Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08208


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Full Text
.."**. !! '
' -
Ann de 1946.
Sabbaclo Stl
O DIARIO publica-s todos os dias que
B3o-forera de narda : o pre{o da assgna-
inra he de 4*000 rs. por quartel fagot adian-
tarfos O annunelos dos assgnantes gao in-
teridos a razo de 20 res por linha,40rs.
pin tvpn dilTerente, o as repetlfdes pela me-
tido Os que nao forera assgnantes pago
80 rs. por linh'a, c 180 em typo ditftrente.
PUASES DA LA NO MEZ DE MARgO.
Orscente a 4 as 8 hor. e 1'1 min. da tard.
uacheiaa 12as 11 hor. e 28 rain, d.i tard
Mincoante a 20 as 11' ti. e V rain, di man.
Lu nova a 27 as 3 hor. e 30 ml. da man.
Lu
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna,eParahyba, Segd." e Sextas feiras.
Rio Grande do torte, chega as quartag
feiras ao inelo dia, cparte nasmesmas ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, Scrnhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no l.0, lie 21 de cada mez.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Oliuda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as II h. e 42 mi natos da manhaa.
Segunda as 12 h. e 6 minutos da urde.
de Ufarlo.
Anno XXII N. K,
'HW
DIAS DA SEMANA.
Segunda S. Cvrlaco, aud. do J. dos
or. e do J. do C. da 2. v., do i. M. da 2.
Terca S. Patricio, aud. do J. do ru-
da 1. v. c do J. de pai do 2. dlst. de t.
Quarta S. Narcizo, aud. do J. do civ.
da 2 v., e do J. de paz do 2. dist. de t.
Quinta S. Jom Esposo di SS. Vir-
gem MSi de Dos.
Sexli S. Anitholio, aud. do J. do civ. da
1. v., edo i. de paz do I. dist. de t.
Sibbado S. Cerillo, aud. do i. do civ.
da 1. v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
Domingo S. Calecina.
um
CAMBIOS NO DIA 20 DE MARCO.
Camb. sobre T.jndrVs 26'/j P !*" *60d,
Pars 3)0 ris por franco.
.. Lltboa 105 p. o. pr. p. m.
Desc. delet. de boM tiruin I ", p. / '""z
O,tro-Oucis hespinholas 3)*500 a 31*000
. Ifoeda de6#tlMvel. iGfJM a 17*1)00
defiflOOuov. 10/20') a 16*400
de 4*000 8#.401 a 9/100
Pralir-Patacc* .... 1*010 a 1*1)70
. Pesos Colui.inares : I*!)!!:) 1/980
> Dilus Mexicanos. 1*880 a 1*000
> Praia Miuda 1/610 a 1/760
Acfes da C do Beberibe de 50/100 ao par.

DIARIO DE FERN AMBUCO
si:j
RATIFICACAo.
O penltimo aptrtc do Sr. An'onso Fe'rrelra ao Sr. Vil-
lela Tavares, quando, pela primen a vez, sustentou este
o seu projecto, <]lie cria um municipio em Agoa-Preta,
e que se acha na 4.a columna da 2.a pagina do nosso n.*
de hontein, fot proferido assiin : = Lia a conslituiedo e ve-
r, que exige 200/000 ti. de renda para te ur eteitor ; quando
a lei da reforma eslabeltce 400*000 r#. paro le ter juii de
faci.
III II "l HBM^waX^X
PERNAMBUCO.
Assembl t Provincial.
SESSAO EM 18 DE MARCO DE 1846.
(OONCLCSAO.)
O Sr. Neto: -- He para fazer urna reciamacao, Sr.
presidente,que tomo a palavra. No discurso do Sr. depu-
tado Joaquim Villela, publicado no Diario de boje, ha
mu inexactido, acerca da qual nao posso deixar de
reclamar: fallando outro dia o nobre deputado a res-
prilo da Torca armada, que llnhao partido ora einop-
posicao quando se acliava no poder disse eu em un
aparte: He verdude, armou-uos esparrellas por toda a
parte, alludiudo ao corpo, c as diversas companliias da
guarda nacional destacada nestacidade, e cin dillcrcu-
tes comarcas da provincia ; mas boje l-se no Diario o
seguinte: He verdade, aruiou os esparrellas eespa-
lhou-os por esse caminhu ( o da Magdalena). Tal nao
disse, neiu sei se forao espalbados guardas naclonaes
n'aquellcs lugares ; o que sei he, que, antes das elci-
9cs, crero-se corpse conipanhias de guardas imcio-
n.'s engajados nao su na cidade, como fura della.
OSr. Mendei da Cunha I Aqui fallou-se em esparrel-
las.
O Orarfor:-- Fallci em esparrellas, alludindo aos
corpos, que organisouo partido decahido, aqui na ca-
pital e em di He re riles pontos da provincia, isto antes
das cleices, e a proposito disto o nobre deputado disse,
que por essa raso cahio o mesmo partido naesparrella;
dando a entender, que cahio, porque quera bascar-se
nicamente na forra.
O Sr. Mendes da Ounha :- He isso mesmo.
O Orador : Mas no Diario l-se o contraro, c, d.i-se a
entender, que eu asseverel que os guardas nacionaes
engajados forao espalhados pelo caiiiinho da Magdale-
na para guardaren) a pessoa do presidente: isto quan-
do me parece, que a guarda que elle l liuha, era d'O
corpo de polica ou de artfices.
O Sr. Nogucira Pax : Sr. presidente, tenho a honra
de offerecer uousideracao destacasa um projecto, e pe-
co a V. Exc. liceiifa para fazera leitura delle ; assim co-
mo peco aos nobres deputados, que desde joacolho,
dispensando a impressan, e dando seus votos, para que
seja recouhecdo objeclo de deliberacao ; para que pos-
ta entrar logo, em primeira discussao no dia seguinte,
por ser o negocio de urgencia : passo a fazer a sua lei-
tura :
resolve :
Artigo 1. Fica creen em villa, cora a denominacSo
de villa da Floresta, a puvoaco da Fazenda-Grande ser-
vindo-llie de termo todo o territorio comprehendido as
freguezas de Tacaratu e Fazenda-Grande, inclusive os
terrenos, que desla freguezia, pela lei n. 139, fui i des-
ligados e unidos a freguezia da Assumpcao, os quaes li-
co restituidos dita Iregueztl da Fazenda-Grande.
Art. 2. Haver no dito termo um cscrivao do crinic,
cuel,- orpliaos, o qual atcuuiular.i o officio de tabellio
publico do judicial e notas dando-se preferencia, para
exercer ditos empregos, ao actual cscrivao do extncto
julgado de Tacral, una vez que obtenha o titulo de
wlalicidadc.
Art. 3. Continuarn a haver as freguezias de Fa-
zenda-Grande, na povnacao de S.-Bento, do termo de Ga-
ranhuns, e no Ouricury, as caderas de priincras lettras,
""'adaspelo art. 9 da lei do orcamento provincial, n.
Art. 4. Ficao creadas, una cadelra de primeiras let-
tras na povoaco de Tacaratu, outra na da Baxa-Vcrde,
c outra na do Ex.
Art. 5. Fica restituida, na villa de Flores, a cadeira
ue graiuniatica latina, que foi supprimda pelo art. 8 da
citada lei do orcajiientn n. 144.
Art. 6. Fica petencendo comarca de Pajah-de-
Hore a parte da freguezia de Fazenda-Graude, que ac-
tualmente pertence comarca da Boa-Vista.
" Art. 7. Fico revogadas todas as leis e dispotices
em contraro.
ii Paco da assemblt'a provincial, 18 de marco de 1846.
S.R. O deputado Nogueira l'ai. a
OSr. Nogueira Pai (continuando) : Parecc-ine, Sr.
presidente, que o projecto, que oflereco consideracao
'a casa, deve merecer a benevolencia e conlianca dos
nobret deputados ; porque, certameiite, ellt- ha de con-
correr para a prusprridade e eiigrandrciineulo do publi-
co, e para conimodidade de una distincta parte dos co-
mrcaos de Pajau, que, residindo mu distante da ca-
beca da comarca, nao podrm bein gozar dos direitos po
S
laicos, Sr. presidente, se posto, em poncas plavras. dar os pon-
derosos motivos, que me jaduzein a pensar, que a sanc-
ao deste projecto be de inulta necessidade, arim de ver
Sl;coui mais direito posso chamar em seu favor a prolcc-
caa drsia assemblt'a.
r-r. presidente, a freguezia de Tacaratu he distante da
"la de Flores, cabeca da comarca, 55 legoas ; a maior
parte de seus habitantes lico distantes de 40 a 56 legoas;
e a iiiaiona dos da Fa/euda Grande esio na distancia de
a 41). A'vista de nina distancia tao longa, ser fcil a
J"J* c a ontros coiiipareccrem as sesses de jurados,
lodos as vi'zes que (orein sorteados, ou iiesmo todas
as vezes que tiverem de defender seu direito peante dito
tribunal Ser pouco oneroso a ellet o cmnparcciiiieiiio
as sesses da cmara municipal, quando tiverem sido
renos lueuib'ros della, ou inesnio, quando tiverem de re-
Queier bein de seus interesses particulares ou do in-
lerrsse Eral do municipio ?
y? "ie seruiesmo oneroso compnrecerein nos col-
gios rleitoraes, todas as vezes que suas reunioes forein
;'*'0180. J>ara fazer-se qualqucr clei9a0.de ordem do go-
rno? S*!" mesmo de pouco incoinuiodo para elles,
luanao tiverem de ventilar seus direitos perante as jus-
ta civis, seren obrigadot a ir enr togrande distancia,
a" *8 vezes que a necessidade o exigir ? Supponho,
nao aluda quando queinio ellet fazer quaesquer ,..
ii^' -If*' e,,e* ,'eP"'(,as vezet terao burlados, como o mos, reparando essa injnstica. ir coininetter outra tal-
1 m sido limitas vc:es, por causa das sectat, que tem-jv ih.ii\ Voto contra a emenda,
porarlamente astaito os sextes. 1 O Sr. Hlela Tavares : Sr. presidente, cu voto pelo
Aluda, Sr. presidente, existe outra rasSo poderosa, que
deve mover a casa prestar o seu voto em favor do pro-
jecto, que offereci; e he, que pela distancia, era que des-
ta capital te acho os .habitantes das comarcas dos ser-
trs, nao Ibes sendo par isso mu fcil obter um outro
remedio a seus males, contentau-se, e sao satsfeliis,
quaudo se criSo novas fregueiias, quando se subdivideiu
os termos, quando se crlao aovas cadenas de instiOiCfo
primaria e secundarla ; porque, eoin a iiiiilliplic.ieao das
fregueiias, mais fcilmente podem obter os soccorros
espirituaes em suas necessidades ; coui asubdivisao dos
termos, menos onerosos podem usar dos direi tos polti-
cos, sera cora tudo subje tarem-se a gravosossacrilicos,
una e umitas vezes mallogrados; com a crea9ao de novas
cadeiras, os nobres deputados bein sabcni a facilidadc,
eoni que ellas concorrein para o progresso da instruc-
9lo ecivillsaco da inocidade.
Tendoeu dito no principio, que este projecto, sehdo
saiicciouado, teria de concorrer para a prosperidade e
eiigrandecimento do publico, cumpro-nic dar os moti-
vos desla iiiinha asserclo, os quaes nao sao outros seno
a couvie9io, em qie estou.de que assiin succede, todas as
ve/es c|iie desta casa parte una medida legislativa qual-
qucr, facilitando a exccu9o de outras lelsja saneciona-
das, c todas as vezes que ella proporciona me ios, para que
qualciuer cidado posta, semquebra, exercer os drcitcis,
que llie so coiicerneiites.
Conclu), finalmenle, Sr. presidente, dlzendo, que,
quando se nao deeiu no projecto os predicados, que eu
e.ncbergo, todava ...ton, que dar-se-hao alguns mu
for9osos, pira, vistadelles, estaassembla approvar o
projecto ; oque espero de sua rectdao, porque entendo,
que o projecto he de multa iitilidade.
Heapolado, julgado objecto de deliberajao, e dispen-
sado da impresso.
Sao lidas e approvadas as ultimas rcdacfSes dos pro-
jectos ns. 2 e 7.
Dictara-ie em lerceira diietuiSn o projecto n. 3.
O Sr. Seto : Sr. presidente, tenho de mandar mesa
uina emenda ao projecto, que se acha em discussao.
Parece-me de suifuna justica a restitu9lo, que se pre-
tende fazer .i freguezia de tina, da parte que outr'ora Ihe
foi tirada. (Apoiadoi.) Todos ns conheceuios a necessi-
dade, que havia, de decreta-la; porm esse acto envolve
alguiua nijustiea tambera, se por ventura nao fr acom-
panhado i 1 emenda, que vou aprcsentar. A freguezia
de Barrciros est enclavada na freguezia de Una, e este
territorio, que passa a lieai perteneendo a Una, he tirado
da freguezia de Barrciros em grande parte.
O Sr. Yillcla Tavare : Nao apoiado.
O Orador : -- Kvemesta por cnusequencia a flear rc-
duzida a um pequeo territorio qusi despovoado.
O Sr. Vitlela Tavare : Ao que scnipre teve.
O Orador: Pois bem: um territorio quasi despovoa-
do e ile mais a mais, crelo, que sem Igreja, c einiir-
cumslancias de dispensar um parucho, suhjeilando-si
essa pequea popula9o obediencia e vigilancia do
pastor de Una: portanto, entendcndo.quc nao pude o vi-
gario de Barrelros sustentar-se cora o tenue rendiinenlo,
que sua freguezia passa a ter; nao convindo continuar
naquelle lugar um parodio, que nao tenhameios de de-
cente subsistencia; a assembla deve supprimira fregue-
zia. Meando o parodio com a sua congrua : e ueste sen-
tido mando mesa a emenda.
Para ser enllocado aoudeconvler.
Art. Fica supprimda a freguezia de Barrelros e o
territorio della sera incorporado ao da freguezia de Una,
continuando o parodio da freguezia extlucta a perec-
bcra congrua respectiva.Lopes .Veto
Apoiada a emenda entra em aiscusso conjuncta-
mente com o projecto,
O Sr. Menes da Cunha: Opponho-inc a esta emenda.
OSr. Nelo : Nao tera rasao.
O Orador : Tenho toda a raso : qual he a vatitagcm
da emenda? Disse o nobre deputado, que o parodio,
que est curando a freguezia o quer ; pois nao ha iW'
querer.'.' Nao ha de querer 400/rs. em santo ocio!!
I'or certo porque o iuterrsse, que elle lira do abando-
no da freguezia, pude ser maior do que o interesse dos
emolumentos parocliiaes; mas o seu dever nao he cal-
cular interesses ponan curar as ovelhas de seu pe-
queuo rrbauho. Km segundo lugar, qual he a vauta-
gem para os habitantes daquella freguezia? Nenhuma ;
porquauto pie parece, que a ci cacao desta freguezia
leve por Um a civilisafo dos Indios que, habitao
all.
O Sr. Nelo :' Alcaii9a-se da inesma forma esse liin,
lie ando a povoaeao pi l Icnecndo a fregucxia de Una.
O Orador : Sendo a freguezia anude he actualmente,
o remedio he applicado mais convenientemente, elle
entra mesmo na ordem da catechese dos Indios : nao
tenho mais rascles do que estas, que me parece sao bas-
tantes: espero mu 11 rasc.es c|iie me conveii(o, o que
duvido limito: do contrario, \olo contra.
O Sr. Alunii Tavare : Sr. presidente, eu ped a pa-
lavra, 11:10 para entrar na questo sobre a utilidadr
ou iiiuiilidado da emenda propostu ; porque nao te-
nho as iiiTormafoes precisas ; ped a palavra nicamen-
te para f/erver assembla, que essa emenda lie nop-
portuna e deslocada : inopportuna, porque nao he com
urna emenda, que se supprimc urna freguezia ; desloca-
da, porque n.io se trata da freguezia de Harreiros, tra-
ta-se da freguezia de Una. Srs., devenios ter sempre em
vista, que a supprrsso de una qdalquer freguezia nao
he materia indilferrute. Segundo os meus principios,
cu nao posso appiovaressasdivisesc supprcsses conli-
nuasde freguezias:destssupprcssdcs edivisesnao teni
resultado outra cousa mais do que a relaxaran da dis
ciplina ecclesiastica; as ovelhas nao conhecem a voz
do pastor, o pastor nao pode ter cuidado as suas ove-
lhas, porque v, que a cada passo, por um golpe de peo-
na, se llie lira o rrlianho. De milito boa vontade voto
pelo projecto, tal qual, porque val reparar una injuslf
tifa: todos sabem, quede proposito se qui/.tirar quasi
tudo quanto pencuda a freguezia de Una, por un es-
pirito liem anli-christo ; mas agora propoi-se a, jup-
pressat) de nina Tregnezia, de muitos anuos, de Migo
projecto ein questao, porque elle nao faz mais do que
reparar.uina injusta, cuma iujustica revoltante, que
se fez ao parodio de Una. A freguezia de Una coinpie-
hendia todo o terreno de Agoa-Preta, lirou-se-lhe esse
terreno para formal nina nova freguezia; coinpn henda
diversos lugares acljacentes villa de Porto-do-Gal-
vo, tirrao-se csses lugares pira fuer parte da fregue-
zia d'aquclla villa; coiiipieliendi 1 diversos terrenos, que
ficavo limitrophes da poyoifu do Rio-Formoso, tir-
ro-se estol terrenos pafa fazer paite da Tregueta do
Kio-Formoso, c assiin forao tirando tantas partes da fre-
guezia de Una, que a final licou a freguezia multo pe-
quena e reduzida: mas, mesmo assim, os inimigos pol-
ticos do jiarocho de Una, vendo que all a elcifu scni-
pre favoreca os nossos correligionarios, tratriio de rc-
duiir aquella freguezia tao pequeo territorio, que,
dando30 eleitorea, nao pode boje dar mais de 8; ora, j
v V Exc, que urna freguezia, que dava 30 elcilmes,
mas que hoje apenas pode dar 8, foi demasiadamente
redii/nli. che por esta raso, que cu entendo, que o
projecto deve passar, porque elle restitu' o que injus-
tamente la havia tirado aopirocho de Um; e tinto
mais, quando existem nesti casa red 1 misiles de pavo
pertencentes hoje a Treguezla de Rin-Fonnoso, pono
sejo os habitantes de Itani.indar, que pedera Acar per-
teneendo Una, porque Ihes he uns coiuiuodo buscar
alli o pasto espiritual. Estas rasdes, que aprsenlo, sao
para justificar o projecto ; mis agora apresentarei ra-
siies para coinbater .1 eniciidi apresentida pelo nobre
deputado. Nio concordo na suppresso da freguezia de
Barrenos, c nao concordo, alt'm de multas rasiVs, prin-
cipalmente por esta, que vou dizer a V. Exc. : lia dias
prociirio-ine em casi para eu fazer uin favor, e o fa-
vor era o de supprimir a freguezia de Harreiros por is-
so niesiuo que o p trocho convinlia it'esti suppresso.
Oh! Sis., pois, lodos os paruchos leem interesse na con-
serv.ie.n de seu beuelieio. c ate! no seu augmento, e SO
o parodio de Harreiros he, que convnt na suppresso
da freguezia Disse logo a queni qur que clepois me
falln, que eu m; pronunciara contra lito, e queuati
votava pela suppresso da freguezia de harreiros Mas,
aliii desta raso, que he milito ponderosa, c que eu
francamente exponho casa, sem recelo de odosidade
alguma, direi anda, que a freguezia de Harreiros nao
deve ser siipprinida, porqftc foi creada naquelle aldei-
ameiito desde 11 lempo de seu estabeleciinento, e o lini
por que se creou alli freguezia. foi, como disse o nobre
deputado, que me precedeo na palavra, moralisar c ci-
vilisar os Indios...
OSr. Munii Tavares : Pobres Indios! !
O Orador: ... e ento, para se conseguir sto, estabe-
leceo-se essa freguezia, de uianeira que ella he nimio
amiga, c os povos, que habitan aquelle lugar, eslo a-
eosiiiniados a receber dentro da sua povoacau todos os
soccorros espirituaes, c com ell'eito iniltu incoiiiiiiodo
he para essa gente, que he milito pobre, ter de atraves-
sar o rio Una, para procurar n'outra parte os bens es-
pirituaes.
O Sr. Nelo : Mas a freguezia de Uua tem freguezes,
que inorao alin de Barrciros.
O Orador : Perdoe o nobre deputado: cstou fallando
dos Indios, sao milito pobres; quando os freguezes de
habitao alt'm de Barrciros, tecm raeos de se
, que dco.
lempo estabeleeida, com o lim de velar na salvafio dot
niiseravS Indios, nao me parece conveniente ueui jus-
to QUrui ilt ra, que nos podessemos ter alli um paro-
dio revestido de carcter verdadeii ament apostlico,
ornado de todas as virtudes, que requer a instiluifo ec-
clesiastica, para chamar ao ereiuio da hrreja e arreba-
nharaquelles Indio! He sto que ttAtudo convenien-
te; he nisto <|ue devenios insistir. Se o nobre deputado
entende, que a ideia da sua emenda lie justa, p(J4e apre-
senta-la em iun projecto; mas nao a introduzaein um
projecto, que vai reparar una Injustiea. Nao queira-
1 _____ l^t^aal__ aa rmninnllil! niilfl Itl
Barreiros. Esse nobre deputado, a que me retiro, dei-
xou escapar 11a discussao una circumstancia, que pode
ser Intrcpretada era desfavor incu: disse, que votava
contra a suppresso da freguezi.i, porque alguein Ihe
foi pedir isso, como um favor, da parte do patacho.
O Sr. Meadesd-t Cmkt: -- Kol um dos motivos, que 1
O Orador: O principal.
O Sr. Villela Tapares: Tambera nao disse, que era o
principal, disse que era um dos motivos
0 MUor: Pois nao seja principal: era um dos mo-
tivos accessoros, eiuliiu; OU COinO quizerem; mas daqui
pode concluir-se, que eu propunho a suppresso, por-
que tenho em vista fazer um servido a esse parodio.
Nao he assim, Sr. presidente: entendo, que o parodio
nao podia continuar a prestar os servlcot, que delle exi-
gimos, porque nao poda viver com a inesquiilia con-
grua de 400*1)00 rs.
Vozei : E os professores ?
O unidor : Os professores tambera nao tcein ordena-
dos suficientes; mis um profesior de piimeir.is let-
tras nao est 110 caso de 11ra parodio, que deve ler
una potlclo uns eoinnioda, uns disiiuct.i, entre os
si'iis fie^iiives; e i'ssa poglcaO ii.io ft d.n-e com 400/
rs De (luis non: ott supprim.i-ic a fr|Ueila, ou aug-
nient'-se a congriu ao parodio, pira elle vver como
ooiivni que viva, j que os rcndiineutos da paro-
cha nao chego pira Unto: isto, por certo, nao
quer o nobre deputado. Has Sr. presdeme, entre
as propos9es, que se apreseuiro era susteiitajo do
projecto, a mais extraordinaria, a que me conquisten
a aainlraeaO, foi aapresenlada por um Ilustre deputado,
que se astenta deste lado. Disse elle, que a emenda
era inopporluna, e deslocada. Eu nao sei bem compre-
liendir kfrca do argiim 'uto do 11 ubre deputado; inop-
portuna... mis tratamos de tirar de rtarreiros uina por-
9:10 para Una, c rae pirece, que nao ha materia mais
propria do que esta.
0 Sr. lUuni: Taoares : Ergo, supprima-se.
O Orador : Nao. Ergu, tralc-se d 1 pullo, que diz res-
peltu a Barrelros deslocada : se se tira uina parte, pode
trar-sc o lo lo. Quan lo tratamos d.i conveniencia de ti-
rar a parte, parece-me nn ser deslucido tratar da conve-
niencia de tirar o todo; porcino nobre deputado, topou-
ca rasan le\e, queilisse logo dcpois.quc, seseapresentas-
se um projecto a i'sle ii'speto. o podia tomar em cons-
deraco ; mas a retaMeao da dlaclpllna ; mas a inobser-
vancia da le; mas o csqiicciiiicuto da voz do pastor pe-
las ovelhas, de que falln em tanto cutbusiasmo o no-
li 11 deput 1.10, ludo esquecco.
Outra raso apreseutadi foi a da autiguidade da fre-
gue/.ia, di; Otilo argumento segue-se, que 11.10 podemos
reformar neilhuiu abuso daadministra9o publica, neiu
mesinu os do governo absoluto ; se forein cousas milito
amigas nao devenios tratar deltas, era procurar por a
provincia a par da civilisago do seculo : ora, este outro
argumento au pode conseguir o II111, a que se propoz.
Nao mecaiisou menos espanto o recelo, que mustia o
nobre deputado de ver assim provocado o resentiiiieu-
to dos ludios, queqiieiein a conservagao da sua fregue-
zia, eque j urna vez pegrao em armas para se oppr
snppresso. .
" Sr. Villela Tavares : Eu nao disse que se nao snp-
primisse por causa disso ; disse, que nao era politico
faze-lo.
O Orador:Pareceo-me mu i 1-llie dizer, que nao
(osseuios provocar esses uoineus.
1) Sr. Villela Tavares : Nao Tallei em provocar.
O Orador :Scnhores, a assembla nu deve alte-
rar-se com etsas carrancas, com essas ameacas, qu iodo
trata de fazer nina le, que julga uecessaria fapoiadoi),
ou conveiiiente a provincia. Se entenderinos, que a fre-
guezia deve ser siipprimida, suppriiiia-ino-la.
Cuiiipre-nos ter, (e confio, que a assembla ter) a co-
ragein necessariapara adotarmosqnaesquormedid ispro-
vcilosas a provincia, sejo quaes forein os individuos, que
a riles se quizerem oppr. J l val O lempo, em que uiei.i
duzia de individuos, com as arni.s 11.1 111:10, em alguin
punto do Imperio, se eonsideravo h iluht idos para dio-
tarcm a lei, ouubsl ivoa execu^o das ordeus superio-
res : hoje nao estamos assslm, he necetaario que se ubre,
como se entender que convni, sem riceo algum
Concilio, Sr. presi.lente, declarando, que nao insisto
na niiiih.i emenda: v o parodio de Harreiros uieudigar
o pao da sua subsistencia ; lique a freguezia, se he neces-
sario respeitar a autiguidade ; poriu, lembre-mo-nos
Senhores, que o nobre deputado, que acaba de fazer tan-
to serve o ao parodio di' Una, faz-lhe agora una grando
censura, recelando, que sollia a civilisafio dos Indios,
se elles Ihe loieni couliados.
O Sr. Villela Tavares : Est engaado : he smente
para que us soccorros espirituaes esteju mais perto.
O Orador : Os soccorros espirituaes podem ser ain-
da assim cuiivcnicnleincntc applicndos, porque o paro-
dio de Una 11:10 deixaria as ovelhas 11 ni cousa alguma, quaiitoa esses soccorros.
O Sr. Villela Tavares: Mas a iuipossibilidade ?
O Orador : Melhor ser, (ue se lian loque nesta ma-
teria. M. ni de Harreiros, a Ireguzia de Una tem fre-
guezes ; he verdade, que o nobre deputado disse, que
esses leem cavallos; mas pouco confia o nobre deputa-
do no parucho de Una, porque se persuade, que elle nao
ter o devido cuidado com os ludius.
O Sr. Villela Taares : Confio multo.
O Orador : Nao parece, attendendo a opinio, que
sustentuu ; mas, einfin, peina V. E>c. me d licei^a pa-
ra retirar essa emenda, contra a qual se formou tama-
ita 1 ouspi r.ico.
11 eticada a emenda do Sr. deputado, foi o projecto sub-
mettido a votarn, e app 10vado.
Entra em lerceira discussao oprojeeto n. 9.
O Sr. Neto : Sr. presidente, he para observar uina
especie, nao direi de absurdo, mas de cnntradicco, que
acabo de notar ueste projecto. No art.l* diz-sc, quea for-
ra policial constar di' 304 praeas de iuf.111t.11 da, e com a
orgaulsR^o actual, c no art. 2" autorisa-se o presidente a
augmentar rs-afun, n- a alterar essa 0rgani.sa9.10. Ora, se
nos entendemos, que o presidente da provincia deve licar
habilitado, < en tanibrui o emendo, e sempre o entend,
mesmo 110 lempo memoran I das ailministracoes passa-
das ; se mis emendemos, d^o, queogoverno deve licar
autorisado a dar a or^auisavo, que as necessidades pu-
blicas eigiriin, para que, 110 arligo primeiro, te diz,
que lique a orgaoiMco actual.' Para que haremos des-
truir 110 artigo seguudo aquillo, que estabelecemot no ar-
tigo primeiro '
O Si. Cunha Machado : Nao ha antinomia.
O Orador : Crelo, que o meu ouvido me naoenganou.
O projecto diz, que a Torva sei a tal, e com tal organisa-
Una, que ha
transportaren! Una, quando Ihe lor necessario, com
mais eoinniodidades.
" .Sr. Mel : Entilo esses teem cavaius para andar?
O Orador: Sim, Sr.; nao sao em regra tao pobres,
tao miseraveis como os Indios, c alm disto ha mu ra-
so muito poltica, para que se nao bula coin esse nego-
cio. Jhoiivc um lempo, cm que se pretendeo a sup-
presso da fregliezia de Barreiros, e qual foi o resultado
desta leiiiliranca ? Os Indios armro-se, forao lodos pa-
ra d povoaco de Harreiros..... e, se nao fossem medi-
das prudentes, talvezque d'ahi se podesse originar al
una guerra....: e acha V. Etc., que he prudente que
nos, eoin tal exemplo, continuemos nesta inareha; que
vamos acabar OOIII uina Tregueza habitada, em sua
naior.parte por Indios, que eslo acostuniados a 1 ece-
bir os soccorros espirituaes em sua propria aldcia
Eu creio, que a asseuibli'a provincial deve marchar
com muito tino em todos os negocios, portn, princi-
palmente em ludo, que poder concn er, 011 mais, ou me-
nos, para fundar desgostos e promover resentinieiilos.
Ha na casa um nobre deputado, que foi jut do civcl do
llo-Koriuoso, c que sabe doqur que seja respeito de
reseiitmentos dos ludios de Harreiros, etc. Ora, nao
sendo poltica a suppresso da Treguezia de Barreiros,
nao havrndo mesmo interesse algum nisto, creio, que
se nao pode votar por esta suppresso.
O nobre deputado disse, que nao havia igreja em Bar-
reiros, est engaado, na povoa9o de Harreiros lia igre-
a, nao he grande, nao o'crcce muitos cominodos; mas
la una igreja at nova.
O Sr. Ae(o : Coberta de palha.
O Orador : Nao, Sr.; he urna grejinha pintada e la-
drillada, coberta de telha, eu a vi, est decente. Assim,
pois, voto contra a suppresso da Treguezia.
O Sr. Nelo : Sr. presidente, nao pensei que a inhiba
pobre emenda soiliessc tanta oppos9o....
O Sr. Alendes da Cunha : He sorte dos pobres.
OSr. Muniz Tavares: Na poca actual.
