Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08154


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Full Text
Arme de 1V>M.
Sabbado 14
u7T~~'-3?i^zz&i>inw'wi i taffiCMMcaMmmhmiMaamb
0 :';'" unif n:,n farsa san! 'i. >| ; o prego .la naaipiaiura
i"- i '' '* porquartel pagoa adiaotadoe. Oaannuocioidoe aaeignantee eio inovidoi
.....>80reiafOi liaba. An recUDiaroe deem r iliri-
p* ,; Croan n. i ou i |ira I H S CORREIOS TERRESTRES.
Goi*" ktti te iras.- Kia-tOrandedo Norte, eneja a 8 e
* Seriuaaem KioF OnMMO, Maoej, IVlo Calvo, e AUgoaa:
^ e : "''" Garanhuna e bonito lile ida ca ;n mc oa-?isia
es.- '>'- dilo.Cldadc da Victoria quinlai feira<._Olinda,fudos os
das da semana.
'J Seg < ergio. Au.i. do J. 40 le Sosleoca el aod. doJ. d Quera froto. Aud do J. doD. da 8. T.
12 Quir.la Aolo. Aud do J. de 1 da >. t
13 Sexta s, Filipue. / u 1 do J. de i) da 2. v.
44 Sab s. Saluslia. j el. aud. do J. de D. da I,.
4i Don O SS Nome de Mara
a
de Sctcmhro Anuo XX. N-. 206.

|t$if#},/^/f'^ / ludo R0" depende de nt mfi..... Irgia coa
\>-'-~^(f/// j i*'. -uemoa como princ:.iamuj e aeren- .1 api
\(r I *, Ca* |ir tender
i / ./ Cambioa sobre Londres b J noni. 7,4lO
Para SU re por franco i N Oul I < '
> ^;7 r :yr./

Hoedade cobre o par. '
Idam da lelrai > boai II. uai I 1, m,
PHASES DA M1 \ NO M l ,
Loa chata a26 ai 40 lloras e 5J an dan iLui ovaaL ., ,1', ,.,, rlaaranli
tfiaguante a 1 ai 7 boras < :: -'.n al rdc |Cn tic 1 ) n 1 ., ja aanh.
Pie .
Priawlri ,.("> horai a i> inim, 1; coala < .'a 1
,nyn .._.

-
CORRESPONDENCIA DO DI a RIO DR l'ERNAJIHL'CO.
Par 3 de Agosto.
O parlamento ingles ainda Irabalha, c pare-
ce que se nao fechar antes do lim do im/. para
poder, antes do encerranit'nto da sessao, publi-
car a sen ten va sobre a appellacSo d''Connell.
Lord Aberdeen appresentou na Caniara dos
Pares as novas instruccoes para os cruzeiros en-
carregados da repressiio do tiaico da escravatu-
ra. listas nstruccSes foiao mandadas redigir
por causa dos abusos a que as autoridades ti-
nhao dado lugar sobre a maneira de exercitar o
direito de visita Nao se sabe ainda em que el
las sao mais justas ou mais injustas que as pri-
nieiras; por m O J. dos Debates, que tem mui-
ta 16 as boas iotencOes do Governo d'lnglater-
ra, da-so por plenamonlo salisfeito das inodifi-
caedes por que estas ultimas passrao, postoquo
nao saiba quaes ellas sao. Ha/oes de muito pe-
so o fazem pensar assim.
Nao acontece a mesma cousa aos Hollande-
zes, que acabio de dar a outro respeilo urna
prova da deseo n fia oca que tem das intenvoesde
Inglaterra, na qual lia tanto de extraordinario,
como na coi)(iaii.'a do J. dos Debutes, No bil
sobre os assucares que ltimamente passou no
parlamento decidi se que o asucar de Java
(coloniabollandeza) podesse ser admittido em
Inglaterra coni o favor da diminai^lo de direi
tos concedida ao assucar das Indias Orientaes,
con tanto que a sua origen fosse provada por
attestaco de um agente inglez estabelecido no
paiz para esse lim. Ura os llollande/.es declara-
rlo que ant.'s nao queriao o beneficio da dimi-
nuicao de direitos que se Ibes conceda, do que
soflrcr o cslabelecimento do agentes inglezes no
seu paiz. L mbra me o que dizio os pov s a
El-Roi Joao II as Cortes d'Evora de 1482:
Senbor / Um grande dapno recebem os po-
?oos de vossos regnos por se cojnsemtir em
elle esta rotes estrenigeiros, como Imgrzes,
Froromltis e Gemnoe/es; e a causa disto he
que os estamtes Imgrzes em cada buum an-
no se trabalbim no lempo das novidades do
vinho, Bzeyte, e asi de todas outras saberem o
que euu vos .1 trra ha, c tanto que esta save-
<( doriia tem, logo mandn) avisos a sua trra a
;( suas companbias do modo que hajem de tecr
u para vtjtii venderem e melhor coinprarem,em
guiza que ellas andom seitipre avisados o vos-H
sos naturaes desavisados. Do que pede, se-
nlior, o vosso lovooa V, A. por mercee (|ue
daqui em diante nom conseniUics mais os taes
estamtes em vossos regnos, porque se per
tempo stam, son praga viva com que se dus-
true a Ierra
Parece que torna a pegar c por Europa a
mania de dar tiros nos Res. Assim acconlecco
ao Hei da Grecia no da 7 de Julbo. e ao da
Prussia a 26 do mesmo mez. Este ultimo esca-
pou por milagro. O assassino disparou urna pis-
tola de doas canos para dentro da carruagem,
em que o Soberano ja tinba entrado com a Ra-
nha, de partida para as agoas i'Iscbl : urna das
balas atravessou o chapeo da Raihba; a outraen-
trou pelos vestidos d El -Hei, e passou Ibe de
soslaio ao longo dos msculos do peito onde dei-
xou vestigios pouoos perigosos, irn.s mui visiveis
da sua passagem.
J,i ahi deve saner-so que b (-ioverno de Por-
tugal obtevo do Papa a reducciio do numero dos
das santos Pego humildemente perdi aos de-
v i tos, mas eisaqui um dos esos em que me pa-
rece que o Brasil defia seguir o exemplo de
Portugal. A multiplicidade dos dias santos, di-
ga-se o que se quizor, s pode servir sobro tudo
.) trabilho sobra e o bracos
faltao, para os azer pouco respeitados, oque he
um grande mal. Se isto servs e para igorar no
povo o espirito de religo, ainda anda; mas be
.ntrario. A piedade nao vem de lera para
o para rri : d'outro mo-
do i, 'rjl' ,S|'-
Que
OUtros,
apostlos, ou os que marcao as grandes pocas
do christianismo, nada mais digno de louvor a
quem o fizer; mas fazer disto obrigacao para to-
dob he incorrer na censura pronunciada no E-
vangelho pelo proprio autor do christianismo :
Ai de vos, doutoresda ei, gue aggravais ao
povo o jugo delta, devendo-lho fazer mais leve !
Se a multiplicidade dos dias santos fosse neces-
saria para a salvacao das almas, de certo o Papa
havia de impAr essa obrignfao ao rehanho de
que be pastor especial; porm em Roma os
dias dos Apostlos, e muilos outros que sao de
guarda no Brasil, nao teem diflerenva dos mais
da semana, nem nelles ha obrigagao de ouvir
missa. Aqui em Franca nao ha senao quatro
dias santos de guarda em todo o anoo, alcm dos
domingos, e tamben de c se vai para o co,
como das outras parles.
Chegrao noticias gravissimas*do l'aty ; o o
que he anda mais grave, he o efleito que ellas
produzirao em Londres. O muito lamoso e
muito reverendo Pritchard, assentando que o
seu carcter de Cnsul Inglez oautorisava para
fazer quanto quinase, cornecou a espinotear de
lal maneira as libas da Sociedade, que o go-
verno francez se vio na necessidado, primeiro
de o prender, e depois de o expulsar do paiz. O
li mem tinba organisado contra os Francezes
urna sublevucao dos naturaes, e taes conselhos
havia dado Rainha Pomar, que esta ultima
se refugiou a bordo de urna Iragata ingleza, de-
pois de ter publicado una proclamacao em que
promettia ao povo a proteccao da Inglaterra,
que em breve cobriria o hori/onte de velas para
vil-a resgatar da lyrannia franceza. Ha poucos
dias, cheg'.u Pritchard Londres, trazendo
comsigo rasoavel carregacao de colera contra a
Franca ; e o governo d'lnglaterra, dando-lhe
interamenle ouvidos, sem se importar de inda-
gar o como e porque, saltou por cima de todas
as medidas da prudencia de urna maneira que
pode dar muito de si, se o sentimentoda digni-
dade nacional nao estiver do lodo extincto no
coracao dos Francezes No dia 31 de Julbo de-
clarou R. Piel na Cmara dosCommuns, que
a Inglaterra acabava de receber na pessoa do
seu Cnsul um insulto gravissin.o, acompanha-
do de urna gravissima indignidade : que este
insulto exiga reparacao proporcionada : que
ja tinba exigido a dita reparaejio, oque nao tar-
dara a obtel-a. Chama-se a islo em bom norlu
guez fazer o mal e a caratnunha. Ouem tem
direito a exigir urna reparsc&o be a I* ranea, em
consequencia dos allenlados do Agente Inglez,
(|ue no p< diao ser mais graves ; porm a In-
glaterra entend) quo os seus Cnsules poden
chamar rebelliSo os subditos do paiz albcio,
como ja fez Turnbull em Havana, e como acaba
de fazer Pritchard, e purece-lhe que ainda em
cima Ibe devem pedir perdao !
O delirio revolucionario dos Italianos amai-
timatum da Franca, mas de urna maneira intei- san enle faltar ver' id ', c log i por pie-
ramente evasiva. A resposta he de 11 de Julbo, venir que he o II de Ihrnambuco o mentiroso,
ochegou a Tnger a 22. S. M.Africaoadesap- Desprczando o cynismodes u mi pasquim da
prova o procedimento do Commandanle qu praia, examinemos se ha verdade no que ello
alacou os Francezes no dia lo de .lunbo, demit- diz a cerca das eleii s de 7 de Selemhro.
te-o, e manda-o entregar as autoridades franco- Assevera que ellas se (zerio .....paz em to la
zas; mas em descont pedo a dcstituic/o do a parto, ondo os do partido da ordem nao com-
MarechalBugeaud, queseapoderoudeOuchda. parerrSo, porque as Meas f irio una ni mamen-
Quanto as exigencias do governo francez sobre te approvadas, Como qccria o D. oro que os
a inlervencao d'Abd-el-Ka.lcr, nada responde, proletarios coinalguns cabeclhasde sua pand-
A nature/a desta resposta seria motivo mais que iba, que forao os que lo muito cedo na
sufficicnto para o rompimenlo das hostilidades; Igreja, se 0| ze sem nomeacoes de passos
porm o governo francez, sompre cortes e sem- de seu club feitas pelos memoraveis Jui/.es de
pro modesto mandou no dia 23 segundo ulti- l'az praieiros ?
malum, exiginloa realisavao de todas as condi- A praia be lao anarebista, qiICSO admira da
coes do primeiro, e muito especialmente a dis- obediencia dos do seu partido! As Mesas foi
persao das tropas reunidas na fronteira, e a in- lao escandalosamente compostas ppla faevao,
tervenacaod'Abd-el-Kader.econcdeendoaomes- que ella mesma admira que os seus partidarios
mo lempo um prazo de 8 dias para que o gover- nao Ibe li/essen < pposieSo !
no marroquino tome a sua decisao. Entretanto Houveportento a paz dos tmulos na fregu-
foi o Principo deJoinville a Tnger para reco- zia de S. Antonio, quando se arranjou muito
llier os Cnsules e mais subditos francezes que cedo a Mesa.
se quizessem retirar, e voltou no dia 24-para Fin S. Jos, os cidados do partido da ordem
Cdiz, onde esperar que expire o prazo conce- se oppo/eao as propostas, mas lorSo desaten-
dido ao Imperador para se decidir. didos c insultados, o at alguna perseguidos pe-
O Times publica um extracto das novas ins- la Polica,
truccoes dadas aos cruzeiros. Nao vejo nellas No Recite, os cdadaos pacficos resignrio-
mudancaessencial. se, como em toda a parle costuma obrar o par-
Amanha he o dia do encerramento dasca- lido da ordem, Mesa que o Juiz do Paz qui-
ntaras francezas. zesse a/er, pura evitar pretextos genlalba j
A imprensa de Pariz agita muito nesto mo- disposta para por si mesma repellir o jugo,que,
ment a questao da demarcaco de limites com diz o D. novo, aopprime.
o Brasil, pretendendo, segundo o seu costume, Na Boa-vista foi a eleicfio feila na santa paz
que a Guyanna franceza, conforme tratado de dos insultos'e do ccete. As pessuas gradas do
Utrecht, se eslende at a rio das Amazonas. A partido da ordo n, e todas as mais que preten-
demasiada extensao desla correspondencia nao diao ir tarde depois do cortejo e parada ntre-
me permitte oceupar-me agora deste objecto. gar as suas listas, nao quizoro expor-se a ser
P. S. Em consequencia de oficios recebidos insultados, ou a repellir e presenciar urna des -
pelo Principe de Joinville nodia 24, deoaes- ordem, depois que o Sr'2.* Commandante de
quadra franceza vela para Tnger no dia 26. Polica Marlins foi atacado pelos cacetislas (ue
Morreo o Conde de Castro Giovanni, tercei- estavao s ordena da Mesa, e insultado, depois
ro flho do Rei de aples. qu as listas que elle apresentou forao quasi to-
Cbegou aqu de passagem para Lisboa Ca- das regoiladas, depois que o mesmo pralicou es-
millo dePietro, Arcebis io de Beryto, Nuncio so bando de desordeiros com os Srs. Veras do
Apostlico junto do governo de Portugal.
Consulado, Salgueiro, e mais outro individuo,
os quaes o entregar cdulas de seus concilla-
[dfios, depois que, s barbas do Sr. Chele do
Polica, loi eapancedo na porta da matriz o cr:-
oulo Luciano, sem quo essa autoridade dsse o
menor signal de dcsapprovaejio, quanto mais
a!gu:;;a medida de repressSo,
Assim he que foi fe i lo o recebi nento dos
votos apresentados pelos cdadaos, ou seus pro-
j curadores, como airirma o 1). novo, porque a
Mandarse dar vista s partes na appellacBo ; SU1 |j,)(jrjad(. Ilt. a (l()S n80lt08 e a do ccete,
civel, em que e'O partes Joao Francisco Regs
Coelbo, como testanienteiro de J. J. aquim be-
Trihiuia da Relagao.
Julgamento do dia 13.
(Dez. de semana : O Sr. Ramos.)
/ena, e o Juizo.
E para que em tudo so descubra a miseria
desses desordeiros, teem as suas folhas mesmo o
cuidado de so c nlrndizerem ; do sorlo porel-
MandrSo dar vista s partes na appollacioj |us_ ()ra houve eljc5o c hl
erdade, ora os do
nou um pouco forca de sangras que he o es-
pecfico desla molestia. O Papa fez executar no c
, */ i, m i :~i;.i. ., com francisco Pacbero de .vledeiros eoulros.
da 16 em Holonha maisum dos implicailis na
ultima sublevadlo ; e no dia antecedente tinba
o Rei Jo aples feito executar 6 dos cumplices
da Lnsurreico de Coscnza, perdoando a pena da
inorle a outros loque tambem haviao sido con-
demnados a ella, e confirmando a sentenca :50 annosde ferros pronunciada contra dez dos
roa menos culpados, e a de 25 opplicada ; ou-
tros 12. Quanto parte curativa do tratamen-
lo, bem vai, porque esta he quo he a verdadeira
medicina poltica; maspeloquedi/ respeilo par-
lo prophylatici, que be a mais essencial, e que
consisto na introdueco de reformas salutares
que tirem todo o pretexto, ou pelo menos todo
o motivo justo s revolucoes, disto entende o go-
verno de S. M. Siciliana muito pouco, e o de
S Santidado cousa nenhuma. Seja o que for, o
exemplo dado pelos dous governos e o mo suc-
cesso da expedicSodos irmaos Bandiera fez com
que oulra expedivao que j tinba sabido da Ce -
phalonia para>Calabria em um navio com ban-
civel, en que Vlai.oel de Santa A*nna contende j parl(h> da or(|em corrflrSo em debandada. U
M ''va- 'partido da ordem evita os punhaes e o ccete,
Mandarlo dar vista is partes na appellacSo autotM(Jol pe|a Polica ; porque ni
civel, em que Ignacio Joaquiml-ernandes litiga ,car a niliir(:|,ia, em cijo reinat
deira grega, mudasse de resulurao e se disper-
a dt Agosto.
lespondeo o Imperador de Marrocos ao
Julgaro proced nte o recurso nterposto na
appellacao, ern que o Promotor Publico litiga
com Antonio Jos.
Mandrao dar vista ao Desembargador Pro-
curador da Cora na causa, em que o Juizo,
pela heranca do finado ab-inlestato Antonio
Joaqum Pereira, litiga com Mondes & Olive ira.
Julgaro procedente o recurso e as rasoes,
m que se fundn o Juiz de Direito para sub-
metler a causa novo jury, na appellacao em
que sao partes o Juizo e Manoel .Mendos.
Mandarlo dar vista s partes na appellac0,
em que sao litigantes Jos Gomes da Silva, co-
mo administrador do sua mulber, e Mariana
Rita do Mendonca.
Mandrao desear ao Juizo da primeira ins-
tancia, parase proceder avaliacSo e pagamen-
to do imposto de 2 por cento, a appellacao,
em que sao parles L Miranda dos Prazcrcs a
oulros, e L. Mara do Carino e outros.
: ^^^er^llar^^aBil^i^l^g^^nP'

ao querem
provocar a anan na, em cu|0 reinado preten-
dis prosperar, pois bem sabis que sob o domi-
nio da le o partido da ordem sabe castigar os
anarebistas. !. istu estaia vus bem convencidos,
e por isso passastes por tantas clicas na terca
feira 10 do correte com a noticia de quo esta-
va para ser dado pela aldrdade legitima o
signal de avanzar sobre os desordeiros. len
nos entendis.....
GABANHUNS.
Comecou-se a proceder na villa do Gara-
nbuns a eb'icao no dia 7, cpresentnu-se candi-
dato tanto para Vereador como para Juiz de Paz
o Delegado Jos de Carvalho, quo antes de CO-
mecar a eleicio prendeo o Juiz de Paz do Cor-
rente Joaqum Lciio Machado Pas para nao ser
reeleito, mandou pelo destacamento de Polica,
que postou na porta do edificio em que se iao
proceder as eleicdes, torrero Juiz Municipal,
os Juizesde Paz de Jupi, S. Bento ePalmeira,
e os Subdelegados dos dis tridos da freguezia.
<> Deleg ultado por quatro soldados da
clavinotes foi i p ira a Mesa Paruchial,
ecom elle um cu : Ju i de Pi /. <# par-
indo o r). novo pretende mais


*oa BUSpeitss para a Mesa, mas depois de ralo .
rosa dscussio, vendo que ellos n lo rea toma-1
viio aasento, cedAn para nSo perturbar a I
quiiiidade publii a.
Censurando utn cidadao que por desfeita fos-
sem corridos oJuiz Municipal, osJuizes de Paz
eos Subdelegados, foilogo insultado e preso
pelo Tenente de Polica Carnoiro Monteiro, o
api rovada a prisSo pe > lorio depois
postos em liberdade tanto i lividuo, c
o Ju/. de Paz do Correnle, visto *-tr com es-
tas o outras diligencias policiaes vencida a Io-
ta, cuja maioria protege a candidatura do De-
legado.
A noticia que temos be do da 8; nao sabe-
mos como acaba riSo estas eleie,5es, nem como
serao feitas asdeeleitores, visto o pouco caso,
que aquello Delegado fac das ordensdo S. Ex.,
abusando da lona do Governo paia vencer elei-
tL's a beniteci.
Comin njcaclo.
Fiel ao seu systema da atacar a verdade de
frente o de calumniar com aleivosia seus o Iver-
sario*; a imprensa daprain, n3o poda <
mentir seus bonrozos precedentes, ncm dero-
gar seus anligos hbitos na expsito que fez
dos succr-ssos do Pao d'Alho em o n. 108 do
1). novo: e sem muito se inquietar com qual-
quer contestacSo,' que porvenlura se Ibe possa
fazer, ainda que peremptoria seje, para resta-
blecer a verdade dos factos, e desaggravar o
Lomado cidadao, contra quem despeija todo o
fel da sua malevolencia e da sua colera; cuida
ella fa/.er un servico a i seu partido, desenlian-
do com as-cores da mentira quantos aconleci-
mentos tcm lugar nesta provincia, e rjeprimin-
do com audacia quantos homens respeitaveis ha
nella.
Sendo esta a marcha invariavel dessa impren-
sa mmoral, comoeslranhar que o.Sr. Louren-
c(i Cavalcanti de Albuquerque fosse designado
aos acoites desse peloirinbo da honra e da bene-
merencia Pernambucana? Por certo, ncm o
Sr. Lourcuco Cavalcanli poda esperar aslioas
gracas da praia, nem mesmo o devia; por que
em lim he boje ponto de perfeito accordo en-
tre os homens de bem, que as injurias ema-
nadas de tal fonte so ttulos de merecimento
e de honra. Humilhado ante a opiniao do Paiz,
que d'ha muito Ihearranoou da lace B mascara,
que encobria a fe" I ide de mas torpezas, e de
suas infamias, e receso do receber o escarmen-
t de tantas malluitorias no voto que a Provin-
cia tcm de proferir na eleicao de seus manda-
tarios; o partido da praia nao lem recuado di-
ante iie meo B -." n, ou seja profundamente
mmoral, ou seja altamente criminoso; e um
s instante nao rcfleclndo na siluacio da pro
vinel, cujos seio* rasga com mao fratricida,
nem so importando com as calamidades, que
Jlie prepara^ cuida olla ebegar aos seus fins,
promovendo desorden, e derramando o en-
gue dos Pernambucanoa, cuja maioria insolen-
temente insulta em suas folbas.
Firm na delibsracio accordada em os seus
conventculos revolucionarios, de vencer pela
fraude ou pelas armas, a praia nio poda ver
com ndiflereoca ou resignarlo a derrota que
o benemrito cidadao, o Sr. L urenco Caval-
ti, Ibe havia preparado na parodiia, em que
habita: e ao mesmo tempo que por oleto do
plano concertado se perturbaba a eleicao dos
Afolados e de outros sitios, um digno repre-
zentante do pensament de tal ente, forceja
por obstar progresso da eleicao x>. neguezia
de Pao d'Alho: o adepto o commissario esco-
ll.ido fui o l)r. Lourenco Bizerra Carneiro da
Cunha, o qual acbando se em diminuta mi-
nora para embargar a formaco da Meza Pa-
rochial, tuve o arrojo, nio obstante, de o ten-
tar e conseguir, introduzindo a perturbadlo
ir aquello acto sol mne, inflamando os nimos,
e desaliando pela sua audacia o ressenlimento
dos seus adversarios a ponto tal que o mu pru-
dente p cordato Sr Lourem I avalcanti leve
por maia conveniente sobrestar as operacet
eleitoraei, c- suhineiier So Presidencia. Tanto sangue fri, porrn, tanta
moderac&o, e tanta brandura da parte doSr.
Cavalcanli, queemverdade com um simples
bradoseu, podera ter posto termo aodesabri-
mento e demencia d aquelle moco imprudente,
fsendo entrar immediatami nte en cus de-
veres, nao tcm servido senSo para concitar os
furores do partido da praia, e faze-le derra-
mar-se em calumnias contra o digno Delegado.
He assim que o titulo de dspota, o de oppres-
sor Ihe be prodgalisado; lie assim que sedes
cieve a comarca em estado de compress&o e a-
viltamento: h assim que o Pao d'Alho be re-
presentado con.o o feudo do Sr. I, Cavalcanti:
, he as m ero lim que se excita o Povo a s8Codir i
jugo, que Ihe Idi to pelo Sr. Cavalcanti.
Todas estas insinu cSe perl no conten u
menor parreila de verdade; porquanto qtit-n
cooheM de porto e sp reci o caractere os sen-
1
tmenlos do Sr. L. Cavalcanti sabe perfeita-
menle, que ello nao pode ser seno o protec-
tor d'aquelle povo, o qual, se n'elle deposita
sua confia oca inteira, fal-o nicamente por ef-
foito dps beneficios, que delle ha receido, e
do modo paternal porque elle sempre exercitou
sua autoridade desdo remotos tempos. Nem he
possvel, que a praia apezar da' geral confusao,
em que procura por a provincia, consiga com
s'uas calumnias, e seus escriptos incendiarios
mollar a influencia mili legitima e patritica,
(uc i,o Pao d'Alho xersita o Sr. Lourenco Ca-
valcanti; porquanto os habitantes (('aquella co-
marca conhecem perfeilamente os fins do taes
adulacSes, e taes embustes, c tem maravilhoso
instinclo para extremar a justica da injustica, e
a mentira da verdade. e para distinguir o Sr. L.
Caialcanti do seu antagonista. Vociferem pois
quanto Ihe* aprouver a praia c os seus alliados
do Pao d'Alho, intriguen quanto Ihes parecer
para dividir aquella populacao, e ahi firmar um
ncleo de influencia e de orca; calumniem
quanto quizaren) o respeitavel Delegado da
quelte termo : o que ouzamos afllancar he, que
os *ii s rJoligencias serao haldadas, e seus esfor-
Cos impotentes; porque o Sr. L. Cavalcanti he
e ser sempre o homcm respetado e queriJo da
irea do Pao d'Alho.
"*.K*
Variedatlea
O CAIIAPUCEIRO.
l'TLIDAOE DAS PAIXOES.
As paixoes, sobre as quaes tanto tem deser-
tado os Pbilosopbos, sao corno os ventos, sem
os quaes ardo be possivel navegar vela: pelo
que intil me parece declamar contra as paixo-
es; e irnpraticavel, e irrisorio o projecto deas
delir no coracao humano. Ao Moralista cabe
expor as regras do dever, as vantagens da vir-
tuJe, e inconvenientes do vicio, ao pusso que o
lim do Legislador he convidar, inleressar a ca-
da um para que por sua propria utilidade seja
justo, e contribua para o interesse geral. Ins-
truir os homens he a meu ver indicar-Ibes o que
deveni amar, ou temer, excitar- Ihes as paixoes
por olijectos uteis, ensinar-lhes a reprimir, e a
nao irritar desejos, que possao ter efleitos fu-
nestos contra si mesmos, ou contra o seu pr-
ximo. Contrapondo as paixoes urna oulra, o
temor, por ex. ao impelo dos desejos desre-
radus ; o odio, e a colera as acedes damjiosas,
e perversas; os inleresses reaes aos ficticios, e
imaginarios; urna lelicidade constante, e eter-
na a deleites momentneos, poderemos fazer
das nossas paixoes um uso til e conveniente
assim ao bem publico, como a nossa propria
fclcidade.
O homcm desprovido de paixoes, c privado
de desejos, longe de ser perfeito, seria um en-
te intil a si mesmo, e aos mais. O individuo,
que nao fosse susceptivel nem d'amor, nem de
oJio, nem d'esperanea, nem de temor, nem de
prazer, nem de dor, o sabio dos Stoicos em
urna palavra seria urna massa inerte, incapaz
de por se nunca em accao. E corno seria pos-
sivel modificar, modcllar, e dar relevo a um
menino, que privado de paixoes nao offerecesse
recurso algurn; que fosse indiflerente ao pra-
zer, e a dor, as recompensas, e aos castigos?
Como seriao excitados ao bem entes despidos de
paixoes, e d'inleresses, e para quem nao hou-
vesse motivos capa/es de os fa/er obrar' O nf
poderia fazer um Legislador com urna socieda
de de homens igualmente insensiveis s suas
ameacas, que 'ssuas recompensas; s riquezas,
que a indigencia; gloria que ignominia;
80 louvor, que ao vituperio? Alm disto eu
naocreio, que existssem nunca taes authoma-
tos. Os Stoicos, que se apregoavSo sobrancei-
ros a todas as paixoes, tinho-as em grao exal-
tado, er9o egostas incomportaveis, c de tal mo-
do capricho: o, que a vingenca era entre ellos
prin eiravirtude. Assim no-lo afirma ora
dor Romano em sua oracao pro fl/uruna Ze
t.onissententw- suut atque pracepla hujusmo-
df. iipientcm gratia nunquam vtoveri, cu-
jutqvam ignotcere, neminem txiisricordem esse
niti slvllurn et levcm ; ctf non e$s: exorari,
eque placan.
Ascienca do Moralista, c do Poltico con-
siste < m excitar, dirigir, e regular as paixoes
dos homens te maneira, que venho a servir
para a sua propria fclicidad, para a sua sal-
( o, e para o bem peral do Estado. Ncnhuma
paixao ha, que nao possa ser dirigida a estes
lin puros, esubliir.es; eque nao sejao uteis,
qunndo bem reguladas. A paixao do amor,
(ontra a qual tanto se ha fallado; por ser d'or-
dnario mal dirigida, e desregrada. todavia uni-
da faculdade de conhecer conslitue a easencia
d'alma. Esta ama sempre, e amara eternamen-
te: o objecto do seu amor he a propria felici-
e e SCU repouso: e sendo a alma eterna,
nao podi i a sua felicidade, e o seu re-
pouso, si nao em um objecto eterno, como ella.
mor he urna saciedade piona, e como urna
j embriaguez do obje< to amadojconseguiilemen-
le n8o podem as cousas creadas ser objecto des-
te amor, nem desta saciedade. No amor de Dos
pois, e na uniao com elle be, que pode residir
esse amor, essa felicidade, esse repouso, a que
a noss'alrna nao deixa de tender neste mundo ;
e sera sempre agitada at que gozo desse repou
so no seio da Divindade. Regule-se pois esta
paitSo, dirija-se ao verdadeiro objecto, nico,
que nos pode verdaderamente felicitar; que
ser o amor a paixao mais virtuosa, o mais til
da noss'alrna.
Nao se pode amar a Dos sem amar ao prxi-
mo ; porrn este amor deve ser em grao muito
menor e regulado pela rasao pela religiao,
e pelas leis da sociedade. A mesma propendan
amorosa dos dous sexos nada tem de culpada ,
quando s'cncaminha a fins lcitos e honestos,
quando o amor da creatura he subordinado ao
do Creador. Mas toda vez que a paixao do a-
mor traspoe os seus justos limites, he, e tem
sido sempre a fonte primordeal das maiores do-
sordens do mundo. Alm disto oamorfizco
entre os dous sexos deve regular-se segundo ta-
mas circunstancias de lempo de fortuna c
de idade. Que cousa mais impropria mais
torpe mas asquerosa o ridicula do que
pretender-so inspirar o fogo elctrico do amor,
quando o rgelo dos annos o nao consente? Que
cousa mais burlesca do que urna velha com
presumpeoes de Venus e um velho queren-
do passar por Narcizo ? l?em se exprimi o sul-
momense Vale, quando disseTurpesemhs
amor : a este proposito dizia o faceto Abba-
de Casti.
Che vale sen/a amor la giovinezz ?
Che vale senza giovinezza amore ?
Giovcnt com amor, gioca e dolcezza,
Spirto, vigor, diletto inonde in core,
Ma se inspida langue e amor non prezza,
Fatuo foco divien, che passa e muore.
E se amor non si accende in giovin petto,
E' sol da scherno e di dispregio ogsietto.
A colera c o odio algumas vezes tao fu-
nestos por seus terriveis efleitos; quando conti-
dosem seus justos limites, sao paixoes uteis ,
e necessarias para apartar de nos, eda socie-
dade as cousas, que se nos pdem tornar dam-
nosas. Sim, estes aflectos extraordinarios sao
movimentos legtimos, que a moral, a virtu-
de, e o amor do bem publico devem excitar nos
coraces honestos contra a injusticia e perver-
sidade. O cidadao que so nao indigna, que
se nao enfurece contra qualquer violencia, con
Ira qualquer injustica praticada com o ultimo
dos homens he um egosta ou um ente, cu-
ja apathia se fosse geral em todos os governa-
dos dara cabo das sociedades civil; mas fu-
ra destes e d'outros casos semclhantcs a cole-
ra he urna das mais horrorosas paixoes ; c em
urna senhora (e mais so he formosa) heem
nentemente torpe, e medonha, Quando urna
menina formosa toma-se de raiva por bagalel-
las e mormente por ciumes quizera Ihe
pozessem diante dos olhos um espelho ; e ella
vera que mudanca em sua fizonomia que
caretas que faz e como de Venus se trans-
muda em Megera !
O que se nao lem dito e oscripto contra a
ambicao Entretanto he um sentimento natu-
ral ao homem que aspira a que os mais con-
tribuao para a sua felicidade ? Esta paixao he
nobre he justa he til toda vez que nos
conduz virtudc, com a qual nao so nos torna-
mos dignos de mandar aos nossos semclhantcs ,
o de oceupar os primeiros eropregos senao
que nos torna grandes na presenca de Dos e
nosassegura u saivatao eterna. A ambicao s<<
he ma c criminosa quando o homem sem
mrito procura superiorisar-se de seus seme-
Ihantes ; quando para elevar-se na gerarchia
social transpe as regras do justo e do hones-
to quando para empolgaro mandse descar-
rea do caminho do dever. E quam poucos sao
aquelles cuja ambicao se possa dizer rasoavel ,
e recta! Cada qual trabalha por apoderar-se do
mando, emhora n consciencia Ihe diga que
he incapaz que he indigno que o nao me-
rece em sumira.
A prixo da gloria que muitas vezes nao
passa d'um lomo vo, nao he outra cou.-a mais,
do que o desojo da estima dos nossos semelban-
tes. Este desejo bem longe de ser sempre cri-
minoso he necessario sociedade. no seio da
qual produz a coragem o sentimento da hon-
ra a decencia a generosidade e todas as
virtudes, que contrihuem para o bem do gene-
ro humano. Que bellos feitos au lem produ-
zide esta paixao quando regrada e bem di-
rigida Se ella nao lora do que servira ao
Magistrado a iutegridade e ao Militar a cora-
gem ? O que seria sem ella o proprio amor da
Patria? Tudo esta em que esse desejo nao saia
de seus justos limites, c nao degenere em lou-
ca vaidade.
desejo das riquezas nao he em ultima aaa-
IjZC seno 0 desejo do* meios de viver
commodamente, empenhando os mais em
concorrer para a nossa particular felicidade. Es-
ta paixao quando bem dirigida nao s he a
fonte da industria Jo trabalho e d'activida-
de necessaria a vida social, se nao que nos sub-
ministra os meios de serrnos uteis aos nossos se-
melhantes e de Ihes minorarmos pelo me-
nos os males da vida. O homem cun cabe-
dal foi adquirido por meios lcitos e que com
ellcsoccorre o seu prximo e pratica actos do
beneficencia he um cidadSo mu til, mui
estimavel, mui bom patriota O amor das ri-
quezas s he criminoso quando oslas servem
de alimento a"8 vicios ((liando produzem o
egosmo e no avarento he deteslavel Nao
lalta quem acense aos Moralistas Christaos, c
mormente aos Padres da Igreja por nao terem
sabido distinguir o luxo do uso innocente que
se pode fazer das commodidades da vida, mor-
mente quando o costume Ihe lem communica-
douma especie de decoro relativamente as pos-
soas do certa condicao. Mas taes censores es-
tarao muito no caso de marcar a linha, que se-
para a riqueza innocente da riqueza criminosa ?
Oque era luxo em nutras eras boje ja o nao he
Quando urna naco est na prosperidade e
n'abundancia, as commodidades, e regalos da
vida pouco e pouco se derramao, e vao-se com-
mucicando dos grandes aos pequeos. Entre
nos mesrnos os cidadaos menos abastarles vivem
boje mormente as cidades principaes com
mais commodos do que ha .'0. ou hQ annos a
esta parte. O que enlao se conciderava luxo ,
e superluidade, boje considerase fazetido par-
te do necessario honesto. A mor parle das cou-
sas que o habito nos lem convertido em pie-
cises seria luxo em nacoes pobres e deca-
dentes. Para se sabe; se os Padres exagera-
rlo as mximas Evanglicas lora misttr compa-
rar o seu seculo com o nosso o grao (('Abun-
dancia de que boje gozi mos com o que cntao
bavia : e quem j.i se deo ao trabalho de fazer
esta comparadlo ?
O temor, sentimento, que muitas vezes pro-
duz coverdes simas haixas, o servs, t da
\ia he til, e necessario para refrear as paixoes
criminozas. O temor d'oflender a nossa con-
servacao he um freio que nos conten : o te-
mor de desagradar aos nossos semelhantes he a
vinculo do toda a sociedade, e principio das vir-
tudes sociaes : finalmente o temor dos castigos
be muitas vezes o que gmente reprime os ho-
mens mais corrompidos, e depravados. A in-
veja alias paixao tao commum, e tao vil tor-
na-s em si mesma una nebro emulacao, quan-
do em vez de nos induzir a odiar ot. grandes
homens nos leva a imital-os, e a merecer, co-
rno elles a estima dos nossos concidadaos.
Nao he homem de bem aquello que nao
-tem paixoes, se nao aquelle, cujas paixoes svo
bem reguladas, e dirigidas tanto a sua verda-
deira felicidade, quanto dos seus semelhantes.
A Moral nao nos diz que nao amemos cousa
alguma; pormsim que nao amemos senSooquo
heverdadeiranicntedignodo nossoarnor;quenao-
desejernos, se nao o que podemos obter sem de-
licio ; e que nao queirantos, se niio aquillo ,
que nos pode tornar slidamente folizes. Ho-
mem inteiramenle despido de paixoes nao se
concebe: he um ente de rasao, he urna chime-
ra. Dos oi quem no las deo para nossa feli-
cidade ; e s reprova condemna, o castiga o
abuso deltas.
:
Rendimentodo dia 13.........4:52b726
Dfcarrega hoy. I i.
Galera< olumbusdiversos gneros.
BrigueSciencia dem.
BarcaEliza Johnstondem.
BarcaMaiyfaiinba.
"nmravsoMniMmHf ;
Movimenio do Poi

Navios entrad! no dia 13.
Nova Hollando ; 210 das, tendo sabido de
New Redfnrd a .* 1/2 annos, galera ameri-
oana Rebtcca Sims, de 100 toneladas, Capi-
llo Edward V. (ray equipagom '2, carga
zeilode pexe : ao CapitSo.
Baha; 12 das, patacho brasileiro Cortceic&o,
de 152 toneladas Capilao Joaqum Jos
Antonio equip. gem 10 carga larinha do
mandioca e mais geneos.
h
flll'a.
O Doui'ir Jote Nicolao figueira Cotia, Suiz
Municipardategunda rara dottrmodo f'ecife,
e preparador dos procestos que lem de ter
tubmettidot ao conhecimento do jury, por
S. M. l.eC. que Dos guarde, V-
qui lo Dr oi quim Nui es
M. chad i, Juiz de Direilo da prin do
crime desta comarca, me ra feila a partici-
de baver n'i avocad
da vintec quatro do corrento mez, pulas uove


liorasda mnnhaa a quarta sessao ordinaria doguinho, aferico e revisao dos pesos e medida .
jury deste afino, paraaqual sahirao sorteados, o contrato dos mscales e boceleiras e o irn-
os quarenta e ito senhores que se seguem
Mu noel Jos do Azevedo Amorim.
Rufino Jos Corroa de Almeida.
Francisco Sergio do Mallos
5
Joao Ribeiro \ asconcellos Pessoa.
Jos Inojoza Va rejan.
Vicente Jos de Brito.
Francisco de Assiz Campos Cosdem.
Joao do Ca valho Paos d*Andrade.
Ignacio dos Ueis Campello.
Joaquim Fcrreira liamos.
Caetano Quintino Galbardo.
Gaudino Agostinhde Burros.
Francisco de Assii Mondes GuimarSet.
Ignacio Ivs Monteiro.
Manoel Oregorio da Silva.
Jos Candido de 15airos.
Antonio Camello Pessoa de lcenla,
JosThemoteo Fcrreira Bastos.
Joao Antonio de Sousa Beltrao Araujo Pereira.
Joao Facundo da >ilva (uimaraes.
Jos dos Santos Nunesde Oliveira.
Jos da Rocha Prannos.
Capilao Antonio Joaquim de Mello.
Joao Evangelista da Costa o Silva.
Manoel uarte Rodrigues.
iV'iguel Felicio da Silva.
Severino Henriqucs de Castro Pimental.
Jos Antonio Gomes Jnior.
Joao Lopes Guimaraes.
Antonio de Sousa Leal.
Manoel Antonio .Monteiro de Andrade.
Joaquim de Sousa Leal.
Joaquim Luis de Mello Carioca
Joaqu m Francisco de Mello Cavalcanti.
Manoel Joaquim Pedro da Costa.
Manoel Peregrino da Silva.
Jos llamos de Oliveira.
l)r. Joao Dominguesda Silva.
Manoel da Silva Ker reir Jnior.
r. Pbilippe Carneiro de Olinda Campello.
Joaquim Jos de Barros Lima.
Antonio de S;'i Leito.
Candido Thomaz Pereira Dutra.
Joao Pinto de Leinos Jnior.
Maneel Felis Ramos.
J)r. Simplicio Antonio Mavignier.
Jos Joaquim do Oliveira.
Joao Ignacio do Bego.
Os quaes hao de servir durante a referida
sessio, para o que sao pelo presente edilal
convidados devendo comparecer assirn como
todos os ii'ler ssados, no dia e hora designados,
sol) as penas da lei se faltarem. E para que
chegue loticia de todos mandei p^ssaro pre-
sente quosora publicado pela imprensae a-
fixado nos lugares ma:s pblicos deste termo.
Recife, 11 le Setembro de 1HHJos Af-
fo-i$o Quedes Alcanforado User vao O soba-
m.v. Joti Nicolao Itigueira Costa
posto sobre as canoas do agoa d.> Varidouro ;
comparecendo os pretendentes habilitados e
munidos de seus fiadores nos relcridos dias a-
cirna. E para que cheguo ao conbecimento de
todos mandou a Cmara fazer o presente que
ser publicado nos lugares do coslume e pela
imprensa. Cidade de linda, 13 de Setem-
bro de 18H. Jos Joaquim de Mmeida Que-
des Pro Presidente. Joo Paulo F'errena,
Secretario. 21)
2O Sr. Inspector do Arsenal do Ma-
rinha, em observancia do imperial aviso de -;9
do Agosto findo, manda fazer publico que en-
caja doiis moldadores de obras de ferro
para servirern na fundicao de Ierro asta
belecida no Arsenal de Marinba da corte, pelo
lempo do dous ou mais annos, se nisso convie-
rem. As pessoas de semelhante profisso a quem
convenha o engajamento sao convidadass pelo
inesino Illa). Sr. Inspector a comparecerem
quanlo antes n'esta Secretaria, a lim de trata-
ren) d'esse negocio, o assignarem o respectivo
termo.
Secretaria da Inspec^ao do Arsenal do Ma-
rinha de Pernambuco 12 de Setembro de
18H. O Secretario,
Alexandre fodrigues dos Anjos. 16)
Administracao do Patrimonio dos Orphot.
5_PeranleaAdministracaodoPalrinionodos
Orpbos se ha de arrematar a quem mais der
as rendas da casa n. 4, sita no largo do Hos-
pital do Paraizo : as pessoas que se propo-
zerem a arremarar ditas rendas podero com-
parecer na casa dassesses da Administracao
nos dias 9 e 16 do corente mez as 4 horas
da larle com os fiadores.
Sala das sessSes da Administracao do patri-
monio dos Orphaos, 28 de Agosto de 1844.
J. M. da Crus Escripturario. (10
Achou-se na caixa do Correio,entro as car-
tas selladas com o porte pago, urna caria para
Jos Goncalves da Silva, no Acarac, sem o
competcntasello; quemforseu donoequizer
que siga o seu deslino, va pagar do contrario
licar para o consumo. 6)
carninguem, como o fez 0 animalejo, a quem Aluga*e um primeiro indar da casan,
diiemos por fim, que lome cuidado em nao ata- 37 na ru: do (mimado ; quem quizer ai-
rar a quem nem mesmo se lembra de seme-j rija-se na mesma ra casa -lo Antonio oaanva
Ihante bandalbo. O Maxixee oQuiabo. Gusmao ou nal ja do mesmo.
1 Joao Joaquim Gomes, Africano, segu] Quem annunciou querer comprar umaes-
viagem para Angola. (2 pada praliad.i. diri|a-se a ra .los Cupiaes n.
I PeranteoSr. Dr. Juu do civel da 2.a va- H, at as 9 horas do da.
ra sellado arrematar no dia 18 do crrense por I 5-Prccisa-se de un. homcm para reiior,
ser a ultima praca, urna casa lerria no largo da quem esliver nestas circu
iecLtracoes
__A barca Leal tira a mala para o Porto
hojo(U).
O briguc Santa liara Boa-sorle tira a
mala para o Rio de Janeiro no dia 18 do cor-
rente.*
Cartas seguras existentes no Correio des-
ta cidade viudas pelo paquete inglez : 1 carta
para Vicente da Silva llamo, 1 diia para Car-
los Martins de Almeida ; 1 dita para Marco-
lino l'crreira Clao ; 1 dita para Antonio do
Va-con-ellos Menezes Dramond ; 1 dita para
Manoel Jos Santa Auna Araujo.
( arias seguras para os Srs.: Jos da Sil-
va Campos; Jos Peres de Moraes ; Francisco
Joaqun. Duarle au/cnle ao Sr. Joaquim Ri-
beiroPontes; Manoel Jos Machado Malhei-
ros; Silvestre'Joaquim doNascimento.
O r Domingoi Nunes Hamos i'erreira Ca-
valleiro da rdem de Cnristo Desembar-
gador da Relacao desta cidade e Jutz Con-
servador dos subditos ritannicos.por i. M.
I. e C. que Dos guarde, $'c.
Faca saber a quem oonvier ," que tenho to-
mado' posse do lugar de Juiz Conservador a
cima rolerid estando por tanto em exerc-
cio delle e tenho determinado dar audiencias
as partes nos mesinos dias em que a Relacao
faz suas sessoes depois das audiencias da mes-
ma Relacao. E para que ebegue a noticia de
todos mandei lavrar o presento que sera pu-
blicado pelo Diario de Pernambuco. Recife,
12 de Setembro de 1844. Joaquim Jos her-
rara de Carralho Escrivao da Conservatoria
oesrrevi. Domingos Nunes liamos I-trreira.
A Cmara Mun tpal da cidade de Olinda e
seu termo em vutude da lei, c.
Faz saber que nos das 27, 28 e 30 do
correte se ha de arrematar pof quem mais
, r or lempo de um anuo
2 THEATRO PUBLICO.
Domingos 15 do correle a beneficio de
Manoel Vieira do Jess c Joaquim de Santa
Anna Pereira Cando/o haver o seguinte diver-
t i ment. Depois de executada urna das me-
mores simphonias, abrir a scena a muito in-
teressanle e sempre aplaudida peca Acmet e lla-
chima ou os trez Herosmos da virtude. Jul-
gamoS desnecessario o tecer elogios a esta in-
signe comedia, por quanlo basta dizermosque
he produegao do grande autor Antonio Xavier
parase tornar digna da attencao do respeita-
vel publico. Os intervalos serao interlidos
cun ptimas pecas ae msica. Terminara o
espectculo com a jocosa Farca o la ful fura
de lempo.
He este o divertimenlo que os beneficiados
prctendem apresentar aos seus proletores, de
quem esperoacolhimento e amparo.
(Principiar as horas d<>costume.)20)
Leiloes.
1 Johnston Pater & C. continuarn
por intervencao do corretor Oliveira o
seu leilo de grande sor ti ment de lazendas
inglezasas mais proprias d'este mercado, in-
clusive militas outras recem ebegudas pelo Co-
lumbas: terca-feira, 17 do corrento as JO ho-
ras da manhfla no seu armazem, ra da Ma-
dre de Dos. W
A visos martimos.
3Para o Maranho sahir com toda a bre-
vidudo o patacho Nepluno para larga e pas-
sageiros tr-la-se com Manoel Duaile Rodrigues
na ra do Trapiche n. 26, ou com o Capilao a
bordo. 6)
w
Avisos CliVtTSS.
Adverte-se ao infame praieiro'queamea-
ca, no D. novo de honlem, a um morador das
Cinco Ponas, que os homens do partido da or-
dem nao temem os traicoeiros do batalhao ligei
ro, e que se esse amigo dodinheiro alheio (poil
que pelo baler das orelhas j se conhece o la-
inanbo da besta) quer ter urna resposta cabal,
...... j. --------- --------- _~_. ----- u
Bibcira'do bairro do Santo Antonio n. 1 .
avahada em l:008000 como consta do es
ciipto em puder doporleiro ; quem a preten-
der comprela no dito dia asi liorasda tarde,
na ra do Sol a porta do dito Juiz \S)
1 Aluna-so ou vndese adinheiro, ou;i-
Iroco de lijlos d.'alvenaria grosss, urna canoa
que carrega 1200 lijlos da mesma alvenaria
com muito poueo uso 0 iiiuilo bem CODSlrui-
da; a tratar na travessa do Quoimado com Ma-
noel Firmino Fcrreira. (6)
1 = A medicina popular americana e as
pululas vegetaes quo a mullos annos, estao em
uso em todos os paizes tropicaes, temse prova-
do como urna medicina inestimavel, sendo pre-
parada de proposito para clima quente, e c,im-
posta de ingredientes que nem requerem dieta
nem resguardo e pode ser administrada a cri-
anza mais tenra.
Cada caixinha leva o seu receituano, custa
1 jOOO ris a medicina pupuiar o americana de
30 pululas, e 800 ris as pululas vegetaes do ir.
Brandreth de25 pululas.
Avisa-se ao publico que a medicina- popular
anda nao appareceo falsificada e para maiei
seguranca das verdadeiras pululas vegetaes.
vende-se de boje em diante cada caixinha em-
brulhada no seu receiluario fechado com a firma
dos nicos agentes para o Brasil uo Rio Janeiro.
Vende-se nesta praca em casa do nico agen-
ta Joao Keller ra da Cruz n. 18, e para maioi
commodidade dos coni|.radores na ra da Ca-
deia em casa da \ ova Cardoso A y res, ra No-
va Guerra Silva eCompanbia, Atierro da Boa-
vista, Salles e Chaves. (24-
1 Na lundiode ferro e labrica de ma-
chinas estabelecida na ra d'Aurora desde 1829
conlinua-se a apromptar com a maior perfei-
qSo machinas do vapor de toda qualidade; mo-
endas do canna das dimensoes mais aprovadas :
machiirasde urna invencao inteira::iente origi-
nal para fazer farinha de mandioca bombas
metlicas de construcao a mais perfeita inven-
tada nesta lubrica guindastes de ferro cama'
de ferio fa/endo-seapromptal-as com brevi-
dade e segundo o risco que se der; alvarengas,
canoas, e geralmente qualquer embarcacao
pequea de Ierro : alm disso acha-se na dita
fabrica machinas de vapor de verdadeira for
ga descis cavallos com cjlindros de 16polega-
das en. dimetro interior e ditas de forca ver-
dadeira de qualro cavallos com cylindns de 14
polegadas cavilbes, parafuzos, bronzes ,
aguilhes d'engenho qualquer que for o ta-
manho c cairos de mo : igualmente ha um
guindaste de ferro porttil para trabalbarem
trilbosde (erro, podendo se mover de urna par-
le para outra; lodos esses arligos sao feilos nes-
ta labrica o garantidos. Ha mais urna ma-
quina de fazer lijlos por vapor ou por agoa : e
urna serrara com armacao de ferro. As ma-
quinas fetas nesta fabrica encerrao em si os me-
Ihoramentos modernos, perfeieao d'obra e so-
lidez, ttulos que desde o estabeieemento des-
ta fundicao (a nica" no Imperio) tem para ella
^rangeado a estima publica o apc?ar dos obs-
tculos c,difliculdades cm que tem de lular os
proprietanos descancSo noapoio do publico es.
nerangosos que suas fadigas e incansavel zelo
para inlic-dusir no imperio um ramo d'indus-
tria til nao serao despicados. (36)
Manoel Antonio 'exeira procurador has
tantede Josefa Joaquina do Livraniento faz
sciente ao seus credores quo a promptem os
seus ttulos a lim de seren pacos de todas as
dividas que o ahaixo assignado conlratou du
rao lo o lempo em (|ue foi procurador da referi-
da Josela Joaquina visto que a dita Senhora
revoiion procuracSs quo tinos o 2ba: assi-
gnado. Oulro si ni declara quo dove ao Sr.
Manoel Rodrigues do Albuquerquea quanlia
do 1:7008000 reis ao Sr. Manoel Jos da
Silva Marques a quantia de l:400j000 reis
ao Sr. Jos de Oliveira cento o tantos mil reis
ao Sr. Jacinlho 22000 reisao Sr. Aulonio
Felippe 7^000 reis ao Sr. Pereira 8*000 re se
ao Sr. Carlos 640 reis.
N. O. Bieber &C* J Keller avizao ao res-
peitavel publico que se acbo encanecidos
pela maioria dos credores de J. O. Flster de
ao engenho S Paul, freguezia dos Afogados.
para tratar do ajuste '
Na ruad'Horlas, casa n. 47, engoma-
se roupa com toda ; perfeieio.
LOTERA DE S. PEDRO
MARTYR DA CIDADE
DE OLINUA
Fm consequencia da grande influencia das
cfeiees nao pode ter lugar o andumeuto das
roda*, no dia 12 do crente como se tinba Bn-
nunciado porm ter agora infalivelmente no
dia 10 de Ouiubro rosiinu vindouro ou an-
tes se venderem-se hem o resto dos bilhelesque
falli: por assira ter determinado o Exm. '
Presidente da provincia os bilbeles existem a
venda do Recile fojas do cambio dos Srs. Nieira,
Manoel Gomes; Santo Antonio ra di. Cahuga
lojas defazendas dos Srs. IV-reira & Guedes ,
botica doSr. Joao Moreira Boa-vista I ja de
ouriveis do Sr. Jacinto, o em Olinda, nos qua-
lro cantos leja do Sr. Domingos: ra de 5.
Bento sobrado n. l (19)
2 Perciza-se alugar um sitio porto da
Praca, nos lugares seguintes, Sledade, Mangui-
nbo, Gapunga, Passsgem, ou do aterro ateos
Afogados. A pessoa que otiver dirija sea ra
do Gutuvello n. 58 para tratar do aluguel. (5
3Aluga-se um escravo ptimo padeiro : na
ra estrena do Rosario n. 22 primeiro an-
dar. ;r
Joo Jos de Almeida, cidadio Brasileiro,
retira-separa o Ceara levando en. sua eom-
panhia Cosme Jos Ribeiro Joao Francico ,
JoaoTeixeira e dous escravos Antonio e Joa-
quim. 5
2 Joo Joaquim Gomes, subdito Porlugue/.
segu para Angola.
8_ M.e-Calluin Companhia respcitosan.eu-
le avisao aos senlrrcs de engenho e ao pu-
blico em geral que na nova ra do Brum, que
,iassa por detraz de Arsenal de Marinba teem
slabelecido urna ferrara ( sendo a ultima do
lado do poenle (la mesma ra';, onde lazem
cavilbdes, atracadores, parafuzos de apellare
oulras ferragens para engenho, eisos trillios n
outras ferrageos para carros*, parallos e por-
ras de todos os tamanbos, ferragens para na-
vos, vsrandas, portaes, carros de m8o a toda-
as mais obras de ferreiro; e como os seus appas
relbos recentemente chegados de Inglaterra sao
de primeira qualidade, promettem agradar aos
seus freguezes lano na qualidade da mao
d'obra, como no pre?oe promptidao. 'lo
2 Aluga-se a casa terrea defronte do thca-
tronovon. 13 ; a tratar na ra da Cadeia
rio Recife n. 40 com Joaquim Goncaives Cas-
T' SUC1EDADE 1HEATBALPHILO-
TIIAI-1A.
A direccao faz sciente aos Sis. socios que os
bilbeles para a recita de sabbado, H do corren-
te.sero distribuidos nos dias 12, 13 e H em
casa do respectivo tbesoureiro na na do Colla-
gio n. 5. ')
3 OMcrcce-se um rapaz Brasileiro que sebo
lr, escrevere contar para taixeiro de ra, is-
creverem algum cartorio ou mesmo para ou-
lia qualquerCOOSa que Ihe convenha noque
promette grande desempenbo ; quem precisar
de sen nrcslimo anniim ie. (P
.!Lu/. Gomes Fe reir embarca para o Rio
Grande o seu prcto escravo, de nomo Domin-
gos. 3)
3 = No pateo do Hospital loja do sobrado n.
18, precisase de urna preta e dar com urna m ilber|forra vendendo fazendas ,
paga-se bem ; q
uem
liver pode dirigir-se ou
Kl
annunciara sua morada.
20 Reverendo Dr. Antonio de Andrada Lu-
na mudoii a,sua residencia e escriptorio de
advogacia para o primeiro andar do sobrado da
ra doCollegio n. 1S. (4
2Anlonio Jos Monleiro da Silva Guima-
raes, subdito PortUguez, natural do Bispado do
Porto, se retira para a provincia do Maranbao ,
(cidade de Caxias,) (k-)
4 Ausentou-se da casa de seu senhor o es-
cravo Jos Babia de nafo Cougo parece
crioulo, alto, magro, cara pequea, olhos gran-
des bous denles, e peinas grossas ; he bem
ela maioria dos credores de J u. ftmerM ^,,^0 m,,u pr8Cil por earregudorde cadai-
roceder a Injuidacao da casa latida d esle de- u h r,,rr{,ntu p em. consequen-
apnareca outra vez aclarando a ambiguidade de vedor. As pessoas que tiverem contasa P-, cja de outra ugWa que elle bavta falto; quem
que revestio o seu annuncio.e .ssignando-o.cer- i gar ao dito Eller dirijo se aos anniinciantes, apprehender ou (Uei com que elle seja pre-
to tao somenle por ora que esse a quem deno- ou a loja de chapeos da ra da Cadeia do Re- (ao rcccbcr 50/ rs. degratlflcaco de Luiz Go-
i_________ _:i_. ..nn ,, mina escravo de escravo. pode n.ui hem ser em
tendo principio'ludo senbor de tao ridiculo quanlo m.seravel
< io aonde se vendern attacadas e a reta- mes
Ibo as fa/endas e chapeos pertencentes a mas- 7=.Johnston Pater & C. teemconslanlemen-
Xu^rd7nielrIdV"Tu"urnaVCincoPon- sado devedor commum, te i venda taixat de errobatido iecoado mo-
oo primeiro derUutubro do ^^"^ "|.u;;; ., ^i'uma, a ^xcepCao dos socios 3-Aluga-M o segundo andar do sobrado da enda.de lorga de 4 cavallos bax e alU pres-
-o ulUmo da sslembro da** -1i"USiJr^torifStots*. queminiaeca-.ua larga do Rozarlo o. 23, com baslan.es nmodo : naruadaMa-


4
Precisa-sede um homem que leja ci-
pa:' e tenba eonhecimeotos de padaria, pora to
mar contado urna como socio, u como cai-
xeiro : i u; o dos Afo
n 31.
Aluga-se um grande sitio na campia da
Casal com um
bello coplai n,i frente, opl
cocheira o estribara rt '
to campo |
te por aun.! Amo-
rta n. 18 ou na estrada do
Nono Mara deSefm.
'' ravo, para car-
ragar um panicuui de pi, em companbia de
um homem pagando-se o aluguel que se con-
tratar ; na ra da Guia n. 8.
i Roga se a Sei h ira i> Theresa di* Jess
Antuncs Torres, de apparecer ou (9o uestes 8 dias do negocio, que i.tu na ra
Mova loja n. ., faz-se este annuncio por ter-
se ido varias vezes na sua casa sein so poder
fallar com a dita senhora. la
1 Pede-se por muito favor aoSr. Raimun-
do Candido dos Pasaos, Furriel d i Corpo de Pu-
lila que v a ra Nova, loja de alfaiate
n. 46. (4
1 AlugSo-se o primeiro e segundo andares
da casa n. 142, da ra da Senzlla-Velha ,
rectificada de boto ; os pretend ntos, dirij3o-se
a ra da Gadeia do Recle loja do chapeos
n. 58. (5
l Aluga-se o terceiro andar do faqueiro na
ra do Amorim ; a tratar na ra do (Jueimado,
loja n. (3
1 Aluga-se um, ou mais andares do sobra-
do n. 16, no Trapi'he-novo ; a fallar no se-
gundo andar do mesmo sobrado. 3
i Continua-sea fazercalxas para chapeos
de todas as qualidades para homem assim co-
mo para lojas francesas, por menos preco do
que em outra qualquer parte ; na praca da
Boa-vista loja de chapeos ; na mesma loja
precisa-se dedous meninos para aprenderem o
OlljfiO. ,'-.
\ '
Na ra do Padre Floriano, loja do sobra-
do n. -2-2, r.brem-se ralbas do fumo para charu-
to a 200 rs. a arroba com niuita promptidJo
^ O CirurgiSo de artilharia SebestiSo Jos
Gomes acba-se resdndo na Camboa-do-Carmo.
sobrado do um andar n. -i as pessoas que
se quierem receitar, dirijad-se a mesma casa
aonde o acbarfi prompo aprestar lodos os so-
corros de .sua arte, das 6 as 7 horas da manlia,
edas 3 da tarde em daote, e promplo u rece-
ber indigentes, que se quizerem receitar, o
quefar gratis, e aquelles que nao poderem
ii a sua casa pode rao mandar diaero lugar da
sua residencia, que la mesmo os ir ver.
J.B. da Fonseca Jnior comprou por or-
dem dos Srs. Jos da Costa Nunes $ Companhia
os bilhetes ns. I^Nl da segunda parte da segun-
da lotera de S. Pedro Martyr, o 599 da
unir parte da 16.' lotera do tbeatro
ordem do Sr. Jos da Silva Balthazar,
tonta dos Srs. Baltbazar Oliveira o bilh'ete
n. 44o da segunda parte d'a segunda lotera de
S. Pedro Martyr, os quaes bilhetes ficao em po-
der do an u uncan te.
Constando ao abaixo assignado que al-
gunos pessoas estio em duvida em quem elle
votou para Juiz de Paz. declara portento o mes-
mo abaixo assignado que fui nos Srs. Fran-
cisco Antonio do S Brrelo o Manoel Cami-
lo Pires e para que nao contine a desconfi-
anca tambem declara oue para Camaristas
fui nos Srs. Dr. Madureira, Tenente-Coronel Ne-
rjf Ferreira Mamede, Luiz Francisco, Francis-
co Antonio de Oliveira 11. L. Viries Jos de
Barros Falcio Francisco Xavier Cava lean ti ,
e Caetano Pinto de Veras.Jos Esteva Fiama
O Sur. Manuel Augusto de Figueirerin rt.
rija-se a iuaii Kangei n. 47, para recebe! urna
carta.
Besoja-se saber quem he nesta praca o
procurador., correspondente, ou caeiro do Sr.
Tbomaz Jos da Silva Gusmao que ira por fa-
vor annunciar.
Precisa-se de um caixeijo de 14 a 16 an-
nos, para un,a venda e que entends deste ne-
gocio ; ni ra da Praia venda n. 27.
1Na ra da Florentina no quintal, aon-
de houve o circo Olmpico d.- I iinabo alu-
gSo-se ptimos cava 11 na pura pa
1 Joaquim Jos Ferreira eu.arca para o
P.io de Janeiro o seu i scravo crioulo de noma
Anastacio. g
i Precisa-se de um hornera para feitor do
campo, emumengenb perto da praca; na
ra irua n. 10. 3
1 rcenlo Foitunatoda Silva precisa pa-
ra a sua capatazia externa de alguos serventes
at 11 deNovembro oque participa aquellas
pessoas, qoelbe tem fallado para admitir ser-
ventes, que os nao manda avisar por s nao
lembrar quem sejo. (fl "
1 Aluga se um sotao com muito bons '
commodos para urna pequea familia d-se
maisem conta a alguma senhora viuva de boa
conducta; a tratar na ra das Cru;es loja de
pintor c vidraceiro. jj
Precisa-se de um Portuguez que saina
andar corn carroca ; na Solidade na loja do
sobrado n. 22, d-se nom
bil
pn-
e por
o por
ao sitio que tica na travessa do finado Monfeiro
n. 9. (4
1 Na ruado Rangel n. 31, escreve-se toda
a-qualidade do papel judicial, pcrlencento a
artorio o mesmo outra qualquer escriptura-
com muito boa lcttra brevidade e por
reco commodo. (5
I Bota-se cm qualquer obra ou atierro ,
lasdeareia, por preco commodo ; quem
rlja-SO a ruado Rangol n. 3*. (3
1Continua-se a correr folhas, tirar pas-
aportes para dentro e Tora do Imperio e des-
pachar escravos, ludo por preco mais com-
inodo possivel ; na ra do Rangel o. 34. (4
Precisa-so de urna ama para o servico in-
terno de urna oasa do pouca familia; na ra
Dfreita n. 4 por cima da botica.
1 D-se dinbciroXf premio sobro penhores
deourq, ou jirafa \ em pequeas quantias ;
na ra da Florentina n. 2.
3 Precisa-se de um caixriro que entenda
de pharmacia ; na ra da Cadeia-velha n. 3. (2
8 Aluga-se urna preta para todo o servico,
paga-sa bem sabendo cosinhar eensaboar ; no
largo do Terco n. 10. (3
.*>- Jean Lonbet, fabricante de chapeos de
sol morador na ra do Passeio-publico avi-
sa aos seus freguezes que recebeo agora pelo
iltimo navio do Franca um lindo sortimento
do chapeos de sol das melhoros qualidades ,
que pode haver ; e contina a cubrir e concer-
tar por mdico preco. (7
3 Aluga-se dous escravos, um para o ser-
pico de padaria do que tom pralica e o outro
dar qualquer servico de ra. ou rnesmo de casa
ve familia ; na praca da Independencia ', lo-
ja n. 17. (5
3 Aluga-se a casa n. 137 da ra Imperial,
que se acha prompta e caiada pora urna ppque-
na f.imilia; na rui uireita loja do cera n. 135.
3 Precisarse de um rapaz de 14 annos de
boa conducta para praticante do urna botica ,
a se for de lora rnelhor ; na ra estreita do Ro-
zarlo botica de Juo Pereira da Silveira. (4
3 Jos da Maya avisa aos seus alumnos
que achando-se j desoecupado continuar a'
dar-Ibes licoes de inglez em suas casas ; e pa-
ra convencionar-se a hora se servirs procu-
ral-o das 6 as 9 horas da noute a bordo da bar-
ca de banhos ou de tarde na sua residencia ,
na ra Formosa n. 4. 17
4 Ponto Jos da Costa com liquidatarioda
casa da viuva Costa & Filhos, partecipa a quem
convier ter mudado o escriptoro da adminis-
traran da ra da Cadoia do Itecife n. .'t,S, para a
mesma ra n. 35, cuja entrada be pela 'ra do
Encantamento. (6
4Arrenda-se um silio que tenha casa pa-
ra grande familia e que este seja porto da pra-
ca ; ra das Trincheiras sobrado n. 19. (3
LOTERA DUGUADELIIPE.
Os bilhetes da pequea o mu acreditada lo-
tera do Guadelupo que mu prximamente
deve correr, achao-se a venda as lojas de cam-
bio da ruada Cadeia do Recife, dos Srs. Viera,
e Cunha; na de miudesasda pra?a da Indepen-
dencia, do Sr. Fortunato Pereira da Fonseca
Bastos ; na botica do Sr. Moreira Marques, ao
p da matriz; na Boa-vista, botica do Sr. lgna-
curso sobre o Obermann de Mr. de Senancourt iVende-se urna porcao de telhas mu bem
por 240 rs. ; elogio do Imperador Marco Aurt- ; cosidas, e de bom barro e outra porco de ti-
llo por 32(1 rs.; dissertacao sobro a inconti- jlos quadrados ; na ra da Florentina n. 16
nencia e seus perigos, por G'iO rs. (12
4 Vende-so um cavallo com todos os an-
dares, por preco commodo ; na ra das Trin-
cheiras sobrado n. 19. (3
3Vendem-se capachos do cores, eompri-
dos e redondos, galao fino largo 6estrello, pa- preco commodo
ra divisa de copito e alferes tudo por preco n. 14.
na mesma casa precisa-se do dous rapazes para
aprenderem a oleiro, o nella ficarcm trabalhnn-
doa jornal. (g
1 Vendem-so meias barricas vasias para
assucar, em grandes c pequeas porcocs, por
na ra da Moeda armasem
(4
commodo; na ra da Cadeia do Recife, loja de 1 Vende-se sal do Ass a bordo do bri-
miudesas n. 16. (5 gue Sagitario ou a tratar na ruada Moeda.
'3 Vende-se urna preta crioula de 15 an- armasem n. 11. t;\
nos de bonita figura ; na ra do Vigario
n. 27. (3
3Vende-se um bom moleque de Angola ,
sem vicio a vista do comprador se dir o mo-
tivo da venda ; na ra Nova, armasem n. 67.
3Vendem-se no armasem de Fernando J-
se Bregues ao p do arco da Conceico saccas
com farinha de mandioca, chegadas ltima-
mente da Bahia e saccas com arroz de casca,
tudo por commodo preco. (o
3Vende-se, por preciso, urna escrava par-
da escura, vistosa, robusta, desembarazada e
do boa conducta cose, faz renda e engomrna .
i Vende-se urna poican de barricas do cal
virgem muito nova ; no trapicho da Alan-
dega-velha a fallar com IIcnrique Mara Peref
ra Cuirr.araes. 4,
1Vende-se farinha de mandioca multo bo;i
e'barata em saccas de um alqueire cada urna;
nos armazensde Antonio Annes e Dias Fer-
reira no caes da Alfandega. (4
No deposito da ra dos Quatro-cantos em
Olinda, vendem-se charutos de todas as qua-
lidades tanto em porces como a refalho por
preco commodo.
Venc!em-se barricas com farello de Lisboa,
acompanhada de um moiequinho ; na ra do e saccas com alfasema nova; na ra do Vigaric
(co Jos do Couto ; e nos Quatro-cantos em
Olinda loja do Snr. Domingos Jos Alves da
Silva. /j2
3 Os Srs. Francisco da Rocha Vasconcel-
os Joaquim Francisco de Azovedo Manoel
Cabug n. 16. (5
2Vende-se um portao d,) ferro do modelo
do engradamento do Sr. Luiz Gomes; na labri-
ca da Manuel Carneiro Leal na ra Nova. (3
2Vende-se urna casa terrea sita na ra da
Gloria com bastantes commodos ; a tratar na
mesma ra n. 33. (3
2 Vende-se urna morada do casa ; com
bastantes commodos para grande familia corn
3 quartos quintal e cosinha fra sita na ra
do S. Rita n. 43; a tratar as Cinco-ponlas, em
frentuda ortalosa n. 134. (4
'2Vende-so excedente farinlia para bolaxa ,
e para fabrica dochapeleiro, a 7, 8, 9 e 13/rs.
a barrica ; na ra larga do Rozario n. 18. (3
2 Vende-se urna negra de naco de 30
anuos bonita figura engomrna com perfei-
yo lava cosinha e he boceteira; na ra No-
va n. 65, primeiroandar. (4
2 Vende-so excedente bolaxa a 8, 10 e 12
patacas a arroba, sendo a primeira muito com-
moda para casa de familia na ra larga do
Rosarlo n. 1S. (4
2Vendem-se meias barricas com farinha
superior, por preco commodo; na ra larga
do Rozario n. 18. (3
2 Vende-se ladrilho de marmore da mar-
ca grande a 240 rs.; na ra do Vigario n. 19. ;2
2 Vende-se um cavallo para carroca por
prego commodo ; na ra da Aurora cocheira
n. 2. t3
2Vende-se um burro de Horacio ao p da
lettra ; na ra do Sol o. 23, primeiro andar, ao
peda venda de garapa. (3
2Vende-se um grande sitio na estrada do
S. Amaro para Bellem passando a ponte, do
lado direito, primeiro porto, denominado
sitio do Mirante com casa para duas familias,
bastante trra para plantar, ou ter 10 a 12 vac-
cas de leite todo o anno com bastantes arvo-
redos de fruto de varias qualidades, e com 3
viveiros ; a tratar no mesmo sitio ou no Reci-
fe com Luiz Antonio Barbosa de tirito. (9
2Vende-se urna lancha quasi nova e em
bom estado com todas cs vedas e pintada de
novo; um boto de forma engracada, com seus
remos igualmente em bom estado e pintado de
casa n. 21, de Mondes \' Oliveira.
Vendem-se 5 toadlas de lavarinlo as
pontas por di niouto prefo ; na ra do Mon-
dego n 18.
Vende-se urna escrava de 18 annos, re-
colhida de bonita figura, engomrna, cosinha
e trata do meninos ; urna dita do 24 annos, en-
gomrna, cosinha e faz todo o servico de urna
casa ; urna mulata do 22 annos com muito
bom leite e sem filho propria para criar, c
tern muito boas habilidades; urna elegante mu-
lata de 2i> annos, cngommadeia e costureira :
um bonito mulato de 22 annos, porfolio pe-
dreiro e ptimo para pagem ; urna negrinha
de 12 annos ; na ra do Fogo ao p do Rozario
n.8.
Vendo-so urna grande por?ao do caibros ,
travessoes e cordas 4 oseadas, tudo em bom
estado o porcao de caibros novos ptimos
para coberta ; na ra do Apolo n. 32 a fallar
com Manoel Antonio da Silva Molla.
Vendem-se resmas de papel almaco azul ,
de primeira e segunda qualidade dito bran-
co de segunda qualidade por barato preco, car-
daos para fabrica do chapeos ; na praca da In-
dependencia loja de rniudezas n. 4.
1=Vende-se farinha de mandioca de supe-
rior qualidade, ebegada ltimamente de Grve-
las, o S. Matheos, o por preco mais comrnedo
do que qualquer outra pessoa vendo, por'so
querer concluir com esso negocio ; no tanque
d'agoa quo oi do delunto Joaquim Jos da Cos-
ta Oliveira, junto ao tbeatro velho. (7)
-------------------------------------------------------------------------------1_ .
Escravos fughl
2Ainda continua a eslar fgido o prelo Do-
mingos de naci he canoeiro e pescador do
lose ferreira Machado Joaquim da Silva Sal- novo; ambos estes vasos pestencerao a um navio
ra o largo do Collegio,contina|a haver obras (ci-
tas para vender assim como recebeo um sor-
timento de cortes de rolletes de superior cuali-
, tanto na qualidade da fasenda como
Mli gOStO. ,7
ras
6 Compra-s efectivamente nesta Typogra-
plua tuda a qualidade de pannos cortados ou
os, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
pelo e toda a qualidade de papis velhos. (4
3Compra-je urna espada prateada para fi-
. que esteja em bom uso ; quem tiver
snnuncie (3
'! Coinprao se escravos para o servico do
mpo de l,S a 2'6 annoa ; no Atcrroda Boa-
vista n. 43. (3
Compro-se diarios velhos a tOOn. a li-
bra ; na fabrica de ihapeosdo Antonio Jorge ,
.junto a cadeia.
1 Compra-s urna rotula para janella e
outra para poita que ainda esteja em bom
uso ; na praga da Boa-vista loja n. 26. (3
1 Compia-se papel do cmbrulho de todas
as qualidades ; na ra larga do Rozario n. 15;
a mesma casa faz sciente a todas as pessoas'
que tiverem penhores de curo os vo tirar no
praso de 8 dias. do contrario sero vendidos. '5
Vendas
3Na livraria tfa praca da Independencia ns.
ordenado sendo ha- 6 e 8, vendem-se as segintes obras tradurdas
peloDr. Jo&o Candido de Dos e Silva.: Monas
com-
por
mujo rs. ; resposia ne um cr
1 Aluga-se um negro para traba Ibar no de um crete, por 400 rs
servico de campo ; quem o pretender, dirija-M; le de ser feliz por Droz, jior 1000 1 j dis- liua do Aragao n. 43
Prccsa-se do um rapaz de 13 a Ifi.annos, prisoes; memorias de Silvio Pellico pora- c
para um deposito ; ua ra Dimita fabrica pendi de economa poltica por Llanqui,
1:-'7- 1600 rs. ; resposta de um cbristSo as pala
escravo que tenha algum oflicio; na ra das
Trincheiras n. 19. (4
Vende-se, para fra da provincia, ou pa-
ra o malto urna negra crioula cosinha e en-
gomrna com perleicao e he propria para todo
o servico de urna casa; na ra do Livramento,
loja de fasendasn. 18.
Vende-se urna venda na iua do Rangel n.
45, corn poucos fundos; a tratar na mesma
venda. #
Vende-se um moleque com muito boa
conducta com oflicio de alfaiate : no Atierro
da Boa-visla n. 37.
Vende-se cha hisson da rnelhor qualidade,
que ha por preco commodo superiores cha-
rutos de regada, Havana, Manilba Cachocira ,
e Bahia, finos e ordinarios ditos regala, vin-
dos no ultimo vapor a 2o'O0 rs. a caixinba, ra-
p areia preta ass;: c Vilele; na ra do Ro-
zario viudo pelo pateo do Collegio primeira
loja n. 18.
Vende-se um negro de nacao Mocambique,
de 25 annos para fra da provincia he pro-
prio para andar embarcado por ser do mes-
mo trafico de andar embarcado ; na ra das
Cruzes n. 37.
1Vende-se um illucidario das palavras ; e
um diccionario ingldz ; na praca da Indepen-
dencia ns. 6 e 8. (3
1Vende-se excedente farinha de trigo da
marca SSSF prximamente chegada de Tries-
te ; no armasem de Jos Rodrigues Pereira Companbia no Recife, ra da Cadeia na es-
quina do becco do Capim. 5
1Vendem-se bules ecafeteiras grandes de
metal, de differentesgustos e ebegados de pr-
ximo ; na ra Nova, loja do ferragens n. 41 (3
I-Vende-se muito ba e nova carne do por-
palavras co da America do Norte, a loo rs. a libra opti-
110 sobro a ar- ma para foijuadas na venda da esquina da
; dis-1 ma do Arego a. 43. ^
alto estatura regular, bem relorcado do cor-
po, he muito ladino, tem urna verilha que-
brada, tem sido visto por varas vesos em F-
ra-de-portas isto he do noute e dizem que
s vem em trra depos das 10 horas da noute ,
e sai pelas 4 da madrugada ; quem o pegar,
leve ao sitio do Remedio a seu senbor Manoel
Ignacio Avila ou no Atierro da Boa-vista n.
"i, primeiro andar, que pagar todas as despo-
sas, que com o mesmo se liser. |2
2 Anda continao a estar fugiiics os dous
pretos canoeiios ; Antonio do naco Benguel-
la altura regular de 20 annos, tem u em-
bigo bastante grande. Joaquim.de nacao Ca-
bund representa 20 annos, altura regular,
nao tem barba muito alegro tom o dedo in-
ferior do p direito excaiiapachado, por causa
de urna ferida ; quem o pegar, leve a Manoel
Ignacio Avila no Remedio ou no Alterrq da
Boa-vistan 2, primeiro andar, quo pagar
todas as despesas queso fizer cum os mea-
mos. 1 j
1 Fugio na noute do dia o do corrente, urna
preta denorne Mquilina, ele naco Cebinda, mas
parece crioula em rasBo de ter vindo pequea
de sua torra tem urna marca de ferida junto
ao tornoielo tem pelos peitos o bracos muitas
marcas do custicos ; quem a pegar, levo a ra
da (loria n. 33, quesera recompensado. (7
Fugio na noute do 30 do p. p. o preto An-
tonio de nacao Congo baixo ebeo do corpo ,
pos grandes, barba glande em roda do queixoj
com Lilla de denles na frente o tem urna feri-
da napero direila ; quem o pegar, leve a ra
da Aurora n. 30, que ser recompensado.
No dia 9 do corrento da na Nova loja
n. 58 Residencia de Luiz da CoU Leite fu-
gio-lhe de noute o seu escravo Joo do naco
Angico-moange lera 40 annos, tem urna gran-
de chaga velha no paito dop direito o falla-
dle o dodograude do mesmo p
tem falta de cabello no
e na cabeca
espacode um vintem.
irugi no dia segunda feira um negro de
nome Joaquina, que representa ter 30 annos ,
estatura baia he ganbador do ra levou
calcas brancas o camisa de ganga azul lisa com
mangas curtas, pomas cambadas e joelhosmet-
UdOS para dentro de maeira que quaqdo anda
troca um com o outro, tem barba t no quexo
buco, ralla bem expressado; quem o pegar, le-
ve a ra Novan. 21, que ser gratificado. 9
iiCIFl NATfP. OS MF. VlFMA.1844.


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