Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08193


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Full Text
va
Aun de 1846.
Ter$a feira 5
O DIARIO publica-se todos os das que
nao forem de guarda : o preco da assigna-
tura lis de 4/" rs. por quarlcl pagoi adian-
larfos. Os annuncios dos assignanles sao in-
seridos a razao de 20 Is por linba, 40 rs.
,.,n typo di lloren le, "I repotices pela Hie-
nde Os que nao forem assignants pagao
80 ra. por linha, c 160 cm typo differentc.
PIIASES DA LA NO MfcZ DE MARCO.
Crcscente a 4 as 8 hor. e II mo. da t.ird.
LUa oheia las 11 hor. e28min da tard.
IMiji.-oanle a 20 as II h. e 37 ma. k man.
La nova a 27 as 3 hor. e 30 mi. da man.
PfMTOAS DOS CORREIOS.
Gqianna, eParahyba, Segd." e Sextas feiras.
Rio Grande do \orte, chega as quartas
feirasaoinclo da, eparte as mesmas ho-
ras as quintas reiras.
Cabo, Serinbaein, Rio Kormoso, Porto Cal-
vo.eMacey, no 1, 11 e 21 de cada me/..
Garanhuns c Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista c Flores a 13 c 28.
Victoria as quintas feiras,
01 inda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 9 h. e 18 minutos da nianha.
Segunda as 9 b. e 42 minutos da Urde.
de Ufarlo.
AnnoXXII N. SO.
das da semana.
2 Segunda S. Simplicio, aud. do J. dos
orf. e do J. do C. da 2. v., do J. SI. da 2.
3 Terca S. Cunegundes, aud. do J. do el,
da I. v. edo J. de paz do 2. din. d t.
4 Quarta S. Casimiro, aud. do 1. do civ.
da 2. v., e do J. de paz. do 2. dist. do t.
5 Quinta S. ThroSlo, aud. do J. de orf., e
.l.i l M dal. v.
ti Sexta S. Ollegario, aud. do i. do civ. da
1. v., i' .o J. de paz do 1. dist. de t.
7 Sabbado S. Perpetua, aud. do J. do civ.
da 1. v., e do I. de paz do 1. dist. de t.
S. Jo"
8 Domingo
oo de Dos.
CAMBIOS NO DA 2 DEMARCO.
Camb. sobre fandre*. 28 d. p. l/a60d.
Par* 350 rcis por franco.
Lisboa 105 p. c. pr. p. ni.
Dec.
Ourn-On
i ... ...*.' I i." V. |". i" ....
c. de Ict. de boa* lirma 1 '/, p. "/, mez
orneas despalilllas 31/000 a 31*500
Moeda de6#40l)vcl. 16*100 a I7H>00
,. droflnOiiov. I6,0ll a 161800
de 4^000 8SH0 a 9/000
Prata-Patacaes .... 1/W0 a 1)70
. Pesos Columnares 1*1160 a 1/180
> Ditos Mexicanos. 1/JOO a 1*920
. Prala Mluda 1/BlH) a 1/700
Acces da C do Heberibe de 50JO00ao par.

DIARIO DE PER1V AMBUCO
PARTE OFF.'CIAL.
Governo da -provincia.
_ EXPEDIENTE DO DA 16 DO FAMADO.
#OfficioAo commandante das arma, recommemlan-
' *o, declare Francisco Pedro Brrelo, alfares da quarts
claiie do exercilo, que ao gorerno imperial he que de-
ve pedir lcr.nca para ir rtiidir no Par.
DitoAo inspector da tbesourara das rendas provin-
ciaes, determinando, que por coala do lupprimenlo,
que he de costume fazer-ae ao hospital regimental do
corpo de polica, mande abonar 752j320 rs. ao com-
mandante geral do mesoio carpo. Parlicipou-te ao
commandante geral do corpo de polica.
DitoAo me.mo. ordenando, que ao delegado do
termo de Olinda mande pagar aconta, que I he enva,
do que elle despendeo com o sustento do preso senten-
ciado, Manuel Tbomai da Paixio. Paiticipou-ie ao
ebefe de polica.
Dito A' cmara municipal do Brrjo, validando a
arrematado do imposto da afericao dos pesos e medidas
do leu municipio pelo preco triennal de 36,) 000 rs. ; e
dndose por inteirado de se baver mandado arrecadar
por administracio o impoito sobre maacatea e boce
te i ras.
DitoAo inspector da tbesourara da hienda, orde-
nando a abertura de aisentamenlo de praca ao corneta
Angelo Pereica do Suu/a, engajado para urna das com-
panhias do quartobatalbio da guarda nacional do mu-
nicipio do llecife. Participou-se ao respectivo com-
mandanle superior.
Dito Ao presidente da xtraccao das loteras, deter-
minando, nao consinta no andamento das rodas daquel-
las, cojos Ihesoureiros nao hajio provado, por conbeci-
mento om forma, qne a laienda publica se acba pag
dos respectivos imposto. Parlicipou-ie ao inspector
da tbesourara da a/eoda, cuja requitiio deo lugar a
expedirlo desta ord ni.
PortaraReformando, no esquadrSo da guarda na-
cional de Nasarelb, os capitn Francisco de Korja Vi-
eira de Mello e Josi1 Filippe Correia de Albuquerque,
o tenente Francisco Rufino Correia de Albuquerque, e
o alfares porta-eslandarto Luu Paulino Vieira de Mel-
lo. P. rticipou-se ao chele da legiio de Naiareth, por
cujo intermedio forao estas lelormas proposlas.
Gommando das Armas.
Quartel general em Pernambuco, 19 de detembro
de 1844.
ORI1F.M DO DA If. 3.
O brigadeiro commandante das armas julga conse-
quente dar publicidade ao 8 do regulamento de 8 de
mai.i de 1843, concernenle as auas sttribuicoes, para
que os militares desta guarnicao cumprao estrictamente
o que no menino se acha disposto.
8. Mantera regularidade dos uniformes nao
consentindo, sejao estes alterados por qualquer pretex-
to, que seja ; nom que os individuos sol seu comman-
do imponho maior graduaran do que aquella, de que
gozio, usando de bordad, a, galdes, canotilboi, ou dis-
tinctivo de postoa superiores, e nem quo se apresentem
nosquarteisgeneraes, ou em actos de iervi{o, senao
com os uniformes eitabelecidos. a
4n tonto Correia Sera.
Conforme.
Jos da Silva Guimardes,
Ajudanle d'ordens.
Quartel general na tiiade do Retife, 27 de Janeiro
de 1845.
ORDBa DO DA K. 13.
O brigadeiro commandante das armas desrja, que os
Srs. ofBciaes, existentes neita provincia, ae penetrem
da verdade,deque ouso promiscuamente de distinctivos,
que aisig?!*? ;i mi''*' lido dos paisanos, be
improprio do uniforme dos militares do exercilo. Com-
prebeodendo a disposicio do 8 sob o artigo 2. do
regulamento de 8 de maio de 1843, transcripta na or-
dem do dia 19 do prximo pasaado mei todos os indi-
viduos, sob o commando do mesmo brigadeiro, inte-
resas quelles, que teem pretendido restringir tao ex-
prenivg comprebensSo, nao o compellirem a ohtervar-
Ihea mais fortemeote acerca do estricto cumprimento da
relerida disposico. Antonio Correia Sera.
Conforme.
Jote da Silva Guimares,
Ajudaote d'ordens
Quartel general na eidaie do Reeife, 26 de feviteiro
de 1846.
OltDKal DO DIA If. 85.
O brigadeiro commandante das armas faz Iranicre-
ver nesta ordem os artigos i." e 8,da lei n. 260 do 1.*
de deiembro de 1841, e i." do artigo 2." do regula
menlo de 8 de maio de 1843, em coniequancia de se-
ren mal eaeculadas, ou esquecidas to positivas dis-
posicGes pela mor parte dos Srs. ofliciaes reformados
Lei n. 260 do 1. de detembro de 1841.
Artigo l.'O governo, dentro do prazo de um snno,
que correr da data desta lei, organisari o quadro dos
ofliciaes do exercilo, e o dos da armada, marcando o
numero, quedeve laver em cada posto, e dislribuindo
os ofliciaes existentes em quatroclasses, saber: 1.a dos
ofRciaes eflectivos, que constituirs os quadros do exer-
cilo e armada : 2.' dos ofliciaes aggregados : 3 dos
ofliciaes avulsos : 4.* dos ofliciaes reformados.
Art. 8. Ficio revogadaa todas as dispoticoes em
contrario.
Regulamento de 8 de maio de 1845.
Artigo 2. Compete ao commandante das armas :
< 1 Cooimandar todos os ofliciaes. que compO in
as quatro classes do exercilo. estaiylecidas pela lei nu-
mero duzenlos e sesseota, dol de deiembro de I84J;
os ofliciaes de commissio, os de fra da linba ou pe-
destre, os honorarios de primeia linba, e os do ex-
tinctos corpos de segunda linha; todas as pracas de pret
perlencentes ao exeicilo, qur em actividade de ser-
vico, qur reformadas; e lodos oa individuos annexo ao
mesmo exercilo. Antonio Correia Sera.
Conforme.
Jos da Stlva Guimardei,
_______ Ajudanle d'ordens
PERNAMBUCO.
TRIBUNAL DO JURY.
SESSAO F.JI 2 DE M Aligo DB 1846.
Presidencia do Sr. doulor Ferreira Gomes.
As ll horas da manhls, feita a chamada, verifica-so
eilarem prsenles 44 Srs. jurados.
O Sr. Presidente : \ ai proceder-te ao sorleio do
conceibo, que tem de julg.ir o procesao instaurado con
tra o aecusado Antonio Filippe de Lima.
Feilo o sorteamento, e prestado o juramento com as
formalidades da lei, o Sr. presidente faz ao reo o te
guinte
A KAINHA JUARGOT. (*;
por vllriiiiifr Dtitnas,
QUINTO VOLUME.
CAPITULO X.
A CACADA DAITAHEIUA.
Carloa enntinuava a ler. Em su curiniidade devora-
", como elle ditia, as folhns, e cada follja, nos o ditte-
nma, ou por cania da linmidade que havllo cttado ex-
polias por muitu tenipu, na por oulro qualquer motivo
adhera i folha legninte.
Cnnaiderava d'Alencon rom olln.a eapanladoa eiae ter-
fivi I eupectaculo, enjo deifecho elle previo.
~- OI>! muriiiurnvn elle, quo cnum Su ai|iii aeonte-
,rr (.iminl en partira, eiilur-me-liii,*trii procurar
"n> tlirnno imaginarlo, em qu'antd quu Henrique, pri-
i'fir.i noliri da inuleitia do Cirio, ic citabclcteria em
'l'iMqiier prnca forte 8 vinto legoni da capital, eiprei-
''.rwlo p,ia |,rea q110 0 MMO ,,, ,iferece, e poderia de
un prrmda citar na Capital, do surte que, antes que
""i de Puloni* tivene tmenle a noticia da morlo de
nieii irmlo, ja a djnaitia citara mudada; he impos-
sivtl.
(*> Vid Dimri, n.' 49.
Eran calri pcniamentoi quo haviau dominado o pri-
meirn kenlimento de horror involuntario, que iinpellin
Francisco a luipender Carlos. Ern rno faialidade per-
severante que pareca defender Ilennque o peneyuir o
Vnloii, e contra a qual ia o duque ainda umn ver tentar
a reicclo.
Em um instante todo o sen plano icabarj de mudar-
lo a retpeitn de Henrique. Era Carlos c nfio alie que ha-
via lido o livro envenenado; Henrique devia partir,
mai partir condemnado. Logo que o faialidade acabava
de mtva-lo anda urna vei, era precito que Henrique r-
eoste, po/que era roenoa tcuiivcl rulando preio em Vin-
oenns ou na Baitilha, do que rei do Navarra i frente
de trinta mil honiens.
Di ivou, poit, o duque d'Alencon que Carloa acabte
o seu capitulo, e quando o rei crgueo a rabeca :
Meu irmiu, Ihe dase elle, eiperei porquu V. nia-
getlado m'o urdenou ; mal com grando petar meu, por-
que leiihn a diier-llic eouiai da maiaalla iniporlinoi.
Ali vai-tc au diabo! ditse Carlua, cujaa facas
deabutadaa te purpurcavio puuco e pouco, ou pelo gran-
de ardor que pau'ra na leilurn, uu porque o veneno oo-
Hieca v.i a oLrai ; vi-te au diabo .' ae tu veni fallar-me
aiwda d inrtnia couta. Partirs como parti u rei de
Pulenin. Detenibaracei-mo delle, diri-inbaracor-iue-liei
de li, e nem inafi uina ptlivra a til retpeilo,
Tambriu nlo lio da minha partida, meu irmiu,
disto Francisco, que eu vanho tratar, iui da de oulro.
V. magettade ferio o mea mai profunda cmaia delicado
senlimento, que he deiotacao que Ihe ounsagro rom,.
irmSo, a minha fidelidade cuma tubdilo, o lei.hu apeilv
pruvar-lbo, quo eu nao ou um traidur.
Vainot, date Carlua recostandu-ae no livro, Tu-
zando ai lernaa una mbre a nutra, o encarando d'Alrn-
BOii como qem cuntra eu cuituiue anua de p.ci-
encia, vaiuoi, linio alguui boalo novo, alguioa anu-
la cao fresca?
INTERROGATORIO.
O Sr. Presidente: Como se chama T
Reo: Antonio Filippe de Lima.
OSr. Presidente:Aonde eslava nodia2deoutu
bro do anno passado ?
/fo;Na Boa-Viagem.
0.5r. Prndente: Na occasio da aua prrtSo acha-
va-ieahi ?
Reo:Senhor sim.
OSr. Presidente: Nesse dia he que fui a aua pr i -
sao?
Reo:Senhor aim.
OSr. Presidente: Equal foi a ratio, por que foi
preso ?
Reo: A raiio nio sei diier a V.S.
O Sr. Presidente:Nio foi a ratio o tenido encon-
trado com urna faca de pona ?
Reo : A faca___taber tossa magettade que nio
era minha. i
O Sr. Presidente: Nio tenho ease tratamenlo...
Mat nio Ihe foi encontrada urna faca ?
Reo:Eu linha vindodoservico... ella nio era mi-
nha, derio-me para eu Irazer ao dono.
OSr. Presidente'Mas qual foi a mi daprisio ?
Reo: A razio devo dizer a vossa magestade... a m-
io foi por cauta da faca.
OSr. Presidente: Nio tenho tal tratamenlo, leriho
apenas um Y. me... Estiva com u faca na mao ?
Rio; Senbor nio, eslava no quatto.
OSr. Presidente: A faca era de pona ?
Reo:Tinha sido de ponta; eslava com a pona meis
quebrada ja.
OSr. Presidente: Nio sabia que era crime andar
com uina faca de ponta I
Reo:Saber \ Eic. que nlo (Udaridadt).
O Si. Presid nte:Nao sabia que era crime ?
Reo:Senhor nio, su o soubesse nio a carregava.'
OSr. Presidente d por (indo o interrogatorio, que
be assignado por duas testeniunbas, em contequencia
de declarar a reo, que nio sabia escrover.
O Sr. Eserivtto l as pecas do procetso, constantes
da confitsio do reo e do depoimenlo de sete lettemunlias
ile, vista, as quaes aneverrio ler sido a laca tomada ao
reo, no arto da prisio, e haver sido esta feila i noute ;
accrotcentando duas, que dilo ri'ncostumava usar desta
arma eembriagar-se, e nesle estado insultar eameacar
qui'm cncontrava.
O Sr. r. Promotor sustenta a aecusacio com es
provsa dos autos, e pede a condemnacio do rio no grao
mximo do artigo 3.'da lei deG deoulubro de 1831
(teis mezes de prisio); porte dar a circumttancia ag
gravante do 1." do artigo 16 do cdigo do processo
criminal.
O advogado do reo, o Sr. Rorgts Mendes : De-
fende-o allegando, que o reo nio linba conbecimento do
mal, nem inlencio de o pr.ilicar; que a tua estupidez
(Je que deo pmvos em audiencia), o prvate de conbe-
cer, que obrava urna accio contraria a le, trazendo urna
faca de pona; e que por conteguinle nio Ibepodiaser
imputado o crime; porque, segundo o cdigo, elle nio
exista quando te nio davio taes circunstancias. Am-
accenla, quo. ainda mesmo que nio procedi as ra-
zdei ponderadas, deve-so ao menos Hender ao estado
de embriague*, om que o reo te acbava ; oque, sen-
do urna das circumstancias allcnuantet,'deve concor-
rer, para que Ibe seja imposta a pena do grio mnimo
um mea de prisio).
Findas as allega{Ocs oraes, o Sr. presidente fa o ro-
tatorio da cauta ao jury,encabado este, entregaos que-
silos ao seu presidente, que, recolhendo-te com o con-
celho sala Jas conlerencias, sabe pouco dopois, com
verdict que declara baver o reo commettido crime,
com algumas circumstancias atlonuanles.
O Sr presidente, conformando-se com a declara-
do do jury condnmna o reo a um mei de prisio
com tmbalhos, e as cusas, tendo a metade paga pe-
la municipalidudc.
Sio condemnados em lOfOOO rs. de mulla, por te-
rem laltado sem motivos unificados, os Srs. Joio Pe-
reira da Costa, Joio Pires Ferreira, Candido Tbomaa
Pereira Dutra, Antonio Goncalves Ferreira, Jos An-
tonio Gomes Jnior, Joio li zorra Uonteiro, e Ma-
noel Jos dos Santos Araujo
O Sr. presidente declara finda a sessio ( erio 2 horas
da tarde); e convoca a de amanbia para ai 10 horas
do dia.
liorpRTiBiicr
RENDAS DA PROVINCIA, APURADAS, E COMO SE VAO. AT-
TttX'DE DO MINISTERIO EM FACE DAS NECESS1DADES DO
BRASIL. ALGUMAS PREYISES.
Em um dos nossos nmeros de dezembro do anno
passado, quando demonstramos pelo calculo as ren-
das o ili'spezns da provincia no auno tiuanceiro de
1843 41, e por senielliante motivo arriscamos as
observacoes, quo o momento nos suggerio, promel-
temos logo f.izer una resenta sementante do anno
de 1814 45, quando as arrecadaefles e despezas
desseannoacabassom do liquidar-se. Ellas se achilo
com efleito liquidadas em todas as repartices, e vi-
mos por isso agora cumprir a nossa palavra.
As repartices consideradas geraes renderflo, no
anno financeiro de 1844 45(do l.'dejulhode 1844
ao ultimo de junho de 1845), 3:131:036/371
Diversas despezas feitas por onlcm
dos diflerentes minislcrios, honora-
rios a empregados polticos, sunven-
ccs a pensionistas do estado, o ou-
tras............1:017:778/274
Sobra remettida para o Rio-de-Ja-
nero..........Rs. 2:1I3:258!097
(vio, acnhor. Urna certesa, urna conjiiraco, que
a a minba ridicula delicadeza me baria impedido do
vo-la revelar.
Um conjiiracio, diaae Carina. Vejaiuo-la.
Senhor, replionu Frnnciteo, cm quontu V. magea-
lade cicar junto ao rio c na plinieio de Veiinete, g-
ndara o rei de Navarra a flureita de Saint-Gerinain.
lima tropa de amigoa la u eapea, e ello devo rugir em
aua cumpanliia.
Ali I eu beni o labia, diaae Carlaa. Ainda urna ca-
Iniiuiiatinlin cunlra o meu pubre Henriajuinliu. Uraiatu!
deixa-lo-buia v miidi!
V. magettade nio piccitar esperar por muito lem-
po, a inenoi para an certificar ae u que tenho a honra
de diicr-llie be ou nflo una calumnia.
E comu aasim P
Porqne ota tarde nono cimbado ter partida.
Carloa ergueu-ae.
hiculii, diise elle, queru anda urna voz dar raoa-
iraa de acreditar na vonaa invencdei; na advirto-vos,
a ti a a minha at, cala be a ultima vea.
Depni levantando a vuz:
Cliamein u rei de Navarra.
Um guarda fez omovimento para obedecer; mti Fran-
cisco u detevo rom um signal.
Ho mao eito meio, meu iroilo, dite elle, pur eata
tuaneira nada iibereii. Henrique negar, dar uiu ig-
ual, o leu cmplice aerio aviaadoa edeaapparecerio;
e depoia minha mli e eu leremni aceandoi nao de
visionario, ma umbem do calumuiadorei.
Que queris va enito?
Que por amor do mitin fraternidada V. roagaatade
me eacuto ; que por aiuur da minha devotacio, que em
breve aera patente, V. inagotado niu atrpelo coil-
as. Fazci do aorto, Sr. que u erdadoru culpado, que
aquella que ha dum annu trillo pur inteucau a V. lua-
gealade, em quanto o nlo trana pur obra, seja ero fin
As eslaces consideradas provin-
ciaes rendrflo........602:314/190
Despezas da provincia, dentro do
anno............585:997/010
Bataneo a favor dos cofres da pro-
vincia..........Rs. 16:317/180
. nECAPrruLACAO:
Rendas da provincia pelas reparti-
eres geraes.........3:131:036/371
Rendas pelas estacos provincaes 602:314/190
Total.........Rs. 3:733:350/561
I .i forio mais no anno (nanceiro, que passou,
2:113 eolitos para o.sorveriouro do Rio-de-Janeiro, a
fin de engrossaras agoas impuras d'aquelle ocano
de desperdicios, no liom talante d'um ministerio
ignaro, sem nomo a sem sciencia, que he hojo a f-
bula das naces n.i Ivuropa, e a irrisilo do patriotis-
mo na America E o thesouro provincial de Pernam-
buco li i-, ni apenas com 16 conloa de res para pro-
vers i ni mensas necessidades, de que esla cercado,
c dasqnaesj n'outra oceasi.lo nos oceupimos! D'a-
qiii vem, que o numerario escasseia cada vez mais
na provincia, c particularmente na praca, as dividas
coulraliidas em boa IV, e fundadas em espranos
eastiMsmmkixtttastaisisemsi^samianminmsim^imimSm
remullendo criminlo por uina prova iufallivel, e pu-
nido cuiiiH merece.
Carloa nio reapnndeo; fui a urna janella eabrio-a : o
angue aubia-lhe ao cerebro.
Km fin voltaudo-ie vivamente:
Mas entao que faricia vP diaae elle. Fallai Fran-
cisco.
Senhor, responden d'Alencun, eu faria cercar a
florala de Saint-Germain por trea deilacamentoi deca-
vallaria ligeira, que a urna certa hora dada, aa unte ho-
raa por exeroplu, ae poriSo em marcha, e balerifo ludo
o que se arlia na floresta naa proximidadea da barraca de
Francisco I, qua cu una, como por aeaau, deiignadu
para a reuniiu do juntar. Depoia quando cu, louipra
nioiirando aegnir u meu faltiu, vieae Henrique deavi-
ar-ae, correra ao ponto de reuniiu, unde elle ae echa-
ra prcau com todoa o teua complico.
A ideia he boa, diae o rei; cbamem ci o meu oa-
pitiu das guarda.
D'Alencon tirou do gibio uro aaaobiu do prala, pon-
dente de urna radeia de miro, e aaiobiuu.
M. do Nancey apparecen.
Carlua foi-lho au encontr, e doo-llio aa auaa ordena
em vuz baixa.
Entretanto, o leu grande galgo Acteon havia agarra-
do urna prea, que elle rolava pela cmara, e deapeda-
cav.i ooni toda a forja, c com mil eatuuvadoa alto.
Cnrlu Tolliiu io, eaoltuu una imprecacio territel.
Kta presa que Acteon havia colhidu, era o precioso li-
vro d rae i, do qual, como ditsemo, a eziatiao trea
exemplarea no mundo.
O catiig foi igual i falla : Carlos travou de om chi-
cote, a correia sibilante euroluu o animal com trea vol-
taa, Acteon tolln um grito, e metleu-so deban de
una nie> cubera de uu grande tapete, a qua! Iheaer-
via de rctiru.
Apanbuu Carlua o livro, e vie coto alegra, que a Ihe
*
HaNk


m p
------
mentirosas, no poJem ser aatisfeilas, os pontos e himelhor prefacio, do qae cipidt e ti de ferro, na
ns banca-rotas no commereio ostentSo-se com urna
impavidez de estremecer ; e como se tudo isto nao

I
fiira bstanle* ruinse ainda os nossos malesdeves-
sem subir do ponto, para espiarmos a culpa, que te-
mos, com as dcinais provincias do imperio em nSo
haver resistido at hoje de um modo legal as deci-
ses impensadas d'um governo, que desconheco os
maistriviaes preceitos d'economia, d'administracao
ed'ordem publica ; chovem nesta provincia c n'al-
gumas outras do imperio carnadas e carnadas de c-
dulas falsas, para corarem o infortunio comecado,
e tcrminarem a desgraca do povo; e at a nalureza,
com avariedade d'accidentes athmosphcricos, que
hfmroberto o interior do nosso solo, ha dousannos,
vaijiincando de esqueletos derribados pela fome os
sertes do Cear e do Rio-Grande-do-.Norte, como
se a Providencia nos quizesso assim castigar por
tanto escndalo e tanta abominacflo, que, em nome
da libcrdade e por amor de tediosos caprichos nd-
viduaes, se cstflo entre nos praticando, e promcttem
praticar.
Apora, sai hilo os nossos subscriptores, e saiba o
Brasil todo, que a importarlo desta nossa provincia,
no anno comniercial (indo, ren leo per si s nos co-
fres do estado a quantia liquida de 1:798:*79#D00 ris,
i; que o rendimento da exportacSo neste mcsmo anno
apenas chegou a 4-29:077OOO rcis; do que se depre-
hende : t., o decrescimo progressivo dasreme'ssas
parafra neste anno, comparativamente aos passa-
ilos ; a>, o desproporcionado deficiente das vendas
taitas, a par das mercadorias recebidas. No entan-
to, que faz o governo actual, quando recebe seme-
ntantes clculos das provincias, ou os 16 nos jornaes,
que os revulso ? Que faz elle para minorar a afflic-
C~ffo do povo, para tornar menos amargas as priva-
rles, por que passamos, para fazer cessar asquei-
xas, que de lodos os lados se IcvanUIo contra tanta
impericia e tilo vergonhosa impassibilidade? Ter
elle propqsto s cmaras alguma medida de salva-
rilo, que possa subtrahir o paiz catastrophe, que
i ameaca:' Ter organisado em gabinete algum
systema d'agricultura protector, cujos principios
luminosos sejiio os que a scicncia proclama hoje,
para que a trra nio pareja infecunda, ese reparcm
asseccas, que desolflo o Norte ? Tentou elle j or-
ganisaro trabalhn, desenvolver industria, eaca-
bar seriamente com o cancro do papel-moda ? A'
1." deslas quesles respondo elle com a indifferenca
do egosmo fri e descuidoso ; 2.' rom os seus ul
timos relatnos aocrpo legislativo, famoso monu-
mento d'inepcia, e de prcguijosas banalidades ; a
"1." com a violencia, que costuma insinuar, no seio
inesmo das cmaras, cada vez que se trata de elei-
roes populares ; 4.' com a ausencia de todas as
applieacflcs iFeconomia, e das maisconhecidas con-
veniencias locaes ; 5." com a ignorancia de toda a
sciencia social, e do brilhante destino, a que o Bra-
sil liccliamaii naordein da Providencia.
F, a capital do imperio, e as provincias do Sul e do
Norte, e o commereio e a lavoura, e o rico e o po-
bre, todos se resignflo pacientes administrado dos
desperdicise da ignorancia, poracatamento ao So-
berano, a quem adorno, c mflo de i>f:os, queosfla-
gella. Felizmente, nos acreditamos com todos os
homens sisudos, que o imperio do furor n.lo ser
longo, eque a razilo pensada e serena vira em bre-
ve reparar todos os males, que o commereio, a agri-
cultura e o povo soffrem. Se isto nao acontecer, ou-
traseraavoz de dos no territorio.
YliscelIaniNi
COPIA DE UMA CARTA .
J)eS. Vicente, do ir rudo Ion: de Ancheta para opa
dre mestre Diogo Laynez, preponto aera). 16 de
abril de 1503.
( Continuarlo do numero antecedente.)
Esta guerra foi cuma de muilo bem para os nouoi
antigos discpulos, os quaes lio agora 'oreados pela ne-
cessidade a deixur lodaa aa auai habitarles, em que te
haviio eipartido, e recolherem-se todo a Piratininga,
que elles meamos oercro agora de novo com os Porlu-
, iic/rs, e eiti segura de dol o embelo, e delta manei-
ra 11 ilwn ser ensintdoi Das coutai da f, como agora
se l.i/, havi'ndo continua doutrina de dia a mullirles,
o de noute aos bomeni, que concorrem quaai lodos,
bavendo um alcaide, queosobriga a entrar na igreja ;
leiii-sej.i baptisado e casado alguns deHea, e proseguo-
6o a nicsma obra com esperanca do maior fructo ; por-
<|uo ostes iihii teem para onde ae apartem, sendo inimi-
laclos com os seus, e estando sempre junto de nos, como
Bfor esli, nao podem deiiar de tomar os costumea e
vida rbrislia, ao menos pouco a pouoo, como j se tem
comecada. Parece-noi agora, que eslo as portas abor-
tas nesta capitana para a convereo dos gentos, se Dos
Nosso Senlior quizer dar'maneira, com quesejio pollos
debiixo de jugo, porque para este genero de gente no
aunai!....... .....
fallara urna fulha, e que esta meiraa nao era do texto, e
un nma gravora.
Fcchou-o com cuidado em um armario. D'Alencon
obaervava-n inquieto. Agora que a ao lerrivel minio
ciar.i deaempenhnda, quitera que esee livro aahine daa
mina de Carloa.
Der.1i> aeia liorna.
Era a cni que Carloa devia deicer ao pateo, que eatava
epinliundo de cavallo magnficamente jactados, de ho-
meni c niullierea ricamente vellidos. Ua caendore li-
nliio no punhii na leua falcea coro caparlo ; alguna pi-
cad, un linlio butinaa a liracnl, no coao de que o rei,
fatigado dn caca d'ollancria, como algumat vetci a-
eonlecij, quiteaae peraeguir um gamo ou um oabrilu
niontei.
O rei deaceo, depoia de fechar ohave a porta do aeu
gabinete d'armaa. D'Alencon aeguia-lhe todos oa movi-
inenlos com ordenla olhar, o vio-o inctter a chave na al-
gibeira.
Ao deacer a escada, parou, e levou a niio fronle:
Nao ei que lenbo, diaae Carina ; moa aclio-iue
fraco.
Aa pernea do duque d'Alcncon nio tramito meooa que
aa do rei.
Com effeito, balbuoiou o duque, parece-me que o
lempo proniette trovnada.
Trovoada no mes de Marco, diaae Carloa, ealaia
doudo 1 Nio, lenho vertigeei, a miaba pello eaia serca;
eatou fatigado, lie o que he.
Depoia em racia vut:
Ellea ho de matar-nie, coiiliuuou ello, cni a
aeua odios, e aa auaa oonapiracfica.
Mua ao i'r u p no pateo, u ar fresco da mam ->a, oa
grilus doa cacadorea, aa ealrondoaaa eaudacoee do cen
pcaanaa rcoiudaa, pruduiirlu ero Carloa o aeu effeito or-
dinario.
1 qusl mais do que em nenhuma ootra be oecesiario, qoe
68 cumpra o com pe le eos intrate Vivemos agora
nesta esperanca, ainda qae postoa em perigo, por estar
toda a Ierra levantada ; e como sio ladrees de casa, em
cada dia veem asssltsr-oos pelas fazendis e caminhoj.
Entre oulros beos, que a divina bondade loube tirar
desta guerra, foi um, quo se bapliiario e ajudrio
bem morrer alguns escravot dos Poilugueies, quedes-
tas povoacei martimas nos viiao darsocrorro, mu ja
depois de acabada a conlenda, os quaei enfermarlo de
graves febres, e, acodiodo aoi sangrar, acharamos uns,
que tinbao nome lmente de ebristios, sem o ser, por
Krsnde descado de seos senbore outros. que em to-
da a sua vida nunca hsviio sido confessailos, nam ensi-
nados as coosaa, que haviio de crr a obrar, assim
terilo inomdo, se por estes meios nlo Ibes procorasse
Dos a sua selvaclo, levsndc-oi a Piratiniffga, onde pe-
la graca do Senlior teem os irmios grande vigilancia so
bre estas cousas.
Tambem os Indios, que por (orea haviio sido leva-
dos dos seus, regressarao alguns psra nos, e psrece de
muitos que nio vinbio mais que a buscar sua sal vacio,
porque dentro de poucoi dias mnrrilo, recebido o bap-
tismo, tanto innocentes como adultos. Morreo tambem
o nosso principal, grande amigo e protector Martim
AJIonio, o qusl depois de se baver feito inimigo de seus
proprios irmios e prenles, por amor de Dos c ds sua
igrejs, o depois de Ihe baver dado N. S. victoria de seus
inimigos, estando elle con grandes propsitos, e bem
determinado a defender a causa dos chrislios, e a nos-
ii cata de S. Paulo, que bem conbecia ter sido edifica-
da em sua trra por amor delle e de seus filbos, quu ilur -
ibe Dos o galardio de suas obras, dando-lbe urna do-
enca de cmaras de san^ue, na qual como nio houvesse
signil de melhoria, mandou chamar um padre que to-
dos os diai o visitava e curara : confessou-se e no outro
dia se tornou a reconciliar com grande sentimento de
sus vida passada, e de nio baver bem guardado oque
Ihe bsviamos ensinado, eisto com tsntosenso emsdure-
za.que nio pareca humen) do Brasil. Fez seu testamen-
to, edeixou recommeodado I sua mulber e filbos que
seguissem nossas pslavras e doutrina ; e em dia da na-
lividade du N S. Jeius-Cbrislo morreo, para nsseer em
vida nova de gloria, como esperamos. Foi enterrado em
nosss igreja com muita honra, acompanhando-o todos
os christios portugueses com a cera de sua confratis.
Ficou toda a capitana com grande sentimento de sua
morle, pela falta que sentem, porque eite era o que sus-
tentava lodos os outros, cnnhecendo-se-lbe muilo obri
gados pelo Irabalho que tomou em defender a Ierra ;
mais que lodos creio, que Ibe devemos nos os da com-
panhia, e por isso determinou dar-lbe em conta naoa
de bemfeitor, mais anda de fundador e conservador da
casa de Piratininga e de noisas vidas ; porque, bavendo
elle a|udado a faze-la com suas proprias mies, e baven-
do-nos ajudado a sustentar logo em principio de sua
fundacao, quando nio haviio Portugueses alguns, ago-
ra o quir. faier Dos nosso defensor, e poz em sua mi a
vida de dei irmios, que no lempo da guerra nos acha-
ramos em Piratininga, e lodo o mais povo dos Porlu-
gueies ; e pos em suss mos, digo, porque quasi lodos
os daquella comarca, que se recolberio comoosco, de-
pendiio delle ; e se quiesse consentir na maldade dos
seus (como lies mal pensarn) pouco bouvera de faier
em nos matar e comer. Creio que basta isso para dar a
entender a obngacao, que lemoslodos.de o encommen-
dar a Nosso Sen luir. Praza sus divina bondade de nos
abrir porta para se faier algum proveito na convenio de
tanta agilidade, que ba nesta trra.
Temos proseguido em nossos coslumados ministerios
de doutrinas e conlisscs com os Indios e escravos, assim
em Piratininga como em outros lugares martimos, oc-
correndo i urnas e outras partes segundo as necesida-
des presentes, do que sempre se colbe algum fructo :
pregando tambem o padre Manoel da Nobrega aos Por-
tuguezes, emprentando oestes e noutros trabalhos em
servico de Dos Nosso Senhor a saude, que sua divina
bondade se digna communicar-lhe, a qual ao presente
he muita, e mais do que esperramos que fosse, segun-
do as graves eofermidades em que eslava, como j se te-
ri sabido pelas carias anteriores. Bemdito seja o Se-
nhor em seus dona.
Nesta quaresma se tem soccorrido a villa de Santos
que he a principal habitacio desta capitana, com um
sacerdote e um irmio interprete para a doutrina econ-
fissao dos escravos, onde estiverao quinte disa somonte,
para poderetn acudir a outras partes; os quses lori
lio bem empregados, que desde manbia alegrando par-
te da nuute se oceupavio em conQssdes, fatendo-se dou-
trina de manbia e de larde a todos o* borneas e mulbe-
res, quantos vinhio ; e de noute em especial aos escra-
vos. Logo que souberio que eramos chegados para os
ensinar e conlessar, concorreo grande mullidlo delles
l
da fairodas, com grandes desejos de confessar-se. E o
melhor he, que, como nio abem osar de multas corte-
lias, oem baver respeito mala qae sua devocio, pou-
co se Ibes di se estamos caneados, se temos necessidade
de somno ou nio ; e assim se confessrio muitos delles
nos quinte dias, qae all esllvemos, com multo proveito
de suaa almas ; e como nio tenbio tantos embaracos,
era curem de mais qae deservir a seas senbores, al-
gaas delles, JA casados, guardio do bem, e estimando
mullo as lea do matrimonio, outros sollelros, veocendo
muitos encontros de tentscSes de diabos encarnados, e
daodo muilo crdito ao que Ibes eosioatnoi, Dio duvido
de anlep-los a seus senhores, os quaos commammeote
cada vet mais te embarelo com diversos gneros de
impedimentos, com o que nio podem nem querem ad-
mitlir o remedio, que se Incllnao a dar-Ibes os da Com-
panhla, e assim recorrem a outros melos, que Ibes ci-
eatriiem ai chagai por cima, dallando dentro a sanie
eorroiiva, que penetra at as eotraobas. Alguns ha,
com todo, que se coofesiio e cotnmangio amiudada-
mente com os padrea, teguindo em tudo leu parecer e
saudaveis conselbos para suas almas.
Completos quinte das, qae estlvemos na villa de San-
tos, onde se coofessou grande parte dos escravos inu-
Iheres dos Portuguetes, que sio sempre mais devotas
que seus maridos, olamos a este collegio de S. Vicen-
te, e d'aqui partimos logo a outro lagar chamado Ita-
ebaem, seis o ete iegoas pela prala, que he fronteira
doi Indios, que agora le levantarlo, onde ti re bem se
mudirao para morarem com os ebristios daa aldelas de
Indios, matando alguns dos malfeltores, qae tambem
vlnbio sobre aquella povoacio, e agora teem caas feitas
de novo Junto aos Portuguetes, desojando ser entinados
e baplisados ; mu por falta de interprete nada le pode
fater ao presente ; e nesta villa temos estado ootra parte
da quareima, occupando-ooi nos mesmoi exerclcios de
entinar e contestar tenhore e escravos, de dia e de
noute, com grande irabalho, porm meiclado de mull
consolicio de vera diligencia, que teem osescrivos aro
acudir das fuendii, em que esto derramados, a con-
leiiarem-so, e quanto bom cuidado teem em guardar os
miodamentoa de Dos.
(Coaiittzar-ii-/ij. )
1.
promptificando um eicellento drama do grande
-Abbade IMiteitaiio intitulado
NABUCO DO NOZOR TRANSFOBMADO
EM BHUTO.
i.' parle.
O eonho de A abaco do Nozor.
%
Daniel aneado no lago dos Lees.
3.'
Os meninct da fornalka ardinle. -
4.'
Livramento da casta Sutana.
3.'
Deiiruic&o do dragSo de Babilonia.
Este excorente drama heextrahido da sagrada es-
cripta, captulos 2., 3.*, 4., 13* e IV do livre d
Daniel propheta.
A sociedade tem resolvido nlo por em letai ae
alguma sem estar sabida da cor, e argumentada : tten-
dendo, que oa camarotei da 3.* ordem alo oecupadoi
pela classe menos abastada, estes passio a ter o preco
do 2,000 rs., e nos camarotes, que sa tomirem por u-
signatara,ie abater dez luslOes em cadi recita, a,.
ligni-ie no botiquim unto ao theatro.
O dia do 1.' eapeeiacuio le annuociar peiaa foiiu
publicas.
COMMERCIO.
Seu primeiro ulbar fra paro procurar Henriuue.
Ene eil. va junto a Margaridn. O Unua elocuentes ea-
poaoa curoo que le nio podjlo wparar, tanto aea-
uavlo!
Ao aviatar Carloa, Henrique fui polar o aeu cavallo, e
em trea ourvetaa do animal acbou-ae aop de aeu cu-
n liado,
Ah ah! diase Carloa, ealaia montado como quom
v.ii aoe gainoa, enriquinho. Entretanto bem tabeii,
que be urna cacada d'altaneria que fatomoa boje.
Depoia, em esperar rcepoeta :
Partamoa, moua Sra., parlainoa, oontinuou o rei,
com aobr'olho carrrgado, e tora de vo* quaai ameaca-
dora. He neccaaario quo ai nove horae eatejainua na
obra.
Calherina ludo iato obiervava de urna janclia do Lou-
vre, onde por una cortina levantada ae Ibe via a rara
paluda e hypocrita, < ni quanto o oorpo veatido de preto
deaoppareoia na penumbra.
A' ordem de Carloa, toda eaaa mullidlo, donrada, bor-
dada, perfumada, com o rei frento, ae oloogou para
paaiarpeloi poatigoa do Louvre, ecatendeo oumo una
trrenle pela estrada do Saint-Germain, no nielo doa
vivaa do povo ao joven rei, serio e penalti vo, montado
no aeu carillo maia alvo do que a nev.
Que voa diue elle? perguntuu Margarida a Hen-
rique.
Motejou-sne aobre o ineu cavallo.
Poia a iaan P ,
Nada maia.
Elle enlo labe alguma oouta.
fieoeio iaao.
. iejainoi pruaienlea.
Ilunrique moilrou no roito um deuei aorriaoa oheioa
de finura, que Iheerlo habituaea, e que querilo diter
eapccialmente para ^Margarida, fici aueegada, iu-
Alfandega.
Hkniiimrnto do DU 2.................1:189*243
DucarregaO hoje 3.
IlrigueHeliopolisbacalhao e batatal.
HrigueJunocanos de ferro.
liriguu Ameliabatatas e cebollat.
liiiguoGlaucusmercadorias.
Hrigue Constantino\tm.
HrigueCondaridem.
Palacbo C.-H.-fogerifarinba.
Consulado.
BENDIHRNTO DO DIA 2.
Geni............................ 277990
Provincial.......................... 37*151
315*141
Aloviiuentu do Porto.
Navios entrados no dia 2.
Ballmore; 48 din, patacho americano C.-II -Rogers,
de 178 toneladas, capillo Hawei Paiker, equipi-
gem 8, carga farinba, fazendas e mais gneros; a
II. Foster & Companbii.
Babia; 8 din, polaca urda Fiametta, de 15i tone-
ladas, capillo Jos Vigo, equipigem 12, carga as-
sucar e coaros; a Jlo Piolo de Lemos & Filbo.
.'Vacio sabido no mesmo dia.
Rio-de-Janeiro e S.-Calharina; biate braiileiro Ma-
iia-Firtnina, cipilio Jlo Riymundo da Rota, car-
ga varioi gneros. Passageiros, Antonio de Souza
Mello. Jos Joaquim Moreira, Maximiaoo Jos Pe-
reira Pacheco, e 10 escravos i entregar.
PRODUCgAO LITTERARIA.
Publica-se na cOrte do Rio-de-Janeiro semanal-*
mente um folbeto sob o titulo
OS MTSTER10S DA INQOISfClS
E outras sociedades secretas de Htspanka,
contendo cida numero oito pagnat do formato de
oitavo francei pelo preco de 160 ra. pagoi no acto
da entregi. Acbio-ie j publicado! 20 foibetot, qM
terao didot pelo preco eslipulido a quem isaignar pelo
resto di obri que ao todo comp5e-se de 80 folhetoi.
lis entre nos tanta falta de eieriptos a retpcitodi bis-
ria da Hesptnha, e dos horrorosos actos all praticados
pela inqunelo,e lio netla obra expostoa com tanta cla-
rete algum delles que suppomos far urna boa acqui-
sicio qualquer, que delle se quizer prover : icquisieio
Unto mais ficil quanto be lio diminuto o preco ds h-
signitura. Subscreve-se ns praca di Independencia,
ivriria n. 6 e 8.
Avisos martimos.
Declaraca.
COMPANHIA DO DEBIRIBE.
Ocaixa da oompanbia do Bebiribe, tendo de prestir
contal a administradlo, pede aos Srs. accionistas, hajio
de realisar quinto mtei pieslaco de 6 por ceolo, l-
timamente pedidi. Oeaiis,
M. G. da Silva.
THEATRO BUBLICO.
A nova lociedade damalica,erecta no tbeatro publico,
= Quem tiver contal a reeeberdo brigue inglet . ry-ffounsetl, queira aprsenla lai al ai 10 bornea
dn de boje 3 do eorrente em can dot coniig-
nsisrios N. O. Bieher & Companbia na re da Cru:,
n. 4; poii que estes nio te responsibilislo por quiet-
quer contu que Ihei lejo ipreseotidas depois desli
non.
Leildes.
i M. Cilmont & Companbia fario leilio par in-
terven? io docorretor Oliveira.de 315 liteieom tinta a
oleo, verde e branca 2quartolasde oleo de linhac,
1 dita de agoa ra: boje, 3 do correle, as ll
boraidi manbia em ponto no armazem grande di
casa onde morou o Sr. cnsul porluguez, iui de Apoffa
Avisos diversos.

o=Cirlos Dubois, relojoeiro, retiri-ie para fon di
provincia: e, querendo liquidar, vender de hoje em
diante relogioi de todis es quilidides pelo preco do
cuito, assim como aviamentos de relojoeiro e ferrameo-
tas, etc., etc. Por cita occasiio pede s pessoas. qui
leem relogos pin coneertsr ni la officina, bajo di
o mandar buscar para evitarduvidii: pede tambem as
peisoas a quem dever, que Ibe apresentem suas contal
pan serem pagas; e as pessoas, que Ihodevem, que Iba
mandem pagar seui dbitos.
= Quem icbou um menino perdido no da 2 do
eorrente, de cor parda, rollo redondo, olhos pequeos,
e nariz tambem pequeo, filie com o Sr. Joio Piu-
lo, no Atlerro-doi-Alogidoi, n. 120.
= Jos Francisco Mamede de Almeida, Brilleiro,
retirase para o Rio-Glinde do-Sul com sua familia,
comante de sua mulber, Miria A Ivs Guerra de Almei-
da. seu filbo menor, e seus escravos de nome Marii,
cabra, Marcelli, e Perpetua, pretil, Victoria, eriooli,
Francisco, cibn, Manoel, crioula, e Antonio, preto.
= Precisa-se de um escravo ou escrivs para endrr
szeile de carrapito ni rui, dindo-ie 320 por cnida,
de vendagem: ni ra Direita, n. 18.
uha imiguinbi.
Calherina, logo que tuda a comitiva aahio do paleo do
Louvre, deixou cahir a cortina.
Maa nlo Ihe bavia escapado ama couia, era a pallidet
de Henrique, erio oa aeua ealremeeiroenloa nervino,
erlo aa iuaa conferenciaa era vot baita com Marga-
rida.
Eatava Henrique paludo, porque, nio tendo a cora-
gem aanguinea em lodaa aa circumelanciai eni que a
ua vida oorria perigo, o aeu aangue era vet de Ibe iu-
birao cerebro eomo loonteco ii gente arrebatada, re-
flnia-llie ao cmelo.
Senta ealremecinsenina nervnaot, porque a maneira
com que Carloa e recebra, lio differeale do aoolhimen-
lo habitual que ihe fatia, o bavia violentamente aba-
lado.
Tinhi oonfereneiado era fim com Margarida, porque,
eomo aibemoa, o marido ea mull t haviio feito, a rea-
poilo da poltica, unta allianca uffenaiva e defensiva.
Calherina purera interpretara por oulro modo aa
ooeaaa.
Daata vet, murmurara ella coas o aeu sorriao flo-
rentino, creio que o charo Henriqoinho tegurou-o. ;
Depoia de paaaadn um quarto d'hora a fim de dar tem-
pe a que toda a cacada ae poteaie tora de Paria, para cer-
tincar-ie do faci, aahio do aeu apoicnlo, tomou o cor-
redor, aubio a eacada de caracol, e com a u chave a-
brio o apoaento do rei de Navarra.
Maa de balde procurou ella o livro por todoa oa quar-
to. Em vie e aeu olhar virilismo paaaot daa meaaa aoe
bofetea, daa bofetea ia eitantea, deataa aol armario; em
parle alguna deaeobrio o que procurara.
T-lo-ba levado com ligo, dine ella, e aeo nlo
leo ainda, le-lo-ha.
E detneo qoaai certa, deala vet, que o aeu projeolo li-
nha ido por diante.
Ne enuntu proaeguia o ra o aeu eamioho para Saint-
tieriuain, onde chegdu depoii de bora e uieia de uina (
rpida carreira ; ninguein subi ao velho oastello, qu
no raeio daa caaaa eapalbadaa pelo monte ae ergua tril-
lo e mageetoao. Aira venaran a ponte de maileira, ailua- j
da nena poca em frente da ervorc, que ainda Injeic
chama o earvalbo de Sully. Depoia fet-ee aignal a bar-
caa erapavetadaa que irguilo a caca para facilitar au rei
o a genio da eua comitiva Ira venan ni o rio, de ae pi-
ren) em movimento.
No roeimo instante Inda eiaa folgaiona mneidade, i-
nirnada de inlereaaea lio divenos, te pot em marcha cuas
o rei teale, por eaae magnifico prado que pende do tu- I
me coberto de arvoredn deSaiul-Gerinain, >: que im '
de repente o ispelo de una extensa tope caria com figu-
rnamalitadaa de mil core, da qual finga n praieaili
franja n rio eioummo aobre a niargein.
Adianto do rei, ainda montado no aeu cavallo brinco,
e com o aeu tlelo favorito no punlio, marobavio oa
monleiroa veilidoa de giboes verdea, e calcado d grot'
aa bola, que, aculando urna meia dotia de ciei, balilo
o mnttot que bordavio o rio.
A eate lempo o aol, al'lli por tra daa uuveo, lurgio
de repente do toiubrio ocano, em que te havia nierga-
Ihado. O aeua raioa reRectirio aobro todo ene ouro,
lodaa caaaa joiaa. todoa ene. clima chaina do viveta, o
le toda eaaa lut formarlo uiua trrenle de fugo.
Enlo, e romo ae eaperra ao eaae momento para q
um bello aol olareaaav a .ua derrota, uiu> giica ae "'
gueo do raeio do mallo citando um grito proloDgadu <
laalimoao.
Aferra I Aterra I grilou Carloi, tirando o capar
ao teu falcio, e lancando-o ape a fugitiva.
Aferra I Aferra! gritarlo lodaa aa votel, para ani-
mar a ave de rapioa.
O faleio, encandeadu pela lut, deo usa volia deacre-
vendo um eirculu tem vanear nem recaer depoia atis-
lou a garya, e parlio aobre ella a lodo o vo.
Entreunto a garca, que come paaiaro prudente ie bl'
-


Sahir lioje as a horas o n. 4> <* ochar-
se-ta disposico dos freguezes mediante
&o rs, cia, laja ns. 6e 8. Est assaz interessan-
te, 1 orqne, respondendo ao Guarda JSa-
cional, defioe satisfactoriamente o Es-
queleto a que seu titulo allude, e trai
,l On.89acba-ae a venda, na praca d Independen-
cia. Iivrarii nt. 6e8.
O abaixo anignldo, lendo no Diario de sexta-
fira. 27 de feweiro p. p., o aonuncio do Sr. Nicolao
Rodrigue, d. Canas. c=m que pre!-a! vender ar-
maclo dt venda do paleo do Hospital do Paraso, n. 27,
coni aoloe mais pertence. por preco commodo, de-
riara. que a Ma n. 27, desde aua fundecio, muilo an-
liga, tempre leve ee meamo lolio, que multa gonle
tem vitto, e labe; e que d'elle meamo aiem menslc
intigai eacnpturaa de venda da referida caa, entre aa
quaei be a de J080 de Barros Correa e aua mullier, no
innodel790; de uin Trindade e aua mulher, em
1796, no cartorio do escrivio Varella ; e depoia a de
doacao com olausula pelo reverendo doutor Antonio
Machado Portella, j fallecido, favor de alguem, ote,
ele.; e ltimamente, que em 1844, na sentones civel
de formal de partilbaa, oo cartorio do escrivio Reg,
favor da mi do meamo abaiio assignado, os avalado-
rea do termo otenciooio etta meima casa, n. 27, com
seu sollo : pelo que, o abaiio aasinado, cuno senbor e
poasuidor de melada da referida casa, e ero nome de aua
tia D Ixab'el Barboza Rodrigues Machado Freir, se-
nhora e possuidora de outra melado, declara, para que
nmguem se chame a ignorancia, que protesta por qual -
i|uer procedimento e prejuizo de venda, ou demoliraen-
to do referido solio, e por qualquer ruina da casa por
este motivo : outrosim, quo prohbese ao Sr. Nico-
lao o traspasse, a quero qur que seja, das chaves da
casa coro aeu solio ; asim ooroo queira desoccupa-la,
quanto antes, tirando a armacSo de taberna, que, por
sua, nelia ella.
Canana AIberio Teixiira Cavalcanti.
Constando aos abaixo assignados,
que alguem trata de assoalhar, que existe
lancada em um cartorio, sem diter de
qual escrivao, urna escriptura de trato
social, em que limitamos quantia certa
para responsabilidade das transaccoes,
que fazemos j ha quatro annos se aclia estabelecida na
ra da Cadeia do Recile, n. 34, gyrando
debaix da firma social de Lourenco,
Basto &<2. : por este declaramos que nun-
ca fizemos tal escriptura, e desafiamos a
quem qur que seja o autor de tal asser-
co, para que publique por certido urna
tal peca ; portanto declaramos mais, que
sempre nos consideremos, e continuamos
u considerar-nos soldanos, e como taes
responsaveis pelas transaccoes da firma
de Lourenco, Basto 5c ('. como que as-
signassemos cada um de per si, ou todos
em geral. Becife, a marco de 1846.
Jos Antonio Lourenco.
m
Jos Antonio Basto.
Gregorio Anlunes de Oveira.
= Na ra do Kangel n. 9, lirAo-se passaportes
para dentro e fra do imperio e despachan se escra-
vos ludo com brevidade e por preco commodo.
Ju Antonio de MagaIhles Basto faz publico,
que Domingos Ales Barbosa deiiou de -er seu csixei-
ro deade o dia 2 ao correle mes.
va erguido a uiais du cem panos doa monleiroa, toha,
tim|uantn o rri lirnra o caparlo ao sen falclu, e eale se
li.ilniuav* 4 lu, ganhado rapacn, autoa altura. Kcsullon
d'aqui que, i|uandu virn ininiigu (Ico fdella, eelavidis-
Unledcale urnas crin. brr,n,j: qoc, luido adiad nas tu-
nas elevadas o sr 111 cenar i w as suaa ptenles atas, suba
rpidamente.
Agarra! Biro-de-Ferro, gritn Carloa, animando o
sen falelo, prnva-noa que a do rnca. Agarra! agarra!
O nobre animal, como ac rntendcaae eate i'atiinular,
parti aemi'lliaiilr R urna flrchn, percorrendo nina linda
diagonal, que ilcua lindar un veitical, que a garca a-
dnpi4ra, a qual cnnliiinnva a subir, como se quitea des-
apparecer naa regies ethereas.
Ali! iracalliona, brailnu CarUia, como ao n fogilva
poilraae ouvi-lo, pondo o cavallo a galope, e acgiiindo a
caca quanto poda, com a cabera voliada paro tria, para
nio perder do viata um ao inalaiile oa dous pnaaaroa.
Ah! fracalhona, tu fugea. M Bico-dr-Ferro he de ra-
ca ; capera I espere Arriba Bioo-dc-Ferro; arriba I
Com etirito era a lucia curioaa; aa duaa avea appro-
ximavlo-se urna da outra, ou para roelhor diter, appro-
ximata-te n falelo da garca. Aquella" nica era aaber
qual doa dnua nrale pruuciru ataque conservara a au-
perioridade.
Tete o modo nielhnrre nas que a corgem. O falelo
arrebatado pelo ara too paaiou por bailo do vcnlro da
gar^a, que elle detia dominar. A garca proveilou-ar
dota vaiilageui e prego u-ll.c urna picada com o longo
Lieo.
O falrio, uomo feridodc una punhalada.deo tres vol-
laa esu lomo ile ai, alordoando, e par um inatanle aup-
pot-ee que elle ia draccr. Mas, qual oguerreiru que fe-
rido 0 turna a 1 rgut-r man Urrivel, aolteu una especie
de grito agudo e aiiicacador, o tomn de novo o v6o so-
bre a garca.
llavia-,e cata aproveitad da vietoria, e, mudando o
too, tomara a direccio da florala, tentando desia fea
JosSoaraideAievedo, professor de lngoa (Va
ceta, do lyceo tem aberto em sua casa ra estrella d
Horario n. 30. tereero andar um curso du rheto
aici e oulrodePHiLOSOPUiA.. Ai pessoas, quooesejarerrf
estudar urna oa outra destss disciplinas, podem dirijir-
se indicada residencia de macha al as 10 boras,
e de tarde das 3 em diante.
Aluga-se a cata qnese est concertando na pra-
Qa da Boa-Vista aonde teve venda Josquim de Paula
Lopes: a tratar no paleo do Carmo, com lieinardino
Francisco de Aievedo Campos.
O Sr. Miguel Venceslao queira vir, no praio de
20 das contados delta data, remir oieu penbor, que
existe desde o annodn 184t empenhado ao abaixo ai-
signado; ao contrario ser vendido para pagamento do
principal e juros vencidos Picando o abaiso asslgmdo
por este desonerado da responsabilidade, e o Sr. Mi-
guel sem distilo e reclamacSes. Jote Joaquim di
Oliveira Baduim.
Livraria da esquina do Collegio.
Ai pessoss, que liverem conUs com eite esti-
belecimento tirvio-sa de apreienti-lai para serem
lalhjfeilas.
OBRAS MODERNAS PARA O ESTUDO DO
DIRI1TONAIURAL.
Principio! mi4pAyseo do dirtito por Kant, com
um analvie da obra por Melln que facilita inteiii-
gencia das doutrinas de Kant sobre direito natural ,
IraduccSo do allemio por Tisiot, 1 v. 8.
Curto de direito natural, ou de pbilosophia de di-
reito por Ahreos tradcelo porluguea de 1844, com
urna refcitacio de Ibeoria religiosa do autor 2 v. em
oilavo.
Principia de direito natural de Zeiller tradcelo
portoguera do doulor P. Autrao segunda edicio.
Curto do direito natural, segundo o estado actual
da sciencia principalmente em Allemanha profes-
ando no primeiro anno da laculdade de direito da uni-
versidade de Coimbr pelo doutor Vicente F. N. Pai-
va, tocio da academia real das sciencias e membro
do consarvatorio leal de Lisboa. Nesta obra se apresen-
Moas doutrinas e systemas dos antigos e novos escrip-
lores do direito natural, e mostra-se a superioridade
destes sobre aquellas 2 v. em oitavo 1843.
blementos de direito natural, oae philosopbia do
direito pelo mesmo professor ( adoptado na universi-
dade ) 1 v. em oitavo, 1844 resumo breve, claro ,
e methodicode tudo o melhor que se seba escripto
pelos meslres da sciencia como Zeiller Abrens, &c.
Introducc&o geral a historia do direito, seguida da
pbilosophia do direito por Lerminier,obras queconteem
luminosos principios de direito natural, e urna aprecia-
rlo conscienciosa daa diversas theoriss, e particular-
mente da ibeoria do Kani, i v. em oitavo.
Curto de direito natural profesiado na faculdade de
Paris por Th. Jouflroy, membro do instituto, 3 v. em
oitavo 1842. Esta excedente obra mnirn no teree-
ro volume urna exposicSo clara e desenvolvida da Ibeo-
ria de Kant, e he subsidio indispensavel para adqui-
riese perfeita inteligencia das ideias e opnides do
pbilosopbo allemio e dos escriptores Kantistas, llans,
Krug Zeiller *c. Na mesroa livraria le encontr di
venas obras de eseriplores da escola de Poflendorfio a
precos moderados.
= Aluga se um primeiro andar em Fra-de-Por-
tas pallando o arsenal de marinba casa da esquina
de lado da mar grande, n 135.
Precisa-se de um caixeiro que tenba boa con-
ducta : na ra do Ciespo n. 9.
= OsSrs. que encommendirio res de parreiras^,
ra do Rosario da Boa-Vista o. 2, queirio man-
dar buscar poisja se achio promptos.
Roga-seao Sr. tbesoureiro da lotera de S. Pe-
dro Marlyr de Olinda queira ter a bondade de an-
nunciar o dia imprelerivel.
= Na ra da Cadeia, n. 45, diieja-se saber se nesta
praca existe Francisco Moreira de Souza Mcirelles; ou
quem do mesmo souber faia o favor de dar noticias.
Offerece-se urna mulher capaz para ama de casa
de um bomem aolteiro ou casado com pouca familia ,
para o servico interior : quem de seu presumo se qui-
tar ulilisar dirija-se a ra do Fogo, n. 50.
= Precisa-se de urna ama para cotinhar e faier
todo o mais servico de urna casa : na ra do Crespo ,
loja da escadnba n. 11.
= PeranteoSr. doutor juii do cvef da segunda va-
ra tem de ser arremstada no dia 4 do enrrente ,
por sera ultima praca urna parte do sitio da Soleda-
de ao p do becco do Boi assim como um moleque,
de 8 annos por execucio de Jos Pereira da Cunba
contra seu devedor Msnoel Jos Soares de Avellar.
ganbar campo e escapar pela dialancia em vet 'le esca-
par pela altura.
lias o falelo era uro animal de nobre raja, quo linha
um vo de gerilalte. Repel elle, poia, a inesnin mano-
bra, deileu diagonalmento sobro a garca, que aolluu
dona ou Irca griloa d'agonia, e tenlvu aubir prrpcn-
dirulariiiente, como firra da pri.....ira ver. No Km de
det acguiidnt deala duplicada luets, oa dous paataroa
oslatto como que o ponto de desappareeer naa uiivena.
k garca nio era maiur que una andoriiiha, c o falcan
pareca um ponto negro, que a cada instante se tornara
mnieiniperceptivel.
Carlos e o corte s seguan com a vista oa doua pasta-
roa. Todos tinbao hcado em seu lugar, com oa ullios fi-
los na fugitiva e in> nerwgulur.
Bravo I bravo I Bico-Je-Ferrol grilou de repente
Carloa. Olbai, senhnres, vde ello levo a vanlagem!
arriba I arriba!
_ Hor uiinha fe, cunfeaso que oa nao vejo mais nem
un nem outro, diate Henrique.
era en lio pnuco. dase Mnrgarida.
Sim, porm ae nao oa vea mais, Henriquinbo, po-
des iinvi-loa aiada, diste Carloa, ao menos a gara.
Ou vea ? ouvea ? ella peda mere* 1
Com enVito doua uu Iret gritos dulorotoa, e que SO
um ouvido exeroiladu poda perceber, draccrao do co a
trra.
Ollia, olha, gritn Carloa, e ve-lo-lias descerem
mais depressa do que subirlo.
Na verdado, quitado a re Fr-j"oriaTaettaa palavraa,
os duuapassaroaouroecavlo de novo a appareoer. Erio
doua puntos prelos smenle, mas, pela diflerenca do ta-
n.nulio delles, era fcil de ver que o falelo eslava su-
|e^_ Vede I vede! bradou Carlos.... Biac-de-Ferro ae-
gnrou-a.
Com effelo, a garfa, dominada pela ave da ranina,
nem ruejiuo prooorava maia defender-se. Desoa rapi-
Uanoel Rodrigues da Silva Figueiredo eomproj
a Cirios Joio de Souza Corris a loja de miudeas, que
o mesmo linha na rus do Queimsdo n. 61.
Aluga-se a loja da casa n 100 da ra Imperial,
multo proporcionada para deposito de assucar refinado
e caf: a tratar ni mesma rus o. 167.
= Alugio-so duas caoois de condusir agos em
bom estado ; quera tver dirija-se a ra da Concor-
dia, casa da afencio.
=> Quem preciisr do um bomem que ssbe bem
purgar sssucsr e be destilador dinja-se ao Alerfo-
dos-Afogados, sobrado de uro andar o. 31.
- Precisa-se de quatro conloa de lis a piemio de
um por cenlo aomez, pago o premio meosel ou por
quinis e oflereeeodo-te as garantas precisas em taes
negocios; quero os quier dar, dirija-seso capilAo Ve-
rnal de Albuqucrque Mello, que esta incumbido dette
negocio.
= ArrenJs-*j um sitio com cass de sobrado, muilos
e diversos arvoredos de fructo, muita tena, que so pode
applicar a cultura, e pastsgem de vaccas, em Belm;
seis casas terreas ns Passagem da Magdalena, e mais
urna padaria neste mesmo lugsr: na ra da Gloria,
sobrado n. 59.
=0 abano assignado fassciente ao publico, que se
scha justo e contratado para comprar a loja de nnude
las sita na na dn Oimimadn. n. 61. ao Sr. Carina
Gomes de Sou'i Correia.
Manoel iodriguet da Silva Figueiredo.
Na ra do (Queimsdo, n. 14, primeiro andar, a-
cba-se aborta urna aula particular de primeiras loaras;
quem nella quizer matricular seus lilhos, pude dirigir-
se a dila casa, a q uslquer bora.
SociedadeTheatral Thaliense.
O concelho administrativo da sociedade theatral
Thaliense convida de novo aos Srs. socios a se reuni-
rem em sossao da mesma, para se tratsr de um reque-
rimenlo de dous socios, e psra proceder-se a eleicio
dos novos empregados, no dia 3 do correle as 6
horss da larde, oa casa da sociedade ; e adverte, que
se abrir a sessio com o numero de socios, que com-
pareceris), visto assim o ordenaren os estatutos.
=A lemhrancs.leliz o digna do icsior Inuvor, que
nasceo na mente desses curiosos, aos quaes moveo o
bem formado coraco a misera sorle da malaventurada
genio rereme, e assim o asseotimunto da briosa so-
ciedsde Melpomenense, que Ibes proporcionou um dos
nreios para lo sanio lira, sAo senlimentos, que A che-
glro ao co; e o galardio Ibes ser lavrado no livro das
recompensas celestes, logo que seja concluido: oque
aguarda ancioso um
Outro Ptrnambueano.
OSr. padre Manoel Tbomat da Sil a queira ter a
boudauu Ju dccmai o caa ui SUS residencia. TittO q
n&odeclarou emoannuncio, em que por este Diario, em
29 de Janeiro p p., seollerece ausproprietsrios do centro
psra educar seus lilhos, sendo em casa do dito Sr. padre;
pois que prelendendo-se-lho fallar, nao, o pode procu-
rar as horas da sua auls, por serem estas oceupadss em
negocios, etc.
F. N. Coluco faz publico, que em o dia 16 do cor-
rente pretendo abrir em sua casa um curso do geome-
tiia eoutro da lingoa ingleza: os Srs., pois. que qui-
zerem Irequentar qualquer destes cursos, podom procu
raro annunoiante ns ra da Santa Cru', n. 38.
= Aluga-se urna ama para cotinhar e comprar, e
faier o mais servico de casa de houieui solteiro ou de
pouca familia: ra daa Larangeiras, n. 15.
Machado & Pinbeiro erobarcAo para o Itio-
Grsnde-do-Sul o escravo Thoin, cnoulo, perlencenle
a Antonio de Almcida liozario, do Maranbio, e a es-
crava Joaquina, de Angola, porlcncente a Joio Anto-
nio de Luurido, da mesma praca.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio,botica n lO.eno Atterro-da-
Roa-Visla luja n. 48, tiro-se passaporles para dentro e
forado imperio,assim como despacho-seescravos:tudo
com brevidade.
_(Juem fr dono de um baliti de (landres, dizendo
o que tem dentro, se Ihe entregar, no Alterro-da-
Boa-Vista, n. 14.
= Precisa sedeum caixeiro para um deposito de
assucar e cel que se abri de novo: na ruada S.
Cruz da Boa-Vista n. 60.
= O abaiio assignado se prope a fazer cobrancas,
lano nesta prega como no mallo amigavel e mesmo
judicialmente: quem de seu presumo se quizer uli-
lissr pois d fiadora sua conduela dirija-se a ra
de Horlas n. 86.= ManoilJot Fieira Braga.
a Boga-se a quem lor oflertcido um couro -de on-
SgSmmm*umtmmmmmmmmmammmmm.am\t\ inna
ca pintado com as milba muito grandes, o tome
que be furlado e o queira levar a ra da Cemboa-
do-Carmo loja de marceneiro que ser generosa-
mente recompensado ; e no caso do j alguoia pessoa
o ler comprado, queira por fav >r leva-lo a mesma
rus cima mencionada que receber o diobeiro, que
tiver dado por elle, ese Ibe ficar summamente agra-
decido.
damente, do continuo batida pelo falelo e respondendo
s com gritos, lie repente feclinii ns asas, edeiiou-se
enhir como una pedra ; mas fes o sen adversario oulro
tanto, e quando a fugitiva quit lomar de novo o vo.
iimi ultima picada n atordoou ; routinuoii n aun queda
viravolieandn, e no raonienl em que lorava a lera, o
falelo lanC"-se sobre ella, aullando um grilo de victo-
ria que cobrio o grito de derrota do vencido.
__ Ao falcSo, ao falclu I gritn Carlos, o deitnu e es-
tallo n galope na direcclo do lugar onde oa doua palia-
ros ao liaviiu abaitado.
Hat de repente e,barrou o ea'allo, e sollnu om gri-
to, largoii na rcdeai engarrou-ie ni clinai du animal
euiii una inao, einqiianln com a uuira nperlava o esto-
mago com toda a forra.
A esse grilo acudirlo todos os enrielaos.
Mi bu nada, nlo be nada, dis>u Carloaenm o ros-
to inflaniniado eos olliot eapanladoa; mas pareceo-me
que me pasaava um ferro em braia pelo etlomagu. Va-
moa, vaiuut, iito nlo be nada.
E Carloi lurnou a por o cavallo 4 galope.
D'Alencoii loriiun-ac pallido.
Que ba enllo de novo ? pcrgiinlon Henrigae a Mar-
garida.
Nlo iei nada, reapondeo esta; mas villas meu ir-
anio? Eslava cor de purpura.
l'oin nlo he iaso du san costumo, disse Delinque.
Os cosletlus olhrlo una par! os outros admirados, c
seguirlo o rei
Chrgsrlo ao lugar em que os dous pnssaros havilo
pausado. O falclu prncurava nbrir o crneo da garfa.
Carloa apenu-so para ver o cmbale de mait perlo.
Maa, ao por os pea em Ierra, foi obrigado a argorar-ac
na sella, por parecer andar-lbe ludo a roda, acniiogran-
de vomade de laucar.
Meu irmao! meo irmio 1 rielamoo Mnrgarida, que
1 tendea?
^mcM^
*si>i :7X\.v.*y>
Trancelini de qualquer modelo, anneis, filas, flores,
adereces, pulceirss, brincos, &c.; ludo o mais bem
leilo possivel e por preco mdico.
AltcrrjD*da-Boa-Vista, n. 5.
Pommsteau culileiro e amolador de lodosos fer-
ros que perlencem a cutilaria, previne aos seus fre-
guezes, que, alm dos ferros de sua arlo tambera fa-
bricarse na sua officioa qualquer obla de ac com to-
da a perleicAo, como sejao esporss e freios de lodos os
feitios todos os instrumentos de cirurgia e de dentis-
ta concerlos de espingardas fatendo pegas novas ,
sendo precisas. Quarta feira essbbado de cada sema-
na, sAo os dial destinados para amolar toda a quilida-
de de ferros cortantes.
No mesmo estabelecimenlo timhem se iluglo espin-
gardas de caca pagando o aluguel do cada da.
Tambom ba para vender uns pucaros de urna mas-
sacomposla de ingredientes infalliveii contra a fer-
rugem.
ss AlugSo-se as seguintes casas : o sobrado do um
andar com sollo loja e quintal, na ra d i Sebo o.
50 por OOl rs. annuaes ; os dous lerceiros andar*'-
com sotao dos sobrados ns. 4 e 6 do Aleno-da-Hoa-
Visla ; o segundo andar do sobrado n. 24, da ra da
Aurora, com quintal e estribara para dous cavallos ;
3 grandes casas terreas com quintal ca;imba e mais
commodos para grande familia na ra Formosa os.
5 6 e na ra do Seve n. 5 ; outra dita com iguses
commodos, na ra da Soledade n 3o, por lj
rs. mensces; oulra dita na ra da matrii da Boa-Vis-
ta n 52 por ij rs. men*aea : quem i preieader,
iliri|a-se so escriptorio veira v\ Filbo na ra da Aurora n. 26.
Preciss-se de l:500j rs. a premio de ume meio
por cento ao mes com hypolhecaetn duas moradas de
casas terreas de pedra h cal, sitas, era um terreno de
120 palmos d6 frente e 350 ditos de lundo ; quem
quizer ilur, annuncie.
U abaixo assignado ssngrador e dentisls ap-
plica ventosas tanto seccas como escenificadas atre,
chumba e lima denles a punto de Ibes restituir sua cor
natural por muilo quu estrja estragado o seu esmal-
te. Est prompto a toda hora que for procurado, na
Iravossa dos Eipostos casa terrea n. 8.
Manoel Jos da Mva Helio-Monte.
- Mara Barbosa Cunslanca remelle os seus escri-
tos Manoel Cabund e Benedicto Angola par o
Rio-de-Janeiro.
Aluga-se o segundo andar da casa
n. 20 da ra Oireita, com boa vista, e
bons commodos ; assim como o primeiro
andar do sobrado da ra da Senzalla-Ve-
Iba, junto ao Sr. Lasserre, muito fresco,
e com bous commodos : a tratar na ra
do Collegio, segundo andar, n. 14? ou no
Kecife, arinazcm de liuccllar, a fallar
com J. Marcellino du ltosa.
Urna pessoa de saber e capacidade e que j
le ni pralica de ensino prope-se a dar litoes de pri-
meiras letlras grammalica nacional o msica pelo
melhor melbodo possivel em casa de sua residencia ,
ou em ditas particulares, aliancando o bom aproveill-
menlo. A pessoa quosequier utili-ar de seu pres-
umo., dirjase a ra Bella n. 11 que achara com
quem tratar.
mm*^minemmmmmm*rtmmmjammm\wmmmmmmi^m
Tenlio, dase Carlos, o que deva ter Porcia, quan-
dv engolio aa brutas; leu lio que eatou ardendo, e quo
me pareco que a ininba reapiraclo lie una cbamma.
Ao inesnin lempo Curios aoprou a reapiracio, c como
que lieou ndmirndo de nln ver talur fogo dna labios.
Eulrrlanlo liatiao npanliado o falcan; e lomado a
pr-lheo caparlo, o todoa te hatiio reunido em derre-
dor de Carloa.
E eullo e entlo! que quer diser islo ? Corpo de
Chriato! ialo nlo lio nada, ou ao lio algunia couaa, lie o
aol que me parlo a cabera < me cava na ollioa. Vamoa,
vajuoa, A eai.a, iiieua sellhoret. Eit-abi um bando intei-
rodeadens. Sultai tudo, aullai tudu. Curbtt'uf! vamos
ter dn que noa diverlirmoi.
kicario, pois, os caparea, e toliro cinco ou scia
falcrs que ae laucarlo na dircrcln da cata, ero quan-
to todos os cncadorrs ae encamiiibavlo de novo para a
margem do rio.
E entlo! que diteis vos, senhora? pergontou Hen-
rique a Margarida.
Que o momento he bora, reapondeo esta, o que, ae
o rei nlo ae vullar, podemoa d'aqui ganbar fcilmente a
floresta.
Henrique chaman o monleiro que Irma a garca, e
m quanto a ruidosa mullidlo rolava ao longo dn escar-
pa, onde hoja cata u terraco do coslello, ficou s atii,
como examinando o caduver da vencida.
Neate inatanle, e romo ae viera de proposito ajuda-
lo, levanlou-e un faislo.
Henrique aullou nfaloio; tinba," para se apartar da
cafada geral, o pretcilo de una caca particular.
riM DO QUISTO VLUMX.
(Ctntinuar-te-ka).




X1
I
Antonio Francisco de Moraes embarca pira o
Rio-Grande-do Sol o seu eicravo Joaquim crioulo.
A officina de encadernaclo quo o padre Lemoa
e Silva dirige na ra de S. Francisco antigamente
Mundo-Nodo n. 66, primeiro andar, acba-te pro-
vida de lodo o necessario para desempeohar qualquer
encsdernacio que te erigir, com a perfeic&o e gosto
3 conhecido do publico e a um preco commodo.
= Quem quiter mandar lavar roupa e engom-
mar dirija-ae a toja do nico aobrado da ra da Vi-
racSo que aera promptameote e com aueio servi-
do por menos do que em outra qualquer parle. Na
mesma caaa admiltem-ae escravas, para ae ominar a
coser, laier lavarinlo, marcar e aier renda, por m-
dico prego.
Na ra do Crespo, loja n. 10, pre-
cisa-se de urna ama, que tenba bom leile,
e que se ja desimpedida.
Precisa-so alugar um preto ou preta aem vi-
cios para la/.er todo o servico de ama caa que ai-
ha comprar e coziohar; psga-ie bem ; na traveiia do
Verai, na Boa-Vista obrado de um andar, n. 13.
- Quem litar urna preta que taiba coxiobar o
diario do urna caaa e engommar bem, querendo alu-
na-la para o fim cima e nao para a ra dirija -so
a ra do Hoipioio n. 44 ou annuncie.
Compras.
Compra-te urna carteira de viagem que este-
ja em bom estado ; na ra Direita relioacio n. 22.
Compra-te um moleque-de naci de 14 a 18
annos aem iciot nem achaques de bonita figura ;
na ra da Concordia cata da afericio.
= Cmprate urna carroca com pipa para con-
duiiragoa, em bom citado; na ra da Coocordi
caa da afericio.
ComprSo-te escruos de ambos o tejos; sendo
de 12 a 20 annoi, e com bou figuras pagio-ie bem :
na ra Nora, loja de ferrageo n. 16.
Comprao-se, pira fura da provincia escritos de
13 a 20 annoi ; sendo de bonitai figurai, pagao-se
bem : na ra da Cadeia de S. Antonio aobrado de
um andar de aramia de pao n 20.
Compra-se cobre virilha-funda,
por metadc do seu antigo valor : na ra
do Queimado, loja de miudezas n. 16.
Vendas.
= Vende-te a venda da ra de Apollo n. 1 de-
fronte dai catai do Snr. Angelo Fnociico Cirneiro ,
junto ao porto novo das canon mu b'em afregueada;
urna commoda de Jacaranda ; 6 cadeirat ; 1 canap;
duaa bancas de dito ; urna cama com enchergdes; o ea-
ilciras americanas ; dual metal ludo em bom Uio ,
o so vende por seu dono retirar-se para fura da provin-
cia a tratar do tua aaude e da de tua mulber: a tratar na
menina venda.
= Vendem-te briol de core, muito tortea, a 400
e 480 rt. ; dito branco de liatraa, a 240 rt. ; lia pa-
ra calcas, do melbor oslo pelo baralisaimo preco de
iS rt. o covado ; cortes da catsi com 8 jardas cada
um a*2-200 o 4000 ra. ; lencos de casta pintada e com
cercaduras, a 240 e 520 rs. ; esguiio de puro linbo a
1000, 11000 e 1200 n. ; cbilas curtidas escurat e
brancas, a 160 rt. o covado ; algodo de luirs tran-
cada americano muito forte proprio para calase
camisaa de prelos, pelo bom prego de 240 rs. o covado ;
no Alerro-da-lioa-Vista, loja n. 14.
= Vendem-se 4 etcravoi bom pin o Irabalbo de
campo ; um moleque pega de 18 annoi ofiicial de
alfaiate o bom pagem ; 2 mulatinhot de 16 annos,
do muito boas figura para pagem; um preto velbo ,
por lOO ra. bom para trabalhir em um sitio e botar
sentido; 4 pretii mocas dual engommSo cozinbSo
o la vilo roupa ludo I ./em bem ; urna parda de 35
anuos boa ama de una caaa : na ra do Crespo n.
10, primtiro andar.
= Vende-te um bom piano em conta ; na traves-
a doi Quarteii, n. 2, outr'ora ra d"e S. Bom Jeiui
das Crioulai.
= Vnndem-se asteguintos novellas : Celestina, ou
os esposos sem o torem 4 v. 2000 n.; Ivaobo 3
v. 000 n. ; Vademeco doi poeln 1 v. 800 ra.
varias do Echo a Narciio 1 v. 800 ra. ; aa Mulhe-
rei cclebrei. 1 v. 240 ra.; a Freir etelarecida ; e
outrai muilaa obru para ocurso jurdico e eatudo de
latim ; bisloria doa erimei do goterno ingle/, 1 v. ,
1600 rt. ; o Soldido porluguei olbeto 240 ra. ;
Paicii Bruno, romance histrico, 1v., 640 n. ; obrai
completa! de Coodilac 23.. U* rs.; Cdigo ci-
vil 1 v., 3000 rs. ; melhodo de piano encadernado,
6000 rs. ; Museu Pitloresco 10/ ra. ; Mil e urna
noutet, em francei, 5000 ra. ; elemeatoe ale historia
geral em frencex, 11 v. 6000 rs. ; Vollaire 5 v. ,
3000 rs. ; collecco das leit 5 v. encidernados 16*
rt.; Waverley, romance, 4000 ri. ; Ivanhoe, 3000
rs.; Mannerino ,"3f ra. : oa ra do Creipo eiea-
dinba n. II.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhot de
' aisucir, para vapor agoa e beatas efe diveriot tama-
nboa por preco commodo; e igualmente laixas de
ferro coado o batido de todoi ot lamaohoa : oa pra-
ga doCorpo Santo n. 11, em cata de Me. Calmont &
Couipinhia ou na ra de Apollo ermazem, n. 6.
mmmtma
Vende-se mais superior sarja
larga bespanhola, los de linho pre-
tos superiores, panno preto muito
Goo, casimira preta franceza els-
tica muito superior, meiin preto
o mais fino possiveJ, e outras mui-
tas fazendes por preco commodo:
na pracinha do Livramento, boje
ra do Queinvado, loja nova, n. 40
(.'tte& aerial'asi 11 ib i i as *i imiiwim m
- Vende-se, ou permuta-se por casas
terreai not 3 bairroi do Recite, um armazem grande) de
pedraecal, com 50 palmot de frente, na ra de Apol-Bja um resto de sapatos de selim a 3ao rs
lo, no Recife. n. 30, da parte da mar com muilaa ca|cs9 CQm cor nho para mcn.
proporcoes parase levantar um elegante predio, e. com r r
desembarque no fundo, proprio para algum estabeleci-
ineoto, que ae quixer por, poner tambem de esquina ,
e por te Ibe poderem abrir portal e jinellas do oitio da
parte do Norte ; e juntamente com o uietmo predio
vendem-se duas canoaa d'aguu unta aova a a outia
em bom uto dual abertaa e grandes, e 5 eicravoi ca-
noeirot: a tratar na ra da Senzalla Nova venda de
Jote Pereira.
Vende-te urna grande cata de pedra e cal com
grande quintal na ra do Amparo em Olioda ; di
ra do Creipo, loja n. 10,
= Vende-te um tobrado de um andar lito ni roa
Velha di Boa-Vista n. 18 : a tratar do meimo to-
brado.
> Vende-se urna preta crioula de idade de 22
annoi em vieioi nem achaques bem fornida pro-
pria para tabolsiro por preco commodo ; na ra No-
va n. 28.
Tivolly da ra do Crespo.
*u |iiu ajan a apai jouadnt ep suaq moa tojjno
a 'IJ soiuequtnb a iiuj odujo 'apatop 'josapsoad
-a'qo ouioa tipuazij sismal suino a i luetou oxop i
' ipas a opusijiui so5u| vuisai t *IJ so)ua]lo
I mu snop a pu||oq sisen (edad! am.ae|oi saqiin8
ada uposi seo|8 sajoo saeipoi apieiaj) '. sao
-jopoui '(Ujiesep isiuain taoq '. sapapijanb po| ap
toua| a sa|iqa ap oioaoaiijos raoq uin '. opuoa o ros)
-ad s sosjni sopaasu o sjb| sazaouuj svvqo opa
-oa o susjuu axop s 'tajpsx ap sszsoauj ]tp laiuu
atou e sojnasa sagjpsd moa aop|>0) ioz>js|iopi3iJ
! optAoa o toijid lisio s oqejq op ojjaqoy ap miqo
! opatoo o iiaaiid ojjanb a o8js| ap soui|id ujoj a)
-ajd Bzaaund opaioo o asaltad oduid s iiansa-ajqoi
a tsaiisa ajad audojd o|inui aaad|i opatoa o 'u iiu*
zaj| a ajn8is| ap ioin|id moa oiajd ouiiaui '. opoui
-uioa olajd jod 'aoq oiinva 'i|oqudaq nip opio
o 'ij |ihj mop a loqirj uia ispsauqij le^aid iifiai
isd o lusiuia stop s uoquas sjed aaudod ta||a
uibi a topap loiam moa sajoa ap a t\id apas ap mn|
'. opaioa o aieifl a aiaaiad ojjanb a opjisai aiad xup
-ax ep apai ai-apuaa ojooiuy *S P 03,t "JS(' 8'
- uu) moa 'o;8a||03 op snj ap auinbsa sp o| sjj =
MUITO BARATO.
=Vende-ie um pequeo litio a margem do Capi-
baribe com caa de vivendi coqueiroi e trra para
plantar ilguma couta agoa de beber, muito Iretco e
alegro com estrada pela Pataagem e pelos A logados;
as mais proporefies se diraS ao comprador: na ra de
Agoas-Verdes, o. 21.
Vende-se muito superior poiassa
da lAussia, em Larris pequeos, pelo m-
dico preco de a4o ris a libra : na ra do
Trapiche armazem de Jos Teixeira
Basto.
Na ra do Hospicio n. 14 vende-se urna par-
da de 16 annos tem deleilos aabendo engommar,
e coser costura cha.
Vende-se urna casa grande e com bons commodos,
quintal bastile grande e com vorioa arvoredoa na
ra da Conceicio n. 14 : a tratar na d<(a casa.
Jjsa Vende-se potassa americana, ltimamente ebe-
gada em barril grandes e pequeos ; lencos pretot,
de tedi di India ; telim preto de Macao ; velas de es-
perncete de 4, 5c em libra ; cera amarellu ; al-
godo grosio para taccoi; tudo por preco commodo i
em caa de Matbeui Auitini & Companbia na ra da
Alfandega-Velba n. 36
BOM K BARATO!
= Vende-se urna loalba de lavarinto dexadrex, mu
to a moderna ; na ra Velha, n 101.
= Vendem-se corles de caita de cores (xas a 2600
ra. ; ditai pretal, a 2600 n. ; ditot de lia a 4000
n.; ditoi de tarlalana a 4000 rt. : na ra do Quei-
mado n. 42, principio da ra do Livramento.
Vende-se CF.ltA KM VELAS do Itio-de Ja-
neiro em caixas sortidas a vontade do comprador;
COLLA SUPERIOR DA BAHA : aa ra da Senral-
la-Velha, n. 110.
= Vende-te um tobradinho por detrada igreja de
S. Rita n. 40: a tratar no Recife loja de Minoel
Goncalveida Silva.
milita
nos a 4sooo rs. cada tima
Vende-se superior essencia de aniz
em garrafas de ao oncas, por pre^o com-
modo: no Aterro-da-Boa-Vista, na fabrica)
de licores n. a6.
Pttassa americana.
Vende-ae a 240 ra. a libra da melbor e maia no-
va que exilie netle mercado ; do amasara do Bra-
guei io pedo ircodi Conceicao ou a tratar com.
J. Tasto Jnior.
Jjg Yende-se, na ra da Cruz, n. ^
9 6o, primeiro andar, cera em velas, 9
jK recebida directamente de unta das 5d
t melhores fabricas do Rio-de-Ja- **:
S nciio ; he de ptimo sorlimeulo, jl
S e por preco mais barato do que ^
em outra qualquer parte.
Attc licito!!!
Acha-se venda, as lojas do Bom Ba-
rateiro, de Guerra Silva & C", na ra
Nova ns. 6 e n, um sortimento de laes
de todas as cqres para bordar i talagarca
de todas as larguras, e desenhos cm pa-
pel, tendo tambem desenhos j principia-
dos em talagarca para facilitar a sua con-
cluso pelas meninas que comedio a a-
prender, com os quaes, independen te da
mestra, podem aprender a lazer o ponto
executar todos os desenhos: tambem
ha lindas sedasescossezas a is'aooe is400
rs. o covado litas de todas as larguras
lavradas, de iao, 1G0, aoo, a4* ^20>
4oo, e 4* rs- vara; ricas lanzinhas
pata vestidos, a 3ao rs. o covado; sapa-
tos de marroquim para meninas de 10 a
ra annos a 5oo rs. o parj damasco ti
de a i /abo rs. o covado; borzegmns pa-J
1 a senhoras a .soors. o par J e aindsT Verdea, o. 15, dir o motivo da venda..
Vendem-se borzeguins g'aspea- ,j
dos para homem, de ns. 35 e 37, a
4s5oo rs.; ditos de meia gaspea, de
ns. 37, 38 e 43, a 4fooo rs.; ditos
de ponta de lustro a 3$'aoo rs.; bo-
tins de Lisboa a as'SGo rs. ; sapatos
francezes, de duas palas, a 3sGoo
rs.; sapatos de marroquim, france-
zes, com fitas, para senhora, a
.s'aoo rs ; ditos de cordavSo, de
Lisboa, para senhora, a rjoo rs. o
par ; ditos de lustro para menina,
n 27, a 900 rs. ; ditos de tapete a
1 .souo rs.; ditos para menino (chi-
quitos) a 100 ; e outras militas qua-
lidades; por preco commodo, na
ra da Cadeia do Becife, n 35.
= \ ende-se um preto de 23 annos do idade
muito tadio bom remador, eitivador e bom canoei-
ro ; di ra dai Cinco-Pontat n. 85.
NA RA DO CRESPO
vendem-se modernos cortes de riscado indiano, (alen-
da eili mu lo recommendada para aa senhoras uta
rem dentro de cata tanto pela atiento ser de corea-
cura, como pela exoellentequalidade daaxenda. A un
ca loja aonde es ha e pelo preco de3/ra. he de J-
le Joaquim da Silva Maia n. 12.
ss Vende-se rap imperial, em libras, meias ditas ,
e oilavas; naslojai seguiotea : ruada Caeia-Velha ,
dos Sn. Guedei Mello ; ra do Crespo loja da cs-
cidinbi ; ra do Quartel, de Victorino de Catiro Mou-
ra ; A ierro-da-Boa-Vista, deCeetano: o preco hade
2000 rs. a libra o 30 ra. a oiUva.
= Vende-te na caa de J. Cardoto Avre ra
da Cadeia do Recife urna obra publicada no Rio-de-
Janeiro em 1843 intitulada Diccionario de Medici-
na Popular, ou a nedicioa ao alcance de todaa ai
classes da tociedide pelo doutor Chernovis 2 voluntes
emquirto conlendo 950 paginas, por 10i ra., bro-
chados, e12# ii., enoadernadoa.
Vendem-se muito bom cnarutoa regalos, primo-
rea capadores e outrai qualidadet em caisai de cem
charutos di fabrica de Francisco Groi, na Babia ; no
umeo depotito, na ra da Cruz no Recife, n. 26
primeiro andar.
Ha um deposito de mechas phos bricas brasi-
leiraa, por preco mait em conta poativel, as lojas dos
Sra. Guedea & Mello, no Recife ra da Cadaia;
Tbomai Pereua de Mallos Estima no Aterro-da-
Boa-Viila.
= Vendem-se dous lindos escravos, um de naci ,
e oulro crioulo tendo o primeiro de 18 inoos. e o
ultimo de 22 atnboi de excedente conducta ; na ra
Estrella do Rotario n. 31, primeiro andar.
= Vendem-ie relogiot de ouro e prata patente in-
glez ; oa ra da Senzalla-Nova n. 42.
= Vsndem-ie doui bonitos pardos para psgeni; 4
prelos, excellenles escuvos e bonitos; um cabrioba ,
de 10 annoa ; urna prela de bonita figura cose lata
e coiinha o diario de urna caa ; vendem-se todoa em
coota : oa ra da Crux, 3
MUITO BAL ATO I
No Amro-da-Boi-Vitla n. 10,
vende-te tarja da teda heipinbola muito superior a
2000 rt. ; grot de aples preto para vestido de senho-
ra pelo barato preco de 800 rt. o covado; merino
preto, rnuilo superior, a 3200e 4j rt. ; princea mui-
to fina com 7 palmot de largura a 1400 n. o co
vado, casimira de lia, com quadroie liatraa, muito
auperiorfazenda e de lindo* padrdea a 460 rt. ; brini
de linbo com liatraa de cores, e muito forte!, a 320 e
400 rt. o covado ; dito pardo trancado a 600 ra a
vara; dito branco de littris a 240 n. o covado ; ri-
cos cortei de chita a turca a 3800 ra. ; chitas finis-
simas de padrea chinexea a 260 rs.; ditas rouxsi
avelludada, a 200 ra. ; e outrat de diverts corea fi-
xis, a 180, 100 e 140 rs. o covado ; meias de aeda
prela para homem mu i lo superiores a l n. o par;
li pretot, omito fino, de marca pequea, a 4000 r.;
algodo trancado de listrat, mncanos, muito for-
te para roupa 4* etcravoi, a 240 rt. ; dito eom vara
de largura pelo meimo preco ; franklim com 7 pal-
mot de largura a 1120 n. o covado ; e outm muilu
fazendes por preco commodo.
Vende-te urna cata de 3 andaret, na ra de S.
Francisco n. 26, defronte da cadeia, de ptima coni-
(rueco, por aer antiga podeodo Bear como nova, com
qualquer pequea despeza da pintura caixilhot, ou
algum pequeo reparo semelbante com quintal mu-
rado o cacimba : a tratar no aeguodo andar do meimo
obrado com a iui propriataria que est dispotts a
vender por preco muito en coala.
= Vendem-se dous pretoa pecas, mocos e de mur
lindas figurat proprioa o"e lodo o servico deesas e de
esmpo e at pira pageos ; oa ra d Cadeia de S.
Antonio o. 2o.
= Vendern se hirricat da tapioca, alguma couia
triguein, a dex pitaca a barrica ; no armazem de
Diai Farreara no Recife.
Vende-ie, por precitio urna eterava criou-
la cosmba laya a taba vaoder na ra; na ra do Jar-
i*Tfi,ft. se.
s= Vende-is umi prata moca ; aa ra de Agoat-
Vende-te cera em velaa do Rlo-de-Janeiro muito bom sortimento mait barato, que em uutra'
qualquer parle ; (arinhade iraruta, a 200 rt. a libra
cerveja superior, s 360 n. a girrafa : na venda oova
n. 9, de'rone Ju Paiaeio.
= Veode-lo por commodo preto um lindo i0
go de gamao novo cora tabolat o copui de marfil
oa ra Nova n. 40 dai 6 ai 9 borai da manbia,
daa 4 ai 6 da tarde.
Vendem-to l2escravot, ebegados proximirneil. |
te do Aracaly sendo 3 pre as de 20 annos, |lfio
cosem eoxinbio e engommao ; urna oegrioba da \* I
anooa com principios de costura ; urna dita de 9 "
nos ; duas cabrai negras, de 20 annoi; um psrdo
de 20 annoi, muito bom carreiro; urna parda com -j
filhoi de 6 a 8 annos; todo por preco commodo; ,
ruada Cru n. 61.
= Vende-ie a armico da venda da ra do Pl(|re
Florianno n. 71 eom todoa oa pertencei, por pl(.
co commodo : a tratar na meima ve-oda.
Vendem-ae batatal superiores em qualidide, por
prejo commodo ; ns armaxem do Sr. Antonio Anoes
do caea da Alfaodega. "
= Veode-se, por preco commodo, a dinhiiro
ou parte a praxo um sobrado de dous andaret, tito ni
ra eslreita do Rozrio, em cbioa proprioi, que rendo
28,000 rs. msasses: a tratar oa ra do Noga*i--
n. 27.
=Vende-ae um moleque de boniti figura de id,.
de de 12 anooa ,. tem vicios nem acbaquea ; farinha de
mandioca da larra muito boa, em aiqueire pel me-
dida velba caculida : oa ra do Hingel, vend n. SO.
= Vende-se por preto muito commodo pin (c
char urna conta, superior telim preto da India epen-
tet de marris ; na ra da Cadeia o. 52, can de Luu
Gomes Ferreira & Companbia.
Escravos Fgidos
__ Fugio, oa madrugada do dia 7 do patudo di
cidade da Olioda, urna parda de nome Coima parc-
cendo branca por ser bastante olara cabellos curia-
dos e corridoi, eitatura mediana nlo mal pirecida,
olboi pretoa e grandea aobrancelbaa grotsii, con
ftlta de denles o trente peitot grandea pt e maoi
regulare! ; em um dot pt tem urna pequea ferid en-
tre oa dedos, que oio a deixava andar bem ; o dedu
do meio da roto direita, aa ultima junta, be defeituoio
de um panaricio; representa 20 a 22 annoi de idide;lt-
vou alm da roupa do corpo, urna trouxa com um vel-
lido de chita novo e algumaa camisas eodo 3 de mi-
dapolio fino anda em folba e 45f rt, em cdulas:
quem a pegar, leve a lobredita cidade de Olioda ni
rus do Psssc-Csilclbaoo ciaa contigua theitro.
ou oo Recife na ra da Aurora o. 12, que stra ge-
nerosamente recompensado.
100^000 ris de gratificacao
a quem trouxer um escrvo de nome
Antonio, naco Muchicongo, de estatu-
ra regular, pouco se entende do que Jal-
la, he delgado do corpo ps pequeos e
seceos, o rosto descarnado, os dentes da
frente um tanto sabidos ; levou yesl'nlo
ceroula de algodo e camisa de huela
Este escravo ja fez urna fgida e foi re-
gado na villa do Cabo ; e em fins de ou-
tubro prximo passado fugio de um sitio
do engenho Junqueira : quemo levar a
seu senhor Gaspar da Silva Froes, na rua
das Trincheiras, n. 18, ou no dito enge-
nho a Miguel Garcez A Ivs Lima, rece-
ber a quantia cima
Fugio, na manbia de 19 do panado do sitio
de Franritco Goocilve da Rocha na Soledade um
moleque de come Bernardo crioulo de idade de 1 i
annoi, pouco mait ou menos ; levou camisa de dula,
calvas de algodioiinho jaqueta de futtSo branco ,
bastante usada, a chapeo grande de palha velbo : quem
o pegar, leve ao meimo litio ou na rua do Rosario ,
venda da etquina n. 39 que ser recompensado.
= Na ooute de 27 para 28 do p. p., fugio um pre-
to de nome Antonio Caulle de navio Bengucllt, b'
estatura de elegante figura repreienti 23 annos;
tem pouca barba olhos bastante! grande! heicos
gronos e pouco encimados rosto liso e bem preto ,
anda um pouco curvado e de pernat abertat, que parece
citar ftido por baixo ; mas nao be e s afleclicio ;
tem doui ou mait ligniei nai etpaduaa titulados pin
fra ; levou camisa e eeroulaa de algodio de [ora; c
como be muito ardiloio, he natural que enha a echa-
do roupa ; maa pelo roalo e ar do corpo he lar"
descubrirse. Rogase por obsequio a todas as autori-
dades Ipoliciaai, ou meimo pesioas particulares, pot
quem posta aer encontrado o dito eacravo o mandeai
pegar, entregando-o na padaria da rua dot Quarteis,
o. 18, deManoel Antonio de Jess & Filho aonde e
recompemar com generosidade qualquer tiabaloo,
que houver de dir a tua eotrega.
=r Fugio, no dia 30 de Janeiro um escravo criou-
lo de nome Roberto alto, secco, barbado, ps gran-
des cor prela bem esperto, e por itto pde ser q"1
at ande calcado ; levou caleta de riscado arul ,',!
peo detedi preta uiado e mais urna trouii de rou-
pa : quem o pegar, leve a rua da Concordia -
que acra generoiamente recompensado.
Fugio, no dia primeiro do correte um P'e'
ta de oome Cathirioi, de navio Rengela
moca de boa estatura, algum tanto peitud. he
gronos, e algum Unto birudoa os deoles da
Turados ; tem nal cosas, do lado direito, duss marca >
que parecern de ventosas e mais ouUas de junco ,
o dado grande da meo direita algum tanto achatado no
lugar da unba ; no braco direilo tem urnas marca,
que costumio traxer os da trra dalla; levou Jdoui *"
tidoi de chita ji desbolados e sujos por cima ou '
de chita escura por baixo, anda novo panno da "^
ta tem frao;a julga-ie ter ido para o mallo : quem
pegar, leve a rua do Cabug loja de miudetei, "
D que ser recompensado.
P*R.
NA TYP DE M. K. E-I'AIU*
tbab,\


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