Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08205


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Full Text
Ann de 1840.
TYr$a feira 17
0 MAMO nublica-se todo os das que
nao forern de guarda : o pre0 da asslgna-
tura lid de 4,^)00 rs. por quarlei pajoi arfsn-
tatlat. Os aijuucios dos assignantes sao in-
.Cr-|n -i Y.i7."n n> 21 re [>nr linha, 4lrs.
cin'tfpo difTerento, ras Fcpetlces pela mc-
tade. Os que nao forem assignantes pagao
80 rs. por lnha, e 160 cm lynu di He rente.
FHASB8 DA LA NO MEZ DE MARgO.
Cretccnte a 4 as 8 hor. e II mo. da tard.
La chela a 12 as 11 hor. e 28 min. da tard
Mingoante a 20 as 11 h. e.17 min. da man.
La nova a 27 as 3 hor. e 30 min. da man.
PA"RTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, e Parahyba, Segd." e Sextas, feiras.
Rio Crande do Vorte, chega as quartas
feiras ao ineio dia, eparte as mesmas ho-
^ ras DU quintas feiras.
Cabo, Scrinhaein, Rio Formlo, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1., II e21 de cada mei.
Garanhuas c Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Olinda todos os (lias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 8 h. e 30 minutos da' manhaa.
Segunda as 8 h. e 54 minutos da tarde.
!S5S
de Mareo.
Anno XXII N. 62.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda S. Cyriaco, aud. do J. dos
orf. edo J.do'C. da 2. v., do J. M. da 2
17 Terca S. Patricio, aud. do J. do clv.
da 1. v. ,"e do J. de paz do 2. dist. de t.
18 Quarta S. Narclzo, aud. do J. do eiv.
da 2. r., e do J. de paz do 2. dist. -de i.
19 Quinta S. Jos Esposo da SS. Vir-
gen M de Dos.
20 Sexta S. Anatholio, aud. do J. do clv. da
1. v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
21 Sabbado S. Cerillo, aud. do J. do civ.
da 1, v., e do J. de paz do 1. dist. de i.
22 Domingo S. Calecina.
CAMBIOS NO DIA 16 DE MARCO.
Camb. sobre Londres 26 /, d. p. 1/. a 60 d,
Pars 350 res por franco.
b Lisboa 105 p. c. pr. p. m.
Desc. de let. de boas firmas 1 '/, p. /. 'Hez
Ourc-Oncas hrspsnhol.is 304500 a 31*000
Moeda deBflIMvel. 16W00 174001)
de6*"400nov. 1670 a 16/400
de 4JO00 8/800 a 9/100
Prala-Patacfles .... I ?'940 a lf)~0
Pesos Columnares 1/960 a 1/980
Ditos Mexicanos. 1H80 a 1(900
. IV.ua Miuda 1/640 a 1/760
AccOes da C do Ueberibe de 50/000ao par.
DIARIO DE FERHAMBUCO
RATIFICACO.
No discurso do Sr. Vlilela lavares, pronunciado na
sessao de seila-lclra, 13 do correle, em logar de Ora!.
ilolv. 1., tU. 10, l-se Iv. i.\ tu. 94.
Em lugar de iui gentrii, ICa-se mi jurit.
PARTE OFF?CIAi..
Governo EXPEDIEHTR DO DtA i I no CBRENTE.
OfTIclo Ao Exm. presidenta do Maranhao, tram-
millindo Din offlelo, em que o inspector do arsenal de
marloh declara ja Ihe baverem sido enviidos os lam-
pedea, coja remes S. Exc. exige.
Dilo Aocummandante das armas, remetiendo co-
pia do arito imperial de 40 de Janeiro deste anoo, que
sutoria a presidencia a consentir, deem bomens, para
por ti servlrem do exercito, aquellas piscas, que por es-
te mel qulterem obler balxa.
Dilot Ao detembargador procurador da corda, so-
berana e faieoda nacional, exiglndo teu parecer sobre
ot requerimeotot de Manoel Antonio Corris de Araujo
e Antonio Nobrede Almelda Jnior
Dito A'cmara municipal do Reciie, determinan-
do, e ipeca diplomas aot supplentet, que na assem-
bla legislativa provincial devem substituir o* deputa-
dot Urbano Sabino Pettoa de Mello, Joaquim Nunes
Machado, Leonardo Beierra de Siqueira Cavalcanti e
Francisco Barbota Nogueira Pat. Participou-se ao 1.
secretarlo da assembla legislativa provincial, em con-
sequencia de cuja retolucio te expedlo esta ordem.
Dito Ao inspector do arsenal de marloha, inteiran-
do-o de ler sullcittdo providencias do governo imperial
tobre o que, cerca do tervieo do regiitro do porto des-
ta cldade, representou S. Me. a 6 de novembro do anno
ultimo.
Dilot Ao 1. tecretario da assembla legislativa
provincial, remetiendo, para ao conbecimento detta te-
rom levados : os odelos, em que as cmaras munici-
paes do Reclfe, Victoria, Pao-do-Alho, I.imoeiro, Naxa-
reth, Serinblem, Garanbuns, Bonito, Brejo, Flores e
Boa-vltta, eipem as niais salientes necessldades de
seus municipios ; o do vigario do Altiobo, respeito
do capellio dePanelIas ; os do inspector da tbesouraria
das rendas provinciaes, descriptivos do estado da mes-
ma thesouraria, e das repartieses flseaes ella subordi-
nadas ; o da admioistraco dos estabeiecimentos de ca-
ndada, ponderativo dos melhoramentot, que reclamlo
taes estabeiecimentos ; o as posturas da cmara muni-
cipal da Boa-Vist-.
PEftNAMBUCO.
Assembla Provincial.
DI CURSO, que na Sfssdo del do crreme pronun-
ciouoSi. Mtndtt da Cunta depon dt kavtr orado
o Sr. Pedro Cavalcanti, que em o nono n. 55 pro-
metemos Irarucrever.
O Sr. Menit da Cunha : Sr. presidente, o no-
bre deputado, que acaba de (aliar, limitou-se a poucat
observaedes ; mas eu nio posso limitarme poueas,
ettendendo a nalurea da quetlao, e sua importancia
nos juicos, que cada um pode formar della.
Eu procurarei eatabelecer o ettado da quetlao do mo-
do, que me parece o niait anlogo a urna tolucio fcil,
fallando teinpro cometa consciencia na mi (rito), te
itto he potsivel. Eu hei de estabelccer os meus princi-
pio, e rttei sao ot mesmot, que me occorrerio, quan-
do no senado te proferto urna decuio contraria Aquel-
la, que profeiio acamara dos Srs. deputados. O corpo
eleiloral be o cometo da representarlo nacional, e td
porque as sociedades sanio podem conduxir pelas es-
trictas regras do calculo, sob pena de perecerem, be quo
e fax neceitario cbegtrpor urna gradacio constitucional
a litar o termo de represenlsgio no corpo legislativo; mss
A HAINIIA MARGOT, (*)
pop. 2Urrrf umae.
SEXTO VOI.UME.
os eleitores sio tempre ot representantes immediatos da
naci para a gestlo de certa ordem de interetset Quem
d nacionalidede ao corpo legislativo he a etcolba lei-
ta por iquellei, a quem a naci commetteo o direito de
escolber os seus membros ; nas, te ot membros de urna
cmara podem ser eleilot por divertos collegios dt-
quelles, que elegem os membros da outra, eolio, recor-
rendo origem da representaclo, o corpo legislativo nio
be um [apoiadot) i mas a unidade he (3o necessaria,
be lio etsencial em qualquer dos poderes politicos, em
trida a forma de governo, que por esta rtslo a constilui-
cio prescreve, que os senadores teji eleilos da mosma
maneira.'que sio os deputado* A pslavra manara, ou
forma becomprebentiva dos individuos, do seu nume-
ro e condicOes, com qsjs> interveem no procetso : por
etta rasio ainda ja (oi resolvido, que a eleicio de um
senador para oceupar qualquer vaga no senado dte ser
leita pelos mesmoi eleitores do lempo da legislatura,
dentro do qual falleceo o leador, cujo lugar tem de ter
oceupado (apoiadot) ; e itto he porque os collegios
elejloraes estio como identificados com a legislatura,
ile que fatia parle o leador fallec Jo ; edt|ui vero
que a unidade do corpo legislativo deriva da uni-
dade da tut origem, itto be, da iden(idade de col-
legios. Como, pois, conciliar a unidade do corpo elei-
loral o dai cmaras legisla ti va* com divertot collegios,
dos quaes uns enlrio na confeecio da cmara tempo-
raria, e uulros na confeecio da cmara vitalicia ?...
O Sr. Pidi Cavalcanti: Mas he um factu.
O Orador : Nio quero saber dot factos: o com
quinto te posta argumentar com ellet, nio te pode ar-
gumentar fra dot principios ; porque o principios sio
os que legitimio ot factoi.
O Sr. Pedro Cavalcanti i E qual be o fado legi-
timo?
O Orador: Nio ha ficto legitimo senio aquelle,
que se pratica de conlormidsde com a lei moral ou
civil.
O Sr. Peixoto de Brito: Tudo o miit he revogado
em lempo.
O Orador :Se ha raiio, pira que urna parle de
eleitore vote exclusivamente para deputados, e outra
parte exclusivamente para senadores, entio nio ba me-
nos rasio, para que cada urna dai camarat tenhi urna to-
tatdade exclusiva de collegios ; mu urna totalidade ex-
clusiva de collegios tuppde urna divorsidade total de in
(erestes, de direitos e de deveres, oque exclue a noci
do urna pessoa moral; porque a unidade d pessoa mo-
ral consiste na identidade de interestes, de direitos, de
deveres, objecto e 5m; mat te unt podem votar para de-
putados, e niu para senadores, e vice versa, entio to-
dos nio leem os meimot devores, nem os metrnoi direi-
(os e interesses
O Sr. Pedro Cavalcanti: Convenho em ludo itso.
O Orador: Se conven em lado, deie estar pela
conclusao.
OSr. Pedro Cavalcanti: Varos i ella.
O Orador: Vamot l : j tevfl, que nos, resol-
vendo conscienciotameole, nio podemos escolber oolros
eleitores, que nio sejo os que intervieiio na confee-
cio da cmara dos depuladot; mai eu anda observo: -
ou be potsivel, ou nio be posiivel, que hajio eleitores
para deputidos, e eleitores para senadores; te oio be
pottiveT, b>) indiipensivel, que es cmaras legislativas se
tubmeltio i decilio daquella, que primeiro proferia o
leu juizoiobrea legitimidade dos collegios, a nio dar-
se urna intpiracio divina, que communieme todas at
cmaras o mesmo pemamento sobre a sua legitimidade,
o que tambem nio be fcil, porque Deot Nono Senbnr
nao ella serupre prempto para luer milagros; ou que
urna dai camarat tiveite auloridade de reformar a de-
eiso das nutras para barmooisa-las com a tua.se aquul-
lai nio fossem coherente!.
________i___________________,___________________________
. CAPITULO X.
A PBACA SAINT JIASrBaniTX.
Erio tete horas da manhaa ; a mullidlo esperava et-
trepilma por pravas, ras e caes.
Asicii hora liavia partido do Vincenne orea carroca.
1 ''"'siua em quo os dou amigo, depoil du leu duello,
I tinlio lido cundusido tem sentidos noLonvre; vaga-
I '" nlravessava a rus San(-ntoine osuapassa-
geni na espectadores lio cerrado, quo un ans ou-
| irosjepiuno, pareciio estatuas de olhoa fixos, e He-
lada boca.
i B"'"'* c"m enCe'to ree di um espectculo lastimoso,
I "ffereoido pela rinhi-mii ao povo de Pri.
Nes carroca, que dlMcniu ler partido do Vincen-
|nc, e encamiiiliar-se pela roa Sainl-Aiiioine, viuhi
() Vlde tH,r0 60.
encostados um ao outro duus mancebos, descubertoa, e
completamente vestidos do prcto. Cocannas tratia sobro
a pernaa a La Mole, cuja cabera exceda a Iravessas da
carroc, c cujo olho errante vaguenvio.
E no enlamo a mullidlo, para cevar a loffrega vista
ato o fundo da carroca, se apinhoava, se ergua sobro as
punta do pos, so trepara sobre marco opilare, na
oiit'r.iLtuosidades da paredes, o l pareca sslisfeita,
quiudo liavia conacgpidu njio deixar virgem do seu o-
Ihar ti"1 punto uuico du dou corpo quo (ahilo du aof-
friraento para irru a aeitro'Cl",
Hvia-e dito que La Mole murria sera ler confessadu
um so do ficto que Ihe havilo sido imputado, quan-
do, o contrario.'nllirmav-o, Cuoannaanio podra suj
portar dr, eludo revelar.
Por isso gritavao de lodos os lado:
Olliai! vedo overmalhu! fui quem'falln, quero
disio tudo ; be um oovarde, quo he causa da rourtu do
outro, que palu contrariu he uro brivo, liada con-
ieitou;
Ouviio bem o don mancebos, om ot lourore, ou-
tro a iiijnri, que acompanhavio sur marcha fne-
bre, e em cftianlu La Mole apertava a niiu do amigu,
um ublinio desdem stumava au insto du Piemuntei,
que do alio da carreta immuud, olbava, cuino du alto
da um carro triumphll, para a estpida genlalh.
O infortunio havia rcalidu iua uhra colale, liuha
ennubretido tu fei^Oes de Cooanna, xcomo'i niurto ia
divinir-lhe a alma.
__ Chcgrcrous breveP pcrgunlou LaMole. Nio pos-
to mai, amigu, e croio que vuu deimaiar.
tapera, espera La Mole, n vamo pastar por di-
O Sr. Bardo dt Suaauna i E qual ha de ter esta
autoridade ? Havia de o tenido subjeitar-.se a decisio da
cmara temporaria ?
O Orador : Devia, te ella fosse a primeira a do-
cidir: do contraro lemoi anarchia
O Sr. Bardo dt Suanuna : Donde vem isso ?
O Orador : Vem da unidade do coipo legislativo.
O Sr. Ptdro Cavalcanti: O que teteguo he, que
te nio podem maullar eleitore teoio por urna le.
O Orador : Tambem nio pode ter; mat vamos
i outra hypothese, deque bajio eloitore para deputa-
dos, e eleitores piro senadoret: eolio urna dai Ires, ou
deveinot teguir a decisio do leado, ou a da cmara
temporaria, ou ontio teguirmot a inspiracSo de noisas
ennscioncins ; para irguirinot a decilio do sonido nos
nio somos sena lores, nos somos membros da ctmara
temporaria....
O Sr. Pedro Cavalcanti: Nio somos tambem do
sensdo ?
O Orador : Nio somos leadores.
OSr. Pedro Cavalcanti: Somos assembla pro-
vincial.
O Orador : Nao somos senadores, nio pode-
mos seguir a sua decisio ; doraremos seguir as inspira
cues de nossas cooscienciat ? Devenios gour de plena
libordade '.'... Plena liberdade... Eu nio entendo eita
contciencii, como talve alguem a entend; eu entendo,
que a consciencia nio he urna fiouldade distiocti dts
outras fsculdades cognoscitivo, nio bo um dos modos
particulares, i que se possa reducir nossa actividade in-
telloclual. niu : a conscieiicia lie a cundicio geral do
todat ai faculdadet; a consciencia he oieotimunlo do
bem, ou do mil que fuemoi : por tanto, digo eu, que
em difieren! s occasiOes podemos, obrando de dife-
rente maneira sobre ometmo objecto, obrar tempre
conicianciotimenle : se a decisio das assemblas provin-
cises, rcerca da validado da eleicio dos seus membros,
nao eslivesse limitada pelo artigo 4 do ido addicio-
nal, nos, para procedermosconscienciosamenle,poderia-
mos entrar no juio da legitimidade dos eleitore ; mas
isto era, se odireito do venlicarjau dos poderes nio esli-
vesse limitado pela teguinte ditposicio do artigo 4.,
que noi diz:
a A eleicio dettn iiemhldas far-se ha da meima
maneira, que lo lizer a dos deputados i ancmbla
ii geni legislativa, o pelos tnusmos eleitores. etc. a
Segue-te, po, que, obrando ns com liberdade ab-
soluta, nio ohravamos conscienciossmente ; porque lal-
tavamos a um dever ; libamos por comoquencia o sen-
tiinonlo de termos obrado o mal : mas, para obrarmot
conscienciusamento, hu nocesssrio.que tenbamoso sen-
(imenlo de ler obrado bem, de cumprirmoi um d vr,
cuja obsorvanct depende da miis fiel e osada combi-
naco do artigo 6." lo acto addicional, que diz, dos
compete conhecer da validado dai eleicSes, com o artigo
4." do mesmo.
Vamos agora a analyse deste artigo : aqu temoi o
pronome meima concordando con) a palavra maneira.
e concordando com a palavra eleitore: este pronome he
domonslrativo, e demonstra, que as partes componen-
tes da eleicio dos deputados sio as mesmas, que devem
concorrer para a eleicio dos membros das aiiemblas
provinciaes; mas, diz o nohre depulado, os eleitores
sao (ambem os mosmos, que elegem os senadores, v que
puf consequencia lamhom falla dos oleitores dos sena-
dores: falla tambem dos eleitores dos senadores, be ver-
dade ; mas bo pela razio de quo os eleitore dos depu-
tados sio tambem ot eleitore doi teidores ; porque
urna propoiicio pudo conter implcitamente duas, ou
mait verdades, alem daquella, que exprime a significa-
cao precisa, e o sentido potilivo dos termos, em que es-
ta concebida ; mai atignificacio precisa, eo sentido po-
sitivo da palavra oleitore no artigo 4 consiste na la
ame dai ras Tiiun e Clochc-Perce; olha, olb um
ppuco.
Oh Ict.uiU-me, levanta-me, pora que veja ainda
urna ves eia ditusa cM.
Coeanna eitcndeo a mi, elueuu obonil.ro du ver-
diigu, que vinlia neniado adianto o guiava o cavallu.
Mettre, ditte-lho elle, faie-iiot o favor do parar
um inslaiilu em frente da ra Tnon.
Caboelic fes cun a cabeca um tignal doaaientimento,
c, ao cliegar ao tugar indicado, parnu.
La lilo cf|,.co-sc cum BlforOM, ujuii.iiio por Cucan-
na, u filn, oom urna lagrima nuaolhu, caa caainba
silencio, muda e fechada como um tmulo; un tut-
piru Ihe incbou o peito, o cm vus baixa :
Adeos, niiirmuru elle ; adeo juveutude, amor,
vida!
E deixou cahir a cabeca sobre o peilo.
Animo, disse Coeanna, tairesaoberao l ero cima
todo isto.
Tu er? rnurmorou L Mole.
Creio-o, purque o padre ro'o dine, o aobretudo
porque o cipero. Mat nio deimaio, roeu amigo ee
oiteraveit que nua ulhlg, ririin de li.
Caboche ouvio citas ultima palavra, e, acoulando o
relicio especial com cimara dos deputados, relicio,
que deriva da tus qualidade temporaria, e nio de tua
reltcio commum com o sensdo, relelo, que s se de-
rivado sua qualifioaeio legislativa ; mis, repito, be urna
relacio commum, o nb relelo especial : ete nio, di-
gio-me os nobres deputados, ou o aclo addicional cod-
(em urna constituiclo i parte e separada, ou nio ; io ho
urna conslituicio i parto, enlio temos duas conititui-
cou, e por consequencia dous estados; mas, te elle nio
contm urna conslituicio parte, cono se v mesmo da
ignificacio etbimologica da palavra addicional, entio
ot poderes, que ello conlm, nio podem ser dittinclos
dos" poderes estahelecido) na constituido do imperio:
logo, as tssemblas provinciaes nao podem deixir de sor
consideradas como-Iriccoes do corpo legislativo do im-
perio ; mu o corpo legislativo consta de dual camarat,
urna temporaria, e outra vitalicia : logo, at assembleii
provinciaes devem ser considersJis parles integrintes
da cmara temporaria. .
OSr. Pedro Cvale int i : Logo do ambu ai ci-
ma ras.
O Orador : Mis, te a temporilidide e a vitilici-
dade sio as con Jiges, que distinguen) esencialmente
um*. da outra cmara, he claro, que ni perleocemos
especialmente i cmara dos deputados.
O Sr. Ptdro Cavalcanti: Mat tlgumat dai nos-
ii attribuicdes crio anteriormente eiercidat pela at-
tembla geral.
O Orador : Sim, Sr.; porque, tendo iltrihuirOai
legislativas, nao podiio ser exercidat por urr.-i s dai c-
maras, visto que nenhuma deltas por ti t repreientava
o poder legislativo ; mas, sendo retiradas da aiteatbla
goral, epassando para as assemblas proviociaei, que n
exorcilio exclusivamente, a rasio de terem jt perteoci-
do ao senado nio muda u natureza das assembln pro-
vinciaes ; porquo a relacio deslas para com o senado
nio vem dis sltrbu,coei espaciaos, que exercilio ; mas
de sua qualificicio legislativa, como j disse.
O Sr. Ptdro Cavdlcanti:Mu, repito, ai faculdidet
legislativas, que exercemus, erio exercidas pela cmara
dos deputados e pelo senado.
O Orador : Porque essas attribuicdei nio estivio
extremadas, quando erio oiercidas por ambas aicimi-
rit ; mas, depois que lorio transferidss para as assem-
blas provinciaes, j nio pertencem nem a cmara dos
depuladot, nem ao senado, e nem da rasio de Ibes ler
pertencido he que vem a relicio da palavra eleitores
do artigo 4. com a camira doi depdtadot, mas sim da
qualidade temporaria, que be commum aeila, e as as-
sembln provincise; mat, tuppondo por um instinlo,
que as ittrihuifOes dis isiembln provinciaei anda
pertencettem igualmente ao tenido, a cmara doi depu-
ladot, e ii assemblas provinciaes, ainda atsim subsis-
te a relacio especial, que liga especialmente estas i-
quella ; porque nio repugna, que s attnbuicOes se-
jiocommuns, oque repugna he ser temporario e ao
mesmo lempo vitalicio : logo, a lemporalidade e a vita-
licidade lio at cundieei, que distinguen esseocial-
mentc urna da outra cmara, como fica dito.
Ora, Sr. presidente, falln o nobre dopulado sobra
o acontecimenlo de Cabiob, isto be, que eita cimara
reconheceo collegios, que a cmara dos deputados de-
poil nio sei o que fez : eu nio tenho a vaidade de dei-
cobrir o meio Je conciliar absolutamente o exercicio
simultaneo de urna atlribuic;to, que compete ao pode-
res geral o provincial, percorrendo toda ai bypotbetet:
I.*, porque entendo, que, te islo foste posiivel, tempre
icrii difficil para imm ; 1*, porque, Srs.. conciliar o
que be inconciliavel, he um vio trabalho, em que a ra-
sio se perde, e a consciencia ainda mais; nao be nbe-
drrii, be loucura, iito nio be de Sneca, nem de Pil-
ln, be deS. Paulo aot Rommot nal teguintet pala-
bras dictnltt te ttst tapitnttt, itulti actitumut.
ca vallo cora urna inao, deo oom a oulra Coeanna,
seni quo uingiiem o podetse ver, urna pequea esponja
impregnada de um liquidu revulsivo to violentu, que
La Mote, dpui leo liaver respirado, e etfregad.i ruin
ello a (untes, so aohuu refrigerado e reanimadu.
Ah dine La Mul, oriei alma nova.
E beijou o relicario que trnia ao peieooo.
Ao ebegar ao oantu do oae, e ao voltar o lindo edifi-
cio levantado pur Henrique II, detcobriu-sa u oadafalso
quo so ergua, como nina plati-forraa nua e sangren!,
a i'iiu.i du luda a eabcfaa.
Amigo, die La Muie, quisera mnrrer primeiro.
Cocannas tocoQ segunda ves com a mi o hombro do
orraioo.
Quo ha, mou ftdalgn? perguntou ete voltin-
do-e.
Honrado boincn, die Cocannas. lu ton a peilo
obseqiii.ir-mc, nio he nim' ao ineno, rao leu dito..
Sim, e vo-io repilo.
Aqu o roeu migo padeoeo mal du que eu, e est
por comegninte com men forc.
He verdade.
Puiabeml elle med quo mullo Ihe cuitara ver-
roe mnrrer primeiro'. Alera do que, se aniin aoontaoei-
e, nio teria quero o earregmo ao oadafalso.
Eal bem, et bem. duse Cabuoho enohugando
urna lagrima com a cuita da roto, fieai aocegadu, far-
ae-ha o qoe doirjai.
K de um id guipe, ja e be? dine devigirinho o
Picmonle.
De um l.
Muilo bem.......... a repelirdei, seja isso oom-
raigo.
A oarrta parnu; erio chegadui. Cooanna pos o cha-
peo na cabeca.
Uro rumor acmelhante ao rugidu do snir reaoou ao
uuvido do L Mole. Quit erguer-ie, mi a furcia Ihs
filiarlo, e foi precito que Cabuoho e Cooannia o aosti-
vcisem por bailo doa brac,".
Eslava a praca spinhoada de obec, o degraos da


Eo procuro apena* daseobrir o meio de umi coocilia-
cio rasosvel na bypolhese, sobre que labora a questlo :
stunnre -.n so questiona sobre veracidade ouezten-
cin ', -un privilegio, por exemplo, ou de outro qusl-
qti'.r liraito-eipecial, llevemos rogu'.ar-nos pelo direi-
<> r nnmum. Ora, lodoa os caaoi, em que te trata i-
i u gneamente de negocios geraes, e de negocio* pro-
vinciaei, sio por aua natucea do urna orddm transcen-
dente ; porque nao se relerem meos aos interesses l-
caos do quo aos geraes: tal bo ocaso sobre que se dis-
cute ; porque, lendo nos de decidir sobre a legitimidade
da eleicio, eolramot no exime da legitimidade dos col-
egios, e a legitimidade doscollegios refero-ie imme-
dialamente aos interesaes da communbio ; mas, se os
poderes genes sio os encarregados develar e de pro-
nunciar sobre os interesses geraes, be claro, que as as-
semblas provinciaes deven) submetter-so s decisOoi
do.poderes geraes, em ludo o que dellos deriva, ou se
refere asua autoridade eiclusiva, ou eumulstiva.
O Sr. Pedro Cavalcanti: Entio nao pode haver
assemblea provincial, emquanto nio houter geral.
O Orador: Entendo o que quer diier o nobro
deputado, isto he, que a assemblea provincial, reunin-
do-se ordinariamentu piimeiro.que a assemblea geral,
nada pode decidir sobro a legitimidade da eleicio de
seui membros, emquanto acamara dosdeputados nio
decidir. Nio obsta ; porque, nesta bypothese, asatsem-
M< as provinciaes, nio tundo outra guia na aprocecio
dis diplomas, alm do que constar das actas, o nio po-
dendo prevenir ojuio da cmara dos deputados, nenhum
remedio teem senio seguir as inspira(oes da sua consci-
cncia, e nio podem ser responsaveis pelos inconvenien-
tes, que resultaren! de urna decisio contraria i sua : eu
juro as palavras do conde de Maistre, o qual dit muito
liein, que nao ba na Iraquuza humana forjas capa-
zes de estabeleter urna regra sem excepcSo, nem provi-
denciar com urna regra todas as hypolliesei. que po-
dem occorrer no uso da vida. Na bypotbese figurada ha
um nial, mea he un mal irreparavel; pofro, por-
que nos n9 podemos prevenir todos os inconveni-
entes, que resullio de urna hypotbese dada, segue-se,
que nos devenios abandonar a discrico naquellas, de
que podemos victoriosamente sahir ? Aonde est a rasio
disto i' Quanijo nio ha remedio, o remedio be soflrer o
mal, e einda melhor remed > he preveni-lo; mes os
que o podem pretonir, nio o teem querido at hoje.
O Sr. Pedro Cavalcanti: E nos casos de diiso-
luco i' 1
O Orador : Dovem ser dissolvidas as assemblea
provinciaes: e se isto nao tem acontecido, be porque
os poderes gcrai's nao fazem caso algum das assem-
blea provinciaes; visto que as auas deliberado 's, por
ii.ais legitimas que sejio, e as suas reclamegoos, por
mais fundadas, sio como que se nunca fosiem, para
os poderes geraes: e conio cntendem que ellas de nada
podem servir para os embarazar oa sua marcha, por
muis toituota que nja, pouco Ibes importa que ellas
continuem, nao obstante a disiolucio da cmara dos
ilcputados; porquo em ih ludo podem, e fsiem o que
Ibes parece: o note-so quo nio lioso o poder'executvo,
o poder legislativo ten leiln o mos'mo, quando Ibe a-
praz, e muilp principalmente depois da lei interpreta-
tiva do acto aduicional, e isto pelo estado de abando-
no, quo dede ento lorio condemnadas. Ma, diz-
se, que he isto tirar a liberdado das esseuiblas provin-
ciaes. Nio o entondo assim; porquo eu nio soi o que
ha de Ilimitado as relacSessociaca desde o absolutismo
at democracia. Qual bu a faculdae humana que nio
est limitada por sua naturoia mesma ? Qual a disposi-
cio de lei, que nao soflro um limite necessario por ou-
tia dispoiiio, nu por sua relayio com ella, ou com o
iodo da leg.lacio ? Se temos liberdade a seguir, nio
temos a laculdade de abusar da liberdsde: portanto a
queslio reduz-se a SBher.se dar a um artigo de lei, cujo
sentido be equivoco, urna inteligencia, que comporta a
formal violaeao de outro artigo, he liberdade ou lictsnfa;
porque, para ser liberdade, deveconlcr-se as regrasdo
direito interpretativo, ea interpretacio, neste caso, deve
ter por base o reconhecimento ds superioridade reate
constitucional dos poderes geraes cni tudoquillo, sobre
quo ellesteem prevenido o direito de decidir, urna vei
que se refere-eo interesse conni.um, como considero a
legitimidade, ou illegitimidade doscollegios eleitoraes:
logo, a assemblea provincial nio pode fazer outra cou-
n senio submetler-te decisio da cmara geral; ese
nio, digio-mequal loi o sentido di lei interpretativa
do actoaddicional? Foi subtrahir autoridade das as-
semblos provinciaes aquel les negocios, sobre que ellas
Dio podiio livremenle deliberar sohi oflender os inte-
resses da uniio: nao quero saber quaes as vistas, que
bouverio. U sentido foi este.e este sentida be comprehen-
sivo dos mesmos arligos nip interpretados : alias a lei
interpretativa co acto addicional seriio dous elemen-
tos contraditorios, e por esta razio os poderes geraes
nio teem recuado adianto da necessidade de exerciiarem
. militas das altribuices, que competen) s assemblas
rasa da Monripalidado pareciio um amphitheatru co-
Lrrto de espectadores. Km ludas as janellas se diilin-
guito roma animadas, cujo elhar pareca chammrjar.
Quandu te vio e bello mancebo que nlu poda mais
susler-te nos pernae quebrados, faier um supremo etfur-
' co para por si intimo ir ao patbulo, um clamor immen-
o toergtico como um grito de agona universal. Os
buftHI bramiio, n muflieres mllavio gemtloe latii-
IIIOIOS.
Era uib dua mais polidos curletloi, dtilii os liu-
mens, e nio ero em Sainl-Jean-en-Grve que ello devia
worrer, e lini'cm Pr-am-Clerce. (1)
Coniu'bc bello! como cali descorado! disiio as
mulheres, lie o que nio fallou.
Amig, dissuLaMulc, eu nio puno ter-meem
pe Ii-va-me!
Espera, diste Cocannat.
Fez um tignelao carreteo, que ae detvioo; abaixon-
te, losan* La Mole nos bracoa cora um menino, e, com
tcgaro pasto, tubi", oarrrgado doolia-ro fardo, a cacada
da pllla-frma, ondo o depoi, no meio de gritos frene-
licoa k applauoi da mullidlo. .
Cocannas letn o chapeo aos are, eaaudou.
Oepuii lancou-o ao pe do si sobre o patbulo.
(I) Nosso Ititoret j aabem que Saint-Jcan-cn-Gnv*
era oaquella poca prtca du eiecucet. J're-aux-Clerc, er
um campo vimilio de Partt, a margen eiquerda do Sei.a, II-
sim tliainiu naqueile lempo, porque servia de lugar de pe-
teio e recrcaco aos elerci. ulo lie, ettudanlts da universida-
de. Era o campo, gerabnente eseolbido peloi duellittii.
provinciaes, quando assim julglo neeessario para bar-
mnnissr a legislacla do psiz Este ira mea voto dado
aprincipio.de que as cameras legislativas sio exclusi-
vamente as competentes para julgar a legitimidade das
elei(Oes. Mas agora eiporei minha opiniio quanto a
esta quaslio; opiniio toda minha, toda individual;
mas be provavel que nio agrade aos nobrs deputados:
pouco me importa; porque, quaodo Jeius-Christo ap
pereceo na Palestina fallava urna lingoagem toda di-
versa da opioio daquelles, que o esculavio; cbamrio-
llie impostor, inimigo dos Cazares, falso propheta;de
rio-lbe finalmente morte da cruz ; mas nem por isso
elle deisou de ser sempre o Unignito de Dos, subs-
tancial ao Padro, Dos, elle, tnesmo : Josus-Cbristu
he o nosso modelo: eu nio deixarei, portento, de emit
tir a minha opiniio s pelo receio, deque venba a ser
reprovidi; e se ella he a verdadeirs, nunca deixari de o
ser pels rasio de ser combatids: eslou certo, que me
hio de chamar eorcunda; mas nio he a primeira vez.
paciencia. Sr. presidente, se a conslituiclo presore-
eo i assemblea geral o dever de fazer a lei regulamen-
tar das eleiedes, he claro, que astleicio feita (oradas
regras e solemnidades estaLelocida na lei eleitoral,
nio poje ser valiosa, aob pena de ser a lei eleitoral I-
lusoria, e a constitaiclo Iludida: logo, he de toda a
evidencia a necessidade de urna autoridade competente
para proferir o leu juizo sobre a validado ou nullidade
das eleicOes; mas qual sera ella ? Dixem, que devem
ser as cmaras legislativas, porocrasiio de verificaron)
os poderes de seus membros; maa desta opiniio resultio
os inconvenientes, quo acabo de notar, inconvenien-
tes e absurdos, que se nio podem tolerar; porque che-
gio urna decomposifio social, isto he; a cmara dos
deputados com seus eleitores, o senado com outros di-
versos, e as assemblas provinciaes, segundo a opiniio
dos nobres deputados, tamben) com aeu temo sepsrado.
OSr.Barao di Suaiiuna : E ai cmaras da Eu-
ropa ?
OOrador: Ai camin da Eurapi, excepto ai
temporarias, sio nomeadas pelo rei, nio ha esse in-
conveniente, porque nio sio nomeadas pelos eleitores.
O Sr. Baria de Suanuna : E nos Estados-U-
nidos ? ,
O Orador : Noi Estados-Unidos, quem julga as
eleicSes, no caso de controversia entro os eleiles, que
dispulio a legitimidade, he o poder judiciario. Vol-
tando, poii, 10 meu ponto, he de toda a evidencia a
necessidade de urna autoridade para este julgamento : as
cmaras legislativas nio o podem ser, sem os absurdos
mencionados. Mas, disse o nobre deputado, fica-se s
annullacio pnr urna lei: por urna lei nao pode ser, por-
que urna lei suppOe o accordo das cmaras, eodesac-
cordo he o que temos observad ; mas,anda bsvendoac-
cordo, a lei depende da sancr/io do governo, eo gover-
no nio pode ser coagido a snecionsr quando entender
que isso nio convem. Kirao: mas essa ho a sotte de
todos os projectos de lei-;eeu respondo:-mestno porque
esta he a sorte de todos os projectos, ha que na deci-
sio nio pode vir de um projocto de lei; porque, quan-
do ha desaccordo as cmaras, ou quando o governo ne-
na a sanecio,presumo se legitmenle, que nio foieonhe-
cida a utilidade:mas, no caso de urna necessidade re-
conhecida para a organisacio dae cmaras legislativas,
tubmetter o negocio ao capricho (pode-se dizer) ao ar-
bitrio, e mesirio as paixdcs dos que esli encarregados
de velsr na constituieio, que podem iaiet, ou deixar
de fazer a lei, e (ca o negocio indeciso, fura isso umi
inconsequencia, que me parece, so poda qualificar de
monstruosidade : logo, digo eu, se o poder, a quem
compele fa/er a applica(io e execucao das leis, he com-
petente pira julgar, le n eleiedes lorio ou nio valiosas,
ou dobiixo di relicto judieiaria ou debaixo da
relatan administrativa porque aquel le a quem
compete a execucio das leis, he competente para de-
cidir as questdes de direito, que resullio dn dilTi-
culdadea da exerucio; e se isto he permitlido a func-
cionarios de cerlaordem, como pude ser contestado
aquellos, que funccionlo conr lutoridide suprema ?
Alm disto, o corpo legislativo he competente pin im-
pr a pona de nullidi.de aoi actos que se pralicircm
lora da lei, que os presente; mas nio be competente
pan nullificar os actos, que se praticarem contra o
disposto na lei; porque a nullidade proferida pelo cor-
po legislativo entra como parte da sano/So penal, a qual
nio pode ser posterior lei; porque entio nio havia
lei, e por consequencia nenhuma violscio de lei. Sri.,
esto boi regn na minha muito humilde opiniio; mas
esta regra pode solTrer urna excepclo; eu nio a faria,
mas ella est feita, quanto a mim, e esta exceprjo a
cho eu no artigo 6.* do acto addioional, e outros da
constituieio sobre a verificaclo doi poderes; mas veri-
ficar poderes he, e nada mais do que examinar, se sio
ou nio verdsdeiioi os ttulos, que os conteem, e para
isto basla verificar.se os ttulos sio revestidos das so-
lemnidades, queconduzio a verdide o fdoiclo; po-
rem, lendo eu o capitulo doi coneelboi de provincia,
(Nota do traductor.)
Giba cni derredor de nos, diste La Mole, nio as
vt oin algunts parlo?
Cecannaa panou urna revista circular pelos edificios
vizinlioada praca, caocbrgar a corlo ponto parou, e
sem desviar ot olbo* locou o hombro du amigo.
Olln, ditie elle, ollia pan a janella deata lor-
rinha.
E coro a oulra man aponlava i La Mole o pequeo
monumento, que nimia luje existe, entro a ra da Van-
neria e a do Montn, reliquia dot pttsadot sectilot.
Duat mulheres tcalida de prnto, ccom os brajoi cn-
trelafadoa, all eluvio nAo i janella, inai um pouco re-
colbdss para dentro.
Ah I que urna couta io tema, date La Mole, era
inorrer aem tornar a v-la. Vi-a, postu morrttr.
E com ot olhot vidamente Slot na jauellinha, levoo
o relicario boca, e o cubri de brijot.
Cocannat taodou ai duat damaa coas toda a coi lea-
nlo, que se poderia dar em urea tala.
Em resposla i etie aignal agitarlo ellai ot icni len jui
cntopadi do ligrimas.
Cabocho por aoa vei locou o humbro de Cocannat, e
fet-Jbe com oa olhot um lignal tjgoi6calivo:

Sim, aiin, dicte u Piemontes.
Eolio vullando-to para La Mole :
D-iue asi abraco, ditte-lhe, e morre como um
genlilhoniero. Itlu nlu icri dtfljeil, amigo, pnia que et
tan valorlo.
Abl ditse La Mul, 110111110) morilu haver da ini-
oha parle em oorrer beaa; |>adeco lano I
O padre approximou-ie, e apreientou um orueifixo
vejo que diz, que os concelhoi podem laminar le-
ealidad da eleicio de seus membros; e, nio podendo
conceder mais aos oooealxioi. de provincia do que ..
assemblas provinciaes, digo que as assemblss podem
examinar tamben) a legitimidade da eleicio de leus
membros. Dirme-hio tilve: como se ba de jul-
gar da validado doi'deputadoi aem entrar 00 examida
legitimidade doi eleilore ?E eu digo que o felo Nio
faci tal; nl concedo mesmo a Irypolhese; porque,
sendo o governo competente pin innullar. i entender,
que a eleicio dos eleitore he aulla, he claro que an-
nulla ludo mais por urna eoniequenoii oeeesiiriisino
concilio, el omnia oaciiso vitkntur, sin* quioui id
explieari non potuttdt msis isto ji iconteceo en-
tre nos, e nioguem le oppz. Se. porn. o governo
remelle as setas pin ai camarai regulativas, olio
deve-se entender, que elle julga a leielo valiosa na
paite, que Ibe compete, e nio ba que faier mais do
que examinar a eleipio doi deputados; .mil doi depu-
Udoi, quo lio o seus membros, e nio-dos eleitores, que
nio sio mu membros; poil a lutoriiscio he pan exa-
minar a legitimidade de seus membros Dirme-nao :--
enlio ser o governo o que fiz 01 deputado:--e eu res-
pondo, que, no caso contrario.sero a cmara, que la-
sen os deputados, e estas no lio miis compelententei
da que aquella pin fazer deputidoi. e de bald le me
oppSa:que ai eimini oio.ie devem submelter ao
juizo do governo sobre legitimidide dos eleitores. L
porque nio, te fflr de iui eompetenoia a decilio lobre
ella ? Ero que consiste a independencia dospoderei.
senio no reconhecimento reciproco ds legitimidade dos
dos respectivos ? E quintos, St. presidente, me nio
dirieem resposti que o governo tom msis interesses
em abusar do que ai cimirn T Disto me rio eu, e
convido 1 todoi 01 meus esmaradas pin que tatnDem
riio commigo. Argumentar com ibusos em fsetos dei-
tiordem, fietoi que dependem de um concuo de
circunstancias, que se nio podem reunir em um s
ponto de visti pin bem calcular donde mais pro va-
velmentepde vir o abuso 00 meio du vicissiludes
polticas, que nio sio raras, he argumentar, nio pelo
amor da verdade mas pelo interesse de a combater.
Eu concluirei reipondendo a um ponto em que
locou o nobre deputado, e vem a 1er decilio do sena-
do contriria di cmara doi deputidoi lobre a legi-
timidade dos collegios. Esta decisio, quaesquer que
fosiem os motivos, que 1 dilrio, nio importa couia al-
guma, e pde-se mesmo dizer, que nio tem objecto
debaixo de relscio jurdica. Si., o fallecido sena
dor Bibeiro de Andrtda, de nudosa recordacio, estiva
compreheodido na lista triplico pan teidor, fosiem
ou nio foisem annullados os collegios, que a camira
aonullou : ora. elle foi o eseolbido do Monareba,
por se comprehender na lista trplice, fossem ou nio
annullados os collegios, tendo o senado reconbecido va-
liosos os collegios que cmara dos deputadoi tambem
reconheceo ; em una palavra, sendo elle compreben-
dido na lista trplice, considandos legtimos todos os
collegios, como quer o tenido, be evidente que o se-
nado ja nio tinbi o arbitrio de deixar de racoubecer, e
volar pelo eseolbido do Monareba, lob peni do nul-
lificar se urna das msis excellenles prerogstivaa do po-
der moderador; iob peni da ler o tenido quem fu 01
senadores, l'orlanto, a decisio do sensdo, que-reconhe-
ceo senador ao Sr. Ribero de Andrade, nio tem de-
pendencia alguina deiia emenda, que acompanhou a
decisio, considerando legtimos os collegios annulla-
dos : logo, a votacio, na parte, que approva ella emen-
da, nio tem significacio real, nio tem resultado poli-
co. E te nio, digao-me 01 nobres deputados qual he
elle. Ellinio pode annullar a decisio da cmara dos
depu lados, nio podo coagir o governo a dar-lhe exe-
cucio; ella nio obriga mesmo o senado, porque nio-
guem dir de boa f, que elle ficou inhibido de tomar
urna deliberacio contraria, se neceissiio fr entrar de
novo no exime di queslio; qual (o eolio o efleito da
decilio detsi emende ?
O Sr. Pidro Cavalcanti: O votsretn esse colie-
giot pira 1 eleicio de senadores.
O Orador : Se votirem, depende isso da deci-
sio do governo, e o governo poda nio mandar reunir
os collegios, e elle nao se reuoem por ordem do te-
nido: logo, depende di vontsdo do governo.
OSr. Bario di Suauuna : E o tenido Dio tpuri
tem ene votos.
OOrador : Etiit eoutii teem tantas difliculdsdes 1
resolver, que se nio podem trazar para esta diicutsio,
e por isso s di re i que a decisio do senado pode apena
valer um conseibo, que podo ser muito til aot que
livefem tanta confunca netta decilio, que por ella
queirio dirigir o teu voto; mu eu confeito, que, por
nuior que sej o respeilo, que lenho ao tenido, nio
posso conformtr-me com ella; o que nio he de admirar,,
porque cm fio) a luperioridide de luzet nio he in-
eoopilivel com o erro, e muito menoi com 11 pii-
La Mole, que, torriiidu-sc, Hio mottruu o relicario,
que tinha na mi.
NSo importa, ditse o sacerdote, ped aempre for-
fa aquello que iiffrru o quo vi idea tnfircr.
La Mole beijou 01 pi do Chritto.
Reeommendai-me, diae elle, i ericei dai reli-
gioiat da Bemdititiinia Virgen.
D-te presta, La Molo, ditte Cocannat, iaset-me
tanto nial, que.me linio enfraquecer.
Ettoii prctttt, dinc La Mole.
l'odereit contervar a votta cabrea bem dtreiit?
dinc Caboehe, preparando o teu culellu por tria de La
Mole ajoelhadu.
o oetpero, dille eite.
Eolio ludo ir beai.
Mai ti, dino La Mole, nio eaqueeereit o que voi
eu ped; eile.relieario voi abrir ai portas.
Ucitinyii. Pureiu procurai ter a cabeea bem di-
reita.
La Molo rndireitou o peacoco, e vollando o olboi
para a terrinha:
Adeot, Margarida, diaaa elle, recebe.....
Nio acaben, de um rev do culello, rpido ebrilhan-
le ooiuo o rain,,Caboehe re cahir d'uro golpe t a cabe-
ra, que fui rular aot pt de Cocannat.
O corpo oilendeu-ie brandaoieule como te le dei-
tatae.
'ia griio imaienao reiumbou formado de mil grito,
a em todas etiaa votes de mulheres, parecen h Cocanuti
ter ouvido um acnito mait que lodot 01 outrot du-
loroao.
xSet (apoiadot) aditote da quio, oh I quantu
vetes abdica 1 rasio humana II
O tSr. Bardo de Suauuna :, A paixSn sio-nnc~.
sariit ao homem.
O Orador : Sim, lio necessirias e muilo; ii0
o primeiro movol du iccCe bumtna; mes cumpre di-
rig -las. para que se nio lornem perigosss.
O Sr. Bario di Suauuna : Nio pode ser.
Orador : Poder-: todoi temo rasio suluciente
pin dirigir notm piixSei. alias, ellai Mro' o ins-
trumento di nossi propria aniquilacio.
Sn., tenho emillido a rallo do meu voto quanto ao
parecer da commiitio : elle fund-ie no irtigo A.', en-
tendido como en tendo, vitto ter panado em forca do
coun julgidi, que ai cmaras sio ai uoictt compe-
teotei para interpor o seu juizo sobre "a legitimidide
deeleicoes. E le esta he tnica opiniio verdadeirs.
entio ti ideias, que acabo de expor em lavor do pare-
cer da commiitio, ainda que podettem ter combatidas
por algumas diilinccOe apparentes, he preciso suppo-
I11 no espirito de nosm instluicaes organiea, a isto
pan a nio suppor, queie opponba 1 coniolidtclodt
monarchia e a integridideado imperio; o 01 poderes po.
litiooi lio obrigtdoi, em suas delibericdet, dsr-lhei
todi 1 forc posiivel "de urna verdide conilitucionil-
mente ettahelecida, e que a nossa organisacio social
preisuppoe ; mai fiquem aabeodo o nobres depuls-
doi, que a minbi opiniio particular, quanto a autori-
dade, a quem compete o juizo e decisio sobre a legi-
timidade doi collegios, be o governo, e delli convencido
me atiento.
DISCURSO, qut. depois d'havtr fula sigunda mi falla-
do o Sr. llego Montiiro, pronuticiou o Sr. Faria em
a seisio di lodo correnti. (*)
O Sr. Paria: Sr. pietidente. eu preomva-me pi-
ra responder a primeira consideracio do nobre depu-
tado, lendo-lba o artigo do regiment; n.asoSr. 1.a
tecretirio leo um outro, que tem applicacio tambem ;
portanto quanto ao adlamento nada direi: agora, quin-
to ai ruos, que spresentou 0 nobre deputido, pin nio
apoiir o adiamanto, direi alguma couti. Disse o Sr.
ueputado, que te nio tnti de um negocio eclesisti-
co: o Sr.depulado parece, que nio leo o projecto ; por-
que, se o leste, obtervaria, que le trata alli di cretcio de
umi (regueia, e di tuppretsio de outn; trata-te da
dar ovelbn 1 um paitor, tirando-as a outro; e 11 isto
nio he negocio eclesistico, nfio sei, que outra couu
seja. NSo esperara, Sr. presidente, que urr. requeri-
mento to justo, lio risoivel, e meimo lio conforme
aot ettylot da caa, loflreuo oppoticio; sempre foi coi-
tume ouvir o Exm. prelido docotano tobre queilSes
desta ntturezi: nio sei, poit', rasio, por que se bs de
preseindir agn dettt audiencia e contulta. Senbore,
eu comidero qutlquer diviiio territorial, como nego-
cio de muila importancia ; e deita naturen sio, sem
duvida, ai divisoet ecclesiasticas, porque delln depende
em parte o bem espiritual dot povoi: por isto nio de-
vemos proceder com ttnti pretta, nio devenios decrta-
la! precipitadamente; devmos empregar lodot 01 meioi
de eiclarecer-nos; devemoi aproveitdr lodos 01 recursos,
que pdem'habilitar not a fazer urna boa diviilo, umi
divilio, que vi melhonr 1. lorie doi povoi, em vez de
peiort-lt.
Or, o meio mais efliciz, que temoi pin etclarecer-
001, be a contulta do Exm. biipo diocenno; porgue,
tendo o fin di divilio eccleiiailica o bem espiritual dos
povoi. nico, que devemoi ter em vittai em tiet divi-
sei, l o prelado diocesano nos pode dar os preciso
eicltrecimenlos. Primeiri autoridade ecclcsiistica da
provincia, centro de toda a juritdiccio eccleaiaslica, on-
de vio ter todas as necessidadci eipililuies dot rovos, e
donde pirlem todoi 01 recurtoi, i elle pode conbecer
perfeitamente, le ba necettidadede farer eisa divilio;
se ella he justa eratoavel. Demaii, Sr., be pieciao at-
tender, que vamos olTender direitos adquiridos, porque
vamossupprimir urna fregueii;e por isso devetnoi pro-
ceder com muila circumipecio Sr. preiidenle, eu ti-
nha muilo mait contiderir&ri a lizer lobre ligues arti-
goi do projecto ; porm nio he agora occatiio, reter-
vo-me para occasiio competente, que he a segunda dii-
cussio : eolio eu rooitrtrei os muitot inconvenientei
do projecto, como entre outroi, o de ie querer irvortr
a aisembla em apreientadora para o beneficios, por-
que ntda menoi do que isto importa o dizer o projecto,
queopsrocbo da fregueiii, que te exliague, pesiar*
para outra iodependente de concurso. Nem se argu-
mente com factoa consummados; porque eu nio admiti
tal doutrina de lacios coosumnudos; pouco mo impoiti
saber se te fez alguma coun; o que quero lber be, H
te devii fier. Sei, que outr'ora mim te fez com o pi-
(') Oidiicursot, que icima vio transcriptos, nio
nos folio remedidos inte bonleui pelo ."-r. deputado ;
porque, estando elle nesta cidide.e Ib'ot mandtndonoi
levar de Olinda, onde rende, e onde tuppunhimoi
que te acbavi. d'alli Ibe forio pin aqui trioimillidoi,
borai, que i honteni no-loi pflde rettituir. Vi HK,
Obr igndo, meu dignu amigo, ubrigatlu, dieCu-
cannat, e pela lerceira vez deo a meo a verdugo.
Meu hlli u, dine e padre a Cocaatoat, nlu icndei
tambem alguma ruuia a cuutiar a Drus?
Por 1111 ii lia fe quo nlu, meu padre, dine 11 Piemon-
tes; ludo o que eu tinha a diter-lhe, a viniriuio u dis-
to luinlejii.
Depoia vollandn-tc para. Cabocho:
Vsraoi, verdugo, meu derradeiro amigo. ain>I<
um tervifo.
E anlet de ajoelhar, paaaon por toda a mullida o un'
olbua lio caliiiut, to aereiiua, que hu murmurio *
admirtfio Ihe veio liiongear o ouvido, o faaer aurrira
sen orgulho.
Enlio, turnando a cebeca do amigo, e depoeiandu-
Ihe um beiju nua lebioe rouxot, lancuu uui ultimo olliar
para a turriuha, juelhuu-te o conicrvandu noi rula *
querida cabrea, diisc :
Agora.
Mal a palavra linha ido pronunciada, j Caboohe In
havia feilo voar a cabecn.
Dado o guipe, um tremor convulivu ae apoderuti da
digno humero.
Era lempo de que isto acabaste, rourmttroii elle,
pubreropat!
E com trabalho tirou dai mo* inteiricadaa de 1*
Mole o relicario d'ouro, eloncou o teu capole tobre 01
ritiet deaptijut, que i carreta devia condutir i i"*
ata. a
Eslava o eipeeiaculo cenelaido : a mullidlo civtc-
oeu-sc.
(C#is

rocho de Pasmado; ni o qoedsb; le legue be. que t
assembla d'entio obrou muito mal. Sendo, pon, como
dina, o pruje* do maM- importancia, perece-me, que
niohoderheverdovida em ae approvar oadiameoto,
na* propui, muilo maia quando a ludo uto accreice,
que ae nio pode dividir urna, fregueiia aem a concurren-
cia
da autoridade ccclesiiilica.
DISCURSO, que na sendo de l5#Jo eorrento, pronun-
cou o Sr. Faria, depon de, pela ultima vez, le na
neim eeiito orado o Sr. Piixolo de Brito.
OSr Faria : Sr preiidenle, eu ja diue, quaW
caioijulgadoi, 01 lacios consummadoa, para mim nio ti-
nhio torca, era doutrina, que eu nio admittia; e por
coniequencia 01 exemploi. que ae apretentio, nio pro-
fio lenlo, que ae tem faltado justice, que te nio tem
obrado em rrjjrs.
O Sr. Peixoto de Brito : Aondo eali eicripto, que
ba contra a juitica T
O Orador: Eu apreientarei un raciocinio para
provsr o que dase: be elle rauito simple. Todo o mun-
d > libo, e d nobre deputddo nio ignora, que por dire-
(o proprio compete divsio eccleaiailica ao poder eo-
cleiintico.
OSr. Peixoto de Brito : Ni, Sr.; pela eonsti-
tuiclo compete a anembla provincial a diviiib eccle-
aiaitice. .
O Orador: Nio ha qaem pona duvidar de qu he
direito proprio do poder eeclesiestcn, poraer mui ex-
presso em todoa oa caonea recebdos: appareee entre-
tanto o tacto de faiero poder civil cssas divisen; mai
aabe-ae tambero, que o fazilo. por aerem oa reia de Por-
tugal grios-mestres da ordein de Cbriito. em virtude
do queexerco altribuicoes quaai prelaticiaa : por con
scquencia, o poder, que tiriblo, de faiei eiaaa dvisdes,
nio era um direito proprio,era aim em iirlu.de do grio-
mestrado, de que erio reveitidoi; mas, tendo aido abo-
lido eotre ni o grio mostrado, porque eotendeo-ae
(nio seise bem ou mal) que elle subjeitava o Im-
perador do Braail a um aoberano eatrangeiro para
quem reverteo eite poder, que tinha o Imperador em
virtude do grio-meslrado ?
OSr. Afelio: Para ninguem.
O Orador : Perdoe-me, para a aua fonle primi-
tiva e originaria, que be o poder eccleaiaatico: por con-
lequeneia, entendo, que boje ie nio pode dividir urna
freguezia, tem o concurso do podereceleiiaitico, e a di-
vido, que ae fuer aem oite concuo, be nulla, no uieu
humilde entender.
O Sr. Peixoto de Brito : Lea o 1." do.artigo
10.'do acto addicional.
O Orador : Que diz? Diz, que compete a aiiem-
bla provincial fazer a diviso; mas nio exclue o" con-
curto da autoridade espiritual, e nem dabi ae pode con-
cluir, que ai niemblai provinciaei posiio por li ios
faier enas divitdei. Sabe o nobre deputado, que pela
constiluicio o Imperador tem o direito de nomear oa
bispoi; mea iegiie-ie dabi, que em nomeacio nio ei-
tfj i dependente de urna confirmacio da Santa S? Sabe
anda o nobre deputado, que o Imperador tem o direi-
to de epreientar para os beneficioi parochiaea; mai se-
gue-ae dabi, que ena apreicntacio aeja bailante? Nio;
precisa ainda a concurrencia do poder eclesistico, pre-
cisa queettad a inslituigao cannica. "Semejante-
mente, quando o acto addicional da ai.aiaemblaa pro-
vinciaes o poder de dividir aa fregue/iat, nio exclue,
peto contrario suppOe o concuo do poder ecclesiaitico:
e nem era preciso, que o acto addicional o dissesio ex-
pressamentei porque,[sendo a religiioca'.bolica a does-
tado, sendo nos membroa da igreja catholica, sendo oa
cus caonea e leia recebidoi no imperio, devele enten-
der sempre a constiluicio de conformidade com esse
canonei. Nio neg ai asiemblaa provinciaea o poder
de dividir ai fregueiias; apenaa tuitento, que ellaa o
nio nodem faier lem o concurso simultaneo dos respec-
tivos prelados diocesanos, ou- do poder ecclesiaitico ;
porque entendo, que oai couaaa, que por aua nature-
a envolverem materia temporal e eapiritual, como as
divisos de Iregueiiaa, devem concorrer ambos oa po-
deres, civil o ecclesiaitico.
COMMERCIO.
Aifandega.
Berdiuerto do du 16 .. .............i:608jlSO
Deecar regad hoje 17.
Barca G/o6alarinha e bolaxinha.
BrigueNelie-Matkildemercadbriai.
Briguetunacarvao.
Pilacho6'Ariiinofirolos.
BarcaOiBroybacalhao.
Escunallarfruencirvlo.
BrigueLoperfarinha, bolaxinha e logo da India.
BrigueMary-Queen-of-Scetimercadorin.
BircAnloinetteidem.
IMP0RTAC*0.
ADRIANO, mlitico heapaohol, lindo de Malaga, en-
trado no correte mei, consignado J. P. de Lentos &
Filbo. manilestou o seguale :
40 pipase 10 nielas das vinho, 1,100 resteas d'slnos,
80 quartoles ateite, 55 dllaa vinho, 750 calzas paaaaa,
10 caixoea dtlaa, 50 calxaaameixas, 4 saceos comlnhos.
10 ditos allasema, 6 ditos erva-doce, i eaisaa laiendaa
de seda, 74 ditaa charutos, S ditas ssngueiugas ; i J.
P. de Lemos # Filbo.
400 barras ebumbo, i00 bsrris chumbo de munlcio,
319 calzas passas, 300 ditas sabia, 61 ditas Bgoi, 158
ceiraa ditos, 98 quarlolas aiolte. 1 calza faiendaa de se-
da ; a Nascimenlo Shaefler # C.
Consulado.
BENDIMKNTO DO DU 16.
Geral............................ 2:987*949
Provincial.......................... 1:067*311
Diveraaa provincias.................. 159*694
4:214*954
Capunga em alinhamento da estrada .nova, que tai
da ponlezinba para oiio, com 184 palmos de largura,
na Trente da estrada,* do lado do Norte al o haeco, que
vai para o sitio do doutor Jacobina 54 ditos, e do lado
d SuJ pelomesrno beccoabaiio, com 170 ditos, dedu-
zindo a quadratura de duaa linhaa parallelis, vem a
ler de fundo 79 palmos, lio lmente dsndo-se o valor
do 3.000 rs. porcada palmo, vem a ler a importancia
de 522,000 rs ; essim mais cinco ps de laranjeiraa a
4,000 n. cada um, nio iocluindo outras arvorea por
aerem agrestes; declaramos outrosim, que a coiioha de
laipa nio exilie, ipenaa o vestigio do lugar, avaliadaa
ai arvorea e o terreno na quantia de 542,000 rs.
E para quechegueao conhecimentojdetodoi, mandei
aiiar o presente, que ser filado nos lugares miis pu-
lios destacidade, e publicado pela imprensa.
Dado e panado nesta cidade do Recite de Pernambu-
coaob meu aignal e- sello deatejuio, que ante mim
lerve, ou valba som sello, ex-cauia, sos 6 de marco de
1846. Eu, Antonio Franciico Rodrigue Afagalhaes,
eicrivo interino, o subicrevi. Jote Thomat Na-
4uco de Araujo Jnior. -
Declaracafi.
SESSAOEM 16 DEMARQODE 1846.
PRESIDENCIA DO SR. SODIA TEIXBIRA.
A* 10 '/i boraa da manhiao Sr. l.'iecretario faz a
chamada, e verifica eatarem presentes 20 Sri.dcpntados ;
(altando, tem causa participada, o Sn. bario de Suas-
suna, Pedro Cavalcanti e Figueiredo.
O Sr. Preiidenle declara aberta a senio.
U Sr. 2. Secretario l a acta da senio antecedente,
que he approvada.
OSr. i.'Secretario menciona oieguinte
EXPEDIENTA.
Um odelo do secretario da provincia, accussndo re-
meta, de ordem do Exm. preiidenle, do contrato cele-
brado com o baeharel Jeronymo Marliniano Figueira de
Mello, para a factura da estaliitlea da provincia, aisim
como daa porlarias, pelas quaes foi prorogadoo praso do
dito contrato. Fiando tabre a meia.
Um requerimento, em que Alezandre Jos Domellaa,
professor de primeiras ledras da povoacio de Beberibe,
pede, que, i ezemplo do que se prstlcuu com os profea-
snres da cidade de Ulinda. ae Ibe conceda urna gratifica-
cao para aluguel de casas. A' committdo do orde-
nado.
O Sr. |,e Secretario declara es(ar na anle-lala o Sr.
deputado aupplenle JoaquIm.Villela, enamesaoseu
diploma.
" Sr. Pretidento convida i eommissio de constilui-
cio e poderes a dar o seu parecer sobre o diploma spre-
sentado. *
A eommissio, a que. be (ello o convite, retira-se da
sala.
(CofliiMuar-ji-Aa.)
Cmara Municipal.
TERCEIRA SESSO ORDINARIA |DE 10 DE MARgO
'. DE 1846.
PRESIDENCIA DO SR. MELLO CAVALCANTI.
Acliandii-ie |>reat'nlea o Sra. Hamos, Oluoira, Car-
iiirn M"iilriro, e L>r. Nery da Folicea, faltando oom
causa |rlieipada ua niaia Sra. abri'o-se a irisio < foi
''da o a|iprvada a octa da antecedente. O Secretario ni
'riii |>aiiici|)iiu nio'havereipedreute. Coulinnou a no-
** purclo iloi voloa para ua deputadoi provinciaea
" actual legislatura: e, clldn a hora, levantou-iea nenio.
y ii Lu do Franca Mello Jnior, serretario inleriiio
eicrevi-----Mello Cavaleanti, pro-preiideote. Olivei-
'< /(amos. Lairitiro Montero. Ur. A'iry da
Ponteca.
iluvituento do Porto.
Navios entradot no dta 16.
Phila'dulphia ; 34diaa, patacho americano R.- F.-Lo-
per, do 147 toneladaa, capitio W. Norlb, equipa-
gem 8, carga farinba e fazendat ; a Matbeus Aui-
tim & Companbia.
Loodrea ; 67 dial, brigue-eicuna dinamarquez Har
[ren, de 112 toneladaa, capitio C. C. Jones, equi-
pagem 7, carga carvio de pedra ; a M. Cilmont &
Companbia.
Liverpool; 33 dias, galera ingleza Stend-Fnh de
345 toneladas, capitio Richard Green, equipagem
22, caiga latendaa; a M.c Cihnonl Panagsiro, John Elle>tt, Ingles.
Hamburgo ; 74 (lias, brigue bamburguei Chriitine,
de 140 toneladas, tapitio H. C, Jaggenbrock, equi-
pagem 7, carga iaiendaa; a Kalkman & Koiemund.
Panageiroi Augusto llenry Piaeger, Bremin Albert
Rosbacb, Prussisno.
New-Castle ; 65 dias, brigue ioglez Indian, de 2-29
(onelsdas, capitio Jobn Mackie, equipagem 11, car-
ga carvao de pedra ; ao capitio.
Cotinguiba ; 9 din, brigue-escuna de guerra braiilei-
ro Leopoldina, commaodante o 1 lente Candido
Jos Ferreira. Panageiio o 2.' lente Deifico
Carlos de Cinalbo, com 1 criado e 1 reciuta de ma-
rioha.
Navioe eahidos no meimo dia.
Genova ; polaca sirda Foametta, cipitio Guileppe,
carga aasuear.
dem ; polaca urda Buo*a-lntelligencia, capitio Joao
Baptista Golen, carga anucar.
Aracaty ; hiato brasileiro 6'onceicilo, capitio Francis-
co de Caatro. carga farinba.
Blllia ; brigue inglez Runneymede, capitio Atcbibald
Steel, carga a uiesma, que trouze.
Editaes.
> O Illas. Sr. ioipector da Ibeiouraria daa rendaa
provinciaea manda fazer publico, qtft, em cumplimen-
to da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de'9
do corrente, irio i prava no dia 15 de abril prximo fu-
turo, para seren arremaladaa a quem por menoa fizer,
aa obras da cadeia da cidade ade Goianna, orcada na
qoanlia de 9:484*070 rs.; aa quaei deverao aer ezecu-
tadas sob aa clausulas especiaes abaixo transcriptas.
Ui licitantes, devidamenle habilitados,compareci na
sala dassessSesds mesma Iheaouraria noiodicado dia,ao
meia dia.
Secretaria da Ibeiouraria dai rendas provinciaei de
Peroambuco 13 de marco de 1846. O secretario,
Luit da Coila Porlocaireiro.
= O Brigire Wo recebe a mala para o Itio-Gran-
de-do-Su! hoje (17), ai 4 horai da tardo.
THEATRO PUBLICO.
Quinta- feira. 19 do correte dia aanto de guarda,
se festejara o annivenario de S. M. Imperial a Seniora
D. Tbereta Cbrislina com um lindo drama intitulado
A I V1PEKANTE E AS GRAQAS;
oqual lera precedido de um dialogo recitado pela
Senhora Jetuina e Manoel Antonio no qual pedem a
publica indulgencia. O retrat do S. M. I. appare-
cer em um vistoso carro puchado por Indios: can-
tando-aeo bvmno nacional.
Seguir-se-hs a mageitoia pega sacra intitulada =Na-
bucodouoior transformado em bruto ou Daniel no la-
go dos led>s*= A tranilormacio ser* desempenhada na
propria peasoa que faz a parte c nio em um burro
pintado l de um lado como le pralicou na emprea
de 1834. A peca esta multo bem eitudada; com ludo a
nova sociedade Dramtica implora o espera desculpa de
leui defeiloi.
Os Srs. socios espectadores entrio com 4* rs. emesda
espectculo e tocad-Ibes um camarote, 6 bilbetes de
pUta e-dous de varandas. S'ise neceitio 50 socios,
para prefa/er o computo do 200,000 rs. despeja em
cada eapectaculo ;' porm os Srs. socios espectadores po-
dertOvender parles meia: partes e quarlos de parlo,
que Ihei toca. Os que ainda pretenderem assgnar, di-
rijAo-ie so Sr. I'aiva junto aotbeatro at odia 18,
impreterivelmenle.
emnme
Avisos mai-itimos.
O palacbo Olioeira ltimamente chegado do
Rio-de-Janeiro pretende aeguir liagem em muilo
poucos dias para a 11 ha de S. Miguel, por ja ler a
bordo paite de seu carregamento : e como esteja revol-
vido a fizer frelet anais em conta quem nelie qui-
zer carregar ou ir de paasagem dirija-se ao capitio
Antonio Franciico do Reiende na prava do Commer-
cio ou a Joio Tvare Cordeiro na ma do Yigario,
n. 13.
=.Para o Aracaty, a labir'al 25 do corrente, o bri-
gue-escuna nacional .4guia : para carga e paisigi iros,
trata-se com Novaei & Companbia, na ra do Trapiche,
n. 34.
Para o Rio-Grande-do-Sul legue viagemem pou-
cos dias o brigue brasileiro Novo-Lobo, capitio Jos
Alve; recebe escravos a frete c panigeiros: quem'pre-
tender, entenda-se com Manoel Ignacio dv Oliveira, na
ra de Apollo, n. 18.
O brigue nacional Competidor sahir imprete-
rivelmenle no dia 22 do corrente para o Rio-de-
Janeiro para onde ainda recebe passageirose a escla-
vos a frele : quem pretenjer, falle a Gomes & Irmio ,
na ra de Apollo, n. 2.
= Para Genova sahir al o fin do corrente mei ,
a barca (sarda Befronle ainda recebe carga : quem
quizer carregir ou irde paisigein para o quo tem
muilo lions commodoa dirija-so ao seu consignatario
JosSaporiti, na ra do Trapiche, n. 34, terceiro
andar.
Le i I oes.
OBRAS DAS CADEIAS.
CADEIA HA CIDADE B GOIANNA.
Clauulu eipeciaee iarremalaqio.
I.1 As obras para o acabamento da cadeia da cidade
de Goianna itrio feitaa pelas formn, aob|as condiedn, e
do modo indicado no oicamenlo e riscos,approvadoi.em
8 de novembro de 1845, pelo Exm. Sr. presidenta da
provincia, e pelo preco total de nove con tos qoatro ce-
ios e oitenta e qualro mil e aelenta rs., que be o im-
porte do Citado ornamento com o augmento de 20 p. e.
Rs. 9:484*070
2.' As obras principiaras so prizo d,s doui meies, o
lindarlo no de quinte mezea, ambos contados em con-
formidade do artigo 10.* do regulameotoj|dii irrema-
lacdea,
3.a O pagamento do importe da arrematacio far-se-
ba do modo indicado no artigo 15. do rripectivo re-
gulamenlo, sendo deutnanqo o prazo da responsabi-
lidad.-.
4.' Para ludo o mis, que nio esta determinado pe-
las presentes clausulas, seguir-se ha inleiramente o que
dupdego citado regula me o lo daa arrem.t.acoei de 11 de
julbo de 1843.
Keparlicio dai obras publicaa 28 de levereiro de
1843. O engenbeifo em chefe, Vautkier.
Odoutor Joe Thomat Nabuco de araujo Jnior,
juiz de dtieiio da tegundu vara do cite! deita cidade
do Recife de Pernambuca por S. M. I, e C. ,'elc.
Faro saber, que por este juioie ba de arrematar
por renda, lindos quesejao os das da le e prafas ne-
cesarias, cuja prava (er logar no dia 4 de abril de
1846, o pequeo sitio de Ierra] propria no lugar da
- O corntor Oliveira fari Icilo de muitas fazendat
no eitado de outrai com avaria, por conla e riaco
de quem pert'encer, e de arias outrai limpas e pro-
pria* do mercado, devendo estas ser vendidas a pra-
zo e aquellas s dinheiro : boje 17 do corrente ,
s 10 horas da manbaa em ponto, no leu escriptorio,
roa da Cadeia.
Leilio, que faz Joaquim da Silva Lope, de urna
porcio de caixai.meiai ditas e quarloi de ditas com pas-
sss : qusrta-feira 18 do rorrele as 10 horas da
monhia no caes da Aifandega.
Avisos diversos.
O arrematante da afericiode pesos, batanen, medi-
das, ato. oiudou-se para a ra das Laraugeim, caa
n. 29, aonde o dever procurar as boras do eos-
tune.
O ESQUELETO.
Sahir boje o o. 7 e achar-se-ha a diVpoiieao doi
eitores, ao meia dia, no lugar do costume. Eali im-
porta nliisimo : a elle, fregueses!
A CARRANCA.
O n. 70 acbar-ie-ba a venda, na praca da Indepen-
dencia, livraria na. 6 e 8.
O doolor Filippe Jamen de Catiro e Albquer-
que manda para o Miranhio, a leu servico o preto
Francisco dw naci Cabinda escravo de seu filbo
Vieeole Jansen de Castro e Albuquerque.
=* Pergunta-se a quem competir se j te revogiiio
as posturas municipaes, que prohibirlo os estabeleci-
mentos de loaos activos dentro da cidade ; porquanto
as ditas posturas marcio os ugsres da Cabanga, Sole-
dad e lium para taes ettabelecimeotos, o do novo
se teem abeito no pateo do Garmo e ra das Cin-
co-Ponas,, refinicOei que se julgio- lambem esla-
rem incurias no artigo 7.' das posturas municipaes : la-
to deieja saber um que lambem quer por um eslabele-
clmenlo e nio quer ir para a Cabanga, viito baver
essa garanta para una, e dever ser para lodoi.
O Amigo da igualdade.
O aqaixo anignsdo estando ausente em Goian-
na, engajado para tratalbar pelo seu ollicio de pedrei-
ro ba perto de 6 metes e tendo deixado em can de
seu genro o Sr. Francisco de Souza Reg sua mu-
Iber Bermruina Franciica doa Marlvrioa Silva e Albu-
querque, eiua filha Alexandrina.Mnna, onde erio mui
bem tratadas e nida Ibea falrava, foi deiencaminbada a
seduzida a dita sua filha por um perverso homem e se
ausentou da dita casa sendo seguida de aua mai, mu-
Iher do abaixo assigna lo. Para que, pois, o respeita-
vel publico nio attnbue culpas, por ena fuga, ao abai-
xo aisignado faz saber que a nada deo motivos ,
inda o maii remoloi e que muilo le tem maguado
da ingratidio dai meimas iuii mulber e (ilba.ajquem al-
gom dia ebegard o remnos e o arrependimenlo do
mal, que- pralicirio. Jot Antonio Gonealvee da
Fonieca,
Aipessoaa, quecoitumio rohater sidos milita-
res cato queirio larer ene negocio com aoldoi de
1824 que por commocdei polticas deixsrio de ser
pagoa maa que boje o goveroo autoriiou o aeu em-
bola) queirio annunciar anuas morada; certas de
que o annunciaote far a qualquerdoi Srs., quo a isto
se deliberaren), o mais raioavel inleresie.
= Precisa-se saber, se nesta cidade ou provincia ,
exislem os berdeiros de Jos Joaquim Pereira da Silva
Pimental subdito porluguez para negocio de seu
inleresse : a fallar na ra da Cade'ia-Velba n. 48.
Alugio-se as cnai icguiotei : o sobrado de un
andar com ioIo e quintal, oa ra do Sebo n. 50,
por 800* rs. annuaes ; os terceiroi andares, com solio
donobrsdoi ns. 4o 6 do Alerro-ds-lloa-Viili; o se-
gundo andar do sobrado n. 24 da ra da Aurora, com
quintal cacimba e estribara paia doui cavallos a ca-
sa turro n. 5 da ra doSeve com commodoa para
grande familia ; outra dita com iguaes commodoi na
ra da Soledade n. 35 por 12* n. mennei: quem
ai pretender, dirija-se ao escriptorio do Francisco An-
tonio de Oliveira &,Filbo na ra di Aurora n. 26.
- (uem precisar de roupa lavada de varella e
engommada como muilo aneio, e por preco coinmodo,
dirija-se a ra do Fogo, ;n. 37.
- Quem preciiar de um criado para todo o servi-
co de urna casa u que da fiador a sua conducta an-
ouncie.
ssaa Aluga sea luja do sobrado pertoncenle a Fran-
cisco (onfilve da Racha no lugar da Soledade, pro-
pria para padaria por ter um bom forno ou outro
qualquer eslabelecimento : a. tratar na Camboa-do-
Carmo n. 19 primero andar, com Antonio Luiz do
Amaral e Silva.
=: O abaixo anignsdo participa ao Sr. Antonio Jo-
s Pereira de Mendonca morador oa Hoa-Viita, que,
lia 3 das appareceo no leu engenbo um preto de
nome Joaquim procurando-o para o comprar e
dis ser propriedade do dito Sr. ; porlinlo queira vir
ou mandar recebe-lo no engenbo Paulista. Joaquim
Catalcatti de Albuquerque.
Victorino Jos Correia retira-se para a provin-
cia do Par.
COLLEG10 S. ANTONIO.
Os curios de geograpbia historia, rbelorica, geo-
metra e phojopbia ebrem-se neite collegio no dia
23 do corrente. Os Srs. eitudaotei, que quierem fre-
qucnlar slgum delles ,. podem concorrer s matriculas,
que ferio lugar nos dias 19, 20 e 21.
Qualquer Sr. csludanle pode frequentar mais de urna
disciplina sem quo por isso retribua mais de 5000 rs.
por mei: adverlindo porm que os pagamentos io
foi tos em prestacoes du 3 mezas e que a primeira ser
latisfeita no acto da matricula e as outrss,' que le
venceri'in.ierio no collegio pelos mesmos Sn. eiludan-
lei, a lim de evitar, que ie mandem conlaa, 3, 4 e mais
vezei de quantias lio diminutal, que at nem meimo
pagaC esto trabadlo. ~() director Bernardino Freir da
Figueiredo Abreu e Catiro.
Na ra da Cadeia, n. 60, precisa-se de urna pea-
sos capas, e que seja afiancada, para se encarregar da
cobrinca de urnas dividas nesta praca.
= Rila Mana do Espirito Santo retira-se para o
Ceara.
-Anlonio de Souza Leio, tendo arrematado os ser-
vicos do Africano Romao, este fugio no dia 10 do
corrente; o qual lem os signaes seguintes : alto, corpo
mediano, idade de quarenta aonos, naco Calabar,
bem barbado, cor fula, denles miudos, um tanlo va-
garoso no andar e falla pouco intelligivel; levou vel-
lido carniza e ceroula de algodio da Ierra, e chapeo de
palba: roga-sc'a pessoa, que o apprebender,queira e.n-
Irega-lo ao Sr. Manoel Ignacio de Oliveira, na ra do
Apollo, ou no eogenh Serreira, que ser bem recom-
pensado.
AVISO IMPORTANTE.
O abaixo anignado tem a satisfazlo de annunciar ao
reipeilavel publico, que pela barca ssrds Concordia,
vinda de Bostn, entrada oeste porto no pretrito mes
do leverouo, ha recebido novo provimenlo depillas
vegetaes do doutor Braodrelb.
Eslaa piluln, cujo stor bista para garantir ma ex-
cedencia, tornio-se auax recommendaveii, nio spe-
la bem merecida celebridade e replselo, que leem ad-
quirido, pelos maravillosos beneficios colbidos de sua
applicacio em molestias gravea ; maa lambem por ser
um medicamento completamente inolensivo : podendo
applicar ae a amboi oa sexoi em qualquer idade.
Ao snouncianl cabe a gloria de aiseverar ao rei-
peilavel publico (oque j por mais vezei lem feito),
(que lio ai nicas veidideirai de seu proprio autor.
------_ ----------niuunutri|u. ique sao ai nicas roiuiucnoi je seu proprio autor, e
Um bomem de boa conducta e desembiracado se [por esls occasiio, em beneficio da bumenidade, avias a
nerece :psrs caixeiro de qualquer eslabelecimenlo lieui luluroi Ireguezei, nio confundi ss verdadeiria
into nesta prava como fra-della e at meimo de com ai envollai em o leu receiluario'e lacradaa com ael-
o
tan
engonho : quem da leu presumo se quitar ulilisar, di-
rija-se a ra da da Cadeia-Velbe, n. 30.
Dio te 2:600,000 rs. a premio, sobra hypo-
theca em um predio nesla prsca ; oa ra daa Trinchei-
ras, o. 46, primeiro andar.
lo prslo, aa qoaes leem gyrado nesta praca inlltolan-
do-ie verdadeiras I
O prelendentea encontraras as eitadeiru, nica-
mente na botica da ra daCadeia-Velba, n. 36, de
Vicente Jai de Brito.


w

Manoel Jlo de Miranda, proprietario do enge-
ho Forno-da-Cal da eidade He Ofinds fi publico,
que oa cavallos o egoas do servico de leu engenbojteem
o ferro seguiot \/ na pa eiquerda e ni anca direita,
o protesta nio "T~ vender ditos cavalloi; e por isio,
apparecendo cm qualquer parte serlo lomados o
remeltidos para aquello eogenbo onde serio os con-
ductores pagos de acu trbalo.
- Roga-soaosSrs., que teem penhores e concer-
t* om casa do relojoeiro na ra dai Florea bajo de
os ir tirar at o dia 18 do correte ; poii tem-se de fa-
ler uma viagem.
A peaaoa, quo tirou urna oarta do correio inda
de Lisboa, para Jlo Alves Machado queira azer o
favor de a entregar na praca di Independencia n 3 ,
que se Ibe fiar agradecido.
== Quem quier mandar lavar roupa e engommar,
dlnja-se a loja lo nico sobrad a na ra da Vi relo ,
que ser promptamente e com isseio servido, por me-
nos do que em outra qualquer parte. Na mesma caaa
admittem-se escravti para teensinarem a coser,faier la-
varinti), marcar, e fazer renda, por mdico prego.
=Alugaieumi caa em Fra-de-Porlaa, n. 120,
onde teveicougue Ursuly4firia do Nascimeoto, e veo-
lemseos pertencea do mesroo igougue, prnmpto, lem
que nada falte ao referjdo lilho : a tritar m ra di
Guia, n, 7.
Precisa so de umi smi pin cata de p^uca fami-
lia que leja pessoa capax ; na ra Direita n. 63.
Aluga-si! o segundo andar do sobrado n. 8, da ra
da Aurora \ com cornmodos bastantea e asseiado por
barato arrendameoto : a tratar na ra di Gru o. 13,
primeiro ondar, das UHorai di minhai as 3 da tarde.
Aluga-se uma'casa terrea na ra do Padre Flori-
anno, com bastantes commodos e cacimba meieira, por
preco couimodo. quem a pretender, falle na ra da Ca-
deia do Rccife, a. 25, que achir cora quem tratar.
CASA DK COMMISSAO DE ESCRAVOS.
Na ra Direita, n 3, sobrado de tres andares defronte
do boceo deS. Pedro, recebom-seescravos de ambos o
sexos para se venderem de commissio, nio se tetando
por este trabalho inaia do que 2 '/ P- o 'em se levar
cousa aiguma docomedoriai,eolTerecendo-se para osdi
tos escravos toda segurmea precisa.
Manoel Jraquioi de Torrea esua mulher rf tirio-
se desta provincia, levand em sua coinpaubia usji cunha-
do menor de nomo Pedro.
= Antonio Bornes da Fonseca idvog tanto no civel
como no crimo : pode ser procurado a qualquer hora
na casa da sua residencia na ra da Cadeia, ao p di
Ordom 3.a de S. Francisco, n. 2, onde mnrou o bem co-
nbecido advocado, o padre Caetano de Souia Antunes.
Precisa-so de um homern de meia idade para les
torde sitio : a quem convier, falle com Mosquita Du-
tra & Coinpaubia, na ra do Iiium do Recife.
Precisa-se de um menino portugus, que d fia-
criminal coma reforma e regolamentoi; Linhas or-
pbanologieaa por Carvalbo; Manaaldo labelliio; Dou-
trioi das acces por C. Telles; Thcorii da interpreta-
giodas leis pelo o mesmo ; Cummenlario critico o'lei
da boi rulo pelo mesmo ; Digesto portugue; LobSo,'
segundas linbas ; dito, acedes summarias ; Gasto dos
crimos por P. o Soun; Cdigo civil por Cardo/o; Fer-
rciri Borgei, Contrato de aociedade ; dito, Economa
poltica; dito, syntelologia; Bentbtm penase re-
compensas, om portugue.
= Vendem-se ai seguintes comentes, cbegadn l-
timamente de Lisboa : coentro, rabinos, rabanetes en-
carnada salea, nabos, e de alface ; na ra da Crui,
no Recite botica, o. 60.
= Vcnde-se superior sement de eoentro em por-
fo e a retalho ; na ra eslreita do Roiario o. 11
antigamente dos Quarteis.
e= Vende-se um moleque de 18 annos, pouso
mais ou meos, perleito official de sapateiro; um mu-
latinho de Ha 16annos; proprio pira pagem ; um
moleque de 18 annos, proprio para todo o servico ;
um dito de 14 annos, pouco mais ou menos; doui
pardos, de 161 18 annos; uma preti de 24 mnos
boa eogotnmadeira, costureira e propria de toJo o mais
sertigo; todos sem vicios nem achaques e de muito
bonitaa figuras : na roa di Cadaia ele S. Antonio
o. 25.
asa Vende-te por eommodo preco um lindo o-
go de gimi novo com liblas e copoi de marfim
a ra Nova n. 40 dis 6 is 9 bons di minla e
das 4 as 6 da tarde,
Vende-se uma escrava de naci de bonita figu-
ra coxinheira eogommadeira faz doces, relina ia-
ucar. coae ftfioelat bicos; na rus do Vigario, n. 19.
=Vendem-se lindaa chitas fraoceaa, de modernos
padiOes; sarja preta, larga, muito boa ; luvaa, meias
lencos pretos de sarja ; chapeos de sol; brins. casi-
miras e pannos fios; alm de outras muilas fizendis,
que serio vendidaa por preco eommodo : na ra Nora,
n. 12.
= Vende-se uma burra de ferro, com duis excel-
leoles chaves; oa ra da Crui, no Recife, o. 64.
Vende-se, por precalo, uma preta crioula de
26 annos, de bonita figura cozinbi ,. lava de sabio
e varrelle e be boa quitaodeira ; na ra das Cruzes,
n, 4.
=Vendem-se ementes de hortalica de todas aa qua-
lidades c muito novas ebegadas prximamente do
Porto por preco muito eommodo ; oa ra estreita do
Rozario, venda n. 8.
= Vende-se um cavallo ruco pedrez bom carrega-
dor, que serve tanto para sela como para carro por
ser (iiuu forte ; na ra do Queimado, o. 17.
Vende-se a Recreacio pbilosopbica do padre Tbeo-
doro de Almeida 10 v.; a S. Biblia em portugue;
Tbeologia moral do padre Monte 2 v.; Jesus-Cbristo
tudo por preco muito eommodo : na ro do MonJego ,
o.l.
= Veode-ie doto manual de missa, 2000 rs.; (To-
ril di semana santa nova, 2000 rs. ; Thesouro da
mocidade novo 1600 rs., eocadernado ; Trilito di
religiio pelos pedrs Richard e Geraod, 3 v. .- 5 rs i
Dialogo entre o pastor e a ovelha para a instrucrloda
mocidade, 1000 rs.; umRipanco, 2000 raV; obris
elementares, 800 rs. ; Epilhoroe gramraatical e geo-
grapbico 600 rs.; a Voz da Natureza sobra a origen
dos governos, tratado em 2 v. da segunda e declina- gada
dor a sua conducta, e sendo dos ebegados de prximo I Per,nle o culo 1 v. ; arte potica de Oracio 1 v.
melbor, para estar em companhia de outro mais velbo
na ra da Concordia, casa n. 4.
= Aluga-se o segundo andar e solio da casan. 2, e
o armazem e primeiro andar da casa n. 20, com a fren-
te para a mar, tudo junto ao theatro, e com boos corn-
modos para familia : trata-se na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 52.
aau O rapaz solteiro, ou casado de pouca familia, que
precisar de uma mulher para ama de uma casa, aqual
abe coiinbar e engommar : dirija-se a ra da Rangel,
casa o. 77, ao pe do acougue do Emilio.
= Eosina-so inglcz, latim e geometra, prego adli-
bilum do estudanle na ra de S. Beoto, n. 3.
ase Precisa-se do uma ntgra, ou preto para vender
aceite de carrapato pagando se treientos e viole res
por cada caada : a tratar na ra Direita, nume-
ro 18
Precisa-se de um pharmaceutico; quem estiver
neslas circunstancias, dirja-se a ra do Rangel o. 64.
O abaiio assignado conlioua a advogar em todos
os auditorios desta eidade e pode ser procurado no
pateo de N. S. do Terco n. 9 onde tambeo ensioa
paiticularoneolo a lingoa latina. asa /.renco Attlli-
no de AIbuquerque Mello.
Precisa-se de uma mulher forra desimpedida
o de boa conducta para o servico de uma caaa de pou-
ca familia; quem estiver neitss circunstancias, diri-
ja-se a ra estreita do Rosario n. 43 casa da F, que
so Ice dir quom precisa ou annuncie,
=Aluga-se o segundo andar e loja da casa n. 19,
da ra do Nogueira e a casa n. 7 junto so Sr. Ber-
nardo Jos Martina Pereira na ra da Mangueira, ou
travessa da Gloria para a ra da Alegra ; adverte-ie ,
que as ditas cssas sao muito frescas, e se acbio em bom
estado : a tratar na ra da Guia o. 42, segundo an-
dar ou na tbesouraria provincial, das 9 horas as 2
da tarde.
- Precisa-se saber onde mora o Sr. Domingos de
Uliveira Piolo para negocio de seu interesse.
Precisa-se saber onde mora o Sr. Domingos Hi-
lario Lopes, para negocio de seo interesse.
O Sr. Dmaso da Assumpcio Pires dirijs-se a
ra das Flores o. 18.
=0 Sr. P. M. T. S. queira vir, no praio de 3, dias
pagar, a quem nio ignora, os 12 rs. e os juros do res-
to da lettra de 25,000 rs.; poia que teem-se j osgots-
do todos os meios amigareis ejudiciies sem se poder
levar a efleito este ultimo recurso ; porque sua merre
nio tem residencia certa : se sua merc nio vier pagar
neate preso estipulado, (er a silisfaclo de ver o seu
nomo por eitenso.
Tbortrai Kissel e sua familia vio ao Penedo.
Compras.
= Compra-se o litro = Medicicina Curativa ss da
tercera edicio, do autor Le Boj : quem liver, an-
nuncie.
CompraS-ie 2ou 3 caiiuos para amostras de venda;
tambem ao vendem pesos e medidas em bom estado; na
ra da Peona n. 33, ou annuncie.
Vendas.
Na praca da Independencia linaria os. 6 e 8 ,
vende-se Direilo Natural por Zeiler, tradcelo do dou-
tor Aulran ; Pascoal Jos de Mello direilo das pes-
soasedas cousas. traduiido em portugue; Consti-
tuirlo do Imperio, aoalysada ; Cdigo do procestoe
grammatica de Constancio om francs 1 v.: na praca
da Independencia loja de encadernacio o. 12.
=Vendem-se egulbas em carteiras, 300 ri. ; di-
tas em caiiinbas, a 320 rs.; Gta de velludo a 160
rs. i vara ; luvaa de pellica para bomem a 800 rs. o
par ; ditas deseda paraseoboia, a 100, 320 400 e
800 ra. o par; meias de seda brancas e pretas para ho-
rnera a 1000 rs. o par ; fitas lavradaa, a 160 rs ;
retrot a 9# rs. a libra, preto e aiul-errele ; filas
de relroz de cores, a 500 rs. a peca ; cartas de traquea,
a 160 rs. a carta ; pos pira denles a 120 rs. a caia ;
boldesdeduraque para jaqueta a 500 rs. a grosa ;
ramos de flores linas a 1600 rs., e mais ordinarias ,
a 600 rs, o ramo ; e outras muitas miudeas, por me-
nos pre^o do que em outra qualquer parte : na ra do
Queimado, n. 24.
=Veode-se uma preta de bonita figura ; na ra das
Trioeheiras o. 19.
Veodem-se os livros seguintes, quasi todos no-
vos, e por prego eommodo : o Ramelbele, 4 v. com
200 eslampas linas nova eneadornacio ; obraa com-
pletas de Carnees, 3 v. rica encadernacio dourada
pelaa folbaa ; Geographia universal com um atlas por
A. de Ralbi. dousgrossos volumes; Nova Elouisa ou
cartaede dous amantes por J. J. Rousseau, 4 v. com
13 eslampas; Paraso perdido por Milln, Iradutido
em terso por Lima Leilao, 2 v. com 2 retratoa ; Mu-
seu Piltoresco publicado em Lisboa 21 nmeros com
41 estampas formato grande; Amores de Camoes, 1
v. ; Luiiadas do mesmo em 32 1 v.: oa ra do
Roiario botica ,.n. 42.
Vende-so a loja de miudeas da ra do Queim-
do ; tambem se vendem as miudezas s: a tratar na mei-
ma loja.
-Vende-se tabico si monte da Csohoeira da Baha ,
de supeiior qualidade em litas de duas librss ; bor-
rachas grandes para disteis ; alguns nmerosavuloa de
Mtiea Ramaikete das Dnmai: na loja de Gomes &
Carvalbo ao p do arco de S. Antonio.
iata Veode-se uma preta moca de naci de boni-
ta figura com habilidades; oa ra Formosa, o. 1,
atrs da igreja dos loglezes.
BATATAS
Vende-se a 600 rs. cada uma arroba
arco da .Conceicso, no Recife.
Veode-se um ezcelleale barmooioso forte pia-
no todo de Jacaranda e de coustruego muito segu-
ra ; na officioa de Julo Vigoea, labricanle e afinador de
pianos,. na ra do Queimado o. 12.
Venda-se uma preta levadeira costureira, eosi-
nhera bem apesaoada ; um bonito molecole ; 3
pretoa famosos para o servico de campo ; 2 pardos de
boas figuras para pageos; um eabrioha de 10 annos;
sola ; pelles de cabra ; beierros ; cateado feito ; cesa
de carnauba ; velas de carnauba pura e misturada com
aebo em eaias de arroba ; tudo por preco eommo-
do : ni ra di Cruz, n. 3.
- Vendem-se couros miados e sola; na rui di Ca-
deia do Recite o. 12 armazem de alll.ar & Ol-
veira.
Vendem-se 3 a 4 mil palacOes brasileiros a nre-
ticaoos: quem pretender, auouoeie.
l'otassa americana.
Veode-se i 240 rs. libre di melbor e maia mo-
v que existe oeste marcado ; no armaiem do Bra-
guez ao pedo arco da Cooceigio, ou a tratar com!.
J. l'asso Juoior. .-
== Veode-se um earoeiro grande, aeostumado a car-
regar menioos, muito miaso; duaicabrinbas (bicho;;
ao p do
ci (ranceta 2j n. ; Atlas di geographia universal
com 9cartas, 4| rs.;; a obra intitulada Primeirot
Elementoa praticos do loro civil, com um apndice so-
bre os recursos, muito interessante para os principian-
tes em pratica, 2400 rs.: na ra do Crespo o. 11.
=Vende-se um bonito eserato crioulo da elegaote
figura, moco, bom carreiro de engenhc\ canoeiro,
lambem trabalba da eoxada e he bastante sadio; o
ra larga do Roiario o. 18 defronte do beceo da
Pol.
b Veode-se uma oadeira de arruar em muito bom
estado entidracada e com ion compilantes viril ,
por preco eommodo ; no piteo do Torco n 4-
= Veode-se um cirrioho de 4 rodil, com os seut
competentes trreics, tudo em bom estado ; para ver
na roa Nova estribara do Sor. Alfonso e para tra-
tar oa ra da Crut, o. 63.
Vende-se o romance completo do
Judeo Errante;-as l'alavras de um Cren-
te : na ra da Senzalla-Vellia, armazem ,
n. loG."
= Vi'nde-se uma olaria sita ooa Coelbos muito
fresca e em muita boa posicio ou troea-se por om
litio que seji'perto di prac ; o ra di Glorii so-
brado o.7.
Veodem-se 3 escnva mocil, com bonitas figu-
ras ; um molaque de idide de 16 anuos ; um eacra-
vo de nagio ; todos do servico de campo : oa ra Di-
reita, o. 3.
= Veode-se um ctiiio grande proprio par* reu-
nilo ou pidiria ; um baldo ; uma meta de cinco
palmos de comprido ; uma caia de pinho nova, com
chave ; tudo em conta : oa ra estreita do Roiario,
n.2I.
= Veodem-se duas mulatiohas, uma de 12 annos,
e a outra de 16 de muito bonitas figuras com bons
principios de habilidades e ptimas para mucamas;
4 prelss mogas, dussengommio e coiinha mu'to bem)
2mulatiohos, de 14a 16 annos, muito lindos pa-
geos ; 2 moloques pecas de 18 annos; 4 escravos
para o trabalho de campo ; 2 cavallos, um rogo, gran-
de bomcarregadoreesquipador: oa ra do Crespo ,
n. 10, primeiro andar.
Veodem-se capachos, 600 rs. cidi um ; oa
ra da Cadeia o. 50.
=Vendc-ie por mdico prego, umi porglo de ta-
bn de cedro ; cera de earoibi ; dita imirelli; um
moleque de 10 a 12 anuos de muito bonita figu-
ra, proprio pan todo o tervlgo : oa ra de Apollo ,
armnem o. 22, de Jlo Jos Rodriguea Lofller.
= Vende-se um jogo di brevilriol romanos, de
rubrica encimada jl usados por prego eommodo;
ni rui larga do Rozario o. 12, primeiro andar.
Vende-se um eseravo de boa figura corpolenlo,
postante, o lidio proprio pin todo o servico por
preco eommodo ; ni ra da Cadeia do Recife o. 40.
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve
lha: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Aterroda-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhados
do Nicolle.
= Vendem-se varios escravos, de lo 28 innot ,
com habilidades, e de bonitas figuras ; atril da mi-
trii de S. Antonio o. 16, primeiro aodar.
=Vendem-se barricas com tapioca, a 3200 rs. ;' oo
armazem do oaes da Alfindeg n. 6.
=Vendem-se a quem maior preco der duas car-
rocas que se fiiem detnecessarias io servigo di com-
pinbii de Riberinhos ese acbio em bom estado : a
tratar com o procurador ds cmara municipal, na ra
estreita do Rozario o. 8.
Vende-se bico muito largo e lino
para roquetes, a is'5oo ris a vara: na
ra do Cftbug, lojas de fazendas deTe-
xeira &c Gucdes.
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= Vende-se potista americana, ltimamente che
, em' barril grandes e pequeos ; longos prio|
"de sedi di Indio ; setim preto de Mielo ; telas da til
permacete de 4, 5 e 6 em libra ; cera amarelU ,\.
godio grosao para saceos; tudo por prego eommodo
'em casa de Matheus Austins & Companhia na ruad
Alfandega-Velba o. 36.
= Vendem-se ricot cortes de vestido do fitendi in-
diana imitando seda o maii luperiqr que Um ,ppi"
recido tanto pelos bonitos pidrdrs como pelas eore
fizas e pela* muita duragao seu' diminuto preto ha
de 3000 rs. cada corte ; mantas de seda para seoiori
i, miis superiores, que teem apparecido pelo barat
prego de 3000 a 12f rs. cada uma ; sarja de seda bu.
ta para vestidos, a 1440 rs. ocovado; dita hespenbo-
la larga e muito superior a 2600 rs. o covado"
meias de seda de peso, brancas e pretas a 3000 u J
par ; ditas pretas para homern, a 2 rs. o par; ditas de
algodlo pretas para homem imitando seda i 320
rs. o par; meias de linho para bomem muito fieas
a 600 rs. o par; lutaa pretas sem dedos 11 mais su-
periores quo ha, a 1000 rs. o par; casimiras para cal-
cas a 1000 rs. o corado ; dita elstica muilotupe-
rior, e de duas larguras, a 4200 rs. o cotado ; cstii.
chitas pan vestido a 3| rs. o corte ; cambraiss; pa-
isieoaes; chitas (rancezn largas e estrellas pal
estidos ; tudo por prego muito barato ; astim cono
um bom sorliraento de (iiendis para caigas, e outrai
muitas laieodii por prego muito em conta; oa ra do
Crespo loja nova, o. 12, de Jos Joaquina da Siln
Maia.
AZEITE de CARRAPATO.
Vende-se todo o anuo, cm
grandes porcocs e as caadas,
vontade do comprador, e
sendo de 200 caadas para
cima cinco por cento menos
no deposito da ra da eiual<
la-Velha n. 110.
Vaodem-se pianos fortes dos bem conhecidm
autores John Broidwod & Filbos de Londres, por
preco mais barato do que ato agora e um forte piano
dos raesmos autores, muito em conta ; em casa de M.'
Caliront Se Companhia na prega do Corpo Santo.
= Vende-ie pmno de linho muito bom ; ni ras
diiCruiei, o. 41, primeiro andar.
= Vondem-se dun escravas de nagio mogas, de
bonitas figuras ptimas quitandeiras ; dous mulali-
nhos de 17 annos de bonitas figuras um dalles ba
bastante claro da cor, e lio ptimos pin pagens; um
esenvo de naci Angoli, de 30 mnos muito sadio
e possante com officio deserrrador, e mesmo pan o
servico de roa : na ra dn Cruzei n. 22 seguodo
andar.
=_ Vendem-se moendas de ferro para eogenhosde
assucar, pin vipor igoae beatas de diversos tami-
nhoi por preco eommodo; e iguilmeote taitas da
ferro coido e batido de lodos os tamaobos : na pra-
ga doCorpo Santo n. 11, em casa de. Me. CalmonU
Companhia ou nsrui de Apollo irmizem, o. 6,
Vende-se superior essencia de aniz
em garrafas de ao onces, por preco eom-
modo: no Aterro-da-Boa-Vista, na fabrica
de licores n. 36.
Gasa da F,
Na ra estreita do Rozario, n. 43-
Neste estabeleeimento continua-se com venda
das cautelas da lotera de S. Pedro Martyr de Olinda ,
cujaa rodal devem correr no da 17 do correte infal-
livelmente. se se venderem iodos os bilbeies, quoeii*-
lem. A ellas para nio haver motivo de sa mudar o
dia.
Vende-se a mais superior sarja
latga hespanhola, los de linho pre-
tos muito superiores, .lencos de se'
da de cores muito bons, pelo bara-
to preco de s'iqo, e outras muitas
fazendas, por preco mais em conta
que em outra qualquer parte : na
pracinba do Livraniento, hoje ra
do Queimado, na segunda loja por
baixo do sobrgdo grande de tres
andares, n. 4<3.
Escravos Fgidos.
Continua ajestar fgido o CRIOULO 1ZID0R0,
de 20 e tantos annos de idade estatura regular sec-
co docorpo e magro do rosto e retinelo ; andava cal-
cado ; be oflicial de alfaiate por cujo officio trabi-
Ihivi oa rui Nov as lojas fraoceas e tambem l>o-
lieiro ; foi eteravo do Exm. bario do Itamarac que o
vendeos seu actual senbor, Alves Vianna oa ra di
Senzalla-Velha o.-110 ; o qoal offerece 100,000 n.
de gralilicagio a quem Ih'o entregar.
= Fugi), namaobiadodia 14 do correte, dos
Api pucos, ums psrda escrava de Vicente Altes Ma-
chado com os signaet seguintes : de idade do 50 sa-
nos pouco mais ou menos baixa e groan do corpo,
cara larga e com alguns pannos polo rollo cor um
pouco amsrellaga ooa falta de alguna denles na fren-
te falla aiguma cousa atrapalhada ; levou com sigo
uma trouza de roupa de aeu uso : reeommenda-se aos
Srt. encarregados da polica ou outra qualquer pas-
aos que dalla teoha noticia, a (ecaS condusir e entre-
gar ao ditoSr. oosApipucos, ou 00 Recie niiros
da Praia de S. Bita n. 26 que se resompensar.
Fogio, no dia 14 do corrente, um pardo de idi-
de de 16 annos pouco msis ou mnoi, iocco docor-
po cor imirellidi de oome Benedicto; letou csi-
gas e camisa do riicido nal : quem o pegir leve so ar-
mazem de farinhi nociei do Collegio, que sera g-
neroaamenle recompensado.
Fugio, no dia lSdo corrente do engenho Ji-
para freguezia de Jaboatlo um preto de nomo Mi-
ooel com os lignies legainlea ; do geotio de Angolt,
de 35 annos, pouco miiaoumeooi estatura medn .
aiguma couaa tecco do corpo um pqucq fulo puH
birb, eomioisaii fioia pea aiguma cousa apalbets-
doa com ncbdurai dos calcanharea bstanle ale-
gre eriaoobo; levou camisa de algodioiinho caigas
deriscado, umsurrlode couro aioda novo, chapeo
de seda e mais pega de roupa a umi vin de car-
reiro ; be de presumir, que teohi seguido pin o cen-
tro poil foi da protineii do Ceiri : quem o pegar,
leve ao dito engenho, que ser generosaiiiodte gritifin*
do por Joaquina de Souzi Lelo. 1

PCRN.
un tvp. rrr m. r. de fa**
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