0 Orador : E sobre tudo, que seencontrasscni nclla
inconvenientes, que eu nao posso cnchergar, a despeno
mesmo da discussao, que acabamos de ouvir. O no-
bre deputado, que em primeiro lugar fallou contra a
emenda, c defendeo a eooleavacSo3k freguezia de Har-
reiros, disse que ella era uecessaria para a civilisac.io
dos Indios, e por este motivo, nao poda votar pela sup-
presso.
OSr Mendes da Cunha: E para obrigar o parocho a
trabalhar, que nao quer.
O Orador: Que prestigio pode ter um parocho a
quera falta o necessario para sua subsistencia? e como
poder te-la- naquelle lugar, com a incsquinha congrua
de 400/000 rs?
OSr. Mendes da Cunha : Renuncie a freguezia.
O Orador: Quera querer ser parodio all, tendo as
qualldades necessarias para bein exercer tal ministerio,
cun seinclliiiie interesse f Um nobre deputado, que
se assenta do lado opposto disse, que nao podia tuppri-
mir-se a freguezia de Barreiros,.porque seus habitantes
lico muito distantes da freguesC de Una. Nu se Irni-
brou elle, que, alt'm de Barreiros, tem a de Una territo-
rio e freguezes : se ceta rasan prevalecesse, nao se dc-
\a dar ao parocho de Una o territorio, que acaba de
dar-sc-lbe, e que o nobre deputado entendeo, que de-
via dar-se-lbe, e eu tambera o entendo, para se fazer
justija ao parodio de Uu, rcsiauindo-se-llie a porfo
que te llie havia tirado, por motivos polticos, e inulto
mesqiilnhos; motivos, que nao podem merecer o apoiolfo, isto he ; no auuu de 46 a 47 a lorca polici! deve ter,
desta caaa: mas, se isto assim he, deve tambera olfiar-1 u;io so tamas [iracas, mas tambera a orgauisacao actual;
se para as clrcuitUucias, em que fica o parocho del porein, pelo artigo seguudo, pode o presidente alterar





essa organlsfo: logo.dcstroe-se oque se constrio. Ou-
{o aqui dizer, que o presidente s poder alterar a orga-
nisacao actual, no caso de augmentar a forf.i do corpo.
Nao seria inelhor aulorisar o presidente para dar ao cor-
po a organisaco, que lulgar mais Conveniente '
O Sr. Mendunfa : 1 de dar nova organlsaco ao augr
ment.
O Orador : O projecto nao snbjelta smcnle o aug-
mentn a essa inudanea ; subjeita a organisaco do todo,
orglnltaco, que se determina no l'art., seja a que ex-
iste. .Se a commisso leve cin vista outra conga, prete-
me, que clevia explicar inelhor o sen pcnsaiuentu ; cnire-
tanto, eu propon-i, ape/.n de que estou ti inar riiim,
que se climiue esta parle do artigo, que determina a con-
acrvacAo da orgauisaco actual, lique o goveruo autori-
sado a dar ao corpo de polica o irgains.u ao. que julgar
liiail conveniente so servico publico. Votei ueste senti-
do durante a administrar,10 do liaran da Boa Vista ; en-
tend seinpic, que a assembla nao podja negar a lona,
que o goveruo julgasse uceossaria para garantir a segu-
-anca individual : e anda hoje emendo, que a organisa-
jao do carpo d<' polica nao se deve lavar como regra
invariavel, poi'(jue lie colisa, que, de utn uiomentoao
nutro, pode carecer de alteracao, em vista das nocessida-
des publicas; milito inais. quando mo vejo nteresse pu-
blico algum, que nos Torce a determinar, que o presiden-
te teulia obrigacaio de estar pela ojganisacao, que lein
agora o corpo. Se o motivo, que se anlolha, be a con-
srrvaco dos postos dos olliciaes, crcio, que esta conside-
raciio be milito pequea para oceupar a altencno da casa.
Tambeiu me nao persuado, que nos qut-iratiios ter a prr-
snmpco ile haver tocado o uptiuiisuio ; que nao deve-
nios misino renunciar a un nirlburamento qualquer,
que at chciniistaiicias podein detenuinar. A assembla
iiho est .iberia lodos os das ; o govereo liequem est
i:n- babiliado para entender inclbor destes negocios ;
lauto assiin, que a cominissao autorisou o govcl no para
fazer essa organisaco : portanto, ]iara que se mo de
-a especie de antinomia, que me parece existir, c que
nao desejo se de em una le,, que sabir desla casa, cu
mando una emenda, coin o protesto de a retirar, se
liuiiver nutr celeuuia contra ella, como succedeo com
Ollll'd.
O Sr. Menilei da Cunha : Ob isso c estnorecer na
earreira.
O Orador : Mando a emenda, e be esta :
ii No artigo primeiro supprimo-se as palavras = com
n "roaniaedo, ele. ateo lim. Lopes .Yeto.
i r IHcndonfa: Sr. presidepic, eu tenlio de votar
contra a emenda ; poique ella lie lilba da coutradiccao,
que o nobre deputado eucontra no projecto, tal coulra-
(liee;:o nao existe.
OSr. -Vr'ii: Se nao exististe, nao podia ter filha.
o Unidor: --No prlrn'clr artigo, demos ao presidente
a lona que exista, e que lie aquella que est no projec-
to ; no segundo artigo, de coiii'orinidade coin a Talla da
abertura, entended a rotnmissao, que llic deven dar
nina linea de200 ptacas, para seren empregadas como
fosar preciso mas a comminlo disse, que esle augmen-
to podia ler a forma e orgainlMcao, que o presidente en-
teudesse srr mais conveniente : pode o presidente ou
augmentar a Torca d'essas coinpanbias existentes, ou or-
gauisar outras de novo, nao s com o numero de olliciaes
que aquellas leein, mas com mais ou menos; porque
pude entender, que convelo, em lugar dedous subalter-
nos, tres, por se cninrncer, que he mil mandar caila
un destes subalternos para esses pontos da provincia,
aoude se carecer de Torea; eiiiliui, como fr conveniente
ao servico publico : portanto, nao sei aoude est a con-
Uadiccio: no primeiro ai ligo contina a Torca que exis-
te, organisada como est; no segundo, se Tr perciso
augmentar essa Torca, lica-lhc O arbitrio de tiara otga-
nisafo e ferina, que entender conveniente, augmen-
tando ou diiiiiiiuimlu n numero de olliciaes como tica di-
to ; o que nao poderla Tazer, se nao passasse este artigo.
0 Sr Neto : K pial a vantagem da organisa(ao ac-
tual ?...
O Orador : A vantagem.' He eonlinuareni as cousas
como csliio, sein niaiores despezas, nao liavcudo o aug-
mento.
OSr. Neto: Entilo, se nao houvcr augmento, lia de
por Airea conservar-se a organisicao actual ?
O Orador: Ntio auguieutando a Torca, subjeite-se ao
que existe.
OSr. felo: Hade arranjai-se cm a piala de casa.
O Orador : A assembla di o augmento para o COM
de necessidade, e nao para llixo; a assembla diz : a Tor-
ca be esta; mas, se pcriisunlcs de maior, podis aug-
mentar mais 200 liomens, e oigaiiisa-los cuno cnlendcr-
des justo: lugo, nao lia contradice ao : o artigo segundo
fax oque quera emenda; por isso, vol contra ella,
O Sr. I'eisoa : Sr. presidenle, voiopela emenda, por-
que a considero rasoavel : o artigo 1." marca para o an-
uo de 4ti a 47 a Torca policial de 34 pracas no seu estado
completo; se se lirarem as palavras rom a organisaco
actual, est subtendido que lie a do anuo anterior ; por
couseqiiencia, lie inuilo mellior tirar essas palavras: o
segundo artigo desude aquellas palavras, porque d a
faouldade de organlaar a Turca em relaefio ao augmento,
e a lodo o corpo; pelo que, eu enlendo, (pie existe a con-
tradicho, que meucioiiou o nobre deputado na sua
emenda sunpreMiva.
O .Sr. Yill.ln 7'arares : Sr. presidente, be s para di-
zer qiialro palavras : o nobre deputado, quando apre-
sedtou a sua emenda, disse, que, api zar de estar em ma-
t ruim, apreseutava essa emenda, (liradas); mas, para
provar que elle, nao est em em mor ruim, pedi a pala-
vrn, paiadi/.er, que appiovo a emenda, aperar de que
nao aillo grande contradicefio nos dous artigo*, e sim
in redarc.io. Krs-aqui: j eu estou de accordo coin o no-
bre deputado, a uar nao lie lao ruim como disse.
Julgada a materia discutida, he a emenda subniellida
a volaco, e approvada com O projecto.
Entra em tercena diicuito o projecto n.' 6.
OSr. Nogueira Paz: Sr. presidente, eu louvo mul-
to, e don os (tarabeas a niini mesino, por ver que a casa
est disposta a nao ingeril'-se em negocios, que sao da
privativa competencia do poder exeruiivo; porque, na
\ enlacie, a couTiiso dos deveres de diversos poderes he
um grande mal ; nao sei se digo bein, mas alil vai : en
entend), que de nao se contereni os dilfercutcs pode-
res nos limites, que Ibes coinpeteiu, nasce a aiiarcbia, c
o mal de cabirem faes poderes ein nina alluvio de con-
flictos : c mais me ufano, por ver que a a-, embica ac-
tual quer tomar essa rrsolueo, a despello mismo das
que a respeitn de negocios seinelhantes ao que se dis-
cute, foro tomadas por alguuias das asseinblas ante-
riores. Ku fallo, Sr. presidente, do artigo 3., que pede a
suppresso da freguezia de Maranguape : eu sou minio
niniigo de suppresses de freguezias; acbo nisso grau-
des inconvenientes c grandes niales; de mais a mais, te-
mos com isso de privar um parodio de um beneficio, que
elle adquiri, lalvez com irabalbos, fadigas esustos, e
]>tlc srr, que com inuitas coilicas.
OSr. S'eto :Pode ter outro.
O Orador: Tem de subjeitar-se a utn novo concurso ;
pode ter a infelicidade de nao ser approvado, ou de nao
ser o api escotado, poraebar-se rodeado deouU'osoppo-
silores, que tenliao mais servidos, e licar prejudicado.
O Sr. Seto : O bein geral prevalece sobre o bein par-
ticular.
O Orador : Nao descubro onde est o bein geral, sim
grande nial aospovos daquella freguezia c ao parodio :
e, para evitar esses males, vou presentar dous artigo
substitutivos aos artigos 2." e 3." Sao estes : cu os leio (l).
Fica transferida para a povoaco do Pasmado sida
da freguezia de Maranguape,.e a diviso desla Tregu. xla
teca principio, pelo lado do Sul.ua foz do Itiacho-das-
Paccse Se rala norioltapissunia, ate encontrar a estra-
da publica de Iguarass no chao de Itapirussu, eseguin-
do pela eordilliiira, que divide as agoas do rio Araripe
en procura do Poenle, uravessar a estrada do l'o-
Picado na encruzilliada, pie descepara oengenbo Pie-
dade, i in direeco ao Poente, pela niesiua eordifbcira, c
Aguas-Pendentes para orio Araripe, passando ao enge-
Ao artigo 3.
(iKica perteneendoa freguezia de Iguarass a parte da-
quella freguz.ia, que fica ao occidente da estrada real
at o rio Haratibe, e pertenecra a freguezia da S de 0-
ilnda aquella parte da Treguezia de Maranguape, que ti-
ca ao oriente da dita estrada. Fica de ora ein diante prr-
teiicendn a Treguezia de S. Pedro Martyr de Oliuda o
t' rritorio,'que iea ao sul da estrada do Krno-da-Cal em
segulmento da povoaco de Bebirlbe, edahl pela estra-
da, que vai ter a (ruz-das-Alinas, seguindo a estrada,
que vai ter a cidade de Olinda.Noguetra Pal.
O Orador (continuando): Pafcce-nie, Sr. presidente,
que com estes dous artigos teui-se salisfeito, tanto aos
desejos e opinies apresentadas pelo nobre autor do pro-
jecto, como s opinies da niaioria da casa (segundo le-
udo collegido na discusso); ha, portanto, aqui apenas
una dill'erenca, que un passa de quesea o de noine, a
qual be ebamar-se freguezia de Pasmado ou de Maran-
guape : be questao de noine, repito: eu aluda mais digo,
que devenios com mullo gosto concordar em que sej
chamada a Treguezia Maranguape ; porque acbo Teio
o noine de Pasmado: basta, que a povoaco fique pas-
mada, nao precisa que se estruda seinelbanlc noine a
I'rc|(4ic7a. Ku nao conheco o parodio, nao trnbo a fe
lieidade ou iuTelicidade de o coiihecer; porm, tirar um
beneficio desla ordrm, quando nao seja injuslica, nao
he de eijuidade. Oll'ercfo a emenda, e espero que a ca-
sa d o seu voto Tavoravelmciite a ella; porque nada alte-
ra os limites marcados no projecto c emenda do nobre
deputado, o br'.Dr. raria.
Apoiada a emenda, entra em discusso.
OSr. Faria : Sr, presidente, cu lamento tambem a
sorlo do visarlo de Maranguape : sou contra suppres-
ses c divises de freguctias, eja nesla casa me tenbo
pronunciado iniii positivamente a este respeito ; procu-
rei mesmo adiar um remedio aos males do reverendo vi-
gario, mas nao acbei iieiilium, que eslivesse ein nossas
allribuices: o remedio nico, qucncliergo,heo\igaro
resignar-se eom a sortc, e perder a sua freguezia. O no-
bre deputado aprsenla um remedio, que be transferir a
sede da freguezia para Pasmado; mas parece-me, que n.io
pode isto ter lugar, porque fica a freguezia de Iguarass
de permeio entre a Treguciia de Maranguape, que se
suppriine, e a de. Pasmado, que se instaura; e por consc-
quencia nao he possivel a iraiisTereucia, que quer o no-
bre deputado, porque enlo teriamos de ver o vigarln
de Pasmado passar pela freguezia de Iguarass para vir
curar a parte de sua freguezia que fica em Maranguape.
Sea transferencia he para outro lugar do mesmo territo-
rio, bi ni. mas para outro, licaiidocm un iu nutra fregu-
lia, lie cousa impraticavcl. Anula tenbo outra conside-
rac.oafazrr, evem a ser, que, como o projeto, supprimin-
doa Treguezia de Maranguape dsse todo esse lerrito-
ta vontade de votar pelo adiamrnto proposto; mas estou com compra de livros.teem 800/000rs. de ordenado,por.
' que 400/000 rs. sao de gratificacao, e perdeni quando s
tratar da jubllacao; e o secretario da cauuin nuiictni
doltecifelein l;200/rs,.' Nao lia.pois, proporco algm,
pein entri o trabalho c a paga, nem tamiv.,., .....
{o aos ordenados dos diversos cinpiegaifos da provin*
cia. ItO que digo quanto ao secretario da cmara, |,,"
retaco a'o.portciro, lem relacao tambem aos liscaes
sendo que a respeito destes tenbo de fazer uinaobsrr'
va'cao, que me parece milito judieiosa, evem asernUp"
quando a Tregue/la deS. Autonio nao estiva anda sena'
rada da de S. Jos, havia um s fiscal, que era o r.Ba,"
itereccbia de ordenado apenas 600/xs., ecrelo
que as duas freguezias hoje nao osto mais bein servida.
(apoiacio<)|doque uo lempo doSr. Barata : logo, v V. .x
qiie este augmento de ordenados nao leve por lim a u
lidade e necessidade publicas, mas sim a proteccao aal-
guein: e como julgo, que a assembla nao trata de pro."
rio a Iguarass, c julgasse eu que isso n.io convinha,
porque com tal medida se difucullava anda mais a
proinpla adtnini*tracto dos Sacrameulus, porque os po-
VOS, (pie lieao contiguos a Treguezia da S de Olinda, vi-
nlio a licar mu distantes da residencia do parodio de
Iguarass, aliu dt> rio de Maria-Kariuha, que nunca d
vao, o que ludo redundara em detrimentoes|>irilual dos
fiis, assentei, que se devia remover este inconveniente,
e por isso apreseutei una emenda, para queos despojos
daTregueila de Maranguape Tossem divididos entre as
duas reguezias limilroph.es, Iguarass, e a S de Olinda;
mas assentei tambem, que, crescendo a freguezia da S
coin esta porco de territorio, devia em proporejo cres-
cer a de S. Pedro, que nao he de peior condico do que
S, e poriSSO, na niesiua emenda,cu deiaS.-Pedroa po-
voaco de Bebiribe : mas lime um engao nessa e-
inenila, porque, leudo eu s em vista dar a povo.19.10 de
Bebiribe para S., Pedro, liii mal InTuriuado dos limites,
e sem 11 querer traed tuna tal linha divisoria, que llreJ
una porco das freguezias do Poco-da-Panella e da lloa-
Visla, e islo i|uaudo eu nao quera nem de leve offeuder
estas Tregurias por isso, pcca licenca para retirar a
iiiiuba emenda, e subslilu-la por esta, que vou mandar
a mesa,alini de reparar o erro, quehouve; cpefoaV.Kx.,
que consulte a casa, se me d a pedida liccnc.a para re-
tirar a emenda.
Depoli das palavrasa parle daquella fregueziasubs-
tilua-sique fica ao occidente da estrada real, al o ro
Paratibe; e perlencer Treguezia da S de Oliuda a-
qtiella parte da cxliucta Treguezia, que fica ao oriente
da dila estrada.
"liead'ora ein di.intc perlencendo freguezia de S.
Pedro Marlvr de Oliuda o territorio, que lica ao sul da
estrada do r'orno-da-' al, ein seguiiienlo povoa(o de
Bebiribe : aquella povoac.o licar perlencendo a dila
freguezia de S. Pedro Marlvr, (candoem vigor os limi-
tes, que sep.ir.io actualmente a mencionada freguezia
deS. Pedro Marlvr, das freguezias da Uoa-Vista c P090-
da-Pauclla.rariii.
Consultada a assembla, se conscute, que o Sr. de-
putado retire a sua emenda apresciilada na sesso
anterior resolve oAJirmutieamen/e. apoiaudo para en-
trar em discusso, a que fui agina apu -sentada.
O Sr. fiogueira /'ai : .- tu aluda insisto em sustentar
a miaba emenda : 11S0 enchergo nella os iiicovenien-
tes, que llie Torno notados. fcu nao estou bein iiiTor-
inado aaquellea lugares, nao sei se Maranguape, est
entre Olinda e Iguarass,ou secsl entre Pasmadoe Igua-
rass'; porm, tudo se pode remediar : se se nao pode
1 li.iinai Treguezia de Maranguape freguezia, de cuja
capital peco a transferencia para a povoaco de Pas-
mado, cliainc-se-lhe fiegueaa dr Itapissuma, ou outro
qualquer nomc : cu mandarei una emenda ueste sen-
tido.
Depois de breves refiexes sobre a ordein he lida ha
ines.l a siguite silb-emeinla \
u Transferida a sede da freguezia de Maranguape para
Pasmado, se denominar Ireguezia de llapissuma.--
fiogueira Paz.
U Sr. Affmuo Ferreira : Sr. presidente, nao estou ha-
bilitado para coiiscienciosamenlc votar por esse projec-
to; porque n.io tenbo conhcciinenlos lopographicus do
terreno, e DO tenbo lambeiu conseguido da discusso
as precisas iiiTormaccs a respeito, para volar sobre elle,
como disse, coiiscicuclosamentc. O nobre deputado, (jue
se asscntaao uicu lado, apresenlou una emenda con-
traria ideia da projecto, e o nobre deputado, que se
assenta dolado opposlo, aprsenla una outia emenda,
pela qual. segundo cuja colhi. parece-me, que esse nobre
deputado quer transferir sede de Maranguape para Pas-
mado, continuando a existir aquella Ireguezia coma
sua sede'ueste lugar: segundo o que me informa un
dos nobles depulados, que se assenta destelado, vi in-
se com a emenda sallar pelo terreno de Iguarass',
isto he, vein ficar de intermedio entre a freguezia e
sua sede a freguezia de Iguarass', oque he inleira-
meute iinpussivel; portanto, para obviar todas estas du-
\ idas, para pdennos foimar 11111 juizo seguro e acer-
tado a este respeito, requeiro, que o projecto v as duas
coinmisses reunidas de negocios ('eclesisticos c de
estatislica, para que, vista das dillcreutes emendas,
dubnrein um outro projreto que satisfaca as ne-
cessidades publicas. Pulanlo, mando a mesa o im-u
requcrimenlo.
11 Itequciro, que o projecto n. 6 e mais emendas vio
as coimnlsses reunidas de negocios eedesiasticos e es-
tatislica, para organisarem-no de novo.-- Affomo Fer-t
reir.
GSr. Faria: Eu desejo U.. iuuo-o nieu corafao, que
passe o adianieuto proposio; porque foro estas uiinbaa
libias minia das sessues anteriores: portanto desej.111.1,
que passasse, porque desejaria tanibein, que a assem-
bla hoje recoubecesse a necessidade do adianieuto. que
eu 1 man propuz; mas me parece que nao he muilo de*
coroso, que, teudo-se votado sexlo-feira contra o adia-
Uteoto, isto be, qu..' se nao uecessitava de iiiiorinaces^:
hoje se vote, (pie sao precisas. O nobre deputado pede bo-
je, que o projecto v commisso i-eclesistica, paradar-
Ihe. infonnajoes, e ha das volmi. que nao Ibr ero pr" '
milito embararado, porque o projecto est organisado
de tal inaorira, que o adianieuto, que pretende o nobre
deputado, importa tambem o adiamento de urna materia
muito tmente, qual a do artigo I Pni liaremos de
subjeltar"osinler"esscs vitaes, por assiin dizer, dos habi-
tantes do'abo demora, que poder ter acouirnissao
na verilicaco dos limites de Maranguape? Ku" tinlia von-
tade de volar pelo adiamento; mas estou amarrado pe-
lo artigo 1.: se fosse possivel desloca-lo.....
O Sr. Alfonso Ferreira : A commisso pode apresen-
lar o seu parecer amauha.
O Orador: Amanbaa he dia santo, e eu nao sel sea
commisso est multo habilitada para de prompto tra-
tar deste negocio e aprsenla* o seu parecer. Nao sel
que fazer : no esscncial do projecto eslo todos de ac
cordo, porque a emenda do nobre deputado apenas se
limita a propr a transferencia da sede de Maranguape
para Pasmado: e como supponho, que entre urna e outra
freguezia existe Iguarass, julgo que a tramferencia
nao pode ter lugar, pols nao (lavemos saltar por dina
de Iguarass, para estabeleccr a sede de Maranguape
em Pasmado: se, porui, Islo nao he assiin, votemos pe-
la emenda.
O Sr. Seto : A commisso nos dir isso ludo.
O Orador : Tenho tuuito medo, que nao passe Ja este
artigo 1.". V. Exc. nao sabe o amor que tenho a este ar-
tigo (riladas); he um artigo to necessarlo. (Apoiaic*.)
OSr. A/fonso Ferreira : A coimnissao d seu parecer
logo.
O Orador : Est bem: como o nobre deputado toma
peiio este negocio, e a commisso dseuparecer logo..,
VOto pelo ad.lliu-lliu.
L-se na mesa o seguinte requeritnento -.
- Ao requeritnento do Sr. Alfonso Ferreira acoreseen-
te-se com urgencia.Lopes Neto.
He apoiado, e approvado cotijunctamcnte com o adia-
meiilo do Sr. Alluso Ferreira.
Kulra em primeira discusso o projecto n. 10, que au-
torisa o presidente da provincia a Tazer urna collcccao da
legislacao provincial.
He approvado.
O Sr. Nogutira Pat requer, que se d para ordein do
di. 1 da sessao de 20 do crlente o projecto, que hoje a-
presentou.
Entra em primeira discusso o projecto 11. II, que re-
dil/, os ordenados dealguns empregados da cantara mu-
nicipal do KcciTe, revoga a postura, que prohibe os fo-
gosde artificio, c o regulamenlo que isenta o Exm. ha-
rn de Siiassiina de pagar Imposto de barreira na ponte
do Sccorro, por seus carros, escravos e auiniaes.
O Si. tienda da Cunha: Nao gotei de um artigo,
que diiuinue os ordenados dos empregados da cmara
municipal.
OSr. Nelo : Porque diminiie pouco?
O Orador: Eu nao quero diminui(o neuhuma: as
despezas sao maiores do que ero algum lempo; o tra-
balho destes empregados tambem augmcjitou com o
augmento da populacio; c se antes dcste augmento ti-
nli.io maior iu -llenado,q nal a rasan por que se ba de dimi-
nuir agora: se lioiiverein rases suilleientes, eu pero ao
uobre iU ilutado, que as aprsente, porque, se_ me con-
vencereui, votarei |iclo artigo : em quanto nao se me
provar islo : voto contra,
O Sr. Villela Tutores: Sr. presidente, em urna mate-
ria, como esta, que pode parecer, aos olhos de alguem,
una malcra odiosa, porque ella lem porliin a redueco
de ordenados de empregados pblicos, nao julgo decen-
te,que a assembla fique silenciosa,para que se uoallri-
bua un ngua de rases, a motivos pouco justificados a
aprcseulayao doprojeelo: desla niaueira julgava doiueu
dever e diguidade, anula quando nao fosse provocado
pelo nobre deputado......
O ar. Alendes da Cunha: F. eu provoquel-o ?
O Orador:.....dizer alguma cousa a respeito do pro-
jecto, em cuja aprcsentnc.o Tui' guiado smente pelos
principios dcjusiica e reclido, leudo (como outr'ora
disse o nobre deputado) a uiiiiha consciencia diantc dos
ollios,. ..
O Sr. Mendei da Cunlia: E as mos.
O Orador:.....eiiasmos. Sr. presidente, o projecto
que se discute, conten qualro ideias; a primeira he urna
udiiecau us ordenados de algn., empregados da cma-
ra iiinulcipal desta cidade: asegunda, be a reparacu
da injustica li-iia aos secretarios das cmaras muuicipaes
da cidade de Olinda, c da villa do Bonito.
O Sr. .irruda: Nao se lenibioii do da Moa-Vista.
O Orador: Nem tudo nos pode lembrar....... A ter-
ceira lie a revogaco de una posluia addicionai as da c-
mara municipal do IleciTc, postura que positivamente
prohibe a industria dos fogos ai'lificiaes. A q 11.11 la, fi-
nalmente, he a revogaco do regulaueoto de ldese-
lenibio de i.'i.i que se refere o 11 do arl. 19 da lei pro-
vincial 11. 141 de 1845, na parte que isenta o Exm. se-
nador baro de Suassuna, seus escravos ccriados, seus
carros c animaos, de pagar a laxa da le na barreira da
paute do Nuil 0110. Di sen voh en i cada una desla ideias
de per (i, e muslrarci a ulilidade c necessidade dopro-
jeelo.
Sr. presidente, no cstabelecimento dos ordenados dos
empregados pblicos devenios ler multo em vista duas
regras: a primeira, he a justa proporfo entre o traba-
lho ea paga, como recompensa desse trabalho; a se-
gunda ,Iu- que" as repai lifcs, em que lem de se arreca-
dar a renda pubica, se nao estabdeeo ordenados laes,
que a despeza fcila coin o pessoal dessas repartieres ab-
sorva mais de niel.ule do rendimento, que deve arreca-
dar-se; nias.se eousiderarmos pura una e ou Ira regra
estaiii lecul.i ueste caso, veremos que ellas nao foro
guardadas. Srs., os empregados da cmara municipal
doRecii'e eslo muilo pagos, eslo pagos em demasa,
e os seus ordenados uao estn em proporco coin o tra-
Ualh'o. que elles teem de prestar ao municipio. Sabemos
(principiando pelo secretario da cmara), quaes sao os
allzercs que elle lem : elle tem de as.islir s sesses or-
dinarias e extraordinarias da cmara do municipio, e es-
tas sesses crcio, que nao din au quatro mezes em lodo
o auno: por couscquencia,teiu apenas de trabalhar qua-
lro mezes em cada anuo ; e perguul.irci, uo he um or-
denado extraordinario o de 1:200/000 rs. para o empre-
g.iilu, que tem de oceupar-se nos negocios do municipio
qualro mezes smenle no anuo, e que tem olo mezes
disponiveia para emprogar-se em outro qualquer mis-
lei Por certo que sim. Ora, esla rasan, que acabo de
ponderar camara.he tanto mais valiosa, quapto, se exa-
uiinaruius lodos os ordenados, que eslao dados, ou con-
signados aos dilli rcnlcs empregados das reparlires, as-
siin proviuciaes, como geraes, veremos, que proporcio-
naliiiedie estes ordenados sao muito mais pequeos do
que o do secretario da cmara: oolticial maior da se-
ciclaiia do goveruo, que tem lodos os dias de ir secre-
taria, c ir asi) horas do dia, sabir s2 ou 3 da tarde,
que s tem domingos e dias santos, quando uo Tr ab-
solulaucute preciso trabalhar nesses dias; o ollicial
maior da secretaria do goveruo, que tem responsabili-
dade, c deve ter oulia luldligencia que nao u >i o lia-
rlo da cmara, tem o ordenado de um eonlo de res; mas
o da cmara municipal, que uo lem tanto tiabalho,
tanta responsabilidad!-, que uo carece de tanta intelli-
gencia, lem 1.200/000 rs.!
O Sr. Alendes da Cunha: Najo precisa de lana intclli-
encia ? Eu digo que anula mal*.
O Orador: He quasi mero copista : seu trabalho be
material.
. .Vendes da Cunha: Tem de fazer retaaorios, e
oulios irabalbos decousideraco.
OOrador: Ora, dcixemo-nus d'isso.... Comparemos
ordenado com os do* professores do lyco, vamos
logo ao do director, que lie o director de um eatabeleci-
melo scicntilico, que he utn liomciii, que deve l( 1 .cr-
ia ordein de cunhccluiciilos: o que ;. ... elle pela direccao?
J:2(KI/00: c o secretario da cmara sutliicipal que nao
oiul
del
posto. Parece-me pois, una incoherencia y o lar-J
iioje pelo adiamento, visto que o projecto aclu-
nicsiuo estado de quando eiilrou em 1." discusso. De-
11 lio Aginara encontrar ns limites das" freguezias de S Isrjo, repito, que passe o adiamento ; litas cu uo paa-
l.ouirnvii-da-Matl.i 1- l-ao-ilo-,Mbo, e dalu, em ruino do[o volar por elle, porque julgo-o desalroso para a
Norte, pelas extremas da Treguezia de iguaiassu at en- casa.
coutrar o lugar donde parti a nova diviso. O Sr. Villeh Tavtrts ; Sr. presidente, a liaba ruui-
csia, ou nao precisa que esleja a par dos csfihcciiuentos,
cisas; porque votou contra o adianieuto por mim pro que se exigcm para director do lyc iccccs, trata de fzer justica, por isso proponho a re-
dueco destes ordenados. Mas, Sr.pesidenle,parecf-me
estar ouvindo alguno da opposicao 'gritar : como pre-
tendis vos tirar opio a tantos pais de familia, que, p,.|a
reduccao de seus ordenados, fico reduzidos miseria1
Misericordia!! Srs. eu nao sou cruel, eu nao quero aue
os pal* de familia, empregados na cantara municipal, g.
quein reduzidos a miseria; quem quiz isto foi a mroi
cmara municipal, foro os seus correligionarios, ,,ue
sem altenco aos inultos c valiosos servifo prestados a
pali, pelos empregados passados, osdemiitiro, eos de.
mettiio, sem ao menos-Ules agradecercui estes serv-
jo*. O Sr. Prxedes era procurador dacamara, c foi e-
miitido, sendo pal de familia: note-ae que eu entrones-
tas personalidades, porque quero proVar, que n.io tenho
1 iiraco duro,como diz a oppusicao. OSr. Barata, queera
empregadn, hvln II atinse sem nota, foi dcvnilti(lo,eiie
pai de familia. O Sr. liento de Barros, muilo honrado, e
carregado de numerosa familia, Toi deinittido. 0liic,|
do Reclh, o porteiro da cmara, outros, c oulros empre-
gados foro demillido*. Portanto quem cabe .1 censu-
ra de arrancar o pao aopal de familia, c-rrduzi-lo ,i mi-
seria, he a mesuia cmara municipal, e tanto mais quanto
aUenilii nios, que iiein Ulna sdeslas deniissoes leve em
vista a ulilidade publica, mas sim a satisfacau de iui1a
vinganca (apoiados) e aceoininodaco de alilliados. [Apota-
dos!] Est justificado o primeiro artigo,
Vamos ao segundo. O segundo trata de restabelecer os
ordenados dos secretarlos da cmara de Olinda, e da vil-
la do Bonito, que pela assembla passada foro reduzidos
inelade. Sr. presidente, este procediinento da assem-
bla nao he muito conforme com os principios de equi-
dade; porque, ao passoquea assembla julgou conveni-
ente elrvar os ordenados dos empregados da cmara
municipal do ReciTe, icduzio para a metade o ordena-
do l,"iu somet te do secretario da cmara de Olinda, e de
outras: e V. Ex quer saber qual a ras.io dis|o^ O secreta-
rio na cmara municipal d Olinda he amigo e correli-
gionario do partido, que hoje l'eli;nienie domina apro-
viucia, era por isso preciso redu/ir-lhe osen ordenada
para inelade, 110 que por certo se uoobroii com justica,
nem coin equidade : e como a primeira Ulilidade para o
paiz he a reparacu de una injuslica, porque a lei do
justo esta antes de todas as outras leis, consignei a ideia
110 artigo segundo, c assiin Oca demonstrada a sua ulili-
dade
o.-ii ligo quarto lambcrn he til, porque nelle se trata
de revogar una postura addicionai as da cmara do lie-
dle, que nada fez ineiins do que acbar com a libeidade
de industria, prohibiudo que se sultassem fogos ar-
lil'u i.ies, iieiu na cidade do llecife, iiein nassunspnvoa-
eiies: ora, pergunlo eu, sese iiopodem soltar fogos na
cidade do liedle e sua* povoaces, oude se ho de sol-
lar? as estradas? .No 111.11 Eslclaro,pois,que indirec-
taineiile se acaba com ess'a industria; o ipie he com ario
a constituidlo do imperio, porque ella garante a plena
llberdade de industria. Ku estou, que .1 cmara est au-
lorisada, e deve mcsino dar regul uiieulo, para que 01
fogos sr sol tem de una certa mancha, em cellos e de-
terminados lugares, mas uo acabar com a industria
dos fogos arliliciaes : poli, porque dessa industria pode
resultar algum mal, segue-se qQe devenios acabar com
ella lacio que nu. Julgiiei, portanto, muilo til e con-
veniente revogar esta postura.
Vamos agora ao ultimo artigo, que lalvez seja um dos
maiores peccados, que cu tenho coniincllido na iniulia
vida.(/liradas.) Neste artigo proponho a revogacp do re-
gulamenlo de 13 de setembto de 1843, a que se refere o
^ II da lei provincial 11. 141. Ku proponho a revogaco
desse regulamento; porque enlendo, que he pouco hon-
roso para esla assembla una seiuclhante disposiejo.
Entrado, Sr. presidente, que he pouco honroso para*
assembla provincial de Pcruambuco estabeleccr una
isencn, estabeleccr um privilegio, contra o disjiosio
na cousiiiiiu ao do imperio ein favor de um cidado, em
alternan, como diz o artigo, por deferencia, por favor....
Que legislacao?!! ...
Eu crcio, que uo estamos autoiasados para fazrr f.i-
vores^azioiarfiu): se o Sr. baro de oiiassiuiu Tez reparos
e eoiieei ios na estrada, ipie lica ao sul da ponte do -0C-
corro, elle os Tez, ou porque enteadeo ser isso de con-
veniencia, e ulilidade publica, mas sem que niiigiiein
Ib'as mnndasse fazer..., 011 en to porque essa estrada lie
a que vai ao seu eligen bu Suassuna (opoiados}, e delleti-
nb.i todo o nteresse em que o seu carro passasse niodaiiienlc jiui essa estrada.
Portanto, 011 Tosse pelo palrolismo, que o guiou nes-
sa occasio, ou fosse pelo nteresse de seu continodo,
o que he certo, o que he evidente, lie que a assembla
nu pode, em atlen9o esses reparos e concertos, esta-
beleccr un privilegio e um privilegio odioso: e depoii,
Sr. presidente, suppouha-se, que o Sr. baro le esses
concertos e reparos, para ser indemnisado, apezar de
nao consultar iiingueiti, sem que auioiidadc alguma
contratasse com elle para fazc-losi sup|>onha-se inesino,
que se quer indeiunisar o Sr. baro, que llie dev pa;
gar essas despezas; o indo competente para faze-lo ser
estabeleccr um privilegio, objecto expressaimnie pro-
Irbido em o nosso paci fundamental? Se a provincia
deve ao Sr. baro, pagur-se-lbe a sua div ida1 (poiado);
porque, nao obstante Seus atrasos, anda nao esta em
estado de pedir esmola. (Apoiadoi:) Jufguei, .portanto, de
ulilidade a revogaco desse regulameuto, e o propo-
nho em um artigo do projecto. Estas sao as considera-
9es, que me leviao a apresentar o projecto, que se
discute : seo nobre deputado, que Tallou antes de ninn.
e que me pedio explica'Oes, esta salisfeito, eu me sent;
mas se uo esta, e quer mais alguma cousa, estou promp-
to faze-lo.
O Sr. JWendei da Cunha : Sr. presideute, eu prd a dc-
inuiisiracao ao nobre deputado, dos trabalho* dos
empregados da cmara municipal do llecife; mas o no-
ble deputado como deuionstrou? Disse, que o trabalho
do secretarlo era de 4 metes ; inas como s.mostra, jluc
o trabalho he s de qualro meses?,Como se ha de lixar
precisamente o espafo de lempo, que elle tiabalha.
Gomo se pode calcular a redueco, inie acaba de lazer
o nobre deputado, e a* sesses aao aquellas, que a c-
mara julgar uevcssai as, segundo a aillnencia dos ne-
gocios de seus ministerios que sao indefinidos ?
O nobre deputado piovoit o excesso do ordenado,
coinparando-o com os ordenados dos outros emprega-
dos ; masa coucluso, que se pode tirar be, que es un-
iros sao mal pagos mas nao que os empregados da M-
inara teuhao ordenado excessivo. En estou persuadido,
como disse o nobre deputado, que a cmara dein""0
empregados com o proposito de uomear outros desea
partido : disso estou eu convencido; mas Uso nao be
materia, que possa entrar em linha de canta, quando se
Hala dos ordenados : estou persuadido que ella deinil-
tlo alguns empregados honrados e inlelligentes, e islo
como lim de lazer proslitos, de fazer clicntella; digao-
nie (pa:.lo tem o ollicial maior da nos secretaria, e
apenas trabadla dous inezes /
O Sr. Alachado Hios:= Um cont de res.
O Orador : = Comprese cate com o ordenado do eni-
preg'adoda cmara, que irabalha quatro meses. Qt"'"1
disse ao nobre diputado, que os irabalbos da cainaia
sao poneos ? Sao mullos: se o secretario ipiizer cuui-
prir seu dever lem muilo que fazrr. Kose dev'e luinu-
,. ,.un.. ....--------------. nuir o ordenado, s porque elle pode trabalhar 'lu*"
em honras dedcseinbargador, que de-I tro inezes, seguudo a opinio, que cada un Bier, o,
vem estudar muito, e por consequencia gastar diubeiio j seus trabalhos, rcduziudo-03 a *eu modo; uia* pelo que.
LiUO^OOO rs. : os lentes tccn al meaos ordenado duque
o secretario da cmara municipal' Aiuda nao he ludo :
vol temos os olhos para a academia jurdica de Olinda,
para esse primeiro eslbeleeiinento scicntilico da pro-
vincia, e aln verrauos que os lentes substitutos dessa



'
se uo he malor, nao he menor ,1- i-i-era'
,.e c devehe limita. o numero de emprogados ,
' ;, nmqero Ilimitado serve para fticr qlien-
H he para o que isto serve, e para o que servia UBI
Liebre projecto. que creava un porteiro para cada
,-oueue eonatlribuicoe* marcadas pela cmara: a is-
m he que se deve ter altcncao mas nao quaulo a
ordenados, porque 69 empreados no rail nao teem
ordenados sufficientes para a suas neoessidades,
. o brasil pode com Isto; mas ao menos conserve-
" 0 que est actualmente, porque he loucura pensar
nue toda a rrdiicco he economa.
Kniquanto fallava o Sr. Mendes da Cunha, houverao
ileuns partes, que nao podemos ouvirj.
' lulgada a materia discutida, he o projecto poato a vo-
tacao e apiirovado. ,
lie approvado o projecto n. 12, que eleva a freguei.a
, i-apella curada de Sr. Bom Jess de Panfilas.
ipprova-M em segunda discussao o projecto n. J3,
me cria una fiegtie/.ia em Ciiiangi. .
Entra em dseulsao o parecer adiado da commissao de
rendas municipacs sobre o requeriinento do secretario
dieannradeOlinda.
OSr. Mendonca : F.u vejo, que ha um projecto, que
consigna a mes'ina quantia ao individuo, a quem dlzrrs-
peito este parecer : porconseqilenca, mando mesa este
requeriinento :
Continu o adiamento ate o linal resultado do pro-
,-cto n. 11 Carcalho Mendonca.
Apoiado entra em discussao, e he approvado.
He lldo e approvado o seguinte requeriinento :
. Requclro a dispensa do intersticio para se dar hoje
naraorflem do dia asegunda discussao dos projectos ns.
(I 11 e 12, e a tei ceira do projfcto n. 13 Lope Arto.
USr Presidente d para ordem do dia da sessao se-
..uinte '-- leitura de pareceres e projectos segunda
d scussao dos projectos ns. 10, 11 c 12; e terceira do de
n. 13; e tevantaa sessao. (Ero duas horas da tarde.)
SKSSAO EM 20 DE MARgO DE 1846.
PMSID8NCIA 00 SR. SOIA TEIXBIM.
, As 11 horas e M da manha, o Sr. 1." secreUrio faz a
I 'chamada e verifica esurem presentes 23 Sis. depulado,
fallando com causa participada o Sr. A breo e Lima, e
ic.nellaoi.Sr. Pedro Cavalcauli, c rigueiredo.
0 Sr. Prudente declara abulia a rs.ao.
Sr. 2.p Sterelariv le a acta da sessao antecedente, que
lie approvada.
0 Sr. 1." Stcrtariu menciona o seguinte
RXPBDIENTK.
Um requeriinento de Joaquim Manoel Carnelro da Cu-
nha, arrematante .lo imposto do dizima do gado vac-
puiu e avallar dos municipio de Tacaratu Flores, Boa-
Vista. Cabrob r Garauhiiiis. pedindo. Ihe seja acceita
a resciso dos 2. e3. anuos da arremataran.do gado ca-
vallar do municipio de Flores, de 1843 a 1847, c a com-
pleta icn.issao do pii.ueiio ; e quanto as do gado v ic -
cuih e cavallar de Flores, Tacaratu', boa-Vista, t.abro-
b eGaraiihuns, se lile d pelo menos um ab.Uiniento
correspondente aos dous ltimos anuos. A commiuOo
de (-.izada e orcamento. *
(Julio de Joaquim Ignacio de (.arvalho Mendonca, ar-
remaia.ile da tasa di bincha da ponte de Molocolom-
l,o, pedindo o abalimei.to de 4 cont de res, no proco
MI.I da iiTCinalac3o.--A' eommiio de (alinda e oreamenlo.
Outro de Manoel Florencio Aires de Moiaea, arrema-
tante do contrato de 20 p c. da coiUfibulcaO sobre o con-
sumo das agoasardentes de pruduceno brasiloira, pe-
dindo u.nasubiraccuo do terco, ou quai to do preco esli-
mlado na anemalaco.ou que se faca mu abate na pro-
DIARIO DE PEniUHBljCO.
porco, que a asseuiblca jnlya. UlOTctenUjWl pdr ter-
mo ao priuizo, que o supplieanle leiu sollrido, e conti-
nuar .experimentar. <' cummiuo de azenda e orea-
menlo. .. ,
Outro de Joaquim Ignacio deCarvalho Mendonca, len-
te jubil .do do antigo lycco desta cidade, pedindo o pa-
ga.nenio do seu ordenado a rasb deBOO/ rs. por anno,
c a indeniuisacao do que dcixuu de perceber, quando
loi jubilado com 4M/rs.; visto que, pela le do orya-
ment de lOdeJunhode 1837, c pela de 18.19, o sup-
plieanle julga-se con. direito ao referido ordenado de
UOU/r. ~ n' commiito de ordenado.
Oulro dos tres ajudantes do porteiro da cmara inuni-
pal desta cidade, implorando a conservacao dos orde-
nados, qne percebein, visto que, pelo projecto apresen-
lado asseinbl por um dos seus iiicinbrus, leen, os
supplitautcs de soH'rer grande diiunuico cin seus ven-
c.nentos. A' cummiilo de ordenados.
Outro de Manoel Barbosa da Silva, arrematante do im-
posto de 2^000 rs. por cabeca de gadu vaceum, consu-
mido no municipio do Limoeiro, pedindo oabatiuiento
da terca parle, correspondente quantia de 11:280/ rs.,
por que arrematou o dilo contrato. -- A' commlido de fa-
xenda e orcamento.
Oulro de A. Cooper, cnsul de S. M.B. nesta Cidade,
pedindo a iscnr.Su do imposto da dcima, em que foi
conectada a casa, ein que se reuucm os subditos britan-
nicos nesla cidade, para celebraren os ollicios divinos.
A' eommisto de [azenda e orrnmrnlO.
O A., tllela lavara (pela orden.) : Sr. presidente,
na sessao de quarta-feira, quando o nobre deputado, o
Sr. do.ilor Aleudes da Cunha, discuta o projeclo u. II,
por ni i in apresentado esta casa, eu dei este aparte
Orapartce-mt, que o nobre deputado eil argumentando con
Ira a la convieco; mas dei este aparte cainarariaiiien-
te, e sen. a menor Intencao de oUender o nobre depu-
tado; c lauto islo he verdade, Sr.presidente, que immc-
diala.nenie cu disse ao nobre deputadotifio Uve inten-
cao de Hender ao nobre deputado: este respeilo apel-
lo para o lesteiiiunho e couscieiicia de ineusnobles col-
legas e amigos (muiui opniadoi); mas o nobre deputado,
ollendciido-se deiuasiadanieuie com o meu aparte, vol-
veo-se para mili, e disse ira precito, que eu livrsse o
carcter e os coslum.s do Si. deputado I Sr. presiden-
te, este apae do nobre deputado olleudeo den.asiada-
inente, no a minha honra e dig.ndade, senao lain-
bem a honra e dlgnidade desta assrmbla, a honra e
tlig.lidade da provincia, que me elegeo |>ara represcu
ta-la aqui, e na cmara dos Srs. deputado geraes e
cuio cu talvez teuha de fallar sobre a materia, e quero
modelar a minha i esposla pelas explicares, que hou-
ver de dar me o nobre depulado, pecu-lhe insUnleii.en-
te, que e explique a este respelTo, e que diga en. que
sentido me dsse era necessario, que tulivesseos cos-
tuuies e carcter do nobre depulado.
