Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08148


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 1044.
Sabbado
0 DlABfOpnblioa-ee todo! Ol diasque ato foreaa eeitifioados : o prego da assi|natura
.r mil II, por 4*1 M \t I a' (I i 'a* Il'li (lim < ..i'ln Ja Ulk .. .__> I i .. 1. A m npl n. aaMftKB lu aan BMW ill _!
Ai i'iiionrMn deven ser din
b, .
; le ii.id fortn rato de 80 reia por linha. / reciania^oes iiftcra acr uin
gidas i- i" ljrp., ra dS Cruzes n. 3i ou a praga lia Independencia luja de lirroen 6 v 8
PARTIDA DOS C0RREI0S .TERRESTRES.
GoilNiH. rarahjba. segundase ai-Mas feiras.Rio Grande do Norle. clirga a 8 e 2.' e per
le 10i 24,Cabo, Serinliaem, Itiolomiuso, Maeey, l'orioCalro, e AlaRoaa: no 1.
\\ c -J dcadawi Garanliurts e Bonito a 4U e -M de cada niel Boa-nsla e Flor
MI 8< -' dito. Cldade de Victoria quimas C-irasOlinda lodos os diaa.
DAS DA SEMANA.
i Seg l.s!(.:ui. Aud. doJ.de 1). da 2. r.
.-, I#re s. Eufemia Re. aud. do J. de D.da 3. t.
4 Quera i. llora. Aud do J. de D. da 2. .
b Quinta Antonino. Aud. do J del) da'. t
(i Sutil Libania. And do J del) a 2. r.
7 Sab lo,,, el. auil o .1 de 1). da I. t.
5 Doto Natisidade de Nosaa Seniora,
IHi lllIIIIMIIIalaialaWaaaarmTr~^"^''"'^v--^-
DIARIO
rfJP*fe //f? bA, ora depende de eos mean."..; da notai prudencia, aroderaqio- e enarena: Ma-
6^1$?// %Z^//S2 y/ll3!-/a'"' ulue. (PtwlMtu -. lisamM. Gwnl 4 mtil.)
de Sctembro Anno XX. N.jfc?*'
maaal BHHaaBBBBX: .-
:.-;,.- rx-^i-aSBBMal
ClMSIOl 30 Dll '! DS M I P.UBD.O.
compra
t*nda
M MaVfa) LoaaVea -Je l|nom,
w Paria 38U rea por franco
u Lisboa ".50 poi lUO de pristi
Moeda de cobre ao par.
dem da letras da boaa finaal i poro,o
ura-Moedade ) V. 17.200 7.H0
,. I7.)() 17. "0
U.id '*.,0O
PraU-Kalacoei l,9M> 2 000
PetOl roluairerUrcs '_ ,t0 0 0
Ditos mesieaaas I,80 '!""<>

PHASES DA LA No MEZ DE SETEMBRO.
La cbaia a 20 ai 41) lior.i> e .i ( min. da m iLuanora a 4' as Ji) |i. -.V ata, da senla.
Nngaankl a J as 7 lloras e 11 min da tarde Cresirnte a Preamir de hqj.
PriaMlra ai (i hora s (i min. i! man'i : | Segunda a 0 lloras a 30 minutos da t
renialrli*
PERNAM

_i~.._^_.. .-----,__ .
:.-.'-- :?:*.:?
aa n MasHI


O I.A 7
DE
. >. r i i ii(. 1 *> (-f- > fr> ^ >

Eis pela vij;esna lerceira vez volve o (lia 7
de Sctembro to glorioso nos fastos nacionas,
S(> despertando grandeza c lirios na Ierra da S.
Cruz. Quatro lustros e meio l vao passaiios
dcpois que no Brasil soou o brado heroico de
Independencia ou inorlo, o esses quatro
lustrse meio, longe de cimentaren! a unio,
que premettia a realisacao dos soberbos dezejos
communs, attestao smente o espirito vertigino-
so que nao ha cessado do trazer nos em conti-
nuados rodopios polticos! Esta a nossa maior
miseria e mais lomentavel desgraca, comoabys-
mo cavado pelas nossas propias maos 1 Inde
pendente o Brasil parecia crcscer robusto eap-
proximar-se ao lempo de ser o arbitro do novo
mundo, mas boje, (triste realidade ) vmol-
o gigante decepado de orcas,que mal pode reu
nil-as para abrir os olhos e amiserar-se de sua
intil grandesa !
Terra do Santa Cruz, que te falta ? A hen-
di do co ? Ellaxabio sobre ti desde o leu pri-
meiro dispertar do somno da barbarez. Rique-
zas ? lillas pullulao de toda a parte em teu so-
lo. Saber em teus lilhos? O mundo admira
sua alta intelligencia, eos ricos talentos de mui-
tosj formao a mais bella grinalda. Que te fal-
lece entao? Urna s cousa o respeito a lei.
N5o pode existir enlace social, nem progresso
jamis haver na sociedade sem que a ordem
publica fortetnente mantida ponha em protec-
c3o todos os interesses legtimos, e fomente o
iivre (lesenvolvimento social. S enlao crescem
as riquezas, expande-se o saber, apura-st3 a mo-
ral: ea sociedade no meio dapoliciae da elegan-
cia d a ver por um lado os prodigios da arte, as
maraviius da intelligencia domando a natu-
reza physioa, e de outro saos costumes,carcter
elevado, nobre/a de acedes: por lim mostrase
a ib rea do urna sociedade bem constituida e ci-
vilisada; mas a ordem pea base no respeito
lei, pois so esta nao ollerecer Ihe um ponto de
refugio e parada, seqjro c respeitado, em que
repou>ar ella ? Mas que negras nuvens devisa-
mos no nosso horisonlo poltico, quando assim
consideramos o respeito a lei como a primeira
necessidade publica Que tristes pensamentos
vem repassar-nos o espirito, quando meditamos
as cousas da patria Dir-se-liia que o genio
das trevas interessado superlativamente em nos-
so mal, ha sem cessar no seu respiro enfrascado
a nossa atutosphen. poltica.
Temos ds que nos constituimos naoao inde-
pendentc, vivido por entre a maior insegurida-
de. De espuco em espato o volcao da anarchia
ameacj tudo arrasar com suas lavas ardentes.
Mal pronilOra o Fundador do Imperio a cadeia
faBT Offm.:-:.,
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE UE 2 DO CBRENTE.
Oicio. Ao Subdelegado do 1." districto da
freguezia do Bom-Jardim. Remeti ^ me. o
ofilcio, por copia incluso, que acabo de receber
do Reverendo Parocho d'essa freguezia com
data de 25 de Agosto ultimo, fnn do que in-
forme circunstanciadamente e com urgencia a
cerca dos abusos, que o mesmo Parodio decla-
ra terem sido commettidos na organisucao das
dordem desatada pelo trabalho da indepen-1 lisias dos votantes e elegiveis; devendo, pela
pnelteriao os elementos agitados da nossa poli-
tica, e que ryfreados desejos que nao podio
ter legitimo termo, Ihe olTereceria urna egide
(|ue cobrisse o Brasil e o salvasso dos tiros da
anarcltia. Graves luas he verdade logo se se-
gllirio, em que a ambico do mando mergulhou
iluas importantes provincias no mar horroro-
so da rebclliao : salvas ellas o poder com a ener-
ga fechou os Clos que se haviao frouxado da
ordem, e espancando pequeas ambigoes; refro
ando com vigor desvarios criminosos, prepara-
va-so a collocar-nos em posicao segura,e ale-
vantadas barreiras duradouras as invasons de-
maggicas, deixava sorrir-nos a aurora do um
porvir mais feliz, mais tranquillo. Porem de
balde : por fatadade inexplicavel mudou-
se a roda, e boje o poder fraco e titubeante,
reslituio aos homens pacficos e receiosos das
perdas que trazcm as desordens, todas as appre-
hensoes; e aos turbulentos e agitadores toda a
audacia para proseguir em scus planos tenebro-
sos, ou ensaial-os novos.
Mas Pernambuco nao esquecc o que deve
ao nome que adquiri no tempo em que loi o
castello forte da ordem quando as outras
suas irmas dominava o phrenesi revolucio-
nario.
I ni pugillo de aventuroiros excita o povo a
anarchia, quer renovar os desgranados dramas
de sacues e morticinios: se for desencadeada a
torrente ochlocratica quem a contera ? mas
desenganem-se que para mallfgrar seus pro-
jectossinistros nao havera separacao entro os
Pernambucanos, que tcm que perder o ami-
gos de sua Patria. Os que souberao sustentar
o respeito lei o os autoridades em 1836 e
1836, os que manietarao a desordem em 1857,
el8V2,todos se unirao paracombateroshomens
perdidos que sem estima sem conceito pu-
blico procurao elevar-se sobre as ruinas de sua
Patria. E ai dos cegos que os seguirem !
Nao era de dia to festivo derramar vozos de
sentimento, porm sob a eminencia de apre-
goados perigos deviamos encarar francamente
nosso estado e conjurar todos os cidadaos u
quem a provincia a deve tantas vezes a salva-
cao a nao abandonar o seu servigo. Porem
longe ideas melanclicas... quem ter o arro-
jo de anuviar a gloria do da mais magestoso
para o Brasil? Esse nao ser Brasileiro. Unio
,. respeito leiSeremos grandes.
, gjgjgj iiiainlajasraaaaaaaaraajaajai aaa'.ii rrn| -maaasaaytjy^aajaa
de que trata o decreto n. 157 de i de IMaio de
1812; d^ a ra?ao de anda o "o tor feit'j.
Partioipou se ao Subdelegado da supramenco-
nada reguetia, que semdleante respeito ofli-
ciara Presidencia.
Dito. A! Cmara Municipal de Olinda, de-
clarando em resposta ao seu officio de 31 do
mez lindo, que, visto nao haver Capello na
Capella Filial de Bebirbe, devo o Parocho d3
frogue/ia da S, que ella porteos, nomear
a ni Sacerdote para lazer as suas veres na lorma-
iao da Mesa Parochial ; e que esta mesma
Mesa he competente para desempenhar as in-
cumbencias da le do 1. do utubro de 1828,
iirt, 7. eseguintcs, relativamente apura-
gao das cdulas para Vereadores.
