Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08202


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Lnn de 1946.
Sexta feira 15
I O DIARIO publca-se todo 01 das que
Lo forein de guarda : o preco da asslgna-
im a he de 4*000 Por Irt" I"00* ?<*'.<">-
Ldos. Os au.iuncios dos assigiiaiile sao, in-
jeridos a razio de 20 res por Imba. 40 rs.
|,., typo dinerente, eas repelieses pela me-
lidr Os que nao forem assign.intes pagao
SO rs'. por liiiha, e 160 eiu lypo diSerente.
IpHASES DA LA NO MEZ DE MARCO.
Ifrescente a 4 as 8 hor. e 11 mo. da tard.
ItuacheiaaUasll hor. e28min. da tard
iMiueoante a 20 as II h. e 37 ma. da man.
|l 11a uova a 27 as 3 hor. e 30 mln. da man.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Oolaona, e Parahyba, Segd." e Sextas feiras.
Rio Grande do >orte, chega as quartas
feiras ao me i o da, e parte as mesnias ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, emihaein, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1., 11 e 21 de cada mes.
Garanhuos e ilonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Olinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 5 h. e 18 minutos da inanhaa.
Segunda as 5 h. e 42 minutos da tarde.

DIARIO
Insto Ma
de Ufarlo.
AnnoXXII N. 89.
das da semana.
9 Segunda S. Catharina, aud. do J. dos
or. edo J.doC. da 2. v.,do J. M. da 2
10 Tere S. Militao aud. do J. do civ.
da i. v. edo i. de paz do 2. dist. de t.
11 Quarta S. Candido, and. do J. do civ.
da 2. v.. e do J. do paz do 2. dist. de t.
12 Quinta S. Gregorio, aud. do /. de orf., e
lo J. M. dal. v.
13 Sexta S. Engracia, aud. do J. do civ. da
1. v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
14 Sabbado S. Mathildes, aud. do J. do civ.
da 1. r., e du J. de paz do 1. dist. de t.
15 Domingo S. Henrique
CAMBIOS NO DA 12 DE MARCO.
Camb. sobro Londres 26 V* a 26 '/, d. p. 1/.
a Pars 350 ris por franco.
Lisboa 105 p. c. pr. p. m.
Dcsc. de !et. de boas Urinas 1 '/, p. /. me
Onro-Oncas hespanholas 3I|000 a 31*000
> Mucda SoS^av.-l. 16^00 a 17^)00
.. deGoOnov. Ib^uOO a 16/400
. / dc|D00 8/800 a 9/100
I'ratd-I'atacdes .... I/9l0 a
Pesos Columnares 1/960 a
Ditos Mexicanos. 1/900 a
Prata Miuda 1/tiuO a
1 #970
2 #000
1*940
1/700
AccOes da C." do Beberibe de 50/000 ao par.
PERNAMBUCO
___PARTE OFFiCIAL.
Governo da provincia.
XPKDIKTTK DO DA 7 DO COIIBNTB,
fficio Ao commsndante das armai, prevenindo-
0 de que no di* 9 deite me?, ti abrir t assembla pro-
vincial que pare esae da extraordinariamente con-
vocoo.
Dito Ao juiz relator da junta de joslica tram-
mittindo, para serem definitivamente julgados, 01 pro
ceuos doi soldados da companbia provisoria da guarda
nacional destacada, Antonio Joaquim deSeute, Joio
1 rsneisco de Mello e Agoitinho Tmouco de Silva.
Dito-Aodesembargedor Manoel Rodrigue! Villares,
rtardo-ie por inteirado de ba?er S. mo. entrado hoje(?)
exercicio interino do obele de polica da provincia.
Dito Ao presidente do concibo gerel de ealubri-
dade, entoriiiodo-o a mandar receber, a 6m de torem
odeitino por S. me. iodieado, a caia de reagentes,
litro* e instrumento de chimiea, que sitio na secre-
tan da presidencia.
DitoAo inspector do aneoal de marinba, decla-
rando, nio deve ser ecceito o oflerecimento, que Gterio
o moco de foto e o macbinita da barca de escavacio,
di coolinuagiodosservicos por melada dos dos veoci-
iiirnlos, que percebiio, at que, terminados os repsros
da meima baria, entre ella em trabalhos.
PaitaraAo commaodaole gerel do corpo de poli-
ca, ordenando faca postar este em frente la casa ds
assembla em o da 9 do correte, pelas 8'/ boras da
manlia, a fin de later a mesma assembla as hoorss
militares, a que tem ella direito.
Commando das Armas.
QTJARTSL GENERAL NA CIDADE 1)0 RECIFB, 12 DB
MAHvO DE 1846.
Ordtm do da n. 88.
Na conformldade do regulamento de 1761, dar-se-ha
o toque de recolher s 8 boras, de boje em diante ; o
que se fax publico, de ordem do Sr. general comman-
dante das armas, pea conhecimeoio e devida eiecuelo.
Jo$ da Silfa Cuimarau, ajudaote do ordena.
HpeTnambuco.
Assciubl i Provincial.
SESsAOEM 12 DLMAltgo DE 1846.
PRK8IDBNUA DO SR. S0D1A TEIXBIRA.
Ai 10 1/2 bureada nianhia o Sr. 1.* secretario Taza
chamada, e verifica esterero presentes 20 Srr.deputidos ;
llUndo, semcaua participada, osSrs. bario do Suas-
suna, Pedro Lavelcanti e Jos Benlo.
U Sr. Pretidente declara aberta a sessio.
O Sr. 2. Sumario l a acta da lesiio antecedente,
que be spprovada.
USr.i.'Secretario menciona oseguinte
expbdibnte.
Un oluci do secretario do governo, remetiendo,
de ordem do presidente da provincia, un officio do vi-
gario da fieguezia do Altinbo acerca do oapellao de
l'anelloe, a ti ni de quu a mesma asseml lea tenba scien-
cia do que elle txpo. A' comminUo de negociot ec-
clesiaslicoi.
Outro do mesmo secretario, fsxendo remessa, de or-
dem do presidente da provincia, d >s ofiicios, em que as
cmaras municipses da cidade do Uecilo, e Victoria, e
dai villas do Po-do-Alho, Limoeiro, Nazaretb, Seri-
nhaem. Bonito,Gar anbuos.Biejo, Flotes, e Boa-Vista,
eipem as necesidades msis urgentes dos seus n.uoici-
<**)
A RAIjNHA IMARGOT.
m
por 2llriandrr Diimne.
SEXTO VOLUME.
CAPTULO Yiii.
A TOBTUBA DO BORZEODIM.
Quando Coeannas fui condolido ao teu nuvo calabou-
1(0, llie fecharan a purta ; quando ae vio t e ab^ndoua-
|do a ai iiiesni ; quando dcixou de ser aualcntadu pela
Jlucla eom ua juitcs, e pela culera contra Rene, fui que
lelle comrcou a seria de suas tristes reflexee.
- Parere-me, diiia elle entre ai, qtie o negocio toma
Intuito mi figuro, e que seria lempo de ir quinto antes i
apella. Desconfi de cundemnacea iinorte; porque
Sneuniestavelmente a esta hora iieoupau-te de nos dar
?a cundomnacau. Deiconfio ainda irais de ennderuna-
|oes i mue que su prununoiao a portas buhadas na
trisa um cujIIo, Da pretenca de figuras to feiaa
mnuu csaaa que me ladeavln.
I Querem seriamente eortar-nna a cabcci heni '
rro, ....... Eatou pui. no qee disia ; era lempo do ir
ppella. '
() Vide Dimri n. 58.
piot. A' comminUo de orcamenloi i deipesas muici-
paee
Outro do mesmo secretario, participando, de ordem
da presideoeia da provincia, que se tem ordenado a
camsrs municipal desta cidade, expeca os compe-
tentes diplomas aos quatro supplentes, que teem de
substituir os Srs. deputados proviociaes, Urbano, Nu-
nesMscbado, Nogueira Paz, e Bezerra, que se acbJo
fura da provincia. Inleirada.
Outro do mesmo secretario, enviando, de ordem do
Exm. presidente da provincia, dous officios, em quo o
inspector ds thesooraria das rendes provincises relata
o estado da mesma thesouraria, o des repartieres, que
Ibo eitiosubjeitss e um outro da adminilragio dos
estabelecimentos de caridade, acerca dos melboramen-
tos, deque neuetslao os mesrooi estaoolscimeotos.
A' comminUo lie fuenda e ornamento.
Outro do meimo secretario, enviando as posturas ds
cmara municipal da villa da Boa Viita, a lim de ob-
teiem da assembla a approvacio. A' comminUo de
puilutas e neguciui di cantaras.
Urna representaeio da cmara municipal da Boa-
Vista, cobrindo outra. em que os habitantes do dis-
tricto do Riacho-da-Gar^a, fregueiia de S. Sebas-
tiio de Ouricury, supplicio, seja aquello destricto des-
membrado da moncionsda freguezia, e ligado i de
Santa Maria. A' eomminSo de ettatittica.
Um requeriraento em que Jos Lopes Viaona, alle-
gando, que Ibe coosts acbsr-se vago o lugar de conti-
nuo da assembla, pede ser nelle prvido../i" commis-
tilo dn policio.
O Sr. i.' Secretario 16 o seRulote roquerimento :
Requeremos, que se olkie ao Exm. preaideoteda
provincia, pedindo-se-lbea copia do contrato, celebrado
com o baebarel Jeronymo Marliniano Figueira de Mello,
pata a feitura da estalistioa desta provincia, e bern as-
siro urna informacao acerca dos pra:os, que se teem
concedido so referido baebarel. Peixuto de Britt.
Affonio Ferreira. Itendii da Cunta.
O Sr. Mendet da Cunha : Isto be de urna extrema
oecessldade.
Apoiado, entra em dfseussio, e heapprovado.
ORDB DO DU.
Primeira dcunllo do piojeclo n. i, autoriando o pre
tidente a deiptnder 25:000/000 rs. na compra de
mantimentos para enviar para o cintro da provincia.
O Sr. Jote Pedro : Bu crelo, Sr. presidente, que
neste projecto apparece urna lacuna, que deve ser sup-
prfda : aqu nio se designa, d'onde se deve tirar esta
quota, que se quer distribuir em soccorros pblicos.
O Sr. Villela lavares : Agora s se trata da'utili-
dade ou inutilldade do projecto.
O Orador : Crelo, Sr. presidente, que o projecto
devia tiaier a disposicio oeeesssria para se coobecer.
donde deve sabir esta quota ; se, poim, taes observa-
res nio teem aqu lugar, eu me guardarel para a segun-
da discusiao ; mas parecia-me, que, mesmo em pri-
meira discunsio, se nio devia approvar urna cousa, quo
be fnexeqoivel.
O Sr. Neto : Se o considera intil, esti no seu di-
reito, combatendo-o.
O Orador Nio o reputo Intil, senio poique be
inexequivel : nio he posslvel que se considero como
til aos ioterosses pblicos o que :e nio pode realisar.
Todos nos vemos, que o projecto nio orea a receita,
nem designa a rubrica, donde se deve tirar a quantia,
que tem de ser de-pendida ; o que nio be fcil de provi-
denciar, i vista da receita e despea oreada na le vigen-
te, e do balanco do semestre Ando.
Demais, dos nio temos um dado positivo, por onde
conbecamos, que isto seri possivel no correr do segun-
do semestre : por conseguinte, crelo, que o projecto osii
Incompleto, e que aprsenla urna lacuna, que o (orna
Inexequivel......
Eataa palavras pronunciadas em vos balsa fu rio se
guidas de um silencio, e este silencio fui interrumpid,,
por um grito sordo, abaffado, lugubro, e quenada duba
de humano este grito como quu atravrsson as eapeaaas
paredes, e veiu vibrar aubre u ferro das gradea.
Cocannaa estremeceo mi grado sen; e todava era
um homem Un valento que nelle o valor pareca o na-
lincto duaanimdea feroxes. Ficuu immovel no lugar em
que liuha envido a queixa, dnvidaudu quo ella pudes
ser pronunciada por humano acr, e tomando-a pelo ge-
mido do veniu naa arvorea, ou por dessea mil estrpitos
da noile une parencm dcacer en aubir dos oVmis mundos
desconlic. idos entre us quaes gvra u nussu giobu ; eniio
chegou aos ouvidos de Cucannaa novo lamento, mais do-
loroso, maia profundo, muta pungente ainda que o pri-
meiru, e desta ves nio so distingui ello bem positiva-
mente a espresslo da dor na vos humana, mosaicjul-
guu conheeer neasa vos a de La Mole.
Ao ouvir essa vux, o l'iemontes squeceo, que era
retido por dos purlas, por tres guardas,eporparedea da
grossura de detuito palmos; alirou-ae com o seu peso
lodo contra casa parede, como para a deixar por trra, e
vuar ere aoerorru da viclima, exclamando :
Drgulio alguein aqu ? Mas a parede, eom que
elle nu havia tonudo, quebruu-llie o impulso, eo fes
ealiir esmagado aubre um hanro do pedra.
E ah lieuu.
Ob! quo o matars, niurmurou elle, isto he/abu-
minavel, mas be que so nio pode defcnde-lu aqui........
nadn, nem armas.
G eslendeo us bracoa rm derredor de si.
Aii< esta argola de ferro, exclameuelle, arranca-
la -liei, e desgraendu du que ae me approximar)
Coeannas ergueo-se, agasruu a argola, e da primeira
O Sr. Mendet da Cnnha : Cotnplete-o, na segun-
da discussio, com ama emenda.
O Orador Nio sei que seja contra a ordem o mos-
trar a ioexequibtlidadc deum projecto na primeia dis-
cussio : crelo que nio.
O Sr. Mendet da Cunha : Na primeira discussio s
se trata da utilidade ou inulilidade da materia de qual-
quer projecto.
O Orador : Se be na segunJa discussio, que posso
fallar, reservar-me-bei.; e s dire mais, que a quantia
he tambem multo pequea.
O Sr. Mendet da Cunha : liso be verdade : dessa
quantia, distribuida por multa gente, toca quatro vi-
leos a esda um.
O Sr. Paitlo de Brito : Eu creio, que as observa-
rles feitas pelo nobre deputado teem todo o lugar nesta
primeira discussio ; poique, deveodo versar ella subre
aa vaotageos do projecto, e pensando o nobre deputado,
que be elle Inexequivel, porque nio indici donde deve
ser tirado o quantitativo, que se deve despender, pro-
pe-se sssim a mostrar a sua desconveniencia ; mas eu
nutarei de-passagem ao nobre deputado', que o inconve-
niente por ello aprcssntadoacompanhar* o projecto ate
sua terceira discussio; porque ests quantia deveri sabir
da nossa recelta provincial, e seii, quando se flier a lei
do orcemeoto, que devoremos esforcar-nos para reservar
a .referida quantia, visto que nio convm cootrahir um
empreslirnu, e nem nos compete emittir monja, que sio
os uoicos uieios de baver diobairo porlaoto o projecto
pode passarem primeira discussio ; e na segunda, se o
oobte deputado tiver a felicidade de aponlar-nos algum
mel, alm dos que hel apontado, nos o adoptaremos.
Sio estas ss ponderacOes, que Julguei conveniente fa-
xer por ora.
O .Sr. Jote Pedro : Eu llnha um fim com as mi-
nhss redeides, e era que, nio se designando a rubri-
ca, donde se deve tirar esia qusta f.;r;c o i>rujubt o-
mettido oommissio de ornamento para conbecer da
probabilidade da sua execucio. Creio, que a assem-
bla nio devia tomar em considerarlo este projecto,
mesmo em primeira discussio, sem estar persuadida da
possibilidade de ser ou nio posto em execut >: assim,
remettendo-se-o i commisslodo orcamento, ella poda
conheeer de ante-mio, antes da assembla gastar algum
lempo na discusiio, seo projecto seri exequivel.
OSr. Filela Tavaret: He preciso, que requelra,
que elle vi i commisiio.
O Orador i Eu linha por llm requerer Isso mesmo;
requerer, digo, que fosse i commlssao de orcamento,
para que olla apresentassu o seu parecer, de ante-mio,
a respeito da sua execucio ou nio execucio, porque be
a commissio quem pode coobecer disto, visto que deve
estar informada da possibilidade ou da faculdade do co-
fre provincial; isto he, podo saber, em rclacio ao ba-
taneo do anno flnanceiro flndo, o batanete do semestre
do correte anno, e Informacoes, que possad baver, se ba
ou nio dfnheiro para essa despea.
O Sr. Peixito de Brito: Recorra ao inspector da
thesouraria.
O Orador : O orgio competente para se dirigir ao
inspector d* thesouraria he a commissio do orcamento ;
be ella, que, na (alta de informacoes offlciaes, deve com
ello entendej-se para esclarecimento di estado dos co-
fres, alim de informar ou dar algum parecer icerca de
despeas, que extraordinariamente se queirio faier:
euilim, como se julgio extemporneas estas reflexCes,
eu me guardarel para asegunda discussio.
Julgada a materia discutida, be o projecto submelti-
doi volacio, eapprovado. para passar i segunda dis-
cussio.
A"n/ro em ditcutido o projecto n. 8, que retoga a lei da
titalicidado dot empregadotpublico!, e lutrat.
O Sr. Mendet da Cunha : Sr. presidente, o re-
giment nio te oppCe a que en filie em abono do pro-
jecto; he estiylo na caa. O projecto em discusiio
be o que quer que se re\ogue a lei da vitalicidade.
O Sr. IVeto : E maii dous...
O Orador: Mas eu fallo desle, a vitalicidade, a
vitalicidade...; eu quera metter-meagora em camisade
orne varas; porm nio me esosarei com os inconveni-
ente! desta vitalicidade, quanlo a publica administra-
(ao, porque ellei lia bem sabidos, a ainda mais sabido o
fim,a que se propoierio os seus autores da ordem.
O Sr. Neto : Quaes lio elles ? ... .
O Orador : O que o Sr. deputado quera, era
que eu o revelasse, basta; por ora, nio me quero can-
sar, fare limitadas observscdes sobre os seus excessos
e incoherencias. A constituido, (siendo mencio de
varias ordena de empregados, lmente consignou a vita-
licidade noi magistrados, senadores, e concelbeiros de
estad.>; e, lallaodan dos officiaei militares dizestes nio
poilerao perder suas patentes senio por acntenca;
mas por uso nio inhibi o governo de os privar do
exercicio, quando assim Iba convier; be, puis. fura de
duvida, que a constituirlo eotendeo, que a vitalici-
dade nio era necesiaria senio para os empregados, a
quem ella aconcedeo.
Logo que a conslituicio le encsrregou de prescrever
a qualidade dos empregados, a quem a vitalicidade coo-
vem.be porque iito faz materia do poder constituinle.as,
assemblas provinoiaes, por consequencia, nio po-
diio legislar sobre este objecto. Se o empregado nio
pode ser privado do sou emprego sonso em virtude de
urna lentenea, claro esti, que elle tem adquirido diieilo
a perpetuidade do aeu exercicio; mas o dreito i per-
petuidade do emprego, nio sendo um dreito commum
& todos os cidadios, nom meimo a todos os emprega-
dos pblicos ntita qualidade, segu se, que be um d-
reito poltico; mss as aisembleai provincises nio po-
den) conceder direitos polticos, porque estes lio os que
se rserem immndiatamente ana nl*rai?s do forpn
inteiro da naci: logo, aqui houve excesso. A vitalici-
dade ho urna qualidade inherente ao emprego, queso
nao pode dignamente exercilar sem a independencia
daquelles poderes, a que nio pertenco o empregado ;
mas, se o empregsdui do latenda lio agentes do poder
administrativo, claro esti quo as funecoes, que elles
exercitio mais ou menos ampias, sio altriliuices do
poder, que Ibes con! re o leu exercicio. Aoode est,
pois, a raxio da independencia destes empregados a
reipeito do poder,queos oomeou, aquemniosiocum-
baprescrever-lhesolempo,mss lambemo modo,poique
asdovem exercilar? A independencia dos magistrados re-
sulta da separacio completadoexercioiodaoiagiitratura,
quanlo aus poderes execulivo e legislativo. A vitali-
cidade fii aqui estabelecida como regra ; mai a regra
deve comprebender a gooeralidade dos casos, e a ge-
neralidad dos calos be comprehensiva dos casos mais
frequenles e mais ordinarios em um exercicio qual-
quer; porque lioestes os que se podem prever prevenir.
Ora nos casos mais frequenles e mais ordinarios
he que o abusos se tornio miii escandalosos e a rein-
cidencia maii fcil: como, pois, nestes caios be que se
priva o governo de demitir o empregando ? Mai, dirio
que o governo llca outorisado nos casos cieceplusdos, o
que do nada serve, porque s regra deve comprebender
os casos ordioarios, e a etcepcao deve comprebender os
caios extraordinario!, porque a except be urna dis-
poiicio contraria a regra niquiilo, em quo ella nio
pode ser convenientemente appliosda. Ora, osessosex-
Iraordinorios lio lempre os msil dilliceis de julgar; mas
a vitalicidade deve ler garan'ida e a garanta consiste
na dependencia de urna senteoga. Como.poii,Srs., pres-
cindir do urna centenes, nos caios em que ba mais
difliculdade de julgar ? Priva-lo de um juno o mais
leguro o o mais fundsdoqual be o que vem de urna sea-
tenca, porque suppe um eiame mais aecurado ? A-
Iqui, pois, bouve incoherencia e desproposito ; porim
vomos aos caso especificados, ou exceptuados I .* (/ 2. dirigir insultos,verbalmenteouporeicripto.aopresi-
sacudidella, abalou-a eom tanta violencia quo nra evi-
dente que com uutraa diiaaaeinolbantes a arrancara.
Maa de repente abriu-su a purta, e a lu de duaa tocbas
invadi o calnboucu.
Viudo, Sr. disso a mesma tartamuda vus, quo Ibo
havia sidu ja IXu particularmente deaagradavrl, vinde,
Sr., o tribunal vu espera.
Bun, dase Coeannas, largando a arga, lio a mi
uta senlenea quo'vuu ouvir, nio he?
Sini, Sr.
Oh! respiro, marohemoa, dase elle.
E arguio u uflicial de justica, qun ia dimite delle com
u aeu passo moderado, o a sua vara branca na roao.
Nlu uLrlante a satisfacau quu havia niamfesladu m
prinieiru inovimentu, Cucannaa lanfava, mesmo aullan-
do, um ulliar iuquieiu adircila o a esquerda, paradianle
e para tris.
Oh | uh | murmuron tile, nio vejo o raeu digno
carcereiro, cunfesso que uie fas falla o sua presenta.
Entrarlo na tala, de que acaba vu de ashir ua juiea,
o unde catava a de pe um hoiueni que Cucannaa oonhe-
ceo que era o procurador geral, que algumaa vexea no
curso do interrogatorio havia tomado a palavra, e aeni-
pro com reparnvrl nuaadia.
E nitu era seiu causa que Cuoanuaa aullara esse grito
de terrur.
O espectculo era na verdade dus mais lgubres, A sa-
la, encuberta durante u interrugaturiu por casa cortina,
que agora eslava levantada, apparecia comu o vestbulo
do inferno.
Na primeira plana via-so uro potro de madeira, guar-
necido do curdas, muies, o uutros acceasurios de dar
tratos. .M.iis au longo cliammejava uiu brateiru, qne re-
fleclia a nvermelliada lu nua ubjectue que u'cirtulavio,
e com a qual ainda mais escuru se lurnava o perfil doa
que su acliav&u entro Cucannaa e elle. Arrimado a uina
dae columnas que ausliuliao a abobada, um huruem im-
iii"e| como urna ealalua, su ouosc vava de ua euiu uuia
corda na iuu. Disaoreis^que era da mosina pedra a quo
ostava adliercnte, tao firme so achara. Pclaa paredes, por
cima doa Laucua de pedra entre argolaa de forro, pendiu
cadeias o relusilo laminas.
Ob I niurmurou Coeannas, bo a sala dos tormen-
tos, que parece esperar smente o paciente! Queaigni-
fica istoP
Dojoelhos! Mareos Annibal Cucannaa, dase urna
vux que fexerguer aoabeca au gentillioiuciu dejocllioa
para ouvir a sentcnca que acaba de ser dada cuntra va.
Era rite um doa convites cuntra ui quaea toda a pessoa
Curo effeilo, era i ello quo Calherna, ora por carta, I de Auuibal reagia inslinctivaucnte.
__J _.' _^.____ !._"___... _.*..* < i I aU__^.. *** >! I b aaiila all I s>t m <>
ors do viva vos, havia especialmente reconimcndado o
procesao.
Urna cortina erguida deixava ver o fundo dessa cma-
ra, e eaia cmara cujas profundidades ae perdan ua cs-
curidSo, linha naiauaa partea allureiadaa aapectu lio ter-
rivel, que Coeannas aentiu fraquearem-lhe aa pernaa, e
xalamuu:
Oh! nieu Dcus!
Mas, como ella eslava em termos do reagir, duus ho-
iiiens Ibe puicrau ae mua aubre s honibrus, d'uma mi-
neira tao inesperada e aubro tudu tao pesada, que ella
cabio com os juclliua subre ae lagee.
A voz continuoii:
Sentcu(a dada pelo tribunal, inatallado na torre da
Viucunut's, cuntra Marcos Annibal de Coeannas, ao
onsado e convencido do crime de lea-magostade, do

____


2
KM
I
f
dente. Or, pot,coniigna-i liocomo principio vitali-
oidade, e por este circunstancia fie* ella de nenbum
efleito, e eolio por um cato, cuja decalo he aubmat-
tida ao juizo do proprio odondido, e a quem compete
o direito de demillir. Aoode est aqui a garanta da
ritalicidade? Despropsito. Terceiro,ausencia do emprego
por mais de oito meses. O noiao cdigo penal impde pena
uo emprrgado que largar o seu eiercicio, cent motivo
justificado, ou leen licenc, nao marca lempo, nlo dii
que leja por 8, 2, ou Irea metes ; mai o noaao arti-
go quer oito mezei, em contradiccao lei geral do cita-
do: depois, o cdigo impCe a pena de gupeoslo, eo
noaso artigo impo a dominio, porconaequencia pena
mais grave, que a que o mesmo cdigo impoe Querto,
impossibilidade physica ou moral reeonbecida por esi-
me medico. Nioiei a quevem aqui ette m, mdico;
imposiibilidade pbyaica, est leilo; maa impossihihda-
do moral, a nlo aar a alenselo mental, he outra as-
ncira; porque a incapacidade moral nlo comate se-
nfio na oflenaa da lei e doi bona costumei, e para um
e outro caso temoi lei, e ai leia alo geraei, e cerno
taea nlo podein icr aenio sobre objectoa geraea: logo,
aa assemblas provinciaes nio podem legislar aobre el-
lea. Quinto, o cmpregaJo de secretaria, que retelar o
segredo do expediento. Sr.presidente, eu entendo.que,
ao futsu possivel prever todoa os meioi e prevenir to-
dos o caaos, em que o empregado de aecretaria pode
revelar o segredo do expediente, dira, que a ser ad-
missivel urna excepelo a vitalicidade, entlo o provi-
dencia sera* boa; maa, Srs., nio he obvio (anda
s vistaa mais curtss) que na immensa variedode de
negocios administrativos ha um sem numero de re-
cursos para illudir o fado da revelacio ? Gomo na or-
dem, por que os fados se succedem uns aos outroa, e so
transmitido de urnas para outras pessoas, indicar pre-
cisamente qual foi o autor originario da reveladlo ?
o classiScar pequenaa diflerencas moraei para apre-
ciar a moralidade da revelacio sem o que sem-
pn< aeria injusta a demiisSo ? Dahi vem, que o pre-
aidente deve ter o direito da demillir livremen-
() ao empregado para ojulgar segundo o conbeci-
menlo particular, que delle tiver, e o conceito, que
Ibe merecer. Ora, anda temos outras considerarles,por
exemplo quanto a suspensio por prevencio, be absur-
da a delerminacio ; porque o direito de suspender o
empregado j est eatabelecido na lei do regiment dos
presidentes [apoiado); esta eatabelecido all de urna
maneira facultativa; porm o noaso artigo altera nesta
parte a altribuicio conferida ao presidente por urna lei
geral; sendo que oa empregadoa provinciaea nio esto
menos submetlidoi s leis provinciaes do que as ge-
raes, at porque a suipensio, neale caso, he urna eon-
sequencia necessaria de um fado, queae relereaos in-
tereises da uniSo, qual he a responiabilidade de um afi-
nas): logo, nio podiio as leis provinciaes providenciara
respeilo. Falla anda de outra especie de suapeoiio,
<'"! a que tem lugar por correecSo.- ora. ou esta sus-
pensio entra como parle da sanecio penal estabeleoida
no cdigo geral, ou nio; se entra como parte da necio
penal, nlocompete s asiembdas provinciaes: logo, outro
desproposito : mas, se nio fai parte da sanecio penal,
laz urna pena aeparada: anda reaulta maior desproposito;
porque temos aecumuiacio de penas para umi delicio;
maa a macima non n m dem he univeraalmente pro-
pasada por lodos os criminalistas de todas aa idades, de
todos oa povos, de todos governos, e de todos os auculos
anteriores ao systoina representativo; mas tal vez se da-
seise, nio Sr., aqui nio ba urna pena, alo nio be urna
pena: ol! Srs.! pois a negativa da denominado pode
prevalecer sobro o carcter intrnseco dacousa? Depois
disto, Sr. presidente, ainda aqui ba urna cousa, que me
espanlou, e I >i vAr entre os empregados amoviveig o
prufessores substituios, ou adjundos: ob meu Dos!...
O Sr. Villela Tavart : E est assignado por um
professor: quem he elle ?
O Orador: 'Calvez elle nio concordaste nuite ar-
tigo; rstou penuadido, se bem me record, que elle
medisse.quo nio conveio nelle. A substituido do pro-
fessoralo segu a nitureza deste:o ompregohe Iliterario,
como o projedo mesmo reconhece; porque quer, que a
admisslo seja por concurso, no qual o profesaor adquire
a cadeira com o triumpbo de seu combate, em que em-
penba seua talentos e esludo. Como, pos.osubstitutoba
de ser amovivel, eo empregado da secretara vitalicio?
Se nio houve individualidade no projedo, nlo sei o
que houve; enlao heasneira inqualiticavel. Pode ser,
que alguem queirasustentar a le, eslrbando-se em dis-
tingues apparentes, tiradas do auto addicional, relativa-
mente i constituido primitiva do estado ; maa iaso
nio pode ser invocado poraquellea Srs., que tanto (a
fsforcario nesta cesa, para que se nio repieaentaase
contra a lei interpretativa do acto addicional, e que
quedad, que elle fosse entendido smenle por aquillo,
que as palavraa sao, e nada mais. Fico aqui: reserv-
me para a segunda discusiio, para dizer o que me con-
tentativa de envenenamento, de sortilegio o do magia
contra a peisoa do el-rei. docrimo de conspirado
contra a cgiiraiiga do Estado, como tnnibrm por ha-
ver indnzido, com acus pernicioaoa cunaolhoa, um
principe de aangue rebelliio,
A cada urna destaa mpulacea, moneava Cucannaa i
cabe ja, batendu o compasan, como fazem ua estudante
iiaubordinadoa.
O juia conlinuou:
Em comequenoia do que, aera o dito Marcoa Anni-
bal de Cocannaa conduiido da pria.ii> praja Saint-
Joan em Crve, para ohi acr decapitado; icos Leus
confiscados, seua boai|ues corlados na altura de .en
< pea, sena caalellna drmulidoa, e ah plantado um ps-
lo com urna chapa de oobre que realo o criino e o caa-
ligo. >
Quanlo cabrea, diaie Cocanuaa, crcio bem que
ni'a corlarafl, porque ella cali cm Franca o al milito ar-
riscada. Quanto porm aos nieiis boaquea o aua nie
caalellos, desafio todas aa aerraa e picaretaa do reino
cliriatianiiii.no a lliea porem o denle.
Silencio! diaio o juiz, e cuntunou:
Demaia eni ao dito Cocanuaa.....
Como iiterrotnpeo Cocanuaa, far-me-lilo algu-
ma cousa ainda depoia da decapita jio ? uh oh! rasa me
parece bem aevera,
Nao.Sr., disae o juiz, antea.....
E proaeguio :
Demaia, ser ao dilo Cucannaa, antea da exeoujao
do julganicntn, appliceda a tortura extraordinaria,
que he Cocanuaa deo um salta), lineando aojuia ora olliar en-
viar em suitentsjio do projedo, que ora est em dii-
cussio.
Julgads a materia discutida, foi o projedo approva-
do, para pastar a segunda discuulo.
Entra em aguada discutido o projicto numero 15 do
atino panado, eobre a inttruccSo publica.
OSr. Munit Tavaret : Ped a palavra, Sr. pre-
sidente, para fazer um requerimeoto, antea de ence-
tsr-se a discusiio sobre esta materia. O requerimeoto
versa acerca deste mesmo asiumpto. Eu desojan, que
o projedo pastaste, e fsio remeltido a urna commii-
sio, que V. Eio. jolgar adaptada. Creio, que todos nos
reconhecemot, que esta materia he transcendente : o
projedo he complicadsimo ; nio tem srtigos, mas tem
nada menos do que 59$; cada um dellesdepende desc-
ra meditacio, e acerases, que nio temos a fortuna de
postuir entre nos os Ilustres redactores deste mesmo
projedo : ellas be quem nos podiio explicar qual o
complexo de suas ideiai, qual s razio de cada um des-
tes paragrapbos, quaea si vantageos, que do todo po-
diio esultar. Reconheto, que nos temos oecessidade
de urna lei sobre s instruccio publics; mas urna lei, que
nio lr sabiamente elaborada, be melbor nio a ter.
Eu desajo mesmo cata lei, porque s ella nos poder
por ao abrigo de tantas doutrioas ms, que se vio es-
palhando, o mesmo de tantas incapacidades no magiste-
rio, ede mais a mais dos livrsr deque veohio estran-
eiros apolistas abrir oollegioi e perverter a mocidade.
Reconheto, que temos abioluta necesiiJade d'eisa le;
mas nio leperde nada em mandar este projedo a al-
guma commissio, a fim de dar o seu parecer sobre el-
le, e formar o seu juito, para que vala deste nos pos-
tamos resolver aquillo, que lr mais til. Mando A
mesa o seguinto requerimeoto : -
Requeiro, que o projedo numero 15 volts a com-
misiio para melhor examinar e dar o seu parecer.
Munit Tavarn.
A potado, entra em discuiitlo.
O Sr, Villela Tavaret: Sr. presidenta au ap-
provo absolutameote o requerimeoto, que se sebs so-
bre a mess, para que o projecto numero 16 v a urna
commissio, nio para examina lo, como onobredepu-
tado quer, mas para organisa-lo de novo; porque este
projecto est organisado de urna maneira mooitruosa :
eu posto cbatna-lo projecto mooitro. [Hiladas.) Des-
de que o muodo be mundo sempre ouvir dizor, que os
captulos teem arligos, os arligos psragrsphoa eos para-
grapbos membros; mas este projecto tem capitulo e
smenle, nio tem artigoa be por conaequeoeia um
projedo monstro: e como tem apparecido boje Lidador
monitro, Carranca monstro, Esqueleto moostro, tam-
bem era de mister, que apparecesse um projecto mons-
tro Gracas Dos elle nlo be da assembla actual, be
da panada, queae pode diertambem, que foi assem-
bla monstro. Aim disto eu creio, que o projecto nio
pod ser submetttdo diaoussio.corao V.Exc. fez (per-
doe-me se avanco tanto) ; porque no artigo 117 do
regiment eu vejo determinado, que a aegunda discus-
sio sejs por arligos ; mas o projecto oio tem arligos: o
que hsvemosde discutir ?
OSr. Mendet da Cunha : Os paragrapbos e os ca-
ptulos.
O Orador : Mas os captulos teem artigoa, e os sr
tigos paragrapbos. Sem duvida o autor do projecto te-
ve multa preaia, que elle passaiie, e a preasa foi lio
graode, que seesqueceo de eslabelecer ao meaos um
artigo com todoa estes paiagrapbos; porque, defacto,
Sr. presideote, desde que vejo leis oio me record de
alguma, que tenba, como esta, um capitulo e $9
sem um so artigo. Islo be por sem duvida admravel, e
tanto mais quanto este projecto de lei he redigido e as-
signado peloSr. Nabuco de Araujo.
Alm disso, Sr. presidente, o projedo cootem pre-
lec,5es e definicea, e logo noprimeiro parsgraphoei-
tabelece, que a instruccio primaria seja gratuita. Isto
est estabelecido na constituido, 32, art. 179 : por
tanto he urna inutilidade do projecto declarar oque a
constituid0 j deolarou positivamente. Por eitu con-
siderados eu approvo o requerimeoto.
O Sr. Mendes da Cunha : Levantei-me somonte
para ler um paragrapbo ; seja o $ 15, o. 3.*:
a Aquellos, que forem eooceltuados ds falta de lote-
grldade, de leus. &c. (Riso).
Senbores, que he Isto? Quem oio tiver beos oio po-
de ser adrniltldo a um concurso ; Oca o concurso s pa-
ro os ricos. Eu cuidava que o pobre, que tem esluda-
do, trabalhado, oio devta aer excluido do coocurso Ilite-
rario, poique era o mel que procurava para habilitar-
se a ganbar o pi com o auor de aeus trsbslbos ; mas o
projecto nio quer, que o pobre possa ir ao concuo : eu
nio sei que especie de aristocracia he esta ; porque, se-
gundo as i Jetas que teobo dests palavra, isto oio be
aristocracia, he urna barbaridade, urna cousa, que faz
rir a gente : e por isso eu, se losse o oobre deputsdo,
at oio apreseotaria o requerimeoto, para que o projec-
to losse urna commissio, porque nio sel o. que ha
aqu a aprovellar; oio vejo nada, que se aproveite, e te
alguma conss ba, be o que por todos be coobecldo
(apoiados), e porconsequeocla nlo pode deixar de occor-
rer aos membrosd commissio.
Julgada a materia discutida, be o requerimeoto posto
votacio. e opprovado.
O Sr. Peixoto do Briso apresen ti o seguate requeri-
te nto :
a Reqelro, que sejSo dados para ordem do da de a-
maahia oa projectos ns. 1 e 8 deste aooo.
O Orador (continuando ] : Segundo o regiment,
projecto algum pode passsr de urna disoussio para ou-
tra, sem que entre ellas hajo decorrido tres das;
porm o art. 121 parmllte a alterado dests ordem,
requerimeoto de qualquer deputado, com tanto que
o intervallo oio seja menor de 24 horaa : eu, usao-
do deste direito, oa forma estabeleclda, ( o requeri-
meoto, que acabo de apreseotsr.
Apolsdo, entra em discusiio, e be approtado.
O Sr. Helo : Sr. presideote, proposito de
projecto monstro, de ornaes momlros, lembro-me de
um eootrsto moostro, que existe os eass, feito com o
editor ou mpresior do Diario de Pemambuco, a res-
peilo da publicado dos Irabalhos deita eass. Nio tive
occasiio de examinar este contrato com s devida alten-
do ; mas, dem-me, que elle ha lodo leonino. Esli-
pulrio-se (segundo me dizem) penas smente a assem-
bla, quando deixar de sstisfaxer certas e determinadas
condicei, so psssoque, mpondo-se mutai i>brigac.ds
ao empreiario, nio o subjeitrio i multa, seoio no caso
de faltar s duas deisas obrigac&es ; donde se segu, que
elle pode livre e impamente deixar de desempenbar
todaa as outras, sem que a assembla possa da aua par-
te pedir-lhe coates pela lilla que commolter. Ora, dis-
to nio fallo de scieocia propria, retiro me ao que me
disserio. Estimara, que a commissio de polica me in-
formaste, se j tomou em coasideracio ease contrito ;
se aeha, quo elle sinda deve vigorar, se a assembla
pode reiciodi-lo ; porque depende da solucio destai
queitoes o srocedimento ulterior ds essa eerca do em-
preiario. Dizem me mais, que, depois de ludo uso fei-
to, fez-se ainda um decreta !! oio.. urna reo/ucdo oio
pode aer... urna lei! tambe nio he... urna couia se
fez.
O Sr. Villela Tavaret: Decilio momtro.
O Orador : He verdade ; para que se dessem mais
oOO ri. aoSr. Figueiioa de Faris, nlo sei a qoe titu-
lo, e isto sonualmenie. Deaejava, que a nobre commii-
sio de polica me inlormisse, se j vio essa decilio da
assembla paliada ; te acomiden no caio de ser ob-
servsds actualmente ; porque me parece, que, feito o
contrato, nlo bavia da parte da asiembla obrigado de
dar esse dinheiro ; masadle deo-se, porque sa quiz dar ;
deo-se por alta recreado da maioria da asiembls, ou
por outro motivo, que oio posio coobecer. Parece-me,
que estamos no nono direito, deixindo de ler genero-
sos, em materia de dinbeiroi pblicos, e mesmo que
nio podemos ter generosidade, quando ha diminuido
as reodas publicas, e necessidade de occorrer-ie a certas
despezai imprevistas, e de nio opprimir mala o povo, na
poca actual, com novos tributos: todas essas cousas
pens, que slo muito dignas da attengio da caa. De-
itijo os esclirecimaotoi pedidoi, para poder regular o
meu procedimenlo neita can : he a commiiiio de po-
lica, que me deve informar ; aiiim como lambem nos
ioformar le oa trabalhoi sitio seodo publicados por
coota dos cofres proviocise, ou do Sr. Figueirs ; por
queme dizem tambem, que, naquelle contrato, o Sr.
I'aria estipulou, que s le abrigara a publicar o Ira-
balhos da assembla, durante as sesidei extraordinarias,
no caso de Ih'o permiltir o contrato particular, quefi-
tesse com o tachygrapbo, que ia eogajar : ora, deaejava
uber se este coolrato psrtieulsr, leito entre o Sr. Fi-
gueira e 0 tacbygrapbo, foi trazido ao coobocimento da
assembla ; e se essa publicado, que ib est fasendo,
tem de ter piga da meima maneira, e palo meimo pro-
co, por que teria paga, le a lealo fosse ordiosris.
Ses nobre commissio, como eu supponbo, nlo tete
ainda lempo de atlender s eslai couns, nio poda agora
meimo emittir um juizo positivo a reipeito dolas. Nlo
sou lio exigente, nem o poda ser, que quixesse j es-
sas informscdei: todava pefo-lhe, que elimine ludo
isto com a brevidads possivel, valo que a materia, alm
de entender com ai renda publicas, o que a ni nos
merece muita atiendo, he por mutot tituloi digna de
(oda a considerado.
O Sr. Presidente : A commissio de polica to-
mar em considerado o que dase o nobre deputado.
O Sr. Neto : He preciio que se nlo esquecio o
amigos
O Sr. Preeidenle : A ordem do dia para amanbla
he: leitura de pareceres e projectos; seguods disctalo
dos projectoi ns. le 8 deste snno ; primeirs dos de
ns. 2, i, 6 e 7 tambem deste snno ; a discusiio das pol-
iuria addieionaei i da cmara dtata cidade. Est le-
vantada a sesiio. (Era meio-dia)
mcame.
E para faaer o que? exclamou elle, oso acb
outraa palavraa, ionio eata ingeiiu'idade, para exprimir a
mullid jo do | ensarnemos que do tropel Ibo acudiio ao
espirito.
Com cffeiio eata tortura era para Cucannaa a deatrui-
cio completadas auaa eaperanfaa; i depoia dalla aeria
conduzido capclla, o dcaaa tortura miiitaa vexea ae
murria; e tanto snaiur probabilidade havia de toorrer,
quanto niaia valoroao e furto era o paciento, porque cu-
tio olliava-ao coiuo urna cuvardia a cunfiaaio, e era
quanto ao nio ooufeaaava, a tortura continuara, onauao
cuutinuava, maa duplieava de forja.
O juia diapensuu-ae de responder a Cocanuaa, o final
da aentenca reapondia por lie; o puia ounliuuou:
A fim do .. ubriajar a dcacobrir > seus cmplice
oonspiraedea e inacliinacOi'i, ludo pelu miudo. a
Com ua diaboa! exclamou Cuoannaa, isso he que
eu chamo urna infamia; iaao lie que eu chamo ainda
maia duque una infamia; iaao be que eu chumo urna
covardia!
Acnslumadu a culera daa victima, colera quo o aof-
frimcnlo acalma traiufuriuandu-aa cm lagrimas, u ini-
paaaivcl juis feaa um gealo,
Cucannaa, aeguru peloa p e polos hombro, foi der-
ribado, carregado, deiladu e amarrado obro a barra da
tortura, antea meamo quo podene olbar para aquella
que llie faiiio eila violencia.
Palifea! urrava Cocanuaa, lacudiudo, o'uoi paro-
xismo de furur, a cama e cavalletee-de maneira o faaer
recitar oa proprioa atormentadore. Palifea! atormen-
lai-me, moei-nie, parli-me em pedaje, roaa nada aa-
berei, eu vn-lujuru. Ah vapcnaaia que oura peda-
jos de pao e do trro s ubriga a fallar um geiililhomciD
Ido meu iiouic I Andai, anda, eu vua desafio.
Prajiarai-voa a eaorever, diaae o juitao oeoriva'o.
Sir, prepara-te I brainiu Cucannaa, e ae eaoreve-
rea, tudu o que vua dizer-vua a todoa, infamea earraa-
coa, loria que fazer. Eaoreve, eacreve.
Querva faxer revclaje? dase o juis cum a aua
vos pauaada.
Nada, nem urna palavra, ido ao diabo.
. Va rcflecliri-ia, durante ua preparativo. Vnruoa,
ineatre, ajuitai aa botioaa ao Sr.
A' eataa palavraa o bumem que ae oonaervra atelli
de p e immovel, com ai cordal na mi, deapregou-ae
da columna, e cum paaau vagaroao approxiraou-ae de
Cocannaa, que ae voltou para o leu lado para lite fazer
urna careta.
Era roeitre Caboohe, o verdugo do municipio de
Paria.
Um doloroso eipanto ae pintou naa feijea de Cocan-
nas, que, ero vez de gritar e agilar-ae, ficon iiumoicl aero
puder doprrgar oa olboa do ralo desae esqueoidu ami-
go, que em somelbanle Jumento Ihc turuava a appa-
recer.
Caboohe, sem qpe uio a ttiuaculo da oara ae Ihe agi-
tane, aero que dsse raoatraa de j ler valo Cucannaa
era outra parte quo nlo fuiae o cavallcln, intruduiin-lhv
dua laboa entro aa pernal, e por fora deataa collocou
oulraa duaaiemelhantcs, e amarrou ludo com a corda
quo linha na mtu.
Eate apparelho beque ae chamara borsequim.
Para a tortura ordinaria ^enterravlo-ao aeia cunha
antro aaduaa tboaa, que, apartando-ae, macera vio aa
carnea.
Para a tortura extraordinaria inlroduio-io des ou-
nhaa, e cnlao s laboa nao a machucarlo aa carne,
maa faiiio citalar oa oaaoa.
Terminada a preparajao preliminar, meatre Caboohe
Cmara Municipal.
PRIMEIRA SESSAO ORDINARIA AOS 7 DE Minrv.
DB 1846. "*HV0
PRESIDENCIA DO SR. REG ALBlIQnEIQrjE.
Achaodo-se presenle os Srs. Carneiro Hontero R
moa, Mello Cavalcaoli e Oliveira, faltando com cu/"
participada os outros Srs. abrio-se a setsio, o foi u
o approvada a ads d'aotecedente. O secretario deo cun'
ti d'um offlcio do Exm. presidente da provincia, em. '
fazia vera csmsra, que nlo poda haverdemora non
gamento das despeas feitas com as obras da caai e'
que trabalha o jury, e que a meims recorres ,'.,"
sidencia, logo que se fiodasse a quota. Inleirada
Outro do mesmo Sr, remetiendo um officiodonr
sidenle do concelho geral de salubridade publica, a or~
daando, se torneen a.< providencias legaes, para que M
nio matem bois sffedados do mal de carbuoclo, n.
solveo acamara, que cessasse a malanga de gado em
todoi o mitadouroa partieularoi e no dos Colhoi n
cando lobiiitiado lmenle o dai Cinco-Pootai pari'no
der ser melbor fiscalindo : outro lm, que se eonvidii-
se ao cirurgilo de partido da muoicipalidade para se j~
cumbir da inspecjlo e exime do gado, que fasa morto
para o consumo, compireoendo duu vezei no dia, pe.
la manhia e a tarde, no maladouao, arbitraodo-ae-lhe
para isto urna gratificado mennl de eincoenti mil rtii
pelo lempo, qoe for neceiiarto durar essa vig|IDCI#'
visto que este trabalho nlo est comprehendidoerai0ll
obrigacOei; dependendo todavii d'approvijio dipri.
sidencia.
Outro do fiscal da Boa-Vista, participando teramreq-
dido ai mullas no nez de levereiro ICijOOO rs. 10.
letrada.
Outro do da fregaeria do Beoife.repressatindoiehi-
rem-se em pessimo estsdo ascalcidas daa ruis di Ci.
deia, Cruz f Codorniz, cujos concertos se podem actu-
almente faier com pequea daapeza. Aotoriiou-sto
rr.esmo fiscal a efleetuar esse repaios.
Ootro do engenheiro em ebefe, pedindo, ia Ibe mu-
daste eotregsr squtntia de 2i0,j380 n. para compl.\
ment das despezaa faitai com ai obras da casa do jar*.
Mandou-se paasar mandado.
Outro do meimo, com o ponto das pessoas, que tn-
bilhrio no deismbarque da pedra vinda da ilba di
Femando no palaibo S.-Josi-Amtricano, ne impor-
tancia de 7s680 rs. Mandou-se paliar mandado,
Doui oOlcioe, um do eordeador e outro do fiscal di
S. Jos, respondeodo so do engenbeiro em ebefe, qag
representou contra algunas editiesedes feitas naquelli i
freguezia, e especialmente a d'um armatem de Franei
* Irmio. Delibetou-se, que, nio tendo estes obtido
licenjs para urna lemelbanle obra, e sim para um le-
Iheiro, em que podeaaem recolber materiaai.ae ordenii-
ae ao procarador para promover a demoliclo di diti |
conilrucco pelos meioi legaes
Em seguida o Sr. Carneiro Monleiro apreieotou o i
guite requenmento : *
" Tendo o fiscal da freguezia de S. Jos, Inoocaaeio I
da Cunba Goianna, consentido, que Franca & lrmio
construiasem tem liceoca e cordeajlo um edeficio, o
ra de S. Rita, em o qual collocrio um estabeleci-1
ment industrisl, trsnslornsndo assim o plaoo d'arrui-
ment em deaprezo da planta da cidada, a qual cumprii I
ao meamo Gscal fazer rigotamente observar, requeiro,
que sejs elle demittido.
Pago ds camsra municipal, 7 de marco de 1846. I
Carneiro Monleiro.
Foi approvado, e mandarlo se fazer ai precisas pirli-
cipicdoi.
O Sr. Oliveira requereo, que le autoritaiie ao portei-
roda cmara para ir secretaria do governo receber a
planta da cidade, que foi requisitada e mandada entre-
gar por officio do Esm. prriidente da provincia, para ser
combinada com a que exilie no archivo da cania.
Approvado.
Iolormiio-ee diversos requerimeotos sobra terrena I
de mirinha, e autoriiou-ie o presidente da cunis i
oomear outro facultativo para inipecciouar o gado, qui
le bouvetse de malar, quando por qualquer mi o ci-
rurgiio do municipio oio podesse desempenbar essa
trabalho.
Despachrio-se as petijoei de Anlonio Pioto de Bar-
ros, Antonio da Coata Reg Mooteiro e outros, (votan-
do contra a deliberado tomada os Ara. Ramos e Olivei-
ra) as de Domingos Anlonio Gomes Cumiaran, Joio
Manoel de Siqueira, Jos Joaquitn Beserra Cavalcaoli,
Herculano Alves ds Silva, Jos da Silva Costa. Joa-
quina Mara Cavalcaoli, Joa Joaquina Ferreira R.bel-
lo, Joio Evangelista Ferreira Paz, Leandro Jos Car-
neiro, Manoel Joa de Souza, Manoel Elias da Mea-
ra, Maroellino Jos Lopea, Miguel Archanjo Fermn-
des Viaona, a levaotou-so a aeisio. Eu, Joto Jod\
Ferreira de jfquiar, secretario a escrevi. Rifo Jl-1
buquergue, presidente.(Jamuro Monteiro. R*-
mus.Mel/o Cavalcanli. Oliveira.
aponlna urna cunha entre aa duaa tahuas depoia cura I
malliore na nato, a ajoelhado aubre ata a joellm, olhou
para o juia.
Quareia fallar P perguiitou eate.
Nio, reapundeo Cuoannaa rcaoluto, ainda quaiea-l
tiaae vir-lbe o auor em perolaa fronla, e erricarem-ie-l
Ihe oa cabello.
Neaae oaao, proaegui, diaae o juis; priiueira eunnll
da ordinaria.
Cabuchc ergueu o braju armado de um pesado ras-1
Hielo, o aaaenou urna pancada terrivel aobre a cunlu.
que pruduxio um aom loro vibrajio.
O cavallete treme.
Cuoannaa au deixoueaeapar um qiieixorae aita pn-
meira cunba quo do ordinario fasia getner o mais ttt'
latee.
Anda mais ; a nica expresaao que ae Ihe derrian"
na ralo fui a de urna iudisivel admirajao. Olhou o'"'
pefaolo para Cabuobe, -ue com u braco levantado e V"
follado para o juis, ae ditpuiilia a continuar.
Qual era a voaaa inienjJo quandu voa uoculm"
no boaqueP parguntuu i juia.
Prmo-nua aumbra, reapundoo Cocannaa.
Continuai, diaae o juia.
Caboohe aoplieou aegunda pancada, que reioou rvoi
a priroeira. I
Maa, como na priroeira, Cocannaa nlo pcatei'j"u'
oa seua olboa oontinurio a fitar-ae no verdugo ouio
ineuua expreaalo.
O juia franaio oa aobr'olboa.
He um chriatao bem duro, rourinurou ella i ,l
oha rntruu al o fim, meatre T .
Caboche abaixuu-ae comu para examinar, raaa ao
car-ae diaae devagarinho a Cuoannaa; V
y\
* _


COMMEftCIO.
Alfandega
BWDWBTOOO DI t................7:9^26
DetcarregaO noje 13.
narca__Otpraybacalhlo.
ngaeMary-Qutitt-of-SMUmneuiotM.
Consulado.
KBHDmUTTO DO DI* 12.
Ger.............................. 3:216,809
pf0n...l.......................... JgJJJJ
Diveriai provtooias.................. IMI"
4:273*038
Movimento do Porto.
Navioi entrada! no dia 12.
l'sligonii ; 30diai, brigue ingle Sltad/orl, de 179
tonelsdii, capillo James Morrett, equipagen 14,
carga guano ; ao capillo.
Malaga; 40diai. lalucbo ueipinbol Adriana, de 94
toneladas, capillo Francieeo Olevir, equipagen) 11,
carga vinbo a ateita;a Jlo Pinto de Lemos & Filbo.
Ballbmore; 31 dial, Lrigue americano Saint Mary,
de 188 tonelada, capilio Richard D. Wbite, equi-
pagera 10. carga larinha ; a L. G. Ferreir C.'
Marielh ; 4* dial, barca ftenceza Antointllt, de 234
tooeladai. cepillo Joio egaye, equipagem 13, our-
gt fazendei; Luiz Bro'uguire.
A'avioa lahidos no meimo dia.
New-Bedford; galera americana Charles Frtdtrtck ,
carga a meama, que trouxe
Philadelpbia ; berca imerieaoa W.'-Ktnntdy, cipi-
tio Jotepb Saot Martin, carga aiaucar.
Macei ; brigue bresleiro Amorim, capillo Guilber-
rne Piolo da Silva, carga carne e bacalbio.
._________
Edital.
O lllin. Sr. ioipeclor da Ibeiouraria daa renda
provinciaei manda lajar publico, que. em camprimen-
lo di ordem do Exoi. Sr. prndenlo da provincia de 9
do correle, ro 4 praca no dia 1S de abril prximo fu-
turo, para lerem arrematadaa a quem por menos zer,
a obrai dacadeia da cidade deGoianna, oreadas na
quantia de 9:48*|070 rs.; ai quaei devenS ler execu-
lada aob ai cliusulis eipeciaes abaixo (nnicriptai.
O licitante*,tfevidamente habilitados, compareci na
ala dsisessoeida meima ibeiouraria no indicado dia.ao
meia dia.
Secretaria da Ibeiouraria dai retida a provinciaei de
Pernambuco 12 de marco de 1,84-6. O lecretario,
Luiz da Cotia Portoeairtiro.
OBRAS DAS CADEIAS.
CADBU DA CIDADB DKGUIANNA.
Clauulm ttptciaei arremata 1. Al obrai para o acabamento dacadeia da cidade
de Goianna terlo feitai pelaa ormai, lob al condicdei, e
do modo indicado no oicamento e riscoi approiadoa, em
8 de novembro de 1845, pelo Exm. Sr. preiidente da
provincia, e pelo preco total de nove conloa quatro cen-
loi e oiteota e quatro mil e aetenta n., que he o im-
porte do citado orcamento com o augmento de 20 p. 0.
Ri. 9:484,070
2.a Ai obrai principiarlo no prazo de doui mezei, e
findarid no de quiote mezei, amitos contados rmcon-
formidade do artigo 10.' do regulameolo dai arrema-
tacOea.
3.' O pagamento do importe da arrcmataeao far-ie-
ha do modo indicado no artigo 15 do respectivo re-
galamento, tendo de um anno o prazo da reipoosabi-
iidade.
4.a Pira ludo o maii, que nao esta determinado pe-
las presentei clausula*, teguir-ie hi inteiramente oque
dupde o citado regulameoto dai arrematacoes de 11 de
julbode!843.
Repartilo da obris puLlicaa 28 de levereiro de
1843. Uengenbeiro em chefe, Vautkitr.
THEATRO PUBLICO.
A nova tociedade dramtica em cooiequencia de te
abrirem ai Santal Miudei neita cidade lar lmente
ai tre repreieotscoeedoe diaa de gala teguintea: 14 do
correte, annoideS. M. 1. a Senhora D. Therea ;
2o aoniversario da constituidlo ; e 4 de abril art-
ooa de S. M. F. a Senbora Maria da Gloria ; po-
rm lempre com pecas lacrai extrabida da ugrada es-
critura.
Sibbado 14 do correte marco le representar
a grande
PBCA SACRA
Intitulada
NABUCODONOSOR TRANSFORMADO EM
BRUTO
DIVIDIDA DM 5 ACTOS
Primtm parle.
O lonho da estatua compoita doa quatroi tnetiei
que signifieavao o quatro imperios anirio pera,
grego e romano.
A pedra deicida do Calvario que, dando nos pi de
barro da estatua, a derrubou para aempre,
Segunda parlt.
Daniel lineado no lago doa lees.
O aojo Custodio eonduz pendente por um cabello, de
Judea a Babilonia, o propbeta Ubacuc, pai de Daniel,
levaodo-lhe a comida que dealinava para o aeui Ira-
balbadorea do campo.
Ttrctira partt.
Aoaoiaa, Mizael e Azariaa por olo querem adorar
a Nabucodonoeor, lio lineados no orno ardeodo : o
forno se transforma n'uma vistoso jardim : aa almas doi
3 meninos toben ao co.
Quarta parlt.
Os doui velboi juizei do povo hebreo accometlem
Suzaoa no baobo: la resistencia be accusada fal-
samente de adulterio : Nabucodonosor confirma aseo
tenca ; be traoilormado em broto.
Quinfa parlt.
Livramento de Suiaaa, condemnacio doa velboi jui-
tes deitruicio do dragio dolo doa babilonios, ap
prtelo da Gloria.
Ptrsonaatns.
Suzaoa, filba de Heleiai A joven Jezuina.
Abigail, iua amiga.....A oven Candida.
Raoel, prima de Suzna ... A joieo Coima.
Nabuoodoeoior, rei de Astiria Sr. Jos Alves.
Malaxar, mordomo do rei .
Anoche geoeral issiiio .
Daniel, propbeta. .....
Ilabacuc, propbeta. ^
Joaquim, esposo de Susana .
Anaoiai.........
=Para o Aracaty, a labir al 25 do correte, o bri-
gueescuna nacios! Aguia : para carga e pasaageiros,
trata-so com Noviei & Companhia, na ra do Trapiche,
o. 34.
Para Genova iihira com brevidade a muito
veleira barca larda Bt/rontt de que he capillo Gae-
laoo Gaziolo por ter j melado de sua earga promp-
ta : quem quizer carregar ou ir de pauagem para o
que lera muito booicommodoi dirija-ie aoseu coo-
sigoatario Jos' Saporiti es roa do Trapiche n. 34 ,
lerceiro andar.
Para o Bio-Grande-do-Sul segu viagem empll-
eos diai o brigue bnsileiro Novo-Lobo, capillo Jote
Alves; recebe escravoi a frete e passageiros: quem pre-
tender, entenda-w com Manoel Ignacio deOliveira, na
i_rua de Apollo, n. 18.
= Para a Babia aahe impeterivelmanle nesles (res
disa a lumaca nacional Restauraqo; pode recebar al-
guma carga miuda e passageiros: trata-ae com Novae*
& C. na ra do Trapiche, n. 34.
nm O brigue Amelia sabe par Lisboa com esca-
la pela Iba de S. Miguel, capillo Joio Ignacio de Me-
nezei : quem nelle quizer eirregir, ou ir de puaa-
gem para a mencionada Iba deS. Miguel, ou Liaboa,
falle com o capilla ou com Jlo Joi da Crui.
Mi/ael.......
Aiariai.......
Os 2 juiei dos Hebreoi.
O anjo Custodio
Sr. Lima.
Sr. Albino.
. Sr. Manoel Antonio
Sr. Albaoo.
Sr. Manoel Alvos
. O joveo Jos Antonio.
. O joven Jos Joaquim.
. O joveo Beovenuto.
. Srs. Constantino e Flix
. O joveo Joid'Aquino
Avisos diversos.
Det laraca.
= O anenal de guerra compra 60 reimis de pipel
cirluxinho : a peno, que dito papel tiver para vender,
mande ao dito arsenal, ato o dia 14 do correte amos-
tra do mesmo e propon em carta lechada.
Directora do arsenal de guerra, II de Marco de
1846. =0 escriplursrio Francieeo Serfico de Atsii
Carvalko.
Grilai, ilraavrnturadu I
Dcpnia, vultaiido-sc a aua anterior pnaiclo:
At o fin, lunhor, disse elle.
Segunda cimba da ordinaria, prosegu framente
o juia.
Aa duaa palavraa de Caboche explica vio ludo a Cocn-
naa. O dignu verdugo aoabava de preatar ao eeu amigt
o inaior aervico que e puiaa faier, de um verdugo para
um gentilliumem.
Poupava-lhe maia que a dr, poupava-lhe a vergonna
das cunfiasoea, enlcrraiido-llie entre aa taboaa cunliaade
cuuin rloslicaa, cuja parte auperior linonle era guar-
ncoida de niadeira, em vci de taultrr-llio uunhaa de car-
valiiu. De.u.ia deixava-lbe tuda a aua furta para faier
faoe ao eadafalsu.
Oh I hunrado, honrado Caboobe, tnurmurou Cv-
cannaa, tranquillia-te, cu vou gritar, uoi que u exig,
e aa alo (icrea aaliafeilo, muito difJQcI de comentar
aer.
Entretanto, Cabuehe bavia nlroduiido entre aa labo.
a pon de una cimba aiuda maia groan que a prinieira.
Continua!, dase o juia.
A cala ualavra, Cabuehe dcscarregou urna pancada,
como se quiaeaae com ella deaiolir a torre do Vin-
cennea.
Ab! ah ui! u 1 gritn Cocannaa'noa maia vara-
doa lona. Mil raais, va me quebraia os oasos, ora tu-
uai aeiuide.
Ah dase o juia aorrindo-ae, a aegunda fax o aeu
rffeito; lo tambera meadmrava.
Cuoannaa reapiruu como um folo de forja.
Que faiieu vea na florala? repeli o juia.
Ora adeoal j vu-lo lenbo dito, lunigva fraaoo.
Cuntiiiuai, dase pjuil.
O drama graca aoa esforcis da lociedide dramtica,
ella de cor e argumentado, fallar! sem duvida ao jo-
ven! artistas aquello deiembuaco de pisar e acoiooar,
que i se adquire com a pratica : a expolelo decora-
da eiti tubjeita a mil tropecoi que todoi o dial pre-
senciamos em muitoi oradore : eitl da parte do rei-
peitavel publico aoimar os artistss, e deiculpar-lbes
oa defeitoa.
O Sr. tocios espectadora! enlrio com 4, rs. em cada
espectculo e toca-Ibes um camarote 6 bilhele de
pllea e doui de vrandai. A cummissio administra-
tila pJef quereodo ) aaaiilir ao eosaio ge ral.
Aisigoa-se oo boliquim unto so Iheatro.
PBLICAgAO L1TTERARIA.
HISTORIA DE PORTUGAL
POB
A. Ueiculano.
O lomo primeiro da historia de Portugal, conlendo,
olm de urna larga introdcelo a historia poltica de
quaii um leculo, deide 1007 al 1185, sabio a lu em
Lisboa, em Janeiro p. p., impresiaem excellente pa-
pel eom Ivpos novos da impreosa nacional e no fr-
malo de oitavo grande francas e oootioa a sua pu-
blicicjo.
Preco lr200 n. moeda portuguesa.
Subscreve-se ns lojs de livroi da Senbora viuva Car-
dlo Ayres ra da Cadea-Velba j e na do Sr. Fi-
ueirn, praca da Independencia.
Avisos martimos.
= Para o Bio-Grande-do-Sul, com escala pelo Rio-
de-Janeiro aegue, com brevidade o brigue nacional
Competidor ; recebe carga a frele lmente para o Rio-
de-Janeiro bein como passageiroa e eicravoi: quem
pretender lalle com Gines ic Irrnio, na ra de Apol-
lo n. 2.
aa
A CARRANCA.
O o. 69 achar-ie-ha a venda, na praca da Iodepeo
deneia, livraria ni. 6 e 8.
- Deieja-ie lber,ae existe nena provincia Pedro Ri-
che Viche, Austraco del Boque Badn, o quil par-
ti para eile porto, ha 20 annoi, pouco mail ou meos:
annuneie.
= Quem liver u ma preta e a quier alugar, que
leja fieleoapat para vender na ra annuneie.
si Lngomma-ie e cosu-se com muila perfeiclo, por
preco eommodo e com muila brevidade ; na ra de
Agoas-Veriles, o. 46, segundo andar.
> A peaos, que por engao tirou urna carta viu-
da no vapor do Norte para Antonio Jorge se a qui-
er restituir, mesmo aberts lar o favor de te diri-
gir a rus di Cadeia-Novs fabrica de chapeos, n. 25.
= A peisoa, queannuociou lerumprelo para alu-
gar que refina asaucar eenlendede padaria dir-
janse a venda que fax esquina pira a ra do Rangel e
pracinha do Livramenlo.
- Preciii-ie de um boleiro portugus eom pre-
ferencia dai libas que entenda bem de arroioide car-
ro : na ra do Trapiche-Novo, a. 10.
Precin-se de um phirmaeeulico; quem esliver
nestas circumitancial, dirija-ie a ra do Rangel n. 64.
Preciii-ie de 1:700* n. a premio de um e meio
por cento ao mex dando le por bypolheca, de recto
fecbsdo, tres propriedidei de cana terreas, urna oa ra
da S. Rita o. 25 e duia na praia de S. Rita na
10el2 : quem quiser dar dinja-se a ra Augusta
n. 10, ou annuneie,
Quem imuucic !cr r. prcs p:rs siugsr, que
enlende de padaria dirijaae a Soledade sobrade
n. 22.
Precia-ie de um homem que enlenda do co-
linha : na caa de paito de Jos Caetano no becco da
praca ao p do Corpo Santo.
a Constantino Jos Viinna Portugus, vaipara
oMaranbio.
asa Atrada ormida dos Inglezei, caa n. 1, pre-
cnaio de urna criad para o lervico interno d csia.
= Conllnuacao da lisia doa litros, que ae acbio I
venda, os quaes lambein se troci por oulroi, com tan-
to que olo Ibe faltem folbaa, teja qual for o seu es'ado,
em a ra de S. Francisco, antigsmente Mundo-Novo, c.
60, primeiro andar: = Arilhmetica de Beiout, Selec-
ta latina, Phedro de dilTerentes edicdei, Magnum Lexi-
cn, Saluilio. Tito Livio, Carta de Cicero, Horacio, Te-
rencio, Arle potica, Coroelio Nepole, Diccionario Cale-
pinoi, Ovidio, Diccionario da fbula, dito de compotl-
cao latina, Uiatorla universal, pr J. S. Barbosa, Histo-
ria ugrada, l'receitoi de rbetorica, extrahidoi de Arii-
tolelea, Cicero e Quintfliano, Syotaxe de Dantas, Pope
em ioglex, Historia da Grecia em ioglei.
Sociedade Thaliense.
O primeiro secretario lotrico avisa ios Srs. socios,
que os bilbetes para a recita de 14 do correle dittrl-
buem-se na ra do Collegio, o. S, ooi diaa 13 e 14. O
roeimo (ax idete ios Srs. socios, que dita recita vai
com a menialidade de Janeiro e levereiro.
Roga-ie encarecidamente ao Sr. fiscal da freguezia
da Boa-Villa, que se digne voltar a sua alinelo para o
lago da travesa do Martina, que Oca nos fundoi da ra
do Hoiulclo, lazando raigar um pequeo aterro junio a
caa da esquina, nico eitorvo i sabida daa agoas, que
fatem o referido lago, de cuja cooservacio grande dain -
oo ba de resultar aoi habitantes vlrinl.os.
Rogs-ie aos lecrecario e ministro da ordem tercei-
ra de S. Francisco, que apreieotem em mesa as petlefios
dos requerentei, para lerem oo nlo deferldaa, e olo ai
conservero em si, como fatem, ha meiei, eom preterido
das partea, deiprexo di le tatuara e abuso dos seus
devere, que religiosamente devem cumprlr.
O Obeertador.
= Alugi-se urna caa terrea oa ra daa Trlocbelrai,
o. 22, cem quintal mullo grande, cacimba, e aahida pa-
ra a Camboa-do-Carmo : oa travesa doCarmo, n. I.
Uoga-se ao Sr. Francisco Soares da
Silva, antes de se retirar para o mato, ve-
nha pagar o jijue deve na ra do Quei-
mado. n. 4-
Urna mulher se oflerece para ama de eua de aa
homem aolteiro ou viuvo ; quem de aeu preslimo so
quier tilsar diriji-ieao pateo do Terco, o. 13.
- O abaixo assiguado fax uber ao respeitavel pu-
blico quo abri em aua can no Alerro-da-Boa-
Vista n. 82, oicunoide geographia e de lingo
(raneexa. Al peisoai. que deiejarem seguir qualquer
destas aulas, podem dirigir-se indicada residencia ,
das 9 borssdamanbia, at 6 da tarde. Dr. J. da
Uliveira Souxa.
Aluga-ie urna caa terrea oa ra de S. Goocalo,
por 7,000 rs. meouei: a tratar na ra da Semalla-
Velha n. 70.
Deieja-ie lber se neila pracs exilie Manoel Joa-
quim Pereri Lim,-natural da cidade do Porto, quo
foi caixero neita.em 1840, do Sr. Jaciotbo Jos de Mel-
lo: quem do meimoiouber noticia, pede-ie-lbe decla-
ro por esta lolha, ou dirija-se a ra doCJueimado, loja
n.7.
= No dia 13 do torrente, serlo arrematados os g-
neros e utensilios da taberna da ruadoCamariodobair-
ro da Boa-Vista, o. 7, pertencente ao casal do fallec-
do Theodoro da Silva Damai, pente o Sr. doulor juix
de orphioi e ausentes, o que ludo cooita do escrito em
pod'T do porteira do juizo; cuja arremataclo (era lugar
ai 10 boraa d. manbia a porta da meima taberna: quem
a pretender comparece.
Aluglo-se as cssas ns. 3, oe7, na ra da Flo-
rentina defronte do Iheatro novo ; a can terrea o.
10, oa ra do Pilar, em Fra-de-Portai: a tratar oa
ra da Gadeia do Recile n. 40.
A irmandadodo SS. Sacramento da fregu/ ia da
S. Fr. Pedro Concilios do Becifo participa ao raa-
peilivel publico que o sermoea que teem bavido
ios domiogoi de larde paisio a ser feilos d'ora a
diantu aos domingos do manhia as 10 horas, em con-
secuencia de haver de tarde minio.
- J. Keller # Companhia transferido a caa da
sua residencia e de seu negocio para a roeima ra da
Crut, n. 55.
= O abaixo signado continua a advogar em todoa
oa auditorios detta cidade e pode ler procurado no
pateo de N. S. do Terco n. 9 onde limbem ensioa
particularmente a lingoa latina. = I.ourtnco valli-
no de Albuquerque Mello.
mm n,m..o da A""onrln Pires embarca para a ci-
dade do Pendo levando em ma companhia 3 eiora-
voi, Antonio, Justino e Fraoeiseo criouloi.
= Aluga-ie um preto bom para tratar cavallos e cir-
ro ; paga-ie bem : oa ra de S. Amaro n. 32.
__ Aluglo-se os primeiro e segundo andares do so-
brado darua do Queimado, n. 15 : a tratar na botica
por baixo do meimo tobrado.
-* Precinte de 250,000 rs. a juroi, com bypolhe-
ca em um eicravo que vale 600 000 n. ou com fir-
ma de urna peuoa capas ; quem quixer dar annuneie.
- Jobo Grey retira-ie pira Inglitern.
- Precna-ie do um caixeiro para venda j na ra
da S. Crui, n. 3, se dir quem piecia.
Um moco porluguer se offerece psrs caixeiro da
venda, do quo lem baalanle pralca, e anda meamo para
qualquer oulro estabelecimento, Unto neita praca como
fura della ; escreve soflrivelmente
e di fiador a sua
Confcaaai, disae-llie Caboche ao ouvido.
Oquep
O fine quiser-del, mai confeasai alguna coma.
K dco argunda pancada, nlo inenoa bem applicada que
a priineira.
Cueannas (ritou a ealrHngnlar-ae.
Ai !ni I ai! diase elle. Que deaejaia vna aaber, ae-
nhor; por ordem do quem eslava eu na florala ?
Sim, Sr.
Eu eslava l por ordem do doque d'Alencon. -
Eaorevei, do o juia.
So coromelli eriino em armar urna oilada ao rei de
Navarra, cmilinuon Cuoannaa, nlo era maia que um iua-
iruiurnlu, obedeca a meu amo.
O eaonvao pux-ae a eaerever.
Oh I lu me denunciadle, amarello, murmurou o pa
cenle, eapera, eapera,
E coiiloii aa viailaa de Franciaco ao rei do Navarra, aa
enlrevislaa de do Mouy cuna M. d'Alencon, a hialorin do
capote veriuellin, e lodo iata aein ae esqnrcer de urrnr,
a propurciu que Iba Sn apploaaWo aa eunhae.
Euiflm deo lantaainfnriuacciea prrcisaa, verdicas, in-
iuouBteaUveia, Icrriveia comr o duijur d'Alencnn ; fin-
gi lio bem da-l.is pela violencia daa dores; lano
iregeitoe fea, tanta* rugi, tanto ae laaiimou, e Uo naiu-
ralroenlo, e aob lio differenlea tuna, que o meamo juia ae
aaaualou de ter do regiatrar pormcuvrcs, que tanto coas-
promeltilo um principe de Franca.
__-Ora, anda beiu! ditia Caboche, aqui esli um gen-
lilluinein a quem nlo he preoiso dixer aa couaaa duas
vcie, o >|u i que fmer au escrvlo. Meu Joan! que
aeria entlo ae a eunliaa fbsaem de pi, em vea de eouro !
A' vala disto perduou-se i Coeanuaa a ultima cunta
daa extraordinariaa; uaa, afora eaU, tioha elle reoebido
como vanini n,
nove, o quebastava perfeilamento para p6r-lhe aa per-
nas em mosUrda.
Ojuis fes valer a Cocannasnallvio quelbedera em
alinelo ia auaa ooiifiaaoea, o rclirou-ae.
O paciento ficoo i com Can.che.
__ Ecnllo! perguiitoii-llie eslo,
meu fidalgo?
__ Ah! meu amigo I meu honrado amigo, meu charo
Caboche, diaao Cocanna, fica cerlo que aerei luda a mi-
iiha vida reconhecido ao que acaba de faaer por roini.
Irral tendea raalo, aenhor; porque, so ae aoubeae
u quo fia per vo, lomara u u voasu lugar oeste caval-
lele, e me nlo pnupariio, como ou voa puupei.
Maaoomu livetio tu a ciigciihnaa ideia....
Ki.-a.|ui, diaie Cabucho, einquanlu enrulava na
pernaa de Curanual lraa de panno enasnguenlada : Eu
uubc quo tinlicia do preao, que ao voa fasia o voaao
proceaau, que a ranba Callicrn.a quera a vo. morie;
previ que ao roa darilo tratoa, e loinei em_ consoquen-
oia aa iniibaa medidas.
No risco doque podeise acontecer?
Siihor, dase Cabeelio, va sola o nnioo genlilho-
mem, quo me dalea a mo, e anda que earraaeo, o tai-
res puriaao que o aou, lenlm memoria, e um onraclo.
Veris aiuaniaa como aerei expedito ua niioha trela.
_ Amanilla? diaao Cocaonas.
Sera duvida, amanlil.
Que trela?
Cabuehe filn Coeaonaa, ealopcfacto.
Como, quo Urefa? poiieaqueceiiea a aenlenea ?
Ah lim, eom effeilo, a senleiiea, diase Cuoannaa
linh- eaqiiecdn.
A verdade era que Cueannas nlo a bavia eequecido,
mas nlo pensava nella.
conducta: quem de leu preitimo se quixer ulilmr ,
dirija-ie ao Aterro-da-Boa-Visla loja de miudexai ,
n. 54, ou innuncie por eita folha.
= Quem tiver divida nesti praca querendo que
se Iba faca sua cobranja com mujla promptidio an-
nuneie para er procurado.
Agencia de passaporles.
Na ra do Collegio.botca n. lO.eao Atterro-da-
Boa-Viita loja n. 48, trio-ie panaportei para deolro o
forado imperio,aum como deipachlo-ieescravoa:ludo
com brevidade. ,
- Precisa-ie siber, ie a can terrea, uta oa ra do
Padre Flerianno n 52, que com a immediete, des-
de 1807 a 1843 pertencilo ao fallecido padre Pau-
lino da Silva Ferreira e liohlo o ni. 11 e 12, eit
livre para poder lubjeilar-se a qualquer ooui.
Noqueellepeuiava, era na capclla, no punbal eacun-
dido por baixo da loalha aagrada, era Henriquela e na
raiuha, na porta da sacriala e noa doua cavalloa que o
eapcravlo entrada do boaquo; no que penaava, era na
liberdade, era na carreira deaombaracada, era ua aegu-
ranca alm dai frunleiraa de Franca.
Agora, diaao Cabnohe. trata-io devoi paasar hbil-
mente do cavallele para a padiola. Nlo eaquecail, quo
para todoa e ate para os meus cnadoa, tendea aa pernaa
luebradaa, e que a cada movimento deveia eoltar um
[rito.
AfeiCouannaa, a ao ver appruaimarem-ae oa
di'ua criado com a padiola.
Varona! vamoa! um peuco de oorageni, dase La-
bocho; ao ji grtala, que farea entlo daqui a peuou (
_ Meu charo Cbucbe, disse Cocannas, nlo roa dei-
xei. tocar, en voa aupplco, pelo. "'""|""m"e''""
culytos; talveanlu teohlo elle, a mo lio leve como
10- Ponde a padiula ao p do cavallele, di.ae meatro
&O."u. aado, obedecerlo. M.a.re Caboche tomo..
Coca......no. braco, como o leri. fc.lo <* ""-
cj e s.6-10 deii.do na p.d.ula; roa., .petar de lodaa ei-
?' prucauefiea, Caoaaoaa aolloo gr.lo. horr.ve.a.
U honrado guarda-chavea app.reoeo entlo oom urna
lanterna.
_ Par a capella, disse elle.
E oa eondocloree de Coeaonaa poterlo-M a oam.uiio
dei.nia que eato deo a Cabooha aegundo aporto de ralo.
liavia o primeiro sido de muila utilidade ao Piemon-
les, para que ello d'oiaem diente ae moetraaae maia me-
lindroao.
(CtnHnuar a M.)
V



Oflerece-se urna mulber branca lolleira para
ama de cata da boineni solteiro para o servigo inte-
rior; quem je leu prutimo ae qaiier utilijar dirja-
le a ra de S. Franciico n. 32.
O abaixoassignsdo faz publico ao deredores da
exmela firma deJoi Antonio M. Bailo di Companbia,
de quem Lucio Ignacio de Athahide eslava autoria-
do pan receber leui debito*, queja nao be maii leu
procurador ; o por itio nao paguem luai conlaa leoo
ao abaiio auignado ou a peuoa por elle autorisada.
Jote Antonio di Magalhaei Bati.
1). Mara Baptiita Dupratt, liristleira segu
para a Babia, levando em iua companbia teu mano An-
tonio Baptiita Ribeiro da Faria Jnior, leus filboi me-
nore Mara, e Augusto, a crioula Anna Jaquina, ama
pardinha menor de nou.e Francisca Candida o pardo
Manoel Cacianao e aisuas escrava crioulai Benedic-
ta Jaciiilba.oum moleque Jos do naci Calabar.
A meta regadora da irmandade do Sr. doi Patio*
do Recife ji publico que o icrmio de boje tero de
entrar ai 4 borai e sneia da tardo imprelerivelmente ,
para nio iulerromper a S. Misso que depon tero
de principiar na meima matriz de S. Fr, Pedro Gon-
calves.
= Quem quier roupa engommada dirija-ie a ra
da Alegra n. 30.
= Aluga-ie urna parda para o* servico de urna caa,
cozinba ensaboa e compra na ra : no pateo da S.
Crui, n. 8, uu na ra do Sebo d. 6.
- Aluga-se o segundo aodar do lobrado da ra do
Aragao n. 1, com commodos para graode familia ,
niuito freico o com mllente riita : a tratar do uiei-
mo lobrado.
asa Aluga-ie um obrado do um andar na ra da
Concoico da Boa-Vula n. 8: a tratar na ra do
A rngn caa que tolla para a S. Crur.
- Precili-ie de um rapaz doi cbegadoi ultimimen-
l para caiieiro de vendr ; na ra do llingel, o 11.
= Aluga-ie o primeiro andar do sobrado da ruada
Cadeia do Recife n. 40 pintado de aovo com boa
co/inba e commodoi indicente! para uuia pequea
familia : a tratar na luja do menino lobrado.
= Engomma-ie com toda a perfeicao por prego
rnimnodo e tambem ir lava em caio da necessiJade ;
na ra do Rosario da Boa-Vista labrado n, 32.
= Quem quier mandar lavar roupa e engommar,
dirja-ie a luja do nico sobradj na ra da Viragao ,
que lera promptamente e com asieio servido, por me-
nos do que em outra qualquer parte. Na meima caa
admittem-ie escrava para lu ensillaron) a cosur.fizer la-
varinto marcar e faier renda, por mdico preco.
= O Sr. Manoel Gregorio da Silva dirija-se a ra
do ltangel n. II, a negocio de seu intercale.
= Alugio-se doui pretoi pira trabilbarem em litio,
mu i lo bons trabalhadores e fiis ; quem oa pretender,
dirija-se ao principio do Aterro-doi-Afogadoi n. 47.
= Precisa-so de urna enhora branca, que teja dei-
impedida e que queira tomar conta do arranjo de urna
casa de bomem solteiro, e que laiba coser e engommar;
quem eitiver nestis circuinitancin anouncie sua mo-
r.'pa, ou dirija-se a ra Nova, n. 25, que te dir
quem precita.
=Aluga se urna casa em Fra-de-Portat, n. 120,
onde leve acougue rsula Mana do Nascimento, e ven-
dem-se o pertuoces do isiesmo agougue, prompto, sem
que nada falte ao referido talho : a tratar oa ra da
Guia, o. 7.
Compras.
Compra-ieum pardo, de 16 a 18 aonos, de
bonita figura que sirva para pagem ; no trapiche
da Companbia.
Comprio seescravos de ambos os sesos de idade
de 12a 28 annos pagao-se bem : na ra Direita,
n. 3.
Comprio-se, para frada provincia eicravoi de
13 a 20 annos ; lendo de bonilai figurai pigio-te
bem : na ra da Cadeia de S. Antonio sobrado de
um andar, de varanda de peo n 20.
= Comprio-se dous escratos de officio ; sendo um
pedreiro e outro carpina pira urna encomoienda do
Rio-Grande-do-Sul : na ra do Collegio, armaiem ,
n. 19.
= Compra-ie o livro = Medicicina Curativa = da
lerceiracdico, do autor Le Roy: quem livor, an-
nuncie.
Vendas.
Na prega da Independencia livraria ni. 6 e 8 ,
vende-se DireiloNatural porZeiler, tnduccSo do dou-
tor Autran ; Paicoal Jos de Mello direilo das pei-
soaseda causas, traduzdo em portuguez ; Consti-
tuiriodo Imperio, aoalysada ; Cdigo do processo e
criminal, com a reforma e regulamenUM; Linbas or-
pbanologicas por Carvalho; Manoaldo libellio; Dou-
trina das accei por C. Tellei; I heoria da interpreta -
c.io djs leis pelo o niesmo"; Cum mentar io critico alai
da boa ratio pelo meimo ; Digesto portuguez; Lol.ao,
teguodii linbii; dito, acgSo lummarin ; Claiie dos
crimesporP. e Souza; Cdigo civil por Cardo o; Fer-
reira Borges Contrato de sociedade ; dito, Economa
poltica ; dito lyotelologia ; Bentham penas e re-
compensas, om portuguez.
=Vende-se urna prela bos coxinheira e lavadeira,
por preco rasoa'vel ; na ra eilreita do Rosario, u. 23.
= Vendem-se as seguintes sementes, ebegadas l-
timamente de Liiboa : coenlro, rabanoi, rabanetei en-
carnados salea, nabos, e de ilice ; na ra da Crur,
no Recife botica, n. .
= Vende-se luperior sement de coentro ero por-
reo a retalbo ; oa ra eitreita do Ronrio o. 11
antigamente doi Quarteii.
Continoa-iea vender agoa a 10 ri.; oo litio
da Iravessa do Monteiro.
Vende-se urna canoa de pegar 1200 lijlos, por
preco cotnmodo ; oa ra larga do Rozario o. 29.
Novo tivolly, narua da Cadeia-Ve-
llia, n. 35.
Vendem-se sipitos de eouro de luitro para lenhon,
de 5 a.6 pontos mtricos, a 1 rs.; dito pasa hornero,
de 7 a 10 pontos, a polka a 900 n. ; perlumariai de
todas as qualidadei u maiurka ; aisim como Din gran-
de sortimi-ulo de loug vidrada a Suiua panellasde?
a 5 galSes, lguidares de 9 a 20 pollegidaa tsixos
propnoi pira fazer conservas de pipinoi, frigideirai de
todos o lamanhoi, tigelai grandes e pequeas, puca-
roi para beber agoa freaca tinta de eicrever mpe-
rior grasa da lustro feita pelo novo erocasso.
f= Vande-ae um moleque de 18 anooi pou:o
man ou meooi, perfeito official de sapateiro; um mu-
latiobo de lia 16 annos; proprio para pagem ; um
moleque da 18 aonos, proprio.para todo o servigo ;
um dito de 14 aonoa pouco mais oo menea ; dous
pardos, de 16 a 18 annos ; urna preta da 24 annos .
im ogoromadeira, costareira a propria de todo o mais
lervico; todoi tem vicios mu achoques a da muito
bonitas figuras : na ra da Cadeia de S. Antonio ,
o. 25.
=Vende-se om moleque de idide do 11 aonos .
da muito bonita figura a sem vicios; na ra da S.
Hila, o. 91.
Vande-aa oes sitio oa aitrda de Joio de Basroi,
defronte do beeco do Eipiobaro com boa oaia de
viveoda terrea, envidracada i ditas do taips, bas-
tantes arvoradas de/ruclo trras propriaa com 130
brabas de fundo e 90 ditas da largo ; vende-se para
um pagamento : na ra dos Pires n 68.
= V^ndem-ie 3 a 4 mil palacoes brasileiros a me-
xicanos : quem pretender, annuocie.
Vendem-ie sementes de bortalica de todas as qua-
lidades por roanos do que em outra qualquer parte;
oa ra da Cruz n. 62.
= Vendem-se bichas muito boss a 10* rs. o cento,
e a retalbo a 200,240 e 320 rs. ; na ra da Cruz ,
n. 62. a
= Vende-se troco de ti|olo urna canoa grande
muito forte que cirrega mil lijlos; na ra da Cruz ,
n. 62.
Vendom-ae pentei de tartaruga da moda, iber-
ios e liios a de marrafa a 1000, 1440, 1600 e 2j
rs. ; tambem se fu qualquer obra deite genero
tanto nova como de concert : oa toja de tartarugueiro
no pateo do Carmo, por baiso do sobrado da esquina ,
que volta para a ra desTrincheiras n. 2.
Veodam-se 780 palles de cabra,corlidas. a 50 ditis
bezerioi proprioi pira embarque ; nss Cioco-Pon-
( n. 82.
= Vende-se um carneiro grande, icostumido a car-
regar meninos muito maneo; duu cibrnhai (bicho,);
ludo por preco muito commodo : na ra do Moodego ,
n. 1.
= Na padaria a pastelera francesa do Alerro-di-
Boa-Vista n. 60, recebeo-so ltimamente um com-
pleto loitimento do coofeitoi, ameodoai coherlai. de
asiucsr crislalisado com licor por dentro ; bocetai dou-
radas e cooleitada para encher doi uiesmoi propriaa
para faser presentes; biscoutos.de Rbeims pira cham-
pagne ; superior agoa de flor de laraoja ; ago'ardeole
de Franca da superior quilidada ; o verdadeiro mar-
asebino de Zahara ; superior kerche da Suissa ; ame-
xasem latas j conbecidoi ha muito lempo; vinho
de liordeaux em quartolai e engarrafado : tambem
teaaoeilio eocoramendas de doces finos c- bandejas para
cb ; ludo por preco commodo ; assim como se fssem
patel5es de carne, pato, gallinba e peixe, biscoutoi de
ilamburgo, docei e agoadoi, o dilos de caf.
= Vende-ie urna prela cozioheisa, coilureira boce-
teira e engommdeira, d-se a contento por commodo
preco por ser para fechar contas; na ra larga do
Bozario loja de miudesas, n. 35; assim como um
moleque, de 10 annoi.
Vendem-se um moleque e urna negrioha, de 8
aonos ; urna preta; urna parda de idade de 16 annoi,
pouco roaii ou roenoi, tadiai, livre de vicios e com
algumai habilidades : na ra da Cadeia-Velha, n. 30.
= Vendem-se duas negrinhas recolhidaa urna da
12 annos e a outra de 15, ja cosem e fszem o mais
servigo de urna casa ; urna parda de 16 annos, muito
linda figura com bons principios de mucama ; 3 ei-
cravasmofas, engomniao, cozinbao e lavlo roupa ; 2
mulatinbos, um de 14 annos e oulrode 16, bons pa-
ra pagena eservemberoa urna cesa; um moleque
peca de 18 aonos official de alfaiate ; 4 escrsvoi
bons para o trabalbo de campo ; um preto velho por
100, rs. bom para trebalhar e botar sentido a um si-
tio : na ra do Crespo n. 10, primeiro' andar.
= Vende-se um piano em roeio uso por preco
commodo; oo Aterro-da-Roa-Visla n 5, primeiro
andar.
Vende-se a muito superior sarja preta portuguea,
cliegiidu ltimamente do Porto por prego commodo ;
4 volumes do Panorama a priocipiar do primeiro au-
no : na tua do Crespo n. 4 luja de Jeaquim da
Silva Castro.
ost Vendem-se correntes de onro pira relogioa ; 2
relogioi de dito ; um cordSo com urna medalha para
senbora ; trncenos; brincos; um bollo de .abertura
com um brilhanle ; ditos de punho ; urna volta de cor-
rente ; argolas; anneldes; duas caixi de 'prala para
rap ; colhcre e oulrai muitai obrai de ouro e prala ,
por preco commodo o em Icitio ; prilol, a 880 rs.
aduzia; orinei, a 240 e 820 ra. j eopoi, a 100 a
120 n. ; castigeos de vidro a 1440 rs. o par ; quei-
os, a 1000 rs. eoutros inuilos gneros de venda,
por preco commodo : na ruado Rangel, n. 11.
- Vendem-se couros miudos e sola ; na ra da Ca-
deia do Recile, n. 12, armaiem de Ballbar Oli-
veira.
MUITO BARATO.
Vende-se um pequeo sitio a margem do Capi-
oaribe com casa de vivenda coqueirot e Ierra para
plantar algumacouia agoa de beber, muito Iretco e
alegre, comei'rada pela Paiiagem e pelos Afogados;
as mais proporcSes se diraS ao comprador : na ra de
Agoai-Verdes, n. 21.
Potassa americana.
=Vende-se um esravo de naci bem sidio, pro-
prio para todo o lervico ; na ra da Cadeia do Recife ,
loja de ferrigens, o. 44. Na meima loja compra-ie
um cacuro com principios de cotinbi.
Vende-se a mais superior sarja
larga hespanhola, los de linho pre-
os muito superiores, lencos de se-
da de cores muito bons, pelo bara-
to preco de isiao, e outras militas
fazendas, por pre90 mais em conta
que em outra qualquer parte : na
pracinha do Livrameno, boje ra
do Queimado, na segunda loja por
baixo do sobrado grande de tres
andares, n. 4^-
tem.
ds.
Vende-se a 240 rs. a libra da melbor a mais no-
va que existe nesle mercado ; no armaiem do Bre-
gues ao p do arco di Conceiojio ou a tratar com J.
J. Tatso Jnior.
Vendc-se muito superior polassa
da Uussia, em barris pequeos, pelo m-
dico preco de i!o res a libra : na ra dp
Trapiche arniazem de Jos Teixeira
Basto.
=s Vende-so por commodo preto o lindo jo-
go de gamio novo com tabolis o copui da mufim ;
ra Nova n. 40, dai 6 ai 9 boras da manhii e
das 4 ai 6 da tarde.
:= Vendem-se ricoi corles da vellido de fasenda In-
diana imitando seda o mais superior que tem appa-
reeido tinto pelos bonitos psdrOes como pelas cores
fixss e peta tnuita duraco teu diminuto preco he
de 3000 ri. cida corle ; manlai de seda para senbora,
si mais superiores, que team apparecido pelo barato
preco de 3000 a 12? rs. cada orna ; sarja de seds pre-
la para vestidos, a 1440 rs. ocovsdo; dita heipanho-
s larga e muito superior a 2600 rs. o corado ,
meias de seda de peso, brancas e pretas a 3000 rs. o
psr ; ditas pretas para bomem, a 2f rs. o par; ditas do
algodo pretal para bomem imitan lo teda a 320
rs. o par; meias de iioao para bomem muito linas
a 600 n. o par; luvat pretas sem dedos as mais su-
periores que ba, a 1000 rs. o psr ; casimiras para cal-
en a 1000 n. o covado ; dita elaitica muito supe-
e de duas larguras a 4200 n. o covado ; cicaa-
chitis para vestido a 3# ra. o corte ; cambraiai ; pa-
risienses ; chitas francezai largas a afrailas para
vestido ; ludo por preco muito barato ; assim como
um bom sorlifflento de (tiendas para calcat e outrai
muitai fazendas por pre^o muito em conta : na ra do
Crespo loja nova, n. 12, de Jos Joaquim da Silva
Maia.
Vendam-ae barril com cal rirgem de Lisboa a
4 rs. o barril; potassa nova em barris pequeoos: na
ra de Apollo, armaiem n. 18.
= Vendem-se mocadas de ferro para engenhos de
atsucar, para vapor agoaebettat de diverios Hua-
nnos por preco commodo; e igualmente taixis de
ferro coado e balido de todos os limtnhot : na pra-
ca do Corpo Santo o. 11, em casi de Me. Calmont &
Companbia oa ni ra de Apollo armazem, n. 6.
Vende-se farin^a de mandioca, pe-
lo preco de 3s'aoo ris a sacca de tres
quartas : na praca do Corpo Santo, ven-
da do Palmeira.
I ivolly da ra do Crespo.
s |iui ajea a apas jouedns ap tneq moa ioi)no
a 'si sojoaqomb a |ui oau3 a apas ep |os ep so.>d
-tqs ouioo npuazij sai;nut sej|no o ; subid;* asop a
' apas a opuiiiui; so5ua| aoitaj a *ij toyunoyo a
|iui snop a apui||oq tiaus jadad ioiuijoi i eeqi;nzt
ada stpuaj te$|i8 sbjod si sipo) ep iiiiajii : nu
-japoui 'ui!)ai ap lejueui sioq iappi|inb n ttpoi ep
soJua| o so|tqa ap oiuamjijos moq mn '. opatoa o aai)
ida iojjoj loptosij o ii9jr| lazaauuj siiqa opa
-os o suajuj* aiop a 'ojpax ep nzaoucjj niip taiui*
atoo a sojnaia taoipid meo sopi^oi sozjr| sopaseis
! opaioo o I3i)cd iieui a oqairj op oijaqoy ap ii)qa
: opatno o seaend oj)inb a oje apioui|id uioa i)
-ajd tiasujjd opaioa o ttaijid osuio c iioista-ejqos
s siatsio Biid vijdojd ojmu isid|i opaioa o 'sj iiui
zaj| a ajn9ji| ep iotu|ad moa ojaj oujieui opoui
-uioa oJajd jod "ioq ojinu 's|oquedsaq tip optaos
o ti |jui snop toq|'i ina sapaaijqj itjojd itliti
jid o soaiuu azop a ajoquas uad saudojd s||a
uies a sopsp sojacu uioo sejoa ap a ajaid tpai ep tttn|
t optioo o tiaui o stattad ojitnb a op|]iai uad xejp
-tx ep epat ai-apuai oiuoiuy ap oajg o tjnd aj
-usjj moa 'o|e||o;j cp aru tp sumisa ap aj|i (j =
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve*
Iha: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; rila Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Aterro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhados
do Nicolle.
= Vendem-se manteletes de gisde aples pretosl,eccM
psra senbora gairnecidoi de franja de relioz : eilei
manteietei, lando da ultima moda a grande gala sio
igualmente proprissimos pira a preaente quireima: cor-
les de teda de muito boa qualidade para veatidoi, fur-
ta-coret, com liitras espacosas ao comprido padres
estes do mais moderno goslo e ootros de seda lavrada
brinca o melbor possivel, tanto ns qualidade da se-
da como noi pididei; Irineelintde ouro fino; adere-
coi dito ; caixai de ouro e prata o outras bijouterias
finas.
Assenborsi, que qualquer desle objectoi quiltreen
ver em va loja o. 14, que immertialimeole se Ibes levar:
em quinto aoi precoi.iero commodoi, por estarem ellas
fazanda em primeira mi.
= Vendem-ie diversos eicrivos na tua da Cadeia
do Recife loja de fizeodat, n. 21.
=Vende-ie um moleque de bonita figura de 6 a
7 annoi; urna negrinba da 4 a 5 anaoa de bonita
Ura ; roeii irroba de resina de jitoba ; e urna por-
9S0 de
= No armazem do Bragoez na ra da Cadeia
64, vende-se urna porcao de sarca-parrilba, muiton"
va, vinda pelo vapor Pernarnbucana.
Vendem-ie doui eicravot, urna preti da Hj
de 22 annoi, coznbi, lava, engomma e cote ; um te
leque de idade de 12 annos, muito esperto pait |0
do o servico, com principios de cozinba : na ra d
Hospicio n. 13.
MUITO BARATO |
No Aitrro-da-Boi-Yitta n. 10,
vende-se ssrja de seda heipanhola muito superior
2000 rs.; gros de aples preto para vestido de senb'u-
rt pelo barato preco de 800 rs. o covado; roerinO
preto superfino a 4| rs. ; fnnklim preto com 7
palmoi de largura a 1400 n.; casimira de lia, com
qusdrose luirs, rouilo boa fazenda e ae lindos p(.
drdes a 460 rs. o covado ; bnn. do linho com |jj.
tras de cores, e muito fortes, .a 320 e 400 ri. e t,m.
bem branco, a 240 rs. o covado ; ricos cortes de chi-
U a turca ,' a 3800 rs. ; ebitss finissimas de psdr6ei
obineies a 2S0 rt. o covado; ditas rouxai nvellnda-
das, a 200 rs. ; e outras de varios padrSes e ere fi-
lis a 180, 160 e 140 n. o covado; meias de sedi
preta para bomem muito tuperiore a 1 j rs. 0 pir-
eiguidei dos maia finos a superiores em qualidade'
ptimos para paitos de caninas, a 1000 e 1600 n. a vi-
ra; ricas platilba de linho puro e muito fin 11,, 640
n. a vara > 8 outraa muitai fazendas por preco auii
commodo do que em (ulra qualquer parte.
JNa loja da esquina da ra do Cre,
po n. a, da viuva Alfonso & C, ven-
de-se a verdadeira sarja hespanhola de
divas larguras e de superior qualidade,
pelo diminuto preco de qs'5oo ris o co-
vado ; dita mais streita a is'5oo o corado.
jm Vende-s< potassa americana, ltimamente che-
gada em barris grandes a pequeos; len(os pretos
da seda da India ; aetim preto de Mielo ; vellida es-
perncete de 4, 5 c 6 em libra ; cera muralla ; al-
godo groito para saceos ; tudo por prego commodo :
em casa de Matbeus Auitins & Companhia na rus di
Allandega-Velha n. 36.
= Vendem-se 5 escravos sendo duas negrinhas,
urna do 16 aonos e a outra de 13, urna mulaliobi,
da 12 annoi todn eoiem bem; um preto bem moco,
de bonita figura a he bom carreiro; um cabrinha, de
10 annos; no pateo da matriz lobrado n. 4.
= Belogioi de ouro patenta ingles ,' j eximim-
doi e approvtdoi aqu veodem-ie a dinbeiro sor
8reto muito baixo ; correntinhas da ultima moda pi-
rio = Principe Alberto o tambem um chroao-
metro : na ra do Trapiche o. 40.
=Na ra do Trapiche, n. 40, corteja brinct e pre-
la de Londres, fabrica do Barclay & Companbia, 1
melbor que ha efh banica de 3 duzin; ba um lo-
te menos eslimado da branca que se vende mu ba-
rato para lechar urna conta; lam em se vendem viohoi
superiores para gasto particular sendo de Tenenfle ,
Heipanha o do Porto; casa de Cbrialopberi & Doaald-
aon.
Casa da F,
Na ra streita do Kozario, n. 43.
Netle eilibelecimenlo eonlinua-so coro a vend
das sutelas da lotera da S. Pedro Msrtyr de Oliods ;
cujas rodil detero correr no dia 17 do correlo inlil-
livelmente, le le vendereni todos 01 bilbelei. quaexis-
A ellai para nio batir molivo de te mudiro

na roa da Crui do Re-
cerol de mumbuca
eifa, n. 43.
; Vende-ie urna canoa de carreira em bom esta-
do ; na ra da Penha r.. 33.
V.andem-se caro pedral de moioboi;. na ra larga
do Rozario veoda de porta larga a. 29.
=Vende-se urna flauta de 4 cbatet, um metbodo
pira a uiesma urna grammatica Irancesa por Seveju;
tudo novo, por prego commodo : na ra da Cadeia do
Recile loja n. 51.
= Vende-ie superior sarja preta hespanhola, dt
flores ; csmbiaias adamascadas ; catsa-ebitaa; chilu
de tudas as qualidades; los de linho branco ; lin;
brins de superior quslidade : no arco de S. Antonio,
loja n. 2
= Venda-se urna preta lavadeira costureira, coii-
nbeira e bem apessoado ; um bonito molecole; i
pretos famosos psra o servico do campo ; 2 pardos di
boas figuras pira pagem ; um cabrinha de 10 annoi;
sola ; pellos de cabra ; beserros ; calcado feito ; cari
de carnauba; velas de carnauba pura e misturada com
sebo em caitas de arroba ; tudo por preco commo-
do : narua da Crui, n. 3.
Na loja de Hiplito S. Maitio & Companbii, ni
ra Nova n. 10, ba um novo sortimento de lindas '-
zenda francesas ebegadas esta semana comosejio:
sedas para vestidos e chapeos de lenbora ; flores de lo-
dai ai qualidadei para chapeo! e eofeile de cibeg;
plumat e penachos ; guamii/Oes para vestidos ; bicos
de blondo, muito alvoi; filas de padroes moderaos;
calcado de todas as qualidades para senbora e meninos,
jogoi de vispnias e do domin; e tudo o man, quecoi-
tumio tender as lojts fnnceui.
Vende-se urna porcao de castanba de caj, beo
na ra larga do Roiario teoda, 33
Vendem-ie utat roosesteis, brancas ; oa ra do
Roiario da Boa-Vista n. 2.
Vende-se, ou troea-se por urna nrgrinha uta
moleque de 9 a 10 annos crioulo de booils figu-
ra ; os rui Velba n. ,44.
Escravos Fgidos
= Fugio, da fasenda de agricultura de algodio, de-
nominada = Serra-Verde =,do brejo da Madre-"'0"
Dos o esciavo Joio, Angola alto seeeo do cor jo,
de idide de 25 annoi; tem urna coitura no pesco(o<
que prete ser de eipada : quem o pegar leve a rus
larga do Rozario o. 29 que tari bem gratificado.
= Fugio, oo dia 11 do crrante, um pardo, di
14 a 16 annoi, cor macilenta seccodo corpo, di
nomo Benedito ; letou caigas e camisa da riscado azul '
quem o pegar lete ao armaiem de farioba de porta
larga do caes do Collegio que lera generosamente
reeompeoeado. Adtarte-se que o dito oserato nio
ssbe muito bem as ras desla cidade visto ter rindo
do sertlo ha pouco lempo.
PattH. } NA TYP DE U. F DE FAltl*. l8o,6,


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EFWLZZQ0S_N9G8VP INGEST_TIME 2013-04-27T00:01:38Z PACKAGE AA00011611_08202
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES