Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08133


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Full Text
Annode 1842.
Sabbado 17
Todo rom depende e na mesmna ; 4inuemoa como principiamoa e seremos aprimarlo* con c1mirr\u> entre es Nacea maia
cuites. (Proclamaco d a A ssenbla Geral do tratil.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Joianna, Paraiba e ltoeranre do Norte, aeganda e textas feiraa.
-Bonito a Garanhuns b 40 e 24-
Cabo Serinbaem Rio Formoto .Porto Caire Macei e Alagnas no i.
|*aje 13. Sanie Antao quinta feiraa. Olinda todos os dias.
DAS DA SEMANA.
a, e 21
s. Ama V. M. Aad. dj J. de D. da 2. t.
s Felippe M Re. And. do J. de I da i.
H Se.
43 l'crc
i\ Qiort. F.Mlta$ao da S Crni. And. do J. de D. da 3. t.
4S Quint. s. Dominens en Soriano. Aad do juit de D. da 2. v.
1R ScXt. as. Cornelio, e Cypriano Mm. And. do J. de D. da i', t.
-)7 Sab. As Chajns de S. Franoieoo, Re. Aud. do J. de I). 3a 3. t.
4H Dom. Festa das Dores de N Snra.
de Setembro. Anno XVIII. N. 801.
O Diario publiea-ee todes os da* qne nSo forem Santificados r o prec de **i?naiara
de tres mil res por quartel pajas adianlidos. Oaaanuncim do aasienuntea s.ia inaeridoa
gratis e na das que o nao forem n rar.iio de SO res por linba. Aa reclamaron derem aer
diri-ida aesiaTyporafia ra das Crines D. 3, au a praca da Independencia lnja de lirroa
Numero 37 e 38.
{ -------------------------------- ;'.---------------------------------
CAMBIOS no da U> db setembro. compra yenda.
Cambio sobra I.ondrea 24 { nominal.
Paria 3S5 reii p. franco.
ii Lisboa llfli por 100 nominal,
Mneda de cobre 4 por 100 de descont.
I cirro de letras de boas firma le I ')
compra
Ocao-Moada da 6,400 V. 1fi,300
N. 4B.10J
. da 4,000 U.100
Ps.ta- Paiaces 4,8*0
Petoa <:oluaanaree
dito Meiieanoa
o aaiuda
4,880
1,880
4,DO
6.500
16.300
9,300
4.800
4,890
4,890
4,730
P reamar do ti a I fi de Srtrmi'io.
1. a 2 Horas a 54 m. da manha.
2. a .1 horas e 4.8 m. da tarde.
!
Loa Nora
tjuart. cresc.
La chaia
Quarl. mine
PHASF.S DA LOA NO MEZ.
a 4 -- As 7 linrn a 22 a. da tard.
a 41 a 1 liora a 42 da tard.
a 19 lia 4 horas iSa. da tard.
a 27 -a 0 horas e 17 m. da tard.
DE PETEMBRO.
n i \ r
I> E P E RIV A M R U E O.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
KXPF.D1ENTE DO DA 15 DO CORRENTR.
Oficio Ao chefe de polica da provincia
= Represenlando o promotor publico d'esta
comarca a necessidade que liavia, d'uma pro-
videncia geral para que se lh desse vista
ex-officio dos recursos intentados pelos pro-
nunciados em crimes em que tem Jugara
aeco da justica\ visto que pezar das ds-
posiges geraes da legislago criminal que
o manda ouvir em todos os casos, tem-se en-
tendido neste termo o artigo 73 da le de 5
de Dezembro de 18-l de modo que som re-
querimento seo nAo so Ihe tem dado vista de
laes recursos como ltimamente aconteceo
nos processos de Joaquim Higino de Oliveira,
o Joaquim Antonio de Santiago Lessa que
recorrero dos despachos do Delegado do pri-
meiro termo d'esta cidade ; e sendo a disposi-
Cio do artigo 222 do regulamenlo numero
120 que manda ouvir o promotor em todos
os termos do prucesso em que tem lu ar a
denuncia comprehensiva dos recursos ; no
que concorda o parecer do desembargador pre-
sidente da relago quem ouvi este res-
peito ; sirva-se V. S. de determinar lodos
os delegados, e subdelegados de sua jurisdi-
oAo que nao deixem de ouvir os promoto-
res pblicos em taes recursos fim de que
ses posso allegar por parte da justica o que
>r bem d'ella.
De igual theor, substituido o ultimo para-
grapho pelo seguinte=Recommendo V. m.,
<|tie nao deixe de mandar ouvir o promotor
publico nos recursos que de seos despachos
intentarem os pronunciados em crime da
competencia do dito promotor = se expedir
aos diversos juizes municipaes da provincia ;
e aos joizes de direito levando em lugar do
referido paragrapha este = recomiendo V
ii. quo nao deixe de mandar ouvir o pia-
niutor nos recursos quo Ihe forem presentes
sem ler precedido audiencia do mesmo nos cri-
jn >s em que tem lugar a denuncia.
Dito Ao lente coronel Manoel Pereira
da Silva = Pat licipando-me o delegado d'esse
termo que 31 d'Agosto lindo chegro ns-
sa villa conduzidos pelo major Bernardo Luis
Ferreira Cazar Loureiro os sediciosos do Ex,
que foro presos pelocapilo Simplicio Perei-
ra da Silva nos limites das provincias da Pa-
rahiba e Rio-grande do norte e remetli-
dos por V. m. esta provincia compre me
louvar-lhe esta providencia e antofis.il-o
dar os merecidos louvores ao dito capilao Sim
plicio Pereira ta Silva por um servido tao im-
portante e l;1o dignament: oxecutado \ o
qual nesta data levei ao conhecimento de S.
M. o Imperador.
Dilos Aocommandante tas armas e ao
inspector da Ihesourara di fazenda commu-
nicand-lhes. que por despacho Imperial de IG
de Agosto ultimo foro mandados pagar os sol-
dos que havio sido suspensos ao finado Al-
teres Manoel da Rocha I.ins, em consecuen-
cia das commoges polticas de 182 i.
Illm. e Exm. Sr Enn cuxprimenlo ao offi-
ciode'Y Ex. de ) do corren te em que exige
o meu parecer sobre nina representadlo que
Ihe foi dirigida pelo Promotor Public > tiesta
comarca e que com este torno a passar as
mfloa do V. Ex. tenho a dizer que a pro-
videncia quo pede o dito Promotor para ser
ouvido cm o caso de que trata independen-
te de requerimentq seu me parece que ja
se acha dada em artigo 222 do Regulainento
numero 120 de 31 de Janeiro de 18-12 por
isso que ah se determina que o Promotor ge-
ja sempre ouvido em todos os termos dos "ro-
cessos organisados sobro crimes em que Ihe
incumbido denunciar : ora consliluindo a
especie sugeita um dos termos do processo ,
e tanto que se permiti ao recorrido pelo
artigo 73 da lei numero 261 de 3 de desem-
hrode 1811 ajuntar alem de suas razrtes os
trasladse documentos que entender necesa-
rio a bem da justica claro quo baja ou
nao requerimenlo do Promotor devero os
Juizes em observancia deste artigo exiir em
todos os casos audiencia do mesmo Promotor.
Assim pens; entretanto V. Ex decidir
como imlhor entender. DeuS Guarde a
V. Ex Recife 12 de Setembro de 1842 as
film, e Exm. Snr. BarAo da Roa-vista Pre-
sidenta desta Provincia =0 Presidente interi-
no la Rclaoao, Gregorio da Costa Lima Rel-
mnnt.
oic
EXTEIIIOI..
Vimos Tornaes Ingle/es a saber o F.ve-
ning iNIail do primeiro a 5 de Agosto e o
Times de Liverpool le 9 do mesmo moz,
n o q em resumo o seguate :
De Portugal liavia carias que annuttdavSo
terem sido de\ llmenle ratificados OS tratados
de Comtnercio e do trafico ta escravntura tpie
havio sido negociados entre aqtiolle paii i a
Inglaterra os quaes por conseguinte j fa/.io
parle da legislaco de ambas as oaedes No
Conseibo destallo que se reuni a 2.' de Ju
Iho ao nieio da no Palacio das Necessida-
des achantlo-se presentes a Hainhaeo Re ,
se descutio um decreto declarando pira taa o
trafico tle escravo>.
Da Ilespanlia por jomaos tle Madrid at 20
daquelle me/, constava que as cortes encerra-
das nao scrio outra ve/, convocadas ; mas que
se procedera a novas eleicoes dentro em tre/.
me/.es Os mesmos ornaos rontinhlq i inmen-
sas quetxas contra as crueldades [iratieatlas por
Zurbano na Calalnnha. Riles expr%SSJVo o
maior assombro to que o (ioverno nao se t-
vesse embaracado com sso e tlo a entender
que as ordens tinhao emanado to General
Rodil.
Na Inglaterra suppanha-St que o Parla-
nto seria addiado na quinta feira ( 11 de
Agosto ) depois de passar d'un modo mui
summario ecom a velocidade do vapor o no-
vo Bill sobre quebras e ontra* trez medidas to
Govertto que tinbo ja/.do na Cmara Alta
por alguna me/.es Ilavia recentes noticias da
Indiae China de que daremos um extracto no
uosso numero segolote o que nao laze.mos
n'este por falla de lempo c espaeo.
FRANCA.
Pariz, 30doJulho.
Traslada cao dos restos mortaes do Sr. Du-
que d'Orleans tj> Capellada N'euilly para a I-
ur.-ja de Nossa Senhora Calhedral Parizi-
ense.
Vamos dar urna idea a mais suceinla pos-
sivel do lgubre e magnifico esp:ctaculo que
a populacao de Pariz vio boje desenrolar-se a
reos olhospor espaQodequatro horas. Des-
de as seis da manh tildse movia na glande
cidade. Os tambores tocavio a chaina.la. O.s
cidadaos cun o fumo no braQo concorrio pa-
ra os lugares de reunio da guarda nacional.
Numerosas comitivas de padres se dirigido pa-
ra a avenida de Neuilly. A Escola Polytech-
nica descia das eminencias do quartel deS.
Jacques Por toda a parte so moviao tropas.
\,s mas cnchiao-so demultidA), de movi-
inent > ti rumor ; e n<*m por isso a cidade
liiiha aquello ar festivo que quasi sempre
F@LMll.TB
O AMOR MATERNO.
Vox nudilaest n Roma.........
HhcIici plomos liliossuos... elnoluil
consolari qui.i int non snnt.
Cada vez que lemos estas palavras da San-
la Escriptura, estas palavras que em sua
singeleza revelAo os mais reconditosarcanos du
coraQAo materno os mais pungenles segre
dos da dor, cbenos o livro das mos, e
absortos parece-nos ter ante os olhos r-ssa mai
sublime que nao quiz ser consolada porque el-
les seus lilhos j nAo existem. Ola qual
o poeta qyal o autor profano capaz de com
tAo pouco esforco com lao puucas palavras
e lauta verdade communicar-nos tAo pro-
fundas sens*c,es !
Livro sagrado quando para provar-nos
que nao s obra de homens que es filho d
inspiradlo faltassem argumentos bastara
leu estylo para convencer os mais incrdulos,
baslan.i la poesia e tua eloquencia !
Mas aonde nos leva a penna i' nao t1 o elo-
gio da Biblia, nao sao bellas phrases sobre o
amor materno que intentamos escrever ; que-
remos leitor benvolo contar vos nina his
toria que achmos em um livreto que nos veio
s maos : Iraduziremos. que nada ha de me
Ihor porque nada lia que de menos traba-
dlo ; Iraduziremos mas com a liberdade
deque usamos iremos coi tanda no original
o que nos parecer intil descnvolvendo o
que julgarmos carecer de desenvolvimento ,
alterando o que acharmos que para ser mais
fcilmente entendido deve ser alterado. E
a historia de Rng a historia tle um cAo que
vos vamos contar : ouvi-nos.
Na cidade de Londres em urna casa de
Euston Square mora va urna familia abas-
tada : ludo no seu interior aniiunciava a in-
dependencia de fortuna filha da hberdedee
lo cominercio : nada faltava nada havia de
intil, verdadeiro justo meio entre o fausto
la nobreza e a miseria do povo. Virtude do
protestantismoo aaseioreinava em toda
a parte : s nove horas todas as canias es-
tavio feitas toda a casa varrida e limpa ,
lodos os movis sacudidos : era o silencio de
nm templo methodista eo asseio de um es-
cnplorio holandez.
Era a morada de mistress Phifipps filha
de um opulento mercador de ferrageos que.
lendo em seu negocio agenciado grande fortu-
na achou quedevia com ella dourar o bra-
sao de algum nobre faminto, dando-lhe a mao
de sua filha ; mas o meicador nAo foi tAo nes-
cio que nao soubesse assegurar o futuro da fi
Ida, e por isso no contracto de casamento
estipulou que ella conservara inleira a pro-
priedade, administragaoe usufructo dos bens
que Ihe dava ou que por sua morle herdasse.
Prudente foi estipularlo porque o lord e>a
um debochado e perdulario, q" dava muilo ni
vida a sua rnulher. Elle liulia sido desterra-
do de Londres e de seu desterro s se lem-
brava de escrever-lhe para pedir-lhe dinhei-
ro, para ameaga-la ,' o para desejar-lhe a
morle afim de poder ser tutor de sua filha,
entrar na administrago egozo de sua fortuua,
o esbanje-la.
Mistress Philipps tinha como j annun-
cimos urna filha : era a pequea Lucy ,
menina encantadora, como o sao todas as me-
ninas em Inglaterra. Na poca em que vos
representamos essa familia Lucy tinha qua-
tro anuos e nada havia mais engracado ,
mais lindo mais cor de rosa do que a peque-
a Lucv. E por isso era ella o objectn tnico
,los pensares dos desvelos de sua mai e tle
Sarn criada da easa j meia madura, que
liavia carregado com o maior peso de sua cria-
gao. Mil ve/.es ambas se encontravo alta
annuncio e signal d'uma grande solemnida
de militar. Pariz eslava taciturno e triste.
NAo se abria um grande numero de tojas ; e o
povo ia do todas as partes quelle sitio desig- '
nado para as exequias reaes com semblante
melanclico, ar inquieto, mais apressado do
que ruidoso menos curioso do que preoc-
cupado.
Entretanto o movimer.to da cidade tinha
eomecado a fazer-se sentir em Neuilly, na pas-
sagem d'aquella grande nha de commnnica-
580 que o prestito do principe devia percor-
rer toda. As tropas se ajuntavAo quem da
ponte na estrada velha com os tambores
e mu/.ica na frente. A guarda nacional to-
mava posicAo ao redor do palacio do Rei. Ao
mesmo tempo ebegava lentamente urna tonga
e sinistra procisso de coches de luto, prece-
dida por um carro fnebre d'uma dimensAo
colossal, c enchia a grande avenida do castel-
lod'umsnha negra e nao interrompida.
As nove horas e meia todos os ajudantes
de campo e olliciaes d'ordens do Rei, do Prin-
cipo Real edos principes estavo reunidos no
atrio em que est situada a capella onde ti-
nhAo ido depositados os restos mortaes do
Sr. tiuque d'Orleans. Depois d'alguns ins-
tantes chegarAo os ministros os marechaes o
chancellor o presidente da Cmara dos De-
putados e as depulaces das duas Cmaras.
Depois o arcebispo de Pariz acorapanhado
los paroclios de Neuilly, de S. Roque, ede
S. Germano d'Auxerrois foi introduzido
frente do seo clero. Os Conegos de S. Diniz
encarregados de cantar o officio fnebre junto
do fretro receberAo o prelado A entrada da
capella.
O Rei a Rainha a Senhora Duqueza de
Orleans a Senhora Princeza Adelaide os
principes e as prncezas ajbclharo-se diante
do altar. Logo o atando recebe angustiosas
despedidas.... As prince/.as desvio-se. O Rei
(cando com seus filhos preside tirada do
corpo qiiP o arcelnspo benze. Depois sahe S.
M. ta capella. Os principes assistem collo-
caQo to fretro sobre o carro fnebre. Be-
stia a arllharia. O prestito pOe-se em mar-
cha e percorre lentamente o espago que separa
a capella da grade de honra.
Toda a gente caminha a p. A frente se
adiantao carro onde foi deposta sob a guar-
da de tlous sacerdotes a urna que con tem o
corceo de S. A. R. urna grande carrua-
gem robera de preto e jiuxada por seis eavai-
los ajaezadoi de lulo e o lejadilho ornado de
noile ao p do bergo de Lucy : vinho ver
se Lucy eslava bem coberta se Lucy eslava
socegada .e a luz da lampada nao Ihe dava
nos olhos ; mas tudo isso erAo pretextos : o
quo as levava ao p do bergo era o desejo do
respirar o hlito de Lucy de beijar-lhe a an-
glica boca e de contemplar absortas asgra-
gas de sua filha.
Mas o medico lhes havia a ambas prohibido
essas imprudencias que ambas ero doen-
as e polilo assim compromelter suasaude ;
um rheumatismo agudo a taca va Sarab e
mistress Philipps era valetudinaria e de-
pois de seu parto ia diariamenteenlanguecen-
do. Quando se encontravfto as duas mais :
Que vindes fazer aqu, senhora i' di-
zia Sarah : e vossa languidez !
Que vindes fazer aqui Sarah ? vosso
rheumatismo !
Eu ouv a menina chorar seuhora.
E' mentira Sarah ha mais de duaa
horas que stou acordada.
Ah senhora tanto lempo acordada,
e o medico e vossa saude !
Olha Sarah olba para Lucy, v co-
mo dorme como est sorrindo !
E ambas emmuJeciAo contemplando a-
derando sua filia. Sim que os meninos ,
quando dornnm, soanjos sobemaoscw



I

v r
gravurasdeprala nos quatro ngulos, com
urna coroa real por cima de tudo Este carro
acompanhado por dotis apilantes de cam-
po do Duque d'Orleens por um official de
ordens do Hei e por outro do princip.; rea!.
O Carro fnebre d'uma magnificencia ad-
miravel. puxado por oito oavallos cobr-
tos de gualdrapas pifias quo arrastao pido
cbo a nca pompa de sms bordaduras. As
suas caberas vio cuberUs do inmensos pena-
chos de ponas negras. U fretro colocado so-
bre o carro est coberlo com urna immensa
colcha do veludo preto com franjas e enlre-
tecido de lios de prata. O mesmo carro era
ricamente entalhado. Sobre o tejadilho nm
grupo de quatro figuras representando anjos
alados e apoiadas sobre feixes de bandeiras
tricolores cube.i tas de fumo, sustenta urna
coroa real do ouro. Nos quatro ngulos vo-
so capacetes anligos com plumas iluctuantcs.
Os declives do carro arraslao pelo chao arma-
duras de ricos desenbos. O cscu lo de armas
do principe real recamado d'ouro brilha as
t portinholas sobre as gualdrapas e sobre to-
das spelas principaes d'esla carroea mag-
nifica.
A direila e a esquerda sustenlo os cor-
desdopano fnebre o marcchal duque de
Dalmacia presidente do consrlho ; o cban-
cellcr do Franca i presidente da cmara
dos Deputados os ministros da justica e dos
negocios estrangeiros, e os marechaes.
O Duque de Nemours o principe de Jon-
Vttle, o Duque de Aumalc c Duque de
Montpensier seguem o carro funreo. SS.
AA. RR. levo o longo manto de d por ci-
ma dos seus uniformes. Sen passo firme ;
urna dor profunda se devisa em seus sem-
blantes.
Entre o carro e os principes tres officiaes
do Sr. Duque d'Orleans levo sobre coxins
de veludo violceo as insignias do Ilustre ti-
nado ; o conde de Monlgu'yora coma Mr.
de Chabaud-Latoui a espada SI. Rertiu a
gran-miz e o cordo da Legifto de Honra
Atraz dos principes seguem as grandes dc-
pntacoes da Cmara dos Pares e da Cmara
dos Deputados guadas urna pelo duqm de
Drogue, pelo barfio Segnier c pelo confie Por-
talis vice-presidenle ; a outra por M. Ci
ment c pelo general Lydet. questores as-
sistidos pelos secretarios provisorios. I ma
companbia de grmadeiros da guarda nacional
eje Neuilly que do pela manli guarda de
honra junto da capella fecha a marchado
prestito o qual chegando grade de honra
parou.
Os principes sbem carruagem. Os ma
redaos postados junto do fretro montaran
acavallo. O corpo do Principe Real que ti-
nha sido trazido para Neui'lx aI3dc.lulho
( bem so sabe no meio de que doloroso cor-
tejo ) passa para sempre o seo limiar !
E n'este momento ludo se dispe para o cor-
tejo PXtei ior. ( Continua. )
(OM MI MCA DO.
Em todos os tempos em todas as idades.
os Prelados das Ordens Religiosas dentro dos
Claustros so pralicavo aecesde Caridade, pe-
nitencia e humHdade para com ellas edifica-
ren! a f e a Reiigiao dos Religiozos seos su-
bordinados ; hoje porem no Sculo 19 So-
rulo das luzes em quo tu Jo marcha com a ve-
locidade do raio para o progresan, nos Claus-
tros outra lio a conducta dos prelados e urna
nova moral se aprsenla aos noros Religiozos
.]U so dedico aoservigo de Dos.
Na noitedo dia lt) lo correle mezdirgn-
do-nos a casa de um amigo em frente do Con-
vento Franciscano observamos subir ao ar
um magnifico balan o militas airndolas de
foso ludo acompanhado de mnilo< vivas e
pergunlando ns ao nr.sso amigo qual o San
to que naquflle di se fesb-java naquelle con-
vento responduo-nos que nenhum e que to
do aquclle eniusiasmo de prazer era devido ao
anniversario do Prelado o Reverendsimo
Frei Nicolao o qual querendo que esse fosse
aplaudido deo um maginfico jsntar para o
qual convidou militas pessoas o a noile de-
pois do balo e girndolas de logo havia urna
comedia representada pelos Religiozos : a vis-
ta de urna tal resposta nossa alma icou exta-
ziada vendo gue dentro de um Claustro de
Religio/os mendicantes onde ha um grande
numero de Novicos e Colegiaes o seo Prela-
do prnfessando pobreza e vivendo da Carida-
de dos Fiis aprcientava urna funcAo intoira-
menle profana c contraria aosco voto presta-
do a face dos Altares profanando desta arte a
ordem veneravel do Patriarca S. Francisco, e
desde logo concluimos que a conducta que
lem apresentado os Colegiaes daquelle con-
vento e mesmo alguns deseos Religiozos era
devida ao cxemplo que Ihes davo os seos Pre-
lados, c que por isso nenhuma esperanza ha-
via de que al i se aprendesse a ser caridozo hu-
milde e penitente o nem que a Moral Evan-
glica se edificasse nos tenros coraces de
seos, colegiaes, quando o Prelados em madu
ra idade davo exemplos tilo perniciozos e
contrarios a sua insliluicAo e ao seo voto, so-
lenizando o dia do seo anniversario com tanta
pompa o magnificencia.
CORR ESPONDENCI A.
Snrs. Redactores.
Como vi publicado em sen Diario um officio
d lll.0 Snr. coronel Joze do Rrito Inglez
comissario fiscal do ministerio da guerra jun-
to i Ihe/ouraria desta provincia em resposta
a outro, qno cu lliedirigi, queira tambem
dar publicidad.! ao meu ja quo a nao leve ;
a im do quequalquer que fosse o da publici-
daile daquelle, se veja, que o dito meu ufiicio
a pozar de lacnico nAo teve outro se nao os
dous, que cuido chegAo bem a comprehenso
de lodos, ainda sem ser precizo dar o moti-
vo do assim ler procedido com urna (al fran-
queza. Todava exporci o caso. Ten.lo-me
sido transmitido pelo Ex.""" Snr. presidente
da provincia a copia de urna nota de erros >b-
servados pela contadoria gcral do mesmomi-
nislcrio sobre as contas do arsenal de guer-
j ra em comprimento da ordem do Ex.m0Sr.
I ministro da mesma reparlico dirigida ao Sr.
' comisario fiscal a quom foi remetlida a (Ida
copia, a lim de quo reclamasse os esclareci-
menlos a tal respeito : o me tendo assim or-
denado o mesmo Ex.1"0 Snr. presidente, prin-
cipiei sem demora o competente exame e
adiando que ta s erros nfto existiu (eom a
excepcAo de urna pequea falla de deelaragAo
em um conhecimento de 12 libras de ferro na
importancia de 8 lo rs.) como a mesma con-
tadoria lera de ver pelos documentos, que vAo
ser remeltidos pareceo-me impossivel que
lies fossem a nos documentos, que para l forao. Pelo que
o se nos nAo dizem oque l vm porque
o esquecem.
Mas quem era esse medico a cujas ordens
tanto obedec ao as duas mis '.' Consinta o
leitor que eom elle gastemos nlgumas pala-
vras.
Chamavo-o o doulor Voung havia sido
o medico de mitres* Philipps quando donzcl-
la c medico de sua mfii ; e por isso tinha
naquella familia urna uloridade de avo : con-
fidente das en ferm idades do corpo, li tilia al-
cancadn sem indiscric/m pelo predominio t-
nico de sua posigo confidencia das enfermi-
laile:, da alma. Amigo da mai de mstress
Philrppa finita aconsrlhado sen casamento
nolwiti em prego de sua fortuna c agora
que o mo proceder e<> almidono de sen ma-
rido a fazifto desgranada, condemnava-se com
a devogo de um bom pa a reparar o erre com
que sa imprudencia havia carrejado o futu-
ro de sua lilha. Eqnandoas forras de sua
protegida cedio ao peso dos desgostos, quan
iju a irritacAo uiuiid infkiindo no sangue ,
se transtornav i em languidez febril depois
de ter rombal ido a Irislezn rom palavras ron-
soladuras, combalia a enfermidade com as ar-
mas da setenis. Apon lando dhe Lucy Jo
icinida em gracase belleza, oblinha qii" um
M>rfitO do-esnerane,aanimasse as macilentas j
tive a lembranca de fazer o referido oicio ,
porque so vista da copia dos documentos
N.n'8, ll, 14, c 18 de que falla a copia da
nota si por ventura tivesse sido aoompanlia-
da daquella outra, poderia eu faz+.r um jui-
zo seguro. O que eslava respondido com urna
afirmativa ou negativa da vontade e conlm-
tja do mesmo Sr. comissario; o que a ser com
miso nenhuma duvida faria com qualquer
que fosse o empregado, que para nrii tal im
della precizass" ; e acho couza to pequea ,
que me nao quero della oeenpar. Em quanlo
ao segundo im do mesmo meu officio, bem se
v que foi urna pergunta ; a qual deu lugar
o seguinle pedaco de um dos olicios do mes-
mo Sr. commissario ao Sr. inspector da thc-
zouraria, que tambem me foi transmiltido
pelo mesmo Exmo Sr. presidente que vem a
ser = Que nenhum pagamento de boje em
dianle se verifique pelo dito arsenal de qual
quer nalureza que soja quer em gneros ,
quer em ferias, sem primeiro me ser submet-
lidoo respectivo titulo para o meu corrente :
E como os objectos com que o almoxnrifado
satisfs as requizicoes dispachadas pelo mes-
mo Ex,"" Sr. presidente com o meu cumpra-
se, sAo tambem pagamentos em gneros ,
parece, a vista de urna tal doutrina que as
mesmas requizicoes esto sujeilas ao mesmo
correnlc, como nos pagamentos em mcda
pela pagadoria : O quo tambem ficava respon
dido com o sim ou nfto do mesmo Sr. comis-
sario mais ou menos lacnico ; porem con-
forme com o que Ihe pergunlei. ltimamen-
te para me nao oceupar mais de tal materia ,
por nOo ser este o meu fim nesle lugar aca-
bo por pedir aos Snrs. Redactores queirao por
obzequio dar publici laile ao referido officio ,
(que he todo o meu fim); acompanhado des-
tas nhas ; com o quo muito obrigaro ao
De V. Mees, amigo attencioso c o-
brigadissimo criado
Jos Maria ldelfenco Jacome da Veiga Pessoa.
m.m0 Snr.
Para dar comprimento no officio do Es.""
Snr. presidente recehido hoje U do corren-
te em que me ordena satisfar a V. S. as
llovidas, propostas pela contadoria geral do mi-
nisterio da guerra sobre este arsenal que
por copia lhe forao transmitidas como com-
missario fiscal do mesmo ministerio por esta
provincia precizo, quo V. S. me confie a co-
pia dos documentos de que trata aquella ou-
tra eopia se esta foi acompanhada d'aquella.
Outro sim vendo em seo officio dirigido ao
Snr. inspector d'essa thezouraria o qual me
foi devolvido pelo mesmo Ex.""1 Snr. presiden-
te que os reclama que de hoje em diante
se nao verifique por este arsenal pagamento
algum de qualquer nalureza quer em gneros,
quer em ferias sem o seo corrente ; vuu saber
de Y. S. se a sua intefiigencia a eslo respeilo
comprehende tambem as requizicoes dos
gneros que os Corpos Fortalezas e
oulras repartieres militares costumao a fa-
zer, e que sao satisfeitas pelo almoxarifa-
do deste arsenal ou si sao to smeme nos
pagamentos em moeda dos gneros que se
compru e que sAo pagos pela pagadoria do
mesmo arsenal. Doos guarde a V. S. arsenal
de guerra 0 de selembro de 1812. ill.m0 Sr.
Jos de Rrito Inglez coronel reformado do ex-
ercito o commissario fiscal do ministerio da
guerra. Jos M. I. .1. da V. Pessoa ma-
jor Director.
COMMEKCIO.
AI-FANDEGA.
Rendimento do dia IG de Selemb. 3:816*395
DESCAMIECXO BOJE 17 DE SETEMBI10.
Rarca ingleza = Culumbus = Faztndas ,
manleiga. sabAo. batatas, preztintos,
e farinhada trigo.
Rrigue lnglez=: Syren = Racalho.
fcese os labios descorados de mistress Philip-
* ps : e assim por meio da mai salvava a mu-
Hier como s vezes se cura um mombro do-
ente tratando de outro membro.
Por inconcebivel faculdade de sua nobre
preSaMo o dontor Voung exercia em vinle
familias diversas essa doce parlernidade da
sciencia sem nunca se esgotarem seus re-
cursos de afleicAo o bondade.
Avahis bem o sacrificio deste homem ,
que, cmquanlo pensis em vossa fortuna ,
am vossos prazeres pensa elle em vossa vi-
da que lhe levis toda dilacerada pela lula
do mundo c das paixes :' Para vos ha alegra,
fiara elle nao : urna operarAo dolorasa prece-
den seu jantar oulra o espera quando acor-
da e sua mo nao deve tremer. Emquaii-
10 vos rides elle pensa ; emquanto dancais
aosom de mil instrumentos ooclaro de
mil hugias elle recebe cm seus bragos a
Joven esfiosa na hora dclorosa do parlo pas-
sa a noile em p junto della acompanha su-
as dores animando-a com o futuro da ma-
teinidade. Ei-la mai ello se retira sem
duvida para descansar i nao, aporta o es-
pera urna carruagem -lhe preciso ir ver um
velho que a apoplexia acommeleu. Acaba de
dar vida a um infante vai arrancar morir
um velho Sua existencia ei-la alii: e* um
combate continuo com a destruidlo o es-
pectculo di humanidade em perigo paludo
eagonisante. E quando o menino nasceu ,
quando o velho voltou existencia do lhe
alguns vinlens esse arijo da resurreico e
riizem : Paguei-lhe seu lempo. E o me-
dico recebe esses vintens e nAo lem rlireito
do queixar-se da ingralido Eis o que era o
dontor Voung.
Temos percorrido todas as personagens do
drama.... ah falta-nos fallar da principal ,
de Rog. Rog era um cachorro da mais feia
vnqa que se pode imaginar : seu pello era de
urna cor suja suas orelhas disformes e
sempre em m direccAo : quando urna so le-
vanlava abaixava-se a outra signal freno-
lgico dos cAes ladres. Apezar porem de sua
fealdade apezar de seus olhos apagados, a-
pezar de tudo Rog era engragado porque
Rog era moro n tudo o que mogo agrada ;
Rog era o companheiro inseparavel da peque-
a Lucy que juntos brincavfio ipi' jun-
tos rniavo pelo chao que junios dormiAo
abracados : o unico onfeitedo cao era um lu-
r.ido collar de latan com osle lolreiro : Rog
pertence pequea condessa Lucy. i
lm dia... mistress Philipps, queso sen
lia ir abalendo havia as vesperas com seu
amigo o doulor dado providencias para que a
MOV MENT DO PORTO.
> WIOS ENTRADOS NO DA 15.
New Redford ; 80 dias Rrigue Americano In-
ga, de 180 tonel, CapilAo E. G. Cudworth,
eqiup. 23, carga algum azeite de peixe: ao
Capitao segu para pesca.
Liverpool ; 37 dias Rarca Ingleza Colum-
bes do 510 tonel., Cap. Daniel Creen,
equip. 23 carga farinha de Irigo e fa-
zendas : a Me. Calmont & Lornpanhia.
ENTRADOS NO DIA 10.
Genova por Gibrallrar ; 19 dias, trasendo 57
do ultimo porto Rrigue Sardo Sommari-
va, do 137 tonel. Cap. Jacome Ramella ,
cquip. 12 carga vinho papel, massas o
mais gneros : a Mendos & Olivcira.
Cclle; il dias, Polaca Franceza Le-Rey de
21.. lonel. Cap. Antonio G. Esteinne ,
cquip. II carga vinho, azeile e mais
gneros: a Luiz ^Rrugueirc.
S.VIIIDO NO MESMO HA.
Culenguiba Iliale ; Rrasileiro Especulador,
Cap Bernardo de Souza carga diversos
gneros.
DECLARA CUES.
s= Peranle o Snr. Juiz dos feilos da fazen-
iia se hade arrematar no dia 24 do corrente
as l horas da tarde por ser o ultimo dia do
piara por execucAo do col lector do munici-
pio de Olinda as seguintes propiedades por
venda tres casas terreas sendo urna de pe-
dia ocal com solAo pert^ncenle a Manocl de
Almeida Lima urna casa terrea de pedra c
cal na mesma ra perlencente a Manoel Con-
ga I ves dos Passos a casa terrea de pedra e
ral na ra do Aljube perlencente a Joanna
Rcgis, a casa na ra da Rica dos 4 cantos per-
ln cen le a vi uva de Manoel das Mercs a
casa terrea na ra do Varadouro perlencente
a Joaquim Joze Jacomo na ra do Rom fim
perlencente a Manoel de JezusGongalves a
da ra do Lupe perlencente a Antonio Mano-
el da Roa hora. Recife 0 de Setembro de
1812.
O EscrivAo
Francisco Raptista d'Almeda.
= No mesmo Juizo dos feitos b m de ser
arrematada de renda animal urna morad
de casa terrea sita no beco do Rozario pi-
nliorada a Irmandade do mesmo nome : urna
morada de rasa do sobrado de 2 andares na
ra do Burgos perlencente aos prezos da
Cadeia : e urna escrava crioula de nome Rer-
tholeza perlencente a testamentaria de A-
driAo Joze dos Santos : cujas arremata ges
terAo tambem logar, no citado dia 24 do cor-
rente mez. Recife 9 de Setembro de 1842.
O EscrivAo
Francisco Raptista d'Almeda.
fortuna que por sua morte tinha de perten-
ece a Lucy fosse posta em bom recato o es-
capasse adminislragAo de seu marido tu-
tor natural della que a havia de eslianjar.
Um dia a porta da casa de Euston-Squara es-
lava escancarada, easjanellas tambem: coli-
sa sem exemplo nesla morada da ordem e do
socego.
Mistress Philipps interroga va a Sarah, pre-
cipitando ambas gestos e palavras....
Examinastcs tudo ludo i' .Sarah nAo
me atemoriseis com esse ar espantado.
Examinei tudo senhora tudo.
E o jardim '.*
-Ojardim o pateo por traz das por-
tas dentro dos armarios.
Sabis que ella brincava em baixo da
cama....
Por baixo da can,a tambem senhora.
E nasaguas-furtadae ?
- A menina nunca l snbia.
Ide ide ver : ha de estar as aguas
furtadas.
Sarah j tinha subido, e de l grilava :
Nao est senhora.
Vede nos lelhados.j\
---Nao csl sen lloran ^>
E' que nao saltis procurar; descei, que
cu subo.


3
* O Arsenal do Guerra compra de 20 a 30
toneladas de carvo de pedra ; qum o Iiv-t
-opiezente se com a amostra na Sala fia Di
r'.cmria do mesmo nos dias 17 e 10 pelas 1 I
horas-da nnnhA.
AVISO MARTIMO.
Sahc com toda a brcvidade para o Rio de
Janeiro o Briue Escuna Nacin >l B-dla Ma-
rida quem nolle quizT carr-gar ou ir de
MMOmn ; lirija se a Gnu lino Agostinho ile
Jarros, na Pracinha do Corpo Sanio,
(J7 oucom o CapilSo a bordo.
LEILAO.
0,
\== J. P..Adour &C." faio leilAo por in-
tervenQflo do corrector Olivcira, e para liqui-
dacAo decontas, terca feira 20 do corrente
s 10 horas da manh no scu armazem, ra
da Cruz dos seguinles artigos : brins de li-
h<>, sedas, sarjas, lencos, mantas, mur-
cas toucas manteletes meias de seda e
luvas compridas e curtas fitas de varias qua-
lidades e larguras, chapeos de seda ditos de
sol, bijouterias marroquins, bizerros, for-
ragens de varias especies e militas oulras
fazendas de gosto e fanta/.ia.
AVISOS DI VERSOS.
Sahio o n. 49 doCarapueeiro. Con-
ten primeramente um artigo serio sobre o
amor proprio e a benevolencia : e como Ca-
rnpuceiro sem facecias he para muitos o mes-
mo que panella sem sal a variedade tracta
dos nomes affectuosos de meuscarinhos &c;ven-
dc-so na praca da In lependencia loja de livros
n. 37, e 38.
m & rodas ra lotera do
Rozarlo correm infa-
lvclmente a 5 de Outu-
bro, os bilhetcsachao-sea
venda ; ra da Cadcia Sr.
Cambista Vieira ra do
Collegio Sr.Menezes, rua
do Cabug botica do Sr.
Moreiia praca da Boa
vista Sr. Saraiva junto da
Matriz.
Iloje he a partida da sociedade
Tuterpina.
= A vi uva de Antonio Jos Teixeira Ras-
tos altiga para passar o vero a S'ia casa no
lugar do harbalho defronte do engenho mon-
teiro margem do rioCapibaribe tendo a
asa 2 sallas na frente e 2 na parto de traz,
cuzinha estribara sendo a dita cusa muilo
fresca por ser bastante alta e (car mar-
gem do rio : tambem se aluga com as duas
olarias, sitio e mais terrenos annexos 5 os
pertendentes podem dirijir-se obra do thea-
lio publico todos os dias a falar com Joaquim
'l'eixeira Peixolo.
= O Secretario actual da Irmandade de N.
S. do Livramento desta Cidade, convida a to-
dos os Irmaos da mesma segundo o T. 5. ,
vt. 17 do novoCompromisso para Domin-
go 18 do corren t.> ni n, as tres horas da tarde
eomparecerem no consistorio do Livramento a
volarem a nova m >za qu devo reger o futu-
ro anno de 1815 a (Indar em I8li.
= Roga-s a certa pessoa que pedio luOO
rs. emprestado em urna botica na ra nova
quo os v.i levar quanto antes pois j has
tanle tempo alias se Ihe declara o nome para
conhecimento do publico.
tsr Aluga-se um sitio com caza de sobrado
na passagem da Magdanelfa para se passar
a fesCi e urna olaria que t?m barro para to-
das obras e urna casa a tratar 110 cilio do
Cajueiro.
tT Aluga-se a loja de um Sobrado na ra
Direita n. 112 que tem vista para a ra Di-
reita e Agoas verdes ; a tratar na ra do
Crespo D. 6 lado do norte.
= l'm rapaz brazileiro se offereco para eai-
xeiro de escritorio de ra e mesmo para
loja de miudezas do que tem alguma pratica,
o qual sabe ler oscrevor e contar admira-
velmente; quom o pretender, dirija se a Ira/,
da Matriz da Roa-vista na loja do sobrado
D. 18.
= PerderAo-se no din H lo corrente dous
recibos passados pela anf iga collectoria das D-
cimas sendo ambos do 2." simestre de 1828
ao I.9 de 1831, de casas perleneentes ao ca-
zal do finado Francisco de Souza Reg c do
de Caetano Carvalho Rapozo: quem os aehnu,
digne-so lvalos na ra do Collegio D. o 011
declare o lugar em que se achem para serem
recebidos e agradecer-lhe o obzequio.
= Da-se dinheiro a premio em grandes e
pequeas porefies sebre penhores de prata,
011 ouro ; quem pertender dirija se a ra
do Livramento D. 10.
= O primeiro secretario da Sociedade A-
mizade nos Une = faz corlo a todos os Snrs.
Socios que Domingo 18do corrente h ses-
so em Assembla Geral da mesma Sociedade
nelas quatro horas da tarde ; na casa de suas
Sesses da na da Praia lerceiro andar por si-
ma do armazem do Snr. Pinto antes de che-
gar a Ribeira.
= Perdeo-se urna procuracAo bastante ,
passada pelo Reverendo Coadjutor da Fregue-
zia d'Agoa Preta ao abaixo assignado para
.ecebero seo ordenado pela Thezourai a Pro-
vincial e como nao possa servir a outra pes-
soa; roga-se a quem achou leva-la aj 5 Ponas
casan. 112, que gratificar o seo adiado, e
(icara assas obrigado.
Manoel Anacido de Souza.
tsr Prtviza-se de nina crioula forra que
saiba cozinhar engomar, e mais arranjos
de urna casa para ama de pouca familia a
1 qual seja capaz, e de meia idade ; na praca
da Independencia n 33 e 34 para se tra-
tar do ajuste.
= A pessoa que annunciou querer com-
prar um sitio perto da praga querendo na
estrada do Rozarinho; dirija-se a casa de Ro-
fino Gomes na Roa-vista ra da ConceicSo.
= Hoje 17 do corrento vo a praca nara se-
ren arrematadas por execueo do Radiare!
Francisco Carlos RrandAo duas moradas de
cazas de Luis Francisco C irreia (ornes d'AI-
meida urna sita la na ra do Rozarlo Ja
Roa-vista,o outra no beco,em que mora o Lo-
bato; assim lAohem 1.0 dia 21 do corrente ho
de ser arrematadas pela mesma execucAo trez
escravos do dito Correia Gomes : os que prc-
A ra eslava toda em alvoroco as janel-
las aberlas, todos mis para os outros pergun-
tavAo se tinho visto a pequea Lucy.
NAo era a resposta de todos rcsposla
que cahia como urna maga de (erro sobre o co-
racAodame! Certeza horrivel ninguem
naquelle quarleiAosabia da menina nin-
guem poda dar informacesa seu respeilo.
Mas, Sarah, dai-me um conselho. Que
fazeis ah com este arde consternado ? To-
mai de mim esemplo ; vede, eu nAo de-
sanimo.
A misera estava lvida.
Oh conselhos nao faltavo : uns dizio
que fosse polica para que a polica a pro-
niiafise; outros lerobravo os inspectores do
rio para verse a tinho achado afogada.
Emfim mistriss Thilipps lembrou se do seu
amigo do doutor Vounfj.
- V011 tercom elle Sarah ; ficai na por-
ta minha espera ; nao vos retiris daqui ;
pela alma de vossa me vos imploro.
Ah senhora...
Sim ficai aqu para recebe-la quando a
trouxerem e dai... abr minha secretaria...
dai.... aqni tendes a chave.... dai 10,000 gui-
n os a quem a trouxer ; mais linda se mais
pedir ; ludo se tudo quizer.
Eei-la, a pobre me que corre pelas
tnnderem ar-emUar compareci m porta lo
Dr Juiz do Civel da tercera vara.
XSf P.>rdeu-se um mcioblhete da II. par-
to da lotera do llieatro de numero 1000 no
qual est firnudo no verso por Antonio d
Silva e Mello e pelo mesmo foi lanr.ado abai-
xo de sua firma outros ROHM, roga-se ao
dito thesoureiro da dita loleria n&o pagua no
easo de sabir premiado, senAo ao dih ou
a pessoa pelo dito autorisada o qinm o ti-
ver achado pode hvar na ra da Alegra pri -
meiro sobrado a Joze Joaquim Bobdlio.
tsr Desapareceo do porlo das canoas, por
detras do llieatro d'Apolo, urna canoa de car-
rera de um s pao pintada de verde e
com urna lista encarnada a borda : quem a
tiver achado ou della der noticia dirija se a
ra d'Apolo armasem junto ao llieatro.
tsr llenrique/.imnier mudou o seu es-
critorio da ra do Collegio para a ra da
Cruz D. 27.
cy Quem recebeo urna carta no Aracaly
para a Mira. 0. Catharina Francisca do Es-
pirito Santo, e outra para a snra. D. Mara
Olindna NunesGuimarAes.faca o favor deen-
tretregallas em fora de portas ao p do becco
largo venda D. 18 Jozc de Lima Soarcs, 011
annuncie. O mesmo vende doz pipas vasias
sendo duas arqueadas de Ierro.
ts^ l'm rapaz portuguez de 17 a i* annos
r!e idadt! bem condecido nesta praca se ofe-
resse para caxeiro de armazem de assucar ,
molhados refinacAo podara do ra ou
mesmo para venda que seja dentro co Rcefe:
quem do seu pres'Jmo se qni/.er iililisar an-
mincie por esta folln.
tsr Da-se 800> res a juros com ipoteca
em um sitio com boa agoa de beber bas-
tantes arvores de fructos o boa casa nos
lugares seguinles: solidade S. Amaro Ca-
punga Mondego ou passagem da Mada-
lenna entre as duas pon tes ficando a pes-
soa que d a referida quantia a juros mo-
rando no sitio para indenisac.Ao dos juros de
seu dinheiro ; a quem lhe convier annuncie.
tsr O Senhores que tem assignado e a-
partado bilhetes da segunda parte da 11. lo-
tera do llieatro ( cujas rodas andAo no dia
10 do corrente ) na loja de Guerra Silva & C.
na ra nova D. 6, queira facer o favor de os
hir buscar quanto antes alias serAo ven-
didos.
tsr Antonio MagalhAes da Silva, comprou
por conta e ordem do snr. Joze Joaquim
Martins da cidade do Para, um bllhflta da
segunda part*. da 11 loteria do llicalro publi-
co da cidade do Re ufe de numero 1785 cu-
jo 'Ihete lica em poder do annunciante.
= Aluga-se o tercero andar do sobrado
da quina da ra do Rozario defronte da Igre-
ja : na ra do Queiraado loja de forragens
D. 15.
tsr Aluga se urna casa terrea na povoaejio
do Monteiro para o tempo de fesla com gran-
de cmodo para grande familia quintal mu
rado com sabida para o Rio quarto para ne-
gros e estribara para tres cavallos 5 quem
a pertender dirija-se Roa-Vista no beco do
Veras sobrado de um andar.
tsr Preciza se de urna ama de leite que
nao tenha lilhos ; na ra da ConceigAo D. 6.
= Feliciano Perry Vidal, subdito Aus-
traco retira-se para o Aracaty.
= Quem tiver para alugar urna preta que
sirva para o arranjo de urna casa de pequea
ras de Londres em busca da filha ou da ca-
sa do amigo.
Para recuperar o tempo que sua irresolu-
cAo perdera-lhe enfia ras c ras sem sa-
ber onde est sem se lembrar para onde se
dirige : s sabia que perdeu sua (illia so se
lembra que a anda procurando. .No meio da
bulla do tumulto s ouve a voz de Lucy
queesmagada pelos ps dos cavallos pelas
rodas das carruagens, grila-mamai-e por isso
nao olha senAo para baxo das rodas e dos |>e.s
dos cavallos. Chega-so para lodosos grupos de
meninas que cncontra olha para ellas: sao
;(lhasde oulras; como que as amaldicoa :
sim quo o excesso da desgrar-a egosta tanto
: quanto o excesso da felicidade.
Seus ollios ao longe procuro nesse mar de
homens e de cavallos um vestido branco, um
avental verde um chapeo rr de rosa. One
descobro ? F.i-la que corre ci la que pas-
,sa por entre dous carnudos por on le pareca
I impossivel que passasse o corpo mais delgado;
po--em as mis quando procuro suas lildas,
nao tem corp >. Que descobro .' Foi ao lon-
'ge um edapo cor de rosa : um chapeo cor de
sua lilha : nao urna modista o leva-
familia; dirija-se ra Angusta casa D. 12 :
na mesma casa sequer urna ama com leite for-
ra ou captiva, e sem ilhos.
wr A pessoa que annunciou no Diario N.
107 querer comprar um sitio, querendo na
estrada de Santo Amaro na entrada do mesmo:
vende-sc dois, ou separados o primeiro com
duaa casas de pedra o cal para grande lami-
da muito grande muitos arvoredos de fruc-
tos boa agoa do beber, pastos para bastante
gado annualmente .r viveros de peixe, ludo
em bom estado : o segundo he mais pequeo
com casos de pedra e cal, muitos arvoredos
e una boa cacimba dagoa de beber, portio
na estrada : quem o pertender dirja-se ao
mesmo lugar a tractar com seo proprietario
Jofto Raptista Cl udio Tresse : Francez.
tsr A directo da extinta socieJade Ami-
zadenosFne faz certo a quem possa inle-
ressar que qualquer annuneio que appareea
sem o apndice de = extiucta = invocando a
mesma associacAo he smente rellativo i
nova sociedade \ installada no dia 8 do cor-
rento com igual nome visto que aquella
morta do fado e de direito pela dspoai?iio
do artigo 50 dos defuotoS estatutos.
= Pertende- se alugar urna caza terrea ou
sobrado que tenha quintal e cacimba quo
seja pequea no bairro da Roavlsta e em
qualquer ra quem tiver annuncie noexce-
ilendo de oito a doze mil res.
tsr Para prevenir qualquer que haja de ar-
rematar o sitio do coelho annunciado em lei-
; lAo no Diario de Quarta feira n. 108 ; decla-
1ra se, que aquelle predio est obrigado ao
actual rendeiro. pelo contracto celebrado en-
tro esto o o proprietario as condiccoes que
se transcrevera.
Digo eu abaixo assignado Nicolao Gdault,
que alosa ao Sr. Dr. P. Theberge a proprio-
dade que possue no coelho pelo tempo e es-
paco de nove annos consecutivos a contar
da data da entrega das chaves ( que leve lu-
1 gar no 1 de agosto de 18H. ) Declaro mais
! que durante o dito espago de nove annos ,
nao poderei levantar o aluguel e no caso
de querer por qualquer motivo que nao pos-
so prevenir vender a mesma propriedade ,
serei obrigado a ajustar com o comprador
: conservado ccomprimento do presente con-
' tracto nAo s pelo tempo que faltar como
pelo preco convencionado \ nSo podendo por
qualquer motivo que imaginar se possa dei-
xar de comprir o presente contracto, quer
continuando a ser dono da dita propriedade ,
quer vendendo-a a outro que nesta cajo se-
r obrigado a comprir as condictes nesle con-
tracto exaradas. Declaro que quando entre-
gar ao dito Sr. Dr. Theberge a chave da di-
ta minha casa j prompta por dentro con-
forme o plano comecarei e finalisarei o mu-
ro na frente como pelos lados da dita casa :
e mais declaro quo dentro de um anno e meio,
a contar da entrega da chave serei obrigado
a (Jar promplo o muro que cerca a dita cas*
pelo lado de detraz. Declaro mais que nao
estando promptas as obras que promotto fa-
zer na dita casa no praso e lempo mar-
cado, poder o locatario, o Sr. Dr. Theber-
ge, mandar faze-las por minha conta des-
contando nos alugueis vencidos : e porassim
ter contractado com o dito Sr. Dr. Theberge,
tanto eu como elle obligamos as nossas pes-
soas e bens aocomprimento do prezente con-
tracto.
\i
rosa o -----
va- traalguma encommen.la.
Sua filha srn sua filba da le ser essa
cabecinda loura que longe, longe avistr. Lu-
cy tinha um chapeo : um chapeo ? rouban-.o-
o perdeo-o ; sim ha de ser Lucy.
Exhausta de forgas. mistriss Philpp ja
nAo |i le andar pe-se a correr.
E a crianca ao longe coreo lamben).
__ K' Lu< y, nao ha duvida Lucy : co-
mo corre ella me osla procurando. Lucy !
Lucy Ella me nAo ouve : estas s-Jges fa-
zem tanta bulha Lucy Lucy Nao le-
nho forgas para alcanc* la : perde-la hei do
novo. Ah meudeos! dexai-m'a alcancar,
ainda que logo depois eu morra.
E o peito da misera mai est arrebentando;
dores horriveisa pungem n'um lado :
__ Lucy Lucy exclama.
E a menina para :
__ Que queris com Lucy senhora co-
mo sabis meu nome ?
A menina era filha de outra mulher e
chamava se tambem Lucy.
Neste instante de horrivel decepcao mis-
triss Ppihppsdesconfiou de Dos.
Que te fiz exdamou para ser assim
ludihriada !
Prostrada semi-morta achou-so sem'
saber como perto de um cemiterio : meni-j
nas vestidas de bra neo esta vo juntas, e nao
brincavo : um pensamento serio as preoecu-
pava. .. 11 11
_ Sois vos senhora disse-ihe urna del-
tas a mi da menina afogada cujo corpo es-
peramos para acompanhar ao cemiterio.
Mistress Philipps tremeu ecora urna voz
que atterrou suas interlocutoras exclamou :
Afogada e desde quando ?
Desde hontem senhora : vos devt-is
sabe-lo porque sois sua mai.
Minha filha ainda esta manda eslava
viva.
Ento foi esta manh que morreu vos-
sa filha ?
Morreu nao perdeu-se ; eu a eslou
procurando.
N< vos lastimis assim, senhora: per-
di-me tambem na idade de quatro annos a-
cdro-me e levro-me para casa.
LevrAo-te e viva ? ...
A menina desalou a rir.
Sim que me linliAo cnsinado a dizer :
Chamo-me Sopdia Vernon moro em Kep-
pel-Slreet n. 20.
Ah como fui imprudente minha
Lucy nAo sabe como se chama nem onde
mora.
A desesperaco tem gradares nao mata
de urna vez : se o fizesse seria um mal ?
Ella nos deixa c depois volta varia de for-
cas zomba comnosco e mente. Seu nome
mesmo urna implacavel mentira : espera-
mos mesmo na maior desesperaco.
(Continuar-se-ha.)




4
tsr Joltnston Pater & C.' avizao aos Snrs.
d'engenho dosta provincia, que se acha em
progresso o scu estabelecimcnto de moendas,
taxas e mais ferragens para engenhos tendo
j no seu armazem algum sortimento o qual
espero augmentar e completar por navios
prximos a chegar. Os mesmos se offerecem
d emprehender qualquer encommenda que se
lhes confiar, de todas as qualidades de objec-
tos de maqumismo, pois que estando em rel-
lago com urna das ruis importantes fundiges
d'nglaterra esperao contentar aos seos fre-
guezes tanto em prego como em bondade.
Podem-se dirigir ra da Madre de Dos ar-
mazem de ferragens.
tSF* Preciza-se Callar ao Sr. Joo Joze de
Farias e Silva a negocio de sen enteresse ;
no armazem de assucar de fronte da Igreja do
Corpo Santo.
o? Qualquer pequeo porluguez que quei-
ra ser caixeiro de urna caza na Cidade de Goi-
anna distante 1 i legoas desta praga aon-
de de certoser feliz, dirija-se a ra dos Quai--
i tois por cima do botequim primeiro andar.
tSTiO Sr. Joaquim que est de posse como
rendeiroda olana do engenho da Torre, quan-
do vier a esta praca tenha a bondade fallar
na ra Nova lado do norte penltima loja ,
para que nao ignora saber resultado o abai-
xo assignado. == Luiz da Costa Leite.
tsr Aluga-se um preto quem o precisar
dirija-se a ra Nova penltima loja do lado do
norte.
tsr O Sr. Joo Germano de Paula quei-
ra annunciar a Siia morada para negocio de
seu int -resse ou dirija-se a fora de portas
i). 21 ou mandar algum portador.
CT DeOlinda caza n. 1 da ra do Aljube
furtaro um alfinete de peito com um diaman-
te sendo que baja noticia delle roga-se a
quem tiver annuncie a (im de seendagar quem
foi o la.rao, e de se procurar o dito alfinete ,
sendo queira o novo possuidor entregar dan-
do-se-Ihe a recompensa que merecer.
ty Quem tiver para alugar urna canoa
em bom estado que carregue 4s rs. de agoa
pouco mais ou menos dirija-se a Olinda na
lo varadouro venda de Joze Fernandes nu-
mero 19.
Fabrica de Rap
tsr Jernimo da Costa Guimare e Silva,
Proprietario da fabrica de rap movida por
maquina de vapor sita no beco das Barrei-
ras do bairro da Boa-vista desta Cidade ,
tem o prazer d'annunciar ao rcspeitavel publi-
co que em seus depozitos j se acba grande
sortimento tanto para consumo d'esta pra-
ga como exportaco do mais excelente rap
que sem exageraco princepia aparecer n'es-
le Imperio.
O seu bom aroma em ludo semelhante ao
rap de Lisboa d'onde o i-roprietario ple
obter a receita o estilar moderado sem que
gande bolo nos narizes e sem os ferir o
conservase por muitos mezes sem que se.de-
terior nern mofe nem seque o maior
caprixo sobre a limpeza e aceio com que he
fabricado este rap sao propriedades estas
queo torno assz bello e reoomendavel.
A superior qualidadc d'este rap intitula-
do rea prela, e firmado com as letras inicia-
es do Proprietario patentea a verdade do que
se leva dito e a mudanca que mu i tas pesso-
as de bom olfaci tem feito deixando de to-
seja toda envidragada : na praga da Indepen-
dencia n. 17.
tsr Um palanquini em bom uzo; quem
tiver annuncie.
VENDAS.
"?tf3T Urna maquina de serrar ma-
ileiras e fu tul i cao cotn (brea de
12 cavarlos, assentada no armazem
do sal por preco muito commodo:
a fallar com Joze Mara da Costa
Carvalho on com o Dr. Clemente
Joze Fcrreira da Costa.
tsr Um terreno no alinliamento das cazas
confronte o Iheatro novo em palacio velho ,
com 150 palmos de frente athe a baixa mar ,
90 de fundo a lj rs. o palmo ; e um sitio
em S. Anna com 150 palmos de frente e
fundo suficiente a 10,? rs. o palmo ; e urna
burra de ferro: no pateo do Hospital do Pa-
raso venda D. 22.
tsr Urna escrava cabra moga bonita
figura, tem todas as habilidades que se po-
dem desejar em urna perfrita mumbanda a
qual seda a contento; um preto de nago,
proprio para todo o servido : na ra do Viga-
rio sobrado D. 14, a fallar com Ignacio An-
tonio Borges.
tsr Charutos feitos no paiz, de fumo da
America a 720 o cento em porges e a re-
talho e charutos da Cacltoeira a 1 i rs. a
caixinha : na ra estrella do Rozario loja de
cera I). 15.
tsr Urna crrente de ouro, da moda, gros-
sa e sem feilio : na venda da ^uina da ra es-
trella do Rozario voltando para o pateo do
Carmo lado esquerdo.
tsy Cal virgem de muilo boa qualijade
por ser muito forte em barricas a 5ji rs. ca-
da urna : na ra de Apolo armazem de Fran-
cisco Joze Silveira u na praca da Boa
vista D. !5, a fallar com ofilho do Brigadei-
ro Almeida.
tsr G elegantes e ricos quadros para sala ,
tendo cada um 4 palmos guarnecidos os vi-
ilros de urna mui bonita cercadura dourada :
na loja de livros n. 57 e58 na praga da Inde-
pendencia se dir.
S2- Taxas de ferro coado o batido por pre-
go commodo o farinha em sacas de alqueire
a 4a rs. ; e um moleque proprio para apren-
der qualquer officio : na ra do Vigario n. 7.
= Tinta preta para escrever de superior
qualidade a 400 rs. a garrafa e toraando-se
porgo ser por menos : na aula de primej-
ras letras junto a loja doSr. Vieira Cambista.
cr Vellas de espermacete de 4, 5, e 6 em
l'bra emcaixasde 2o libras : om caza de
Hermano Mehrlens ra da Cruz I). 23.
= A principal ferramenta que so faz ne-'brim pardo Irangado de puro linho a 800 reis
.ttssariaaofficinadetanueiro, feita polo me- -vara, drlo mais caro a 880 madapoln f,.
Urna excellente caza terrea exempt
de foro com -45 palmos do frente e 90 de
fundo, comlO quaitos, um grande soto ,
com duas varandas na frente tendo um por
lao ao lado em um terreno pegado de 50 pal-
mos que vem a ser 75 palmos de trente ,
muito bem feita tendo sala e gabinete da
frente forrados e juntamente assoalhada a
salla com um grande quintal cercado, con-
ferido 512 palmos com 75 de largo cita
no lugar chamado illia defronte de palacio
velho : a tratar na ra dos Quarteis por cima
mar o rap de Lisboa para tomarem d'este noJ^ bolequim no primeiro andar.
qual nao acharo repugnancia as tem feito de-
chrar que he rap mui bom e que este e
outros gneros j nao se Ihe sent a falta dei-
xando de vir da Mu ropa.
Os Depsitos sao no Atierro da Boa-vista
loja do Proprietario D. 5. e na ra da Cadeia
Velha no armazem confronte com a ra da
Madre de Dos a tractar com Antonio Gomes
da Cimba c Silva.
Os Depozitos silo para vender de o libras
para cima a prego fixo e sendo-lhes tambern
concedido vender retalho somenle pelo pre-
go por que os compradores de 5 libras para
rima poiiem vender.
ey Quem annunciou querer trocar urna
Imagem da Conceicio perfeila e de uoi
palmo, dirija-se a ra das Trinchciras so-
brado D. 18.
c om'pr a s .
w ra da Cadeia loja de Joaquim Gonsalves Cas-
co que dir quem' pretende.
, tsr Una espingarda ingleza que estoja
om bom uzo e s-'ji boa de um a dous ca-
nos : na ra ^j&r A obra Retiro espiritual: no Covento
do Carmo cubculo primeiro.
==t m urmaco franceza para loja, ou anda
Bie&Oig nao sendo franceza com tanto que
tsr Urna barcaga a pouco acabada de cons-
truir de boas madeiras que pega de 20 a
50caixas, e muito velleira : a tratar com
Joze Pereira da Cunha na ra da Cadeia do
Hecife n. 58.
= Charutos da Havana e Manilha, de su-
perior qualidade da Baha a 400 rs. a cai-
xa genebra em barris de 10 duzias de boti-
jas o em frasqueiras na ra da Cruz D. 4.
*CT O Direito Mercantil por Joze da Silva
Lisboa, em bom uzo e por prego commodo :
na ra da Cadeia do Recife n. 45.
tsr Urna cmoda de Jacaranda, in la em
bom uzo e por prego commodo : atraz da
Matiizda Boa vista na loja do sobrado D. 18
onde rnorou o Vigario do Cabo.
tsr Um par de brincos de brilhantes de
muito bom gostu : na praca da Independen-
cia loja de ourives D. 16.
tsr Cadciras Americanas de palhinha, em
caixas de urna duzia : na ra do Trapiche no-
vo n. 17 caza de Henry Forster A Compartida.
tsr Urna carroga muito forte de carregar
por baixo ; e urna dita de carregar por cima ,
por prego commodo : a tratar com Manoel
Antonio da Silva Mola na ra da Cadeia do
Recife n G ; na mesnia caza tambern se alu-
ga um preto que sabe andar em canoa de agoa.
tsr Um escravo crelo de 22 anuos bem
preto*, oflicial de carreiro para a provincia
ou fora della : na na das Cruzes D. 0 segun-
do e lercciro andar.
Ihor author no Porto : na ra do Vigario ven-
da n. 50. -' '' '
tsr A propriedade da Ibura dsitante des-
la praga legoa e meia com muita trra de
planlago grande sercado pode admitir 60
a 80 .vacas de leite, conservando todo auno
gordas com muita malla de madeira de
construgo boa caza de sobrado com trapiche
para embarque senzalas para escravos e
urna capella : cojo sitio tem proporges pa-
ra engenho na ra do Livramento D. 19; ad
verte-se que esta propriedade tem urna pe-
quena parte que he de outro com-senhor.
= Um quarto russo por prego commodo;
as 5 Ponas D. 32.
tsr Um escravo de nago do 22 annos ,
sem vicios o que se aianga : na ra Direila
D. 31 segundo andar delronte da torre do
Terco.
tsr Milho alpisla a 720 o meio selamim ,
e 200 rs. o meio quarleiro : na roa do Ara-
gao venda D. 22 quina que volla para o paleo
da S. Cruz.
tsr Vende-se ou arrenda-se pelo lempo
de festa ou mais lempo um bom sitio que tem
bastantes pos de larangeiras limeiras li-
mo doce, e outras mullas diversas fructeiras,
e pasto par animaes, boa casa de campo com
duassalas,4 quatros, quartopara pretos, estri-
bara para 2 tavallus muito perto do rio ca-
pibarib", e distante desta praca urna legoa ,
az todo o negocio: no aterro da Boa vista
D. 9.
tsr Urna negrinha de nago muilo linda
coze e cozinha tem principios de engomma-
do : na ra Direita D. 43 lado do Livramen-
to.
tsr Cera de carnahuba muilo nova e de
boa qualidade em porgues grandes e peque-
as : em caza de Novaes & Bastos na ra do
Queimado D. 15.
tsr Um mualo de bonita figura de 22 a
24 annos, pescador do alto o barcaceiro ,
hbil para todoe qualquer servigo por ser
muito robusto e sadio a vista do comprador
se dir o motivo da venda : a fallar com Joa-
quim Gonsalves Vieira Guimares junio ao
arco da Conceigo D. 31.
tsr Um sobrado de 2 andares e solo for-
mando 5 andares, anula novo mui bem
construido e com superiores comino Jos .
tendo 120 palmos de fundo e 55 ditos de
frente com grande terreno no fundo al
a baixa mar com encllenle embarque na
p irla a qualquer hora e com grandes vanla-
gens para qualquer estabelecimento pela lo-
calidade em que se acba : a tratar no arco
de S. Antonio com Joo Henrique da Silva.
tsr Urna boa armago para qualquer es-
tabelecimento e urna porfi de louga vidra-
da : na entrada da ra do Rangel loja de ce-
ra D. 57.
tsr Carne do serbio muito boa toda a
porgo junta, e tambern a retalho as arro-
bas : na ra da Cadeia do Reeife sohr.idn
do finado Antonio Aunes no segundo andar.
tsr Urna cabra bicho com urna cria de
20 dias toda preta muito manca e d 5
medidas de leite a qual pari s a primeira
barriga e por isso nao he muito grande : m
Sob-dade n. 408.
tsr Vende-se ou freta-se a Escuna Ame-
rina Rozario de lote de 155 toneladas, de
boa marcha acba-se prompta a seguir Via-
gem para qualquer porto : a tratar com o seu
consignatario Joze Ray.
i^" Um realejo por 40ji rs. com 22 pe-
gasde msica sem defeito algum, leudo
custado iiO/i : na ra Nova D. 29.
= Sementde nabos, rabos, rabaneles
brancos e encarnados couve lombarda ,
dita tronxuda, repolho, sebolinbo epinafre ,
salsa, alfece repulhuda, e branca crespa, mus-
tarda e coenlro, todas chegadas ltima-
mente de Lisboa: no atierro da Boa vista ven-
da por baixo do sobrado do Sr. Francisco Jo-
ze da Costa D. 25
ssy Farinha de mandioca ltimamente
chegada tendo cada urna saca dous alquei-
fe e meio da medida do Rio de Janeiro, pe-
lo diminuto prego de 4,)500 por se reeeher
ordem de seu dono para sua liquidago, e fa-
rinha de Mag de qualid ule mui fina e su
perior : na ra 'Jo Colegio D. 11.
^tsg" Chales de cadago bordados de cor
muito grandes a 2100 chitas finas e lixas
em cor com algum mofo a 200 rs o co/ado, di-
tas com assenlos escuros sem mofo, a 210,
cambraias de lisliis lina para vestidos a iji
a pessa panos finos a 3200 reis apega, di-
tos suprefinos a res, cissa liza muilo fi-
na a melbr fazenda quo tem viudo a este
meiCadoaOj reis, 6100, OiOO, e ~a reis, du-
las fi xas para cubera a 2i0 pao 'preto fi-
no de prova Jimo a 5200 reis o covado,
no a As a pega alem distas outras niuius
tasen Jas por prego commodo na ra do Qile,
mado D. 1 yindo da ra do Crespo primeira"
loja.
= Urna armago para venda a fallar na.
ra d'Apollo fabrica de Mesquila & Dutra.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio no dia 25 p. p. Agosto deste cor-
rente anno os escravos seguintes : Luiz !mu-
lato bem claro com oflicio de alfaiate e sapa-
teiro altura regular com grossura corres-
pondente falla muito branda denles perfei-
tos com bastante barba, mos pequeas a|-
guma couza cabilludas tem urna orelha fu.
rada com um brinco, ter 25 annos, anda cal-
gado e os cabellos crescidos e ennolhidos e
meios acaslanhados levou um anelao no
dedo e um chapeo de seda preto o [urna
jqueta de duraque preto. Lucas, ne-
gro crelo com fallas de dentes tanto da par-
te suprior como inferior cara lustroza com
urna orelha furada com seu brinco bonito
alto bastante e reforgado, com offiicio de car-
pina tem pouca barba e quando a faz nao
parece que a tem olhos redondos andali-
geiro e com os bracos alguma couza aberlos,
tem as peinas meias cambaias e tem cica-
Irizes de chicote pelas nadigas que recebeu
de seu antigo Sr. levou urna espingarda laza-
rina nova c bastante roupa para muJar. lis-
tes escravos foro do Sr. Teen te Coronel Leo-
nardo Bezerra Cavalcante que mora na Pes-
qrjer e os renaeteo para a cadeia desta Cida-
de para serem vendidos e o abaixo assignado
os tendo comprado em Julho deste crrente
anno a 25 de Agosto pozero-se em fuga de-
pois de o roubar m, e assim pesso a todas as
authoridades policiaesde toda e qualquer par-
le e capitaes de campo e rnais pessoas parti-
culares de os aprehender e levar a ra de A-
goas verdes D. 12 e n. 70 que ter 200. reis
'Je gratificago.
Francisco Jcze Duarle.
tsr Desapareceo no dia 15 do corrente o
escravo Pedro de estatura regular grosso
do corpo ; rosto comprido olhos grandes ,
sem liarba na cabeca urna pequea falta de
cabellos no meio deSOannos, com camisa
de linhagem de mangas curtas caigas dr>
mesmo panno, e chapeo de palha vellio;
quem o pegar leve a fora de porlas em cazarte
Ballbazar Joze dos Beis que gratificar.
C3" i\o da 10 do corrente fugio do abai-
xo assignado um escravo crelo de nome Con-
silo estatura regular cheio do corpo ccr
meia fula com marcas de begigas, sem
buba, com cbelos nos peitos de 22 annos,
vestido de caigas e camisa de algodo da trra
e jaquela de ganga amarella ja desbotada e
mais una caiga de riscadinho de listras lar-
gas azues julga-se ler sido seduzido por al-
guma pessoa para comprar o furto centra a
qual se pretende proceder na forma da lei:
quem o pegar leve a ra da praia serrara do
abaixo assignado que ser recompensado.
Antonio Das iJa Silv Cardial.
!^ Fugio no da 15 do corrente o mole-
que Joo de nago Baca de 11 annos,
gr.isso baixo, ps e mos curias e grossas,
cara redonda olhos vivos o redondos, tem
muita proza vestido de camisa de algodo e
caigas de ganga azul muito sujas: quem o pe-
gar leve a praca da Boa vista n. 5, que Ber
recompensado.
- Na madrugada do dia 15 do corrale
fugio do Sitio da agoa-lr a de Sanio Amaro ,
lium pelo crilo, de nome Luiz poranto-
noma/ia Luiz bexiga ; estatura regular, ros-
to redondo barbado com bastantes marcas
de bexigas uin pouco mal encarado muito
regris a, e bem fallante, os dedos dos ps
bastante aberlos rom especia idade os dedos
grandes : elle be filbo do Araealv ha receios
que elle nao v;i por ierra a lilu o de forro ;
roga-se a todas as auiboi idades policiaes no
(aso de lerem noticias delle, o fazerem-no
capturar e remete-lo ao Recife a Jos Fran-
cisco Ribeirode Souza na Senzalla Nova i).
2 ou nos trapixes novos do Angelo.
tsr Fugio do engenho Amarag Frcgue-
zia de Serinbaem um negro de nome Pedro
crelo de 25 annos boa estatura cor fula ,
principia a barbar rosto redondo com falla
de um dente na fenle < bastante ladino, eli-
jo escravo fugio no dia 25 de Agosto p. p e
quem o aprehender leve-oao referido engenho
a sua Seitliora a viuva de Vicente Tavares
Franca ou a Manoel Gonsalves da Silva na
ra da Cadeia do Recife que ser bem re-
com pensado.
RF.CIFE NA TYP. DL M. F. DE F. = 1812.


SUPLEMENTO
. r
AO
DIARIO DE m\
Io 201.
\W1
DE
MINAS
Os rebeldes de Minas mais reniten-
tes mais tenazes do que os de S. Paulo
conhecerao em fin que o Monarcha a-
dorado, que a todos os seus subditos fiis
faz sentir os suaves efleitos do seu amor
paternal, tem forca e prestigio para cha-
mar ordem os desvairadosque o desco-
nhecem p3ra castigar os rebeldes que o
desacato. O general Barao de Caxias
ganhou sobre esses discolos urna victoria
que derrotando-lhes as forras e fazen-
do a muitos morder a tena os poz em
tal debandada que nada mais resta do
que expurgar a provincia da presenca de
ingratos criminosos que nao merecem
quartel nem indulgencia. Esses perver-
sos que ousaro abalar o throno em que
est assentado o mais innocente e vir-
tuozo dos Monarchas, receberao urna li-j
cao que Ihes tara sentir por milito tem-
po que um governo bom e justo mas fir-
me e enrgico assim como sabe galar-
doar a virtude e exaltar o merecimento,
sabe castigar o crime e abater o inso-
lente. A provincia de Minas est pa-
cificada Parabens aos Brasileiros pa-
rabens aos Pernambucanos !
tarefa com a mesraa dedicado da parte dos Brasilei- pareciaO dispostOS a sustentar CSSe ponto
ros leaes com que loi auxiliado na que acaba de de- i *
todo o custo.
que loi auxiliado na q
sempenliar : elle conta com a actividade e zelo dos
seus Delegados as Provincias : e ajudado assim da
pericia dos Administradores e do Voto Nacional ,
espera que as suas diligencias produzio os mais feli-
aes resultados.
Deus Guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Janeiro
em 29 d'Agosto de 1842. Candido Joze d'Arau jo
Vianna Snr. Presidente da Provincia de Per-
namburo.
tendo dirigido as forcas
VIVA O T-VIPERADOR !
Illm. e Exm. Snr.Pela minba correspondencia
anterior est;i V Ex informado de que o grito de re-
belliao que se tinlia levantado em alguna pontos da
provincia de Sao Paulo havia repercutido em al-
;iins outros da provincia de Minas Geraes : cumpre-
me agora communicar a V Exa. que a divina Provi-
dencia tendo visivelmente protegido as armas i.iiperi-
aes na primeiradas mencionadas provincias acaba de
conceder-Ibes hum assignalado triumpbo na segunda,
como consta dos impressos que inclusos remetto a
V. Exa. para ah dar toda a publicidade ; noticia
official queelles contem.
Por aquelles impressos conbecer V. Exa. que as
forcas rebeldes reunidos no Arraial de Santa Luziaem
numero de trez mil e trezentos homcus foro depois
de rerdiido combate de bum s >olpe destrocadas e
dispersas deixando em poder das armas imperiaes
grande numero de prisioneiros, entre os quaes se
noto alguns dos principaes cabecas da rebellio
O louvaveleiithusiasmoeom que os defensores do
Tbrono e das nstituicoes em que elle se basca,
restituiro em breve tempo ;i ordem e ao dominio da
Lei o nao pequeo numero de individuos que ou
mal intencionados ou Iludidos elle se havio
subtrabido naquellas duas provincias operon bum
servico relevantsimo ; mas nao est ainda completa
a obra que esses denodados defensores do Throno e
da Constituico tem de desempcnliar. .
O Brasil necessita de huma (ranquillidadc perdura-
vel para se restabelerer dos males que Ihc causara
o longo periodo da Minoridade do seu Monarcha e
essu tranquillidade nao poder o Brasil consegui-la ,
em quinto na provincia de S. Pedro do Rio Grande
do *ul existir aberta a crtera revolucionaria donde
tem partido asceuielhas que poetn em combustao
ora luins ora outros pontos do Imperio. Cumpre
que aquelle volcao, itilenso ao Tlirono ignominioso
ao Imperio se extinga e desapareca : o Governo
contina a empenbar nesta empreza todos os esforcos ,
lodos os raeios 10 seu alcance : elle conta nesta ardua
ACCAO DO AURAIAI. DE SOTA I.U/.IA.
Illm. e Exm. Snr.Fazem boje jus-
tamente dous mezes que tive o prazer de
ofliciar a V. Ex. do palacio do intruso
presidente dos rebeldes da provincia de
S. Paulo, annunciando a V. Ex. a toma-
da de Sorocaba e a completa dispersao
dos ditos rebeldes, e ora o faco do pala-
cio do intruso presidentedesta,participan-
do que outro tanto teve lugar a respeito
dos rebeldes de Minas, porm com al-
gum derramamento de sangue.
Com effeito
do met commando em tres columnas ,
dei o commando de urna dolas forte
de 1,2or bomens ao coronel Jos Joa-
quim de Lima e Silva e ordenei-lhe
que partindo pela Estrada da Lapa fosse
oceupar posicao perto deste arraial ; a
segunda composta de 46o guardas nacio-
naes commandados pelo tenente coronel
Attayde, e dirigida pelo major Andrea,
seguio pela esquerda aim de cortar a
retaguarda dos rebeldes pelo lado da
Ponte Grande sobre o llio das Velhas; e
eu, testa de 8oo soldados e duas pecas-
de artilharia, marche! pela estrada dirci-
l.-. da cidade de Sabara para aqu.
O meu plano de ataque devia eTeitu-
ar-se amanhaa ; porm achando-se
os mencionados rebeldes em numero
de tres mil e trezentos encorajados
pelos triumphos de Queluz c Sabara ,
dispondo de bom armamento c grande
copia de municoes de guerra ousrao
ir esperar-me a legua e meia de distan-
cia em posicoes que pareciao inexpug-
naveis e rom pendo o fogo sobre
mim s 8 I2 horas da mantilla forcoso
foi nao voltar-lbes a cara e desalja-
los de taes posicoes, o que consegu
depois de mais de urna hora de renbido
combate: porm retirando-se elles
em boa ordem
, e oceupando sempre
posicoes dominantes, a bravura dos
meus soldados conduzidos por oflicia-
es que se cobrirao de gloria os foi de-
salojando dellas at as 3 horas da tar-
de acbando-me eu neste arraial. Nes-
Foi nessa occaziao que o referido
coronel Jos Joaquini de Lima tendo
ouvido o fogo do renhidissimo comba-
te carregou sobre o arraial pelo flan,
co direito com a columna do seu com-
mando 5 entao fing retirar-me para cha-
mar a attenco dos rebeldes sobre mim,
e distrahi-los do predito coronel ; e car-
regando logo depois sobre elles baio-
neta entrei no mesrno arraial quando
nelle enlrava tambem aquelle coronel.
Os rebeldes, em completa debandada,
ugiro em todas as direccoes deixando o
campo da bata I ho tincado de cadveres ,
enjo numero ainda nao posso aiancar por
ter findado o combate j de noile.
Nos tivemos de 18 a s0 soldados mor-
ios 8 offciaes feridos, um deiles
gravemente, 2 outros oliciaes contu-
sos e 7o soldados feridos dos quaes 10
gravemente.
Cahirao em nosso poder 3oo prisio-
neiros entrando nesse numero Thcoi-
lo Benedicto Ottoui Jos Pedro de Car-
valho ex-deputados assembla geral,
Joao Gualberto Teixeira de Garvalho e o
vigario Joaquim (Gamillo de firito, prin-
cipaes cabecas da revolta e outros de
menor importancia
Em geral, oliciaes e soldados port-
rao-se bem e alguns dos oliciaes do
meu estado-maior nao se limitando se-
ment s suas obrigacoes collocro-se
testa da forca atacante e izerao pro-
digios de valor.
No campo da batalha fiz alguns olici-
aes de commissao por ter grande falta
deiles e haverem os promovidos prati-
cado artos de bravura ; um deiles foi
mortalmente ferido poucas horas depois
da sua nomeaco.
Vao j partir diversas forcas em per-
seguidlo dos rebeldes dispersos e espe-
ro que o numero dos prisioneiros subir a
mais.
A falta de tempo nao me permitte
dar a V. Ex. mais circunstanciada par-
te e fazer menco dos bravos oli-
ciaes do exercito do meu commando
guerra
que se izerao credores de que seus no-
mes ebeguem ao alto conhecimento de
S. M. I. o que farei logo que as cir-
cunstancias o permittirem.
Dos guarde a V. Ex. Qtiartel-gene-
ral no Arraial de Santa Luzia 20 de
agosto de i84. Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Clemente Pereira, mi-
nistro e secretario de estado dos nego-
sa occasio minhas provisoes de
estavao exhaustas e meus soldados fa-Jcios da guerra. Barao df. Caxias,
tigadissimos e sem terem comido em I era I em chele.
todo o dia no entretanto que os re- NB.Foi portador deste oficio o
beldes oceupavao urna altura que domi-jcoronel Souto-Maior, que veio de O uro
Preto em 5 a C das. Diz elle que J os
nava o meu campo e ahi entrinchei-
rados e tendo acestado a peca de arti-
lbaria que haviao tomado em Queluz ,
Feliciano se acha cercado e provavel-
mcote seria preso.
r\ecife na Typ. de M. F. de Faria. 1

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