Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08149


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Full Text
Afino de 1 S44._ Segunda Feira 0
O DlaBIOpublica-a, itjlm o c'.iaaquenio forem aafetiaado* : o prego da signatura
it da Iti-B mi! r. por qnarta) pagoa adiantadcM. Os innunciiiiiica seisimntes a~io inaeridos
ffatia, e Oi bia que 11.10 lore* i raro ile R0 rea por linha. Aa rcclamacii detem aer diri-
gidas i e*ta 1 ))'., ra daa Cru/cj u. 4 uu a praqa da Independencia luja da liaroao f> m
PABTIDA HOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiar)M*, t ar ababa, 8|tin i ., ..-i.Labo, Serinhaen, Kio Formjso, Macev, l'urloCali, Alagoaa: no 1. -
Al e ..de i:ada met. Gsraiiliun e Bonito a illt .'Ido caria meiBoa-ista e flor
e ;i 8 Uto. Cidade da Victoria quintas letra*. Oliuda todoa oa diaa.
DAS da semana.
U Seg. a, Sergio. Aud. do J. de I). da 2, t,
40 taifa a. Soalenc*. ilel aod. do J. de D.da 3. t.
di Quafla s. froto. Aud do J. de D. da i. t.
Ai Quinta a Auto. Aud do J de I) da-2. t %
1 bella bilJ>po. Aud do J. de D_ da'2. t.
d4 Sal. r. Salaalia, .-.el. auJ 15 Don O Sb Nona ....
de Setembro Aiiro XX M.;.
Tai,
uenii
cuitas.
o sur rpen-i* de coa
tinueniua como princi|iiuioj <
mesmo
aereu-
jlama., .i i...>. i
laTfWTT ^" "
i, a iliterario- energa, wu-
ilmin _
Ocial o in I,
'Ir BOM
apoatadoa'com idroiraguo enir* aa aa ' Canbioe aobr* LoaeWi 84 < 1|-.'nom.
n u P*ris I8 re;* por flanco
Lisboa ; JU por de prcaia
Moeda il* robre ao par
idm da lalraa al* boas Sraai A fiTOfi
caxstj o Da 7 DI ti ti u I,
Oui -Mocdada 6,4 I) V.
N.
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Prata i
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17,200
renda
17,400
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PilASKS DA LA KO HEZ DE SETEMBRO.
Loa ei-eia a 16 as Ai) lloras e .i min da in. i I.ua nova a L as vi h. o
Mii guanta a 1 as 7 boras e .'> aga la larde |Cr**Cnt* PfMMSr i<' '
aria da anh.
c S? '* da inaiili.
frimeira ia I hora
Tmamm*^\T-j3rxaaiiis-xs8i.i.
V<
tn 'i.- naaha \ gundi < i boraa a 42
da I
akMHBtd
NOTICIAS DO VAPOR,
O Sr G. II. Proflit teve a honra de entregar
a S. M. O Imperador na audiencia du 10 de
Agosto, a suh recredencial do Enviado extra-
ordinario e .Ministro Plenipotenciario dos lista-
dos unidos n'esta Corte.
posto sobre as portas e janollas dos edificios den-
tro dos muros da cidade, Quem quizer ter
umu poita ha de pagar por mez lj200 ris em
prata !..
A tropa que d'aqui seguio na corveta Dous
de Julho Ibi distribuida pelos diversos navios da
esquadra brasiieira.
U hrigue escuna Andorinha cliegou a Mon-
tevideo em 30 de Julho
Sr. Grenfell contina a tor icada sua han-
Na tnesma occasiao apresentou o Sr. H. Wi-
se a sua caria de cronca que o reveste do mesmo : deira bordo da corveta Euterpe.
carcter diplomtico de que ora he exonerado o ,,, "~r~Z^ T r ij n
Sr. ProfTit (5 da Mon \ lemos jornaesde Lima.diz o 7orna/ao Com-
_____________ ir- mercio at 4 de Julho. Contina a serie de
L-w no Jornal do Comimrcio:-* OCom- Por qe tem passado o'infeliz Per,
modore Tumer Commandante em chele das ]Tnlr0 os g^eraes Vivanco e Castilla que
forcaa navaes dos listados Unidos ..esta estaco, de ,a mu,l se ^?^ com as armas na mao o
facihtonaS. Bxc. o Sr. Ministro da Marinha o P0^ supremo surgi um novo aspirante
embaniue de olsuns de nossos |ovens Ofiiciaes cadeira presidencial na pessoa de D. Domingos
na fragata liaritan alim de adquirir... um J""8' Precito do departamento do Limo e ex-
conbeciuienlo praiico du aystema, detalhe. etc., "-legado do general V.vaneo,
seguido na esquadra americana; e tendo sido A pretexto de que a guerra cml que asila o
acceita esta mu delicada e attenciosa ollera, a- J eru nao le,n termo tomou Dommgoi E-
ofaio se i.i embarcados os segundos Tenentes Jo- l,a" a PooUnea reio ucao de declarar-so a s.
s da Costa e Azevedo e Jos Cordeiro Torres '"^'no por decreto de 1. de Junho mvesti-
Alvim e osGuarda-marinhas Mamede e Jac- d JoHr supremo e de intimar aos Cene-
U raes dissidentes que depozesseu. as armas. lies-
"Consta-nos que o Exm. Ministro da Mari- la verse lbe obedece, os homens de espada,
nhn se acha summamente penhorado dos olise-
plo nao tem tido tanta voga, como ras outr,s
provincias.
\eio no vapor oSr. Commandante das Ar-
mas dota provincia, que nos dizem haver sido
empossado no mesmo dia da sua chegada, in
dou portanlo o Sr. S Jarreto o seu commando,
que durou quasi oit.) annos, sempre com ap-
plauso dos bomens imparciaes.
quios e corte/.ania do nobre Commodore.
o 0 Sr. .Ministro di Marinha acaba de efiec-
tuar a compra de dous vapores ..ovos da Forca
de 220 cava I los construidos em Bristol. Cons-
ta-nos que estes vapores deven, estar aqui em
poucos meses. e que, segundo ascondicoes do
contracto pdem ser rojeiladis se nno frem
Rin tudo perleitos.
lito (runde do tul.
Bntrou nodia 16 de Agosto n'esto porto o
paquete do vapor Todos os Sanios em que
vicia i escoltados.por 1 Capitio, 2 inferiores
o 18 soldados os presos de estado Joaqui.n
Podro S ares e JosMariano de Matos; este
con.su mulber, 1 (Iba c 3 escravos.
As n ticias da campenba sao summamente
satisfactorias para a causa da legalidade.
O Mojor Fernandos, oo i.regiment da
brigada de Rento Manoel cabio de sorpresa
Rahia.
A forca expedicionaria as orden do Sr. Ma-
jor Calvao que segundo dissemos ha lempos ,
marchara para a villa de Pedra Raanca, pres-
tar mao forte auloridade local que havia sido
desobedecida, acha-so de volta nesta cidade,
tendo completamente prehenchido o seu lim, e
feito entrar em scus deveres aos recalcitrantes ,
sem elTuso de sangue.
(Correio Mercantil.)
Pido Arcado.
De varios ofiicios que boje publicou o Com-
mercio dos Srs. Dr. Tiberio e Major Kelly ,
relativamente aos negocios de Pilao Arcado, se
infere, que aquella parte do serto desta pro-
vincia que fra to cruelmente assolada pelas
desavengas de duas familias poderosas, acha-se
felizmente tram|uillisada,e livre da repeticao das
mesillas scenas, urna vez que algumu forca alli
.obre a forca'do rebelde Teixeira que derro-' 11"fut! destacada, e que sob as orden de auton-
tou completamente na barra do Quero dei- dad" H'C'MS rectas e enrgicas, faca man, er
xando vivo, a poucos dos que resistirn W resultado obt.do pelos esforgos. mtelll-
Bento Connives eCanavarro, perseguidos enca o prudencia dos Srs. Dr. I iberio o Ma-
pelo General em ebefe e por aquella Briga- J*r Kelly Nao podemos senflo congratular nos
n osseus mil homens o Qua- porsemelhante noticia, cuja verac.dadt- nem ou-
deiro, passirao com
rabiin no passo da Lagfia e meltendo-se pelj
Estado oriental a dentro, descera o em direceo
ao Quero. Rento Manoel foi-lhes no encalco,
o o Bario (icou em observacfiu paro cortar-Ibes
a frente.
Cbarao destrogou igualmente a Carvalbinbo
as immediacdes de Snela Barbara, toman-
do-lbo toda a cavalbada sellada e cerca de
10 coritos de ris em quatro carretas corrugadas
de pannos e bstos.
Os rebeldes estiio ns e a p, corno o assegu-
rio os seus desertores, cujo numero creste dia-
riamente.
sainos contestar; e fazemos sinceros votos para
que a retirada do Sr. Dr. Tiberio que tem de
ser seguida da doSr. Kelly, segundo he cons-
tante, nao i'cnha ncutralisar ossacrilicios enor-
mes que, para este bom xito, tem j feito a pro-
vincia i dem.)
IABi DE
II
Rio da Piula.
Cbegou do Su I o vapor Imperatriz no dia 1
do correr.te. Trouxe-nosjornaes do Rio at 2^
do passado, da Rattia al 4 deste, dos quacs dei-
xamos copiado o que adiamos digno disso.
(Is jon.aes da opposico da Corle que havio
Rep
era
Dizem de Buenos-Ayres <|ue oGovemoda annunciado ter o Governo intengea dse apo
jpublica retirara a sua credencial ao Sr. Ge- derar de Montevideo, e davito como certa
I Guido actual Ministro da Confedersco guerra no Rio da Prata, assevero agora que i>.
ELEICES DE 7 DE SETEMBRO.
No da 7 do correte tivera.i lu^ar as eleic,oes
paraJuzesdePaze Vereadores desta cidode.pou-
00 mais ou menos como desla cidade forjo fe.tas
aquellas para os Juizesde Paz quedeviao servir o
re4odi anno: na freguezia deS.Fr.Pedro Gon-
valvesaiguns insultos se trocarao, mas em ver-
dade nao houve desordem, e o -Ini/, de Paz ac-
tual loi de novo Horneado, como era de esperar.
l'-ii: Santo Antonio o Juiz de Pax apresentou-se
na igreja omito cedo com um grupo da sua gen
te, fez a mesa, que o outro lado alias nao que -
ria disputar, e receboo as chapas, pelas quaes
consta que se havia organisado em certa casa a
lista de chamada, comoas das ourras freguezi-
as; admitlindo-se urna centena de pessoas do
outro lado pro forma. Em S. Jos pHS3r3o-ie
as cousas com menos calma; mas emfirn os ho-
mens da ordem, conhecendo quao intil era re-
clamar qualquer observancia da lei, desampa
rrao a igreja: he de notar que em tjdus as Bor-
las della eslava [.regado um libello famoso ern
arde proclamatao, na qual o partido praieiro
impulava na forma docostumeaos seus ad"ver-
sasios todas as suas proezas o habilidades. Na
Boa-\ ista desfiou-se o negocio rnuito peior :
nao contente o lado do Juiz. de Paz de nao ap-
parecer alli quasi ninguem do outro lado, essas
inesinas poucas pessoas que la se appresenlarao
com algumas listas para entregar, forjo accom-
metidas, rasgadas as listas, e postos us portado-
res forca fra da igreja : sobre a tarde hou-
veao insultos e pancadas ; e a noite pelas ras
repelirao se estes insultos e espancarao-sc diver
sas pessoas.
Estavao as cousas nesle p quando na na-
nhaa de hontem, sabeudo os praieiros que a o-
leicao dos \f -gados nao ia a seu sabor, marcha-
rao para alli por diversos pontos umitas pessoas
do bairro da Roa-Vista que diziao ir defender
a soberana dos Afogadenses.
O Juiz do Paz vendo isto dirigio-so ao Exm.
Presidente, que a lina! tomou a resoluc-io de
transferiros eleices daquella freguezia [tara
outro dia, con. o que retirarao-so os homens
que all estavao segundnos afiirmao. Essa
gente entrando nesta cidade pelas 7 horas, di-
zem, que se dividir em dous grupos, un. que
seguio parra Boa-Vista, e outro que con. os
Srs. Cbefe de Polica e Nunes Machado sua
frente dirigira-ne ao palacio do Presidencia,
onde deiQo vivas. O que he certo he que es-
ta cidade estove todo o dia em sustos, que mu-
tas pessoas se refugirao a bordo de navios, e tal
era o receio da populacho, que a entrada desses
grupos prodyzio carreiras e fecha-portas prin-
cipalmente no hamo de Santo Antonio.
omii..iiicados.
Postoque nenhuma importancia tenbamos
dado a impertinente e fastidiosa questao das
aferices, com que tanto nos leen, candado um
celebre Joo Manoel Franco, correspondente do
Argentina nesta Corte, a ser exacto o que nb- Magostado se oppoz a essa guerra, e que dousj D.-novo; comtudo a ull.ma correspondencia e
ticia o Diario ao liw de boje membrosdo gabinete loro do mesmo accordo | senlencas por elle publicadas no n la9 do mes-
Consta igualmente que R sas exigir a romo- Naohavera portanlo a guerra movida pelo Bra- j ino iuno o artigo o Guarura pe,, ea res-
Consta igualmente q_-
cSodoSr Grenfell do commando das nossas sil; mas enes jornaes nao dao o negocio como
toreas navaes no Rio da Prata. por offensas que seguro a vista de certos comprometimientos em
julga ter lbe leito este Oficial, no exercicio de que, dizem elles, so acha o nosso,OVerno.
sua" autondade. Havia chegado ao Rio o Sr. Andreas: o Sr.
L:n bolelim do acampamento de Oribe, da- \ isconde d'Abrantes parlio para o seu destino
lado de 29 de Julho, relere a passagem para no paquete inglez que sabio a 25.
' de 2 Cheles. 7 fliciaes o 62 individuos Continuao as demissoes da Guarda Nacional
le diversas clames, entre os quaes so corIo 5 e/meregadoo de Polieia na Corto i na provin-
trasileiros.
mais in
ria.s dospez
posta que lbe deo o referido jornal no suu nu-
mero 178, nos provoct u a di/er alguma cousa
do qiie sabemos acerca do objecto, ea fa/er
nossas humildes rellexoes sobre as ditas senlen-
cas. con. que tao ulano se apiesentou o corres-
pondente.
A obrigacao de terom e aferirem as (avernas
pesos e medidas para os gneros, de que uso,
j portemos completos, isto be, compostos de lo
a do io de Janeiro teem ellas chegado a um
raea de Montevideo he cada vcv numero espantoso : em S. Paulo e Minas ten. das que designio OS respectivo! padres, be de
:- ............... -..;... como em Ser- lempo immemorial. AsCamaratdesdc a suacrea-
Iruso: para supprir as extraordi'na- sido imitado esse systema, assim comoei
pezas da guena treou-'sc uui novo na- gipo e Alagos. Parece que na Babia o
eiem- io tiveioporaltribuitio deliberai sobreaquun-
titb.de il..-. posos o mu lidas, e regular sua aferi -
gao; en'esta municipio i estabeleceo pira os
difieren tes gneros, lquidos < secci >, o uso dos
ditos temos ou ollecces, que antigamente
principiavJo de caada para os primeiros, e de
alqueire para os segundos; e boje de taada,
que equivale meia do velb-i padro, e do meio
alqueire, que equivale a quarta antiga, pela ra-
sao de serem estas as medidas, de que em geral
precisa urna (averna para comprar e vender : e
d'aqui por conseguidlo so v, que tao absurdo
he dizer-se, que o uso de pesos o medidas bu
voluntario ou arbitrario, podando cada um ter
08que quizer. como, que os padraos s serven,
para typo d essas medidas indislinclas; por-
quanto, no primeiro eso, deixara de existir a
auloridade municipal o suas attribuiQoes, i)3o
baveria polieia nem rej,'ularidade no mercae.o,
nio se evitara a fraude, de que o publico be
victima, e at os vend lboes,ei logar de usare,
do medidas usariao de quaesquer vaailbas para
por ellas medir; pois se lbe dao a liberdado de
possuirem as medidas que Ibes aprouver, tam-
bain Ibes deven, conceder 6 laeultlade de nao
possuir nenhuma : o no segundo caso, feriamos
que os padres contoriJotodas as outras medi -
das de maior capacidade, conhecidas no syste-
ma das medidas.
Essa obrigacJo e allribuicao da Cmara, que
a impoz, nunca algucm contestou; eagora mes-
mo he prova d esta verdade, que em todo este
municipio ninguem se recusasse esse dever,
senao vinle taverneiros da Roa-vista, fundados
no abuso por elles mesmos alguma vez pratica-
do, e tolerado por um ou outro arrematante,
ou asente da afericio, que nao deve jamis ser-
virderegra. No regiment de 1815, por ond
actualmente se regula a afercio, e que ellas
interprelao sen geilo, so veeui expressamenle
designados os temos completos para cada espe-
cie, como cousa ja condecida; e so separadas as
diflerentes medidas, de que elles se coinpoem,
para determinara taxa, que entao foi augmen-
tada, segundo a maior ou menor capacidade
das mesi.ias medidas, augmento que tamben.
estabeleceo para quaesquer que ossem aferidas
pela prxima vez; fazendo para isso a classifica-
Co d todas, como era necessario. ,
inda em 1836 estes mesmos taverneiros afe-
ririi,, todos, temos completos para as suas ta-
vernas, como consta do livro da afericao d'esso
anuo, existente no archivo da Cmara, com o
qual se prova a manifest falsidade, com que
adagio e juroque asfiui nunca aferirao. Se-
gundo a nalurezo esorte das cousas humanas,
os negocios c administrado to municipio ha-
vio cabido ..'estes ltimos lempos em algum
desarranjo, do qual nasceo o abuso de quere-
rem estes taverneiros e talvez outros seu ex-
emplo, aferir medidas soladas ou collecces
incompletas, resultando d'aqui nao haver mais,
que... quizesse- arrematar a alericao, do anno de
18oS em diante, tendo se apenas proposto ar-
rematal'O em 1812 por 2:700000 rs. o actual
aferidor, que vio-soforcado, para nao ter maior
prejui/o, ceder pertinacia dos innovadores.
Por outro lado, so altenderinos o criminoso
procedimonlo de alguna vendelhfies nao quere-
rern jamis desfa/er-se das medidas veihas,
grandes, para por ellas compraren., e de outras
menores, que nao sao do padrao, conheceremos
a ma f dos infractores, c a rasao, por que nao
querer aferir as medidas completas, pretextan-
dosercm as pequeas smente as de que preci-
sao, por nao venderem senao pelo iiuudo, como
se au comprassem por grosso aos productores,
se a lei nao garantase tamben, estes a lideli-
dade das medidas, e se nao vissemos frequente-
mente as volumosas compras, que se fazem as
tavernas, mxime p&ra fra da'culade. Feliz-
mente em prova d esta nossa asserco temos o
fado de haverem sitio multados de ulubro do
anno p. p. para ;., por uso de pesos e medidas
bisas, seis dos infractores, socios do correspon-
dente, quesio os seguintes : Manoel da (*u-
riba Oliveira, Pedro Ignacio Raplista, Joao Jos"
de Medeiroi, Joio Francisco Mitins, Beli


^
TU) Saturnino de Souto eJoaquim de Paula
Lopes.
Para mostrarmo anda a legalidade da exi-
gencia dos temos completos, recorramos lei
d<> o lo para o atino municipal de 1842
a 1 S- >. e ah acharemos o rendimento da alo
rica,) oreado na quantia de2:642000 mil rs. ,
importancia calculada sobro medidas comple-
tas; o que s' \LTiica com o producto d.
2:8S>.)0!) mil rs, querendeo, empregando-
se a inuior oxxti.lao possivel. Sendo pois a
taxa ila> a feriemos um imposto ou rend i muni
cipa I, oreada por urna lei sobre dados oertos,seria
licito i Cunara mandar arrecadar menos do
oryado? Devia o aferidor cncarregado d'esta
arrecadar.:o deixar de cumprir as instru
da '.amara, e cobrar segando a vontade dos
coiUribuirites i\>r certo que n5o. E demons-
trado, comofica, que a aferiego se fez con-
formo as leis, que a regulan ; e que be objeclo
de adminstralo, polica, e economa mu
cipal, n5o spelas leis mitigas, c mo pela do
1. deOutubrode 1828, art 65 : que Ion
damento baver para negar-se a Cmara o di-
reito le decidir is uuvidas sobre ella .suscita-
tas; direito que competo a todas as outras
administrares de rendas publicas ? Os mes
mos infractores, rcconheccndo na Cmara essa
attribnicSo, Ihe requerrau a dispensa de afe-
rir as med das por colleccSeS completas ; mas,
saliendo que a dec sao Ibes era contraria, dei-
xando de usar do recursj para o Exm. Presi-
dente da provincia na forma do art. 7:5 da mes
na lei, querond > enrejar e atrapalbar o ne-
gocio, levados de capricho e vinganca, cotis-
ii-.nc ciiliu si, formarao urna cana forte(nu
enlanto que por diferenca de vnicos dizem,
hipcritamente que se-lhes-quer roubar o seu
suore tirar o p3o suas familias i hincaran
mSo da imprens para dirgr insultos C-
mara, calumniar o injuriar seus empregados,
fini do os aterrar ; e dirigiro urna qucixa
contra o afiridor ao Juiz Municipal in cuno da
'i." vara, o qual, som a Hender, une o neg
tio era extrnseco de suas jurisdicao, e que >
aferidor, sendo nin serventuario da Cmara,
obrava dcbaixo de suas ordens, injustamente o
condemnou na multa, que as posturas impon
aos aferidores, que por .negligencia, ou qual-
queroulro motivo frivolo, deiiarem de fazer
a aferico legal; Cindemnacao que de modo
idntico foi confirmada pelo Juiz do Direito
nterin., da 1 J vara.
Ach:tndo-seas cousas insto estado, qoeren
do a Cmara cortar todas as duvidas e fxar a
intelligencia e nterpretacao do regiment de
1815, que se dizia nao ser claro o explcito ,
organiou um novo regiment de afericSes,
que foi approvado ela lei provincial n. 53 de
2 de Vlaio d'esta anno ; o qual se exprime nos
seguinles termos. = Art 10 Todos os arma--
iens, casas de negocio, de pontos estabele-
cimentos de commerco, ou industria dequal-
quer nalure/a que sejo lixos ou volantes
onde se compre ou venda em grosso ou a re-
lalho mercadorias ou gneros, solidos, ou l-
quidos, onde seja necessario pesar e medir,
sero obrigados ler, como ja se acbava esta-
beleoido, collccces ou temos completos de
pesos e medidas, na forma do padrao do impe-
rio, segundo a na tu reza doobjecto: eosar*
mazens e (avernas, onde se veoderem difieren
tes lquidos continuar.'o a ter urna colleccao
;ju terno de medidas para cada um d'elles &c.
Continu irSo porm os infractores fazer
muita bulla com aquellas scnlencas; e loro
ellas, que servlaao do fundamento sduas ab-
solv que se refere a correspondei
dadas pelo ex BFelegado, econfirn loDr.
Juiz de Direit i da 1.' \ ira, quando ja se acba-
va promulgado o novo regiment; no entre-
tanto que pelo I)r. Juiz Municipal interino da
1.* vara fnrao condamnados de/ >U s infractor s
pelas solidas e jurdicas razdes, que se lem n.
senlenca absixo transcripta; sentencas, que
cbain i i sobreest Ilustrado e circunspecto
Magistrado la la a c lera e furor do ci rrespon-
denio e seos asseclas, exig mo, que se de-se
de suspoito nos julgamentos anda pendentes
allegando ter sido de pr psito escribido para
ellas, por ser cuohado do .'. Ivog do da Cma-
ra. Deiaamos >o fazer a apolog' i desl s dous
honrados e dignos Juristas, por nao querer mos
offen ler a sua modestia ; appellamos para o
publico, que os condece, e nos limitamos
rumetler os nossos leitorcs para o cartorio d'a-
quelle Juzo, onde verao que, mail de dous
SOBOS, be por alli, que se teem procesando
com mais assiduidade as infraeces de posturas;
e que o Advogado s falla Jepisdas sentencias
do Juiz Municipal.
Temos referido a historia da sfericio, < coi
regido as inexatidOes dos artigos, 6 que no prin
o noi referimos; o sem nos lazermoscargo
de attribuir considera<*6es eleitoraes 88 sen-
as proferidas pelojuizn de Direito da 1.*
ara .otes eso a opinio-dom'eritissimo |ul-
gador; prescinJindoda primera parle relati-
va as sentencas anteriores, e ao urbilrio do uso
das medidas, por ja es termos combatido; no-
taremos, quantp segunda parte, que as suas
i Jetos discordo entre si, e formao um pe r fe i -
to contra senso: porquanto, em 1. lugar, nao
sabemos como em boa lgica, se pdedi/er,
que as cxpres'oes serio obrigados a ter col
ieccoes ou temos completos, como jseachava
estabelecido e os armazens, e tavernas con-
tinuarlo a ter urna colleccao, &c. nao seja>
urna explicac&o de lei anterior, que continba
igual disposico: em 2. lugar, nao podemos
comprehender, como he que urna lei, estabe-
lecendo disposicoes positivas, o dando reg'as
lixas e invariaveis, se refira, isto he, mande
que essas disposicoes se cumprao segundo usos
e preceitos anteriores, que Ibo sao oppostos!
em 3." lugar finalmente, faz-se digno de repa-
ro, que, explicando o meritissimo julgador,
obrigados=indica a accao
de futuro, calasse a forca do verbo continua-
rlo,: que, significando pioseguirnocomecado,
na coisa actualmente praticada, tira toda a du-
vida respeito do passado !
Findaremos aqui, para nao sermos mais fas-
tidiosas, e entregaremos a causa ao juzo dos
lio me n s imparciaes.
Sentenca.
Vistos estes autos, termos de acbada a f. 2,
e f, 3, defesa do reo f. 5, documentos, jun-
tos por urna e outra parle de f. 8 f. 18, e
de I. 23 30, depoimentos das lestoniunhas da
defe/a de f. 19a I. 20. &c, d'elles consta, que
o mesmo reo deixra de lazer aferir e rever nos
mez.es pre.fixos todas as medidas e pesos, que de-
vela de ter as suas tavernas para por elles
medir e pesar os gneros que compra, e ven-
de ao publico ; laclo nao contestado antes
confessado a I. Defcndc-se porm o reo fun-
fjtido a sua dVnissao na exigencia que Ihe lora
faco pois cargo dedesfazer o quadroque daquel- de Agosto da 1844. E eu Jos Clemente doi
la comarca imaginariamente eshocou o com- Santos Siqueira, Secretario do corpo a escrevi.'
municanlo, e nem mesmo me cancarei em res-
ponder a classilicacao do partidario, que fez o,
communicante, pois sou felizmente condecido,!
o todos sabem que o meu partido he defunder
o Monarcba, o Governo e as leis e somonte'
respondo a parle do communicado relativa ao
caHwroirrfflMMBBaMBugigKri
Variedades
liM PASSEIO PHILARMOMCO.
Eroseis luirs da manhiia e eslava cu sen-
tado em um dos bancos depedra do inelancoli-
feita em Junbo do anno passado polo Aferidor: po, que lendo tomado con la (lo commando do
Joao llano de Narros para que Ihe apresen- destacamento deste termo no dia vinteeseis
tas-e ternojjjpjnpletos dos pesos e medidas, de do prximo passado, ao meu antecessor, o Sr.
que liavia mistar para o seu trafico ; exigencia 3 Commandante Caetano Quintino Galhaido,
pagamento do sold das pracas do deslacamen- j C() geJo das Fonl8nhas ou,lndo gorgear os
lo. e o embaraco de posse do 2.*(.omman- passarinhos e as passarinhas ao som monolo-
te nomeado para substituir-^e, pois nao pos- ; no oos rt.mos de Avmles que acoitavfio as so-
so nem devo consentir que se macule a minha i cegadas 8{ons do rio Douro e eslava eu man
reputaeo, porque por consciencia do devor' sinho e socogado passanrlo revista na memoria
preso nao desviar-me das regras. Com os; a esse baialbo de perfidias amatorias, que ha-
documentos ns. 1 e 2 abaixo transcriptos con -1 vii> s^Trido quando sent o rumor de um p-
venco ao communicante e ao publico que as
pracas do destacamento sob meu commando
em Garaubuns, sompre foro devidamente pa-
gas dos seus vencimentos, sempre forao bem
tratadas e conservadas na melbor ordem o por
elles conhecer o communicante, com quanta
injustica me deprimi. Cusa mesmo a crer
que baja alguem que por paixoes e suspeitas
informacGosse abalance a appareccrem publico
infammando a outrem. Sobre ser incompalivel
com os meus principios o doveres resistir a or-
dens legaes dos superiores eu tendo o testemu-
nbo das pessoas imparciaes da predita comarca
e odas pracas do destacamento que contra-
dizem as imputa(5es do communicante, ea
parte do 2.o Commandante abaixo transcripta,
documento n. 5, manifesta bem que de modo
algum ob.slei a posse do UfTicial nomeado para
render-rne. Supponho ter respondido ao com
mullicante, e de modo nao equivoco refutado
as arguic,des que fez.
Caetano Ouinlino Galhardo.
N. 1.
Alteslo debaixo da l do cargo, que occu
esta alias autorisada, como se mostra a f. 13
verco e f. 25 veryo, pela Cmara Municipal
d e^ta cuiade a que. como corporacao ad-
ministratrva revestida de autoridade publica ,
de direito comiu-tia a solucio explicativa da di
entreguei o sold do pretd'aquellc mez, qur
no primero do crrente mez, o dito meu an-
tecessor justando suas contas com o destaca-
mento estando o mesmo emforma, em minha
presencia Ibe foi pergunlado pelo mencionado
vencimentos Ihe devia ese Ibecontava que
elle tivisse feilo algum negocio* com as pracas
vergenoia suscitada entre o Aferidor seu propos-1 Sr. Commandante, se alguma parle dos seus
to o reo e outrus, e as suas delberaees teem
forga de obligar as materias meramente cco-
nomico-administralivas, (|ue cahem debaixo del ou tomado, ao menos, inlervencao directa ou
suas altriliuices policiaes (xadas pela lei do ; indirectamente; e em fim que declarassem o
quanto soubessem a este respeito ; ao que to-
dos respondro por urna s voz que nada
egitimsmente revogadas; sendo que o nio m- disso bavia acontecido: o que antes pelo con-
ra aquella nem pela mesma Cmara segundo
se vi a f. 23 veteo nem por autoridade supo-
pnmeiro de Oulubro de 1828 qual a deque
se ti ata n'este processo emquanto nao furem
I
nor, a quem competentemente houvesso o reo
recorrido na conformidade do artigo 73 da
citada lei ; pois que tal recurso nao consta que
se interpozesse. Accresee haver sido a inteli-
genciadada pela Cmara Municipal postura e
regiment respectivo firmada no coslumc imme-
morial, que, como dizem os Jurisconsultos, he
u melbor interprete das leis; sendo o mesmo
coslumc fundado em boa razao porque seria
absurdo que cada vendedor ou mercador pos-
suisse ou aferisse s os pesse medidas que
Ibeaprouvesse nao contrario le alguma ,
mies conforme as disposicoes da ord. livio
primero titulo 18 *j 41 e seguidles ; e anda
boje geralmente receido pela maiona dos la-
verneros "' elle bSo acquiescido. Nem
pdem aproveitar ao reo as sentencas de f. 15
verjo e f. ITvergo, por elle invocadas em seu
favor porquanto he principio correte que
restos ou casos julgados nao teem aulo-
le scnSo sobre ucasoe entre as partes ,
em que re ahrSo d?c., pois se deve julgar pelas
leis, enSo porexemplos. Livro G3 fl. rejud, li-
vi i 2c. quibunrts jud. Ord. litro terceiro li-
iulo 81 in pr. cba-se finalmente removida
'.oda a quistan pela disposiclo do terceiro ar-
tigo 19 da lei provincial numero 135 de 2* de
do correte anno queapproiou o regi-
ii enlo das ferieoes r|e 12 de Marco ultimo, fei
to pela Cmara Municipal d'este trrmo o qual
regiment como interpretativo oo de 1815 ,
dispoe, que s^' contine a ulerir os pesos e me-
didas por tornos completos, como se acbava es-
tabelecido viudo assim a relrotrabir-so ao
lempo do regiment e postura interpretados, e
a sancionar a inlelligencia que Ibes dra a
.mesma Cmara l'or ludo isto pois eo mais
que dos aulos consta, coi demno o reo Antonio
Jos de freitas i pagara multa decentoe Mo-
le mil res calculada segundo o disposto no
segundo do titulo 11 das posturas municipaes:
que infringir e mais seoslas. Hecife 4 de
Jundo de 18H. Vicente 'ereira do liego.
U communicado publicado no Diario n. 176
sobre acoinana de na necessidade de apparecer em publico, para
defender a minha honra e dignidade om ndid i
sem raza o mostrar que to memas recrimi-
nac oes nao assentSu na verdad'; dos fados e sao
contrarias ao meu teor de proceder. Nao me
Irario tinho sido sempre muito bem tratados e
pagos em lempo.
Ainda mais atiesto, que a respeito da disci-
plina do mesmo destacamento esta acdei na
melbor ordeme regularidade, o que assas pro-
va a conduela excedente do referido meu an-
tecessor, tanto civil, quanto militar: e esta
passei do muito meu motu proprio, e jura re i
se necessario for.
Comarca de Caranhuns 27 de Julbo de
1814.
Jos Francisco Carneiro Monteiro,
Commandante do destacamento.
N. 2.
Em virlude do despacho retro: atiesto, que
o Sr. 3." Commandante Caetano Quintino
Galhardo, que ora foi exonerado do commando
uu destacamento estacionado na comarca de
Garanbuns, durante o lempo 3e seu referido
commando nao edegou i meu condecimento
repiesentacao alguma a respeito dos vencimen-
tos das pracas de sou commando, pelo que de-
vo crer, haver o supplicante bem cumprido es-
ta rigorosa obrigagao; nemoutrosim me consta
outra qualquer falla relativa ao bom desempe-
ndodc suas funeces : o que afTirmo para cons-
tar onde convier. Quartel do corpo de Polica,
29 de Agosto del 8 i4.
Manuel fezerra do Valle,
2. Commandante Geral.
N. 3.
Em observancia ao despacho supra do lllm.
Si. Commandante Gerai certifico ser o olficio
de que faz men<;ao o supplicante do Ibeor se-
guintelllm. Sr. Participo a V. S. que
aqu cdoguei no dia 21 do correle mez, eque
tomei conta do commando do destacamento no
dia 2G do corrente, achando o mesmo destaca-
mento na melbor ordem o disciplina que de
possivel ; nesta occasiao nao me de possivel re
metter a V. S. as relacocs de distrilmices
como de do meu dever, porque, tendo de fazer
algumas conferencias, nao de possivel fazer pela
brevidade da sabida do portador do que la re
pelocorreioOuartel do commando do des-
tacamento de Caranduns 20 de Julbo de 1844.
-lllm, Sr. Manoel Dizerra do Nade, segun-
sinho feminino harmonisado com o som de urna
ferradura masculino ; olbo e era urna joven ,
que dava o braco a um elegante do dia, e a quem
accompanhava tambem um pequeo lambe-fo-
Ihos, que sallava diante da pequeo. Esta era
algum tanto sobre o paludo, talve por se ler
levantado cedo, teria OS seus 20 annos do idade,
os olhos ero rivos e telegraphicos, rosto redon-
do formas seductoras, e soflrvel patriotismo.
Vinlia em meio neglg e Ide adornava a ca-
beca umebapelinho do paiha que, pelo des-
rnaiado do amareilo pareca ter siipportadu a
duodcima lavagem.
O leai>, que Ihe dava o braco era um joven
de 2 annos pouco mais, ou menos, alto, im-
pertijiado, rosto esguio, cabello najare/ia, ves-
tido judia e que mostiava fazer corte bell-
que o accompanhava. Pelo que percebi a niee
nina tomava osleilesde jumenta por causa du
sua /alpilacao, e o lasbionable as agoas mh.e-
raes para concertar a icgiao estomacal ; e era o
elles primos, segundo o tratamento que mu-
tuamente so davo. Ella, a sobreilita tlnbao
seu lncommodo, isto lie, tinba marido ; e el-
le, opriminbo era aspirantes nupcias, e ti-
nha ebegado ha pouco do Cofmbra onde se
(orinara em leis
Ento, Signare Cousin disso a menina ,
qual ha sido orendez-rous, que privou hontem
noute de gozar da amabilit da sua presencr ?
Debalde o espere! no toire da minha lia a ba-
ronesa do Tonto Vilba eo meu vadio nao se
fez visivel por onde andou le chcvalier ? Ofi !
cortamente ignora, disse elle, metiendo a
baiba no calix do longo do pescoeo que feltei;
mas invoco o testemunbo do Supremo Archi-
tecto em como mu> fui traidor aos meus jura-
mentos. O meu Arijo pode dar inteiro crdito
ao meu orgio oral que neste momento expri-
me a verdade histrica ; e se he mistar um ju-
ramento suppfetorio, corno diz Filangieri, e
Montesquieu no espirito das leis capitulo i." ,
paragrapho !)." livro quadragesirno terceiro
in fine, eu naohesitarei um momento em pres-
llo vis-d'cis de om semblante, que se acha
encravadn no predio urbano do meu coracao.
Tres bien, mon cousin, tres bien, disse a en-
cantadora com um rustosinho de meia satisfa-
zlo mas ubi passou o meu Indispensavel u.
tenebrosa ? No Tbeatro Madama no Tbeatro.
Depois que tive e saboreel a /licita como di-
zem os Itlicos de gozar na missa a vossa en-
cantara physinomia encele! um passefo cam-
pestre e philosopbico pelo Jardim de S. Lza-
ro quo he o Hyde-Park em ponle pequeo .
examinando o luxo da horticultura pois je
suis muito tentado com Mademoiselle Botnica
sou mesmo agromanfaco. ,l mon pere, ou pa-
dre mi, como dizem os Itlicos linda a mes-
ma tendencia. No seu quintad jo, a que os Gal-
los cbamao o petit jardn o meu Cinja con-
serva va ceblas piu helas, Madama, pin helas,
como as do Egypto como se l nos annaes d
Phara I.
Depois na frca do calrico fui jantar, a quo
os Gallos chaman fui di'ner e os Itlicos dizi-
nare Aguia d'Ouro que be o hotel semj-
nacional e semi-estrangeiro da rapaziada, I,a
tive et honor, como diaem os descendentes do
Cid do Conde Juliao, o do Pelaio o Asturiano
de encelar urna libacao em honra de Votie Ex-
ccllence ; mais claro bobi vossa sade, pri-
minba encantadora : ora. como os Latinos di-
zem posl prandium dormir, por isso obede-
cendo s leis orgnicas da gravitarlo somnfera
encosteimo sobre urna ottomana, marqoeza '
sopha, canap, oucomo quer que seja, que all
se acbava com seus visos anli-diluvianos e fi-
que magnetisado mais claro adormec f-
chelos olhos cerr! as palpebras. Nesto es-
tado Madama no meu tbeatro cerebral so
representou urna scena lyrico-sentimentaj for-
tement seductora e aprasfvel.
Sonhei que a priminba me assomava como
urna visao celeste e que, deixando sabir 0 vos-
soncommodo, vos la oca veis nos bracos deste
vosso adorador. Eslava eu neste passo a dous
quando 3 malditos logeles, lancadosem Sne-
lo Ildefonso me accordrao AmaKlicoei a
Taita de polica e, como a noute vlnba enca-
potando o dia deioommlgo no thealroa ver
a Arma Bolena. E qual he priminho a vossa
opinio sobre a nova companhia Ihe pergun-
touMadama; catando o seu lambo-folhos. De-
sejo orientar-me sobre a questao pois bem v-
desquevmha 8 das da provincia e do solar
dos meus matares para lomar urna indigestad
do Commandante Geral.Jos Francisco Car- ra'*o-ljrlca; e portanto proponho que o
neiro Monteiro, segundo Commandante Na- n"ss" P-**to bj rienico se converta em um i s-
da mais se continba em dito oITk-o ao qual me >e'','.P,;,|i!r:""lr" Belliwlmam nto Madama.
reporto: de cuio original extrahi aprsente "'!l:s""^1" f "l" urna per-
1 i c ,. na suore a ootra a mao uelo nai
queva.permunass.gnado. SecreUna do Cor- 5a-piolho, see: m9aeita \t...ui .
po de Polica da provincia do Pernambuco 29 | Signen Prima a respeito da prima ).'


Absoluta peco a faculdude ao Cosme Poltico pa-
ra di/.orcoin ello Eslou exiasiado e como
elle pedlrel ao occeano dus bellezas da Sonhora
prima Ooni, qm> nSo rocina o tributo do hu-
milde recato Ei tambem sou mingiado co-
mo o Cosme Poltico. Signora Prima, tome
sentido nist>; o liomem da cidade cxtasiado !
o d'aMea ou o campestre, que lie o mesmo,
absorto! o helio sexo arrebitado o msico e
o cmico aorprehendidol o silencio dos deser-
to* n'uni grande reunao publica! as di fie-
rentos posico.'s dos concorrontes! o a tradc-
elo do interior nos semblantes, como se expli-
ca o Cosm' Poltico ; eis aqui de verbo ad ver-
bum a minhi opiniao, salvo meliori juditio.
Anda aqu nao Reo, Philarmonica primi-
nha, A pruna Duna, como diz o autor ci-
tado, ho una maravilha. Sabe a prima oque
he urna muravillia ? pos he isso mesmo. E'
um portento um phenomeno um corneta
radioso uue appareceu na atmosphera musical !
islo he, do Cosme Poltico ; e continua : he
um imn que attrahe as paixoes Quando el-
la cantava, di/, o aut >r supra citado, o espec-
tador esquece todos os misteres da vida cho-
ra, ri, enlonquece, desespera, e at respira
com diliculdade Se ella estivesse na Tur-
qua, tanto na earopea como na asitica, era
urna Houri ; c entre nos, que nao somos
Turcos, he ella urna Creatura Anglica. Per-
cebeis, Madame, a sublimitladedo pensamento?
Em lim se quer saber, priminha, o que he
Madome Prima Dona, nose fie emmim ape-
gar de ser Uileltanti e Amateur, como dizem
os Gallos, consulte a Prima Coallisao, que
conheceo perleitamente o Maestro Bellini, que
oam u, c que nunca falla delle que Iho nao
laca presente de urna lagrima fugitiva. Esta
Senhora, que falla perleitamente o itlico e o
anglo,.ouvio cantar a Pasta, a Malibran, eo
Grisi, e, apesardeter ouvido cantar estas Se-
nhoras, assim mesmo ficou estupefacta, ao me-
nos emquanto a mimica e ao mimoso da ex-
presso ; o que nao admira, porqne esta Se-
nhora ouvio cantar o Huhini, que nao he (ao
bom actor como o Signare Flavio, que he Hes-
panhol, e compara este com o Criveli, que era
Jlusso. D. Coallisao falla mee plusdeassu-
rance. Com effeito a priminha nao ouvio a D.
Anua Bolena, mulher de. Henrique 8. de In-
glaterra, nein a Sror Norma, Sacerdotisa dos
Druidas?
Ah se a priminha ouvisse a Norma, que,
segundo a niesma authora, foi soprada ao ou-
vido do nunca asss chorado Belini pelo Padre
Eterno Se ouvisse o ultimo dueto entre Nor-
ma e Adalgiza ? Afligure-se a priminha, co-
mo diz a dita autora, umeeoaberto; e ima-
gine t mbem dous Anjos escolhidos pelo dedo
i-olegir do Enle Supremoenloando com toda a
perfckao celeste amis melodiosa cancao-e
entio, e su mlao, pedera formar urna ideia
approxiinutira do duelo. Se a prima Dona
estivesse a cantar este duelo com a Comprima-
ria, diz muilo bm a sobredita autora, no
polo rtico, quem ainda estando no polo an-
tartico deixaria de correr paraouvil o?
E'l Ventad, como disse a companhia c-
mica do Arenas, disse a menina, que ainda
nao ouvi esse portento; ha oito das que che-
guei a Cidude Eterna, nao so para consultara
Eschola Medico-l.rurgica sobre o meu nervoso
i; a minha palpitadlo, mas tambem para ouvir
a clel re cantora. Vos, primo, hem sabis
que eu sou philarmonica. Ja minha tia, a
araneza.de Ponte Velha. quando meouvia
cantar ao piar.no oTriph Trapla me dziaA
muilia sobrinha a cantar parece me Madame
Cavatin tanli da minha Urra sao de voto qne eu sou
baritona. mas eu desconfi que sou soprana
cmenos urna vez enlame/. Ja me disserao
que o vestuario no he grande couss ; que a
prima Dona veste urnas volatas, que Ihe nao
ficSo bem ; e que o rondo da Anna Bolena nao
he grande cousa ; o rondo da outra compa-
nhia er mais esbelto e mais corado. O meu
Incommodo j mandou allugar um camarote ;
mas os da ordem equestre estavao todos allu-
sadoa, e que diria a tia BsToneza se a sua so-
rmhii f< sse para a 3.* ordem. Nada, nada,
priminho, esperemos que haja vacatura,
Se a priminha qui/esse methamorphosear se
em cousa varonil, ia comigo para o acmarote
da Administrarlo do Concclho, ou para o de
Conservatorio, ende eu tenho conhecimento,
e onde o golpe de vista he gratuitumento admi-
ravel. Nistopassou urna nuvem sobre aser-
rado Pilar, o ar i-scurccco, sentirao-se algu
mas utas d'agoa, le Doctour deo o braco
Philarmonica Provinciana, e eu os perd de
vista.
SUS IOS DO VELHO DE CAMPANH.
Nao i ouc vejo no Norte
Que mi- Fa desconfiar
De que se anda a preparar
Para o Sul o quer que soja,
Negociosinbo em que entra
A Santa Romana Igreia.
2.
Quic me dirao que Injusto
Que se motteo dentro em mim;
Pode ser ques ja assim,
E que eu tenha mao olphato;
O que he mu certo he que tragu.
A pedrinha no cpalo.
3.
La vejoojfca Bermudes
EmPariz empoleirado,
Govornando o leme ousado
Do progresso para traz;
De lindos freios o Zea
He Professor mui capaz.
4.
Ha pouco tempo a Rainha
Da Naco commercial,
Atravessando o canal,
Foi a Franca visitar;
Com Luiz Filippe esteve,
O qual Ihe deu de jantar.
5.
O que tratarlo nao sei,
Porque, he segredo de Estado,
Que anda sempre encapotado
Em visitas, em papanca.
Temos de certo comedia,
Etambem teremos dama.
6.
Di/ se que o Re cidadlo
(Urna das testas coreadas
Pela mo das barricadas^
Em Setembro ha de passar
O Canal o de London
Cerveja Real provar.
7.
Estas visitas reaes
Pdem ser de ceremonia;
Porm diz-me a cachimonia
Que levlo agoa no bico;
Mas para nao me engaar,
Com licenca, aqui me tico.
8.
Tambem o Rei de Saxom'a
Largou Dresda, e a Londres voio,
Assim em ar de passeio.
Como quem quer viajar :
Mas Dos me salve a minh'alma
Setal posso acreditar.
9.
E que me dizem, meninos,
Da \inda do Nicolao,
Deste passaro bisno
Que tem zanga aos liberaes;
E que em minha consciencia
He dos despotas fataes.
10.
Tem cabellinho na venta
Este Chefe dos Cossacoi;
J esmagou os Polacos,
E, se o deixarem voar,
Veremos que as aguias hao de
A meia la impolgar.
11.
Esta dita Magestade
Por amizade ou por manha
A Sra. Gr-Bretanha
Veio ba poucu visitar,
0 que por isso se entende
Nao o sei eu decifrar.
12.
Pode ser, sem ser milagre,
Que nada tenha de mo;
Porm do tal Nicolao,
E das visitas que faz,
Desconfi bem que dizem
Ou'clle be muito bom rapaz.
15.
A oven Dalia quiz,'
Levantar o clo seu;
Porm o Papa Ihe deo
Para baixo, e de tal sorte.
Que aos hymnos da liberdade
^uccedeo a forca e a morte.
14.
C na visinha Castella,
Terra do Dom baratinho,
Vejo preparar o ninho
A certa Ave fatal,
Cujo bico estraga e rompe
A cartilha liberal.
15.
A joveo Izabel foi
Cercada de Generaes
Tomar as agoas thramaes
Na trra da Patulea;
Que temos breve casorio
J se diz a boca ebeia.
16.
Tres Bourbons sao pretendeotes
Da jovem Rainha a mao,
Esta toreada uniao
Muto socco ha |de parir;
01 Hespanhes teem diabo,
Fuzilio, matao a rir.
17.
' I Naivaez de Corpus Christi
m
Na pomposa procissSo,
Lovousicro pendan,
Feito Ministro carola;
Veremos se no tal jogo
Este Narvaez carambola.
18.
E pelo que respeita
A' nossa casa, que vemos ?
Temos a Carta e nao temos,
Poiscertos Senhores vio
Rasgando lolha por folba
Para certa preciso.
19.
Ser born este systema.
Para a salvacao do povo;
Mas eu vejo nisto um ovo,
E ovo choco, que me cheira
Muilo mal, eme pareco
Systema de ratoeira.
20.
Temos cortes, sim, meninos,
Mas oslan licenciadas !
E tantas lingoas calladas
Sem podercm grasinar!
Sem termos os apoiados!
Eo eterno interpellar !
21.
Temos mprensa, he verdade,
Livre como o pensamento;
Porm a cada momento
Leva pancada de Mouro !
E Ihe dio palmatoadas.
Chegando-lhea roupa aocouro !
22.
Eu bem sei que a tal imprensa,
De Torres Novas chamada,
He bastante desbocada,
Para a idade que tem;
Mas perseguil-a he triumpho
Porque nao dou um vintem.
23.
Temos tributos sem lei,
Cousa muito pectoral
Ao systema Liberal,
Que geme, que mette do!
O tal systema nao vale
Trinta res de pao de l!
24.
Temos armas e penachos,
Dragonas e canotoes,
Que nos custio bons tustoes
Que d'agibeira nos tire ;
Mas os rebeldes d'Almeida
Em santa paz se retirlo !
25.
Temos letras, letras gordas,
E letras magras tambem;
Folhetinhos de vintem,
Guardanapinhos de rabo;
Foihetins e Ramalhetes,
E as Memorias do Diabo.
26.
Temos polticos mil
A trabalharno tinteiro;
Porm nao temosdinheiro,
Que he o ponto principal:
E sem carta e sem pecunia
Este negocio vai mal.
27.
Acs tiros dos caranguepis
O Progressista recua,
O povo caneado amua
E se entrega aos Sacritles:
Somos livres, mas parecemos
Algum tanto charlatles !
(P. dos P.noP.)
PIUCA DO RECIPE, 6 DE SETEMBRO DE 1844.
Revista mercantil.
Cambios Nao houverao transaccoes durante
a semana.
Algodao Houverlo pequeas entradas, e os
precos teem estado mais animados.
Assucar As transaccoes forao mui pequeas;
o mascavado foi mais procurado, do
qual houverao algumas vendas a 950
rs. por arroba sobre o ferro.
Couros Sem alteraclo.
Bacalbo O deposito be de 500 barricas, e
esto-se retalhando a 12,000 rs.
Batatas Vendrao-se de 1,000 a 1,200 a ar-
roba
Carne secca Entrarlo dous carregamentos,
um do Rio Grande e outro do Rio de
Janeiro; o deposito, inclusive estes,
be de 19,000 arrobas, sendo as ven-
das diminutas de 2,500 a 3.000 a do
Rio Grande, e 2,600 a 2,700 a de
Buenos-Ayrei.
Farinha de trigo Entrou um carregamento
de Trieste com 3,300 barricas, que
tem-se vendido a 17,500 a barrica.
Dita de mandioca Vendeo-so de 2,2-40 a
2,560 rs. a sacca.
Farellodem a 2,560 a dita.
Feijao dem de 10j a 12 rs. dita.
Manteiga Vendeo-se parte da ranceza que
existia em ser a semana antecedente
a 345 rs. a libra, e chegrio200 bar-
ril da ingle/a.
MilhoVendeo-se a 3,200 rs. a sacca.
Queijosdem a 1,-200 rs. os flamengos.
Sal estrangeiro dem a 1,200 rs oalqueire.
Taboa de pinitodem a 15 rs. o p '. *^
Toucinho de Liilxia-Mdcm a 0,100 rs. a ar-
roba
Sahiro Oembarcacoes e entrro 12.existen>
no porto 44, sendo 4 americanas, -23 brasi-
leras, 1 ranceza, ~. bespanholas, 5 ingle/a-.
\ portuguezas, 3 sardas e 1 suecca.
RIO DK JANEIRO.
CAMBIOS NO DA 27 DE AGOSTO
Pregos da ultima hora da praca.
Cambios sobre Londres. '2'i
Pariz. 380
llamburgo 700 a 703
Metaes dobrdes Hespanhes. 32 000
). da patria. 31*800 a 31#MI
Pesos Hespanhes 2030 a 203."i
da patria. 1968 a li970
Pecas de'6*400 v. lTcOUO
de n. I6600a 16)700
b Moedasde 4000 0)500
Prata.......105 a 1 1
A plices de 6 por cento.
VI
i 1
(/. do L'omm.'
CAMBIOS.
fahia, \de Suembro de 1844.
Londres............ 25 d. p. 1 000
Franca............ .570 rs. 1 fra.ni i
Lisboa............ 120 p.C,
liiode Janeiro...... aopar
Provincias do Norte. .. Ulem
Dobroes Hespanhes.. 52,000
Mexicanos... 31,500
Peras de 6,400...... 17,400
Moedas de 4.000___ 9,200 9,300
Pesos hespanhes..... 105 p. c.
Prata cunhada....... 105 p. c.
/ Commtnio.)
Publicou-so na quellu provincia um edital
com a seguinte discricao de=CEDDll.AS
FALSAS DE 20,000 RIS DO NO> O l'A-
DRAO.
Discripcaoda nota alsa do novo padriio, -27
estampa do valor de 20,)000 reis 1. serie n.
3135^, assignada com a (irma de Filippe Nery
de Carvalho. O papel he composto de algodao
e seda, e parece ter sido gravada em bronce, o
por mao hbil ; a cor do papel he semelhanle
ao das verdadeiras; mas he de menos corpo, b
mais liso que o verdadeiro; o emblema o todos
os assesorios da nota sao mui bem desempenha-
dos, havendo smente a notar que o emblema
he pouco mais pequeo que o das notas verda-
deiras ; dilerenca esta que so mediante examo
seconbeceo;oespac,oeiu que estcomprehcndidj
20= no corpo da iota tambem he menor, qu ;
o das verdadeiras; as i i n has orisontaes, que en
cerraoos algarismos consecutivos, escripias no
corpo da nota, sao imperfectas; o d8lco==
Thesouro Nacionales o as linhas d'agoa aSo mui
imperfetas, e salientes, de sorte (|ue sao. au
primeiro golpede vista, reconhecidas; a nume-
racao nao he bem feita ; a tinta com que foi
estampada a nota he de um preto tirando a a/u!,
o dezenho linear he feito com perfeigao ; a iir-
ma do fabricante do papel se acha mais aparta-
da da linba que a separa, (I que a das nota-,
verdadeiras, e finalmente a (irma de Filippo
Nery de Carvalho, com que foi assignada a no-
ta, est aproximada do ver ladeiro assignatario,
assim mesmo mui fcil de illudir o publico.
Babia e Thesourara da Fazenda 22 de Agosto
de 1844. O examinador, Manoeldt Abrcu
Contreiras. = Como trocador. F. Xavttr
Racellar e Castro
aaaapa..... i n m i i
-\-rr-
Declara cao.
O vapor Imperador recebe as malas p;.ra
os portos do Norte boje ^9) as 19 hora- da
manhaa.
t.-nr-q .-. : .;
-^.ar.- :
Avisos diversos.
O NAZARENO N 60. "
Est a venda nos lugares
do coslume, e a 60 rs. cada
exemplar. Traz resposla ca-
bal ao regenerado Sr. Jacin-
to dos ()culos.
1 Madama l.avessire, modista ranceza,
faz scicnte ao respetavel publico, que tem
mudado a sua residencia da ra do Rosario es-
trella para o atierro da Boa-vista n. 3 1.
andar, indese proproe a faier toda a qualida-
de de modas, com toda a promptido possivel:
na mesma casa aluga-se melade de casa para
pouca familia ; a tratar com a annunciante. g)


f
.\ O abaixo assignado, proprietario da ca-
sa n 21,'sita na ra do l'agundes.az gcienleae
Senhor Fiscal da freguesia do S. Jos do Reci-
fe que mandou tapar un cano que linba u
mesma casa que esgotava is agoas para a ra
par. 5,000 r s por anno.
Vano*/ os dos Sanios. (7)
:}Precisa-se de officiaes de carpira, for-
ros, ou escravos; a (aliar na ra da Aurora 001
S. Amaroco'm JosGoncalves Ferreiru Cos i [3
JA'uga-si o segunda andar e sotao do so-
brado da ra d > Rangel n. I i ; a tratar corn
Luit Jos Marques, (.'!
3=Pcrgunta-seao Sr. G U-F Be por aca-
so Tara ten^So de vir entregar um chapeo que
se se Ihe entregou a majs de tres meses para
concertar na ra de Agoas Verdes ; e cuino o
annunciante lem do mais de vinle vetes
a sua casa para Ib'o entregar, o dito Sr. nao
Ib o tern dado; por SSO baja de no prazo de
tres das o mandar entregar, seniio su usara
de outros me os, pors o annuncinte ja a mui-
to que ee ncba desembolsado do importe do
concert do seu chopeo, fl 1
4
carros de ALUGUEI.
Adolphe Bourgeois abri um estabelecimeoto
de carros de aluguol, no principio da ra da
Aurora, por bailo d<> sobrado do Sr Moraes,
no qual acharas as pessoas, que precisaren),
carros acetados e por preco commo I i 8
3 Garnier, relojoeiro, na ra Nova n.
22 cana de receber pe navio Casimir de La
Vigne, um sortimento de jias do ultimo gos-
to scmlo aderecos de brilhatiles robins, pe-
rulas brincos ditos correntes para relogios ,
anoeis,alfJnetes erelogios patentes, ingleses
e Su'ssos. -7
'3 Acha-se jusla e contratada a compra de
una casa terrea sita no beceo tapado do Motiv-
colombuno Recife n, 3 com o Sur. Cosme da
Silva do Ndsciinenlo e sua mulher Domingas
Mariadj Rosario; prtenlo quero na mesma
tiver algum direito, ou iiimmu por divitfa uu
hypotbeco bajo de aununciar no piaso de ti
da, oudirija-se a ra do Vigarion. %3, se-
gundo andar, (indo o qual praso nao ficara a
ditacasa obrigadaa divida alguma, e ncm seu
comprador e para claresa Se laz o presento an-
nuucio. ;12
2 D-se diobeiro a premio sobro penbores
dduuro ou pruta, mesmo em pequeas quan-
n. 22, primei-
I
Precisa-se do um pequeo de 14 a 16 an-
uos quesaiba escrever, para caixeiro de* urna
na ra da Aurora em S. Amaro, sitio
com Ulerees Maria de Jess ; na cortesa de que
ella se nao responsabilisa pela fuga da referida
negrinha.
' {>eSfjd-se faltar com oSr. Major Manoel
AI ves Monteiro a negocio que o dito Sr. nao
ignora na ra da Praia serrara de Antonio
Dias da Silva Cardial. (4
1 Aluga-.se o segundo andar e sotao do
sobrado da ra Direit n. 24 som commodos
sullicientes, emuito Irescos ; a tratar na loja
do mesmo sobrado. (4
lOllrece-se um rapaz Braslleiro de 16 an-
uos, para caixeiro de ra ouescriptorio, sa-
be ler, escrever o contar ; quom de seu presu-
ma se quizer utilisar annuncie i
1 Francisco Jos Teixeira Bastos embarca
para fra o seuescravo pardo de nomo Mar-
tioho. ,3
=Quem precisar de um destiladorde ago'ar-
deute que est acostuuiadoa trabalhar sogun-
do o systema moderno annuncie.
A pessoa que quizer alugaruma par-
le de urna casa lerrea com bons commodos,
dirija-so a ra do Cano n. 30.
Precisa-sede urna mulher idosa para ama
de urna casa de homcm soltciro que saiba en-
gommar com perfeico e d fiador a sua con-
ducta ; quem estiver estas circurnstancias, di-
rija-sea ra do Livrainento loja n. 18.
A pessoa, que por engao lirou uina car-
ta do correio viuda do Porto na barca Leal;
comonomede Joaquim Monteiro de Vascon-
celos queira ter a bondade de a entregar no
Recife ra do Torre n. 20, casa de pasto ,
ou annuncie sua morada que se I lio pagar o
importe.
Precisa-se alugar um sitio perto da praca,
que nao seja muito grande que tenha banho
deagoadoce; o um sobrado de um andar no
boirrodeS. Antonio, que tenha quntale ca-
limba nao sendo em ras exquisitas, pagao-se
algn! meses adiantados ; na ra Direita so-
brado de um andar u. 56.
IAluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Crespo n. 10 com muito bons comino-
dos ; a tratar no terceiro andar do mesmo so-
brado ; e mais duas casas por barato preco do
5f rs. por mez. (5i
na ra
ra das Cruzes, loja de encadernador n. 35.(39 recolhida ; duasescravas de meia idade, qu.
3 Vendem-se os seguintes livros: a vida do tandeirasc lavadeiras, lodos do muito boa con-
S. Agostinho, nova dico em 3 v. muito
til aosecelesiasticos ; defesa do ebristianismo
em 3v.; memorias histricas da provincia de
Pernambuco 1 v. por 1(500 rs.; o trafico da es-
cravatura ; taboas dos logarithmos ; Terencio
durta, e so do a contento
primeiro andar.
Vende-so ou troca-se um cavado ruco
cardao, bastante grande, gordo, born carre-
gadorbaixo, sem achaquo algum, manco e
por 640 rs. ; Praxis de judiis finium Regundo- famoso para um carrinho ; a tratar com u Por.
rum et practica? criminalis 1280 rs. ; ora- teiro do Collegiodos Orfaos.
Vendem-se duas prelas mocas, boas en-
gornmadeiras e cosinbeiras ; 4 ditas boas qui-
tandeiras o lavadeiras ; duas ditas de 18 a 20
annos, boas para serem educadas ;, 4 escravo.,
primeiro volume da historia de Franca e Roma, para todo o trabalho tanto do campo como da
coes de Cicero para analyse de Rhetoeicu 3 v. ,
1600 rs. ; elementos do geometra 1000 rs. ,
medicina curativa Oo rs. ; resumo do geogra-
phia 320 rs. dito de geometra 210 rs. ; o
com estampas dos Reis 320 rs. ; primeiro e
segundo tomos de Virgilio 640 rs. ; differentes
pinturas para os que aprendem desenho a i.;
rs. : no Atierro ila Boa-vista loja de miudo-
zas n. 54. (18
3Vende-se urna gargantilha de ouro de lei,
eita a moderna e do melbor goslo possivel ;
quem a pretender annuncie.
praca ; urndilo bom canoeiro; um dito oficiat
de alfaiate de roupa de padre ; um mulato de
30 anuos bom bolieiro e criado-de una casa;
um mulatinho de lfi annos, de muila bonita
figura para pagem ; dous moleques de.12 an-
nos muito ladinos para servirein a urna casa;
na ra larga do Rozario n. 48
Vendem-se fus toes do cores para collete a
2Vende-se, por preco commodo um excel- 520 rs. ditos brancos a 640 rs. brim esca-
lente terreno na ra Imperial do Atterro com
34 palmos de frente e fundo at abaixa-mar
do rio (."api bar i lie cujo terreno extrema com
Francisco Ribeiro Pavao e Semillo Corroa
Macambira (desembarazado] : a tratar na ra
Direita n. 40. 7
ro trancado de linbo a 480 rs. grande sorti-
mento de chitas superiores e de crea lixas pa-
drees moderno a 160 e 200 rs. pecas do cain-
braia a S/rs. pannos azues, pretos e decores,
entrefinos, finse superiores, ditos do qua-
dros, goslo moderno 28-0 rs. ricas mantas
2 Vende-se urna preta moca, de nacao Ango- e chales de setim, outras militas fazendas por
Compras
ra
: na ruu estrella do Rozario
n> andar.
2
8
vend
de .Manoel Ferreira Lima.
"- Aluga-se a loja do sobrado n. 9 da
Augusta; a fallar com Luiz Josilarques. (2
2 Arrenda-se um sitio que seja perto da
pra^a e que tenba casa para grande familia ;
na ra das Trincheiras sobrado n. 19 ; na
mesma casa vende-se urna escrava de 2o annos,
.: algumas habilidades. (3
- 'i aos Snis. livreros e mais pes-
B quem for eiTerecido um terceiro volume
da obra de Paulo de Roch intitulado Irmaa
Anua rujo volume nSo servir a pessoa al-
loma, visto nao ter os mais, queira appre-
hendel-o, e levar, a ruaeslreita do Rosario n.
i seo tiver comprado, dar-se-ba o seu im-
porte. ^ S
-' OSr. JosPereira da Silva queira an-
nui ciar sua morada que so Ibedesejsrfallar a
nogoefo de seu interresse. (3
2 Precisa se de um leitor de campo; na
ra do Sol n. 23, segundo ailar. 2
2 Aiga-e um ptimo estrato que sabe
cosinhar, tanto para nacionaes como para es-
trangeiros por ter es tedoem casas deltes scr-
vindo, be bom comprador sabe tratar de ca-
vallos, hbil para qualquer servico, a lie muito
Sel; quem o pretender annuncie. (6
2 Xiro-se passaportes para dentro e fra
do imperio,'correm-se folhas e despacbao-se
escravos, ludo por preco commodo e com a
maior brevidade ; na ra do Rangel n. 54. (4
2 Lava-se roupa de varrella e de sabio
com toda a -guranca e promptido; na ra rta
( Clona n 84. (3
2 .Na ra do Rangel n. 34 copiao-so sen-
tencas, prueessoselodoequalquer papel judi-
cial ou uulia qualquer esciipturafio por pro-
co commodo com boa letlra e o mais breve
possivel. 5
2 Offerece-se um rapaz Portugus de l)
anuos que sabe bem ler escrever e contar ,
para qualquer arrumacSo nesta praca ou lora
della porm perto ; quem de seu prestimo ge
quizer utilisar, dirija-se a ra larga do Hora-
rio, loja de uiiudezas -a. ''. (6
2 Os abaixo assignados teem dissolvido
amigavelmenle a sociedude que tinho na lo-
ja de seleiro da ra Nova n. o, do bairro de S.
Antonio debuixo da tirina do braga $ Silva ,
ticando a dita luja em liquiJaco e pagemanlu
du que a lirina devia at a uata de 20 de Agos-
to do correte anno ao cargo nicamente do
socio Joao da Silva Braga. Antonio Penet-
rada Cusa Braga, e Jou da >Uva Braga. 0
No dia 3 do torrente a n-ute appareceo as
loja;. do hospital da Urdem terceira de S. Fran-
cisca o. 9 urna negrinha que diz cbamar-se
.Maria sem declarar quem be seu senhor; quem
iyi seu 'jto, uii'Jja-sc uicsuu cusa a fallar
2 Compriio-se pretos de 18 a 25 annos ,
sem vicios nem molestias ; no Atterro da Boa-
vista n. 43 ou na Magdalena sitio na estra-
da que vai para a 'Jorre n. 78. (4
Compra-se urna morada de casa terrea no
bairro de S.Antonio ; um ponteiro para meni-
no ; dous anneloes de ouro de lei paga-se al-
gum feitio; na ra Direita sobrado de um an-
dar n. 06.
Compra-se um casal de rolas brancas do
Hamburgo ; na ra Direita n. 30 terceiro an-
dar.
Vendas
2Vende-se na praca da Independencia li-
vraria ns. 6 e 8 mximas de conducta para as
senhoras Brasileas, pelo Dr. Joao Candido de
Dos e Silva a 80 rs. (4
2 Na praca da Boa-Vista, botica n. 0 a-
chao-se venda os seguintes livros: Pbilinto
Elisio, Rocage, Parnaso Lusitano, Ceneca,
historia de America, Fconouiia Poltica, o Ci-
tador, Numa Pompilio, Guarda-litros moderno,
Licoes do Direito Publico, Compendio de Goo-
gniphia, L'abordage, La Contesse d'Kginont,
Aventuras de um Renegado, Diccionario flan-
ee/, e Porluguez, Contracto Social, 'Frutado
de Sophismas Polticos, Bibln theca Maconica.
Estes livros acbao-se em muitopereito estado e
todos completos, sendo o preco rasoavel. (12)
3 Vende-se a muito interessanto novela as
Desgranas do Amor, ou Memorias de urna Aut-
triaca tradusida sobre a terceira edicu do
Allemao parajrancezpoi madama de Tencin.e do
rancez para portugus por(. F. Fres, orna-
da c> m urna estampa iitograpbada pelo Sr. An-
tonio Jos Fernandos Guimares ; esta novela
torna-se recommendavel a todas as mocas para
se provenrem contra um amor desaprovad por
seus pas ; e a estes para nao obrigarern suas
Blhasa unioesque seus coraces detaprovao .
n placa da Independencia Imaria ns. 6 e 8 ;
na na do Collegio esquina de palacio; e na
ra das Trincheiras n. 15 ; preco o rs. (14
3Vendem-se os seguintes livros; consli-
tuico poltica do imperio do Brasil e lei da re-
forma a mesma 1600 rs. ; manual do Juiy,
#' rs. ; tctica das assemblas legislativas ,
1^80 rs. ; coecco das leis do imperio do Bra-
sil 320 rs.; memori.il offerecido ao Exm. Con-
seltieiroe inembiodo Tribunal Supremo de Jus-
tica juntamente com a oraco de accao de gra-
Ca do juramento do projecto como constituico
poltica do imperio pronunciado pelo Reve-
rendo Vigario Brrelo e varios assumplos 2/
rs. ; descripeo da cidade do Porto 2/ rs. ; o
indicador do cambio banco e coinmercio em
parles dobradas a o^rs.; educacao pbysica e mu
raidos meninos 1600rs. ; economa poltica,
1060 rs. ; Sintaxe de Dantas, 040 rs. ; as mu-
las oeD. Miguel, 40 rs. ; setnela do born ho
iiiem Ricardo ou meius de (azer fortuna 120
rs. ; o bom lavrador, ou oapaixonado da la-
voura mu til aos agricultores 12.S0 rs. :
la muito robusta, vendedeira de ra com-
pradera elavadeira; na ra larga do Rozario
u. 21. (4
2Vendem-se ricos cortes de setim brancu
lavrados chales e mantas do seda cortes de
sarjas escocezas ditos de laa e seda e de la ,
ditos de caiubraia adamascadas e do chita les
e riscados escoceses para vestidos, sarja preta
hespanhola meias e luvas de seda para homem
e senhoia cortes do collete do setim Macu,
de diferentes cores, lencos de setim preto de
dito ditos escoceses ede sarja pannos finos
de superior qualidade e mais ordinarios e. de
todas as cores merinos, brins de quadros de
muito lindos padrese do ultimo gosto ditos
trancados breos muito nos, cambraiu em
cortes com llores decores dilas corn listras as-
selinadas, scllins e sillines inglezes de patente,
alem de outras muitas fasendas inglesas de to-
das as qualidades e por preco commodo ; na
ra Nova, loja n. 29, de Diogo Jos da Costa (18
2Vende-se o liparolio anti-erysipclatoso ;
as Cinco-pontas, botica n. 44. (2
o Vende-se para fra da provincia um mu-
lato bastante claro de 20 annos, oicial de al-
faiato, ptimo pagem por estar afeito a este
servifo e a todos os muis interiores do urna
casu ; na ra da Penha n. 3, segundo andar, (o
2 Vende-se capim de planta bem verde u
240 a arroba ; no sitio do Sebastio Lopes em
Olinda. (3
2 Vendem-se botins e meios ditos france-
ses sapatos inglezes de una e duas palas, di-
tos americanos para homem e meninos do 8 a
12 annos sapatos de marroquim para senho-
ra, ditos de marroquim e de lustro para boinem
e meninos, e outras qualidades de calcados;
assim como bom beze.ro rancez ludo chega-
do ltimamente e por preco commodo ; no
Atterro da Boa-vista n. 24 (t
2Vende-se urna lancha grande em muito
bom estado por preco commodo ; na ra da
Senzalla-velha n. 106. (3
2Vende-se urna escrava de nacao moca ,
cosinha, lava, e he muito diligente para todo
barato preco ; na ra do Queimado n. 29 loja
do Novaes.
1 Vende-se cha hisson da melbor quali-
dade que tem apparocido nesta praca por
preco commodo superiores chai utos de todas
as qualidades bem como regala Manilia ,
llavana Napoleao, Cachoeira e da Babia tan
to finos como ordinarios, rap^ areia prea, prin-
cesa gasse c vilete e varias miudezas
todas as qualidades ; na ra larga do Rozario,
vindo pelo pateo do Colleglo a primeira loja
n. 18. il
1Vende-se um diccionario de Constancio,
com pouco uso; quem o pretender annuncie (2
Vende-se a venda n 2 da ra Imperial ,
com os lundos que pretenderen!,ou sa innacao
urna mesu redonda para mel desala; 1 braco u
balance grande com conchase correntes de ferro;
urna porcodecaixas vasias do Porto, ludo por
preco barato ; a tratar com Joaqun/ Pinheiro
Jacorno na mesma venda. '
Escravos fugfc)
1
o servico ; na ra estreita do Rozario n. 22,
primeiro andar. (4
2Vende-so urna negrinha de Angola de
11 annos ; um moleque crioulo de8 annos ou
2 Fugio da povoacuo de Grvala um es-
cravo de nomeJoSo Borges ; do gento de An-
gola muito ladino, bem fallante, barbado o
suissado, com falta de denles adianto, ps gran-
des um dedo grande de urn delles vollado pa-
ra dentro grosso do corpo boa estatura ; o
qual consta andar pelo porto da ra Nova; quem
o pegar, haja de metter na cadeia e avisar na
praca da Independencia, livraria ns. (i e 8, para
avisar ao proprietario o qual offorece 50# rs
a quem o pegar.
2 Em o dia segunda fera do Espirito San-
to desteanno fugio a preta Calharina de na-
ci Angola ladina alta bstanle secca do
corpo seio pequeo cor muito pela bem
feta de rosto olhos grandes e vermelbos, com
todos os denles na frente ps grandes o melli
dos para dentro multo conversad! ira e riso-'
nha de 22 annos; lem sido encontrada para
as parles do Campo-grande e Rebiribe ; a qu.nl
perlencea Manoel Francisco da Silva morador
na ra estreita do Rosario n. 10 por cima da
botica do Prannos. (12
2 Fugio no dia 4 de Selembio um preto
crioulo de noroe Francisco ilhoto Brejo da
prias para todo o servico ; urna negrinha de 10
annos muito linda; dous bois mancse gor-
dos com duas carrocas novas ; na ra Velha
n. 111, 6
2Vendem-se luvas de pellica curtas e com-
pridas eneitadas para senhora ditas para ho-
mem ricas mantas de seda escocesa, ditas es-
curas matizadas cortes de -oda escocesa, ditos
de setim branco lavrado lindas capellas de
flores guarnicoes para vestidos, aljoares finos
e grossos chapeos de castor branco para ho-
mem ditos pretos rancezes cortes do tarla-
tana para vestido de senhora ditos de cassa
de dulcientes qualidades e un completo sor-
leve a ra do Cabug n. 7, que ser generosa-
mente recompensado. 8
2 No dia 8 do corrente fugjo da casa do
JosGoncalvcs Ferreira Costa em S. Amaro ,
um seu escravo de come Manoel do naci Ca-
mundongo de30 annos, de estatura baixa ,
tern um dos olhos vasadon pernas cambadas
para fra quando falla he muito atrapalhado;
levou camisa de baeta encarnada velha e cal-
cas de estopa nova ; quem o pegar leve ao
mesmo cima que ser gratificado. (9
No dia 31 do p. p. lugio o preto crioulo
de nome Joaquim dedade de lu 19 annos,
co de seda da fabrica de Lisboa de superior
qualidade, cada ornamento de duas cores e
com todos os seus pertences por preco com-
modo ; na ra da Gloria n. 73. 13
2Vende-se muito boa cevada nova ebe-
gada ltimamente a 120 rs. a libra bolaxa in-
gleza de 9 em libra, a 120 rs. queijos de
manteiga e oe qualha do serto ; na venda da
esquina da ra do Aragao n. 43. (5
2Vendem-se meias barricas para assucar ,
em grandes e pequeas porces, por preco com-
modo ; na ra da Moeda armasem n. II.
2Vende-se um escravo moco de bonita fi-
gura bom oflicial de ferreiro, e tem bastante
pratlca de trabalho Ue engenho; dous moleque.-.
ue nacao ptimos para todo o servico; una
taboadas paiu neuiooj a 40 rs. cadu uuia ; na negrinha do 14 iDfiOl, cose engoiuuia,' e .he
q<
O pegar, leve so Atterro da lioa-vista sobra-
do n. 15 oc Manoel Caetano Soares Curneiro
Monteiro.
No dia 7 de Julho fugio du casa do abal-
lo assignado a escrava Theodora parda clara,
de 40 annos, alta, secca rosto cumplido tem
11 m torooselo enchado de erysipela he muito
falladera gosta do embreagar-se, j aodou
ha annos vendendo miudc/as pelo mallo, e he
de suppor que por onde ande, diga que lio
forra pois he o eu coslume ; esta parda ol
cria da casa de Jo3o Marqoei Bacaibo ; qi
apegar, leveaseu senboi iia ra larga do Ro-
0. 48, q lo 1
Manoel Joaquim Paseoal Ramos.
Ubcjfb *< tvk*. -'a.-is-4.
,|Vi


Full Text
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