Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08126


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Full Text
Anno de 1842.
Sexta Feira 9
Todo agora depende re mesaina ; daaoiaa prudencia anoderacao e energa : cnn-
dnuemoa como prinoipiaasoa e se re mea inonliclos con ulmirieao entre Nicfies mus
ultaa. (Proclsmicio d> Assembla Geni do irir.il.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiinni Pareiba e Hio grande do Norte, segundase tenis feiru.
Bonito e Giranhuirs u 40 e 24-
Cabo Serinhaeaa Rio Formo Porto Cairo Macei e Alagoai no 1.
Pajea 43- Santo Anto quinlaa ieirae. Olinda lodos oa dias.
DAS DA SEMANA.
5 Stg. a. Antonio M. Aud. dj J. de D. da 2. r.
6 Tero. a. Libania V. M Re. Aad. do J. de D. da 1. r.
7 Qjart. jejum a Jlo P. M. Aud. do J. do D. da 3. v.
8 Qiint, Nalividade de N. Senhora.
9 Sext. a, Sergio P. Aud. do J. de da i', r.
|l) Sab. a Nicolao de Tolentiiio'. Re. Aud. do J. de D. da 3. T.
\{ Doa. O SS. Nome de Miria
de Setcmbri. Anno XVIII. y. lft*.
._______________.. _.^r
O Diario pubWca-ae todoa os din que nao forem Santificado* : o preoo da aasignatara b*
de tri*a mil rea por quirlcl pa;ua adianlados. Oa annuncins dos aaaignanlea ijo neeriaoai
gratis e oa des ipe o nao forem raro de 80 rea por linlia. Aa reclamacea dateaa a*e
dirigidas esta Typografia ra daa Cruiea D. 3, oa a praca da ludeneudeacia loja de luroa
Numero 37 e 38.
cambios no da 7 de setejhiro.
compra venda.
Cambio aobre I.ondrea 24 h nominal.
Pars 3S5 res p. franco.
a I.iaboa lOli por 100 nominal,
Moeda de cobre 4 pot IDO de descont,
dem de letras de boaa firmas Ir a i e |.
Obro-Moeda de fi,400 V. 46,300
N. 1,iOJ
. da 4,000 9,100
Pim Palacoea 4,88
> Pe ios ('oluainarat 4,8S0
n dito Maiicanoa 4,880
,. miuda 4,iW
46.500
46.300
9,30*
4.S9
4,89
4,890
4,730
Preamar do din 9 de Sclembro.
4." a 8 horas t 30 m. da rnanbS.
2. a 8 horas r ii-i m. da tarde.
PHASP.S DA 1.A NO MEZ OE SETEMBllO.
a 4 a 7 horas e 22 m. da tard.
Loa Nora
Quarl. creac. a II -- a 1 h.iraa e 42 m. da UrJ.
La chata
Quarl, ming.
19 s4horaa c 5 m. da lard.
27 is 0 horas e '|7 m. da l.inl.
OIAR
lE
1LC
PARTE OFFICIAL.
THESOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 20 DO PASSADO.
Officio Ao Esm. Presidente da provin-
cia informando o requerimentode V. F. de
Carvalho.
Dito Ao mesmo E\m. Snr. dem o do
M. H. da Silva Santiago.
Dito Ao commandante das armas da
provincia participando nao se tor podido ,
por inconvenientes quo occorrero effeclu-
ar a arremataran dos sete cavallos imitis ,
c que (icva transferida para o dia 31.
Dito Ao mesmo, satisfazendo cora os
modellus annexos ao officio do commissario
tiscal do ministerio da guerra a sua requi-
sicSode 17 do passado.
Dito Ao inspector da alfandega exign-
do como determina o Exm. Presidente da
provincia em officio de 2o a proposta das
pessoas aptas para o lugar de continuo da
alfandega vago pela demisso concedida a
A, C. da Cunha.
DEM DO DIA 30.
Officio Ao Exm. Presidente da provin-
cia informando sobre o ofiicio do vigario da
ireguesia do S. Pedro Mrtir de Olinda.
Ditoi Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda da provincia do Para sobre a letra
falga de 14:800# res, a favor de J. M. da
Motta.
dem no da 31.
Officio Ao Exm. Presidente da provin-
cia informando o requerimento de J. da R.
Prannos.
DitoAo mesmo Exm. Snr. idem o do
ex-alferes VI. F. de Souza.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. idem o de
D. Izabel C. da Silva e sua filha Elisa Y.
de P. Carapeba.
DitoAo commandante das armas para
mandar entregar os cavallos inuteis que fo-
r i ai rematados por F. R. Pires.
Portara Ao thesoureiro dos ordenados
para pagara D. Joanna Q. de Jezus a quan-
lia de I08,y reh do meio suido que Ihe com
pote como filha lo^itima do falecido capilo
Felis Q. de Jezus vencido no exercicio lindo.
C0MMISSARIAD0 FISCAL.
(FOLIHUTU
OS ENEDITINOS DE S. NICOLA'o OVELH0.
O convento de S. Nicolao o mais rico de
Catana, e cuja cpula excede cm altura a to-
dos os monumentos da cidade foi construi-
do no meio do seculo passado sob a dire-
cto de Conlini. Sao alii notaveis a igreja e o
jardn a igreja por suas columnas de verde
antigo e por um excellente orgo obra d'um
mongo caliibrez que exigi como nico pa-
gamento o ser enterrado debaixo da sua obra
prima; o jardn, pela difficuldade que foi pre-
ciso superar ; porque a base de lava e to-
da a trra que a cobre foi transportada pela
mo do homem.
A regra do convento de S. Nicolao era em
outro tempo mui severa ; os monges devio
morar sobre o Etna nos limites das tenas
habitaveis e para isto seo primeiro mos-
teirofoi edificado entrada da segunda re-
gio tres quartos de legua abaixo de Nico-
losi ultima aldea que se encontra na subi-
da crtera. Mas, como o lempo ludo raodi-
icu a regra perdeo pouco a pouco o seo ri-
gor eenlo nao se cuidou mais de fazer no
convento os neeessarios reparos. A princi-
pio tendo o peso das nevos abatido una ou
duassallas, os bons padreslizero construir
II." i) Achando-se comproliendidos
no numere das di fie rentes notas, fritas pela
contadoria geral da guerra nos documentos
das despezas militares pagos nesla provincia
nos mezes le Janeiro, e Fevereiro (leste an-
no como inconvenientes, e irregularidades,
os vencimentos ao cirurgio de partido Mano-
el Bernardino Monteiro; irregularidades, que
o avizo do Exm. Snr. ministro, e secreta-
rio d'eslado dos negocios 'Ja guerra de 8 do
mez lindo d'agosto (que ja por copia fiz do
conhecimento de V. S.) me ordena, que faca
cessar quinto antes sendo bem clara, e ex
plicitamente mencionados cm uina das suas
notas a respeilo do predito cirurgio que se
nomea os seus vencimentos de 22.>000 de
sold OjOOO do gratificarlo addiccional, o
25*000 como encarregado do hospital e que
deve perceber nicamente urna gratificarlo
como cirurgio de partido, e nao os venci-
mentos ditos, tendo-se cm vista o avizo cir-
cular n. 314 de li de agosto de 1811 a se-
melhante respeito : he meu dever em obe-
diencia prometa aquelle avizo cima dit'.., le-
var o exposto ao con 'ecimenlo de V. S. o
preveni-lo para que se sirva providenciar a
respeilo, porque eu nao posso consentir, que
continu o abono ao citado cirurgiiio dos ven-
cimentos, que percebia e sim urna gratifi-
carlo e ludo no sentido e letra do referi-
do avizo circular.
Esle cirurgio na falta de cirurgioes do o-
xercito acha-se empregado em um lugar de
que carece conirmago Imperial; porque nao
estando na cathegoria d'aquelles ; evidente-
mente he interino, e dependente, como lio
expresso no predito avizo circular d'aquella
Imperial conirmago; e quando os numeados
nao aprtzento dentro de G mezes o titulo de
conirmago, seus respectivos vencimentos sao
logo suspensos che som duvida quo este
prazo se aoha sobejamente cheio no cazo em
questo.
Conjunctamente Cora aquelle avizo do 8 do
mez lindo me foi re/nettida lambem a cir-
cular de 3 do dito mez aos Ex."" Snrs. pre-
sidentes das provincias que corre ja iinpres-
sa no Diario n. 188 ; e nasoluro das duvi-
das de que tracta l se ve a quarta cm que
sua Magestade o Imperador manda resolveres
Que aos cirurgioes militares ompivgados nos
o magnifico filial de Catana que tomou o
nome de S. Nicolao o Novo e apenas no
ostio habitavao em S. Nicolao-o Vellio Pe-
la continuagao do tempo S Nicolao o Ve-
Ihofoj enteiramente abandonado tanto no es-
to como no hinverno ; fallou-se por espaco
de tresouqualro annos cm fazer-lhe repara-
gao que o tornassem habituavel, porem se-
melhante projecto nunca teve execugo. Fi-
nalmente urna quadrilha d' ladroes gen-
te menos dilicil a respeito de suas commodi-
dades do que os monges tendo-se apodera-
do d'elle e ahi ixado o seo domicilio, poz
termo questo de vullar a S. Nicolao o Ve-
Iho e os bons padres qu.; nao douejavao
ler discussoes com taes hospedes Ibes aban-
donarlo O tranquillo goso do convento. lato
deo lugar um engao bastantemente cu-
rioso.
Em!806, o conde de Weder, Alloman
da tempera vel ha como seo nome o indica ,
parti de Vienna para visitar a Sicilia; em-
barcou-se em Trieste tomou porto em An-
coni visitou Roma demorou-se ahi assim
como em aples para a'rranjar algumas
cartas de recomendagao embarcou-se nova-
mente e saltn em Catua.
O conde de Weder saba mulo da exis-
tencia do convento de S. Nicolao e a repu-
tago que linbo os bons padres de possuir
ntreseos rmos-serventes o m-lhor cosi-,
liospilaes", quer na qualidide de. directores,
quer na de encarregadosdas enfermaras, beui
como aos de brigada o divisoes ; Compelen)
as gratifhaQoes marcadas no artigo 7. da le
n. l9 de 2- de agosto do 1841 eos sidos
correspondentes as suas patentes na confor-
midade do artigo 7. do Decreto n. 2G0 do I.
de Dezembro de 1811.
Ora esta citada lei n. 190 de 2i de agosto
de 1811 no artigo tlito 7, concede a grati-
ficago addiccional aos cirurgioes c capelles
do excrcito de l(),y000 res c bem assim as
mais dispoziges de que trata ; mas ao ci-
rurgio Manoel Bernardino Monteiro, que
nao est nesta Cathegoria nao pode a prove-
tar por isso osla lei segundo eu enten lo, nem
por tanto o sold correspondente patente ,
porque nao se d o caso de a ler como cirur-
gio do exercito ; o quando a livesse, seu sol-
do seria na con forra idade do citado artigo
7 do Decreto n. 200 do i. de Dezembro de
1841 o da anterior, c nao o da nova tabella,
como bem se deprehende do artigo.
as circunstancias pois do mencionado ci-
rurgio ; se acho os mais cirurgiiies, que
nao sao do exercito, como o do batalbo pro-
visorio de cagadores de I, linba o o do ha
lalbo de inf miara dos guardas nacionaesdes-
lacados que nomeados para lugar creado por
lei ; carecem da Imperial approvago dentro
i|o preciso espaco de 0 mezes o segundo ni"
parece como interinos quo sao somante
Ibes compete urna graiilicaco. Do mesmo
modo os capellacs dos referidos batalboes ,
cujas circunstancias quanto sua nomeago
e vencimentos, sao idnticas ao dito cirur
gio por quanto nao tem ainda (quo me
conste) a Imperial approvago pois delles
tracta o referido avizo cinular n. 311.
Em conseqiiencia eu nao posso consentir,
que tanto os cirurgioes como os capel bles ,
que nao sao do exercito, perecbo vencimen-
tos desold egraliicago addiccional, nem
mais outro algum ; mas sim urna s gralili-
rago como ernpragados taes devndo sa-
ber o disposto ja referido no citado avizo cir-
cular para o prazo de aprezentarem a Impe-
rial conirmago: e assim, segundo o quo fica
demonstrado em prezenca das Imperiaes or-
dens; parece-me que a gratificacao deque
se tracta deve ser arbitrada por S. Ex. o br.
IWo presidente da provincia a lim de po
derem ser pagos do mez lindo os vencimen-
tos respectivos dos cirurgiOes ecapelles em
questo. Dos Guarde a V. S. commssaria-
do fiscal junto a esta thesouraria em de
septembro de 1842. = III."" Snr. Inspector
da thesouraria de Pernambuco JoSc Congal-
ves da Silva. = Jos de IIrito Inglez com-
missario liscal do ministerio da guerra.
EX.TEIUOB.
nheiro de toda a Sicilia ; e em consequencia
d'isto sendo ello um gastrnomo distinelo ,
nao se esqueceo d'obter em Boma d'um
cardeal com quemjantou em casa do embai-
xadord'Austria ,' urna carta de recomenda-
do para o superior do convento de S. Nico-
.o. A carta era instante: recomendava o
conde como peregrino cheio de piedade e fer-
vor e reelamava em seo favor a hospittlda-
de durante todo o tempo que Ihe conviesse
assistirno mosleiro.
O Conde era instruido maneira dos Al-
loma -s islo tinba lido urna grande quan-
tidade d'alfarrabios perfelamente esqueci-
!os ; de maneira que poda em apoio de
suas proposiges por errneas e rediculas
que fossem citar um certo numero de no-
mes desconhecidos que davo una serte de
magestade pedantesca a seos parailoxos. En-
tre essos alfarrabios havia um catalogo do
conventos de benedictinos espalhados sobre a
supeificie do globo, o elle linba visloe con-
servado em memoria, coma tenacidade d'um
espirito d'aL'in-Ubeno que a regrados be-
iidiclinos de S. Nicolao de Catana os obr-
gava comojdisse, a morar no ultimo li-
mite da rcggionecoltivala, e no primeiroda
reggione nemorosa. Em conseqiiencia .
(piando elle fez vir um arrein para o condii/ir ;i
S. Nicolao, e que aquelle Ihe perguntou m
era a S. Nicolao o Novo ou S. Nicolao o
ORIENTE.
Alcxandria 21 de Junho.
As noticias da S\ ra que alcangam atd i t
sao mui pouco satisfactorias ; e cadamo-
mento provim que as aecusages feitas ac-
tualmente contra a Porta por alimentar as
desordena sao milito bem fundadas ; a pol-
tica linca vai cada dia manileslando-se de
urna maneira assustadora.
( Gazete de Ausbourgo. )
Sl'ISSA.
Gencbra 6 de Julho.
Nossa deputaco tem offerecido dieta suas
instrucgdes no sentido o mais liberal em re-
luco aos conventos. Est encarregada de
declarar-se satisfoita com ns concessoes do go-
verno do Argovia : assim que Genebra vai
colocar-se na dieta debaixo da bandeira do
canto de Berne. Pouco importa aos gene-
brinos o protesto do govorno Sardo contra o
artigo l0-2'da nova conslitigfio.
( Commerce.)
RISSIA.
Escrovem das margens do Nirnen com data
de 2 de Julho ao Diario Alemo de Francfort
osguinte: Assegura-se que a entrevis-
ta do imperador da Bussia c do rei da Prussia
nao ter inllucncia sobre a solugo das ques-
les pe i ticas e commercaes, que sao lia tem-
po o objecto de varias negociagas especiaec
entre os gabinetes de Berlin e S. Petersbourg.
.Muilo se exaggera a convengAo sobre a reci-
proca entrega dos desertores de ambos os
lados. O soldado russo nunca abandona i
suas bandciras o s os militares polacos
riam capazos de desertar.
(Constitucionel. ^
(Diario do Govcrno.)
Vclho o conde Ihe respondeo sem hesitar:
A San-Nicol sul I' Etno. Islo era tudo quan-
to o conde sabia d'italiano.
Aqui nao havia engao porque a indca-
go era precisa en trotan lo o arriciro ayjn-
turou algumas observagdes ; porem o conde
lixou-lbe a boca dizendo : eu Ihe pagara*
bem. Conhece-se o poder habitual d'umae-
niel han te argumento: o arriciro saudouo
conde e meia hora depois voltou com unta
mua.
Este animal marcha bem ? diz o con-
de. B-m excellencia repondeo o arrieira
que em sua qualidade de guia conprehen-
tiia todas as lingoas. E a minha bagagem ?
Vossa excellencia leva sua bagagem ?Es-
sa boa Oh diz o arrieiro si vossa ex-
cellencia a pudor deixar na estalagera se-
r mais seguro. Eu nunca deixo a minha
bagagem entendeis-me ? di o Allemlo.
O ariero repondeo por um signa! impercepll-
v.d que quera dizer : cada um livro- C foi
buscar oulra mua. Entretanto, quando
n a bou de carregar o honesto guia julgou
n eonsequencia deyer fazer urna ultima ob-
ervago.
Desta maneira vossa excellencia est
decidido ? Certa monte respondeo o con-
de metiendo um enorme par de pistolas nos
coltires da sella.-Vai a S. Nicolao- oVelho?--*


2
TRAFICO DA F.sf.RAVATn\.
Ukase do imperador da Russia.
S. Petersburgo 27 de Maio.
Sua Magestadeo imperador mandn ao se-
nado direotor o simule ukase, relativo
suppresso do trauco da escravatura.
Nosso Ilustre predecessor e muilo caro
e amado irmao de gloriosa memoria no pe-
riodo'mais memoravel do seu semprc glorioso
reinado quando o congresso dos monarclias,
reunido em Vienna, estabeleceu as novas ba-
ses |>ara as relacoes polticas das potenciaes
europeas reconheceu ento e de accordo
com os seus adiados declarou solemnemen-
te que o ramo de comercio conhecido pelo
nome de trafico africano de escravatura, tinha
sido justamente olhado pelos liomens virtu-
osos e esclarecidos de lodosos tempes como
opposlo aos principios da phitantropia s
leis moral publica ; o que s as peculiares
circunstancias cm que tal eommercio teve o-
rigem e a difiiruldadc de o suprimir sem
medidas preparatorias po leriam at certo
ponto servir de desculpa continuacao de
u; trafico to odioso.
Todos os soberanos da europa que assig-
naratn o tratado de Paris de 30 de Maio de
1S l i conlrai.-am por elle a obrigago de co-
operar em commum e por todos os meios
ao seu alcance para a suppresso ileste Ira-
tico .em todos os pontos da trra. Nao obs-
tante o sen irnis ardente desejo de conseguir
um fim to importante e n attenco aos in-
greses de seus respetivos subditos por de-
ferencia para com usos estabelecidos e at
oara com prejuizos profundadamer.to arrai-
gados por seculos elles se absliveram de de-
terminar antecipadimenleo tempo em que
cada um dos governos poderla julgar conveni
ente o prohibir formalmente o trafico da es-
cravatura. E' melhor deixara fixaco Itnal
daquelle periodo para ser objecto de negoci-
ae-senlre as diflerentc(orles.
Desde a publicco desta declarado o
trafico da escravatura ficou prohibido por
quasi todas as ncOes da BuroM e Amen-
cana e ao pre. ente um tractado especial se
acha concluido entre nos e bv MM. o im-
perador da Austria o re. dos francezes a
rainba de Inglaterra e o re da Pruss.a
relativo s medidas mata efectivas que se
possam adoptar para prevenir a continuado
secreta do dito trafico.
Por este tractado so determinou nao so-
mente a prohibidlo ou a renovado desla ,
aos respectivos subtos das potencias con-
tratantes de fazer o trafico da escravatura
dentro dos dominios ou sob os pavilhoes
das ditas potencias OU por capites ou na-
vios tomar parte nelle directa ou indi-
rectamente de qualquer modo que seja ; mas
alm disso so cslabeleceu que tola a tentati-
va de renovaco ou continuado daquelle tra-
uco seja considerada equivalente ao crioie de
nirataria c que todos os navios nelie oceu-
nados percam todo o direito protejo que
os pavilhoes de cada urna diS potencias con-
traclantes Ibes asseguraria em outras ciscuns-
Tendo sanecionado todas as disposices
do dito tractado, ordenamos que daqui em
diante ludo o individuo legalmcnte convenci-
do de fazer o trafico da escravatura e direc-
ta ou indirectamente tendo parte nelle de
Vou -Vossa excellencia tem amigos em S. Nico-
lao o Velho ?Eu tenbo caria para o gera:--
l>ara o capilo ? quer dizef vossa excellencia.
Para o geral o que eu digo Hum ,
hum dis oSicilianno.Sobre ludo cu pa-
garei bem eu pagerei bem ouves maro-
t0 >__Perioconliiuiou o guia ; mas urna
vez que vossa excellenc.a est em to boas dis-
pozic/fs ser-lbe-ia indifferenle pagar-me t-
diantado ? Adianlado c porque ? Por
que ja sao tres horas nos nao chegaremos
antes da noite e eu quera voltar inmedia-
tamente. A noite : diz o conde. Cea se
oo convento:1 No convento ? Sim em
S Nicolao. Oh ce.rtamente cea-se ; e
, mesmo mais certeza de si encontrar
hi'mea posta a noite do que de da.Ca-
alos diz o cende cujo rosto foi illumina
do por um relmpago gastronmico.Es -
qni loma pela boa nova que me das ellie
entrgou duas piastras, que tirou d'uma
bolsa ad mira vel mente guarnecida. Obriga-
do excellencia respondeo o arrieiro que,
uma vez pago nada mais linha a dizer. ,
Bem partamos agora ? perguntou o conde.
.1-Quando auiserdes excedencia.
O oa ajudou o conde a montar na sua
mua e poz-se a caminho cantando urna es-
Meifl 'de cntico que mais se, assemelhava a
1 miserere4 do .pie a uma toada ; porem o
-* muilo prcoecupado da cea que la
qualquer modo, seja entreguo ao tribunal
legal, o sujeito ao castigo prescripto pelas nos-
sas leis contra a pirataria.
ii O Senado director tomar o cuidado de
porem pralica as medidas nncessarias para
a exeeuco deste ukase. = Nicolao.
S. Petersburgo 20 de Marco ( 7 de A-
bril ) de 1842. ( Morning Chronicle. )
NOTICIAS 1>IVEII?AS.
F A unidade calholica acaba de conse-
guir um novo triumpho. Carlota B de
idade de 33 annos natural de Calcuta abju-
rou ltimamente os erros de Cilvino. Viva
mente aneciada em Franca pelas virtudes
cristYs de uma familia com quem tinha inli-
midade o pelas palavras de um digno sa-
cerdote se instruiu com um ardor verdadei-
ramente apostlico as nrincipaes verdades da
f e fez a sua abjuraco na presenga de um
immenso coocurso.
Casas. O prego do aluguc-l das casas da
cidado diz urna carta de Hamburgo tem
augmentado de uma manejra enorme : da-
se mil marcos por oceupar seis meses tres ca-
sas. Desde o da 10 de Maio tem chegadoao
Elbo 100 navios. Foi uma ventura que nao
tivassem chegado quinze dias antes com as
suas ricas carregaces.
0 grande theatro que em consequencia do
ternvel incendio se achava feixado abri-
se para uma representago a beneficio dos
incendiados com a celebre opera de Mehul,
Joze e seus irmos no Egipto. A salla esta
va completamente cheia e a receita de-
rmis de pagas asdespezas, montou a 6,300
francos.
Londres tem 7 milhas o meia do compri-
mento de Esle a Oeste e 9 milhas de largo
de Norte a Sul : a circunferencia da cidade c
le T>0 milhas. Occupa um espaco de 18 mi-
lhas quadradas.
A populaco 'le Varsovia nos fins de
1811 era aseguinle: -- catholicos 30,033 lio-
mens e 33.277 mulheres judeos 18,033
liomens, e 10,106 mulheres mahometanos
2 homens total 68 088 homens e 72,38o
mulheres, ou 110,171 almas. Esta popu-
lacho etcedeu de 1810 em 338 individuos :
tres mulheres tinham chegado a 100 annos ,
uma a 102 duas a 103 e urna a 104.
Em quanto o producto das minas de ou-
rodo Brasil e do resto da America diminue.
o das minas da Siberiaau.smenla, Em 1828
era quasi nullo ; j em 1840 fii de 5,300 ki
lofirammas deouro ; e em 1811 foi de 5,000
kilogrammas ou um valor de cinco milhiVs
de cruzados.
Escrevem deNantes ao Constituonnel :
Corre voz nesta cidade de que os inglezes teem
aqui elfectuado consideraveis compras de tri-
go s um pideiro de Londres comprou por
valor de sessenta contos de res.
O embaixador turco em Paris chamou
ao jury o doutor B-irrachin por este ler pu-
blicado uma brochara com um retrato do sul-
to por baixo do qual appareciam escrip-
ias algumas palavras injuriosas ao sulto e
religiao mahometana.
As forliicaQoes em volta de Paris con-
tinan! com muita actividade.
Acaba de fallecer no hospital de Lon-
dres um homem que in lo ver um elefante
pela manha sedivertiua picar o animal com a
bengala, tornando pela tard6 o animal
que o conheceu o toma na tromba e Ihe
fractura uma das pernas em muilas partes .
mconsequeuciado quj morreu dahi a dous
dias. .
ler para reparar em ludo quanto esse prelu-
dio tinha de melanclico.
Caminhava-se silenciosamente. O guia a-
eabou por crer vendo a cnufianca do conde
apoiada das duas enormes pistolas que io nos
eoldres que elle eslava d'uccordo com os hos-
pedes de S. Nicolao o Velho e que talvez
lizesse parte d'algum rancho da Bohemia que
livesse relacfto d'interesses com os do da Si-
cilia. Quanto asi elle sabia qu pessoal
mente nada linha a temer : os arrieiros sao
geralmcnte sagrados para com os ladres e
com mais veras o que fcil do eompre-
hender quando Ibes levo um to bom fre-
guezcomo pareca o conde.
Entretanto em cada aldea que passava o
arrieiro pai uva sob este ou aquello pretexto :
era urna especie de transacao que elle lasia
com sua consciencia para dar ao conde o tem-
po de fazer suas refletdes c vultar airas si
bem Ihe parocosse. Mas a cada parada o
conde repeta com uma voz que a lome lor-
nava mais e mais instante : Avante va-
mos avante eslou vendo que nunca che
garemos.
E tornou a partir seguido duS vistas cm-
hasbacads dos camponezes (pie linho sabido
(ioguia o lim d'essaestranha poregrinacAo e
que nao comprehendio como sem se ser
violentado, seeoncebesse a idea de viajar \
S, Nicolao o Velho.
MARIO DE PEimilBIJCO.
DA 7 DE SETEMimO.
O anniversario da independencia foi feste-
jado pela populaQo desta capital e pelo Co-
verno no com transportes de jubilo nascidos
lo enthnsiasmo ; mas com a alegra perenne
a tranquilla com que um povo civilsado re-
cords urna poca memoravel dos seus fastos,
que ja nao pode soffrer alteraco nem ser
disputada por um inimigo. Urna illumina-
Qo espontanea da parte dos habitantes na
vespera e da uma grande e brilhantissima
parada, talvez a melhor doquantas temos vis-
to depois que n5o vemos tropas de outras
provincias aquarteladas nesta cidade e um
cortejo magnifico pela assislencia das pessoas
mais distinctas da provincia compozerao a
festa desse anniversario sempre recordado
pelos Pernambucanos como o primeiro dia
Nacional. A parada foi feta por uma divi-
sflo Je duas brigedas composlas a primeira
da forca da Cuarda Nacional, que contava
seis cenias e noventa e tantas pracas a se
.'lindada forga de linha e polica com mil
eento e dez pragas : depois do cortejo a tro-
pa den as descargas do costume a que
orrespondero as fortalezas, e fez as con-
tinencias a passo ordinario e dohrado. Se
lermosodevido descont pela bizonhice d>
maior parte da tropa de linha, as evoluces e
continencias foro execuladas satisfactoria
mente,e se bem que ocorpode Polica por gr-r
masantigose distinguiodosoutros, nao menor
louvor merece o corpo destacado to visto-
so por seu elegante fardamento nem me
or cabo companhia de artfices que fi-
'j;urava por um corpo de artilhara notawl
pelo seu arreganho militar aprendido do sen
bravo chefe : milito pequea he a companhia
de cavallaria para que se podesse fazer dis
tinguir mais esses poucos soldados fazio
lionra demais tropa de Pernambuco, qu"
como sempre pouco tem a invejar da de qual-
quer outra do imperio.
NOTICIAS ELE1TORAES.
Deputados pela ''arahiba do Norte.
410 Elleilores.
Exm. Sr. Dr. P. R. F. Chaves. 430
0 Inspector da theouraria Dr. Antonio
J. Ilenrque. 569
0 Comendador .1. M. C. da Cunha. 331
0 Empregado Publico F. d'A. Albuquer-
que. 322
0 Chefe de Polica Dr. F. da R. A. Perei-
ra Jnior. 31
Supplentes.
Mijor Joze M. I. J. V. Pssoa. 23'
Dr. Trajino O. d'O Chacn. 177
Proprietario Cunha Machado. 0
Dr. Cuedes. (i
Joo Coelho Bastos. ]
A' PEDIDO.
as grandes calamidades os sentmenlos na
D'osta forma atravessaro Gravina San -
la-Lucia-di-Citarica Mananunziata e Nico-
losi. Chegados esta ultima aldea o gua
fez um ultimo esfurco. Excellencia es-
tar em vosso lugar eu cearia e dormeria a
ipii e entilo amanh por passeio ira s
a S. Nicolao- o Velho.E tu nao me Hu-
maste que eu adiara ums boa cea e um bom
l< ilo no convento ? Cortamente se elle*
vos quizaren) receber. Como quando en
te digo Para o capilo ? Nao para o geral.
Em fim diz o gua, j que o queris abso-
lutamente Sem duvida quero. Neste
caso vamos. Eos dous viajantes se poz-
rao novamente a caminhar.
A noite como tinha dito o arrieiro apa-
receo ; nao havia la e n3o se cnxcrgava a-
Icm de quatro possos adianlede s ; porem ,
como o arrieiro ton necia perfectamente o l r-
reno, nao havia risco de perder-se. Elle
lomou urna vereda apenas calcada que con-
duse pela direila s lavradas ; depois co-
megando a desar a regiao cultivada cnlrou
na das flor stas; c no fim d'uma hora de mar-
cha s vio desenliar urna maca negra ,i
cujas janellas nao brilhava uma s luz.
Es ahi S. Nicolao o Velho diz em
vos baxa o arrieiro,Oh! oh! diz o conde.. J
turaossft desenvolvem, e formfio serrsivel con.
traste com asseernts d'horror de que somos
cercados ; no theatro mesmo da gu rra onde
o espectculo da destruig/lo escita a destruir
a humanidado deixa muilas vezes perceber
seus vestigios.
Quando o homem generoso, e magn-
nimo, nunca asna alma perde integramente
a elevaco com que a dolara a nalureza os
ultrageJ que humi|li3o seus similhantes o
insulto feito ao infeliz sao poderosos incenti-
vos quemis provoco seus sentimentos de
humanidade.
Hum exemplo que serve de confirmar es-
la verdade foi sem duvida a generosa conducta
do mu digno Americano o Sur. Jozeph Ray
no anno de 1824 depois dos acn tecimentos
polticos de nossa provincia para com os Per-
nambucanos compromeltidos.
Para desempenho do nossa larefa basta a
recordando dos males e perigos que nos
deixou essa revolug.io, e ento veremos romo
no meio das maiores calamidades, se apre-
zentou o homem generoso o amigo da hu-
inandade, o protector dos disvalidos, o digno
Americano o Snr. Joseph Ray.
Esta provincia era o theatro do persegui-
dores c perseguidos. De um lado os dela-
tores as traigoes, os ferros, os segredos os
iribunes de sangue, os gritos de vmganga ,
os eadafalsos em fin ; de outro lado as la-
grimas dos esposos dos filhos e dos pas ,
tudo conslernagao tudo dor, e todos com as
nios para o Co implorando socorro e Ibes
pareca que o mesmo Co se. rebela vacontra
piles. Mas ali! a m;o da providencia reser-
va seus prodigios para um instante impossivel
de medir-se He o digno Americano o Snr.
Hay, he esta flor da especie humana quem
se aprezenta como denodado FilOsonho abrin-
lo seus bracos eacolhrndo em sua habita-
gao em seu proprio seio os que nao acha-
vaoguaiida em parte alguma foi preciza a
sua caza elle a ceden ,,seu dinheiro abri
generosamente seus cofres os barcos de sua
nago, e elles impvidos sulcrao os mares.
Vs heneaos do Co se derramem sobre o vir-
luozo Ray. Quem foi ? quem foi perguntavo
os sdenlos de nosso sangue quem foi que
arredou denos o resto ras victimas, quedevio
ser apresentadas em holocausto qur-m o
virtuoso que cometeu to grande alentado i'
a inveja apontoii o digno Americano ; con-
d mnago eterna gritaro todos. A sua pri-
zao, o exilio de sua pessoa pouco, o seques-
tro de seus bens, anda he pouco um ultraje
sua nago e mais se he possivel '
Val o Americano para seu Paiz expoliado
deludo. Mudro-se os lempos e Ihe res-
liluiro o honroso lugar que exercia nesta
provincia ; mas o lempo nao foi capaz de des-
truir os rancores ra perversidade ; tramase
traiges de differente nalureza se urdem con'
Ira o Snr. Jozeph Ray sua nova fortuna se
dismorona e re novo Ihe arranco o lugar de
Cnsul dos Estados-Unidos ra America sua
patria : ao Snr. Ray hada resta elle se reti-
ra resignado, e vive no delicioso socpgo, que
Ihe rl a pureza de sua consciencia. Pernam-
bucanos a nos muita resta o reconhecimen-
lo a homenagem a virtudc, que nossas vo-
zes unisonas che. uem ao recinto de nossa As-
gembra Geral eaos ps do Augusto Trono
do nosso Soberano implorando a indemnisa-
s aqui um convento em um sitio bem me-
lanclico.
Si queris respondeo vivamente o
^ua podemos voltar a Nicolosi, e si n
rpiizerdes pernoilar na estalagem ha um
excellenlc homem que nao vos recusar um
leilo. M. Cemellaro Eu nao o coiiheco i
e alcm d'isto S, Nicolao que quero ir c
nSn a Nicolosi. Zcrehello da tedesco mur-
murou o siciliano. Em seguimenlo tocan-
do as suas duas muas se poz a caminho e
sineo minutos depois, cstavo a porta do
convento.
O convento nada tinha de mais animador i
visto de perto. Era um velho edificio do
12. = secuto em que era fac lver as d strui-
coes re cada rrupcflo que tinha vido desde a
sua funJaco. A dala de lodos os incendios
e terremotos, esta va esculpida na pedra. Por
algupsrienlilhrV's que apareeio em um ceo
azul-escuro brilbante d'eslrelas era fcil
reconhecer-ac que urna parte dos aposentos
cabla <'in ruinas. Entretanto as murallias
que circundavo o edificio pirecifio bem con-
servadas e se liles havia aberto setteirasde
tal sorte que S. Nicolao o Velho tinha mais
as aparcicias d'uma forlaloza do quo o as-
pecio (ruin mosteiro.
Continuar-sc-ha.


>
-l0 dos berii do Sur. Ray que Iho forjo ar-
istados e consumidos polo mais violento
at0 de despotismo.
Sim invoquemos o patrocinio dos nossos
i e [cai'O ainda pe-nhorados do gratido pelos
beneficios, que d nossos Concidados.
MISCELLANtt v.
amor conjugal.
De todas as afeges dondo o hoimm tira a
pouc ventura, de que gcza sobre a trra nao
lia nenhuma que tenha sido por to differen-
tes modos julgada corno a que comporta o
nomo de amor conjugal. Objecto ao mesmo
lempo de picantes e crueis zombaras r de ne-
gras e infamantes accusacfies de scepticis-
mo eenlliusiasmo, ora considerado como pe
nhor Ilusorio de um negocio vil, de um con
tracto em que o corago nao tem parte algu-
ma ora como urna obra do ceo, base do es-
tado social fundamento de toda a fclicidade
sobre a trra o amor conjugal preeonisa-
do por uns desconhecido por outros tem
sido revestido e despojado a revezos do seu
mais augusto carcter dos seus mais doces
attributos. Talvez esteja a causa desta di
versidade de juizos no habito em que esta-
mos de confundir b m mal a proposito o
amor conjugal com o casamento propiamen-
te dito a parte potica e moral com o mate-
rial o positivo ; o deus com o templo ; e
d'aqui temos viudo al negar a existencia do
primeiro por que adiamos o ultimo arrui-
nado ou solitario.
0 amor do modo que o concebem os co-
rages novos pode porventura existir no ca-
samento ? Madaine de Stael, que fez desta
questo o objecto de to bellas paginas assim
o er, edi'plora como tlenlo e logo ordi-
narios (!a sua alma a perda desta illuso ;
perda que segu os primeiros niezes de casa-
mento e que estraga to cruelmente a feli-
idade dos esposos. Nao ser porm falla
do conhecimentodo verdadeiro carcter do a-
nior conjugal que nasccm to frequentes co-
mo dolorosos engaos ? O amor que preside
ao casamento nao he essa paixo impetuosa ,
desinquieta subjugadora que nasce na ef-
fervesoenca dos sentidos se applaca com el-
les ese consom por sua propria violencia ;
nao he essa paixo terrivel; formidavel que
a antiguidade representa ora sob as leiedes de
um menino ceg saecudindo urna tocha ar
dente ou aceradas settas e ora sob as de
outro com azas d'aguia cujas vigorosas maos a-
gaimo um leo ; a natufeza viva e capricho-
sa desse joven deus nao se amoldara a jugo
algum ainda que de flores fosse ; suas ro-
bustas azas sao feilas para agitar-se no espa-
do; morreria nos santos nos do lago conjugal.
111 outro amor que entre os penales tem
eslabelecido a sua residencia he um indo
mancebo similhanle aquelle que osantigos ro-
verenciavam sob o nome de Agathodicmon:
nein as mos tem armas, nem as espadoas
azas por que he de urna natureza estavel e
pacifica olhares celestes doces palavras ,
indulgente sorriso sao suas armas seus at-
tractivos. Sua fronte serena e pura nao se
orna de rosas que o lempo emmurchece
nao se cobre da venda que torna o amor ceg
e cioso ; gozando sempre dessa ju ven lude di-
vina atlributo dos habitantes do ceo he o
anjo que aeompanha os dous peregrinos du-
rante a viagem que se chama vida szud
como a sabedoria elle evita as pompas e fo-
ge do bulicio ; seus prazeres sao discretos ,
sua alegra silenciosa como todas as que as-
tem de impressoes profundas. He elle quem
acolhe os jovens esposos na morada nupcial.
Desgracados daquclles que em demasa preoc-
cupados do frivolo e impetuoso menino que
esperam conservar seu lado dosconhecem
a sancta dvindade do lugar Com os mezes
de mel o voluvel e cru< 1 rapaz var ecom
elle toda a esperanza de ser feliz. Mas se o
altar do amor conjugal foi o primeiro a rece-
bor o puro incens e as snelas supplicas do
joven par, a alegra, a paz, aventura, mei-
gos companheiros do amor conjugal acudi-
ro esto sancluario ah so estabelecero
por muilo-lempo e talvez pan sempre. Do
cil s inspiruges desse bom genio o homem
saber vencer corajoso a m fortuna sujei-
lar-se a trabalhos necessaros pata assegurar
a existencia ou o bem estar de sua compa-
nhoira. O amor conjugal ensinar esta a
preciosa e dilieil arte de agradar sempre a seu
esposo cultivando seus talentos seu espi-
rito variando os seus ornatos eslaboloeen-
do a ordem e asscio que aformoseam a mais
humilde habilago : bem depressa, e pidos
cuidados do amor conjugal, eslacommunida-
Je de interesses estas relac/hs intimas en-
tre os esposos esta sol lariedadc de todas as
suas aeces que faz perder a cor do rosto ,
ou o torna radioso mutuamente pela vergonha
ou pela gloria de um o de outro tudo con-
corre a unir seus corages com mil lagos de
urna misteriosa simpalhia, que um sontimen-
to mais augusto e commum ambos, o amir
dosfilhos, vem ainda fortificar.
Este quadro nao he talvez aquelle que o la-
go conjugal offer6ce em geral no mondo ;
quando muilo pintamos o amor e nao o
casamento : sem duvida ainda ha ueste con-
trato alguma cousa da barbaridade das leis an-
tigs ; mas he urna consttuigo a reformar ,
e nao a derribar. Talvez al se no> allegue
como exeniplo o tlieatro que de cerlo lempo
p ira ca s se alimenta das desgracas e crimes
do estado conjugal. Todava essa triste e ruim
mana que produz boje tantas monstruosid-i-
des, e faz da scena francesa urna escola de
escndalo, nao podera ser antes considera
da como o eslranho delirio do talento do que
como urna allctiva realidade ? Com ef-
feito e nos temos prazer em o crer assim ,
se a relaxago dos coslumes fossa lal qual o
dizeni os nossos aulhores conlemporaneos ,
a freqnencia e vulgarida le desses or mes bas-
taro para tirar todo o inleresse a suas o lio-
sas pinturas-, o acolliimento de tal ou tal dra-
ma nao seria talvez to grande se o objecto
fosse to commum e to geral como se nos as-
segura.
Entretanto, seja nos permittido dizer aqu,
ainda que seja ein louvor dasmulheres sao
ellas que tem mais consciencia e dedicaco
as relago.'s conjures relag^s em que da
sua parto multas sao as amarguras os espi
uhos os acerbos cuidados. Porm se ,
como o disse M."* de Stael : o ente mais no.
bre he aquelle que mais deveres tem a satis-
fazer esto respeilo nosso encargo h bel-
lo e nao nos falla coragem para o desempe-
nhar. S fiel teu esposo tanto na vida como
na morte! diz o padre de Rralima joven In
diana .,_ e este preceito a faz seguir piedosa
e casia seu esposo ao tmulo alravez dos
horrores de urna morte ardenle e cruel. Mu-
Iher s siibmissa teu marido! diz.o apos-
tlo christ e esta nica palavra a torna ,
nao aescrava mas a companheira fiel pa-
ciente e dedicada de seu marido durante a
mais lona vida. Absler-nos-hemos de pro
curar as uages longiquas ou nos fastos da
antiguidade exemplos em apoio di sta asser-
go ; nossa patria a quem especie alguma
de gloria tem faltado pode com orgulho ci-
tar suas proprias lilnas essas mulheres mag-
nnimas que em todas as pocas de nossa
historia tem merecido como esposas as hon-
ras da celebridade. Os nomos .das Roland,
das Leforle, das Lavaletle, e dessa nume-
rosa multido de heronas de todas as idades,
de todas as planas repetidos todos os dias
nossas lilhas com terna emogo faro destas
outras tantas esposas ternas, e estes nomes
gloriosos attestaro na posleridade que as des-
cendentes dessas Ilustres Gaolezas cujos
antepasados exaltaro as virtudes conjugaes,
nao tem degenerado de suas mes.
E'Iise Voiart,
( D. de la C. )
E DI T A E S.
- O Inspector do arsenal de marinha em
virtuded'aulhorisago que recebeo do Exm.
Sr. Presidente da provincia em olficio do
1. docorrente mez engaja na conformi-
dade do imperial avizo de 20de Junho lindo ,
individuos para o servigo d'armada tanlo
nacionaes como estrangeiros, que a pre-
sen tarem documentos dos seus respectivos
consuies pelo qual se moslrem desembar-
cados de quasquer obrigages do servigo de
suas nagoes com as condiges seguintes :
1. que devero obrigar-se a servir por es-
pago no menos de 3 annos recebendo ro-
mo premio de seus cngajaiirntos no da em
que assignarem o respectivo contracto a
quanlia de quarenta mil res os que forem
primeiros, esegundos marinheiros., eade
v.nto mil reis os mogos ou primeiros gru-
metes : 2.. que os primeiros marinheiros
percebero mensalmente dezesseis mil reis ,
os segundos dozo mil reis e os mocos ou
grumetes seis mil reis 5 conhndo-se-lhe este
vencimento clu dia do silga jmenlo.
Os marinheiros, e mogos 011 grumetes a
quem convier o engajamento por semilhan
te m ineira podem comparecer na secreta-
ria da inspego do mesmo arsenal lodos os
dias que forem de trabalho das 9 horas
da manila al as duas da tarde alim deque
assignando o competente t< uno de cont-acto ,
e recebendo o premio estipulado tenho o
conveniente destino, Inspecgo do arsenal
de marinha de.Pernambuco em" de Setembro
de |812. Manoel de Siqueira ('.impeli ,
ntpector.
O Administrador da meza das Rendas in-
ternas Geraes faz sciente a todas as
pessoas, que pjssuem escravos ou que
tem em seo poder por aluguel ou ad-
ministradlo que do primeiro do Outubro
prximo vinlouro vai dar-se pincipia
matricula dos escravos de que trata o
Uegulamenlo de lt de Abril de 1812 pa-
ra que faz publico com o presente os arti-
gos e pargrafos do mesmo Regulamen-
to que se faz de necessidade saberse.
Reccbedoria das Rths internas Coraos 1.
de Setembro de 1842.
Francisco Xavier Cavalcante de Albuquerque.
CAPITULO 1.
dn matricula dos 0$fOVOS.
Art. 1. Proceder-se-ha a urna matricula
geral de todos os escravos residmtes as ci-
liados e villas do imperio sujeitos a laxa
annual de bOOO reis eslabelecdi polo ar-
tigo 9. :> da le de 31 de Outubro de 18">:.
Art. -i. Na corte, dentro dos limites da
cidade e as provincias cm todas as cidades
e villas os escravos sujeitos a taxa sero da-
llos a matricula dentro do prazo de 30 dias
contados do que forannunciado nao s pe-
los senhores e propietarios mis lamb-m
por aquellos que sendo moradores as mes-
mas cidades e villas, os tiverem de pes-
soa de fora dolas empregados no seu servico or-
dinario, por aluguel, emprestimo, uso-fruc-
to ou algum outro titulo.
Art. o. Todos os senhores e outros men-
cionados no artigo antecedente, devero a pre-
zentar urna relago assignada por ellos dos
escravos que Ibes pertencerom, ou ostive-
rem em sua administrago e servigo ou de-
clarago dos nomes sexos cor ida le sa-
bida ou presumida naturalidade e olficio dos
mesmos escravos.
Art. 6. No acto da primeira matricula a
ninguem se exigir o titulo porque possui o
escravo 5 findo porem o lempo dalla nen-
humescravo alem des j matriculados osera
de. novo sem que o dono aprsente o titulo
porque o possue.
Art. 9. No ultimo mez do 1. 2. 3. e
4. anno do triennio ou quinquenio que de-
ve durar a matricula, os donos e administra
dores dos escravos faro declarngas assigna-
das e justificadas assim dos que adquirirftm
demais por nascimenlo ou outro malo como
dos que deixarem de possuir por alforria a-
lionago ou morte certidoes de baptismo ou
bito*, eos scriptos de liberdade compra
venda doago &c. j dovem ser aprosentados
como documentos justificativos de taes decla-
ragOes que sero averbadas no livro da ma-
tricula e no certificado, de que trata o artigo
precedente.
Art. 11. Os escravos que urna vez forem
matriculados nao ficaro isenlos dn pagamen-
to da taxa de 1 ,> reis estabelecida pelo
B. do artigo 9 da lei de 31 de Outubro de
1855, sendo sujeitos a ella e nem sero
risca os da matricula se nao no caso de liber-
dade morte ou venda para fora da cidade,
ou villa ou do municipio.
Art. 12. Os es-cravos que entrarem por
mar ou por trra para o municipio da cor-
te e mais cidades villas do imperio sero
igualmente matriculados pelas pessoas, ou
consignatarios que os receberem e quo de-
vero fazor na recebedoria a precisa declara-
go ehaver della o certificado competente.
Exoepluose :
1. Os escravos que entrarem e sahirem
em servigo de seus donos comtanto que a-
prezentem guia assignada por est^s e vis-
ta pela autoridade policul do lugar em que
resid rem.
2. Os que entrarem e sahirem acompa-
nhando a seus donos residentes fra do mu
nicipio como empregados em servigo do-
mestico, com tanto que sejo nomeados nos
passaportes respectivos a entrada e a sabida.
ovpitilo 2.
Do lamamenlo ecobrama da Taxa.
Art. i i. A cobranga da taxa dos escravos
ser feita animalmente no decurso do mez de
Agosto.
L'nico. Se no anno financeiro prximo fu-
turo nao se poder effectuar esta cobranga no
referido mez do Agosto em algumas provin-
cias do imperio, ter ella lugar, com a brevi-
d.nle possivel, em algum dos seguintes mezes.
CAPITULO i."
Despotizos geraes e penas.
Art. 19. 0 contracto de compra e venda
de escravos ser celebra lo por escriptura pu
blica ou escripto particular assignados po-
los contrllenles e duas testemurihas aver-
bando-se aquella ou este na coite na recc-
bedoria do municipio c as mais cidades 9
villas as estages por onde se arrecadar a.
taxa annual dos escravos em livro propria
para isso destinado e dentro do praso de 30
dias contados da dala do contracto.
Art. 20. As cscripturas e oscriptos de qu
lala o artigo antecedente nao sero averba-
dos pelos ollieiaes encarregados dessa diligen-
cia sem despacho do chefe da repartido o>
qual o nao dar sem queso mostr estar pa-
ga a meia.sizaea taxa annual doa escravos
aquella no municipio da corle eesla em to-
das as cidades e villas. Os que o contrario
pralicarcm alem da pena de responsabeli-
dade em que incorrerem sero multados d9
30ji reis at 100j reis.
Art. 21. Concluida a matricula, naos*
dar as estacos respectivas do municipio
conhecimento de meia siza, sem que o recu-
lente mostr que o escravo que se quer ven-
der est matriculado e nada deve da taxa
annual. Da rnesma forma nao ser admet-
tida em juizo acgo alguma que verse sobra,
escravos sujeitos ao pagamento da taxa an-
nual e meia siza sem que se mostr que o
mesmo escravo esl matriculado e paga
respectiva meia siza.
Art. 22. Igualmente ; depois de cooclui-
da a matricula nenbum escravo sujeito ao
pagamento da taxa annual e meia siza pede-
r ser sollo das prises publicas sem que ao
juiz competente seja prezenlo a certido da
matricula, e conhecimento de recibo da ea-
tago respectiva, por onde conste o pagamen-
to da dita laxa e meia siza.
Art. 23. Passada a poca da primeira ma-
tricula o* donos dos escravos que os nao t-
vciem matriculado ou deixarem de fazar as
declaracOes especificadas no artigo 9. ; sera
multados de lu,> 30^ reis por cada um.
Art. 24. Quando a falta da matricula dos
eicravos residentes as cidades ou villas pa-
ra o pagamento da taxa nao for dos proprie-
tarios, mais das pessoa.i que os tiverem de-
ba i\o da sua administrago ou a seu servigo r
na forma do artigo 4. sero estas multadas
na quanlia de 30j reis por cada escravo que
deixarem de dar a matricula.
Art. ao. Na mesma pena de 30# reis por
cada um escravo im orrero os donos quando
se verificar serem falsas as relages que de-
rom para a matricula nos termos do artigo
4. e as declaraces que fizerem segundo o
disposto no artigo >.
Art. 27. Logo que passar a poca da pri-
meira matricula, nenhum escravo poder
sabir para fora da provincia sem passaporte
passado pela polica pena de ser aprehendi-
do como roubado e quem o conduzir preso
e recolhido as prises publicas, donde nao
sahir sem que tenha justificado a posse del-
le e pago una multa de 50ji reis da qual
metade perteneca ao aprchensor havendo-
0. E a polica nao dar passaporte sem que
a pessoa que despachar o escravo mostr f
com certido da matricula que Ihe perteo-
ce ( ou que est matriculado ) e que nada le-
ve ; salvas porem as excepces dos 1.
2. do artigo 12. ^
DECLARA CAO.
?ar 0 Thezoureiro da Thezouraria da
Rendas Provinciaos paga do dia 9 do correal*
em diantc a lodos os empregados Protinciae
ordenados vencidos at o fim de Marco do cor-
rele anno conforme as ordens. Thesoura-
ra das Rendas Provinciaes de Pernambuco %
de Setembro de 1842.
Evaristo Alendes da Cunha AzeTCdo.'
Fiel Thesoureiro.
AVISOS MARTIMOS.
"= ParaoAracaly o Patxo S. Joze Ven-
cedor sahir impreterivelmente at o dia 30
do corrente ainda recebe alguma carga ; os
pertendentes Jirijo-se a Manoel Joaquim
Hcdro da Costa. ,
tsr Para o Ass segu yiagem com bre-
vidade a Sumaca RrasleiA Bom Sucesso ;
quem quiser carregar ou ir de passagem ,
dirija-se a seu proprietario Joze Manoel Fiu-
za ou a bordo da mesma ao Capito Igni-
cio da Fonseca Marques.
= Para o Rio de Janeiro segu viagem
com milita brevidade o brigue escuna nacio-
nal Fama ; quem quizer carregar. ou em-
b.ncar escravos podeentender-se com Amo-
rm e limaos na ra da Cadado Recite D. SI.
r
LEILA.
xsr No dia 9 do corrente as 10 horas da
nianb continua o leilo das fazenda da loja
,lo fallecido Jo-- Antonio Maia cora assistan-
cia do Sr. Dr. Juiz de Oros ; na ra dO o-
zario larga D. 3.


52E~S
ao-wrc
-agagaw^^^^aafcatji ^taw^aw.yow--^CTrCTg i

AVISOS DIVERSOS.
*
, =Faz-se ver aos Snr. socios da sociedade
Amizide nos Une, que- a mesis sociedade
nao so acha dessolvida por quanto ella hon-
to.m 8do corrente reunida eonlinuou seus tra-
balhos e sim elimina Jos parto dos quo as-
signaro tal lossolvieo(qu; nali lizerio) e
por isso doclara-se ao respeitavel publico que
a mesma soeedado continua como mesmo ti-
tulo il; oficiado Amizale nos Une.
( luin socio da mesma.)
= Huma casa no bairro Ja Boa-vista ra
(la Con '' ..fio lado do Rozarlo ou na ruada
riboira lado opposto que tenha sala em fren-
te o atraz cozinlia Cora trez a quatroquar-
tos quintal com cacimba e que nao exceda
3odeis mil reis da-so Gador seguro alguns
rnosos a diantados pelas chavos, quom U?er
annuncie.
== Rospondeo o Sur. Gamboa aos apaixo-
n.idos do sur. Actor Men longa com a quella
iilantrophia de que he doptado quanto po-
ro m as bondades fizica- e moraos o Empre-
sario coda-asa quom :s quizor nprovetar ou
cm suas cazas, ou em devertimentos particu-
lares palavras filantrpicas!... Eu em nada
efiger nos pedetorios Coitos, apezarde niui-
o estimar que fossem atlerididos porem lo-
go nrogno-diqui a decizo do G'IAO SE-
NIIOI d muito Crunchoza e velha capo-
oira TiVatral. Com a mosma filantropa de-
vriao agora responder osaT-igoados do Sur.
M Midonca.(( Em quanto nos podor-mos dever-
tircomo nosso afllliado deixa-mos de des-
nudar as novas vistas e a bella c nova pors
pee ti va de todos os Camarotes, apesardelhe
da-mos desde ja o descont do 7") por cenlo
l'm imparcial.
- lTm assignanto do Diario do Pernambu-
oo prom dte ir cm romana ao farol da barra
.4;
ca em frica. O meo alvo he prevenir esses
pobres beneficiados { coi lados) para que se
dejxem do beneficiar incommodando seus
amigos ; antes Ibes pesso 3,y rs. empresta-
dos e nunca mais Ihos pigm, porque dfcs-
sa forma s pedem para si.
Um missacrado.
S rodas da segunda
parte da 11. Lotera
do rheatro atidao impre*
lerivelmcute no di i l) do
corrate e os bilhetes a-
chao-sc a vciffla nos
res do costume.
es- Preciza-se de urna casa para familia
no burro de santo Antonio sendo primeiro
ou segundo andar e as ras do Collegio ,
Gada Nova ou das Cruzes ; quem a tiver
annuncie uu mando falar no primeiro andar
por sima do botequim do beco do Thealro.
ES" Manoel Fernandos Rib, iro subdito
portuguaz retira-se para a Villa do Penedo.
= Aluga-se a loja do sobrado N. 36 na ra
do Cotovelo tem commodos para pequea fa-
milia com quintal amurado, e cacimba, pelo
proco do sele mil rois mensaes; os perten-
dentes dirijao-se pracinba do Livramenlo
I liga-
ou captiva, piga-se b)m ; qu3m estivor nes-
tas circunstancias annuncie.
COMPRAS.
D. 27.
es- O S. J
G. P. quoira mandar
gar 08 220.* rs. que recebeo para
sen dono como consta do titulo
entregar
ou a i'lha do Nogueira com o N. da mesma
folha, em que so annunciar a dissolugflo da So-
ciedade Amizade nos uno, e cujos mombros
sao como nunca os bou ve desunidos.
es- Aluga-se um preto para algum servi-
do 5 assim como quom precisar m in lar des
entulhar algum quintal ou fazer srvigo
pertencente acarrocacom cavaflo dirija-so
a ra Nova na ponultima loja do lado do
uorte.
es- Apessoaa quom for eflorecido um
chapeo nevo do rnassa em urna caixa de pa-
pelo e um mofli de soblas que se en-
tregla am preto no arco de S. Antonio no
flia 7 do corrento o este desencaminhou-se,
e assim como se tiver comprado de dirigir-so
a na Nova venda D 33 que se Ibu dar o
dinheiro que tiver dado.
SEP A pessoa que annunciou querer arren-
dar um sitio no lugar do Manguinho diri-
ja-se a ra da Cadeia loja de chapeos n. i2.
ES" Desaparecen da ra do Hospicio de-
fronte do sitio do Exm. Dezembargalor Ma-
Ciel Monleiro urna travo de 30 a 40 o tan-
tos palmos quem dola livor noticia diri-
fa-se atraz dos Martirios caza de 3 portas que
se Ihe dar n adiado.
ES" Precisa-so do um feitor que enlenda
de agricultura e que d liador a sua con-
duela : na ra do sol armazem novo de ca-
p m.
Beneficios do Empresario do Theatro
#
ES" Nao ba lvida que todos os beneficios
filos no theatro publico, por particulares,
sao $0} beneficio do empresario e don a ra-
zio, r... compra um beneficio ao empresa-
rio j incommodu gpus amigos conhecidos ,
o por conhecer, consegue passar todos os
camarotes e mesmo bilhelcs porem qual
he o resultado ? 210,> rs ou quanto o sur.
empresario quiser sao para elle e o pobre
padecente que se persuada ser beneficiado ,
torna-se beneficiador !
O l)Mii(;r.o povo ja cangado do Iolcrras e
beneficios obligados torna-so necessaria-
rento nto pagador dos taes biibetes impn-
galos e o pobre beneficiado beneficiador,
vi'-se n'iim fogo pna pagar ao snr empr sa
rio, e militas vezes o fiador do beneficio paga
por honra \. firma Se nao quiser ir dar as
enlre-
a
. alias se
fara publico mais alguma couza que nao o ha
de acreditar muito.
BT Desoja-se fallar a Pedro Joze Purga-
dor filho do fallecido Joze Purgador ou
com pessoa (pie suas vezes possa fazer n'esta
cidado : annuocifl sua morada.
cj* Antonio Manoel Pt-reira Vianna vai
a I una tratar de seus negocios, e leva em
sua companhia seu filho Antonio Manoel Pe-
reira Vianna Jnior.
SS5- Desaparecer o da praia do forte do
Mallos de 2 ^a 3 do crreme 8 travs de
eamagari de 30 a 54 palmos de comprimento;
Juem dellas souber podo dirigir-se ao beco do
XSP" Qualquer porcode cera amarella da
trra o pelles da cabra espichadas : na ra
do Collegio D. 1.
t9" Urna corren te do ouro bom sem feitio,
que tenha G palmos de comprido e que se-
jagrossa ; na ra da cagala alta D. 13.
tsr Um escravo que soja bom oficial de
capateiro : quem tiver annuncie.
ssr A historia Ecclesiastica, em meio
uzo ; quem tiver annuncie.
tsr Cem sacos vasios : na ra da praia
armazem D. 1.
es- Dousjogos de mallas de pregara em
bom uzo : quem tiver annuncie.
ss* Um portao de sitio e o janellas, ten-
do as larguras e omprimentos precisos : na
ra da cadeia do Rocife n. 12
35^ 8 taboasde louro quo ten hilo a lar-
gura de 2 ou mais palmos e 3o do com-
prido que sejo parfeitis: na ra da Cadeia
do Recife n. 12.
- Urna lanca de ouro para cabega sem
feitio : n Camboa do Carmo D. 9, da parte
do poente.
VENDAS
boas tardes ao Sr. Juiz do Ps
, que o far
, |iagar sem remisso de peccados .' O benefi-
ciado b-neciad -r corro as mas desta ci-
dado e espera da beneficencia daquelles que
Jfio lomarSo os biibetes o born xito ilo que
erpfeheiplea c o snr. empresario posea
trillas a barbas enxutas Nao lia rnelfior
dcscoberla do quo vender beneficios por
|ue cbova faoa fro baja calor, venta or-! be:
tj ou su) os 2!(),>'000 rs. ullimo preco es-
A.o na unha e nao havendo beneficios o po
\a nao se move inda que o snr. empresario
promota mosquitos por cordas porque pre-
i do diiiboiropara comer e pagar cazas,
que :.!!:!..Mdo parabto lem metido urna i
peixe frito D. 4 quesera recompensado.
c^- Ofierece-se um rapaz portugue/. para
caixeiro de venda, lendo ja bastante pratica
desle negocio, sabe 1er, escrever e contar ,
quem de seu prestimo se quiser utisar, diri-
ja-sa a roa do Padre Flonano venda que fica
junto ao beco tapado n. 33.
ES- Quem precisar de urna ama capaz ,
para o servco de portas dentro de urna caza ,
dirija-se no fundo da caza de Lourenco Jozo
das Noves.
S^* A possoa que no dia 7 do correte en-
tregou a um tnoleque para carregar um cha-
peo e umsaco, polo procurar na ra do Cres-
po D. 8 que dando os signaos llie ser en-
tregue.
Et?- Precisa-so de um marcador de bilhar :
no botequim junl ao theatro.
cr Eduardo Wynne ingloz Pedro II.
Hllermann, Hamburguez G. A. Dloem ,
Prussiano, retirao se para a provincia deSer-
gipe.
ES- Oabaixoassignadosocioda sociedade
amisade nos une sabndo que a dircecao da
mosma socied-tde vai proceder a venda dos
movis e ulencilios pertencenles a dita so-
ciedade isto por urna resolugao tornada em
sosso da mesma direccao em 7 do crrenle
esendo esta resoluco contraria a letra dos
estatutos e anda mais porque a sociedade
nao foi houvida sobre um objeclo em que ella
de direito s pode deliberar, protesta O abai-
xo assignado em rime da maioria da mesma
sociedade hir ha ver os mesinos bens da mo
em que se acharcm vislo que essa resoluco
nada menos importa que um roubo positivo
que a dita direccao faz das garantas dos so-
cios. Francisco. Joze de Fre tas.
t2T A diregeo da sociedade amisado nos j
une faz certo aos snrs. socios em geral, que I
pela terminantedisposicaoda pnmeia parte
do art. 50 dos estatutos, so acha dissolvida
a mosma sociedade e que a referida direc-
cao autborisada como so acha vai levar a
ofieilo o que determinado est fela segunda
parte .lo ja citado art. 30 e isto em lempo
competente.
ES" A pessoa que no Diario n. 193 de 7
do o rente annunciou querer arrendar um
sitio em S. Amaro, Capunga ou Sofidade,
Com bastantes ps de fructa e boa agoa de be-
, dirija-se a ra da Cadeia do Recife n.
12 na mesma caza alugao-se pretosque sai-
bfio trabaihar em sitio.
ry Ouem annunciou querer comprar urna
sabia da malla dirija-so a na velha venda
da quina que olla para a ra da Alegra
Manual de Cbimica ou novas Re-
creagoes de Cbimica : na praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 37 e 38.
OT Farinha de mandioca de S. Catha-
rina, em sacas de 2 alqueires e meio do Rio ,
a 4'ttO na ra da Cadeia do RecWe nume-
ro 38 39.
tsr Na nova padaria da ra Direita D. [33
junio a padaria do Machado vende-se bo-
laxa fabricada com a mellior farinha que apa-
rece no mercado, e por prego commodo at-
lendendo a sua excellenle qualidade bem
como pao e se d de vendagem a pretas
abonadas por seus senhores.
es- Pegas de panno de linho abeito com
30 varas, largo a 3ji600 e mais estreito a
Sji rs. meias curias de linho e algodo, fei-
tas no Porto e chapeos de sol de seda a 8
rs. : no armazem da ra da praia D. 31.
car 11 Apolices da companhia extinta ,
de 200 .> cada urna e da-se a 130j rs. : na
ra Augusta a filiar com Francisco Gonsal-
ves do Cabo.
cs--Uu sorlimentode relogos patente c
horisontal, ditos de parede com despertador,
por prego commodo : narua das Cruzes caza
de relojoeiro francez D. 4.
Um proto ladino para fora da pro-
vincia ou para
algum
engenho vende-se
m conla por ter algum defeito cujo nao em
barassaque trabalhe cozinln sofrivelmente
o compra lambemse aluga : na ra Nova
na penltima loja do lado do norte.
ES" Um sitio na estrada de Belem da
parte do nascente com murtas larangeiras ,
jaqiHiras mangueiras pilombeiras, tama-
rindeiros e outros muilos arvoredos com
pogo.de boa agoa para beber, trras propri-
as lem de frente 280 e tantos palmos e um
e tantos de fundo vende-so todo ou a reta-
7 diamantes cada brinco, uns ricos corazes
aparelhados de bom ouro um rozario 4 Voi
tas de cordo, 3 de colares, 2 ponteros para"
menino urna corrente para relogio e mais
obra de ouro e p.-ata do boa qualidade : naso
ponas D. 23 onde tem lampio.
ES- Barris rom breu resmas de papel de
pezo nimenta do reino sag em librase
arrobas barriquinhas com salitre refinado
4 temos de medidas 3 de folha e um de
pao : na ra das Cruzes D. 9.
es- 47 travs de louro com 30 a 33 pau
mos de comprido e p dmo de quadro : quen
quizor annuncie.
ES" Um quarlo possante e cangalha e 2
ferros de gancho para carregar carne : na ra
Nova D. 32.
ES- 300 varas de pao de algodo da ierra
a 220 reis cada vara urna rede nova com 12
bragas de comprido para despescar viveiros"
por prego commodo. na pracinha do Livra-
menlo n. 29.
Urna muala de vintc annos boa coslurei-
ra erigommadeira cozinha o ordinario faz
ludo com pereigSo na ra do de S. Francis-
co caza de Antonio da Cunha Soares Guima-
raes ao p do Theatro.
ES- Marques & Veiga vendem por prego
commodo o seguinte : prezunlo bom a 200
reis a libra, sacas com feijo branco fumo
ern folha garrafas brancas temos do copos
de medida barris pequeos com azeite doce
loiicinbo de Lisboa.
ES- Urna loja de fazendas bom sortida de
fazendas finas tanto do goslo da praga co-
mo para o mallo em urna das principas
ras de Commercio do bairo de S. Antonio
a dinheiro ou a prazo como mellior convier ao
comprador ; quem a pretender annuncie a
sua morada para ser procurado.
ES- Cera de carnauba muito nova chega-
da ltimamente do Aracaly : na ra do
Queimarfo D. 15 a fallar com Novaes & Basto.
ES- Urna escrava cabra engomma pti-
mamente cozinha ordinario lava de saho e
varrella sem vicios e nem achaques : na
Boa-vista principio da ra da Gloria segundo
andar do sobrado D 3 junto a fabrica de Ger-
vazio.
es- Um relogio horizontal de sabonete
com as duas caixas de lora de ouro muito
bom regulador polo que afianga-se quo regula
lambem como qualquor de patente ; quem
quizer annuncie.
es- Um bonito molecote de 20 annos ,
reforgado muito sadio o sem vicios pro-
priopara pagom ou qualquerservigo a vista
do comprador se dir o motivo da venda : na
ra do Livramenlo ;io segundo andar do so-
brado D. 11 por cima* da botica do Lourengo
Manoel de Carvalho.
SE5J" Cadeias de Manco com ssenlo dn ptlhi-
tilia e encesto da mesma marquezas re conju-
ra mezas He janlar camas de vento com arma-
dio cadeias cim assento de palhinia ameicanas,
camas de vento muito be.n eitas a #ioo cita no
pinito a 3#5.io e pinho da Suecia com 3 polegadas
le fpetn$an, dito serrado tudo mais em coo'ia do
jiie em outra parle ; na na da Florentina em caxa
de J. 'ei anger
ESCRAYOS FGIDOS.
Iho dando-se tolo o fundo a fallar com Her-
culano Joze de Freitas, a dinheiro ou a prazo
dando boa firma ; assim como o mesmo abai-
xo assignado tarabem compra praia e ouro
som feitio.
Herculano Joze de Freitas.
es- Prezuntos inglezes ebegados ltima-
mente e lorias da Russia : na ra da Cruz
Dcima 00.
ES- Um negro crelo de 20 annos pro-
prio para o servigo de campo : na ra do
Oueimado D. H.
ES- Um realejo por 40* rs. sem defeito al-
gum ; quem pretender annuncie.
ter Um negro de 30 annos de bonita fi-
gura sem achaques, por prego commodo
he bom servente de urna caza e ganhador d,
ra a vista do comprador se dir o motivo
da venda : na ra Nova armazem D. 34.
ES" Vinho de Bordeaux, Rheno, e cham-
panhe por prego commodo e corveja em
grandes e pequeas porgOes : na ra da Cruz
D. 00.
_. .. ... "11 IUIUIIJ.1S
ES- Vende-se e trapassa-se os utencihos e (.orpo T.
chavos do deposito do assucar refinado no [,..,.', '- -
largo da Boa vista que foi de Joo Manoel
Piulo Chaves com consenlimenlo do pro-
pietario Pedro Ignacio Baptisla ; e mais una
n (inacao com seus ulencilios; e urna venda
com poneos fundos cm fora de poilas jun-
io a intendencia da marinba', a dinheiro ou
a praso : na ra da senzala .volha padaria
numero 31.
'recisa-se de una ama do h'ilc forra ES- Desapareceo no dia 3 do corrente um
negro, de nomo Joze nago quigam estatu-
ra regular grosso do corpo bastante bar-
bado levu caigas do bnm singelo jaque-
ta de chita desbotada e carniza de riscado
azul : qu >m o aprehender leve na ra da
Praia sobrado de Joze Egino de Miranda do
que ser recompensado.
ES"D"sde o da 2 de Junho do corrente au-
no de 1842 desapareceo o escravo Antonio,
de nago camundongo idade 33 annos pouco
m-iis ou menos cor preta cara redonda ,
mui pouca barba dentes alvos e saos,
gengivas bem encarnadas urna orelha fu-
rada os bicos dos peitos grandes e cabi-
dos estatura mediana corpo reforgado ,
rima perna pouco mais grossa que oulra ;
falla mal, porem enlende-se e alguma coiza
alegre no fallar. Em o Becife do Pernambuco
quina da ra das Flores segundo andar a
Miguel Joze da Mota que generozamente re-
compecar:
es- No da 22 de Agosto fugio urna negra
praga por ser quilandeira e de prezente ven-
lia laranjas bastantemente alta o secca do
com alguns cabellos brancos na ca-
aoftnuito poneos sahio com dous
vestidos no corpo um do riscadinho encar-
nado e outro de eassa de quadros encarna-
dos e saia de lila preta por cima e pao da
COSta ; quem a pega- leve ao sitio defronte
do sitio do fallecido Guarda mor d'Alfandiga
na estrada de Jpfia de Barros que ser gene-
rozainente pago do seu trabalbo.
RECIFJ NA TVI'. DE M. F. DE F. = 1842.


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