Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08143


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Full Text
Auno de iM&.
Segunda Feira 2
<.' ;. '.": :.'- .....: \ ,. .
O DlMO |>ublica-se tnloio diaaonai
he de lu luil re. por quarlel paRos adianlados Os aun uncise los ss.',-n.'ntei sao inseridos
grane, DI dos que nao forein raxao de 80 reii por linha. Aa raclamaces dereas ser diri-
gidas .'i si >p ra das Cruces n. 94 ou a prega da Independencia luja de liuoen. fie
PAETIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
G0UtHU,u I crahyba,segundaj sextas leiras.Rio Grande (lo Norte, chegi a 8 2:2 e par-
le dU( Cobo, Serinhaem, KioFormwso, Maoejr, PortoCalro, e Alagoas: no 'i. ~
H e 21 dcada, mea.. Garanhuns. e lionilo a 1U e -'4 de cada met Boa-ruta flor
es a i'J dito. l.idade da Victoria, quinta* feiras. Olinda todos os dias
U1ASDA SEMANA.
i Seg s, Estt.au Aud. do J. de i), da 3. y,
3 larca s Eufemia liel. aud. do J. de D.da 3. .
4 QuarU Bota. Aud do J. deD. da 3. t.
6 QoiaU s A,,tonino. Aud do J de D da 2. t,
(i SexUi Libaaia Aud do J da D dai.T.
7 Nnb JoSa Ral. aud do 1. de 1). da 1. T.
8 i)otn# Naliriulade de Noeaa Senliora. ^
a. ?
de Setembro
Atino XX. N. 19>.
--< i


analga oob-
eerem-s aDoniadoa-eere admira io nlra aa i-i_i.es uiais
(ProolamaqtU da taseailea t^-ral \u araiil.)
xudj agora, dependa iii: tiernos como | j .
cultas.
t-f Cambio* loire Lonur
V
M 0 11 .' nom.
Jara Hfl raa por franco
Lisboa ISO por CiMIlOi so 1)11 !' US lOOlT 1.
urda da cobra ao par.
Idsm de letras de boss fir-ase i 0)0*0,0
Oura-Moedada fi,Si,u V.
' > i i N,
.. da 1,1
Pra a-
'inare
Ditoa mexicano!
17,200
17,000
1
I
1,583
Tftoda
17,41 i)
17, 00
I
2 OJO
I
2.000
PILASKS DA LA NO IEZ DE SETEMBRO.
La ebeia a '26 as 10 huras e 5 min. da m
Micguante a 1 al 7 horas e _' J min rta larda
Prtamar de hoje.
La nova a f '; as 10 b. e iS mi* da manli.
JCrasceriU- m. da manh.
f r'.', yr\ mereamna
', ^ H I I 1
mjMn a,% i7"ifl t-uiAww. niir'"1ipl
Primaire u 7 D0TU t 4J ,, (] ,.,,.; .,
|S*(;undi > s horas r ti minutos da i
-.'.. .SDnJ
Bfri
':::.m:...

;'
COUUESPONUNCIA DO DIAUIO Df PBBNAMBCC0'
Pariz 29
H certo e mais que corto quealgama grande
mudancu poltica osla parase verificar om In-
glaterra. mundo social he como o mundo
pbysieo; quando alguma grande mudanca est
para ter lugar nello, longo tempo de antemo
ymptomas porcursores comeoo a annuncial-a
He o que me parece que se asta vendo actual-
mente em Inglaterra. Quando lia pouco tempo.
a Cmara dos Communs deo a Kuropa e ao
mundo inteiro o deploravel exomplo de urna
contradicao indosculpavel, pronunciando sobro
a mosina quostao duas sentengas diamotralmcn-
te opposlas, ficou esta anomala sern oxplicacao.
e foi attribuida ao acaso. So passadas poucas
semanas, e os o mesmo facto repetido, lalve/.
com circumstanciasmais aggravantes. Dousaca-
sos tao semelhantes em tao curto espaco tempo
nao he cousa que possa razoavolmente admittir-
so : he evidente que ambos elles forao olloitos
de urna s causa. Historiare! primeramente o
/acto em poucas liabas, e procurarei explical-o,
como poder.
Estava em segunda discussao o bil sobre os
direitos do assucar, que j linha passado em
primeira discusssao na sesso de 5 do corrento,
6egundo Ihes disse na minha correspondencia
passada. Urna dus clausulas do dito bil he que
o assucar das colonias inglezas d'Amorica lique
pagando 25- chelins por quintal. Oppoz-sa a
isto o Dcputado Miles, allegando, que as colo-
nias americanas, j to attenuadas com os efloi-
tosda emancipacao dos escravos, nao podiao
com direitos tao excossivos. Disse que era pre-
ciso alivial-as por todos os modos possi-
vois, e propoz.quoo algarismo de 2i chelins,
proposto pelo Governo, ficasse reduzido a 20.
Os Ministros opposrao-se resolutamente a osla
alteragao; posta, porin, a emenda a votos, foi
adoptada por 241 contra 221. A surproza do
Governo, vendo contra si tamaita maioria, de-
poisdehaver feito couhocer tao positivamente
assuas intencoes, foi extraordinaria; e tanto
mais quanlo a retirada selhe linha tornado ab-
solutamente impossivel, depois da sua primeira
declaragao. Declarou por tanto que nao accei-
tava o voto da Cmara, mas annunciou ao mes-
mo tempo que de novosubmetteria ao seu jui-
zo a mesma questo, por Ihe parecer que o pen-
samonto do Governo nao tinha sido suficiente-
mente couiprehendido. Era o mesmo que inti-
mar Cmara quo se desdissesso.
Entretanto o pongo de ir expor-se a urna
derrota mai estrondosa azia que o gabinete va-
cillasse om levar a efleito a sua rosolucao. Beu-
nio-se duas ve/es o concelho do Ministros, e na
primeira reuniao decidio-se quo o Ministerio
olioroceria a sua domisso; porm neste inter-
vallo, londo-se reunido om Carlton-Glub as
principaos notabilidades partido conserva-
dor, envirao ao Governo urna mensagem as-
signada por 200 membros, declarando-lho que
adhoriao a sua poltica, e pedindo-lhe que se
nao r. tirasso. Forte com este apoio, appresen-
tou-se resolutamente Cmara no dia 18, e do -
clarou que ou a votaco antecedente havia de
ser annullada o adoptada a proposico do Go-
verno, ou esto ultimo se rotirava.
Quasi todos os membros importantes da op-
pusico tomro a palavra nesta occasio impor-
tante. Lord Kussell pedio Cmara que refoc-
tisso no que devia sua propria dignidade, o
poz-lhe diante dos oihos o descrdito de que ia
cobrir-se aosda nayao, se desso o exomplo de
urna tao duploravul docilidade, como a quo eli-
ga o Ministerio. Lord Huwick arguio R. Pool
do querer introdu/ir no systema constitucional
un principio intoiriiiiionto novo, e do possimas
consoquoncias, pretondondo quo o Governo de-
via retirar-so todas as vezes que :i maioria nao
sanecionasse todas as medidas por ello propus-
tas, som a mnima modilicanio, Liso quo se
tal ora o verddoiro espirito do syslema repro-
sctativo, cu tul caso inuteis ero todas as dis-
cussoos, o o qun basta va ora dar a Cmara, no
principio do cad.i sossiio, un voto do confianza
ao Ministerio, retirando-so depois os membros
para suas casas. Foi tempo e trabalho perdido .
posta votagao a proposico do Governo, j re
gnituda na sessao antecedente, foi adoptada por
255 votos contra 233.
Nao darei cu doste facto as explicacoos inju-
riosas que tonho lido em algumas folhas de
Franca, e mesmo om urna ou outra d'Inglator-
ra A actual Cmara tos Communs nao pode,
se;n manifosta injustica, ser comparada ao ce-
lebre parlamento do tompo de Cromwell, a quo
derao por dosprezo a alcunha de rump (om por-
ttiguoz rabadilho). O que digo he que os lagos
que unem a Cmara dos Communs ao Gover-
no, nao esto tao lories, como al aqu se tem
suppnsto. Visivelmenteas affinidades electivas
dos elementos que formo a actual combinago
poltica d'Inglaterra, comecoa fraquear: visi-
velmontc os ditos elementos tendom a separar-
so, e nao podem tardar em ontrar em novas
combinaces.
As cousas d'Irlanda estilo no satu quo: mui-
tas visitas a O'Connell, muitas reunios mais ou
menos apparatosas, mu i tos protestos contra a
illegalidadeda condemnago do libertador, mas
nada mais. No dia 19 appresentou-se na C-
mara dos Communs urna depulaco composta
do lord maire de Dublim Ironto dos domis
mombros da municipalidade, e enlregou ao
Presidente urna petioo, em quo pedia a abro-
jagao da loi contra os conspiradores, queixan-
do-so do que O'Connell o mais correos tivessom
sido condemnados illegalinente, o allegando
China mu curiosas. Parece quo S. M. Celes-
tial j vai sonlindo onde o foro a albarda que ,n
Itiglalorra pranlou no sou celeste costado. Pela
maneira por que os barbaros de cabellos louros
v.id executando o tratado quo concluirlo
com elle, j o lilho do co vai vendo quo
nao ho na boa f que consiste o lorie do sou ca-
rcter. Una das condicons do tratado oi a
completa cessao do commcrcio do opio, que l-
cou prohibido para lodo o sempre; porm o re-
sultado desta prohibioao tao solemno e sempi-
terna tem sido que nunca o commercio vodado
tem florecido do urna maneira tao espantosa co-
mo agora. U imperador, desojando cortar o mal
pola raz, propon companhia das Indias que
abo!Me por urna veza cultura das papoilus nos
seus estados, o que a China Ihe (icaria pagando,
a titulo de compensago, mi I bao e meio de li-
bras slerlinas por anno A companhia respon-
deo immedatamento quo nao, e polos motivos
soguintes: primeramente porque, rendendo-
Ihe o commercio do opio dous milhes e meio
de libras poranno, nao podia acceitar umacom-
pensacao que Ihe causava tal projuiso; om se-
gundo lugar, porque, se ella renunciasse cul-
tura do opio, como o Imperador Ihe propunha,
seria, desde logo approveitado este importante
ramo d'industria pelos estados visinhos, e (ica-
ria a China sugeta aos mesmos inconvenientes
que dantes. Urna folha franceza compara este
ultimo argumento ao de un insigne larapio,
que, argido, ha poucos dias, aqu em Pariz,
de um roubo por elle feito a um ourives, se de-
fenda desta maneira : Mas, senhoros( dizia
ello aos juizes) soeu nao izesse essa operafo,
que os debates do processo nao linhaotido lugar outro a faria em meu lugar, e o homein nao ga-
com as garantas consttucionaos. He smente i nharia nada com isso. A fallar a verdade esta
no dia 2 de Julhoque este negocio ha do ser j frescura com que a companhia declara quo ha
tomado em consideradlo pela Cmara. de continuar a fazor o contrabando do opio,
sed icio domestico, e, em todo ocaso, de coasas
relativas poltica do paiz;e que a- cartas dos re-
lugiada, que se diziao abortas, nenbuma rela-
cSo tiiibao coui a poltica ('Inglaterra. Eataob-
servagSo pareca justificar a necessidade da in-
vesligacio que se pedia; votando se poroo, so-
bre a mocioquea propunha, foi regeitada por
206 rotos contra 102
Ao mesmo tempe que isto linha lugar na C-
mara dos Communs, fa/ia o Conde de Radnor
na dos Pares inlorpolliuoes a Lord Wellinglon
sobre o mesmo objecto. A Cmara alta tratou a
cousa anda com mais despre/o, porque nom
quis que se vntasse sobre ella. Um dos mem-
bros da maioria disse, que a questao nao mere-
ca do corto a altento da (.amara : que a pra-
tca do abrir as carias suspoitas estava em uso,
desde longo lempo, porque tinha comecado no
tempo da Rainha Anna;oque so admirava do
(|ue houvosso quem so oscandalizasse do que so
abrissem as carias dos refugiados Italianos e Po-
lacos, quando a le autorisava at a abertura
das cartas de todos os ministros estrangeiros,
em isso sendo necossarij. Esta revelaeao he cor-
tamente espantosa; pos se olla nao tivesse tido
lugar no seio do parlamento, por corto ninguem
quereria accreditar que a violagao do segredo
das cartas em Inglaterra podesso ir to longo,
que nom ao menos respeitasso o que he ofiical
o diplomtico. Quanto a mim, sem querer dos-
mentir o Miembro du parlamento que assim fal-
lou, porque me nao attrevo a tanto, entendo
que ou ello so oxplicou mal, ou os tachygraphos
0 nao enlendrSo bem. Podo muito bem ser
que a |ei autorise a abertura das cartas parti-
culares Aos Ministros o mais agentes diplomti-
cos, o quo nao he j pouco; mas a abertura dos
despachos e papets vf'tciaes, nao acredito.
A mais odiosa do todas as circunstancias com
No dia 20 loi a mesma depulaco adinittida! quer isso seja prohibido polos tratados, querlquctem lugar a violagao do segredo das cartas
audiencia da Rainha, e appresentou-lhe outra nao, ho certamcnle das cousas mais admirareis
polico, pedindo-lhe a revogaco da senlenca que se tem visto.
proferida contra O'Connell pelos mesmos moti-j Outra som-coremonia nao menos digna de
vos allegados na petioo dirigida Cmara dos j admraoao, e quo neste momento be objecto de
Communs. A Rainha responden : J vos i/ utna aecusaco feita ao Governo na Cmara dos
saber a minha firmo resolucao de fazer respei-' Communs, he aquella com que no correio so
lar as leis e as sen tencas dos tribunaes a quo esto abrindo as cartas particulares, remotten-
est confiada a administracao da justica. Se 'do-as depois ao sou dostino fechadas com tal de
houve erros no curso do procosso, ninguem vos licadoza, que as possoas que as recebem, nada
tolho o recurso ao Supremo Tribunal de Ap- jsuspoito do que so passou. Asearlas fechadas
pollaoo, que hade rever a sentenca. A fiel com obra (o Times he quem o diz) saoabertas
execuco das leis he a mais segura garanta dos: por meio do vapor; as lacradas, tira so-Ibes pri-
dircitos e das liberdades dos mcus subditos. moiro com chumbo o modelo do sinete, o depois
Esta resposta, cheia do dignidade ede bom sen- : de lidas, lacro-se de novo, pondo-Ibes de no-
so, foi visivelmento dictada pelos Ministros. I vo o mesmo sello que dantes linho. Foi o Do-
Nao posso deixar do approvar o Governo, putado Duncombe, um dos principies cheles
emquanto o vir marchar com firmeza pelo ca- radicaes, quem levantou esta lebre. Disse que
minho que eutendeo, que devia seguir; (as ro-, constava terem sido abertas diflereutcs carias
flexoes sobro a conveniencia da resolucao devio do possoas particulares no correio da capital,
vir antes dola tomada): entendo, porm, ondo essa pratica estava estabelocida como
que andou menos avisado, impondo a O'Gon- cousa ordinaria : que ltimamente tinha is-
nell urna pena, que antes parece admocstacao so tido lugar com as cartas de alguns re-
do que castigo. O resultado infallvol de some- fugiados italianos o polacos, o a requerimento
Ihanto manoira de proceder, em crimes politi- dos ministros russo o austraco : que era alta-
cos, ho sempro o soguinto : o culpado, passada ment indigno do Governo d'Inglaterra, fa/er-
que seja a admocstacao que se Ihe fez, procla- so espao olcoso dos governos estrangoiros; o
ma com orgulho a sua persistencia nos princi- quo, por tanto, propunha que so nomeasse una
pios que molivro a persoguigao por quo pas- commisso d'invcstigagao para examinar os fac-
sou, approsenla-a ao publico como um titulo los relativos a este negocio, o para que o Go-
do gloria, e faz della um novo argumento para verno tivesse lugar de dar as cxplicaooes noces
justificar o syslema de hostilidades que do novo sanas.
emprehendo contra o Governo. A nica rogra Sir James Graham, a quem esta carta pare-
segura om casos taes he castigar o culpado, nao cia endoregada, por sor o Ministro do interior,
na proporcao da culpa, mas na proporco da respondeo com muito mo humor. Queixou-se
importancia o da influencia da possoa. Desdo da descortezia do Duncombe, que tendo do fa-
que so entendeo que a justica devia apoderar-so zer urna mogo sobre cousa quo Ihe tocava, o
d'elle, he preciso tratal-o, como Hercules Ira- i nao tinha prevenido disso, segundo o coslumo.
tou o Anteo da fbula : suflocal-o antes do o, Disse que, se tinha aborto as cartas de quo Ira-
largar; porque se sem isso o deixarem por p no lava, ou outras o outras, estava para isso auto-
chao, cobrar da trra novas forcas, como a- risado por lei : que se oppunha moco do
quello gigante, o recomecar o combate com a preopinante; e quo se esse ultimo entenda que
mesma furia quedantes. Supposta a necessida- o .Ministro ora culpado, podia uzar da laculda-
de do perseguir O'Connell (note-so que digo de que tinha, formando-Ihe aecusaco.
supposta) nao havia seno urna linha segura de Houve quem rospondosso a Sir Jamos que a
poltica que seguir: esmagar o agitador, e fa- le com que este se escudava, nao Ihe dava to
zor espontneamente Irlanda todas as conces grande autoridado como elle pretenda : quo a
Sdes exigidas pola justica. ; faculdade, concedida ao Governo do abrir cartus
0 ultimo paquete da India trouxe noticias daj particulares, s podia ter lugar, tratando-so da
em Inglaterra, he a soguinto, em que insisti
muito um membro da Cmara dos Communs.
As cartas abortas por ordem da autoridade, sao
depois fechadas de maneira que quem as rece-
be nosabeo que so passou, e contina por
consequencia a confiar aos seus inimigos todos
os segredos que tem. Esta pratica translorma
em verdadoira esponagem um acto quo talvez
podo ser justificado polo apuro das circunstan-
cias. Em Franca tambemos cartas sao abertas,
quando a occasio o exige; mas ao menos o Go-
verno declara quo as abri, e at Ihe poem a
marca soguinte no sobre-scriptoOuverte pour
des renseignemens. Deslo modo j cada um
fica saliendo com o quo devo contar, ese tem
segredo que Ihe convenha esconder, j sabe que
o nao devo fazer passar pelo correio.
Communquei-lbes om tompo, c cuido que
de urna maneira muito circumstanoiada, rele-
rindo-me a informacOos particulares que tinha
do um agente diplomtico na Moldavia, o plano
concebido pola Ruten de comooar desdo j a dar
os passos necessarios para a transformagiio dos
tros principados do Danubio em outras tantas
provincial moscovitas : vejo agora que fui bem
informado, quanto ao ossoncial, porque j as
folhas allomaos fallo da cousa, ainda quo por
difieren te maneira. A intengaodo autcrata ho
formar da Servia, da Moldavia e da \ alaquia
umasmonarchia, cujo soberano reinar de-
baixo da protceco reunida da llussia e da Tur-
qua. Sobro esto objecto comecou Nicolao urna
conversago em Berlim.que continuou em Lon-
dres, e ha de acabar no congresso de princii os
que se prepara em Allemanha. O Soberano do
novo estado ser (j se sabe) o Duque do Leuch-
temberg, que conservar o deposito at quo
cheguoo momento da incorporacao final : resta
saber se ns outras potencias da Europa estar"
por isso, e so o Grao Senhor ter de beber mus
este calis sade de S. M. Moscovita.
A noticia que Ihe dei da abdicacSo de D.
Curios om seu lilho foi depois eontradita por
amitos jomaos francezes: la ver pelo que u
este respeito disse o Condo de Abordeen a Lord
Clarendon na sesso da Cmara dos Pares de 21
deste mes, quo a nformago que eu tinha, vi-
nlia d,; boa parte, D. Carlos abdicou com eflei-r
*-


imH*p.rr ii mmwmn
IK'.fi1 .l"",i.'Mw
to, cote escrcvco sobre sto negocio ao Conde [Ocano. A importancia do Commandante da
de Auereoo; pormo Ministerio tory he to
hostil ao Principe proscripto, como aquelle que
o procedeo. i.iniitou-se a communicar as suas
proposicSe* aos Governos de Franca e d'Despa-
lilla, sem nem ao menos pedir resposta da com-
municaco, por entender que a entrada do
Principe das .-fsturiat em Uetpanha seria o
signal ua exploso da guerra civil. As condi-
cesda abdicarlo ero asseguintcs: l'Conser-
vado d titulo de Rei a D. Carlos que, por 08-
paco de dez annos, se retirara, com urna pn-
alo correspondente SUS dignilade, pora qual-
quer lugar da Europa a suu cscolha, sem so em
baracar com o Governo d'tespanha; 2o esta-
belccimento da lei slica, e por conseguate ret-
tituicao da cora ao Principe das Asturias, que,
desdeja cazara com Itabel, mas s entrara em
Hespanha em 1845; 3' Amnystia por todos os
crimes polticos, desde a morto de Fernando
VII. ex< eptuando oomtudo Maroto, pela enor-
midad da maroteira que e/, c outros dote,
contra os quaes se decretara pena do degredo
perpetuo; 4 Cnsemelo de todos os postos e
dignidades, concedidas por Carlos V; 5o Con-
vocarlo immediata das Cortes por estamentos
(lirado, ou estadosj a fim de restabelecer a an-
tigaconstituido do reino, restituir s provin-
cias vascongadas os seus foros, assiin como
Catalunha e mais provincias d'IIespanha, as l-
berdades de que g^savo.
P. S. Depois de escripto este artigo encontr
as folhas de boje urna deela.aco de Guizot
na cmara dos deputados, que contradi?, redon-
damente o que nelle afirmo sobro a violaco do
segred das cartas em Franca. Diz o minis-
tro em resposta a Duncombe que affirmra o
coiitrurio na cmara dos communs, que o se-
gredo das cartas em Franca be urna verdade de
laclo c dedireito, e tao perfeitamente respei-
lado, como a le exige. Parece portaoto que
a contradcQao he manifesta e que parte
estara a verdade? Talvez de ambas, mas em
todo o caso da minha. Acredito sem difficul-
dade que, durante c administracao de Guizot,
osegredo das cartas lenha sido to interamen-
tc respeilado, como elle diz ; porm affirmo e
torno a aflirmar que antes delle nem sempre ac-
conteceo assim. O fado passou-se comigo
mesmoem 1835 epela propria maneira porque
cima digo ; mas sobre este objecto nao posso
estender-me muito
De resto, tsta queslao da violadlo do segre-
do das cartas cm Inglaterra ainda nao est ac
bada. A cousa tem felo em Londres mais ba-
rulbo do que se esperava ; c Duncombe propo-
em-se iuterpellur de novo o governo sobre o
uiesmo assumplo.
Parece igualmente pelas explicares que ti-
vero lugar em Franca por esta occasio, que
o escndalo, que eu suppunha impossivel, da
violaco do segredo dos officios diplomticos e
mais papis oliciaes he com effeito real: pelo
menos he certo que o governo Francez para
cscapar-llie, se v muitas vezes Da necessidade
demandar os seus officios por corrcios de ga-
btueto, e addidos d'embaixada, a fim de evitar
este inconveniente se Ihc parece que tem mo-
tivos de recea-lo
Variz 1 de Ju'ho. =Diga o J. dos Debates
oque qui/er, em obsequio influencia ingle-
za que o dirige, est visto que o estado actual
das coisas entre a Franca e Marrocos, he cuer-'
ra e guerra viva. Depois do primeiro rompi-
ruento das hostilidades, de que dei conta, j
houve segundo attaque da parte dos Marroqu-
nos, e desla vez accompanhado de escandalosa
traicao, O laclo aconteceo no da 15 de Ju-
nbo. Estuva o marccbal Bugeaut em confe-
rencia com o chele das tropas marroquinas,
quando estas, em numero de 5 mil catallos, li
zero de repente logo sobre os Francezes, eal-
tacarao os Generaos l.amorire e Bedcau. Cea-
sou immediotamente a conferencia, e seguio-
e um combale em que os Marroquinos foro
repellidos com parda. As cartas particulares
diem i|uu loos os dias vem cheganJo novas
tropas do interior do Imperio, equoAbd-el-
Kader, frente de to mil Marroquinos, occu-
pa urna posicao importante no territorio Fran-
cez, operando de acord com o General do
Imperador.
Principe de Joinville dea vela nodia 23,
e nos das 24, 25, -26 lorio sabindo os ou-
Irs navios da expedicao. Sao 7 por todos, en-
trando noste numero 3 naos de linha, 2 fraga-
tas, urna (! as vapor, c- urna corveta vapor.
Navego para Oran. A lorga de desembarquo
declarada oficialn.ente, he de 1,200 homens;
mas pensa-se que cm Oran se Ihe ha-de reunir
muito mais; nem o Principe so e ncarregava da
expedicao, se Ihe nao dessem os meios necessa-
rioa para sabir com honra do empenhoem que
se metteu. Nao se sabe ainda o que lara.
Apoderar-8e de Tnger ser difficil, porque o
porto he de accesso quasi impossivel, o que ti-
ra aquella praca toda a importancia que a sua
feliz posicao Ihc doria. O verdadeiro porto de
Marrocos be Mogadouro que ica na costa do
expedicao continua a dar muito cuidado om
Inglaterra. Lord liussell disse na cmara dos
communs que so o seu nomo era bastante para
lever excitar a desconlianca do ludo quanto fos-
se Inglez. Leia quando tiver lempo, as fo-
lhas inglezas de 26, a sesso da mesma Cama
ra dos communs de 2b' : he curioso ver como
cu sem mais recursos que a minha observaco
e acombinaco dos fados, adivinhei, ponto por
ponto, o que se passou entre os dous governos
da Franca e Inglaterra a respeito desta questao
de Marrocos.
Esta por aqui tudo em grande agitacao por
causa da descoberta de um vasto plano de cons-
pirado attribuido aos legitmistas; porm fal-
la-so a este respeito com tal recoio o tal mys-
terio, que'ainda se nao podo formar juizo so-
bre o caso. Teern sido presas dillerentes pes-
soas' 'importancia ; e alm disto no dia 23
eahiriio nuvens de agentes da polica sobre as
casas do Principe de Montmorency, e do Du-
que d'Escars, arrombr3o tudo, quebraran
movis e apprehcnderao papis, em que se pro
tema terem apparecido revelacoes importantes.
O marechal Soult dirigi urna proclamado a
tropa, trazendo-lhe memoria o juramento de
fidelidadequo prestou : tudo indica grande re-
ceio, ou verdadeiro, ou fingido. O nico mo-
tivo que por ora consta para tamanhos sustos he
o protesto do Duque de Brdeos. Este princi-
pe, logo depois da morte de seu tio, escroveo
todas as Corte para protestar contra a ordem
de successo ao tbrono consagrada pela revolu-
eao de Julho : declarou porm ao mesmo tem-
po que nada emprehenderia contra ella e que
esperara da marcha dos acontecimentos o res-
tabelecimento, etriumpbo da causada legti-
midade. Em consequencia disto declarou i-
gualmente que continuara a,usar do titulo de
Conde de Chambord com que viajou em Ingla-
terra, sem acceitar o titulo de Roi, que depois
da morte de Luiz XIX deveria tomar.
As ultimas noticias do Haity chego a 24 de
Maio. Parece que a ordem comeca a restabe-
lecer-se, ou antes que a anarchia comeca a di-
minuir. A eleico de Guerrier para presiden-
te da repblica foi reconhecida pelo ex-Presi-
donle Herard, que corno j Ihes disse, havia
sido deposto. Todos os cheles que tinho es-
tabelecido governos independentes teem feito a
sira submissao : resta smente Joo Jacques II,
que governa em Cayes, e que protesta nao sub-
metler-so senao com certas condicoes. Tudo
isto, porm, he relativo a parte Franceza da
Iba nicamente; quanto Despatillla, conti-
nua do mesmo modo o governo da Repblica
Dominicana, ltimamente estabelecido. Es-
ta parte da ilha, que he a maior, be habitada
quasi inleiramente por brancos descendentes
dos primeiros colonos. A totalidade da sun
populacao anda por 300 mil individuos; e
destes 300 mil apenas a terca parte he do ne-
gros, ede mulatos.
Estou vendo agglomerarem-se nuvens negras
da outra parte dos Pyrineos. Nao se sabe o
que ellas trazem no ventre; porm nao pode
ser cousa boa. Quando a Ranha sabio de Ma-
drid, apparecerao as esquinas cobertas deste
pasquina :
La feyna va a Barcelona
Para perder su corona.
Nao digo tanto ; mas pareee-rne inminente
urna mudanca poltica, e qne esta mudenca
poltica ser iniciada na capital da Catalunha.
Vinhos, e lquidos
espirituosos a sa-
ber :
48 '/ por /, a di-
nheiro
48 V por% em as-
signados
PERNAMBUCO.
Tribunal da Relajo.
Julgamento do dia 31.
(Dez. de semana : o Sr. Rocha Bastos)
Mandrao dar vistis partes, na appellaeo
cive!, vinda da comarca do Ass em que be
appellante Mara Rodrigues Noia e appellado
Francisco das (hagas Rodrigues Noia.
Mandarlo redzir a conlisso termo, para
depois voltar conclusa a appellaeo em que sao
appellantes Francisco da Rocha Paes Barreto,
e outro e appellado Francisco da Cunha Ma-
chado.
Rendimento total d'Al\andeqa em Agosto
de 1844.
Rendimento total 206:500,833
Restiluicoes 10,920
7:219,452
13:765,337
20:984,789
206:489,913
Plvora 50 o/o a di-
nbeiro
Dita 50 p.o/o em as-
752,062
signados
Cha 50 por % a di-
nbero
jO por % em
assignados
3:496,500 4:248,562
Mercadoriasem ge-
ral a saber :
15 por / a di-
nbeiro 22:602,038
15por/o em as-
signados 101:979,325
M
Joias &c 5 por /
Armazenagem addicional 3 V
por %
Reexportado 2 por o/o
Expediente de 1 7 por o/o
Gneros nacionaes V* por o/o
Premios dos assignados'/por o/o
Armazenagem de / por o/o
Emolumentos de certides
Sello dos despachos dos gneros
sugeitos a direitos
Ditodos ditos livres
Imposto de 240 rs. por alqueire
de sal
Multas
124:581,363
129,664
31:422,219
225,604
13:929,701
48.764
2:794,914
495,463
12,000
930,070
6,520
1:392,000
150,000
Rs. 206:489,913
Receita Geral
Dita applicada
175:067,694
31:422,219
Rs. 206:489,913
O Escrivo da Alfandega ,
Jacorn Gerardo Marta Lumachi de Mello.
DIARIO DE PERNAIBI'CI).
156,240
4:982,040
5:138,280
Os grupos armados que existio no termo de
Iguarac, e de que fallamos em um dos nos-
sos nmeros anteriores, desapparecer3o dei-
xando desassombrado aquelletermoaliaesempre
tranquillo. O D. novo dando esta noticia e
attribuindo a desordem a quem Ihe convm ,
allirma que muitas desgracas teremos do presen-
ciar se Dos nao permittir que os perversos
arripiem car reir, e desista o do tenebroso pla-
no de violentarem as eleices. Ficariamos
persuadidos que o D. novo denunciava nessas
palavrasosseusprnprins correligionarios se fosse
acreditavel que ao D. novo podesse escapar urna
dessas verdades ; e se de mais para excluir
toda a duvida nao accrescontesse elle que li-
aba o noticia de que os baronistas no Bonito
esto como em um campo armados, mandando
fazer cartuxame &c.
Toda esta cidade vio quem foro as elei-
ces que tivero lugar no mez (indo os violenta-
dores dellas, e como (oi quo a praieirada nao
s adulterou todas as formas legaes e escarne-
ceode les, de regulamentos, de ordens, como
que insultou e ameacou de sorte queso nao
fra o espirito e amor da ordem, que anima de
continuo os seus adversarios, se estes nao qui-
zessem antes consentir na usurpaco dos seus
direitos do que repellir a violencia pela violen-
(M'j \t\ ACGPC -InfdrnciC mili f\ I) nnvi linfti t>_
~.. j ..-"> U1"!)'"; f*~ ~ *".....' "O" "
merteriao apparecido mesmo no centro da ca-
pital. E pode um homem sensato acreditar que
ser do lado opposto praia que bao de partir
as violencias, que decm causa a essas desgranas?
Nao argumentaremos para mostrar a men-
tira e perfidia do D. novo, com as suas pro-
prias palavras; apezar de quanto vinhaoelias
a proposito, pois que todos os dias nos repetem
esses sycophantas, que os seus adversarios sao
tao raros, tao insignificantes, que a derrota os
acompanha por toda a parte, equem anda cor-
rido ederrotado nao pode por certo commelter
violencias ; mas citaremos em favor do partido
de ordem, do partido queaqui naotempordivisa
nem pessoas, nem ministerios; esim smente a
manuteneao do tbrono, das inslituicoes e da
tranquillidade publica, o seu proceder durante
todo o lempo em que as pessoas do seu credo es-
tiverao testa da administrarn publica, e parti-
cularmente as occasioesdas eleices : quaes (
rao as violencias csmmettidas por esse lado ?
deixarao os praieiros de cabalar muito a sua
vontade ? assacavao-se-lhes as calumnies, com
que elles ento como agora brindavaoosseus
adversarios? Nao houvero collegios em que
elles por meios dignos de repressao conseguiro
grande votaco ? Bem conhece a praia tu-
do isto; mas como ella prometiera, que a sua
victoria havia de ser acompanhada de poscrip-
ces, de sangue, e mortcs, e isto nao se po-
de verificar por meios ordinarios, forcoso
be empregar quantos Ihe suggere a malvadeza ,
para ver se consegue o que tanto almeja. Assim
em quanto pelos jornaes vai ella propalando
que o partido da ordem quer commelter violen-
cias faz pelos seus asseclas espalbar que urna
revolta so prepara nesta cidade quo no dia 7
dosto mez ihe deve dar cornc^oa insubordinaco
do batalho de G. N. da Boa-vista contra o seu
chefo, e que naquelle bairro sedevem commet-
ter os primeiros attontados; com isto tem ella
conseguido atterrar a populacao pacifica, dema-
neira que as transae^oescommerciacs de alguma
monta se achio suspensas; porque todos tmidos
espero que passe esse dia que so tem desig-
nado para execugao de planos horrorosos.
Nao contente sinda a praia com estes mane-
jos to perniciosos, procura insinuar mil intri-
gas eciumes entre a populacao por todos os
meios a seu alcance: ora he o partido da ordem
que chama ae seu decanalha, de cabras, de
negros, como se nao forao ella e os seus peri-
dicos c correligionarios os que esto sempre a
assacarcomodefeitoepcbafcia.talguem do nos-
so lado nao ser de urna apurad branquidade;
ora sao os estrangeiros que nos estao roubatuio,
e levando o nos?o dinbeiro tirando nos
os meios de ganhar a vida; ora sao os ba-
ronistas quo se gabo que hao de vencer as e-
Icicoes a poder de dinheiro; o finalmente
at o Exrellentissimo Sr. Presidente he victima
das prfidas insinuaces praieiras, elle que nen-
hum inlerosse pode ter na sua administracao
senao manter a provincia que Ihe foi confiada
cm tranquillidade e ordem, sem .favor ear inte-
resses pessoaes, e caprichos do partidos.
Melhor porm o permittir Dos : se os quo
se proclamo ministeriaes e governistas, enten-
dem que o insubordinaco geral, o dsrespeito
tudo, o esquecimenlo total dos deveres os
maissagrados,que,quando na opposic,o,planta-
vo com tanto afn, ainda Ihes podem convir, e
vo de accordo com a sua posicao,faco-o assim;
os louros que d'ahi bao de colher nao lh os in-
ve|amos : mas a populacho pacifica desta pro-
vincia confia, que o Exm. Presidente ha de,pa-
ra garantir nos a paz c ordem, tomar as medi-
das que Ihe dictar nao o D.-novo, de cuja per-
versidade tem sobejas provas.e anda ltimamen-
te no mesmo artigo em que j fallamos, quan-
do concluioSe nao der as providencias, sua
alma sua palma; mas aquellas que se devem
esperar da sua perspicacia e prudencia. S. Ex.
conhece boje donde podem partir as perturba-
coes e desordens; tem foro, nao suspeite, a sua
disposico, e nos estamos intimamente conven-
cidos, que elle nao est desapercebido, tendo
alm disto o espirito da maioria da provincia
as melhores disposQoes para manter a ordem
publica, e a ordem publica be a mais imperiosa
necessidade de todos os gneros.
Correspondencias.
Srs. Jiedatores.= Com s certides que re-
metto, e cuja impressao Ihes rogo, denuncio ao
publico imparcial a calumnia que contra mim ,.
como magistrado, appareco em um dos nme-
ros do Cometa, em o qual se me allribue o lac-
lo de ter proferido urna sentenca contra o Se-
nhor Jos Bernardino Monteiro ^a quem nao
conheco) por nao querer este Senhor possar um
atlestadoem prejuzo do Scnhor Antonio Car-
nciro Machado Rios : o Scnhor Monteiro nao
trouxe e nem traz demanda perante mim e elle
que diga qual bo essa causa em que era inte-
ressado como autor reo, assistente ou oppo-
ent*\ Sou S^nhores Red8c'orp ?eu con*i*n'e
leitor. Jos Thomaz Aabuco de Aravjo Jnior.
Ccrtiiquem os Escrivaes do Jui/o do Civcl
desta cidade e seu termo se pela segunda vara
do Civel que eu exerco se proleno sentenca
em algume causa em que fosse interessado co-
mo autor, reo, assistente ou oppoente Bernar-
dino Jos Monteiro durante o onno corrente,
ou nos annos anteriores. Recife 19 de Agosto
de 1844. JS'abuco de Arauje Jnior.
Certifico que pelo mcucartoriono conslaque
pela segunda e primeira vara houvesse processo
algum em causa civel em que fosse autor ou reo
Bernardino Jos Monteiro. Recife 19 de Agos-
to de 1844. Eiii f de verdade Francisco Jos
do liego.
Certifico que pelo meu cartorio nao consta
que pelo Juizo da segunda vara houvesse pro-
Cesao algum em causa civel em que fosse autor
ou reo Bernardino Jos Monteiro. Recile 19 do
Agosto do 1844. Em f de verdade. AJanoel
Jos da Mota.
Certifico que do mtu cartorio nao consta que
no corrente anno houvesse causa alguma civel ,
em que fosse autor, ou reo Bernardino Jos
Monteiro. Recife 20 de Agosto de 1844. Em
l de verdade, Joaquim Jos Vereira dos san-
tos.
Certifico que pelo met cartorio nSo consta
causa alguma, pella primeira e segunda vara,
em que fosse autor ou reo Bernardino Jos
Monteiro; o referido he verdade e ao meu car-
lorio me reporto. Recife 21 de Agosto de 1814>
Em l do verdade Jos Justino l'ernandtt
t'e Souza.
Certifico que, dando busca em os autos do
meu cartorio nao consta que no correle an-


no houvesse causa alguma civel emqueseja au-
tor, ou reo Bernardino Jos Monleiro; o ssim
encontrei urna execueo por mandado de pre-
ceito do dito Bernardino Jos Monteiro contra
Jos Francisco de Paiva como abonador de
Jos de Albuquerque Maranho o qual pro-
gredio no inno do mil oitocentose quarenta e
dous a mil oitocentos e quarenta u tres pela
segunda vara do Civel, sendo juiz interino del
la o Duutur Neivas ; cuja exeeugio foi paga ao
ponto de se passar mandado de avaliaco des
hens penhorados conforme o recibo do exe-
quento : o nesle estado ficou a execuca ) para-
da. Becife 21 de Agosto do 18H. Em l de
verdade. Antonio Francisco Rodrigue Maga-
lhites
i
xandre Lopes Vtegas e Azevedo. Florencio Oc-! mmenle pedido? para o completo dos 30, at
taviano da Costa Ferreira, Francisco Xavier
! Machado. Ignacio Pereira Maciel d'Abro, Vi-
cente Ayres deSousa Monleiro.
Srs. Redactores. Bogo lites a publicidado
do ollicio abaixo transcripto a lim do que o
publico ajuizo dos mous bons desejos a bem do
6orvico publico com o que muito obrigar ao
seu. Antonio Germano Cacalcante d'Albuquer-
que.
Illms. Srs.
Acabo de serempossado no lugar de Juiz de
Paz do segundo districto ua freguezia da Boa-
vista e para dar exercicio ao meu cargo, pie-
cisose faz pedir a esta Ilustre Cmara escla-
recimenlos sobre a divisao dos districlos, visto
laborar em todos os habitanies desta freguezia
duvidas taes que considero boje a divisao dos
districtos de opinioes ; pois que uns quercm
que urna ra pertenca a uj districto outros a
outro ; uns quoa metade d'outra ra pertenca
a uui; outros que so a fr onto o nao o fundo &c.
Do que resulta ser rnp.j administrada a justica,
e promover conflictos de jurisdicgoes.e nullida-
desem processos.e ^pparecerem oppressSes e de-
moras no andamrjnto da justica, tudo em gron-
do prejuizo do jervigo publico. Neslas circuns-
tancias pego j osta Illustro Cmara os esclare-
cimenios rjocossarios; como: declarando os
nomes d dS ruag e suas travessas do principio
e limites do districtos sera o qual esclareci-
men;(0 nao posso entrar no exercicio de meu
car.go, que o deixaroi de fazer emquanto nao
f.or deferido como roqueiro para nao compro-
metter minba honra em prejuizo do servico
publico e da boa administraco da justica.
z9eos Guarde 'VV. SS. Segundo districto da
freguezia da Boa vista em 23 do Agosto de
1844. Illms. Srs. Presidente e mais Verea-
dores da Cmara Municipal da cidade do Reci-
(eAntonio Germano Cava/cante d'/flbuquer-
que, Juiz de Pa/. do mismo districto
iniblicaco a pedido
llm. Exm. Sr. = A Cmara Municipal des-
ta villa, desojando dar a V. Exc urn testemu-
nho de sua gralido pelos beneficios, que, du-
rante o lempo da Adminislrago de V. Exc.
recebero os seus Municipes, de cujos senti-
mentosella he interprete, julga de seu rigoro-
so dover agradecer a V. Exc. os relevantes ser-
vicos, que prestou este Municipio e quo se-
rio perpetuados na memoria d'aquelles, que
depondo resentimentos particulares sabem fa-
zer justica a urna Administraco merecedora
de encommios.
Digne-so V. Exc. de acceitar os puros vo-
tos de cordial estima e subido respeito que esta
liauaa tributa a pessoa de V. Exc. a quem
Dos guarde por muitos annos. Paco da Cma-
ra Municipal da Villa da Princeza, em sesso
extraordinaria de 6 de Fovereiro de 1844.
Ilhn o Exc Sr. Captao mor Andr de Albu-
querque Maranho > ice-Presidente da Pro-
vincia do llio Grande do Norte. Manoel Luiz
Caldas, Presidente; Luiz Antonio Pereira Sou-
lo, Joo Baplista d'Oliveira Monteiro, Joo
Antonio dos Santos, Jos Felis do Espirito
Santo, Antonio Cabral de Macedo.
I llm. Exm Sr. = A Cmara Municipal
di Villa d'Angeos sobro modo intereagada pe-
la paz geralmente experimentada por toda es-
ta Provincia, durant'! a Poltica administrati-
va do Governo de V. Exc, resolve hoje a
mesma Cmara (org-lo fiel d seu Municipio)
tcstemunhai a ^ Exc. o seu louvor pelo Pa-
tritico zelo, com que V. Exc. guiado pela bon
dade de seu coracao magnnimo soube so con-
iluzir em to ardua tarefa, nodesompenho da
qual consta, que V. Exc. sompre cstranh.ra
aos espirito degenerados, e do nicamente
uso a doutrina da Constituieo e das leis, qne
por tudo osla Cmara tributa a V. Exc. o mais
sincero agrudecimento, o praza a Dos seja
compartiliado por todos os Provincianos e que
outro tanto chogue Augusta e Imperial pre-
Benca do S. M. o Imderador.
Dos guarde a V. Exc. Puco da Cmara Mu-
oicipal da Villa d'Aogicoi em sc-so ordinaria!
29 de l-'evereiro de 1844. lllm. e Exm.
Sr. Capito mor Andr d'All.uquerque Mara-
nho 1." Vice-Presidente d'e>ta Provincia, =
Francisco Xavier de Sousa, Presidente; Ale-

AJfandega.
DescarregaO hoje 2 de Setembro.
Galera2?mi7y mercadorias
BriguePalmaidem.
H8tedmphitritetaboado.
Briguo Primaveramercadorias.
BarcaCasimiridem.
PRAQA DO RECIPE, 31 DK AGOSTO DE 1841.
Revista mercantil.
CambiosTem havido transaeces sobre In-
glaterra a 24'A d. por 1. rs. ; mas
nao ha mais sacadores a este prego.
Algodo- As entradas foro reglales durante
a semana o he procurado aos pre-
cos de 4:700 a 4:800 a <> do del.'
sorte e 4200 a 4300 de segunda
dita.
AssucarAs,transaces foro limitadas, o nao
houvealteraco de prego.
CourosSao offorecidos de 120 a 122 '/s por
libra.
Carne secca Nao houvero entradas, as ven-
das foro diminutas de 3000 a 3200
rs. a (g) da do Bio Grande, e 2700 a
3000 rs. de Buenos-Ayres : o depo-
sito est reduzido a 7000 arrobas.
CcrvejaVendeo-se de 3700 a 4000 rs. a du-
zia de garrafas
Chumbo em lencoldem a lSjSOOrs.o quin-
tal.
Farinha de trigoO deposito em primeira mo
andar por 4:300 barricas, (endo-
se vendido alguma velba a 14:500 rs.
BacalhaoExistem em ser 1000 barricas que
se esto vendendo a 11 rs. a reta-
Iho.
ManteigaChegaro de Liverpool 150 barris
que foro vendidos a 465 rs. a
libra, e existe em ser 1:730 barris
vindosdo Havre pela barca Casimir
Sabo amarello- Vendeo-se a 101 rs. a libra.
VinhosOs de Lisboa PBB tom-se vendido a
112,000 rs. a pipa o os de outras
marcas de 78,000 a 90.000 rs.
Ago'ardente caxaca Vendeo-se de 40,000 a
50,000 rs. a pipa.
Sahi'rao 10 embarcaces, o entraro 11; exis-
tem no porto 38, sendo 2americanai, 21 bra
sileiras, 2 rancezes, 1 hespanhola, 5 inglezas,
4 portuguezas e 3 sardas.
-"-1-' '.'.'. jj________i'-'i.___________i
IIoriniento do Porto.
Navios entrados no cita 31.
Cadix; 40 dias barca ingle/a Nirio, de 338
toneladas, Capito Robson Wail equipa-
gem 12, carga sal.
Rio de Janeiro ; 21 dias barca brasileira
Maria de 316 toneladas, Capito Manoel
Pereira da Silva Jnior equipagem 15 ,
carga varios gneros.
Navios sahidos no dia 31.
Ass ; prigue-cscuna brasileiro Henriqueta ,
de 134 toneladas f f7ant.io D. V de Aze-
vedo carga varios gneros. Passageiros
hrasileiros Jos Francisco Dures, Ionocen-
cio Ferreira Marqese D. Josefa Maria e
sua familia.
Parahiba; o hiate brasileiro 5. JoSo Baptista,*
Mestre Florianno Jos Pereira : carga vario
gneros.
i i ^ii iiiimmrf-i-iiTf i
Oeclaracoes.
o da 25 do correte, visto que e\\p tem de
apresentar urna relago dos quo o nao tiverem
feito at o referido dia a fim de se por em exe-
cuc > o art. 9 dos Estatutos ; assim como so
tem feito respeito d'aquelles que nao realisa-
ro as preslacoes atrasadas. 10
Avisos martimos.
2 Para Montevideo o Buenos Ayres, seguir
uestes seis dias o brigue sardo Palma deque
lio Capito Domingos Buzanno; quem quizer
carregar ou ir de passogem para o que tem
bonscommodos ; dirija-so a Mondes & Olivei-
ra ou ao referido Capito na ra do Vigario
n. 21. 7)
Leiles.
1JonstonPater&C. far leilo por nter-
venco do corrotor Oliveira de grande sorti
ment de fazendas inglezas as mais proprias
d'este mercado : quarta-eira 4 do corrente s
10 horas da manha no seu armazem ra
da Madre do Dos. (6)
n-raaw~asL
2 := Ero virtude de requisico da Thesou-
raria da Fazenda esta repartico lem de retar
urna embarcaran que leve a ilha de Fernando
farinha sentenciados, e mais alguns objectos,
0 para isto o Sr. Inspector convida as pes-
soas quo queiro fazer o fretamento a compare-
ce rem n'esta Secretaria no dia 2 de Setembro
prximo com as suas propostas, pelas 11 horas
da maha. Secretaria da inspeceo do Arse-
dal do Marinha de Pornambuco 30 de Agosto de
1844. O .Secretario. (11)
Alexandre Rodrigues dos Jnjos.
3Perantea AdministracodoPatrimoniodos
Orphaos se ha de arrematar a quem mais der
as rendas da casa n. 4, sita no largo do Hos-
pital do Paraizo : as pessoas que se propo-
zerem a arremarar ditas rendas podero com-
parecer na casa das sessoes a 16 do futuro mez
as 4 horas da tarle com os fiadores.
Sala das sessoes da Administraco do patri-
monio dos Orphaos, 28 de Agosto de 1844.
J. M. da Cruz Escripturario. 10)
1 COMPANHIA DE BEBERIBE,
OCaixa da Companhia avisa aos Srs. Accio-
nista^ que hajo do realisar os 4 por ulti- deia do Recife.
Avisos diversos.
LOTERA DE S. PEDRO
MARTYR DA CIDADE DE
OLINDA
Correm impreterivelmenle as rodas desta lo-
tera no dia 12 de corrente : os bilhetes exis-
tem a venda no Becife, lojas de cambio dos Se-
nhores Vieira, Cunha e Silva; Santo Antonio,
ra do Cabuga botica do Seiihor Joo Moreira,
lojas de fazendas dos Senhores Pereira & Gue-
des; Atierro da Boa-vista loja deourives do
Senhor Jacinto Oliveira. (11)
O abaixo assignado declara ao publico que
nao foi o autor da correspondencia que sabio
no Diario numero e nem de outra qualqucr
que por ventura apparoga a respeito dos ne-
gocios da irmandade da Senhora do Livramen-
to; visto que quando elle pedio a sua demisso
do lugar que oceupava na Meza, foi porquo os
seus afazeres nao I he doixavo lempo para outra
cousa e nem quera brigar poraquilb quo so
Ihe causava trabalhos.
Antonino de Oliveira Passos.
Pergunta-se ao Senhor Dr. Juiz de Paz
da freguezia do S. Jos se Antonio Augusto
deMeirelles, e Francisco Pinto Ozorio Por-
tuguezes de papelleta, pdem votar as elelcoes
a que se vai proced ;r em 7 o 22 de Setembro ; e
no caso da negativa a raso por quo um agente
do S. S. ou de urna sociedade secreta I quiz
que elles assignassem a sua cbapinha(j se sabe
de papel azul) asseverando ao segundo que nao
fazia mal ser elle Portuguez; pois o que se que-
ra era augmentar numero de chapas assignadas
para serum os seus assignatarios qualificados !
Boro tempo Boa gente de paze conciliago.
O Bemtevi.
2=JoSo Ferreira da Silva Portuguez, reti-
ra-se desla provincia. 2)
2=Quero precisar de um rapaz Portuguez de
16 annos de idade para caixeiro de loja de fa-
zenda o qual tem pratica, ou outra qualqucr
arrumacao excepto venda ainda sendo para
lora da praca; dirjase a Pracada Boa-vista
n. 10. 6)
1 = Um rapaz Portuguez que d fiador a
sua couducta deseja ser ompregado em caixei-
ro de alguma venda do que tem bastante pra-
tica ou em outro qualquer negocio ; sabe
bem ler eescrever, o tem a necessaria agili-
dade : quem do seu prestimo se quizer utilisnr
dirija-sc a ra Direita n. 10, ou annuncie. (7)
1=0 abaixo assignado avisa a todos os
seus credores que se vendeo a venda da ra do
Rangel, para a qual elle rompn.va em seu no-
mo por cujo motivo Ibes roga que no praso de
tres dias Ihe apresentem suas.contas, para se-
ren pagas; na ra Direita n. 10, onde se acha
residindo. Joaquim Jos Correia. (7)
1 ^zQuem perdeo um relogio com urna cor-
rente, queira dirigir-se ao Atterroda Boa-vis-
ta n. 60, que, dando signaes certos, se Ihe en-
tregar o qual se comprou a um menino que
o tinha achado pagando o que sedeo ao me-
nino por elle. (6)
= Quem precisar de roupa lavada eengom-
mada com aceio e perfeicao, porcommodo pre-
co; v ra Augusta casa n. 29.
1 = D-se dinheiro apremio com penho
res de ouro mesmo em pequeas porgos ; na
ra Nova n 55. (3)
3 = Joso Goncalves Ferreira Costa conti-
na a mandar fazer atierros com mais ou menos
demora segundo a preciso que cada um tem ,
assim como abrir vivoiros; quem quizer dirja-
se a Joaquim Gongalves Casco na ra da Ca-
(6)
i 3 A abaixo as?ignada, viuva que ficou do
, fallecido Jos Maria Ferreira de Souza tintu-
reiro do Atierro da B a-vista, annuncia ao ros-
! peitavel publico que contiua a tingir toda a
qualidade do fazendas o do todas, as cores ;
assim como convida a todas as pessoas que tive-
rem fazendas em casa da dita as queiro man-
dar procurar no praso de oitos dias, o quando
nao mandem por ellas no praso marcado, passa
a vendol-as para pagamento do suas despezas.
Barbara Francisca Xavier. (11
3Aluga-se urna muito asseiada casa no At-
ierro dos AlTogados, contigua ao sitio do fina-
do Machado a qual !em commodos sullicien-
tes para grande familia por terHuas salas, seis
quartos eoainha ra copiar e quintal mu-
rado ; trata se na ra Direita n. 82, primeiro
andar. 6)
3 Aluga-se urna negro para o servigo inter-
no de casa do pequea familia por 10,000 rs.
mensaes; na ra dos Merlyrios n 32. 3
3=Pfccisa-se de um hornean quecntendado
andar rom urna carrol a na ra, e que d fia-
dor a sua conducta ; no Atterroda Boa-vista
n. 54. I)
4=Alfredo do Mornay agrimensor eenge-
nheiro civil estando pata se demittir do empre-
go, que actualmente oceupa na Bepartigo das
Obras Publicas oflerece-so aos senhores do
ongenbos e outras pessoas que se quizerem
utilisar de seu prestimo na medico de terre-
nos, melhoramento e construeco de engpnlio
d'agoa moderna oblendo-se a frca neces-
saria ainda com a menor quantidade d'agoa pos-
sivel, embora a ferida nao seja maior, que um
palmo e tambero no levantainento das plantas
de machinismo e qualquer obra da sua profis-
so ; dirijo-se ao largo do Corpo Santo n. 4<
primeiro andar. (14)
3 Precisa-so de urna roulher para cnsinar
urna mulata a engommar, em casa de sua se-
nhora as horas que convencionar; na ra do
Agoas \ erdes sobrado n. 66. 4_)
2 Quem precisar do um rapaz Brasileiro do
dade de 20 annos para caixeiro de qualquer ar-
rumacao ou mesmo para cobranzas excestu-
ando taberna ; quem precisar annuncie sua
morada. 5)
3 Faz-se saber ao Sr. M. T. S., quo no
dia 22 do correle Agostse finalisro trez
mezes de aluguel da casa em quo mora o seu
affiangado Luiz Antonio. 4)
l.=fierece-so um rapaz Brasileiro de 17 an-
nos para caixeiro do ra que sabe escrever so-
(rivel; quem do seu prestimo se quizer utili-
zar annuncie. 4)
2 Tendo-se desencaminhado do poder
do abaixo assignado um titulo de pagamento re-
lativo ao mez do Julho prximo passado de es-
cripturario da Repartico das Obras Publicas,
roga-so pessoa om cuja mo existe que visto
nao estar o dito titulo assignado e por isso ser
intil, baja do o restituir na ra de Agoas-ver-
des sobrado n. 21, que ser gratifica lo. (8)
Joo Baptista de S.
4=Quem quizer arrendar urna casa do trea
andares no largo da Assembla : fallo com o
propriotario Jos Francisco Bellem, e ou-
tra dita na ra do Amoriro os quaes se a-
cho com cscriptos. (5)
3 Prociza-se de quatrocentos mil reis
dando-sc os lucros que se combinarcm ; o mui-
to boa firma ; por dous mezes na casa n 94
na ra da Gloria. (4)
3Constando aoabaixoassignado, ter sido vis-
to para as partes de Una por pessoa que o co-
nheceo o seu escravo Guilherme, o qual des-
appareceo d'esta prega no dia 4 do Outnbro do
anno prximo passado : sem que possa ter tido
urna noticia dello seno a presente;por isso o a-
baixo assignado recornmenda a todas as autori-
dades policiaes.capitcs do rampos e quaesquer
outras pessoas particulares;poisquerecebercin-
coenta mil ris de gratificarn a pessoa que o
trouxer preso: os signaes sao os siguintes ida-
do de 16 a 17 annos, muito secco do corpoe
alto om porporgao a dade, pernas e hragos mui-
to finos caboca muito pequea olhos muito
vivos, e um pouco esbugalhados, dedos das mos
incito finse compridos, naco Angola, porm
muito ladino o he cozinheiro. e falla bem.
Manoel Gomes Vitgas.
3 = Quem quizer arrendar ou comprar o
engcnbo Juraral de cima em Serinh?em. fal-
le com o Mejor Joo Valentim Villela mora-
dor no Atierro da Boa-vista casa n. 19, quo
se acha autorisado para fazer qualquer nego-
cio. (6)
3 = 0 Senhor Joaquim Jos de Pinho que
morou nos Afogados, e boje acha-se em Nossa
Senhora da Gloria ou Ipojuca, queira appa-
recer na loja de miudezes na ra do Cabuga
junto do Senhor Bandeira quo se Ihe deseja fal-
lar. (6)
3 Preci/.a-se nlugar urna barcaga ou
cafioa glande prompta a fazer viagem pela
costa com os seus pertences necessarios: quem
tiver anuncie, ou dirija-ge 6 travessa do S. Jo-
s u. 10 para so tratar. (5)


tmmmm uv...
4~
PREVENCAO CONTRA.OS FALSIFI-
CA UORES.
Estcv.'io Gasse, saliendo que em alcudias lo-
jas e venias (Justa cidado se vendo um rap
feito nesta provincia com o titulo de^irincoza ,
o fal^a imitacao de botes rtulos de sua fabrica,
provine ao publico seus fregue/.cs que a bem Je
direito depropriedade sua.acressenta nos verda-
deros botos de sua fabrica um sello com sua lir-
ma e ensinuacao do nico deposito do legitimo
rape princesa nesta provincia. A vista do ex-
po-;U>,qualquer outro rap inculcado com a de
oominaci assima he falcifoacSes as fabricas de
EstevSo Gasse nico inventor e proprietario do
rap princesa (feito no Brasil), tanto no Rio
de Janeiro, Babia, c ein deposito no Mar -
nhSo, Par, assim como em Pernambuco na
ra da Cruz do Recite n. 38. (18)
-i Aluga-se as lojas do sobrado n. 120 da
ra Direita, com cominodos para negocio e mo-
radia ; quem a pretender, dirija-so ao prime-
ro and.ir do mesmo sobrado das 6 as 8 lloras
da manha edas duas as 5 da tarde. (5
- D hflirt 1 premio sobre ponho-
res de our.i ou prala mesmo em pequeas
ntias ; 11,1 ra estrella do Rozario n. 22 ,
meiro andar. 4
2 i'recisa-se de 6 a 7 coritos de reis a pre-
mio de um por cenlo o mez pagando-se os
juros todos os mezes com seguianca em pre-
dios ; quom quer dar annuncio. 4
- Aluga-se para se passar a festa urna boa
rasa no Caxang ; quem a pretender, dirija-so
a Iravessa do Carmo n. 1, secundo andar. (3
2 I)ao-se a 4/ rs. mensalmente, no segun-
do andar da casa n. 35 da ra larga do Ro-
zario licocs de geometra, geographia, philo-
sophia fraocez < portugue*. (4
- O testamenteiro do casal da finada Anna
Folicia da Silva, e Antonio da Costa Guimaraes,
julga nao baver dividas activas no mesmo casal;
mas quem se julgarcredor comparessa com sua
conta Jegalisada na ra Velha sobrado n. 49,
das 6 horas da manhaa as 3 da tarde at o
da 3 de Setembro a flm de ser incluida no in-
ventario ; outro sim adverle, que pessoa al-
guma laca negocio com o mesmo GuimarSes,
a cerca dos bensdo mesmo casal. (10
iO Professor Publico delatim da-cidade da
Victoria faz sciente a quom convier, que a
sua aulaacha-so em excrcicio : os paes de fa-
milia que quizerem matricular seus flihos,
comparecaoem casa de sua residencia ; o mes-
mo recebe alumnos para assistirem em sua casa
como pensionistas, ou meios pensionistas e
prometo bom tratamento.
Precisa-so alugar um sitio pequeo perto
da praca que teoba banbo de agoa doco ; e
tamben um sobrado do um andar quo te-
ma quintal e cacimba, nao sendo em ras ex-
quisitas pagao-sealguns mezes adiantados; na
ra Direita .obrado de um andar n. 50.
Precisa-so de um rapaz dos cb egados ago-
ra que se queira empregar em padaria in-
da que nao saiba do trafico da rnesma ; no cor-
redor do Bispo n. 8.
Firmino mestro sapateiro, acha-se com
sua tenda no becco do Campello, faz toda a
qualidade do calcado, assim como botins, meios
ditos, sapatos de pala e sem ella borzeguins
gaspeados de duraquo e couro de lustro e
de toda a qualidade da couro panno ebrim.
Quem annunciou precisar do um caixei-
ro para cobrancas dirija-se a ra da Senzal-
la-velha n. 106.
1 Guilherme Purcoll embarca sou escravo
Benedicto do naci Congo, para o Rio de
Janeiro. (3
1 Aluga-se o sobrado de um andar n. 49 ,
comcommoilos para urna familia pequea, si-
lo na ra Imperial do Atterro dos Alogados ,
deronte do viveiro do Muniz, no canto da tra-
vessa do Lima o qual tem armasem que serve
para venda quintal murado e cacimba com
boa agoa; a tratar na mesma ra, sobrado n. 39
1 Quem annunciou querer comprar cabras
(bichos; paridas do pouco lempo dirija-s.e a
ra de Hortas n. 68. (3
A abaixo assignada declara ter comprado
umaescrava do nacao Costa de nomo Fran-
cisca a Scnhora Argela Mana dos Reis, por
ser esta legitima senhora da dita escrava como
consta de seus d jcurnentos. Joanna Jiuplis-
a M. Scixas.
goto as agoas para a ra que a casa da ra
do Fagundes n. 30, o proprietario da dita casa,
nao Un: convein mais ter o dito cano aberto e
que por isso faz tapar para nao continuar a
pagar mais o# rs. todos os annos como pode-
ro ver, o para que fique scienle faz o presen-
to aviso. Jos Felis da Cruz e Siloa. (9
. O destildor,que se annunciou pelo Dia-
rio n. 1S4, queira apparecer na ra do Viga rio
n. JO segundo andar.
A pessoa que quizer caixas de tartaru-
ga foitas na trra por preco commodo, e pti-
mas para conservar rap dirija-se ao pateo da
matriz n. 4.
Alugao-se para qualquer servico 4 ou 5
osera vos; na praca da Boa-vista n. 19.
Quem annunciou precisar de um bomem,
que enteuda do partidas dobradas dirija-se ao
Atterro da Boa vista n. 03, ondo foi fabrica de
farinba de trigo.
1 Valontim Jos Correira retira-so para a
cidado do Porto no brigue Primavera ; roga a
todos os seus credores que no praso de 8 dias
Ihcs aprsente suascontas para Ibes serem pa-
cas immodiatamtnte ; assim com seus deve-
dures quo no dito praso lhe vo pagar e
resgatar seus penbores na certeza do que o
nao lazendo so venders para principal e juros,
e depois do dito praso nao ihes resto reclama-
coes algumas; assim como passa a proceder ju-
dicialmente contra aquellos que nao pagarem
nos 8 dias a cima declarados o para que nao se
ebamem a ignorancia ser por 3 das este pu-
blicado. (14
1Loureiro alfaiate na ra da Cadeia do
Becife precisa deofilciaes do mesmo oiicio.
1 O abaixo assignado, engenheiro civil ,
acha-se no seu escriptorio desdo a 9 horas da
manhaa ate 3 da tarde, no largo doCorpo San-
tn. 4, primeiro andar.Alfredo dcMornay.
Precisa-so fallar a negocio de seu interes-
se, com a Senhora D Joanna Goncalves da
cife ou por escravos, urna qasa torrea
por 350^ rs. ; um casal de escravos proprios
para engenho, por 650#rs. : 5 escravos o dous
moloques; um mulatinho de 13 annos; na
praca da Boa-vista 11. 19.
Vende-se no silio na passagem dos Arrobi-
nados leitoes de orno ou para se criarem
de Jos I pois sao de boa qualidade.
(91 Vende-se urna porcao de garrafas vasias
sita
na ra do Cocho em Olinda o. 11 feita a mo-
derna toda envidracada com duas porta* e
duas janellas de frente, com muito bons com-
modos para grande familia ; a tratar na ra da
Cruz venda n, 26 de S Araujo $ Irmao, ou
em olinda nos Quatro-cautos venda
Luiz Machado.
3 Vendem-se loncos pretos de seda da In- dous caixoes para amostras de venda ; um dito
dia, e setim preto superior; em casa de Matheus
Austin ;V companhia, na ra do Trapiche n. 36
3 Vende-se um terreno com casa nova do
pedra e cal, pequea e com 80 palmos de lar-
go e 800e tantos de fundo, na Capunga a mar-
gen) do rio por preco commodo; na ruadas
Cruzes n. 40. (5
3Vende-se um moleque de 13 annos som
vicios nem achaques ; na ra da Florentina
n. 2. (3
3Vendo-sc um piano pequeo de 6 oitavus, -za a 160 rs. o boiao ; na ra
na ra do Carna-
Porcincoula Anna de S. Cruz e
D. Anna
Pereira ;
Marcolina e o Sr. Antonio Firmino
queiro aununciar suas moradas.
Jos Alfonso Guedes Alcanforado mudou
sua residencia para a freguezia de S. Jos na
ra Imperial n. 7, primeiro sobrado do lado do
mar.
1Jos Leite de Albuquerque cidadao Por-
tuguez retrira-se para fra da provincia.
Pelo Juizo da terceira vara, Escrivao San-
tos vai em praca qualquer dia urna casa
terrea na ra do S. Goncalo, avahada em 1:200/
rs.; e mais de melado de um sitio o olaria an-
nexo a dita casa, na margem do rio das Barrei-
ras avahado em 1:7000 rs. ; e un terreno na
ra Imperial com 60 palmos de frente e mais
de quatro mil ditos do fundo, que deita na cam-
boa ondeexistum 13 casinhas, ou mais do
taipa e palha que pagao foro, avahadas em
150/ rs. ; o dous moloques um del les com
officio do oleiro tanto do telha, como do lij-
lo e ho infornadur o outro de campo am-
bos muito adis avahados em 800>rs. ; por
oxecucao deManoel Antunes Villaca contra D.
Anna Michaela dos Anjos, viuva do finado Ma-
noel Jos de Modeiros e mais herdeiros do seu
casal.
ras
1 Aluga-sc para se passar a festa urna casa
para pouca familia entre as duas pontos da
Magdslesa n. 12, com banbo muilo peno da
praca ; a tratar na sua das Larangeiras so-
brado do um andar n. 2. (5
Perdeo-so no da 28 do p. p. um bilhete
da segunda parte da segunda lotera a favor de
S. Pedro Martyrde linda desde a ra da Ca-
deia do Kecife at a ra do Livramento ; quem
o adiar e quizer restituir leve a ra do Viga-
rio armasem do cabos n. 3; adverte-sea qual-
quer pessoa a quem or oflerecido que o nao
compre, pois nao obstante nao ter assignatu-
r.i do dono, ha testemuuhas ae vista que vi-
rio o n. do bilhete ser 84.
Aluga-se um quarto com muito boa vista,
na ra do Rozario proprio para homoin sol-
ffo ; a tratar no becco do Peixe-frito n. 5
Arrenda-so urna padaria no lugar da So-
lidado com com modos para familia o ven-
ci-so os utensilios da mesma ; a tratar na rnes-
ma padaria n. 11.
1 O abaixo assignado faz ver ao Sr. Fiscal,
ou quem direito tem sobre os canos, que es-
2 Compra-se clioa preparada para encher
colchoes ; na ra de Apollo n. 9. Q
bom para quem quer aprender, por ser o pre-
co muito commodo ; urna cama de ferro com
armacao, nova sendo do melhor gosto que
aqu tem vindo ; um fogo de ferro inglez ja
usado ludo por prego commodo ; na ra da
Llngola n. 8, segundo andar. (7
3Vendem-se superiores caivetes finos com
mola, que em sometiendo a penna sai perfei-
tamente aparada ; na ra do Cabuga loja do
uiiudezas; junto a botica. (4
3Vende-so o resto da fasenda rainha da
India com mais de vara de largura, para ves-
tido de 6enuora o meninas, pelo diminuto pro-
co de 400 rs. o covado esteirinhas pintadas
para cima do mesas, ou sof tambem pelo di-
minuto proco de 320 rs. cada urna: na ruado
Cabug lojas de fasendas francozas e ingleas,
de Pereira e Guedes. (8
2 Veude-se urna casa le rea na ra da Glo-
ria ; a tratar na mesma ra n. 33. (2
3 Vendem-se as melhoros batatas que aqui
teem vindo muito grandes a 60 rs. cha his-
son a 2tf rs. toucinho de Minas carne dita ,
muito nova lombos e orelhciras para as boas
feijoadas a 80 rs., hervilhas a 180 rs. cevadi-
nha de Franca chocolate de Lisboa a 100 rs. o
pao tapioca do Maranhao a SO rs. presuntos
a 400 rs. velas do Porto a imilacao de esper-
macetea 360 rs. bolaxinha a 240 rs., man-
teiga franceza a 480 e 560 rs. dita para tem-
peiro a 240 rs. dita de porco a 320 rs. fei-
jo mulatinho, branco preto e vermelho e
todos os mais gneros de venda por muito ba-
rato preco, na venda da esquina da ra do Ara-
gaon. 43. (15
2Vendem-se chapeos do Chile da melhor
qualidade, chegados ltimamente do Rio de Ja-
neiro ; na ra do Crespo n. 19, loja de Joaquim
Maia da Silva. (4
2 Vende-so urna casa nova, travejada ,
ladrilhada com 6 portadas do cantara com
100 e tantos palmos de comprimento e 27 o
meio de largura livres de paredes um gran-
de telheiro no fundo, que serve de senaria,
poco de boa agoa quintal com 100 o tantos
palmos, nao entrando nesta conta o telheiro,
com porto de embarque a toda hora sita na
ra da Praia pordetraz da ribeira n. 15; a tratar
na mesma ra n. 17 ou com o Sr. Hercula-
no Jos de Freitas na ra do Queimado. (11
2Vende-se urna escrava de nagao moca ,
cosinha, lava, e he muito diligente para todo o
servico ; na ra estreita do Rozario n. 22, pri-
quo leva 10 alqueires de sal
rao venda n. 7.
