Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08150


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Full Text
/limo de 1844.
Tera Feira 10
O hlAMOpilMtaa*M lodos os das que nao forem sanlificaiios : O |>reco da fcMi^nel'jr
be ii Irci a:! i. |>or i]iirtel pagos aianlailos. Os aiinuiu'.ioa'os assRnanles silo inaeriilos
i.-.:. S 01 doi que nj fieUl i i lyp.t ra das Ornea n, 84 ou a praga PARTIDA DOS COBUIilOS TERRESTRES.
Goiakm. '""l'.vua. seeundaac sextas feiras,Rio Grande do Norle. nhejra a 8 e 2J e par
-;.'..abo, Seiiiihaetu. K.oFormaso, Macej, Corlo ('.alio, e Alagoas: no i. -
, i dcada or:, Garantiune e lionito a JUe -1 de cada mei soa-fisia a Flor
es i .: -" dito. Cidade da Victoria quintas faina, Olioda todos os das
MAS DA SEMANA.
1) So s. *tgio. Aud. du J. de t. da 8. t.
U l'aroi s, ><>atencs Re. aud. do J. da D.da 3. v.
i- QuarU a. Froto. Aud do J. de t. da i. v. q
\l Quinta c Aul. Aud do .1 de I) d 2. T
4.'i .-exla filippa. Aud do J da t da'.', t.
, d4 Sab > S.lustia. Bel. and. do J. de 1) da i. r.
45 lion. O SS Ruine do Maa
de Setembro Anno XY IV. 20?.
lu ue
cultas.
agora depende de na mesmos;
os uobo principiamos e sareinva
(Prolaasa
a musa prudencia, oderacio- e energa: ron-
ponlad......na tdairaflo entra ti a<6*)l rallJ
3"
, da lMOlbls <--il ^ *"
Cambios aobie LoueVea -i e
Faris 4\SJ i
i u Lisboa 1}U pi
canato m> uta i ni m tf ii
1|i nona.
lis por ranro
r lU de prcauo
no.
Norria da cobre ao par.
IiI.b. de letras-Je boas urnas 1 por0,0
Onra-M 100 V.
P,
u de *
Pratafatai
ii PesOS col imanares
Ditoi siei 11 t
COB|,rS
17. *)
17.000
0 aO
0
2,000
rftnda
17.4HO
17, o
1,600
0j0
1 0i0
2,000
PHASES DA LA NO ME/, DE SETEMBRO.
La ebeia a 2C> as 10 liora> e .> i min. da m i La ora a i i as 10
MinRiianUa 4 as 7 horas aSi min lia lardo |Crasccnte a Q ai .-.
Preamar de haje.
1, it nain da isaiili.
h >? da inanli.
S3aS3KSBBrJHSBl':&BEB
______ Piimeira ae 1 lloras e li min da maij.,
X: 'Jii^ia'-<-.jrs^-irgB:-'3-crJMj,syrs-,. vi||^aj| llla%WlMB*rit~TM
DIARIO
| inunda eJ horas a SI minulos da I

a^.".^363ftj&&.!:1_ .
PERNAMB
! UnTaV^lMB .-.
Lj__>wfi_E? iS!",3?iV_
ARTE
Ai
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE UE 4 DO CBRENTE.
Cilicio.A' Cmara Municipal de Santo
Anto, declarando e.ii resposta ao seu oflicio
de 3 deste mer, que deve expedir as necessari-
as orden;, para que a .Mesa Parochial para as
eloiee* de Vercadores e Juizes de Paz, que
se proceder em cada un do districtos d'aquelle
municipio, soja Colmada na Parochia e na Ca-
pel la FiIi.il, que for curada, como dispoem o
decreto de 5 de Setcmhro de 1832 c a decitao
do Governo n. 14 de 16 de Janeiro de 1838,
e nao em os mencionados districtos, sob presi-
dencia dos respectivos Jui/es de Par..
Dito Ao Delegado do termo de Goianna.
Constando me, por oflicio do Commandante
Superior da Guarda Nacional d'esse termo, que
Vine, requintara ltimamente un auxilio de
corito e dei h imens da mesma Guarda Nacio-
nal, dirigindo-sc directamente ao Tenente-
palmos: consta de urna pirmide de 4 faces
eom 15 palmos de altura, apoiada sobre 4 es-
pileras que descancao sobre um pelinto superi-
or a um pedestal de ordem corinlhia, assenta-
do em 3 ordens de degraus que se desenvol-
vem no sentido dos 4 rumos geraes do globo
N'uma das faces da pirmide eslo as armas
brazileiras primorosamente abertas em relev :
na face do pedest.il correspondente s armas es-
t esculpida aseguinte legendas A'Memoria
da Coroacao de S. M. I o Senhor I) Pedro
2 Imperador Constitucional e Perpetuo De-
fensor do Brazil erigem este Monumento os
Membros do Exercito qne na Provincia es-
li, sendo Presidente o 111 cu. e Exm. Sr. Dr.
Joo Antonio de Mirandu, e Comnandente das
Armas o lllm. Sr. Coronel Francisco Jos Mar
tins1841.
Este monumento que pela sua solidez e lon-
ga din arito deve perpetuar enjre nos a memoria
de una das gran les pocas da monarebia brazi-
leira ; este monumento que pela sua elegancia
o primor de execucao tanto concurre paro alor-
mozear a populosa capital do Maranhao, me-
rece urna muito especial mencao por ser o pri
meiro deste genero que existe na provincia, e
Coronel Commandante interino da 2.* legiao
contra a expressa delerminaco doart. 3,do
decreto de 5 de Juliio de 183G. que s permit-
te, que os Chefeade legiao cumprao ordens, I o m ^ n0 iriiperij projetlado
que Ihe forem dirigidas pelo Commandante cm fg4, ^ gf de engenheiros Jos
Superior, guando as autoridades cms reqU,s.-jm {{or- L' 8|)ri.S(.Illou ,
tarem auxilios en, casos repentinos, ou que nao ^ mmnho aS seus dignos carneradas ofTl-
adm.ltao demora nao excedendo porem a for- fl c0 iu de||M uma luberpo cojo
ca mats de 20 l.omens; ueterm.no \mc, duclo mof)lou fl ^ cn,o cen,0 etanlog
que me informe eircumstanciada.iiente a cerca ^., r. fIcreCfcn(|o.se su r a gua tusla
d este laclo, Iranio na intelhgencia, ue que
d ora
lettra de 497,444 moeda portu-
gueza.................... 1:019,760
dem dado em Lisboa para sobre a
leltra prefazer o valor do monu-
mento ao cambio de 110 por"o. 5,367
Frete pago ao brigue li'rbana e
Flor do mar............... 247,810
Direitos, Alvaren^as, capatazia e
despezas de de/embarque..... 140,280
Conducito do ces para o lugar da
obra...................... 26,400
Maleriaes e sua conduco....... 239,810
Mo d'obra de operarios........ 83,680
Folhetosobrea pirmide e sua lito-
gralia.....................
Rs.
75,000
2:007,177
Maranhao 3 de Agosto de 1844. asigna-
dos Felicianno Antonio Falclo, Tenente-
Coronel e Presidente; Jos HernarilinodaSil
ra. Mejor evogai; Jos Joa Jopes, Major e vogal.
,...
PExNAlBUCO.
o que faltasse pera o pr por obra, fui realisa-
em litante nao devera lazer mus taes re- I _, i__iuit ck .i;r..,.5 .ir,
.. ,. do eassentado em 18, son a uireccao uo
quisivoes senao p >i intermedio dot.ommanuan-
mesmo snr., com a despeza pouco mais ou me-
te .Supermr nos termos do ciado ar'g:q: n08 de dou, conlo8t.en,oe tantos mitris, ape-
no est revogado peo reglamento e 31 de|mdege haverem perddo no brigue-Tino-
Janeiro de 1842. a fim de que se observen. |ag de e ^ con oem as3orde,.sdc
sempre as d.spos.Coes legues, e se mantenba a J tjver rfe ser subsllluidas por
,.,rmon.a qu conven, haver entre as autor.- outra. fr||||f fi anda mas gobresahe este
dudes publicasCommunicou-.se ao Lomman-
dante Superior da Guarda iNacional domuni-
BESULTADO DE ALGUMaS ELEICES
DE JUIZESDEPAZ.
Primeiro dislrtcto do liecife.
Japiass
Mamede
Manoel da Silva Neves
Antonio Joo
Segundo di>(ri'co.
Cavalcanti de Mello
Bacbarel Jos Haymundo
O Srs.
Os Srs.
.-iOO
214
210
204
cipio de (joianna
Dit Ao Delegado do termo de Santo An-
tiioParticipando me o Jui/ de Paz d'essa (re
en
procedimento do snr. Lopes, por isso que o
seu nome nao aparece na legenda.
Primeiro disrielo dt '. Xnrono.
Os Srs. Manoel Niegas
Bacbarel A. d'A. Cabral
Segundo districto.
Os Srs. Feliciano J. dos Santos
Joaquim Bernardo de F.
de (orea armada, salvo se for alterada a tran-
quillidade publica, e, para retabelecel a, for'
Os Srs.
Foi assim que esses briosos militares teste-
munbro o seu sincero jubilo pelo acto gran-
uezia em officio de 3 do frrente, constar-| dioso e solemne da coroacao do muito alto e
llie, qjie Vmc requisilara uma forca de 50 muito poderoso Senhor D. Pudro 2.", asi-
prac,adol balulbao da Guarda Nacional pa- igualando o comeco do seu feliz reinado com
ra ser postada em frente da Matriz no dia 7, um padrao to nobre como duradouro. O pa-
recommendo Botamente Vmc, que nao con- Iriotismo nunca se exprimiu em lingoagem nem
sinta, que nos dias das Heicoes naja reunio mais eloquenle, nem mais digna do seu eleva-
Jo objecto. Em quanto durar, atlestar a Pi-
rmide do Campo de Ourique o amor, a dedi-
necessano o auxilio da dita forca. Espero, j cacao e respeito do subdito para com o sobera-
pois, que Vmc comprimi fielmente as or- no ; e ser nos seculos futuros um vivo teste-
dens, que por esta Presidencia Ihe leem sido munbo do quanto se fez a expensas de particu-
expedidas tal respeito, de mais un.a proa d i lares no Maranbo para caracterizaros grandes
seu zaloe interesse pelo bem publicoParlici I acontecimentos nacionaes.
pou se ao Juiz uo Paz da l'reguezia da cidade lloura e louvor aos bravos oliciaes que con-
d. Victoria. | correro para a ereccao deste bello e patritico
Dito. Ao ProPresidente da Cmara Mu- monumento !
nicip.il d'esta cidade, seguilicando em resposta -------------------
ao seu iflicio de boje (41. que deve convocar, A Commisso encarregada dfjevar a effeito o
a mesma Cmara para amanhaa. lim de rece projecto da ptramidt que se erigi no Can-
ber o juramento dos Juizes de Paz e Supplentes po de Ourique, em C\C com os subscripto-
dosdousdistrici'.sda freguezia de Jaboalo, [ivr] res para a mesma pirmide.