(i Sr Mende< da Cunha: Sr. presidente eu nao ouvi ao
nobre diputado diier pare-m9u falla contra a ua
cuneiefao; eu ouvi duer esta allanao contra a tua comccao:
eu nao ouv dlzer nao live intnro di offendtr; ouvi diier
uo ojfendiao nobre depulado : dizer no oftimdi, dizer nao
le inlcnco de ojfender sao cousas muilo diversas: ,ete
he o faci, eu o lesleinui.hei tambe.n.
0 -o'r. ViUtla lavare : Appello para a casa.
O Orador : Eu nao irnho nada con. a casa_, cu te-
nlio ouvido, e ouvi : ora, cu, cheio da iudignacao, que
me causou a Injuria, que se coiilcm as palavras do no-
ble depulado, iepelli-o do modo que loi visto; e o
nobre depulado, avallando beni aexlenso desta injuria,
ver, que ella mereca toda e qualquer reaccau. hu
nao me t.ria arrependido de a fazer, se o nobre depu-
tado nao declaris,- agora que nao leve nleiicao de
injutlar-ine. Agora, como o nobre deputado acaba
de d. cla.ar, que uo foi esta a sua iutencao, que o fac-
i nao foi inli ncioii.il eu tambe... nliro tudo quanto
disse, posio que nao me recuio d. Ui fallado euicostu-
n.es; e se .lisio fallei, de cello uo tinlia lambe... ava-
llado esta expressao; quanto aprinni.a disse: se, porin
nao foi esta a sua iulri.cao, como acabad.' diter, e cu ti-
co persuadido, lamben, retiro a reposta que dei, e peco
delta-escasa.
i Continuai'-iit-'i-J
ios.
d foi o interesse, que produxlo este plano na lngla-
que se iiupi iniiro nao menos de 54,000 exempla-
Tiwui de 28 de Janeiro, no qual foi elle publicado ;
Thcinosjoriiacsinglezes.quealcancaoaOdcrevcrciro
uiiimo. -
Na essao da cmara dos communs de 27dejaneno
apresentou Sir Roberto Peel o seu novo piano poiilico-
co.iimi-rcial, alterando a pauta pela rednecao do direi-
to sobre algn gneros e revogac^io d'outros ; e pro-
metiendo esiabelecer, ao cabo de tres annos una com-
pleti liberdade de coiumercio. ,
N'uui longo dis-curso proferido na mesma Occaslo de-
senvolveo aquelle ministro largamente o seu plano ; c
dase, que tencionsvareduzir o imposto sobre o sebo de
3s. e2d. als.e6d..deixar flear todos os dlreitos sobre
a impoi taco dos gneros inais grosseiros de nianulac-
turas de ta, linho, e algodao, e rcduzir os d re i tos sobre
as faiendas de linho e laa de qualidade inais tina, de 1U a
10 por cento ; que presentemente havia um imposto so-
bre a seda, que se dizia ser de30 por cento, mas que umi-
tas vezes era inais elevado; que se propunha adoptar um
novo principio na iinposifio desse direito, que era en-
tilo um estimulo, antes para o contrabandista, do que
para o manufaclurriro ingles, e impr um direito de ia
por cento, em lugar de 30 por cada valor de 100 libra
de seda ; que se propunha reduiir o imposto sopre lo-
dasas sement a5, s.,e adinittr para dlante, livre de
direito, o trigo da India, ou o maiz, qae era inultas ve-
xesde grande importancia para cevar o gado ; que o re-
mover esse direito uaoera privar.a agricultura de algu-
inaprotecco mas absolutamente conferir-lhe um oe
nelicio ; que tainbem propunha ereni adinittido,li>rcs
de direltos, o trigo sarraceno ou negro, o maiz, e a lari-
rlnha de Higo negro. Filialmente, o honrado baronete
descreveoa reducvfio de direitos.que tencionava propor
sobre a iinportajfio da manteiga cstrangeira, queije-s.lu-
paros, epeixe curado, diiendo que em cada um d estes
genero n direito seria rcduzido a metade da sua Impor-
tancia actual ; que em todos os geueros de produccao a-
gricola, que constituido alimento distiuclo do trigo, pro-
punha immedlata revoga9ao dedireitos que toda es-
pecie de alimento vegetal c animal licasse igualmente li-
vre de direltos; e que todo os animaes de panes
estrangeiros fosseui tamben, adiuillidos nos mesinos
termos.
Tal
trra,
do Timei
e circularn por todas a partes do reino em pouco mais
lempo do que fora preciso para circular s em Londres
lia 30 ou 40anuos atrs.
Na sessao de 3 de fevereiro perguntou Mr. Moltatt a Str
R. Peel, se tenclonava provocar a discussao sobre as al-
teraces propostas nos direltos do assucar, ao mesn
tenipo que con vid asse a casa para discutir as outras niu-
danca propostas na tarifa ; ou se tenclonava reservar
aquella discussao para o periodo em que e costumava
tratar d'esse direitos ?
Sir R. Peel respondeo que os direitos sobre o assucar
ero concedidos animalmente pelo parlamento, e que o
dircilos das alfa..detrs, a que iiomeadameiitcse relenra
n'outra noiie, eropi'imanentes ; masque, tomando em
gcral considera, o a poltica coininercial dopai, ao pas-
so que reservara a discussao do direito sobre o assu-
car, julgou justo annunclar, quaes erao a propostas do
governo de S. M. I, a esse respeilo ; que os direitos do
assucar nao estavo incluidos na pauta, porque esta re-
feria-se a direitos permanente e os direitos do assucar
crao annuaes. .
Mr. Mull'attdisie, que a discussao obre o direitos do
assucar teve lugar a b de marco do anno passado; e que,
Como o objerloera de grande importancia para a parle
mercantil da suciedadr, elle desejava saber, se a discus-
sao sobre os direitos do assucar teria lugar inais cedo do
que era costume ? ".
Lord J. Russell disse, que esperWa, rjue o milito hon-
rado baronete, antes de responder inlerpellafao, cous-
derasse atteutainente qual devia ser essa resposta ; que
a queslo dos direito sobre o assucar lluha estas duas
considreles; 1." a Importancia dos direitos diileren-
ciaes ; 2." a queslao do assucar prodzido por trabalho
livre, c de lodo o assucar estrangeiro; que sehaviode
discutir estes dous pontos, quando se apresenlasse a
questo; e que certamente elle nao desejavo, que o
honrado cavalheiro a propozesse inais cedo do que era
devido ao respeilo pela conveniencia, publica.
Sir R. Peel disse, que poda asseverar, que a queslao
dos direitos sobre o assucar seria proposta o inais breve
possivel, depois de se tratar das medidas, que exiglo
primeiro a atteucao da casa; que julgava que, em
quanto ao interesse publico, essas medidas liuhao
direilo .-. precedencia; qne por isso nao assignaria
diaalgnni para a consideraco dos direitos do assu-
car, seni que o juiso do parlamento fosse einittido a rf s-
peito dos outros ; que lietn sabia, que, com quanto a
queslo dos direito sobre o assucar uo podesse entao
vira discussao, todos pensario,que era un ponto, sobre
Consulado.
BENDIMENTO DO DIA 20.
C.ersl...........................
Provincial.........................
0iT8! prvincios................
6:5>t338
:8i6i:<0
1-22*732
7:860**16
aassssssSB
mar o seu assenlo, seria a esse respe! to : masque se elle
hoiivesse dado algui.ia resposta evasiva, alguma respos-
ta indirecta e nao explcita, Icvanlar-se-hio ms iutelh-
gencias, c o resultado sero embaracos para o coiumer-
cio ; que por lano julgava melhor responder queslao,
sciu ao inesino lempo antee, par a discus>o geral sbre-
os dueilos do assucar. ____
ConesjjoiifJeiicia.
Sri. Redactores Tcmlo lido, em um peridico de
formato pci|ueno,n liczaro de l'tra, urna secusucao ca-
lumniosa o Sr. doulor jutz de oiphios, que oulro nao
be tenso o Sr doutoi Francisco JoSo Csroetro da Cu-
nha e vendo uessa ccuiacao meu nome comprvben-
dido sou, por amor da verdade, que nao por neuhuu.a
nutra coiniderco, levado a declarir,desmo do minba
palavia do boma e jurar se lano necetssrio (ur, ijue
ns queslO.s judiciars que live peranle o un sino &r.
juu reiili alm de jusliea, lavor pela manerai
cheias de liondsdo com que sempre me lialou o s
que nunca serei rsqoccido sendo parlo de proteriida-
de a calumnia du haver eu dado ao ditoSr. juiz a quan-
tia de 500,000 i, pelo despacho que oblive ; que nia
era elle capa/, do dobrar-ie a dinbriro e stin de diri-
girle pelo principio de ju'tliva, como foteui beneheto
meu.
llo,o-lhei, Srs. Redactores o lavor de imprimirem
stas liiiba : too. o queot.rigais so seu &c.
Joaquim l'e eir Arantei.
cuiV.||E, lO
lliniucntu do Ikorlo.
Aario entrado no da 20.
llavrc-de-Grace, 115 dia, e da liba-Branca em G8
da, brigue francez t'eior, de 102 tonelada, ea-
pilao Pitar Kgarou, equipagem 10, carga fazenda;
a Avr.al Im.ios.
Avisos martimos.
Segu para o Rio-de-Janeito al o dia 22 do
crtente o brigoe-eteuna americano R.-F.-Lopir ,
o qual b'tn bons couiniodoi pra paiiageiroi : os pre-
temlenl.'s dirijao-se a Matbeui Austin & Compinhia,
na ra di AHanJoga-Velba, n. 36.
Har o Rio-de-laneito iihira, com toda a bre-
viiiado ( p*ur seguir cun o sal que trouie do Ass
o muito veleiro patacho nacional S. Io\-Americano,
podando Irvnr inais alguma carga miuda esclavos a
frote o passsgeiios : a tratar enm Gaudino Agoslinho
do Barros, na ra da Crui, n. 66, ou com o capili
botdo.
Par o Rio-Giande-do-Sul egue viagem em pou-
co dia o brigue broiileiro Novo-Lobo, capilio Jote
Alve; recebe escravo a relo e pawageiro: quem pre-
tender, entenda-ie com Manoel Ignacio dcOliveira. na
ra de Apollo, n. 18
u brigue nacional Competidor tahir imprele-
rivelmenle no di 22 do correle pira o Rio-de-
Jan.'iro para onde ainda recebe paageiros e a escla-
vos a frete : quom pretenler, falle a Gome & Irmo ,
na ra do Apollo, n. 2.
as Para Genova sabir ole o fitn do co.rente me; ,
a hres sarda Befronle ainda recebe carga : quem
qui/.er ca regar ou ida passagem para o que tem
muilo bous comii.o.los dirijo-so ao teu consignatario
Jos Saporili na tua do Trapiche, o. 31, lerceiro
andar.
= Para Liverpool sabir com brevidade a muito
bem conhe"cida e veleira galera Inglesa Swordiish, ca-
pilo Richard Orcen; quem quier Ir de passagem ou
carrcgarn'clla, dirija-se ao consignaurio. Me. talmout
= Para Antuerpia, ou qualquer porto da Europa, Ira-
ta-se a galeota belga Mercator, capitn Von i.oppendlec,
daprlmeira olssse, forrada e cncavilhada de cobre: os
pretende..dentos dirijao-se aos consignatarios Me. tal-
inonl l C.
visos diversos.
=> Aluga-sc o lerceiro andar, com urna grande cozi-
nlia, bastantes coiomodos e bonita visia, na casa n. 34
na ra do Trapiche: a tratar no armazein da uiesiua
casa. -
.-= Ein a casa de Fernando de Lucca, na ra do 1 rapi-
che n 34, vende-se o seguinte: salame de Eolognc, limito
aperior e fresco ; pepinos e azeilonas ein vinagre, as li-
bras; charutos de Manilha e regala, e oiura quahdades,
em porcSo e a Vclallio vlnhl de todas as ipialidades e
inulos outros objeclos: tudo por pceo comiuodo.
= Pergunla-.-e a quem competir, se |a se icvogaiao
ai po>tura> u.uuicipaes, que prohibirlo o eslabeleci-
menlo do logn activos dentro da cidade poniuanlo
ai ditas postura inarco o lugares da Cabanga Sole-
dedeellium para loe eslbeleciinenlo, e di novo
a teem iberio, no paleo do Carino cruadasCin-
co-Ponlas, remcdes que te jul^Ao tsmbetn estar
tncursas no artigo 7. das posturas municipae : is
lo desrja saber um quo lamben quer por um esUbele-
rlmento e nao quer ir para a Cabanga valo haver
essa garanlia para un, e dovor ser para lodo.
O Amigo da tgualdade.
__ AlugSo-se as casa* seguiuie : o sobrado du um
andar oiu solio o quintal na ra do Sebo, n. 50,
por 300 r. annuaei ; o terctiroi andares cmn sotu
dos sobrados ns. 4 o 6 do Aterro-da-lloa-Vtsta ; o o-
gundu andar do sobrado n. 2* da ra da Aurora, con.
quintal ccimba o estribara pata dous cavallo ; a ca-
a terrea n. B da ruadoSeve com commodo p.ra
grande familia ; oulra dita com igune commodo oa
ra da Soludade n. 35 por 12* rs inonsaes : quem
as pretender, dilija-io ao escriplorio do Kroncisco An-
tonio de Uliveira & Kilbo na ra di Aurora n. 26.
:-.= 0 abaiio assigna.lu continua a a.lvogar em lodos
os auditorios de.ta cidade e pode ser procurado no
pairo de N. S. do Torvo n. 9 onde la.nb.m ensina
particularmente a lingo latina. = I.ourenco Arelli
no de Albuquerque Mello.
=Aluga-se o segundo andar e loja da ca n. IJ.
da ra do Naguein e a can n. 7 unlo ao Sr. er-
nardoJoa Martin Perejil na rtia ta Man^uetra, ou
Iraveisa da Cloria para a ra da Alegra ; advorlo-ie ,
que as dilti caas sSo muito fiescs e se acho em bom
estado : a tratar na ra da Guia n. 42, segundo an-
dar ou na Ihesoutatia provincial das 9 hora* ai 2
da larde.
r-O arrematante da alericaode psol, balancas, med
da, ole. mudou-ie para a ra da Larangeirov caa
o. 29 aonde o deverafl procura! na hora do co-
loo-e. ."' .
Vesleni-se anjos para procissao,
\m na
Alfandega.
HDMMIoooma 20................8:199*
DetcarregaO hoje SI.
Barca Golden- Fleetm lasss.
BrigueI lunacarvao
Escuna llarf' uenidem.
litigueMary-Queen-of-Scttiferio.
Bica lilobthr'.nhn bolacbnhl
B. reaA ntsmete duell.
Brigue I.' yr mlfcadotia.
Calera- Stcord Fh--ie%v'.
BrigueAdrianno smlio e aieile.
ungueA'./M-.oi*i/d-inercadoriai.
compcifeiao c por prero commodo:
esquina do Cabug,.junto a botica do Sr.
Jo Moreira.
= Antonio Borge da Foncca sdvoga tanto oo civel
.mo uo crimo : pode ser piocuiado a qualquer hora
a cata da la residencia oa ra da Cadsia, ao pe da
Irdem 3.' de S. Fianoisco, n 2. onde morou o bem co-
bectdo advogado, o padre Caetaoo de Souia Anlunes.
__ Precita-se de um pbarmaceulico ; quem estuei
cestas ciicutnstancia, dirij-e a la do Rangel o. 64.
\ = O doutor Filippe Jaoten de Catiro o Albuquei-
quo manda para o Marinlo a seu seivico o prelo
Francisco de naco Cabinda eicravo da feu lilho
Vicente Jaien de Castro e Albuquerque.
Aluga so a loja do sobrado perlenceoto a Frao-
faco t ioncalve da Bocha no lugar da Soledade, pro-
Ipriat para padana por ler um bom forno ou ouim
qualquer estabelecimeolo : a tratar na Camboi-do-
Carmo n. 19 primeiro andar, com Antonio Lu do
Anianl Silva.
= Preciai-e aberj se oesti cidade ou provioeia ,
eiislem os herdeiros de Jos Joaquim Pereira da Silva
Pimeolel ubdito pofloguez par negocio de seu
interesse : a fallar na roa da Cjdeia-Velha o. 48.
= Um homem do boa conduela e desem be recado le
olTerece para caiioiio do qualquer eslabelecimeolp ,
lano nosta pia?a cotpo ra della e at meimo do
oagenho : quom de seu prestimo se quier ulilisar, di-
iia-se a ra da Cadeia-Velba, o. 30.
= Aluga-se o primeiro andar e armszem da cata o.
18 d tua da Crui no llectle com muilo bons com-
modo pira moradia e o armarem para so recolber
qualquer faxenda pot ter lodo ladnlhado de pedra ,
e eochuto : a tratar oom Joi* Saporili na prava ,
ou oa ra do Trapiche o 34. lerceiro andar.
Precita se alugar.ou comprar urna cata terrea ,
com commodo pata gran lo lamilla e que tenba bom
quintal, no banro de S. Antonio, ou Boa-Vista ,
sendo em boa ra : quem liver, anouncie.
Quem quizer alugar um moleaue dirija-iei
ra do llaogel, o. H.
PROSPECTO.
Para conhecimenlo do publico dela cidade, le Ibo
f trou nos Mllos, ein Lisboa, o primeiro volunte da bia-
toiia do cerco do Porto no anno de 1832 e 1833 ,
precedida de urna extensa noticia dos pnncipaes acon-
lecimenloa que tiverio lugai des le 182U atoo pri-
meiro d'aquelle doui anno.
No curpo da obra se contera igualmenleuma decrp-
(o da cidado do Porto suis antiguidades e edificios
ootavoi, caa religiosas, esUbelecimento Iliterario ,
e ludo o ruis que nolis ha de curioso ; dindo-ie ou-
tro sim com a mema bisloria urna oulra ooticii di
guerra peninsular.
A impreM&o 'levo ler lugar etn ptimo papel e no
mol- or typo e asieio que oflerece imprensa regia
de Liiboa : o formato lera o da oitavo grande ou oi-
taro fraocez.
A obra deve ler doui volunte e cada um delle com
600 pagine pouco nuis ou menos: o primeiro ser
precedido do retrato de l) Pedro, com a birbn cresei-
dai, como andata no Porto ; c o segundo lera oo fim
urna correcta cotia topograpbica das linlm cooslitucio-
naes e realistas com todos os seus re-pectuoi redue-
los e halariaf. Cad volume cuitar! 3 i.
A petsoa, quo quizerem munir-ie de algum ou de
alguns etempWrci d.sla obra, (.odem dirigirle i ra di
Cadei-Velha, n. 31, loja do Ijvro doa Sn. viuva
Cir.lozo Ayres& Filho onde se Ibes tomarlo as as-
ignaturas, devendo ao mesmo lempo declarar o nume-
ro de exemplare, quo querem o a tua morada pare
Ibo seren entregues, apenacheguein da Europa ; ad-
eitifldo, que nao hatera veodastnlsa. poi* ba de vir
do Lisboa tmenle o numero denomplare correipon-
!enteaodasasi, n entrega de cada volume Pitido que sej um mes
depois da publtcaco deslo annmicio, lecb-te a sig-
natura.
Altiga-se urna cata terrea n ra da Alegra n.
42 muilo aeiada c cun bstanle comnudo : Iri-
Inr ni ra da Aurora n 44.
= Precita te de um hoiof-m quo tenba otconhe-
cimentos necesarios para entinar primeia leltra o
llliiu em um engenho dist nte desla praca 9 legoa :
,.|uem ekliver netlas ciicumstancias, dirija-so a ra No-
va por cima da botica do Sr. Pinto, o 63.
= Guilbeime Purcellc manda para lora da pro-
vincia o seu prelo Benediclo, de naci Congo.
= Antonio de Souia Si relira-te para Portugal.
\os eslttdantes juristas do segundo anno.
A livraria da esquina do Collegio recebeo da Euro-
ropa c tem a venda a obra do condo de Maislre do
Papa traduzida em poriuguez em 45 subsidio
importante para o estudo e conhecimento doa direito
do ponl.lice romano ,lt Diswlicoes sobre os luga-
res ideolgico por J. Op*tnel, 2 v. ; ueito ecelesm-
licoporGmeioori, 2 v. ; Diccionario de d.reito can-
nico por Durand e MaiHaoe, 6 v. ; Deleotor da re-
igiloem disputa com inrredulot : a parle tegundi
Jaita obra, rirripta em pmlugue/.he dedicad! asquei-
toes copitaca de direilo publico ecoleliaslico.
m> Aluga te urna cati com armaiem ou aparada,
lila na ra do Amorim : a Halar na mesn rus, o 33,
segundo anoar. .
A' pcssoJ, quo levou a chiva, da loja de ao-
lonio Ilodriguea di Cruz para ir ver o tobndo juo-
toaigrejados Warljrios, roga-seque ai eolregar
nadilaloja, na ruadoCabug*. ...
Prcciia-se fallar com o oelo herdetro da lalle-
oid^ l/idra Maris da Concoiceo que morava por de-
trs da roa da Boda, ao | e do largo oodo bouvo o ca-
lailmhos, a negocio deieus ioteiem ; o o paleo do
Carmo, ahtica de charutos.
= Porojuio dos fe.to da fazonda te bi de arre-
matar de venda, a quem tnnitder, findot o dia da le,
a cata n. 13 lita na roa dot (uiiteii detta cidade ,
com 31 palmos de largura, e de fundo igual terreoo ao
da largura oilot tiogelo o meicirot, freoles dobra-
da, chaos foreiro. avallada em 1:400* rs perten-
cenlo a Fibppa Miria da Triodade viuva de Maooel
Vidal. 0 escriplo acba-te era mi do portero do
juio.
Aluga-e um perito coiiobeiro e comprador,
com muilo boa conducta ; na ra Direita, n. 32.
Fitmioo rerreira Leal telira-te para fot* u* P"-
vincii ; quem liver negocio com o meimo eompueca
oestes 3 dtai o mai Urdar.
Hoga-se ao Sr. estudante da aca-
demia de Olin.la, Fabio Velozo da 5il-
veira, o obsequio de apparcer, no domio-
eo, 22 do corrale, em l.nda, no Vara-
douro, casa terrea nova junto ao sobrado
aonde mora o Sr. Dr. (Jarlos, para ne-
gocio de seu interesse.
-:-oado laz saber so Sr. Manoel Igoa-
_ Oabaisoaisigc
rio de S.que.ra Cavalcanli que fica i
,o o recibo, que P*ou o Se. .eu ..no. Jo.qu.rn Sal-
...lordeSiqueir. Peno. da qu.nt.a de i60| r. ,
pelaa rasos que Ihe eipendeo em um. e.rt. diladi
om 18 do correute,
de neohutn ellei-
lica acreditada em sua coota

oueotii de 601 ra. por er a que recebeo.
Antonio Jos Pereira do La$o.


TT*
- ".


Lotera de S. Pedro Martyr
de Olinda.
No da 16 do presente mez foi examinado o eitado da
vendados hilbetesdesta lotera e verificando-seeiis-
tir urna quantidade cujo valor tobe a perto de onie
tontos do rii, quasi um terco do total da mesma lo-
tera, por este motivo alias muito ponderlo dei-
ou anda do realisar-se oandamento dai respectivas ro-
da no da 17, para e-lo fn nrarcado. Geralmerrte ba
mUito quem sequeixe dai continuada transferencias
dos diai designado para as eilreccSts porm poucos
sao os que refleaionio com juiteza acerca dai caulas ,
que ai oecestonSo. rdinariamento acontece que
muitos se guardao para proer-ie de bilbeles no mo-
mento mesino em que tem de eomecara extreccio,
em ae recordaren), que deste proceder resultio dual
conspquencias infallivcii, e lio; que, existindoem ler
na espera do andamento dai rodaa urna quantidade de
btlheteital, que nao d lugar nem a presumir tua
absoluta venda de ura para oulro da legese que o
mesmo andamento deixa de effeituar-ie, e le por urna
casualidade este le roulisa ficio muitos doi que le ro-
servao para a occasiio som bilbetn.
A villa do que, o Ibesoureiro declara, que o anda-
mento dai ditai rodas be transfer lo para o primero de
abril prximo futuro ; e ncise dia elle le eleituar in
fsllivolinente, embora fiquem algum bilhetei por ven-
der.
- Jos Valenlim da Silva recebo alumnos para a
la aula de lalim na ra da Alegra, n. 40. Autores
latinos, queoannunciante etnprega em sua aula : os
provectos 'filio Livio o prmeiro tomo de Horacio, e
arte potica,'; os semiprovectos Salustio, e o segundo to-
mo do Virgilio ; os da primeira Cornelio o Pbedro ; os
da segunda o epithome de J. V. G. de Moura. O an-
nuncianlo, ba 10 annos que ensioa e tem tido o pra-
serdever, que seus alumnos sao sempre plenamente
approvadoi na academia de Olinda.
= Na ra do Vigario, n. 5, primero andar, esis-
lem duas cartas para os Sra. Miguel Martioi Costa Hi-
bciro e Jos Bitancourtde Amarante.
Alugose
as casas ns. 3, 5 e 9 do pateo de Palaco-Velho ; n. 10
da ra do Pilar, em Fra-de-Portas; o tobrado de
um andar no becco do Padre n. ; o prmeiro an-
dar do sobrado da ra da Cadeia-Vclba n 40 com
condiedes que muito devem convir: a tratar na ra
da Cadeia do Kccife n. 40.
Urna pesioa capaz e habilitada pois que j tem
pratica deensino se propoe a dar Ic6es de primeirai
lettras, grammatica nacional, aritbuielica pratica, &c ,
eliuncendo o bom aproveilamenlo : os Sis. que le
quzerem utilisar de seu preslimo dirijio-se a casa de
aua residencia na ra Nova, n. 20, prmeiro andar.
Dcsnfipari'ceo no da 17 do correnie pelas 10
horas da manhiu do Aleiro-da-oa-Yista um ca-
vado melado capado, com clinai e cauda prelas, urna
nio branca, c ferrado na anca com a marca A :
quem o pegar levo ao Aleiro da Boa-Vista luja de
miudezas de Tbomaz Pereira de Mallos Eslima, n. 54,
que sera generosamente recompensado.
= Aluga-se a casa terrea da ra das Cruzea n. 11.
Aluga-se uina casa terrea com duas salas, 6 quar-
tos com glande quintal multo kein plantado todo de
hortalica o com arvuredos de Iruclo e agoa de beber
a melbor que s tem visto no principio da estrada
doi Alllu tos, ao pe do Manguinho : a tratar na ra
da Cadeia do Itecife n. 25.
Aluga-se urna grande casa terrea com solio, com
mu tos cornmodos cozinha Cora, 3 quarlos, estriba
ria grande copiar um grande quintal com muilas
larangeiras rorneiras, figueiras, pa'reiras o outras
muilas arvores do fruclo ; aluga-se por leu dono re-
tirar-so para lora da provincia : quem .. pretender ,
dirija-so ao mestnu lugar da Soledade n. 42 ; a qual
so acha pintada e estelada, e be muito fresca.
Jos Autunes Guimarios relira-se desta provin-
cia a tratar de sua saude deixaodo nesta prava por seu
procurador o Sr Joaquim Lopes de Almeda e roga
todos os seus devodores bajio.de Ihe pagar seus dbitos.
-= Precisa -se de um eslraogeiro para feilor de um
litio que entend du jardim e ten ha pratica de bor-
lelio : na ra das .arangeirai casa da afericio.
= Precisa-se de olHcaei de allaiate tanto de obra
grande como pequea ; na ra Nova n. 60.
Qu id aonunciou ler patacdss brasileiroi para
vender annuncie sus morada para se tratar do preco.
Oflorece-se para caixeiro com preferencia para
escriptorio um moyo portuguet, chegado de prxi-
mo de ISannu pouco maii ou menos, conta, es-
creve correctamente e labe loflrivelmenle freneez :
quem de seu prestimo precisar, dirija se a livraria da
esquina da ra do Collegio onde seafianca a sua boa
conducta.
= Perdeo-ie, no dia 17 do corrente, na estrada dos
Alllictos para a cidade de Olinda urna commenda de
Avir ; a pessoa que aachou e quiser restitui-la di-
rija-se a ra do Jardim n. 54 ou na mestna estra-
da junto ao litio do Sr. Joaquim de Oliveira que
ser bem gratificada.
Dio-se 100,000 n. a juroi lobre nenhores de
ouroe prata : na ra da Senzalla-Velba n. 94.
Precisa-ie de um pequeo que leja doi che-
gados prximamente do Porto para urna venda : na
travessa da ra dai Cruiei n. 5.
II igoel Joaquim de Meneiei avisa a seus credo -
re, que, tendo-lhe fechado la tuai casas de negocio ,
que linba nal Cinco-Ponlai, a sabor, urna loja de
uiiudeai e urna taberna um de seus maiores credo-
res faz iciente aoi outros oredores, pira que cuidem
tambero de promover tuai execu(dei, para le pode-
rem habilitar no concurso.
Precita to lugar urna escrava ; quem a (ver,
dirija-ie ao Atierro da-Boa-Vista n. 59, loja de ou-
rivei.
Quem precisar de empalhar qualquer obra com
toda a prfeifio aiseio e por preco mais commodo do
que em outra qualquer parte dirija-iea Caanboa-do-
Carnlo n. 20.
Precisa-se de um cont de rii a premio de dous
por cento ao mex palo deoipo do um anuo com by-
polhuoa em duas moradas de casal lirre e desembera-
Cada: a tratar na ra de S. Amaro, em S. Antonio,
o. 5.
k
coiinha fra quintal, eitribaria para um eavallo, ca-
cimba e portio para um grande terreno, que tem pe-
gado a dita caa : a tratar ni rui do Collegio o. 15
legundo andar.
Na olaria do Cotovello a primeira paliando o
becco das Barreirai, troca-se, por lijlos gronoi e bons,
toda a quaiidide de lijlo de barro fino e tclha.
= Jos Mara Furtado Perie subdito portugus ,
relira-ie para Portugal,
Da olaria do Colowllo a primeira depoii do
becco das Barreiras, manda-ie botar em qualquer por-
to telba, lijlo de todas ai qualidadei asiim como to-
do o material fino precito a qualquer obra por me-
noi mil n. em milbero do preco que corre ; bo-
Undoso tambum todo o lijlo grosxo necessario areia
e traites.
- A pessoa, que annunciou querer fallar com Jlo
Jos Pereira dirija-so a ra da Concordia tend de
marceneiro.
= Precisa-se de 800,000 n. a juroi. com bjpo-
theca em urna caa terrea no biirroda Boa Vista; quem
quierdar, annuncie.
= Han el Baptista doi Sintoi Cadet ,' vai para a
Baha no prximo vapor.
- A pessoa a quem convier arrendar, ou comprar
o engenbo Concomio em liebiribe enlenJa le com
Manool Elias de Moura na ra de S, Goncalo n.20,
que a vista di pessoa fari todo o nogocio e at olle-
recera certas vanlagoos.
Quem precisar du urna ama de leile dirija-ie a
Fra-Portai ra do Pilar n. 88.
Aluga-se o primero indar do tobrado da ra
larga do Rozario n. 24.
Jos de Medeiros Tavares faz publico, que Pe-
dro do Reg Meirelles nio he man seu caixeiro deide o
dia 14 do corrente e consta que o dito Meirelles an-
da recebendo afumas dividas; e para que se nio chi-
men) a ignorancia faz o presente annuncio.
Na ra larga do Roxario n 29 existe um pe-
queo caixio para le entregar a Joio Cabral, vindo da
ilba deS. Miguel no brigue Amtlia.
Aluga-se o segundo andar da eaii da ra do
Queimado o. 14, com bastantes commodo pinta-
leda prepa'ado, ha pouco lempo muito fruteo com
coiinha fura : a tratar na ra do Queimado loja n.
18 do Sr. Mesquita ou na ruada Conceicio da] Boa-
Vista n. 8.
Yeodem-se batatal muito superiore, a 700 rs
o gigo ; no armarem grande defronte da elcidioba.
sa Vende-ie urna preta de naci de bonita figura,
sem vicios e com habilidades ; na ra da Aurora na
loja do sobrado n. 48.
= Venda-ie um moleque de 10 anns; na ra
argado Rozario loja de miudexii n. 35.
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs.- a caada ve*
Iha: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Alerro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de moldados
do Wicolle.
Vcntle-se a mais superior sarja
laiga bespanbola, los de linlio pe-
los muito superiores, lencos de se-
da de cores muito bons, pelo bara-
to preco de isiio, e outras muitas
fizendas, por preco mais em conta
que em outra qualquer parte: na
pracinha do Livramenlo, hoje ra
do Queimado, na segunda loja por
baixo do sobrado grande de tres
andares, n. ^6.
Compras.
- Compra-ie um pilinquim em meio uto lendo
por preco commodo ; na praca do Cuinmercio, n 6 ,
ou annuncie.
Compra se urna negrinha de u a
i i anuos, que tenba principios de costu-
ra ; assim como um molatinbo de ta a
15 annos, que siiva para pagem : na ra
do Cxaijlf, 6o.
= Compra-leo livro = Mcdicicins Curelita =: da
lerceira ediclo do autor Le Roy : quem tver, an-
nuncie.
Vendas.
Vende-se na praca da Independencia livraria ,
n<. 6 e Dutens, Pbilosophia de economa poltica ;
Iticardo Economa poltica Srnilh, Riqueza dai na-
coei; Parde6sus Direito commerciel; Ronrn C-
digo do commercio ; o 8 cdigos de Franca ; Prtelo,
Curso de direito natural ; Pailet, Direito publico; Ro-
gron,Cdigo civil explicado; Curio do poltica por Ben-
|amim Constant ; Filangire; Frtel Sciencia do pu-
blicista ; Blaskstone Coi.....entario as leis inglesas;
todos em francs ; o Tratado de legislarlo civil e pe-
nal por Benlbam traduxido para beipinhol, e com-
nicnlado por Ramn Salles.
=Vendem-so pennas de escrever de lecrctaria
da melhor qualidade, que ba no mercado ; resinas de
papel uieia bollaoda, de primeira o segunda qualidade;
ditas de peso branco e azul, por preco barato : na pra-
va da Independencia, loja de miudezas n. 4.
=Vende-se una preta do gento de Angola de 30
annos, ptima vcodedeira de ra ; um moleque criou-
lo de 12 annos, proprio para cilicio ou pagem : na
ruada Senzalla-Nova n. 34.
-Vendem-se urna preta e urna parda, de Itt an-
nos, pouco mais ou menos, aadiai, livres de vicios,
e com algumas habilidades; na ra da Cadeia do Ite-
cife n. 30.
Vende-ie um bonito eavallo melado, com bons
andares ; na ra do Crespo n. 11.
Vendem-se cavalloi de sella e de carro ; na ra da
Concedi da Bos-Vista n. 60.
- Vende-se uina escrava de bonita figura coii-
nha pira banquete, cose e engommi; atril da prac ,
n. 4.
= Vende-se um eavallo ruco apatacaJo, novo, ardi-
go e bom carregador ; na ra eilreita do Rozario, bo-
tica n 10.
duai
= Vendem-se sapatoei, sapatos para homem, mu-
Ibere meninos, sola couros e algumas lazendas an-
tigs, bicos. reros, linhai algumai mios tiaveisai,
cubrus varas, npai, 4c.; ludo em porcio, ou a re
talbo ; una porcio de parreira brava, ouabretua, pro-
pria para boliea por aer muito medicinal ; urna por-
cia de mudeira do lioi ; ouira din de iivroa tu boai
uso : na ra Nova loja n. 58.
=Vende-se urna canoa nova,da carreira, i promp-
la com banco e paneiro ; leva bem urna lamilla : na.
ra Direila, padaria, n. 24.
k Vendem-se duas casas Ierren na ra da Pal,
outr'ora do Cano : a tratar na ra dos Coelbot, n. 1.
= Vende-se um preto de nagio Costa; representa
40 e tantos annos ; esta alguma couia doente proce-
dido de bebida ; he bom canueiro sabe Iratat ala bor-
la que disto tem pratica e he muito proprio para si-
tio : na ra di Senzalla-Nova a. 40 a tratar com
Manoel Antonio da Silva Multa.
Vende-se a Heereecau pbiliopbica dupadre Tbeo-
doro de Almeida 10 v. ; a S. Biblia em portuguex ;i
Tbeologia moral do padre Monta 2 v.; Jesui-Cbriito!
Vende-se na ra da Cruz n. 6o,
cera em velas, recebida ltimamente de
urna das melhores fabricas do Rio de Ja-
neiro, e be de ptimo sortimento por ser
de tres al i(J em libra, e por preto mais
barato do que em outra qualquer paMe.
A ende-se polassa americana, ltimamente ebe-
gada em barril grandes e pequeos; lencoi pretoi,
de leda da India ; seum preto de Micio ; velas de es-
pertnaeete de 4, 6 e 6 em libra ; cera amarella ; al-
godio grono para aaccoi; ludo por prego commodo:
em caa de Malbeui Auitini & Companhia na ra da
Alfandega-Velba n. 36.
= TfodcB-aa dust mulatinhas uma de i2 annos,
e a outra de 16 de muito bonilai figuras com bons
principios de habilidades e ptimas para mucamas;
4 prelas mocas,duas engommio o coxinhs mu'lo bem;
2 mulaliiibos, de |s> a 16 annos, muito lindos pa-
geos ; 2 molequea petas de 18 annos ; 4 escravui ,
psra o trabalbo do campo ; 2 eavallo, um ruco, gran-
de bom carregador e esquipador : na ra do Crespo ,
n. 10, primero endar.
Vendem-se varios escravo de lu a 28 annos ,
com habilidades e de bonitas figuras atril da ma-
triz de 5. Antonio, n. 16, primero aodir.
BOM E BARATO!
Vendem-se o alusio-se biehaa haoaburguezas e de
Lisboa aoi ceios ea relalbo por prego commodo ;
assim como muito boas lancetas ebegadas ltimamen-
te do Porto feitai pelo melhor autor quo ba ; boas
navalbas de barba ,' de ico da> Milao dai meluores ,
que teem vindo a este mercado : na ra da Cruz, nu
Keoife n. 43 Na meima casa vende se uma negri-
nha, de 5 annoi, do booiti figura,
Vendem-se capacboi compridoi e redondos ,|de
diversas cores; na ra larga do Roxario ,loja de Vic-
torino de Castro Moura n. 24.
com oflicio de serrador: na ra dis Cruzar, B. 22
segundo andar. '
b Vendem-ie queijos loodrinos presuntos n
flimbro conservas inglezas e francerai de errilh'
o lirdinnil bolaxinhas ingieras em lalinhgg ,ni.
de diflereotes qualidades, licores finos, tudo por nr
9 commodo ; na ra da Cadeia-Velba, venda de jJ
Goncalves da Fonte.
=Vende-se uma preta crioula de boa figura, tri
gada prximamente do aertio ; na ra di Cidi-uV
Recife-, n.2. ,do
Vendem-se meias de seda prelado peso pin ,.
nbora e meninas ; um cmplelo sortimento Je lanaioi
de duraque para senbora e meninas, e igulien|trt
lustro de Listos ; meias a luvas da lia para doente/
eaixai com aedelu ; a melbor agoa de Culoaii en!
frascos pequeos : na ra da Cadeia do Recile 'i;
n. 1K, doBourgaid. "0|1
Ra do Trapiche n 40, cervej branca a ,_
ta de Londres, fabrica de'Barclay & Companhia, a me^
lhor que ha e em barricas de 3 duxsi. Ha um ||j
menos timado, da branca que teiende mu baratos
para se fechar uma coots ; tambero se vendem vie|a
superiores para gasto par lcular, sendo de TeoerifTe'
lieipanba, e do Porto : necasa de Christophvrt&
Uonaldion,
=Vendem-se muito boas hienas ebegadas tritio,,
mente de Hamb.urgo ; Ismbem so alugio e vio-seip"
piiear paramis commodidade dos pretndanles: n,
ra estrella bo Rosario defronte da ra das Lniniei.
ras, loja de baiboiro n. 19,
= Re logias do ouro,' ptente inglez j enmiru.
dos approvados aqu, vendem se a dinbeiro m,
preco muito baixo ; correntinbsi da ultima moda, m.
drio =Pnneipo Alberto =; e tambem um clironore.
tro para navio bem regulado : na ra do Trapiche
n. 40.
Vende-se o Formulario geral para
mdicos, cirurgies e phirmaceuticos j
precedido de um induulo trances e portuguos das iuln
tancias medicinaes simples e seguido de um memo-
rial tberapeutieo pelo doulor J. P. Res, seganda edi.
fio correcta e augmentada com muitas preparaciei
novaa e com um resumo tberapeulico de envroroa-
mentoi, 1 v. em 12, 1842 : na livraria di esquina do
Collegio.
BATATAS
Vende-ie a 500 rs. cada uma arroba
arco da Cooeeicio, no Rcife.
= Vendem-se moendas de ferro para engenbosde
estucar, para vapor agoa e beatas de diversos Israi-
nbos por preco commodo ; e igualmente taitas da
ferro eoado e batido de todos os lmannos : na pre-
ga doCorpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmunli
Compachis cu rurua de Apollo tojazeen, n. 6.


o p do
Vende-se bico muito largo e fino
para roquetes, a i'5oo ris a vara: na
ra do Cabug, lijas de lazendas de Pe-
reira &c tiuedes.

Esta muita superior marca de champagne muito
coobecida na Europa o noi Estados-Unidos da Ameri-
ca, acaba dechegar ltimamente no brigue francs //i-
liopolii, e vende-se na ra da Cruz n 20 casi de
A i ria I Ir ruo.
Escravos Fgidos
Vendem-se as excellentes
bolachtnbas de laiialia de a-
raruta em latas, simples e com
gustos de ei va-doce e laranja,
ptimas para presentes, pela
sua superior qualidade c de-
licadeza : no largo da Alian-
dega, armazem de A. T. Bar-
cellar, defronte da escainha.
w
. ***** **.*
Lotera do lio-dc-Jaiiciro.
Vendem-se bilhetes, nieio,quartoi,e oitavo, arasio
de 24.000 rs., o bilbete : aa ruada Cadeu-Velha, loja
ue cambio n. 38
= Vende se uma escrava de navio de bonita figu-
ra eozinha, engomma, faz doces refina assucar, co-
se chio e fax bicos ; na ra do Vigario n. 19
Vende-se uma negrinha, de idade do 5 annos, de
bonita figura; na ra da C'UZ n. 43.
= Rndese um preto de naci Angola bom pa,
ra o amigo de campo, e para coziahar; he muito liel-
e bem entinado : na ra dos IMartyrios n.36, veo
da nova delronte do becco do Dique.
Vende se um eavallo de eitribaria muilo gordo
novo ecoui excedentes andares ; para ver, oa coebei-
ra doSr. Pessoa e para tratar na linaria da praca da
Independencia, ni. 6 e 8.
Vende-se peleada em si I more i tua da Ma-
dre-do Deo armazem o. 26. .
\ endem-sedua e6crav. de naci, Je bonitas
Fogio, no dia 14 do corrente, um pardo de ids-
de de 15 annos pouco mais ou menos, secco docor-
po cor amarellada de nome Benedicto ; letou cal
gas e camisa do riicado axjl : quem o pegar leve so er-
mazern de farinha no cael do Collegio, que terii ge-
nerosamente recompensado.
= No dia 12 do corrente deaippareceo, da casa Joio da Silva Sanli, um eicravo de nome Andr ra
prsenla 20 annos de dado ; seu senhnr he Francia-
co Jos de Souza Pinto, morador em Cruangi: quem
o pegar, leve a leusenbor em Cruangi cu nesta in-
ga, na ra do Queimado, n. 9, ajoo da Silva San-
tos.
= Dosappareceo, da casa de Eran :isco Joaquim Cir-
doso pelea 9 horas do dia 19 do corrente, um mo-
leque crioulo de nomo Cyprianno perlencenle ao
Sr. Manoel Caetano de Gouveia do Cir ; cujo es-
eravo tem os signaos seguintcs : altura regular ebeio
docorpo, de idade de 16 a 18 innos, pouco man ou
menos, preto cabellos carapinbadus, rosto redando ,
sem pona de barba ; levou camisa e cerouUs de algu-
diuzinbo ; veio para esta provincia no vapor Pernam-
bucana : quem o pegar, Jete a ra da Cadeia de S. An-
tonio Or 25 que ser generosamente recompen-
sado.
= Fugio, no dia 16 do correle um prel de ai-
ci Angola, do idade de 18 anuos, pouco mais ou
menos, bstanle gorda ps virados para denlro, na-
riz chato beicos grossos, os 2 denles da (rento do lado
superior limados; lein uma malba no dedo pollegarda
mi eaquerda ; de nome Calbarina ; levou vestido de
chita de riscadmbo desbotade, e avent;' branco : qumi
a pegar leve a ra do Trapiche n. 17 quo
bem rcciu|ieuiauo : assim como protesia*se cu&lrs
quem a tiver occulla.
Fugio no da 18 do corrente um preto da no-
me Antonio, de meia idade alto; lera os dedot "
ps curtos e pegadoa mo* meias tortas ; levou t>"
misa de algodlozinhoo duaacalcss uma por cima d
ouua cbapeode palba ve-ibo : queui o pegar, leve
ra pireita padaria. n. '24. que lera gratificado
*: Fugio, no da 17 do corrente una preta i'
Costa de nome Roza com um ferro no pi-icuco; t'"1
duat pequeas er idos no p direito, una no cilc-
nbir, e outra no peito do p; levou vestido rnuito ro-
lo ecamia de algodio da Ierra : quem a pegar, lave*
ra larga do Roiaiio n. 59 ou a ra da SrnialU'
Velba, n. 114.
pennte o seculo 1 v. ; arte potica de Oracio ,'l v. Jgurai, mocas, ptimas quiUndeiras; dous mulaliohos
Aluga-ie uma boa casa terrea na ra Bella, comgrammalica de Constancio em francs lv.: na prsfiIda bonitas figura de 17 innos, ptimos para pageos;
grandes salas 4 aleovaa Uma despensa grande |da Independencia loja de encadernicio o. 12. Jum eicraio de nacHo Angola, muito lidio e possanto ,
PEns
>'.\ Typ DE H. F* DB FAR'I


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