Dito. A' Cmara Municipal d'esta cdade.
Tendo havido um erro consideravel na impres-
sao da lei provincial n. 38 de 6 de Maio de
1837, por estar escripto no art. 1.vao do
mar ao Norle do rio Juboataoem lugar do
ao ao mar ao Norte do rio Jaboatao como
se aclia no autographo da mesma lei; assim o
participo Vmcs para sua intelligencia, o a
(ini de terem em vista o exposto, quando infor
marem cerca da duvidas, que se teem susci-
tado sobro os limites da freguezia de Jaboatao
com a dos Afogados.Ufficiou-se respeito ao
Kxm. o Rm. Bispo Diocesano, e ao Delegado
do 2. districto do termo do Recife.
Dito. Ao Director do Lyco, determinan-
do, quo mande por concurso, para serem
providas na forma da le, ascaderas de pri-
meiras ledras, que cstiverem vagas.
Dito. Do Secretario da provincia ao Inspec-
tor da Thcsouraria da Fazenda, transmiltindo,
para ser devidamente execulada, e ordem do
Tribunal do Thcsouro sob n. 151
dencia, quando projectava os niolhoramenlos! sua parte, dar logo as necessanas providencias,
deque precisava o nsseente estado, eil-o a para que se nao commetlao taes abusos, pelos
bracos com seu proprio povo que tanto arnou,, quaes ser responsavel. se para elles concorrer,
por quem tanto fe/.; dexando com galhardia de Dito. Ao Delegado de Caranhuns.Parti-
Cavalhdro, o com resolucao de philosopho a cipando-mo o Subdelegado da fregue/.ia de Pa-
cora que Ihe fora posta na cabeca para pas- pacaca constar-lhe, que Vmc. pretendo man-
sal-a a de seu Augusto Filho, o imperio sem dar urna forca para aquello lugar no da 22 do
pa lutoua peito vivo com mil embarazos: ascri-torrente, designado para as elevos dos Elei-
ses sosuccedraoento espanlosamenteem urna j tores, determino Vmc. que nao consinta,
minoridado principiada com a revolucao. Mas o qne hajio reunidos de forca armada nos das
povo do Brasil pnreceo por fim ter aprendido por dis referidas eleces, salvo o caso de requisi-
suapropris experiencia a coobecor como leusIcSo legal para manuteucao da tranquillidade
interesses todos se ligavSo estabilidade da or- publica, quando ella seja alterada emalgura
ddfn e fortaleza da monarchia; sacrificando ; dos districtos d'esse termo. E por esta occa-
,,; iv is todas as concideracSes noai- siio recommendo Vmc, que empregue os
lar da patria, vimos proclamar o respeito lei e meios legaes, que estiverem ao seu alcance, a
seinpr.' le lim deque taes eleices se laciio com toda a
O Sr. I) Podro II. tomando as redeas do;liberdade e de conlormdade com as leis
uasmos anida debis para re- Cmnmunicou-se ao Subdelegado de Papacaca.
n todo o vigor, achou a naci em um Dito. Ao juiz de Paz o i.* districto da fro-
estado que parecia prometter-lhe nioum come- !guezia de Santo Antonio, ordenando que
co ebeio de flores, mosquea sua toi se avoque quanto antes a Junta qualibc::
Commando das Armas.
EXPEDIENTE 0 DIA 16 D0 PASSAPO.
Oicio Ao Exm. Presidente, com..uni-
cand.i-lhe, que duvidava autorisar com o seu
vistoo pagatento do recibo do Tencnte
Jos Bernardo Fernandes Gama, no qual tira-
ra as vanlagens da commisso em que se acha,
pelo tempo quo servio no jury; por isso que
ainda nao constava ollicalmente a decisao to-
mada sobre o requerimento quo a tal respeito
lizera.
DitoAo mesmo Exm. Sr., instando polo
esclarecimento pedido em officio de 27 do Ju-
nho ultimo, a cerca das vanlagens, quo compe-
tiao a coiiimissao nomeada para inspeccionara
i i lia de Fernando.
Dito\o Tenente-Coronel Commandante
do segundo batalhao de Arlilharia, dando-lhe
o esclarecimento que pedir a cerca do abono
de fardamento, ainda nao vencido.
IDKM 1)0 DIA 17.
OfficioAo Exm. Presidente informando
sobre a representado do Engenhdrocm Chele,
e possbilidadede serem transferidos, do Bruin
para o quartel das Cinco Ponas, quinze calco-
tas, necessarios aos trabalhos das obras publi-
cas
DitoAo Inspector da ihesouraria, procu-
rando saber, seo abono das commedonas do
embarque, que competo ao Tencnte Coronel
Favila, eslava comprehendido no artigo I.*das
nstruccoes de 10 do Janeiro do anno passado ,
ou se para ser realisado convinha ordem espe-
cial do Exm. Sr. Presidente.
dem do da 19.
OfiicioAolllm. Commandante das Armas
da provincia do Para, fazendo-lhe remessa das
guias do Corneta-mr Jos Ferreira, e soldado
Salvador Caras doquarto batalhao de Fuzileiros,
que seguiao no vapor Bahiana, e aecusando
recebado o seu officio de ido Janeiro ultimo,
qve acompanbou a certidao d'obito do segundo
Sargento Joaquim .Intonio da Cunha Tci-
zeira.
DitoAo Major Joao Paulo Ferreira, pro-
curando Sber, quando, porque ordem e por
quanto tempo foi oceupado, em 1842, o palacio
antigs Govcrnadores, o casu da guarda
principal, pela for^a da Guarda Nacional esta-
cionada cm Olinda, a fim do poder informar
ao Inspector da Thcsouraria, acerca da pre-
(encao de \ cente Ferreira Marinho, arrenda-
tario de taes edificios.
DitoAo Inspector da Thcsouraria, eom-
municandftfllie o (jui; se achu relatado no oi-
cio precedente.
dem do da 20.
DitoAo Exm Presidente, envando-llie
informado o requerimento do es-soldado Fran-
cisco Lessa, com a eonta em du-
plicata do fardamento quo se Ihe ficou a dever.
dem do da 21.
OfficioAo Exm. Presidente, ponderando-
Ihe, que a vista da participarlo ofcial quo
hontem Ibe Pinera de baver S. M. o Imperador
dado a demissSo que pedir do Commando das
Armas desta provincia, e do disposlo no arti-
go 140 do cdigo criminal entenda que de-
via interinamente devolver o commando ao Of-
cial mais graduado na forma da lei, por so
nao ter ainda a presentado o legitimo succes-
sor.
DitoAo mesmo Exm. Sr. remettendo-
llie, para ser presente a Junta de Justica o
processo verbal eito ao tambor Manoel Fran-
cisco de Mello do batalhao do Arlilharia ,
pelocrime de desercao.
DitoAo mesmo Exm.Sr.,mostrando-lhe a
necessidade de serem pussados para o Arsenal do
Guerra a lim do serem rebatidos, os 201
barris de plvora viudos da Corto na sumaca
'erla, visto terem afroxado os arcos e adu-
cas com derramamento do plvora.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o
requerimento do Capilao Manoel Fcrnandes
da Cruz quo ao Soberano pedia a eflictivi
dade do lugar quo actualmente exerce.
DitoAo mesmo Exm. Sr. fazendo-lho
ver, quo .quando em 15 de Junlio des te anno
sollictra ,por ncommodos de saude, demissao
do commando das Armas pedir tambem um
anno de licenca para se tratar e como qter
que fossesatisleito o seu pedido quanto a de-
missao do commando, e nao na parte da licen-
ca rogava a S. Ex. houvessedoa sollicitar de
novo.
Dito- Ao Inspector da Ihesouraria com-
muncando-lho.qno lallccra.no dia 18 do cor-
rento o Tenante reformado Estevao da Cu-
nha Mendos.
DitoAo Engenheiro om Chefo dizendo-
Ibc que podia remoller para o quartel das Cin-
co -Puntas os 15 calcetas, de que tinba precisao
para o servco das obras publicas e recom-
mendando-lhe que nao houvesse falta no pa-
gamento das diarias.
DitoAo Commandante do forte do Bura-
co di/endo-lhe que a sua represenlacao so-
bre a ruina dos barris de plvora vindos na su-
maca JVo/ mento do Exm. Sr. Presidente para provi-
denciar mandando fazer os concertos.
DitoAo Commandante do corpo do G. N.
destacado, mandando considerar doente em
seu quartel,c recolhido do destamentoda comar-
ca de Nasaretb, o lente Jernimo Cezar de
Mello fasendo-o substituir por outro, se at o
fim do mez, nao se achasse restabelecido.
ParlaraMandando, por doente, uar baixa
ao soldaao de Cavallaria Serafim Jos dos San-
tos, em consequencia do Imperial avilo do li
de Maio ultimo.
DilaMandando dar baixa ao soldado de
Arlilharia Francisco Jos Clemente, abrndo-
sc assento de praga ao substituto, paisano Jos
Simplicio de Castro.
DitaMandando por em liberdade e excluir
com guia para o batalhao a que d'antes pertcn-
cia, oG. N. destacado A. J. de S. Anna.
taffeaaja
EXTE SOR-
NOTICIAS DIVERSAS.
O rimes ltimamente recebido chega a 2 de


s

Vgostop. p. e d'ello transcrcvemos asseguin
tos noticias por oais importantes
Tentativa pun assassinar o fei da Prussia,
Participado official Ja tentativa commettida
contra a vida d'EI-liei da Prussia segundo
oi espedida de Berln, om Forma de carta cir-
cular, ftslegacSea Prussianas, pelo Bario Bu-
low, Ministro dos Negocios Estrangeiros :
O Senhor foi servido de livrar nos de urna
grande calamidade! No momento om que S.
AI., de jornada para ErmansdorflT, na Silesia ,
entrou para a sua-carruagem, ondeS. M. a
Rainha j esta va sentada, para seguir ao ter-
mino d oca mfn bode ferro, disparou um loueo
(obreellesambos osanos de una pistola d-
dous. Um dos canos la hou inteiramente e
o outro sem ferir, dexou so um leve arnnhao
no peito de S M. A Rainha escapou do ai -
mnente perign por ge inclinar casualmente pa-
ra diante no mesmo momento do tiro, ed este
modo a bala,que,alias tena infallivelmente a-
certado n'ella passou I he pelas costas. Nao
obstante este terrivel acontecimento prosegui-
rlo SS. MM. a sua jornada para Ermansdorfl,
onde, gracas ao Co chegrB i a salvo. O
prepetrador do altentado lo preso e passou
or urna investigado preliminar.
