Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08210


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Full Text

Ann ele (846.
O 01 AJ!n publlca-se todo os das que
;^1 ^'toem a^igivinlrs pago
80rV. portt.!. c '""' ^P" dlttereate-
PHASES DA LA NO MEZ DE MARCO.
frnente a 4 as 8hor. e 1 mlir. da tard.
'ua chela a 12 as 11 hor. e 28 mln da tard
MhtfQtf a 20 as II ta. e 37 mln. da man.
I naWT. .a 27 as 3 hor. e 30 .ni... a .nao.
Ter^a feira 94
PARTIDAS DOS COR REOS.
Golanna, e Parahyba, Segd." e Sextas feiras.
Rio Grande do Hor te, chega as quarlas
feiras ao nielo da, parte as mcsmas ho-
ras u.xt i|uiiiias feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoao, Porto Cal-
vo,' Macey, no 1., 11 e21 de cada mes.
Garaiihuns e Bonito s 10 e 24.
Boa-Vista e Flor/s a. 13 e 28.
Victoria as (puntas fciras.
Olinda todos os dias.
PREAMAfe DB HOJE.
Primeira a 1 h. e 18 minutos da tard.
Segunda a 1 h. e 42 mindtos da manha.
DIARIO
.
de Martjo.
Anno XXII N. 67.
mm
DAS-DA SEMANA.
23 Segunda S. Victoriano, aud. do I. dos
orf. e do J. do C. da 2. v.. do J. M. da 2
24 Terca 9. Agaplto, aud. do J. do clv.
da 1. r.' c do J. de paz do 2. dist. do t.
25 Quarta iB Anounrlaco de Nossa Se-
nhora. S. trineo.
26 Quinta S. Ludgero aud. do J. dosorph.
edol. M. da 1 v.
27 Sexta S. Robertoo, aud. do J. do civ. da
1. v., e do J. de paz. do 1. dist. de t.
28 Sabbado S. Alejandre, aud. do J. do clv.
da 1. v.t e do J. de paz do 1. dist. de t.
39 Domingo S. Pastor.
CAMBIOS NO DA 23 DE MARQO.
Camb. obre T-onrlrcs 26 Vi d. p. 1*\ a 60 d,
,, Pars 3">0 rls por (Vanen.
Lisboa 105 p.c. pr. p. m.
bese, de let. de boas firmas 1 '/, p. /. me7.
Ouro-Oncas hrsp-uiholas 31/000 a .,1*200
M.ird'a dru/40i>vel. I68J0 a 1/DflO
delifiOlinov. I6#000 a 16200
de 4^000 S/800 a 9O00>
Praln-Patacfies .... \f0i0 a IfiCn
Pcsqs Coluninares l.*W>0 a l/JWO
Ditos Mexicano. t/HBO a 1WO
. Prata Miuda 1/620 a 1/700
Acjdesda C* do Beberibe de 50,#OO0 ao par.
FERIVAMBUCO
SeS
RATIFICAgAo.
No discurso, com que o Sr. Mrnde da Cunharespon-
dro aos Srs. Villela Tavarr e Neto acerca da isenco,
ue, do pagamento da taxa da ponte do Socorro, coi.ee-
cra ao Sr. barao de SuassoM nina postura addicional
a cmara municipal do Recife ( Oiarin n 66, paj. 3.'.
col I.", Un. 86.'), em lugar de mostrma o direilo, que lem,
de nao pjmr, la-se, mostrar o direilo, que lem, de nao
yugar
Commaiido (Jas Armas.
QDARTKL GENERAL NA CIOADB DO RKCIFB, 24 DB
MARCO DE 184U.
OrAtm do dia n. 92.
Amaiiha, dia do anniversario do Juramento consti-
tuico poltica do Imperio, os corpos do guarda nacional
e polica,que,mediante asdetermiuaces dolllut. eExiu.
Sr. presidente desta provincia, foriio destinados e o
dnexercitn exitente ne(a g.iarnlr.So. estarf.o sobre pa-
rada as 10 '/, horas, na praca da lloa-Vista, em liiiha; pNr
du Os corpos das 1." e2." legloes, sob o conimando dos
leus respectivos chefes, e um parque de tres pecas com-
pdem a primeira diviso, que ser coinniandada pelo
Sr. coronel Francisco Jacintho Perfira commandante
superior. ".",.,
o 1." h.italhao de artllhana a pe c ocorpo de polica
forman a 3." brigada, ao mando do Sr. coronel Trajano
Cear Purlamaque.
01. batalho de Olinda c do Poco, de guardas na-
cinnaes, e a companhia de cavallaria do exercito, com-
poriu a 4.' brigada ao mando do Sr. coronel chere de
legio, Joaquim Canuto de Figuelredo, e o F.xin. Sr. bri-
gadelro Francisco Sergio deOltvelra coiniiianda las-ha
mediatamente, sob a deomua(fio de 2." dWlao de-
que far parte utn outro parque de 3 pecas.
Os Sis. ofticiacs das qualro classes do exercito, e os da
extincta 2.' linda, que nao marcliarrin, achar-se-hao, a
referida hora, no palacio do governo, para coucorrerem
ao cortejo, que ter lugar, conforme o convite eude-
recado pelo Exin. Sr. presidente.alomo Crrela Seara,
commandante das armas.
Coiiforuie.JiM* da Silva uimares, ajudante d orden.
Asscmbla Provincial.
SESSA0EM21 UE MA RCO DE 1846.
(OOltCLCSio.)
Olll.l M DO ntA.
Entra em lerceira discussao oprojeclo n. 11 rtesleanno, que
redu: os ordenados dedcenos cmpregadoi dacumara mu-
nicipal do Recife, t d oulrai providencias.
OSr.Kogucira Pat: Sr. presidente, informado de
que na casa existe urna recamajfo da cmara da cldade
da Victoria, para ser elevado o ordenado do advogado da
mesma (-amara a 140/000 r., e parecendo-ine, que he
un titulo de inuita validade a reclainajao feita pela
mesma cmara, porque ella que reclama, he porque re-
conhece, que o ordenado do advogado nao satisfaz o seu
tialialho; convencido, poi, eu o repito, de que he bem
validosoeste titulo, apresentado pela cmara; conhecen-
do cuprferamente o nobre advogado da mesma cma-
ra, eslou que se faz juslica, approvaudo-se asta emenda
additiva, que vou mandar para ser cniaixada onde con-
vler ; porque acho de muita juslica a re-lamaco, e en-
iru.Ui, (pie, nina vet que a cmara licqiieiu reclama, e
ti ni reclamada por umitas vetes, as suas rendas sao suf-
ficientes para as demais drspezas e para pagar ao seu ad-
vogado : ella nao sequer mi \ ir de um advogado taoboiu,
sem Me pagar o correspondente ao seu trabadlo. Mando
a emenda.
ii Artigo additlvo. Fica approvado o augmento de 40/
rs. sobre o ordenado de 8/rs., concedido ao advogado da
cmara municipal da cldade da Victoria, segundo a pro-
posta da cmara municipal respectiva.
jVujuct'ra Pat. a
* Apoiada, entra em discussao.
Lem-se, e sAo apoiadas, para enlrarem em discutido, at se-
guinles emendas.
Ao3.g Com os qualro ajudantes do porteiro,
400/000 rs. cadaum, 00/000 rs.
Alfonso Ferrtira. a
. com o contador diga-se 600/000 r.
Jos Pedro, a
O Sr. Wunil lavares: Sr. presidente, consta-me, que
destes qualro lindantes do portillo um nao venca de
ordenado sinao 300/OUO i s. Oa, sr nos vamos diminuir
o ordenados de alyuns empregados. que nao eslavao
em propoiio com o servico, que prestao, ce
Concordo em que ejao elex-ado os ordenados destes
ajudantes do porteiro a 40#000 rs., como a eineuda pro-
DOe: mas nao quanto a Me, que tiulia so JOO/lWOis.
A'todas a noaaaideilberacoei deve preildlr o espirito
lii-iustUa; espirito, de que cu icono vistti auliuada a *
b.nilila; mas, para que liso succeda seiupre, he preciso,
que se nodimiuua aun, augmentando aoutros, em
iguaes circunstancias.
Naojutao lambein conveniente, que se estejuo aaug-
mentar os ordenados de alguns secretarios, guando a
outros se dlnilnue, como ao secretario da cmara itu Ri-
cife, e dou a isso o meu apoio, pulque conhe^o, que po-
de ser diminuido; uias, ao lempo uicsuio que isto se faz,
elevar o ordenado de outros n.lo me parece justo.
Quinto ao secrclario de Olinda, e um rrMracao e
injusilca; elle empre leveesse ordenado deOU/UUU rs.
ros outro.....' "'
que l'oro elevados p~-
orcaiueatot das cmara sao variaveis, como nontem s..
lie as rceeitas p'odein augmentar, assiui coniopodriii
liiiinuir: nao se perde nada, nao se faz deti uiieuto al-
gum a eises emprrgado, esperando, que se api esentem
os orcamentos, para vermo, e se Ihe pode dar este or-
denado, que se deseja; c nisio leeni elle intercsc, por-
que de nada servir elevar esse ordenado, nao havtn-
do para se Ihcs pagar, uriu a elles, ncm aos ouuo em-
pregados. He necesarlo examiuai priinciro os or^nm u-
tosedepols determinar: assiin, nao se faz injutti;a W-
guma, nao se causa o menor mal; rneme c espeu
mais alguns dias.
Esta he a mlnha oplniao, e neste endo mandarel
urna emenda sobre os quatro ajudantes do porteiro.
Le-se na mesa a eguiute emenda.
. Cou o ordenado do porteiro 5000Or
Reg Monlt\ro.
Apoiada, entra em discuisao
OSr. A-ogueira Paz: Sr. pre.idente, tenlio de votar
contra essa emenda, que eleva o ordenado do contador
a600/000rs; porque, teudo o s-cretario 700/000 rs., nao
sei como se possa dar ao contador bOO/000 rs. : he multo
desigual is*o. Voto tanibcm contra a outra, que eleva o
ordenado dos qualro ajudante; porque cstou, que os
ajudonles nao leein tanto tiabalho, quanto lem o-porlei-
ro: se o porteiro tein 400#000 rs., como podem os aju-
dantes ter 400#u00 rs. ? Acho desproporfo, acho desi-
gualdade, e grande desigualdade. Tanibem tenho de vo-
iar contra a elevacao doordrnado do poriciro aSW/rs.;
porque, tendo o secretario 700/rs., o porteiro nao pode
temais de 400/rs. Por cousequencia, tenho de volar
contra todas a tres emendas; porque acho, que cstabe-
lecein desigualdades e injusllfas. Tainbrm voto contra a
emenda, que quer, que se de a um dos ajudantes menos
do que aos outros; porque supponlio, que todos liaba-
Ihfio igualmente, e que por consequeucia todos mcre-
cein i~ual pas^; para eu podr '*' por essa diflercnca,
be preciso,' que se nioitre', que esse ajudante tein menos
trabalho, que os outros cin quanto se me nao piovar
isto. voto contra, porque entendo, que he iiijustica. Vo-
to, por consequencla, esotra todas as quatro emendas.
U-te, e he apoiada, para nlrar em dttcuum, ascgumle
emenda. .
O ajudante do porteiro, que tinha o ordenado de
3OOO0O rs., fique com o inesuio ordenado.
' >imu lai-arr.
Sr. Alfonso Ferreira : -Eu ouvi o meu nobre amigo,
le se asenta deste lado, pedir a palavra, para later al-
urnas observaces a respeito da emenda, que uve a
honra de subjcltar a considera9ao da casa ; e vi mandar,
depois de suas observaces, "una outra emenda relati-
vamente ao inesino objeclo. Da emenda do nobre depu-
udo, em reitricco a que cu maiidei, e das obseryaces,
que judiciosamente fez, recouheci, que era justo o
ue quera ; que era isso cci lamente o que eutuilia ein
istafazer.quaudo aprsente! aminha emenda; por-
que, querendo nao conservar os honorarios, que actu-
almente percebem os ajudautes do porteiro da cmara,
mas tosmente sanar, de alguma inaneira, una iiijus-
tlca flagrante, que solli em, pesando sobre seus ordena-
dos nina redueco muito forte e desproporcioual, apre-
sentel a emenda, nao, para que seusordenados licassem,
como eslavao, antes de subjeito comideracao da casa
o projecto, mas para que se accresceutasse tao someute
a nuantia de 100/ r. sobre os ordenados propostos uo
projecto, altendciido aos servicos valiosos, que elles
prestao. Mas o meu nobre amigo inandou a mesa nina e-
menda a respeito do ajudante, que excrce as attribui-
cocs do porteiro no Poco-da-Panella, querendo, que se
conservasse o ordenado, que elle tem, porque, pelo pro-
jecto, nao e Ihe faz injustica alguma, nao se Ihe luz o
menor mal, e sim conscrva-se-lhe o ordenado, que ac-
tualmente percebe. F.tiuao tinha previsto ilo, e loi por
essa rasiio, que apresentei a eineuda, como se acha rc-
digida ; pdriii, como o trabalho do ajudante do portei-
ro, que exerce as suas altribuiccs no Poco-da-l'anclla,
nao esteja em proporeo com o dos ajudantes do por-
teiro desta cidade, c como, pelo prnjecto, se Ihe conser-
va o ordenado, que actualmente percebe, voto pela e-
mendaou inodilicaco, que apiescnlou or. padre Mu-
niz miiiha emenda.
O Sr. Jos Pedro: Sr. presidente, para sustentar a
mlnha emenda basta, que me balee uas niesmas fasocs,
em que o nobre deputado, que se asienta do lado oppos-
to (o Sr. >ogueira Paz), se fundou para impugua-la.
O nobre diputado disse, que. nao apolava a emenda,
pela despropoiiio, que ella rstabelece, relativamente ao
abate ou' diininuicao do ordenado do secretario, e do
contador. Se he esta a rasiio, que o nobredeputado tem,
para nao approvar a miiilia emenda, ella o deve condu-
zlr a nao approvar o projecto em discussao, c tal ves
mesuio a nao apoiar os ordenados, que anteriormente
Bobas esses empregados. O noble deputado, se examl-
nou o projecto, verla, que na reducan dos ordenados
(Irises empregados se nao guarda proporcao, com os or-
denados, que elles tiuhiio; porquanlo, o secretarlo, que
tinha 1:200/ rs., foi reduzido a 7140/000 rs.; tirou-scllie
menos de melade : o contador, que tinha 800/rs., re-
duzio-se a 400/ rs. ; islo he, tirou-se-lhc inetade : se ha
drsproporc.io nesla redueco, como lie evidente, o no-
bre deputado, segundo suas opinin, nao deve approvar
o projecto, visto que nao quer approvar a emenda por
este motivo ; ou ha de approvar a emenda, por s ler
contra ella esta lasao, que Ihe nao aproveita.
Sr. presidenie, cu eslou convencido, que ncm o nobre
deputado, ncm a alMinbia, pode (aoumente, c pi-iuci-
palmenle agora, avahar os elementus constitutivo dos
ordenados ueiaes empregados, para lixar estes ordena-
dos com toda a juslica. O nobre diputado nao pode la-
cilmeiile avahar e calcular o trabalho mediato e inme-
diato, que empregio e euipregao esses empregados,
para poderein preencher as funcr.ors de seus empregos ;
quero dizer, o nobre deputado nao piule calcular lai l-
menle a importancia das habilitacocs, c o trabalho, quer
iuliUectual, qui'r material, de cada un desses emprega-
dos, a fin de que possa, em relaco a essas habilitacocs
0 traballios, lixar justamente os ordenados, que se que-
iciii marcar. Sabe o nebre deputado, quaes sao as habi-
uiacoesde um conlador, e de um secretario i quaudo
saiba, pode bem cun lio uta-las, e calcular a importancia
de nina e outra, levaudo em conta o lempo e as drspe-
zas em adquiri-las? Ser-lhe ha fcil calcular, iiiesmoo
sei \ ico material ciutcllectual de ume outro, para saber
oa ordenados', que, em relaco a ludo islo, devem ler
estes dous empregados, embora nao queira levar em
conta umitas outraTcdnsideracc, attendiveis na ixa-
c.io dos o llenados J
O Sr. Nogutira Pax: Fallei s em rela;o ao tra-
balho.
O Orador: 0 nobre deputado nao deve s levar em
posto que eu nao tenha conhecimenta inmediatos des- thraetlca nao mente, nao ha tal desproporcao. O secre-
sas cousas, ine affirmao que est hoje ii'umaTegulaii- -
dade a toda a prova. Tanlo he verdade, que o lugar de
contador he muito importante, que- nos vemos as re-
partieres liscaes seren a cathrgoria c n ordenado dcsle
einpregn snperioars s do secretario.
O nobre deputado t.ilvez ignore, que o contador tein
trabalho lodo anuo, nao he s nos dias desessao: elle
faz aescriptura;o da cmara; faz os balancos ; el.u,
sem duvlda, os orcamentos; em lim tem trabalho, nao
para um lempo certo, mas para acompanhar a arrecada-
cao e despeza cm lodo o auno: por cousequencia, o'seu
ordenado nao pode ser menor do que o que proponho.
Coniparc-se o ordenado desse contador com o ordena-
do de um oflleial copista da secretaria desta assembla,
que em dous inezes tem 600,^000 rs. e se ver, quanto
he diminuto o ordenado do priiuciro. O nobre deputado
Do achara quem queira exercer esse lugar com tao pe-
queo ordenado.
O r. Nogueira Pai: Ha de apparecer multa gente,
que queira.
O Orador: Nao duvido: para tudo ha gente; mas o
que se deve saber he, se_haver quem o preencha tao
bem. .Nao quero com islo'dizer, que Pernanibuco esteja
lio pobre do oauA'lidadea, que nao se enconat quem
subslitua a esse empregado, nao digoisto: mas, com o
ordenado, que se prope agora, nao sei se haver quem
queira esse emprego, exercendo-o, como deve.
Entendo", pois.nue o ordenado de 600000 rs. he o me-
nor, que se pode dar; ms aasseinbla decidir oque
entender mais justo.
Pareer-uie, que adiiniuuico de 200^000 yi. he bs-
tanle, visloquerer-seallcnder s econouiias da canina.
U Sr. Rego Monleiro : Sr. presidente, pelo resultado
da discussao vejo, que apparec.e umita desproporcao nos
ordenados dos empregado.
O Sr. Peixolo de rilo : A emenda sao, que causao
a desproporcao.
O Uradoi : Nao duvido ; mas cu vejo disposifao para
seren alguuia approvadas, epnr isso julgo, que. para
dar inellior nexo a esse projecto, (ainda que nao he meu
lim demora-lo) convem, que elle seja remrttido coni-
misso do oryamento municipal, a lim de que ella o or-
g un.e nielhar, c proporcione os ordenados, 'atlcudendo
mesmo aos servicos, que cada um empregado tem de
sei se j tinho ese ordenado,tonta o trabalho immedialo : as habililafoes soattendi-
or una emenda. Nolc-se, que o das, e quanto mais importantes lio, mais dispendiosa*,
e mais dignas de inil. innisaco. Um contador nao se po-
de julgar apto para exercer as funcves deste emprego
seuo com inuilo dispendio, e com longo tirocinio e pra-
tica. Eu passo aiiauyui o nobre deputado, que, parase
ser contador de qnalquer rrpartlcao, preclsa-se de mili-
to estudo c de-inulta pratica:em feruambuco, lalve nao
baja muita ente capaz de se encarregnr de una conta-
bilidade Olliiial: esse hoiuem, que est desenipeuliau-
do essas funecoes, he tido por muito apto para isso, e foi
escolhido, pela sua aptido: em quanto elle nao entrou
na cmara, o seu archivo, aegumiu ine consta, e nesta
assemblca se disse, eslava um cbol completo ; e,
to, que coulina : sse faz dar mais methodo discus-
sao, at mesnio porque couvin dar applicacao a essas
economas, que o projicto tem de faier, com a redue-
co dos ordenados. .
0 municipio. Scnhores, so're muitai necessidades
por exemplo.as ras, as estradas inunicipaes, reclamao
alguns reparos, entretanto que essas economas, assiin
fritas, nao tcriu applicacao nmediata, e eu nao sei, se
a cmara, sem una autorsacao, sem urna dctermiuacao
positiva, applicar essas necessidades taes economas ;
porque, em verdade, ella lem sido bstanle descuidada
dos interessese necessidades do municipio.
A vista dislo, vou mandar mesa um irquerlmento
para que seja remeltido esse projecto, com as suas emen-
das comiiiisso, que me parece mais proprii para esse
objeclo, que he a de orcamenlo municipal para que, de
accordo'coin seu nobre aulor, aprsente na casa un
projecto, adoptando as diversas emendas, que leem si-
do apresentadas. O requiriinento he esle :
Requeiro, que v coinmissao de orcamenlo mu-
nicipal o projecto com as emendas approvadas, e as de
novo oU'eiecidas, para que a coinmissao, ouvindo o ni
bre aulor do projecto, organlsc um outro.
> llego Monleiro
Apoiado, entra em discussao.
I) Sr. Villela lavares : Sr. presidente, pela tercena
ve/., que tenho de fallar sobre este projecto, fico-o, re-
almente, todoelieio de recelo, ede mello ; nao poique
nao sejo minlias convieces as do projecto, nao poique
,utema, iiue a doulrina, que se acha nelle exarada, nao
seja rasoavcl c justa ; mas porque temo luclar contra as
adversidades do lempo !
A materia, Sr. presidenie, he odiosa ; trata-se de redu-
zlr ordenados de empregados municipacs, e eu Tul o-au-
tor desta lenibranca. Aquelles, que (orea dominados
por um espirito exressivo de clemencia c de misericor-
dia, dirnvos reduslltes multo os ordenados dos cm-
pregados-da cmara : aquelles, que l'orem dominados
por um juUo mais severo, que olharem,mais para a jus-
lica de que para a compaixo, diro vos reduzisles
pouco, porque devicis rediuirpara menos. !Scnhores,
antes de entrar na qucsio, devo dlzcr francamente a
casa, que, para a formaco deste projecto, nao fui domi-
nado genio pelo espirito de raso e de juslica (apoiados):
e se alguein se persuade do coutrario....
Votes: Ningiicm, ningiiem
O Orador:.... est engaado, perfeitamentc enga-
ado. Oque cu Uve multo em vista, formulando opro-
jeclo, foi o principio do Orador romano (Imnes tomi-
nes, paires conscripli, qui de rebus dubiis consullanl, ab odio,
amililia, ira atque misericordia vacuos esse debenl. (Apoiados)
Mas, quandosc tratara,'anda ha pouco, de combater
o projecto, ouvi uma.voz da casa dlxcr o projecto he
todo desproporciona! ; nao ha proporcao alguma nos or-
denados, etc. c creio, que esta vo foi do nobre de-
putado, que ouy.o agora apoiar-me (o Sr. Mello). Seo
nobre deputado emende, que, para regutarmos ordena-
dos de crrtoi empregados municipacs, devenios ter em
attencio, nao o trabalho, mas os ordenados, que teem
outros empregados, devendo, assim, marcarinos maior,
ou menor ordenado, porque fulano, porque cicrauo tem
maior, ou menor ordenado, cnto desde jconlesso, que
ectopdc ser menos justo, c que a proposicao do
-dEf deputado he verdadeira ; mas.se entende, como
eu, que, para regular os ordenado dos empregados p-
blicos, se deve attender para o trabalho, cresponsabiti-
dade, c se deve attender que a arrecadacio, que se faz
na reparlko, nao seja tal, que a final se gaste nial com
o pessoal do que aiiuillo, que se arrecada, enlo creio,
que a proposicao do nobre deputado nao he verdadeira.
que a proposicao
A cmara municipal do Recife nao chega a ter viole
cornos de n'isde rendimento, e gasta com o pessoal de
seus empregados perto de onze eolitos de res apenas te-
le ou oito contos lico para livreiucntc ser appleadoa n
necessidades do municipio, e o nobre deputado convira
loinuilgo, que um scmelhaute estado de cousas nao con-
vem. Tanto dinheiro s com empregados !.
Mas eu quero estar pela opinio do nobre deputado,
e consinto, que devenios attender para os ordenados,
que teem os empregados da niuuicipalidade, procedendo
a redueco proporcionalinente a ejses ordenados, per-
gunio, acha o nobre deputado, queJia desproporcao en-
tre o ordenado do contador, eodo secretario i- oe a an-
tao da cmara municipal tem actualmente 1:2014/rs.;
ordenado, que fui reduildo pelo projecto 700/rs. : o
contador tein actualinenle 800/rs. ; ordenado, que foi
i-cduzidii a 400/ rs. : a conta he l'.icil de faier-M : 1:200/
rs. est para "OJ^rs., assim como 800/rs. est para o
quarto termo, que se ach ser 466/rs. : logo, o uohre
lepuiadi. que ni mili mu i eineuda para sedar ao con-
tador 600/ rs., nao cslabclccc, como quer, a jii.u pro-
porcao....
O Sr. Josi Pedro : Nao disse Isso.
O Orador : Sr. presidente, ha materias, em que o
hoineqi fa/. bem, e a final se Ihe imputa o mal : aqui es-
t o que me succedeo na apresrutaro deste projecto.
Kueuconlrei na cmara ludas as* disposlcoes, para que
losse siippriimdu lugar de conlador niinriii... : e he
preciso notar, que nesta suppressao liavi.i toda ajusli-
?a (muilo* apoiados); poique, sem alteuder ao diguo cida-
do, que exerce esse lugar, ^porque eu j disse a V. Exc,
que aqui nao tenho altencao as amiades, ou aos odios,
e fallo segundo a juslica, segundo a utilidade do meu
paii) entendo em iiiiuna oontcieacia, que o lugar de
contador da cmara municipal do Kccife he una 4M-
eara talvez seja o int'sino, que ser conlador da uiinlia
cata, i'fiiiiu/in.)-
O Sr. Jos Pedro: Est engaado.
OOrador :-- Nunca houve n.i cmara municipal do
Recife lal lugar ; nao o ha em cmara alguma da pro- A
viuda.
I'ici : ila na cmara do Rio-de-Jauciro.
O Orador : Ora, pode servir de cump.iraco a cma-
ra do Hio-de-Jauriro, que lem um patrimonio exliaor-
dlnario, para a uossa cmara municipal do Keclfe, que
apenas lem 19 ou '20 cantos (fe renda .' Amigamente da-
vo-se asi mil i-,, a cunara municipal reiuetlia estas
coulas a urna coinmissao, a coinmissao examiuava-as,
ap|iiovava-as ou nao approvava-as, e, segundo o seu
parecer, passavao-se os mandado respectivos, e as con-
tas nao ero menores do que aetiialiuenli'. Kutrclanlo,
Julgou-se mil i creafq desse lugar de contador : ero-
moeu nao live em vista supprimir lugar algiim, mas
sim, e lo smente, redim ordenados, que suppiinha
extraordinarios, nao podia deixar de reduzir a 400/ rs.
o ni llenlo do contador (npoiniios), tendo reduzido a 700/
rs. o ordenado do secretario porque, *em abuno da
verdade, niiigueui pode contestar, que, teudo o con-
tador 600/ rs., e o secretario 700/ rs ha grande dripro-
porc.no injusli?a, attendendo-se ao servico do secreta-
rio e sua maior responsabilldade. Porlauto, ou conser-
vemos o srcretario cun 1.200/ rs.,e nao liuUmbs mesmo
com os ordenados dos empregados da cmara; ou en-
tilo, a passar oprojeclo, votemos sem all'eife, xotc-
mosMi com jnstica.
Alguma cousa se disse a respeito dos ajudantes do
porteiro, e eu concordo com a eineuda apresenlada pelo
meu nobre amigo, mas quanto snnieule aos ajudantes de
porteiro, que trabalhao na placa; porque, do contrario,
lia una injust^a relativa. Os tres ajudantes tinho 500/
rs., e o ajudante do porteiro, que ofiicia no lloco-da-
Panella, tinha 300/ rs.; este ajudante nao tem lauto que
fazer como os outros desta praca, olvidei-mc disto, rc-
duzindo o ordenado de todos elles .W/ rs.: portanto,
vol, para que os ajudantes do porteiro liquem com
400/rs, mas com exeluso daquelle, que exerce suas
l'uiici-ues no Po{o-da-Pdnella. (Ipoiurfu.)
A vista detas rascs, creio, que o projecto nao apr-
senla essa grande desproporcao, essa injustica, que Ihe
at'.iibuioo nobre deputado, que se asienta defronlc de
miiu.
Agora devo de Ciliar sobre o requenmenlo de adla-
inenio, apresentado pelo nobre deputado, o Sr. llego
Montciro.
Nao sei, qual seja o lim do noble deputado com a
apresentaeSo deste requerlinento porque o projecto es-
t redigido de urna inaneira muilo clara e positiva :
quem nao o julgar justo i; rasoavcl, vote contra elle ;
rpiein julgar, que prcea so em alguma cousa, e que as
emenda sao mais convenientes, vote pilas emendas;
porque, e pelo laclo da aprrsriil.iyflo de diversas emen-
das, entendenilOS, que isso he motivo sullicicnle para
requerer, queo projecto v urna cimumsso, para ser
novamente formulado, euto digo aV. Exc, que fica-
i einos parados, e que nao poderemos trabalhar; porque
nada mais fcil doipie apreseiitar emendas a um projec-
to e depois renuerer (pie vacile, com Ss emendas, a
urna coinmissao. {Risadas.) Isto seria mu nielo poltico
de demorar certas medidas, de procraslinar asquesloes.
O regiment tem determinado a maneia, por que pode
ler lugar mais convenientemente a discussao; se o nobre
deputado, por (templo, entende, que o contador lem
pouco ordenado, vote pela emenda de 600/rs., se en-
tende, que tem muito, rcduia 250/rs. ou JOO/rs.
Nestas questocs cada un vota por aquella emenda, que
entende mais justa e rasoavcl; porm Ir a coinmissao,
para que? Para formar outro projecto? Para dizer a-
quillo ineinio, que j est deleinilnado' Nao acho justo;
julgo, que o icqiici imenlo do nobre deputado nao tem
por lim senao o adlainriito, islo he, una demora. ( A-
poiados.) Meus Srs., ueste negocio cu sei, que carrego
com inulta odiosidade: os empregados da cmara mu-
nicipal, nao lodos, mas alguns.....la'.vez ja nao mepossao
ver husurro) : quem sal' as maldices, que chovem
sobre niiulia cibica, qnaiila praga....; mas eu despiezo
tudo islo, porque venho aqui acumprir coin o deM-rde
depuiad provincial, e hei de dizer a \. Exc. e a casa,
com franqueza c coiagem, ludo aqulUo, que julgar
justo e conveniente ao meu pail.....
O Sr. Reg Monleiro : Assim sao os mais.
O Orador : Apoiado: looge de iniui peusar o con-
OSr. Jos Pedro : Sr. presidente, o nobre deputado
qulz combater aqulllo, que eu nao tinha *"
ta casa, eu nao disse, que quera elevar o ordenado do
coaudnr a 600/r., para guarda, a Plrcao ram o do
secretario; foi o contrario disto o que cu disse. eu d sse,
que, sr se .pieria guardar tal proporcao. motivo baslau-
te tinha o obre deputado, a qur.n respond, para rejei-
Wr o projecto; ...ai o obre deputado persuadido que
eu tinha reclamado a proporclonahdadr vem mostrar-
me, que a mlnha emenda a nao rstabelece, c por isso
h-queolz qui a iniolia arilhiuelica falhou delUvez, e
oueasiia i.ei.ifallivel; entretanto que d para oquarto
i.rmo da proporcao, que fez entre os ordeuados do se-
cretario e contador, e os abates, que sollrcm estes or-
denados no seu projecto, 466,666 rs. para o ordenado,
que deve ter o (-untador; mas pergunto eu he este o
ordenado que da o nobre deputado ao contador no seu
projecto ? io : logo, ha desproporcao, e por conse-
guidle injustica, quaudo se quer guardar urna proporcao
nos abates.
I.u nao quero dirigir-mc por uenhuma proporciona-
lidad!', que nao seja a das habtUlaccs c trabalbo, que
I
*


2
-
teem rsscs empregados. As habitac-Ccs, que tem um
individuo adquirido, para mu dia poder haver os meios
de subsistencia, lie sua propriedade, de que niiiguem
deve dispr sema indemnisaeo equivalente.
O Sr. Villela Tarares :'Knlo-eii di
i deviu ler a cornos de
iris; porque gastel multo dinheiro.
0 Orador : Nao sel: eu o que uo quero he, que
se atienda s ao n.ili.illio inmediato, pura l'uar esses
ordenados.
O Sr. /Irruda : Ja tem nina remuneradlo como eni-
pregado, que Ibi, da alfandega.
O Orador : Isso foi pelos anuos de servico, que elle
prestoualli.
Tenlio combatido o calculo, que fez o nobre depulado
para mostrar nir, que eu eslava em erro; tenho mos-
trado, que nao disse aquillo, que elle me attribiiia.
Disse o nobre diputado, que nao se devia dar 600/rs.,
por aso que a coiuabilidade da municipalidade era tu
pequea, que nao valia tal ordenado Disse Dtals qu
nao era possivel sustentar-sc una repartirn, em i|ue
suas rendas ero absorvidns em pagar ordenados. Pcr-
suado-me, que istono sao argumentos valiosos: per-
milla-me qsft Un- diga, o eu o provarei fcilmente. O
notare depurado sabe muilo bein, que reparlicoes liad
arrecadaco, cuja renda nao ehega para os-cniprega-
dos, e, apezar disso, ellas siibsistem.
Voxi l : .\au devem existir.
O Orador:Has existem; poique sao uecessarias pa-
ra satlsfaier certas necessidades publicas. Una des-
tas repartices lie a do eorreio : alenda, que ella arre-
cada, nao ehega para pagar os seus empregados; mas,
apezar disso,esta rrpartlcSo nao se pode suppi iniii: logo,
ii.....todas as repai'lices de arrreadaco, por no ternn
a renda lufncienle para pagar a seus empregados, dei-
xfio de subsistir ; nao, Senliores : ellas devem exist
urna vez que tenho por Bmutisfazer alguma necessi-
dadepublica : cnao (em acamara nutras necessidades
publicas a satlsl/.er, a nao seren as materias do muni-
cipio, e o trabalho de receber edespender as suas reti-
das ? l.'rrio.quc niiigiiein o negar.
O nobre debutado sabe milito bem, que os emprega-
dos pblicos uo eslao adstrictos as rendas, que arreca-
d.io as rrpartlcdi i, que perleBiceiu : e nem Isto era pos-
sa el, porque, entao, niuitos empregados haverio, que
os seus ordenado* uto chrgario para sna subsistencia ;
oque oliriga-los-hia desviaren! a sua ntteiicn eo lem-
po, que devino einprrgar no icrvloo publico, para have-
niu o coinplenietilo da subsistencia, que o ordenado llies
nao d.
VoUt: I'rocnrem outra vida.
O Orador: Senliores, eu reconheco, que uinacsfo-
nnaco por enipregos far eoiu que nunca falte queni
queiraservil o lugares, at por 100/rs.; mas o que nao
sri he, se llavera quem os sirva, por tal dinheiro, coni as
^ habilitaoSe precisas a a contento do servico publico.
Serta trlite a condicto de urna naco, em que se pruvrs-
sem seus empregos naquelles, que por menos os qui-
/fssein servir.
Senliores, (liando seeslabeleee um ordenado, teeui-se
ni vista, principalmente,!^! liabilitaces, que exigem o
empieyo e o servico, que se tem a desempenhar ; mas
lie preciso lambem terem couta a prubidade do emprr-
gado, e por isso lie neeessai o, que o ordenado cliegue,
nao s para as necessidades reaes, como para satislazi-r as
(leticias, que a snciedade tem considerado reaes. Com
um ordenado diminuto, nao s o euipregado se ver
forrado a desviar-se dos seus dev eres, para haver a sub-
sistencia, (pie o ordenado Ihe nao da, como est exposto
s tentativas da seduccao.que o podem conduzir a pre-
> ii icaedes.
( Sr. Viixolo de llriio : -Naohe o ordenado, que d a
probidade. "
'' Orador : Creio, que o Ilustre deputado nao- sus-
tentar isso fcilmente,
I Sr. presidente, a probidade tem limites, e esses limi-
tes si' u trapasso umitas vetes, quando as eircuiiistau-
cias iiie'sipinlias do einpregadu o pem em apuros, que
elle nao pude venen.
O Sr.Veixotodc 'rilo:-----Isso lie muilo moral.
O Orador: -.Vio quero generalisar a prnpdsir.no;
inas o nobre deputado nao pode deixar de admita o que
acabo di- alrmar.
alas, disse lainhrm o nobre deputado, para sustentar
o sen projecto, que o emprego de contador era tuna lui-
cin ; que uo baria contadura em cmara alguma. Fe-
lizmente esta sua ultima asscrco foi contrariada em um
parte,
yuauto a ser o lugar de contador una sine-cura, nao
sri como se possa alliiiiiar, qiiando nesta casa, ames de
crear-te este lugar, se clamou sempre contra a irregula-
ridade dcconlabilidadedaiainara, econfuso, em que se
achara o teu archivo, e se disse, que com grande dilli-
cuiddese poda obterdelle um titulo, ou um docu-
mento qualquer, ipic se prclendessc ; o que agora nao
Acontece. Portanlo, se he cerlo, como sabemos, que a
escriptuiaran da cmara est regulada, c o seu archivo
na iiielliiir nrdem, o que he devino ao lugar de contador,
e a aptidooe intelligeucia dapessoa, que ora exerce este
lugar, como dizer, que o lugar be nina xic-cura?
O Sr. filela Tarares : O ofiicio do contador he con-
tar, c nao dar iiforinacocs.
0 Orador : Eu fallei em nformaces ? Disse, que a
cmara tinha o archivo em um cabos, antes da existen-
cia desee lugar, e que por isso nao se podio haver os ti-
tuluse oulros documentos, que se pedio.
Sr. presidente, os empregados, que trabalho, devem
ser pagos convenientemente ; devem ler meios de salis-
f.i/er todas as suas necessidades : sein isto podem haver
empregados; mas nunca bous empregados.
Ainda voto pela miiilia emenda.
O Sr. Joaquim filela : Sr. presidente, eu emendo,
que os empregados pblicos devem ser pagos ; porque a
esse respeito sgo a mxima do Evangelho = Uignu etl
operaras mtrctd un > : mas, Sr. presidente, eutendo
lambem, que a snciedade, quando tem de pagar ao fin-
pregado publico, deve principalmente atlender aoseu tra-
ballm.c que esse trabalho lie, que deve ser proporcio-
nal a paga. Assim, pois, Sr. tirasidente, nao possn ad
niitlii o principio, de que, na deterniinacao dos ordena-
dos dos eiiipregados pblicos, se deve atlender s neces-
sidades reaes" r ficticias das mesmos empregados, como,
lia pouco, se disse na casa ; porque, em tal caso, a socie-
dade seria obligada a pagar inais do que deve.
Sr, presidente, o ordenado dos empregados he una di-
vida porque he a recomp nsa de um tiabalho, e lodo o
trabadlo deve ser rceompeiisado : uns, por isso luesiuo
que essa divida he esultado do tiabalho, deve ser pro-
porcionada ao incsiuo tiabalho. Diz-se, Sr. presidente*,
que be ii> lessario, que se d ao euipregado um ordena-
do (unciente para elle poder comuiodamenle subsistir ;
mas i u ereio, Si. presidente, que, quando a sociedade
paga ao eupregado, mi he para que elle tenha um or-
denado, com que subsista, esiin porque elle a serve ; de
iiiaueira que, se o tiabalho, que Ihe elle prestar, nao exi-
gir una paga tal, que Ihe possa subministrar todos os
lucios de subsistencia, a sociedade nao pode ser obligada
a dar-Ihe todos esses meios ; porque, Sr. presidente, lo-
go que a sociedade paga o tiabalho, que o rinprrgado
Ble presta, tem salisleito a sua divida. Sel, que o estado
deve garantir os soccorros pblicos, e por isso, <|uaudo
o cidado se acha em estado de miseria, tem direlto de
exigir do estado, que o nao delxc niorrcr de fouic ; mas,
cin ipianto no esta verificada essa hypothcse, em quan-
to o cidado nao mendiga, a sociedade nao be obrigada a
prestar rsscs soccorros ; poriu, Sr. presidente, se se
entende, que o ordenado dos empregados deve sempre
ser pioporcionado s suas necessidades, e nao ao traba-
lho prestado, estabelecc-se o principio, de que a socie-
dade deve dar csinnlas a quem nao est no estado de as
receber ; porque toda a paga, que excede equivalente
ao ii.iii m>, mo vejo, que seja outra colisa seno um
ioccorro publico. M'. presidente, quem HCCCSSitar de
esinolas, ]icca-as ; mas nao as exija em paga de servicos.
Eu couvenho, (jue ha casos, eiu que a sociedade deve
dar todos os meios de subsistencia ao empregado ; mas
sempre, e em todo o caso, sematten^oao tiabalho, uo
posso cornil' : quando o empregado gasta todo o sen lem-
po em servir a sociedade, nao ha duvida, que esta Ihe
deve dar lodos os meios de vida, poique elle liada inais
pdc f i/.ei ; mas, quanto aos que nao absorvem todo o
seu temno no servifo publico, estou persuadido, que s
se Ihes deve pagar c:n relaciio ao tiabalho, que prestao ;
porque resla-llies tempo pata oceuparcm-se em oulros
servicos....
lim Sr. Deputado : Ha um engenheiro com 5 contos
de n'is de ordenado ; isto he, inais do que o que tem o
presidente da provincia.
O Orador : Mas, que vein isso para o caso ? Se isso se
aprcsenlasse a delibeiaeo da asseiubla, cu Votara con-
tra.
Sr. presidente, cu entendo tainbem, que, na designa-
fao dos honorarios dos empregados pblicos, se deve at-
lender s hahilitacoes; porque as habililaroes deuiandao
trabalho e despezas, que necessariamentc se devem le-
var em liulia de couta ; mas' nao se segu daqul, que a
sociedade tenha ubrigacao de atlender s liabilitaces
daqurlles, que exercem os empregos, quaesquer que el-
las sejao ; deve attender s habililaedes, que sao neces-
sarias para o lugar.
O Sr. Jote Pedro : He a essa, que.me refer.
V Orador: Que importa sociedade, que um bacha-
rel, por cxemplo, um homem habilitado para outras
rousas, para cousas incsuio multo grandes, voccupar o
lugar de secretario da cmara ? Seguc-sc, por isso, que
se deva, na determina!,u de seu ordenado, attender es-
sas hahilitacoes ? Julgo, que nao. Em uina palavra, a so-
ciedade s deve atlender s habilitarles uecessarias para
o em prego, cujo ordenado quer marcar.
0 Sr. Jos Pedro: Nao fallei do'secretrlo.
O Orador: Mas fallou do contador, e disse, que elle
tem grandes liabilitaces, e eu, que entendo, que essas
grandes habilitarles, que o contador tem, no sao neees-
sai ias para o lugar, que exerce. nem jara elle, se reque-
rem, emendo lambem, que ellas uo devem pesar sobre
a sociedade ; porque, Sr. presidente, quando a socieda-
de estabelece a creaeo de um emprego, determina tam-
bem, quaes os quesitos, que devem ter aquelles, que o
qulzercm servir ; c por estes quesitos, pelas habilita(es
nelles eontidas, beque a sociedade deve estabelccer o
ordenado, e nao com allciiciio a todas e quaesquer liabi-
litaces, que possa ter o individuo, quepasse a exercero
lugar.
O Sr. Jos Pedro : Nao disse nada disto.
O Orador: Se o individuo tem grandes habilltaccs,
sein que sejo uecessarias para o emprego, nao devem
ellas serattendidas.
Disse-se, Sr. presidente, que era-falso o principio, de
que as rrpartices de arrecadacao se deve attender a
sua renda na xaco do ordenado de seus empregados ;
mas cu sustento, que este principio nao he falso : eu as-
sento, ipie este principio estabelece una regiagcral, e
urna regia gcral, que, posto esteje, subjeita a alguma
excepeo, nao deve ser abandonada.
O Sr. Jos Pedro : S em reparticao de arrecadneo,
propriaiueiite dita. ,
O Orador: Esta regra geral pdc estar tubjeita a
urna excepeo, em um ou outro caso^ quando a reparti-
cao for de absoluta necessidade, e nao baja remedio se-
no gastar mais com o pessoal do que do as suas ren-
das ; mas seguc-se, que, por solt'rer ella urna excepeo,
a devamos despiezar sempre, e erigir em principio a re-
gia opposta ? Cerlo, que no. Ora, Sr. presidente, no ca-
so em (juesto podemos seguir i isca esta i'rgra; porque
d-se a justa piopoirno entre o tiabalho e a paga nos or-
denados estabelecidos nc projecto : e digo, que ha pro-
porfo, porque, seui questiouar, se a cmara municipal
trabalha tres, quatrn ou cinco inezes no auno, bem que
recouheca, que em material desja natuieza no se pos-
so deixar de admittir clculos mais ou menos approxi-
mados, creio, que posso afirmar a proposito, de que os
empregados da cmara uo cousoineiii lodo o seu tempo
em servir o estado : qualquer que seja o tempo eonsu-
lido, elle no he todo o anuo ; e basta saber-se, que a
cmara municipal nao trabalha lodo o anuo, que seus
empregados, por onsequencia, no trabalhu lodo o au-
no, e por isso nao consumera todo o seu lempo em servir
ao estado, para reconhecer-se, que a sociedade no pode
ser obligada a dar-Ibes todos os meios de subsistencia.
t.im- acamara uo trabalha todo o auno ningueiu con-
testa : a le de sua creaeo marca quatro sesses por au-
no, de tres em tres mezes, e de seis dias cada urna, e
coinmiiimnenlc nao duro mais as sesses ordinarias :
ha lambem sesses extraordinarias; porcm sabemos
uilo bem, que estas sessqes quasi nunca excedem de
um dia por semana: eu j serv na cmara ; sei bem,
qual he o seu trabalho ; e lauto a le de sua crcaco re-
ennheceo, que nao ha esses grandes trabalhcs, que aos
liscaes, cujo servico parece ser o mais constante, manda
dar iimagrallficaco apenas.
O nobre deputado, que me prreedeo, fallou em esfo-
lueaeao de eiupiegos. I'arece-ine, Sr. presidente, que o
nobre depulado foi pouco generoso, quando aliruu ca-
sa esta proposi(o. Sr. presidente, quando se trata de
i edii. rao dos ordenados dos empregados da cmara, e
se diz ( por occasio de dlter alguem, que os acluaes
empregados uo que rio servir com tao lursquinhos or-
denados j, que os que nao acbarem sulhciente o ordena-
do, que Ibes lie a marcado, podem abandonar o lugar ;
parece-me, (pico nobre deputado, fallando em eslomea-
CSO de empregos, d a entender, que a assemb|a quer
l'azer essa reduccao para obligar os acluaes empregados
da cmara a iargarem os lugares.
0 Sr. Jos Pedro : Essa lla(o he sua ; nao se con-
ten nos principios, que enuncie!.
O Viador:Pelo meuos he a llaco, que se deduz
do que disse o nobre deputado ; mas, se o nobre deputa-
do explica, que uo foi isto o que qtu/. di/.er, retiro o que
acabo de dizer respeito. <>uamo ao ordenado dos lis-
caes, parece-me que nada se disse : nao houvc opposi-
(o alguma.
Agora, Sr. presidente, devo dizer, que, com quanto me
tenha enunciado da mam ira, que acaba de ver a assem-
bla, todava entendo, que deve haver propon m neslas
reducccs : e por isso, deixando de votar pela emenda
do nobre deputado, que eleva o ordenado do contador a
00/0U0, proponho que seja elevado a 500#uO ; porque,
como, fe la a pi oporcao entre a redueco dos mais empre-
gados, o que Ihe deve tocar sao t^UOO, creio, nao altera
essa proporeu a pequea quanlia, que cresce.
Voto laiubciii pela outra emenda, que eleva o ordena-
do dos ajudanles do porteiro a 4U0J00U rs. porque reco-
iiliceo, em M-rdade, (|ue os ajudanles do porleiro tccni al-
giini trabalho na cmara: o secretario, como encarregado
do expediente da cmara, Mmita-.se apenas a fazer bor-
res, e a escripturaco he toda feita pelos ajudanles, e
elles acompalilio os tiscaesem suas corridas : um dclles
at serve no jury; presta lambem este servifo. Emen-
do, porcm, que deve ficar com o seu ordenado de 300/
rs. o quarto ajudan t". porque este nao tem o mismo tra-
balho que os outroS : esle serve com o riscal do Po(o-da-
I'.milla, apenas o acompanha em suas corridas, c alguma
res vein ao Becife trazrr u relac.ioi dos multados; nao
trabalha, pois, tanlo quanto os oulros.
Sr. presidente, foi mais apresenlada ao projecto uina
Hienda addiliva doSr. deputado Lopes Neto, que tinha
por fim abolirs tabellas da cmara do Kecife, us. 1 e 2,
a que se referem as leis n. 120, do auno de 1843, 5 do
arl. 19, c n. 135, do anuo de 1844, 4 do arl. tambeiu 10 :
a iutencao do nobre depulado, como recouheci pela dls-
cussao, era revogar essas duas tabellas; mas, vendo que
elle, ua sua emenda, se equivoca a esse respeito, e que,
se ella fr approvada, uo vem a ter o resultado, que elle
te ve em vista, e que he o que convelo, por isso substrato
a sua emenda por esta outra, que mando mcaa.
Sao lidas e approvadas, para eulrar ein discusso, as
SCguiutes emendas :
a Com o conudor 500/000 rs. Joaquim VilUla.
Jimenda substitutiva a do Sr. Dr. Seto.
Ficao revogados o^5 doarl. 19 da lei provincial n.
120, doanuo de 1843, e'oyi doari. 19da lei provincial n.
135, de de niaio de 1844, e as tabellas ns. 1 e 2, a que
elles se referem. Joaquim VilUla. n
" Se passareui as emendas, que alterno os ordenados
do contador, do porleiro c dos ajudantes deste, seja ele-
vado o secretario a 1:1100/000 rs. ->OjMiro /'o.
O Sr. Villela Tatures: Sr. presidente, pedi a pala-
vra para dizer muilo pouco, respondendo ainda ao no-
bre oeputado, que se asseula defronte de inini.
Sr esta assembla se oceupasse de dar esiuolas (creio
que he a expresso mais jnopa,) eu dira entao, que
nos deviamos ter multo em consideracao as necessida-
des do individuo, i quem quizesseinos soccorrer; de
maneira que deviamos dar niaior esmola quelle, qur
mal prreisasse, que ttvesse inais familia, mais tiiios,
ele; deviamos dar menor esmola quelle, qumenos
perersasse; mas, como por ora nao nos oecupamos de
dar esmolas (npoiado), nem he esta nossa atti buieo,
visto que as esmolas sao objecto'da moral, que pd ser
exercida por cada um de nos, particulariiiente ; como
nos oecupamos do direito, e eu entendo; queodireito
he muilo separado edslioclo da moral, por Uso que,
para se dar o direito, he perciso dar-se a ooacf ao, o que
nao acontece a respeito da moral; creio, aue nao pode-
mos ter em vlsla as regras estabelecdas jMo nobre de-
putado, isto he; que nao devenios attender para as ne-
cessidades do empregado publico, para ai suas preei-
ses particulares, paraoieu estado familiar, etc.: e, de
facto, se prevalecesse este argumento do nobre depula-
do, desde j dira nesta casa, que a nar^o brasileira tem
sido injusta, e demasiadamente Injusta, com o estabcle-
ciuicnto dos ordenados dos empregados pblicos.
Srs., eu conheco guardas d'alfandega. que teem 8 e 9
filhos, masque teem 400 mil rfis de ordenado; e pode-
mos dizer, que esses empregados d'alfandega se paga
muilo mal? Que Ihe devenios augmentar o ordenado,
porque elles sao pobres t carrrgadosde familia? Nao;
porque nos nao tratamos da moral, no tratamos de dar
esmolas estes guardas ; tratamos de pagar o trabalho,
que o guarda dispende com a alfandega, ou com os ser-
vicos da alfandega, c atlende-se para o que se deve at-
tender, que he a proporco entre o trabalho ea recom-
pensa do mesmo trabalho.
Mas, disse o nobre deputado, he preciio, que estabe-
lecamos o ordenado dos empregados, de maneira que
colloquemos e empregado publico era una perfeita in-
dependencia de carcter ; que tacamos com que elle se-
ja honrado, e nao prevarique. Sr. presidente, estou
convencido de que 1 quantilativo, que d a naco ao em-
pregado publico, nao he quem determina o seu carcter,
a sua honra (foiados): nao, Sr. presidente ; e tanto nao
he v ei dailc islo, que cu conheco, e a casa tambera no
deixar de conhecer, que empregados pblicos ha mul-
to bem pasos, c que sao prevaricadores; entretanto
que oulros muito mal pagos sao muito honestos, e mui-
lo honrados. (Muilo* apoiadot.)
O Sr. Jos Pedro: Nao eatabefeci regra.
O Ornifor : O nobre deputado diz, que nao estabele-
cco regia; mas todos nos ouvimo-lo dizer, que era pre-
ciso augmentar os ordenados.,., para que os empregados
uo prevalicassem. Se empregados ha, Sis., com gran-
des ordenados, que sao prevaricadores, qual he a conse-
quencia, que devo tirar deste principio? He, que o m-
denado nao he quem determina o carcter e a honra do
empregado....: e se isto nao he consecuencia, Sr. presi-
dente, entao confesso a V. Exc, que nao ha lgica no
mundo.
Ainda insisti o nobre deputado na sua proposito de
que o ordenado do contaeor, reduzido pela maneira,
que est no projecto, nao est ein proporco com a re-
dueco dos ordenados dos outros empregados ; e quiz ar-
gumentar, que uo estava ein proporro, pelo trabalho,
que esse contador dispende na cmara municipal. Sr.
presidente, para haver exactissiina proporro na reduc-
i ao dos ordenados de contador e secretario da cantara
municipal, devia dar-se ao contador 4(/lKM) rs,; mas
Ma nni,i emenda, que Ihe da 500/000 rs. : entretanto,
como a dill'ereii(a he ridicula, de 34/000..., nao questio-
narei por ella. Mas o nobre deputado nao pode provar
convenientemente, que contador da cmara tem um
trabalho, por que deva receber 500/HIOO rs...
O Sr. Jos Pedro: Tem muilo trabalho.
O Orador: Tem ? Enlo o contador fas alguma cou-
sa, que nao he do seu ollicio de contador: se assini he,
a cmara nao Ihe pode pagar aquillo, qu elle fai, e
no pertence ao seu olficio...
O Sr.Jos l'tdro : E como prova isso?
O Orador: Pela palana contador entendo, que o
seu ollicio he contar, fazer comas da cmara municipal,
e contar, ou fazer as comas da municipalidade: ser es-
se o grande trabalho ? Nao. Agora, se o contador tem
por hu fazer relatorios, dar informacrs, etc., entao
uo se diga contador, quando menos, diga-se contador
etctera, et celera. (Itisadas e apoiadot.) .
OSr. Jos Pedro: A palana contador explica bem
as suas funeces; a contabilidad!' frina uina sciencia.
O Orador: Mas que contabildade tem a cmara mu-
nicipal do Kecife ? Alen lieos! he a reparticao mais com-
plicada, que cu colillero, nem o lili-souro publico !! O
contador tem immcnsas difhculdades a vencer, ai cun-
tas sao dffcilliiuai!l Sis., nao basta allfgar, cumpre
comprovar imssas asserces; e eu provo as minlias com
a despeza e receita do municipio. Contar, contar s-
niente para a cmara municipal do Rccife.... nao he na-
da. Entretanto, voto pela emenda deuO0/0U0 rs., e con-
tra a de (JOO/000 rs., apresenlada pelo nobre deputado.
O Sr. /../i. Monteiro : S duas palavras para justifi-
car o meu 11 qiu i'ineiito ; o qual uo leve por fim pro-
telar a discusso, como julgo o meu nobre amigo :
eu Uve s por fim hariiionisar o projecto, nao s com as
emendas ollerccidas nesta discusso, como com as que
j foro vencidas, c passro em segunda discusso ;
iaiiii.i ni pela raso de ver a desproporrao, que se mos-
trava nos ordenados dos diversos empregados da cma-
ra. Eu vi, por exemplo, que o contador tinha 400/ rs
o porleiro 410/rs., os ajudantes do porteiro 400/rs.
e niiigucm dir, que o traballio do contador he igual ao
do porteiro, e o tleste ao dos ajudanles. Se, pois, ha
dcsproporr.ao nos liabalbos fc aia/.eres, e na responsa-
bilidad!: desses diversos empregados, parece-me, que
tambcio deve haver desproporco nos ordenados ; as
emendas teem sido diversas : c por isso_ eu propu/. o
meu adianiento ; porque, sendo ainauha da santo, a
coiumisso podia trabalhar, e, na segunda-feira,apresen-
lar seus irabalbos. Eulretanto, a casa julgar o meu
requertmenlo, como entender justo.
OSr. Jos Pedro: Sr. presidente, o nobre deputado,
que precedeo ao que acaba dr fallar, fez-me una aecu-
saco muito odiosa, quando ararmou,que eu,quando dis-
se, que Mana esfomcaco de empregos, quizera dar
entender, que a caia diminua os ordenados, para que
o acluaes empregados largassem os empregos, e vies-
si'iu us lugares a aproveitar a alguem: eu nao disse isto.
Si, presidente, em virlude de uin aparte do nobre depu-
ludo, que se asseula defronle de raiin, era que diise,
que, se os ordenados uo couviuho aos empregados ac-
luaes, largassem us empregos, cu disse, que desgrana-
do era o paiz, em que os seus empregos ero prvidos
naquelles, que por menos o quieisem exercer, e que
fosse islo o resultado da esloineaco de ler-se empregado
publico, quaesquer que fossem os ordenados. Creio
que nislo nao ha allso alguma ao procedinienlo da ca-
sa, c nem se pode mesmo tirar a consequencia, que o
nuble deputado tirou,
Sr. presidente, os nobres deputados uo teem combati-
do os argumentos,que aprcsenlei parasuslenlar a iniuha
emenda. Elles nao teem negado, que os ordenados de-
vem ser dados em relaeo as liabilitaces do empregado,
e ao servifo inmediato, que elle tem de prestar; ape-
nas nao qiiiTciu, que us ordenados posso evitar as pre-
varicares, quando sullicientes para satisfazerera al ne-
cessidades dos empregados ; e que nao devem estar era
propoi(o a estas necessidades
Si. presidente, ru diste e ainda all uno, que o orde-
nados devem taubeui ser fixados ejseonsideraraos ne-
cessidades dos empregados, nao w as reaes, como
ficticias, que, pelo estado da civilisaco c riqueza
paiz, sao consideradas reaes, e das quaes nao pd.
empregado prescindir, sein aviltar-sr aos olhos do pu-
blico, que, as mais das vrzes, avalla, e tem em conside-
racao as pessoas, na raso do seu trataucnto. Isto
e d por eteiupiu ludas as veies' que o empre-
gado se aprsenla Com vestuarios improprios da de-
cencia, que requer o lugar, que oceupa, embora te-
nha todas as rasei para merecer a estima de seus
coocidados. Os nobres deputados nao podem con-
testar isto; mas, para faterem, dlssero, que, seos
ordenados se fixassem na raso das necessidades do
empregados, sendo estas ampliadas ein proporco
docresciiuento de sua familia e filhos, elles'rslario sem-
pre em nina alteraco continua, e diversifica io a res-
peito de empregados de igual cathegoria. Ora, Isto foi o
que eu nao disse : eu fallei d pesso* do empregado, to-
mada isoladamenle, enao pbdla levar em cehiald.
as necessidades, qu elle, por sua familia e filhos, tPr,
de satisfazer. Considerada s a pi-ssoa lio i iiipregao0 h.
evidente o meu principio. Os nobresdeputsdus iiaopo_
dein negar, que um empregado. que, por tcr pequen,,
ordenado, nao pdc fazerjuina casaca, para Ir a sua re
particao, onde vao todos assnu vesiidos, ten, Qr(|e_
nado iiisuflicieiite, eem desproporco a suas necessda
del: assim. pois, o deve ser a respeito das outras neces-
sidades, que deve satisla
OSr. Arrufa: Se uo posso ir ao Monteiro de carro
vo.u de canoa, que he mais barato.
0 Orador: Nao digo isso : desta maneira riao'hasr
guenlos, que se nao destruSo : eu nao fallei dasnpec-
sidades ficticias, propriaiuenieditas, no fallei no\au>
dos empregados.
OSr. Arruda: Se nao poiso comprar unta casaca ie
panno de6/rs., compro-a de panno de 3 ou 4 mil tfil
O Orador: Tambera h verdadeira a proposito de
que he neeessai io por o empregado ao abrigo das preva-
ricaces; porque todos nos sabemos, qun poderosas
sao certas iieccisidadei, eem que eircuinslaneiaj lea.
:hao aquelles, que, devendo-as satislazer, nao teem 0J
nelos para isso. A educado do individuo, seuiprncj_
pios. as relaces soclaes, os leus deveres como empr,.,,a.
do publico, sao cotilas mui poderosas para sustentar a
sua probidade; nas, apezar de Indo Isto, ai necessidades
umitas vezes o vencein,* o eonduzeni a prevaricar: he
pois, preciso, que o leu ordenado oponha aabrigodas
sedueces, sendo o necessario para as suas prreisdes, e
un 'mu para que justamente incurra na devida respon-
sahilidade, e nao inereca aeqnidade, quando houvcr de
prevaricar, Toreado pelo apuro, a que 0 podem levar a
suas necessidades. Nao se diga, que, quaesquer quesijo
as circtinislancas, em que le ache oempregado.rlle te.
rsenipre ein vista oconceito publico,, os seus princi-
pios; e que os seus deveres devem estar cima de ludo:
nao estou por isso, mullas veics ludo se sacrifica, anda
involuntariamente.....
OSr. Arruda: Quando ha disposlcao para se ser o
contrario.....
O Orador: Essa adquire-se; nos nao podemos dizer
o que novemos de ser amanha: nnuitas vezesohoinem,
que seaprcienta mais firme em seus principios, ,|Ual-
quer circunstancia o faz desistir delles: he isto o que te-
mos visto todos os dias.
O Sr. Joaquim Ville'.a : Sr. presidente, o nobre de-
putado, que. acaba de sentar-te, parece-me, que nao
dettruio os argumentos, que foro apreaentados na ca-
sa, sobre a maneira, por que se deven ftxar os ordena-
dos dos empregados: o nobre depulado lecunlicceo Dem
a rxtenso de sua propoiico, islo he, de que os orde-
nados devem icr marcados em relaco s .necessidades
reaes e ficticias do empregado ; porque ella val a um
ponto tal, que. a ser admiltida, os ordenados no se po-
deriao fixar sYnao em rel.ifo ao pessoal : de maneira
3ue era mister priineiraiuente saber, quaes o indivi-
uos, 'que io para os lugares, e quaes as suas necessi-
dades, para entao le marcar o ordenado; visto que o in-
dividuo, que fsie solteiro, devia ter menor ordenado, do
que quelle, que fsse casado; o individuo, que, sendo
casado, tivesse s um filho, devia ler menor ordenada,
do que quelle, que tivesse dous, tic. : o nobre deputa-
do, poil, dizla eu, reconheceo' bem a exteno da sua
proposifo, e por isio restringio-a, dizendo, que te
referia as oecessiil.ides do proprio individuo : porm,
como pode, Sr. presidente, o nobre depulado leparara
necessidades do proprio individuo das necessidades de
sua ramilla ? Sr. presidente, por una lei natural, o ci-
dado, mais tarde ou mais cedo, lem de unir-se a una
familia, e as necessidades dessa familia fazem indispen-
savelmenle parte das suas necessidades: portaulo, o prin-
cipio do nobre deputado nao pode ter applicaco, eo
que eu apreientei, de que a sociedade deve attender, se
o individuo gasta, ou nao, todo o seu lempo em servl-la,
esl ein p : se o individuo nao gasla todo o seu tempo
em tervir a sociedade, ella nao lem obrigacao de dar-
Ihe todos os meios de subsistencia.
O Sr. Jote Pedro : Eu fallo do empregado, que con-
som todo o seu tempo no servifo.
0 Orador: Nessa hypolhese, concorde! eu, que a so-
ciedade lem obrigacao de dar ludo ao cmprrgado; mas
dcinonstrei tambera, que os cnipregados da cmara nao
casino lodo o seu tempo em servil a sociedade; e he
por isso, que entendo, que a sociedade nao he obligada
dar-lhes lodos os meios de subsistencia.
O Sr. Jote l'tdro : Dizem-nie, que o contador traba-
lha todo o auno. ... _.'.
0 Orador : Vejo as suas attnbuices mareadas no
regulamenio de 30 de agosto de 43, e no vejo.que, com
essas atlribuiccs, deva elle trabalhar todo o anno; ellas
ah esto especificadas. Se prevalecesse opiincipio.dequt
os ordenados devino sempre classiticar-se na rasaoda
necessidades dos empregados, enlo nunca haverio or-
denados pequeos; mas nos venios ordenados ate uift-
quiuhosde300/rs., e estabelecidos em rrlacao ao tra-
balho. No voto por o augmento do ordenado do secre-
tario, ainda mesmo passando o augmento dos oulroi
empregado! porque o aecrelario tinha 1-.000/rs. (de-
nois he. que foi elevado o ordenado a l:200/rs.), quan-
do nao liuha ai niesmai altribuicoei, que hoje tem, e
san muilo mal; pois que, dermis que se creou a coula-
doria, lirro-se minias atlribuces ao secretario, como
se eollige do arligo 4." do regiment, que citei- ra' se
as allribuices do secretario, cora a creacao da coma-
doria, dirainuirao, c nem he possivel, que deuasiem c
diminuir, porque a lei do 1. de outubro nao eitaDfle-
ceo contador, e creaudo-se esle lugar, devio dai-sf-
lhc obrigaces, que ero exercidas pelos oulros empre-
gados, e mxime pelo secretario ; he conscquenle, (|ue
o ordenado do secretario devia tainbein diminuir, e nao
augmentar como se fez. Assim, pois, redurdas, como et-
----- o ordrnado
que el-
tao as attnbuices do secretario, julgo, que
de 700/ ri. he sulhciente para pagar os servicos,
le presta. ., ~(n
Julgada a materia discutida, e rejeitado o adwneiuu
do Sr. Reg Monleiro, he approvado o projecto, comas
emendas dos Srs. Aflonso Ferrelra, Mu lavaies.ioa
quim Villela, e Nogueira Paz ( a'que- diz respeito ao au-
vogado da cidade da Victoria), sendo rrjcilada as uc-
mais, e prejudicada a do Sr. Joi Pedro.
Approva-ie em terceira discusso o projecto n. lo.
creando una freguezia em Ciuangi.
Entra em 2.' diteuttio o projecto n. 12, queelevatm M^
tia a capilla, curada do Sr. Itom Jesut dt Panellat.
Approvados os diversos artigos, o Sr. Villela TavarM
manda mesa o seguinte artigo addilivo,' que, approva
do, entra ein diteussao.
(i Artigo addilivo Fica creada na povoafo de Panel-
las-de-Mirauda uina cadeira de primeiras leltrai.
Villela Tacares
O Sr. arruda: Eu tenho de oflcccer um artigo addi-
livo, que iulgo, deve ser o complemento do projecto, ett ein discusso; por isso que o meu collega, l*'
dclle, talve/. por inadvertencia, nao tole.nliroii, "V"
era urna das parles muito iiileressantct do inrsiiH P1 "
jecto. Se o projecto passou esta fraejao parsacuiiiarca
Honito, aparte ecclesiastica.parcce-iue de Jusnca.nu
ella taiiibein Ihe pe tema na parte civil; e por isso man-
do a mesa o referido arligo, que passo a ler.
- Artigo addilivo Ficao couipreliendidas tambem n"
municipio do bonito s fraccoes. que pelos artigos ante-
cedentes, passao a pertencer freguezia do mi'iino nu"
e ea de S.-Caetauo Arruda.
Apoiado, entra em discusso, sendo approvado, asi
como o doSr. Joaquim Villela.
Sao approvados em priineira discusso os projrclos
ns. I4el6: o pnnieiio erigiudu ein villa apovoaviiode
FaindaJGrande; o segundo decretando a reccila e dcs-
peza provincial.
O Sr. Peixolo de Brito requer, que se d para ordein
do dia de segunda-feira o projecto n. 15. .
O Sr. Soqueira Pal faz igual rcquerimenlo acerca <
projecto n. 14. twiut-
O Sr. A/Tonto Ferreira pede o raeimo para o proj
OSr.'Mendonca reclama a discusso do projfco n. 5 /
A assembla aliente a todoi cites rcquenmenlos.


?
^r
que autorisa opttsidinle
provintiaes.
emenda S,.." Aff'nio Ferretea, *>"* rcjeitado o.a.i. a. p. uc
l,rt,'i'/iloCS^Suppri1..ao-se ai palavrMf-* e oulra que
5,'. psu -Iv.-da', Leudo o, eu producto parada reo-
Alfonso Ferrtiro.
,,.|,eadeput*c*o, que tei de Il<- aprese otar os actos
'.p'sUvo, ltimamente decretados, a hm de recebera
presidente da provnola, pedindo-Jhe dia^ehoraparare-
cebr
gam
i semptea ei nteirada.
OSr. Presiden!* da para orden do da da sessao se-
'"uurie parecer e projectos; iscussao de Igrece-
res adiados; .' dJscussao dos projectos o.'15. 14 e 5;
,'rceira do de n 12; e levanta a teaaao. Era mu de 2
hora da tarde.
SESSAO EM 2 3 DE MARCO DE 18*6.
PKRSIIltinCU DO SR. SOCA TWXRIrU.
Vi II horas da manliiia o Sr. 1." secretario fai acha-
uiada, c verilica eslareni presentes 25 Sis. dcpulaUos,
faltando sem causa participada osSrs. barao deSuassu-
na, PedroCavalcanti, Kgiiriredo, e Tiburtlno.
U Sr. Presidente declara abarla a sessao.
O Sr. 1 Secretario le a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
0 Sr. 1." Secretario menciona O seguinte
EXPED ENTK.
Un lenuorimento de Manoel Pereira de Maraes c Joao
Baplista do Amaral c Mello, arrcin.itintes do contrato
do subsidio das carnes verdes do mu,-mo de Go.ai.ria.
correspondente ao trlennlo de 1841 a 1841 ped.ndo urna
inden.uisacao no pre|uio, que UttlMMlMm
troto, narisaoda 5" parte, causado por urna resoluc.io
la assembla de 184'. pela qual passou a pertenoer a
provincia da Parahyba a lYeguc.ia da Taquara, urna das
'on.nrehendldas em o nmero das do referido munici-
pio; visto liaverem pago, como se nao fosse desmembra-
da dita l'regueiia.< comniuio difunda i orpairwnlo.
Outro de varios parochos desta provincia, pediudoa
elevacio de suas congruai a 800/ rs /l commisso ai
tuqociot /eclesisticos.
Outro de Francisco das Chagai Ferretea Duro, arre-
matante do imposto de 2^500 rs por cabec uc gado
consumido no municipio de Iguarassu, pedindo un aba-
te proporcional, no preco aniualda arreinatacao do cor;
rente iriennio financeiro, de iS--i a 1847. commiiioo
de futenda e orcamenlo.
Outro do cabido desta diocese, pedindo, que a assem-
bla se digne tomar na devida consideraeo as Iris pro-
viuciaei n. 130, de 2 de uni de 1844, e n. 144, de 22 inaio
de 1845; e que le Ihe conceda, ao menos, a indina quan-
tla, i|ue d'anles se dava para a despeza coin a calliedral,
constante das leis provinciaes n. 38, de 1) de abril de 1837,
e n. 94, de 7 de inaio de 1842, e outras do orcamento.
A' rommitiilo de negoeiui icclesiasticoi,
Leiu-se as redavees dos projectos ns
anno, que sao approvados.
l.e-se oscgtiinic parecer, que he approvado.
o A' conunissao de rendas uiunicipaei e exame de con-
tas foi presente a repreaenlacSo, que a esta asieiii-
hli dirigirlo a? cdadaos, que coinpem a cmara
municipal da villa da Boa-vista, ein que pedem a isen-
jao da glosa, que llie fe a nuda assembla provincial,
na qualia de liOfUOO rs, que derao a um advogado pa-
ra defender o direilo que tem a cmara, a posse de
urnas illias no rio de S*Franciico, eque Ihe disputa a
casa da Torre; 100/000 rs. ao esorivao do jury, por cusas
depioceisos; e 50/000 rs., que despendi coin os por-
tadores, que tronxero as actas eteiloraes para esta cl-
d.ide. \ coinmissao, tendo rui coiisider.icSo a Juslica dos
peticionarios, he de parecer, que sejo absolvidos de di-
tas glosas, as quaes devem reverter sobre o cofre da mu
nicipalidade; visto que a priniejra despeza foi feta
em defeca de seu patrimonio, e as outras sao d'aquellas,
que esto, por le, a seu cargo.
Sala das coiniuisses da assembla provincial, 20 de
marco de 1846. Joaquim Jos da Cotta.Carvalko Min-
donra.
i Conlinuar-si-ha)
13 c 11 desee
IIItII) l)G PEnVlMIlCI).
A Hctual sessao extraordinaria daas-
sembla legislativa provincial foi, po
portara da presidencia, de liontem data-
da, prorogada at 37 do crrente
------------------------------
Publieacao a pedido.
y/miyu Hu de- Janeiro, o de fevereiro de I 846.
Rccebi os50vidros com a igoa de tingir cabellos e
suissas, acompanbados do competentes metbodoi de
a|i|ihcir e vendo eu a agoa (So clan o Un melbodo
de applicsr lao-simplei, sexperimentei em mini tnei-
ino. de surte que deo um resultado tal que 01 apai-
lonados cubirSo-ine emcisa, e em poucoi dial os ci-
borio ; de sorle q'uc me tirro o Imhalbode a'nnun-
riar pelos jorn.irs. (Jueiri, VliC, nao se descuidar de
reuietter poni grande e que nao lera motivo da ie
ni repender O producto se acba a toa disposiiao, qui-
ri delle dupor.
Sou com o devido retpeilo amigo e criido Fran-
ca/ o Ptriira Pinto.
C01VIMERCIO
Alfandega.
RBNDiiinrro oo du 23...............12:701*347
DnrarrtgaO Aoj 24.
Barca InglezaOolden-t'liececarvo e taixai.
Mrigue7 tunacarvao.
l'.uacho llurfruen idem.
MsticoAdrianoch limbo.
i irigucSrtie-Malhtldemci'cadorias.
i riHueSirnrd t'ish ilietn.
RiigueAleibiadllidem.
UrigueCesarbtalas.
IMPOriTAlJO.
ALCIIIIADES, brigue sardo, viudo de Genova, entra-
do no crreme mes a consignaco de J. P. Adour Si
Compaiihia, manifestou o seguTutc :
200caias masas, 41 caixiuhas man, 9 barricas al-
P'ista, 3 lardos herva-dce, 25 calas alvalade, 200 ditas
saba, 9 fardo* lincndoas, 6caixas auieijias, 15 tardos
alfatema, 100 caixas eniolre. 50 ditas velas de sebo, 50
lOUciixas massas 375 ditas e fardos papel para es-
crertredeeiiibrullio, I50qunues bauus, lditoslou-
,.8 ditos cebollas e albos ; aordein.
Consulaik).
RENDIMIiMTO UO DU 23.
Geral..........................
Provincial......................
diversas provincias................
, 4:402/547
. I;563}u22
145/138
6:170/805
Movimcnto do Porto.

Navios ciur.idoj ao da 23.
Liverpool ; 51 das, brigue inele tima, de 179 tonela-
das, capltao JohnTovvns, equipagem 12, carga car-
vao; ao capito. Segua para Montevideo.
Antuerpia e Doivns ; 47 das brlguc belga (JtnntU-Va-
ria, de 225 toneladas capitn M. Prenselcter, equi-
pagem 10, em lastro ; a Me. Calinont O Coiupaohia.
Terra-Nova ; 48 dias, barca ingiera Arittidei, de 260 to-
neladas, capitn Samuel Watchinson, equipagem 13,
carga bacalho ; a Me. Galmont 8i Coinpanhia.
Rio-de-Janeiro ; 28 dias, patacho braslleiro Paqnete-do-
Bio, de 119 toneladas, capltao Jos Mana Regio, equi-
pagem 0, carga carne ; a Gaudino Agoslinho de llar,
vos.Condm 1 escravo a entregar.
Haiienlyen; 64 dias, escuna hollandesa -4nlr, de 107 to-
neladas, capitaoJohn Kleim, carga queijo, carvao de
pedia,alpista.ac e mais gneros; a Urander a Brandis.
Londres pela llha-da-Madeira, 73 dias, e do ultimo por-
to 28 dias ; galera inglesa Mbion de 487 toneladas,
capitn George Thompson, equipagem 20, em lastro ;
. aDeane Youle kCompanhia.
Rio-Grande-do-Sul pelo Rio-de-Janelro ; 22 das, bi I-
gue brasileiro JJnconlarfor, de 191 toneladas, capltao
J oo Francisco Fernandes, equipagem U, carga car-
ne ; a Amorim Irmos. ..
Covres ; 42 das, barca sueca Hibt, de 328 toneladas, ca-
pltao C IvonKouley, equipagem 13, cm lastro ; ar.
Port-Phiip i 83 dias, brigue ingle iVorwJ, de 190 tone-
ladas, capltao Thomas Dunningham equipagem 9,
carga la ; ao capito. Ia.,
P.io-de-Janeiro; 20 dias, brigue sueco Alcin, de 420 to-
neladas, capito Rumbluin, equipagem 11, em lastro;
a N. Q. Bifber & Coinpanhia.
Navio sahido no memo dia.
Rio-de-Janeiro ; brigue-escuna americano R.-F.-Lopir,
capito William F. orlh, em lastro._____________
te ndentetdirijo-se ao Sr. Paiva, proprietario do boti-
qun! junto ao theatm, certos de que tocar-lhes-Ua 1 ca-
marote 6 bilhet.es de platea c dous de varandas.
O ep"ct-ca!o principiara chegada do Exm. presi-
dente da proviucia.
aBm^BKB!>^KBE9igaasjBB9BaBB9aSBEnRB
Avisos martimos.
Edital.
= O Illas. Sr. inspector -d* thetouraril Jai rends
provinciiei manda laier publico, que. em cumprimen-
to di ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, de 9
do crtenle, irilo prica no dia 13 do ibnl proiimo fu-
loro, pin erein arremilidas a quem por tnenoi fizer,
as obras da esdeis da cidsde cr- l.oisnni, orcida na
quintil de9:48J>#070 n.; as quaes deer5 ur eiecu-
ladn lob as cliuiulsi especiaes sbiiio trinicriptu.
Os licilanlei.devidsmente hshililados.compareo na
ili daiiettOesda mesma ibetourtiria noiodicado dia.ao
meii du. j
Secrelsrii da tbesourarii da rendii provmeiaei de
Pernambuco 12 do marco de 1846. O secretario,
Luit da Costa PorloMi ntro.
OrJBAS DAS CADEIAS.
C\uKU HA CIDADE UBGUIANNA.
Clausulas eipeciaes d'atrtmataqio.
1. As obras para oacabimento da oadea da cidide
de Goimna serio eita pelas formas, sob as condicdei, e
do modo indicado no oicmnto e riicoi.ipprovadoi.em
8 de novemliro de 1845, pelo Etm. Sr. presidente da
provincia, e pelo preco totil de nove cotilos quatro ce-
ios e oitenta e quitro mil e setenta rs., que he o im-
porte do cilado orciuirnto com o augmento do 20 p. c.
IU.y:i84070
2." Aiourai principiarn no prizo de doui metes, e
lio 11 rao no de quinie mezes, imlioi contadol cm con-
furmidade do artigo 10.' do regulimenlo dai irrema-
licoes.
3.' O pagamente do importe di rremilacSo far-ie-
ha do modo indicado no artigo 15" do rrtpeclivo re-
gulamento, sendo de um inno o prazo da responsabi-
lidade.
4.* Pan ludo o mais, que nao est determinado pe-
Ui presente! clausulas, seguir-ie-ha inteirimente o aue
dispou o citado regulimenlo dai arremUc5ei de 11 de
julho de. 1843.
Repirlicio das obris publicas 28 de leveeiro de
1843. Oengenheiroein chefe, Faulnisr.
Det laragao.
= IteorJemdo lllm. Sr. coronel director'do erie-
nil guerra se convida aoiproprielirios, consignatario!,
ou uieslre do ilgum navio quo lenha de seguir para
a provincia di I'arabibi-do-Norle compareci no
arsenal para se contratar a conduco de 120 terijidoi,
i|ue teem de ter remettidos pira aquella provincia.
irectorii do arsmal de guerra 21 de marco de
1846. 0 escripturirio Francisco irafico det Assis Car-
val ko.
THEATRO?BLICO.
COMPANHIA ITALIANA.
II o je, 24 do correte, no theatro publico ser re-
presentado pela ultima tes o grande Drama
ERNANI;
omiilindo-ie ilguns pedacoi, que menos brilhirio
na opera e luLsliluindo-os pelo lindiisimo teroeiro
acto di
LUCIA DE LAMMERMOOR.
O director espera igradar eos Sn. enlendedore e
apaiionados duit ii duas pecas reunindo o tnelbores
padscosdis ditas operas ni mesma noule.
A paite mais enrgica do p'apel do rei Carlos ser
executada pelo Sr Fianchi.
Osbilhele venili'Hi-seem casi do director ni rui
Nai n. 7.
Ksia reciti lio i ultima e lambem pira o os Sr. n-
lignanle.
Principiar al oilo horis e meia.
DIA 25 uE MARCO
Juramento da.conslituico.
A nova socledade drainatida representar pela primei-
ra vea um novo drama intitulado
UTliiUMPHO NACIONAL.
JJEKSOSAGEMS.
Brasil. ... ..............O Despotismo.
Astrea......................AT-iberdade.
Se,
Para o Rio-de-Ianeiro sabiri, cora todl a bra-
ndad" ( por seguir com osil que trooxe do Ass ) ,
o muito elairo pitadlo meiooil S. los-yimnicano,
podando levar mais alguma carga iniuda escravos a
relee pniageiroi: i tratar com Gaudino Agostinbo
do Barros, na ra diCrut, o. 66, ou com o capitia
bordo.
=^Para o Rio-de-Janelro segu com brevidade o bri-
gue brasileiro Pialante, pregado e Torrado de cobre, com
excrlleiitescoiniiioilos para passagrirosc escravos:quein
no inesino quiter carregar, ou ir de passagem, dirija-se
ao capito, todos os dias, naprafa, ou a Manoel Igna-
cio de liveira, ra de Apollo.
A beni tonliccida barca Flor-do-Rtcife est a fretar-se
para qualqticr dos portos do Sul ou Norte: quein nella
quizer carregar ou Ir de passagem, dirija-se ao seu
proprietario Manoel J. Gon9alves Braga, loja u. 2, no
arco de Santo Antonio, ou, a bordo, ao raettre. ,
= Para Liverpool salina com brevidade a muito
bem conhecda evelelra galera ingleza Sword-Fish, ca-
pito Itichard Orcen; quein quier ir de passagem on
carregar n'clla, dirija-se aos consignatario.' Me. Galmont
st c.
= Para Antuerpia, ou qualquer porto da Europa, fre-
ta-sc a galeota belga Mercalor, capito Von Coppendlcc,
da prlmeira classe, forrada e encavilbada de cobre : os
pretende mes diiijao-se aos consignatarios Me. Galmont
ti Coinpanhia.
= Par o Rio-Grande-do-Sul segu, em poucos dias,
o brigue i'iml.i-Jfarin-tfoa-Sorlf, capito Jos Joaquim
Dias dos Pra/.eres ; pode receber alguma carga miuda ;
ollerece bous couimodos para passageiros, assim como
escravos: quem no inesmo qui/.er carregar ou ir de pas-
sagem, pode enlender-sc coin ocapilo, oii com Ainoniu
Irmos, na ra d Cadei, n. 45.
--= Frcta-sc, para qualquer porto do Sul, nao exceden-
do Capitana, o hiate Flor-do-Rio, de lote de 40 tonela-
das, c pi limpio a seguir viagem : a quem convier, diri-
ja-se bordo do inesino, que se acha Tundeado defronte
da Escadinha ; a tratar com o meslre, ou na na do Quei-
nado, n. 4, com Jos de liveira Campos.
Leilao.
Ad iinsnn Hnwie & Compinhia (ario leilio por
intervencio do correlor liveira de um grande sor-
tiir.ento de fazendas inglesas limpai e ilgumil com
a varia : terca-leira 2 i do correnle as 10 horas da
manbaa no leu arinarem ra da Alfandega-Velha
% visos diversos.
O-.UDADOR;
hias azeitede liveira engarrafado, 216 caixas e fa'duluoJ-to uo uberaes. ......Sequilo de furias.
P]J pnraescrrve. e deembrulho; aos consignatario!. 9 J d ^ wrmi|mri por colnbate entre os liberis e
as furias, triumphando os Brasileiros, apparecendo'o re-
irato dcS. M. 1., e Sua Augusta Cousorte, cantando-seo
IIYMNO NACIONAL
Seguir-se-ha a magestosa peja sacra
NABUCO DONOZOR TRANSFORMADO EM BRUTO
00
Daniel no Lago do'Leoea.
Desempernada coin todas suas mgicas. ,
Os socios represantantes farao todo o eslorjo por se
toi nareiii dignos da estima de seus benignos protectores.
Coutina-se'aassguarpara socio expecudor. Os pre-
O n.9(i achai-se-liaa venda, as 2 horas da larde, na
praca da Independencia, livraria ns.6e8.
D. Maria Rita de Mello pede a pessoa, que liiou do
correio urna carta vinda pelo prximo vapor do Sul, tal
vi por ser do iiiesmo lime, a queira mandar en-
tregar na ra das Cruzes, na lypographia desle Diario
aiiid.i luesiuo que esteja aberta. ,
=A pessoa, que achoii dous chapeos prclos de inassa
naigreja do Corpo-Santo, junto a pia de agoa benta,
querendo-os entregar na ra do Collegio, botica de Ci-
priano Lu/, da Paz, recbela o adiado generosamente.
SO::lKDAI)K PESgUISADOHA DE ERUDigAO.
II cu ni, mi hoje, tcrca-lclra, s .4 horas da tarde na sala
do costil me.
l'rrcisa-sc de lima ama de Icite; sendo boa, nao
se olliaao prejo : na ra larga do Rosario, n. II.
A pessoa, a quem for offerecido um globo de pen-
durar, pequeo, que esl rom aargola dependurar cor-
tada, cujo Toi Tintado da escada da ra Nova, n. 41, no
dia 21, pela 6 1|2 horas, doude niesino ladro J fui Ion
outro no da 24 de fevcrrlro p.' p-, tome c mande na
ra Nova, n. 18, ou na mesma casa cima, que sera re-
compensada.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. na ra
do I.i m menlo : quem o pretender, dirija-se ao pinci-
ro andar do mesmo sobrado.
Manoel Joaquim da .-Iva Fcrraz fai sciente ao res-
peitavel publico, que dcixou de ser caixeiro de Teixeira
S Audrade, desde o da 23 do coi reme.
Francisco Jos Barboza, lendo o annuncic inserido
no D.-novo n. 35, assignado pelo mili conhccido Antonio
Gomes Villar, o qual faz cerlo eu Ihe dever a quantia
de 3o:I85^(i38 rs., que elle pede em juizo, por libello ci-
vel, escrivo Magalhcs, eque cu estou para relrar-mc
para o Rio-de-Jaueiro, estando, alias, os meus liens sub-
jetos ao pagamento delle, declara, que nada deve ao
referido Villar; o qual, nao tendo lettra, obrigacao e
nem titulo algum de divida, entendeo que devia exigir
de miiii dinheiro, que auda consta de lettras, execuedes
e outros ttulos, algiimas das ditas lettras anda por ven-
cer; sendo que as uiesmas iucoiisequencias do libello de
Villar revelo evidentemente o nenhum fundamento
delle, e o oeculto calculo, que houve na proposco des-
ta .1,11
Como este Villar porduas veicsretirou-se occunamente
desta cidade, sobrecanegado de dividas,e sem dcixar ga-
rantas aos seus credores; como este Villar, refinado
cm astucias e fraudelentos artificio!, soube dar a penho-
ra um sobrado do dominio de terecira pessoa, e sobra-
do, que nunca foi delle, como se v dos autos da execu-
co de Manoel Ricou e Boleau, contra o inclino Villar,
eicrivo Reg; como eitc Villar tem sabido dar aos seus
credores faiendas peubora, e depois por em cabe9a
alheia estas mesinas fazendas dadas a penhora, como,
cinliin, este Villar tem sabida commetter estas e outras
indignidades e baixezas, que apenas servein de accar-
reur-lhe ignominia, que mal he que tenha a picante
audacia de julgar o mais por si? E como qur que as
cousas devem ser tomadas, segundo o carcter das pes-
soas, a que ellas peftencem. eu detesto, e detesto pro-
fundamente este annuncio de Villar. E assim como eu
cstou no proposilo de esclarecer o respeitavcl publico,
acerca de niiiihasqueslocs com Villar, e como pretendo
faxe-lo com documentos, que a nada meuos tendera,
que a provar o pequenino carcter de Villar, por isso
por ora me lmalo ao que lica exposto.
= Sal de Cadix c do Ass, bem grosso e claro, em
grandes e pequeas porces, bordo, e no armaxem da
ra daMoeda, n.7; assim como Dina porcSo de palha de
earnahiiba, bem nova e por preco comuiodo ; a tratar
com Leopoldo Jos da Rosta Araujo.
= No armazem de Braguei, ao p do arco da Concei-
co, saccas de farellonovn, ao mdico prejo de 2/500 rs.
a Aluga-se o terceiro andar, coin urna grande cozi-
nha, bastantes commodos e bonita vista, na casa n. 34
na ra do Trapiche: a tratar no armazem da mesma
casa.
a Em a casa de Fernando de Lucca, na ra do Trapi-
cha n. .14; vndese o segulntc: ;a!au'.e de Bolngne, muito
superior e fresco ; pepinos e azeitonas em vinagre, a- li-
bras; charutos de Manilha e regaba, e outras qualidades,
em porco e a retalho ; vinhos de todas as qualidades e
muitos outros objectos: tudo por preco commodo.
0 coronel Francisco Joi Damisceon Rotado
aiudou sua residencia para a ra de Agon-Verdei, 10-
trado de dous indsre-, o. 6.
Quem prrciiar de um liomem pira eoinbir ,
diriji-ieu ruidi Guia o. 13.
a- Precin-se alugir um malber forre que este-
j icoilumida a tratar de doenla* pra umt can da
pnoca familia ; pigi-se bem : na rui do Rangel, o.
87 ou ni rus di Convicio da Boa-Vista, n. 8. J
= Di-se dinheiro a juroi com penbore de ouro o
prsti a rebatem-se soldoi e ordenado! ; o! ro do
Rangel. o. 37.-J
jj-=.\luga-se o segundo indar a loja di cih n. 1J,
da rui do Nogueira e a ciso n. 7 junio ao Sr. Itar-
nardo Jos Mrtina Percir? na ra di Mnnuueira, ou
travessa da Gloria para a rui da Alegra ; adverle-te ,
que as ditas oaiai lio muito freirii, e se chSo em boro
eilado : i Iritar na rui da Guu B. 42, segundo in-
dar ou ni tbesounria provincial, dis 9 born ai 2
di tirde,
= Aluga-eo primeiro indar e irinazom da eiM n.
18 da ruada Cruz no Becile com muilo boni com-
modos pan moradia a o irmazem para se reeolber
qualquer fatena', por irr Indo ladrilhado de pedra .
o enchuto : a tralar com Jo- Siporitl na praca ,
ou na rui do Trapiche o. 34. lereeiro andir.
=a Precisa se alugar, ou comprir umi cm terrea ,
com oommodos para gran-ie lamilia e que tenba bom
quintal, no banrii de 4>. Antonio, ou Bol- V illa ,
lendo em boi ra : quem liver, inounoie.
=0 arrematante da afericode pesos, balancif. medi-
>las, etc. mudou-se pira a ra das Larangeirit, cata
n. 29 londe o deverO procurar as huras do coi-
lUD'e.
'= Antiinio Rorces da Fonsecs advoga nulo no civel
como no crime : pode ser procurado a qualquer hora
na raa da sua residencia na ra da Cadeia. ao pe da
Ordem 3.* de S. I-'iancisco, n.2, onde morou o bem co-
nhecido advogado, o padre Caeluno do Souti Aotunes.
Botica e casa de drogas de
Jos Maria Goncalves Ha-
mos, na ra dos Quartcis,
ii. 12.
Este estabelcCHiiento acaba de receber
da Europa nm ptimo sort'unento de cap-
sulas gelatinosas, contendo diversas pre^
parac&es, merecendo d'entre estas espe-
cial mencao as do oleo purificado de
ligado de bacalho. O mesmo estabele-
cimento recebeo, pelo ultimo navio de
Lisboa, um completo sortimento das me-
Itiores sementes de hortalica daquella
praca.
PROSPECTO.
Pira conhecimenlodo publico desta cidide.se Iba
faz saber, que, no mez de fevereiro de 1846 en-
trou nos prelos, em Lisboi, o primeiro volume di bis
loria do cerco do Porto nos ancos de 1832 e 1833 ,
precedida de una extensa noticia dos principie! acon-
tecimentos que liverao lugar desde 1820 afeo pri-
meiro d'aquelles dous annos.
No corpo da obra se contera igualmenleumi desrrip-
Co da cidade do Porlo tuis intigunladei e edificio!
notaveis, casas religiosas, esubelecimentot Iliterarios ,
e ludo o mais, que nelli ha do curioso ; dando-se ou-
1ro sim com a .nesiiii historia uma oulra oolicia da
guerra periusulr.
A impressio deve ter lugar em ptimo papel a no
mel or lypo e asseio que oflerece a imprenta regia
do Lisboa : o formilo sera o de oilivo gnnde ou oi-
(ivo fraocez.
A obra deve ter dous vnlumei e cada um delles com
600 paginas pouco mais ou menos: o primeiro lera
precedido do relnlo de D Pedro, com ai barbas creici-
das, como andava no Porto ; e o segundo teri no fio)
uma correte carta lopograpbici dis linhil conslilucio-
niese realislas com todos os ieui respectivos reduc-
ios e batiras. Cadi volume custiri 3 rs.
As pessoas, que quizerem munir-so de algum ou da
ilguns eiempiares desta obra, podem dirigir-ie i ra da
Cadeia-Velbi. n. 31, loja de livros dos Srs. >iuva
Cardozo Ajres* Filho onde se Ibes tomirlo ai ai-
signaluras, devendo ao mesmo lempo declarar o nume-
ro de exemplares, que querem ca sua morada para
Ibes serem entregues, apenasebeguem da Europ ; ad-
verlindo, que nio hovera vendas ivulsis, pois ha de vir
c Lishoi fomente o numero denemplare correspon-
dente ao dts isiignaturas cujo importe s seri pago
na entrega de cada volume. I- nulo que sej um mez
depoiida publicacao desto annuncio, lecba-ie i asig-
natura.
Piecisa-se (aliar ao Sr. Antonio di Cuili, da ca-
va do Sr. Raymumlo Jos Pereira Helio : ni prioa da
Independencii livrarii ns. ti e 8.
= Quem quizer alugar am rooleque, diriji-saa
ra do Rangel, n. 11.
Lotera de S. Pedro llartyr
de Olinda.
No dia 16 do presente mez (oi examinado o estado da
tend dos bilhetei desti lotera a venficando-se exis-
tir uma quantidide cujo valor sobe a perlo d ooia
eonlos de "is quasi um terco do total da mesma lo-
lerii por este motivo alias muilo ponderoso, dei-
xnu linda de realinr-ie o andamento das respectivas ro-
>Ja no dia 17, para esle rim marcado. Gerilmeote ha
muito quem sequeixe du conlinuidas InnifereoeiM
dos dial designados pin ai exlricc8 P<"*m poucoi
ooi que refleziono com juslezi cerca du causal ,
que as oecasionao. Ordinariamente acooleee, quo
muilosseguirdopira prover-se de bilbeles no mo-
melo nieamo em que tem de eomecir i cxtnccio ,
lem le recordaren!, que deste proceder resullio dun
consequeocias inf.lliveis e lo; que, eiislindo em ser
na vfipeu do andamento dis rodas uma quantidide da
bilbetei sal, que nao d lugar nem a presumir a sua
absoluta venda de um pan outro da segue-ie que o
mesmo indamente deixa de effciluar-se, a se por uma
cisualidide este te realia ficio muitos dos qua se re-
servSo pin a oceisilo sem bilhetrs.
A vista do que, o ihesoureiro decliri que o inda-
mente du ditas rodas ha transiendo pira o primeiro da
abril prximo futuro ; o oesse dia elle se efleitueri io-
fillivelmenle, enibori fiquem Iguns bilhetei por ven-
dar.
i


I V


M


A
=
o
Precisase lugar uma preti ou moleque que
isibi comprar u eozinhir o ordinario da urna tala de
duaa pessoss ; na ra das Crawl, segundo andar do
(obradoao peda Ivpogroph'-.
= O Sr. Joo Esturte de Borberema baja de ir tirar
o penbore, que Icm em mo do abaiso aiaignado ,
ialo noprazode8dias, e nlo o lerendo, aerio ven-
didos ditos pcnboroi para pagamento de principal o ju-
ros ; aasim como avisa a todas at rnaia petsoos, que teeni
penhores em scu poder. dos ir tirar no metuio pra*o.
Manotl Francisco dos Santo.
- Um bomem de probidade e bem conhecido oeata
pnca se uflerece para tomar coota de qualquer venda
por bala neo e comprar os gneros precisos do que
tem muito pratica ou ps re. outro qualquer eitabeleci-
mento e meimo para caixeio de ra : quern o pre-i
tender, annuncie.
= Aluga-se urna boa casa terrea na ra Bella, ooni
duaa grandes salaa 4 alcovas urna despensa grande ,
co/.mbafra quintal estribara para um cavallo, ca-
cimba, o portio para um grande terreno, que tem pe-
gado a dita casa; a tratar na ra do Collegio o. 15 ,
segundo andar.
== Jos Mana Fortado Peria aubdito portuguez ,
retira-se para Portugal. *
= Roga-ie a quern tiroo, por engao urna carta do
correio para Manoel Jos Lopes dos Santos Jnior le^
nha a bondade de entrega-la na ra da Cadeia-Velba
n 4, ou annuncie aua morada.
OS/., (|ue tuin una paos de jangada, em Fra-
dc-1'ortaa ao p dnuma balieira o defronte do so-
brado que tem mirante querendo vender, annun-
cie.
Os directores daeompaohia de seguros-Lealdade-,
estnbelccida na cidado da Babia fazom aaber ao Sra. ne-
gociantes detta prae,a de Pernambuco, ou a quern possa
interessar que nio tomaras seguro de navio algum ,
isto be,sobre o casco e apparelho, em que te Ibes apre-
arnto vistoria (eila aos mesmos navios, na qual se de-
claro sua cooslruccio e estado ao forrado de cobre ae
com ferros e amarras sufBcientes, qualidade e estado da
emharcacSo e de seu massame e finalmente seu valor.
O aulo da vistoria dte ser nesta provincia entregue a
Maouel Joaquim Ramoa e Silva por va de quern
ni uiiiiui deve recebe-lo.
Alugi
jao-se
as casas ns. 3, o e 9 do pateo de Palacio-Velbo ; n. 10
da ra do Pilar em Fra-de-Portaa ; o aobrado de
um andar no becco do Padre n. ; o primeiro an-
dar do sobrado da ra da Cadeia-Velba n 40 com
condiefies que muito devem convir: a tratar na ra
da Cadeia do Recife n. 40.
Urna pessoa capaz e habilitada, poisquo j tem
pratica de ensino se propde a dar lirSes de primeirai
lettras, grainmatica nacional, aritbmetica pratica, &t.,
afianzando o bom aproveitamento : os Sra. que se
quierom utilisar de seu presumo dinjao-se a casa de
sua residencia na ra Sova, o. 20, primeiro [andar.
Aluga-se urna ceaa terrea com duaa talas, 6quar-
tos com grande quintal muito bem plantado todo de
hortatica e com arvoredos de Iructo e agoa de beber
a mefbor, que se tem visto no prinoipio da estrada
dos Afilelos, ao p do Menguinho : a tratar na ra
da Cadeia do Recife n. 25.
Do-se 100,000 rt. a juros tobre penhores de
ouroe prata : ua ra da Sen?alla-Ve!ba n. 94.
Precisa-se de um pequeo quo aeja dos che-
gados prolijamente do Porto para urna venda : na
Iravessa da ra das Cruies n. 6,
CJuem precisar de empalbar qualquer obra com
toda a perleic,ao asseio e por preco inais commodo do
que em outra qualquer parte, dirija-sea Camboa-do-
i ..iriini n. 20.
Precisa-se de um tonto de ris a premio de dous
pqr cento ao niez, pelo lempo de um anno com hy-
polheca em duas moradas de casas livres e desembar-
cadas: a tratar ua ra de S. Amaro, em S. Antonio
n. 5.
= Manoel Baplista dos Santos Cadet vai para a
Bahia no prximo vapor
A pessoa a quern convier arrendar, ou comprar,
o engenbo Concedi em Bebiribe entend se com
Manool Elias de Moura na ra de S. Goncalo n.20,
que a vista da pessoa far todo o nogocio e at ole-
recer certas vaotagunt.
Precisa-ao de uma ama quetenba bom leile
na ra Direita n. 10.
Aluga-se um aitio na Magdalena, beira do
rioCapibanbe isto at selembro por preco muito
commodo : a tratar na ra da Conceifio da Boa-Vista,
n. 8, ou na ra do (oeimado, luja do Sr. Mesquita,
n. 18.
Na ra larga do Roiario n. 10 fabrica de la-
toeiro precisa-se de ofliciaea do meatno ofcio ; assiu
como recebem-se meninos para ensinar #
Mr. J. J.J. Morel retira-se para Europa.
O abaixo assignado, professor substituto de pbi-
losopbia u geometra do collegio das artes, avisa a quern
convier, que se acba encarregado da matricula de geo-
metra eque ensina as duas materias cima no col-
legio S. Antonio, e particularmente em Olinda na
casa onde ltimamente inorou o aubstituto de rhetoriea
e geographia, e presentemente o de latim.
Joi VietnU da Silva Costa.
= O Sr. Tbeopbilo Jos de Lemos baja de quaato
antes vir remir os penhores que ae chao empenha-
do por 125,000 rs do principal na ra Direita,
n. 09 visto S. S. no querer ver o seu nooie as fo-
Ibas publicas, por causa do que ni o era scu ; do eos-
trario se publicar maia extenso.
A mesa da irmandade do apoatolo S Pedro desta
cidade do Recife encarregou ao Sr. Francisco Jos
de liveira da cobranca doa loios da mesma irman-
dade.
<= Ocrioulo Izidoro eitura regular, secco do eor-
po rosto comprido sem barba ofkial de allaiale e
bolieiro.que foi tscravo do Exm. bario de llamarse* ,
continua a estar fgido e ba yebemeutes suspeitis de
estar oceulto e protegido por peasoa que o doseja
comprar: por iaao pode o interreasado na compra, apre-
tenlnr-teque seu seohor Alves Vianoa morador na
ra da Senzalra-Velba, n. 110 nio duvida vende-lo ,
por prego rasoavel; todava, ae se demorar o pretn-
deme desde j protesta o dito Vianna haver das de
aervico e proceder centra aquolle, que o oceulta, com
o rigor da le.
termo da villa do Porto-do-Pedras, previne e fat pu-
blico que pessoa alguma e proponba a effeituar ne-
gocio, aeja de que nalurera for, com Jos Correia dos
Santos, morador no sertio do Aracsly sobre urna
obrigacJo que llie paasou, da quantia de 450# n. ,
que se ha de vencer no futuro mez de selembro do pre-
s-nte anno pela compra que Ihe fe, de um escrevo
de nomo Luis que dolosamente Ibe vendeo com mo-
lestias ebronicas interiores, e incuraveis, de que se
acba gravemente enfermo e em perigo de vida. Como
da cooGrmaciodesse negocio dita desta tem ape-
nas decorndo 15 diaa, julga-ie o annuncianle aute-
rissdo a reclamar e annullar o sobredito negocio, por
ter faltado a boa l do vendedor, que devera vir quin-
to antes recebar seu escravo, eorrendo-lbe no ioterim
o risco. Florala, 8 de mareo de 1846.
= A luga-ae urna grande casa terrea com sollo e
muito boni commodos, com qustro quartos, lora
estribara, grande quintal com multas Israngeiras
romeiras sapotis, parreira com uvas, e oulrs mu-
tas fructaa ; a qual se aluga por aeu dono se retirar da
provincia, e por anno ou annos: tntar ni mama casa,
ca ra di Soledade, n. 42, defronte da igreja, como
quern vai para o Manguinbo ; e tem outra pequea ao
p (le ttmbem se aluga.
SOCIEDADE HARMONICO-THEATBAL.
A eomtnitsio administrativa convoca reunio da
sociedade para o disposto no artigo quarto dos estatu-
tos, quarta-feira, 25 do crrante pelas 10 horas da
manhaa no theatro de Apollo.
Urna mulberde bon coslumei s olferece para
servir em qualquer casa de bomem soltairo ou casado
de pouca familia ; quern de seu prestimo se quizar uti-
lisar, dirija-se a ra da Guia n. 45.
= Joaquim Jos Peiiolo de Siqueira Brasilciro ,
retira-se para fra do imperio.
Precisa-se alugar urna niulher, que aeja capas ,
para o servico de urna casa da pequea familia aendo
principalmente para cozinhar e comprar ; no Alerro-
da-Boa-Vista o. 36.
Precisa se alugar urna ama esersva ou forra ,
sendo crieula para o servico de urna casa de peque-
a lamilla e que saiba coxinbir; na ruada Trcmpe,
sitio que tem a casa com a fronte cVar de chumbo.
Sabbado, 21 do do corrente, as6 horas da tar-
de chamendo-se um preto ganhsdor para conduzir
urnas cnciiimeudaa, deaencaminhou-se da pessoa, com
quern ia ; o qual coodu;a 2 latas com marmeleda %
covadoa e meio de panno verdo-garrala, e mais um re-
lalhodo mesmo panno, do mesmo comprimento e com
largura de um palmo pouco maia ou menos 3 en-
liadas de missanga de vidro, 3 ditas de lilagrSa j
promplas para pescoco embrulhadas em um lenco de
catsa pintada 2 pedacos de seda verde lavrsda com
loquo de mofo, com 2 covadose meio cada um. Ro-
ga-se a qualquer pessoa a quern for offerecido, de ip-
prebender e levar na ra da Cadeia do tteeile, o. 25,
que ser generosamente recompensada. Declara-se,,
que o dito preto be conbecido e ae proceder noa ter-
mos da lei contra quern comprar ditos objectos.
Ihorqueba, e em barricas de 3 duzias. Ha um lote
menos estimado, da branca que fe vende mui barato,
para te.fechar urna conli ; lamberme vendem vinhos
superiores para gasto par ticular, tendo de Teoeriffe.
Hespanhe, e do Porto : na casa de Christopber &
onaldson.
Vcndc-se vinagre branco
pretas mocas : ptimas quitandeiras o cosem ; 2
das, da 20 annos, com habilidades: atrs da maJ
de S. Antonio o. 16, primeiro andar.
^Vendem-aeos tentilidse armazem de al d, t
Imperial do Alerro-dot-Afogados n. 40, bom (, '
guezado e *m boa casa : a tratar na mesma ra, co
Silmtre Joaquim do Natcimento.
=Vende-se uma venda e um bilhar tudo (n m
casa na cidade da Victoria na roa principal da Alas'
na fabrica da ra Im al, do>"
vinagre
nacional, a 400 rs. a caada ve-
Compras.
Compra-se uma negrinha de ta
t/| annos, que lenha principios de costu-
ra ; assim como um mulatinho de na
15 annos, que sirva para pagem : na ra
do Cruz, n. 6o. _
Compra-se um par de malas em bonr uso ; na
ra dosMarlyrios n. 28.
Compro-to 3 arrobas de doce do goiaba que
teja muito bom ; quern tiver, annuncio.
= Compra-seo livro= Mediccina Curativa = da
terceira edicio do autor Le Roy : quern tiver, an-
nuncie.
= Comptao-se para fra da provincia escravos
de 13 a 20 aonoa ; aendo de bonilaa figuras, pagio-
se bem : na ra da Cadeia deS. Antonio sobrado de
um andar de varanda de pi, n. 20.
= Comprio-se 2 escravos um pedreiro e outro.car-
pina para uma encommenda do Rio Grtnde-do-Sul;
na ra do Collegio armazem n. 19.
n. 7; ra Direita, n. 53, venda|eiaiba
de M. Miranda; no
Boa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhdos
do jVicolle.
Vende-se .na ra da Cruz n. 6o,
cera em velas, recebida ltimamente de
uma das melhores fabricas do Rio de Ja-
neiro, e he de ptimo sortimento por ser
de tres al 16 em libra, e por preco mais
bratbdo quem outra qualquer par'e.
Venriem-.se varios escravo de l5 a 28 annos,
com babilidadea e de bonitas figuraa ; atrs da ma-
triz de S. Antonio, n. 16, primeiro aodar.
Vuodem-te capachos couipridos e redondos.de
diversas cores; na ra larga do Rosario ,loja de Vic-
torino de Castro Moura n. 24-
Vende-se bico muito largo e fino
para roquetes, a ii'5oo ris a vara : na
ra do Cabug, lojas de fazendas de l'e-
reira &c Gucdes.
Vendem-se sapalos de duraque
branco para meninas : na ra da Cadeia
do Kecie, n. i5.
Vende-se vinagre tinto a 45,000 rs.a pipa ; di-
to branco a 35,000 dita : na ra Imperial n. 7.
at Vende-te uuia davina de espoleta apparelhada
de prata com o cano enfeilado de ouro, a eolatra for-
rada do mesmo ; um pombo trocal, muito cantador:
na ra da Soledade, padaria n. 14. Na mesma se
offerece um moco, chegado ha pouco da Iba para
qualquer negocio e que d fiador a sua conducta.
Tambem se vendem bolos de toda 1 qualidade muito
superiores.
=Vendem-te smenles de coentro muito nova,
e de superior qualidade a240rt. agarrafa; um ca-
vallo de estribara ; uma carme H carrejar pipas, por
baiio com o boio, ou sem elle ; unaarreios para ca-
vallo de carroca : no pateo di S. Crus renda de tres
portas junto padarii de uma s porta de manbia
al aa 8 horas e daa duas ai 4 da tarde.
Vendem ae pastes de Alicante, de primeira qui-
era caiiinhas pequeas proprias pira presen-
Vende-se toda a qualidade de lijlos de barro (i,
I rs. menos em milbeiro do
. por mil i, iiioou. om miiubiiv. ao rjrpr
geni, a quern comprar o lijlo grosso de qu pre
1 eisar mandando-te bolar una e oulros em (|o|qer
porto por uto rasoavel frele : na olaria do Cotuttllo
a primeira depois do becco das Barreiras, aonda m i,0'
ca, por bom lijlo grosso qualquer outro tijolo e |..
Iba.
Na loja da esquina da rpa do Cres-
po ti. 1, da viuva Alfonso 8c C., conti-
na-se a vender a superior sarja hespa.
nliola de duas larguras, pelo diminuto
preco de a^5oo o-covado e dita ma es-
treita a i.s^So ris.
=c Vende-se urna esenva de Angola de 2\ mn ,j
sem vicios nem achaques, fat todo o servico de uma c,'.
aa de lamlia engomma liso e lava de sabio e varrclli
vende-se por precisio : na ra larga do Rosario, sobra-
do de um andar n 37
Na roa Augusta, n. 34, vendem-se casias. i ro-
las brancaa bamburgueas,
Vende-se a mais superior sarja
larga hespanbola, los de linbo pie- 5
tos muito superiores, lencos de se-
da de cores muito bons, pelo bara-
to preco de is'iao, e outras mui tas
fazenrlos, por preco mais em conta f
que tm outra quaiquxr psrtc : na ^
pracinba do Livramento, hoje ru
do Queimadu, na segunda loja por |'
baixo do sobrado grande de tres r'}
andares, n. 4^-
Vendas.
=Vendem-se pennaa de escrever, de secretaria ,
da melhor qualidade, que ba no mercado ; resinas de
papel uieia bollaoda, de primeira e segunda qualidade;
ditas de peso branco eazul, por preco barato : na pra-
ca da Independencia, loja de miodezaa n. 4.
-Vendem-se uma preta e uma parda de 16 an-
nos pouco mait ou menos aadias livres de vicios ,
e com algumas habilidades ; na ra da Cadeia do Re-
cife n. 30.
Vende-se um bonito cavallo melado com bons
andares; na ra do Crespo n. 11.
= Vend-se um cavallo ruco apatacado, novo, ardi-
goe bom carregador; na ra estrella do Rozarlo, bo-
tica n 10.
= Vendem-se sipalei, sapalos para bomem, mu-
Iher e meninos, sola couros algumai (agendas an-
tigs, bicos, reros, linbaa algumaa maoi tiavessa
caibrot, varal, ripat, 4c.; tudo em porcio, ou a re-
Iklho ; uma porcio de parreira brava, ou tbretua, pro-
pria para botica por ser muito medicinal ; uma por-
c2j c toa de ira a lo outfa Jila ue iiviv em oom
uso : ns ra Nova loja n. 58.
Vende-se na praca da Independencia livraria ,
ns. 6 e 8 Dulens, Pbilosophia de economa poltica ;
Ricardo, Economa poltica ; Smilb, Riqueza das as-
edes ; Psrdessus Direito commercial; Hogroo C-
digo do cooimurcio ; os 8 cdigos de Franca ; Prtelo,
Curso de direito natural ; Pailet, Direito publico; lo-
grn,Cdigo civil explicado; Curso de poltica por Ben-
jamini Conatanl; Filangire; l-'ritel, Sciencia do pu-
blicista ; Blatkslone Commeolariu aa lea inglesas;
todoi em francs ; o Tratado de 'legisligao civil e pe>
nal por Keutbam tradusido para betpanhol, e com-
mentado por llamn Salles.
=Vendem-se 5 vaccaa para acougue ; na venda de-
fronte ua Tacaruna estrada que vai para Olinda. Na
mesma venda compra-se um lellim em bom uso.
Hua do Trapiche n, 40, cerveja brinca e pre-
= U padra Manoel de Jess Marinho morador no] ta de Londres, fabrica de Barclay & Companhia, a me-
lidade
tea ; na ra da Gadeu-Velha, venda de Jos Goocal-
vea da Fonte.
Vendem-ae 42 cestos com champagne de primeira
qualidade e mesmo em porcio, por preco muito com-
modo; no Aterro-da-Boa-Visti, loja n. 11, de Fortun
Orry.
=Vendo-so uma parda, de 24 annos de bonita fi-
gura ; faz renda e engomma : na praca da Indepen-
dencia livraria na. 6 e 8, no da quinla-feira.
- es Vende-se ostrastes de um casa, por preco mui-
ot barato ; na ra daa Flores, n. 18.
Vende-se uma boa escrava eminbeira, cote, lava,
engomma, ed-se a contento, na ra larga do Rota-
rio n. 46. primeiro andar.
LOTERA DO RlU-DE-JANEIRO.
Vendem-se meios buhles, quarlos e oitavos, a
rasio de 24 rs. o bilhete ; na ra da Cadeia-Velba,
casa de'cambio da eaquina do Becco-Largo, o. 34. Na
mesma casa pagio-ae os premios que sabirem logo
que clicgue a lista do Rio.
sa Vendem-se dous espelhos ja usidos, ma de ei-
cellente vidro com 8 palmos de comprimento, e 4
e meio de largura ; na rui di Gloria caaa terrea,
n. 13.
aa Vendem-ae dous moloques, de idade de H a
15 aonot; dout mulatinbot, optimot para todo o ter-
vico ; dous escravos. de naci ; 6 eicravat muito lin-
das, nioca, e com algumaa habilidades; urna parda
ptima para ama de urna cata de familia ; na ra Di
reita o. 3.
= Vende-te uma bonita etcrivi. que cozinha bem
o diario de umi cata cote e lava '6 eto/avot de boai
figuraa, tadion sem vicios; um cabrinba de 8 an-
nos ; todos negados ltimamente do Aracaty : na roa
da Cruz n. 3.
Vende-se, por preco muito commodo um aitio
no lugar de Agoa-Fria de Bebiribe com caaa de po-
dra e cal, arvores de Iructo e baixa para capim : a
tratar na encruiilhada de lielem com Agoslinho Go-
mes.
= Veode-se arros branco em alqueire da medida
velba por commodo preco; no becco da ra da Praia,
defroote dat catas do Marroquim catada Jos Leo-
nardo.
=Vende-ie uma escrava de naci, cozinba, engom-
ma cose cbio fas bicot, relina altuctr e fai do-
ces ; na ra do Vigario n. 19.
=Vendem-se 4 moleques pecaa de 18 20 an-
not boot para o Irabaiho de campo e da praca; um
mulatinho, de 16 annos, ptimo pagem e servente
de uma casa ; um moleque oflicial de ilfaiate e be bom
pagem ; duai mulstiobaa uma de 13 annos e a outra
de 16 recolhidat, bonitas mucimat ; 4 eacravaa mo-
cas engommio, cosinhio, e bivio roupa ; uma pre-
ta velba por 140' rs. ; dous cavalloa um be bou
carregador e esquipador : na ra do Crespo, u. 10,
primeiro aodar.
=Veode-se um preto canoeiro da idade de 30 ao-
noa e com outras habilidades sem vicios nem aeba-<
ques. por pre?o commodo; aa rus Augusta
n. 19.
= Vende-ae um moleque peta, de na(io, de idade
de 16 annos ptimo cviiobeiro aliaoca-ae todo o
defeilo ; um dito de 13 annos ; dous mulatinbos, de
14-anooa, ptimos pageos; um dito lapateiro; duat
=Vendein-te muito boas bichas chegadta ltima-
mente de llamburgo ; tambem se aluglo e vio-se ap-
plicir paramis commodidade dos pretenden! : na
ra eslreita bo Rosario defronte da ra das Larangei-
ras loja de barbeiro n. 19. *
= Relogios do ouro, patente ingle j examint-
doa e approvados aqu voftdem-to a dinheiro por
preco muito baixo ; correotiohas da ultima moda, pa-
drto=Pnncipe Alberto =; e tambem um clironornt.
tro para navio bem regulado-: na ra do Trapiche,
n. 40.
= Vendem-se moeodss de ferro para engenhoidt
aisucar, para vapor agba e beitaa de diversos tma-
nhos por preco commodo; e igualmente laixas de
ferro coado e batido de todos ot tamanhos .- na pra-
(a do Corpo Santo n. 11, em caaa de Me. Calmonl i
Companhii ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
Vende-se potaita americana, ltimamente che-
gada em barril grandes e pequeos, ; lentos prelus,
de seda da India ; tetim preto de Macto ; vellidaes-
permscele de 4, 5 e6 em libra ; cera amarilla ; al-
gdio groiio para aaccoi; ludo por preto commodo:
em cala de Malhaus Austins & Companhia na ra ->
Alfandega-Velba n. 36.
Escravos Fgidos

Fugio, no dia 14 do corrente, um pardo de idi-
dedelSannos, pouco maia ou menos secco docor-
cramarellada de oome Benedicto; levou 'al-
po
quern o pegar leve o ar-
da Collegio, qW-aerii gt-
i bi-
cal e camisa de risesdo azal
iiuzeni de farinba no caes
nerosamenle recompensado.
= Fugo, no da 20 do corrente marco um p'Jo
aoaboclado claro, de nome Gyprianno, alto, bastate
refortado do corpo as espauuas largas, parece MI
muito bulmide falla maviosa com pouca barb, <
esta preta ; toma tabaco ; nio tem denles no lado su-
perior, por Ibe terem cabido di/ia elle, por comer ra-
padura das que uiao no serlo d'onde be natural I
lalvez su inculque lorro ; foi vendido no Caira o da
la veio remedido para esta cidade a Jos Antonio Bas-
to ; ha toda a auipeita que elle fosse por trra em
compaflhia de algum coniboi procurando o terlio do
Ceari ; levou camisa e ceroulat de algodio da Ierra
he provavel, que va com roupa mudada por a ter,
lovou mai um elavinole ealguns trattei propriosd'-
quella viagem : quern o pegar leve a ra da Alfn"
dega-Velha, n. 17, a Jos Francisco Ribeiro de Sou/a.
que gratificar com 100.000 rs.
Fugio, ao dia 14 do corrente o esoravo FibP'
de de nicioS. Tbom, de idade do 20 annos, pM
maii ou menoi ella principiando barbar; leui um
dente de menos nfrente, bem parecido, alio, omi-
to pachol* ; !?wm ?rr!n de slgodio trancado eai-
pno um fratquinho coui 12 bichat que iaeO**"11
pin o Poco-da-Panella ; tem tdo visto em vil*'"'
gares do Recife : queui o pegar, leve ra l"'
Rozario n I, segundo andar ou o Poto-da-?'"
Relia casa damangueira que ser reeompeossoo.
Fugio, no da 22 do corrente um niolequ118
oome Joai|uim de idade de 15 annoi estatura "
guiar cor preta magro, olbos uiuilo grande, bft*
pequea beicoi grossot pernaa alguma coosa
por isio psrece, as vezes no aodar que esl manque-
jando ; levou cainita de panno ile linbo'groMu ceta
lastra* finat azuea a calvas da meima fazenda e eu^
de caiimira cor de cinza e jaqueta de panno pre'u
quern o pegar, leve a ra da Ciui n. 10, que "
gratificado.
ItH
lB!^^.
W TVP. l>E M. F. I>K PUI
i|
-
^---

---
sxaxaxafl


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