Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08152


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Full Text
A ano de 1844.
Quinta Feira 12
Barcania

O Diario poblica-e tudoaoa diasqieoSo fom santificados: o prego da asignatura
sr (|. ire ai I re, por qn artel pagos adiantadus. O annuncioadoa assignames sao inseridos
' So forera i rai.io (e SU rea por linha. A re<-lamai;oea detea aer diri-
gidas i seta i )|i., roa das Cruies n. 34 ou a praga da Independencia loja de litros, i e S
PARTIDA DOS CORREROS TERRESTRES.
GoiArio.," ^-"ahyba.eegundase teXIta eiras. Rio Grande do Norte, chega a 82Je par- _,.
le .1iOt 34,Cabo, Sennhaem, UioEormuso, Macev, l'ortoCaito, e Ala-roas: no i. "
li a .1 d< rud met. Garanliuns e Bonito lU e 24 de ca<;a met Boa-ruta Flor
eat J3c 28 d:to._(;,da:le da Victoria, quintas feiras. Olinda lodos oa das.
das da sema:\a.
J bes s. torgio Aud. do J. de D. da 2. t.
iO Icr-.u s. .'"slenos Re. aud. do J. da D.da 3. t.
d Quartti froto. Aud do J. deD. da 3. y.
42 QoiaU s Auto. Aud do.) de 1) da 2. t
da .Sexta, Vilippe. Aud doj. da D da 2. v.
44 Sab g Salustia. bel. aud. do J. da D. da 4. y.
45 l)ou> O SS Nome de Mara
de Setcmbro
Armo XX. K. S04,

OsaM Kr^.-asBaata
fado afora depen > de Dt utesmos: da. "..... prode-eia. i.odrr.< m>- a energa: con-
unueajoa como priaeipiaaaoi aerara"' apontadoa cosa sdmtrmqiu i.i.re ai aagoea mait
V,. aoii i eral do ira
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' Cambios ead>r l-ioidrn 4 e j. i nom
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Lisboa il por 100 da premio
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Id* da letras .le bosa firxae 4 oro,
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2,00o
Il.ua ora i
CiMcente

DIARIO BE PERNAM
1,11111 '''"'..........'------- *~* m ... .......,
PHASES DA LA wo MEZ D SETE.MBRO.
La cinia a 36 as 10 huras e i) min, da m
.uenle a 4 as 7 lioraa a '_>_ min a Urde
Piir.mar de huje.
Pnmeia a S horas a 42 rain da aanha
-
I. n 10 h. e .V. aia da anl>.
'.' a< ;. i, t .v.' m, da minh.
oras a 42 min da aunfaia I Segunda as I boraa e minlos da t
' ... '
. Jtt-TiV.S:
M


'

. iHV.^,
te.
OFFJCI
Govenio da Provincia.
EXPEDIENTE DE G DO COMIENTE.
OTicioAo Juiz dePai Supplente da fre-
gueziadeS. Pedro Martyr do linda, decla-
rando, cm resposta ao seu officio d'osta data,
que fe o respectivo 1." Supplente nao resido
naquella fregueiia, o sim na da S, pora on-
de, segundoS. Me. alTirma, so pissou, ha do-
us annos, ao 2.o, nelia residente, compete
substituir ao Juiz de Paz as suas faltas e impe-
dimentos.
Dito.Ao Inspector da T'jesouraria das
Rendas Provinciaes, ao Dirt'c',or do Lyco e
Cmara Municipal do Ko-F.0rmoso, partici-
pando ter prvido na cadeira de primeiras lel-
tras de Una Luiz Ignacio Portara.Nomeando Subdelegado do 2.
digtricto da freguesa de Jaboato ao cidado
Joaquim de Souza Lao.Communicou-se ao
Che fe do Polica.
''i)EM DO DA 9.
OfficioAo Vuj do Paz Presidente da Mesa
Parochial dos A Togados, ordenando, que sus-
penda os trdballios da mesma Mesa at final de-
cisao da .^residonca e informe circunstan-
ciadamente a cerca das oceurrencias, que all
hont'jm tvero lugar e que a obrigvo a to-
ma.1; a resolui.ao de suspender os ditos traha-
'lios. Offieiou-se ao Chee de Polica e ao De-
legado do primeiro districto do termo d'esta ci-
dade determinando-lhes, que fi/essem cons-
tar esta resolugao aos cidados que naquella
reguozia se achavao reunidas dissolvessem os
grupos, que se acbavao formados, e tomassem
as neressaiias medidas, para que nao fosse rou-
bada a urna.
DitoAo Juiz do Paz e Puracho da fregue-
zia do Pao d'Alho.I.i com desagrado o offi-
cio, que \ mes. me dirigir com data de 7 do
correte-., acumpanbado do termo das oceur-
rencias, que tvero lugar na Igreja Matriz d'es-
sii villa no dito dia na occasiao da formacao da
Mesa l'arochial para a eleicao dos Vereadores e
Juizes de I'az para a nova legislatura o que o-
brigro a V mes. suspender a continuacao dos
tralialhos cm que se achavao ; e desejando
esta presidencia evitar a apparic/io de actos ,
qne posso compromolter a tranquillidade pu-
blica cuj i manutem-ao tanto convem a socie-
dade eolio resoivido que a Cmara Muni-
cipal marque outro dia para taes eloices re-
commendando ao respectivo Delegado, que por
forma aluuma consinta em quo o destacamen-
to que cm que nella entrom soldados armados, como
aconleceo para que os cidados pacficos nao
tenbo receios e posso as eloices ser feitas
con toda a liberdadu como quor a lei e S.
M. U Imperador totn recommendando por mal-
tas ve.'es. E cumpro Vrmcs., como membros
natos da Mesa Parochial manter a ordem no
acto das eleicoos empregando todos os meios
ao seu alcance, lim de acalmar os nimos d'a-
quelles que s apresentarem com menos pru-
dencia para quo o acto soja feito legal e paci-
ficamente ; devendo o Juiz do Paz para res-
tablecer a ordem so por ventura for alterada,
roquisitar auxilio da forca armada, que ibes
ser incontinente prestado.Officiou-se res-
peito ao Delegado do Pao d'Alho ea respecti-
va Cmara Municipal
DitosDo Secretario da provincia ao Ins-
pector da Tbesouraria da l'azenda transmit-
tindo, para terem execucao, asrdeos do Tri-
bunal ilo Thesouro sob os nmeros 169 170 ,
171,172, 173, 178 e 211.
m
Ha lempos que duas nagoes das de menos para um reiultado que, ainda dopois de verii-
vulto em Europa, a Blgica ea Ilollanda, estao cado, Ibe pareca mpossvcl; o Governo reali-
dandoa todas as outras, em materia e econo- sou em beneficio da naeo todos os lucros que
rnia e de fina'ncas, licas do tal maneira impor- o poderoso banquoroso propunha realisar pura
tantos que nao he possvel passal-as em absolu- si mesmo. Este exemplo he multo fcil do i-
to silencio. J. em outra occasiao di se alguma untar.
cousa a respeito da Hollanda; fallarei agora da Visto quo estamos na Blgica, e que estamos
Blgica. tratando de economas, demos um salto um
A Blgica, de todos os pafccs da Europa o pouco mais para dianto, e vejamos o que se pas-
mis industrial abaixod'Inglaterra he tambem a na Prussia.
um daquolles que menos meios tem para poder As relaeoesentov a liga d'Alfandegas caln-
dar sahida aos productos da sua industria, e que glaterra, bem longo de terem dado o menor
menos recursos possue para poder la/.cr faco as passo para a cordial intelligencia com que so
necesidades da sua enorme populacho. Talvec contava, todos os das so vo entortando cada
esta mesma necessidade a tenha eilo CHgenho- vez mas. Ja o lanificios inglezes foro sub.nct-
sa; mas.ou leja por este motivo,ou nao,be corto lid >s a direitos muilo maiores que os que d'an-
<|ue poucas nacoes se teem sabido administrar tes pagavao; ja se acha na forja o projecto de
de urna maneira to vuntajosa. Lutando com to- estender a mesma medida as manufacturas de
das as difficuldades da sua inlancia, como na- Ierro, e em todo o caso ao ferro em barra que
gao independente, opprimida com os tres em- al agora entrava sem pagar nada. Porm nao
prestimos de 1831, 1840 e 18V2, nao so tem he este ainda o maor golpe que o coiumercio
satisfeito fielmente todas as suas obrigacoes, mas ingle/, tem que solrer ta parte da Alenianha.
acaba de converter em 4 1|2 por cento os juros A liga prussiana ja concluio com os Estados-
de 5 por cento doemprestimo de 1831, eal- m Unidos um tratado, que em breve sera ratica-
disto acaba de concluir urna grande operaco do, e medita concluir outro com o Brasil; e so
financeira com tal delicadeza e fortuna, que, se os dous tratados vingarem, como he mais que
a licao forapproveitada, cerno supponho, nella provavel, podedi/er-so que o commercio in-
se acha o germen do urna immensa revolucao glez dentro do districto da liga, queja compre-
economica, quo ha de melhorar a posico doto- hende perto de 30 milhocs d'habitantos, solTreo
dos os governos da Europa. morte natural de garrote para sempre.
Urna das circumstancias que mais particular- Para se fazer boa idea de toda a importancia
mente caracterisa o nosso seculo, he a creaco e deste Tacto, basta reflectir na maneira porque
estabelecimento de urna especie de feudalismo at agora tem tido lugar o commercio d'Ingla-
loopprcssore tjrannico, como o dos tempos trra com as diflorentos potencias da liga. A
antigos, mas muito mais vergonhoso. Anti- Inglaterra lira pouco do Allemanha o met te
gaiente ero os grandes vasallos da cofa quem muito. U que tira reduz-se a algumas carrega-
peava de tal maneira os soberanos que os nao coes do crcaos, e a grandes quantidades de la,
deixava mover : hoje sao os grandes banquoiros que depois Ihe recambia em obra : o que mette
quem prende de tal maneira as operacoes dos consiste em verdadeiras endientes de manufac-
governos, que sem o concurso destes senhores, turas iuglezas, e sobre ludo em massas enormes
nao IbeVhe possivel dar passo. Esta servido do gneros coloniaes especialmente algodo, ca- houve augmento. Estas duas circumstancias
tem tanto de dura como de vergonbosa; e o ser- ; f, assucar e tabaco, que vem dos paizes trans- : sao prova de melhoramento no commercio em
vico que acaba de fazer a Blgica a todo o man- atlnticos em navios inglezes que nada levro
di> consiste em ter ensinado a todos os Governos de Allemanha, e que os negociantes fazem a-
o caminho da sua emancipaco. Eisaqui de que bundar ou escacear no mercado, segundo me-
maiores que ellos podem dar. transportando-os
em vasos seus aos paizes onde ellos duvem ser
consumidos. Se a bandeira brasileira nao pode
apparecer cotn honra as agoas d, Shannon, ou
do Tamisa, onde seria vista com ciumo o des-
prozada, appareca as boceas do Escalda, do
liben > ou do Elba, onde ha do ser recebida
com jubilo, ou pelo menos sem desTavor. Le-
vom navios brasileiros carregaedes d'assucar o
de cafo Antuerpia e Cuxhaven, o voltem do
la carregados de manufacturas allemias. espe-
cialmente ilt> pannos de la a e do tecidos do linho
n algodao, ou de maoteiga o quoijo d'Hollanda,
oudecerveja de Baviera, e comecard a ver os
lucros que realisao. Para este ponto be quo do-
vera ter-se dirigido, ba muito, a attenco do
governo ; mas sobretudo agora que a cessacSo
to tratado com a Inglaterra Ihe desprendo in-
teiramente t.s bracos para poder obrar como
melhor Ihe parecer.
P. S. Agora leio em urna follia de Stuttgart
quo o augmento de direitos sobre os ferros es-
trangeiros, que cu suppunha s em projecto,
est ji realisado. Afirma a mesma folhaquea
impressao produ/ida por esta noticia em Ingla-
terra tem sido extraordinaria : nao tenho tlilli-
culdado em acredital-o, porque o que St. Peel
havia communicado ao Parlamento fazia espe-
rar outro resultado.
UdeJulho.
Nao ba nada do novo u'Inglalerra, alrn do
melhoramento tas linancas, que na realidade
nao he pouca cousa. A renda deste anno subi
consideravclmente do ponto em que tinha lica-
do o auno passado ; o posto que este augmento
seja devido em parte ao resgalo da China, do
quechogou, ha pouco, parto do segundo paga-
mento e ao income-las, he comtudo verdade,
que as alfandegas produziro mais, que no
rendimento dos tributos indirectos tambem
modo.
i
CORRESPONDBMUaV DO DIARIO DE l'ERNAMBCCO.
l-ariz 13 de .lulho.
Vistoque nSo ba mais que di/era respeito
da poltica do paiz, fallemos um pouco da es-
trangeira!
Tinha o governo belga nocesidade de 84 maneira de commercar equivale a urna verda-
milhoes de Irancos para pagar a divida contra- deira tyrannia; porm a ligo estimulada pola
inda para com a Hollanda pelo tratado da in- Prussia, abri os olhos, o procura seriamente
dependencia. A fim de obtel-os recorreo a casa emanciparse A sua poltica actual tem dous
Rotscbild por cujo meio j tinha realisado os fins : 1" fechar o seu mercado industria ingle-
tres emprestimos antecedentes; porm as condi za, deque neohuma necessidade t'-m. ma
toes impostas pelo poderoso israelita loro des- opprimesem a mnima compensaco; 2o rece
ta vez to pesadas que o Governo nao pode ro | ber oa gneros coloniaes, do que precisa, tlirec-
solver-sea acceital-as. Refloctindo na felicida- lamente dos paizes que os produ/em, abrindo o
de com que ja tinha realisado a converso do mesmo mercado aos Estados-Unidos e sobretudo
emprestimo de 1831, entendeo que poderia ao Brasil,onde podem ter larga oxtracco os pro-
realisar, sem intermedio de banqueiro, o novo tluctos das suas manufacturas a que ocommer-
emprestimo que precisava, uassimo fez. ci inglez nao pode dar consumo algum.
Os fundos, ltimamente convertidos a 4 1|2 De todos os paizes da Europa aquelles cujas
por cenlo, estavo na a praca 104. Que fez o ; relaces commerciaes podem ser mais vantajo-
(overno ? Declarou no dia 14 de Junho que do sas ao Brasil, sao certamente os que compo a
dia 29 do mesmo mez estaiia aberta no Ministe- liga prussiana. Como nenburn delles tem colo-
rio da Fazenda urna subscripeo | ara quem mas quo proteger, he evidente que ninguem
quizesse emprestar dinheiro ao estado, com taes; pode oflcrecor condicocs mais rasoaveis ; po-
geral, o na situacao das elasses industriaos em
particular.
A appellacio de O' Connell ainda pende na
Ihor convem aos seus interesses. Semclhante Cmara dos Pares, onde por ora cstao ouvindo
e taes garantas, at a concurrencia de 84- mi-
Iboes, c com o juro de 4 1|2 por cento. As apo-
icos do novo emprestimo r3ovendidas a 104;
mas os juros comeyariao a correr desde Maio
passado o o pagamento das apolices tena lugar
em sinco prustacoes, separadas por intervallos
de tres mozes. Kothsrh.lrl que logo vio que, se
o emprestimo se realizasse, eslava revelado o
segredo da inutilidadeda intervenco dos ban-
nueiros,fez esforcos inauditos para embaracal-o.
Dospejou milhes de fundos de 1831 as pracas
de Pariz, de Bruxellas, de Londres e de Franc-
fort, e com efleito alguma cousa os fo/. descer:
mas assim mesmo nao loi possivel compensar a
vantagem do pagamento em 5 prestacos com
jurus retrgrados, imaginada e oerflecida pelo
Governo. No l.de Julho publicou o Ministro
da Fa/enda queassommas subscriptas subiao a
195 milhoes, o que, para contentar a todos os
subscriptores, se faria um rateio na proporco
do que cada um tinha subscripto, vindo portan-
to a caber-Ibes 45 por cento das quantias ofle-
jrecidas Kotbschild ficou do cara larga a nlhar
rem, alrn desta circunstancia, que |a nao he
de pouca importancia, ha ainda outras duas ou
tres, e todas graves, para que so Ihe conceda a
preferencia : a primeira he que nao tendo a Al-
lemanha marinba, nao corre o Brasil o perigo,
em que so acha rellivamenlo Inglaterra, de ser
opprin nlo pela prepotencia do seu governo, em
caso de dissencao ; a segunda hoque tudoquan-
to o Brasil tira da Inglaterra, o sem reciproci-
dade, o pode tirar da Allemanha por molhor
preco e com verdadeira reciprocidade ; tercena
finalmente he que por isso mesmo que a Alle-
manha nao tem marinha, ter o Brasil excellen-
to occasiao de dar impulso sua marinba mer-
cante, que he a nica maneira por que pude vir
um dia a preencher o destino para que a Provi-
dencia o ladou, quando o fe/ entrar nacathe-
goria das nacoes independentes. lio com eflei-
to, e mais que lempo, quo o Brasil Ihe pare o
que Ihe convem, o que, em lugar do so conten-
tar com o commercio passivo que est la/.endo,
sem receber mais que o prego originario dos
seus gneros, se approveito dos lucros muito
os advogados dos reos.
18 de Julho.
Fecho esta correspondencia para poder ir pe-
lo Adolpho quo prometle sabir no dia 20. A
semana tem sido pouco fecunda em novidades.
A r;ot:c:a da d:sso!ucSo dos cilcs 'Hespanha,
e dos preparativos desta potencia contra Marro-
eos j abi dove ter constado por Lisboa. Parece
com eeito, que o governo de Madrid pretendo
tomar a guerra d'Africaseriamente. Diz-se que
a lorga quo deve partir sobe a 30 mil homens.
As ultimas noticias do Haity, que vo a 12
de Maio, nao sao to favoraveis, como as cuo
vierto, ha 5 dias. Contina a mesma antipa-
tiza, causa de todos os males, entre as duas ra-
cas. Guorrier niandou a Cayes um dos seus ge-
neraos, negro como elle ; o a primeira cousa
que o emissario fez foi cahir sobre os mulatos,
impondolhes contribu'oes enormes, e fazen -
do at luzillar alguns. Tinha-se mandado : S.
Domingos um embaisador para convidar a ae-
publica Dominicana a vollar obediencia da
metropole : a resposta quo ubteve foi negativa.
Verificou-se, porm, a troca dos prisionciros.
O tratado concluido pelo Presidente dos Es-
tados Unidos com a liga d'alfandegas allemas,
nao foi ratificado pelo Senado.
Ainda nao ha deciso em Londres sobre a
appollaco de O' Connell : couta-se, porm,
com a confirmai o da sentenca.
Correspondencias.
Srs. Jiedaclores.-- A verdade e a rasao de-
verio ebegar ao mais remoto cantinho do Per-
nambuco, e quic do mesmo Imperio, para quo
todos vissem os feitos dos hoaiens intitulados
ministerialislas c riulas.
Sou testemunha ocular dos seus feitos eleito-
raes, todos nos vimos o que houve Das parochias
desta cidade : as massas do povo, concitada
pelos praieiros, dirigirao insultos de toda a es-


y-X.L-.*t,.K .-9*.M
2
y
'pecie aos seus comparochianos, que niio se
ach.ivo alista Jos debaixo de sua? bandi-ira>
aaarchiea? nomo smenle non Ihm deyo -Jar).
legando o su arr.>j i a tul ponto, que os lio -
mens de bem se recolhrSo BO silencio e Ibes
ederao o campo, a liin de evitaren) o derrama-
ment do smgue brasileiro, po< rio nos he
occullo o armamento e munido depositados em
diversos pontos ; e serio estes os liomens que
defender o Governo e a causa nacional, ou se-
rio uns confinados ana rch islas? Ellas que
respondan a Pernambuco, c ao Brasil inteiro,
pelas suas artimanhas e ittentados. ('orno he
que se (presenta un Sr. Jui' de Diroito no
meio da populaba, destnoralisando-a, com seu
d'gno c irreligionario, Lente da \cademia de
Olinda e Juu de Paz, e outros sucios, que se
dizem candidatos as elci-, oes, proclamando as
niassas heterogneas do povo desta cidade, e, i
/rente de grupos que capitanejo, apresenlio-se
na povoacao dos \togados, dizendo, que vo
vencer as eleicoes daquella p.irorliia, ganhas
pelos eabanos Baronistas, pertorbio aordom
assa.'sinao a lei, arrojio-so.e imo brutos ferozos,
anuidos de cceles e punhaes, contri um povo
inerme, que esteva cuidando naseleicSos de sua
parochia, e plantio o suslo e o temor com gritos
atterradores de insultos, misturados rom os vi
vas naconaes!!! He amito abusar da pacien-
cia humanal K quem assim obra, que nomedeve
ter'? Respondi elles mesmos. .. K nao s'en-
vergonho de seguas la negras e picaras? !
Nao, por certo, porque quem peide a vergonha
tudo Ihe assenta.
Como se desculpar de sua conducta o Sr
Chele de Polica, que so aprsenla naquella
povoacao de orden de S. Ex. pira fazer res-
peitar a lei, e se confunde entre a populaca,
mas que i.ada obra Apenas fe/ mudar da por-
ta da Igreja os grupos reunidos, e vern asseve-
caraoJuiz de Paz, Presidente da Mesa Paro
chial, que os grupos ja se haviio retirado para
o Recile, que o garanta, q-io fosse proceder s
fie cues ; mas esse honrado e probo eidadao,
que nao he neicio para com artificios metler o
p no laeo, respondeo, que nao podia confiar
delle a sua se^urance, porque Ihe constava que
anda nao se tinhio retirado, e que andavio
dispersos pela povoacio, e continuavio n chc-
gar aos punhados, e por consequencia nio po-
dia obrar coagido ; e qual o desfecho desse ne-
gocio .' Nao tmha ainda passado duas horas que
o Sr. Ch.-fe de Polica tinha sseverado de ja
se tvxem retirado os grupos, eis que cljega do
Recife o-Teen te Coronel e Subdelegado da-
quella (requezia, o Sr. Manool Joaquim do Re
g-> < Albuquerque, e Se presentando no pateo
a Matriz com um luzido acompanhamenlo de
seus amigos, todos cavalo, para acalmaros
receios e pacificar a ordeui perturbada, dando
vivas S. M a integridade do imperio, in-
dependencia do Brasil e ao Governo, loi rodea
do de mais de mil pessoas armadas de ccete e
punhaes desembainbados, com gritos de fra
dspota, lora Barnista e cabano, seria victi-
ma dos punhaes com todos quantos o acom-
panhavo, a nao ser a pericia militar dos
dous dignos Officiaes, que ailise achavao com
dous pequeos destacamentos de cavallaria e
infaularia, e que com a maior rapidez a vanea-
ro defender o TenenleCornele seus amigos,
votados a ser victimas los punhaes dos sicarios,
arrancando os assim dentro aquella fu rea bruta
de assassinos ; eo Sr. Chele de Polica, que,
no meio delles eslava, a nada pode oblar, o
nem conter a sua gente, auelles mesmos de que
a pouco havia aflirmado ao Jui/ de Paz nada
temesse, pois elle se achava presente
Ainda nao parou aqui o ncomprebeiisivel
procedinonlo do Sr Chefe de Polica; repra-
hendeo o Oflicial de infantera por ter mandado
carregar as armas sem sua positivaordem, soque
Ihe responden aquelle digno Oflicial, que sabia
cumpnr seus deveres, fazendo respeitar a forca
do Governo, o restahelecer .1 ordem nesta povo-
acao, e respetar as autoridades, como Ihe haviio
recoinmendado seus superiores. Passado que
osse -ste tumulto, hi o temos em casa du le
nente Coronel, muito colrico da desobediencia
que havia sourido do seu batalbio lgeiro (cha-
mo hatalhio ligciro fela rapidez coin que obra),
dizendo que vinba pedir sua demissio (oque
foi lestemunhado de mais de trila pessoas', que
estavao presentes); mas, apenas livre do susto,
muda de resoluto, e participa a S. Ex. que tu
do eslava tranquillo e na nielbor ordem, e que
em nada foi alterado o socego publico.
Ento Srs. Redactores ser pona ou ca-
beca ? / Ser com esla gente que o Governo
deve contar ? Ser este o partido) ordeiro ,
ou odesordeiro? Respondi os praieiros pelos
seus /oitos : ltente o Governo, que caso ra-
ro, tcm de luctar com aquellos mesmos que,
chama ndo-se governistas, estioanarchisandoa
provincia em nome do mesmo Governo paro
una nova setotnbrizada : o quorom campiar d
patriotas] Oh! Perna m buce nos! nao vos il-
ludais, Eu mesmo j lu lido por praieiro, sou
opposicionista pu.iuu transacUi km uq
posso combinar com taes ideias, nem posso se-
guir tal gente ; e qual sera o homem que te-
nha o cerebro em seu lugar, quo uo antevea
o precipicio, e a anarchia de colla erguido.
Essa gente nao tem credo poltico, nio defende
principios, segu todos os credos, e muda no
mesmo momento, urna vez que nao possa satis
fazer sua depravada ambicio : seus feitos esto
patentes aos olhos do todos ; recorramos a suas
vidas polticas, e os veremos coberto de infa-
mia.
Vejamos agora, jJr, Redactores a causa
que ellos dO para a invasao dos Afogados ; no
diada elcico aquella freguoza se achava di-
vidida em opiniSes, e a faccio praieira tinha
all seus influentes, porm em minora, sendo
estes os que se,diziao mais amigos e por certo
eroos mais agraciados doTenente Curonel Ma-
nool Joaquim, este forte baluarte da ordem ;
por cuja rasao preciso era burlar as eleicoes
e espacal-as para o outro dia, em quanto
se desoccupavSo as suas massas que estavao
testa das eleicoes da capital, para os ir pro-
teger ; bavia disto denuncia e o Tenente
Coronel, na qualida de de Subdelegado, lazia
mentar a ordem ; mas a tal estado chegou o
calor das discusses, que saltou-so por todas as
barreiras da deconcia, e correo noticia de que
se pretenda assassinar o SubJelegado, ao que
aecudirao os seus amigos defendel-o dos pu-
nhaes que ja se viao apparecer no meio da Iere-
ja e dizia-se ministrados por influencia d'um
celebre Firmino Theotonio da Cmara S.Tiago,
um dos mais agraciados e protegidos do Te-
nenle Coronel ; o, achando-se este j em luda
com os seus inmigos que o cercavio, e em bra-
cos dos seus amigos que o defendio, ignora-
va-se qual a sua sorlo, quando o Capitao Ma-
thias d'Albuquerque, Commandante d'urna
oompanhia do batalhao dessa freguezia, cogi-
tando do momento o meio de salvar o seu
Commandante e amigo, mandou o corneta to-
car chamada de campo ; lembranca feliz, que
no mesmo nstanto fez desapparecer todo o
tumulto, salvando assim o seu amigo, queso
achava em inminente perigo, nao s dos pu-
nhaes, como do arrojo do povo, que, se reunin-
do a (lelendel-o, quas que IhesulToca a respi-
racio.
Porm Srs. Redactores, quero conce-
der, que motivo algum houve para ossa cha-
mada de campo ; que toda essa historia he fal-
sa. Era o os prnieiros os competentes para to-
mar coritas d'este procedimenlo apresentando
grupos em campo, capitaneados pelos Srs. Drs.
uos Machado e Joaquim Villela, fim de a-
narebsar essa povoacao ? Seria isso motivo
sufliciente, para quo o Sr. Chele do Polica ne-
gasso ao'lente Coronel o auxilio do lorca ,
que com tanta instancia Ihe pedio, para ga-
rantir a sua vida ? Nao de certo.
Oueirao, Srs. Redactores, inserir em seu acre-
ditado jornal estas linhas com o que muito
obrigarado seu constante leitor
Oinimigo d'amrchia.
Srs. {actores.Quando em seu jornal Ihes
sobrar um cantinhos rnaterirs inleressanles do
dia, rogo-lhes o cedo aos documentos juntos
que eu olieree,o .'1 notabilidadado praieira o
insigne calculador Ouinlellinha tao conheci-
do pelo sou tamanbo em ludo como pelo seus
ttulos a suceessio do Ajudante Barata. Elle
que se mire ueste espelho e fique certo que c
nome de quem quer que seja e do modo algum
o seu pdem garantir a fiscalisaco de urna re-
partifio. Sou &c.
Um que o conhece.
Certifico que vendo os autos do processo de
contrallando em que sao reos Manool da Cimba
Gumaraes Perreira Antonio Luiz Gomes ,
mostr do briguo Mara FeHz e Henrique
Bernardo de Oliveira & Companhia nolle se a-
cha o depoimento da tcstemunha dequetracta
a petigio retro e a sentonca de que tracta a
mesma policio que ludo he de thoor seguinte.
o Joao Atanazio Botelho branco cazado mora-
dor nesta cidade de idade do 35 annos guarda
da mesa do consulado, testemunha jurada aos
Santos Evangelhos que prometi dizer verdade
e do costume disse nada. E perguntado pelo
conteudo as pessas officiaes que servem de baze
a este processo disse que tendo doixado a admi-
nistrando do consulado o administrador eflecti-
vo que onto ora no me/, do Janeiro Miguel
Alcanjo Monteiro quando lora nomeado inspee
tor da allandoga entrara em seu lugar interi-
namente o primeiro oscripturaro Francisco de
Paula Lopes Res por se achar entao com parle
i docnte o Escrivao hoje administrador inte-
rino daquella mesa Fraucisco Man el de Almei
da Catanho ; que naquelle mesmo nez de Ja-
neiro ti vera o subredito administrador interino
Copes Res aviso de se terem embarcado duzen
tas caitas digo du/vntas barricas do assucar por
contrabando no trapixe novo ; que no moz de
Pevereiro tivora o mesmo administra lor interi-
no novoavi od.i outrascem barricas embarca-
dos por contrubaudo a bordo do Lrigue brasi-
leiro Triumpho .americano destinado para a
IlhadeS. Miguel e que procedendo ello ad-
ministradoras diligencias possiveis para veriu-
car n realidade do taos avisos tanto a respeito di-
urnas como das outras barricas s pode colhor
algum resultado a respeito das segundas pelo
exime do livro do trapicho e pela confissio do
respectivo Capitao de quem aquelle administra
dor interino secontentou deexigirocompelen-
te despacho pagamento'Jos direitos por nao
querer perseguir a alguem de manoira qu n
cAsse perdido. Disse mais que no moz de Mar-
co tendo sahido a barca francoza \apoIea e
abrindo agoa foro requerer a administracio
do consulado para descarregar, e que nessa oc-
casio tamhem tivora aviso o sobredito adminis
trador interino Lopes Reis de que aboido da
mesma barca havla carga embarcada por contra-
bando, pelo que mandara elle para all oar-
quiador Francisco Jos Vlarinho com ordem de
lacrar as escotilhas depois de linda a descarga de
cada dia ; mas que havendo contra isto um
protesto dos interessadosdaquelle navio, man
dar elle rebaitara Sbredita ordem, eseguin-
do-se a carregar do novo a sobredita barca no
mez de Abril em que elle testcmunha fofa no-
meado pelo mesmo Lopes Res para o trapiche
denominado alfandega velha onde teve lugar o
novo carregamenlo daquella barca em cuja
occasao representara o trapcheiro Jos Fren-
cisco Ribeiro de Soura contra a nomeagio delle
testemunha ameaeando at a administracio de
fechar o trapiche se nao nomeasse outro guarda
pelo que e por outros lados anlheriores se de-
clarara aquelle trapicheiro inimigo delle teste-
munha. Disse mais que desde entao poucos
embarques se izerao no referido mez de Abril
naquelle trapiche onde se achava destacado elle
testemunha sendo quas todos pelos trapiches
conjuntos at que no dia 25 do mesmo mez se
achara digo mez se chegara a elle testemunha
urna pessoacujo nomese comprometiera de baixo
de palavra de honra nio declarar jamis, avi-
sando-o pela 5 horas da lerdo deque no dia
23 tinhao embarcado por contrabando no tra-
piche denominado do Angelo 9 ou lOcaixase
algumas barricas com assucar e que naquelle
mesmo dia 25 devia embarcar no mesmo tra-
piche outra porcao de caixas e barricas pelo que
se pozosvo elle testemunha a capa a fim do ver
se podia aprehender este contrabando, u que fez
elle testemunha sem que nada pudesse observar
at o momento do tiro de pessa em que Ihe era
licito retirar-se do trapiche, e entao sabio elle
testemunha a dar urna volta e fazer horas para
voltar a tempo de apanhar em flagrante o con-
trabando de que lora advertido tendo ficado
depois de sua saluda naquelle trapiche denomi-
nado do Angelo o respectivo guarda Caetano de
tal Couto. Disse mais que voltando elle teste-
munha a aquelle trapiche pelas 7 horas da nou-
te enconlrara no seu ponto o trapicheifb Jos
Francisco que sendo seu inimigo Ihe aperlara a
mi, perguntando oque lazia por all aquella
hora.ao que naod?ndo reposfa elle testemunha
passara pelo trapiche denominado do Vianna de
que he um dos agentes Luiz de tal tirito por an-
tonoinazia mulatinbo que Ihe fizera a mesma
acgo e pergunta ; mas seguindo elle leste-
munba para o tereciro trapiche do Angelo dahi
vira urna alvarenga carregada que i a j no meio
do rio para a qual gritara elle testemunha que
atracasse para ver os despachos, sendo-lhe res-
pondido da Cnesma alvarenga que hia para bor-
do; que aos gritos delle testemunha acodirao
o trapicheiro Jos Francisco o relerido Luiz
mulatinho caixeiro dos trapiches, o Capitao do
hrigue portuguez Alaria Flix, eManoelda
Cunha Guimaiies Ferreira puchando pelo bra-
co a elle testemunha o chamara de parto, e Ihe
dicera que nao quizesse comprometter a tanta
gente pois que naquella alvarenga ia carga sua,
a que tornara elle testemunha que s quera ver
osdespachos:replicnndo-lhe omcsmoGuimaracs
Ferreira que s<> hio 10 caixas para o briguo
fiara Feliz cujo Capitao ah presente tambein
afirmara que assim era, isto he que somonte a-
quellas 10 caixas hio sem despachos, e que en
tao reconbocendo elle testemunha ser verdadoi-
ro o aviso que tinbn tido; mas nao pudendo
perseguir alvarenga por falta de moios, e re-
cursis aquella hora, e naquelle lugar onde se
via s sem mais ompregado algum da sua ropar-
lico, cercado o rm risco de sua propria vida se
retirara dizendo que nao era Thesoureiro
em reposta a offerta quo Ihe fazia o men-
cionado Guimarics Ferreira de pagamento
dos direitos. Disse mais que naquella mesma
noute fizera ello testemunha, a participado que
se acha no processo, e que no dia seguinte 26 de
Abril indo para a reparticao Ihe sahirio ao
encontr a porla della o referido Guimaraes
Ferreira, e o Capitao do hrigue Marta Feliz
dizendo aquelle que visse elle testemunha o
qu<* fazia pois quo ia comprometter a muita
gente o quo Ihe daria 500j n>is se nao denuncia-
se do contrabando ao que acresoenlara o Capi-
i. o que tambein daria alguma musa de sua al-
gibeira para que elle tcstcinunia o nw pu-
lesse: masa islonao deo ouvidose entrou para
1 reparticio onde entregou ao actual adminis-
trador interino a sua participadlo i)isse fi
nalmente que quanto ao mais.quo se passou de-
pois do que fica declarado he exatamente o quo
consta das pessas Officiaes que Ihe lorio lidase
que elle testemunha as reconbece por verdadei-
ras por isso que ssislio a ellas. Declarou a tes-
temunha quo no dia immediato ao da aprehen-
do lo contrabando do que so trata Ihe talare o
oscripturario Sou/.a Reis por parlo de Antonio
Joaquim do Souza Ribeiro consignatario do
briguo Alaria Filis para que elle testemunha
se acomodasse ao que respondeo que ncnh,uma
acomodado tinha a (azor, pois que nao depen-
da delle e p r isso regeilava a oferta que se Ihe
promettia do producto ou valor das caixas apre-
hendidas, e o referido Sonza Reis replicara
que isto mesmotinha respondido. E maisnaodis-
se e assignou com o Juiz e eu Luiz Francisco
Corroa de Brito Escrivao o escrevi.Reo
Joao Athana/io Bolelho
Senlenca. Vistos estes autos &c Cons-
ta dos oflicios a olhas duasefolhas oito que
tendo hido urna commissfM a bordo do brigue
Maria Feliz fazer ern consequencia da part-
cipacao a lolhas troz apreboncao em 20 caixas
e algumas barricas de assucar quo tinhao ido
embarcadas sem pagar os respectivos direitos
lorio adiadas alm das 20 caixas pertencentei a
Manool da Cunha Guimaraes Ferreira, mais W
barricas pertencentes a Henrique Bernardos de
Oliveira & Companhia que nao linhio tambein
sido despachadas. Defonde-se o reo Manoe)
da Cunha Guimaraes Ferreira allegando quo
tendo de embarcar em dito briguo 20 caixas de
assucar dera a t do Mello as respectivas amostras, e 200 ris
para pagar os dircifos, quo o caixeiro niancom-
munado com o guaro' com quem havia repartir
a importancia dos direitos embarcadas as 20
caixas estando presente; o mesmo guarda ; o
que nio tendo elle concurrido para o contra-
bando anles dado a seu cnixoiro o importe dos
direitos eslava no caso de Ihe seren restituidas
ditas caixas o ser relevado da inulta. Defon-
dim-se os Reos Henrique Bernaru'-'S de Oliveira
i Companhia allegando que as 30 barricas de
sua propriedade que folio adiadas a bordo do
brigue Maria Feliz estavao despachadas, o
que se nao existia assento no livro do pi rta.O era
por que naquella rnanbaa tinhao embarcaos e
nio havia tempo de o fazer e que nao tendo
deixndo de pagar pelas barricas os respectivos
direitos como prova com a corlido a lolhas 62.
nao tinha incorrido as penas do artigo 177
do cdigo criminal. Defende se finalmente
oreo Antonio Luiz Gomos allegando quo
nao concorreo de maneira alguma par.' o
contrabando das vinte caixas: por quanto
estando carregando o \,v igue de que he Mos-
tr convencionou o comerciante Mnoa-
el da Cunha Guirnaraens Ferreira embar-
car urna porfi do caixas e barricas de assu-
car : que estando no trapiche denominado do
Angelo urna alvarenga lomando (arga para
conduzir para bordo do dito brigue forao ali
embarcadas urna porcao de caixas do Guima-
raes Ferreira de en volta c< tn outras de ou-
tros negociantes : que tendo dila alvarenga
chegado abordo depois de passada a carga
para o brigue notou o Piloto que havia u-
ma pordo de caixas de mais que nio constavAo
dos despachos que Ihe forao entregues que na
pressuaco de quo iriio por ongr.no nao os la-
nsou no litro do prtalo ; que no outro dia de-
poisde ha ver embarcado outra porcio de caixas,
o reo ( que se achava alguns dias em trra)
indo abordo, loi que levo participaclo dosucce-
dido e que viudo no di 1 immodialo para trra
indagar este negocio, loi quando app-
receo a denuncia : foi a commissio a bordo
fazer aprebencio : que pelo que ili/ rospoiloas
trila barricas pertencentes a Henrique Bernar-
dos de Oliveira & C. linhio ellas sido dospocha-
das compotenlemente polo quo estava no cazo
de seren rccebidas abordo. O que tudo visto
e examinadas ss provas constantes dos nulos
he claro estar o no Guimaraens Ferreira incur-
so no arligo cenlo setenta o sele do todigo
criminal : por quanto estand.> provado que
as vinte caixas que forao aprehendidas so da
'Ua propiedade o (pie nio tinha pago os res-
pectivos direitos nao Ihe pode approvcilar a
allegacio de serem embarcadas pelo seu caixei-
ro a quem entreg u a importancia dos direi-
tos por que avista do arligo cont e cincoenta
e um do rogulamento das Alf.indogai digo re-
gulamento do Consulado de acord com o arti-
go ceuto e novrnla o un do rogulamento da
Alfandega s podein despachar os donos .las
mercadouas os despachante*, e os caixeiros
dos negociantes responsabiliza ndo-se osles; por
tanto a prova a presenta Ja pelo r. ,, alm de re-
validla pelos depoimontos das testmunhas
a folhas 69 d|nrada pode aproveitar: Tambein
esli incursns no arligo 177 do cdigo crimi-
nal os reos Henrique Bernardei de oliveira &
C.; visto que do aulus se evidencia que


as 30 harneas forao embarcadas sem preceder
o pagamento das respectivos direitos. A allega-
do ele que se tinhao pago os direitos antes do
embarque e que por fulla de lempo he que
o piloto nao lluvia eilo assento no livro do pr-
talo acha-se destruida pelas tostemunhas a fo-
lhas 91 e folhas 1)7 as quaos depois de estarem
abordo mandaio >er os despachos (|ue exis-
tan a barca de viga c na meza do Consula-
do cen nenhum destes lugares foi adiado o
despacho das 30 barricas; acrescendo terom
ditas tostemunhas ouvido ao piloto dizer que
ditas barricas estavao abordo desde o dia ante-
cedente : o que nao pode ser destruido pela ccr-
tidfto a folhas 02 principalmente avista do des-
pacho original que se acha u folhas 100 oqual
esta man i testa mente viciado na data e no acres-
centamento que Indica niudanca de navio ,
sendo pelo artigo 173 do regulamento de 30
de Marco do 1836 determinado o modo de
se fazerem taes mudancas alm do que o Guar-
da que se acha assignado ein dito despacho
declara a folhas que fuera a conferencia no
dia 20 a urna hora da tarde quando justa-
mente se eslava fazendo aprenhenco e isto
tnesmo se conclue a vista da assignatura doeni-
pregado que se acha er. dito despacho o
qual sendo Segundo Eocrpturario assignou
no impedimento do pri'jneiro por se achar es-
te abordo. O que ludo denota ou nao se-
ren as barricas constante do despacho a folhas
eem as tnesmas que forao aprehendidas ou
que o Guarda e mus empregados que o ossi-
gnaro faltaro aos. 8eus deveres, um dando
dor conferidas as barricas estando j/i embarca-
das os outros asignando um despacho mani-
festamente vici do : porm em todo o cazo evi-
dentemente e d provado que as barricas apre-
hendidas n.o tinhao pago 09 respectivos direi-
tos antes vista do e.jposlo o irais dos autos condemno
os reos Manoel d.i Caoba Guimaraens Ferroi-
ra e 'Henrique Bernardesde liveira & C. ,
a per Ja das canas e barricas aprehendidas,
e m ais na mulla correspondente a amelado do
*a',or do dilo genero. Julgo porm improce-
dente o presente summario quanto ao Mestre
do brigue Mara Feliz Antonio Luiz Gomes :
por quanto da certido a folhas 43 e depoi
mentos das testemunhas de folhas 70 a folhas
77, est evidentemente provado que nao con
icorreo para o contrabando, e que mesmoquando
concorresso, so Ihe poderio ser aplicadas as pe-
nas quepelo reguiamento do porto se impoem
aos Mes tres de navios que recebem a bordo mer-
cadoriai sem terem pago os respectivos direitos:
por tinto 0 absolvo e condemrm os r.is Mano-
el da Cunha Guimaraens Ferreira. e Henri-
que Rernardes de Olivcira & C. as custa--
pro tala Cidade do Recife 22 de Julho de
1844. Francisco /lodriyues Selle.
-wjft>rwrmmmBm i
Publicares a; eddo.
Senhor O consorcio dos Principes,
as Monarchius, he sempru um acto de trans-
cendente poltica e do publico regozijo: de
transcendente poltica, porque prende o futu-
ro ao presente < assim alianca a estabilidade
da tnail sabia e da mais solida do todas as for-
ma governati fHs; de publico'*regozijo, porque
excita nos p fsos esse transportes essas emo-
coes de lefjjad-1 e de amor, que sao o mais ex-
pressivo testemanbo da gratido nacional pela
regia paternal solicitud. Tal foi, Senhor ,
o P .isamcnto patritico do V. M. Imperial na
L'l'\chracao da* suas venturosas nupcias; tal
' mageslosa ceremonia ; nupcias aquellas que
accrescentro o brilho do solio brasileiro, col-
locando nelle a virtuosa Princesa que he hoje o
objeclu do notSO culto eda nossa dedicaco ,
sentimento estoque, por duradouro e por in-
tenso, ainda boje rompe em vehementes ex
plosoes pra vir depositar se nos pea do throno
de V. M. Imperial, e ahi protestar sua sinceri-
dade, sua loi.tidao e sua permanencia.
He pois para desempenhar lao nobre e tao
grata missao que a Assembla Legislativa da
provincia de Pemambuco nos enviou em de-
purado solemne alta presenga do V. M. Im
erial. Digne-se pois V. M. Imperial acolher
coin benevolencia a expresa > dos sentimentos
que animao a provincia de Pernambuco,- a
qual. em todas as crises por que o paiz tem pas-
sado. hu. sempre sabido guardar e defender o
thron i de V. M. Imperial e a constituirlo po-
litioa da Monarchia. Antonio Peregrino Ma-
ciel Monleiro.Sebastio do Reg Barro*.
Manoel Joaquim Carneiro da Cunha.loao
Jos Ferreira de Aguiar. Alvaro Barbalho
fJchoa Cavaicanti. Jos Tboiuaz Nabuco de
Araujo Jnior.
MARANEA0 20 DE AGOSTO.
Esta provincia vai-se timando inhabitavel:
as provacac s contra os adoptivos bitas diaria-
mentepor duas gazetas jansenistaMahyueta
c latajuba-, e as ameacas dos agregados de j 1
Isidono. (iiie hoje tgnj io!, a
pi'uiecvuu uu go-
PUBLICACAO LITTERA.RIA.
Archivo Medico Brasileiro.
verno, tem estagnado completamente o com] Gazcta mensal de medicina, cirurgia escien-
mercio, que quasi todo he feito por adoptivos. | cias accessorias, redigida e publicada no Rio de
Cada um esta tralando de se prevenir para por Janeiro sob a direccao do l)r Ludgerio da Ho-
pos em polvorosa quando chegar o dia do viva cha Ferreira Lapa. Cada numero constara de
o nosso, que muitos suppoem estar a porta; e j 24 a 32 paginas de impressao em quarto gran-
aiguns negociantes tem passado fundos para Por- do
tugal e Inglaterra.
As dernissoescontinao como mesmo fer
vor; e ja vo dando comeco aos processos con-
tra os Vigarios e Juizes do Paz com quem o
Prcsidenle nao conta. Ach-se preso o Viga -
rio de Vianna, e processados os de Cururup, o
Guimaraes ; e na villa de Itapur-Mirim foi
processado um Juiz de Paz, suspenso outro, eo
immediato impedido do tomar a vara a prelesto
do ser commandantede um batalhao do G. N.
ludo isto he feito pelo Juiz de Direito, auto-
risado pelo Moura Magalhaes, que deu agora
em dellegar poderes para estas gentilezas.
Ainda vivem o Echo do l/aranhaov a Revis-
ta, apesar das perseguicos e ameacas feitas aos
opperarios das Typographias; .mas he necessa -
rio queelles trabalhem as escondidas; e nestes
ltimos dias tem-se espaihado, que as Typogra-
phias vao ser cercadas para a captura dos com-
positores. O Mariani tem chegado ao ultimo
grao de despejo e insolencia : ante-honlem
mandou chamar a Joo Ramos (compositor), e
o amoacou, que se continuasse a sabir o Echo,
o mandara para bordo de urna embarcaco de
guerra,e o mesmo fez com Manoel doNascimen-
t, dizendo Ihe que se continuasse a lallar do
governo.como Iheconstava.leria de solTrer gran-
des dissabores.
Ha dias houve club d > jans nismo, e depois
d'elle sabio um magote pelas ras a dar vivas
a tatajuba, ao Presidente, e ao Ministe'io va-
lap : o Moura Magalhaes antes da reuniao do
club foi ver os arranjos da mesa.
Na Assembla Provincial contino asvoci-
feracoescontra adoptivos, e odanos; e de na-
da mais se trata do que de autorisar-se o
Presidente, u comprar por desenas de contos de
ris, varias casas de patriotas do interior, para
servirem dequailel e casa de cmara. Ja foi
comprada urna no Meiarim, que nao valedous
contos de ris, por oilo conlos e oito centos mil
ris.
Se nao houver alguma mudanca no Rio do
Janeiro, nao sei aonde iremos parar com tan-
tas reactes, violencias, e patifarias.
-.HBSMMM*
indega.
Rendimento do dia 11........ 5:634243
Descarga para odia 12.
GaleraColumbusdiversos gneros.
Mr gn eScienctaideo.
Mstico Adrianoidem.
BarcaMary farinha.
BarcaI invienesidem.
UMw PW < tumu
Mo vintenio do Porto.
Navios entrados no dia 11.
Rio de Janeiro ; 21 das brigue hrasileiro
Mara 1.', de 121 toneladas, Capito Joao
Luiz. da Fonseca, equipagom 1 carga car-
ne secca: a Gaudino Agostinbo de Barros,
dem e Babia, trasendo do ultimo porto 5
dias ; paquete inglez Linnet, Commandante
ickens.
A co sahido no mesmo dia.
Rio de Janeiro pela Babia; paquete ingle/.
Swift, Commandante Uonglas.
Salem ; galera americana Elizab-th Capito
Wedge: com a mesma carga que trouxe.
Jcabo; brigue inglez Comet Capito Dieon :
carga lastro.
ytidaracoes.
Subscreve-se nesta cidade na Praga da Inde- |
pendencia livraria n. 6 e 8 a nove mil ris pur
anno, e no mesmo lugar serao entregues o ,
nmeros livres de porto; osSrs. que de/.eja- |
rom ver o Io. numero pdem dirigir-se a dita
luja onde serao satisfeitos 14)
Avisos marittliaos.
i.ss Para o Ro Grande do Norte aharca-
ca Conceico Flor do I'ossc porteado sa-
bir no dia 18 do corrente quem nella quizer I
carregar, ou ir de passagem, entenda-se com
o mestre ; na ra da Cadoia do Recife loja de
Joao da Cunha Magalhaes. (G)
1Para o Maranhao sahir com toda a bre-
vidado o patacho iXeptuno para carga e pas-
sageiros traase com ManoeljDuarte Rodrigues
na ra do Trapiche n. 26, ou com o Capito a
bordo. 5)
Leiloes.
L. G. Ferreira & C. faro leilao, por
conta de quem pertencer, e por intervencao do
correlor liveira, de 25 barricas de hacalho
desembarcadas no brigue Cecilia, chegado pr-
ximamente de Boston : hoje 12 do corrente as
9 horas da manbaa ein ponto defronte da cs-
cadinha da Alfandega.
1Oco rretor liveira far leilao de muito
mobilia nova do mais acreditado marcineirodo
Porto, donde recentemente chegou pelo brigue
Primavera de oulra porcao penencente a
pessoa capaz presles a relirar-se para fra da
provincia de camas de ferro para urna o duas
pessoas, prximamente importadas dinglater-
ra, de um aparelho antigo de prata para cha ,
de colheres de prata novas e muitos outros ar-
sigos: quinta-feira. 12 do corrente s 10 ho-
ras da manha. na casa de quatro andares, ra
do Amorim, prxima alfandega grande d'es
ta cidade. (14
."rrT^J3 -- l^-
lwlB ""i 'i ni'"!!!m a -
Admimslr acBo do Patrimonio dos Orphaus.
3_Perantea AdmioistracadoPatrimoniodos
Orpbos se ha de arrematar a quem mais der
as rendas da casa n. 4, sita no largo do Hos-
pital do Paraizo : as pessoas quo se propo-
zerem a arremarar ditas rendas poder com-
parecer na casa das sessoes da Administracao
nos dias 9 e 16 do corrente mez as 4 horas
da larte com os fiadores.
Sala das sessoes da Administracao do patri-
monio dos Orpbos, 28 de Agosto de 1844.
J. M. da Cruz, Escripturario. (10 ; algumas canoas de areia ; na ra Formosa n
Achou-se nacaixa do Correio,entre as car- |5. *)
tas selladas com o porte pago, urna carta para! 1= Precisa se de um rapaz para serveio de |
Jos Goncalves da Silva, no Acarac, sem o \ urna casa de pasto ; na ra dos Quarteis n.
competenta sello ; quemforseu dono e qui/er 12. 3)
que siga o seu destino, va pagar do contrario 1Aluga-so o segundo andar do sobrado da
litar para O consumo. 6) ra larga do Rozario n. 23, com bastantes
--------__ commodos; a tratar ta mesiua cata. (3
Avisos diversos.
O N. 12 1)0 GUARARAPES,
PEIllODrCO ORliEIKO E GOVEUNISTA,
achar-se-ha venda, boje ao meio dia, na
livraria da Praga da Independencia ns 6 e 8>
por 80 rs. eada exemplar.
O VERDAEIBO REGENERADOR N. 2
est a venda a 40 rs. cada exemplar nos lugares
do costume.
1Aluga-se um escravo ptimo padeiro ; na
ra estrella do Rozario n. 22 primeiro an-
dar. 3)
1 D-se dinheiro a premio sobro penhores
deouro ou prata, mesmo em pequeas quan-
tias; na ra estreita do Rozario n. 22 pri-
meiro andar. 4)
=Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
32 na ra estreita do Rozario; quem o pre-
tender dirija-se ao primeiro andar do mes-
mo.
- Hoje 12 do corrente se ha de arrematar na
porta do I ir. Juiz dos Orpbos as 4 horas da
tarde um sitio corn casa de vivenda, baixa
para capim trra para plantagoes, dita para
ter vaccas de leile e com todos os arvoredos
de fructos na entrada doRozarinbo de ren-
da annual por duzentos muris, a requer-
monto do tutor dos Orpbos Ignacio Ferreira
Monis.
1 SCIEDAEE THEATRALPHILO-
THALIA.
A direccao faz sciente aos Srs. socio que os
bilhetes para a recita de sabbado, 14 do corren-
te, sera distribuidos nos dias 12, 15 el4em
cusa do respectivo thesoureiro na ra do Colle-
gio n. 5. 7)
lllerece-se um rapaz Brasileiro que sabe
lr, escrevere contar para caixeiro derua.es-
creverem algum cartono ou mesmo para nu-
tra qualquer cousa que Ihe convenba no que
prometi grande dcsempenbo ; quem precisar
de sru prestimo annurw ie. 6^
l=Precisa-se de alguns milbeiros de lijlos
do alvenaria postos no porto; assim como de
L
1-No ateo .lo Hospital loja n obradai>.
18, precisa se de urna rela escrava, para an-
dar com uina uullierjlorra vendendo fazendas .
paga-se bem ; quem tiver pode irigir-se ou
annunciara sua morada. a)
A pessoa que armunrl-u 0 diccionario do
Constancio dirija-sea Boa-vista*nia da Con-
ten ao casa n. 20.
1Luiz Gomes Fe reir embarca para o Rio
Grande o seu preto escravo, de nomo Domin-
gos. 3)
- F. A. da Silva Cvalesnt, Guarda da Al-
fandega des la cidade, avisa ao rospeitavel pu-
blico e especialmente ao paitido piaieiro, quo
rveebeo recentemente urna rollegao de exced-
ientes versos o sonetos d estillo sublimado, b-'m
como o que reoitou na noule do da 7 do cor-
rente no nicho de S. Antonio padroeiro da
patria.no pateo da Santa Cruz : advarle porm
que so os presta ao seu partido, ecom a eon-
dicSo de os recitar a fimde que o9operc3oa
sua elegancia.
Precisa-se de um homeni qua tenha mui
to boa lettra e entenda do escrituraco por par-
tidas dobradas para tomar conta de um escri-
torio o prclendente procure a F. J. da
Rozo.
1 Joo Joaquim Gomes, subdito Portugue/.
segu para Angola. 2)
1 _precisa-se de um homein para feilor;
quem eslivor nestaa circunstancias dirija-so
ao engenho S. Paulo, freguezia dos Afogados,
para tratar do ajuste. t)
Hapf novo rinagrinho.
2 Aqunlilado deste rap dispensa ijualqucr
elogio; elle se recommend i aos apreciadores de
urna boa pitada, o se ach i a venda u i escripto-
riode Mondes & Oliveira ; na ra do ^ ignrio
n. 21, e na ra da Cadoia do Recife loja n. 50,
e nesta tambern em (lavas; o embrulho dea-
le rap; be azul e os rollos Lrancos : o preco
he fixo a 2^000 ris a libra (9)
1Anlonio Jos Monleiro da Silva Guima-
raes, subdito Portugue/, natural do Rispado do
Porto, se retira para a provincia do Maranhao ,
(cidade do Caxias,) (4)
2 Fremont, fabricante de pianos de Paria,
ra Nova n. 2, sobrado cuja entrada be pela
Iravessa dos exp. stos avisa ao respeitavel publico
desla ciillidequeelle nosafina pianos,por pre-
co muito coinniodo,as casas onde ohonrareui.a
hora que maisconvier aos seus fregueses, seno
que como fabricante destes instrumentos os con-
certa de ludo, e Ibes remedeia qualquer delei-
to ou em casa do seus proprios douos,ou na sua:
os Senhores que se quizerem utilisar de seu
prestimo, pdem dirigir-se ao referido sobrado
a qualquer horado dia, e espera oannucianto
nao desmerecer n> sta cidade do conceilo de quo
gozou por alguns annos em Paris, onde apren-
deo e exerceo o seu oflicio. (lo)
2 Aluga-sc um assouguo sito nobecodo
Padre, com todos os seus pertences; a tratar
na Praca da Independencia n. 28. (3
2-.loanna Francisca de Menezes, viuvado
Jos Antonio Carneiro avisa a todas as pes-
soas que tiverem penhores de ouro ou prata
.em sua mo, que nao os viudo tirar no praso
de 20 dias, os vender para o seu pagamen-
to 6)
2.Izahel Eleuteria da Silva Lisboa retira-se
para Macei, levando em sua cornpanhia 3 fi-
Ihos menores, 1 escrava e 2 crias. 3)
2 = Joao Moreira Marques embarca para o
Rio GrandedoSul o seu escravo Vicente,criou-
lo.
4_ O abaixo assignado, engenheiro civil,
acha-se no sou escriptorio desde a '.) horas da
manhaa ale 3 da tarde, no largo doCorpo San-
tn, li, primeiro andar.Alfredo deMornay.
9 Madama Mara modista Franceza mo-
radora na ra do Rozario-estreita n. 19, ten-
do de retirar-se para lora do imperio avisa
por isso a seus freguezes que Madama Laves-
sier desde o dia 8 do corrente fica substituirlo
seu lugar de modista ; e espera por isso que
seus freguezes Ihe continenla dar aquello aco-
Ibimento que al aqui davao a dita Madama
Mara e visto dita Medama Lavessier ser
muito boa modista como poder mostrar om
qualquer obra de que seja incumbida. (11)
7=Johnston Pater & C. teemeonstantemen-
te venda taixas de ferrobatido.iecoado mo-
endas de foreja de 4 cavallos bax e alta pres-
sao, ludo por preco commodo : na ra da Ma-
dre de Dos n 6.
4 Precisa-se fallar com o Sr. Domingos
LOS de Albuquerque, anegocio do seu interes-
se, na ra estreita do Rozario n. 21. (3)
2= Aluga-se o primeiro ailar de sobrado
da ra estreita do do Rozario n. 21: a tratar no
2.* do mesmo. (3)
= Otlerece se um rapaz Brasileiro, para es-
crever em algum cartorio para caixeiro de
Inglez caixeiro decobrancas ou mesmo pa-
ra outra qualquer cousa sendo que Ihe conve-
nba : quem percisar annuncie por esta folba,
i para ser procurado.
I


K

Quem precisar de u n caixeiro para loja
'de miudesas ni para qualquer outro estabe-
lecimento, dirija-so au Atierro da Boa-vista
.. re
1 Precisa-se de um caixeiro, que cntenda
de pharmacia ; na ra da Cadeia-velha n. :>. >
1 AlUga-seuma preta para todo o servico,
paga-se bem sabendo cosinhar e ensaboar ; no
largo do Terco n. 10. 3
1 Jean Loubet, fabricante de chapeos de
sol morador na ruado Passeio-publico avi-
sa aos seus lreguezes que recebeo agora pelo
ultimo navio de Franca um lindo sortimento
de chapeos de sol das melhores qjalidades ,
que pode haver ; e contina a cobrir o concer-
tar por mdico proco. ,7
1 Alugao-se dous escravos, um para o ser-
vico de padaria do que tom pratica e o outro
para qualquer servico de ra. ou mesmo de casa
de familia ; na praca da ludependencia lu-
ja n. 17. (6
1 Aluga-se a casa n. 137 da ra Imperial.
que se acha prompta ecalada para urna peque-
ra familia; na ra Direita loja de cera n. 135.
l Precisa-se de um rapaz de i i a o dos de
boa conducta para praticaote de ama botica ,
e se for de fura inelhor; na ra estreita do Ko.r
zario botica de Joao Pereira da Silveira. (4
t D-se dinbeiro a premio com penhoros
deouro, mesmo cm pequeas quantias ; na
ra Nova n. 55. 3
4 Jos da Maya avisa aos seos alumnos,
que achando-se j desoecupedo continuar a
dar-lhes licoes de ioglez em suas casas ; o pa-
ra comencionar-se a hora seservirS procu-
rado das 6 as 9 horas da DOUte a bordo da bar-
ca de banbos ou de tarde na sua residencia ,
na ra Formosa n. 4. ,7
1 OsSrs. Francisco de Paula Carneiro,
Manoel da Suva Simdes JoSo Athanasio Bote-
llio .Manuel Jos 'erara 'lavares de Mello o
Antonio Jos Estoves dirijao-s a ra da Praia,
armasem n. 68, queso Ibe deseja (aliar a ne-
gocio de seus interesses. 6
Um homem casado de pouca familia ,
que sabe ler, escrever, contar s>irrivelmente e
tem bastante pratica de loja de asendas e tem
muitos conbecimentos no serlao se offerece
para caixeiro de qualquer arrumaejio except i
taberna ainda mesmo para outro qualquer
provincia e d conhecimonto de sua conducta;
quem u pretender, dirija se a ra Nova n. 11) '
prlmeiro andar.
1 Na casa do alfaiate Jos Joaquim de No-
vaes na ra do Queimado. que faz frente pa-
ra o largo do Collegio,contina|a haver obras lei-
tas para vender assim como tecebeo urn sor-
tmenlo <- cortes de colletes de superior qual-
dade tanto na qualidade da fasenda como
em posto. ,<]
iOs Srs. Francisco;da Rocha Vasconcel-
os Joaquim Francisco de Azevedo Manoel
Jos Ferreira Machado Joaquim da Silva Sal-
les dirijao-se a ra do Livramenlon. 6, a ne-
gocio de seus interesses. rg
1 Aluga-se urna canoa que carrega 1200
tijolos dealvenaria muito estanque, por ter
sido concertada a 15 dias ; quem a pretender.
dirija-seao trapiche novo, a tallar com Fran-
cisco Augusto ta Costa GulmarSes e para a
ver no sitio do mesmo em S. Amaro. (6
O bilbete n. lo da segunda parte da se-
gunda lotera de S. Pedro Martyr de Olinda ,
pertence a Jos Felia da Cmara PimenteIJ, e ti-
ca em poder de Antonio Alves Teixeira Itastos.
Deseja-se. fallar com Sur. JoSo Jos de
Vasconcellos, filho deJosJoaquim de Vascon-
celos natural da villa Manhao do Reino de
Portugal ; na ra da Cadeia do Recite loja de
lewagens n. 5'i.
Precisa-sede 1:900# rs. a premio de um
por canto ao mes dando-so urna morada de
casa terrea runde, por lempo de dous annos,
fasendo-se o pagamento dos juros por quarleis
adiantados.
l (; encarregado da afericSo faz publico
para conhecimenlo de quem convier que a re-
visao dos yesos e medidas ateridas est a berta
desde oprimeiro doc< rrenle mes, e ha de fin-
dar no ultimo do mesmo na formaje anriun-
ciada ; assim como que continua a eferir aos
que por qualquer inconveniente deilarSo (le
comparecer nos mezes lindos. /8
Precisa-se de urna ama para o servio in-
terno de una casa de pouca familia ; na ra
Direita n. 4, por cima da botica.
Precisa-sede um trabalhador de masseira
o tendedeirei; na ra Direita, padaria n. 82.
Aluga-se urna canoa, que carrega 1200
lijlos de alvenaria grossa por proco coromo-
do ; na travessa doQueimado n. 3, a fallar com
Manoel Firmino Ferreira.
Jos Paulino de Wa eida faz publico, que
tem intentado pelo Juizo da primeira vara do
Civel desta cidade, um libello contra os Srs. Jos
Antonio dos Santos Suva e Jos Joaquim Pire,
para effeito deat nular o testamento com que
fallecco Manoel da Gonba e Miranda, ehabilitar
como lilia natural e nica herdeira do dito Mi-
randa a mulher do annuneiante 1). Mara Zel'e-
rna da Cunha Miranda ; e para que nlnguem
contrate acerca dos bens da referida heranca e
se chamo depois a ignorancia, az o presente a'n-
nooefo.
"2Alugao-seo primeiro e segundo andaras
do sobrado da ruado Amorim n. i;i juntos
ou s- parados; a tratar na ra do Vigario 0. "2:j,'
UOdo ai fiar. /4
2 Aluga-se por preco comm-, do as lajas do
sobrado de dous andares do pateo deS. Pedro;
a tratar na ra estreita do Rozario n. 41 pri-
meiro andar. (4
2 Rento Jos da Costa com lingldatado da
casa da viuva Costa & Filhos, parlecipa a quem
convier ter mudado o escriptorio da adminis-
tracSo da rua*da Cadeia do Recife n. 38, para a
mesmn ra n. 35, cuja entrada he pela ra do
Encantamento. (6
2 Aluga-se urna negra para o servico do
urna casa do pequea familia por 10# rs.
mensaes ; na ra dos Martirios n. 32. (3
2Precisa-se alugar, urna escrava para o ser-
vico de urna casado p mea familia que saiba
oomprar, cosinhar, engommar e ensaboar, dan-
do-se-lbe o sustento e l'^rs. mensaes; na So-
idade, indo pela Trompe do lado csjuerdo
n. 42. (6
2Arrenda-se um sitio quo tenha casa pa-
ra grande familia e que este seja perto da pra-
ca ; ra das Trincheiras sobrado n. 19. (3
LOTERA DO GUADELUPE.
Os bilhotes da pequea o mui acreditada lo-
te'ria do Guadelupe que mui prximamente
dove correr, achao-so a venda as lojas de cam-
bio da ruada Cadeia do Recife, dos Srs. Vieira,
. Cunha; na de miudesas da praca da Indepen-
dencia, do Sr. Fortunato Pereira da Fonseca
Basl s ; na botica do Sr. Moreira Marques, ao
peda matriz; na Roa-vista, botica do Sr. Igna-
cio Joso de Couto ; e nos Quatro-cantos em
Olinda, lojadoSnr. Domingos Jos Alves da
Silva. (12
2 O abao assignado faz publico que (ez
cessao o venda da parte que tinha no estabe-
leeimento da loja da ra Nova aos socios na
mesma Jos Pinto da Fonseca e Silva 6 Jos Al-
ves Guerra Picando a seu cargo pagar todas as
contus que dita loja devia al o da primeiro
do correte, em que tez dita cessao, edesse dia
em diante todas as transacfoes sao deconta dos
compradores da mesma loja. Manuel Alies
Guerra. (io
iFrancisco Alves da Cunha embarca para
o Rio de Janeiro os seus oscravos Manoel, o Luiz,
de ncao.
3 Manoel Lucio da Silva vai ao Ass.
i Arrenda-so o primeiro andar da casa
n. 18, na ra do Fogo: a tratar na ra do Quoi-
mado sobrado n. 44. (3)
7o agrimensor, abaixo assignado, offereco
os seus serviros as pessoas que tiverem proprie-
dades demarcar, e afianca a mais escrupulo-
sa exactido e o maior zelo no desempenho da
sua arlo ; devendo todos os que do seu prest -
mo se quizerem utilisar,dirigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado, na Rua-direita
sobrado n 121. Joaquim da Funseca Soa-
res de Figuei'edo. (Q \
, 3Vendo-so urna casa terrea com duas sa-
las 4 quartos cozinha fra, quintal murado,
porlo DO fundo cacimba ieeiiu sila no
bairrodoS. Antonio; na ra do Crespo, loja
da esquina que volta para a ra das Cruros. 5
engomma cose o faz bem ronda ; duas ditas
demeiaidade, com varias habilidades, todos
do boas conductas u se do a contento ; na
ra Direita n. 3. *io
Vende-se a venda n 2 da ra Imperial
3 Vende-so um moleque de 14 annos, pro- com os fundos que pretenderen) ou s a arma-
prio para pagem ; as Cinco-pontas n. 71 (2 c;ao, um braco do balanca grande com conchas o
3Vendo-se farinha de trigo superior, da cor rentes de ferro e os pesos que precisarem ;a
bem conhecida marca SSSF ; em casa do N. O.
Bieber & Companhia na ra da Cruz n. 4. (3
3Vndese um a I (] neto lavrado para senho-
ra um par de brincos esmaltados, duas es-
trellas um cordao 3 pares do boloes do pu-
nho dous transclins tudo de ouro o por
proco commodo ; na ra Nova n. 55. (5
a tratar com Joaquim Pinheiro Jacome na
mesma venda.
1 Vende-se urna preta crioula do 15 an-
nos do bonita figura ; na ra do Vigario
n. 27. (3
1Vcnde-seum bom moleque de Angola,
sern vicio a vista do compradorse dir o mo-
3 Vende-se papel branco, proprio para fa- tivo da venda ; na ra Nova armasem n. C7.
zer sigarros, e para foguoteiros. por proco com- 1Vendem-se no armasem de Fernando Jo-
modo e pillas de lamilia do autor verda- se Braguez ao p do arco da ConceicSo saccas
na com farinha de mandioca, chegadas ultima-
deiro chegadas prximamente do Porto
ra da Cadeia do Recife loja de ferragens
n. 44, (6
3Vende-so um tonel que foi de ago'A-
dente quo leva duas pipas e meia o outro
que foi deaseite do carrapato, do mesmo ta-
maito por proco commodo ; no pateo do
Hospiial venda n. 14. (5
2Vende-se urna escrava de 30 annos co-
sinha lava e he boa quitandeira com urna
cria do 10 anuos ; na ra do Pillar em Fra-
de-portas n IOS, das 6 as 10 horas da m-
mente da Bahia e saccas com arroz de
tudo por commodo proco.
1 Vende-so algodao da terrea
na ra do Crespo n. Ifi.
Vende-se urna vacca com urna
casca,
l 220 rs. ;
2
cria mui-
to boa de leite ; as Cinco-pontas n. 77.
Vende-so um illucidario das palavras, e
um diccionario ingles ludo novo e sern uso
algum ; na praca da Independencia livraria
ns. Iie8.
1Vende-se, por procisao, urna escrava par-
nhaa odas duas as 4 da tarde. (5 da escura, vistosa, robusta, desembarazada ,e
2Vende-se urna negra de nacao, do 25 an- de boa conducta cose, fax renda o engomma ,
nos cosinha alguma cousa lava boa qui- acornpanhada de um molequinho ; na ra do*
tandeira que d um selopor dia; tambem ser- Cabug n. 10. /g
ve para o matto pois tem disto bastante prali- Vende-se urna preta anda moca de boni-
ca ; urna toalha toda aberta do lavarinto ; um ta figura com algumas habilidades ,' o motivo
berco ainda em bom uso com os seus cortina- da venda se dir ao comprador ; na ra da 'Ja-
dos ; no pateo do Carino n. 24. (7 deia do Rocife loja n. 24,
2Vendem-se G escravos sendo duas pre- Vendo-se um escravo da Costa, moco, pos-
tas de 18 a 20 annos com habilidades o de santo o ptimo pura todo o servico ; na
elegantes'figuras; 3 ditas de 22 annos, proprias da Boa-vista n. 6.
praca
1 Compra-se urna espada praleada para f"
leira que esteja em bom uso ; quem tiver
annuncie. (3
Compra-se a obra do Salustio em meio
uso na ra Nova n. 3-3.
Compra-se o dicciooarlo de Constancio ;
na ra do Trapiche n. 26 a fallar com Manoel
Duarte Rodrigues.
Compro-se elTectivamenle para l'ra d
provincia mulalinhas crioulas, e mais etert
vos de 13 a 20 annos pagao-se bem sonde
bonitos ; na ra larga do liozario n. 30 pri-
meiro andar.
1 Compra-se urna negra sern vicios, e que
seja perfeita costureira e engommadeira ; de-
fronte do theatro volho n. 16, segundo andar.
1Comprao-se escravos para o servico de
campo, de 18 a 25 annos ; no Atierro da Boa-
vista n. 43. (3
Compra-se urna negra de bonita figura ,
quo engornmee cosinhe bem ; na ra do Cres-
po loja ti. 9.
Comprao-se vidros grossos, grandes e mo-
fados de espelhos ; no Atierro da Boa-vista
n. 17.
3 Comprao-se effectivamente para lora da
provincia mualas negras, e moloques de 12 a
20 annos pagao-se bem ; na ra Nova loja
do lerragens n. 16. .4
2 Compra-se um quarlo, que seja forte,
e um lellim em bom estado: na ra de Agoas
verdes n. 3'2. r
Vendas
."> Vende-se no deposito de farinha da ra
da Cadeia do S. Antonio n. 19 boa farinha de
S. Matheus e Cravellas a 1280 rs. o alqueire
da medida nova e pela velha a 3200 rs. sac-
cas com inilbo a 3500 rs. gomma de engom-
mar a I0' rs. o alqueire tudo se vendo da
mesma forma a retalho.
3Vende-se a armafao da loja da praca da
Independencia n. 3'i ; assim como se aluga a
mesma loja propria para qualquer estabele-
cimento e muito principalmente para chape-
leiro, por ser em bom lugar, o estar afregue-
zada ; quem a pretender dirija-so a praca da
Independencia ns. fies. (7
8Vende-se um piano inglez, horisonlal, com
muito pouco uso com boas vozes o por pre-
Co commodo; na ruadoCreipo n. 12 a fallar
com Jos Joaquim da Silva Maia.
3Vende-se algumas obras de prata novas
ostni eitio ; a botica do Brando 0. 4. (2
para todo o servico ; urna negrinha de 10 an-
nos muito linda, e propria para ser educa-
da, por ter muita habilidad*:; na ra Velha
n. 111. f7
2 Vendo-se um cavallo com todos os an-
dares, por preco commodo ; na ra das Trin-
cheiras sobrado n. 19. (3
'-Vende-se um negra de nacao de 20 an-
nos e com habilidades, ou troca-se por um
escravo, que tenha algum offlcio; na ra das
Trincheiras n. 11). (4
2Vende-se urna morada de casa de pedra
e cal, ainda por acabar, em S. Amaro na es-
trada novadeLuiz do Rogo, parede conjunta
com o sitio do Sr. Manoel Pereira Lemos; a tra-
tar na mesma cujo vendedor a laz com con-
sentimentodosou propnelario Manoel Luiz da
Veiga. '7
2Vende-fe potassa americana e da Russia,
cal virgem de Lisboa em barricas e caixoes ,
propria para o fabrico de assucar ; na ra de
Apollo, armasem de Manoel Ignacio de Oli-
veira. (5
2Vende-se um preto; na pracinha do Li-
vramento venda n. bO, das 9 horas da ma-
nhaaem diante. (3
2 Vondem-so frascos com polpa de tama-
rindos propria para limunadas e para embar-
que ; na ra estreita do Rozario, botica de Joao
Pereira da Silveira. (4
2 Vende-se urna pequea morada de casa
terrea em chaos pioprios sita na travessa do
Carcereiro ; as Cinco-pontas n. J54. (3
2 Vendem-se chapeo's do Chile entre-li-
nos chegados ltimamente do Rio de Janeiro ;
na ra do Collegio loja de fasendas n. 1. (3
Vende-se um bofcito mulato de 22 annos,
ptimo para pagem e he perfuito pedreiro do
dula obra ; duas pretas do 22 annos, sern vi-
cios, engommao, cosinhao e lazem todo o ser-
vico de urna casa ; urna dita de 18 annos, en-
gomma ensaboa muito carinhosa para crian-
Cas o he recolhida ; um pelo de al) annos ,
muito reforcado e proprio para armasem de as-
sucar; urna negrinha de 12 annos propria pa-
ra mucama de alguma menina ; na ra do Fo-
go ao p do Rozario n. 8.
Vendo-se, ou troca-se um escravo serrador
e caiador bom trabalhador de enxada por
urna pieta ou negrinha que sirva para o
servico de una casa ; naSolidade para o Man-
guinho ultima cusa antes de chegar a mar.
1Vendem-se capachos de cores, compri-
dos e redondos, galao fino largo eeslreilo, pa-
ra .divisa do cepitoe altores tudo por preco
commodo ; na ra da Cadeia do Recife, loja de
miudesas n. 16. (5
Vendem-se duas escravas do nacao de
bonitas liguras, de 20 annos sem vicios nem
achaques sendo urna perfeita engommadeira ,
ea outra doceira cosinheira e lavadeira ; um
casal de escravos por 600# rs. ; um preto por
380^ rs. ; um dito por 360$ rs.; doos moleques
denaco de 13 annos e um mulatinho da
mesma idade : na ra de Agoas-verdes n. 19.
Vende-se urna barcaca de 12 caixas ; na
ra Nova loja o. 1 i.
Vende-se cal virgem do Lisboa em caixas e
barris ; no largo da Assembla escriptorio de
Francisco Severiano Rabello.
Vendo-se urna porcSo de ptimas barricas
vasias proprias para assucar; na ra da Moe-
da n. 31.
Vende-so um moleque de 12 annos mui-
to ladino e ptimo para qualquer officio; um
dito de 15 annos de nacao ; um escravo de '-'2
annos, bom oflicial de Carrolro ; dous escravos
de nacao, com bastante pralica do servico de
campo; urna escrava moca, boa cosinheira,
Escravos fusrl .-
Fugiraono dia 7 de Junho ns 7 horas da
noiiteum proto e urna preta ambos parcei-
ros da mesma casa sendo o preto de nomo Be-
nedicto o a preta de nomo Maria levro
urna caixa pequea de madeira oleada do ver-
de, j a tinta usada e um assalato pequeo
do Porto, com porcaode roupa de seu uso ; o
preto tem os Biguaes seguintes ; de nacao Ca-
mundongo, estatura baixa, corpo grosso, olbos
grandes, cabera a prnporgio, cabello cortado
smente atraz pescofo grosso costas largas,
ps grossose largos, urna orelha urada eu>
quo costumava trazer urna rozetinha tem na
frente da cabeca de um lado ao p da testa, e
junto ao cabello urna costura, cor preta nao re-
linda ra08 grossas echeiasde calos de locar
canda ollicial de cascavel, quo trabalhavano
trapicho do assucar, tem barba gmente na pun-
ta do queixo e buco do idade do 2 annos ,
muito ladino. A preta tem os signaes seguintes:
de nacao Benguella estatura regular, corpo
secco, e espigado, olhos amortecidos principal-
ment quando falla ; as fallas muilo baixas ,
peitos pequeos, rosto descarnado macaos al-
tas ps seceos ,e nervosos mos regulares,
cor preta nao retincta mui bom fallante, den-
tes aparados ; leva um panno da Costa, vestido
de chita encarnado, com ramagens pretas o
abeilopela frente com abutuadura de clche-
les idade 20 annos; em algum lempo vendeo
fasendas ; quem os pegar, leve a ra da Palma
por dotraz do Carino em casa de Antonio dos
Santos Ferreira, que ser gratificado com 200^
ris.
1 Fugio, ha dous mezes,o escravo de no-'
me Manoel de nacao Cacange alto, magro ,
cor fula tem urna mana de falli no pescoco,
tem officio do carniceiro, consta andar nos Afo-
gados e Boa-viagem ; quem o pegar leve ao
armaesm de Joo Carroll c\ Filho, que ser re-
compensado. (7
Em 23 de Marco do corrente anno desap-
pareceo o moleque Joao, de 15 anuos, cor fula ,
olhos pequeos, nariz cinto bocea grande)
beicudo mos pequeas e grossas pos apa-
Rielados por causa de bichos quando falla ga-
gueja servio de servente de pedreiro, e ganha-
vanaiua, loi do Snr. Figueiiodo do Uon-
teiro consta quo se acha oceulto em curta casa
aonde tom sido visto ; por isso roga-se a esta
pessoa, quo o tem acoitudo haja do o mandar
entregar na casa de sua senhora, na ra da ma-
triz da boa-vista n. 2, segundo andar, do
contrario se passar a usar dos meios judiciaes.
Fugio po dia 10 pelas 7 horas da nouto
urna negrinha de tiuine Joaquina de nacao
Angola ; levwu vestido de riscado azul de algo-
dao representa l'i annos baixa e magra ,
cara comprida nariz, granito ps adunia cou-
sa apallietados ; quem a pegar, leve a ra .No-
va n. 33, qus sera gratificado.
3Fugio na madrugada c 3 do correte urna
preta crioula do nome Maria da Paz de 25 an-
uos estatura ordinaria muilo magra ca-
bello cortado e doente de molestias graves e en-
cubertas, a qual fugio por nao querer sogeitar-
so ao curativo do systema hydropatico com
um panno da Cojta com franja brama as pon-
as 3 venidos, doos de chilla azul e outro de
chita com assentoazul e llores
mas camisas em urna tronxa
leve a Fra-do-Portas n 83.
rouxas, e algu-
quem a pegai
::;

IFS NA 1 VI'. I84.


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