Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08165


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Full Text
Atino de 1844.
Sabbado 28
O Dl.Rlopublica-.a todos oa diaaqne n5o forem santificados : o prego ra assignatnra
he da lre mil ra. por qn'arlel pagoa adianladoa. O annunciosdos aaaignante. sao rasando,
jrr.lis, e os dos que nao forem raio de 80 rea por iinha. Aa reclamaces ,lr.ra aer diri-
fid.s ata lyp., roa daa Crmea n. 34 ou a pr.g. da Independencia loja da hsro.n. 6 ( 8.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gouhu, farahjba,.egnndaa aextaa feiraa.Hio Grande do Norle, chepa a 8 a S e par-
le a 10c 2j._Cabo, Serinbaem, RioFonnoso, Macer, ForioCaro, a AJagoas: no 1. =
11 e -Jl dcada mei. Garanhun e Bonito a d e '41>e cada me. Boa-yuta a Flor-
eaa 13 a8 dito. Cdsde da Victoria, quintas feiraa. Olindi lodos os dias.
r. DAS DA SEMANA.
23 'g Lino. Aud. do J. de 11. da 2. ,
j4 lar?, a. Gerardo Re. aud. doJ. da D.da 3. t.
26 Quinta a. Jnstina. And. do J de 1) da 2. ?.
'28 Sab. s. Venceslao. Bel. aud. do J.'ds D. da d. t.
S>9 Doui^ s. Miguel Arclianjo.
a*?a*cjss* 11 ni 11 mi iiiimmismbssWsUl.stoisismim.^^__.
DIARIO D
de Setembro
Anuo XX, R. 217.
'uilo agora depende
linuemoa como princn
cullaa.
.,~itt*u ij.. ... .-^ Hmm mi.nM ji r' i m--------1
d nos mesmos; d nossa prud*i tais, rodar, (jilo' a anargia: con-
fiaos a seremwa aponalos ooai adiniraQ&o enira aa ua^ues maii
(Prociaasgta
  • Cambios eohio Londres ?4 e ||jnoin.
    Pars SS'J rei, ,,r fr'tnr
    " Lisboa ll) por 1UO clr premio
    Moedadt cobre ao par.
    Ida da letras Ja boas Amas i poro,..
    C.MSIOI no DI* 20 DI SETKMSBO,
    Onra-Moeds da 0,4uO V,
    n!
    > da 4,00
    l'rata-- f'ataciVs
    )i Vesos columranares
    a Ditos sicanM
    roaapra
    d7,5lH)
    47.300
    9 .ni
    ..(loo
    2,000
    i ,980
    r*nd
    d7.ll0
    47,500
    0,700
    8 20
    '.0.0
    ...oo(i
    P1IASES DA LA NO MEZ DE SETEMBRO.
    Iuh.i..2fi.40lw$e5 min. ,!. m .Lu.no,. \ ;. |0 ,, ,.,.-.
    M.rguant, a i as 7 hor.a e 23 min d. ,.ri|L. (crascenie ,j t\ StT
    P'reamar de hoje.
    r ""ir. .i 9 borass siin. 5 i d urde
    manh.
    m.nli.
    | Segunda si
    muu.rii.
    NAM
    horas a 18 minutos ds t
    O

    .
    ' -T...
    (overno da Provincia.
    EXPBOIEHTE DE 24 DO CORRENTE.
    OfficioAo Inspector da Thesouraria da
    Fazenda declarando em resposta ao seu oTi
    coi de hoje (21) que a barca Ermelinda deve
    seguir para a Ilha do Fernando no dia 27 d'es-
    te mez, depoisque houver receido os objec-
    tos, pracase degredados.que lem de rondu/r,
    oque o Commandante da mesma barca ser
    indomnisado por aquella Thesouraria das ra-
    coes, que, durante a viagem fornecer s pra-
    case dogredados ditos.Oficiou-se ao Com
    mandante das Armas ao Chafe de Policio e
    ao Juiz Municipal da l. vara, scientficando-
    os do dia da sabida da mencionada barca.
    Dito Ao Inspector da Thesouraria das
    Rendas Provinciaes, ordenando, que segundo
    as clausulas especiaos, que Ihe remelle, man-
    de por em praca as obras do 9." lanco da es-
    trada do Po-d'Alho cujo o rea ment acaba
    do ser spprovado pela Presidencia. Commu-
    nicou-so ao Engenheiro em Chefee ao Inspec-
    tor-Fiscal das Obras Publicas.
    DitoAo mesmo determinando que ao
    Vigario da freguesa de S. Lourenco da Matta
    ou pessoa por elle autorisada mande entre-
    gar a quantia de 152*290 rs terco da m que
    forio oreados os concertos da respectiva Ma-
    triz ; ft fim do que possa o mesmo dar-Ibes
    principio. Officiou-se respeito ao referido
    Vigario eao Engenheiro em Chofe das Obras
    Publicas.
    DIARIO 08 PERNAMBUCO.
    O DIARIO-NOVO DE 26 DE SETEMBRO.
    A pandilhoeracia con*ptrando.
    Parece pois que o grande plano de conspi-
    radlo consista em ganhar as eleices a forca de
    armas, nos lugares onde podessem contar com
    todas as autoridades do seu lado, e quando fos-
    sem abafidos pelo numero, appareciao armados
    de repente, e cahiao sobre o povo inerme ; fe-
    lizmente soubc-se ainda em lempo desse plano
    tenebioso para mandarinos avisar aos nos ami-
    gos, o pedir-lhes que abandonassem o campo, e
    assim o fizerao em Iguarass, onde o Sr. Joa>
    Cavalcanti, reunindo em sua familia todas as
    autoridades, s qualiicou aos moradores do seu
    engenho, excluindoa todos os senhores do en-
    genho ricos do seu termo ; em Pao do Albo,
    onde o Sr. Lourenco Cavalcanti fez outro tan-
    to ; em Trac-unhaem, onde o Sr. Jos Mara de
    ' i usahi fez anda mais ; no Cabo, onde o Sr.
    JoSo do Reg fez proezas; aqu mesmo nos
    Afogados, ondeoSr. Manuel Joaquim deo gos-
    tos : esse entao exciuio a tu.lo quanto poda
    serolegivol, e s qualiicou a sua quadrilha,
    annou-se, como para urna campanha, arregi-
    mentou os escravos de seu pai o Sr. Manoel Ca-
    valcanti, deo-lhes armas, incitando-os contra
    nos isso h horroroso, mas he a pura verdade.
    Em fim, era a familia do Sr. X. do Reg, reves-
    tida toda do poder durante a sua administradlo,
    e que ainda permanece nos seus empregos po-
    liciaes e da Guarda Nacional, por concenso do
    Exm. Sr. Presidente actual a mesma que cons-
    pira contra o Governo. Dos chame acontas
    quem or causador das desgraciada provincia.
    Todava o que maisdeveadmirarhea nossa
    resignadlo e paciencia, saliendo que d'aqui sa-
    inan as cargas de clavinotes e de barris de pl-
    vora, at ondo so fabricava cartuxame mise-
    raveis o que leria sido de vos sem a nossa mo-
    deradlo, o que teria sido do vos so niio tivesse-
    mos consciencia da vossa fraqueza Assassi-
    nos apenas sois capazes de mandar dar um ti-
    ro por dotraz do um p^o.ou urna fucada atr.iz.de
    urna esquina I.adres! n^m ao menos vos ex
    pondos p ira roubar,porque vos servs dos vossos
    empregos e da autorid.de publica, e, qunndo
    muito, do nomo dos vossos proprios prenles
    para armardes urna companhia de corsarios de
    trra,chamados ladroes de escravosCobardes!,
    Iscom a forca publica ousais encarar o povo
    [ que em sua longammidade vos espreita, o vos
    observa com seu olho de lince, vos detem e vos
    ameaca com sua mao do ferro Canalha infa-
    mo : ousai, pelo amor do Dos, tentai se quer a
    menor va de (acto ; oh! Dos o permita, tal
    he a sede que vos temos, vil o infamo quadrilha
    de assassinos o doladioes.
    O trecho do artigo de fundo do D. novo, que
    cima copiamos, ue bastante para se conhecer
    que a pandilha da praia persuade-se que pode
    nesta criso levar a efeito o seu plano de exter-
    minar a familia Reg Rarros-Cavalcanti, de-
    pois docobril-a dos mais atrozes insultos.
    Nao s5o agora smente os amigos polticos
    do Sr. Barao da Boa-vista, os adherentes po-
    ltica de Setembro ; siio todos os seus prenles,
    sao os governistas da familia Cavalcanti os mais
    atrozmente injuriados, os mais arrogantemente
    ameacados de seren esmagados pela mao de fer-
    ro do povo do n.not'o : sao pois todos os Miem-
    bros de urna familia Ilustre, todos os homens
    notaveis por seus servicos, por sua moderagao
    e probidado aquelles contra quem o D.novo as
    sunlia as iras do seu batalhao ligeiro, chaman-
    do-os canalha, sicarios, ladroes de escravos!
    Bem diziamos que o D. novo segua a alter-
    nativa de ameacar n'um dia,arrazar tudo com o
    seu batalhao ligeiro, e de negar no seguinte as
    suas intences sinistras.
    Ao passo quo a pandilha da praia se aprega
    amiga da orddm, governista, ameaca esmagar
    tudo com mo de forro, grita populaca que
    v vingar nos homens honestos e pacficos as of-
    fensas quo fingem delles ter os coripheos desse
    club infernal, que tem sede oe sangue, sem o
    derrama ment do qual nao p Je saciar os seus
    desejos de ouro e mando.
    He por ventura ministerialista a pandilha da
    t'-.ir |.....IHWSJ.il
    praia
    ou he anarchista ? Sao homens ambicio-
    sos nos justos limites da ambico dos empre-
    bucanos. O /). novo he que os infama por foda
    parle.
    Na casa do Sr.'Barao da Boa-vista nao se fez
    club, para dello participar o Sr. Candido Bap-
    lista, que salando a passeio com sua familia,
    procurou a casa do Sr. Barao para saudal-o em
    i companhia do Sr. Camargo, o qual assistio a
    todas as conversares, e retirou-se ao mesmo
    tempo, que o Sr. Candido Baptista. O Sr.
    Camargo, Secretario da Provincia nao podia
    convir em planos de desacreditar na Adniinistii-
    efio do Sr. -Marfelliiio de Briio o estado de trun -
    quillidade e gegaranca de Pernambueo.
    O Sr. Visconde de Abrantes saltou, e rceo-
    llieu-se casa do Sr. Barao da Boa-vista depois
    que o Paquete Inglez sahio para o Sul. Nao
    sabemos como a noticia levada para a Babia pe-
    lo paquete foi consequencia do grande concur-
    so de pessoas, quo forao cumprimentar o nobre
    V isconde.
    O I), novo lem a nialignidade de lanzar sobre
    o Exm. Presidente a suspeita de ter ella convn-
    olo no descrdito dos Pernambucanos e de sua
    administraciio, pedndo-fhe conlas das noticias,
    que chegarao a Babia. He muita malvade/a.
    Eis a adhesao, que a pandilha tem pessoa do
    S. Exc., ao Ministerio, e a ordem publica '
    deiros indefesos ? Pesa i bem vossos feilos, o
    vossa! pulavras, e nao no-los-imputeis.
    lespoiidei-me, Srs. ntulados ministeria-
    lstas, qual o governo legal, que precisa, para
    se sustentar, lanear BiSo desses meios quo ten-
    des apresentado ? (^ual o governo legal que so
    sustente pela anarchia ? Polticos da praia !! Ao
    menos o que a historia, e a experiencia me tem
    a conhecer, lie que os mesmos gover-
    la
    la lo
    lem pul
    Com., unicado.
    -*< Est tao desorientada a sucia praieira, que
    nos seus mesmos escriptos nao atinao com o
    que fazem : o importante artigo do D. novo
    n 203 bastante a deo a conhecer com o seu
    dia dos desengaos ; mas em vez de se cobri-
    rem de vergonha, pelo contrario cada dia re-
    produzcm novas provas de sua alienagao men-
    tal ; que lal estado tem chegado que nao he-
    sitio ameacar com os cceles do seu batalhao li-
    geiro, a todos os Brasileiros quo nao seguem
    gos electivos, ou urna cabilda que jurou exter- seus planos de sangue e horror : he o que se
    minar urna familia,cujos membros por suas vir- v nesse artigo lancado no seu immundo jornal
    ludes leem em todas as pocas preponderado,
    e merecido os suffragios do toda a provincia ?
    Loao o D. novo todos os homens que leem que
    perder, e preparem-se com resignadlo para de-
    fender-se do ataque imminente
    O DIARIO NOVO DE IIONTKM 27 DO CORRENTE.
    Affirma o D. -nouo quo as embarcacoes de
    guerra de di (Te ron tes nadies, que chegraoda
    Baha, por ter alli constado quando passou o
    paquete inglez, que esta provincia eslava em
    desordem, vieriio com a certe/a de estar a for-
    tuna dos subditos respectivos saqueada pelos
    Pernambucanos, e que esta noticia foi espa-
    Ihada em consequencia de clubs que se fiserao
    em casa do Sr. Marao da Boa-vista com a che
    gada do Sr. Candido Baptiste e da reuniao ,
    que alli houve quando chegou o Sr. Calmon.
    Nao pode haver calumniador mais infame do
    que o pasquim mor da praia. Os navios de
    guerra vierao prevenir quaesquer consequencias,
    que podessem ter os movimentos dos dias 7 e 8,
    cujas noticias ninguem podia impedir, que o
    Paquete Inglez levasse para a Bahia. Alli nao
    se ifallou em saque, e mostr o D. novo um ar-
    tigo de gazeta, ou qualquer outro documento
    semelhante, apozar das exageraces, com que
    as vezas os noticiadores fallao dos acontecimen-
    tos desta ordem.
    Os Governos Europeos, e dos Estados-Uni-
    dos d'America tem Delegados previdentes as
    provincias do Brasil, o por toda a parte ; elles
    nao costumao dar providencias depois do feito
    o mal, tem sufficiente energa para o preveni-
    rem a tempo. A vinda pois dos navios he
    consequencia do movimento do dia 8, das
    ameacas que o D. novo tem feito de tomar vin-
    ganca publica o solemne de seus inimigos, ar-
    mando as massas, concitando a populaca a u-
    ina desordem.
    O Sr. Candido Baptista foicompanlieirodoSr.
    Ramiro so Ministerio, nao he inimigo do Go-
    verno actual, ero era capaz, a vista de
    delles. Ah!
    metter a
    n. 208 de 25 do corrente, no qual vociferan-
    do, calumniando, nos cobrem de improperi-
    os, e de quanto he s proprio
    quesoSr. Nunes Machado quizesse
    mao em sna conciencia quizesse recordarse
    da sua juvenludc do que Ihe disse o padre
    Po naquelle jurado em que foi aecusado ,
    quaudo S. S. era o juiz presidente desse acto,
    'actos de qui S. S ainda est por justificar-
    se eu nao estava fura daqui, fui lestemunha
    do que alli se passou. Se me proposesse a pre-
    sentar actos de vidas privadas, se quizesse lan-
    zar em rosto actos de vossas autoridades, que
    eu sei ; mas que nao possa provar, onde iriao
    minios dos que vos inculcis como limpos das
    culpas que attribuis a vossos adversarios ? Nao
    o larei porque a minha educacao difiere das
    vossas ; procurarei smente tratar dos fados
    polticos demonstrando os vossos erros, fazendo
    nos intrusos, que sa > obrigados a lancar mo
    de taes meios, ac.ibao quasi sempre vctimas
    da mesma anarchia E como, quando tanto
    alardeis de gorernistas, cavis a ruina do mes
    mo Governo, e da Monarc'nia 1 Ah misera-
    veis sois to miopes, tao embacis, lao es-
    tupidos, quo vos mellis a polticos, e nao o
    sabis ser ; e se o nao sois, como alias fica
    provado, entao doveis confessar que sois uns
    hipcritas, quo invocis o nomo do Governo,
    em quanto Ihe preparan a ruina, para formar-
    des um governo que se preste aos vossos srdi-
    dos interesses, que vos exalto aondo nunca vos
    evaris o merecmento de que vos achais bal-
    dos, ainda que isto custe ros do sangue que
    monstros! !
    Eu com tudo romo bom governista, e minis-
    terialista, pois que o sou ainda creio que o
    Governo lem osolhos abertos, que nao se il-
    ludir, "o saliera charmar-vos a ordem ; para
    o que sempre nos achara de seu lado, porque
    para suplantar a anarchia e o vosso batalhao
    ligeiro, para sustentar a Integridade do Impe-
    perio, e o Augusto Monarcha, a inviolabili-
    dade de Sua Pessoa, o systema quo felizmente
    nos rege (e que vos arteiramente pertendeis
    deslocar) damos a ultima gota do nosso sangue.
    Estes sao os sentimentos, dos homens da or-
    dem ; eu, como todos, francamente vo-lo de-
    claros, combati com as mesmas armas.
    O inimigo d'anarchia.
    Correspondencias.
    Senhore RedactoresO artigo do seu Diario
    de '26 do corrente obrigou-me a procurar a ler
    aqaelle do I), novo, a quo se refera, e como o
    julgue obra prima nesse genero, e seja mui pro-
    vavel, que todos aquellos a quem elle se dirige,
    nao sejao assignantes desse I). novo, rogo-Ibes,
    queirao transcreve-lo na primeira occasiao.
    Um liego liarros, e Cavalcanti.
    A PANDILIIOCRACIA DO GARARAPES.
    Seria um nunca acabar so quizessemos res-
    pondera todas aspatifanas do (uararapes.prin-
    cipalmente depois que a pandilha conheceo o
    nosso espirito de ordem. Em quanto o povo
    mostrava o seu enthusiasmo, tudo era medo,
    tudo sustos, e entao nao viao em cada canto
    senao o batalhao ligeiro, quo os persegua,
    que os ameacava, que os espancava ; enlo o
    romorso os trazia n'um orlado : o ladrao va a
    ver a lodo o Brasil que nao passais de aventu- i forca armada pelo povo em cada praca publica.
    reros, que vosso credo poltico, s se ha fir-
    mado na sedo do mando, o do ouro, que pou
    co vos importa quo a patria gema ao peso dos
    vossos desvarios: e nao vedes que ha ahi infa-
    mia ? E nao vos envergonhais So vos
    vos appellidais partido nacional e da ordem, o
    quo inculca que somos estrangeros, como ar-
    rogndolos um titulo tao honroso, os vos
    mesmo quem o prostitus com os vossos feilos.
    e com os vossos escriptos? Vos vos apresen-
    tais a frente das massas, concitando-as para
    anarchia vos apresentais orcas armadas em
    atitude hostil, j aqui, e j'alli plantando o
    susto e o terror, e por esto meio queris ven-
    cer as eleicOes onde julgais, que nao vos sao
    favoraveis! Na presenca desses faetos ainda ou-
    sais levantar a voz e di/er que sois governistas ?
    Sendo vos os primeiros quo destes um exeuiplo
    tao terrivel, romo gritis agora que somos nos
    os desordeiros, e anti-governistas qual de
    nos o ser ? Vos que nos ameacais com os
    vossos cacetes, e punhaes. e com o vosso da dos
    desengaos ou nos, que procuramos defender-
    nosdos vossossiccarios,ja de brarjoerguido.para
    honrosos precedentes de ir infamar os Pernam- nSo sucumbirmos a seus ps como mansos cor-
    e o carasco dansando-lhe no pescoco ; o assas-
    sine via nao s a forca, mas ainda a sombra dos
    assassinados pedindo a Dos vinganca pelo
    sangue derramado ; o prevaricador, o magis-
    trado corrompido e venal via sgales, em cu-
    jos bancos deviao encorrentados pagar suas cul-
    pas ; emliin a propria consciencia osaguilhoa-
    va esubmssos parecido implorar a nossa mise-
    ricordia. Agora porm que provamos de urna
    maneir incontestavel o nosso amor a ordem,
    agora que elles vrao que eramos os primeiros
    em aconselhar ao povo toda a resignacAo e so-
    frimento, lancarao as manguinhas defra, e
    nao ha patifaria e insolencia que nosnoati-
    rom 8 cara : contaro com a impunidade?
    Embora Ihes digamos algumas verdades bem
    amargas, elle nao tratao da desculpa, nem
    cuiao da defesa ; pelo contrario sofrendo todas
    asferidas, que Ihe fa/emos, com urna resigna-
    co evanglica, nos accomettem com urna im-
    pudencia, com um cinismo assombroso, como
    quem tem una consciencia calejada, sobre a
    qual ufijo faz mossa a prova mais evidente de
    seus crimes Citamos entre eiies os nomes
    de varios magistrados venaes e corromnidos.


    wm*m

    *
    6 O Si. Nabucu apenas
    aiioudesi: e porque elles esperavio para dar principio soque, ha
    nao defenderte ao Sr. Francisco Joao, vosso muto, projectavao?
    correligionario em poltica e moral ? oh elle Se elles tivessem. vergonha, nos Ihes pergun-
    que se defenda, dir o trio do Guararapes tariamos, para que erao certos preparativos que
    Fin peral di/eni elles, que nos calumniamos de,antemo dispozerao, como na Boa- vista, on-
    o partido, quando Ihes descobriinos os podres, de, dizem, at facas de ponta havio sido guar-
    como se nos dicessemos urna mentira, chaman- dadas no armario da sacrista do Vigario. e em
    do-os ladros; agora Ihi's pergunfamos, e o outros lugares, e outras cousas mais ? E a vis-
    Sr. Rigueira Costa nao he vosso correligiona- i la de ludo havia o partido da ordem esperar po-
    rio, nao he do vosso lado? Sim : o porque la hora dos desengaos? Isso queria a pendi-
    do nosso partido ainda n^o houve urna s voz, Iha, e os amigos da ordem obra rao com a pru-
    que se levantasse, e dicesse que elle era ladrao, delicia que os caracterisa, retirrio-se para nao
    ou venal, ou corrompido? He porque o Sr. seren apedrejados, como eslava recommendado
    Rigueira Costa he talvez o nico magistrado
    honesto o probo entre essa infame pandilha, e
    o povo respeita sempre a probidade onde qucr
    que ella esteja r no meio dessa canalha o Sr.
    ttigueira he a perola entre o estreo.
    O mais engracado do Goararapes he a paro-
    diaque faz da pandilhocracia trapixeiea, pergun-
    tandocom infantil|ingenuidade,se os RegbsB r-
    ros Joao Mauricio Vanderley Manoul Joa-
    quim &c. formao a pandilhocracia e se o Sr
    Urbano. Antonio Afonco IN'unese Roma for-
    mao u partido nacional!.' l'ots bem meus Se-
    nhores ; nao queremos ser Juizes desses noines
    o dos do nosso partido porque nao se d com-
    pareci mas vede un homem honesto per-
    guntau a qualqucr homem sisudo do nosso la-
    do se troca o seu nome e a sua reputadlo por
    um desses Regos Barros ou por Joao Mauricio
    Vanderley, ex Prcfeito e Juiz de Direito da co-
    marca do Limoeiro !l Perguntao ao Sr Riguei-
    ra Costa se quer sur Joao Mauricio ou Francis-
    co Joao perguntac a qualquer outro se quer
    ser um desses Regos Barros porguntae-lhes
    tambem se querem ser dessa raca de assassinos
    de piofissSo que intimidao a todo mundo e
    que mandao matar por d c aquellapalha; per-
    guntae mesmo a j Sr. B. da Boa-vista se quer
    trocar a sua boa ou ma repulacao, o seu bom
    ou mi nome pela reputacio e nome da maior
    parte dos seus apaniguados! !
    Senhores do Guararapes estis brincando,
    ou perdestes ojuizo Pois em Pernambneo ,
    US barbas deste povo que vos conhece ousais
    cstabelecer urna comparado to odiosa entre
    nomes to respeitaveis e outros que s signi-
    (ico tudo quanto ha de immundo e vil sobre
    a trra? Pois o Sr. Joao Mauricio homem
    para entrar em liuia de conla com os Srs Lr
    bao Nunes, Antonio AITonso e Boma ? Pas-
    sa fra canalha vil e ahjecta passa fra qua-
    drilha da Mirueira, passa fra caterva de Jor-
    cados. Mas o que se podo eperar do (Guara-
    rapes ridigido em ebefo pelo Ambrosio L-
    mela dos nossos lempos! Agora vemos que an
    damos errados aconselhando a resignadlo'ao
    povo, agora estamos convencidos de que mis-
    ter levar a pi esta canalha ; agora estamos
    desengaados de que os trapixeiros nao se le-
    vo com boas palavras, e que so Ihe deixarmos
    o campo livre se tornaro to insolantes que
    ser preciso armar-nos e dar-Ihes inuita pan-
    cada.
    Alerta pois olera e olho vivo ; a;ora, sim.
    somos os primeiros cin aconsclliar a todos que
    se preparem porque da nossa paciencia e so-
    frimento su resulta a forca de audacia dos nos-
    sos inimigos.
    Abaixo a ignorancia presumida abaix
    delapidacoe o soborno abaixo de urna w
    para seuipre a infame pandilhocracia de Per
    nambuco. (HE O DIARIO-NOVO.)
    ao batalho ligeiro, no pasquim que se espalha-
    ra com antecedencia, e deixrio o campo livre
    s infamias da pandilha. Diz ella que nenhu-
    nia provocacio, nenhum acinte se fez aosdo
    partido da ordem; ainda queria mais ? Nao
    andavAona matriz da Boa-vista um cachimbei-
    ro, um envenenador de paisde familias, eou-
    tros, insultando os homens pacificos? He mui
    ta protervia !
    1 eli/menle, os Pernambucanos amigos da
    ordem o socego publico continurAo a portar-
    se da maneira por que at agora o tem leito,
    paro serem abencoados pelos homens bons, e
    ajudados por eos, que nos livraro dessa horda
    do anarchistas, que espreito a occasiio de nos
    provocarem, e darcm principio ao que tanto de-
    sejo. Deixemos por agora o campo livre a ci-
    a ambiciosos e aventureiros, que tudo alro-
    pellao com o fim do locupletarem as suas ambi-
    ces, sacrificando tudo com os sagrados nomes
    de liberdade do povo ; as circunstancias bao
    de mudar, e Dos nos dar a victoria. Assim o
    espera o Amigo da ordem.
    Misce llanca.
    'n. Redactores Esto completamente
    ganhas para o partid > da praia as eleicoes
    primarias as quatro freguezias dacidadedo
    Becie, e as duasda cidade de linda ; que
    c magnifico triumpho Diz o f). novo de 24.
    He muita protervia dessesescrevinhadores! Que
    mais podiao elles dizer, se nao foseemos todos
    testemunhas de quanto tem acontecido relativa-
    mente ; maneira com que tem procedido a pan
    dilha ? Mas todos sabemos os mcios que se em-
    pregro para a qualificacio dos votantes e elo-
    giveis; que se qualificriio em algumas das
    fregu/as morios, menores, fi I ti os familias e
    invisiveis; sabemos que se eslorquiro as assig-
    naturas das listas, que se (serio ameacas sos
    que A ellas se negavio ; fomos testemunhas dos
    meios indecorosos que esse infame partido em-
    pregou para se nomearem os l6quetinbio de
    eleger os Secretarios e Escrutadores, que de-
    vio compor os Mesas ; o nao obstante toda es-
    ta publicidade, o pasquim mor falla em trium-
    pho!
    Elles, Srs. Redactores, bem sabiao que so
    sendo nomeados conphos seus, podiao vencer
    as eleicoes, bem conhecio o risco em que se
    achavio, pois havio listas sem asignaturas.
    outrassem serem reconliecidas. outras sem pro-
    curages, estas sem sello, em fim que as irregu-
    laridades ero tantas que n5o se podem enume-
    rar : e, a viste de tudo isto, o que queriao os-
    ses anarchistas praieiros que llzessem os do par-
    tido da ordem ? CJue, vendo como elles dispu-
    nhAo de tudo a seu bel pra?er, se fosseni expr
    e insultos e rejeicio de suas lisias, uccasiao que
    CARTAS SOBRE A AMERICA DO SUL.
    II.
    A emigrac&o.
    Na America nao so faz a guerra como se fez
    na Europa; n'essas vastas regioes incultas e de-
    sertas nao p'ide um excrcilo fazer seguir nem
    provises nem reservas; corre de um a outro
    ponto c nao arha sua subsistencia senAo na
    rapidez deseus movimentos. Os cavallos tor-
    nam-se-lhe indispensaveis, nao para comha-
    ter porm para oceupar o campo. A caval-
    laria substitue o comboi : cada soldado leva 5
    ou 6 cavallos; nunca se acampa anda inces
    santcmente forragem. Ora por abundan-
    tes que sejo os pastos n'esse inesgotavel conti-
    nente americano bemde pressa um exercito
    os tem exhaurido em torno de si ; e ho por isso
    que urna batalha quasi nunca he senao um en-
    contr de dous exercitos que se topo mudando
    de lugar ; e nem sempre o vencedor he aquel
    le que conserva o campo de batalha. Os nossos
    nautas \ i roo com espanto, as planicies do l'ru -
    guay o exercito de Oribe e o exercito de Ri-
    vera urna vez em presenca e prestes a travar-
    se desviarem-se de co nmum accordo e de-
    sapparecerem por pontos oppostos. Qual era
    pois o motivo de tctica tao singular ? Ho mui-
    to simples; por mais ardentes de combater que
    estivessein os campeoes era Ihes mister pri-
    meiro que tudo adiar forragens para os caval-
    los que islavio inanidos de fraqucia. Um
    exercito sem cavallos, diz o adagio americano,
    seria urna aranha sem pernas.
    Com semelhante estrategia ordenada alm
    d'isso pelo estado dos logares, urna victoria nao
    decide nada e a resistencia pode eternisar-se
    mudando de posieao. Os Ayacuchos espera-
    rao ser bem succedidos na Europa experimen-
    tando sobre a Hespanha este systema de tem-
    porisacao que a sua custa oprendrao na A-
    merica ; mas eslava escripto que a experiencia
    os condemnaria em ambos os hemispherios e
    dara ao mundo urna prova duas vezes irrecu-
    savel de sua ignorancia o de sua fraqueza.
    O exercito hespanhol querendo dominar
    sobre as cidades entrincheirando-se n'ellas ,
    obrigou o* habitantes a se retirarcm para os
    campos. Dcpois os centralistas ou unitarios da
    America commelterao o mesmo erro. Esles
    ultimas tambem escolberao as cidades para cen
    tro de operaces; porm, A excepgio da diffe-
    renr;a do urna guerra estrangeira para urna
    guerra civil, tendo a primeira por necessidade
    vencer, nao tendo a segunda por fim senao
    manter-se Ayacuchos e centralistas sao fatal-
    mente lidos em temor pela resistencia mes-
    mo passiva do interior. A indolencia e a a-
    pathia das popularoes americanas podem sos
    explicar como urna lula mesmo entre forras
    desproporcionadas acha o n.eio de se pro-
    longar inrieterminadamento.
    Para se decidir a insurreicAo no tempo da
    guerra da independencia foi preciso que Lord
    Cocbrane com marinkeiros estrangeiros, pa-
    gos por todas as provincias e as mais das ve-
    tes fazendo elles mesmos sua parte de presas '
    rechacasse para o interior a potencia hespanho
    ' Vide Diario n. 209.
    la que oceupava todas as praca fortes da costa;
    foi preciso sobretudo que o general So Martini
    atravessasse a America em lodos os sentidos pa-
    ra dar urna forca de coheso e de impulso a to-
    das essas fraeces de guerrilhas compostas de
    individuos que occupavSo o campo por-
    que tinho sido oxpulsos das cidades. Ho
    je Lima ou Caracas se pronunciavao pe-
    la independencia ; amanhaa contra sem
    que isto tivesse consequencias. A causa da in
    dependencia estava ganha de antemSo e nao
    era raro vr-se (o que acaba de ter lugar na
    Hespanha por urna causa muito semelhante) os
    dous partidos abracarem-se no campo da bata-
    lha em vez de pelejarem.
    Terminada a luta ficarao de menos as ca-
    pitacoes e de mais a independencia ; o povo ,
    satisfeito em toda a sua ambicio readorme-
    ceo em sua preguica tradiccional; por* m os
    libertadores n8o tinhao se quer aguardado o
    fim da oceupacio para disputarem entre si o
    poder. O povo deixou obrer os partidos, e
    nenhum d'estes procurou ou soube conquistar
    Ihe o apoio : os governanles se suhslituiSo no
    poder; nenhum se mantinha. EntSo se pode
    ver quanto a liberdade hecousa perigosa, quan-
    do nao tem por apoio a autoridade e a jus-
    tica.
    A autoridade como podia ella sahir do seio
    d essas facces turbulentas e inconstantes,
    compostas de tantos prctendentes quantos erao
    os seus individuos qnese acce!erav3o, impel-
    liao promiscuamente aoassalto de um poder e-
    phemero .. A justica quem podia pensar
    n'ella no meio de tal confuso ? A lei era uni
    camete um instrumento na mao dos partidos ;
    o direito era a intriga dominanteTem razio
    quem tem /=dizia o proverbio em voga.
    Esta crnica poltica redundava em beneficio
    dos emigrados ; da lei de insurreicAo que os o-
    brigava ao servico militar nascia para elles o di-
    reito de se ingerirem nos negocios. E depois.
    que importancia Ihes nao dava a sua qualidade
    de Europeus junto dos homens pblicos que
    pretendiAo todos reger a America segundo as
    regras do Governo observadas na Europa El-
    les sos ero os representantes da civilisacAo nos
    estados que se iao fundar n'essas sociedades
    novas que tinhao chegado sua emancipacAo ;
    elles sos estavo no caso de oceupar empregos,
    de iniciar a America no nosso luxo e nos nos-
    sos costumei, as nossas artes, as nossas ins-
    tituices; estavaoemfim especialmente enesr-
    encarregados da instalec^o d'essas velhas colo-
    nias sbitamente metamorphrseadas em jo-
    vens repblicas.
    Fi/erao se porm arrematantes e instituidores
    ao mesmo tempo e faziao-se assentistas
    ou coronis segundo queriao : sua missao ci-
    vilisadora cobria sempre sua especulacao mer-
    cantil.
    Ainda estaris lombrado sem duvida das
    relacoes maravilhosas que entao se nos faziao
    dos progressos que se iao effecluando na Ame-
    rica. A Europa se mirava n'elles com compla-
    cencia ,' porque era obra sua.' Foi a esses eoli-
    to! tao ingenuamente aceitos por nos, que
    os estadistas americanos deverao sua reputacao
    transatlntica ; no meio de seus embaracos e
    de sua impotencia ; no meio de seus embara-
    cos e de sua impotencia esta gloria de impro-
    viso os ofluscou e os embriagou : voltados para
    o Oriente d'onde vinha o Sol, saudavoo com
    amor e gralidao e os desgranados nao viao
    que a densa noite ainda os rodeava com seus
    desvarios e suas eiladas !
    Em 1829 o Presidente Rivadava chamou
    300 Francezes a Buenos- A y res sobrecarre-
    gou a Repubfica de despezas loucas para afor-
    mosear a cidade o loi alcunhado na Europa
    o Perii les da America. Entretanto em der-
    redor da nova Athenas o campo permaneca de-
    serto e os que se aventuravao fra dos muros
    er8o infallivelmente assassinados ou roubados!
    Quando desembarcarAo os 300 Francezes ja nao
    existia mais o poder de Rivadavia o elle mes-
    mo comprava a vida ao preco do desterro.
    Demais lodosos hroes da independencia ,
    comprehendido o mesmo Bolvar lorAo victi-
    mas da iodiflerenga ou da reprovacao d'essas
    Repblicas que fundarSo. E n8o deverao cl-
    les mesmos reconhecer em fim que erao vaos
    seus esfnrrns em querer comecar urna obra pelo
    fastigio ? A America julgou contra nosdi
    zia um d'elles nao ha muito tempo. Com
    tudo sua tradicao subsiste ainda, e he a emi-
    graco que a perpetua.
    He por tanto antagonismo entre as ideas eu-
    rupas, representadas pelo partido dos unita-
    tarios e o espirito americano representado
    pelo partido dos federados.
    Levai em conta, Sr., a existencia d esta luta
    que depois do nosso bloqueio do Prata, desper-
    tou mais ardente. Os factos me fornecerao so-
    brada razio quando eu chegar a censurar os
    nossos nacionaes pela parte que n'ella toma-
    rao. '
    Vari edad e.
    OCARAPUCEIRO.
    O qut he um joven de educacOo.
    NAoha materia, em que mais se falle, do
    queseja.om educacao : e em verdade nunca vi
    tanta gente malcreada, como nos nossos di as.
    Nos lempos gothicos, em quo se diz, que nAo
    havia educacao, o filho respeitava religiosa-
    mente aopai, o discpulo ao mestro, e o moco
    ao anciao. Mas hoje, que be oseculo d s
    joven* de educacao, o filho zomba do pai, o
    discpulo nenhum caso faz do mestro, e o moco
    trata o velho com o ultimo desprezo. Di-
    zem, que odefeito esl no pai, no mestre, o
    mais no anciao; porque nAo sao prototypos
    taes de virtudes, que por isso venhAo alero
    necessario prestigio : mas as antigs eras nao
    tinhao estes nenhuma falta? Serio todos
    Aristides, Scrates, Cales, eFocies? En-
    tretanto erao igualmente acatados da Mocida-
    de. Crio', que a diflerenrja vem das mxi-
    mas, e principios, predominantes neste, e na-
    que I le seculo
    Para mim he um axioma de Moral, que
    a educacao, que nao tem por base o sentimento
    religioso, a educacao, que se nao funda em as
    regras, econselhosdo Evangelho he falsa, he
    Ilusoria e por conseguinte improficua. A-
    lm disto entendo que he mister dar moc-
    dade hbitos e prendas uteis asi, e socie-
    dado o certo carcter grave que venha a
    tornar os homens serios reflectidos sisudos ,
    e prudentes. Mas nao he nada disto o que
    muita gente entende por um joven de educa-
    cao. Um joven de educacao he aquelle que
    traz urnas barbas de mouro que traja e se
    atavia rigorosamente segundo os igurinos, quo
    vem de Pariz ; que nao lira das maos um par
    de luvas nem da boca um archote denomina-
    do charuto : item que papaguea francez que
    tem vasta liefio de novellas; que sabe perfeita-
    mente todas as marcas das quadrilhas ; que he
    socio eflectivo de lodas as sociedades acabadas
    em i'fia ou em a : que joga o seu ecarte :
    que nao vai Igreja se nao para namorar ;
    que em tudo mostra o seu nobre orgulho ,
    isto he ; a sua ma creacAo : finalmente que vi-
    ve como philosoho epicurista o morre como
    um burro.
    -a
    COMMEPX
    " O General Sao Martim que conquistou do-
    as repblicas independencia, o Chil he o Pe-
    r e o nico homem que comprehendeo que
    a obra da organisacao devia ser separada da o-
    bra da conquista ; por isso soube resistir A am-
    bir/So de fundar que perdeo Bolvar ; reti-
    rou-seda arena, urna vez terminada a sua ris-
    sSo de libertador. Sao Marlimacha-se actu-
    elmente em Pars ; seu nome com o de Ro-
    sas he o nico realmente popular hoe em to-
    da a America do Sul. Direi porque.
    (NoU do Autor.)
    A Haii(lega.
    Rendimento do dia 27 ........16:462*751
    Descarrega hoje 28.
    BarcaNavarre -rnercadorias.
    Brigue WarsatB------larinha.
    IMPliTAQA.
    Cumberand, barca ingle/a, vinda de Liver-
    pool, entrado no correntc mez a consignaco
    de W. E Smith, manifestou oseguinte :
    11 caixas e 5 fardos fazendas d'algodao; a J.
    J. Monteiro.
    1 emhrulho fazendas de dito e papel; a N.
    O, Bieber & C.
    10 caixas e 1 embrulfao fazendas d'algodao e
    chales de laa e algodao, 3 caixas lencos deseda,
    3 ditas chales de seda e ditos d'algodao; a Rus-
    sell Mellors & C
    6 caixas fazendas d'algodao ; a ordem.
    1 fardo fazendas de laa ; a J. Crahtroe
    &C.
    26 fardos e 28 caixas fazendas d'algodao ,
    3 fardos fazendas de linho, 1 fardo fazendas de
    laa; a Jones Patn & C,
    25 gigos meios ditos o 1 caixole louca; a lox
    Brothers.
    10 fardos e 2 caixas fazendas de linbo, 500
    barricas farinha de trigo ; a Johnston Pater
    &C.
    500 bariicn farinha de trigo ; ao Consigna-
    tario.
    Novar re barca americana, vinda de Pbila-
    delphia entrada no correntc mez a consigna-
    cSo de L. G. Ferrei'a Si C, manifestou o se-
    guinte:
    1:500 barricas e 7>0 meias ditas larinha de
    trigo. 168 barris breu 361 bariquinbas bo-
    linilias 15 barris cravos da india, 4 cai-
    xiohas fumo, 300 resmas de papel ll caixas
    chaptoa de palha, SOduiias decadeiras, lC


    -
    fardos o 32 caixas fazcndas de algodo; aos
    consignatarios.
    400 caixas sabao, 15 ditas phosphoroa 25
    dites grana, 2 volumes ignora-sc ; aos mes-
    mos.
    ovimento do Porto.
    Dia 26 do correrte.
    Fundiou no lamero vindo da Baha cm 11 dias,
    o briguo-oscuna do guerra portuguez Ta-
    miga, Cornmandante Joaquim Jos Gonsal-
    ves Mattos Correia.
    Navio tahido no dia 27.
    Baha e Rio do Janeiro, cruveta franceza La-
    coquele, Cummandanle Larrien.
    ieelaraco.
    4 Do ordem do Illm. Sr. Inspector da
    Thesouraria da Fazenda da provincia se faz pu
    hlico, que as notas da primoira eslampa em pa-
    pel branco dos valores de 5j000, 10^000 e
    20*000 rs., principirflo a ter descont pro
    gressivo de 10 por cenlo em cada mez, cm 11
    do corrente mez de Setembro, at ficarem sem
    valor algum, na forma da ordem do Tribunal
    do Thesouro Publico Nacional de 19 de Janei-
    ro prximo passado, exarada no edital da The-
    souraria de 10 de Fevereiro antecedente. Por-
    tento convida-se aos possuidores de taes notas
    hajao de vir trocal-as nesta Thesousaria, para
    nao soffrerem o descont cima, marcado no
    rt 5 da lei n. 53 do 6 de Outubro de 1835.
    Secretaria da Thesouraria da Fazenda de
    Pernambuco, 18 de Setembro de 1814.Joa-
    quim Franciico Bastos, (JITicial-Maior. (18
    THEATRO PUBLICO.
    A manhaa 29 do corrente a beneficio de Ze-
    bedeo Carlos Cezar so ha de por em scena un
    brilhanto espectculo determinado da maneira
    seguinte :
    Depoisqueos proferores da orchestra tive-
    rem desempenhado urna das melhores overtu-
    rasdara principio a representadlo da bellissima
    peca em cinc actos a qual tem por titulo=.4
    Duqueza di la Vaubaliee. =Ser ornada de to-
    do o seu senario e vestuario que pede o seu
    autor. Os intervalos dos actos serao preenchi-
    dosdas melhores pecas de muzica dando ini
    o divertimentocom o jocoso entremez=,4 Par
    teira anatmica. =
    He este o divertimento que o beneficiado
    oflerece aos seus amantes,e protectores de quem
    tem recebido immensas provas de affecto e de
    quem agora espera toda a protecao e amparo ,
    protestando a lodos a sua eterna gratido.
    Avisos maiilimos.
    Avisos divfi'so,
    -i__________
    Segne para o Aracaty no dia 10 de Oulu-
    bro a linda sumaca Aurenia fondiada defronte
    ds Trapiche novo, poisja tem mais de meia
    carga a bordo anda mesmo sai nesse dia em-
    bora nao receba mais alguma carga quem
    quizer carregar ou hir de passagem al o dia 8
    I de dirigir se a fallar com o seu proprietario
    Jos GonQalves Simes no Trapiche novo ou na
    ra da Cadea do Recife n. 1, venda do Pi-
    tomba
    2 Para o Aracaty sai no dia 10 de Outubro
    o bem conhecido hiato Nota lmda, tem par-
    te ou todo o carregamento proinpto.es recebe
    alguma miudesa ; trata-se com o proprietario
    Manoel Joaquim Pedro da Cosa, ruada Cruz
    n.51. (6
    . I'ara Maranho sabir em poucos dias o
    patacho Neptuno, forrado e pregado de cobre ,
    tem a bordo a maior parle de seu carregamen-
    to ; para carga e passageiros : trata-se com o
    Capito a bordo on com Manoel Duarto Rodri-
    gues, ra do Trapiche n. 26.
    O N. 18 DO GUARARAPES,
    PKRIODrCO ORDEIRO E GOVERNISTA,
    sahio luz, e acha-se venda na livraria da
    Praca da Independencia ns 6 e8, por 80 rs.
    cada exemplar.
    O NAZARENO N 65
    est a venda a 60rs.cada exemplar na casa do Sr.
    Themoteo na Praca da Independencia o n'esla
    Typographia Praca do Paraizo n. 4, sobrado
    novo ; traz cousas de interesse geral e local.
    l = Aluga-se o segundo andar da casa n. 7
    na ra do Queimado ; a tratar na loja da rnes-
    ma, ou na ra do Crespo loja n. 2. (3
    1 = Na ra da Florentina quintal onde houve
    o circulo do Bernab, alugao-se ptimos caval-
    los por preco commodo e juntamente recolhe-
    so cavados para serem tratados.
    1Quem precisar do um bom cosinheiro ,
    para cosinhar e:n trra ou a bordo dos navios ,
    dirijase a bordo do brigue portuguez Ventura
    beliz : a fallar com o cosinheiro do mesmo ou
    annuncieasua morada (5
    = D-se 200. ou 3*000 rs. a premio sobre
    penliores de ouro; na ra estreita do Rozario n.
    35 se dir quem d.
    - A Sra. D. Anna Thomazia da Cruz, que
    morou na ra Augusta ; queira mandar rece-
    ber urna carta vinda da Parahiba ; na ra das
    Trincheiras n. 8.
    .= Aluga-se urna salla para morada de algum
    qomem solteiro: a tratar no Forte do Mattos ,
    ra da Moda armazem de assucar n. 15.
    l=Tendo desapparecido urna corrente de re-
    logio grossa, de casa do abaixo assignado;
    roga se pessoa a quem or oflerccida, do a-
    prenoel-a e leval-a a casa do dito no Recife ra
    do Campello, que ser generosamente recom-
    pensado. Valentim Jos Corrtia. (6
    1 Precisa-se de urna mulber paraensinaru
    urna mulata a engommar em casa de urna Sra.,
    conforme convencionar: na ra de Aguas ver-
    des sobrado n. 66. (4
    = O abaixo assignado faz sciente a quem In-
    convier, que mudou o seu estabelecimento de
    venda para a ra Imperial do Atierro dos Afo-
    gados n. 145. Jos Firnandes Goncalves.
    1 = 0 Sr. Agrimensor Joaquim da Fonseca
    Soares de Figueiredo queira annunciar a morada ou tirar o equivoco da que se acha an-
    nunciada nos jornaes para se Ihe entregar urna
    carta de pessoa que o quer empregar; poisque
    tendo sido procurado na casa annunciada, esta
    se ucha sem morador. (7
    . Se houver algum homem j idoso, que
    queira tratar de urna horta dirija-so a ra
    Imperial n. 64. (3
    Precisa-se de um homem que tome conta
    da venda no patio do Carino n. 46, por batan-
    eo ese responsabelisando pelo mesmo, pagase
    bom ordenado e tambem se vende a rnesma
    em caso de se nao querer continuar.
    - Quem annunciou querer comprar um Dic-
    cionario de Constancio; dirija-se a ruadas
    Cruzes loja que se concerta chapeos de sol.
    = Urna pessoa competentemente habilitada
    por titulo d'aula de commercio de Lisboa na
    teora e pratica da contabilidade commercial e
    escripturacao de livros por partidas dobradas,
    com 35 annos por urna negrinha, ou inolcqu! as mais obras de ferreiro; e como os seus appa-
    na ra do Queimado n. 24. (3 relhos recentementochegadosde Inglaterra sao
    c w
    Lees.
    1-JoaoKeller far leilao, por intervencao
    docorretor Oliveira, de grande sortimento do
    azendas franceza, suissas e allemes tanto
    de da laa e linho, como d!a!godao es mais
    proprias d'este mercado : terya-feira 1." de
    Outubro as 10 horas da manhaa, no seu arma-
    zem ra da Cruz. (7
    l=Leilao de des caixas com cevadinha che-
    gada ltimamente de Franca por conta de
    quem pertencer; no armazem de Braguez ao
    p do arco da Conceico no Recife, segunda-
    feira as 10 horas da manhaa. (6
    3 Russell Mellors & C. farao leilao, por in-
    tervenco do corretor Oliveira, de grande va-
    riedade de f..zendas ingle/as de seda, laa, linho
    e algodao, limpas, para fechar facturas, e de
    muitas outras avariadas, por conta de quem
    pertencer : segunda-feira 30 do corrente pilas
    10 horas da manhaa, no seu armazem da ra
    .Ja Cadeia. (8
    com preparatorios que anda Biail a habili-
    tao para a oceupacaode guarda-livros pro-
    pe-se a ser admitlida em qualquer casa de ne-
    gocio que, precisando, annuncie.
    =J. B. C Tresse avisa ao respeitavel publi-
    co e principalmente aos Srs. T beso u re i rose
    pessoas encarregadas das igrejas, que continua
    fabricar orgos de todos os lmanlo, com
    clarim, cromorno, voz humana e roxinol : dito
    orgao (que sendo ouvido, nao tem apparetido
    aqui) duas finas, a clavier, o a chave de rea-
    lejo por lalta d'organisla ou por falla de sa-
    ber tncal-os, entao se toca com a chave, como
    so fosse um realejo, obtendo a rnesma voz de
    um orgSo de igreja, erntendo nos silindros, a
    missa, os hymnos para todas as feslas e dias
    santos do anno, ludo reunido na rnesma obra;
    realejos com tambor e trombeta para recreio de
    casas, com quadrilhas para dancar, pantaln ,
    etee, pou'es, trenis-finales e walsas : outro
    realejo do todas as dimenses para igreja, com
    a missa e os hymnos com a rnesma. voz de um
    orgo de igreja; as pessoas queoquizerem
    honrar com sua presenca acbaro j em sua
    casa algumas obras promptas, transferirlo sua
    tenda para o mesmo atterro da Boa-vista n. 12;
    onde o acbarSo das 9 horas da manha. *s trez
    da tarde,
    O Sr. Ebrata tenba a hondada de annun-
    ciar por esta folha a concluso do negocio tra-
    tado com Eduardo KrampfT no botequim da
    ra nova.
    O Escrivao da Irmandade de N. S. da
    Solidade da Boa-vista convida aos Srs. Irmaos
    a comparecerem no Concislorio da rnesma Ir-
    mandad.' pelas 9 horas do diapara procede-
    rem a Eleieao da respectiva meza.
    1 Permuta-sc. ou vende-sc una escrava
    de primeira qualidade, prometlem agradar aos
    seus freguezos tanto na qualidade da mao
    d'obra como no preco e promptidio. d
    CAUTELLA CONTRA AS FALSIFI-
    CARES.
    (Constando a Meuron y C., que cm algumas
    vendas e lojas d'esta cidade se vende um rap,
    coma falsa denominarn Au rap arta preta ,
    com astuciosa imitacSo dos botes, rtulos e sel-
    los da sua fabrica fa/rm sciente aos seus fre-
    guezese o publico que em resguardo da sua
    propriedade o dos seus direitos accrcscentao
    firma ao sello do nico deposito do legitimo ra-
    p arta preta, que permanece no mesmo lugar,
    ra da Cruz n 26.
    Portanto qualquer outro rap que se incul-
    que debaixo desta denominacao he urna falsi-
    ficaco dos productos ila fabrica de Meuron f
    C. inventores, e nicos proprietnrios das fa-
    bricas do rape arta preta, tanto na Babia no
    Rio de Janeiro o MaranbSo, comoem IVrnam-
    buco, erogfioaosSrs compradores deacau-
    tollarem-se contra as fraude, sendo as Ola ores
    no rap, que se vende a retalho. (21 j
    PREVENQO CONTRA OS FALSIFI-
    CADORES.
    Estevao Gasse, sabendo que em algumas lo-
    jas e vendas desta cidade so vende um rap
    feito testa provincia com o titulo de princeza ,
    e falca imitaco de botes rtulos de sua fabrica,
    previne ao publico seus liegue/cs que a bem de
    direito de propriedade sua, acressenta nos ver-
    daderos botes de sua fabrica um sello com sua
    firma e insinuaran do nico deposito do legiti-
    mo rap princesa nesta provincia. A vista do
    exposto, qualquer outro rap inculcado com a
    denominacao assima be falsificaco as fabricas
    de Estevao (iasse nico inventor e proprietario
    do rap princesa (loito no Brasil), tanto no Rio
    de Janeiro Rabia e em deposito no Mara-
    nho Para, assim como em Pernambuco na
    ra da Cruz do Recio n 38. (16)
    9Johnston Pater & C, teemconstantemen-
    te venda taixas de ferrobatido ie coado mo~
    endas de (orc,a de 4cavallos bax e alta pres-
    sao, ludo por preco commodo : na ra da Ma-
    dre de Dos n 5.
    2 Um rapaz, que tem alguns preparato-
    rios como aejSo latiin, franco/, pbilosopbia ,
    geometra e lingua nacional prope-se a
    dar liges de primeiras leltras, arithmethica ,
    egrammatica portugueza segundo o methodo
    adoptado pelo lycco. Elle prometi todo o es-
    mero possivel no desempenho do suas funeces;
    assim como attendera quelles de seus discpu-
    los qne forem mais pobres, estipulando-Ibes
    um preco mais commodo. As pessoas que de
    seu preslimo se qui/erem utilisar, podem di-
    rigir-sea ra d'Assumpco n. 16, defronte do
    LOTERA DE S. PEDRO
    MARTYR DA CIDADE
    DE OLIJNDA,
    Correm infalivelmenle es rodas, no dia 10
    de Outubro prximo vindouro e os hilhetes
    acho-se venda nos lugares j annuncia-
    dos. (8
    3 Jos joaquim Alves Teixeira, embar-
    ca para o Rio de Janeiro a sua escrava Amalia.
    3Recebe-se pretas captivas para ensinar-se
    a engomar com loda perfeicSo por preco c-
    modo e tambem se engoma toda qualidade de
    roupa ; quem qurzer procure no forte do Ma-
    to, prensa de Jos Ribeiro de Brito. (5
    3Precisa-se alugar huma preta, para o ser
    vico de huma casa de pouca familia e que sai-
    b lavar e engomar com aceio, na ra Nova
    n. 19 (*
    2= Jos de Bitaucurt, agente do arrematan-
    te das cartas de jogar na froguesia da Boa-vista,
    tem autorisado ao Sr. Francisco Simoes da
    Silva para vender ditas cartas em sua venda
    sita na Solidade ; o annuncianle tem por noti-
    cia que algumas pessoas estao vendendo ditas
    cartas sem licenca do annuneiante, por isso
    faz scienle as mesmas pessoas que vanhio in-
    tender-se com o annuncianle l ao dia 30 do
    corrente mez, (indos os quaes passar a fazer as
    mais rostritas indagaces, e depois do mal que
    Ihe acontecer, nao sechamem a ignorancia.(12
    4= O Dr. Theberge tem de lazer urna via-
    gem ao Cear, deixando a sua lamlia nesta ci-
    dade, e o Sr. Ricardo Chrisostumo Rodrigues
    encarregado de seus negocios at sua volta.
    LOTERA DO GUADELUPE.
    s hilhetes da pequea e mu acreditada lo-
    tera do iiuadelujie que mui prximamente
    deve correr, achao se a venda as lojas de cam-
    bio da ruada Cadeia do Recife, dos Srs. Vieira,
    e Cunha; na de miudesasda praca da Indepen-
    dencia, do Sr. Fortunato Perelra da Fonseca
    cavilhes atracadores, parafuzo de apertar ej Kastrs ; na botica do Sr. Moreira Marques, ao
    oulras feragens para encentro, eixos trilhos e p da matriz; na Boa-vista, botica do Sr. Igna-
    outras ferragens para carros parafuzos e por- \ ci Jos de Couto ; e nos Quatro-cantos em
    cas de todos os lmannos (erragens para na- Olinda loja do Snr. Domingos Jos Alves da
    vios, varandas, portaes, carros de mao e todas Silva. (!S ,
    1Conlinua-s a lazer caixas com toda a
    promptido para qualquer abrica de chapeos
    sendo a 1,200 a duzia, e se prometle serem
    bem feilas, e da-se at dez duzias ou mais
    por da e assim como com tornos e sem elles
    para lojas francezas editas para toquinhas a
    800 rs. a duzia o tambem se fazem cascos de
    palnha,' o qualquer oba perlencente ao oli-
    cio por menos preco do que em oulra qual
    quer parto ; na PraQa da Boa vista n. 26 fa-
    brica de chapeos. (11
    1Na ra Direitu no segundo andar da
    casan. 8. ensina-se meninas a ler, escrover,
    contar, Crammalica portugueza, Arithmeti-
    ca, assim como acuzer, bordar do seda, de
    linha, lavarnto ludo com perfeicao ; recebe
    se tambem meninos t idade de 10 annos, a
    pessoa que se propoo a isso so compromelte
    com todo zelo a educar seus alumnos da ma-
    neira a mais satisfactoria : quem se quiser
    utilisar de suas habilitacoes digne-se appareccr
    para tratar do ajuste mensal. (11
    Qualquer mestre de marcineiro, que se
    quizer encarregar de ensinar o mesmo ollicio
    a um menino de quator/e annos, sugeitande-
    se o pai do dito menino a passar um papel de
    trato; annuncic para ser procurado, adver-
    te-se que o menino j tem algum principio do
    dito ollicio.
    1Alugo-se duas casas, sendo urna no
    Posso da panelia, para grande familia, em
    frente a casado Sr. Pedro Jos Carneiro Mon-
    teiro, e oulra em Fora de portas, sendo a so-
    bradada, da parte da mar grande n. 2., quem
    as perleuder, dirija-se em Fora de Portas a
    tratar com Manoel da Silva Noves. (7
    Precisa-se de um pequeo para caxeiro de
    urna padaria, na Parahyba ; quem pretender
    dirija-se ua ra do Cabug, loja de miude
    zas n. 1. C,
    Quem precisar de um rapaz portuguez,
    que desoja ser nrranjado em qualquer oceupa-
    efio commercial o qual tem pratica de todo o
    negocio, sendo muito ahile sabe bem ler, e
    escrover, podo procurar na traveisa do Rosario,
    loja de bolaxa que ahi so dir quem pretende.
    Oflerece-se um rapaz brasiloiro casado
    com pouca familia, para caxeiro de engerido
    pois tem bastante pratica, e tambem da fiador
    da sua conduta das pessoas mais conhecidas
    desta praca, quem do seu preslimo so quizer
    utilisar dirija-se a ra Uireita n. 27. no pri-
    moiro andar, pois prometle se ajuslar por
    mais ou por menos.
    1=D. Izabel d'Austria Souza Prado Masca-
    renbas e Pecanba e sua Prima D. Aurelia
    L'mbilina Ribeiro do Carvalho achao-se estabe-
    lecidas com casa de educaco de mininas na
    na ra do Hospicio n. 9. o ahi recebem alum-
    nas internas e meias pensionistas com as seguin-
    tes condiges.
    Cada alumna interna paga mensalmente, em
    trimestre adientado 25,s000.
    Cada meia pensionista paga mensalmenleem
    trimestre adientado IGjOOO.
    As materia de ensino sao ; ler escrever e
    contar, gramtica porlugueza historia e geo-
    grapbia, e em quanto s prendas, cozer, mar-
    car, bordar do todas as qualidades, e talhar.
    As aulas de recreio, como msica, desenho ,
    danca, elinguasestrangeiras sero pagas em
    separado sendo msica vocal e piano por
    mez 6^000 desenho 5*000 danca 4*000.
    = Acba-se novamente aberta a padaria da
    ra do Burgos que foi de Carlos Deters, sem-
    pre com muito bom pao, bolaxa de superior la-
    rinha, e feito com o maior aceio possivel, assim
    eomo promotle-sebem serviratoJosos reguezes
    tanto os que mandarem a rnesma padaria como
    os que quezerem que mande em suas casas.
    2=Preciia-sc de um menino, ou menina de
    idade de 9 a 10 annos, pardo ou crioulinho,
    dando-se o sustento e de vestir, e a educaco
    que Ihe or precisa, para urna casa capa/ na
    rnesma casa precisa-se de urna mulber para ama
    de urna casa de pouca amilia; a pessoa que es-
    tiver nestascircumstancias dirija-se a praca da
    Boa-vista botica n. 32. (8
    2= Aluga-se para passar a festa o sitio do
    Arco em Ponto de Ccha com trez casas, bai-
    a de capim ; quem quizer alugar, dirija-sc a
    ra da Cadeia do Recile n. 43. (4
    2 A Mesa actual da irmandade de S. Jos
    do Riba-mar convida a qualquer irmo que
    queira ser sacristo da dita irmandade dirija-
    se ao seu consistorio no dia 29 do corrente as
    10 boras da manhia. (5
    13M 'Callum S Companhia respetosamen-
    te uvisd. aos senhores de engenho e ao pu-
    blico em geral que na nova ra do Brum que
    passa por delraz do Arsenal de Marinlia teem
    estabelecido urna ferrara ( sendo a ultima do
    lado do poente da rnesma ruai onde lazem
    BMBtt


    GARBOS DL
    ALLGLKL.
    Adolphe liourgeois abri um estabelecimento
    de carros ce aluguel, no principio da ruu da
    Aurora por baixo do sobrado do Snr. Morae ,
    noqual arharo as pess'.'as que precisarem ,
    carros aceiados o por prego commodo.
    No dia 24 do crrante, as 9 horas da nou-
    te achou-se urna prela deitada com urna trou
    xa de roupa e como ella no diz, quem he seu
    senhor ; quem lor seu dono dirija-se a ra
    Nova armasem de louga fina n 42, que se
    dir aonde ella est.
    Roga-se a pessoa que levou ha dias ,
    as amostras do bico da loja franceza do AUerro
    da Boa vista n. 11 deas levar quanto antes,
    que se ficar obrigado.
    Lava-see engomma-se com toda a perfei-
    c5o aceio e por prego mais commodo do que
    cni outra qualquer parte ; na ra da Florenti-
    na n. 34.
    Precisase alugar urna escrava que en-
    tenda de cosinha, ov a ra lazcr compras;
    na ra do Torres, junto ao Corpo Santo, n. 12,
    primeiro andar.
    Quem precisar de um caixeiro Brasileiro ,
    de 18a20annos, annuncie.
    I)eseja-se fallar com um rapaz, natural da
    cidade de Braga filho de Antonio de tal Pinto,
    mestre pedreiro, morador na ra ds Cruz da
    pedra da mesma cidade ; na ra do Codorniz
    i n. 6.
    1 D-se dinheiro a premio sobre penhores
    de ouro ou prata em pequeas o grandes
    porces ; na ra do l.ivramento botica n. 24,
    do Brando. (4
    1 Aluga-se o segundo andar da casa da ra
    etreita do Bozario n. 19, por 18y rs. mensaes;
    a tratar na ra do Nogueira n. 27. (3
    1 Precisa-sede 1:900# rs. a premio deum
    por cento ao mer por lempo de dous annos .
    fazendo-se os pagamentos em quarteis adianla-
    dos dando-se por hypoteca urna casa ter-
    rea grande nesta cidado ; quem quizer dar an-
    nuncie. ,0
    1 Josefa Maria do Sacramento Costa em-
    barca o seu escravo Domingos para fura da pro-
    vincia. (3
    1 Francisca Maria das Chagas vai para o
    Ass e leva em sua companhia sua filha me-
    nor Felizmina Marciana da Silva e sua mai
    Anna Joaquina dos Santos. (4
    2Aluga-se a casa n. 137 da fu Imperial,
    que tem commodos para umu pequea familia,
    e est pintada o caiada de novo, e o preco he
    muito em conta ; a tratar na ra Direita loja
    de cera n. 135. (5
    2 U Sr. Joaquim Thcodoro Alves queira an-
    nunciar a sua morada, que se Ihc deseja fal-
    lar. (3
    2 Aluga-se o armasem do becco do Porto
    das Canoas ; a tratar na ra da Cruz n. G, pri-
    meiro andar. (3
    2 A pessoa que deixou um par de brin-
    cos eunscoraes, em penhor de alugucis de
    casa em que morou na ra da Boda faca o
    obsequio de ir tiral-os do contrario sero
    ' vendidos e o restante de seu valor posto em de-
    posito. (6
    2 Roga-se ao Sr. Jos Maria de Souza Ban-
    gel, pela terceira vez de apparecer na ra da
    Praia o, 32, a negocio que nao ignora. 3
    2Ha para alugar um escravo muito fiel e
    posante para todo o servico, por dias, ou rm n-
    salmente ; na ra Augusta sotao do sobrado
    n. 9. ,4
    2 Precisa-se alugar nm molequo para todo
    o servico ; na ra Formosa n. 6. 2
    2 Alugao-se, ou vendem-se duas canoas
    abertas ; na ra do Caldciieiro n 56. (2
    2 Maria Francisca do Nascimento retira-se
    para o Maranho levando em sua companhia
    seus 3 flhos menores. 3
    2 Precisa-se de urna ama para casa de urna
    senhora de pouca familia ; na ra de S. Ama-
    ro n. 32. 3
    2 Precisa-se de um feitorsolteiro, queen-
    tenda de horta ejardim para um sitio nesta
    praga ; na ra da Conceiyao do Recile n. 51 ,
    primeiro andar. 4
    2 Tendo no dia "25 do crrente desappareci-
    do da casa de Francisco Antonio de Besende, o
    seu filho menor Bcrnardii.o Antonio Besende
    de Figueiredo e constando-lhe que um ente
    malfazcjo o seducir, e levra-o para o Bio-
    ormuso, ou Parahiba; roga a todos os seus
    amigos e mais pessoas que sabem apreciar a
    dor de um pai que se rouba um filho menor,
    iiajao de no caso de o encontraren) apprehen-
    del-o ou avisar ao annunciante, na ra das
    Cruzes n. 33; os signaes do menor sao os se-
    gu otes ; de 14 annos, branco, corpo delgado,
    olhos pretos egrandes, cabello corrido e quasi
    preto. 1 i
    2Na casa de pasto da ra das Cruzes n. 33 >
    precisa-se de um cosinheiro. (-j
    3 Na ra de S. Rita n. 8, cnsina-se negii-
    nhas e mulatinhas forras e escravas a coser,
    bordar, fazer lavarinto, marcar, modelos de
    camisas de todas as qualidades, doutrina chris-
    taa ; taiubem seacceita, indo na segunda feira,
    f voltando no sabbado por prego commodo ;
    na mesma casa se cose toda a qualidade de cos-
    turas, por preco regular. g
    3 Aluga-se o quarto andar do iobrado da
    ra Nova n. 21; a tratar na loja do mesmo so-
    brado. (3
    3 Acha-se aqu o Proessor da lingoa ita-
    liana que morava na cidade do Porto ; quem
    quizer aprender a mesma lingoa dirija-se a
    ra da l.'ruz n. 49. (3
    5 O abaixo assignado, engenheiro civil,
    acha-se no seu escriptorio desde a 9 horas da
    1 manhaa ale 3 da tarde, no largo do Corpo San
    ton. 'i, primeiro andar.Alfredo deMornay.
    2 Vende-se um batelo de amarello em
    bruto pronrio par so fazer um bote ; ua ra
    do Queimado loja n. S, de Caetano Jos da
    Silva. '.*
    2 Vendem-se botins francezes de couro de
    bonsa80rs. a caixinha ; na ra do Cabuir.
    ioja do miudesas, junto da do Bandeira. "/
    1Vende-se urna pretacom urna cria, e com
    algumas habilidades; um moleque de 16 annos;
    um escravo pardo de 28 annos proprio para
    Compras
    9Compra-se efTecMvamente nesta Typogra-
    phia toda a qualidade de pannos cortados ou
    velhos, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
    pelao e toda a qualidade de papis velhos. (4
    3 Compra-se urna vacca parida de bezerro
    novo sendo boa leiteira; na ra Velha n. 111.
    3 Compra-se um bom cavallo que tenha
    bons andares e que seja bonito ; na ra da
    Cadeia do Recife n. 48. (3
    2 Compra-se urna escrava que saiba en-
    gommar e cosinhar bem ; no pateo da Penha
    n. 4.
    Comprao-se sedulas das que se esto re-
    colhendo no Tbcsouro com o mesmo descon-
    t ou menos alguma cosa se for em porco
    de 100^ rs. para cima; na ra da Cadeia do Be-
    cifo casado cambio de Lourenco. Bastos &
    Companhia n. 34.
    1 Compra-se um transellm com passador ,
    de bom ouro e sem feitio ; na ra da Conceicao
    da Boa-vista n. 9. (3
    Comprao-se ossos de boi em grandes e
    peqnenas pqrcoes; no Forte-do-Maltos, ra da
    Moeda armasem de assucar n. 15.
    Compra-se urna morada de casa terrea no
    bairro de S. Antonio; um ponteiro de ouro sem
    feitio; na ra Direita n. 50.
    Comprao-se efTectivamente para
    provincia escravos de ambos os sexos ,
    20 annos agradando pagao-se bem
    da Cadeia de S. Antonio sobrado de
    dar de varandadepo n. 20.
    lustro, e de bezerro para bomem meiog bo- o servico de campo ; um cavallo ruco novo ,
    tins esapatos de urna e duas solas chinelas de bom marchador ; na ra da Cruz.n. 51. (5
    marroquin e de panno sapatosde bezerro e IVende-se um pardo de 19 annos, opti-
    do lustro para meninos de 8 a 10 annos ditos mo para qualquer servico com particularida-
    de marroquim e de couro de lustro para senho- de o de bolieiro; na ra da Cruz n 5. ;3
    ra e meninas, chiquitos para meninos, o ou- 1 Vende-ge na loja do bom barateiro de
    tras qualidades de calcado de bezerro francez Guerra Silva & Companhia, na ra Nova n. 11,
    fura da
    de 12 a
    ; na ra
    um an-
    Vendas
    3Vende-se sal do Ass a bordo do hiate
    Flor de larungeira ; urna negra moca para to-
    do o servico ; na ruada Cadeia do Becife, loja
    de fasendas n. 37. 4
    3 Vende-se um cavallo castanho cachito ,
    carregador baixo, mcio e muito esquipador ,
    por preco commodo ; na ra do Vigario n. 17.
    o Vendem-se a dinheiro, ou a praso 11
    caixas de amarello novas para assucar ; na
    ra das Cruzes n. 42. 3
    3 Vende-se por preco commodo 3 flan-
    dres de vender azeito que levao duas caadas
    cada um e3funiz; na ra da Calcada, so-
    brado n. 10. (4
    3Vende-se urna porcao de bichas de supe-
    rios qualidade chegadas ltimamente da Ba-
    bia e Hamburgo muito mais barato do que as
    que se annunciaro segunda feira em peque-
    as e grandes porces; na ra de Apollo, ar-
    masen) n. 6. G
    3 Vendem-se grvalas pretas de setim, sar-
    ja e de cabello pelo diminuto preco de SOO r.
    cada urna ; na ra do Cabug, loja de fasen-
    das de i'ereira Guedes. (4
    3Vende-se um negro de nago moco, de
    bonita figura e ptimo para todo o servico;
    defronte do theatro velho n. 16, segundo andar.'
    3Vendem-se ricos chales do merino borda-
    dos de soda de todas as cores o mais lindo
    possivel a 10^ rs. cada um ; na ra do Cabu-
    g loja de fasendas de Pereira $ Guedes. (4
    3Vendem-se dous moloques, um de 8 an-
    nos e o outro do 10 proprios para aprende-
    rem oh'cio; na ra do Livramento n. 3G, tercei-
    ro andar. (4
    2 Vendem-se duas pipas de ago'ardente
    branca travs de louro e camacari de 30 a 3G
    palmos de comprido, urna duzia de pao (de
    oleo arroz de casca, tudo por prego commodo;
    na ra do Rangcl venda n. 50. (5
    '- Vendem-se bichas por preco muito com-
    modo ; no Atierro da Boa-vista n. 24. (
    2Vendem-se apparelhos de porcelana dou-
    rados o pintados, ditos azues e de outras mui-
    tas cOres para cha apparelhos para mesa de
    janlar, azues, verdes e de outras cores cane-
    cos com figuras corhpoteiras de cristal para
    doce garrafas para vinho copos para agoa ,
    ditos para cerveja ditos para Champanhe, di-
    tos para licor, galheteiras para azeito o vina-
    gre todos estes \idros sao de cristaes o lapida-
    dos Irascos de bocea larga proprios para
    manteiga e bichas e outros muitos vidros e
    louga por prego mais commodo do que em ou-
    tra qualquer parte ; na ra do Livramento, lo-
    ja delouga n. 6. 14
    2 Vende-se ou troca-se por moradas de
    casas terreas o sitio que flea entre osdoSrs.
    Jos de Azovedo Souxa e Joao Manoel Mendes
    da Cunha e Azevedo na estrada de Joao de
    Barros cujo sitio tem chaos proprios algu-
    mas arvores de fruto trra de muito boa qua-
    lidade para qualquer planlago que se queira
    fazer advirtindo que as casas pelas quaes se
    trocar dito sitio lenhao igualmente chaos pro-
    prios ; o o dito sitio acha se livre e desemba-
    rgado de qualquer hypoleca ou outro qual-
    quer empicilho que se opponha a sua venda,
    e he negociado pelos seus legitimos possuido-
    res ; a tratar no mesmo sitio. i\
    2Vende-se cera de carnauba de superior
    qualidade em porcao e a retalho ; no Becife ,
    no becco do Capim n. Go. (3
    tudo chegado ltimamente por prego commo-
    do ; no Atierro da Boa-vista n. 24. (10
    2 Vende-se panno de algodao da trra ,
    largo e encorpado ; na ra do Crospo loja n.
    23, e na ra do Queimado ns. 2 o 27. (5
    Vende-se um piano de muito boas vozes e
    de bom goslo vende-se por procisao; urna
    canda com algumuso que pega em 1200 ti-
    jolos de alvenaria por prego commodo ; na
    ra da Praia de S. Bita tanque do Vianna.
    Vende-se um bom sof de Jacaranda, novo
    e feito do melhor goslo possivel, um degro de
    angico composto de novo, um gamo com suas
    tabolas um bergo de Jacaranda leito a moder-
    na e com algum uso ; na ra estreita do Roza-
    rio n. 32
    Vendem-se chapeos de castor brancos e
    pretos francezes de formas modernas ; na ra
    do Queimado loja n. 25, de Guilherme Sello.
    Vende-se urna escrava recolhida da ele-
    gante figura sem vicios engomtna e cosinha
    muito bem ; um casal de escravos ; dous mo-
    leques de nagao, por 8-0# rs. ; um dito por
    360 rs. ; um dito por 350^ rs. ; um escravo
    pega por 500# rs. ; um mulatinho bom pagem;
    na praga da Boa-vista n. 19.
    Vendem-se ptimos licores de diversas
    qualidades a 200 rs. a garrafa eem porcao a
    160 rs. genebra embotijada a 200 rs. e em ca-
    ada a 800 rs. ago'ardente do reino a 900 rs.
    a caada, dita de aniz a 700 rs. licor de rosa
    superfino a 500 rs. a garrala superior ago'ar-
    dente de lima a 120 rs. a garrafa o a caada a
    800 rs. rolhas Onas que servem para fras-
    quinhos e proprias para botica a 160 o cento;
    na ra da Boda n. 23.
    Vende-se urna preta ladina de bonita
    figura, cosinha, engomma, e faz bem pao-de-
    l ; em Fra-de-portas n. 68.
    Vendem-se duas moradas decasas terreas,
    urna sita na ra Direita n. 99 o a outra na
    ra do Nogueira n. 28 ambas com bons com-
    modos ; na ra do Collegio venda de Sebas-
    tiao Jos Gomes Penna.
    Vende-se urna mesa quadrada de Jacaran-
    da para meio de sala por prego commodo ; na
    Camboa doCarmo n. 23.
    No deposito de vveres, na ra da Praia,
    becco do Carioca por baixo da sociedade Phi-
    lo-Thalia contlna-se a vender milho novo ,
    arroz pilado e de casca fniinha de mandioca
    em suecas lano a retalho como a tacado, por
    prego mais commodo do que em outra qual-
    quer parte.
    Vende-sa urna parte do sitio que oi do
    fallecido Soulo em Bebiribe, por prego commo-
    do c faz-so todo o negocio ; dous Larris que
    forao de azeite de carrapato ; um peso de o.eia
    arroba ; na ra JJireita sobrado de um andar
    n. 56.
    1 Vende-se um diccionario Magnum le-
    xicn grammatica franceza por Monte-verde ,
    o diccionario da lingoa ingleza por Vieifa ,
    grammatica philosophica por Jernimo Soares
    Barbosa, Telemaco, grammatica
    por Bento Jos de Figueiredo, diccionario de
    o seguinto ricas sedas brancas e de cores para
    vestidos ditas escocesas, mantas de seda bor-
    dadas a matiz, cortes de mursolina para vesti-
    dos ditos de lanzinha ditos do Iaa e seda ,
    ditos de seda e algodao cambraias adamasca-
    das, luvas de pellica com guarnigdes para se-
    nhora ditas para homem chapeos fitas do
    seda lisas o- lavradas, riquissimos espelhos
    dourados grandes o pequeos superior papel
    para sala, de forro guarnigo e barra Lieos
    de bln de seda o de linho apparelhos para
    cha de differentes qualidades e outros mui-
    tos objectos de bom goslo e chegados prxima-
    mente de Franga. (16
    4Vendem-so bichas muito boas, por prego
    commodo tanto a retalho como aos ceios ;
    na ra da Cruz loja de barbeiro n. 43. (3
    IVende-se urna venda com poucos fundos,
    sita na ribeira de S. Antonio n. 3 ; a tratar na
    mesma venda. (3
    4Vende-so urna mulata com muito bom o
    abundante leite, com um filho que est bas-
    tante nutrido engomma cosinha faz doces,
    cose e allianga-se ao comprador que nao tem
    vicios orn defeitos o motivo da venda se dir
    com verdade ; lambem so troca por um preta
    cosinheir ou quitaodeira ; na praga da In-
    dependencia, livraria ns. G e 8, se dir quem
    faz este negocio. (9
    1Vende-so urna preta com habilidades; na
    ra da Cruz n. 21. (2
    I Vendem-se latas com sardinhas, licores,
    ago'ardente de Franga em caixas de 12 garrafas,
    no escriptorio do J. P. Adour & Companhia ;
    na ra da Cruz n. 21. (3
    Escravos fgidos
    2No dia 23 do corrento tendo ido a Be-
    biribe a preta Florinda buscar urna pouca de
    roupa lavada fugio no regresso trasendo a
    mesma roupa a quai he baixa bastante re-
    orgada e levou saia de chiia ; quem a pegar,
    leve a estrada nova de S. Amaro no sitio do
    Antonio Jos Gomes do Cumio.
    No dia 21 do corrento fugio da casa de
    Francisco Mamede de Almeida o seu escravo
    de nome Jorge de nagao Mogambique, estatu-
    ra regular, seccodo corpo, pouca barba re-
    presenta ter30 annos ; levou camisa de risca-
    do com assento branco o listras azues, o caigas
    de bnm de vella ; quem o pegar levo a casa
    n. 13 defronte da porta principal da igreja do
    Corpo Santo, que ser generosamente leoom-
    pensado.
    i No dia primeiro do Julho do^. corrente
    anno fugio um mulato acabocolado do nomo
    (eremias de 23 annos, principiando a bar-
    bar estatura mediana cor abroozeada ca-
    bellos corridos o alguma cousa amacacados ,
    caneca pequea olhos amortecidos sobran-
    selhas pretas e fechadas mages do rosto al-
    tas nariz grosso o um tanto ambilado, boc-
    ea grande beigos grossos, denles perfeitos, ps
    portuguesa chatos quando anda cao com o corpo um tan-
    conariode |to para dianto ; este mulato pesar de ter as
    Fbula sSra $r]ff^fr^^'^lnM0^^6r^lm, nao he todavi de presensa
    c oLr tvni, lV7f8 PorGenucn- desagradavel tem um arsimpathico e manei-
    aobrade\oltaireem5 volumes aitede ras insinuantes; quem o pogarj leve a casa de
    volumes art
    Dantas a historia da vida de I). Joao de Cas-
    tro, tudo em bom estado ; na ra Direita n. 2.
    1Vende-se urna novilha j mojando para
    parir boa deleito oque se aulanca por ser
    de muito boa raga por prego commodo ; as
    Cinco-pontas n. 62. (4
    1 Vende-se urna morada de casa em Olinda,
    no lugar dos Arrombados a qual foi do falle-
    cido Lino Francisco Xavier com duas salas ,
    cosinha, 4 quartos e quintal bastante extengo,
    mas com o muro cabido pelo lado do Norte a
    qual precisa de alguns pequeos concertos, em
    altenySo a sto d-86 por prego commodo ; em
    Fora-de-portas, ra do Pillar n. 108, das 6 as
    10 horas da manhaa, e das duas as 6 da tardo
    1Vendem-se charutos regala, por prego
    mais commodo que em outra qualquer parle;
    na ra dos Agouguinhos n. 25 (3
    1Vende-se urna escrava de nagao moga ,
    do bonita figura engomma ensaboa cose
    bem, tem principios de lavarinto, o he reco-
    lhida ; na ra do Vigario n. 23 primoiro an-
    dar. ,s
    1 Vende-se um escravo cabra de boa figu-
    ra e mogo ; na ra da Cadeia do Becifo, ao p
    do arco da Ccnccigo n. 53. pjj
    1Vende-se 3 escravos, sendo um com prin-
    cipios de cosinheiro o dous para o servigo de
    campo ; na ra das Cruzes n. 30. 3
    1 Vende-se, ou rebate-so um conhecimen-
    lo em forma da divida publica desta cidado,
    lambem se faz negocio com outro da divida pas-
    siva tambem desta cidade, queso tem de de-
    mora o vi/ a quota do orgamento pura ser pa-
    ga ; o vende-se um sitio e casa na Capunga a
    tratar na praga da Independencia, loja n. 21. (7
    1Vende-se urna escrava da Costa, de 20
    annos sem vicios; as Cinco-pontas n. 71. (2
    1Vendem-se phosphoros de velinuas, muit
    seu senhor Paulino Augusto da Silva Freir, na
    estrada do Arraial para Casa-forte quo ser
    gratificado generosamente. (17
    Fugirao no dia 7 de Junho as 7 horas da
    noute um preto o urna preta ambos parcei-
    ros da mesma casa, sendo o preto de nome Be-
    nedicto o a preta de nome Maria levro
    urna caixa pequea de madeira oleada do ver-
    de j a tinta usada e um assafate pequeo
    do Porto, com porgao de roupa de seu uso ; o
    preto tem os signaes seguintes ; de nago Ca-
    mundongo, estatura baixa, corpo grosso, olhos
    grandes, cabega a proporgo, cabello cortado
    smente atraz pescogo grosso costas largas,
    pos grossos o largos, urna orelha lurada em
    que costumava trazer urna rozolinha tem na
    frente da cabega deum lado ao p da testa, a
    junto ao cabello urna costura, cor preta nao re-
    linda maos grossas o cheias de calos de locar
    canoa official de cascavel, que trabalbavano
    trapiche do assucar, ten. barba somonte na pon-
    a do queixo o bugo de idado de 25 annos .
    muiio ladino. A preta tem os signaes seguintes:
    do nago Benguella ostatura regular, corpo
    secco e espigado, ojhos amortecidos principal-
    mente quando falla ; as fallas muito baixas ,
    peitos pequeos, rosto descarnado mages al-
    tas ps seceos o nervosos maos regulares ,
    cOr preta nao retnela mui bem Tallanto, den-
    tes aparados ; leva um panno da Costa, vestido
    de chita encarnado, com ramagens pretas a
    aberto pela frento com abotuadura de colche-
    tes idade 25 annos; em algum lempo vendeo
    fasendas ; quem os pegar, leve a ra da Palma
    por detrazdo Carmo em casa do Antonio dos
    Santos Ferreira, quo ser gratificado com 200^
    res.
    R".iRinj naTvp. o MF. deFa^a. 18U


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