Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08030


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Full Text



AUNO XXXV. \IHIRO 83.
TER^A FIJKA 12 DE ABRIL DE 1850.
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Por tres mezea adlantados 4$000.
Por res meses vencidos C$000.
Por anno adlantado I5$I)O.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
ENClftlCGIDOS DI SUBSCRIPCkO NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Joo Rodolpho Gomes; Natal, o Sr. An-
AUD1EHC1AS DOS TRIBUNAES DI CAPITAL
PARTIDA UOS COHREIQS.
Oliuda todos os das as nove e meia limos do da.
Iguarass, Goiamia e Parahiba as segundas i' sextas-feiras
S. Anlo, Bsenos, Uoniio, Caruaru, Altinho u Corauhuns Tribunal do commeivio: segundas e quintas,
as tercas feiras.
Relaco: Ierras feiras e sabbados.
tonio Marques da Silva; Aracaty, o St. A. di' l.onios Braga ;| Pao d'Alho, Mazan lh, l.imooiro, Brejo, Pesquoira, lngazei-1 Fazeuda: Ierras, quintas e sabbados as 10 limas.
Cear, oSr. J. Jos de OUveira; Maranho, o Sr. .los Tci-
xeirade McUo; Piauhy, o Sr. Jos Joaquim Avrlino; Para,
o Sr. Justino J. Ramos; Amazonas, o Sr. Jeronymo da
COSU.
ra, Flores, Villa Bella, Boa-Vista, Ouricury e Ex. nas Juizo docomniercio: quintas ao meto dia.
quartas (eiras. i Dilod.....phos: Irisas e sextas as 10 horas.
Cabo, Serioheni, Bio Formosn, Una, Barreiros, Agua Pre- Primeira rara dorive ; Ierras e sextas no tneio da.
la, Pimenteiras a Natal quintas Ceiras Segunda rara do civel: quartas e sabbados ao meia dia.
(Todos os correios parten as 10 horas da manhaa. I
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
3 l.ua nova as 7 horasr B8minutos da manhaa.
lo Ouarto cresrente as (i horas e i minuto da manlia.
17 l.ua ilieia as f> horas e 40 minutos da maullan.
25 (.iiiarto minguante as inoras c 26 miuulos da manhaa.
PBEUIAR Itl. HOJE.
PrimeJro aos 30 minutos da manhaa.
Si tundo sos minutos da larde.
DAS DA SEMfiKA.
11 Segunda. S. l.eo Magno p. doulor da igreja.
I-' Terra. Ss. Viciar e Vossia mm. ; s. Constantino e.
1.1 i.iuarl.i. s. Hermenegildo prinripo m. ; S. I rso h.
H 0iiila: &*. Tilmrcio o Valeriano mm. : s. Lamberto.
15 Sesla. ,\s limes de Nnssa Senjiora ; S. Panirariu.
10 saliiiailo.Salili.nl". S. Kngraria v. m. ; S. Fructuoso are.
17 Domingo de Ramos. S. Aniceto p. m. ; s. Elias monge.
ENCARREGADOS DI SUBSCRIPgAO RO SUL.
Alagoas, o Sr. f.lnndiiio Falcan Dias; Rahia, o Sr. Jos
Nartins Alves; Rio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Martins.
I.M PlllN'AMBl CO.
O proprietario do MARIO Manoel rigueirna de Paria, na
sua livraria praca da Independencia na. t o 8.
PARTE OFFICIAL.
OVEH\0 DA FROYI M'I.V.
Expediente do dia SI de marco.
Circular aosKxins. presidentes das provincias do
snl.Participo a V. F.xc. que esta provincia (cu
tranquilla.
Officio ao com mandante das armas.Communico
a V. Exc que, por despacho desla dala, proro-
fuei por oilo o pra/.o de cinco dias, concedido em
7 do correle ao recluta Fraucisco Snarus para Ira o parecer.
i) Sr Corra de Wlireira oppoo-sc ao parecer da .i materia do mesm e addiriouando-a ao project.....uitu preso representar, se bem que iiicoraplela-
I commisso, porque entendo que dore ser indefe- que so diacule. \"a segunda discusso pcrmitlidn meule, nesla assumbhia ? E'-me impossivul daixar
riila in fiminra pcliro de Joo Ferreira dos Santos, a qualqner deputado apreseutar emendas e rticos de dizer .ligninas patarras sobre essa emenda, lon-
I poruio contar contra a disposico do orcamenloIaddilivos; e emapresentar 1,6 ou 8, isso nada in- lomis quauln na .-e-sao paasada en muilo mees-
! iiiujiicipal vigente, senao os argumentos, que o anuo Une : o regiment desta assembla nao pc limites, forcoi para que pnssasse urna igual e os meo- no-
passado foram despiezados pela casa. So posso apresentar artigas addilivos a qualqner bre.scoUegas foram mili benignos ..para eom ella.
Sustenta que ha na dcsapropriaroo autorisnda projeclo, nina vez que a materia dos nosmos seja
utilidad municipal; porque trata-so de um con- idntica a que se'discute, parece-me que oBereeen-
cerlo de ra ; di/, que a assembla nao pmle mudar do a materia do proiec|0 n. 26, lirando-lhe o titulo
, de opiniao, seno em face de bous argumentos, que romo arligos additivos ao presente : nao procuro
o peticionario nao produz, e coucluc votando con- ', illudir o que qu^r O regiment quando manila que
' os prnjectos teiinain tres discussoes, porque quero
lica empatada a do Sr. Suiiza Bes, o approrada i ron urna incxaelido que esta refulado^por estes
do Se. N. Porlella, consignando (-OOos rs. para o docuuienlos que en eslou mostrando.
collegio de Papacara, e bem assim o artigo menos Seo uobre deputado liveroulras raides para se
pelo empale da emenda do Sr
e live a gloria de \V--la passar, SBIiao pelo- nious-es-
forcosao menos pela iuipnrlancia dn objeclo. E se
mi este anuo ao menos nfto Uzease publicantsnle
I.
Rers.
Entra em disnussao o arl. 17.
Arl. 17. Com oculto publico :
S 1. i oadjectoies da provincia .
" 2. Guisameiilo e fabrico das ma-
Suntir ii desejo ardenle que leulio de v-la anda ser I riles da proi inri
favoravehnenle volada tal qual fot redgala,
meo.- consliliiiiiles leriain razo de censurai-me, e
5 ') Religiosos iapiichinlios.
(8. Emolumentos de polica. ,
5 !). Re por cento de nOTOS e velhos direitosco-
brados dgs ordenados dos euipregados provin-
ciaes.
S 10. l.iualro pur cento sobre oaluguel das casas
em que se acharein na cidade do llerife os estallle
rmenlos designados as leisn." MI e ir>.
5 11. (.luarenla mil ris sobre casas de modas.
5 12. Cen ris por librado labaco fabricada,000
por arroba do nao fabricado, I99OI) por milheirn de
provar isenco legal. OSr. Mello llego ; Sr. presidente, o uobre de-1 lao soliente aqnilln que constantemente ronscgiieni un nada tea a rellevimiar. porque, -enlimes. se
Hilo ao msmo.__Fajo com este apresentar a V.! potado autecipou-se a discutir a materia, e a apre-1 lodos os Srs. depulados quando entendem que o em ohjoclos laes tormos ndllferentus com que nos
F.xc. pata serem inspeccionados os recrutas, is sentar os fundamentos da rcsolncao lomada pela prujerlo em discusso merece a sua alien -o apre- animaremos?
as nao i; Uso de que se sentando nina ou nutra idea, que nao sendo con-
l.aureotiiio dos Santos, Antonio Francisco da Si
*s
a.
V.' approrado menos n
l(:l':tli>IHIII
|ue consigna crdito
rasa na sessio pascada
Manuel Francisco da Silva e Francisco Jos dos ,rala agora. V commi-s.'io Irnuoii conherimenlo dc-
SanUis.Oimmunicou-so ao cliefe de polica. I una policao de loo Ferrera dos Santos, em que
Hilo o mesmo.Fuco apresentar a V. Exc. alim relama contra a deliberaeao desta casa, incluida
de ser inspeccionado, o*rucruta Jos de Soza Car- no onamenlo municipal, que manda desapropriar a
neiro.Communicou-se ao ebefe de polica. | orheira e parte de sen sitio, e como deseje ser
Dito ao mesmo.Communico a V. Exc. que, por] convenientemente esclarecido, pede .pie pelos ca-
V. Exc. lia de recorjar-se que ein nina reuno
tr.iria a materia do projeclo que se discuto como que hoiive na casa de um dos uiembros da eoiumis-
artigo additivo, snppouho poisqu'V. Exc. rocoii- sao do orcamenlo provincial, para a qual live a
sideraudo.... honra de recebei um com O', e acete, quando Ira-
II Sr. Vrnitlente :O iioliru deputado pode di- lou-su de eliminar algumas ,\erhas do orcamenlo
para guisaineotoe fabrica das inalrizes
l.otraiu em disciis.-an e sao siiccessivaineiil.
provados sem dLscussaO, os seguales arligos ;
Art. 18. Com a lliesouraria piHivincil :
8 1." F.mpregailos
zer oque quizer, masen nao recelio esse projeclo
como arligos additivos ao que se discute, um pro-
por motivos do economa oque chegou a vez da dictal
S ." Seis por cenlo da cobrama ju-
despacbo desla data, aulorLsei o director do rse-' "acs competentes snouca a cmara municipal sobre jecto que hade passar por Ires di-cussiies.
riacae, hem co- I 1* Sr. S/urliim Pereira ;F. se eu nao liv
nal de guerra a mandar apresentar ao emprezario a utihdade de semelhanle drsaprop
do Uieatro, hoje as 7 horas da noiie, 27 oraras da mo arenadas allegarnos do peticionario....
companliia de arlilices inclusive 1 tambor.* sendo O -fr. Corra de licelra: Com que lim ?
10 praras armadas e JO de lrdelas brancas sumen- j Sr- Mello llego: Com o lim de prnpor o
te.Cmmunicou-se lombein ao referido emore- I ''^r justo c ra/.oavel
r 1 f\ G. /'n^-J.. J~ 11
que
esse of-
ferecdo a consideracao da rasa este projeclo, nao
poda olferecer como addilivos ao projeclo 11. 9 a
materia do projeclo n. 21i ?.,.
que di/.ia respeilo au collegio do Hom l.miselho
se quiz cercear ; eu me oppu/, mostrando a incoil-
veiiiencia de seuielliaiile resolui;o... .
l'm Sr. eputado :K' verda-le.
O Se. /'. uurle:..... pedindo mesiuo que Ios-
sera conservados os l:000j desiinados a esse esta-
S :l." Expediente e aceio da casa
coinprehendida a diaria de l;*700 do
srvenle .....
O Sr. S.'Portellii :A materia dcsle projeclo hcleciinoiilo visto como sem ellos- era quasi impos-
Arl. 19. Com o consulado provincial :
Sonza I oppdr a este pagamento, apresente-as, para que a
casi .1- examine e se ellas foreni laos que nos pos-
-iim demover a dar mitra deciso que nao qui- se
pede na emenda, ser o nolire deputado vencedor
ll:G00jOO0 nesla quistan; mas se nao as liver.se qui/er apre-
sentar apenas pretevlos filiis...
1:772^000! O Se. limunlre* liiiiimires :Muilo obrigado.
864J000I OSr. F.pa'minoniat:... bem v, q......so pode charutos e cigarros, 90 ris por caada de bebidas
conseguir que a asssemblea rote por ellos. espirituosas. 15 ris por ranada de vinagre. e8t>
Km emnlo-ao digo, que tanto esta professnra, co- ,eis por arroba de sabio, licando iseulas desle 1111-
1110 urna nutra a que se refere eutro uobre depnta- posloas fabricas desla provincia.
do, eslao rom suas dividas liquidadas, devem ser s, |:|. vime por cinto de agurdenle de producn
pagos, lein lodo o direilu ; nao e lavor que Ibes faz brasileira, que for consumida na proi incia.
a rasa, ejustna fundada na disposirao da le. g | (. OHenta por rulo sobre o valor de cada bi-
l'"'opxrle: Hiele de loleria do unirs provincias, segundo a le
O Sr. r.pammondas : r.u voto para queso pa- h. ;{:[i|
guealodos, mas 11.10 tenho conhecimenlo de lo- j ir,. t:ein ris por cada libra He cobre, broiize e
{.5359000. dasaspetiroes qu, \eiii a esla casa ; lembre>rae oulro qualqner metal, conhecido sob a deuomiiia-
desta, apresenlei-as; o nobre deputado o Sr. Dr. rao de metal velo, que for exportado.
Baplista aprsenla s,- a favor de mitra de que tem $ 16. Quindenios c quarenta ris por cada folln
1:789|000 conlienmenio a assim o podem faxeroa maisinrm- eorrida sem ser para impetraco de graca.
lleudo que nin- 5 17 Podagiodas ponles e estradas, vigorando a
oras o direito 111- disposirio do20 do arl. 38 da lei n. :((!
ap-
27;75OtK) I
------------ j bros da assembla. Mas o que e
:l:10tlilMH)! goeni pede negar a essas pro*
zar10.
Hilo ao mesnio.Dos recrutas mencionados em ;J;| '01 debatido o auno passado.
seu olcio de ltdo correle, sob 11. 220, mande Sr. Mello llego : Hiz 11 uobre deputado qu
V. Exc. abrir asseulamenlo de praca a Antonio o que se allega j fui debatido 110 auno passado
OSr.ConVa de tliceim O que se allega agora diversa, nao se Irala- de empregados prorinciaea, "I subsistir; no enlrelanlo se dise que o
Marlinho de Ara?o, Manoel Florentino Bezerra, c
Miguel Francisco dos Sanios, e qnanln ios de uomes
que tem isso** Pode ser dcdialido segunda vez
rom dados que hitaran) no anuo passado. porque
Jas Martius da Bochu e Antonio Francisco da Cu- | enlo nao livenios informacoos das reparlicoes coin
nha.se resolver opporluuameole, visto que exis-
tem reclamaras pendentes.
Hilo ao mesmo.Mande V. Exc. por em liberda-
dc 0 rerruta Uaiioel Jos de Barros, a que se refere
o seu olcio do 15 do correnle, sob n. 222.Com-
nunicou-se ao ebefu de polica
Dito ao mesmo.Dos recri
seu olcio de 13 do correute
Exe. abrir assenlaiuento de praca a Vicente Ferrei- : sidenle, ele., lodos esses papis foraui presente
lano 0 nao sao, quo podem ser aposentados em "V(l- Sr. Fr. Caclauos tinha pedido por um anuo
visia de nossa legisla, o essa quanlia e que depois satisfazer-se-liia coma
OSr. Mar/fax Percir* :Se. nao sao empregados verba que se acha consignada no orcameiito.....
provinciaes neta municipaes, nos nao podamos aug- ''"' Sr. Uepaludo :Eu la eslive e ouvi dizer-se
! mentar, neui diuiiniiir-llie os ordenados.
SI.' Empregados
S 2." I'.apalazia do algodo .
5 :l. Expediente e acojo da casa
inclusive a diaria de I57IMI do ser-
vente .....
islo.
o Sr. /'. Datarte; ...... resignei-nie nao por
mullo uiinlia vontade, mas pidaforca das ciri'ums-
I Uncas ; nao quiz dar maisdoque pedia quem es-i decretada pela le anterior
OSr. -V. Porlella .Podemos, porque approva-
petentes tiremos somonte o pedido de'urna das I m"5 os regulamenlos desses estabelecimenlos.
paites inleressadas, sobre o qual dense nina dis I OSr. Murlins fretro. V. F.xc. enlende que
cussao em que appareceram infonnactes dadas por "'" dore aceitar, os arligos addilivos rogo poisa
deputados que as linham recebido dessa mesn 1 l"-10- consulte rasa a senielhanle respeite.
parle ; anuir nao foi ouvida... Sr. Presidente :Nessa niio cabio em, sel bem
O A'r. Corra de Olireira : Perdoe, o nobre de- i que de miiiha attribuicao.
Dito ao mesmo.nosr recrulas mencionados em P"lado esl um pomo esquecidu: leram-se docu- OSr. Martius Pereira:\ vista de recusa lao '"-'"' a.-signa-la e com sorpresa niinlia, depois de al-
seu olllcio de 13 do correute sob n. 222, mande V. i menlos, informaroes da cmara, despachos do pie- I maiilfesla nao tenho remedio, senao ruiiformar-me guias reOexues que se me fez e que davam em re-
com a decicao de V. Exe. e jaque ostou coma pa- sollado o nao lem lugar nao me foi possivel
lavra pero a V. F.xc. se digne de por em discusso alcancar o que desojara.
o projeclo n. 20 o inais breve que ser possa... Agora que vejo inais duas/issignaturas, alm da
OSr. Presidente :Ksli na ordem do dia. do seu digno autor, eenveliii-ine de que a miiiha
O Se. Martius Pereira :Mas como tenho visto assignalura nessa emenda nada exprimira..... ,ndo
iO.OIHISIMHl
Arl. 20. Com as collectoriase agencias, liculo
em ugor a aulorisacn de refonu
coiitestavel que lei da ser pagas do qoa se Ibes
:I5.S00, 2:4753000 emenda.
U Sr. (oHialee* Giiimnres : Sr presidente,
11111 aparte dado ao nobre deputado que me proce-
1:7253000 den, obrigou-me a pedir palavra para dar as ra-
----------------(Oes em que me fundo para volar contra a emenda.
Este anuo masmoji sabio desta casa um pcojecto
I* Bees de evento.
S 19. Apreheusoes da polica.
S 211 Mulla por lutracroes,
S 21. Violo mil ris por rasa de jugo de bilhar.
22. Restiluices e reposicoes.
S 2:t. Proilucio da venda de gneros, ulenriliose
propnos proviuciaes.
S 21. Metade da divida anterior do 1." de julho
queja foi sauccionado pela presidencia, aulorisan- de lMli.
reorganisaeo ;|" ;'Hicsouraria apagar as quantias de exercirios J 25, Rendimenlo da capatazia do algodo, na
lava habilitado para couhecur das uecessidades do1
collegio, nao insisti. No enlrelanlo que ha dias sa- '
hundo que urna emenda ira a mesa augmentando
a verba, ped ao seu digno aplorliecuca para I.1111-
1." Empregados
5 2." Expediente.
Arl. 21. Com os aposentados e jubilados
lindos iudependeDte.de quola volada por esta rasa, razo de :120 ris por cada saca
24:31030001? uosero desejo de que dos todos os dias este- $ 27. Juros das quantias depositadas na eaixaB-
2li090(i0 jamos fazendo leis peculiares, e nimio particular-1 lial do banco do Brasil nesta provincia
----------------! mente cilando-se Dones, nao sei 1 que proposilo j 5 2. Saldo do exercicio anterior.
24:5703000 ve'" estas emendas
S 1. Aposentados
S 2." Jubilado
0 nobre deputado diz que essas professoras esto
ra de Paula e Manoel Fraucisco de Barros.
Hilo ao mesmo.Pelo olcio de Y. Exc. de 19
do correnle. sob n. 213, quel inteirado de que se-
guir hoje para o presidio de Fernando a escuna
MNooia, levando os recrutas, e deveudo trazer em
seu regresso pracas'do 8* balalho de infamara e
.ligninas do 9o, que vio ter escusas doservico.
Dilo ao coaseliieiro presidente da relaco.Com-
tnunico a V. S. que Pedro Euphrasio da Silva foi
norneado pelo ajf de direito interino da comarca
da Roa-Vista para exercer interinamente as fuuccoes
de promotor d'aquella comarca, e entrou em exer-
cicio 110 dia 18 do mez prximo lindo, como consta
de parliciparoes uBlciaes.Comniuuicou-su tarabem
ao inspector da thesouraria de fazeuda.
{tilo ao director geral interino da inslrucro pu-
blica.Ao seu oBlcio de 18 do correnle, sob u. 02,
respondo declarando que designo o proiessor do
Cj muasio Jos Soares de Azevedo e o do seminario
episcopal do Olinda padre Joaquim Ferreira dos
Santos para examinadores no concurso primeira
cadeira.de geographia e historia do mesnio Gimna-
sio, vaga pelo falfecimento do padre Joo Capistra-
110 de Meudonca.
Hilo ao inspector da thesouraria de fazeuda.
vTraasmlO'a V. S., para o fim rnuveuieiile, o in-
cluso aviso de lelra na importancia de :I20,S000 ris
sacada pela Ihesouraria de rendas proviuciaes do
Rio Grande do Norte sobre essa e a favor de Jos
Joaquim de Lima.Communicou-se ao Exm. presi-
dente da referida provincia.
Hilo ao mesmo.Transmuto a V. S. para os lins
ron venientes, as 1", vas dos conheciinenlos dos
gneros fi maUobjeclos, que se remelteram para
Jornocimeitlo/ do almoxarifado do presidio de Fer-
nando.
Dito ao msmo.Decloro a V. S. que lira desig-
nado o segundo escriplurario dessa thesouraria
Januario Constancio Montciro de Andrade para ser-
vir de pagador em lugar de Ignacio Francisco Mar-
tina.Communicou-se ao coinmaudaiile das armas.
Hito .10 inspector do arsenal de ranrinha.Paco
apreseutar a Vmr. o menor l.edaslio Francisco de
lama para ser alistado na companhia de menores
desse arsenal, se eatircr as condicoes Ingaes.
Dito ao direclor interino das obras militares.
Na conformidade do aviso, junto por copia, expedi-
do pelo ministerio da guerra em :t do correle,
mande Voic. proceder pintura e aceio da casa,
que serve de quarUd geueral, nao excedendo de
1:0009 a respectiva despeza, e d-me contado que
ffieclivamuoie se tizer.Communicou-se ao com-
niaudaule das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.Pa-
ra salisfazer a exigencia da assembla legislativo
provincial, informe Vnic. sobre o incluso requeri-
mejito de oIguasempregados do consulado provincial
Dito aoconselho administrativo para fornecimen-
to do arsenal do guerra.Aulorisn o consellio ad-
minislralivos a romprar para a colonia militar de
Pimenleiras os medicanteutose mais objectos men-
cionados na relaco junta.Communicou-se ao ins-
pector da thesouraria de fazeuda e ao director da
referida colonia.
PortaraO Sr. agento da companhia brasileira
de paqoeles a vapor mande dar passagem de r,
por conta do ministerio da guerra, para a provincia
das Alagoas no vapor Tocaa.fi ao alteres Simeo
Corroa Lima, a sua senhora c a um cantarada, bem
como i senhora do alteres Aristides Balthasar da
Silveira.
HilaOSr/agente da companhia brasileira de
paquetes vipor mande dar passagem de repara
o Rio de Janeiro, no vapor que segu hoje para o
sul, a Cesario Irol da Silveira Juca e a Carlota da
Silveira J.ima, se hourrem lugares vagos para pas*-
sageiros de estado.
Expediente do secretario do gor.erno
Officio ao commandaole superior da guarda na-
cional do municipio do Bonito.0 Exm. Sr. presi-
dente da provincia manda communicara V. S. que
autorisou o inspector da thesouraria provincial a
mandar pagar a Joo Jos de Carvallo. Jnior a
quanlia ao 4459450, em que, segundos prets an-
uexosao officio de V. S. datado de 28 de fevereiro
ultimo, importemos vencimeiilos das pracs da
guarda nacional destacadas ha villa do Bonito nos
mezes de Janeiro efevcreir;. ltimos.
Dito ao primeiro secretario da asseriihla legisla-
tiva provineicl n. 75.Foi hoje a informar the-
souraria provincial o requeriineiito que acompa-
nhou o officio de V. S. de 11* do corrento, sob n.
10: o que communico a V. S., de ordem de S. Exc.
o Sr. presidente da provincia.
Dito, ao commandante do balalho n. 2fdeiufau-
tafia do w.uuicipio do Bonito.O F.xm. Sr. presi-
dente da provincia manda cominunicar a V. S, que
autorisou o inspector da thesouraria de fazeuda a
mandar entregar ao cabo de esquadra Tlumoleo
Bspo da Silva a quanlia de 853120, em que.se-
gundn 8 prets annexos ao oflicio de V. S. de 16
de corrente, importara os veocimeulos das praras
da guarda nacional, que esroltaram desertores e re-
centes para desta capital.
O Sr. Mclo Reg: Mas o nobre deputado ha de
lembrar-se tamben) que algumas ihfornaaces baria
que nao eram favoraveis a esse requeiimento.
( Ha um Aparte. )
II Sr. Me//o Rmo: Sr. presideute, para mim
liquido que a deliberarn da casa perca por nao ser
fundada ein proposta da cmara.
Um Sr. Deputado: E em nao ser de utilidade
municipal.
O Sr. Mello Reg: A assembla nao pude le-
gislar sobre negocios municipaes, senao quando
baja propia las das cmaras; slo do acto addi-
cionat.
Na scsso passada prescindimos dessa proposta,
e mandamos desapropriar o terreno em quesln,
sem que a cmara nos des* informarn alguma ;
e tanto a casa mohecen que esle seu procadimenlo
nao era regular, que apenas autorisou a cmara mu-
nicipal a desapropriar, nao obrigou-a. Mas, emlini
nao disto deque se tralaagora: a commisso quer
proceder com consciencia, pede inforiiiacocs c-
mara municipal, qur que esta tenha ueste negocio
a intervenco que llio cabe, qur saber a sua opi-
uio a respeito. Que receio le* o nobre deputado
deque vculia ioformaco da cmara? Se essa in-
fonoaco Mr favoravel a resol ueo tomada pida ra-
sa, no se esta deliberarn foi tomada no sentido das
infnrmacoes que podem vir, nao sei o que possa o
nobre deputado recetar.
Senhor presidente', eu nao quero entrar na dis-
cusso da materia, sem estar primeirameiite escla-
recido por parte da cmara municipal, que 'so-
mente quein nos pi>4e dixe-r se uecssaria esla de-
sapropriaro, se i;st no caso da lei.o que me pare-
ce ano So, porque nao se traa de una ra, mas
sinidouma estrada provincial...... ^
O Sr. V. de Olireira :Trata-se de concertar
urna ra.
O .Sr. Jfe/fo Reg:Seuhnres, 0 negocio 6 sim-
lcs : a commisso pede iiiformaci'ies, e islo nao
lie deve ser llegado. Este auno 6 o 1." emquese
negara informaees pedidas pelas 1 ommissoes, para
dar solneo e despacho a requerimenlo de parles ;
nunca vi islo aqu seno ueste anuo, .v coinuiisso
querpropor algum couza, quer atteiuler, oudesal-
tender 00 peticionario, mas quer proceder com sci-
encia e consciencia, e nao se julga habillilad, para
isto, sem -s informaroes que solicita, e que o nnbrc
deputado negn, como que recelando0 que possa vir
da cmara.......
O Sr. 0. de Olireira :O que eu nao quero que
que se venlille aqu nina quesln deslas : que a as-
sembla recooheca urna couza til, e no anuo se-
guinte julgue o contrario.
O Sr. Mello Rejo :O que a commisso pede nao
deroga a lei, uo obriga a rouza alguma ; vamos
ver essas inlormacdes, se forera contrarias a utili-
dade dadesapropriaco, a commisso propor a rr-
vogaro do artigo da lei que a antorisa, se forera a
favor, proporque elle se conserve ; mas anda as-
sim nao com um parecer que isso se far, porque
um parecer nao obriga ogoverno, nema cmara-
preciso urna lei,o em quauln esta nao for adopta-
da subsiste o que est.
Por tanto esla recusa do nobre deputado ao re-
querimenlo da commisso injusta e mesmo pouco
generosa, visto que a commisso o que quer cscla-
recer-si
outros prnjectos seren discutidos primeiro
O Sr. Presidente :Porque su tem entendido que
sao mais urgentes.
o Sr. Martin* Pereira:Mas sao de menos im-
portancia do que o de 11. 20. Em lim rogo a V. Exc.
que o faca entrar em discusso o mais breve possi-
vel.
apoiadot) e que limito feliz 6 o circulo de Caraiiluins
que alm dos SOUS deputados toui mais lies protec-
tores.....
(Crnzam-sc muilo-:aparte.
O Sr. X. Porlella :He niinlia parte agradece o
1 ciimpriiuento, nao posse dar proteceo, mas d'evo
declarar que quando assiguei nao enconlrei o me-
t Sr. Presidente :Sim, senhor hade ser discu-' or obstculo,
ido. OSr. P. Oiiarle : O nobre diputado foi mais
Vo mesa as seguales emendas : 1''!?'* a" 'I" eu- 'I11" passei por urna decepeo que
Com o director do collegio dos orphos 1:600$. "ao baria entrado em mullas previsoes ; servir-
de Mello
Com o ordenado do proiessor de msica do colle-
gio dos orphas 8003..V. Porlella.
Con 30 por cenlo de augmento DOS ordenados do
regente do hospital dos lazaros, e do aldanle do
boticario.V. Porlella.
I) Sr. Throdaroda Silra :Sr. presiden!
Em seguida entra em discusso o arl.
Arl. 22. Com a divida publica
S 1." Divida de exercicios lindos. .
S 2.' Juros e resgale das apolices
que se liuuveiem einillido ....
como ollcelivamonto j fez, segundo me informara,
com que a thesouraria provincial pague a SCUS cre-
o pro-
me-hade licao.
l.'iu Sr. tiepulado :F. nao tem sido protectora
algumas vena o sua assignalura ? [ doresindepeodente de nos mandar o' mappj desses
u M-. / Duarle :Eu proteger ? lao humilde erodores, para DOS marrarmos fundos, e ha una ra-
...... que mal posso proleger-ine, comu dispensar I zo que me forra a pensar assim.
protocooes'? ^ ^ ',..... t i v'jo que nos'raappas que se nos remettem, nao
ha inulta exaclidao ; acontece s vezes. que 11111 ere
9: 7937!i:t 1 cora suas dividas liquidadas. Mas nao sabe 0110-
17:0103708: hre deputado que quando a lliesouraria reennhoce
------------alguma divida, vem ella incluida na tabella, que
27:090.?5(il todos os anuos nos submellida para marcarmos
22. qoolas Como diz que eslo liquidadas que eslo
veonhecidas essas dividas que uo vem no qua-
dro?
O Sr. Epaininondas : Nao tenho culpa de que
30:6753000 "ao preslasse altenco minha argumeutaco.
----------,-----I Eu disse que noiinha viudo incluido noquadro
. 36:67590001 CS!>a divida, sem duvida porque eslava dependente
Vai mesa o apoia-se a suguiuie emenda : : de um despacho da assembla.
Dividas de exercicios lindos 10:0003000 9 Sr- Uvnnilre* Gnimariet : Enlo nao est li-
t.paminonilas de Mello. >. quidada, e por isso uo podemos marcar quola.
OSr. Hablista : Sr. presidente, eu adhiro as Todos os que tem direito a nina quanlia de exer-
ideas do nobre deputado relator da commisso; cicios lindos, tum 11111 titulo da thesouraria ; ose
enleudo que melhorfora, que esla assembla li/11' esgag pioessuras anda uo tivernm um titulo di
merece o regile do hospital de candado, que se
lite augmenten! os \encmenlos ; porque um eru-
pregado muilssiinn zeloso e cuuipridor dos seus
devores, e un empiegado sobre quem pesa lodo o
snico do hospital ; finalmente, um empregado
que, vivando no interior .do hospital est inhibido
de sabir delle, seno mu raras vezes, e por isso im-
possibilitado de agenciar mcios de vida por oolra
O Sr. M. Cavalcanti:Vota pelo parecer porque I rma que pelo sen emprego, por cojo exercicio
em regra vola por todos os rsrlarecimcnlos a- I percebe apenas Oilll.Saniiuaes. Enolo-se que 0 que
pezar de que iiasquosto verlente para si os nao i digo a respeilo do regente, posso dize-lo dos outros
precise. Enlende nao a deciso da casa foi injnstis- I empregados.
sima, que esl completamente convencido dtsso, | Me parece, pos, que o projeclo est juslilicado
mas como nem lodos os mais deputados, tero '' eonsegiiuilemente deve ser approvado por esla
esse pleno conhecimenlo por isso approvo o pare- : '".isa.
OSr. X. Porlella di/, q
Opina que a deliberaco lomada pela casa o anno
passado, foi indevidamente incluida na lei do orca-
menlo, e que romo disse injusta razan porque dese-
jaquea disciissiio appareca.quevenham os documen-
tos, porque disto se convenca quem nao o esliver.
Hiz que nao ha inconvenieuie algum em que a as-
sembla revogue em urna sesso, o que fez na an-
terior, que mesmo h conveniencia, porque se em
urna legislatura se praticar um acto menos justo,
dever rigoroso, revoga-lo. Faz algumas considera-
coes em relaco ao facto que fez objeclo da discus-
so e termina volando a favor do que propie a com-
misso.
Iiiscuiida a materia o parecer subraettido a vo-
tacao c approvado.
I.-see appruva-so u seguinto parecer.
OSr. Deputado pelo circulo da Victoria Luiz Fi-
lippc de Souza Leao, parlicipou que nao poda con-
pedio a palavra para
justificar duas emendas que otl'erecen considera-
cao da casa, una relativa ao regente do hospital dos
lazaros e ao ajudante do boticario do hospital Pe-
dro 11: que a respeilo do regente do hospital dos la-
zaros hasta aiieuder qu.- a quanlia de 200, que elle
anualmente percebe nao pode compensar os sni-
cos que elle presta, alientos o risco que corre e a
repugnancia natural ao contacto em que est rom
os lazaros : que quanto ao ajudante do boticario a
mesma razo que ha para elevar-se o ordenado do
boticario, como quer o projeclo, deve prevalecer
para que o seu seja augmentado, tanto mais quanto
os seus vencimentos acluaes sao mui diminuios.
Acerca da emenda que eleva 8OO3 o ordenado de
000}, que actual mente percebe o proiessor de m-
sica do Collegio dos Oiphos diz que ha 22 anuos
que esle funecionarfo exrce esse emprego, e d-
rame, lodo este lempo nao leve augmento em seus
tinuar a assislir as sessoes ; o Sr. deputado Nasr.i- venrimentos, leudo lodos os outros empregados do
INTERIOR.
COnnESrOKBENC! DO DIARIO DE PERMIBUCO
Paran 15 de niaryo de 1858,
No dia 4 do crreme o Sr. Liberato de Mattos re-
tiron-ae da capital para Paranagu com destino
Rabia. A assembla provincial distingui os servi-
ros prestados por S. F.xc, offerecendo-lhe um baile
esplendido que tere lugar no dia 26 do mez lindo,
em que o 8r. Mallos contiou a administrarn ao tor-
ete viee-prisidenle o Sr. Cmara l.ea, que em
breve passanr as redeas da administrarn ao Sr. Jo-
s Pranoisco Cerdoso, que esperado" a todo o mo-
mento em vapor de guerra. A provincia conlia
muilo naintelligencia, zelo edudicacu de S. Exc
pelo bem publico.
A assembla provincial eucerrou seus trabalhos
no dia 7 do corrente, tendo creado urna quarta co-
marca a provincia, e autorisado um emprestimo de
100:000#, visto o ellc.it com que est a bracos.
Nio foi destituida de interesse a sesso, os de-
potados da minora condemoaram-se un silencio.
0 rula va que o Dr. Ferreira Correa, deputado da
minora, ia pedir a sua demisso do cargo de ins-
pector da inslrucco publica do distrirto da Ma-
riBhn. (torio particular.)
ment Porlella, requereu quo fo-.se convidado o res-
pectivo supplente a tomar aaseolo e a commisso
de consliluico e poderes, eiilendcudo que este re-
querimenlo deve ser approvado, de parecer que
seja chamado o Sr. Feliciano Rodrigues da Silva a
lomar assento. Sala dascominissoes, 9 de abril de
1859.S. R.llarros de Laterda, Dr. J. A. Cr-
rela de OUveira.
Segunda discusso do projeclo 9 dele anno,
que eleva os ordenados de diversos empregados
dos estabelecimenlos de caridade.
t) Sr. Mamut Pereira ; Sr. presidente ped a
palavra, nao para me oppor ao projeclo em discus-
so, mas para oflbrecer como arligos addilivos ao
mesmo, os do projeclo n. 26, que livo a honra de
offerecer consideracao da casa sabido, Srs. que
no estado actual do ncarecimentu dos gneros de
subsistencia, nao possivel que os empregados p-
blicos coin os ordenados que percebem actualmen-
te possam apresentar-se com a decencia devida em
suas reparlicoes; por que tudo pouco para ali-
mentos. Ea querer-so que os empregados pblicos
conlinuem com os ordenados acluaes. querer-se
que os empregados toincni pouco interesse pelo
collegio conseguido augmento de ordenado as oc-
casioes do reformas que tem havido no mesmo col-
legio : qne este empregado. tendo apenas o orde-
nado de 600 nao pode suslentar-se o sua familia
II
pois nada mais se llie d pelos cofres do patrimonio
dos orphos : que ludo islo arcrescem os bns
snicos que elle lem prestado, romo se v de sua
petico e da ioformaco que ministra o respectivo
direclor; e que assim espera que a assembla nao
fallar jostica que Ihe assiste.
A discusso' Oca adiada pela hora.
Contina a segunda discusso do orrameuto prn-
vinrial.
Artigo 16 e seus paragraphos, bem assim as
emendas ao mesmo offerecidas.
O Sr. P. tillarte :Sr. presidente, V. F.xc. sabe
que eu sempre que venho a fallar nesta casa oceu-
po sua atlenro por muilo pouco lempo, senao por
que esle o nico rerurso que posso deparar para
acobertar a minha insutficicncia mi apoiadot], ao
menos porque, se agrado lico sendo desojado, e se
iucnmmodo por momentos.....
Urna Voz :Agrada muito.
O Sr. P. Duarle: Obrigado; se agrado, repito,
Sr. presidente, se o auno passado quando os g-
neros aliuieiilicins nao linliam sido elevados a alia
em que se achato este anno o collegio do Rom
Consellmdo Papacara merceSu rcrelier quatro eoli-
tos duris, esle anuo por maioria de razio dore-
mos nao negar-lh'e essa verba, porque o serto
ameaca urna grande seca e telemos alli os gneros
anda mait encarecidos.
0 Sr. Pereira de tirito '. Consta-me que tem
chovido.
O .Sr. P. Duarle :Pois cu sei o conlrario, que
una seca extraordinaria ameaca o serto seas chu-
cas nao npparecerem. Se pois o collegio de Papa-
cara nao tem anda mcios quo facam frente as suas
despezas, se lia receio de que os gneros alimenti-
cios eocarecam anda mais, de necessidade que
a casa vol pela emenda.
Senhores, eu son enlhusiasta por esse estabele-
cimenlo ;elle digno dos uossosdesvollos, [apoia-
dot) uo esmurecainos, conlinuemos a prestar-I he
iiosso apoio. Elle un monumento que atiesta a
caridade ardenle de um servo de Heos, propagador
inransavel da f e bous costuraos : quero fallar do
virtuoso rapiichinlio que dirijo aquello esialieleri-
nienlo com zelo e anuo- paternal. O collegio do
Rom Conselhn de Papacara anda o arrimo da
orpliandade, a esperanca da pobreza e o fuluro ven-
turoso da infeliz que perde os que Ihe sao mais ca-
ros, ah aprendo-so a 1er, eacrever e contar com
alguma perfeieii; all adqire-se aniorao trabalbo,
respeilo a inoralidado, venerarlo a religio ; alli
afinal a orpha comprehende porteitameiite os de-
veres domeslicos de urna mulher quando se casa,
porque aprende a ser chrisla c nunca tora das m-
ximas salotares do clirislianistno eslavaui rompre-
hendidos os deveres de nina digna esposa, [tpoia-
doi.) As horas de distrarao n'aquclle collegio sao
dedicadas em musas uteis, que distracm e repou-
sam o espirito. O rgimen interno o de mu
claustro-, sem os abusos e U snperstices que em
alguns dellessedo. As orphas dedicam-se com
apuro a diversos gneros de costura, e ainda ha
Sonco estove ua ante-sala um trahalho primoroso
'aqoelle genero fcilo pelas educandas do Rom
Conselhn, e quando d'alli sahem para casarem nao
deseonhecem mais os deveres domsticos da fa-
milia.
O Sr. Pereira de tirito :Quantas tem casado ?
O Sr. P. uurle:Nao sai, o que posso infor-
mar ao nobre deputado que j assisti ao casa-
mento de urna orpha feito sob os auspicios dojuiz
municipal c do sen tutor, ao qual conenrreram as
pessoas mais gradas de Caranhuns, c consta-me que
esse par vive feliz ; donde a casa pode inferir que
nao ha hoje naquellacomarca quem nao deseje a
prusperidade e engrandecimenlo do collegio do
Rom Conselho.
Sr. presidente, vou terminar pedindo que m
desculpemse rnubei a esta casa sen lempo precioso
(mo apoiados) mas ennvinha-me explicar-me para
com aquelles que me deram urna cadeira nesla casa
alim de que uo digam que a lenho por formalida-
de, que despre/.n os iuleresses da sua comarca,
que mu esquero do que ulil para s lembrar-me
delles em pocas eleiloraes; e sirva este meu pe-
queo discurso de .prova de que nao me esque-
ci ; e nem me poda esquecer do collegio do
Papaeoca. Pelo lado que me toca faro por cumprir
os meus devores nesta casaem relaco a provincia
parlicnlarniente a comarca de Caranhuns, e se
; que alguna professores faziam seus requerimautos
O que certo e que quando pretendo insta casa
iec.10 queso admittee que fui por mim ohcrecido. i al?ulua cousa, pero e pero sempre coin humildado dor, individuo que alias lem milito bom direito
leude a reparar urna injuslica de carcter duplo. K (rt*0) nao confio no meu nome, nao confio ein i esquecido. quasi que esse mappa urna obra sum-
uconlesinvel que 11,1 acluaiidadu bem dilficil a m"" ronlio na ulilidade e necessidade da cousa j pre incompleta que aqu vem.
vida alguns empregados pblicos da provincia '''"' r*S.. "* <'" agora lenho una duvida e saber se a
J pela caresta dos gneros ilimenticios. ji pela V Hue cerlo repito, que na sesso passada l*i quo paasou lambem se refere aos exercicios pas-
dellieieiicia de outros recursos iudispeiisaveis sua lr'll|albando eu tanto em favor do collegio do Rom I sados. ou se smente ao iiltimamenle lindo : assim
decente muuteooo. Neste caso eslo os emprega- : I'""*''lho, nao deveria agora conservar-me em si- tenho de mandar nina emenda mesa e darei a ra-
dos de que trata o projeclo e cujas vencimentos |''''".;l"' "'"'l''l"' principalmente lulo a honra de | zo dola.
proposita se aiigmeiitein, na proporro eslaheler- |ssignar-me na emenda. Tem-se-me acensado, lem-se-nie laucado ein ros-
da mi mesmo projeclo. '" Sr. DepuMdo :Koubaram-lhe a gloria. | lo militas vezes, por ler eu apresenlado urna lei in-
6 por esse lado bem justo o projeclo : porm ain-
da mais justo se lorna. altondeudo-se a injuslica re-
lativa que solfrerunoscmpregndos,a que elle se re-
fere, visto como foraui excluidos da uavtilha que
o auno pus.sado.se fez cinii millos emprega les dos
eslabelecimentos de caridade, que alias menos ca-
recuun deque Ibes angmentaasem seus vencimen-
tos. F.ntretanto, o auno passado a casa nntendeu
que deva augmeutar os vencimentos, nao s do me-
dico do hospital decaridade, como do sen ajudante
< lambem do secretario da respectiva ailministracao;
e nao sei porque falalidade, taires porque foseen
mais desvalidos, aquelles outros empregados, aos
quaes se quer agora augmentar os vencimentos, fo-
raui postes a margem, uo l'orain attemlidos E por
isso que o presidente em sen rolalorio a esla casa,
declaran que a propria adniini-lraco do hospital
se aiteressava para que se lhes dsar augmento de
ordenados, visto torera sidn, cura manifesla injus-
lica, excluidos do aquinhoamunlo ; e foi por isso
que um dos uieniiiios dessa coiniinsso me iucum-
bio de que propozesse o angmenlo se bem que eni
proporco maior do que se consigna no projeclo.
-Nao live duvida em acceder ao pedido ; oll'ereci o
projeclo, nao un proporco, repito, ein que se pre-
tenda fosseui augmentados esses vencimrnlns,
mas u'iima proporco interior, que julguei ser ra-
soavel.ia,
l.nlrens empregados mencionados 110 projeclo.
suas dividas, como dizer o nobre deputado que seu
direito est reconhecido, que essa divida est liqui-
dada, c su Ihe deve mandar pagar pela lei do orra-
inenlo ?
(lia um aparte).
OSr. liiim-alres C nimaret;Eu o que quero,
dizer que essas professoras oo lem 1110 Ululo, se
0 livessom suas dividas linham sido incluidosuoqua-!
drn de exercicios lindos.
rciciu anterior.
lleuda eom appliearaa especial.
8 29. Producto das loteras' do tlieatro do Santa
Isabel.
5 80. Hito das do Ovmnasio.
S :tl Hilo da laxa d arl. 11 da lei 11.369.
Vo i mesa as seguimos emendas:
Emenda substitutiva ao j i.
Hois mil e quinheutos res por cabera de gado
racum consumido iiosmunicipiosdo Recite, Olinda,
lguarass, lioianna, Rio formoso, Nazareth, Pao de
Albo, Victoria, Cabo, Serinhem e Agua Preta, sen-
do que nos outros municipios esto imposto s ser
pago por quem lalhar carne para negocio, pagando
os creadores o taio.J. M. llego. Cariairo da
Cttuha.
Ao :t.
Hepois da palavra urbanos arrescenle-se
dando o presidoute da provincia regulamenlo para
acobranca desle imposto. S R. Martins IV
rexra.
Suli-emenda emenda do Sr. Martina Pereira,
acrescente-seticaudo o regumento dependente da
ipprovacao da assembla. P. de' tirito
Ao !5 1 acrescente-se : dando o presidente um re-
giilainenlo para a cobranca do imposto. Mar/i.--
Pereira.
Ao S 9.
Em vez de 10 por rento, diga-sc 5 por cenlo.
0 Sr. rpnmiaondn* : Oual o ululo? i Mello Beqo.
O Sr. Uoinalnes Quimaraen : Finalmente, es- i Ao J 9.
lando essas quantias. que uobre depulado diz se- Em vez de 10 por cenlo, diga-se : 20 por cenlo.
rcm decidas, dependentes de urna deciso da as- P. de llrilo.
semidea, essa protoasoran nao podem lertun tiiplo
deseas dividas, dado pela thesouraria, e como tal
a emendas uo devem passar. Concilio assim.
O Sr. I'.paminondjt de Mello, responde ao orador
especiaos, e 11,11,1 resoluei.....spocal Unibem, nian-
dava que ellos fossem pagos ; outros perm, que uo
podiain conseguir esse pagamento, luiavaui inoose
.innos sem receber, e al militas vezes desanima-
vam, esmoreciam, mormente se eram de fra, e ii-
earam -ein essa gralincacu, 011 enlraraiu em con-
tralos leonino, com pessoas da cidade e outros cou-
sas mais que en devo callar. Era preciso, portento
que honvesso una le que abrangosse a lodos; mas
anida assim, Sr. presidente, estemos mal, ainda o
anno passado se mandn pagar a una professora,
profossora que sem aggravaraaoutras, se pode cha-
mar modello ; e eu creio que mulla gente desla ca-
sa o sabe, porque os papis desla senhora existem
na casa, e basta ver os documentos que Ilustrara a
sua policio paja se recouhecer o que eu avaurn.
Essa professora requeren assembla provincial e
uiaudoii-M'-lhe pagar, mas como a le do auno pas-
sado nao menciona o seu nome, deixuu de ser pa-
ga. Eu creio, que mesmo o nobre deputado quo
relator da commisso de orcamenlo sabe desle ne-
gerio, lem conliecinienlo dessa senhora, que sendo
professora de S. Jos, por motivos de molestia foi
Obligada a permutar a sua cadeira com a do lgua-
rass.
"ra. o que se deve a esta senhora de atrasados
"O Sr. Carntiro da ('unlia declara que a emenda
ao g (o da commisso, e nao tem por fim seno
lomar mala explcita a rodaeco do mesmo.
O Sr. HartMU Pereira : Sr. presidente, j por
que combaten a emenda, refutando lodos os argu- 1 mais de una vez se lem feito ver casa a neressi-
meotos apreseolados. ti orador comer por dizer, dade de se dar alguma providencia no sentido de
que lodos os das se aprende, c que lodos os das a melborarmos a situarlo dos proprielarios dos pre-
assemblea e iliuslrada pelas novas opinioes mam- dios urbanos, no :t desle arligo trate-sedo im-
fesladas pelos denotados que tomara parte na dis- 1 posto do dcima, e tendo eu ouiid'o luilu clniuo-
cussao, que elle orador foi mullo feliz por se res acerco ua robranra desse imposto, aeho con-
achar na cosa, e ouvir a impugnara.) do illuslre : veniente que presidJntc expeca um regulamenlo
prcnpiiianle .+P'"> a cobranca desse imposto oilm de se nao con-
Hiz o orador que nao obstante o que ji havia turnar a dar o inconvenieuie de por milreisoupou-
Oduxido em lavor d.i emenda quando fallou a pn- co mais, arremalarera predios que nao do ua ar-
pr
meira vez, seu adversario ainda se animen a dizer
que a divida da professora Alejandrina, nao eslava
processada e liquidada ; mas enlende elle orador,
que nao basla dizer, ealurmar semelhanle facto pa-
ra elle ser crido, e que necessario era para susten-
tarn desla opinio, que o orador que o preceden
demonslrasse 0111 que consista o processo e liqui-
daco de una divida de exercicio lindo, u qual a
>OTa a
sua opiniao ou Jfcei
O orador demnvolvendo largamente o svstcma
1 respeilo.
adoptado as reparlicoes liscaes, nioslra que lodos
as cenias e dividas, no Ihesouro e lliesourarias, sao
examinadas e rousideradas debaixo de dous pontos
de vista primordiaes e essenciaes : primeiro de-
baixo do pomo de vista moral, se aconta, divida ou
despeza esl de accordo com as leis, ou Besiaa sao
fundadas, e por ellas aulorisadas; segundo, de-
baixo do ponto de vista arilhmetico, em relaco ao
quanto se deve pagar. Diz o orador que tees ope-
raeesso fetas ex-olficio, ou a requerimenlo das
partes, pela contadoria esecres, ou empregados
especiaes, e depois de tudo feito, nada havendo
contra a moralidade da despeza, nem cgntra ocal-
predios qn
leuiataeo o valor que ellos tem.
F. para obter esle lim que maiidei urna emenda
mesa. E lambem offureri outra quanto ao 8 7, que
Irala do imposto de 2003 sobre cada escravo expor-
tado, porque em i enlode a cobranca desse imposto
nao esl em relaco com o numero de escravos que
se exportara.
Consta-me que o digno inspector da thasouraria
jaso entender com o chefe de polica, para agau-
lelar os iuleresses da fazeuda provincial, mas ne-
nlium resultado obtevn : entendo que a assembla
deve autorisar o presidente para que faca um re-
gulamenlo que corte a defraudarn da 'farenda.
para qno ser ncressario conheccr-se a cansa de
semelhanle defraudarn.
Verifica-se nohaver numero legal.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia da ses-
soseguinle levante a de boje.
Eram 2 horas c meia da tarde.
, ,;i".......,,. 1 .----------- euiiuau iiior.iiioaoe ua nespeza, llera conira o
TT^ISLT'^^.ZKST^ aconsequenco inevuava! o pagamento
cumprimenlo de seus deveres, deixem de salisfazer I deseja-se que eu contine, e se aborrero, canso c
____PERrUMBUCO.
ASSEI8LE1 LEGISLATIVA PROVINCIAL.
sBsaio oaiiMABu eu 9 of. abril de 1*59.
Pr*$v4ecia.*tSr (Concluso.)
OnD DO DA.
Discusso do parecer da commisso de orcamen-
lo municipal, sobre o requerimenlo de Joo Fer-
reira dos Santos, adiado da sesso anterior, por
haver pedido a palavra o Sr, Correa de OU-
veira.
seus compromissos e procurem por meios menos
legaes os recursos necussariosa sua sustenlaco ea
de suas familias ou que conlinuem a sur mendigos
de casaca. Se hourer algum Sr. depulado que se
oppouha a materia dos addilivos, o que duvido, eu
pedirei a palavra para apresentar razos em contra-
rio as que forem offerecidas em opposjcao a mate-
ria dos meamos....
O Sr. Presidente :Eu entendo que o nobre de-
puladn nao pode olferecer essu projeclo, como arti-
go addilivo aoque se discute este acia-se em segun-
da discusso, e sendo a materia desse offerecida
como emenda nao lera as larceiras discussoes que
o regiment determina leiiham lodos os projectes.
mandar una emenda, para que ella seja paga
Um Sr. Deputado :JA aqu esl a emenda-
(lulro Sr. Deputado :llefeie-se a outra.
0 Sr. /'. Ilaitista :Senhores, preciso que eu
o diga : uo avanco que as oulros professoras nao
lumpram os seus devores, mas estad urna profes-
sora modello.
llouve um proiessor de primciraslrllras mnito de
minha sympathia, o Sobren* da Roa Vista, que bo-
je j esl jubilado : este honiein cumpreheudia per-
feitamente a sua missn de professor ; rata profes-
sora rouipreheiide perfeilameute a sua uiisso de
uiestra, e nestas circumstaucias emendo guo pagar-
se-lhu o que su Ihe deve, juslira, dever.
Vo mesa e apniani-se as seguinles emendas :
Inclusive a quanlia de 5129153 ris, que nose
pagou a professora Alexaiidriua de Lima e Albu-
querque, de alrazados provenientes da graliraro
della por mais de 12 anuos do exerr.irio. S. R.
Epaminoudas de Mello. tr. Ti. Porlella.
Inclusive lambem a quanlia de 552S0O0 pro-
fessora I). Mara Clemcnliua de Figueiredo, de alra-
zados provei.ienles da gratillcaro por mais do 12
anuos de erercicio.Dr. Ilaptita.
1 Inclusive o que se deve ao professor Jos Joa-
quim Xavier Sobreira, da gratiOc.acao por mais de
12 anuos de exercicio.S. II.Olireira -
O Sr. Epaminondas : Sr. presidente, mandei
urna emenda incluindo o pagamento do que a llie-
souraria deve A professora D. Alexandrina de...
O Sr. .V. Caiakaiiti: Modello n. 2.
O Sr. Epaminondas : Nao ha tal. nao a apre-
sonlo como mndello, nao reconhe'co inodellos ; mas
entendo que lia una razo para se mencionar o no-
me dessa professora especialmente.
Essa professora o anno passado requereu o paga-
mento dessa divida de exercicios lindos ; mas apre-
Diz o orador que tudo se fez em relaro a hypo-
these que se discute ; que os papis da professora
Alexandrina, os quaes elle orador tinha as mos
mostraval foram i thesouraria provincial, desta a
contadoria e examinados pela seceo competente,
adiando lodos que esta divida era real, por ser fun-
dada na lei, e exacto o pedido, sem erro algum na
s.minia total ou parcellas.
Agora, em i'uiua o orador, se o nobre depulado
lem unirs ideas, outra Iheoria, ou systeuia sobre
processo e liquidarn de dividas 011 despezas pu-
blicas, apreseiite-se, e as faca conhecidas da as-
sembla. que muilo inlercssaria a casa saber I Mos-
Ira ainda o orador que a circuinslancia de uo ha-
ver despacho dellnilivo a que alinde o precedente
orador nao iufluc, visto que o despacho da presi-
dencia tornando a questo dependente da deciso da
assembla, vedou 011 impossibililou a thesouraria
provincial de incluir esta professora nc quadro das
dividas de oxereicins lindos, que vcio este auno.
Conclue votando pela emenda, visto que ueuhuma
rozo plausivel se aprsenla contra ello.
O Sr. P. Uaptista ainda faz alguma- considera-
ces em sustenlaco da sua emenda.
Ecncurrada a discusso o arligo approvado com
todas as emendas offurecidas.
Arl. 23. Cora os despezas even-
tuaes, inclusive cinco conlos de ris
para o contratante das impressees
provinciaus.........20:000^000
Vai mera c apoia-su a seguinte emenda:
Cora rs despazas evenluaes ein lugar de 20 con-
los diga-se 30 contos de ris.Ep. de Mello.
0 Sr. Manoel Cavalcanti: Sr. presidente, eu
nao sei o que quer dizer ueste artigo de despeas
tenlando-se diversas emendas, lomou-se a resolu- erentuaes desiguarcm-se 5 contos de ris para o
fatigo a paciencia das meus nobres cnllegas por
pouco lempo; c satisfazendo de qualqner modo
eumpre-me ainda dizer alguma- palacras relativa-
menle o urna emenda que se acha sobre a mesa, que
diz respeito ao J fi." do arligo 16, aquella que dis-
[ie que se eleve a verba destinada ao collegio do
lom Conselho m Papacaca a 4:000g.
J v V. Exc. que se traa de um objeclo .para
mira de grave importancia, e que consegoiutemeii-
cia nao me poderia conservar silencioso, ao menos
para compensara falta da miuha assignalura nessa
emenda.
Sei bem, senhor presidente, que a minha assig-
nalura au exprimira inais (e nem lauto) do que
Por este meio o nobre deputado pretende illudir es-1 essas que l eslo consignadas ; ira otfusrar seu
ta disposico, porque enlendcndo que a materia era I brilho, ira talvez fazer desmeroc-las ; mas per-
propna de seu projeclo, apresenlou-o, e sendo as- gunto aos meos nobres collegas, deveria eu ser in-
siera elle tou de passar pelas Ires discussoes, oque clill'erenle quandn se trate de um objeclo a que cu
nao succeder se for apresenlado como ao primei- ligo lana importancia "? Deveria cu conservar-me
ro additivo, porque s ter duas discussoes, e de., silencioso quando se pretende elevar a verba dez-
mis como estando-se em segunda discusso, que tinada ao collegio tto Rom Conselho, e uo exultar
por arligos, o nobre deputado ofterece como emen-
da una immensidade de arligos?
OSr. Martina Pereira :Eu creio que tenho sa-
tisfeito os escrpulos de V. Exc. riscando o titulo
do projeclo, e considerando romo arligos additivos
por urna idea tan lenz '.'
l'm Sr. Deputado :Nao.
O Sr. /'. Duarle :., senhores, trataudo-se des-
se po esiabelecimentii nao se tem tratado de um
dos mais nobres iuleresses do districlo eleitoral que
mais nao faro porque nao posso ; porque eu s
nao resumo a lolalidade dos meu- nobres collegas.
Presumo ler como foi possivel juslilicado a emen-
da que nao assignei. (.tpoiorfos muilo bem.)
O Sr. tielphino :l.evantei-me, Sr. presidente
nao para me oppor a verba que se consigna 110 ar-
lgo que esl em discusso, nem tu pouco para
discutir a respeilo da obrigaco que temo* de dar
e-mulas; digo apenas, que urna obrigaco im-
perfeita, um dever moral, e urna vez que este
anno ha pouco diuheiro, coovm que todos som-ain :
conserva-so ao menos para o grande hospital aquel-
la quanlia que sedara o auno passado. Mas o lim
para que pedia palavra foi para apresentar urna
emenda em substituirn outra qne hoptem otle-
reci, e a qual me parece que lirar as duvidas em
que os nobres deputados se achara. Enlendem uns,
que preciso augmentar a verba, porque ha em-
regados cojos ordenados liveram accrescimo por
. mas nao foram pagos pela admnislracao, por-
3ue nao havia consignarn e a adiuinistracao, enton-
en que nao poda desse diuheiro que lh era dado,
fazer semelhanle pagamento, disseram oulros, que
nao se trotando da distribuirn do diuheiro, a ad-
miiiistraco poda pagar independente de autorisa-
ro. Eu creio que com a minha emenda, eu des-
truo essas duvidas e os nobres deputedos podem
melhor votar.
Peco pois a V. Exc. que consulte casa se cn-
senle que eu subslilua a segunda emenda que
offereci pela primeira. rousisliudo a differenca ape-
nas na mudanea de urna palavra.
Vai mesa a seguinte emenda :
Depois das palanas estabelecimenlos de cari-
dadeacresceule-se pago o augmento que por
lei do anno passado tiverem os empregadus do
mesmo hospital.S. K.tielphino.
Encerrada a discussc : rctira-sc por cousenl-
ine.nlo da casa a primeira emenda do Sr. Helphino,
rao de nao mencionar seno o nome de doisou Ires
professores cuja liquidaco e processo respectivo
tinha sido presente casa, entretanto que designou-
sequota ou fundos suilicienles para,su pagar a lo-
dos. O que verdad quo esses professores,
que nao foram pagos, requereram thesouraria pa-
ra serem pagos de suas dividas, requernram ao go-
veruoquenose julgou autorisado ou nao quiz mon-
dar-Ibes pagar e den o seguinte despachorequei-
ram assembla provincial.
I.-lando a divida processada e liquidada deveria
a thesouraria inclui-la no quadro que veio a esla.as-
sembla : mas um razia plausivel houvo para que
talvez a thesouraria o nao lizessc e foi oslar essa
pretenco dependente da asserabl praviucial, em
virtude da delberaco do governo.
(Ha um aparte.)'
OSr. Epaminondas : S vejo esla nica razo ;
o se uo foi ella que inlluio para nao ser mencio-
nada no quadro da divida de exercicios lindos essa
professora, enlo a thesouraria nao cumprio com 1
seus duveres.
OSr Gom-filies Giiimaraes: Nao enleudo as-
sim.
O Sr. Epaminondas : Porque enlo ?
OSr. Gonralces Gnimaracs: Nose mandou
pagar porque' nao eslava liquidada a divida
emprestimo das impressoes proviuciaes. Eu enten-
do que s eventual aquillo que se nao pode
prever. j
Talvez esla verba nvesse mais cabimento 110 ar-
tigo 9." que traa de subvenres a artistas, ou no
art. 16 scennos de benelirencia ; mas as even-
luaes, que eu nao comprchendo.
J vejo qua existe una emenda elevando a quola
de evenluaes a 30 contos de ris ; mas para que ser
islo ?
L'm Sr. Deputado : Para que se nao gaslem 60.
O Sr. M. Cavalcanti : F.u entendo, que n'uma
rircumslaiicia grave, o presidente ha de mandar fa-
zer a despeza sol sua responsabilidade, e nos ao
depois tomaremos isso 0111 consideracao ; mas para
pequeas despezas evenluaes, ach'o que muito,
urna verba de 30 conlos e islo s para que segundo
se diz, o presidente nao gaste mais. Seria preciso
que se provasse, que votando-se esses 30 contos o
o presidente nao excedera a verba, mas islo que
iiiiigiiem afllanea.
Portante eu voto contra a emenda e conira esta
designaro de 5 conlos de ris, que pndem ser in-
cluidos em soccorros de bcnellceiicia seno houver
lugar mais apropriado.
Encerrada discusso, o artigo approvado.
Entra em discusso o arligo 2i.
Artigo 21. O presideute da provincia lira aulori-
qnur
co
1. C r .. l-.al -*.fc.. \j un ...>u ni'- ua iiniiiniii hu UiiiHU-
O Si Epnm,nonda: Ora o nobre depulado gado a determinar, paca etrectuar a despeza do ex-
lur fallar sum tur examinado a queslao I Eu eslou erci.-io de 1859 a 1G0, a cobranca da renda desig-
m os papis as inaos.apresentaiido-us alta con- n,,da DM paragraphos seguinles :'
sideracan da assembla piovinciol, eslou dizendo, s 1. Tr,.s ,,or CL.llU, u as.n^re algodo expor-
que desde o anno passaao eslao com lodos os des- iado
pachos da lei, o nobre deputado levanla-sc do seu j \_ ,;jnc0 pur ceiltll os mais gcne'ros de produ-
ingar e diz-rae, que so nao mandou pagar porque cao da provincia/que forem exportados.
mo osl a divida liquidada !
O Sr. Gonralces .'mniurdes: Assenladn mes-
nio, foi que Ihe respond.
O Sr. Epaminondas : Ms romo aflirmar no-
bre depulado um facto, quando eu eslou mostrando
o contrario com documentos ?
O Sr. Gonralces Guimarsae*: E eu vou mos-
trar que temos lei para isso*
0 Sr. Epaminondas : O nobre leputeda avan-
SSSlO OnntNARlA EX 11 DK ABRIL OF. 1859.
Presidencia do Sr. bardo de Camaragibe.
As 11 12 horas da manhaa fcila a chamada, ve-
rifica-se esterera presentes 23 Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
I.-se e approv-se a acia da sesso anterior.
O Sr. 1." Secretario menciona o seguinte
KXPF.niF.-ITK.
L'm requerimenlo de. Joo dos Ssuios Porto J-
nior o \-guarda do consulado provincial, pedindo se
Ihe mande pagar o ordenado correspondente ao
lempo em que estove aquartellado como ollirial do
3." balalho da guarda nacional.A'commisso de
legislaco.
('CsjttfiMHirHte-Aa.1.

Dirrurso do Sr deputado Mello Be*fot
pronunciado na sesso de 4 do cr-
lente.
Sr. Mello llego (Rapharl) :Sr. presidente, pe-
d a palavra para justificar a emenda que mandei
mesa suppriinindo a quola proposte para o theatrn
lyrico ; mas antes de l rhogar, farei a minha pro-
liss.i de fe acerca da cantera italiana, para que o
nobre primeiro secretario se nao persuada, que nao
desojo que Pernambuco tenha um tlieatro desse ge-
nero, e nao gozc das vantagens que deve gozar urna
sociedade Ilustrada. Sou amanto da opera, Sr. pre-
sidente, e por gostar do canto italiano, que man-
do a mesa a emenda suppressiva da quola que a
commisso propoz. Eu entendo, senhores, que pa-
ra se construir qualqner edificio preciso comerar
pelos alicorees ; porque todas as cousas precisara
de base. Era quanto nao tivermos um thcatro nar
conal dramtico, nao podemos ter tlieatro lyrico....
O Sr. M. Cavalcanti: Isso uo alicerce.nem
cumieira.
O Sr. Mello llego (Raphael) :O nobre deputa-
do ja previne a resposta, sem me ouvir ; deixe-me
dar as razes que tenho para pensar assim.
Sr. presidente, antes de tomar o theatro .no p
em que se acha entre nos, ser conveniente fazer
sentir a necessidade do soccorro e proteceo que
aos thoatros devem prestar os governos, qu effec-
tivainente a tem prestado desde remota poca. Creio
mesmo que esla proteceo vem desde os lempos
primitivos do theatro, porque desde os lampos Gre-
cia e Roma que os thoatros, qual haviam enlo, era
considerado pelos governos e requemados petos
homens nolaveis...
L'm Sr. Deputado :E os candidatos para terem
votos iam primeiro ao theatro.
fi Sr. Mello Reg (Raphael) :E nem poda dei-
xar de ser assim, por que esl fra de contstenlo,
que o theatro urna escola em que o povo apren-
de ; e neste ponto invocarei a opiniao de um escrip-
tor milito conhecido o Sr. Vivien, o qual, notando
a relaco que o theatro tem com a poltica, pelos
senilmente* que geraou desenrolve.dz : Osthea-
Iros sao assumptos de graves medlaces para o le-
gislador, o administrador, o estadista.
Ora, o iio-.se theatro actualmente abrange o.dra-
ma e a epera. Deixeraos o drama que todos sabeiu-
o que .'; mas o que opera?- A opera uno ade-
linem os luierotos a synthese mais sublime da
inaiiifislai o do drama. Todos nos sabemos que a
arte dramtica entre nos nao esl desenvolvida, a
litleratura dramtica nao est creada ; e quando
esta arte ainda nao chegou ao que se pode desojar,
quando a populaco mesma, por quem c para quera
o feito o draraa, "ainda nao d o verdadeiro valor
a acro dramtica, que ja se quer chegar a opera,
por urna transieran extempornea ? Prescindir da
acro dramtica na opera, prescindir do espirito,
servir somonte aos nucidos o aos olhos, e uo ao
espirito, degradar a aite. E ser isso ronvenien-
e ? ser ja lempo de operar a Iraosico que se pre-
8 3. Dcima dos predios urbanos.
5 i. Hous mil e quinheutos ris por caheca de ga- lendc 1 'Entendo que o.
do vacum consumido nos municipios designados no
8 -ido art. 37 da lei anterior
$ 5. Sello de herancas e legados.
$ fi. Meia siza de escravos. \^_
J 7. l>ii7.eiilosjiHtaiS|iorcscrams%xporladi>s.la
provincia, de conformidade com o 57 do art. it da
1, i n. UM.
Senhores, para chegarmos at opera, couvem
primeiro animar o theatro dramtico, creando um
ronservatorio, e promovendo a litleratura drama-
tica.
E islo urna verdade incontcstavel : pretender o
contrario, prejudicar o que se quer favorecer,
em resultado nunca temos theatro lyrico; teremos
JL

:--
*-


'- ;-...-.-.*
: wa?v Miy


Diario de Pernambuco.Terca fcira 12 de Abril de i 859.

apenas urna reunio de cantores de mrito muilo
equivoco, que pagaremos com o dinheiro da pro-
vincia, sem lirarmos a9 vantagens que podemos ti-
rar, deixando as cousas seguirem o scu curso natu-
ral. Por tanto, nao apouquemos o que c grande e
que necesuriamente fiear amcsqunhadn, entre-
gue a ciuprczarios ovaremos que leve ein vista tirar
lucro...
Um Sr. Depniado :E o emprezario avarento nao
leni condicocs a que sosujeitou, nao teui penas?
(Ha diversos aparte.)
O Sr. Helio Reg lluphael):Posso continnar 1
Dizia ou para que amesquinhar anda mais contra-
lando com emprezarios avarentos, que illudem os
contratos? A quantia que se d pequea, nao
chega para ler-se urna compauhia, nao digo boa,
mas nem mesmo soffrivcl. Oque acontece que
um emprezario avarento, que nao soja de muito boa
f, aceita um contrato com essa quantia, que elle,
conhecedor da materia deve saber que lhe no che-
ga, o illuda esse mesmo contrato, falta s coudices
a que se sugeitou, como succedeu com o empreza-
rio que aqui estovo o anuo passado.
(lia diversos ti artes.)
ti Sr. Mello hego Kuuphael: Vejamos so o con-
trolo (ni rumprdo. Diz elle era urna de suas cundi-
rnos, o segrate:
i ... Sendo a companhia. compostadossoguintes
caracteres :
i 1 ma prima-dona soprano ;
t ma prima-dona contralto :
I uta prima-dona d'operas hullas.
\oitdo estove, ou lia quoni me diga qual foi a
primera dama bufia t ..
U Sr, I/. Curalcunli d um aparte.
O Si-. Mello llego [Uaphael) .'Folgo muil.i de
v.ir hoje o nobre deputado lio indulgente para com
os que contralamcom a fazauda. Temos, pois, uiua
infraccio de contrato.
Vamos outra condicao esta :
. Liu seguudo tenor.
ijueni era esso segundo tenor, queiu o ouvio?
A verificedlo do cada um dos caracteres cima
designados, diz anda o conlralo, porleucu direc-
tora, logo que os artistas desembarquen! o facam o
seu primeiro ensaio.
Fez-se bao l Nao sei.
Fixando o numero de trinta recitas paro o prazo
de cinco mezes contados de julho at de de/.embro,
acresconta o controlo no art. 4." :
< Durante esse lempo obrigado o emprezario a
dar dez operas novas para Pernambuco, ou as que
a drectaua conhecer, c exigir de preferencia.
Nao ritiendo esta segunda parle da condicao,
com applicacan ao primeiro auno do empreza. "
Aonde, porm, so deram as dez operas novas que
o contrato estipulou que se dessem de julho o de-
/."inltro ?
[lia um aparte.)
ti Sr. Mello Unjo [Raphael) .Essa opera foi da-
da nni benelicio da prima-dona, a depots de lindas
as :I0 recitas. E anda sao t) pecas.
Knlri'taiilo os 211 conloa foram pagos : mas nao
rumprio-sc a condicao que ocoboi do 1er. ra, en
sei que nao era possivel dar-so 10 pecas novas em
:W) recitas, maso empresario, tendo sido ou sendo
andaartista, oonheceiidn que os cnsaios de urna
opera nao se fazeill em poneos das, o aceitando
urna tal condicao, que devia saber que nao podia
cnniprir, nao peccou por iguoraulc ; e devo cior
que acelou-n com a intensan de nao cuinpri-la.
Por isso eu disso que nao houve boa f da sua
parle.
Temos outro condicao, que combinada com oulra
parece dar a entender que as roupagens licam per-
Icnccndo ao thcalro e nao ao emprezario.
lim Sr. Deputado ;Que condicao essa?
O Sr. Mello llego [lluphael'';E a condicao 13.a
que diz:
No caso de infortunio ou morle do emprezario
no seu trajelo Europa, ou volla a Pernambuco,
(o que Heos nao permita).......
Itn Sr. Deputado Esl ahio que nao nao per-
miti ?
O Sr. Mello Hego {Uaphoet :Esl em paren-
iliesis, continuando a lor : serio dirigidos direc-
taioenie ao presidente da provincia os artistas con-
tratados, objectos comprados, e saldo existente, fi-
cando a cargo do encarregado do goveruo a esco-
lha de um artista do umita probidade, que termine
as compeas e arraujos comecados ou por comecar
etc. etc. Entretanto nao insisto neslc ponto Dos
nos livrou da morle do emprezario, c elle trouxc a
t'oiupauliia.
lia oulra condicJo que ospersouagens vislam-sc
o carcter, sem alleracao.
Andapergunlarei ao nohrcdepniado : osperso-
uagens que o Sr. Uarinaogeli apresen Ion em siena
as peras histricas, eslavam vestidas a ca-
rcter 1
l'm Sr. Deputado :Eu anda nao vi isso em pe-
ca alguma.
O gr. Mello llego [Raphael .Nao digo cxacla-
uieote, mas em todos os ihealros se aprsentelo os
pcrsonagcDS hisloricos, com os trajos caractersticos
sertou-se essa condicao no nosso theatro lyrico?
Ouem j vio, por exemplo, Lucrecia tiorgia ves-
tida, romo a vimos na opera que foi aqu
minan ?
Um Sr. Deputado :Eu j vi.
O Sr. Mello Reg [Raphael) :-0nde ?
O Sr. Partir de trito :Eu j vi do mesmo mo-
neira na Baha.
Um Sr. Deputado :Alt, na Baha.... {Risadas.)
O Sr. Mella Reg [Raphael) :O que se segu c
que ca e la ms fados ha. Mas o que 6 verdade que
no nosso theatro dramoiica mesmo eu j vi Lucre-
cia vestida a caracitr.
l'm Sr, Deputado :Isso succede, porque o di-
itbeiro a pouco.
O Sr. Mello Reg [Raphrel) .Estamos de accor-
tlo, e o razio por que digo que o emprezario aoei
laudo o contrato, qual se acha redigido, devera lor
visto que nao podia cumpri-lo fielmente.
Senhorcs, sero ou nao, infraccocs do contrato
as que tenho notado ? Creio que nao so podo cou-
lestar, mas nao me consta que fosseui descontadas
ao emprezario essas mullas que lhe deviam icr si-
do impostas, em virtude do mesmo controlo.
O Sr. l. Cavalcaxli : Quo as inraeces nao se
deram, pode-se jusliQcar muito bera.
" .S'r. Mello kego : Repito, folgo muito de
ver hoje o nobre deputado lo indlgeme.
Agora, Sr. presdeme, anda outro ponto. Salte
muilo bem a casa que os procos dos camarolus so
lixos, o que spodcni ser alterados pelo gorerno
nuyida a directorio.
K cosime, e creio que objeclo de resoluro do
governo, polo menos para o ihealro dramtico, que
cada camarote tenha seis entradas, mas o empre-
zario do Ihealro lyrico, nao augmentando o preco
dos camarotes, reduzio as entradas a 4, diminuio
iluas, o que por certo importa urna alleracao dos
preces dos camarotes l nas nem por isso consta que
o emprezario toase chamado ordom, nem que re-
eebesai- advertencia alguma.
Anda mais : no sentido de azer urna pequeo
economa, o emprezario at cuegou a piolar vistas
do barracas sobre bastidores que pertenciam a scenn
de jardm, eretirou-se sem por bastidores no es-
lado que estafM d'anles.
O .S'r. />. DumrU um aporte.
O Sr. MelloSttfti: J nao (alio uisso, sao pn-
tnras sobre papel pardo, feitas para a occasio. Eis
porque eu dizuiquc nao devenios amesquinhar* o
quo grande em si.
roio que lenho justificado a minha emenda.sem
me caber a pecha de inimigo do theatro lyrico ; pe-
lo contrario o uieu lim que se di subvencao ao
dramtico, para mais depressa termos o lyrico. Vo-
l pela emenda que maudei a mesa.
O Sr. B. Lacerda : A materia que ello eu-
sina.
O Sr. Mello Reg [Raphael); verdade, a malc-
ra de que elle e miislrc.
Assini dizia cu, Frepilo agora : o theatro, no es-
tado actual, entre nos, ahrauge o drame e opera. (I
drama, ein seu sentido geral, applica-se s diver-
sas especies de rcpresenlacao theatral de um fado
histrico, anedoclico ou imaginario, quee excite o
terror, quer a compaixao, q'ucr o riso. verdade
que cortos mestres da materia classillcamo drama
como genero proprio.que distinguo-so da tragedia e
do cmico absoluto; mos em lodos estos composi-
ces ha a accao dramtica.
Mas o que a opera ?
O Sr. 31. Cueulcanti:Tendo isso e mais alguma
couza.
0 Sr. Mello Reg (Raphael) Sim, porque a
opera a obra supprcma que deve reunir a belleza
de todas as artes.
O Sr. M. Cucakanti, di um aparte.)
O Sr. Mello llego [Raphaell :So esta dcflni-o
lhe nao agrada, o iioltrc deputado carrija-a : de ou-
lra mclhur.
O .S'r. M. Caraleanli:Eu nao enlto nisso.
_OSr. Mello Reg [lluphael) :Senhons, a ntis-
so da critica nao somenle d/.erislo 6 m.o :
c preciso dizer porque mo, onde esl o mal, e
o que convem faz.r ou dizer liara adiar o boin.
Porlanlo, dizia eu : a opera a obra suprema que
resume as bellezas de todas os arles; porque, ao
passo que deve mostrar as bellezas do drama, islo
, a aeco dramtica, deve tainliem encamar pela
belleza da poesa, o deleite da msica, a hseiiwr&O
da pintura e decor.ico, a dausa ele.
i.oino,pois, senhores, sem le anda o diama.sem
o goslo pela accao dramtica, que anda nao esl
formado, querer chegar a ultima expresso da arle,
sem lemos a iirimera? (ionio, sem termos creado
o goslo pelas composiees dramticos, sem urna es-
colla de declamaco, sem conservatorio, sem Litera-
tura dramtica, ciiegarmos a opera ? Nao islo unta
transirn mal preparada e prejudicial mesmo ao
ihealro lyrico entra nos.
Vm Sr. Deputado : Mas como succede que o
Ihealro lyrico mais concorrido do quo o dram-
tico ?
O Sr. Mello llego [Raphael) : Nao lamben
assini.
Nem se pense, Sr. presidente, que aqueslo que
agora aveulo estranho, e que de pouco valor
essa inlervenco que eu desojo que o governo te-
lilla no theatro. s Ihealros em todos os lempos
lem sido considerados nao s como um incio de
dislraccao para o povo, seuo lambem como escolas
que os governos devem ter debaixo de sita direccao,
a escollas de uiHta importancia. Os honiensiais
celebres da anliguidado freqiietilavant os Ihealros
para csludarem ; os grandes oradores da lirada e
liorna coslumavam lomar liccocs do declamaco
com os cmicos do scu lempo, "a qiiem iaui ou'vir
sempre ros proprios padres da igreja, OS pregadores
do reinado de I.uiz XI\ coslinuavaiii ouvir u celebre
artista liaron, para doli opreiidereni nao so a decla-
maco, masa pronunciaedieco : islo fado salu-
do e iiiconlestavel.
O mesmo Napoluo 1 quautas lesea nao admllia
Taima ao seu gabinete, para lomar lieeoes de dieco
de posicoes, e pralicar sobre a arle dramtica ? Elle
animava o artista na reforma que Imita operado no
modo porque os seos antecessores a/iam apparecer
hroes ein scena, sempre de aspedo cairela-
fado : vejamos, quaes as pessoos que frequenlovam
o theatro lyrico....
Um Sr, Deputado : Entre nos" nao ha classes,
ha honiens livres e escravos.
O Sr. Mello llego : Eu uao fallei em classes,
alloi em pessoos mais ricos, ou mais abastadas.
Pois, digo cu, essas pessoos que pdem dar por um
camarote 10$, tendo lano goslo como lem pelo
canto italiano, i-tendo meios, nao poderao dar 15-)?
Sem duvida alguma.
Em que proporcao eslava a subvencao em relacao
a reccita do nosso"thealro ? Talvez na razo de 30
por cenlo. l'ois bem, fiquem o preco dos camaro-
tes elevados a 1 la ou a 13$500 ou o'mesmo a loe.
E nao poderao aquellos que gostan denlo espe-
cie de diverliiueulo, que alias compito a parte mais
rica, mais civilisada, mais Ilustrada da popula o,
com essa dilferenca de 30 por ceulo sobre o valor
das entradas ? Pdem. O theatro dramtico, po-
rm, nSo est nos mesmas circunstancias, porque
frequenlado pela gente monos rica, menos civili-
sada, que anda nao esl afeita aos encantos e su-
blimidades da opera : nao pode ficar entregue a si
mesmo, e nem issoconvm, como J disse, quando
mais nao seja para qne o soverno nao perca o di-
reilode inspec-o e direeeu sobre elle...
l'm Sr. Diputado : -- Nao precisa dar-se subven-
o [tara exercor esse direilo.
0 Se. l/p//o llei/o : Com a sitbveneo o gover-
no lera oulra iiilerveiico, peder dizer que pecas
qur, como e quando qor, podera intpor condirites
que por onerosas nao serfl aceitas sem subveneo.
Ha na, uparle.
O Sr. Mello Unja : Bem. se hoitver algiim etn-
prezario que se queta sujeilar a essas conilicoes,
til Subvencao, o dinheiro licar lio cofre; mas.se
nao houver, o governo a conceder, ijuaulo o quola
para o Ihealro lyrico nao pens qnedeva ser vola-
da, al porque receio que o presidente que livor de
execular essa le se dcixc dominar pela magia da
msica, e fascinar pela dausa, e d vate cotilos de
res para lieneliriarpessoas, que pdem salisfazeros
sena desejos pagando mais 30 por ceulo oliu do
que pagain actualmente.
Eis, Sr. presidente, as razies com que funda-
rjue hoje repito.
Appellaute, Antonio Ferreira Pinto ; appellado,
Tiburcio Antonio de Olveira.
Do Sr. desembargador Guerra ao Sr. deseitibar-
gador Silva Guimaros.
Appcllantc, 1). Marianua Dnrolha Joaquina ; ap-
pellado, Antonio Francisco IVreira.
Foi designado 0 primeiro dia ulil para o julgaineti-
to da appellaco.
Appellaute, Jos da Silva Ferreira ; appellado, o
Dr. Joaquim Antonio Alvos ltibeiro.
B->~Sr. desembargador Guetra aoSr. dcsetnbar-
gadtr Villares.
-.'.ppcllanle, Joo Cardozo de Mosquita ; aprftdla-
dos, os administradores da massa fallida de Andra-
dc-* Leal.
Foi designado o primeiro dia ulil pora ojulga-
mento.
Nada mais houvealratar.
No impedimento do secretario,
Reco Ranuel.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Iloittoni depois do expediente, disculio-so na
assembla provincia! o projeclo n.'.l, que augmenta
con 50 O/o o ordenado do regente do hospital do ca-
ridade, sendo regeiladas as emendas que augnieula-
vaiu os venriuienlosdn director do rollegk) dosor-
pliits e regente do hospital dos Lazaros. A eiueiula
que eleva a mKisdii o.ordenado do protessor de
mesmo quando leuha sido, ou seja anda, advogado loda a evidencia que cu nem pedioo governoda pro-
daquelle a qiiem se qner demandar.
Se linaluieiile o docnmeulo lem por lim provar
que o colleclor das rendas provinciaes do Cabo.cu-
ra pouco dos iulere.-ses da fa/.eiula, porque do do-
cumenlo se ve que recobea meia tiza da compra
de treze escravos, compra que fora feila por 5:0008,
se tal o lim do documento, dire qne me parece
que um colleclor nao podo negar-se a receber meta
sizade una compra, somenle porque esta foi feila
por preco diminuto, c quaudo mesmo podesse re-
cusar, sob fundamento de ler-se lesado os direilos
da fazenda, comprehende-se bellainenli' asdiOicul-
dodes com que hilar para provar tal leso, uma
ve/, que -anda mesmo a avaliaro dos bens vendidos
quer a avalioroo seja judicial, quer seja por oulro
mcio, provara que a venda foi feila por menos do
respectivo valor, masnoprovar a lcsodos direi-
los da fazenda. o vendedor pude ter muito boas ra-
zos para vender o seu objeclo por menos de seu
valor, sem que por isso se possa dizer, que houve
leso dos direilos da fazenda.
E lauto o que acabo de dizer verdade, que nao
lenho tiolicia deque collecioria ou reparticaoalgu-
mo leuha evimidit-se do receber meia si/a. ou oulro
qiialqoer imposto pela unir razo de ser o preco
da venda diminuto : pelo contrario lenho visto pa-
gar-so, e passar-sea respectiva qnilaro, sem que
se oulro em laes indaga.-oes ; o para prova rilare]
um fado, de que me lembro agora, e o qual vem
muilo a proposito.
Poneos dias depois da memorial el rremalaco
vincia auxilio para a fundarn do hospital homco-
pathico, nem lhe offereci grandes sommas. que po-
dessem fa/.er face as despezas de um cslabeleci-
iiicnlo d essa nrdem, e iiein lhe olfereci tereipw*-
trankoi minhu pe< como ellos se passaram.ombora mu auecintamente,
e sem o menor adorno de loqucncia, pois que o
lueitliui i\ uuicamcnleliabililar o leilor a fazea exac-
to jui/.o acerca do mou nrocediineulo, e acerca do
prorediiiienlndo l'.xm. Sr. consclhuiro Jos Bonlo
da Cunha e Figueiredo.
No da 22 de fcvorcro de 1856, a uma hora da
larde, fui entregue da seguinto carta, que me foi di-
rigida pelo secretario do governo.
Illm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
S. Exc. o Sr. presidente manda dizer V. S. que to-
nha a bondade de chegarat c, pois deseja fal-
lor-lhe.
Sou cora estima
Do v. s.
Alenlo venerador e criado.
Jaaaiiim Vires Murhudo l'ortllla.
Secretaria do governo. 22 de fevereiro de 1b56.
[inmediatamente dirigi-ineao palacio do gover-
no, e sem demora dignou-se S. Exc. de apparecer-
me, Iralando-ine com milite orbanidade, pelo que
lhe son muilo obrigado. I; Eolio mostrando-se S.
Exc. muilo atlliclo pela glande inorlainlaile, que No-
via, e pelo descrdito em que rehiramos bospitoea
allop.llhicos, disse-meqoe quera tentar o moto de
esse segundo andar, e por isso nao podia ser espe-
rado, devendo qualquer coiiversaco, que me fosso
relativa, correr livreraente. Da referida cela ouri-
mos cu e o Rvm. Fr. Manoel de S. Felippe a seguiu-
le conversoco de pessoos, que acabavam de chegar
i um salo "prximo:V. sempre se abrir a enfer-
uiaria uoroncenlo f W. creio gite nao,porgue reio
ai/tii um amijo/io presidente iusiuuara os religiu-
sos gue nao iuiitmm o cholera dentro desuacnsa.
Sem mais demora dirig-me para o salao.onde sso
s passava; corlejei as passoas que aht se achavam.e
deixando passar o momelo de sorpreza causada por
minha inopinada proseuca, provoquei a convenaco
no sentido interrompido sem querer todava apurar a
veracidade do fado. Enlao disse eu que si essa in-
siiiuacio parta do presdeme da provincia ( o que
uao era de erer), claro eslava que sua internan
era por embaracos a mim expondo os religiosos
odosidade publica, o que para previnirem quaes-
quer juizos dsfavoravets sua reconbecida pieda-
de, deveram agora mais que nunca esforcarem-se
para quo fosse abono o hospital no mesmo conven-
io. E que si tal insinuarlo nao partir do presi-
dente, sendo obra exclusiva e iurJiscreJa As um seu
amigo, que quera especular com o seu nomo para
lins par i cu 19 res, nenbtima consideraco devera me-
recer ; lauto porque nao era amigo era do presi-
dente, nem dos religiosos quem assm os etnunhft A
gravissimas censuras, romo porque a santidad* do
objeclo nao perioilt.i que se preslassera 'oitvidns ;,
inlrigcs. Estas e nutras oltseriaooos mnh.is foram
liada a luna o Sr. presidente mareen para a nr-
dem do da do boje a contiiiuaco da anterior, e le-
vanlou-se a sesaao.
EramSl i horas da larde.
Cominunicados.
Oiihecmeiilo. e receber a me
Ainda o egoelB lo api!.. Pedro Ivo. Jnm\ 1!' ">nl*Cmenlo foi dado
melllui a minha emenda lioiiietn, e i
npu vT~n%t na Quando recbmei contra o abuso da verdade his-
REVISTA Dlftnlfl. I lorien, que a mou rcspello, e de mais alguem, des-
As immundicics que se encinlran pelas ras', cubr nos olas biogrophicas do Sr. Dr. A F ro-
dala cidade, depoem altamente contra o zelo dos le logo com uma replica esquorda evirnlenla ; por
agentes municpaes, encarregados de vear pelo que nao desconheco a torca do amor proprio ; mas
ateio e lmpezo da cidade.
A ra de Apollo hoje uma das que mais com-
prometi o zelo desses funecionarios. Aquantida-
de de cavallosque all se eiiconlraiii sempre amon-
loados, a poicara em que esl olloctivamenle a roa
e calcados, causa em verdade nojoc repugnancia a
lodos quanlo por all passani.
a esla consideraco sobrepuuha-se o dever que me
corra de nao deixar passar imptincnionlc umo as-
scroo inexacta, seno calumniosa. Velo com eflei-
lo a replica, esquerdae aggressiva sempre, mas Ira-
zendo a vaiilagem de polenlear o historiador: o
qual para nao poder gozar dos foros do immarcial,
dotiiineia-se mou emulo na negociai oPedro lvo,
Bem desojramos que se lomassem algumos pro-! e de mais a mais meu inimigo conlesso.
videncias a respeilo, o ver se pouco a pouco pode-
mos ter esta cidade ein estado de limpeza que nao
noseiivergonhe aos olhos do eslrangeuo.
Amanha segu para a provincia das Alagos
no vapor de guerra Beberibe, o Exin, Sr. Dr. Agos
Imita Lu/, da Gama, presdeme Humeado para
aquella provincia.
Kechou-su a matricula do 1." auno da Facnl-
dadede direilo desta cidade com a odmissso de 76
esliidanlcs ; pelo que elovou-so o numero dos ma-
I iriciilados em lodos os anuos a 433. Nao contando
! com os estragos das raposas e oulras eventualidades,
os lieroes em scena, sempre de aspedo carrega- i teremos7 daquiVcinc annns'iiias esse numera "d odioso, que me nao licit acoinp'aiiha-lo ellica/-
tft I^T n i- j hachareis, para augmentar a illuslaaco do paiz.
Jj2!* D'""'e: -.E..d>.lnM. OS""|')rei| Kscrevem de .Munich, a., CorrcqonSeH ,lc
David cantava e locava no Psalleno. (Risada.} Surembera-
Dtsourw do Sr. deputado Mello He-
jfi (Hapliut-I) prouuiiciudo na ses-
k de do oorrente.
O Sr. Mello llego Raphael):Seor presidente,
me parece, queou os uobres deputados que me
precedern), nao mo rouiprchenderam, ou eu nao
tiz coinprehender quando honlem fallei....
0 4>. Jf. Caraleanli:A parlo sublime nocom-
prehendi.
0 Sr. Mello Reg {Raphael): La irei a parte su-
blime. Eu quando tomui a palavra na sesso ante-
rior nao tive por lim somente.c orno se persuade o
nobre deputado, mostrar que o empresario da com-
panhia lyrica tuha (aliado aos compromissos, que
tomou para com o governo da provincia, no con-
trato que assignnu : fallei nissu accidentalmente :
e, fazendo notar a incoveniencia de querer-se ter
theatro lyrico sem termos ainda preparado as bases
para tal lim, dice que triamos apoucar o que grande,
principalmente enlregando-o a empresarios a vren-
los e nao animados de muilo boa f, o que traria
ein resultado o que nos aconleceu com o contrato
actual, que linha sido ferido em laes e laes pontos.
Portante j v o nobre deputado que eu nao me
propuz somonte a notar as fallas em que incurren o
empresario.
O .S'r. Mello Reg [Raphael. :Mostrei-as e de
modo to palate, ao que me parece, que nao po-
ileraiu ser contestadas pelo nobre deputado, apesar
das oaservacoes quo fez no sentido de justificar o
empresario.'
Hu o que quiz dizer, e que talvez nao exprimisse
bem, porque tocou-me a palavra em hora mui-
lo adiantada, e eu nao esperava que a materia fosse
ento discutida, foi que sendo os ihealros, segundo
a opinodo Sr. Vivin, assumpto de graves medi-
tacoes para o legislador, o administrador o o esta-
dista, por isso que cnsinam romo escola, fallam
como tribuna, o dirigem-se ao mesmo lempo a ca-
bcea, ao corceo e aos sentidos da popularo', nao
era conveniente que o governo os deixass entre-
gues a ai, sem que os tornease debaixo de suas vis-
tas, protegeodo-o, e dirijnndo-o ; porque assim
como o thealro pode cnsinar e civilisar, pode lam-
bem deayairaras massas populares, infellrondo-lhcs
un espirito principios falsos, ideas perniciosas, E,
pois, admiltindo como conveniente, seno neressa-
ra a direccao do governo no que concerne a thalros
dei-lhus urna dillnicao, que u nobre deputado qua-
lillcou de sublime como qne querendo redicura-
hza-la.
Eui dexarei de parte este remoque do nobre de-
putado, appellando para aquelles que me ouviram,
Mspertalmante para o nobre deputado que me en-
cara n'este momento (o Sr. Pinto de Campos) como
meslre de rethorica, aflm de ver se de alguma for-
ma chama o nobre deputado a admitlr a minha di-
flnirao, qne alias aceita por todo aquelles que de-
dicam-se a esse genero de litieralura, e co-
nhecer......
O Sr. M. llego Raphatl', : Por lano, Sr. pre-
sidente, digo eu, nao encaremos o thealro dramtico
como cousa de pouco valor, objeclo de muito im-
portancia, resume os cosluuies dos povos, o seu
carcter, a sua litieralura; emlini, a naro. F.
porlanlo para nos uma questo de inteiesse nacio-
nal, quo se liga ao fuluro da nossa litieralura, ao
esludo da lingua verncula, quo se vai estragandn ;
o pora objeclo tal ordem deve-se olhar com muila
alleuco...
f t Sr. Deputado : Do thealro dramtico que
lomos que quer que sia a litieralura nacional.
O Sr. ibVMo R. [Raphaell :Eu fallo do ihealro
como elle deve ser, e digo que delle que ha de
sahira nossa litieralura dramtica.
O Sr. E.de Mello ;Nao apoiado, nao do Ihea-
lro dramtico que sai a litieralura dramtica.
O Sr. Mello Reg (lluphael} : Do quo serviro
composicocs dramticas, quando nao houver Ihea-
lro ? o que que ha do animar os autores onde
achatta ellos incentivo "!
Qual o paiz que mais abundo em produrcoes Ili-
terarias ? Nao ser a Franca ? Pois lamben Pars
a cidade que mais Ihealros' coma.
O Sr. Manoel Cavalcanti: Esl engaado, a
Allcmauha, nao sabe disto ".'
O Sr. M. llego (Raphael) :Sr. presidente, o no-
bre deputado, que lem viajado pode ter adquirido
minios conheciiueulos sobre estas e nutras mata-
ras, o fallar nel las melhnr do que cuque nunca fui
Allemanha ; mas uesse ponlu regolo-me pelo que
Icio, o obrigo-me opnio de autoridades arao
respeilavois, juizos mu valiosos que do u Franca
como o paiz onde a intclligcnca mais se movo'e
produz, aonde as luzes mais se espaiham, anude ha
mais liiieratura. X Allemanha distingue-se pelas
obras seras, que exixem estudo profundo c atura-
do, peso de raciocinio, ciencia e conscencia : a In-
glaterra esl quasi no mesmo caso, o lem alm disto
obras muito apreciareis sobre industria, machinas,
ciigeuharia etc. : mas a Franca sempre se distingui
nesses estudos ligeitos, que xigem prtncipalmonte
esirilo.
O Sr. Manoel Caraleanli : Pelo amor de Ditos !
O Sr. E. de Mello ;A Inglaterra cotila um Sha-
kespeare.
0 Sr. .Uefo R. {Raphael} : E verdade, c foi o
moir poeta doseculu XVII. Mas, cmlim, islo urna
queslo um pouco escolar, que nao vem bem ao
caso.
Dizia cu, pois, que sendo o opero a ultima expes-
sao theatral, nao deveriamos qucrc-la sem lemos
a primeira de que ello depende, e sjjbrc que repon-
a; ser urna tentativa quo dar em resultado nao
termos nunca nem opera, nem drama, nem cousa
alguma, principalmente sendo a opera, comoeuj
disse, eutregue a emprezarios que nao cumprein o
conlralo.
U nobre deputado pretenden defender esse em-
prezario das censuras que eu lhe liz accidental men-
te ; mas nao o couseguio. O nobre deputado nao
conleslou o fortu apuntado por mim de que nao bou-
ve um segundo tenor, porque o Sr. Sanelli era re-
Senle da orcheslra, e nesse carcter veio conlrala-
0. E se elle o era, quem era ento o regente,
que, segundo o contrato, devia fazer parte da com-
pauhia ? '
(7a um aparte.)
O Sr. Mello R. (Rqphael) : Em todo o caso nao
liana segundo lenor, porque aparto que elle fez na
Soniuainia/a era de primeiro. Sobem todos que o
Sr. Sanelli nao era lenor, era um verdadeiro amador,
que quiz fazer a sua estra na scena ; mas que nao
Se sahindo bem, recolhcu-sc aos bastidores, lornou
a pegar na sua \arinha de regente da iirchestra, o
a companhia reduzio-se a um lenor.
O nobre deputado esqueceu-se de fallar nos ves-
tuarios de carcter histrico.
<> Sr. Manoel Cavalcanti d um aparte.
O Sr. Mello R. (Raphael!: Pois acha o nobre
deputado que as pecas que foram aprcscnlados no
thealro de Santa Isabel pela companhia lyrica fo-
ram com vestuario histrico e a carcter ?..".
_ Um Sr. Deputado : Se se der aqui Moyses no
Egypto, quero saber onde iro adiar os modelos do
vestuario histrico.
O Sr. Mello liego (Raphatl):So o nobre depu-
tado vai at essas pocas, cojos costumes se perdem
na escurido dos lempos, pora sustentar que seno
pode exigir rigor nos trajos, dir-lhc-heique inestmi
dessas anliguidades remolissimos conservam-se tra-
dicoes, o pde-se sempre dar ao vestuario uma cer-
ta cor eu apparencia da poca, que Iraz uma idea
dos costumes, que, pelo menos, illude. Mas o em-
prezario da nossa compauhia lyrica acabou com a
lliisn, nao ligou os personagens as pocas.
l/a um aparte.)
O .Sr. Je/io ieoo Raphael) : Ora, o nobre de-
putado obriga-me al a dcsccr i minuciosidades em
que eu nao quizera entrar : quem foi que j vio
Lucrecia Borgia com vestido decotado c manguinhas
curias ? (Risadas.}
(lia um aparte.)
O Sr. Mello Hego {Raphael) : Ouro fallar em
Puritanos ; mas nem ah houve Bdeliddc histrica
no vestuario : cu vi a rainha viuva de Carlos II ves-
tida exactamente, com o mesmo vestido e da mes-
Digo inimigo confesso : por que elle declara, que
na sua obra deixon de referir muila tireumtUu-
riupara nao a/ligir as pessoas que nellus fijnru-
ram. E por que nao usou da mesma raridade para
contigo? Quera afligir-mt, meo dcsahVrln.
Esla eirrumslancia, se em verdade me nao .////17c,
cohibe-me todava deorganisar a irepca do modo
porque poda edesejavo fa/.-lo: porque mui Av-
sagradavel argumentar, em negocio serio, com ein
inimigo pouco generosoNao ha peiorcego do que o
que nao quer ver. Depois disto, obiographo involve
tantos nomos, e chanta a queslo para compu tai
Souza Lean, arrematante dos ditos bous, urna es- brei S. i-.w. o convento dos religiosos francisca- maquinacOes de um espirito iiilr"ante !
crava noca e rohiisla por tiiKIji !!! E eu vi o col- nos, como muito conveniente para a enfermara ; Tendo "rollado o llvm. guardjo, minos ter rom
helor do Cabo dar couliecimenlo sem mpugnoco | masrespondeii-me que lalvezos religiosos iio qui- elle eu, o padre inestro Espirilo Sanio e oulrosre-
alguma. Ora se elle aiiu pralicava, e me pare- /o-seiu consentir, visto que j liohain cedido paite lgiosos ; c da conferencia que livemos resullou a
coque ainda platica, vi- o publico que na venda para o quarlel da guarda nacional. Xo dia 23 pelo j concessao de lodos os i ommodos que fossscm ne-
ilosescravos do Bailar, linda qii^inlu livesse eerie/.a meio da recelti o ollh io de S. F.vc. datado do 22, | cessarios para se levar a effeto o hospital ; mas
da simulacao da venda, nao poda deixar de dar o i eiu que me commuuicava haver olliciado direccao | como na euferuiaria da communidade poico' havia
do Apollo para por minha disposco o salo olio- a reparar, cinquaiilo que os oulros sabios exigiom
recido. J eu tuha rollado do exame, e. ento me a peda de alguns dias, enlendi que devora ir Ollar
fui entender com S. Exc. communicando-lhe os iu- com o commandantedo hatalho quarlellad para
couvenieutes que achei, o ao mesmo lempo dizen- ver si o demovia do seu proposito ; 6 ehegando
do-lhc que si S. Exc. uuizesse, cu motilara all i-i ..i
mesmo o enfermara.
