Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08129


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Full Text
Auno de 1842.
Terca Feira 15
Todo a:*" depende de nos meamos ; di >oiu prudencia modeac.to eenergi : cnn-
inucmm cosao principianioe e seremos apoatados con admirar jo entre aa Naciea maia
u|.. (Proclamado daAseemblea f.eral do tratil.)
un
PARTIDAS DOS CORREROS TERRESTRES.
f,ianna Farai. > Ho grande doN.rle, aegudas a iriin feirin.
Boai Garankuiu a 40 e 24-
Cabo Serinhaea i t" Po""0"> Poto Cairo, Macei e Alago o 4.
Vt'M- Sanh Anto quinlaa feiras. Olinda todos o diai.
DAS DA SEMANA.
j, i. At V. M. And. dj J. de D. da 2 t.
4.1 lele Felippe M Re. And. do J. de D da 4. .
\ Qaart. EMl'noSo da S Criii. Aad. do J. do D. da 3. t. ,
4o Quiot Dominios ero ^oriano. And do juit de D da 2. *\.
i Se*', na. Comelio, Cvpriano Mm. And. do J. da D. da 1.' r.
47 Sab. As Chavas.de S. ijrnncisco. Ral. And. do J. da D. da 3. .
S T)nm. l'esta las Dorr* de N. Snra.
de Setembro. Anno XVIII. N. !W.
O Diario publica ae lodo M dial fae n5o forera Saatifica.los : piafo Ja aaeipnntnra h
detrea mil rn por quarttl paEo adianlados. Os annnncoa do aaaiRaa.lM alo ioaaria.
palia e os des que o n.\o forem rati. a SO roa por linha. AsrecUmacoea derea arr
dirigidas a ealaTpografiji ra da Criue* ff*J-.n a
Numero 37 e 3S.
iiim mi"", m------'^j >* naa
i prafa da lndepandeacia lja de Hiroa
CAMRKXS no da 12 desetembro. Ooao-Moadada.400Y. 46,300
. Ji- 4 Cambio aokra I-on.lrea 24* nominal.
h Paria 3S5 rea p. tranco.
u Lisboa llti por 400 nominal,
Moada da cobre 4 por 4UU de descont.
Idsat de lena da boas firma 4 r a 4 e f.
. da 4,00#
P1T PelacSes
PeioeColassnarae
a dito Meiiceaos
ii Baiuda
9,400
4.S80
4,asa
4,690
M.6M
.*
9,30
1,8
1.710
Preamar do da i 3 de Setembro.
4. "a 41 horas a 42 m. da manhS.
2. a 42 horas t 6 m. da larde.
PHA.SF.S DA 1.0A NO HEZ UE SETEMBRO.
Laa Nosa t 4 as 7 hora e 22 ra. da tard.
Qnart. creac. a II a 4 hraa a 42 da lard.
Laa cheia a I1.) -- a 4horaa a 5 m da tarJ.
Qnart, rain, a 27 s 0 hnrs a M ra. da tard.
DIARIO l>E PKKNAMBIJCO.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 9 DO COMIENTE.
OiTlcio Ao com mandan le das armas, de-
terminando que mande desligar do bata-
Jho d'infantaria de guardas nacionaes desta-
cado e rerolher aos seus hatalhes depois
dt! haverem sido substituidos por outros os
guardas Mano.il Felis Themoteo e Antonio
Raptista de Souza ; que segundo, partecipa
cm seo oflicio do primcuo do correle, fo-
rAojulgadosincapazes do servico activo pe-
la junta de saude.
Dito Ao engenheiro das obras publicas ,
declarando em resposta ao seo oflicio do 2o
do prximo passado mez que a despeza do
vestuario que tom de ser fornecido aos cal-
cetas empregados as ditas obras deve
ser feita por conta da quola para ellas con-
signada ; visto que quanto percebem quan-
do oceupados na repartico seo cargo ho
a titulo de jornaleiros dosservicos pblicos.
Dito Aocommandante interino do ba-
talhAo da guarda nacional do Pao do albo ,
concedcndo-lhe a licenca do trez mezes que
pedid para curar de sua snude ; e ordenan-
do-lhe, que passe o commando do batalho
aocaptAo mais antigo.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
remetiendo urna arma velha da naco apre-
hendida uin menino na estrada nova
fin de que a conserve no mesmo arsenal.
Dito Ao comu.andante do esqnaJrAo de
cavallaria da guarda nacional do Pao do albo,
dizondo que deve conceder ao cidadAo Fe-
lis Joze Pimentel a dispensa que pede do
posto de lente do mesmo esquadro ; visto
echar-so imposs hilitado j'exercel-o pelas mo-
lestias que allega.
Dito A cmara municipal d'esta cidade,
significando qae para ser autorisado o afo-
i amento do beco das miudinbas curnpre ,
que declare para que lim o pretenden afo-
rar e que se he para nello edificar-se de-
ve remetter a ii;formaco do engenheiro que
levanlou a planta do baino do Recife onde
esl o mesmo beco, fim de conhecer-se a con-
veniencia e tilidade publica deste afora-
menlo.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ordenando que mande
pagar a quantiade 4j360 res despendida
por Antonio Ferreira inspector de quartei-
raode Olinda com o fornecimenlo d'agoa ,
e luz guarda da cadeia daquella cidade.
Dito Ao mesmo determinando que
mande pagar qu^m competir aconta que
llie remeti de despesas feitas com o alu-
guel, e arranjos da casa que serve de quar-
telaguarda policial do Manguinho na im-
portancia de 11 5 iO rcis.
Dito Ao chele de policia da provincia ,
pailicipando a expedi?o das precedentes
ordens.
REPARTICAO DA POLICA.
Parte das occorrencias dos dias 10, eH.
No dia 10 nao occorreo novidade e no
11 foi preso pela palrulha do quarleiio de
Fernando o prelo Domingos Jorge do Ns-
cimeuto oqual foi recolhido cadeia se-
gundo consta da parte huj? dada pelo com-
mandante geral docorpo policial.
C0M.MISSAR1AD0 FISCAL.
III."' Snr. Em resposta ao oflicio de V.
S. com o feixo do dia dhontetn 9 do torren-
te que recebi quasi ao sabir desta repart-
?ao ; cunipre-me dizer-llie que si oto no
poder condescender com o que V. S. perten-
de; nao s porque desta reparticjo nfio saheni
os papis, que me sao remeltidos pelo Es.mo
Snr. ministro secretario d'estado dos negocios
da guerra como sao as copias que rceebi,
e de que V. S. me diz precizar llie confie, co-
mo porque em meu entender e na p:tica
s -guida em taes cazos ; he precizamenle suf-
ficiente a copia que V. S. possue das nulas
a que tem de satisfazer em conformidado do
oflicio de S. Ex.1 oSr. Raro presidente da
provincia (por V. S. citado) que a ac^ompa-
nhou ; por quanlo n'ella se conten toda a
materia exclusivamente rellativa a esse Ar-
cenal de guerra e que deve ser dt monstra-
da com os respectivos documentos e com os
esclarecimenlos que a contador; geral da
guerra exige e que pelo avizo de 8 do mez
lindo que me foi rem dtido tenho de assim
cumprir fazendo cessar o que se acha nota-
do = d'irregularidade = avizo que juico a -
diaria tambem por copia conjunctament''
com a de que se tracta ; alias a lera V. S. no
Diario N. 191, onde achara as forjas desta Im-
perial ordem a tal respeilo : e V. S. me per-
mittir observar, que sendo por minha pro-
pria letra extraluda aquella copia e ganhan-
do com a remessa por S. Ex.' urna soliemni-
dade mui distincta, emui legal : no Sel que
possa nao satisfazer a V. S. e que mais pos-
sa .dezejar conteni exactamente linio o que
he reilativo a esse Arcenal pertcncente s des-
pezas dos mezes de Janeiro e fevereiro deste
anno o que he Je crer sendo ofiicialmenle
remettida, o ns verdade foi : todava a hem
do servico estou prompto a qualquer expli-
cago de que se naja mister entendendo-se
commigo pessoalmente aquelle dos emprega-
dos 84*08 subordinados para esse fim por
V. S. mandado.
E para evitar, que a min >a insuflcioncia
possa tornar escura qualquer explicado do que
V. S. dezeja saber sobre o 2. objecto do seu
dito officio ; ponho as mos de V. S. por co-
pia assignada p do meu ajudante os precizo*
e principaes artigos das InstrpcQOes desta fis-
calizagAo que sao rellativos s materias de
que se tracta nosquaes eolher V. S. as i-
das e todos, os esclarecimenlos a respeilo :
islo ho jnlgar da comprehenso que tem
esta fiscalisago que he a de todas as despe-
zas militares de qualquer natureza que sejfto
sem excepeflo leitas na provincia por conta
do ministerio va guerra as quaes se com-
prehendem em consequencia gratificacoes, jor-
naes e ordenados dos empregados desse Ar-
cenal como da copia das notas V. tora vis-
to as quaes me aponto as irregularidades
sobre os ordenados, e vencimentos que o
precitado avizo me ordena de fazer cessar quan-
lo antes o que farei com a escrupuloza ob-
servancia que costumo dar s ovdens que
recebo, e segundo minha inteligencia, com
quanto apoquentada. Dos Guarde a V. S.
commissariado fiscal junto a esta thesouraria
de Pernambuco 10 de septemhro de 1812. =
111." Snr. Jos Mara Ildefonso Jacomo da
Veiga Pessoa major director do arcenal da
guerra. = Jos de Brito Inglez commissario
fiscal do mii.islerio da guerra.
Seguem-se os artigos de que falla este of-
ficio que nao se publico, por terem ja sido
publicadas por este Diario as Instruccfr-s des-
la fiscali?ao e ser publica a pr9tiea sobre o
que ellas dizem a respeilo de todas as despe-
zas militares. = J. de Brito Inglez.

1LNTLKIOR.
PERNAMBUCO.
Discurso que no 1. de Selembro correntc re-
citou o Sr. Dr. Juiz de Direito Manoel
Mondes da Cunta Aievedo por occasio
de abrir asessodo Jury de Olinda.
Supondo-vosassaz instruidos dos vossos de-
veres eu apenas vos di; jo a pahvracomo
pare entreter-me com vosco sobre a sua im-
portancia e a sua necessidade.
O Augusto Sacerdocio de que vos achais
boje revestidos fi o titulo mais nobr eo
mais adlhenlico da soberana Ilumina. Quan-
do a le tala quando a justicj ordena quem
resiste utloridade destas palavras a lI,
que determina, e a justica que muida exe-
iutar ?
A justiQa bem como o centro de donde par-
ten e para onde convergem todos os rab
da esfera social c a fonte e o termo de to-
das as inmunidades, e do todas as garantas
publicas : urna solemnidade continua na Ifi-
gishgao do paz ella nao um invento hu-
mano no governo poltico dos povos ella nas-
ea do cora^o e nello tem gravados os seos
ttulos ; nAo o fructo das experiencias dos
raciocinios e estu los superior forca ma-
terial da natureza ella nAo teme a v.cissitu
dedos lempos ?. mudanca das lela nema
sorte dos imperios ; eterna como D-os ella
hade reinar sobre as ruinas de todo o genero
humano.
Porem vos sabis senbores que esta l-
Iha do C) s respira na Ierra p* la sabed -ira ,
e observancia das leis ; que as leis sem sanc-
cAo nAO serio mais do que vAas sentongas
semilhantes essas que estAo escripias nos
livros dos phlosophos e que esla sanccjio
fora antes urna prova de sua insuficiencia ,
do que urna garanta de sua observancia se
por ventura nao fosse seguida de urna fiel a
plcacAo pelos tribunaes de justica ; em toda
organizado social nAo h nada mais podero-
so do qae estas palavras h sentenga h
coiza julgada O povo irritado se prefilidla
sobreCoriolann para vingar no seo sangue as
injurias que elle acabava de proferir no se-
na lo Conlra os plebeos ; os patricios em vAo
correm a def.mdello ; mais um momento o
sangue correra se as vozes de um tribuno
nao desarmassem a indignado popular que-
ris punillo ? exclama elle mas attendei que
Coriolano anda nAo foi julgado : estas pa
lavras cahirAo as armas e Rom a mais esta
vez acha abrigo e salvacAo as formas judi
ciaras.
Tal a natureza do bomem (diz um Ju-
risconsulto moderno ) que alguns se condu-
zem pela simples inspiradlo da virlude ou-
tros pela ambicio e esperanga das recom-
pensas, a maior parte porem nAo se conten
nos limites do devor senAo pelo temor do
castigo.
Em abono desta verdade de todos os tem-
pos e de tolos os lugares nos adverte o sa-
bio divinamente inspirado : que o justo se
compadece do mesmo animal que o serve ;
mas que a compaixo para os malvados Cril
eldade e o chaneeller Bacon paraphrazean-
do este proverbio de SalomAo acrescenta : que
a crueldade propriamente dita nfto se exerci
ta senAo sobre tal ou tal individuo ; mas
a compaixoextendend >a impunidade a tod s
os malvados os arma e os arroja conlra as
gentes d bem.
Mas attendei senhores que se as leis
penaes devem ser religiosamente observadas ,
a innocencia tem um titulo sagrado e um
direito imprescreptivel aos nossos respeitos ,
e homenagens. Sacra res esl miser, c dahi
vem a thporia universalmenle consagrada pe-
los criminalistas de todos os lempos : que an-
tes deleitar impune o delirio do que sacrifi-
car a innocencia as incertezas, e congecluras.
Esta mxima to pura e to simples, co-
mo pode eu reconheco embarazar de
tal modo o animo do juiz anda o mais at-
iento eo mais b. m aconselhado na pratica
de seos deveres que o torne vacillante e
indeciso sobre todo genero de prova que s
nao bazea no testemunho de urna evidencia
i/ira 5 mas nAo islo um inconveniente in-
superavel, se bem adverlirmos que a verda-
de nAo menos real nem mais hrilhente ,
t]uan Jo refi.!cle na luz da evidencia do que
quando resulla de nina demonstracAo vigoro-
sa e imparcial ; so bem adverlirmos que os
nossos sentidos e o testemunho dos outros
homens sao igualment i faliveis ; a natureza
limitada diz o virtuoso Ancilion nos im
jedede poder seguir sempre a linha recta.
Prevenido por tan lo contra a osciacio o
martirio, em que pode cahir a no** alma
,)olo excessivo escrpulo de urna decisfto in-
justa o que cumplo ao juiz que teme
Dos que ama a patria e preza a sua rc-
putagao avaliar na pureza de seo corarlo ,
r tola attencAo de seo espirito a forja intrin-
seca das provas de qualquer especia que se-
jjo a sua coincidencia com os factos os
interesses e uS paixoes, que as podiAo pro-
luzir ou exagerar ; e desto modo prepara-
dos para fazer justica credo senbores, que
urna sabia deliberacio ser sempre o fructo
de vossas convirses ; mas quando depois da>
um profundo, e rellectido exame a consci-
encia pronuncia segura de ter satisteito os
votos da jusliga e da equidado e fica n*o
obstante a verdade oculta as trevasda im-
prt'Videncia umana nem por isso a justica
criminal perde um s alomo pobreza de seo
destino e nem menos respeitavel a pozi-
go do juiz, cuja rectidAo e indepeodencMi
sao o penhor da seguranza publica o princi-
pio conservador tas leis a primeira garanta
dos direitos indi vid uaes dos cidados a rec-.
titlAo e independendia dos juizes sAo incon-
testavelmente a sancgAo do sistema represen-
tativo : a historia de todos os governos cons-
titucionaes alte-ta a influencia do poder ju-
liciario sobre a libenlade poltica dos povns ,
.. os Americano do Noria nos dAo disto repe-
lidas vezes esemplos dignos de ser imitados.
O dever do Magistrado sempre o mesmo
em todos os periodos da vida publica ; porem
elle se faz mais imperioso quando os mal-
ditos da patria e seos ferozes parricidas nao
se esforgo em prostitu os costumes *
avassallar o imperio das leis ( e este o talen-
to des malvados ) mas al parece que fa*
zem oslenlacAo de as infringir parase ht-
rem temidos ou sustentar um prestigio!
que audacia que escndalo e que vargo-
utia para nos todos eu nao vos rerordarei a
perigos por quo elles se fazem sentir con
tiorrur anda aos inesmos que podem inta-
ressar na desorden publica O coracAo mais
umano e extremamente sensivel tem do
optar entre a necessidade de punir oorime ,
n a completa dissolucAo da sociedad civil.
ConcidadAos, escolhei: ou eider o campo aos
scc-leratos que j no lo dispulio com soces-
so ou disfeixar sobre elles os golpes com
que a le os fere e preserva do contagioa-
quelles que anda resprAo o doce alito da
virtude e tem por diviza e timbre amor ,
e obediencia as instluicAes, e as leis do paiz.
ConcidadAos a lei. .. u justica... paz pu-
blica findmente... todas as profissnes tem seo
campo de honra : a gloria militar est ligada
aos perigos que se corre na guerra a in-
dependencia e firmeza de carcter sio p
chefe ti'obra das futiQes do Magistrado etta
consiste no triumfo versidade du opinioes a exigencia dos part*
tos, o prestigio do nasci ment, oesplcndor
da fortuna e o nosso proprio interesse.
A honra de bem servir a patria as vezes *-
p ra as inscripQes do tmulo para perpetuar
a memoria tlaquelles a quem coube o Ululo
r! benemritos ; mas o interesse de urna boc
.. IministragAo da Justina tooLyio, to
eral que nem o odio e nem a iuveja po-
dem diferir para a posteridade as palmas do
ulgador que se deo um nome e urna Je-
, pul-cao gloriosa no Sanctuario deThemts,
; a geraco presento cometja o seo elogio.
Todo cidadAo tem cm sua caza.um asilo in-


2
viotovel: (*) ningucm dentro della pode pene- prdu
trar nem mesmo os genios do poder bem templ
0 Brazil os coihece eos con -
da Justina publica, seno nos casos, e do
modo proscripto pelas lea fundamentaos do
impTio. Lgrimas aos Mnefl deseo Augus-
to Fundador.. nas ol dos.lita O milhor
bom i'; sem pro pari nos o mil mais grave....
c o Aio sabernos s'.' O punhal do assas-
sinV( com horror o digo i nAo salisfeilo
de ostentar a sua audacia inorivel as ras
mals publicas da capital o hora mais cla-
ra lo da va i farlar-se de sanguo no peito
do infeliz, que, acaba entre as puedes domes
ticas 0 nos bracos de sua familia as mos do
infamo icario Oh Monstros a onde es-
capremos vossa lii liophobica avidez .'. .
s s-nhores j nao urna simples dis-
graea que nao pode durar setn que o no-
mo Brasilciro seja rniado da lisia das nages
Americanas... ConeidadAos jurados, al ten tai
om poucasubre o objcctoda voss misso nos
la desesperada conjunclura...
Ijnu nao sei que especie de indiferenga ,
nu Covardia'tom adormecido os cidadans ho-
nestos que os nao doicha penctrarem-se do
sentiraeiilu de sua (brea e necessidad de
sua uniAo para abater a audacia dos perversos:
e de lu sorle que por esla un ica razAo cons
eiqsda impunidade, clles j tem conquista-
do todas as complacencias c inmunidades ,
quo pode extorquir o terror; mas a causa des-
te terror ou e" um dos segred >s rom que os
fados nos aivertem do nosso prximo fatal ,
ou ella nAo se explica sendo por um egosmo
lao novo, lao barba, o, e lAo reprehensivel,
que siirpreheoile o animo mais reservado o
espirito menos escrutador e reflexivo...pon-
sai hem senhores juizes de fado sobre os
e fritos desta criminosa apathia, e todos con-
frea remos a nossa complicidad* nos frequen-
tes assassinatos malversarles c immora-
lidades de toda especio que sao e que nao
podeui doicha r de ser un presagio ou an-
tes uina provocacao todas as calami lades ,
(ue cnchem as paginas sanguinolentas da his-
toria do mundo !...
A inercia e a indolencia sobre a enormi-
dade doscrimes qiu ameacao devorar-nos.
no pensamcnlo de mu i Los um remedio con-
tra a vinganca que pode chamar sobre as
nossas ca bogas o odio e o ressentimento dos
criminosos deplorawl pensamcnlo ... pro
va irrecusavel de que a flaqueza dos bons n
coragem dos mos. ah se os reprobos so
se armassem contra os reprobos quem se ar-
mara contra os probos!' .hiizes, e algozes
ellos mesmos se con lemnariaoao exterminio.
e a simples idea do que seriamos victimas nc
cenoria* de sua malicia; e furor fora de
urna consequencia cxcmplarissima c mais
ocaz cortamente do (pie todos os modellos
da penalidade.
Mas quem nao v, quera nao sent que
osle funesta preservativo que tomAo por
bazo de sua seguranza, um escoll.o que
nao podoriao evitar n-m mesrnoos juslos
se liahitassom h torra (pie pizAo estes inimi-
gos de sua especie .' a sanha dos Tigres nao
eoraparavel com a ferocidado do hornera em
ciijo coracao tem deserado as smenles da vir-
lude ; que !', quando seas caprichos seos
interesaos e sitas paixVs mol Carera com
o reponso e decoro de nossas familias com
a nossa prop iedade a nossa reputago a
iiOMia propria existencia renunciaremos por
vculurp estes os mais preciosos bens que
i providencia legara ao genero humano !' e
o:lao a onde os nos-os direilos !' a onde a
su posta seguranza !' do que nos poder va-
ler .( razo do os nao ter acusado nem con-
deuinado e mesmo de os ter absolv lo
quando chamados ao tribunal dojury!'..a
.justiga, senhores, nunca to arden tmen-
le invocada como (piando parece que tem
desaparecido : nos a lomos ( seja-me licito
dizer ) nos a temos rouhado a patria : 6 lem-
po do restituir-lhc o que Ihe devenios: a vida
le cada cidadAo e mesmo a sua existen-
cia jmora I perlencem ao seo paiz ; elle os pro-
logq elle os (Meado o s com pozar os n-
bandona StVeridade das leis.
(Vnnpitriots as iseorlins cvis, que nos
dividem, e nos dilacerAo nao vem das cansas.
i que arloiramenle slribucm aquelles, que
partilhAo a deshonra de revelar a sua origenv.
ellas *q o fi uelo amargo do abandono e da
irj-isAo i que Cufio ror.d.minados os mais
rrcS/ns elementos da Monarchia Constituci-
onal, pouco mais de dous lustros : quanlos
exClamariao n<> fogo do ua indignagao : hor-
ror*, o mldico aos Aurlorcs de nossas dea-
t
rAo.
pa. .
Alienta a ordem que segu o destino de
todas as coizas umanas eu atribuo com to-
da a seguranga do minha alma o espantoso
progreso dos crimes ao desprezo com qu"
iiavein os tratado aquillo que mais devia me-
recer a nossa sollicilu le e empenho. = a
puncAo dos dolidos. =
N.io (om m nos coatribuido para enfermar
o nosso estado poltico a excessiva indulgen
ca para asa'ees mmoraes, as acges mais
torpes e sacolhidas no animo desses a
quem j nao obe na arca do peilo o ccragAo
incitado d vicios! scinpro a mentira gem-
ir a impostura s.'mpre a ra f sempre
o sophisma para aleonar as paixoes ignobeis ,
a urna singular predleccAo para o vadio o
devasso o funcionario prevaricador, propor-
eionaudo-sc-lhes lodosos favores e pblicos
leslcmuiihos, que s tem drcilo o Cidado
honrado o funcionario probo que por esla
ortica ius tula o iiioxplicavei ve lodos Oa
lias seo carcter desconhecido sua consido-
ragAo liumilha la, e suas esperangas perdidas
no ceg ostracismo da mullido coque
:>eor no arbitrio dos poderosos a quem a
!o incumbe o dever de relevar seo mrito, r
'oroar seos servigos. Eis sem replica a fonte
le tolos os vicios, o preludio de todos os cri-
mes o vicio armado de todas as forcas para
se propagar com a velocidade do raio ; a im-
raoralida le c o dispejo sollos de lodas as ca-
lcas que os prendom para dar certa or-
lem do crimes ( os mais a trozos ) as no-
hros aparencias do brio o a conveniencia de
rnanler ileso o ponjonor, e & importancia dos
individuos que se enojAo de proseguir a ac-
eusago de seos ofensores as Audiencias pu-
blicas que abismo nAo abre aos tiossos n-
'hos a niullplicidade do males que arrasta
consigo um erro lAo brbaro e tAo funesto!..
Senhores Jurados se vos nao compele a
opnsura dos vicios castiga! ao monos aquel-
los que esto comprehendidos na classe dos
crimes o os vicios rocuarAo e os crimes se-
rAo antes o tributo da fraqueza oda mise-
ra humana do que um indicio porto una
consequencia inevilavel da depravagAo dos con-
tornos pelo desamparo das les : e o que nos
resta senAo opr resistencia resistencia dos
acelralos?
Apressemos-nos salvar do naufragio a
Nao do Estado que corro a pao sollo sem
direcAo, nem governo anda lempo de co-
mogar una ora legal ; um mais longo difer-
monto podo ser o derradeiro paro ismo da
no-sa existencia civil ludo fcil, earazfln
urna guia fiel, e permanente, quando a voli-
tado se alia cora o dever: um s colza, e bas-
ta; nao escotar seno sua consciencia o a
lei = dizendo consigo mesmo e gravando
na sua alma este preceito da le Divina : tu
nAo seguirs a mulldo para fazer o mal .
nem sacrificars a veidade por urna covaide
icquiesccncia s exigencias do mais grande
numero. Non soqueris Imbam ad facicndiun
inalum, nec n judelo plurmorum aequiosecs
sonlenlia' ul vero rlevies.
Mas esta consciencia senAo tem por baze
o sentimento religioso anda pode lular in
sensivelmonte com as sugosles do espirito ,
e todas as especiosas nluoncas do amor pro-
prio : o mais poderoso auxiliar da nossa fra-
queza s ello adverte aos Juizos da torrada
existencia de um Juiz que julga c pronun-
cia rrevogavolmenle sobre todas as suas d*--
cs0?s ; ello e-plica a forga eo carcter o
soguinte pensamcnlo queseacha em diver-
sos lugares dasEscripluras Snelas : osJui
zes sao Deosos, el les exercito o. I u izo de Dos,
e nao o seo. V's nunca Talareis mal dos Do-
ozos nosordena o Senhor fallando dosjui-
zes ; vos sois Deozes Ihesdiz, fallando aos
Juizrspela boca do Profeta e islo para Ibes
ensinar nAo tanlo o que ellos sAo como o
que ell-*s devem ser para o povo. Este povo
di/ia Moiss a Jcthr que o achara cerca-
do da mullido vm a mim para consultar
a I) -os o para me pedir o seo juzo. Dos o
mesmo Dos sem ntorvengAo do ministerio
dos honiens exerceo as fungos de Juiz com
toda Magostado e Excellencia do seo Poder :
ciiovr- o fogo da colera sobre os filhos de A-
r.io e roto o soio da torra, descera aos fundos
abysmos (lores Dalhres o Abirus que
ousAo tocar s Thuribulos s reservados ao
Grande Sacrificador'.
II indefendn a Grandeza e nAo menos a
rosponsabilidade daquello que leudo o lugar
!e n.ns sobre a Ierra o nAo exercila para
que profere urna decisSo contra o tli^or ox-
presso de seo juramento e de seo Mandato!
O Sentimento religioso ( eu ainda insisto
nelle, como o movel de todas as accoes virtu-
osas, eoprimeiro carecteristeo dos seres in-
teligentes. ) O Sentimento religioso e a I-
la da Divindado que o Juiz representa nos
Tribunaes da Justiga devo gravar profuii
lamente em nossa alma o interesso de punir
os crimes, para emenda dos mos, segu-
ranga dos bons e exemplo de todos: elle nAo
nos obriga monos escrupulosa observancia
do ludo, que exige o natural direito da de-
feza.
Aquello mesmo, ol&irva um Phlosopho
los nossns dias cuja omnisciencia abraga to-
los os lempos que le no fundo do nossas
consciencias e penetra todos os misterios da
nossa alma ; Dos que julga as Juslcas. nos
loichou o modello da importancia da defeza :
elle conheciaocrime deque se tinha feilo
reo o primeiro homem ; mas ello o nAo pune
logo nAo ello o chama e o interroga so
bre o facto mesmo do sua desobediencia c
sobre os motivos, quo o delerminaro a que-
brar o preceito que Ihe impuzera. Adam ,
ubi es ? quid fecsti ? quare hoc fecisli ? Era
oulro lugar do Gencsi nos Ionios, que quan-
do crescero es clamores, contra Sodma e
(ommorrlia e seos crimes se mu ti pl carao
com excesso eu desccrei disse o S.mhor ,
o eu verei, se bem ou mal fundado o cla-
mor que se lera levantado contra estas Ci-
ladcs a fim de que ou saiba Descondam el
vi.lolo Utrum elamorem qui venit ad me,
opere compleverint aut non est (a ul
sciam.
Qual pcis lem sido o designio de Daos nes-
le processo senAo nslruir-nos com seo
xemplo que so nao deve om lempo algum
ulgar um homem por mais criminoso que
earega ou realmente seja sem o or.vr c
oreviamente o entender ? que necossaro
examinar com um escrpulo religioso as
mosmas coizas de quo nos persuadimos es-
lar completamente informados, o nao des-
piezar meio algum para verificar se a nos-
sa convicgAo verda loica ou falsa ?
ISIcdilai, Senhores, medilai sobre estas pa-
la vras -. eu dcscerei e eu verei a fim de
que cu saibar=Ut scara=c vos evdentemen
te roconhecereis que ellas ex primera de um
modo digno de Dos Indo quanto encerra o
solemne juramento quo boje prestaos era
seo nomo p Tanto elle que vos escuta e
nos altares da Patria que em vossas mos de-
positara o formidave] poder de julgar os seos
llhos o nossos rmAos.
lio porta uto nos livros sagrados que o bom
juiz deve csludar as solidas nocoes da Justiga,
o o methodo de aplicar cora zelo diseorni-
inenlo e coragem as leis de seo Paiz. Voso
nAo acharis certamen le as produges hu-
manas com quanloos progressos do m:m lo
literario e os preconizados sistemas das le-
iislagos modernas.
He nos livros sagrados ( ou o replirei som-
pre ) que o bom Juiz devo csludar as solidas
nogoes da Justica. Nelles aprendemos : que
Dos quero castigo dos crimes exemplo ila-
quelles que. elle mesrao fulminara sobro a
ingralidAo o rebelda no deserto ; nelles a-
prendemos a necessidade do respoitar a inno-
cencia para nAo arriscar a vida, a liberdade, c
a honra de nossos semilhantes p especial*
mentedaquelles, cora quem estamos ligados
pelos raas eslretos vnculos d^ SOeiabilidade :
que Dos quer a vida do homem para que se
ponVuta i e manifest a sua gloria: que Dos
quer a liberdade do homem; porque o prin-
cipal atribulo de sua organistgfio moral (pie
Dos quer a honra do hornera ; por que alia
o prraeiro hen.'ficio da vida o sem nquel-
la esta nAo ser seno urna serie d" crinvs,
o o hornera o ultimo na progressao dos sores.
Em resumo nos livros sagrados que o hora
Juiz discobre a verdadeira parte do direito de
punir e o modo de o exerclar as vistas da
Providencia para interesse dos homens com
urna firmeza que nenhnm temor nenl u-
ma esperanga podem abalar; por que elle nao
ama nao teme e nem espora seno na-
quelle que a Justica, e a verdade mes-
ma. Nihil trepidabiet, el non pavebit, quo-
niam ipse cst spes cjus.
VARIE D A D E S .
I M V1NTF.M DE ViCl'.DADES.
Urga-o atrapa!bada carron llloraria tomo
.nu- vezes si lo victimas do nosso zo|o se nao
m-dliar dizer de nossa mana Tomos de-
sespralo a sanh i de nossos inimigos o quo
ra de esperar, e graugead > o abandono e
mesmo a mlevlcoeia dos homens que se
lizom do nosso paitido Quantos nos nao
lariam dois pontaps so pod ssera !
D'ixemo-os e sigamos nos o nosso desti-
no que diz o dictado ~ Burro velho nAoa-
orendo andadura. Que ellos se esquentem
ou que s nao osqueiib-m que amuera ou
ipie nAo amuem que nos cstim-m ou quo
nos desprezom n, remos continuando em
nossa carreira ingremo e escabrosa de vender
a verdade por um vntem a governanlcs o go-
vernados ; e fagamos do conla que os nao ou-
vimos nem presenciamos. Bem sabemos nos
que islo contra os nossos interesses : mas
recebemos da natureza corla independen-
cia que nos remunera do d-sprezo dos ho-
mens e tal ou (pial habilidade que j a-
gora no outono da existencia nAo sevandijt-
roraos ao sorrizo do po 1er nem as loucuras
dos partidos. N'Slas alturas, neste estado
le desmoralsacAo um bocado de originalida-
do nao deixa de ter sua graga.
Os nossos males si o muilos e muitas as cali-
zas (pieos produziro. Nos estamos pagn-
doos desvarios politices de antigos reinados !
estamos saldando as cotilas da uzurpagao e
purgan lo os pecados da omigragAo Est-
moa sendo victimas das loucuras legislativas
e administrativas de urna rrstauracAo alias
glorioza mas sofrega grande cm louros, mas
pequea om beneficios d'uma restaurago
quo destruiu vi Ihos interesses pyramidaes ,
quo nao onsou ou nAo soube edificar se nao
nnhanas seductoras c phosoricas Nos po-
demos dizer sem faltarmos verdade quo es-
tamos a bord do precipicio e que fumos a
esto estado c.tnduzidos nAo s pida lorga da
circunstancias mis pela habilidade dos
partidos.
A onugragAo desembarcou em nossas praias
c irrogada de theorias vellias que encontrou
polas lujas dos livreiros frmcczes e belgas a
guerra civil nos legou a desmoralisagAo ea
miseria o utua ambicao d -smarcada do po-
der urna sede insaciavel de mando tena tur-
nado nsustentavel toda a qualidade de go-
verno e que nacao ha quo possa existir
sera um systema de governo Qual o povo
que possa s-r goveft ado mudando lodos os
unnos do GonstitnicAo e lodos os mezes de
leis !
Que nos oslamos raa! e rauilo mal i' urna
verdade que todos conhecem porque todos,
o sefllem. Todas as classes soffrem por is-
so que o mal g.-ra! o abrange a todas Tor-
nar a culpa desles males aos carlistas aos
seletn turistas, aos realistas, caos ordeiros ,
ser niuilo bem menos remedio acensar
este ou aquel!", p rlido dos males que solre-
mos no estado actual das couzas nao c mais
que um desabafo natural mas estril nada
c >m isso se remedoia pelo contraro exacer-
bao-se nossas ni s rias poique exacerbamos
nossos odios alie indo nossas r,v ili lades.
Entreguemos o passsadd ao dominio da his-
toria o curemos do presente. Se somos an-
da Pofluguezes se queremos o bem da nos-
sa alna deste Portugal quo ja prouziu
lioroes lancemos um veo expesso sobre o
quadro melanclico de nossas mutuas mise-
rias de nossos recprocos desvarios. Todos
langamos urna podra no edificio da nossa des-
graca ; sejamos pois sinceros tolerantes e
verdadeiros amigos oo pdiz que nos deu o ser,
o coiicorra:i:os todos a dar-1 o o remedio. O
remedio nAo est em Roma, esl em nos
meslos : esl no sacrificio de nossas paxes
o de nossos interesses mdivi liiaes ; esl no
abondono de nossos odios e do nossas mes-
quinhas rivali lados pest finalmente no de-
sojo arden te e unnime do salvar a Patria e
ojia ser salva.
Dopois de nos unmios o primeiro reme-
dio est em com prebndennos b'in o. nosso
O&tado aeliid. Querer por foiga que o Por-
tugal da Sura. D. M irii segunda seja o Por-
tugal do Sur. D. JoAo quinto e* um erro
fatal que nos leva a sepultura. Enlapo Bia-
zil nosduva ouro hojo nao lomos nem ouro
nem Brazil, Epieciso pois que Portugal se
cinja s suas circunstancias ; ento como en-
(Ao agora como agora. Entao viveu com
ragas mas nfio. Dos Ibes perdoe os | Honra o Gloria do Supremo Juiz fiara o
cales, que nos bao feilo ; porque de baldo se bom do sua Patria, e no amor de seos Com pa-
osftjrtAo pelo resg-to ] m nomo que j trilas !
----------------------- i Cumplir de toda sorte de crimes o mais
( )'CnnStil ilmn-ri). Art. 170. terrivel Adversario do seos simelbnntes, um
iuivo, porqu podia t, boje deve viver coma
maior econamia para nao dar com os ossoS
De (odas as fazen.las que se vondom neste nos Lazaretos le Londres ou de Madrid nem
mundo aquella que tem menos oxtraom o* a : isso nos tica ma| nem (lesa iroso : o que nos
verdade e \h>r isso quo o cflcriptof nubli- | Rea mal ser n nosso Portugal um Portugal
cosqese mette neste negocio flea sempre mal. | calobnro carregado de dividas, pobre e
"o cria inimigos o os seas proprios ami-jlaful! O que nos fica mal sollrermos as vo-
gos Ihe viro o focinho todas as vezes que sua j xagVs imperiosas de credores estrangeiros !
pennalbes nSolizongeia as paixdes e Ihe nAo I querer Poilugal lor criados e nao Ibes pa-
homomsem Dos sem lei, sem feo Juiz ,, tnconsa seas erroa csuas baldas .' Em nossa jgar .! querer sustentar om estado oriental


#>
. nw,rtk!fi3l e de emproga los e para este
.Isnecessario e escandaloso vvennos do
'" nreslimos ruinosos que alcancemos diaria-
nle Je agiotas usurarios quo egoceio
Tm as nossis fragilidades c engordo som-
L, de nossos desvarios
Y preciso quo nos desengaemos, e nos
desengaemos de urna vez. O estado nAo
nade occorrer s suas precisaos e o povo
J0 pode com mais tributos! Isto muito
laro : nao Iho vemos oulro remedio seno a
lat severa e rigorosa economa. Se o Go-
voroo nSo entrar nesta estrada se os repre-
sentantes da nacAo fugirem delta tanto Ta-
ri Imver Carta como nflo haver nada o Go-
verno ser desgoverno, e os procuradores do
serio os seus coveiros Nao se cntende
economa a insignificante diminui-
povo
porem
de colher nestas conversas ohjeclos dignos de
ser meditados em silencio.
J. J. Rousseau.
COMMEUCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 12 de Setemb. 5:752*250
DESCARREGA HOJE 13 DE SETEMRRO.
Brigue Portuguez = Conce'iQo de Alaria
Vinho vinagre azeito carnes e
se bolas.
nambueo 12 de seterahro de 11 1-2. = O serr
tario Luiz da Costa Porto-Carrero.
rao de um ordenado ou a suppressAo de um
conlinu i ou de um ofTieial do diligencias A
economa de que di I-unos aquella economa
que tem tantos nimigos, a das grandes re-
partiees que sustentamos, e que nos ser-
vem de grande prejuizo.
O Departamento da guerra be aquello que
nos exhaure quasi todas as veas dos dinhei-
ros pblicos. Nao lia cabedal que o farte O
Ministerio da Guerra exige urna radical refor-
ma Dove acabar-so por urna vez o Coramis-
sariado c subslitui-lo por conselhos regi-
mantaos administrativos. K um escndalo
que este monstro tenba resistido desd-! 18-20
voz da opiniao publica A ReparticAo Pro-
visional de liqudac>se a BeparlicAo central
decontaolidadesAo trastes dispensaveise que
devorAo soffrivelmente No artigo Estados
Muerese Forra^ens tambem deve entrar o
linchad da economii! A reparlgAo das o
bras militares e o pessoal do Arsenal do Ej-
ercito exigcm rigorosa economa c radical re-
forma E as Guardas de Seguranza publica
ilivem ser dissolvidas, porque a NacAo nao po-
de com tanta gendarmera !
Passando ao civil principiaremos pelo cele-
bre Gonselho de Estado por cuja existencia
Yotaims ; mas nAo votamos pelo seu ordenado
que he exliaordinario e nAo pode a cadella
com tanto canliorro. No tompo do Ahsolu
tismo hayia (ionselho de Estado mas de gra-
ta niio seja porem de graca d se-lheal-
gunaa cou->a mas quandoaconselliem nos
das em que houver sessAo. Os Membrosque
actualmente os comp:? tojos tem grousos or-
dcna.los por outros empregos, e be urna
conscencia estarem esfolando a nacAo O
Tribunal do Tliesouro tambem pode e deve
soVor reforma nos ordenados e no pessoal.
Tola a n ico grita contra o systema da arre-
cidaco da Fazenda tojos gritAo contra a
existencia das Contaduras be precizo despo-
di-las e tornar o systema da cobranca mais
.eJEcaz e mais barato!
Ralha-se muito contra umacousa quo prn-
cipiou por Prefeiluras depois passou a Go-
vernos Civis, depois a Administrarlos Gc-
raes e hoja outra vez se chama Governos Ci-
vis TciihAo o nome que tiverem seja qual
for a sua bondade oque he certo he que -ao
dispen liosas e que o Povo nao pode co n tanta
albarda Na AdiministragAo da Jutiga tam-
bem ha muito onde a economa possa assen-
taraunha. N'outra ocasiAo diremos desta repar-
tico o (|ue enlodemos em nossa consciencia ,
podendoj assegurar que a nova Ueforma Ju-
dicial he um cabos e que com ella estamos
peor do que estavamos !
Ora aqui tem os nossos leitores muilas ver-
dades por um vintem ninguem dir que
vendemos caro ; pelo contrario nada mais
barato Quanlos dos nossos miigos nAo di-
rao ; o bebado nao se pode aturar est doli-
do vjrou a casaca Meus amigos, primeiro
est a Patria que-os homens
( P. do Porto. )
O tom da boa conversado he corrente *
natural; ncm grave nem frivolo he ; eru-
dito sem pedantismo alegro seni tumulto,
cortez sem aflectacao urbano sem insipidez,
engrana lo sem eqnivocos. Nem dsertages
nem epigrammas nelta cabem ; ah se racio-
cina em argumentar; graceja-se sem jugo
de palavras ; com arto se do as maos o ta-
lento e a razAo as mximas e os chistes, a
engenhosa zumbara e a moral austera. Fal-
la-so do ludo, para que todos tenham que di
zer ; nao se aprofundam as quesles para nao
aborrecer : propOe-so como de passagem ,
tratam-so com rapidez : a preciso traz ento-
sigo a elegancia ; todos dAo, o seu parecer ,
e oapoiam em poucas palavras-, ninguem
calorozamenle ataca o d >s outros ; nnaueni
com obstinacAo defende o seu ; discute-se
para illustrar-se para-se com a di puta ;
todos se nstruem todos se divertem to-
dos so rcliram salisfeitos ; e at o sabio po-
MOVI MENT DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO RA t 1.
Portos do Norte 16 das Rirea do Vapor
Rrasileira Paranhensc, Commandante JoAo
Milita.) llenriques : a Joaquim RaniUla
Moreira ; passaeiros Brasileiros = Coro-
nel Joze de Campos Silva Joze Podro de
Azeve lo Peganha Dr. Pedro Percira da
Silva GuimarAes Dr. loza P.-rera Ibis-
pina Dr. Francisco Alvos Poittes An-
tonio Felicio de Vasconcellos Eduardo
Gonsalves Valente Antonio Bemardino
de Sena, eo portuguezLuiz Antonio Gon-
salves
Montevideo; 32 das Patacho Sardo Bmdi
ta Mara, de 143 tonel Cap. R'rtolo Gims-
tavino equip. 10 carga carne secca: a
Man>el Joaquim Ramos & Silva.
Frankfort; oB dias, Patacho Americano Ro-
zarlo, de 15o ton> I., Cap. Josias Taylor ,
equip 7, carga taboado: a Joze Rny.
SAllinO NO MF.SMO HA.
Liverpool; Rarca Ingleza Elisa .lohnston ,
Cap Pelrie erga algodo, assucar e cou-
ros.
S!.. ________LEJ_______1 '!
dos por vezes HO Curso, assim como plena"
mente a prvido em todos os seus actos e
exanies se propdo m sla Cidade. do Recito
a ensinar os preparatorios por mdico pre-
qo. As pessoas, que se quizerem utilizar do sen
preetimo o poderao procurar na ra Direta
D. (10. j.'ronimo Saleado do Castro.
= Os Sns. nssi;>nantes do Jornal o Pano-
rama podem mandar receber os mezes de
Jiinhoo Juliio ao Escriptorio de Francisco
S.nvi i-.no Rabillo.
Arr.-ndAo se aiinuilmcnle, ou pelo lempo
que ge ouver de contractar duas grandes
moradas de caz-w terreas, a pouco edifica-
das pelo sen proprietario o Exm. Dezem-
bqrg.idor Maciel Mmtoiro, o vituadas no
principio de s-u silii nolu^ar to Mangunho ;
cujas propriedades tem oilo quartos cada u-
ma boas sallas, senzallas para p re tos es-
liib.irias e bms quintaos alem do outros
arranjos proprios para grandes familias :
a Ir acta r na ra do Hutas D. 70
Muga-so sem o primeiro andar caz
n. I do atierro da Boa-vista com cxceltenUa
commodos; algumas das novas da ra d'Au-
rra rua da Solidado e sitio do Sanio Ama-
ro a tractar com Francisco Antonio d'Oli-
veira ou con o seu cax iro Manoel Joa-
quim da Silva.
Prcciza-so de um Sur. Sacerdote para
dizer missasem um sitio prximo a esta Cida-
de a tractar t\nn Francisco Antonio d'Oli-
Vfira no atierro da boa-vista.
==Elinrdo WynnoInKlez Pedro II. Hol-
terwanj Hambnrguez G. A. Bloem Prussi-
an0 reliram-se p:;ra a Provincia de Sergype.
J. O CirurgiSo Joze Antonio Marques
Principiar com a Overtura da Opera Se- mudo.i a sua residencia para a rua do >igano
miramide ,-depois d'esla ter principio a n. 29 primeiro andar.
muito applaudida Tragedia intitulada Os 2; = Alugao-se para passar o yerAo as bem
THEATRO.
Sbado 17 de septemhri eseolhido esp'Cla'
culo de cantona e dramtica de R ifael
Liieci representar-se-ha a brilhmle peqa do
capitAo Belizario con) toda a noma e brilbnn
lUm > (]'' pede S' u autor. Esta grande peca
que muito nAo sobo scena e que sempre tornado di na dos maiores aplauzos.
Depois ilo I. acto Radel Liicei juntamente
com sua lilba executarflo um novo o sentimen-
tal Duelo da opera Torvildo e Dorliska.
QuesPulUmn d lio ti par i p(rln Muzica
do celebro Rossini. Depois do 3. acto Ra-
fael Lueci, c sua filha eantarAo o divertido
Duelo da opera II posto Abhandonalo I > vor-
rei che il tuo bel coreMuzicn do Sr. M.'" Sa
verio Mercadanle. Depois do S. acto Ra-
fael Lucci e sua filha darlo fim com um
novo e engranado Docto da opera Eliza e Clau-
dio Do ve mai dove trovarloMu/ica do
Snr. M.' Saverio Mercadanle.
Rafael Lucci e sua filha gratos ao bom
acolhimento qti lem recibid <, semnre pro-
rurAo osmeios, de mais poder agradar ftoa
amadores da divina arte
N. B O espectculo ter lugar no dia mar-
cado nAo chuvendo das O horas da larde em
vanl e no caso de chuver gfl transferir,
marcando-sc o dia pelas folhas publicas
Dia 15de Sctembroa nuizica do 2.** bata-
IhAo de G. N. apres-mta aos seus amadores
o divertimento senuinte:
D E C L A R A Q A 0.
Renegados. No fim do I. a-tose tocar pida
irimeira vez nesta cidade a grande Overtura
da Opera Guilherme Tell. No fim do 2.
acto se executar em scena urna escllen-
te VariacAo de Clarineta. No fim do 3.
acto se locar nela primeira v-z a h<*lln O-
verlura da Opera La Represalia. No fim do
i. acto, se cantar o Docto intitulado pama -
da Opera Auna Rollena. No fim do 3 acto.
se toear urna-Aria, obrigada a Flautim da
- Semirande.
Alem d'estas pcas de msicas nnnuncia-
das se cxr/'utaro nutras militas das melho-
= O administrador da meza das rendas
geraes interna avisa a todas as pessoas cons-
tantes da relapso abaixo deca-adas, que ve-
rd.o pagar o que devem da decima dos predios
urbanos at o fim do corrento pena de se
proceder a execulivo contra os omissos. Re- qiIan,io houver demora,
cebedora ll de setembro de l8i2. = ran- \
:isco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
Joaquim Joze de Miranda 28080
Joaquim Perera da Cunha 7tliQ
Joaquim Joze Fer.reira 08*1*8
I). Joaquina Mara Per-ira Viana 30)820
Manoel Teixeira Peixoto, ou seus er- .
dei ros 358*712
Antonio Jos Fereira de S l8.>000
Dito dito 4S>722
O Padre JoAo Antonio Torres 9*936
0 Padre JoAo do Barros da Costa, ou
seo testuinenloiro G,>780
A Viuva de JoAo Burgos Diniz 8i*l2fl
Manoel Antonio Viegas 52*iO
Francisco le Carvaliio Paes de An-
drade 2*700
O P/ Gonzalo Joze de Olivera 25*920
Os hordeiros de Clemente Joze Frr-
reira fi"50
Dito dito 20*5-20
O Padre Francisco Joze de Lira 1 i*580
Francisco da Chaga 61*704
Francisco da Cunha Machado 4*320
Os herdeiros do P.' Francisco do Re-
g Barros 07*520
Felis Teixeira Peixoto 22*464
Felipe Servlo Bizerra 6*0 2
Domingos Rodrigues do Passo 35*620
Os hordeiros doDeo Bernardo Luiz
Ferreira 24*912
Antonio da Cunha Soares GuimarAes 8*416
\nlonio Juze Muniz 192*128
Antonio do Carmo Ferreira 192*446
Anaileto Joze de Moraes ou seus
herdeiros 4*140
Continua.
sa O vapor Paraense, recebo as mallas pa-
ra os portos do Sul boje (13) s 9 horas da
manh.
THEZOL'IURIA DAS RENDAS PBOVINCIAES.
= au tendo comparecido concurrentes ao
contracto do fornecimento de aramo prcetzo
para a ponte suspensa do Caxang. convida-
dos peloannuncio desta thezouraria de 5l de
agosto ultimo o Snr. Inspector manda no-
i.., M..-.,..,,,...... ...........
^ E para Agradar melhor aos amantes expee-
tadores tocar a msica militar no bigarda
Orcliestra.
AVISOS MARTIMOS.
= S-pile viagem para o Rio re S. Fran
cisco no dia 15 do co rento o cutre S. R-n.?
dicto quem quizer carr-gar ou ir de passa
gem dirija-se rua do Trapiche na venda de
Juze Virissimo da Rocha ou a bordo a fallar
com o Mostr defronte do Trapicho do Al-
godo.
LEILA.
er Hoje 13 do corrente pelas 0 horas da
manh se proceder o 1-ilAo da viuva de JoAo
Carlos Pereira de Rurgos Ponce ilo Len em
a su i loja na quina da praeinha do Livramen
lo de um grande sorlimento de ferragens
smiudezas os pretendenl^a devaro com-
parecer monidos do seus fiailores lio Caso de
nfitquerereaa arrematara dinheiro.
AVISOS DI VERSOS
= Aluga-se um preto bom trabalhador e
de boa conduta; quem o pretender dirija-se
a praca da Independencia loja n. 2.
Ss Aluga-se para {.assar a testa um sitio na
iunte de Uxa com boa caza muito fn-sca.
pintada caif.da de novo, com muito bom ba
lino no re eapibaribi, com caes de peora >
cal tem coxeira eestrebaria para 4 caVallos ;
quem o pretender trate com seu propriet .rio
Manoel Antonio da MlVa Motil na rua da
Cadeia do Re; fe n. 0: tambem o vende a prazo
ou a dinheiro.
= Todas as pessoas que tiverem Iransac
ges por liquidar com a caza de A Schramm,
queirAo apivsentar suas contas antes do bil-
lar o presente utez.
= Qo balcAo para loja ; dirija-so as 5 pontaa D. 25
- onde tem lamp.ao na mesma vende-sre.-.
vam-nte convidar s pessoas a quem possa gios de sima de meza e oulro sabonete Ir.-.
convr o referido contracto i a presen t.rem as
suas propostas forescripto at(j odia 20 do
corrente, na secretaria da mesma thesuura-
ria aonde serAo patentes o orgamenlo, e con-
diQoes respectivas.
glez de i ai xa de prata e oulro sabonete .d
..moque trahallia sobre 4 diamantes u ni
ico tranceln.
=x0abiixoassiunado,esliidanteilo5.0ai!i;
Jo Curso Jurdico pprovido plenamente em
Thezouraria das rendas provinciaes de Per-1 concurso na hngoa latina e della exainina-
conhecidascazas da capunga, do propriedade
do major Joze Carlos Teixeira as quaes sao
amargem do rio Capibaribe com commodos
e'deeencia para qualqoer familia passar o
lempo da calma ; sao envidracadas tem es-
Iribaria casa de pretos &e. Igualmente a-
liia-sepelomosmo tempo, ou por um a mais
annos o cilio da encrosilhada da poni de U-
xa de propriedado do mesmo major ; os
perlcndenles dirijo a pracinln do Lvramen-
loloja D. 20.
__ Roga-soaoSr. Antonio Rizerra de Me-
ne/r-s do Riacho do Sangue provincia do
Cear, queira declar.tr sua morada para
tratar se de negocio <'<<' 8U interesse.
Collegio Santa Cruz.
tff' Tendo de solemnisar-so n'este colle-
gio no dia 14 do corrente (quarla feira ) o
armiversarioda Exaltago da Santa Cruz, o
director convida aos dignos paes aos fiaren-
tes e aos correspondentes de seus alumnos
para issistirem a este acto de regozjo; e Ibes
pele descnlpa de recorrer a esto Diario, para
Ibes dirigir o seu convite, por quanlo julgou
este meio mais seguro depois de baver sof-
rido o desguato de nao terem sido pelas mi-
tras vozes entregue-, algumas carias de con-
vite. N. B. As seis e mea horas da larde.
A. M. Chaves o Mello.
cr Quem ti ver urna casa terrea para alu-
ur com commodos para um homcm soltei-
ro : annunrie.
Uj- Aluga-soouarrendase, annnualmen-
te paja passar a ft-sta conforme convier a
quem arrendar mu sitio no lugar donomi-
tiado Capunga com caza do vivenda qua-
tro quartos, cozinha fura tambem com um
quarlo tanque para lavar oulro tanque
para banho cacimba coxeira para 3 caval-
lo solao para urna familia, o sitio tem Igum
ulvoredo trra para plantadlo *, com porto
de ferro ; quem a perdeiidt-r dirja-se o beco
.la I i ngueta no sobradinno por cima da ven^
da do Snr. Aires, que achara com quem
tractar.
tsr Precza-se de um caixeiro para casa
de porgar de engenbo, na rua das cruzes D.
(5, 2. z o 5. andar.
tsr Na conduelo de liuns boisdesta cida-
le para oengenho S Braz, desapareceo um*
vaca melada com a eabeca rajada de preto ,
e da-se diz mil reis a quem della der noticia
no mesmo engenho ou na rua dasCruzcs I>.
0; 2. e 5. andar.
S23- Airen la-so um armaze m com quintal,
cacimba e eslribara para tres cvalos, e por-
I i de sh.jh para a rua de Iraz; isto na rua
d i sen/alia velha D. 39, e so d por don
i .I reis moncaes : qu -m o perlender dirija-
aiua doQuei.nado D. 5 lerceiro andar.
=z Preciza-so saber se alguem lem uraa
arla rinda da ilha do S. Miguel para Anto-
:io Jacinto Lopes queia levar rua do L-
irainento D. 5, ou annuncic sua morada
-.ara ser procurado.
= Preeir.a-se de urna ama de leite atraz
da IVnha D. l2.


r*t*ymr*Ncumim. mj
AS rodas da lotera do
Rozar o corrcm nfa-
livclmentc a 5 de (tata-
bro, os billielcs achao-sea
venda ; ra da Cadcia Sr.
Cambista Vieira na do
Collrgo Sr. Menezes, na
do Cabug botica do Sr.
Morena praca da Roa-
Sara va junio a
KM
tsr O abaixo assignado responde ao Snr.
Dr Antonio Joaquim do Albuquerque Mello
Juiz de Direito do Brojo da Arcia que o an-
nuncio inserido no Diario do ,10 do corren te
comas.'elras iniciaes A. J. A. M. nao se enten-
de coni elle o sim coin uw Sr. morador no
Rio Formozo.= Joaquim Joze Corroa.
tsr Fugio um papagaioda trra do pn-
meiro andar da ra do Sol as cazas em
que mora o Sr. Tencnle Coronel Tonel, com
urna pequea corrento no p esquordo o de
eabega branoaconta ; quem o levar a dita "a-
za ter do adiado 2>000 rs.
bracos de balanga gran les, com lodosos
pertences temos d posos de 12 arroba* p*
ra baiso ou aquellos que convier ao com-
pra lor ; um terreno rom 20 palmos do fron-
te jacom alicerces feitos para tima caza ,
na ra lo S. Miguel nos A liga los, IuJj
por prego commodo.
>t^ Retroz de qualquor cor que se ima-
gine borzeguins pretos gaspiados para se-
nbora sapa tos de marroquim
rap
vista Sr.
Matriz.
tT Precisa-se de 4:000.y do rs. a joros de
um e meio por cenlo com hypotljcca em um
sitio quo equivale mais do doliro dessa quan-
tia e a vista do mesmo s; saber/i em bom
lugar, perto do banbo ile capibaribo pa
cand-seo premio lodos os annos c podo
ficar-se na posse do mesmo querendo; quem
quiser dar annuncie ou dirija-so a ra dos
Oua-teis no segundo andar por cima do o tbol,
adverto-sequo osilio lodo plantado, e as
fructeiras dao frueto.
Antonio Manoel Poreira Vjanna vai
em
Pe-
a Unna tratar de sen negocio levando
sua companhia sen lilho Antonio Manoe
reir Vianna Jnior.
tsr llenrique Kalkmann di Rodolfo Selg-
fried retirao-se para o Miranho.
cr Marc Lasserre relita-so pira o Rio
de Janeiro.
t3T Alphonso Tulllr rotira-se para O
Rio de Janeiro.
s^r Quem por engao lirn nina carta do
cerrero vinda de Lisboa no Brigu i Conceico
de Hara, para Domingos da Silva Teixeira,
qfieira fazer o fivor de mandar levar na ra
Nbva botica I). 20 que se llie ficar obrga-
do visto ser de alguma importancia para o
mesmo.
= Arrcnda-se para o lempo de fosta urna
boa caza., ccom bastantes commodos, no Pos-
so da Panella na ra da boira do rio ; quem
a perlender procure fallar com Antonio da
Silva Gusmfio na ra do Queimado para
traclar do ajuste.
ssr llenry Manley subdito britnico retira-
se para Inglaterra.
2y Antonio Domingos Pinto comprou
por sua ronla o de Francisco Joze do Oliveira
Pinto do Rio de Janeiro o bilbete intei
roden. ?J382 da segunda parle da 11. La-
tera a favor das obras do Tlieatro publico.
CF" A pessoa (jne annuncion querer com-
prar urna Biblia em bom uzo dirija-so a
ra do Rozarlo botequim do Albuquerque.
tsr Manoel Antonio Torres comprou um
bilhete de n. ."ViOG da segunda parle da 11.
piimeira Lotera do Tlieatro publico desla
Cidade cujo bilbole prteme ao Sr. Antonio
Caetano de Souza e Joze da Silva P.astos da
Cidade dn Babia.
_tsr Prensa-so saber quem be o dono da
loja de louca da ra do Livramenlo D. ". is-
lodeseja sabor um pessoa quo comprou na
dita loja elh/tirarflo a con la em nomo de
Joze Mara f. o n sal ves.
tsr O Sr Joze Marta Consalves queira
declarar se be socio ou dono da loja do louca
da ra do Livramenlo I). 7> se lio declare por
esta folba e do contrario s-r condecido
como simples cai.viro.
^ tsr .\iu,'a-so urna caza lerrca de fronte do
Fornandes alraz do Carino ; na ra Direita
D. 24 ao p da Igreja do Livramenlo.
tsr Aluga-ao* sitio do falecido Joaquim
Leocadio de Oliveira Guimares, na passa-
lar Precisa-se fallar ao Snr. Joo Caetano
.'e Oliveira, irmao do falhcido Jacinto de
Oliveira Rocha : na ra da Crin n. 26.
tsr Offerece-se a quem mais der a legiti-
ma do urna herdeira no engenho Collegio, no
valor do ISO e tantos mil rs. constante do
inventario na m.io de Joo Das Barboza
Macundum na reparticilo do corrcio ou
na ra do S. Bita I), i.
tsr O snr. Joaquim dos Santos Pinto ,
queira dirigir-se a ra da Cruz armazem de
trastes numero 51 para recber urna caria o
mais urna encomonda vinda do Aracaty.
COMPRAS.
tsr Um escravo que seja bom ofllcial de
sapateiro : quem liver annuncio.
r Dois ou Irez bancos de marcineiro ,
assim como alguma lerramenta da mesma of-
ficina ; na ra da Cruz armazem de trastes
numero Si.
^tsr A obra intitulada Vctor ou o meni-
no da Solva nova ou com uzo : na ra dos
Ouarleis D. 2.
tsr Urna crrenle de ferro com trinta bra-
cas pouco mais ou menos, que seja tizada ,
e sirva para harcaga : na roa da Cruz Deci-
ma 25, ou annuncio ; como tambem se alu-
ga um segundo e lerceiro andar da mesma
caza.
tsr l'ma langa de ouro sem fcilo para
cabica: na camboa do Carmo D. 9, da par-
le do poente.
ar l'm sitio com boa Ierra de plan tacnas,
e bastantes arvoieos de fruclo e que* le-
nba boa agoa de beber, e seja perto desta
praga : quem liver annuncie.
VENDAS.
tsr Buis mulalinlias, urna de 14 annos ,
o oulrade 10 de bonitas figuras para mum-
bandas e urna preta de 18 annos : na Cam-
boa do Carmo D. 11.
"^tar 0 msiailes de Carno^s em 2 tomos ,
nova edico conforme a do 1372 publicada pe-
lo aulbor e com o seu retrato contando por
abecedario um indix no segundo tomo, dos
nomos proprios refforJos nos diferentes can
los da mesma obra eem boa encadernagAo:
Tbesouro de meninas ou resumo da histo-
ria natural para uzo da mociuado de ambos
os sexos, contendo nocos dos") reinos da
natura com suas respectivaestampas ; a
Narrativa da passagom do picifico ao atlnti-
co a Icavez dos Andes as provincias do nor-
te do Para e deseando pelo rio am .zonas
at o Para por Henrique Lutor Maw com
o [dao do mesmo amazonas ; ." solins de
montara a ingleza com seus competentes
arreios dous dos quacs com motor uzo, e
jjm com muito pouco : na Soledade defronle
11
o de lustro ,
calcado para menino rap roldo Ilimbur-
guez amendoas coneitaJas com chocolate ,
nenies de marim para alisar de lolos os ta-
manlios, facas de marim e de osso para fe-
char cartas : na ra da Cadoia velha n. 7.
cy OiO oilavas do prata em diferentes
obras para desmanchar a 1 O rs. a oitava :
na ra do Crespo D. i 1.
tsr l'ma caza terrea de pedra o cal com
Ierra propria ; cita nos Afogados : na ra de
S. Joze D. 18.
s^" Cervoja superior, contada cm du.ia
a 4. rs. eem garrafa a ."('!) rs o lima 0*-
crava de nagao do JO a 8 annos de bo-
nita figura ensaboa e tem principios de
costura : as .'i ponas n. 27.
tsr Urna canoa aborta que carrega 8 a 10
pessoas muito bem feita e por prego com-
modo : na ra da Praia caza do Vianna.
tsr Urna uogrinha de lo" annos, propria
para todo o servico ; e um ferro de bomba
de tirar agoa : na ra de Vlooda n. 151.
taT* Na caza de Fernando de Lucca ra
da 'adeia velha D. 17 se vende arenques da
Holanda, em pequeos barris de duis du-
zias queijos( pato grasse ) presuntos l-
timamente chegados vinho de Bordeaux
Bheno e champanhe todos de superior
qualidade licores de Bordeaux muito fi-
nos cerveja em barricas de 1 duzias a 5500
e tOOU rs. a duzia agoa de sellz mineral ,
o milito bons charutos de Iiamburgo ludo
por menospreco que em outraqualquer parle,
tsr l'ma caza de sobrado do 2 andares ci-
ta na ra estrella do Bozario D. 2 : a tratar
na mesma ra I). 53.
tsr l'm balciio de loja : na roa Nova loia
D. 12.
= Oleo de linhaea a 500 rs. a libra, e em
bolljfles a 2ji 100 ogabo tinta verde a 210 a
a libra, espennaeete a 080 breu a 1120 a
arroba e 40 rs. a libra graixa n. 97 a I O
rs. toucinbo de Lisboa a 2i0 e de Santos
a 100, tabaco smenle um latas 28o, latas
de libra a 320 manleiga francoza o ingle
za dita do porco dio de tempero ameri-
b-lidadessedir ; na un do Cabug m n '
meira loja de ourives D. I. ^ri"
tsr Todas as qualidades di^ trastes re|
gios para cima de meza bandejas iu',j0 D"
menos preco do quo em outra qua|quPr p '(r
assim como tambem so recebe enicomenda T
qualqu -r pega de obra n3o sendo as que ^
istem a vonlade do comprador; na ra da C
armizem de trastes numero 31.
tsr Tratado pralico dechimica app|Ca.
do as artes e manufactura a Hygiena
conomia domestica com Athlce porS. F. Grav"
historia natural por Buffon com estampas"'
diccionario de cbimica em qiiatro volumes
por Andrs*, lulo cm muito bom estado'
na ra por detraz dos Ylartyrios D. 33.
ssa" A dinheirooifa praso um 'vena
com muito poneos fundos na ra Ua Trom-
pe ao voltar para a Soledade.
C Uffl preto por 300jr reis.de 35 annnos
muito forte e robusto oara tolo o tr.ibaliio
um moleque pega de (8 a 20 annos muito la!
lino e bom comprador d urna o*v*. 1 .,.
cravas, cozmhao, engommao, e lavao; diiaj
ditas por 350# rs. cala urna, cozinho la-
vAo, e Bffo boas ve.'idedeiras urna mulat'nha
le o annos : na rui de Agoas verdes D it.
tsr l'ma pequea caza terrea na ra ilo
Jogo da bola em Olin Ja com chaos propri-
os, e terreno ao lado direilo, que serve ou pa-
ra edificar outras moradas ou para cercar
o fazer plantaces; tudo por proco rasoavel '
a traclar na ra de l\f libias Ferreira sobrado
Numero i I.
SSF" Um molecSo crolo de 18 anuos en-
tendido de todo servigo de campo decarre-
10 e tambem de servico da praga conpra-
dor, e muito inteligente : na loja de livi os
di praga da Independencia s'j dir quem
vende.
S2T Urna negra moga com algumas habi-
lidades : no beco da Lingoeta venda de Joa-
quim Joze Bebello
tZZr" Cadei as de lialanro com assento de pallji-
nlia e encost da meara inai'piezns de coudn
r mezas de jaiilar camas de vento com.arma-
rio cidenas c un assento de palbinlia ameiicauas,
'ana; de vonto mullo be:n 'eitss a rffjoo citas de
|)n!io a jjfSoo c pinlio da Suecia com 3 polcgadas
de gr.iiS!ira, dito serrado tudo mais cm coma do
que etn outn. parte ; na na da Florentina em cais
do J. ^fi Ahger.
ESCRAVOS FGIDOS.
a quem lho
do Joaquim
conler
lozn de
geni da Magdalenna
queira dirigir-so a casa
Miranda Jnior.
t?- Precisa-se de um bomcm quo saiba
trauff de um pequeo sitio: na ra da Cruz
do Rocife numero 28 segundo andar.
pr Peiende-sc alugar um sjlio annual-
mento, nos lugares seguinles salgadinbo
ou lacaluna que lenha casa para pequea
= Doze appolices da extincta companhia
de Pernambuco e Paraiha a prazo ou a
dittlieiro como melhor convier ao compra-
dor : por preco commodo na ra da Cadeia
do Reclfe D. S).
= Taboas de pinbo americano de todas as
larguras e comorimentos dito da suecia por
duzias a .",)'i00 4>000. fjiSOO $4000 ,
"..*)()(), 6.1 rs., e oulros diflerentes pregos ten
do al 50 palmos do comprido ; alraz do The-
atro a fallar a Joaquim I, )pes d'Almeida c-
xeiro de Joo Malhetis assim Com vende a
pra/J conforme as porces.
t^- Novos cortes de lanzinha de superior
lamil.a, oque lenha Ierra soffieientc para Iqualidadoe de muito lindospadrea; naruado
sustentar 1 vacas ilo le te ; quem o liver an- Crespo I). 0 Indo do Sul
nunc.? para ser procurado. ^ 2 escravos, proprios para o so. vico de
campo; na reslilacao da roa de S. de Rita.
cana a 160, papel de poso almasso o d.
embrulho, paneiros de sal de quarta velha a
"20 queijos (lamentos cafcm gro a 180
a libra, milho alpsta a 80 o quarterrao';
urna negra do bonila figura coso engom-
ma e cozinha o ordinario: no largo do Ter-
co venda D. 7.
t^ Dina escrava de naco cagange de 20
annos, cozinha sofnvel o ordinario do urna
caza, tem principios de costura e ptima
para quitandeira : na ra Direita padaria
numero 80.
tsr Fumo da Babia para as (avernas, e
por commodo prego em porgo do urna arro-
ba para cima advertindo quo a esculla ser
feita a contento do comprador os quaes diri-
jo-se ao Mondego sitio quo iea com a frente
para estrada da Trempe.
vw loo a 200 ps de coqueiros pequeos
por prego commodo o vende-so tambem a
dohosp.ial caza de portas verdes junto aoj rotalho : na praga da Boa-vista botica I). 10
,0i!0,____.. rCadeiras americanas do palhinbaem c.i-
t- IVecisa-se aliiar um sitio
que pos-
e que
, Iara
sa ler o lo Vacas de leilo ludo o anno
I iib.i baixa ; quem o liver annuncie
$tT procurado.
tsr Aluga-souma negra boa lavandeia,
quitandeira e boa cngoniadeira na ra
iNova D. 22.
= Aiuga-se o primeiio andar da caza n. bem construida que carrega 806
O na ra da Aurora; na mesma na n. ). jlos do al vena ra grossa ou se
= Aluga-se melado de urna caza a quem ra da Praia no estaleiro de Joaquim Joze dos
(enha pouca familia : a traclar na na Direita Santosaopda ribeira 011 na ra velha da
D. I ou 87. Boa vista venda I). 19 j na mesma venda 2
BT l'ma bu caca a pouco acabada de cons-
truir dti boas madeiras que pega 20 a 30
caitas e muito vajeira 5 a traclar com Joze
IVreia da Cunta na ra da Cadeia do Rocife
11. 58.
tzr lina canoa nova de annrello mu
a flOO ti-
; aluza : na
Kas de urna duzia cada urna: em caza de Hen-
ry Forslor i?v C. ra do Trapiche novo n. 17.
HT l'ma al va para Padre bordada do sus-
to, muito rica em pao de esguiflo A va-
ras de bico de mais de palmo tambem rico
serve para qualquer obra por 56j res : as
6 ponas I). 87.
tsr Fina loja do fazendas em boa ra me-
tadea Uinheiro mota le a prazo, com pon-
eos fundos ; quem a pretender annuncie.
tsr lili Bragode balanga grande : na pra-
ga do ommercio botequim do Almeida.
tsr 20 sacas com farinha de mandioca
traclar na roa da Cadeia do Recifo lo a de fa
zondas I). M.
tstr 2 pretas do 20 annnos boas figuras ,
saliendo engomoiar e cozinhar muito bem
urna dita do 20 annos perfoita costureira e
faz lavarinto de todas as as larguras, cozi-
nha e engoma una dita com una cria do 5
a 6 mozos do lodo o servigo e quitandeira I
2 pretos mogos do 20 anuos ; 2 negrinhas de
14 anuas, urna mulatinhaj|e 12 annos: na
ra do Fogo ao pe do lio/ario I. 2o.
tsr No armazem denomina Jo novo na
ra da Praia ; vende-se pipas deagoardente
de 21 &2l 1|2 graos.
t^r l'ma negra do bonila figura, Idade26
anuos, e urna cria de 7 para 8 anuos as ha-
lar Na noile do da 0 para 10 do corrente
Selembro fugio Jo engenho Meguaipe de ci-
ma um preto de nomo Thomaz crelo,
muito ladino bastante alto e grosso bi-
goes regulares tem os ps um pouco india-
nos epucua no anJar por urna perna e
tem as naditas feridas ainda frescas de baca-
llloadas o stipoe-se ter procurado para o nor-
te; quem o aprehender ser generozamente
grtiicado eonduzindo ao dito engenho ou no
Rocife na prucinlia do Livramenlo D. 26.
tsr No da 2 do corrente fugio do enge-
nho Souza Pregtiezia de agoa Preta um
preto. sito, de 40 annos, de nomo Cosme,
o qual levou com sigo urna mulata de nome
Maria o um lilho menor de nome Jacintho ,
todos escravos do eapilo Manoel Francisco
l.amenha I.ins : os aprehensores se rao gene-
rozamente recompensados e os conduziro,
ou para o referido engenho ou nesta Cida-
de para a ra do Ciespo sobrado de 5 andares
D. 12 quo faz esquina para a ra do Queima-
do.
ssr Auzonlou-so no dia M do corrente o
eseravo Domingos nagao mina baixo ,
gordo cara redonda com talhos olhos pe-
queos cor bem preta, e com falta ue al-
guna den tes ; quem o aprehender e troiiser
aoSr. Luiz Comes Ferreira no Mondego re-
cbela 4> reis do gratificagao.
W Fugio do engenbo P.-reira Fregue-
zia de agoa Preta ribeira .Je Una 0$ dous es-
cravos seguintos- um crelo, bom carreiro ,
bastante alto secco bom fechado de bar-
bas alguns cabellos blancos tem na mo-
lona da cabeca um molbo de cabellos brancos,
peinas linas lem um lornozelo do p mais
grosso que outro falla de denles na fernto ,
nas cosas e nadigas lem cicatrices de surras ,
rosto redondo o cheio t he bastante sezudo;
outro cabra bom carreiro estatura medi-
ana seceo reprczenia 4,*i annos, ps al-
guma couza apalheta.ios bem fechado do
barbas com algnns cabellos brancos tem
taita do denles muito soeiavel bem filian-
te, c ajudu missa: a Jverte-se que ambos cha-
mao-so Manoel o fugirflo em Outubro do
anno pp. 5 quem 05 aprehender lveos ao re-
ferido engenho a seu Sr. .b.ye Candido Ramos
ou a Manoej GonsalVes da Silva na ra da Ca-
deia do Recifo que ser bem rocompensado.
RECIPE NA TVC DE M. F. DE F. = 1842.
^-k-


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