Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08132


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Full Text

Annode 1842.
Sexta Feira 16
O
a
Todo aROra depende e nos meamoa ; da aoaa prudencia modereciio e energa : con-
tinnenoa como pnacipiamoa e seremea aponladoa com ,.mirnao "enlre aa NacSea mais
enlus. _______^^^^ (Prorlamacao da Assemblea Geral do irazil.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
fioianna, Paraiba e Ro grande do Norte, aegnndas e sextaa feiraa.
Bonito e Garaabuns a 40 e 24'
Cabo Serihaem Rio Formo? n Porto Cairo, Macei e Alajoa no 1.
Faieii 13. Sanio AntSo qninlaa feiraa. Olinda todoa oa das.
H,e M.
DAS DA SEMANA.
4? Sec. s. Ama V. M. And. I .1. de D. da 2. t.
43 filo felippe M Re. Ad. do J. de ]) da 4. .
4', Qjatt. ElUlbaoSo Oa S Criu. And. do .1. de D da 3 v.
4.i Quii. Domingos em Soriano. And do juir. de I) da 2. V.
4(i ScX'. Cornelio, e Cypriann Mo. Aud. doJ.de D. da i\ y.
47 Sab. As Cliagas de S. Francisi-n. Re. Aud. do J. de D. da 3. r.
4S llom. Festa dos Dores de N. Snra.
de Setembio. Anno XVIII. N. 100.
O Diario publiea-e todoa oa diaa que njo forera S'ntifiVado : o prefo da aaaignatora be
Al Mi mil rei por quariel pagos adianlaos. OsaMUneioa dos assignaale sao inserido,
gratis e oa desque o nao (orea raiio de 80 reit por linha. As reclamaeoea devea aer
dirigida a es!Tvpograiia ru das Cruies 3, su prara da Independencia lnja de litro
Numero 37 e 38.
CAMBIOS no ni a L" de sf.tf.mbro. compra venda.
nominal,
i p. franco.
Cambio aekre Londres 24
* Paria 3S5 re _
a J.isboa 40fi par 400 nominal,
Moedade cobre 4 por 400 de deacontn.
Ideas de letras d* boa urna* 4 e ilr|
Orno Moeda de 0,400 V. 46,300
a .. N. 4C.10
.de 4,000
PltTa Patacoea
Petoi Culuaanare
dito Mexicano
muida
9,400
4,580
4.8S0
4,880
1,6110
46,500
46.300
9,300
1,8'H
Mi
4.890
4,730
Pleamar do da IC de Sclcmbro.
4. a 2 horis a 6 ai. da manb5.
2. a 2 horas e 30 aa. da tarde.
PHASES DA LOA NO MEZ UE SETEMBHO.
Ln Nora a 4 -- 4a 7 ama e 22 aa, da tard.
Quart. creae. a 44 a 4 horas e 42 m da tard.
La ebeia a 19 -- i 'i huras :> m da tard.
Qnart. ming. a 27 --a 0 hora e 47 a, da tard.
ii \i.ao ir ihrvaiiiuco.

PARTE OFFICIAL.
COMARCA DE FLORES PRESOS DO EX.
Illm. e Exm. Snr. Honlem pelocorreio
terrestre desla para essa cidade partid pe a Y.
Ex. algunsmovimentos da chegada mista vil-
la dos revoltosos Livio Lopes Castello-branco
do-lhe competentemente informado o roque- ( aos empregados quanto os priva dos meiosde
rmenlo do Major A. G. L. que pedia tres satisfazerem as suas mais urgentes necessiJa-
meses de hcenga a fim de traetar do sos
particulares interesses fora da capital.
eoutros presos da sedigAo do Ex, e agora por
esto correo extraordinario vou fazer scienie a
V. Ex. que hoje pelas 6 horas da manh .
erguendo-me da cama recebo o incluso ofli
ci do Major Bernardo Luiz Ferreira Cezar
Loureiro ten lo-se j antes retirado dest.i
villa o Coronel Francisco Barhoza Nogueira
Paz com todos os presos que Ihe entregara o
dito Major e no proprio instante fiz prender
a este, e no mesmo momento deprequei for-
jas ao Tenente-Coronel Manoel Pereira da
Silva, ao Commandante Superior Asostinho
JN'ogueira de Carv.illio e o CapitAo JoAo Nu-
.nes da Silva para de novo prendar aquelles,
nao me podendo Harem tropa da I. cwmpa-
nfila de'i. N. nesta villa da qual he capi-
tAo commandante Manoel Rodrigues Mariz ,
que me dizem ter tambem acompanhado o
Rarboza. Eu nao doixei de estranhar a fa-
cilidade do dito \Iajor para com presos de
tanta considerado'mas como nao m'os tives-
se entn 5 tdo talv iz por falta de lemhranga
do Tenente-Coronel Pereira descancei na
hipotliese de nao haver urna tal resolugao.
Deus Guarde a V. Ex. por muitos annos.
Delega tura do termo de Flores 2 deSelembro
do 1842. Illm e Exm. Snr. Baro da Boa-
vista Presidente da Provincia de Pernambu-
co. Manoel Domingues d'Andrade.
Illm. Snr. Achando-me prompto para
marchar para a capital entregar os presos
ao Exm. Presidente, acontece o Coronel i\o
gueira Paz nAo m'os quer-sr entregar dizen-
tlo que a prisSo he injusta e Ilegal por isso
que resista seguida dos ditos presos a vis-
ta do que V. S. quera com urgencia dar as
providencias que sfio necessarias em laes ca-
sos. Deus Guarde a V. 5. Flores 2 de
Setembro de 1842. -Illm. Snr. Major Ma-
noel Domingues d'Andrade Delegado tiesta
Comarca. Bernardo Luiz Ferreira Cezar
X-oQreiro.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 15 DO CRRENTE.
OiTicioAo Exm. presidente informan-
do acerca da representagAo do cominissario
liscal do ministerio da guerra com respeito
aos ven cimento e nomeages dos cirurgies
de partido e capolles inlirinos dos corpos.
DitoAo mesmo Exm. Sr. enderessan-
lo-lhe competentemente informado o requer-
ment de Jeronima Mara que pedia foss^
desligado do batalhao d'infanlaria de G. N.
destacado seo flho Manoel do Carino que
Ihe serve d'arrimo e em altenco a ter j
no servico do exercito outro flho.
DitoAo mesmo Exm. Sr. transmiltio-
do-lhc a rtdacflo nominal dos individuos vo-
luntarios o recrutas que assentaro praga
em o mez prximo findo.
Dito-Ao mesmo Exm. Sr. enviando-
Iho para ser presente a S. M. I. o requeri-
miento de Francisco Borges Cavalcante sol-
dado da companhia d'artific is que impetra-
va demQo do servico por ter sido impropria
ment recrutado como constava da justilica-
<;') apensa a sua supplica.
DitoAo mesrno Exm. Sr. transmit-
linlo-lhe informado os requerimentos do 1.
teoeiite Pompeo Uomano de Carvalho e a-
1 're francisco Joze de Souza Alves que pe-
dia, o primi'irn tre. mezes, e o segundo dous,
Btaa adimitalos para ocerrer as
dispisas qur- [jito com seos fardaim-nti^.
DitoAo mesmo Exm. Sr. apresen tan-
DitoAo dezembargador chefe de polica ,
devolvendo-lhe o recruta Francisco Antonio ,
que sendo inspeccionado foi julgado intima-
mente incapaz do servico.
DitoAo inspector da thezouraria com-
municando-lhe os esclarecimentos re^ebi^los
da provincia do Par acerca do msico Ma
noel Bernardo d'Alc.ntra e o soldado Fran-
cisco de Santa Clara a qu'-m se mandou sus-
pender em 22 de Junho deste anno o paga-
mento das prestaces que deixarSo as suas fa-
milias por constar terem ambos sido d-
mittidos do servido.
DitoAo lente coronel commandantc do
batalhao J'infanlaria de G. N. destacado; re-
metendo-lhc para serem archivados os p roces-
sos verbaes dos BR. soldados Manoel Cae-
tano to Nascimento e Manoel Antonio de
Lima cujas sentengas tivero publicdade
as ordens do da 12 e 13 Jo coi rente.
DitoAo t-mente coronel commandnite do
batalhao provisorio, communcando-lhe que
nesta data linha nomeado oc-'pito Cruz, e al-
fares Meireb'S, e Saboa, para um concelho de
invistigacAo.
DitoAocapito Manoel Fernando da Cruz,
remettenilo-lhe a portara de noineaco e
partes que servem de base ao concelho d'in-
vistigago que se manda proceder contra o
soldado da companhia d'artilices Antonio Joze
Teixeira.
DitoAo commandante da forlalesa de I-
tamarac respondendo o seo officio de 11
dn corrente remottendo-lhe a importancia
dacaulella dos voncimenlos do destacamento
no presente mez e mandando reformar os
papis de contabilidaie relactivos ao mez p.
p. afm d'abater da respectiva importancia ,
o excesso de 40 res que tom sido ndivi-
damente lirado para o 2. sargento do desta-
camento.
PortaraNomeando o concelho de nves-
tigaro que tem de tomar conhecimento do
soldado da companhia d'artifices Antonio
Joze Teixeira ; pelo crime de ameaga ao su-
perior.
DitaAo tenente coronel commandante do
batalhao provisorio mandando dar baixa ao
soldado Joze Joaquim dos Santos e abrir as-
sen to de praga para servir em seo lugar ao
paisano Pedro Joze da Porsiuncula pelo dito
Santos oTerecido.
A DIVIDA DOS EMPREGADOS PROVINCIAES.
Por mais d'uma vez nos tumos achado en-
tre pessoas que ou por gnorarem verdadei-
ramerite as razos que tem occasionado o nao
pagamento em da dos ordenados vencidos pe-
los Empregados Provnciaes ou por firmo
proposito do imputaren quem governa tt>-
do o mal que apparece sem attenderem as
cauzas que o motvo aflrmao calorosamcn
te que um semelhanle inconveniente resulta
da administragao, ou antes da simples von-
tade do Exm. Presidente da Provincia. E o
mais que a nao se estar animado do espi-
rito de justiga e n3o busca .ido-se exami
nar prudentemente as causas que concurren)
para esse offeito fcilmente se poder fazer
das eventualidades um proposito e da neces-
sidade um crime.
Fina vezqueirrefleclidamentes so atton-
der para algumas obras provnciaes que vio
tendo o seo curso regular, e que demando,
por sua natureza destusas nao pequeas, o
homcm, mesmo o melhnr inlen ionado, c!ie-
uar a suppor, nA un i rro-m administragao,
porem una falla de calculo tanto mais fatal
i des ao passo que si recebe anmago e im-
' pulso o material da Provincia. Em verdade,
se urna tal supposigo podesse ter alguma coli-
sa de realidade se, por simples vontadedo
Governo Provincial, as obras publicas que
podem solTrer alguma demora e outras des-
pezas nAo urgentes fossem antepostas ao pa-
gamento dosservigos prestados pelo Empre-
gados Provincaes cujas necessidades devern
ser diariamente satisfeilas certamente bem
grave responsabilidado pesara sobre a a.J-
mnislragao eentAo urna semelhanle con-
ducta era digna da mais severa censura; mas.
como estamos convencidos de que esse mal
tem una origpm mu diHerente d'aquella que
se Ihe d, julgamos conveniente aventurar
algumas reflexOes este resppito ; nao so pa-
ra esclarec ment dos quelaborAo em erro,
mais ainda para que reoaia o analhoma sobro
quem verdadeiramente culpado.
Quem se der ao Irabalho de Minear os or-
gamentos que a Assemblea Provincial tem an-
fiualmenle organisado e combina-los com os
lilTerentes discursos d'aber'.ura que os Presi-
den tea tem dirigido a mesma Assemblea ha-
de necessariamente confessar que a Adminis-
tragAo tem sempre lutado com um dficit
que nem a sua prudencia nem o seo zelo
podem suprir e remediar. Urna vez decre-
tada a desppza todos querem que ella se fa-
ga mas nenhuma atlengao presto ao ac
nhainentoda receta e aos inmensos obs-
tculos que impedem a arrecadagao obsta-
culos que so polem ser removidos por medi-
das legislativas muito bem pensadas. A As-
semblea rovincial at o anno passado; adop-
tou o uso de decretaras despesas que julgava
necessarias, ou uteis sem consultar se o re-
sultado dos impostos poda ou nao satisfaze-
Ias e d'aqui veio a pratica de se orear ni-
camente a ilespeza e deixar-sc em olvido a
receita talvez por temor de mostrar-se, por
meio das cifras o cruel embaraco em que se
devia adiar a Administragao para cumprir
leis similhantes. Ora junte-se essa pra-
tica, pouco justificavel a nenhuma attengo
que a Assemblea Provincial tem constante-
mente prestado s reclamages da Adminis
tragAo sobre o dficit que annualmente
apparece e ver-se-ha que o atrazo e desar-
raigo das finanzas nAo tem a sua origem no
Governo mas sim n'aquelles que f.zcm as
leis: entretanto que os que se forro ao tra-
balho dVsto exama embora desprovidos de
razes e provas, nAo duvido dizer = o Go
verno tem a culpa de nAo serem pagos pon-
tualmente os Empregados.
Nao tem sido certamente o Governo da
Provincia que sem augmentar a receita ,
lem creado novas despesas: no foi o governo
que creou algumas repartigf.es que tanto pe-
sAo sobre os cofres Provnciaes sem urgen-
te necessidade : nAo o Governo que tem el-
levadoquasi todos os ordenados: nAo foi o
Governo que decretou a construgAo d'essas
estradas que urna vez arrematadas e feitas,
forga pagar de prompto e sem rodeos aos
arremattantes o prego estipulado : nAo fi-
nalmente ao governo quesedeve o impeci-
mentoda arrecadagao. Seem tudo sto ha glo-
ria gloria recaa sbreos nossos Legislado-
res Provnciaes ; mas se ha falta, ou erro ,
com elles tamben carreguem os mesmos Le-
gisladores.
NAo lia muitos mezes(em Abril ) que a
Assemblea Provincial depois de haver de-
cretado a le do orgamento e reconhecido
no artigo 38 a existencia d'um dficit ,
na ultima sessAo que fez no derradeiro dia da
sua reunifio requerimentos de dous arre-
matantes d'impostos Provnciaes, desorgan-
sou lodosos scus clculos e por dous pare-
ceres de commissAo nAo s dminuio as ci-
fras da receita mas anda paralizou a arre-
cadagao de quantias vencidas que ja estavSo
destinadas para fazer Cace despezas que nao
admittiao delongas. I ma tal medida veio
dar lugar a que se achem hoje protestadas le-
tras na quantia de mais de 40:000> e por
consecuencia a thesouraria inhabilitada para
fazer, com pontualidade o pagamento dos or-
denados Provnciaes; e entretanto que esta fal-
ta nasce d'um acto d'Assemblea, que nao bus-
cn por algum meio remediar ovasioque
a sua decisiio deixou na receita a ignoian-
cia e a m f sempre facis em tirar illa-
ges estupidas n temerarias tornao o Gover-
no responsavel por um acto que se oppoz ,
quando estava a qu.-stAo afTecta a sua auto-
ridad-.
De ordinario quando a Assemblea Pro-
vincial se rene apparesse una chusma de
exigentes que se julgo com o mais incontes-
tavel direito em favor de suas pretenges ,
embora sejo estas destituidas de todo funda-
mento : a par d'elles ve-se urna cohorte de
presumidos que com suppostas bulas eri-
gem-se em protectores e empregAo lodos os
meios para serem servidos ; e quando a mes-
ma Assemblea por urna d'essas irreflexOes
de que susceptiva a humanidad d um
passo falso nacarreira legislativa e satis-
fazendo a pretengio d'um esperto langa -
brolhos no curso da AdminislragAo esse
exigentes e esses protectores *o os pnmei-
rosem invectivar o Governo e justificaros
Legisladores, afm deque, desculpando es-
tes, arredem de si todo o pezo di odiosida-
de que os devena opprimir e por este nico
meio oceultem aos olhos do publico a gran-
de parte que Ihes tocado geral desarranjo.
Em abono da celeuma que se levanta con-
tra a AdminislragAo quando os cofres esto
na impossibilidade de salisfazer os que d'elles
vivem ; nem um facto se produz : nAo apre-
senta-se urna s ordem para despeza deque
se possa prescindir e que nao esteja autori-
zada por urna le. Apenas se tem argumen-
tado com as ebras publicas e com o paga-
mento em dia do corpo policial ; mas quem
nAo v quAo mizeraveis sAo estas escapato-
rias? quem nao conhece a futilidade de taes
fundamentos para sustentarem urna censura
irrogada AdminislragAo ? Fui a lei decretou
que se fizessem taes e taes obras e autori-
sou o Presidente da Provincia para contratar
Engenheiros que &s dirigissem : e effectuou-
se o contrato: os Engenheiros vierAo para a
Provincia vencendo nAo pequeos ordena
dos eo que fazer ? Convir que esses ho-
mens percebendo os seos vencimentos es*
tejAo n'esia cidade desfrutando um santo o-
cio ? estarAo prehenxidas tiesta maneira aa
vistas da Assemblea que votou urna quantia
avuitada para milhorar o material do paiz e
fazer com que as rendas provnciaes alo M~
jAo nicamente absorvidas pelos Empregados?
seria mesmo econmico nada despender em
obras publicas ao passo que os Engenheiros
vao recebando os seos ordenados ? Quem as-
sim pensa est bem longe de ser amigo do
paiz e bem ao contrario deixa perceber
que nAo passa d'um frentico egosta por
que exige que o melhoramento da provincia
seja sempre e sempre sacrificado ao seo in-
teresse particular.
E o que turemos a respeito da preferencia
que se tem dedo nos pagamentos ao corpo de
polica ? Estamos bem convencidos de que o
homem sensato e que nAo olhar para as
cotizas atravez do prisma das paixes, nun-
ca deixar escapar urna palavra em desabono
d'uma tal medida. Se um empregado publi-
co que d'ordinario tem recursos difle-
i 'tiles de seos ordenados e a fdieidade de
encontrar quem suppra as suas precisOea ,
iultfa-se cheiode razao para clamar contra a
demora de seos pagamentos ; que injustica
revoltante nAo sera essa demora para com um
pobre soldado i'! Por via de regra aquello


.!*

2
as
goza scmprc de um vencimcnJ,o milito mais os oulros dois membros da junta para que
_!..*mm ,K. ni>> rvr>ln r., f .n\nA rtii.i *\ nmnrn. fi\L'cn n 1111 ifint rln tfAlsnln <^ #nl n.\m!n7nc fif
pingue lo que esto : ao I 'ipo que o empre-
ado conta coin a certez t de estar na cicla Je
ou villa em que mora sem ser obrigdo a
mudarsua residencia osoldad.i sujjitoas
ordens superiores, militas vezes eoagido
a "fcmwihocer em um lugar, o anoilecer em
nutro gastando n'essas panosas viagens a
rampa o calcado o as Torgas : o em prega-
do recebando um titulo de nomeaefio faz
imicamenle o sacrificio de poucas lioras no da:
o soldado porem em troco do mesquinho
sold que se Ihe d sacrifica o seo repouso ,
oseo lempo as suas affeigoes e a propria
vida : a proporefio que um descangando na
lbrga publica p assa as noitcs em bellas soi-
res ou sobre o seo lefio de repouso entre-
gue n um somno templo de cuidados o ou-
tro tiritando de fri, c sol rendo as ama-
guras da.insomnia velara ordem, expe-se
na perseguirse dos mos, defende as propre-
ilades de seos consida los e paga desta ma-
neira eom muita usura o pao que com elle
se reparte. Assim ja se vi que a preferen-
cia accordada ao pagamento do corpo policial.
'justa sobrehilo, humana ; e censura
merecerla o governo que condemnasse a cs-
ses servidores e defensores da provincia a
mendigaren! o sustento ao passo que os obri-
ga a prestar oseo tributo de sangue. Por
tanto evidente que bem longe est o Gover-
no de ser o motor das privagOes que soffrem
os empregados Provincaes e que por issa
infundada c injusta a aecusago que llic fa-
zem alguns espiritos pouco justos e des-
peitosos.
CORRESPOND-; N CA.
Senhores Redactores Como o Sr. Manoel
Antonio dos Passos o Silva sub delegado
tiesta freguezia de S Pedro Martyr de Olinda,
me fizesse no dia 2o do Jullio prximo pas-
sado mu grave o dolorosa injuria tm-
quanto medeixeem plena assemblea parochi-
al, e perante a mesa delia algumal sinis-
tras desabridas palavras que davo a in-
ton jer ou que a copia pela qual eu acaba -
va de fazer a chamada dos votantes e elegi-
veis havia sido alterada ou que eu tinba
omitido na chamada os nomos de alguns dos
que tinho sido qualilieados ; era do meu
dc\er, como lnccionario publico, que preza,
como deve, a sua reputado langar afio
dos metes legtimos que me reslavo, para
desvanecer as suspeilas que similhautes pa-
lavras poderio ter produzdo nos nimos de
alguns dos mudes que deslinctamcnle as
ouviro.
Com csse nico fim e at com expressa
declaracao esenpta c ofl'erecida em juizo de
noser"minha inlengo perseguir criminal-
mente o Sr. Passos no caso que nao provas-
se ( como ou tinha razo de sber que nun-
ca provaria ) um ou outro dos dois factos ,
cuja alternativa to injustamente me imputa-
ra ; usando do dircito que me conferia o
fosse qualificado volante o tal Domingos do
Carmo Guedes liberto do seu amigo, e
adstricto ao servigo deste durante a sua vida.
A'vista da uniformidade das duas copias
recorreu o Sr. Passos as armas do artificio,
t"igivei'=acfio o maledicencia do seu advo-
gado o Sr. Doutor I.uiz Paulino Vellez de
Guivara que, esquecido do bom modo, e
equidadfl com que o tratei em quanto meu
discpulo honrou-me gratuitamente ( em
urna chamada deleza do seu cliente quoleu
em juizo e fez reduzir c termo nos autos )
com urna boa doze de disforzadas injurias.
Deixanlo porem de parte a deliberago desse
nobre moco resta-me tirar respeilo do
Sr. Passos urna consequencia ; he que a
uniformidade das duas copias prova perfeita-
menle que nem aquella pela qual eu fiz a
chamada soflreu alterago alguma, como
t-llc suppoz, ne meu omitti na chamada um s
dos nomes quenellaestavo inscriptos.
Dignem-se porlanlo os Srs. Redactores dar
publicidade pelo seu Jornalas presentes linhas,
e documento incluso com o que obrigar o
seu constante
Assignante e atiento venerador
Dr. Lourengo Trigo de Loureiro ,
Juizde Paz.
Illm. Sr. Vigario. Como na reunio da
junta para a qualilicago dos votantes e ele-
giveis da nossa freguezia houvesse entre
nos ambos e o respectivo fiscal, o Sr. Ma-
noel Antonio dos Passos e Silva bem atu
rado debate acerca do liberto Domingos do
Carmo Guedes sustentando e insistindo o
dito fiscal que elledeva ser qualificado vo-
tante pela razo de haver votado as elecoes
transactas e sustentando nos o contrario
sob o fundamento de Ihe ter sido concedida
a alforria com a condigfio de servir seu an-
tigo senhorem quanto elle vivo fosse e de
nao proceder contra esta razo o argumento
deduzido da sua admisso a volar as
eleices transadas j pego a V. S. o especial
favor de me declarar ao p desta se bem e per
faltamente se lembra de que isso se passou na
junta, e que por voto do nos ambos o tal Do-
mingos do Carmo Guedes deixou de ser incui-
do na lista dos votantes ; dando-me licenga
para instruir com a sua respo3la urna cor-
respondencia que pretendo mandar para o
Diario.
DeV. S.
Atiento Amigo e obrigdo criado
Lourengo Trigo de Loureiro.
Exc. ? Elles assim se conciderio e o sup-
plicante como tal
P. a V. Exc. a graca de tornar sem ef-
fcito essa suspensfio habilitando-o para
o exercicio de suas ordens.
El orabit ad Dom.
Pa 1ro Antonio Alvares de Souza.
Das inslrurges a respeilo decretadas por
S. M. I. em 4 de Mate do corrente anno ,
consta que somenle o Reverendo Parodio ,
ou quem suas vezes exorcer, pode ser um dos
membros que compoem a mesa Parochial ,
sendo interdicta ao Juiz de Paz e ao Paro-
dio a convocarlo de substitutos que no es-
tejfto designados por Le, para s'evitarem ar
bitrariedades. Reconhecemos por nao ver-
dica a permisso allegada cerca das instruc-
coes de 20 de Margo de 1824. Palacio da So-
lidade em 28 de Julho de 182.
R. de Pernambuco.
replica.
Rlm. Exm. eRm. Sr. Osuplicaate res-
peitosamente torna V. Exc. Elle prescin-
de da questo seo Parodio ple ou nao
nomear quem o substita na prezidencia da
meza Parochial ; com V. Exc. seu digno
Prelado jamis pretender sustenla-lo. Af-
firma s V. Exc, em f de Sacerdote, que
em sua mente nao se deu o motivo que
talvez se attribua o seu procedimento ; supoz
podel-o fazer sem incorrer em desobedien-
cia. Assim de novo
P. a V. Exc. a graca j implorada.
E. R. M.
Padre Antonio Alvares de Souza.
Deffereriremos logo que convenha. Pa-
lacio da Solidade 2 d*Agosto de 1812.
B. de Pernambuco.
Illm. Sr. Dr.
Saptisfascndo o que V. S. me pede ; res-
po-idoque me lembro perfeitamente deque,
ludo quanto V. S. diz nesta se passou pe-
rante a junta qnalificador dra nossa freguezia.
Sou de Y. S. Amigo c fiel criado
O Vigario Joo Joze Pereira.
G0.V1M ERGIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia l;i de Setemb. 4:877*176
DESCARREGA II0.1E iG DE SETEMBRO.
Escuna Americana s= Rozarlo ==Taboado.
Rrigue Portuguez = Josefina Emilia
resto da carga.
Briguclngb?z= Syren= Bacalhao.
O
A' PEDIDO.
Exm. e Rm. Sr. O Padre Antonio Alves
de Souza sendo Ih apprezentada aportara
de V. Exc. em dada de boje que o suspen-
de de todo e qualquer. uzo de suas ordens ,
pelo simples fado de ler feito as vezes de Pa-
rodio no acto das elleices que tivero lu-
gar na Freguezia de S. Antonio ; em obedi-
encia V. Exc. como Ihe cumpre recebeu
essa suspencao; mas ello vem respetosamente
expor V. Exc. que o Reverendo Parodio, que
o nomeou podia-o fazer, apezar de nao ser o
suppliranle seu Coadjutor pos que as ins-
Inicooes de 26 de Margo de 1824 permiltem
ao Pa rocho nomear um S:cerdotc que diga
a Missa do Espirito Santo recite o discurso
anlogo ao objectp e componha a mezi Pa-
rochial. O supplicante he administrador da
Matriz seu Parodio legtimamente nome-
ou-o para isso; elle acceitou e est inlima-
mente persuadido nfio haver ineorrido em de
^obediencia alguma. Se por ventura o sup
plirante exercesse piltras funecoes s inheren-
tes coa Ijutoria tinha sem duvida ineorri-
do em desobediencia porem jamis excrcen-
do nutras para que o hahilito suas ordens .
a nomeago simples do Parodio ca Lei.
Exm. Sr. O supplicante he pobre, tem
sobre si urna familia bstanle oneroza de Pai,
iinies e li.i. Todos estes sao alimentados
pe|o supplicante que tira sua parca subsis-
tencia do exercicio de suas ordens vive das
earuolas que Ihe dao por esse exercicio. Es-
tando elle suspenso, como manter-se, o sup-
- plicante esua familia ? E he V. Exc. seu
.DCe doliberlo Domingos do Carmo Guedes, pai espiritual aroslumndo n expargir a be-
:.,-[ da o documento incluso. Por esle neficencl por seus filhos quem decreta a
J p*sos ou falla de \ nengo c lira os meios de poderern viver
LAo aJmirav.;! falla de memoria queja ao suplicante seu pai ta, e trez irmaes
nao se
artigo 210 do cdigo criminal, chamei-o
juizo para o fim de explicar as suas palavras:
o romo a sua explcagiio conlirmassea inlelli-
gencia que eu lhes havia dado e elle al
declarasseos nomes de quatro guardas pol-
ciaes e de um liberto que dixe haverem
sido qualilieados pela jimia ( de que elle fora
inembro ), e nao eslrem inscriptos na co
pia pela qual en fizera a chamada ou en-
tao terem sido omitiidos por mm na occasio
doobamamento exigido Sr. Passos, por
virlude do artigo -239 do cdigo criminal, que
me p'rovasso ou a supposta aleragSo da
copia ou a supposta omisso do chama-
mento das pessoas por elle nomeadas como
qualicadas pela junta apresenlando orlidSo
da segunda copia, remeltida pela msma jun-
ta ao Exm. Sr. Presidente da provincia ,
para que fossoconfrontada emexame judi-
cial com aquella que linha ficado em
meu poder e pela qual havia leito a chama-
da significando-lhe que ella se achava no
archivo da*Cmara Municipal enimassada com
aa.cedulas dos votantes por ass-ntimenlo da
mesa rcflcxes que eu Ihe apresenlra.