Mas lendo-me enconlrado antes de chegar pala-
cio com o muito prcslimoso Sr. mojor Manoel do
Nascimcnto da Costo Monteiro, quem refeA o que
acabara de ver no apollo, disse-mo elle expona- \ las militares, fui dando mcio volla direita, e mar-
O segundo documente lambem oulra certidao, neomentc: d'enlre os predios meus e. de meu cu- chande para o convenio levando era minha compa-
qne foi cxlrahida dos autos de I. Mara contra B. F. nhado nao ha nenhum razio a excepe.au de duas ca- iiltia o Sr. director das obras publicas, quo isSo pre-
SOI Je sobradojuntas no bairro da Ron- I isla, e que ~
beai serrium pura uma enfermara; mas precisam
de muila concert : r re-las ; e, si lhe servirn, es-
Jiilgue couvonienlo com-
illas lhe ped que nado com-
a si/o ; ve lambem
nao por-
|uc o colleclor livesso inleresse na validado da
venda, e situ porque assim coslumava pralicar.
Taes sao as Ires hypolheses as quaes segundo
o cerniendo do docnmeulo, elle podero servil de
prova ; entretanto peco aos senhores que o lzeram
publicar, que se oulro fui o scu lim, declarom-o ;
poique eu procurar convence-los do erro, 001 que
porvenlura eslejam
aogqnarlel fui recebidocoru este Dos le salve :
Doulor, quatrocenlat baionetas te opptm < funda-
rao da sua enfermara aqui ; ja oficitl a lalfa*-
peilo ao Sr. presidente da provincia ri (1) co-
mo eslava em quarlel, debaixo de todas as formu-
menle sem ser impellido por coso de forra moior,
que at osle momento nao recouheco. Tendo bas-
tante prudencia para nao olfender o melindre dos
Iteceberain-sc honlem nnile commiincuciies vivos, possito lambem muila crenca para nao per-
telegraphicos de Vienna, segundo- as quaes ogbi-j turbar a paz doslumulos.
neto prussiano declaroit posilivaincnle qucumala-| Aqueslo para mim nao queslo de gloria ; por
qoe da Franca sobre os fronleiras da monarchia I que nunca pretend.disputa -la com ninguem; a ques-
auslriaca, devia ser considerado como um caso de' loo do honro ; saber se liz ao caplo Pedro
de Miranda.
Nossa certidao disse o probo, honrudo e juriscon-
sulto esciivo Araujo, que a palavra concillados do
termo de conciliaco, de que tratava a Certidao jun-1 too s tutu orden*.
la aos autos, so acha alterada, e so l incoucilia- mullicar isso S. Exc .
dos ; e que lal alleracao parece ser feila por letira uiuiiicasse ollicialmeiile, antes do noccssar'io exame
do adwgado J. I', do llego Barrlo. Alui do pon- dos predios, pois que nao me pareci bnm o lu.xo de
ca foque merece a certidao, que diz parecer, ditroi nlioios em malogradas lenlalivas. Parece quoouo-
que a as.-.ei-co do e-crivo tuna calumnia, e que I racio anlacipadimeulc mo ovsava de ulteriores
0 oti'eiidiilo contra o tal ttscrivao nao usa dos direi- desgoslos! Ordcnoii-uie S. Exc. o exame nos uro-
Ios, que a ki Un concedo, porque eulrega-o ao i ditos sobrados; e em compauhia do Sr. inajor Xas-
despreso de lie iligno niesiuo porque elle se I cimento fui ver que liiiham os necessarias propor-
oxprimeiie urna monoico duvldosa ; sendo que lo-
dos que leu tiiicoes tle tliioilo, vern que nenhumo
necessidado linha o rollertor c advogado de fuer
tal alleracao, que diz o e.-erivo existir, visto que
constando da certidao de conciliaco que odeve-
dor coiifessara a divida, e assignara o termo de sua
es, mas que pelo menos 13 dias de assdun Irobo-
Iho de muilOS operarios eram necessoros para quo
essas casas podossem receber doonles. A siluaco
exiga a economa de lempo ; cquinzediasde epide-
mia em uma populaco equivale.! l-"i anuos em lem-
pos ordinarios. Dirigi-me S. Exc. no da 2t, e
conlisso, nao sendo roudemnado polo juiz de paz, i expu/-lhe o occorrido, e insist em ser montado a
por exceder o pedido ,'i sua alsada, que eittao era *
guerra. Esla noticia procede de boa via ; comtudo,
precisa de ser continuada.
Os enlodantes de Genova in.indaram aos de
Turin una especie de proclamarlo, na qual exci-
tan] enrgicamente os scus collegas, para que se
iiiiam a ellos, alim do reeonslliiiiein a unidado da
llalia, o cniubalerem, se lano for preciso, as fron-
leiras, alim do alcanoarem o lim desojado.
iiParlecipa-.se do Conslanlinopla que as noticias
da V.-tlorhio cansant aqui viva emoeo. Na segiin-
da-feira (7), Fuad-Pach proiiioveu a reunio de um
consol lio do gabinete extraordinario, o no dia si-
guite o Sulto receben lamlioni OS ministros.
> A /Ve! fUrirnl aiiuuncia que a Polla pro-
testa contra as eleices daValachia, ecommunicou
aos representantes das potendos um pedido leden-
le a uma nova reunin da conferencia.
Coiilinuam a correr boatos de mudaneas miuis-
leriaes. Hussein-Pach foi uomeado governdor da
illtade r.andia, subslilundo Sami-Pach, que ser
enviado a Pars em qualidade de emhaixador.
< A commisso moldava chegmi a Cnustantiiiopla.
II Tin despacho de Londres de l diz que na
seseao da cmara dos lords, o conde de. S. Hermano
pergunt.'ir.i se a coiivenco de agosto ultimo normil-
le que uma pessoa s soja oleita hospodar da Mol-
dalia e da Valachia.
4 Lord Maluiesbury responden que era quasi pro-
vovel que a conferencia de Pars dova rennir-se, e
nao quer anticipar sobre a deciso que ser tomada
o este respeilo, exprimindo o opinio do governo
ingle/..
i Na cantora dos communs, sir John Pokinglon,
respoiideiido a lord John llussell, onnuuciou para
25 de fevereiro os pedidos do crditos pora o aug-
mento da marnho.
II. Disraelc declorou que os direilos sobre o os-
sucar nao sero mudados, como oniinucioii o Times.
Passogeiros do brigue brasileiro leor sohi-
dos pora o llio de Jaueiro : Manoel Dias e Manoel
Ferreira da Cosa Barros.
Passagciros do hiato brasileiro Sania Luza
entrados de Camaragibe : Jos Joaquim de Cou-
vea e 1 escrava, Rosalino Jos Sereno, Antonio
Francisco de P. Cardeal, Antonio Joaquim Lauenha,
Joo Francisco Xavier e i escravos a entregar.
Matadouro publico. Maliram-se no dia 10
do crranle, paro o consumo desta cidade, 69
rezos.
No dia 11 do mesmo 71.
Hospital de caridade.Existem 53 homens, 49
mulheres, naconoes ; 1 homcm, eslraugeiro ; 2 ho-
mens, escravos; total lll."i.
Foram visitados as enfermaras polo cirurfo
Pinto s 73'4 horas da mauha, Dr. Dornellasfs
8 horas da manha, Dr. Firmo s 3 1,2 horas da
larde de honlem.
Fallecen umo olemo de epilepsia.
Morlalidade do dia II):
Mannoel, prelo, 11 mezes ; cotivulsoes.
Mana, parda, 2 anuos ; phlysica.
Vi geniso, bronco, -t anuos, solleiro ; alienaco.
Manuel, bronco, 8 das ; espasmo.
I.uiz Francisco Poiiffer, branco, solleiru, 29 anuos ;
febre amarulla.
-11-
Thitina/. Pegano, branco, solleiro, 23 annns; febre
amorella.
Manoel, prelo, escravo, solleiro, 61) aunos; apo-
plexia.
Cypriano, prcto, solleiro, escravo, 40aunos; hi-
dropesa.
Raimundo, pelo, solleiro, escravo, 28 anuos;
phlysica.
Antonio das Chogos, pardo, viuvu, 80 anuos ; a po-
p exia.
Joaquim, prelo, escravo, solleiro, 60 anuos; friol-
dade.
lie 16$, para pedir aojuiz municipal o mandado de
preceito nada importaran as palavrascouciliados,
ni nao concillados, o quo ero ndspensavel era o
enfermara no couvoulo dos franciscanos, ou no
Ihealro publico, que igualineiilo offerccia boas pro-
porcoes. ;'i iiuaiito ao Ihealro publico dissc-ine S.
Iac que nao quera exporum editicio d'aquella or-
lerino de conlssiio. Porlanlo para que alleracao ? dem o que lano dinheiro linha custado provincia.
Ai isla, pois, do que lica dilu ve o publico a im-
procedencia dos ditos documentos, eeonhere a mi-
seria daquelles quo os lizcram publicar, os quaes
nao podendo morder ao nosso amigo, porque o
acham sempre prevenido, e prorapto para quebrar-
lht-s os deules, liinitam-se a lalir-lhe occulUtuion-
le, para ver se assim oinliuiidam.
Eu poderla apresonlar tactos, e czjnvencer ao pu-
blico mais do que ellej se acha convencido avista
do que Se lem escrploeui diversos |ieriodicosdesta
cidade.acerca dasqualidades'|tie possuein os autores
das publicacies: que so leeiu lido no Diario e outros
jomaos ; mas,reservando tal trela para oulra occa-
sio concilio esta asseveraudo oos Srs. autores da pu-
blcacoque procuro! responder, que o advogado e
colleclor de Cabo continuar a oppor-so aos furtos
e lodrooiras que ellos pretenderen! fazer, sem que
lhe assosle as publica! oes, o nem inosiuo o fado de
chomarem o olteuco dos auliiridodes sobre o scu
procedimento, porque tranquillo cunto esl cmsua
COngCiencia, s se lembro das autoridades para tri-
butar respeilo e consideraco e para tazar valer os
direilos que as lea lhe outorgam.
Srs. redactores :Nao querendo os Srs. directo-
ina maneira porque apresentotf-se a criada de Vio-
ltla, na Traviata.
t'm Sr. Deputado : porque esqueceu-se de
veslir-se.
Outro Sr. Deputado : Mas a viuva de Carlos II
era uma prisinneira, nao eslava como rainha.
O Sr. Mello llego (Raphael): E verdade que
era prisioneira, mas passava por uma lidalga, e
como tal andava ella desfalcada, dizendo-se apenas
ser dedicada aos Stuarls. Ora, realmente uma li-
dalga ingleza vestida romo a criada de urna lauet-
te de Paria, da Travito, cmlim, cousa que re-
pugna.
Porlanlo, Sr. presidente, nao tem o nobre depu-
tado razio quando me suppoe animado de ni ven-
tado, como disse, pora com o emprezario.
" Sr. M. Cavalcanti ai um aparte.
O Sr. Mello Reg {Raphael): Disse quo a mi-
nha opposico pareca partir de m vontade. Nao,
senhores, nao lenho motivos pora isso : eu fui at
um dos felizes, que pderam conseguir um assento
no theatro.
_ 0 Sr. M. Caraleanli; Eu como vejo censuras
lo infundadas, por isso que digo....
O Sr. Mello Reg : Se as minhas censuras sao
fundadas ou infundadas, uo o nobre deputado
nem eu que o havemos de decidir: os que nos ou-
vem que o ho de dizer. Por minha parle asse-
guro-lhe lambem que achei a defeza tao infundada
lio fra de proposito ; islo admirci-me lano da
defeza, como onobre deputado se adnurou da tcou-
saco.
O Sr. M. Cavalcanti: Esl no seu direilo.
O Sr. Mello Reg {Raphael): Mas, Sr. presi-
dente, do que tenho dito acercado thealro lyrico,
nao se segu que cu queira privar aquelles" que
gostan de frequenta-lo. que o facam ; c como os
3ue OjJiK^iuentam sejam as pessoas mais abastadas
a sociedade, que dispoe de cerlos meios, mesmo do
riqueza....
Um Sr. Deputado All nao ha previlegio.
OSr. Mello Reg: PerdOe, uma questo de
. '-'
CHRONICA JUDICIARIA.
TRIBUNL DO COMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 11 DE ABRIL
DE 1K9.
PRESIDENCIA DO EX*. SU. liESEMBARUVIiOH
SOIZA.
As Iu horas da manha, achando-se presentes os
Srs. depulados Lomos. Basto e Silveira, o Sr. pre-
sdeme declaroit aborta a sesso do meru expedien-
te, leudo designado o deputado Silveira para servir
de secretario.
Foi lida e spprovada a oda da antecedente.
Leu-se o seguinto
EXPEDIENTE.
Portara do Exm. Sr. presidente, concedendo 2
mezes de licenca ao olliciol-maor da secretaria des-
Ic tribunal.Regislro-se.
DESPACHOS.
I ni rcquerimcnlo de Jos lloymuudo do Carva-
lho, do Araeaty, pedindo o regislro do nomeaco
de sou coixeir Jos Mara de Carvalho. Rcgis-
tre-sc.
Outro de Vicente Licino da Costa Couipello, pe-
dindo que se lhe declare por certidao se os arnia-
zens silos no Forte do Mallos nmeros 9 A e9 B,
sao ou nao alfandegados, e se est ou nao registra-
do o respectivo ttulo.Como requer.
Outro de Joo Tarares de Mello Jnior, pro-
prielario de um trapiche no porto do Varadouro, na
provincia das Maguas, pedindo o competente ti-
tulo, visto ter asstgiiado o lermo de liel deposita-
rio.Como requer.
Outro de Feidel, Pinto & Companhia, tendo ex-
pirado o seu contrato c querendo continuar, pedem
nota dislo mesmo margen do contrato lindo
Salisfacam o parecer do Sr. desembargador liscal.
Foram com vista ao senhor desembargador lis-
cal, os seguimos requei luenlun
L'm de Joo da Conceico Bravo o Augusto Cesar
de Azevedo Guedes, pediudu o registro do seu con-
trato de sociedade
Outro de Souza Rorros & Companhia, pedindo o
registro do seu controlo de sociedade.
Oulro de Jos Aives Fernandos, pedindo molri-
rular-se.
Oulro do Diego, Filho & Compauhia, pedindo o
registro de seu controlo social.
Outro de Rostron Rookor & Companhia, pediodo
registrar dous documentos.
Nada mais hacend a Iratar, o Sr. presidente en-
cerrou a sesso.
SESSAO JUDICIARIA EM 11 DE ABRIL DE 1859.
FRESIUKXCIA DO EXU. SR. UKSbaSAIIOAtioll
SOUZA.
Presentes lodos os membros do tribunal, ex-
repeo do Sr. deputado Reg, foi aborta a sesso ;
e, lida approvada a acta da antecedente.
Appellanio, Hoiiin Jus da i'.ustu ; appellado, os
administradores da massa fallida de Audrade ti
Leal.
lio promessas que nao cttmpri, se o Irahi, CO
mo injustamente assevera o biographo. O ojue ja
escrevi o lol respeilo, em otlenco ao publico, ?
mais que sullic.ionle para prova-lo com evidencia :
sem querer que alguem jurasse em minhas pala-
vras, exhib documentos iiiconcnssos; e quem liver
sonso commun nao dentar de weonHoeora verda-
de do neto que aflirmo, mesma em presonc.i dn que
conlraproduceiileinenlc acaba do explicar o Sr. Dr.
A. F. Nao contestando a veracidade dos meus docu-
mentos, bem como nao contcslo a dos seos, con-
fesso o biographo que as promessas nao eslo pro-
vadas por escripia (ja nao poncoi : mos por (or-
eada indueco suppoe aindo, que poderiam 1er sido
eitos verbalmenlo pelas pessoas quee*tirerain ne-
gociando : nao reparando o biographo que lodosos
meus negociadores cifrarani-sc n pessoa do leutntc-
corouel Pedro Antonio, pa de Pedro Ivo. Seria o pai
iluem enganou o lilho? Seria o pai quem, acabando
de engaitar o filho, escrevia-me n caria que publi-
quei? lili fora um sacrilegio suppA-lo, quanlo
mais allirma-ln.... r
Se o caplo Pedro Ivo, insist;o biographo, nao
cotitasse seno com as esperancas que lhe dei, uo
se renderia ; por que maiores vantagens, oHereci-
das por mo de meslre. Aorta elle despiezado, E-
ue culpa lenho eu disso ? MU era um cimbado of- r,'s ''" I"'"'"" publicar a correspnidenc.ia que in-
COSO que iilervinha, e nao sei como ; acola ero o |llusa 'he remello, o convindo-me nao deixar sem
proprio pal que se opresenlova, orvalboudo o lilho resposla o Sr. V., que rensurou o meu procedmen-
com suas fegrimas, euioslrando-lbe o sanguc'quu '? acerca da pnso do Sr. Jos Marcelino Alies da
i salvacoo, acabava I '"onseca, rogo-lhes o favor de inseri-la em seu eoit-
' m- ceiluado Diario, que muilo obrigado lhe licar o
teuconstante leilor. Jos Pedro da Silva.
Sr. redactores .Ae.ho milita louvavel que u Sr.
V., autor do artigo publicado em sua folhade2do
crrenle com aepigropheum laclo nqualiflcavel
ciiiproguo todos os recursos de que dispoe para
desculpar o defender o seu amigo o Sr. Jos Marce-
lino Alvos da Fonseca, do procediuienlo que tuve
como Ihesouroiro da reparticao das obras publicas;
mas oo consentirci que o faca com o mou descr-
dito, o por isso, sahindo do proposito ein que cs-
tou de nao responder a censura alguma que se me
faca itela impreusa, declaro aa Sr. V., em quem
presumo bastantes conhecimentos jurdicos c do
legslaco criminal, que tendo-se concluido o exa-
me das cotilas do Sr. Jos Marcelino depois que fui
elle despronunriadn, rosoli endn a jimia da Ihe-
sourara que so responsabilisasse pela entrega da
quanl a de 1 i.-l)(i.r>$rttR; a maier parte defraudada
pela falsilleaco de alguns documeulos, que a mes-
mo junio nao pode deixar de allribuir-lhe em \ isla
das nfurmaeoes c csrlareciuientos dados pelo
Sr. director das obras publicas, o de oulras provos
oblidas por esse exame, nao me. julguei despnsadu
por essa despronuucia, de empregor os meios fa-
cultados pelo 5 3 do art. 2 do regiilameiita de mi-
nha reparticao. e pelo art. do decreto de 5 de de-
zembro de 18-19 pora compeli- ao Sr. Jos Marn-
liiiu i iudoninisar a fazenda ; viste que o aviso n.
396 de 27 dedezemhro de 18S5, diz mnlo-expressa-
ntente e com bous fundamentos, que desproniui-
cia em grao de recurso nao importa absolvicu p
por isso, emqiiaulo o crimo nao preserever, pode
repelir-se a qnoixa ou denuncia contra o reo, assim
despronuitciado, se contra elle novas pravas appo-
recerem.
Dadas estas oxpliracocs digo o Sr. V. se o meu
procedimento tem ou nao qiialilirncin, se o prisn
que soll'reu o Sr. Jos Marcelino, em virtude de m-
uho requisoao, fui arbitrario e desptico, e se en-
tend as leis de fazenda como deiem ser enten-
didas.
Iloooiihocoiido a desconveniencia da discusso des-
ta queslo, por ter de ser levada ao conheciiiieulo
do goi orno imperial para decid-la, liuiito-me ao
que lica dito, c nada mais direi qualquer que soja
a proyocaco que so faca. Entretanto minio esti-
mare! que o Sr. V., com o seu procedimento nao
veulia empeiorar a sorle de seu amigo.
Designem-se, Srs. redactores, de publicar cmsua
ionceituada folha estas pomas lnios, que milito
obrigado lhe Picar o seu assgnanle.
Jos IVaYo da Silva.
Rccife, 4 de abril de 1859.
por sua causo, e por amonio sua
de derramar. A dilferciira das hypolheses
mensa. ,..'
De parto outros muitos consderacoes : o coso c
que Pedro lvo depozas armas ; e s depoz porque
se achata desbaratado, como pretende o biographo,
o seu ocio como obra de uma necessidade iiidecli-
navel nao pode lor mrito algum, principalmente
para desaliar o perdo : ms so as supplcas do pai
conseguirn! contener o lilhn, desappaceu o guer-
reiro obstinado, eappareceu o homcm generoso. E
serei eu oiiem offende u memoria do capito Pedro
Ivo?
Fazendo-lhe jqslca, eslou certo do que a palavra
Iraicao euipregado no corlo, que o biographo in-
com'plelanienle transcreveu, nao me pode ser ap-
plicovel; porque Pedro lvo no maior auge de suas
agonas nunca se queixou de mim ; e appello para
o seu manifest publicado no Mercantil daquello
poca.
I) Sr. Dr. A. F. nicsclnu as suas olas biographi-
cos, laucando nodoas injustas na repularo daquel-
les, quc' forra do m vontade, e toreadas induc-
co'cs, julga ha'rercm feilo promessas l'ruiroeiras ; o
por lim pretend; agora pr-me em scena com o no-
bre general Codito, de quem fui sempre amigo. Ja
consegu que o Sr. consellteiro Concalves Martius
fosse eliminado do numero dos traidores: porque
o biographo protesta inio ter elle Hilo pacte alguma
nesse negocio das promessas, euibora o roiilrariose
colha dorelalorio do Sr. Paran, que o Sr. Dr. A.
F. juntou por docomeulii.
Com o nobre general nao lenho felizmente de en-
trar em lula ; porque alie nao me offereceu comba-
te olgom ; e lomara v-lo inteiraineiiie restaherido
em sua saudc para lo cedo nao necessilor do bio-
grapltias.
Cnncluirei agradecendo ao Sr. Dr. A. F. a honra
3ue me faz suppoudo que ninguem esl mais opio
o que eu pora escrever a biographia do bravo ge-
neral, aproveitando-me da occasio para fazer a
minha propria apologa. Esta nao me d cuidado,
porque della se eslo encarregondo os mena inimi-
gos: e nao parara ao biographo, que se me julgasse
com o necessari'o tlenlo para escrever a vida do
nobre general, me dedignaria de faz-lo, mas ein
lempo om que me nao corres! o risco de ofleuder
a sua modestia, e de passar por lsnugeiru. 0 busto
que lhe eu levmlasse uao seria enllocado de modo
algom sobre os destrocos da reputaco alheia.
Nao vollarei mais.
Jos Denlo da Cunha e Figueiredo.
Recite, 9 de abril de 1659.
Correspondencias.
Srs. redactares.*io seu Diario a-- 7 do crranlo
piibiicaraiu Vuics. dous documentos contra o advo-
gado e colleclor das rendas provinciaes do termo
do Cabo. Jos Paulo do llego Brrelo ; e vista de
loes docuiueulos nao posso deixar de pedir licenca
ao publico, aquelles a cujos pedidos foram publica-
dos, e a Vracs. para escrever estas linhas, cuja pu-
hlcoco lambem encareeidameule Ibes peco.
Os dous documeulos publicados foram precedidos
de algurnas palacras, qne lveram por lim chamar
sobre elles a altenrao do Exm. Sr. presidente da
provincia, o dos Sis. l)rs.4uiz de direilo e promotor
publico do comarca do Gano : procurarei.pois.mos-
irar, que de tacs documentos nao pode resultar
prova, que convenca as autoridades c ao publico,
de que o collec'.ore advogado do Cobo tem commel
tido aclus.que dianlc das nossas leis penaos,pc.ssaut
ser considerados crimes ; e quo como laes racla-
mem attenro dos autoridades, e nem mesmo que
lem commeilido actos, que nao podendo ser consi-
derados crimes, deponham conlra sua reputaco c
dignidade.
O primeiro documento uma ceildo cxlrahida
dos autos do aeeo ouexecuco de A. (. F. Cosco
contra A. F. Bailar ; mos tal i esse domnenlo, que
cu, se bem que empregasse nlgum esforco, nao pude
conhecer qual o lim que lveram em vistas aquelles
que o fizeram publicar : confesso quo me vejo em-
I c mead issi mo pora distruir tal documento; entretan-
to irei estabelcrendo hypolheses c comhatendo-as,
alim de ver se ser-me-ha possivel deslrui-lo, asse-
iiielhando-me assim ao ceg, que sendo aggreddo
c nao podendo conhecer a posicoo do seu aggressor,
prevalecc-se do seu ccele para dar pancadas a cs-
mo, al que couseguindo acertar o seu aggressor,
se livra delle.
So o documento publicado tem por lim provar
que o colleclor provincial do Cabo uxerco o prolis-
so de advogado licar cabalmente destruido,
leudo-se a correspondencia que o mesmo colleclor
publicou no Diario de 6 do correnle.
Se lem por fnu provar que o colleclor do Cabo,
na qualidade de advogado, apresentou embargos a
umaexecuco por parte doexeculado, e por parte
de alguns crednros, ou senhores dos bens penbora-
dos, tambora ser destruido com a leilura do cita-
da correspondencia, na parle que mustia que em
uma mesma execuco lcito scr-se advogado de
rredores exequentes e. do devedor exerutado : c
por isso imiior-me-he a dizer aos autores da publi-
cante as seguintes patarras : continen) a publicar
documentos da natureza dos que Vmcs. tem publi-
cado, porque tange de dcsacreditarem ao advogado
J. P. do R. Brrelo, a aerreditam, fazendo ronhe-
Senhores redactores.fio jornal por titulo .1 Or-
dem de 5 do correute. em uma de suas coluiuuas,
onde Irala-se de fados diversos, mostrou-me um
amigo urna commuucaco de fados lidicios desta
villa enlre os quaes de'scobri umo censura acre, e
injusta contra os escrives desta villa, por isso como
escrivo do civel etc., quanlo antes me apreco a
declarar aos senhores redactaros do sobrcdito jor-
nal, e ao publico, que cu em meu ofTtcio at boje
minea demoro requerimentos de parles u nem lo
pouco em extradas traslados que me sao pedidos;
sendo certo porm, que em meu carlorio dopois de
possados os mandados, e liradas os ccrlides, licam
demoradas, sem que os parles, ou scus procurado-
res os procurara, e s vez.es lenho mandado leva-
ros (o que nao o de minba obrigoco). Tenho em
meu carlorio um tratado de uma questo do cuge-
nho Arariba da Podra, que desde o anuo passado
est promplo, e nao obstante os reiterados avisos
que lenho foilo.os seusdimos anda nomcapparere-
rapi. Talvez que o aulor de lal oommiiiiieado se
queira referir ao traslado do urna queslo, cuja sen-
tenca foi alquilada desde o anuo passado por D.
Auna Deltina Paes garrete, contra a irmandodc do
SS. Sacramento desla Ireguezia, e se assim, lal
censuro me gratuito, porque ha mezes que elle
se acha lirado ; porm lendo-me dito o procurador
da referida D. Anua que eslava espera da senten-
l'a de aggravo do tribunal da retacan para juular
oos autos; e se tirar enlao lodo o traslado, deuiorei
o Irabalho at essa juntada, o que liz logo que re-
cel os referidos autos, estando lirondo o respecti-
vo traslado. Porlanlo, j pelo que lica dilu se ve
que nao devo ser censurado e calumniado, o se al-
guem quizer-sc dar ao irabalho de vir ao meu car-
lorio oecul.trllente licar satisfeilo do que veiiho
de dizer. Senhores redactores, com a publicac.io
deslas toscas linhas muito obrigaro oo seu constan-
te leilor e ossignanle.
Manoel Clemente Ribeiro Yurcjo.
Villa do Cabo, 9 de abril de 1S59.
ao descrdito publico, por ter servido de asylo a
doenlesde molestia contagiosa, ou algum incen-
dio, ole.: nao se recordando que a gravidadc do si-
luaco era superior o quaesquer inleresses tnalo-
riaes, e que nem a direccao do thealro de Apollo,
nem os religiosos carmolilas. uem as contrarias de
N. S. do Terco e do Lvramento. o nem o Uado Sr.
Joo Veira d Cunha se lembrarom disso, quando
coucederoin pora enfermara, aquellos os seus cusi-
sos edificios, o esto a sua nobre casa da ra d.iAu-
rora, adornado com goslo poro sua hoblaco. E
quanlo ao couvento dos religiosos franciscanos dis-
se-me que cu fojae ver si elles roncedioni. 1}''
Antes deettnlinuor devo declara}- que no mesmo
dia2, antes de follar com S. Exc, recebi o ollico
d'essa dota, no qual retere o offerecimeuto das casas
do Sur. major Xascimenlo. Confesso que isso
me incommodou bastante, porque me parecen um
acto do deslealdade ; mas cmlim era necessaro le-
var a cruz ao calvario, \ islo que nao mo Ucava ai-
roso retroceder.
Sahindo do pataj no dia 26, fui eiileiuler-me
com o Rvdm. guardin dos franciscanos, quem nao
i'in-ontrei, c por isso tive de Millar no dia 27, e en-
to coinmuniqie-lhc que S. Exc. aceitando o seu
oueroeiineulo me ordenara de abrir em seu con-
ventouraa onfermari. S. Rvdm. desojando prestar
esse sen coa liuiuanidade, allendeu algumos ob-
servacOcs minhas e me cedeu nao s o salo que
havia olferecdo ao governo, como tainliem a enfer-
maria dos religiosos, e mais uma sella para os ago-
uisanles. Satisfeilo coto essa Vquisb o fui pala-
cio dar parle do occorrido, e podif S. Exc. a ex-
pedieo de 'suas ordena para immediata prmplilica-
co da enferlnaria. S. t.\c. disse-rae vcrbalmeiilc
que ia dar ordena reparticao das obras publicas
para fazer alguns reporos, que por mim tossem indi-
cados ; e mu outorisou pora procer o eslabeleciiuen-
lo de ludo que fosse necessaro ; isso respond que
nao me presta va, tanto porque nao linha lempo, co-
mo porque nao quera respousahlisar-me pelos di-
nheiros pblicos ; mas que eu ira fallar com o se-
nhor coronel l.enicuha, presidenta do commisso de
compras paro o arscnh.il de guerra, alim de que el-
le se iirumbissc d'esse irabalho, com o que S. Exc.
concoruou. Tudo sso foi ao depois reduzido a olli-
cios. Prestando-seo Sr. coronell.emcnharom mui-
lo ba ronzada ao met pedido, disse-mo que ira
solicitar de S. Exc. urna portara aulhorisando-oa fo-
zeras despezas necessarias, viste que sem essa or-
dem escripia nada poderia fazer. Alguns dios levou
o Sr. coronel a pedir S. Exc. essa portara sem ub-
ler d'etlc seno uma ordem verbal, coma qual nun-
ca se conformou. al que ofinol veio a luz a esqui-
va portara un da 10 ou 12 de morco, nao eslou
bem lembrado) e eul.io se deu principio compra
de cortos objectos, e factura do outros, ein que
anda se cousumiram mais dios. Era essa sem du-
vida a occasio mais opporluua para quo S. Exc.
me deelarasse que ia abrir o hospilal contando com
o dinheiro da sociedade homeopalhica beneficente e
com a caridade pessoalde seus membros; mas nem
palavra Isso servira ao depois paro uma escapa-
toria !
Desde o dia 28 de fevereiro ot 4 de morco, nao
me apporeceu ninguem por parte da reparticao das
obras publicas para fazer os promellidos reparos; e
por esse motivo enderece! S. Exc. um olDco no
da 1.", c outro no da 3, pedindo o ell'cclividadodc
suasordns; e como me respondesse que, desde o
da 28 de fe erero havia paro isso outhorisadoao di-
redor das obras publicas, dirig ao dito director um
oilicio no dia i do marco, pedindo a execuco dos
ordena recebidas ; e este me respondeu verba'lmeute
que apenns no dia 3 lhe haviaS. Exc. ordenado is-
so Ou fosse olvidacodo S. Exc.ou do director,
ou.... fosse o que fosse.. ., o que iuconleslavel
que eu nao devera ser respousavel por essa demora.
Mas parece que havia o plano de procrastiuar a
abertura do enfermara no convento de S. Francis-
co, que, como lodos sabein, lica frouteiro ao palacio
do governo I
No un adunado da 4 de marco, me fui mandado
da parle do Sr. director das obras publicas um pe-
dretro, quem indqiiei o que devera fazer, dizen-
do-me ello que s no dia seguiulc podero princi-
piar o Irabalho, visto quo lhe falla va ni serventes.
Bem persuadido eslava eu de que nenhum obstcu-
lo encontraraInais na promplo abertura da enfer-
mara : mas tive de passar por oulra decepeo.que
me fez comprehendnr que com elfeito nao ero ion
ii enferma na de fronte do palacio do governo I
No dia 5 maudei saber em que oslado se ochavara
as obras, e enlao fui sabedor de que nadase fez ein
rarao de. luiver o commandante ia guarda nacio-
nal destacada mandado pregar as portas da enfer-
marla, por nao querer o chnlera-morbus junto do
quarlel do seu batalhoH Fui imrnediotamenle ao
convenio em companhia do Sr. Manoel Rodrigues do
Posso, bibliolliorario publico, o ahi nos referiram,
e viraos a larca quo se representava 11 Um empre-
tjado subalterno contrariando violentamente or-
densuieriort$l.'....
Isso s poderia acontecer sem a mnima respon-
sabilidade pelo poderoso motivo de achar-sc o
convenio dos Franciscanos dnfronte do palacio do
governo. (1)
Sob a triste impresso d'csle acontecimento nao
live animo de ir imrnedatamente fallar com S.
Exc. Era necessaro refleclir primeiro para nao
proceder precipitadamente.
No da G vollol ao convenio rom o fim de con-
certar com o HvTn. padre guardin o nn-lhor meio
de remediar o mal que nos havia m feito no dia an-
sencira, e oizendo contigo mesmo: com effeito tstte
argumento nao tem replica ; ( nervoso de sobra
para provar que nao convem uma enfermara de
cholericos defronte do palacio do gorerno '.
Chegando ao convenio, desceuo preslimosnguar-
dio para mostrar-nos o refectorio, e o lrtgar mais
proprio paro cosinlia : e lauta um como oulro foram
por mira jigados proprios paro o servico que so
deslinavam, ombora cora alguma demora, r.cfti
dei com o Sr. director, ( em quero, cnheci a mc-
lhur vontade nos proparos que se deviam tizcf nao
s ah como em oulro salo. E..". fiualmente.poiit
tanto* tantos que labores, foi tudo coneluido cOm
aquella morosidade com que eosiuinam caminhar
as obras publicas em toda parle.
Tullamos pois um hospital, seno como convi-
nha, ao menos como poda ser; com duas enfer-
maras, umo para homens, oulra para mulheres,
sala para agousaules, cosiuha, ele. ; ero necessaro
que eutrasse em activo servico. Havia medico e
remedios de graro, sacerdotes' "para o servid) reli-
gioso, o algurnas pessoas piedosas que se presta-
val ao iratamenlo dos enfermos lo somante por
espirito de caridade-, mas isso nao bastava, tauto
porque o servico permanente'sem recompensa can-
co, como porque o natureza do molestia,e O nojoa-
m de doeutes exigam o emprego de pessoas assua-
ri.ulas, que tivessem obrigaco do residrenio hos-
pital, t que fossera respousvois pelo cumprimedt'
dos ordens que fosseui dadas. E preciso que so
queira ser ceg o todo Irance paro se nao ver, que
apezar da caridade que se pretetida, ou sft dov.t
exercor para com a humanidade, iiidispeus'avel o
estimulo da paga pora que sejam devidamente\:um-
pridas os oorgaciics inherentes i ebrios enpreos!
Avista d'sso propuz ao Sr. presidente om olnclo do
1 i de marco a nomeaco de um gerente, que res-
pondesse pela economa interna do hospital ;
de nutras obrigacoes ) quatro enfermelttis, 4flB
enformeros, um poriciro, um cosinlieiro c
serventes ; pessoa I mu diminuto em relajo si-
luaco, e em relacao aos dos oulros hospilaeS, que
so ochavam era exerccio. Propuz igualmente que
se marcasse ao gerente o cufermeii'os o ordenado
lixo de setenio mil res mensacs, ura graljJlfacao
iiiensaldc viole a cincuenta mil res, "V^SlP
irio .segundo o zelo, caridade, diligencia c boa von-
tade que cada um desenvotvesse. Esiq1 reiado e
gratilicaco (segundo me aUlrmarara 1 era taUbcm .
inferior ao que perceham os embregados dos outros
hospitoes. O orbitro do gratiYIcacd me parecen
mu judicioso ; porque nellu encptrai'a eii um
meio de remunerar servicos e de castigar negli-
gencias.
Al aqu teem visto os leitares que nunca se pro-
curan saber dos recursos da Sociedade, Homeopa-
lhica Beneliceiile ; d'ondc evidcntehienlc se coqdtte.
que iin era cora esses recursos com que o governo
cunto va poro a suslculaco do hospital. F.ntrptan-
io julgaudu eu opporlun'a a occasio de aproveilar
couveuieutemcme o pequeo capital d& sociedade,
que apenas monlava em 0OOS00O, (1) e nao deven-
do deslina-lo por mim mesmo qualquer' fflbfer,
vista queja o havia ofTerecido ao gov'erdb, ped li-
cenca para applicar ao sustente dos enfermos nao
s essa quantia como lambem qualquer Outra qne a
sociedade podesse adquirir poresraplas.declarafido
que s por grande necessidade recorrera a S. P.tc,
mas que eu esperava poupar essa despeza ao--
fres pblicos Km resposla esla mulla lemtrran-
ea com que havia de saKir o Sr. c'asflTeirO Jos
Benlo 1 com um completo despropsito com o
perdo de S. Exc.
Kespondeu-ine no dia 15 que quando se resolten a
auxiliur-mc nessa obra de misericordia (comosi eu
lhe livesse pedido auxilio neuhuin 1 ) contava mui-
to nao s com a caridade ptssoal dos membros Ja
sociedade. Homeopalhica Dentfcente, como Iff^^R
com os seus capitaes por mim offerecidet .
eu lhe tivesse ohVrccidoeanifcif', e serv
.. U .. __:...._ *
Publicacoes a pedido.
ortos minha pessoa! (*) ; t quepo
a cunsequeucia seria verdadetra si estiva
da em principios verdadeirOs ; mas' os docuiqeritns
olliciacs proyam o cuntrario ) esperara i/ue nao *%-
mente as dietas, mas lambem o n^rViba dVJMrio
da casa saHilaria nao correriam por coiit r/otf'ro-"
fres pblicos .' .'
Era essa a ultima carta que S. Exc. linha de/jo-
gar para nao consentir um hospital do cholericos |5o
porto do seo palacio. E, com elfeito, gaiihu a
partida Porque replicando eu no da t8 rio'Senti-
do do meu ollico de 14, ate hoje estad i
resposla K como dessa dala em diaute Sats i'-
cnando a epidemia nao insist mais ; e agradi
Dos ter-me dado essa occasio d por em prova a
minha paciencia, que na verdade k supeMorate jni-
zo que d'olla eu mesmo fazia.
Convem agora declarar que a Sociedado Homn-
pathica Beneliceiiie, tondo lomado corzo dsliM o
prncedintento do Sr. conselheiro pretifent da pro-
vincia, julgou-se desobligada do offereciriJeatb que
por meu intermedio lhe baria feito, e nttttdou rfes-
tribuir pelos pobres choleros o dinbiift' que por
esmollas havia ubtdq.
Antes de terminar esla narraro no devo ^eoar de
agradecer lano da minba porte como'aaprto dos
uuseraveis, os bous desejos que os rlljOTsdirlraij-
ciscanos, particulimeiilc o s.e digno ei-giiarflio
Fr. Antonio de Sania Anglica Pimcnll, maijflfcsla-
ro om favor do asylo sanitario.
Km cocluso cunipre-me acrescentar que. ao
propogar-se a noticia da crearcto do um hospilal ho-
lueopolhico, olguns espiritas sublimes abrasados
no mais intenso atnordcaridade se apressafain enj
olTerecer-me sua valiosa coadjuvaco no aofeeiro
dos iitfelizes. D'eulre lodos sobre-sUram as Exas.*'
lilhas do Sr. Podro JosCardoso, i D. Uar
Cardoso, H. Clelia de Mello Caroosp, e I
de Mello Cardoso,) e os B.vm.**, padre
godor do capella imperial Joo Capistran
doea ( hoje fallecido, 1 e padre Fortunato Jos de
Souza, ( um dos mais denodados beni(eiloresda po-
breza na cidade da Victoria); os quaes com expren-
socs as raas atlcnciosas e sem duvida imiuereci-
das, me signilicaram lodo o conlenlamenlo Je que
eslavam uossuidos. (1)
-i-----------r-
^
(2) Veja-so o dito meu offico de 8 de marco.
3)_0i ti ni da sociedad*) creando
cado
S. Filippe.
beneficencia as dflcrentcsv localda^^^wvin-
cia era 'que' a% csmollos obtldas' por 9nKCrJiniuis-
soes fosseai empregadas no soooono d* iofelses
das respeclvas localidades, de modo qne .as essaotes
do Becife seriara destnbudas pelos pobres eajeamns
do llecife,as de Olinda pelos de liod,elc. Ko Recite
at a data do offereci melo apenas montaran aa as-
mlas em G00; um Iguaraaa. Ojiuda, aajawpaoo.
em quantia*amite aseores
commssiw do eentolea eam-
;-- ;-: i poslas dos prestantes cidados o,s S. teoeate oafo-
oo meu vi lho amigo o Rvm. tr. Manoel de |el Malloel camille Pires Falcao. Jos Antaaio Pi-
lenor : e como livesse elle .sabido urna coulsso, I rao" ^m.^S;rr^
forcosofo. esperar, e enlao sub ao segundo andar L^S? fof I" as c
2L*T?iiC5Jjl!?.?- ba>.. me..haV>'" "!- nos. i?,os nrtaK
Note-se quo uunca eu havia subido a i
res Falcan, major Paulino Pares Falcao, major
Tbcotonio da Silva Vieira, lenle coronel Isidoro
... JCamello Pessoa. inajor los Feliz da Cmara Pi-
li] sem embargo de me ver na necessidade de uientel, conseguram obler mais de dous coatas,
censurar o procedimento deS. Exc. na qualidade do quc muil0 serviram paca suavsarem os sogrimantas
funccionario publico, nao est em meu carcter oc-, aos mseraveis Ipojucanos
cullor as boas manciras. com que sempre me re-] /) Lea-se o meu officio de offerecimenlo,ewrja-
cebeu, embura seus actos ofOciaes nao estvessem s 0 quelle existe autorisava a S. 'Exe. a esperar
de accordo cora o acolhiiueuto particulor, que roe, ae mm mpossives I
fazio
cer ao publico, que tal a confanos da qual elle
Picou adiado por serem impedidos os Srs. depu- t goza; que tal eo conceilo que netle se deposita, 1
lados Lentos e Silveira. I qne ninguem dtt>ida consiilui-lo seu advogado,
PUBLICACAO DO INSTITUTO HOMEOPTICO
DO Bit ASI L.
ApuntiuentoN para a historia da liu-
ueiipathta pelo Ur. Sabino Hl-sn-
rlo I.uils;ero Pin lio.
Resposla ao relalorio do estado sanitario da pro-
vincia de Pernambuco no annode 1(556, apresen-
lado pela commisso de hygiune publica.
{ lmprcsso no lim do anno de 1807. )
''Cocluso.)
VF.SD1DF.IRl II1STOHU 110 HOSPITAL IIOSEOPATIIICO 0E
FERKiaacco.
Epilogo,
Tendo apresentado documeulos que provara com

mpossives
Illm. Senhqr.Chegando ao meu mbaej-
( ) En devera ter pedido gualmeula metade do (*,
palacio do governo, quo eslava ptimo para a en- ment que V. s. com a constancia B reslgnaiao
fermaria, tanto por suas coiidi(5eshygienicas csuas proprias do homcm caridoso, veocendo lodor Os
accommodaroos, como lambem porque eslava de-' obstculos que lhe oppozeram os injrnijros da ho-
baixn das vistas inmediatas do presidente da pro- mcopalhia e os invejosps do l]n)BDp|C]h, cense-
>1
Sei [e S. Exc. m'o havia dito) que os rcligo-
eos franciscanos haviam offerecido cora anleceden-
guo fundar no cornalo ddasaligmMi (sanciscanos
um hospital, onde os nossos irmos potupje deiva-
lidos sejam curados peta relasltal MaVaaa^wk, me
cia um sali do seo convento pora enfermara; mas opressoem olterccer-me i V.'S. par-prstarTiesse
nao sei porque razo proferto S. Exc. o solio do hospital os meus servaos tanto nd ecereteta d aseo
Apollo-ao do convento. Dir-me-ho : licharieisn'el-' ministerio sacerdotal, como no Iratamedlo corporal
leosmesmos defeitos quo no oulro; respondeni dos enfermos, sem onlra eeompeiita, que a doce
que nao; porque a direccao do Apollo nao tinca' satisfaciode ver Iriumphar a verdadeira medicina
mais que daralm do que offereceu ; r os religiosos So meio daconsiernacio geral te qde sateos,
franciscanos, linham de snba para darem o que se, consola-me a grata esperanza de Ver dOe noSsos
jtcilisse. A prova d'sso esl no que eu oblive d'el- "naos pobres acharo nesgo hospital, caridade
les, como se veri mais adianto sem nrhacao, promplo soccorro, e eficaz remedio
',11 Veja-e o meu officio de 8 de marco. sem solTrerera os barbaros tormentos dos bacamar-


*WP^BWWPWI
Diario de Pernambueo.Terra feira 12 de Abril de 1$59.
S*
i -
i
/

Pela primeira vei crn Pernambueo se teria de
presenciar SrtcXo odiflcante dereceberein o doen-
les ilc uro hospital as consolacoes d'alina e os soc-
corrqs 4o corpa que lhe liavia'ru do prodlgalisar tres
innncetesvirgoits, como'preoarsoras da piedosas
tillias (j'S.'Vicente do Paulo! infelizmente po-
rm o espirito das lalas, como que invejoso do
n-ium'pho da caridade, nao permillio que a popula-
rlo pcrnattpucana recebesse lo bello exemplo de
amor do prximo-! !
COJtOf.AH.IOS.
1.*O hospital-hoiueopaVhico nao fuuccionou,
porque loi installado no convenio dos religiosos
franciscanos, que (lea fronteiro ao palacio do go-
\erno.
2.Sao (anecionou, porque foi installado junio
do qnartel da guarda nacional destacada leudo de
mu lado e thaatro publico feixado, do oulro lado
a poateoove, em Trente o palacio do governo.
:!."fijo fQnccionoa porque a iiifecco cholenca
poda transpor o largo o acometter.o palacio do go-
verno perturbando' d esta sorto a boa ordem do ex-
pediente.
.-No futirciouou pqrquc salta aosollios a ne-
restldads dV ser preservado do mol o palacio do ro-
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 10. .
dem do dia 11......
187:985J822
9:810$2CO
l'.17:T9liS08S
flescarregam boje 12 de marro.
Patacho portugue:Promplidodiversos gneros.
Escuna brasileiraloven Arlhurdiversos gneros.
M0V1MENT0 DA ALPANIIKUA.
Volumes entrados rom fazendas 28(1
< < cora gneros .
Yolumes sabidos cora fazendas .
f com gneros .
CONSULADO GEHAL.
Rendimento do dia 1 a 10. .
dem do dia 11.......
251
571
------82o
:tl:92lS776
10:9928168
42.91 (S9H
REALC0MPANH1A
DE
\ erno para Imu de lodos.
5.*r'isalwonle alo (anecionou, por forra de
umalei natural que manda conservar o proprlu in-
dividu Serra te iptum, lei de que nao devora
ier iseur.ao queni quer que haliitava o palacio do
gov.erop, embnra os'Inexoravois moralistas a con-
sidrela como um nefando parto do ognismo.
ASt;0NDEr.01lACl":ST)E2l)K DEZI-.MnrtO DE 1858.
o giandc_ mrito das arroes do caridade e bene-
ficencia est M senlimenlo nobre e desinleressailn,,
mu que se [nadara'. Animar estos artos com a es-
peranza de premios destruir a sua nrigetu : sanc-
cionar o egosmo, que pensa quo nao ha um peque-
o sacrificio, que aova ser tollo nesla trra sem o
retorno de algum inlorasse : rebaixar os espirites
exoajlcntes, que se alimenlam com os prazeres mo-
raes: 6 om nina patarra niaterialisar o hornera c
arruinar a sociedade no aeu elemento moral.
(>s governos oxcrcendo a caridade do ans povos
um bello exeraplo de amor do prximo, que ser in-
falirelmeutc Unto mais de presea seguido pelos par-
ticulares, quanl dermis alto parte. Ellos nao exi-
gen) ti (oreados particulares acees de benellcencia,
e nein podeni nunca recompensar aquellos que ex-
erceni a verdadoira caridade. porque cssa recom-
pensa uio cabe- nos limites do poder humano ; s
Dos a pude darplenae satisfactoriamente.
Considerado o assuraplo pelo lado religioso, sen-
do a peste uui dos" males, com que Heos castiga as
maldades do hornera, parece que, quandoolle vem
j ierra, nao ha disiiucr.o a fazer entre gorernados
e goVornanles -, o por consegulte om vez de harer
quera so julguu com direito de distribuir premio com
aquellos que acudirn) as victimas nos momentos de
dore desamparo, pelo contrario iodos quaulos es-
caparan) do castigo divino esto'no dever de ronde-
rem'grarss ao Ento Supremo por tamaito bene-
irio.
O rei David, quando d'enteeos tres males guerra,
fome t pene, que Dos lhe ordenou oscoUicsse em
asligo do seu peleado, asserrtou dellnitivamenle
oscolhor a pesie, fot pelo juste motivo de ooder ser
feridn desle mal do mosmo modo, que qualquer dos
seus mais humildes subditos. Cossada a peste, Da-
vid nanolhou para a trra para distribuir premios ;
las olhou para o co para reiidorgrar-is a Dos
por haver suspendido o sou braco do juslica.
lioje em dia estas verdades parece que nao
serrn-
lis governos nao querem achar diques ao seu po-
der nos negocios em que etles oslo equiparados
qualqtier honiem do povo e esqucceni al que tam-
uoiasao homsns. p^or oulro lado, o senlimenlo de
< aridade n&o be entrar no joro dasespecnlaroes
interossei'ras; bello, natural, simples e espontaneo,
como abandonaos restes da impostura, com que
se orna o egosmo. D'aht resulta, que, nos horro-
rea de uina epidemia, ou de qualqtier nutra calami-
ilade, publica, rauilas almas compadecidas vivera a
derramars mos clieias immensos heneticios, sem
quo deem oecasn, a que nisto se falle, ao passo
que grande numero de possoas egostas c medrosas
cncameem o pouco nu anda, que uzeram, inventara,
tuautem, e ostentara, apparencias, que siipprain a
i ealljjade ; e ofloal, depois de terem alr vessado a
' lamidade publica, seuipre rom santo respeito
sita individaalidade. sao uns hroes que nao dormi-
i, e nem enmerom para acudirem as victimas!
Viogdom melhor du que elles sabe conciliar o seu
be estar presente eom o futuro.
E si a isto aercscentariuos as parcialidades dos no-
vemos, as falsas intormaees, que ordinariamente
lites sao suggerides, veremos atlnal, que premios
por eases actos devero ser sempre mal distribui-
dos ; e que assim, a pretexto de um ohjoclo santo,
se escutaro asa lfoieAos pessoaes^sefarao favores,
ir pora amoralidode publica. Dosla sor-
te os ejperlos quo ponen znram lern no premio
que rcelieram, um documento vivo para era caso
igual (oque eos nao permltirA' sonuuanda mais
espertes e ssgazes do que foraiu ; os que nada Uze-
ram ilcaro sabendo ao corlo que para terem algum
premio sor-Ihes-hn bastante ter por amigo o chefo
de polica, o presidente da provincia, ou o ministro
de aslajdo ; e os verdederamcute caritativos e hu-
manes, premiados e nao premia ios seriio os uniros,
quo se conservarn no seu posto de devociies sin-
ceras o sacrrflcios.
Ora, lodos estes naturaes iuronvenientes do ve m
necessariaraentc crescer, quando, como agora, as
recompensa reem tarde (tres anuos depois', quan-
do eMeo a cnnseiencia publica est adormecida, e
qnasique eitnctas as sympathias para cora aquel-
las que serviram a causa da humanidade e. as antipa-
ihiaspara com os medrosos e egostas.
Vor este lado este o nico bom que enxergamos
na ilislribuirao dessasrecompensas; porque se me-
tilo agora ten bando tanta indiguaro, e nao tcui
fallado quom a cubra cora o ridiculo, o que seria
si- logo depois da peste apparocesse recompensado
HjjplUjap. qui quasi de raudo morre, o impostor
que Basa le, e apenas soube aproveilar-sedos'mo-
mentos criticospara seus interessos possoaes, e fos-
osquecido aquellos quo mnilos sacrilicios li-
eemf
alvez que alguem encliergue as consideracics
que orbamos defazer, umdespeilo por nao hnrer-
mMiSido contemplados as condecorares de 2 de
deMmbrn ; nao o assim ; lauto porqu nao somos
:.tai* vaidosos, romo porque nunca nos lembra-
iiMpq1' iyerno do Brasil quizesse carregarcoiu
a responsabilidade de graduar os serviros de cari-
dade prestados era urna poca, etn que todos traba-
lharam segundo suas forras e condicoes. Alm
djpcqnlavaip,qs como iufalivcl o osquocinioulo do
i noiue, infla guando pralicassonios virtudes
iguaes as de um S. Vicctlte de Paulo.
DIVERSAS PROVINCIAS
Itendimenlo do dia 1 a 10. .
dem do dia 11.......
2:9068888
8236IHS
1:2798494
Paquetes inglezes a vapor,
No dia 14 desle mez espera-se do sul o vapor
Avon, roinniaudanle Rivette, o qual depois da de-
mora do rostuine seguir para Southampton tocan-
do nos purtos de S. Vicente o Lisboa : para passa-
gensetc. trala-se rom os aRentes Adnntson, llowie
& l-, ruado Trapiche Novo n. 42.
P S. Os erabrullius s se receben) at dos horas
antes de se fechar as malas e depois mais una ho-
ra pagando euto um palacio alm do frote.
Para oltio Grande do Sulsahr na prsenle
semana o brigue itacioual Iwperailor, s recebe pas-
sageros; trala-se cora Domingos ferreira Mnia, roa
de Apollo o. i.
Avisos diversos.
Olicina.
AHREMATAC-VO.
No da 12 do correnle as 4 horas da larde pranle
o Sr. juiz municipal e ausentes supplenle leni de
ser arrematada 119 villa do Cobo, por ser a ultima Precisa-so de 8 ou 10 officiaes de eharuleiro : lio
prara urna casa pertenreute a heranca do liuadoj pa'eu do l.iviamenlo 11. 11 ; paga-se 0 rento di
padre Pasco*] Cort, Avisa-ae nos prelendente* -canegasao a 440 rs.. e de 3 por dona aQOrs.:
que a referida casa n.nit fresca, cora muilns 'quera pretender Uaballiar dinj.vsu a uiesnia casa
DESPACHOS DF. EXPOUTAC.AO PELA MESA DO
CONSULADO DESTA GIOAUE NO DIA 11.
DE A lili. DE 1859.
MarsehnGalera france/.a odelle-., lsael Freres &
C, :t,200 saceos assucar mascavado.
JLisboa llrigue portugue/, ..1'aiujo 1, ltaslos
l.einos, 210 sarros asaucar braucii.
Rio la Pralallai-oie heapanbol Diana. Arauai:a
: lltran, 200 sarcos assucer biaino, 100 ditos di-
to mascavado, 50 cascos agurdenle.
Rio da PrataBrigue portugue/. Jmproviso, Amo-
rira lriuos, ;l lo barricas assucar branco, 104 di-
tos dito mascavado.
Uuenos-AyiesPatacho hamburguez Oriente,
Amorimlrmos, 00 barricas assucar branro.
Cibrallar Barra portuguesa Liman Whaloly
Forster & C, 1,000 saceos assucar branco.
PortoBarca portugueza . carregadores, 30 saceos e 66 barricas assucar
branco, 180 saceos e 60 barricas dito mascavado.
CibraltarBarra honoveriaua -Celia*, Sauuders,
Brothers ii C, 1,300 saceos assucar branco.
GibraltarBarca liouoveriana -.1 oliuw, i'.arvallin Jt
Ramos, 300 saceos assucar branco
ValparaizoBrigue inglez Thetos, N. O. Biehcr
&C, 1,73(0saceos assucar brauco. .
Exportuvo,
Ballimore, hiale americano Rosatnonde, de
149 toneladas, couduzio o seguinte : 1,600 sac-
cos assucar.
Boston, barra americana Sanue, de 403 tone-
ladas, rondu/io o seguiute : 5,0(10 saceos assucar.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS ERAES
DR PERNAMBI1CO.
Rendimento do da 1 a 10. 1 :!)76J(i7:.
dem do dia 11....... 1:2208130
16'20r.J805
Para Lisboa
Seguir rom broridade a barra portugueza Tejo,
rapfluJos linigdio Bibeiro, leni grande parle de
seu c.irreg.iinetiio proinplo, e recebe algunia carga
a frote, bera romo passageirOS, para 08 quaesotre-
roce bom commodo e Iralanieulo : a tratar com
Anioriin Irmaos, na ra da Cruz, esrriplorio 11. ;!,
ou com dito capitn un praca do comniorcio.
ra
vai sabir al o dia 17 do mez correnle o bcrgantim
nacional Despique de Beiriz, capitn Faustino
Joo de Garramo, forrado o enravilbadn de cobre,
de primeira marcha, j*tcm melado do carrega-
mento engajado, e para o resto e passageiros, ira-
ta-socom o capitao na praca do conimorcio, 011 na
ruada Senzala Nova n. 4, e travesa da Madre de
Dosn. 10,
Salle culo mula brevidade o bein eonlu-cido o
veleiro patacho Bom Jess, por ter parle de seu
rairegautonlo proraplo ; para o resto trala-se na
ra da Madre de Dos 11.2.
n. 11, para tratar.
No dia 6 do corrale perdeu-se desde a ra da
l'iaia al a ra do t.abug 150). sendo urna nnla de
100$, una 011 diiasde j'is. e o maia de.'i.S e 29: 110
caso que alguma peasoa de sa cunscienua e tenien-
te a lieos acliasse a referida quautia equeira resli-'
luir a urna pessoacompletamente carecida, e que
al nao era seu o teni de pai.11 novaiuente. pode
aniiuuciar para ser procurado, gratificndole com
a qo,lili.,1 de H?.
Prorisa-sr de um feilor bom o de ba condue-
la, para tratar de uuijardiui pequeo : a tratar na
ma da Cruz 11. .3.
Thoinaz E. Hobmsou e R. Caldea, retiram-se
para a Inglaterra.
O engenheiro Antonio Feliciano Rodrigues Sel-
le se considerando siillicieiileineule habilitado para
espucar e medir as posc^tes i: dinionsdes dos terre-
nos coniprehendidos uo silio da cxlincla sociedade
do liarn e tecidos de algodo, silo na estrada de
-lo.'.o de Bario-, se oBerec- para este niiatcr, po-
dendoscr procurado na ra Novan. 38, o na prara
na Boa-Vista, botica 11.22.
Jaaepaa \ u-ira de Aranjo faz publico, que n
armazeui de rerolher, 11, da ra da Madre de Heos,
que at o dia 31 do me/, paseado gyrnu snb d tirina
e Herencia de seu tinado marido Joo \ ira de A-
raujo continua no mesnio uiisler sob a tirina da an-
nunciante e gerencia de sen geliro l.ui/. deOliveira
alaciel : roga |ifs aos amigos de son marido se dij;-
ncn de coadjuia-la, mandando recolher alli seus
gneros, cortos de que serio sempre milito luin ser-
vidos.
bous rnminoilns, i-oin a fenle para o nasecnle, do-
mina urna grande parte da estrada de ierro, leni
mageslusa vista, leudo 11111 largo lerraco em frente,
estando mu prxima ao rio. Foi avallada por um
eolito de ris
Mi,
Pvec\sa-sc Ac umavvea
captiva de me'ux iaade pava
ama de casa de mullo \>onca
famUla: Iralav ua ra do
Quelmado u. 4tt,\o.\a.
Doseja-ea saber do Sr A. de S C, setihnr do
engenbo M. da comarca do Cabo, qual a razo por
que conserva eni sen poder lia mais de i anuos tres
escravoe alheios, emprogadns ean seu servico con-
tra a vnniado de seu dono Esperamos pela sua res-
posla, 011 pela.emediata entrega dellos, do contra-
riolerammoso sen nome por extenso, ao conheei-
meulo do publico.
Qnmulii,
Precisa-ee de 5:000,> a premio por lempo de
um anuo, dando-se por garanta em hypothcca al-
guns escravos e um sitio : quem quizor fazer esto
negocio, anniiiicie sua morada para se procurar.
Precisa-M alegar nm eacravo anda tnesiuo de
moia idado, que para andar eom mu panacuin de
pies a entregar: na nadara nova dos Alegados
11. 36.
Do sobrado do Sr. Cypriano na ra do Colle-
gio, cabio do braco de ua menina una pulceira,
na occasio que )inba passando aprocissao de Pas-
sos : a pessoa quo apanhou a dila pulceira, queren-
do entregar reecbera l">o de gratifleaco, na ra dos
i.inarleis, loja do ourives junio bolicado Sr. Pinto.
Terca-fera, 12 do correnle, depois da audien-
cia do Dr. juiz de orphos, tem-se de offectuar a
arrcraalaro da renda trienal do sitio de Sanio An-
tonio da Mnuraria do lugar do Manguinlio.
Prersa-se de urna ama de idade, para servi-
co de portas a denlro : na ra do Vgarto, la'ierna
do JooSimaode Almeida, se dir quera precisa.
o abaiio assignado, herdeiro dos tinados
^JXf*??.* !Vg& ^"i.da'-.oneeico, avisa ^.^ ao me8nl0 :,|,,llxo nssignado, que
\a loja ao p do arco de
Santo Aiiouio,
rhegou nm rico o completo sorlmehlo de fazendas
linas, comosejara :
Boupes di^ canibraia branca bordados para 80-
nlioia.
Chapeos de seda pata senliora.
tamisas para sonhoras muilo linas.
Kieos talbos de troque para vestidos.
Ditus para casaveqne.
Boupiulias para menina.
Hilas para menino.
Crosdenaple prolo de iodos o- preros.
Ditos de cores.
Toalbas de labyrinlho.
Lencos de dito, e roberas de \ 1 lludillio para ra-
ma d<- uoiva.
Hilas de todas as larguras c imiilo linas.
Manguitos do todas as qualidadcs.
Bieas obras de 011ro de le, e nutras militas fa-
zendas linas : con a vista dos compradores se Ibe
mostrar lodas as mais fazendas, qnese rende ludo
por menos do que em nutra qualquer loja.
Attenco.
Methodo
PABA
Na praca da Independencia n. 34, loja de cha-
peos, \eiidi-se um methodo para llanta ora portu-
gue/ por ssi assini pobm iud alias de geographia
por Siiienniiioiir, em muilo bom catado, por 5$,
poesas de Caldas, Carrol. D. Branca, Moeidadodc
n. Joo V, 3 volumes ; indo sin s.- vende muilo
I barato.
Veiidein-se iiioinbos para caf, de novo mo-
I recisa-se alugar urna pessoa forra nn eapliva dello, com roda e sem ella, por baralissimo preco,
que saiba cozinhar o diario de urna casa de btrni- facas e garlos aafflOe a duzu, ditas a 8|800, ditas
ia ra do Hospicio 11.15. a 38. ditas linas com cabo de balan,-,, a sliuO. ditas
CONSULADO PBOMNCIAI..
Rend monto d,, da 1 a 10.
dem do dia 11
17:4818770
6:4338028
22:9178^03
Movimento do porto.
CGMPANHIA BRASILEIRA
DE
Prei-isa-se de urna miilher que sai ha cozinhar:
a fallar na rila do Sen-, sobrado de 3 varandas, com
entrada pele oii.o d.....i-.-mo. vizinlio da grande
casa que se el fazendo para 0 gvmuasio provill-
ATTENCO.
*
Ausentou-se uui pretinlio forro, iilho
de urna iscrava do abaixo assignado, des-
de 4 de marro do crtente anno, o qual
tein de 10 a l anuos, cliama-se Tingo,
secco, de boa figura : c|iiem delle soubcr
A'ni ios evtrado* un rfiu 10.
Ass10 das, hiate brasilero Cumio do Sorte, de
37 toneladas, cpplao Francisco Flix Nogueira,
oquipagem 6, carga sal ; a Caetano C. da C. Mo-
reira.
Navio* mhidot no mesmo dia.
Iliu do JaneiroBrigutr brasilero Velo;, canilao
Manoel Ferreira I.ele, carga assucar e agur-
denlo
Ballimore Hiale americano Rotamund, capitao
John II. Owens-, carga assucar.
Kariol entrados no dio 11.
Caiuaragibe2 das, hiate brasilero Sania Luzia,
du 21 toneladas, capitao Eslcro llibeiro, cqui-
pagem 3, carga assucar ; a Jos loixeira Leile.
Araraly7 das, hiate brasiteiro AtMralu, de 15 lo-
neludas, ranil.io Joo lleuriques ib' Alenla,
1 luipageui (',. carga algodao, e cora de carnauba ;
a i'.auiuha & Filho.
Bahia7 das, culer brasilero Cseausa, de 32 tone-
ladas, capitao Joo Baptisla Das, oquipagem 7,
. carga charutos e mais gneros ; a James Ryder.
Montevideo 1!) das, vapor americano do guerra
Southern Star, commandanlejftnnock.
Obiien-aciio*.
Fiindiou un lamarn um patacho brasilero e una
galera franre/a, nao liverain comnmnicaro com a
torra.
ao respeitavel publico, que lendo desapparec
daquelle casal o escravo de nome Antonio, rabia,
o qual se aehava fgido, ningneni o compre a Fran-
cisco Aires de Souza, que se iucu'.ia ser seu legi-
timo dono, pois que o abaixo assignado protesta a, -
clamar por seus direitos, como senbor que do
mesmo escravo. Coanna5 de abril de 18o9.
Silcetlrt de Botes .Vino-.
Jos Thomaz Pires Machado Porlulla embarra
para a Europa no prximo vapor inglez, e pede
despulpa aos seus amigos, de quem se nao leuha
despedido,
Precisa-se de urna criada porlugiie/.a 011 bra-
sileira, para unta casa de poura faratila: na Iraves-
sadaTrrerape n. 9.
Precisa se de urna ama forra ou eicrava, que
saiba cozinhar e engoraniar : na ra do Cabug 11. 3,
segundo andar.
Manoel de Azevedo Ponles (az ncieute aquel-
las possoas que tem conlas para liquidar, c que se
arban devendo ao casal de seu fallecido sojtro o Sr.
Joaquim Ribeiro Pontos, que renhara liquidare pa-j
gar na rita da l'.adeia do Becife n. 54, do conlrario
o annuncanle usar dos u-ios que lhe competir,
para cllccluar lal recebimeiilo. Recite 7 de abril
de iari0.
Pcrdeu-se as ras em que transiten a pro-
cisso dos Passos, na sexla-feira, K do correte,
O rcllciro c l.em ronheridn brigue csruiia Juren \ ^jStfitSll! Sfl d" "i"'" '"" \'l%*m
Arthvr. pretende seguir con, mnOa brevidade, .en, i'"". iwa-had... pode leva-la a ra do Tra-
PAQUETES A VAPOR.
II vapor Cruzeiro do Sul, cnniraaiioanle o capi-
tn de mar e guerra l-nasio Mancebo, espera-si-1
dos pnrtosdo sul em seguinienlo aos do 11 orle al
o dia 13 do correnle.
Becebe-se desde j passajteiros (rete de dinbeiro
e enccmiuoDilas c engaja-se a carga quo o vapor
poder condunr, sendo os volumes despachados rom
antecedencia ate arespora de sua chogada : agen-
cia ra do Trapiche o. 10.
Para a Bahia.
O releiro o bem conhecdo palbabntc llous Ami-
gos, pretende seguir aleo dia 15 doonrrontc, lem
doua lercos de seu carregaineiito a bordo : para o
reste que lhe falla Iraia-se cora o seu consignatario
Antonio l.ui/. de Olveira Azevedo, uo sen escripto-
rio, ra da Cruz 11. 1.
Para o Rio de Janeiro.
parle de son earregamenlo prompio ; para o resto
que lhe falla, trata-so com o seu consignatario An-
tonio l.ui/ do tilveira Azevedo, no seu eaeriplorio
ra da Cruz 11. 1.
piebe
sadn
n. 17, (uo ser gciiern.samoiile meompen-
Leiles.
ERRATA.
Nos ija>afoy>M>to Porp y hUtoria da homiopa-
iiahonleui publicados existen) alguus erros mais
OBSERVACOES IIKTEOUOLOUICAS.
nu 11 IIK ABHIL.
1 5
VENTO. l'KIUli.ltl lll.l
0 Q
9 a 8 0 O c
A O *j w
s; v e> 51 :- ^>
^ 5 c a e
^ u -.
dam. Cuinulus ENE Bon. 2Gll 2IL8 7!l 75
27.7 li.1 -S 77
1/2 da j 2M.-I SS.5 83 MI
Ida t. Cirrus SE | 2H.fc 2:1.1 ni 83
t! > Reg. 28.3 22.0 83 "
Alinelo.
A noile estere clara com grandes nevooiros,ven-
to SE! veio para o lerrral
rondn pelo N.
Observatorio do arsenal
de 1851).
e antes do amanbe ccr
de marinlia 11 de abril
Vieu.vs JiNion.
Declaracoes.
Fiacfto fe lecitlos.
A ronimisso liquidadora da exlinrta sociedade
do Harn e lecidos do algodo, lendo terminad o
seus Irabalhos preparatorios para o effeilo de pora
leilo o silio porloneenle mosraa sociedade, divi-
dido em lotes de ol palmos rada um, e cnin sufli
ciencia para edillrai-o de casas, que licaro em
fenle de mus projectadas a approvadas pela rama-'
ra municipal, de ennfurmidade rom a planta desta
cidade ; aununcia, un s aos accionistas da exlinr-
ta sociedade, como a quem queira arrematar terre-
nos proprios para edilirar em um bairro desta cida-
de, e mui saudavel, pudendo mesmo reunir algn-
lotes para pequeos sitios de rocreio. que se dinjam
casa de leiloes a lancarem, visto que sero todos
vendidos a quem mais der.
LEILAO
DA
Armado do deposito de mas-
sas na ra Direila n. 112.
Toivu-feira 12 to correte.
sera' recompensado.Manoel Joaquini
do Reo Albuquerque.
Precian ao de nina ama para cozinhar e r-ngnm-
tnar : na ra Nova n. 10, loja.
Annuncios.
Vendem-se qualro cabriolis mniio elegantes, e|
mu BoaicnillcQ cerro Itt 4 nulas e issenins, neaia
lien EeitQOUtJ sr podo desojar : Irala-sc na roa Uo
Crespo 11.4, loja amarella.
Luvas de pellica de Jouvin.
Vondom-se as verdadeiras lavas di- Jouvin multo
frescas, inelas. edr de caima o brancas, ,. onlras co-
res a 2-5100, ditas de seda para senliora a lfS80,
llUMIe 1S o par, ricos pontos de tartaruga virados
mijito fortes a 12 e 11). ditos sem seren virados a -i
o lip, ditos rallando tartaruga a lS: no aleo da
Boa-Vista, loja nova n 74.
Na loja da estrella.
Ra do Queimado u. 7.
Neste eslabelecinienlo acharo os compradores
um ronipletosorlimento de (a/ondas linas negadas
pelos ltimos navios da Europa, assim como :
Corles de tilo de seda cora baados borda-
dos a froco o mais rico que ha g
Mantas de seda prelas muilo ricas 1-iSOOO
(orles de vestidos de seda de lodas as cores
tamisas de cassa bordadas para senliora
lirosdenapleprelo, envado, 1-J60II. I$8ll0, fcj, 3,s000
lucos chales de merino bordados, imitan-
do touquim 10,<0(HI
l'onpi-lina de seda, os mais lindos padres
que lem viudo, covado 1S2W)
Chapeos de seda para meninas o Sonhoras
alOOOlle 1$000
muilo Unas a SM00, ditas com cabo preio a iS, di-
las .i 68800, dilas com cabo de riada linas a 41 e
52800, ditas com cabo de niailima I2f, ditas multo
linas a 1M, raiviulias cora agulhas trncelas muilo
linas a :IHI rs. a caixa, lilas de lodas as qualidadcs
por baralissimo preco, bicos, rendas, salitre retina-
do a 758DO, dte a 8;>500, panellas. chalciras, ra-
mas de vente, espingardas de fecho e espolela.de
lodas as qualidadcs, bandejas, colhcres para sopa e
eh de todas as qualidadcs, por baralissimo proco.
ferragens, miudezas de lodas as qualidadcs, mais
barato do que em oulra qualquer. parlo, lachos de
cobre da melbor qualidade, a \?} a libra, lesouras
linas para costura a 2(0, ditas a :I2I), dilas a 480,
ditas limito linas a 640, loura de potrellana ila mo-
luir qualidade a ililla libra, cera eiu velas de Lis-
boa a Ij400 a libra, p.'is de ferro propriaspara tirar
a roa a 15200 cada umi, dilasa I5IOO : na ra Di-
reila n. 61.
lina Novan. M.
Hdame Roas Hardy acaba do recebar de faris os
mais ricos e modernos chapeos de seda para se-
nliora rom veos a 2sJ, ricos chapeosinhos de seda
para baplisndo, reos chapeos amazonas de seda,
depalba e de feliro para senliora, chapeos de pa-
llia enl'eilados o si'ra enfeites para sonhoras C nioci-
nhas, capellas para noivas, riquissintas, enfeileade
rabera, utas, hiros, tranca branca, de coros e pre-
la, franjas de vidrillio preias, de largura de i de,bis.
proprias para mantelete ocasaveque, e multas ou-
11 as fazendas que se venden) em coma.
AllMUl.M VASIO.
Alnga-se o armazem da casa da ra do Collcgio
n.17 com trente para oTasseio Vublico : na ruado
Crespo n. 11.
PEDKAS DE US10A.
Vendem-se 8 podras para esquina de casa por pre-
co commodo : na roa do Crespo n. 11.
t.oiupra-s,- urna preda inora que tenha boa fi-
gura por 1:000$ : quem quizer dirija-fe ra da
Cadeia de Santo Antonio 11. 16. tercero andar.
Acha-se ausente desde o dia 4 do mez prximo
passado, da rasa do abaixo assignado, com quem
aprenda o olllcio de carapina, o mulatinho Bruno,
de idade 12 annos, escravo da seuhora viuva Silvei-
ra: quera elevara dila casa na ra da C,loria n.
16, 011 der nina noticia exacta a respeilo do mes-
mo, ser generosamente recompensado.
l.ui/ Ignacio Nunes de Olivcira.
Na ra da Alegra, rasa 11. 34 do Sr Marcelino
.I,,., Lopes, existe urna prela eserara para criar,
nao leudo lilhos, assim como un bom uulauho
para alugar-se a qualquer senhor estrangeuopara
copeiro.
l'ierisa-sc do um feilor para urna otaria per-
10 desta prara, que seja desi-mpedido de prara, e
que entella de co/ituento de lijlo e de lodo o mais
material, assim como de enlomar e de lodo o mais
Iraficode olera : aquello que se achar as rrrnis-
lanrias e aliancar a sua conducta, pode dirigit-sea
ra larga do Roaario, pa*iria 11. 18, que achara
eom quem tratar.
Precisarse alugar nina ama forra nu captiva
para o servico interno de urna casa de lamilla: na
ra Nova 11. :10.
t'ende-se 11111 hora negro ranoeiro, de bouia
figura, cora idade do 26 a 28 anuos : na ra da l'lo-
rentioa, esa envidraeada defronie da corbeira.
Precisa SO de um bom forneiro : a traur na
ra lia i.uia 11. o,s
Ausentou-se de casa um pardinho forro, filho
do urna eserava do abaivo assignado, lera 1" anuos,
cabellos crespos, secco e nao 6 feio : julga-se lor
sido illmlido ou vendido cuno escravo : quem dob-
le sonber, dirija-se ao abaixo assignado, que Baca
gralificado ; euio escravo chama-se Tiago.
Manoel Joaquim do Regu Albuquerque.
Alnga-se para hoinetn solteiroou parae'scrip-
rorio, inetade de um priuieiro andar na ra da Ca-
deia do Itecife n. 18, lendo vista para a ra da Sen-
zala, cnnlondo 1 sala e I) quarlOS : quem lhe con-
vier, dirija-se uiesyia casa, das !) horas do dia
s i da tarde.
Quem perdeu um alfinele de aderero, na tar-
de do dia 8, nas Cinro Ponas, dando os signaos
,,-itos. recebera : na ra Helia n. 33.
Novamente se pede aos senhores ahaho men,
Clonados de vira ra da Cadeia do Recito n. 5i, a
negocio que nao ignorara, e pmmettc-se-lues nao
os deixar em quante tal nao llzerom : de Oliuda,
Francisco l.uiz Viraos, Amonio Nunes de Mello.
Francisco do Reg Bancos, Jos Kusiaquio Macicl
Mooteiro, Vicente Ferreira do Barros ; do Rccife.
Jos Anronio da Silva Grillo, Anaslaeio Jos Mara,
Manoel da Silva l'ereira, Joaquim Macario, Vieeuh
l'oreira de Azevedo ; de Paratibe, Ignacio Francis-
co fiai-iauo de VasconcelloS, l.uiz da Rocha l'ereira,
Joo llaptisla ; do Cacbang, Vicente Ferreira da
Costa Miranda, llccife 7 de abril de 1859.
Manuel de Azevedo Ponles.
No dia l."do marco do rorrelo anuo (agio
do engenho Curcahy dacomarca do l'od'Albo nm
escravo denorae Vorissiino, prete, bastaute alio,
bonita figura, falla atravossada, falla de nenies na
tiente, ps grandes, pomas linas, nariz apapagaia-
do, lem no rosto uns pequeos lalhos sigua! de sua
unci; gnppoo ae estar para o sul 011 Barreiros,
onde ja esleve ha dous anuos : quera o appreheu-
der condu/.a-o an engenho ariiua dito, ou roa da
Cruz do Rerife n. 62, lereeiro andar, que ser ge-
nerosamente recompensado.
\%o\ ;v;U'iVu'u:v.o.
Acha-se fgido desde o dia 16 de marro prjimo
passado, di engenho Pao Araarollo, dislrclo de
l'edras de Fogo, o escravo Antonio Pedro, de 21)
anuos do idade, pouco mais ou monos, cor fula, es-
tatura alia, secco do corpo, ps grandes, e um pou-
co grossos, cora nina pe,nena cicatriz no rnslo e
sein barba, nariz curio c ventas algum tanlo arre-
biladas, cabellos nao limito earapinhos, denles al-
vos, e rauito alegre ; levou chapeo do Chile, sapa-
llos de couro de lustre, e um palelot de risi'ado;
j foi visto nesla cidade ha 10 das : portante
roga-se a lodas as autoridades policiaes o rapiles
de campo a captura do mencionado escravo, que
se gratificar devidamenle, levaudo-se nesla prara
rasa do Sr. Dr. Joo Lilis Cavalcanli de Albiquer-
T. Lehmann. & E. Blum,
joalhoiros, mudaram-se do hotel inglez para a rita
da Cruz 11. 59, segundo andar, 110 Recite.
Attenco.
Precisa-se alugar ao mez um molequepara carro- Taimas prelas bordadas milito lindas.
gar umalabolela com joias: quem 0 livor pode di- | Cnfeiles para senliora.
rigir-so a ruada Cruz n. 59, 00 Recite.
Precisa-se de urna ama ou eserava para o ser-
vico de nina rasa de poura familia : na Roa-Vista,
ruada Mangeira n.ll.
Fuvlaram da ra do Crespo 11. 16, loja da es-
quina, um parole rom 14 ou 16 corles de casemira
de cores claras ; prpmelle-se na inesma loja grati-
ficar a quem descubrir este pacoto.
O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinito e sua
senhora retiram-se pata a Europa a tratar de suas que, ou a seu senhor o Dr. Joaquim Francisco" Ca-
saudes, e nao Ibes sendo possivel despedirem-se de valcanli Lins, no mencionado engenho.
rada urna das possoas que se dignara de honra-Ios Aluga-se a loja do sobrado n. 69 da ra Nova,
com sua estima c considera, o, pedem desculpa em quu o Dr. Lopes Nelto lem escriplorio : a tratar
desta falta involuntaria, e olTerecora seus diminutos na mesma loja.
prestimos em qualquer parle onde se acharen). Ulna peSSOa COm bastante pratica
Trnea-se um cabnolel por algum piano usado,
150)00
PELO AGENTE
PESTAA
O referido agente por despacho do Exm. Sr. Dr.
1 -.-. Logo no primeiro paragrapho
1 lugar da palavra empugna-lo-
m m&
mlrgudo. e
cmprega-lo: inais adianto era lugar
Iho lea-je .ao velhp. Na 6." columna
lo jorual. liuliai 47. em lugare relatorio leia-se
salarlo.' Na ultima nota da 6.a columna, em lu-
gar de porque nieguen) nao consta seno o gover-
no se Ietjibfara leia-se porque o nao consta que
niiiguem seno o governo se lembrara. Os otilros sao
larilraiinte suppndos pela perspicacia do leilor.
P&Cf^0 HEOJlte l DI ABRU. DF. 1859.
. 19 TRF.S IfOU-VS DA TARDE.
IL Cotacec* officiaes.
cambio sobre Londres25 1/2 e 25 3/4 90 d/v.
Uesconto q*e letras8 porrete ao auno.
Assucar mascavado do Canal2JT320 por arroba.
Fred. Robilliird, presidente.
P. Borgos, secretario.
' ------;---------'------------------------
lea melralhas da decripta e martvranle allo-
palhia.
o guarde i V. 5. como de mister pobreza
djaW.
' BWlfeo demarro de 1856.Illm. Sr. Dr. Sabino
Olegario Ltldgero Pinho.
Padre Joaol'apislrano de Mendonea.
1 Eslo documento acha-se reronhecido pelo la-
licUlo 'Porto-JCarreiro : efoionnico que jnlguei
conveniente fazer reconhecer, visto j ser fallecido o
offerente.)
Illa). Sr. Br. Sabino Olegario l.udgero Pinho!
Quando a humanidade geme all iota, quando o dcs-
valiilo corre pe'rlgo de perecer ao desamparo, ou
saeriOcadn 4 cegnelra, e ao egoistn dos honiens,
para quem os dolorosos gemidos dos pobres.s.'in
harmonas suaves, o a vida de seus irmaos cousa
sm Sigemeoro, mui bollo e consolador ver ap-
parcep irm horaera, um hroe, ura verdadeiro ami-
go da humanidade, que sabe cumplir a nobre mis-
so'djee DeoSlhe ciflnu na Ierra. E islo o quetive
a grande folicidade de ver na liisle poca em que
nos" echamos.
fJmsePrcO, que jamis se apagar da memoria
dos hoaieDtde Boa cnnseiencia, e que ser sempre
abencoado pila gratidao, acaba de ser prestado por
V. S., poisque, guiado por urna ardenb' caridade
para com seos semelhaotes, e fazendo constantes
estorbos, coosteguio fundar nm hospital para nelle
serem reeolhidos, oa desvalidos, e mesmo ouiras
pesaoas que se quizereffl tratar pelo svslema do
imiorlalHabnemanna miraculosa e divinalho-
meopathi, systeiha quejulgo nico, e verdadeiro.
Este acto de magnanimidade e philantropia, reper-
cuti com tama ana fbrtfa'em met coraro, que des-
de iogo resolv 'lferecer V. S. os 'meus servi-
eos, jt conlo ecclesiaslico, afim de soccorrer aos
pobreS rinjfmdsfcm bi doces consolacoes espiri-
lu, emquSnto'V. S. lhcs subministra as suaves
do' t*rp(i, e Jl como pessoa, que se dedica em fazer
a MaafrMaoStedn o bem possivel. Praza ans reos
quV. S. te digqe reconf os meus serviros, ollere-
cidns com'toda ingeniiidade, e franqueza. O ho-
n*Vh*mneJ, como Y. %.. que nada recua para
ml!}yft i^yg'88Tlc nP ,e"9 Irmes aflliclos pelo
flsftl tf ntidd alguma digno de renomo.
Tant' f^rtremo, M s* pode enconirar
n* rfercfc JBtflhropiCoHomopatha. que.orn
m lnyejbsos, sjulttou mais um bri-
Ihant lourt a"*ua orfls dr gloria.
Uhelrt.". W.nfeHarosprlestosde alta con-
sderasio e respelt, qo*( cnnii-ra 4 V. S. este, que
tem a honra de assignar-se.Do v. S., amigo mili-
to rwpeiladot, b<*lfvOobrigadiSBmo-Padre Tor-
lunalo ,lotf deS^na.
l'arlicioandii a esla subdelegara o inspector
do qtiarleirao do alcrriiiho do Giqui, que estando
era sua casa passra pela estrada um crioutotc, que
loria de idade 16 anuos, pouco mais 011 menos, e
eoiiduzia.uiii oulro crioitlinlio menor, que nao po-|
deudo mais andar, o fez demorar na porla da resi-
dencia dosupradito inspector, dizendo para o me- jaiz do commefcio .i rqerimentode Antonio lo^
or, lira aquiem quaulo v.iu ao engenho lliqui drigues Pinheiro fari leilo 110 mencionado dia e
levar este caixao. Nao vollando mais o esperte
cridulule, acha-se. o dito menor 0111 poder do ins-
pector para ser entregue a quem rom direito se jul-
gar, razo por que se faz o prsenle annuticio, sen-
do justificado. Subdelegada do 1." dislrclo dos
Afogados 8 de abril de 1859.O subdelegado,
Jos Gorgonio Pues Barrito.
No collegio de Nossa Senhora do
Bom Consellio prncsa-sc de um criado
e olleie-se 25$mensaes: prefero-se cap-
tivo.
Penlcs de tartar _
l'.sparlillios.
Linas de pellica de Jouvin para senliora o lioraem.
Corles de cambraia bordados com babados.
Chales de froco de todas as cores.
Paletelsde ganga e brins a f! e
Cairas di' caseiuiras prelas e de cores.
Grvalas de sellm prete e de cores.
Palelols de panno prete a 16$ o
Camisas brancas e decoros a 2$ e
Dilas de fustao
l'alttolsde alpaca preios, golla de gorguro llgOOO
3|S00
78000
.srJlO
30S000
29500
3S20II
Corles de calca do brim
Casemiras de" cores entestadas
Chapeos francezes para cal.oca
I Casemira prela de diversas qualidadcs
I Velludo prolo de Italia, envado 4S5O0e
Precisa-se de nia"ama que saiba coziohare Lencos de seda de cores de 1$, 1g2S0
lavar, para o servico interno de tima casa, paga-se A < l/iiipif
bom: no pateo do Carmo, sobrado 11. 3, por cima xilll 11 IU
7S000
2SO00
oslando etn bom oslado : na roa das Vguas-Veriles
11. 62.
Precisa-se de ura caixeiro de 12 a 16 anuos de
idade : na ra de lionas n. 31.
Fugio da casa 11.121 da roa das Cinco Ponas
nm earneiro capado com o pello lodo branco : quem
der noticia ser recompensado.
Precisa-so de nina criada, preferindo-se es-
Irangeira, para nina rasa que s tem duas sonho-
ras : na roa estrella do'Rosario 11. 16, segundo
andar.
Jos Mondes l'ereira de Meirellos lendo nm si-
lio 110 Barro Vermclho freguezia dos Afogados com
141 palmos de frente o 600 de fundo, o qual contera
lcasas de taipa, algumas aores de Eructo euna
cacimba de boa agua, rende-e por proco commodo :
quem o pretender dirija-se a tratar com Jos de ltio-
josa Varejo, ao Barro Veruiellm.
Miguel Jos da Silva fazscienlcao respeitavel
publico e principalmente ao corpo docommercio,
que leudo de relirar-se temporariamente para a Eu-
ropa deixa por seus procuradores encarregados de
lodos os seus negocios aos Srs. Joaquim Coelhode
Almeida, o seu raixeiro Joe l'ereira ono.ihos e
Manoel JoaquimGoncalves, l'uando oseifundo eu-
carregado da gerencia tnlerna do seu eslabelecitueii-
lo silo ua ra do Carnario n. 7.
THEATRO
DF.
Santa Isabel.
F.MI'HF./.V-GIriKMAMl.
Reeita. vtraoiiliiuiiia livie da
asstgrnatura.
01:ARTA-FEIRA 13 DE ABRIL DE 1859.
pelas 10 horas da inanba na casa cima dila e por
conla de quem perloncor
A arraaeodo deposito de inassas que foi de Jos
Fernandes de Hagalhaes Braga
INTERESSaHTE leiho
I)K
TERRENOS E PBEIHOS.
Terca-fe ira 2( to correnle.
PKI.O AGKXTR
PESTAA.
O referido agente autorisado pela rotumisso li-
Suidadora da exlinrta sociedade de. liarn e tecidos
e algodo, vender em leilo publico uo dia cima
I designado :
Subir secna o magnifico mvsterio em 'lualro n''^" PcrU'n"''lpri 'nesma sociedade c que
a,.lcis P"cipm na estrada de Joao de Barros, lerratnando
da botica;
>; Conslioi-i cpnni honip|ia(iico V
<.> DR. SAIIIND O. L. PIKHO. -h
y-Jlua.de Sanio Amaro 'Mundo A'oro) n. fi.'Jtj
';.' Continuaui as consultas e visitas du raes- 'j-:.
mu modo que d'antes. A coiilianra que o : s:
yi< Dr. Sabino deposita na pessoa que tica ->
I ;* encarregnda do seu consultorio nao ser \,-:
| desmentida. ''
"'<. Hs pobres sero sempre tratados gra- Sgj
Ij2j luilameute. \j:
i*'1 As correspondencias sero indoreradas ,";
_5-. com o subscripto ao Dr. Sabino rom" au- fj]
\J' sonra ao abaixo assignado.
Wnuoel de Mallos Teixeira Lima.
I'rofessor em homeooalhia c secretario
do roiisellorio.
'"-.
DR. SABINO O. L. PINlItl.
Contina a vendor-se grande sortimetiln
IgOOO ;
$mmi s vmm
O os
Milagros de Santo Antonio.
Terminar o espectculo com o novo drama-sacro
em 1 acto
OSMONGESDESANTILHANA.
l'EKSONACKNS.
Aurelio, principe mouro. ......Lisboa.
liman, seu coulidente......... Piube|ro.
Eulalia, eserava............ II. Manoela.
Carrapela, sua criada......... I). Jesutna.
Andreza, ahadeea........... I). Carmela.
Augusto.) i Vallo.
Gil. >Monges..........< C. Vascues.
Norberlo.) ( Vasqucs.
Monges, freirs, soldados mouros, ele. ele.
Principiar s t> horas.
Os Srs. assignanles lem prelerencla aos seus ca-
marotes e cadeiras, e sao rogados, os que os qui-
zeretn, a manda-Ios buscar ao escriplorio do theatro
al a lerca-fcira ao meio dia, dossa hora e dia em
dianle se despera dos que restaren.
Avisos -martimos.
Rio de Janeiro.
Segu rom brevidade a barca Yaya ; para o reste
da carga e passageiros trala-se cem Caetano Cyria-
co da C. M 110 largo do Corpo Santo n. 25.
Cear.
0 hiate .Ynro Olinda segu por estes 3 dijs ; para
o resto da carga trala-se com Tasso Irmaos.
Pura o Rio de Janeiro.
Para o Rio de Janeiro sabe rom jiiuita brevidade
o bem conhecdo palhabote l'iedade, do qual ca-
pitao AgostlMo Gomes da Silva,'para carga a frele
e passageiros a tratar na ra da Madre de Dos nu-
mero 2.
Para o Rio de Janeiro sahe cora umita brevi-
dade a'bem conhecida nona *Recife ; para carga
c passageiros, fr*1-se edm Manoel Francisco da
Silva fiarfico, ra do Tipario n.17, primeiro andar,
narua nova da Alracro, prxima ao Hospicio. O
referido sitio est lodo dividido em lotes de 30 pal-
mos cada um e marrado por um engenheiro que os
, ordeno de ronformidade cora a planta da cidade e
ras prnp-rt.-1d.1s.
Vender-se-ha igualmente a casa grande do mesmo
sitio com algum terreno, e nelle duas cacimbas e
duas casas menores cora frenle estrada de Joo de
Barros ernin terreno para ura pequeo sitio. No
arlo do leilo se tara patente a respectiva planta
que fui stibinellida a approvaco da lllma. cmara
municipal, e ae darn as explirares que os pre-
Inndentes eiigirem.
O leilo lera lugar s 10 horas da manha do dia
anniinriadn e na casa grande do sitio.
Advcrle-so aos roncurrenles quo os lotes sero
vendidos a vonlade dos licitantes, os qunes nao
llovera perder esla ncrasio para adquirirom terre-
nos era nm hairra lo saudavel e ameno para edifi-
caran.
' WMxM
Sem reserva de preco.
Quarla-feia 13 do correnle.
fara' leilo no dia cima desig-
nado em seu armazem da ra do
Collegio n. 15 as 10 horas em
ponto de todos os objectos nel-
le existentes. Pede-se portan-
lo aos Srs. donos dos mesmos
(pie tenham a bondadedeseen-
tenderem com o referido agen-
te, porque do contrario serao
vendidos no mesmo dia cima
por todo e qualquer preco; nao
se attendendo depois a nenhu-
ma reclamacao que por ventu-
ra possa apparecer.
Aluga-se tima ama de leile com ura filho, viuda
do malo : quem a pretender, dirija-so a ra das
CruzeS n. 39, primeiro audar.
No dia 28 de mareo do correnle anuo fugio
do engenho Revira, fregiiezia de Nazareth do norte,
o escravo crioulo, de nomo r'elix, de 25 anuos de
idade, pouco mais ou menos, com os signaos se-
guales : altura regular, grosso do corpo, roste ura
pouco discantado, nariz chalo, ps um tanlo ou
quanlo apalhelados; este escravo loi do Limociro,
e dcsconlia-se ter temado para o sul, ou nesla pra-
ra : roga-sc as autoridades policiaes e capitaes de
campo de o pegar c levar ao referido engenho a
Joaquim Das Borba, ou nesla praca ua ra da lin-
da, casa do Sr. Manoel Antonio l'ereira, que sero
geaerosamente recompensados.
Precisa-se fallar ao Sr. L'lv.sses Coklcs, na li-
vraria ni. fi e 8 da praca da Independencia, ou an-
iiuncie para ser procurado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
casa de pouca familia ; tu Iravessj da Madre de
Dons n. til
Knsina-se a fallar, escrover e lraduzir as lin-
guasitigleza e francesa um senhor inglez lera for-
mado urna aula de inglez, onde elle admiti mais
discpulos duas vezes por semana para tratar: ua
ra Nova n. fi.
Arrenda-se ura dos principaes engenhos d'A-
gua Prela, o engenho mu com agua, lem boas
obrase novas, unta ptima dislilaeao cora appare-
Inos modernos, porm se se arreada a quem com-
prar a safra futura, c tambera cede-ae os aninaes a
lalvez alguna escravos, conforme o negocio: quera
pretender, na roa do Raogel o. 2, segunde andar,
achara cora quem tratar, das U s !) horas du nia-
nba.
Est justa a compra da casa terrea da ra do
Mnndcgn 11. 1:13, un bairro da Boa-Vista : quera se
arluir cora direito a inlerrupro desle negocio, an-
niiocie uestes tres das, lindos os quaesse passar a
esiriplura.
Aos Silms. Srs. acadeuiieus.
Pode-so a proteceo de virom comprar as obras
Obsorvarocs sobre o cdigo penal, o sobre o cdigo
do processo criminal, pelo Ilustre tinado deseiu-
bargador Manoel Mondes da Ctittba o Azevedo. A
reconhecida canacidade e illuslraco de lo digno
jiirisronsullo, loi por lodos bem conhecida, c basta
isto a qualquer oulro elogio Vende-so pelo bara-
lissimo prero de 2 rada ejemplar, na ra do (.luei-
inadu, loja de fazendas n. li.
DF. COI RO.
Compra-se un vestuario completo, novo, ou com
penco uso : na rita da Cadeia do llerife n. 35, loja.
Comprara-so na ra daCadeia do Korife ii 54,
15 travs de qualidade. e epo- regule 30 palmos
cada urna, e 15 dilas de Ipuro do mesnio lamanho.
Com loque
de avaria.
Estopa larga prnpra para cubrir carros a 16(1 rs.
a vara, pecas de chites linas de lislras e cures ale-
gres, ditas de ditas do gaz : vendem-se na ra dn
Crespo, loja da esquina que volla para a ra da
Cadeia.
Vendem-se 7 escravos, sendo mocos, do boni-
tas figuras, e com habilidades, enlre' elles molo-
ques e negrinhas ; na mesma se compra e recbe-
se para vender do eoiumisso, aiiaueando-se a
presteza da venda : na ra do Livraueuto n. 4.
Cavallo dasaparecido.
No dia 10 du corrate mez estando um cavallo na
roa da Conquista, junto cerca de limociro do jar-
dira l'ernambuiann, no bairro da Boa-Vista, e nao
se saliendo o deslino que levou, roga-se aquellas
possoas que o encontraren) vagando.ou delle liverem
conhccinienlo, cujo c lazan c de carga e de o levar oa
de se servir mandar conduzi-lo mosraa ra cima
Roubaram da ra Direila u. 2, loja de fazendas um em casa do Sr. Vicente Jos de Brilo, ou ra da
relogio de palelo suisao, novo, n. 13010, junta-
mente com nm Irancelim e una chave de uuro.
grande qus o Irancelim com a chave pesa 28 oilavas,
juntamente nina porro de diuheiro : roga-se a
qnem for olfcrecido este relogio de o tomar e par-
tiripnr na casa cima mencionada, no caso que
queira aceitar recompensa rom muilo gusto se dar.
Aviso ao publico.
Manoel Goncalves Talles avisa ao publico e a lodo
corpo do eoinmerrin, que u Sr. Manoel de Assis ta-
rarea deiiou oHbt seu socio desde o dia 11 de abril
do correnle auno, Rcando lodo o cargo do dilo ar-
mazem sob a firma de Manuel Coucalvcs Telles. Be-
cife 11 de abril de 1859.
Alnga-se nina eserava rozinheira para ama de
casa : quera precisar dirija-se aos Afogados, palla-
ra n. 30, so dir quem lora.
de cscripturaro mercantil oIFerece-se
para fazer qualquer escrirta por parti-
das deliradas: a tratar na ra da. Cadeia
do Recite loja n. 55.
Preparam-se bandejas dn differenles forma*
cora bolliiihos finos das tuelhores qualidadcs, para
qualquer arlo de igreja ou futieran particular : as-
sim como precisa-se alugar uina preta que saiba
vender quitanda na rua, e paga-se mensilmente :
quem quizer ajustar ou alugar a prela, dirija-se
rua da l'eulia n. 25, segundo andar, que far-se-ha i>
apiste.
Precisa-se de una ama secca para casa de
muilo pouca familia ; paga-se bom : na rua do
Hospicio n. 34.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de una casa de pouca familia : a tratar ua prara do
Corpo Santo n. 17,
No dia 1." de abril rorrele fugio da casa do
abaixo assignado a sua eserava crioula, de nomo
Luiza, idade de 30 anuos, pouco mais ou menos,
balsa, lem no rosto alguns pannos, foi eserava do
Sr. Miguel Pires Falco, do engenho Agua Fra de
Ipojura, e foi aqu vendida pelo Sr. Manoel Alves
Ferreira de Lima desla cidade, presunie-se que le-
nba seguido para a povoaco de Ipojuca : roga-se
as autoridades policiaes e capitaes de campo a cap-
tura da referida eserava, e a entrega da mesma a
seu se o 11 o r na rua do Collegio n. 21, tercero an-
dar : o abaixo assignado declara que protesta con-
tra quem por ventura a tiver acontada. Rerifo 3
de abril de 1850.Silvino Guilherinc de Barros,
Pedido.
Officiaes.
X
x' Bodcn central homeonalliif
:><
;..,- de medicamentos homopalkicos tanto em j:
.-. glbulos como era Unturas. .^s
;; Os preros das carteiras sao os que se J;
w acham estipulados no final do Ihesouro p'
I3f; liomcopalhicfl.
>; Cada lubo avulso......
i _: Cada vidro de untura. .
.'': Thesouro homeopalhico ou vade-
l:x'. nieciim do homcopalha, obra in-
I: : dispi-usavel a lodo pai de familias,
I :H' viajantes ele........IIJOOO "
\ende-so urna mulata e
mu mulato ambos de idade de
18 a 20 annos e de bonitas fi-
guras : na rua do Crespo n. 23.
Compaubia do gaz.
I'sta companhia precisa de foguistas :
os pretendentes dirijam-sc a fabrica.
Kscravos para alugar.
Altigam-se 4 excellenles eseravas, sen-
ilo urna perfeila coslureira, oulra engoui-
niadeira, oulra cosinheira, o oulra optinia
para andar com meninos o vestir sonhoras:
na rua de Santo Amara (Mundo Novoi n. J
6, casa do Dr. Sabino O. L. Pinho. .
? 1 ? ? .?.tj I ? *??._
AMA.
Precisa-se de urna ama que saiba lavar e engom-
mar, e que tenha boa conduela : no alerro da Boa-
Visla, loja n. 5C.
O Dr. r'ilippc Lopes Nette relira-so com sua
familia para fura do imperio, deixnudo o Sr. Dr.
t Vicente Percira do Reg, lente da l'aculdade de
; J invite desla cidade, iucumbido das causas que lhe
eslavara confiados
Precisa-se de urna ama para cozinhar e fazer
compras para casa de pequea familia : quem pre-
tender, dirija-se a rua do Queimado n. C, primeiro
andar, que achara com quem Iralar.
Attenco.
Passa-se tima loja de miudezas ou sem ellas, na
rua Direila : quem a mesma pretender dirija-se n
rua doCabug n. 1 B, aguia de ouro, que se trata-
r do ajuste.
Attenco.
Banha.
ca rua Direita n. C ba exccllcnte banha refinada
prppra para cabello e pharmacia em pequeas la-
las de 10 libras a O600 cada late : a ella que* nova
e alva.
Cadeia do Recite, botica n. 61, ou loja de ferra-
gens n. 4 de Thomaz Fernandes daCuuha, que se-
ro gratificadas.
A mesa regedora da contraria do Senhor Bora
Jess da Va-Sacra da igreja da Santa Cruz da Boa-
Vista, tendn de cxpflr s vistas dos fiis a iniagem
do Senhor Uom Jess dos Passos oa sexla-teira l
do correnle, pedem eiirareridameiile aos moradores
das ras da Sania Cruz, Gloria, Hatriz. Aterro, Au-
rora, Fonnosa, Vclha, Arago, Conreiro, Rosario,
Veras o Prara, maudem limpar ditas ras, nlini de
poder com decencia transitar a dita procissao. A
mesma contrara declara, que as procissocs de en-
terro e Ressurrcicao, tem de ter a mesma direc^o.
Roga-sc encarecidamente ao distineto artista o Sr.
Hermano Francisco de Oliveira o obsequio de levar
sabbado [M)l secnaA ueda do Dictador Rosas
pois mniio agraden as vezes que aqni foi represen-
lado. Kspera-se na bundade do Sr. Cerraano a rea-
lisariio desle pedido.
Eduardo Martille*.
Precisa-se de um rrado escravo : na rua da
Croa n. 10.
Presuntos.
Na rua Direita n. fi ha presuntos de l.iimego de
primeira qualidade, e dos ltimos chocados a este
mercado a 4811 rs. a libra a elle que pecliincba.
A qualidade moslra-se d<* grara.
Chocolate.
Na rua Direita n. C vende-se chocolate de quali-
dadcs c do melbor fabriranle de Pars, por menos
do que em nutra qualquer parte, sendo de 10 libras
para cima se far dilferenca razoavel; a elle, se-
nhores, que a estarn propria.
Procisso do Senhor Itom Jesus
dos Desamparados.
V mesa regidora da innandade de N. S. do Terco
teudo, como rosluiua, de expiir vista dos liis
em solemne procissao as sacro-sanias imagens do
Senhor Bom Jess dos Desamparados e de Mana
Sanlissima Senhora da Soledade, sexla-feira de
triumpho (15 do correnle) pelas 3 horas da larde, e
tendo de transitar pelas mas abaixo declaradas, ro-
ya aos moradores das mesillas as maiidcm aceiar :
rua Direila, Livrameulo, Oueimado, palco c rua do
Collegio, Crespo, Queimado, Iravesaa a rua larga
do Rosario. Cabug, principio da rua Nova a enlrar
na Gamboa e paln do Carmo, Horias Augusta al
oviveiro e Cinco Ponas.
Fazenda avariada
NA
Rua do Queimado
numero 19.
Cambraia branca com flores, lendo cada una po-
ra 812 v;iras, pelo prero de 400, fiO e 640 rs. a
pera, a elllas antes que se acabem ; luadapolo lino
de jarda pera de 40 jardas a KjOO, 9 o o500 a
pera, corles decamaia decOr h aquilleal}i600o
corle, chita de quadros asselinados a ICO o covado.
It-maiKlntlr do Scalioi- Uom Jess das Do-
res em S. Avisa a lodos os seus irmaos para sexla-feira 15
do correnle lomarem rapas para arnmpanharem
a procissao da Sania Ciuz ; assim romo pede a to-
llos oasous irmaos que liverem capas em sen poder
queira tu vir rom ellas ou ento mandoni-as Irazer.
escrivo. Francisco Antonio de Metieres.
Vendem-se sarros rom farelo de Lisboa, mi-
lito c familia de mandioca, sarcos eom feijiopretO,
niulalinho e branco, arroz do casca, gonima de man-
dioca, courinlins de cabra, esleirs de palha de car-
nauba, doce de goiaba de boa qualidade, ludo por
prero muilo barato : ua rua eslreila do Rosario, ar-
mazem n. 29.
Vende-se o verdadeiro rap Mourou, pelo mes-
mo prero que so vendo no deposito geral : na rua
estreila do Rosario n. 29.
Os abaixo assignados fazoni saber ao respeita-
vel publico e principalmente ao respeitavel corpo
do rommerrio desla cidade, quo compraraiu a loja
de chapeos ns. 19 e 41 da praca da Independencia ao
Sr. Francisco l'ereira Leuios, tirando o dilo Sr. Lo-
mos obrigado pelo activo e pasivo da dila loja, sen-
do d'ora em dianle a firma social de Vieira A Par.
Rerife5 de abril de I8B9.AntonioI.mi: PTciri.
Joo Benlo Para.
Na fundico da rua do Brum n. 28, precisa-se de
oiliriaes de serralheiro e macbinislas.
Arrenna-se ura sitio com exccilenle casa do
vivenaa no lugar da Torre margem do rioCapiba-
ribe confronte estrada do Manguiuho, cuja rasa
alm de ser edificada com muilo gosto e ser enlloca-
da em um ponte de vista agradavel tanto por dalla
avislar-se todas as casas da Capunga, Passagem o
Ponte de Ucha, conlm 4 salas de 30 palmos qua-
drudos cada una, sendo 3 forradas de rico papel e
o tecto de estuque, 11 quartus, sendo 5 forrados de
papel e o lorio de estuque, coziana (ora, bstanlo
espacnso, cocheira para 3 carros, quarios de cria-
do e de preios, estribara para 6 cavallos, casa para
gallinheiro e aninaes domsticos, 2 cacimba, irna
com excelleute agua de beber, outra eom bomba,
da qual deila agua para a casa de banho que tica ao
p, jardim cntu figuras e jarros de loura linos, mu-
rado na frente com porlo de ferro, baixa de capim
que .sustenta animal dons ravalUMV ornar de laran-
geiras, selectas e de i.mbigo. alaWae nutras fruc-
leiras do paiz : os pretendentes annjlin ao alerro
da Boa-Vista u. 2, segundo andar.
O Sr. Ilonaralo Joseph de Figueiredo, uestes
15das mande buscar as flores que emojuraendou,
do contrario sao vendidas.
Oh Sr. doutor, dinheiro de primor, que pe-
dio por seis dias, c esl fazendo dous annos e V. S.
j esl formado cora a ajuda do mea suor, e nimia
nao terapo de pagar-mc para outra vez, se. a
isso for obrigado, fallarei mais claro para ser UMu
couhecidb pai c filho, e ninguem mais ser enga-
ado.
O cirurgio Francisco Jos Cyrillo Leal mudou
a sua residencia do largo de S. Pedro para a rua do
Queimado sobrado u. -ti, prmairo andar, por cima
da loja do Sr. Rernardino Jos Monteiro, aonde o
acharo como sempre prompte para o exercicio de
sua prolisso.
No da 4 ao amanlieccr de 5 do mez p. p. lu-
gio do Rrejo de S. Jos termo da villa do Buique o
comarca de Garanhuns, o escravo Venancio, com
os signaesseguinles : pardo, alte, grosso, cabellos
earapinhos, sobraiicclhacerradas, nariz cbate, bei-
cos grossos, principiando a barbar, abaixo do uin-
bigo de ura lado urna sicatru de urna turada, no
peilo de um dos ps tem urna cicatriz de um lal lio,
idade pouco mais ou menos de 22 annos, ofcial de
sapateiro c muito divertido. O abaixo assigna-
do pede a todas as autoridades policiaes e capitaes
de campo que o pegeme avise ou mande ao men-
cionado lugar que ser bera recompensado.
Antonio Cavalcanli de Andrnde.
Fugio no dia 14 de fevereiroum preto crioute
de nome Sypriano, idade 60 e tantos annos, alto,
magro, cor fula, barba bastante branca, cabello ra-
lo : roga-se a quem o pegar, ou delle souber, levo
rua Direita n. G9, que ser bem recompensado.
Aos senhores do mato em geral,
aos da praca em particular.
e
I mi ,-orheira com grandes securamodaroes re-
rebe cavallos de Iralo por dia e noile a 1$ : quem
quizer afregoexar-ae, pode dirigir-se a rua da Flo-
rentina, na cocheira que foi do tenente-coronel Se-
bastio Lopes tiuimares.
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bom uso, o ura sellim cora seus arreius: ua rua
das Cinco Ponas, sobrado da esquina do Peixotu.
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to AnUnuo ou nos limiles de S. Jos com o de Santo
Antonio : a pes*o que livor, podnr tratar n ne-
gocio ua rua de S. Jos a >.
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rua da Cruz n. 4, ancas hespanholas, e mexican ,,
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rirurgia para atnputeran : na na dos l'.ruzcsn >>
LIVRARI4 UMVEBSAL.
Una do CoUegio n. a\.
Cuiniaraes & Olivcira tazem publico, que peloul-
lunp vapor redeberam da linaria do Sr II I Gar-
mcr, do Rio de Janeiro, as obras que o niesin'o se-
nhorhavia aiinuuciado pelo Diario de l'rruambuco
e nutras que abaixo su menciona, as qiiacs sao ven-
didas na linaria dos annuncianles pelos mesmos
procos porque o Sr. Cariliet as vende uo Rio de Ja-
neiro-
Revista Popular, Jornal de Litleralura .por .^sig-
natura). K
Cratnmalica Latina por Castro Lopes.
Historia da Idade media por Calogeras.
Cathocisco da Doutrina Cbristaa por Pinhoiro.
Arilhmelica grande c pequea por Vvila.
1 tcrature el mural. por Hoosmalen.
Crcdilorural ehvpoUiecario porWerneck.
Bordo, nim.ui.ino ilaliauo-portuguez e vice-versa
sophia l'rintenlps por A. Humas lili,,..
O Mrquez de Pomfial porClmence Robert.
Martha por, Max Valrey.
Raphael e a Fornarina por Mri.
Ultima Marqueta por Miren.or.
Recebcm-sc assignaluras para as segiiintes obras e
Jomaos Litterarios :
Tratado pratico sobro bancos por Gilbart.
Capital, Circularn u bancos por Wilsoii.
Re isla Popular.
Galera Lusitana.
Universo Illuslrado.
I.ma Trindade de pennas.
Jardim Piltoresco.
MIBMII -iDKnmSM,.
Ra do Collegio n.20.
Obras chegadas de prximo que su venden: por
barato preco :,
Defeza do Chrislianismo ou Conferencias s.ibre a re-
ligiao, por Monsenlior I). Frayssinous.
Dcvocao das llores da Virgem Mai de lieos.
Picdosas lleditaces sobre a Paixao de N s. Jess
Consto.
Conferencias pronunciadas na greja de Jess, em
Roma, por II. P. C. l'assaglia.
A Profana, ao do llomiugo por Gaunie.
Meditantes, orajes e exercirins para lodos os dias
do anno pelo Principe do lloheuloe.
Mara, Estrella do Mar, obra de II. I.uiz Maria de
Couciis, precedida de urna Inlrndueco por
l.aunii'.
A Impiedade combatida por ennissao dos mesmos
impas. Opsculo em defeza da Relima j.
As tres Romas. Diario de urna liagem ; Italia pelo
abitado Gaumo.
Relogio da Paixao.
Colleccio das obras poticas do padre Jos Agosti-
nbo de Macodo, acompanhadas de una biogra-
phia do mesmo e catalogo alphabclieo de todas as
suas obras.
Anedoctasdo Ministerio do Mrquez dePombal.
Farinha de trigo
SSSF.
Fernandes i Flhos lem superior farinha de tri-
go da marca SSSF .bogada antes de honteiu que
vendein a preco muilo emcnula : no seu armazem
i na .la Cadeia n. ti:i. becco da Madre de lie...-: II. 12,
Calcado superior e barato.
Ra bireitu n. i5.
Borzeguins da trra de o. a 7~t,
obra boa a :,,soOO
Borzejuins de senhora (Jolv). ii'800
Ditos de liomein. S.sSOO
Sapatos de traridnha. l.st.00
Eneites de retroz com
vidrilhos.
Vcndem-se ricos enfeites do retroz com vidrilhos
pido baratissimo proco de 5o 6 : na ra d.t Quei-
mado n. 22, na tem eonbeeida loja da Roa Fe.
He cousa muito boa.
Vende-se a vordadeira pomada para tingir ca-
bellos pelo barato preco de 1? H eaxinba, com es-
eovinna propna ; lambem se rende massa para
aliar navall.as a 3211: a rila do Queimado, na I..-1.1
rtinlieeiua luja de miudezas da Boa Faina n. 33.
Clieguem loja nova
NO
Aterro da Boa-Vista n. 7i,
Que aeliarao o iiitvn e conipleli. snrliinonlo do
murteras, e aliam a-se vender mais barato do que
"ni outra qualquer parle : tacas e garios de cabo de
balauro a g a duzia, dilas muito linas a /o 7,
dilas de cabo deviado a 4521X1, .lilas .lavadas o ..la-
vadas a 3$200, meias para senhora a 240, 32(1 o 00
res o par, dilas pelas para lioinem a 260. ditas
croas para hnniem a 160, 2IKI o 3211 .1 par, dilas do
cores minio linas a 2IKI e 2id o par, baralhos di
cartas portagueus a300, dilas francezas aS20e
4IIII. peonas de aro de lanea a ls a gr.,sa, dilas sem
ct s.r -ilMl.ncas ahumadoras para punlios a 64(1 o par,
caixinlias com agullias francezas a 2lle 3211, mas-
sos de grampos o III rs., carines e caixas de colche-
tes a .0 rs., cinturoesde borracha a 6(10, suspenco-
ri..sa2i0, enliadores de linlio para espartilho a
120 c 1611 cada um, cnixas con lamparillas a 60 o
..?' r.'^'"au'; papel de peso a 3J400, dito almaco
a 3x e 3,$ioo, sapatos de lustre para senhora, obra
mullo bem feila a I5COII, ditos de iii.irroqiiim roni
' preto a MH) e !NMI rs., sapal.te.. de lustre para lio-
111. 10 a 3f800 e 4jJ o par, ditos do Aracatv para me-
ninos de S a 10 annos a i SI 20 oitar, mullo ricas
, euteilar
jMario de Pemambuco.Terca feira 12 de Abril de 1859.
Aviso.
ea, para refrescar apelle, lirar pannos, sanias e esj"
pinnas, igualmente afamado ole.t babosa para liui-
e fa/.er eiescer os cabellos ; assim como li inipe-J.
rial dorrrio do Florenca para bortoejas e asperida-
des da pille, conserva a frescura e o avlludado da
primavera da vida.
Luvas de pellica, de Jouvin verdadeiras a 2S0O0,
muito novas, c banha franceza s libras, meias li-
bras e ananas al nucas a 28060 a libra : na loja
miudezas du aterro da Boa-Vista n. 82.
Hechegado a loja do Leconte, aterro da Boa-
\ isla n
lardn
Pentes de todas as quali-
dades.
A loja de miudezas d'aguia brama est provida
de un grande e variado sorlimenlo de pentes de
de lartaraga, virados,
.,,.!,.,.,.,j i .-. i V. .-----. t. uu "m granan e vanaao son i
, r.se ,1 A ''" ''T h,i'" u' or,"s "" rW* os m s modernos i.ssiveis
" a 12, 14 a 1680IMI, ditos sen, ser virados :tS:,lKl e
5a, ditos do massa, virados, lambem de milito .'os-
lo, tan perfcitns n'olua que pnuco dillerem dos de
ilartaraga a 2,S">00 o 3>, ditos sen screm virados,
Igualmente bonitos bem aeabados a 1 IfiOO,
dltOS travessOS de massa C borra.-lia para meuiiias.
o mellior que se pode elll'ollllar a Mili, ls 19200,
ditos mili linos de borracha para alisara tac ljiSll,
dilos de bfalo lirane.is e pi.los de kaloia a 320.
100, 500 ti o, dilos de borracha, pequeos, mu!
proprios para segurar o cabello a r.ill, ditos de bor-
racha e bfalo para pioln a 00, TtiHI e (',(1 rs., di-
los de marlim o tartaruga para alisar a 2, 3 e 4.
Alm disso aeliarao os freguexes um grande sorli-
menlo de escovas linas para ilenH's, cabello, unhas
e fain, e muitasoulras cousas, que enumera-las, se
lomara enfadonho; assim qurm preeisar de qual-
quer objecl de miodc/as. dingir-se a ra do
(.iiiemailo, no qualr.t cantos, loja d'aguia branca,
que ser lieni servido com agrado o sinceridad.1.
Na loja d'aguia branca.
Ricos proios, franjase trancas
les ul.je.ios quede prsenle sao
cessarios para enfeites
'slidos. Illas de todas as qualidados e lisouras d.
indas as Dualidades e mullos mais objectoa que se
loma enfa.l.uilio nieueiona-Kis.
SYSTENA MEDICO E HOLLOWAY.
PILI LAS lllll.LWOYA.
Esteneslimavel especili.o, romposlo nleirainen-
le de iH'ivas me.li.inaes. nao conten mercurio, nem
alguna outra substancia delecleria. Beneiino mais
fenra infancia, e a cumpleicn mais delicada lie
igualoonte promptn e seguro para desarraigar o mal
na cumpleicn mais robusta ; be iiilciranicnle inuo-
cente em suas o|.era.oes ell.il..s ; pois busca e
romoTC asdoeiieas de qualquer especie e go por
mais antigs e lenazes que sejam.
Kulre inilliaresde pessoas .liradas e.iui este reme-
dio, iiiuias queja cslavan as portas da morto, pre
serrando em sen uso : cuiLseguiram recobrara saude
'lonas, depoisde liaver lenlado inulilnieiile Indos
os oulros remedios.
Asmis aillielas nao deveni onlrogar-so a des.
pea.o ; laiain um competente ensao dos elBcazes
elleiios desia ass.iuibrosa medicina, prestes recu-
peran..... I.elleli. o da samle.
\,ni se pena lempo em lomar este remedia para
qualquer tas segllhlffs eiifenndail. .
Escravos venda.
Vcndem-se 10 escravos pecas de 15 a 26 annos,
e 2 : na ra Vellia da Boa-Vista, casa n. 69.
I
GRANDESORTIMENTO
epilpticos
l'elilelo da especie.
Colla.
Ilemorrlioi.las.
Ilv.ln.pesa.
leleriria.
Indigestte.
Iiillaiiima.oes.
Irregularidades da mens-
Iruaeo.
Lombrigas de toda espe-
A.il.lelll.
Alporcas.
A npulas.
Arenis mal de).
Asllinia.
Clicas. t
C.iHVllIsCies.
Debilidade ou eilenua-
eo.
Debilidade ou falla de for-
ras para quatquercousa
Dysinteria. Maldepedra.
Iior de garganta. Manchas na culis.
de barriga. Obstrncrao de venlre.
nos rins. Pblrsica .....wusumpcao
Dureza no venlre. pulmonar.
Iiil'ermida.les nu venlre. I'.elen.o de oiirina.
Hilas no ligad... Illieiiiualsino.
Ihias venreas. Symptomas segundarios.
Knxaqueca. Tumores,
lleiysiliela. Tieo dollos.
F.bie biliosas. I leers.
Pobreto inteniileiite. Venreo (mal).
V eii.lein-se esias itilulas uo eslabetecimento ge-
ral tle Londres o. J2(, ..Slrautl.ena loja de lodos
os boticarios droguistas o oulras pessoaseurarrega-
ilas desua vemla em luda a Aineriea do Sul, llava-
na e despalilla.
Vendem-se as bocelinhasa NiKl rs. cada una .Li-
las comlm urna instruccao em portiiguez para ex-
plicar o modo de se usar deslas pillas.
O deposito fi.ral he em casa do Sr. Snum pharma-
. tnico, na na da Cruz n. 22. em Pemambum-
MACH8N1SM0
brim "C

Rouims Teilasef
NA RL'A DOOIKIMADO N. 4C.
LOJA
GOES \ lUSiO.
Iiieos Robrecasacos de panno tino preto '
rmu golla de velludo seu ella a 22$, e
- 'S. palelo's sacros de c.iseinir.i de cores j
escuras a 10a. ditos sobrecasacos padrees fj
.... modernos a laj e iSt, ditos de alpaca pre- | ^>
*j la e de cor a 4, ditos de brim pardo S
2 '.....'ado muito boaqualidade a 51, ditos
de esgltiio da Clona a 5S, tabas de
.i.- cores a3f, 8(900, 4#, ditas de l pa-
iin.es modernos e iniudinbos a 49, dila;
brancas de brim de linio, a Sjl, .lilas d.
rasemira urda e de cores iK T,s, 8,S i
9S, reroitlas de bramante a IstiOO. Ig800 g
e 2j, paleois de neta caaemiraa TS. eol-
l.-i.-s de gorgorio de seda a 5j!, ditos dese-
lini iita.o a 5,S, dilos de velludo pelo
7$ el0j|, ditos de brim e fusio a 2$ijOo '.
e 3?, linas de Jouvin deludas as cores a
1SMKI, camisas de esguiio luuilo lino a
:, a 3jriO0 e oulras militas fa/endas e rou-
. pasfelas que s vista c queso pode
'.- av.iliar a pechincha ;
.NA MESMA LOJA HA
Casacas para a quaresma
in.indaiidii-se fazur por medida garanlin-
ilo-se o areio e bemfeloria da nina, sen-
do lamltein tle muito bom panno prova de
liiuo pelo diminu.i preco de 35, assim
coiiiit do mellior panno escolha do fre-'"
gue/ .i US. aliaucanao-se seren lodas for-
' radas de selim inacae ou seda.
Relogios.
Vendem-se relogios de nuro inglezes de patente;
no armazem do Augusto C. to Alueu, ra da l.a-
deia do Recite n. 36.
TACHAS
par
iintlinao tlti
WEM$<
mil \ idrilbos. Ks-
'ssellelailllellle ne-
.-........... ,..........v..... de vestidos, manteletese
casai equis pelos, se adiar.i na ruado (.liieimado,
nos quatm cantos, loja d'aguia branca o. I(, sendo
bieos pelos de bonitos padroes enfeilados de vi-
drilhos, franjas deseda, e velludo com vidrilhos,
Irancas de seda de diflerontes larguras e moldes
lambem piolas e com vidrilhos, ludo por procos
liaralissinios.
Luvas de todas as
qualidades.
Acaba de chocar loja d'aguia branca um novo e
cmplelo sorlimenlo de luvas de todas as qualida-
des, sendo as verdadeiras de Jouvin brancas, cor de
caima e prelas para boincn e senhora a 2j>500 o
par, lisas do seda branca*camamilas para senhora
i l$280 o par, dilas com borllas a lgGOO, dilas
bordadas CQIU lindas palmas a 2^, dilas mu linas o
bonitas enfeiUdal com palmas e bicos a 2s5IKl, di-
tas prelas lambem do seda com palmas e lucos .n-
foitadas com vidrilhos a 2SS00, dilas com palmas e
lisas a 2$ e 1S600, dilas de lonal mui linas cun
palmas tle vidrilhos a 2, dilas lambem linas con
palmas do retroz o lisas a 1S500 e 19200, dilas de
soda para meninas a 1?200, dilas para houiein a
1S000 ; assim cumu muitas oulras de diversas qua-
lidades, como de fio do F.scocia brancas e decores,
brancas de castor, mui boas e fortes, e do algodio,
proprias para montara c guardas iiacionaes, a.is
liaralissinios preros de 1J al 320 o par : na ra
doOneiinad.., nos qualro cantos, loja d'aguia bran-
ca n. 16.
IPilM MIIII'MjIFIIS.
A"ende-sc milho novo em saceos grandes all? :
nos armazem do Andrade ,\ Campcllo, na ra .la
Madre de lieos 11. 18.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro e doui-a-
dos p.ilente para liorr.em e senhora de
diversos tainanlios por preros eonimodos :
ra da Cruz do Kecifen. .")0.
W.Bowman; na ru.d Brura, A|)m'dll II 1)0111 gISlll.
^:'*^Z::^ZS* ^ Seriando
de tachas de ferro fundido e ba- a- /Q *
tido, de 3 a 8 palmos de bica,
;ts quaes se achain venda por
preco commodo e com promp-
tido, enibarcao-se ou carre-
gao-se em carro, sem despev.as
ao comprador.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhwido acreditado deposito da rua
da Cadeia di) Recfe n. 1, ha oara vcndi-r pulassa
d;i Russa i* da d" Rio dr Janeiro, nova de supe-
rior qualdade, assim rumo lambem cal virgrm em
pfdra : tuda por pn*QOS miiiiu razoavi'is.
FUNDIDO LOW-MOW.
Rua da Son/ala \ova n. 42.
Xa fiiiitlitj't ilc (Vito to ens;eTlieinrOa-
vitlW. 15tman, na na
1I0 r.iiun, jiassa mo o thalariz.
Ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes
iilijeiios de iiiecaniMiios proprios para enpenlios, a
a saber: noendaae meias moendas da mais mo-
. i.w.i. M. ti.. derua ronslniccao ; lachas de ferro fundido e hati-
.Vsie ostalielocinienio continua a liaver um com- i m- superior qnalidadee de lodos os lmannos;
pleto sorlimenlo de moendas e meias moendas para r0(las dentadas para agua ou animaos, de todas a'
' 1 vapor e taixas de ten
bati-
engenho, machinas de .
do e coado, de lodos os tamauhns para dita
OHEGUEH
Ao barato.
0 Prcguiwi est Queimando.
Na rua do Oueima.lo 11. 2, esquina do becco do
Peue Frito lem o Preguira para t.....ler por bara-
iis-uno jireco um completo sorlimenlo defar.endas
bem como sejam corles de eassa e seda de lindis-
siinos gostOB a tigOO cada um, dilos de laa e soda
d" litidissimos gustos e superior qualidade a 7v Ca-
v^M,^HtM ambraia branca com salpiros a
J>00, dilos de dila com flores de cues a 3S800, l'rnia lisa muito fina a :is?MI0, 4SWMI, 5,-5200 o 5*600
mtscladasde padroes o superior qualidade a peoa, de 10 jardos, brim de linho para calca
temas .. .'Lirat rfu ..,... de bonitos padroes a 80rs. a vara, corles de'meia
rasemira a SfOOO rs. cada um, loncos de cambraia
de linho a S-OO e muito linos a 4500 rs. a duzia,
chales do luuqiiim pretos, dilos de merino pelos'
dilos do merino liso de ludas as Cores a 4g800 rs. e
bordados a 6S800 rs., chitas francezas de cores fi-
xas a 220, 210,2fi0.2ft0 o 300 rs. o covndo, madapo-
ln a 2$800, 3JS00, 3gH00, 4S000, 4g200. 4800
WjOOO o 5S500 rs., e miiilo lino a 6$000 rs. a peca, d
20 varas, palilols de alpaca muito linos a 6>1)00'rs.
corles de coleles de cosemira a C$000 rs., esnarli-
lliospara .senhora a4, Ge 8rs., e dos modernos a
9-5 r.-.,saas para senhora al$C00 rs., bordadas a 3e
rs., e mullo superiores a 49 rs., gollinhas niuio
bem bordadas a 3?5(HI rs., manguitas e caniizinhas
muito finas para senhora, corles de cambraia do
a 540 Heneado; chitas escuras e elaras'de cores
lixas a 160, 180, 200 e 210 res o .ovado, cmbralas
adamascadas para cortinados de comas, peas de
20 varas aHgcada urna, grvalas prelas o de'cores
com molas muito finas a 800 e 1<000, dilas sem
Has a 800 e 18 cada tima, dilas com olas muito
'""i* 1*600. lencos de seda com algn enfeito
a 800 res cada um, grosdenaple de cor de boa
uualidade a 18800 o cocido ; cortes de casemira
lina a 68, ditos de meia casemira a 28, dilos de di-
ta mais lina a 28600 cada um,cortes de brim de li-
nho a lg700 cada um, cortes de gorgurao para rol-
letes a 38 cade uta, ditos de merino bordados de
lindosgostosipOO, dilos de rasemira prela borda-
dos a 38800 cadaum, cambraias lisas de 8 varas a
*>0n,4, 48400, 48800 e 58500 a peca, dilas tapa-
das con 10 varas a 48. 48500, 58800,6g500 e 7j00
a peca, corles de organdvs, fazenda muito larga e
Una a 28600, alpaca prela rom 6 palmos do largura,
proitria para samarras o capas de padres a 800 res,
chales de laa finos com barra matizada a 48500, di-
l''ifiil"e,'i lisos a JS8<1<). ditos de dito bordados
a 6S200 cada um, lencos brancos com barra de cor
^" feiscada um, chitas francezas para 1 li-
berta a 210 res o corado, brim branco de listra de
puro linho a 800 res a vara, dito de lindissimos
gustos e superior qualidade a 1410 a vara, dito
branco muito lino al$280ol8!00 avara, cassas
de cores de lindissimos gostos a 360 e 400 rs. a
vara, musselina de cores a 320 o covado. dila en-
^"jada a 220 o cocido, casemira pela a29, 28200
2S400,3S500 c4g o curad.., panno lino azul e cor
de rap de superior qualidade a 58 o covado, dito
preio a 28800, 38500, 4$, 48800, 5 e 58500 o co-
vado, alpacas de seda de superior qualidade a 900
rs. o covado, rolos de bretanha com 10 varas a 28,
atoalhado largo muito lino com bonitos lavoresa
1S280 a vara, luvas de lio "de Escocia brancas c de
'ores a 320 o par, cambraias napolitanas roas e
anteado quadros a 360 a vara, 011 220 o cocido,
riscadinhos franceses do quadros a 180 o cocido]
bramante muilo largo o 2JM00o covado, relbutinas
de lodas as cores a 720 o corado, meias croas para
homem a 160, 200, 360 e 4110 rs. o par, ditas para
senhorax, de lodas as qualidedes, palelols de alpa-
ca prota a 5J, ditos de meia casemira a 89, dilos
de pannos pretos e do cores a 10g, luvas de seda
Jara senhora a 18200 o par, dilas de seda bordadas
lindos gostos a 2g200 o par, merino selim de
todas as cores a 720 o covado, e oulras muitas fa-
zendas que se deixam de mencionar, e se venderao
por baratissimos preces ; e se darao amostras com
entuma
Espartilhos franeezes de nova
invencao.
Vendem-se espartilhos fraueczes de molas e car-
reteis, o melhorque se pov encontrar neste gene-
ro, na b.iiifniroia e na commodidado, a quem usar
delles, pelo baratissimp preco de 6, 7 e 89. Estes
espartilhos sao chegados no ullimo navio fjancez
e s se encontram na rua do Queimado, na bem co-
nhecida loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Na loja da Esperanca,
lina do Queimado n. 33 A,
vendem-se para a quaresma lodas as hiendas pro-
prias desses actos, e especial ment franjas prelas
eomvidrilho, largas e estrellas, de 600 a 18 a vara
diUssemridrilhoa 400, 500 e 610 rs., e lambem
mais estrellas a 320 avara, tramas com vidrillio
proprias para as maulas em uso a 640, 700 e 500 rs.
a vara, enfeites pretos com vidrillio a 1 e 5, ulli-
mo gosto, fitas de velludo largas e estrellas a pro-
cos commodos ; na mesma loja se encontrara mul-
los objectos, diversas miudezas que at hoje teeto
sido exclusivas de coitos estabelerimenlos desla
praca : lodo o sorlimenlo em perfumaras, pos,
opiat, extractos diversos, leile virginal, pomniada
regeneradora, imperial, agua de Colonia do diver-
sos labncanlcs inglezes e franeezes, saboneles. cor-
echtquesm, escovas, tspelbos, penles, ele
ATTE1A0
4Js habilanles da fregnczia
de S.Jos, cao puhlico
eui goral.
Acaba de abrir urna nova loja na rua llireila n.
lili, anude si...mullir um completo e vanado sni-
liineulo de fa/endas, lano para a praca como para
0 mato, e que se lendem por baratissimos preeos,
dinheir.i vista, nolanuo-se entre ellas ricos cha-
peos enfeilados para menina, pelo liaralissimo pro-
co de 12g, ditos franeezes para homem a 78, man-
guitos de lindissimos gostos e superior quaudade a
28500e lrSlKlu par, gollinhas linas a 800, a \f o a
18500, neos chales de frteos a 149 e a 168 eada un,
tlilos de merino bordados a 7s500, dilos bordados
a troco a 109, ditos coni lloros de froco muito linos
a 139, ditos bordados a velludo a 12$, dilos borda-
dos a reros com dnaa palmas a 108500, dilos mati-
zados de riqsBimos padroes, fazenda inleiramenle
nova, pelo baratissimo proco do 12S cada um, en-
hiles ricos para calieca do senhora a fi o a 7$ rada
um, luvas bordadas para senhora a 28200, dilas de
local a 15280, ricas lias para veslido de senhora,
de lindissimos padroes a 800 rs. o covado, ricas
maulas de fil prelas para senhora a 12 e a 18
cada urna, sedas de quadrinhos de lindos padroes e
muito linas a 18280 o covado, grosdenaple preto
a 1S800. 29, 2,8200 e 2g600 o covado, dito lavrado
a 1*800 o covado, mantas para grvala do muilo
bom goslo a 3,8800 cada una, peca do bretanha do
linho muilo lina a 58500 cada nina, cassas muilo li-
nas para corlinadfl de cama a 128 a peca, chitas
francezas escuras e claras, ditas estrellas de tintas
Ras e lindos padroes, palelols do panno fino pretos
e de cores para diversos preeos, musselinas bran-
cas n de cores, cortes de gorgurao de seda para col-
lele, um completo sorlinienln de ludo quantu pro-
prio do nina loja de fazendas, que s com avista
se poder apreciar o bom goslo, o ludo so rende
por haralissiinos preeos, a Iroco de sedlas ainda
que sejam roldas.
Vcndt-se a loja de calcado da na Dircila n.
18, com poneos fuudos: quem pretender, dirija-so
mesma.
Vende-se urna armarn por preco barato: na
rua da t'.adeia de Sanio Antonio n. U B.
