Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08160


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Full Text
Auno de 1844. / Segunda Feira 25
U HABI publica-st todos o din que nao forem santificados : o jingo di aaaignatura
be de tres mil ra. por quartel pagos adiantados. 0a annunciosdoe aasignantee sao inseridos
grana, o* dos que nao lorian raio de 80 reis por linba. As reclamaces derea Mr din
gulas ala 1 yo rna das Cruces d. -.4 uu a prega da Independencia ioja da lirroen. 6 a 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoilNrU, j l'arabyba segundase aexiaa feiras.Rio Grande do Norte, chega a 8 Si o par-
te le -4.<.at>n, Scrinhaem. KioFomsso, Macej, Porto Cairo, Alagoas: no d. c
He decada mei. Gararthun a bonito a 10e 4 de cada meiloa-vista Ftor
esa 13: H dilo. Cidatfe da Victoria, quintas feiras. Olinda todos o* das.
das da semana.
23 Seg a. Lino Aud. do J. de D. da '.'. r.
24 Terca .. Gerardo Re and. do J. dt D.da 3. t.
'-'5Quarlas FirminJ. Aud do J. da D. da 3: y.
-ti Quinta a. Jnstiaa. Aud. do J. da D da 2. y,
27 Sexta*. Elitario. And do J. da D_ da 2. Y.
38 Sab s Venceslao. Re. aud. do J.'da D. da 4. Y.
39 I>om s. Miguel Arclianjo.
I li'l IWlatilli'la illa eaM mallas' HallII I aallaaaaaaiaiiBaaaaaaaaaMaaaaYJaaa^iaaJ^iMil
de Setembro
Auno XX HL i-
' udo agora depende de nos aseamos; da soma prueer.ria. oders<3o' energie: <)-
tinueaaoe como principiamos e aeremos aponladoa cora flmirac,.io entre as uagoes kiis
cultas. Pro.-aina.; ... da ieatsaalaa (nal do iran.)
Cambios sobre Leadrrs 24 e lij non,
f Paria 5s,i reis por (ranea
T a Lisboa i JO |iur lUli de premio
Hoeda lia cobrr ao par
dem de letras Je b,.s finias 1 poroso
Cansos tro DI a) IiE IBTUfJaO,
compra
Our-M->eda de fl 100 V. 17,-'00
N. 47.000
de 4.J 9,iiW
Prata -faeSn I o
Peaos rolumninarra 2,000
Dito* mriu-anoa 1,980
r'nda
17,400
17. "i
J,fiJ0
> 0,10
oa>
j.ooo
PHASF.S DA LA XO ME7. DE SETEMBRO.
La abeaa^as 10 huras e 5; min. da m i La nota a 2 as 10 h. e ,'iSmia.da
Misguanlea i a 7 boras e -' ain Ja larde I Crescenle a 9 ea 5 b 3J m. da
Preamar de hoje.
_______ Pnmeira 1 horas a 1S min. da man':'. I Sefauda ai 1 horas e 42 minutos .la t
l,W,A)mid ITrTiTTiilTaaaanWlisOTni III I laaaT,l|| n un mu riw w
manh.
manh.
DIARIO DE PERNAMB
PERNAMBUCO.
Tribunal da Relago,
Juiyarnento do da 20.
(Des. de semana o Sr. Ponce de Leo.)
Confirmarao a sentenca proferida na causa
em que litigo Ignacio Jos Vicente e oulro,
com Maximiano Martins do Jezus e outro.
Mandarlo dar vista as partes na appellacao
civel em que he appcllante o Dr. Curador Ge-
ral por parte da parda Damiana, e ap|.ollado
Ignacio Pacheco de Albuqtierque Maranho co-
mo administrador de sua mulher.
Confirmarao a sentenca proferida na causa
em que litigio D. Maria Thereza de Jezus Si-
queira, com Francisco Ribeiro de Brito.
Desprcsarao os embargos oppostos ao accor-
dao proferido na appellao em quo sao appel-
lantes Manad Correia dos Santos e outros e ap-
pellado Bento Jos da Rocha Lins o sua mu-
iber.
Julgrao improcedente a appellacao propos-
ta pelo Ju7ocontra (o no preso) Jos Tbimo-
theo d'Amorim.
Recehrao o embargos propostos ao accor-
do proferido na appellacao civel em que be ap-
pellante Jos Joaquim de Oliveira, e appellado
Joaquim Jos Franco.
Na peticao de Joaquim Lopes da Silva, para
concessode habeascorpus; mandro que pres-
tasse fianca, attenta a natureza do crime.

DIARIO DE PMIBIJCO.
A proporco que as infamias da pandilhada
praia se multiplicao e se repetem, liorbulho as
contradicoes as folhs que Iheservem de or-
gao e a alta capacidade dos seus corypheos
nao chega para ver, nao o futuro desastroso que
com tanto alian preparao ao Paiz, masaquil-
lo mesmo que salta aos olhos de todos que os
nao fechao acintosamente.
Ha dias que o pasquim-mr da pandilha es-
severou que un assignado promovido peloSr.
Barao da Boa-vista bavia sido enderecado ao
Governo Imperial pelo corno do commercio
destu provincia pcdindo providencias que a
salvassem da anarchia que a ameacava e a ti-
rassem do estado de susto e terror em que se
acha Sabamos que o nobre Barao nenbuma
parte tinba nesse requerimento tanto mais
que o commercio tinlia bastantes razes para
estar assustado, sent que fosse necessario ir al
guern suscitar essa ideia como se se tratasse
dealgum pe id>> em favor de um aventuran)
Mas ignorando, se com efleito havia existido o
facto, que alias julgavamos mu i lo natural, es-
peravamos que lempo descobrisse a verdade.
Nao o entendeo porm assim a Associacao
Commercial, e ouvindo s< os conselhos do sus-
to urna aecusacao que na crise em que nos adia-
mos, pareceo-lhe urna indicaeo de victimas,
querendo desviar de sua cabeca a espada de I)a-
mocles decidi desmascarar a calumnia que
ainda que honrosa Ihe pareca perigosa, e pro-
curou fazel-o por um modo que se conforman-
do com o estado do seu animo poda parecer
alguem urna justiticago antes do que um des-
mentido.
Se a pandilha da praia podesse ter ainda sen-
timentos de vergonha o acto da Associacao
Commercial em ve* de lisongeal-a como lison-
geou, dvveria ter-lbe feito subir o rubor cara;
por que a induc5o mais trivial que delle se pode
tirar he que essa Associacao to ilumnente Ibe
pareceo o perigo, tao influentes julgou os re-
ductores do pasquim-mr nos movimentos anar-
chicos, to desamparada se vio que pensou
or-lbe mais conveniente fazer-com elles urna
especie de pacto que a po/esso a salvo do te-
nebroso da dos desengaos!. Por quanlo que
crime bavia em que visse ella as cousas pelos
olhos de toda a popu'acao e que pedsM provi-
dencias ao Governo Imperial .' E quando Ibe
parecesse que estavamosem leitos de rosas, ao
t.'"Psasmmaaanaaanamnjan.i>atc-1ex->isi|' V|ama im,*m"tm=i
lr a asserco do D.-novo ter-se-ia limitado a
desmentil-a por urna simples declaraco de
que nada bavia eto de que nenhum requeri-
mento se tinba dirigido pelo Commercio ao
G. Imperial,
Aos olhos perspicazes, e imparciaes portanto
o acto da Associacao Commercial, he irme
prova se.'ii duvida nenbuma de que na i houve
assignado; mas he tambem urna prova convin-
ceotissima de que ella est possuida de
grande terror, e do que conhece que da
gente do I).novo he que parte lodo o mal que po-
de sobrovir ao paiz: fez o que fa/em os viajantes
nos pazos em que as autoridades nao podem
dar-Ibes garanta que eomprao aos chefes d"s
salteadores um salvo-conducto que os livre de
screm roubados e assassinados. Mas esses olhos
perspica7.es nao tem ou na i quor ter a praia e
envolvida todos os dias nos seus proprios lapos
ludo Ihe parece conveniente e proprio para
desmentir aquillo mesmo que no da seguinte
tem cuidado de affirmar, como se fora seu prin-
cipal intuito mentir edesrnentir-se alternada-
mente. Assim em vez de envergonhar-se, em
ver de cobrir-se de pejo, fez desse acto da Asso-
ciacao Commercial umtrophe odegloriapara si,
urna prova inconti stavel da santidade de suas
ntences, e pouco Ihe importou que estives-
sem ah os seus recentes escriptos servindo-lbe
de espantosa e terrivel aecusacao.
Prosiga a pandilha em seus abeminaveis de-
signios ; mas crea que a ninguem mais Ilude!
Os liomi-ns do commercio estao todos os dias
ouvindo ossinistr.is imprecacoes as horriveis
ameacas, e lendo o infame pasquina ; e se taes
horrores se verificaren!, se o da dos desengaos
chegar emfim, e a sangra se effeetuar elles
liem sabem que nao Ibes ha de valor, nem
a intervenco doSr. Antonio Affonso, nem as
boas palavras ditas aoSr. Jos Ramos, quena
qualidade de primeiro proprietario est por isso
mais arriscado ; bem sabem ede muito conhe-
cem que nesses apuros he na energa, na uniao
e na coragem de todos os homens de bem, de
todos os homens que querem ordem, de todas
asclasses industriosas e laboriosas que hao de
acbar recurso e soccorro, dando apoio auto-
ridade publica, que apoiando-os de sua parte,
repula ludo que for capricho, desordem, anar-
chia.
Entretanto estamos persuadiJos que onde
quer que ebegarem as noticias que para o Sul
o para o Norte levrao os dous paquetes ingle-
zes que aqui tocrao ltimamente, onde forein
lulas as cartas que infallivelmente bavia > de ser
escriptas d'aqui por todos quantos tem relacoes
fra da provincia, qualquer que seja o seu cre-
do, hao de ellas fazer o mesmo effeito. ou mai-
or que faria esse assignado, e o Governo de S
M. nao ser o ultimo a conhecer o nosso estado
e a oceurrer com promptas medidas ao mal que
vai entre mis progredindo. J nos temos aqui
urna prova de que na Baha essas noticias nao
foro recebidas com indifferenca ; porque a
prova mais estrondosa.mais clara de que so pro -
move entre nos urna desordem tnethodica, he o
D. novo: ah he que as pessoas prudentes achao
a certeza deque a anarchia quer sufocar-nos
em suas garras.
