Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08209


This item is only available as the following downloads:


Full Text
nn de 1846.
O MARIO puhlica-se todos os das que
i-o fo'ei" >1, u irda: o preco da assigna-
, he de 4#o rs. por quarlel P<*o,ad>-
tos. Os amwnclos dot assitjnanMt sao m-
d,s a rallo de 20 rell por linha 40 rs.
\ZZmdifforcnie, cas repellcocs pela nie-
T!V Os'iue nao forcm assignantes pagao
80 rs. por inh*. '-' lli0 em typodiileeeui.-
PIUSES DA LA NO MEZ DE MARCO.
freseente a 4 as 8bor. e llmln. da tard.
,',., chela a 12 as 11 hor. e28 mm. da tard
Mneoantt a 20 as I h. e 37 mi... da man.
"i" nova a 27 as 3 hor. e 30 min. da man.
Segunda fera 25
PARTIDAS DOS CORRF.IOS.
Goianna, c Parahyba, Segd." e Sextas feiras.
Rlg Grande do Norte, chega ns q uar tan
feiras ao meio dia, e parte as mcsnias ho-
ras as quintas (iras.
Cabo, Serinhaein, Rio Formte/Porto Cal-
vo, e Maccy, no 1., lie 21 de cada inci.
Garanhuas c Besito a 10 e 2.
Boa-Vista c Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Oiinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Prlmeira as 1 h. e 18 minutos da tarde.
Segunda as 1 h. c 42 minutos da manhaa
de Martpo.
Anno XXII jV. 66.'
DAS da semana.
23 Segunda S. Victoriano, aud. do J. dos
or. e do J. do C. da 2. v., do J. M. da 2
24 Terca S. Agapito, and. do J. do clv.
dal. v. edoJ. de par. do 2. dlst de t.
26 Quartu 9< 9 Annunriacao de Nossa Se-
nhora. S. trineo.
26 Quinta S. Ludgero, aud. do J. dnsorph.
edo J. M.ihlv.
27 Sexta S. Robertoo, aud. do J. do clv. da
1. v., e do .1. de paz do 1. dlst. de t.
28 Sabbado S. Alejandre, aud. do 1. do civ.
da 1. v., e do J. de paz do 1. dlst. de t.
29 Domingo S. Pastor.
CAMBIOS NO DIA 21 DE MARQO.
Ca.nb. sobre Londres 26'/i d. P- '/ a6 d
u Pars 350 ris por franco.
,, Lisboa ios p.c. pr. p. ni.
Desc. de lc|. de boas firmas 1'/jp. A "
Ouro-Ouca hespanhotas 3II>00 a M(IW
Moeda drbWDvel. |600 a I7000
deB^UOnov. iosDilO a IGfiOD
. de 4000 8*T00 a WO00
frata-PatacScs .... 1/940 a 1><0
l'esos Coluniuares lfloO 1*vTl
. Ditos Mexicanos. 1/860 a 1#W0
. Prata Miuda I/B20 a 1/700
Acedes da C* do Bebcrlbe de 50/000ao par.

DIARIO DE PERMAMBUCO
PERNAMBUCO.
Asscnibl i Provincial.
SESSAO EM 20 DE MARCO DE 1846.
(OOKCUSAO.)
O Sr. 1. Secretario le o projecto de lei do orcainento
para o anuo de 1846-1847, que he julgado objecto de
deliberadlo, e mandado imprimir.
OSr. 1." Secretorio l o seguinle parecer :
ti As cotnmisses reunidas de negocios eccletiailicos e
de eslatistica. a quein, por dclibcraco^desta asseinbla,
fol remettido o projecto n. 6 deste auiib para ser liosa-
mente brganisado, com as emendas aprrscntadas ao re-
ferido projecto, lein a lioura de apresentar, como resul-
tado de sen traballio, o seguinte projecto :
ii A assembla legislativa provincial de Pcrnambuco
resolve :
i Artigo 1. A sede da villa do Cabo fifia transferida para
a povoaco. de Nossa-Senhora-do-O', e abi ser a cabeca
da comarca.
Art. 2. Fica instaurada a anliga freguezia do Pas-
mado. Esta freguezia principiar pelo lado do Sul da
fot do riacho da Pacas e Seruaj, no rio Itaplrcnia, at
eiicnutrar a estrada publica de Iguarass, na chita de
llapiriisi, c, seguiudo pela enrdlbeira, que divide as
agoasdo rio Araripe, em procura Uo Poeute, atravessar
a estrada do Pao Pcado.-na encruzilhada, que desee pa-
ra o engenho Piedade, em direceoao Poente, pela mes-
ina cordilbeira e agoas pendentes para o rio Araripe,
passando ao engenho Aguiar, a encontrar os limites das
frrgueiias de S.-Lourrnco-da-Matta c Po-do-Alho ; e
dtil, em ruino do Norte, servir de limites actual frr-
gurzia de Iguarass com a de Goianua, e na iiicsma di -
reccao com a freguezia de S,-Lourenco-dc-Tejuciipapo e
rio llaplreina, desde a sua naceiica ate o lugar de sua
confluencia com o riacho Ai ataca, buscando, pelo Leste, o
ponto de partida da presente divisan.
Art. 3. Fica supprimida a freguezia de Maranguapc,
c pertencer & freguezia de Igynrass a parte daquella
freguezia, que fica ao occidente da estrada real ate o lio
Paratibe, e pertencer freguezia da S de Oiinda aquel-
la parte da extincta freguezia, que fica ao oriente da dita
estrada,
Art 4. Fica da ora em diaute pertencendo a freguezia
de S. Pedro Martvr de Oiinda o territorio, que lica ao
sul da estrada do Forno-da-Cal, em scguinicnto povoa-
5lo de Bebiribe, a qual povoaco ticar pertencendo
dita freguezia de S. Pedro Martvr ; continuando em iu-
teiro vigor os limites, que separao actualmente a men-
cionada freguezia de S. Pedro Martyr das frrguezias da
Boa-Vista e Poco-da-Panella.
cipio de Iguarass, c subjeilo respectiva jurisdieco
civel, o territorio segregado da freguezia dcTcjucupapo,
t coiiiprelicndido pela de Pasmado.
Art. 6. Fico revogadas todas as leis e disposices
em contrario.
n Sala das coiumisses da assembla legislativa pro-
vincial de Peruambuco, 20 de marco de 1846. aria,
vencido em parte.Muniz Tavares. llego Monteiro. Ca-
mello Pessoa.Carvalho Mendonca.
O Sr. Nogueira Paz : Peco a palavra.
OSr. Presidente : Est adiado o parecer.
LO-te o seguinte rei|iierimriito :
b Rcqueiro a urgencia da discussao do projecto n. 6.
Nogueira Pal.
O Sr. Villtla Tararee (pclaordein): Eu creio, que es-
se projecto foi s duas comuisses de negocios ecclesi-
aslicos e eslatistica, para o redigirem de novo ; e o que
o nobre deputado quer he a urgencia sobre a discussao
do parecer da cominisso, nohe sobre o projecto. Nao
lie assini ? [ Voltando-se pora o Sr. Nogueira Pal.)
O Sr. Nogueira Paz : Sini, Senhor.
Le-sc o seguinte reqiici-miento :
" Rc(|ueiro 'a urgencia do parecer, dado pelas nobres
coiiuiiistet de negocios ecclesiaslicos e eslatistica sobre
o projecto n. 6. Nogueira Pal. o
Be apoiado e entra em discussao.
U Sr. Nogueira Pal: Ped a palavra, Sr. presidente,
porque observo da leitura do projecto, que as nobres
cotmuitsdei nfio fuera o o que na casa se decidi : o pro-
jecto est segunda vez redigido pelas nobres coiumisses
de negocios ecclesiaslicos c de eslatistica, teui que ellas
toinassi ni ein Contideraco un artigo additivo.queapre
sentei, ao artigo segundo deste mesmo projecto : pare-
ce-ine, que a casa s autorisou as coninussins para redi-
girem de novo o projecto, dando-lbe inclhor forma, mas
imuIo atlcuco s emendas apresentadas : he isto nics-
ino o que se deprehende do prcaiubiilo do parecer, apre
sentado com o projecto : nao leudo, pois, a casa u:n po-
der ampio de excluir esta ou aquella emenda, cstou, que
o nao podia fazo. Como aclio prejudieada a minlia e-
mciida, peco a V. Exc. licenca para aprcscnla-la de no-
vameule, se isso me lie pcrniitlido; pois eu estou em du-
vida a rrspeilo da oppoi tiiuidadc ou da'nao opporluui-
dade do lempo.
OSr. Presidente : O que se acha por rmquanto em
discussao lie a urgencia.
O Sr. Nogueira l'ai : Pois bem ; V. Exc. decida como
entender de jusiica.
OSr. Munii J'avares:Sr. presidente, voto contra a
urgencia ; porque, se un parecer de conmiissao sobre a
unnretsfiq de una freguezia lie un objrclu ur^cute,
fiiin niio ha cousa alguilll que nao seja urgente : s
ff|iuta-se urgente aquillo, ilv cuja demora piide resul-
tar alguin mal, alguui daino aos uossos cousiiiiiiiites :
ora, ninguein dir <|iie da demora sultar mal algum em materia, que, nieu ver, iiem nc-s-
ta sestao deveria ser tratada. Preterir a cada pasto as
formulas do regiment, por objectos que uodemindo
esta presta, nao convm, be un abuso, que devenios
evitar,,
O nobre diputado, que acaba de fallar, confirma o que
cuavauco: elle inetuio lie un daquelles, que se lann il-
la, porque as commisscSes nao tfverfio em considejajo a
emenda, que apreseiitou ; elle nos diz isso : osJobrcs
deputados preciso saber, quaes as rasoes, por que 41
eoininitses nao tomi ao em consideracao essa emenda ;
l'servareni, pois, al formulas do rcgiuienjto, se se
Mlxar coirrreui os dias marcados para asdiscusses, po-
d"n os Sr. depulados examinar o facto, c resolver, com
cuhecinento de causa, acerca dcllc.
F.sla be iniuha opiniao ; vol contra a urgencia : nao
--1 dcpois.
1 de ur-
-. nc iiiiuua opiniao voiu inuti auife^i,.,..
se perde nada em que isto se discuta anianliaa ou d
Julgada a materia disentida, Ite o requeiinieiito 1
Bernia approvado ; entrando o parecer e projecto em
discussao.
O Sr. Nogueira Pai: Sr. presidente eu estou dis>-
|>osio, eui qnaiiio me competir a patarra sobre es'a ma-
teria, aditer o que me convlcra favor dos ineua artigos,
porque cho de muita justica, que tejao approvados
nao desejo, que se supprima uiua freguezia, por ter
uina cousa tao extraordinaria, tao injusta, e que tantos
males causa aos habitantes de qualquer freguezia que
infelizmente se formo projectos para supprnuir-se, e
de inalt a mais fazer-se tilo graude mal a uin parodio,
que tlrou essa freguezia em concurso Nao desejo, que
elle fique privado desse beneficio; por isso teiiho de a-
presentar a emenda, que a coiniuitso nao quiz alteu-.
der, e peco a V. Exc. licenca para a 1er.
Emenda substitutiva do artigo 2." do projecto n. 6.
Fica transferida para a povoaco do Pasmado a sede
da freguezia de Maranguape; e a freguezia, visto sollrer
com as de Iguarass' e Oiinda una subdivisiio quasi ge-
ral, te denominar freguezia de Itapissuma esta fre-
guezia principiar pelo lado do Sul na foz do riacho das
Haccas, e Seruaj no rio Itapissuma at eucontrar a es-
trada publica de Iguarass', riacbade ltapirutsu', ese-
guiudo pela cordilheira, que divide as agoas do rio Ara-
ripe, em procura do Poenle, atravessar a estrada do
Po-Picado na encruzilhada, que desee para o engenho
Piedade, em direcco ao Poente, pela meslna cordilhei-
ra, e agoas pendentes para o rio Araripe, passando ao
engenho Aguiar a encontrar os limites das freguezias de
S. Loiuenco-da-MatU, e Po-d'Alho, e d'ahi em rumo
do Norte, pelas extremas da freguezia do Iguarassu at
encontrar o lugar d'onde parti nova divisao, e pen
tencer a freguezia de lguaras.su' a parte, que principia
11 a foz do Rio-Doce at as suas nascencas ao Oeste, que
encontra a freguezia de S.-Lourenco-da-Matta pelo do
Sul, e pertencer a freguezia da S-de-Ollnda o resto,
que, pela divisao existente, pcrlencia a dita freguezia de
Maranguape ao sul do Rio-Doce.
Nogueira Pai.it
O Sr. Nogueira Pai (continuando;: Tcnao outra e-
menda suppressiva, no caso de pastar o meu artigo subs-
titutivo "he ella suppressiva do artigo 4 da emenda; he
esta.
Se pastar o meu artigo substitutivo ao artigo i. do
projecto n. 6, supprima-se #o artigo 4 do dito projecto.
Nogueira Pal
Apoiadas as duas emendas, cntrao em discussao.
O Sr. Joaquim Villela : Pedi a palavra, Sr. presidente,
em primeiro lugar para apresenlar una emenda, e tra-
tare! logo de a justificar. Pela lei provincial n. 102 de 9
de malo de 1842. ficou pertencendo freguezia de Seri-
nhaem urna parte da freguezia de Ipnjuca, eparece-me
que isso se fes, porque essa porco da freguezia de Ipo-
juca fazia par; do termo de Serinhaein, e se quir por
em harmona a divisao civil com a eccleslastlca.
Mas, Sr. presidente, nos, ucsta sesso, liavcmos repa-
rado algumas injusticias, que se fiero a respe!to de
divisoes-dc freguezis assim, por exemplo, entende-
mos, que te dcvia anuexar outra vez freguezia de Una
aquella parte, que lhe havia tido tirada e parece-uie,
que o niesiuo (levemos fater com a freguezia de Ipojuca.
Por isso, proponho na minlia emenda, q^ue lhe lique ou-
tra vez pcrleuccndo a parte, que lhe foi tirada para a
freguezia de Serinhaein: e para que nao continu a dcs-
liarmouia entre a divisao civil e ecclesiastica, propponho
tanibrm, que essa porco de territorio passe a perten-
cer* termo do (.abo, com o resto da freguezia.
Desta nianeira, Sr. presidente, resttue-se freguezia
de lpojuea a parle, que lhe foi lirada, e talva-te a des-
I1.11 inoiiia, que exista entre a divisao civil e ecclesiasti-
ca ; porque, ao passo que essa porco de territorio lica,
quanto a divisao ecclesiastica, pertencendo freguezia
de Ipnjuca, oca tainbem pertencendo, na divisao civil,
comarca do Cabo, a que pertence essa freguezia.
Agora, Sr. presidente, fallarei em segundo lugar con-
tra a emenda, que ha pouco se leo, e que as coiumisses
ecclesiastica e de cslatittica juJgrao dever eliminar
do projecto. Emendo, Sr. piesidente, que a emenda do
noble di pillado uo pode passar, porque cria una fre-
guzia com porces de territorio, uo meio das quaes ex-
iste outra, e estabelcce coiiseguiutcmcntc una divisao
inuilu Inconveniente. O nobre deputado paiece-ine
que nao est aopar das localidades d'alli, alias nao prop-
poria esta emenda : a freguezia de Maranguapc, que o
projroto suppi inie, lica aqueui de Iguarass e alem de
Oiinda, eo projecto, siippriinindo esta freguezia, divide
o territorio, que ella coinprchcndia, entre Oiinda e Igua-
rass : por consequenca, nao se d inconveniente al-
gum nesla aimnexa(o ; mas da emenda do nobre de-
putado resulta, que, Acanita Pasmado aliu de Igua-
rass, fica a freguezia de Maranguapc com terreno
alni de outra freguezia i oque he sobre mancha in-
conveniente.
Ti ansfi 1 indo-se a sede de Maranguapc para Pasmado,
como quer o nobre deputado, parcce-iue, que subsiste
a freguezia de Maranguape, uiiindo-se-llie o territorio
de Pasmado, com a dilTcrenca apenas de estar a sua sede
em Pasmado; por consequencia, temos una freguezia,
110, un o da imal lica outra, que he a de Iguarassii.
O Sr. Neto : Assim licou arroiros.
O Affonso Ferreira : Niio he da niesnia forma, faz
limito dill'erciica.
O Orador : Nao est 110 mesino caso; mas, quando
estivesse, nao se rcconliece, que isso he 11111 iiiconvcn!-
enli I. piirque nao o prucurareiiios obviar, srmprc que
pdennos ? Ora. i-u mostr, que o vigario de Pasmado,
por ir a Maranguape, passa por dentro de Iguuras.su,
hadeatravessar esta lreguezia, c parec-me, que he
muito ineoiivenieiite, que o parodio, para poder apas-
centar as suas ovelhas, necessile passar por outra fre-
guezia; enlendo, poit, que o projecto melhor dispc ;
divide Maranguapc entre as freguezias de Oiinda c I-
guaratt, por isso que lica contigua u aiubju cuas.
O Sr. Nogueira Paz. : N3o acho eiubaraco, tuna vez
que se bole em todas as freguezias.
0 Orador: Bole-te no territorio de todas as fregue-
zias, que lii.ni roiili^uai ; Oiinda lica aqucni de Maran-
guape, ritorio de Maranguape
lica, jiois, entre Oiinda e Igtrarass, e por consequencia
i|iie tedittribua *se terri-
torio pelas duas fregueziat de Oiinda e guaratsu ; mas
u inesuio.ieouleeo com a decisao, que piclcudc o nobre
deputado '
O Sr Nogueira Paz : A freguezia de Maranguapc tica
bppfinida senrprc.
ti Orador : --Se o iiobre deputado concorda com a ex-
tinccod^fregiHia dcMbuanguape cncao coiumaior
.noa nio^di
Sr. presidente, quer o nobre deputado, que te transli-
ra a sede da freguezia de Maranguape para Pasmado ; e
uina transferencia de sdc, parece-mc, que lie incom-
pativel com aextiuccao da freguezia, donde ella se re-
more! ao menos enlendo. que, para que se d tal trans-
ferencia, he niistcr, que subsista a freguezia de Maran-
guapc unida ao territorio de Pasmado, que se lhe quer
anuexar, e onde se quer eollocar a sede ; alias, temos
extineco de uina freguezia e ereacao de outra, e conse-
guiuteinente remucu de parodio de Maranguape para
Pasmado, que he em ultimo resultado ao que se reduz
a inenda do nobre deputado, seguudo o que acaba de
explicar. Por todas estas rases voto contra a emenda;
e mando mesa a que uve a honra de apresentar, e que
he a seguinle:
Aecrcscenle-seao projecto n.6Fica derogado o ar-
tigo nico da lei 11. 102 de 9 de maio de 1842, e perten-
cer d'oraein diante freguezia de lpojuea e termo do
Cabo a parte da inesina freguezia, que por aquella lei
passou a perlencer a de Serinhaein. S. W.Joaquim Vil-
lelaM '
Apoiada entra em discussao com o projecto.
O Sr. Neto : Sr. presidente, nao se! o que est em
discussao, se he o projecto, ou o parecer da coinmisso.
Sr. Mendunca : Una e outra cousa.
O Orador : projecto nao podia ser posto em dis-
cussao, sem ser dado para ordem do dia. At duas coiu-
misses reunidas forjo encarregadas de redigir, desse
montan de emendas, e do projecto, uin novo projecto,
apresenlar uin parecer a respeito, a lini de nos poder-
inii. apreciar melhor os limites da nova freguezia, e p-
dennos assim volar com mais canhecimeiilo de causa
acerca das outras partes do projecto. Ellas apreseulo
boje seu Irabaluo, e esse trabalho, em couscqucucia da
urgencia, entra em discussao ; mas as emendas agora
ollerecldas sao emendas do projecto, c nao do parecer
das commissors, que nao foi anda approvado : creio,
pui tanto, que mais curial seria o nosso procediniento
se por ventura, na forma do regiment, mandassemos,
que este parecer, com as emendas oll'erecidas boje,
fosse iinpresso, par entrar em ordem do dia ; porque
eulo se tratara, ein lerceia discussao, do parecer da
coiniiiisso, c da < iicndas, que os nobres deputadol
julgassem conveniente submeter consideracao da
casa ; do contrario, nao sabercuios nem o qu se discu-
te, nein o que se ha de votar. ,
Mando ueste sentido uin requcriincnlo mesa.
Rcqueiro, que te mande imprimir o projecto, as
emendas a elle olterecidas, c o parecer das coiuiuiss s
reunidas, a fin de eulrareni na ordem do dia, para se-
ren convenientemente discutidas. Lopes Neto.'
Apoiado o requcrimeiito, entra em discussao.
OSr. ferrlo de tirito : Anula me nao acho ein esta-
do de discutir ; mas, como o nobre deputado duvidou da
ordem estabelccidapela mesa acerca do objecto, que se
discute, edisse, que niio sabia o que eslava em discus-
sao, eu nao tenho remedio seno dar alguma cxplica-
fo a respeito.
Ou as commissdes sao encarregadas pela casa de apre-
ICOtar uin trabalho especial, e euto apresento un pa-
recer, c inultas vetes uin projecto, e em laet casos o
projecto, depois de julgado objeclo de deliberaco,
inanda-se imprimir e he dado para ordem do da con-
venientemente ; ou o trabalho, que fazem ai cominis-
sOes, he de natiireza limito diversa, e isto succede
quai.do, em qualquer estado da discussao, uin pro-
jecto lhe he enviado com emendas, para as considerar,
e apresentar un novo trabalho, adoptando o projecto,
rejeltaodo-o, ou emendando-o ; e se o resultado do seu
trabalho he 11111 novo projecto, ueste caso o projecto
nao muda J<- nalurrza, isto he, vem para a niesnia dis-
cussao, em que se acliava, quaudq loi enviado para a
eoinniisso.
He justamente o que acontece com o projecto, que se
discute ; que foi enviado eoinniissao, quando se dis-
cuta peta terceira vez. Ora, a mesa fez lr o parecer
da conmiissao, e, logo depois da leiliira, un nobre de-
putado pedio a palavra ; pelo que, na forma do regi-
ment, devia licar adiado, e a mesa assim o uccaiou ;
inasoutro Sr. deputado pedio urgencia, e esta loi ap-
provada ; portanto, a ordem regular e ordinaria loi alte-
rada pela urgencia, c est o projecto em tercena discus-
sao ; portanto. ja ve o nobre deputado, que a mesa tem
dirigido os trabalhos regularmente.: e a mesa nao po-
tudo impresso. se lr approvado o seu reuueriinento.
05r. Villela lavares : Sr. presidente, ped a palana
para di/er a cata o inesmo, que o nobre deputado acaba
dedi/.er; mas s suas ponderaede aecrcscent.iiei mais
urna, e vem a ser, que se tem leito nina conlusao entre
o parecer da commlnao c o projecto; narecendo asa.....
que sao duas cousas distinctas, sobre que (leve versara
discussao. fl
I'arece-inc, que nao ha lal dlannccoj que o parecei 1
projecto he una e a niesnia cousa: poiquanlo oque De
que existe aciui ? Qual he o laclo? Apresentou-sc mu
projecto com diversas emendas, c a casa deteiininou,
une esse projecto, com as 1 ineiidas, fosse as duas COUI-
niissocs, paia que ellas reunidas formulassen. Ulh novo
projecto; apresentrao boje esse parecer as duas coin-
misses : e o parecer das duas cuinniissoes o que impor-
tar Importa 11111 {projecto l'orlanto nao se distinga o
parecer das ci.uiinissoes do projecto ; porque tildo lie
11111.1 en niesnia cousa, e 0 que esta em discussao he o
projecto, com o parecer apiesenlado pelas duas com-
UUMfle. Ora. alm disto, eu vejo, que "obre depuli
rasan a
ser approvada porque se
reduz a icmoco do parocho de Marangoape para Pat-
inado; o que. al...d. ittribuiVoes,
lie contra o vencido. A assembla ja retolveo, que oai-
tigo 4." do projecto fosse supprlinide, cjkii isso at a te-
gunda emenda do nobre diputado esta prejudieada: a
stembla supprimio o artigo, por entender que nao es-
Uva em tuas attribuiccs uoiiiear parncliM, ttf aprc-
scnla-lot.
com as emenda,que julgar necessariat, ou, cinhui. a to-
tal rejeico do projecto : nosdous primeiro casos sera
Impresso; mas o artigo 106 diz. que, uo caso de ur-
gencia, a liuprcisao se poder dispensar, c he este o nos-
so caso.
Uin .T. deputado requerco a urgencia do parecer, ea
assrmMa vulou por rila : portanto enlendo, que, anula
que o nobre diputado possa usar da faculdade, que lhe
lieeonfei ida neto artigo 159 do regiment, todava nes-
-io nao o pode fazer ; porque a assembla j dr-
terininou, que nos aprovcilassenios da disposi(o do ar-
tigo 1U6 ; isto he, que se dispensasseiu as formulas ordi-
narias do regiment; que entras* o parecer da cotninis-
o projecto ein diacnssao.
O Sr. Neto : O projecto, nao.
0 Orador : l'oit a conmiissao diz outra cousa, que
nao teja o projecto? Nao : diz, que, examinando as e-
meiidas, taiubem aprsenla o projecto, que se segu: lo- .
go,o parecer da conmiissaoheoprojecto. Para que,pois, I queacmara niuuicipal somente trabalhasse quatro me-
toinar o parecer por urna cousa diversa, e multo dit-
tineia iln projecto? Levantei-ine nicamente para dizer,
que a mesa lem obrado em regra, em meu entender.
.tpoiddoi.)
O.S'r. .Vito Sr. presidente, o nieu requerimento nao
pode deixar de passar; porque nao temos tempo para
apreciar todas essas emendas, todos esses limites da lie-
guezia, que se supprme, e daquella, que se quer crear.
Diese-te, que o projecto he o mesmo parecer da coin-
misso. A coiiitiiiss.il. foi encifrregada de examinar esse
projecto, e de dar um parecer respeito : ora, a coin-
misso linha deapresenlar o seu trabalho acerca deste
parecer se ella tintia de apresi'iila-lo, e oll'erece-lo
consideracao da cmara, temos, que os inesmos Srs. de-
pulados coiiveeui i'in que sao eousas distinctas o pare-
cer, o resultado das ndagaces e estudo das eoniinis-
tes, eO objecto dessas ir.rsmas investigacoes e estudo.
Se lie a niesnia cousa, cutan perde V. Exc, que lhe di-
ga, que, apezar de ter passado a urgencia, nao pode en-
trar niordeindos irabilhos, nao pode ser discutido bo-
je; porque V. Exc. sabe, que he do regiment, que
ii<-ii11 un projecto se possa por em discussao, seui que 24
horas antes lenhasdo dado para ordem do dia.
O Sr. Cunha Machado : J foi dado para ordein do
dia.
O Orador: J foi, para otilro dia, mas mo para bo-
je ; e Hinguein dir,que, por se ter dado um projecto
para ordem do dia, uina vez, possa entrar em discussao,
sem se ter auiiunciado 110 da antecedente. Estou, que o
nobre deputado desistir, parec lo, deste argumento.
Se o projecto he distiuetodo parecer, enlao nao pode-
mos touia-lo ein consideracao seno depois de entrar na
ordem dos trabalhos, r V. Exc. o ter dado para ordciu
do dia.
O Sr. Villela Tavares : Est mclaphysico.
O Orador : Nao duvido ; porm os nobres deputa-
dos nao loro mais explcitos na sua argumentaco.
Do artigo 105 do regiment vejo, que nao podemos dis-
cutir, nem o parecer, nein mesmo o projecto, sem que
ambas as colisas sej.io previainciite impressas.
FesjM ; E a urgencia ?
0Orador: A urgencia nao altera a necessidade de
exemlDardos oque wval dfooullf 0 artigo 106 niio se
oppne a esta inlelligeneia : dispensa-se, com a urgencia,
a impresso dos projectos ; mas nao se discutem 110
mesmo dia ; lieesle ocaso, em que estamos :'dispensou-
sc a impresso, com a urgencia ; mas nao se pode discu-
tir lioje.
Outras raides concorreni para justificar o meu reque-
rimento; e deduzo-as do artigo 159 do regiment, onde
se determina, que, em casos laes, (piando os pareceres
l'orem longos, nao se possa dispensar a impresso, se al-
gum dcpuiado a requerer ; cu rcqueiro essa impresso,
porque a discussao de boje tem de tal nianeira ruibrii-
lli-nlo o negocio, que desafio os nobres depulados, para
que me digan de repeine, ipiaesos limites apresentados
par.1 esta divisao de l'rcgiie/.ias. quaes as emendas oll'c-
reeicl.is .1 mesa, e deslas, qual he a mais conveniente ?
Niio sallemos de nada ; e nao he assim, que devenios vo-
tar leis, que teem de obrigaraos enlaciaos, e deveni con-
COrrer para a prosperidade da provincia.
U Sr. Mello: He desacreditar a assembla.
O Orador : Finalmente direi, que o parecer da com-
inissao nao pode ser tomado em consideracao, sem que
lenli.i sido ludo impresso; poique as multiplicadas e-
mndat. que exittein. nao permitteni, que a materia se-
ja convenientemente tonhrcida ; e como nao desejo,
uein julgo conveniente a diguidade da casa, que se dis-
cuta, c vote nella, qualquer materia, sem o necessario
exame, z o meu requeimiento, ijue fica assim justifi-
cado
OSr, Villela Tavares : Sr. presidente, o nobre depu-
tado, que acaba de tentar-te, n.io me provou de urna
niaiieira satisfactoria, (|uc o parecer da cnuiiiiisso he
uina cousa diversa c distincla do projecto 11. 6.
O projecto eslava ein terceira discussao: logo, o pare-
cer, que he O projecto, est ein terceira discussao, por-
que loma o lugar daqiicllc; poiquanlo, quando o pro-
jecto eslava un lereeira discussao, apparreeo um reque-
rimento, para (pie elle fosse s duas coiumisses reuni-
das, a lint de que estas apretentasseiu um novo projecto
mais bem redigido, e em oqual, aproveitando-se as
ideias de todas as emendas, se conseguase mdliur oliui,
.i que Indos alliiiginins: e pergunto eu, quando te apre-
t uta una emenda, em lereeira discussao, a qualquer
nrojecto, esta emenda tem de sollrer tres dscusses.'
io: pois he isso oque suri ule preseiileineiite como
projecto: este parecer da conmiissao pode ser conside-
rado pela casa como nina emenda : logo, elle (apoiado)
11,111 he nina cousa dislincla e diversa do projecto.
O nobre deputado inctaphysicou 11111 pouco ueste ponto;
quiz mostrar, que ero duas cautas diversas o parecer
e o projecto, sem se lembrai, que as cuinmissoes apre-
sento o projecto COUl O sen parecer, e que o parecer he
o mesmo projecto. O nobre deputado apoia se no art.
L6S do regiment; mas oque diz este artigo? Este artigo
exige, que o parecer fique adiado ; c nao lieando, porque
se pedio a urgencia, niesiuo assim ha una raso limito
valiosa, para que o nobre deputado nao possa usar do
direilo conferido por este artigo, e he a assembla ter Ja
determinado, cinvirtudc doait. 106, que o negocio lie
urgente, e que deviaiuo.s tratar d'ellej. O nobre de-
putado, que se assenla a minlia esquerda, rc(|iieieo, que
o parecer dacoinuiisso eulrasse j em discussao; por
eoiisiqueneia, a assembla, volando por esta urgencia,
deieriiiinoii, que o parecer nao l'osse impresso, e que se
prescindlsse das formulas do regiment, ueste caso: lo-
go, o nobre deputado nao pode requerer a Impresso.....
contra o vencido.....
U Sr. .\eto: Nao se tratou de ImpressSo.
O Orador: Pois como te julga Uin objecto urgcnle, e
se manda imprimir ao mcsino lempo? Nao sel tomo o
nobre deputado conciba ambas as eousas.
O Sr. Neto: Assim o enlendo: se nao eiilendesse, nao
propuuha..... ..-
OOrador:- Emende? l'oisbein; mas cu pens difle-
reiiteini ule. 4 .__
Jul ada a materia discutida, fol o requerimento doSr.
Neto r.jeila.lo, e bem assim a emenda do ir. Nogueira
Paz; ficaudo prejudieada a do iiiesin Sr. com rclacao to
art. 4 ", c approvado o projecto ein tercena discussao,
com a emenda do Sr, Joaquim Villela.
Entra em segunda discussao o projecto a. 11, que diminu os
ordenados de alguns entongados da samara municipal do
Itecife, e d outras providencias.
Artigo I.
O Sr. Villela Tavares: Sr. pretidente, na sesto pai-
tada, quando se discuta este projecto, o nobre deputa-
do, que seassenta minlia esquerda, disse, que, nao
abitante os argumentos, que eu havia aprrsentado para
justificar oprojrclo, todava nao eslava bem provado.


i
WP

es no anno, oque era preciso provar isto mclhor para
mostrar enlo, que o ordenado do secretario nao estava
un proporcao coin o irabalho, que elle prestava no mu-
nicipio. Ped a patarra, poli, para mostrar ao nobre de-
jan uin a veracidad* de nimbas proposites.
A lei do 1. de outubro de 1828, que regula as funcedes
descamaras municipaes, diz iioart.25, que as sessoes
ordinarias sera quati opor anno, e que no ditrar ca
da tuna menos de seis dias : temos, pois, 24 das de tra-
balbo tin un anno, oasculando as sessoes pelo menor
prato; mas cu lui busca i um prazp rasoavel, o de 15 das
por KM*) ordinal,a; por consequencia, auguicntei mais
J das alcm daquelles, que a le julga, que he o menos,
que le pude trabaihar, e dei de mais a mais 30 dias para
as sessoes extraordinaria*. Siippuuhamos, porin, que a
cmara municipal tem de trabaihar por mais de 4 me-
zes, que tiabalhar cinco, ou inesmo seis, oque anda
nao succedeo ; mesmo assim julgo, que o ordenado do
secretario da cmara nao esta em proporcao coin o tra-
balho, que elle presta aoinunlciplo; pirque temos de
pagar I ;200/000rs. por seis mezes detrabalhn, (cando
seis mezes livres ao secretario para oceupar-se em outro
mister. (Jpoiailos) Eu desejo, fallando sobre esta mate-
iii, responder, de ante-mao, a una objc.-iio, que por
ventura me possoaprcsemar, c queja, lora da casa, se
ine tem ollcrecido
Jouvdi/.n, que uo estava bem provado, se esta
assembla perlruee, ou uo, o ilireito de reduzir o orde-
nado dos empreados da cmara muniei|ial, sem que pa-
ra isso h ij i propust.'i da inesina cmara ; porque o ^ .''
do art. III ilo .icio addicional diz, que compele o assem-
blea provincial legislar sobre a economia municipal das
cmaras, precedeudo propostas destas. Eu emendo, Sr.
presidente, que esla palana economia municipal nao he
comprehensiva, nein pode s-lo, dos ordenados dos em-
pn gados da cmara iiiunicipal, mas sini, c to tmente
daquellai drtpezas.que cousto das posturas, eque leem
e tanto melhor emendo assim cslc, quando notjS.0
vejo determinado! que compete as assembla* legislati-
vas pruviuci.ics legislar sobre a lixaco das di'spezas
proyineiaes e iiiuiiieipaes. Ora, se nos compete, inde-
pendentemente da proposla dascainaras, legislar sobre
,is luai detpeua, creio, que nos compete legislar sobre a
cducco do* ordenado) dos empregados municipaes;
mis anda isto nao he ludo, temos de mais a mais mitro
. que, qiinnto a miui, resolve toda a duvida, eiic o 7.
que be multo claro, e positivo.
Diz elle, que compete as assemblas provinciaes crear
e supprimir empregos municipaes e provinciaes, e esta-
belecer-lhe ordenados. Ora, se nos compete legislar so-
bre a cicacao csupprcsso dos empregos municipaes, e
citabelrclinentode seus ordi'nados, he claro eevidente,
nue piulemos legislar sobre a reducro dos inesuios or-
denados: qiiem pode o mais. pode o menos.
Aliento, pnr estelado, que tenlm respondido ebje-
co da iiioppiirluiiidade, e mesmo iiiconstitucioialidade
do projecto; e como o nobre deputado, quein me reb-
lo insta resposta, argumentando milito bem contra o
projecto, nao aprcsriilou OUtras rases, alm daquellas,
a que agora acabo de combater, coiiteiilo-uic com estas
poucasconsiderarles. Se for preciso, fallare! mais, een-
t:o responderel aoque me parecer, que ollnde o pro-
jecto.
O Sr. hiendes da Cunha: Nao est demonstrado, por-
que o ealeulo.qne o nobre deputado fez, varia; visto que,
mandando a le,que as sessoes devem ser pelo menos de
seis diat,d'ahi por dlante he indiTenido o tempo,que de-
ven, durar; mas o milii c dcpulado calcula,suppondoape-
nas 15 dias o que piule chcgaral 30; os quaes, reunidos
aos trabalhos exlraordinarios, que podein lio ser pon-
eos nem depouca duracio, podem tambam excede, a
l mu 11, nieges: logo, nao se pode precisamente lixar o es-
paco necettarlo para sobre elle alnil.u .u mrito do or-
denado, e por consequencia nao julgo demonstrada a
justica da rediiecao do ordenado, tomando por base a
lempo do Irabalho.
I.e-se a seguinte emenda ;
i Jj 1 u Coin o secretario 800/ rs.llanoso,*
Apolada entra em diseusso.
Encerrada a discussao, sao approvados o artigo c seus
paragrapbos, sendo rejeltadasas emenda* oAereeldat.
O ai ligo 2." he approvado.
Entra cm discuisoo artigo 3.
I.e-se na mesa a seguinte emenda ;
Emenda additlva ao artigo 3. do projecto n. 11.
Depnis das palanasmaio de lM~-acerescentem-sc
as seguinte* e o do secretario da cmara de Plore* lica
elevado a 30(1/ rs.AVijuii'ra Pal.
A/miada nitra cm discussao.
O Sr. Neto :- Voto contra este artigo; nao porque jul-
gueiein iililidaile as verbas, qtlC elle conten,; mas por
considerar esta uccasii, iuopporluiia para se tratar desla
materia Kilo basta saber-se o irabalho, que leem es'ses.
empregados das municipalidades de lora da ciilade, pa-
ra que nos possamos augmentar seus ordenados, be ne-
cessarlo tambem termos em vista o rendiniento das res-
pectiVQ* cunaras; porque alguiiins ha, cujos rciidiiiicn-
tos no ebego para sustentaran de seus empregados?
temos de la/.cr este anuo una lei de orcamcnlo de cma-
ras, e, quando traannos d'clla, ser a oecasio pro-
liria para (unannos em vousiderario a materia do arti-
go em diseusso. Esiou persuadido, que, as sessoes
anteriores, rctluziro-sc ordenados de secretarios de c-
maras, por motivos alheios s conveniencias publicas :
essa lauca de ralos que repetidas nzcs presenciamos la-
cer-ie coin os empregados das cmaras,por cansa das e-
leir.de*, deo lugar a umitas injusticas, que cunipre repa-
rarpromptainente.Essn liesrmduvida nmadcllas; porin
a sua reparar o dev ser decretada, a par das outias, na
ledo orcnmeiito das cmaras municipaes, porque cu-
tio, vista dos reiidiiiienlos de cada municipalidad!- e
de uniros dados, que bao de ser necessarianieule of-
erecidos casa pelas coinmissoes respectivas, nos po-
deremos eonbecer, qual he o ordenado conveniente, que
deve |er cadaum desses empregados.
" Sr. Nvgueira Paz : Sr. presidente, eu vou dizer
duas palavras a respeito da miaba emenda, combatendo
ao mesmo tempo um dos tpicos do discurso do nobre
deputado, na parte em que diz, que a occasiao he inop-
poi tuna. Eu parcee-ine, Sr. presidente, que o artigo
manda augmentar os ordenados dos secretarios das c-
maras de Ofluda e de bonito: por consequencia, nao sel
como se considrela uccasiu iuoppoi tuna. IVamiiilia e-
emenda Irata-se de elevar o ordenado do secretario da
cmara de Flores; o artigo trata de augmentar ordena-
dos a dous secretarios: que melhor ojeasian?
O Sr. \clo : Voto contra ludo.
O Orador: Nao lem raso, eu aprsenlo essa emenda
por julga-la de justica; porque, leudo eu sido presidente
da cmara de H lores limitas vezes, conheo, que o Ira-
balho,que o secretario lem, hcmuilogrande,c o ordena-
do, que actualmente tem, nao corresponde ao Irabalho;
o porisso lie, que reclamo para se dar mu ordenado e-
qujvalcntc ao niesinn trabalbo.
O Sr. Yillcla Tuvaici : Sr. presidente, as rases, que
deo o nobre diputado, que combate o artigo, para vo-
la, contra elle, he mo ler valo oorcaincnlo das cma-
ras, que se reicrem os ordenados dos empregados, c
que se pretende lazer justica. Eu creio, que esta ra-
san noprocede; porqueestes orcamcntosjteem viudo i
casa, c sobre ellesj se tem votado ordenados para es-
ses empregados, e o projecto nao faz nada mais do que
reparar ulna iujuslica, que se fez esses empregados,
i. du/i mo seus ordenados paro menos de metade.
O secretario da cmara de Ulinda sempre teve 000/rs
de ordenado, e o secretario do Bonito 200/ rs.: a assem-
bla passada, sem allender proposta das cmaras (como
agora quereni alguns), mas s em aitcncao conveni-
encias polticas, icdu/io to smente fnotai Srs.)o orde-
nado destea empregados para mciade do que liuho, nao
sei porque, mas reduzio....
O Sr. S'eto : Tiulio peccado original.
eu concordava com o nobre deputado; mas he para re-
parai injusticas,he para por o ordenado dessses emprega-
dos em seu antigo estado..... cernid pareec-me que o
nobre deputado nao tem raso.
Lc-se a seguinte emenda :
Accreseeiiie-se ao artigoE com o secretario da c-
mara municipal da Boa-Vista 300/rs.-- Arruda da C-
mara..
A pinada entra em diseusso.
Voui : E este secretorio linha 300/rs.?
O Sr. Arruda : Nao : o ordenado era de 180/rs., fai
reduzido a 120/rs.: cu proponho 300/ rs., c. darei as
rases, por que proponho; para o que pe;o a palavra.
OSr. Preiidenlc: Tem a pala vi a.
V Sr. Arruda i Sr. presidente, como tivesse apresen-
tado essa emenda, que uiandel ; mesa, para ser elevado
o ordenado do secretario da cmara da Boa-Vista a 300/
rs., en devo dar as rases, que me obrlgrd a isto.
Eu j disse ao nobre deputado, que seassenta defronte
de ni i ni, que este emprrgado tlnha anteriormente 180/
rs. de ordenado, e que o anno passado flcou reduzido a
120/ rs., no descobrindo oulra raso para a cmara
(cansada fazer essa reducro, seno, como muilo bem
observou o nobre deputado, que seassenta do lado op-
posto minha esquerda, o ter lamban o secretario da
i.na-\ isla peccado original, c peccado gravissimo I .. .
O secretario da cmara da Boa-Vista fez servicos sol-
guem, a..... ilrii niniin de um lado, que elle nao li-
nha a honra de perlencer, nem nunca o quiz, e por esse
motivo,.que julgo bastante foric, reduiio-ae-lhe o seu
ordenado, quundo deveria ser augmentado, como pas-
so a provar, mostrando que nao be excessiva a quaiilia
pedida.
lima das rases, por que peco 300/rs para o secreta-
i in da cmara da Boa-Vista, augmentando mesmo o de
180/ rs., que o despeito c espirito de partido fez reduzir
a 120/ rs., postergando a justica, vera a ser, que he este
secretario um dos empregados de cmaras municipaes,
que muilo Irabalhao no exercicio de suas funrcrSes; por-
iiuanlo, sendo um dos ramos, que alli faz o patrimonio
da cmara municipal una grande pnrciio de ilhas do rio
de S. Francisco, estas ilhas ao postas cm arrrmalacio
por arieiidaiiienlo, em cujo processo gasla-sc milito
lempo, e no menos de um a tres mezes para se ell'ec-
in.ii i ni as iiicsinas arrrniataccs, sendo complicada a
cscripturacoe todo trabalbo, com que carrega o se-
cici.iiio, ai 11-escendo a isto as sessoes ordinarias, que
b vio muilo lempo tambem; porque aempre ha negocioa
accuinuladus a tratar, e nessas sesaea ordinarias ha
grande diiticuldade em reunireni-se os vereadores, que
moro em tongas distancias; o que da lugar aecumu-
laco dos (rabalhoa, para cujo expediente preciso se
lasen convocaces de sessoes extraordinarias ; por estas
rases, pois, parece-me, que 300/rs. para aqurlle se-
erelario nao he cousa exagerada, e posso mesmo dizer,
que talvez no compense o irabalho, que elle tem, se
allender-se tambem s seccas, que alli grasso, lou-
gilude, onde nem sempre se acbo pcssas babililadas
para exercerem esles lugares, a mingoa de recursos,
i ouiiiiiuliil.ules da vida, ele.
O Sr. tlnrroio : E as carneiradas.
O Orador: Sim, c as carneiradas, que he preciso fu-
gir dellas, mudando de residencia para 50 c mais legoas,
como l'ozem lodos os empregados daquella comarca.
OSr. Neto: Sr. presidente, o nobre deputado, que
se asseiiia do lado opposlo, deo-se ao irabalho de provar
a existencia.dessa iujustifa, para dahi concluir a necessi-
dade da adopeo do projecto, que se discute ; e tendo
eu, no principio do ineii discurso, reconhecido essasiu-
jutlifat l'eilas no lempo das adininistrafes pausadas
( exceptuada a de V. Exc), uo s a respeito dos empre-
gados das cmaras, mas acerca de inuitos uniros das dif-
lerentes repartijes publicas, c pronunciando-mc pela
necessidadeda reparacio de cada una dellas, estamos a
este respeito de coritas justas. Vamos ao mais.
Sabe o nobre deputado qual he o rendiineiito de cada
una destas cmaras ? Nao sabe : entretanto convela sa-
ber-se, para que se possa, sem inconveniente, augmen-
tar a sua despeza.
O Sr. Vitleta lavares : J tem viudo asscmbla.
O Orador : Os reudimentos vario lodos os anuos ; c
essa be a raso, porque as cmaras municipaes nos mau-
llan animalmente os seus ornamentos para, vista dilles,
lixarmos a sua despeza. Occorre, que este anuo be au-
no calamitoso, por causa da secca extraordinaria, que
nos llngella, e tem diminuido multo o rendiniento das
municipalidades. Se, porin, o nobre deputado assen-
ta, que as cmaras municipaes nodcvem mais cuidar
as despezaa do Jury, as de elciees e multas muras,
que estu a seu cargo, para gastaren, as suas rendas ni-
camente com os seus empregados, ento v aprsenla,,-
do piojillos destes, que esta no seu direilo. Sabe lm-
bela o nobre dcpulado, que estas nao sao as nicas injus-
ticas, que se fucro aoaeiupregadoa das cmaras ; c ten-
do nos urna occasiao prxima e muito opportuna para
reparar todas, quando diseulirmos osorcamcnlos muni-
cipaes, desconheco a raso, por que quer lixar iiuma
lei, que carece de relaeo cola as cmaras do interior, os
ordenados desses dous individuos. No eostumo volar
por toda e qualquer medida, que leuda a auumentar os
ordenados dos empregados : coufesso, que leuho repug-
nancia para laesaiigmeutos : lalvez isto proceda de nao
ser lambeui einpregado publico ; mas volarci por esses c
por mi ti os iiiiiitos, cujas redueces no se iuslihcu, na
lei do orcainento municipal, se as rendas das cmaras o
pe luilliieni. Un i ca-Ios agora, sem os dados, que ca-
lan havemos de ter, parecc-ine imprudencia. (Prrdoe-iac
a casa esta expressao.)
Dous M). diputados j propozero aiigiarntos para
uniros secretarios de cmaras municipaes; cu lamban
posso lazer o mesmo ; e a continuaren! propostas seme-
Ihaules, vamos aggravar os cofres muaieipaes com des-
pesas uo....
O Sr. in ud.i : O da Boa-vista nao se aggrava.
O Orador: Ento inclliuia com essa despeza? Nao
he isto urna despeza nova ? Se be, aggrava-se o cofre.
O Orador : Tinho peccados originaes, diz muito
Ji-in o nobre deputado; -por consequencia, v-se, que
fui iiijiisiicn nianife la, que se fez a esses empregados ;
e o que o artigo faz he reparar essa iujuslica, resliluiido
as colisas ao seu antigo estado: e uo be mister a lei do
ni i menlo para marcar esles ordenados, que alias rsta-
vao regulados amigamente. Se fosse para augmento,
.Nao digo mais nada, Sr. presidente, voto contra o ar-
tigo, declarando a V. Exc, que me reservo para tomar
em consideradlo ludas estas injuslicas cm occasiao op-
portuna.
Encerrada a diseusso, he approvado o artigo com as
emendas dos Sis. Nogueira Paz, e Arruda.
Entra em diseusso o art. 4.
Lc-se a seguinte emenda :
Ao artigo i." accrescente-se na parte smente,
que prohibe o fogo do ar. Cabral.'
Apoiado entra en diseusso.
U Sr. Villcla lavares: Sinto nao poder concordar
com o nuil nobre amigo, relativamente emenda, que
se acha sobre a mesa ; porque o nobre deputado quer,
que lique revogada a postura addicional as da cmara
do Recite simiente aparle, que diz respeito ao fogo do
ai ; relativamente a qualquer outro fogo de arliiicio,
quer que subsista sempre a prohibicao da industria, es-
labelecida na postura addicional.
O nobre dcpulado nao tem rases para justificar a sua
emenda ; porque, se he pelo mal, que pode resultar do
fogo chamado liusca-p, e roqueiras, bombas etc.,
enlo llevemos tamban eslabelecer nina lei, prohibiu-
do, que se laco cnicos, facas de pona, pistolas etc.,
porque estas armas nos podan fater, e ellectivaniente
nos fazem amito mal; mas nos uno podemos prohibir rssa
industria : logo, ao procede a rasno do nobre deputado.
A lei lem determinado, he verdade, que o ciliadas nao
use d'.ninas defesas, eque aquellc, que as usar, seja
punido ; mas isto dille re muito de prohibicao de indus-
tria, e nao lea relaeo alguaia com a qucslo. A c-
mara municipal, como aqu j disse, pode, e deve dar
reglame mus respeito da maneira, por que se devem
soltar estes fogos ; a polica mesmo pode faie-lo : mas
ao vamos agora prohibir a industria dos fogos de arti-
ficio. Proput a revogaco da postura, porque entend,
que i lia eslifra da rbita de nossas attribuicdrs, e isto
no seu todo, porquanto as rases, que assisteui para
nina cousa, assistem para oulra : a consliluico garante
a plena lbcrdade de industria.
U Sr. Cabral : ( onforuie veja a lei do l-0 de outu-
bro de 1828.
O Orador : Qual be a Industria, da qual, abusaudo-
se, no pode resultar mal a sociedad,- ? E porque pode
resultar mal sociedade devemos acabar com ella ? Se
assim be, devemos acabar com todas as fabricas de fun-
dieo, com as padarias, com os vapores, etc.
Por que raso se ba de permit,, o fogo do ar, e no se
ha de iierinittir o fogo busca-p? )s males do fogo
chamado busca-p podem dar-se tambem no fogo do
ar f prohiba-e as roqueiras no nielo das m da vida-
de, detrnnine-se, que se lancem amarradas de inaneira,
que no orl'endo a quein passe ; masdizer-se, que se
no lance fogo busca-p, e isto S no municipio do Re-
cite, no he justo: parece que o zelo e cuidado da as-
scmbla limitase aos interesses e commodidade dos ha-
bitantes do municipio do Reeife, e que nao se importa
coin o que pode acontecer as outras villas e cidades.
(Apoiadoi.)
Por ludo isto, pois, e mais ainda porque be preciso
animar aquellas, que viviio d'essa industria de fazer
fogos, e se acho hoje privados dos meios de subsisten-
cia, voto contra a emenda.
O Air. Cabral :Sr. presidente, a emenda, que acabo
de oflerecer, tem pt'r.ia sustentar a postura n. 25 da
cmara municipal desla cidade, que prohibe o fogo de
roqueiras, bombas, e foguetes busca-ps ; porque en-
tendo, que o seu uso, as ras dcsta cidade, be bastan-
te prejudicial.
Sr. presidente, a prohibirn dos foguetes busca-ps
he muilo amiga entre nos ; mas a pena de inulta estabe-
lecida na postura municipal no era por si suulcientc
para comer aos apaixonados desse divertimento, e por
isso a cmara inanleipal, reformando a misma postura,
addicionou a pena de tres dias de cadeia, submettendo-a
approvac.no da assembla provincial do anno patsado,
que amplinii aquella prohibicao ao fogo do ar.
No entro, Sr. presidente, na indagaeo, se foi ou
no justa aquella emenda addicional ; mas estou iiiti-
iiianii nie convencido, que os foguetes busca-ps sao
muito mais prejudicaes que o fogo do ar, e que a po-
lica, sem um regalainento, sem una postura, no
pude impedir o seu uso.
Disse o nobre deputado, que me precedeo, que a
emenda por iiiim oHereclda la matar um ramo de indus-
tria, garantida pela cnnslitucao.
Ora, Sr. presidente, todos nos sabemos, que tmente
nos in.'/i-s de j o oh o c j u I ho, c por ucea s o das testas de
S. Joo c Santa Auna, he que apparecein os foguetes
busca-ps, bmbasete, assim como, que os apaixona-
dos de taes fogos sao os mesiiins que os fazem ; come
dizer-se, pois, que a emenda em diseusso val malar
um ramo de industria, quando elle no be exrrcido pe-
los professionaes, c fomente por aquelles, que se que- i
rem entreter coin prejulzo do publico?
A consliluico garante, he verdade, o genero de ira-
balho, de cultura, industria ou cominercio, mas he pre-
ciso, que se no opponha aos costumes pblicos, i se-
guranca e sade dos cicladnos, e neste caso est o fogo
das roqueiras, das bombas e foguetes busca-ps, prohi-
bidos pela postura municipal n." 25.
O A'r. Neto : Pedi a palavra para propr una emen-
da addilivaao artigo. J que se trata de cmara muni-
cipal do II a il'c, e de mullas impostas por ella, em pos-
turas, sobre certos ramos de industria, uo posso esque-
cer-me de unas celebres tabellas de imposices, que
tambem nos Torio impostas por essa mesilla cmara. Em
una das sessoes dos anuos anteriores (creio que em
1842), foro approvadas estas tabellas contra a expecta-
tiva de todo o mundo ; pois, ein virlude d'ellas, quasi
nulo >| hu lo as posturas iiiunicipaes at ento declaravo
nocivo ao asseio da cidade, oua salubridade de seus ha-
bitantes, tornou-se licito jni/imi/o-f unu somma ti muni-
cipalidade respectiva.
Enteudeo-sr, porexemplo, que se nao devia permittir
caca -se na vizinhaiica doa lugares povoados, pelo risco,
i in que se pimha a popularan, exposta numerosos ca-
ladores, que, espalhados no mallo, da van tiros a torio e
a direilo, acamara municipal (e com ella a assembla
passada) julgou cm sua sabedorla, que quem pagasse
10/res para as suas despezas, tlnha dlreito de cacar
onde, c como quizesse; l vao, pois, 10/ ris para
cacar
Tambem, as posturas antigs, se mandrao matar,
de lempos a lempos, os caes, que vagassem aa cidade,
nao Mineme pelo susto, queelles incutio pacifica po-
pulaco da cidade, por se damuarrai de vez em quando,
e mu da cm, quando Ibes dava na vontade, como tam-
bem por causa do aspecto desagradavel, que oll'errce
urna cidade recheada de caes ; mas acamara municipal
enlendeo, que tudo desapparrcia, toda vez que o dono
do cao entrasse para o seus cofres com 2/ ris : dndo-
se esta quantia, pde-se ler ees da inaneira, que se
quizer, dentro da cidade.
As posturas municipaes manduro destruir certas em-
panadas, que hacia as lojas desta cidade, por alimen-
taran a ii uic.incia dos logisias, que faziao as lojas mui-
lo escuras, para impingirem galo por lebre a seus fre-
gueses, e por darciu a cidade um aspecto desagradavel
aquellas grandes armaces pregadas na frente das casas
por (lillc enles manaras. A cmara, porin, ealeuileu,
que, pagaudo-se-lhe i ris, se podio armar essas em-
panadas.
Nao fallare! sobre as casas de fogueleros, que appa-
recein com imposlos aqui, quando acola se prohibe o
fogo de ai mielo : passarei ao artigo destas celebres ta-
bellas, que impe um tributo pelo registro dos diplomas
de ttulos, ou condecorarles.
No sei, sea cmara ludia em vista os ttulos dos ha-
bitantes do seu municipio, ou os dos individuos, que
passassem no municipio, ou os daquellcs, que fossem
agraciados pelo Monarcha, em todo o Imperio : fosse o
que fosse, he sem duvida para admirar, que fosse lem-
lir,ida lima inipiisiean d. si.is, como lacio de augmentar
os reiidiiiientos da cmara municipal, mas s da cma-
ra do Recife, porque s outras no deo a assembla esse
direilo.
A tabella n. 2 tambem merece graude attenco ; ahi
se impe na edifcaeo da cidade, de urna inaneira es-
candalosa, tributndose cada porta, cada janella, cada
sacada, cada varanda, cada trapeira, cada palmo de lar-
gura do rdilicio, e at inesmo a qualidade da madeira cin-
pi cgada na frente dos predios! f !
(.'nand lastimamos, que na capital de Pernambuco,
situada quasi sob os trpicos, se tenho li-ito edificajes
to estreitas, Io acanhadas; a cmara municipal re-
snl\ c-se a animar esse acanhamento prejudicial a sade
dos cid.id,ios, e ao aloiniosr.iinoiiiu da cidade, impondo
um (auto sobre cada palmo de largura, que tivercada
una das casas, que se edilicarein. Tao extravagantes fo-
rao estas tabellas, e to inesperada a sua adopeo pela
assembla provincial, que a cmara, na sua execueo,
tem procurado abi-andar-ibes o rigor, fechando os olhos
a certas'inposices, que pode exigir dos habitantes du
municipio da cidade; porin de um momento para o ou-
Iro, quando ellas forcm encaradas com menos horror,
pode a cmara deixar de entender assim, e por cm in-
teira execucio as suas tabellas; e ninguem mais poder
edificar no Recife.
Vis posturas municipaes se prahibirao cercas dentro
da cidade, sem duvida por seren cuulenrlas ao seuafor-
uioseameuto : entretanto a tabellas, a que me redro, nes-
sc capitulo ou cousa que o valha, que trata de muros,
cercas, ele permute t-Ios, pagaudo-se por cada palmo
80 rs embora seja na ra Nova, na ra do Collegio, ou
em outras to publicas como essaSj-
Aluda isto nao he tudo : at agorro habitantes de fu-
ra da cidade linliiio faculdade para fazerein as suas cer-
cas, como podesscui, una vez que guardassein a cor-
draeo, as estradas publicas : boje isto uo basta : a
tabella acabou com essa-lbcrdade, tuneando um impos-
to em cada palmo de cerca nova : de maneira que um
pobre bullira, que quizer levantar, ein seu sitio, um
chiqueiro de gallinhas, hade priiiieiraiaenlc pedir li-
cenca cmara do Recife, chamar o eordeador do lu-
gar, medir o terreno, pagar o imposto e iiiteirai de tudo
o fiscal da freguezia, para poder fincar as estacas do seu
chiqueiro? Isto he um atropello, que s a assembla
passada poda sanecionar!
Oulras inailas verbas destas celebres tabellas estao rio
caso das que tenho analysado ; deixo de tocar n'ellas pa-
ra poapar aatteaco da cusa, que alias reconbece a ne-
cessidade da sua revogafu. Se querra augmentar as
rendas do municipio, i'aro-iio de outra maneira, que nao
embarace a edifcaeo da cidade, nem atropelle on0fl
to onerado de imposlos geraes e provinciaes.
Proponho, porlanto, a revogaco destas duas tabella
o Fico revogados o 5." do artigo 10-da le provin ''
al n. 120 de 1843, e as tabellas ns. 1 e, a que elle sCu,"
fere.Jipes felo. *
Apoiada, entra m diseusso.
0 Sr. Joaqun Villcla: Sr. presidente, voto pelo ar
tlgo, e voto pela emenda ltimamente apresentada: v0
to pelo artigo, porque entendo, que a postura addiclo
rial, como se acha concebida, mata realmente a ndusirj
dos fogueteiros, c creio que isto be contra a constitu'
cao do Imperio, que garante a plena lbcrdade de qual"
quer industria, que se nao oppe aos costumes publico.
seguranca e sade dos cldados._
Sr. presidente, creio, que se nao deve considerar co
mo prejudicial seguran9a dos cidados a industria do
fogos artiflciaes, porque podein estes causar algum dail|
no por aecluente ; porquanto, Sr. presidente, s consi
dero prejudicial aquella industria, que. por si uiesina c
sem accidente algum, prejudica; o que nao acontece com
a do fogo de artificio. E-se fogos podein una vez 0u
outra causar mar; mas nem por isso devem ser absolu-
tamente prohibidos ; o que cumpre be regular o seu uso
convenientemente.
OSr. Cabral: He oque faz a postura.
0Orador : A postura prohibe absolutamente, quan-
do diz : he prohibido o fogo dentro di cidade do Recif,.
e as povoces ; quando o que devra fazer era marcar
os lugares, em que se podese soltar fogo.
0 Sr. Cabral: Nao prohibe, que se faca.
0 Orador: --Tanto faz faze-lo como nao; porque pf,.
gunloru, como se ha de ellevender.se he prohibido o sru
uso? Sr. prcsidenlc, regule-se o uso, mas no se prohi-
ba absolutamente: que se prohibi absolutamente lu-
calo; par isso que jsto equivale prohibl-lo nacida-
de e povoafes: e se nao, Sr. presidente, digo-noi, on-
de se ir soltar fogo ?
0 Sr. Cabral: Nos sertes, como disse outro dia oSr
Meto.
O Orador- Ou no mar. Eu cotillero, que os busea-
ps podem causoa-, por accidente, algum dainno ; mas
ua succede o mesmo coin o fogo do ar, e mesmn rom
as roqueiras e bombas, que ordinariamente se alira
presas; accrescendo, que sao ella multo necessarias pa-
ra os fogos de vista; porque todos elles se compon,, de
bombas c roqueiras. Alm disto, Sr. presidente, ha ou-
tra raso, para que eu'vote a favor do artigo, que se
discute, ehe a attencao, que devenios ter com o estado,
em que se achilo os nossot artistas.
Sr. presidente, na poca, ein que elles liictio com os
maiorrs embaracos, quando se acho quasi laucados na
miseria, matar una industria uo pode ser conveniente;
porque val isto reduzir aquelles, que se dedlcro a esie
mister, e in lie tizerao o seu tai ou qual tirocinio, uo
lerem meios de dar pao a suas familias.
O Sr. Neto: Que se i i upo rio os nossos adversarios
com os artistas. ,
O Orador : Devemos nos importar-nos... A fatal con-
currencia dos estrangeiros va i reduziudo essa classe
um estado de miseria completa.
O Sr. Cabral: l\ao contesto nada disto.
O Orador:Logo, deve convir, que a poca nao lie
propria para matar industria alguma; porquanto de-
vcriaiiios antes remover os embaracos, com que todas
lucto, se por ventura estivesse isto em nossas atlr'ibui-
9es.
Voto tambem pela emenda do nobre deputado, que se
lenta a minha direita; porque com ella o nobre deputa-
do prope a suppresso de um grvame extraordinario,
que pesa sobre a populacao desle municipio. He incoo-
lestavcl, Sr. presidente, que opovovive to sobina ru-
gado de imposlos municipaes, que bem se pode dizer,
que apena* nos falta pagar tribuios por cuspir, etc.; at
por aqulllo, que fazeinos dentro dos nossos muros, isto
lie, dentro de nossas casas, pagamos tributo: e para
que tantos tributos? Smente (como disse um nobre de-
putado,) para creserrem os rcadiairnlos da cmara: de
sorte que deve o povo vlver sobrecarregado de onerosos
tributos, deve viver vexado todos os dias coin contribui-
rles, s para que a cmara teaba diubeiio, c diuheiro
para que ?...
Votes : Para os ribeirinhos.
O Orador : (Que nos nunca vimos, nem mohecemos
quaes so)..... Para continuar o municipio no misino
estado, seno cada vez pelor; para se gastar Muelle
mesmo quanlilativo, que os amigos vereadores dcixro
no cofre, quando tinho mais escassos rcudimeulus, e
ao haver cinco ris nelle !! !
O Ar. Villila lavares: Tem-sc gasto com os ribeiri-
nhos.
O Orador: Voto, porlanlo, pela emenda.
Ultimada a discussao, he o artigo approvado com a
emenda do Sr. Neto, sendo rejeitada a do Sr. Cabral.
Entra o artigo 5 em discussao, e vai a mesa, e he apoia-
da, a seguinte emenda.
Suppi imao-se as palavras Ficando, etc. at o fin --
Lopes Neto.*
O Sr. Villcla Tavares: Sr. presidente, pedi a palacra
tao si ..-.'ote para dizer a raso, por que eslabeleci no ar-
tigo as palavras, que se refere a emenda do nubre de-
putado. Eu devo orer no tesleiiiuaho da assembla pro-
vincial...,
O Sr. Nelo : Da passada ?
O Orador: ... no testemunbo da assembla provincial.
A assembla provincial, que approvou o regulainento,
a que me redro, disse, que deixava o Exm. srnador le
pagar a laxa da lei, na barrena estabelecida na ponte do
Soccorro, cm attenco aos rncenos c reparos, que elle
fez aa estrada, que lica ao sul da niesuia ponte : por con-
sequencia, devo convir, que o Sr. baro fez com rlleito
estes com crius e reparos, de que a assembla quiz in-
demnisa-lo, ainda que S. Exc uo os lizrsse por encuiu-
niciid.i de alguem, ou porque recebesse aulorisaco: por
isso, e como nao estamos ainda em estado de nao po-
der pagar cssas drspesas, autorisei o govrrno a mnda-
las pagar, no i celando esta disposico do artigo, que
o Exm. senador possa dizer, eu uo quero paga, eu
nao quero iiidrnuiisaco alguma; z isto por patriotis-
mo, ou por ineu interesse.
Julguel conveniente dar esta cxplicacao casa
O Sr. Neto: Sr. presidente, nao tenho tanta confian-
ca na assembla passada, como mostra o nobre deputa-
do, que me precedeo. Estou aqui para rever srus actos,
c iTliiimar os que forea prejudicaes provincia. As
i a su,-,, que teve ella para obrar n'esle ou a'aquelle sen-
tido, so-ine indilli ri ntrs; procuro saber, se a medida
adoptada he ou uo, justa e intercalante a provincia.
Isto posto, Sr. presidente, he fcil ver-se, que n;.....-
alio obrigaeo de jurar as palavras dos mrus anlrces-
sores, c posso deixar de querer saber o motivo, por que
estas obras se fizerao : pergunto ; foi o nobre baro de
Suassuua cucarregado de fazer estes concertos? Rralisa-
roo-se elles segundo algum o cntenlo, ou plano dado
pelo governo? O govrrno pedio ao nobre baro, que se
enca, cgasse de fuzer taes concertos? Pedio-se, por ven-
tura, alguma indeinnisar.no por elles? Nao: para que,
pois, a assembla, estabelecendo um privilegio iucons-
litucioialc odioso, mandn, que, cm attencao a essrs
concerlos, ficassem isemos da laxa da ponte do Socoii"
o nobre bario, seus cavados, carros, criados e eteravos?
Nao se v, que, nao tendo o Sr. baro de de Suassuua
feito reclamaco alguma, esse. privilegio Ilegitimo In'
um tributo de lisonja e de servilismo, e nao o reconlir-
cimeiilo de um direilo, de que o nobre baro uo pro-
cura valrr-se ? (V isto a quem loca.)
f*"Tio sei exactamente onde se fitero taes concertos, po-
rin sei, que o engrudo Suassuna lica por essas paia-
gens, e creio mesmo, que elles tivero lugar em Ierras do
eugenho Suassuua: he, pois, natural, que, querendo ir
o nobre baro para o engeiiho, no seu carro, c livrar-se
dos ni inmundos ins, pirareis de urna viagem a cavall".
mandasse mclhorar a estrada por onde havia de passar;
e, sendo assim, coavir.que taes concerlos se|o pog"1
pelos cofres provinciaes? Nao sel como islo se possa fa-
zer. He verdade, como disse o nobre deputado, que a
provincia ao carece de estillas ; mas dahi uo se se-
ue, que baja obrigaeo de pagar o que no se inaiidoik
izez, c de por o cofres pblicos disposiciu de qual-F


quer particular, lejo quaes forem seus ttulos, e a con-
sideraco, que nos mereja.
Se o nobre barao fez esta obras e tem direito a urna
iodemnisacao. au.mha emenda nao altera a sua conde-
ci: solicite o seu pagamento judicial, oidiuliu.lra-
tivamcntc, que se Ihe-lar intcira justlca. Mas, se des-
de \i reconheeemos a divida, e decretamos o seu paga-
mento sem mais averiguaces, nao sei como se atara o
enverno com essa deliberacao aparte relativa as con-
tal que Ihe forem apresentadas. Creio, que isso multo
contrario a economa, que devenios ter pelos diiibeiros
pblicos. Sejamos llberacs com o que for nosso, mas
com o que disser respelto ao suor do povo, liaja toda a
economa posslvel
Disse o nobre deputado, que as palavias do artigo nao
1 excluem o nobre barao dedlier, que fe aqullo por pa-
triotismo.
O Sr. Viltela Tavnre: -- Ou por seu interesie..
O Orador:- K pode nao quezer dinhelro algum... Eu
sei Sr. presidente.... Em todo caso he bom, que passe a
emenda, e eu voto por ella.
OSr. Villela Tavare: Sr. presidente, o nobre depu-
tado, combatendo este artigo, diste, que eu me fiava
milito no jui/.o ou testemuiiho das asseiublas passadas,
r apresentou algumas rasoes para mostrar, que a as-
sembla passada linda esquecido sua posicao; c que,
volando por esse regulaineuio, se poda diier, que isto
era mu tributo de lisonja e de servilismo : mas esta pe-
cha, que o nobre deputado tez recahlr sobre a asscin-
I bic;a passada, pode tamben recahlr agora sobre intu ...
[porque eu consagro o principio do pagamento...
O Sr. Neto : Nao, Sr., nao recabe.
0 Orador: fie justamente por isso. que eu pedi a
lavra: quero expllcar-me e dar o motivo, por que con-
gro ueste artigo a ndemnisacao dessas despeas, que
nobre barao de Suassuna fez com os concertos e repa-
os da estrada do Soccorro, aperar de que reconheco,
/lie o nobre deputado nao teve intencao de me fazer
^emuia (oi(iu); porque ""l"- q"B sou Incapaz de II-
songear a ningiiem, e me condece de perto. (ApoiadosJ
Devo dizer, que smente Uve em vista, que se nao
dlssesse, que a assembla provincial qui/. aproveitar-se
de un favor do Sr. barao de Suassuna, e que, ten do a
assembla passada indemnisado S. Exc, de alguma
inaneira, por essas despezas, a assembla actual, revo-
gando o nielo de indemiiisacao, nein ao menos uiandou
l>agar taes despezas; quii, portanto, que se pagasse to-
da a despeja, que o Sr. barao tivesse feito: e voto, para
que ell'rctivamenle se Ihe pague, ainda un sino que elle
nao contratasse com alguem; porque, em fin, he me-
II..... que se diga, que nos pagamos oque nao devenios,
do que se nos lance em rosto, que nao pagamos o que
devenios. Se, pois, a assembla passada quiz, com este
acto, llsongear o Sr. barao de ii.is-.un a, e piestar-lhe
u.1 tributo de servilismo, consignando no regulamcnto,
i que nos referimos, esse artigo, de que se trata, eu,
adoptando a ideia do pagamento.....tive em vistaso con-
trario ; Isto he, inuila independencia, multa digni-
dade.
OSr. Neto:-- Apoiado.
0 Orador : Eu facojustica s boas intenedes do no-
bre deputado, meu amigo.
J'r. Mendei da Cundo: Sr. presidente, o nobre ba-
:o de Suassuna nao est presente; porque, se cslives-
e, elle daiia os esclareclmentos necessarlos sobre o ar-
ligo iiii discusso: mas, segundo ouvi de sua bocea, e a
ficta das iuformaces, que tenho, concluo eu, que o-cha-
niado privilegio Ihe foi de proposito dado para o flu de
Ihe fazer um nial; privilegio, porm, que elle rejelta.
O Sr. Neto: F.nvergoiiTiou-se da lisonja.
0Orador: Nao se eiivergonhou da lisonja ; porque
nao foi lisonja, Ibl o proposito de Ihe fazer mal, foi com
o liui de dar estrada, que he sua, o ooracler de pro-
riedade publica, dispensandn-o do imposto ; oque ex-
lueaidelade patrimonio seu. Esta foi scuipre a in-
tenjao de varios individuos do partido da opposico : a
estrada he feta em tenas de seu engenho, foi feita por
seu pai, e elle, como seu herdeiro, tem o inesmo d-
reito a ella, prescindindo inesmo de reparos, e minas
minias obras, que nella tem feito com o seu dinheiro :
e neiu se iliga, que por all passa o publico, porque isso
Importa una servidao, e servido uo tira o dominio,
la apenas direito de passar.
O nobre barao nao aoceitou esse favor, nao o quer ,
poique, quaudo elle for coagido a pagar o imposto,
mostrar o direito, que tem de nao papar : nao se Ihe
quiz fazer, pois, um beiu, fc/.-se-lfie um mal ; elle rejel-
tou o lavor, e efl'cctivaincnlc rejelta.
0 Sr. Neto : -Tanto peior.
0 Sr. Anuda: Entilo tem pago, quando passa ?
O Orador : Niio tem pago; poique elle conserva o
direito, que j linda de nao pagar; porque he cousa
nova e monstrusa em direito, que alguem seja obriga-
i pagar para passar pelas suas terreas,' c por una
liada, que elle mesmofez, spela raso de ser hoje
(por hypolhcse) urna servidao publica,
Julgada a materia discutida, he o artigo approvado
com a emenda do Sr. Neto. *
OSr. Primeiro Secfetario requer, que sed para ordem
:loda na sessao siguite a primeira discusso do prpjec-
to de orcamento.
A assembla ronvem.
OSr. /'residente d para ordem do dia : leiturasde pa-
r cues e piojecios ; discusso dos pareceres adiados ;
J." discusso do projecto n. 14 ; 2." dos projertos ns. III
el2; 3." discusso dos projectos ns. 13 e II; el.'do
projecto de orcamento; e levanta a sesso. (Era mais
de duas horas da tarde.)
COMMERCIO.
AlfanJeya.
RBtinwiWTo oo di 21................19:0705I3
Descarrega hoje 23.
HrigucSword-FUhlouca.
HrigucAdrianoviudos ,- cliumdo.
Barca inglezato/den-Fleecemcrcadoi ias.
PatachoHar/ruencarvo.
BrigueI lunadem.
PatachoChrislinamercadorias.
BrigueAnloinettedem.
BarcaIUary-Queen-of-Scotidem.
PolacaOeojeidcin.
Consulado.
RENDIHBNTO DO DIA 21.
1
Provincial.' .'.' .*.'.'.'.'.'.'.' .'.'.'.".'.' .'. .'.'.'.... 470/701
Diversas provincias.................... '/oro
1.931/070
PIUCA. DORECIFE, 21 DEMARCO DE 1846, AS
TRES HORAS DA TARDE.
REVISTA SIMttUL.
Cambios Houverao iransacedes regulares a 26 '/, d. p.
1/OUO rs.
Assucar Entradas regulares e vendas do branco en-
caixado a 1/JOO rs. por arroba sobre o ferro,
e do mascavado a 1^100 rs.; e do branco -
saccado e embarrlcado de 2/200 a 2#700 rs ,
c mascavado dito de 1/800 a 1/850 rs. a
arroba. .
Algodo Pequeas entradas, e ha compradores a.5/
rs. a arroba de l." sortc, c4/500 rs. de 2i*
Couros Houverao vendas regulares de 125 a 130 rs. a
libra.
Bacalho Nao ha deposito, c as ultimas vendas forao
a 18/ rs. a barrica.
Carne secca Uiegou*uin carregamento, com o qual o
deposito he de 20,000 arrobas, teudo ha-
vido vendas regulares de 2/800 a 3/400 rs. a
arroba.
Chumbo de muuico Vendeo-sea 17/500 rs. o quintal.
Familia de trigo Com dous carregamentus entrados
nesta semana o deposito he de6,000 barri-
cas, lendo-se vendido um, e existlndo mi-
tro em ser.
Sal Vendeo-sc a 320 rs. o alqueire do estrangeiro.
Tonci nho de Santos dem de 6/ a 6/200 rs. a arroba.
Entraran depois da ultima revista 22 einbarcaces, e
sadiro 15, existiudo hoje no porto 72 ; sendo 5 ameri-
canas, 2 austracas, 22 brasileiras, Tbelgat, 5 dinamar-
quesas, 4 fraucezas, 1 hamburgueza, 2 nripanholas, 9
inglezas, 2 napolitanas, I noruegueo.se, 6 portuguezas,
1 russiana, 7 sardas e 3 suecas. _______
oa opera e substiluiodo-oi pelo lindsimo terceiro
icto d*
LUCIA DE L4MMERMOOR.
O direclor eiper* agradar toi Sr. entendedores e
tptiiontdoi deiUiduis i ecat, reunindo o melbores
pedacoidtiditai operas ni meima ooule.
A parle miis enrgica do papel do re Carlos sera
eiecutadapeloSr.Franchi.
qualqoer faienda por ler todo ledrilbado de pe Ira ,
a enchuto : a tratar com Jo Saporili na praca ,
ou oa rus = Precisa se alugar, ou comprar umi as* terrea ,
com commodoi para gran le familia e que tenba bom
quintal no bairro de S. Antonio ou Boa-Viili ,
sendo em boa ra : quem tiver, annuncie.
. = Ouem quizer lugar nm tuoleque diriji-iea
endem-seemcHi do director na rualrua do ll.ngel, n.'H.
Agencia Ni roa do Collegio,botica n. 1(1,eno Alterro-da-
Boi-Visli luja o. 48, tirao-se paiMportei para denlro
fundo imperio,asiim como despacbio-sce(crioi:tado
com bretidade.
Nov d. 7.
Eala recita be a ultima e tambem para o o Sr. ai-
iigoaotei.
Principiar aa oito horas e meia.
DIA 25 HE MARCO
Juramento da constituiriSo.
A nova sociedade dramtica representara pela primei-
ra vez um novo drama intitulado
OriUUMPHO NACIONAL.
PERSONAGENS.
Br"''.......................O Despotismo.
*stna- ..................... A Libcrdade.
Squito de llberacs.............Squito de furias.
O drama terminar por combate entre os liberacs e
as furias, triumpliando os Brasileiros, apparecendo o re-
trato deS.M. I., e Sua Augusta Consorte, cantando-seo
HY.MNO NACIONAL
MoviiDcnto (lo Porto.
Navioi entrados no dia 21.
Liverpool ; 39 dias, barca inglesa Ranger, de 204 tone-
ladas, capitao N. W. Prele, equipagem 16, em lastro;
a James Crabtree z Companhia.
Genova ; 64 dias, polaca sarda (jeose, de 127 toneladas ,
capitn J. II. Chioue, equipagem II, carga viudo, azei-
te e mais gneros do paiz ;.a Gaudiuo Agostinho de
Barros.Conduz 2 passageiros para o Hio-dr-Janeiro
Hall i mu c ; 38 dias brigue americano Henoy-IU.-Wir-
feeld, de 163 toneladas capitao Henoy II.unid equi-
pagem 8, carga familia c mais gneros ; a L. G. Fer-
reira & Compaiihia.
Rio-Grandc-do-Sul; 23 dias, brigue brasileiro Ocano ,
de 156 toneladas, capitao Antonio Garca de Miranda,
equipagem 12, carga carne; ao capitao. Passageiros,
- Antonia Eduarda da Costa, com 2 lildos menores e I
escrava, c a seuhora do capillo.
S.-Matheus ; 8 dias, hiate brasileiro FIr-do-Reeife, de
32 toneladas, capitao Jos Machado Malheiros braga,
equipagem 6 carga familia ; a Luiz Uorges de Si-
queira.
Navios sahidos no mesmo dia.
RIc-Grande-do-Sul ; brigue brasileiro Afoeo ofco, ca-
pitao Jos Alves, carga sal. Passageiros, Antonia Ma-
na com 2 lildos, Portuguezes, e 23 esclavos a entregar.
Aracaty ; hiate brasileiro Andorinha, capitao Jos Hien-
des de Souza, carga niel, familia e bacalho.
New-Hedford ; galera americana Persia, capitao Alexan-
dre Whippcy, carga a mesina, que trouxe.
Navios entrados no dia 22.
Rio-de-Janeiro; 18 dias, polaca austraca Abdel-el-Kader,
de 201 toneladas, capitao Hiaggio Matcovich, equipa-
geni 8, em lastro ; a Y. Robiliard.
dem ; 14 dias, barca sarda Sella-Lamegna, de 304 tone-
ladas, capitao Jos Galllonc, equipagem 16, em lastro;
a luis llruguire.
Navios sahidos no mesmo dia. .
Aracaty; sumaca Carlota, capitao Jos Goncalves Simas,
carga farinha e mais gneros.
Alagoas ; brigue russiauo Alexander, capitao U. Press,
carga a mesina, que trouxe.
Seguir-se-ha a magestosa peca sacra
NABUCO DONOZOR TRANSFORMADO EM IIRL'TO
o
Daniel no Lago dos Le5es.
Desempenli.iil i com todas as suas mgicas.
Os socios represantantes faro todo o esfnrco por se
tornaren! dignos da estima de seus benignos protectores.
Coutina-se a assiguar para socio expectador. Os pre-
tendentes dirijo-se ao Sr. Pajva, proprictario do botl-
quiin junto ao theatro, certos deque tocar-ldes-ha 1 ca-
marote 6 bildetes de platea c dous de varaudas.
O expectaculo principiar cliegada do Exm. presi-
dente da provincia.
Avisos martimos.
O LDADOR.
Para o Bio-de-Ianeiroiahira, com (oda a bre-
vidade ( por seguir com o sal que trouxe do Ass ^ ,
o muilo veleiro patacho nacional S.- los-Americano,
podendo levar mais alguma carga miuda eicravni a
fretee passageiros : a tratar com Gaudino Agostinho
clu lihrru-i, na tuadaCrui, n. 66, ou com o capili i a
boido.
= Para Genova sabir al a fim do mrenle mez ,
a bsrea sarda Befronte ainda recebe carga : quem
quizer earregar ou irde passsgem para o que tem
muilo bona commodoi dirija-so ao leu consignatario
Jos Saporili na ra do Trapiche, n. 31 lerceiro
andar.
= Para Liverpool salina com breviflade a nimio
bem conhecida e velcira galera inglcza Svoriiisk, ca-
pitao Richard Green: quem quizer Ir de passagem ou
earregar n'clla, dirija-se aos consignatario? Me. Calmont
C.
== Para Antuerpia, ou qualquer porto da Europa, fre-
ta-se a galeola belga Mercator, capitao Von Coppendlec,
da primeira classe, forrada c encavilhada de cobre : os
pretendendentes dirijo-se aos consignatarios Me. Cal-
mont i C.
= Para o Rio-Graudc-do-Sul segu, em poucos dias,
o brigue Santa-ilaria-Roa-Sorte, capitao Jos Joaqiiiiu
Dias dos Prazeres ; pode receber alguma carga miuda ;
olierece bous commodos para passageiros, assiiu como
escravos : quem no inesino quizer earregar ou ir de pas-
sagem, pode eutender-se com o capitao, ou com Aniorim
limaos, na ra da Cadeia, n. 45.
Preta-se, para qualquer porto do Sul, noexcedeji-
do Capitana, o hiate f'lor-do-Rio, de lote de 40 tonela-
das, e pilimpio a seguir viagem : a quem convier, dirl-
ja-sc bordo do mesmo, que se acha fondeado defronte
da Escadinha ; a tratar com o meslre, ou na ruado Quei-
inado, n. 4, com Jos de Oliveira Lampos.
Leho.
SKSSA0EM2I DEMARfODE 1846.
PRUlMncia no su. sooia teixkiha.
A's II horas da manha o Sr. I. secretario faz a cha-
mada, i- verifica ratarem presentes 26 Sis. deputados,
rallando (em causa participada os Srs. Neto, Pedro Ca-
valcanti, c Figueiredo.
O Sr. 'residente declara aberta a sessao.
O Sr. 2." Secretario le a acta da sesso antecedente, que
he approvada.
0 Sr. 1." Secretario menciona o seguinte
KXrmiltNTi..
'ni oflicioda cuna i a municipal dacidade da Victoria,
''miando una copia da acta da ultima eleico de depu-
tados provinciaes. Manrtnu-se archivar.
1 ni rei|uei imento de Tibiirtino Pinto de Almeida, pro-
ssor jubilado de g ra mina tica latina da cidade da Viclo-
'. pedindo que, em vil lude da lei n. 76, de 3u de abril
de 1839, seja o Exm. presidente da provincia aiilorisado
-i i"andar pagar-llie a parle do ordenado, que deixou Ue
pircber, quaudo foi jubilado, iiiarenndo-se para ese
*'"' a quota necessaria. A' commiiso de fazenda e orca-
mito,
He Hda, a depois approvada, a redaeco do projecto n.
'" !tc auno.
L-e o seguinte parecer, que lie approvado :
A coiumissao de orfameiito e fazenda, atteudendo ao
|'l"i' alb-gou Jos Callos Teixeira o seu requei imenlu,
IViV]1"* '"'ll' P"8ar' ''"' ,U3* presiacOra, a quanlia de
|':4\(.'i/445, sendo urna rralisada em fevereiro eoulra ciu
Imaio do aniiu proxiiun viuduuru, assentout por unani-
Ijiie accordode seus nienibrus, que esta assembla darla
Deferir favoravelmente o peticionarlo.
Pajo da assembla, 20 de marco de 1846. Jos Fe-
lro da Silva. Reg Monleiro. Penlo de tirito.
Continuar-se-ha)
Editaes.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fazenda
manda fazer publico o aviso abaixo transcrito, pelo qual
foi prorogado, at nova ordem, o prazo, depois do qual
ilevcm sol! i vi o descont legal as notas de 100/ rs. da
2.* estampa verde.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernambuco,
21 de marco de 1846. O omcial-maior, Ignacio dos San-
ios da Fonteea.
ulllm. e Exm. Sr. Mande V Exc. fazer publico, que
o prazo marcado para comecar o descont as notas de
100/ rs., actualmente em substituto lica prorogado
at nova ordem.
Dos guarde a V. Exc. Payo, em 28 de fevereiro de
1846.__Manoet Alves Uraneo. Sr. concelheiro d'estado
inspector geral da calla da amorlisaco.
= O engeulieiro eiii i lele da provincia, eucarregado
do servil,o dos terrenos de in.ii uilia. avisa spessoas in-
teressadas, que na segunda-feira 30 do correle, as 7
horas da manha, principiar o trabadlo da medifo,
deinarcaco e avaliaco dos terrenos de marinha, atrs
da ra do Atierro da Hoa-Vsta, lado do Sul, pela parte
da ponte da Boa-Vista, e se ir continuando o mesmo
trabalho nos dias seguintes, s mesmas horas, at clie-
uar ao lugar da Ponle-Velha.
Renartieo^das obras publicas, 21 de Marco de 1846.
1 V L.L. Vauthier.
Adutrison Huwie& Companhia Cario luilao por
iiilerii-iiean do correlor Oliveira de um grande lor-
(irni-nlo de fazendas ingleiea limpas e alguma com
arara : (erca-leira 2-4 do crrente as 10 horas da
rnaohaa no ieu errnaicm ra dn Alfandega-Velda
Avisos diversos.
= No dia 20 do correte, na ra das Agoas-Verdes, ao
passar a procissao, roubro da algiheira do abaixo asslg-
nado Ulna carteira rouxa, coiitendu 37/000 rs., em cdu-
las, sendo una de 20/, una de 10, urna de 5/ e una de
2/000 rs.. um par de botes de punho. cortados, com 3 '/a
nitavas de ouro, e varios papis : a quem fortn oll'ereci-
dos ditos botoes, ou souberqiiem he o ladrao, dirija-se
typographia da ra da Praia, que ser generosamente re-
compensado. Alias Marinho Fsdtio de Albuquerque Ma-
ranhdo.
= Na loja de encadernaco, na ra do Queimado, n.
43, contigua esquina da CoiiRicgaco, veudeiu-se os
llvros seguidles: Gabinete de Napoleo Buonapartc; o
Coitadinho, em 2 TOl.j Manual de ritos; Concilio Tri-
deutiuo; Le Roy, 3.* edieco, em meio uso ; Direito das
gentes, por Vattel; Poesas ternas ; Annaes de Tcito ;
Vozes s.nulo-.is. pelo padre Antonio Vieira ; Direclor es-
O n 95 acha-se a venda, na praca da Independencia,
livraria ns. 6 c 8,
O CLAMOR PUBLICO.
O n. 82 achar-se-ha a venda, as 3 horas da tarde, na
pra;a da Independencia, livraria ns. 6 e8.
A CARRANCA.
Os ns. 71 e 72 acho-se a venda, na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6e8, o primeiro desde j, e o se-
gundo das 3 horas da tarde em diante.
= Troca-se, ou vende-se por outro mais magro, um
cavado crdo de cor alazo, bom andador baixo : na
ra das Cruzcs, n. 30.
Aluga-se urna casa terrea ni ra da Alegra n.
42, muilo Bsseiada e com baitantes commodoi: a tra-
tar na ruada Aurora n 44.
= Precia-aede um horneo) que tenha osconhe-
cimentus oecessarios para entinar primeiras leltrai e
'alim em um engenho dnt nto detta prara'9 legoai:
quem estiver oustas circunstancias dirija-se a ra No-
va por cima da botica do Sr. Pinto, n 53.
Precisa-se fallar com os netos herde.iroi da falle-
cida l/iilra Mura da Concnicfio que mnrava por de
Irs da ra da Roda, ao p do largo onde houve os ca-
vnIIiiilos, a negocio de seus inlcressea; no paleo do
Carmo, fabrica de clmrulos.
= Por o juizo dos fcitos da fazenda te hade arre-
matar de venda, a quem tnaii der, fin -los o dias da lei,
a casa o. 13, sita na ra dos Quarleis dcsta cidade,
rom 31 palmos de largura, e de fundo igual terreno ao
da largura oildea sokpIos e meieiros, frentes dobra-
das chAoiforeiroi, avahada em l:i00jrs,, perten-
cente a Filippa Mara da Trindade viuva de Manoel
Vidal, escripto acba-so em mo do porleiro do
juizo.
Aluga-ie um perito cotinheiro e comprador ,
com muilo boa conduela ; na ra Direita, n. 32.
O I..mil asgn*do faz saber o Sr. Manoel Igna-
cio de Siqueira Cavalcanli que lica de nenbuin cllei-
to o recibo, que pntsou ao Sr. seu mano, Joaquim Sal-
vador do Siqueira Pmsoa da quantia de 'itOi ri. ,
pelas raides que Ihe expendeo em urna carta datada
em 18 do rorrele, e S'i fica acrodilada em tua cuota a
quantia de 60* is. por sur a que receben.
Antonio Jos Perei'a do Lago.
Alugao-se ai'casns seguintes : o sobrado de um
andar c un sol&o e quintal ns ra do Sebo n. 50,
por 300 r. annuaes; os lerceiros andares com aoto
dos sobrados ni. 4 o 6 do Aterro-da-Uoa-Vista ; oo-
gundu andar do sobrado n. 24 da ra da Aurora, com
quintal carimba o estribara paia doui cavados ; a ca-
sa terrea n. 5 da ruadoSevu, com commodos para
grande fornida ; oulra dila com iguaes commodoi oa
ra da Solodadu n. 35, por 12} rs mensics : quem
i pretender, dirija-se ao escriplorio do Francisco An-
tonio de Oliveira & Filho na ra da Aurora o. 26.
=0 arrernalaote da aferciode peoi, baUneai, medi-
das, ele. mudou-se para a ra das Larangeiras, raa
n. 29 aoDde o dtverao procurar nal boraa do coi-
tuo o,
= Antonio Burges da Fonteea advoga lano no cirel
como no crime : pode ser procurado a qualquer hora
na rasa da sua residencia na ra da Cadeia, ao pe da
Ordem o.' de S. P'iancisco, n 2, onde morou o bem co-
ndecido advogado, o padre Caetuno de Souta Aotunei.
Mtcrro-dn-IIOc.-Vista, n. S.
Poniinaleau cutiloiro e amolador de lodos o fer-
ros, que perlrnccm a cutilaria, previne aos seus fra-
geles, que, alin dos lerros de tua arle lambem fa-
brica-! na la oflicina qualquer obla de ac com to-
da a perleico, como sejafl esporai e freioi de lodoi ot
leilioi lodoi os instrurneotos de cirurgia o de deoln-
(a conccrlos de espingardas, faiendo pegai ooris ,
sendo precitas. Quarla eira o sobbado de cada senia-
na tao os dias desuados para amolar (oda a qualida-
de de (orroi cortanlea.
No mesmo eslabelecmenlo tarnhrm te ilugloetpin-
gardaide caca pagando o alu^uel do cada dia.
Tambem ha para vendrr uns pucaroi de uma mtt-
pirilual ; Direito ecclesiastico, por Gmener; pastas |t composla de ingrcdienles infalliieil contri a ler-
grandes e pequeas ; llvros em branco, de bom papel
de machina ; pautas, &c.
tm Sal de, i. nli \ e do Ass, bem grosso c claro, em
grandes e pequeas porches, bordo, e no aruiazeni da
ra ila Mi i, d. i, ii-7; assim como uma porco de pallia de
IJet larat-a.
io de i'mnnuil i;o.
->annute de 21 do crreme, pelas 10 horas, pouco mais
!' 'oriius, em a ponte do Recife, um pardo de nome
P noel Joaquihi deo urna facada em outro, chamado
piaiini-l naj-inundo dos Prazeres.
ollensor, que foi iiniiiediataiuenle preso por urna das
1 "oas ilc, povo, aelia-se reeoldido cadeia desla cidade:
'Hendido, segundo Informa alguem de sua casa, nao
aoi i<- pe t; de -, Id,, poia que a le ida lie no quadril Ut-
". c apenas tem duas pollegadas de profundidade. .
= De ordem do UApi. Sr. coronel director do arse-
nal guerra ir convida aoiproprielarioi, consignatario!,
ou meilre de algum navio quo lenba de seguir para
a provincia da Purabiba-do-Noite eomparerlo oo
trienal para le contratar a cooduclo de 120 tercadoi,
que leein de serem femeltidot para aquella provincia.
Ilirecloiia do trienal de guerra 21 de mareo de
1846. O etciipturtrio Francisco {serfico de sete Ctr-
ralho.
THEATRO PUBLICO.
CO.MPANHIA italiana.
Ti{t-[eia 24 do crranlo, no tbettro publico
ter representado pela ultima vet o grande Drama
E8NA.N!;
ouiiuir.do-je tlguot pedtcoi^ que monoi biilbiSo
carnaliiiUa, bem nova c por preco comniodo ; a tratar
com Leopoldo Jos da Costa Araujo.
=j No armazem de Braguer, ao p do arco da Concei-
fo, saeta- de l.nello novo, ao mdico prc{o de2^000 rs.
m Aluga-se o terceiro andar, com tuna grande cozi-
nli.i. bastantes commodos c bonita vista, na casa n. 34
na ra do Trapiche : a tratar no armazem da mcsina
casa.
.-= Erna casa de Fernando de I.ucca, ua ra do Trapi-
che n. 34, vcndi--.se o seguinte: salame de Bolngne, mnito
superior c fresco ; pepinos e azeitonas em vinagre, a- li-
bras; charutos de Mauilha e regala, e ondas qualidades,
em porco e a retadlo ; vinhos de todas as qualidades e
minios outrus objectos: ludo por preco commodo.
=Alugi-ie o segundo andar e loja da cata o. 19,
di rut do Nogueirt e a cain o. 7 junto to Sr. lier-
oardo Jos Martina Pereira nt rut da Manguein, ou
travesa da Glorit para a ra da Alegra ; adverte-te ,
quo ai ditai eaiti sao muilo fresen e te tchSo ern bom
estado : i tratar na rut di Guit o. 42, tegundo in-
dar ou nt tbeiouuiia provincial, dat 9 horas ti 2
dt larde.
Vestem-se anjos para procissao,
com perleico e por preco commodo: na
esquina do Cabug, junto a botica do Sr.
Joo Moreira.
= Alugt-ie o primeiro tndtr e irmtiem dt can n.
18 di rut da Oui no Becil com muilo boos com-1
modoi para moridia eo armizeat para to recolher| video.
rocen,
AVISO IMPORTANTF..
O abaiio signado lam a iatifc,ao de tnnuncitr to
reipeilavel publico, que pela barca larda Concoidta,
viuda de Bolln, entrada ncle pollo no pretrito mel
de fevereiro, ha reredido novo provimenlo depilullt
regetaes do doulor rtndrclh.
F.'tas piluln. cujo autoi basta para garantir la et-
cellencia, (orniu-tc assai recnnin endav is, nio 10 pe-
la beo merecida celebridade e reputacgo.que leem ad-
quirido, pelos maravilhoios beneficios col linios de la
applicacio em molestias graves; mas tambem por aer
um medicamento completamente inoflensivo : podando
tpplictr te a tmboi o> teos em qualquer idade
Au annunciante cabe a gloria de nsevertr to rel-
peilavel publico ( oque jn por mais vezei tem feito),
que lio ai unica verdideirat Je leu proprio tulor. a
por eitt occniSo, em beneficio da bumanidtde, ama a
seut fuluroi Ireguexei, nio confundi ti verdideina
com ti envolln em o seu receiluirio e Itcndil com lel-
lo preto, n quaca teem gyrado ncitt pract intilulin-
do-ie verdadeirai! I
O prelendrniei encontriro ii H'i'ideirat, nica-
mente o botica di roa da Cadeia-Velh, n. 36, da
Freale Jos di Brito.
O NAZARENO N. 12
estar venda, s 2 horas da tarde, na praca da Indepen-
da, loja de livros ns. 8 e 8, e na ra estreita do Rozarlo,
Casa da Fe. Trai a correspondencia particular do AFa-
sarmn, viuda do Sul, milito inle essanle, c varios arligoa
sobre a provincia e eleicao de senadores, e noticias multo
interessautes para a causa americana, vindat de Monte-
t
m
laM
m*