i Vende-se toucinho de Santos a 200 rs.
manteiga franceza a 566 rs. dita de tempeiro*
a 240 rs. paios de Lisboa a 280rs. ea 3| rs.
a duzia bolaxinha ingleza a 240 rs., cha bis-
son a 2400 rs. sebo do Porto a imitacao de es-
permaceti a 400 rs. dito de llollanda a 3-jo
rs., vinho de Lisboa a 1600 rs a caada mi-
lito alpista a 240 rs. o quarteirao graxa ingle-
de Agoas-verdes,
venda n. 48 ; na mesma venda compra-se um
braco de balanca para balcao sendo bom. (U
1Vende-se um mulato de 23 annos, bom
trabalhador, por ter sido criado em servico do
campo, e faz poucos dias, queveiodo malto-
na praca da Boa-vista botica n. 32. (4
1 Contina-se a vender agoa de Ungiros
cabellos o suissas ; na ra do (Juoimado, lojas
n. 31 o 33. (3
Vende-se a vonda n. 2 da ra Imperial
com os fundos quo pielandorem ; um braco de'
balanca grande com conchas e cormntes do fer-
ro ; urna rica mesa redonda do meio de sala-
urna porcao do caixas vasias do Porto ; a tratar
com Joaquim Pinboiro Jacome, na mesma
venda.
Vende-se a historia ecclesiastica em Iatim;
na ra Nova n. o, loja de Hiplitos. Martin. '
iVende-se urna preta nao muito moca, por
preco commodo, engomma cose, o cosinha ;
em casa da viuva CunHa Guimaraes.
1Vendem-se 3 trauselins, 4 anneles o um
par de brincos tudo por preto commodo ; na
ra Nova n. 55. ,3
Vendem-se grozas de phosphoros america-
nos de muito boa qualidade, e resmas de pa-
pel almaco com 100 cadernos por preco ba-
rato ; na praca da Independencia n. 4.
Escravos fgidos
meiro andar.
2Vende-se urna venda com poucos fundos,
Compra-se a comedia intitulada o Sino bein afreeuezada para a trra e com com mo-
das duas horas, e alguns pantomimas; na ra
da Cadeia n. 34.
1 Compra-se urna preta de 18 a 2o annos,
crioula ou de naci que saiba coser fazer
lavarinto. engommar lavar : n ni do Moa-
dogo n. ll, conlronte ao sitio do fallecido Tc-
nenle-Coronel Costa. (5
Comprao-se effectivamento para fra da
provincia mulatinhas crioulas, e mais escra-
vos de 13 a 20 annos pagao-se bem sendo
bonitos ; na ra larga do Rozario n. 30 pri-
meiro andar.
1Compra-so urna casa terrea, que esteja
em bom estado corn suflicientes commodos
para urna familia do 6 a S pessoas com cosi-
nha fra quintal murado nao muito peque-
a cacimba de boa agoa sendo no bairro da
Boa-vista, as ras da Conceico S. Cruz, Ro-
zario, Velha e da Gloria ; na ra da Cruz n. 11,
a fallar com Manocl Lucio da Silva. (8

Vendem-se, por preco commodo, procura-
coes eoflicios para acompanhar as listas de
eleicao do Juizes de Paz, Vareadores e Eleito-
res ; na praca da Independencia livraria ns.
6e 8
No sitio de S. Anna do engenho Voltio, ha
urna vacca para se vender por preco de 40^ rs.,
lio muito boa de leite o manca o bezerro be
novo, quo ter ludias, vende-se a dita vacca
porque a dona nao tem lugar aonde bote a pas-
tar ; quom a quizer pode ir, ou mandar ver
tirar leite que se ha de agradar.
4Vende-se, ou arrenda-se um sitio no Rio-
doce denominado casa caiada ; a tratar
com o proprietario Jos Francisco Ribeiro no
Forte do-BJfaltos. -4
2Vendem-so 12 casa.es de pombos, bons
batedoros e de raca grande, todos juntos ou se-
paiados ; na ra da Penha n. 3.
2 Vende-se, ou troca-se por outra no Re-
dos para familia na ruado Padre Floriano n.
72 ; a tratar na mesma venda. (4
2Vende-se', ou aluga-se um sobrado de
um andar e sotao quintal e cacimba com
bastante commodos para urna grande familia
sito na ra do Fagun'des ; a tratar na ra" do*
Cabug loja de miudezas n. i C. (5
2 Vende-se una negra de bonita figura, de
nacao Angol a ao comprador se dirs as habi-
lidades ; na ra larga do Rozario n. 21.
Vende-se urna casa terrea de pedra e ca I
com duas salas 4 quartos quintal cercado,
por detraz da igreja do Amparo n. 8, junto do
Felippe, Meirinho-geral de Olinda e o mes-
mo tem as chavos da dita casa ; a tratar com o
seu proprietario Manoel Antero deSouza Reis ,
na ra da Guia sobrado de 3 andares n. 53.
Vende-so urna preta de Angola, com um
filho do dous mezes cosinha e lava ; e aluja-
se umpequono armasem ; a fallar com Jos Ri-
beiro de Brito no Forto-do-Mattos, em sua I
p renca.
Vendem-se lanzinhas c om fios de seda pa-
ra vestidos da largura de 5 palmos a 400 rs ,
brinsescuros trancados do linho com algum
mofo a 4S rs. a vara chales de cassa com
quadros a 440 rs. um grande sortimento do
< hitas superiores de padres modernos-e cores
fixas a 200 rs. o covado ; na ra do Queimado,
loja n. 29, de Novaes.
Vende-se umaescrava de nacao Angola, de
24 annos perita engommadeira cosinbeira e
cose alguma cousa com um filho crioulinbo de
3 annos muito lindo vende-se por sua se-
nhora retirar-se para Europa ; urna mulata de
26 annos, engomma, cosinha e lava ; urna ne-
gra de nafao, le 26 annos, cosinha, lava e ser-
ve bem a urna casa ; um negro do nacao, de
25 annos ptimo ganhador de ra ; um mu-
latinho de 7 annos ptimo para pagem de
qualquer menino; na ra das Croies n. 41, se-
gundo andar.
-Vende-se urna mulata recolhida, faz la-
varinto e engomma ; urna dita boa cosiuheira,
2 Roga-se as autoridades policiaes hajao
de apprebender o preto de nomo Adriano, per-
tencente ao Sur. Coronel Jos de Mondonga de
Alarco Avalla, cujo escravo tem os signaes
seguintes ; crioulo representa 23 annos, al
tura regular, rosto com prido cabellos e olhos
pretos nariz chato bocea regular ; cor pre-
ta barba serrada ; este escravo estava reco-
Ihido na cadeia desta cidade ; e indo-se a 14 de
Julho p. p. receber-se para se embarcar para o
Rio de Janeiro, respondeo o carcerei;o, que
deixava de o entregar, por se ter evadido na
noute de 13 para 14 ; quem do mesmo souber,
ou der noticias, ser generosamente gratificado,
na ra da Cruz n. 64.
No dia 31 do p. p. fugio o preto crioulo,
de nome Joaquim de idade de 18 a 19 annos,
altura regular, secco do corpo com todos os
dentes da frente ps e maos bem feitos bas-
tante preto rosto comprido ; levou camisa de
algodao da trra e ceroulas do mesmo c calcas
de algodaozinho ; he bastante regrista foi es-
cravo do Jos Thomazde Aquino Pereira mo-
rador no Limoeiro ; quem o pegar, levo ao
Atterro da Boa-vista ; a Manoel Caetano Soa-
res Carneiro Monteiro sobrado n. 15 que
gratificar generosamente.
2Fugio na noute do 26 do corrente da casa
de madama Millochau urna sua escrava crioula,
de nome Luiza fula, alta e secca representa
ter 25 anuos com urna marca branca no hom-
bro feita com fogo, levou urna trouxa con-
tando a roupa de seu uso ; suppoo-se ter sido
ajudada por seus irmaos captivos da Senhora
D. Mara da Luz moradora na ra do Terco ,
em casa de quem a dita escrava tem filhos ; an-
tes de ser propriedade da actual dona foi a
dita escrava 4 annos na cidade de Olinda do
Manoel Dionizio Gomes do liego; quem a pegar,
leve a ra Nova o. 39 quo receber 30/rs. da
gratificado. (14
Fngio, ou furlrao o moleque Julio, em
25 do Agosto do 1843 bem r.onhecido que
venda cangica de nacao Beogoelia secco do
corpa meio fulo de 14 anuos tem o embi-
go grande com um taquinho tirado na ponta
da orelba ; quem o pegar, levo a ra da Guia a
sou sonhor Manoel Antero de Souza Reis, quo
gratificar.
Ainda anda fgido, ou urtado o escravo
do nome Jacinto do nacao Rebollo de 2 an-
nos, bonita figura, bom preto, com urna mar-
ca no peito esquerdo a imitacao de urna ancora,
falla meia descansada toma bastante tabaco ;
fugio no dia 20 do Maio de 1841 ; quem o pe-
gar, leve a ra da Guia casa de 3 andares n.
53, quereceber 100# rs. de gratficacao, de seu
senhor Manoel Antero de Souza Reis.
1= Fugio na noute de 30 do p. p. o preto An-
tonio, do nafao Congo baixo, cheio do corpo,
ps grandes, barba grande em roda do queixo,
com falta dedontes na frento o tem urna feri-
da na perna direita ; quom o pe^ar, leve a ra
da Aurora n. 30, quo ser recompensado.

Rbcifi waTip. os MF. diFaru.18*4.


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