WMB atp.aaatita: ;
Se he ver Jade o que diz o D. novo adiamos
pessimo o gost; dos lnglezes, tanto Europeos,
como Americanos. Mas dove-se notar que as
vas de acto all nao passao do sueco; mas aqui
chega-se a ccete, e ao punhal, e por isso nao
convem exaltar o povo al as vias de facto.
O D. norojulga-se o dono, o Sr. do povo, e
affinna que pela muita compaixo, que de nos
ao sorleio dos 16 que deviSo eleger os secreta-
rios e escrutadores,e o Sr. (>u>a, mechendo de-
licadamente urna farofia das cdulas que esta-
vao em cima na urna, fez a extraccao por o seu
innocente, cuja maosinha teve o acert de ti-
rar a fio nomes dos mais votados faegao
praieira, a ponto de serem alguns anticipada-
mente designados, e logo sahirem na sorte,
tem os seus redactores em chefe, os quaes se! apenas nos dous ltimos variou quo co-
jactao de ter em suas mos as nossas vidas | mo tocada do imn para com a gente da praia
e bens, j nao estamos esquartejados, de sorlej constantemente procurou-a em urna despropor-
que se na crise elettorjil fossemos roubados, e cao com os homens que ihe sao oppostos, qual
atassassinados, baviamosdevoltarmuiconlentes; ninguem crer que OlsMe na realidade entre
depos da lucia aos negocios ordinarios, (s se o numero dos que compoem os dous lados,
na oulra vida tambem se faz negocio, e se nesta Composta a mesa lodo de faccSo ede pessoas que
sem hens se negocij) e louvar a sabia com- sem ter que defender reputado,nem respeito.so
binacao do elemento democrtico. podilo ser instrumento da vontade dos influen-
Nao duvidamosque o exaltamento dos Ingle- tes quea design rao.os homens da ordem enten-
zes nao passe do scco, e por isso mereca lou- dfirao dever a si mesmos nao entrarem em urna
vores o seu systema, que hu de tal sorte obser- competencia antequein nao mereca que elles
vado, que passada a crise eleitoral, na qual Ibe apresentassem seus votos: aba,ndonro
cada cidaduo exerce livremente o seu dreito, livremcnteo campo desvergonha, e vilania.
fiquem todos bem. Se na freguezia de S. Antonio assim proce-
Mas perguntamos, na Inglaterra os caudilhos deo-se, que no devia ser na de S. Jos All
armao a populaca do cceles, o punhaes, e in- foi feita a conferencia das cdulas dos elegiveis
sulllfio para estranguiarem os seus adversarios, com urna lista particular que nao era a geral,
chamando-os inimigos do povo? enviada pela Junta qualificadora, e com tanto
Havera nesses paizes Jui/es de Paz, como os escndalo que o Escrivo de Paz, habilitadissi-
da pandilha praieira e subdelegados como o de, mo para estas tracas, arranjava de um lado as
S. Jos, Goianna, e Bom Jardim, que fingem cdulas dos elegiveis da praia, e de outro as dos
nomes, alm de qualificarem quanto prole ta- do partido ordeiro ; a extraegao no sorteio fe I -
rio assigna a sua chapa? Ser all sudo-: a um menino da familia do mesmo Escrivo, o
cado o dircito do votar como o foi nesta qual seguia as direccoes desle, e a sua sorte to
crise eleitoral, sem que os cidadaos prete- inimiga loi da gente da ordem. que em sessen-
ridos podessem reclamar, porque as juntas ta e tantos nomes que leo o Escrivo, apenas
qualificadoras se dissolvem antes de publi- dous nao exprimiao a praia, sendo notavel que,
carem a qualificaco? Alli far-se bao as elei- esquecido o nome de um Fialho, fosse elle re-
coes dous o tres dias depois da escandalosa qua- petido em oulra cdula. A chamada para a vo-
lificacao, quando a lei manda que t se faco $o foi tambem pela lista especial, em
23 dias depois. para que os cidadaos posso -que estavao esquecidos muitos individuos qua-
lificados votantes, nao adherentes pandilha
praieira, cuja Mesa ainda recusava as listas
reclamar i Nao cortamente ; e essa he a ra-
zo, por que nSo ha perigo para a vida e pro-
CRISE ELEITORAL.
O D. novo affirma que a crise eleitoral, que
nos ameaca nao deve assustar-nos, porcue na
Inglaterra e nos Estados-Unidos da America
em tempo de eleices a imprensa geme debaixo
do mais nojento piso das diffamapoes torpes, e
os seus hustings sao o receptculo da immundi-
cie que subministra urna educacao descuidada :
que se estas circunstancias l so do em qual-
quer reeleicao de um Membro do Parlamento,
quanto mais aqui no appello gtral massa vo-
tante por urna dissolucao extempornea da C-
mara.
Afirma-rrtrenaquelllcsdous paizes classicos
da liljerdade- nesta crise al as vias de acto ap-
parecem com escndalo, mas depois do venc-
ment volta o povo tranquillo aos seus negocios
onlinarios
pr dade dos cidadaos no exaltamento da tmun apresentadas por procuraco, que nao Ihe ero
dicie da educacBo descuidada, nem fico odios : favoraveis, debaixo de pretextos os mais desti-
rancorosos depois que passa a crise. | luidos de lundamento e verdade. Assim os ho-
-------------- mens ordeiros, sem poderem tolerar as indigni-
as eleicoks de eleitores da capital. dades de miseravcis dirigidos pelo Sr. Villela
Quanto mais a praia protesta pela decencia, Tavares. como um I rindade, um Couto,
mais ella ataca todos os principios de honesti-! um Jos Raymundo e um Jos Jacinto, Secre-
dade nos actos mais importantes. Fazendo das torios e Escrutadores da Mesa Eleitoral de S,
formas legaes mera capa para os seus escarna- los, depois da votagio do l.quarteirao Cha-
los, torna pura farca o exercicio das funecoes mado, deixro o Sr. Juiz de Paz com a sua
publicas em que seu interesse exige o em prego gente saborear o fructo do mais completo des-
da fraude, e a toda a sorte de abuso sempre ; farmamento.
est prompta As eleicoes de eleitores d'esta Contra tanta infamia se) ha um recurso, o da
capital vieraoacrysolaro despejo dessa pandilha 'orea, que tem o partido ordeiro pela indisputa-
que, soberba pela sua falta de vergonha. julga vel maioria e preponderencia dos membros que
tertudo vencido quando d mais urna prova o compoem,mas este elles se recusaoa legitimar:
depois da qual nao possa restar mais duvida de a praia que tem resolvido em seus clubs empre-
quesejaella capaz de todos os attentados contra ;gr toda sorte de traficancias, e por fin oppr a
o que de mais sagrado baja err um gran- sedico .s funecoes das autoridades^ onde a
d triumpho ter podido levar a todo o cidadao fraudo nao poder ser cnida, nao venha jactar-
honesto a profunda convicio de que ella be se de sua desrhoralisaco e insolencia:Os fac-
a chaga mais hedionda da nossa sociedad : tos a que essa pandilha tem querido dar valor
a aversao dos homens sensatosja cobre to de- i pa mostrar sua influencia, so ttulos somen-
testaveis caberas. j te para descrdito e completa vergonha sua, do
As antigs instrueces deitoraes tinhao fun-1 uma audacia sem limites para allrontr todas as
dado o axioma de quefeita a mesa, feita a 's. todas as razes de respeito moral publi-
oleicaofeito o Juiz de Paz, feita a Mesa;ca. Masa porcao mais sensata da populaclo j
a isto pareceo oppor-se o decreto de A de Maio conhece muito o arrojo, e as intencSes dos befes
com a qualificac,o dos votantes e sugeitando dos ligeiros, e dos novos sangradores da socie-
sorte a formaco da mesa eleitoral : que dade; nao podemos temor que seu poder se di-
prevenejo, porm, pode haver contra a immo- | late; breve os veremos de rojo pelo p em quo
ralidade a mais desaforada ? Nenhuma : e a- devro para sempre ter sido conlundidos para
bi estao as nomeacoes das mesas deitoraes de pouparem tanta vergonha ;i provincia que tem
Santo Antonio e de S. Jos que fallao bem horror aos seus feilos vise s suas nefandas exci-
taces de infamia de sangue de anarchia e
depredacao.
alto.
Em Santo Antonio tudo resumiremos em
poue palavras Feita a separadlo do povo
da mesa primitiva, = no repartimento desta
apresentou-se Missa o Sr. Juiz de Paz Costa,
com o seu Escrivo Silva Reg, e um menino
que foi trazido pelo Sr. Nunes Machado ; de-
pois da Misa passou-se verificacSo dos n-
meros das cdulas dos elegiveis e seu lanca-
mento na urna, o que foi feito pelo Juiz de
Paz e seu Escrivo, mal sabendo os votantes o
.jue euie eiies se pr<'iva

oih;. nicados.
Sabamos ha muito que a praieirada, quando
nos falla de algufna couza, que julga censura- .
vel nos seus adversarios polticos, he porque ja
obrou, ou quer por em pratica a mesma couza,
mas nunca imaginamos que o seu arrojo che-
emirn procedeo-seigass!' a ponto do exigir que o no-so lado (o da


%rdeoO cumpra exactamente em tudo, epor tu-
do aquillo. n.. ees s- j!go eoiu u privile-
gio de ridiculanzar; lendo porm o D.-novo
o. 203, que s escreve verdades puras ah de-
paramos com um artigo de arromba, appellida-
doconsequencias das eleices dos A Togados -
no qual os sabios pandilheiros, se admiro
de se Dio ter publicado a lista dos votantes, e
elegivets da freguezia dos Afogados. nao po-
dendo por sao havor u reclamacoees que a Ici
parmitte ; conaluindo finalmente a tal bem con
ada historta com a lerrivel ameaca das res-
ponsabilidades, ameaca de que elles sao os pri-
meiros a combar ; porque impunemente prati-
cio quanto desaloro se pode crer. Co n efleito
com a leilura de semelhante artigo fcil loi
convencer-nos de que os sevandijas da praia
tem audacia para tudo, e at para duvidar da
morte, a couza que se sabe ser mais certa.
Ora, co n quanto nio saibamos da veracda-
de do Tacto, que os velhacos da praia imputo
ao Sr. Tenente Coronel Manoel Joaquim do
Bego e Albuquerque, e nao possamos por isso
responder cabalmente a essa infame, e vil pan
dilha ; todava diremos que se Ihes cauza
pasmo, ter-se nos Afogados deixado de cum-
prir a l*i, taNezJporque o Juiz de Paz, e Sub-
delegad > procurando livrar-se dos punbaes, e
cceles do batalho da praia nao podessem reu-
oir a Junta, e nem to pouco publicar a lista,
mormente na j bavendo a li imprensa ; que es
panto nao cauzara o procedimento da Junta
qualifica,1ora de S. Jos-s nesta cidade que a vis-
ta das primeiras autoridades da Provincia es-
carneceo de tudo, deixando de reunir-se em
lempo para as reclamares dos ofTendidos, e
nio mandando pregar a lista se nao no dia 17
do corrente pelas seis.horas da tarde, e a qual
foi n<-sa mesma noite rasgada pelos salteadores
dapandilba. sem se poder saber o numero de
quarteires, esuasruas, e nem ainda o nume-
ro de votantes!
F. por" ventura a gentalha, que assim obra,
que menospreza is ordens legaes dos seus su-
periores, que ataca directamente as disposi-
coes legislativas, nao cumprindo suas determ
nacoes podera censurar os demais por faltas me-
nos notaveis. e talvez motivaJas pe'a defeza na-
tural ou cou/a Equivalente? Nao porcertu:
eis ah pois o como he a canalha penodiqueira
da praia, que julga virtude em si aquillo mes
nio, a que denomina vicio em seus contrarios.
Forte corja de barros, e camelos
O verdadeiro Patriota.
O PlVr.IO NOVO E A PR.4IV AME *.CANDO O COM-
MERCIO PE PERNAMBUCO.
Ja nao somos somente nos os amigos da
ordem, que exortamos o publico a desconfiar
do falso liberalismo da pandilha praieira. J
nao somos nos. os nicos que convidamos os
homens de bem a vigiar e precaver a cerca do
procedimento da ligeira praieirada: ja nao so-
mos nos, que finalmente delatamos a Pernam-
buco, e ao Brasil inteiro os tramas infernaes
dessa sociedade de invisiveis de cuja existen-
cia, a nao ha mais quem duvidar possa e
que outro lim nao tem senao apoderar-se do
governo da provincia e qaig de todo imperio,
pondo em execu^o, como mei >s de o conse-
guir, as intrigas, as fraudes, os crimes e al
mesmo os roubos e assassinios. que soe acarre
tar com sigo a existencia do batalho ligeiro ,
balalbio que a gente da pr. a da ordens o
que ageita a seus planos anarchicos e sedicio-
sos.
Sim.heo mesmo D. -noroescriplo pelos che -
fes da panlilha ; he esse jornal infame.e im-
moralissimo que denuncia atrevidamente a
existencia do tr.ma diablico que com tanta
razio temamos; he esse receptculo de imun-
dces dos nossos salteadores polticos que no
seu numero 203 patentea perfeitamente o pla-
no, que em seus clubs avernaes bao delineado
Com efleito leia-se o artigo daquclle numero .
que lem por titulo = o veo do misterio est
roto= e ahi enconlrar-se-ha a prova mais con-
vicenledo que levamos dito : reflicta-se beni e
com madure/a sobre o ultimo trexo desse ar
rojado e insolente artigo as palavras=\l/us
Srs do commercio entendis bem o que vos
dtzemos ? pois b>m ahi ros 'miamos esa car-
la para dos desengaos'.'.'.............c ver-se-ha con
quanta audacia se atrevem a ameacar os nego-
ciantes, que penso libremente e que se a\o
prestao, como vi/, instrumentos, a suaspati-
Tarias. Na verdade aonde se vio tanta onsadia,
em meia dusia de intrigantes e infames adula-
dores do poder ? onde se vio para intimidare
insultaros pacficos commerciantes'. imasinar-
se urna historia, cujo Tacto nunca existi e o
porque podera anda acontecer? S nos ho-
mens da praia.
A vista pois dos males c.om que nos are-
nao os Kgypcios e invisiveis, Torca be dirigir-
me-nos anda esta vez ao ICxin. Sr. Presiden-
te Ja provincia rogando-lhe a sus atlen-
vajsobreo referido anuo dos escrcvinhaduro
do D.-novo, para que S. Ex. veja de quanto be
capaz esse partido que infelizmente se acha
em contacto com a polica. Sim., Exm. Sr.,
combine V. Ex. os Tactos, qne de novo bio
praticado os desordeiros e anarchistas, com as
promessas fetas de paz eseguranca que fize
rao a V. Ex. : compare o atrevimento que
resumbra em todos os nmeros da folha que
Ibes serve de orgo com o que obraro em
Pod'alno, e outras partes: attenda V. Ex. a
maneira despejada insultante, porquerefu-
tao os Tactos e argumentos, que contra elles a-
presentamos ao publico ; e V. Ex. ha de eo-
nhecer finalmente que essa cfila de saltiroban-
cos e pescadores (que em premio de sua bai-
xeza ja requerem ao Governo Imperial empre-
gos cujos serventuarios vitalicios anda vivem]
nao quer a ordem como inculca porque ao
contrario s ambiciona locupletar-se na posse
dos empregos e bens que outros alcancarao
com immensos trahalhos e grandes fadigas, em
hora para que tal consigio,padeci centenares
de familias e gemo militares de desgranados :
o certo he Exm. Sr. Presidente, que he ja
lempo de V. Ex. atalhar os males e desgra-
nas, que se acho ilumnenles sobre o povo
pernambucano : lempo he ja de V. Ex. nao
vacilar mais a respeito do procedimento, que
deve ter para com semelhantes inimigos do
bem publico. Saiba V. Ex. quealguma cons-
piraco trama o partido praieiro; por quanto
corre fama que quatrocentas armas de fogo e
bastante plvora ora enviadas para Iguarass,
e que igual remessa fora em urna barcassa man-
dada para a comarca do Cabo pessoas que
rnuito ligadas sao aos chefes dos invisiveis: dig-
oe-se pois Y. Ex. de pesar estas vozes, qu
parecem ser verdadeiras; e resolva-se a obrar
oijue Ihe dictar sua consciencia e a provincia
sjhira anda do abismo em que est sendo por
instantes precipitada E vos, Pernambucanos,
todos, de quaesquer classes. ou condices. que
sejais naos vos engines com essa corja de ve-
Iliacos e feiticeiroi, que vos hio de sacrificar
inteiramente, se acazo nao fugirdes de sua-
pessimas insinuacoes. Recordai-vos bem e
attendei que em todas as comogoes polticas ,
passadaa crize, acabada a mortandade e todos
os mais horrores de una anarchia sanguinosa,
o que vos introdu/irao no labvrinto da carna-
gem, sao sempre os primeiroo a vos fazer ul-
trajes se tostis vencidos, ou a decolar-vos .
cliegada a sua vez. Milhares de exemplosdes-
tes tendes na historia das nacoes do mundo e
se queris algum entre nos, eil-o=Em Setem-
bro de 1831. esses, que ho|e dizeui capitanear
o ligeiro, assassnarao cruelmente nos lugares
do Salgadinbo do Chora-menino, &c. &c. ,
os pobres soldados que forao presos por oca-
sio do saque dado naquelle tempo nesta cida-
Je '.'.'. = assassmatos de que todos tem noti-
cia ... Queris outro exemplo ? ah o ten-
des=F.m 183oappareceo nesta provincia urna
sedicao e um dos sediciosos sendo cazado, mor-
reo no logo,que teve lugar nasmattasde Goina.
e indo a inleliz viuva carregada de filos ,
nstese miseraveis orfos, valer-se daquelle
que balucinando seu marido concorrera in-
directamente para sua morte, teve de passar
pela dor de softrer urna negativa formal do soc-
corro, que Ihe implorava !!! ah Pernambu-
canos, que amis vossos pais, filhos e rspozas,
acazo gnoraes fados tao recentes e verdadei-
ros ? Se assim he: indagai, examinai evos
convecereis da verdade de nossas proposices ?
Portanto a vista de tudo que temos demons-
trado, | restai vossos servicos a prol do bem es
tar de nossa amada patria, negai vosso apoio a
esses hypocritas que passadas as eleices ou
a anarchia, vos bao de como sempre entregar
ao despreso ; e se at agora tendes ouvido os
Jictames da illuzo, despresai-os, que anda he
lempo, e segu as bandeiras da ordem, que
somente devem ser o norte de todo Brasileire
]IM presando a sua patria, detesta a anarchiao
U verdadeiro patriota.
QCHI CjUZER QrE SE ENGAE.
Outra sena a penna que devia encelar urna
tarefa to ardua quanto diflicil para mim ; bem
conbe.,0 nimba incapacidad.' litteraria para d<-
tanto me ufanar ; porm como o meu dusejo
so se lumia em apresentar ao publico essa sucia
praieira tai qual lie. para desengao dos Iludi-
dos, que anda crem ne-sa pandilba, por isso
be que contino a apparecer. a ver ae Ihe po-
nho a calva ao sJ, e dest'arte lazer crer, nio
s a Pernambuco como a todo o Brcsil, qual a
sua poltica de sangue e horror, que com mi
arteira no* prepara.
O Governo se deve convencer de que com se-
melhante gente nao he que ha de fazer a feli-
cidade do Brasil ; lea o mesmo Governo o l).
novo n. 203 sol o titulo O veo do Mysterio
"i rott a -cmvencera desta verdade. ;
Utende, Brasileiros, essa pessa infernal, es-
cripta pela propria mo dos intitulados liberae
e governista, della veris qual o programis da
i?aci! praieira; tomsi sentido s~ sus; arroja-
das palavras, reflecti um pouco e os veris fran-
camente descobertos ; quem quizer que se en-
gae, e quem for ceg que nao veja 1 Ha
muito que vos espreito, sucia praieira, ba rnui-
to que conheco vossos planos, nao me saooc-
cultos ha muito finalmente que peso vossas
palavras, e nao me euganei, ahi tendes as vos
sas obras, e com a vossa mesma penna vos des-
mascarastes. Tendo os verdadeiros amigos do
Governo e da ordem vos combatido com fados,
Tactos que nio vos atrevis a contestar, quando
de vos esperavamos urna defeza concisa, he
quando vos vemos surgir do lamacal da praia.
vociferando, calumniando, e enebendo-nos de
epithetos, que somente a vos cabem.
A tal estado tem ebegado a demencia praiei-
ra, vendo-se sem armas para nos combater,
que se desembussro, apresentando aos
olhos de todos, qual sua infame poltica, mas
sempre Isncando-nos o que s he proprio delles;
porm como se defendero ? e arrojadamente
se lam'o nos, perguntando ~ que aportemos
por honra nossa um su exemplo de desobedien-
cia, ou desacato =, e nos ento Ihe responde-
mos : recorrei ao Diario de Ptrnambuco ns
204, 207 e 210, nelles achareii o que peds, e
que anda nio contestaste^, e se queris os no-
mes de outros que levarlo cacetadas pelas ras
de Hurtas e do lunario, vos apontaremos, se
queris os nomes dos vendelhes nos Alogadot
que o vosso batalho ligeiro comeo e bebeo as
suas tabernas, e nio pagrSo, eu vosapontarei,
porm estas cousas sio bagatellas, viva a liber-
dade queris.... mas para que canear-
me em vio ge vs o que escreveis nio he para
Pernambuco, que foi testc-munha das vossas li-
geiradas ? A vossa mira he fazer ver na corte e
as demais provincias que sois innocentes, col-
lados como se enganio !! Respondei-me
agora se as vossas intences he ustificar-vos fo-
ra de Pernambuco, como com a vossa mesma
mo escrevestes estas palavras 2?* Meus Srs
do commercio, entendis bem o que ros diurnos
na nossa f pois bem. ahi vos enviamos esta car-
; la para que nSo vos chamis a engao no dia dos
\ desenganos,^-c-;Entao, meusSrs. .tirrio o man-
to com que se envolviio ? tirrio. sim quan-
do nos vos chamavamos chefes do batalho li-
geiro para que vos agastastes ? ni quando o
diziamos convencidos estavamoi desta verdade,
mas em lim vos apresentastes com o dia dos des
engaos, confessastes ou nio o que dito temos
em nossos escriptos? Ah embusteiros.' e quan-
do assim fallavamos era convencidos dos vossos
planos, pondo Pernambuco sob-aviso do vosso
da dos desengaos : ah infames! cobri-vos de
vergonba!!:
He to desmiolada esta gente praieira, que
sem a menor cerimonia se apresentio desco-
bertos, na mesma occasiio, no mesmo artigo
em que procuro deTender-se ; ora, entendei
tal gente Agora posso confirmar que essn
gente he completamente loaca : qual o bomem
que pega na penna escrevendo oieu mesmo cri
me. aquillo mesmo que com tanta zwieia procu-
ra occultar ? Deveria sem duvida toda essa su-
cia estar na camisola ; elles se apresentio jnsti-
ficando-se, e nio souberio o que escrevrio
Porm nio soflreis slienacio mental quando
em vossos clubs infernaes armis v ssos sicario*
de punhaes para de bracos erguidas esperarem
o signal do dia dos desengaos. Todos es dias
se reproduzem vossas scenas de horror, e qusn-
to mais procuris vos desenrolar da miada que
vos mesmos urdistes, mais embancados vos ve-
jo com a apparicio de novos fados, ahi tendes
as vossas obras ; seriao os trapicheiros, como
vos chamis, que foro aggredir o Delegado de
Nazareth, o honrado e benemrito cidado, o
Coronel Jos Mara de Barros Brrelo no seu
engenho Crusahy, ou serio es vossos co-
rreligionarios, escravos e humildes executo-
res de vossas ordens ? Devereis acaso vos ages-
ta r do que eu disse no n. 210 do Diario de Per-
nambuco, = que querieis vencer as eleices
salpicadas de sangue =. ahi tendes, praieiros,
provado quanto avance naquella correspon-
dencia: seria aquillo irmo do que vs aqui
mesmo fizestes nos Alogadog! respondei, e co-
mo des ara Jmente dizes em vossas folhas im-
mundas, que a opiuio publica se b declara-
do vosso favor sao estas as provas que apre-
sentats? Nem ao menos sabis mentir, e vos
encapotar para os que estio longe de nos Pa-
ra que vos embucais com o manto da bypocri-
sia para ganhar sectarios, se vos mesmos j o
rompestes ? e estis mostra agora me rio de
vos, e vos pergunto, se sempre nao foi esta a
vossa linguagem. e queris qoe ainda vos ser -
ditem depois de lomperdes o veo com que vos
acobertaveis sendo o titulo de vossss bandei-
ras. anarebia e batalho lg'iro ? Negai-o, se
podis nao era preciso o confessardes. bem
vos conhece O inimigo d anarchia.
Imim OA I
;s".s, nano cucoiiire o commu-
nicado As proezas de Nazareth e bastante-
mente me indignei ao ver o atrevimento desses
indignos e descarados praieiros, dessa cfila in-
fame de assassinos, e velhacos que a seu be
prazer adulterio a verdade assaisinando a
honra de cidadaos conspicuos, como sejao os
Srs. Tenente Coronel Lourenco Cavalcanti de
Albuquerque e Coronel Jos Mara de Bar-
ros Barreto. Dizei-me deaavergonhados, quaes
sio os actos reprovados, os atlentads, e crimes
desses Delegados de quem Tallis.9 Porventura es-
ses dous dignos e honrados cidadios nio sao bem
conhecidosnesta provincia? Ellesjamaisprecisa-
radevs para os elogiardes.elleitememsioseu
elogio, os honrados cidadios desta provincia
'os conhecem e apreciio as suas virtudes e fa-
zem justica aos seus servicos prestados a pro-
vincia a prol da ordem e socego publico ; e ot
distinguen) dos malvados aventureiros que se a-
chio arrogimentados debaixo das bandeiras da
anarchia, e desse partido infame da praia,
ondem dizem existem os assassinos do sempre
lembrado e chorado Jos Pauliuo, e da Senho-
ra de Fernando Carneiro I.eSo do Rio de Ja-
neiro os incendiarios das casas da Babia na
Sabinada, e &c.4c. em lim os proletario e va-
dios que nio tendo de que viverem vio se a-
listar na espelunca da praia, para verem se as
agoas turvas pescao.
Sr. Redactor, os praieiros sio tae sem ver-
gonba que nio podendo imitar virtude dos
amigos da ordem e socego publico inventa
o que nunca existi a fnn de verem se com isto
osdesacredito ese concilio a indignacao da
populaca contra elles mas engano-se os
Senhores Jos Mara de Barros Brrelo, e Lou-
renco Cavalcanti de Albuquerque tem o gen
crdito to bem firmado em actos de virtudes ,
praticados no decurso de suas vidas publicas e
particulares que nio temem perdel-o, com
improperios e calumnias assacadas de proposito
pela correspondencia inserida no immundo
Diario da praia : o desespero da pandilha a-
fiarchista he tal que tem tocado a meta el-
les dio por paos e por pedras elles dizem e
desdizem-seao mesmo lempo, estao desespera-
dos, em lim, estio doudos, nao sabem mais o
que hio de fazer para se seguraren) ; e eu julgo
que breve elles conhecero a sua nullidade.
Pernambucanos, nao vos Iludis com esses
patriota fingidos elles o que sao vos bem o
sabis, vos bem os deveis conbecer, elles nio
tao mais que uns aventureiros intrigantes e
vossos inimigos figadaes ; vede oque elles fa-
zem so insuftlao para a desorden) illudindo-
vos e dep >is apparecer como medianeiros.
elles nao promovem o vosso bem estar como fa-,
/.em os do partido da ordem, os quaes s anbe-
lio o socego para com elle fazer florecer o com -
mercio,agricultura,e industria,sem oquejamaig
seremos felices;vsbem vedes que com adesor-
dem he que elles pescao e vos s vos cabe
em partilba a fome, trabalhog e a miseria de
togsas familias.
A Dos Senhor Redactor, eu sempre estarei
prompto para defender a honra dos homens de
bem, quando a vir detractada pelas tao infames
como immundas pennas dos praeiros, aos quaes
sempre que assim obrarem os aborrecer o
Anli anai chista.
HERCK
~>.
Correspondencia.
.Vi Ridatloftf. Lends o >. r.szs de scita
Alfandega.
Rendimento do da 20 ........11:680*181
PR.'.gA DO RECIPE, 21 DE SETEHBRO DE 1844.
Revista mercantil.
Cambios Nao houverao transaccoes por falta
de navios.
Algodo As entradas forio pequeas, e as
vendas nao sorro alleracio.
Assucar0 deposito he muito limitado, e
mui perneas as vendas.
CourosO deposito tem augmentado, ha
falca de compradores.
Azeite doce Vendeo-se de 1,700 a 1,730 rs.
o galio.
Bacalbo O pouco que existe do velho est-
se rctallinJo a IGjOOO a barrica,
nao lendo havido ent ada do novo.
Biim Vendeos* a lojaOO a peca do da
imitacao da Russia.
Carne secca Nao h.uverio mais ntradas,
existindo no mercado 14.000 arro-
bas, que se esti vendendo de 2,720 a
3,000 a arroba.
Farinha de trigo Chej-ou u-carregamento
de 1,500 barricas Rochemond, coro
o qual nao excede o deposito em pri-
meira mi a 4,600 barricas.
Entrrao durante semana 4 embarcaces e
sahirao 14 ; existem no porlo 33, das quaes 3
sao americanas. 17 brasileiras. 1 franceza.l bes-
i'anhola. 5 inglezas.3 porlugue/as, 4 sarda e 1
sueca.


llov ment do Porto,
Navio tahido no dia 19.
Babia; 7 das, crvela l'ranccza f.a Coquett ,
Commandante Larrien.
Navios sahidos no dia 20.
Macei; patacho brasileiro Pirapama Com-
mandanfe Gamillo de Lelis da Fonseca
Reii.
Bahia; barca austraca Mary, Capitao Marco
Benetich: carga lastro.
Navio entrado no mesmo dia.
Boston; 46 dias. brigue americano Henry P.
SutnmtT, de 177ton ,Cap. Russell Howland,
rquipagem 9, carga farinha de trigo e cera:
a Henry Korster & C
Navio entrado no dia 21.
Ass ; patacho brasileiro Laurentina, de 117,
ton. Cap. Antonio Germano das Naves,equi-
pagem 14, carga sal e palha : Lourenco
Jos das Neves.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro; brigue brasileiro Santa Marta
Boasorte Capitao Jos Joaquim Dias dos
Praseres : carga diversos gneros.
Caravellas; sumaca brasileira Sanio Hoza, Ca-
pitSo Jo5o Manoel de Faria ; carga diversos
gneros.
Ilhade S. Thom ; hiate brasileiro Olinda ,
CapitSo Domingos Gomes Soares: carga as-
sucar,
Rio de Janeiro ; brigue inglez Science Capi-
i8o Tbomas W. Vero : carga lastro.
New-Bedford; barca americana Rebecca Sims ,
Capitao Eduard F. Gray : eom a mesma
carga que trouxe.
5
todas as quelidades e as mais adaptadas para mil ris : quem o pretender comprela na dita I apparecer na tenda do ourives no patio da Ma -
este mercado: quarta-feira 25 docerrente as 10 praca as 4 horas da tarde do referido dia. (7 tria de Santo Antonio n. 2. (6
horas da manha no seu armazem, ra da 3 No silfo do Cajueiro ha casa parase 2Gabriel Germano de Aguiar Montarroios
Cruz. 7) alugar para se passar a festa ou por anno ; como caliccu do sua mulher herdeiro do cazaldo
3Por ordem, e em presenta do Vice-Con- tratar no mesmo sitio do Cajueiro. (3 Sr. Jos Antonio Gomes Jnior, provine ao.
sul de S. M. >arda o corrector livcira (ara 1Aluga-se urna casa terrea na ra da Ale- publico quo pessoa alguma laca negocio ou ou-
leilao segunda-feira 23 do corrento pelas JO *ria ('om n,u,t0 bj>ns commdos para familia t(1) qu8|quPr onlraio sobre osbensdo dito Sr.
horas da manhaa na ra d'Apollo arina/em ET!"1 "" "" J*^i Antonio, por que lendo fallecido sua mu-
n. 12, do apparelhoemais utensilios salvados ,_"-se dinheiro a premio sobro penhores IheralO annos anda nao e* inventario dos
da polaca sarda A'. 6. de teivedere Capitao de ouro ou prata, mesmo em pequeas quan- il)tns *lue ficar5 Por sun roo.em consequen-
Gaetaoo Fenielli ; e do casco da referida pola tas ; na ra estrella do Rtfzario n. 2-2, primei- ca do que ora notificado judicialmente para o
ca encalbada, e abandonada na praia de I*i ro andar. ',3
timb provincia da Parahyba tudonoesta-, 1 Aluga-se urna casa terrea com bastantes
doem que se achar, por conta e risco de quem commodos sita na ra da Gonceicao da Boa-
pertencer e sob as mais condcoes que sero j vsta 5 a lra,ar no Atierro da Boa-vista n. 43.(3
declaradas no acto do leilo o qual ser leilo n BOTERA Do GUADELRPE.
em lotes, queseachar devidamente distri- 9]'lhte da pequea e moi acreditada to-
buidos, e constantes da relacao que apresen- '-*"" d GuadeluPe ^ue mul PlMnienta
taro os consignatarios Nascimento Schaeffer
&c. re)
Avisos diversos.
Oeclaracoes.
2 De ordem do Illm. Sr. Inspector da
Thesouraria da Fazenda da provincia se faz pu-
blico, que as notas da primeira estampa em pa-
pel branco dos valores de 5000, IOjOOO e
20tf000 rs., principiaran a ter descont pro
gressivo de 10 por cenlo em cada mez, em i 1
do corrente mez de Setembro, at ficarem sem
valor algum, na forma da ordem do Tribunal
do Thesouro Publico Nacional de 19 de Janei-
ro prximo passado, exarada no edital da The-
ouraria de 10 de Fevereiro antecedente. Por-
tante convida-se aos possuidores de taes notas
bajao de vir trocal-as nesta Thesousaria, para
nao sofrerem o descont cima, marcado no
art. 5 da lei n. 53 de 6 de Outubro de 1835.
Secretaria da Thesouraria da Fazenda de
Pernambuco, 18 de Setembro de 1844. Joa-
quim Francisco Bastos, Official-Maor. (18
Aviso maritiiiios.
1Para o Rio de Janeiro segu com brevi-
dade o biigue nacional Ledo; quem quizer
carregar ou ir de passagein, dirija-se ao con-
signatario Gaudino Agostinho de Barros, na
Praca do Corpo Santo n. 66, ou ao Capitao
Antonio Rodrigue Garca a bordo. (6
__Pura o Aracaty sai a sumaca Aurenia j
tem mais de meia carga a bordo ; quem na
mesmo quer carregar ou ir de passagem, di-
rija-se a fallar com o seu propietario Jos
Goncalves Simoes no Trapiche novo ou na
ra daCadeiado Recife n. 1. venda do P-
tonbo.
3Para a Bahia sai em pouco dias o muito
veleiro patacho nacional Conceico; quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem para
o que tem excellentes commodos dirija-se aos
consignatarios Novacs Se C. ra da Cruz n.
37. 6)
2=5jPara o Rio de Janeiro segu em poucos
dias a sumaca Conceic&o Navegante, e smen-
te pode receber alguns escravos; quem preten-
der pode entender-se cum Amorim Irmo na
ra da Cadcia n. 45. (5
Le i 2 6 es.
0 N. 15 DO GUARARAPES,
PEKIODrCO ORDE1R0 E GOVEKNISTA,
sabio luz no dia 21, e acha-se venda na li-
vraria da Praca da Independencia ns. 6 e 8, a
80 rs. por cada exemplar.
=(guando esperavamos queoSr. degradado
do D. novo respondendo ao nosso annuncio do
Diario de Pernambuco 130,contestassea legali-
dade do eiiime do Sr. Argemiro ou citasse a
lei que autorisou a Cmara do Recife a passar
caitas de cirurgia eis que appareceo segunda
vez na l). novo 200 refutando aquelle annun-
cio nao com provas e raciocinios mas com in
sultos ridiculos como se o ridiculo assentasse
em objeclos serios, como o de que se trata. '
Entretanto fraco* comu somos na arte de
insultar sempre diremos ao Sr. degradado qu
o Sr. Argemiro ao menos frequenlou un hos-
pital por espaco de 3 annos emquanto que
inuitos intitulados cirurgioes conhecemos ns ,
que nunca entrarao em semelhautes casas; ser-
vindo nos mesmos deexemplo quando do
fundo de urna botica saltamos em Goianna ,
passamosalli nosso exame e regressamos logo
para aqui, onde temos feito progressos taes
gratas ao charlatanismo, que para commemo-
rar-mos aquelle primeiro passo da nosssa bri-
Ihante enrreira medica temos* a honra de as-
signarmo-noso Dr. Goianna.
Madama Clemenlina de Moraes Sarmen-
t declarasen) o mnimo fundamentos boatos
ospalhados por certas pessoas que era sua ten-
cao fechar o collegio de meninas que lundou
nesta cidado, e alrma que pelo contrario se
nao poupar despezas nem trabalho para
tomar no prximo anno lectivo o seu eslabele-
cimento cada vez mais digno da confianca, com
que a leem honrado tantos e to dignos pas de
familia.
O Sr. Francisco Antonio Pontual com
engenbo em Jaboato queira declarar qutm
se acha aulorisado nesta praca a receber suas di-
vidas.
Quem quizer urna meslra para ensinar
negrinhas cativas ou meninas pobres a cozer e
bordar bem ; dirija-se a Trempe n. 72.
Quem quizer urna ama para casa,excepto co-
zer e engommar, porm para lodo servico, mu-
Ihcr de idade ; dirija-se a ra da Gloria n 17.
i Convida-se para servico de urna olaria
meninos de 8 a 13 annos os quaes nao tenho
em qne se empregar, dando-se de comer
Vestir proprio de tal oceupacao at quechegue
ao estado de poderem perceber un jornal, sen-
do a sua primeira oceupacao de rapar eencuxi-
ar lijlos eassimse Ibe ensinar at que che-
gue ao estado de jornal : quem estiver nestas
circunstancias pode dirigir-se a ra dos Coar-
tis da polica hoje do Rozario larga padaria
n. 18 (11
-: Precisa-se de um pequeo com idade de
14 a 16 annos que saiba ler, e escrever cor-
rente, para caixeiro de urna venda na cidade da
Parahyba : a entender-se na ra do Vigario
n. 13, segundo andar.
1 O Dr. Theberge Francez tem de azer
1-Por ordem do Cnsul Francez e perante I urna viagem aoCear. (2)
1= Manoel Luiz de Almeida, faz ver o pu-
blico que havendo outrode igual nome.de boje
em diante se assignar Manoel de Almeida, Ras-
tos. '"X
=Antonio Dias Souto, lembra a seus deve-
dores da cidade de Olinda.^iajao quinto antes
ir saldar suas contas pois j nao pode soflrer
gastos de canoas ; do contrario nao se quei-
xem.
= Ofleroce-se um rapaz Portuguez de 20 an-
nos, para qualquer arrumacao nesta praca ou
ora delta porm perto; quem de seu prestimo
o Chanceller do Consulado Francez, na terca
reir 2i-do correnj* as 11 horas da manha no
armazem de Boll fc-Chavannes. se ha de ven-
der em hasta publica por conta de quem per-
tencer H du/ias e 7 chales de cassa bordadas,
30 dusias e 4 chales de fil bordados avaria-
dos, vindos ltimamente pelo Casimir Dla
vigne do Havre. (9
1JoaoKeller far leilo, pur intervencao
do corretor Oliveira, de grande sortmento de
fazendas francezes. suissas e allemaes tanta de
como d'algodao as mais
seda, la e liho .
proprias d'este rrrercado : terca-feita, 24 Jo se quizer utilisar annuncic a sua moradia.
corrente s 10 horas da manha, no seu arma- 1 = Perante o Sr. Dr. Juiz de Direito tem da ra da Cruz. [~ gunda Vara do Civel se hade arrematar quar-
l__Kalkmann & Pbsemmund faro leilo i ta feira 25 do corrente por ser a ultima pra-
por intervengo do corretor '|i>eira, de sor- ca. urn mulato proprio para qualquer servico ,
meato gera d i plendidw nan de, robusto, laliado pelo barato preco de trezeotos
deve correr, achao-se a venda as lojas de cam-
bio da ruada Cadeia do liedle, dos Srs. Vieira,
e Cunha; na de miudesasda praca da Indepen-
dencia, do Sr. Fortunato Pereira da Fonseca
Bast s ; na botica do Sr. Moreira Marques, ao
pe da matriz; na Boa-vista, botica do Sr. Igna-
cio Jos de Couto ; e nos Quatro-cantos em
Olinda loja do Snr. Domingos Jos Alves da
Silva. (12
2 = A medicina popular americana, < as
pululas vegetaes que a muitos annos, esto em
uso em todos os paizes tropicaes, tem se prova-
do como urna medicina inestimavel, sendo pre-
parada de proposito para clima quente, e com-
posta de ingredientes que nem requerem dieta
nem resguardo e pode ser administrada a cri-
anza mais tenra.
Cada caixinha leva o seu receituano, custa
IjOOO ris a medicina populare americana de
30 pululas, e 800 risaspillulas vegetaes do Dr.
Brarwlrclli de25 pululas.
Avisa-se ao publico que a medicina popular
anda nao appareceo lalsificada e para maior
seguranea das verdadeiras pululas vegetaes,
\ende-se de hoje em diante cada caixinha em-
hrulhada no seu receituario fechado com a firma
dos nicos agentes para o Brasil uo Bio Janeiro.
Vende-se nesta praca em casa do nico agen-
to Joo Keller ra da Cruz n. 18, e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia em casa da Y uva Cardoso Ayres, ra No-
va Guerra Silva eCompanhia, Atierro da fjoa-
vista, Salles e Chaves. (24
8U agrimensor, abaixoassignado, offerece
os seus servicos s pessoas quo tiverem propie-
dades demarcar, e alianca a mais escrupulo-
sa exactido e o maior zelo no desempeuho da
sua arte ; devendo todos os que do seu prest
mose quizerem utilisar,dirigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado, na Bua-direita
sobrado n 121. Joaquim da Fonseca Soa-
res de Figuei/edo. (9)
- 2= Aluga-se urna canoa de dous mil lijlos
por prec;o commodo quem a pretender dirija-
se ao Atierro da Boa-vista n. 24' (3)
2=Perdeo-se desde a ra Nova at a Ponte
da Magdalena urna argola com 8 a 9 chaves pe-
queas comprehendemio urna dita maior ;
quem asachou ou achar, querendo restituir,
pode leval-as na luaNova.ao dono dobotequim
Irancez n. 69. 6)
2 Precisa-se de um horneen para tirar barro
no Pasi-o e canoas de areia, e que seja muito di-
ligente ; quem estiver nastas circunstancias ,
dirija-se ao sitio que (lea por detraz do sobrado
do finado Monteiro. (5
3-Precisa-sede um bom cosinheiro que
saiba bem coslnhar, forro, ou captivo, para o
notequim da ra larga do Rozario n. 11. 3
2 Liguvr da china, ou assenca de formuzura.
Cosmtico digno de figurar nos mais ele-
gantes toilettes por causa do seu suave e deli-
ciosoaroma. Elle maciajimpa, clarea, caliza a pcl-
le, destroe as rugas, a broloeja, as empingens,
e outras aflec^oescutanicas ; previne a dor dos
dentes, dessipa o mao bafo o conforta as gengi-
vas. Y'endc-se na ra da Cadeia n. 25, na lo-
ja de Bourgard; custa 1 i200 cada Irasquinho ,
um exemplar, explicara seu uzo. (10
2 LOTERA DO THEATRO.
As rodas desta lotera tero o seu infalivel
andamento no dia 1. de Outubro prximo
luturo ; os bilheles acho-se a venda as lojas
de cambio dos Srs. \ ieira e Manoel Gomes no
bairro do Recife no de Santo Antonio boticas
dos Srs. Chagas e Moreira Marques : no da
Boa-vista loja do Sr. Jacinto. (8
2 Alexandrina Vicencia do Reg Barros,
viuva do finado Antonio Francisco Romo e
herdeiros avisa aoSr. Joao Leile Pita Ortiuuei-
ra ou a quem Ihe convier f que tem penhora
nos alugueis na parte que tem JcTs Caetano
Krages no sobrado da ra larga do Rozario n
48, c para constar a todos, faz o presonte n-
nuncio. 8
3 Alngao-se por preco cemmodo dous"es-
cravos robustos um delles tem pratica do ser-
vico de padaria ; quem os pretender, dirija-se
a praca da Independencia n. 17. (4
2Pede-se a pessoa que mandou guarnecer
um transelin de cabello um annel de abrir
mesmo inventario, e apenas prestara juramento,
e nada mais pralicara para descrever e avaliar os
hens, e lomando a ser citado pedir vista para
espacar apartilha dos hens com seus lhos.mos
lraodo-se com designio de antes gastar com um
vegonhoso pleito, do que cumprir com o quo
a lei Ibe incumbe e praticio os bons pas de fa-
milias. (!'
Pus assiaticos carminados.
Estes pzes limpio, clareo, e conservo per-
feitamente os denles endurecen sem esmaltet
previnem a caria ; elles deslroem o trtaro ou
pedra dos denles, COnsolidSo as geitgiva, aflec-
tadas de escorbuto dao a bocea cheiro e fres-
cura mais agradaveis Afmia-se i|ue elles na-
da encerro que possu ser nocivo aos dente e
a seu elevado crdito o confirma ; vende-se a
t.)000 cada vidro na ra da Cadeia n. 25, na
ojade Hourgard. (11
2=0 Sr. que por eassuada tirou do boleo de-
urna sobre casaca urna carleira encarnada com
urna porc/io de sdalas e urna lettra eobriga-
coes e ordens e nitis papis de importancia
que s servem a seu dono; cuja posta ou roubo
foi feita publicamente no dia da festa de Nossa
Senbora da Penha logo que seacabou o er-
ario, tenha a liondade de a levar a seu dono poisj
se acha assignado na mesma carteira e hoje
mora por detraz da ra do Celdeireiro ou ento
baja de entregar na loja de fa/endas de Joo
Antonio Martina Novaes, na ra do Queimado
n. 29, e se assirn o i/er se guardar silencio e
seno ver sen nome or extenso publicado no
Diario pois bem se conhece pois mora no
becco do Padre. (16)
2 Aluga-se urna casa grande no sitio do
Cordeiro, a margem do rio Capibaribe com
coxeira para dous carrinhos, estribara para 6
cavallos cozinha lra quarto para criado
tambero (ora, tem excellentes commodos para
grande familia ; outra dita mais pequea no
mesmo sitio, tamoem com commodos suffi-
cientes para grande familia, com estribarla para
i cavallos ; quem pretender, para ver dirija-
se ao mesmo sitio, o para tratar com Gabriel
Antonio no patio do Carino n. 17. (ll
2 No dia 9 do corrente de manha desap-
pareceo da estacada do sitio do Brito no Atierro
dosAflogados um canoa de carreira pintada
por dentro de verde e o assento do paneiro da
proa sinzento escuro dous bancos lambem
pintados do mesmo sinzento c por fra de al-
magra ; quem a achar ou della souher, dirja-
se a ra Imperial n. 67, que ser gratifica-
do. (
l=Em C8sa de Fernando de Lucca ra do
Trapiche n. 34 ha sempre um grande sort-
mento de vinbos de Bordeaux de todas asqua-
lidades, presuntos e queijos inglezes. frutas da
^Europa em doces, charutos da marca conheci-
da regala, ludo por preco mais commodo que
em qualquer outra parte. (1
2 Tem-se contratado a compra das partes
da casa de dous andares c sotSo sita na ra
larga do Rozario n. t8 pertencenles aos her-
deiros da fallecida D. Antonia Joaquina de Je-
ss se algucm ha que se julgue prejudicado
com este contrato haja declarur ou dirigir-
se a Joo Leite Pita Ortigueira. [7
2 0Sr. Antonio Jos de Miranda dirija-se
a ra do Collegio n. 14 para um negocio de
importancia. (3
2 Eduardo Krampff retira-separa a Bahia.
Quem annunciou precisar de urna mulher,
que saiba coser de alfaiate dirija-se a ra do
Caldeireiro n. 56.
Ofleiece-se una rapaz l'ortuguez de -\
annos, chegado prximamente, para caixeiro
de botica pur ter prutica de pharmacia ou
para outro qualquer estabelecimento, mesmo
para fra da provincia o qual di Dador a sua
conducta; quem de seu prestimo se quizer uti-
lisarannuncie.
Josefa Maria do Sacramento Costa embarca
para o Rio de Janeiro ou RioGrandedo Sul
o seu escravo preto, de nome Theodo,ro (3
Aluga-se urna casa terrea na ra do Pillar
n. 4S que he ra principal, com duas salas,
duas alcovas cosinha lora quintal murado,
cacimba e tem soto ; a tratar na mesma casa
com Jos Fernandes Maneta Jnior.
1Precisa-se alugar urna preta para n ser-
ic<> de urna casa e que saiba comprar na ra,
dando-se o sustento, epagando-sesemanalmen-
to, ou mensalinente conlormj se tratar; no
Manguinho passando a suarda venda n. 43,
ou na ra do Rosario da Boa-vista n 48.
1 Acha-se prompta para alugar-se a casa
terrea nova, edificada por detraz da casa da ra
da Aurora n. ID, pelourecode Vl r. men-
i'uin letrero dentro, que levou no dia de terca-' feira 17 do correte U-nou a bojidade de milla ; a tratar na ra Uo Crespo n. 11. (%


1Precisa-se de urna ama de leite sem filho,
eque tenha protica dn criacao ; no pateo do
Hospital do Paraso n. 20.
Quenj BRQBSC'oy pfmisar de uma muiher
que cosa de alfaiate, dirija-se a ra daAssump-
fao o. 34.
Precisa-se alugar mensalmente urna ca-
noa que esteja em perfeito estado ; quem fl-
ver aDnuocie.
Deseja-se fallar ao Sr. Joaquim Theodo-
ro Al ves e como se ignora sua morada, ro-
ga-se-lhe de a anouociar.
Do-se200/rs. a juros com garanta a
contento ; na ra Direita n. 36, terceiro andar.
Quem quizer fretar uma barcaca para
qualquer porto do Norte, Mocor, ou at o
Aracaty ou mesmo para o Sul at Maceio, di-
rija-se a ra Nova armasem de louca n. 42.
Francisco de Barros Pimentel mudou-se
do Passo de Camaragibe para a freguesa de
Porto Calvo portanto roga a todos os Srs. Ne-
gociantes da praca de Pernambuco com quem
tivesse cootas a excepcao do Sr. Major Manoel
Goncalves da Silva bajita de fazer publico e
aviiarem ao mesmo, ou a Jos de Oliveira Cam-
pos morador na ra do Kangel n. 50 para
serem satisfeitos promptamente o que deve-
ro fazer dentro de 30 das.
U Sr., que ha das da semana passada ,
foi a ra da Praia n. 22 ver uma baca de co-
bre sendo que anda a queira pelo preco que
offereceo pode irbuscal-a.
Bernardo Venancio da Piedade Argelino ,
escrivao da irmandadede N. S. do Rozarlo da
Boa-vista que em virtude do despacho do Sr.
Provedor de capellas de novo participa a to-
dos os irmaos que ficou transferido os votos
da mesa regadora para o da ti de Outubro pr-
ximo vindouro.
Compras
3Compro-se ossos : na ra
em frente dj theatro novo n. II.
S Compra-se efectivamente nesta Tvpora-
phia toda a qualidadade pannos cortados ou
veihos, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
peleo ,e toda a qualidade de papis veihos. 4
2Compra-se um cavallo grande e gordo ;
na ra Direita n. 29.
1 Comprao-se efectivamente escravos de
12 a 30 annos, pagSo-.se bem ; na ra Direi-
ta n. 3. (3
Compra-se um pianno em meio uso ; na
ra do Fogo n. 25.
1 Compro-se dous cachorros de rafa e
mesmo gosos sendo pequeos; para se acos-
tumarcm com familia ; na ra das Trincheiras
sobrado n. .'9.
Vendas
\enJe-se uma escrava de nacao Angola
recolhida, costureira engoromadeira, ensa-
boa bem e sem vicio algum, muito sadia. be
mo^a alianca-se tudo isso a quem pretender
comprar o snotivo que ha he baver preciso po-
de procurar no sitio casa n. 5 na ra ou estrada
que segu da Solidade para o salgadinho do
Manguinho unto ao sitio do Sr. Monteiro Ins-
pector da Alfandega.
3Vende-se uma casaca com pouco uso, por
preco com modo ; na ra Velha o. 77, segundo
andar. f
3 Vendem-sebules e cafeteiras de metal,
chegad-is de prximo ; na ra ora loja de
ferragens n. 41. (3
3Vendj-se uma mulata moca, boa engom-
madeira cosinheira, doceira lavadeira e cos-
tureira sabe fazer bicos e rendas, e he pro-
pria para todo o servifo de uma casa; na ra da
CadeiadeS. Antonio, ao pe da guarda, por
cima da loja de chapeos. (6
3 Vendem-se esteirinhas pintadas, muito
bonitas para cima de mesas, ou sopha pelo
diminuto preco de 320 rs. cada uma; na ra
do Cabug,,lojas de lasendas de Pereira V, Gue-
des. (s
3 Vende-se uma flauta de bano de 4 cha-
ves apparelhada de prata, por preco com modo;
na ra de Jos da Costa, no Forte do Mattoi
n. (4
3Vende-se uma mulata de 18 annos pari-
da de um mez com bastante leite, e uma cria;
na ra da Guia n. 31 .segundo andar. (3
3Vendem-se fardos de algodo de Minas ,
(asenda forte propria para vestir escravos, por
preco com modo ; no armasem do Braguez ao
p doarcodu Conceifio. :4
3Vende-seo bem acreditado liparolio ante-
erysipelatoso e resolutivo ; as Cinco-pontas ,
botica n. 4. 3
3Vende-se sal do Ass muito gradoe.cla-
ro por preco commodo, a bordo do brigue Fe-
hs Deslino ; a tratar na ra Nova com Manoel
ferreira Lima. (4
2Vende-se, ou troca-se uma mulata muito
alva de 27 annos, boa cosinheira, cngomma-
deira, rendeira e faz todo o mais servico de uma
casa, pomma preta, que cosinhe, lave e sai-
ba comprar na ra o necessaro de uma casa ;
na ra de S. Thcresa venda n. 2. 6
2Vendem-se botins francezes de couro de
lustro e de bezerro para homem oieios ditos,
sapatos de uma e duas palas, chinelas de mar-
de Palacio roquimede panno, sapatos de bezerro francez
2 e de lustro para meninos de 8 a \l annos chi-
quitos para ditos e outras qualidades de cal-
cado de bezerro francez tudo chegado ltima-
mente por preco commodo ; no Atierro da
Boa-vista n. 24. (9
2 Vendem-secorles de chita finissimas ede
lindos padres pelo diminuto preco de 25r>0 rs.,
chitas de duas larguras a 240 rs. o covado ris-
cadinhos escuros e de gosto modernos a 200 rs.,
chitas escuras a 160 rs. ganga azul de duas
larguras a 210 rs. cortes de parisiense a 4S00
rs. ditos de cambraia delistra de cor a 3600
rs., meias de seda preta e de cores para homem
a 1000 rs. mantas de seda de gosto moderno a
'OO rs. e outras muitas fasendas por com-
modo preco ; ta ra do Crespo n. 12 loja de
Jo. Joaquim da Silva Maja. 12
2 Vende-se uma elegante escrava de nacao,
de 2o annos, perfeita engommadeira cosinha
e lava com perfeicao e he boceteira ; ou tro-
ca-se por uma mulata ou crioula costureira e
cosinheira ; na ra Nova o. 06 primeiro an-
dar. (6
2\ende-se cevadinha chegada ltimamen-
te de Franca por preco commodo; no arma-
sem do Braguez ao p do arco da Conceicao. (3
2 Vende-se um negro de Angola ; na Soli-
dade venda n. 20, na esquina, que volta para
Bellem. ,j
do bom homem Ricardo, ou moios de fazer for-
tuna 0 rs. ; tsboaua para meninos a 40 rs.
cada uma ; no Atierro da Boa-vista loja de
miudesas n. 54. j(
Vende-se um bom escravo, proprio para
o servico de campo por ter disso bastante pra-
tica uu para armasem de assucar por ser
bastante robusto ; na ra da Cadeia do Recife
lojan. 20.
Escravos fgidos
Roga-se a todos os eapites do mato e au-
edas duas as S toridades poliches a apprehenco de um mole-
qus fgido no da 13 do correte, de nomo
Eduardo (be natural que tenba mudado o no-
Bde. ui- I m) gordo, bonito bailo, tem um P. sobre
to bons, por preco commodo ; na ra de Hor- um o9, Pe\los- alla mu,t0 pilcado e gosta
tas venda conlronte ao boceo do Pocinho. muito de brincar, tem 11 a 12 annos, j coos-
Vende-se uma taboleta de ourives; uma ti que tem andado pedindo que comprem, e
lazarinha; na ruade Agoas-verdes, venda n. 15. vio-se em varios lugares; assim roga-se mu
Vende-se urna bacia de rame, grande, pa encarecidamente a quem o tem o queira vir en-
1 banho que leva 6 canecos de agoa ; na ra tregar a seu senhor, que recompensar genaro-
Vende-se a loja do Atterro da Boa-vista
0. 75 com poneos fundos, a casa tem com-
rr.oJoN pas gianoe familia e tambero s a ar-
enceo qu6 serve para qualquer negocio por
ser envidracada ; a tratar na mesma loja.
Vende-se un cavallo castanho cachito, car-
rega baixo meio e muito esquipador por
preco com modo ; na ra do Viga rio o. 17.
Vendem-se dous escravos bons para o ser-
vico de campo ; na ra das Crozes n. 30.
Vende-se orna escrava crioula de 17 an-
nos ptima mucama de cuja conducta se
afflanca ; na ra Nova n. 52, primeiro andar ,
das 6 as 9 horas da manha
da tarde
Vende-se um palanquim ero meio oso
quem pretenderannuncie.
fazem muito boa sangria, a ljOOO; tambem se
aluga, a 400 rs. na ra das Cruzcs n. 39.
Vende-se duas bonitas escravas de 16 a 18
annos sabendo perfeitamente engommar, co-
zinbar, ens^boar, e todo o servico interior de
uma casa, duas ditas de 20 a 22 annos de todo
o servido, lavo de brrela esabao e sao qui-
tandeiras, um molato de 18 annos de bonita
figura, bom paia pagem e mesmo para o de
campo em que est acostumado, uma elegante
molata de 20 annos, perfeita costureira, e en-
gommadeira ; um bonito escravo de 20 annos,
proprio para armazem de assucar ou carregar
cadeira, na ra do Fogo ao p do Rosario n. 8
Vende-se por necessidade urna escrava
moca de nacao de galante ligura sem vicios nem
achaques engomma, cozinha, co*e e lava bem
e he quitandeira, muito fiel; na Ribeira venda
n. 3.
1 Vende-se no deposito atraz do theatro
velho, um completo surtimento de la boas
de pinho, chegado da Suecia a melhor qualida-
de que a este mercad j tem vindo. sendo pinbo
branco e vermelho serrado por vapor de dez a
trinta palmos de comprido de 9 a 14 pollegadas
de largura proprio para um lindo ferro de a-
soaiho por ser muito alvo proprio para enver-
nizar assim como doquecosluma vir costado e
cortadinho assuaiho e forro para fundos de bar-
ricas assim como americano de dez a trinta
palmos de comprido e tres palmos de largura,
tudo por preco commodo a vista da porcao e
do comprador: a tratar no mesmo deposito, ou
2Vende-se bolaxa a 7, lo e 12 patacas a
cas de chapeo, pelo barato preco de 7 e 13# rs.
a barrica ; barricas e meias ditas de excellente
larinha ; na ra larga do Rozario padaria
junto ao quartel de polica. 7
2Vendem-se duas pretas de 18 annos co-
sern engommao e cosinho sem vicios nem
achaques; uma negrinha de 10 annos, com prin-
cipios de costura ; uma preta de 23 annos, boa
(uilandeira ; na ra Velha n. MI. 3
2Vende-se, por motivos de molestia e ser
preciso azer-se urna viagem a Europa, uma
botica bastante acreditada eem bom lugar, com
renselo, vasos de vidro a moderna assegu-
ra-se o aluguel da casa; a tratar na ra da
Cruz o. 50. iQ
2Vende-seo sobrado n. 7, na travessa da
Madre de Dos, de dous andares e soto em
chaos proprios prximamente rectificado ,
tambem se da com algum praso commodo ao
comprador; na ra da Cruz n. oO. (5
2Vendem-se duas espingardas de dous ca-
nos cada uma, ambas de canos truochados ,
uma de espoleta e a uutra de fuzil por preco
commodo ; na ra do Queimado loja de fer-
ragens n. 31. ;5
Vendem-se dous seliinscom todos os seus
pertences quasi novos, sendo um inglez e els-
tico, por preco commodo ; na Nova n. 67.
Vende-se um moleque de Angola ro-
busto ; na ra Nova n. 27, casa de Jos Pe-
reira Texeira.
Vende-se uma porcao de cera chegada re-
centemente; na ra do Trapiche novo n. 8.
Vendem-se resmas de papel almaco de
meia hollanda ; na praca da Independencia ,
ljs de miudc&a 11. A.
Vendem-se charutos da Babia de varias
qualidades por barato preco ; na roa u Cruz
o. 6>, primeiro andar.
Vende-se a arte potica de Horacio tra-
duzca na margeni com esclarecidas notas em
portuguez ; na ra estrella do Rozario, loja de
cera o. 3.
Nova n. 63
Vende-se uma canoa aberta de carreira ,
que pega de 6 a S pessoas feita com toda a
seguranca e bem acabada com o paneiro
moderno, por preco commodo; na ra da
Concordia n. 11.
Vende-se uma preta de nacao de 32 an-
nos, he lavadeira e entende de cosinha; na
Camboa do Carmo n. 27.
Vende-se um mulato de 2$ annos bom
trabalhador de enxada por ter pratica do cam-
po : na praca da Boa-vista botica n. 32.
Vende-se uma canoa de um s pao de
lote de G caixas propria para o commercio de
cal, lenha, ou outros objectos dos portos do
Norte e mesmo para caixas, por ser bem cons-
truida e apparelhada de novo ; a tratar com
Manoel Jos Goncalves Braga junto aoarco de
S. Antonio.
1Vende-se um escravo do gento de Ango-
la vindo enanca e tem boje 18 annos, bom
cosinheiro e muito sadio vende-se para se
comprar uma preta ; na ra do Queimado, lo-
ja n. 20, de Jnao Antonio Martins Novaes. 5
1 Vendem-se barris com vinho do Porto ,
de superior qualidade e propriameute prepa-
rado para este clima ; na ra do Trapiche n.
26, a tratar com Manoel Duarte Rodrigues. (4
1Vende-se vinho do Porto superior, engar-
rafado em 1828 a 9^ rs. a duxia ; na ra da
Cruz n. 62. (3
1 Vende-se uma escada grande com mais
de 30 palmos de comprido, madeira de pinho
muito forte e boa para servir em qualquer obra
de casa por preco commodo ; na ribeira da I
Boa-vista venda n. 1. (5
1 Na venda de Luiz Jos Marques tem
smente visto nao se vender o dito muleque
' pois fot dadiva a um menino de dous annos;
1 quem o pegar pode-o trazer ao aterro da Boa-
| vista n. 78, que ser bem recompencado.
1 Desappareceo na noute de 20 do corren-
te uma preta de nome Catharina de 14 an-
nos estatura regular, cor meia fula peitos
em p tem um dente quebrado e os dedos
dos ps um taolo abertos ; quem a pegar le-
ve a ra da Senzalla-velba n. 42 quesera gra-
tificado generosamente. (7
1D-se 40^ rs. de gratificacao a quem der
noticias oudescobrir o preto Joaquim, de na-
cao Angico o qual gosta muito que o ehamem
Miguel representa ter 28 annos estatura re-
gular corpo secco cintura fina tem as ca-
deiras com bordaduras do sua trra canelas
finas ps seceos, cara comprida, alguma cou-
sa fula com riscos de sua nacao orelhas pe-
quenas dentes bonitos tem falta de cabellos
na coroa da cabeca por causa de carregar peso,
costuma quando falla rir-se, era ganhador de
tua e tambem servente de pedreiro e ltima-
mente estava aprendendo a serrador, do que
j serrava sofTrivel tem a falla meiaatrapalha-
da com a lingoa da sua trra ; quem o pegar ,
leve a ra larga do Rozario n 21 segundo an-
dar a Henrique Jorge que receber a gra-
tificacao a cima. 1S
iFugio da otaria de Manoel Antonio de Je-
ss junto a pontesinha dos Remedios, um
preto de nome Paulo de nacao Cacange, es-
tatura regular, rosto quasi redondo pouca
barba be um pouco risonho, meio bucal, na5
he bem preto cabello grande com a marca
de um penadicio no dedo pollegar da mao es-
querda que demonstra um pequeo alejo ,
para vender muito em coota para liquidar a i0flia taD8Crt ( e he do servico de olaria ; levou
casa, em virtude de estar despejado pelo do- !camisa eceroulasdealgodio da trra e chapeo
no da propriedade o seguinte ; vinho supe- de palha; quem o pegar, leve a dita olaria .
isboaaHiOrs. a caada e a garrafa a j0o na ra dos Quarteis padaria n. 18, que
ser generosamente recompensado. (13
200 rs. dito do Porto engarrafado Madeira,
Muscatel, eoutros muitos gneros por atacado
e a retalho at pelas entradas, conforme as
porces; tambem uma balanca grande boas
pipas e toneis para ago'ardente garrafas va-
sias em porcao a 900 rs. !11
1 Vende-se um ptimo moleque de naci
Mocambiqne de bonita figura e muito pro-
prio para parelha de palanquim sadio e de
excellente figura o motivo da venda se dir ao
comprador ; na ra eslreita do Rozario sobra-
do n. 34. (6
1 Vendem-se sapatos de couro de lustro
para senhora ditos de cordavo e marroquim
para homem e senhora sapatinhos e botinzi-
nhos para meninos, sapatos de beierro de pa-
la para homem a 3200 rs ricas fitas de seda
lavradas para chapeos de senhora meias de
seda branca e pretas para senhora ditas pre-
3 Roga-se as autoridades policiaes eapi-
tes de campo, pessoas particulares que ap-
prehendo por onde lor visto o preto Grigorio ,
crioulo, de 20 annos secco do corpo muito
bem fallante o qual j fez uma lugida e foi
i mandado ao abaixo assignado pelo Sr. Jos Ma-
ra de Barros Brrelo senhor do engenho Cru-
sahy, e nao estando ainda o moleque satiseito
com esa fgida tornou no da 17 do corrente
desapparecer, levando calcas de ganga azul e
camisa de madapolo ; quem o pegar, leve ao
Atierro da Boa-vista n. 37, terceiro andar que
ser gratificado.Jos Rodrigues do Passo. 113
2 Ew das de Abril do anno passado fugio
da freguezia da Macamtiira termo da villa de
Cimbres, comarca do Brejo da Madre de Dos ,
o preto Antonio de nacao Benguella corpo
secco estatura baixa, tem uma grande cicatriz
em raso de ama cacetada esleve
tas para homem luvas deseda curtas e com-i na cabeca
pridas para senhora meias de algodo branca 1 algum lempo preso na cadeia desta ida'de. por
para meninas a 2S0 e 320 rs., brincos doura-' ser bens de evento foi arrematado em praga do
dos e alflnetes para peito de senhora, pentes Sr. Dr. Francisco Rodrigues Sette, corno pro-
dourados para segurar cabello, um completo : vedor de capellas e residuos, em 5 de Agosto
sortimento de perfumaras casticaes de cas- de 1843. pelo Dr. Francisco Xavier Pereira de
fallar com Joaquim Lopas de Almeida caixeiro
do Sr. Joio Matheus. Mg
2Vendem-se velas de carnauba e de se-
bo a 280 rs. a libra ; na Camboa-do-Carmo
n. ti> o
2Vende-se uma preta crioula de 0 ar-
os ; em F0ra- n. 6. 2
quinha de bonitos padroes a 2C40, 2SS0 e 3200
rs. caixinhas de madeira com espelhos e com
um sortimento de perfumara a 12^ rs. nones
de veludo para meninos a 1200 rs. ditos de se-
da a 1800 rs. papel de peso de machina e
meia hollanda um completo sortimento de
calungas e miudesac por preco commodo na
ruade Queimado, loja nova n. ti, de Ferreira
& Oliveira. (22
1Vende-se um escravo de bonita figura, de
20 annos, bomcarreiroe ptimo para todo o
servico ; na ra da Cruz n. 51 (3
1 Vendem-se dous pares de brincos, 3 an-
neles uma correntinha de relogio uma me-
dalha para senhora; na ra Nova n. 56. ;|
1 Vende-se um moleque de lo annos, de
bonita figura ; uma negrinha de 16 annos ,de
nacao Quicam ; na ra das Cruzes n. 12. 3
\ endem-se a vida de S. Agoslinho em 3 v.,
o diccionario inglez dos grandes por Viei-
ra em2 v ; as cartas geographicas em formato
grande ; oracoes de Cicero para analyses de
rhetorica em 3 v. elementos de geometra ,
l rs. ; resumo degeographia dito de geome-
tra memorias histricas de Pernambuco 1
v. i i rs. ; trafico da escravatura ; tctica das
Assembleas ; taboas de logaritbmos ; primei-
ro e segundo tomo de Virgilio 40 rs. ; o in-
dicador do cambio e commercio em partes do-
brad** i economa poliUsa t)Q *, setnese
Brlto ; foi encontrado a 16 do corrente em S.
AntaS em companhia de um tal Mandum que
foi sargento da guarda nacional aquartelada ,
encaminhando-separa esta praca ; quem o pe-
gar, leve ao Atterro da Boa-vista n. 43, que se-
r generosamente recompensado 1I7
2 Fugio lo docorrente um preto de no-
me Antonio de nacao Cacange de 25 annos ,
cor preta pouca barba bocea grande esta-
tura ba>xa, grosso do corpo, tem os dedos dos
ps levantados de frieiras ; levou calcas prelas ,
camisa de algodo da Ierra e chapeo preto' ve-
ho ; quem o pegar, leve a ra da Praia n. 33,
que ser gratificado. 8
2Fugio no da 16 do corrente uma preta
de nome Roza, do gento d'Angola, idade pou-
co mais oumenos lannos, baixa.secca do cor-
po, bem retinta, rosto becliigozo, levou vestido
branco, e panno da costa, quem a pegar leve ao
pateo do Carmo n. 17, que sera gciieosamenie
recompensado. 7)
Na madrugada de 20 para 21 do corrente
mez fugio urn preto de nome Manoel nacao An
gola idade 40 a 50 annos, alto magro com bas-
tantes cabellos brancose um dedo de menos na
rno esquerJa : quem o pegar leve a ra Nota
n. 58 2.o andar que sera gratificado.
fina ai Ttp. hMF. m Fa.nu.1844.


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