Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08138


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Annode 1842.
Sabbado 2*
con-
aiai*
Todo agora lintiemoi como principiamos e seremaa apontanoa con ar.niiracao entre aa Naciiea
cu|ias. (Proclamaco da Aaaemblca Geral do aratil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
(oianna Paraiba. e Bio grande do Norte, segunda* e teilai feiraa.
Bonito eGaranhuns, a *0 e24-
Cabo Serinhaem Rio Formoio Porto Cairo Macei e Alagoa* no 1. 11, e vi,
Boa-ist e Flores 43 e 2g. Santa Anlao quintas feira. Olinda todo* u* das.
DAS DA SEMANA.
49 Se?. Jmuario B. M. Aad. d.i J. de 1). da 2. r.
20 l'erc. jejuo-, s. Eustaquio M Re. Aad. do J. de D. da 1. .
24 Qaart. ^fernporas jejam Matlieu* Ap. e EvanR.
%l Quint. Mauricio M. Aud. do juii de D da 2. r.
2* Srt!. Te mporas jpjum a. Lino P. M. Aud. do J. de D. da 4.' t.
?i Sab. Tump. jejum N. S das Merec. Re. Aud. do J. de 1). da 3. .
2 Dom. I. Firmino B. M.
de Setembro. Anno XVIII. N. 906.
O Diario |iublica-e todos os da* que nao forana Snticadoa : o prafo da asaignalura ka
drtrr* mil rr.* por quartel V*z adianlad.n. Oaannuncin. dos aaMRn.atef ate inserido
gratis e ns do* que o n.o forero raiao de 80 reis por liana. Aa reclaaacoes dc - dirisida* a rsta Tipografa ra das Cruwa^D. 3, M a prara da Independencia loja da litroa
' Numero 37 r 3S.
CAMBIOS no da 25 de setembro. compra venda.
Cambio aobra l.ondrea 25 Nominal.
s a Paria 385 rei p. franco.
a a .isbna 406 par 400 nominal.
Moeda de cobre 4 a i por 400 de descont,
dem de letra de boas firma* 4 { a J.
Odeo- Moeda da 6.400 V. 45.R00
, N. 45.WJ
. da 4.000
PaiTt Patacoea
> Peoa Oolumnaras
a dito Meiicanoe
aaiuda
8.800
4,S0O
4,800
4,800
4,640
45,lOt
45.W
9.000
4,840
i.hf
4.810
4.680
Prenmnr rin din 24 de Sclembro.
4. S hor.s e 30 m. da manba.
2. a S liora* e 54 m. da tarde.
Loa Nora
Quart. creac.
La ebei
PHASCS DA LOA NO MEZ DE SETEMBRO.
a 4 7 boraa a 22 a*, da tard.
i 41" a 4 bHraa a te m da tard.
19-- a 4hora* t 5 m da tard.
Quart. ming. a 27 -- a 0 horas e 47 da tard.
DIARIO DE PE 1\ A M B ti O.
(70VERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 20 DO CORRENTE.
Ofjficio Ao commandante do brigue =
Imperial Pedro = ordenando em cumpri-
mento do imperial aviso da secretaria da ma-
rinha de 5 do corrente que mando dar guia
de desembarque ao grumete da escuna = La-
bre = Goncalo Mano<>l.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda remettendo a nota do contribunte do
monte pi dos servidores do estado Joze Fi-
aelis Barroso de Mello segundo escriplura-
rio d'alfantlega d'esta provincia, afim de que
mande abrir-lhe o competente assentamento ,
o fazer-lhe os descontos na mencionada no-
ta indicados.
Dito__Ao director secretario do supra-
mencionado monte pi scienlificando-o do
conteudo no precedente oflicio.
Portara 'Ao commandante do vapor =
Paquete do sul = determinando que en-
tregue ordem do commaodante das armas
o desertor Canuto Epiphanio que seo bor-
do condnzio da provincia do Rio-grande do
norte.
Olfioio Ao commandante das armas, di-
zertdo que mande receber do suprareferido
commandante e dar o conveniente destino
ao supracitado desertor.
Portara Ao director do arsenal de guer-
ra ordenando que faca apromptar afim
de serem remeltidas para o Ceara em a pri-
meira occasio opportuna 130 jaquetas, e
150 calcas azues 250 bonets 500 jaquetas
de bfim e 200 polainas.
Dita Ao commandante do vapor = Fa
quete do sul = determinando que entre-
gue ordem do commandante superior da
guarda nacional d'este municipio o corneta
Manoel Antonio dos Santos que trouxe a
seo bordo da Provincia do Cear.
Oflicio Ao supradito comman jante supe-
rior ordenando, que mande receber o corneta
supramencionado.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha, determinando em consequencia de re-
quisicao do Esm. Presidente da Parah.ba ,
que mande fornecer aos 39 remitas que em
o vapor = Paquete do sul = remelle o mes-
mo Esm. Presidente para a corte, as ra-
co>s d'embarque relativas aos das que Ibes
forem precisos para chegarem ao lugar de
seo deslino ; .
Dito Ao juiz de direito do civel do Cabo
declarando em resposta ao seo oflicio de l6 do
corrente que nao entra em duvida que a
laxa nacional que tem de s-er paga pelos in-
ventarios deve ser entregue ao collector d a-
quelle termo.
DitoAo director interino do curso jur-
dico de Olinda, remettendo, em eumpr.men-
todo aviso la secretaria do imperio de 23 de
Agosto ultimo 5 o requerimento de Manoel
Marta do Amara! lente, e secretario da-
quelle curso em que, pede se he mande
pagar a gratific.gao correspondente aos me-
ef de Fovereiro e Marco de 1833 em que
servio o lugar de director do mesmo curso a
lim de que c informe.
Ditos Ao commandante das armas e ao
inspector da thesouraria da fazenda remet-
iendo copia da tabella da tarifa das comedo-
ras d'embarque para os officiaes e primei-
ros cadetes do ejercito.
Ditos Ao mesmos remettendo copia do
aviso da secretaria da guerra de 3 do corre-
te no qual S. M. o imperador Ha por bem
determinar, que na hvpothesede nao ha-
verem fundos sutlicentes para andarem em
da os pagamentos dos sidos, e raann-
l0s dos militares se proceda a pagar prime.-
ramente os sidos, e mais vencimentos do
mez, que estiver mais atrazado ; e assim
successivamente at final extingan da divida
Dito Ao commandante das armas de-
terminando em observancia do imperial aviso
da subredita secretaria di) 10 de Agosto pr-
ximo lindo que mande dar baixa do servi-
do do exercito ao sargento da companhia de
artfices Braz Joze da Silva ao soldado ad-
didoao deposito de primnira linda Joo Jo-
ze Rbeiro e aos soldados do batalhao pro-
visorio Macario Joze Rodrigues, S-b.istio
Joze Machado Miguel Matheos da Vera-
Cruz Manoel da Cruz e Jernimo da Cos-
ta dos Santos : e que remeta a esta aecrera-
ria fim de serem transmettidos aquella
documentos que justifiquen! ser proveni-
ente de ferimento de bala a molestia, que pa-
dece o corneta do supramencionado batalhao,
Joze Pereira da Concedo que S. S." igual-
mente propoz para demiso fim de que el-
la possa ter lugar.
Dito Ao mesmo, ordenando, queman-
de desligar do batalhflo de guardas nacionaes
destacado, depois de substituidos por outros,
os guardas Francisco Xavier dos Santos e
Manoel Machado de Sampaio.
Dito Aoengenheiro em ehefe das obras
publicas determinando vista do que infor-
mou em oflicio de 19 do corrente que rece-
ba a obra dooitavo lance da estrala de Sanio
Antflo.
Dito Ao commandante das armas or
den.ndoera cumprimento do imperial aviso
da secretaria da guerra de 26 de Agosto ulti-
mo que mande addir a um dos corpos de
linhad'esta provincia o ex-soldado do e\-
tincto regiment d'artilharia da mesma An-
tonio da Cruz para por elle receber os ven-
cimentos que llie compelirem, e que o pro-
ponha para reforma quando esteja nos ter-
mos da Iei.
Dilo Ao inspector do arsenal de man-
nha determinando em observancia do aviso
da secretaria da marinha de 18 de Agosto ul-
timo que contrate com os proprietarios da
fundieflo estabelecida nesta cidade a cons-
trueaod'umacaldeira para a barca de vapor
= Fluminense = conforme o desenho, e
dimenses quelhe remelle ; e que de par-
te do ajuste que com ditos proprietarios i-
zer para ser approvado.
Dito'Ao commandante das armas or-
denando em cumprimento do aviso da secre-
Inriadaguerradel de Agosto ultimo que
faca recolher a corte do imperio o coronel
graduado do corpo de engenheiros Fermi-
na Herculano de Moraes Ancora.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda transmittindo a ordem do tribunal
do thesouro sob numero 78.
Dito Ao commandante das armas de-
terminando, que faca embarcar para a corte
bordo do vapora Paquete do Mis al 20 pra
cas da companhia provisoria do P.io-giande
do norte que se mandaraoaddirao batalhao
provisorio e prevenindo-o de que ditas
pracasdeverosercommandadas por um in-
ferior de conlianca no caso de ja o nao ha-
ver Irazido.
Portaras Ao commandante do sobre-
dito vapor para receb-r a seo bordo e en-
tregar na corte ordem d > Exm. ministro da
guerra as sobreditas pracas : e ao inspector
do arsenal de marinha ordenando que Ibes
forneca as competentes comedonas ; e que
fa?a conta separada d'essa despesa para ser
paga pelo ministerio da guerra.
Dita Nornaando o segundo lente Joze
Francisco dos Santos para substituir o aju-
danle do director do arsenal de guerra Se-
gundo tenenle Joo Marinho Paos Barreta ,
durante os dous mezes de licent; i que oh-
()\\c,\o__Ao suprareferido director intel-
ligenciando-o da precedente nomea?o.
Ditos Ao commandante das armas re-
metiendo copias das provises do conselho
supremo militar de 29 de Agosto ultimo ,
declarando nilo ser admissivel a classe de ca-
detes* no batalhao de guardas nacionaes desta-
cado ; e determinando que se nflo acceitem
documentos ou correspondencias de serv-
oo em que se deem tratamentos contra-
rios lei.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha ordenando, que fornega das necessa-
rias comedonas d'embirqii os seis recrutas ,
que para a corle envia m o vapor = Paque-
te do sul-=. com destino para a marinha,
o Exm. Presidente do Rio-grande do norte
e que faca corita separada do que despender
com este fornecimento e remella secreta-
ria fim de ser transmetlula ao mesmo
Exm. Presidente.
Dito-Ao commandante das armas, re-
metiendo para que Ihe ftca dar o conveni-
ente destino a auia do soldado Jo3o de
Dos de Freitas, que faz passagem da compa-
nhia provisoria da provincia do Rio grande
do norte para o batalhflo provisorio de caca-
dores de primeira linda desta.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda tlizendo que nao pode ter lugar o
pagamento da prestagao mensa] de 30j res
ao tenente coronel reformado de primeira li-
nha Joo da Gama Lobo d'Anvers dedu-
zida de seo sold favor de seo lilho do mes-
mo nome sem que baja procurador lejal-
mente constituido ou por nova procuraeflo,
ou por substabelecimento do procurador im-
pedido.
Dito Ao mesmo. transmiltind-i asor-
den do tribunal do thesouro sob os nmeros
73, 71, 75, e 76.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE D0 DIA l9 DO CORRENTE.
Oflicio Ao Exm. presidente remeltet.-
do-lhe competentemente informado o reque-
rimento do capito ajudante d'ordens Joze da
Silva Guimyaes Jnior, no qual supplicava
a S. M. I.' a merc do habito da ordem de S.
Rento d'Aviz.
DitoAo mesmo Exm. Snr. remet-
tendo-lhe semejantemente informatlo o re-
querimento do cirurgio de partido Jos Soa-
res de Sousa que a S. M. I. pedia a graca de
o despachar cirurgio ajudante do 3. bata-
lhao d'artilheria a p, lugar que presente-
mente se acha vago.
Dito-Ao mesmo Exm. c Sur. transmit-
tindo-lhe ,' para ser deferido como entendesse
de justiga os requerimeutos de Anglica
Francisca dos Prazeres, e de Izabel Maria de
Lima que pedio fossem desligados do ba-
talhao d'infanteria de guardas nacionaes des-
tacado seos filhos Joaquim Theodoro do Es-
pirito Santo e Antonio Domingues Perei-
ra, pelos motivos que expendero, e que pa-
reciao dignos de considerado.
Dit0_Ao mesmo Exm. Snr. dando-
Ibe as nformacoes que pedir acerca de Jos
la Silveira Nicolao que leudo pertencido ao
batalhao d'infanteria de gnardas nacionaes
destacado fora desligado por incorrigivel no
servico e de aip comportamento.
DitoAo mesmo Exm. Snr. enderessan-
do-lie informado o requerimento que a S.
M. o I. apresentava o capito Joo Pedro
d'Araujo eAguiar commandante da compa-
nhia d'Artifices supplicando a merc do ha-
bito da ordem de S. Rento d*Aviz.
Dito Ao inspector da thesouraria man-
dando-lbe apresenlar o soldado da extklOta
companiia d'ordenangas do Verde Manoel
Joaquim que tendo sido baleado na guerra
de panellas i; jacuipe acabava de obter re-
forma por decreto de H d'abril deste anno .
de conformidade com o art. 5. do plano
oexoao decreto de ll de Dezembro de 1815.
Dilo Ao tenente coronel commandante
do batalhflo de guardas nacionaes de luri-
beca devol vendo-I be segunda vez os papis
de contabelidade do destacamento do mesmo
lugar para que fossem reformados segundo
a nota lancada polo commissario fiscal do mi-
nisterio da guerra.
Dito Ao major Joo Paulo Ferreira d-
zendo-Ihe que mandara assentar praea ao
recruta Silvestre Francisco Pcssoa remetti-
do com seo olficio desta data.
Dito Ao mesmo mandando desligar da
forga sob seo commando o guarda Joo Mon-
teiro logo que pelo tenente coronel chefe do
1. batalhao Ihe fosse mandado apresenlar o -
guarda Ralbino Tavares.
Dilo Ao commandante di barca de vapor
= Guapiass = para que houvesse de en-
tregar ao portador os dous soldados que trou-
ce da corte a seu bordo com destino a ser-
virem nesta guarnico.
Dito Ao dezembargador chefe de polica ,
dizendo-lhe que tvero conveniente destino,
os dezerores do batalhao destacado Alexan-
dre Gomes, e Estevo dosAnjos, odelinha
Manoel dos Santos, e o recruta Francisco
Jos d'Olivera.
Dito Ao mesmo, para que houvesse de
mandar remover da cadeia d'Olinda para a
fortaleza do Rrum o soldado d'ai tilheri t Jo-
s da Cunta servindo-se ao mesmo lempo
de enviar urna nota de sua culpa para ser
laiic.nla nos seos assentos.
Dito Ao mesmo, remetendo-lhe o reque-
rimento e documentos de Alejandrina Joa-
quina do Espirito Sanio, que pedir a soltura
de seo lilho Francisco Rorges recrutado pa-
ra o exercito a fim de que ouvindo ao re-
crutador, tivesse a bondade de dar sua opi-
nio sobre o genero de provas que ella em
seo abono apresentava.
PortaraAo commandante interino do 3.
batalhflo d'artilheria a p, mandando em oum-
prtmento d'ordem de S. M. o I. dar baixa
ao cabo d'esquadra Vicente Luiz por ter G-
nalizado o lempo a que eslava obrigado a ser-
vir e nao querer continuar.
Dita Ao tenente coronel commandante
do batalhflo provisorio, mandando dar baixa
ao soldado Lourenco Jusliniano de Terrea ,
accelando praca em seo lugar, ao paisano
por elle offerecido Antonio Rodrigues Ma-
chado.
Dita Ao mesmo mandando receber com
passagem os soldados vindos da corte, An-
tonio d'Oliveira Cordeiro, e Manoel Ribeiro,
cujas guias Ihe remettia.
Dita Ao major Joo Paulo Ferreira, man-
dando desligar da torca sob seo commando ,
por attendiveis rases que apresentario o
suardas Antonio Manoel Ribeiro, e Jlo de
Mello.
1NTKRIOR7
O RIO DA PRATA EM SHAS REI.ACCES COM O BRASIL.
Com esta epigraphe escrevemos um artigo
para o Diario do Rio no qual nos propu-
nhamos ponderar a necessidade de terminar
de urna vez a cansada lula do Rio Grande do
Sul, j nao pela importancia e vida que da
tranquillidade geral veno ao paiz mas espe-
cialmente considerada a questo em suaere-
lacoes com os nossos arraianos cuja politkm
desleal nao pude ser problemtica* EntloBe-
seriamos de passagem algumas proposi$6es ,
contra as quaes investe com grandes botes um
do Rio da Prata no Jornal do Commercio da
23 do me? que vae correndo. Priineiraaien-
' referindo-se ao Diario do Rio de 13 oode
vem una exposicfto do editor a respailo do
Sr. brigadeiro Rento Manoel, melle o Sr. do
Rio da Piala o s,-u tedelho com muito mal
iisfareada malignjdade. Sfio to sagrados es
ttulos de respe i to que devemos ao dito briga-


T
SU


deirr que por nem um modo ha de elle ser,
por nosso consenso o objecto de polmica
com um estrangeiro encapotado que nao d
de si e de sua verdade muito boa opinio ,
como ao diaitte so ha de ver. Desabafe mui-
to emliora o Sr. do Rio da Prata seus nojos
contra nos ; mas nao se atreva quera delle
nao cura. A este respeito aqu nos cerramos
para todo o sempre por mais voltas que do
0 Sr. do Rio da Prata.
Seguindo a esleir de quasi todos os articu-
listas o nosso eslimavel adversario depois de
declarar categricamente que nao sabe dis-
cutir sino com decencia e moderacAo arre-
mete contra nos com toda a moderacAo o de-
cencia censurando que em o nosso artigo ad-
aniltsscmos com poiaca reilevo os embustes
qtieespalha a ignorancia ou a paixo : ( apre
com a decencia dos taes Srs. do Rio da Pra-
u ) J se v que de introito nao est ra
investida : pois fique-so l com sua decencia,
edeixe-nos di/.er que sobro a imputaco de
ignorancia que nos faz declinamos do seu
juizo por incompetente ; e om quanto pai-
xo vae ver com seus propriosolhos que ella
nao guiou nossa penna.
Urna inculpado nos fez o autor daquclle
artigo que bem pode ser se estribe era boa ra-
zio e vem a ser que assentraos proposi-
ces demasiado graves para nao baseal-as etn
factos : dissemos por exeraplo que na re-
publica do l'ruguay seroubam ese vexam
os Brasileiros ; e nao acudimos logo com pro-
vas. Eis-ahi tem os leilores a pedra de es-
can Jalo por onde tAo mus tratos merece-
mos ao Sr. do Rio da Prata.
Com quanto pouoo aproveitem escusas de
quem cscreve urna vamos oqui por que por
de algum peso nol-a-hAo de levar em conta.
Nio havendo escriptoaquello artigo pelo mo-
tivo de resenlimento pessoal ou paixAo que
to a peito nos attribue o tal nosso adversa-
rio ,#quizemos forrar quem nos lesse ao dis
sabor de amargar factos que revoltam ainda
nos mais fleugmaticos os sentiraentos de na-
cionalismo ; e por outra parto pensavamos
candidamente quequando se tratasse de vio-
lencias e roubos quesoffrem os Brasileiros na-
quellas paragens era mister ter grande pro-
penso a dar macadas para ir repetindo o de
que cada qual tem j inteiro convencimento.
Mas pois que o Sr. do Rio da Prata, com ver-
dadeiro rmpante hespanhol, nos chama com
grandes apupadas a terreiro ; pois que esse
Sr. interpreta a nossa generosidad e conci-
sAo por ignorancia e paixo j nao ha mais
desaggravo do que ir estendendo neste papel
alguma parte do muito que temos soffrido e
presenceado. Dissemos que na repblica do
1 ruguayse tem feito pesar sobre os Brasilei-
ros contri bu icOes directas assim em dinheiro
como em escravos gados e ravallos : este
o ponto capital de aecusacao na perlenga que
contra nos fulminou essa sentinella perdida
do general Rivera. Sabemos que na legacao
do Br?sil na Montevideo existem documentos
de se haverem tirado aoS'.subditos Brasileiros,
residentes em Taquaremb ( S. Fructuoso ) ,
por ordem do general Rivera cima de trin-
la mil pataces ( prata forte ) sem mais for-
mula que a inlimaco de um commandante
com sua partida armado de laneas e com
trapos encarnados no chapeo.
Ah est o Sr. Jos dias da Cruz Lima que,
apezar da sua urbanidade e brandura re-
dainou enrgicamente contra semelhante rou-
bo : e o governo de Monte-Video quedeu
na gracola de deseartar-se com o presidente
era campanha subjectou consideracAo do
Snr. Lima a resposta de Fruclo que, d'en-
volta com expressoes insolentes confessou o
acto negando apenas a somma. Re escra-
vos correm pela legac/io muitas reclamar/es
pendentes quo lora longo enumerar. A-
pontaremos os que em urna pequea distancia
(te 30 40 legoas em derredor de nos forana
tirados pelos taes de trapo encarnado quan-
do Fruclo se preparara para vadear o Uru-
guay. A'M. R. deSanlAnna 1, S. F. l>e-
reira2, Manoel Silveira 1 capito Paulo
Ribeiro 1 viuva do finado I. Martina L.
Salgado i A. J. d'Oliveira 2 R. Ferreira
1 A. Rica i M. Rica filho \ .ebin lo N.
(ioclho 1 de. e oulros de quo nao podemos
conservar memoria. Ha de se notar que isto
rnenle entre Arapehye Quaraym centre
pessoas de nossa amizade. Ajuize-se do. que
deve ter succedido por oulros departamentos :
nem para isso se allegarn as leis do paiz re-
lativas a liberdade de escravos. Aprosenta-
va-se um tape pela forma queja dissemos as
mais das vezes trazendo j do campo o negro
.liado o exiga a escriptura de compra que
poneos ou nenhuns podiam apresentar de
chofre porque havendo-os levado para ali
por scapar im rebeldes do Ro Grande on-
pe tem suas casis familias, e papis Ove.
nAo haviam previsto semelhaota modo de es-f animo vamos j agora fazer o sacrificio de a-
poliar. Em vo tanlavam e offereniam dar
justificaces at que pudessem apresentar
seus documentos nada lhts valia seno on-
cas de ouro com as quaes alguns consegui-
ram acalmar o furor dos taes como aconte-
ceu nomeadamentecom um dos citados Ricas
que mediante 12 oncas, salvou os seus.
Naquella mesma fronteira se fizeram tropas
de gado por ordem de Rivera. Nos vimos um
tal major Clemente Castolhano arrear urna de
mais de 800 boisde proprietarios Rrasileiros ,
onde ana alguns de pessoas que nos perten-
cem apartados do roleio sem ceremonia ,
parece que subenlendendo-so a vontade taci-
ta dos donos. K muito recentemente foi sa-
queada ( por ordem superior) a estancia de
yrino de C.arvalho, moco portencenle a urna
das mais opulentas familias do Rio Grande ,
smente porque o sen capataz junto com al
guns mocos refugiados daquella provincia ,
quo em casa estavam nAo querendo entre-
gar-se a priso que Ibes intimou urna partida
que andava reunindo gente, resistiram e des-
barataran! os da partida. Por certo que se
nisso houve crime nao foi do proprietario ,
que nao eslava em casa e ainda quando es-
tivesse a maior parte da estancia pertencia a
sua mae no Rio Grande ; e nAo obstante ,
sem mais formula que ordens militares se
desbarataran) em favor de apaniguados de
Fructo cima de 10 a 12 mil rezes. Cre-
mos que este negocio est hoje affecto lega-
go do Brasil.
Por demais vamos citar alguns factos de es-
polios de cavalhada ; porque isso to usual ,
lAo constante que ja ninguem se altera. O
coronel D. Bernardo Baez tem tirado por
sua propria conisso cima de 3 mil caval-
los da fronteira que mencionamos : e quem
sao os povoadores dessa fronteira ? entrecana
haver um que nao seja Brasileiro. Nos fins
do anuo do 40 mandou esse coronel entregar a
um tenente lypolito ( dos rebeldes ) por um
tal Moniho 300 cavallos que Fructo naan-
dava aos rebeldes e que foram tirados all
mesmo aos Brasileiros. Entre esses foro mais
de 80 pertencentes a quem isto escreve. Tam
bem o Sr. Cruz Lima reclamou porco de ca-
vallos arrebatados Vicente Fialho que fo-
ram entregues a Ismael Soares( official rebel-
de. ) Assim fiea demonstrada a proposicAo
que tanto descontentou o nosso adversario ;
advertindo sempre a elle que estes factos sAo
passados na nica fronteira de Quaraym. Das
oulras abundara igualmente as queixas mas
nos que nunca fomos all mais do que sim-
ples particular apenas recordamos o que a-
conteceu na nossa visinhanga. Agora vamos
memorar factos de vexames e perseguios
de outra laia. O citado coronel Bernardo
Baez que sem duvida um dos poucos
ofciaes de Rivera que d seus longes de ter
urna tal qual educacAo commandando urna
intitulada divisAo de operacoes ao norte do
Rio Negro na mesma fronteira do Salto ,
pelos annos de 40 e principio de 41 derra-
raou sua gente em 5 ou6 partidas para reu-
nir ( diziaai elles) vagabundos pelos distrio-
tos : como a gencralidade dos Brasileiros se
negam a ir servir as taes partidas os leva-
va m forca para o acampamento que elle
assentou nouco abaixo da barra do Quaraym ,
no Uruguay. A litulo de seguranca eram a-
lados todas as noites n'um chamado tronco
de lac.0 at chegarem ao acampamento e
all eram conservados presos com o maior ri-
gor. Nos mesmos indo reclamar Baez
um escravo nosso que elle tinha ( e que nao
nos enlregou ) nao vimos porque nao tive-
raosalma para ver, mas viram os nossos com:
panheirosque os Brasileiros presos Iraziam da
borda d'agua carros de palha para cubrir os
ranxos dos offieiaes puxando os carros como
se fossem bota Entretanto estes Brasilei-
ros nao eram vagabundos: erao filhos ir-
mos prenles de homens all establecidos ,
que iam cahir neste arjoito fugindo aos rebel-
des, m prente nosso que possue no Esta-
do Oriental mais de 10 leguas de campo e ou-
Iras tantas mil caberas de gado homem ido-
so chao e pacifico foi nessa occasio pre-
so e aviltado al o ponto de o mandarem
carnear e fazer assados para o indio que
manda va a partida. Manoel Alves dos San-
tos com urna estancia em Ouar igualmen-
te velhoe respeitavel porque se oppunha a
que levassem seu capa tai atado foi elle mes-
mo atado como um faccinora.
Mais havia que apontar : mas fiquemo-nos
por aqu ; nem para dar gosto a quem tAo
confiadamente nos provoca necessitamos abrir
de novo ascliagas fundas que trazemos pen-
slas no coracAo al que amarnela para a
nussa Ierra um dia de justica. NAo obstante
a indignadlo profunda que n dolorosa recor-
dado dcstes factos veio despertar em nosso
companhar o Sr. do Rio da Prata em todo o
seu artigo. Com rtotavel simpleza perguntf
aquello Sr. porque os nossos agentes ahi nao
reclamam contra taes attentados ? Ninguem
ignora que a nossa legacAo est peijada de re-
clamacfas e protestos. E comtudo se ha
de dizer q' o maior numero de violencias nao
chegam a ser reclamadas nAo por descuido
ou negligencia de nossos agentes mas por
que nao possivel legalizal-as. Frequente
mente ouvimos ao Si*. Crut Lima e ao Sr.
Regis ( a cujo trato tivemos a honra de ser
admittido ) recommerdar aos Brasileiros
queixosos que se documentassem para el-
les poderem reclamar. Mas quem nao sabe
que no meio de tanta violencia mui difficil ,
senAo impossivel conseguir documentos ?
quem estar tAo aborrecido de viver que va
pedir um commandante de partida que lhe
deixe um recibo de haver conduzido os seus
bois por ordem de Fructo quem 9C ha de at-
trever a pedir outro que lhe d um certifi-
cado de havel-o atado ou maltratado ? Qual
ser o visinho que queira testemunhar o que
viu sofl'rer para expor-se elle tambera '? Ora .
o Sr. do Rio Ja Prata ou nada v, ou aTron-
ta com muito grande derriso o senso com-
mum. De resto nao seremos nos quem le-
vante o veo do mysterio em que pernoitam os
assumptos diplomticos de que geralmente
nAo temos noticias porque jamis subimos
lamanha altura.
Traz tambem baila o eterno o incansa -
vel argumento da prosperidade material da
cidade de Montevideo. Quando o nosso anta-
gonista quer com tanta frescura altribuir isso
aos principios de ordem de respeito pro-
priedade que professa o actual governo do paiz
da-nos tentacao de dizer-lhe por nica respos-
tav pregar aos peixinhos Quem nAo
sabe que as desgranadas circumstancias da
provincia do Rio Gran le tem feito afluir pa-
ra ali um numero consideravel de capitalistas,
alem da populacho emigrada que geral-
mente abastada? Quem nao sabe que as tran-
saccOescommerciaes do Rio de Janeiro R-
hia e Pernambuco desviada do Rio Grande
lem-se voltado para Montevideo ? Quem nAo
sabe que o longo bloqueio posto pelos Fran-
cezes Ruenos-Ayres fez pender para Mon
tevido o mercado immenso d'aquella cidade
mais rica mais consumidora ? e que a guer-
ra violenta em que depois do bloqueio tem ar-
dido as provincias interiores da Repblica Ar-
gentina tem continuado a estorvar que o
commercio de Buenos-Ayres j arruinado ,
volva a restabelecer-se ? Si ao governo de
Montivido cabe algum mrito neste assump-
to hade ser smente pelo desejo bem pro-
nunciado de que continuem ambos os pai/.es
limitrophes a sodVer as devastacoes da guer-
ra para que se man ten ha esse estado excep-
cional.
Nem faltam em Montivido gravames de
toda a sorte que obstruem e dilDcultam o
commercio, a ponto que j elle vae definhan-
do consideravelmente.
Nodevia o autor do artigo mencionar
tambera a nAo ser por escarneo os Brasilei-
ros que l vAo vender seus gados. Os infor-
tunios do Rio Grande o receio em uns de
quelhes tirem os bois e em todos a neces-
cidade de prover do necesssario alimento e
vestuario de suas familias os obrigavam ,
interrompido no todo o commercio para Por-
to-Alegre e Pelotas, a ir vendel-os em Mon-
tevideo nao porque ali contassem com segu-
ranza, mas pela dura le de escolher entre a
nudez e as lagrimas de seus filhos eo risco
seu possoal e de sua fazenda. Bastantes tem
sido assassinado no transito entre outros
um Ribeiro de Caver a quem assassinaram
nos Enfernilhos smente para roubar-lhe es-
poras e estribos de prata : um Chico Petizo ,
e outros ; de modo que j os Brasileiros an-
dam geralmente em comitivas de 20 e 30 pa-
ra se poderem defender sobretudo na torna
viagem de Montevideo porque ento os ala-
rifes suppoem que elles trazorn dinheiro. Isto
tanto assim que desde que vae apontando
no Rio Grande algum commercio para l
tem concorrido os moradores da campanha ,
apezar dos embarazos e estorvos que de am-
bos os partidos sollrem ; de maneira queja
nao vae a Montevideo nem a quinta parte do
gado que antes ia.
Finalmente chegamos ao derradeiro facto
apontado peloSr. do Rio da Prata : se elle
nao fosse ta aventureiro nAo havia de ofiere-
cer-nos voluntariamente mais esse trechi; pa-
ra confundil-o. Affirma no seo tom dogma- |
tico que o governo de Montevideo tem man-
dado entregar os gados que dos estancieiros
legalistas levam os rebeldes a vender naquel-
la praca. Algumas tropas lem tido esse desti-
no cm virtude das incessanles reclamacOea dos
agentes brasileiros; porem muitas oulras com
a mesma precedencia ro tem sido igualmen-
te afortunadas. Os embareos sgffridos nes-
te negocio pelos rebeldes os advertiram de
que era melhor negociar directamente com
quem livesse influencia na administradlo e
primeiro com Munhoz depois com Moie-
ii'icli administrador de estancias de Fructo
a por ultimo com D. A. Gurela elles tem ne-
gociado alertamente dando-Ibes em paga-
mento dos gtrneros que estes Ihes mandam ,
gados dos legalistas sem que seja possivel
nem ao menos reclamar poa-que estes sugei-
los sao claramente protegidos por Fructo
cujas iras ninguem ousa expor-se: aasm que,
j nem queixas chegam presenca do nisso
encarregado. S o Gurela receben o anno
passado mais de quatro mil bois neste caso.
De que serve pois urna ordem na polica se
os mesmos que a fazem lavrar vedam sua e-
xecucAo ? Como se hao de classificar os ho-
mens que assim procedem .'
Ao rematar este artigo pedimos a quem o
lr que decida se a paixo guiou o outro de
que aqu questo. Veja, quem puder ser
imparcial se aqnelle que lendo conhci-
mento de factos to revoltantes em os nAo pu-
blicar mostrou despeilo e paixo ; ou se bem
ao contrario nos con ti vemos demasiadamente
para nAo acular paixdes merecendo talvez
a censura de nao haver revelado a nossos com-
patriotas vexames nunca pensados sbreos
quaes com bastante propriedade podemos (di-
zer com Virgilio.
.....Quaque ipse misrrima vidi ,
Etquarum' pars magna fui. Quis talia fanrio
Tempere! a lacrvmis ? R. S.
( D. do Rio.*)
VARIEOADB.
0 FANTASMA.
O ultimo Mrquez d'Astros habitava etn
alguns mezes de vero urna de suas herda-
des as visinhancM de Palermo. No anno
di 1808 Laura sua filha nica enamarou-
se de um joven ofliciai que liavfa encontra-
do n'um baile. NAo esperando obter o con-
sentimento de seo pai para coroar seo amor
com os lacos do hymineo, procurou por mui-
to tetnpo vencer sua paixAo 5 mas sabendo
que o ollicial eslava prximo a sabir de Paler-
mo com o seo regiment annuiu por fina a
seus incessanles rogos e concedeu lhe urna
conferencia para se darem o adeos de despe-
dida. A' hora convencionada achava-se Lau-
ra encostada sua janella escreitando com
vidos ollios, que parecio querer penetrar
atravez da escuridfto a viuda do seo amado,
quando viu um vulto que se movia a pouca
distancia do palacio n'uma vare Ja que con-
duzia prxima aldeia. Julgou ao principio
que fosse o seo amante mas bem depressa.
reconheeeu o seo erro ; e notou que era urna
figura gigantesca vestida de branco, cujo
andar lenlo e solemne nAo pareca pertencer a
um habitante dnste mundo. Cheia de ter-
ror fechou precipitadamente a j mella e nao
ouzou mais voltar a ella.
No dia seguinte pela manla urna velha
habitante da aldeia se apresentou para fallar-
Ihe, e entrpgou-lhe um bilhete do seo aman-
te que se laslimava do seo rigor, e lhe sup-
plicava que fosse mais fiel a sua palavra em
a noite seguinte, Laura que tinha ja es-
quecido seus temores lomou a resolugo de
ser menos ti mida que na vespera.
A mesma hora achava-se janella ; mas
logo a mesma figura branca apareceu na .a-
venida.
A pezar do seo terror nao quiz Laura dar
novo desgasto ao seo amante, e pensando, alem
diss'o q' nao corra perigo algum no seo quar-
lo deXGU-se ficar a janella. O fantasma con-
tinuou a avancar com passo grave a demora-
do e ao voltar de um ngulo do parque de-
sappareceu na escuridAo.
Laura, inquieta e receosa esperla, mui-
to tempo taaasem vo aqnelle que espera-
va nao veio e tendo onvido o relogio da i-
groja visinha dar duas horas opprimida de
susto e de fadiga recolheo-se tristemente
para a sua cmara.
Com ludo hora aprazada para se falla-
re m o ofliciai tinha saltado'o muro do par-
que e se diriga cheio de esperanca e de a-
raor para o lugar onde devia encontrar a sua
amante quando prximo ja do palacio, ou-
viu algum rumor ; e viu a figura gigantes-
ca ; (le quo Invenios fallado dirigir-se para
elle. A sin pieza o obligla logo a desembai-
nhar a sua espada ; o espectro tez o mesrao ,
eum cmbale furioso se cnapunhnu e coaa-
Cluio logo do una inaneira funesta para
o campeao official que cahiu aos ps do seo
adversario. O fantasma victorioso apenas
viu o seo antagonista csiendido no chao sem
tratar mais delle, nem dar-I he soccorro, con-


5
tinuou a sua marcha que este encontr havia
iuterrompido.
Mas o ruido das armas t5 d-acia do ra irquez nao -paJi deixar de ser
vido por ella e charmndo 03 seus criados
ordunou-lh que JUrcorressem o parque e
ge apoderassem je to los os individuos que
all encontrassero a semelhante hora. Os
criados para obedecer a seo amo fizeram
ma escrupulosa busca, mas intil ; nmhum
vestigio oncontrarao do acontecimiento que
alli se passara.
O marquez d'Astros pareceo pouco sats-
eito do resultado das diligencias ; mas con-
tentou-se de dizer que taivezse tivesse en-
gaado. Sua flha suspeitou a realidade, e
pensou que o oflcial e o terrivel fantasma se
baviam encontrado no caminho e resolveo
ir visitar logo que podesse a velha que Ihe
trouxera na vespera o recado do ollicial ,
esperando que Ihe seria facial tirar della al-
gumas informaces.
Acompanhada de urna criada tinha Laura
chegado quasi extremidad do por q1 quando
ouvio com admirado o seu cao favorito gair
rom violencia. Depoisdeo terem vAo chamado
militas vtzes, dirigio-se para aquelle lado alien
de conhecer o objecto que causav a colera ou
terror do pequeo animal 5 mas parou cheia
le horror vista de um cadver ensanguen-
tadoque eslava escondido entre as moitas.
JSp desacord do seu terror julgou ver o cor-
le quem este era nao duvidou todivia de
que era um mancebo a quem a menina rou-
bada eslava promettida em casamento, antes
le ter cabido em seu poder.
Firme nesta parsuasSo sabendo que a sua
victima havia sempre conservado amor para o
s?u rival, e que por elle smente sentia des-
costo e aversao imaginou logo que o trama
do assassinio intenta lo contra elle tinha sido
consertado entre os dois amantes caloso 0
vingativo era extremo resolveu tirar urna
vinganQa assignalada das duas pessoas que
to innocentemente despertavao suas sus-
peitas.
Na manlia* seguinte ao seu encontr com o
official o mancebo em questo receben urna
carta fingidamente assignada pela sua aman-
te na qual ella Ihe pedia que se achasse
noite urna hora e n'um lugar indicado
para a ajudar a salvar-se das mios do marque/.
O desgracado amante cahiu no laco ; diri-
gio-se ao logar indicado no bilhete para a-
judar a salvarse das mos do marquez e fo
recebido por trez assassmos que o acabaram
as punhaladas.
Seu corpo escondido entre as moitas lo i
descoberto na mailrugada seguinte como ja
dissemos pela propria filha do marquez.
No mesmo dia a menina havia misteriosa-
mente desapparacido da cas onde o mar-
quez a tinha encerrada.
Nada de novo transpiro!! durante os pri-
pode seu amante e cahio desmaiada. Os meiros das que se seguiram apartida preci-
gritos da criada attrahiram logo quelle logar
urna multido de habitantes e entre elles
a velha camponeza que era o objecto (leste
passeio. Laura tornando em si, recebeo
desta velha urna grande consolado ouvin-
do-lhe que o seu amante estava escondido na
sua cabana e que apenas tinha recebido u-
ma ferida leve. A pobre menina concluio
naturalmente que nesse caso o cadver era
o da fantasma cuja apparico Ihe causava tan-
Ios sustos ; e mais socegada mas nao sem
alguma iriquietaco voltou ao palacio.
Pela noite augmentando a sua agitago e
desasocego Ihe afugentaram o somno e como
sesentisse bastante incommodada quiz respi-
rar o ar livre e levantou-se para chegar
jauella : qual foi porem a sua admiraco e
terror vendo de novo o mesmo lerrivel fan-
tasma da vespera julgou enlo que a velha
aldea a tinha engaado e voltou novamente
idea de que a pessoa assassinada era o seu
amante. Combatida por estas angustias pas-
sou o r.tda Baile em um estado horrivel.
Com tudoa velha tinha dito a verdade o
official estava na sua cabana. Quando este
son be do cadver encontrado julgou tambem
da sua parte que tinha dado no sea adversario
um golpe mortal, antes de ter sido ferido.
Entretanto o marquez havia mandado pu-
blicamente fazer urna inquirido severa so-
bre o assassinio commeltido ; porem nada
se pode descobrir a respeito do matador ,
mas nem mesmo pode reconhecer-se quem
era o homem assassinado. Mil rumores cir-
cula ram as visinhancas, todos desagradveis
ao marquez o qual dando apenas sua
familia poucas horas para fazer os preparati-
vos de viagem parti arrebatadamente do
castello para ir habitar em outra parte da
tilia.
Entre outros rumores, espalhados pela ere-
dulidade dos camponezes dizia-se que se ou-
via a sombra da victima gemer na capella da
aldea onde o cadver fura enterrado. Ora
esta capella pertencia ao marquez ; s elle ti-
nha as chaves e as portas nao se abriam se-
nfio para a celebraco das principaes festas da
Igreja.
Sem procurar agora saber o que estas nar-
r::ces podiam con ter de verdadeiro inter-
romperemos por um momento a nossa rela-
c/10 para fazer saber o leitor que pouco lempo
antes do crime commeltido o marquez de
Astros havia roubado violentamente urna me-
nina de grande belleza mas de baixa condi-
cao a qual guardava em casa de pessoas da
sua coufianca na aldea adjcenteaoseu caslello,
e para evitar o escndalo publico e domestico,
s de noite ia ver a sua victima.
O leitor conjecturar fcilmente, que o fan
tasma era o proprio marquez o qual conhe-
cendo a credulidade da populaco sicilliana ,
lomava este singular disfarce para oceultar aos
habitantes do seo dominio o segredo de seus
amores e de suas viagens nocturnas. N'u-
ma destas excurses encontrou o official e
julgou ver nelle um inimigo que o esperava
para o assassiuar Atacou-o e julgou ti'-lo
niorto ; mas o ollicial apesar da sua ferida,
cmseg'iiiu chegar ao lugar em que o espera-
va o seu criado e aj udado por este se refugi-
ou na aldea.
0 marquez posto que pela desappariQo
do S9it contrario nao podesse certificar-se
pitada do marquez d'Astros, tnicamente os
gemidos da capella pareciam tomar urna ap-
parencia de realidade ; muitas pessoas que
passavam por aquelle sitio, aflirmavam te-Ios
ouvido distinctamente posto que mu fr-
eos e sumidos.
Estas vozes levaram os habitantes d'aldeia
a tal ponto de exaltaciio que resolveram en-
trar lonja na capella para explorar lodo o seu
interior.
As portas foram por tanto arrombadas e
as primeiras pessoas que entraram condu-
cidas pelos gemidos que logo ouviram diri-
giram-se ao carneiro dos sepulcros colloca-
do debaixo do edificio.
Chegando alli descobriram a joven senbora
que tinha desapparecido to misteriosamente,
110 estado mais deploravel, e a ponto de mor-
rer de fome.
Logo que gracas aos assiduos cuidados
que Ihe prestaram a desgranada recobrou
algumas forgas contnu que havia oilo dias
estava encerrada naquellas frias abobedas sem
outras provisoes mais do que dous piles e u-
ma bilba com agoa e para completar o hor-
ror de sua siluaQo haviam collocado ao p
della o fretro aberto de seu assassinado aman-
te. Que em quanto tivera mais 1'orc.as cha-
mara em altas vozes por soccorro mas seus
gritos ou nao foram ouvidos ou foram des-
presados : depois a grande "fraqueza s Ihe
permiltia soltar fracos gemidos at que por
fim as forjas de todo Ihe faltaram mas sen-
tindo grande estrondo na capella superior ;
reunir seus ltimos alent* para soltar al-
guns gritos que felizmente a subtrahiram ao
horrivel supplicio que urna mo cruel Ihe
havia preparado.
O que mais augmentava a atrocidade de li-
ma tal acQo era a fra barbaridade do mar-
que?. d'Astros que havia dito sua victima ,
conduzindo-a viva ao tmulo e como para
Ihe dar mentirosas esperances que ignora-
va, se a deixaria alli morrer mas que sem-
pre Ihe aconselhava que se nreparasse para o
peior e ajunlou que no caso Jelle nao vir
passados trez dias esta ausencia devia ser
considerada para a desgranada como urna pro-
va da sua intenco de a deixar perecer.
A pobre menina recobrou a saude mas o
sen testemunho nao pode prevalecer contra
a fortuna, inlluencia e poderosas protecces
de seu infame oppressor.
COMMERCIO.
SAHIDO NO MES MO DIA.
Ass Brigue. Escuna Nac. Josephina : Cap.
FranciscaJozc Ribairo, em lastro de areia.
DECLABACES.
tsr O vapor Guapeass recebe as malas
para a Bihiae Bio de Janeiro hoje( 21) as 9
horas da manha.
= Feixa-se a malla do vapor de guerra
ingina Growler commandante Buckle pa-
ra a Baha hoje 24 do rorrente pela 5 ho-
ras da tarde no consulado Bitannico.
THEATRO.
Domingo 2.' de setembro. Escolhido ex-
pectaculo de cauloria e dramtica de Rafael
Lucci. Representar-se-ha a brilhante peca
do ca)itio belizario com toda a pompa
e brilhantismo que pede seu autor; esta gran-
de pega que milito nao sobe scena e que
so tem sempre tornado digna dos maiores a-
plauzos. Depois do 1. ac,o Rafael Lucci,
juntamente com sua filha executani um uo-
vo o sentimental duetoda opera Torvaldo e
Dorliska. O^iesrultimo addio ti parli perte.
- Muzica do celebre Rossini. Depois do o.
acto Rafael Lucci e sua filha cantarn o di-
vertido dueto da opera II posto Abbandonato
lo vorrei che il tuo bel core. Muzica do
Snr. mestre Saverio Mercadantc. Depois do
o. acto Rafael Lucci e sua filha darAo lim
com um engracado dueto da opera Eliza o
Claudio Dove mai dove trovarlo. Muzica
do Snr. mestre Saverio Mercadante. Rafael
Lucci e sua filha gratos ao bom acolhimen-
to que tem recebido, sempre procuro osmeios
de mais poder agradar aos amadores da di-
vina arle.
N. B. O expectaculo lera lugar no dia mar-
cado nao chuvendo das t horas da tarde em
vante e no caso de chuver, se transferir ,
marcando-se o dia pelas folhas publicas.
Dia 24 de Seplembro a Beneficio de um
particular. O Drama os 7 Infantes de Lara ,
011 a Epocha Sanguinolenta.
O Beneficiado espera protecQo do respeita-
vel, e benigno Publico desta Cidade ; pro-
testando-lhe o seo eterno reconhecimento.
L E I L (') E S.
ALFANDEGA.
Rendimenlo dodia23de Setemb. -i:98298U
DESCARREGA IIOJE 23 DE SETEMBI10.
Barca Ingleza = Columbus = Fannha, fer-
ro chumbo sabao e manteiga.
Escuna Americana = Rozarlo s= Taboado.
Polaca Sarda = Sumarive = Papel co-
minhos ervadoce, e mindezas.
Brigoe Francez= Bey = Fazendas, drogas,
papel e passas.
HO VI MENT DO PORTO
NAVIO EM HADO ISO DIA 23.
Bahia tO dias Patacho Brasileiro Flor de
Maroimde 12S tonel. Cap Angelo Joze
da Silva equip. Il ; carga diversos g-
neros : a 0. A. de Barros.
seu proprio nomo, = smi en o vosso anta-
gonista = porque assim o annuncUnte Ihe
poder mostrar que quem de 2' tira 10 ,
lico 15 ou por outra =s7*e A fazem 7 ,
com 18 2.'J Entretanto fique desde j sa-
bendo esse zango sabido muito cftio da es-
cola como se v do seu frazeado que se o
mesmo secretario tem feito essas transacoes,
he com o seu proprio dinheiro vista
no com o alheio e que finalmente nada
mais deve neste mundo se nao obsequios ,
e obsequios que igualo a propria vida E
poder dizer outro tanto o mesmo ladrador
no Diario de 22 do corrate ? talvez que
sim
tu
= Ocorretor Oliveira far leilo segunda
feira 2t> do crrante s 10 lloras da manh ,
no primeiro andar da caza onde existe o tan-
que d'agoa prximo ao theatro, de urna
mobilia e mais trastes da caza de urna pes-
soa que se retira para fora da praca con-
istindo em urna meza redonda para meio de
salla com pedra marmore, bancas, sof, e
cadeiras de Jacaranda cadeiras de mogno ,
dois bercos de Jacaranda com seus pertences,
mezas de meio de salla com tampo de Jacaran-
da dita de amarello envernizada com apa-
radores um lindo guarda-louQa leito d'an-
gico e outro de Jacaranda caixa para cos-
tura de senhora ditas para guardar joias",
toucadores, espelhos grandes com molduras
douradas um excellente jogo de pistolas ,
lanternas mangas de vidro frasqueiras de
cristal, portalicor louca garrafas e co-
pos de cristal, campoteiras, galheteiro, gar-
ios e facas de cabo de marfim bandejas
finas tapete, urna colxa de damasco bor-
dada deretroz, fronteira de brilhantes re-
logio para cima de meza dito despertador ,
urna excellente espingarda, urna burra de
ferro, um preto de meia idade, urna es-
crava idoso um guarda vestido de senhora ,
um banheirode amarello, o muitos objectos
de grande apceo.
AVISOS DIVERSOS.
jy Os Snrs. que se achao devendo contas
loja de alfaiate de Joo Donelly queirSo no
prasode 50 dias mandarem satisfazer na mes-
ma loja a Francisco Donelly 5 findos os quaes
se traclar de receber judicialmente visto a
dita loja se achar em liquidaco.
tsr OSnr. Antonio Joze d'Oliveira Cas-
tro queira fallar com Dias Ferreira A Com-
panhia no armazem dos mesmos ; no Caes
d'Alfandega defronte das escadinhas a ne-
gocio de seo interesse.
= Jos Bernardo de Lima retira-se para
Mamangoape provincia da Parahiba, a tratar
de seus negocios.
-- Eduardo Comber, subdito de S. M.
B. retira-se para fora do Imperia. f
tsrO primeiro, e nSo ex, secretario da de-
funta sociedade Amizade nos Upe, nao pode
apanhar a luva que mizeravelmente Ihe be
arremessada peloDiariode22do corrente, sem
primeiro exigir q" esse ladrador appareca fran-
camente em campo e diga firmando com
t^ Preciza-se de um menino de idade de
12 a 1 i annos para caixeiro para hir para
S. Jos da cora grande ; quem estiver nessas
circunstancias dirija-se ra do l.ivramento
armasem de loncha e molhados D. 10.
ssr Preciza-se de um menino prxima-
mente vindo das ilhas que tenha 12 annos de
idade : para ser admitido em venda na na
da Roda venda com (rente amarclla.
tsr Oabaixo assignado tendo visto seu ne-
me por vezes as folhas publicas desta cidade
nao sendo elle e nao querendo mais andar
em duvidas declara a todas as pessoas a
quem do mesmo tem conhecimento que de
hora em diantc passa assignar-se por Joze
tioncalves de Farias Pernambuco e nao Joze
Concalves de Farias, deixa este nome sopara
o Snr. portuguez do botequim e para mais
clareza declara o abaixo assignado que he na-
tural desta cidade filho legitimo de Jlo Con-
Qalves de Farias e sua mulher Marianna de
Jezus.
Joze Concalves de Farias Pernarabuco.
tar Offerece-se um rapaz portuguez idad<;
de vinte e dois annos para todo servico de po-
dara de que j tem alguma pratica e como
dezeja do todo aplicar-se nao du vida dar al-
guns mezes sem ganhar ordenado; quemnre-
cizar dirija-se a travessa do Rozaiio venda
D. 12 ou annuncie.
ty Quem tiver e quizer vender oCas-
triolo Luzilano, em bom uzo. annuncie por
este Diario.
tsr Para negoeio de grande interesse do
Snr. Jos Wenceslau Affonco Regueira Perei-
ra Bastos preciza-se saber qual o seu corres-
pondente nesta cidade e por isso se roga a
quem quer que o for faca favor annunciar
sua morada.
t^r Ollrece-se um rapaz portuguez ida-
de deis annos para criado de todo o ser-
vido de algum Snr. Deputado para o Rio de
Janeiro, a servir nomareem trra, e d
fiador sua conducta a fallar na praca da
Independencia n. 2.
BT* O Snr que annunciou ter cartas para
Vicenta Ferreira Fon tes dirija-se ra do
Vinario n. 8 ou annuncie a sua morada
para ser procurado.
tsr Escuzado era responder ao annuncio
inserto em o n. 201 deste jornal relativo
dissolucao da sociedade = Amizade nos une
= pois que sao bem condecidos os abuzos dee-
sa ex dire<-c,ao da mesma sociedade e que
para subtrahir-se s penas que Ihe impoe a
le a que estavao ligados, nao hezitou dar um
passo que bem pouco honra essas pessoas ,
qual fosse destruir o estabelecimento que se
achava confiado sua guarda ; toda-via o so-
cio ou curio/o que tal annuncio fez provocou
de mais o meu ressentimento, e por isso em
resposla sempre Ihe direi, que, a socieda-
de =Amizade nos Une= acha-se de facto dis-
solvida pelas falsas provas que urna intruza
ilirecgo aprezentou ao meritissimo juizque
proferio a recta sentenca dcixando com ludo
salvo o direito de 3. eas actes que com-
pet rem aos socios. Nao se adiando pois de
direito dissolvida a dita sociedade, a actual
direcgo elleita em assemhla geral no dia 8
do corrente appellou dessa sentenQa inter-
pondo embargos com prvas abundantes pa-
ra destruir tudo quanto em seu descrdito tem
obrado essa ex direcc/io que contra direito
guarda em seu poder os fundos movis e
mais objectos pertencentes sociedade, s
com o nico fim de derribar por meros capri-
chos o estabelecimento que os punha ao abrigo
da mizeria. Praza aos Ceos que esses mes-
mos que boje se ufaiio de ter dado um pas-
so to pouco airo/o nao sejo os primeiros
a lamentar suas loucas opinies, pois o vento
nem sempre sopra a favor do viajante. Con-
cilio pois que a sociedade he a mesma em
quanto mais de um terc-o de seos socios tri-
lliarem no verdadeiro caminho a que suas
sas consciencias os impellem. Estimare! raui-
lo que um outro indiscreto igual aquelle que
fez inserir o dito annuncio nao venha pertur-
bar o meu 9ecego com tao'futeis lem brancas,
por que cntSo ouvir mais do que Mafoma
disse do toucnbo. Hum socio.


ir*
>
waM^y=rr^iyiOHMiKCTsp|jj|||pM^ ^mmc
.4
ssr Sahio o Carapuceiro n. 31 cujoas-
sumpto he o problema se existe realmente
. herraaplirodilos ; e decide-s pela negativa,
. upeznr daopiniode certas bruxas que fal-
lao em pessoas mafoderilos. A vartedade
tracta da influencia dos nomes sobre o car-
cter das pessoas e de um Dr. charlatao :
vende se na praga da Independencia loja de
livros n. 37 e 38.
i tsr O priuieiro secretario da Sociedade
Panense avisa aos snrs. socios da mesma ,
para sesso extraordinaria no dia 2o do cor-
rente pelas 6 horas da tarde para se tra-
tar de objectos inleressantes a mesma.
ssr No botequim da cova da onca have-
r Domingo (23), para almoco mao de vac-
ca cabidelU presunto de hambre pastis
de nata podim e vinho de todas as quali-
dades.
tsr Da caza da ra Nova D. 1 na quina
do beco atraz da Matriz fugio a 4 dias um
macaco com um pedacode correnle de ferro;
quem o levar a loja da dita ser recompen-
sado.
tsr Joze Cerqueira Manno retira-se pa-
ra o Cear.
dr Domingos Gonsalves de Moraes sub-
dito portuguez retira-se para o Rio de Janei-
ro a tratar de seus negocios.
c* A pessoa que valendo-se do nome de
Joze Lazary mandou em 30 de Julho p. p.
umbilhetea Julio Beranger, no qual pe-
.da para amostra duas cadeiras de halango ,
dasquaes licou urna queira quanlo antes
mandar satisazer o seu importe, quando nao
seroseu nome publicado por ja se saber
o autuor da graga.
I'ILULAS VECKTAES E UNIVERSAES AMERICANAS
ssr O nico deposito dellas he em caza de
D. Knoth, agente do Author, na ra da Cruz
n. 37.= B. cada caixinha vai embrulha-
da em seu receituario com o sello da caza
em lacre preto.
= Jos Lino Alves Coolho, proprietario da
maquina de estampar rezistos cartas de Sil-
labas, tremados, bilhetes de botica, e todas
as mais obras pertencentes a estampara faz
lembrar os senhores thesoureiros das lrman-
dades, ou pessoas encarregadas de festas ,
que querendo rezistos para qualquer festa ,
os devem mandar encommendar com antece-
dencia para ter tempo de se apromptarem ,
assim como se roga aos senhores vigarios de
lora da capital advirtir islo mesmo aos seus
freguezes encarregados de qualquer festa para
se mandar dirigir ao annun-iante na ra do
Bozario estreita casa D. 20 da parte do nor-
te, segundo andar ; assim como a quaesquer
outros senhores de outras provincias, que se-
ro servidos com toda a prompti io ; na mes-
ma casa cima se preciza de um menino hra-
zilero ou portuguez de lia 13 annos de ida-
de que queira trabalhar na dita maquina de
estampar rezistos cuja oceupaco he muito
fcil de comprehender.
COMPRAS
ssr Duas negrinbasde idade de 5 annos ,
pouco mais ou menos que sejo crioulas ,
ou d'angolla ; quem as tiver annuncie.
es- Uma caza terrea na ra Nova j quem
tiver annuncie.
X3T Seis cadeiras com assento de palliinha
eduas mesinhas ja uzadas ; quem tiver an-
nuncie.
tsr l'm mulato de lia 18 annos, de boa
figura para pagem c uma negrinlia tambem
de bonita figura, Je 12 a 14 annos. com
'principio de costura ou sem elle : na ra do
I jv.-amento no segundo andar do sobrado D-
cima 11.
VENDAS.
ssr' Notas e re flexiles a alguns artigos do
regulamento das alfandegas de 22 de Junho
de 1833 pelo prego de 1*000 : na praca da
Independencia loja de livros n. 37 e 38.
SST Galera Pitoresca da historia portu-
guesa victorias, conquistas faganhas e
fados meinoraveis da historia de portugal e
do brasil obra destinada a instrurgo da
mocidade brasilcira, ornada de 3 estampas :
ni ra da Cruz escriptorio de l.enoir Puget
A C. n.ft.
ssr Vende-se ou permuta se por uma ca-
za um pequeo sitio na estrada do Arraisl.
tendo a caza duas salas c 4 quartos toda
envidragada cozinha fora e cacimba com
multo boa agoa do beber por 1:400* reis:
:ia praga da Boa vista D. 21.
S3T Presuntos novos a 240 a libra, lelria,
prao da melhor qualidade possivel a 2-fn,
queljos novos a 1* rs. touciniioa80 e 120
rs. carne de dito a 60 rs. cafe' a 180 a
libra al pista ii 200 rs. o meio quafteiro .
tapioca a 100 e 120 rs. sevada nova a 100
rs. espermacete de G em ibra a 720 al-
faz'nna de flor a 200 rs. ervadoce chegada
ltimamente a 320 vinho engarrafado mui-
to a n ligo a 400 rs. a carrafa, martteiga su-
perior a 480 e sofrivel a 320 o todos os
mais gneros por barato prego : na ra do
Arago venda da quina que volta para a S.
Cruz D. 22.
ssr Uma preta que cozinha o ordinario,
boa lavadeira e quitandeira : na ra da
praia sobradinho junto a lypogralia.
ssr Uma caza no Poco perto do banho
do Caldereiro com duas salas 4 quartos ,
cozinha com telheiro para a parte de detraz ,
para recreio, cacimba com boa agoa de be-
ber tambem se aluga por 80* ; um preto
de 2i annos de bonita figura acostuma-
do a trabalhar em engenho de assucar : na
ra larga do Bozaro sobrado de 4 andares
que tem botica.
ssr Um sobrado novo de um andar com
sota o e cozinha no mesmo muito asseado ,
e'em chaos propnos, grande quintal mura-
do e cacimba : na ra des Quarteis por cima
do botequim, primeiro andar.
tsr Manoel Antonio da Silva Mota vende
o seu sitio da Ponte de lixoa com boa caza
de passar a festa bom caes que deita para o
capibaribe, coxeira estribara, chaos pro-
prios : na ra da Cadeia do Becife n. 6 ou
no forte do Mattos a tratar com Manoel Cae-
tano Soares Carneiro VIonteiro.
tsf' Dous moleques officiaes de barbeiro ,
um de 10 annos eo oulro de 12: na ra
de Agoas verdes n. 13 do lado do nascente.
ssr Uma negrinha de bonita figura lava,
cozinha e engomma oleo de buhara a 300
rs. a libra e o galo a 2* rs. tapioca a 100
rs. e mais gneros a prego commodo : no
pateo do Tergo venda n. 7.
ssr Uma venda com 1:000* de rs. de fun-
do c tambem se vende somente a armago,
e mais pertences no pateo de S. Pedro D.
2 : a tratar por cima no andar e soto ou
na ra estreita do Bozaro D. 33
tST Cortes de lanzinha de novos padres ,
e de superior qualidade : na ra do Crespo
loja de Manoel Gomes Viegas D. 8.
ssr Uma canoa nova bem segura e de
boas madeiras carrega 1800 a 2000 tijolos
de alvenaria grossa : na ra da praia a fallar
com o Cardial.
V.tsr Chales de algodo e seda de muito
bom goslo 2* rs. : na ra do Crespo lo-
ja de Manoel Ferreira Hamos.
ssr Uma caza terrea na ra de S. There-
za D. 2 do lado esquerdo ao entrar da ra:
a fallar com Joaquim Manoel de Barros, na
ra atraz do calabouce D. 4.
ssr Um escravo robusto sadio e de boa
(gura por necessidade para pagamento de
urna divida : na ra do Cabug D. 7.
ssr Cera de carnahuba muito nova e de
boa qualidade, chegada ltimamente do Ara-
rat) em porces grandes e pequeas na
ruado Queimado D. 15 caza de Novaes &
Basto.
S*r Assucr refinado e de outras qualida-
eles e cafe' moido tudopor prego comino-
do : no deposito da praga da boa vista loja
do sobrado de Pedro Ignacio Baptista.
tgr Uma caza bem construida de pedra e
cal c de boas madeiras cita no Pego da Pa-
nella a margem do rio Capibaribe, tem na
sua entrada 8 degros elogo um terrasso,,
porta no centro duas janellas e ouiras
duas no oilan da parte do poente boa sala
duas alcovas de frente corredor no meio ,
despensa sala de jantar e cozinha fora :
na ra de I lorias sobrado de um andar n. lOG
da parle do poente.
ssr Uma negra de nago angola de 2G
annos cozinha o ordinario engomma liso,
cose chao e lava de sahao uma negrinha
recolhida de 14 annos cose chao, e pti-
ma para todo o arranjo de uma caza; uma
dita de 18 annos, propria pera todo o ser-
vigo ; um moleque de nago de 12 annos;
uma mulata de 28 annos cozinha o ordina-
rio cose chao lava de sabo e he mui-
to carinbosa para criangas ; e um negro de
23 annos proprio para todo o servigo to
dos de bonitas figuras: na camboa do Carmoi
D. 11 segundo andar.
cy Uma venda com poneos fundos no
lugar da Trempe ao voltar para a Soledade:
a tratar no sobrado mediato n. 433.
s;j*" Espingardas inglezas muito boas para
cacar : na ra do Queimado loja de ferragens
numero 5.
P Um sufrivel cavallo bom passeiro e
galopiador mestre bonita cor e muito vi-,
vo
qartos de cangalha ou garrotes mingos ,
voltando-se o qu se ajustar : na ra dos
Quarteis D. 5.
ssr Um bonito molecole de 20 annos ,
proprio para pagem ou qualquer servigo ,
muito robusto e sadio ; na ra do Livranv;n -
to sobrado de um andar D. 10.
S9*3 terrenos um livre com 30 palmos de
frente, e 300 de fondona na ra nova por traz
dalgreja de S. Goncalo; e a posse de 2 mais no
sitio de Joze Joaquim Bizerra Cavalcanti ,
pouco distante do sobrado ; e as bem feilorias
le uma padaria cita na ra da Gloria estes
terrenos e bem eitorias pertencem a Joaquim
Correia da Costa: a tratar com Manoel Antonio
de Jess na ruados Quarteis D. 3, que para
isto est autborisado.
= Sete sacos com arroz pilado com al-
qneire da medida velha a il* rs. a saca e
todas por junto a 10* rs. : na ra da Concei-
gSo da Boa-visfa D 8.
= Um molato de hunita figura de 10 a 18
annos de idade, Ipropr o para pagem, sabe
bolear tem principio de sapnteiro bom co-
sinheiro e sem vicio ; ao comprador se di-
r o motivo porque se vende : na ra da ca-
deia do Becife !oja D. 55:
SST" Uma caza terrea na ra de S. Miguel
nos Afogados : a tratar na ra Direita Deci-
ma 83.
t^- Uma venda com poucos fundos, na
ra do Fogo, muito boa para retalho : a
tratar na ra do Vigariocom Lima Jnior &C
tS^ A propriedade da Ibura, distante des-
ta desta praga le;oa e meia : com inuita tr-
ra de plantago grande cercado que pode
admittir 60 a80vaccas de leite conservan-
do lodo anno gordas com muita matta de
madeiras de construegoes boa caza de sobra-
do com trapiche para embarque senzala
para escravos e uma capella cujo sitio tem
proporgoes para engenho : na ra do Livra-
mento sobrado D. 9; adverte-se que esta pro-
priedade tem uma pequea parte que he de
outro com-senhor.
tST Vcnde-seou arrenda-sea dinheiro ou
a praso com boas firmas a principal caza de
negocio tanto de fazendas como de algodao ,
na Villa de Nazareth com todas ascoinino-
didades possiveis : a tratar com Joze da Costa
Medeiros na mesma Villa.
%sr Um deposito de assucar refinado no
largo da praga da Boa vista e tambem se
trapassa as chaves do mesmo com consen-
timonlo do seu proprietario Pedro Ignacio
Baptista ; uma carteira de duas faces ; uma
venda com poucos fundos em fura de portas ,
junto a intendencia da Marinha ; assim co-
mo tambem uma renago com seus utenci-
lios esttbelecida no quintal dos fundos da
mesma venda : na ra da senzala velha pa-
daria n. 31.
tss" Um sobrado de 2 endares com soto
corrido formando 3 andares, ainda novo ,
muito bem construido e de boas madeiras e
feito a moderna', e o armazem todo ladri-
lhado de pedra proprio para qualquer es-
tabelecimento por tero embarque no fundo a
qualquer hora tendo 120 palmos de fundo,
e 35 de largo por isso que oflerece grandes
vanlagens ao comprador pela localdade em
que se acha : no arco de S. Antonio : a fal-
lar com Joo Henriques da Silva.
t^- 5 pipas com agoa ardenle branca : na
ruada praia por baixo do escriva do crime
ta^ Um preto Coiiociro e uma canoa
berta por 600* : na ra Nova lado do norte
na penltima loja.
tar Uma escrava de 20 annos engomma,
lava cose e cozinha : na ra dos tanuei-
ros D. 11 segundo andar.
H3T Farinha Americana nova e de mui-
to boa qualidade em porgo ou a retalho ,
por prego commodo : no armazem de A. F.
Bailar ra de Apolo n. 21.
ts^ Um cavallo melado apatacado de
muito bonita figura como poucos se tem vis
to muito gordo carrega bem baixo at
meio e mesmo para carro he ptimo : na
Soledade ao p do Quartel D. 16.
= Uma escrava de 32 annos : por traz de
S. Bom Jess das crelas n. 5.
= Uma porgo de pas de filtrar agoa ,
sendo cada uma de caneco : na ra da sen-
zala velha n. 47.
tST Dous relogios proprios para cima de
meza, por prego commodo: na ra dos Quar-
teis D. 4.
ssr Urna preta de angola, de 20 annos ,
boa cozinheira e muito fiel: no atierro da Boa
vista loja dealfaite na quina do beco.
ES C B A V O S FGIDOS
lo comprdo beigos cados pira baixo cini
um sigra! no olho dirato que llie carie a c-
pela para baixo, dosconfia-se que foi furlado,
por nao se ter noticia delle e de ser matta bu-
gal de maneirasqujflao sabadizer quem he
seusr. tem officio de serrador, e desconfia-
se qurt foi scduzido para a parte do norte ;
quando desaprreceo levou vestido calcas de
brim pardo ja velha camisa de chila azul f
e chap :0 le castor branco ja velho ; quem o
pegar e entregar ao seu sr. tem de recompen-
sa loo** rs. a entregar a seu sr. Antonio
Dias da Silva Cardial na ra do Rangel D.
18, segundo andar.
ssr D-se 30* rs de gratificago a quem
trouxer o escravo Fideles, creolodo Maranhao,
de 30 annos, retinto, boa estatura; reforgado,
de suissas e muito vistozo, fugio no da 11
le Julho deste anno para as bandas do IMou-
teiro onde se acoitou : e trabalha de ma-
chado na matta : quem o pegar leve a ra do
Vigario n. 16.
ssr A 4 mezes pouco-mais ou menos fugio
um negro de nome Manoel de nago cagan-
ge de 38 annos, estatura ordinaria, um
tan lo reforgado do corpo, cara larga, dentes
alvos e largos tem o dedo mnimo da mo
direita alejado, e na canella da perna do mes-
mo lado uma grande cicatriz de uma cha^a
qu'/ teve quando fugio andava ganhando na
ra e leva va um ferro no pescogo tem si-
do encontrado nos Apipucos e caza forte; quem
o pegar leve a caza do Sr. Major Manoel do
Nascimento da Costa Monteiro atraz da Mn-
tris, ou a sefi dono Joo Francisco Santos de
Siqueira no engenho Pererecas na comarca do
Bio Formozo que ser recompensado.
ssr A 5 mezes pouco mais ou menos fu-
gio do engenho Pererecas uma negra de
nome Maria Boza de nago angola bastan-
te visloza bem preta parece crela mui
afectada quando falla de 30 annos nSo se
pode dar o signal da roupa por ter levado to-
da supoe-se ter hido para o lugar chamado
Larangeiras na freguezia de Goianna por ter
sido de l e ter filnos : quem a pegar leve a
caza do Sr. Major Manoel do Nascimento da
Costa Monteiro ou a seu dono no dito en-
genho que ser recompensado.
isr No dia 28 do p. p. fugio uma negra
crela de nome Momea baixa grossa do
corpo cara e nariz redondo olhos encarni-
zados tem algumas faltas de unhas nos de-
dos dos ps anda sempre de cabega baixa ,
nao be velha tem falta de dentes na frente;
quem a pegar leve a ra velha D. 9 que ser
recompensado.
ssr Do engenho Cumbe de cima distan-
te 6 legoas da Villa de Iguarass no dia 2l
do p. p. desapareeero 2 moleques crelos ,
um de nome Tbom bem parecido de figu-
ra de 13 annos falla branda e agradavel,
queixo de baixo comprido beigo cabido, tem
um lobinho no rosto; o outro de nome Joo ,
bem preto de 9 annos cabega redonda ,
cambado ; furtados por Joo Pereira dos San-
tos pardo vuvo ollicial de purgador, de
25 annos alto, secco natural das Alagoas ,
e seu prenle Manoel Thom de Miranda ,
pardo alvo, casado de 23 annos os qua-
es foro vistos passar com os ditos moleques
pela povoago de Bengalas no dia 26 talvez
buscando a provincia das Alagoas como natu-
raes que sao della eonde eslava um delles
muito criminoso que por isso tambem pode
ser que elles procurassem antes os serloes ;
roga-se as authoridades em que estes escra-
vos so acnaram as provindencias e seguran-
zas precisas faz-ndo reoiette-Ios ao ditoen-
renho a casta de seu dono ou na praga do
Becife ao Bripadeiro Antonio Rodrigues de
Almeida, do que se tirar com eterno agra-
decimento e ser generosamente pago no
caso de ser alguma pessoa do povo que os ap-
prhendo.
tsr No dia primeiro docorrente desapare-
ceouma moleca Mocambique de 16 annos,
venda inel de furo com veslido de algodo
trancado azul ja uzado camisa de algodo-
zinho tem um = A = na p esquerda, ps
grossos nao tem beigo turado, cabellos sol-
tos olhos grandes tem falta de 2 denles
queixaesde cada lado ; quem a pegar leve a
ra Augusta caza de Francisco Gonsalves do
Cabo que lar 23* rs. de ratificago.
ssr Fugio a 16 do mes prximo passado ,
o preto de norne Joaquim de 30 annos de i-
dade pouco mais ou menos estatura regu-
lar ; cheio do corpo cor meia fula e com
lodos os lentes quem o pegar leve o seu se-
nhor Francisco Alves da Cimba na ra es-
treita do Bu/ario 1). 17, que gratificar e pa-
gar toda a despeza.
ty No dia 12 de Abril de 1841 fugio
da-se por prego mui commodo por nao'um escravo de nome Caetano lito bastante,
estar muito gordo, c tambem ^e troca por Ida nago Benguella de 20 a 24 annos ros-
BECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =1812.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EYS7NT4A0_SM7GN7 INGEST_TIME 2013-04-26T21:04:27Z PACKAGE AA00011611_08138
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES