Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08196


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Full Text
Anno de 1846.
Sexta, felra 6
JJL--------
O 01 AMO nuNIca-se todo* -os dlafque
n.io fore.u << e"i-l = P^0, d signa-
tura lie de TOO rs. por quarlel pagoi adan,
tado*. Os a,,,iuncioi rtosMilgnantet siw lu
Mi-Ido* a r.iio de 20 ,h por lir.ha.40rs.
r,n typo di "renle, ras rrprticrs pela mc-
tade O que nao forem .signantes pagao
80 rs. por li.iha, e 1U ein typo diUereiite.
PTIASES DA LA NO MtZ DE MARCO.
Crioenle a 4 s 8 hor. e 11 mo. da Wrd.
LuTche a 12 as II hor. e 28 min. da tard
Mingoanle a 20 as II h. e 37 .un. da man.
La nova a 27 3 hor. e SO mo. da man.
PARTIDAS DOS nOHRF.IOS.
Goianna, e I'araliyba, Srgd." e Sextas fe iras.
Rio Grande do 'oru>, cliega na quinas
frii'as ao ineio din, r parte nas ineimasho-
ras as quintas feiras.
Cabo, Seriohaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Mncey, no IA, II e 21 ne cada laez.
Garanhuus.e Konito a 16 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria nas quintas feirs.
Ollnda todos'os dias.
PREAMAR DE flOJE.
Priiucira as II h. e 42 minuto da inanhaa.
Segunda as 12 h. e 6 minutos da tarde.
de Rfnr^o.
Anno XXII
N. 55.
das da semana.
* Sernndg- S.-" Simplicio, aud. do I. dos
of. r do J.dorC. 3 Ter^a S. CuiicJJMnY*. au I. do I. du civ
ca I. v. e iluT de paz do2. dist. de t.
larta S Casimiro, aud. dn I. do, civ.
2 t.. e do J. de paz Jo 2. dist. de t.
5 Quinta S. Theolilo, aud. do i. de orf., e
doJ.M. da I. v.
6 Sexta S. Olleguio, au I. do J, do civ. da
l.v..eno.I. depaz do 1. di( de t.
7 Satinado S. Perpetua, aud. do J. do civ.
da 1 v.,e du J. de paz do I. dist. de t.
8 Domingo S. Joo de Dos.
4 (mi
IaS
CAMBIOS NO DA 5 DE MARCO.
Camb. obr.- Londres. 8 d. p. I#a 60 d.
> Piris 3-VI rrfil por franco.
Lisboa I0.*> p o. pr. p. m.
Hese, de le. de boa* linins I '/, p. /. '"pz
(Jnrn-Oncas hespinliol is .11*100 a SUftOO
. Moeda Mefilnivel. IttflflO .i ITallOO
daMOOnov. I6*5')i> 16*800
de 4*000 8VH0O a MU) I
Pividi-Paiares .... I#!li0 a I#1T0
. Pesos iNilumiiares 1*1101) h l<>H>l
Ditos Mexicanos. Wi 1*920
Prata Miuda l/BUf) a 1/700
Acedes da C." do HcbeYibe de 50/000ao par.
tnr ; TrTtatoteaaiasa
DIARIO DE PERNAMBUCO
PARTE OFf-CIAL
Govemo da provincia.
KXFEDICKTR DO JA 28 DO PAMADO.
OfflcioAo commandaiite da* artnai, scientificaodo-
0 de heter concedido doui me/es de licenc* regijlrade
ao segundo sargento do deposito, Jui Lourenco H- nri-
quede Alvarenga, lubrecujo requenmento S. Exp. in-
(orinoa.
OiluAo capilo de mar e guerra Manoel de Siquei-
raCimpello, declarendo, pode ressumir a in arsenal de marino*, islo. como participa. aehar se li
ttb d molestia, em consequenci* da qual loi obrigado
a deia-la. Offifiuu-se a retpeito o inspector interi-
no do arsenal de mrinba.
DituA' cunira municipal do Recita, denegando,
de 'conormidade com informarlo do engenhtiro em
ebee das obras publica*, a autorisacao, que pede, para
pagar em pories as deipezas, que te fterao com os er-
raojoi da cata, em que se acha Irabalhandoo jury ; e
significando, que l depoii de rarificada a ioiufficiencii,
qu ella receia, da quot* otada para a* deipezas com
o miimo tribunal e eleicoei em o aono municipal cor-J
rente, ne que, asemelhmte reapeilo, le dee dirigir *
presidencia, queento providenciara como meil conte-
n leu te lor.
DitoAo bacbarel Manoel Jos da Silva Neita, dan-
do-ie por inteirado de hsver S. me. reentrado no xerci-
co de jnu municipal e de orpuios do termo de Goian-
na, m odia 12 deste mei (fevereiro).
DitoAo rhi-fede polica, icieniifieindu-o de havrr
indcvrido, de coniormidade com informadlo do de-
legado aupplente do termo do Limoeiro, o requerimen
lo, em que JoSo Patricio de MoaraCavalcanti, reerut*
do para a marinha, pedia que o mandaste por em liber-
dde
CircularA.' direeloria do lyco, i iheiouraria du
rendas provinciaes e cmara municipal da Boa-Vista,
participando hever concedido mis re mi re de licen
ca aem ordenado ao proeiior de primeirai leltras da
Ooricury.
PERNAMBCO.
mEs
aa83SfSVa^^A da entrada e sah'lda das cateas, fechos d'assacar, esaceos
d'algoddo> desde o \. de julho at o ultimo de fevereiro do corren te annofi-
nanceiro de 1845 a 1840.
i ..._. -.i .. ..-lili__________-. "
ASSUCAR.
CAIXS.
1 '
Caitas, e fechos existente* no auno
flnancoiro de 1844 a 1845. .
Entradas no crrante anno financet-
ro at o ultimo de fevereiro p. p..
2:136
9:299
11:435
FECHOS.
SABIDA.
35
333
367
CAIXAS.
Sabidas no crtente anno financeiro
ateo ultimo de feveirop. p. 10:011
Eiiatem..............I 1:424
111:435
FECHOS.
356
11
367
ALGODAO.
TOADA.
SAIXAS.
Suecas d'algodao existentes do anno finan-
rodel844 a 1845.........
radas no corrente anno financeiro at
ultimo de fevereiro p. p........
SABIDA.
[Sabidas no corrente anno financeiro ate o ul-
timo de fevereiro p. p. .......
Existen).
SACCAS.
11:808
1:730
31esa do consulado de Peinambuco, 3 de marco de 184C.
O administrador, Joo Xavier Carneiro da Cunha.
13:938
FOLHETIM.
A RAINHA MARGOT. (*)
pop. 2llrdiiiir Diimaa.
SEXTO VOHJE.
'
CAPITULO III.
aotIov.
Carina, que (Irira flilnho, admirou-ae de Ihe nlo ter
"['parecido anda nenhum dos seus don* fiis: esle dous
fiis crio a su* ama Magdalena, e u *cu galgo Acton.
A ama ha de ler ido cantar o* *eu* pialmo* a cas*
le algn* linguenote do aeu couheeimentu, ditie ella
entre ti, e Acimi esl aHlda agallado da ebieolada que
Hiedei rila manliJ*.
E ditu iaio lomnu nm csalieal, e dirigio-ae para o
inerlo da boa mulher. E*la nao eslava alii. Urna porta
d apnirnto de Uagdalena dasa, camo noaans leilores se
nao de recordar, para o gabinete d'armas. Carlos fui
es porta.
Ma,no atraveaaarpara o gabinete, aentiu de novo urna
""as erisea, por que j b* vi* pasudo, e qie p*reci
l*c-lo de repente. Padeceu o rei, como se llio bou-
'eiiem revolvido a* entranha* com um ferro en fcr.t* ;
uma seda ipssoiavel o devnrava; vio una chicara da
lene aobre urna me. engulio-o de um tr.go, e entio-
se um pouco ai 11 v iaalo.
Pegn 'nutra ves do cnlical que hti* Urgodo obre
um motel, e entrn no gabinete.
() Vida Mana n,' 5?.
TRIBUNAL DO JURY.
sbsSabm4 db mmico di 1846.
Priiidencia do 5r. doutor Ftrrtira Gomet.
As 11 hora* d manhia, eila a chamada, venfica-ie
eilirem prsenles 40 Srs. jurado*.
OSr l'rtMidentt declara aberta a sesslo, e condem
na em lOj ri. de mulla os Srs. : Joio De/erra Montei-
ro, Manoel Jote do* >anloi Araujo, Joio Pereira de
Coulo, Antonio Goncalve* Ferreia e Candido Tbomai
Pereira Dutra.
Em leguida diz- vai proceder-ie aosorteamento do
concelho. que tem de julgar o aecusado Manoel Jos do
Naicimento.
Feito o lorteamento, e prestado o juramento com ai
formalidades*da lei, o Sr. preiidente faz ao reo o te
guite
IRTEHROGATOBIO.
O Sr. Prenden!: Qual be o leu verdadeiro co-
me?
o:~ Manoel Jos do Naicimento.
O Sr. Presiden!: Aonde eitava no dia 17 de a-
gosto do anno panado, na oceaiiiom que (oi preio ?
Reo:So dio em que fui preio, a bocea da noute
lahi de minba caa, para ir buscar um boceado deatei-
te ; quando ia, achei-me bailante voxado ( o aecusado
acciona com a mdo mechendo na barriga) ; iito he ti-
nha necenidade de /aier-fra ; fui" seguindo pela ra
do Collcgio ; comprei dez ris de pimenta do reino ; e,
como tinha de fuer a preciiio, que dine a V.S.\ se-
gua meu caminbo para ir na Ribeira ; levava um po-
tinho na mi [fax menfSo di um pao dt trt palmo) ;
quando de reponte me diz aquclle Sr. (apona para urna
da ititemuuha que eilava preienl ) est preio, por-
que leva furtado um eicravo.
O Sr. J'reiidenli : E voss nio ia com o eicrato...
n3o o levava ?
Reo : Nio, Sr., o u nao o levava ai costas ; ello ia
com os seus ps; a ra be de todos; elle podia ir aira
de miin ; mas eu nSo o vi senio depoii que fui preio,
OSr. Preiidini: Mesaonde foi preso?
Reo : Na roa. ... aqu na ra do Palacio..... na
ra... na ra do diabo, como se chama...
O Sr. Prendinl : Foi na ra do Collegio ?
Reo : Na ra do Collegio, enborsim.
OSr. Presidente: E qual foi a rszao, por que foi
preso ?
Reo : Por me imputarem eisa imputa, de que eu
carregava eise cierno prendero me, levio-rce a casa
do lenhor do escrato, que me chama ladrao, e como he
rico pode diier o que quizer, e depois a casa do ebefe
de polica, que nio te achava abi, e dabi para a casa do
delegado, e depois para a cadeia.
O Sr. Pmidtnle : Conbece o eicrato Alexand/e?
Reo : Se o tircom a minba vista, poderei conbe-
ce-lo, nio tenho maior relacio cum ene eicravo, tive
occasiao deconhec-lo um pouco em um servico, em
queandei Irabalbandocom elle atrs do Carmo, e da-
bi lnaterca-feira be que o vi.
O Sr. Prndenle* NSo se lembra de ler encon-
trado ene escrato varias tetes, o convidado o pira ir com
elle ao Sertio ?
Rio: Senbor nao, meu Sr.; se acaso o diiem, di-
em porque ojquerem dizer, naoja porque assim fosse: ti-
rante do serviio em que eitava atra do Carmo, foi nes-
se dia m que fui preio, que (ornei a, ve-lo.
Cora grande ipante leu, Acton nio vco ao leu en-
eontro. Te-lo-hilu fechado? Nene caio lentiria tr leo
aenhor rollado da caca, e loria invado.
Carloa cbamuii, Miobiou; Ada appareceo.
Deo un* quatro *>**io* pira diante, e como alus da
vela cnegiva at o ngulo do gabinete, lubrigou all orna
mana inerte, eilendida no elio.
O'll Ac'on. O' 14! diaae Carlos.
E iiavbiou outra ves.
O cao nio is tonteo.
Carloi correo a elle, e tocou-o; o pobre animal eata-
ti teso fro. Da boc, csnlnhida pela d6r, baviio ca-
bido algumn rola* de fel miituradaa a urna baba eicu-
moai e aangrena,
A' ealo eapeclaoulo que Ihe fes eaquecer a* suai pro-
prias dore, e recobrar toda i ana energa, ferveo i co-
lera nas veas de Cario*; quit gritar; mi* o* reis, enca-
dado* pelas suas grondviis, nio teem liberdad dcsie
prnneirn motimenlo, que todo o humer fcs virar em
oravtito de soa paixio ou do sua defess. Cario* reflee-
lin que Ulm ahi houveise alguna traiclo, e calou-ie.
Eiitio ijoclhoii-ic junto iodo e examinou o aeu ca-
dver como uro experto. Oaolhu do animal eiiatio vi-
dradoa, lingoa rubra e crivada depuilulis; era urna
moleuin extraordinaria, que fes tremer a Cari*.
O rei citaou lutai, que ella bata Irado, e mettido
no cinto, levantou o behjo luperior du oto, para exami-
nar-lhc o dente*, e deieobrio nos intervallns alguns
fragmentoi esbrinqnicido* pcgidoi ai porfa.
Tirou enes fragmentos, e conlieceo que era papel.
Junto desse papel a inneanmiclo en mais violenta,
as gengita* cslatla entumeaciJa*, e a pelle roid como
por vitriolo.
Olhou Cario* com toda a alinelo em torno de li.
sobre o tapete haviflo doui un (re* pedicoi d papel ie-
melhante ao que elle tinha j aobado na boca do co : a
maior denei pedacoi moiirav* trico* de urna grasura
em midcira.
Os cabellos de Carlos s errcirio : icibava de reco-
.ilicccr um fragmento di estamp que Acton havia ar-
rancado do litro de caca.
Ab disso elle empallidceendo, o litro eslava en-
venenado.
Depon recordondo-ie de repente de todas iscircumi-
lincias:
Mil deinonoil exclamou elle, cu toquei em tuda*
a* folln, c cada uini levita o dedo boc pan o mu-
lliar. Enei desmiioi, enai dores, esse vmitos I.........
Esiou inorto!
Cirios ficen por um ilutante iiiuuotcl lob opcio del-
ta horritcl ideia. Mas logo, Bollando um bramido lurdo,
correo i porta do gabinete.
Meitre Rene! gritou elle, meitro Rene, corri a
ponte Sainl-Micbcl, e traglo-me iqui o Florentino ; em
des minutoi dte aqu emir. Monlo uiu do toa a caril-
lo, a tome outro a deitn, para lia ver lucnoi demora.
Se meitre Anibroaio Pare ahi vier, fscio-o eipcrar.
O Sr. Prnidenlt Eslava trabalhando com esie
preto?. ,
ll.n ; -Sim, Sr. nio havia servico, estava li.
OSr. Prttj/lfni. Voss era pedreiro?
Reo : Sim. Sr pedreiro numi casi.
O Sr, PAndenlt: K o pelo estiva l ?
leo : Su o v no servico, tirante o servico, ouma
semana nao o v* i...
OSr. Prendtme : Eipere .. Diga-me, voss vio
urna lemn* inteira, durante o lempo que Irebalbou
neisa obra com o preto ?
Reo : Enhor, sim.
U Sr. Pwidenl : Quem he o dono da obra ?
Reo : O dono da obra nio sei que o nio coobeco,
Senbor.
O Sr. Presiden!:Enllo qual he a tua proliuio ?...
Reo : ~- He pescara e outrss cousas auim ; eslava
trabalhandono servico de pedreiro.
OSr. Piesidinlt: Quando foi preio eitava, ou nio,
emeompanbiadesiepreto ?
Reo : Vinba sozinho com Dos da Ribeira para a
casa ; dabi deo-mo a vontade, que ji disso a V. S.":
vinba andando aqu por eite caminho ; me encoolrio
no caminbo, esleja preio; ia com urna garrafa na mi,
caminhando ; mas o eicravo ia airas ; eu o (i junto A
miin, depois que me deao a voz.
O Sr. Presidente d por findo o interrogatorio, que
be lido pelo eicrivio e auignado por duas (estemunba,
em rontequencia de declarar o reo, que nao sabia es-
crever.
O Sr. EscricSo l as petas do proceiso, conitantei da
parte official, interrogatorio feito aoeicrato Alexan-
dre, confiiio do reo e o depoimento de cinco leitemu-
nbaa de lista : duas das quaes declario ter visto o aecu-
ado paisar pela porta, onde eslava o escrato, chma-
lo, e eile o acompanbarcom urna trouxa, que tirira da
cicada; e que. indo o accuiado para as partes da cadeia,
ahi o prendern.
Finda as allegacfjes oraei, o Sr. presidente faz o re-
latorio do estylo e entrega os queiitos ao concelho, que,
depois de se hater por um pouco demorado na sala da*
conferencias, sabe com o terdict. que declara bater o
reo commeltido o crime de que be aecusado com aa cir-
eumslancias aggravantei dos 1." e8 "do artigo 16 do
cdigo criminal.
OSr. Preiidente, conformando-ie com a declararlo
do jury, condemna o reo a 8 annoi de gales, e na mul-
ta de 5 por cenlo do valor do estravo, e nai callas, lin-
do a melad paga pila municipalidade.
Em seguida o Sr. presidente declara, que le vai
proceder a novo sorteameoto do concelho, que tem da
julgar o accuisdo Saturnino Adriano.
Sorteado o concelho, e prestado o juramento com as
formalidades preicriptaa na lei, o Sr. presidente faz ao
reo o seguinte
INTERROGATORIO.
OSr. Presidente: (lomo se chama ?
Reo: Saturnino Adriano.
O Sr. preiidenl: Onde eslava na occaiiio, em
que foi preso ?
Reo : Na Soledade, abi na casa do Sr. Jecinlho.
O Sr. Presidente: Na taberna ?
fo:Sim, Sr.
O Sr. Preiidenle:Sabe a razio, por que foi preso?
fo: Nio sei a raa >, disserio, que eu estava com
Um guarda parlio correndo pira obedecer ordem
recebida.
Oh! murmuro Carlos, anda que cu tcnba do por
a tormento* todo o mundo, bei de saber quero deo este
litro a Henriijuinlio.
E com a fronte inundada de mot, as mo* cemdii, o
peilo palpitante, ficou Cario* com o* olho* pregado* no
cadver do *eu ci.
Des minuto* dcpoii, o Florentino, tmido e inquieto,
bateo porta do rei. Ha certa* comcyiuoiai, para a*
quaea o co nunca eil puro.
Entrai, disso Carlos.
O perfumeiro appareceo. Carlos inarcfiou i elle com
Ir imperioio e carrancudo.
V. ningcitade mauduu ehaniar-me..... disse Rene
todo trmulo.
Sim. V* sois um hbil cliimiio, nlo he auim ?
Senhor.....
E sabis ludo o que anbein o miia douloi ane-
dicoi?
V. magestad" exagera.
KS, luinia mii m'o lem dito. Aim do que lenbo
confiaiici era vos, e intes quix coniiiltir-vos a toa do
|ue a i|iialquer oulro. Aqu leude*, continuou elle apun-
tando pan o ci, nllini, en vni peco, para o que este
animal lem noa dentca, o diiel-me de que morreo.
Em quinto Reno, com i vela na rolo, *e abaixiva al
o cilio tanto para diitiiimlar o aeu abalo, como para
obedecer ao rei, Carloa, do p, eoni o olhoi filos nene
honicm, eiponva com a impaciencia que he faoil de jul-
gar, a palavra que devia sor ou a sua itnloncj de niorte,
ou o leo penhor de salvajo
Rene tirou di ilgibeiri urna eapecie de eacalpello,
brio-o, e com apona tirou da boca do olo a* partcu-
la do papel ndlierentes aigengiva*. e examinou pur
uuitii lempo o com nuncio o fel u amigue que cada
eliaga diiiillavi.
Senbor, disie ello tremendo, alo bem trate* o*
yiuptomas.
Carlos lenlio eorrer-lbe um arripio gelado pela* veiaa,
e pcnelrar-lhe at o coricio.
Sim, disse elle, cite calo foi envenenado, nlo he
asiim ?
Hercio milito no, Sr.
E com que veneno?
Com uro veneno mineral, ao queiupponbo.
Poderie* v* adquirir a cerlexa de quo elle fui
envenenado ?
.Sim, aemdutido, abrndo-o, o examinando-lhe o
estomago.
Abr-o, nlo quero fiear com a menor dorida.
Seria necessano chamar alguem para tu* ijodir.
Eu minino voiijudirei, diise Carlos.
Vos, Sr. I
Sim, ea. E se ello estiter envenenado, que syrap-
tonias aeiiareoaoa al* ?
Vermelhidei, e como umai figura* de planta* no
eitoniago.
Vamm, dine Carien, mloi i obra.
Rene d'iira lilho de eacalpello abri o peito da galgo,
e apartou-o com forja, em qoanlo Carloa, com um joe-
Iho em Ierra, tinha a veia ni man rntniricida e trmula.
Vede, Sr. dine Rene, vede, eii-squi tesligioa
evidente. Esta* vcriuelliidoe* *iu a* que vo* predns* i
*
A


2<
umufnm, e vierlncom uma faca, que (inhio tirado ilr
um fche O Sr. I'rtude-m: Entio dequem era a faca ?
Uro:Nio'tei duer a V. S. ; a laca, um soldado en
Irou para dentro k Irouxee'la : he s o qu aei d\j*T0
O'Sr. prindtnlt<\to por lindo o interrogatorio, rpje,
liilo pelo escrivio Ini assignad i por duas teslemunhss,
por nio saber erreer o accuiedo.
O Sr. EtcrivSo leo as peca do procsso, constanles
inspector de quirteirio, que diiia
It i'iKiini ail.i n aciiCi lo corn u il >-sertur (l.i companln i cinco testemunhas, que juravao nao tereo visto tal faca
Da mi do secutado.
O Sr. Dr. Promotor pede so jury, que, em vista do
proeesio, decida, se dore ou nio aer eoodemoado o so
cuiado.
O adrogado do reo, o Sr. Rorga da Fornica, delan-
de-o, allcg-ndo, que se o Sr. promotor eutregava ao
jui/o do jury o proceiso, era porque nao podia lu'ten-
tsr s accusaclo. que o que diiia o iniprctor de
quarteirio em leu Ti :n era falso, porquanto nem o
accusido tinha faca, como mdeprehende do depoimen-
to ilaa testemunhes, nem ero desertor.
USr. I'rrsidenli ir/ o relaturio itn estylo, e entrega
os qui'sitoi ao concelho, que, depoi de ie haver por um
pouco demorad na sala das conferencias, lahe oom o
vcrdict, que declara nao haver o rcxcotnoiettido ocri-
iii", de que he aecusado.
O Sr.Prevdfitite, conformando-te eom a declaraclo
do jury, absolve oreo, e coodemna a municipalidad
nascustas.
Ai 2 hora levanta a tetiio, e observa, que a de a-
rnanhan romper as mpma hora da de hoje.
iiitiiin n miuimi i:o.
Hoje tem lugar a primeira sessio preparatoria da as
sembles legislativa provincial. ________
Correspondencia.
Sri. litdactorti Existen) os moradores desta cidade
deOlinda oin um tal abandono,que pouco (alta parache-
garomao desespero. Falta-Ibes o primeiro alimento da
vida,a agoa; o isto em um lugar, em que os anligos ti-
vero o cuidado de (szer um grande anude ou reprezs,
nao s para que ella aqu nio faltaise.como at para que
ahastecesse a cidade do Recife ; mas o que aconleoe ?
Tem a cmara concedido a diversos particulares tirs-
rem do dito assude anneii do agoa para construirem
banheiros, ealguns destes, abusando da concesso des-
ta lii-iMn,"., teem conservado,e inda conteni os banhei-
ros abertos esgotando o rio, com urna mslrsde; sem
exemplo; o o fiscal parece, que est ceg e lurdo,
poique nio ouve o clamor do povo, enein v este abu-
so. O assude est quasi esgotado, nio dando mais
ogoa as liicas: as pessoas, que a vio tirar, lio obrigs-
das a entrar por elle para se proverem, e neohutns oro-
videncia ao d, para que se limpe o rio, antes que ap-
parcr;io as chuvas, a fien de se beber melhor agoa. A
cmara municipal, a quem incumbe velar neste nego-
cio, dorme o somno da morte, eso se lembrado rio,
quando tem de arrematar a venda d'agoa as candase
lancha, que a vio buscar. Aifebres grassio aqui de
modo, que jila vio tres victimas deltas, e Dos sabe,
oi.de isto chegar; emGm, Srs. Redactores, melbor
fura pertencermos ao municipio de Constantinopla do
que a este misero e mesquiobo, dominado por pessoas
que nao so Ihes diodo mal que solTrem, etc.
O Olindinse.
Miscellanea.
A JL'STig \.
Se sem a tolerancia a vida social he um estado de
guerra, ella sem a justiga he um estado mpoisivel.
A juitica he a alma da sociedsde : e assim como o
corpo se dissolve quando a alma se retira, a sociedsde
perece quando della se retira a justica.
Mas, quedeve entender-se por justica ? Em sua ac-
cepcio mais ampia ella consiste na reoniio de todas as
virtudes: e em sua accepjao restricta limita-so a dar a
cada um squillo, que Ibe be devido, e a nio se ofTendcr,
por manoira alguma, algum direito.
He neste sentido, que ordinariamente a tomio em
seus tratados os moralistas: e ser tambem neste, que
nos aqui a consideraremos.
quantii n citas veiai aaugrentaa, lio o quo deeignei como
figurai de plantai. Aoho aqui ludo que procurava,
De aorte que o cio-eal envenenado?
Sim, Sr.
Com veneno mineral?
Segundo toda a prulabilidade.
E que aentiria um homeni, que, por deecuido, ti-
vrsse engulido deete meamo veneno ?
Una grande dr de 'jbeca, ardores interiores
como ao livcne engulido braiai, dree as entranbaa,
vomitoa.
Eteriaeds? perguntuu Carloa. *
Sede insaciavel.
He isto uiciniii, be isto meamo, murmurou o rei.
Scnhor, debalde procuro o fim de toda citai per-
gaulaa.
Para que o procuroia? Nio preciais aabe-lo; res-
pondei a nonas qucatSca, cnada ruis.
Inicrriigue-nie V. inageilade.
Qual be o contraveneno que se deveria adminii-
trar a um hornero que ti veno engulido a racima suba-
tancia que este ci ?
Rene rcflectio por um inatante.
Ha niuitoa veuenoa mioeraes, diase elle i qnisera
antei do reaponder, aaber dequal te trata. Tem V. mi-
geilado alguma ideia da ruaneira por que o aeu oio fui
envenenado?
Sim, disse Carloi: comeo urna fulba de um livro.
A tulla de um livro ?
Sim.
E tem V. mageslade esse livro?
Ei-lo aqui, diaie Carlos tirando o manuscripto do
armario onde o liavia mettido, e raoelrando-oa Rene.
Esle fes um ranviinenlo de lorpreta que nio eioepou
ao rei.
O ci comeo urna folln dease livro? balbuoiou
Rene.
Eita.
E Carlos moitrou afullia rota.
Perniitlii que cu raigue outra, Sr. ?
Itaagai,
Assim considerada, poriin. a justica na caridade se-
rlo duai irmiei mui quindes ? Sari urna dolas um
frondmn ramo da outra ? nu serio ambas a mnsrn* vir-
tud ? Eis-aqui uina queitio, que poderia ser curiosa,
mas intil neate lugar. a
A jiist! e a caridade sio daquelles ohjectos, que a
consciencia gosta de spproxi nar, o coraclo de ooofun
lir ; eque o raciocinio divide para melbor os avahar,
e a moral distingue para melbor Ibes regulsr os de-
verei.
Philosnphos teem havido que disserio, que ellas
muitas veres >e rhoelo, e que nio pode entio eterc -
tar-se ama sem ser I cusa da outra : mas o etemplos,
com que o pretenderlo provar nio mostrarlo senioa
(raqueta de quem queria sustentar urna mi ososa.
Se se eneontrs um prente, ou um amigo, argo-
mentsvlo ellas, as columnas do contrsrio psrtido, a
justica manda, que tetaste, r a caridade ordena que te
salve. Se um homem esta morlslmente ferido ou Ihe
nio resta senio urna vi Ja lnguida e olorosa, be obra
decarida de acaba-lo. e dever da justica vinga-lo.
Porm, em que cdigo divino, ou humano, achi-
rlo elles. que um amigo, que encontra outro amigo
as adversas fileiras ; nue o pai, que abi encontra o fi-
Iho; que ofi'ho.que abi encontra o pai; tem. por justica,
ohrigar;lode o matar que seris caridade tirar hojea
vida a quem tiveiie le morrer amanhii ? ou privar
um enfermo da eiiatencia, que ainda Dos Ihe oooeede.
i porque ella be lnguida e dolorosa ?
Menor absurdo seria o diter-se, qu* se aquella que,
nio tendo senio urna pequea quantia, enoontrasse o
credora quem a devesse, eum pobre, que della eare-
ceise, por juslipa a deveria entregar ao credor, e ao
pobre por caridade : mas nem isto mesmo seria exacto,
pois quem paga o que deve, pratica um aclo de justica
e de caridade : e quem di esmolai do albeio, sem con-
sentimento de seo dono, nio se conforma eom as leis
ds caridade, e viola as da justica.
Os povos da antiguidade pagis linhio a juitica na
msior veneracio. Os Gregos e os Romanos cbegarlo
a divinisa-ls, debaiiu dos oomei de Astre, e de Tbe-
mii.
Nos livros santos slo muitos 01 lagares, que a re-
commendio ; muitos os que nos fazem conbecer suss
oicellencias, e nos assegurlo suss vantageni: mas nads
iguala o que Jesus-Cbristo proferio do alto da monta-
oha, quando, querendo persuadir a necessidade, e in-
troduzir nos coracOes o amor ardente desta virtude,
disse: Bemaventurados os que tem fome e sede de jus-
tica. (I)
Ella he lio nobre, to igual, ello independente, que
tanto protege os grandes como os pequeos, os amigos
como os inimigoi, os reconbecidos como os ingrstos sos
seus beneficios.
He para gozarmos destes beneficios, que nos de bos
vontade nos privamos de urna porcio da nosaa liberda-
de. He por causa defles, que os governos se estabelecfi
rio, eque os goveroados se Ihessubjeilirio ; que os
povos obedecem aos res, e quo os reis imperio sobre os
povos.
A adulacio, a maior inimiga doi reis, d o nome de
beneficencia issuas liberalidades, siuas prodigalidades
o es m o: porm, Mslesherbes disse, que a verdadeira
beneficencia dos reis era a justica ; e isto ficou sendo
um daquelles axiomas, que nem costumfio esquecer
com o lempo, nem envelhecercom as idades.
O melbor dos reis be aquello, cujo reinado he o rei-
nado da justica: aquelle, a quem a virtude nunca t
com susto, nem o crime sem receio. O peior de todos,
dizis um monircha oriootal, be oque os bons teuiem,
e em ",ssm os mos esperio.
A justica he a maior necessidade dos povos, ieji qaal
lr a regiio em que a Providenois os lenbs colloeado :
e he a maior necessidsde dos governos, seja qual lr a
sua polities organisaclo. A esdeis, que entre si os podo
ligsr, he ella. Se alguma outra se vos figurar solii
esegura, nio tsrdsreis em desengsnsr-voi, quando
virdes, que qualquer abalo a quebra, que a aniquila
qualquer esforco.
Urna grande coragem, junta a grandes meios, ou
ainda a audacia, favorecida pela fortuna, pode levar o
ferro e o logo so coracio dos imperios, vncelos, suh-
juga-los: porm, capaz de rege-Jos e de felicita-loa be
s a juitica. S ella tem o poder de farer succeder ai
docuras da pais perturbaras e Is violoncisi da guer-
ra; o espirito de obediencia s deias de revolts; a fir-
meza i instabilidade.
Nio houe nunca legislador, que Ibe nio eonbecesse
a importancia ; aiiociacio alguma de boineos, que
peoaasse poder prescindir do seu auxilio.
Al os salteadores, que se sustenlio de roubos; os
piratas, que comm'eltein sobre ornar oscrimes, que a-
quelles commetlem sobre a trra, praticio entre si urna
nspeciede juilici.som a qoel reciprocamente se guer-
rearilo, e uii aos oulros se destruiriio. (1)
A justica faz respeitaveis os bomens aos olhos un
dos oulros, aos olhos mesmo daquelles, que mais della
se desviio. Facilita-Ibes as emprezas; da Ibes o socego.'
a tranquillidade de conciencia, que anda inherente i
felicnlade; ea lorca, quotio nces sistir aos mallos, e aei contrstempos da vida.
He a inventora das boas leis, a mestra dos bons cos-
lumes. o apoio dos grandes, oasylo dos pequeos. Sem
ella, dii Fr. Heilor Pinto, a ordem be desordem; o
descoco be trabslho; a gloria he infamia ; a vida.be
norte.
Com a juitica tudo prospera; faltando ells, definha
ludo. A agricultura, o commereio, a liberdadeerei-
cem, e fruclificio i sua vista : desappareoendo ella, o
commeroio acaba, a agricultura expira, a lilierdade
morre. E delineai entio bellas estradas: mas quem as
frequentara ? Esmerai |usj em abrir canees : mas quem
navegar por elles? Levaotai sobarbas pyramides: mas
para que servira ellas senio pars monumentos de val-
idado, ou para tmulos ?
He a justica, que povos o mundo, assim como be a
injusticia, que o devasta, diz um proverbio aribe. Nem
o a.tro do dia, nem a estrelle ds maohla, diz Arist-
teles, inspirio tanta admiracio como a justica.
Sua belleza nio ba quem a deiconheca; nio ba quem
a negu, eu se atreva a contasta-la. Todos desejio pa-
recer, que a amlo : e os que a nio amlo faiem qoasi
sempre diligencia por occulla-lo Vede como o ssngue
sobe ao rosto dos que, com verdsdo, sio argidos de of-
fende-ls: e quio bem se lembrrlo alguns moralistas,
de quo o initioeto do podor nos foi dado para servir
de freio ao vicio, e de guarda i virtude.
O ultimo estado do degradacio, a que o hornera pode
chegsr, he o de se nio onvergoobar de nio amar a jus-
tics; de ultraja-la, o. nioie Ibe dar de se saber, que
a ultraja. Este estsdo, mais ainda que excepcional,
quasi sempre ba sem remedio. Quando assim se be re-
belde i nstureta, a natureza dossmpara-nos; e noi
pode reconcilisr com ella urna graca do Senbor, espe-
cia Mui mi.
Segundo um antigo aplogo, viajando juotos o ven-
to, a sgoa, e a vergonhs, quando tratarlo de se se-
parar, quiterio ajusfar e lugar, onde poderiio tornar
a ver-so. Disse o veoto: ea seroi encontrado sempre mi
alturss das montsnbas. Dise s agoa : eu nss eotranhas
da trra. Em quinto a mim, disse vergonha. niiom
me perde urna voz, nonea mais me encontra.
Pnalo alguns dos modernos pensadores, que s jus
tica he toda obra dos bomens, lio inconstante, lio
varia como elles, lio subjoita is vicissitudes do acaso
como asrevoluces, to via como os ayiUimas dos pbi-
losonbos, tio caprichosa como a vontade dos legislado-
res : que be, porm, isto senio um doi soui mais pal-
pa veii erros, ou um dos Seus maiores absurdos ?
Ha em nos um typo primitivo, ou um senlrmento de
)ustca, que nasce comnoseo, o nos acompanha sempre;
apetar do poder do lempo, da influenois dos climas, e
das arbitrarias instituicOes dos bomens. Ha urna lei.
gravada em oosios coracoel, desenvolvida pela razio,
sperfeicoada pela religilo, que determina o que he jul-
io e o que be injusto ; que noi ordena, que facamoi
aos oulros o que quereriamos, que elles noafiessem;
e que nos absleohamos para com ellos de tudo aquillo,
de quo quereriamos, que elles se abslivessom a nosao
respeito.
Tudo o que contra esta lei eniinio os philosopbos
be desvario; tudo o que contra ella decretio os legisla-
dores be lyrannis ; todos os actos, que contra ells se
praticio nss revoluc&es, sio atleotsdos contra a moral.
Que estranha, e que falsa justica nio seria a que
tivesse alguma daquellas fontes por nica e exclusiva
foote P Em que erros nio (em cabido osphilosopos ?
Que iniquidades nio tem commettido os legisladores?
Que barbaridades ss revoftjces ?
Dcixando os legisladores e os pbilosopboa, e limi-
tando-me as revoluedes; que muilo se oio poderla a-
gora diter, se a naturea da presente composicio, e a
brevidade della o comportaste ? Porm, entro o moito
e o nada ha um intervallo.
(1) Matth. B.,6.
Rene arranoou urna l'ullia, e r.hegou-a vela; o papel
mflaminou-ae, e derrainou no gabinete um forte ohoiro
sValbo.-
Foi envenenado com urna mistura de arsenioo,
diase elle.
Estaia bem ceno?
Como ae eu meamo o houvene preparado.
E o contra-veneno?......
Rene roeneoa a cabeca.
Como! diase Carlua eom vos ronca, pola vos nio
Ihe conheceis remedio ?
O melhor e maia tllicii lio a clara d'ovo batida era
leite; mas.....
Maa,
porquer
Mai icria Decenario que elle foaae adrniniatrado
immediatamente, do contrario.....
Do contrario?
senhur, fie um veneno terrivel, repeli llene .lin-
da urna vei.
Todava elle Dio mata iiutuodiatamente, diise
Carlos.
Nio, porm mata com cerlflsa ; pouco importa o
lempo que se gaita em morrer, o ojac alguma veicsuiei-
imi lie um oaloulo.
Carloi enooitou-ie a urna meaa.
Agora disie elle pondo a mi nu hombro de Rene,
vos conheceia eite livro ?
Eu, Sr.! dine Rene mudando de corea,
Sim, vi; ao v-lo vos trahiitei.
Senbor, juro-voa.....
Rene, dine Carloi, cicuta! boro o que voo diaer-
vos. Va eiivenenaale a rainha de Navarra oom luvaa;
envenenaelea o principe de Porcia com o fu-uo de urna
alampada; tenlaitee envenenar M. do Conde oom urna
macl de cheiro. Rene, far-voa-hei arrancar a pello em
tiraa com urna tenas em brata, te me nio disserdea a
quen periencia eale livre.
Vio o Florentino que nio liavia que gracejar oom a
colera de Carloa IX, e reaolvoo moatrar-ae intrpido.
E ae eo diaser a verdade, quem me a.iegurara de
(1) Cicer. deOIBo. L. 2.C. 11.
que nio aerei puaido ainda raais cruelmente do qao se eu
rae calar?
Eu.
Dar-rne-heia voiaa real palavra?
A' f de gentilhonieo) que tercia a vida salva, dio-
so o rei.
Nesle caao, o livro me pertonce, disse elle.
A va I bradou Carloa, recusado e filando o cuve-
nenador oom olhoi eapantadoa.
Sim, a mim.
E cuino tibio ello das vouaimioa?
Foi S. magealade, a rainho-mii, quem o trouce de
minha oaia.
A rainha-mii I exclentou Carloa.
Sun.
Maa, oom que intuito?
No intuito, creio en, de o atondar levar ae rei de
Navarra, que liavia pedido ao daque d'icnciui um li-
vro desta genero, para eitudar a caja d'altaneria.
Oh | gritn Carloa; lie no meamo. J aoi tudo.
Elle livro, eom cffeito, calara no aposento de Henriqui-
iilio. Ha aqui am destino, e eu o auffro.
Neale momelo Carloa leve urna toase violenta o aco-
ca, qual iiiccedeo una nova dr de entranbaa. Solloo
doua ou trea grilua abaffadoa, e deilou-ae para tria so-
bre a cadeira,
Que tendea,Sr.? perguntuu Roe com vos ebeie
d'eapanto.
Nada, respoodeo Carlos; o que teoho be sede,
da i-rae de beber.
Rene enoheo um cupo d'agoa o aproaentou-o oom mo
trmula i Carloa, quo o engullo d'ura trago,
Agora, dine Carloa, tomando urna peona e ao-
Ihando-a na linHi, eicrovei neate livro.
Quo devo eu oicrevor?
O que vas vou dictar :
Kato manoai de coca d"aianeria foi dado por mim a
rainba-mii Caiheriua de atedela.
Reno tomou a peono, eesorevoo.
E agora aaaignai.
Nss revolucOes, ou ellas sejio (ellas corrtra ou a f|.
ver da lber lado, o qu" com raris*iraas.oepc-s me.
nos se escuta, e o que nella menor ae allende, he a
voi da raiio, da rn ral, e da justici No primeiro oaio
o carro triumphal, descomi por um grande detuvo, g
com grande forcae velooidade, atropella e esmaga ludo;
se se brad ao coebeiro para que o faca parar, ni ci-
valloi espintao-ie, e mais rpidos, niaisdoicompostm
mois fataes so tomio seus movimeotos. No seguado
coto, he uma tormenta, em quo nado te vseoio a as.
ustador luz do relmpago, e em que queii nada msii
saouve, que a indmita furia do veoto, o estroodo do
trovio, e o crepitante estampido do raio.
Ah I de que nio lio cipiies 01 governos, quiado
lancio Ckdeioi aos povos, que reaignodemeaio Ibes nio
estendem os pulsos ? e de que nio sio capotes os povos,
nem hora por secul >, quo o destino Ihe** conee le para
se rogenerarem, eque ellos nio erapregio Srnlo par
se dilaceraren, como se explica Lamartine Il prj.
oso, diz Sohiler, despertar o lelo; a garra da aguia ha
saoguinolenta o terrivel : moa o que ba de mais lerri-
vol o espantoso, debaixo do co, lio o bomom no deli-
rio da liberdade.
O que apenas se pode esperar porm que rara-
mente ooootece, hoque, terminada una rovolucio,
justica entre logo em exercicio dos seus direilos. Kuoald
a compara eolio ao iris depois da tempestado. Com ella
o aociedode respira, a ordem oltrrado ee restabelece, os
eslrogos e ss ruioas comelo o raporar-se .- sem qu
ello assuraa o lugar, que Ibe be devido, acooluioa-
nsrebics continua ; as feridas, que se rasgarlo, nio
rieatrisle ; eos ahymoi, que ae obririo, cooservio-u
aberloi, esperando novn victinm.
Obi ie os homem, em todas as situacOo bnlini-
ria* e extraordinarias da vida, conbeeesiem toda a valia
da juitica ; teguissem geralmenlo suas onetimas; com-
prisaem pontualmenle ouot leis; o que ooibaraeoa, i
que sustos, a que diatsbores, a que penas se oio poo-
parilo, e quio msii ditota nio seria nesle mundo mes-
mo s sua sorte ?
Nio haveria revolucoes, porque nio baverii motivo
algum para ellas, nem quem ai fucsia sem motivo. A
guerra nioacharia caato algum ao mundo, onde po-
detto exercer tus accio destruidora. O ferro holnicid
dat lances e das espadas te converleria em aradot, eom
que se lavrasse a letra, e se eurvsria em (oucos, eom que
te Ibe tegaitem os (rucios. A charra rompera o for-
lilitaria otlo, que actualmente occuplo exteniis e
inutois muralhas Serilo deinecesiirin os fortolozss: o
esses miliares de milhsres de individuos armadoi, que
devorio a substanoia das niQdei, pssttrio de dispen-
diosos consumidores a activos productores, dariio novo
impulsos industrio e Is artel, abriro novn fontes
It riquezas, multiplcenlo os recursos dos oslados.
Nunca mais se ouviria o estroodo do csnbio; nioie
(ornsrilo a ver cimpot alagados de sangue bumano,
eoborlot de moribundos e de mortoi. Os montes, e o
valles resoariio, Dio com a estrepitla msica doi com-
bates, mat com o suave gorgeio dat eve e com o
alozret caticos dot pastores innocentes, e dos pacficos
cultivadores.
As eidades abertss, sem gasrnicSes, sem guardas,
ofTerecerilo espectaoulos do mais completo socego, di
mais inalteravel segurnos. Tudo celias estsris aborto,
e nada correra o risco de sor invadido *. nada te escon
doria, e tudo seria respailado. A verdade, que taoin
vetes he perigosa de dizer-se, e desagradavel do ouiir-
se, dir-se-bis sempre sem receio, eie ouviria sem des-
costo. A liberdade, lio desejsda, e tio perteguidt,
objecto de tintos cultos, o de tintas profanacoes, firil
as delicias de todos, o tormento de ninguem ; e umi
universal benevolencia inspirara uma Ilimitada confi-
anza, produziria uma geral prospendsde.
E lio grande fortuna nio dependa senio dotinle-
resados nella, nio dependa senio dot bomens, o lio
elles mesmoi, que a tornio impostivel I Elles prefe-
rem etmnhar por cima de eipnbot e de abrolhoi, quan-
do podiio nio poutar ti plantas ionio tobre alcatifas de
floret '
A fotc* perniciosa dot eiemplot, falsos ioleresse,
ceguoira dat paixSet, iccidentes divertot os allucinio,
e ot perdem ; e apenst a menor parle, apenst ijiuns
dalles sio fiis i justica.
Mat pensaii vos, quo ot que nones deterlrio das
suas bandeirat; ou que ot que voltario a ellas, tendo
deltas desertado, Ihe serlo constantes em la fidelidide,
iodepeodeotemenle da religiio ? Que podero pwiuir
tanta perfeiclo na trra, nio tendo os olbos filos no
co ? Que poderid sem crencas, sem culto, e sem Dos
O Florentino onigiiou.
V. magealade rae promettoo a vida itlva, dine o
perfumeirv.
E da minha parte oumprirei minha palavra.
Maa, disse Rene, da parte da rainha-mii ?
Oh dessa porte, diase Carlos, iaso nio meds mi
reipeito ; le vol atocarem, dcfciidel-voa.
Senbor, poaao eu deixar a Franca, quando julfir
a minha vida ameaeada ? *
Eu reepooderei ieto ntetee quinte dial. Mal p"'
eniquanto.... .
Carloa pos o dedo aobre os labioi lividos, earregano
o aobr'olbo.
Oh J ficai detcanaado, Sr.
E dando-ee por relii de ae achar quite por tio bsralo
prego, o Florentino fet a reverencia e achio.
Apa elle oppareco a ama i porta dawu quarto.
Entio que ha nieu Carliohoi? dia ol.
Ama, ande! pelo orvalha, e iaao ue tes mal.
-- Com efifcilo, tu esla bem deooorad, ou U"
linboa. ,
_ He quoeitou rauit. fraoo. D-e o braco, aoi.
para ir al a cama. ,
A ama ohtgou-ae de proopto. Carloi cnooato-so i
ella o panou ao leu quarto. .
Agora, eu por mim raeimo metter-me-hei no
,eit0- '. n a
E ie mostr Ambroiio Pare vier?
__ nir-lhe-taique vou melhor, o que oio lento man
neceiiidado doli.
__ alai no enUnto que tomara! lo ?
Ol! dio Carloa, um remedio bem simple!, cla-
ra a d'ovoa batidas em loite. A proposito, ama, cu"11^
nuuu elle, o pobre Aoteon be inorto. He preciso, enis-
nhia de manhla, faso-lo enterrar i um canto do jordiio
doLoavre. Era um doa meua roelborea amigoa. '
iiie-iici erguer om tmulo, ae para isso tiver tempe
(Ctnur-lf*^)


3
^
identifieer-.e com urna tirio*, cuja eiiencia he toda
"oThWMM irre1i3io*>. ronhecrndorppl ezperien-
c.a e H> '^"Ii0' "* nUn, d* u,l"l*' 'erS "
gomas .ese, justos, sem outr.. ....dararoei *. que
.. l,r.e.lr.: ... apreienUi-lbes algn, d.quelle. ca-
,o.. em queie pJe trepar ao cuma la. honraa e da.
riquezas pela Rendad, iniquidade e aeren com que
deU.nbar.co lies sobem. mormente. se t.verern fund.
menlopara e.ner.r, que esto .neio de elevacio l.c.re
.-...p a e.n se o cradifci i.innoUndo a jusl'ea.
O im he relig-io. o contrario aahe, que 01 pre-
.eataadainiqu.a-.de lio aempre pengoaoa ; que alte.
c.iuiniotaw'.eom.iHO o veneno a a morle ; que.
Imw lefraJo para com o mundo,, o nlo pola ba-
leos; que no dia (remend, en que
ciciipareerrmoiam aeu tribunal augusto para lermoi
lulaadol, tudo "tu sera patate, o ludo aquillo.eiu que
li. nava delinquid.), .rontra ni ae lvnU<.
A difieren?., por tanto, entre o hoinein religi'.eeo
houiem aem re'igiao, relativamente i juatica, he im-
menia. O primeiro Ihe criticara o. ten., a liherda
da, a vida, ae tinto lr necet.ano para nio infringir
su*, l-is : oseiiunl >er juil>, ein quanlo entender
queisso Ihe conven; maa ae ae p*ru*iir de que urna
grande celebridad". oU urna grande fortuna oeapea no
fin de urna carreiia crimino, nio benlari em em-
prabeede-la ; pro.:raier como Syla, conspirar como
Cililina. oureduiira.como Naro, a eiozaa a capital
do mundo.
Eeire Unto, a em religio poueo #>de esperarse
da ju'tica do. homen, dever eaperar-ae tudo eoe
ella T Sera duvida, quando elle, a tiverem tal qual >ao
obrigado.aler; quando a sua feflr viv, a o leu amor
virtu le Wr lorte
Sendo, poras*. Iraca a aua f, tibio o seu "amor ou
nenhum, que cooit.ocia podar delle. etperar-*e,que
ardor ou que herosmo de juttiga ? Cuntr.dictonos
com.igo, elle, incensars ora a virtude, ora o vicio,
lerio ju.tos umaa tezei, outrai vezas irijuito* ; ate que,
cobeilos deciealriaea das sua quedas, chegarO 10 ter-
mo de euidiai, tendo pouco ou nada que allegar em eu
favor, e ludo a recelar.
Ah I nio .era diflicil achar-te mai. de um pai, qu
posaa entiocom verd.dediier, que nunca ae descui-
dou em promover a fortuna de eui filho : mai. de
um pbilo.opbo. que pona aflirmar, que eomagrou a
tua vida ao eatudo da naturea : mai. de um genera
que pona lombrar a eu. coosternados amigo., que nio
cummetteo um erro, nem perdeo urna hatalha : porm,
qual er o bomem, anda religioso, e quaoto mai.
nao o sendo, que em sua hora estrea se atrever
di/er ? Em toda, aa icrSei. que pratiquei, em todaia*
pilavrai que.oltei, em todoa os juios que formei. eu
fui sempre justo,
Queris vos uma regra, que muilo poder eoncor-
rer para que nem aflrouieis nos sootimentos de reti-
giio, nem vos aliasteis dos camiohoa da juatica ? Ouvi-
a da bocea do imperador Mirco Antonio. Yiveisem-
pre, diz elle, como querereis ter vivido, quando eiti-
verdea proiimos a morrer.
(Exirakido das mediiacis ou discursos rtligiosot.)
Para o Aracaly .abe, com a maior brevidade qoi-
ivel o briguo- escuna A yerta : pala carga trata-e
com NovaeA Companbia, na ra do Trapiche, n. 31,
segundo andar.
Pera Lisboa partir. ate o da 20 de corrente, o
brigu porluguez Taiujo II capitio Severiano An-
tonio-de Almeida ; para carga a frete ou passugeiros
oflerece excellentei commodos : os prebndenles tra-
ten) com os consign.tariui Firmino Jos Feliz da Boza
& Irmio, ra do Vigario, n. 23, ou com o cej.i ao
= Para Lisboa labe, imprelrrivelmrnle no dia 29 do
corrento, o brigue portuguez Itoliim; recebe carga p,
pas.ageiroi: trata-ie con: o c pita-' na praca doCuo-J
mercio, ou com o consignatario Thomaz de Aquino
Fonsera, ra do Vigari>, n. 19.
. Para o Aracaly aahe neates dial a sumaca Carila,
mestre e dono, Jote Goocalvei Simas: quem na mesnia
quizer carreitar, enlenda-se oom o ineimo mestre, ou
na ru da C'ur, n. 26, co m Luit Jos de S Araujo.
I)eeja-se lallar, resta praca, com o'Sr. Manoei
Antonio Barbota que fui morador na cidade dai Ala-
R"ias "viuvo de Praneiaea das Chagai; a pessoa, que
delle soulier ou que laca suas vezes dirija-se a ra
do Livramen'.o casa do Sr. Joao da Silvoira Burge* ,
procurador de causal, que abi achara pessua# que Ihe
deseja fallir a negocio de eu interesae
. Joio Nepnmureno li-rro/o, procurador da ene
de leu logro Francisco da Silva, fat acienle a Indas as
peitoai que tiverin transrco'.'S e nesrcioi parlirulrrea
rom o seu finado cimbado Francisco deS Iva Jnior, e
quera eslejio a lever oudequemae julnuem credo-
tea enlendio-.e rom o annuncian'e. que se acha
Leil-t.
= llnje, 6 do correle, pelas 10 bnraida mrtihia.
tem loga o Idilio do resto da miudza da loj n. 2 da
ra Direita que loi do falliJo Joaquim dos Santos
Ateveda,
.la visos diversos.
COMMEalCIO.
Alfandega.
Bbndimbnto do mi 5.................7:0634101
DuearregaO hoj 6.
BrigueAmtliapedra.
PatachoC.-tY.-Tojarafarinba.
HrigueJunomercadoriai.
lirigueUeliopolisdem.
Brigue Candardem.
Consulado.
BENDIUENTO 00 DIA 5.
Geral............................ 3:544*348
Provincial.......................... 1:183*192
Diversas provincial.................. 23*429
4:750*969
.lio.iiiicnlo do Porto.
Naviot enlradoi no dia 5.
Rio-de-Janeiro ; 60 das, biigue sueco llebe, de 172
toneladas, capitio S. O. Nelion, equipegem 10, em
lastro ; a Le Bretn Schramm & Companbia.
Mar-Pacifico, tendo tbido de New-London, ba 19 rae-
zes, galera americana rmala, de 413 tonelada!,
capitio W." B. Holl, equipegem 31, carga aieile ;
ao capitio
Rio-de-Janeiro ; 37 dia., brigue brasileiro America-
no Feliz, de 186 toneladas, capitio Ildefonso Ma-
nuel dos Santoi, equipagem 14, carga farinba ; a
Amorim Irmios. Segu para o Bio-Grode-do-
Norte Cear etn commiaiio do goveroo.
Montevideo; 32 di.., brigue dinamarquez Hedor, de
192 tonelada! capitio Custeanseo equipagem
.O, em lastro; a F. Robiliard & Companhia.
Detlaragoes.
O arsenal de guerra precisa comprar azeile de
carraptlo, dito de coca, Godealgodio e torcidaa: quem
taeagneros liver para vender, mande aomesmo arsenal,
al odia 6 (boje)do andante mei.suai propostas em car-
la fechada. Directora do arsenal de guerra, 3 de mar-
co de 1846. O eacriplurario Francisco Serfico di
Astil Carvalko.
=> Faz-ie laber aoi subditos britannicoi residentes
em Pcrnembuco, que no dia seita-leira, 13 do cr-
lente, ter lugar neile consulado, ra da Cruz.ao meio-
d',oajuntamento para os fias designados noactoGeo;
'V. Cap. 87.
Coniulado britannico, 5 da marco de 1846.
A. A. Cowptr,
Cnsul.
O ESQUELETO.
O n 5 ihe boje as duaa horai, em proia e verso ,
e acba-a.1 a venda no* lugar do eortume.
Alunio-ie duaieaiai terreai na travesa da Con-
cordia, por detra do .invento do Carmo, com duas
lalaie Ir camarinhai cada uma, e quintal ; quem
as pretender, dirija-se a ra estreita do Rozsrio, n.
45, na venda.
= Aluga-se uma casa em Fra-de-Portsi, n. 120,
onde.leveacougue rsula Maria do Nasciment, e ven-
dem-ie os pertenees do meimo ar;ougue, prompto, lem
que nada falte ao referido lalbo : a tratar na ra da
Guia, o. 74.
=Aluga-seum preto, que entende bem de padari,
refinacao, locear assucar, posiente, e bem deiembara-
cado noiervico; quem pretender annuncie.
= Precisa-le de uma mulber para tritar de unu
doenle: na, ra larga do Rozario, n. 17. Na mesma
caa comprio-se jornaei a 90 n. a libra.
Aloga-Se um bom cozinheiro; quem
pretender annuncie.
Tendo ouvido dizer, que principia-
rs as missbes, talvez no dia 12 do cor-
rente, a iuuccao lyr'iua du Curnpanhia I-
taliana, annunciada para odia ia, ser
no dia 11, se a venda dos bilhetes cobrir
as despezas. O director,
G. Morinan geli.
= Boga-ie ao Sor. Franciseo Jos da Silva Eiras,
queira (aier o favor de declarar por esta folha ie o
abaizo asignado quando deizou de ter seu caizeiro ,
foi por pegar no que nio era delle e a raiiti, por que
loi. Cuitodio Lourenco*da Silva Mauitira.
Precisa so de uma ama de leite que leja vao
cinada para um* crianca que est de bezigas : na
ra do Iiangel, n. 36.
= D-ie dinbeiro a premio com penbore de ouro
e prata rebalem-ae ordenados, e sidos com cliuiulas;
o ra da Praia n. 22 ou na ra do Rangel n. 37.
= Roga-so ao irmio ministro da ordem terceira
Franciscana, que uiedn altribuicSe, que Ibe eonfe-
reo compromiisu em soccorro dai irmaei pobres, que,
acostumadas a perceberem as esmolas no mez de oulu-
bro de cada anno estamos em marco, e tua mer-
ciurdo ao gemidoa da oecesiidade ; mande convocar
mesa, e ezecute otartigoi 177 e 178 ; lembre-se, que
quando indico distribuio a eimolas em lempo e com
mais raiio o deveiia lazer agora como maioral; mai,
revestido do poder di ordem, calca aos ps os estiluloi,
o 1 pobreza.
Uma irmda.
= Aluga se um primeiro andar do obrado da ra
da Penha : a tratar na ra do Cabuga toja de Joa-
quim Joi da Losta Fajozei.
- Aluga-se o segundo andar do obrado da ra es-
treita do Rozario por 10* ri. mcoiies : a tratar oa
ra do Nogueira, n. 27.
Aluga-se uma caa terrea por delrii da ra da
Aurora, com 4 quartos, duaa salas, gabinete, quin-
tal murado com cacimba de boa agoa eoiinba fura : a
tratar com Bento Jos da Silva Magalbies, oa rus do
Crespo ou com o Guimariei, que foi do ello oa
ra do Hospicio aoodeseacha a chave.
= Jos Soarri Piolo Correia mudou a sua venda da
casa n. 68 para a de o. 60. .
- CJuem precisar de um caixeio para loia, ou par
outraoceupacio dirjase a ra Augusta n. 32.
= OITerece-ie um rapaz brasileiro de boa conduela
para caizeiro de qualquer oceupacio e di fiador a sus
conducta : quem de seu prestimo le quizer utilisar,
dirija-se a ra de Agoas-Verdes n. 92.
Engaja-ie um corneta para o primeiro batalbio
de guarda nacional do municipio do Recite; a pessoa,
que semelbante engajamento, quizer fazer comparec ni
ra do Collegio n. 8.
= Manoei Pereira da Silva, chegado, ha poueo,
nesta praca dedicase a ensinar msica e tocar flsuta,
e tambem a copiar mu.ica, por preco commodo : quem
pretender dirija-.e a rui da Florentina n. 6.
Aluga-.e o segundo andar da case atrs da ma-
triz da Boa-Vista n. 26, com niuilos commodos,
grande solio, muito Iresco pintado de novo : a tra-
tar na messna ra n. 22.
=Jos Soares de Asevedo, professor de lingoa fran-
cesa no lyceo lem aberio em sua casa roa eslreita do
geo-
pessoas, que
A vis
os martimos.
O brigue ero sabe com brevidade para o R10-
e-do-Sul; recebe nicamente escravos a irete:
Rosario n. 30, terceiro andar, um curso de
grapbia e outrod lingoa francesa. As
desej.rcm seguir uma ou outra deslas diseiplioas, po-
der digr-6 i indicada residencia de manbfia at
as 10 horas e de tarde dss 3 em dianle.
Precisa-se de uma ama de leite que saja desim-
pedida esem filbo, e quesaibatem tratar de enan-
cas : na ra das Cruies, n. 22, segundo andar,
Grande do -Su!; recebe nicamente escrava a irete:! AlagSo-se os priaseiro e segundo andares da cs-
quem os pretender msndar, entenda-se com Lopoldolsa da ra Nova o. 20 ou tambem se aluga someole
Jos da Costa Araujo. |o primeiro andar: a tratar na mesma rus, loja n.20.
autoriaado para reeeber e pagar os crditos e dbitos
lequelle finado sendo que sejio os ltimos legalmen-
te provados.
.= O general Antonio Correia Sera, enmmandin-
la das armas habita a eaaa n. 56, a ra Nova.
= Aluga-se um sitio na estrada de S. Amaro para
Relean pastando a ponte primeiro porlio do lado
direilo. com uma escellente casa, em que podem morar
3 familias hadantes aiaoredosde fructo, paito para 8
vacc.s de leite baisa para capim 3 iveiros e Ierra
para plantar : a tratar no metmo sitio ou na ra do
Livramento loja de latoeiro n. 28.
cas 0 abaizo asaignado d. clara ao publico que por
m (vos particulares, que tem com o director da com-
panbia italiana o Sr. Giuseppe Marinangelli nio
pode mais piestar-se com a lu pessoa a .otra reir
sent.cao nio sendo feito com consrntimento do abai
xo assignado o annuncio que ltimamente aopareceo
nos Diarios dotU ciiitde para uma nova representa-
co do Hernani. =-*',. Totelly.
Para le responder com ezaccio a pergunta que
hnolem te fez por este Diario n. 52 sobre a rasa o.
52 da ra do Padre Flpi ianno tambem se deseja sa-
ber que n. lioba esea mesma nos annos de 1823 a
1825 e a quera ella perlencia nene lempo.
= Precisa-se saber, se a osa sits na ra do Psdre
Floriaono, n. 62 esl i deiembaricada pira poder
subjeitsr-se a qualquer onus.
S0C1EDADETHEATBAL MELPOMENENSE.
O primeiro secretario avisa aos Senhores socios, que
buje 6 do corrente haveri sesso da sociedade ,
pelas 5 horas da tarde, oa casa de suas reuoiOes, na ra
Cruz, n. 5.
=0 abaizo assignado lendo, no Diario-novo, 1 decla-
rarlo do Sr. subdelegado do termo do Limoeiro so-
bre um escravo Manoei, responde, que oditoescra-
vo he pertencenteao inventario do finado Antonio Ma-
chado da Cunha do qual be o abaizo assignado testa-
mntelo ; o qual roga providencial a fim de que o
ditoeicravo veoba remettido paria cadeia desla cida-
de do Recife. Ignacio Nunes de Olireira.
= A direccSo da sociedade tbeatral Melpomenense
lem aberto uma subscripcao para com seu producto
toccorrer os Cearenses victimas da Tome e flagelloi
da secca e convida a todos 01 Srs. socios para coocor-
rerem com suas assigoaluras, dirigiodo-ie a caa do
thesoureiro-, ni ra da Crui, n. 43.
= Precia-se de mandar copiar certos papis com
brevidade eem boa lellra : quem a isto 10 propozer,
dirija-se a ra da Aurora n. 42 segundo andar ,
dai 6 as 8 horas da manbia e das 3 as 6 da tarde.
= Manoei Antonio Ribeiro embarca para fra da
provincia os seus escravos Filipe e Francisca, de na-
ci Angola.
Aluga-se uma casa terrea na ra da Concordia ,
n. 6 : a tratar na mesma ra n. 3.
= Oflerece se um moco portugus para osisoiro de
padsria ou de venda que de tudo tem bastsnte pra-
tica : quem de seu presumo se quizer utilisar, dirija-
se ra do Cal Jeireiro n. 60.
= Desejs-se fallar com aSenfaora Maria Virissima .
que foi recolbida do convenio de N. S. da Gloria, des-
la cidade e be irmia do Reverendo Lourenco Luii de
Carvalbo : em l'ra-de-Porlas ra dosGuararapes ,
n. 32, ou annuncie sua morada.
= O abaizo assignado doutor em medicina pela
faeuldadeda Babia, tem a honra deoflerecer seu pres-
timo medico ao respeilavel publico dcsta proviocia ,
oflerecendo-se igualmente a receitar gratis i pessoas
desvalidas, durante o espaco das 6 as 9 horas da ma-
nbia, em casa do sua residencia no primeiro andar
do obrado o. 33 na ra do Livramento.
Candido Gon^alve da fovha.
= Para ams de casa para cozinhar coser e lavar ,
trata-ie na de Manoei Coco n. 20.
- Arrendio-se duas grandes olariai em S. Anna ,
com berro dentro para toda obra e muito terreno pa-
ra plantsc5ei e 3 csiai sendo ums delta com com-
modos para grande familia com quintal contendo
muilos ps de larangeiras e de cal e bol cacimba :
a tratar em S. Jos do Maoguinho sitio de portio de
ferro defronlo da igreja.
Na ra do Hospicio n. 28, faiem-se ezcellentes
boliobospara cb de toda as qualidades e pti-
mos biscoutinbos, tanto d'agoa como docea.
= Deiappareceo, desde 1 Capunga at .> Recife,
uma cachorra branca com uma malha parda ; lga-
le a quem a tiver o favor de a mandar entregar, na
ra do Cabuga, n. 3, que ser bem recompensado.
AVISO IMPORTANTE.
O abaizo assignado tem a satisfago de annunciar ao
respeilavel publico, quo pela barca sarda Concoidia,
linda de Boston, entrada nesle poilo 00 pretrito mez
do fevereiro, ha recebido novo provimento de pilulas
vegetaes do doutor Rrandrelh.
Estas pilulas, cujo auloi basta para garantir sua ez-
cellencia, loroio-se asss recommendaveis, nio 16 pe-
la bem merecida oesajfcridade e repuUcia, que teem ad-
quirido, pelos miraWlhoioi beneficios colbidos de la
pplicacio em moleTiai grave; mas tambem por ser
um medicamento completamente inofiensivo : podendo
applicsrse a ambos os sesos, em qualquer idade.
Ao aoounciante cabe a gloria de asseverar so pu-
blico (o que j por mais vezes tem feito), quesioss
nicas veidadeiras Jeseu proprio autor, e por esta oc
cssiio, em beneficio da bumanidade, avisa a seus futu-
ros fregueses, nio confundi estas com esenvollas em
pape!, e lacradas em pelo, squaesteem gvtsdo oetta
praca intitulando-sa verdadeiras I
Os prelendentes eoco'ntrar as verdadeiras, nica-
mente na botica da ra da Cadeia-Velba, n. 36, de Vi-
cente Jos de Brito.
Antonio Joaquim Concilles GuimarSes relira-se
para fra da provincis.
Quem tiver uma preta, que seiba cozinhar o dia-
rio d" uma casa a engommar querendo aluga la 1 a-a
ee fin, em cas de p uc familia dirija-se a ra o'..
Livramento n. 11, ou annunri.
Lotera do S. Podro Marlyr
i t\c Olinda.
Contina n eslur venda nss lo jas le
cambio dos Srs. Vifira, c Manoei Gomen,
no bairro do lleeife e no do Sanio An-
tonio, as lojss dos Srs. Menfzes, na na
de Collegio, e (iismiio na ra HoQueima-
do, e as boticas dos Srs. Moreira Mar-
ques, e bagas, o resto dos bilhetes desta
lotera, cujas rodisterao osen infallivel
andamento no dia 17 do corrente mez.
Aluga-se o segundo andar da casa
n. ao da fu Direita, cotn boa vista, e
bons commodos; assim como o primeiro
andar do sobrado da itta da Senzalla-Ve-
Iha, junio ao Sr. Lasserre, muilo fresco,
e rom bons commodos l a tratar na ra
do Collegio, segundo andar, n. 14,011 no
Hecie, armazem de Bacellar, a fallar
com J. M ni-elliiio da Hnsi.
= Tem-se justo e tratado a compra de uma casa tita
na ra Velha do bairro da Boa-Viita n. 121 com a
Senhora D. Anna Juaquina Wanderley : le alguem le
char com direito na dita cata por bypotheca beran-
ca ou outro qualquertilulo, por onde piusa embaracar
a dita venda baja de annuociar por esta folha no pra-
zo de oitodias ; do contrario nio ser mais admiltida
reclamario alguma.
4= Precisase de 600$ rs. 1 premio bypothecan-
do-se 3 escravos ; e compra-se uma commoda de an-
gico em bom uso sendo por preco commodo : quem
liver, annuncie.
Precisa-se de um caizeiro babil, pira uma pa-
llara equeentenda de venda, dando fiador a sua
conducta : trata-se oa venda que fat esquina para a
ra do Rangel na pracinha do Livramento.
Roga-se aos Srs. Joaquim Matbias Vianna, Se-
verianno Bandeira do Mello Jos Joaquim da Cunha
Jnior, Antonio, caizeiro que foi do Sr. Movies e
Antonio de Barros de annunciarcm suas moradas ,
ou dirigirem-se a rui da l'raia, n. 7. N. mesnia casa
vendem-se 15 meios de sola da malta, e cal branca por
preco commodo.
Aluga-se a casa que se est concertando na pra-
5! ds Boa-Vis! annde lev yor Lopes : a tratar no pateo do Carmo, com Bernardino
Francisco de Azevedo Campos.
Agencia de passaportcs.
Na ra do Collegio,botica n. 10,eno Atierro da -
Boa-Vista loja n. 48, tiro-se passaportes para dentro e
fra 4o imperio,assim como deipachio-seeicravoi:tudo
o un brevidade.
O abaizo assignado laz scienle ao respeilavel pu-
blico que tem nesta data constituido por seus bailan-
tes procuradores aos seus genros e filbo Julo Nepo-
muceno Bsrrozo Joio Jos de Carvalbo Moraes, e
Marcolino Goncalves da Silva. Becife2 do marco de
1846.= Francisco da Silva.
= Quem quizer mandar litar roupa e engom-
mar dirija-se a loja do nico sobrado da ra da Vi-
racho que ser promplameote e com aiseio servi-
do por menos do que em outra qualquer parte. Na
mesma casa admiltetn-se oscraias, para te ensinar a
coier, fazer lavarinto, marcar e fazer lenda, por mo-
ai'co prjo.
Tranceln! de quilquer modelo, anneis, filas, flores,
adereroi, pulceiras, brincos, &c. ; tudo o mais bem
feilo possivel e por preco mdico.
Preciss-se de uma ama com muito e bom leite ,
que seja livre e desimpedida e que seiba bem pensar
uma crianca ; na ra da Praia de S. Rita sobrado
n. 1.
=a Veslem-se sujos para procissio com perfeicio,
e por preco commodo ; na esquina da ra do Cabuga,
junto a botica do Sr. Joio Moreira.
= Aluga-se um primeiro andar em Fra-de-Por-
tas ,- psssando o arsenal de marinha casa da esquioa
do lado da mar grande, n. 136.
Precia-se do um eocheiro que tenhs boa con-
ducta : na ra do Crespo n. 9,
= Na ra da Cadeia, o. 45, deseja-ie nher te nesta
praca eziste Fraocisco Moreira de Souza Meirelles: ou
quem do mesmo aouber fai o favor de dar noticias.
= Alugo-ie duas canoas de conduzir agoa em
bom estsdo ; quem tiver, dirijs-se a ra da Concor-
dia, caa da afericio.
= Precisa e de um eaizeiro para um deposito de
assucsrecsl. que se abri de novo : na ra da S.
Cruz'da Boa-Vista o. 60.
Compras.
=Compra-seumacadeiriohsem bom uso ; na ra
larga do Rozario venda n. 33.
Compra-se o livro Medicina Curativa da
tercoira edieio do autor Le Roy ; na ra de Apollo,
tanque d'agoa, n. 28,
Compra-se um moleque de naci, de 14 a 18
snnos sem vicios nem achaques de bonita figura ;
01 ra da Concordia caa da afericio.
=r Compra-se uma carroca com.pipa, para eon-
dutir agoa em bom estado ; na ra da Concordia ,
caa da afericio
I


Vendas.
B
, ni ra Jo Gri epo o.
Dial algo.Uo
14, lo|i dn
americano aul- de
= Vende i
Jos Francisco
vari de Inruura proprio para roupai de escrevos, pe-
l9 barato preco de 240 11. o covado; cortea de cassa-
ch.las. de bonitos pulidos a 2000 r. ; ricos pannos
encarnados para mesa, 2000 rs. ; panno entraado,
eom 9 palmos de largura, de luir., largas, proprio
para mesa, pelo barato preco de 560 r*. o covado;
franklim muilo fino e de dual largura, pelo ba-
rato preco de 800 ra. o covado metal casimiras de
Jisl'at, muito encorpadaa a 640 rs.; dita Je qua-
dros a 800 rt. ; bnn< frtooe/s, de lislrai a quadros,
muelo encorpadoa a 310 rs.; castor para calcas a
180 rs.; madapotSo enfilado fino. 5800 rt., cassa li-
sa soflrivel pelo barato preco de 320 r. avara;
outras muiUi f.iendn muito em conta e asieguran-
do-se aoa seohorea compradores ser fszeoda limpa e
lem defeilo
= Vendem-se dual negrinhas, uma de 12 annos,
eoutradeU, recolbidas ji e >aem a Iszeraomais.
orvicodeumi cna ; uma muUinba de 18 annos,
de muito boa figura para mucama de uma caa ; 4 es-
crasas dual cosem e engmenlo ; uma parda de 30
anpos ptima para ama de uma casa ; dous mulali-
nbos um du 15 annos, e outro de 17 de boas figu-
ro para pagens ; um moleque prca de 18 annoi
nlli-i.,1 1,. n.,ui,. ,. bom pagem ; um preto velbo,
por lOOj'rs. bom pira sitio : oa ra do Crespo o.
10 primeiro andar.
= Vend-seum moinbo grande de moer cafe"; 1
lorrador ; uma batanea grande com 6 arrobas de
pesos; um balcio ; 2 laiso novos ; tudo junto, ou
separado, por preco commodu ; no Ateno-da-Boa-
Vista 11. 2i.
=Vendem-se varios escravot, de 14 a 28 annos;
atrs da matriz de S. Antonio n. 16, primeiro andar.
= Vende se uma boa escrtva tedia, com habili-
dades propria para ama de casa de bomem solteiro ;
um moleque de 10 annos; tudo em coola : na ra
larga do Horario venda n. 37.
=\cnde-se uma padariaem muito bom lugar de ne-
gocio prompta de todos s prcparoi e utensilios qua-
ai novos com commodoi na mesma para mondia a
dinbeiro ou a prazo : a tratar na ra da Guia, n. 7.
= Vendo se, com meio eitio um trancelim coto
cadeia para relogio ; um alfinete de peito com dia-
mante ; umbotiode abertura, com diamante; um
annelio tambem com diamanto : ns ra do Queimado,
n. 57, le dir querri vende.
=Vendem-se 3 escravas de naci mogas, de bo-
nitas figuras ptima nui'.sndelrs! e ronrjag n*r in-
do o servico ; um mulatinho de 17 annoa ptimo
para pagem ; um escravo de naci muito poiiante ,
do 30 annos, bom serrador: na ra dai Cruzei, o.
22, legundo andar.
Vende-so um preto oficial de lapateiro de 32 a
3a annoi; na ra Real, ao virar para a ra de Henri-
que Das, n. 15, se dir o motivo da venda .ou na
ra do Amorim n. 41, a filiar com Manoel Ribiro da
Fonseca Braga.
Veode-se uma preta de bonita figura de idade
de 25 annos; engumma peritamente colinda e la-
va de varrella : na rus da Aurora cna terrea, n. 60. I
esto novoi e dio-ie mais em tonta do qoe ai miis ve-
es queie ti-mannuncisdo a 2# n. cada tamo: nao
na couia oais b.r.ta ; na travesa da Midro-de-De i,
n. 9.
= Vende-te uma mulatinba de idade de 11 an-
noi, drbonita figura sabe bem coser ; urna negri-
nha de 12 annoi, tambem cosa; um cabriada Je 10
annos; um preto de bonita figura, bem moco, per-
feito carreiro : no pateo da matrit de S. Antonio, so-
brado n. 4.
= Vende-se um sobrado de 2 andares na ilba de
S. Miguel, em uma das melbore ras da eidade:
tratar no Aterro-da-Boa-Vista venda n. 80.
= Vendem te ricos orteide vestido de fa-ends in-
diana imitando seda, o mais superior que Um ippa-
recdo tanto pelos bonitos padrdes como pelas cores
filas e pela muita duracao teu diminuto preco be
de 3000 n. cada corte ; mantas de seda para lenbora,
as mais superiores, que teem apparecido polo birato
preco de 3000 a 12f rs. cada urna ; sarja de seda pre-
ta para vestidos, a 1440 rs. o curado; dita bespanbo-
la larga e muito superior a 2600 rs. o corado ,
mein de seda de peso, brancas e pretil, a 3000 ra. o
par ; ditas pretal para bomem, a 21 n. o par; ditas d
algodao pretal pira bomem imitan lo sda a 320
ri. o (>ir ; meiasde linhn para hornera muito fins ,
a 500 rs. upar; furas pretal sem dedos 11 miis su-
periores que ha, a 1000 rs. o par; casimiras para cal-
en a 1000 rs. o covado ; dita elstica muito supe-
rior e de duas larguras a 4200 rs. o covado ; cuss-
chilas para vestido a 3f ri. o corte ; cambraiai; pa-
risienses ; chiles Ir mcezas largai e estrenas para
vestidos ; tudo por preco muito barato ; asaim como
um bom sorlimentode siendas para calvas e outras
muitat fazenda por preco muito em conlt: na ra do
Crespo, bjanora, c. !2, de Jos Jcaquim da Silva
Maia.
ss Vandem-ie doui bonitos pardos para pagens; 4
relos, ficellentei fscravos e bonitos; um cabrinba ,
de 10 annos; urna preta de bonita figura, cosa lava
e cotioha o diario de uma casa ; vendem-se lodoi em Catti
=Vende-se uma marqueza senielhinte a sopb, um
par de bancas e leit cideirn tudo d'oleo uma cama
de amarello bastante fornida e de irmacao moderna,
est prompta de cortinados de casia de bom gosto,
guarnecidos de franja francesa e tem enchargSe,
que tudo est novo, sem ao menos ter lido lavado uma
s vez, em razio de wrem feitos, ha 4 tnezei; uma mcia-
commoda de conduru' ; uma mesa de jantar, de pi-
nbo com gaveta, e o maia fornida possivel ; meioap-
parelho de loufa azul, do ultimo goito sendo 10 du-
ziaide pratoi tortidoi, uma terrina grande, com aeu
competente prato debaizo e colber 4 pratoi, 2 com
lampase dous sem ellas, dual terrinas pequenai para
moldo urna uladeira 8 pratoi traveso!, 12 copos
para agoa, 12 clices, duu garrafal, duas compo-
teirai, tudo de cristal finoe do ultimo gosto; um ap-
parelho para cb com 18 chicara* e pires de rimoa
pretos ; um par de lanternaa la*; e muitoi oulroi ar-
ranjoi precisos em urna caa que te vendero muito
barato, porque o dono retira-se deata provincia ;'ad-
virtindo que tudo tem muito pouco uio : oa ra Bella;
n. 15.
Vende-se urna venda com 01 fundoi, que convierem
ao comprador, no Aterro-da-Boa-Viita o. 54 ,
te promelte fazer todo o negocio a dinbeiro ou
prazo, com boa firma. O motivo, por que ae faz este
negocio be lio lmenle porque o dono da dita ven-
da pouco ou nada entende deite eitabelecimento e
a Vende-se mef de abeha" milo superior ;"oalB,e"nopor<,ue, tendo ouin. B88io nio. pode oc-
travossa do Arsenal n. 5.
= Vendem-se 3 compendios de grammatica portu-
guesa para uso do lyreo em bom estedo por pre-
co commodo ; na praca da Independencia loja de
tartarugueiro n. 34.
= Vendcm-ie ssccas de firinba fina e entre-fini ,
por preco barato ; no armaiem do Bailar # Oliveira ,
na ra da Cadeia do Recife n. 12.
=Vende-se no deposito da ra estrella do Roza-
rio n. 21 assucar raneo fino a 2560 rs. a arro-
ba ca80rs. a libra ; dito smenos, a 1920 rs. e
a 60 n. a libra ; dito mascavado, a 1600 rs. a arroba,
e a 60 ri. a libra ; cal moido, a 140 ri. e em grao,
a 120 ri. ; um moinbo e um lorrador em bom uso;
dual balances grandei e mais outra; doui pesot de duai
arroba at meia quarta ; um caizSo com quatro re-
partimentos ; uma caiza de pinho, com cbave ; 6 bar-
ricas pequeas; uma de farioba de trigo ; duas uru-
pemai a 80 n. ; um caizio de caf ; 3 laccoi vasios;
um candieiro muito bom ; saceos de diarioa ; papel
de embrulbo, a 1000 n. a resma ; 3 corredore; urna
mesa pequea qoe serve para alfaiale ; uma cama de
vento com um travesseiro por 3800 n.
= Vende-se superior farinba do Maranhio a 80
n. a libra e tendo de 8 libras para cima a 2/ rs. a
arroba ; na travessa do Queimado venda n. 3.
= Vendem-ie caiaea de pomboi bom batedore, e
de todat ai cores, por todo o preco ; na ra Form-
la n. 1.
Vende-se o muito novo e conhe-
cido vinho champagne, chegado ultima-
mente, pelo brigue rancez Heliopolis:
em casa de Avrial Jrmaos, ra da Cruz,
n. ao.
Vende-se a mais superior sarja
larga hespanhola, ios de linho pre-
tos muito superiores, lencos de se-
da de cores muito bons, pelo bara-
to preco de tino, e outras muitas
fazendas, por preco mais em conta
que em outra qualquer parte : na
pracinha do Livramento, boje ra
do Queimado, na segunda loja por
baixo do sobrado grande de tres
andares, n. 46.
Vendem-se dous quartos, sendo
um capado, os quaesc&t3oem boas car-
nes : na ra do Rozario, venda n. 1.
Vende-ie, aioda, a vida de S. Fraocisco Xavier,
4 v,; dita de Ir. Bartholomeo doa Mirlyret, 2 v. ;
cupar nesle.
ae Vende-ie um p;o para tipoia muito bem feilo ,
por prego commodo : oa ra do Crespo, o. 2.
= Vendem-tee ilugio-se bichas de Hamburgo de
superiorquaiidade, por prego commodo; na ra do
Trapicbe-Novo n. 26.
= Vende-ae uma preta de Angola de idade de 18
a 20 annos de bonita figura, nio tem vioio algum ,
eozinha o diario de uma casa he boa livsdeira de la-
bio e varrella engomma liso eolende de boceteira ,
e be muito fiel; uma dila crioula de boa figura, boa
cozinbeira tanlo de forno como de fogio cose bem
edio engomma soffrivel, e be boa refinadeira de
assucar: oa ra do Crespo n 12, a fallar com Jos
Joaquim da Silva Maia.
Vende-se uma caa meia-agoa, tita na ra Au-
gusta com 30 palmoi de largo e muito fundo ; 00
paleo do Carmo, venda o. 1.
= Veode-ae uma caa terrea na travesa do Lobato ,
n. 10, ao p do S. Thereza ; no piteo do Carmo, ven
da n. 1.
= Vende-ie uma moeda encaitoada em ouro de lei,
urna medalha, um coracio, 6 colhereide prata de lei ,
tudo lem eitio ; no largo do Carmo, venda n. I.
= Vendem-ie dual canoas tendo uma de 1200
lijlos e a outra de 800 ditoi; na ra dai Cruzei,
n. 42.
MUITO BARATO I
No Aurro-da-Bo-Vi$ta o. 10,
vende-se urja de seda beipinhola muito superior a
2000 ri.; grot de Napolei preto para vellido de leobo-
ra pelo barato preco de 800 rs. o covado; merino
preto, muito superior, a 3200a i) n. ; princeza mui-
to lina com 7 palmos de largura a 1400 n. o .co-
rado casimira de lia, com quadros e lutris, muito
superior fazenda e de lindoi pidrdei, a 460 rs. ,- brins
de linho com listras de cores, e muito fortes, a 320 e
400 rt. o covado ; dito pardo trancado a 600 n a
vara ; dito branco de liilraa a 240 rs. o covado ; ri-
cos cortes de chita a turca a 3800 rs. ; editas iinis-
siniet de padrei cbinezea, a 280 rs.; ditas rouzaa
avelludadas, a 200 ra. ; e oulraa de diversas cores fi-
zai, a 180, 160 e 140 ra. o covado; meiaa de teda
preta para hsmem muito isstjasiore, a la rs. o par;
los pretos, muilo finos, de marea pequea, a 4000 rs.;
ilgodSo trancado do listras, americanos, muilo for-
tes para roupa de escravot, a 240 ri. ; dito com van'
de largura pelo meimo prego ; franklim com 7 pal-
mos de largura a 1180 n. o covado ; e oulras muitas
fizenda por preco commodo.
Vende-se muilo superior potassa
da Russia, em barris pequeos, pelo mo
dico preco de aq\o ris a libra : na ra do
Trapiche, armazem de Jos Teixeira
Basto.
Ha um deposito de mechas photuhorcti, brasi-
leirai por preco maii em conta possirel, as tojas dos
Srs. Guedei & Mello no Recife roa da Cadeia;
Tbomai Pereua de Mallos Estima no Aterro-ei-
Boa-Viita.
conta : oa ra da Cruz, n. 3.
Tivolly da ra do Crespo.
ij |;ui aiag apas joiiadm ep emq uio3 soijno
'II M|uaqu;nb 0 |;ui osuio a tpai ap |os ep so.id
-iqa oiuoa stpuaiij isiinuj sumo a ; soaiuu ozop 1
' apsi t opui)iiui so5u9| i 1 m ai 1 11 iojujjuIjO a
i||mu snop a tpus||oq siaiu gadiJ ia)ut|0 siq|in8
I -ada itpaai aao|a8 lasoa ssirpoi aptataj) sao
lapoin 'uiiies ap s(|U soju| a ta|tqa ap O|uaian|ios ujmi uin '. opuoa o tai]
td a sojjrii sopejsu a iit| stzaMiaij isiiqs : opti
-oa o laaiuja oop a 'zaiptz ap sizaauij niip saiuu
aou a 101 nm sagipad uioa > anpiuai ion| sopaosij
! opaaoa o taeiid iiaui t oqaiq opoiiaqoy apstiiqa
! opasoo o atatiid oijtnb t oit ap soui|id moa 1
aid aiaauud opaaoa o statied oauo 1 itaiita-ojqoa
astania tud ijidojd oiinu taad|a optaos o *sj jiua
zai) 1 ainjt| ap soui|td moa oiejd pouaui opom
-ojoa oJaid lod 'toq ojiniii 'a|oquidsaq ajip i opttoa
o 'tj ||ui tnop 1 eoqirr uta icptoiiqtj it]ajd sslivs
Jtd o luaiuu stop a noques tiad ssiidojd s||a
uiai a sopap soiaai uioa saioa ap e ajaid pas ap tin|
! opitoa o iiaiu o ttaaitd oj)tob a opjisaa and sajp
az ap epat as-apuas 'ojaoiuy ap oait o iitd a\
-uajj uioa 'o|a||o^ op tni ap tumba tp ajo| tjij =
Potassa americana.
Vende-ie 1 240 n. a libra da oielbor a miis so -
va que eziste nesle mercado ; no rmeteos do lira
guei.10 p do arco da Conceigio ou a tratar com I.
J. Tasio Jnior,
:= Venue-au um .uLiauiiLo por (icii a 'Kii de
S. Bita o. 46: a tratar no Becife loja de Manoel
Goncalve da Silva.
= Vende-se uma duiia de cadeirss ; duas baen;
um loph ; um cioip ; uma meia redonda da meio
desala; uma dita de jantar ; urna consolada; um par
de mingas de vidro : 00 becco do Rosario, sobrsdo
de um andar com tres portal, n. 5.
No armazem do Braguei ao p do arco da Con-
ceicio vendem-ie bou batatal da ilba, a 800 ra. a
arroba.
= Vende-te rap imperial, em ibrai, meiaa ditaa i
oitava; mi lojai teguiotet: ra da Cadeia-Velha ,
dos Sn. Guedei& Mello ; ruado Crespo, loja da et-
cadinba ; ra do Quartel, de Victorino de Catiro Mou-
ra ; Aterro-da-Boa- Visti, deCaetaoo: o preco he de
2000 re, a libra e 30 ri. a oiUva.
MUITO BARATO.
=Vende-ie um pequeo litio a margem do Capi-
baribe com caa de vivenda coqueirot e Ierra para
plantar alguma oouia agoa de beber, muilo fresco 0
alegro com estrada pela Pamgem e pelos Afogidos;
II maii proporcOei se dirO 10 comprador: na ra de
Agois-Verdes, n. 2h
-Vende-se CERA EM VELAS, do Rio-de-Ja-
neiro em caitas tortidti, a vontade do comprador ;
COLLA SUPERIOR DA BAHA: aa ra da Seozal-
la-Velba* n. 110. #
= Vende-se umt cata grande e eom bons eommodos,
quintal bstanle grande e com varios arvoredus na
ra da (Jonceiclo, n. 14 : a tratar na dita caa.
= Vendem-se moendas de ferro pan engenhoi de
aisucir, pira vapor agoa e beitai de divenoa tama-
nbot, por preco commodo ; e igualmente taizat de
ferro coado e batido de todot 01 lmannos : na pra-
ga do Corpo Santo n. 11, em caa de Me. Calmont &
Companbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
= Vendem-se 4 eicravoa bont para o Irabalho de
campo ; um moleque pega de 18 aonoi officisl de
alfaiale, e bom pagem ; 2 mulatinhoi de IBaonoi,
de muito boai figuras pira pageni; um preto velbo,
por 100# n., bom para tribalhar em um litio e botar
enlido ; -4 preta* moca, duai engmalo coziobio
o lavio roupa ludo fazem bem ; uma parda de 35
annoi boa ama de uma cas* : na ra do Crespo n.
10, primeiro indir.
= Vende-ie por commodo prego um liodo jo-
go de gamio novo com libolat e copos de marfim ;
na ra Nova n. 40 das 6 as 9 bons da manbia e
dai 4 ai 6 di Urde.
= Vendem-se dout pretos peen 010(01 e de mui
lindas figuras, proprioi de todo o servico de casa e de
campo e al para pagent; na ra de Cadeia de S.
e tenhora ; bom b*z*rro8 de luilro ; bortegnip, ^
bomem e seohora ; um completo sortimenlo de
c*do :
cal-
o : na ra Nova n. 8 o na esaujoa da ru '
liuga n. 11 loj.11 H Amaral & Pmhairo.
-= Vende-te potassa asneriaoa, ltimamente e.
gada em barril grandes e pequeos; lencos pretu,
de K-di da India ; sotim pelo de \.aiu ; v0deei^
permacale de 4. 5 e6 em libra ; eera amarelU ; ,|"
godlo groiso para saceos ; tudo por preco corainodo
em caa da Matheus Auslms& Compendia oa mu a
Aifandega-Velba o. 30.
= Veode-se, na esquina da praca da Ind'pendiaeis
o. 39 uro completo sorluaeoto de '
ohora e meniuas; ptimo cb; 1
senbora honiem e padre ; sus
agulba douradst em carziohas ;
rap de diflareotaa autores; e todas as
preco* baraloi.
Vendam-se brins de coras muito fortesaSaQ
a 480 ra. ; dito branco, de listras. a 240 rs. ; Ij pi.
ra calen do melbor gosto pelo baraliisimo praca de
480 ra. o eovado ; cortei da caita eom 8 jardas cida
um a 2200 e 4000 rs.; lencos de cana pintada a Wm
cercaduras, a 240 a 320 rs.; esguiio de paro linho
1O00, 1100 e 1800 ri. ; cbitas aorlidaa. asourii,
brancaa, a 160 rt. o covado ; algodlo da hatraa tran-
cedat americano muilo forte proprio para calen,
camisas de pretos, pelo bom preco de 240 rs. a con,,,.
00 Aterro-da-ltoa-Viita, loja n. 14.
sr Vende-se uma boa casa de laipa bam (sita (l
princidal ra e Podras-de-Fogo por preco coaamo-
do ; tambem ta troca por um eicravo, dn idade san
achaques: 00 Aterro-da-Boa-Vista, labricade lico-
res, n. 86.
Vende-te uma eterav da Cotta moc, robos-
la faa o diario de uma aaaa e lem muita proptoijo
para ganbideira, ou quitindeira sem vicios nem
tebiquei : na ra deS. Franciaco a, 66, legando
indar.
Vendem-ie doui pardoi mogos, bom csrreiros;
um dito de 10 annoa ptimo para pigam ; 3 mals-
quesdenaeto, de idade de 18 annoi; 6 escrivos de
naci com bonitas figuns e bstanle praliea do ser
vico de campo; duas eterava, de idide de 18 a 22
inoui com vinas hitilidades, por preco commodo :
na ra Diraita, a. 3.
Vendem-se muilo bons charutos regalos, primo-
res cacadores e outras qualidadea em caizai de can
cbaruloi, da fabrica de Franciico Groa, na Babia; so
nico deposito, na ra da Crut, no Recile n. 26,
primeiroandar.
=Vende-se um preto de bonita figura da idade de
20 innoi, com principio! de canoeiro e proprio pi-
ra todo o servigo ; uma preta de idade de 18 1 20
annoi, deboniti figura muito lidia boa faradeiri
e engommideira : na ra da Cadeia do Recife, loja de
Joio da Cuoha Magalbiei
Vende-ie ni do Attu'; a bordo do patacho Con-
eeifio Tundeado defronte do trapiche novo, ou 1
tratar com Firmino Jos Feliz da Ron & Irmio 11
ra do Vigario n. 23, laguodo andar ; asaim cosso
farelo de Lisboa a 1280 rs. a arroba no caes da Al-
fandega irmtzem de Francisco Dila Ferrcira.
= Em can de Fernando de Lueca oa ra do Tn
piebe n. 34 vendem-se charutos de regala, Je
uperior quilida'de ultimamdnte cbegidoi da Baha ;
ditoi de Minilba em porco e a retalbo.
Escravos Fgidos
Antonio n. 25.
= Vende-ie cera era veln do Rio-de-Janeiro de
muito bom sortimenlo uiiis barato, que em outra
qualquer parla ; lirinbade ararula, a 200 rs. a libra;
cerveja mperior, a 360 ri. a garrafa : oa venda nova
n. 9, defronle do Paiteio.
= Vende-se na cisa de J. Cerdoso Avret, ra
da Cadeia do Recife uma obra publicada no Rio-de-
Janeiro m 1843 intitulada Diccionario de Medici-
na Popular, ou 1 medicina ao aloance de todn 11
cluses da sociedade pelo doutor Chernoviz 2 volumet
em qutrto contando 950 paginas, por 10f rs., bro-
chados, e 124 II. encadernadoi.
Relogioi de ouro patente inglez j elimina-
dos e approvadoi aqui vendem-se a dinbeiro por
preco muito baizo ; correotioba da ultima moda, pa-
drio= Principe Alberto = : e tambem um ebrono-
metro pira navio bem regulado : na ra do Trapi-
che n. 40.
= Vende le cerveja branca e preta de Londres fa-
brica de Barclay & Companbia a melbor que ba ;
ha um lote ajjppos estimado da branca que ae vende
mui barato para fechar uma conla; lamtem se venden
jiohos luperioret para gosto particular, sendo da Tena-
rifle, Hespanha e do Porto ; na ra do Trapiche ,
n. 40, caa do Cbriitopben & Domldion.
Vende-ie penada freica em saloura ; na raa
da Madre-de-Deo, armazem n. 26 defronlo da
gTeja.
= Vende-te a olaria da pnsigem do Caldeireiro,
da parle do Barbalbo com barro dentro para toda
obra boa baiza de cipitn onde entrad" aa miri ,
e ijuntindo se-lhe terreno sufficiento que admitte 12
a maia vacca de leite aooutlmente : a tratar na mei-
ma olaria com Anselmo Jos Pinto de Souzs.
s= Vende-te aetim de Maceo sarja preta hespa-
nhola mailo boa; niiiiiiisssi" -c liadospsd.-5es;J
loi pratos e braacos ; luva de pellica a de aeda ; cha-1
Fugio, na madrugada do dia 7 do panado di
eidade da Olioda, uma parda de noroe Coiaaa pire-j
cando branca por ser bastante clara cabellos corli-
dos e corridos estatura mediana, nio mal parecida,
olhot pretos e grandes tobrincelhai grositt, coa
falta de denles nfrente peitos grandes ps e maoi
regulares ; em um dos ps tem uma pequea ferida en-
tre 01 dedos, que nio deiztva andar bem; o dedo
do meio da mi direila, na ultima junta, he defeilooio
de um paniricio; representi 20 i22 annoide dso*;le-
vou alm da roupa do corpo, uma trouza com um ves-
tido de chita novo e ilgumn camisas sendo 3 de ms-
dipolio fino anda em folha e 4St n. em cedulss:
quem a pegar, leve a labrediti eidade de lindi. aa
ra do Paaso-Caitelb*no caa contigua ao taeitro ,
ou no Recife na ra da Aurora n. 12, que strt ge-
nerotimevjte recompensado.
= Fugio, no dii 30dejanoiro um escrivo criou-
lo de nome Roberto alio, tecco, barbido, ps grao-
dea cor preta beso esperto e por isso pode ser que
at ande calcado ; levou talctt de ritctdo azul, eos-
peo de aeda preta usado e maii uma troun de rou-
pa : quem o pegar, leve a ra da Concordia 0. 3 ,
que icr generosamente recompensado.
Fugio no dia S de agosto do anno p. p., uaii
escrav de nome Marcolini de afio Cambindi, bu-
lante alta, eara eomprida com todoi 01 denles, pe
bastante grindea mal leitoi a atornezados bem fal-
lante coitumi a beber mas nio cabe : quem a pe-
gir, leve a cidide de Olinda ra do Amparo, delron-
te da igreja do mesmo nome que lera generosimenle
recompenndo
Fugio, 00 dia de enlrudo uma preta ciiouli.
de oouio Florencia ; levou vestido branco e taia prel>.
panno da Coila ; eomtigoiea telo corpo eomo de be
zigaa teccit; foi eserava do fallecido padeiro Joio Ma-
luco na ra daa Larangeim ; a qual ae julge andir
pelo Porlo-dta-Canoai, cidide e eilradi nova, por tei
ah amizades : quem a pegar leve aa Cinco-Ponte,
venda n. 4, que aer recompenndo.
Deiipptreeeo ba 3 diaa, uma pirda sacn,
de nome Bernarda representa 20 annos de idade, 11-
hellos carapiobados, o rosto eom miren pretal da be-
zigas modemii, peitos grandes lecct do corpo ;
tem a onbi do dedo grande da mi eiquerda ileijaJ.
os dedoa doa ps muito pequeos a eieepcio do dedo
grinda.que be muito maior; andava vendendo fazendas.
e desappareo com o tiboleiro : roga-ie n autoridades
polica e eapities de campo de a pegarem e levarem
a toa sen hora 00 Cichiag, Severina Franciica da Cos-
ta ou oa raa do Queimado o. 62.
veos pre ios e oraaeo* ; luvas am pernea 00 teua cua-s ,,-
peo franeezM para bomem ;-ditoi de sol para homemJPERN. ; na typ oe m. p. de fabia loqu.
A^


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