Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08101


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Full Text
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L

\NNO DE l%32.
SEXTA FEIRA 9 DE MAR0
NUMERO S31.
fJK3-S1feS-aeS3Kv
V
noo/
Ktrre^AiMJoawg-Misfeyaraaag^iB^-CTg^gg^^
Si'iscreve se mensalraentc a RO rs. adiantad >s, na Tipografa do Icario, ra da Soledade Nr. c498; c na Mja dejvros da Prara Ha
ITnvo \. Xi'r'.iH onl ie receben correspondencia*, e amine.i'o' e io issiiados. 0 anuncio, que nao forem uos assiguantes devero Jlein das de mais cu.-vfifoes. ;agai por caria falla impresa 40 is
Sexta S. CW&arfMJ< da F. e and. do J. dos F- e O. da O de m-
. <> .T d r de t O e. as 4 h- i.S m da t. P. as 10 h, 6 in Sabbado-S. Vdito- Hel de m- e autl do V. G- de t. r as 10 h
54 m. da m.
i agora depende de nos momios, dajjogja prudencial mo
derafSo, e energa: continuemos cumo principiamos e seremos a-
p oteados com admirac3o entre as Nacoes mais cultas.
Prorlamaco da Astemblca Geral do Bratil.
______1_________._________ '
fmprewo em pemamntco por totonnp 3\o$t De transa falcao.

------


D
INTERIOR.
S cmnparacao das fallas, qu* 'pre-
sidentes das Prov;r.m arabio de dirigir
aosConselhos Geraes. na* ditfefrntes Pro-
vincias, de ftifiaA i .-rasj- 8. Paulo, Ba-
ha, e Pernambuco, colhe-se, que a Pro-
vincia de Minas, he arque tfm irais avan-
zado na Unan Fed < proscripta pela
Conslituicao: cora cieito, o Presidente 0>
quella Provincia parecA-n* s conw)
der aos votos dos stos con movirtcw'i'*
que o inculcaran paraaadmn; tiat^-o Pro-
vincial'; mas at mostea huma perspio#K
Fedcro-Coii-.ritu<-ii,il que* de' ceiiojplo
encontramosn, > ni(k Cftfawttlcuiff Presiaen-
tes das outras Pro, ii
Passemos eni resenta as causas de hura
scmclhunte fenmeno.M
Sem (luvida a primeira, e a mais essen-,
cial, he a da nomeaeao dos Presidentes M
Provincia: a Provincia de Minas gteraes
ve a testa de sua a hura candidato por ella proposto para esse
fin: as outras Provincias na forao *o tc-
lizes. Se acrescentfrmos a esta causa, as
iellacoes-.de interesses polticos, e'commer-
ciaes, entre a Capital do Imperio, e a Pro-
vincia de Minas; se de mais altendermos
influencia dos Brasileiros nascidos em Mi-
nas na direccao dos negocios geraesoaNa-
<;o: fcil ser conhecer as causas que con-
comen! para a tranquilidade, e progresso
da Provincia de Minas, era- quanto as ou-
tras mal podem hitar cora os elementos de
oppsicao, que conspirao contra oseo bem
ser, e harmona da grande familia Brasileira.
A Provincia de Minas nada tena a quei-
x'OJse, do estado actual das instituices e
Administracao Geral do Brasil: suas rea-
Cops commcr^iacs estao tao ligadas com as
tii Capital, que o Porto do Rio de
Janeiro nao he para a Provincia de Minas,
se nao huuf porto de entreposto; suas pro-
ducco:, sua industria sao consumidas, ou
tro^adas a Provincia do Rio de Janeiro,
jo^que di|pmo das Tacoes polticas!
Nenliuma oatra Profipcia est to hem a-
quiol i'a"n partilha da drecc? dos ne-
IWfwCera.'sriil^lho^ Estado con-
,.i te>t,v^e Mincirts natos; o Seua-
na?, e os MTnerds escolhidot por outras
Provincias, e.onta qua.se a metade deseo
estado effectivn: o Supremo Tribunal de
Justica tem huma boa parte de Mnenos;,
e o Ministerio rarissiiSas vezes temdeixado
de contar Mineiron entre os seos nierabros:
a Cmara electiva conta pelo menos, huma
quinta parte uteressada pela Provincia de
Minas: e se a isto .rescenlarmos a identi-
dade de interesses entre essa Provincia, e a
de S. Paulo, que as obrga a convergir a
hum mesmo fim; a facilidade cora que se
demi-'idao os recursos da Capital ; e a co*
rnodidade que experimenlo estes Provinci-
anos as suas digressoes Corte aonde ra-
rissimas vezes deixao de conciliar os inte-
resses partculas, com que exige o bem
Publico, entao p||le-se afoutamente asse-
verar; que o actual estado de cousas nao
pode ser mais prospero, para taes Provin-
cias.
Passemos agora s causas, que dao logar
a inculcar se^iura desvio Constitucional as
Provincias reeaotas da Capital, e con es-
pecialidade as,que ficio ao Norte do Rio
de S. Francisco.



"P'FI"
mmmm*mmm


TQ7~'K*


$ao podemos deixar de iiisi Ur na na,
\f scftllm dps EmpFegados, que da Cforte a
orneados, para aquellas Provincias; no
que o interesse Provincia! he sempre o me-
nos attendido. Huma expeculaeao dos in^
teressados no bem ser da Capital, e Pro-
vincias couKpuas; e alguraas vezes hflto
calculo refluido para-estorvar a prospen-
dade das-*tJli,ncias remotas ; lie quem re-
guUa a oij^cQ decaes einpregafos: e
careceremos nos citar factos ? XJompaKe-se
o espirito das nomea^oes para os Embrega-
dos uas Provincias de Minas e S. Paulo,
* com o da* notneacees paua as -de n*ais Pro-
vincias; compare-se a attencao dada as ne-
cesidades das Provincias contiguas Ca-
pital com a que ge da as das Provincias re-
molas. Quando a CapitaJ se .achava ame
acada por homens indisciplinados, cu com-',
jHomettidos com os directores de seos inte-
respes, fbrao estes removidos para algurna
das Provincias predilectas da mesm Capi-
tal, ou orao mandados fartar asna colera,
em utras Provincias cujos interesses nao
se tem querido identificar com o da mesma
Capital?
Kesoluees de prompta decisao, sobre
interesse econmico das Provincias, e que
podiao ser providenciada* pelo Poder Exe-
cutivo, sao adiadas, ou referidas Assem-
blea Gera! Legislativa : e quaodo rncsino
algumas desfes j. tem sido desembtfracadas,
fium novo obstculo se fhes pue com a de-
mora de sua comrrcunicaeao; assim sao
mukas vezes os Conselbos Geraes de Pro-
vincia distrahidos com medidas, queja tem
sido adoptadas.
Anda os interesses Polticos. Confun-
didos como al agora tem estado os inters
ses geraes da Nacao com os econmicos de
cada Provincia, tem sobre estas Provincias
remotas canegado"b peso das despegas com
o Exercito, e Marinha ; e coin o pagamen-
to da divida externa, e interna, com prefe-
rencia as suas necessidades Provinciaes,
quando as Provincias contiguas Capital
sao estas subordinadas aosseos interesses e-
conomicos; interesses estes, me jamis tem
deixado de ser attendidos pelo proprio Go-
verno Geral, a ponto, de at liaver mes-
mo na Sesso Legislativa de 1831 passado
Imma Lei proposa pelo. Poder executivo,
para o melhot-amento de Imma estrada de
Minas, independen temen te das consgna-
cues, que forn arbitradas para as obras
Publicas em cada Provincia.
15e~Brasiliro3 na=eidos enf eerta 'Provin-
cia do Norte tem sid attendidos na orga-
irisaba de Govern .geral, nao os tem le-
vado isso os seos talentos e virtudes, e
sim hum estudado calculo na Capital, de
destrahir os interesses dessa Provincia, geni
duvieia muito preponderante no Imperio,
dos das outras, que como ella se achao pre-
judicadas, e*n -outros interesses politices, e
comerciaes.
Oesti luidos de toda outra eommunicaeao
que nao seja a de hum, ou outro correio
martimo, de Imma ou de outra embarca-
cao no transporte de individuos da depen-
dencia doGoverno Geral, os Brasileos das
3yia>cias do Norte que sao obligados a
residir na Capital, .estao colocados quase
na posicao dos Estra-ngeiros ah residentes;
e tal vez a inda maisdesvantajozamente, que
al^-nns E.strangeiros: niiihos desses Bra^i-
leiros ao despedirem se de suas familias pa-
ra ocuparem cellos Ernpregos na Corte di-
zcm-Ihes hu/ii A Dees eterno,
Quanto as relacoes comerciaes. Ah El-
las estao na razao das communicac^es, de
que j fizemos rnenso.
A vista dexta diversidade de interesses,
dessa diversidade de posicao, que nmito he
que no momento em que huma Provincia
"ostente o maior* progresso em sua evilisa
cao, e industria ; outra lamente perturba -
cao interna, a inslruccao parausada, e a
desordem na administracao ? E serao ver-
dadeiros esses quadros, ou serao ellcs filhos
do pincel, que os tracou? Ao passo que o
Presidente de Minas expoem o eflito das
Leis sobre a Administracao da Jusliea, e
as necessidades, que reclama essa mesma
administraban na Provincia, hum silencio
se nota a tal respeito as fallas dos Presi-
dentes da Babia, e Pernambuco: aquelle
leva a presenea do Conseibo GeraJ as tabel-
las da receita, e despeza do ultimo auno fi-
nanceiro; a natureza dos diversos impostes,
e^o estado da sua arrecadac,ao; e as refle-
xoes conducentes ao melloramento de hum
tal ramo de administrado: estes conten
tao-se em dizer que o estado das rendas
vao em decadencia. Aquelle entra no de-
talhe da divisan das trras, e sua medica;
navegacao dos rios, e Jniportucao por via
della; estabelecimento de fabricas, ede as-
sociacues comerciaes; progresso, e estatis-
tica da instru^ao primaria; civisacTto dos
indios: estes contentao-se, em lembrar os
indios para substituir os bracos Africano^ ;
ir
%
-^.



1
%
m
(4#W)
:.
em Censurarlos compendios aa escollas* c
em declamar contra o rucio rirmlagifr
Ai i! quao doiorosa nao he essa compa-
rara para *mm Hrazileiro, que vio o^Ua
as Provincias da Norte do Brazil ? Pro-
vincias quede\etfl.Tiparausante.doseo pro-
gresso m administracao do Gowrno
('eral do Imperio. Eai qnando serao el-
las insrunieuo de engrandeeimento da'**'*' mo in carne vna e que pensa to
ostras, era prejuizo de seos proprios iute-
resses. Alas, incuioaremes nos a separaea>
da BrazjJJ! Estamos bem longe. de asslin
pensarmos. Assiduidftdfc e carcter nps Re-
presentantes das. Provincia
WMoetw!' quer
Assetnbla GeYal jLegWattva, *e*ef $>
Conseli Gerai da Ptxmnewfr in%.%
prudencia entre os Bra^iros des--is
dem -i mua boa occcio, se ja e ja nfo^*
corre m para o Pinto Aadeira. Ja que tan-
to l!>e doeo aquella exortacao, porque nao
provou que ella era injusta, e sem u i-ucnto. Se aJgnns-Exaltados nao sikr da->
'xUwmetUi com tanta unase, eVom asolem-
ne declaracao preliminar, tje-'que elies sao

dos 3a mesma forma t
Rogo pois aos meos Compatriotas, que
hajao" de 1er bem,.* confrontar a Basseia.
N. 65 ootn a TOrrespondencia do Modera-
do, e elles se con ver, i .'-deque ela ftcou
inconcussa, escm aun.?"- lev resposta, nao
Sendo responsayel por neuhuma discrepan-
ua, yue possaJfCVver com f <_>Mdense, por-
vict remotas: energa, e coragem i vi i qflpijiifnn temos dito ac Publico, que uensa-
mesmos Brasileo (pie escreveu4|*ua ser mus Inm ? r jhjt tfcuw* nao ternas, qtte
lidos em todo o Imperio; e: w#*&>g\- concha vttiMie
raneas, eis demedio q^ aplica y^w &&&- Concluo dizeiift que pola paiavra E-
des os nossos males; qnVdccwlo seru rF^'iki&ad'iT*- rirfoo o mesmo que la pela
mediados rom rcibfmag fonstkujflao. % esranja ed^Bife por Ultra *-que tan-
^ j te %*rpf*c1a liberare, como aosReanV
C/>o ifcip). la\: e de Jacio tRntos Exaltados ha por efi
tiBo^f oaM p>r ^h Ixwo, e o-, Ajo-
tt. m tkr^is correm pt;> centro de popa a proa
I*. I* -- i* ___.- r Vi.
v'in elitis.

^?^
para ipedir que niaprieni dv eoni a Nao
ciojsavlo }'*fcXK*^Trt| !l> ttealisnur
wacs da
ra"a, en
Democracia.
r*o raeta.
br. BfcIbr! nem nos
O Moeredo.
Jabto a carga.
J^N.Jufibr. Qrtamio "eV{ o N. J^3
(Id seo Diario vi o Are ; \ ;vv~4n
uia 29 de luvereiro ia sw Bussola com
*1ium Artigo em refutacao a iteiol <'<*f#s^
poudencia i a ser ui no se Nf.'.^20, d^ctg^
com os%ieos botoens la 9i o pobre mo
aerado todo mac/iitcctdf, di'< p'-da pi-ha
do navio PVem^yjtfuei.e naxvipi a^a
w*:. u Artigo luQffli^C *?& bMo tudo o
que o seo Redactor qu z r. mearos Ima ^ |?*- Saffirt at- \2 do r refutacao. izia sin ^usn-s co.z ^ :-.i.:iv.. o nimio velleiro Ptac!p Torta
me cheii-a-vao a pei"soa!ia.:ai- L.cojza* /(/,' (juem.no rnesum qrtiztT carrejar,
mesmode bordo, que'como g passar, pirato: oosn quin eio, nemro que <$b !j11^ a<) snl ^lPil^ Jt^l ,jl}iZ lL liC
la as deixei. fie \v na coe.x lussot.i. za,' r.a'Pntea do ('omnenlo, ou mesino a
D.'o-ie porem inuito no ;;<';(Jk. lembran. \ borJo^ ^
de mandar a-certa ;>;enle p^r^ iittto Ala- %
mez tle
ou
dos:
#
fvar,
ce-
deira ; mas o que me eoviiTl)a era
que uenhuru do Exaltados ejora pe
bolas do IC^ipto; que eai ern aun de se-
os papis, elles tem dito que a glorioza re-
volucao de 7. de Ahri Joi wjnstat c ilc-
gal; que D. Pedro era innocente^ e'que
o auejizer^ao as requiztcoc do da f> Jo-
rao reos de leza Nacao, e de lena Muges
tale. Em quauto o Redactor da Bussola
nao demonstrar negativamente isto, pernii-
ta-tne juc lite diga, (jue os Exaltados per-
f

.
-
V^C'athccisrfrirFederal: na loje do Sm1.
Bancleira, ra d Cabug, D. 4. em S.
Anienio, e na do Sur. Pessoa, na ra da
CSteia, no Hecilii. O seu \nvvo em bro-
clima 200 rs. e enquadernado com ca-
na de papel 240.
3* Urna preta moca, coze, lava, engo
ma, e coziufia: na ra da Madre de Dos
em ca2a de Domingos Francisco Lavra.
f-i


!*. .*
7TT
r
TT


*
(1292)
\ 3* Ura sitio no lugar da Magdalena,
, com caza, arvores de frutas, e trra sufici-
ente para plantar e criar at 12 vacas de
leiteao Remedio.
(fcf* Um cvalo bom passeiro, e esqui-
pador: na ra do Rangel sobrado D. 1@.
{3=* Uma^ negra, moca, de nacaoBeni*:
na Boa-vista tua do Cotuvello, venda da
esquina do eco das Barreiras.
Compra

M negro canoeiro: no patio do Terco
venda D. 4, ou anuncie.
<4 'F*
abif o particulares*.
x^Uem precizar de urna ama de caza,
para engomar, e tratar dos arranjos da
mesma ; dirija-se ao beco defonte do portao
do hospital do Paraizo D. 4.
3=* Quem tiver um negro cozinheiro, e
fiel, que o queira alugar; dirija-se ao For-
te do Mattos, venda N. 12.
3* O abaixo assignado aviza a todos
os enquelinos das cazas da Senhora D. Jo-
anna Mara *de Souza na ra do Colegio
de que foi Procurador al o fim de Feve-
reiro deste corrente anno Bernardino AnjLo-
nio Domingues, que do primeiro deste coi
rente mez de Marco ficao pagando os alu-
gueis ao abaixo assiguado por assim o ter
contratado com a sobredita Senhora o ar
rendamento de altos e baixos das ditas ca-
zas ; e para que fiquem scientes faz o pre-
zente anuncio Francisco Joaquim da Cos-
ta, rezidente na ra Velha da Boa-vista D.
26, 2. o andar.
7
laa
u,
M mulato, 18 annos, Pedreiro; fgi-
do a 3 do corrente, com calca.de lila uza-
da, carniza de riscado, e chapeo de palha :
ao Botequim de Felis Joze dos Santos.

B
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 3.
t
AHIA: 8 dias; B. Amer. Zelia, Cap. I
J. TEckfeldt: farinha, e fazenaas r Mathe-
us e Forster.
- PORTO de GALINHAS; 24 ho-
ras; S. Rainha dos Anjos, M. Joaquim
Baptista dos Santos: caixas: de Matioel
Domingos Gomes.
Dia 4.
- CABO da BOA ESPERANCA;
tendo sahido de New Bedford a 7 mezes;
G. Amer. Elizabeth, Cap. P, Hussey: a-
zeitc de peixe: Matheus & Forster.
~ BAHA; 18 dias; B. Ing. Alcides,
Cap. P. Fea ron: lastro: Johnston fater
& Comp.
*- BAHA ; 11 dias; G. Ing. Antigua
Pocket, Cap. J. Macknight: lastro: Di-
ogo Cockshott & Comp.
T BAHA; 11 dias; B. Ing. Gondo*
lier, Cap. R. Rhodes: lastro: Crabtrce
Heyworths & Comp.
- HAMBURGO; 61 dias; G.Hamb.
Qeorge Canning, Cap, J. H. Ruseble:
lastro: N. O. Bieber & Comp. Quaren*
tena de 6 dias.
- SALEM : 32 dias; B. Amer. Wil-
harrt, Cap. L. Louway: cha, bacalho,
farinha e mais gneros.
- BANCO do BRAZIL; tendo sahi-
do de Sag Harbour a 7 mezes. .G. Amer.
Phoemx, Cap. H. Grum: azeite.: Ma-
theus & Forster.
j* CETTE; 46 dias; B. Franc. Fran-
coa, Cap. L. Fuguier: vinho e mais g-
neros: Ricou & Boilleau. Quarentena
de 6 dias.
- RIO d JANEIRO; 22 dias; E.
Luiza, Cap. Francisco Joze Melitao: car-
ne seca: Francisco Antonio Carnide.
- GOIANA; 30 horas; C. Coricetco ,
do Pilar, M. H. Luiz: caixas: i Anto-
nio Joze Falcao.
Dia 5.
~ RIO FORMOZO ; 3 dias; L. Fe-
liz Pernambucana, M. Joze Francisco
Pardelhas: caixas: Francisco Xavier
Pardelhas. -Passageiro. Felis Francis-
co.
- BANCO do BRAZIL; tendo sahi-
do de Sag Harbour a 8 mezes; G. Amer.
Columbia, Cap. R. F. Hand: azeite:
Matheus & Forster.
Pbrvambuco #a Tipografa do Diario, Ra da So leda db N. 498. i
M.
% V
*-*
M M
*W"
n ''"".'.


F^c"
-.' '>. *
t


(1293)
outro motivo attenmvel para o ,que tmha
lima Portara do ^liiiistrp da Guerra, co-
mo porque os castigava severamente quan-
do cometio crmes, mercccjido. por isp,a
aprovacao co Alndense aspaginas, flpseu
n. 34, e as do n.c 10 em que rufeta os
tristes acontec irents da Sclembrizada : is-
to, e muitas'outras pequeas, colzas que
..
fci


gressos S UIIl l\. ",( uu;mic-m*ci \# w#"H*i
sos (siguramente 600) t|os Bataljiocns, da
Corte/coni os quues c^piilo.u P Srr..a^tu-
aUMnistro da G^^^S^^W^^1^
te das Armas, emais auetoridades da li,
pedndo-lhes, segundo dsem,. .at, "por..fa-
vor que embareassem, nao ve.\se,m derramar
EuTFTO ^que nao hacia .
Sr. Ministro da Guerj. mandar rebaxar
aos soldados ali amotinados, e entao man-
da-Ios para as Provincias d'onde eroiia-
luraes como paizanos ? Ncste estado era
mais iacl evitar o dumno ( principio bem satfifrde^st'r meUior preve-
nir os chimes do que pui-Ios) do que j{d-
quelle, ueste nao tih'hao armas a s.ua di,s-
'iu, i: uesv*- ^itw a m^ui va'j fin ,4V^, jj *-
a^le irTti?ij olqsosjrlados..'precjsos para
porem em execucao seus negros projecUg.
O que \ou referir bem mostra quaes as iu-
tegees daquclles lobas fardadlos. A bordo
do Srigue Barca 29 (T Agosto, em que i'oi

de praeas vendas do tio, di ce rao os solla-
dos, que no Rio Ibes haviao prometido um
saque que se Ibes nao deo, que em Per-
nambuco osnaodeixarao desembarcar, (J)
pdis que'eiles o haviao de dar alinda tque
fossp no Inferno, o que, foj ouvidp pelo
Commandante do ,dito;13rigne o Capitam"
Tenente Pedro da Cunha^.e, por ele repe-
tido na Secretaria (^p (jroyerno qm a,Uo> e
bom som prante o actual |xm. Preziden-
te, e o Sr. Secretario Cjamargo., K que
seria de Pernaaibiijco pe o Sr. Paula n^o
tivesse* a to< jjrcssa ie}to ~k marchar os
destacamentos da Parahiba, Cear, e A-
*'"""j-------------1r-r.------- .: -it "
(1) O Sr. Paula teve o cuidado de fajzer b-ddeor
todos os que rao natur^es do .C.ear le tundo da
-mbarca^u et*. que vicro do Rio, para o Biigue,
fim de irem para ali destacados.
lagas, cra.que foYao 32 hcwriens quaze
.todos, dos taes viudos, do Hio? Alem de
,im^ vjnte e tantos que forao para o Ma
ranJjao por serem da ii naturaes, em virtu-
de^da Portara de 16.de.Julho? Nao rao,
se,^qui estivessem, outras tantas fras que
se uniao as da Setembrizada ? E a vista
do expc nd4p, uuo claro que mao oculta,
e traidora vtramou a insubordina^ao da tro-
mpa taiye;z com o fim deenfraquecido o Bra-
zil, entrar nei4c a seu salvo Pedro Pana*
(ca?.,_(Nap parece ter o Ministro da Guer*
lia. culpa 0t\y os mandar para c. tao boa
jgftpte na qualiOj^de de soldados? Sem du-
\ida, e, ppr consequencia elle quem devia
^r,5p emc^ulo, e nao o Sr. Paula, que
multor trabalhpu por. evitar iiesta Provincia
.ostiales de,querelle Menistro indirecta-
rne^te parece, haver sido cauza, tal vez
mutofde propq, como aqu ja se dice,
para pomprometer o mesmo Sr. Paula
rTQfejeni te, .& >?rds, este piao unlia^
^( AgoraMpassemos a comparar os servidos
(Jo Sniv, Paula.com os do Senhor Francis-
co Jaeinlo, j que alguns Stniliores que se
disem scms aoii^os, a, isso nos obrigao.
Q\\e ez poi^Snior Francisco Jacin-
to, remontando-nos tao somente aos 2 nie-
'y&- de Commando.d:Armas (por que antes
dissoja a Busspki dice, que os seos servi-
dos forjo marchar contra os Senbores Ro-
mas, que sao boje-milito seos amigos, pelo
que vallia a verclade.teve a enconifuda do
Cruzeiro,) e de entao para qfc? Nos vi-
inos quq esta Provincia se adjava em um
esta.t|o indeciso no qual muilo de proposito
a-, tinhap. posto os agentes do urbonico: as, Fortalezas, ( que nunca fo
raQ.visil.adas pelo SeJor Jacinto, e anda
que o fossewi.......) sem urna peca ca-
paz^, os.Batalhoens, tfTrem com oarma-
ji|ento arruinadoy e no entanto um s<5 ofTi-
q\p nao aparece doi^r. Jacinto requesitan-
dp.e^tas ct>uzas tao indispensa veis : o
Moura fazendo um alto negocio, ou nao
sei, sfi ibe de outro nome; com a Nacao, e
d^qdo aos soldados nutfi^oes de boca po-
dres^epmo bernjdemonstwu osen corres-
pondente o Cariet, je o Sr. Jacinto nem para
||e Ian^ou as[)iedosas vistas : no Monten o
uji? .flutro .contratadior chuchando a Na^o
anualmente 9 mil cruzados a titulo de en-
gordar (substiluindo o verbo emagrecer)
cavallos, e neai ^csses piiig^^i6 cera se
lembrou o Sr. Jacinto : as prisoes entupi-
das de prezos Militares sem aoc^so, v. g.
W*
*c



(1294)
no Batalham 18; que havia um soldado a
Omezes preso sem processo, gemendo a
humanidade, o crime sem ser punido, co.
mo manda a Lei, e a ennocencia muitas
veses confundida com aquelle, e o Sr. Ja-
cinto creio nunca se dignou a visitar as
pisoes, pelo menos nao aparece urna so'
providencia a tal respeito. Outras muitas
couzas puderia enumerar, se preciso fosse.
Vejamos agora o que fez o Sr. Vasconcel-
os, ja nao digo em todos os quatro mezes,
mas nos pnmeiros dous da sua administra-
cao: os factos sao tao pblicos que follao
per si, e as correspondencias officiaes que
tem sabido a lus, e as que nao puderao sa-
ir, existem, e so ellas bastaran para pro-
var os servicos do Sr. Paula; porem filie-
mos um pouco mais.
J fica demonstrado, que o Sr. Paula
champ, em pouco tempo a disciplina, e
subordinado a tropa que aqui achou, ve-
jamos agora o mais: passou revista a todas
.as Fortalezas, Quarteis, Trem, laburato-
rio Hospital, e &c, e achou tudo (menos
o ultimo) no mais misero estado que se po-
de imaginar, em consequencia officiou ao
ex Presidente para que i/equisitasse a fe
te Artilhena, e municoes competentes, e
armamento; lembrou que mandasse vil at-
gum da Parahiba, no entanto; requisitou
reparos para os Quarteis, que pareciao ma-
is coxeiras; mudou o Corpo d'Artilheria
das 5 Pontas para o Quartel S. Francisco:
para puder ser instruido convenientemente,
sendo elle o proprio instructor por um mez
sussecivainente, do que se nao dedignou;
fez crear nos Quarteis Infermarias, couza
tao necesaria quao til, e que tinha esca-
pado ajrespicacia do Sr. Jacinto: visitou
as prisoes; fez que das abobdasdas5Pon-
tas que se achavo abarrotadas de presos
(le Jusca, iossem repartidos pelo Quartel
do Paraso, e Fortaleza do Brum, alivian-
do assnn os males daquelles desgranados
humanos: fez adiantar os processos dos re-
os Militares, o que indispensavelmente ha
de constar das correspondencias officiaes
com o Major Costa, Presidente do Conse-
Jlio de Guerra permanente, e com o Go-
verno civil: acabou com o contrato, ou
antes mina, que inrequeceo, deixando-lhe
seguramente de lucro meiisal um cont (2)
de res, ao Sr. Maza, protegido pelos Lor-
(2) Alem da iroca de mel por milho para forra-
gens, em que lucrara peito de duzentos mil reis
mensa es. ,3
com elle coni ven tes, (cauza principal
da sua dimissao! ) fasendo se puzesse em
execucao a Lei de 24 de Novembro do an-
uo p. p. que estva guardada nao sei para
que: igualmente acabou com o tal nego-
cio dos cavallos da Polica a engordar no
Monteiro, poupando a Nacao (pixinxa) 9
mil cruzados e &c. &c. &c. basta a este
respeito quainda muitoa diser sobre ou-
tras couzas. E agora Srs. Lords'que es-
crevem para o Rio isto he' verdade, ou
mentira? Fiz ou tro tanto o predilecto de
Vv. Ss.? Adiante. Disem Vv. Ss. que o Sr.
Jacinto Pereira foi um dos principaes, res-
tauradores da ordem na ultima Setembri-
zada, que nao estando em pregado corre u
de sua fazeiida em socorro da Capital uos
dias 15, e 16, e teve a fortuna de ser quem
derrotou os amotinados; (3) esta ultima
parlesmba u neg, e "quaito a pri-
meira, assim era do'seu dever, estric-
ta obrigaeao fazer, por isso mesmo que
tem fasenda, e bens, tem mais que per-
der do quecos pobretoes, que arrisca-
vao, e ficavao sem vida, e por isso nao so
o bem publico ao qual todos tem obriga-
eao presta r-se, msate o seo particular, o
obrigarao asahir a Campo; eu nada tenho
que perder, e a mnha vida andou em lei-
lao as maos dos rebedes: vejanjos agora
o que elle fez, e se era o que Ihe cumpria;
ja a Bussola tocou neste assunto, e eu di-
rei, qu o Senhor Jacinto, pelo que me in-
formao, apareceo no dia T5 de innha, nao
reuni gente alguma, e todo o seo traba-
Iho foi andar no caminho de Olinda, e
Boa-vista; os honrados Chico Doudo, Car-
neirinho, e o Senhor Joao Roma (que ten-
do-se oftrecido na Boa-viagem ao Senhor
Paula para ir a Caza forte reunir gente
com a qual voltaria a encorporar-se-lhe,
fez o contrario, foi reuni, marchou com
ella para a Boavista commandando a, peis
isso e o que queriao todos ncssa occasiao, e
aodepois a-submetteo ao mando do Snr.
Jacinto) fin que reunirao alguma gente
com a qual estavao postados em alguns
pontos da Boa-vista quando ac aparecer o
Senhor Francisco Jacinto voluntariamente
entregaran a gente que tinhao para elle co-
mandar^); a tarde desapareceo aquella
Senhor, ninguem sabe para onde, disem

(3) Aqu cabe bem o rifotrabalha o ftio para
o bonito comer.
(4) Maldita condescendencia, que tem deitade
'tanta gente a prdr.


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