Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08211


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Full Text
~
Anno
de 1846.
Quintil feira 56
n ntARW pttblica-se todos o (tias que
^ lo,t,n de guarda : o preco <1 i .
i he de 4*000 rs. por i.. is anniinoios do assign i
'las a '"'i" |||,2 ,U P'r l'f>a.40rs.
*">'''lisme nto'lbrem ig'mnte* pago
grt". por llnh, e 160 em typi dlfferenw.
pHASES DA LA NO MEZ DE MARQO.
r,cc-nte a 4 a 8 hor. e 11 mia. da t.nd.
, ene.a a 12 a II bor. e 28 mi,, da lard
1? .ninle a 20 a* II h. e .V n.iu da man.
K"..27a3hor..30rmto.d.m>n.i
PARTIDAS DOS CORREIOS,
Ooianna, e Parahyba, Seed." e Sextas felras.
Hiu Grande do -orle, chega as quartas
feiras ao fnelo dia, e parte nas inesmas ho-
ras nas quintas feiras.
Cano. Serluhaein, Rio Forh'9!?; Porto Cal-
vo, e Macey, no 1.*, II e 21 de cada miz.
nliiins Itouto a 10 e 24.
la e Flores a 13 e 28.
Victoria nas quintas feiras.
Olinda todos os das.
PREAMlft DR HOJE.
Primeira a .'t li. e 42 minutos da ta rde.
Segunda a 4 h. e 6 minutos da maiihaa.
de Mar^r.
Anno XXII N. 68.
DAS DA SEMANA.
23 Segunda S. Victoriano, aud. do J. do
oif. edo J.doC. da 2. v., dn J. M. da 2
24 Texca S. Agapilo, aud, do J. do civ.
da 1. v. e do J. de paz o 2. dwi. de t.
25 Quarta Annuneiacao de Nossa Se*
nliori. S. trineo.
20 Quinta S. Ciidger", aud. do I. dosorph.
, (loJ. M.dal v.
27 Sexta S. Robertoo, aud. do J. do cIt. da
1. v..edo J. de paz do I, dist. de t.
28 Sabbado S. Alexandre, aud. do J. do clv.
da 1 v.t e do J. de paz do 1. dist. de t.
29 Domingo S. Pastor.
CAMBIOS NO DIA 24 DE MARCO.
Camb. sobre Londres 26 '/, d. p. 1#. a60 d,
Pars 350 ris por flanco.
Lisboa 105 p c. pr. p. m.
lese, de'let. de boas liriuas 1 '/, p /, inez
Ouro-Oncas hespinholas 3I/-K10 a 31*200
. Moeda d-IWlOlvet. |600 a 174000
deOflOOnov. lOfODO a 16*200
de 44000 8/800 a 94000
Prata-Palscftes .... 1/940 a l*70
Pesos Colutnnares 1/960 a 1/980
> Ditos Mexicanos. 1,4860 a 1*900
. Pr*la Miuda 1/620 a 1/700
Acedes da C* do Ueberibe de 50/000ao par.
DI ARIO DE P ER3H AMBUCO
PABT FFCIM.
Governo da provnioia.
EXrEBIENT D" DI 43 no C'-aRNTB.
(Concluido )
OffieioAo inspector da thesouraria d fazenda, auto-
risando-o a aceitar as lettras, que .10 cambio de 261|8,
dnholros por 1/000 rs. olio, ccc.n saecar obre Londres
as, asas de Me. tolmont k Companhia e Joao Pinto de
Diioi-Ao uiesino, ordenando, que, abatida dos 2:700/
rs por que o mesti e do brigue Uiww contrato a condu-
co de varios inantiineiilos para o Ro-Graudr-do-Norie,
(rara e l'araliiba, a importancia do que deixou de entre-
gar, pague o restante aos consignatarios do mesmo bri-
gue. Naseimento Schacft'or 8t t.ompauhia.
DitoAo 1. secretario da assembla legislativa provin-
ial, declarando, que, pilas 12 horas da inanlia do dia
,8 deste inez, recbela no palacio de sua residencia a de.
putacao. que por parte da inesina asscinb|a vem agra-
decer-lhe bs servico. que ha frito provincia.
DitoAo mesmo, acensando remessa do contrato, pelo
qual obacharcl Jeronyino Martiuiano Figueira de Mello
se obrigou a organisara estatisliea da provincia ; e bein
assim das coplas das portaras, que prorogarao o prazu,
rm dito contrato estipulado jiara aapresentaco de seu
Irabalho.
DitoAo inspector do arsenal le inarinha, ordenando,
que aos Africanos, vindos de Serinhaom, que no misino
arsenal devem ser conservados, ate1 que o contraro se
determine, mande" abonar alimentos ; e prevenndo-o,
de que a respectiva despeza ser paga pela rcpartlcSo
competente Pal ticipou-se ao chefe de polica interino.
PortarlaPlomeando o baclinrel I.uiz Pauliuo Caval-
canti Vellez de Guvara para interinamente exercer as
fuicccs de substituto das cadeiras de rhetorica egeo-
grapha do collrgio das artes, emquanto uo for o lugar
definitivamente preeuchido, e com direto ao ordenado,
smenle pelo teuipo, que estiver em exerccio. Par-
t, ipou-sc flo Emii. cRvm. director do curso jurdico dj
Olinda e ao inspector da thesouraria da fazenda.
dem 90 Dli 16.
OHicioAo coinmandaute das armas, recommendan-
do, que.de hoje (16) al que do arsenal de niarinha se-
jo retirados os Africanos all depositados, faca reforcar
a respectiva guarda com niais 12pracas. Particpou-se
ao inspector do arsenal de ni 11 in lia.
DitoAo presidente da rrlacao, dando-se por inteira-
do ila iiomeaco do desrflibargudor Antonio Jnaipjim de
Siquelr, para, no lugar de vogal da junta de jitstica,
substituirn desenibargador JoaquiiiTeixeira Peikoto.
DilosAo jnii refaor d 1 junta dejustifa, tausmit-
tmlo, paraobterem liual seutenca, o procesan de Agos-
lioIm i'ererada Silva, soldado da campanilla 3e eavalla-
ra de linli.1 ; os de Mi noel Jos do Piascinento, e Manoi I
Pedro de Araujo, soldados do segundo b.'italho de arti-
Iharia p ; co de Manuel Lui da Fonseca, soldado da
coinpaiiliia provisoria de guardas nacionaes destacados.
Dito-----\0 Extll e Rvni hispo diocesano, pedindo, pa-
la iiaiisniittii' ao encar regado da isi itlstfca, os esclare-
riiueutos, que p.id|" obl r, acerca da l'undavaii, uianu-
li'iicau r aduilnistiafo dos reeolhimentos do Recife, O-
Imila, IgyaraW e Gnianna.Tainlieui te onlenou ao en-
genhelro em chefe, que organsasse e remeltesse ao re-
le ido encaiTegado, at ouliibro futuro, una carta tn-
poarapliica do municipio do Heeife.
DitoAo 1. secretario daassembla legislativa pro-
vincial, enviando 3>l exein -llares Jo oifainenio da pro-
xincia para o futuro anuo Hnanceiro de I8)6al847.
DitoAo engenlieiro em chefe das obras publicas.
aiiiorisaiidu-n A l'a/.er pagar asegunda .preatacao da obra
do lalcainento do p'iineiro lauco da estrada do Norte
10111 a qiiauta de l:/74/580 rs., tirada da sobra da quota,
que a lei provincial n. 144 votou no ^7." para a metma
estrada.P.irtieipou-se thesouraria das rendas pro-
\ineiaese i11spee9ao-lis1.il das obras publicas.
DitaReformando, nfl'posto de coronel chefe da le-
glao de Iguarass, a Joaquim | avalcanll de Albnquei-
ni-Particpou-se ao com mandante superior da guar-
a nacional de Olinda elguarassi'i.
M
:
EXTEHIOB.
AMEHICA SEPTENTRIONAL.
I ha da S. Domingos. /inntxacllo giral.
Ai noticias leoehiiUs aqu (Ni w-Yoik) nos primeiros
(lias do con ente (Janeiro) por natuu de (hfler< nles por
los da illia de5. Domingos, 011 II \ 1 i. mis Indias c
cnlentnei, fo da maior inipotiaocia pura eile paix e
para o mundo.
Pola energii industria de U111 agente e correspon-
dente especial, mandado S Domingo* no oulono pas-
udo, recebdrao's* etclusi*amen(a copias de multo do-
cumentos eda coirespondencit .li| loniaMca. queja bou
>e lugar entre o governo dos Estado Unidos e o da-
quella ilbs, aplanando o caiiiinlio p.ta a grande meui-
d doreconhecinienlodesti por aquella repblica, con-
forme 1 mesma poltica ou o nunno plano, que foi se-
guido para com Teaa.e que, ha poucosannos, teiminou
i) 1 nbsorp 5o mi annex! So da ultima nela 'grande re-
l'iililioa do Noite. Este documento conatio de um me-
nuirisl apresenlado ao governo di Eslsdoi-Lloidoi em
Washington pelo agente do S. Domingo, ha perto d'um
snno.com copias de curta sutnniamenle inlcresiantel,
ricriptss por certo (unccionaiiosputliroi daquells ilha,
o dnigidas. durante o'ultimo *eto,a l>Ir. Ilogan.sgen-
ledo Eitudos Unidos, queenlu eslava em S. Domin-
gos. qual ilha 01 mandado por Mr. Ctlboun. enlio
6scretano de eitsdo, a fim de examinar os recursos e
averiguar 1 dispoiico e as propoicoes daquells nova fe-
pshllea nas Indiai Uccidentaui,
Ai* aqui tem o movimento lido tnui prospero e lelii.
A gueirs entre S- Domingos e o Hsvll vai fapidamen-
le chegaodo ao icu termo, e he, mais do quo provsvcl,
que a ifpuhlira sanguinolenta seja vencida pelas raca
n>is rivihsada da nutra Logo que se liouter ebegado
a etse ponto, ap|irecert6 outros uiovimenlos,'que tra-
giocomtigo natural conclusio dai negotiacde j o-
mecsJii 10b Uo feliz*! auspicios pelos Estidos-Unido.
A correspondencia diplomtica, a quo Iludimos, che-
ga fomente so periodo em que Mr. Hogao, agente doi
E>taitoi-Unidos, parti de S. Domingos. Sobre o rels-
lorio, que Mr. Hngan I le ao secretario de estado em
Washington, ou sobre a accao do governo, eni quantu
esia informadlo nao podemos por ora fater mais do
que con|eclurus. Todava, deve se aqui mencionar um
laclo prenhe. de futuro -"Deitei movimento diplomali'-
rol de lio poderoso i n Ir reto para o destino das India
Orridontaes, e para a causa da annetacSo geral, se mo
fez mnima allusno na recente mensanem de Mr. Poli k
Por tanto s podemos conjeclurar, at que punto pndo-
r a actual adiiirnistrnco sustentar esta magnifica pnli
tica, to proiporamenle ciimrcadn soba dirrerjinde Mr
Calhuun. Com ludo nflo temos duvida de que'Mr. Polk
far o que deve no leu paii, su*a idade, ao seu destino
e toi grandes principios do progieiso republicano, que
Hlo comecou com lio boni auspicio na anoexacio de
Tela*.
Asiiin, vr-se-ba. que o Bitsdoi-Unidbi, lavoreci-
1I01 por Dos e pela naluresa, marchao eguroi, com
pasto lio regular como as lei ciernas da oiturets para
eumprir aque'le grande destino, que Ihecsbe prremh r,
qual be a unilo e inc rporacao numn grande e podero-
sa repblica, nunn maravilhoia confederacao de de-
mocracias regulare! de lodo o continente da Amenes
do Norte, com as ilhai naturalmento perlencentei a
elle. Em Culis, no Mjico mesmo, est no Canad
tem se despenado o espirito, que 00 decurso de poucos
annoi trara a rualimgao de grandes aconlecimentoi c
do um poderoso deslino. A divergencia entre t Ingla-
terra eos Estados-Unidos, acerca da 49 parallel no
territorio Dren n, be urna mera bagalella comparada
com o movimenloi contemplados e comecado em refe
lenci* a oulra pnrefle deite hemispbero septentrio-
nal, anda nlo unido a ella repblica. Bein poder*
nono governo amanhia compflfliremente otia quei-
tio, dando 6 Inglaterra ludo quantu ella exige no Ure
gon; porque em menos doum quarlo do seculo lodo o
regon cahir como um pecego maduro no regaco do
E-.ladoi Unidos, com lodo os ouln* territorios anne
lu a elle. A deploravel falla de tora a proapendade,
pai e governo eitavel em S.-l)omin(ios, no Mxico,
nos territorios contiguos nlo forii man do que apres
"ar estes prximos aconlecimenlol, que j* Unci SUa
ornhr as sobre o preiente o o luturo e fazem empalli
decer de inedo as monarehias da Europa.
As prxima ooticiss d S -Dominan serO nimmi-
menlo imporlant-a, e a (Tirina nos nono correspondente,
que ora e aeh 1 naquella ilbir, que lia luda a prohahi-
udade de serem decisivas de grande aeontrcimunlos.
Crendo igualmente, que grandes ijiuvnnenius se sazo
n.'i 1, tanto em ful a como n<> Meneo, lamb 111 envia-
mos correspondentes espi-ciaes a ambos este pites,
eperamos por lodo oicorreios visos de grande im
portancia, al cuna precedencia ao nosso gi turno de
Washington
(ffetkly Hirtld.)
AsSsemhlri Provincial.
SESS A<) KM 3 Di: M A I! <;o DE 1846.
rRESIDKKCIA HO Sil. SOIZA TFUEIRA.
(OONCLCSio.)
Olilll M DO ni A.
Eriru em ttreeira ditcuiiau o projteton. 12 deile anno.
lie approvadosem dlscusso, e mandarlo couiinissTo
de reilaecao.
Entra em segunda discussao oprojrcto n. 15 deste an-
no, que orea a leeeila e tixa a despeza provincial para o
auno liiian. riio de 1846-1847.
Artigo 1. O presidente da proyincia h.e lutorisado
despender, do piimeiro de jiilbo do 1846 ao ultimo de
junho de 1847, aquantia de .......... 576:221*000
OAr. l'eixalo ite /irilo pede o adi.iiiu-uto deste artigo,
at! que se discuta todo o projecto.
Lie approvado o adiaiiieulo.
Knliaein discussao o artigo2.* e seus paragraphos:
Art. 2. Com a assembla provincial,
saber.
^ I. Com o subsidio aos membros d'as-
siiiibla, na < oiiloiinidjcda lei n.l27,de30
de abril di- 1844....... ...........
2. 1 0111 indeinnisacao de ida evoltaaos
mesmos.........................
3. Com os eniprrgados da secretaria. .
" 4. Com a publicaciio por tachygraphos
5. Com o expediente e asseio da casa. .
J Sr. uniz Tarartf = lei dn on amento, Sr presi-
dente, he da leis a que mala exige niedilacao profunda,
exaine seriissimo ; porque he com ella, que se aggrava,
ou allivia-se a sorte dosconlribuintes ; sorte.que todos
mis parlilhatiios, porque todos nos contribuimos. Re-
eeKi, loini, que ,a exiguidade do lempo, que seinpie
acompanha aseonvocace extraordinarias, nao nos per-
mita entrar nesse exaine rigoroso, e esnierilhar cada
um dos artigoi e seus paragraphos desta lei; cate sus-
peito, que o mesmo poueo lempo lora qiieni concorrera,
para que os Ilustres mrmbros da loinniisso, queare-
digiro, apresenuasem ete projecto, quasi em tudo
igual a lei, que actualmente se ada 1 ni vigor; le, que,
em miiiha opiniao, nao he, iiem pode ser boa.
Sr presidente, nao ha quein nao salba, c nao se qiiel-
xe aue, de un corto lempo para c, as assembla, que
uo's terui precedido, nao teem feito outracousa iiiaistlo
nue impr: inipunha-ie todos os annos, e todos Osannos
o dficit crescia; pu,,,.., ludo ..apouco para dissipa-
ces Dissipava-se em obras publicas, faiendo-as mal,
e por alto proco, apoza, de se, en, dirifidat por enge-
12:780/000
1:600/000
3:250*000
3:00ti#ooo
400/000
sacrificar a endurecidos usurarios o seu ordenado ; por-
que, quandot) io cobrar na thesouraria, di/.ia-so-llns :
Uto hadinheiro: ese ha, be para os estrangelros em-
bregados; porque estes teem, da administrajao, carta
branca.....
m Sr. Deputado: Oa adininistracao de cntao.
OOiador: O excesso, Sr. presidente, o oxcesso de
imposiies chegou a lal ponto, que parooe-ine qinsi 1110-
laluienle iuipossivel o iinpOt 111 lis uin ceilil a classe In-
dustriosa o aos pioprietarios antes estes esperao, que os
alliviuinoi dess is iinposiijes as mais pesadas. Accrescc,
3ue noin mesmo podemos COntM com as rends deei el 1-
as : mis temos ouviilo lr all 111111 quaulnl ni. mi po-
i|ueiia, de reelan ifiies de arrein itaules, que pedum di-
mlauico uospreca dos contrato: eu vejo que atea
mesma connnissau, sobre un contrato, que mais avulla
na leeein, a contribuicao de 2:500/rs. pelo cuusumu
do gado, vio-se na neeessidade depropor limbale, n.io
menos da quarta parte, que monta a cincuenta o tantos
pontos; alem dislo, mis temos docroiado aqui novas des-
pozas, contendo, nao s creacoes de freguezias, como
at, de mais a mais, o augmento da torea policial: calas
detprxal neccariauiente bao de se fazer, e a comuiis-
sao nao ealouloii eom ellas.....
Foiei: Calculou.
0 Orador: ..... estas despezas cu julgo absoluta-
mente necessarias.
Ocorpo de polica, Srs. com as pracas, que tem, nao
pride prestar o servifo, que se exige fapoladrul; porque,
nao s tem de fazer uesla capital todo o icrvlco, como
tambeiii dar destacamentos pira varios pontos da pro-
vincia, o onde os nao ha*os delegados os pedeni, para
manironla tiauquillidade eoidem nos seus respectivos
districlos ; no que teem milita rasao, porque nos sabe-
mos que os coviz das feras foro esfuracados, mas nao
destruidos; as feras esuo dispersas, e he indispensavel
andar em busca deltas, para dar-lhes o golpe mortal.
Ora, n.io se pudendo mais impr, ao menos rasoavcluif li-
te ; nao se podendo contar com as rendas decretadas,
porque j ha abatimentos; leudo augmentado a despoza ;
nao se podendo iiiesnio contrahir cnipresliino, porque
seria nocessario impr aopovo, para, ao menos, pagar
0 iuteresse do dinheiio emprestada; resta procurar um
nieio, para sabir deste embarace. Era a este respeiio
que ou desejava, que a coininisaolivcsse tomado a ini-
ciativa.
De mais a mais eu observo, que no orcamento apre-
senlado a receila Ije avallada em quinhenlos e sosenla
e seis conlos; entretanto, aqn veem quinhenlos e seten-
ta e seis do despeza! Istu nao pode eouliuuar assim, de-
ve-se seguir outio ritmo : quanto a 1111111, eu nao descu-
bro oulro semio o autonsar ao actual presidente, mi so
.1 reformar as duas rcpartlfoe, que veem aqui Indica-
das, como a suppi imir aquellas, que uao foreni precisas.
Si presidente, uadiscussao do rcauentu trata-se em
nal da reeeia o despeza, e denojsLdisto se passaa dis-
euiir cada un dos arligos. H .
1 m Sr. Drpulado: O pri:1101ro artigo osla adiado.
O Orador: -- Hosla a platica usada cin todos os par-
lamentos. O Sr. depulado estovo este anno 11a assembla
eral, ovio qual era a pratica all adoptad...
Paseando agora ao' artigo segundo, eu erado opiniao.
que nos fossenios os pi iuielios a dar o exemplo de diim-
nuieo 'los hosco* ordenados: muito pode nina lelonna,
altando principia por casa. Entretanto nao mando ja
urna Ciueilda mesa ; porque desojo ouvii, em que cal-
culo so fiiudio os Sis., que rrdigirao oslo projecto. .
oiiaes os recurso*, com que contiv; depois do osoiivir,
,'nlio incdocidi.ri a fazer o que julgar mais convcni-
' "( Sr. Jos Ptdro: Sr. presidente, eu eioio, que n;io
be permittido discutir agora, abraugendo a gonoralidado
do projecto, oslando s o soguudu artigo em discussao ;
quando milito, isso teria lugar no piiniouo artigo;
mas tratar agora de materias, que dizem respoito a ou-
tros rtico*, he antooipar a discussao dosses artigo*, o
Wjr a co.nmissao na grande dilliouldado de respondcr.oii.
cada artigo, <|ue se disculo, por lodo o projecto ; dilll-
eldade n\encivcl. -
Como o nobro deputado fez tainbein algumas rono-
Xes a retpelto disto artigo 2.', direi, que a co.nmissao
nrio propoz alleracao na diaria dos dopuladus ; porque
essa despeza piovin de urna le, l|Ue nao pode a as-
sembla actualn.onle rCVOgar para ap.oveitar aoani.o
Hnanceiro soguinlo ; porque osse anno lie da b-gUlatU-
ra actual, pafa a qual es. marcada nessa lei a diaria
a0OS?tt*r-.re. : -Eu he, que fui de opiniao, qu
so li/,sse essa redur cao, c nao disso, que a coiuni.ssao
1 (J V I 1 1*1/4*1*
O Orador : Uoni mais ou quiz arredar de niiiii to-
da a increpacao, que possa fazor-so.
\o n-o podemos di......mr a quota para os diputados ;
, s-a est marcada, como ja disso, num.i |e|espc-
venleote para 'esolve, pieei.sa.nente as qiioslos dos
ai tigos, e assim nos confu uiar.iios com o regiment da
*05r. rtiiolo de hito: Eu entendo, que as rele-
os donme ucpiilailn podiao adinillir-M' : elle iu.i-
** nor alio l'i* vwi ai"-*-"" w* *-. -----p -- ^ -
ni elros-esliaiiyi iros, con. avultadus salarios; d.ssipava-
"e cm crcaco de leparlicoos rocheada! de emprogos
para acom.nodar af.lhados: c infelizmente estes ablba-
dos, apenas entrados no entrego, erio obrlgados a ir
no niembio da conimissao, direi algu.ua cousa acerco
UeAlacommlssao se" persuade, que fe un_ trabaIho digno
da attenco da cmara, e mesmo do pan, quando pode
coruproheiidor o grande circuli das despeza permanen-
tes e das extraordinarias ltimamente decretadas na
receila actual, aem una nova Impstelo {apoiadot) : a
co......issao faria um trobaliio mais completo, falla um
servico muito mais importante ao paiz, se acaso dimi-
nuisse algumas das impostos actuaos ; mas islo nao he
possivel, ainda quando se quizessoni conservar as dei-
peas, queja existio decretadas, sem querer augmentar
una so de novo, quanto mais, sabeudo nos, quo ha um
augmento considoiavei de 25:OO0#O0 rs. para alimentos
para o centro, e da quaulia duplicada para a elevMao
da forca de polica, devendo ap|>arecer UUM dlmldoljiO
na receila muito consideravel, proveniente do abalo,
que jiilguios rasoavet conceder aos arrematantes do
imposto de 2/500 rs.'pbr cabea do gado vacuin nao se
assuste, porm, o nobre deputado, pensando, que ha ne-
eessidade de augmentar a renda publica : a cominissao
nao propoe um so augmento de imposto, 11.10 aprsenla
um s artigo novo he a continii icao dos mesmos Im
,ioslos : liaveiido, pois.oomo liea d nunisii .nlo, di mi mi i-
cao do receita, o auginen o de rlespeza, lie innegavel,
que a coiniulssao, podendo organsar o seu traballio sem
impr novo tribuios, fez 11111 servico muito iinpurtaute,
e digno da atiene**) da casa.
0 nobre deputado notou una circiimsiancia noorca-
inonio. o he, que, elevad 1 a dspota a 575:000/ rs., ob-
serva no 01. onenlo provincial, que a receita est orea-
da em 5136:0110/ rs. : he mu 1 vei dado ; 111,11 a cuimnisiao
tambem orea I receita em 575:000/ rs porque onuside-
1 mu aiiguieiito de 9.000/ r,, proveniente da importan-
cia da linposicfio do tabaco o charuto*. A eoiuinisso res-
labeleceo osle imposto ; foi buscar a tmpotieio ein sua
orgoin, que nao sei, por que uiolivo e rasiio sull'roo inn.i
uiodilicaeaoom anuos posterior**, o deixou de rendero
que poda reuder, licaudo reduiida a un cunto denis,
quanrlopde render nove conlos do ris .....ai, pelo
calculo feito pela thesouraria : pnrtaulo, j se v, que a
ilospi/. 1 oreada pola coinoiisso osla dentro da receila,
que ella ore ou, considerado este augmento, de que fal-
le!, e que he verdadeiro.
Urna outra observaeo fez o nnlire depulado, acercada
quota marcada para a polica, pareoendo-he, que se
nao consigna quota para o augmento, que so decretou :
be verdade, que a coininsso nao inclino ni soinina de
108 conlos a despoii precisa para o augmento ; porque,
dando-so ao presidente da provincia aulorisaco para
laucar mi das sobras das mais verbas para estas des-
pozas, alii est incluida a receita precisa para oaug-
inento da torea policial.
O Sr. Munii Tatures: Se nio liouvrrom sobras nao se
faz a despoza.
O Sr. Rrgo Monleiro : Ha sobras.
O Orador : Sempre as teem havido... Julgo ter res-
pondido obvrvafdes do nobre deputado, l'o-sein alhoiasao artigo.que se discute, todava nao fo-
rao despropositadas, e nao devio passar sein algumas
observaces.
Pastare! a responder a ultima observacao do nobre de-
pulado. que he a que tem toda a referencia ao artigo,
que se discute: e postoque nao mandasso emenda a me-
sa, todava qoi/. inculcar a opiniao, de que o subsidio se
devoria diminuir.
r u chamo a atlencao do nobre deputado para o ar-
tigo 22 da constituico, que lera : ah se determina, que
na prlineira setsao de cada legislatura se marque o sub-
sidio da sessao futura ; nos estamos, por tanto, satisfa-
zendo uina obrigaco, que nos foi imposta pola assem-
bla passada.
O .Vr. Nelo: Mas cada um de nos pode nao acceitar.
O Orador : A Ideta do nobre depulado, quein res-
poiirlo, foi, qne mis podamos diminuir 0 subsidio legal-
.....uto : a islo lio que respond, A recusa volinii.il 1.1 ca-
lla um de nos a pride fuer ; mas decretar nao o podemos
fazer, em virludo da consliluico. que he muito expres-
sa : cuiiipriiiiosunia le, que nos obliga.
QSr. Man: Tararrs : Doar podi'iuos.
U Orador :-----ijada 11111 pudo dViiar de rocobfr no
(liesouio, lio um f.u lo proprio ; mas decretar nao cabe
em nossa* atti Ibuicoe.
OSr. Josr Pedro: Eu liuha, ha pouco, reclamado a
ordcni, pi'dindo a V. Ex., que drtormiuas.se a maueira,
porque se havi do discutir este piojelo: estava-se na
discussao de um dos artigo, nao llovamos discutir ou-
tros, quenada tem com elle; in**V. Ex. cousontio, que
o nobre deputado l. secretario respondosso ao oulro Sr.
deputado, l.i/cndo observaces a respoito da quota do
polica, ea respeitodo militas oulras cuusa*. Desojo, pol,
saber, so hi periiiitiido, darante 1 dlscuisao de um ar-
tigo, fallar no todo do projecto; decida-so isto, que he
conveniente para a b-paordeni da discussao.
O Sr. Presidente: O que esi em discussao he o ar-
tigo 2. ,
OSr PriioloriV rito: --Na cmara nao ha censores.
O Orador : Nao quit censurar a cmara, ped una
explicarlo, o reclmela ordetn.
O Sr.'ilunii lavares: Sr. presidente, eu creio, que o
nobre deputado,que acaba de fallar, concordar coiuinl-
go, ein que a lei do 01 taniento onvolve objeclos geraes,
quo abrangem todos os artigo*; e queno se podera tiem.
discutir estos sem entrar uaseonsideracOes geraes, don-
do pai liro. Nao se Hala simiente de um artigo; trala-se
de mudos, que lodos se envolvein no sysleina di- inipo-
sices em toda a provincia : nos nao podemos marcara
cada um d- stes artigo. o sen qiiautitativo sem conside-
rar em geral os Inconveniente*, as vanlagens, que po-
dem delle resultar: o note-se, rue osla he a pratica se-
guida na assembla eral. Confiado neata pratica, alias
non loiivavel, hoque priiicipio aeintlirasniiuhasldea*
0111 geral : tinha lenco de asapplicar depois a osl ar-
tigo 2 c aos mais, fai-ndo ver, quo nos nao temos re-
ceila para fazer lace essas desperas; ontendendo, que
ellas podio sor diminuidas, assim como o podein sor es-
tas do 1." artigo : ueste sentido he, quo falle!, ''oncor-
do, porm, com o nobre depulado, que nao se pode al-
terar o quantiuiivo para as diarias dos Srs. deputados ;
porque a constituico assim o determina : a legislatu-
ra, que acaba, be quein liva osso qiiantilativo para o
teuipo da duraco da soguinlo ; anda que, em niinha
humilde opiniao, o que se devia entender era a prohi-
birn do direito das aisemblas estarein sempre aug-
mentando: mas, para diminuir, ha sempre porta franca;
porque redunda em provello geral.
O Sr. felo : Principiare!, Sr. presidente, lamen-
tando, que a nobre commisso de polica nao tojuMM
em consideraco, como V. Ex. me proinetteo, o reque-
1 monto, que rit, 0111 una das sesses passadas. acerca
da publicaco dos irabalhos desta casa: estamos boje
a discutir o artigo 2. do projecto de le do orcaueoto,
em que se iraia das despesa*, que se lazein com essa
publicar,., o. entreunto, nao estou h,abililado para apr-
senla! a r.nexes, quo d.. java aprsenla! a osse res-
poito e isto nicamente por causa da nobre "">**
de polica : todavia, son. fallar mais do tichigraphos,
at que a commisso se digno apresenlai osse parecer,
passarei a lser alBU.ua. ..llovi, acerca de oulras ver-
bas deste mesnio artigo 2.
Sr presidente, disse em uina das sesses passadas.
nue era pouco inclinado augmentar os ordenados dos
-pregados pblicos, c hoje vou dar mais uina prova
dossa iiiiiiha severidade para com elle. Lastimo, que
a provincia tenha un lia(llio lio grande deinprrga-
do pblicos, que podra, sem inconveniente algum,
reduzr-se talvrx a un ter(0 ; c lastimo mais, que,
quando nos tomos do luctar com dirnculdades extraor-
dinarias e nao previstas, quando as rendas publicas de
da coi da diminu',n de una maueira espantosa, ea
despeza vai progredindo talve na raso inversa, no*


trnhamos ninda de crear rmpregos, de augmentar ordr- to que milito avlillo no decurso do anno. Nao conside-
rados, c nao prnriirruios reduzir aqnclles. qw\ niiin-
ninmento de irrclexo. mi ni al entendida genrrosldade,
as scasea anteriores bnfo elevados.
Coinccarci por casa porque estou persuadido, que a
boa admluistraco dejusilca devecoinec.ar por clia : o
como os priuelroi rinprrgado. qi-estro subjeitos s
iii'n'ii. rc!lxei, sejo 01 da secretarla d'eta assem-
bla, eu nllereco una emenda, reduzindo oordenado
delles. Tilvct isto parec mu pouco rigoroso ; mas
rsloii, qu" a asa, depols de ter redmido os ordenado
dos empri'gidus di ranilla municipal do Rrcife, nao
quema oomci vaj'os dot einpregados da assembla da
ni -i i ha, queeslo.
Passon hoiuciu ciu terrelra diseussao, e, se me n:io
engao, ha poneo, se leo aredarco de un projeeto,
que red it o ordenado do secretario da cmara munici-
pal dii R"cfe a 700/ ris: votei poresse projeeto. e at
agora nao tend motivo de arrepender-me-de o haver
frito ; mas o nOVial maior da nossa secretarla, que ira-
bilha, nio qnitrn motes, cuno disse o nobre deputa-
do, que (riliildara o eeretario da cmara municipal,
mis apenas dons mezes, nao tein relitoriusa fi'er, c
vive inn i vida de mero expolenle, e d" un expediente
milito suave, pude ter tinibeui 700/rea de ordenado ;
"poneo nriis, crelo, era o sen ordenad at" nina das ses-
s-s prximas, eui qii* de 600, ou SOftj'ris, (o resto
ennt arase como ifiaiirleacai. que nao podia receber,
qiiaudo estlvrtse doenie, e Pora dn exerelelo do seu em-
prego, mi fuese aposentado), fol elevado a un cont de
res ; de maueira que, je elled'aqul a.mis das for apo-
seni i Jo. "s cofre* provlneiaes ca riega i ri cun mais essa
despeta, quandn os veiieinieiitos d>'quasl todos os em-
pregadns provlneiaes nrho-se divididos oni gratifica
{Oes, que, entrando hoje no systeina geralinenle adop-
tado no imperio, nao pnilem ser atlcndidas as aposen-
tndnrlas d'elles. Supponha-se, que o oftielal maior nao
pule trab ildar os dous metes da sess.o ordinaria por
estar doenie : he Justo, que se Ide d 1:000/000 ris
para elle gastar em santo ocio no resto do anuo? Nao
me parece,
O mitro empreeadofo segundo oftieial) tein de ordena-
do (iOls7 ris. Estou, que con 500J ris Hcar milito
hein pago o sen trabalho. Nn inr digao, porui, que
he un ordenado insufiioienlo para pagar un leve servi-
co, que deixa livre 10 metes a i|ueino presta ; os quaes
pudeni- ser einpregados noutra industria, em outro
nielo de vid i, milito lueratlvo.
Temn o I-ice lio olftViil, a quena tambein tiro cem
iniI ris-, e II'ara, se passar a eni-nda, com 500/ ris,
c cuno o segundo, aquein he inferior em graduaco.
O porteiro tein 41)0 ris. Entendo, que, abitrudo-
sc-lhe fiO/reis, nao vlr a soflVer multo, e os cofres
provine! es gsnharfi alguiua cousa. O servico d"sse
rmpregado, durante dous mezes, nao he Lio grande,
que nao est ji snfluclenleinente pago co n essa quautia
Di inesnia sorte quinto ao ordenado do aldante de
' porteiro, que, tendo 3.V)/ ris. finia com 3J/ris, eo
continuo, que teni 31)04' ris, com 230/ ris.
Espero, que a casa approve esta niiiiha emenda ; que
de nina prora deque nao quer s diminuir osvenc-
iin'iitos dos einpregados d i cmara municipal, c est
disposta a tu lii M n a condicao da provincia, rrdu/indo
a enorme despeza, que faz com o peisoal das repartices
publicas.
Sr. presidente, se corles como estes forein feltos an-
da, nos d iremos nimia nliliil.idi' aos cofres provlneiaes,
e adoraremos os males iuseparaveis da dlmiiiuico de
sn.is rendas, causada pela hnrrorosa secca, que a llagel-
lit: leremos dinhelro, nao s pira as despegas urgentes,
mas tamliem para proniovermns o iiiclhoramento mate-
rial d'rsia provnola, qm', por lodosos ttulos, nos me-
rece a maior consideraco.
Val mesa asegninte emenda ao artigo2. ^3.
Em lugar de 3:2.V>/D00rs. diga-sr 2:700/000 is., dis-
trilmidos da maneira segulnte:
' om o oiriiial maior........... ......700/000
frm o segundo oluclal.................. 300/000
Com o tenelro dito.................... 00?000
f.oin o porteiro...................... 330/000
Com o ajudauto..................... 30041100
COM o continuo...................... 250/000
Lopn Neto
lie apoi.ada, e entra em diseussao.
USr. /Virolo oV AriloiPrincipiare! por Mliatater
ao nodre deputado, na parle, em que elle censuran
ronimlsso de polica, per nao apresenlar o parecer a-
ccrca do contrato fclto para a piiblicaeo dos traballios
da .assemhl'.a, por (acliigr.'iphos....
O Sr. telo: Nao censure), dcplorel a falla.
O Orador: A cotnnilssfio Idiicmi o trabadlo de rever
csse contrato, c Icm un parecer, que ha de ser apir-
sentado, e(|iic o lia i foi lioje; porque u nobre segundo
secretarlo chrgou un pomo mais larde; e nao tcm sido
a inals lempo aprrscnlado, porque,como se sabe, cu es-
tive docute, e faco parte da mesa.
II Sr. Nrto: A inaioria eslava c.
O Orador: Ku firel nina breve exposifiio do que
ha a resprito. A asscmhla provincial IrsiusCla eucar-
rrgnu a comniissan de |xilicia, para contratar a publi-
cacao de seus trabalhos por tachigraphos ; a COiliuils-
sao de piilcia tratou de fairr csse contrato por qualro
minos; e estando exaradas no contrato condicocs, que
teem sido eiimprldas i sea, al hoje, Oa paite do con-
li.itaute; ai hando-se estabelccidas inultas pecuniaria,
pela falta do ('(imprmenlodessas condiedes do contrato;
;i comuiissao de polica enlende, que o contrato deye
continuar a cumplir se: nao ha iicnhmna rasaepara ofa-
'/ereessar: e aproveto a occasiao, para declarar a assciu-
Jila, que, quando lomei parir na organisaco do orea
nclito, que se discute, nao eslava UO inteirodo deslc
contrato, e por isto parreco-mc, que se podia diminuir
a quanlia de nOn^OOH rs., que frao dados ao conlratan-
ii. Si pois de ultimado o contrato; ciilietauto que agora,
perenrrendo as actas e dcMbcragcs anteriores, vejo,
que, depoiSj a mesma assembla autorisou a couiniisso
de polica a inleipor osen parecersobre una n clama-
cao, feita pelo contraante, e a commisso de polica en-
tolden, que devia auguieiilar o quautilativo de 500^000
rs ; de maneira que os ,100/000 rs. foro concedidos
por aulorisacao da assembla; a coiiunissao de polica
deo o sru parecer, propondo o augmento, e a assem-
bla appiovoii csse parecer : parece-uie por conscguii-
te. que os misinos Ti00#(l00 rs. develo ser Incluidos ou
additailos aos 3:0011/000 rs., e por sso, Pin 3.' dlSCUSsSo,
aprsenla! oi ulna emenda, propondo esses 5 0/1 00 rs ;
porque entendo, (pie se dev<* pagar o preco de um con-
trato, que tcm sido Belmente cumprido; e'que nao est
l"in a iiiiii .-1 s. 111111,. i provincial rescindir os Contratos,
que foro Icgalmente fcilos por ou lia (npoint/ut). Nao
pode.....- prescindir destas cousas. Anianbaa commls-
so aprcsenlar o parecer, e ser occasl.ao de examinar
c ver se he justa a iucrcpaco, que o nobre deputado fe
a coiumissao de polica. t>iiauto aos ordenados dos ein-
pregados da secretaria! !... se quereui diminuir, dimi-
mio; cu volarei, como entender.
Kufeiiada a diseussao, sao o artigo r seus paragra-
jdios opprovados, e icjcii.iu.i a cuicnua uur. NelO
Entra em diseussao o artigo 3."
Art. 3. Com a secretaria da presidencia,
saber:
I. om os einpregados, conservados os
dous lugares de escripturarion........ 11:000/000
2 i om o expedient c aseio da casa 600/000
OSr:.Nrlo : Sr .presidente, nao iurfz descorocoar
a derrota, que acabo de soll'rer. Estava inulto de antc-
inuopreparado para ella, e mitras malorrs Nao estou
bera plsenle nos ordenados, que teem os einpregados
desta icpailiciio : estou convencido, que ellcssjoavul-
tados e assaz importantes, para darem lugar a s'uppres-
so dos emolumentos, que'na secretaria se percebein,
em vrtude de una tabella especial, que nada deixa fa-
ler-se sein dinheiro. ITma portara, por exemplo, para
lcenca seni ordenado custa seisouoilo mil ris: e o
etnpreuad) que a alcanca. slin de perder o seu orde
'liugitc o lempo da liccnca^ ha de pagar, de mais
a mais, csse iinposin pin beurhclo dos oliiciaes da secrc-
laia : p- la- patedlra da guard i nacional se paga o mea-
ino, que pelas suas patentes pagavo us ntliciaes de mi-
licias, que erao vitalicios : ha nutras tasas desta nalure-
sa, que nao redundan em proveito do publico, cntielan-
ro irnii constitucional a IniposicSo de tributos em favor
de ecrlos individuos ; ejaque exislem, ao menos pro-
curemos dar-thes inelhor destino, niand nido arrecada-
los por canta da provincia : os Srs. offleloes e mais ein-
pregados da secretaria ficaro com seus ordenados, e a
prorlnbift ganhar a iinportanria dessas quanlias, que
diariamente llies pngo os particulares.
Viui, pois, Sr. presidente, oBerecer urna emenda, para
que os impostos das patentes c outros emolumentos,
arrecidadospela secrclaria da presidencia, faco parte
da rccelta provincial
Ao I.do artigo 3*accrescente-se=Sendo* os emo-
lumentos incorporados a receita provincial=.
I.oprt A'eto.
Apoiada, entra em diseussao.
OSr. MuniTntHirn : Sr. presidente, concordo com
a emenda do nobre deputado. que acaba de fallar : o
qual riiiiuncinii um principio de eterna verdade, e he,
que-se n io devein estabelecr impostos para utllldade
individual;" mas se al'gum dos nobres deputados tem
demasiado escrpulo a es_te respelto, e nao desrja, que
esles emolumentos sejao "lirados aos ofnelaes einprega-
dos na secretarla, porque esiao na-posse, J. muito anti-
ga, de os receber, eu inandarei mesa una sub-emen-
(la, para o caso desta no passar ; isto he, proporel, que
os einolumeiitosda guarda nacional reverto para os co-
fi-es provlneiaes ; porque j os cofres provinciaes tlve-
rao essa renda, e l por certos artificios passou de novo
para os oeiaes de secretarla : ao menos, tiesta parte,
nao haver escrpulo: J que elles teem tidp una gran-
de safra, ao menos os torres vo para o tysico tbrsou-
ro. Mando a sub-einenda, que he esta.
No caso de nlo passar a emenda do Sr. Lopes Neto,
sejao da renda provincial os emolumentos das patentes
da guarda nacional. Manii Tamtret.
He apprnvada, c entra em diseussao.
OSr. Jru Pedro: Sr. presidente, opponho-mc
emenda do nobre deputado. Os ordenados dos olTiclaes
da secretaria, nos sabemos, que sao diminutos ; porque
se conta com essc,s emolumentos para os tornar avulta-
d >s, ou para os tornar o que elles devein ser. O nobre
deputado suppriine a tabella dos emolumentos, ou quer.
que elles reverlao para o lliesouro provincial (celo e
que heisto que propoz), mas nao augmenta os ordena-
dos: de maneira que os enipregadoi da secretaria, que
contavao com esses emolumentos como paga _de seus
servicos, juntos aos ordenados eslabelecldos, lico agora
com mis ordenados insiillicienies para suas precises, c
inferiores a paga, (pie deveui ter.
O Sr. Nrln: Faca emenda.
O Orador: Eu nao faco emenda; porque entendo,
que us emolumentos devein ser conservados. Gerahnen-
te, as secretarias, os ordenados dos einpregados se com-
pletan por nielo de emolumentos : e a rasao, que se d
para isso he, que destasorte estlmula-se o euiprrgado
a obrar, oiia-traballiar cbiii mais prouiptidao, mais pres-
teza, mais assiduidade ezelo ; porque disto tira elle um
provello, que reverle em ulilidade publica.
Os einpregados, que nao teem emolumentos, nao so
Lio poutuaes como aquelles. que os recebein; oque re-
sulta em ulilidade das parles, que teem iuteresse eniser
sci vidas cun brevldade: he, pois, um estimulo, que
muito pode apruvcllar ao publico; e isto nao be cousa,
que os nobres deputados Ignurem.
as alfandegns erepartlcoea de arrecadacod-se cou-
sa truielhaute. Os einpregados das alfaudegas e de ou-
tras repartiros Bscaes teem um ordenado completado por
nina porceuiagein na rasan do rriidimeiito; e o tim, para
que essa poreentagem srd, lie para estimular o einpre-
gado a iraballiar o mais possivel; puntu, quanto maior
trabalho fizer, malo1 ser a renda publica, mais satisfei-
tas sero as necessidades publicas: por consequencia,
aquillo. que resulta em proveito (los einpregados, pode
taubem resultar em ulilidade publica.
Nao dundo. Sr. presidente, que as tabellas sej.io um
pouco exageradas, e qiieapresenlein, em cellos tempos,
um reiidiiiieiilo superior aquelle, que devein ler os ein-
pregados da secretaria ; mas, ordin idamente, isso vem a
ser couipciisado por anuos mais nresquiihos.
Um nobre deputadu disse, que o emolumentos das
pateles da guarda nacional devino ser supprimidos da
tabella e rcverler para os cofres provinciaes; porque lir
nho dado grande safra em favor dos einpregados. Eu,
pelo contrario, digo, que elles devein ser conservados;
porque, leudo dado easj safra, he de crcr, que pouco reu-
riodnquf por diantej^lslo eslareui quasi prvido* os
lugares de officiaes.
O Sr Miuhado Hios: Ha qiiem espere laucar ludo a
balxo.....
O Orador; Eu nao devo contar com essas alternati-
vas, desale ollicial entra ufficial; a nao ser isto, este
eiiiolunieiito deve render pouco; e como faz parte dos
ordenados dos einpregados, parece, que, como os ou-
tros emolumentos, deve ser conservado.
OSr. ), Secretario declara, queeslo na mesa:
Um ofTiclo do secretario da provincia, remetiendo, de
ordeni do Exin. presidente, a poilaria, pela qual o mes-
illa Kxiii. Sr. Iiiuive por brn prorognr n assembla pro-
vincial al o dia 27 do correte. Inlriroda.
din i o do lliesmo secretario, participando, qucS. Ex. o
Sr. presidente da provincia Icio designado odio 24 do
correnle, ao ineio dia, para a rrceprao da deputaco,
que tem de apresenlar-llie os actos legislativos, para se-
ren sanecionados. Inleirada.
Contina a diseussao sobre o artigo e tem apalavra
O Sr. Neto, Sr. presidente, a inhiba emenda est
morta ; mas quero ao menos cutoar-lhe un rrquieicat in
pare. Nao he justo, que ella se enterre sein as encom-
niendaces necessarias; c por isso ciii.'ipre-nie responder
ao nobre dpmado, que me precedro.
Quando o nobre di putado disse, que a emenda nao de-
rla passar, porque cu nao linha lomado em considera-
cao o desfalque, que os einpregados da secretara do go-
\ ei no passar a ler, em consequencia desta subtraeco
dos cmuluinentos, rnleudi, que elle suppriria esla falla
com urna emenda a csse respelto, c que concluira, vo-
tando commgn pela necessldade, que ha, de incorporar
csse imposto receita provincial ; a consequencia, pn-
rui, fui contraria aos principios eslabelecldos, c o nobre
deputado, segundo acaba de declarar, vota, em todo oca-
so, contra a medida proposta.
Senhores, j de cousa muito sabida, que as reducedes
dos ordenados dos einpregados pblicos he a materia
mais dilficil, que existe no nosso systcma governalvo,
nao saqui como fura daqui, en qualquer provincia, no
Itio-dc-.lanciro mesmo ; mas, Sr. presidente, nao sei,
por que fatalidade iodos esles exemplos, geralmente se-
guidos, nao podein calar em inhiba consciencla, mode-
rando o desojo, que tenho de mejhorar a condicao do po-
vo, que por lanos lilului se acha atropellado de inipns-
tos, em beneficio de lucia duzia de individuos, que teem
a forluna de obter um lugar em qualquer das secreta-
rias do Brasil.
O Sr. Jos Pedro : Presto servico publico.
O Orador : Todos pre tainos servico publico ; nao
sel se esses empreuados o esto prestando : nao fallo de
todos ; alguos lia, bem conliecidos desta casa, que, Ion-
ge de uiilisarrm ao paiz no exercicio de seus importan-
tes cargos, llic esto continuamente perjudicando.
Quando se trata de bolir nos ordenados dos einprega-
dos, ah veein as rases de conveniencia, as rasdes de
equidade, os principios, de que os einpregados devein
ser bem pagos, etc.: c mis, que temos una legio de em-
preados parsitas, de einpregados, que pouco servein,
niio temo a coragem necessaria de cortar por todas as
cousidcraccg, ciimprindo o nosso dever a esse respeito.
Se se trata desupprimir, ah veni o pai de familia, que.
tem tantos lilhos, lautos prenles a sustentar, que he um
boin lioiiicni, de amigo da gente, e com estes argumen-
tos est todo decidido.
O Sr. Jote Pedro : E nao se dao as mesinas rases pa-
ra a diininiiirfio ?
O Orador ; Para qualquer das cousas; ou para re-
dueco ou para supprcssiio.
Vote* : Propunlia suppressao.
> Orador: Acuiiselbo-me, que prnpnnha a sup-
pressao...; mas aposto, que nao votio pela d'u,n s em-
prego, se a proponer.
O Sr. Jote Pedro : Justificando.
0 Orador: Qur justifique, qur nao, os embargos
de nullldade hb de ser sempre recebldos, e depols te-
ios a vasta throria dos direltos adquiridos, como se, em
casos aemelhnntes, houvesse mitro direito, digno do nos-
so resprito, alm daquellc, que o povo tem, de ser bem
servido por seus representa us. O nobre deputado
apresentou um argumento, queeu nao posso dclxar pas-
sar sein observarlo, e foi, de que estes emolumentos sao
estabrlecidos, por eonvnlencia mesmo do publico, para
que os einpregados lenho certo estimulo, certo iute-
resse no deseinpenho de seus deveres. Se asslm fosse,
aquelles einpregados, que n.io tiressein este estimulo na
percepcaode pingueseinoluinentos, nocumprir umi-
ta bem as suas obrigaces. segundo a tdeoria do nubre
deputado. He digno de reparo, que, seguindo principios
taes, o nobre deputado, a quein me redro, como inenibro
da coinmissao de fazenda, nao os rcduzisseTi systejha no
projeeto em diseussao, propondo a sua applicaeao aos
outros einpregados provinciaes. Se aisenta, que desta
maneira serven! os einpregados inelhor, deye estabele-
cer drstas taxas para todas as outras repartlcdes.
O Sr. JoU Pedro: Julgo as que exislem bastantes.
O Oador : Pois s estes einpregados careoem de es-
tmulos ? Se a medida he vantajosa, csteudamo-laa to-
dos os outros.
O Sr. Joi Pedro : as de arrecadacao ja existe.
O Orador : as repartieses liscaes d-se ao einprega-
do urna poreentagem para estimlalo a cobrar os direl-
tos naclonaes e provinciaes, que se devein de arrecadar;
e porque? Porque nao he fcil entre nos traxer ajuzo
certos individuos; obriga-los apagar os impostes, que
dcverein : Interessrao-se esses einpregados na surte dos
cofres pblicos para os animar a vencer taes difnculda-
des, e pela concessao da poreentagem, disse-lhes, que
elles ganhario tanto mais, quanto mais trabalhassem, c
maior lucro dessrin naco :_ mas isto succede, por ven-
tura, na secretarla do govero ? Porque os einpregados
recebein urna quanlia maior de emolumentos, ganho
alguuia cousa os cofres pblicos? Nao; nada ganhao.
Permita, pois, o nobre deputado, que Ihe diga, que
nao foi multo feliz no seu timile, nao consegundo com
elle mostrar a conveniencia dse coutinuarem a cobrar
esses emolumentos na secretaria, Tambe'm nao conside-
ro muito obrigatorio o exemplo citado, o exemplo das
secretarias de estado e das secretarias das presidencias
de diversas provincias. O nobre deputado sabe, que
desde a nossa organisaco poltica se teem feito eosalos
para acabar com esses abusos -
O Sr. Joi Pedro : Nao sei disso.
O Orador,: Devia saber. Na cmara dos Srs. depu-
tados mesmo se tem tratado, por vezes, da materia, e
aluda o anuo passado.
O Sr. Joti Pedro Nao me record.
O Orador : llccordo-iiic eu : apparecrao reclama-
(des neste sentido ; mas sabe o nobro deputado. porque
se nao tem acabado com este abuso Nao lie poique se
nao hulla reconliecldo a urgencia da abolicao, e sim,
porque os einpregados esto rin contacto com certas
persoiiagens, com os ministros, com os presidentes, com
as cmaras, e csfor9ao-se em fazer obsequios s pessoas,
de qiiem depende a conservacao destes emolumentos.
Um deputado, se quer qualquer cousa das secretarias,
rncontra-a com grande facilldadc : todos estn prouip
los para srrvl-lo : he verdade, que, em coinpensaco des-
ees obsequios, pede-se-lhe drpoU a conservacao dos emo-
lumentos, o augmento dos ordenados, ele, etc. Eis a ra-
sao, por que elles teem sido conservados as secretarias
de estado, c tambem o sero entre nos.
Nada mais direi ; porque estou convencido, que nem
essa emenda, nem a emenda do Sr. Muniz Tavares, ho
de passar : nn haver reduccao alguiiia na despeza pro-
vincial, ellas coiiiinii ir.io, como (Pautes, e o delicit ca-
da vez ser maior. Ao menos le re i a satisfaco de di/.er,
que nao coucorri para o estado calamitoso dos culi es
provinciaes, e os euibaracos nancriros, com que ter
de lin i 11 o goveruo provincial, daqui a pouco. Voto,
pin i mi i. pela emenda, que oll'creci.
O Sr. Villela Tavares : Sr. presidente, pedi a palavra
para dizer, que approyo a emenda do nobre deputado
c dar una explcacao casa da rasao. por que votei con-
tra a reduccao dos ordenados dos einpregados da secre-
taria desta assembla, tendo reduzido os ordenados de
certos einpregados da cmara municipal; e Isto para que
nao pareen, que fui contradictorio.
Knleudi, Sr. presidente, que o trabalho do nlficial
maior da secretaria desta assembla he maiordoqur utra-
ii.illio do secretario da cmara municipal, e depols tam-
bem tive em vista, tamben! Uve em consideraco a gra-
duarn do lugar, a sua gerarchia, deixe-me assiiu dizer,
na o diin doseinprrgados pblicos.
A cmara municipal representa um municipio; a as-
sembla provincial representa toda a provincia : por
consequencia, nao posso equiparar o oftielal maior da se-
cretarla daassembla aolsecrclariodacmara municipal;
nao quero equiparar os segundo eterccroolficiaes dase-
cretaria da asseulbtl'a provincial aus liscaes da cmara
muiiicipa1. Estas consequenclas sao tanto mais valio-
sas, (manto anda me record, que, o anuo passado, na
cmara dos Srs. deputados geraes se tratou de equipa-
rar o ordenado do ollicial maior d secretara da cmara
ao do ollicial maior da secretaria do senado, para que
nao houvesse um rebaixamento. O secretarlo, o olli-
cial maior de una assembla legislativa nao pode por
maneira algiima ser classlficado na ordciu dos secreta-
rios de cmaras inunicipacs. O bom senso basla para
firmar adillerenca: assim, pois, nao sou contradictorio:
pode ser, que me engae, que nao pense lieui ; mas
esLis sao miulias cnnviccps, e por isso votei contra a
emenda do nobre deputado. Quanto, porm, esta ou-
11 -a. voto por ella; pois que sao justas, quanto j miill,
suas ponaera; oes.
O Sr. Peixolo de //rilo : O nobre deputado, autor
da prmeira emenda, piincipinu, dizendo, que nao sa-
bia, por onde se cobravo os emolumentos da secreta-
ria ; nunca tinha podido obler essa tabella. O nobre
deputado ho se recordou, certaiuente, de que existe
una tabella na secretaria do goveruo, e ella aqu est :
he um pouco extensa ; mas vejo, que he relativa no-
meaco e provimenlo de einpregados elvis, militares, e
ecclesiasticos; que se refere a certides, passaporles ele
Note a commsso, que o presidente da provincia foi au-
lorisado por urna le provincial a dar organisaco se-
crclaria, e que, nesta organisaco, considerou os emo-
lumentos como lanudo parte dos venciuirntos, que de-
verio competir aquelles einpregados ; tanto asslm,
que no art '!." se exprime da maneira srguiute (leo o
artigo): portante, he fra de duvida, que os ordenados
daqurlla rrparlico foro rstabelecidos com rebfffio
aos i molimientos, que os einpregados percebein. Se se
mandar, pois, como o nobre deputado quer, que todos
os emolumentos da rrparlico srjo vecolhidos ao cofre
provincial, torna-se iidispruanvel, que os ordenados
lenho um augmento proporcional a esse prrjuio
que vio ter os einpregados, com a prlvaco dos emo-
lumentos.
O Sr. Xelo ; Faca emenda.
O Orador : Nao faco emenda ; porque nao quero,
ijtfe vo os emolumentos para o Lbrwiuro; quero,
que sejao dos einpregados, e us emolumentos podem re-
verter rin favor de outros, que nao'sejao os actuaes em
pregados.
O Sr. Kelo : Por isso mesmo he, que a occasiao lie
favoravel.
U Orador : Nao : o que vemos agora he a reprlicao
do que todos os anuos sr tem passado uesla casa. O no-
bre deputado sempre se aprsenla muito lllllll Slafln na
diiniiiiico dos ordenados, c eu louvo muito esse seu
proceder; vou tambem caminliandu para ahi : rm al-
giim lempo dizia-se, que eu estava sempre promplo
para augmentar ordenados, c na verdade eu linha nisio
alguma lacilidade ; mas hoje, que nao eslou disposlo a
fazer auginentos, tambem nao me inclino para as diuii-
nuices. (.onserveni-se as cousas, como se acho.
Sr. presidente, o que emendo he, que, quando mui-
to, se poderla adoptara emendado nobre diputado, que
manda reculher ao thesouro Os emolumentos provenien-
tes das patentes dos ofnciaee de guardas nacional-, He
verdade, que huuvero leis anteriores, que iiiand.ir.io
rrcolber esses emoluiueutos ao cofre provincial, e eu
me inclino para a opiuio do nubre diputado, quando
disse, que nao sabia, por qu artificios passrudc novo
para os einpregados esses emolumentos ; elles avulto
alguma cousa : e actualmente teem avullsdo nui, .
porque teem-se lirado umitas patentes. Pde-se, p0|s'
adoptar esta emenda, para que faeno parte da i
provincial taes emolumentos; mas, quanto aos outros,
provenientes de certides, etc nao copveoho ; porque
as parles inesmas sao as interessadas em picar e;-
emolumentos, que concorreifl para facilidade dos docu-
mentos, que prelendem obter; querendo antes pagar
doze vintens, ou una pataca, por una ceNMilo, do que
soll'rer a demora, que Ibes pode pretextar o empregado
diiendo, que se acha em servido mais urgente.
Crelo, perianto, que podein continuar os rinolimlrn.
tos, excepeo dos da guarda nacional ; esses ej rf.
colhidos ao thesouro, e faco parte da receila provin-
cial : declarando sempre de passagem, (pie, |R0 ,.lle
isso se lzer, os officiaes da guarda nacional ho de
encomiar euibaracos na expedico de suas pateles.
O Sr. Neto: Se o goveruo qiliter consentir nelles
O Orador: Eli concordo na sub-emenda ; mas y0to
contra a prmeira emenda.
OSr. Jonquim Ville'a : Eu voto pela emenda, que
apresenton o nobre deputado, que se assenta sVmlnha
esquerda, e, se ella nao passar, volarei pela sub-enieM(ia;
voto pela emenda ; porque entendo, que os ordenados
do ofeial -maior e mais einpregados da secretaria do
governo no sSo inxuBicieiiies, como se disse na casa
roinparando-os com os ordenados de outros einprega-
dos, queae acho na mesma raso. Sr presidente, o of.
ricial maior da secretaria do governo, independenteiuen-
le de emolumentos, tein de ordenado 1.000/ de rs 0,
quatro officiaes leem.cada um 800/ rs.; orpscriptiirarloi
teem 600/ rs.; os amanuenses 400/ rs., ele.Ora. olliamlo,
por exemplo, para, os ordenados da thesouraria das fen-
das provinciaes,- velo, que o secretarlo tem 800/rs., que
he um ordenado Inferior ao de l:0iK>^de n.
O Sr. Fritlo de rilo : Compare o trabalho.
O Orador: Vejo os primeiros mcripturarlm com
900/rs. fdlTerenca de 100^ rs.), os segundos com 700/rs.,
etc ; Olliando, mesmo, para utios ordenados, vejo, que
o director do lyrn lem 1:200^ rs.; e os lentes 1:00J/de
rs., quando os lentes do lyco deven) ter outras habili-
laces, e outro tirocinio, que nao o ollicial maior da
secretarla do governo.
O Sr. Seto : Conforme: deve ter.
OSr. Reao Mnnteiro : Trabalha urna hora por da.
O Orador : Na cadeira; mas o tempo, que elles dej-
pendem para poder jeccloiiar,osdnlieiros,que leem des-
pendido com as h ibilitacoes, nao entro em buha ,\K
conta? '.onlinuandoaluda com os prof-ssores, vejo, que
osprofessoresde latiin teem o ordenado dedOO/rs.. ten-
do tmente o do Recife 1:030/ rs., e professores de la-*
tim lia, que teein menores ordenados; r, comparando es-
ses ordenados com os dos einpregados da secretaria do
governo, nao velo, que estes sejao tSn uiiiiguados, como
se qui far.pr crer ; antea julgo, tjue bS muito maiore
qiiealgnns, Independentemente dos eniohiiueiiios : por
consequencia, como devenios de ccouomUar o mais pos-
tlvel. porque a nossa receita nao chega para as despexas,
oto pela emenda.
Eucerrada a diseussao, he o artigo approvado rom a
emenda do Sr. Muniz Tavares, sendo njcilada a do Sr.
Neto.
Entra em dlsrussn o artigo 4.'
Art. 4. I om a thesouraria das rendas
provinciaes. saber:
^ I. Com os einpregados, conservados os
dous lugares de amanuenses........... 13:700/000
2. om o expediente e asseio da casa. 500/000
O Sr. Seto : Tambem me naoesqueco da thesoura-
ria provincial: todos os anuos, eu aqu Ihe fa/ia os .....h
coiiipriinentos, qUandose tralava da lei do orcamriito:
era sempre vencido; mas nao descorocoava : e como son
sincero quero mostrar que as inhibas idelas nao ero
tildas do lempo c por consequencia. hoje, que nao
estou mais na opposico devo tratar de fazer o que cu-
Lio propunlja intilmente. Nao me rancarri, Sr. presi-
de, te em demonstrar que houvc luxo de desperdicio
na organis.iru cicla reparlico ; porque he cousa t.io
palmar Lio antiga Lio condecida de lodo o inundo ,
que loucura seria deinorar-pie rom ella, bastar
ponderar, que. tendo a seu cargo lalvez a quarla parte,
ou menos, da renda, que se arreada por conta dos co-
fres geraes tem um estado maior completo to.
inn tcm a repartirn grr.al : um thesoureiro um con-
tador r quasi tantos escriptuarlos r amanuenses, um
inspector com a mesilla calliegnrla e os mes,nos venci-
menlos do inspector da thesouraria geral ; rmftin qua-
sl ludo que lem esta reparlico, e, mais do que ella,
um secretario para e expediente do inspector respecti-
vo. A enurinldaile do seu pessoal e das despenas, que
com elle se fazcm animalmente, indican a conveniencia
de una reforma nessa rcpartljo ; e me animo a pro-
p-la agora; por considerar nuil oppoiiuna a occa-
siao, em que, para realisa-la com a necessaria justica,
e em proveito do pai: temos na adinnistraco a pro-
vincia um ei.isileito Ilustrado patriota r rapaz de
prestar a esla provincia os servicos, que nos temos di-
reito de esperar de suas luzes econsuiiimada experiencia,
Vou, portanto, oH'erecer una emenda autorlsando o
Exm. presidente da provincia a reformar a ilu solita-
ria provincial da maneira que julgar mais convenien-
te ao servico publico. Tenho iiieus recelos deque esta
emenda seja tambem rejritada n.io obstante acreditar,
que contra ella se nao prodnzir argumentos valiosos.
Se a thesouraria acha-sc coiivi niciilcmenie orga-
nisada nao devenios recelar, que o digno presiden-
te a queira desorganisar, abusando da aulorisacao,
que Ihe dennos; r se, na verdade, a sua organisaco
for defeiluosa n.io devenios privar esla provincia das
vaniagcns que antevejo na nTriua iciusando-llie
taiveS o servico mais inquirante, que podemos prestai-
llie na aclualiriade. Mando a emenda a mesa.
Ao artigo quarlo acresceute-se:O presidente da pro-
vincia rica aulorisado para reformar esla reparlico ,
da maneira mais conveniente ao Servico publico.
ojies A'rtu
O Sr. Mello : Para eu volar por essa emenda que
aubu isa o presidente para reformar a thesouraria pro-
vincial he iiecessaro que eu me cnveuca, de que es-
sa reparlico exige essa reforma; mas eu nao posso es-
tar anda convencido disto : n.io sei, em que pussa
consistir reforma ; se no numero dos einpregados ; se
na maneira do expediente, ou de ser o servico frito;
se quanto ao valur.dos ordenados dos einpregados ou
a respeito de quaesquer nulros riqnisitos. Sejao
quaes forein as rases de couaiiea que nos hierre
a pessna actual da administraran d i provincja seinnre
quando se tem de armar o execntivode um poder tal,
e inmenso de um poder 'dictatorial bem diser a
resprito de todas as reparlices e einpregados da pro-
vincia deve haver o maior rscruplo Hiedo incsnio ;
porque se hoje temos um tal cxeculor na proviucta,
lelo-hemos amanli ?
O r. Cunho Mochado : He de esperar.
O Orador :--Alguns airares se delxo enrhergar no
horisonle poltico prenuncio ; lalvez de una alegre
retirada de deixar nos.
OSr. Peixolo de 'rito: --Nao deixa, nao. .
O Orador : ~ Se isso tem de verilicar-sr a poca nao
esl muito louge esta inulto prxima; e esse pp**1
discrrciouario e iminenso para reformar, arrancar, *"
lir. e substituir ; essa arma lerrivel, enlo, em que u0
vira a ser posta ? Quein tei de a manejar ? .lobre qe
cabecas ella lera d> ser descarregada ?
Apezar de tudo isto, sr me iiiosirarem evidenteincn-
te a uecessidade da aulm-sacan ao piesideute da pr"
vlncla para rcfriuar a thesouraria das renda, provin-
ciaes e as especialidades ou puntos em que deve r<"
caliir rssa reforma e que essa reforma ne lo ur-
geute que com efl'eito a sua urgencia nao se dr
espacar he s enlao que eu cstarei promplo a volar
pela autorisacao.
OSr. Neto: Sr. presidente, nao posto coiniiiUiilf
ao nobre deputado a rouvicco, que tenho, da. iicccs-t
d ule da reforma pruposla ; nao porque uo esteja pe*"
suadldo de que esta uecessidade estai ao alcance de l"
lo O mundo, e sobre tudo do nobre drpuladn, qi"' "ie
precedeo, cuja lllustracao e perspicacia todos nos rec"-
uheeemos; mas porque o etpillo do nobre depulaoo
parece, que est um pouco rebelde a esta deiiiuiiU'af* _
6r. presidente, tenho a lualor consideraco pelo* u"
J\





lentos luzr*. servIcO, patriotismo do nobre deputa-
donao obaUnc isto. P'Vj n" ""'"' **"*% ro-
ea"he-be..... ,1 T
S" '"'. fue iwdh nosso hnrl-
ont"pol~r"lh prometiem una u.udancn naaduil-
nislraco da provine
O ir Mello : Para qn<* quer saber uso ?
O r*r- A prBposico do nobre deputado leu enun-
ciada Bi-itt casa, etn flm lugar loo publico, que foltutyl-
,1,,,or todo o mundo. O nobre deputado deve demons-
i,'-,'1.1. subordinando >o couheciuu tito de todo*
..Mnenlos, iine, por ventura, lei.ha pira jiislilica-la.
non rasdes considero determinar una
mndanca ua administraba da provincia : ou a cnnviceao.
ue o nionarcba, como ebefe do poder ex.-ctilivu, ad-
nnira, de que o presidente anual tem mal servido a pro-
vine! i e o pata, ou a d.-sgracad a couviccao d.-que o icio.
o dcalnterewe, a Intelligencia e a probid.de dos servido-
res do estado, ola sao garantas siiihcieiiies para terem
conservados nos seus eiiij.iegos.
Ssiou persuadido, que nao lera o noble di'putado ad-
> a ultimad i j porgue ral ferir pessoa,
une est lora do alcance das nossas settis; se, porem,
adinittio a prliurini, est na rigorosa ourlg.-ico de mos-
trar, que o actual administrador da provincia tem mal
servido ao pata. Se neiibuina ilellas atlendeo o nobre
deputido. qniiido asslm se exprimi, fu. coso ser reco-
nhecer, qe i.xl is as proliabilid idea san favoravei acon-
tiniiac ,ln poltica dominante ni provincia.
O nobre deputado, alia, considerado ionio un dos
iiiembros ni ais conspicuos d i maluril q>*U casa, com a
en.isso da sua propoaico fez un de*erviro mult gran-
de ao pal/..
O Sr Millo i Nao apoiado.
Oradar : __Assim o eiilendo ; porque se apresenta
como que ni .io.so de urna mudauca prxima na ad.ni-
uiilracii provincial. ... !'
Estiman i, que as palavrai do nobre deputado uno ie-
veleiu o pr.is.ini.nlo, que nellas lobrlguei porque-, ja
diste V. Kse-'i q'"- t"'m "'" ''"' conceliu das quaiitu-
des, que distinguen nolire diputado, e eonhrco a gra-
vid ule de su i lutoi id ule, na casa e IVira della.
Do .1,1. ilisse o uobre deputado, p'irte-se ate entender,
contra a aiiiiuteiic'lalvez, que o goveruo nli rasa i
mu a uo estar satisi'cilo com a atluinistrayo do Sr. Chi-
chorro di Gimi ; e pira evitar quilquil ule. prelaco
siiiislra. he que o provoco a i-xplicar-ie coni toda tran-
quen etn materia de tanta poud raco.
Sr. presidente, o nobre deputado acaba de declarar-
me, que tal uo foi o sea pe usamento. Folgo com esta
oriea, aeueilindo' cxplieacHo dada. as cir.-umsliu-
clas ai-luaes, qnalqiier anibiguidade eui malei-ias dessn
ordi-iii p'Hle b-i f.in-stos ro. ira ^ remo-
vri ..cumpla, que o nobre depulado lixasse o sentido,
cui que devianios tomar as suas cxpr.-ssdcs.
O Sr. Mello : Santa Margal ida !
O Orador: Tornando a materia da emenda, trata-
re de responder ao une disse o nobre depulado sobre a
neeessidade desU reforma.
O nobre depuutado sabe, que a tbesouraria provincial
tem a seu cargo a quarta parle, ou ainda menos, do tra-
balho, que ten. a tbesouraria geral. Essa grande drs-
proporcodo trab.ilho ac.onsclhava menos limo, menos
desperdicio n pessoal d,i rrparlicu, e nos ordenados de
seus ineiiibros O inspecloi- da lliesoiirara geral, cujo
cargo esid urna arrecad co de trez mil contos de r.'-is,
importantes saques de dinbeiros para diversas partes,
e nina correspondencia activa c minuciosa com as f-
cietariisde estado as ttiesonrailas de outras provnola*,
e a presidencia, te o misino ordenado,.que percebe o
inspector da llie.snurari.i provincial, que pomo mais ar-
recada do que quinhenlos conlos de i'ls, e s tem cor-
respondencia com a presidencia, c os colleclores da pro-
vincia: I Os outros empregados arliao-s<- eui poilco
ainila mais vanlajosa ; leudo pingues ordenados e milito
pouco traballio He queremos alcancar o derderatiim de
conseguir a mais exaeti Urecadafio do* impostus pro-
viueiaes, com a menor despe/.i possivel, estou persuadi-
do, que nao devenios euibarafar a reforma, que propuz.
O nobre deputado ha de leinbrar-si-, que, nao ha uiui-
to lempo, as rendas piovinciaes crao arreeadad.is pelos
empregados geraes, seni que nos li/essiiiios despr/.a al
guilla : liavia apenas un procurador-liscal, que era o no-
bre depulado, e as causas da (alenda, provincial uao es-
tovan en, atraso.
O Sr. Mello : Devlao ser divididas : nao podiiio con-
tinuar.
Orador : l'em ; poiin dalii se nao pude concluir,
que se trnha feilo o uiellor, e (levamos conservar tantos
empregados piovinciaes, com asgraduacocs e os orde-
nados, que tieni os einprrgado8geraes.
O.Ir. Millo 1 Os ordenados deveni ser di mi unidos.
O Orador :-----Se os o denados devein ser diminuidos,
pin-ce-iiie disnicessario ir mais adi.inle ; porque est
ii-eouliei-iila p lo nobre depulado a neeessidade de aulo-
risar a admlnisliacao para fier a reforma.
Nao deve influir ua delibera9o da casa o receio dade-
missau doSr. presid-ule CUehorru da G una; porque,
licit caso, nu espirado, lereniossem dunda listada
administraran da provincia outro cidadao digno della,
c as redeas dogoverno toruaro a ealiir as luios de
prssua apa de levar a ell'eilo e^sa n -loi na, da ni un ira
mais eiiiivenienle. Ni' assiin, pori'in. nao Succeder, e a
provincia foieonliada a algUtA i idado nienos endor da
nussa coiilianta, ionio uniros mullos, que a leeni gover-
n ido ; seriTo ii i enu-iliaveis os niales, que elle pralicar,
reliu mando a'rcparlicM eni sentido contrario utilida-
de publica? Na, porcerlo. A reforma, lia sessao or-
dinaria, lia de ser sub netlila ao conheciuieiilo da
casa, e enlao con giremos os defeilos, que Ihe no-
to mus. -e incumbo ao presidente esa larcfa, be pe-
la prnliiiid.i L'ouvU'CUO, que leuho, de que os corpos
colliclivos nao s;io os mais habilitados para l.iicrrin re-
fui mas de rcp.miccs. A.s secretarla de estado, as al-
ian legas, as mesas das diversas nudas, e outras repac-
i imperio, leein sidoassiin reformadas, (Kir auto-
i do poder legislativo.
Sr. presidente, nunca fui amigo drsse poder discre-
cional io r- dictatorial, deque falla o nobre depulado:
an lado delle niilil'i milito lempo ncsia casa, e estar
lenibradu, qiu, purvecs, clcvi i a niinlia laca vot para
coiiibaler is-es iirliilriu-, csses abusos, de que sc,leinc.
O Sr. Mrllo : Voz niuilo forte.
O Orador : Seiiliores, nulo)asemos o presidente para
acabar com os alm.os, que' recooliccciiios rraUSPluos,
no poder, os villas, ipn ll'ciuus o i oppusico ; nao te-
mamos, que nos acoiinein de liuprudeulea : as m.ios, en
que vamos depositar essa aotorlsaco Importante, sao as
in ais puras, cas mais habilitada para cxerce-la. \ A-
yoiado'.) ,.
II Sr. Mello : Sr, presidente, o meu nobre eollega e
amigo apta sentuu-sc tao senslvel, que me espantou, e
vejo que he necessai iei ir nurudo alguiiia coliga cni np-
poilcao, dequando em quando, para ver, se elle- cabe
--.::-::..:.-.!:::::, :r cr !: '' "liseepfivel <> ir Coli-
sas, qiie nao sao paia isso ; e sensivrl a poni de en-
clii-igar cousas, ejue- nao i \lsleiu, seuo como illuses da
la iiiiacinacao delicada.
Ku disse, que era nreessaria a inaior prudencia e
i sci uplo .....artliar o cxrculivo da provincia de un po-
de, inmenso, de mu poder sem limites, para reformar ;
e disse CU lo, que este escrpulo, i i. pode
6> i dliiiiniiido algiuii lano, na rosno da cooflarica,
certeza de persUteilcla do pessoal rxrcutlvo, aquem se
couiuieUe tanta utorldadc ; eentan accfescentel, eiue
me patela ver assomar nm prenuncio de uiudaiica, ou
ao. Alguriii eoiiiprelundeo bein aonde la bater a
Uilnha fugitiva de ia ; mas qu.-lo mais claro?
O Sr. Ario ; Quero, siin, Sr.
O Orador : Para que ? Nao he preciso : nao Ihe dou
n>aiiexplicayo. (Juem quiu-r, que me euteuda: nao
costuuio conduiir-iue com dubiedades, n'eiu *"" ho-
llino de principios vai'illauleafde mim, portaulo, nao
e deveeiitender senao, que son qiial me a|iresento.
'I'osm : Piidem oVsrigurar as suas palavras.
O Orador ; He paiSageii'O, e sem corpo ; tenho pisa-
do pauayessadq por ni.i de milita calumnia. Nunca
queiini pre >idei.le. leuhii
seguido ene uuhu vida poli stas, ora aquellas
pessoas, ou circuios. Sou amigo, nao de agora, do ad-
ministrador da provincia! e he por isso, que nao Ih
quero faier unto presente funesto, e estouvadamente >
nao quero a facilidad.- de o forcar a ejercer armas, rjue
o podem ferir, ito he, fae-!o cahlr em erro, e cha-
mar contra ai indlsposicOes, de que, alias, pode n
pensado : tantos p-,P6eiites de especie tal, elle inesmn
estimar Infinito, que Ihe nao faco. Nao quero lainb.-in
osiueus concidadosem continuo alarme, ato lu,
assustados os empregados e suas familias, com
uissoese cortes de ordenados; por i o beide volar
su por aquellas autorlsacoes de reformas, que lorrin .in-
solutamente necessarias. avistado estadoda provincia, e
is nccessitfadea;mas, para provar a neeessidade reforma da tbesouraria das rendas provinciaea, o meu a-
rulgonaoapiesentoii outra rasao.ou motivo, outra neees-
sidade-, seno o augmento, ou excesso dos ordenados;
esta rasn, porem, nao he, nem ker uunca sumcienle
poder dar ao executivo da provincia a autnncla-
de ele- reformar urna repirtico; porque, seos ordena-
dos sao excessivos, estamos com a faca e o queijo na
mo, he cortar por esses ordenados, sem precisar con-
ceder ao administrador da provincia o poder diclalo-
rial, iudifenidu, de rrfdrmar a reparticao^
Por tanto, nao estando eu convencido da necessiaace
,la reforma, por mel da autorisacao ao presidente provincia ; nao se tendoapresentadooutra rasao para a
neeessidade da reforma, outro principio, ou abuso, que
a reclame, senao o que j notel, do oiigniento. ou exces-
so dos ordenados ; c esse nao sendo sufociente ; como
votare! pela autorisacao, que se pronto r H U'i. pre-
sente funesto ; cu, de certo, na pos.cao de administra-
dor da provincia, qni/.erater o nenos possivel de loes
brindes; nada de poder discrecional o : sem uina urgeu-
iissiini. Inevitavel neeessidade nao ou-zera cairegar
com tanta rrsponsabilldade. < orno amigo, evito, quan-
to possivel, essasiunesta* commissto*. ... .
OSr. Neto : Eu tambein sou amigo do administrador
da provincia, apeiar de Ihe faer o presente.
O St, l'tixolode tirito : Melhor seria, que a discus-
sao nao chegasse ao ponto, que tem ehegado : e isso se
teria evitado, se niio apparecesse a emenda, que acacha
sobre a mesa.
O Sr. JVrlo : No tenho censores na casa.
O OrjieW : >So censuro a niiiguein : pronuncio a-
penas a mliiha opiniao. Se mo fosse a sua emenda, a dis-
eussao nao terla tomado o carcter, que tein tomado, e
fu e a asaemule nos na.i achariamos em io serlos em-
baracoa, obrigidos a votar por nina eineud i, que nao
adoptaramos, se odesenvolviuiento da discussao nao
fosae to ampio, como acabamos de presenciar.
SenhoreaHo nobre deputado, com sua emenda, susci-
lou un i discusso_f[Uc nos fa levar prova a coiilian-
ca, cpie di-piislta.nos no Exm. presidente da provincia,
i .poinAif.) Levado o negocio a este apuro, a enu-nda de-
ve ser apnrovid i (npoinston) ; porque a asaeuiblea depo-
sita no administrador di provincia a mais plena oonll-
anca (f)e.Vie/oi): ese se lu dejulgnr, negando-se a ap-
provacao essa enicnda, que elle tem desmerecido des-
iasonSanfa, melhor heapprovar a emenda, eml.ora nao
sejarlla de suiuma ulilidade. (^poindoi.)
Eu nao me conformo milito com a opiniao pronuncia-
da, de que autorisucoes desla ordeui s;To autorlMcoel
diclatoriaes ; e parece-me, antes, mullo coi rente, e mili-
to conforme, que ao executivo se permillao laes autori-
saedes. A exp-rencia de telos os das nos convence, que
reforma* de repartlcO, r.-gulamentos, e outros objec-
ts taes, uo devein partir seando eseculivo : o legisla-
tivo nao he-o oais iironrio para avallar a uatiirei do
servico, a neeessidade do numero de empregados para
O servico da reparllco ; nao sao os corpos legislativos
mais proprlos para isso ; e he esta a rasao, por que,
.. veses, seautorisa, para taes reformas, o executivo,
sob approvacao da assemblea, e outras vetes iiidepeu-
denteinentedessaapprovaco: e mesino ueste segundo
caso, nao considero a laculdade mu poder dictalorial e
perigoso, cuino se iliz.
A commisso de fmenda e orfamento, a que pertenco,
oncede esta atiiorisocao para alguiuas Teparlnfes, pa-
ra aquellas, cuja reforma jnlgou mais necessarla; bem
coiiioolvco e as obras publicas: e como a assemblea
provincial pode dar esta autorisacao muito legiliuiaineii-
te, a concedeo para o preciso, e nao quta geiu-ralisar a
medida ; o que tambein poda faier dcnlio do circulo de
suas attribuicto*. O nobre denuudo, poiiu, quer, com
sua emenda, generalisar a medida, o que me nao pare-
ce necessario ; todava declaro, segunda vez, que voto
pela emenda, obrlgado pelo curso, que tem tido a dis-
cussao.
Levantei-me, poi, para dar estas cxpllcaces; por isso
que mis nao fallamos s para aqui, ha mais queui nosou-
e,a ; de-v.....os arredar qualquer na intelligencia, que
poua ha-1 St, ou que possa dar-se as nossas expressoes : e
j,i que estou de p, direl duas palavras acerca dos re-
receio* inculcado*, de que a administrado da provincia
uo continuar.
Ku creio, que nao ha receio alguiii por ora ; no ha
iienhuiii : est este facto, como todo* os fados bulla-
nos, subjeito eyeiiliialidades', a futuros, qi.....o pode-
mu. prever ; mas as probabilidades sao todas a nosso fa-
vor (iai) ; todas so da conserra(o do estado de
(ousas [apoiado$) : as probabilidades podem falhar : nao
m pele- prevenir o roturo ; mas actualmente nada exis-
te-, que estabeleca mais pequea descontianca de mu-
danca na poltica actual. Poilanto, me parecem sem
neiiliuin fuidaiiienlo rasuavel taes recrios.
O ir. Solo: Si uto, como o nobre depulado, que
me precedeo, a neeessidade de por lerluo esta discus-
sao ; porui anda me considero obligado a fazor algu-
mas reflexes ao que elle acaba de ili-er. O coiiluci-
uiento dessa neeessidade nu me dispensava de solici-
tar asexplicuces, que pedi ao uobre depulado, que s-
senla iiiinh.i csqiieid.i. A materia d'ellas he de siiiu-
ma gravid.ule, e por certo mo podia estar ua conveni-
encia publica deixar a es*e respeilo ambiguidades
canales, de autorlsar os mais teniciurios juue s.
Niu tonho recelo* da uiudanca, ipie alludlo o no-
bre deputado, a que me reriro ; nein me persuado, que
elle deva recelar causa alguma na actualidade. Cum-
ple, e|iie sejainos francos nesto tribuna, e abramos, por
assini di/.ei, o. iiossos eorases aos nossos ioiuiiiitli'u-
tea, dizendo-lhes toda a verdade, cinboia Ibes uo seja
ella aui ad.ivi I.
Entend nao dever deixar de pedir explicaedes ao no-
bre deputado, que se asseiita a meu lado : e com quau
lo seja o pi iineiro a reconhecer o seu patriotismo, sua
lirine/a de carcter, e outras virtudes, que o distin-
guen!, nao o considero dispensado de da-las cerca
do administrador da provincia, atienta a imbiguidadi-
do aeu discurso. Com islo, por certo, uo poulio em
llovida seus seuiiineiiios polticos, nem abuso dos di-
reilos, que tenho, como ineniBro d'esla casa.
Se soubesse, que a uiinlia emenda s podia passar,
como un testemunho de coiifiaiica no actual presidi-n-
te da provincia, de-nois do que acaba de occorrer.
como disse o nobre primeiro secretario, eu a retirarla
j ; uo s para mostramos, assim, ao Brasil lotelro,
3uc nao adiiiitlinios a u.....or duvida a respeito da leal-
ade, con. que esta assemblea apoia a administraco do
Exui. ir. Chichorro (upoiMifi), j'ulgando necesaaria mais
essa prova de sua coulianva ; como tambein para qui-
se nao ir.ieoila, que a reforma da tbesouraria provinci-
al lie de tal modo injusta e entrara aos iutere-sses da
provincia, que t poda -er d-cretada, como tributo de
liossa devo\o aomesmo presidente.
Occorre lera nobre coininissflo de faienda proposto
gual aul01isa5.no pira ser n loe nenio o lyceu d'e.ta I Ida-
de, i|iie, aliu de have sollrido iilliiiiaueute urna re-
ten 1111, lie un csiabcle-cinienio identifico, cujos luga-
res rcclamao certas habilitacoes, que nem seinpre e
encentran com facilidad.- 1 porque nao se ha de bxer
outro unto com a tbesouraria provincial, cujos abusos,
no caso de exislircm, sao de consequen, ia mais morsU
nata o provincia, I nclainao mais prompto remedio da
nossa parte ? Para recusar.no* semelhante autonia-
a miste, provar-se, que a repa/ticio, a cujo car-
iio.st.i a anecad.icao das rendas da provincia,
M montada da uiellior uian.ira inissivel : esta postean
vauuiosa nego-lhc os prop ios depiiUdua, que impug
iio a suaiicfrina: como, poi,deixa-la auuu, *em
"los respoiisabilisarmo* pe* con*equencla de Uo oen-
uravrl Indlll'erenca ?
Sr. presidente, nao contlnnarei a defender a inlnb.i
euienda : entrego-* casa, ella que ajulgue como qui-
' 1. t-oncluo, assegurando aos nobres depuudos, que
pidem volar livr, un ni, a sen respeito ; nem eu Uve
inteueo. ueiu iiiiohas palavras demonstno, que na
approvacao da emenda esteja einpenhaila a couliinca,
,|ue temos ua administraco actual da provincia.
Julgad.i a materia discutida, lio o artigo approvado
con. a emenda do Sr Neto, depois de breves reflextos so-
bre a orde.n.
Entra em discussao o artigo 5.*
Art. 5. com aarrecadacao das rendas,
a s ilier:
^ 1. Com os empregados das rendas in-
ternas, conservaiido-se o lugar de segundo
escriplur.irio, c conlinuaulo a cominisso
de5por cenlo.................... 9-6004000
2. Com o expediente e asseio da casa 300/000
3. Com as collectorias das cidades de
Olnula, Goianna, e Victoria........... 2.660/000
4. Cun as de-uiais collectorias, cmquan-
toaubsislireni.............. ..... 500/000
5. Com aagencla do tabaco e liquido*
espirituosos..................... 2:300/000
O .''-. .Wun: Taearet : Farei duas observafdrs sobre
este artigo.
Aqui acaba de dlier-se, que havia grande numero de
empregados na tbesouraria, que tintino grandes orde-
nados, e pniiru irab 1II10 : pirecia-me, que por esta
rasao, e por nina bem entendida economa, se podia
supprimlr esta repartieo, e annex.ir-se thrsnirarla
provincial; porque, assim, tiuhao os empregados all
mais trabalho, e economisava-se mo pomo dlnlieiro
No propeiubo a suppresso ; mas desejaria, que os
uienibros da eoi.imlsaao dessem as expllcaces precisa*
nao s sobre isto, mas' sobre a rasao, por que vejo aqui
2:650/rs. para as collectorias, qu-iudo na lei, que estei
em vigor, apparece syu-nte 2:440^ rs. ; porque e*t
aqu para a agencia do ubico 2:300 rs qando na lei
em vigor se aolio 800frs. : desejo saber os motivos
deste augmento ; porque no estamos em circiunsiaii-
ciai de augmentar ordenados c despeas
O Sr. llego Manleira : Sr presidente, vista das
duvidas, que apresenta o nobre deputado. eu drei pou-
eas palavras para melhor esclarecer as duvidas, que elle
oll'ereceo.
A repartilo das rendas Internas existe, em confor-
midad.- da lei de 30 de abril de 1839 ; e esU reparlico
nao pode ser abolida ; porque presta grandes servicos
na arrecadaco da dcima, e dos mais imposto* subjei-
tOS Sita lUcalisayau KO ae |, altada liriiliuui dos Sr.
depuudos, que he mais amigo de economas do que o
sao os outros depuudos, e nem que he mais, do que o
lorio os iin-uibros da coiuniissao.
O Sr. Munii Tavare : Talvex se queira Uinbem
crear un consulado provincial.
0 Orador : a reparlico do consulado cobra mais de
200 conloa, e nao temo* nelli empregado provincial,
que liscalise os diicitos, que all se arrecadao; elle* o
so por empregados geraes, sobre os quaes nao temos
ueiilinina ingerencia, que nao estao ubjeitos iiniui--
diata liscalisaeo provincial, e a quein nao damos a me-
nor gralillcaco.
Or. A>lo : Mas que, aprzar dijso, cumpreni hon-
radamente o sen de-ver.
0 Orador as, apeiar de que reconheco. como o
Sr. depulado, os bous servicos d.lles, nao delxo decon-
vencer-iue, que he necessario, que un enipregado pra-
vincial ou mais liscalisem osdireitns, que arrecadao
por cunta da provincia. Na scsso futura alguma cousa
tcnciouo propr a respeilo,
Ou into a repai ticao das rendas internas, de que eu
fallara, quando fui iulenoiiipido. coulinuarel a dier,
que ella len fcito bous trrico porque os seus rditos
actualmente sao mullo niaiore du que quando ella uao
existia, e all a arrecadaco dos Imposto* he mullo ni
rpida do que as exliucus collecloi ias do llelie.
tiuanto ao cousiquencia' de se crear a agencia de hebillas espiri-
tuosas ; a qual nao existia al enlao, e boje existe, sendo
0 presidente aUloriaatU para a crear : e lui por isso, que
a coininisjau consiguoii essa quanlia ; isto he, aulon-
sou a desp./ei 111,11 cada pelo preldeiilc, c para a qual
foi 1 lie aiitoi is.ulii por lei.
Sobre as collectorias direl, que tambein urna le pro-
vincial inaudou arreinauras collectorias da provincia,
1 epiasi todas loro arrematadas, exisliiido so as de
Goianna, Olinda Victoria. Oquantilativo estu, pois,
ua proporco do que se calcula terem ellas arrec.idado
011 devcrein arrec.idar ; por isso que os encarregados
.'ellas tee.ii una commisso de purcrtiugeui na por-
co, que arrecadao, e nao trena ordenados, e a porernta-
geui calculada be csu, que d o quaiililalivo, que a
coiuiiiissao propoe. .
Julgoque com isso dissipo as duvidas do nobre depu-
tado : e uo me eslcndo pata nao protelar a discussao ;
mas alguma cousa accrese-enlarel. se elle exigir.
Encerrada a discussao he o artigo app. ovado. '
Entino em discussao, c sao appiovados osartigosb.
7, e 8."
Art. Como solicitador provincial.. 300/000
Art. 7. Com o Ivc.o do Kecife, i saber:
fi-
t:000/000
1:000/000
500/000
13:000/000
7:M0/000
o presidente da provincia para reformar a
repartico, mandar construir de novo a pon-
te dos Afogados por administraco, ou arro-
mataco, segundo melhor convier......
Art. 14. Cun a casa da cmara d'Agoa-
PrcU............... -........
Art. 15. Com a associac.no dos artistas
Art. 16. Com os reparo* .las capellas-
mres das matrices, ocluindo 4:O00rO00 rs.
ra a ereceo da m-itrli d'Agoa-PreU, e
;000/000 rs. para auxiliar a da de S. Jos .
Entra em discussao o artigo 17.
Art. 17. Comacalliedral de Olinda. .
O Sr. Carvalho de Mndonca: Sr. presidente, ped a
palavia para mandara mesa una emenda.
Bu no live em vistas aogmenur as congruas dos co-
nego*; mas smente cst.iliclccer aquillo.que j fura mar-
cado na Id 11. 36 de 1837.
As cadelr*Mlas diguidadea, que *e ach&o vagas, torao
propostas, e breve chegar os provlmeulos ; pelo que
,oiiveiii conslgnar-sc agora uesta lei a soturna precisa.
lie o .pie f.ico com a e.iieu.1.1 i|Ue val .1 mesa.
1. Emenda substitutiva ao artigo 17.
oui acalhediald'Olluda.............. 1,*215
Ao dlo, de cingrua................. Wll/tWO
Asquatrodlgnidjdes, asaher: chantre, me-
ti e-escola, ilie-soureiro-inr, earcedlago.de
eongruei a cada um...............
Aos 1. es eonegos de prebenda Intelra, de con-
grua a cada um................
Aaosqu uro com-gos de meia prebenda, de
congrua a cada um............
Ao cura da s...............
Aocoadjuctor..................
Ao sub-chantre...............
Aos uito capelles, acada um........ ...
Ao sacrlsUu. ..... .........
Vosqii.uio moros do coro cada um .....
Ao porteiro da maca..............
Ao orgaolsU................
Aouiestre de capella, obrlgado a msica .
Presidente capitular..............
Kalirica da c.iihedral..............
Esmollas aos 12 pobres, que asslslirem aoce-
rinioiii.il do l.iva-pi's............
Para a fesU da proclssao do Corpo de D -os
C'artialho Mtndonc:
\ peii ni 1. entra em discussao.
O Sr. Joii Pedro: Eu ciclo, que se deve approvar o
artigo do pi ojelo, sem .1 emenda, do nobre deputado.
Se-esses lugares forem prvidos, ha 110 projeetn um ar-
tigo, que autoriaa o presidente a gasur as sobras do ar-
tigo da lei em muro -, que se tor.mrem 111 ais urgentes o
olle-reco urna despeza extraordinaria: pori.uilo, uo de-
ve o nobre deputado. autor ela cm-ii la ter receio*. que
os couegoa uovameiite prvido* rtquein por ser pagos,
por falta de dinhelro; assim como, que as mais d.-apetas
da cathedral nao se laco, por este motivo.
Fechada a discussao, he o artigo approvado, c rejelu-
da i emenda.
Kutro em discussao, e sao -ipprova'ioi, os artigo* 18,
19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27 e 28.
Art: 18. Com os parochos e coadjucto-
tes, compreheiidlda a congrua de tres an-
uos, que tem deixado de perceber o paro-
Cha.da Taqunra.................... M:i00/000
Art. 19. Com oguizainento e abrlca. 1:574/031
S:IS0/00
861/OOO
500/000
450*^00
400/000
300/000
100/000
180IUOO
120/fliO
liOfOOO
nomo
60/000
180/000
SltOlMH)
50/000
500/iKH)
80*0 H)
3J0fOOO
400/000
S I. 1 0111 os prole-ssoreseeinpiegidos, l-
eaudo desdeja o piesidenlc da provincia
aiilinisado lelrinar o Uceo do llccilc 1111
pessoal, formal, e *Ceul|CO, e por emexe-
cuoio a'i-efriiia, iiid.-pendciitc d'appiova-
co d'asseinbla........... ......
$ 2. .un. O expediente e ass, ,0 da casa. "HJ*"
Art. 8. 1 OiU os professo.es de latn... 4.000/000
nico. Com o aluguel da casa dopro-
fessor (ii Boa-visla..........
Oeclara-se cu discussao o art 9.
Art. 9. Com os piofessoies de prmiei-
ras letlra*........................
Huleo. Com o aluguel de casas, segun-
do as leis aiileriores,coiiiprebciididos5y/rs.
para a caa d'aula de Benirib,-, ..duzuio o
aluguel da casadaprolessoia da cidade da
Victoria a 100/ rs., csiipprln.ido o da casa
naraoprofe**or da im-siua cidade......
O Sr Helio: Ouerla saber a rasao. por que te lia o
aluguel tacata aVprofetsor da Victoria, esereduza
OOjOIV) rs. o aluguel da casa da prolcssoia. ____
OSr. hn l'edro.-sr. preside ule, pedi a palavra pa
dar as explicacto, que pede o ..obre depulado
6:500/000
2:000/000
3:000/000
3500/000
3:059/050
6:300/000
1:600/160 .
I5:300/D00
30t)^0uii
200/000
31:700/000
*
3:450/000
uao sel .1 rasfio, por que toda asprol.ssora* leein una
graficacao liara casas, e nao todos os prolessorcs. Co-
mo a commiLao achou ino e-,,.heleeldo,cose-,v,,u.,n.a
vendo, que a prof. sso.a da cidade da Victoria, tmha 150/
rs, para casas, c a da cidade de Goianna 100/ rs. nao
.Hl.ando raso para esta dUlc.e..Va, julgou que dcvia
igualarcssasgratilicacoes, diiniiiuiiidoDu/OUO is. nagia-
lilii .uo dada a piofessora da Victoria.
Uuaiito ao prolessor dessa cidade, como era elle o ni-
co, dos de fura da capital, que liulia gralillcaco para
casas, para uao bav, r uo.a cxccpcao, e nao vendo a OUIQ-
llilttao nina rase. para isto, asseutou de tuppi unir essa
gratlflcacao. e assim lirou o exeu.plo, que tem dado
motivo reclan.acoea dos outros prolessorcs.
Porto esus as raadrs, que uve a commisso para esUS
dlsposicoea doarligo, que se discute
Su liuietiido o artigo volaco he approvado.
Eniiao i'in discussao, e to approvado*, o*artigo* 10,
11,12, 13, 14, 15 e 16.
Art. 10. Com o roncrlho de salubridad.'
Art. 11. Com a forja policial, saber:
1. Com o corpo de polica.........
2. Com armamento, equipan.rnto, uten-
sis, agoa. luzes, furm-ciniciuos de appare-
llios, e roiipa ao hospital, e reto de suppri-
iiieutu ao iiiesino.........,.........
Art. 12 Com a illu.niuaco publica
Art. 13. Com obras publicas, autorisado
7:200/000
102:678/000
5:500/000
2: Art. 20. Cun o seminarlo de Otinda .
Art. 21. Com os religiosos capuchinhos
Art. 22. Com o reculhimento daCoucel-
Co deOlinda........."...........
Art. 23. Com os eUbelecl.neiito* de
caridade, saber:
C I. Com o hospital de caridade, licando
o preiidente da provimia autorisado a apo-
sentar o medico Filippe Nery Kodrigues de
. arvalho com o seu ordenado por inteiro,
em aitene;ao aos seus longos servicos, Idade,
e molestias.....................
2. t 0111 o aluguel e reparos da casa do
mesmo hospital...................
S 3. Com o hospital dos la.aros.......
i 4, Com a casa dosexpostos, sendo 500/
rs para ajudar o aluguel de una melhor
casa para onde devein er removidos ....
Art. 24 Com o sustento e curativo do*
presos pobres..................... 2'SSSffS
Art. 25 Com aposriiiadus..........
Art. 26. < 0111 jubilados.............
Art. 27. Com a coucesso felU a lote
Pedro Velloso da Sllvelra.............
Art. 28. 0111 as presuedes da couipa- -,,_-
ulii.i de Behlribe................... 8:000/000
Entra en. discussao o artigo 29.
Art. 29. < oui o abate da quarta parte
da quanlia rccolblda nos dou*anuos, que se
liinlo no iiliimo de juulio prximo, dos hn-
po-tos dogadocavallar evaecum ducousu-
1110 da provincia, favor do arremaUnte*
destes iiiposios, que reqiiereiio, sendo me-
tade do abate encontrado na* letlra*, que
leen, pagarem o l.*dt-julho.e a outra me- _-,_
tade 11 is do I." de Janeiro luturo*...... 56:9J2/17
I)Sr. Seta:Sr. presidente, a hora fita muito ailian-
Uda ; a atlencao da casa fatigada : nao he lempo de en-
celar a discussao, que merece o artigo 29, que V. Etc.
acobuu de subndice a liosa coiisiderayo; todava,
uo deixarei escapar a oecasiao, sendo possivel, que na
3." discussao maioies obstculos appareco ao *erlo exa-
me, que rrclaniao tao transcendente* male las.
Pecei, poi*, a V. Exc e a casa peimissao para faieral-
giunas rellexes, muito sueriiiUs, niiiito brevet; mas
que danto lugar a que a a uobre comniis.ode orjameu-
to deseiivolva a* suas Idcias e nos dea raso d'ete ar-
V.-jo, que se manda abater a quina parte da quanlia
recomida por dous anuos, que lindo no ultimo ue ju-
lliu p.oxin.o, do imposto de 2/500 r. sobre cabrea de
gado varcuiu consumido ; c faz-se esU reduecoa favor
dos arrematantes deste imposto, que requerero a eU
asteiubla redueyudo preeo de sua* arremauces. Essa
dispuslco enccrradiias Idcias mui dlstinctat: primeira-
ine nte- a diminuirndoprdfodaarrciiiaUcodoiinposto,
sen. duvida por motivo da necea, que tem a_ssolado a
provincia ; e em segundo lugar, una excepeo a favor
daquelles individuos, que trouxe.o suasqiieixas i nos-
sa cunsideraco. .e o mal he geral, 'parrcr-ine, que da
nossa inlrireza e impaicialidade se devia esperar Ulna
medida geral, que se rsteudesse lodos os arrematan-
te* das rendas piovinciaes, e nu urna especial, e ni-
camente- pi uve-ilusa ao* que tivero a fortuna de nos
apresen tai suas reclainacOes na presente sesto extraor-
dinaria. Deejo, poi, que a nobre conunlsso no de
a 1 asno, por que esubeleceo e*a excepjlo, que me pa-
rece odiosa. Tanibrm preciso de inforiiinf.in eerea do
motivo, por que abaleo a quarta parle do preco do con-
trato, c nao iiieuoj ; e da emeaela da medida p. ella
proposta ; isto he, e coinprehende aquelle*. sobro
liiein |iesa verdadeiramenle o mal, que *e piocura re-
mediar, '
Sr. preldente, eu sou um pouco ceptico oeta ma-
terias ; Ulvez isto proceda de ter ido um* ve Sorpren-
dido em caso tem lliaute : o certo he, que loniel-uie
io desconfiado, que nao ouco
co.n faeilidade o canto
de qualquer s.rea, que me queira de.valrar eiu voto-
edes d'essa ualu fu-
Crelo, que a conunlsso qui de alguma orte tuavi-
tar o grande prejutao, que as arremataulr* do uupo.to
tobre o gado vaccuui e cavallar allegao ter ottrido
o trienuio correute. evitando com ea redueco, que
mire 111 com parte de suas fortuna* para os cofres pro-
vinciae*; visto a secca ocasionar grande niorlandade
neases auimae, e diminuir, assim, a importancia daa
omina*, que elle* arrecadario em um anno mate* ra-
I.miteiso: mas persiiado-n.r, que a redueco propoiU,
lavoi-eceudo unicaineate ao* arrematante*, est longe
de corresponder aos bou* desejo da nobre conunlsso,
sendo que elle, cosiuuiando vender com lucio o* di-
versos ramos de taes imposto, apenas arrrmaUdos, aoa
particulares, que louiao a ti a cobranca respectiva.


acho-se com sua fortuna garantidas, ynta-
seos ohtidas vo addldnar a que por ventura houve-
em de tirar de urna reduccao, mais 011 menos consitlc-
ravel, do preco deseos cnuiraloi. O que earrego com
as funestas conscqucncias do flagello, (os comprado-
res de ramos] sao excluidos do favor, que vamos fazer a
011(105 fin allenc.io a 'dmgraca d'elles, que, ponerlo,
bao da encontrar em seus eredores menos coinpaixo
do que este acho na assemblt'a provincial.
Voiti: Recorran aos tribunnes.
O Orador: Os tribuna.fi nada Ihes podem fairr Os
nobles deputados, que sao jurisconsultos, sabein, que
os liibiiiiacs nao podem absolver esae individuos, ero
liora cstejo convencidos da realidade do sen prejlii/.o
os proprms arrematante Uriiiessacoiiviccao.ccspero
cobrar integralmente o preco das vendas ellectuadas
por elle.
Nao ha inultos das, declarando cu a um, que nao
poda apoiarsuaprelcnco, reapondeo-me com indille-
renja Se a assembla conceder o abate, bein se uo
conceder, a nossa fortuna est segura ; porque have-
inos de receber dos compradores de ramos mais do que
temos a paijar a Ihesouraria provincial.Subejava-lhe
rasan para peusar asaiiti, e nao menos nos assisle ago-
ra para enriqucelos com detrimento dos cofres provin-
Sr. presidente, trata-se de faier una reduccao da
qnarla parte em nina das principara verbas da receta
a nossa deliberacudeve, pelo menos, assentar na jua-
nea d'eJIa, e na certea e importancia do prejuixo dos
agraciado. Por direito, nao somoaobrigados a conce-
der cse aba tmenlo: a equidade seria capa* dejus-
liflca-lo; mas mo sel, se nos lie licito attender a ella
A
=====
O Orador : = Quartaqurstffo anda no resta a consi-
derar, e lie, se nos temo documentos para prova de que
o alate da quarta.parte, em rriacao aos dous auno do
contrato, he tal, que val apenas fazer, com que os arre-
c quando seja, nao devenios prescindir das provas ne-
cessarias. jurando as palavras doshiteressados.
Sr. presidente, ueste negocio esto iiteressados inul-
tos amigos meus, pessoas de toda a considerar.. e, a
lallar com franqueza, se nao estivesse ncsia asa, nao
cuiitlia o met jui/.o : procurarla mesmo evitar, quanm
mi; fosae possivel, contrariar seus interesses; porm,
deputado provincial, quando veiogeraliiiente abracado
por meus filustre collegas a cela de redui rao como
uinaobrigacao nossa, t todos o arrematantes de renda
provinclae, inclusive os das tachas dasbarreiras sollcl-
tarein abates enorme, a pretexto da secca, c a pr'ovlucia
ameacada de licar privada dos meios de occori er s
sitas despeja neceasarias, o ineu silencio importarii
nina truicao a meus cominittenies : cuinpre, pois, rom-
pe-'.u, rnibora incorra no desagrado de alguciu cuia
estima aprecio. J
Se esse amigos, culos Interesse agora combato, re.
llC'.-tircn na severidade dos meus deveres como mem-
bro d'esla casa, Iio de desculpar o meu procedimento
e, se impciis.ul.im.-iiie o rondeinnareu], rstnu icsigiia-
do, e apello para a conciencia d'elle, quando o telurio
Ibes tiver aliraudado as ira.
Agora, a commissao, que considero habilitada para
me esclarecer, mostr se cslou em erro, e se a medida
deque se trata, be Justa, e conveniente provincia, 7
favorece smente aos prejudicados: e o conscWir
piomeito-lhe d'esde jo meu voto; e, no caso contra-
rio, ha de peri.iittir, que lli'o negu, continuando a
oppor-uie ao artigo em discussilo.
O ir. Peirolo de /rilo, como niembro da cominis-
sao de ornamento satisfaz ao qued'esta exige o Sr. Ne-
to declarando que a reduccao proposta favor dos
arrematantes do imposto de 2/500 rVis sobre o gado de
consumo, basa-se na grande mingoa, que sott'rro es-
te com a extraordinaria secca, que se ha desenvolvido e
por conseguate o rund......,t do mesmo imposto, que
deve estar na raso directa d'um tal consumo que a ie-
dnecuo mo foi extensiva a todo os arrematante, mas
matantes nao perco ; mas qual a prova, que ae d pa-
ra isto? A grande secca : mas eria ella tal, que, oom
cuello, tenha orcaamado este piejuito i Cuino se apr-
senla isto ? fu mo quero dizer, que os Senhore, que
fazem as reclamaces nao tenhao alguma raso, que nao
devflo mesmo merecer alguma allencao ; mas, como a
materia be daquellas, que demando profundo exame,
convelo averiguar, c multo, tudo isto.
Sr. presid.nte, este exemplo pode ser pernicioso pro-
vincia. Sera meihor, ou nao arrematar mais renda iirn-
liuma, ou ento dizer-se no contrato, que o preco he
tal, salvaarcclainacao.que qualquer lempo faca o ar-
rematante. Mas uem nina, neni outra cousa eonvem :
e como, por rin quanto, nao se tenhao justificadoos mo-
tivos, que se aprsentelo, para que se laya, por equidade
eravor, o abate reclamado, nao me posso decidir em fa-
vor do artigo em discnssio.
0 Sr. Presidente noma para a deputacao, que tcm de
a saiucao as actos legislativos decretados uesta
sessao. aos Sis. Abreite lima, Joaquim Villela, Macha-
do Rios ; e da para ordem dodia da sessao seguinte :
li'itnra de pareceres e pi ojelos; pareceres adiados; se-
gunda discussao dos projectos ns. 14 e 5, e cootinuaco
da segunda do prnleclo de orcnmeiito : depois do que.
levanta a sessao. (F.rao tres horas e um quarto, da tarde.)
SESSAO EM 24 DE M A K Q O DE 1846.
PltltSU)ENCIA DO SR. SOIA TEIXKIR V.'
soiiii nte aos que a rrqticrcro poique do prejuixo
a aquelles. e nao do d'estes, que a cxperiinrntareni-iio
haveriao sem duvida reclamado he que a coinmis-
sao tmha sciencia ; que o abate foi calculado pela
quarta parte, por ser o uiiiiiino, que se poda conceder
aos peticionnos, de cujos documento, as sem reque-
rimento appensos, e que pelo noble deputado podiao
ser consultado, se deduz. que anda este abatiiuento
nao he sullieiciilc para os por a salvo da peda, que cx-
pcriiiieutrao; e que, ser ojuii da causa, que o Sr
Seto ligura entre o arrematantes e os individuos, que
Ibes eonij.iaio diversos ramos da arrematadlo, deeidir-
sc-hia a favui ibis segundos, obrieando-os primeiros
iazer-lhes um abate proporcional ao que h iviao obtido :
6 COjnclue, diieirdo, que na*0 era mais prolixo, porque,
eslava a hora limito ailiantada, e por isso nao era possi-
vel terminar seint llianlc discussao, como muito dese-
java.
O.Sr. Helio: )ru nio sei, quaes as renuncias, que os
arrematantes uease imposto liz.ro no seu contrato
fluae as r.....molas, que nao (izerSu se renuncirao m
casos fui mitos, solitos, inslitos, previstos, e impre-
vistos, cogitados, e nao cogitados, 8ic., para aabernms,
se, em vista da li'gislacao, que anda vigora, elle teein
direito a reclamar o abate, que pedem, esc Ibc aucr
fazer, ^
Amigamente, orei, de motii-proprio, e por graca es-
pecialissima, e dado o caso fortuito, conceda algum aba-
te, avista da prova, que osconiratadores apresenta-
vflo mas, por direito rigoroso e positivo, nada elles po-
diao obter, vistas as amplissiuias renuncias, comidas nos
contratos: nenhiim tribunal Ibes padia attender s re-
clamaces por lesoes, ncm cncampaccs, kc.; sorei.e
por sua clemencia, como jdisse. Mas, visto que boje
nao ha esse rei, .1 respiito das ren as provineiaes.euja a'd-
iiiinistiaro est ftira da aleada do execulivo supremo do
estado, aqujn, nascircumstancias do altual caso, po-
derri oscontratadores recorrer ? I'nrece, que assem-
bla legislativad,i provincia; mas rstasedcveiuleirar de
quaes imsos renuncirao os coiilratanles, equal aexlen-
Eaojurihea e valor dessas reiiuneias: e he esta a prinie-
raquesto. Depois, os arrematantes .o que allcg para
oblerem dimiimico no preco lie a grande secca; mas
por ventura a secca lie um caso fortuito, imprevisto, nao
extraordinario, e nao cogitado, que nao fosse renuncia-
do no contrato? Segunda quesin, que se deve decidir,
isto he ; se este .1 Ib gado caso fortuito, de ecca, 011 este-
riliaadede gado va commuin, ou, poroulia, se be he extraordinario, e mo
cogitado: porque, ae a a secca nesta provincia he coiu-
iiiinu, he um lortuito bem previsto e ordinario, c estes,
e ainda outros, foio 110 contrato renunciados pelos ar-
rematantes, nao teein estes direito a abates, ea si impu-
temos elleitos da sua imprudencia, da sua falta de cal-
culo, da sua cmulacao exaltada nos leiles.
Vem agora una terceira qucsto, che; ocontrato foi
feito por um certo e determinado lempo : e como, antes
de elle lindar, pode ter lugar a rcclainaco de abates,
por motivo de leso, ou perdas ? Se o contrato anda leui
mais de um auno ; se esse auno pode ser frtil, que com-
pense a esterilidade dosoutros; porque, sendo a pro-
vincia muito extensa, temi cuisi ate, permitla-se-mea
e.xjiiissao, divrrsos climas, diversidade de terrenoj, don-|
de s<> 14 obnvererca em um lugar, sem que a li.ij.i eul
outro, e essa compensaco da eaterilldade anlecedeuti
com a uberdade eguime pode veriliear-sc, cuino fazer-
se j alnitinicntos, sem estar lindo o lempo do contrato?
Pai;ece-me tambem, que nao he admssivel. e que os ai -
reiiiatantes devein repign.ir-se a esperar pela concluso
do couirato porque pode acontecer, que o anuo, que
liles resta, seja tai, que, se Ibes moder lucro, nao Ibes
di1 peda; e nao a tendo, nao ha raso para que se Ihes
faca abate.
Oabate pode ser feito, se a assembla oquier, por
equidade ; c nunca para que o ai remallantes ganhein,
mas para que apenas uo perco ; mas isso se pode
saber depois de ultimado o lempo do contrato ; vasto
que, eoinoj dlssc, um anuo piie cr conpensado por
outro.
O 5r. ;V>9iiiro Pal : Agora j nao he possivel: o
Serian ucabou.
O Ororfor : Mas V. S que he do SerlSo, sabe per
leitanienie, mais 1I0 que eu. que, em cbnvendo no Ser
tau. pane do gado, que e silppunha moi to, fervilba, 1
rnira a appareeer den I re o matio. scmeltnhc*, talvt,
dos gaiaiiiiina aijiii ao alar ; isto por la cu ouvl dizer, !
algum tanto sou levado a errr.
p Sr. Kogueira Pat: Poi nunca vi isso.
A's 11 horas da manhaa'o Sr. 1." secretario fax a cha-
mada, e verifica estaran presentes 24 Srs. deputados,
fallando sem causa participada os Srs. baro de Suassli-
na, Pedro Cavalcanii, Kigueiredo, Pcssoa, e Sousa I.eo.
0 Sr. Preiitlrntr declara aberta a sessao.
0 Sr. 2.' Secretario l a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
0 Sr. 1." Secretario menciona o seguinte
RXPRIHKNTiv
Um rei|iieriiiienlode Jos Candido de Barros, arrema-
tante da barreira da ponte dotigui, pedindo oabate da
terca parle do preco da dita arrematarn. A'commii-
eo de [alenda eorcamento.
Outro de Jos Clemente dos Santos Siqueira, -secre-
tarlo do carpo de policial, pedindo, se marque uina
quota, para que se Ihe pague o excesso do sold de i '
coumiandante ao de 3; visto l-lo elle recibido na
rasao deata ultima graduar, n, no entretanto, que era na
da l.'qupse nnbnuavn aos seus antcerssore, r ai Oda
boje o percebe quem o tubstituio. A' eommiiido da [or-
ea policial.
Outro de Mauoel Francisco Coclho, professor publico
de gramiiiatica latina da fregueiia de S. Jos desta cida-
de, pedindo, que, a exemplo do que com os dentis
professores se teni pratieado, Ihe seja concedido um
quaniitalivo para alugiiel de casas; e que, se ihe man-
de pagar o respectivo honorario, desde o I." de outubro
do auno fmdo; por ser nesse da, que leve romeen a sua
aula. A' eommimUde ordnwdui.
Outro do mesmo professor, pedindo, que a assembla
Ihe mande pagar o ordenado do mez de outubro, que
a lliesouraria duvidou satlitazcr-lhc, por nao ter elle
apresentado, naqiielle inri, mais de lOulumnos com
freqiiencia em sua aula. A' romminn de ordenados.
Outro de Antonio Crlela Pessoa dr Mello, arreina-
lante do imposto do gado consumido no municipio do
Ronito, pedindo, que, em alteucao ao prejuiu, que Ihe
causn a secca, conceda-se-lhe mna moratoria, para po-
der pagar a qiianlia de 6:000/000, que deve de dita arre-
malacao. A' commtssilo de [ixendu e orenmento
He lida e approvada a redaeco do projecto n. 12 des-
te auno.
I-c-se, e be approvado, o seguinte parecer:
n A enmmissao dejuslica civil e criminal, a quem foi
rndererado o contrato, celebrado entre a presinencia e
obaiharel Jeronynio Mailiuiaiio Figiieira de Mello, so-
bre a eslatisiiea 1 vil e poltica da provincia, na ennfor-
mdade do artigo 3(5 da lei u. 87, de (i de malo de 1840, h.'
de parecer, depois de te-ln eserupulosaurnie examina-
do, assiin como as |iroroga(cs concedidas em 7 de Ja-
neiro de 1843 e 21 de fiveieiro do aunn prximo passado,
que semelliante contrato est no caso de, pcraule o po-
der judicial o, ser rescendido: l., porque, tendo-se
celebrado o supradito contrato em 17 de fevereiro de
1841, para ser apresentada a eslatistica, na forma do
programina, no prelixu praio de tres anuos, mo foi ella
apresentada, eiu o triitpo estipulado, pelo bacharel con-
tratante, cuino Ihe cumpla, na furnia do 1." artigo do
contrato; 2., porque, com quanto, fossem conerdidas as
ditas pi orogaeo s do lempo para sua apresenlac^o, ca-
sas concessoes fur.io excntricas das attrbuices da pre-
sidencia, tamo, por nao seren rasoaveis os motivos,
|ue movcio os dous ex-presidentes a coiicederem-nas,
porque, se fossrm riles adinissveis, dar-se-hia, em
mullas hvpoibeses, o caso de nunca se cumplir o con-
trato, como porque, celebrado esle, e remettido as-
sembla provincial, nada, em conformidade do artigo 4l
da lei provincial u. 110 de 29 de abril de 1843, podio
nelle innovaros lous ex-adininistradores, visto estar el-
le subjeito coutidrracao da assembla; a qual, posto
que iii-iilimu juizn tvesse produzido a respeilo, podia-o
|o odii/r, c| 11.indo bem Ihe aprouvesse: porta uto, leudo
a conmiissao dado sua opiniao sobre o contrato, e nao
recoiibecciido, ao mesmo lempo, a assembla provincial
de prisao. Os que tiverem caa de tabolagem, serao pu-
nidos cun as penas marcada no cdigo criminal.
Sala das commissrs, 18 de marco de 184. uarti.
Cttbral. Hachado Riot
Le-se o seguinte parecer, que he approvado.
o A coininivso de polica exaiiiiuuu as coolas envia-
das a esta assembla pelo cidado Francisco Xavier
Paes Karreto que deutonstro os dispendios lei los
com tachygraphos, impressOes, o asseio da casa, acom-
panhadas de recibos; e entende a coininisso, que po-
dem serapprovadas as.referidas comas, visto a.chareni-
se suHieienleoi'iile legalisadas: ecomo o inesuio eidadn
tenha em seu poder a quantia de 211/120rs., de saldo das
quantias, que recebeo do Ihesouro, entende igualmente
a conmiissao, que esta i Ilustre assembla deveautorisai
a um de seus membros para receber a referida quantia,
e bem assim as quantias precisas, para as indspensa-
veis despezas da casa
Sala das commissoos, 24 de marco de 1846. Souia.
f rizlo de Urito. Cusan Hachado.
Lc-sc, c he adiado o seguinte parecer:
< A commissao de polica, tendo examinado o contra-
to, feito com o emprezario do Diario de PernamJnuo, pa-
ra a publicaco, por tachygraphos, dos trabalbos desta
assembla, ai bou, que foi elle celebrado sobre bases ra-
soaveis, tendo-se estipulado obrlgaces reciprocas, r
comminado-se penas pecuniarias contra o mesmo, em
!ai-amia do eump iineitto do contrato. O emprezario do
'i'nrio de l'ernambu.-o obrgou-se a engajar, a sua cusa,
os tachygraphos precisos, e fazer publicar em seu jor-
nal, no dia immediato a cada sessao diaria, lodos os
discursos proferidos na assembla, e mais pecas concer-
nentes s disrusses, mediante o pagamento de tres eoli-
tos de ris por cada sessao ordinaria, e, sendo este rea-
lisado em duas prcslacdes iguaei; unta no principio do
primeiro mes da sessao, e a ultima 110 segundo me/.
Subjeitou-se a fazer publicar as rectificayes, que qual-
quer deputado se digu.ii fazer sobre seus discursos, j
publicados: e, para garantir o cuiiipriincnto dessas
obrigaedes, submetteo-se apenas pecuniarias, ou multas
nos casosseguintes : a pagar 100/01)0 rs., se por ventura
deixar de publicar, no jornal do dia seguinte cada ses-
sao diaria, uina parle da discussao, e de con 'luir a pu-
blicaco no da immediato, quando Ihe nao fr possivel
fazer em um so jornal, e a pagar 200/000 rs., se esta fal-
ta estender-sc a mais das ; a pagar, outro sim, a multa
de 100/000 rs,, se oiuiltir, as puhlicacdcs, uina parir
de uina sessao diaria, e de 200/000 rs., se a omissan
l'or de mna sessao diaria completa ; e, Analmente, a sof-
frer a inulta de seis conloa de ris, caso a falta das pu-
biieaees se estenda a una sessao animal; (cando, to-
dava, sem responsabilidade. quandf a faltas fnrem
occasionadas por cireiiinstaucias imprevistas,fortuitas, r
que nao seja possivel acautelar. A assembla, porm.
nos casos de prorogacao e convocaco extraordinaria,
est obligada a pagar ao emprezario, por cada dia de
sessao, una quota correspondente que Ihe he devida
por cada dia de aesso ordinaria.
Nos casos de adiamento, se elle tem lugar previamen-
te, isto he, antes da reun jo da assembla, o emprezario
tem direito a uina indrmnisaco mensal de 100^000 rs. ;
se se verifica ao depois de comecada a sessao, tem direi
to a niel ule da importancia do ajuste ; e a todo elle, a
o adiamento se der no ultimo mez de sessao. Tendn
sido celebrado esse contrato com a comuiissiio de polica
em 10 de abril de 1843, para o que fui ella especialmenli
aulorisada por esta assembla, mandn o emprezu'ii
engajar (arhygraphos, e remo se julgasse, cui ptesH uvk
do rngajamenln, damnificado, recorreo a assembl.
em abril de 1844, allegando o prejuizo, quehavia soli'ri-
do, f pedindo reparaco, pr, lu indo, para isto, igno-
rancia acerca do quanto poderia cuslar a acquisic'
dos tachvgraphos. Em face de tal reclamafo, tend.i t
assembla ouvido cuiinuissa de polica. submetteo-s<
a dar ao emprezario mais 500/000 rs. aniiuaes, aditicio-
liando se un artigo a este respeilo; o que se leve en
consideracn as Iris do orrameuiu, que se segnro
Tem o contrato de ultimar-se em 1847, e entende a com-
missao, que, se no lendo dado vicio substancial, neo
qualqucr outro defeilo inliinseco, que importe nullida-
de, deve elle vigorar, c continuar at o lempo de sei.
complemento: visto que nao est no poder desta assem-
bla rescindir mu contrato irgaluieiite feito, com pre-
juizo da parte contraante.
Sala das eoiniulsses da assembla provincial de Per-
iiambuco. 20 de marco de 1846. Soma. Peiioto d,
Urito. Cunhii Hachado.
0 Sr. primeiro secretario declara achar-se na ante-sala,
o Sr. deputido reconhecido Laurentiiio Antonio Pereira
de Carvallio.
1 o I rodil/ ido o Sr. deputado na sala das sesses, pres-
ta juramento e toma asseulo, com as formalidades do
estylo.
1 Cmtinuar-u-ha)
Ihas venho maiscompridase renlWo mMan'otrleAV
por iasu llie costutnflo cortar a extreniiilade lia hastp
assim que olla se aprsenla t;m I10111 e.stadu. a e
incita comee quarenta dias, pouco niais ou metin-
depois da transplantaclo. Col amciiu
as lies 011 quatru follias infariores, q siliciln
entre as de mediocre qualidade s, n
chas, de que ellas estilo impregnadas, e que os la
vradores chnmiio/ermsw ; e esta operae.ao se reno
va lo oito em oito dias, colheodo-se foi ha
iieui maduras, que silo as que principiHo aamarellar
c a pender para a trra. Oeste modo se continua at
a poca, em que se procede a lotacdu e monda das fi
Ihas, cuja operacAu por muitas ve/es se repele. ^ i0
lacio consiste em se classilicarem as diversas qualil
Jadea ; a monda nio he outra cousa mais que a lim-
pa das follias avariadns, que podem eonnnunirar aii
nutras algum mo cheiro: depois, eiio-nas por via-
lidades, para formarem'mlhos de 50 ou loo rain
pondurlo em giraos ou clioupanas hem are/adis
para ahi se apurar a dcscecacilo. Quando as folhas
se achfio seccas, passilo por muitas outras prepara.
cOes antes de se acharem em estado de servir aos i|f*
forentes usos, para que asdestinilo, e d'ahi as fer"
menino em montoes, emhebendo-as numa dissolu-
cSo de sal, ou borrifando-as com niel de furo ordi-
nario
Chamao os agricultores tolos a urna certa quanti-
dadi de folhas preparadas, que elles encrespoao fo-
go,c que depoisenrolo por machina urnasuasuutras
de maneira que fa/em de taes folhas urna especie de
corda, que depois-cortSocm laminas delgadas; eda-
hi linio o tabaco de fum. Os roltes silo rolos mais
curtos, que elles aperto fortemente em formas de
ferro, e depois reduzem a p, em engenhos expres-
aos : he o tabaco de p. Os charutos silo compos-
tos de um fragmento de folha, a que os fabricantes
chamiio camisa : os da llavana, chamados da Vuelta
de Abajo, silo os melhores, e merecem com efteilo a
celebridade, que hilo adquirido, entre os amadores.
Os de S.-Vicenle dislinguem-.se por um cheiro lino e
%uave : silo os charutos do lom em quasi luda a Ame-
rica meritlional : por um delicado galanleio, al.fo-
Ihes as extremidades com relroz de cores, porque to-
das as senhoras das Antilhas morrenr por um cliarulo
de S.-Vicente; e bom he que para taes labios, que t
respiriloamor e perdilo, seja a macia seda aque des-
ate o aroma, que as tem de hanliar em ondas.
NAo fallaremos as especies ordinarias, que por
aqui recebemos, desde os Hegalias falsos at os Virgi-
nias monst ros, porque naovalem ellas a pena de ser
tratadas Diversas silo j as especies, que so fabri-
cio na Baha, e que dalli se exportio para todo o lira-
sil, e al mesmo para o exterior; mas com um ter-
reno pela mor parte igual a.i da Itahia, porque nao
procuraremos nos colher a excellente herva, que,
pelas delicias, que excita, e pelo dominio, queeslen-
dfj por todo o globo, ja inspirou a lord Byron urna
dassuas maisfelizes aposlrophes, e ao enrgico au-
tor do Filho do Homcm um 13o faceto como curioso
poemeto? A fumomauia do secuto, os milhOesemi-
lluies de eru/adiis rcduzidos afumo, que entran pela
bocea dos dandir.s c pelos narizesdos rdbugens vidos
le p ; sobre tudo o espectculo assombroso do aug-
mento do lisco as diversas nacOes europeas com o
ontrato do tabaco, devein animar por extremo a to-
los s nossosagricultores a plantar a folha abt-ncoa-
la, que tanta e tilo limpa ganancia deixa a quem bo-
je a cultiva.
Itecrbeino folhas de Lisboa que alcancao a 14 de
de fevereiro prximo passailo.
1'roscgoiao as corles em seus trabalbos legislativos.
No dia 30 de Janeiro minerou, na cmara dos pares, a
ilisciisso da resposta do discurso da cora.
Na cmara dos deputados coutnuavao as eleicoes.
Na priim'ira parle da ordem do dia 13 de ferereiro, ap-
loma rao-sr as eleiedes da ludia. Na segunda parir,
(r.iinii-se da respo.ta falla do llirouo cuja discussao
presuma se, que terminara no dia seguinte.
COMMEtciO
CULTURA DO TABACO EH PERNAMBL'CO.
Tendo-se o nosso Jornal oceupado successivamente
com a cultura dos diversos gneros, que as nossas
Ierras podem produzir, e havendo nos ltimamente
fallado do caf, seria urna falta indesrulpavel da nos-
sa parte o nilo consagrarmos um artigo especial
n cultura do tabaco, que he a moderna cacoleta d'am-
legitiiiiaiitente aulorisada para se constituir em tribu- ,)ari que naturalmente se posta defronte do caf, e
nal de justo.i, e dar decises relativamente a validade e
iiulliilade de contratos, qur celebrados entre os presi-
dentes e particulares, qur emre estes sinente, he de
fraiceer, que, pelos canaes coni|>etentes, se oiHcie ao
lomado preildeule da provincia, pora expedir suas or-
di'ai,ailini de que, no 1117.0 competente, se trate da sua
reseso, e seja compellido o bacharel Jeroiiymo Marti-
uiauo Figueira de Mello a entrar para os cofres da pro-
vincia com qiialquer quantia, que, a titulo de avanco,
tenha recebidp para fazer face s despezas da escriptu-
raco, confecio de uiappas, ele, ele.
Sala das coiniuisses, 24 demarco de 1846. Affotuo
Ferreira. Rocha -- Prisma de Abreu Lima.-
Lem-sr,e mando-se iinprinr os seguintes pareceres'
A cominisso de exame das posturas, representaedes
e negocios das cmaras municipars, tendo examinado
as pisimas de 23 de Janeiro do coi rente auno, propostas
pela cmara municipal da villa da lloa-visla, he de pare-
cer, que as mesinas sejao approvadas, sendo supprimi-
do o artigo l., e os mais alterados da maneira seguinte:
Artigo 1." Ningiiem poder cacar nos suburbios desta
villa e povoaces do municipio, sem licenca da cmara;
sob pena de 4/000 rs. de multa.
Art. 2. Ningiiem poder criar, ou ter gado sollo em
trras d'este municipio, destinadas para |ilaulaces,
salvo em sua nrnpi iednde. e debaiso de eereti : o con ti a-
Tentor Bollicia a multa de 10/000 r., ,e o duplo na rein-
cidencia.
Art. 3.* Os proprietai ios ou rrndeiros sao obrigados,
do mez de jiinho a outubro, a rofar r Unparas estradas,
que atravessarem suas propriedades, cortando os ramos,
que posso emba rarar o trausito : o contraventor sotl're-
ra a mulla de 10/000 rs., e o duplo 11a n incidencia.
Sala das connnissoes, 18 de marco de 1846. uarle
Cabra!. ~ Machado Riot.
i< A commissao de exame das posturas, representaedes
e negocios das cmaras municipars, tendo examinado as
posturas de 19 de dezembro de 1845, propostas pela c-
mara municipal da villa do Bonito, lia de parecer,que as
niesinas sejo approvadas, auppnmindo-se o artigo 1.,
e sendo os outros redigidos da maneira seguinte :
Artigo 1.* Ninguem, ueste municipio, poder criar ani-
ihaes. bem como, porcos, ovelhas, e cabras, seno den-
tro de seus quintaes ou propriedades, de mancha que
uo destruo as lavourat e planiafdes, sob pena de 2/
rs. de mulla, alm da indemuisaco do danno causado
Art 2.' Fieao prohibidos todos os jogo de paradas,
inalquer que seja a sua dcuoiuiiaciu, assiin como to-
los os jagos de dados, que forem de inrio azar: as
pessoas, que se entreterem com taes Jogos em pracas ou
lugares publico, soA'rerd a mulla de 16/000, e das
que hoje d o lom e a alegra a todos os circuios fa-
shionables do universo.
K em primeiro lugar, bom he que fique de urna
vez decidido para sempre, que o tabaco he indgena
do Brasil e de toda a America meridional, contra a
opinio de muito boa gente, que oqueria ver oriun-
do da Polynesia e trras austraes. Quando Cbristo-
vlo Colombo chegou, pela prmera vez, ilha de
Cuba, cncarregou a dous homens da sua equipagem,
quo fossem de parceria explorar a Ierra : Estos dos
cristiunos : diz o almirante no seu roteiro \ hallaron
por el camino mucha gente que atravesaba a sus pueblos,
mugeres y hombres con un tizn en la mano, y erbas part
tomar sus sahumerios, que acostumbraban. 0 bispo I)
Bartholomeu de Las Casas, contemporneo de Chris-
tovflo Colombo, ainda refere este facto de uina ma-
neira mais circunistanciada : A herva, deque os
Tapuyas aspirilo o fumo ; escrevia este prelado em
1527 ;, be emhrulhada em urna folha secca, manei-
ra de bombado papel, daquellas, queosrapazescos-
tumilo atirar, pela paschoa do Ksprito Santo. Os Ta-
puyas accendem-a por um lado o sorvem-a pelo ou-
tro, ainjrando interiormente o fu,.., que Ihes p'ro-
duz grande amolecimento em todo o corpo (ron lo
cual se adormecen las carnes ), e degenera em urna es-
pecie de embriaguez. Ora, eslas bombas ou tabacos,
como elles Ibes chamo, silo usados geralmente pelos
nossos colonos. De surte que nos parece, quo todas
as duvidas acerca da origem do tabaco licito de ora
em diante esclarecidas, a vista das referencias, que
acabamos de fazer. Passemos cultura.
O terreno fresco e substancial', de que o tabaco ne-
cessita nesle nosso clima, para produzir grandes e
bellas folhas, he de que abunda a provincia de Per-
nambuco em mui grande parte do sen solo : todas
as especies de niroliana devem aqui vegetar e produ-
zir tao bem como na provincia da Babia, nossa vizi-
nha ; quo, desde o principio da sua deseo berta, tem
feilodeste ramo um dos principaes objectoa do seu
commercio. V
Costumiosemea-Io aqui, como no Per, e na m
parte das Antilhas, em llavana principalmente, m
mez de marco, e d'ahi repioao-se os renovos, a dou.
ou tres ps de distancia uus dos outros. He miste
ter muito cuidado em que a planta n8o flqreca ante-
das panculas se desenvolveren!, afim de que" as fo-J
Alf;in KimmiiEirTo do da 24...............10:38ij659
DeicarreqaO hojt 26.
brigueConstante inercadorias.
barca .4ri>(iie EscunaUarfruencnrvn.
HarcaHary-Quecn-o[-Scoltferro.
1'atacho-6'*r*iinamercado ras.
HrigueCesar dem,
brigurAntuerpiadem.
BarcaOoiden-t'leicecarvSa.
Coiistildo.
BENDIMKNTu DO DIA 2%.
Geral..............................4:205/1)35
Provincial.........................1 o44/0o8
Diversas provincias.................... I28913
5.978>996
lltivtueniu do Porto.
Kavios entrados no dia 24.
Nova Zealand, 78 dias, galera americana Emely Horgan,
de 368 toneladas, capitn P, W. F.tvcr, equipagem 26,
carga azelle de prixc ao eapilao. Segu liara Nf w-
Bedford.
figueira ; 45 das, brigur portugus Jasephina-timilii,
de 168 toneladas, i apilan Izidro Iris de Soiiza, equi-
p.igein 13, carga vinhu, azeite e mais gneros-, a Nas-
cinieuto Sehaell'er.
ItioCiaiide-do-Sul pela Haba ; 30 dase do ultimo porto
, 12 das, patacho brasileo f'elis Lni'w, de |46 tonela-
das, capito Manuel Goncalves Araujo, equipagem 12
carga carne; a Amorim s limaos,
o sf.ii.. Cir ~ ir r~
j. Mrtiii- ui i, urna, mili uu ui,i. n,i iI(iivdi|"in""'i
de 24 toneladas, capito Antonio Rodrigues, equipa-
gem 6. carga farinlia; a Gaiidiuo Agoxliuliu de Ka nos.
arav.-llas ; 14 dias, sumaca brasil, ira A'in(a llosa, de
"8 toneladas, capito Kraneisoo 'arla no de Al incida,
equipagem 10, carga fariuha; a Manoel Joaquim Hi-
los r Silla.
Lisboa; 34 dias, Jirigue porluguez rriuma/imilr, le 2M
toneladas, capitn Paulo Antonio da Rocha, equipa-
geni 19, carga viudo r mais gneros ; a Oliveira lr-
mos. I'assageiro Joaquim Francisco dr Souza Li o
Hrasilriro, Jos Manoel Alves, Porlugiiez.
miianbao por Oar;24 dias e rio ultimo porto 4, briguc
escuna brasileiro Laura, de 163 toneladas, capitn An-
tonio Ferreira da Silva Sanios, equipagem 14, esrga
gneros do paiz; a Novaes SiC. I'assageiros, Mauoel
Moreira Campos, Portugueses ; Mauoel Flix Azeve-
dodeSa, Antonio de boma Robu, Marcos Amonio
Rodrigues de Siua, Alexamlre Mximo I.ial de Bar-
ros, Herculano de A raste -, Francisco Trixeira bas-
tos, brasil, ros. tlauoerjos de Araujo e sua familia
Portuguez, e 28 escravos a eiilregar.
A'afi'o sahido no mesmo din.
fosts da Patagonia ; galera inglesa Albioa, capito Geor-
ge Theuipsoii, caiga lastro.
Acarac ; patacho brasileiro fimmuaro, capilo Anto-
nio Gomes Pereira, carga vario genero. Pagel-
<


5
r0N, Miguel Francisco (lo MonW.Hcrmeneglldo Furta-
Zde Mencionen. Pale Jos Jacmth Beiarro, Luiz
j,,,,' Ltica de Mello c 2 criado Braslelro*.
ew Redford; galera americana Bmt/i/ Afargon, cipttao
' p. W. Ewcd, caro a.....< l"l>. troaxe.
.wiu> airadas no :!>
Trenle ; 113 dlas,T>rgiie austraco S.-AnM-4po 231 tonelada), cepitao LV Capsui*, duij.agrui l,
crea faiendas e iztals geuore* a Leiitor Puget & C
K ,|j.i,, barca noroegiieuse Crpi^l-Pnnee-lUeat, de
'390 toneladas capliao Arvetlraog, equipa--m 11, car-
'..li-nn; N O. "ieber t C.
Rln-rle-Janeira; 24 das, brigue brasilctro Bom-Jesus, de
223. tonelada*, capillo Pedro Jo. de Sales cquipagem
carga, fiiinha dn goveroo para o Rio-Grande-do-
\iirte e(>ari, a Gidi Agotliuho do Barro. Pas-
jeciroa, Joo Lu/ din Santa, Pedro Ignacio llaptis-
tarraIWroitj Joo Hiller, Prussiauo. e Jos Ribeiro
/{.ii-bozi, Portugue/..
Navios fidii na m'mo da.
Havanah ; barca hespauhoU Iluto, capltao Jacintbo
Al,ril, ein la*lro. _
Aracaly ; brigue escuna brasileiro /fijan, capitnoJoa-
qiilm Antonio Goocalve dos Santos, carga ago'arden-
!,.. mel e imhrgenejo.
ji ,l,i.i, barca sueca Hebi, capltao Kohler, carga a nie-
Avisos martimos.
Etiital
-- O 111 rt>. Sr inipeclor d Ihrinuraria da* renda
provincial'* manda laier publico, que, ein comprimen
lo d orden do rorrenle. irlo i praca no da lo de itirii prximo fu
turo, pira serem arrematada* a i|uem por uienn* fizee
obra* da eadei da eidade de boianna. oreada* n-
qnanlia de 9: 48.l07 rs ; a quaes dever 5 *er execu \
la \a sol a* clausul-s especiaet abaixo transcripta*.
lila daisessSeid* iiiesina ihetoururii no indicado da. a-
meiadia.
Secretaria da tliesnurarii ata renda* provinciae de
Pernamhueo 12 do mareo de 1846. O secretario
Luit da Coila l'ortoea' ntro.
T' OBRAS DaS CADElAS.
^e CVDKIA l'A CIDA08 bBG IANW\.
Clausulas tspeciait d'afremata l'A* obra* para o arabeineulo da cadeia da eidade
de Coianna serio faltas pea furnia*, loba Con infle, e
do modo indicado no utcamenlo rucos,approvado*,en.
le norembro de 1815, plo Km. Sr prndenle d-
provincia, e pelo preco total de note contos qualro cen-
lus e oitenla e qualro mil e setenta n., que he o im-
porte do citado orcatnento com o augmento de !0 p. c
Kt. 9:184*010
-2.' As obra* principiarte oo prazo de dou* mere, e
lin I .no no de quin/e meze*, anilina contado* rm con
fNindade do artigo 10 do reglamento da* arrema
tiioei
J.' 0 p-ga.-ncr-.te do imporle da erram*!?'.- fsr-sc
ha do modo indicado no ortigo 15" di rspeclivo re-
giilamenlo, tendo deomanoo o pra/o da re.ponsabi-
lidade,
4.a Para* ludo o maii, que nao e.sta determinado pe-
la* presente clausulas, leguir-te ha mleiramenteo que
dispfl o citado regulainento da* arreiiiolocot) de 11 de
ulln.de 1843.
Keparlicao da* obras publica 28 de levereiro de
1 K i-3 OengenheirOem cliefe, Vuulhiir.
Ignacio dm lien Campillo fi Jas do lien fe em virlude da ei &c
Faeo sabur ao habitantes oa rif rid freguezil que
d'ora em diante pa*o a dar exacto cumprimento ios
paragraphoi primeiro e segundo do artigo 12,titulo it>-
undo.dat posiuroa addii-innaet.de 5 de junbo de 1840
lelalitinirnte a lunpea das rus*: e para que ebegue
* noticia deludo*, mondei imprimir o presente. =zVt-
guetia de S Jos*, 23 de mareo de 1846. =/(/nieto rio*
Hus i ampelto
r'nra o Rio-de-faneiro sahir. com lu a bre-
i iad ( por seguir jom o sl que ir ute do Ais )
o nuito veleiro pataoli i oicionil S.- Iu<-/fnicsno,
P idoniio lavar mi; algasa c^rgs "ftiai ejcro
fretee ptissgniros: trslir com' Gaudino Agostinhu
de Barros, na ra daCrui, o. 6o, ou com o oapitaV>
bordo.
=Para o Rlo-de Janeiro segu com brevidade o bri-
gue brsileiro Al lints, pregado e forrado de cobre, com
excellentes ciiiimiodos pira passageiros e eacravos: riltea
no mi sino <|iier carregar, ou ir de passageui, diiija-ie
10 cipi), todos n, di is, napraca, ou a ilaiioel Igna-
cio de Olivcira, ra de Apollo.
A bem conhecida barca Ftor-do-Rtclfi est a fretar-se
para i|u tlquer do porto do Sul ou Norte: quein iwlla
ijaizer carregar ou ir de passagem, dirija-e ao seu
proprietirio >lanoel J. Goncalve Braga, loja n 2, no
arco de Santo Antonio, ou, abordo, ao inestre.
= Para Liverpool saliir com brevidade a multo
bem conhecida evelelra galera iogleza Sword-ri, ca-
illao Richird Oreen: queiu quiser ir de passagem ou
arregar n'ella, dirija-se aos consignatario? Me. Calmont
te
= Para Antuerpia, ou qualquer porto da Europa, Tre-
ta-se a galeota belga Mtrealor. capito Von Coppeodlec,
dapiinieira classe, forrada c encavilhada de cobre: os
>te dirljo-se aos consignatario Me. Calmont
l)ei laiagoes.
Hilario do Sr. jurados sorteados e chama 'o para icrvirem
na prtnuira sesso ordinaria diste anuo, e que (orno at-
siduns,
Manuel Ribeiro da Cunlla Olivrlra, Manoel Francisco
i ui-llio, tianoel Cardoau Ayres, Manoel Goncalves da
Cruz, Manoel Luiz Gnncalve Jnior, Manoel Joanuiui
Ramos e Silva, douloi Jos Bernardo Galvan Aicaulora-
ilo, Patricio Josi; Borges, Hulinn Jos Fi ruandes dr Fi-
guelredn, Manoel Filippe do Carillo Nones, Jos Jacin-
tlio dos .Santos, Jaroine Gerardo Maiii Luinacbi de
Mello, Manoel Feniandes di Cruz, doutor Joo l)o-
iniugiiesda Mlv.i, Jos Peres Campillo, Luiz Pedro da
Neves, Jos Lgidio Ferreira, Arsenio Foitunato da Sil-
va, Tliom Cailos Perelti, Tliomnz Jo- da SilvaGusilio
Jnior, Jnaqiiiiu i laudio Monteiro, Pedro Cavalcanli de
Alliurpierque, Custodio Jun AI ves Paulino Augusto,
Manoel Jos Rodrigues da Costa, Joo PiresFeneii i, Ma-
nuel Piles Fe i reir, Thrdoro Marbado Freir Pe reir da
Silva, Jos Tlioinaz de Fiellas, Francisco de Paula e
Silva, Francisco Antonioilas (.hagas, Joao Manoel Ri-
I)'m de Coulo, Joo Itcinai dio de V.isroiuvllos, Fir-
iiiino Theotouio da i.amara Santiago, Fredeiico Augus-
lu de Leuiu, Ignacio Manoel Viegas. Fi li.\ Kianciscode
Siiiizi Magnlhes, Auluiio Francisco' de Moura Joo
Tliroiloio da Gru, niguel Seratiin de Castro Nnnes,
biigiiririro Alebr Jos de Oliveira, Miguel Allonso Fcr-
inu, Kvaristo Mendes daCuulia Azevedo, Antonio Gou-
talve Ferreira.
Est conforme. O escrivao.
Jos Alonso (iuidis Alcanforado.
Miran das juirs de fado sorteadas para a primeira stssilo
ordinaria deslr atina, que finan dispensados, por npresin-
larem excusa legitima, e multados a raido de 10/rf. dia-
rio.
dispCnodos.
uniltor'Josr1 Be'nlo da i inilia Figueiredo, doutor Joao
'apistrauo llaudeira de Helio, i oustaiieio da Silva Ne-
v,s, Jo Antonio Gomes Jnior, Joaquiui Jos de
"iianda Jnior Amonio < arlos Francisco da Sil
,J. Manuel Anlouio de Jess Jnior, Antonio Gon-
ilve dos Santos Caelano elllno Monteiro de (.ar-
allio Franclseo I.uiz Maciel Vianna narthololilPO
rancisco deSnuza. Marcolino Alves de Moraes, J. i
noCi-xar Marinlio Faliao, Manoel drSt|Ucra Campello,
Candido Thouiaz Pieira Dulra, Joo Pinto de Leuio
Jnior.
MULTADOS. .
Jos# da Rocha Prannos. Joo Bezerra Monteiro, Joao
Pereira da Coila, Manoel Jos dos Santos Ariujo.
tita conforme. O esinvao.
Jo' ^flbiuo b'iwdr* ^/con/orado.
=l)ordemdo Illm. Sr. coronel di.i.eoi do arsenal
de guerra se convida *os proprietario, consignatario*,
u meslre de Igum navio quo lenha de seguir para
8 |""inra da Palhilla-do-^orle compaievo no
""enal |ltta H. contratar a euudurcio de 1 lercado ,
'|U' le'ni de rr remetlidiis para aquella provinea.
I'i'erlcria do rsnol de guer 21 de mrco de
1846. (IC||, luriu francisco trafico de Ans lor-
r,,/A
p re tendente
Coinpauhia.
= Para o Rio-Grande-do-Sul segu, em poucos das,
o brigue SinJ-lf(lria-Boa:Sorl, capitio Jos Joaqunn
Dias dos Prazcrcs ; pode receber alguina carga iniuda ;
offerece bous coinmodos para passageiros, assim como
escravos: quein no inesnio qutzer carregar ou ir de pas-
s igein, pode cnleuder-se com o.capltao, ou com Amonio
Irmaos, na ra da Cadeia, n. 45.
= Frrta-se, para qualquer porto do Sul, nao exceden-
do Capitana, n hiato Flor-do-Rio, de lote de 40 tonela-
das, e promptu a seguir viageui : a quein convier, diri-
ja-se bordo do inesnio, que se acha fundeado defronle
da Kscadiuha ; a tratar com o mestre, ou na ruadoQuei
mado, n. 4, com Jos de Oliveira Lampos.
Para a ilba de S. Miguel segu, impreterivel-
iieoleno di*. 10 de abril vindouro, o patacho Ultetira.
om carga que tiver: quum oelle quiter ca regar, ou
ir ile passagem dirij** te ao eapilo Antonio Francia
00 de Rezende 0* praca do Commercio OU Joio
lavare* Cordeiro na ra do Vigano.
Le.hi.
Por despacho do doutor jU'Z de orpliose auten-
tet prooeder-e-ha leilo de urna liberna, a*, ru
10 Carnario, n 7, que laz parle do* ten* intenta
nado* por allecimenlo de Theodoro da Silva Damas
no da 28 do corren te ai 10 horas d mi-nhia.
Na mesm occasilo lera lugar o leil i do relio do*
ben* do fallecido Custodio Luiz Reii; const.iido do 2
escrito*.
Avisos diversos.
_____t_
~AVIS IMPORTANTE.
O abaizo aiiignado tem satufacio de annunciar ao
espeilavel publico, quo pela barca sarda Concordia
inda de Boston',' entrada neale porto no pretrito me>
le fevereiro, ha recebido novo provimeolo de pilulas
vegetan do doutor Krindrelb.
E'tas piluln. cujo iuIoi basta par* garantir iu* ez
cellencis, lornio-ie issaz recoinmendav is, nio t pe
11 bem merecida celebridade e rrpuUcao, que leem ad
quirido, pelos (naravilhoios benolicios colbidoi de suo
ipplicacio em molestias graves; mas lambein por ser
um medicamento completamente moflensivo : podenco
applicar le a ambos o sezo* ein quolquer idsde
Ao annuncisnte cabe i gloria de asseverar lo rei-
peitasel publico ( oque ) por man veze* tem feto),
que lio ii unieai veidideirai de seu proprio autor, e
por esta occatiio, em beneficio da lium nidade, avila a
seu* futuro* freguezei, nio confundi i* verdideira
com as envollat em o seu receiluario e lacrada! com (el-
lo pelo, as quaes leem gvrsdo nesta prsca intitulan
do-se verdadeirat! I
Os pretendentes encontrarte as u'iWeira*. nica
mente n* botica da rut da Catleia-Velh, n. 36, de
Vicente Jos di linio.
Jos Valentim di Silva recebo alumnos par* a
ua aula de latim na ra da Alegra, n. 40. Autores
almos, queo nnnuocianle emprega em sua aula : os
iroveclos Tiln Livio o priineiro lomo de Horacio, e
arte poelics ; os semiprovectosSaluslio, e osegunllo to-
mo do Virgilio ; os da prini, ira Comelin e Pbedro ; os
da segunda o epitbome de J. V. G. de Moura. O *n-
nunciunle, ba 10 snnos que ensioa e lem tido o pra
/er de ver que seu* alumnos sio sempre plenamente
approvado< na academia de 01 nda.
= Prrcisa-se de una ama de Irite; sendo boa, nao
se ni ha o preco : na ra larga do Rosario, n. II.
A pejsoa, a quein for oflrrrcido um globo de pen-
dil rar, pequeo, que est com aargola de pendular cor-
tada, cujo foi fui lado da escada da ra Nova, n. 41, no
dia 21, pela 6 l|2 horas, donde o rncsiuo ladro j furlou
outro lio dia 24 de fevereiro p. p., lome e mande na
ra Nova, u. 1S, ou na inesuia casa cima, que ser re-
compensada.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 33 na ra
ilo Liviaiuenlo : quein o pretender, diiija-sc ao priiuci-
ro andar do mesiuo sobrado.
I.okria cl H. Fedro Marlvr
de Oliuda.
A* roda* desla lotera ndio inlallivelmente no di
primeiro de abril prozimo vindouro, embola liquem *l-
KUns hilhetes : eo resto deles acha-se a venda na
lojii de cambio dos Sr. Vieira e Manoel Gomei n<>I ^erl -Ca ogeo-
O Sr. Manoel Joaqoim Torres queira annoneisr,
ior esla folhi sua morid antis de se retirar; que
a Ihe desej fallar a negocio 'le seu interine.
= 0 abuzo "'signado, ph irm n:eu!ic<> pela faeul-
lade medica da Babia u rjitural di mwni p'0m:n,
omj zelosodeieu era lito, e tenfj piutii relicOis
testa provincia vA *e obng ni j s pit joriamenlo a fim deevilsr suppusicox ms que al-
(Um p Ib fior por ignorar a verdad*. Veio pira
isla cldada em Janeiro de 18$ ," por convite do Sr.
los Vlaria G incilvel* Knaioi quil pral-' leo rnn-
i lo em sua botioa, e, por nio Ihe eoovir voluntaria
nenie te despidi de tut cu,, o n ju'ho do mesmo n-
is sem que Hoa.setnn deshirmomi com osle Sr, Por
ista oiraumstaneii hospddou-se em caa do Sr. Bntbi-
I >meo Francisco de S ni'a ; ao qu il reu lesiaeero agra-
leoimento de sua benignidad* nio sopor do.inleres-
idamente preslou-lhn com i p-li affibulida com qu<<
empre o Iralou denlo eise lempo ni 15 de agosto do
'trrenle anno que so uiil'nou da seus obsequios Des
la poca em 'fiante mudou-se para a botica do Sr.Aa-
tonio Miria M sua saude, Ihe fe' ver. que necesiitava de seu prestimo ,
me liante urna gratificado, al que tio nenie melbai-
rasse de seus incommodos; pelo que estl o annuncianle
preencbondo o seu lugar, epor conde iiugnndo cominodo msis seguros que se Ib tem ol-
fertado ; porn, como tem de brevemente Andar es-a
u.i.so e mudar-se dessa bolic* ; por isso adverle es-
las particularidades para nio dar evisiva a al^uem
liier Ico no Ibe consta ), que violou contrato, o qual
unda al o prsenle nao I /. Se ha quem sub d.ial-
lesta anda que possi dadustrir sua repulacio nio
e oecultede provar publicamente
Ricardi Jos Gomia.
A DM.1 KA V EL
n ivalli i (le ac (Id Cliin i.
Tim a vanlagim de cortar o cabello san olfenta di pe'.le, dei-
xindo a ca'a p irecenda estar ni i*tt brilktnte mocidt Ii.
Este ac veinezcluiivainunle da Chim, e uelle tra-
balliao dous dosmalhires e mils abiiisulos cutelleiros
la nunca excedida e re cldide de Pekim. capital do
imperio da Chim. Aathor Shore
N. B. He reeninendado o-mo destas mvilh is iniravi-
Ihosas por todas as socledides medico--irurgien, tanto
da Kuropa como da America, \sia e frica, nao s para
prevenir as molestias da cutis, mas lambein como uin
uteio
COSMTICO.
Vendem-se nicamente na loja de Campo* &t Maia na
ra do Crespo, n. 8.
Agencia de passaportes.
Na rus do Collegio,botica n lO.eno Atierro da-
Hoi-Vi.la luja o. 48, tirao-se passaportes para dentro e
ira do imperio.asiiui cuino despacbio-seescravoi;ludo
0 oot lireiiiiaue.
= Preci*i-ie lugar urna prela ou mullique que
miba comprar e cotinbar o o'dioario de una casa de
las pessoa ; na ru das Cruies. segunda anJsr du
obrado ao pt da typographia.
= O Sr, Joio K-.torio de Boi bsrema b ij de .ir tirar
o penbores que lem em mo do abaiso anignado ,
slo no prazo de 8 das e nio o la/endo s rao ven
udos ditos penbores para pigamanto de principal e ju-
ros ; assim como aviss a tola*a* m us pessoas. que leem
penbores em *eu poder. de o ir tirar no motuio prazo.
Manoel Francisco dos Sanio:
- Um bomemdepr.ibilade e bem eonhecido netta
prac* te offerece para tomar eonta de qualquer venda
por bataneo e comprar o g eros preono* do que
lem mudo pralici ou pira outru qualquer eitabeleci-
mento e masmo para eaizeiro de ra ; quera o pre-
tender innuncie.
Roga-ie a quem tirn, por engao urna cirla do
enrreio para Manoel Jos Lope* dos Santo Jnior te-
nha a bondade de enlrega-lina ru da Cadeia- Velha
n. 4, ou annunciesua morada.
__ OSr. que tem un* pao de jangada, emFdn-
de-Portas, lo p de urna balieiri, e defronle dolo
brido que tem mirante querendo vender, innun
eie.
Alugo-se
asalas n. 3, 5o 9 do pateo de Palacio-Velho n. 10
ra do Pilar, em Kra-de-Porta* | o obndo de
um indar no becco do P.dr n. ; o primeiro an-
dar do obrado da ru* de Cadeia- Velha n 40 com
ondices que muilo devemconvir: tratar na ra
da Cadeia do Recife n. 4U.
_ Um* pessoa capare habilitada pois que |i leo
pralica de ensino *o prope d .r I t5e de primeiras
Icllrai, grammalica nacional, nlhmetii'a pratwa, <&c
alianeando o bom aproveitimenlo : os Srs que s-
quierem utilisar do seu presliino dinjo-*e a cas di
-ua reiidencia na rus Suva, n. 20, pruneiro andar.
Aluga-se um* cal* terrea cun duas salas, 6 >|uar
lo, con. giande quintal o.uito bem pli lado lodo de
borlalica e com arvoredo* de Inicio e agoa de beber
a mrlbor que se tem visto no principio da estrada
do* Alilicto., o p do M-nguinbo : a lrlr na ru.
da Cdei do Refife n. 25.
_ l)io-*e 100.000 r. juros obre penhore de
ouroeprala : na ra da Seozalhj-Velha n. 94.
_ A pesoa a quem convier arrendar ou comprar
gocio, arija de que naturezi for, eom Jos Correia do*
Sintos morador no sertio do Araoily lorire um*
ibrjgicio que Ihe passou, da quantia de 450l n. ,
fuese bi de vencer no fuluro roz de ielenbro do p'e-
s nto inno pala compra qua Ihe f-z, de um eteravo
le non i I.uiz que loloninHiite Ihe ven feo com mo-
' a'.ias e.hronica intoriores, o inourave da que (a
irha gravemente enfermo e em peng'i de vida. Como
la confinnacao dessn negocia a diti delta tem *pe-
oas dec irril i I 3 diit, ju'gi-ia o annunci inte auto-
risado a reclama' e aniuldro sobre Mu ngo:io. por
lar filiado a boa l lo ven le I ir |iii lesera vir quau -
lo antes reieliT sou eeravo c rrond i lile 00 iiileriid
o risco Floresta, 8 de marco de I36.
si Aluja se um gran le casi terre eom solio
muilo bom cu un > lo-, eon q mro quarlos, Ion
estriban* gran le quintal com mu'ti* larangeira*
romeira lapolis p irreirisco n uvas e outrai mui-
las fruetai ; a qual e aluga por *eu don *e retirar da
provincia, e por anno ou anno: a tratar ni meinia ea,
na ra di Soledad" a 42, defronte da igreja, como
quem vai par o Man;umbo ; e lem outr pequeni ao
p que tambem le aloga.
Urna mulber de bnn eostume te offerece pira
servir em qualquer cita de homem iolteiru OU Datado
lepouca f imilla ; quem >le aeu prestimo se quizer uti-
lisar, dirija te a |ua da Guia n. 45. '
Joiqunn Jas Penlo de Siqueir* llrisileiro ,
retira-se para Ion dd imperio,
Preciase alugar urna mulber que tej canaz ,
liira o servico de una eaia de pequea lamilla tendo
principalmente para cr.ztnb.ir o comprar; no Aterro-
da-Boa-Vista, n 36.
Precisa le ilugar urna ama rterava ou lorra ,
endo orioula para o servico de urna cas* de peque-
a lamilla e que suba cozinbar ; na ruada Trompe,
sitio que tem casa rom a frente cor da chumbo.
Sabbsdo, 2l do docorrenle, **0 horas d* lar-
de chimando te um preto gaobador para conduzir
urna uncommeiid i*, deseneaminhou se da pessos, eom
quem la ; o nuil nonilu'ia lat.iseon mirmeladi 2
cova los e meio de panno ver io-girr ,11, e miis um re-
lalho do rnesmo puno, do mesmo comprimento e eom
largura de u>n palmo pouco mus ou menos 3 eo-
fiadas le misssng de vidro, 3 ditas de flagria ji
proiAptas pan pescoeo embrulhid* em um lenco da ^
i-assa pintad i p dicoi de sed* verde lavrada eom
toque de molo, oom 2 covados e meio cada um f\o-
g i su a qualquer pessoa a quem lor olferecido. de ap-
prebender e levar na ra da Cadeia do Recile. n. 25,
que ser generosamente recompensada. Declara se ,
que o dito preto be contiendo e se proceder* nos ter-
mos da lei contra qu-ui comprar ditos objeetn*.
= Sal de Cdiz c do Ass, bem grosso e claro,' era
grandes e pequeas porcocs, a bordo, e no arinaiein da
ra da Moeda, n.7; assim como una por(So de palha de
cariiahuba. bem nova e por preco cominodo ; a tratar
com Leopoldo Jos da Costa Araujo.
= o ,ii-iiia/eiii de Braguei, ao p do arco da Concel-
cao, vendeni-sesacca de farello uovo, ao mdico pre;o
de 2/OU rs.
U coronel Francisco Jos Damaseeno Rozado
mudousua reiidencia para a ra de Agoai-Verdel, io-
brado de dous andar, n. 6.
^Aluga-se o segundo andar e toja da cata n. 19,
da ra do Nmrueira e a casa n. 7 junto ao Sr Ber-
nardo Jo Martn* Per-ira ni rui d* Manjuein, ou
travessa da Gloria par* a ra da Alegra ; adverte-te ,
que as dita casat tio muilo Iretcii, e te icbio ein bom
estado : a tratar na ra di Gua n. 42, tegundo ao-
dar ou na tbesuuraria provincial dat 9 hora* 2
da larde,
= Alug*-ieo primeiro andar e armazom d* eai* o.
IS da la d* Cruz no Recite com muilo boos com-
modo* para moradia eo rmaem par* *e reculhir
qualquer fazenda por ser todo ladrilbado de pedra ,
o enchuto : a tratar com Jo- Saporiti na praca ,
ou na ra do Trapiche n 3. terceiro andar.
= Anli-nio Bornes da Fonseoa advoga lano no civel
cmo no criuie : pode aer procurado a qualquer hora
na casa da la reiidencia na ra da Cadeia, lo p- de
Ordem 3." de S. l-'iancisco. n. 2. onde mornu o bem co-
nhecido idvogido, o padre Caelano de Souzi Anluiiet.
o engenbo Cunceitio em llebiribe enlenJa te eon
Manoel Kl'at de Moura na ra de -. Goneilo n.20
ue a vitl da (Tesao* fr* Iodo o nogocio e ti ofle-
tff J ikcift ; o no de S Antonio nal lujas dos
Sr Menezrs ru do Collegio usnio ruado
(ueimidn ; e na boticii dos Sn. Joio Moreira Mar-
que ra doCabuga oChanai, iu* do Livramenlo.
Loleria do Ibcatro publico.
O abaizo atiiitnado, lln soureiro das loteiia do lliea-
iro publico, convida aot poatuidore dot billietei pre-
u.iidod* segunde p*ile da 16.' lotiri lindi nio
paiioi.pn* que concorrio presentar diloi bilhelet le
20 de abril prozimo loturo lim de tererii imiemni-
tadosdoliespeclitot premio* : cerlo o* meinio* pot-
tuidore de que o nio fazendo it cite di* Ibei re-
mitir um niaiorlrabalbo para i cobran?! de teui pre-
mio! que nii'Ao a er p.got pela tbeeounn d-
la/end onde o-abuzo aiiign.do ten. deo recolber e
p,,...r suai conti. no* leroio. do reguUoicnlon. o57 ,
d 27 de abril de 1844-
Jnfnlo da i/eo (umcJo.
=z Preei*-e de nina *ni* tecc* p*r cal* de pouca
(imit ; na ra ireiU loja de eouio* n. 61.
i se um Mito n* Magdalena a beir* do
rioCpibnbe i.to at elembro por preco Milu
commodo : tritar n ra da Conceicio da Boa-Vila
o. 8, ou oa ra do (ueimado, luje do Sr. Metquita.
- N* ra larga do Rmario n. 10 fabrica de I-
loeiro precM-*e de uflicue* do mesmo ofBcio ; asiin-
touio reeebem-*e meninopr enunar
__ Mr.J. J.J. Morel retira-te para Europ*.
O abaizo assignaito profrtsor subtlilulo de pbi-
lotopbia o geometra do'collegio dn arle*, vis* quem
convier, que te icbi encinegido da matrieula.de geo
melria e que entina s duas in.leiiii cima no col-
Irgio S. Antonio e pirti'ularmente em Olioda Da
can onde ltimamente morou o substituto de rbelorie
e geograpbii, e presentemente o de Istim
Jos Viemii da Silva Cotia.
* O p'lre Manoel de Jess Mannbo morador n<
ternioda ill do Poilo-de-Pedn* pievine e fas pu
PROSPF.CTO.
Para conbecimenlo do publico leste eidade, le Ib*
f-z talier, que, no me de fevereiro de 1846 en-
Irou no* prelos, em Lishoi, o p'imeiro volumeda hii-
inria do cerco do Poilo ou* innot de 1832 e 10*33 ,
precedid de unn ezlmsa noticia do pnnripaei con-
lecimentol uue tiverio lugar del le 1820 ateo pri-
meiro d'aquellet dous annos.
No corpo da obra se contera iguilmeoteom deirrip-
cao da eidade do Porto suai inliguidadr e edificio*
notavei, casas religiosas, ubelecimentos litleiarios ,
- ludo o mu*, que nella ba de curioso ; dando'ie ou-
tro sim rom a neima biatolia urna outia oolicii di
guerra peninsular.
A inipremio deve ter lugir em ptimo papel e oo
mel or typo asteio que oflerere a imprenta regia
e Li>boa : o frmalo *eii o de oiUvo gnnde ou oi-
livo trance/.
A obra deve ter dous volunte* e cida um delles eom
600 pagioil puuco mais ou rueo* : o prime tro lera
precedido do retrato de D Pedro, eom a barbas cresci
dis. como indav no Porto ; e o segundo lera do fim
um* correla carta topograpbic* da* hutas eooititueio-
niet e realista* com todos os seus re-pecli vos redue-
lo* e lularias. Ceda volunte cutliri Ai rs.
As pessoii. que quizerem muir le de algum OU de
a-'gu ni ezempiares d. sla obra, i odem dirigir-ie a ra da
Cadeia-Velha, n. 31. toja de livrot do. Sn. tiuva
Caniozo Ayres & Filbo onde te Ibes lonnrio i -
ignatur!, deveodo io meimo lempo deolinr o nume-
ro de exemplaret, que querem o i iua morid* p*ra
Ibei seren entregues, apena! ebeguem da Europa ; ad-
verlindo, que nio haver* venda ivuImi. poii bi de vir
le Lisboa lmenle o numero deeien.plire corretpon-
lenle o dt tigniloras cojo importe o (era pago
na entrega de cada volunte Findo que leja um oiez
depoi da publicaeio detle anouocio, lech-e t amg-
natura.
P.ecia-ie fallar o Sr. Antonio da ColU da e-
sa do Sr. Rayiriundo Joi Peretr Bello : oa prac de
Independencia livnri n. 6 8.
rm= Precisase alugar um* mulber forrt que ette-
j, icottumada a tratar de doeitle* para urna can de
i.-uc lamilii ; pag-e bem : na ra do Ringel, o.

ulico que peno. Igum* te piubtube a elleilu.r n- j 37 ou na ru. 4. CooetVlo da Boe-Vwt, n. 8.


6
:

I
- Jos Joaquou de Lima morador no Forte-do-
Matto, ilo liairro do Itecife, precisa fallar ao Sr. Joa-
quim Claudio de Ov.ira natural do Maranhao. li-
Ibo d Jo r .lii i'ii'ii de liveira ; i o : i por tanto 80
tneimo Sr. 00 a seu procurador o favor do o procurar-,
pon he negocio de seu interesse e o ignora a na
inorada. O momo Lima tem um armazem para
lugar, com bastante esparo o proco eommodo,
- Troca-se urna igmagem de S. Jos, mulo prr-
foila ; na tua da Scnzalla-.Nuva n. 48 segundo an-
dar.
Cincinato Mavignier faz saber ao rcspcitavcl pu
Lino que tem nlu)rlo una aula de prioieiral leitiasc
desenho na enlermaris do convento de S. Francisco
dcsla cidade e por isso convida aquellas pessoai <|ue
so (|uizerem utilisar do seu pequeos prestimos dui-
jao-e ao mencionado lu^ar.
= Quem prensar de urna pessoa para botar sentido
a iilguoi (to, diri|a-le a ra di Si-n/alla Nova. n. 16.
Preeiie-ie do um pequeo de 12 a 14 anuos, pa
ra eiiairo de venda ; na travcssa Jo Pocinho, n. 31.
xa Domingo do lar le, cnlreguu-se a un prelo, para
levar u Boa-Vllta uin.i tnica azul, usada um lenco
lirnnco dentro d" um lenco de seda pinta la um lonco
do calla de tres ponas com una cora de espinho ;
elijo prelo desoncaminhou-ieda pessoj que o con
Roga-ie ao leoboi do dito prelo no caso qu
duzia,
elle voltatie a la caa, com ditos objecloi, ou oo'ra
qualquer prssoa que delles oulier, mande levar a ra
Uo Rangel n. II, quo se llic Reara' agradecido.
UITerece se uma mullier para criada de una ca-
sa de homem lolleiro ou mesuio de pouca familia ; a
qual engonima a cose ; quem de seu presumo se qui-
leruliluar, dirija-te ao horcodo Sarapalel, casa de-
froi te do n. 9.
r= Quem precisar de um rapaz brasilero para cai-
Kairo de padaria administrador ou fetor do algum
ngeobo, doqoetem bstanle pratica e do aerveu de
campo e be activo o diligente dirija-ie a ra de S.
Jos n. 31, quo, a wsta do preco, agradara ao pro-
ti miento.
; l'eixeira & Andrade fazem sciente ao repeitave|
publico que Manoel Joaquim da Sil'a Forraz dei-
*ou de ser caizeiro da su toja do forragoni da ra
Nova, n. 29 deide odia 23 do correte.
(> bo.....ni de probidad-, que no Diario de Pernam-
buco de 23 do torrente i n. 60. offerece seu preati-
mo para qualquer eitabelecimeoto diriji-sc a ra da
Cru<, no Recife, n. 49, primeiro andar.
Olferece-se um caizeiro para venda, ou outia
qualquer oceupaedo do que j6 leiu i-onhocimcntos e
ti liador sua conducta; quem do seu prcslimo so
quizei utilar, dirija-apa ruado Cildeireiro n. 60.
O abollo anigoado fa ver quellai pessoas que
I be comprarlo, na sua venda aquellos gneros de pal-
eara lala, com o promrttimento depagarem, logo que
ibaisemai (crias, que ealai eailo lindase ussim
etquecido o que tratarlo: e romo o abano aisignado
lenba de ir a Portugal tratar de aoa saudc, deaeja pa-
gar ludo, antei de sua retirada ; por isso llu-s raga ,
que, se nioquilerem vcrsoui mimes em relarao de seu
procurador, para seren cobrados judicialmente ve-
nlian pagar 00 praio de I'i annns ; pnrquo o caizeiro
niopodegailai o lempo em procurare recebar dcs-
culpai.- /.mi: Jote Mmauei.
AAWl\)VHS.
Compra se urna negrinha tic n
i 'i anuos, que lenba principios de costa-
r ; assiin como um mulatinlio iJc 13 a
i5 (Minos, que sirva para p.igetn : 11a uta
do Cruij 11. 60.
= LomprlO'ia para frs da provincia esrrivos
ile 13 2o anooi ; sendo de bonita! liguras, paglo-
10 I em : na ruada Cadeia do S. Antonio sobrado de
um andar de veranda de pao, n. 20.
= omprSo-se 2 elcritOl, um pedrriro e outro car-
p;n i para urna encomn- nda do Hio Giande-do-Sul ;
na ra do Collegio armateo, n 19.
Compra-ae urna grainmatica Iranceza por Sevnc;
na rita larga do Itoierio n. 48. ouamiuncie.
Compran-so, |>.ir.i lora da piovincia escravos
de ambos nssezoi rnulei|ues, negriohai e pretas con.
habilidades, o mu almilas Uinbein com habilidades,
de I i a 0 annos ; sendo do bD'lai figuras pag&u-se
bem ; na ra das Cruzes n. 22, segundo andar.
Vendas.
Venda-sc urna casa pequea na travesa da ra
Bell, n. 7, a qual se acba hypolhecada-no valor de
2Oj rs ; na ra Augusta, n. 11, so dir quem vende.
- Vende-so urna parda de 20 annm com una
cria de 2 annos inuito sadia e srm vicim com al-
gumas labilidades; no Aterro-da-Boa-Vista luja de
miuiiezai n. 51.
= Vende-se nina casa terrea na ra do Kobo, n 4 ,
com 3 quarlos, quintal e ca< imha; acha-se hypolhec*
da a Senbora i) Conslaiitina Jacinlha da Molla : a
tratar na ra Augusta sobrado de um andar c sotan
defronte do subdelegado deS. Jos.
= Vende-se urna escrava crinula de 22 annos, de
bonita liguia engomma, eoiiobl, lava de sabao olor-
ve i en a lima casa ; urna dita da Costa ptima qui-
mil una doui mulatuilios de 17 annos, ptimos
para pagons ; um escravo, do Angola de 30 annos.
propno para o servico de campo, e he mirador: na
ra das Cruzes o. 22. s< gundo andar.
-- \ einie-se a botica do pateo do Carino, compou-
coi fundoi para pagamento : a tratar com leu pro-
pietario no hospital de Caridade.
Vendein-ietaboaade pinho americano, de 10a
~>0 palmos de romp'imento e de I palmo a 3 do lar-
gura ; dito da Suecia costado costadinbo assua-
Iho u forro para fundos do barricas; assiin como urna
porcao de refugo propria para estacadas, ou cerca ,
tudu por preco eommodo por se querer demecupar o
armazem atrs do theolro velho ou a fallar com
Joaquim Lopes de MmeiJa caizeiro do Sr. Joao Ma-
thous.
-Vende-se cal virgem de Lisboa em eaJlokf e
barricas ebrgada pelo ultimo navio ; no eicriplorio
de Francisco Sov'riaimo Habello & Filho.
Vende-ie urna boa armenio oe venda,collocada na
casa sita na ra do Vogueira n 18; (endo a mrsm"
um elegante caizSo para deposito de gneros e todos
os temos de medidas e pesos para a meima : na ra da'
Cinco-Portas n. 22.
= Vende-se urna padaria em muilo bom lugar de
negocio prompta de todos os preparos e utensilios
novos com commodoi ni mesmi para moradia a di-
nbeiro ou a prazo ; na ru. da Gloria n. 7.
= Vcndem-se meias pretai du peso para seDhora e
meninas ; um completo sortimento de sapatos de du-
raque o do linbo para senhora e meninas; ditos de du
raque branco para nngiiihoi ; agoa de Colonia a mals
superior um vidros pequeos : na ra da Cadeia n.
15, luja do Bourgard.
Vende-se urna salva colbere, 2 raizas para ra-
i' ludo de prata ; brincos, eordSea, trancebos, relo-
gins corrent-i para os moimoi boloes cortados, de
ouro medalbas para senhora, cruzes redomas o an-
neles ludo de ouro o por preco eommodo; pralos n
ligelai^a 880 rs. a duzia ; casticaes de vidro, a 1440
rs o par ; 'copos, a 100 o lO rs. ; urinnei a 240
e 320 rs ; e outros minios objectos de venda por ba-
rato preco : na ra do Itangel 11,
= Vende-se um pardo de 20 annos, de bonita
figura muilo robusto e sad'o propno para todo o
lervico ; na ra da Cadeia do Itecife loja de JoSo da
Cuobl Magalbaes.
=i Veudo-se um balcao para venda muilo bom e
novo que aioda nao tem um anuo de servido ; urna
pequea armacao, ptima pan principiante; todo o ne-
goclo se lar por seu dono nao precisar : quem pre-
tender annuncie.
= Vcndem-se ps do alecrim dos maiores quo se
podeni adiar, assiin comooulris muilosdo diversas flo-
res modernas ; na ra do Sebo do blirro da Boa-Vista,
ii. 22
= Vende se um escravodo Angola de idide de 50
annos, bom cmroiro (rabalh dnr de erizada ; na ra
d. ( nucen;ao .la Boa-Vista n. 58
= Vende-se una catraia muilo veleira ; na ra de
S. Hila n. 85.
= Vende-se urna cocheira que serve pan casa
terrea, no becco do CJuibIxi, na Boa-Vista, por preco
eommodo; na prora da boa-\ isla n 13.
\ondem-so calzas de tartaruga multo hem Tai-
tas; couriiihns do cabra sola multo boa ; charutos
regala ; saccas com milho, a 5000 rs. e o alqueiie
Cru no Itecife n. 24.
Vendein-ie duas moradas do caas terreas, sitas
na iua de S Goncalo em chaos proprios ns. 1 o 3 ;
na ruada Sen/alia-Velba, n. 70.
Vender cal virgem, ebegada prximamente
por menos preco do que em nutra qualquer parte ; na
iua da lloeda, n. IB.
-= N endem-S" linos prclol multo finos, de lar-
gura de palmo, mus de palmo e de menos por preco
mais eommodo doque em outra qualquer parle; na ra
do Cabuga n. 10, luja do Antonio Jos Pereira.
a>Vendem-ae conroi do cabra cortidui, proprios
para embargue : babus do tartaruga leitos no Aiacaty ,
proprios para seren appaielbados ue prata: as Cin-
co fontal venda u 82
= Vvndom-se novos corles de fozenda indiana, imi-
tando soda o mais superior quo tem apparecido ,
lauto pelos bonitos padrocs como pelas cores lizal e
pela muila duraciio leu diminuto pirco he/5000 rs.
cada corto ; mantas do seda pura senhora as mais su-
periores que leein apparecido tanto pelo bom gus-
to como pela bou qualidudo Seu prejo be do 3000 a
\1) i, cada unra ; sal|ado seda pela pala vestidos,
a 1440 rs. ocovado; dita bespanbula, larga, muilo su
pe mr a 2600 rs ; meiai d seda prela para homem ,
a 2UU0 rs o par ; ditas doalgodao, pretil, imitando ,
teda, a 320 rs. o par ; meias de linbo para homem a
muilo linas a 500 rs. o par ; lusas pnlas sem dedos ,
as mais superiores que ha a 1000 rs. o par; casimi-
ras muilo encorpadn a 900 rs. o aovado; dita els-
ticas, muilo superiores e do duas larguras, a 4200
rs ocovado; cassa-i lulas mullo linas a 3000 rs. ;
corlo ; ditas mais superiores, a 4000 rs clmles do
seda uo mais rico gusto, que teein viudo ; cambraias ;
paruiense; cintas fraoceai, largas e csirritas para ves-
tidos; chales do la muilo boa lazenda a 3200 rs. ;
briiii de linho com lislias azues propno para homem
dcoflicio, a 280 rs. ; asim como um bom soilimeu-
to do lazi odas para calcas ; e utas mullas fazendas ,
por preco muilo em conla : na ra do Crespo loja no-
va n. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia.
- Vende-s" um moleque pei-.i, de iiaciin, de dada
do 16 anuos ptimo cuzineiro afianca-sc todo o
defoilo ; um dito de 13 annos ; dous mulalinhos, de
14 annos, ptimos pagens ; um ditu sapateiro; duas
pii las un r .s : ptimas quibndeiras u cosem ; 2 par-
das de 20 unios com habilidades : atrs da malri/.
de S. Antonio n. 16. primeiro andar.
ESl ende-se urna eacrava de naco, coiinba, engom-
ma cose chao faz lucos retina assucsr u laz do-
ces ; na ra du Vigario o. 19.
= \endem so 4 moloques perai de 18 a 20 an-
nos bons pa ra o Irabaibo de campo e da praca ; um
niul.itinlio de 10 annos ptimo pagem e servente
de uuia casa ; um moleque ollicial du alfaiate e lio buril
pagem ; duas mulatuibas urna do I i annos e a oulra
de 16 recolbidas, bonitas mucamas ; 4 escravas mo-
fas engommao, coznbo, o lavo roupa ; urna pre-
la volha porl-iilf rs. ; dous cava los, um he bom
cariogodul o esquipadoi''. na luu do Cuspo >. 10,
primeiro andar.
Vende se, por proco niuito eommodo um sitio
no lugar do Agua-Kna do Bebiribe com casa de pu-
ma cal arvores de Ira- ln o aixa para capnn : a
tratar na encruolbada de Itelem com Agoslinbo Go
mes,
= Vende-so arroz branco cin alqueire da medida
velba por eommodo preco; no boceo da ra da l'raia,
deronto das casas do Mairoquim casa de Jos Leo-
nardo.
= Vendem-se dous moloques de idade de I i
15 Annos ; dous mulalinhos ptimos para todo o ser-
um ; dous escravos do nacao ; 6 escravas multo lin-
das, mofas, e com algumas habilidades; uma parda
ptima para ama de uma casa de lamilla ; na ra Di
reita n. 3.
= Vendc-se uma bonila escrava que cozinha bom
o diario de uma casa cose e lava 6 escravos de boas
''gurai, ndioi e tem vicioa ; um cabrinba de 8 io-
dos ; todos ebegados ltimamente do Aracaty : na ru
na Cruz n. 3.
= Ra do Trapicho n 40, cerveja branca e pre-
la de Londres, fabrica de Barclay & Companbia, a me-
Ihor que ha e em barricas de 3 lunas. Ha um lote
menos estimado, da branca que se vende mu barato,
para se fechar urna conta ; tamhcm se vendem vinbos
superiores para gasto particular, sendo da Tener ifle.
Ilespanha. e do Porto : na casa do Cbrislophers &
Donaldson.
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
Iha: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no A(erro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
l'rederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhados
do i\' icol le.
= Vendem-se varios escravo de loa 28 annos .
com habilidades e de bonitas figuras ; atrs da ma-
triz de S. Antonio, n. 16, primeiro andar.
\ undem-se capachos coiupridos o redondos de
diversas cores ; na ra larga do Rozario ,loja de Vic-
torino do Castro Moura n, 24.
Vendem-se sapatos le durarjue
Iii.iiii-i para meninas : na rua da Cadeia
do liecif'e, n. 15.
=\eride-so vinagre tinto a 45,000 n.a pipa ; di-
to branco a 35,000 dila : na rua liiipeiial n. 7.
-= \ende-ie urna davina de espoleta apparelliada
de prata com o cano cnfeiljdo "i*> ouro, a colalra for-
rada do iiii-iii um pombo trocal muilo cantador :
na rua da Sobdade padaria, ti 14. Na rnesma se
olforreo um mo;o, ebegado ha pouco da ilha para
i|ualqui r negocio e que d fiador a sua conduela.
Tambem so vendem bolos de toda a qualidade muito
luperioret.
= Vende se urna escrava de Angola de 2 annns,
sem vicios nem achaques, faz todo o suivico de uma ca-
sa de familia engomma liso e lava desalmo e arn-lla ;
vendo-so por precliao : na rua larga do Rozarlo, lobra-
do de um andar n 57
=.\endem-se sementes do coentro, muito nova,
e de superior qualidade a 240 rs- a garrafa ; um ra -
vallo do estribara ; urna carrosa de carregar pipas, por
baizo corn o boio, ou sorn elle ; unsarreios para ca-
vallo do carrof : no pateo da S. Cruz tonda .de Ire
Vende-se a mais superior sarju
i liii:.1.a lie.spanliola, los de linho pro-
f| los muilo superiores, lencos dse.
M da de cores muilo bons, pelo bar-
% to preco de .'120, e outras militas
| fazendas, por preco mais em conta t-
2 que em outra qualquer parle : na ?
&| pracinba do l.ivtmenlo boje rua
y do Qiieimadn, na segunda loj por
M baixo do sobrado grande de tres
.'la andares, n. 4^-
por
= Relogios do ouro, patente ingle? ja eximirn.
doa e approvados aqui vendem-ie a dinheiro
proco muito baixo ; correntinba da ultima moda
dro=Principe Alberto =; e tamhem umchronoine
tro para navio bem regulado : na rui do Trapid,,
n. 40. '
= Vendem-so moenda de ferro para engenboid>
assucar, para vapor agoa e tiesta* de diversos Iji,,,.
iihoi por preco eommodo ; e igualmente taixas di
ferro coado e balido de lodol os lamanhoi : na pn.
fa do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calinoni*
Companbia ou na rua de Apollo armazem, n. 6
= Vendem-se os trastes de uma rasa,por prefo n,uj.
lo barato ; na rua dai Floirs, n. 18.
Escravos Fu "dos
portas junios padaria de uma s porta de manhaa
at as 8 horas e das duas as 4 da larde.
\endem-se Ai cestos com champagne de primeira
qualidadu o mesmo em porco, por preco muito eom-
modo; no Alrriii da-lina- Vista, luja n. 11, ilr I ni tun
Orry.
=Vendo-se uma parda, de 2i annos de bonila fi-
gura ; faz renda e engomma : na prafa da Indepen-
dencia Imana ns. 6 e 8. no da quinta-feira.
Vende-se uma bo encrava corinheira, cose, lava .
engomma, e da-se a contento ; na rua larga do Koza
rio n. 40. primeiro andar.
LOTERA do rio-de-janeiro.
Vendem-se nirios bilboles, quartos e oilavns a
raslo de 24l ri. O bilbete na rua da Cadea-Velba ,
casa do cambio da esquina do Becco Largo, o. 24. Na
mesma cusa pagan-so o< premios que sabuem logo
que cliegui! a lista do ltio.
No iua Augusta, n. 34, vendem-se canes de ro-
las brancas hambur^uezas,
= Vendem-se dous espelhos j usados, mas do ex
cellenlo vidro com 8 palmos du comprmanlo o A
e meio de largura ; na rua da Gloria casa terrea .
n. 13.
Contina a estar venda o sitio
dos Alogados, que loi do finado Joaquim
Ignacio Concia de Bnto : quem o pre-
tender dirija-se rua Direita, casa de
um andar, n 56.
Vende-se, na rua da Cruz, n.
Oo, armazem de Fernando Jos f^
Braguet, rua da Cadeia do He-
cil'e, cera em velas, recebida
ltimamente de tuna das melbo-
res fabricas do Hio de Juueiro,
e be de oplimo sottmenlo, por
ser de tres at 16 em libra e por
preco mais baralo, do que em ou-
tra qualquer parte.
s9
I
;;
I
-- \riiiem se os utensilios e armazem de tal da rua
Imperial do Alerro-dos-Afo^ados n. 40, bem alre-
guezado e em boa casa : a lialar na misma rua, com
Silvestre Joaquim do Nascirncnlo.
Ma loja da esquina da rua do Cres-
po n. >, da vinvi Alfonso & C, eonli-
na-se a vender a superior sarja bespa-
nbiila de duas larguras, pelo diminuto
preco de 2s'5oo o covado e dita mais es-
trella a t-s |:m ris.
= Vende-so toda a qualidade de lijlos do barro fino
e telba por mil rs. menos em milbeiro do prefo
geral a quem comprar o lijlo giosso de que pre-
cisar mandando-se botar uns e outros em qualquer
porlo por um raioavel froto : na olaria do Cotovello ,
a primeira depoii do becco das Barreirai, aor.de sn tro-
ca, por bom lijlo grosso qualquer outro lijlo e tu-
lla.
Vendem-se muilo boas bichas cbegada ltima-
mente de Himburgo ; tambom se alugio o vo-se ap-
plicar para man commodidade dos prelendenles: na
rua estrella bo Roiario defronte da rua das Larangei-
ras, loja de barbeiro n. 19.
Fugio, no dia 14 do correle, um pardo da .(ta
de de 15 annos, pouco mais ou menos, sen ,lo .--
o cor amaieilad i de nomo Benedicto ; tevou ul.
rus e camisa de riscado azjl : quem o pegar levo ao r-
in .vrin d- f iiinh-i no caes do Collogio, que ser ge-
ne rosa meo te recompensado.
= Fugio, no da 20docorrenlo marfo om pardo
acabuclado claro, du nomo Cyprianno, alio, busUnli
ii-loirirlo do corpo as espaouas larg>i parece rer
muilo liulmide falla manota com pouca barba, t
esta prela ; loma tabaco ; nio tem denles no lado su-
perior, por llir lerom cabido di/ia elle, por ron n ri-
paHura das que us*o no serillo d'onde he naluril;
lalvez se inculque forro ; loi vendido no Ceara e da
l veio remedido para esta cidado a Jos Antonio Hal-
lo ; ha toda a suspeila quo elle fnsse por Ierra em
companhia de algum con boi procuiando o seitoi
Loar ; levou camisa e ceroulas do algodao da Ierra e
be provavel, que va com roupa mudada por a ter ,
levou mais um clavinole o alguns trastes proprios di-
quella viagem : quem o pegar, leve a la 'da Alian-
dega-\clha, n. 17, a Jos Francisco HiLeiro do Soun,
que gralilicari com 100.1100 ri.
Fugio. no dia li do corrento o escravo Filip
pe do nacao S. Thorn, do idade de 20 annus, pouco
mais ou monos est principiando a barbar ; li-mii
dente de menos na frdjnlo bem parecido, alto, min-
io pacbola ; levou camisa do algodao trancado cha-
peo um frasquinbo com 12 bichas que la corn i-IU
para o l'oco-de-Panella ; lem sido visto em varios I
gares do Recife : quem o pegar leve a roa larga
Hozarlo, n I, segundo andar ou no I'im;u da l'j-
nella casa da mangueira quo ser n-r -ni, ni-. :.
tm l-'iigio no da 2'2 do corrento um OloleqU de
nomo Joai|Um do idade de 15 annos oslalura re-1
guiar, cor prela magro, ollio" muilo grandes, burcll
pequea beicns grossus pernas alguma cousa lorias, I
por is. jando; lovnu camisa de panno do linho giosso I
lislras linas azues e calcas da mesma fazenda e outra I
de casimira cor de Onza e jaquota de panno prelo:I
quem o pegar, levo a rua da CiU' u l, que --ni
itraliliado.
Fugio, no dia 23 do correnle um prelo del
18 a 2H annos, do nomo Manuel da Costa, de n .ol
Mozambique, altura regular grossura pioporciona-l
da, com marcas dr bezigas pelo rosto com calus ri.il
mos que parecem cravos com 3 verrugas om o pu-l
nho de um braco ; lovou calcas e camisa de algodao ili
Ierra, as caichi abertal no co/ : quem o pegar, leve
rua do Pilar, ern Fura do-l'ortoi, n. 125, que sera I
generosamente recompensano.
= Fugio, no dia 13 do outubro do 1845. umi|
preta crioula de nome Fsrolaslica de 24 annos de
idade altura regular, ibuia do corpo ; quando fall
parece ter a bocea rbeia sosia de andar com o ealwb]
lo grande ; quando anda he se sacudimio ; levou pa-
o prelo saia de lila e alguus vestidos do chita ; tul
nulicia de que ella se acba em um sitio em Ponle-d-l
Ucbda servindo a um Ingle como forra e por
loso pode a pesioicom quem olla aconleta estar,ou niel-I
nio ilella tiver noiicia cerla, de dirigir-so a loja de ch-
peos du largo do Collegio n. 6, que nao se pora du-
vida em bzei-so qualquer negocio rasoav I que el
ambos convenha.
= No dia 25 de fevoreiro p. p. fugio de Goianne
u ni pardo de i>on r Jos, de idade do 22 annos, el-1
cravo de Manoel Cyprianno l'erreira Habello ; o quil
tem os signaes seguintei: de roa estatura, tecco *
corpo cabellos picbaim e sollo pardo claro rotW |
Uin lint i cuito, olhos pequi'iios e prelo, nariz BlOI"
to .-ib a lo com principio de buyo de barba bocel 11
proporco o queizo superior puchado para fura, al'
inferior algumi cousa sumido pesilo bracos e de-
dos das mos compridos ; tem em urrrdos bracos "d"
naei feitos com p Ivora pernas um lauto comprida'!
tem di-e-.-stu me, quando foge.de mudar o nome; al ve'1
quando falla,entorta a cabrea para um lado; gusta mul-
lo de andar asseiado ; he bom ollicial de sllaiale ; "
seoslas loda marcadas de junco; entima de lorru;
levou comsigo um.cavallo castanho, capado, que ouoico
lignal de branco, que tem he urna lulrazinba |or
cuna do um calco, sellado e cuf'eado, que O alugJU ">
Sr. Candido Jos doi l'ossos.
PE'."'. ; NA TVP OK !U F l>EFn'
8/(6
J'


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