Bu\ort.
Berln, 26 de Julho.
Segue-se o estrado de urna publieacao do Mi
nistroda Polica sobre o mesmo objecto :
Odelinquente Foi com summoesforco sal-
vo do furor da populara e entregue ao corpo
da guarda. \ erificou-se Ser a ra pessoa a de
um homem por nome Tscheck, outr'ora Bur
gomestre de Morkon, e da por motivo do seu
crime o ter feito varias petieoes para obter ou
tra nomeacao sem efleito. Fui entregue a
j US tica para lormar-lbc oprocesso.
leparticao da Polica em Berln 26 de
Julbo.
Z7
estove. Dhulup Singh. o Ro menino tern es-
lado Dengosamente enfermo de bexigas; o sed
Primeiro Ministro e sua rnai, anda moga, di-
zem terem sido apanhados em intrigas, com
grande desprazer das tropas Sikbs, que dominio
n'aquelle paiz, eso aguardao urna occasiao pa-
ra crear mitra revolucSo em seu pfoveito. A
derrota e a morte de Sttur Singb e Casbmeera
Singh, que tentrao erigir o poder do Heera
Singb, consolidaran por urna vez o poder do
Primeiro Ministro. DiV.ia-sc ter sido morto
Peshora Singh, quefugio da batalha eentre-
gou-se prisioneiro; este boato excifou os sol-
dados Sikhs, que nao se acommoJrao sem-qud
Ibes fosse apresentado o preso. Empregou-sc o
maior cuidado as (ronteiras ingle/as para pre-
venir alguma colliso com os Sikhs ; mas a inda
nao drfio SatisfacSo alguma pela sua invaso
dos territorios inglezes depois da derrota ttur
Singh. Tinha expirado o boato respeito da
reunifio d'um grande oxercito noSutlev anda
(|iie fazio-so alguns preparativos bellicos, taes
i orno eollecco de camelos em Scinde, e de mu-
hicoes de guerra em Fero-epore. Bom be estar
proparado, porque se houver de acrediiar-se os
di los populares, os Sikbs esto morios por urna
occasiao deinvadirem a India e de saquearem as
suas ricas ciliados, e conseguintcmente de me-
dir m as armas com as tropas britannicas.
'V1SUE1L "*......jj ^jii nianMiniiiiiiLiLiiMj_Lmumi_
SUCO.
2t de Julho.
Os magistrados da capital teem relolvido as-
islir ao oBcio divino no domingo prxima ,
28 do crrante, tarde, em accSo de gracas
ao Omnipotente Dos pela conservado da vida
do nosso amado Soberano, salvan'do-o do peri-
go de que o publico j est informado. Os
magistradosdos dillerentes bairros da cidade sao
convidados a assistir a.i olficio divino para o
mesmo lim.
( Assignado pelo Supremo Burgomestre ,
Burgomestre', e Concolheiros d'esta capital.)
MARROCOS.
(Por Expresso.) Marsolba 29 de Julbo.
O vapor francoz La Y Ule de Pars enlrou
u'esta poito s 5 horas da manhaa. O Capilao
Double, Official de ordens, veio n'elle de pas-
sage.n e trouxe cilicios do General Bugeaud se-
gundo as informacOes que pude colber e em
que se pude confiar: partecipa o Viarechal Ber-
geaud aoseu Governo que tinha recebido des-
pachos do Imperador de Marrocos, communi-
cando-lhe haver ordenado, que fosse. mettido
em ferros o Califa que tinha atacado as tro-
Trihnnal da Relago.
Julgamento do da t.
(Dez. de semana : O Sr. Siqueira)
Mandaram pagar o imposto substitutivo da
dizima naappolaeao civel, vinda dojuiso muni-
cipal da Cidade do Natal, em que he appelante
ojuiso, e appelado o Padre vlanoel Pinto de
Castro.
Conlirmarao a sentenca da appolar^ao civil,
em que be appellante Manoel de SouzaPerei-
ra e appellads Jos Pereira da Cunha.
Conlirmarao a sentenca da appeliacao civel,
vinda do Juiso da segunda vara desta cidade
em que he appelante F o companhia, e appel-
lado Francisco Povret.
Despresa rao os embargos oppostos ao ac-
cordao proferido na appelacao civel em que be
appelante Manoel Mara Carneiro da Cunha,
e appellado Joiio de Mello Asedo.
I'espresarao os embargos, oppostos ao accor-
diio proferido na appeliacao civel, vinda do juiso
dos orphaos desta cidade, em que appellante D.
Mara Marroquina de Jess Nasareth, e appel-
lado Gaspar da Silva Frois.
Julgarao procedente o recurso interposto na
appelacao crime em que he appellante o
Juizo, eappellados Joaquim Jos dos Santos
Vianna, e Joao Beptista Campestre (reos pre-
sos,)
li un un..............Mil.....!! |
Comniiiiicados.
- > i......--------v" -o Entre os fados deploraves, que infelizmente
pas francezas e posto a disposicao do Mare- teru ja succedido nos diversos pontos da prOvin-
rlial ttil".'.nl.l fl Uuukal UUU.J. .'.. M nna _.tl__ .I.-.____ __ ..__!._______
cbal Bugeaud O Marechal responden que re-
cusara receber o preso omquanto nfioobli-
vesso ulteriores instruccoes do seu Governo ;
e que no entretanto continuara as hostilidades
contra o Imperrdor. O Marechal Bugeaud ti-
nha a 22o seuquartel general trezlegoasdistan-
te de Ouchda continuando a incendiar asal-
deias, e a destruir as cearas no territorio mar-
roquino. No mesmo da (22)mandn o Ma-
rechal oficios de BUlita urgencia ao Principe
do Joinville. O exercio francez esta bem pr-
vido e cheio de enthusiasmo.
O Capitao Double sabio de Oran no dia 22
noute.
INDIA, E CHINA.
Despacho Telegraphico.
mala da India chegou a Marselha no
ca por motivos eletorae, um teve lugar que
penhorou a attenco publica da maneira a mais
ponoza e inculio no animo dos homens pac-
ficos e bem intencionados os receiosos mais se-
rios e as apprebensoes as mais desagradaveis:
us nos referimos a resistencia feita em Igua-
rass com as armas na mao a autoridado do
Delegado. E pois que fallamos em resisten-
cia eem armas, he fcil de saber de que lado
part rao estes desregramentos perigozos, estes
excessos puniveis: est sabido que da praia e
s da praia.
Despachado novamente para o lugar de Juiz
Municipal da comarca de Iguarass cuja vara
bavia sido sabiamente supprimida pela adminis-
trado transacta o Sr. Luiz uarle entendeo
que sua rniss.o n'aquella comarca tinha porhm
nao act i algum de judicatura mas stn peletar
vos c acobardar os liados do Senhor Caval-
canti : neste proposito encela elle o novo sys-
tema cleitoral acconselhado pelos seus correli-
gionarios ou antes por ellos intimidado ; pois
que para dizor ludo, o Senhor Duarto n5o be
se nao um ceg e irracional instrumento dos Se-
nhor Nunes e Urbano. A victima escolhiha
he o Senhor Rollim, por ser este amigo do Se-
nhor Cavalcanti e seu alliado ; he com eflilo
processado o Senhor Rollim, e tambem outro
por crimes imaginarios e motivos absurdos.
Nestas circunstancias, e conhecendo o De-
legado de Iguarass as razes torpissimas, com
que taes perseguicoes erao feitas, pelo seu lado
procurou empregar as represalias, quejulgara
a proposito para conter o facanhoso .luir., e si-
gnificar-lhe que seus adversarios nao csta-
vo resolvidos a abaixar a serviz e receber o jugo
que ellos pretendido impnr. Hbil porm as
intrigas tanto quant > inhbil no exercicio doseu
emprego o Senhor Duarte aproveita-se da-
malquerenca do Senhor Moracs para com o De-
legado, e dispe aquello Sr. para urna rosislencia
armada. \ erificado o fado da resistencia feita
por meio de 30 ou 40 homens machinas sem
criterio e sem aeco ; apparece o Senhor Che-
fe de Polica para conter e castigar os desobedi-
entes e mutinos: quando porm esperavao to-
dos que este magistrado a cujo cargo est a
tranquilldade publica empregasse toda a ar-
ca o da le para restabelecer a ordem com plena
satisfaco da justica ultrajada na pessoa do De-
legado eis que, contra a geral espectacao ,
todos os seus esforcos tendrSo nicamente pa-
ra urna accomrnodaco amigavel por modo de
capitutac&o; feita a qual, ludo se devia esque-
cer como se porventura o procedimento
do Juiz Municipal e do Senhor M o raes (Ora o
mais legal possivel.
Em face desta succinta analysa sao evidentes
os motivos que geranio aquella resistencia ,
assim como se nao esconde a vista de algeum as
rasoes particulares que influirao no procedi-
mento do Chefe de Polica o qual em verda-
de nesta circunstancia mostrou urna hrandura,
e urna rnancidao, quo se nao compadecem com
a vivacdade do seu carcter. He este o his-
trico d'aquelle accontecimento que por mais
de 24 horas teve esta cidade em completa in-
quietacao ; e quanto se ha publicado em urna
folba desta cidade para deprimir e menoscabar
o carcter do Senhor Joao Cavalcanti he noto-
riamente destituido de fundamento e alevo-
samente assoalbado.
Nao, o Sr. Cavalcanti tem conquistado a
inlluencia de que goza em Iguarass por urna
serio infinita de actos de generosidade e bene-
ficencia : nao, o Senhor Cavalcante nunca usou
dessa inlluencia para opprimir seus concidadaos
ealgemar-lhes a liberdade: nao, o Senhor Ca-
valcanti nunca empregou meios tortuosos e
vergonbosas fraudes para colber triumpbosr.a.sli
des eleitoraes : nao, o Senhor Cavalcanti nao
precisava de urn foro de fidalgo, que os seus
maiorestivero para ser homem importante
na sua comarca e provincia.
avao ; mas que, tendo fgido para os mattns
vizinhos, elle tinha reunido muitos caladores
para as agarrar, e que elle nao fosse, e netn
mandasse espantal-as ; porque os caladores
nao levariao isto a bem, o que a vista entao
dessas informales do amigo, o tal patriota
que
nao se bolio, iiem mugi Dzem mais,
nesto estado eslavao as cousas por l, quando
por c chegra a prirneira noticia no club cen-
tral da Beneficencia Peruambucana, isto he
da praia, do que tinha acontecido, e a acon-
tecer ao partido da ordem na pessoa de um d'el-
les com intuir satisfaco dos Bretoes ; e que
tal (Ora o contentaniento, que o mui diario
Chele de Polieia quixera ir p'-ssoalmente fa/er
dia 29 de Julho com noticias de Bom hay al e derrotar o digno proprietario d'aquelle lugar
19 deJunbo e da Cbiua at o primeiro de
Maio.
O fado da demissSodeLord Ellenborough
foi sabido em Bombay a t de Junho no
o Sr. Joao Cavalcanti de Albuquerque a lim
dealhanar osestorvos, que esto Senhor sem-
pre ha Opposto ao triumpbo da praia na eleieoes
desta provincia. A empresa era em verdaJe
qual se expedio immedialamente um expresso ardua; pnr que unta influencia, tao legitima ,
a Calcuti. Suppunha se que S. Ex. teria sa- e to benfica, como a que exer'ce em Iauaras-
l.nniccn^ 1K ..........o. i-.- .. .
bido da sua demissSo a 15.
A Asseinbla dos Chefes Beloocheespassou-
se com multa ordem, mas ainda nao se sabe
do resultado.
a A revoluto do Punjauh ainda nao tem
tido outras consequencias alm da derrota e
niorte de Ittur Singb.
Tomou-se posse do districto de Boorham-
pore sem resistencia, e parece qui foi restitui-
do aos Mabrattas
A populaca de Cantn levantou-se contra
o ponto onde cstao situadas as feitorias, mas
o-tumuito foi ptomptamente suffocado
A noticia do Pnjaub representa aquelle
paiz n'um estado de jierturbacao, queJsempre
mi aquella distincto cidado.no se .derroca
com facilidade ; c nem he possivel que o povo
tendo do ouvir a opiniao de ilguem eseguir-
Ihe os arbitrios possa depositar sua confianca
antes em o Senhor Duarte do que ern o Senhor
Cavalcanti. O quo se seguio pois dos primeiros
ensaios tentados pelo louco Juiz Municipal para
apear seu adversario do posto de influencia, que
elle sempre merecidamente oceupa foi con-
rencer-so elle em pouco lempo de que pelos
meios regulares e suasorios nao Ihe seria possivel
fazer triuinphar em Iguarass a causa dos seus
amigos que adrede para all o haviao expedido.
Digno apostlo da propaganda revolucionaria ,
o inexperto Juiz entendeo que com arbitrarie-
dades e perseguicoes poderia intimidar os po-
VOX. POPDLI VOX DEI
Referem nos, que na dias um lanchao apor-
tara la pelo Norte de Iguarass trazendo uns
centoe tantos bicudos, (caca deque os Ingle-
zes sao mui gulosos, o nao consentem, que
outrosa possuao) e que, correndo vozes por Goi-
anna desse acontecimente, immediatamente o
di'igente e honrado Delegado se informara do
negocio, e na supposio dos bixinhos terem
sido levados, ou depositados em casa de um Ba-
ronista, Trapixeiro, Reguista, emfim um desses
nomes, que representan o partido ordeiro des-
la provincia, (izra urna renniao onde so re-
solver que fosse desfeitial-o e crimina-lo,
cercando-lhe a sua bahitaciio : qu nesse con-
cilibulo, tambem entrara um Judas, quc.se
tem boje alguma considerago naquellcs lu-
gares, a devo quelleBaronista, e tao somon-
te a elle : quo por desgraca desses miseraveis
bicudos, nao se achavao elles no lugar deseja-
do ; porque ento ou serio lil.erlado, ou
entregues aos Ingleses para os ireni adomesti-
caremsuas colonias: e sim em viveiros de in-
dividuo ou individuos nao Baronistas: que en-
tao a forca, que fora reunida trazendo a sua
frente o Ferrabraz de Goinnne, sabendo em
caminho desse lamentavel logro, ficra deses-
perada, e se encaminliara para o lugar do des-
embarque, e correndo os mangues abi encon-
trara o lanchao e o aprehender com 2 ou 3 in-
dividuos, que ainda se aeho na cadeia de Go-
anna, sem se saher, o que com elles quer fazer
o prestante Delegado; e junto se acampara a
gente a espera das ordens do impat'cial e hon-
rado Cbefe de Polica, para quem j se havia
olficiado porduas veges;aprimeira com o inaudi
to prazer da vinganca, e a secunda lamentan
do seus ardentes esforgos malogrados : di/en.
mais, que o individuo, que tinha os bicudos,
participara a urna autoridade sua amiga de
Iguarass, no termo do qual morava o sujeito
que nao era Baroni.t?, qUe sg ayi^nhai aj| ,'
a prosa levando com sigo forca sufliciente ; por-
que bem sabia, que o tal Baronista nao he la
para gracas, c nao sofre insultos em sua casa
por vingancas misquinbas, e por individuos
desprcziveis; e nesse xtasis correr a partici-
pa? ao Exm. Presidente suas intencoes o pla-
nos de ataque alcanzando do mesmo Exm. Sr.
todas as medidas requeridas; ao sabir, porm
do palacio, di/.em, que encontrara umigose
irmos, que melhor a informa rao do aconte-
cido, mesmo por ja lerchegado o secunda par-
ticipacSo, e entao o fervor bellico 6 patritico
de que eslava possuido se amainara de tal sortc
que nem mais quizera ter o ncommodo da via-
gom, e que apenas mandara uns 20 homens e
o cter para aprezar a embarcaco, tu so-
mente para guardar as appurencias; e com
isto, dzem tambem, que todos licrao salis-
feitos, menos os Ingleses, que protest rao dar
corita ao Governo, ou a Juarma. Deixemos
pois o negocio por c. e vejamos, o que accon-
teceo com a tal cacada dos passorinbos; dizem
que, logo que o guarda d'elles soubra das pri-
meiras noticias d'aqui, porque nesles casos as
noticias voao, lemera-se. porque condeca o po-
dero inglez, e o desojo dos nossos patriotas em
azer-lhes as vontades, nao se lembrando toda-
va, apezar de ser ladino, quo um poder mais
altoe mais forte existe entre a pracira gen-
te; e os fizera emxotar para os mallos vizinhos;
e que entao vendo o dono dacarregacaoa impos
sihilidade de os apanbar livre de comprometti-
mentos, os fora vendendo como pod.-a, com a
condicao de Ihes correrem o risco, no que
lucrara muila gente patritica e livre ; e que
at o Judas, de que fallamos tivera o philan-
tropico descaramento de no dia seguinle levar
unsl2ou 15 publicamente para o seu viveiro,
tendo-os apanhado sern muito trabalho, por-
que a isso j era avezado, tendo-lhe arrefecidu
o ardor anglo-palriotic > ; assim como de toda
a cabilda Gregoriana : accrescento mais, que. o
presidente Delegado entregara em deposito o
lanchao a um morador dus Atips fazendo-o
assignar termo ; porm desgracadamenle, ten-
do voltado o tal depositario de Goianna, e tira-
do todo o veame, agulha e ebronometro para
melhor guarda, apparecra no dia seguenle o
lanchao em cinzas perlo de sua habitacao, sem
que se podesse atalhur o invitivel incendio; >
que avista do acontecido, e das infructferas
pesquisas se recolhra toda a foica e mais au-
toridades aos seus alvergues, senao contentes
de ni5o terem preenchido seus satnicos desejos,
ao menos satisfetos com suas consciencias de
terem dado o seu a seu dono ; e desejosos de
outra aventura para mostraren! como so he jus-
to e imparcial, e inimigo dessus aves de arri-
barlo, quo s so agasalhbdas pelos Baronistas
traficantes.
Tal he o phrenizi da gente da praia' no
excelso de sua brutal politice, que nao r para
na? contradieces. em que cabo coms'.go mesmo
a cada pnsso. Com elfeito alguns das antes da
eleicJo do Juiz de Paz de S Jos, a gente, quo
ali cobrio *e de gloria espalhava o boato de quo
Pedro Antonio Texeira Guimaiacs sobro ter
urna grande maculaera Portugvez e nlo frasi-
leiro adoptivo ; ebegando at, no dia 4 de
Agosto, quando se aehava o dito Giimarcs na
greja, a ser all insultado por aquellos, que en-
tao o guerreavao assim, nicamente porcausado
nao caballar for elies entretanto qne conclui-
da aquella eleicSo, fizerao com que aquelle que
dizao ser Portugus e maculado trabalbasse de
COmmumaccordocom a honrada gente da praia,
nao se pejando at de o incluir no numero de
seus candidatos a Eieitores da Ireguezia de S.
Jos I !! ,E quem a vista disto acreditar anda
no que diz serr.elhante pandilha..y
Com effeito s esle fado, que desafiamos os
praieiros a contestar, demonstra exuberante-
mente o seu patriotismo e principios liberaes;
mas um outro fado, tanto, ou mais digno de
reparo, patentis igualmente o carcter da pan-
dilba ligeira, e vem a ser que creatfa a nova fre-
goezia, quizerlo alguns amigos doSr. Mano-
el Jos Teixeira Bastos, que fosse elle o sen Juiz
de Paz, e neste sentido comecarao a trabalhar
para o conseguir: constou isto aos praieiros,
que asustados com tal noticia, que estorvava
decerto algumas de suas idetaseleitoraes, pro-
curaro aisamente harmonisar-sc com esses a
i.


migos do Sr. Bastos, o que ainai nao conse-
guirlo. Sendo porm necessario haver para
esse fin) urna reuniao, atfsim destes,* como d'a-
quelles, que a propunho, determinou-se ter
essa reuniao lugar, ou em casa do Sr. V. ou
na do Sr. C mas este fez-se mudado, e aquelle,
assevero que dissera que na sua casa nao havio
cadeiras pafa assenlar a canalha das Cinco Pon-
tas entre a qual se contava um charuteiro ; em
consequencia do que loi a reuniao feita em casa
de certa pessoa a qucm elles assim insultarao, e
a quem boje queimo insencos, e o que mais
he, a quem fizero a distincta honra de o con-
sideraren! como ao Sr. Guimaraes candidato pa-
ra lleitor! em attenicgaa ter essa pessoa al-
gtwiia influencia coin gente que faz. conta aos
praieiros Ura em vista de tacs actos, oque
se hade dizer dos principios de semelliantes ho-
mcns? que sao amigos do bem publico, e da
Liberdade ? Nao : que sao s, e nicamente
amigos de seus interesses particulares, e que
para quo isto consigao, nao so Ibes d do cha
mar boje virtudeao quebontem chaniarao vicio.
Sim, essa boa verdade.
O Verdadeiro Patriota.
! dcste anno, n. 159, me impem, bem que meu I pretende jungir ao seu carro os habitantes de
pezar, o dever de responder do modo que ellas certo municipio, que desprezao, e detetlao ao
merecetn. Sei, e perfeitantetecoiiheco a quem
j respondo ; e para que o publico a quem milito
respeito, possa bem avallar de ininbas respos-
tas, sirvo-me de transcrever tambem aqu as
perguntas a que ellas se referen).
Per g unta
um flho do Rio Grande do Norte a Joo Car-
los Wanderley, Secretario da mesma provincia :
. i.1
Se ainda conserva fechados em sua dextra os
g -1'
Correspondencias.
Srs. Redactores. Vi algumas perguntas no
seu Diario do hontem, a respeito das qualida-
des exigidas para os votantes, que me causrao
extranhe/a;porque ellas me parecen) outras tan-
tas reveiaces dos abusos que teem commettido
os muilo dignos Juizes de Paz praieiros na
qualificaco dos votantes, e me encarrego de
responder ellas porque s desejo com ares-
posta provocar aoDunga queassignou pura
que declare se essas perguntas sao allusivas a
alguns factos praticados nesta provincia.
1* Ha duvida em quo s pode ser Ufficial de
Guarda Nacional o individuo, que tem os re-
quintos exigidos no artigo 13 da lei de de 25 de
Outubro de 1832 que altcrou a de 18 de Agos-
to de 1831?
2* Havcr quem opine que o filho familias
menor de 25 annos pode votar nao obstante a
constituicao do imperio art. 92 Io que os ex
clue expresamente?
3a t}uem he abi todegenerado. to distitui-
do de orgulho nacional, quem ha ah to anli-
Brasileiro que ouse, sendo Juiz de Paz, ins-
crever na lista dos votantes a um estrangeiro,
s porque o estrangeiro vota nelle, ou Ihe as-
signa u chapa ?
4* Qual he a lei que considerou militares aos
Ofliciacs de Guarda Nacional? Se querem ser
militares para votaren) sendo menores, vejo l
que como militares bao de ser julgados pelos
tribunaes militares no raso do artigo 109 da
lei de 3 de Detentare de 1841; vejo la que
bao de supportar lodos o o us que Ibes sao ex-
Aensivos por causa da palanaMilitar ; mas
nao, quem ha deinvertera terminologia legal
n infringir a Constituicao smente para apa-
nhar um ou dous votinbos ? Os privilegios
nao sao extensivos alm da pessoas as quaes
sao concedidos; nao existia Guarda Nacional
quando a Constituicao se promulgou, logo a
Constituido nao he aplicavel a esses Ofliciaes
que olla nao comprehendeo
5 aviso de 13 de Agosto de 1842 inserto
no seu Diario n. 198 resolve cabalmente a 5"
duvida, e por elle se i que sao prohibidos de
votar os menores que nao esto expressamente
comprebendidos as quatro excepcoes do art.
92. SC da Constituicao.
6a O individuo que nao fr Parocho, Juiz
de Paz, Subdelegado e Inspector de quar-
teirao pode arrolar os nioiadores da freguezia
por mera curiozidade, urna vez que os mesmos
moradores se queirio prestar eisa mawada;
mas esse arrobnenlo, assim tirado, nao tem f
publica, nao tem carcter official, nao vale
nada ; porque a attribuico de fazer o arrola-
mento foi confiada penualmente as referidas
autoridades, e nao a particulares que nao
teem embanca publira, que nao pdem abusar
polo espirito departido, ou por ignorancia;
nem o Juiz de l'az pode delegar una atlribui-
cio que a lei Ihe incumbi, sem expressa dis-
posico da mesma lei.
7 Sendo as utlribuicoese funches policiaes
do Chele de Polica, Delegado, e Subdelegado
coinmulativas, com excepcao smente d'aquellas
que nao veem mencionadas nos artigos 62 e
63 do regulamento policial, be sem duvida
que as funecoes do Subdelegado nao cesso com
a presenca do Delegado que Ihe nao he superi-
or, e nem o Chefe de Polica que smente p-
de'instru'J ao Subdelegado, e reprimil-e quan-
do elle abusare transgredir a lei.
0 unga esta zumbando, quando pergunta
se aquelles que nao tem eir nem beira pdem
...i,,? Poi o lumjit do tem a Constituir
ci! Veala o Art 92. $ 5. .
bou o Admirado.
Srs. Redactores.\- perguntas que lindo
4uu wc dirigi QD.twvoeZh de lulho
Wanderley, em todoorigor(da expressao?
Resposta.
Km todo o rigor da expressao, e mni sobera-
namente dispresoeu as quixotadas do ir. do
Asn'i morador emS, Lourcncinho do munici-
pio do Apudi. Esses desaforos de que condem-
n.i urna minha escripia em Junbo p. p. a um
amigo meu muilo especial,nao pdem cahir do
hito de minha penajexpresses taes, de que me
juor fazer cargo, s;o muilo e muito alheias,
votos da elcic,o de Representante Geral de toda de quem senipre procurou exprlmir-se em ter-
a provincia, para dal-os ao Sr. l)r. Francisco
de Queiroz Coitinho Mattoso da Cmara, como
se diz que proincltco e asseverou a este Sr. ?
/{esposta
Ninguem bavera certamente que se persuada
que serei tao fatuo o vaidoso, que queira oslen-
lar o poder de dispr de todos os votos da pro-
vincia em favor de qualquer candidato; ao
contrario, de ncnbum posso cu dispr ; equan-
do por ventura os nicus concidadaos me teem
feilo a honra de eleger para o importante lugar
de Eleitor de Parocbia, disponho apenas do
meu voto em favor daquellc candidato, a quem,
por suas excellentes qualidades, a maioria da
provincia tem escolbido para elevar a esteou a
aquelle emprego. Com este meu proced monto
nada mais taco que premiar o merecimento, e
unir o meu voto para o niesnio lim aos dos meus
amigos e comprovincianos.
Se em quulidade de amigo e apreciador do
I merecimento do Sr. Dr. Francisco de Queiroz
Coitinho Mattoso da Cmara, Ihe dei promessa
do trabalhar em favor de sua candidatura, este
meu procedimenlo, longe de me degradar aos
ollios do publico, me carea honra, e demonstra
a estima e consideracSo em que tenbo as quali-
dades do Sr. Dr. Mattoso ; mas isto nao im-
porta o mesmo que asseverar que este Sr. teria
todos os votos da provincia, como propriedade
de que cu podesse dispr.
Bem se ve pois qual o fim de semelhante per-
gunta Seja mais sincero o Sr. E. A. C. d'A.
de S. Lourencinho, c attente bem entre o meu
o o seu procedimenlo, e ver que na provincia do
Rio Grande do Norte tenbo sempre merecido a
honra de ser tratado com alguma considerar o
por todas aquellas pessoas que a pdem dar, en-
tretanto que o Sr. de S. Lourencinho he na pro-
vincia marcado com o ferrete de.... e consi-
derarlo como um inimigo de todos os governan-
tes, e por consequencia de tudo o que he justo e
honesto.
2.a
Se, no caso deserdemittido o Sr. Queiroz,
os votos que crao para este Sr. dal-os ao seu
successor ouao complexo de virtudes, sabedo-
ria e bondade do Sr. Wanderley.
Resposta.
Ainda que esta pergunta tenha alguma cou-
sa de equivoca pela sua redaeco, con tudo julgo
ter coiiiprehendido o seu verdadeiro sentido, e
por isso irci a ella responder.
Depoisda minha promessa aoSr. Dr. Matto-
so, souhe-se com effeito na provincia que este
Sr. (entao Presidente della) havia sido exone-
rado da presidencia, e nomeado para o substi-
tuir o Sr.Brigadeiro Wenceslao de Oliveira Bel-
lo ; mas como ja disse, nao dispondo cu de voto
algum, nao podia assegurar, nem aquello nem
ao seu digno successor, os votos da provincia, e
nem mesmo esse complexo de virtudes, sa-
bedoria e bondade. Bem sei que esta allusao
be feita ao muilo digno Sr. D. Manoel de Assis
Mascarenhas, actual Presidente da provincia do
Espirito Santo e ex-Deputado pela provincia
do Rio Grande do Norte. Das qualidades do
Sr. D. Manoel sou comeffeito admirador eami-
go muilo sincero de sua pessoa, mas nem o Sr.
D. Manoel para ser eleito Depulado pelo lijo
Grande do Norte precisa de meu voto e de mi-
nha coadjuvago, pois que- he bem conhecido
na provincia e tem nella urna grande copia de
amigos, e amigos mui prestantes ede maior in-
fluencia, nem foi jamis necessaria a minha
Iraca coadjuvacao para que elle fosse urna vez
eleito e reeleito na provincia per mui esponta-
nea vootade della.
Outra vez repito : nao posso dispr daquillo
que nao tenbo. e a nica honra que me cabe, c
que eu muito sei apreciar, he a que me fazom
os meu verdadeiros amigos de me ouvirem, a
de me consideraren! mais do quo na verdade
Ihcs-mereco. Sou, como bem o sabe-o Sr.
do Ass respeitador, e subdito fiel de todos os
Srs. Presidentes com quem tenbo servido por
espacode nove annos, para em tudo cumprir
suas ordena, e conseguintemente o meu dever,
como empregado publico; mas nao se compa-
dece comolmeu caracter.com a minha educacao
mos decentes e respeitosos para com todos
aquelles, que Ihe fazem a honra de o commu-
nicar.
Nenhuma prova certamente pod^ria aprsen-
la r o Sr. do Anii que justilicasse a sua gra-
tuita assiriao,ilenunciaidn-iiR' em desprezo pa-
ra com os dignos habitantes do Apudi, entre
os quaes muitos existem com quem inantenho
relaces d'aniisado. Ora, Sr, do Ass queira
por quem be recolher-se ao seu alvergue, e
nao andar a asmo aventurando proposites para
as quaes o nao autorisou o bom povo do Apu-
di, queseem alguma cousa tem peecado lio
em consentir que o Sr. do Ass esteja entre el-
le a abusar de sua bondade, o a inculcar-sede
poltico, &c. &c,
4.*
Com que cores polticas pretende vestr-se o
Sr. Wanderley,para sabir acampo nasproximas
eleic,es, se com aquellas com que ruejava em
1842, <|uando na Assembla Provincial lazia a
indicaco para si felicitar o Sr. I). Manoel por
terem baqueadu os rebeldes de Minas e S.
Paulo, ou se com aquellas que trajou em
1837.
Resposta
Forao, sao e serao sempre as niinhas cores
politices as inesmas, de que constantemente
lenho estado revestido. Ser adhezo ao Thro-
o Imperial e a Constituicao; respeilara es-
tes sagrados objectos, e obedecer, como devo, a
todas as oroens, emanadas dos Poderes do Es
tado. foro, e serio sempre os meus principi-
os, os principios de todo o bom Brasiloiro,
quede coracao ama a sua patria, c anhela o
seu bem estar e prosperidade. Parlindo des-
tes principios, que formo os verdadeiros sen-
timentos de meu coracao, julgo haver feito o
meu dever quando, tendo oSr. D. Manoel
i^entao presidente da Provincia) communicado
a Assembla Provincial a inteira pacilicacao
das Provincias de Minas e S. Paulo, apresen-
tei a mesma Assembla urna indicacao para
que, por meio de urna Deputaeao do seu seio,
se congratulasse com o Presidente da provin-
cia, manifestando-ihe o seu regosijo pela pa-
cilicacao daquellasduas importantissimas pro-
vincias. Tendo assim praticado, e estando
sempre disposto a fazel-s em idnticas oecasies,
mostr pelo meu proceder urna verdadei-
ra coherencia com os meus principios, que ja
mais pdem ser osdoSr. de S. Lourencinho;
porque felizmente tenbo a cabera desobumbra
da dessas vertigens, que tanto atacao a do Sr.
do sJss.Hao merece resposta o termoorno-
javade que fez usoem sua pergunta, por-
que, sendo proprio de quem o proferio, lica-
Ihe pertencendo com os demais attributos que
Ihe adornao a volumosa cabeca empregada em
formidavel tronco.
5.'
Se linaln.ente pretende ainda este anno lo-
mar assento na Assembla Provincial, apezar
de ser Secretario da Presidencia?
Resposta
Esta pergunta he bastante curiosa? Pois
nao sabe o Sr. do Assque, a despeito de
minha incapacidade, os meus comprovincia-
nos me fizeiao a honra de eleger seu Represen-
tante na A.seinbla Provincial, na presente
Legistatura, tendo-me ja cabido esla mesma
honra desde 1840? Como ignorar cousa to
sabida ? Bem vejo que a ra/ao da duvida em
que est, procede de ser eu Secretario da Pre-
sidencia ; mas esta qualidade me nao priva de
poder eu inlervir nos negocios de minha pro-
vincia, e se islo se nao compadece inleiramente
com a ndole do sjstema representativo, e deve
me ser vedada esta interven^ao, neste caso com-
pele ao poder legitimo declaral-o, o que ain-
da nao lez. Porlanto, Sr. do Ass, eslou
por ora resolvido a fazer aquillo que Vm. me-
nos deseja, ea oceupar um lugar que Vm. ,
apezar de seus manejse diligencias, nao po-
de conseguir.
Supponbo que tenho respondido e satisfeito
as suas perguntas; se outras Ihe suggerir a pro-
eza de saber, cabalmente ihe responderei; mas
peco Ihe que seja para commigo tao franco e
duvi-
ostentar, e'prometter o que nao tenbo, nem tao claro como be quem Ihe responde, c nao
pouco praticar versatibilidades, smente pro-
prias d'almasignobeis.comoasque me do lugar
a esla resposta.
i.
da assignar-se em suas respiislas.
Cidade do Natal 4 de Agosto de 1844.
Joo Carlos II anderley.
todas as consequencias de meus praprios factos.
Limitaudo-me somonte s niinhas aeces, eu,
nem ambiciono a gloria, que justamente deve
caber aos autores dos actos quo nao sao meus,
e nem to pouco dezejo participar dos inconve-
nientes, que por ventura esses actos posso tra-
zer; inconvenientes que quasi sempre acom-
panho as cousas humanas, ainda as mais me-
ritorias : .em summa sou contente, quandj a
cada um se da o que he seu.
Cu pois, por circunstancias que teem chega-
do aos meus ouvidos, julgo nucessurjo decla-
rar : que desde o lempo, no qual se elegira
os Depulados da presente Legislatura Provin-
cial al ho|c, nunca maisescrevi para peridi-
co algunT, nem urna Bliuha, sobre poltica,
ou assuinpto que, com ella tenha relacao, ex-
ceptuando o que tenbo puldicado sob minha
propria firma, e dous artigo!, que \ mes. me
lizero o favor de inserir emseu estimavel >/i-
rio, e nos quaes, tendo por principal objcclu
defender um amigo, (a quem sempre me mus-
trarei grato,) que havia sido atrsmenteealum
niado, peraccidtns, toquei na polilioa do du.
Em publicar estas linhas, Senhores Redado-
tes, mais obrigarsQ a vonlade do seu assign^.u-
te, &c.
Jos fernardo Fernandes fiama.
rlHX75G?*m
VuhUvnco a neelido.
gaff.-. -
SONETO.
Quatro lustros e meio boje completa
A grande Independencia Brasilea, ^
Hojefoi, Palria minha, a vez primeir. .
CJue no Mundo em NagiO tu foste erecta
Liberdade aojirasii Jove decreta,
E os Ribos insuflando de Vicira,
Auri-verde flula alta Bandeira...
J.i Imperio o Brasil seu curso inceta
Dispertando o leo da lelbargia,
Seus infinitos recursos combinando,
Ve seus meios crescer com ufana.
Principes Europa elle vai dando,
(^ue prevendo o porvir como devia,
\ ai contento comnosco se engajando
Por
Justiniano Antonio da Fotuta
V
AU andega.
Se com os desaforos'que escreveo, em urna Srs. Red atores do Diario de l'ernamhuco.
rtj "sra c csstro ea lo deJQnuo p. p. I ..ce.:.-, ,(uriv-.......-. .....---,
Kfndiiiienlododia G.......... 7:C90j7-!
Descarga para o dia 9.
Barca Uanbarricas vasias.
BarcaCasimiridem diversos gneros.
GaleraColutnbusdem.
BarcaInnocentefarinha.
Movimcnto do Porlo.
Navio suhido no dia 6.
Havre de (iraca; brigue francez Adrien Mara,
Capto Bessset : carga algodo.
Navios entrados no da 6.
Malaga por Tenerife; 35 dia trazendo do
ultimo porto 28 caico hespanhol A-
driano, de 62 toneladas, carga vinbo, &c. ,
equipagem 11: a Joao Pinto de Lomos &
lilho.
Liverpool;-^ dias.barcangleza^/iifl Johnston,
Capitn Peter Petrie,equipagem 15,cargafa-
zendas : a Jonslon Paler ct C.
Rio de Janeiro, 10 dias barca americana
(Hube, do 260 toneladas, Capillo N. Es-
ling, equipagem 13 carga fazendas : a L,
G. I'erreira & C,
'.'
Edteles.
ss O Engenheiro em Chefe da provincia faz
publico, que, nao lendo comparecido licitan-
tes Nni| ra da canoa alieita pertencente s li-
bras Publicas, cuja prara foi designada para o
dia 4 do crrente pelo cdilal de 26 de Agos-
to prximo passado publicado nos dias 28 do
mesmo mez e 3 do corrente : de novo tem
marcado odia 12 para eleiluar-sc esta praga
debaixo das mesmas condicoas e forma consi-
gnada no referido edita!. Bepartito das Obras
Publicas 6 de Selembro de 1844. O Engenhei-
ro em ('befe.Louis Leger Vauthier.
Miguel Arcanjo Monteiro de Kndrade, Offi-
cial da Imperial Ordem da Roza, Caiallii-
ro da de Christo e Inspector da Alfandega ,
,c.
Faz saber, que no dia 9 do corrente se ha
de arrematar em hasta publica ao meio dia na
porta da mesma 8 pipas com 1376 medi-
das devinto, que se acba reduzido a mo vi-
nagre, avaliado de novo a 20,000 rs. cada pi-
pa ts quaes-ae acbSo no nnazeon amaisdu


Miguel Arcunjo Monteiro di Anira ara cao.
i
I)rc!,
= Dordem do Sr. Director do Lyco
desta cidade, rSo concorso, da data desloa
50 das, as seguimos cadeiras da priruoir.iK
lettras, rfue seachSo vagas, e (odas ollas para
o sexo masculino : a da villa do io Formoso ,
a da freguezia da Varzea dita .1 Pasmado p
asubstituicSo das cadeiras da cidade deOlioda.
Os candidatos, que s mencionadas cadeiras se
quiserem oppCr, habilitem-se nos termos de
le. Secretaria do Lyco desta oidade, Sdi
>etemljrodo18H. O Secretario,
Joo Facundo da Suva GuimarSe,
38.
!=Obrgue oscuna Sania Cruz sai mprc-
terivalroente nodia 12 docorrente mez pura o
Kio brande d Sal, e s recebo a froto escra-
Leudes.
2=Jnnst sa da copiosa chuva nodia \, o seu leilao do
azendas inglczas bem surtidas c asmaispro-
pnasd'este mercado, para lerca-feira 10 do
jrrente s 10 horas da manha quando tora
lugar no seu arroazem, ra da Madre do
eos.
lempo marcado no regulamenlo, sondo a arre- I dro Martyr de Olinda, prxima a correr desdo
matacao livre do direitos. Alfandoga, 6 del a rua da Cadeia do Recite at ra doLivra-
, manto roga-so portanto ao Sr. Tl.osou.eiro
baja de nao pagar qualqucr premio que tenha
d^ sal.ir : nao obstante nao tor a assignatura do
dono, comludo lia tostemunhas que o virao
comprar. (9
l'urlirao, no dia 6 do correntc Sctembro,
una bolea eom o seguinte: 39,S rs., sendo urna
cdula de 208 desenove de 1S000 rs., na
m.snia tinha um embrulbo eom chumbo, um
dito com plvora, umacaixa de tabaco tornea-
da em ponto pequeo, e urna chave de bab;
quem rJescobrir esto roubo queira aprebendel-o
e levar ruado Livramento n. 8, queter 108
rs. de gratificacSo.
. Quem annunciou precisar de 1008 rs. a
premio, dirija-so ra estreita do Rosario n.6,
1." andar, at as 9 horas da manhaa.
Madama Lovessure, modista franceza, fa/.
sciente ao respcitavel publico, que tem mudado
a sua residencia da ra do Rosario estreita para
oatterroda Boa-vista n. 3, 1. andar, onde se
propQe a fa/.cr toda a qualidade de modas, com
toda a promplido possivel: na mosma casa
eluga-se motado do casa para pouca familia : a
tratar com a annuncia.ite.
1= Pergunta-se ao Sr. G C. F. se por aca-
so far tenejio de vir entregar um chapeo quo
se se Ihe entrogou a mais de troz mezes para
concertar na ra de Agoas Verdes ; o como o
annuncianto tem ido mais de vinto vetes
a sua casa para Ih'o entregar o dito Sr. nao
Ih'o tem dado; por isso baja de no prazo de
trezdas o mandar entregar, seniio se usar
deoutroi meios, pois o annunciante ja a mui-
lo que ec aclia dczemboleado do importe do
concert do seu chopeo.
1 Aluga-se o sobrado n 4 na ra do Li-
vramento ; a tratar na loja do mesmo.
1 Alugao-so um sobrado de dous andares,
na prava da Boa-vista n. 10,e a grande casa ter-
rea da ra da Aurora >n. 38 a tratar na ra
da Cadeia n. 40. (4
1Na ruadas Flores n. 21 precisa-se de
um criado.
1 Precisa-sede officiaes de carpina for-
j
Avisos diversos.
i V
termina que na falla de cirurgioes militares ,
oGovornoda Provincia admita aquellos que
se liabilitarem por rnoio de um exame do sufi-
ciencia. O Dr. Goianna.
Compras
1 No da segunda foira, 9 do corrente. s
quatro horas da larde, porta da casa da resi-
dencia do Sr Dr. Juicios orpbSos, ir tercei
ra praca um sitio na estrada do Monteiro do
trras proprias, com casa de monda, cosinha
ora quartos para escra vos, cacimba, coebeira
estribara para doze cavallos, portao na frente -
grande baixa par., capim, torra de plantar, bas-
tantes arvoredos do fructosde varias especies:
comquatrocentosedez palmos de frente, e rail
irezeotos e sessenta e sete iU> fundo; penborado
a loaquim Fernandos Gama no valor de seis
coritos e quinbentos mil ris. (131
Aluga-se nm armazem no hoco do Porto
das Canoas, proprio para casa de pasto, no que
tem sidooocupado. e mesmo para qualquer oV
tro estabolecimento ; na ra da Cruz n M
pnmeiro andar. '
SOOEDADE TEBPECICHOBB.
A commissao da mesma convida aos Sri. so-
cios a reiinir-se hojo (9) do correntc mez. po-
las G horas da tarde a iim do tratar-se da mu-
da non da casa para Boa-Vista.
OVERDADE1RO REGENERADOB.
Est avenda na prava da Lniao loja do Sr'
Timoteo, e na Typographia nazarena na ra da
da Pon ha n. 5.
1=Parante o Sr. Dr. Juiz docivolda segun-
da vara se ha de arrematar lindos os dias da le,
urna casa 110 largo da Ribeira n. 1. avahada eni
l:200s'000 constante do escripto em poder do
porleiro. 1
6=r.Fohnston Patcr& C. teernconstantemen-
te venda laixas de forro batido o coado mo-
endas de forr;a de 4 cavallos baix e alta pros-
sao, ludo por preco commodo : na ra da Ma-
dre de Dos n 5.
4 Ausentou-86 da casad.-seu Benbor o cs-
cravo Jos Babia de nacao Confio parece
cnoulo, alto, magro, cara pequea, olbos gran-
des bons denles, o pomas grossas ; be bem
cookecido nesta praca por carregadpr de cadai-
ra linba urna correlo no p em coosequen-
cia de outra fgida que elle havia feito; quem
o apprehender ou (cor rom que elle soja 1 rc-
so recebor 50/ rs. de graliflcacao de Luiz Go-
mes
7O agrimensor, abaixoassignado, offerece
os seus serviros s posmas que tiverem propie-
dades demarcar o afiance a mais escrupulo-
sa exactidao e o maior zelo no desompenho da
sua arto ; devendo todos os que do seu prest
mose quizorem Utimjar.dirigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado, na Roa-direita
sobrado n 121 Joaquim da J'un seca Soa-
res de Figueiiedo. rg\
No dia (i do correntc furtrsl lio si lio,do.
abaixo assignado, denominado 9Wpv da Crttf?
na Roa Viagem, um cavallo castnho. orinas
rotas, com urna estrella branca na testa
ros, ou oscravos ; a fallar na ra da Aurora em
S. Amaro com Jos Goncalves Ferreira Costa. (3
1 Aluga-se o segundo andar e sotao do so-
brado da ra do Bangel n. l ; a tratar com
Luiz Jos Marques, (3
1 Aluga-se aloja do sobrado n. 9 da ra
Augusta; a f'allarcom Luiz Jos Marques. (2
1 Arrenda-se um sitio que soja perlo da
praca e que tenba C8sa para grande familia ;
na ra das Trinchetas sobrado n. t) ; na
mesma casa vende-se urna escrava de 20 annos,
com algumas habilidades. (5
Urna pessoa particular se offerece a daral-
mooo, jantareceia com lodo aceio prompli-
do e por preco mais commodo do quo em
oulra qualquer parle ; quem de seu presumo so
quiser utilisar.dirija-sea ra do Queimado, de-
fronte do becco da Congregacin. 32, segundo
andar.
No dia 5 do corrento achou-se urna leltra
passada em 13 de Novembro de 1843, por o
Sr. Bernardino Crrela doSenna ; quem se jul
gar com direitoa mosma, dirija-sc a ra larga
do Kozario n. 3, quo dando os signaes, Ihe ser
entregue.
1 itoga-se aos Snrs. livreiros e mais pes-
soasa quemfor offerecido um terceiro volume
da obra de Paulo de Koch intitulado Irmas
Auna cujo volume nao servir a pessoa al-
urna, visto nao ter os mais, queira apprc-
bendel-o, e levar, a ra estreita do Rosario a
27, ese o tiver comprado, dar-se-ha o seu im'
porte. ;'
o
' O Sr. Jos Pereira da Silva queira an-
numiar sua morada que se Ihe desoja fallar a
nogoefo de seu inte rresse. (3
1 Precisa-se de um eilor de campo; na
ra do Sol n. 23, segundo andar. (2
. No dia 4 do torrente appareceo na casa
de Manoe! Antunos Corris Jnior, no lugar da
Piranga urna prota do nacao de 14 annos
dh chamar-se Mara, e que he forra ; quem s
adiar rom direitoa mesma prota, dirija-se uo|
nte quedando os signaos, Ihe ser'
1Vende-se na praca da Independencia li-
vraria ns. 6 e 8 mximas do conducta para as
senboras Brasileiras pelo Dr. Joo Candido de
Deofre Silva a 80 rs. (4.
1 Na praca da Roa-Vista, botica n. 6 a-
cbo-se venda os seguintes livros: Pbiinto
Elisio, Rocage. Parnaso Lusitano, Cencca,
historia de America, Economa Poltica, od-
iador, Numa Pompilio, Guarda-livrcs moderno,
L.'coes do Direito Publico, Compendio de Geo-
graphia, L'abordage, La Contesso d'Egmont,
Aventuras de um Renegado, Diccionario fran-
cez e Portuguoz, Contracto Social, Tratado
de Sophismas Polticos, Ribliutbeca Macnica.
Estes livros achao-se em muitopereito estado e
todos completos, sendo o proco rasoavol. (12)
Vende-se um relogio de prata orizontai
de patente com urna correnlinba de ouro, um
botao de abertura, um par de brincos conidia-
mants, um annelao com diamante, e urna cor-
rente fina para pescogo ; ludo de ouro. e sem
feitio, na praga da Boa-Vista botica n. 6.
Vqnde-se um escravo moco de bonita fi-
gura hom official de forreiro, e tem bastante
pratioa de trabalho de engenho; dous moloques
de nacao, ptimos para todo o servico ; urna
negrinha de 14 annos cose, engoinma, e he
recomida ; duasescravas de meia idado, qui-
tandeirase lavadeiras, todos de muito boa con-
ducta, o se diio a conteni ; na ra Direita n. 3
primeiro andar.
Vendem-se meias barricas para assucar ,
. om grandes e pequeas [.oreos, por proco com*
Ulr.,uo advo, hiuo-sequese nao responsa- modo ; na ra da Moeda armasen n. 11
bil sa pela fuga da mesma preta. Vendo-so um bonito mulato de 22 annos
ce h. LfJS P egCra' qUC Babe proi)rio para Pa"e,n Perfei,u P^rdro do toda'
cosinhar, tamo para nac.onaes como para es- obra ; 4 escra vas de bonita figura, do 18 a?>
possivel.
1 Offerece-se um
annos, que sabe bem ler escrover e contar, ra das Trincheiras n. 15 ; preco 500 rs.' ^(5'{
para qualquer arrumacao nesta praca, ou lora Vende-so, para fra da provincia um niut
della porm perto ; quem de seu prestimo se lato de bonita figura bom oficial de lanoeiro
quizer ulilisar, dirija-se a ra larga do Boza- na praca da Boavlsta n. 2 segundo andar,
rio, loja de miudezas n. 35. (6 Vende-se urna obra de Virgilio nova nor
1 Os abaixo assignados teem dissolvido preco commodo ; na ra Nova loja defuoilei.
amigavelmcnte a sociedado que tinliao na lo- ro n. 3S.
ja deseleiro da ra Nova ti. 5. do bairro de S. 1 Vendem-sc ricos cortes de seda escoceses
Antonio debaixo da firma de Braga 9f Silva ditos desetim lavradobranco c de cores, man-
ficando a dita loja em liqui lacao e pagemanto tas escocesas para seohora ditas de set'im es-
to quo a lirma devia al a data de 2'J de Agos- curo matizadas chales de seda bordados, ditos
to do correte anno, ao cargo nicamente do de laa luvas de pellica com guarnicao' par
socio Joao da Silva Braga. Antonio Ferrei- senhora, ditas curtas, ditas de edres para ho
ra da Costa Braga, e Joo da Silva Rrag. ) mem capcllas finas de flores de laranja ca-
Itesponde-so ao Sr. Degradado do Diario pcos do Chile, forrados de seda, bengalas d
n. 197, quo o Sr. ArgemiroSoares, he tao ha- cana sapatos deduraquode Lisboa os mais
bil e acha-so mais habilitado, do que todos es- bem feitos quo aqui tem vindo e um completo
ses intitulados cirurgioes que por ahi ando sortimento de calcado francez para senhora n
curando com carta passada pela Cmara do Be- meninas ; na ra Nova, ioja n. (i. de J. p
cife sem que haja loi que para isto a auto- Mamededc Almeida.
rise; o que o referido Sr. Argemiro Soares, fora 1 Vendem-so os seguintes livros ; consli-
examinado polos Srs. Drs. Gomes Brito e Ma- tuicao poltica do imperio do Brasil o le da re-
noel Bctrnardino om virtudeda loi que de- forma a mesma, 1600 rs. ; manual do Jury"
1^ rs. ; tctica das assemblas legislativas'
1280 rs. ; collecco das lois do imperio do Bra-
sil 320 rs.; memorial oflerecido ao Exrn. Con-
solheiroe membrodo Tribunal Supremo de Jus!
tica, juntamente com a oracao de accao de gra"
ca do juramento do projeclo como constituici
poltica do imperio pronunciado polo Rev
rendo Vigario Brrelo, c varios assumptos, 2}
rs. ; descripcao da cidade do Porto 2/ rs! o
indicador do cambio banco e commercio om
parles dobradas a 3^ rs.; educacao physica e 1110
raidos meninos IGOOrs. ; economa poltica
lOoO rs. ; Sintaxe de Dantas, 040 rs. ; as mu-
las del). Miguel 40 rs. ; sciencia do bom bo.
mem Ricardo ou meios de fazer fortuna io
rs. ; o bom lavrador, ou o apaixonado da fa-
voura mu til aos agricultores 12S0 rs
taboadas para meninos a 40 rs. cada urna a
ra das Cruzes, loja de encadernador n. 3 >>
1 Vendem-se os seguintes livros: a vida de
S. Agoslinho, nova edicao em 3 v. muilo
utilaosecclesiasticos ; defesa do christianismo
em 3 v. ; memorias histricas da provincia do
I'crnambuco 1 v. por 1000 rs.; o trafico da es-
cravatura ; taboas dos logaritbmos ; Terencio
por 040 rs. ; Praxis de judiis finium Bogundo-
rum et practica; criminalis 1280 rs. ; ora-
coes de Cicero para analyse de Bhetoeica 3 v. ,
100 rs. ; elementos de geometra 1000 rs.
medicina curativa o rs. resumo de geogra'
phia 320 rs. dito de geometra 2'i0 rs.; o
primeiro volume da historia do Franca e Roma.
com estampas dos Beis 320. rs.; primeiro e
segundo tomos de Virgilio 640 rs.; dilTerentes
pinturas para os que aprenden desenlio a !#
rs. : no Atierro da Boa-vista loja de miude-
zas n. 54. (i8
Vende-se una gargantilha de ouro de lei,
eita a moderna e do melbor gosto possivel :
quem a pretender anuncie. (3
1Vende-se, por preco commodo um cxcel-
lente terreno na ra Imperial do Atierro com
34 palmos de frente e fundo al abaixa-mar
do rio Capibaribe cujo terreno extrema com
Francisco Bibeiro Pavao e Semiao Crrela
Macambira (desembarazado) : a tratar na ra
Direita n. 40. tf
Vendem-se chapeos de massa pretos e de
coros a 1^ rs., ditos francozosde superior qua-
lidade para hoine.n chapeos de sol de seda
para homem e senhora ricos cortes do seda es-
cocesa para vestidos, ditos do cambraia branca
adamascada e de cures, ditos de cassa pinta-
da, chales de seda chales o mantas ditas o de
liiil.o lencos de seda preta e de cores para
grvate, dilas para gravatlnhaa de senhora,
meias de seda e de algodao para homem e se-
nhora luvas de diversas qualidades curtas e
compiidas calvado de marroquim lustro ,
duraquee setfm para senhora, botina de be-
zorro, sapatos o sapatoos borteguns aspea-
dos do lustro, chinelas de marroquim para ho-
mem perfumarlas 9 mais fasendas por preco
commodo; na ra Nova, loja francesa do Manoel
do Amparo Caj.n. 18.
1 Vende-se urna prota moca, de nacSo Ango-
a muito robusta, vended eir do ra com-
Comprao-se effoclivamento para fra da
provincia escravosde ambos 03 sexos de 12 a
'10 annos agradando pagao-se bem ; na ra
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varanda de pao n. 20.
Comprao-se sedulas de &, 10/ e 20/ rs.,
das que se esto recolhendo com o descont
de 2 porcento em troco de sedulas correles ,
at o dia 10 do correntc; no Bccife casa de
cambio de Louren?o Basto 6 Compendia.
i Comprao-se pretos de 18 a 25 annos ,
sem vicios nem molestias ; no Atierro da Boa-
vista n: 43 ou na Magdalena sitio na estra-
da que vai para a Jorro n. 78. (4
Comprao-se vidros grossos, grandes e mo-
fados de espelhos ; no Atierro da Boa-vista
o. 17.
Comprao-se duas bolas do marfim do oi-
to oncascuda urna ; na ra da Cadeia-velba n.
4, segundo andar.
Vendis
trangeiros por tor estado em casasdelles ser-
vir.do, he bom comprador sabe tratar de ca-
vallos, hbil para qualquer servico, e he muito
Bel; quem o pretender anuncie. (0
Bota-se areia para qualquer obra e terre-
no por preco commodo e com maior brevi-
dade ; na ra do Bangol n. Vi.
I O Sr. Antonio Jacinto Cavalcanti Pessoa ,
diiija-se a ra Nova u. 5, ou anuncie sua uio-
pradeira e lavadeira; na ra larga do Rosario
SI. (4
tVende-se urna negrinha do Angola do
; un. moleque criuulo de8 annos ou
-------, .......,..,.> w.miik 1 iimiiu, uo-o a K2------...... ""ivijuc n iuu.u ucn annos, ou
annos com prendas o sem ellas ; urna bonita- -CC""s'' |Jor uma negrinha da mosma idade; na
mulata de 20 annos engommadeira e costu- rua U'lt,a 65- (4
reir ; um preto proprio para todo o servico
uma negrinha de 12 a 13 annos propria para'
mucama de alguma menina ; na rua do Foo
ao p do Bozario n. 8.
Vende-se a venda n 2 da rua Imperial
com os lundos que pretenderen!,ou saarmaca
urna mesa redonda para meio desala; 1 bravo de
batanea grande com conchas e correntos de ferro-
Escravos fughl
rada.
n^..: j "'"v "">u5"iii uuuciiase correles de lorm-
\ 7r hI U'" ,,0.men:uqUe Cn,enda de u,na PrcSo de C8ixs casias do Porto, tUdo Oor
,.,,.,,, sua, tratar de sitio, para lr trabaihar em um sitio preco barato ; a tratar com Joaquim pTi ,ir,
passeiroecarrogador, hebastante^rande, o o| Prloda ponto dellcha ; na rua Nova n. 46. 'acomo na mosma venda q "1,,t,ro
maior signal quo lom be um talbo no cascoda 1~ ""o-se passaportes para dentro e fra j 1- Vende-se a muito intensante nol .
dp imperio oorrem-se folhas e despachao-se>,S7rafS do Amor, ou Memonas de Z i, .
pravos, ludo por proco commodo e com a triaca tradusida sobre a terceira edSo d
maior brevid.de ; na rua do Bangeln. 34. 4 Allemao parajrancezpor madama de Tencin edo
1- Lava-seroupa de varrella e de sabo franco/, para portugus por ( F. Froe! or-.
m toda a seguranca e promplido; na rua dada con, uma estampa litographada pelo Sr \"
mo direita da b nda de fra; quem delle sou-
berou dernoti ias, dirija-se ao mesmo sitio,,
ou rua das Agoas-Verdes n. 70,'que tora dez
mil ris.Francisco Jos Duarte.
1 Perdeo-se no dia 28 de Agosto um bi-
Ibete n. i da 2.a parte da 2.a lotera de S. Pe-
corn
Glri6l! H' 1 u o, (StoloJos FernandM GmarSes"; 'ta^oela
1- a rua do Rangel n. 34 copiao-se sen-1 loroa-se recommendavel a todas as mo?as para
1 Fugio da povoaoSo de (ravat um es-
clavo de nome JoSo Borges ; do gento de An-
gola muito ladino bom latante, barbado e
suissado, com (alta de denles adianto, pes gran-
des un. dedo grande de um-del les voitado pa-
ra dentro grosso do corpo boa estatura ; o
qual consta andar pelo porto da rua Nova; quem
o pegar, haja do inetler na caduia e avisar na
pruva da Independencia, livrarfa ns. (i e 8, para
avisar ao propietario o quaI offerece 60/ rs
a quem o pegar.
R*eiw 114 Ttp. es MF, db Fauia.1&V4,
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EOI2F4Z5W_YNHFZJ INGEST_TIME 2013-04-26T22:51:26Z PACKAGE AA00011611_08148
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES