Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08163


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Full Text
Atino de 1844.
Quinta Feira M
O l'ianio (>ubl ct-n l.idos os di i que n5o forem sni>ficaa..s *> prajo da atignatuia
be de iren mil ri. |ior uuanel papila adiantadns Os anaumius doe aesignanies sao inseridos
(ialie ,:'" que nao loiew raio de 80 rea por liulia Aa reclamaces derem ser diri-
gida -a'> I > |> ra das Cruiei n. "4 nu a prarja i< Independencia luja de li.roeo 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
(i i. i a,m .>.-. f-rahyba, segundase arviaa (eirasKio Grande do Norte, chega a 8 e 21 e pai
te 10i 24.Cabo, Serinliaem RioFormoso, Macer, Porto Cel.p, Alagoaa: no i. -
41 -I de cada aaei Garanhuna e Himno a la e _' I de Caiia roer. una-vista t 1'lor
ea e 13t <\ d.lo. Cidade da Victoria quintas feiras. OHnda todos os disa.
DAS DA SEMANA.
g.'{ Se s. Lino Aud do J. de D. da 2. ,
u< Torta i. Gerar'o Re aud. doJ. de O da 3. r.
j6 Quenas. r'irmini. And do J. de D. da J. t.
'.t Quima a. Justina. Aud do J de 1) da 2. t,
27 SotU- Eluario Aud doJ de D JiJ.i.
i8 Sab s Venceslao el aud. do J.'de D. da 1. y.
5! i. l^.^^.- j~E&BL&Vl3S!!n!Br3inBBWE9nKEBBBWa^HaV
B' i.HAMkJi
de Setembro
Auno XX. M. 2io.
)
Inalll1 ili I II*III I' ni i '
ludo agora dapaode de na mesmm; Ja no.i. prudencia. *oderai;(o- energia: Coa
tinueaaos como principiamos a eeromua apuntados admiraba entre as na51.es mai*
(Proclama .1.. da AssembK-a Urral do !>.]
hUm
abioe sobre Londres "i e ]. j nom.
., Paria 180 reta p, franco
.. Liaboa 110 pOI lU de prefli.i
Mneda de cubre ao par
Idees da letras ta boas fir.-j.aa 1 pOrO,0
ciamos no du .11 ni st ihimi,
OurM'iedade fi.JU V.
u r, N.
i da 4,00
I'r.ta--'raia "*,
i Peso eolaoiBiaaraa
Ditos meii.-snns
compra
17,5(H)
,7.300
9,604
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!7.00
17.500
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0 11
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PIIASES DA LA NO MEZ DE SETEMBRO:
La cheia a'20 as 10 hjras e 5 min. d, m Luenoraa f] ..10 1, e .>5asin.das
Mu.guante a i ai 7 horas e > min 'a larde |Crescnle
.9 as 5 b a 9*
da 1
'reamar de hoje.
and.
anli.
_______ as 1 loras 1& .uin da laido
I segunda aa I boras a 4-minlos da i
DIARIO DE PERNAMBUCO.
DIARIO DE P8RN.4IBUC0.
,--S3LI.--:^-_.'*AtiL4...; .
sr.-.-vzxsvams
O DIARIO-NOVO D8 5 DE SRTEMBRO.
A pindlhi ila praia m pr /ximidaJe daselei-
t', sobarba com o ganho Ilcito do* Eloitres
du tros frnguezia* desta cidade, nao guarda
mais rosnait > ao publico, nem acuelles m smos
ani qu es disp iz-se a a lu ir depol que o Sr.
H iM n 11 antro*] par o Ministerio.
Ella U >e nao encobre mais o veneno quo nc-
cu'tava, e desengaada de que nao polo intro-
ducir a sisan a na familia d >sSrs. Cavalcantis
e Regos Barros, doi-lara-so rontra todos, tra-
tan lo-Oa p ir canal'ha mleabjecta, por quailn-
Ihuda Mirutira, cbcgindo ao arrojo deamea
farcorn pancadas, le prometter armar as mas-
sas para levar a p;iu os flinigus da orde'ii, que
ella cliHiii 1 canalba, pelo grande crime de te-
rom estabeleuido comparato entre o Sr. Dr.
Jn.io Mauricio Cavrtlcanti eosSrs. Urbano, "Nu
nes, Antonio AlTonso, h Roma ; tendo a impu-
dencia le chamar estes nomes respeitaveis, e
que o doSr Juio Vlauricio significa tudo que
li 1 de mais vil e alqccto sobre a trra .' Ah
est o D. novo de hont^m para mostrar quo a
pandilha da praia est decidida a executar o de-
creto sanguinario, que com voz ronca e lgu-
bre promulgaran nos antros dos invisivei. o .Su-
bino de Pernambui'o e o Padre Solapndor dos
ninnarchistasconslilucionaes guerra de mor-
te familia Cavulcanti.
>e ao principio os tiros o'o todos dispara-
d >s contra o Sr. liaran da Roa-vista e seus ami-
gos pnliticns, liojn elleu se dirigen* contra todos
o- simk parentes, ainda os mai sinceros alliados
do Ministerio actual, como os Srs Joao Caval-
canti, Manoel Jaaquim do liego e Alhuqucrque
e Joao M.iiinno
Uno-se pnis os amigos da ortlem, osbomens
que ti'i'ni un minie Ilustro, e fortuna (|ue per-
der, para se opiioreni malvado/.a da pantlilba
da praia, que lulo ameata com obalalholi-
geiro romo he claro no fim do artigo, a que
nos referimos.
Natural se la/ a contrailicco deste artigo
com o Thtortma em quo o D. novo pretende
provar que a provincia se cha em plena o inal-
ternvel tranquiliidaile, a qual i.ein pnr um mo-
mento fui perturbada, nttrihuindo a nossj fal-
ta de verdade em ter exposto os actos com os
quaes os praieiros assusiran os negociantes e
as familias desla jiraga
Nos ainda na i disseinos que se praticro
mullos nem assassiualos nosdias8. Oeseguin-
tes 1I0 me/ de Setemhro m-sta cidad ; mas al
firmamos que vos armaste* a* mas as de catetes,
e enlrastes nos A fugados em forma de batalhao.
que armastes, s barbas do vosso Chefe de Po- I que nunca foi revolucionario da ordo.n 3. de
- que nao vos contentis com oque ten- S. Francisco; se all tem servido em mesa uns
iicia
des feito, porque anteabais, nao s o partido da
ordem, mas tambem o corpo do commercio pa-
cifico e inerme, com um da a que chamis dos
ilescngarws.
Estas aecusaces tcem prova plena e nuthen-
tica no vosso Diario, pois tomastes a rcsoluciio
de usar da alternativa de negar n'um dia a vos-
saconspiracao contra a ordem publica, e repe-
tir no dia seguinte a ameaca, a proclamacSo a
masas para que estrangulen!, ou ao menos le-
vein a pao os vossos inimigos, que appellidai*
inimigos do povo.
Agora porm a vossa contradicciio he mais
ensivel por vir na mesma pagina, ao passo que
negis o vosso plano sanguinario, insultis da
maneira a mais violenta s memhrus da familia
illustre que vos faz sombra chamis a todos ca-
nalba, e aconselhais ao povo que os leve i pao.
e depois aftirmais que pretendis acabar-nos
com pancadas.
So a provincia marchasse regularmente, se o
seu estado In-si" de pa?, se a \ossa pandilha se
submettesse admtnistragiio e s Iris, se ella
nao qui/esso reduzir-nos ao estado dos selva
gens. seriao os amigos da ordem, os homens
pacficos com tanto cynismo it.sultados ecom
tanta ousadia ameacados? Nao, de certo. Lo-
go vosso Theorema est pelo mesmo ). novo,
em que o annunciastes, d-struido.
Ficai porm certos, que se do primeiro arro-
|0 salisli/erdes a vossa vinganca, Cssa victoria
ser ephemera, porque n'um momento os au-
tores das atrocidades que aconselhais e promo-
vis, hao de pagar todos os males que tiverem
causado, porque dado o casus [vderi, o parti-
do da ordem saher lazer o seu dever.
l)eog porm apartar-i de nossa provincia o
luto com que a pretendis cubrir ; um governn
enrgico acabara com a anarchia, que queris
estabelecer por toda a parte, porque s no in-
terregno e sombra delta p deis primar.
Correspoiilenci i.
que amearava ludo, a rausou o fecha-fecha da r ver ao respenave, ,u..,,u ,. ,.-
Luted-S: que a eleico da Boa-vista nos gonao ^^^^^^^1.
dias 7 e 8 foi feiia ccete por essa genlalha lulo que so cabe ao autor dos taes a n nuncios,
ejes
Srt. /ez/oc ir. =Tendo' aparecido no D,
novo diversos annuncios cujas iniciaes parecem
di/.er respeito ao Sr. Jos Joaquim l)jas l'er-
nandcs.os quaes parecemde proposito para o in
disporem com o publico : lolerei os primeiros
persuadido, que seu autor (bem conliec.do)
nao continuaria; mas, vendo agora no I). novo
de hontem dousoutros avisos, asignados pelo
Sr. Angelo, o oulro o Sr. quo cointinuai i a es-
tar a espreita que nao pode ser senao algum
L-onano, nao podo deixar de indignar-me, e la-
ao respeitavel publico, que o meu ain
CASAMENTO SOBRE O CADAFALSO,
Em um dos d as do anno de 1501. afTuou-
o as paredes de aples o seguinte edital:
. o se quatro mil ducados qjem jus-
lica enirogar. morto ou vivo o bandido Cala-
brez Ruceo dil l'izzo.
1ZAHKLU' RAGAO', Regente.
PdSsado tres dias. apresentou -se um homem
ao Ministro da Pobcia, e disse-lhe, que se
eompromeltia prendero individuo, que se
biiscava ; m s que, emo em voz do dinheiro
oflerecido pessoa, quo tal priso olleituasse,
pretenda huma gra?a. q' s a Regente po lia
conceder, era com ella, que semelbanto res-
peito quera enlender-se.
O Ministro respondeo-lne, quo nSo valia a
pena incommod ir SUa Alteza por essa bagalel
la : quo os quatro mil ducados arlo o nico
premio promettido ; e que. se este Ihe convi-
nba, apresentasse Rocen del Pi/.-o. e te ser-
lbe hia imuiedialainente dado.
O incgnito nuneou a cabeea com desJem, e
retirou-so.
Na noute, que essa occurencia se scguio,
comir.elteo-se entre Resina e Torre del Greco
um roubo, revestido de circunstancias lo ag-
gravantcs, que todos loro concordes em attri-
buil-o Ruceo del Pizao. '
No dia immediato, e acabado o Concelho,
exigi Izabel, do Ministro da Polica, infor-
mal oes cerca d'esse novo altentado. O Mi-
nistro, porm, sabia d'esse fado o mesmo que
ella, e por is.'o nada Ihe pode informar : des
ta ve/, como das oulras, o autor do crin* bavia
desapparecido. e provaxelii.ente ja obrava em
algum outro ponto do reino.
Entao lembrou so o Ministro do homem.
que na vespera Ihe havia proposlo a enliega de
Kocro de! Pz0 : referi Regente todos os
pormenores de sua entrevista com esse homem ;
o accrescentou que, como a primera condirao
por elle imposta foi entender-se com sua Alte
la mesma, aquem. duia. tinba que pedir bu
ma graca em troco do premio oflerecido^ jul-
gou dever repellir semelhante proposta, -
me sendo leita por um deaconhecido,
Ubrasles mal, disse a Regente ;
poucos de cargos, a culpa tem quom o elegeo,
quedo corto o fez porque ach >u no meu ami-
go capacidade, o tanto isto he verdade quo om
1839 sabio eleito ministro com 26 votos sendo
29 os votantes, e entrando elle nosse numero ;
que essa oppo falla o tal intrigante, nunca pirtio di meu
amigo, elanto que ello a solre m lito antes do
meu amigo entrar na mesa di ordem Qn mto
a serinimi^o lo Brasil, e do Brasilnirui-. cha-
vo era, quo nao mereca ra^puta mas sem-
pre direi que nao po le ser miinigoilo Rra
sil lineal com as armas na m8o jumu a In-
dependencia, e delendeo sua integndada co-
mo militar no regiment do artilharia. a que
pertencia; qUem lio casa lo," gustenlloo u esuio
ro onia lilliis linsileiroi, p i ra os quaes traba -
llia, e procura ajunt ir algum i c nisa. oque tal
ve/ nao fac o vil detractor di huir alheia
.Moitas nutras cousis loria a di/er. as quaes
guardo para quando o autor dos avisos se dig-
nar assignar seu nonie, e entao larei o contras
lo entro ello c o meu amigo. Seu constante
leitor U amigo da honra.
IfapasWssasMsMaaal !!-" il_.ii ii j'ji
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
A LOi,il Ai: 111 HK 11 \S MI I.lIKItKS.
Os Rabinosreferem una labula muitogalante
ubre a elymologia da palavra Eva. Eva (di-
/ein elles; deriva de um vocahulo, que siguilica
taaarellar : o esto m.me cune primeira mu- uuem mais sensivel quem mais affectuosa .
.. l__________:______:_____J.....-_____..!!., I D...
uadictno eruditsimo Faj, quo no seu Thea -
tro Critico compo/t un longo artigo sob o titu -
lo Dele/a das mullieres.
E donde provira a loquacidade deslas P As
mulhcres em geral sao mais sensiveis, mais im-
pressionaveis, e dotadas de mais viva un,i
ginacSo que os homens segundo att'-stao
unnimemente todos os Pliisiologistus e a
experiencia de todo o mundo o confirma. D'a-
qui a meu ver essa propensio, essa tendencia ,
que ellas tem pira filiar Verdule he que ,
comparativamente umassao mais pal reiras, que
nutras:porm taitas la posta allirmarcom exac-
tidao (le a inullier mmos loquaz falla muis
a-siui megmo, do que o homem mais paroleiro.
Em qualquer adjunto de ambos os sexos on-
de eslo os lioinens quasi sempre reina o silen-
cio, mas no grupo da> mullieres au se ouvem,
se nao cnchiclins risadinlias sempre sussur-
ro, rampre fallatorio. E que verbosidade nSo
tem ellas quando ettao agastadas por qualqucr
motivo mormenle pelo ciume que he a sua
paixao dominante Mulher/inha ha. que, em
principiando a altercar com o marido por causa
de ciume, falla desinterialuiente una noute in-
te ira e poe em alarma toda u familia. Algu-
mas enrouquecem, e ficao doentes do fallar.
He pena quo nao fossem escripias, ou nao
ebegassem at nos as lices da formse e ce-
lebre \spasia de Milete, cuja escola de Rheto-
rica foi Irequentada pelo propi'io Scrates ; por
qu una muiher sabia e cloquete deve a
meu ver avantajar-se dos Pericias, dos Demos-
llienes dos C ceros. &c &c Emverdadosea
verdadeira eloquencia deve partir do coraco ,
por que quando Dos creou o mundo ca
hirao do Ceo dozc cestos cheios de parolas: Era
apanhnu logo nove.fican'los Ir/ para o pobre
de nosso pai Adao Daqui proveio a balda, ou a
prenda da loquacidade s mulleres
Mas epigrammas nao sao rasoes. Se as mu-
Iheres pela mor parle tem essa loquacidade de rearas para o seu trat.do do estilo sublime ex-
que as censuran, cumpre recorrer verdadeira I plicando lines famigerads Zenobia? N'uma
quem mais apaixonada, que una muiher Por
outra paite se a imag nacao he una das princi-
pies laculdadcs precisas ao Orador, eao Poeta;
segue-se que o bello sexo tem por este lado
grande primazia a respeilo dos homens. (uem
nao sale, quo o ce'
lelire Longiuo colheo muitas
causa e nao querer explicar fenmenos nalu-
raes com pillierias Oti 'gracejos. Nao falto
por abi rgidos Cales, e Moralistas da Carlu-
cha quo luirn lie m ao Carapuceiro o tratar
do i'i'llu sexo. Porm taRez ignmem, que nos
anligos lempos,nessaseras de tanta regularidado
religiosa respeilaveis ecclesiasticos OtOUprO-Sfl
desla materia, tratando-a, alem da muita eru-
dicao, com tanta meudeza que parece, nunca
esludar&o oulra couaa, sena i a ndole, o carc-
ter, os piendas ou os defeilos das mullieres.
Taes lorio Fr Hilaran da Costa.que escreveo
Aaliancas de las mugeres o Bispo Sardonatli
opsculo intituladoMrito, e demerito do se-
xo amavelo cura Paulo Ritiera no seu trata-
do Das boas.e mas qualidades da muihero Re-
ma xi-
fazei
rocurar esse homem j' e ja ; e se ello lor
adiado, condu/i-o miaba presenca
O MinisUo inclinou-se, e prometleo por,
nesso mesmo dia, em campo todos os seus
agentes.
Efectivamente, apenas se elle recolheo a
casa, deo os signaes do incgnito ; ordenou.
que buscassem-no por todas as partes ; e re-
commendou. que, no cao de acharem-no,
tratassem-no com a maior atlenco, e condu -
zissem- no sem molestal-o.
Todo esse dia foi consumido em pesqui/as,
infructferos; e noute um segundo roubo.
acompanhado de circumstancias ainda mais ag
gravantes que o outro, levo lugar peilo d Ar
vesse : o quo induno a crer-se que Roco del
Pi/zo, por algum motivo particular, girava
uelos arredores da capital.
O Ministro da Polica prmcipiou tersince-
ros arrependiinentos de baver despedido oes-
trangeiro por um modo tan positivo ; e princi-
palmenla depois que, por dnas ve/es, mandou
a liegente, no dia seguinte, perguntar-llie
se havia descoberto alguma cousa a cerca do
incgnito que Ihe havia prnposto entregar
Uocco del Pizxo. Infelizmente todo esso pe/ar
inga de dttM vi'inhas. na allercaco d'uma mu
Iber zangada contra seu marido apparecem mais
figuras de affeclos oratorios, do que em muitos
discursos acadmicos: e no genero amplificaco
ninguem leva as lampas as sexq.feininino.
l)a propenso para a loquacidade nasce a ni-
mia cunosidade e o espirito do murmuracao,
que se encontra na mor parte das mullieres.
(^uem tudo indaga e de tutkfquer saber ordi-
nariamente nao he. se nao para dar pasto ma-
ledicencia. Nos thealros, nos bailes, as par-
tidas, e saraos, c at nos proprios templos as
mullieres nao perdem lanco de murmurar, e
fallar, principalmente urnas das outras. Cora
olhos belicosos, e perspicazes ellas ludo desco-
lirem ludo examino, tudo analisao, e de lu-
nada approveitou ; pois que que esse dia, como
oda vespera, se >ssou, sem que se tivesse
colhido noticia alguma do mysterioso denun-
ciante.
A noute, porm, tmuxe com sigo huma nova
cataslrophe. Ao romper do da vio-se, no
meio da estrada, que conduz d'Atnalfi Cava,
um homem assassinado. Ello eslava inteira-
mente n. e tuina um punhal cravado no co-
raco.
Rom ou mal, a fama publica proclamou Roc-
en VI Piz/o autor d'esse novo crime
O cadver foi reconhecido ser de um joven
fidalgo. chamado Raimundoo Bastardo, o
que, nao obstante essa lalta de nuil encidade
em sua ascendencia, passava por periencer
padaruM casa dos Carraccioli, constantes favo-
nio- d. s Rainh-is !c Napules e qu<- DdsM poca
(iiibao um membro a par da Regente, em exer-
ticie do cargo beiedilario da familia.
U esta vez o Ministro viesesperou I e a sua
desesperaca i subi de ponto, quando meia ho-
ra depois de Ihe haverem narrado o facto, re-
ci heo i rdem da Regente para ir fallar-Ibe.
Obedeceo proijianicnle: a Regente, com
semblante carregado, o esperava : junto ella


SHr

do murmurio, nao tendo piedade dassuas maio
res amigas. As que si mocas, ou se tem nos
la (Muta escarnecen) das idosas, e ponIbes mil
achaques : a* reverendac/as, ijue ai nda porten -
ctMii sos lins do secuto panado achlo insupor-
taveis as ovens dos nossos das, o as velbas in
teiraimnie reformadas reprovo alto*, e malo
quanlo boje se uta, ese pratica : nao podem
toler.i as quadrflhas, e icio por urna grave ca-
|amidade publica o nao reiauscitarcm os ruinuc
tea rasteiros, e da corte e o habtano, em que
tanto se distinguirn em o dia de scu nunca
deslembrado noivado.
O sujciio que casa com uva, ordinaria
mente tem de ouvir urna ve por outra as oc-
easies de arrufos, eesrarapellas urna enfadu
nlia, e improticua ladainhu das prenda, e vir-
tudes do defunto seu antecessor, o qual defun-
to por via de regra M lemlira nessas brigas, re
cebendo encomio!, que nunca teve da cara es
posa, emquantu foi vivo Rae be'viuva de
dous, pohro do torceiro marido, que lein de
gramar a tremenda massada de elogios de am-
bos I
Parece, que as mulhorospor seu natural des
tino sogreg das da di publica d.'vero sor
inteifau,cute entran has ios negocios d > poltica,
nag nao succede asalta, lia mulheres que
tambem se alistia as haodoirai dos partidos
Linas sao ministerialisl.is, outras opposicionis-
tas conlorme aos homens, a quein pertencem .
ou desrj perlencer. He um regallo ouviUas
fallar larga e profuzamenle nessas materias.
Mas se um homem ousa trjlar de objectos ca-
teirix, nao Ihe perd Clirisale as mulhtrts sabias di* Moliefi.
uJt vis de b'innt smipe.et non Vaugelas n'apprend pomt a bien jure um
pntage .
F.t Malherbe et Hallar si tavunts tmbuux
mot$,
En 'uisine peut elte nuroienl l des sots.
Nao se zangueni oominigo assenh ras om-
itieres ; porque se Ihes no'o o defeito da lo
quacidade, e outras bailas de que nao poden
ser intairameatn livres, visto erem descenden-
tes de Ad.io, e Eva ; por outra parte Ihes fac<>
justica conle-sando as prendas, e boas quali
dados i|ue as adorno : sonto a |.r meira de
tudas o pudor propfio do seu sexo e lio in
trinseco sua n dureza que Plinio assevera ,
que anda nos cadveres nao o desampara; poi
ii' fluctuando os hniiii-ns a fugad >s com a hoc
para cima, as mu Hieres lluctuo com a boca pa-
ra \mi\oVeluli pudort defunclarum parctntt
natura.
Kmbora o prepiio Scrates na anliguidadc
e nos lempos modernos o conde de liochester ,
Pipe. Swillt J uing. Mol, ri enutros muitos
prorurassem deprimir o bello sexo com apodos,
e epigrammas: o rerlo he, que se podesse baver
um Jui/. imparcial, queconfrontasse um, e ou-
tro sexo, tille/, que o feminino nos levasse de
vencida, (.arducio em os seus Dilogos sobre
a pintura traz este aplogo15 de camiiiho
um tiomom, c um leo: e dispunsando ambu- .
seos homens ou se os leoes erao mais valen-
tes; cada qual dava vanta^em sua especie.
Chegando em fim a urna fonle que esta*
guarnecida de mar mores lavrados advertio <
homem, que entre estes se ochava liguraoo um
homem laxando um lea < em pedacoa. K rol-
Undo-se para o seu competidor como quen
tinha a< hado contra elle um argumento con-
c!u ente, Ihe dise. Acabaras de desengaar-
le, que os hnmens sa.. mus vidente*, que os le
oes, \entl ; -11 i scalvar um lea as oaos de un
homem Muito bom argumento me traiias
(responden o leo, sorrind sej se oulr homen
nao li/.era esta estatua: *e um b i U fabricara
firo-te, que veras absolutamente o contrario
eslava Antouiello Carracciolo, que, sem'duvi-
da, tinha vindo re< lanar justica.
l/abel, c un voz bravo, pergunlou o pobn
Ministro, se tinha sabido alguma cusa de no
vo a respeito do incgnito ; mas elle, nao obs-
tante baver feto esquadrinh ir todas s pracas
becos e ras de aples ronservava-se no mes-
ruo grflo de incerteza A Rgeme deo-lhe o res-
to d dia para f i/er novas pesqui/as. e deca
rou-lhe, que, se n iminedialo ainda o incog
nito nao livesse sido dcscnberlo, ou Rocco del
Pizzo, que Antoniello Carraccb lo dizia ser
nico capaz de perpetrar um tal crime, js s<
na<> achasso recolhido a prisao. n Ihn appa-
reresse senao para pedir Ihe demssao do im-
portante lugar, que oceupava.
O Ministro, triste e pensativo, caminhavn
para casa, e, levantando por acaso a cabera
parecco Ihe ver do lado oppnsto da prac,a.
um homem que tracado em um capole
aquecia-se ao soi do oulono, e muito Si
pareca com o sen incgnito. A' prinripr.
fiOOU como pregado ao seu lugar, con <
quem temia que os ulhna o livessem engaad
mas com quanto mais cu dado eiamimrva n in
dividuo, que Ihe havia despertado a altaica
Tal be a questio do melhoria dos dous sexos.
Todava, se os homens se descerem algum
lano do seu oigulho, cnlessara5, que as mu-
iberes sohro-nos muito a respeito de cirtas
virtudes, e das qualidades amaveis. A nature
za dcstuiou-as principalmente para mais, eest'1
santo destn i basta para as tornar respeilaveis
i lodo o homem hone lo.Com efleito todas as ac-
cusacoes. que ia/em 6* mulheres, de rreflexo.
le ievianddde, e Irioieira desapparecem logo
que se traa de seus (i I boa. Poucas mulheres
lia, que sendo mais, deixo de perder alguns
lefeilos, e de adquirir ;,lgumas virtudes. A mu-
lama, que netse momento se opera em o cora-
i;8o, e cabera de urna moca, he cousa digna de
observar-se. Se ella he sensivcl, namoradeira ,
'arrHslrada pelas paixes. no instante, em que
0 lilhinho solta os seus primeirs vagidos, pare-
ee que nella se vibra urna nova corda, que tor-
na as outras mais sunlas, c menos poderosas, e
|Ue por urna doce, e prolongada vihraeSo der-
rama um sbito encanto por todas as parles do
seu ser.
A respeilodas qualidades moraes da mulher
muitos enlendem, que comparada ao homem ,
esta axeede em amor, e o homem em amisade
A a misada he um vivo atractivo la cheio de
innocencia, tio puro em seus desejos, que nun
i a o amor pode chegar a tal perfeico. O pri-
meiro lie urna paixio devradora urna verda-
deira enfermidade d'alma: o segundo he'para
esta urna clorura embriagadora. A amisado ,
sentindo ao mesmo lempo as dofuras, que cau-
sa, e que recebe, produnnd sensaces mode-
radas, arrastra a alma sem violencia, encanta i
em a agitar. Se os gozos do amor trazem con-
sigo al em seu delirio as fon tes de sua destrui-
e o, o> gozos da a misada monos activos, mais
1 ngs. e mais repelidos, derramando se repro-
duzem-se a si iresmos. Aqui nao ha para a al-
ma, e para os sentidos nem fadiga, nem sacie-
lado, como no amor. Pelo contrario a amisa-
le nao espera por ultimo favor, se nao essa ter-
na, e dore confianca Klla enirega-se as m-
liulaoa do coracSo. offereco, antes que se Ihe pe-
ca, obtem quas sem ter de-ejado.
A mulher pois he mais apta para o amor o
homem para a amisade Advirta-se quo com
isto nao quero dizer, que na mulher se nao d
o doce sentimento da amisade: o que digo, he ,
que esta he secundaria; o quenella predomina
lie o amr. ()uem ignorar a que ponto che-
gou o amor nos aeculos dacavallaria andante?
Quem nao sabe que poder que influencia
.xercrao enlao as mulheres ? EntSo por toda
a F.uropa havia nos espinlos urna mistuia de i-
ileias amorosas, religiosas, e guerreirs que
produilo ao mesmo lempo os mus oppostos
efleitos. O amante pelo mesmo sentimento ,
que o prenda sua amada cria-se obrigado
a degollar aquelle que ousava simplesmente
por Ihe os olbos Os mesmos peregrinos em
suas viagens invadiao ronbavSo e chegavao
a Jerusalem carregados de crimes.
Nesses sernlos de heroismos tal ora a inflo-
ncia das mulheres om lodos os negocios tal Do-
ler adquirirlo ellas a respe lo dos homens. que
em muitas cidades formftro corpos legislativo*
sobo nome de Assembla de omor. Pelos
anuos del 157 bou ve em A res urna dessasAssem
Ideas de amor ; e a historia da Provenca Irans-
mittio-nos ate os nnmes das Senhnras Deputa-
das romo fosgem Stephanette filha doConde
le Provenca. Adelasia visrondera de Avinhao ,
II daela dama d Ongle llerm'framla dama di
('quiere. Htrtranda dama da Or billa dama de Hieres; a Condeca de Dye, Pos
lamia dama de Pieneten, Jausseranda dama ib
Claustral, &c &c.
Kssas Assemblas logislaviio soberanamente
sobre todas as materias amorosas, e alm disto
tanto mais se convenca de que se nao tinha en-
gaad ; e eiiraiiinbando se para elle, quan-
iln i Ihe estiva mais pr ximo, roronh"cc dis
i netamente as feir-Ses do desconhecido as di
homem, cuja pr cura tanto Ihe havia uad i que
fazer.
Aquelle deixou masse, sem quo pelo menor movimento dess
entender, que quera evital-o, ou ir-lhe a
encontr. Parecia hun.a estulua.
Chegado ao r dVHe, o .Ministro, como se
temesae, que Ibc escapasse, poi-llie a mao so-
bre a esnadua.
Ali errfim. os tu, disseellp.
Sini, sou ou, respondeo o incgnito,
que me quer V. Ex. ?
Quero conduzir-te presenca da Regen-
te, que dejeja (alhr-le.
De veras ? He um pouco tarde.
Como um pouco larde ? !'ergunt<~u o
Ministro, teniendo que o delator | nao qui
sse ndi revelar, (^ue queros dizercom olfl ?
Quero dW. que. se ha tre/. dias, V.
