Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08089


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Full Text


ANNODE 1837. SEXTA FEILU

23EJUNH. N. )34.
em
m&m
PERN. aTYP. ot&I. F. or PARIA. 1837.
DAS DA SEMANA.
19 See-untla Santa Julianna- Aud. dos juizes do
Cr. de ra. e de t. ses. da Thez. Publica c Chano.
de t.
20 Ter^a 8. Silvestre P. Re. de m. e aud. do
J. de 0. del.
21 Quarta S Luiz Gonzaga. Ses. da Tlies-niraria.
22 tluinta S. Paulino b. ReL de m. aud. do Jl
do C. de ra. e Ch. de t.
23 Swrta jejutn Jf- loao sacerdote Ses. da Th.
Pub. aud. do J. de O. de u
24 Sbado f Na*cimento de S. Joaa naptista.
25 Domingo a Pureza de N. S. Quartos ming. as 3
horas e 39 m. da m.
Tido agoradepeode de no oleamos da nusaa pru-
dencia, modaracio, e euerRiaicontiuueiiioi cora.,
principiamos, aeramos apollados com admira-
cao otra at Nacdes maii euttat. #
Ffclamofi* ta iiisiKk ttai i Hrmi>
Inhacreve-sea lOOOrs.mensaes pagosadiantadoa
testa Typuyraa. ra das Cruaes D. 3, e na Pra-
ca d Independencia N. 37 e 38 ( onde e receben,
correspondencias legalistas, e snniinci.it; inserin-
dosa estes rratisstndo dospropnos assiriiautes
viudo assignados.
CAMBIOS-
Junho 22.
JLiOndres 58.1(3 a 28 Ds. St. poi I, Cfd.
Lisboa65 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca33Ua 335 Ks. por]raneo
Rio de Jan. 0 p. c- de prem.
Moedas d 6,4<) 14,0oo as velbas, novas
*,000 7,400 a 7.200
Pesos Colonares 1.500 |,5tr0
ditto Mexicanos 1,440 1,000
PaUcdcs Brasileiros 1,500 1,56o
Preniio das lettras, por mea I ll* por oto
Cobre a par das sediilas
13,600
PARTIDA DOS CORRBIOS.
linJa _TiiiI.i os dias ao uieio da.
Colana, lliandra, Barailia, Filia do Conde, Ma*
mavguape, Pilar, Rea de 8. Joio. Brejo il'Area,
Kaiiiba, Poralial, Nova de Souza.Cidade do Natsl-
Vil'as de oianninUa, e Nova da Prineeza, Cidada
da Fortaleza, VillaH do Auuirs, Monte mor novo
Aracatr Cascaveft Caniad, Granja, lmperatri*
S- Bernardo, S. JoSo do Principe, Sobrar, Nova*?.
ElRev, Ico, S. Matbeus, Reacbodosanfrue, s
Antonio do Jardim, Quexeramobim, e Parnab >.<
Segundas e Sextas feiras ao'meio dia por viada
'araiba. Santo Antao- Todas as quintas feiras ao
odia. Qaranbuns, e Bonito uos Oas 10 e 24
Te cada mei ao meio di. Floresno di 13 da
cada me? ao meio dia- C'abo.Serinbaem, Rio For-
mlo, e Porto Calvo-nos dita I, II, e8I de cada
toe. ___________________

PARTE OFFIGIAL.
RIO
t
JANEIRO.
Continuaelo do ReUtorio da Repartico
dos Negocios da Fatenda.
DIVIDA PUBLICA. -
Interna.
D-'sda o primeiro de Janeiro do corren
le nao acha-se em xecusso o Art. 18
di Le de a2 de Outubro ultimo que or-
dena se faeo m prastaces da Caixa em
Bilbelesd'Alfandega : e representando .a
Jauta da mesma Caixa a necessidade de
bum cobrador desees Bilhetes, o Governo
conveio comella, estira como na grtifice-
cio de hura cont de reis ananaes, ai bi-
trada pela mesma Jopta prestando co-
mo oamais Etupresgadoi delta, huma fi-
anza correspondente a importancia do eeu
veacimenio.
Teuho, em conformidade da Le de 6
de Outubro de 1835, remettido ('pa-
ra a Ctixa o producto dos mpostos aplica-
dos para a amortisaco do papal moeda ;
e para as Provincia teuho expedido circu-
ales, ordenando a remeasa desses fundos ,
a lira de que tenhaS a applicaclo especial
iqne etilo dedicados.
Ha preciso que se decrete a prescripcie
das dividas anteriores ao auno de 1827,
que OS aradores nao fizereui liquidar em
praso determinare' para seren inscrip-
tas alias sem lempo definido, esta li-
quidasf o tardeemu tarde chegira' aseu
termo.
Nio poiso occultar-voa o receio que te-
nho do ptrigOtilL que se acba expolio o
Edificio, em qWesta' a Caixa de smor-
tisaco j por quanto a Casa que foi do
extracto Banco, e para cuja acquisico
pedi meios em meu oficio de i2 de Junbo
de 1835, esta hoje empregada, segundo
me informa6 em deposito de lquidos in-
flamareis. Para preservar o Edificio da
Caixa de algum iucendio, tenbo manda-
do levantar bum guarda fogo : nao obstan-
te, de novo* insto pela acquisicio de>ia
piopiedade, convencido da vanlagem de
sua ocupadlo, que ao fuetnro se faro' a-
iuda maia sentir.
(Continuar.se- ha ).
PERNAMBUCO.
COMBANDO DAS ARMAS.
Excediente do dia 2o de Junbo.
Ofiicio Ao Exea. Presidente, en-
viando di CJnformids.de com o disposto no
seo ofiicio de xa de Feverairo ultimo, du-
ss requisices que fasia a Commandanle
da 4. *, e 6. classes de livros de infr-
macSes de conducta paia o. Si mestre
do corrate scoo a lira de que as bou -
vesse de mandar satiafaser.
pito Ao Exm. Presidente da
Ptraiba devolvendo a guia do soldado
desertor ali Mecido Jorje Gomes e al-
ta do Hospital q' a acompanbou, por nao
ter pertencido ao Batalhad 7. de Caca-
dores dasta Provincia como asseverava an-
tes de seo falte ment, a enviando urna
nota de um desertor do mesmo Bjtalha5'.|
da nomff Jorje Ximendes para que fosse
confrontada pelas pessosa que conheeeraS
ao falecido por poder mui bem aconte-
cer ter mudado o nome. *
Dia 21.
Ofiicio Ao Eim. Presidente, ro-
gando-lhe houyesse de eooaminhar ao
Exm. Ministro da Guerra acompanhado
de suas reflaxes o ofiicio que se segae.
T Ilion* e Exm. Se. Nao petando
nesta Provincia eumprido o plano manda-
do observar pelo Alvai de t5 de Julho de
1763, e ordene posterioras, cuja falta
tem motivado o atrsamento em qne estaS
os Individuos do 4. Corpa d'Artilheria,
com grave detrimsnto da iostruceso desta ,
e uo menos dasar dos seos, Alannoe por
individameate .^e fhes attribuir o atrasa-
mento, qne s ns reald de se deve a Ad -
mini8traca6 laborio-o servico, e disalen-
to em q' eitaS os Militares pela falta de seos
accecos garantidos por todas as Leis an-
teriores ; sou por isso nnvamente a im-
petrar a authoiisacaS de V. Exa. com os
necesiarios meios para faier de novo
instalar 1 Aula de Katbtmitiras de Mr.
Bellidor epprovado, e uzado coaatsnti
mente em algumas outras Provincias do
Imperio, e que ao neo ver probenxem
satisfactoriamente no menor periodo de
rempo a educacao necessaria eos offieiaa.
d >8(a Arma ; rogando ao mesmo tempo a
V. Exa. no caso de approvaoa5, a re-
cnessa de iiguns instrumentos preciaos na
pratica, por seren na Corte mui facis de
obter edificilimos nesta Capital.
Exigir os fina aut'9 da applcacto dos
meios, equivaler im. Sr. a urna ota-
nifesta injnstica, e esta permita-me V.
Exa. que diga est re'Usada na parausa
ci da Propoata, qne fiz rametter e sub-
metter a Imperial Confirmacfio em data
de i5 de Marco do corrente ,aano. Daos
Guarde a V. E. muitos annos. Quartel
do Commando das Armas de Pernambuco
ai de Junbo do 1837. Iilm. e Exm. Sr.
Jos Saturnino da Costa Pereira Minu-
tro j c Secretario d'Eitado dos Negocios
da Guerra Ignacio orreia de Vaecon-
cellos Coramantante das Armas,
rr; Pito ~m Ao Exro, Presidente, ta-
sando ver, que nao podeodo s. r i a J i f* -
reoteas continuadas representafSea qua
Ibe tioba feite os Capitiea que faaem o
servico do D& e rondas a Praca por
na5 poderem bem execntar a p este ser-
vico em diversas hora*' da noite como
ero abrigados oa t6 graades distancias
de urnas a outras guardas; era por isto
Toreado a pedir aathorisacao e canveni-
Cuteotdem Tbesooraria, para que teja
abonada a forragem de urna cabalgadura,
ea doos Capities miis antigos do Bata-
Iha5 7. de Cacadorea e i.9 Corpa d'
Art Iberia, a fina de que estes sos fisessem
este servico sem os graves inconvenien-
tes que ora sofftm. Ponderava que em
todas as Provincias 9 era este servico feito
por Majares dos Coipos, on de nomeacaS
dosAvulsosj purera que nao cabeodo o
Commando da Parada desta Capital aos
ditoe Majorca peU aua deminuta ibrfa e
taSbera mS os bsvendo nosCorpos*, teu-
do por tal motivo de ser commandada co-
mo asta por Capules, estes pareca de
justiea conceder-te s forragens que aque-
les vencen'j 5 no exercicio de tees fu tic-
oes que .na resudado us se podia5 bem
desempenbar a p, e em noites tempestuo-
sas.
Dito Aq CspitsS Commandsote
intirino do 4. Corpa d'Artilheria com-
muiiicado-lhe am rssposta ao seo ofiicio
de i5 desta mex haver a Exm Sr. Pre-
sdante! espedido suaa ordens para que
fosse concertada a Cadeia, vjsto a insuf-
iciencia das prioesdo qartcl onde os
presos se acha racolhidos.
DIVERSAS REPARTigWNS.
ment fim deserem matricalada?.
Io>pecca5 das Obras Publicas 20 dt-Ju-
nho de 1837.
Moraos Ancora.
ARCENAL DE MAR1NHA.
ANNUNCIO-
Estando a terminar o auno fioanceiro
corrente avisa sa a todas as pessoas qua
tenliaS vendido gneros para esta repar-
tica queirab vr cora os seos documen-
tos quanto antes para ssrem pagos do
suas importancias.
Arsenal de Marnba 22 da Juih > du
1837.
Antonio Pedro de Carvslho
Inspectof do Arsenal.
rREFElTUHA.
CORRIO.
O Brigue Portugus 24 de Julho de
que, he Cap. Manoel dos Santos eaipara a
liba du S. Miguel no dia 5 de Julho.
URSA D18 DIVttRSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. ia5.
OBRAS PUBLICAS.'
AHNUNCIO.
O Tenenta Cordtu-1 Firmino Heroula-
no de Moraes Ancora en&arregado pelo
Exm. Sr. Preeidento de ensinar Topo-
graphia convida as pessoas que a qui-
sarem aprender a apreientarem-se na
Inspeceio das Obras Publicas munidas dos
documentos qua provem estar habitadas
na formal dp art. 37 do respectivo fbula-.
Parte da dia aa de Jjnbo.
Illm. e Exm. Sr. Das partas te-r
cbidos consta que fura5 preso, a miuba
ordem, os individuos seguintes osquaes
tiverad o competente destino : Ignacio Jo-
s, remettido pelo commandanle de polir-
ciauo diatricto do Remedio ; Jos Soares
dos Santos remettido da Passagem da Ma-
gdalena por furtvj; arabos paidoK, e acri-
oula Anna Vlana entregue pelo soldado
dePjlioia Vicente Ferreira de Farias por
ebria, e insulto.
: Na5 occono mais novidaJo.
Dsos Guarde a V. Ex. Prefeitura da
Comarca do Recite a2 de Junbo de 183;.
Mm.; e Exm. Senbor Vicente Tbo-
mas Pires deFigueredo Gamargo, Pre-
sidente da Provincia Francisco Antonio
de Sa'Brrelo, Prefeito da Comarca.

Cmara Municipal de O'.ioda.
ScccSo extraordinaria. Presidencia do Sr.
Guedt-s em2G de M o de i857.

Abei ta a Secio comparec ra5 os Sars.
Ferreira, Doroingues, Maciel Mooteiro,
Rosellea; faltando os mais Senhores cooi
caa;a e lida a acta antecedente foi pro-
vada.
O Secretario dando conta do expedien-
ente participou nad haver Ofiicios rece-
bidos : a Cmara resol veo se passasse man-
dado da quanta de cinco milis, para o
Procurador dar ao Fiscal de S. Pedro M.
para este faser eutuibsro caminho do Va-
radouro en direea5 a praia pelo mao esta-
do em que se acha, e encqmmodo ao
transito publico. Na mesma Seisio foi
rrematada a Paisugem do Cajdereiro pela ,
HOR EXEMPLAR ENCONTRADO

*
-


2
DI A IIO DE P
K R t A M B U C O.
>>
, /
qanntia de465$->oo fi. pelo trienio que
lera principio em a7 do crrante mez pa-
go ditt quantia a quaiteis pelo Reveren-
do mnool Florencio de Albuquerque. Bt*
olveo Bilis a Cmara que se posesse cm
Praca a Passagcrn do Cordeiro e foi oreada
na quantia de 2o$ooo rs. annual depon
de o)tia as precisas informacSes para
assim ser oreada e mmiiou a Cmara que
se pasnassa escrito e Criital para ser arrematada nos dis i. 5 e 8
de Jiinho prximo.
OuveraS varios requerimentos de partes
que lora5 despachados e por ser dada
hora o F levantou a Sec9a6.de que fiz es-
ta Arta em que assignario. En Jos Joa-
quimde Figuciredo a esnevi. Gueries P.
Domingues. Ferreira. Rosolks. Albu-
querque. Maoiel Monteiro.
Esta'conforme.
O Secretario Jos Joaquina do Figuei-
redo.
Sesso extraordinaria. Presidencia do
Sr. Guedesem 8 de Jnnho de i837.
Abei ta a Sesst comparecero os Srs.
Venadores Patsos, Ro*e|let, Ferreira,,
Macis! Monteiro e La*ges Jnior fal-
tando os mai S s. com cauza elida a
Acta da antecedente foi aprevada.
O Secretario dmdo conta do expedi-
ente raeocionou um ofBcio da Cmara do
Recite remetendo duas lillas dos multados
no J'iry daquele Municipio as S^sses d0
29 de Marco e 11 de Fevereiro do corra-
lo anno para seren cobradas as maltas por
esta Cmara : ella resol vea qae se tor-
.iiise a remeter ditas listas por isso que
cando esamma las soacha varios multa-
do.* que sao ds outms Municipios; como
de Ithamarac Cabo, e daqaele mesmo
Municipio etc. Outro ofTicio do Collegio
aeitoral da Fregesi? da S rcraetendo as
listas dos Eleitos para Senador tm lagar
do Brgadeiro Bento Barroso Pereira : a
Cmara ficou inteirada e resolvoo que >e
cumprisse o que determina as instruces
de 26 de Marco de 1824* Outro ollicio
do Fiscal da Salina fasendo ver o mao es-
tado de huma estrada no Rosarinbo e no
memo participando arb%r-se doente : a
cmara resolveo que fe ofiiciasse ao Fiscal
Suplente pira entrar era exercicio a por
em vigor o artigo 5. das Posturas qua
manda multar *os que etieiu6 as estra-
das. Outro oflicio do Fiscal de Bebiri-
be pedindo hura Livro para laacaruento
dos multados : resol veo a Cmara que o
Procurador compraste ura livro de cin-
cuenta folhas para cor remetido ao dito
Fiscal. Na mesma Sesso fora aprova-
dasascootas do Procurador da trimestre
fiado em Marco docorrente anno. O Sr.
Verador Passos requereo se lhe mandas-
sem pagar quantia de 4&%71 ". da sal-
do de cuntas que lave a sao favor as con-
tas que leo no tempo qae servio de Proca-
rador intuirlo : assim foi resolvido.
Resolveo mai* a Cmara que ce nouie-
asse huma commissa d tr. s Sis. Vena-
dores com asistencia do Fiscal das Sali-
nas ecordiador para conhecerem do es-
treitamenla qae se e>t f.sendo na estrada
do Rosarinbo e forao ooiuiadoa os Sr.
Veriadorea Lages Jnior, Maclel Mon-
teiro e Dr. Uotniogue*. O Sr. Veriadar
Ferreir requereo que se tnaudasse proce-
der inventario ras allaias da Igreja de S.
S< baslia qae existe em poder do Sr. Dr.
Rozelles; ficaodo ellas em poder da mes-
mo asignando elle dito inventario para
por ellas ficar responsavil a eila Cmara ,
' cedendo ella as chaves da dita Igreja a
Antonio Ferreira qne a requereo para a
ztlar, e faser algn* reparos que forera
precisos na mesma Igreja : a cmara as-
sitia esolveo. Na mesma Sessa foi ai re-
matada a Ptsssgem do Cordeiro por o
Padre Mancel Florencio da Albuquerque
pela quantia de 6 $3uo is. por tiienuio
qae teva principio tiesta mesma dacta.
fiourera varios lequennieutos depar-
tes quo for*6 despachados. E por tr da-
da a hora o Sr. Prndente levantou a S. s-
o da qne -*la em que assignaio. Eu
J. J. de Figueiredo Secretario a escrevi.
Guedts P. Pasaos Fereira. Maciel aton-
teno. Domineues. Lsage Jnior. Rodi-
les. Esta conforme.
O SaCaVttaxjo Jo-e Joaquina de Figuei-
redo.
COMMUNICADO.
O medonho quadro qae tracou o I-
lustra redactor do Certpuceiro dos males
que produaido a doutrina sabiamente
desenvolvida pelo profundo Jeremas Ben-
tham nos fes a principio dcscouBar da
eonvQ.', que trabarnos da verdade do
principio de utilidade, dado qne as rn-
toens contrarias na6 nos parecera de mnita
solides; porem talvez fossapor estarmos
fascinados pela dialecta e laminosa lgi-
ca de ta grande hornera por isso move-
mo nos a de-cer a arena resolvidos a ficar-
mot ou mais firmes ou conhecendo o
erro aban donar-nos principios ta peri-
gosos.
O Ilustre redactor nos parece ponco
exacto as conclusocm,'. que tirn dos
principios do Sor. Bentham quahdo diz
O escravo me til para trabalbarna
trra (din o Agricultor ) para roa dar,
que comer ,que ve>tr, e galiar: s?m es-
cravos lie a rao de fugo morto os Engenhos:
logo devo comprar os escravos ; porque
assim entend ser do meu inters.e. Em
verdade que muito para notar-se, que
o Ilustre redactor tirasse convencido dos
principioa dos Juriscansulto Ingles tses
conclusoens, a nao suppor-se qne es ex-
quecesse, ou adulteraste para melhor com-
bate-lhos. Nao duvida que Bentham
diz que cada um iulga do que lhe
ntil porem nao diz, qne ludo aquil-
lo qae um individuo julgar til o seja
na realidade, como incaica o erudito re-
dactor. Utijidade ( da Bentham ) i um
termo abstracto, que Riostra a proptieda-
de, ou tendencia de preservar nos de al-
gnm mal, ou procurar-nos algum bera :
mal pena dor, oucau-a de dor : bem
e prasar ou cansa de praser. Aqaio
que coniforme a otilidade ou interesse
ra um indivdiuo tora a propriedade de
augmentara soma total da sua felicidad*';
conforme a utilidade, ou inteiesse da
comraunhaS, o qae augmenta a soma to-
tal dos indnviduos, qae a compoem. En
outro lugar ( diz elle ) qua a aegao' vir-
tuosa i qae produsisse mis penas, do que
preseros deveria ser considerada romo
um vicio. Ora bastava isto para fcil-
mente conliecermos, que elle admette u-
m,i arthmetica moral, principios certos
por onde se pos ebegara resultados in-
variaveis, porem em toda a sua obra se
percebe claramente, que elle d a pala-
vra utilidade um seatido muito diverso ,
do qae lhe attribac o Ilustre redactor ,
como inda se prava coma respo-ta que
d a urna objeca mui favoiitados seos
antagonistas qae semelhante a conclu-
zao', que com hatemos. 'Um intendmen-
to ( disem os inimigos da utilidade ) fraco
e lemitado nao' considerando mais que
urna pequea parte dos beus e males,
um omero, fcilmente enganar-se- dando
giande importancia a um bem, cojos in-
convenientes nao' pode descobrir ; ao q'
sahiamente, responde, que sena' deve
attnbuir ao principio erios, que lhe sao'
estranhos, e que so' por elle se podem re
ctificar; por ventura sea de chamar fal-
sa a arithroatica pelos erros de um m*o
calculante ? E pode-ae de boa f diser que
o Sr. Bentham chame til a eseravatura;
so' porque assimjpartcio ao he-tunto do la
vrador? Kinguem dir-
Nao' nos parece menos inexacto o Ilus-
tre redactor affirmand que mais succinto
e sincero lhe pareceo Helvecio que tudo
redaza praser, e dor e que extas duas
primordiaes sensagoens sejao' os polos so-
bre que gire toda a mor.I As pas.sagens
do Snr. Bentham, que avernos criado
dao' mu'to bern^i entender que elle fon-
da como Helvecio a sua doutriaa so-
bra o praser e dor ; porem citaremos
outra em que c tao* claro como a luz.
A natureaa (diz elle) posto o omem de-
baixo do imperio de praser, e dor ; a elles
devemos todas as nos-as i-leas ; dilles di-
manao' todos os nossoa juison e todas as
dtlerminacoens da vida. Todo aquelleq7
pretende subtrair-ae aeste jugo nao' abe
o qua diz, e no momento em que se
priva do maurde leite e abraca aa mais
vivas penas scu nico objecto o pra-
ser e dor. Estes sentimientos eternos,
e irrisisliveis derem s er o grande as-
tudo do moralista a do legidador. O
prinepio de utilidade os subordina es-
tes dous movis, a Podera' o Ilustre ie-
dactor diser, que o Sr. Bentham nao
fonda o aeu systama no clcalo de pra-
ser, e dor ? Que sentido daremos as pa-
lavras WT todos os juisos t todas as id"
todis as determioacoeus da nossa vida si&
devidas aos sentidos de praser e dora .
O mesmo redaaor dia, que no pensar
do sabio Bentbam toda a Moral, toda a
Iegislacs5 toda a Poltica devem derivar
do principio de utilidade. Como fundar
a Moral sobro a utilidade sena calculando
os bens e males ? E qoaes sera5 os al-
gsrismos desta operacao sena5 o praser
e a dor ? E inda a pesar de semelhante as
sercao adente nos a presenta a doutrina
de Helvecio como tendo um fundamen-
to diverso da de Bentbam .' Se a utilidade
a asoma depresores. defingaS, que se
na5 podo negar affirmar qua um au-
tor funda a Moral na utilidade, diser
necessaramente, que a funda em praser
edor salvo sdennos palavpa utilidade
um sentido novo, c arbitrario ; porem o
Ilustre redactor se mostra pooco confor-
me as duas as$erooens.
Seriamos demasiadamente prolikos, se
qnisessemos apresentar todas as passa-
gens da Bentbam, quo provaS exuberan-
te a falsidade, do que disse o Ilustre re-
dactor poisteriamos de citar do tratado
de Legilaca Civil e Penal das Penas ,
a Recompensas todos os captulos; e con-
vidamos ao Ilustra redactor, qne nos
cite um capitulo deltas obras, e prove
como nelle o sabio Jeremas Bentham i nao
funda as suas o pinioens no calculo de
praser e dor e chame verdaderamente
til urna aoco cojo resultodo nao seja
maior soma de praiers que de dores.
Na5 pa8sariamns de provar que o il-
lustre redactor attribuio a Bentbam coi-
zas que elle nao disse e qne nem se
podem concluir de seus principios; e
evitaramos entrar nodesenvolvimentoda
qnesta da utilidade, se ouvessimos de
rombater argumentos ta solidos como
os de Bentham ; porem a defesa nos pare-
ce mais fcil; pois temos de reprodusir
as mesmas deiae qeste antor como per-
mi ttirtm osnossos limitadissimos conhe-
cimpntos.
Os mesroos escritores que lera com-
batido o principio da utilidade todos os
concenciosos sensaintimistas partidari-
os dos direitos* gravados no coiacaS do
omem fprocurao' achar na Moral e Legis-
la? a felicidade publica ; porem qi-an-
do se trata dos meios de|chegar a ella> ,
entad nada de principio da otilidade ta-
< ba-no de perigoso como se a felicida-
pe fosse inimiga de si mesma.
O Sabio Pata6 escrevendo a sua Re-
publica teve em vistas mostrar a forma
de Governo queofierecesse maior soma
de bens. P.u ece-we ( dia elle na sua
Repblica livro i.-) qua sena6 poder
con vencer-me que mais vantajofo ser
mao, qne bom. Em 1 calidade o motem
adquirido quer por Curca quer por arti-
manhas o diteito de obrar malsem nada
temer, porem nunca julgarei o sen estado
preferival a do omtm justo. as suas-
iris, diz elle nao encoatrar-se a6 casti-
gos assas rigorosos pare punir [aquelle?,
que ousassa diser que roaos que vivem
ielises que o til, e o ventajoso coi-
a defieren te do junto.
Wqlf ju'gava da bandado das acoens
nmanas pela influencia, que exeicem,
sobre as omens dando por boas aquel*
las que teadem ao *po aperfeicoamento
e por mas as que produiem effeito con-
trario. Ali temos o prinripij de utilidade
apresentado debaixo de outra forma.
Intentamos (dis Burlamarqui D. N. )
buscar nesta obra as regras que so' a
rasa nos prtsareve para condur-nos a
verdadeira ,.esolida felicidade.
Porque (um ipriocipio ta antigo ata-
cado, como urna novidade peiigosa ? Res-
ponderemos com o erudito Comte ; por
que o< intereses oppostos aos do publico
os interesso9 da f condecido a sua existencia amoscada com
aapplicaoa deste principio. Estes inte-
resses produ^ndo alarma teem interessado
aos solistas q vivem ou aspira vver dos
abusos de urna ordem social viciosa. Esta-
mos looge de querer applicar isto ao Ilus-
tro redactor, pois lhe tuppomos couvicca,
e inteacoen puras.
Avista da diversidade de usos., e costo-.
mes de algome povos de qae temos no-
ticia nao podemos oonceber como sen-
do o omem dotado de rasa5, e sujeito ao
praser e dor, perca da vista as suas-
aepoens estes doua sentimenlos e possa
conhecer o bom e ma nao calculando se-
gando a propria, ou aibea experiencia.
Como 'Conhecer, que o furto prejudi-
cial qae a propriedade deve ser respeta-
da sera calcularos bens a males, que dT
hi resultftS? A isto respondem uns, a
conciencia nos dia, outros contra os>
direitos imprescriptiveis do omem ; mi
onde eata6 mareados, de sorte que o omem?
osconheca independente de calculo ? O
escritores de D. Natural a final defendeos
as suas opinioens com clculos de utilida-
de. Ums seguindo os dereitos. impres-
criptiveis sustentad o dereito de proprieda-
de outros negaS a existencia delle, co-
mo o Snr. Mably ; a quem se nao pode
chamar da escola de Epicuro. Se as le 1
naturaes esta gravaeas no rorafio do o-
mem como ums sustentas o direito da
propriedfde, e oatros negio? Parece-
me qne alies deveriaS concordar a res-
peto do catalogo dos taes direitos grava-
dos no ooracaS do omem : porem esta de-
versidade de opinioens nos prora, que
todos guiaS-se pelos clcalos de bens e
male e qae os praserea, sendo relativos
trasem algumas veses opinioens diversas ,
e a maior parte dallas proredem da pou-
ca exactidaS do calculo. Os conciencilos
gritaS, stoms porque a conciencia as-
sim o diz a outros disea o con ti ario com
a mesma conciencia, dando taes omens co-
mo rasa do seo joiso o mesmo jaiso ; as-
sim em ultimo resultado a Moral redu-
sida a um coito nomeco de mximas, dos
que se vendera por interpretes da von-
tadedeDaos. De duas urna, ou atemos
admittir o calculo de praser e dor para
conhecer-mos os dereitos do omem; ou
nao'. No primeiro caso estamos confor-
me a opiniaS de Bentham no segundo te*
mos a conciencia principio, que se des-
troe fcilmente so' com o circulo vicio-
so que a presenta o Sr. Bentham Dd-
vo comprir a miaba promessa diz um
concencioso porque ? Porque o conci-
encia ordena, e como sabes ? Porque
tenho um sentimento interno disto, e por
que deves obedecer a toa conciencia? Por
que Dos autor da miuha naturesa a
obadecer a minba conciencia obadecer-
Ibe; -- porem deves obedecer a Deo ?
porqoe aminha principal obtigaca ; a
e como sabes porq' a conciencia, diz #c.
Oa antagonietas de Bentham inda aenao'
lembraraS de atacar esta muralha que
iiiipossivtl de e.-cala.
Como seguindo um principio, que nao
admitte clculos, qae offe^ice tantas di-
vergencias avernos achar meios para
desnguir os pieceitos de urna concien-
cia Ilustrada e os de urna cega ?
Nos vemos na mor p irte dos omens u-
ma conciencia depravada pela sua m e-
docaea, prejuisos e falsas ideis ,*que
encontraS na sociedade ; a apena? um pi-
queno numero oom ella recta e exclare-
oda,oque frocto.de'.uma boa educa-
ca6 e longa experiencia ; e por ventu-
ra uto na6 provar que'o omem nao lera
esse principio por onde conheco o bem ,
e mal independente de calculo ? Os 0-
mens os mais criminosaamsa geralmente ,'
as mais ignorantes, e fanticos;
algunsf amiliarisaS se com os crimes,
outros quando recead a justica
devina pretendem subordina la com algu-
mas resas a absolvicaS extorquida rom
urna f jnnidaval laca de ponta o assim jul-
ga-se hvres e desembargados para a repe
ticaO de novas scenas deorror. Eo que
dt a conciuncia, sse tribunal ndefetivel
no meio de tantos crimes ? Borme soce-
gada e nem ao menos combate os moti-
vos seductores ?!.... O mesmo crime
perde a sua dtlorrmdade se approvado
pela socedade, em que vivemos; pois
uioguem enveigonhar-se- de ser devas-
so entre huma Naca corrompiaja. Um
despota sempie applaudido pelos seos va-
lidos naS tem pjo das crueldades, que
comraette.
O trafico de carne umana nao sido
exercido por mu tos steulos eo que e
mais para admiiar-se por povosi j que se
disem Chrlati, e que iavenlatio crimes



D I A R J O H PlfiNAMBUCO.
ile heresia sortilegio atheismo etc. e
oem ao meaos laxavao de immoralidade
redutir o ornem a ura estado o mais de-
gradante a utn estado ncompativtl rom
toda a ideia de direitos e deveres me-
nos aquel les que os caprichosos senhores
lhea concedia5 por misericordia ? Porque
a conciencia os dereitos gravados no co-
rceo' do ornem nao' mostravao', que se-
nao' podia redusir a escravidaG ? Nada
disso aconteceo e so' o prog esso das tu-
ses, arithmetica seguida pelo grande
Bentham depoisde louga lutat tcm destrui-
do alguma coisa porem inda nao' fiseraS
biquear de todo os inveterados p.ijui.-os.
Os meamos antagonistas de Bentham *e a5
servido do calculo para combalella.
Inda a bem pouco tempo nao' existi
em Portugal e Hespinha o umanissimo
tribunal da Inquisicao', a nao' julgavao'
estas duas -Naeoens que tinhfio o derei-
to e que Ihes era possivel convencer com
o fogo e torturas ? Entretanto nos Esta-
dos Unidos ceda um seguindo a RsJigia ',
que lhe pareca verdadeira ; nio reputa -
vao' iste crime e taes poros ligavo as
mesnias ideias aos dereitos do ornem ? Por-
c rto que nio.
Oj descubridores do continente Ameri-
cano encontrara!*, poros antropfagos e
qual a rasad disto se nao o maior ou me-
nor grao de civilisdcao para conhecer a
verdadeira felicidade e marear es direi-
tos do oiifm? Os viajantes altstta que
a unjanidade destes povos estar na rasaS
da sua civilisaijao. O mesmo se observa
nos povos das ilhas do grande ocano^ do
cabo da Boa Esperanca da Nova Horan-
da etc. Seo* justo se os direstos do ornem
se podessem conhecer indepondente de
calculo tambem conhece los-ia um selva,
gem do centro da Asia .como o maior fi-
losofo do stculo 19. Estas observare- ao
passo que provad a fakidade dos taes
principios, que nao admitiera calculo es-
tabellecem a verdade ao principio de uti-
lidad?.
O illostre redactor tracou em um bri-
'lhante quadro os males da decadencia de
Roma d indo os por efl'eito do principio
de utilidade eu perguntarei ce tambem
o principio de utilidade tem sido a causa
dos males de Portugal, Hespanha do
atraso da Turqua iramovel o apesar do
grande movimento da civilaca euro-
pea ? Suppomos, que os principios de
Epicuro e Bentham nad tem vogado nes-
ees lugares e que a falta da tua appli-
cacaS tem sido causa de tantos males,
pois direi ainda com profundo juriscon-
sulto que a felicidade ns5 pode ser pe i -
gosa a raesma. felicidade e citarei um di-
to em que Sneca (Stoico) concordava
com Epicaro S:c prce entibas vOlup
tatibas; estfuturis non noceas.
O illostre Redactor nos parece pouco
exaito asseversado, que depois dain'ro
du5 do principio d'Epicuro nao appa-
i ei era5 os Fabios os ncraatos os Cales,
Scipios, eetc. e que elle trouce o pru-
lito da%conquistas, porem 6e me nao en-
gao Catad existi uo lempa em que j
rogavad as deas de Epicuro e que os
Romknos deade oseo principio fora avi-
aos conquistadores. Dexndo de partea
analise das causas da decadencia do Im-
perio Romano diremos d passagem ao
illustre redactor, que o erudito Crate a
ttribue as conquittas, e escravidad, e
po va o exuberantemente.
Se porque a decadencia de Roma foi
no tempo em que vogava a doulriua de
Epicuro se podesse concluir, que ella foi
ilcito do principio de utilidade ,'eu tam-
bera argumentara, que Portugal e H.is-
panba devoa sua decadencia aos prin-
cipios de conciencia. Parece nos, que se
a causa da pcosperidade de Roma fosse o
tspiiluaiismp, ea utilidade da decader-
sii, par puios concludeutes de vera-
mos admittir que onde vuugasse o prin
ripio de consciencia deveria avt-r falcMa-
de a o contrario aveudo utilidade. En-
to concluiramos coma mes coa lgica,qq,e
a decadencia das duaa Naces tem sido o
effeito do priocipio de conciencia e por
consequencia que c perigoso ; porem
to longe estarnos de queier approvetar-
mos de taes argumentos, como de pensar
que o illustre'redactor os admita contra
a conciencia apeste de ce arar dclles Her-
vido contra o Sr. Bentham.
O Ilustre redactor cita um logar do Sr.
Beijamim Constancio que diz, que dou-
triua da utilidade faz de cada individuo
centro de si proprio ; e quando eada nm
centre d si mesmo ( continua elle) todos
vivem solitarios e ninguem se importa
da felicidade do todo. Nio sabemos co-
mo tfo sabio Publicista diz que a utili-
dade faz o ornem dispresar a .felicidade do
todo; porem concedamos por qm pou-
co esta proposicio bem absurda ; por vn*
tura a conciencia naS o tornar mais? Se-
guindo-se tal principio o nosso procedi-
mento depende i, do que sentimos in-
dependente de todo o calculo de praser, e
dor, indepndente da relami alguma
( coisa no meu frico intendimento im-
compretncivel ) dando como rasad do seo
juiso o mesmo juiso, e na5 ser sto tur-
nar-se centro de i mesmo ? Pareca -me,
impoRsivel, que se dices.se que o prin-
cipio de utildado mandava d-presns a fe-
licidade dos outros a vista do desenvolv -
ment, que lhe d Bentham Sea utili-
dade conciste na maior soma de bens co-
mo obte-Ia despresandoa dosout-os? Po-
der-se- conseguir essa soma de bens sem
contribuir para a felicidade dos outros ,
para em retribuido sermos ajudados, e
respetados no exercio das nossas faculta-
des, a ufo ser ama soma de bens momen-
tneos e passageiros, sentido que lhe nio
d Bentham ? Ninguem dir por tanto
semilhante raso nio passa de urna vaga
deolamseio, e dando as palavras de Ben-
tham um sentido, que ellas nad lem.
O mesmo Publicista qaerendo refutar a
doutrina, que defeudemos cita huma pas-
sagem do Bentham, e depois combinaudo,
com o que diz elle em outro lugar ar-
ranja-lha urna contradicho ; porem ci-
taremos outra que iuda sem a menor ,
rtfleiio fas desaparecer a supposta con-
tradiccio. O Autor ingle* (diz u\ Cons-
tancio) tem estabelecido, que a le cria
delictos, e que toda a ac^io prohibida
por lei torna-te um delito. Um delicio
("diz Bentham) he um acto que produz
alguna mal ; pois uniodo a qualqoer to-
cto urna pena, a le fa* resultar um mal*
OSenhorB. C. esquece-se dos principios
de Bentham, e declama a lei pode pro-
ibir, que en salve a vida a meu pai, e
havera' motivos para ciiar-se um dilcto
da piedade filial? Diz mais que Ben-
tham se refuta admilindo delictos ima
ginerios porque sendo o* dilctos acqes
prohibidas por lei, segu se que nao po-
dem haver deli.tos imagiuarios ; pois el-
los sio actos proibdos por lei. Vamos a
passatfem, com que prern. liemos faser
desaparecer a contradigas. O que he
um delicio ? (diz Bentham no Capitulo
i. da classifioasio dos deudos) o senti-
do desta palavia varia .egndo a mate-
ra i de qne se tracta. i Tratase de um
sistema de loas ja establecidas j he to-
da a acca5 proibida pelo Legislador por
boas ou ms rates ; porem tratando-se
de um trame deteoiia para descobrir s
melhores|leis confirme o principio de utili-
dade; chamase delict toda mca.que
deve prohibir-te, era constqoencia de al-
gum mal, que produz ou he propra a
produsir. A vista disto he claro, que
nos lugares citados pelo S'. B. C, elle fa-
la no prmero dejare constiiuto, e nes-
te sentido dse jamos ouvir iu< Ibor deli-
nica5, e onde esta he inexacta? no se-
gundo porem filosficamente, e fiita cha-
ma delictos imagnalos as accSes inocen-
tes, ou que produzem menos mal, que a
pena empregada para sua repressad : onde
pois a contradi; 5 falando em um caso de
jnre constituto, e nqutro de jure consti-
t'uendo ? E' fcil notar couiradicSes ap
presentando pedacos destacados.
O Seohor Bentham chama somente d-
reito a faculdade que nos da' a lei de o-
brar esta ou aquella acca ; porqueprovn
q' as palavras d reito, obrigapio, penas,ser-
rigos ta correlativas) eque na5 havendo
le ellas na6 existem porem o que se
chama direito em Moral impropriamen-
te elle lhe d o norae de ficildade. Se
tivermos occa9a5 e for preciso voltareraos
a jusiifcar esta opiuia.Um Acadmico.
CORRESPONDENCIA.
Senhores Redactores ^ Sempre que o
Emprtgado Publico tiver occa o de pa
tentear sua conduta, deve fasel-o nio t
para que os seus amigos, e o publico im-
parcial, e judicioso coutinuem a concei-
i tul-obem, come para que seas inimigos
e desafectos se vejio sem armas para a-
lumnial o.
Esta occasiio me proporcionou O Senbor
Guarda Veterano com a sua correspon-
dencia, inserida no Diario numere l3i,
pela qual me attribue a falta de disciplina
do segundo Batalbio da G. N. do Poco, e
e o seu atrazo de instruc^io. Cumpre-
me pois destruir as falsidades que contera
aquella correspondencia presentar os
verdadeiios motivos da falta de diantu-
rri-nto do Batalbio do Poqo.
O primeiro, e cortamente o principal,
tem sido a dordia que tem infeliamente
reinado iVaquelIs Batalho e aoa prome-
nores da qual na5 de vo de^cer por que
elle, sio geralmente sabidos.
O segundo, tal va?, filho dj primeiro, c
tro Batalbio 42o praqai-, e nunca rp-
iresent que revesndose per simesmos nao com-
parecen! hoje os que copareceram
no Domingo antecedente e por
conseqnencia deixa de aporveita/ a ms-
truccio.
Perguntarei por tanto ao Senbor Ve-
terano se eu posso ser increpado da dis-
cordia quetem haido, e'da falta de in-
terense que eMa tem pioduzido nos indi-
viduos do Batallia? Estou persuadido
deque, k nao queier o Senlior Veterano
continuar acalumniar-me graciosamente
responder' pela negatisa.
O exercici de esqueleto por que re-
clama o Senbor Veterano ja foi, a muito
lembrado pormim, e tanto que rtquesi-
lei as necesai as fitas ; porem e.tas oauca
apaieceiio, como ptimamente sabe o
Senhor Veterano, que assim como igno-
ra as obrigacSes dos Insti ucterej Genes,
talvez tambem ignore que cstaa e simi-
Ibantes despesas nao sip feitas a sua costa,
e sim a do3 instruidos.
^esempealiando as obrigec5ei q' me im-
p5e o artigo 5, do Decreto de a3 de
N^vembro de i835, tenho por mu tas
vezes tepresontado nio s aos Senhores
Coromandante da L-gao comu aoe do
Batalho o que me tem parecido favora-
*el a nstruccio ; e porque as minha re-
pretentacSes e propostas nio tem sido al-
tendidas, ou tomadas em comidaraco,
sou culpado ? Nio de certo.
Attnbue meoSedhor Veterano, o mal
que Sedesenvolveao Batalbio us parada do
dia i de Desembro; O que tenlio expen-
dido distroe esta aecusacio, mais que-
iendo absolutamente destruil-a dirsi que
aiem d'aqacllo raz5ts concarreu mais
o eguinte. Reconhecendo eu qne o Ba-
talho nio estava ainda capaz de entrar em
huma parada, filo ver ao Sur. Comman-
te de jLegiio, queem deseropenho das or-
den do Governo nio aweutio as minhas
eflex5es, e por isso lhe propuz quesera
bom faser ejercicio de toda a Legiio pa-
ra in truil-a na marcha de continencia e
fogo rolante. Deo o Senbor Comman-
te de Legiio ordem neste sentido mar-
cando o Campo de Salgadnbo pura a for-
matura da tleg'io, e as seis horas da ma-
nbi. Ali m achti no da e^iora aprasa-
da com o ln-lructor parcial, eo Batalhad
de U mda, poiem o do Poco appareceu
as ii horas ta mach equando euquiz en-
trar era exercicio,os Sr>Officiaes dete Bj-
talha representaras que nio podu Ira-
balhar por estarem os Guardas mui-
to cansados, ao que snuindo e Senhor
Cominandate de Legio ea propuz que
so outro dia huvessa exercicio d segundo
Batalbio em sua parada noque confia-
do o Seaho^Coiri.naudante do BatalhaS
dea hiibs ordens, mais no da seguinta nio
spparecerad Guardas e apenas 3 on 4
Senhores Officiaes.
Terei eu tambem culpa desa filfa? 'O
Senhor Guarda Veterano que respooda
porque sendo Coramaudante de Compa-
ubi tambera faltou.
Confessn pois o Senhor Veterano que
me tenho em penhado em bem cumprir
mir.biiJ ebrigacoes, e que eu'.rs tem nido
as Cautas da indisciplina do Batalhio, pnra
a qual nio pooco tem concn ido este:-
nhor pirque tend" Commandantc do
Cempanhia nio tcm fjulsdo o Commen-
S
i^gi^^^;,^^g^i^-^{,sa---,-53aaaaaoa
danto do Balba.
Ja vou tenjio demasiado jxtenc por
Uso Boalisaiei dis. n.J.p que hum tecrut<<
deguerrilhas nio pode avahar do hora ou
mao metbodo que empreo, eentntan-
to apello para os dignos Seuhores offici-
aes daquee Batalhio.
Resta-me agradecerlhes Senhores Re-
dactores o favor que me fizerio tomando
a Si miuha de fez a pelo que ainda mais bum
motivo me deraS para assgoar-rn
De VV. SS.
Assingnante muito obrigado.
OMajor Ti ajano Cezar Burlsmarque.
T M E A T4R O .
Domingo a5de Junho, a Beneficio de
um particular se pora era scena um b;i-
Ih.mte expeciaculu (Ja maneira seguinte :
os professores da on hestra execularaa
primorosa Overtura Demoonteem Tracia
bcguir-se-ha ; de Castro, depois de narria coroada se-
r deeorada de rico a brilhuotc v's'.uario ,
em urna s.-Ia toda armada de damasco se
laia bilbaut s.-ena da coruagio. Um
muito elevado throno com docel, con-
tera e Corpo de D. Ignez onde sf lhe fa-
rad es-honras de Soberana da melhor for-
ma que se tem tpresentado neste Theatro,
apaiecendo todo o cortejo vestidos ao ca-
rcter e cooitox-s acrzaa que ternario
esta seena assus nt 1 nci lica ao sera da
marcha de I > igoez de Gastro o que
sem duvida muito simpatizar com as al-
mas umantes do terno sencivel: no firn da
peca se cantar o Dueto do Rio de Janeiro;
Madama Luiza nantai urna Alia Italiana;
daodo fina o rtivenim-.iito com o gracioso
Pantomimo denominado o Amtnte Esta-
tua. O Beneficiado pao su tem poopudo
a fadigas, e despesas para apresentar aoa
seus benignos ptotelores um expectaculo
tul. qu.-l tem poucas vezes aparecido oes-
te Theatro: o que espera seja apreciado
pelos seus b?nigno Ciincorrentes de qaem
esperas indinisaco de lamias fadigas. O
expoctacnlo prinoipr a plegada do Exui
Si. Presidente quesera annunciada^poc
urna girndola de logo do ar.
AVIZOS DIYEROSS.
No dia Sexta f<.ira a3 do corrente
mez tem cuutiuuacada pta^a dos ben3
pin horados a Jo:quim da Krnceca Soare%
de Figueiredo e nella he h-i de srr a ma-
zar o resto dos me-mos bens, qme sio es-
era vos de ambos os sexos, e ue ui fiaren tea
idades 6 canoas aberta-s, portas de eos-
ladinho da amarillo sacadas de pilr*
marmore duas moradas de casas gran-
des, estando urna por a acabar sitas yo
Monteiro, e urna olaiia no mosmo logar.
Wjr O abaixo ass-gnado tem justo e
contratado com a S-mhora Miiia Oipra-
na dos Pi asen s a eomttri de urna casa
terrea sita no hoco por tietraz de uatriz du
S. Antonio D. a ; quslqutr pessoa que se
julgarcom direito a d>t rasa por qualquec
maneira que *ej. deer apresentar na
casa do abaixo assiguado ruanofaD. i3
no praso de seis dia-, depois do qual h>
da ter vahdade. J*e i'erera Teixeira.
*^ Precisa-je d* "ma mulher idosa
parda ou peta fora para ama de um.i
casa de'pequea familia, e qae seja de
boa conduela : a ra das Flores D. 3.
sjry Um porluguez hbil para quil- *
qaer servicotendo bstanlo pratica de ven-
da epaderia, encachando dess-ranjado
off rece-se para cojo fim, com preferen-
cia a primera para o que prosta liauca,
quera d-< mesmo se cuiser utilisar declare
por esta lblh.i su* re curado e traisr-sa do ajuste j o mesmo
tambera dispSese a ser cakeio de ra,
p-'is h>: bastan>e assiduo no disrmpenbo
dedeos deveres, promete que nao sedosa-
giadariodo seu servido.
ajry Urna inolher muito capsz de tra-
tar de urna csss Iv*r, rosinhar, een-
poraar com perf-i^ jvenio conven n-
ca prope-se ao dito servido 6endc era
<-...sade liouieru sofe. iro pele que d co-
nhtcimjnito a sua p.-*oa quem pe*
tender anuncie a sua morada alim ds ser



DI4R10 DE PERMAMBUCO
,

i
procurada 0 iratjr-se dooegocio.
VjLf* O abiixoasstgnada^como cncar-
regado das cobranzas dos no vos e velboa
imposto de todas as bebidas espirituosas
do Municipio de (Olinda avisa a quem
L-ovier que al 26 do crrente mea espera
pelo emboleo deste qaartel ,e tnai' atra-
zados pois pretende ozar de exor-utivo
com quem ttm sido descudalo. Viceu-
teFerreira Mariano.
K^ A nessoa (na quer arrendar um
sito para ter vareas de leite quereno
do cm Fragoso coro boaa proporcSes an-
nuncie a su morada, oa diaija-ie a Olin-
da oa ra di bica de S. Podro n. 46-
IflF* Desaparecen no da 5 ov Marco
um menino pardo de idade de 11 aoaoa
com os sigmes segantes: cab -lio* pretos,
e corridos, buca rasgada o d< ntes la-gos,
os dois braco* com um caroatosrn cada 1
procedida da quebradura ; rogase a pos
toa que o achar entregar a seu p-te Jo*5
Neponucana na Boa-Tinta ra da gloria
ao p do fundi que sai a' gratificado.
Q^> O Brigue Nacional Casiquo sae
boje a tarde para cabo verde com escala
por Angola.
95^ Pfecisa-se de um caizeiro portu-
guei de la a 14 annos de Hade pira ven-
da : na ra dotogueira D. 4-
fi^^recisa-se de 100$000 rs. a pre-
mio por tres rnezes, rom bypo'hera em
um mu'eque ladiao, e fiel; quera os qui-
zer dar anauncie.
WW Precisa se de um rapaz br.'ji'eiro
ou portuguez de la anuos de idade para
caizeiro de venda ; na Boa-vista ma da
S. Cruz D. 9.
HT UmaSeohora propoe-sea tnsioar
ntsta praca ou tora della Icr, escrever,
contar, cocer costuras chans e bordar de
todas as qualides alcochoar, Uvarioto,
bordar de asto cacund, toucados e
maisenfeites para Senhora ; assim coreo
cosar de alfaide ; quem a pietendsr au-
nunce.
9* A pessoa que qusr fallar com Joafi
F.ibeiro Campos, dirija-se ao atierro dos
aifogados defronte do viveiro do Muoiz bo
armasen? do sal D.*ai.
tW* Queai qmsfcr dar i50J)000 rt.
a primio e joib por cento ao uaez aunuu-
cie.
V&" Negocia-se urna letra da quantia
de l50$0 Ore. aceita por Jo 5 Bapti.-ta
de Aibuqucrque morador no Erigen bo
Lirijgena9, quem a pretender diiija-ee
ao atierro da Boa vista ahilar com Joa
.Uaplista de $9uza.
fjry Fiancisco Pacheco de Sa. avisa ao
ptabheoque Braz Gonsalves Dinis no
maisseu caizeiro.
9" Quem iver urna casa para alagar
e quetenha bastantes coramndosanuncie.
9^ Precisa-sede urna ama de Jeito ,
escrava com pr< ferencia : ua roa da Cruz
no 6egundo andar da casa n. 18
jaB Ten do-so cUerecido pelo Diario
. i30, porarrendamento ou bypotheca
a liba denominada S. Rita amigamente
o Meroim prxima ao atierro dos A fo-
gados, previne-se ao publico que a dita
iibaainda se acha obrigada a bypotheca,
que d'ella fea ao Juizo dos Orlaos dVsta
Cidade pe'-a quantia de 1:600$ re, moe
da forte, que tirou do cofie respectivo ero
Fevereiro de i82a, o Teneote Coronel
Jq Ber:.andeMichilles, por quanto an-
da nao oi pago o principal nemjuros,
ns-m o dito bypothecaute, e piiroeiro
proprietario tem bens snlficieotes.
**/9P O Tabelio Bezerra faz diente que
no dia 2a do corrate fita o seu ca torio
estabelecido na ra das Trinzeirasao en-
trar pela roa do Carreo lado direito pri-
xneira casa tersea defronte dos Escrvaes
Ferreira e Aimeida.
*jy Das-s. a premio 5 con tos de r
em uro e praa vaina rom trez firmas
a contento, quem quiscr aaouncie.
C> Arrendase hum sitio na Povoa-
c5 dos Afogads, com d>us viveires de
frut
de Juuho : quem uella qiiiser car regar di-
rija se a ruadasCrzes venda numero 15
qoe achar*' com quem tratar.
COMPRAS.
PatacSes Brasilelros e Colomnarios
por pataedes Mexicanos, detraz do Cor-
po Saoto principio da roa da Cruz, casa
. 67.
9" Urna cadeirinha da Baha j que
nfo seja muitorica : quem a ti ver annun-
cie.
9W Um preto de 18 a 30 annos de
idada qoe seja fiel,, e nao ttnha vicios,
tiboa nao tenha habilidades: Da ra
do mondo novo lado do sul D. 5.
rjr* Moeda de cobre test liza: na roa
do Queimado loja D. 7.
VENDAS.
Divertimento campestre, nu deseo
brimeuto da sorte de cada pessoa', que a
quizer tirar; seguido de requerimentos
jocosos e uma parte da Mytologia dos
Deoses fabulosos, tanto quanto he neces-
sario para insti ucio do leitor 5 obra pro-
pria para oceupar a sociedade as noitesde
S. Joa6 e S. Pedro e &c. vende-sena
praca da Independencia loja de livros n.
37e38. porfO _*
-- sJuSa* Um novo JgodeSortes mpresso
em 188 paginasd'oitevo grande, conten-
do 1O24 quantos bastantes jocosos di-
vididos por 3z Surtes as quae< ofierecem
om lindo entretenimento astS jciedades q'
festejio o dia de S. JoaS : no Reeifa loja
do Sr. Cardoso Aires ra da cadeia na
Boa-vista Botica do Senbor Joequim Jo-
s Moreira defronte da Matriz, e em
Santo Antonio loja do Senbor Bandei-
ra Jnior ra do Cabhga' e na Travessa do
Rosario para o Queimado taja n. y onde
se vendero outros rnuitos impressos em
diversos fotma(os, tudo por proco com-
modo.
^ IfW1 Coais de Dro't Public interne ej
externe par Sil ve. (re Pinheiro Ferreira:
Sup'^mait au Guido Diplomatique de M.
le fiaron Ch. de Martens eontemnt i.
observations anr le gurdo diplomatique ;
3.". Pi ecis des principes de droit public
servant de base atix cbjvrvatiops p-ece-
deutes; 3.Table Alphabrtique geuerale;
par le mesmo S. Pinheiro Carta Cons-
titucional de Portugal e CooUitui'co do
Brasil esua reforma co:a obse va^rs
do dito Silvestre Pui-h ro : sa praca da
Judependencia loja de livros n. 37 e 38.
O N." 5. do ECHO da Religiao e do
Imperio, tiaO avulso na piaga da'ln-
dependencia n. 37 e 38; e recbese as-
signaturas a 3ao is. por mez.
1X5 Chapeos de paliuha para senhoras
e meninas fivellos bertas de muito bom
gosto :* na ra nova D. 9.2.
" a^ iccionario Francez porttil por
Fippon Intrncviodc priocipiaotts com
a vida de D. Joa6 de Castro appensa a
Galicana, ou a cruelissira* guerra dos
cese Gatos; na ptaca da Independencia
loja deencaderuador n. 26.
/jr Salea parrilha muito boa ecLe
gaJa ltimamente d fora : na ra da ca-
deia D. 5 a fallar com Fiamisco Pacheco
de S**.
sxja Urna preta boa engommadeira,
e eosinh ira: na ra da cadeia velha n. 5.
Graixa. biasileira de muito boa
qoalidade, por precocommodo tanto em
peixe, e iruteira, e te.-n suficiencia para
aeoruodar vinte e cinco vacas : quem o
pertender Ta' a roa da Gloiia sob ado D.
38.
NAVIOS A CARGA.
Pera o Re Grande do Norte.
A Barcaca Victoria de qne he Mostr Do-
mingas Silvestre, eegoo viage no dia %7
dnzia como a retalho : na prac-a da Inde-
P'ii'eur.ia loja D. i7.
8^5* Um muitquecrioulo da 18 annos
r f lar como Oestribuidor deste Diario em
Olinda. 4
QQF Urna negra da nacaoajgola da 20
annos de idide muito boa cosinheira o
engommadeira cose e lava : na praci-
nba do L vramanto por cima da loja do
Sr. Herculano Jos de Freilas.
JJT Urna poreo de pannoi azuis,
propriopaia faldamento de soldado: na
ra do Queimado D. a.
eK> Caizas de traques de 40 macos ca-
da orna por preco com modo, a retalho ,
ou atacado : na ra da Cius n. 56.
|r^r Maios tijolos de al venara : na
ra di Conceicsoda Boa-vista t casa (er-
ica defronte da mesan C*pella.
Um negro de aO annos de idade ,
official de alfaiate : na ra da cadeia ve-
lha o, 40.
tp^ Ura escravode a5annos de idade
proprio para todo o erviso: na ra da
moeda n. l4>
*jqp>* Vella deoeboda trra a i60a du-
zia : no pateo do Carreo quina da ra de
Hortae D. 1.*
|L9" Uma|mulatade?o annos de idade,
cose engomma ensaboa faz lavarinto,
e todo o Dais servico de casa : no porto das
canoas casas novas do Mesquita no segundo
andar.
PS> Taboado de pinbo de todas as lar-
guras e comprimentos para assoalbo e por-
tas a preco muito commodo assim como
um pouro de refugo : no armasem do be
00 largo do fallecido Bento Jos da Costa.
h ft^> Um panno novo com muito boas
vozes, b a onstruco e todo de Jacaran-
da : na ra nova D. si casa de Thomaz
de Aquino Fonseca.
Novos sortimentos de calsados de
todas as qualidadeschegados ltimamente
de Lisboa : butins de beserro ditos a bo-
tonados ou butes, sapatos aqueturnado,
ditos de orelba ditos para meninos tam
bem de bezerro, sapatos de doraque de
todas as cores para Senhoras e* menins,
chinelas de mouro para homem e mulber
ditas para meninos e (amneos de todos
os tamanbos sapatos liancezes da mar-
roquim para Senhoras chiquitos par-
meninos, ebotinziohos, chiuelas de mar
roquim para homem e sapatos de bezerro
francez de urna sola e deduas muito ma-
cise bem feitos os quaes servem para d-
cas, galhochasde todos os tamanhos a aj^rs
au par, pelles de marroquim, rap amia
preta prieeza da Bahia e sorlimento
completo de raiudesas de todas anualida-
des tudo por menos preco do que em ou-
traqualquer paite: ua praca da Indepen-
dencia loja nova de Jos Antonio da Silva
n. 7e8.
9/9" 4> basriz depolvoara fina da la
bi ira do Rio do Janeiro : na ra da Cuia
n. 16,
W Sei canoas de aasirelo e duas fo-
Ihas proprias para barcaca oa canoa de
agoa na ruada Cruz do Recie de (ras do
Corpo'San'o n. 30.
*v3t" Capim de planta muito novo a
160 o feizo, do verde, e do murcho, a
iaO, e lambeta seda por freguesia, pon-
do-se em casa dos fieguests : na ven-
da de Poito das Canoas da ra nova
na quina que vira para a roa das Flo-
res.
fjAv* Psde coqueiros: na Agua fra
junto ao sitio de Antonio Leandro, em
casa da crioula Damazia.
t9* Superior vinho do Lisboa PRR ,
dito Sette dito branco, licores de diver-
jas qualidades vindo de Lisboa, as,Rte do-
ce aletria, passs novas, tou inho de
Santos, queiji s superiores ditos inferi- I falla [bem e muito desembarazado, este
es, azeitonas ginebra, ago-.-ardeute de
vanas qualidades, e todos 08 mai? gene-
ros de venda por preco commodo ; um
bra?o de bal-nc 1 e quatro terooi de me-
didas de folha em bom uzo e urnas corren-*
tes de cobre: no pateo de S. Pedro D. 5
venda que fas quina para a ra do fogo.
ESCRAVOS FGIDOS.
ajqa^B fugio no dia ij do correnle um
muleque de nome Joo crioulo de 19 a
20 annos de idade, com ulioo de sapa-
teiro eCanoeiro, secco do curpo esta.
tura regular, cabello cre-cido; o!hos
vermeliius, liaragrosso e chato', ps grar-
des e apaletados levuu vestido caUa de
ganga* camisa de riscado azul, ja suja
que o pgar Jevem o a beu S-. na caa que
faz quina para o beco do Loboto D. 1.
*Jr* Da se de Gratillca^o a quaotia de
l50<25000 a| quem pegar dois ejeravos a
baixo declarados. Fugioda Pasajem da
Vladalena do Sitio de Jos Joaquim da Cos-
ta Leite no dia j2 de Janeiro do corate
anuo as 6 horas da tarde om negro por
nomo Jos do gentio de angola estatura
alta e gordo, pernasatgama cousa arquia-
das bastante barbado levou vestido?!-
3a o cemita de algodo de manga curta ,
cojo negro tm urna cus^lla quebrada, e
com a molestia di puchado esto eicravd
veto do Marauliio par! s?r vendido aqu 3
pieto foi nascido e criado no matto tem
parentts at nos sertoens ; quenj della
soubarouder noticia tem de gratificicau
100^000 na pracinha do Livrameuto
loja de fazendas D. i9.
Tabeas das mares eheiai na Ptritio
Ptrnambutti*
i7Segunda g 8h. 6m
1 8-r54
5 18T: 3
-19 -Q-' 1-a.
^ a0 -Q: -
n aiS: m a
5 2*-S: m
a3 ;D: 0 03
- 9-4a
- jo-50
- n i8
- la 6 m
- 0- 54 o
Tarde.
fManbf
m
N'TICiAJ HARITIMAS.
Bo.rdeja no lameiro um Brigue Ioglez
Arques Capita D. M. Neill, vindo do
Ilafax cm 5o das : a Ca moni.
PfiRN, NaTiP.DK M. F. F1RIA, l837.
do sitio fugio outro por nome Joaquim na-
ci da costa, olhos I vsgos alto, corp.T
regular representa ter 4o annos de ida-
de ladino masum pouco alravessado no
fallar, com Taita de cabellos em um lado
da cabeca de carregar pezo; qoem os pe-
gar os poder levar ao dito Sr. na roa da
.Vladre de Dos loja de fazendas.
. Antonio naeao' Carange fngido em 20
d Fevereiro de i836 com os segnaes se-
guintes: estatura baixa bem preto
denles abertos olhos afumacados, cara
alguraa cousa comprida, e escamada ca-
beca comprida pequeo puxado para
traz -ambos os |.j largos e as unbas de
algums dedo dos meamos ps im per h i tas
tem em hum do-.lado o poue-n cima
das'costellas cicatris-sja antig 1, q'trou-
ze da sua trra tem auis de 18 annos da
idade, ja com principio de barba, ore-
Ibas pequeas, tem pela cara algumaa
marees debexigis bem ladino sempre
carrancudo escravo de Thomaz Joze de
Sena morador no Bafro da Boavista ao
y da ponte Velha.
avy No di 19 do corrente fugio um
moleque crioulo de nome Joio com prin-
cipios de marcineiro cornos biguaes se-
guintts : tem de idade iQ annos na mi
e.querda junto ao dedo mnimo urna cos-
tura da qoe'madura junto ao olho es-
querdo um pequeo buraco de natucesa ,
levou vestido calsa de estopa e camisa de
biim : quem o apprehender levem-o a
ra da Cruz n. 38, que sera generosa-
mente recompensado.
%f Um preto de na?a5 Ingola de
nome Jo: muito preto, hartado, levou
vestido camisa de xilla, calsa de estopa ,
thapeu de pajha ; qualquer Capitio de
compo que o pegar levem-o ao engenho
do Jiquia' ao Coronel Manoel Cavalcante,
que sar recompensado.
/9a Fugio -no dia 2o do corrente Maio
de om cilio noBaibalbo do Senbor Joio
Je S Leitio um preto idoso, com carni-
za e siroulla de estopa,' ura chapeo de
seda velha, baiba branca, cressida ,
cabellosum tanto solt, alguma cousa que-
brado das verilbas, e com um sorra de
cpuiode viadooudelevaa suaroupa, e
urna xoupa encostada em hum borda,
julga-se ter bido para sitio da xarnerra
do Cngenho a?erapama alem da Villa do
Cabo meia legoa ou para a Cidade da
Parahiba do Norte : a pesoa que o apre-
hender lere-o ao mesmo sitio ou no At-
ierro do Aff.-gado lado esquerdo ao sahir
desta Fraca csale duas portas D'i2qua
ser recompensado.
VKtv* Fugi. no d>a 19 de Marco do an-
nopassado, um preto crioulo de-nome
Joaquim, que representa ter 3oannos de
idade, com os signaes segaintes : aliara o
carpo regular rosto redondo cor fulla ,
e no rosto algutnas marcas da bichigas ,
pouca barba peinas finas, ps pequeos,


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