Vende-se espirito tle rinho superior para
maraneiro, garrafas casias a 48 o rento ; na laber-
- -.........'."""."'" """uiaia uo na do pateo do l'araizo n. 16. Na mesma nrerisa-
gaz a fers tapelee para sala l8mi rs., para por- se de um caixeiro do 14 a 16 annos, com PaTgu, a
itili -ala a49 rs., e para cabriolei a 29500 rs. pralica da mesma
meias minio finas parr senhora a 28lt0 rs. a duzia, Vendem-se diamantes inglezes para corlar vi-
Z^^^ x'\ S''\ -',":is rs','ada drns dos n,plhor"s 1e ,em "PParocido ueste mer-
as de cassa de lindos desenhos a 2 rs., eado. chegados ltimamente de Inglaterra porpre-
luopiireoes ; irivos e lioii a de fornalha o regislros
.i.- liiteiro, aguilhoes, bronzes, parafuzos o cavi-
llioes, moinhos de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FINDIC.AO
se exerniao Indas as eocommendaS com a superio-
ridad.' j conhecida com a llovida presteza e com-
mudidade em oreco.
No armazem de E. A. Hurle & r. rua da Cruz
n. 48, ha coiislaiilemenle para vender:
Champagne marra de fogo da nielhur que vem an
mercado.
Chocolate de ludas as qualidados.
Burras de ferro das mclhores que lem viudo a osle
mercado.
0 Leite & Iranio continuam a
torrar.
Mtissiilina toda encarnada, covado 220 rs., rain-
ATTEXJAO.
^> Kissel, relojiteiro francez, vende relogios de w
!- ouro e prala, roncera relogios, jias o miisi- <<
P cas, ja aqu he conhecitlo ha minios anuos, *J
<> habita no paleo do llosoilal n. 17.
*A-:.?_.;..> i, u
Nada lia mais ba-
rato
do que cassas com cores flus e padroes muilo lm-
inuilos por 2(0 rs. o covado : na rua do Livramento
n. -, esiiuina
Vende-se nina prela escrava, moca, de 22 a
21 anuos, pouco mais ou menos, sabe coziuhar,
engnmmar a vender na rua : quem a pretendo
comprar, dlrija-sc a roa larga do Itnsario u. 35,
loja du miuaezas.
Iticas sabidas de bailo do mellior goslo que pode
liaver, lano em fazenda como em proco, laazinhs
de quadrosaoiodos t graudnsa 4S0e il rs. o cn-
vado, chapeos de velludo pelos i 7.8, dilos de al-
paca forrados do seda, multo eoniiiiodns para andar
a desea a 2M0O. gollinhas de diversas qualidades
I ISa I82IMI, 18WIII, 2,8200 e 28800 gilas e 111.111-
guitos a 33500, la)e 58500, manguitos, gollas eca>
ini/.inhas a 69. 75 elOf, eolleles feilos de velludo
a 109, Il9e \2<. calcas de casemiras de cores, fei-.
tas, ricas bengalas dr massa lingiiido uuicoriio a "8,
BJe 10s, gros(l.iiaplesdeeiiral89IKIe28tK10, seda
branca lacrada, ricas camisas para senhora com pre-
gas c de muito goslo a 7,8 o 89 cada una, ricos pan-
nos para mesas, o muilo finos a 7S. 8,8 o 99, ricos
casaveques do fustn e do mellior goslo que pode
liaver a 15,8 e 18$, ditos de mtissiilina muito bem
enfeilados a 11,8, I29e1:l9, o avisa ao rospeilavel
publico, que manda de qualquer nina fazenda amos-
Iras para ver se agrada, assim como lambem d a-
mnslras deixando penhor.
Toalhas adamase idas.
Fio devela.
Estopas.
Vendem-se em casa de Arkwiglit
i\ C. na rua da Cruz n. ti I.
boas chitas escuras e de lindos padroes aSO^To
covado, meias de lodos os laiiiaulu.s para menino e
menina, guardanapos a 4 a duzia, pocas de
cambraia lisa de 12jardas a 89 rs., niiissulina'braii-
ca a 300 rs. o covado, toalhas para mesa a 49 rs. re-
des de follia a 69 rs., e ha oulras muitas fazendas
que se vende por barato proco, e de ludo se dar
amostras.
LOJA IIV BOA FAMA.
\ endem-so por preco que faz admirar riquissimas
filas tarradas de todas as cores e larguras, lilas lsas
com pona e sem olla, bicos brancos de seda do mili-
to lindos padroes e de lodas as larguras, tramoias
abertas de linho para babados a 120 e 160 reis a vara
jarros para flores a 2,8 o par, atacadores 011 enliadores
de SOdade todas as COKS para veslidos.dilos proprios
para esparlilhos, lesuiiras de Indas as qualidades
as mais Bnaaque he possivelencontrar-se.agulheiroa
de niarliiu o oulras mullas qualidades. Utas de vel-
ludo de lodas as qualidades, holcinhas de camurca
muilo lindas para meninas da escola, urasquinho
cura cardinal a mellior cousa que lem apparecido
para tirar nodoas em qualquer qualidade de fazen-
da. pelo muito baralo preco de 2g, Iraneinhas de se-
da de todas as cores muilo lindas proprios para en-
feilar roupinha para meninos e meninas, e oulras
muilissimas cousas que se allanen vender-se tudo
por preco baratissimo : na rua do ueiuiado na bem
eonbeeida loia de miudezas da boa fama
M(DMMramyi
XA
Rna do Queimado 11.7.
Neste eslalielerimcnto aeliarao os compradores
o mais variado e rompilo sorliinentn de todas as
qualidades, como sejam :
Vestidos de seda pretos com bailados 5
Dilos de dila do cor com bailados.
Grosdenaple preto fino de syoo a '.
Ricos manteletes pretos pnoceza Clotilde
Corles de calcas de brim de linho de cor a
Carleirasde perfumaras inglezas. .
Camisas francezas do todas as qualida-
des de 29000 a ........
Palelols de panno franeezes de 168 a -
Hilos de alpaca franeezes......
Poupelina de seda de 000 a.....
Chitas linas o covado........
Ditas francezas o covado .....'.
Ricos enfeites para senhora.....
Penles de tartaruga modernns de 73 a .
Gollinhas e manguitos de croch.....
Vende-se urna escrava de 26 annos do idade,
com mullo boa conducta, elegante figura, sem vi-
rios nem achaques, sabe com perfei. ao ensaboar, e
lem principio do engommar o coziuhar : a tratar
ua rua dar.onceicao da Boa-Vista n. 10.
Vende-se urna casa lerroa em chaos proprios
e que rende um bom alguel n iraiar na rua da
Couceicao 11. 2<.
co razoavel
n. 50.
na rua das Trinxeiras, loja de trastes
28800
9
18280
59OOO
48000
30O(Hi
128000
18200
180
240
8
159000
10(000
Visporas e dminos.
\ isporas em bonitas caUinhas de madeira enver-
nisadas, rom 2 Iranias a 28, em oulras caixinhasa
1S5IKI e 18. dminos mui bem feilos e seguros a
l|600e 18280 : na roa do Queimado, loja d'aguia
branca 11. 16.
ARJUAZEM
DE
FAZENDAS E MODAS
MIGUEL JOS DE ABREU.
H Uuiv do Queimado 11
Papa spnliopes
Corles tle vestidos pretos de grosdenaples, gorgu-
roes enobrezas, bordados a velludo e a seda, em
alio relevo, do gosto Aquilc, tres folhos e ditas
saias.
Manteletes pretos no caprichoso goslo Main-
lenoii : peregrinas prelas de nobleza, com bordado
de seda en alio relevo; taimas prelas de seda im-
perial, guarnecidas a roquete s a velludo foconne,
. vestidos de'seda de coros Mainieiion, guarneci-
dos de rendas.
Manas do blond preto bordadas.
Ifarabuts e enfeites pretos pata toilette.
Manteletes, peregrinas, capas de cor e chapos
para passein e para visita, e luvas de pellica de Jou-
vin brancas e de cores.
Penles do larlaruga e todos os ohjeclos nocessa-
rios a um toilette de senhora, incluinde aderecoa
de ouro guarnecidos a perolas o a coral, ultimo
goslo.
Para cavalleiros.
Casacas, sobrecasacas e palelols de panno preto
inipertniavol, a de casemiras prelas u de cores.
Calcas de casemiras pelas e de .ores.
Chapeos de castor brancos e pelos.
I.uvas de pellica de Jouvin, brancas e de cores.
Charutos superiores de reserva.
E lodos os objectos necessanos an toilette de
um eavalheiro, incluindocorrentes de ouro para re-
logio, do mais elegante e apurado goslo.
Este estabelecimento estar alieno at s!) horas
da noite, conveiiientemcute illumiiiado para re-
ceber as familias que se dignnrem visila-lo, allm de
avaliarem da sua importancia para a preferireui.
Grvalas prelas.
Vendem-se grvalas pretas de grosdenaples e de
gorgurso a 18 e 18600, ditas de selim e de gorgurao
bordadas as ponas, fazenda muilo superior, a 2:
na rua do Queimado n. 22, na loja da lloa F.
Luvas de pellica e de ou-
lras qualidades.
\ endm-sc luvas de pellica de Jouvin, muito fres-
cas, lano para homem como para senhora a 28-500
o par, dilas pretas de seda bordadas para senhora a
2 o par, dilas para homem a 1000, dilas de tor-
ea 1 para senhora a 1, dilas de seda de cores bor-
dadas e onfeitadasroni ricas guarni.oes do bico de
blond a 29, dilas lisas brancas o am'arellasa 1-3280:
na rua do Queimado n. 22, na loja da lloa F.
Vende-se o deposito da rua do Uvramenlu n.
41, em razio do dono ter de fazer nina viagem, o
qual lem poneos fundos, e est bom para um prin-
cipiante, faz-se lodo o negocio : quem pretender,
dirija-se ao mesmo, que achara com quem Iraiar'
a luda a hora do dia.
eiidem-se semenles de horlalicas de lodas as
qualidades; na rua da Cadeia, loja de ferragens
Aviso.
No armazem de Ad.iiiison.llowie,4 C.,rua do Tra-
piehe 11. 42, vende-se sellius para homem e senhora
arreospraloados para cabriolis, chicles para t ai-
ro, eolleiras para .avallo ele.
Camisas inglezas.
Vendem-se superiores camisas ingle-
zas : na rua do Collegio loja n. .".
Vinho Bordeaux.
F.m casa de llenr Bruno & C, na da Crnz n. 10
vende-se vinho Bordeaux de dulenles qualidades
como l.afolle, Ch, Leoville, Ls. Juliceu, em caiu
de una duzia iior barato pceo.
Vendas.
Relogios de nuroc prala, reherios e desroberlos
patente ingle/, os nielitores que esiatem no mer-
cadn, e despaeliados hoje, vendem-se por preeos
razoaveis : no escriptorin do agente Oliveira rua
da Cadeia do Recito n. 62, primeim andar.
tende-se um houilo escravo poca, naci An-
gola, idade 20 anuos, pomo mais nu menos, de urna
forca immensa, bom co/iuheiro, tanto de ionio
como de guizados, faz perfcilamenle pao de l e o
coze com muila perfoic.io, loi criado mais de 14
annos em silios, para cojo Irabalho tem unta habi-
lidad.' rara, tanto pa-a fazer ranleiros como para'
plantar, o lodo o servico do campo, para o que tem
grande doseiubaraco, bom comprador do rua, em
que lainlieiii se ocrupava rain lidelidade, muias
ve/es mandei fazer pagaiiienlos por clledeconsi-
deraco, que comprio fielmente ; osla hoje reeo-
lliulo casa de deleneao por sen senhor Ser j ve-
II1.1 e viuvi sem familia, e por evitar desvarios o
reeollieu ah, o s se vende para fra da provincia
nu eugeiibo: na rua da Cadeia do llecife.n. 25.
Meias pretas de
seda.
Vendem-se meias prela* de sad.i para senhora,
muito en.orpad.ise muilo elsticas a 3$ o par, dilas
inglezas muilo superiores, que Serven lambem
para ossennores sacerdotes a 5S : na rua do Quei-
mado u. 22, na loja da Boa Fe.
Al.i:OI).\0 DA BAHA
No escrintorio de Manuel Ignacio de Oliveira
Filho, vende-se algodiio da Babia o lio do algodao
em novellos.
- Na rua da Soledade n. 70, vende-so capim
Pecas de madapo-
laoeom toque
Na rua do Crespo, loja de qualro portas junto a
da esquina que vnlln para a roa da Cadeia, venden
se pecas de madapoln lino e largo, com pequeo
loque de avaria a 38500 cada tima.
Enfeites prelos c de cores
com vidrilhos..
Na loja d'aguia branca aeliarao as senhoras de
bom goslo um lindo e novo sorlimenlo do enfeites
pelos edo cores c.un vidriihos 1: de mui bonitos
desenhos aos baratissimos preros de4, 5e 9: na niuilo boin,"veidB*'e barato
rua do Queimado, loja de iniude/.as d'aguia branca | -.
II. l(i.
Cheguem a pe-
chincha.
Xa loja do Preguira tem para vender
grosdenaple preto da mellior (jualidade
que e posaivel pelo baratissimo pierdo de
1,900, 2,000, ,200,2,400, 2,800 e 5J
o covado.
Rua da Senzala Nova n. 42.
Vende-se em casa de S. I", lobhston \ C. vaque-
tas de lustre para carros, sellins e sillines inglezes,
candeairos e nasticaes bronzeados, lonas inglezas,
fio tle vela, chicle para carros, a montara, nrreios
para carro do um e duus cavarlos, o relogios d'ouro
patente inglezes.
Na loja das seis portas
EM
Frente do Lwramento.
Cassas francezas, fazenda nova, a 160 rs. o cova-
do, o a peca a 59 com 33 covados, corles de cam-
braia com salpico a 3g, ditos pintadas a 2S lencos
do relroz a 500 rs., luvas de seda pretos lizas,, bor-
dadas para senhora a 1, chales de merino com
narra eslampada a 4j, musselina branca a 240 o
covado, dila encarnada a 320, velludilho de cores
pora roanas de enancas a 800 e 1S, fil de linho
preto, fazenda fina, a 1S280 a vara ; dan-so amos-
Iras, e a loja esl alierla das ti horas da m.inh.ia s
w da noite.
Loja das seis portas
EM
Fraile do Livramento.
Grosdenaple preto para lodos os preeos, inanias
prelas de linho com bordados de seda, luvas de se-
da prelas para senhora a 19, gollinhas bordadas a
a 19, dilas linas a 1S600, manguilos a 39, lencos de
seda brancos e encarnados a 800 rs., camisas fran-
cezas brancas e de cores tinas a 2, palelols brancos
de bramante fino a 5, ditos de brim pardo a 'K
ditos de alpaca pretos a 4 e 59, dilos de casemira
de potes a 5S, ditos de fusl.io de cores a 5S : a bija
esta aberla das 6 horas da inanha as 9 da noite.
Chapeos enfeitados.
Tem na rua do Queimado, loja de 1 portas n. 37
lodo sorlimenlo de chapeos para meninas, de seda e
do palha ricamente enfeilados, dilos para senhora
do palha e de fellro, enfeites de fro para 3jJ500e
ojj, dilos de relroz com vidrilhos prelos o de cores
a 49, gravatinhas para senhora, de froco, a 2s' o
todo o sorlimenlo de chapeos do seda,dilos de sol
para homem o senhora, que ludo se vender poi
menos que em outra qualquer parle assim os fre-
gueses teoham a bondade de comprar : lambem so
enconlra um sortimento tle focos para I e 2;j.
Attenco.
Urna senhora viuda de Lisboa por esle ullimo
paquete, Irouxo para negocio alguns chapeos de se-
nhora, obra rica o de muito gosto, trancelim de ca-
bellos, tranca de dilos para aunis ; promclle-se
vender tudonnr barato preco, na praca da Indepen-
dencia ns. 37 e 39.
Cevada a 2$ a arroba. TeB5*-s8 em **" de saundew n>.....r & c,
K, !,..., a. u j i2n Pra(:a do Corno Sanio, relogios do afamado fabri-
FenV^r* r IK 3 l; arma/,>ln de ""takel; por procos commodos, e lambem
*J*5 1Vl'"dc'se tevaJa """l" ova trancllins e cadeias par os mesmos, deexcellenle
Alcatifa
Vende-se alcatifa com qualro palmos
! de largura muito propna para turrar
,salase grojas a 600 rs. o covado: na
rna do Crespo n. 12, loja do Can
l.ima.
NQVA AGUA
DE
\ende-se osla agua a meilior que lem appnreri
do para lingir o cabello e sissas de preto : na li-
vraria universal rua do Collegio n. 20, d-so junto
um improsso gralis, ensillando a formado applirar.
Pianos.
Vendem-se pianos (oites do mellior
gosto e modelo que tem vindo a este
mercado e por oreos commodos: na
rua da Cru/. do Recite n. 50.
Nova inyenco aperfeicoada
DE
Bandes ou al mofadas
de erina para penteado de
senhoras.
Na loja de Leite ; Irmao. na roa da Cadeia do
Recite n. 48.
Para lorrar farros.
Vendc-sedamasco de seda de bonitos
goslos e muilo [irnprio para forrar carros :
na rua do Crespo n. 12, loja do Campos $
l.ima.
*:
A ODARESMA.
Na loja da empanada encarnada, rua do Queima-
do n. 37, acaba de receber ullimamenle He Franca
um complete sortimento de fazendas pretas, pro-
prias para os actos da semana santa, bem como
sejam, ricos corles do vestidos de grosdenaple pre-
to, bordados a velludo c a retroz, manteletes de
grosdenaple pelo, ricamente enfeilados, mantas
de ni., pivio e los prelos, fazenda muilo superior, a
melhur que lia no mercado, grosdenaple prelo de
mullas qualidades, um completo sorlimenlo de
panno lino preto e do casemira prela para todos os
procos, e todas estas fazendas se venderao por mo-
nos preco do que em oulra qifalquer parle ; lam-
bem so ahaiiea de servir e agradar com toda a deli-
cadeza ludas aquellas pessoas que freqiteiilarem
este estabelecimento.
. mmm
coberlos e desroberlos, pequeos e grandes, de ou-
ro patente ingles, para homem e senhora, do um
dos melhores lubricantes de Liverpool, viudos pelo
ultimo paquete inglez: em casa de Souihali fiel-
11 I .'i UL I *
.33 3 _
Arados americanos e machina pu-
ra lavar roupa : em casa de S. P Johns-
ton iSt C. rua da Senzala n. i2.
Em casa de Rabe Scl-mettan & C.
rua da Cadeia n. 37, ventlemsi; elegan
tes pianos do afamado fabricante Trau
mnnii deHamburgo.
Os jesutas.
Sabio luz esla bella e inleressanle produrco
da peana do Mr. Ildefonso Manes Codinez, e adia-
se desde j venda no largo da Independencia lis
6 e 8 : na rua do aterro da Boa-Vista n. 82, loja
de miudezas: no caf do Sr. Paira, rua da Cadeia
de Sanio Antonio, e em todas as livrarias desla
cidade, a 2a o ejemplar.
Cheguem loja do Sertanejo
Ruado Queimado
n. 43 A.
Que rica pechincha para a quaresma se esla aca-
bando, bem oiiio sejam : corles de vaslidos de seda
prelos com :) saias o mellior que pode harer no mer-
cado telo commodo preco de 50, 60j o 70, gros-
denaples de todas as qualidades a 1S100. IBOQ
1S600, tem, isa. 1S9oo, a, 28200, Subo e fimo
e minio fino de palmos de largura a 25800,' man-
as de blond prelas a Klg, dilas muilo linas o me-
Ihor que ha nu mercado a Kig e 189 cada urna
meias pretas de seda a SIMO, ditas brancas a 28o0(i'
25NK) e 3$, ditas de tata para padre alfi'OO e2S
K21pretai liesll;illlinla '',a .",s de panno lino forrados de seda a
20. 22> e 2g, pannos pretos de, todas as qualida-
des, velludo preto e de cores, seda pretalavrada
dita brama, maulas brancas de blond a 78 e 850l)'
ricos enfeites do vidrilho do ultimo gosto a 4*. S
bjt.98 e lOg, ricos espartilhos do molhor goslo que
podo harer de carrltel a S. 9g c IOS ; assim como
sejam obras feitas de todas as qualidades, pentes de
tartaruga A Imperatriz u mellior que pode haver, e
ludo mais que se pode procurar se arha neste es-
labelct'imentn a \ untado do comprador ; garnte-
se vender mais barato do que em oulra qualquer
parle. .' n
Fazendas pretas
para a quaresma.
No aterro da Boa-Vista n. 60, loja de Gama
Silva, sendo un compiti sorlimenlo de grosdena-
ples prelos, pannos o casemias, pelos preeos se-
gundos : grosdenaples o covado a 1a2s0, 'ISfiOO*
'S^OO, 2,sl2aa40t casemiras prelas corles a 5g00.
0-MlKl, Ts-MKI, alls: ,-ada corle, o rannos prelos]
dilfereules prjnVKitalidadu.s.
Meias de borracha.
CIIECAIIAS ll.TIMASlENi'i: NU NAVIO FRANCEZ.
Na rua du (.luoimado, na bem mohecida loja de
miudezas da Kaa Fama n. 33, j lem para vender
por proco baralo as muilo procuradas meias de
borracha, nicamente proprias o approvadas para
luda e tpiabiuer enchaiit im pemas.
Ricos enfeites com vidrilhos
paro cabeca.
Vendem-se os mais rirus enhiles prelos e de
cores com vidrilhos, pelo liaratissimn preco de 48
Sacadanm ; na bem conhecida loja da miudezas
da Boa lama, na rua do Queimado n. 33.
Moinhos de nova invencao.
Na loja do Vianna.
i: chegado nesla loia grande sorlimenlo de moi-
nhos para tuo.r caf, do novos luodellos, e de su-
periores qualidades afiancados pelo aulor, que
muito facilita a pesaos que quier usar dt-lle, e por
pre. os muilo cnimodos ; assim como um grande
sorlimenlo de culilharias de lodas as qualidades, e
iior procos muilo commodos : na rua Nova n. 20
loja do Vianna.
WKOPK K PASTA DE CUDEINV DE BEItTII.
As propriedades notareis do Xanon e a l'vsrv
de Coecnu ten sido propaladas pelas sabias ex-
periencias chuicas o comparativas deHiaBIlBIE,
Bakrikk ii'Ahikns, Wii.i.hhs CnneonT, Miiiiin So-
ln btc., membrns do instituto de Franca, da aca-
demia de medicina, o mdicos dos hospicios de
Paria.
As experiencias confirmadas pelas recentes nb-
servacoes dos Srs. Ahvn, Viola, C. DcaOXT, proles-
sores da faruldadc de medicina de Par, mdicos
dosliospilaesde l'.iris ele, ele, tem demonstrado
que o Xabopk o a I'asta do Cohkina de Bkbtii. sao
os remedios mais elllrazes paratodas asdores nervo-
sas, agudas, e as vezes lao rebeldes ; e que alfrnxa
com urna rapidez maravilhosa, os accessos conse-
cutivos e que lauto cansan, do i.atikhiiii, da TOSSR
i.own.si, da bhom'hii: oda phtiiisic.a i'ihonah
t) Xakock i'jI'isti de CooHlM de Bkkthk en-
cnnlram-se em lodas as pliarmat-ias de Franca edn
eslrangoiro.
Para evitar a falsilicacao deve-se exigir em cada
vidro a iaM6!UTF*A, e o non Bkktiik.
Dirigir os pedidos em grOSSO CAS Mnifh & C*
n. 37, re Sanie (n.ir He la llrttonurrir em
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de Carvalho Piulo, do Rio de Janeiro.
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VINHO do champagne de superior qualidade.
SALTAS baudeijas e oulras obras de prala.
Cognac.
Cognac superior em cairas de urna duzia, vende-
se em casa de Heur Brunn & C, r ua da Cruz n. 10.
Carteiras grandes com chaves.
Vendem-se por preco muito baralo carteiras
I grandes com chave, proprias para guardar dinhoiro
1 e letras : na rua do Oneimado, na bem conhecida
loja de miudezas da lloa Fama n. 33.
Vende-se superior linha de algodao, branres e
du rores, em novello, para costura : em casa de
Seulhall, Mi-llurot C, roa do Torres n. 38.
Farinha, milho e
farelo.
Vendem-se saceos grandes e pequeos com fari-
nha da Ierra, milho o farelo de Lisboa, tudo por
commodo preco na taberna grande da Soedade.
Relogios.
Relogios patente inglez. por um dos melhores
fabricantes de Londres ; vende-so na rua do Crespo
n. 19, primeiro andar.
. Vende-se urna grande casa de sobrado com ex-
cellentes commodos para grande familia na passa-'
geni da Magdalena entre o sitio do Sr. Barroca e o :
dos herdeiros do fallecido coronel Mamede, leudo
bom silio, cocheira fra para carro, estribara para
6 cavallos, .piarlos para fcilnr e escravos tudo de po-
dra e cal, muro e pnrio do ferro, paisa de capim,
aores de (rucios : quem o pretender dinja-se ao
armazem de cabos de Mamede i Marlins na rua do
t gario o. 1, ou rua Imperial n. 167, segundo an-
adiarlo rom quem tratar.
Grande sortimento de fa-
zendas pretas proprias
da quaresma.
Vestidos de grosdenaple prelo com
babados bordado a velludo. ... $
Ditos ditos prelo com babados borda-
dos a aeda......... j?
Hilos dilos decores e brancos. o,
Ditos de cambraia bordad..- ao lado J
Velludo preto o mellior possivel, co-
vado............ 5^500
Grosdenaples prelo liso, covado 1$600
a............ 2RKOO
Dito preto lavrado, covado 2$a JtilHl
Selim preto macan, cocada 2$00 a BJOtl
Sarja prela hespanhola, covado 2J a 2g500
Crosdenaple lisu de todas as cores, co-
vado........... 1g8O0
Dito de quadrinhos miudoa, covado I.s.Mki
Dito branco lavrado, covado ISitSI a Si.ritlll
Dilo de cores o prelo com 4 palmos
ile largura......... Idilio
Belleza da China o mauritana de seda,
'"vado.......... lg Follar do Paris e chaly de flores, co-
vado........... 15000
Popelina de seda e duqueza de flores,
covado.......... 900
Fioudeliua e Itarego de seda, covado. Cim
Meio velludo preto e de cores, covado IfJSW
Velbuliu* de i ores e prela, covado 700
Chitas franco/..ls claras e escuras, co-
vado|b0a......... 310
Panno pr.lo .- de "cor fino prova de
limin, corad.. :hj50Q a 7S500
Casemira piola setiui, corado 1$900 a :Is5ihi
Aiiandys dehovosuesenhoslinas.vara. ljMall
Cassas francezas linas, vara. tilo
Mantas.IeWoodprela.se brauons. $
lulas de ludio o mais rico possivel.
Chales d merino lisos de cor prelos 4sxki
Hilos do,dito eslaiupados de 3$ a 1JI50II
Dilos de dito franja de seda .... Uj$lHHI
Ditos de dito bordados a seda e a i ol-
ludn............ p
Dilos de seda prelos roxog e do cores. s
Lencos de labyriiitho linos de 1$ a 1j$0A
Manguitos e gollinhas bordados finos. g
Enlrenaeius e tiras bordadas. ... $
Collolej de velludo e casemira prela'
biirdadaa/V .-....... S
Centolas da brim de algodao e de li-
nho de lg600 a ':..... IfBQO
Camisas francezas brancas e de cor
de 2j a......... 3)5000
Casacosesobrecasacos de panno pre-
to Uno.......... }
Paletots de panno preto e de cores,
franeezes. ........ g
(jileas de casemira pretas e de cores. jj
Golletes de seda de varias qualidades jj
Chapeos fraucezes direiloseaTambor-
lick-.......... S
/'ahiols de meriu.i selim prelos e do
cor forrados........ 9jUfX>
Dilos de alpaca prela o de cor com
golla de velludo...... Nill(lll
Ditos de brim branco e de cor lina. (igtXHI
Ditos de alpaca de varias qualidades
com golla de velludo..... UMO
Dilos de alpaca prela e decor mesclada 3^8110
Passando o neceo da C.uigregarao, doladndiroito
em seguimoiilo para o l.n ramenio a .piarla luja de
Iros piulas com rtulos broncos.
Arroz de casca.
No armazem di-fronte do trapiche do algodao,
nulo ao armazem de Sr. Cuerra, vende-se arroz de
casca pnr commodo preco.
Em casa de C. J. Astlev AC.
Cabos da Russia de manilha.
Cobre para forro, coiu pregos.
Yinlios de chainpanha. Hoselle e Bordeaux.
Salitre retinado.
Vende-se ou arrenda-se o engenbo S. im,
sito na freguezia do Santo Anteo, quatro legoas au
sul da cidade da Victoria, cute engenho iiuie com
agua, tem grande cercado, limpo e circulado por
valadn, muila mata, e paramentado de lodo o oe-
cessario, seudn : casa de vivenda boa e grande,
senzala para escravos, casa de bagaoo, estufa, casa
do relame, etc., e tudo no mellior estado possivel:
quem o pretender, dirija-se ao seu proprietario que
o do cicjeuho Sibiro da Serra para tratar negocio.
As mais ricas o mais modernas cha-
pelinas de palha de arroz e tambem de
tilo de seda, assim como veos para as
mosmas, so vondem nicamente na
loja da rua do (Jueimado u. 10 de Leiic
: Corroa.
vende-se una casa terrea em chana proprii
a Iraiar na rua da Conceicn da BoarVista n. 27.'
IIOM E BARATO.
Corles de casemiras de cores, fazenda superior,
por is : no Passeio Publico, loja u. 11.
Na rua Direita n. 91, berro do Serigado, ven-
de-se manleiga ingleza lina a 1}280 a .libra, dila
fraiic.za a 720, tambas de alagoa muilo freseaus,
doce de goiaba a lall o eaixao, arroz a .120, 100 e
80 rs. a libra, ameivas a 640, figos de commadre a
:l20a libra, vinho de diversas qualidades e pr.
s.....lo aSOO, 640, 480 e 320 a garrafa, tudoisto'por
um razoavel preco.
Vendem-se tres bois mansos de carro, bastan-
te gordos : na rua estrella do Rosario n. 43, lerceiro
andar.
Vende-se um escravo de milito boa figura, e
de una conducta sem segunda, com grandes habi-
lidades : na rua estrella do Rosario n. 11.
Escravos fgidos.
clu-gad.i a eneommenda das mais
superiores camisas inglezas proprias
para pessoas gordas : na loja da ruado
yucimado n. 10, de Ceile it Coma.
MTO IDll IPSILliFlDIg
\ eiidetii-seas verdadeiras luvas de Jouvin, tanto
para homem como para senhora, pelo baratissimo
preco de 29500 o par : na rua do Queimado, na bem
conhecida lula de miudezas da Boa Fama 11. 33.
No dia 14 de agosto do anno prximo passado,
ftigiram do engenho Scte Ranchos, freguezia de
N.issa Senhora da Estada, comarca da cidade da
Victoria, os seguintes escravos: Damiao, crioulo.de
2.1.nios de idade pouro mais ou menos, cor fula,
beicos grossos e meio arrnbitados, tem urna cicatriz
na testa proveniente de um coica de animal, pernas
tinas e algo ni a cousa arqueadas para tora, esmalma-
do, espaduadn, altura regular, eest bucando ago-
ra. Jacintho, crioulo, de 28 annos de idade pouro
mais ou menos, altara regular, cor prela, poura
barba, beicos grossos e faz rerto geito na bocea quan-
do falla, lem una cicatriz em urna das faces, pernas
linas,esmalmado, fuma, e e tocador de viola, (i
primeiro fo comprado ao Sr. Joao Francisco Barbo-
za da Silva Cumar, e o segundo diz que foi escra-
vo da familia do Sr. Joao Nones, da fazenda do Silio,
em l'ajet, de Flores e comprado na praca de Per-
uainbiieo. Consta que dilos escravos esto em Pa-
je de Flores por portadores que mandei ede la vie-
ra m : roga-se as aitloridades policiaca ecapitiesde
campo de os pegar e levar ao referido engenho,
Bernirdino Barboza da Silva ou na praca dePer-
nambuco aos Srs. Manoel Aires Ferreura alias, na
rua da Hoda n. 3, segundo andar, que serio re-
compensados com a quantia cima.
No da 16 de marco do correte anno fugiram
do engenho Canoa Radiada, freguezia d'Agua Prela,
comarca do Rio Formse, os escravos seguintes :
Barbino, cabra, de 25 annos de idade, pouco mais
011 menos, cara lisa, testa grande, olhos vivos, ros-
to redondo, tem um signa! pequeo entre as so-
branrelhas, punca barba, horca pequea, befaos ar-
riciados e linos, estatura regular, secco do corpo,
espadando, pernas tinas, ps bem feitos.TiaslauLg
fallante Manoel, cabra de 25 annos de idade, pou-
co mais ou menos, phisionomia tristonha, cara des-
carnada, nariz apapagaiado, pouca barba, estatura
regular, secco do corpo, tendo marcas de ventosas
na barriga, proveniente de molestia, pernas finas
ron marcas de boubas, e cnxeia um pouro de um
quarlo, que mal se divulga pelo andar ; o primeiro
foi comprado no Recite ab Sr. Marcelino Francisco
Alvos da Silva no mez de ontubro do anno prxi-
mo passado, tendo chegado ha pouco de Page de
Flores do lugar Baixa-Verda, e o segundo tambem
fot comprado no Reeife no mesmo lempo do primeiro
ao Sr. Jacintho Jos do Amaral Aragao, tendo sido
de Allinho ; porm presmale terem ambos toma-
do a direceo de Baixa-Verde, por terem sabido
juntos, entroxados e com duas armas Unas, sendo
um ila vnole e nina espingarda, ambas usadas: ro-
ga-se as autoridades policiaeso capitaes decampo,
de os pegar e levar ao referido engenho a Jos Fi-
lippe S. Tiago Ramos, ou na praca de Pernambu-
co ao illin Sr. Antonio Goncalves Ferreira Cascan,
que serio recompensados com a quantia de 200.
Canda Radiada 25 de marco de 1859.
I

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PERN.: TTP. DK M. F. DE FARIA.
31
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