P.%. livesse tomad a rosolucao em que agora
t. os armaos d > aples lerio dous roubos e
uui homicidio de menos.
converliSo-se em Jury, que tomando conheci-
mento dos fados, impunha penas a todos os
crimes, e malfeilorias de amor. Ellas influ
rao grandemente nos costumes do lempo, e
muitas vezes convertero os guerreiros em pas-
tores da Arcadia. A ndiscrieao, a grossarta.
a inconstancia, a desobediencia, e sobre ludo
a mgratidao erao crimes, para os quses havia
differentes graos de pena. Um cavalleiro des-
cortez era condemnado a n5o trazer armas por
tantos lempos: um amante convencido de in-
constancia era condemnado a nao fallar sua
amada por tantos mezes: o ingrato contumaz
era eliminado da lista dos amantes, e despre
zado do bello sexo, &c. &c.
O tratamento das Depuladas entre si era
convecionalment* tirado das mais notaveis
qualidades physicas. ou moraes, que nellas st
dava. Esta era chamada Vossa Gordura ; a
quella Vossa Magreza ; urna era Vossa Rran-
rura, outra Vossa Trigueirice. Ouem tinha
o tratamento de \ ossa Ternura ; quem o de
Vosso Carinho, quem o do Vossa Meiguice.
quem o de Vossa Firmeza, Ac, &c. Uns
pouros de barhacas namorados porque em urna
peticao, que dirigirn a urna dessas Assem-
l.la, disserao. que o amor, e a.constancia
erao o carcter distinctivo do bello sexo, lorao
recebidos com especial agrado, obtiverao favo-
ravel despacho, e foro de mais a mais conde-
corados cada um com urna tirazinha de sapatos
velhosdas senhoras Deputadas : e elles trazia<>
so peito essas proeiosas reliquias, como se los
em as mais honrosas medalhas Bons lempos
os homens, a quem se possa com segura nca
conliar segred-s, que o mais prudente a este
respeito he desconfiar de todos quer Bojo mu-
lheres, quer sejAo homens, e sobre ludo de
nenhuma sorte fallar das faltas escondidas do
noss prximo, segundo o grande principio do
Dereito NaturalO que nao quera para ti,
nao deves querer para outrem.
ncio.
erao esses
.Masque ''ncessante fallatorio nao havia nes-
sas Assemblas Consta de algumas chroni
cas dessas Eras, que a discussao, sobre so as
senhoras devio por flores na cabeca para o lado
'irrito, ou para o esquordo, aturou mais di
um mez de da a dia ; e houve oradora, que
Coi em bracos para casa quasi exinanida de lal
lar. Cada Depilada tinha junto a si um pu-
caro d'agoa para humedecer a borra, e molhar
a palavra Poroui talvez qui as minhas Ilus-
tres I.eitoras retruquem o remoque, dzendo
que Assemblas de homens ha, queso na dis
i-usso desta, ou d'aquella palavra em a res-
posta Falla do Throno gastao um, e dous
mezes de sesso ; applicando nos oantigo ri-
fanC e la mais fadas ha.
Nao ajuize algum praguento, que tractan-
lo eu da loquacidade das mulheres, rom isl<
eja do meu intento menosprezar o In lio sexo;
orque ainda sendo verdade, que ellas rom-
laralivamente sao mais palreiras, que os
homens, nao se segu, que por isso mereca
monos. A natureza fel-as mais sonsiveis. d >
ton as de urna imaginacao mais viva, ed'aqui
a razo da sua loquacidade. Mas ainda quan
do fosse isto um defeito, he una bagalella
confrontado com outros gravissimos defeitos.
quo. se oncontro em o nosso sexo. As vezes
o muito fallar de certas mulheres tem sua gran .
uiormenlcquando sao estimuladas por alguma
pequea dose do ciume. Fnto torno se
doquentes, e dizem cousas, que lazem escan
galhar de riso.
Ha tambem quem diga, que se Jess Chrs
to houvesse conferido s mulheres a jurisdicao
de absolver os peccados ; nao podrria existir o
sigillo Sacramenta!; porque nellas osegredo
he agoa em cesto rito. Mas cumire fazei
urna dislinccAo entre segredos proprios, ese-
gredos alheios Em guardar os (iroprios as
mulheres nada tem. que inve|ar aos homen,
Ouanto porm aos alheios nada posso alTirmar;
porque cada qual ronta da festa. como Ihe vai
nella ; e ainda nao confiei segredo algum a
mulheres para poder julgar. se sao, ou nao
capazos de o guardar : e de mais sao la raros
Porm, perguntou o Ministro ainda
nao mudaste de parecer? Euassim o cont
Anda nao.
E ainda te he possivcl prender esse sco-
leralo ?
He-me to fcil quanti me he o pr-me
cu disposirao do V. Ex.
Ento, arompai ha-me.
Attenda-me V. Ex. por um pouco. Fal-
laroi a Regente ?
A' ella mesma.
A Rila s?
Sim, ella s.
Vou seguir a V. Ex.
Mas, com urna condiro, todava.
Qual?
Antes de entrar em palacio, farsentre-
ga de tuas armas a Ofiicial da guarda.
E nao he essa a pratica ? perguntou o
incgnita
Tem no sido, respondeo o Ministro.
Bem 1 enlao ni quero fazer excepcao
da regra.
Logo, stijritas-le a isso?
Cortamente.
Ento, segue-me.
Aland^.).
Rendimento do dia 25 ........18:34iff373
Descarrega hoje 26.
HyateFlor das Larangeira$mercadorias.
tingue W urtavtlarinha.
IMPOHTJQA.
Wariow, brigue americano, vindo de Now-
Yoik, entrado no torrente moz cons gnaeio
de Henry Forster & C., manifestou o segunte :
162i barricas e 211 meia> ditas com familia
de trigo ; aos consignatarios.
Henry P. Summer; brigue americano ,
vindo de Ballimore. entrado no corrente mez,
i consign.'cao do Henry Forster & C,manifes-
t u oseguinte :
1425 barricas e 150 moias ditas com farinha
de trigo, e 56 sacos com cera ; aos consigna
tarios.
lio vintenio lio Pnrln
Navios entrados no d Ass; 7 dias, hiate brsileiro l-'or das laran-
gei'as, de 58 toneladas, Capillo Joaquim
Pereira, equipagem 8, caiga sal e pJha : a
Vicente Jos de Hrito.
Macelo; 4 dias, hatea ingle/a fiosendale, de
297 loneladas. capitAo K E Smith equi-
pagem 15, carga algodo e jacirandi : a
Jamos Crablree & C.
Babia; 11 das, fragata sarda Euridice, C >m-
mandanle Divilla Heis.
A unos >ahidut no mesmo da.
Havre de Oraee; barca Irance/a (usnnir De a-
vigne, Capit3o Las-rro: carga algodao.
Genova, tingue sardo ( alian uta, Lapito An-
gelo Cello : carga as&in ar.
Liverpool; barca ingle/a Rostnduie, Capi'o E.
E. Smith : com a mesma c->ga que Ir..ove.
Mo de Janeiro ; sumaca hrasiluira Concedi
Navegante, Capito Joaquim Baplita dos
Santos; carga sal.
Edita..
Jacomt ierardo Maria Lumachi de Mello,
FscntSo servindo di Inspector da Al (aniega
de Pernaubuco, A/c
Faz saber que no dia 27 do corrente se ha de
arrematar em praca publica a porta da mesma,
ao meio dia. tres cale s de linho e algodo no
valor de 7 200 rs. ,e tres ditas de me'in no va-
lor de 22,500 rs e upares de meias por I sr*.,
approlienilido sem de-pacho pelo Guarda joao
Baptiata de Ariuijo. sendo a ariemalacao livre
de d.reiliis ao ai n mulante.
AlfandcgH. 24 do Setembrn t\o 1844. Ja-
come (Gerardo Mua I umacki de Mello.
114'Haracoi s
I .-r lir. Juiz de Diieilo da 1 var
do ciime manda foyer publico, que no da 27
do corrente lera lu>:ar a reonio do Tribunal de
Jurados na casa do andgo Lyto, na ra da
Praia. (5
T-T-BO
Promplo.
E o incgnito ac.mpanhou o Ministro, que
de de/ em de/ passos voltov se para observar ,
se o seu mysierioso con panln iro o segua.
Assimrheg rao a palaco. Todas as portas
abrro-se -o Ministro, o, em um volver do
olhos, elle e o sou cumpl heiro achars-o se
na antecmara da Regento. O Ministro ape-
nas anunciado, foi intnduzid ; o o incouni-
loficoufra entregando >o (Jfirial das guar-
das o punbal e as pistolas iiue (razia cinta.
Passados cinco minutos apparecoo o Minis-
tre : vinha buscar o incgnito para apresen-
tal-o Sua Alteza.
Atravessaro junios duas ou (rez salas ; do-
pois pass.irao um longo corredor, eni cuja
exlremidade apercebia se una porta meia-a-
berta. 0 Ministro empurrou essa porta : era
.ido Miiuii da Regente. A Duqueza l/abel
ah os isierava
O Ministro e o incgnito entrrn ; mas ,
comquanto segundo lida a prolwbilidaile ,
lo-se es-a a vez primera em que osle ultimo
n ,i, li va na prsenos d'uma la p ( r. s i
Prinieza, nao mostrou n minino cmbaraio
e, deniw de bdve! t cumpiiumoiadu com certa
1


""" .-'-T*
*
j__ No da 27 do corrente mez, se ha de bre poltica, se cohiba de cerlas conversas, co-
arremaUr peranle esta Tlies uraria, aquemj mo scja a de maltratar coni palavras injuriosas
mamr preco oflerecer, trese cavallos, perlen-J to Extn. Bispo Diocesano, como aconteceo
cenes a comp.ni ia de cavallaria lixa depri-ina manh do dia 24 do corrente, corniales-
cndalo que quem passava cstranhnva ISo vil
proccdimenlo : e desejo mo responda se o seu
bieviario marca que depois da resa.dq dia, v.i
pregar pelas lujas e tabernas a desobediencia as
autoridades. Com a sua resposti lh<: tontera
.ira linha, que esto inulilisados para o
servico, ,
As pessoas, qnepropo^erem a dita arrema-
tsco devero comp raria. as 11 li'ras
di manha do referido dia.
11
d Seteml.f de 1844 Joaquim Francisco
Bastos Uficial maior.
1 PL'RL!C\g.\0 UTTERARIA.
Archivo Medico frasileiro.
8
Secretaria da Tnesoitraria de Pernambuco 25 huma historia O curuja da matriz.
= Pede se a um bem coniiecido escrivo de
Juiz de Paz, baja de declarar pelo Diario a
sua assercao emittida em huma loja da ra
Nova, sobre o que os BVonistas faziao par*,
ohterem votos para Deputados : com a resaos-
neta mensa! de medicina, cirurgia e sciencias la se llie contara huma historia que vem mui-
a'cMMorias. redimido e publicado no Rio de Ja
neiro sob a d.reccao do Dr Ludgero da Kocb
Ferrara Lapa. Cada numero constara do 24 a
32 pag as de imprento, in 4 grande.
>ubscrove-se nesta cidaJe na praca da Inde-
pendencia, livrar.a ns. 6 e 8. a nove mil re.s
por anno. e no mesmo lugar sero entregues os
nmeros livres de porte ; os Srs. que desejarcm
ver o l. numero podem dirigir so ditaloja,
ondeseraosatiseitos. (18
L'iNes.
1 Russell llellon & C. ""ao leillo, por in
teivenci do crrelo- Obveira, de grande va-
riedade de l.zendas mglc/as de seda, la, linhn
ealgodo. limias. para fechar lar-tura*, o de
mullas outras vanadas, por conta de quem
perlcmer : tegumla-feira 0 do corrente pelas
10 h r-s da manhaa, no seu armazent da ra
da adeia. (
3_l). Mura Theodora d'A seire ara leilo. por inteivenco do corretot
Oliveira, da tiohilia e riis ohjectos da su
casa, consisttnd ''" ricas cadeiras, sof.is, con-
solos, com espelho, loucailoros, bancas de
meio de salla. lindas frasqueiras. globos e lan-
ternas, tapetes, leitos, marquesas, mesa de
antar, critaes, vinbos engarrafados, lavato-
rios, colheres de prata novas, e rnuitos oulros
ariig s de valor como sej.'.o um excellente chro-
non.elro de ouro 00 afamado autor Roskell,
e soberbos as de oiiginaes ds ruis abalizados pintores
Romanos &c : Sexta fera 27 do corrento pela*
10 b. ras da manh, ruadaCruzn!5 ("15
Kalkmanti & Rosenmuiid faio leilO, poi
iitlerveiuo do cor etor Olivcira, de grande
sortimento de miude/as de todas as qualida-
des, inclusive eaixag para rap, tbezouras, cai-
vetes, espelbos. fitas lizas e lavradas, c forra-
gons finas : quinta feira 26 do corrente pelas
10 horas da m.nha, no seu armazem. ra da
Cruz.
Sl.alJl^^- w
Avisos diversos.
0PERN/1MBCANO N. 6
sabe luz at o meio dia, e ncha-sc-ha vend
na Infarta da ra da Cru/ dobairrodo Bectfc
n. 6t>, e na doCoutinbo e lv pes, esquinado
largo do Collegto, bairro de Santo Antonio;
ondese acbotimiiem os ns. antecedentes, ca-
berla a subsenpeao, como ja fui annuntiado.
O N. 16 DO GUARARAPES,
PKRllilHCd OKDEIBO E GO VERSISTA,
sabio luz ti ntem, e acha-se a venda na livra-
ria d.i prava da Independencia ns. 6 e 8. po1
80 is cada evomplar.
_ Boga-se a certo sacerdote morador na fre-
guosia da B a-vista que quando se echar na
loja da ra Nova onde cosluma ir conversar so-
rusticidade travs da qual alguns laivos de
poltdtzse deixavao ver conservou-se em p ,
mudo e quedo, a espera de ser inteirogado
Sois o mesmo, disse a Duqueza, que se
obngou aonlregar Boceo del Pi/zo ?
Sim. senbora, responoeo o incgnito.
E tendea esperanca de puder roaltsarvos
sa pron.cssa ?
A minha pess >a responder por ella.
AsSim, viiSmi caliecu. .
Pagara pela d'elle, seaulaltar minh"
palavra.
Ambas ellas nao valem o mesmo, disse a
Begente.
Nao posso offerecer garanta niais (orle ;
respondeo o incgnito.
__ Qual a graca que do mim pretendis?
__ Eu disse, quedesejava fallar a Vossa Al-
le/a, no.
__ (j Senhor he urna segunda pessOa de mim
ineama. disse a Begente
__ En dis>e. que deejava lallar 6 Vossa Al-,
tu, so replico o incgnito; loi a minha
priiio i'a condicao.
_ Betirai-vos, Dom Luiz disse a Du-
nue/a
to a proposito, de um sujeito quo para oblor
a um eiiprego quando veio corrido de certo lu-
garejo onde era professor de primeiras letras.
ioz cessao de direitos, que implica a 'onra,
pois disto est bem certo, Ocandi
1 Quem annunciou ler para vender urna
negra sem vicios, e que sabe bem cozer e en-
gommar, pode mandal-a conduzir ao 2 andar
do sobrado n. 16, defronte do thoatro velho.
onde, verificadas as qualidades ditas, se fari
negocio. (6
Pede-so ao Sr. P. Thberge que antes de
fazer viagem para o Cear baja deentender-se
com Jlo Dubois acerca de um negocio de im-
portancia.
Aluga-su urna excellente casa no Monlei-
ro ila parle da sombra, com bastantes commo-
dos, sahida para o rio, estribara, grande sitio ;
quem pretender procure no mesmo lugar, na
casa nova, defronte do adro da igreja.
1 Piccisa-sc de um raixeiro para lomar
conta de urna venda por halanco e tambem
da-se interesse na mesma, dando fiador a con-
tento ; na Boa-vista ra da Comcicto n.20. (4
1Aluga-se por preco commodo urna casa
sita na Sulid de confronte a entrada do becco
que vai para o Pombal com armario e todos
utencilios para venda : a tratar na mesma casa
ou sitio. (5
3 Aluga-se o segundo andar do sobraden
75 da ra do Kangcl tem bons commodos pa-
ra pe mena lamilia *, a tratar no primeiro an-
dar do mesmo sobrado. (4
2 Precisa-se deum caixeiro de 15 annos ,
que saiba ler, escrever, e quo tenha boa conduc-
ta para caixeiro de venda do que lenha pra-
tica ; na ra de Apollo venda n. 1 defronte
da casado Sr. Angelo Francisco Carneiro ; na
mesma vendem-se duas redes leitas no serto ,
qu eservem para tipuia. (7
2__Aluga-se o segundo andar do sobrado da
iua larga do Rozario n. h0; a tiatar na ra do
Crespo n. 14, segundo andar. (3
3 = Perante o Sr. Dr. Juiz de Dircilo da se-
gunda Vara do Civel se hade arrematar quar-
ta feira 25 do correle por ser a ultima pra-
ca, um mulato proprio para qualqucr servico ,
robusto, avahado pelo barato preco de trezenlos
mil res : quem o pretender comparece na dita
prace as 4 horas da tarde do referido dia. ^l 7
4=0 Sr. que por cassuada tirou do bolco'de
urna sobre casaca urna carteira encarnada com
urna porgo du sedulas e urna leltra eobriga-
que s servem a seu dono; cuja pessa ou roubo
loi frita publicamente no dia da festa de Nossa
Senbora da Penha logo que se acabou oscr-
mao, tenha a bondade de a levar a seu dono pois
se acha assignado na mesma carteira e boje
mora por dclraz da ra do G Ideireiro ou entao
baja de entregar na loja de la/endns de Joao
Antonio Martina N vaes, na ra do Queim;.do
i 29, e se assim o fi/.er se guardar silencio e
genio vera seu nome por extenso publicado no
Ihario pois bem so conbece pois mora no
becco do Padre. 0)
4 Acha-se prompta para alugar-se a casa
terrea nova, edificada por detraz da casa da ra
da Aurora n ID pelo preco de Mi rs. men-
saes com bastantes commodos para urna fa-
milia ; a tralai na ra do Crespo n. II. (S
cautella contiu as falsifi-
ca C ES.
Constancia Meuron H C, que em algum is
vendas e lajas d'esta eidaoe se vende um rap,
coma falsa denominara.) \\* rap ariu prela ,
com aittieiosa imitacao dos. botes, rtulos a sel-
los da sua fabrica fa/.ein sciente aos seus Ire-
guezese ao publico que em resguardo da sua
propriedade e dos seus direitos accrescenlu
firma ao sello do nico deposito do legitimo ra-
parii preta, que permanece no mesmo lugar,
ra da Cruz n 26.
Portento qualquer outro rap (fue ie incul-
que debaixo desta denominacao he urna l.di
ficacao dos productos da fabrica de Meuron &[
C invenlores e uniros propriet rios d.is fa-
bricas do rap arta preta, tanto na Rabia no
Rio de Janeiro e Maranbo, como em Pernam
buco e rogfio aos Srs compradores dcacau-
tollarcm-so contra as fraudes, sendo as maiore
no rap, quo se vende a retalho. ^21)
12M'Callum ^Companhiarespeitosamen-
to aviso aos senhores de engenho e ao pu-
blico em geral que na nova ra do Brum que
passa por detraz do Arsenal de Marmita teem
estabelecido urna ferrara ( sendo a ultima do
lado do poente da mesma ra), onde lazem
cavilhes atracadores, parafuzos de apellar e
outras ferrauens para engenho, el SOS trilitos
outras ferragens para carros parafuzos e por-
cas de todos os lmannos errageni para na-
vios, verandas, portees, carros de mto e todas
as mais obras de ferreiro; e como os seus appa-
r.lhos rrcentemente chegadoa de Inglaterra s
de primeira qualidade, promellem agiadar aos
seus fregueses tanto na qualidaoe da ino
d'ohra enmono precoe promptido. (lo
2 0 "r. Thberge tem de lazer urna via-
uem aoCeara, deixando a sua lamida tiesta ci-
dade, e o Sr. Ricardo Cbnsost mo Rodrigues
encarregado de seus negocios al sua volta.
2 Deseja-se fallar com o Sr. Joaquini Jo-
s da Costa, mestre pedreiro, oualgumapes
soa que saiba noticias suas, na ruadosQuar-
teis n 2C (4
2 M o noel Joaquim Pascoal Ramos mudou
a sua residencia para a ra do Crespo sobrado
n. 10 primeiro andar. (3
2Ollerece se um moco de 22 annos de la-
do para criado de algurna casn eslrangeira ou
nacional o qual estrangtiro mas falla sollri-
vel a lingoa portugueza e d fiador a sua con-
duta ; quem do seu prestio se quizer utilisar
diri|a-su a ra do N igario n 13
1__O escrivo da irmandade do SS. Sacra-
mento da Iregm zia de S. Jos convoca de novo
aos irmiios me/arios da mesma irmandude para
compartcerem quinta-feira 26 do corrente me/
no consistorio da respectiva matriz as 4 horas
da tarde a fim de em mesa tratar-se de nego-
cios tendentes a mesma irmandade visto nao
haverem comparecido no dia 15 do crtente
mez. # ("
2 Jos Joaquim Alvcs Teixeira, embar-
ca para o Rio de Janeiro a sua escrava Ama-
lia. (3)
2 Precisa-se e um caixeiro que lenha pra-
tica de vender para tomar conta de huma ven
da o se Ibe d sociedade em tnetade dos lu
cros. entrando com alguns fundos; sendo a
venda em um dos principies luga es da Boa vis
ta: \endea retalho; e muilo saudavcl pelo gran-
de fresen que tem ; quem esliver ne..ta circuns
t.incia annunce. (8
2__Alngase o primeiro andar da rasada
ra de Hurtas n. 9. 8 a casa terrea da ra d..
C< nreicao dn l;oa vista com bastantes comino
dos, e um sitio na Magdalena estrada da Torre
com casa amargem do rio Capiribc ; no alterro
da Boa-vista n. 45. (6)
2 Ai renda-se um sitio no lugar dos Afo-
lados, denominado sitio do muro com casa
earvoredos de frutas ; na ra da Conceicao da
Boa-viita n. 5S (4)
2 Aluga-se huma preta que saiba cosi-
nbar comprar, e ensalmar, i ao se ollta 80
alugitel ; o que se .|uer be que seja fiel : no
largo do Terco n. 10, ou annunce. (4)
2 Madame llaulefeuille parleira france-
/a tem a honra de participar ao reapeilavel pu-
blico e a sitas freguesas que tem mudado a
sua moradia para a ra da .Matriz da Boa-vista
n. 19 aon.le a achirao sempre prompta. (5)
Ollerece se um moco eslrangeiro chega-
do prximamente do Bio de Janeiro para bo-
beiro ou criado de esa particular e da conhe-
cimeotO a sua conducta ; quem de seu presti-
nio se quizer utilisar dinia-se a ra do !Ma-
el Coco n. 6
2 Aluga-se uroa ama para todo o servico
interno de una ca a ; no laleoria rlbeira so-
brado n. 19. (3
'l Aluga-se a loja do sobrado da ra da Ro-
da n. 45; a tratar na ra do Bangel n. 30, se-
gundo andar. ^
2_ Koga-se ao Sr. Fduardo KfamplT, que
untes da sua sabida para a Hahia como j an-
nunciou por este Diario tenha a bonr'a-
dade de ir a ra Nova botequim francez, con-
cluir o negocio que n-o Ignora. (5
0 Aluna se unta prela para o servico de
ca'a ou para vender na ros, acompanhada
deoutra pesSoa; na ra dos Martyrios n. 3. 3
-2_ Aluga-se urna padaria na ra Imperial,
com dons (unios e todas as commodidades
precisas a um bom estabelecimento de padaria,
e com umsotio que serve de moradia ; atra-
ame ra Itireita n. 82, primeiro andar. o
2 Aluna-se o terceiro andar do faqueiro ,
na na do Amonio ; a tratar 08 ra do (Juei-
inado loja n. 9. (*
2 IS* dia 20 do correle a urna para
doas horas da manba achou-se urna prela
ainda bucal, que nao sabe dizer quem he seu se-
nhor, ediz ibaniar se Cecilia ; quem for seu
dono dirija-se a Solidade n. o4 quo dando
o signaos Uto ser entregue pagando o qqe for
de rasao; assim como se nao responsabihsa
pelajfuga da mesma escrava. '.S
l_Arrenda-se o stio nos Afilitos que oi do
cirurgio P< ixolo conlendo urna das melhores
e mais elegantes casas com commodidede para
nina numerosa familia arrenda-se muito em
conta a quem consrivara mesma e osarv re-
.los do sitio em bom estado : quem o pretender
arrendar dirija-se a ra nova de S Amaro casa
ru.va de dous andares n. 6, e achara c^m quem
tratar. (9
1 1,'ma mulherde bons coslumes se en-
carrega da criac.io de meninos de peito, impe-
didos e desimpedidos e lambem recebe me-
ninos desmamados para curar da sua educaeao;
no que promette esmerar-so: quem do seu pres-
timo se quizer utilisar dirija-se ao patio do
Carino n. 24. na mesma casa vende-se urna toa-
Iba de bretonba loda de lavatinto e um berco
ainda em bom u/o. (9
lotera de s. pedko
waktyr dacidadc
de olinda,
Corrrm infadveln ente ts rodas, no dia 10
de l ulubro prximo vindouro eos bilbetes
acbaO'Se venda nos lagares j annuncia-
dos. (8
ia pesoa que venda, hostias na ra de
A goas verdes n. I. pa*sou-se pare a ra Direita
n. 07. aln vende hostias, e faz toda qualidada
de costuras adverilnt des n.2. anda be vende d las hostias .(5
O incgnito ficou sos com a Begento. so-
parados smente por um ge. uflexorio; sobre o
qual via-se depositado um evangolho, e as-
teado um cucilixo.
A Begente por um rpido volver do-
Ihos examinou o incgnito. Bepresen-
tava eslo a idede d trinta Imita e cin-
co annos : linea estatura cima du media ,
cutes crestado, cabellos negros, queemanneis
CHlnao-lhe sobre as espaduas e olhos vivos,
que exprimio resolucao e temeridado bo mes
mo lempo; e o seu corpo, como o de lodos os
montanbe/es, bem felo e eleganle, detxava
ver que cada um dos seus bem proporciona
dos membros noera baldode agilidade e vigor.
Quem sois, e donde sois? perguntou a
egente.
Que importa Vossa Alteza meu nome,
Senbora I dtse o incgnito: em que vos pode
approveitarosabeidesda minha natureddede ?
Nasci na Calabria, isto be ; sou cativo de mi-
nha palavra ; e eis ludo quanto vos cumpre sa -
ber: nao he assim ?
E vos comprometteis entregar-mo Boc-
eo del Pizzo?
R
* O Ministro incliouu-te, e sabio.
1 Comprometto-nie.
Eo que he quo, em recompenca, de
mim exigs?
Justica.
Quando laco itslica cumpro o meu de
ver, nao dou recompensas.
Sim; bernsei, que he essa urna das pre-
lencoes de todos o soberanos; julg o-sejui-
zes to rectos. i|uanto o fui Saiomao; poim ,
infeli/mente, todas essas presumpeoes desappa-
recem na pratica, e a sua justica (em dous pe-
sos e duas medidas.
Como he isso ?
He urna pura verdade o quo levo dito ,
conlinjou o incgnito : quando se trate de np-
plical-a aos pequeos, ella he sempre mais for-
te do que quando os seus eUeilos teem de mu-
llir sobre os grandes.
= Estis engaado, Snr., replicou a Re-
gente : minha justica he igual para todos, e
eu vol-o prov3rei Fallai para quem pedia
justica.
Pare urna irmaa, vilmente seduzida.
Por quem ? o
Por um de vossos corlczaos. ^
Qual ?
Oh um dos mais mocos, d* s mais bel-
lo dos mais nobres Ah ei ah est a
pr va do que ha pouco disse ; ja Vossa Aluza
romera a hesitar '
Nao ha tal; somonte desejo saber o que
fez esse rlezu. v
E se o seu crime estiver no caso de sor
punido com a pena de morte. lerei a sua ca-
beca em tro o da de Boceo del l'i/io ?
Quem ser, p rm o juiz da gravidade
.lo i lime? perguntou a Duqueza.
O incgnito be-itou um instante: d pois,
lilanlo es olhos na Begente, disse :
Aconsciencia de Nossa Alteza.
Eolio, vos loitvaia nella ?
(oat toda a coullanca.
Tendes razao.
Logo, se\ossa Alteza ebegar conven-
cer-se do que o crimu he capital, terei a cabeca
do cortezao em troco da de Ruceo del Pizzo ?
Eu vo|-n juro.
Pelo
que
Por este Evangelhoe por este Christo.
Bem. Ento, senbora. tende a bondade
de ouvir-me pois be na realidadeuma histo-
ria o que vos eu v< Conlai com a minha altencSo.
(Confinwar-ie-Aa.)
MB


*-r .-.tv
Aluga-se um sitio pelo tempo de festa ,
na estrado do Monteiro com boa casa de vi-
venda com Squartos o soto estribara para
dous cavsos oocnciiaque acommoda 3 car-
ros arvorcdosde ruto o peito do rio Capiba-
n'be ; a tratar na ra Nova n. 51, primeiro an-
dar.
Aluga-se um armasem muito grande e com
bom embarque proprio para assucar; assim
como se aluga outro mala pequeo, tambem
proprio para o mesmo trafico ou para outra
qualquer orcupacao ambos com embarque e
nrua de Apollo ; a tratar na mesma ra n
3', ou 27, com Manuel Antonio da Silva Molla.
Offerece-se urna mulhcr branca pura todo
o servico interno de un.a casa ; quem a preten-
der, dirija-se a ra Direita n. 52.
O Snr. que tem escondida em sua casa
urna escrava de nomo Maria a qual houve
quem a visse entraren sua casa e nao a vio sa-
bir mais sendo a queira comprar dirija-so
a casa de seu senhor para tratar que todo o
negocio te fa e se guarda segredo o pelo con-
trario se lancar mao dos malos, que a le per-
mite em casos taes e ver publicado o seu no-
mo visto nao ittnorar-se su a'morada.
Alugu-se dous encllenles eseravos pa-
deiros o um forneiro ; na ra da Penha so-
brado n. 6.
Theodoro da Silva Damaz val a Portugal
tratar de sua sade e venda a sua venda da
ruado Camaro n. 7; a tratar na mesma
Pede-so ao autor do annuncio inserto no
Diario u 213 com as ledras inniciaes J. S. S.
qneira declarar sescudcvedor he Joiio da Silva
Santos, morador no Atierro da Boa-vista e
com luja de fasendas na ra do Cjueimado des-
ta cidade.
A commissao administrativa da sociedade
A polnica tem marcad odia 5deUutubro pr-
ximo para a sua partida ordinaria e no dia
-8 lio correte lar a scsso pata approvacao de
cumulados para a mesma partida.
lTerece se pata feilor ou tiaballiador de
sitio um Portuguez, moco, que sabe todo o tra-
tamentodo mesmo quem o precisar, dirija-se
a praca da Boa-vista, tenda debarbeiro n. I.
I Continu-se a t'rar passaportes para
dentro e Cura do Imperio, despacho-se escra-
vos e correni-se folbas tudo com rumia bre-
vidade e preco com modo ; na ra do Bang I
B. 34. (5
I Na ra de S. Bita n. S, ensina-se negri-
nhas e mulatinhas forras eescravas a coser,
bordar, fazer lavarinto, marcar, modelos de
camisas de todas as qualidades, d >otr ina el) r is-
tia ; tambem seacceila, indo na segunda f. ira,
e voltando no sabbado por precd commodo ;
na fnesma casa se eole toda a qualidade de cos-
turas, pur preco regular. (8
1 Na ra du Haiui'l n. 3'i copia >-se se l-
tenlas, prucessos e todo papel judicial ou ou-
tia qualquer escripluracao com bonita leltra ,
preco commodo e o mais breve possivel. (4
I Boto-se canoas do areia tanto para
obras, como para atierros, pur prego commodo;
na ra do Kangel n. 34. .">
1Aluga-se o armasem por detraz da loja
n. 50, da ra da Cadeia com entrada pelo bra-
co do Monteiro pioprio para recolher gene-
roa do trapiche barricas de familia earmasem
decouro e na falta de alugadoies, reculhem-
se gneros ; a tratar na mesma loja. (6
1 Aluga seo quaito -ailar do sobrado da
ra Nova n. 21; a tratar na loja do mesmo so-
brado. (3
1 Acha-se aqui o Prolessor da lingoa ita-
liana, que murava na cidade do Porto ; quem
quizer aprender a mesma lingoa, dirija-se a
ra da Cruz n. 49. (3
1Precisase fallar com o Sr. Joaquim Jos
da Costa mestre pedreiro ou al^uma pessoa,
que saiba noticias delle ; na ra dos (Juarteis
n. "4. ,!i
2 Carlos Ifardy & Companhia estableci-
dos no pateo da matriz de S. Antonio n. 2 com
loja de uurives, acabad de receber um suituna-
lo de obras de ouro do ultimo gusto tanto pa-
ra homem como para senboia lamb m em dita
loja'se recebern encommendas de qualquer ubi a
tanto de uurives comu decravador e laviador .
pruiuellendo desempenliaiem ludo cun peifei-
co e promptido. .y
5 O abaixo assignado, engenheiro civil ,
acha-se no seu escriptorio desde a huras da
inanhaa al 3 da tarde, no largo tftCorpo San-
tn. 4, prirneiru andar.Alfredo dcMurnay.
Prertnc&o contra os Falsificadores.
Eslevo (asse, sal.endo que em algumas lu-
jas e vendas desta cidade se vende um rp
leito neta provincia com o titulo de prince/a ,
o falca imilac3o de boles rtulos de sua fabrica,
previne ao publico seus legue/es que a bcoi de
direito de propriedade sua, scressenta us ver-
dadciros boles de sua fabrica um sello com sim
urina e insinuarn do nico deposito do legiti-
mo rape princesa nesta provincia. A vista do
exposto, qualquer outro rap inculcado com a
denominaco assima be falsilicacao as fabricas
de Estevo Gasse nico inventor e proprictario
do rap princesa (leit. no Brasil), finio no Rio
de Janeiro, Babia e em deposito no Mar-
nho Para, assim como em PernamDuco na
ra da j-.ru/ do Recita n 38. (\(j)
2 A medicina po| ular americana e s
pululas vegelaes que a u uitos anuos, eslo em
[parada de proposito para clima quonte, e com-
posta do ingredientes que nem requorom dieta
nnm fMUmurJO nAil aor z^i\r.iii'd Ci-
anca mais tenra.
Cada raixinba leva o seu receituano, custa
I o);) res a medicina pupuiar o americana de
.'JO pululas, o 800 res aspillulas vegetaes do Or.
Bramlrctl) do25 pululas
Avisa-so ao publico quo a medicina popular
ainda nao apparecoo falsificada e para maior
seguranca das verdaderas pululas vegetaes,
vemie-se de hoje em diantocada caixinha em-
lirulliada no seu receituario fechado com a firma
dos nicos agentes para o Brasil uo Rio Janeiro.
Vende-so nesta praca em casa do nico agen-
to Joao Keller ra da Cruz n. 18, e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia em casa da Y'uvVCarduso Ayres, ra No-
va Guerra Silva e Companhia, Atierro da Uoa-
vista. Sallen o Chavos. (24
2Vendo-se toda a qualiade de materiaes
tanto por iniudocomo por atacada, para f-
sico e concert! de casas, sdrbo t!ha,
alvenaria btida para ladrilho e grossi para
paredes e tapamentos, grelhas telhas de bico
para canto quadrado pequeo e grande para
ladrilho do forno de padaria tudo de bom
barro como est a amostra estopa, breo, picho
da Suecia para fabrico de candas por pr ?co
mais commodo do que em outra qualquer par-
te ; no priineirj armasem por detraz da ra do
Caldeireiro, ao sabir do becoo do Pdcinho, tam-
bem se promette, querendo seu dono botar na
obra ; no mesmo armasom ha urna boa cadeia
atravessada que se d por barato preco. (15
2 Vendem-se, por junto, ou a relalho as
drogas medicamentos e tudo o mais que per-
Compras
5Comprao-se ossos : na ra de Palacio
em frente d i theatro novo n. II. (2
3 Comprao-se elTVcti va mente para lora da
provincia mulatas negras, e molequns de 12 a
20 annos pagao-se bem ; na ra Nova loja
de ferragons u. 16. 4
3 Compia-se urna escrava que saiba en-
gjmrnar e cosinhar bem ; no pateo da Penha
n. 4. (3
Comprao-se elTectivamente para lora da
provincia eseravos de ambos os sexos de 12 a
'20 anuos agradando pago-se bem ; na ra
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varandadepo n. 20.
1 Coiiipra-senrna varea parida de bezrrro
novo sendo boa leileira; na ra Veli>a n. III.
Compia-se urna morada de casa terrea no
bairro deS. Antonio; na ra Direita n. 56.
Compra-s un, transelim que seja de rnui-
to bum ou/u e sem feitio ; na ra da Concei-
cao da lina visla n. 0.
1 Compra-se um bomcavallo, que tenha
da
(3
vender na ra ; tima negrinha de naco de 12
anuos ; um inulatinh do 7 annos proprio pa-
ta iiam-ni do oinu.il uiiiiiiiio ; na ra das Cruzes
n. 41 segundo andar,
Vendem-se 6 escrava mocas com boas
habilidades, duas sao boas ongommadeiras
cosinheiras ; duas ditas boas para serem edu-
cadas ; 4 pretos ptimos para todo o trabalho
decampo e da praca; um dito bom canoeiro;
dous ditos de moia idade sorvern bom a urna
casa e sabem plantar e trabalhar om sitio ; um
mulatinho do 16 annos, de bonita
figura para
na ra do
panero ; um molequede 12 annos
Crespo n. 10, primeiro andar
1 Vendem-se medalbas dodaes de bom
gosto annoles, alfineles e botos com diaman-
tes para abertura ditos para punho pares de
tencia a botica, que existia as lujas do sobra- brincos de diff-rentes modelos, um par de pul-
do n. 120 da ra Direita desta cidade ; a Ira- seiras com ricos diamantes urna gargantilha
tarno primeiro andar do mesmo sobrado das de bom gusto urna caita de msica, que to-
t as 8 lloras da mariha fl das duas as .i da ca dandn-se corda, um lindo apparelho de por-
tarde, para tratar do ajuste a vista do bataneo. celana dourada para cha, pares do rosetas de
- VendJm-se duas duzias de colberes de: diflerentes modelos transelins e corddes de
soupa do muito boa prata novase contras- todas as grossuras; as Cinco-ponas n. 4o (lo
tadas; obra do Porto ; na .botica do Brandan, I Vende-so urna preta mica, sadia com
n. 4. (4 habilidades ; na ra das Flores n. 21. (2
bous andaies e que seja bonito ; na ra
Cadeia do Becife n. 48.
Vendas
noir l'uget & Companhia. (3
3Vende-so urna preta ladina de bonita
figura colinda mu bem, refina assucar ecose,
ou lioca-se por um moleque ou negrinha de
bom tamanho ; defronto da matriz da Boa-vis-
ta n. ol, prirneiru andar. (5
3 Vende-se a dirrheiro ou a praso com
boas firmas o sitio que fui du cirurgio Pei-
loto n s Alfliclos uu pennuta-se por predios
na cidade vollando-se diuheiro no caso de
valer mais o predio ou piedios ; a tratar na
ra Nova de 8. Amaro casa nova de dous an-
dares n. 6. 17
3Vende-se urna casaca de panno preto ,
de gusto moderno c que anda nao foi servida;
na ra da Viracho, loja dealfaiate de Joao Cos-
me. (4
3Vendem-se couros miudos em porco, e
aos rentos ; na ra da Cruz n. 26, venda de Sa
Arauju & Irmu. (3
2 Vende-se, uu troca se um sobrado na ra
doAiago, pur urna casa terrea no bairro da
Boa-vista ; quem pretender annuncie. (3
2Vende se urna negra quitandeira e lava-
ueira tambem cusinha com urna cria de um
anuo, bem nutrida que anda mama ; na ra
taiga do ilutarlo sobrabo que volta para a
iua do Cabula prirneiru andar. 5
2- Vendcn se iHius iiioleques de 9 a lOannus
seudu um muialiniu ; urna meia agua no bec-
cu du Dique ; na& Cinco-puntas n. 37. (3
2Vende-se sal do As muito alvo e gros-
so, e pal ha de carnauba ; a bordo do pata-
uno Laurentina frusiltira ou na ra da Cruz
n. M. (5
2Vendem-se sacras de farinha de mandiu-1
ca da Ierra de supeiiur qualidade ; na ra da
Cruzo, M. O
2 Veone-se urna cadeirinha, um piano, ma-
cacos de eslivar algodau, e encelados ; na ra
do Amoiiiii n. 15. ,3
'i- Vende-se urna escrava de nacan, moca .
uso em todos os paiZM lroprc.es. tem se pruva- ^ b.-mla figura ; na ra do Arago sobrade)
do eolito urna uicditiua ineumavel, sendo pie- do esqua, u. 1, si^uudo andar. 13
3- Vende-so vinho do Porto superior, engar-
rafado em 1828, a 1 rs. a duza ; na ra da
C'uz n. C. (3
3 Vende-so urna escada grande com mais
re 30 palmos do comprido, madeira de pinho
muito lurte c boa para servir em qualquer obra
de casa por preco commodo ; na ribeira da
B<>a-visla venda n. 1. 5
3Vende-se um moleque de Angola ro-
busto ; na ra Nova n. 27 casa de Jus Pe-
reira Texeira.
3-Vende-seurna porfi de cera chegada re-
cenlemente ; na ra do Trapiche nuvo n. 8.
3Vendem-se charutos da Babia de varias
qualidades por barato preco ; na ra da Crut
1. l>i, primeiro andar.
3Vende-se una canda de amarillo, pro-
pria para abrir cum 30 palmos decompridu ,
p..r preco commodo ; na ra da Cadeia do Be-
cife n. 30. (4
3 Vende-se vinho de Champanhe de pri-
iiuiia ipialulade
2Vende-se um escravo de 24 annos, de bo-
nita figura bastante robusto e sadio ; no For-
te-do-Mattos 11. 9. (3
2Vende-se urna escrava parda, d>20 an-
nos sem vicios nem achaquos e hs do lodo o
servico de urna casa ; na ra do Livramento
n. 20, terceiro andar. 4
2 Vendj-se mais de metade do engenho
Arass de agoa crrente sito na ribeira de
Una, a dmheiro ou troca-so por predios nes-
ta praca; na ra da Conceicao do Becife n. 51 ,
primeiro andar. (5
Vende-se a 1(10 rs. a Odo que no theatro
publico por occasiao do festejo do anniversario
da Independencia do Brasil. recitou o Bachaiel
Formado Joao de Barros Falcan de Albuquerqur-
Maranbo ; na praca da Independencia livra-
na ns. 6e8.
Vendem-se dous pentes grandes de taita-
ruga em bom estado ; na ra de S. Jos n. 27
Vendem-se 12 cadeiras de Jacaranda, e um
canap, por preco commodo ; alraz da matriz,
butequim pintado de amarillo.
IVendem-se 6 eseravos, sendo urna prr-ta de
18 annos; quo engomma, coseecosinha ; duas
negrinhas de 10 a 12 annos, com principios de
costura ; 3 pietasde 20 annus quitandeiras ;
na ra Velha n. 111. (-,
Vende-se urna parelha de curijs, urna dita
de canarios Urna patativa um papa Cipim ,
e um bigode, todos cantaduies, ca-aes depom-
bos e burracbos tudo muito barato ; na ra
da Gloria n. 108.
Vende-se um preto bom cosinheiro e sa-
paleiro ; na ra do Amorim n. SO
Vendom-se casacas de panno fino a 26#
rs., sobre-casacas de dito a 30# rs., jaqueles
de panno a 12^000 rs. calcas de panno preto
e a/ul a 12000 rs. ditas de casimiras de edres
a 10,000 rs. coletes de gorgurao de cures a
6H00 rs., e todas as obras se fazem com muila
brevidade e preco commodo ; no Atierro da
Boa-vista, loja de alfaiale de Manuel Joaquim,
na esquina do becco.
Vende-se e faz-se todo o negocio com urna
parte do sitio em Bebiribe que foi do finado
Suuto ; na ra Direita n. 56.
Vendem-se dous barris que forao de azeite
de carrapato, um peso de meia airoba ; na ra
na ra da Cruz, casa de Le- Direita n. 56.
Vendem-se ineias de seda prela de peso
para senhura e meninas, sapatus de duraque
preto de cores e brancos cum fitas e forrado
de pellica para senhura e meninas sapatus de
couro de lustro forrados de pellica para ditas .
sapatus e botins para meninos bollos, bules e
sapatus de lustro para bom, rn e meninos bo-
tinas de duraque coin pona de lusiio para mp.
unios e meninas meras e linas de laa para
homem e senhora ligas de seda suspenso-
rios de seda para meninos, escovas para derv-
tes e para falo, inglezas caixasde tartaruga ,
pentes de marfim de alisare Irazer na ali/ibci-
ra, facas de marfim de fechar cartas rharu-
teirasde couro colheies de maifim para tirar
rap, meias de linho abertas para senhoia e
meninas, corddes para borxeguins e esparti-
Ihos de senhora fita de tranca para volta de
padre rulao Hamburguez, oleo da China, nu
essencia de formosura pos ca minados para os
1Vendem-se travs de louro com 35 e 40
palmos de comprimento ; um cavallo bastante
grande em boas carnes, e bastante pratico em
puchar carro ; na ra Nova 11. 35. (4
1 Vendem-se barricas com farello vind>s
de Lisboa pelo ultimo navio ; caixas de licor
mullo fino, egarrafoes com lentilha ludo por
preco commodo ; na ruada Cruz n. 5'.. (4
IVende-se o novo rap vinagrinho quo
tem merecido aprovacaodus amig-is da boa pi-
tada em bules e meius ditos e as oitavas; na
ra da Cadeia-velha, loja n. 50. (4
I Vende-se um cavalio castanho cachito ,
carregador baixo, meio e muilo esquipador,
por preco commodo ; na ra do Vigario n. 17.
1Vende-se urna escrava de IS annos de
naco com bonita figura, e com principios de
varias habilidades ; um dita de 2t> annos, com
una cria de 2 annos muilo linda; urna dita
quitauaeira o lavadeira ; um escravo de 22 an-
uos com ollicio do terreno ; 4 ditos ptimos
para o servico decampo ; na ra Direita q. 3.
I Vendern-S'- a dinheiro, ou a praso 11
caicas de amarello, novas para assucar; na
ra das Cruzes n. 42 ,3
I Vende-se, por preco commodo 3 flan-
dres de vender azeito que levan oua> caadas
cada um e.llunu; na ra da Calcada, so-
brado n. 10. (6
1Vende-se urna porcao de bichas de supe-
rios qualidade chivadas ltimamente da Ba-
ha e liamburgo muito mais barato do que as
quo so annunciarao segunda fera em peque-
as e grandes porces; na ra de Apullo ar-
masem n. 6. (i
t Vendem-se gravatas pretas de selim, sar-
ja e de cabello pelo diminuto pieco de 5<>0 rs.
cada urna ; na r a do Cabug loja de fasen-
das Je i-ereira 6 Guedes. (4
iVende-se um negro de nacao moco, de
bonita figura e ptimo para todo o servico ;
defronle do theatro velho o. 16. negundu andar.
1Vendem-se ricos chales do merino borda-
dos de seda detodas as cores, o mais lindo
possivel a \0j/ rs. cada um ; na ra do Cabu-
g loja de fasendas de l'ereira # Guedes. (4
IVendem-se dous moloques, um de 8 an-
uos e o outro de 10 proprios para aprenue-
re:n ollicio; na ra du LivMieiAu n. 30, leicei-
ro andar. (4
I Vendem-se duas pipas de ago'ardente
branca travs de louro e camacaii de jo a 30
palmus de cumplido, urna duza no pao de
uieo arroz de casca, tudo por pieyu com 111 odo;
na ra do Hangel venda n. 50. (a
IMrr\os rugidos
denles, meia arroba degrangea fina para pas-
tis; na ra da Cadeia n. 15. lujado Bourgard
Vende-se por preciso a venda n 2. da
ra Imperial a dlnheiru ou a praso; a tratar
na mesma venda com Joaquim Pinheiro Jarome
1 Vende-se sal do Ass a bordo do hiato
Flur de arangeira ; u na negra moca para to-
do o sei vico; na ra da Cadeia do Becife, |..ja
de fasendas n. 37. ,4
Vende-se um checheo muito cantador, e
por precu commodo ; na ra do Collegio ven-
da n. 12.
Vende-se cal virgem do Lisboa em cai-
xas e barris pequeos ; no escriptorio de Fran-
cisco Severiaiio Babello.
1 Vendem-se bules e cafeteiras grandes de
metal de differentes gostos e cbogadus proel-
mmente; na ra Nuva, luja de ferragens n. 41.
Vende-se urna escrava de naco, de 24 an-
nos engummadeira cnsinheira e lavadeira ,
com um fiihu criuulo do 3 annos ; urna dita de
nacau Bebullu de 22 annus eiigumma, cos
nli clava; urna dita de 20 annus, propala
para lodo o servico de urna casa e lueiiuo para
No dia 7 de Julho lugio da casa de Ma-
noel Joaquim Pascual llamos a sua escrava
parda de nume Tlieodora de 40 annos, alta ,
secca rosto comprido e descarnado, tem um
turnoselo cuchado de erysipela hu mu i tu fal-
ladeira gusta de embiiagar-se f.d cria da ca-
sa de Joao Marques Bacaihu j anduu ven-
dendo miudezas a anuos ; quem a pegar leve
a ra do Cre-pu n. l, primeiro andar que se-
r ratificado.
2 Na tarde de Odu coi rente fugio da pon-
te dos Afogados um escravo de nomo I^naciu, do
Angola, que ia em companhia de um forro,
que se lia va mandado para o engenho Seiia-110-
va d'undeo ditu escravo havia ja lugidu, o
qual tem os biguaes seguinles : altura e corpo
regular dedos do ps curtos falla fina tem
na lace direita urna giande marca do Icnda, ou
queiiuadura e em dita mana nascorao-lli ca-
ellos levuu camisa o coruulas de alguuu da
lena e urna bala eucarnaua cum mais al-
gumas pecas de ruupa ja usada ; quem o pegar,
leve a Anluniu Caldas da Silva, na ruada Praia,
armasem n. 14, que sei bem recompensado;
assim tumo rogase aos Snrs. que compran e
vendem eseravos se acaso Ihe lor ollerecido ,
ou por outia qualquer loima Ibes appancer o
dilu escravo uo o apprt-heuuer o participar
em u ditu armasem que alm de se litar agra-
decido he pagara generusamenlo toda e qual-
quer despesa. ^j
Kciw NsTfF. os Mr'. uuFa.ua.Ui4.


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