Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08130


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Full Text
Anno de 1842.
Quarta Fera H

Tudo arora 'lepf ae aesanoa ; di aossa prudencia, modera? 5o e rnergi* : ci
limiamos como principiados e seremos apontadoa com admiraco entre ai Nacoes m
cultas.
r ** "**" "!y*' mmc "^ i'upr< nu
(Proclamacao da Aasembtta Geral do Iraill.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
finianna. Faraib e Rio grande do Norte, segundase aexlaa feiras.
Bonito I Garannuw .. 4 O e 24
Cabo Serinbae Rio Foranoto Porto Cairo Macei e Alagnas no 1. ,
ft\"\ 13. Santa Antao qoinlaa feiras. Olinda todoa os dias.
41,.
DIAS DA SEMANA.
4? Se. AiUa V. M. And. dj J. de D. da 2. t.
Jj ief Felippe M Re. A.d. do J. de D da 4. t.
4.4 Qjart. Emltaco da S Crin Aud. do .!. de D. da 3. t.
4; QuiM. s- r*omin?os em 'oriano. And do juir de D da 3. v.
4f Se*'. Curnelio, o Cyprinno Mm. And. do J. de D. da i', r.
1") San. A-: Cnagai do S. l'ranrisrn. Ral. Aud. do J. da D. da 3. r.
JJJ 0"e. Ve*\n das Dores de N. Su i.
de Setombi-o. Anuo XVIII. N. 19&
O Diario publica-*? todoa os dias ane n."io forem Santificados o preco da assignalara ha>
i\e tres mil rtis por quartel pagos adianladus. Os annuncins dos assigniRiea ,j0 inserido
gratis e os dos que o n.io bren rallo de 'SO reis por linlu. As reclamaeoea derem ser
iliri'idas a esta Trpngrafn rus das Cruirs D. 3, so. a praca da Independencia loja de lirro
ISiimrro 37 c ".S.
2f!
CAMBIOS no da 13 de SF.TEMr.no.
Cambio aohra Londrea 24 nominal.
Paria RKraM.p-fr.Brtt>,
Lisboa lilit por 100 nominal.
Moeda de cobre 4 por 4(I de descont.
Idea de letras de boas firmas Ir a I e {.
compra venda.
Oo.o-Moeded. 6.400 V. 46,300
N. 16,40J
, da 4,000
1'r.Ti Patacea
i Petos Columnaraa
dito Meiicanoa
aaiuda
9.400
4,aso
4,880
4.8.S0
4,690
46.500
46,300
9,300
4,890
4,89
4,890
4,730
Preamar dn din 1 i de Sctembro.
4 "i(l hor.. e 30 m. da man-.i.
2. a 0 horas e !'i a. da tarde.
PHASF.S DA l-A [SO MEZ DE SF.TEMRRO.
I na Nora a \ :\i 7 horas r 22 m. da tard.
Qnarl. erase, a II k 4 horas e 42 m Ha tarJ.
I.na cheia a I1.-- as 1 horas e !> m da IsrJ.
Qaart, mine, a 27 --a 0 horas e 47 m. Ha tard.
DIARIO
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 10 DO CBRENTE.
Ofiicio Aojuiz municipal, o d'orfosdo
Bonito dizenJo que fien inteirado do ter
S. m. por doenle entregado a substituirn das
varas dos juizes de Direito do crime e do ci
vel d'aquell* comarca ao primeiro supplente ;
quo por ofiicio do delegado supplonte d'aquel-
le termo soube que a 18 do pastado entrn
elle no exeroicio do lugar, em que suhstitue
S. m. nos s^us impedimentos ; e que es-
l certo dn que na forma da le ter sido
chamado o segundo supplente do juiz muni-
cipal para exercer as varas do juiz municipal,
c d'orphftos d'aqu file termo que o primeiro
.substituto nao pode acumular ao exercicio do
lugar de juiz de direito do crime nom S.
m. cxerce-las, achando-se impedido para
os primeiros lugares, que pela lei Ihe compe-
tem ; embora d'isso nflo tenha vindo partici-
pac>s.
Dito Ao delegado do termo do Brejo,
oncedendo-lbe a licenca de dous mezes que
pede em seo cilicio do primeiro do corrente ;
o ordenan lo-lhe quecom antecedencia of-
ficie ao seo primeiro supphnte am de que
possa elle entrar no ex-sreicio do mesmo lu-
gar ou chame o seo immediato qunndo
por ventura nao chegue elle tempo de S, m.
poder retirar-se.
Dito Ao mesmo, significando que (i-
ca scienteda remessa de t>eze recrutas que
faz aocomrnandante das armas.
Dito Ao commandante da escuna =
Legalidad i = declarando em resposta ao seo
ofiicio d'hontem datado quo deve mandar
sepultar depois de vistoriado pela polica .
cujo chele se dirigir o cadver do cabo
deimperiaes marinheiros Ilemeterio Alves,
que se suiei lou disparando a espingarda ,
coro que tinha de dar os tiros das oito lioraa.
Ditos Ao presidente interino da relacio,
ao commandante das armas o ao inspector
da thesouraria da fazenda scientificando-os
do achar-se licenciado por quatro mezes com
vencimento de seos ordenado* fim de tra-
tar de sua siude o juiz de direito da 1.
Yara do crime d'esta comarca, bacharel Joa-
qun. Nunes Machado.
Dito Ao delegado de Pao do alho in-
telligenciando-o de que dos dous recrutas
Ignacio Alves Xavier, e Manoel Afexandre
das Chagas que remetteo pelo cabo Manoel
\ictorino d'Araujo fui sollo o primeiro por
estar isompto do recrulamento em conse-
quencia do ser caldereiro ; o o segundo re-
mettidoao commandante das armas, para
I Dito- Ao chefe da legisoda guarda nacional
de IguaraQ dizenlo que por ora no p6de ter
lugar em consequeneia do desfalque dos
cofres provineiaes o pagamento dos sidos
"lo corneta e clarim dos cor pos da legio do
seo commanlo ; oque em lempo opportuno
sersatisfeita a requisicAo que faz Jo res-
pectivo instrnmenlo cavallo e solim para
o mencionado clarim.
Dito Ao commandante superior da guar-
da nacional deGoianna communicando ha-
ver approvado a proposta dos oUiciaes para o
Sixto batalhAo da referida guarda nacional,
que acompanhou o seo ofiicio de S do convn-
te ; e determinando-Ule que a faca publi-
car em ordem do dia e ordeno aos propos-
tos quesollicitem suas patentes.
Dilt Ao mesmo participando ler con-
cedido reforma ao capilfto da guarda nacional
doseocommando superior Manoel G.rnei-
rode Mesquila ; e determinando que facj
prehenxer a vaga do mencionado capilAo.
Dito Ao commandante das armas, de-
terminando que mande desligar do bata-
Iho de infantaria de guardas naeionaes del
tacado o guarda do quinto batnlhfto da guar-
Santa Anna ; e que expeca as convenientes
ordens para que elle seja substituido por
outro do respectivo corpo.
Dito Ao inspector da thesouraria da f.t-
zenda determinando que mande adiniitot-
um biennio de fardamento a cada um dos ca-
detes do batalho provisorio de caCSiHres de
linha Luiz de Alhuquerque Maranli.io, Mi-
noel Thomaz de Alhuquerque Maranho e
Joaquim Manoel d'Oliveira Maciel.
Dito Aocomman telligenciando-o doconteudo no precedente
ofiicio.
Dito Ao chore da legio de Sanio Anlo,
dizendo que nao podendoser por ora appro-
vada a proposta ltimamente frita para of-
ficiaes do segundo batalhAo da guarda naci
nal d'aquello municipio em consequencia
FQLHI'irfl
A EXPEEIENCIA.
Na ra Duplesis em Versalhes um man-
cebo chamado Leopoldo Dulilleul, estava
espreita como um atirador em sentinella
penlida que espera o mo.nenio de surpren-
d'T nma vdela do inimgo. Escondido no
ngulo ite urna porta cocheira aguardava al-
guraa eousa com a paciencia to natural aos
amantes e que sempre acaba por Ibes forne-
cer a occasifle que procuro e da qual elles
saln-m aprov-'itar-se. Quasi defronte do re-
canto em que Leopoldo estava escondido, ele-
vava-se urna linda casa que o mancebo nao
perda de vista : a porta-d'esta casa abrio-se ,
e sabio um ofllcial de lanceiros ainda moco ,
vestido com o Seu uniforme grande : Leopol-
do deixou-o passar fi ando multo quieto. Al
guns minutos depois sabio d'esta casa um ho-
mem j de idade e apenas elle passou para
outra ra Leopoldo sabio de aeu canto ba-
teo mansamente c dando sen nome ao por-
te i ro subi a um salo ricamente adornado ,
onde estava certo que havia de encontrara
pessoaque procurava. Com effeilo ali se a
rtlafn urna menina sentada junto do fogSo ,
o sustentando em suas niveas mos um livro
que folheava sem ler : logo que ella nvistou
Leopoldo largou o livro ecom ocotovello
apoiado no braQo da caileir e a face encosta-
da na mo pez-so a olbar atlentamjnte para
elle.
E enISo Cecilia Ihe diz Leopoldo.
E ento meu caro Leopoldo diz a
menina com um ar triste.
Bem o ves Cecilia 5 eu estou peni ido,
nao lenhoj esperanza... ecomtudo tu amas-
me....
Acaso o duvidas ? replicou ella abai-
xandoos olhos.
O' mm Dos nao! diz Leopoldo ; mas
tarr.b'm eu tilo duvi lava de leu nai ver
dadeque elle nada me tinht prometido, mas
via com gosto o nosso amor ; e isso e ludo
me 11 luzia a crer que nir? aceitara para gen-
ro : e tu v"S o que acontece.
Dizendo isto ha Via-se aproximado de Ce-
cilia j e seu olbar sua altilti le s-us sus-
piros tudo annuncava o mais violento a-
rnor.
M. Dubnis, meu pai quer-nie mais
qir a si mesmo nien caro Leopoldo c es-
t disposto a dar minha mao ao liomem que
ulgar mais proprio por sua posiciio e por
sua forluna a fazer a minha felicidade.
Maso amor exclamen o joven amante.
das observaco \s que S. S.-n f-z sobre ella
em offlido de Rio corrente, CUmprn qti
manijeorganisar um mappa de tolos os olli-
ciaes da legio do seo comman lo com m-
form tcao circunstanciada da residencia dos
mesmos ofilci.-ics si dentro do listriclo do
batalho ou fora d'elle declaran lo-sa i-
gualmente quanto dista to districto das
respectivas compinhas o domicilio de cada
um dVlles.
Dito Ao commandante das arm ts, trans-
mittindo os processos feitos aos reos mid-
lires Manoel Caeitno do Xisciment e Ma-
noel Antonio de Lima, soldados do batalhAn
destacado lim de (|ue fac executar as sen-
tencasein ditos processos proferidas pela jun-
ta de justica.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 0 DO CORRENTE.
Ofiicio Ao major commandante da forla-
lesa do brum mandando por a disposicfto do
engenheiro em chefe L. L. Vailthier, urnas
podras de cantara queexistem junto a mes*
ma fortaleza a lim dn seren empregadas na
obra do varadouro d'Olinda.
DitoAo lente coronel commandant"
do batalho provisorio remettendo-lhe o re
quenmenlo, e documentos do ex soldado An-
tonio Rispo de Villa para que mandasse or-
ganisar a conta do que se Ihe licou a dever de
fardamento.
Dito Ao mesmo communicando Ihe, que
ocapito mamlante Luis d^* Queir .s Coilinho
em vista do aviso circular da repartido da
geurra de 5 d'Agosto ultimo, tinha direito
a cavalgadura e forrageni correspondilo e
que neste sentido se expedir ordem a thezou
raria para ser-lhe abonada desde o dia que
passou a exercer as fuones de mandante.
Dilo Ao commandante do deposito d-
sendo-lhe que o soldado Leocadio d'Aquino
Cavalcanle tinha direito como voluntario a
grattftcacSo de'meio sold, eaos60,y reis no
primeiro anno.
Portara Ao tenenle coronel comman-
danle do batalho provisorio mandando re-
fteber romo addidos 20 pravas vndas do nor-
te na escuna lebre o bem assim tres de-
erlor^s
Dila Ao commandante do deposito re-
meltendo-lhe o Conselho de averiguado ft it<>
ao I." sargento Joze Gonsalves da Silva, e
Sim o amor replicou Cecilia ; a
nica cousa que vemos no mundo nos que
somos mogos ; mas os pas tem outras ideas ,
elles pOem o amor na classe das cousas futels ,
passageiras e....
E tu podes crer que o amor que tenho
por ti seenfraquecer ?
Eu nao Leopoldo 6 meu pai que
tem estas ideas, tu sab'-s que M. de Marsan,
capilode linceiros novanv'iite de ginrni-
cao em Versalhes chejou antes de hontem.
Sim ; e eu esperei que teu pai e elle ti-
vessem sabido de easa para aqui entrar ;
terme-hi^ sido impossivel conter-me dbnte
tl'este odioso rival.
O capilo ile Marsan filho de um inti-
mo amigo ib* meu pai ; est em relac-s ruui
intimas com meu irmo que como sabes,
serve tambem na cavallaria. Os dois pas
promettero unir seus filhos ou para me ex-
plicar melhor ," o Sr de Marsan pediu este fa
vor a meu pai c o Sr. capilo de lanceiros
julaou que tinha urna paixao vilenla por
mim.
EoSr. Dubois tea pai, ns pode re-
cusar cousa avlguma aos Sis. de Maisaj) pii
nfilho?! perguntou Leopoldo paludo, e
trmulo de colera.
E1 verdade, responde a menina Du-
bois.
mandando que elle fosse reconbecido solda-
do particular n i forma do decreto de 4 de Fe-
vereirode 1820, o provisfto do 2t de Oiitu-
hro do mesmo anno.
dem no div 0.
Ofiicio Ao inspector di thesouraria re-
meltendo-llte os pap-is de contabelidade da
ciimmarca de Nazareth pertencenlcs ao mez
d'Agosto a fim de seren pagos, e sua im-
poilancia entregue ao Vicc-Consul J. J. dos
Reis.
Di lo Ao mesmo remetlendo-lho, j re-
formados os papis de contabelidade do-des-
l camento de [guarac cuja importancia de-
via receber o c.tbo Manoel Antonio da Con-
ceicc.
Dito Ao mesmo remeltendo-Ihe os pa-
pis de contabelidade do destacamento do Rre-
jo para seren parjos ea importancia en-
tregue a Pedro Francisco de Mello.
Dito Ao dosembargaJor chefe de polica,
disendo-lhe em resposta ao seo ofiicio desta
dala que mandara assenlar praca ao recru-
la Simplicio di Silva e porem custodia o de
nome Manoel Marinho, por allegar isempeoes.
Dito Ao delegado do l. d. do termo
desta Cidid !, disendo-lhe que em vista do
seo ofiicio desta data mandara por em liber-
lade o alfares Joze Alves Pimental.
Dito Ao commandante do hatalhSo pro-
visorio mandando por em ltberdade o alto-
res Joze Alves Pimental, por ter sido julga-
do improcedente o sumario que contra elle
se intentara peladelegatura desta Cidadc.
dem doria 10.
Olco Ao Exm. Presidente commu-
nicando-lhe quo a torca o>pedicciunara a
Paj de Flores havia chegado a Villa do
Brejo ta Madre de Dos as 8 horas da manila
di 28 do mez p. p. c que na tard do im-
medialo dia tencionava procegur na sua
marcha.
Dito Ao mesmo Exiq. Snr., requisitan-
do-lhe urna peca do calibre 5 ou 6 com a
Ma competente palamenta para a instruccJo
dos artilheiros aquarlelados na fo.-talesa do
buim.
Dito Ao capito commandante da forca
destacada em Sorinhaem e Rio Formse ,
man lando relaxar da priso o 1. sargento
graduado Francisco Antonio da Costa e sol
dado Joze Antonio de Souza, do Rio Forraoso,
por ter sido julgado improcedente o sumario
que pela delegatura se procodco contra elles
E lu ?
Eu amo-te Leopoldo mas toda a mi-
nha vida obedec a meu pai c elle quer quo
eu case com o capito. Nao fallando de sua
riqueza e de suas qualidades exteriores dis-
se-me que so eu o recusasse isso o malquis-
tara com o Sr. de Marsan, um amigo de Irin-
ta anuos. Alem d'isso pensa elle que Gus-
tavo de Marsan o nico homem que possa
fazer-me Miz ; e acrescenta que se eu nao 0-
be.lecer elle nao dar sen consentimentoa
nenhum outro casamento e que morrer de
dr.
A voz de Cecilia a enfraquecendo propor-
cao que fnlUva ; por lim os solucos sutloca-
i-ao-a e oerramou urna torrente de lagri-
mas.
Assim lu me s roubada exdamou
Leopoldo ; tu a quera eu amo, tu, queeu
adoro por quem dara cem vezes a minha
vida e sem a qual me ser impossivel vi-
ver
1 1
Eu serei victima de minha obediencia
filial repeli Cecilia; cu obedecerei para nao
passar por m filha ; mas eu amo-te Leo-
poldo ; sa ti que amo.
En lAo Leopoldo lovantou-se passeouno
ilo com um ar afilelo depois aproximan-
do-se da sua amada Ihe disse :
Nao me esquecers nunca ?


pola fuga de dous presos dcjustica que os-
tavo rocolhidos nuqnaitcl.
Dito Ao oomman lauto do destacamento
da G. N. do Pao d'Alho disendo-lhe m
resposla ao seo oflleio de o deste moz que. fo-
ro incorporados ao balalhao d'inl'antaria de
G. N. destacado os 8 guardas constantes
da relacSo que enviara.
Dito Ao mesmo rcinviando-lhe a se-
rem apresentados os guardas Jo/e Ferreira do
Espirito Santo o Manoel dos Rs Vieira ,
de que tractava o seo olicio de G do corrente;
por isso que um tinlia os pes e pernas cha-
gadas e outro molestia de pelo, sendo am-q1
bos por tal motivo ineapases do servido e
de serem admettidos no hatalho que devo
de ser composto de pracas robustas e nao
das (le naluresa dos que llie devolva.
Dito Ao commandantc interino do ."
batalho d'artilharia desoneranJo-o da co-
branza e pagamento das prestantes das pra-
cas expediccionarias a di lloren tes Provincias,
que passavo a ser directamente cobradas da
thesouraria devendo prestir na mesma suas
contas em respeito a este ramo de contabe-
lidade.
Dito Ao delegado do termo de S. Anto,
disondo-lite em resposta ao seo olicio de 8 lo
corrente que nao constava fosse dezertor o
preso Luis Bernardo; mas que se tivesse pro-
vas em contrario o remettesse com as ne
cessarias declaraees, para se lbe dar des-
lino.
Dito Ao delegado do termo de Paja de
Flores, dando-lbe os esclarecimentos que pe-
dir acerca dos vencimenlos do destacamento
decavallaria e previnindo-o qneos cavallos
stando como devio de estar a pasto nao ven-
CSo forragem.
dem no da I'2.
Oficio Ao Exm. Presidente ponde-
rando-lhe a necessidade de fornecer algum di-
nheiro adianlado ao destacamento da com-
marca do Brejo por que pela demora dos pa-
gamentos em raso da longetude as pravas
para se alimentarem se vio na necessidade de
venderem os seos vencimenlos por metade ,
a pessoas do lugar.
Dito Ao capilo enginheiro para or-
ear a dispesa da systcrna que a sua custa se
comprometteo faser na fortnlesa do brm o ca-
pito reformado Antonio M. de M. da M. Pi-
mentel, segundo o oll'erecimento que fez ao
Governo Imperial, mediante certas condicc.es
cm seo favor.
Dito Ao major Joo Paulo Ferreira di-
sendo-lhe que se mandou assentar praca ao
remita Pedro Joze Ribeiro e por em custo
dia o de nome Manoel Fugenio por ter al
legado isempeoes (pie devia provar.
Dito Ao dezenihargador chefe de polica,
significando-llie que se mandou abrir as-
senlo de praca aos recrulas Francisco Anto-
nio e Francisco da Conceicjio remettidos
em seo olicio desta data.
Dito Ao commandante do hatalho d'in-
fanteriade (i. N*. destacado, mandando ex-
cluir do mesmo logo qua fosse apresentado
substituto, o guarda Amaro Felise Santa An-
ua do 5. hatalho deste municipio se-
cundo determinava a Presidencia em officio de
lO do corrente.
Dito Ao mesmo mandando-lhe apre-
sentar para serem corrigidos oito guardas do
hatalho do scocommando, que sem sua per-
Nunca Leopoldo.
Mas obedecers a leu pai ?
Farci tolas as deligoncias para ver se
consigo fazel-o mudar de resoluto, mas con-
fesso-te que nao me parece possivel.
Fu sei d'um meioque me parece infal-
livel disse Dulilleul com voz sombra.
Dize meu amigo di/e qual !
Fu me encarrego de o por m pratica.
Devoras, tens lcnc:"io de fallar com
inon pai .'
Nao Cecilia : cu fallare com o Sr. de
Marsan. .
Que pretendes fazer meu querido ? !
armar urna pendencia por minha causal' com-
prometter-me. fazer de mim o proco do san-
gue e eondemnar-me as lagrimas e desgra-
na qualquer que soja o resultado do comba-
to i'! Oh nio meu amigo nao lome-
mos mei s mais suaves. Yac ter com meu
pai falla-lhe do leu amor c tambem do
meu, que isso te permuto... c depois alta-
(juemoso Sr. de Marsan por meio de consi-
derares niais indiciosas a que ha de ceder
se fY homem de tirios do cavalleiro.
O.joven amanle nao quiz escutar eles con-
selhos ; enfureceo-se ; disseque nao podia
viver sem a sua amada -. que sabia milito bem
que a vontade do Sr. Dubois nao mudara c
,ji:> ^mbem d'amor,
mc5o se apresentarS > com o destino d'assen-
tar praca na 1.* linha e ord mando Ihe que
depois os reinvias'e para se Ihes verificar a
praca tendo coidado do recolher a arrecada-
cZo aquellas pegas de fardamento, que lh* fo-
ro destribuiJas, e nao se achassein ven-
cidas.
Dito Ao lente coronel commandante
do hatalho provisorio dando-lh os escla-
recimentos que pedir acerca dos venc-
montos das pracas que se mandaro addiar no
dia G do corrento.
Dito Ao mosmo communicando-Ihe ,
que tinha nomeado aos captSes Queiros
Coitinho Pinto d^ S e Tei eir Campos ,
vo^aes dos conselhos de direceo de varias
pracas que pretendem ser cadetes de 1." clas-
se e previnindo-o que o conselho se reuni-
ra na manh do da 13, na secretaria mi-
litar.
Portaras Nomeando os conselhos de di-
receo dos soldados Joaquim Domingues de
Souza, Leocadio d'Aquino Cavalcante. Fran-
cisco de Lemos Duarte, e Francisco Rafael de
Mello Reg.
Dita Ao tenente coronel commandante
do hatalho d'infanteria de G. N. destacado .
mandando excluir do mesmo por ineapases
do servco os guardas Manoel Fels Themo-
to e Antonio Baptista de Souza devendo
exigir dos respectivos commandantas de cor-
pos os competentes substitutos, conforme de-
terminava a Presidencia em oflico de 9 do
corrente.
TRIBUNAL DA RELAC*0\
snss.v de 15 de setembro de 1842.
Na appellaco civel do juizo de direito desta
Cidade appeliante o Padre Antonio There-
zo de Oliveira Antunes appellado a fasenda
Nacional escrivo Jocomo: se mandou ouvir
o De/embargador Procurador da Coroa e fa-
senda.
A appellaco civel da 2. vara desta Cidade ,
appellanle Antonio Joze Lopes de Albuquar-
que como tutor dos orfos filhos de Jote Lo-
pes appellada Leonarda Maria de Albuquer-
que : escrivo Posthomo se mandou descer
para o juizo A quo para se proceder a ava-
lia^o.
Na appellaco crme do juizo dos jurados
da cidade de Goianna appellante Joze Pedro
de Vasconcellos appellada ajustica escrivo
.lacomo. se julgou improcedente o recurso
Na appellaco crime desta cidade appellan
te tyino Maria de Seixas appellado a cmara
municipal desta mesma cuhde escrivo Fer-
reira se julgou pela reforma da sentenga ap-
pellada.
A petigo do prezo Manoel Joze de Ma-
galhes em que requereo Habeas Corpus fo
procedidas as deligencas defienda, man-
dando-se porem liberdade.
Na appellaco crimo da cidade de Goianna
appellante Sinhorinha Maria appellado Joze
Ignacio dos Santos Leal, escrivo Jacomo; se
julgou pela reforma da sentenca recorrida e
improcedente a denuncia.
Na appellaco do juizo dos feitos da fazenda
desta cidade, appellante Ignacio Joaquim Fer-
nandos appellado Manoel Claudio de Quei-
roz escrivo Posthumo ; se mandou descer
os autos ao juizo a quo para se proceder a ava-
liaco.
Da denuncia do promotor publico e outra
contra Joze Victorino Maciel juiz de direito
interino, escrivo Jacomo ; se nao tomou co-
nlieei ment por nao ser o juiz denunciado dos
previlegiados.
A appellaco crima da ridade da Fortaleza
do Cear appellante a justicia, appellado
Francisco Xavier da Luz escrivo Jacomo ;
so mandou remater ao Juizo de direito res-
pectivo._____________________
EXTERIOR.
FRANCA.
Temos vista o Jornal dos Debates at 31
do Julho p. p. D'elle consta que se abriro as
Cmaras no dia 2l>, e que n'ellas fez profun-
da impresso o fatal annuncio da morte do nu-
que de Orleans pela propria voz do Rei, a qual
se exprime nos termos seguintes :
Senhores Pares ,
Senhores Diputados ,
No meio da dor que me opnrime pri-
vado daquelle Filho amado que eu julgava
destinado a substituir meu throno e que
era a gloria o a consolaco de meus velhos
das.... ( Estas palavras de S. M. sao pro-
nunciadas com um assento angustiado e in-
terrompidas por suspiros e pelas acclamaces
da assemblea que brada : Viva o Rei ) eu
experimento a necessidade de appressar o
momento de reunir-vos em torno de roim.
temos todos um grande dever a eumprir.
Quando Dos se dignar de chamar-me a si ,
releva que a Franga que a Monarqua
constitucional nao fiquem expostas um so
momento a interrupeo no exercicio da Au
thoridade Real. Tendes pois de deliberar so-
bre as providencias necessarias para prev
nir, durante a menordade do meu muito a-
mado Neto, este immenso perigo.
O golpe que acabo desoffrer... (ORei
se interrompe... As Cmaras repetem com
forca o brado de viva o Rei! ) nao me faz
ingrato para com a Providencia que me con-
serva anda filhos to dignos de toda a minha
ternura eda confianga da Franca ( Accla-
macoos. )
Senhores asseguremos hoje o repouzo
e a trnnquilidade da nossa patria. Mais tar-
de vos convidarei a proseguir no costumado
curso dos vossos trabalhos sobre os negocios
do estado.
( Lorigas o enrgicas acclamaces. )
j Y A RE DA DE.
A Arto Dramtica na Asia.
A Asia est ainda na infancia a respeito
da arte theatral, diz urna folha franceza em
um dos seus folhetins. ble l fallar de thea-
tro aos Trtaros ; perguntai aos rabes o que
' um melodrama, e julgar que vindes do
outro mundo. Smente na China e no Japo
que se encontro theatros bem organisados *,
mas (Dos de mizericordia '.) que innocencia
nos seus poetas nos seus actores o mesmo
as suas actrizes Por excmplo, o anno pas-
sado representou-se no Japo urna peca de
moral purissima, cujo titulo oseguinte :
F' preciso ter cuidado de nSo quebrar a louea.
Acreditar alguem que, apezar da pureza to
candida da moral do drama um bonzo, mi-
nistro dos altares do grao Lama se zangou
de veras contra os autores ? Felizmente ero
ellos em numero de vinte e sete e triumph-
ro da cabala. Vinte e sete autores para urna
pois Cecilia era muito bella para que alguvm
voluntariamente renunciasse a sua posse, que
era preciso acab.tr com islo desembarcar-
se d'um rival odioso ou morrer aos seus
golpes, terminandoassim urna vida desgra-
nada.
Ento amas-me tu muito ? Ihe disse Ce-
cilia chorando.
Se eu te amo Houve por ventura em
tempo algum paixo mais violenta que a mi-
nha '.'... Fortuna... riquezas... futuros... eu
daria tudo pela felicidade de um s momen-
lo... Cecilia, eu sou moco ?.inda e posso
esp-'rar urna longa vida ; pois bem eu a da-
ria toda por seis mezes, por tres por dois...
que digo ? por um mez comanlo que eu
vivesse comligo durante esse mez.
De que amor me priva meu pai excla
mou involuntariamente Cecilia.... Ento a-
crescentou ella se me acontecesse urna des-
grana imprevista so perdesse as minhas ri-
quezas meu pa... se a opinio me censu-
rasse se a calumnia lancasse urna mancha
na minha reputaeo ; esse amor seria sempre
o mesmo ?
F podes duvidar d'isso ? replicn Leo-
poldo. Toda a minha desgrac,a procede de tu
seros rica (filis eslimada. se assim nao
fosse o Sr. de Marsan nn te procurara e
"rame-- ditOSOS.
Ouve Leopoldo replicn a menina ;
meu casamento com o senhor de Marsan est
resolvido mais ainda nao est teito ; temos
ainda tempo ; suspende por ora esses projec-
tosde vinganca que me fazem estremecer ;
e permitte-me que tente um ultimo esforz
junto de meu pai.
Leopoldo Dulilleul sabio triste e irritado ;
e longe de seguir o conselho de sua amada ,
apenas cheguu casa foi seu primeiro cui-
dado enviar um cartel ao seu rival fechou
depois a carta poz Ihe o sob-escripto e dei-
tou-se cheo d'estas ideas de desafio qu per-
turbo o omno. Sua noitc foi agitada el-
le durmi mal, e de madrugada ja o seu cria
do o achou levantado.
Leva sla carta pessoa a quem se di-
rige.
0 criado leo o sobrescripto e respondeo a
Dulilleul :
O senhor de Marsan elle est na sala
d'espera e deseja fallar-Ihe !
Manda-o entrar.
0 ofiicial de lanceiros entrou : vesta seu u-
niforme pequeo c saudou Dulilleul com
toda a poltica e cortezia.
Senhor diz elle eu nao tenho a hon-
ra de o conhecer, e tambem me nao conhec
a mim 5 entretanto na siruaco em que am-
peca Que feliz nnovaco' Recommendamo-
la aos nossos escrevedores do autos que, pelo
ordinario se rounem smenle aos tres e aos
quatro para com por um acto.
Voil comme on crit Phistoire! pode-
mos exclamar acabando de 1er este paragra-
pho. Nao 6 possivel levantar maior testemu-
nho aos Japdes do quo Ihe levanta o autor des-
te folhetim, provavelmente sem outro fim
ou tenco que a de divertir o leitor. Porm
ser bom divertimento para o leitor encher-lhe
a cablea de patranhas e falsidades ? Feliz-
mente tem os Japdes um bom advogado pelo
que diz respeito ao estado da arte theatral no
seu paiz na pessoa do filho do celebre Kolze-
bue (um dos mais estimados autores drama-
ticos allomaos, assassinado quasi nos nossos
dias por Sond como todo o mundo sabe),
o qual, fazendo parte de urna embaixada rus-
sa visitou o Japo no principio deste seculo,
e nos d a respeito deste curioso paiz, mul-
tas informaces to notareis como dignas de
ciedito. Eis-aqu o verdadeiro estado actual
do Japo. pelo que diz respeito ao theatro.
A arte dramtica nao menos estimada no
Japo do que na Europa. Os theatros nao
sao, como entre nos divididos por basti-
dores, mas fazem-se apparecer successivamen-
te diversas decoraces de escolente efieito.
Estas decoraces que successivamente vo
apparecendo sao executadas em pannos pin-
tados que representan casas, fon tes, jardins,
pontes, bosques, monianhas e tudo com
tal propriedade e rapidez, que, svezes, a
illuso completa. Na scena porm smen-
te apparccem homens.
Por muito particular favor concedido a
Kotzebue foi este viajante admittido a urna
representaco, o escondido pelos sacerdotes
n'uiii canto, onde podia ver tu lo muito sua
vontado. Nada poje comprehender d*s pala-
vras mas adivinhou tudo pela pantomima.
Tratava-se de dous principes que disput.-vo
ao mesmo tempo o throno e urna amante.
Por fim foi a princeza assassinada pela mii
dos dous rivaes.
Os assumptos das pecas serias devem sem-
pre ser tirados da historia antiga do paiz. O
espectculo t*m sempre lugar antes do meio
dia para os sacerdotes ha lugares rtse vados
que ninguem mais pode oceupar.
Nem era precisa esta informactio do filho
de Kotzebue para se conhecer que a noticia
dada p !o escrevedor francez mais tinha sido
talhada para a folha de Pars, intitulada Nou-
velles--la-main qu para o Monitor por-
que militas circunstancias de que ella se acha
revestida o do primeira vista a conhecer.
Por exemplo no Japo nao pode haver al-
tares do grao Lama. Agora quanto ao ti-
tulo ridiculo da peca que aconstdha que se
nao deve quebrar a louca fcilmente se ex-
plica pela suppusieao de ter sido a dita peca
alguma cousa semelhante a entremez on co-
media.
Sendo to infiel a informacao do nosso es-
crevedor pelo que diz respeito ao theatro do
Japo, nao be nrovavel que mereca muito
mais crdito, pelo que diz respeito ao thea-
tro da China ; e portanto nao he sem algu-
ma desconlianoa que copiamos o que diz
cerca da arte dramtica no imperio celestial;
todava como neste ultimo caso se trata s-
mente dos theatros de Macoe Canlo que
sao infinitamente mais accessiveis aos estran-
bos estamos deve adiar bem natural a mi-
nha visita.
Dulilleul fez urna profunda cortezia ; o of-
ficial continuou.
Meu pai amigo intimo de M. Dubois ;
eu tenho grandes ligaces com seu filho que
serve no meu regiment ; estas relaces leva-
ro meu pai a dezejar fazer-me esposar a fi-
Iha do meu amigo ; e eu abencoei o acaso
que, traondo-me de guarnicoa Versalhes,
pareca facilitar esta unio. Vi Cecilia e a-
mei-a.... O Sr. concordar fcilmente em que
isso nao diflicil. 0 Sr. Dubois teve ahon-
dado de informar-me deque o Sr. Dulilleul
amavasua til ha e que esta Ihe corresponda:
mas um amante nao duvida jamis de que
seu amor ser bem recebido principalmente
se este amante o" novo rico de boa familia,
e tem algumas qualidades fsicas ; por isso
estou certo que me perdoar o ter conserva-
do esperancas. Eu eslava decidido Sr.
disputar-lhe a mo da Sra. Dubois por todos
os meios possiveis : tinha por mim a amisa-
de do irroo, oconsentimento do pai e mais
tarde estou certo que teria o amor da filba...
Senhor!
F* esta a minha opiniSo e eu fallo-Ib
assim para fazer-lhe comprehender que o
senhor nao entra em nada na minha nova re-
solufio. Mudei de opinio renuncio a mo



5
. joqUe os do Miako Joddo 011 mes-
fie 01Q W"1 ___ C_t- j. <.M< ata
f Jer-lhe por esta lado. Seja o que for e.s-
Li romo so elle exprime.
a<1 O "egime theatral da China he soflrivel-
nte estrambtico. Em Maco e Canto
"Sio os actores por quarenU at cincoenta.
Toda esU manada he sustentada de graca e
prebe alm disto eem duros por dia. Os
randas actores chins nao reprezenlo por
Senos de 150 duros alm de todas as outras
despezas pagas. A reprezetaco de una peca
lura quatro e cinco das a fio, e contina sera
interrupsao duas vezes por dia em sessOes
je duas at cinco horas e sete e onze. Por
este modo nao he de admirar que n'uma s
tragedia de vinte e trinta actos se reprezente
toda a historia da India ou da Persia desde a
sua origem at o lempo prezente.
Mas eis-aqui a analyse de urna pe alie-
gorica intitulada O casamento do Ocano e da
Tarra representada ha pouco, com o mai-
or appiauso possivei, em Pekim. Pfitne-
ramente veio a Terra ostentar as suas riquezas
e produc6es taes como dragoes elephan-
tes, tigres, aguias, avestruzos, pinheiros,
carvalhos etc. depois appareceu o Ocano
que para nao ficar atraz vomilou no thea-
tro urna enxurrada de baleas, tubares tar-
tarugas crocodilos e outros monstros ma-
rinhos mais ou menos elegantes, com seus
episodios de rochedos e mariscos, tudo o
quo era reprezentado por actores dsfarcados.
Depois de tudo ter desfilado pelo theatro,
^confundio-se o Mar e a Terra. As anuas de
rao a mo aos tubares os rochedos foro
andando hombro com hombro ao lado dos
carvalhos os tigres passeavAo de braco dado
com os crocodilos, os dra?es com as tarta-
rugas os elephahanles com os navios.
n Depois de varias evoluces tudo s adi-
antou para a boca do theatro. De repente as
linhas se abrem direita e esquerda dao
passagem a urna balea, que depois de ter
eitoas tres misuras da etiqueta ao imperador,
vomita seta ou oito pipas de aeua no tablado,
que desapparecem logo pelas fondas das labo-
as, mas nao sem ter inundado o respeitavel
publico que achou tudo isto encantador.
Se todas as pecas que se represento em
Pekim se podem comparar com esta segu-
ramente o theatro chhn est nao smente a-
inda em infancia seno muito abaixo de lu-
do quanto se diz do do Japo ainda que la
se representem pecas para convencer o audi-
torio da que se nao deve quebrara louca ; e
para dizer o que he verdade he certo que
pelo que dizem as relaces dos viajantes mais
accreditados nao podem fazer granda con*
ceito do adiantamento da arte dramtica no
reino do filhu do sol. Es-aqui o que a esto
respailo diz Klaproth que passa pelo mais
verdico de todos. .
Nao ha theatros permanentes na Lnina ,
a nao ser em Pekim. Todos os outros sao
verdadeiras barracas abarlas transportaveis,
e sem decorares as quaes desde o meto
da at ooite so represento continuamen-
te tragedias e comedias entresacadas de
cantos e de msica; e os papis de mulher
sao representados por mancebos que osde-
sempenho mu bem.
. Urna circunstancia mui singular dos
theatros de Pekim que em lugar da scena
ser nica como entre ns, he dividida em
da senhora Dubois, e entend que a poltica
me prescreva a obrgaco de vir participar-
Ule. J nao tem compettidor senhor po-
de casar com ella se quizer.
Senhor... mui (o obrigado respondeu
Dutilleul, perturbado por tal cumprimento ;
mas poderia eu saber...
Nada senhor.
Com tudo as rasoes...
As rases que me determinSo, sao mi-
abas nao respeitao a pesoa algn e as
sim nao tenho quedar conta d'ellas.... nem
o senhor tem o direto de exigir informacfHs -,
isao pertence ao pai e ao irmo da menina e
a esses eu sei o que hei de dizer. enho a
honra de o cumprimentar.-O senhor de Mar
san fez com effeito urna grande cortez e
relrou-se.
dous e trez andares onde os actores, repar-
tidos segundo a aoQao que se representa ex-
eculo urna s e mesma pe?a ao mesmo tempo
com tal harmona de msica e d>; palavras,
que melhor nao o poderio fazer n'uma s
scena.
O effeito que isto pode causar nao possi-
vei comprehende-Io bem sem o ter visto ;
porem apezar de todas as asserces de Kla-
proth sempre Rearemos ontendendo q ue
deve ser cousa detestavel. (J. do Com.)
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 13 de Setemb. 8:023ji6o9
drscarregaO hojr 14 de setembro.
Brgue Portuguez = ConceicAo de Maria
Vinho, vinagra azeile e seholas.
Brigae Portuguez = Josefina Emilia = Vi-
nho.
HOVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 12.
Rio de Janeiro; 21 dias Rrigue Brasil eiro
Aurora d 178 tonel, Capito Antonio Ma-
chado de Farias equip. lo; carga car-
ne: a Joaquim Baptista Moreira.
Maranho ; 18 dias Brigue Escuna Brasilei-
ro Laura d> 103 tonel, Capito Luiz Ferrei-
rada Silva Santos equip. 17, carga di-
versos gneros: a Firmino Joze F. da Rosa.
Terra Nova ; 39 dias Brigu* Inglez Sirene
de 181 tonel., CapitAo B. Catchpole, equip.
11 carga bacalho : a Charles Roope &
Companhia.
Falmouth por Canarias e Madcira ; 37 dias ,
Paquete Inglez Crane, Commandanle Luis.
SAHIDO NO MESMO DIA.
Rio de Janeiro por Maceio e Bahia Paquete
de Vapor Brasileiro Parahense, Comman
dante JoSo MelitAo Henriques.
ED1TAL.
contracto do fornecimento de rame precizo
para a ponte suspensa do Caxang. convida-
dos peloannuncio dsta the/.otiram de l de
posto ultimo o Snr. Inspector manda tto-
vmente convidar s pessoas a quem possa
convir o referido contracto a apresentarem as
suas propostas rorescripto at o dia 20 do
corrente, na secretaria da mesma tr.esoura-
ria aonde sero patentes o ornamento, e 0OH-
diefies respectivas.
Thezourariadas rendas provinciaes de I er-
nambuco 12 de Setemhro de 1S2. = 0 Se-
cretario Luiz da Costa Porto-Carie iro.
Pelo Lyceo desta Cidade continuado das
faltas dadas pelos seos alumnos.
Aula de Rethorica.
Nomes.
Joze Fellipe da Silva.
forAo ju.-tificadas.
Joaquim Belizario Lins Melior.
nAo justificou.
Francisco de Paula Gomes Peixoto.
Francisco Virissimo Bandeira.
Joze Gamillo Ferreira Rabillo.
Felippe de Santiago J. d'Abrco.
Geometra.
Antonio de Paula Almeida Albuqnerque. 10
justificou.
Antonio Rufino Sivirianno da Cunta. 1U
nAo justificou.
Herculano A Ivs Peret. J
Francisco de Paula Sales. *>
Candido Jozo Lisboa. jj
Venancio Henriques de Rezende. 4
Dezenho.
Joze Anecleto de S. Boa ventura. 12
Galdino dos *antos N. d'Olvcira. >
Juvencio do Reg Rangel. *
Joze Joaquim de Lima. 3
IWnardino Nunes de. Olivcira. 3
O secretario, JoAo Facundo da Silva Gui-
marAes. ,
p- O paquete Inglez Crane recebe as
malas para a Bahia e Rio de Janeiro ama-
nh (lo) as nove horas da manh.
AVISO MARTIMO.
Livramentode snalos para meninos, d0-
zias de thesouras penas, tintas de core
para escrever obreias pentes de marrafas,
ditos de alizar carriteis de linha estojos
de navalhas compassos caivetes fexa-
duras dobradiecs espingarda pistollas .
frigideiras estanhadas pedras para amolar
caivetes e navalhas pedras para escrever ,
banas de rame butoens deoiso e de du-
raque e outras militas ferragens, e miudc-
zas os pertendentes deverAo compareccrcm
as mencionadas horas munidos do seus fia-
dores que se vende a prazo, quando nao
quizercm arrematar a diiiheiro.
A V I SOS DI VERSOS.
Faltas.
18
11
10
8
6
6
Vicente Thomaz Pires do Figueiredo Camar-
go inspector d'Alfandega &c.
Faz saber que no dia 17 do corrente ao
meio dia na porta d'Alfandega se hade arre-
matar 16 covados de chita por 200 res cada
covado os quaes foro appr*hendidos pelo
guarda Francisco Andi Corsino da Rocha ,
a um remador do bote do brigue portuguez
S. Domingos que os conduzn para trra
escondidos e sem despacho sendo a arrema-
tado livre de direitos ao arrematante.
Outro sim faz saber o mesmo inspector que
no referido dia hora e lugar, se had* tambem
arrematar urna ancoreta da marca T R com
tresduzias e dez paios arruinados avahados
por 4*000 res urna dita da mesma marca,
eom azeitonas por 400 reis as quaes j fo-
rAo arrematadas em Edital de 30 dias por se
acharen) n'esta Alfandega alm do tempo pe-
lo regulamento. Alfandega 13 de Setembro
de 1812. .
V. T. P. de F. Camargo.
= Para o Rio de Janeiro seguir at o dia
18 do corrente mez o brigue escuna Fama,
porj ter sufliciento lastro, aind recebe
carga escravos b-m como passageiros ,
para o que tem excelentes cmodos ; trata-
se na ra da cadeia do Recife D. 21 com A-
morim & IrmAos.
LE LOES.
DECLARACES.
THEZOURARIA DAS RENDAS PROVINCIAES.
= Nao tendo comparecido concurrentes ao
cha... um enredo amoroso talvez... um erro...
um amante... quem sabe urna d'cstas ami-
sades criminosas, que deshonro urna vida
nteira .. .
Esta idea era muito cruel para que se Ue-
morasse n'ella ; rejeitou-a pois mas .ella
voltou, e elle se foi costumando a pesa-la
no seu espirito j encarou-a de mil maneiras;
e havia-e demorado mais de urna hora n es
ta meditaco quando lhe viero trazer urna
carta. Era Cecilia Dubois, que se expri-
ma assim:
Meucaro Leopoldo vero depressa $
eu creio que meu pai comeca a estar pelo qu
justo : de duas urna ou tem esfriado a res-
peito do senhor de Marsan ou comprehen-
de que nao possivei amar verdaderamente
urna lilha e contrarial-a as suas mais ca-
Por intervenQAo do corretor Olivcira '
o excellente preJio de um andar com loja
por baixo denominado o sitio do Coelho o
qual he quasi novo de linda prespectiva ,
por ser d^ construccAo moderna e solida ,
tem lio palmos de frente com fundo corres-
pondente, e todas as mais proporcoes para
morarem cmoda e independentemente qua-
tro familias no andar e outras tantas as
lojas tem espacosa cocheira estribara e
grande quintal : o preco ser mui razoavel
em consequencia do seo proprietario estar a
retirar-se para fora do imperio.
= A viuva de Joo Carlos Perera de Bur-
gos fazleilo hoje 14 as novee meia horas da
manhA em a sua loja da quii da pracinha do
1^- Sabio o Garapuceiro N. 48, cujo as-
sumpto he mostrar que ha urna singularida-
de viciosa e outra louvavel e a este propo-
zito Iracta de certos trajes, que com odevido
respeito soberana ua moda parecen) ex-
travagancias : concine com urna variedade
cerca das dcvocOea patuscas. Vende-se na pra-
ga da Independencia n. 37 e 38.
= A pessoa quo no Diario de 13 do cor-
rente n. 197 pergunta quem he o dono da
loja de lour,a da na do Livramento D. 3, ja-
bera que he Manoel Antonio Vieirt.
= Quem liver urna molatinha de dous
a Sinco annos e quizer dispor d'ella annuncie,
ou dirija-se na da Cadeia loja de Joaquim
Gonc,alves Casco.
= Quem tivcr o quizer allugar urna cas*
terrea loja ou andar de algum sobrado pe-
queo na ra das cruzes patio do hospi-
tal do paraizo ou travessa pertencente di-
ta ra o patio ; annuncie.
= Preciza-se de um menino portuguez que
tenha 10 a 12 annos de idade para caixeiro>
de urna venda no principio da ra Direita
D. 6.
= Joze Goncalves Ferreira Cosa, con-
tinua a mandar fazer aterros na prac,a ou
fora della tanto em alagados como em
altiar atterros ja feitos bm como bailas
de sitios o p Je casas mandando condu-
zir a Ierra em carros onde for precizo ater-
rar caixes de cazas, bota canoas de are pa-
ra obras >ncarrega-se de todo e qualquer
servico que dependa de canoas : o mesmo tem
para vender canoas de quinhentos a mil c
cem lijlos novas e em bom uzo por como-
do prego ; os prelendentes dirijo-se ao Re-
cife na rua da Cadeia loja de Joaquim Gon-
calws Casoao, ou na praga da Independen-
cia loja de chapeleiro do Snr. Oliveira o na
ua d'Aurora em casa do Snr. Joze Jacin-
liio.
= Preciza-se alugar urna canoa de carga
de 400 a oOO tijollos de alvenaria na rua
da Gloria sobrado de um andar junto ao con-
vento das recolhidas.
= 0 escrivao Manoel Rodrigues Campello
da comarca do Brejo da Madre do Dos,
permuta ou arrenda o officio deque he vi-
talicio na Uta comarca para qualquer outra
comarca excepeo do Limoeiro por lhe ni
convir; o escrivao que quizer permutar an-
nuncie ou dirija-se rua do Cotovello D.
50.
or Perdeo-se no dia 12 noute do hos-
picio at rua doqueimado urna corrente do
ouro, de relogio; quem a achar querendo
restitui-la dirija-se ao beco da Florentina D.
5 que ser recompensado.
sobre rude M. que -U -..-J.VSlS.lhSS-. .esper.-le Ce-
* *sua b'"c" EZw?&" U" '. ?lr.u f* ""^"'nrr.
fundamente. Teria Cecila fall
de Marsan sobro seu intentado desafio : isso
nAo era provavel. Retirar-se-ha o capito
de lanceiros com o receio de um duello ? ufto
jso nAo era crivel. Ham comtudo alguma
Cousa que obrigava um mancebo namorado a
dr de mo a urna menina rica bella e ben
de ter lido esta carta ; eu o creio. Quando,
se retira um amante muito mais cmodo
o assegurar-se de outro ; quando se perde
um genro nAo mau ficar com outro
mo... Ah ah Cecilia !... ento leu pai
esfriou-se a respeito do Sr. de Marsan Tu
urna meninane. *"*"' n,0 d.zes a verdade menina, ecom tudo
recusa cazar com tig e melhor instruida do
que eu sabes tambem a causa... Ali! um
pai que ama verdaderamente sua lilha nao
contraria o seu amor !... A historia nao est
mal arranjada por desgraca tua-, esque-
ceo-te que hontem me disestes que teu pai
morrena de dor seno casasses com o filho
do seu amigo...
Dutilleul julgou-se trado julgou-se en-
gaado ; suspeitou que querio fazer d'ello
tolo. Na sua opiniAo a menina Dubois era
mil vezes mais culpada que seu pai. Em
consequencia d'esta opiniAo tomou as suas
disposices seguio para Pars, e. l tomou
umasege de posta, que o conduzio Turena
casa de um lio que tinha j velho.
Tres mezes depois achava-se elle na formo-
sa cidade de Tours passeando debaixo de
urna alameda de arvores magnificas ; eis que
vio aproximar-se um oflicial de lanceiros
que lhe pareceu j ter visto em oulra parte :
reconheceu o finalmente e correu ao seu
encontr. ....
__Meu charo Snr. do Marsan lhe diz
elle quanto me alegro d'enconlral-o aqui !
espero que agora ter a bondade de expl-
car-rae... .
__Sr.de Mrasan! respondeu o oflicial: cn-
gana-se senhor; eu chamo-me Dubois....
Ah ah j sei! accrescentou o capito Du-
bois ; he o Sr. Dutilleul ... Ah ah ah !
e um sorriso inextnguivel so apoderou do
capito.
Porque egse riso senhor !
Quer explicares diz o capito para
isso nAo poderia dirigir-so melhor. Eu Ih'a
dou. Minlia irma amava-o senhor ; meu
pai quera com effeito casal-a com o senhor
de Marsan meu amigo, e eu levava mui-
to em gosto este, matrimonio ; minha irma
porem resista, insistindo em que o senhar
tinha por ella um amor que nada poderia en
fraquecer, nem destruir : eu propuz urna
experiencia. Son eu quem fingi o papel da
Marsan e que pela experiencia a mais sim-
ples prove a Cecilia quo pouco poda ella
contar com osen amor... 0 resto sabe-o o
senhor... O verdadeiro Marsan nao chegot
a Versalhes seno oito dias depois da sua par-
tida. Elle bello e amavel ; nao lhecus-
tou muito fazer-se amar de Cecilia, eha una
mez quo seu marido. Est contente, se-
nhor?
i Dutilleul nao eslava nada contente,
I mas nao ouzou aflrontar um duello, cujo re-
| sultado teria podido augmentar a sua confu-
aAo. Disse para sempre adeus a Versalhet,
e cstabeleceu-sc na Torena.
FIM.




.
I

-5=-
s/*
4
E?- Quem livor um sitio, para arrendar an-
imalmente que seja grande e perla Ja pia-
ra que, tenba bastantes arvoredos de fruclo,
o a caza seja pequea anutincie.
tsr Aluga-se por lempo da testa ou ar-
renda-se por atino urna grande caza terrea,
com duas salan
un quartn rom tarimba para escravos e
quintal grande com alguns ps de coqueiros
queja tifio fructo, em Olinda defronto da
IgrejadeS. Thereza que lio hoje colegio
dos OrfAos: a tratar na ra do R mgel, Jado
do pasente I). 20 no primeiro an lar.
tsr OSr. Fr-Hpne Rodrigues Santos Mou-
ra capilao do Patacho S. Jofto e que trou-
xc do Maranhao una cadena de balanceo pa
ra entregar nesta Lidado queir arinunciar
onde se Jeve procura-lo para recebor-se a di-
ta encommenda.
w Precisa-sc do un rapaz para trabilhar
cm urna padaria c juntamente vender pao
com un pelo : na praca da Roa vista vend
Decima 5.
cr Henriqu kalkraann & Rodolfo Seig-
fried re i rao-se para o Miraohao.
sp- Marc Lasserre re ira-se pira o Rio
de Janeiro.
tso- Alplioiisa TiiIt, relira-se para o
Kio de Janeiro.
SW OiTerece-sc a quem mais der a legiti-
ma de urna lierdeira no eifgenho Coliepio, no
valor de 180 e tantos mil rs. constante do
inventario, na mi de Joan Das Barboza
Alacundum na roparlicao do correio 011
na ra de S. Rita I), i.
ES- Arreo la-se um armazem com quintal
cacimba estribara para tres cvalos, e por-
tas de saida para a ra de traz 3 islo na ra
da senzalla vell.a 0. 39, ese da por doze
mil res moneaos: quem opertender dirija-
so a ra doQueimado D.3, lerceiro andar.
= Pfa praca da Boa-Vista .\. 3, por sima
da botica do Sur. Cont continua-se a com-
prar escravos de ambos 05 sexos de idade de
! anuos o agradando, pagar-se-hao
Fm menino brasileiro filhode lina,
o de pobre familia branco de 13 a lo an-
nos, se propOe a aprender o officio do al
mate para o qual tem muito gosto e d
"ador a sua la conjunta com quem se en-
g-iar: a fallar com Jo.quim C. V. Guima-
quartos cozinha fora raes junto ao arco da Conceieio D 3'
cr 1 recisa-so de um hoinm nacional ou
estrang, ro, que en ten Ja de andar com bois
ou carroca ; quem estver nestas circunstan-
cias annuncie.
" 0pm annunciouno Diario de 13 do
correte querer comprar um sitio perto da
praca querendo um no lugar do Remedio a
margem do rio com boa caza de vivada ,
todo hem plantado -om pogo de boa agoa ,
e oxcellente viveiro de peixo dirija-sa a
praca da Indepsn lencia loja de livroi n. 37 e
<>8 que se dir quem o vende.
W A Senhora |J. Roza Tbereza de .Miran-
da queira mandar buscar urna oarta no for-
te do Mattos prensa de arnoiro Monteiro.
A pessoa que mandn publicar no Da-
-=p=
iaa ii.inaii TUMaortiTi
rio de 12 do correte um annuncio comas
inniciaesJ.B.S. lenba a bondade de de-
clarar se semelhant* annuncio se entcndn
com o Coronel Joze B;rnirdo Sdgueiro.
W- Roga-se ao Snr. Agostinho Ulasner .
se anda tiver a ouvertura da opera=Guilher-
mo Tell ss que locou quanlo mestre da
msica do primeiro batalhao da guarda na-
cional e a quiser vender annuncie.
sar Quera precisar de urna ama que en
gomma ecozinha b -m pa qudquer caza ,
dirija-se a ra do Rngel D. 7.
ES- Um rapaz portuguez se offerece para
caixeiro de armazem ra, ou outra qual-
quer arrumaeo excepto venda, pois sabe
bem (para fura da Provincia'.)
Aiuga-se sem o primeiro andar a caza
n. I do atierrod* Boa-vista com excelentes
ebmmodos ; algumas das novas da ra d'Au-
rvd ra da Solidado e sitio de Sanio Ama-
ro, a tractar com Francisco Antonio d'Oli
veira ou com o sen cax iro Manuel Joa-
quim da Silva.
= Prcciza-se de um Snr. Sacerdote para
dizer missas em UOI sitio prximo a esla Cida-
de a iractar com Francisco Antonio d'Oli-
vcira no atierro da boa-vista.
;,E Juardo VVynne foglez Pedro II. Ral-
ben! .ontar, eescrever; quem de seu pies
l:mo se quiser uMisar annuncie.
ES" O Sr. .uiz R. S. faca o favor de decla-
rar por esta folha se o seu devedor J. C. 1..
lie JuAo Carlos de J/imos.
ES- .Muga se a loja do sobrado dos i can-
los da Boa vista : a fallar com VI. C. S. Car-
neiro Monteiro.
bra farinha a 130 rs. a libra e 4.> rs a ar-
roba pao a 120 rs. a libra tudo feito com
muito asseio na ra da senzah vellia pajj-
ria n 30.
WPotassa da Russia em barris pequeos :
em caza le IIjrin.no ftefirtens rtu da Cruz
Dcima 23.
cC lin* caza terrea na ra de S. Thero
za D. 2 Jo lado esquarJo ao entrar da ra :
na ra atraz do Cal ibouce D. la fallar com
Joaquim Manoei de Barros'.
Bf* Vende-seou arrenda-se urna otaria rom
barro para toja qualiJuJe de obra : a fallar
com Joao Anastacio Camelo Pessoa na Magda-
lena.
SJs Farinha em sacas de alqu;ire a i> rs. :
na ra do Vigarion. 7.
E^ diia barcacaa pouco acabada de cons-
truir de boas madeiras que pega de 20 a
30 caixas, e muito veleua : a tratar com
Joze Pereira da Cunlia. na ra da Cadeia do
Recite n 38.
E^ Fma eserava para fora da provincia .
Jeiaannos, boa figura, cozinha o ordina-
rio de urna caza en gomma sofrivel e lava
de sabio : na ruado .ivramento segur. Jo an-
dar do sobrado I). 11.
tsr Fma cano 1 de birra fora de um pan
s que carrega de 0 a 7 caixas prompta a
navegar: na ra Jo Collegio I). 3 botica de
Cyprianno Luiz da Paz.
tsr" Urna eserava moga de bonita figura,
engomma cose, lava o faz todo o serv.c<>
da urna caza vende-so por precisAo : na ru 1
velba da Roa visla D. 2 e n 63.
E?* Fm calis de prata ihurada em mui-
to bom uzo obra rica tanto em bimfeitorla
como em dourado u.na pedra dar um
missal com estante urna alva nova de lava-
nnto nina toalha de altar um par de ga-
lletas de vidro urna prensa de man" de api-
r papel : na ra -streita do Rozario I). 20
HOS, pstulas na rosto, aphtes, U|CeP)|,
boca ou dentro da garganta cor.Jivfda dn "'
lo olbos vermehaos (lares brancas T"
m-.rmdancolieojpd.das cores, attaquLT
ervos idade critica las mullir s o
Hermnenle fleSses pos entretem a fres-n Uf
rosto a liberdade do ventre. V..so 8a* (Jo
lo o exposlo quj acabamos de fazer que n T'
pos SAO ulilissimos em militas aff-iecrts al?
moniosas destas que nao tem um cara",!"
COMPRAS.
russi-
terwam liamburguez G. A. Bloem I
ano, reliram-se para a rovincia de Setgype.
Arrendao-se annu lmente, ou pelo tempo
que se ouver de comractar duas grandes
moradas de cazas terreas a pouco edifica.
das pelo seu propietario o Kxm. Dezem-
Jiargador Maciel Monteiro, e ituadas no
principiode seu sitio nolugar do Manguind ;
cujas propriedadea tem oito quartos cada u-
ma boas sallas, senzallas para pretua es-
tribaras c bons quintaos a|,.m de outres
arranjos proprios fiara grandes familias :
a traclar na ra de Moras D. 7u
323- Ao largo do Terco n. 7, preciza-se de
um official de chapeldro, que entenda bem do
oOicio dando-sc-Ihe um bom salario : prefe-
re-se brasileiro ou portuguez. Na mesma ca-
sa ha para .vender urna cscrava que sabe co-
zinbar e,cngomar soffrivel.
= Ainda est por alugar o sobrado do
liindo cilo na ra da Gloria da Roa-Vista o
qual ja sealuga por menos do que se perten-
dia 5 este sobrado tem as commidades seguin-
tes : duas boas adecentes sallas, seis quar-
tos lio lodo forrado, corrido de janellas por
ambos os lados urna visla doleitavel, excel-
lente fresco um sota. com tres quartos o com
janelas nos lados, ptimo fuga,, 0 tornos
a loja tambem com minioscommoJos seu quin-
tal independerse e cacimba um pequeo
sitio com varias arvores de fruclo bem como
larangeiras pin boiras ,
pilanguciras, cajueiroa,
ras .
reral qualro pocos com boa agoa7 tendo un
delles urna ora com seus tanques para ba-
nho, c lavagem de roupa, una estribarla pa-
ra qual, o cvalos, e no junio ao porMo do
sillo que serve para bando
embarque, cujas com...
sem contradicha necessidadede passaf a es-lnucis]
^= Os Diarios n. 90 03, e 95, de 24 ,
2i o -30 de Abril de 1838 : na praca da Inde
pendencia loja de livros n. 37 e 38.
= Um ou dous pretos de nacfto que sejo
nio^os : na ra do Caldereiro D. 1 sobrado de
um andar.
W Fma lanca de ouro sem feilio para
cabera : na ca.nboa do Carmo D. 9 da par-
le do poente.
UT Apolices da contadoria : na ra do
.ivramento 2.
^er O Diario de 7 de Setembro do anuo
passado e os do primeiro allie 12 de M,,io
do 1810 : no alterro da Roa vista loja de al-
faiate de Mr. Luiz.
S3- Para as obras do Tbeatro publico
grande perco de enxameis de 30 : quem -
vercompareca na mesma obra.
tsy 100 caadas para cima de azeite de
carrapalo: no beeo da Gloria defronle do
beco que vai para o assougue.
tsr Caixas vazias que vem com garrafas
de vmbo de Rordeaux, agoa ardente de Fran-
ca e azeite doce: no atierro da Roa vista
loja de chapeos D. 10.
. tzr Ilum rozarinbo fino de bom ouro e
sem feilio assim como Iroca-se urna im'a.
gcmda (.onceigao perfeita que nao excoda
a um palmo : annuncie.
V E i\ D A S .
et Urna eserava de naci moca pro.
pnaparaqualquers^rvico: na ra de a-oas
verdesquem vai Jo lado de S. Pedro, pasian-
lo o beco U. 7.
ti?- Una alicerces ja ahorrados e dividi-
dos para duas moradas d cazas rom 50 pal-
mos de frente 90 de fundo, e 60 para quin
tal no alterro dos Alogados na rna dn
moeiros, rcmeiras, Fagundes lado do nascenle D 17
iailt propria para assougue urna porco de
:;,rN:D.c3rfwrod"marMrajo:
i* -as..- p. ^r^s ritrx sr
s ;: *: ;':S" sl"** *'*- E
la parte do norte segundo andar.
or L'm terreno noalinliam-nlo das cazas
confronta ao tbeatro novoem palacio velbo ,
com loO palmos de frente athe a baixa mar
e 90 ditos d fundo; e urna burra de ferro
CJELTS?: no pale d0 "os,,,!al
Ej-.3alqueire.sde feijSo m:,lalinbo alguma
eouza In-ueiro, mas mu.to sao, propio pa-
ra escravos ou qu.tanJeiras por preco
commo lo : no beco do peixe frito D. 4.
*f f)uas escravas de naco urna engom-
ma liso, rose ecozinba o ordinario, o a outra
be quilandeira cozinha e lava ambas
se dAo a conteni ao comprador : na ra Di
reita D. 43.
tsr ptimo leite por sersern agoa a off)
a garrafa : no bolequim da Fstrela at as 10
horas da manhA
tsy Fma preta crela de 25 nnnos, bonita
Ugora muito b.i lavadeira ecozinha o or-
Jmano: na ra dos Quartes defronte la
loja do fallecido Amura no primeiro andar
nomesmo precisa-sede um caixeiro de 11 an-
uos para vender fazenJas pelas ras, dando o
mesmo fiador a sua conducta.
ssr 3 escravas de nar-ao urna engomma,
eozmba lava tanto Je sabAo como de varre
la urna dita mui linda com boas habdiJa
des o urna quilandeira : na ra Di reita D.
-y> lado do Fivramenlo.
Cera amarella em porcSo e a relalho I
suspeilo e de mais sao r um dos mais poderosos anli-biliosos.
Mmeira de Fazer Fzo D Ib-s
O Mojo de u/ar delles he muito simle?
toma-se um papel que poern dentro d-.i,,, i,'
le ; derram i-se nelle trez chicaras d'agua. f.!"
v.-nte ; deixa-se faz-r a infnsao comopara
cha. Qjando ficar resfriad. co-se |{.h,
s. um i chicara desla infunso antes ,|e se d
lar j outra ao levantar e a ultima uma ho~
-a e rn-ia ao d pois do almogo. cmt.nua-se
assim durante quinze a vinle das e al trin
la das consecutivos se fof a molestia ou inler"
miJaJesanl.ga. Porem quanlo um. p-ssoa"
tem simpl-smente um embaraco gstrico
basta o uzo de dous 011 trez papis.
Fstes pos nflo conlendo nenhuma prepara
<; mercurial o resguardo he fcil a obser-
var ; abstem-S> de comidas Salgadas ; o (..fe
a os larinhosos Ibes so pr.'feridos; ellos nao
interrompem de poder girar : na ra larg, L
R.z.rio bUica D. 10 de .Vlanoel Felippe da
Fonceca Cande.
s^- Fina eserava de nago com bonita
luura de 23 anuos cozinha e lava e he
|uitandira : na ra lo Fagundes D. 44 hin.
Jo Ja 1 ib -ira lado esquerdo.
ca Fumo da Babia para as tawrnas, o
por commoJo prego em porco de urna arro.
ha para cima advertindo que a esculla ser
1-ila a contento do comprador osquaesdiri-
jio-sa ao Mond -o sitio que fica com a frenlo
para estrada da Tiempo.
ES- Vo armazem denomina Jo novo, na
ruada IVaia ; vende-se pipas de agurdenle
do 21 a 21 lj2 graos.
ESCRAVOS FGIDOS
es- DamiAo naco congo fugio no dia
Udo crreme levou vestido carniza do algo-
iaom.ho trangado ecalca de serapilheua,
tem dous dedos do menos em um dos pea, e
4 segunda juncia os aprehensores dirijo se a
praca da Independencia loja de livros nume-
ro .>/ o oH.
T No da 22 de Agosto p. p. desaparecco
urna negra do naco bengud. de nomo Ala-
ria estatura regula, secca do corpo cara
compMdaeboeelada, lem..as costas da mo
J're.ta hum carusso pequeo tem ambos
os pos apalbetados, um delles^m um dedo
grande mais virado e sem unha ella sabio
'omumlabole.ro novo a vender pao de loe
pml.iis levo,, veslitocabeco de algodAozinl.O
' velbo sa,a de chita roxa e pao da costa
"ovo e debruado ras oabieehaa com mata?
mesbrancos: qualquer capil.-,,, de campe ou
H.ll.ornades policiaes a poderlo pegar e leva-
la na ra da Cadeia vell.a do Re. ifo D. 22 que
serao recompensados assim como se pres-
tara contra quem a tiver oceulta ou roubada.
assim como meias, curlw toYnboJtZZ '\z^m^uVZTl r^^ E2'"N
ffaSir ^ngoetavenda-deLquim cravos TjZ^Z^nctZS?.
Joze Rebello.
= O Federalista
glezein trez VdiimesdeS.
obra Iradnzida do In-
eni que so con-
la fora da praca ; quem o pertender dirija-se
;i ra velba da Boa-Vista sobrado I). 33,
== IVeciza-se de um marcador
t-f lina venda na ra eslreita do Roza-
nodelmntedalgreja, componeos fundos: a
qui* junto ao tbeatro. "' 6le" ?,,ar T Joze ioaV> Alves Teixeira A
= A pessoa que annuncio., querer um silin T!! .* d. C*Pm-
paralcrojto vacas deleite a,n,.i Z\ arZ *%?!! e t0I j7> palacas a
dirija-se Boa Visfi ra da ConcoicAo casa -'. no r? t9Un* V*W"
de Rotoio Comeada Foncccq -?0rs- n Uhrn d,tode aoa *<,
'* ,)f,'^-'nhadocca:>.,l20aarrobae 1G0 a li-
lem as bazes dosislema federal, adoptado .10
Brasil, suas vantagens inconvenientes pe-
ngos e remedio. Indwpencjvel a todos os
[depuados das assemblas legislativas, pre-
sidentes, juizes.dedireito de, prec, 6.>OD0
rs. cada obra na ra da Cadeia do Recife
as lojas dos Snrs. Joo Cardozo AyreS e J
U tY* >7 e "a Puntal da nio lo'-
ja de Manoei l'igueiroa de Faria.
ET Pos parisienses, purgativos anli-
sypli.hl.cos anli-dartrosos e anli-biliosos
estes pos obt.vero una grande celebridade
em toda Luropa o seu* successos maravi
Ihosos de cada dia Ibes merecem approvacAo
geral o que prova que nenhuma preparadlo
goza de propriedadea lo eminentemente de-
purativas.
Os pos parienses sao o verdadero especifi-
co as molestias secretas, recentes ou invelera-
oas. Como depurativos do sangue sao da
maior eflicacia cm todas as molestias enlre-
Jasporum virus qualquer, quaes as i,,f,r-
m.dades da pello .. as empigens as sarrias
Mitigas ou repercutidas, as dores heumatis-
macs as allecoens escobuilicas o escrofulo-
ras, em lim cm toda acrimonia doam nnunciada porcomichoens alores .mo-
as amarellas e vermehas, hemorroides, pre-
hastanle alto secco bem fechado de bar-
w, alguns cabellos bra neos tem na mo-
leira da cabeca um molho de cabellos brancos,
P'"i nas linas, t.ni i,, lornozelo do p mais
jrosso que outro falta de denles na fernto ,
nas costas e nadigas tem ejoatnzes de sorras ,
-oslo redondo o Cheto e be bastante sezudo:
outro cabra bom carreiro estatura medi-
ana se.ro, reprezenta V annos, ps al-
juma cotiza apalbetados bem fechado de
barbas com alguns cabellos brancos tem
"Ha de denles muito sociavel bem Man-
os e ajuda missa: a ive, le-se que ambos cha-
mao-se Manoei e fuguao en. Oatubru do
;nno pp. qt.ni os aprehender lveos ao re
rer.doe.igenlioa seu Sr. JUZe Candido Ramos
ou a Manoid (.onsalves da Silva na ra da Ca-
lle""10 gWfe qu*1 ser bem rocompensado.
ERRATAS.
No discurso pubfieado no N. 107 desta
rolba, pag. 2, 1.-columna. Un. 17 e 18 ,
"|,0,s "nsJevjoa-^ nao be urna simples
uesgraca la-se mas urna desgraca que
nAopotledu araJNoultimo periodo do dis-
ourso Imba 2.1 verda.JH.a parte do dl-
K'i oi.e. I.-.,-so -verdadcia fonte do di-
reilo Ac.
RECIFE NA i Vi'. DE M. F. DK F. = 1842.
+


^
-%
I
* W %
NUMERO
,
.
* imsZ
kfi&S&e&m*t
141
CURUESPOSDE'iClA.
ir. Edietor. Por hiais que a lei recommenJe o priu-
* pi le igualdade perante ella, jamis deixar Jo ser con-
trariada, e riolada na pralica; o homem de cousideracSo
poltica ei em iodos os tomaos protegido, e acabronlu-
d o pobre, que na Sociedade nSu e.-tiver ; seu par, e
nesie Pai, a ueste secuto de corrupc, onde a lei .1 voo-
tae du Magistrado, cesta se dohra quase sempre pelos
lois movis de ftos-ws accies: interesse, e paisa o, equa-
semunca pelo inovel moral, uderer, o recorrer le, o
tnesmo que aggravar a offensa que se houver receido, 0
tlatnno que se houver soiirido. De que encomio; por
tanto nao se torna digno < hornera, que no roeio
desta corrupco ger il se apprezenta administran lo e dis-
trihuindo a ustca igualmente? E*te hornera nque me '<-
Broo Sr. Dr> Braudao, Delegado da t. districto de-ta
Cidade; graos sefao dadas ao Bjcui. Presidente por ti
boa escollia, pena queso trabalho recaia sobre elle sera
o menor Inoro, e mismo ha bem fundadas razej para
crer-se, que se o lugar fosse pingue, n.o llie houresse sido
dado, pois que destes h tmens ni convera a certas iu'Mvi-
dos, se tlS) em falta de todas. E i tenbo i !o, Sr. F.He-
lor, victima desta corrupcao geral nos julga raen tos, e en-
contrando agora no Sr. Dr. Delegado a sUisfaco do meu
Direito, eu me julgo na restricta obrigacaode o frzer rn-
tente.
Eu liavia comprado a Jos Gomes, huma escrava de 110-
rue Joanna, que elle possuia por titulo de doacio, que Iha
hiera seuSogro, e me acliava na posse livre desta escrava,
<|uaudo me vejo sbitamente citado por Miguel Francisco
daQueiroz, sogvo d'aquelle Joz Gomes, para reirendicar-
uie a escrava, e immediatamente seo requerirnento s:
procedeu a arresto na mesma escrava, pezar depossuii*
en predios d'algum valor, c no menos de oto escravos
todos desembargados nesta praca,
Dei fiador ao arresto, elevantei-o, e fiz chamar a auto-
ra o vendedor da escrava Joz Gomes de Mello, que viu-
do a Juizo, tilo mal.se defienden, que obteve duas senten-
ascontra, as quaes porem ainJa n8o passaraS em julga-
do e a ultima se aclia legtimamente embarga i t.
Era nesta lide adrogado por parte de Mi juel Francisco
de Qieiroz, Joio Baplista Soares, que era tambem sei*
procurador bastante. Neste cmenos em Julho dd aun.
transacto some-se a escrara, e por mis extorc >s que nz
nao me Ib i possivel descobrir o lugar onde se achara ella
acollada; annunciei pelo Diario onsn desapparecimento,
*! nada pude colher ; entila inlima-se-me da parle d JoS
Daptisla Soares, hu protesto no qtul elle na qua'.i.lade
Ae procurador bastante de Miguel Francisco deQueiroz,
protestara contra mim e contra o meu fiador pela tuga da
escrava.
Estire dez mezes sem d'ella ter a menor noticia, at que
encontrndolo comoSnr. Francisco Xivier Girneiro
Uns, encommendou-me este, que procurassa hum escra-
vossu, e nesta occasiao encoramendei-lhe CU tambem a
miaba escrava, da quera Ibe dei signas; dial pasiadoi
dise-me o Sr. Lius, que corutaudo-lhe que Advogsdo
Joa* > Buptisla Stares, caslumav acoutur em seu iio n
IIha ros Maruins escraros al i< i havia procedido certas
indagaces, e havia sabido, que nao esta va loseu escre
vo, mas que se ach iva a rainh i escrava. Cun esta denun-
cia expuz'We ao pe igo Je requi rer ulna busca emcaza do
Sr. Jo5o Baplista Soares. Di tacado de mim se l nao
acnasse a escrava, manchara honra de um Advegado, d
ora ancio, cuja vista s.'> ., e que a probidad*
em pessoa Felizmente lase achara aescrava, do que se
fez o competeuteac'o d.; :ip So, e uestu occusifia fu-
mim 'zeado co n o agr I ives epil !<; de cabra, e ladifto,
e amracado de ser rebenlado a ccete por qualro escravo
sena Se outro fosse, huvcndo-se pegado um escj'avo
alheioemsuacaza, que havia acollado a dez mezes, teria
silo mmedidtamente prezo, mis era o Sr. Jojo Baplista
S lares, Hcou era ana caza requer a suu przflo as Auilio-
ridades competentes, mas nenhuma deferio o roenre.|u-
ri nento. Apprezentei ao Sr. Dr. Moraea e Silva,queento
era Juta deD., urna queixa em seusdevidos termos pelos cri-
rnes de furto .!. mi alia escrava, de ameacas, e de injurias,
cinco teslemunhas uraraS neta queixa, que baviad viste
tirar da caza d-a Sr. Baplista a rain ha escrava, junto
achara o auto de apprehencSo, cu Diario emque eu ha -
vii nanunciado o sen deappareeimenlo; ms ipie fez o
Sr Dr. M Silva? Despronunciou o AdvogadoJoio
ptista S ares do crirae de Tuto de escravos, e fui eon-
demiado as custas, apezar de ler vindu a juizo o Sur.
Baplista e omfessar que a escrava havia estado em seu po-
(I ir, esom me o pronuncien pelo nsigniticante crime de
ameaca', qua anda tinha de ser su jeito ao Jury, e o con-
demnou :'. una pejuena pena pelo crime de injurias, slo
he, por m" ler chamado ladro, porque na opinio do
Sr. Dr. Morara eSilva sendo eu pardo, posso seui i iju-
ria ser chamad i cabra, e o Sr. Dr. Moraes e Silva quera
assim pensa!! ..
Sr. Eiiclor, ponha-se cada qual o meu lujar, esa-
ber c imo le i> >m ver faltar-se-lhe ti i cruamente i justi-
ci! Tioln neste lempo chegado a ledas reformas que
abola o Jury deaccusacl, unioo recurso que n'aquelle
temo? me restara, e eu uve deinterpr o recurso deap-
pella'cSb para a Rellaclo, maso Sr. Dr. Moraes e Silva,
m'o -I -:ie:'i i, e eis i sua seuteuc produzindo effeito sem
appell ic o ne n aggravo:
Quanto ao crime deameacas, sigui o turno quede-
vera, e faisubmellido ao Jury; uchando-me eu porem
fna da Praca e dointe appareceu como meu es curador
na chira ida o mu AJvogado con .1 conp tinte procu-
rad >, din I > as causai de uj p > ler cu oomparecer : tor-
oeu-se porem a quentSo, e na5 foi ad muida a ramha es
cuza; mas nao loi a na5 admsa da rain'ia escuza que
me irriiou, foi rer que o Sr. D,-. N m s Maxa I >, e o Sr.
Di: Promotor hviao hura promovida, e outro julja lo
contra lei expressa, soraenle para favo rf cera n a \ I
nido Joa5 Baplista Sures. E co u fl'eito ''-t. 'i i la
ReenU.neuto V. uode 3i deJi-ieir 1'iSi- >
m
lugar resp
nui espressamente que o proc-dirae ito es oJciu t 1
usara reapeito dusdelictoj meucionadoa 110 Art. 5. d
,1


lei de 26 de Ontuhro de i83i <>ra este Ai t. menciona
adM&oai, ogo corea detlas tem tugar o procdimeiitu uF-
fcial da Jnslica : ora pelo Art. 349 do supvacilado Regu-
lamento nos crimen, em que teni lng.tr adenuncia oJuiz
de Direito, por falta le comparecimrnto ci A nao alga -
raaccusac^o perempta, porecn ordenar ao Promotor
Publico que proceda na accus cao ; logo o que deveria
fazer o Sr. Dr. Nuties Maxado ? lancar-nic da acensadlo
visto nao liaver acceito a tniuha esenza, e mandar que o
Promotor Publico procedesse na acruacao; mas o nao
fez, e contra a litleral dispozicao da Lei julgou
a cauza perempta; sendo para admirar, que o Sur.
Dr. Promotor que tetn por missao vtllar no cumplimento
da Lei, na5 s tenha concordado nesta infracca expressa
da lei, como raesmo tenlia suggerido um tal proced
jnento na sua promocao. O que venho de dizer se ada
comprovado com as cerlides abaixo transcriptas. Eva
ter contendas com um Advocado velho o mellior lie a
gente soffrer, soffrer, e .soffrer, porque mui poucas ve
zes as Leis desabaL o offendido, e punemo delinquenle;
po9 parece, que os seus orgos pactuao com o crime.
E ainda desta vez fui condemnado n is rustas. Espero
todava ainda, que o Sr. Promotor procure meios de pro-
seguir na aecusacao.
Nao desacorocoado ainda, e favorecido pelo Aviso de
9 de Fevereiro de 1838 um do* mais bem fundamentados
da nossa Colleccao, o qual permitte que te d segunda
queixa contra det mimada pessa, determinei correr a es-
calla do3 Juizes do Paiz, para ver se encontrara um assaz
independente para nao attender considerado algu.na ;
organizei nova queixa com novas testemunbas e novos
esclarecimentos, e appresentei ao Sr. Dr. Delegado requi-
ntando ao mesmo tempo a prizSo do Sr. Baptista, e este
honrado empregado, que com tanto zello tem administra-
do Polica, que tetn sido aeerrimo perseguidor dos cri*
iiinosos, acolheo a uiiufaa suppiic2( i* niaudou rtoolhera
prizu o diti Bp lista A pesar de suas ooiisideraces.
.i.-.i jtistica esliveise semprc em in&os lo puras, eent
pessdas llu oou-picu.-s de cerlo, que o nosso Paiz seria
nutro, i'utjo n- seria urna cliimer.i asegurauca indivi*
dual, e de propriedade.
Sr. Ediclor, comainserca8 destas linhas mnito obriga-
ra aoseu venerador obrgado
Ricardo Romualdo da Silva.
Jo? Aflbnso Guedes Alcanforado Escriva privativo doj
Jurados e Exrcucoens criminaes tiesta Cidade do Becfe d
Pernambneo < sea Termo etc. Certifico ser. o llieor do
pedido na peticao retro o segu rite = Parecer do Promo-
tor Publico. Nao tendo o Aulhor comparecido chama-
da, tiem mandado escuza legitima, e nao estando aucto-
rizado n aecuzar por procuraca, esta no cazo de julgar-
se na cooforrnidade dos Artigas duzeiitos e vinte e um, o
I meatos e (juarenta e um do Cdigo do Processo Crimi-
nal. Becfe treze de Agosto de mil oitoccnlos e quarenta
e dous. O Promotor Publico Magalhaens Taques, s
Sen tenca sr Vistos osauclos, constando delles que o Au-
lhor neci comparecer, neui mandara escuza legitima pe-
la qual fosse relevado d^ rezidencia, julgo perempta a
aecuzacao, mandse d baixa na culpa ao aecuzado Joa
Baptista Soares, e pague o Autbor as custas. Recife vinte
e cin-o de Agosto de mil oitocenlos e quarenta e dous. ss
Juaquin jNuues Maxado. E mais se na5 continba era
dito Parecer eSenienca, segundo pede a peticao relio,
e consta dos respectivos nucios a que me reporto e vaa
sem couza que duvida faca, confeiJo e concertado na
forma do eiilo neita sobredita Cidade doRt-cife aos no-
ve deSetembro de mil oitocenlos e quarenta e dous. Es-
crevi e assignei. m fe de verdade =: Joz Aflbnso Que-
des Alcanforado.
PRN. NA TYPOGRAPHIA IMP. DE t. I. R. ROMA i84a.


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