mais. Sr. presidente que os gados,
que vceui para rsses laidos, do itecife, Cabo, lionilo, ele.
etc., nao sao so desia provincia ; p> lo contrario, a pro-
vincia de Pemaillbuco he a que menos gado d para
esses laidos; a maior parte dos gados venida Parahiba,
l.car.i, Itio-Oraiide-do-.Nnrtc e l'yaubi : lie preciso fazer
estas obserracoe*; he preciso, que se reconneca e se at-
ienda, que nestas tres provincias os gados se acabro.
EU, pelo menos, assev.ro, que, leudo duas fazendas na
da Parahiba, recebl atriste noticia, nada pelos vaquei-
ros emCarlris-Novos, que s tinhio Bcadn as casas, cor-
raes e Ierra ; o tar.i adia-se no incsmo estado ; pare-
ce-meque 0 Rio-Grande est da inesnia sorte: c enlo
nao sei como desconhecer-se a existencia da secca.
Parece-me, que se nao devem exigir mais provas do
que as apresentadas na casa.
Un nobre deputado deo-ine um aparte, dizendo, que
a secca de 25 linlia sido maior do que a deste auno. He
preciso dizer ao nobre depulado, que inlciraincnte igno-
ra as cousas dos Sei les; lie preciso dizer ao nobre de-
putado, que pessoas, que j vivio nos mesinos Serles
ciiiUI, OS 6 93, dlzein, que a secca distes anuos foi
milito menor do que a actual ; que esta he superior a
qualquer nutra. A de 25 loi muilo menor do que esta:
cu so nao como de vista a de !)l : as dental* lenho-as
sollndo ; mas uciiliuiua foi como esta Em 91 aiuda se
pode mandar vir gados de fura ; mas agora nao de pos-
livel; porque os proprietarios ficrSo todos arruinados
em suas fortunas; gaslro todo o seu dinlieiro com
luantimentos carissimos; nao podcui comprar novo*
gados : um ou oulro poder fazer isso;
pr, que leuda de ccapar-nie alguma cousa
Sr. presidente, observo, que o nobre deputado.
aue se asse.ua deste lado, disse. 'que eslava arrependid
c ter lado o sen voto nal assemblea* nassadas ,,..
fambein nao concordo com a opinio, que cinitlio o
ibre primeiro secrelario, quando disse, que nos de-
venios conceder esta quota pedida, esse abate, em at-
Irncao ao queobmua assemblea passada
dos aprsenla as suas ra/.es. Mas diz-sc, que o motivo,
que apresrulfib os arrematantes do coiisiinio das carnes,
he justo c lorie. He bem Cuolieci.lo, que nina secca hor-
rorosa causa, por cerlo, grande prejuizo, e esta secca lem
ipparecido 1 entretanto, j aqu se expn* una razo an-
da mais forte jura nao se conceder o abalimento pedido,
a que uo lie fcil responder. Se esses arrematantes
lireiiem grandes lucros, enlrario com parle desses lu-
cros para a tbesouraria ? Nao, porcerto. Ora, nao he
mi 1 regia bem conicsinlia, sabida por (odos, que queu
lem os lucros deve sollicr lambe.11 os dainuos ?
Uuubre deputado, queme preceden, disse, que havia
justica nrsias reclamace*; porque ainesmaconsUtuicCn
garanta ,10 arrematante, e asleis do pas igualmente Ihe
cro indulgentes. Em ConfirinacSo do que avancou, trou-
xe o art l.*da conslilufn.quc diz, quelodosdveiii con-
tribuir para as despejas do estado eni raso das suas (acui-
dades : foi una lleno de mais, que tive : at agora eu es-
tava persuadido, que esse artigo s liuha applcaco para
os casos de uiposicu, coiisigraudo a igualdad.-, c pros-
crevendo os privilegios : nunca me lembrei, que elle
dissesse respeito aos de vedles da fazenda ; porque, se
livesse lima lal pplicaeo, enlo todos dirio ^s sof-
fremos multo prejuizo, nos nao pudemns icar sem os
nossos ben* ; a sociedade mais sol, era, licaudo nos re-
du/.idos miseria: e attendendo-se a tal pretexto,
quem poueria dalii emdiaute ser exceulado por suas di-
vidas!' A quauta fraudulencia nao iramos dar lugar, au-
torisar incsino t Ora, se isto nao pode ser, se he ueces-
larlo, que us devedores pagucni as suas dividas legal-
mente contrahidas, nao se pode delxar de laucar uiao de
iodos os nieios, penhorar, vender-Ibes os beus, que ibes
perlencein, ou dos seus dadores, euibora padceao
Trouxc igualmente a ordenaco, que falla de casos im-
previstos ; mas, Senhores, urna secca entre mis he cousa
imprevista? Nao se reproduzcui militas vezes ? Os ar-
rematantes, quando v;io arrematar qualquer genero, nao
devem calcular lodas as eventualidades? Nao devein
calcular, se dsquella arremaiacc pode vir daino ou
lucro t Se nao calculro, qiieixein-se de si uiesuios.
Sr. presidente, cu acho oulra raso, que nos deve ani-
mar para nao votaruios por este artigo, e he; que, se for-
illos severos c nao coiisentirmus estes abatimentos, os
Sis. arrematantes tero mais escrpulo, sero mais cui-
dadosos, quando lorcni arrematar;!', estando cellos, que a
assemblea nao Ibes ablela, por qualquer pretexto, pre-
juizo alguui, que tivcrcni, nao iro inulta* vezes lau-
car desarrasoadamente, para que oulro nao leve o ra-
mo, e assim ellas perderem c piivarcni os outros do lu-
cro. Massupponhainos, que a assemblea quer ser ge-
nerosa com estes arrematantes parece-me, que nao
deve ser tanto quanto vem aqui exarado ueste artigo,
poderla conceder-se o abalimento da sexta parte, ou,
quando inulto da quinta, mas da quarta he demasiado :
devenios ter sempre em vista, Sis., que as despezas cs-
lo marcadas; j foro approvadas : as rendas nao sa-
bemos, quaes sero. He preciso,que nos lembreuios, que
a representacao, que dlriglrmosa assemblea geral, pode
delxar de ser alteudida. Eu j prevejo o que ha de a-
contecer : arepresenlacSo ral coinmisso dcorcamcu-
lo; a coinmisso de oreaiueuio deixa-a all dormir: uus.dc-
puladosgeraes porl'eriiaiubuco, iremos instar, fazer com
que os membros da comntissSo dccni o seu parecer: se
acontecer, que elles dein esse parecer avoravcluicntr,
aiuda na o me lUongodeqneiera approvado: parece-me
ouvir ao ministro da fazenda dizer: =. A assemblea pro-
vincial perca a aua popularidad.', impoiiha, corle as suas
despezas=; e, de mais a mais, dir: =se se conceder esta
I o esta- au para l'ernambuco, todas as provincias quererd
tambein, e vos bem sabis, Srs. depulados, que nao ha
renda pina fazer as despezas geraes.Por consequencia,
os nossos rsfui'90* sero vaos; havemos de arraujar-uos
com ns no-sos imitados recursos.
Segundo, pois, o que acabo de dizer, mandare! una
emenda a mesa, declarando, que, em vez da quarla
parte se poulia a quinta. Vai a eincuda:
No artigo 29, em lugar da quarta parte, diga-sc a
quinta parle.--Uunil Tavaret.
Apoiada, entra em discusso.
O Sr. Nelo : Sr. presidente, a profunda convieco,
que tenho, da inutilidadc de meus esforcos, us basta
para dcsaniniar-nie na conliuuac.no desia discusso. O
artigo por cerlo passar, e paleara al cousa peior do
que esta (quero dizer, a reduceo da terca parle ou de
metade do pceo da arremata;ao I, se foi auora pro-
posta.
O Sr. Peixoio de rilo : C'etl Irop [or!
O Orador : Permita V. Exc, que queime o ineu ulti
1110 carluxo ueste cmbale, e aproveite a exhortaco, que,
em uina das seisdcs passadas, me fez o nobre drpuiado,
que se seula daiiuellc lado, para nao descorocoar-ine em
mu quanto a coufiaiica dr meus
a V. Exc.
ueiii sol-
favor de
zo allegado e a proporco, em que elle est com o ,ir;~
co d is .11 reniataciics respectivas. Deiiionstrnu, por vciu
tura, a nobre coinmisso, que acventiialidaded'unia >ri.
ca nao entrou nos clenlos dos arrematante* das rendas
provinciacs no liiennio corrente? Nao demonstrou, n,,l(1
poilia demonstrar; porque, sendo tao frequentc entre
nos a repetn .ni de lacs llagellos, necessariauente havio
de calcular com uina eventualidad.- desta*...,
OSr. Jote Pedro : ootn urna secca geral nio coni-
rao, por cerlo.
O Orador : Tanto nao disse rao elle* no *cu requer-
ment : quem j fallou nisto ?
O Sr. Nogueira Paz : O nobre depulado.
O Orador : Eu que agora fallo pela primeira re'
l'm Sr. Depulado : Alguem o disse.
O Orador : Se nao fui cu, foi meupai.... Temosa
fbula do cordriroc dn lobo.... Vamos adianle.
Sr. presidente, essa demoustracao he a que deve ser-
vir de base ao nosso juizo : se ella nao Ir satisfactoria o
artigo nao deve passar Disse um,nobre deputado, que
estes arrematantes tinho direito* reclamar, e nos era-
mos obrigados a deferir sua supplica. Donde deduzio
elle essa obrigaco, cuja funte nao pude descobrir ?
O Sr. Jote Pedro : J se responde.) a isso.
O Orador : Nao me parece.
O Sr. Jote Pedro : Respond com a ordenaco.
O Orador : Eu vou ordenavo. Parece-me, que o
nobre deputado citou-a mais para nos provar, que liulu
conhecimento do nosso direilo patrio, do que na espe-
ranza de resolver com ella as duvidas suscitadas. A orde-
naco traa dos rndenos de trras, e carece iuteiraiiiru-
te de appiicaco aos arrematantes de imposto*, eujoi di-
reito* c obrigacc* acho-se regulados por ieis espe-
ciaes.
Admitamos, porm, que assim nao fosse: o artigo me-
recera ainda a nos.a reprovaco, esleudendo o benefi-
cio a alguus individuos, quando era dever nosso favore-
cer a todos.
Disse-se lie verdade, que elles nao reqiierrao; mas a
sua omisso, ou o facto de esperarem pela sesso ordi-
naria, ou pela coucluso do trieuiiio para meldor apre-
ciaran a perda s,,iliada, 11.111 iniliiindi) na existencia do
mal. reconhecido pela nobre coinmisso, torna odiosa a
excluan consagrada'nn artigo em questao; o qual, anda
pnr este motivo, se faz credor da minha reprovaco.
Tamban deixou a nobre couiiniso de justificar, como
Ihe ped, o artigo na parte, em que lixou o abale na quar-
ta parle, e nao em menos quautias rrculhidas nos dous
primeiros anuos de ti iennio Podemos ler, como enlrn-
ili-ni os nobres depulados, a que me retiro, obrigaco de
attender a rrclamaces seinelhautes, lodas as vezes que
sederem motivos idnticos; mas o seiitiiuento dessa
ubrigacao pare, e-nie au bastara para l/.er auniiii a
ludo 11 mo pedirn os ... 1 .ni., la n tis, nein nm dispen-
sa de propocioiiaru.os a reduceo, por elles solicitada, a
gravidade dojirejuizo, que tiverein sollrido. Ao menos
nao depare! com tal dispensa noanigo da consiituico,
citado pelo nobre deputado.
O Sr. Jote Pedro d um aparte.
O Orador: Se o nobre deputado agonia-se com isto,
pr.niii tu-1 he nao fallar mais em consiituico, nem na
ordenaco do reino.
O Sr. Jote Pedro:Nao ha tal; pude dizer, o que quizer.
O Orador: Disse, Sr. presidente, que em 1825 os di-
ziuieiros nao alcancro remisso alguuia, nao obstaute
a secca daquellc anuo ler sido maior do que a actual. O
nobre depulado, que me contestn, lia de tolerar, que
ihe diga, que pessoas igualmente habilitadas para ava-
haran eises llagellos allirmo, que os horrores, enlo
suiliidos 110 Sertao, foro maulles. Assim parece : pelo
menos anda nao presenciamos o triste espectculo, que
nos ulle 11 .1.1, as ras da capital, uina populaco inmen-
sa, emigrada do centro, moliendo a lome, e cobcrla
com os andrajos da miseria.
OSr. .\uyueira Pal: Esta- foi muilo maior : na outra
nein liuiiv. 1.10 pineisses de penitencia.
O Orador : Esta secca he maior, porque houvero
piocisses de penitencia !' A isto nao posio responder :
lie una bala de 48, com que o nobre deputado arrasou o
ineu fraco castalio. As procissoes de penitencia tambein
serycni para auturisar a reduceo no preco dos contra-
tos !...
Proseguindo, Sr. presidente, na* minhas rrflrxti,
pergunlarei a nobrecoiumisso, se por ventura noacha-
va mais prudente, que reservassemos a discusso dessa
na (cria para a sesso, que est prxima a abiir-sc ? Nao
leudo ella os lucios precisos para apreciar com justica a
importancia do prrjuizodosarrriuatantcs.paraqurse deo
tanta pressa em negocio de to elevada importancia?
fura sem duvida mais acertado dcixar expirar o irien-
nio ; porm, se isto Hirsuto era gravoso aos inlerrssadoi,
ao nidios procurasse instituir um exame severo da*
amias, que elles apresentasscni, esaber at que ponto
ero fundadas as suas queixas. Em todo caro era possivel,
que una moratoria uo pagamento de parte do preco da
.111 enlata, ao baslasse para conciliar os inlcresses dellcs
com os dos cofres provinciaes, e 09 nossos devrrr* nes-
ta casa.
lana pressa em materia, que por sua nalurea re-
clama longo exame, e seria meditarn, nao revelar ( da
parte dos ai reinaiamcs) pouca coutian^a na justica da
providencia, que se discute ?
Revele, porem, ou nao, voto contra o artigo, e enieo-
du, que os nobre* depulados, que acrcditac na nossa
omnipotencia, devem esperar pela concluso do trien-
nio para lomaren) em consideraco a materia ; visto que
a assemblea uo pude calcular esse prejuizo.
Vozet : Pude, pode.
(Jurador: Como ? Pois estao acabadoi os gados r
Nao liaver mais gado para matar ? Nao podr recebrr
mais nada os arrematantes ? O nobre deputado, que se
asseuia dn lado nppusiu, euca icguu-sc de responder ao
nobre deputado o Sr. Jos Pedro, na parte relativa
ubrigac,o, em que elle no* considerou para com esse
.111 enlatantes, dizendo, que, com eilito, pela legras de
direilo, 110* uo podanlas ser comp.-llidos a couceder a-
bale algiim, e assim he; mas, se nao fosse, accrescia
mais uina raso contra o artigo; porque, haveudo lei,
que proteja aos arrematantes, peraule o governo, e o
poder Judiciario devino elles' sustentar o seu direilo, se
a constituico os dispensa de pagar as dividas contrahi-
das com a provincia. (Hitadas.)
Sr. presidente, i.i-ine esqi'ea'nd" da promea,que fia
ao nobie depulado, para nao fallar mal* em cousiiiui-
fo, nein na ordenaco do reiuu : nao quero otlrnder a
suscepiibilidade do nobre depuudo : elle c incoiumoda
Unto, auU vez que fallo uiitu...


O S. Jos Pedro: --Pdde fallar: nao me enfado.
O Orador: Sr. presidente.os arrematantes renuncia-
rlo expressainente, no seii contrato, os casos fortuitos,
previstosc nao provistos,cogitados e nao cogitados: logo
sendo a secca umdeaaes casos fortuitos, he claro, que
nos termos de ilireito, elles nao podiiio reclamar o aba-
te proposto; porm Isto nao lie tudo ; o que he mais
curioso he, que a reducfo vai aproveitar (talvez s) a
quem menos prejuizo soflrco, isto he, aos arrematantes
Os compradores de r.iuim, que sao os nicos prejudioa-
(los coin a secca, nao merecern compaixo, e teein de
enriquecer aquellos com os destroces de suas modestas
fortunas.
Passav-'i a responder ao nobre diputado, que le assen-
la i ni' u lado, e previno a V. Exc, que, cmo alguns
argumentos forao repetidos por varios Srs. deputados,
que tornii .10 parte nesta discussa'o, nao responderei a
cada Sr. depulado de per si; mas ao que se allegou de
piis importante em favor do artigo, que discutimos.
Se tratassemos de crear alguma Imposico, era justo,
que se argumentasse coin a igualdade, com que a cons-
tituifo manda, que todos concomio para as despezas
publicas ua rasao de seus lia veres: tratamos da -o-
pranca de dividas do estado, especie muito diversa, e
peste caso mais deve dar quein inaior quantia dever
fjienda. Se o receio de atacara fortuna particular dos
arrematantes prevalecesse na especie vertente nin-
guem inaispagaria imposto algum, com o fundamento
I de que este pagamento reduca o seu patrimonio. A con-
I i.;i'irinn- lies principios ni adopeo do artigo ein
quesiao, com que rendas poderemoa contar para as
crescidas despegas da provincia, d'aqui em diante ?