i
*~nmm
r

IV "
**nm
" '
4
- -.-."'

:,
= Precisa-so lugar urna preta ou molsque que
laiba comprar e cozinhsr o ordinario do ama casa de
duas pessoa*; na ra das Cruiet, segundo andar do
obrado ao p da tvpographis.
= O Sr. Jofio Estarte de Borbarema baja de r tirar
oa pruiVn -i que tem em mo do abaixo assignado ,
islo no prazo de8 das e no o la/codo serio ven-
d los ditos punhorot para pagamento de principal e ju-
ros ; assim como avisa a todas! muja penoas, que leem
penliores em seu poder de os ir tirar no inesmo praio.
Manoel Francisco dos Sanios.
- Um lioinem de probidodo e bem coobecido nesta
praga te oferece pira tomar conta de qualquer venda
por balanco e comprar o gneros precisos do que
lem muilo pratica ou pira outro qualquar eiiabeleci-
inenlo e mesmo pira caixeiro de ra ; quem o pre-
tender annuncie.
= Roga-so a quem tirn, por engao urna carta do
correio para M.moel Jos Copos dos Santos Jnior te-
nlia a bondadu de entrega-la na ra da Cadeia-Veiha ,
n. 4, ou annuncie aua morada.
- O Sr. que tem uns paos de angada, em Fora-
do- Portas ao p brado quo tem mirante querendo vender, annun-
cie.
Oa directores da compaoliia de seguros-Lealdade-,
cstabclecida na cidado da Babia azem sabor ao Srs ne-
gociantes dcsta pratja de Cernamboco, ou a quem possa
mleressar que nio tornorS seguro di- navio al^um
islo be,sobre o rasco < apparelbo, som que te Ibes apr-
sente vistorid feita oos inesmos navios na qual se de-
claro sua coostrucc.au o estado le forrado de cobre se
com ferros e amarras suflicientes, qualidadee estado da
embarcacao o do seu rr.agsame e finalmente sou valor.
O auto da^istoria deve ser nesta provincia entregue a
Manuel Joaquirn Ramos e Silva por va de quem a
companhia deve recebe-lo.
ss= Na ra do Vigario. n. 8, primeiro1, andar, exis-
ten! duai cartas para os Sri. Miguel Martina Costa Ri-
beiro e Jos Bitancourtde Amarante.
Alugao-se
as casas ni. 3, 5 e 9 do pateo do Palacio-Velho ; n. 10
da ra do Pilar, em Kra-de-Portas o sobrado de
um andar no beccodo Padr n. ; o pritneiro an-
dar do sobrado da ra da Cadeia-Velha n 40, com
- rori'linVs que muito devem convir: a tratar na ra
da Codi ia do Itecife n. 40.
Urna pessoa capaz e habilitada pois que j tem
pratica de ensino se prope a dsr licdes de primeiras
ledras, grammatica nacional, erithtnelica pratica, &c. ,
(aneando o bom aproveitamenlo : os Srs. que se
quizerem utilisar de seu presumo dirijo-ie a casa d
aua residencia na ra .Nova, n. 20, primeiru andar.
Ucsappipci'o no da 17 do corrente pelas 10
boros da manliau do Alerro-JaRoa-Visla um ca-
vallo melado capado, com dinas e cauda prelas, una
lilao blanca, e ferrado na anca com a marca A
quem o pegar leve ao Aterro-da Boa-Vista lojade
miude/.us de Thomnz Percira de Mallos Estima, n. al,
que ser generosamente recompensado.
= Aluga-se a casa terrea da ra das Cruzea o. 11.
Aluga-sc urna casa terrea com duas salas, 6 cuar-
tos com glande quintal muito bem plantado todo de
bortalica e com ururedo9 de (rucio e agoa de beber
s iiicllior que se tern visto no principio da estrada
dos Alllidos, ao p do Manguinbo : u tratar na ra
da Cadeia do Recito n. 25.
l)o-so 100,000 rs. a juros sobre penborcs de
Olirooprata : na ra da Sen/alia-Velba n. 94.
Precisa-se de um pequeo que seje dos che-
gados prximamente do Porto para una venda : na
travessa da ra das Cruics n. 6. .
(^ucm precisar de empalhar qualquer obra com
toda a perlelglo asseio o por preco mais commodo do
quo em oulra qualquer parte dinja-soa Camboa-do-
Carmo n. 20.
Precisa-sede umronto de ria a premio de dous
por c'ento ao mez pelo lempo de um aono com hy-
potheca em duas morad s du casas livres e deiembara-
Cadas: a tratar na ra do S. Amaro, em S. Antonio,
n. 6.
= Aluga-io urna boa casa lerrpa na ra Bella, com
duas grandes salas 4 alcuvas urna despensa grande ,
eo/.inb i fra quintal estribara para um cevallo, ca-
cimba e porto para um grande terreno, que tem pe-
gado a dita casa ; a tratar na ra do Collegio n. 15 ,
segundo andar.
=3 .Naolariado Cotovello a primeira pesiando o
becco das Barreiras, Iroca-se, por lijlo ^rossos o bons,
toda a qualidade de timlo de barro lino e (elha.
= Jos Mario Furlado Peris subdito portuguex
retira-so para Portugal,
Da oUria do Colovello a primeira depois do
becco das Birreiras, manda-se botar em qualquer por-
to telha, lijlo do todas as qualidadei assim como to-
do o material fino preciso a qualquer obra por me-
nos mil n. em milbeiro do preco, que corre; bo-
lando-se tainbem lodo o lijlo grosio necessario arcia
o trastes.
= Precisa-se de 800,000 rs. a juros. com hypo-
tbeca em urna casa terrea no bairroda Boa Vista; quem
quizer dar, annuncie.
= Manoel Baplisla dos Santos Cadet vai para a
Babia no prximo vapor
A pessoa a quem convier arrendar ou comprar
o engenbo Conccigiu em Bebiribe entenda so com
Manool Elias do Moura na ra de i>. Goncalo n.20,
que a vista da pessoa far lodo o nogocio e at olle-
recer certas vaolagens.
Cjuem precisar do urna amada leile dirija-se a
Fra-Portal ra do Pilar n. 88.
= Joao Anlonio da Silva, por leu procurador, pre-
(ande vender sua caa n. 3, do lado do Sul ,01 ra
do liom-Suceiso na cidade de Olinda ; e por isso, no
praiode8diasdadatadesto quem tiver direilo de
obstara dita venda declare por esta mesma folha.
Precisa-ie de um caiieiro que entenda de fer-
ragens c seja hbil para balcao : quem esliver ne.tas
circumnitancias, dirija-se a Jos Oas ,da Silvr, na
rua da Cadeia-Yolba n. 59.
Precisa-se de um pequeo dos mais receotemon-
te ebegados, ainda nao abundo Icr, para ajudar a
oulrom n'uma venda comanlo que nao seja maior
de 14 anuos: da-sc-lhe 30,000 n., ou o que e con-
vencionar. Na ra larga do Rozario. n. 33.
Jos de Medeiros lavare fax publico, quo Pe-
dro do Reg Meirellei nao be mais seu caixeiro desde oj
di ,14 do correle ,
da recebendo algumas dividas; e para que le oto cha-
men! a ignorancia fai o presente anouncio.
Na ra larga do Rozario n. 29 existe um pe-
queo eaiao para se entregar a Joio Cabral, indo da
ilba de S. Miguel no brigue Amelia.
Aluga-se o segundo andar da eaia da ra do
Ctaeicnado o. 14, com baatantei commodoi, piota-
tado e prept'ado, ha pouco lempo, muilo freico, com
coiinba fra : a tratar na ra do Queimado loja n.
18 do Sr. Meiquita ou na ra da Conceicao da] Boa-
Vista n. 8.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ru
larga do Rozario n. 24.
Preciaa-ie de urna ama quolenba bom'leile
na ra Direila a. 10.
Aluga-ie um sitio na Magdalena, a beira do
rioCapibanbe isto at letembro por preco moito
commodo : a tratar na ra da Conccigio da Boa-Viata,
n. 8, ou na ra do Queimado, loja do Sr. Mesquita,
n. 18.
Na roa larga do Rozario n. 10 fabrica do la-
toeiro preeisa-se de officiaei do meimo officio ; aisim
como rrcebem-ae meninos para ensinar
Fraaciieo Luiz da Silva Braiileiro vai a 11a-
vana.
Precisa-se de pretal ou pretos para venderem
azi le de carrapato dando-ae para ai quebras uma
K rrafa em caada e (cando os sonhores responsaveil
pelo azeite quo elles receberem ; na ra do Collegio,
n. 7. Na mesmacisa vendo-ae aieito de carrapato a
1920 rs. a caada.
Francisco Honorio Bezerra de Menezei embarca
para o Rio-de-Janeiro o seu escravo Jos.
Mr.J.J.J. Morel retira-se para Europa.
= Quem precisar de uma mulber para ama de uma
casa du homoin solleiro u casado de pouca familia ,
a qual engomma e cozinha o diario de uma casa diri-
ja-se a ra do Rangei, casa confronte a do subdelegado.
abaixo assignado, profeisor substituto do phi-
loiopbia e geometra do collegio das artel, avisa a quem
convier, que te acba encarregado da matricula de geo-
metra eque ensina as duas m..leras cima no col-
legio S. Antonio, e particularmente eui Olinda, o*
casa onde ltimamente morou o substituto de rbelorica
e gcograpbia, e presentemente o de latim
Joi Vicente da Si/va Cosa.
= O Sr. Theophilo Jos do Lemos baja de quaalo
anles vir rem( os penhore que se achlo ctnpenba-
do por 125.000 n do principal, na ra Direila
n. 09 visto S. S. nao querer vero leu nome nai fo-
Ihta publicas por causa do que nio era seu ; do con-
trario se publicar mais extenso.
- mulalioboi, da 14 a 16 annos muito lindos pa-
geos ; 2 molequei pecas de 18 annos ; 4 escravos ,
para o trabalho de campo ; 2 cavallos, um rugo, gran-
de bom carregador eesquipador : oa ra do Crespo .
n. 10, primeiro andar.
= Vendem-se varios escravo* o ja 28 anooa ,
com habilidades e de bonilai figuras ; tria da mi-
trii de S. Antonio, o. 16, primeiro aodar.
Veodem-se capachos compridos redondos de
diversas cores; ni ra larga do Rozario ,loja de Vic-
torino de Castro Moura n. 24.
- Vende-se bico muito largo e fino
para roquetes, a is'Soo res a vara: na
ra do Cabug, leja de fazendas de Pe-
reira & Gucdes.
Na roa Augila o. 34, vendem-se caiaes de ro.
las brancas hamburguesa,
= Vendo-seum carriobo de 4 roda, com os leus
competentes srreiol, todo em bom estado ; pira ver
na ra Nova estribara do Sor. Alfonso e para ira-
ar oa ra da Crux o. 63.
Yendem-s* sapatos de duraque
branco para meninas : na rua da Gadeia
do Recfe, n. l5.
= Veade se urna etereva de Angola, da 24 annos,
aem vicios nem achaques, fax todo o sor vico de uma ca-
sa de familia*, engomma liso e lava de sabio e varrella ;
vende-se por precalo : na rua larga do Koiario, sobra-
do do um andar n 37 .
* Vende-se vinagre tinto a 45,000 rs.a pipa ; di-
to branco a 35.000 dita : na rua Imperial n. 7
mm Vende-se uma davina de espoleta apparelhada
de prat* com o cano cn'feilido de ouro, a colalra fer-
rada do meimo ; um pombo tracal muito cantador :
oa rua da Solidada padaria a. 14. Na meima se
offerece um moto, obegsdo ba pouco da ilba para
qualquer negocio e que da fiador a sua conducta.
Tambein so veodem bolos de (oda a qualidade muilo
superior.
! mmmmxmmmm
Compras.
Compro se urna negrinlia de" ia a
14 annos, que tenha principios de costu-
ra ; assim como um mulatinlio de n a
15 annos, que sirva para pagem : na rua
do Gruz,n. 6o.
= Cimpra-seo livro = MedicicinaCurativa == da
terceira edicSo, do autor Le Boy: quem tiver, an-
nuncie.
= Comprio-se para fra da provincia escravoi
de 13 a 20 annos ; sendo do bonitas figuras, paglo-
se bem : na rua da Cadeia de S. Antonio sobrado de
um andar du varaoda de peo, n. 20.
=r ComprSo-se 2 eicravos, um pedreiro e outro car-
pina para uma oncommenda do Rio Grnde-do-Sul ;
na rua do Collegio armazem n. 19.
Vi-lirias.
=Vf ndem-io pennaa de uscrever de secretaria ,
da melhor qualidade, que ha nc mercado ; resmas do
papel uieia hollanda, de primeira o segunda qualidade;
ditas de peso branco e azul, por preco barato : na pra-
va da Independencia, loja de miudezas n. 4.
=Vende-se urna preta do gento de Angola de 30
anuos, ptima vcodedeira de rua ; um nioleque criou-
lo do 12 annos, proprio para oflicio ou pagem: na
rua da Senialla-Nova n. 34.
Vendem-se uma preta e uma parda, de 16 an-
nos pouco mais ou menos sodias livres de vicios ,
e com algumas habilidades; na rua da Cadeia do Re-
cifo n. 30.
Vende-ieum bonito caiallo melado, com bom
andares; na rua do Creipo n. 11.
= Vende-ie um cavaliu ruco apatacado, novo, ardi-
go e bom carrogador ; na rua estrella do Rosario, bo-
tica n 10.
= Vendem-se apeldes, sapatos para bomem, mu-
lber e meninos, sola couros e algumas lerendas en-
ligas, Lieos, retroz, linhas algumas mi* tuvessas ,
csibros varas, ripai, &c.; tudo em poni, ou a re-
talbb ; urna porcio de parreira brava, ou abrelua, pro-
I ra para botica por ser muilo medicinal ; uma per-
ca ) de madeira de boi ; oulra dita do livros em bom
uso : na rua Nova loja n. 58.
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
llia: na fabrica da rua Imperial,
n. 7; rua Direita, n. 53, venda
de .VI. Miranda; no Aferroda-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Pre'derico Chaves; e na rua do
Trapiche, armazem de molhados
do Nicolle.
Vende-se., ,na rua da Cruz n. 6o,
cera em velas, recelada ltimamente de
uma das melliores fabricas do ilio de Ja-
neiro, e he de ptimo sortiinento por ser
de tres al t6 em libra, e por pre^o mais
barato do que em otr qualquer pare.
ata Vendem-se dual mulelinhia una de 12 annos,
e a outra de 16 de muito bonitas figuras com bons
, principio, da babilid.de. t.oplin ,para m""'M
cooita, que o dito Uairalkia-|4 preUi rao,duas eagooioiio e cozmbao muUo bem,
av LO-V Jfj
e6 portas mrz
JE
II
Nesta loja veode-se panno fino preto a 3000, fjp
4000 e 5000 n. ; merino, a 3200 n. ; sarja hei- (fe
nhola 2400 ri. ; pecas 3000, 3500, 4000, 4500, 5000 e 5500 n. ; lu- ^
'vas de seda, proles e de cores para senhora.ijffi
1320 rs ; chitas, a 140, 160.180 e 200 rt. ; a
roulm muitai fazenda. por barato preco.
=^Vendcm-se aemenle* de coentro muilo nova ,
e de superior qualidado a240n. agarrafa; um ca-
valiu de estribara ; umacarroca de c.rreg.r pipas, por
b.ixo com o lioio, ou lem elle ; uns arreios para ea-
vallo de carroca : no pateo da S. Crux, venda de tres
portas junio a padaria de uma i porta de rnanhi
at ai 8 horas c dai duas as 4 di tarde.
= Vendem se paisas de Alicante, de primeira qua-
lidado em caiiinhas pequeas proprias pera presen -
tes; na rua da Cadeia Velba, venda de Jos Goncal-
vea da Fonte.
Precos moderados !
Vcndem-se, na loja de Cuimarcs Serafim & Comps-
nbi* na esquina da rua do Collegio, com frente pera
o arco de S. Antonio, a segu n tes laxendas : chitas
francesas, com quatro palmos a tneio de larguaa a
300 rs. o covadu; ditas dua mesmus padres niashurkas,
o referido preco cima : aquella, a,lo de uma so cOr,
leem deseolios agradaveis, e sao mu proprias para ves-
tidos du meninas ou para robe do chambres de senho-
ra ; c ostai lio de padres inleii amento novoi : tanto
urnas como oulra sio de lintn finissimai o os seus
pannos leem a consistencia do linho : chitas ingieras de
soffrivel qualidade a meia pataca o covado ; e a peca
por 6000 rs. ; riscadinbos largos o toados, a 180 rs. ;
riscadinhos largos de chadrex a 240 n.; dito, turco.,
a 320 rs. ; luv.ade seda sem dedo., pela, o de cores,
propriai para tenhora a 240 rs. o par; panno de li
nbo da ilba com uma largura loflrivel a 800 rs. a
vara ; pannos finos de cores, e 4800 rs. o covado ; dito
preto provade limio da labrtca do bem acreditado
Abrabam Rolb deUanchesler a 9000 rs. o covado;
sed do chadre propria. para vellidos, a 1440 rs. ;
princea preta com 7 palikoa de largura a 1280 ra ;
Iranklin com a mesma largura, 1280 rs. ; cass.s com
chadrez de corea proprias para cortinados, a 400 n.
a v.r. ; dita adamascada larga com ramoi de crt-s,
* 480 rs a vara ; cambraia lisa azulada a 400 rs a
vara ; papel de machina a 2800 rs. re.ma ; sarja
preta be.paohola ; .etim pelo de Macao; sarja de cor-
ilio levantado propria para abi de sobre-casaca, e
easacaa por ser a que se usa oa Europa ; cortes de ca-
simira francesa elstica para caigas; lafells de cO
res e preto ; chalet de suda chegados ltimamente de
Franca ; mantea para senhora de setim e etcoceita ,
das mais moderna. ; longo, de teda para homem e se-
nhora ; meias brancas de algodio ingleza. depa-
tenle ; ditas de fio da liicocu berta*; dita, de teda
proli e branca ; chapeos de sol para bomem e senhora;
mei.i curias, de linlio do Porto ; damasco de algodio e
lia ; bretanha de linho fino ; esguii> de puro] linbo ;
volantes ; galei; espiguilbas; e oulrai muitas lazen-
da, conforme o indicado na epygrapbe desle annuncio.
Vendeni-.e 42 celta, com champagne de primeira
qualidade e mesmo em porcio, por prego muito com-
modo; no Alerro-d-Boa-Visl, loja n. 11, de Fortun
Orry.
Vende-se um arreio novo para um cavallo por
preco commodo ; na rua Nova, cocheira do Sr. Au-
gusto Cbousome.
= Veade se 1 nenio de aletnce, porttil; na rua lar-
ga do Rozario loja do Sr. Lody.
=Vendo-se uma parda, do 24 annos de bonita fi-
gura ; faz renda e engomma : na praca da Indepen-
dencia livraria ns. 6 e 8, no da quiota-feira.
= Vende-se ostraltci de uma casa por preco inui-
ol barato ; oa rua das Florea, n. 18.
5= Veade-ae uma boa scrava coiioheira, eoie, lava,
engomma, e d-se a oontento ; na rua larga do Boza-
rio n. 46, primeiro andar,
LOTERA DO RIDE-JANEIRO.
Vendem-se Djejl buhles, quarlo. o oilavoi, a
raeio d 24 rs. o bilbete ; na rua da Cadma-Veiha
caa de cambio da esquina do Becco Largo, o. 24. \,'
mesma casa pagio-se O. premios quo sabirem |0g0
que chage a lista do Rio.
= Vendem-se dou. e.pelho* j usados, mea de u-
cellente vidre com 8 palmos de comprimento 4
e meiode largura ; na rua da Gloria caa terrea
n. 13.
=Vendem-ie 5 vacc par acougue ; na venda da-
fronte da Taearuna, estrada que vai para Olinda. Na
meima venda compra-ie um sellira em bom oso.
=Continua te a vender agoa de tiogir 01 cabellos o
suissas ; na raa do Queimado loja* ns. 31 e 33. 0
methodo de applicar acompanha o. vidrot.
Lotera do Itio-dc-Janeiro.
Veodem-se bilbete*. meioi,qurlos,eoitvos. a rasao
de 24,000 n., o bilbete : aa ruad.* Cadeia-V.lbi, |0Ja
uecambio o. 38
= Vende se orna eicrava de naci de bonita figu-
ra cozinha, engomma, faz doce* refina usurar, co-
so chao e fax bicos; na rua do Vigario o. 19.
= Vende se uma negrnba, do idade de 5 annos, de
bonita figura; na rua da Cruz n. 43.
= Vende so un preto de naci Angola bum pa-
ta o servico de campo, e para coiiobar; be muito lid ,
e bem eosinado : na rua do. Martyrio. o.36, ven-
da nova delronle do becco do Diquu.
= Vende te um cavallo de estribara muito genio,
novo e cooi excedentes andares ; para ver na corh' i-
ra do Sr. Pessoa e para tratar n. livraria da praca di
Independencia ni. 6 e 8.
Vende-so pescada em animara ; na rua da Ma-
dre-do beos armazem o. 26.
= \ endein-s! duas escr.v. de afio, de bonitas
figura., mocas, ptimas quilandeiras; dous mulalinhos
de bonitas figuras de 17 aneo., ptimo, para pageos;
Utn e.cravo de nscao Angola, muilo .dio a possanlu ,
com officio de serrador: na rua da. Cruze. n. 23 ,
egundo andar.
i=Vendem-ae meiae de seda preta do peso para se-
nhora e meninas ; um cmplelo sortiinento Jo sap..tos
de duraque para seniora e meninas, e igualmente de
lustro de Listos ; meias e luvas de lia para doentes,
caixai com sedliti ; a melhor toa de Colonia em
frseos pequeooi i na rua da Cadeia do Recite loja
o. 15, do Bourgard.
= Rua do Trapiche n 40, cerveja branca e pra-
ta de Londres, fabrica de Barclay & Companhia, a me-
lhor que ba e em barricas do 3 luna*, lia um lula
menos eslimado, da branca quo se vendo iui barato,
para se fechar uma conta ; tamhem se vendem violtos
superiores para gasto par licular, sendo de Tenenfle,
lieapaoha, e do Porto ; na casa de Chntlopbori &
Donald.on,
= Vendem-se muilo boas bichas (llegadas ltima-
mente de Uamburgo ; tenibem ce alucio u vao-.e ap-
plicar para mais couimodidade do. pretendenles: na
rua e.lreita bo Roi.rio defronte da rua das Larangei-
ras, loja de barbeiro n. 19.
= Relogui doouro, patento iogluz j examina-
dos e approvados aqu vendem-se a dinheiro por
proco muilo baixo ; correntinbas da ultima mod, pa-
drio =I'nncipe Alberto =; e tambem um clironome-
Iro para navio betirregulado : na rua do Trapicho ,
n. 40.
= Vendem-se mo'endas de ferro para engenhosde
assucer, para vapor agoa e hestas de divenos lama-
nhos por. preco commodo; e igualmente lamas da
fetro coado e batido de lodo* os lamanhos : na pra-
ca do Corpo Sanio n. 11, em caa de Me. Calmonl &
Companhia ou na rua de Apollo rmazem, n. 6.
-= Vende-t* polaisa arneriana, ultiman ente clie-
gada em barril grande e pequeo*; lengoi preloi,
de seda da India ; setim preto de Maceo ; velas de es-
permacete de 4, 5 e6 em libra ; cera emarellu ; al-1
godlo grosso pata saccoi ; tudo por prego commodo:
em caa de Maiheui Austini & Companhia na iua d j
Alfandega-Velha n. 36.
Escravos Fgidos
Fogio, no dia 14 do corrente, um pardo de ida-
de de 15 anno. pouoo mais ou menos, sueco du cor-
po tur amarellad du nome Benedicto ; levou cal-
ca, e emita do riscado aul : quem o pegar late ao ir-
mazem de fatinha no caes do Collegio, que sera ge-
nerosamente recompensado.
= Dcsapparcceo, da casa de Franiisco Joaqun" Car-
dlo pelas 9 borai rio dia 19 do correle um ">
leque crioulo de nomo Cyprienno perlcncenle 10 I
Sr. Manoel Cselano de Gouveia do Cear ; cujq "*
travo tem 01 signaei leguinle* : altura regular, cbeio 1
do corpo, de idade do 16 a 18 annos, pouc 'mais ou
menos, (.reto cabellos carapinbados, rosto redondo,
sem pona de barba ; levou camisa e ceroulas de algo-
daoznho ; veio para esla provincia no vapor Periam-
biicana : quem o pegar, leve a rua da Cadeia de S. A*'
tonio n. 25 que ser generosamente recompen-
sado.
m Fugio, no da 20 do correle margo um p"10 '
acaboclado claro, do nome Cjorianoo, lio, L-'tiiiie
telorgado do corpo aa espaauas Itrgat, pureco <('
muito bulmide (all mtviost com pouca barba e
cita preta ; toma tabaco ; nio lem denlo* no \" '"'
perior, por Niolerem cabido di/ia ello, por co'eI "'
paura da'i quo usio no lorliu d'onde he nalu'" .
talvez 10 inculque lorro ; (oi vendido no Cear o '
l veio remeltiiio par esta cidado a Jos Antonio h
to ; ba toda a auapeila que elle fotse por trra e
companhia de Igum comboi procuiando o crlaoJ!
Ceari ; levou camiia e ceroulas do algodio da Ierra,
he provavel, que va com roupa mudada por a ter,
!ovou itiais um clavinole o alguns Iraslos proprio.il''
quell* viagem : quem o pegar, leve a rua da Alfa"'
dega-Velba, n. 17, a Jos Francisco llileiro de Suu<->|
que gratificar com 100,000 rs.
I'CIIN. i .\A TYP DE M. F. U KA 1114
-^0,



\
A uno de Id 46.
Segunda fera 25 de Marco
N. lj
PERNAMBUCO.
(SOB OS AUSPICIOS DA SOCIEDJLDE COMMERCIaI..)
Subscreve-se na Praca da Independencia, Ioja de livros n. 6e 8, por 12000 ris por anno pagos achantados.
>a3(^^>3 cac*)aaaE?33 lD& ai41(9^ (Coi regido Sabbado as 5 horas da tarde)
2
o-
-<
i
<
u
2

no
I

J .ads
J p *
3 -
'el -| -
> c-p *v g a.
55 j e
*
3 =.5
- a
-l
S S2 8SS:
-A O O
e "i a
ocoooeo o o o 3
o -r =
- -o o t o r< n r< oe
8 2
s
r eco
OO CCO
oo n r* o 5
** '^ %
.- -o .<** m s -*
4 "O f w
i o o o o
) = O O) o o
o ** o o
o o o o o o
coor*= = -poo
- f< C 3 C
*a ** % = ai
f> -r %0
Jl
05000
o o = O o
3 O O
**-* **
c o o o -a
00 o
= t-
o 000c o
oooocoe-*

C ^-r 00 t Cl
O -
I I I I I I I I
1 1 1 "2 a g
1 1 1 -2
- .1 a
i.. si*
? .
1
"sil--S .,fs^fis5|"S !-
u* al Uso'
!| 'Jf.
' lil"?
.-lSia
0,-JXiox
Me 1 1
0|g 3 g
||Sj 1
. Efca5 g
-a
1 1 1 i
1 1 1 '
1 1 1 '
1 1 5 1 5 ii
ia^Eaiij
a
3
I-ili
i 1 1 1 1 o 1
lilil'
1 i j i 14
S2 t-T-s.'
7. -A m r.x!-ia
T I I I
' I I
'Ib
IS
a
F s
" i
iiiiii
lala
a>
2-3 ,0"
S -o.
JIjil
I I I I I I,_ I I
1 1 1 1 1 j" 1 1
. 1 1 1 118&
i:S f
c2 o ,-=
......Ir
1 1 1 1 111 1
1 j_ 1 1 8 1 1 1
1 2
1 i
a..
X B
' "2 2
, S 05
> c
I
11
i"!
1 S 2 2
"So
3J3 >1I]Uji-i
Mi^JIIJ
1
1-112
I jff
i.liij
c/5 ifl y. S- t- r
I I I
'S
, So.
1 ia
fJl|l
.sj 3
J o -5
a.-.9
o o-J
c -o v
e I
?.-
I I
1 .2 1 1 > 1 1
831-0' 1
* ? 3 w a-
.5 1
leT' '
a 'si
9 S
1 i 1 .'8
I !?
1 o 2 = c S
1 a xj =
oa-a
^1
So

I
z
S
-a
' .
.9
>
^ 4-3 i M
p >__>
.S.8
1 V
z>
o
o o
4ii
33-=3
S.88
> 5.-1

111
11 "1
0 =
'3J
-o ".S s
M <

1
l
9 "3 2
JI4
-S 1
3
e
p
es-?
-2
x
!3

> o o
) O
A O
o *aoc opaoftes
O O O i
O O OO '
o-

lo o c r
>e eooeo -= = = **-
> O s O -r = -O ^j>(-C;oOrc^
i -* *
ctcrocc =3 co
CC-flC=---00c O -Z **
* .
OOOOO
o o o c e-
o o o o
ti t* y> m
ocsccooo
oooowor*-
a 8j --->o-'<"3
sss ssssss s 5 tg i fes I i i i! 2 II I llllils
I
S
O
<
s
o
a
0000000000000 = 0 000
ooooosa>o0r*oooso c -
c o o o i>40f c* c-4 a> f- r- r r*
?cSit?t S I2icflS"Sf?? Sf| |lf|||?|l||
111
1 > 1
11
iS
5'-S
SC-2'C
1 a
..s.
"1
"I
ij
, -8
9 m
al t
I-I
>;'!<
1
1 1
t 1
1 1
1
i 1 j,Ei > 1 :'
|, .. 2| 1*3 .
v oSS Si
I I 11 uSi 1 I i 1
Ho-s-['l..
l-4 5 u nS '
j|"w '"S'a 9
lie -tes sSsj i
, 1 l' | I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I 'i 1 I I I I I I I I I I
1 1 i 1 111 1 '-!' I 3'' *' ?
ii. 11 1,1 et-ff,'f.,,,, 1 f 1 t 1 ga- '' ''a
,,| a,?. lifl-s- |s-!if3'2'5' 'i ,'J;llS
S m .9.? I I'EtsJ. S 8-2 2 S i ",,i
1
;
1 Jl.El
s S "S 5 '
a fs.-
" .m f" a 3
o jjjj:
*


(>
EXPORTADO.
Agoardente Cana .
Algodo I corta '. -
2. .... .
' Assuiar iir.-iiico em las -
mascarada -
e brancu emhanicado
em saceos^
mascav euiharricado
1 em saceos
huiros seceos salgados. -
Mcins do sola -'
Cliifrn da trra -
)> do llio (rande -
EXPORTS.
Rum -____..
Colln I, qualilr -
> J. a -
Silgar in cases whi'c
i brown -
> in barris whilc -
> baga -
i //airis broivn. -
BaK u
Dry salte.! hid'S -
I.iniie ludes -
0-horns -
PREfO DA PRAiJ
POR
4SJmJII 4000v Pipa.
5J000 A rroba
IfMM a
I lee
I JICO
70700 JJ700
J.'OO 270
iftio
I/400
I? i 112 '/, Libra,
muila liund.inc a 11 ii m
3?niin Ccnto
?OOil 4j&nn >
C A M D I O S.
Londres............,.........
I.Mwa.......................
Prenea.......................
Itio de Janeiro..................
PH.VTA miu.la.................
> Paiacoes Urazileiroi......
Pesos Coluiniiarios.......
Ditos Mlica,ro.........
UURO. Modas (te 8*100 relhae.
Ditas ditas noraa.
Dilai de 4J000..........
O,iras liespanholas .....
Ditas Patriticas........
Le ras........................
. M'/jd. prr!|ra. .fldjas.
. Ifli por cenio premio.por acial cflccliuilu
360 ria por franco. #
i < por cinto descomo.
14620 a lToo
IJOlO a I070.
i|U(IO 1J080.
< 141S8O a l00.
lOfSliO a I7J000.
i6Je.o a ni;"ii.
8^800 a Ofooo-
3l0(IO a 3l2i>0
3njC0 a 3i000
, I '/, por cerno ao me.
FK fiTES.
assocak.
Lirerp ol.................. i 2 0 0 1 j
! Caualenlre Amburoe Marre.....1 f 2 2 6 taceos M Nominal
. l iiicluindo pnitos Injjlezes ... I f 7 no canas/ I
S l'lenora em saceos............ (i 16 > 6 por tillo
'llamburgo caitas.............. ( > iO II
g li.llic........................
I Triesle pira curas.............. 2 10 0
/Estados-Unidos................ 20 por (g) sem -.'maceis
f I 'ni tiltil....................... 7'IU : 24.1
Cianea........................ ( 44 e k. /0 de prmngem
le prim .gem
aloouo.
Pnrlur1................. *0o por @ ttm piiin.inrmnnniin.il
;""".................. Op, iMerr.................. 7el'fteip % deprimngei. I'rn0'".l.
Barcelona.................. U0p @e lllp /(aocamb. 800n pe p. Ir
tounos.
Inglaterra Seceos f 3 I 0 0.....
(rano 1 ................
I'slanoi l'nidul ...........
por tonrlnda e f> por rrnln
10(1 cada l.tttlielOp %can.li. ICO I fr
IVio ha
[hs.-m2:h m/.-mi
BffB.

Da din ti de Noreinliro de 1(11 !> liante paparn G0 p. c.o rap011 tabaco
de p'\ os ctiarutos 011 cigarros, o fumo e 1. ola ou em folba.
PagaraO p. c 01 saceos de canliama so grouaria 011 gunM da India. o cai-
vetes em Mrina de punlial, asalmofadas o-a carinaren*, as pe.Ira* lavra.ias jairaI*,
(do, as pedrai decanU'ia pira pnriues, portas e jmilas, as pedral lavraibs para
cncanaminle* cepas, cnnliaes e cornijas, o assucir retinado. errdalUado ou qnrr inaueira conTritado, o cha, a egoardertc. a cerveja a cidra, a ue,ie.:ra, o mar-
rasquino, 011 oiiiins licores, e OS viudos de qualquer q,i..li,lude e | recclencia
Pai>iri 40 p. c as ali-.i il'as 011 tapetes, o ranliiimnt ordinal in nu aroar 1 ia. as
bal incas de qua|r|uer qualid idc, e rniipa leil 1, nao eiprcilicida uatiiifa, nic.rta. pa-
ra jigar, as rscovai de cabo de marlim, o Ib^o da China em caitas. OU f|U'q cr nu-
Ini logo de aililicio, o papel pintado, prateado < 11 dourado, send 1 de u-lnl .lies
boas, o papel pintado para loriar salas em colleccocs O'i p>izaens, o papel ilc II11I-
lindi. imperial 011 outro nao specitioado na tarifa' a pnluna os sab,iuelrs, o sabo,
i. si-ln mi vi-lai. as reas de Sutaroa ou com|K>sco, as ameiras, ou muras rruelaa
rm fiascos ou lilas, seccas, em calda, 011 un espirito, o chocolate ilc cacan ordinario,
0 vinaijie, os carrinhos, cariiiagcns 011 ealiaj jogos, rodal, arreios para urna e ou-
tia colisa as esleirs para foirar tasas, os ca ros para COIldtuir gante, os incravcu,
01 llllioes, os areicirot e tiiiteiros de porcelana, e qualriuer objeelo de Ol c- nSo c .111-
prtheinlido na tarifn ; 01 liulres Ol Clices para licor ou viudo de vidro liso ordina-
rio, o de vidro mldalo ordinario lavrado ou mnldido, e lavradn ordinario ila Ale-
lo, nlia e semclhantes os de vidro liso moldado ou lavradn, de fundo ciTIcdo 011 liso,
rom molde 011 lavor ordinario os callees para Chanipnnhe nn cenrja, as caeras'
ecnios direilos de 10 a I em quarlilho. as garrafas de vidrn al I qnaildhc ou mais]
seudo iodos csles ol.jectos de ns. le! | g rraas de vidro pretal ou escuras da
inesnia capacidade, comprekeudidas ns que sei vem pin licores ou Le -Hoy ; os copos
para Libernas at urna caada, os fratesa le vidro ordii.arm enm rolhas do animo
kli 3 Idiras ou mais ; ou sein rolba al i libra, ou mais, ns lampadas 011 caudeirns, as taboas ou folhas de mogiio 011 oulra imdeim lina, a tas
les de ipi.ibpicr inadcira.
PaearSo 25 p. c. o ac, alcitio, lineo em barra 011 em folln chumbo em barra
Oilleiicol, rniaidio em barra ou em verKuinlia, ferro em baila verstlinha, rhapa o
luuua.io) pira fundilo, folba de Fl.mdrcs, Ralha de Alepo, lata emTolla*, laloem
chapa, ni.1 li in, sal,tic, vime, hacalho, pene pan, qualquer omro, icico 011 sal-
gado ; bolacha, carne leccv ou de valmoura, herva-doce. I.rinha de Irito, pilleas
I-ranea ota pintadas, cordoves ou C Artel de liczcrro para cal.a.lo. Iiienvs ecoiiim
eiiverniudos, cnuros de poico ou boi, salgados 011 seceos; silla clara para sapaleuo
ou correeiro, come e caparrosa.
Pagari 20 p. c. o trigo em gro, barrilba canntlllin, rspi-uilha, firiras. Pos
franjas, laiilijoulas, palbetas, paiiamauei, sendo ile ouroou praia e .Irelina, ordinal
ria ou falsa: galoes da memii nalorela, ou tecidos com reirnz, linho alLodfionu
seda, rendas ou ntremelos de algodo uo bnrdadoi ; rendas ,ic li:, u da alrmtio
relro 011 trojal Icujos de cambraia'de lindo 011 algodao. e Lamias .le retro 1 d
milh.
PagarlO 01 livrus, maup.11 e g'olms geogrnpliico, inslrumentoi mal c-
maticos, de physica ou clinnica, cile de vestidos de velludos ou damasco! boida-
dos de prata ououro fino relroa ou Iroeal, c cabello para cahrlleuei.o.
Pa'ari6 6 p c. oanmillio, cordo de lio *pi-iiill,a, licir.i, (ios, frauprs. a
lo de (10 011 palbeta. iantijoulai, pall.ela. reudal, eadarios e lodoso man bice-
tos desla nalui-ea, leudo de ouro e prala lina,
Paga i p. c. o. carvo da pedia, ouro p.ra dourar, 011 quaeiquerobras e
u te mis de prata,
Paiar 2 |>.
tas e raras uovas
Pagar 4 p, c. ai joias deouro ou prata, ou quaesquer obras de ouro.
c os diamntese outrai pedral preciosas soltai, semenles, plan-
de animaes uteil.
Pagaro 30 p. c. todas os mais ohjccloi.
O generoi reerporUdoi ou baldeados pago I p. c. de direilos alm da armaie-
naem e o despachante presta flanea al a approvaro desla medida pela Asiem.
tlea (.eral.
Oxieeilein-se lirre de armizenagens, por lidias, as mercadorias de Estira e
do-js meics ai outrai; e lindos estes praios, pagaro '/, p. c. ao mea do respc-
0 rdireitoida faiendas, que pago por rara, dere entender ae rara quadrada.
O) direitoi nao podern ser augmentados denlr> do anno fnianceiio masoGo-
.emo poden inniidar pagare* moeda de ouro ou prala urna rigesima parle dai que
forem ma.ores de 6 menores de 0 p. c. dos preros das mercadoriai, ou n esmo
di:niniiil-os, segundo Ihe parecer.
O lioveruo eitjauloriadoa eiubtl cer um direilo dilfercncial lobre otoi gener
.irqnalquernarSo, que lobrecarregar 01 ge noi I rr.iikiioi de malor dir.iip nu
iguaei O arlian nao especificirlos na paula pagfo o direilo mi vnlnr'm sobre a ladea
apiesrnlailn pelo despachante podemlo poim aer nriHignadoi por qualqu, r ,^1
da AILudraa, que em t-l caso pagan i.npor'e da faclnra 011 valor, eos direno,
socalo de duvilaiubre a lassificara.. ra mercaduria, p.ide a parle rroiMfer
arh trmenlo pora designkr a qualida.U e valor da paula, que lie compele.
i ni mu? '""'" dt 'l,,c,5 m,'iai anda nao usadas no lugar, em que loen
r.XPOUT.ACA') Os direitos pagD-sc sobre a ava.icn de mus paula icm>.
nal n. raiao seguinle : Assuc-r 10 p c Algndo, cal, e turna U u. c. Atoar-
Chille, como., e lodos na mais gneros 7 p c. A'ein .lestes direilos pa-'o se as
lasas de 160 rs em cada caira, de th is em cada lecho, do 20 11. c .. cada bairic.
011 sa es de a.socar, e de 4 ti rs em cada lacea de algodao
CoiirtM e lodos os mais gneros solivres dedireiloi para ci poi loi do Imperio
eicepcao dj algodao, assucar. cal, e fui. o que pagua 3 p ce as la! or vulu.i e-
Os melaei precioso em barra psq'o de lireilos 2 p. c. sobre o ralor do ..cr-
eado e a piala e o ouro entoldado nacional ou cslrangeiro pga un emente '/, D e
Os escravos exportados pai,o &|Ono por cada um
IH.SPF.ZV DO POlVrn- Al........carta nacjon.ei.-oi. ri.rnngeira, am
nnve-MO para I, ra do Imperio, pagn OOn de ancoiagem por loml., c
nanonars, quenvego entre o. dive.SJi porlos do Brasil 9C rs. As que eolrarem
em lastro e sah.rcm com carga e vice versa, pagari mi.ade do impostosupn .,,
terco as queeiiiramn, csah.rem em las!,o; c mesmo as que cnliaiem por /.amiuia,
OU e isrulaa as que unporlarein mais de 100 Culonns Inaiicoi, e as qneeiilndrem uoi aniliadl
roreada cmn lauto que estas no carregiiem. 011 descariehuein t mente os "cneroi
iiccesianos para pa-anieulo dus irpaios, que li.eiein.
VENDAS D8 NWIOS-A, emb.raroei eslruigelra. qe paai.ann .
narinuara pagao la p. c e as nncionaes, mudando de pioprivlario, 011 de baudeira
I. 1 .'i .'1 fl <** lil 1 ii uaUi' I ,. u. ...I..
REYISTA SEMANAL.
CV^IlinS llouvrr.n Iransnrc'ics legnb.res a J6 '/, d. por 1^000 rls.
AWl'I.AII f,liradas regulares, e vendas an precoi q otados.
ALOdDAO Poneos entradas, e con 1 redreseos piceos uuolados
COUllU Vendas regulaies V '
B ICALIIAO N.io ha deposito: is iiUimas icn as a retalho foiao a I8PO1
lil a l>i 1 ira. *
PAI'.'MIA DP. TBIC.O Clirgiro dous r.ricgarenos bum dos quars fica
pata vender, heuverao pequeas venda, leudo o deposito de cria de 0 000 har-
neas.
CAP l\'E DE CHARQUE Cbegon bum canogamcnlo, com o quol o deposito
he de 20,Ol'O ai robas, rendas de 2f xOn a 3iC0.
Resumo das Embarcr.coes existentes nesle porto no ilia de i I di Mareo IMG.
'riM""....................................................... S
Autl.iaeai.............................................. ?
Hrasileiras..................................... ..
B*k"............................. ...... ..I'.!!'.'.'.'.'.!!!.!!!'.!!'.! 2
Huiainarquezai...................................................... 4
fiauceai........................................................... t
Hnmhuruirza. .'............................. i
lli'spanl.olas............................,,, 2
Ingletas....................................." ........ 1
")10"".............................'.....'.'.';*.!;"..v.v.'.v.'.v.v.v'.'.* 2
no, uegiiense......... ......................... (
^orl".H"l"s.................................Ja.la'./.V.V.V.V.V.VI.'."
Huailao............................................................ 1
tardas........................................ j,
Suecas ...................................... "" _
72
ToUl
A Provincia gota tranquillidade.



(5)
LISTA das Embarcaccs existentes nesle porto at o da 21 de Marco de 1846.
ENTRADAS.
me Marco
1848Fevereiro 2
tinco
Novemb. 20
Js
Oczemlm 10
1846 Janeiro 11
IBIS
l'cvciciro


Marro
Mi ir o

II
10
JO

4
I
7
f-
II
13
It

l'J
IS
II
IV
DONDE VEM.
15 tC Fcvcrclro O
a 2*
Vareo
Muro
I8i( Marco
Marco
T
10
13
II
II
l(.

17
30
Raltimore
Pbiladelphia
Pbiladelpbla
Ilal*. imore
Ncw-Z,calaiid
Montevideo
Rio de Janiiro
Rio de Jane'ro
Sania (.'aibarina
> j.
Paraliyba
ParaUjbi
Atcu
II Grande do Sul
Ass
R. JranJedc Stil
Acartct
a
R.G.doS.cHabia
Rio de laneiiO
:\ C.r.V(|li Sul
K.Uiaiidc do Sul
liad
acet
A mu'
S. Mnlhrm
('. ilo Sul
Antuerpia

MonieviJo
llamliur^n
Montevideo

Londres
CASCO
I8l Janeiro, la
Marro I?
|gi6 Fevereirall
1 ~ > Janeiro I
0
8
I*
Feverero 52
Muro 10
Marro
Fevereiro


Marro
'

IS
I84B Feverciro IB
Marro |
b
Havie de Grace
tlmseil'es
llavie ile Grace
lU we de Giace
Ha i luir-o
Hio de Jaueiio
Malaga
Ilhi d'Assenco
Terra-rVova
Liverpool
NcW-Cmim
Liverpool

^evv-Castle
Liverpool
Pa'ormo
I'alermo
Londres
Porto
Lisboa
Pono
List.oa
llhadcS. Miguel
IIio de Janeiro
tVI.it
Coi Ion
llalli.!
Genova
Montevideo
I ira
Genova
Biiiia
Goltcmboiirg
llio de Janeiro
patacho
barca
b F.ac
brigue
gi-lcra
alera
polaca
hrlgue
I ri^ue
lir giie
Mate
l.iate
sumaca
late
patae! o
l)ri,iic
brg esc
paUcl o
lirigue
Migue
ha rea
brigue
patucho
sumaca
p taclia
l.iig e
,1.11..II .1
brigue
zalenti
lii i,i ic
brigue
>rigue
l.n;m-
brigue
baica
brigue
i.i-g:
puticbo
barca
p-lacbo
'arca
I laica

1. iguc
br gue
gal.ra
)i igue
baica
NACA.
NONES.
liare-*
brigue
brigue
I arca
brigue
barca
brigue
brigue
patacbo
lin'-iie
polaca
7ti ca
brizne
liaic.i
brigue

polaca
baica
brigue
Amer. C II Rogera
Gleba
R- F. Lopcr
Henry M.Warfieid
Pcrsia
Aust. Fidrli
Cont Htrty
Hrar.il. Corr(icii,lor
A tillme
Snares
noe-Viagem
E| ad.rle
Cailnla
Isabel
'"ouce'c'o
"anta Hara Doa-Sorle
Acuia
l'.inii'aeo
Asylo
Americano Feliz
Generosa
Serleiio
Laarentina
Saill* t.ruz
S Jos Americano
Pan,ele da !, i:buco
S -Miguel \cnlii,oso
Ucraiio
//cipa Merralor
Antuerpia
Relly
Cndor
I Bita
Hctor
llCofieeu
Franc Halcopolcs
V lili ni -i i.
P l!e M.thilde
Cesar
ILimb Cl.rsllne
Hetp. lluro
Adriano
Ingl. Elize Jr.bnstop
Ospray
Mary Queeu of Scots
Ituan
usan
Svrord-Fisb
India eo
Goidtn Fleece
Rengar
Napol.
IVorng
Port.
Rui
Sarda
Sueca
Antoinette
Gabriel
Juno
Helia Pernambucaoa
Tarujo II
Kspirito Santo
Robim
Amelia
Oliveba
Alexandrc
("o cordia
Dcus Irmos
Roa
B fronte
(.'amianta
A'cil.iudis
Giove
Callla l.etccia
Svvra
llebe
TOJIS
178
100
147
163
210
298
131
108
412
320
28
27
01
i3
|B|
'.Ji
I7i
12/
142
180
303
tu
I 10
87
61
189
34
I&0
23S
2:8
ion
tic
113
180
132
MESTRB.
Mi
331
140
I IS
140
330
04
210
201
2!>6
221
1112
31.'.
239
312
301
ii1.
236
207
437
142
330
170
1>J
210
!H0
Ilnvres Paiker
N. Fslb.g
w. i r*otil.
llarrod
Alejandre Wl.ippy
B. Gavaguln
A. l'ersicli
Feliciano Jos Gomas
Custodio TaelnnA
Jos Antonio ( abral
Jo Antonio di Silva
Jf| iim Jos dos Santos
J.se. GoiKjaltM Simas
Ioiijii ni Anlnnio Gadr
Antonio lo eda Silva R.
I .lo; rpiim Uias dos Prazcres
Irii'l i ni Artoirodos Santos
Antonio Gomes P^rcira
Jofto Manocl l\ueira
J IM ronto
Jo' de (llivc'n e Sn*iza
Acacio Jota nos anl s
Antonio Germano das N.
Cattano l'neirada Silva
Jos Antonio Maltozmlios
Jos Gonralvet Rali
Joo IglMtieada rnnseci
Aulunio Garca de atTraud
H. V. Cnrprnolle
Alcx.imliu Glicjs
C Fnjlson '
t Prtl sen
N I:. Elbcrt
(Inlstiaussea
C C. J.us
CONSKtATAniOf.
2f,4
232
167
193
713
173
12
3T0
2:o
112
l.acrolt
Jrn De^eye
(aUH P Kgai ion
II. C. Taj'genbrock
Jacintlio A br'l
Fiancisco Uliver
Win r"oinaldson
W. Willi.mes
W Kella
A. Samlerson
lames Munsell
llicliard Gieeo
lolm .Maik.r
M. Uub'cuck
R. Pable
Anr'rc1 Bartlolo
P. liabiiel
Awliuinl.uir
Manocl Francisco Ramalbo
Soverianno Aulunio llo.ii i^o Joariiiiiii Corrria
A. P. Rodngii s Jiinior
Jomo Ignacio i'e t!enczes
Arlouio Francisco l'.czeiide
Henry Forsler L. G. Fereira & C.
Mallieiit Aiislin & C.
L. G Ferreba kG.
U Meslre
las RretonfcluanimtC.
O Mestre
Gomes Irmos
Manoel I acui de livcira
G. A de Uairos
'os iaria Vianna
Joo Pinto de Leiuoi Jnior
O Me>tie
O Mestr*
F. I. Ftlit da RosakC.
Amoiim limaos
^otaes & C.
Manocl Goncalves lia Silva
Jou Francisco da Cruz
An:niim Irmos
Aiiioriui IiinSns
KVacimanto LSckaeflVr 8i C,
i.iMirenco Jote)das lleves
Amoiim Irmos
Gtiaibuo Agnstinbo de Barros
I.copel I .l.i-i- daCosta A.....jo
M. loaniiim liamos e Silva
O .Meslre.
Me Calmool 8 O
A U Beler & C.
F RobrWard
N O. Hi.bc t C .
Fitduick i'.obilbaid

\U Ciibiiont 8t C.
I.iiiz Rru^u i a
L0I1 Hingui
Adour 8c II
A.vi im! Irmos
Ki.ikm 111 1 S l'ociununJ.
M loiquim Hnmoi e Silv
Joo Piulo de I.coios t Filbo
Jobnston Pater 8t C.
lc Calman! c (J.
James Cralatrec S C
Os Agentes di C de Vapores
Wc. I alment S C.
Me. Calmoul c\ C.
Riisscll Mellors St C.
Janus Ciabtiie S C.
N. O. Bi.-I.cr t C.
N. O. bielierez C.
Frederick Robilliar.l
DKSTINO.
Italtemore.
Rio de Janeiro
Nevr-Bedford.
Trieata.
Dito
Rio dt Janeiro
Rio Grande do Sul
lamburgo
Tries! e.
Csoal.
Hilo
Mai seiba.
H. Freiiss
Jernimo Cancsi
Joo Baplista
F S nig'ia
Caetano G.sola
II I'oui.inoi;
J II. Villa
J io ll.ipiisla Cl.-iozzo
Jol-n Floru-n
George Codberson
S O Nelssou
Tbomaz i'c A quino Fonseca
F. J. Fallida llosa & [
Hrancisco AI ves da C-Jnba
I I ouiiiz de Aquiuo l'uuscc.i
Joo Jos da Cruz
A ordem
Me. (.'..luanla It C.
Ileniy Foclar t C.
Jolinstoo Pater It C.
JosSapoi.ty
Jos Sapority
M. O. Hiebcr t C.
Adjur t C.
Guadioj Agoslinho de Barroi
Frederick Rol.illiard
James l'ualitree 3. C.
Le Uietou Schramn 4 C.
Liver| ool
llanilinr.-u
Palermo
T.letle
Peno
l.isbo 1
P lio
Lisboa
Gibraltar
Trieste
Genova
Moci.kobn
Hamburco
Pernambuco na Typ da Jl F. de Far'a I84t.



Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E9EB2BA5C_CYDYU7 INGEST_TIME 2013-04-26T23:09:31Z PACKAGE AA00011611_08209
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES