Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08151


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Full Text
Anuo de 1844.
Quarta Feira II
%ut iiwmaaJnMH'vatcT r- 'va "ft.'jrz.agiannaaaai
O ni!l'fclics-tf
lrlm ..
que nao lorem santificados : o prego ra assignatur
lie dr rrel mil re. por qn artel pagos adiantedot. Os annunciosdos aasignanles sao neeriV
gratis, o u> rkiR que n... lorem rano He 80 reia por linha. A reclamacCea derem ser diri-
j-idssn eetaTjrp., ra das Cruies n. o4 ou a praga da Independencia loja de Irnos, fi e 8
PARTIDA DOS COKREIOS TERRESTRES.
GoiiHNa,* rerahyLa, segundas* aellas feiras.Kio Grande do Norte, chega a 8*2^0 par
* 1t'e,-4,~"l',bu- Serinhaem, RioFormaso, Macer, Porto Cairo, Alagoas: no i. c
4\ e Ude-cade san. Garanhune e Honilo II- >_M de cada mei loa-TisU Flor-
ese . DIAS DA SEMANA.
9 .Srj. a. 'er-io Aud. do J. de 1). da t. t,
d0 Icio., s. Soslencs. Re. aud. doJ. de 1) da 3. t.
\S Uuart s. Froto. Aod. do J. de I), da i. t.
i'i yuinu a Aut. Aud do i del) da 2. t
i3 Sexta, Filippc. Aud doJ.de d2.T.
14 Sab g Salustia. Kel. aud do J. de D. da i. y.
45 Dom O SS Some de Mara
...;.._ .....jit^.:. .
de Setembro
Auno XX. K. ao.%
Judo pora depende de ne mesmos; dr nmu proVeia. noderari" nrrgia: con-
tinuemos como principiamos aerenvs apostados eoss idnirs |o entre as ua.jues man
cultas. (Proclan* ra nJsaaiLe* Orel do aratil.)
ciamos o nulo UB Mil
Canbioe sobra Londres 24 e fi2 nom.
a Ferie SS'I rea por franco
i> Lisboa lIU por lii de premio
ttoeda de cobre ao par.
dem de letras ds boas firmas 1 poro o
Mimo.
Qure-Moeds da 0,400 V.
N.
e i
l'rati-Pata* es
m PctOl '".tl.immnsres
tt DiftOl ra'iK-iicis
,-p a>ra
17, 00
17.000
4,'J-O
2,000
, uso
rinda
19.400
17. 0
9/.00
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S.O0O
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PHA5ES DA LA NO MEZ DE SETKMBRO.
I.ua eheaa?6as lOhoraS* 5) ni". ''a ni i I.uai.osa a i ; |,| |,., ;,', ,p,
Mmguaiitea i ai 7 hora* e min .'a larda |Cresr-nlr a ,'J as S b e ;>; u
Praxmar de hqje.
I'rimers ss 2 horas a Main da aaanbaa P I Seseada as S horas
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DIARIO DE PERNAMB
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DECRETO N. 376 DE 12 DE AGOSTO
DE 18U.
Manda executar o regulamento e tarifa para
as alfandegas do imperio.
He i por bem em virtude da autorisacao
conferida ao Governo pelo artigo 10 da lei ti.
2ii Jo 30 do Novernbr0 do I81, que dodia
11 de Novemhro docorrente anno em diante
so observo as alfandogas do Imperio o regula-
memo e tarifa de direitos que com este baixo.
assignados por Vlanoel \lvos Uranco do meu
Concellio de Estado, Ministro e Secretario de
Estado dos Negocios da Fazenda, o Presidenta
do Tribunal do Thesouro Publico Nacional ,
que assirn o tora entendido o far executar. Pa-
lacio do Uio do Janeiro em 12 de Agosto de
18H vigsimo terceiro da independencia e
do imperio.Com a rubrica de S. M. O Im-
perador. Manoel Alves Branco.
llegulamento para execugo da tarifa das al-
fandegas do Imperio do Brasil.
Art l.o Do dia 11 de Novembro do cor-
rentc anno o despacbo para consumo das mcr-
cadorias vindas de paizeseslrangeiros, oque
se acharein ou farem dahi em dianto recolhidas
as alfandegos ou trapiches alfandegudos do
imperio se regular pela inane ira abaixo de-
clarada.
Art. 2. Pagaro 60 por cento o rap ou ta-
baco de p os charutos ou cigarros, o fumo
em rolo ou em folba.
Art. 3. Pagar 50 por cento os saceos de
calhamaco, grossaria ou gunes da India os
caivetes em forma de punhal as almofadas
para carruagens as pedras lavradas para
la i'ilos as pedras de cantara para por-
tos portas o janellas, as pedras lavradas
para encanamentos cepas cunbaes e corni-
jas o assucar refinado crystalisado ou de
qualquer maneira confeitado, o cha a aguar-
donto, a cerveja a cidra, a genebra o
marrasquino ou outros licores e os vinhos de
qualquer qualidade e procedencia.
Art. 4. Pagaro 40 por cont as alcatifas ou
tapetes ocalhamaco ordinario ou grossaria ,
as balancasde qualquer qualidade o roupa fei-
ta nao especificada na tarifa asearlas para jo-
gar as escovas de cabo de marino "o fogo da
China em cartas ou qualquer outro fogo de ar-
tificio o papel pintado prateado ou doma-
do s< ndo de quabdades finas, o papel pin-
lado para forrar salas em colleccoes ou paiza-
gen* o papel do Hollanda imperial ou ou-
tro nao especificado na tarifa a plvora os
sabonetas o sabao o sebo em velas as ve-
las de Stearina oucomposicao, asameixasouou-
tras frutas em frascos ou latas.seceas.em calda ou
em espirito,o chocolata de cacao ordinario,o vi-
nagre, oscarrinhos, carruagens ou caixas, jo-
gos, rodas arreios para urna e outracousa ,
as esteiras para forrar casas os carros para
conduzir gente os sociaveis os silboes os
areieiros e tinteiros de porcelana e qualquer
objecto de louca nao comprehendido na tarifa ;
os lustres os clices para licor ou vinho de vi-
dro liso ordinario (n. 1), os de vidro molda-
do ordinario lavrado ou moldado, e lavrado
ordinario da Alleinanhg e emelbantes(n. 2)
os de vidro liso moldado ou lavrado de fundo
cortado ou liso de molde ou lavor ordinario
(n. 3); os clices para Champanheou cerveja,
as canecas, copos direitos de \0 a l em quar-
tilho as garrafas de vidro at 1 quartilbo ou
oais sendo todos estes objectos de ns. 1 e 2 ;
as garrafas do vidro pretas ou escuras da mesma
capacidado, comprebondiilas as que servem pa-
ra liebre* ou Lo Hoy ; os copos para tabernas
at urna canada os frascos de vidro ordinario
com rol'ns do mesino at .'5 libras ou mais ; ou
un rolb.i at 2 libras ou mais, os le bocea lar
ga com rolhas do mesmo, at i libras ou mais,
ou sem rolha para opodeldock ns vidros para
alampadas oucandieiro, as taimas ou folbas
de mogno ni otra madeira fina, c trastes de
qualquer madeira,
> -'"""priaransTriiUiT'nustfiii i
Art. 5. Pagaro 30 por cento todos os mais
objectos de importacao dos paizes estrangeiros,
com excepcao smente:
1. Do ac,o, alcatrao zinco em barra ou
em folba chumbo em barra ou lencol esta-
nto em barra ou em vetguinha ," ferro em bar-
ra verguinha chapa ou linguados para fun-
dicao folba de flindres, galha de Alopo, lata
em folbas latao em chapa ma.'fim salitre,
vime bacalho, peixe pao, e qualquer outro ,
secco ou salgado ; bolacha, carne secca ou de
salmoura herva-doce farinha do trigo, pe
licas brancas ou pintadas, cordoves ou cortes
de be/erro para calcado be/erros e couros en-
vernizados couros de porco ou boi salgados
ou seceos ; sola clara para tapateiro ou corre-
eiro cobre e caparrosa que pagaro 2a por
cento.
2. Do trigo em grao, barrilha canotilho ,
espiguilha ieiras fios franjas lantijoulas,
palhetas passamanes sendo do ouro ou pra-
ta entrefina, ordinaria ou falsa; galoes da
mesma natureza ou tecidos com retro/., ii-
nho algodao ou seda ; rendas ou entremeios
de algodao nao bordados ; rendas de fil as
do algodao retroz ou trogal ; lencos de cam-
braia do linho ou algodao e bandas de retroz
de malha que pagaro 20-por cento.
3. Dos livros, mappas e globos geograpbi-
cos instrumentos matbematicos, de physica
ou chimica cortes de vestidos de velludos ou
damascos bordados de prata ou ouro fino;
retroz ou lineal e cabello para cabelleireiro ,
qne pagaro 10 por cento.
4. Do canutilho cordaode fio espiguilha,
fieira fios franjas, galao de fio ou palheta ,
lantijoulas, palheta rendas cadarzos e to-
dos os mais ob|ectos desta natureza sendo de
ouro e prata fina que pagaro 6 por cont.
5. Do carvao de pedra ouro para dourar,
ou quaesquer obras e utensis de prata que
pagaro 5 por cento.
6. Das joias de ouro ou prata ou quaes-
quer obras de ouro que pagara 4 por cento.
7. Dos diamantase outras pedras preciosas
solas ; seinentes, plantas e racas novas de
animaes uteis, que pagaro 2 por cento.
Art. 6. Todos estes direitos sero calcula-
dos ou tomando-se a taxa marcada na tarifa
que vai junta a esta regulamento da merca
doria que se pretende despachar tantas veze
quantas fdrem as unidades simples ou collecli-
vas que contiver a dita mercadoria posta em
despacho daquellas a que se refere a mesma
taxa ou sobre o valor das facturas juradas e
assignadas pelos chefes das casas commerciaes
que pretenderen) o despacho quando nao so-
ja rectificado pelas impugnacesdo regulamen
tode 22 de Junho de 1836 ( a que sempre so
dar lugar em casos taes ) tomando-se a cen-
tesima parte delle multiplicada pela quota dos
direitos caso nao tenha a mercadoria taxa par-
ticular lixa na tarifa mas smente nota de di-
reitos ad valorem.