Trouie-M aqui ocxemploda reduc9.n0 feita noprecado
contrato das bebidas espirituosas, em consequencia do
imposto enorme lancado entiio sobre essas mercaduras:
a rasao d'esse abate nao he a mesma, e quandn fsse,
d'oude deduiem os nobres deputados que nisso falla-
rao, a "lindar.ni. que nosquerem inipr, de segulrmos
em tudo as pisadas dos nossos antecessores ? Talvea es-
se exemplo teja a Cauta nica de tantos requerimentos,
que diariamente nos dirigem os arrematantes das rendas
proviuciaes, pediudo a reduccao dos preyos de seus con-
tratos.
Termino aqui o ineu discurso, pedindo a assembla,
I que nao deixe passar de;apercebid,imente, acerca da
Ifiiormissiina lesao, que teve a provincia na arremata-
cao de seus impostns as comarcas da (loa-Vista, e l'a-
I jan de Flores.....cinco freguezias arrematadas por nove
eriiios mil ris, duas das quaes derao de lucro ao arre-
Ipil inte inais de dezoilo coutos de ris... Quem o acre-
fu.liria, sem o testemunho de dous nobres meuibros des-
la casa? Veja a provincia, como tcm ido os seus nego-
Icios e havia uecessidade de faxer-se a rcfnn.a que
llionlem tive a honra de propr, ea sai i si aran de ver de-
ii tu nesta casa.. A eontinuarem as cousas assim, co-
lmo supprir-sc o dficit, que todos os anuos appareo?
Como necorrer as urgencias publicas, por mais impos-
I tos, que le lancciu na provincia? ?
i Continuar-ie-ha)
seria a reuniSo de todos os matadouros em um slu- noel Joaquim Baptisla, escrivao interino o escrevi.
garcomo as Cmco-Poutas o nico meio dea evitar; Jos l'homaz Sabuco de Araujo Jnior.
e ser este meio desacompanhado de desvantageris
Cmara Municipal.
6.' SESS0 ORDINARIA DK 13 DE MARCO BE 1816
Presidencia do Sr. Reg e Albuquerque.
Presentes os Srs. Mello Cavalcanti, Ramos, Car-
uata) .Monteiro, e Oliveira, faltando com causa os
inais senhores, a briose a sesso, e foi lida e appro-
vada a acta da antecedente.
0 secretario interino leo :
Um oflicio do E metiendo approvada a modilicacfio feita na planta
do bairro da Boa-Vista pelo engenheiro em chefu,
conforme a inrormaco tiesta cmara em ofcio de
21 de fevereiro ultimo. Inteirada.
utro do contador, apresentando um termo de
mulla da quantia de 90^01(0, lavrado pelo ex-liscal
da freguezia de S. Jos contra Joflo Pacheco, que
havia deixado de remetter ao procurador, porque,
sobre errado na citaeo da data c artigos infringi-
dos circumstancias, que por si sos erfo sobejas para
ser, em limine desprezado, errado eslava tambein no
Igi.io da pena, em que foi julgado o infractor, que n0o
[poda ser inaior de 30000 i o que trazia ao conheci-
Inieuto da cmara, para po-la ao alcance da boa f
[iloseu procedimonto. Kemetlido o termo ao fis-
cal da freguezia de S Jos, para proceder em regra
a semelhante respeito, e de conformidade com as
posturas.
utro do fiscal do Recife, informando sobre urna
odificacilo feita no Aterro-dos-Afogados, que Ihe
foi exigida, quandn se achava encarregado da fiscali-
saciio interina da freguezia de S. Jos.Inteirada.
Onlrodocordeador, informando, que era exacto ter
o tcnenlc-coronel francisco Carneiro Machado Rios
tapado a camboa existente no becco doQuiabo da
freguezia dosAfogados, a qual se ha conservado ha
lempos immemoravcis para dar esgotoas agoas de
I chuva; visto que com o tapamento dessa camba le-
ra iiccessariamente de ser alagada urna grande parte
d'aquella freguezia, logo que as chuvas apparecflo, e
| licara impedida a servidlo publica. Ao procura-
dor para, de accordo com o advogado da casa, proce-
der na forma do titulo 2.% artigo 41 da le do 1. de
I outubro de 1828.
.Mandou-sc ouvr rommisso de edificacio so-
bre o requerimento de Francisco Jos Machado, que
aesla cmara fra enviado pelo presidente.com des-
pacho de informe.
I.xpedio-se ordem ao procurador para promover a
venda de duas carrocas da compauhia dos rbeiri-
nlios, que sao desnecessarias ao servico da mesma
compauhia, participando a cmara o inaior preco,
que por ellas adiar.
bespacharilo-se as petiertes do Rodrigo Antonio
Marques, Jos Francisco Pcreira da Silva, Norberlo
Joaquim JosGuedes.juiz e mesarios da irmanda-
;f de S.Jos; c levantou-se a se.ss.1o. Eu Luiz de
nanga e Mello Jnior, secretario interino a escrevi.
%o Albuquerque, presidente. -- Oliveira. Hamos.
wneiro Monteiro. Mello Cavalcanti.
reaes i' He o que passamos a ver.
Desde tempo immemorial, que se tcem assignado
os dous locaes Cinco-Pontas e Coelhos para a matan-
ca dos gados; os nossos antepassados viriio, que nio
era possivcl para o consumo de umu grandecidade
como esta, que todo o gado fosse morto em um local
tilo acanhado; e se esta necessidade foi reconhecida
em outro tempo, qliando a populacho era muito me-
nor, hoje, que esta tem crescido de urna mancira no-
tavel, nilo he possivcl desconhecer-se aquella necessi-
dade, quo duplicadamente subi de ponto. Ecom
ofleito, para o mercado dosta cidadedo Recife, matlo-
x diariamente, poucomsisou monos, centoe vlnle
Bois : ora como em um local tilo acanhado como as
Cinco-Pontas poder-se-ha malar, desde as C at as 10
horas da manhila, e das 4 at as 6 da tarde, o gado ne-
cessario para o consumo da cidade? Alm disto, as
commodidades todas faltuo as Cinco-Pontas ; por
quanto no lugar dos Coelhos, e nos tpatadouros par-
ticulares, cada umtinhafeitotelheiros, aonde as car-
nes pstivessem asombra, e nilo expostas a inlempeire
da athmosphera, o armazens para as recolher, e ar-
robar com os commodos precisos : entretanto, o lu-
gar das Cinco-Pontas nio offerece commndidadcs, e
as carnes torito de licar expostas ao sol ou a chuva ; o
que trara necessariament" a sua rpida corrupco ;
por quanto, sondo a casa da arrobarlo muito acanita-
da, teriTo uns necessariamentc de esperar, para que
outrosa deixem de vago, afim de quo possao recolher
as suas; aos quaes inconvenientes todos se deve do
juntar a dilllculdade da condcelo dos gados, que,
tendo de passar por alagados, estes nilo dio passa-
gem as mares cheias, e HcarO os gados militas ve-
zes emprazados na Boa-Vista, e as matancasdeixar-
sc-hflo de fazer, com oquesoffrcrp o publico a pri-
vacilo desse genero de primeira necessidade. Tudo,
portanto, se rene, para oque acamara conserve dous
matadouros, um as Cinco-Pontas, o outro na Boa-
Vista, ainda quando nilo seja o mesmo lugar dos
Coelhos, mas sim outro, que parega mais convenien-
te c adequado aquello liin : e ueste caso parece, e
mesmo cumpre, que se d um certo tempo para a
remogilo do tnatadouro, at que o novo esteja
prompto. Parece-nos, que tiesta maneira, c com a
vigilancia dos liscaese um cirurgiilo, que assista as
malangas, pode impedir-so o abuso de vender-se
carnes corruptas, sem os graves inconvenientes da
accumulago dos matadouros no lugar das Cinco-
Pontas.
Tcndo-se indagado respeito da historia do boi
de carbnculo, soube-se, que um F. Alvaro, morador
no Aterro-dos-Afogados, tendo um boi de carroga,
que succedeo morrer, o mandou enterrar, procu-
rando antes aproveitar o couro, e resultou dabi, que
o escravo, que foi incumbido deste servigo, morrra.
Ora, que dilicrenga nilo vai deste facto a sizania, que
se ha espalhado, de se haver vendido carno de boi do
carbnculo:1
Ksperamos.queaillustrissima cmara, examinando
moldar 0 faci, d providencias mais de accordo
com os inlcresses da populago um gcral, e em par-
ticular commodidade dos que negociilo com um
Dei'laracaO.
O arsenal do guerra compra azeito de carrapa-
to, ditodo coco, fio do algodio, e torcidas : a pes-
soa, que taes objectos liver para vender, mande ao
mesmo arsenal suas propostas em caria fechada,
at o da 30 do correle mez. Directora do arse-
nal de guerra, 25 de margo, de 1846. O escritu-
rario, trancisco Serfico de Assis Carval/io.
PBLICAgAO LIT I ERARA
DICCIN AMO GEOfiRAI'IIlCO
DO BRASIL.
Avisa-seaos Srs. subscriptores do Dic-1
cionario Geographico do Brasil, que, vis-
to haver ckegado ltimamente loja da
ra da Cruz do llecife a maior parte dos
exemplares desta importante obra, devem
vir quanto antes reoeber os exemplares,
que subscrevero. O preco para os as-
signantes be (copio desde o principio se
taxou) i2s8oo ris, pagos ao receber da
obra.
On.97aeha-se a venda, napraca da Independencia,
liviaria os. (1 c 8.
Vendo os baixo assignados um in-
nuncio, inserto no Diario iVo?>o de bon-
lem, assignado pelo provincial do ("anuo,
Ir .Id'id de S. Izabel l'avao, em que diz
ao publico, que a irmandade do Senhor
Bom Jess dos Pasaos do llecife reconbe-
ceo o direito, que assiste ho convenio ( o
que somente se pie referir ao deposito do
mesmo Senhor ) be tle sen mais rigo-
roso dever fazer sciente ao mesmo publico,
que lal reronbecimeulo nao existe, e que
smenle por que o Kxm. Sr. presidente
da provincia inlerveio nesta questao, como
Conciliador, foi que a mpsa do Senhor
oom Jess dos l'assos se delibero!! a de
Avisos mariiimos.
ramo, quo tilo pesados direitos paga em proveilo dos
cofres da provincia e da cmara, e que por isso se
tonino merecedores de alguma attengao e auxiliio.
COMMErtCIO.
Alfandega.
Rbnmmknto oo di i 26................8:269*832
DeiearregaO hoje 27.
Hrigue/lunacarvo.
Patachollarfrucncarviio.
barcaAriilideibacalliu.
HrigueS -Andr-Apntolo(ariaha.
escunaAnljiqueijos.
PatachoCHHuinm uiercadorlat.
Hriguerriump/iunlvinhoj c cebollas.
Hrigue Laurapipa vasias
Hrigueantuerpiauiercadorias.
BrigueAntuineltcidein.
Barcaoiden-fierreijein.
Gcral.
Provincial.
Consulado.
RENIIIMKNTO DO DU 26.
. 4:(i.a84'M4
. I:9I3/.'U
Diversas provincias.................... H3uM>7
________ _______ .o85/70T
iluviiuento do Porto.
Navio entrado no dia 20.
Babia; 10 dias, barca sueca Suson, de 230 toneladas, ca-
pilo II. Andersoii, eijuipageni 13, em lastro; a James
I-I all l ee ,v I iniip inlil i
A ni'K-r sahidot no metmo dia.
Mediterrneo por Gibralur barca sarda Doui-Irmoi ,
capito Joau llaplista Culero.
Londres; brigue iuglez Norvel, capilo T. Donningbam,
carga a mesma, que trouxe.
Trieste coin escala por Macei ; brigue norueguez Juno,
capilo Biimholl'ii, em lastro.
Paralaba, Hio-Graude-do-Norte e Cear ; brigue brasi-
leiro Bom-Jeiut, capitao Pedro Jos" de Salles, carga
farinha do governo, Pastagciro, Jos Hibeiro Barbota,
Porluguez.
Para o Rio-de-Ianeiro s.ilnr. com Inda i lire-
idad't ( por seguir coin o sal qun iroute do Ass ) ,
o muito veleiro patacho nacional S.- /o>-Americano,
pndeudo levar inais alguma carga miuJa escravm a
(relee passageiros: a trat.ir com Gaudino Atfostinho
de Barros, na ra da Crut, n. Gd, ou com o capita < a
boido.
=l'ara oRio-de-Janeiro segu com brevidade o bri-
gue brasiieirn Atalante, pregado 0 loriado de cobre, coin
cxcelleules commodos para passageiros e escravos: (jueiu
no iiiesmo quiier carregar, ou ir de passageni, dirija-se
ao capitn, todosm dias, napraca, ou a uaiioel Igna-
cio de Oliveira, ra de Apollo.
A bcni i niihi'i na barca flor-do-Rerife esl.i a freUr-M
para qualquer dos portoa do Sul ou Norte: quem nella
quizer carregar ou ir de passageni, dirija-se ao seu
prop ielario tlanoel J. Gnncalves Braga, luja u 2, no
arco de Santo Antonio, ou, abordo, ao ineslie.
= Para Liverpool aabir oom brevidade a muilo
beiii conlieciila e veleira galera inglea SuorJ-fi'h, ca-
pilo Richard Oreeu: quemqulzer Ir de pauagein ou
carregar n'ella, dirija-se aos consignatario.-' Me. Calinoiil
kC.
= Para Antuerpia, ou qualquer porto da Europa, fie-
la-se a galeota belga Mercalor, capilo Von oppendlec,
da primeira ciaste, forrada e eneavilliada de cobre : os
preleudeiiles dirijao-se aos consignalarios Ale. Calinoiit
i Coinpanhla.
= Para o Rio-Grande-dn-Sul segu, em poucos dias,
o brigue Santa-Marn-Itoa-Sortc, capilo Jos Joaquim
Dias dos PrazrCI; pode receber alguma carga uiiiKla ;
ollerece bous coiniiiodus para passageiros, assiui como
escravos: quem no mesmo quiier carregar ou ir de pas-
sigein, pode entender-se coin o capilo, ou coin Auiornn
Iiiii.iiis, na ra da Cidria, u. 45.
Para a ilha do S.-Miguel segu, imprelerivel-
nn'iiie na dia t Je abril vindouro, o pilacbo U.tceira,
non a carga quo liver ; qum nulle quiter caireg ir, ou
ir de passagem dirija so ao capitao Anlonio Franris-
co de Itezundo na praca do Cominercio ou a Judo
lavares Cordeiro na ruado Vigario.
=Para o ltio-de-Janiro.com brevidade,por ler parle
ila carga (ralada, esta a labir a polaca Wovo -/fiyto-da-
Virlude; para carga, ou eirravos a Irele. Ira la ae coin
Joo Francisco da Crut, na ra de Senzalla-Volba ,
n. 134.
= Para o Aracaly sahe o bom conbecido patacho
nacional Laurentina-trasileia forrado de cobre :
quem no mesmo iguizer carregar ou ir de passagem ,
dirija-se ao seu proprietano Lonienco Jo>6 das Noves ,
ra da Cruz n. ti'i.
= Para a Rabia segu, com toda a brevidade, a su-
m8ca Sania-Cru ; quem na mesma quiier carregar ,
entenda-se com os consignatarios Amorini rmeos.
A barcaga Flor-do-fiei/n arge para qualquer
porlo do Noilo ou Sul : quem pielender canegar ,
ou fiela-la dirija-se a Manoel Jo> Goncaltes l!r,i,;a ,
seu pruprielario ou ao meslre a bordo.
posilar a Santa linagem na grejfl do ('ar-
mo. Hecife 16 de marco de 184G
JOS Ferci/t da Ciinha, provedor.
Joo Cuidoso /yres, escrivao. Anto-
nio Hamos, ihesonreiro.
= Francisco Jos llar lio/a, agraderendo a urbanida-
de, coin que o Sr Joan .Nepuiiiueeno Barroso o Iratou
em leu annuncio o Diario de Pernimbueo a.M, Ihea-
eouseilia, que seja mais prudentee acautelado em seus
annuncio, para nao pastar depoil pelo dissabor de fal-
laras suas proinrssas, pi elektamlo fi ivolus motivos.
Quando O Sr. Barroso fez ;o pomposo aiiiiuncio do
D.-norn. ileclarandn que estiva promplo a pagar lodos
os dbitos do seu fallecido cunhado, l'i.ineisru da Silva
luiiior, por certo que nao poz Clausula alguma rcsiricli-
va a sua ampia promesas; C no enlamo, na apresenta-
cao de duas lettraa de pequea Importancia, procurou
retratar-se enm o Inepto motivo de nio wlarem vmri-
il is as ledras, quando, ali.is, o aieeicinle ira j fallecido,
6 por direiin coiuniercial as lellras eslav o vencidas.
Se Sr. Barroso nflo tem conhecimento deste direito,
ou se mesmo duviila ilelle. iusirua-se primeiramente, o
nao lome logo a ousadia ele di/rr. que lie ilireito Inven-
tado por iniii.
Na.......considero grande em materias de commer-
cio; mal he uui.gianile esrriplor, que di/., que, unirlo o
acceitanle de qualquer lettra, estanca vencida; e be este
o diieiio de <|iie usamos,eque j leni em seu abono o
pronum i tinento dos irlbunaes do paiz; e seo Sr. Bar-
roso quer saber, que eseiiplor gigantesco he este, de
que Tallo, lela Mira Lisboa, lomo-i.", capitulo 18. E que-
rer;! o Sr. Barroso tambein escarnecer da Silva Lisboa?
Pelo menos, se o Uzease, nao causarla isto adiulra^ao*
t'uuipre-nie inda dizer, que a pessoa eucarreg.ida de
apresenlar as lellras ao Sr. llanoso nao nuvio este Sr.
olleiecer o sen |0gro, o Sr Francisco da Silva, por ga-
rante das lellras. E se as lellras, roiini sabiamente en-
tende o Sr. Barroso", nau estilo vencidas e liem devem a-
llld i ser p Igas, que raSOCS leve O Sr. llanoso para que-
rer entrar no novo contrato da garanta do seu sng.ro ?
Ora, isto lie, que lie ser deni isiad inienle generoso...
Em liin, pague o Sr. Barrosa as lettraa no seu (enc-
menlo, contado este vencimento aaeugelu acontento;
mas u;io illuda o publico roni osteularoVs de aoiiuii-
clos, e nein queira enm elles pracurar evasivas para
com os creilores, que por ventura nao se teiiho apre-
aentado, que coin isto licarci salisfeito.
ss Que ni precisar de um rapaz brasileiro pira cai-
lairo de nadara administrador ou eitorde algum
de
Leili.
Por deapsebo do doulor juiz de orphose ausen-
tes proceder-se-ha leilio de uina taberna, ai ra
do Camarao n 7, quo la/, parle dos lena invena
riadns por fallecimenlo de 1 beodoro da Silva amus.
no da 28 do cor.renle as 10 horas da mtinha.
Na meama occasio ter lugar o leilio do reto dos
bena do fallecido Custodio Lu/. Heia: consistido do 2
Correspondencia.
Srs. Hedactores.Xem a illustrissima cmara muni-
cipal desta cidado.de remover para o lugar dasCinco-
' onias o matadouro dos Coelhos, c de acabar com os
nidiadouros particulares, que existan por conccsso
"ella, tendo dado lugar a este procedimenlo o con-
vite, que Ihe fez o Exm. presidente, para que tomasse
inedidas, afim de evitar-sea venda de carnesde boi de
carbnculo ; emhora, porm, muito respeitemos as
unutas decisOes de Lio respeitavel corporacao, per-
milta-se-nos ,que fagamos algumas obseragOescer-
^daquellepisso.
Antes de tudo parece-nos, que se pode por em du-
iuaa venda publica de carnes de bois de carbuncu-
he 1?.uem.C0l'ece esta molestia, e qu3o perigosa
t eiia, nao ja aos quede taes carnes se alimentao,
saU: aquclles, que matao o gado, e que Ira to
( > carnes, nao deixar de duvidar, que alguem seja
perverso e tao inimigo dos seus proprios inte-
neVd8' ^ue sacri"1ue a v'"8 dn muilos individuos,
oee l'essoas, que, como instrumentos, tem de
upar en semelhante trafico: parece, que Dos,
luerendo garantir o homcm doseffeitos do 13o ter-
el an'bigao, pz nesta a sua sanecao immediata.
Eclilaes.
CURSO JURDICO DE 0L1NDA.
De ordem ds directora te faz saber que, da data
deate a dous mezes te celebrar o concuo para
a subitiluicao vaga daacnleiras de rbelorica e de geo
graphia do collegio dis arlea : oa oppositore se den m
inle ipreientar com osaeua papeia p rom pos e lia-
bilitscdeidocostunie Academia de Olinda a7 de
marco de 1846.O barbare! Eduardo Soaret di
albergara, olcial servindo de secretario
O Dr. Jofi J~/ioma: Nabuco de Araujo Jnior, fidalgo
cavalleito da casa imperial, cavalleiro da ordem de
Christo e-juiz de direilo da segunda vara do civel
nesta cidade do Recife de Pernambuco, por S. M. I. e
C. o Sr. D. Pedro II, que Dos guarde, ic.
Fago saber, que por este juizo no dia 28 do
corrente mez, ao meio dia, na loja n 29 da ra do
Queiniado, se hflo de arrematar, em leilao judicial,
as dividas activas na importancia de 169:737^385 rs.,
armaran c fazendas da referida loja, penhoradas aos
berdeiros do fallecido Joilo Antonio Martins >ovacs,
por execugOes de Bernardo Lasserre & C, e outros
credoros do mesmo fallecido.
E para que chegue a noticia do todos, mandei pas-
con um lcrr01'pnico o quo se quer inculirlsar o presente, que ser publicado pelas folhasdes-
11 a venda de carnes carbunculosas. Mas, ainda lis cidade. Dado e passado nesta cidade do Recife
"=smo quando se podesse acrediUr aaques venda |de Peiuiunbuco, aos 23 do uiajgo.de 18*6. EuMa-
Am'sos diversos.
Temi a procissSn do Seulior fiotn
Jesus dos l'assos de sahir hoje da igreja
de N. S. do Carmo, pela travessa da
camba do Carmo, ra da Flores, porto
da ruu Nova, ponte da Doa-Vista, ater-
ro e pr.-ir.i, voltando pelas ras, Nova,
( abug, praca da Iniao, Crespo, ponte
do Becife, ra da Cadeia, Cruz, Tanoeiros
Trapiche ; a mesa regedora da roan-
dade do mesmo Senhor convida e rog
aos habitantes das supraditas mas, para
que as mandem varrer e asseiar, afim
de que se conserve a decencia, que um
tAo sublime acto exige. Hecie, 7 de
marco, de 1846. Jos P. da Cu-
nta, provedor.
Joaquim da Silva Lopes previne aos credores de
Antonio Jos Vieira, que, como elle, forao citados para
tomar cunta de urna loja de louca na ra do Queiiuado,
em pagamento do que Ibes deve, que dita loja, com lu-
do que Ibcpertence, Ihe foi bvpolliecado em 2 de abril
de 184"), como se v da escrip'lura publica passada no
ca nono do escrivao daa hypothecas.'
= Preciaa-se alugar uina muiber forra, que este
ja icoatumida a tratar de doenlea, pira urna caaa d
pnuca lamilla ; pega-te lirm : na tu. do Hangel o
87 ou ni rut da Conceiyao da Bua-ViiU, o. 8. "
engenbo do que lem baatanle prilira e do lervig
campo e be aclivo e diligenle dirija-aea ra de S.
Joa n. 31, que, a nata do preco, agradara ao pro-
lendente.
= OUerece-ao uma mulher para criada de urna c-
an de homi'in aolteiro ou mesmo de pouca familia ; a
qual entornilla e cose ; quem de seu prealirro se qui-
ier utihsar. dirija-so ao becco do Sarapalel casa de-
ronle do n. 9.
= l'reti'nde-s saber, le na pjovincia de Pernamliuco,
existir Domingos Altea Barboza e Silva filho de An-
tonio AlV' liarho/a e de Hoza Mara da Silva da Ire-
gueiia de ^inii'lini de Panqu arelo spado da Braga ;
lucir apparecer na ra do Crespo n. 4, a negocio da
seu DteretSfl ; assim como se roga a alguma pessoa, que
do dito aouber pailii'ipe em dita loja.
= Da-se dinbeiro a |uroa com penhorca da ouro a
prata e relialem-Se suidos e ordenados ; na rus do
Rangel n. 37
= Joaquim Jos Peiiolodo Siquera Briiileiro ,
rctira-*e para lora do imperio.
- Precsa-se alugar urna mulher que leja capit ,
para o serugo de uina casa de pequea lamilla sendo
principalmente para cnzinhar e comprar; no Aterro-
da-Bua-Visla n. 3.
= Precita-ao de urna ama tecca para caa de pouca
lamilla ; na ra Direita loja de couroa n. Gl.
= Sal de Cadix c do Ass, bem grosso e claro, era
grandea e pequenaa porcSes, abordo, e no arniaicmda
roa da Moeila, n.7: assilll como nina porfo de palha de
carnalinlia, bi'iu nova e por preco loiiunodo : a tratar
com Leopoldo Jos da (osla Araujo.
= o ariuateui de Braguea, ao pe do arco da Concei-
eto, vendein-sesaecas de larello novo, ao mdico pre{0
de ifOO rs.
O coronel Francisco Jos Damisceno Rozado
minloii aua residencia para a ra de Agoaa-Veides, so-
brado de dous andar-, n. 8G.
= Aluga-ae o prirneiro indar e armazcm di can n.
IS da ra da Cruz no lenle com muito boos com-
modos para moradia e o armaren) para le recolher
qualquer lazenda por ser todo lidnlbado de pedra ,
enchuto : a tratar com Jo Saporiti na praca ,
ou na ra do Trapiche n 3i, terceiro andar.
= Antonio Borgea da Fonseca advoga lano no civel
como no crime : pode aer procurado a qualquer hora
na caa da aua residencia na ra da Cadeia, ao f da
Ordem 3.' de S. Francisco, n. 2. onde morou o bem co-
nbecido advogado, o padre Caelano de Souh Antunei.