Primeiro distrielo de S. Amaro de Jaboat&o,
lzidro F. de Paula Mesquita. 50
Jos Francisco Pereira da Silva. 359
Dr. Domingos de Souza Lio. 231
Ignacio de Barros Brrelo. 196
Segundo Districto.
Joaquim de Souza Lio. 275
Domingos F. de Souza Leao. 247
Francisco de Souza Leo 30
Virginio Rodrigues Campello. 5
Os Srs.
ser esta allribuicao d'clla privativa e nao per-
teneer Smc.
Dtos_Ao Engenheiro em chefe e ao Ins-
pectorFiscal das Obras Publicas, communi-
cante ter mandado passar nomcaco deAju-
dante dos Engenbeiros Manoel Lourenco de
Mallos, que entre os concurrentes oi colluca-
doem 1." lugar.
a.iii iMiaaeasiMijii'ras'itiisii
SgBBi'B'g
IfiTERIOR-
0
MARANHAO.
A PIKAMIDE.
monumento que acaba de
engir-se no
Campo de Ourique do Maranhao, na extermi-
i oriental di Cidade de S Loii, e que foi
13 ofBciaea de primeira linha uo exercito,
que se icuavo em 1841 nota provincia, do-
coroacao deS. M. I o Senhor D.
Pedro 2 \ be de marmore branco raiad
azul, eso eleva sobre a superficie do solo 36 J
Deve
Importancia das subscriptes cons-
tantes da relaco junta sob nu-
mero 2. ...i.............. 1:188 800
Faltou para saldo, ecom oque alm
doscemmil riscomque subs-
creveo, entrou o Mejor do Impe-
rial Corpo de Engenheiros Jos -
Joaquim Rodrigues Lopes, na
conformidade do seu oflereci-
mento de 22 de Outubro 1844. 818,337
2:007.177
Haver
Valor dos alicerses fexadosem 1841
conforme aconta queja dei ao
Commandante das Armas de en-
tio....................... 169,040
Diiibeiro que foi entregue a coin-
miss&o e que esta redu/io a uma
>mnja_Tiijca
Freguezia da Muribeca.
C Agostinho Bezerra da S. C. 232
T.C.J nao Manoel Carmiro de L. 121
Major Rufino Coelho da Silva. 105
Alteres Joaquim Machado Prtela 96
IU U PEHYliBlM
Quando em nosso numoro de 2 do frrente
aventuramos elgumas reflexoes sobre a maneira
porque as eleii; oes do me/, passado se bavio
procedido, e sobre as intencoes e manejo dos
liomens da praia, sahiro-se os redactores do
). novo, que sao os promotores de todas as de-
sordensque vo apparecendo, com muito insul
lo negando os lactos mais incontestaveis. e al-
tribuindo na forma do seu inalteravel costume
todas as suas proezas e habilidades ao lado ad-
verso. Chegsro as eleices de 7 de Setembro
os mesmosjlactos fororeproduzidos, ainda com
mais escndalo, os seus planos foro postos a
dcscoberto, a aoarebia mostrou o aspecto hor-
rendo, e se ainda a tranquillidade se conserva
sem graves alteracoes be porque o espirito de
ordem que por tantos annosse havia cultivado
em nossa provincia tem podido resistir aos com-
bates (I i insubordinago, be porque a grande
maioria da popalacSo tem cerrado os ouvidos
as insinu.ieoes sinistras dos perturbadoi
Era plano desea gente vence' ns alen oes por
toda a partee por todos js meios; onde nao va- | nullidade Uhei qne p'an desse rnomen
lesse a fraude de maos dada com a caballa pre-
valecera a desordem; onde o Jui/de Paz se na >
conformasse com a sua vontadeiria a forra bru-
ta sustental a, ou annullar a elei(0. Foi poi
isso que vimos a sem cerinionia com que e
praticarSo aquellas formalidades que a le de-
termina, que dissereis que cada eleicio era an-
tes uma farra, do ijue um acto ainda da menor
gravidade; o desprezo com (|ue l'orao tratadas
as ordens superiores, e emlim para que todos os
escndalos apparecessem, os insultse violen-
cias que tiverao lugar na matriz de S Jos, e
especialmente na da Boa-Vista. Foi por isso
que vimos.marchar desla cidade para a fieguezia
dosAfogados nos dias 8 e9 grupos diversos de
gente armada de catetes, e nao sabemos de que
mais, commandados por pessoas, entre asquaes
algnmas se achavo, cuja honra as chamava a
mitro posto, com o fim de roubar a urna da-
quella matriz eannullar asstni a sua eleicio,
embora quaesquer outroi pretextos especiosos,
que alguem mais velbaco procure inculcar.
\i oom quem he esta conlenda dos Afogados 'J
()ue partidos disputan naquella freguezia a vic-
toria da eleico ? Sao Baroniatas, a quem vus
lancees todas as culpas? Nao, meusSrs.; o Juiz
de Paz he o Sr. Manoel Joaquim do Reg Al-
buquerque; o seu antagonista, o homcm que
quer disputar a eleico pela ana'chia he o Sr.
Francisco Carneiro Machado Rios. Mas vsque
tanto vos inculcis governistas eministerialistas.
porque guerreis o Sr. Reg Aibuquerque.qne ho
ministerialisla sem nenhuma duvida quando
uinguem pdeailirniar oulro tanto do Sr. Car-
neiro ? Que sois vos ento ? Sois ministerio-
listas para todos os ordeiros que o nao sao em
grande parto por que vos dizeis que o sois ; mas
nao o sois para aquelles que sendo ministerialis-
tas sinceros sao ao mesmo lempo ordeiros co-
mo o Sr. Reg Albuquerque ; ou por outra ,
e para fallar oom mais clareza sois desordei-
ros e anarchislas para todos, porque he o que
sempre tendes sido, e to contrafeitos goveruis-
tas vos mostris que at nos momentos de re-
fiexo quando escreveis os vossos jornaes de
lalsorte misturis os mais contradictorios prin-
cipios que ninguem de boa f vos pode crer.
E o que tem leto ncsla conjunctura as auto-
ridades que sao vossas correligionarias ? Nao
seremos nos que diremos, por exemplo, que o
Sr. Chefe de Polica promove esses barulhos
dos Afogados; mas lem olle sido attendido e
respeitado dessa gente? tem elle conseguido
com a sua vo/ chamar a seus deveres os desva-
rados que assim poe em risco a tranquillidade
da provincia sem um motivo plausivel e quan-
do se nao trata seno de uma questao ilcita-
mente pessoal ? Nao por certo do sorte que
nem se atreve a pr-se decididamente a testa
desses rnovimentos nem tem a disposcao de
obrar como de um Chele de Polica fra de es-
perar. Taes sao as altenroes que esses grupos
merecem ao Sr. Chele de .Polica que tendo
um soldado de cavallaria, nu OCCasiSo em que os
mais mutinos de um dos grupos dos Afogados
investirao com os catetes a alguns cidadios pa-
cficos, e a cavallaria que all esteva interveio
com mao armada para os reprimir, tendo o sol-
dado, dizemos, tocado com a espala a um dos
ggressores, o preso pelo Sr. Chefe de Poli-
ca Tal lie o resultado desses conceitos fic-
ticios que tem por principio a lisonja das pai-
xoes e ii sufilacao dos excessos populares! Tal he
aconsequencia do contacto em que um Magis-
trado um funecionurio de polica se poe com
homens propensos desordens em clubs onde
ellas sao insinuadas e preparadas!
O que acontececomoSr. A. ATonso hade acon-
tecer com o Sr.Tenente Coronel Ferreira Com-
niundante da Artilharia, so por infelicidad*) for
necessaro ao Governo empregar a forca sua
disposieao para mantera ordem publica. En
vez .le conservar a disciplina em que achara a-
quelle corpo; (>oi que sto nao exigia mu gran-
de capacidade, o Sr. Ferreira o lem pos-) em
estado que a nao seren alguns Offioiacs, que
o Sr. Ferreira alias tem procurado redu/ir


decisivos se nioachasse rom urna su praca obe-
diente. V. > -n pea riharia iria peio
corpo de Polica se os sella dignos Oliciaes
tivessern sido demitlirios como qeria a
gente da praia e o Senhor Nunca Macha-
do podesse ir fazer ao quartel o que fai com uih
ou outro soldado que encontra desgarrado ,
segundse diz gcralmenle.
Felizmente, a despeito de lodos estes ncon
tenientes, ainda c nservamos a esperanca de
que a ordein pulil ca nao sera alterad,! ; porque
o digno Administrador da provincia e nutras
aut. ridades velan na consonaran da paz ; e por
que a grande maioria da provincia aquer: a
qufsto hoje nao lie de mmislerialislas on op
posieionistas, nem de praieiros ou baronistus;
he de ordem ou desordem : na conservarlo da
pr.meira cslao interessads todosquantns teein
amor ao paiz, s instituices, as suas lamillas,
os seuscommodose arranjog; na desordem so
pdem interessar-se o cegos partidistas osil-
iudidos, ou a gentesem le nem grei.
Temos noticias do Cano do dia 9 : as elei-
coes procediao-se eni ordem. As que temos do
Pao do Aiho versos nosos leitores da corres-
pondencia, que ad'ante publicamos. Como dis-
temos i m nosso ultimo numero, as eleicoes dos
Afogados furao suspensas: os grupos que se h i
viao reunido pela manhaa do dia {) tinh con-
sirieraveln ente diminuido depois do ineio dia ;
mas ao tempo om que escrevemos estas linhas(o
horas datardiOsabemos que se leem depois nova
mente engrossado pela larde. S, Ex o Sr i'resi
dente tem dado asmis terminantesordens para
a inanuteneao da tranquiiidade e issulucao da -
quedes ajuntamentos,
dulas de individuos imaginarios conforme a lis-1 snim advertirles ? E por acaso hatera quern crn
Com
ii mcauos.
IOIl TUDA A PARTE RESSUSCITO AS
ELEICOES a CALME.
O D.-novo de buje tongraiula-secom o pu-
blico por lercm os seus correligionarios ceaiao
o campo a seu-, umersartos unvindo com res -
peilo as uutnocslacOes de mas autoridades pa
ra restabelecerem u liur.qmlidade publita al-
terada por causa das tleicOet de Juiz de i'a{,
dos A f.,yudos Ha bastante inexactidio nestas '
fiouc'S iiiiLias, que tracou o D, novo para ale
nuar a impressio, que bontem causou Desta
ciu.ide u motiiii dos seus correligionarios feito
la geral que de accordo com ellas fui fabri-
cada.
No Recit pequea fai a contestadlo, por
que o partido da ordena cedeo a Mesa so Sr.
Japiassu. Km S. Jos foi calorosa a questao ,
houverio mu tos insult >s interveto a Polica
do Sr. Subdelegad i contra um pobre rapaz ,
que nem ia votar, s por que o suppusero da
ordem e a quem pretendern altriliuiro uso
de arma prohibida. A Mesa regeitou perto ile
300 c dulas de cidadaos activos porquo o Sr.
\ Mella na i os tinha podido quaiilicar, nao es-
tando elles na relacao das chapas assignadas por
parte da praia, Na Boa-visto imperou o cace
ie, dominaran os insultos : ninguem que nao
fose da pandiiba era permittido entregar urna
cdula.
Ilouverao pancadas, injurias, apupadas, loi
urna eleieao a bem teri, fui urna eleico pelo
modelo dado em mitras Provincias em 1840;
II igcllo, que a edrninistracao do Exm. Barao
da Boa-\ ista pede en to arredar desta provin-
cia,como 81testou ma cmara dos Deputados o
v urbano,
O que se tem feito nos A logados, o que ain-
da la se lia de fazer, se com effeito S. Exa, nao
espassou as'eleigoes la para Dezembro, quan-
do os candidalosa rieputagao estiverem maisjfri-
os, com o desengao de urna parte, ecomexpe
liencia das traices ue seus correligionaria,
quando os proletarios boje insuflados tiverem
conhecido que estavan ex'fceitdo a soberana
pera meia duzia desperlalhoes, que vivem dos
moviuientosesuliragios pblicos, ludo, repeti-
mos, prova o que temos dito n'outras occasies,
que os actuaes ministeralstas conspio con-
tra a ordem publica, e que a poltica desle flo-
ro lempo exalta a gontalha al chegarmos aos
excessos das pocas desgranadas de 1824, 1831
al 1835'
Ja vimos urna amostra do panno,e assim mes-
mo os bou ens da praia nao rectiao, antes en
trio ufanos a frente dos cceles, e vio ateo
campo de palacio dar vivas ao Imperador e a
Liberdade! Dos Ibes restitua o Jui/.o.
vista de somelhante procedimento, e attenden-
do as malvolas insinuacoes, de que para com o
povo menos instruido, uzo os seus iguaes (so
mente em tempo de eleicoes) deixe de receiar,
00 urna setembrisada I se por ventura conse-
guissem insubordinar a tropa ou entao um
b:'talb io ligeiro se acaso os honrados Per-
mu buen m s de qunlquer cor e de qualquer con
dico que sejao se nao ajuntarem ao partido d
ordem para estorvar a infasyiia e horror qui-
nos est inminente? Ah e que ser de vos
outros se Iludidos vos prestardes machnalmen-
te a to pessimos manejos eleitoraes? Lcmhr
vos dos das 14,18a 16 doSetembro.de 1831 !!
Lembrai-vos do horror do chora-menino,para
onde os que servirlo aos planos do muitos prai-
eiros (que nao porsonalisamus por nao ser esse
o nosso costume) forio levados e all. oh
horror .'!! Lembrai-vos finalmente da Abri
ladade 1832 Ah Pernambucanos, recordai
vos so podis dessas epochas tristes na verda-
de. mas ao mesmo (tynpn verdadeiras, e atten
dendo ao presente,vede os cheles de urna e outra
dessas pucas sanguinosas ligados ao, e no par-
tido praieiro, e ajuizaise semelhante genio po
der Jamis obrar cousa alguma .aproveitavel
ao Brasil. Kis o como raciocina
O verdadeiro Patriota.
i *_____ ii__
Correspondencias.
nos Afogados contra o Juiz de Paz.
Nao sanemos cuino loi que os correligiona-
rios do i), -noro cedero o campo a seus adver-
sarios se elles apunas se retiraiao para Nao so pode ava'iarat que ponto tem che-
a infamia dos escriptos praeiros, que
despresando inteiramente a opiniao publica ,
arecem querer com.suas pessmas insinuacoes,
Srs. Redactores.Seria um milagro digno
de contar* se se no meo da tompestade elelo-
ral que ataca lodos os pontos do Brasil appa-
recesse a sempre pacfica comarca de Pao do A-
Iho inclume de seus terriveis efleitos lano
nao pretenda eu dizer acerca deste bello torrao
de trra que habilo por que .tinha previsto ,
que o espirito de partido j so havia inoculado
em sua populaco e com elle o desmandamen-
to de certos bomens que abundao por toda
parte para flagello dos cidadaos industriosos ,
que encarno os negocios eleitoraes antes como
um dever social do que como um meo de ga-
nli'.i um instrumento de intrigas, evingancas
particulares. Mal pensava eu que tera de pe
dir-lbo a publieaeao dos escandalosos factos
praticados na .Matriz desta freguezia no dia 7 de
Selembro por occasiao de so proceder a eleico
f'zer surgir entre nos os tenebrosos das de dos \ ereadures, e Juiz de Paz ; mas islo veo
Selembro de 1831 \i na verdade, su lemoso
h-novo, abi nao deparamos se nao coincal-
lumniasassacadas contra o partido da ordeni.com
infamias s praticadas pela gente que se diz
amiga da liberdade, e com a applicaco de stra-
freguezias deixando u dos Afogados depois do tegias de que s elles, e nao nos, tem laucado
sol posto, com a certeza de que nau"po tinuar a Doite a elei(ao embaracadu desde que
umanheceo o da.' U D.-novo de o do correte
dice (|ue o actual Juiz de Paz dos Afogados era
seu candidato juntamente com o Sr. Francisco
Carneiro, entretanto quem le/, o molim, quem
se oppoz a que o actual Juiz de Paz coniinuas-
se nu recebment das cdulas comecado no da
7 foi a gente da praia ida da Boa-vista, e de
outras Ireguezias, para lazer cupo com a me-
ninos: se lemoiainda o Guarda Nacional tain-
bem nao encontramos s; nao dec-Umages va-
gas, ou (actos imaginarios, cujo fim he smen-
te intrigar para vencer as eleicoes. Se lemos
convencer-mo que se nao pode ter a pre-
humpeo de dizerdeste pao nao comerei, e
nem desta agoa bebe re.
Reunidos o Juiz de Paz da freguezia com o
respectivo Parocho principiaro estes distinctos
cidadaos a cumprir as formalidades da le e
propondo o Juiz do Paz para Secretarios da me-
za aos mu dignos cidadaos Major Francisco
Cavalcanli de Albuquerque e Capitao Jos
.Mana dos Santos, vi com o maior pasmo ergue-
inalmeiite o Cometa, entao de balde se procu | rem-se no meo dos cidadaos vozes descompas-
ra encontrar nelle a mnima verdade; por que sudas de reprovacao que oro succedida por
essa folha immunda escripia (jlizem) pelo mais apoiados de quasi todos os cidadaos presentes
infame de lodosos praieiros, ignorando o que
siqa moderagao, verdade e educacao, e haven-
do feito prufissau de mentirdespejadamente.tira
Doria turbulenta dos Alogados pertencente ao de si as immundices, que o acoberto para
circulo do l).-noto. Esta pois vislu que au
be exacti a narracu du U -novo, assim tomo
fui falsa a daclsracio de ser o actual Juiz de Paz
dos Alugadus seu candidato, declaraba j que
tinha em mira por desapercibida estaauturi-
dade pi ra o dia 7.
He publico que os Srs. Cbefe de Polica,
Juiz de Direito Nunes Machado, Juiz de Paz de
S. Jos, e outros individuos influente no cir-
culo da praia entiafao ao scurecer por caa ci -
dade vindos dos Afogados acompanbados por
niaisde30Udus(|ueali lorio perturbar ueleigae,
armados da caceta, eem forma debalalbao, u
que todoserao de freguezias difieren les,es quaes
nao tinbao diieito de ililervir na clcicao dos
Alogados. Era esta gente, que o Sr. Cbel|
Pol.ca nao quiz que se despersasse, pur que
eta\a no exercicio de seu direito (de ccelej :
fui parte desta gente, que u Sr. Cbefe de Po-
lica vio poslar-se na frente da matriz de Son-
to Antonio, e cono all
deixuu seguir as&im mesmo de ccete para os
Afugados a exercer u seu direito.
Como ho que desta forma se reslabelecer a
tranquilidade, desapparecera a parali>ai>odu
commercio, e o suslu das Limlias ? Hespunda
o .Ministerio, que lain deixado (nao sabemos se
adrede) irem-e afrouxandu todos os Vnculos
sociaes.
Na IreguezJa do S. Antonio sendo os votan-
tes obrigados como empregados pblicos, ou
pessoas de consideraefio convidadas pe,a presi
delicia, ou como Guardas Nacion.,es que tem
a renda ua fei a comparecer em palacio, p-*
de i club da praia lormar a Mesa a sua vonlade,
sem necessidi.de de excrcer o direito de ccete.
Km santa pai rege ton a esa porto de du
tenias cdulas dos que as mandaran por procu-
radores, que nao era i partido, in ,
lancal-as sobre seus a licrsarios polticos dos
quaes o iiiis inferior est sem a menor duvida,
em tudo e por ludo (que nao for proprio
delle) muito acuna do escriptor do Cometa.
Sim, se alguem quer saber o de que sao capa
/es os praieiios em suas mac'tiinacGe polticas,
nio tem mais do que ver, o que dos amigos da
ordem, everdadeiros amigos da liberdade di-
zeiii elles(08 praieiros) pur quanto aqulo. que
entre os quaos gorao aquelles cidadaos da maior
afleicao dahi principiou a vozeria do apoia-
dos e foras que deo lugar a urna lucta que
seria interminavei se acaso nao fossoacceito o
requerimento, que eolio fez o mu digno Juiz
de Direito da comarca indicando, que sesepa-
rassem os votantes para bem estremar-se os vo-
tos pro o contra e logo quo assim o deter-
ininou o Juiz do Paz verificou-se que urna
grande maioria dos cidadaos presentes se havia
pronunciado em favor dos nomeados que o
partido, que se apresentava em opposcao cons-
tava apenas de vnte a trila cidadaos pela maior
lazem.ou le t o fazer publica ser aquelles,que j parte indignados contra as pessoas distintas da
o fizerioi ou cslao la/.endo ; un exemplo pro- comarca por motivos particulares que me en-
ara o que ora affirmaiuos. Com efleitoein
um dos n. do I) -novo do fim do me/, passados
se disse que os amigos da ordem (chrsmado,
por Baronistas) se acbavao comprando votos aos
hon ens do povo, ( e he provavel que essa cal-
lumna calasse no animo d'alguem) mus feliz-
mente essa assefco nao foi revestida de um
fattoao menos, que a lizesse acreditavel, en-
tretanto que um reo de polica praieiro conbe-
niu fosse necessariaIcido vulgarmente por pai da pobreza, lem so-
licitado os pobres habitantes da freguezia de S.
Jos para Ihe assignarem chapas a troco de
dinheiro ( u que ainda pretendemos pro-
\..r porm o que mais nos enebe de indigna-
tao, he que esse mitiravel cum mais um la-
caio barbudo, c um outro ijusdem furfuris ,
tenbao tido o arrojo de plantara in>ubordinaco
entro o corpo contingente, gritando na occa-
>iau em que solicilavaO a um para assignar as
suas chapas que os soldados nao havia6 mais
necessidade da obedecer aos seus superiores!
que no dia seguinte seria o mesmo corpo
dissolvido impreterivelmeote ; (ja se pasarn
quinze uiaa depois disto) c que por tanto podan
nar aquellas chapas que seus iguaes Ihes
as i nssar e fa/cr assignar a poder
linheiro l Oh .' que desaforo Eis abi o
que be a gente praieira Eis-aqui como ella
reclamagoes undad*s e iuliuduzu na urna ce- tjuer ser acreditada ; fazendo o que diz lazerem
vergonbo de relerir. Quando vi semelhante
disentrecho animei o meu espirito um pouco
assuslado e entend que tudo se havia con-
cluido o que o grupo qu se apresentava em
sentido contrario e desorganisador corrido de
vergonba por um tal vencimento se resignara
com u sua triste sorte e de dous acordos pru-
dentes tomasse ou o de so retirar de bandeir.s
a meo pao ou de se conservar callado e co-
medido; mas minhas previsoes ainda forao por
esta vez iludidas ; porque o plano era maior ,
o esse pequeo grupo vinha disposto a arrojar-
se a praticar escndalos inauditos, e custosos
de acreditar-se:enlo apresentou-se capitanean-
do o grupo o Bachure! Lourenco Bizerra Car-
neiro da Cunha que he aqui o primeiro Sup
pente do Juiz Municipal ; esto moyo aparen-
tado e muito aparentado com as princ'paes
pessoas da comarca saltou por cima de todas as
regras da decencia e decorro, gue devia guar-
dar no templo sagrado e crn nina occasiao (ao
Blenme ; a principio aparentou resign.gao ,
depois que tomando posicio no corpo du Igrej
fez os ltimos esforeos para chamar ao seu lado
os cidadaos que se tinho apinhado para
o lad que havia aprovado os dous Secretarios,
e 00desengao lalal que receneo vendo qui
os cidadioa se conservario em seus poslos
cabio em prefeilo delirio o entao o vimos co
no OUi veruaociro posssso e om altos gri-
tos o vozes esturgidoras dizer, que havia coac-
gio que o povo assim proceda intimidado
pelas ameacas do mui digno e honrado Delega -
do da comarca o cidadao Lourenco Cavalcanli
de Alhuquerquc o qual havendo-se conserva-
do mui pacifico em seu lugar apresentou-se as-
Severando que nenhum meo havia empregn-
do para coagir aos votantes o voltando-se pa-
ra o povo que se achava no corpo da Igreja
disse com palavras mu brandas e com a mais
consumada prudencia que o povo poda pronun-
ciarse livremo.'ilo epara o lado que quiza-
se ; mas nada eonienlava a i desabrido cbefe.
lodo este successo, que se pnssou no meo
do maior alando a tumulto occasonado pelo
Bacharel chefo deo lugar a que parte do desta-
camento que se alhava em urna casa um pouco
distante da Igreja pensaste quo havia desor-
dem na Igreja e entendeo, que para cumprir
seus deveres devia acudir e a sua apresenta-
cao aporta da Igreja deo lugar a novas vocife-
racoes da parte do Bacharele EntiO disido uns,
quede propositse havia mandado lorca arma-
da para atterrar os cidadaos, oi.lms,qu os sol-
dados haviao rarregado as armas, pelo que o
Delegado foi em pessoa a porta da Matriz *>
lez retiir o destacamento ; mas nem este pro-
cedimento bastou para acalmar o espirito de-
sorientadodo Bacharel,que depois de acomemet-
ter com o maior arrojo j ao proprio Delegado ,
j ao Subdelegado, o mu dislincto Major Re-
g e finalmente ao proprio Juiz de Paz co-
brindo-os dos maiores insultos, e ataques, col-
locou-se em urna das caderas da Mesa e dis-
se em tom enlathico que nao consenta por
maneira alguma que se conclusse a organi-
sago da Mesa sem dar outra causal se no a
imaginada coaego, e a sua vontade. Avista de
um procedimento to inslito bem podera o Ju-
iz do Paz lazcl-o retirar, ou mesmo prendel-o;
mas o Juiz do Paz sempro por boas maneiras ,
lentou continuar nos trabalhos sem que o po-
desse conseguir crnim O Bacharel cbefe no
attendeo aos pedidos do Juiz de Paz e menos
ao de alguns cidadaos bem como o Juiz de Di-
reito, Promotor publico, o outros, que por va-
rias ve/es Ihe dirigirn palavras prudentes para
que desistisse desemelhanto empresa, que tan-
to o envergonhava, e rebaixava, dando ornis
terrivel exemplo de desobediencia, e a narchia;
ainda se lembrou o Juiz de Paz de propr ao Ba-
charel chele, queproporia para escrutadores
ao Juiz de Direito o ao cidadao Francisco Jo-
s do Barros quo era de seu lado a verse as-
sim moderava a sua ira ; mas ello insista para
queso levantasso um dos Secretarios que lau
solemnemente havia sido aprovado. Nesle es-
tado de cousas eu vi os espirilos na mais inau-
dita exacerbaran eu va o momento em quo-
qualquer incidente occasinnasse al o derrama-
ment de sanguc. ea nao ser aprudencia qua-
si criminosa do Delegado e Subdelegado, que
suporlaro resignados os maiores improperios ,
ran do tracnr estas lindas quo venho por ao
alcance do Publico para ver como se procede
as eleicoes do nusso paiz Gracas o mil gra-
casdouao Ente supremo, que nos livrou de
horrorosos desastres, agradeci cutos os mais
repetidos lamhem no Sr. Delegado que alrn
de urna prudencia sem par s prncurou conter
qualquer desastre que desconfiava preparar-
se e louvores ao Sr. Juiz de Paz e reveren-
do Parodio que tomrio por lim a resolucio
de suspender as eleicoes enriendando no Exm.
Presidente da Provincia urna parte circunstan-
ciada rio sucredido, e do qual espero providen-
cias as mais adaptadas a hvraf-nos da rjppeticSo
le acios, rtueencheriode indignacio oscida-
daos desta comarca. A presteza com que tive
de fazer a presente nnrrarao me nao deu lempo
de tornear a minhn lingosgem do que peco ao
respeitavel publico desculpa,
O Jabtlantc do Pao do A Uto.
Srs. /{dadores. (*) No me possp poupnr
ao fastidiosotnihnlbo de referir-Ibes fielmente o
que se passou na minha freguezia com a cleco
de Juizes de Paz, pois, como negocio de interes-
se publico, convem que se publique.
Ao apparecer a ordem para eleces nos dis-
trictos alterados pela nova divisao, provavcl-
menle o Sr. Juiz de Paz deveria agarrar se com
o empregn que j < considera propriedade sua;
pois que s elle o tem hahblado para cousas
maiores: e para sso, dzcm, que se fizo ao dif-
ferenles estrategias, entre as quaes vigorou o
plano de so presentar um seu cunhado. ceg
instrumento seu, e um ;rm o para candidatos
com i lie do primeiro district da freguezia, e
dous sobrinhos, cunhados entre si, para candi-
s do segundo dstrir'to. Ora, o tal Sr. cu-
nhado Subdelegado, cujo amor proprio assim
(*) Temos ha muil.s das em nosso poder
esta correspondencia, rfu por certos inconve-
nientes nio lem sido, ha mais tempo, publi-
cada, s HU.


r
lison'eado aci oi abracar-se completamente,
passuu ordem circulares a seus Inspectores, de-
signando a si e seu cunliado para Jui/es do Paz;
ordenot ao povo tin malta, particularmonlo a
seus moradores, secundo consta, para levaren
sin- listas, uu antes irc :i cumprir a mi i ordem.
No dia da eleicSo, ou mellior da paluscada, o
Sr. Juu de Paz, que sem|)re lem postado do
acolmrtar-Sft eom a cap do decente e do hones-
to, tir i-se de seus cuidados, e elege para Mesa
seu cunt,ido u'.delegado e inais a tres sobri-
nhos seu, e lodos cunhados entro si e candida-
tos decretados, lm de primos, <&c., os
quaes-so o famigerados generaos das eleicS s,
que andan de porta en) porta pedindo au extor-
quiodo voto e atorm niando o pacifico povo
Ora, eom a Mesa assim composta, na qual s de
esiranho enlrou o \ gario, c isso como Plalos
no credo, (acil ser adivinharo reslo.
Aventou-se urna primara quostao sobre a
entrega das lisias, e foi vigorosamente susten-
ta ia por um dos diunos membros da Mesa, o
qual em um longo e bem pronunciado discurso,
iiionIh.ii exiiheianlemento que se devino aceitar
as listas sem chamada nem outra (ormalidado ;
e como a quesliio (parece que por ser a primei-
tJ pesasse-lhes muito na consciencia, cmco-
imvar por transgredir logo as leis, regulamen-
tos &c, scmpre o Sr. .lu/ de Paz assenlou
de se fa/.er a chamada, suppoe-se que confiado
na tangente, de que no im da chamada se ad
miltirio guantas listas qu'uessem, pois ludo
confiava ',a Mesa. Logo se folla completando
suas esp raneas; de mancira que quando o
pobre V igario fa/.ia alguma pequea reflexiio,
sobre ^legalidades ou idenlidade de votantes,
&c., j Juiz de Paz submeltia logo o negocio
sber ana Mesa, c ludo passava alm de sua es-
pccUtiva.
' tas, alm de outrasque, torio eadireito,
ja se linhao lancado na urna e ia deitando,
quando disse d'alli urna alma chrisla : Gsses
votantes nao estao na lista, e nem forao quali-
ficados ; ao que responde o Sr. Mesario Pro-
curador, Juiz e parte ao mesino lempo : Sr.
Jui/. de Paz, olhe que sao tnnta e tantos votos,
e que eu os conheco.-- E o Sr. Juiz de Paz ac-
crescen'tou : Como a Mesa assim o decide,
aceite m-se.
D'uutro individuo chamado, disse o Inspec-
tor ser pohrissimo, nao ter nada de seu
d,sserao-lho que era pedreiro. O Inspector ne-
ga, e confirma que elle nunca traballia ; mas is-
to naoobstanto, aceita-se Ihe a lista : e final,
os votos que Ihes convinhao, acelavo-se,- fossi
como fosse, pois aos que laltavfo rtulos, assig
naturas, &c., os Msanos ahi mesmo ludo sup-
pnao ; o aos que Ibes nao convinhio, passavo
rigoroso exame, e por lim osdesprezavo.
Dizem que volirao nestas cleiccs moradores
de dilleienles districtos. que at de S. Antao
vierto: e he sobre mancira notavel que ainda
assim se fizessern tantos esforgos, nao haven lo
nenhurfia resistencia, pois que ninguem Ibes
fez a menor opposicao, visto que esse nome nao
merece a divergencia dealguns votos, por cons-
ciencia ou independencia do votanle.
Foi tambero curiosa e bem edificante urna
contestado havida entre umCapitBo de G. N
e o tal Sr. Mesario Orador, o qual, impugnando
a lista de un Guarda em um de seus floridos e
luminosos discursos, depois .'e muito estender-
se, terminou pouco maisou menos por estas pa-
lavras : Senhores esta Mesa desde seus prin-
cipas que COmmete Ilegalidades I!! Ao que
os ciriii'iistantcs consciencioaemente derao mui
tos apoiados ; fui eom esse trecho que elle de-
tendeo i esa da acruaacao que fez oCapitSo
do exemplo que ella da\a em recober nutras
muitas listas de pessoas em peior circurnslancia
que o seu G. d'C. ; ora digan que isso niio
he sublime Assim corra o barco eom vento
gaihaido e mar bonancoso.
Finalisado o dia 18 e nao contando os Me-
sarios eom a seguranca da urna na Igreja ; por-
que cmfim urna eleicao, que a de cassuada,
nao era muito, que mesmo por cassuada lur-
lassem a urna (o que todava so naodovia espe-
rar de meus pacficos comparochinos) indica o
matreiro do Juiz de Pa/ que fsse a urna rara
a casa d<> Vinario, o qual, eom sua costumad..
modestia, recusou ; maso Sr Juiz de Paz. po-
iteosagn*. insisti, eoVigariofoi obrigado a
aceitar a urna. Mas d'ahi a pouco de novo deli-
bera a Mesa, depois de dissolvida.e ja alguns dos
Membros em sua casa, que viesse a urna da ca
sa do Vigario, onde a tinhiio posto, para a casa
do Juiz de Pa/. ; foi portanto a ordem intimada
ao Vigario, queem ludo foi victima de sua Iha-
ne/a e prudencia. Sabio finalmente a urna para
a casa do Sr. Juiz de Paz, candidato aforcura
do. levando cams goa nica chave que tinha!
Tolos ustt ;,ct s forao pml irados nos olbos
de todos, mas se alguem os u gar alterados, os
conteste, que provarei aquelles de que tenho
documentos o verdicas provas, mas cuido que
11 -i. ..*.. ...... 1. .fr.w.c 'um icen
UiCUJUi SCIU liuu hi^uuihi WU* iwwi
Publica^o a pedido,
DIA 7DE SETEHBRO.
VIVA A LBER DA DE !
Um dia de triumpho he umdiade gloria pa -
steremos de ver beiias cousas ; eeti, nao deso-
jando oflender a alguem, quero smenle que
e respailen as insttuicocs du met paiz, e |ue
meia duzia de atliletas nao estejao blasonando
de disporom de mous compirochianos, como
dos oscravos de seus engenhos, e antes por amor
da justiga que para oflender a individuos, roliro ra uma nacao inleira; he um annel mysterioso
estes acontecimentos, pois se deve dar a gloria que a Providencia legou cadeia dos' lempos
a quem a tem, os eleitos devem o subem mui a lim de o-signalar nesle mundo uma carreira
bem agradecer a quem os elegeoe nao opinio bnlhante, bordada de acontecimentos pasmo-
da fregue/ia, que senao explica de modo algum. sos. Um dia tal Uo o monumento mais sublime
d.<.i C. di. t ___:.. .i da liberdade do um povo, he o emblema mais
Portant), Srs. Redactores, na freguezia de x, ..'.
i_i i- s. i i l -i: puro do seu va or e lide idade; e como que de-
Jaboatao nao houverao e nem podio haver ele-. .. /* ..
, ____ ,__. i f t j.i. i senrola aos olhos do contemplador e do piulo
coes; por. ue o alistamento be fabricado adre-, ,.
j i ... __ sopho uma sen immonsa de grandes resulta-
do pelos Inspectores de quarteirao, que a maior K ., K ..
, J .i i i .i dos. hu qualquer paite em que elle appareca,
parle sao os parentes do >ublelcado, memnros: n l .
, r ri- r i I radioso e helio, appareceni lambem o jubilo e
uo uma lamilla aqu mu ramilicada.e sao mu- ,. r '
. i n a satisl. cao: os hvmnos, oscanlicos. as expres-
los senhores de engenhos, &c; e posto que n- J '
,_ i, -.-i i j _. i soes mais enrgicas de prolunJa al-gna se ma-
Ire lies existao uomens probos e prudentes, ...... r. ,,
r r ,- I nilestao entao a proporcaoque elle cresce cheio
ao por isso mesmo esse os que se allastao ei ... iH
i i j___ de bnlhantismoe magestade. He assim que os
deixo o campo aos maii ousados gladiadores
n i \'m w i oiii iw aui mnii <_/i4^a , .. r, f i i valerosos campioes da liberdade coslumaoarvo
que alardeao de lazer tudo, e vao desptica- > ,. r .
1 -i ,i i i rar n um da memoravelos tr'pheos de gloria
mente conseguindo ; principalmente alguns do .. \ .
,, .r ., ;do independencia : possuido do mais cumple
nnlro al *c fin* tininit dn dn dn \nrla a tiniri
e
iple-
m B | A KT : *M*J MUH.in,iiUllllliJ IU\iUIUUl UU IIIQI3 t. v / i l i i ( i (
entre elles que vierao do lado do Norte, e bem J[
, ... V\ c l i toconlentamento, elles esperananciosos por es-
versados se mostr? rao em intrigar, ote. U Sub- ,, i j
, "i. i se da lao celebre nos seus annaes, por esse da,
delegado ordena de seu propno punho asele- r .
- i em que poderao levantar o monumento lausto-
coes para si, seu irmao e cunhado, propoe para i j i
, r, ... .r j, so do seu valor sobre as ruinas de idades remo-
Inspector de quirteirao, e do principal quartei- ., -
,r ,^, ,r u- i tas, e por ventura sobre os restos d um colos-
rao, como he o da povoacao, um seu s ibnnbo r,
,,.,. r n I j ,i so que baqueara. He
filho familia, sem que o Delegado o tenba em
nada obstado, segundo se diz, eviio-o reduzin-
do nullidade, pois que nioguem Ibes faz
frente.
Se assim devem correr as cousas, he melhor
nao se incommodar o povo da minha freguesia
eom eleic;oes, pois sao inteiramente phantasti-
cas ; deve-se pedir a esses Srs. que designem
quem sao os que querem nomear, e (iquem tpsoi,
/acto eleitos : e me parece que muila gente sen-
sata da freguezia se nao dar ao trabalho de la
tornar para ellas, se nao se tomar alguma pro-
videncia que d uma apparencia de eleices, por
quese meus comparoebianos nao reffiectirem em
sua aviltante posirao e nao recobraren! seus di-
retos, devo considerar minha freguezia, poslo
que digna de melhor sorte, sem a menor som-
bra de representacao nacional, o que muito
contrista a um Legaliita.
Srs. Redactores.Lendo um alfarrabio de-
parei eom a mui divertida anedocta, que adi-
anto transcrevo, e cuja publicacao Ihes rogo ,
tanto mais quanto ella he urna bem ajustada
earapuga a certa notabilidade praieira, que um
des tes dias foi vista, destituida do respeilo, que
devera infundir pi-r sua posicao social, caval-
gadasoba tripeca de um pobre velho sapatei-
ro de quem procurava.mansinho como um cor-
deiro. e eom o doce tratamento de meu bom
velhinho captar o voto para quanto emprego ha
de eleicSo popular.
ANEDOCTA.
Acconteceo em Inglaterra, segundo se con
la, um caso bem galante entro um mcslre sa-
pateiro, e cerle cavalheiro, que aspirava a ser
Deputado no Parlamento. Enlrou este eom
um ar muito (agueiro na loja dosapateiro o
qual eom um ar sombro Ibe pergunlou: (^)ue
negocio temos? O cavalleiro respondeo mui
humildemente : uV.o vinha pedir a Vmc um
pequino obzequio.que espero m'o faca: fal-
ce ta-uie um s voto para ser eleitn Deputado ,
se Vmc me desse o seu licar-lhe ia inteira-
mente obrigado. Obi esse he, que he o
negocio? respondeo o sapateiro: Eis-aqui urna
tripeca, sente-se V. S., e vamos a politicar
um pouco, para eu c fazer a minha ideia a
a respeto da sua c8pacidade..... O Sr. prova-
u-lmente ha de goslarde cerveja, nao he as-
sim ? Pois aqui temos meia caada della ,
que eu ja encelei e agora aabal-a-hemos
do meias. Vamos a isto eu carnerada la
val un copo, beba a minha saude. que eu
Ibe faco a razo. Que duvida ha russo ?
respondeo o cbvaileiro e comecou a be-
ber mas fazendo-lhe cara. O meu a-
migo tambem ha de fumar ; por que eu c
nao posso passar sem a miuha fu maca sobre
a cerveja. Sim, Sr. respondeo o can-
didato tomando o sigarro da nido do meslre
sapateiro. ... Com um ar muito grosseiro
(proprio e natural dos lnglezes) depois de dar
o cigarro ao seu novo camarada acende nesle
o seu, e comees o bom do sapateiro a fallar de
cadeira em poltica com o seu pretendento o
qual escutava ltenla e humildemente dizendo
a ludo, que sim, e dando muita razo as sabias
reflexoes do Sr. mestre sapateiro; este porm ,
que nunca tivera em vistas so nao mangar com
o candidato quando Ibe pereceo que adose
de mangacao ja nao era m, despel-o sem
mais cerimonia dizendo-lhe : Oa Sr.. va
que baqueara. He assim que os briosos II-
Ihos da antiga Helvecia, criados entre as mon-
tanhas coroadas de gelo, e acostumados ao viver
selvagem dos seus maioies, costumo festejar o
dia memoravel, em que o grande bere da li-
berdade o patrila (iuilherrneTell, ergueo so-
bre seus hombros o edificio novo da indepen-
dencia suissa, que lao bella raiou para todos os
homens livres. Um dia tal como este, em que
os ilbosd'uma nacao virao completos os seus
dezejos, e c.incluida a obra da sua independen-
cia, deveria ser consagrado nos annaes do uni-
verso, como monumento o mais pomposo, co-
mo tropheo o mais sublimo da sua dedicac,ao
bemeommum. Ksle dia, lao notavel, tiio en-
cantador e magnifico, atlrabiria por certo, a ad
miraco de todos os povos, e o viajante que n ir
lempo remoto passasse por aquello lugar, que
foi scena da liberJade daquclla nacao, deporia
o cajado de peregrinac,ao, passaria junto aquel-
le sitio, e dira, ao menos, uma palavra de amor
e benevolencia, mas uma palavra enrgica e
muito expressiva.
O Brasil tem um dia do gloria : o Brasil tam
bem consagrou um monumento liberdade,
que ser, talvez, respeilado por todos is homens
e em lodosos lempos. Hile viveo a principio
urna vida de infante, mas chegou o lempo da
sua maioridade, e elle proclamou em alta voz a
sua independencia. Um acontecimento gran
dioso, um acontecimento sublime, veio por ter-
mo aosanciosos desejos de lodos os Brasileiros;
elles suspiravo pela liberdade, e ella soube
corresponder-lhesda maneira mais evidente e
enrgica.
A Providencia determinou queumdiaex-
traordinsnario marcasse para os filhos do Bra-
zil uma poca bnlhanle de gloria e de prazer ;
a Providencia, sempro ferlil em designios ben-
ficos e magestosos, determinou que um dia su-
blime viesse abrir para us Brasileiros a mais bel-
la scena que jamis a seus olhos se descortinou.
Ao grito animado de liberdade, que echoou em
lodos os ngulos do Brasil, os nimos se accen -
dcio no fogo do mais ardente enthusiasmo,
do mais frvido regosijo : bradarao os Brasi-
leiros ao Arbitro das naces, esobre as azasdo
relmpago voou o Genio da Liberdade, victo
rioso e cheio de gloria. Raiou entao o dia do
mais completo prazer para Kdosos filhos do Bra
sil : c no aeresso do mais vivo eontentamento-
cxclamarao todos : Liberdade l Independencia'.
eo grito se communira immediatamente de
um a nutro hemisferio Alas que dia foi es-
se tao brilhante. tao bello para os Brasileiros ?
Que dia foi o que abri para elles a poca da
Independencia? Foi um dia felicissimo, foi o
dia 7 de Setembro. Ah / quem no meio desse
espectculo assombroso, deixaria levar-s. do
Irio espirito do indiferentismo? I Quem, nas-
cendo na trra dos Negreiros, podena conser-
varle insensivel a to pathetico acontecimen-
to, a acontecimento to pomposo? De certo,
que ninguem. Uma poca sublime foi aniiun-
ciada por um dia brilhante, e este dia foi o em-
blema mais caro da dedicacao dos Brasileiros a
causa da Liberdade.
Dia 7 de Setembro Anniversario da Inde-
pendencia do Brasil Ah .' como s tao bello,
tao encantador aos olhos de quem te observa
com o espirito de patriotismo ('orno s
magnifico a todos que se dizem filhos da Liber-
dade, amantes da Independencia/ Se|as scm-
pre hendido Seja >eindre considerado como o
monumento maisenergico e expr ssivo do amor
regosijo, devem tributar ao Arbitro das naciks-
; ao Dominador dos Seculos, as mais vivasexpres-
soes de reconhecimento por um fado lao sub i
i me, que veio por termo nos seus desejos, e cons-
tituidos na escala dos povos livres Que sejam
seus volos sempre em pro! da Patria ; que seus
himnos igualem amagestade do acontecimento,
[equa adorem o Immorlal, como o principio
de sua Independencia, como causa de sua Li-
berdade.' Jamis suas preces se deslisem da sen-
da da yerdade ; jamis seus volos sejam prosli -
luidos. Can tem com u caridura de infantes,
entem hymnos ao genio da Liberdade, e a-
mem o seu Paiz com toJa a dedicacao cero-
pe n lio.
Quandocantardes, e tributardes as vossasho-
menagens Sacrosanta Liberdade, lemhrai-vos,
oh! Brasileiros, que, possuido do mais sincero
patriotismo, um joven enlbusiasta dedicou seu*
cnticos a quem devia dedicar, e que disse ao
menos estas palavras. Dia magnifico .' Salve'
viva a Independencia ~ A. II de T. a,
Sl'jmjL-l. IJJ L ..... .-f.:V "7I.~"^^U.^"^~""",'"''^
COm
Alandega.
Rendimento do dia 9......... 6:22'fl578
Descarga para odia 10.
BarcaCasimirdiversos gneros.
RrigueSciencia dem.
BarcaEtiza Johnstonidem.
BarcaIntiocence farinha
Mstico drianno -sebolas, albos c bata
tas.
Movinjeato uo Por lo
A'diioi entrados no dial.
Portos-do Sul; vapor brasileiro Imperador, do
467 toneladas Commandanto Jos Ma-
ria Falco, equipagem 30: emSdias: ,\
Joaquim Baptista Moreira.
Porto Alegre; 17 dias, brigue brasileiro Flor
do Sul, de 170 toneladas, Capitao Jos Ig-
nacio Pimenta, equipagem 12, carga carne
secca: a Amorim Irmaos.
Navios sahidos no mesmo dia.
Parabiba; barca ingleza Emily Capitao Toyl:
em lastro,
Falmouth; barca ingleza 31ury 4nn,Capi-
teo Bruco : com a mesnia carga que trouxe.
Marios entrados tiodiu 8.
Trieste; 60 dias barca austraca Mary, de
328toneladas, GapitAo Marco Benedicto,
equipagem 14, carga farinha de Irigo, &c. ,
a N. O. & C.
Liverpool; 51 dias. barca ingleza Science, de
197 toneladas, CapiUo Thoma/ WreyVero,
equipagem 11,carga fazendas:a Deane i'oulfl
&C.
New-Bedeford; 72 dias galera americana la-
cily. de41i toneladas, Capilao llatbem ,
equipagem 10 carga azeite de peixe ; a
Henry l'orster & C.
Rio de Janeiro ; 9 das, patacho transporte na-
cional Pira pama, ComiMandanle Baltha/ar
Jos dos Bem.
Navio entrado no dia 9.
Falmootb, pela \ladeira; 31 das, patacho in-
gle/ Swirft, Commandante Donglas.
Navio safiido no mesmo dia.
Montevideo ; brigue sardo Palma, Capilao
Demingos Buzan no : carga assucar.
-r.-TT ryrrr.f S:".
fij-'i^aracoes.
nnriiij;
com Dos, e no cont com O meu oio; eu e do patriotismo do povo Pernambucano. e de
sei fa/er delle n devido apreco para o nao todos os Brasileiros.
em pregar n'um homem que tao pouco sei llr boje que lodosos filhos dt Santa Cruz,
a sabe dar a respeilo, e que pretende elevar possuidos inteiramente domis fervoroso en-
. r,7nH.. l.HR2as thliainiO, uniendo no fogo do mais rompido
O paquete inglrz Swirft. recebe as malas
para a Baha e Rio de Janeir amanha (11)
as 10 horas da manhaa.
Compra-sc pela reparticao do Arsenal do
Marinho oito ceiosaaccas de farinha de man-
dioca para serem remettidas para a liba do
Fernando de Noronha : pelo que convda-se a
aquellas pessoas a quem semelhante venda con-
vier que compareci na indicada repartieo
pelas 12 horas da manhaa do dia 11 do corren-
te com suas propostas em carias feixadas ; fi-
cando o vendedor sqgcito a qualquer reclama-
cao que d'aquella liba se fizer sobre a boa ou m
qualidade da mencionada farinha. Arsenal de
Marinha de Pernambuco 9 de Setembro de
1844. Christovao Santiago dt Oliveira. E-
crivao interino.
Avisos mariimos.
i
Para Liverpool a linda velleira e bem
' conhecida galera inglea Columbus capito
Daniel f.reen sahii at odia 20 do corrente;
para passageiros somenle ; trata-so com o Ca-
pillo, ou com os consignatarios Me. Calmont
& Companbia no lago do Corpo Santo n. II.
1 Para a Baha pretende seguir em pou-
cos dias a veleira lancha anta Anna Mestre
Miguel -l"""1 de Uedeirof r.ha*ea ; quem na


4
,i. *- .
mesma quizer carrgar, pode entender-se com
Amorimlrtnosru;i da Cadeia n. 45. 5)

S.
3 =J>nst ti Pater & G. transferir.), por cau-
sa da copiosa chava n > dia I, o son leilS i do
fazendas ingtotas bem e rtidas e as mais pn-
priiis d'este mercado para torca-foi ra 10 de
corrate s 10 h iras da minina quaodo lera
lagar no seu armazem, ra da Madre do
Dos. 7)
tO corretor Oliveira far leilSo do. mtiit>
mobilia nova do mais acreditado marcineiro do
Porto, donde rec 'ntomente chegou pelo brigue
Primavera do outra porcio periencente a
pessoa capaz pn-sios a retirar-se para fura da
provincia de camas de ferro para ama e iluas
pessoa?, prximamente importadas d'Inglater-
ra, de um aparelho intimo de prata para cha.,
decolheresde prata novas e muitos outros ar-
sigos: quinta-Teira, 12 do corrente s 10 li i
ras ili manhaa. na casa de quatro andares, ra
do Arnorim, prxima alfandega granded'es-
ta cidade. 14)
Avisos rsos.
1 Manoel Lucio da Silva vai ao Assii.
1 Arrenda-so o primero andar da cosa
n. 18, na rua do Fugo: a tratar na ra do ^uei-
mado sobrado n. 4\. (3)
2 No da segunda foira, 9 do corrente, s
quatro horas da tardo, porta da casa da resi-
dencia do Sr Dr. Juiz dos orphos, ir tercei
ra praoa um sitio na estrada do.Montoiro. de
torras proprias, com casa de vivenda, cosinha
fra, quartospara escravos, cacimba, cochoira,
estribara para zo cavailos, portan na frente;
grande baila para espim, torra de plantar, bas-
tantes arvoredos do fructos de varias especies;
com q ua trocen tos e dei palmos de (rente, e inile
trezentos e sessenta e sote de fundo; penborado
a Joaqun) Fernandos Gama no valor de seis
contos o quinbontos mil ris. 13
?. = Perante o Sr, Dr. .lu/, do civel da vara so lia de arrematar lindos os dias da lei,
urna casa no largo da Ribeira n. I. avadada em
1:200 s'000 constante !> escriptocm poder do
portoiro. (5
Quem precisar ama mniher para orne
decasa do bomem solteiro ou de pouca familia;
dirija-se a rua do Rangel n. 22
3 Precisa-sc do um pequeo de 15 a 16 an-
nos que saina psi rever para caixeiro de urna
venda ; na rua da Vurnra em S. Amaro, sitio
de Manoel Ferreira Lima. (4
3 Roga-se aos Snrs. livreiros e mis pes-
soas a quem for olferecido um torceiro volume
da obra do Paulo de Koch ii.litulado Irmaa
Anna cojo volme nao servir a pessoa al-
Riima visto nao ter os mais, quoira apprc-
hendel-o, e levar, a ruaesireiki d> Rozario n.
7, i'seo livor comprado, dar-se-ha o seu im-
porte. 8
3 O Sr. Jnso Peroira da Silva queira an-
nunniar sua morada que,se Ibe desoja fallar a
nogoclo de seu interresse. (3
3 OSerece-se um rapaz Porluguez de 1'J
aonoa, qoesabebem ler, escrever e contar,
para qualquor arrumacSo nesta praoa, ou fura
della porm porto ; juem de seu prestimo se
quizor utilisar, dirija se a roa larga do Roza-
rlo loja de miude/as n. 35. '
3 Os iibaixo asolanados, leem dissolvido
amigaveltnonte a sociedado que tinhSo na lo-
ja de soleiro da rua Nova n. 5 do bairro de S.
Antonio debailo i!a firma rio lirada $ Silva ,
icando a lila loja em iiqui lacio e psgemantn
obstante nao ter assignatura do dono, comtudo
ba tcstemunhas que virao comprar. (9
U Sr. Francisco Alexndre do Lima, mo-
rador no Seminario, dirija-se a rua das Laran-
geiras sobrado n. 5, de Claudio Dubcux, pa-
ra recebar um oncoinmenda vinda do Cear.
O Sr. Francisco Xavier Carneiro da Cu-
nda Campcllo queira procurar urna carta vinda
de Goianna ; na rua da Praia do S. Rita n. 37,
ou na rua d Queimado, loja de ferraron* n. 31
Alui:a-.se metade de urna casa a urna pes-
soa capasda pouca familia, no bairro de S.
Antonio por. commodo preyo; quem a preten-
der, Oirija-se a rua estreita do Rozario n. 34.
Quem precisar de urna pessoa capaz pora
receber dinheiro ou dividas, pagando porcen-
tagem a qua! daador a sua conducta, por
tef muitos cunhecimentos dirija-se a esta Ty-
pographia, que se dir quem bu.
Manoel do Amparo Caj avisa a qualquer
pessoa que tem contas em sua casa que fica
autorisado para as cobrar o seu caixeiro Joao
Gomes Marques, a quem nao poraoduvida em
pagar qualquer quan'.ia.
No dia 12 ao corrente se ha do arrematar
na portadoS. f)r. Juiz dos Orphos as 4 ho-
ras da tarde um sitio com casa de vivenda ,
bstanlos arvoredos de fruto baixa para ca-
pim trra para ter vaccas do leite na estrada
do Rotarlbbo de renda annual, por 2.00$ rs.,
a requerimanto do tutor dos orphaos Ignacio
Ferreira Muniz.
1Francisco Alves da Cunha embarca para
o Rio de Janeiro os seus escravos Manoel, e Luiz,
de ntao.
Precisa-sede um menino de 10 a 11 an-
nos para um mostr Ihe ensinar o ollicio de
podroiro dardo-se-lhe o sustento ou como
se ajustar, que seja forro, ou captivo ; na rua
da Roda n. 23.
O Sr. Joao Manoel de Jess da Mat'a quei-
ra annunciar a sua morada, parase Ihe entre-
gar urna caria ou dirija-seao armasem de vi-
dro ao lado da cadeia.
Aluga-seuma mull.t para ama de casa
de um bomem solteiro ou casado, para todo o
ico de casa a qual d fiador a sua condue-
la ; quem a pretender, dirija-se a rua do Quei-
mado n. 24, ou na rua das Cruzes, sobrado no-
vo terceir andar.
Quem dcixou um chapeo de sol de seda
na noute do dia na guarda do Thesouro ,
dirija-se a rua do Queimado n. 24 que dando
os signaos Ihe ser entregue.
Quem annunciou ter para alugarum es-
cravtfcosinheiro diiija-se a rua Direita n. 13J.
Roga-se ao Sr. que no dia 5 do corrente,
Idiiiiiii o livro de amostras de bicos da casa do
madama Millochau, na rua Nova n. 39 de ter
a bondade de o mandar entregar.
Aluga-so um ptimo escravo que sabe
cosinbar tanto para nacionaes como para es-
trangeiros por ter estado em casas dellcs ser-
vindo, he bom comprador sabe tratar de ca-
vailos, hbil para qualquer servico, o be amito
liel ; quem o pretender dirija se a piaya da
Roa-vista n. 7.
Compras
Compro-sc efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
'10 unos agradando pago-se bem ; na rua
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varanda de pao n. 20.
Coinpru-se um volla de cordao grosso ,
sein loitio ; quem tiver annuncie.
1 Compro-se effectivamento para lora da
provincia mulatas negras, e moloques de 12 a
20 aunos, pago-se bem ; na rua Nova loja
do lerragens o. 16. 4
Comprao-se vidros grossos, grandese mo-
fados, de uspelbos ; no Atierro da Roa-vista
n. 17.
3 Comprio-se pretoa de 18 a 25 annos ,
do que a lirma devia at a data de 29 de Itgos- sem vi ios nem molestias ; no Atierro da Roa-
todo rente auno ao cargo nicamente do I vista n. 43 ou na Magdalena, sitio na estra-
socio Joao da Silva Braga, entonto Ferrei- da, que vai para a 1 orre o. 78. (4
ra da Cosa Braga, eJodo da Sitia vaya. 9 Compra-se orna morada de casa torrea no
2 Deseja-se fallar com oSr. Major Manoel bairro deS. Antonio ; um ponteiro para meni-
Alves Monteiro a negocio que o dito Sr. nao i no; d usannelSesde ourodelei, paga-seal-
ignora ; na rua da Praia serrara de Antonio gum feilio; na rua lreita sobrado de um an-
Dias da Silva Cardial.
6.
. mas.
2 Na praca da Roa-Vista, botica n. 6 a-
bo ,1 venda os soguintes livros: Pbilinlo
Elisio, Bocage, Parnaso Lusitano, Ceneca,
1 darn.
2 Aluga-se o segundo andar e sotio do
sobrado da rua Direit.n. 24 1 n com mi
Bollicien tes, emoito frescos; a tratai na loja
do mesnio sobrado. '1
2Offerece-se um rapaz Irode 16an-1
nos, para caixeiro de rua ouescriptorio, sa-;
be ler, escrever e contar; quem de seu prest
mole quizerolllisar annuncie 4! historia de America, Economa Politice, o Ci-
2- Iranc.s.o J.o reixora Bastos embarca ujjor Numa Pompilto.Guaida-livr.s moderno,
paraJ6.aoseueseravopardo.de nome Mar- L,v6es do iroito Pul.l.co. Compendio de Geo-
2-Aluga-seoprimeiro andar do sobrado da! g/a'll,8' V*batW> La Contesse d'Fgmont,
rua do Crespo n. 10 com muitobons commo- Avi'nturi,s um Renegado, Diccionario fran-
dos ; a tratar no terceir andar do mesmo so- c,>/- ? Prluguw- Contracto Social, Tratado
brado ; e mais duas casas por barato preco de *'e Sophismas Polticos, Bibliotbeca Maeonica.
5// rs. por mez. (5 Fsles livros acho-se em muitoperfeito estado e
Quem annunciou querer comprar um ca-, todos completos, sendo o preco rasoavel. (12)
sal de rolas brancas de Hamburgo dirija-se a! 4Vende-se urna gargantilha de ouro de lei,
rua Velba n. 69. fei4a a moderna e do melhor goslo possivel ;
1_ IVrdoo-se nodia 28 do p. p. um bilhe- quem a pretender annuncie. (3
te da segunda parte da segunda lotera deS. 3Vende-se urna pretamoca.> naci Ango-
I'odro Mtrlyrde linda do n. 84 prxima a la muito robusta vcodedeira deiua com-
correr, desdo a rua da Cadeia do Rec ideira e lavadeira; na rua larga do Rozario
rua do Livrameoto ; roga-se portanto ao Snr. u. 21. 4
Ibesoureiro da mei 3Vende-se, por preco commodo um excel-
qualqucr premio, que teiiha de sabir, nao lente terreno ca rua Imperial do. Atierro coui
I 34 palmos de frente e fundo at abaixa-mar
; do rio C*njhiirh cu'r> terreno extrema cot
I Francisco Ribeiro Pavo e Semiao Crrela
jMacambira ; desembarazado) : a tratar na rua
> Direita n. 40. i7
6 Vende-se para ra da provincia um mu-
' lato bastante claro de 20 annos olllcial do al-
! faiate, ptimo pagom por estar afeito a este
servico e a todos os mais interiores de una
casu ; na rua da Penha n. 3, segundo andar. [5
3 Vende-secapkn de planta bem verde a
210 a arroba ; no sitio do Sebastiao Lopjs, em
Olinda. (3
3Vendo-se urna negrinha de Angola de
11 annos; um molequo crioulo de8 annos ou
troca-se por urna negrinha da mesma idade; na
rua Velha n.65. (4
3Vendein-se molas barricas para assucar ,
em grandes e pequeas porc.oes, por preco com-
modo ; na rua da Moeda armasem n. ll.
2 Veude-se cha bisson da melhor quali-
dade que tem apparecido nesta praca por
preco commodo superiores charutos de todas
as qualidades bem como regala Manilia ,
Havana Na polea o, Cachoeira e da Rahia tan-
to finos como ordinarios, rap areia preta, prin-
cesa gasse e vilele e varias miudezas de
todas as qualidades ; na rua larga do Rozario,
viudo pelo pateo do Collegio a primeira loja
n. 18. fio
2Vende-se um diccionario de Constancio ,
com pouco uso; quem o pretender annuncie (2
1Vendc-seuma flauta de bano de 4 chaves,
apparelhada de prata por preco commodo; no
Fortu-do-Mattos, 1 ua do Jos da Costa n. 6. (3
1 Vende-se no deposito de farinha da rua
da Cadeia de S. Antonio n. 19 boa farinha de
S. Malheus o Cravellas a 12S0 rs. o alqueire
da medida nova e pela velha a 3200 rs. sac-
cascom milbo a 3500 rs. gomma de engom-
mara 10/rs. o alqueire, ludo se vende da
mesma forma a retalho.
Vende-se urna escrava de nacao Angola
de 24 annos bonita figura perfeita engom-
madeira cosinheira, lavadeira e-cose alguma
cousa com um lilho crioulo de 3 annos, mui-
to lindo vende-se por sua senhora retirar-se
para Europa ; una dita de nayo propria pa-
ra todo o servico de urna casa ; um mulatinho
de 7 annos proprio para pagem de menino ;
na rua das Cruzes n. 4 I, segundo andar.
Vende-se um sitio com plantacoes na es-
trada do Arraial confronte ao sitio da viuva
Rurgos, com bastantes arvoredos do fruto de
diversas qualidades com excellent6 agoa de
beber, tem pasto annual para 4 a 6 vaccas do
leite; a tratar no mesmo sitio.
Vende-se urna negra de 20 annos, en-
gomma e cosinha ; na Ponte-velha sobrado
n. 33.
Vende-se manteiga superior a (540 e 720 rs.
e franceza a 450 rs., azeilo doce a 3400 rs. a
caada e a garrafa a 480 rs., dito de coco a 2240
rs. a caada e a garrafa a 320 rs. cha superior
a 2240,2360 e 3200 rs. chocolate de Lisboa a
400 rs. a libra, farinha doMaranhao a l"20 rs. ,
sag a 320 rs. cevada a 100 rs. caf a 3840
rs.' a arroba e 140 rs. a libra arroz branco
a 11 ^ rs. feijao mulatinho novo a 12^ rs.,
presunto para fiambre e tempero a 320 rs. a i-i
bra, queijos, linguiyas e todos os mais gneros; |
na rua Nova venda n. 6, ao p da ponte.
1 Vende-se urna casa terrea com duas sa-
las ,4 quartos cozinha fra, quintal murado,
portao no fundo cacimba nieeira sita no
bairro de S. Antonio; na iua do Crespo loja
da esquina que volla para a rua das Cruzes. 6
1 Vende-se um moleque de 14 annos, pro-
prio para pagem ; as Cinco-pontas n. 71 (2
Vende-se um bom cavallo de sola ; na
rua Nova de S. Amaro casa nova de dous an-
dares e soto n. ti.
Vendem-se duas protase urna mulatinha de
14 anuos, proprias para seapplicar a costura ;
na rua Nova de S. Amaro casa nova de dous
andares e soto n. 6.
1Vende-se algumas obras de prata novas
esem feilio ; oa botica do lirando n. 4. (2
1 Vende-se um piano inglez, borisontal, com
muito pouco uso com boas vozes o por pro-
co commodo; na ruadoCre/pon. 12, a fallar
com Jos Joaquim da Silva Maia. ;4
Vende-se a armaco da loja da praca da
Independencia n. 36 ; assim como se altiga a
mesma loja propria para qualquer eslabole-
cimento e muito principalmente para chape-
leiro por ser em bom lugar, e Bitar atrege-
zada ; quem a pretender dirija-so a praca da
Independencia ns. G e 8. (7
I Vende-se urna negra de naceo, ptima
cosinheira lava, cose o engomma com pvrfei-
co ; na rua Nova n. 39. 3
1Vende-se farinha de trigo superior, da
bem conhecida marca SSSF ; em casa de N. O.
Rieber t Companhia na rua da Cruz n. 4. (3
Vende-se urna escrava de 24 annos en-
gomma, cosinha e faz todo o mais servico de
urna casa; um dita de 18 annos recolbida
engomma, ensaboa e he muito carinhosa para
meninos; duas pretas quitandeiras, lavadeira e
proprias para o servico de campo; um bonito
preto de 20 annos proprio para armasem de
assucar; um pardo de 22 annos, perfeito pe-
dreirodti toda obra ; na rua do Fogo ao p do
Riuario n. 8.
1 Vende se um alunte lavrado para senbo
ni 11 m par de brincos esmaltados duas es-
trellas um cordao 3 pares de boldes de pu
olio dous traoselins todo do ouro e por
preyo commodo ; na rua Nova n. 53. (5
Vende-se, por preco commodo a barcaca
.lili -/i i 1% l( I 11 1 -I*. O\ ....!- -I ., -... m
'.......:.-., i:v.ii uo 3bUoi; quem
a pretender, podo examinal-a no Fortedo-Mat-
tos porto do trapichudoalgodao e para tra-
tar no escriptorio do Manoel Joaquim Ramos o
Silva.
1 Vendo-se o diccionario inglez por Vieira
dos grandes eas cartas geograpbicas em for-
mato grande por preco commodo; no Atier-
ro da Boy-vista, loja de miudesas n. 34. i\
1 Vende-se papel branco, proprio para fa-
1er sigarros, e para fogueteiros, porjjreco com-
modo e pilulas do familia do autor verda-
deiro chegadas prximamente do Porto ; na
rua da Cadeia do Recife, loja de ferragens
n. 44, (6
1 Vendo-so um tonel qoc foi de ago'ar-
donle que leva duas pipas o mea e outro
.que foi do a-eitede carrapnto, do n.osmo ta-
ma nho por preyo commodo ; no pateo do
Hospiial venda n. l'i. (5
Vende-se um moleque de 14 anno.s ; na
rua da Cadeia-velha n. 2!), lerceiro andar,
Vende-se utna preta denaciio de 32 an-
nos, lavadeira eentende alguma cousa de co-
sinha ; na Camboa-do-Carmo n. 27.
Vende-se um mulatinho do 14 annos, pti-
mo para pagem ; ua roa Nova n. 50, lerceiro
andar.
Vende-se urna canoa de amarello enle-
rissa, com 30 palmus do comprido anda no-
va e por preyo commodo ; na rua da Cadeia do
Recife n. 30.
Vendem-so dous cavailos de estatura pe-
quena prprios, para meninos ; no sitio de IVia-
noel Joaquim Carneiro Leal, no Pires.
Escravos
fugtli

1 Fugio no dia 4 do corrente rnuz de So-
tembro a preta Joanna, de nayo Angola, acha-
cada de um p que a priva de andar com
perfeicio por o ter coberlo do aristim o bas-
tante encbado ; levoo suia preta brincos o
contas tambem pelas, epanno da Costa azul;
quem a pegar, leve a rua do Caldeireiro n. 8 ,'
que ser gratificado. ^
No dia 9 do correte, pelas 3 horas da
madrugada pelos muros do quintal da casa de
Justino Pereira de f-'aria um negro de nome
Domingos de nacao Cayange representa ter
42'annos, alto, lula, sem denles adianto, cara
descamada e em um dos lados ao p da bocea
tem falta de carnes de um tiro quo levou o em
um dos lados da testa com um talho ; levou ca-
misa e ceroulas de algodaozinbo o urna hata
verde ; quem o pegar, leve a rua das Cruzes n.
30 ao a cima mencionado, que ser gratificado.
1Fugio na madrugada do 3 do corrente urna
preta crioula de nome Maria da Paz do 25 an-
nos estatura ordinaria muito magra ca-
bello cortado e doente de molestias graves e en-
cogerlas a qual fugio por nao querer sugeitar-
se ao curativo do systema hydropatico com
um panno da Costa com franja branca as pon-
tas 3 vestidos, dous de chilla azul e outro de
chita com assento azul e flores rouxas e algu-
mas camisas em urna trouxa ; quem a pegar,
leve a Fra-de-Portas n 83. (||
1 Roga-se a todas as autoridades policiaca
e capiles de campo a apprehenyao de urna es-
crava de nome Maria de nacSo Cayange de
estatura alta secca do corpo tem em um dos
bracos um B e em um dos pellos ten. dous
bicos; tambem rogase aos Srs. que eompro
escravos para dentro o foro da provincia, caso
Ihe seja oflerecida a dita escrava do apprehen-
del-a e leval-a a rua do Rangel venda n. 50 .
quesera recompensado. 10
1=^ Fugio no dia 12de Agosto, um escravo
crioulo de nome Simho, moyo, mal feilo de
corpo, cara redonda, muito pouca barba, fal-
ta-lbeos denles da fente tem urna marca no
rosto, ps apalhetados, falla fanhosa levou
camisa do linho azul calcas pretas chapeo do
couro ; -.(uem o pegar, levo a praca da Boa-vis-
ta sobrado de dous andares n. 2, que recebe-
ra 100# rs. do gratiflcayfio g
Fugio no dia 5 do corrente ama negra de
naci Cabioda tendo vindo pequea que pa-
rece crioula, de nome Mequilina do 28 an-
nos, estatura alta, corpo secco, tem nos bra-
cos e peitos maltas marcas grandes do custicos
e em urna peni junto ao tornozelo nina marca
deferida ; levou um trouxa de roupa e panno
da Costa ; quem a pegar, leve a Ponle-veiha ,
sobrado que volla para a rua da Gloria n. 33
que ser gratificado.
3 Fugio da povoayao de Grvala um es-
cravo do nome Joao Rorges ; do genliodoAn-
gola muito ladino, b^n tallante, barbado e
suissado, com falta de denles adiante, psgran-
des um dedo grande de urn dalles voltado pa-
ra denlro grosso do corpo boa estaura ; o
qual consta andar pelo porto da rua Nova; quem
o pegar, baja de metter na cadeia e avisar na
praya da Independencia, livraria ns. (i e 8, para
avisar ao proprietano o qual oTorece 50# rs
a quem o pegar.
Anda anda fgido, ou furtado o escravo
de nome Jacinto de nayo Rebollo de i2 an-
nos, bonila figura, bem preto, com urna mar-
ca no poito esqoerdo a imitacSo ralla meia descancada toma bastante taba
fugio no dia 20 de Maio de 18H ; quera a
v.' a rua da Guia casa de 3 an
03, que roe, bcra l'< 1 gi
senhor Manoi I Anloro de Sou/a Reis.
*C1M WAlYF. 0i MF. lMUfAKiA. lHAA
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