Art. 7. Os direitos que at hoje se paga-
vao pelos despachos de baldeacao ou reexpor-
tadlo ficao reduzidos a 1 por cento do valor
das mercadorias ; mas eata redueco he depen-
dente do definitiva approvagSo da Assembla
Geral, e por isso antes delta todos aquellas
que pretenderem taes despachos alm de pa-
garem o dito 1 por cento daro lianra idnea
ao pagamento de mais 15 1/2 por cento so o
despacho fr para os portas d'Africa ; e de
mais 2 1/2 por cento se fr para qualquer outra
parta fra do imperio os quaes serao recolhi-
dos aos cofres pblicos no caso de nao ser
approvada.
Art. 8. Estas despachos serao calculados
dividindo-se a taxa da mercadera a baldear
ou reexportar pelo numero que representar a
relacao em que sella se echar para o valor da
mesma mercadoria e loivando-se tantos quo-
ciontes inteiros ou quebrados quantas forem
as unidades inteiras ou quebradas compreben-
didas nos direitos a pagar ; ou pelo arbitra-
mento prescriplo na art. 218 do regulamento
cima dosianado. caso nao tenha a mcrcado-
. : UIUJ

ra taxa fixa na tarifa. Os despachos por bal-
deacao ou reexportadlo para portas dentro do
imperio sem o pagamento dos direitos do con-
sumo como actualmente si pratica ficao
provisoriamente suspensos at uin ineluor re-
gulamento desta materia.
Art. 9. Os impostos do expediente e ar-
mazenagem addicional qu at agora pagav.o
as mercadorias ficao comprehendidos nos di-
reitos de consumo e para compri-se a lei que
manda escripturar separadamente esta ultimo,
dedu/ir-se-lia no fim do cada mez de toda a
importancia das taxas e direitos de consumo 20
por cento que serao divididos em seto partes,
duas das quaes sero consideradas como o equi-
valente do 1 por cento destinado caucan de
um semestre de juros em Londres e cinco
como o equivalente dos 2 1/2 destinados ao
resgate do papel circulante.
Art. 10. Todas as mercadorias ou sejo
despachadas para baldeacao ou reexportacao ,
ficao sujeitas a pagar por cada mez de sua de-
mora nos armazens das alfandegas do imperio
!/ por cento do respectivo valor o qual ser
calculado da mesma maneira que est proscri-
pta no art. 8. para os despachos de baldea-
cao e reexportacao dando-se porm s mer-
cadorias de estiva 15 dias livres e s outras
dous mezes.
Art. 11. As notas para o despacho declara-
reo a medida ou peso estrangeiro a reduco
medida ou peso brazileiro sem o que nao
sero distribuidas ; as medidas de extenso es-
trangeiras serao sempre reduzidas vara bra-
zileiraeas mais medida ou peso sobre que
se impe na tarifa fixa quj deve pagar a mer-
cadoria que se pretende despachar ou me-
dida ou peso por que o genero se costuma
vender no mercado se os direitos frem lan-
zados na tarifa ad valorem.
Art.l20Feitor quemfordistribuido odespa-
choconfirir areduceao ou o peso, dando os.ac-
crescimos ou diminuigoes que adiar ; decla-
rar as qualidades e as pollegadas que a fazenda
tiver deHargura em varas singelas, ou outra me-
dida ou peso.tudo sempre por extenso. Nos des-
pachos dos gneros que devem pagaros direi-
tos por vara quadrada far o Feitora reducsao
a esta medida e declarar o numero de varas
quadradas que cnntm e a taxa que devs pa-
gar cada addicao.
Art. 13. Para saber o numero de varas qua-
dradas, oFeitor, depois do verificar o numero
exacta de varas singelas, multiplicar este palo
numero de pollegadas que a fazenda tiver de
largura, e dividir o producto pelo numero de
0; o quociente desta operaco dar o numero
exacto de varas quadradas, v. g., 25 varas de
panninho coro 20 pollegadas de largura.
25
20
500 | 40
100 121/2
20
Contm 12 1/2 varas quadradas.
Nos gneros em que nao se d medida de
extenso para roduzir a vara singla, como os
lencos e chales masem que a taxa he impos-
ta por vara quadrada, o feitor tomar o com-
primento e largnra, multiplicar um pelo ou-
tro ; e tendo o numero de pollegadas quadra-
das que contm cada lenco ou chale, o multi-
plicar pelo numero delles, e depois dividir o
producto por lj(i00 o quociente dar-lhe-ha
n numero de varas quadradas, de que se deve
deduzir a taxa : v. g.
10 duzias de lencos de 30 pollegadas por
face.
30
30
900
120
18000
5)00

108000 1600
12000 ----------
800 67 1 >
As dez duzias, ou 120 lencos contm 67 1 1
varas quadradas.
Art. lr. Cjjando na nota se ochar incluido
algum artigo que deva pagar direitos ad valo-
rem, o Feitor, depois das quanlidades, decla-
rar quanlos por cento deve pagar, o lancar
as columnas das taxas o val.ir du factura, pa-
raque o calculista, deduzindo os direitos, lance
sua importancia na columna dos direitos, o no
fim a seguinte verba : Confer as mercado-
rias c lancei as taxas (e arbitramentos por ava-
ria, quando as bouver), ou direitos ao* talo -
rem conformo a tarifa.O calculista multipli-
cara o numero de varas quadradas, ou outra
medida ou peso pelas taxas, lancar a impor-
tancia destas na columna respectiva, e far a
somma ; e tendo tambem conferido as redur-
ees, lanzar a seguinte verba : Conferem
as addicoes, taxas ou direilos ad valorem, c de-
ve pagar de direitos da imporlae/io e armazena-
gem... por extenso. Por baixo da somma dos
direitos lancar a importancia da arma/enagem
com a seguinte declaraco : Vencendo arma-
zenagem... Outro calculista conferir assom-
mase clculos, e declarar : Confercrem as
sommas c clculos, o deve pagar, a saber :
Direitos do consumo
Armazenagem ....
Art. 15 (guando nlguina parte dos gneros
submettidos a despacho se adiar avariado, dous.
Feilorcs nomeados pelo Inspector, e na presen-
ta doste procedendo a exame declararlo
quantidadeavariada, e arbitraran quanlos por
ceuto se dever dar de abalimento na taxa im-
posta em ra/o da avarin. O Feitor que fizero
despacho, vista do orbitramento rubricado
pelo Inspector, declarar a quantidade avaria-
da e abalimento arbitrado, e anear a taxa na
respectiva columna com o dito abalimento, por
exemplo :
2,400 varas quadradas de chitas; taxa
da tarifa........ 400
88 ditas averiadas com 25 por cento
de abalimento; laxa arbitrada. 300
Estas verbas do arbitramento de avarias se-
ro rubricadas pelo Inspector, sem o que os
calculistas nao claran andamento ao despacho.
Sempre que houver batimentos para avarias ,
opnmeiro calculista declarar a margom do
despacho a importancia total dos mesmos aba-
timentos, perdida nos direitos como no caso
cima. Perda para arbitramento de ava-
ria..........8^800
Art. 16. Nos despachos das mercadorias so
observar mais o seguinte :
1. O valor dado cm factura comprehender
os feitios, pedras e metaes, o fica ludo sujoito
impugnaco, como as mais mercadorias.
2. Na medQo das fazendas nao se tomar
1/ de polleguda; mais excedendo se tomar
1/2 pollegada ; c excedendo de 1/2 se tomar
urna polegada.
3. as notas para depacho nao se compre-
henderd" mercadorias de mais de um navio ,
devendo-se fazer tantas notas separadas quan-
tas forem os navios cujas mercadorias se pro-
t' ndercm despachar.
Art. 17. Os mappas estatisticos que se
devem fazer as alfandegas, declararas quan
tidades despachadas cm varas quadradas ou ou-
tras medidas, ou peso brasileo par o que
os Feitores declararn tambem nos despachos
por factura os direitos pagos o as quantidades
abatidas por arbitramento de avaria.
Art. 18. Nos gneros arrematados por con-
sumo, em consequencia da oemora nos arma-
zens da alfandoga, alm dos prazos permiti-
dos pelo regulamento, c nos arrematados antes
desses presos por estarem damnificados com a-
varia geral, verificada por exame dos Feitores ,
conforme o regulamento em vigor, cobrar-se-
ho do preco da arrematac&o os direitos ad va-
lorem, cc'.le estivererr. laocadS na tarifa


-
>=
y
/
/
^ste moib ; e quando forem gneros sobre
osquaei ;i tarifa impon ha laxas ixas. cobrar-
se-bao sempre 30 por cento sobre os presos da
arrematarn, e naoastaxas fixas.
Art. t!>. Nos droitosestabelocidos na tari-
fa tica oomprehendido o sello estabelcedo po-
la lei de 21 deutubro de 18*3.
Art. 20. OGoverno fica autorsado a im-
prtr nos ^eneros do qualquer naco estrangei-
ra que em seus portos carn-gar as mercadorias
brasileiras de menores direitos do que as de
igual natureza de outra qualquer naco um
direito diilercnc al que contrabalance o mo
effeito da desigualdade, ou que aobrigucaa-
bolil-a; mas osso direito cessani logo que cesso
a mcsuia designaIdado.
Art. 21 Um igual direito dilTerencial sera
arrecadado as allandegas do Brasil dos Rene
ros daquellas nai oes que cobraren sobro quaes-
quor gneros importados em seus portos em na
vios liras leiros mainres direitos de consumo do
que sobre os iaiprtad >% em seus proprios na-
vios, procedendo-se acerca delles da mesma
maneira que sobre os do artigo antecedente.
Art, 22. Os direitos ou as taxns da presen-
te tarifa nao serao augmentados dentro do an-
uo linanceiro ; mas o Governo poder mandar
pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsi-
ma parte das que forem maiores de 50 por cen-
to, dos precos das mercadorias, ou mesmo di-
minuidas, segundo Ihe parecer conveniente.
Art, 23, Fico rcvogada as leis em contra
rio.
Rio de Janeiro em 12 de A. oslo de 184i.
Manat Aires Hranco.
tivt'j'iio da Provincia.
EXPEDIENTE DE 5 DO COMIENTE.
OficioAo Chefe do Polica C.onslando-
me, por olicio do Delegado do termo de Olin-
da, que V. S.*, a requisico doT -CoroneIJuiz
de Paz de Maranguape, officira ao Chefe de
jegioda Guarda Nacional daquelle municipio
para [irestar urna forca armada ao dito Juiz no
lia 7 do correnle, em que se tem de proceder
8 eleic,5es dos Juixes de Paz e Yereadores das
amaras para a prxima legislatura, e nao con-
vindo, que nos das de taes eleicoes hajao reu-
nioes de tropas, salvo se for alterada a tranquil-
lidade publica, e para rctabelecl-a for preciso
o auxilio da forca; determino V. S.\ que re-
voguo aquella ordem, e d pela sua parte as ne-
cesarias providencias, para que se desvanecao
os sustos e receios ci que se ncbo possuidos
alguns cidaiaos por causa de requisi^oes ante
cipadasde forca para o mencionado dia = OTi-
ciou-se a resprito ao Juiz de Paz de Marangua
pe, e communicou-se ao Delegado do termo de
linda.
DitoAo Vigario de Nazareth, recommen-
dando-lhe, que, so poralgum motivo imprevis-
to nao poder assistir a formaio da Mesa Paro-
cbial no dia 7 deste me?, mande o seu substi-
tuto, ou nomeie inmediatamente um Sacerdo-
te, que laca as BUSSVezes; lim de que regu-
larmente se proceda s eleiedes dos Juizes de
Pa/. e \ creadores, Participou-se ao Juiz de
Pa/ da Iregurzia de Nazareth.
Dito -Ao Inspector da Tbesouraria das Tien-
das Proviociaes, becusando recebido o seu offi
ci de 4do correnle, acompanbado dos balan
cetes com a demonslrac,ao do saldo existente
no* cofres d'squca Thcscurria em 31 do mez
fido;e autonsando-o d'cra em dianle mandar
azer os pagamentos, que dever, sem depen-
dencia de uflicioda Presidencia, em que aecuse
receptan dos ditos balancles.
(crr.Mriil i.....vjtm urmmnur"---atxgMxrwcaP"
3
^XTEBiOH-
CORRESPONDLGIA DO DIARIO DE PERNAMBl'CO.
Pan: 12 deJulho.
Declaro, antes de mais nada, que ja nao sei
s quanlasando nestes negocios de barrocos;
isto de questoes mouriscas nem o diabo as en-
teode. \ jo. por um lado, que o que o Gover-
no Francez exige do Imperador de Marrocos he
na realidade tao pooca cousa que nao ba rasao
para que o gabinete de Londres se d por des-
contente da modestia da sua poltica; mas vejo
ao mesmo tempoque as tropas continua:) a mar-
char para frica com toda a (orea, porque, alcm
dos tres regimentos 'importancia, deque fallei
na correspondencia passada, l vao partir mais
dous regimentos de cavallaria; vejo que os
Franceses se vo adiantandoem Marrocos, por
que, alm de Ouclida, ja se apoderarao do por-
to de Iemaab-el-1'iliazawat, que ter uns tres
mil habitantes; vejo, finalmente, que os Ingle-
zcs estao tao presentidos a este respeito que ra-
ra he a sessao do parlamento em que se nao fal-
l' da questao marroquina, a cni que nao appa-
reea a desconfianza que inspira (. Principe de
Joinville, o qual parece ser boje o tutu d'Jn-
glaterra. Dar-se-ba caso que ambos os (over-
Dosobremcom lissimulaco nestamateria, e
que procurem enganar-se reciprocamente ? Nao
sei : o que sei Lv que ja se disse no parlamento
que a oceupa^ao de Tnger e Mogadouro pe-
los Francezesequivaier a destruico da supre-
maca commercial que at aqu tem dado aos
Ingle/es no Mediterrneo as suas tres poscoes
de Gibraltar, Malta e Corl; o sei que precisa-
mente por este motivo he que R. Peel se vio na
aecessidade de declarar, respondendo tras-an-
te-honlem is interpellacoes de Sheil na Cma-
ra dos Communs, que j para Gibraltar tinha
partido forca naval suficiente, que be o mesmo
quodizerde tal maneira superior franceza
que nao podo haver que receiar de qualquer
atrevimiento do Principe do Joinville. Seja o
que for, como o desfecho da comedia marro-
quina nao est para t8o perto como se pensa,
pareco-me necessario, para o que der e vier,
que o leitor tome conhecimenlo de las personas
que hab'an en ella, e sobretudo do Imperador
mourisco, que be o protogonista da peca
Muley Ahd-cl-lUiaman, Imperador de Mar-
rocos, nasceoem 1778 na cidade de Fafilet, ca-
pital do oasis do mesmo nome, t5o celebre pela
sua amenidade, e pelo grande commercio de
que he centro. Seu pai, Muley Hirchiam, que
reinou antes delle, descenda daquelle famoso
Ali Cherif que, depos de mil acedes de valor,
conquistou o reino de Fez, e o paiz de Abraz
e Su/., o formou de tudo o poderoso imperio em
que boje roinao seus descendentes A maneira
porque Aud-el-Rbaman succedeo a seu pai, he
contada de difieren tes maneiras : eu sigo nesta
parte o que diz no Specchio di Marocco Graber
de lleras que foi nuiitosannos Cnsul em Tn-
ger, e que tendoja escripto ha bastante lempo,
nao pode suppor-so influenciado pelos aconle-
cimentos ocluaes.
1Muley Hirchiam morreo em 1794, depois de
um reinado de poucos mezes, deixando seu fi-
Iho, que era o successor legitimo anda muito
menino, lista circunstancia (oi parte para que
Niuley Sulimo, irmao do defunto, podesse
usurpar o throno, que oceupou at 1822, po-
ca da sua morle; mas, tocado de remorsos de
conicioncia, podo ainda declarar por testamen-
to que a cora pertencia do direito a seu sobri-
nho. Foi desta maneira que Abd-el-Rhaman
subi ao throno, e nao depois do ter envenena-
do seu tio, comodizem biographos nglezes.
Touos concordao em que o Imperador de
Marrocos he homem de grandes partes, grande
amador da justifa, corajoso e rosoluto, e sobre-
ludo mui (irme as suas resolucoes. Desta ul-
tima qualidade acaba elle com elleito de dar
urna boa prova as suas desavengas com a Hes-
panha; porque nao se') rejeitou com decisao o
ultimtum do Governo de Madrid, mas at re-
cus u a mediagao d'lnglaterra, sem se assustar
com os preparativos de guerra da Hespanha,
que, lazendo das fraquezas lorcas, l vai man-
dar para Ceuta urna expediccao de 6 mil ho-
mens
Abd-el-Rhaman tem 7 filhos e um diluvio
de filhas. O filho mais velho, e successor pre-
sumptivo, chama se Sidi Mahomed, e tem 39
annos do dade. Sua mi que he Ingleza, Ihe
lern inspirado as sympalbias que ella nao pode
deixar de ter rara os intereses da nacao a que
pertenceo : por eile he que Abd-el-Kader se
corresponde com a Inglaterra, de quem ultima-
mente recebeo seis mil armas,
Terminou hontem na Cmara dos Depura-
dos a discusso do orcamenlo da despeza, e ter-
minou sem obstculo, nao obstante o ofcarmu-
ca a quedeu lugar o que dizia respeito ao Mi-
nisterio da Marinba. Escaramuza era esta que
se transformara em batalha campal, se a sessao
esthesse maisem principio; porm os Deputa-
dosja estao por alma de quem mais nao pode,
e o que querem he ver-se livres da Cmara. Do
fado poucas occasies poderia ter a opposicao
para attacar o tioverno tao favoraveis como a
que Ihe oflereciSo cidos no relatorio da commissSo, porque o que
delle resulta he que nunca a marinha fran-
ceza estove etn estado taodcploravel como ago-
ra, e tudo por culpa do boverno. Manda a lei
de 1837 que a esquadra cont inaiiivelmenle
du/eiitos esessenta navios devela e 70 vapores
coma forca de 18 milsetecentos ecincoentaca-
vallos, afora urna reserva que deve haver. de
sobrecellente us estaleiros; e oque se v he
quesemelhante reserva na i existe, <|ueos arse-
naes estao desprovidos de tudo, que no nume
ro das velos ha menos tres nose 11 fragatas do
que deve ser, e que todos os vapores de guerra
se redu/em a 43, cuja forga reunida nao passa
de 7340 cavallos. Outra revelagao desgranada
he que os vapores transatlnticos, que tanto
custro, e que tantas esperancas haviao feito
conceber, nao podem por ora entrar em exer-
cicio.
EntSo? Nao tinha rasao o Principe de Join-
ville na sua nota que tanto custou a digerir ao
I .overno^e que ainda nao passou da garganta
ao Ingleses? A fallar a verdade, so todos estes
sacrificios sio necessarios para conservara cor-
dial mtelligencia, que a leve o diabo pouco im-
pi lia.
Ja ioi [presentado Cantara o parecer da
commissaosobreo projecto proposto pelo Go-
verno sobre iegislaco d'Alfandegas. liste pro-
jecto he importante; mas como nao pode por
ora entrar em discusso, reservare! para occa-
siao competente o que sobre elle se me offerece
quedizer. A opiniao da commssao he que os
tratados concluidos com os Estados-Unidos e
com a Ioglaterra lorSo de tal maneira fataes a
marinha franceza, que he preciso considerar a
suacessagocomo um verdadcirobeneficioieque
para remediar os mrs resultados que tiverao,
he preciso concluir novos tratados de commer-
cio com os paizes que poderem dar sahida aos
productos da industria franceza, como s3o a
Blgica, a Sardonba, a frica meridional, e so-
bretudo o Brasil.
Parece que com effeito so reslabeleceo a or-
dem, ao menos por entretanto, no Haity. No-
ticias 15 das mais modernas que as que dei na
minha ultima correspondencia, confirmao e
completao tudo quanto por essa occasiao Ibes
disse. Guerrier governa com effeito sem oppo-
sicao: Joo Jaques II submetteo-se ; Herard
retirou-se para Jamaica, onde desembarcou ao
mesmo tempo que Boyer, de cuja queda elle foi
o instrumento principal. Porm nao he nada
isto (que em verdade pouco he paratamanho
effeito) o que faz estremecer na miio a penna
com que escrevo. o nao sei se de indignaciio, se
desurpreza. Grandes, inopinados acconteci-
mentos se me revelro agora (ha muito que cu
os presenta, como bem sabem, postoque nun-
ca como agora os vejo), incriveis pelo que offe-
recem d'insolto. mas a cuja realidade (ainda
mal I) nao ha objeccao que fazer.
J sabem que a Repblica Dominicana pro-
clamou e consolidou a sua independencia ; po-
rm o que provavelmente nao sabem he a parte
que nisto tomou a influencia franceza. Eu vou
diz-lo.
Logo que os insurgentes de S. Domingos Ic-
vantrao o grito que os deslgava do Poito-
Principe, bem viro que, quaesquer que fos-
sem os embaracos em que entao se achava a re-
publica negra, nao era possivel que o movimen
to vingasse, se poderoso auxilio exterior o nao
viesse consolidar. Em quanto estes cuidados in-
quietavo os chefes da insurreico, j o reme-
dio Ibes vinha pelo caminho. Um Almirante
Francez, tao valoroso, pelo menos, como Du-
petit-Thouars, mas mais ardido e mais pruden-
te, navegava a todo o panno da estacan das An-
lilhas, que commandava, para S. Domingos,
apenas leve noticia do que se passava. Como
chegou, Ioi logo demandado pelo governo que
acabava de nascer, o qual Ihe pedio a sua coo-
peracao e auxilio, commettendo Ihe por parti-
do, que aeccitaria o protectorado da Franca,
cuja soberana ficaria reconhecendo desde aquel-
lo momento. O Almirante acceitou a proposi-
cSo, que na realidade nao era para regetar,
sem_.comtudo Ihe dar publicidade. Contei.tou-
sc de participar ao seu governo o que tinha fei-
to, e entretanto lez o que era preciso fazer para
consolidar a indepandencia do Estado que nas-
cia, intervindo entre elle e o Presidente de Por-
lo-Principe, que tinha acudido com tropa para
suffocar a insurreico, e que, como j sabem,
se vio na necessidade de capitular e retirar-so.
Querem agora saber o quo aconteceo ? O Go-
verno acaba de demittir o Almirante de Moges,
quo acabava de fazer em nome da Franca urna
acrtirisicao tao importante, c acaba de oomcar
para o substituir no enmmando da estaco das
Ant'lhas o Capito de Mar e Guerra Artigue,
Ajudante do Campo do Almirante Mackau 1 E
perqu? Porque a Hespanha reclamou contra
a usurpacao de direitos que nunca renunciou, e
porque a Inglaterra se fez interprete das suas
reclamacoes.
Creo sern difficuldade que todas estas noti-
cias hao de espantar a quem as ler. Cada um se
perguntar, sem saber o que responda, se com
elleito o mundo est do tal maneira voltado,
que o que n'outro tempo era digno de admira-
cao e de louvor, boje s merece castigo e vitu-
perio. Anomalas sao estas que eu me nao atre
vo a construir, e cuido uue ninguem ter mais
coragem do que cu ; porque na minha opiniao
CJuem tentasse alcancar este segredo
Cuido, se esquadrinhal-o bem quizesse,
Que em vez de saber mais, endoudecesse.
Camoes.
E porm ainda aqu nopro todos os myste
r ios de i|iie te n lio ile I bes dar corita Kls-aqui nutro
que tambem ha de fazer banrar. Verilica-se a no-
ticiadeque o Ministro de Nicaragua vem sollici-
tar o protectorado da Franca. Esta nova acqu-
sicio deve dar Franca a possesso do isthmo
de Panam ; e a importancia do isthmo de Pa-
nam nao tem necessidade de ser encarecida.
Isto nao obstante, airma-se que o governo va-
cilla em acceitar. Ser possivel?! Ponhamos
tafnhcm aqu urna reticencia, ale que o tempo
nos permita responder com mais conhecimenlo
de causa a tal pergunta.
.... Porm l tra a artilharia dos Invlidos.
Que ser ? Vejamos se m'o diz o meu porteiro,
porque os porteirus sabem ludo. Ah Nasceo
o oitavo neto de Cuiz Phlippe, que a Duquuza
de Nemours acaba de dar iuz em Neuilly.
Bem viudo soja esto vallo de lagrimas O ro-
cem-nascido ha de ter o titulo de Duque d'A-
lencon.
___PEIjNAMBUCa___
BESLTADO DE ALGUMAS ELEigES
DE JUIXES DE PAZ.
Municipio de O/inda.
Freguezia de Maranguape Io districto.
Os Srs. Joaquim Cavalcanti de Albuquerque
Francisco de Paula Souza LflSb
2o districto.
Os Srs. Joao de Pinho Borges
Francisco da Cruz Souto
Trhinial da Slelago.
Julyamento do lia 10.
(Des. de semana : O Sr. Ramos.)
Na appellagao entre parles Francisco das
Chagas Cavalcanti Possoa como admnislrador
de sua muluereoutro.com Ignacio de Leao:
rnandro dar vista s parles.
Na ippellac.o civel em que D. Maris S. Jo-
s Barros contende com D. '1 heresa de Jezus.
Marros Lumos : rnandro dar vista s parles.
Na appellaco civel, em que sao parles Joao
Francisco d'Oliveira o D. Mara Francisca do
Bego: rnandro pagar o imposto de 2 por cen-
to, para seguir a revisao.
Na appellacSo civel em que ltigo Mosqui-
ta & Dulra e a Fazenda Nacional: relormro a
sentenca de que se tinha appellado.
Na appellacao civel em que Bernardo Mori-
nho Falcaoesua mulhercontcndem com Fran-
cisco de Barros Magalhes e sua mulher- rece-
brao e julgaro provados os embargos oppos-
t s ao accordo.
Na appellacao civel em que Bento Jos Alvos
litiga com Torquato Ilenriques da Silva: rnan-
dro com vista ao Curador Geral, por parte do
menor Manoel.
Na appellacao civel em que litiga.o Juizo
com Jos Joaquim da Costa: mandarao over-
bar o imposto de 2 por cento, c dar vista eo Dr.
Procurador da Coroa e Fazenda.
lUl ~M PAIBI'C.
Bem dissemos no Diario de 6 do torrente,
que os pwo-governislas da praia conspira-
vo conlra a ordem publica.
O que quer di/er essa reunio de gente de
ccete de todas as fregue/ias da cidade e subur-
bios, e toda pertencenlo ao lado da praia, nos-
Afogados senao urna consp'raco contra a tran-
quillidade da provincia?
Se elles. vista da forca do Governo, se ds
persao, e se at o fazem no momento em que
chega noticia certa de marchar para os Afoga-
gados algum dos corpos da guarnico da cida-
de ; todava assim que passa o terror pnico,
torno-so a reunir em frente da Igreja, porque
a sua disperso nao he completa, e consta que
se acoito em diversos escondrijos, j conven-
cionados.
Temos portanto que o club da praia conti-
na a conspirar, e que pretende fazer da elei-
eao dos Afo"ados, e daquellt reonjo n ncleo
da desordem, at poder ir engrossando. U Fxn.
Presidente deve lembrar se que a sedicao de
1835 se acabou n'um instante pela energa com
que o Exm. Senador Manoel de Carvalho, dis-
pondo alias de um numero limiladissimo do
soldados del.Minha, atalbou no principio a
desordem, empregando logo toda a lorca do
Governo para chamar os sediciosos seus deve-
res. Deve lemtirar-se que osles/jarioasanar-
chistas no campo dos Canecas d'rao a lei aos
Presidentes, porque elles, em vez de mandaren*
lorcas. mandavo parlamentares, entretanto
que corrro at o centro dos sertoes em de-
bandada fuginilo da forca pouco numerosa, po-
rm decidida, e enrgicamente mandada pelo
Governo em 1835.
Se o Sr. Nunes Machado, enlao Chefe de Po-
lica, era inleressado em suffocar a anarchia no
nascclouro, e se hoje el|e como Juiz de Direito
e o actual Chefe de Polica, em vez de au>a-
rem, embaraco a accao do Gi verno e se lazem
mediadores dos sediciosos, a Presidencia tem
na lei recursos para obrar desembarazadamente
por meio de agentes enrgicos, e tem forca ar-
mada para fazer respeitsr'a le o dissolver por
urna vez as reunioes sediciosas.
Cumpre atalhar o mal em seu principio,
para que a gangrena nao drogue a penetrar
e a apoderar se do corpo social. He obriga-
eao rigorosa da Presidencia obrar com en rgia,
' nao deixar ludo 80 imperio dos (actos consu-
mados, por nis illogaes que elles sejio. A pro-
unca espera que S. Fx. nao .-< deixe cabir as
pSos dos anarcbislas, tendo-a receb-ido com a
ordem tao arraigada e em Iranquilidade
plena.


J
Com mullicado.
qua
exercicio de minha autoridade legitima, e a ma-| parte, nodiacm que Vm. sahio para Iguarass,
nifestacao dos votos dos habitantes daquclle lu-loSr. Jacinto trouxe o autographo para o Rege -
gor ; mas me parece uin acert e dever nesta (nerador n. 1, deo-o ao Sr. Elias Marinho Fal-
Nunca os Povos solfrem tanto .como ( con;unctura diflicil em que o esoirilo lie uar-cao, o qual me entregou ; mas (i'ahi a pouco
chia confunde todas as ideias consideraces. voltou o Sr. Jacinto, e levou o autographo, cu-
apresentar-me perante o publico para explicar [ja materia ignoro, por nao ter lido. Finalmen-
minha conducta e abrigar minha reputacSo le o Regeneradnr-Jmnca foi retardado, e era lo-
de equvocos, e interpretares sinistras | go composto assim que vinha o autographo ;
Qualquer que seja meu pensamento politico, tnuilas vezes parava-se o Nazareno para se com-
elle j mais exdue os principios de ordem que j por o Regenerador: isto succedeo em Nazaretb.
devein ser companheiros de qualquer poltica : He s o que tenbo a dizer. Joaquim foni -
que nao consagrar a dissolucao e a anarebia por faci l'ereira.
menos em virtude e obediencia.
Jtf. de Marica.
Qoem na verdade poder. contestar o subli-
me dosto pensamento do grande Mrquez de
Marica? A experiencia, essa melhor mostra
da vida, o tem exuberantemente provado. Em
temos em que tal vez fosse um crime smente
articular oSta palavra Liberdadetomada na
accopeoem que hoje a tomo os nosios polti-
cos, nesses tempes digo, em que ella a/.ia afer-
rolhada nos grossos diccionarios, e quo pouco
ou nenhum usotinlia; era justamente o tem-
po em quo todava, nos gosavamos de facto da
sua signlicacao no sentido em que se ella devia
sempre tomar, (guando nos lembramos do
passado c o comparamos com o presente, um
enorme pezo nos opprimeo corelo, Quem
pensara que no tempo de boje, com os melho-
ramentos que a muilos respeitos temos lido,
veramos as injusticas quo no tempo denomina-
do do despotismo se nunca virao?
Comotieja o nosso tim principal, encarar a
marcha dos nossos negocios smente por este
lado, com especialidadctrataremos da injustica
quo actualmente solTre um nosso amigo ; dei-
xando outros muitos pontos sobre que poderia-
mos largamente dissertar Diz a Constituidlo
no13doart. 179::A lei sera igual para
todos, quer proteja quer castigue, e recom-
im e por meios tudo que he possivel o elli-
caz para chegar ao lm : avesso ; poltica que
decahio e bem pronunciado era eu contra
ella quando o Sr Nunes .Machado, hoje Chele
da anarebia prestava a essa poltica todaa do i cr*>
dicacao, e porfiava para seu triumpho, e para '"
enra'izal-a; quando o Sr. Nunes Machado quei- Rendimento do da 10..... 4:1
mava podre incens todas essas Administracoes M Descarga para o da 1
que hoje elle guerreia porque nao vivem ou BarcaAfary-fannha de trigo.
nao do esperancas de vivar: como nao tenho Barca/nnocenr-farinha.
vistas de pescar as agoas turvas como o tra- ; Mistico-^dnona-alhos.
balbo he a nica esperanca da minha fortuna, : Galcra-to/umau-diversos gneros.
como detesto todo o bem que me viera custa MarcaCasimirdem.
de remorsos, e manchado de sangue nao he- '
zito em guerrear aquelle partido que provocar
a desordem e anarebia do meu paz qualquer
que seja a denominaco que elle tomar, quaes-
qtier que sejo as suas vestes, e h por isso
que me glorio de ter militado, e de militar
sempre sob bandeiras oppostas aquellas em
que se acbar o Sr. Nunes Machado que s
pensar em proporco dos merecmentos deca- quer o seu dominio pessoal e o Sr. Carnei-
da um=e no 28 continua dizendo :Fico
garantidas as recompensas conlerias pelos ser-
vicos leitos ao Estado, quer civis quer milita-
res; assim como o direito adquirido aellas na
forma das leis.Ora, nao ha nada mais justo
econecntaneo com o systema que felismente
nos rege, nem mais asado para convidar boas
Empregados ao servico da Naco. Mas quem
dir que taes disposicos se tem deixado de
cumprir a respeito de varios cidados, com na-
nilesta injustica ?
E' custoso decrer, e ainda mais doloroso de
confessar ; mas he o que de facto se verifica
com o viosso amigo, o Sr. Filippe Neri d'Oli-
veira Cruz, Empregado quo foi do pao brasil
EsVe honrado cidado, hbil e intelligento no
jeu Emprego, nelle consumi o melhor de vin-
te e dous annos, a fra oito que tambem com
honra empregou no servico militar.
Mas qual a paga quo olitove d'estes servicos
prestados ao Estado sem nota alguma, como
se provar se necessario for ? Ser lancado fora
de seu Emprego, onde tinlia o diminuto orde-
nado de 3004000, com que mal se mantinha
e a sua nao pequea familia, e isto em lempo
em que por sua vaneada idade, se acha inha-
bilitado para oulro qualquer genero de vida !
E pensar alguem que foi mandado para a sua
casa com esse mesmo diminuto ordenado, co-
mo com alguns se tem praticado ? Nao; esse
mesmo ordenado se Ihe tirou, e existe este in-
feliz, porem honrado Empregado Publico, a
mais de auno e meio sem perceber real! Oh
revoltanto injustica A onde pois, a igual-
dade conferida pelo 13, do j citado art. da
C nslituieao ? A onde, as recompensas dos ser
vivos, quer civis quer militares, garantidas pelo
$ 28? Seriio por acaso escriptas estas disposi-
cos na constituico smente para !er-se 9 ere-
mos qu nao; e muito nos maravilha que no
tempo da liberdade, se nao cumpra a primeira
i- i do Estado, a constituico Se as nossas
fracas V07.e pndcssem ao menos chegar ao pri-
meiro degrao do Throno Imperial, nssub-
missamente diriamos: Senbor A onde ir
parar o Brasil, cujo sceplro por nossa fortuna
empunbais, se a sorle dos Vossos melbores
Servidores, continuar assim exposta ao capricho
o maldade dos homens? Se os bons servicos
nao forem, como manda a constituico, re-
compensados ?
Se o merecimento nao for acolhido de pre-
ferencia, a onde quer que so encontr 1 Ah !
Senhor! laocaj benficas vislas para os vossos
subditos, e vede quaotos cidados, encaneci-
dos no servico publico, vivem a bracos com a
indigencia, o sem nenhuma outra culpa mais,
que serem zolosos e fiis no desempenbo de le-
us deveres. Remediai este mal, que julgamos
ser umdaquelles, que devem merecer solici-
tude de um bom Monarcha como vos.
Sim, sejao algum dia, as lagrimas dessesin-
felizes, enxutascom a vossa piedosa mao, pa-
ra que tambem um dia todos elles, possao
dizer:
Aquillo que a injustica nos tirou,
o Monarcha a clemencia icparou.
A. ,
^^wraiTi^imiianiai.ijjiiMi.....NH".....'.." '.....""**
tlorrespondec
ro que nunca desembainbou a espada pela or-
dem mas somente para destruil-a cujo nome
rezumo em si as ideias do alarme e terror da
cidade da subverco e destruico da socie-
dade. Pernambucanos, eu jamas concorrerei
para injuria da minha provincia, tolerando por
fraquoza, ou irresoluco o imperio de urna fac-
co que s quer ruinas, porque nao perde
com ellug queconta como glorias suas o me-
noscabo e degradaco da autoridade publica:
quero antes ser victimo dos punbaes desses
grupos que o Sr. Nunes Machado se honra
de commandar do que lera honra fnebre de
me alliar elles. Eis a minha firme rcsoluco :
pode o Governo contar com a minha adheso ,
e cooperado; mas nao o Sr. Nunes Machado
e os seus, porque nosou daquelles que azem
ao Ministerio a injuria de suppor que oSr. Nu-
nes Machado ho representante do Ministerio
nesta provincia, porque nao o reputo to bu-
co que procurasso um orgo que be s capaz de
conjurar contra elle a guerra de toda a socie-
dade: reunaoosSrs. NunesMachadoe Carnei-
ro o seu batalho ligeiro, levem de companhia
comsigo o seu Chefe de Polica para autorisar
com sua presonca todos os desvarios e desor-
dens, apontem os punhaessobre meu peito, be-
bao meu sangue, nao conseguiro de mim urna
abjecgo, urna inlamia, nao trabrei a confian-
za que em mim deposituro os Afogadenses,
que sempre me honrro com seus votos e sym-
palia>, e cuja adheso nao procuro por meio do
terror; hei de manter o meu dever o a minha
autoridade, porque espero que o Exm Presi-
dente me auxilie nesta legitima pretendi;
quero dest'arte mostrar-me mais Ministerial do
que o Sr. Nunes Machado.
Manuel Joaquim do Reg Albuqutrque.
Srt. Redactores. Visto que seu Diario
tem mais curso que o meu jornal, Ibes rogo de
publicar oseguinte, que supponho bastar, em
resposta ao aviso que o Sr. Jacinto fez assignar
aoSr. Elias, a quem, se eu julgra dever dar
mais explicacoes, presentara as lestemunbas
ante as quaes alirmou ter deixado a typogra-
pbia por o ter o Sr. Jacinto orientado, o cujo
avisoest no l). novo de boje.
Sou, Srs. Redactores, de Vms. atiento vene-
rador e collega Antonio Borges da Fonceea.
Sr. Joaquim Bonifacio Sendo Vm. o di-
rector dos trabalbos na lypogiaphia nazarena,
e o compositor do Regenerador, queira decla-
rar livremenle ao p deste, se, alm de correc-
tos grammaticaes e ortographicas, alguma al-
leraco fiz em o Regenerador; salvo em o n. 5.
na qual dividi o ultimo artigo, que tem por ti-
tulo Quem nao he por nos, he contra nos _=
por ser muito grande, sendo a parte supprimida
a historia da perseguico da praia conlra mim e
a typographia nazarena. Assim tambem sequan-
IMPQHTAQA.
Innocence; barca sueca, vinda de Trieste,
entrada no corrente mez consigna o de Le-
Breton Schramm ik C., manifestou o seguinte:
3,300 barricas com farinha de trigo, 50 cai-
xascom ac ; sos consignatarios.
dtono; ID yttico Hespanhol.vindo de Malaga
e Tenerife, entrado no corrent mez consig-
nadlo de Joo Pinto de Lomo & Filho, mani-
festou oseguinte :
De Malaga 80 quartolas com azeite, 30
ditas com vinho, 80 resteas d'albos ; ordem.
Do Tenerife -- 590 raposas com batatas,
3,000 resteas de ceblas, 8 sacos com comi-
nbos, 6 caixascom bichas; ordem.
Mary; barca austriaca, vinda de Trieste,
entrada no corrente mez consignaco de N.
O. Bieber & C., manifestou o seguinte :
2,500 barricas com farinha de trigo aos
consignatarios.
100 caixas com ac, 0 dita com enxolre, 8
ditai e 11 barricas drogas. 5 sacas com erra do-
ce, 20 pares de remos, 900 resteas d'albos ; a
Nascimento Schaefler & C.
Uovimento do Porto.
Navios sahidos no dia 9.
Portos do Norte; vapor brasileiro Impirador ,
Commandanle Jos Maria Falco.
Cear ; brigue brasileiro Empresa, Capito
Francisco Ferreira Borges s carga diversos
gneros.
Havana; brigue bespanhol Vencedor, Capito
Joo Rozas: com a mosma carga que trou
xe de Buenos Ayres.
Navio entrado no mesmo dia.
New Zeland;96 dias, tendo sahido de Salerma,
ha 44 mezes galera americana Elizabith ,
de 397 ton. .Capito Wedge.equipagem 32,
carga aieite de peixe : ao Capito.
'' 1 a
jM'daracoes
Rio Grande do Su!, o s recebe a frete escra-
1 se Para o Rio Grande do Norte a barca-
ca Conceigo l'lor do Poste pertende sa-
bir no dia 18 do corrento quem nella quizer
carregar, ou-^ de passagem, entenda-se com
o mostr na ra da Cadoia do Rceife loja dn
Joo da Cunha Magalbles. (6)
- Cncontrou-se na caixa das cartas selladas do
Correio urna carta para Jos Goncalves da Silva
no Acar8c, sem estar com sello, e por isso a-
visa-se a quem lor seu dono e qui/cr que se
Ibed destino para o mencionado lugar, que
v pagar o competente sello, do contrario fica-
r para o consumo.
3Perante a Administracaodo Patrimonio dos
Orpbos se ha de arrematar a quero mais der
as rendas da casa n. 4, sita no largo do Hos-
pital do Paraizo : as pessoas que se propo-
zerem a arremarar ditas rendas podero com-
parecer na casa dassessoes da Administraco
nos dias 9 e 16 do corrente mez as 4 horas
da tarte Gom os fiadores.
Sala das sessoes da Administraco do patri-
monio dos Orphos, 28 de Agosto de 1844.
J. M. da Crux Escriturario. (10
Administraco do Patrimonio dos Orphaos.
Perante a Administraco do Patrimonio dos
Orphos se ha de arrematar a quem mais der
as rendas das casas n. 4 lita no largo do Hos-
pital do Paraizo : as pessoaique le proposerem
do Vm.deixoudevir typograpbia por doente,-, arrematar \^iS rendas podero comparecer
que foi no dia 28 de Agosto, havia nella algum j naCasa das sessoes da Administraco nos dias
autographo para o n.7do/e^enrador: tambem, 1 2. 9 e 16 do futuro mezs, s4 horas d tarde,
se alguma ve/, retardei a composico do mesmo com os fiadores.
Regenerador Antonio Borges da Fonceea. ga||a dag seSsoes da Administraco do Pa-
------------ trimonio dos Orphos, 28 de Agosto de 1844.
Sr. Antonio Borges da Fonceea. Tenho a | __j j/ 0 (jruZi Escripturario.
responder, que Vm. nunca alterou, cortou ou j ^____________________________________
supprimio cous, alguma no Re^eneeador, sal- ^s, OianilOS.
fO as correccoes que menciona ; e o declarado
Srs. Redactores.-O publico esta bem intei .....peito do n. 5, cuja ultima parte, depois de
rado dos suecessos ai
rido na Ireguezi dos
narebicos que team occor- composta, o Sr. Jacinto levou, duendo ser para 2=0 brigue escuna anta Lrut
s Alogadospara impedir o| reformar, eorganixar o n. 7. QaantouUimallemelmeotenodwi2 do correte
2=0 brigue escuna Santa Cruz sai impre-
uicz para o
Leudo
t__OcorretorOlivera far leilo de muito
mobilia nova do mais acreditado marcineiro do
Porto, donde recentomente chegou pelo briguo
Primavera de outra porco pertencente a
pessoa capaz prestes a retirar-se para fura da
provincia decanas de ferro para urna e duas
pessoas, prximamente importadas d Inglater-
ra, deumaparelho antigo de prata para cha ,
de colberes de prala novas e muitos outros ar-
sigos: quinta-feira, 12 do corrente as 10 i
rasdamanbaa. na easa de quatro andares, ra
do Amorim, prxima aifandega grande d es-
ta cidade. (ti
Avisos diversos.
O NAZARENO N.61
est venda nos lugares do costume, a 60
rs. cada exemplar. Tra/. artigos que mostru
bem o que sao os Srs. Urbano e Nunes Ma-
chado.
Rap novo vinayrinho.
I A qualidade desle rap dispensa qualquer
elogio; elle se recommenda aos apreciadores do
urna boa pitada, ese acha a venda do escripto-
rio de Mendes & Oliveira ; na ra do ^ igario
n. 21, e na ra da Cadeia do Recife loja 11. 50,
e nesta tambem em citavas ; o embrulbo dea-
te rapd be azul eos rollos bramos: o proco
be lixo a 2*000 ris a libra (9)
1Antonio Jos Monteiro da Silva (iuima-
res, subdito Portugue/, natural do Bilpado do
Porto, so retira para a provincia do Maranbo ,
(cidade de Caxias,) (4)
SOCIEDADE TEBPSICHOE
A commisso administrativa da mesma, pela
segunda e ultima vez convida os socios a reu-
nir-se em odia 12 pelas 6 horas da noute a
lim de tratarem.se deve-se ou nao mudar de ca
sa para a que foi da sociedade Euterpina.
1 Fremont, fabricante de pianos de Paris,
ra Nova n. 2, sobrado cuja entrada he pela
travessa dos expostos avisa ao respeitavel publico
desta cidadeque elle nao safina pianos,por pro
Comuitocommodo.nas casas onde o honraren),a
hora que mais convier aos seus freguezes, senao
que como fabricante destes instrumentos os con-
certa de tudo, e Ibes remedeia qualquer defei-
Lto ou em casa de seus proprioa donos.ou na sua:
osSenhores que se quizerem utilisar de seu
prestimo, pi'idem dirigir-se ao referido sobrado
a qualquer horado dia, e espera oannuciante
nao desmerecer nesta cidade do conceto de quo
gozou por alguns annos em Paris, onde apren-
deo e exerceo o se oflicio. (15)
Sexta feira 6 do corrente desapareceo utu
menino de nome Miguel, de idade 9 a 10 an-
nos pardo nUr,aeccodo coreo, ?i*"iios an-
nelladof, cara cheia, olhos grandes, naris um
tanto afiliado, levou vestido calca branca, um
jaque azul, uzado, foi sem nada na cabera,
eondutndo tambem urna trouxinha com urna
calca, e duas camisas, o qual menino se acha-
va aprendendo a ler; consta ter procurado os
arrebaldes dos Amgados, e por isso pelo pre-
sente roga-se a qualquer pessa que o veja, o
pegue, e mande-o levar na ra do Rangel
n. 34.
ss Senhor que em a noute do dia 7 anni-
versario da Independencia levou por engao
do baile da sociedade Apollinea, um chapeo do
copa alia, aba larga e Ijco de lila um tanto gran-
de; heja de o restituir na ra das Trincheiras
n. 18.
6=Johnston Pater & C. teemconslantemen-
te venda taixas de ferro batido o coado mo-
endasde (orea de 4cavallos baix e alta pres-
so, ludo por preco commodo : na ra da Ma-
dre de Dos n 5.
1 Aluga-se um assougue silo no beco do
Padre, com todos os seus pertences; a tralar
na Praca da Independencia n. 28. (3
1Joanna Francisca de Menezes, viuva de
Joi Antonio Carneiro avisa a ^odas as pes-
soas que tiverem penbores do ouro ou prata
em sua mo, quo nao os vindo tirar no praso
de 20 dias os vender para o seu pagamen-
to. 6)
i__lzabel Elcuteria da Silva Lisboa retira-se
para Macei, levando em sua companhia 3 fi-
Ihos menores. 1 escrava e 2 crias. 3)
1-rJoao Moreira Marques embarca para o
Rio Grande do Sul o seu eicravo Vicente,crion-
lo.
aaaaa


i"
IArrenda-se um sitio que tenha casa pa-
ra grande familia, e que este seja porto da pra-
ca ; ra das Trincbeiras sobrado n. 19. 3
i_ 0 ebaixo assigoado d 10^ rs. de grati-
fieaclo, a quotn acbar e Iba restituir urna cor-
rcntinha de prata com. 3 pequeas cha vi iitias,
as quaes forjo perdidas no dia sabbado desde
o largo do Paraso, seguindo as ras dos Quar-
teis, Cabug, Nova, Gamboa do-Carmo Fu-
go, Direita ate o Torco.Jos Alaria Gonca-
ve Ramos. (8
Aluga-se um escrava muito inteligente e
fiel para qualquur servico de ra. ou mesmo de
casado familia ; na praca da Independencia ,
loja n. 17.
Oa Srs. Antonio Pereira do Oliveira lia-
mos, Antonio Augusto Pereira, Acoeocio God-
calves Ferreira, dirijao-se a ra das Trincbeiras
n. 18.
Arugao-so duas otarias no becco das Bar
reiras; a tratar no Atierro da Boa-vista n. 37 ,
terceiro andar.
i'recisa-sc de um caixeiro de 14 a IG an-
uos, para-ama venda, e que tenha pratica
deste negocio; quem estiver nestas circunstan-
cias annuocie.
Qaem anounciou querer vender urna gar-
gantiiba de ouro, feila a moderna, dirija-se a
ra de Hortas n. 112.
Quem precisar de um rapaz Brasileiro ,
casado com pouca familia para caixeiro de
qualquer arrumacao ou para (eitor du al^uru
engenho, do que tem bastante pratica an-
nuncie.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra do Vgario n 33 propio para familia
por ter bons commodos ; a tratar no mesoio
sobrado.
1 Alugao-soo primeiroe segundo andaras
do sobrado da ra do Amorim n. 20 juntos ,
ou separados; a tratar na ra do Viga rio n. 23*
segundo andar. A
1 Aluga-se por preco commodo as lojas do
sobrado de dous andares do pateo de S. Pedro;
a tratar na ra estieita do Rozario n. /il nri-
meiro andar. .
I BontoJoi da Costa com liquidatario da
casa d>i viuva Costa & Ribos, partecipa a quem
cootier ter mudado o escriptorio da adminis-
tracao da ra da, Cade a do Recite n. 38. para a
mesma ra o. 33, ufa entrada he pela ra do
encantamento. ,
1Aluga-se urna negra para o servico de
una casa de pequea familia por lOtf rs
mensaes na ra dos Martirios n. 32. (3
iPrecisa-se alagar, urna escrava para o ser-
vico de urna casa de n.-uca familia que saiba
comprar, cosinhar, engommareensaboar.dan-
do-se-lhe o sustento e 12/rs mensaes; na So-
lidado, indo pela Trempe, do lado esquerdo
LOTERA DGUADELPE.
Os bilhetes da pequea e mal acreditada lo-
tera do Guadelupe que mui prximamente
deve correr, achao so a venda as lojas de cam-
bio da ra da Cadeia do Hecile, dos Srs. Vieira
o Cuaba; na de miudesasda praca da Indepen-
dencia, do Sr. Foitunalo l'ereira da Fonseca
Bastes ; na botica do Sr. .Moreira Marques, ao
perla matriz; na Boa-vista, botica do Sr. Igna-
cio Jos de Couto; e nos Quatro-cantos emj
O inda loja do Sor. Domingos Jos Alves da1
Silva. (i2
1 O abalxo asignado faz publico que fez
cessao e venda da parte que tinha no estabe-
lecrmento da loja da ra N< va aos socios na
mesma Jos Piulo da Fonseca e Silva Jos Al-
ves Guerra flcando a seo cargo pagar todas as
coritas que dita loja dcvia ateo dia primeiro
do correte, em que fez dita cessao, edesse dia
em diantc todas as transaccoes sao deconta dos
compradores da mesma loja. Manuel Alte
(lUerr (JO
Hoga-se aos Srs. Redactores o obsequio
de responderem, que rasao teve urna certa jun-
ta qualitlcadora para excluir o dlreito de cida-
dao elegivei um Bacbarel formado, um advo-
gadojpor ventura eslaro em melborescircums
tancias estudantes filhos familias ecm idado
e outros que nio obstante ten a1 esta ignora-
se quaes os meioa de subsistencia? Em quaoto
a mim outro cousa nao era de esperar de urna
junta cornposta de tamizlas e gurupas sendo
este Dltimoament tal, que sabe Dos, sabe
Heos com anua de dous ps mala cm fim res-
pondi 08 Srs. Redactores. O inimigo dos
camisola egarapa.
D-se lfl/uu rs.
A quem levar a botica francesa Da roa de
Cruz n. 22, um cao de caca, que so perdeo no
domingo, p.inieiro do corrente no caminho
da estrada nova ; consta tur sido visto no en-
genho doCordciro e na Torre; os siguaes do
cao sao os segointa ; lie grando cabello com-
prido cor de caf torrado, orelhas grandes,
peito brarico cauda muito cabelluda, muito
manso chama-so Eylau ; deseja-se saber no-
ticias deste cao vivo, ou morto.
Quem precisar t!e urna ama para o ser-
vico interior do%uma casa dirija-se a casa de
Jos Fernandos Bastos defronte da cadeia.
O Sr. Manoel Jos de Souza Braga queira
annunciarsua morada para se lho fallar a ne-
goci >de sea nteresse.
Mara Sancha Concia Profira embarca
para o Rio Grande do Sul o seu escravo An-
tonio.
8 M.c-Calum A Companhiarespeitosameu-
te avisfio aos seohores de < ngenho e ao pu-
blico un geral
passa pnr dolraz do Arsenal do Marino teom
estaboleoid > urna ferrara ( sendo a ultima do
lado do poente da mosma ra) onde fazcm
oavilboes atracadores, parafuzos de aportar e
outras ferragens para engenho, eixos trilhos e
oulras ferragens para carros parafuzos e por-
gas de todos os tamaitos, ferragens para na-
vios, varandas, portaes, carros do mao o loda-
is mais obras de ferreiro; e como os seus appas
relhos recentementechegadosde Inglaterra sao
de primeira quaiidade, promeltem agradar aos
seas fregueses tanto na quaiidade da mo
i'obra enmono pregoc promptido. (16
2 Manoel Lucio da Silva vaiao Assii.
2 Arrenda-so o primeiro andar da casa
0. 18, na ra do Fogo: a tratar na ra do Quei-
mado sobrado n. \\. (3}
iPrecisa-se fallar com o Sr. Domingos
lins de Albaqaerqaf, a negocio de seu interes-
se, na ra estreita do Rozario n. 21. (3)
2= Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra estreita do do llozario n. 21: a tratar no
2. do mesmo. (3)
= ()llerece-so um rapaz Brasileiro, para es-
crever om algum cartorio para caixeiro de
Inglez caixeiro decobrancas ou mesmo pa-
ra outra qualquer cousa sendo que Ihe conve-
nha : quem percisar annuncie por esta folha
para ser procurado.
2 as 0 brigue escuna Sania Cruz, para o
Rio Grande do Sul sabe impretorivelmcnto no
Ha 12 do corrente mez ; e so recebe a Irete cs-
cravos. (4)
Aviso tmportante ao publico.
18 Acaba de chegar urna porcao nova e
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da medecina
populare as pirulas vegelaes americanas, sendo
a composiySo dolas inteiramente vegetal e ja
ao condecidas nesta cidade as varias molesti-
as de figado febrea rheumatismo lombri-
gas ulceras, escrfulas, crysipelas, o he o mc-
lior remedio condecido para o sangue; roga-se
aos,inferntos do provarcm este aflamado reme-
dio. \ ende-se eom seu competente reccituario
.-^c***.**^^*.-*-.
cas com milho a 3S00rs. gomma de engom-
maralO/rs. o alqueirc ludo se vende da
mesma forma a retalho.
4Vendem-so meias barricas para assucar ,
em grandes e pequeas porcoes, por proco com-
modo ; na ra da Moeda armasem rs. II. .
3 Vendo-se cha hisson da melhor quaii-
dade que tem apparecido nesta praca por
preco commodo superiores charutos de todas
as qualidades bom como regalia Manilia ,
Havana NapoleSo, Cachooira e da Bahia tan-
to finos como ordinarios, rap aroia preta, prin-
cesa gasso o vilete e varias miudezas de
todas as qualidades ; na ra larga do Rozario,
vindo pelo pateo do Collegio a primeira loja
n. 18. (|0
3Vendc-se um diccionario de Constancio,
com pouco uso; quem o pretender annuncie (2
2Vendc-se urna flauta de bano de 4 chaves,
apparelhada de prata por preco commodo; no
Fortu-do-Mattos, ra de Jos da Costa n. 6. (3
2 Vende-se urna casa terroa com duas sa-
las ,4 quartos cozinha fra, quintal murado,
portao no fundo cacimba meeira sita no
bairrodeS. Antonio; na ra do Crespo, loja
da esquina que volta para a ra das Cruzes. 5
Vende-se um moleque de 14 annos, pro-
-- -p1
ern, casa do nico agento Joao Keller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidado dos
compradores na ra da Cadeia em casa de Joao
Cardoso Ayres, ra Nova Guerra Silva e Com-
panbia Atierro da Moa-vista, Salles e Chaves
ao preco de 1S00 (cada caixinha. (17)
3Offerece-se um rapaz Brasileiro de i6 an-
uos, paracaixeirode ra ou escriptorio, sa-
be 1er, escrever o contar ; quom de seu presti-
mo se quizer utilisar annuncie (%
3 Francisco Jos Teixeira Bastos embarca
para fia o seu escravo pardo, de nomo Mar-
tinho. ,3
3Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Crespo n. 10 com muito bons commo-
dos ; a tratar no terceiro andar do mesmo so-
brado ; e mais duas casas por barato preco de
5# rs. por mez. (5
2 Perdco-se no da 28dop. p. um bilhe-
te da segunda parte da segunda lotera de S.
I'edro Martyr do Olinda do n. 84 prxima a
correr desde a ra da Cadeia do Recife at a
ra do l.ivramento ; roga-se portanto ao Snr.
Ihesourciro da mesma lotera de nao pagar
qualquer premio que tenha de sahir nao
obstante nao ter assignalura do dono, comtudo
ha testemunhas que virao comprar. iy
2Francisco Alves da Cunha embarca para.
o Rio de Janeiro os seus escravosMaooel, e Luiz
de ncao. '
Quem precisar de urna pessoa capaz para
receber diwheiro ou dividas, pagando porcen-
tagein a quald fiador a sua conducta, por
ter muitosconhecimentos, dirija-se a esta Ty-
pgrapbia, que se dir quem bu.
Compras
5Compra-speffeclivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidadude pannos cortados ou
vclhos, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
pelao e toda a quaiidade de papis velhos. (4
2 Comprio-se effecti va mente para fra da
provincia mulatas negras, e moleques do 12 a
20 annos pago-se bem ; na ra Nova loja
de ferragens u. 16. ,4
1 Compra-so um quarto, que seja forte,
e um sellim em bomestado: na ra de Agoas
verdes n. 32. 3
Compro-sepasetas fr-mcezas dcsto anno;
no Atierro da Boa-vista loja n. 20.
Vendas
2Na livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8, vendem-se as seguintes obras traduzidas
pelo r. Joo Candido de Dos e Silva : Minhas
prisoes; memorias de Silvio Pellico por9; com-
pendio de economa poltica por Blanqui por
1600 rs. ; resposta de um christo as palvras
de um crente por 400 rs. ; ensaio sobre a ar-
te de ser feliz por Broz por 1(0U rs. ; dis-
curso sobre o Obermann de Mr. de Scnancourt
por 240 rs. ; elogio do Imperador Marco Aure-
lio por 320 rs.; dissertacao sobro a inconti-
nencia e seus perigos, por 640rs. \-2
2 Vende-se no deposito de farioba da ra
da Cadeia deS. Antonio n. 19 boa farinha de
S. Mtheus e Cravellas a 12S0 rs. o aluueire
que na nova ruado Brum, que ida medida nova e pela velha a3200 rs.^ 21tafis^SZS%E>Ztot
prio para pagern ; as Cinco-pontas n. 71 (2
2Vende-se algumas obras de prata novas
esem foitio ; oa botica do Brandao n. 4. (2
2Vende-se um piano inglez.jhorisontal, com
muito pouco uso com boas vozes o por pre-
co commodo; na ruadoCre?pon. 12, a fallar
com Jos Joaquim da Silva Maia. \
2Vende-se a armacao da loja da praca da
Independencia n. 30 ; assim como se aluga a
mesma loja propria para qualquer estabelo-
cimento e muito principalmente para chape-
leiro por ser ern bom lugar, o estar afregue-
zada ; quem a pretender dirija-so a praca da
Independencia ns. G e 8. (7
2 Vende-se urna negra de nacao, ptima
cosinheira lava, cosee engomma com perfei-
cao ; na ra Nova n. 39. (3
2Vende-so farinha de trigo superior, da
bem conhecida marca SSSF ; em casa de N. O.
Bieber & Companbia na ra da Cruz n. 4. (3
2Vende-se um alfinete lavrado para senho-
ra um par de brincos esmaltados duas es-
trellas um cordao 3 pares de botoes de pu-
nho dous transelins tudo de ouro o por
preco commodo ; na ra Nova n. 55. (5
2 Vende-se o diccionario inglez por Vieira,
dos grandes eas cartas geographicas em for-
mato grande por preco commodo ; no Atier-
ro da Boa-vista, loja de miudesas n. ofi. (4
2 Vende-se papel branco, proprio para fa-
zer sigarros, e para fogueteiros, por preco com-
modo e pilulas de familia do autor verda-
dero chegadas prximamente do Porto ; na
ra da Cadeia do Recife, loja de ferragens
n. 44. (6
2Vende-se um tonel que foi de ago'ar-
dente que leva duas pipas e meia e outro
que foi deazeitede carrapato, do mesmo ta-
manho, por preco commodo ; no pateo do
Hospiial, venda n. 14. rg
1Vende-se urna escrava de 30 annos co-
sinha Java ehe boa quilandcira, com urna
cria de tO anuos ; na ra do Pillar em Fra-
de-portas n IOS, das 6 as 10 horas da ma-
nha odas duas as 4 da tarde. (5
Vendem-se meias de seda preta de peso
para senhoia e meninas suspensorios de seda
para meninos meias e luvas do laa para ho-
mem e senhora sapatosde cordavao e dura-
que preto e de eflres e broncos com fitas e for-
rados de pellica para seuhoras e meninas, bo-
tins e sapatos de bezerro para meninos botins
e bules para homem c meninos de couro de
lustro botins de duraque com ponta de couro
de lustro para meninas chiquitos de cordavao
para ditos ligas de seda charuteiras de cou-
ro caixasde tartaruga oculos de diflerentes
qualidades ; o tamliem se bolao vidros em ar-
macoes; a planta da cidade de Lisboa, em pon-
to grande ; na ra da Cadeia do Recife loja n.
15, de Bourgard.
Vende-se urna negra do nacao de 25 an-
nos cosinha alguma cousa lava boa qui-
landeira, que d um selo por dia; taro bem ser-
ve para o matto pois tem disto bastante prati-
ca ; urna toalha toda aborta do lavarinto ; um
berco ainda em bom uso com os seus cortina-
dos ; no pateo do Carmo n. 24. (7
Vendem-se sapatos de couro de lustro pa-
ra homem a25trs. modernas cassas pinta-
das a 2o60 rs o corle com H covados risca-
dos proprios para roupa deescravos a 140 rs.
ocovado, pecas de babadosde linho do Port
com 30 varas a 3/o 3500 rs. meias de algo-
do cru para homem a 2500 rs. a duzia; na ra
do Crespo n. 12.
Vende-se um preto de 23 annos de boni-
ta figura, de nacao Angola; na ra do Bom Je-
ss das Crioulas n. 40.
1Vendem-se G escravos sendo duas pre-
tas de 1S a 20 annos com habilidades e de
elegantes figuras; 3 ditas de 22 annos, proprias
para todo o servico ; urna negrnha de 10 an-
nos muito linda, e propria para ser educa-
da, por ter rnuita habilidado ; na ra Velha
n. 111. f7
Vende-se um preto de Angola ; na Soli-
dado venda n. 20 na esquina que volta para
Bellem.
Vende-se a venda da ra da Paz n. 2, com
poucos fundo. o commodos para pequea fa-
: a tratar na mesma venda ou na ra da
Vende-so, por preco commodo a barcac
Amitade, do lote de SOcaixas de assucar; quem
a pretender, pdeexaminal-a no Forlo-do-Mat-
tos perto do trapicho do algodao e para tra-
tar no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos o
Silva.
1 Vende-se um cavallo com todos os an-
dares, por preco commodo ; na ra das Trin-
cheiras sobrado n. 19. 13
1Vende-se um negra de nacao de 20 an-
nos o com habilidades, ou troca-se por um
escravo, que tenha algum officio; na ra das
Trincbeiras n. 19. ^
1Vende-se urna morada de casa do pedra
e cal, ainda por acabar, ern S. Amaro na es-
trada nova de Luiz do Reg, parado conjunta
com o sitio do Sr. Manoel Pereira l.emos; a tra-
tar na mesma cujo vendedor a faz com con-
sentimentodeseu proprlelario Manoel Luiz da
Veiga. >7
1Vende-fe potassa americana c da Russia,
cal virgem de Lisboa em barricas e caixes'
propria para o fabrico do assucar ; na ra do
Apollo armasem de Manoel Ignacio de Oli-
veira. ^ (s
1Vende-se um preto ; na pracinha do Li-
vramento verija n. 50, das horas da ma-
nhSa em diante. (3
Vende-se um moleque e um miatinho de
0 a 10 annos; euma casinha no becco do Di-
que ; as Cinco-pontas n. 70.
Vende-se urna barcaca de lote de 30 cai-
xas, de primeira viagem, prompta a seguir
viagem para qualquer porto ; na travessa da
Madre de Deosn. 5 primeiro andar.
Vende-so escolente cal virgem ern bar-
ricas fabricada no pah ; no trapiche da Al-
fandega-velhaa fallar com Hcnrique Maria Pe-
reira Magalhaes.
Vende-se urna mulata ainda moca pari-
do a um mei com grando abundancia do leite
esem cria ; na ruada Guia n. 31, segundo an-
dar.
Vende-se cha hisson da melhor quaiidade
que tem apparecido nesta praca, por preco com-
modo superiores charutos regala Manilha ,
Havana, NapoleSo, Cachoeira e da Bahia finos
o ordinarios, ditos regala ne plus ultra, vindos
pelo ultimo vapor, a 2800 rs. a caixinha ra-
p princesa do (jasse Aroia preta e Violeto, na
ra do Rozario, indo pelo pateo do Collegio
n. 18.
1 Vendem-se frascos com polpa de tama-
rindos propria parafimunadas o para embar-
que ; na ra estreita do Rozario, botica de Joao
Pereira da Silveira. [4
1 Vende-se urna pequena morada de casa
terrea em chaos proprios sita na travessa do
Carcereiro ; as Cinco-pontas n. '54. ;$
1 Vendem-se chapeos do Chile entre-fi-
nos chegados ltimamente do Rio de Janeiro ;
na ra do Collegio loja de fasendas n. 1. (3
Vende-se um escravo da Costa, moco, pos-
sante o ptimo para todo o servico; na praca
da Boa-vista n. 6.
Vendem-so dous cavallos de estatura pe-
quena, proprios para meninos; no sitio de Ma-
noel Joaquim Carneiro Leal, no Pires.
JEscravos fgidos
2 Fugio no dia 4 do corrente mez de So-
tembro a preta Joanna, do nacao Angola, acha-
cada de um p que a priva de andar com
perfeJcSo, por oler coberlodoarislim e bas-
tante encbado ; levou saia preta brincos o
conlas tambem pretas e panno da Costa azul;
quem a pegar, leve a ra do Caldeireiro n. S8 ,
que ser gratificado. rg
2Fugio na madrugada ^ 3 do corrente urna
preta crioula de nome Maria da Paz de 25 an-
nos estatura ordinaria muito magra ca-
bello cortado o doente de molestias graves e en-
cobertas, a qual fugio por nao querer sugeitar-
se ao curativo do systcma hydropatico com
um panno da Costa com franja branca as pon-
tas 3 vestidos, dous de chilla azul o outro do
chita com assentoazul e flores rouxas o algu-
mas camisas em urna Irouxa ; quem a pegar,
levo a Fra-do-Portas n 83. n
2 Roga-se a todas as autoridades policiaes
e capitaes do campo a apprehencao de urna es-
crava de nome Maria de riafao Catango de
estatura alta secca do corpo tem em um dos
bracos um B e em um dos peitos ten. dous
bicos; tambem rogase a-js Srs. que comprao
escravos para dentro e fra da provincia, caso
Ihe seja offerecida a dila escrava de opprehen-
del-a o leval-a a ra do Rangel venda n. 50 .
quesera recompensado. (10
2=^ Fugio no dia 12 de Agosto, um escravo
crioulodenomo Simiio, moco, mal feito do
eorpo cara redonda, muito pouca barba, fal-
tao-lho os denles da fenle tem urna marca no
rosto, ps apalbetados, falla fanhosa lovou
camisa de linho azul calcas pretas chapeo de
couro ; quem o pegar, leve a praca da Boa-vis-
la sobrado de dous andares 11. 2, que recebe-
r 100^ rs. de gratlficac&o 8
No dia 3 do correte fugio urna preta de
nome Josefa, de nacao Uocambique, levou
saia azul e camisa branca ; ten o beico superior
turado, ja idosa com pouco cabello na caneca
ej pintando, epsgrossos; quem a pegar,
leve a ra da Praia n. 82.
?B llATlP. DC u ;a.--18V4.


Full Text
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