A'ludo se presin o Sr. Passos com inau-
dita GUiica e arrogancia persuadido que
novara um eu outro dos dois fados
qjnosos cuja alternativa me linha im-
jitado : porem o resultado foi que oSr.
Passos tmbem nao achou na segunda copia
( ossignada sem restriego alguma pelos tres
membros da junta da (pial o Sr. Passos foi
o tercero ) os nomos das pessoas por elle de-
claradas o por mim desconocidas cx-
IMPOnTAQA.
O pataxo sardo Renedicta Maria yin-
do de Monte-vdeo, entrado no corrente mez,
consignado a Manoel Joaquim Ramos e Silva
Manifeston o seguinte.
lOOquinlacs de carne seca, 2,"i ditos de
sebo em rama a Manoel J. Ramos e Silva.
O brigue inglez Syren vindo de 1er-
ra-Nova, entrado no corrente mez, consig-
nado a Charls Roop e C*
Manifeston o seguinle.
2000 barricas com bacalhao.
A escuna americana Rosario vinda
de Frankforte, entrada no corrente mez, con-
signada a Jos Raj
Manifestou o seguinte.
8N,000 ps de taboado a Jos Ray.
HO VI MENT DO PORTO.
NAVIO SAIIID0 NO DIA le.
Rahia, e Rio de Janeiro; Paquete Inglez Cra-
ne ; Commandante Euis.
EDITA ES.
ODr. Manoel MenJes da Cunha oAzevedO,
Juiz de Dreito da 2." vara do crime e
presiden^ do tribunal dos jurados na pri-
meira sesso ordinaria do 1. de setembro
do con ente anno nesta cidade de Olinda
comarca do Recife de Pernambuco por S.
M. I. e C. que Dos Guarde &c.
Faco saber que tendo-se reunido a primei-
ra ses'so dos jurados no primeiro de setembro
deste corrente anno dos Snrs. jurados sortia-
dos s comparecero os seguintes Dr. Car
los Ribeiro Jos Francisco Carneiro Mon-
teiro Pedro Pinto de Miranda lenle Jo~
ze Pedro da Silva capitao Antonio Francisco
rfoSotiaa Liflo, capto Manoel de Azeveilo
do O' Constancio da Silva Seves Jou Es-
teves da Silva, profesor Salvador llennque
de Albuquerque Eourengo Joze de Figuei-
redo Joo Marinho de Souza Lio Alcxan-
dre Joze Dornellas Antonio Joze do Espirito
Santo Barata, Manoel Rumio Correa, Ha-
noel Nea de Mello, Joaquim Marques S.
Tiago, JozoErancis.o Monteiro Pedro Ri-
zerra l'ereira d'Araujo Beltro Joao de Alc-
moCisneiro, Manoel RuUno de Barroa, Jo-
iJmiravd ralla de memoria tflie ja '.o suppiieanic sen pai na, vimnwn u,""",a".....,-""" i in. nrofessor MU
ml,; ndc debate,que levecomj d rao umbem filhos de V.,ze Iheodoro de Moraes Los pfofea H
guel Arcanjo da Silva Costa, Paulino Augusto
da Silva Freir, Dr. Manoel Joaquim Carnei-
ro da Cunha Antonio Manoel de Arago e
Mello, Antonio Bernardo. E para soprirem.
a os que faltaro foi o chamados e compare-
cero os Snrs. jurados seguinlcs Major Joze
Joaquim de Almeida Guedes, Joo Raptisla
ila Silva Manguinho, cirurgio Francisco Je--
ze de Amaral Dr. Fillppo do Barros e Ara-
tijo Anselmo Joze Ferreira, Luiz Joze Gon-
zaga Joze Alves de Faria Jos Jacinto Ta-
varesde Arruda Vicente Ferreira Marinho ,
professor Manoel Antonio de Assumpgo Car-
dim Dr. Zacaras de Gois o Vasconcellos ,
lente coronel Ignado Antonio do Rarros,
Falefio Joo Cando Prospero Montanha ,.
Joze Policarpo de Freitas tenante Antonio
Manof I Lobo, Joze Tavares Gomes da Silva,
Joze Eustaquio Maciel Monteiro, major Jofto
Paulo Ferreira Joze Miguel de Souza Ma-
galhes Jnior, Dr. Nuno Ayque Alvellos An-
nes de Rrto Inglez : os quars Snrs. jurados
cima lodos fbro assiduos at o fim da sesso.
De que para constar mandei fazer o prezente
e publicar pelo Diario de Pernambuco de-
baixo do meosignal e sello deste Juizo, ou
valha sem sello excauza. Olinda 9 de se-
tembro de 182. Eu Joaquim Joze Cira-
co escrivo o escrevi.
Dr. Manoel Mendos da Cunha e Azevedo.
O Dr. Francisco Carlos Brando, juiz muni-
cipal substituto da segunda vara do termo
do Recife por S. M. I. e C. que Dos Guar-
do &c.
Fago saber que pelo Dr. juiz de dreito da
gund v.ra do crime desla comarca Manoel
Vlendes da Cunha c Azevedo me fora feita
parlicipago de haver n'este termo convocado
para o dia 28 do corrente pelas 9 horas da ma-
nh a segunda sesso ordinaria dos jurados
d'esteanno para a qual sahirfio sortidos os
48 Snrs. que se seguem : Joze Margalino da
Rosa Gustavo Joze do Reg ,' Joze Ignacio
da Costa Monteiro Miguel Archanjo Montei-
ro de Andrade Manoel Antonio Viegas, Joa-
quim Joze Ferreira Manoel Ignacio de Ol
veira Luiz Rodrigues Sette Joo dos San-
tos Fernandes, Joao Baplista Pereira Lobo-
Jnior, Joze Thomaz d Aguiar Pires Fer-
reira, Antonio Joze Pires, brigdeiro Alei-
xo Joze de Oliveira Manoel Anlero de Souza
Reis Dr. Casimiro Joze de Moraes Sarmen-
t coronel Francisco Joze Marlins Luiz
Antonio Vieira Miguel Archanjo de Figuei-
redo Joo Moreira Marques Francisco de
Camino Paes de Andrade, Dr. Francisco
Xavier Pereira de Brito, Policarpo Nunes
Correia Dr. Domingos de Souza Lio Ma-
noel Thomaz Rodrigues Campello, Joze Ma-
ria da Cruz Joo Pacheco Silva Joze Lou-
rengo da Silva Jnior Francisco Alexandri-
no de Vasconcellos Callaga Joaquim Joze de
Abren Jnior Fellipe Mena Callado da Fon-
ceca AnIonio Joze de Soiza Cousseiro Pa-
tricio Joze Borges Joo Fernandes da Cruz,
major Joze Mara Idelfongo Joo Gongalves
da Silva Joze Bernardinode Sena, Dr. Joo
Ferreira da Silva Manoel Cardozo da Fonce-
ca, Manoel Car dos o Aires, Fellipe Servlo
Bizerra Cavalcanli Joze Francisco Ferreira
Cato Joze Luiz Pereira Joze Das da Sil-
va Moiro Luiz de Franga e Mello Manoel
Francisco de Moira Antonio Luiz do Amaral
Silva Francisco Antonio Cavalcanti Correia,
Joaquim Gongalves Ferreira. Os quaes bao
de servir durante a referida sc^inda sesso ,
para oque sao pelo prsenle cdital convida-
dos devendo comparecer assim como todos
os interesados no dia e hora designados sob
as penas da lei se falt rem. E para que che-
ue noticia de todos mandei lavrar o presen-
te que ser publicado pela imprensa c atu-
sado nes lugares mais pblicos deste termo.
Eu Joze Aflbngo Alcanforado escrivo o es-
crevi. Francisco Carlos Brando.
A Cmara Municipal da cidade de Olinda ,
e seu termo em virtu le da le &c.
Faz saber, que nos das 15, 22, 20 do
corrente mez se hade arrematar por tempo
de um anno por quem mais der as cazinhns
da ribeii a dVsta cidade a casa da plvora do
manguinho armazem grande do varadooro,
ito pequeo no mesmo lugar, e os contraen,
seguintes: afirico e revizo dospezos,
medidas novo imposto de mascates, e boc-
tairas repezo dos assougues subsidio uo.
porros ; comparecendo os pertendentesaDeu-
lados e munidos dos competentes liatloie.
E para que chegoe a noticia de lodos man-
dn a cmara fazer o prsenle que sera p
blicado nos lugares do costme e pela i -
|ir,rK. Cidade do Olinda 12 de setembr^16
I82. Jos joaquim de Almeida luea.
presidente. Jofto Paulo Ferreira secretan".
*a*i


DECLARARES.
TIIEZOURARIV DAS RENDAS pnoviXCl.VF.S.
Nao tenJo comparecido concurrentes ao
ontracto do fornecimcnto de rame precizo
naraapoiite suspensa do Caxang. convda-
los peloannuncio desta thezouraria de l de
agosto ultimo o Snr. Inspector manda no-
va'nienle convidar s pessoas a quem possa
ronvir o referido contracto a apresentarem as
siias propostas por escripto at o dia 20 do
oorrente, na secretaria da mesma ti.esoura-
ria aondo sero patentes o ornamento, e con-
loes respectivas. .
Thezouraria das rendas provinciaes de l'er-
namlmco 12 de Setembro de lSi2. = O Se-
cretario Luiz da Costa Porto-Carreiro.
-a O administrador da meza da Ueccbedo-
ria das rendas geraes internas tendo publi-
cado polo diario de 0 do corrente mez o
enlmenlo de i i de Abril de 1842 para
eoverno das pessoas que possuem escravos .
ou liverem em seu poder, poraluguel, on ad-
ministracao, que emol.de Outubro prxi-
mo vindouro principiara a coleta no bairro
do Reciffe mas como inda nao estejo as
ras numeradas daqnelle bairro elle prin-
cipia pelo de S. Antonio por ja se acharem
parte das ras numeradas por isso aviza
pela ultima vez a todas as pessoas do ba-
irro do Reciffe S. Antonio e Roa-vista ,
para qua sem perda de tempo aprezentem
as suas rela^Oes na respectiva mesa, com os
requezilosque determina o artigo o do mes-
mo reguiamento ; e findo o prazo dos 50 das
queter principio do 1. de Outubro p. vin-
douro nenhum escravo ser adm.tlido a
matricula sem que seos doos aprezentem t-
tulos por que possuem como determina o
art. 6 e por isso espera que nao ser mais ne-
cesario annuncio algum a ssmelnante res-
peito.- Recebedoria 16 da Septnmbro de
Francisco Xavier Cavalcante da Albuquer-
que. .
__. pQ|a Delegatora d'esta cidade se taz pu-
blico para que chegue ao conhecimento de
quem pertencer que no dia 7 do corrente foi
aprehendido a um moleque na ra do Qu*i-
mado umpunhode espadado prata assim
como na noile do dia 13 oro aprenben Jilos
dous couros salgados a um negro que os hia
furtandoe cujo dono se ignora.
Talbert naufragada no RioFormozo na viagnm
que fazia de Sidney a Londres; segunda feira
l9dororrente(emlugarde sexta feira como foi
annunciado) no seu escriptorio na ra da Cruz
D. 55 onde os pretenden tes as poderlo ins-
peccionar, e nao nos armazens d'Alfanlega
como por engao so acha nosannuncios ante-
riores.
= Hoje 1 fi do corrente continua o leilo
de ferragens e miude/.is da vuvi de Joio
Carlos Pererade Rurgos com a meima for-
malidade de hontem.
2.
5.
4.
u
o.
0.
T11EATR0.
Sbado 17 de septemhro escolb.do espect-
culo de catitoria e dramtica de Rafael
I ucci representar-se-ha a brilhantc pega du
oapito Relizario com toda a pompa e brilhan
tsmo que pede seu autor. Esta grande pega
que muito nao sobe scena e que se tem
sempre tornado di.na dos maiores aplauzos.
Depois do 1. acto Rafael Luce, juntamente
com sua ilha executaro um novo e senl.men-
lal Dueto da opera Torvaldo e Dorhska.
Ouesl'ullmo d lio ti parli perte- Muzca
do celebre Rossini. Depois do 3. acto Ra-
fael Lucci, e sua filha cantaro o divertido
Dueto da opera II posto Abbandonato--lo vor-
rei che l tuo bel coreMuzica doSr. M. JJ-
verio Mercadante. Depois do o. acto. IM-
fael Lucci e sua filha daro fim com um
novo e engrando Duelo da opera El.za e Lia li-
dio Dove mai dove trovarlo Munca do
Snr. M." Savrio Mercadante.
Rafael Lucci t sua filha gratos ao bom
acolhimento que tem recebido sempre pru-
curao osmeios, de mais poder agradar aos
amadores da divina arte.
N B O espectculo tera lugar no da mar-
cado, nochuvendo das 6 horas da tarde em
vanlo, e no caso de chuver se transferir,
marcando-se o dia pelas folhas publicas.^
AVISOS MARTIMOS.
' =Pra0 Asm acha-se em.franqua e*.
ano na verga o Brigue = S. Joo Bapt.sta _
tapito Joao GonsalvesRocha -anda recebe
carga e passageiros : trata-se na ra da
Cadeia velha N. 45 niad*
=Sahecom toda a brev.dade para,0 Rio h
Janeiro o Brigue Escuna Nacional Be la I -
i-ilia ntiem nelle quizer carr.'gar ou ir ue
Barros, na Pracnha do Corpo Santo, V.
(57 ou com o Capitao a bordo.
AVISOS DI VERSOS.
Curso de lingoa F ranee-/a por Cirios Tur-
quais, professor do Collegio de San-
ta Cruz.
Este curso feito por meii metbodo novo
simples e fcil especialmente consagrado s
pessoas que j podem tra iiizr o Francez ou
que o fallilo incorrectamente.
Os exercicios principies do curso si com-
pile de :
1. Leitura Prosa e Verso.
Applicago por meio de exemplos das re-
gras da grammatica. *''
Analyses grammalicaes e lgicas.
Conversacfio.
Discussio.
NarragSo.
Por este metbodo se pode em muilo pouco
tempo fazer rpidos progressos.
A diversidade dos exercicics a molicidado
do preco e a hora devem ser tantos maiores
attrativos para aquelles que dezejfo instrur-se
ou que tem necessidade de faze-lo. 0 curso
ter losar todos os dias nSo feriados de ti ho-
ras e mola at s 8 da noite. O prego sera
por subscripto a 5.s000 res mensaes por
pessoa.
Todas as pessoas que se quizerem nscrever
podem dirigir-se i morada do professor na
ra larga do Rozario n 1 primeiro andar to
dos os dias utms de 8 lloras d > manl.S ao meio
dia. 0 mesmo professor da lines particula-
res quer em casa quer fora.
A manlia lie a partida da socio
dade Euterpina.
Perlende se aluzar urna caza terrea ou
sobrado que tenha quintal e cacimba que
s-ja pequea no bairro da Boa-vista, e em
qualquer ra quem tiver aununcie nao exce-
dendo de oito a doze mil reis.
= Da se oito centos mil reis a premio de
de dous por cento ao mez com hypoteca em
urna caza, sendo esta lvre e desembara-
qada i a qu-m convior procure na praQa da
Boa-vista venda D. 9, que achara com quem
tractar.
= 0(T.'rece-se um homem cazado para- en-
sinar primeiras letras nesta cidade ou
fora della e juntamente sua mullier -para
oensinode meninas, tambem pnmeiras le-
tras coser bordar lavarir.to llores e mar-
car : quem do prcslimo dos mesmos precizar.
na ra Direita n. l2t se dir a residencia
dos mesmos para seren procurados.
= Marc Lasserre tendo que sahir impre-
tirvelmente para o Rio -le Janeiro roga a
todas as pessoas que tverem al-urna cu-
ta com elle de passar a manila na sua ras,
heco da Lingoeta do Recfe n. 1 nrimeiro
andar desde as 10 horas da manila ate as
duas horas da tarde ; para recebe.- seu im-
porte.
L E I L O E N S.
=r Joao SUvaTTna qualidade d'Agenle dos
seguradores Lloyds pora a venda por MIa W
hlicoaquem mais der por conta de qu. m
ertencer e por intervenco do corrector 01.-
e ra de 8 saccas de la de carneiro avariadas,
s W dos da Rarca Ingle Middlesex Oipitlo
= 'Deseja-se falar ao snr. Manoel Ignacio
Pereira da Silva e como se ignora a sua mo-
rada 5 roga-se o obsequio dea declarar por
este Jornal. .
r Oabaixo assignado, dono do hote-
nuim da Estrella com grande desgosto avi-
za aquilas pessoas que the deven., com quem
icms'ido ncansavel sua cobranza, que.n.o
SoSilS 1 Jo corrente sapt.sfazerem
asquantiasdequ sao devedores nacer-
eza de que se deixarcrn de o fazer ( como
nao espera ) se declararan seos nomos por ex-
tenso nesta rol! ; por isso que dove, e desc-
a pagar pois com palavras nao sapt.sfaz
seus credores. cn., i
Joze Joaquim de Sa Pegado.
C5- Joze Luiz do Nascimento fa/ sciente
que se retira desta provincia para a do Mara-
"h- A pessoa que Ihcconvier servir de ca-
xeiro para u.na venJa na cidade de Ol.nda ,
I que "enha bastante pratca e f*
conducta ; comparera no armazem de ouCa ,
e molhados na ra do Lramen*'*?'ttMbt
3- AlURi-se urna casa para passar a lesia
ou Wiualmente naciado do Olinda na ra
d Amparo n.9peBada so Dr.Cha^cuj
cas,, acha-se concertada calada e pintada,
tem os cmodos seguintes : G qusrtos 2 sal-
las urna de vizitas, e outra de jantar tem um
gabinete contend urna silla 8 nina al.-ova .
o tem urna grande cozinba com ago loglez,
e t"m um grande quintal : quem s pertemler
dirija-se ra do Crespo sobrado do Can-
dares D. 6 lodo do norte.
xsr Perciza-sedeumofiical ilemircmei-
,ro para tomar conta de urna (oja quo seja
cazado, enSo tenha filho ; quem pOftender
,lTja-se camboa do Carino tonda de mir-
cineiro D. B. a mesma casa cima comprm-
n< pennas encarnadas para llores.
ssy Preeiza-se de um menino portuguez dos
chegadOB pouco para caxeiro ; na prnca
da Independencia n. 9.
cy l'm rapaz portuguez de 10 a i7 annos
sabe escrever e contar solfrivclmente para
caxeiro de armazom de assuoar ou de ra,
ou mesmo para trapxc ; quem o pertender
annuncio.
tsr A pessoa que no Diario de terca leirs
antiunciu quoforcomprar um sitio dirja-
se em Santo Amaro a fallar com Joo Baplista
Claudio Tresse francez na entrada da es-
trada.
= Preciza-se de aforar um terreno que te-
nha proporc.008 para ciiar ti a 8 vacas de le-
te ou mesmo tendo Sfguma casa de taipa .
ainda quevelha se compra a posse do dito ; e
troca se urna imagem da Conceicao que tenna
um palmo ; quem tiver unnuncie ou dirja-
se ra de Dorias n. 16.
= Quem precizar de dinheiro a juros so-
bre pnhoresde ouro dirija-se ra do Ro-
zario larsa D. O ; na mesma casa vende-se
urna duza de cadeiras de olio quaze novas, e
urna cama de amarello.
= Aluga-se por prec;o cmodo um bom ar-
mazem na ra da moeda no fundo da venda
do Snr. Aloxandre, e leva-se em conta os
roneertosnecessarios a tratar na ra do No-
gueira D. 25 ou l.
= A vi uva de Antonio Jos Teixeira Ras-
tos aluga para passar o vero a sua casa no
lugar do barbalho defronte do eneenho mon-
teiro margem do rio Capiharibe tendo a
casa 2 sallas na frente e 2 na parto de tr.iz.
cuzinlia { ostribaria sendo a dita casa muito
fresca por ser bastante alta e ficar mar-
gem dorio: tambem se aluga com as duas
olarias sitio e mais terrenos annexos; os
pertendpntes podem drijir-se obra do tbea-
tro publico lodos os dias a falar com Joaquim
Teixeira Peixoto.
- Quem annunciou a compra de um pa-
fanquim em bom uzo dirija-se a praga da
Boa-Vista botica D. 10.
= \ntes de lanzar m;lo da penna para pu-
blicar as virtudes do Sr. Gamboa, autova j
! quo para sua resposta SO tinlia de verdico
os bcnefieios que dava de Krar.a. Duendo
Iquoosr. Camboa cortn fallas e persona-
I gen* da -Lucrecia Rorgia somente para
Iprovar ao publico que o sr. Camboa nao
1 cumprio o que prometeo ( aposar de ja ser i>
SO e costume seu. ) NAo foi Oloferno que o
sr. Gamboa deminuioa pega forslo muito mais
faltas : primeiro que o scenano do I. acto
I nao foi o que pede seu anthor 2. a falta de
Oloferno 3. o homem deque se trata na -2.
prtese. 2. col. l.dell. MI-i. corlada quase
toda a se. 3. da mesma parle &C. & Sempre me quiz persuadir que o sr. Camboa
no menos por timbro cumprisse o que pu-
blicou no Diario novo de 10 do corrento para
ficar de nenhum ef.ito os beneficios contra-
1 tailos e mesmo por contratar porem isso
! nodia l ser .... que o sr. Gamboa nao con-
'tratasse beneficios naquelledia por se achar
bastante massacrado no Diario de 1 ernam-
bucodc9 do corrente concordo porem por-
coes dc-lW-i rs. enloquecem (letal maoeira
o sr. Gamboa que j ideon mclhor metlio
,1o de licar sempre beneficiado indcpendenle
.. t..j_ ....i. .Uceo -. Massacrado
UU UC 11"" aviiif>iv."-------------------- i | |
de tudo quanto disse o Massacrado .
E' verdade me nao lembrava o protesto do
-Annimo inserto no Diario de hontem e
por essa raso que osr. Gamboa passa a cum-
prir os tratos que o benefecio e depois na-
da mais de beneficios vemlidos..... peilavel publico nao se admire do numero
que 'extraordinario......
=s Preciza-se de urna ama deleite, que
nftO lenba lilhos na ra Nova loja dalfa.ate
D 25.
'tr Para prevenir qualquer que haja de ar-
rematar o sitio docoellioannun-.ado en. lei-
l no Diario de Quarta feira ... H>8 ; decla-
ra se que aquelle pre.lio esta obr.gado ao
arlualrende.ro. pelo contracto celebro*, en-
tre este e o propietario as con ircoes que
se lianscrevcm.
Diflo eu abaixoassignado Nicolao uedaou ,
aealu8aao8r. Dr. P. Theborgo apropr.c-i
que possne no coelho Pdo lempo e es.
naco do nove anuos consecutivos, acn:-
la data da entrega das chaves (quo te lu-
sr no i. do agosto do 1844.) Declaroma.s
que durante o dito espiro de nove annos ,
nao poderoi levantar o stugoel c no caso
de querer por qualquer motivo que nao pas-
so prevenir vender a mesma propnedade ,
serei obrigado a ajustar com o comprador a
conservado e comprimento do presente con-
tracto nu s plo lempo que faltar como
pelo prego convencionado j nao podendo por
qualquer motivo que imaginar sepossadei-
xarde comprr o presente contracto quer
continuando a ser dono da dita propnedado ,
quer vendendo-a a milco que neste cose-
r obr.gado a comprirascondicas neste con-
tracto exaradas. Declaro que quando entre.
garaoditoSr. Dr. Tlieberge a chave da di-
ta minhacasa j prompta por dentro con-
lonne o plano comegarei o finai.sare o mu-
ro na trente como pelos lados da dita casa :
e mais declaro que dentro de um anno e meio,
a contar da entrega da chave serei obr.gado
adarprompto o muro que c-rca a dita casa
,.|o lado de detraz. Declaro mais que nao
estando [.rompas as obras que prometi Ta-
zor na dita casa no praso o lempo mar- ,
cado, poder o locatario, o Sr. Dr. Ineber-
...., mandar faze-las por minlia conta des-
conlando nos Liguis vencidos : e por assim
lorcontractadocomoditoSr. Dr. Iheberge,
tanto eu como elle obrigamos as nossas pes-
soas ebens ao comprimento do prezente con-
tracto. .
es- Preciza-se de um homem para iraDa-
Uiar em um pequeo sitio prximo a esta Ci-
dade ; na ra da Cruz doRecife n. 28.
O Secretario actual da Irmandade de l>.
S. do I.ivramento desta Cidade, convida alo-
dos os IrmAos da mesma segundo o T. 0. ,
art. I7do novoCompromisso para Domin-
go 18 do corrente mez, as tres horas da larde
comparecerem no tonsistoriodo Livramenloa
vota re m a nova meza que dove reger o futu-
ro auno de 1843 a lindar em 1844.
= Ainda est por alugar o sobrado do
fundan cito na ra da Gloria da Roa-Vista o
qual j se aluga por meno< do que se perten-
,|ia ; este sobrado tem as commidades segmn-
t,.s duas boa* decentes sallas, seis quar-
tos, he todo forrado, corrido de janellas por
ambos os lados urna vista dHeitavel, exce-
lente fresco um sotao com tres qua ros e com
lelas nos lados, ptimo fugao e lomos,
a loja tambem com miiiloscommodos seu quin-
ta| independento e cacimba um pequeo .
sitio com varias arvores de fructo bem como
larangeiras pinlioiras limoeiros, romeiras,
pitangueiras, cajueiros, limeras, manguei-
ras a llores, jasmineiros, e um grande par-
reiral, quatro pogos com boa agoa, tendo um
dellc urna ora rom seus tanques para ba-
nbo, e iavagem de roupa, urna estribara pa-
ra quatro cvalos e rio junio ao pori&o do
sitio que serve para banbo salgado, e-para
embarque, cujas commodidades dispengao
sem contradigaoa necessidade de passar a Tes-
ta fora da praga ; quem o pertender dirija-se
ra velha da Roa-Vista sobrado D. 33.
C3- O abaixo assignado azsciente ao pu-
blico que mandando executar seu devedor
Thomaz Antonio GuimarSes, morador na ci-
dade do Goianna por urna letra de 1:0000
de reis vencida e acula em 25 de outubro
de 1811: elle pedio vista para artigosde eom-
penc-cao, a fim de acreditar no debito outra
parcella recebida no anno de 184} .emen-
dando a letra 1 para 2 que era fcil de o fa-
zer para provar que aquella parcela fora re-
cebidt em 1812, depois da letra aceita, o
oor conta della cujo engao esta desvane-
cerlo em juizo vsla de outras cartas o
documentos que se mandaro apresentar,
como porem se eslejo a vencer mais 2 letras
de2:j2.> mile tantos reis : ebega a noticia
do abaixo assianadoque o seu deVedor o >nr.
Cuimaraes procura vender varias propneda-
des que possue a lim de nao se achar em que
se Iho pegue para pagamento desta divida e
para que chegue noticia de todos e nem
comprem bens complicados e obngados a
dividas, oabiixo assignado faz o prezente
annuncio para poupar incmodos e deman-
das a quem os comprar.
Antonio Jos Pinto da Silva,
tsr Johns'on Pater & 0/ avizo aos Snrs.
d'engenho desta provincia, que se acha em
progrosso o seu eslabelecimmto de moendas,
laxas e mais ferragens para engenhos tendo
id no seu armazem algum sortimento o qual
esperao augmentar e completar por navios
proumos a cl.egar. Os mesmos se offerecem
a emprehender qualquer encommenda que ae
[lies confiar, de todas as qualidadcsdo onjec-
los de maqumismo. Pois pie estando era rei-
lacao com urna das mais mporUnles runuigoes
d'lnglatcrra esperto contentar aosscoa fre-
puoies tanto em prego como em bondde-
Podem-se dirigir ra da Madre de Dos ar-
mazem de ferragapa,


s
T
4.
r
I
I

Permuta-se um sitio com caza grande,
terreas proprios, muitas fructeiras do todas
as qualidades perlo da Matriz da Varzea e
do bando da podra no rio Capibaribe com
elegante vista para a estrada publica pti-
mo lugar para se ptssar a festa por urna
caza era qualquer dos 3 bairros desta Cidade:
fallar na ra de Agoas verdes caza nume-
ro 38.
W Mara Rita cazada com Pedro Leitrio ,
preto ceg de ambos os olhos ; faz publico ,
que lendo o dito seu marido sabido no dia
terca feira 13 do correte a pedir esmolas
guiado por sua Alba menor do nome Eligenea
Manopla de idade de 10 annos at o pre-
sento nao aparecerao tendo costume reco-
Iherem-so ao meio dia ; a annunciante supoe
que talvez esteja retido era alguma caza com
o fitode venderem sua iillia por isso roga
a todas as pessoasque delles tiverem noticia
que a informem no atierro dos Aflbgados la-
do do margrande caza terrea de Francisco das
('.bagas ; a ilba do annunciante he bem pre-
r ta de bonita figura secca do corpo com
urna sicdtriz na face esquerda e levou vesti-
do camisa de madapolo e vestido de cassa
lisa e um lenco listado de encarnado.
tsr A abaixo assignada lendo no diario de
13 do corren te o annuneio do Administrador
da meza das rendas geraes internas em que
faz menco do seu nome como devedora da
quanlia de 56820de decima de predios ur
baos de lara que nao se julga devedora
de semelhante quantia por quanto tem
-*-------------- 7 j-w. .j,.-...v.., *i.iii -.^. vi vaca ijc?
pontualmentc pago a decima de todos os seus Queimado D. 15.
dezas de varias qualidade3 excollentes bi-
chas ltimamente chegadas do Hamburgo ,
grande* e tudo s vemier por prego mui-
tocommodo : na praca da Independencia nu-
mero 20.
tsr Urna mulatinba de 14 annos vnde-
se porprecisao : na Boa vista na entrada da
Soleda Je indo da ra do sobo junto a urna
caza por rebocar doladoesquerdo.
tsr Farinha de mandioca em sacas e pa-
neiros vinda do Maranhao : no armazem de
assucar dcfronle da lgreja do Corpo Santo.
tsr Vende-se ou arrenda-se pelo lempo
de festa ou mais tempo um bom sitio que tem
bastantes pos de larangeiras limeiras li-
mo doce, e outras multas diversas fructeiras,
e pasto para animaes. boa casa de campo com
duassalas.4 quatros, quartopara pretos, estri-
bara para 2 cavallos muilo perto do rioca-
pibaribe e distante desta praca urna legoa ,
faz todo o negocio : no aterro da Boa vista
D.9.
tsr Vende-se ou troca-se por urna negra
que saiba cozinhar e lavar de varrella um
moleque de 15 a 16 annos: no atierro da Boa
vista D. 0.
ssr Panno de linho em pecas de 18 varas:
em caza de Hermano Mehrtens ra da Cruz
D. 23.
tsv Barris com azeite de carrapato : na
ruado Vigario n. 16.
tsr Cera de carnahuha muilo nova e de
boa qualade, em porges grandes e peque-
as : em caza de Novaes & Bastos na ra do
porgo junta, e tambera a retalho as arro-' = Bilhetes e meios ditos da lotera do
has : na ruada Cadeia do Recife sobrado Thealro : na loja de Carioca & Sette ra do
do finado Antonio Annos no segundo andar. Queimado D. 13.
ssr Superior sal do Assu', alvo e gros-
tsr
igura .
predios e em seu poder existem os respecti-
vos con hecimen tos ; o referido Administra-
dor baja de declarar qual he este predio cu-
ja dcima nao foi paga para desta forma
mostrar que foi exacto o seu aviso, e ficar dis-
to sciente a abaixo assignado queainda in
siste em nada dever.
Joaquina Maria Pereira Vianna.
T Preciza-se fallar ao Sr. Joo Joze de
Farias e Silva a negocio de seu enteresse
no armazem de assucar de fronte da lgreja do
Corpo Santo.
tsr Oannuncio que sahio no dia 12 cor-
rente por as letras J. B. S. nao so entende
com o Sr. Coronel Joze Bernardo Salgiiciro.
tsr l'm mulato de bonita figura de 22 a
24 annos, pescador do alto e barcaceiro ,
hbil para todo o qualquer servigo, por ser
muito robusto e sadio, a vista do comprador
se dir o motivo da venda : a fallar com Joa-
quim Gonsalves Vieira Guimaraes junio ao
arco da Conceigo D. 31.
ss^ Um sobrado de 2 andares e soto for-
mando 3 andares ainda novo mu bem
construido e com superiores commodos,
tendo 120 palmos de fundo, c 33 ditos de
fente com grande terreno no Tundo al
a baixa mar com excellente embarque na
porta a qualquer hora erom grandes vanla-
gens para qualquer eslabelecimento
nenio pela lo-
lreciza-se alugar urnas lujas de sobra- ealidade em que se acha : a tratar no arco
mesmo caza terrea em que se pos- de S. Antonio com Joo llenrique da Silva.
do
sa assentar qualquer eslabelecimento prefe-
rindo-se na ra da Trempe que segu para
a Saudade : quem tiver annuucie para se tra-
tar das condices.
COMPRAS
= A colecao dos Diarios de 1825 athe ju-
nhodel836, inclusive: na praca da In-
dependencia loja de livros n. 57 c 38.
sr Um par de mallas ou canastras em
bom uzo : na ra Direila D. 87.
sr- Um pianno inglez novo ou com pou-
co uzo : na ra da Cruz D. 60.
tsr 100 caadas para cima de azeite de
carrapato : no becoda Gloria defronto do be-
coque va i para o assougue. .
crContinua-se a comprar escravos de am-
bos os sexos de idade de 12 a 20 annos ,
agradando paga-se bem para fora da provin-
cia : na praca da Boa vista n. 3 por cima da
botica do Sr. Couto.
tsr Urna mulatinha de 2 a 5 annos : na
ra da Cadeia loja de Joaquim Gonsalves Cas-
co que dir quem pretende.
tsr Travs de 30, 51, e 42 palmos de com-
prmanlo e8a 9 polegadas em quadro de
madeira forte ; para as obras da Matriz da '
Boa vista.
= O Diario n. i4i de II de Maio de 1826
na ra do Caldereiro sobrado de um andar
1). 1 ; assim como 2 pretos de nacoque se-
jo mocos.
VENDAS.
Milhoalpisla a 720 o meio selamirn ,
e 200 rs. o meio quarteiro : na ra do Ara-
gAo venda D. 22 quina que volta para o pateo
di S. Cruz.
tsr I ma al va para Padre bordada de
susto muito rica em panno de es>uo 4
varas de bico de mais de palmo tambem ri-
co : as 5 ponas n. 37.
^t^ Rapareia prela; dito rolo hambur-
guez coi garrafas <; meias ditas cha isson de
primeira sorfe superior sag penlts de
marfim feilos em Lisboa travessas de tarta-
ruga ricas aboluaduras de massa para ensa-
cas ditas de retroz ditas de vellido ditas
de metal domadas, guarnigoes para pescoco
de senhora pretos com brincos de Magra .
in
tsr Urna boa armago para qualquer es-
labelecimento e urna porgo de louga vidra-
da : na enfrailada ra do Rangel loja de ce-
ra D. 37.
tsr Urna negra de 20 annos com urna
cria mulata, a qual cozinha e engomma ; o
motivo da venda se dir ao comprador; quem
a pretender annuncie.
tsr Urna prcta crela de 23 annos boni-
ta figura boa lavadeira ecozinha oordina-
rio : na ra dos Quarteis defronte da loja do
fallecido Arouca no primeiro andar no mes-
mo piecisa-se de um caixeiro de 14 annos ,
para vender fazendas pelas ras dando o mes-
mo fiador a sua conducta.
tsr Agoa de ungir os cabellos e suissas :
na pracinha do I.ivramento loja de chapeos
D. 10 ; cada vidro vai acompanhado do me-
tbodo de se aplicar.
tsr Um escravo crelo bem preto ofli-
cial de carreiro, para a provincia ou fora
della : na ra das Cruzes D. G segundo e
terceiro andar.
W Dois molecotes idade 16 18 annos
de bonitas figuras e boa conduela um es-
cravo padeiro por 330ji reis um dito para
todo o servigo por 380,> um dito por 300
i urna escrava com um filho de 2 annos en-
gomadeira, e cuzinheira urna dita coze ,
cozinha e lava por 380 tres ditas por
preco cmodo urna dita por 200 dnas
lindas mulecas idade lOannos; na rOtd'A-
goas verdes I). 38.
tsr TitioLivioaope'da letra ; Cornelio s
Selecta ; Fbulas ; e Horrcio em latn por
prego commodo : na ra de Agoas verdes D-
cima 42.
so, a bordo do Patacho Laurentiaa : a tra-
tar com Lourengo Joze das Noves na ra
da Cruz n. 32.
Urna boa escrava moga de bonita
cozinha lava e engomma liso : na
ra Nova D. 34.
tsr Urna cabra bicho com urna cria do
20 dias, toda preta muito manga e d 5
medidas de leite a qual pari s a primeira
barriga e por isso nao he muito grande : na
Soledade n. 468.
tsr Azeite doce a 4800 reis a caada gar-
rafa a 6i0 de carrapato a 2720 a caada ;
garrafa a 400 de peixe a 2240 de coco a
3200 manteiga ingleza a 70 franceza a
480 prezuntos de Lisboa a 320 reis a libra
ditos vindos em sal a 280 paios e lingoigas,
urna porgo develas de sebo a 140 reis a du-
zia urna porgo de doce de goiaba superior,
latas com 16 libras de simonte da Baha a 280
reis a libra espermacete a 700 reis a libra di-
to americano fino a fOO reis carnauba a 320
reis : na ra Nova venda D. 33 ao peda ponte.
tsr 100 palmos de trra de frente 500 e
tantos de fundo com pos de.laranjeiras e co-
queiros e mangueiras sercado na frente de
limoeiro com urna cacimba de agoa de be-
ber no meio dos 100 palmos que pode ser mi-
eira a quem queira comprar s 50 palmos no
lugar da capunga estrada que vai do Mangui-
nd passando a ponte na frente do sitio do Sr.
Gamboa e tambem se vende os 30 s ; os
pretendentes podem procurar na ra Nova lo-
ja de Antonio Ferreira da Costa Braga que se
vende por prego commodo.
tsr Velas de carnauba de 6 em libra bem
feitas bem alvas. e de boa luz a 320 a libra,
Jarlas e laboadas para menino a 80 reis, pau-
tas a 60 e a 30 reis : na ra do Nogueira
Decima 19.
tsr Livros em branco para repartigo es-
critorio ou loja de qualquer tamanho o
grandes e pequeas .porges : na ra da Cruz
Decima 4.
tsr Vende-se ou freta-se a Escuna Ame-
rinaRozario, de lote de 133 toneladas, de
boa marcha acha-so prompta a seguir Via-
gem para qualquer porto : a tratar com o su
consignatario Joze Ray.
tsr Urna canoa de barra fora de um pao
s que carrega de 6 a 7 caixas prompta a
navegar ; na ra do Collegio D. 3 botica de
Cyprianno Luiz da Paz.
tsr Um calis de prata dourada cm mui-
to bom uzo obra rica tanto em bemfeitoiia
como em domado urna pedra dar um
missal com estante, urna alva nova de lava-
rinto urna toalha de aliar um par de ga-
lhetas de vidro urna prensa de mart de apa-
rar papel : na ra estreila do Rozario D. 20
da parle do norte segundo andar.
tsr Urna venda na ra estreita do Roza-
rlo defronle da lgreja, com poucos fundos: a
fallar com Joze Joaquim Alves Teixeira &
Companhia no beco doCapim.
tsr BolaxadelOe 20 rs. a 13 patacas a
arroba dita de 40 rs a 14 patacas biscou-
to doce a 200 rs. a libra dito de agoa a 160,
bolaxinhadoce a o. 120 a arroba e 160 a li-
bra farinha a 130 rs. a libra e U rs a ar-
roba pao a 120 rs. a libra tudo eito com
muito asseio na ra da senzala velha pada-
ria n. 50.
t Um realejo por 40,y rs. com 22 pe-
cas de msica sem deleito alguoi teodo
costado 60 : na na Nova D. 29.
= Urna negra da Costa de 50 annos ,
propriapara todo o servigo e he boa ven-
dedeira : na ra Nova botica D. 29.
= Smenles do nabos, rabos, rabanetas
brancas e encarnados couve lombarda ,
Bita tronxuda, repolho, sebolinho epinafre
salsa, alfece repulhuda, e branca crespa, mus-
tarda e coentro, todas chegadas ullima-
mento de I Jboa: no atierro da Boa vista ven-
527" Cadeias de bala neo com assento de pal,;
nlia e encost da mesma marquesas de cond -
ru mezas de jantar camas de veoto com anua
(So cadenas com assento de palhinlia americaia
camas de vento muilo bein leilas a jjfjoo eilaid
piuho a .^5oo e pinito da Suecia com 3 polendiu
.le gratara, dito serrado tudo mais em cotva d
que em outra parle 5 na na da Florentina em cai
de oeranger.
ESCRAVOS FGIDOS
mente, cito na ra Imperial ---------- TV"'*?
mente, cuo na ra imperial por urna ca-
za terrea grande com bom quintal, 011 pe-
queo sitio na Boa vista ; annuncie.
tsr Urna escrava crela de 2o annos ,
ptima para qualquer servigo; o urna por-
go de rendas o hicos da t -rra muito baratos,
'de bom goslo : na nn da Concico da Boa
vista loja defunileiro defronte da Capella.
tsr Urna escrava para fora da provincia ,
de lua figura cozinha o ordinario engom-
ma ccose: na roa do Livramcnto I). 11
segundo andar.
= Sement de ortalices chegadas ultima-
mente de Lisboa no u timo navio Conceico de
. a- j ......"-"' .-.-i/i/.i ii-# u 11 un 11.1 vi'j Ul
verdadeiras pilulas da familia em fiascos de i Maria na Praca da Boa vista I) l
30com o competente folheto c outras miu-1 tsr Carne do seilfio muilo boa toda
Farinha de mandioca ltimamente
chegada tendo cada urna saca dous alquei-
res e meio da medida do Rio de Janeiro, pe-
lo diminuto prego de 4300 por se receber
ordem de sen dono para sua liquidagao, e fa-
rinha de Mago dequalididemui fina e su-
perior : na ra do Colegio D. H.
tsr touro de lustro de boa qualidade a
2 is. a pello : na ra do Crespo I). 8 lado
do sul ,.00 na do lado do norle D. 5.
ST 7 sacas com arroz pilado branco com
alque.re da medida velha a H, rs. a saca ,
fl lodas por junto a I0> rs. : na ra do go venda 41.
= Urna nrmago para venda : a fallar na
f ua d'Apollo fabrica de Mezquita & Dulra.
Fugio a 11 de Setembro do crrente
Joo pardo de 3o a 40 annos, altura refm'
lar corpo proporcionado expadaudo pes
coco curto pouca barba cabellos pichair
olhos vermelhos cantos altos, ladinissinio '
matreiro ladro e pervergo por isso que'
muito ganha a sociodade com sua prizo : ro-
ga-se por tanto a qualquer authondade ou
particular captura, quesendo entregue a Sr
do mesmo Antonio Luiz Pereira "alma no en-
genho Cara silo na comarca do Recife ter-
mo de Iguarass lera a gratificago de 100
reis adverte-se quoo Sr. he informado de
que ouve quem o munio de urna caria de |-
berdade para seulivre transito, no cazo de pre-
zo cazo em quo mais dezeja o Sr. sua captu-
ra para proceder contra o author da mesma.
t*r x\o dia trez do corren te mez fugio
um mulato de nome Manuel, filho da Cidade
de Olinda onde tem sido visto depois d* fu-
ga ; foi escravo do Juiz de Direito o Sr. An-
tonio Baptista Gilirana elle reprezenta lo
annos de idade cab los cortados de poueo
boicos grandes e grossos denles da frente
largos com urna cicatriz recente de curte do
faca no dedo index da mo esquerda ; lyuu
vestia de chita e chapeo preto de' seda
quem o pegar levando ao atierro da Boa-vis-
ta casa do medico Brilo ser gratificado.
tsr Fugio um negro por nome Joo no dia
3 de Julho do corrente anno com os signaes
seguintes : estatura baixa grosso do corpo ,
olhos afumassados ps grossos e foveiros pe-
los lados e pelos tornozelos ,' com falla de
um a dous denles de diante da parte de cima,
julga-se estar Ira balitando em algum si lio oc-
eultamcnle ; a pessoa que delle souber ou ca-
pites de campo queira o pegar ieve-o a ra
das Cruzes D. 1 que rer generozamente re-
compensado.
tsr Fugio do engenho Amarag Fregue-
zia de Serinhaem um negro de nome Pedro
crelo de 23 annos, boa estatura, cor fula ,
principia a barbar rosto redondo com falta
de um denlo na frente > bastante ladino, co-
jo escravo fugio no dia 2o de Agosto p. p c
quem o aprehender leve-o ao referido engenho
a^ sua Senhora a viuva de Vicente Ta vares
Franca ou a Ai a noel Gonsalves da Silva na
ra da Cadeia do Recife que ser bem re-
compensado.
tsr O abaixo assigado declara que tem
quatro escravos fgidos sendo o primeiro ent
Janeiro de 1828 de nome Antunio nago ca-
binda fallo-lhe trez denles na frente da bo-
ca pernas finas e tem urna sicatriz no ros-
to hade ter boje pouco ou mais menos 32
annos; o segundo em Julho de 1840 de nome
Domingos Tanhenga nago angola de 33
annos, estatura regular, grosso do corpo, ca-
ra redonda sem barba quando anda ha de
caneca baixa olhando para o chao ; o tercei-
ro a dous mezos de nome Joo crelo de 50
annos baixo ca:a de macaco que por isso
Iho enanillo Joo macaco quasi sismpre tem
cravos nos ps ; o quarto fugio no dia 7 do
corrente mez, de nome Malbeus, crelo de 53
annos boa estatura, grosso do corpo cara
redonda bastante barbado ; levou urna cor-
rente do ferro ao pescogo por lhe ter botado
quando veio amarrado do engenho Collegio
por ali estar fgido mezes e o Sub-Delegado
daquelle destrito o mandou amarrar louvo-
res llie sejo dados por nao consentir que no
sen destrito hajo Indroens de escravos. O
abaixoassignadoj tem algumas noticias, aon-
de esteijao alguos de seus escravos por isso
faz este annuncio puraque as pessoas que os
tem acoitados em suas fazendas Ibes mandem
entregar pois promete nao declarar donde
estavo, mais se Ibes nao mandaren! entre-
gar passa no a declarar tudo por este Di-
ario como a proceder creminalmenle con-
tra aquellas pessoas que eslo de posse da sua
propriedado sem o seu tcito consentimenlo ,
o abaixo nssignado faz este avizo para que
ninguem tonda queixa delle ; por que sendo-
llie entregue sua propriedado sem que seja
precizo recorrer aos meios- da lei o mesmo
promete na la declarar a pessoa alguma.
Lactario Pereira Gonsalves da Cunlia.
RECIFE NA TYP. DE AL F. DE F. = 1842.


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