Pieciaa-ae fallar 10 Sr. Antonio da Cata da ca-
ta do Sr. Raymundo Jos Pereda Bello : oa pnca da
Independencu Irvrerii na. 6e S.
Agencia de passaportes.
Na rui do Collegio,liolica n lU.eno Alterro-da-
lioa-Vista luja n. 48, lirao-se paaiapor.es para dentro a
forado imperio,aaaim como despacbo-se escravos: tudo
cora brevidade.
Aluga-seum sitio na Magdalena, a beira do
rio Capiharibe isto ate selembro por preco muito
comino lo : a tratar na ra ili Concrigio da Boa-Vialt,
n 8, ou na ra do Ojcimido, luja do Sr. Mesquita,
o. 18.


a
iSSm
Jos Joaquiua de Lima morador do Forte-do-
Matto, Jo liairro do Itecife, precisa fallar ao Sr. Joa-
quim Claudio de Uliveira natural do Maranho, f-
Ibod'Jos Joaquim de Olivcira ; roga por tanto ao
metmo Sr. ou a seu procurador o favor de o procurar;
po's be negocio de seu inlcresse e se ignora a sua
morada. O nirimo Lima tom um ermazem para
ulugar, com bastante esparo e preco commodo,
Precisa-se do um pequeo do 12 a 14 annos, pa-
ra caixeiro do venda ; na travessa do Pocnho, n. 31.
= Domingo de tarle, cntregou-se a um prelo, para
levar a Boa-Vista urna tnica aiul, sala um lenco
liranco dentro de um lenco de seda pintada um lenco
de cassa du tres pontxs rom urna cora do espioho ;
cujo preto desencaminhou-seda pessoa que o con
du/ia. Roga-so ao seobor do dito prelo no caso que
elle voltaje a sua casa, com ditos objectos ou ou'ra
qualquer petsoa quedelles souber, mande levar a ra
do Hangel n. 11, que se I lie licar agradecido.
- Toixcira & Andrade azem sciente ao respeitave|
publico quo Manoel Joaquim da Sil*a Ferraz dei-
xou de ser caixeiro da sua loja du ferragens da ra
Nova, n. 29, desde o dia 23 do crrante.
O Iludir.i, de probidad'1, que no Diario de Pernam-
luco de 2!) du corrente n. 66, olfercce seu presti-
mo para quulqucr estabelecimentu dirija-se u ra da
Cruz, no Kecife n. 411, primeiro andar.
Olferece-sc um caixeiro para venda ou oulra
qualquer uccupacao do que tom conhecimenlos e
da liador a sua conducta ; quem de seu presumo se
quizer utilizar, dirija-se a ra do Caldeireiro n. 60.
O abaiio assignado faz ver quollas pessoas qu
Ibe comprara, na sua tonda aquellos gneros de pas-
tara (esta, coui o pronietlinienlo de pagarem, logo que
se acahasseni as ferias, que estas esta fndas e assim
esquecido o que tratarlo : e como o sbaixo assignado
tenlia de ir a Portugal traUr de sua laude dcseja pa-
gar ludo, antes de sua retirada ; por isso Ibes roga ,
que, se nao quizerem ver aeus nnmct em relacao de seu
procurador, para seren cobrados judicialmente ve-
rlifio pagar OO prazo de 15 dias porque o caiieiro
nao podo gastar o lempo em procurar e receber des-
culpas, -mizJote Mntqutl.
Mugase una casu tarrea na ra da Concordia ,
pelo mdico pe v" do 8j ri. mensacs : tratar na
misino tua n. 5.
= Alugu-se o terceiro andar e soto da casa da tra
vessa do (^ueimado, n. 1, muito fresca edo bonita
vista, por proco mu tu commodo : a tratar numisma
travesa venda n. 3.
Na roa da Cadeia do Rocile loja de Joio da Cu-
nta Magalhaes existem cartas para osSrs. Jos Mar-
tina (nuiles da Costa, doutnr Tbomaz Pompeo do Sou-
la Brasil Muuoel do Moura Valcacio Jos Maria
Ferraira da Cunda.
O Sr J. M. C. queira quanto antes mandar satis-
f.izer uquaotia do 21* 110 rs. constante de sua cla-
reza, que licou dovendo na venda dabiquinba de S
Pedro .Martyrde Olinda; na falta, ve'r o seu nome por
extenso, o como loi contrahida a relerida divida.
Preeisa-so de um caixeiro de 14 a 16 annos,
. para um deposito de gneros da trra ; na ra Direi
ta.n. 18.
Luiz Jos Marque faz scienle a quem lor credor
do fallecido Antonio Jos Marques (iuimaiaes quo
aprsenle as suas contas lgaos, no prazo de 8 das ,
para serrn pagos ; assim rom tambem est autorisa -
do para receber de quem Ibo for devi-dor.
= (uem pre isar do um rapaz Poituguez para cai-
xeiro quo be muilo inlelligente diriju-se a ruado
Ciespo, lujado hvro.
Aluga-so a rasa n. 38, contigua a ponto da Mag-
dalena i a tratar na ra da Cadeia- Velba n. 26.
= As pessoas, que liverjo contas com o tallecido
Porlo, queirao apiesentar quanto antes, noescrip-
torioda Itolli & Cbavanncs, na ra da Cruz, n. 40, pa-
la sercm pagas.
Aluga-so um molcquo para todo o servico ; na
ra larga do lio7ario n. 20 primeiro andar.
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra da Cruz,
noltecilo. n.40: a tratar no primeiro andar da mi s-
ii'ii casa cum l)oli Cbavannes Advcrte-se, que no
lem cozinhs, e por isso s convem a pessoa solteira.
Aluga-so una casa terrea sita na ra do Mon-
dego, dcfronle do boceo das Barreiras, por proco com-
modo : a tratar na ra por detras do Diestro velho ,
n. 20, segundo andar.
Itespondendo ao annunrio do Leopoldo Caio de
Mello (iaruarom, do Diario do 20 do corrente, le-
nho a dizor, que os 800,000 rs. que so Ihe pedem, e
por os quaes foi cbamailo ao juizo de paz, constad por
documento legal no qual elle se acha assignado e
no juizo competente 6er apreseglado Sera preciso
quando se falla para o respeitavel publico que seja
inais si/.udo ; porque o que se trata so cumpre como
aeobriga. K em quanto a falsidade, que diz, no juizo
criminal responder segundo as leis, que nos regen),
cdigo criminal, artigo 229, onde ser chamado,
leudo a ultima vez que respondo a annuncios laei,
Joo Ribeiioila Cun/ia.
Bernardo Jos da Costa embarca a sua escrava
crioula de nomo Anna para o Hio-Grande-do-Sul
= Precisa-se de urna ama que tenba bom leite ;
no Aterro-da-Hoa-V ista fabrica de charutos, n. 16
= Desapparcceo, no dia 25 do corrente um meni-
no de nome Francisco omingues das Cbagas criou-
lo, forro, descalco tem chapeo morador na Caban-
ga ; tendu levado uui tacho de ostias a ua ta do
meimo lugar ; foi visto no Aterro-dos-Afo;ados com
o dito cacho dizendo que u para a casa do sua tia
como anda nao appareceo 40a-se a toda
que o encontrar, o leve a casa de seu pai
Yaz de Assumpro morador no mesmo lugar da Ca-
banga.
OlTerece-se.para ama de urna casa, urna mulher,
queso subjeita a comprar, cozinhar e fazer todo o aer-
vico de urna casa ; no becco do Sarapalel loja do so-
brado n. 9.
= O Sr quo no Diario de terca-feira 24 de
marco se offerece para lomar conla de una venda por
balanco dirija-so a ra do Hangel n. 50. Na mes-
roa venda compra-se urna lipoia ou um pao para ella,
em bom estado.
= Precisa-se lugar um rapaz, que se proponha a
tratar de cnvallos. carrinbos e acompanhar de libr ;
doAlerro-da-Boa-Visla n. 36
Dcscja-so fallar ao Sr. Manoel da Coala Bailo;
na roa do Crespo n. 15.
= Precisa-se de urna prela captiva par ama de casa
de pouca familia que saiba cozinhar; na ra do Col-
legio venda, n. 9.
Compras.
Compra se urna negrinha de la a
i 'i annos, que tenha principios de costu-
ra ; assim como um mulatinho de la a
l5 annos, que sirva para pagem : na ra
do Cruz, n. 6o.
Compra-ie urna grammalica (ranceza por Sevoe;
na ra larga do Rozario n. 48, ouannuocie.
Comprao-se, para fra da provincia escravo*.
de ambos os sexos moloques, negrinha o pretas com
habilidades, o inulatinhai tambem com habilidadei ,
de 14 a 0 annos; sendo de bonitas figuras, pagio-se
bem : na ra dasCruzes n. 22, segundo andar.
Compr3o-se escravoi de ambos os sexos sendo
de 12 a 20 annos, o com boas figuras, pagao-se bem :
na ra Nova, loja de ferragens, n. 16.
< Compra se efectivamente jomaos a 3200 rs a
arroba ; na ra larga do Rozario ns. 15 e 37.
Comprao-se dous pretos de bonitas figuras ; no
principio do Alerro-dos-Afogados n. 31.
Cumpra-se efectivamente papel do embrulbo a
3200 rs. a arroba ; na ra larga do Rozario o. 21,
ionlrorit.) a botica nova do Sr. Sos Maria.
ss Compra-se urna cummonda para oflicial da Rosa,
nova, ou em bom uso ; quem livor, aonuncie.
Vendas.
a pessoa
Felicianno
Vende-se urna parda .de 20 annos com una
cria de2 annos muito sadia e sem vicios com al
gumas habilidades; no Alerro-da-Boa-Vista loja de
miudezai n. 51.
=Vcnde-se urna casa terrea na ra do Fogo, n. 4 ,
com 5 quartos, quintal e carimba; acba-se hypotheca-
daaSenhora D. Conslaolina Jacintha da -Mulla: a
tratar na ra Augusta sobrado de um andar o solo,
defronle do subdelegado de S. Jos.
a Vcnde-sc uns escrava crioula de 22 annos, de
bonita ligura engomma, cozinba, lava de sabio e ser-
vo bem a urna casa ; urna dita da Costa, ptima qui-
tan Jeira ; dous mulalinbos, de 17 annos, ptimos
para pagena ; um escravo, do Angola do 30 annos ,
proprio para o servico de campo, e he mirador: na
ra dasCruzes n. 22. segundo andar.
= \ende-se a botica do pateo do Carnio, com pou-
cs fundos para pagamento : a tratar com seu pro-
pietario no hospital de Caridade.
Vendem-se taimas de pinbo americano, de 10 a
50 palmos de comp'imenlo e do 1 palmo a 3 de lar-
gura ; dito da Suecia costado, cosladinbo asiua-
llio o forro para lundos do bairicas ; assim como uma
porco de rofugo propria para estacadas ou cerca ,
ludo por preco enmmodo por se querer desoecupsr o
armazom : atrs do theatro vclbo ou a tallar com
Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do Sr, Joo Ma-
tbeus.
Vcndc-secsl virgem de Lisboa, em caixotei e
barricas ebrgada pelo ultimo navio ; no escriptorio
do Francisco Severianno Rabcllo & Filho.
-Vende-se uma boa armario ue venda,enllocada na
casa sita na ra du iNugueira n. 18; tendo a niesmu
um i le anlc caixo para deposito de gneros e todos
os lernos de medidas e pesos para a uiesina : na ra das
Cinco-Puntas n. 22
a Vende-se urna padaria em muilo bom lugar de
negocio prompta de todos os preparos e utensilios
novos com cornmodos na mesma para moradia a di-
nheiro ou a prazo ; na ra da Gloria n. 7.
sss Vcndem-se meias pretal de peso para senhora e
meninas; um completo soitimentu de sapatos de du-
raquo o de linbo para senhora e meninas; dilu do du-
raque branco para aninbos ; agoa de Colonia a mais
superior em vidros pequeos : na ra da Cadeia, n.
15, luja do Bourgard.
Vende-se urna salva colhcies, 2 caixai para ra-
p ludo de prala ; brincos, conloes, trancelins, relo-
gios corrent'S para os inesmos botos cortados, de
ouro mcdalbas para senhora, cruzes redomas o an-
neles ludo de ouro e poi preco commodo ; praloso
liglas a 880 rs. a duzia ; cssticaes de vidro, a 1440
rs. o par ; copos, a 100 e 120 rs. ; orin< es a 240
e 320 rs ; e oulrus muitos objectos de venda por ba-
rato preco : na ra do Rangel 11.
= \ ende-se um pardo do 20 annos, de bonita
figura muito robusto e sadio proprio para todo o
serv ico ; na ra da Cadeia do Recife loja du Joo da
Cunta Magalbes.
=. Vende-se um balcao para venda muito bom e
novo que anula nao lem um anno de servido ; uma
pequea armar, ptima para principiante; todo o ne-
gocio se lar.i por seu dono nao precisar : quem pre-
tender annuncie.
Vende-se, na ra da Cruz, n.
'-,'' lio, armazein de Fernando Jos
jj>| Brnguez, ra da Cadeia do Ke-
S3 cile, cera em velas, recelada
1$ ltimamente de uma das mellio-
res fabricas do Itio de Janeiro,
e he de ptimo sortimento^por
ser de tres at iG em libra e por
preco mais barato, do que em ou-
M tra qualquer parte.
= Vende se um escravo de Angola de idade de 30
annos bom carreiro e Irabalhadur de eexada ; ut ra
d Conceico da Boa-Vista n. 8
= Vendo-se urna cocheira, que lerve para casa
terrea, no becco do Cjuiabo, na Boa-Vista, por preco
commodo ; na pra(a da Boa- YisU n. 13.
Vendoni-so duas moradas de casas terreas, sitas
na ra de S Gonzalo em chaos proprios ni. 1 e 3 ;
na ruarla Senzalla-Velba, n. 70.
regala ; sacca com milbo, a 5000 ri. a o alqueire
da medida velba caculada a 5l20 rs.: na ra da
Cruz, no Recife n. 24.
=Vende-s| esl virgen, ohegada prximamente,
por menos preco do que em oulra qualquer parte ; na
ra da Momia, n. 15.
= Vendem-so bicos pretos muito finos, de lar-
gura de palmo, mais de palmo e de menos por preco
mais commodo do que om oulra qualquer parle; na ra
do Cabug n. 10, loja de Antonio Jos Pereira.
Vendem-se couros de cabra eorttdos, proprios
para embarque ; babui da tartaruga feitoi no Araealy ,
proprios para eren apparelbadoade prata : as Cin-
co-Pontas venda o. 82.
= Vendem-so novos cortes de fsienda indiana, imi-
tando teda o mais superior que lem apparecido ,
tanto peloi bonitos padroes como pelaa cores fiai e
pela muita durarlo seu diminuto preco he '2000 n.
cada corte ; manas de teda para senhora ai, maii su-
periores quo teem apparecido tanlo pelo boto gol*
lo como pela boa qualidadu mu prego he de 3000 a
i 24 rs. cada uma; sarja de teda prela para vestidos,
a 1440 rs. ocovado; dita hespanbola, larga, muito m
perior a 2600 rs ; meias de teda prela para bomem ,
a 2000 rs. o par ; ditas-de algodo, pretal, imitando ,
seda, a320rs. opar; meias do linbo para hornera a
muito final a 500 rs. o par ; luvas pretal sem dedos ,
as mais superiores que ha a 1000'rs. o par; casimi-
ras muito encorpadas a 900 rs. o covado ; dita els-
ticas muito superiores, e de duas larguras a 4200
rs ocovado ; cassa-chilas muito finas a 3000 rs. ;
corte; dilas mais superiores, a 4000 rs ; chales do
seda do mais rico gosto, que teem viudo ; cambraias ;
parisienses; chitas francesas, largas eestreitsi para ves-
tidos; chalet de lia muito boa lazen.la a 3200 n. ;
lirim de linbo com lislras azues, proprio pira bomem
deoflicio a 280 n. ; assim como um bom sorlimen-
to de lazendas para calcas ; eoutras muitas fazenda ,
por prego muilo em conla : na ra do Crespo loja no-
va n. 12 de Jos Joaquim da Silva Maia,
= Vende-se um moleque peca, de naQio, de idade
de 16 annos, ptimo corinbeiro afnnra-ic todo o
defeito ; um dito de 13 annos ; dous mulatinboi, de
l4aonos, ptimos pagens ; um dito sapateinu; duas
pretas mor;ai : ptimas quitandeiras e cosem ; 2 par-
das de 20 annos cum habilidades: atrs da matriz
de S. Antonio n. 16. primeiro andar.
=Vendem-se 4 moleques pegas, de 18 a 20 an-
nos bons para o irabaibo de campo e da prac ; um
mu. itinh de 10 annos, ptimo pagem e servente
de una casa ; um moleque oflicial de alfaiate e he bum
pagem ; duas mulatinhas urna de 12 annos e a oulra
de 16, recolhidas, bonitas mucamas ; 4 eacravas mo-
cas engouimo, cozinbo, e lavio roupa ; uma pre-
la velba por M0f rs. ; dous cavallos um be bom
carregador oesquipador : na ra do Crespo, n. 10,
primeiro andar.
Vende-se, por preco muito commodo um aitio
no lugar de Agoa-Fria de Bebiribe com casa de pe-
ora e cal, arvores de fruclo e bsixa para capim : a
Iralar na encruzilhada de Relem com Agoslinho Go-
mes.
= Vendo-so uma bonita escrava quo cozinha bem
o diario do uma casa cose e lava 6 escravos de boas
figuras, sadiosesom vicios; um cabrinha de 8 an-
dus; todos (llegados ltimamente do Araealy : na ra
na Cruz n. o.
= Ra do Trapiche n. 40, cerveja branca e pre-
la do Londres, fabrica de Barclay Companhia, a me-
lbor que ha e em barricas de 3 Julias. Ha um loto
menos estimado, da branca que se vendo mui barato,
para se fechar uma coota ; tambem se vendom vinbus
superiores para gasto particular, sendo de Tener i fie,
llespanba, e do Porlo : na casa de Chrislopbers &
Donaldsun,
- Venderse vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
Iha
tro para navio bem regulado : na ra do Trapiche
o. 40. '
= Vendem-se moendas de ferro para engenhosdt
assucar, para vapor agoa e beatas de diversos ten,,,
nhos por preco cooimodo ; e igualmente laixas j.
ferro eoado e balido de todos os tamaitos : na pra.
Ca do Corpo Santo o. 11, em casa de Me. CalmoM^
Companhia ou na ra de Apollo armazom, D. 6.
=Vendem-se muito boas bichas, ebegadas ujliri.
mente de Hamburgo ; tambem se alugio e viu^se ap.
plicar ,,para mais commodidade dos pretndanles: n
ra ealreita bo Roiario defronte da ra das Lirangaj.
ras, loja de barbeiro n. 19."
: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Alerro-da
Boa-Vista, fabrica de licores de
l'rederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazein de molhados
do JNicolle.
= Vendem-se varios escravos, de lo a 28 anooi ,
com habilidades e de bunilas figuras ; atrs da ma-
triz de S. Antonio, n. 16, primeiro aodar.
Vendem-se capachos compridos e redondos, de
diversas cures ; na ra larga do Rozario luja de Vic-
torino de Castro Moura n. 24.
Vendem-se sapatos de duraque
branco para meninas : na ra da Cadeia
do Uecife, n. i5.
"\ende-se vinagre linio a 45,000 rs. a pipa ; di-
to branco a 35,000 dita : na ra Impeiial n 7
Contina a estar venda o sitio
dos Aloyados, que loi do tinado Joaquim
Ignacio Correia de tinto : quem o pre-
tender dirija-se ra Direita, casa de
um audar, n 56.
Vende-se a mais superior sarja
larga hespanhola, los de linho pre-
tos muito superiores, lencos de se*
da de cores muito bons, pelo bara-
to preco de tiao, e outras muitas
fazendas, por preco mais em conta
que em outra qualquer parte: na
pracinba do Livramento, hoje ra
do Queimudo, na segunda loja por
baixo do sobrado grande de tres
andares, n. 4^-
Yende-se potasia americana, ltimamente che-
gada em barril grandei e pequeos ; lencos pretor,
de seda da India ; selim preto da Macao ; velas do ti-
permacele de 4. 5 e 6 em libra ; cera amarella ; i|.
godSo grosio para saceos; ludo por prec,o commodo :
em caa de Matbeui Austini & Companhia na ra di
Alandega-Yelha n. 36.
= Yende-se uma cabra boa cozinheira lava mui'J
bem de vairella e faz o necesiario lervico de uma ci-
ta ; na ra Nova, n. 46. segundo andar.
= Vonde-se na ra das Cruiei, n. 41, panno da
inbo muito bom, assim como eirmim para pintoras.
=Vende-ie urna preta crioula ebegada prxima-
mente do'Serlao por preyo commodo ; na ra da &
deia-Velba n. 3.
Vende-se uma banda eom fiel, o mais rico pos-
si v c I uma barretina com um rico apparelbo e tu loi
leus accessonos tudo para oflicial de guarda nacioml,
de lileira por melado de leu valor embora estej
ludo quaii novo por nao ser mais preciso ; na ruido
Collegio n. 13, se dir quem vende.
= Vende-se um moleque, de 9 annos; no piteo di
Kiheira n. 15, sobrado de um andar.
=3 Vendem-se dous moleques, de idade da 13 a
15 anuos; 3 mulalinbos, muito lindos, ptimos pi-
ra pagens ; 6 pretas mocas com bonitas figurai, e coa
varias habilidades ; dous pietoi, lendo um bom ti-
noeiro ; una parda e muito bons coslumei: na mi
Direita n. i.
= Vende-so uma preta com habilidades a da boa
conducta ; na ra larga de Roiario, loja de miudein,
n. 35.
Yende-ae um preta moca do gento da Cosli,
de bonita figura e sadia ; na ra ealreita do Rozario,
segundo andar do sobrado que faz esquina para a iui
das Larangeirai.
= Vende-se urna caa terrea na ra da Conceicio di
Boi-Vista do lado eiquerdo junto ao Sr. do O',
com 4 quartos quintal toflrivel cacimba, ooiinbi to-
ra : a tratar com Jos Viriisimo de Azevedo ni pri(i
da Independencia, loja de relojoeiro, de Justino Meroi.
Uscravos Fgidos
Na loja da esquina da ra do Cres-
po n. a, da viuva Aiionso & C., conti-
na-se a vender a superior sarja besp-
iilila de duas larguras, pelo diminuto
preco de 2s'5oo o covado e dita mais es-
treita a is4^ r's-
= Vende se toda a qualidade do lijlos de bsrro fino
e telba por mil ra. meos, em milbciro de preco
geral a quem comprar o lijlo grosso de que pre-
cisar maodando-se botar um e outros em qualquer
porlo por uso rozoavol frote : na olaria do Cotovello ,
a primeira depoia do becco das Barreirai, aonde ae tro-
ca, por bom lijlo groiso qualquer outro lijlo e te-
lba.
= Relogios do ouro, patente inglai j examina-
dos e spprovadul aqui, vendem-ie a dinheiro por
= Vendem-se csixai de tartaruga muito bem fei-Jpreco muito baizu ; correntiohas da ultima moda, pa-
taaj courinbosdo cabra, sola muito boa; charutos | drio =l'rincipe Alberto =; o tambem um chronuuia-
Fugio, no dia 14 do corrente, um pardo da idi-
de de 15 annos, pouco mais ou menos sacco do cor-
po -cor ainarcilad.i de nome Benedicto ; levou tal-
(ai e camia de riscado aul : quem o pegar leveioar-
inazem de farinba no caei do Collegio, que ser ge-
nerosamente recompensado.
Fugio, no da 14 do corrente o escravo Filip-
pe de nacSo S. 'I lime, de idade de 20 annos. pouco
mail ou menos esl principiando a barbar ; tem uro
dente de menos na frente bem parecido alto, mui-
to pacbola ; levou camisa de algodo trancado cha-
peo um frasquinho com 12 bichas que ia com ellai
para o l'oco-da-Panella ; lem sido visto em varios lu-
gares do {tecile : quem o pegar leve a ra larga do
Rozario, n I, aegundo andar ou no Poca da-Pi
nella casa da mangueira que aera recumpeniido.
= Fugio no dia 22 do corrente um moleque de
nome Joaquim de idade de 15 annos, estatura re-
gular cor preta magro, olbos muilo grandei, torc
pequea, beicos grossul pernos alguma cuusa lorin,
por isao parece, as vezes no andar que osla uunque-
jando ; levuu camiiade panno de linbo grosso coi
lutria final czuei e calcas da mesma fazenda e ootri
de casimira cor de cinsa e jaqueta de panno prelu:
quem o pegar, leve a ra da Cru o. 10, quo i
gratificado.
= Fugio no dia 13 de outubro de 1845, umi
preta crioula de nome Escolstica de 24 annos de
idade altura regular, theia do corpo ; quando I*'1*
parece 1er a bocea cheia sola de andar cum o oH'
lo grande ; quando anda be se sacudindo ; levou P,B'
no preto saia de lila e alguus vestidos de chita ; >'
noticia de que ella se acha em um litio em Pool'-1'''"
Uchda servindo a um Ingler como forra e por '*"
lo se pede a pessoa com quem ella acoute(aeslar,ouo>M"
mu dalla tiver noticia certa, de dirigir-se a loja decb-
peo do largo do Collegio n. 6, que nao ie por *a"
vida em fazer-se qualquer negocio raioavel I"0'
amboi convenba.
*> Fusilo, na aoule de 24 do corrente de borda
do brigue-eicuna Aau\a, um preto de nome Loon<" >
estatura baila, bastante barbado com uma fstula no
rosto representa ter 28 a 30 annoi; levou cimn'
caigas de riscado ; consta que lem andado pala Bol-
Vista : quem o pegar, leve a oaia de Novasa & Co-
nbia na ra do Trapiche 34, que ser recom-
pensado.
PEHM.
NATTP de'a. r. DE rAll* ,a*j


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