Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08088


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO DE 1837. QUINTA FEIFU
22UE JLNUO. N. 131
e-giiaa-1..!1.. au.s-LJ-i u aa------
PERN. na TYP. db M. F. or FARIA. 183T.
DAS DA SEMANA-
19 Sepnnda anta Julianna- Aud. Jos .mizos rio
Cr. de m. c de t. ses. da Tliez. Publica e Chae,
de t.
20 Ter^a S. Silvestre P. Re. de m. e aud. do
J. de O. de t.
21 Un.irta S- Lniz Gonzajja. Ses. HaThesniraria.
ii (tunta S>. Paulino, b. llcl. de m. aud. do Jl
do C. de m. e Ch. de t.
23 Sexta jejum S- Joao sacerdote Ses. da Th.
Pub. aud. lo J. de O- de i.
24 Saliado f Nasci'mento de S. Joio naptista.
23 Domingo /\ PnrczdeN. S. Quinto, iniig. as 3
horas e 39 m. da m.
Tirio agora depende de nOi meimni da noui pra-
deo, moderarlo, e energiaicontinueuioscoina
principiamoi, lereinot apnntadoi com admira
cao cnire ai Nagoei man culta.
Proclama/; a Jitimblto Utral i* lrni<
SebaBteVe*ea a lOOOrs.mensaea pagoiariiantadoi
nena fy pografia, ra das Cruzes D. S, e na Pra-
ca U Independencia N. .17 t SH \ onde >e reeebem
correspondencia legalisariat.e aniiiincins; nterin
do e eate trrati->endo donproprioi aiiignamei.
a Vlndo atsig'nadni.
CAMBIOS.
Jando 31.
JLiOndre S8 \\2 a 28 Db. St. poi I, ctrd.
Lisboa65 uor**|u premio, por metal, Nom.
Franca 33U a 335 Ha. por franco
llio de Jan. 6 p. c- de prem.
Mnedas de 6,400 14,000 as velhas, novas 13,(300
4,000 7,4(jO a 7.200
Peao Colimares 1.50.) |,50
dilto Mexicanos 1,440 1,000
Patacoes Brasileiros l,50j 1,56o
Premio da lettraa, por mea i 11'< por o|o
Cobre apar das sedulas
PARTIDA DOS CORRRIOS.
Olinda_Tid i.i o da ao meio dia.
Goiana, Alhandra, Paraiba, Villa do Conde, Ma-
matguape, Pilar, Reai de S. Joao, Orejo d'Area,
Kainha, Ponibal, Nova de Sonaa, Cidade do Nata'.
Vil'ai de Onianninha, e Nova da Prineexa, Cidade
da Fortaleza, Villas do Aquirs, Monte mor novo.
Aracaty Cascarel, Caniid, Granja, Imperatri*'
S. Bernardo, S. Jobo do Principe, Sobrar. Novad.
KIHey, Ic, S. Matlieus, Reacho doaangue, S
Antonio do Jardim, Queieramobim. Parnaliib
Segundas e Sextas leiras ao meio dia por via da
Paraiba. Santo antao-Todas as (juintas leiras a.-
meio dia. Garanhuiii, e Bonitonos da 10 e 24
de rada mez ao meio dia, Flores no dia IS de
cada mea ao meio dia Cabo.Serinliaum, liio Fcr-
mozo, e Porto Calvo-no das I, II c 21 de cad
mez- __________
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
Cenlinuaco do Relatoiio da Repaiticio
dos Negocios da Fajeada.
DIVIDA PUBLICA.
Externa.
O Estado da nova divida era 30 de Ju>
nhode 1837 sera' do seguate :
Total.. i,i75.398 la 3 6.5a9:992$aqi
^--------------ii ii. i m
O jaro dos empreslimos Brabileiros es-
ta' pago al o segundo Semestre do anno
p. p. vencido em Outubro; e com as re-
mesis feitas | ou se o total deltas nio
chegafse em tempo proprio, com algum
hupi iraeuto a que stmpra se presta os nos-
sos Agentes na Praca de Londres,nio po-
de ha ver dovida de que igualmente o loa-
se o Semestre vencido no i. de Abril
ultimo. Nio acontece ansio com a amor-
tisacio que nio se ba feito em huos des.
dei830, aemootros desde i8.ii inclu-
siva, como tereil no quadro aqu junio.
A enorme soturna a que ja monta asta
paite atrasada daquella divida, o onus
que e-ta falta nos impoem, forcaodo-nos
ao pagamento de hum juro que ja boje he
superior a Ls. 15 000 por anno, a anda
nuisa condicco estipulada de resgatarem-
sa ao par todas as A plices nio amo ro-
sada dentro do praso em que deva espi-
rar o pagamento dos emprestiraoi, ludo
Augustos e Dignissimos Scnhorta Repre-
sentes da Naci, ludo despertara' sega-
iament vosea attenqio. He ceitoSenho.
res, que v. sempie baveis authorisado
o Ministro da Fatanda para faser aemor-
tisacio relativa, porem das coatas apre-
smtidas e das que tersi a honra decffe-
cecer-vos conhecereis igualmente que
mingoa de meios nio tem sido possivel
satisfazerem-se vussas boas intencec.
Oemprestimo Portuguez, que pela con-
venci addicional ao Tratado de i9 de
Agoto de i8a5 passou a cargo do Brasil,
e qnede noaocomraeoou a ser pago no i.
deDesembroda 1855, tem sido regular-
mente aaptisfeito no juro, eamertisacio
at. o 2. Semestre do anno p. p. e esto
dadas as providencias para que o seja no
1. do presente anno.
Desse Quadro veris que o Govcrno da
Rajaba Fidelsima pagara por conta do
Brasil Ls, 487:500 do juro do empresti-
me Portnguex, que o transacto Governo
deste Impcio deixara de pagar deste Ju-
nho da i828, e assim continuara aus-
penco atjuubo de r835. Esta quantia
be agora reclamada de uq: urge por tan-
to qua abelileis no Gorerno para p^-
ment dessa divida como exige a honra
Nacional.
De Ls. 375 000 em A plices valor no-
reinal, que o quadro a presunta como a-
mortisica atrasadada, o Governo Por-
luguet reclama ja a custo de Ls. 183,45o,
que diz lia ver comprado para araoitisar :
para tu5 faser porem huma distinca que
por agora uiojulo liquida riem precisa,
dou o total das Ls. 375.OOO, como di-
vida ao empre-limo divida, coja gra-
dual exlinc$a5 nio pos*o deixer da mui-
to racommendar.
II1 pendente outra conta entre os dous
Guvernos proveniente de diffrcntrs pa-
ga ai tutos, e deipesas feitas pelo Brasil a-
qui, e na Europa a conta on sob o ti-
tulo deLs. 6>o:ooo que pela citad G' n-
vencio addicional se deviio d.ir a El-Re
1). J lo VI; mo-ii-,i ella hum B. la rico de
lib. 20 :76o,, i7,9, a 00930 favor; a com
quanto essa qoautia t. ulia de soffier diroi-
nuicao a viita de certas reclama^des de
Portugal, que parecem admiisiveis to-
daviaoSaldo sera' sempre contra aque-
le Reino, e devera' ser deducido da im-
portan -ia do juro do emprestimo, se
emsua stbedoria o Corpo Legislativo de-
terminar o pagamento di II ,- n ha ven
do a menor dependancia do ajuste final
daqutlla conta alias ja incetado, para to
mar-se qualquer madida acerca dtsta,
lquida como he du sua nOu c a.
Oj fundos Bi-il' iroj na Praga da L >n-
dr.s ji sti vtr.. neste anuo finauceiro a
87, e ba sahHa do ultimo Paquete 6 a-
vo a 85. Os do empreiticu Portuguez
a cargo do Brasil, que em i835 cheganS
B95, valu pelas ultimas noticias a 7I,
i lo he mais 26 porcentn do que os r< v, n-
tementa contraidas por aquella Reino,
com igual ju o.
O camino de nossas remedas em La-
tras para Londres nguloo a 35 3|8 d. st.
por 1JJ: em gneros apenas se remetteu
Pao Brasil; u cabe aqui cumprir o dolo-
tosodever de cummuoictr vos, que a ie-
messa dt-sta pecioso ramo de oossas ren-
das Publica?, nio he ji privativa da Ad-
ministragodo Imperio,pelo principio sus-
tentado pelo Governo de S. M. Biitanica
da livre importacaS de-se genero em lo-
dosos seus portos, como ja tive a honra
de tofoi nisr-voj no meu anterior Rel?-
torio, O feliz, exi o do primeiro
contrabando deste genero convidou no-
vo! emprebendedores, que a seu salvo
tem ali enviado d versos carregame .tos,
francamente despachados, e vendido-, a
despeilo de fortes reclimac&rsdo Ministro
Plenipotenciario do Imperador, bem co-
mo das do Governo doMesmo Aogusto Sa-
ri lior. Para obotar pois a provavel cou*
tiuuaQad de ta gran le e prejudicial abu-
so, que por vagouha nos a nad pode ser
le arlo a afeito sem a mais escandalosa con -
ni venca de huma ou outra Autoridade
das provincias exportadoras tnh > lin-
eado mi de divaisaa providencias e o
(i 1 ver no e-pera du vossa sahedoria todas
aquellas, que adeqaadas a tad importante
fim pos>ad ultrnpassar as raas de tu as
attnbuices ; nao sessando no entinto
.'eu- esioigos para con ventee o o .1 ver no
Britnico da injustica de um semelbanta
procedimento.
Interna.
A Tabella junta ao orcamento mostra o
Estado da nssa divida fundada cojos ju-
ros e amortHacio aommo h je Rs......
1,483 390^000, mas, dado por com-
piti > Oedilo conredido, sera'de Rs.
1,600.000^
Al ci'nn de Juoho dei836 montava
a nosaa en..ssio a cargo da C'uixa d'A-
moiti-'ca > na quantia da Res.........
ao i8,000J),eai o fim He Marico do coi-
rente dt Rs. ai 0a7:600-), a aalier : de
6 poi Cento aO.293:60O#00O ; da 5 por
cento 6l5:OOO$00O j de4 por cento
119600$.
Tem-ae resgatado daj primfiras.....
3,661:406$ : edaasegundas 149:400$ ;
restanoo por lano na rirculaQtd de
6 por rento 17,631 600$: de 5 por
ceid 465:600$ ; e re 4 por cento.....
ii9:600$ioo : ao todo Ri. i8,ai6$8oo.
Das Apolices c- mpia'tas com os fundos
rereoebilus do cofre dos Depsitos Pbli-
cos conservndose em raucio R'is ....
544;800$ a saber d? 6 por cento 469,400^
e de 5 por canto 75:400$.
Ds compradas com o reodimeoto ap-
plicado a amorti aca do ppel moe-
d, rom juros de 6 por cento Res.....
i356O0$.
Do Crdito de 7a00:eoo$ioo para
pM aliento de pies- se ha despendida
at o fim de Margo do correte r!ei- ..
6 4.16.8 0$.
Golpeadas por conta da arnorlisacio de
6 por cento Reis 1.968:4 t$
Das amor tisad-s At 31 de Mirco que
davem ser golpeadas no fim do anno
corrente 8ooc$ooo j de 5 par cento
74:000$,
o jotos em depo to at o ultimo de Mar-
90 do corrente exi-tiio Res 52,i78$34i
a saber 5 de 6 por c to 46.53a$986, tj
de 5 por cento fU 5 (i.5$354.
O moviroento do t'uud Publico no
anno fininceiro de i8351836, por trans-
ie. enca, luid- R 6703.400$.
O Preco medio ae6 poicu(.to rreulou
no mesmo anno finauceiro de 1835
1836 a 88 e 7 cmlessiroos por cento.
He em extremo satijfatorio ao Govor-
no o ter sempre de vns communicar q'
ocrdto dflctixa, t doa Fundos Publico
vai em c ntinuo progresso dando por
ct rt) a pn.va mais convincente da boa le,
e ragalaiidade de sua administracin creio
firmemente que eui quanto clia .assim
continuar, a afio achara' com esso cr-
dito todos os recursos para acudir so-s
necessidades urgenlas, e estra.^rdinari-
iias, como agora mesuso acaba de expe-
rimentar.
No meureiatorio a presen lado na Sas-
sio de i835 vos pedi a interpnticio do
Artigo 39 da Le de 15 de Novembro de
1837 : el/a ae faz necessaria, porque a
ser verdadeira a que Ibe deo o meu ante-
cessor oTheaouieiro precisa vender A
plices para indenisar-se do que ja tem
pago de dividas menores de 4" $
Outra especie tem occorrido, e contino-
ara' eoceurrar, a que so precisa provee do
remedio, he a carencia dos meios paia pa-
gamento os juros oas dividas qoe inser -
po, e se vio ins.revendo, vencidos do
corneco do anoo de 1827 em diaute ; pa-
(jiieiiiodi tj' nio tem c irado a As emble
Oeral, equo todava lem sido feito pela
Caixa Geral, consequeocia talvez oa
maueira muir exacta por que se deo
exc-ii-cao as ijpcsicSes dos artitos 19,
2o, ai da Lei de l5 de Novembro de
1827.
Agora mesmo se ex'ge do Thesouro o
pagamento de Re* 4^7^4$o75 de juros
vencidos nis dividas insciipius de, Samu-
el & Phd-pi, L no Jos Gomes e de Fran-
cisio de Paula da ilva provenientes da
qnantia de Reis ic9 465$978, por cuja
somma obtivera Senteura toot>a a Fa-
zenda Pnblica como poitadores de Ij-
tras sacadas pelo Eiaio d Brasil pu
conta das 3oo,oco Lib., que o Governo lu-
gle'z enliegou ao G.vcinoant> Portuguez
para pagamento de Presas t.itss na Cos-
a d'.iltfca. Por *sla occariio cabs-nie lam-
brar vos igualmente a decizio do ol>iecto
-na vot fu presante em meo t fficio Ce 5
de Se'embi o passado.
Fxulindo em seu v gor a Provizo de
37 le Ju hi de l8a4 q'm-'nijou suspendec
na Baha o pgame mo de dividas contra-
hielas durante a ocopafio das Tropas Lu-
z.u..u-b e vigorada esta dispocco pelo
Artigo 31 da Lei de 24deOutnbro de
i83a, todava foraS ali ineciiptas e psgas
alguuias dessas dividas : o Govtftio porem
acaba de mandar anuullar ojas iu ci ipces
f pagaucnto.
(Caitinuir-se-ha).
PERNAMBCO.
DIVERSAS REFARTJCOKNS.
CORREIO.
O Bigut Poituguex 24 de Julho da


DIARIO DI PB1MAMBUCO.
que be Cap* Msnoel dos Santos sai para a
liba de S. Miguel no da 5 de Jullio.
A Sumaca S. Josa Pala fox da qual he
Cap. Ignacio Marques sai para o Aracati
no dia 29 do correte.
O Bugoe Triunfo Americano recabe a
mala para L'sboa koje 2a as lo oras da
manbi.
MESA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. ia5.
ARCN A. L DE HAR1NHA.
ANNNClO.
Fax-*e scieDte ?os operarios do Aisenal
de Marinhs que ne dia 2o do correte
e pagou a feria vencida a quime deste
mes.
Arsenal de Marinba ao de Junbo de
1837.
Antonio Pedro de Carvalbo
Inspector de Arsenal.
OBRAS PUBLICAS.
ED1TAL.
Tendo-se de proceder se 1 econtiecirarn-
to, medicaS, edemarcaca5 dos terrenos
de Msriobas desta Provincia o Sr. las*
{lector Geral das Obras Publicas manda
iser sriente que as Instrurcoeos de i4 de
Novembro de i832, Art. 2. determi-
nad qu Ihe sejao entregues os ttulos das
concessoen* feitas so* particulares pelo
que convida aos Concesionarios dos refe-
ridos terrenos bajad de lbe entregar os res-
pectivos titulo*.
Inspeeca das Obras Publicas I9 de
Junbdde183/.
Joa Francisco Bastos.
Escma iutiiino.
AKNUNCIO.
O Teen te Coronel Firmioo Hercula-
no de Moraes Ancora enca regado pelo
Exm. Sr. Presidente de ensinar Tupo-
grapbia convida as pessoas que a qoi-
serem aprender a ipietentaiem se na
Inspecco das Obras Publicas munidas dos
documentos que provem estar habitadas
na forma do art. 27 do respectivo Regula-
manto fim desarem matracaladas.
Inspeccad das Obras Publicas ao de Ju-
nbo de 1837.
Moraes Ancora.
ANK UNCI.
O Conmandante Geral do Corpo Po-
licial faz publico, que por inconvenien-
tes nao pode ter lagar 00 dia a4 do cr-
rante o cocDpsrecimento daa pesajes que
se quiserem propor a forneoer d'egoa o
Q'uartel do Corpo de seu commando, co-
mo tem annunciado fioande por tanto
marcado o dia a6 ae 10 oras da manota
para ae tratar do referido contrato.
EDITAL.
O Fiscal do Bairro da Boa Viata Fran-
cisco de Barros Falcad de Lacerda Ca-
valcanti.
Faco sabsr que se acba em vigor o .
7. c do Tu. 8. daa Posturas M-juiipse,
que proiba os figos sollos, roqueiras, e
bombas ; e qne em concequencia o
inesmo Fiscal previne a todas aa pes*oas ,
que costomr a inflingir as ditas Posturas
neste Artigo para que o nao facad e que
ficaS incursas na pena de 4$ooo rs. ; e
para que chegoe a noticia a lodoa mandei
publicar pelo Din o.
Boa-vista 2o de Junbo de 1837.
Francisco de Barros Falcad de Lacerda ca-
valcanti.
PRBFEITURA.
Parte do dia al de Juaho.
Illm. e Exm. Sr. A excepcad de
Fusiaquio Francisco de Biito pardo, re-
intuido pelo Sub Prefeito da Freguesia de
Affogidv*, por er de m conducta, nin-
guem mais foi preso, e nana conste, que
bouvesse tnaia no vi Hade.
Daos Guarde t V. Ex. Prefeitors da
Comarca do Recife ai de Junbo de I837.
Illm; e Exm. Senhor Vicente Tbo-
mas Pires de Figuereo Gamargo, Pre-
sidente da Provincia Francisco Antouio
de Se'Brrelo, Prefeito da Comarea.
Cmara Municipal de Olioda.
5. Scelo ordinaria. Presidencia do Sr.
Guedes em 12 de Maio de i837.
Aberta a Secfo comparecers os Snrs.
Ferreira, Laages Jnior Meciel Moo-
teiro, Roselles, e Albuquerqnofaltando os
mais Senh ores com causa e lida a acta an-
tecedente foi aprovads.
O Secretario dando conta de expedien-
te mencionou um offioio d > Jais de Pax
Suplente da Freguesia do Poco Joaqoim
do Reg Barros Pestoa participando a-
ohar-ee doente, eque por eso md poda
comparecer pessoal para dar o juramento
para o q' bavia dado a Jos d Mello Cesar
de Andrado para por elle prestar o jura-
mento : a Cmara resolveo que setomasse
o juramento ao dito Procurador nomea-
do. Oatro oficio da Cmara do Recife
incombindo a esta Cmara o rhamamento
dos Elleiteres da Freguesia de S. Louren-
co i posto que boje pertenca aquele Mu-
nicipio : a Camas firou inteirada. Outro
do Jais de Paz de S. Pedro pedindo a-
provagad em Manoel Jos do Nascimento
pira Escrivad de seo Juioo : a Cmara a-
provou e mandou ce officiasse ao dito Juis
para que compreos o Cidadioeleito. Na
misma Sessfo le-olveo a Camera que so do-
ce noramente valor a Passagem do Caldo*
reiro visto que sndando em Praca nfoha-
vo aparecido laceadores, e passandoa
votacfo foi avaliada pola maioria dos Sn.
Venadores na quantia de 66$ooo preco
pelo que se havia remetido quando per
lencia a Cmara do Rec'fe sendo do votos
osSrs. Venadores Dr. Roselles e Albo-
querque que di rio a va I i cao de 80$ rs. ,
e o Src Venadores Laages e Ferreira
sendo de votos de 1 oo$ooo rs. O Senhor
Presidente annuio avaluca de 66$ooo
rs., por assim convidar mais aos lanea-
dores e msndou a Cmara se afixaase edi-
tar) para ser arrematado dita Pa-sagem
nos das 17, ao ea3 do correte.
Ouver. varios requerimentos de partes
que forad despachados e por ser dada a
hora o P. levantou a Secead de que fiz es-
ta Actaem que assigoario. Eu Jos Joa-
quina de Figueiredo a escrevi. Guedes P.
Laages Jnior. Maoiel Monteiro. Ferreira.
Albuquarqae. Passes.
Esta'conforme,
O Secretaiio Jos Joaqoim de'Figuei-
redo.
6. Se-sio ordinaria. Presidencia do
Sr. Guedes em 17 de Maio de i8S7.
Aberta a Sescid compirecerlo os Srs.
Veiiadorss Pasaos, Roselles, Ferreira, o
Albnquerque faltando os mais Ss. com
causa e ida a Acta da antecedente foi a-
provads.
O Secretario dando coota do expedi-
ente mencionou hum ofBcio do Exm.
Sr. Presidente no qual manda que a C-
mara faca imprimir saes resoluedes pelo
Diario: inteirada. Nesta Se-sio o Snr.
Dr. Roselles propoz que se officiasse ae
Exm. Sr. Presidente da Provincia a fim
do mesmo Sr. dar providencias sobre os
l< cedidos, e marcados na Lei do O cemen-
to de oito de Junbo de 1836 para a ilumi-
nacad da mesma Cidade e ser publico q'
ja te bavia precedido a errernatecf o da pn
roeira illuminacad. Nesta mesma Sessio
foi metido a pregfo a Passagem do Calde-
reiroe nio comparece! o laneadores.
Hpuverad varios requerimentos depar-
tes que forad despachados. E por ser da-
da a hora o Sr. Presidente levantou a S< a-
tio de que fiz esta era que aasignario. Eu
J. J. de Figueiredo Secretario a escrevi.
Declaro que pelo Procurador desta (Cma-
ra foi epreseotadas euas cootas do trimes-
tre findo em Margo do correte. Eu dito
Secretario, Guedes P. Pasto*. Albu-
querque. Ferreira. Rosalas*
Esi conforme. *
O Secretario Jos Joaquina de Figuti-
rsdo.
PROMOTORIA DO RIO FORMOSO.
Illm. Sr. Dr. Juis de Directo do Cri-
me d'esta Cidade.
Eduardo Soares d'Albei gsria Promotor
Publico de-ta comarca do ro Formoso
pecante V. S. denuncis de coronel Luis
Eller Prefeito deste mesms Comsrca e o
motivo de sua denuncia he o segoinle.
Teodo naufragado na preia de Temenda-
l hum Bi igue carregado de diversos ob-
jselos de grande valor compttindo a-
quelle Prefeito dar todras se providepciae
para que elle nsd fosse roubado por algu-
mas psssoas moradoras naquella praia ,
cerno econteceo } sendo de admirar ter
ido elle com forca sufkiente psrs imps-
dir ja prendando aos criminosos desse rou-
bo, ja aprebendendo os objectos rouba-
dos, e ja finalmente dando busca em to-
das as easss suspeitas para mesma apre-
hendo; elle negligentemente nada pro-
videnciou volteado daqoele lugar com os
soldados q ie o acompanhaifo carregados
de palles de carnriro, objectos estes tam-
ben) fuitado* do Brigue como se do
offkio junto que 6erve de Corpo de Di-
licto aquele denunciado do que se conclue
ter elle muio criminosamente consentido.
Depois disto competindo-me requisitsr a
toda e qualquer Authoridade os docu-
mentos, qne precisar para o desempsnho
de roinhis obrigacoens como se v nos
A vi.-os de a8 de Junho, e de 15 de No-
ve rabro de i834, o denunciado tem-me
n-gsdo, a pretexto de diaer elle, que nio
ssba da Lei, pela qual eu deva exigir in-
formafad de toJos o* movimentos de sua
Prefeitura oomo se v dos seos mesmos
officios juntos obrando o denunciado do-
losamente deste modo para o fim de
sustentar o seu esprixo.
Portanto o denunciado est incurso no
artigo 139 6 do Cod. Criro. as ira co-
mo est nos Artigas i56, 158 e i59 do
mesmo Cod. Crim., pela f.lta de exec-
cucio'no cumplimento deseos deveres.
V. S. auto^da esta e prestado o juramen*
to procede; na forma da Lei.
Rio Formoso 5 de Junbo de 1857.
Eduardo Soares d'Alhergaria
Promotor Publico.
sssimeomo a de V. S.
Daos Guardes V. S. Prefeitura da Co-
marca 3 de Junho de 1837: Illm. Snr;
Dr. Eduardo Soares d'Albergaria Promo-
tor Publico desta Comarca. Luis Eller
Prefeito da mesma.
AVIZO.
O Sr. Jais de Direito do Crime da Co-
marca do Rio Formoso manda faser pu-
b'ico que no dia i5 de Jalho prximo
fuctaro se ha de abrir a primeira Sosia
Ordinaria do Tribunal de Jurado desta
Comarca; portento devem estar promp-
tas todas as pessoas, que ntlla devem com-
parecer.
r o Formoso 9 de Jaoho ds 1837.
O Escrivlo do Crime
Joio Pinheiro da Palma.
A embarcsQad nsufrsgsds foi vendids
pelo CapitaS respectivo como prnpiiada-
de sua por huma escriptara publica a qual
remet ao Exm. Sr. Presidente da Pro-
vincia a quem dei parte de todas ae par-
ticularidades deste neufragio, e p roviden
c.iss por mira dadas: por tanto est eie
negocio dependente das ordens do mesmo
Exm. Sr., o que tenho a diser a V. S.
ern respo>ta do seo oflicio em data de boj*.
Dos Cuai de a V. S. Rio Formooo 31
de Maio de 1887. Illm. Sr. Dr. Edu-
ardo Soares d'Albergaria Promotor Publico
desta Comarca. Luis Eller-Prefeito da
mesma.
Em resposta aos officios que V. S. aca-
ba do dirigir me em d*ta de boje, son a
dier que ignoro a Lei pela qual V. S.
se julga meo superior e corno ti exigi
como hura dever meo participar Ihe to-
dos1 os movimentos desta Prefitura co-
mo inconsideradamente tem feito. Se V.
S. quer denunciar des soldados por Ira-
serem da praia meiadasia de pellas dectr-
neiro oio deve deixar em e-queciraen'o
q dar ctrneiros Passagem, e Gamella
forad arrancar do Bojo do Bergantn] pi-
pas deaseite e cebo os que arrancado
do fundo o forro do cobre as mull ares
qne ajadarad, os que com a escuridad da
noite, vierad a e por mira foi embargado os Cidadios ne-
gociantes desta Villa que comprarlo estas
mermas coisas embargadas : mas segundo
o meo fraco modo de pensar acbo que hu-
ma simples denuncia nad pode abranger
tanta gente, sebo ser milhor huma De-
vaa Geral. Muita satisfaco tsnho que
V. S. se dirija sobre este assumpto ao
Exm. Sr, Presidente desta Provincia, el-
NECROLOGA.
Evaristo Ferreira da Veiga.
Ha aoontecimsntos, que, posto que
entre na ordem mais natural das cousss,
nad podem deixar de produtir urna gran-
de impressad no espirito ,dos homens.
Cada dia a naturesa se renova ; do seio do
possiv. 1 nasee o hornera e logo um t-
mulo se abre a seos ps, e nos passamos;
vemos o fnebre esquife, e mal repeta*
do um nome sem echo continuamos na
nos-a dioturnidade como se cala se mo-
vesse em torno de nos. Irrisoria grande-
za humana, qne nad sai do estieito cir-
culo de poucos amigse dos pareles --
Mas sis que devs>ente urna %oz pronun-
cia : esas que hojedesapparice entre ubi
nad f j um ente sem missad vago ai re-
medo de existenciisv sem peosamento,'
sem alma cujo dcslmoera eneber urna
pequea lcuna na ordem dosseies. Nad
esse homem era um poolo culminante na
histoiia de um povo, suavidase coceen- #
tiava na propria vida desua na;.-d Ca-
tad ootra escena : cada qual v nm va-
cuo em torno de si; cada qual seselo
roubado de urna paite des a guinde vida ,
que se reparta com todos, e cadi qual se
julga loioado de perpetuar sua dor na me-
moria eterna dot homens. Oh romo he
solemne a 1 grima venida pelo cidadad
Evaristo Ferreia da Veiga 1 Nenhoma
ideia t< iste, nenbum crime vem inlerrom-
per esla doce espaosAO da nos-a saudade*
Heonome o mais puto o mais bello da
historia Brasilea durante esfs (ltimos
temps; e a despeito de (odas aslentalvas,
um nome que nunca poder ser rouba-
do soti-ideacao da posieiidade, quo
desde hoje comea a gosar. O Rio de
Janeiro pode se ufaoar ds o ter visto nas-
cer no die 8deOutubio de 1799. S a
mocidade foi aperfeita imagem do que de-
via ser mais trde, descoobecida desli-
zou se ella, mais pina explicada e rthgiosa.
Necessitamos p-r ventura dizer que come-
oou a d-sen volver o seu vasto talento no
estado das lingoas launa Francesa Io-
gleza, Italiana, na Pblosophia e na
eloquencia ; eque saa alma se api asi na
sublime cultuia da Musa ITraciana ? To-
do isso deseovolve o genio; mas ha urna
grande sciencia, que sead sprende
com q'a Providencia adoros aquelles, so-
bre cojos hombros alia repousa :' este sci-
encia oceulta nos voluntan'amente chama-
emos a do Bom Seoso. Tal he a sciencia
dos grsndes homens, que faz com que la-
giiimamente ss ligusm os effeitos s cau-
zas, o oestes p o qoe o vulgo chama advi nhar. Nos nad'
pertendemos em 1..5 breve quadro tragar
biographia de.le Ilustre cidadad. Eli
ja coohecida na Europa, em urna His-
toria al a Revolucadde 7 de Abril pu-
blicada em Ingles onde o nome de Eva-
listo tratado com aquelle respeito e ve<
neraca5 que'as Nacdes civilisadas tribu-
tara aos homens extraordinarios. Urna bi-
ographia exacta deste nome deve ser s his-
toria do Brasil desde 1828 aleo fata\ dia
12 de Maio de 1837,'em que a Previ deli-
cia o chaosou s si. As-az trabalhou elle
por seu paiz elle sim elle sabia q'
osados do homem publico peitcndacem
historia, eque os juizos da Posteridad
nad se compram ; elle sabia que" a hma-
le est muito o fseta da miuha conducta, aidade marcha, e que a noiaa mistad ter 1


OIAIODB PIKNAMBUCO
3
-----------------------------------------^---------
re-tre nao viver, mas que ao coatra-
no a vida nos foi dada como um meio
em favor da inmensa obra da regeneracao
do genero humano ; a que cada homem
immoicalnas soas nasou ms obras, por
sao em todo o decurso de curta masin-
tensa vida9 elle sempre pugnou pela jus-
tica e pala rasa6, que esse foi o seu u-
nico partido partido, que eia o Nacio-
nal, pjrissoso' elle se oppunha aos actas
arbitrarios da G averno ou presta va seu
poioquanio este segua o trilhj da le ;
por isso eoifim antes de su morte elle se
declarou contra a actual ordem de cou-
I as, contra esta abnegtca de todo o sen-
> co nmam e ornalut r auteacia de to-
dos os biiu principias. Eufia Evaristo
rnarreo pira o muola; oni nem seuo-'
pre tai compreheadiJo nem sempre ou-
vido. Mas repita mas estes Tarsos a elle
dirigidos sai aua vida :
Apo-olo da oi'iem ,
Caista, em6m caiste mascona g'oris !
Caste, ma, sera nodo.i Sim, cauta !
Ms Sociales tambern soiFieo a moite.
QujI S3 v ais c-lades rasadas
O le.npj salitaro esparsos bustos,
R Cambios de ierra montes de tuioas;
E na meio inlaeuvolu de poeira ,
Urna estatua, que o tempo respailara ,
que o o'los a ti i abe do perigiiuo ,
As im te eu vejo em p j assim um dia ,
A geraca futura pesquisando ,
Na meio da ruina desta idade ,
Alguraa coua iuteira pura e bella ,
Sacudii o po' que hoje te lancam ,
E dir : Eisaqui o Homem Probo !
A'.' prasa ao Co q' a estrada em q' bi i! has te
Seja aquella em que morras.
Sim, oes-a estrada morreo! sua vir-
tude conculcada u.-o detinhou nem a
11 jr niaruiia pela -e.p eovenenou-se.
Al>! pos-a o Rio de Janeiro ver brevemeo-
tu u'uui.. da sata pracasj, a e5tatua daquel-
lc qua lan o honra sua historia. Nao e-
jauio> iug alus o recoubecinieuto da Pa-
tiiaa umca recompensa de iguaes ser-
V190S. M.
( Jornal dos Debales. )
VARIEDADES.
Dous Misionarios protestantes, da o
Semeur Mr. Arbousaet, e L) urnas ,
que se estabeleceram no pala dos Basutos,
ao suida frica, aos qu es se rcuniram
muitos indgenas, e sobre quem spalham
asseioeutas do Christianismo e da civili-
sa;ad, acabam de fasar ama viagem desde
Marija, ou Je residem para a parte da Nor-
te e pas dos Lgoyas, tribu numerosa ,
desconhecida ate gara, para explorarse
aquella povo consentira em admittir Mi-
sionarios. Tendo chegado a Racebatan,
priaopal povoaco dos Ligoyas rogou-
Ibes o seu chafe que convidasen os seas
amigos da Europ > pira que Ihea eoviassem
mn bianco que o instruase e igual-
mente aoa seos subditos no temor de Usos.
*' Depois de terem reconida diferentes
aldeas, ch%aram os dous Misionarios
confl jencia do Namagari, e o Ltk ma ,
de cujo ponto deseo brram 09 primeiros
oumes de urna cordilheira de monte aos
quaas deram o nomo da montes Fianoe-
ej, e mudando entio da diraccio volta-
ram pelo Sud Este para Mar-ja. Um dos
epi'odioi maia iuipartaates que a respeito
da Geographia contm a t>ua viagem a
eacursa do um dos Miasionarioa aos mon-
tes Aiaes. Aventurou-se seguindo o
Galedon a atravesando o pas dos Can-
nibes e atetbales ate altura do de na-
lutia aehvgouaum monte mais elevado
que os outros, a quem chamou montados
Maoanciaes j porque daa suas faldas b 0-
tavam como de um immanso reservatorio
dous bellos tios, e tres dos principaes q'
regam aquellas regie a a bar o Oran-
ge, Letucl, Meoananeu, Naraagm a
Caledon. Este monte aoqual nenbum
outro viajante subiu como ee v um
doa pontos maia importantes do continen-
te Africano a o seu decobJ manto deixi
resolvido um problema geographico do
maior interesse.
( D. do Governo de Luboa. )
A vos do Propheta.
1.
Lisboa, Cidade de marmore e da Pia-
nito raioba do ocano, tu es a mais far-
inosa entieas cidad-s do inunda.
A"brisi, que varieos leu- otileiros. ha
pura rom) o co azul, que se espalda
no le 1 ampio porto aemelhante a hnm
grande mar.
Tiinta scalos lem -urgido depois que
tu surgiste, e sorvendo minares de exis-
tencias cairam todos no abys/toodo pausa-
do.
E tu os has vis'os mscer e morrer ; e
sorr.ste-te : porque jatgavas que a vida le
e-iava travada coma vida do univer-
so.
Escon lendo as Irevis dos tampos re-
mol ssiraos a lu origem disia s dom-
is ciiades da Europa : sou vossa irma
mais vallli.
N ..bree rica outr'ora, quando o Ori-
ente eaAfi-a te maudavam o ouro de
suas veis, osestranbos se te vinham as-
sentar ao p dos'muiosa, eabter-secom
as mi^ilba-Caiias dis mesas de leus ban-
quete
Cada hum de t"in vellio-p.lirios ab i- 'pira e gotar os tbosouiosdi misericordia
gou ja os ltimos das de bum grande ca-
pi'ao;eni cida pedra deteu- templos ha
ha ma re ordacaS das virtudes pissadas :
em iuuiU lousrs de sepultabas no mes q'
nao morrerad.
Na-eras de tua gloiia 09 monaiclisa
dos uUimos cooGns da Ierra se haviam por
honrado-com chamar irmios a teus filhos;
elhostdus davam e tiravam eois.
As las armadas aravam as lampinas
do oceaoo,e ne-te huma vaga deixuu
tada- ..o p d torrente da K dron.
E c^iapul as arroja ta pedras sobre
os sitados do templo, no cimo do IY1-ri.'li:
O*antees bat- us baluartes que vacil
laviu t' os lundamenlos, o graniso tas
set a< -ibilava pissando por entieas mal
d idodt 'as ameas.
E ao lorga sciuiil'.-v. 5 os ferros das
tancas e o brose dos elmos e dos rosta-
le- e oavia seo nit ir do- cavlos.
Era o da extremo para a cidade d s ma
lavilbas para a repioba Salem. E dalli
a bum anno sobre as ruinas della eslava
assentado hum velbo.
E a o propheta de Anathot que em
cima da ossada dos p.lacios e templa,
enio.iva huma elegia tremenda a alexia
di &na naeao'.
de gerxer deb-iio das naos do T jo.
Pa> a as frotas da nova Tyra lessavam
ao memo (emp> os golpe de m < hado nos
bo-quesdi Eu-opa e da Af'ica do Orieo-
t e do Nova-Mundo : os lenho- do Indo^-
u5 cosidos com os daNigricia flaclua-
vam por mares di-tanles a sobre elles Se
hasleava hum signa! da terror para o or-
n : era u pendaS das Quinas.
Eri.a, Cidade do Tejo reina vasto,
e eras foi le mis do que Roma ou Car-
th.g.; mas o iitiperio e a Turca vinham-
U di. vii tudes da tto* ti I lio- dos bomeus
a quem sem pudor chamimjs nossos a-
v,.
Vivificavam te o saio hum sem numero
de bam nucidos espirilos e eras semi-
Daro feracisiimo de coracoens gooercsos.
Porem qua te resta hoje do antigo es-
plendor da gloria de tantos seculos ?
bum .acebo do psssado as paginas da his-
toria o sol puro da tua piimavera le-
us pa;os e templos e o grande vulto daa
agoasdo ampio adito do Tejo.
II.
Mas e-te eccho da historia que devia
i ai- para ti eomo hum grito de remoran ,
nao ha ouvidos que o eseutam e sa em
vio e morte uo meio do vosear diisoluto da
plebe.
Mas ci* cao puro que to cobra q'
testemunhar no grande dia as virtudes
antenas torna-lo-ha o reinado da licenca
to ermo eomo os estremos dos mares ge-
lados :
Mas pelos palacios de marmore j nao
retumba a vos dos hroes, e os templos
estad desertos : so' por lupanares e pracas
sussurra o clamor des populares, ou en-
toando os cnticos .das orgias, 00 tumul-
tuando emie*oltas, e preparando o dia
em que saiisfasao. a sede do roubo a do as-
rassioio.
Viuva prostituida os vicios te eorrom-
pera a seve da vida, a a gangrena e os
herpes te corroemos membios ; qua an-
da vastes da trajas loucaSs, mas onda a
moi te te inearnou ha muito.
Formosa aioda no as pecio te asseme-
lh -s ao sepalchro do Evangelho alvo e
polidooo exterior, mas cheio de podri-
das e negrura.
Nova Jerusalem a dextra do Seohor
vergon pesando te os crimes: e como a
enliga tu -ab.rs se por ventura sa6 spe-
las as angustias que o Omnipotente
manda aos povos ao da dasua jnstica.
Rpida be a carreira do malvado no
trilhojdo crime : porque e-ja tnlho guia
por despenhadeiros ao abysmo da perd-
ca5.
Breve empallideca o outono as foi has
da arvores, breve as desprende dos tron-
cos, b.eve a-e-pallia asome, irrebatan-
do-as sobre asazasdos ventos.
Po em t5 coito praso baslou ao povo
-divina queoserros e culpa de scalos
nao havi.'O podido empobrecer.
Os feitos portentosos de dous annos de
combatescivis foraS amaldicoados pelo po-
vo em huma noile de sedicaS e a arvo-
re da liberdade correada junio da trra.
E s esperauca- de s.ilv-cae de felici-
dade forad c >mo hum sonho matutino que
se esvaece com o cair do da.
III.
Como a antiga Jerusalem seifundou em
mar de impiedades as-im a moderna Si-
, a grande cidade do occidente se mer-
gulbou em huma Ion en;,-da perrersida-
des.
E a mildici celeste que sumi a-
i'flla d'entie as nacoeos pesu aioda
mais rij.imente sobre a d sgracada Lisb>a
sobreest Caverna das vicios e do desea-
frea mente.
A' roda i)j- 111 nos d S-'Iyma se api-
nbava5 as ravaMeiros d Bibylonia ; e as
leudas de Nabuchodonosor estavad assen-
IV.
O dia se approxima tambern em qne,
f nirt os vetigios de huma cidade maldicta,
i'gam v^te levante hum grito de agona,
humgiitode desesperacao'.
Porque Dos ergeu se no seu fnror e
mandou d scer sobre opaiz da mioba in-
fancia o anjo da exterminacao'.
Mas cruel sei leu oasiig) oh Patiia
d> que o Je Jerusalem ; porque ella pe-
receo a roaos de e-ti anhos, a seus filhos
morrerao'defendendo os lares paternos.
Mas a ti be hum suicidio popular he
li 'u-.a febre" int ma e ardenle que te vai
rieiiie'-'dr a > sepulchro.
Os leus muros se convcrteraS em hum
reo p.-lis pracas e roas pe jar-se bao'
pei-jas como de ,g!adiadaies combatas,
< orno de oaslins e feras.
P"i-q i p 6c> povo, e entratao'nelle todas as
laiv s do inl.-ino.
A-ptio para o q* morre ?ss siinido n.,5
poder cla.ua. aoCeojuslifa contra o sen
matador.
E ne-le raau caso cahii o povo: pof
que serio' as suas proprias mai qae the
rasgado as entraohaa e ser de seu esta
migo damjiado que sabii o grito fu-
nesto do seu exterminio.
Elle se amaldicoar a ai, eo leraorsoe
a desesperacao' de toda a humana pieda-
da Ihedobrai a aflicfao'.
V.
Os que l"m combatido contra o tyran-
. i _.i ._w:.- ____ n___
Mal pensavao' que hum povo corrup-
to nao'conbece oalra e-lrada seaao'a da
servidao' ou do crime
A naeao' esmagada pelos Res tinba
muito tempo gemidodebaixo de sua mi-
z-M ia:
Mas surgi bum Principe que deu a
liberdade ao povo ,equa veio morrer pa-
1a l'na r'stiluir quando elle vilmente a
dcixou haquear par trra.
E estes homens que punco antes havi-
ao dobrado o jaelbo peranle hum de-po-
ta ferocissimo e covarde se mustrara l5
orgulbosos e insaleules quinto al enla
for.-o objectos e tmidos.
E o'huma era popular fizeraS resoar
g'itus in-uliuo.-osNios ouvidos d> Homem
Guinde, eclamarad naorle! sobre
a stu cabeca. Nes-o momento lorge es-
tavad os saus soldados, e mui'os del 's
aiquej.-v i moribando.i 110 errpo em que
te pelejou a ultima batalinda p*lriav
Eu verdade vos digo, que tal en rae he
do-que D os nao peida j porque a in
gratidao* be por ventura o mais horrendo
de todos os peccados.
Elles apressaro' o repouso do cumulo
para o Salvador da Rapuolica .* maso n >-
me da parricidas ser o q' as frontes lhes
escraver o infamo.
( Conluuar-sf ha.)
AVIZOS DIVER0S8.
de nossos maiures, te tificar tambern pe- nos pnrppurados mal sabiao' que lhes
ranie o Senhor a tua corrupc*5 actual, quabravao' seu sceptro de ferro para
Mas este porto, que a liberdade re-
grada de tres annos comecava a poroar do
metiera espada da asjolaeao' na dextra de
ly.iranuos cobertos da lodo e firr.'pos.
Segunda feira 16 do crrante sabir
lus o n. l.'do Re'ator de Novellas. Se-
ra'destribuido grates este 1.1 numero as
peasoasqueja tena as iguado e as que
de boje em diante assignarem at o da
antecedente ao do seu aparecimento ,
continuando sea recaber as aasiguatnrasa
400 rs. mencaes como ja fui annunciado
em a loja D. 7 na travesea do Rosario para
o Queimado, e na Typografa Fidedigna
ra daa Flores, em cujos lugares se ven-
ders os nmeros avuLos a 80 ris.
ajqajB O Sr. J. V. de S., queira vir
entregar as chaves da casa em quo rao-
rou, na ra do Aopaiu em Olioda 6-
candocerto que todo o tempo, que tem
deoorrido, e houver da-deconer he par
sua couta.
/y Rebata-seom bilbete da qaantia
de 4*J$ooo pasado por M. J. de A., quem
oquiser anouncie ou dirija se a Olinda
na ra de S. Bento loja de fatenjas do
Oliva ra que se tara todo o negocio.
jcp O Sr. I. F. M. queira quanlo
antes bir satisfazer os a6^i60qu a mais
de do s annoa tamou em fatendas na loja
da ra de S. Benlo em O inda do con-
trarise uzai dos uitios Judiciarios.
t^ O abaixo assignado las ociante ao
Sur. Arrematante da agoa-ardeute que
do ultimo do mesem diante deixa de ven-
der tal genero em sua venda na ra doa
QuaitesD. iO. ManOtl FraucLco ra-t
reir.
*3r Deseja-se fallar ao Sr. Felia Jos
pimenlel ou a alguna eu procurador
ntsla Cidade, e quando ja tenha fallecido
aos tsens herdeiros em negocio qua ihe
diare-peito j e por isso se Ihe roga baja
de entiuociar a in mor.-dia ou dirija so
apraca da Independencia loja de livros
n. 37 c 38.
a/y A pesaba que eanunciou 'querer
vender urna cabra ( bicho ) dirjase ao
Mondego n. 5i-
t^> Alnga-se um sobado D. i5 na
ruado Livrameoto com couimodos pa-
ra grande familia ,e he de um andar ; a
fallar na mesma casa.
)fy Antonio Jos Ribeiio, segunda
ves publica que baveudo ir curado sua
casa no lug%r do Abrtu a i9 de Novem-
brode 18j6a p.ta criouU de nome Ba-
zih'a intitulada farra, aialra-se de dita
sua casa a aO de Maio da crranle nao ,
por ser descoberla e Cesar do Bejo de Areia Provincia da Pa-
rabiba e com se tivesse dirigido ao dito
Sr. Cesar por caitas paitkipando-lhe a
apparic.o ali de sua escrava e cao tivesse
1 emposta, annunca que dit.. caersva tem
ossignaea aeguiutes : crioula de a5 a 3o
annos de dada bai 1 gorda cor fulla
nariz afilado rosto redolido mas bem
tirado, falla bem, conseiva tres cicatri-
za ni facedirei a j quem aapresantar le- .
I


D I 4 R 1 O DE PEEMAMBCCO
m
t boa gratificacao levando-a a casa do di*
to Ribeiro para restituir ao seu legitimo Sr.
ou na ra do Collegio D. 3.
yy O Tibeliio Bezerra fatscienteque
no da aa do correte fica o seu ca torio
estabelecido ua ra das Trinxeras ao en-
trar pela roa do Carino lado direilo pi i-
raira casa terrea defroota dos Esciivas
Ferreira e Almeida.
UJt Francisco Estanis'u da Costa Tai
sriente ao r*speitavI publico, que o nieio
hilhete da segunda parta da i4 Loteiia do
Seminario de Olinda de o. 4^-8 que
se llia tinba debetncamiahado ja I lie fora
restituido o dito roeio hilbele ero dois pe-
dis, ficando seca t-feito o annuncio que
ja 9abio sobres per da do dito biib te
W Tando-s cflWeci'lo pelo Diario
n. i30, por arrendamento ou bypotbeca
a Ilha dcaomn.ida S. Rita amigamente
do Meroim prozima ao alten o dos Ao-
gado), previm-se ao publico que a dita
liba anda se acha obrigada a hypotheca ,
que d'ella fea ao Juizo dos Orlaos Vsta
Cidade pela quantia de 1 -.600$ r., moe -
di forte, que tirou do cofre respectivo etn
Favereiro da i82a, o Tenet.te Coronal
Jos Beroande Micbilles. por quanto an-
da na5 foi pago o principal cem juros,
nsm o dito hypotliecanie, e primeiro
propietario tem bens sufiicieutas.
A roga as Aulhoiidades competentes po-
liiiaes, e todos a quena o conbecimen-
to desle annuncio cbegar que s ndo en-
contrado o dito rscravo era qualquer tugar
ou dtstiictodesti Comaica ou fora dalle
0 mande prender tom seguranza e en tre-
par ao abaixo aasignadona roa Direita lo-
ja da ouriv'es D. 54 onde ser gratifica,
docom 30$000 r\u
Jos Manoel de Jezns.
*"# Na noite do dia 24 deMaio, fu-
taraS do Foco da Pan lia do Citio de Tho-
tnaz Antonio Nunr?, dous cavallos, hura
1 uco rodado, b>m p*reiro, cara de car*
miro hun qoarto hum tanto murcho ; e
miro pequeo de menino lazozinhos
bom piCeiro, e gordo, quem dos mesrao,-
boubaiem dar-r-e ha de echido ia$>oo
rs., e podeif o levar no mesiro lugar en-
dicado ao Senhor don ditos Alexandre
Lopes Rebeiro ambos os Cavallos si o da
estri varia.
NAVIOS A CARGA.
Para a Babia
A Sumaca S. Jo Tiiunpbo Capillo
Francisco Caelano de Almeida, seeue
viagem para a Babia eom toda breidade,
pois que se aeba ja em rneia carga ; quem
rio de ai do corrate, querer veoder uraa-4 nella qi.iser eirregar ou hir de pas^agam,
mulata 1009a da conducta expropiar, que
cose engomma e cosinha com pe fei< i.1,
diiija-se ao atterro da Boa-iiata loja de
miudesas por baixo do sobrado era que
mora Antonio Al ves Ribeiro, tu ua ra
do Colegio no segundo andar por sima de
uoi boiioa que tem lampiio na porta.
jrjt" Pracisa-se de urna ama de leite ,
escravacom prtfai enca : na ra da Cruz
no segundo andar da casa n. 18-
t^> Na ra das Flores D. 3 precisa-
se de urna ama que seje capa de servil
tanto de portas dentro como p'ra fora. -
efln Un prole-sor de desenbo ensi-
na por casis pariieulates esta Arte com o
methodo que em pouco lampo se apiende;
quemas quiser utilisar do sen presumo,
dirija-se a ruado Livramtuto leja O. 25.
ffls Urna >enhora propoe sea peinar
nista prica ou fora della 1er, escrever,
contar, costr costaras chans e bordar de
todas as qualides alcoclioar, lavarinto,
bordar de oslo, cacund toucados, e
zuaisenfeitea para Senhora ; assim coa o
rosar de alf.1ir.t9 ; quem a p.eleoder su-
nuncie.
HJT* Um professor de A rat li me tica ,
Contabelid-de, Crammatica FranceZa
Poitugueza, ler ee. ere ver que eoarai
por casas particulares ; quem prciar di-
j ij.-se a ra do Liviamentu loja D. 25.
IpJT O abaixo assigrudo fz sciente ao
publico que tem de hir aoRio Gran-
de do N01 te a negocio de seu interesse ,
dbixandoo Sr. Hinoel Gumes de A em ai
tro seu .ocio aebiixo da Administra co de
sua loja. Jo Nune de Paula.
C^> Dase 50&000 rs. de gralificoco
a qnem a trouxer urna cabra por uome An
tenia que fui cspfctva de Antonio Jos de
Lima morador ana Porto calvo e quem
a comprou fui Antonio Ignacio da Rosa ,
a dita caba esta' fugid desde 3o de Ju-
nho do paseado e coosta andar pelo mes
mu lugar e &eus rebeldes, e boje atai.ten-
te em Paulisla, sonde diz ter parentes a
dita-Cabra e com os signaes seguuiteo: nao
be omito preta baila gro-a barrigu
da que parece estar pranba tem os den-
tes aparados nariz afilado com bastan*
te marcas de bechigas pelo rosto inda fres-
is pi apaeilados o dedo mnimo ara
b lado para cima ; quem a trouxer na
roa Diraita sobrado do beco do serigado ,
no priujeiro audar reetbera' a diia quau-
tie,
fC^ O abaixoassignadofiz sciente ao
publico que no da 7 de Maio desapareceo
um seu escravo de nomeMintel catraio
olliciil de ourives, com os signaes ssguiri-
tes: tem pouco mais eu menos da aO
anuos, secco do corpo, um tanto alto ,
testa ouvada, cabeca chala deis risro de
cada banda das lentes signaes de t>ue
terr* nls tcmbsrba queizs comprado,
olbos pequeos e meius aperlados dois
carocos na costas e uns signaes de chicote,
tsm um talho ptquano na testa, a outru
no ciqueido; o abaixo assignsdo
dirija-seso Encriptorio de Msnoel Joa
quina Pamose Silva, no btci da cimba.
Para Mscei
jtp" A Sumaca Feliz Americana segu
vngrmtta6 do currante, e recebe al-
guna carga ; quem quiser carregar ou
ir de piasagern, dirija-te ao Capillo, ou
a Man-.el Joaquim Pedro da Gosla,
COMPRAS.
PatscSea Braaileiros e Columntrioa
por pitar oes Mexicanos, detraz do Cor-
po Santo, principio da rna da Cruz casa
D67.
Krjf" Urna cadeirinbs da Babia, que
nio seja muitorica : quem a tiver annun
ci.
jey Um globo terrestre, que nlo teja
muilo grande ainda que teja usado :
quera o tiv r pode dirigirse ao Convento
de S. Franeisco fallsr com Fr. JoaS de
C-pi.itrano &fendoofa ou annuncio.
VENDAS.
" Divertimento campestre, ou desco-
brimentoda soite de vada pesaos, que a
quizar tirar; seguido de requtrimentos
jocuos e urna parle da Mytologia dos
Ueo-esfabolosos, tanto quanto ha neces-
rio para instrucio do leitor ; obra pro*
p'a pira oo> n pira soctadwde n*rsnoi'esde
. JoaS e S. Pedro e 8cc. vtnde-aena
pr. f da I.-idependencia loja de linos n.
? e 38.
WW Um nove JogvdeSrtei impresso
e.n 288 paginasd'oitao grande, conten*
do l0a4 q cuetos bastantes jocosos di-
vid ios por 3a S um lindo en ti eteoimento as Sociedades q'
lstejio o dia de S. J016 : no Reaifa loja
do Sr. Cuidoso Ai es ra da cadeia na
Boa vista Botica do Senhor Joaquim Jo*
t Moraira delionte da Matriz, e em
Santo Antonio loja do Senhor Bindei-
r* Jnior ra do C.bug' e na Travessa do
Rosiriopaia o Qaeiroado leja n. 7, onde
se vender outros mu los i a presaos em
diversos formatos, tu do por proco coa -
modo.
-*. f/lT Chapeos de paliaba para s-nboras
e meninas fivelles abertaa de muilo bom
goito : na ra nova D. a2.
9W Bixas giandes a |3a0 aa pequn-
nis a iSO olio de Irahaca a 28O colla
da Babia a a80 a libra : na praca da Boa
Vista botica D. iO.
U*p-> Uma chapa de ferro com o seu
cadaadopropri* para porta de venda ou lo-
ja ; e orna cap ngarda de espoleila : na ra
do Aragio venda b.
fl"" Madeiras da diversas qoalidades,
a saber caibros de 30 e 40 palmos tra-
tes reixais, corrirnos, mioHos de em-
beriba, curraj,tr3?essas para coneas, 9
proprks para hlenle, enxsm* de ao
palmos, de lono e oulras qualidades ; as*
bimeome aprompta secom brevdade en-
comendas da wadeins e por preco commo-
do : cala 5la0arroba, e 18O r. a libra:
no poito das canoas da ra nova casa da
quina que vulta para a rus das Flores.
fj"p Um escravo, que tem ruuita ur-
lica de trabalho de sitio; uma duzia de
tobosa proprias para armico de renda; e
uma bmda para Or&cial da G. N.: na ra
da Conceico da Boa-vista D. a2.
/y S 'as com farinha do R o de Ja
neiroa43aO, e todos os mais ganaros
da leriae zeita de coco a a880 a caada :
na praca da Boa vista D. 13.
/*# Uma mulata de i4 annos de da-
de eug raima liso ensiboa a rosinhi
o diario de uma cita : na ra do Padre
Floriano D. 6. '
**P Um psrelho de cb de prats ,
ftito no Porto sem feitio por nio ser de
goslo moderno : na ra do Cabug loja de
Francisco Augusto d*Azevedoe Silva Ihe
dii quem vende.
fjrj Sacas com farinha .chegada lti-
mamente do Fio de Janeiro e por preco
commodo : na ra do Vigario n. 30.
W Rap vindo de Lisboa prxima-
mente ohegado as libras a iu80; e a o-
lava a ao rs. moslrande-ee qualidade,ao
comprador pa Ihe tirar a buspeita do
preco : na roa da cadeia n. 55 e 56.
jry Um mu'ato bom mestre de sapa-
teiro, e tambera cosinha: na loja de
miudesas de Eusebio Pinto e Crropanbia.
f^> Exrelleote Saraa com farinha do
Rio do Janeiro e de sorui superior,
da muribe-a e panoo de alguda de
Minas prop io para negros de engenho no
armazem de Santos Bragas ra da Moe-
da N. l4l.
jrp* Um escravo crioulo bom mes-
tre desipatriro ,- da al annos de idade ,
bonita figura e sem vicios: na Boa-
vista em casa do Sr. Catn.
t/'lr-' Memorias Hi toncase Polticas da
Provincia da Baba por Ignacio Aceioli de
Cequeirf e Silva i. a.* e 3.? lomo; Sys-
tema Geni de Instrocgio psra os Corpus
de o9-dores por Domingos Mondina Pea-
lana : na rna nova loja de Frederico Cha-
ves D. 5.
t^- Csixas de traques de 40 mac.es ea-
da uuta por preco commodo, a retalho ,
ou atacado : na ra da Ci ut n. 56.
jgT Vella deoebo da trra a 160 a du-
zia : no pateo do Carmo quina da roa de
Haras D. 1.
fj*y Superior vinho de Lisboa PRR ,
dito Sette dito brando, 1-cuies de diver
CJisquadadea viudo da Lisboa, azeite do-
ce aletris pass s novas, tou ioho de
Santos, qutij .s superiores ditos iof-rio-
tes, ezeitonas ginebra, agot-ardeute de
vanas qualidadea, e todoa os mais gene-
ros da venda por preco commodo ; um
biaeo de bal nci e quatro ternos de me-
didas de fulhi em bom uso e urnas correa-
tes de cobre : no pateo de S. Pedro D. 5
Venda que fas quioa para a ra do fugo.
9P& Tiboadoue pinbo de to las as lar-
guras e compriment08 para assoalho e por-
|* tasa preco muito commodo ; asstm como
um pouco de refugo : no armaoem do be
00 largo do fallecido Dente Jos da Coala.
vozea, bja touslrucio e todo de j.caran-
da : na ra nova 1). ai casa de Thomaz
de Aquinu Fondera.
jejr Galochas de todos os lmannos; na
praca da Independencia loja n. 7 e 8.
ajgF> Virtho do poitoeuganafaio, dito
de champagne emgigu, dito clratt em cai-
xas, tervija branca e preta, bol-x<,
ch.'Isou em chumbos de du ti preto em caizas de 4 libras vallas de
espermacete, sebolaa de Liraia, pre^un
tos iugUzes vasaO'iras americanas, quei
jos inglezes, concei vas de tod.s as qutli
dades mustarde, anchovies em garrafas,
molhosde todas as qualidades, chpeos de
palha americana dito de castor, sipatos,
0 botas americanas lona inglesa, graixa,
charutos, s marica no e de Havana muilo
supeiioie qualidade fumo oculos lo*
cifers, pos da sods e de seilerz tintas de
todas as cores sal em gigos, manteiga ,
sabio j azeite de peixe obo de linhaca,
azeite doce em gigoa de i2 garrafas, sa-
lames Himburguez, ecarboea da Russia ,
varios gneros todos da tnalhor Jqualida
1 g*
de, e por preco commodo ; no armasem
de Smytb & Davis no largo do Corpo
Santo n. 1.
W Umaescrava do 18 a aO annos de
idade co.iinha engomma e cose; um
ptimo escravo prprio para lodo o set vi-
co : na ra do Fogo D. 11.
UT Diariamente capim de planta em
bous feixos a 80 rs. cada um uma baria*
tina para G. N.: na ra nova D. 36.
ti"* Trex moradas de casas terreas si-
tis em Pdras de f go : na rna da Madre
d Deo lojada fazeudas de Jos Joquiai
da Costa Leite.
^- Uma tablela a caixSes, e um
folies ludo p.rtencente ao ofiicio de ou-
rives 1 as 5 p.iotas D. 35.
V9* Faiinba de mandioca de boa qua-
lidade a bordo da Sumaca Tomeraiia
fundiada defronte do Trem por prtca
muito commodo emporcio te dar' por
menos: a bordo da dita Sumaca, ou a G.
A. da Barros, detraz do Corpo S. D. 67.
ESCRAVOS FGIDOS.
tfl** No dia jg do corrrnle fogio um
muleque ciioulouenome J0S0 com prin*
ipios de marcineiro com os bigoat s se-
gumtta : tem de idade iO annos na mi
eaquef Ja junto ao dedo mnimo uma cos-
tura de qoeimadura junto ao olho es-
querdo um pequeo buraco de natuteaa ,
levon vestido calsa de estopa e camisa de
biira ; quam o apprehender levem-o a
m di Cruz n.38, que sera generosa-
mente recompensado.
vTjr Um preto de n ci5 angola de
nome Jo muito preto, barbado, le*ou
veatido camisa de xilla calsa de e topa ,
chapeu de palha ; qualquer Capillo de
compoqueo pegar, levem-o ao engenho
do Jiqoia' ao Coronel Manoel Cavalcante,
que aar recompenaado.
i^> No da 10 do correte fugio um
negra de nome Gertrndes de naef o beni
com os signaes segointes, alta babtaote ,
S'-ca cor fulla levon vestido azul claro
de chita com palmas encarnadas e azul
ferrarte, urna saia prc-ta de sarja tarrada
bastante velba e um pao da costa tam
bam ja velho, a pessoa que a pegtr po-
derlo lavar a fura de portas venda do Sr.
Diogo que ser generosamente jecom-
pensido.
V9* Fugio no da 19 de Marco do an-
nopissido, um pelo crioulo de nome
Joaquim que representa ter 3o annos de
idade, com os sigues aeguintes : altara a
corpo reguUr rosto redondo cor fulla ,
e 00 rosto algunas marcas da bichigaa ,
pouca barba peraasfio'8, ps pequeos,
tilla bom e muito desembarazado, este
pelo fai nascido ecriado no mallo, taua
pareles at nos serloens ; quem della
souhar ouder noiitia tem de gratificarlo
i00$000, na pracinha do Livramento
loja de fasandaa D. i9.
f"P Fugio no dia 2o d > crrante Maio
de nm cilio noBa-ba'bo do Senhor Jlo
de S Leitlo um preto idoso, com cami-
sa e siroulla de eilepa, um chapeo de
sida velha,baiba bianca, e cr sida ,
orallosum Unto sollo, alguma cousa que-
brado das verilbas, e com ora aorrab de
camode viadaoudeleva a sua roupa, e
1?raa xoupa encostada era hum bordad t'
jolga-se lar hido para o sitio da xUrnarca
do Engenho Perapama alem da Villa do
Cabo raeia legua ou para a Cidade da
Parahib.i do Norte; a pe-soa queo apre-
iunder lereo ao mesmo sitio ou no At-
ierro do Arf gado lado esquerdo ao sabir
desti Piaca casa de duas portas D: i2que
ser recompensado.
Taboas das mares theiat *i JPeria do
P*rnambu0i
z7 Segunda 3 8h. 6m \
-18-T:
m 19 Q:
ai S:
5 2a-S:
a3-D:
I 8 54
-- 9 4a
-: i0-50 Tarde.
11 ]8
m la 6 *
0- 54 /Manhf
o
m
PSRNA NA Tir,PB M. F. FAMA. = 1M7.


CORRESPONDENCIA
.1
Srs. Redactores
Posto qu eu tivesse dito em micha Carta que se
publicou avulsa que anida apresentaria ao Respei-
vel Publico pedacinhos que fazem admirar sobre o
Snr. Ignacio Alves da Silva Santos na qualidade de
procurador Geral das Recolhidas de N. S. da
Gloria eu eslava resolvido a entregar ao silencio
( cuino anda entrego por modestia ) ludo quanto
sei, e nunca niais tratar pelo prelo de tal objecto ;
mas a carta que o dito Sur. Santo* publicou em
lesposia minha rae faz quebrar o proponto que
havia felo e me obrga a outra ver. sabir a campo.
Tratarei somente do negocio e serei cora o Snr.
Santos tambem urbano; assim elle o tivesse sido
contigo as alegscons da demanda que injustamente
me props que em verdad* eu em minha premei-
ra carta nao u/aria do direilo de represalia.
Diz o Snr. Santos que s o testeuiunho da Sra.
Madre Regente actual he de sobra para me confun-
dir Por ventora ; Snr. Santos, tracto eu de nego-
cios internos do Recolhimento, tracto a cato de ol>-
jeclos que estejam sob a inspeccfo de urna Senhora
clausurada que nada sabe sobre os rendimentos
alera do que V. Mee. Ihe diz ou mostra ? Eu dis*
se porteo mais ou menos que o Snr. Santos tero,
dado prejuizos ao Convenio, que he um mo pro*
curador; he d'islo que o Snr. se devia dtfender, e
he isto o que estou promptn para provar perante os
Jurados: por que nao me chuma perante o Tribu-
nal? Estou certo que o nao fai dou-lhe um
doce se o fizer.
A prezentou o Snr. Santos urnas certidoens de
um Livro escrito por si raesmo isto he feito e ba
ptitado por Ma Merc. Ora nio me dir pelas Cha-
gas do Serfico Sio Francisco que f merece e se
livro que se acba aspado em urna parcela da quan-
tia de i:io,3'5oo, emportancia da renda de 77 bo-
is cu jo valor de cada um tambem se acha aspado?
Demais eu disse que S. Merc tinba enfluido em
certo arrendamenlo de um sobrado do Recolhimf n-
to e depois na troca desse sobrado e que nada
d'isso se affectuara pela honradez do Reverendo Ca-
pellfe : por que sobre este objecto nio deu urna pa-
avra o Snr. Santos ? Por que tambem nio deu
palavra sobre o cont de reis da sociedade dos 88
bois rom Manoel Bernsrdes, quantia que sendo fia-
da pelo dito Bernardes, Sua Merc a pos a cargo do
Conveuto que equivale a elle perdtl-a ou pelo me-
nos a correr o risco ? Por que nada dice sobre os
preces dos poldros os quaes estando geralmente a
aolooo reis os das fazendas das Freirs fui So dados
em conta a 14,f 5oo reis ? Sobre isto be que devia
fallar por que he o principal.
Assim como o Snr. Santos lancou em conta os 6a
bois do anno de i83a, por que nio lansou tambem
os goojf'ooo reis, que eu os recebi por sua ordera 4
para nossa primeira sociedade, quantia qua empre-
guei; e da qual tenbo recibo do Snr. Santos, qtte
a pezar da sua santidade, e honra escreveu o se-
guinte em urna Carta que me drregiu Em quan-
to ao gado acho milhor V, M. tiral-o por nossa
conta ; pois se os oulros adem tetem este ganlio ,
tonhamos nos huma vez que o tisco sempre lie o
mesmo 5 con vera a saber ( o risco sempre he o mes*
mo ) isto he se se ganhar ganhou-se e se se perder
o prejuixo he do Recolhimento, romo aconteceu
com a Sociedade de Manoel Bernardes que fiando
um cont de reis e nio o pudendo cobrar passou
a venda para o Recolhimento, eo que se apurou em
dinheiro ficou em ralo do Snr. Santos.
O Snr. Santos alardea de honrado ; m?s comigo
tem mostrado o contrario. Tendo eu certa quantia
em deposito n'csta praca pretendeu o Snr. Santos
Emba gal- ; e como o Menistro mandou que eu
fosse citado e que o Snr. Santos provasse que eu
era de fcil fuga foi-llie precizo esperar por teste-
munhas do Sertio, por que nestj Cidade onde as-
ci, onde sempre vivi nio a cliou o Snr. Santo*
quera jurasse que sou de fcil fuga, e com este estra-
tagema conseguira Embarcar meo dinheiro si o re-
cto Ministro nio desse centenca contra por eu nio
ter sido citado. Quem nio diz que assim como o Sor.
Santos arranjou teslemuolas que depozessem qnc
eu podia fugir nao peder tambem por arle Mgi-
ca arranjar a Certidio da Villa de Souza. ?
Quando em 18.14 a Sra. 0. Elena ex Regente
quis ir ao Sertio para cuidar de sua saude mandos
tirar as publicas turmas das Sismaras das fazendas.
a fin de reivendicar o Sitio-. Geremum eos mais
anexos; mas o Snr. Santos responden a Madre Re-
gento que i.sso nio se podia fazer com a brevidado
que ella quera (_ nio haveria Escrivam que quites -
sem dinhero? .' 1 ) e que por lauto seguisse Viagem ,
que as publicas formas e iram depois; entretanto
urna ordem deS. Ex. Reverendsima sustou a vi-
agem e as fazendas ficou perdende os Sitios. Urna
caria annima deu lugar a esta ordem mas final-
mente 1 Madre ex-Regente ficou victoriosa.
Finalmente o documento 5 que o Snr. Santos
aprsenla e ao qual chama candeia fallou-lhe a
torcida epor isso nio da ls por que o cofre do
Recolhimento nio foi lembranca do Sur. Santos, e
sim de S. Ex. Reverendsima que o mandou facer
no tempo da ex Regente a Sra. D. Elena ; de
maneira que na factura do tal cofre te ve o Snr.
Santos tanta parte Como teve o Ca pina que o fez ,
ou o ferreiro que fez as chaves com as quais
dizem o Snr. Santos quisilara.
Tenbo respondido aoSnr. Sanios e sustentado
encontestavelmenle a minha primeira Carla : basta.
Roga-Ibe por esta ultima vez a p ubi naci den-
la quem se reserva para o Jury, e he Senhorca
Redactores.
Seu Constante leitor.
Jlo Jos* de Couto Lima.-
Estava Receonhcida.
Pcrn: nm Typ. de t. F. da Faria, ao da Junho 1837.
.*
r?


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E3LI9JGYS_9RTPS8 INGEST_TIME 2013-04-27T00:15:57Z PACKAGE AA00011611_08088
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES