Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08029


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Full Text

*
AJMO XXXV. NUMERO 82.
Por tres mezes adiantados 4$000.
Por tres meses vencidos SgOOO.
DIARIO
SEGUNDA FEIRA 11 DE ABRIL DE 1850
Por anno adiantado lSgOOO.
Porte franco para o subscriptor.
PERNAMBUCO.
EHCaRHECAOOS 01 SUBSCRIPTO 00 NORTE.
Parahiba, o Sr. Joo Rodolpho Gomes; Natal, o Sr An-
tonio Marques da Silva; Araraly, o Sr. A. de Lomos Braga;
Oeart, o Sr. J. Jos de Oliveira; Maranho. o Sr. Jos Tei-
PIRTID DOS C0RREI0S.
Ohnda todos os das as nove e meia doras do dia.
Iguarass, Goianua e Parahiba as segundas e sextas-(eiras.
S. Antn, Rezcrros, Bonito, Caruar, Altinho e Garanhuns
as trras feiras.
Pao d'Allio, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pesqueira, Inj;aze-
ello; Pjauhv. o Sr. Jos, Joaq.m v7uno7 ^^^'' ** ^^ *"*"> ^ ""*
"osla : An,azonas- Sr- J>'ronymoda Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una, Rarreiros, Agua Tre-
ta, Pimenteiras e Natal quintas feiras
(Todos os rorreios parlera as 10 horas da manhaa.
UDIENCIaS DOS TRIBUMES 01 CAPITAL
Tribunal do eommerrio: segundas e quintas.
Hclai n: tea* feiras e sabbados.
Fazenda : Ierras, quintas e abbados as 10 lloras.
Juizo do rommerrin: quintas ao meio dia.
Dito de orphos: trras e sextas as 10 horas.
Primcira vara dorivol: tercas e sextas an meio dia.
Segunda vara do civcl: quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEIERIDES 00 HEZ DE ABRIL.
3 l.iia nova as 7 horas e 58minutos da manhaa.
10 Uarlo rresrenle as 9 horas e 1 minuto da manhaa
17 l.lia oheia as fi lloras e 46 minutos da manhaa.
25 Quarin miiigii.mio as 2 horas e 26 minutos da manhaa.
PARTE OFFIClAL.
PREAMAR K HOJE.
! Primeiro as II horas e 42 minutos da manhaa.
' Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
OAS di semana.
11 Segunda. S. I.en Magno p. doutor da groja.
12 Terca. s. Vctor b Veeatl mm. s. CeattatBO r.
l:l (.inaria. S. Hermenegildo principe m. ; S. I rao b.
14 Quinta. S>. Tihiirrio e Valeriano mm. ; s. I.omherlo.
115 Sexta. A> Dorada No*m Senhnra ; S. Panrrari...
1fi Sabbado. Sabbado. S. Engracia r. m. : S. Fructuoso are.
17 Domingo de llamos. S. Aniceto p. ni. ; S. Elias mongo.
fiOVKBXO OX l'HOVIMI \.
I.KI X. 457. r
Jos \ntonio Saraiva, presidente da provincia de i l)'10 ao mcsiuo. vista do pedido junto mande
Pernambuco. ate. V. S. adiantar ao almojarife do hospital militar a
Meo saber a lodos os sens habitantes, que a as-' 'Iunlia de 1:0009000 de reis para oceorrer ao paga-
scraMn legislativa proviuetal decretou e eu sauc- 1 me,,to das despezas daqnelle eslabuleeimenlo al o
eioneia lei seguinte : m do crrente mcz.
Art. 1." Pica o presidente da provincia aotorisa- M'l ao niesmo.Mande V. S. pagar ao bacharel
do a conceder a Thomaz- Jos da Silva Gusmao, i o** Leandro de Godoy e Vasconcelos a quanlia de
thesnuroiro da fazenda provincial, um anno de*li- D0 que despenden o delegado do termo deGara-
......Ia com 'odos os veacimentos que actualmente i """ns coro o concert do armamento das praras que
penen., para tratar de sua sade onde Ihe con- ""' ?* acharo destaradas.
vier. | Dito ao commandanlv superior da guarda nacional
Art. 2." A substituirn ser feita como aprouver da comarca da Boa Vista,Para te resolver sobre o
ao govorno, no casodcconcesso da liceaca, rovo- I "VJect"doseuoHiciii do l."defevereiro ultimo, coli-
gadas as disposicoes eni contrario. | vera que V. S. demonstre, ein mappas qiial a forra
Mando, por tanto, a todas as autoridades a quem da 8"rda nacional qualillcada no novo municipio
iheciroento e execurnda presente le perten- "." E.e qiialaqiicperli-n.ro ao municipio de Ou-
ENGARRE6AD0S 0A SUBSCRIPTO 10 SOL.
Alagoas, o Sr. l'.laudinn l'alcao Das; Baha, o Sr. Jos*
Martin* Arrea; Uiu de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Martin-,
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria, na
sua livraria prara da Independencia ns. 6 e 8.
vincia manda commiinioara V. Exc. que, em vista Estas foram asmos
qnalro
presentadas
pelos peti-
da sua informarn n. 230, datada de 16 do corren-', eionarios, quor dos proprios habitantes da lo'rali- aonde possam
le, aiilorisnu o inspector da thesouraria de fazenda I dado, quor da municipalidad.'; mas t"
a uiaudar pagar ao alteres Miguel Augusto Barbo/.a lanos valiosas para quo eu conde a
Picaneo a quanlia de 43JU0O que despenden com o : scmbla nao deixar de approvar esle
!.e:.a"t?5.SOII_0_'u''PP'.',,or ^.^M0".wria le/azenda I dado, quer da inuiiiripaldado ; mas ellas sio bas- recursos para recobVar a saiTde, pa^acouserVara vi-
- que as-; da : preciso que exislam as casas de exposlos.
miseria, da iiidilleronra. ou desnaturalidade dos l'ara que, Sr. presidente, havomos de querer que
pas, o preventivos tamben) da ociosidade, pela !o presidente emende o que nos fazemos, quaudo
mendicidad.' Ungida ; deve-se fazer com que todos i nos podemos proceder sein erro ?
cncoiitrcm, os lucios, os recursos prompios, para
"rilar sao; preciso que hajain os hospitaes,
os pobres gratuitamente obler os
transporte da sua bagagem na marcha que fezaol Encerrada a discusso
termo de villa Bella. I volaco e approvado.
cer, que a cumpram e faeam cumprir lo inteira- ric"r>' ('oio territorio que oa lem.
mente como nella sp conlem. "l.'?ao. uiesmo.Em resposla ao ollicio que V. S.
O secretario desta provincia a faca imprimir, pu-
blicar e correr.
Palacio do' governo de Pernamhuro, aos 4 de
abril de 185!), Irigusirao-oiUvo da independencia e
do imperio.
I.. S.
J'it AMnnio Saraiva.
Sellada e publicada a presente lei oesla secrta-
me dirigi em 12 de fecereiro ultimo, cou'sullando
se pode propor para mu dos lugares vagos do esta-
pprovar este projei'to. para que nao vejamos o infanticidio apparecer em
o projoclo submetlido .grande escalla, porque sera essas casas tal ser a
DUo ao mesmu.-O Exm. Sr. presidente da pro-i ^prova^^.n^eg-unda discusso o .projec.o n.'^^^ZV^^nZZof^t
thesouraria de fazenda os alteslados de apure ben-' uioan nn.., .__;.._____.'i pipwr
sao dos descriores Jos Francisco da Silva e An.o- I W 8SEL. --. __ a_______..... rS'-'"?.:me'0S Para,.1"? desappareca a mendi-
nio Pedro Aletandrino, de que
houteiu, sob iiunioro 238, aliin de
gamento da gralilicaru que compete
SOreS. llOOois rt.lS n.ll.ivrns__.icliluilApimanl.^ .laoqn. I
signamos urna quota para eventuaes ?..
Um Sr. Uspulado : Para sustentar joruaes.
Oniro Sr. Deunlado: Essa iniota em quanto
excedida aunualmcnte "'
O Sr. Souza Rti : A razao porque nos cal-
culamos aproximadamente.
Deputado : -Knlo escusado orcameu-
escusado estarmos aqui.
Sonso Iteit Isso prova de mais...
r. qual i Um Mr. Deputado : Gasta-se em sustentar jor-
nopoisdas palaxraseslabelecinienlos deran-'sirao meio de prevenir esses delirios* K ce ir naos como nao hn muilo si- sustentar-i n P,,i-
anda o Ex,,,. Si, presdeme J-^~^*J-gA- P I- lr lei azi.os d......ndicfdade \ es. meio prevenC.ivo ) troTr.^.T'-l"^!,, cfropro-
utorisou do anuo parado Uverem os mdicos de mesniu i por>|ue os nohr.s depulados sabem que o que faz i viudal. V
.HSUvnTv'n^," r'ronf- a <-onem os meios para que' desappareca a mendi- cutamos i
la silva Anto- | (.ontinua a segunda d.scussao do ornamento pro- c.dade fingida, ou a vadiacao, o ueste "nonio Sr <". Sr
. !rrl?1..l_llC, i Vln1C1-al- Vr'- "' fi"",,,das- presdanle, nos nao tarjamos mais do que estar de lo. escu
.ITeiluar-seo pa-, l,eem-se e apoiam-seas scguintes emendas : a.cordo com a nossa legislaciio criminal porque O Sr. t
.ele aos appreheu-j t.mr.ula ao i 1." ,/., ,(. 16. (ella comina penas aosvadios" e mendigos. E qual i '' *V.
Entre estes gneros sobresali um, a carne verde,
cuja importancia parece regular o prero de todos os
m Sr. /)ep,do :-Elles nao emendara, fazem o ""por'mais que se procuren, as causas, que tenha...
, or' gr a'B r tJU''!'!ir da Pr0V'"C" COm contribuido para essa alca extraordinaria e nunca
'7SS!b!Tnar^ "^O- visU enlre &, no preco" das carnes verdes, nao se
i' Z ,;' i. i encontra urna que explique o phenomeno.
. Sr. So.-a mm: -Oh I sennores. para que con- [ a nualr0 ^ lmos%c g(,nor^ ora dis.
i tribuido a 2$ (00 o a :to200 a arroba. De onlao para
1 c nao se lem dado nenhuma das causas naturaes,
que podera contribuir para diminuirao da criaran
do gado, era secca, uem as molestias que atarm
os animaos ; e eulretaiilo a carne vende-se a 169 a
arroba I
O augmento de popularn pode, em certa medi-
da, ler concurrido para um augmento de consumo ;
mas isto lem um limite razoavcl, e as suas conse-
quencias nao so experimentan! de um momenio
hlico de nstrucrao primaria da villa da Boa Visia.
tenho a declarar que nao me parece eonvenienlc
essa proposla, visto que lera a escola de ficar aban-
donada quando o professor houver de prestar ser-
viros na guarda nacional,
na iin governo de Peruambuco, aus 4 de abril de',, "'lo ao ,;ir,'c,or 'o arsenal de guerra. Mande
1*. me. fornecerquatro parea de algemas ao subdele-
gado do polica da freguezia do Rio Kormoso. Goin-
municou-se a esle.
da provincia commuiiicar a V. Ex
o inspector da tliesouraria de fazenda'a mandaren-' hospital. s. R.IMphin
(regar ao cabo de esquadra Fidelis Amonio Fran- Substitutivo ao g 1.
cisco, como \ E.xc. soliciten em sea ollicio numero i < Cun osos '
B.n- 211 de 18 do crrente, a quanlia de 42($636 rs. SousaMt
m?""'' ec'.,""'iando superior o professor pu- era que importara os vencimentos do deslacamen-1 O Sr. Son; Iteis Sr presidente a discusso
l0,du v'lla do. .Pr0J' reWiroa '"zes de Janeiro | harida nesia casa linmem relatiramete aos'l" do
.- R O I
I amor aotrabalho, e sabem lanibem os nobres de- nna aeiiioustrar que temos obrigai-io de manter esses
os osiauelociinoutos de candade .0:000),. i putados que nenes cstabelocimentos se faz crear eslabelecimentos. e que a quanlia votada annual-
Joi BnUo da Cunha r Viqteiredo Jnior,
Secretario do governo.
Itegislrada afl.il55 dolivro4." de lcis
provtn-
.i.
Secretaria do govcnio de Pernambuco, aos i de
abril do 1859.
Francisca 4r Leino* Duarte,
LEI \\ 458.
Jos Antonio Saraiva, presidente da provincia de
Pernambuco.
Faco saber a todos os seus habitantes que a as-
sembla legislativa provincial dcrrelou e eu sauc-
eioiiei a rosoluro seguinte :
Dito ao mesmo.Mandi' Vmc. receber na repar-
licao da polica 15 granadeiras e 5 bacamartes em
mao estado, quealliseacliam.Commuiiicou-se ao
chote de polica.
Dito ao jiiizdc direito da comarca de Flores
Remello a Vmc. as iuforinacoes inclusas, relativas
ao professor publico de nslruceao primaria da villa
de Ing.rzoira Marcelino Antonio Xavier, que ar-
gido de uo cumprir os devores do seu magisterio
pruueiro por nao dar adiaiilamento aos seus alum-
nos, seguudo por nao permanecer n'aula o lempo
Vrt. nico. As qiiantias deridas por lei sern """^ssario; terceiro por deixar de dar aula a pre-
lextu de doente, ao mesmo tempo que se entrega a
distracroes o passa semanas aterra sem lecciouar-
quaiio pur oceupar^e com allinco era outros mvslc-
res alheios i sua protlssiio, laes como os de curador
de orphaos, contador do juizo, advogado e senlo
do corrcio em prejuizo do ensillo.
BMrm que Vmc, depois das necessarias averi-
guacoes me informe circumslanciadamente, nao s
acerca de cada um desses tpicos de aecusaco, mas
tambera a respeilo do delegado do districlo' Ilitera-
rioi, a que se marea as informacoes citodas.
Outrosim, faca Vmc. sentir ais juizes competen-
tes a conveniencia do nao excrcer o professor, de
que se trata, emprogos que o pe turbera no ejerci-
cio de sua cadeira.
Ditoao dito interino do Rio Formoso. Em res-
posta ao sen ollicio, com data de 9 do crrente se
me offerece a dizer que j so raandou vir o lente
coronel Bandoira de Mello p
e fevereiro ltimos.
o amor ao Irabalbo.
'""' Sr. Deputado ;as colonias agrcolas.
O Sr. C. daCuuhii :As colonias agrcolas nao
Di.o achete de po.icia.-De onlen, deS. Exc. o i aUm'de'emrruanha0 *"-"" '.'""ovra fef '""" !^e>iO. detraid^ ;. *.-
para outro : o menino antes de chegaraser hornera
para por diversas phases, e as suas necessidades
sao diversas c diffcrenlcs da do hornera, e nessa
evolucao conslanle as suas dospezas sao muito me-
nores, at que chegu ao estado de pnberdade.
Concedemos que o augmento completo de una
r:;?r??1^atnusiis,8c0,-e co,uu J ^ r "- .'.sn. ^^sitt
u> ec ,.m, mlnS. ni? aU" P'1SS' "Iplica ^ "a8"a?ao n l> "carnes-ve.des.
eu oire.eci urna emenda para que seja augraen- Por oulro lado o proco razoave dos gneros irapor-
Julgo ter conseguido o meu m, a casa tomar
na devida ~
dcsapparerer n radiarn .-a .....ncidade Ungida ol O Sr. Soeta. Rew : Sr. presidente, tenho por
ues de-. "ni demonstrar que temos obrigar jo d~ "
az crear! eslabelecimentos, o que a quanlia v.
i mente insutuciente. o que se segu que deve-
lados devia concorreV para a modiOcaco do p'reco
das carnes, se fosse fllno de causas razaveis e ecb-
175 de 23 do mesmo mea, a quanlia de tiW.l n rs.
que despenden o delegado de Garanhuns. do 19 de
jiilliodo anno paseado al 10 daqnelle me/,, com o
sustento e segurara-a dos presos da cadeia do men-
cionado termo, correado por conta do cofre provin-
cial 57A580 rs., k o rstame pelo cofre da thesoura-
ria '
o Sr. Dr. Baptisla, disse a respeilo e a favor, o que
sera dunda era bastante, entretanto algumas das
suas proposiroes- foram cnnlcsladas cora o funda-
mento de que eslahelecinienlos dosla ordem nao
dcvi.ini ser sub eneioiados pelo estado, e entretanto
esse aparte ?...
O Sr. Hereira de tirito :Islo nao obras pu-
blicas.
O Sr Souza eis :E, Sr. presidonlo, se estes
sao os meios porque a sociedade se pode manter,
evidente que ellos se tornara necessariospara a sua
cao; e se o Estado lera obrigaco de consor-
l
I
pagas independente de votacao de fundos, c apenas
forera escnpluradas pela thesouraria da fazenda
proviucial, Dcaodo revogadas as disposicoes em
contrato.
Alando, portante, a todas as autoridades a quera o
roiibeciraento e execucao da presente resolucao
|jrrtencer, que a cumpram e tacara cumprir tan n-
loiramente como nella se contera. O secretario
desta provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco, aos 4 de
abril de 1859, trigesirao-oitavo da independencia e
do imperio.
L. S.
Jiisv Antonio Saraiva.
Sellada o publicada a presente resoluro nesta
secretaria do govetno de Pernambuco, aos 4 do abril
del859.
Jon( tiento da Cunha e Finueirrdo Jnior,
Secretario do governo.
Registrada a 11. 156 do lirio 4." de lcis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de,Pernambuco, aos 4 de
abril de 1859.
FrancUeu de Lemot Duarte.
LEI 459,
Jos* Antoa 10 Saraiva,.presidente da proriucia de
Pernambuco. Paco saber a'todos ns seus haliilantes
que aassembla legisMM provincial decrelou, e
cu sanoriouei a lei seflflte :
Art. nico. Pieam jHtovadns os estatuios do
hospital portugiicz do bennliceneia era Pernambu-
co, adoptados por deliberarn da respectiva asseiu-
bld ge'ral tomada em sessao do 11 do julhodc 1858;
revogadas as disposicoes cm contrario.
Mando, portanto. a todas as autoridades a quem
o ronhecimeiiloecxecur.au da presente lei pectn-
cer, que a cumpram e faeam cumprir lo inteira-
menle como nella se coptm. O secretario desta
provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco aos 4 de abril
le 1859. trigesimo-oilavo da independencia e do
imperio.
Jote Antonio Saraiva.
Sellada e publicada a prsenle lei uosta secreta-
ria do governo de Pernambuco aos I de abril de
iooW.
Jone tiento da Cunha t Fifueiredn Jnior,
Secretorio do governo.
Registrado a 0.156 verso do livro 4." de lcis pro-
Tinciaes. Secretaria do governo de Pernambuco i
de abril de 1859.
roacwco de Lentos Duarte.
Expediente do dia 1 de miirv.
Ollicio ao Exm. presdeme da provincia da Baha.
De.clarando-me o juiz de direito da comarca de Kio
Formoso que obliyera all as 27 assignaluras, cons-
tantes da relaco junta por copia, para a obra inti-
tulada Lavrador pratico da cannadeassucardou
cumprimento sordena de V. Ezc, contidas em seu
ollicio de 10 de noverabro, rogando-lhe se sirva de
remetler os eiemplares necesaarios.Communicuu-
se ao mencionado jniz de direito.
Dito ao commandaiito das armas.Faco com este
apaesenlar a V. Exc, para seren inspeccionados, os
recruta Jos Lino de Araujo e Francisco Antonio
da Silva.r.ommunicmi-sc ao chefe do polica.
Dito ao mesmo.Remello por copia a V. Exc. o
trecho do ollicio, que em 23 de fevereiro ultimo
e sobn. 13, dirigio-mo o commandaoar do prosfilio
de Fernando, com um sacro de hervasTnedicinaes,
que foram achadas era mo estado, couviudo que
t. Exc. exija a este respeilo iutormacoes do dele-
gado do cirurgio mor do excrcilo.
Ditoao mesmo.Visto que, segundo V. Ese. de-
clara em ofuo.io, sob n. 232, e dala de 18 do corra-
te, nao lem o 4 halalho do artilharia a p o farda-
menlo preciso para os remitas destinados ao pre-
sidio de Fernando, conveuho eiu que sigam ellos
para all levando somonte o faldamento branco. Br-
eando para depois tanto a romessa du fardamento.
que compete aos mesroos recrutas, como a do cal-
cado, requiaitado por V. Exc
Dito ao mesmo.Ao ofeio de V. Exc. de 17 do
mrente, sobn. 233, respondo declarando que ao
cirurgio do dia e ao capello do hospital militar se
deve fornecerlz.
Dito ao mesmo.Ao officio de V. Exc de hon-
tem, sob n. 339, respondo declarando que autoriso
o fornsctmento dos objeclos precisos para a phar-
maciado hospital militar, observa ndu-se a este res-
peilo o que determinou por ollicio de 10 do cor-
rente.
Dito ao chefe de polica.Queira V. S. informar
com o que se lhe offorecer a respeilo do soldado
Antonio Jos de Oliveira, cujo requerimeulo vai in-
cluso.
Dito ao conselbeiro delegado da repartirlo es'pe-
cial das Ierras publicas.Ao ollicio que V. S. me
dirigi em data de honlera. respondo declarando
que o bacharel Francisco Gomes Velloso de Albu-
querque Lina, pode entrar uo exercicio do lugar de
oiBcialdessareparlicao, apresenlando o seu titulo
no prazo de seis rucies, contados desta data.Cora-
municou-so ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao nselbeiro presidente da relaco.Em
additamento ao meu ollicio de 10 de fevereiro ulti-
mo, remeti por copia a V. S. a nformacao, que
em 15 do correte ministrou a cmara municipal de
Serjnhem acerca dos limites entre aquella fregue-
zia e a da Escoda.
Dito ao mesmo.Coramunico a V. S. que o pro-
motor publico da comarca de Santo Anio, bacharel
Jos Mara Ribeiro Paraguass, parlicip^u haver en-
trado, no dia 21 de fevereiro ultimo, no gozo da li-
cenca de nm mez, que Ihe fora concedida por por-
tara de 19.Communicou-se tambera ao inspector
da thesouraria de fazenda.
Dito ao director geral interino da insiruccn pu-
blica.Vista a nformacao de V. S. de 9 do corre-
te, sob n. 51, tenho resolrido mandar pagar ao
professor da villa de Ingazeira Marcolino Antonio
Xavier, os vencimentos que lhe complelo desde o
1" de julho de 1857, at o presente, por
por mar para osla cidade,
e que se expedio ordem ao rorainaiidante das armas
para que, o da fortaleza de Tamandar recebesse os
presos de juslica que fossem olliciae* du guarda na-
cional.
Dito ao tmente coronel Manoel Ignacio Bricio
director interino das obras militares. Pelo seu ol-
licio de honlera liquei ir.leirado de haver Vmc. en-
trado no da 17 do correnlc no exercicio do cargo
do director interino das obras militares.Gommu-
nicou-seao inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria provincial. Man-
i Vlnc-I'aar ao professor de instrueco primaria
da villa de Ingazeira Mar. olmo Antonio Xavier, os
yenciiiieulos que lhe compolirem. a contar do 1.- de
jiilho de 18.i/, porquanlo o referido professor nao
pode ser delles privado nenio por meio de nposi-
c.ao de pena, na coutormidade da lei n. 369 de 14 de
maio de 1855.
Dito ao director uterino das obras publicas.
Ministre Vmc. a cmara municipal do Kecife a plan-
la que ella requisita no ollicio, junto poccopia, da-
tado de 24 do fevereiro ultimo, sob n. 20. Gonunu-
icou-se referida cmara.
Dito ao comniandaule do corpo de polica.De-
claro a V me. que deve ser conservado no quartel
do corvo do seu coramando, al segundo aviso do
delegado de polica do primeiro districlo deslo ter-
mo, o preso Euzebio Pinto, que ottieial da guarda
nanoial.Communicou-se ao referido delegado
Dito ao mesmo.Transmilto a Vmc. o proeesso
doconselhodejujimento do soldado do corpo de
seu coramando PeHciano Pere.ira de l.yra, afuu de
que seja executada a senlenra proferida pela junla
de que trata o acto dosla presidencia de 19 de no-
verabro do auno prximo passado.
Dito ao director da colonia militar de Pimciitciras.
Ficando inteirado de auanlo Vmc. me corarnu-
mca om seu olDcio de8 docorrenle, sob n. 12 te-
nho a declarar-lhc :
Que approvo a delberaco, que tomou Vmc. de
mandar talhar, para ser distribuida com os colo-
nos, pelo proco correnle do mercado, urna junla de
bois inuteis para o servico, comprando com o seu
producto urna junla de garrotes;
Que autoriso a compra de dous cavallos de car-
ga para o servico dessa colonia.Communicou-se
ao inspector da desouraria do fazenda quanto i se-
gunda parte.
Dito
Vmc. solicitou no seu ollicio n. 13 de 10" do cor-
renle, para ongajar como colonos algumas das pra-
Sas do exercito, ora destacadas uessa colonia, urna
vez que touham llnalisado o lempo, por que eram
obrigados a servir, lendo Vmc. era vista o disposto
nos arligosS." e 3. do regulamento de 9 de novem-
uro de 1850.Commuuicou-se ao commartdanle das
armas.
Dito direccao do novo Banco de Pernambuco.
Accuso a recepo do ofOclo, que em 18 do cor-
rele dingio-me a direccao do novo banco de Per-
nambuco, remeltendo-ine o relalorio dos trabalhos
da niesmadireceo desde a sua nstallaco al 28
de fevereiro ulUmo, e o parecer da coansso s-
cal sobre os exames, a que procedeu durante esse
periodo.
Dito ao conselho administrativo para lorneci-
ni'nlo do arsenal de guerra.Convra que o con-
selho administrativo para fornecimento do arsenal
de guerra informe sobre o trecho incluso do ofll-
ejo, que em S3 de fevereiro ultimo, e sob n. 13, di-
rigio-me o coramandanle do presidio de Pornando
acerca da farinha para all remetlida
Dito cmara municipal deOlinda.Visto oque
a cmara municipal do Olinda rae declara envseu
ofucioi de 17 do correnle, sobn. 105, remetej-lhe
PorfPia. o da presidencia datado de 16 do outu-
bro de 1857, exigindo informacoes acerca do es-
tado da industria agrcola, "fabril e de mine-
racao.
Portara.O presidente da provincia, tendo em
vista o officio o. 275 de 17 do correnle, que lhe
dirigi o chefe de polica rectificando o engao que
se deu emseu oIBcio anterior, sob n. 268, em que
foi proposto para o lugar de 1. supplente de dele-
gado do 1." districlo o bacharel Francisco Corra
de Andrad. e Silva, quando o seu verdadeiro nome
o Francisco Luiz Correa de Andrade e Silra, resol-
ve que que nesta parte corrigida a portara de 16
do crrante, expcdiodo-sc novo titulo.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia resolve nomear
Alexandre Primo Camello Pessoa para o lugar vago
de segundo escripturario da thesouraria provincial,
VlSl 1*1 Ir nan: -1 n____./.______________________
com o fornecimento de luz para o quartel do desta-
camento do termo do Brejo, coran se v das romas
e recibos que vieran) aunexos ao ollicio do V. S. de
17 do correule, sob n. 279.
Dito ao inspector da thesouraria do fazenda.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda transniil-
tira V. S. as Iros inclusas urdens do ministerio da
guerra, datadas de i, 5 e 7 do corrento.
romiAAuo o vs armas
Cuartel general du eoimiiandu das
armas de Perna nibiu-o, na tridade
du Recife, 7 de abril de ts.VI,
ORDEM DO DIA NUMERO 218.
O i. nenie general cnnimandante das armas, de-
termina que o batulhao segundo do infamara da
guarda nacional aquartcla.la tara a guarda de honra
que hoje s fi horas da (arde tem de acompanhar em
prodaaao a raagem do Senlior Rom Jess dos Pas-
sos no seu trasladamoulo da igreja matriz do Corpo
Sanio para a do convento de Nossa Seuhora do
Carmo ; que os olUciaes inferiores dos corpos con-
duzidos pelos respoclivos seuhores ajudantes roni-
parecam na indicada hora uaquella matriz para om
alias guarnecer o andorcm que levada a iuiagem.
Convida aos seuhores oluciaes dos corpos espe-
ciaes, movis e companhias lixas do oxerclo, exis-
tules nesta cidade, para o acompanhamenlo das
procissoesde hoje e daque ainauhaa s i horas da
larde lem de sahr da igreja do Carmo.
Assignado.Jos Joaquim Coelho
l'.onforme, Horacio de tlusmao Coelho, alteros
ajudanlede ordens do coramando. '
8
ORDEM DO DIA N. 219.
() tencnte-gencral conimandaiite das armas, em
vista do que lhe foi declarado pela presidencia, em
ollicio datado do bontem, faz publico para cooneci-
inenlo da guarnico, que o Sr. lente do corpo de
estado-maior da priincira classe Antonio Vctor de
S Brrelo passa nesla data a reassurair as func-
coesdeajudanto da directora das obras militares,
rogrossando ao servico do seu respectivo corpo o
Sr. primeiro lente Francisco Vilella de Castro
Tavares, que iuterinameiile se achava oxercendo o
dito emprego.
(Assignado.:Jos Jaaouin Coelho.
Conlorme.Horacio de Gusniiu Coelho, alteres
ajudantc de ordens do coramando.
PERNAMBUCO.
-panes, ou antes se Estado, por termaior ou menor numero de cda-
lodos os governos mantem ostabelecimenlos desta daos.
"I,."'" c"sla f rof.r,!S ('"bucos; a nossa questao i O Sr. Souza tieis :-Sr. presidente, paroce-me
ito.da obrigaco
oseslabeloci-
suscila se
n que tenha o no-
hlr mn,n. ? lSS*"' e s!ls,on,ar- 3 *" l,re. desvalido, o miseravel de exigir soccorros
Deiecimentos de candado que existem na provui- l para sua conservaco na sociedade ou de devorem
mi'ik-.. ,,'''."" amba!i as 1II,,sU,es. aflir- ellos ser torneados pela cardade publica.
DiVo sr ore ,uemous,rarei com? Pnd"r- I Sr- Deputado .Que queslo infinita !
l igo .sr. presdeme, que a questao nao saber O Sr. Souza Hei* :-Eu confessoi quo er
se lodos os paizes seguem esta opiuio, ou s<; lo-'
dos os paizes subvencionan) os eslabelecimentos de
candado, porque isso incontroverso, porque os
factos rcspoildcni pola allirmativa.
O que e Sr. presidente, que nos diz a historia re-
lativamente aos ostabelocimenlos de cardade ou
do beneficencia publica ? A historia nos diz, que
era lodos os lempos, era todos os oslados, seja
qual for a sua religo, seja qual for a sua forma de
governo, soja qual for o espirito de sua sociedade,
sempre esses eslabelecimenlos lem sido subven-
cionados polos cofres pblicos. A Franca, Sr.
presidente, que aponlada, como o paiz era que a
civilisacan tem ehogado ae gran dcsejavel ; a
I ranea, ou .. sen governo, nao se osqueccm por cor-
lo de dar os meios para que os cslabolecimoutus
de cardade ou de beneficencia publica.fosseni devi-
dameiite puntidos. Existen) s om Pars mais de
20 eslabelecimenlos dosla ordem, ea renda destos
cstabelecimontos sobo a Itmilhoos de francos. E
d onde proveio essa renda com que se suslenlain
aesestalielrcimenlns? Foi principalmente,a revolu-
recursn;
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
Sessxo oaoiRMiA r.n 8 de abril dk 1859.
P residencia do Sr. Dr. Vortella, continuada pelo Sr.
C. da Cunha.
(Concluso.)
ORDEM DO DA.
Discusso da emenda apresentada em lorceira
discusso ao projoclo n. 2 de 1856. que eleva a
povoaco de Ajgua-Preta calhegorla de villa, e
que cou erapjatada na volaco da sessao do non-
ten).
O Sr. Delphi no :Ped a palavra, Sr. presiden-
te, para rogar ao nobre autor da emenda que esl
em discusso, para me dar cxplicacoes que me con-
vencam a cu votar a favor dessa emenda, contra a
1".al estou disposto a votar se me nao mostrar sua
ulilidade, e rao permillir o nobre deputado quo
llio diga, que primea-a vista me pareceu que a sua
apresentaro foi um pouco intempesliva, porque
tratando-se de urna treacao de villa, encaixar-se,
permilta-so-me a axprcsso, a disposiejo de quo os
limites de urna freguezia sao iacs u taes, nao me
parece muilo conveniente. Ouando se (rala, Sr.
presidente, da creaco, suppresso c alteraco de
urna freguezia deve-se proceder com muila'discri-
cao, ouvir o prelado, consultar a cmara municipal,
ouvir mesmo a opinio dos empregados da fregue-
zia ele. Ora, uma cousa a que sejulga dover proce-
der com tanta discrico, nao sei como se hade
agora por meio de nina emenda conseguir. E nao
se dia, senhores, que a alteraco de limites do
uma freguezia, cousa de pouca monta, porque
uma alteraco desta especie, importa umitas vezos
o mesmo do que crear una freguezia, e pode ser
que o prelado nao convenha nisso, porque essa al-
teraco sempre importa um beneficio ou disfavor
pera os povos.
Portante, sem que o nobre autor da emenda me
de expicacoes convenientes que me convenraui,
nao s.j da sua utilidad..-, como da propriedad'c da
occasio, era que veio essa emenda, eu voto
contra.
OSr. Barros de Lacerda insiste na sua opinio,
aprosentada em uma das discussoes havdas sobre
osla emenda quanto sua iiiutilidade em remediar
o mal que seu autor leve cm visla.
Encerrada a discusso, a emenda submettida A
volaco e rogeilada, sondo o projeclo na forma
emendada approvado em terceira dissusso.
Primcira disiissao do projeclo n. 19 de 1859
que restitue a Cimbres o territorio tirado para a fre-
guezia de S. Bento.
O Sr. Pereira de tirito requer o adiamento da
discusso deste projeclo por 21 horas.
A casa nao convem, e o projeclo submetlido i
volacao e regeitado.
Approva-se em segunda discusso o projeclo n.
44 de 1858, que crea uma freguezia em Nossa Se-
..... nhora do o em C.oianna.
se r^e f,refere,nc,a "O concurso, a que Tambera se approva em terceira discusso, com as
se procedeu para preenchimento daquelle lugar.- emendas adoptadas era segunda o projeclo n. 28
commumcou-se ao inspector da thesouraria pro- deste anno. que approva o compromiso da irman-
dade de Nossa Senhora do Bom Conselho.
cao de 1792, quem Ihes propurriounu osle
foram esses bens, chamados do oslado.ou i
rarno pela reroluco pode adquirir.....
O Sr. T. da Silva .Pela conliscaco.
Sr. Sorna liis;-sim, pela eonAiseaco. e nao
smenle pela conliscaco, como por outros muilos
meios ; foi com esses bens que o govonin da Franca
dotou os estabelerimenlos de cardade ou do bene-
ficencia publica: esses bens, como cu disse, pro-
duzem hoje uma leuda supersor a limilhiiesde
francos. E pergenio eu, ao governo trance/, que
se deve ou nao a sustentaro desses eslubeleci-
meiilos ? Pnrece-iiic quo inconleslavel que sim.
Vm Sr. Deputado : E quanto vola no seu orna-
mento ?
O Sr. Souza Reis : Eu esperara por essa por-
gunlu. .\o vola as leis de suas linam-as quanlia
algiiraa, diz o nobre deputado...
O Sr. tiarros tiarreto : Eu nao disse ; por-
gunto.
O Sr, Souza Reis : Mas, senhores, porque a
rranea nao vota pola lei de nrcameiito quanlia al-
guma para esses eslabelecimentos, segue-ae que o
governo franco/, nao tenha manlid.. os cstaheleei-
mentos de cardade, quando eu acabo de referir um
tacto que nao ignorado goralmcnto, do que foi o
governo fraucez quem ministrou a esses eslabele-
cimentos os recursos com que clles podessem sus-
lentar-M?
Om Sr. Deputado : lslo deu-lhe aquilloquu
lhe nao pertencia.
. 9 Sr; ^"!:a "'* : Que lhe nao tinha perlen-
cido at ento, mas desde o momento em que o go-
verno o tinha adquirido, lhe pertencia, e pouco im-
porta o meio porque elle adquiri, o que verda-
de que tinha adquirido, era seu o deu-os para
maiuilenco desses cstabelecimontos. Portanto, a
Franca por meio do sen governo maniera esses es-
labelecimentos, a Franca uo deixou de applicar os
meios para que esses estabelecimentosfossem man-
tipos, e se nao vota fundos animalmente porque
esses bens do renda sufficientc para que elles se
mautenham.
A Inglaterra, Sr. presidente, iiinguem Ignora que
tem um imposto especial por parochias para mauu-
tonco de estabcleciraenlos dosla ordem por
meio de um acto legislativo que na Inglaterra se
proporcionan) os meios para manuteuro desses os-
tabclecimeulos.
Na Allemanha, tambera os governos protegen)
taes eslabelecimentos, o especialmente, Sr. presi-
dente, na Prussia, que lera na sua capital, talvez o
primeiro hospital do inundo, chamado Hospital Ca-
tholico, mantidu especialmente cusa dos cofres
pblicos, e leudo por immediato prolector o re.
Em Haraburgo, diz o Sr. Bechard ( t ):
Os subsidios forneridos pelo estado adminis-
traran de -taaaecencia so elevavam em 1815 a 5530
DTTfrancos) e a 16000 libras [225600 tran-
que era uma
-A palavradircilo que
fl^fse gg,J5Sg*T.g_g!'"1- e "OmSTi ^o"proc^o1io m n^dto de W-
o Sr V r'nral afui^ ?I' :^l'"lado'k 'o. dos caprichos c daS-ontade do hornera particu-
JZSJ "S-1-0"" rtfPonde as ^"a;oe* do lar. que nao encontra concurrencia no morcadn. s
niecertenie orador ''-------i'"' 1ue "ao encontra concurrencia no mercado, s
" VerelU^haver.....ero legal. ^ **T" ^ M 8S"""
se so'se^nue h.^?':* u iEST r, ""'Vk N* sornos ^1""^ W qerom que se venda a
emea d larde C""e hie P"10- H0 Pl venden ha vinle an-
______ I "os. As necessidades primarias o de luxo leeru aug-
mentado, nao s as populai oes das cidades, como
questao...
Um Sr. Deputado :
me faz...
O Sr. So -.a Jim :Por qualquer lado que se
ennsidere esta questao, o Sr. Bechard a resolve
sempre em favor da opinio que tenho emittdo ;
islo que o estado deve manter esses estabcleri-
inenlos.ea npiniodelle :que os deve manlercomo
resultado do exercicio da cajidade. mas o Sr. de
I.a Rochefoucauld aprsenla ideas contrarias ; diz
que o pobre tem o direito de exigirasua conser-
vaco, e elle se exprime assim, como membro rela-
tor de umarommissoo encarregada pela primcira
asseiiihla nacional incumbida de crear um syste-
ma de soccorros, para fazer reappareccr a anliga
cardade que tinha perdido em 1789 at seu pro-
prio nome : [ttj
Todo homem tem direito sua subsistencia.
Esta verdade fundamental de toda sociedade e que
reclama imperiosamente um lugar na declararn
dos direilos do hornera, parece a commisso dere
ser a base de Inda lei, de toda instituirn poltica
quesepropoea extinguir mendicidad. Assim ca-
llo o go- da individuo tendo direito a sua substancia, a so-
ciedade deve prove-la a lodosos seus membros
quem fallar-lhe os meios para que a tenha, e
este segurosoccorro nndevo ser considerado co-
mo un favor ; ello sem duvida o resultado de
um coracao sensivol e humano, o vol de todo ho-
incm que pensa, mas a obrigaco restricto e in-
disponsiivel de todo homem que' nao o proprio
Elles lera pois quasi que triplicad!
por quanlo nao
__j por meio de iraposi-
cao de pena na coutormidade da lei n. 369 de 14
podo ser delles privado, e nao por meio de irapos-
c*o de pena na c
de raaio de 1855.
Segunda discusso do projeclo n. 43 de 1858,
que restilue freguezia de Santo Anto aparto do
territorio que lhe foi tirada para a freguezia de I
ravat.
Logo que receber as infurmaroes exigidas nesta
dala a respeilo do referido professor, as transmitli-
rei a V. S. para que ouca o conselho dilector so-
bre o procedimento, que se deve tor com aquello
empregado.
Ditoao inspector da thesouraria de fazenda.Ao
seuoffio'io dehunlcm, sob u. 166, respondo decla-
rndo que adopto todas as providencias propostas
por V. S. no citado offlcio, para o pagamente regu-
lar dos olUciaes e piaras do oitavo halalho de n-
fanta'ria, podendo-se ibouar, sob minha responsa-
Inhdade, a quanlia de 500300'.) reis, como ajuda de
custo ao segundo escripturario Ignacio Francisco
. Marlns, que tenho designado para servir de paga-
dor na forma por V. S. indicada..Communicou-se
ao rominandaulc dag armas.
Hilo ao mesmo.Nao obstante o que ponderou
Dita.O presidenteda provincia, conformando-se
com a proposla do Dr. chefe de polica de 17 do
correnle, sob n. 281, resolve considera! vago o lu-
gar de delegado de polica do termo de Garanhuns,
por haver fallecido o major Luiz Jos da Silva
Burgos, e noma para o mesmo cargo o 1 sup-
plente Florentino Cypriano da Costa.Communi-
cou-se ao chefe de polica .
Dita0 Sr. agento da companhia brasileira de! lavra.
E?n^|!SaV*PV mand?aar tran9P0rte para a pro-' A le n. 422, desmembrou parte do territorio
vii ua aajjuagoas, as duas praras do corpo de po- \ pertencente freguezia de Sent Antao para com-
nua era wgares de convez destiuados para passage-: por nova freguezia de ravat um auno depois da
ros oo governo se os houver vagos, e na falta ser \ execu?o desta lei, isto o anno passado foiapre-
o ano iransporte realisado por conla daquollapro-j senlada coneideraco da casa urna representaco
vincia.uommunicou-se ao chefe de polica. dos habitantes dessa parte do territorio desmembra-
uiiao !,r. agento da companhia brasileira de i do, representaco corroborada pela cmara muni-
paquoles a vapor mande dar passagem para a cor- cipal da Victoria, e os fundamentos sao os seguin-
libras (779
eos) em 1832.
em 17 anuos.
O Sr. SI. Cavalcanti. At paga uma malta
quem d uma csmola a un pobre na ra.
O Sr. Souza Reis : Porque o governo quer
antes pelos meios de que dispOe sustentar os esla-
belecimentos do cardade. Esse aparte serve pos
para sustentar o que tenho avaucado.
Em Hamhurgo, a quantidade dos soccorros p-
blicos lem mais do que duplicado de 7 para 8 ali-
os, ainda que a populaco, diz auda o Sr. Bechard
tem estado estacionaria'.
Na Escocia, continua o Sr. Bechard I l ) de
1803 a '
O Sr. M. Cavalcanti: Hesse paiz eu tenho no-
ticia contraria, ecrcio que dada por auloridade su-
perior.
O Sr. Souza Reis Nao sei..
O Sr. M. Cavalcanti : um nacional que es-
creve ; bem v...
O Sr. Souza Rei* : Continua o Sr. Bechard,
dizia cu, ( l ) Na Escocia de 1803 a 1813 a laxa
clevou-so, em Glascow, de 3000 libras osterliuas
(74250 francos) a 12000 libras (279000 francos) Em
alguns lugares do paiz essa laxa duplicou em 10
annos ein outros era 4 annos. Aqui olla quintu-
plicou em 27 annos, all decuplicou em menos
de 50.
E assim por diente respeilo dos mais paizes.
Sr. presidente, o Sr. Bechard nos faz ver em
que est no estado de pobreza ; obrigaco que ni
deve sor infamada nem pelo nome, ne'm pelo ca-
rcter de esmnla ; emfim elle para a sociedade
uma divida inviolavel esagrada.
O Sr. Cousin opina em sentido diversa e rom
elle o Sr. Bechard, o assim se exprime este : [t]
O estado tambera uma pessoa moral, cujos
membros esto ligados por lacos essenriaes e con-
formes ao seu flm, que tem, segundo a expressodo
Valcl, seu entendmento e sua vontade propria e
que capaz de obrigaces e direitos. O Estado, diz
Cousin, lera um coraco como um individuo ; lem
generosidad.', tem bodade, tem caridadi'. Ha fac-
tos legitimes c mesmo umversalmente admirados
que uo se explican) desde que si' reduz a funecao
do governo a nica protecro dos direitos. O go-
verno deve aos ridados, mas com uma certa me-
dida, volar om seu bem estar, desenvolver sua in-
lelligencia, fortificar sua moralidade.
J v portanto os nobres deputados quo por qual-
quer lado que seencare a questao isto : ou resultan-
do a obrigaco dos soccorros publicosdo direitoque
tem o pobre de pedi-los, ou de devorem serollcs
prestados pela caridade.caridade quedeve existir nos
Estados, como existe em cada um dos cidados, a
questao se decide pelo modo que tenho ennuncia-
do, isto : o estado tora obrigaco de sustentar es-
ses cstabeleciraentos.
Mas, senhores, nao somonte por isto que lleve-
mos subvencionar os estabcleciniontos de carjdado
que temos ; esta casa o deve especialmente, e isto
om virlude da lei das cmaras municipaes, porque
scmelhaiite lei obriga as cmaras municipaes a
crear eslabelecimentos de caridade e a manter e
siisieular aquellesque j exislirom.
Dir-se-ha ; pois bem, as cmaras municipaes que
promovam esses eslabelecimentos, que os inante-
nnam, quo os sustentam. Mas, senhores, aonde es-
tn os recursos das cmaras? E porque as cmaras
nao tem esses recursos, ou nao podem prestar esses
soccorros, esto casa nao os ha de prestar, quando
constantemente tem aulorisado despezas que sao
meramente municipaes? por ventura essasoutras
uespezas sao de mais importancia do que esta ?
tu creio que ninguem pode duvidar do que eu
tenho avancado. Se, pois. existe esta obrigaco
das cmaras ; se ellas nao tem recursos, nos na fal-
lencia desses recursos, o que deremos fazer ? Con-
servar esses estobelecimeutos, evitar que elles des-
apparecam. E agora, Sr. presidente, perguntarei
u, j que ha essa obrigaco, devemos nos votar
para a sustentaro dos eslabelecimentos de carda-
de, uma quanlia dimit!, ou que nao su Hiri-
me para as despoza- ordinarias ? Para que possa-
mos avaliar qual seja a subvenco que devemos dar
aos ostabclcoimentos de caridade, preciso, Sr.
presidente, que nos verifiquemos quaes os recursos
proprios destes eslabelecimentos: elles consistem
no subsidio ou imposto sobre os vinhos, que no ex-
ercicio de 56 a 57 rendeu 5:4575000. no rendimenlo
iu oh1! i 2? q"e Umbem nesse exercicio rendeu ris
iuirinSn0, Doforu do ngenho Bem-flca de ris
i inwoiiwi.e nos curativos que se fazem pessoasque
podom pagar o que rendeu esse anno 3:670g000 Ora,
aii'lf" tudn isl0' imPort -9:02Hg000, ao passo que a despeza no anno passa-
do chegou a 62:0219000. Isto era o anno pas-
sado, e provavcl que esta despeza tenha crescido.
0a*Sr. Deputado: Mas, cresceu tambera are-
ceila.
rt C \' 1~*" r"- ", V uar. n. Porttlla Sr. presidente, devendo a- ral, que nao ha paiz no mundo que uo tenha la-
presentar casa 'os motivos que houveram para i vorecido desde o teuipo dos romanos, mais directo
qnea commisso de estatistica apresentasse o an-
| no passado esto projeclo, por isso pedi a pa-
L
ou indirectamente as instiluices e eslabelecimen-
los desla ordem, esendo acsim, tal a razo por-
que eu dizia que o quo decamos verificar era se
com effeito os oslados devem proteger esses eslabe-
lecimentos, c se especialmente nos temos obriga-
co de proteger os eslabelecimentos taes que te-
mos, porque quanlo a exomplos de outros estados,
sao elles era lo grande numero, e isso to sabi-
do que nao se pode a tal respeilo admillir discus-
suo, o que eu creio que veuho de demonstrar.
Sr. presidente, eu disse que devem os estados
proteger fomentar mesmo a creaco de estabeleci-
l n* i> t A \K--------- ------, "J"" .**, \, o.-iiiuuuiuiiiua?.iii ) oii|iu-
ie, por coma do ministerio da guerra, uovapor que ; tes : essa parte Oca distante da sede da freguezia de
f, p,S0 du"ur,le' aS.eDsf'ao Jos Lopes da Sil-! Santo Antao duas ou tres leguas, entretanto que i mentes desta ordem mame-fosTcons7.rvT.r.<7'
de tnunteria por sl su trna dilfictl a admiuistracao do pasto | de horneas, sem elles de cerlo uo existiran) os os-
fcipedient* do secretario do governo. \ espiritual, mas anida mais se se altcuder que alem i todos, o que se deve oois fazer nara s.ihiisionrii
Ollicio ao coramandanle das armas.-O Exm. Sr. desta distancia, necessario traospor a Serra da das nacoes, para a subsistenrhii dos est-irtos l'v e
presidente da provincia, autorisando nesta dala o i Rnssia, que os nobres depulados sabem quanto
inspector da thesouraria di? fazenda a mandar pagar : dtficil morraantc de invern, o que claramente
ao alteres ajudante do director da coloua militar : demonstra a demora e dilDculdade que haver na
do Pimenteiras, a importancia que lhe compete pe-i adminislraco do pasto espiritual. Por outro lado O Sr. Soasa Rei :Dcto-si
se promover conservaco das vidas, deve-secon-
correr para o croscimento da populaco.
O Sr. M. Cavalcanti : Isso de De
lo aluguel de uma besla de bagagera, por ter vindolvc-sc que os habitantes dessa parte do territorio' meios preventivos du perecimente
eos.
proporcionar os
por causa da
O Sr. Souza Rei : Bem, mas cresce tambera
a despeza e por conseguintc o dficit que houve en-
La-nvna,er ainda enla0 huve um dficit de
B S2O59J0, e foi por esta razo que no orcamento
"1"I. Passado Pedi a consignaco especial para
esse dficit.mas infelizmente nao pssou.e o que suc-
cedeu foi quo o presidente da provincia nao podendo
ser ndifferente a isso, autorisou o pagamento desse
i'i' e essa desPez* ** fez de maneira que a as-
semblea recusou-se a volar essa quanlia, masopre-
t1i u!l;eaQ,nil"dou dr" e'eTando assim a quota a
):9ib$930, porque nao era possivel deixar de assim
o fazer, sob pena de ver accionados os eslabelecimen-
tos de cardade, ou de se fecharem elles.
Um Sr Deputado : Nao hajam tantos doentes.
u Sr. Souza Reu : E, Sr. presidente, para que
se lem estes eslabelecimentos?
Pelo que diz respeilo ao hospital, para prestar-
se tratamento a 50 doentes pobres. Quer porm, o
nobre deputado que se reduza o numero ; mas o
nobre deputado sabe que este numero o quo se
tem conservado ha muitos annnos, e sabe tambera
que tem a populaco augmentado, e quando assim
succede parece nao ser conveniente tirar os soccor-
ros aos que precisara delles era maior numero.
O Sr. Mello Reg (Joa.;uim : Se nao tomos,
como havomos dar ?
O Sr. Souza Rei : Quera lhe disse isso ? Sr.
presidente, calculando que o dficit nao exceder
a 10 contos de ris, ou mandei uma emenda para
que ein lugar de 22 contos, se do 30 contos, para
que nao so veja repetido o que so fez o anuo passa-
do, de mandar o presidente pagar esse dficit.
SESSAO ORDINARIA ES 9 DE ARR1L DE 1859.
Presidencia do Sr. Bardo de Camaragib.
Ao meio dia 1/4 feita a chamada, aeliaram-se
presentes 23 Srs. depulados.
Abre-se a sessao.
I.-se e approva-so a arla da anterior.
0 Sr. 1." Secretorio d conta do seguinte
V XI'l.lill.ME.
Um ofiicio do secretario da provincia participan-
do que S. Exc. manda rommiinicar, que acerca do
requerimeulo do professor de primoiras lettras da
freguezia da Gloria de Goit, nada lem a arrescen-
tar ao que diz o director da instruirn publica era
sua informarn.a commisso de orramento pro-
vincial.
dem enmmunicando que o Sr. presidente da
provincia lica inteirado da resolucao da assembla
acerca da pretendi de I). Mara Francisca Pessoa
de Mello.Inteirada
I--se a segiiinle indicarn :
Requeiro que seja convidado a tomar assento o
Sr. deputado supplente polo circulo da Victoria.
Dr. If. Porlella.Vai commisso de poderes.
' 'ontinuar-se-ha'.
I>ir i-uisi do Sr. deputaulo Souza Reis
pronunfiado na sessao de C do cor-
renle,
O Sr. Souzu Rei:Sr. presidente, o meu fim
usando da palavra que acaba de ser-me concedida,
e sustentar o requerimento de adiamento que man-
ara i mesa e permitta-me V. Exc. que eu diga, que
depois de ler ouvido o nobre deputado que acaba
ile fallar, en me convenc mais da neeessidade dos-
so adiamento. Esta minha uscrrro par.-.er i pri^
metra vista cunlraditoria porque' fundando-me ira
na neeessidade de informacoes e lendo sido ellas
dadas pelo nobro deputado, parece que devia ces-
sar a razo do adiamento ; mas eu vejo, Sr. presi-
dente, que ao passo que o nobre deputado nos deu
inforraac.ues concilio declarando que recetara ser
ponen a quanlia votada para as obras publicas da
provincia pelo meos para as arrematadas.
Ira. Sr. presidcule, o nobre deputado, declarou-
nos que a empreza Mamedc talvez nao tivosse de.
lazor urna despeza maior de 1:15 contos e 15 a em-
preza Milfet, fazendo M iodo 150 contos, disse-nos
lambeiii que as obras arrematadas deriam trazer a
despeza de 80 contse ahitemos pois SKI contos,
nl.ras oslas para cuja execucao, nao podemos dei-
xar do autonsar a despeza. ai-crescendo a islo 90
contos que como o nobre deputado diz, sero ne-
cessanos para a conservaco das obras actuaes, o
que ludo faz 320 contos. Ora, isto o que precisa-
mos ver delalhadamente, e s o conseguiremos
vista do relatorio da repartico das obras pu-
blicas. Pallare) agora sobre o artigo em discussn.
sr. presidente, eu creio que nos devemos espe-
rar que a receita futura tenha um accrcscimo que
chegue para o augmento de que se precisa na con-
signaco de fundos para obras publicas porque ef-
ectivamente a renda cresce sempre de mudo que
na teiubem saldo de um exercicio para outro.
O Sr. Vello Reg (Joaquim) .Em que se funda
para dizer isto?
O Sr. Souza Rei :Xos exemplos de todos os
annos anteriores, mormente dos ltimos, como fi-
ra domonstrado pelo honrado membro que falln
antes do nobre deputado a quem respondo agora,
o eieraplo destes ltimos annos traz a convieco
de que a recolta nao ser justamente aquella que
esta oreada e sim maior visto que o calculo foito
peio termo medio dos tres ltimos aunos, pelo que
a receita deve ter um accrescimo como ainda oexem-
pio deste anno ra demoiistrando.isto : de esperar
que o augmento da receita uo seja menor de 90 a
100 contos.
O Sr. Mello Reg {Joaquim) :Aonde achou esse
augmento do um anno para o outro ?
O Sr. Somo Rei Aonde achei? Acho na con-
rontocao dos orcamenlos com a ceOMa real arre-
cadada e isto que tem succedido uo quatro lti-
mos annos se v que succeder esleanno, pelos re-
latnos do presidente a do Sr. inspector da thesou-
Alm disto devemos esperar quedo exercicio
que vai lindar passe para o futuro um saldo.
tmSr. Deputado :Sao cont comalido.
o Sr. V)m;o fi>:Hade passar.
t7m Sr. Deputado :Ao contrario o inspector da
iiesourana pede providencias para acudir ao de-
ticit que j existe na importancia de 16 contos.
OSr: Souro Rei* :Sio se deve. temer isto.
iteaimente ha receto deste dficit, mas do Io se-
mestre Ando para o segundo, sabe o nobre deputa-
do que houve um saldo de 130 e Untes contos, da
ultima semana para a que Ande .hoje, passaram
creio que .15 contos.
OSr. Mello Reg [Joaquim) :Jve que.vai di-
minuindo o saldo.
O Sr. Souza Rei \o, all era o saldo de seis
mezes, aqui de uma semana para outra; nao ha
portanto essa difTercnea.
(Ha um aparte.)
i r' s?u"' R":O receto que tem o inspec-
tor e resultante da pouca renda no tempo em que
justamente se receia o decit. mas sabe o nobre de-
putado que o segundo semestre muito mais ren-
doso e o uobre depulado me nao aponte um anno
era que nao houvesse passado saldo para o seguin-
te. Logo digo se os factos domonstram isto nos de-
vemos esperar quo passe tambem um saldo deste
exercicio para o futuro.
t^inSr. Deputado Eu espero dirainuicio da
O Sr. Mello Reg [Joaguim!.-Olhe que nunca
scvotaraml500rontos
O Sr. Soaso Reis :Eu portanto, Sr. presiden-
te, nao tenho esses recetes, nao nutro receto algum
deque naohaja dinheiro para se fazer a despeza de
JW contos de ris. votando os cem para reparo e
conservaco das obras e espero que com esse aug-
mento do despeza como augmento mesmo que se
decrelou para a polica, nos haremos de nos sahir
uem.havemosdetcr ainds um saldo. Entretanto
que para nos podermos designar as diversas
consignacocs de fundos conforme as obras que de-
vemos autorisar precisamos muito de informacoes
aa repartico das obras publicas. Eu nao acho bom
que volemos o art. 13 tal qual est redegido. englo-
liiidamento ; se tivessemos certeza de que elfectiva-
meuto nao havia dinheiro para tudo que aqui se
consigna, ento a redaeco era boa, porque dizia-
mos ao presidenteludo isto bom, fazei o que
vos parecer ;mas eu emendo que nos podemos
fazer todas aquellas obras e por conseguinle melhor
que consignemos uma quota para cada uma del-
tas e por isso digo, quo c melhor que tenhamos
mais minuciosas informacoes, informacoes queso
podem ser dadas pela ropartico das obras publicas
e por meio do relatorio do seu digno inspector.
O adiamento do artigo nao traz prejuizo para a
discusso do orcamento, porque con I n liaremos com
ella. Pens ler assim sustentado o meu requeri-
mento.
as dos campos e as dos serioes, c por consequen-
cia juste queso augmente era proporco a paga
dos serviros de lodos os productores da raudo o[-
ciua social.
A livre roncurrenria tem avantagem de destruir
os monopolios primitivos : este o seu lado heneti-
co. Foi o resultado que se alcancou em Franca,
quando Turgot proclamen esto principio do alio da
iribuna. Has tambera tora um lado prejudicial;
que, depois de certa poca, ai-cumulando os capi-
tacs e os instrumentos de trabalho em um limitado
numero de mos, acaba porgerar outros monopo-
lios, e somonte a apparicao de novos rapilaes no
morcado, que pode concorrer eora esses menopo-
lisadores, ou a vontade do governo.
Ninguem duvida que o commcrciodas carnes ver-
des entre nos est monopolisado por uma duzia de
individnos, que sem grandes rapilaes. tem sabido
capilar a boa f dos criadores. um facto que todos
denunciam, masque no entonto nao lhe sabem ex-
plicar as causas. Ora seria muilo fcil arredar do
mercado esses especuladores por meio da concur-
rencia.
Mas onde esto os capitaps necessarios para esle
flm ? Aquelles que podiam fcilmente ontrar na lu-
la pela abundancia de meios, nao querem arriscar
os seus haveres contra Individuos que nada tem a
perder ; alm disso o trafego de carnes verdes de-
masiadamente antipathico; neste caso pois, prefe-
rem dar 89 ou I69 ris por uma arroba de carne, a
se exporem a perder mais.
O nnico remedio que resta o monopolio legal,
quo j tivemos durante tros ou qualro annos. Con-
tra esta medida clamaram os especuladores, fazen-
do as seguimos objecroes para desacredita-la.
1.a Que os mnnopolisadorcslcgaes tiraram as me-
mores rezes, e mandaran) lalharpor um preco mais
alio, do que estara estipulado no contrato, os ven-
diam i populaco pobre pelo preco estipulado a
carne magra.
2." (toe os rontratadores nao pagavam as mullas.
Com efTeito estas nbjerces eram verdadeiras e li-
nham a sua causa na natureta do proprio contrato.
Conlralou-se com tres individuos o fornecimenlo
das carnes verdes para esta ciliado e para mais duas
povoacoes dos arrabaldes por precos xos, tanto
no invern, como no vero; ma9 para salvar appa-
rentemente o principio da tal liberdadede indus-
tria o rommercin, conceden-so ao criador o ao atra-
vossador o talhar carne mediante o pagamento di-
urna certa multa, tsta foi a purta que o contrato
deixou aberta aos abusos, que se observaran) na-
quella poca, quanto a variaco do preco das car-
nes ; o que uma ligeira previsao poderi'a fazer ver
logo a facilidade de illudir o artigo do contrato o as
RECIFE, 9 DE ABRIL DE 1869.
S 6 HORAS HA I VKIIK.
Retrospeeto semanal.
A caresta dos gneros de primcira necessidado
a preoecupacoo iominante de todos os espirites.
amageos illegaes que so podiam tirar.
A. coocesso feita aos criadores j nao poda salvar
a liberdade de industria e rommercio, desde o mo-
mento em une o governo deu a tres individuos o
previlegio de negociaren) exclusivamente com este
genero; desde o momento, em que fiou o preco
pelo qual elles o deviam distribuir com a popula-
Sao : e desde esse momento foi Violado o principio
a liberdade de industria, principio abstracto e sem-
pre modificado nos paizes, em que a realidade das
cousas esl cima dos mythos.
Nao ha principio algum que seja absolutamente
Sratirarel neste mundo. Todas as cousas tem um
ido bom e outro mi, um pro e um contra, e na
antinomia que resuita dosse lado bom e do mo,
desse pro e desse contra que esl a verdade. Se
houvesse uma sociedade; em que todas as permu-
tas dos objeclos produzidos fossem reguladas pela
concurrencia absoluta, osla sociedade acabara, eco-
nmicamente fallando, n'um estado de perfeita
anarchia. Assim o exercicio da liberdade humana
oncontra limites impostes polo poder em todos os
ramos, em que ella se desoovolve, o ninguem leva
a mal nem se queixa dessas reslriccoes. A mesma .
propriedade acatada em todos os" paizes. camo o
fundamento da sociedade, est sujelta e victima
de reslriccoes proscriptas pelo poder competente.
Assim nao estranhavel que seimponham limites
razaveis ao exercicio da indiuuia das carnos
verdes.
Quanlo i segunda objeceo, isto que os contra-
tadores nao pagavam as multas impostas pelo con-
trato, nao tem peso algum, nao passa de urna iu-
discrieo.
Se o contrato impuoha essas multas, os iscaes,
encarregdos de vigiarem na boa execucao do mes-
mo ronlrato, deviam obrigar aos contratadores, le-
vaodo-osaos tribunaes competentes e constrange-
los a paga-las ; mas se o nao faziara, ou se os con.
tratadores eram absolvidos, ento a culpa nao de
ria recahir somente sobre os con tratadores, mas
sim sobre a negligencia e incuria dos Uscaes, e so-
bre o patronato do magistrado, a cuja prescuca fos-
sem elles levados. '
Corrijam-se pois as causas do contrato passado,
que derara lugar a esses ebusos. Nao se permuta.
nem a criador, nem atravessador talhar carne, por
mais alto preco, do que for proscripto aos contrata-
dores, embora aquelles se sujeitem ao pagamento de
multas. Prescrevam-se penas severas aos contrata-
dores por qualquer infraeco que commetlerem ; o
temos para nos que a nica medida que pode salvar
a populaco do estado de desespero, em que se acha,
quanlo a caresta das carnes verdes, tucoo testa-
vclmente o monopolio legal.
As vantogens que resultara da adopcao desta me-
dida, sacertas epositivas: o consumidor tema
certeza de encontrar o genero no mercado, sem-
pre pelo mesmo preco, de boa qualidade e sadio.
Como o prece da carne verde o regulador in-
fallivel do preco dos outros gneros de primcira ne-
eessidade, a baixa do preco das carnes, trar ne-
cessariamente a dos precos nos gneros de prodc-
elo indgena.
Entretanto, quanto i escassez do peixe ne mer-
cado, temos lembrado por rezes que a criaco de
uma companQia de pesca seria de immensa ranta-
gera para os emprezarios, e para o publico em ge-
lal. Mas destacadamente a nossa lembranca tem
Picado ,em pleno esquecimento ; e em nossa opi-
nio a causa deste esquecimente a falta de von-
tade qne ha da parte daquelles qne possuem capi-
laesdispooiveis, e que preferera emprega-los em
industrias, cujos resultados vantajosos sao contados
como cerlos ; a timidez que caraclerisa os brasi-
leros e portuguezes, quando se trata de qualquer
empreza nova, e que se. traduz mu precisamente
pela formula seguinte Pode ter que isto nao d o
bom xito que se espera.
Do norte e do sul do imperio a esterilidade tem
continuado uo mesmo p.
As noticias recebidas do interior annunciam que
as chuvas tem cahido com abundancia em varios
pontos, o que annuncia uma estaco prospera e
Da Europa nao ha noticias.
Falleceram durante a semana 43 pessoas, sendo
6 homens, 9 mulheres e. 19 prvulos, lirres ; 2 ho-
mens, 4 mulheres e 3 prvulos, escraros.
HEVISTDARIl.
Da villa do Cabo, cscrevem-nos o seguinte :
Temos de presente um piquete de cavallaria
ue i mina, que em verdade tem a esta comarca
prestado o grande servico de ordenanzas s autori-
dades : juiz, promotor.'delegadn, tudo, me parece
que campa por estos ras de ordenancas. Para ser
X
r .


2

f

r eni
Lima
mois completo o servido que presta este piquete, os
cavaUos andam sollos, pastando pelas ras, pelos
quintaos c plontaeoes dos particulares, sem haver
oor isso a menor providencia, porque at a cmara
municipal nao se quer cntromcltcr coro oscura/Ir
da nardo !
( Os senhores dos ongonhns l'irapnma o Serra
achom-secni lula bastante sera por causa de limi-
tes de trras. Informam-nos que ambos os conten-
dores se tcem aprcscntadaww tercosarmadas
As obras da estrada de ferro vio indo, nao sen-
do a economa dosdiuheirosdacompanhia ainda a
maisdesejavel.
.Ha pomo foram comprados cenloe tantos burros
bravos, para o servico da estrada, e cerca de 2 me
/es que se cuida em do*estica-Ios intilmente.
%\lV\t\l a csss amD,*sa occupadosalguns
Uel*obreue>9' dos 1aaes ncnhuln <">" os
_ Sr' dePu* I-ui Filippe de Soma Leio.
commumcou ante-hoiitetu que no poda compare-
cor ao resto da sessoes da assembla provincial
senao logo chamado para substitui-lo o Sr. Felicia-
no Rodrigues da Silva, Io supplente.
A primeira seceao da estrada de ferro que
cninpreliepdo a exlcncio das Cinco-ronlas desta ci-
liado 4 villa do Cabo, custou cerca de 3,600000
^mQS reil flm d teVCrer UU
Sondo o costeio durante esse lempode 125-^lMf>|
!SfrJ$P Jc '""> companhia um saldo de
. .8/. i.sto musir que a nossa estrada de fer-
ro o que mais preciso de boa cxccuco cm suas
oras, pur que, futuro ella o tcm iiiconicstavej-
T K.oinlo/l>ontcm rccolhido casa de detcncao
i indo do Bonito, o celebre Tbomaz Antonio de Gou-
ra esta conderanado a gales perpetuas. Ira para
admirar o mugue fro com que narrou olgumos de
Mas tagarnias, eiitrc ellas c assassinalo de um co-
Hoclo, que depois de ferido ooui dous tiros, e ou-
ras tantas facadas, pareca morto, mas metindo-
me Gouvi-a os dedos nos olhos, presenlio que ainda
viva, polo que rom um faci o poz cm mil peda-
i;o|: e o de um seu sobrnlio, assassiuada da niesma
mane|ra.
No 7 da do frrente foi plenamente approvada
no examode habililaca.i, a que se sugeilou a mu!
hbil professora publica de iuslrucco elemont
Santo Antonio do Recite, D. Alxandriiia do
o Alhuquerque.
Lista dos baplisados llovidos na froguezia de
santo Antonio do Hecifc, de 27 do possodo a 9 do
correle.
-taaqnini, branco. Albo legitimo de Jos Jnaquim da
Costa Maiae Narciso Sophia da Silva Maia.
Capitalina, branca, niba legitima de Jnio Francis-
co Pereira o Jernimo Sebastiana Porcira.
Luiz, pardo, llho legitimo de francisco de Borros
Araujo o BernardiuaCoclho Barbosa.
Leonor, branca, lillia legitima do Joan Nepomuce-
no Versom e Lauriana Candida de Lacerda.
Mana, branca, exposta,
Antonio, pardo, llho legitimo de Manoel Antonio
Pereira de Brito e Romana Joaquina Honorata.
Candida, crioula, da viuva Joaquina Francisca do
, ,*6"-
Mexandrina, crioula, Iba legitima de Aprieto An-
torn dos Santos e .Vilna Joaquina de Jess.
F.valdo, branco, legitimo de Joao Valeriano de tta-
cedo e Dcoliuda Mora de Maeodo.
Vrthur de Almeda, obra Joanna Emilia.
Arthur Fabiio de Almeida Slendonca com Joanna
Amalia da Silva. ,
Lista dos buplitados liavidos nesta froguezia
da Boa-vista de 3 a ft'fle abril de 1359.
Rosa, parda, com 7 ezes de uascida, filha natural
escrava.
Joao, branco. com t das de nfseido, filho legitimo
de Jos Joaquim/ da Silva Maia e Mara Barbosa
ua Cunha Maia'.
Mara, parda, com 6 mezes de nascida, fllha na-
tural de Jos Pedro de Miranda e Victorina Mara
Francisca, solteiros.
Jacntha, crioula1, com dous mezes de nascida, iillia
natural, escrava.
Margarida, crfoala, com dous mezes de nascida fllha
natural, escrava.
Ftenina, tomou os Santos leos, branca com onze
amos, filha' legitima de Francisco dos liis Go-
mes c Yicecia Ignez dos Pasaos
Casamento*..
Jos dos Res Comes, cem Antonia Maria do Lyro
brancos. '
(i alferes Antonio Dionisio dos Santos Gondim com
Mara Ilenriqnela Pinto dos Santos.
Fassageiros do patacho portuguoz,prim>tiduo
vindo do Porto : Joaquim Jos do Dlivcira, e sua se-
nhoro, Joo de Seixas e um irmio menor, Jos da
Molla, euminrao menor, Jos Joaquim da Nativida-
de Castro Miranda, Manuel Ferreira, Vicente Fer-
reira de Souza, Joaquim Alves dos Reis, Joo Mar-
iins Conoalies, Antonio Bastos, Fraucisco Pereira
do Meircllos, Joaquim Rodrigues de Carvalho, Joa-
qnim de Souza Pinto Corveiro, Antonio de S Ma-
noel da Silva Barbosa, Joroayniode Castro Salgado
Alberto Alexandre Salgado, Antonio Martins Morei-
ro, Antonio Alfonso Rodrigues, Jerouymo Acacio da
sorra Cerqueir, Antonio Joaquim da SilvaPole, An-
tonio Joaquim Cerqueir, Jos Luiz Jauell, Anto-
iiio Carvalho, Antonio Jos de Aroujo, Jos Joaquim
ita Ohveira, Alvaro Baplista de Souza, Joio Ribeiro'
Antonio Alves Val, Manoel de Castro Guioaraes'
francisco Antonio Salvando, Maria llosa de Jess'
Caei ano Francisco da Costa. Joaquim Antonio da
'.osla, Albano Pihlo de Almeida, Manoel Mendes de
Almeida.
Passageiros do briguo nacional Sagitario sahi-
?i*r,? Bi0 de Janciro : Antonio da Silva Pessoa
de Mello, Antonio Jos Marques de Moraes.
IfoladoHro publico. MaUrani-su no dia 8
do correnlc, pora o consumo desta cidade 39
l'o/PS.
Diario de Pernambuco.Segunda feiraU de Abril del 8S9.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Oepois do expediente discutio-se ante honlcm na
assembla provincial o projeelo n. 9 deste auno,
sobra o qual orara os Sr M. Porlclla e Theodo-
ro da Silva, ficando a disciissao adiada.
f.ontiuou a discussTio do orcaniento provincial,
votando-so os arts. lti a 23, depois de orareni Os
Srs. Epaminoodis, Baplista, Manoel CaValcaoti o
Gonoalves Guimaraes.
(i art. 24 ficou adiado por nao haver casa para se
votar. O Sr. presidente mandou fazer a chamada,
e yorificando-se que se haviam retirado o Sr. Por-
tella (Manoel), Queiroz Fonseca, Passos o Silva, Por-
lclla (Joaquim) Goncalves Guimaraes, Oliveira, Mel-
lo Cavalcanti, Antonio Luiz, e Theodoro da Silva,
marcou pare ordem do dia de hoje a continuacao da
anterior, c terceira dos projectos n. 21 de 1857, c
20 deste anno, elevantoua sessao.
F-ram 2 horas o meia da tarde.
Communicados.
Ti-! "V. P n q"e S i'' m?'"? d%pur I 8Cl"al ,9i e se oulros dp 1uenl as veicg ni0 e atlestado que deu. is tornaram-se bem coulicir
dvmn n;.,orr -Tv,&r^^ ^H^n C'aU" eS,"ra cr">">P<-' *eus depoimcntos, como nao dos os seos in.on.os. convnha-11 e ser pfc-o, o -
IT?,"1" C?m0 ad 0gd? da "I1?6.!0 epfon'Periom a respeilo de cojo carcter, e espi-1 uardino com nutra cum Iha nao pode pa-ar Denolc
o, ^ L iVnC s",.mulh0,"i, a^ao.de BWIojrilo do verdado. se pode ajuizarpelo modo porque limo d tostomunl.a, porque as STGuSS
sS? ''1"i,rdlno.ae spna declarando o se tcm portado em tal negocio : ora declarada por Husadas nao podeuJocm nada nproveitar s. ",s "'-
escripia urna cousa, o ora oulra, e atlnol oulra ote. i pnimoiitos an autor.
etc. ? i: no enlanto, leudo sido o A. miem fez suas Prtanlo, a luom foi que o autor disse o contrario
genuflexoes v: pedidos ;20) ( poisiufelizmenie lioje do quedeclarain u teslefflunbas do reo? nao de-
da-so empenhos pra ludo nade inundo) obtuve clarou Daniel no papel de fendaqm> gmenle o reo
corromper c Wciar osdepoimentosde Daniel e sua I lie haria comprado o sitio? nao d>-claron anda no
escrivo a inargeui, as cotas quo se acharem as
iiiesmas razos.
Pedo a V. S. assim o deliraE. R. M.
Passe.Villa de Bananeiras, 1S de marco de 1859.
-. Chmtt.
Jos Lopes Pessoa de Castro, cscrivo vitalicio do
gerale de orphaosdo termo da villa de Bananei-
ras da provincia da Parahiba do Norte por S. M.
I. o C. que Deus guarde etc.
Certifico que as razoes lines que pede o suppli-
caule, com as colas margiiiaes, c que vio tambem
i margem da presente certidao sao do theor e forma
seguinte :
Bem longe eslava o reo de suppr que prosegun-
do o autor no seu personificado egosmo, em sua
sonda de ombicao e pertinacia (1* ; com sua ado-
cicada phasologia, procurosse desvirtuar por um
modo lao sceptico a verdnde dos fados ; compondo
historias, cufeitando cotilos nascidos do corruptivcl
proselilismo daquelles quo nao disseram o que sa-
biam por verem aberto em torno do si um campo
de reaeco, entre o inleressc que immediatamente os
liga decisao do pleito do reo com o autor, c o de-
> er que todo o houieui lem de fallar a verdade.
Injusto em suas allegaeoes ; egoisla na certeza
pouco I mi \ av el de sua razao ; cubicoso d.iquilln
que cm sia couscienci.i. o na torca iu dreito (2,
teni applicacao osen */(>/ 'imuibtis lentiiiomntbnjt
Bfprobori tchetet. Tomos quem nos julgue do alto
da cadeira da juslica, porquauo nao se convence o
reo da verdade de senullianto Iheoria com applica-
cao ao caso do que se trata. (33] lliz o autor
Cbronlca dramtica.
Os Milagru de Sanio tiionio, lao frenelica-
nienle applaudidos nos theatros da corle, j hoje
sao nimio estimados do uosso publico. Accom-
modadus aos scntimenios que o periodo quaresmal
inspira c nromove, vo os Milagrea de Sonto .luto- D'e nao compele, elle alrai ossou os uuibracs do sei
io lazendo lambom a sua propaganda de rcligio. i proprio conccplualismo, e.-labelccendo entes de ra-
t. cabena aqui dizor, que para este paiz cinico dos z,:,. 1"e senao podem iiiiiforiuisar com as coucep-
seutimenlos religiosos nao sera milito fra de i illa jg calmas e racionaos do homcm pensador,
e termo quo se preenchesse a eMarfcl da quores-! as para que nao (orne desconveniente a dis-
ma, salvos os das da semana sania, com dramas cussao no ponto vago (3) em que ociamos eolio- cia'es, o quo n.io succede com os dcumeiilos do
ao eslvlo dos Iltlagre*, Santa Cecilia, etc; Para : cando trataremos de entrar em materia com a firme | reo.
honra da empreza, nao nos parece scr-lhe extra- i conviecn de que al aqui nos temos avanlaiado aos
nho este pensamcnlo. meios do defeza do autor.
Entretanto, c-os preciso para nosso assutnpto I A respeilo do pedido do autor no libello \ lis.
esbocarmos a aero quu se revela nesto noine : lia- riUBpw diz.r que nao leudo dado na supposta so-
*'!< e l.utbel ou o* Hilagre de Santo Antonia. ] eiedadede que falla o autor os requisitos csseiieiaos
. ..-,.,.. t Miim e^.ie|i..iiio-iii..suo uauei e sua me nana complano o sino T nao Ueelarou iimilu lio
mullier, venios agn com seu assomo de frescura documento n. 2 a mesma cousa? nao declarou pe-
dizer para o reo, prucurosles subornar as lestemu-! lauto o l)r. Juiz de diroilo de Palos? nao fez as
nhas, e as testemunhas tornaram-se inflexiveis s mismas declarnos peanle pessoas dignas e:
yossas suppliis. E que o embuste nesto mundo, i oapazes de mentir como se v dos documentos di
tem contaminado as conccpces mais raleles,
quando a materia reagindn sobre o espirito consu-
gue seu detestavel triumplio
As decaracoes dos vendedores feitas em juizo,
diz o autor, urna prova sera replica de que houve
sociedade. (11) Est explicado o modo llegitimo
porque se lizeram taes declaracoes.
Porque no papel de venda, uo appareccodo o
nomc da mulher, nao seria legal a venda : lambom
nao serio legaes ou vlidas as declaraccs do ven-
dedor sem que inmediatamente, sua mullier faca as
mesinas declaracoes : disse o autor : com a on-
thmnisacao de sua hermenutica altaslou-sc do axio-
ma jurdico. Quml Icr nuil deslingaititr me ni
detltnguert VsenwH. 2 E so no caso vcrlenle
o. 345 c mais todos estes documentos que veein
apneos aos aillos, cujos autores declarando que
nunca Daniel llics falln em tal sociedade, impli-
i llmente conlirmou o contrario do que allega o
autor, islo senipre disse Daniel que era o rio o
nico comprador do sitio em queslo.
Sn houve conluio entre as testemunhas o o reo,
enlo tambem houve entre ellas, e todas estas pes-
soas de maior dislinccao que fazem as mesmasde-
rlaneoea que ellas. E anda acha o autor que o reo
iiiin prAvou sullieienleinento suas allegarnos 1 Por
ventura prnraria elle as suas? Dicant mantuani...
Em qiianto as irregularidades de que falln, seria
mais curial que nao reeorresse I Utas laaras, -Y
siio fallas ccidenlaes que neiu alfceiaui asulislau-
ca da causa, e nem xepodeudo Ihe chamar nulida-
des iusuprivuis do processo, fallar-se a tal respeilo
o saslar lempo.
Declara o autor em suas allagaees a fl. tiS que
houve irania eiilre Manuel Alves,' o o reo, parase
suas razoes a lis. tll.'HS \ .1 1 ll .!". .111 lili, i HA *|.l... ..MI li'iilll....." ..^... ...Iwka .l..._ ........ 'I-
mais valioso niianto se acha em harmonia com os
lopoimonloscfas lesleinuiihas nos lugares esseu-
Escriplo em uiu.i bella lngnagem, muto portiigm- H"e lornainvlida esta especie de conlralo pela fal-
^_? niesnio temoo vehemente o precisa, o ora- la de Ulule legitimo (4) por oude oblivese o autor
ma nao sem duvida um grande esforco d'arte.
Accao dramtica : nao lh'a reconhecemos nos deci-
didamenle. O fundo do quadro a vida do reli-
gioso Antonio dcPdna, personagem histrico que
merecen as honras da eanonisaoao e cojos talentos
e virtudes hrlioram lano as plagas inhspitas do
mundo ofneano. A leuda de Frei Antonio, naseido
em Lisboa em 1195 e morto em Pdun em 1231
Ihe altribuc com Icsteniunhos irrefragaves de seu
lempo o dom sobrenatural de operar niilasrcs. Do-
lado de um talento vivissimo e verdaderamenle
inspirado do ro. Fre Antonio de Pdua dominava
da tribuno evanglica o povo que o adorava i co-
mo santo de tan virtuoso que elle era e di' tonta
eslreitesa com que cumpria a regra. Eis poro o
autor um bello assumptn de religuo, que elle sou-
ne tratar com delicadeza e como qnem minio co-
niiecc ocoraeao humano. As palavras que elle
poe na bocea de Frei Antonio sao sompre graves e
sentenciosas; a phroseqne se empresta ao santo
religioso, qual elle a fez brilhar no centro do mun-
do cathnlico, nossa encantada Italia, pura e suave
como a piedode ehrijla. Se o autor uo fez um
drama cabe Ihe a gloria do poema.
Aeomponhemo-lo em sua lenda. Frei Antonio
de l adua religioso da ordem de S. Francisco v
com intimo desgoslo e proiunda amargura que as
regras da ordem se vio relaehando, que as vir-
luosoe iracas do seu admiravol fundador sao Irahi-
das por seus pretensos discipulos ; e possuido
a acquisirao de dominio no objecto em queslo. Coc-
ino da Rocha 8 (5 M. Fr. til. 2. $ 18 nao pode
avista disto, chamar-se boje socio em um conlralo,
para cuja realisacao nao cuncorreu segundo quero
permlte a le do dreito : e so pois o reo s por si
reolisou este contrato, obtendn pelos meios legili-
mos e legaes a trousfercucia de dominio, por que
razio se hade recusar desta supposta sociedade ?
A esseiicia da venda consiste no consenso das
partes, no proco cerlo do objecto vendido, justo em
consistente em dinbeim, Ord. L. -I T. 2 i ;irinc :
que couscntimenlo houve do aulor por occasio
de ellecloar-se o conlralo ? em que lugar 1) nesles
autos protn que entrn com quantia coila para a
reaUsocin do contrato ? Falla em 20$ que diz (er
dado por conta, o mais em una historia de Mannel
Alves, o que tildo pretendo o reo adianto reduzir a
nada, demonstrando a falsidade do suas allegaeoes
o que assim fcito nao desaparecer o faci dosia
supposta sociedado ?
E nunca se podero considerar vlidos os contra-
tos de quolqner sociedade, nao apparecendo litlos
IcgiUaMM que transtliram o dominio da cousa sob
que versa o contrato Wisunbark ad reo. jus. pag 157,
eisto fallando dos contratos para cuja ellectividade
necessilar-se a prioridade um titulo de acquisieu
que u legalise.
Esta Iheoria, que se uniformiza com os principios
eternos do direiio. que d em resultado a verdade
jurdica de que nao pode o aulor ser considerado
- ,..-"...,.., w.-i.,,,,,,,,^ v i'u.KMiiuo de,-
ceieste ndtgnaeao e pondo a mira em corrigir os su*'' t'0DI fo na compra do sitio cm queslio.
abusos, representa a Curia Romana, que allende a
seus piedosos reclamos. Alborala-se I.usbcl no
Islo querer produzir nina avgumcnlaeo sem
fru.iii iieiihum (24) ; primeranienieo aulor*s lem
duas nicas lesleiiiunlias, cujosdepoiuontos p.loin
sim, harinoiiisar no sen chamado gigante, (25; no
enlamo que iiio fallando nos depoimeiilos das
testemunhas do rol ah est o dopoiiiicnlo da se-
gunda teslenionlia do aulor, escriplo a 11. 31, que
'- um composlo niaravilhoso, c completamente des-
liarmoniosii com seu gigante aulor, alm do que
da forea de sua argumentoeao lho pode resultar al-
gum bem, enlo com maioriado razo, devora sur-
tir ao reo lodo o bem possivnl desta mesma argu-
inenlaco do autor, porque ah estn os depoimen-
inentos do todas as tesiemuuhas (2(i) do reo e
mais da segunda lesloiniinlia do aulor ; all eslo
uns poneos de altestados de pessoas fidedignas,
27) o o que so ocduzde lodas oslas pessoas, com-
pletamente se harinoiiisa entre si ; do inaneira que
a nao se acreditar no testemunlio detaula gente, que
depoe e altosla em favor do ro, a quem se deve
acreditar a Daniel "( Si a este hnmein que nao
se pesa em dar certificados an rn, declarando que
tora elle smente o comprador do silio cm quoMo,
i an depois oa d laiubeui ao aulor ? 2!l| E porque
ha do prevalecer o depoimeiilo desle homem em
juzo. e s por ler sido dado em juizo? Nao se i
que um documento fornecido pela primeira aulori-
daile da enmorea declara quo aquello depoinienlo
Mraextoiquido ? Anda persiste o autor naforcado
seu gigante [301 ( documento ) allegando quo esta
lorc se loma mais prodigiosa com o peso dos de-
Mmenlos a lis. 31c36: pois que (diz elle) nao
foram argidos de suspelos ote, e o que adiaula-
ramo, fozendo tal ollegaco? Sao lo mientes
estes (lepoiioenlos, o no i'iitanto em sua terceira
leslcmuiiha, na rcpergunla a ll. 35se ve o declara-
can de que o negocio da compra do sitio, (31' se
realisara em caso do reo, estando presento esl
.No dia 9 do mesme 74.
Mnrlaiidade do dia 9 :
Florianuo, preto, solleiro, 30 anuos, phthisica.
Josepha, preta, solleiro, escrava, 34 annos, interte
Kosahna, branca, 7 mezes, espasmo.
Joaquim, preto, cscravo, 1 mes. espasmo. '
Alcxandriiia. branca, 3 mezes, convulso*.
Miguel Rodrigues de Souza, branco, solleiro, 22 an-
nos, gastrite agudo.
Maria. oranca, 2 onnos, nflammaco uos intestinos
Vllredo, branco, 6 mezes, uflanimaco.
i'iburtino, pardo, 14 anuos, febre-maligua.
Theodoro, preto, escravo, 8 mezes, coavulcoes
l-iiiama Maria do Luz, branca, viuva, 80 annos
diarrhea.
Bmpital de caridad*.Existem 55horneas, 48
mulheres, nacionaes ; 1 homem, eslrangeiro 2 ha-
wens, escravns ; total 106.
Foram visitadas as enfermaras pelo cinirgo
l uito s / 1'2 horas da mauhaa, Dr. Dornellas s
. 1/2 horas da manho, Dr. Firmo s 5 1 '2 horas
da tarde de honlem.
CHR0N1CR JUDICIARIA.
TRIBUML OA RELAQBO.
SF.SSAO EM 9 DE ABRIL DF. 1859.
rarsintrciA no ex, sr. cOoSEtnKiao biuiilino
ue LKaO.
As 10 horas _da manha, presentes os Srs. des-
desembargador Caetano Santiago, procurador da
corda, foi .iberia a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribuidos,
procedou-se aosjulgamenlos seguinlcs:
DECURSO COdSEKClAL.
Recorrento, o juizo ; recorrido, Joo Coelho
do Rosario.
sorteados os Srs. desembargad ores Gitirana, San-
tiago e Guerra.
Reformou-se em parte a pronuncia.
ArPELLACOFS CRiSES.
Appellanle, o jub.o ; appellado, Joaquim Jos
dos santos.
A novo jury.
Appellanle, Alexandre Brazde Mello ; appella-
do, o Juizo. rr
Confirmada cm parte a sentones.
Appo lanle, o promotor; appellado, Joao Maxi-
mo Kspiudola.
Nullo o processo.
Appellanle, o major Joio Bernardino de Vascon-
cellos : apprllada, a juslija.
Reformada o senteoea, absolvido o appellanle
Appellanle, o juizo; appellado, Joao Morcir de
l.cmos Findoba e Domingos de Santiago Lima.
.Mandaram Pindoba a novo jury e julgaiam im-
procedente a appellacao quanto ao reo Lima.
C1VF.IS.
Appellante, Joo Ferreira dos Sontos; appella-
do, Francisco das Cliagas Cavalcanti Pessoa.
Reformou-se a sentones. '
niLlUF.NlilAS CRISES.
ComvLsta ao Sr. desembargador promotor da jus-
li?. as appellac&es crimes ;
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Romeiro
de Gotira Jnior.
niSTRISl'I(OBS.
Dislrbuiram-se ao Sr. desembargador Gitirana,
as appellaeocs civeis :
Appellante, Miguel Francisco Fonles ; appella-
do, Antonio Firmo de Mello.
Appellante, Francisco de Si Albuquerque; appel-
lado, Manoel Antonio Pereira de Aureu.
As appcllaces crimes :
Appellante, Manoel de Araujo Brrelo ; appella-
do, o juizo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, as ap-
pcllaces crimes
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Ferreira
irreto.
n^S11 u' Joao Luiz Ferreir ppellado, Joao
Baplista de Messcno
c.oes0c!vreisd:SCnlbargad0r m* """^ M aPPclla-
lonf^1 Bn'e ^05 *ior'erl<> Castello Branco ; ap-
pellado, Francisco Cavalcanti de Mello
As appellacoes crimes
Alv^Cem. pr,,m0l0r; aPP""o. Francisco
AppeUanta, Palatino Augusto Barbalho UehOa
appellado, ojuuo.
deAf"cav"l!tU'/0 : apPeU*Uo' FranceoManoe,
A' 2 hura da tardo encorrou-te asessio.
os
parte
seo dos abysmos e acconde o odio o 0 onibiro
roco espirito do gerol do ordem e no espirito im-
bcil de um pobre personagein, a quem destina o
autor o papel de instrumento do orc)iai.o do mal.
Aqtu se establece a lula enlrc I.usbcl, que o prin-
cipe das trovas e Gabriel, que o enviado de Dos
para jufflefie retemperor o animo do religioso
dcPadua. Nasce desle antagonismo a oceo
que um episodio da vida do Sanio, reto-
cado pela imaginacao do poeta : o elemento hist-
rico so destaca inalleravcl do fundo do quadro, e
'ransparece vista uos asombrosos milagres, que
a lenda diz operados pelo religioso de Pdua. To-
dava se muitos sao riorosoinoiilo histricos, al-
gttns ha sustentados openos pelo rumor fantico do
povo, e que conviria ao poeta remeller ao silencio
Esta o inleressc lodo do accao nos prodigios ni-
roculosos reahsados por Frei Antonio de Pdua V
phraselimpidissima que llrem presta o poeta, unas
vezes singclfl c serena, transumpto delissimo da
humildadcchristia,c*lra3 vezes arrebolada, enr-
gica e violenta, como o ardor dos apologistas
EonmnrM ; osla linguagem, dizemos, d foros de
nobleza i aeran o fz a gloria do poeta. As evo-
lucoes seenicas, Metaladas com coiihecimento d'ar-
iif adniirST,;t pidez, dislrahem c encoutam
c-lhos. Estas operaces fazem no drama a
da imaginarn.
O Sr. Germano comprehende admiravclmeule o
pensamenro do amor. O drama religioso posto
em scena muito oo natural e a carcter.
Frei Antonio de Pdua (o Sr. Germano de Olivei-
ra) um rerigioso, bem earaclerisado. A voz pro-
iunda e subterrnea, habituada a morrer as abo-
nadas sepulchraes do claustro, o olhar fixo c im-
move, o porte grave e magestoso, os movimeulos
cadenciados, o passo seguro ; o denunciara habitan-
te do tmulo, irmio do silencio, amigo da oracio.
W bons esforcos dos sinceros actores do Santa
Isabel corftam os designios do Sr. Germano de Oli-
veira. Fre Antonio de Pdua resume o drama.
>ao os suas virtudes sobrehumanas o thema inva-
novel que sustenta o poema.
Mas, corre iwsim a accao :Frei Antonio a pro-
rifincn de PSduo, o homem evanglico por cx-
cellencia, que tem o dom de arrancar .egredos com
o polovra e de confirma-la com prodigios miracu
tesos, tis Ezelmo, soberbo general d'Vllemanh.i
que rouba urna virgem de Padua, e com ella se vai
para a sua lenda. F. Frei Antonio j abandona o
austro, para o qnal impetrara com santo zelo o
rigor da Santa S; e se encarninha para a tonda do
vatoroso Ezelino, l chegando no dia festival em
qe i'ltecelehrava "as bodas com a virgem pu-
dibunda de Padua.-Por entre o riso e a testa que
banhavam de jubylo a soldadesca, adianla-se com
passo lento o santo vario de Pduo : ei-lo que se
prosta oos ps de Ezelno, reclamando que Ihe res-
inas a flor mimosa do jardim paduano. E Ezelino
we responde com o sorcasmo e o estridor das
troinbeles abafa a voz poderosa do homem dos pro
digtes. Para confirmar a f varillante do soberbo
general, Frei Antonio faz reverdecer urna parreira
soecae mirrada ; dirige-se depois para abordado
mar, e evoca os cens habitantes que se suspciideni
* superficie d agua, como pendendo da bocea do
varao apostlico. E mal comeca a prdica aos pei-
xes, eis Olivia, a virgem roubada, que risonha e
chela de encantos se ostenta intrpida ao lado de
Fre Antonio, e eis Ezelno e a soldadesca harboro
que se prosternan) confusos e tomados de indizivel
espanto.
Ciimprida a sua missio de paz unto a Eielino
dta Fre Antonio i solitaria Padua, onde rece-
wdo s portas da cidade pelo povo e pelas virgens
o bello effeue desta scena s portas da cidade
nao se dcscrpve!' (Vence aqui o Sr. Germano um
seno emberaeo! Aqui revelo elle um talento su-
perior )
. ------ ----------------- ...... v i..., MWMV .,,.;-t.,mj UBIIJ. O
lie teiio, nada inois rozoavcl do que oeslabelcci- amor e o vendedor, quando o aulor allega em suas
ment de, taes preceitos romo una garanta se- > i zoes a lis. 65 que se nao assignon-sc no papel da
- venda, era porque se achava ausento, d'onde sev"
que esta ingenua oonfissao do aulor de conformi-
conlrato s um ; e estas coudicOes sio converti-
dos em leis luiidamoniaos da sociedade, que tor-
nam consequencin do titulo do reconhocimento do
dominio, solidarios os contraanles na esphera das
obrigacoes de que se lizeram carga, principios de
dreito absoluto, Paiva $ 255.
Ora, segundos principios correles no lei do di-
reilo, qual foi o carcter de unidade que; presidio
na substancia do contrato em questo, tornando
socio de um lado ao aulor, e de oulro ao reo na
compra do referido silio t
A principal obrigorao do comprador pagar o
proco no lugar o occasiio da entrega da cousa, salvo
Sior uniros condiccs em contrario. Ord. 1. 4 til.
1 81.
Ora, se pelos depoimenlos (7) das testemunhas
afhrmai.i, pelosdocunclitos de ns.conhece-se que
somenle o reo pagou o Daniel o importa porque
foi vendido o sitio referido, e islo ao passar da ts-
criptura : nao pode haver diivida de que no sen-
tido da lei ncnhuiua parte leve o autor na compra
do mesmo sitio.
Enom e comprador legitimo de urna bordado
pode ser privado em face do titulo que legilima a'
acquisicao de dominio, do dreito que tcm sob a
propriedodo da cousa olheoda.
Peg. Forens. cap. 7 n. 53 dab. p. 1 decir. 87
Iia.da se podendo ao depoLs allegar contra a legili-
midade do titulo sem dolo ou malicia passado e que
fundameutou o contrato Peg. ad. Ord. loin 2 ne
309. b'
Do que se segu, que anda quando (o que nao
concedemosj livesse se dado descuido da parle do
autor em nao haver oblido titulo de acquisicao co-
nhecendo ello como coufessou em suas aflcgaces
fiuaes a fls., (8 que nao houve m f da porte' do
reo quando obleve a escripturo do compro aositio
sem ver comprehendido o nome do autor no tar-
ca do direito, uenhum jus tem hoje sob as trras
compradas, c por couseguinte nao subsiste o fado
de tal sociedade.
J v perianto o autor que eonsideroda a questo
segundo os principios garaes dascicnco, neuhuni
fundamento tem a causa que defend-.
\ ejamos agora em que consisto cssa forco indes-
trurliycl, figurada pelo aulor no correr de suas al-
legai-es ; e que tanto lhu auimoii decantando no
brilhantimo do suas pretencoes a iufausla derrota
do reo. (9)
S" primeira parte das razoes a Ds. fia, a fls. 46 o
17 do que, tirando lodas as suas dedueces con-
cluo por utn modo irrcsistivcl c lio deshumano que
sera infallivel o seu triumpho.
O seplicisrao pnrm faz-nos descrer da verdade
desle dogma pelos depoimenlos das testemunhas a
ls. Si esta leslcmuBha do autor e diz que Daniel
Ihe declarou ser o silio somonte de Rogcno( (10) o
lis. 51 pordionle ; o mais pelos documentos de n-
meros 2,3 e 5. se v que em diuureittes occasics
Daniel declarou n diversas pessoas que Ihe falla-
ram sob tal negocio, que somenle tiuha vendido o
sitio ao reo.
Mas Daniel nlo obstante todas estas declaracoes
diunte, de pessoas de diffcrenles condicoes vai para
*"O0, serlao, e magnclLsadopor urna forca eslranhauue
.?J',?reA.,"ori0..s0.1,tal1al'd"''. onde rece- avtou sua personalidade, preslou m depoiuiento
em contrario aquellas declaracoes miserovel
So ra validade dos contratos, (6) e de nutro modo
e que serveriam os titulas que imprimen] o cunho
de validado aos externos por oudt se adquire domi-
nio e posse 1
As cousidcracies coraos da sociedade proscripta l" para "qu da-la mais desuspeta ?'
pelo poeto que conslilue o objecto do controlo, de- J v pois o Autor, que inulilsodo o depnimcnlo
cm ser toes, que o suoocrao lenha um carcter de sua terceira lesleinunhii, apenas subsista n de-
e umdade entre os socios, assim como o fin de i poimenlnde sua quarta testemunha ; pnri|ue ndo-
--------------------- ^..- ----------. ~._...~. i... .._.. >.<,><*, UI0.', aaue com o quegeralmenle se sabe d em resulla- as conta a seu gelo (Juando foi que h
do que perjuron sua testemunha, o pur conseguin-
Diphiles.
O rrstatirant francecn. It do
Trapit-be Novo.
n i i- J>tai-m /
Ora felizmente j a nossa capital conta em si um
refugio para os gastrnomos, um dezenfodo paraos
fastidiosos e urna bella distrarao para os nervosos.
O rtttaw-Mt do Sr. Luiz Puech, est nestas conl
tTJ-1 : iem .Ud0 quan,10 Pr bpcca P>* Pedir "m
famlico de estomago de ac, o ludo pnmorosa-
jnenie preparado: se vinhos, alli o gMtro-fomi-
licochupista wcontrar os mais nos, e nitida-
damente engarrafados: se massas, nada ha a dese-
jar-as tortas, os pasteles-os podins-os pastis
e ludo preparado, e temperado com as regias d
mpagovcl culinaria ; sedislracdes, ha o bilhar di-
versos logelos de pontos, bella e encantador vis-
ta para o vasto poeto, e oceouo, muita virario e
sempre escolhida componhia.
Frequenta o restauranl urna gronde porco de
negociantes de diversas nacoes.e nao menos do bra-
sileros dislinclos, que all sao promptamenle ser-
vidos.
Oaceo da casa, tanto no aposento terreo como
nos tres andares, que servera de hospedara esta a
toda o prova.
O servico da mesa consta de porcelana, cryistaes
as mesas sao de marmore, e todas sempre era or-
dem de morcha.isto dispostas a receberem quaes-
quer tregezes exaustos fome.
O bollo sexo eslrangeiro nao indifferenta ao res-
lauraut do Sr. Luiz Puech, o alli ha urna polica do-
mestica tai, que sera impossivel observar-se o que
v^e com asco e podor em certas bodigo denomi-
nadas restauranu.
0 Sr. Luiz Puech tem urna despez diaria com o
503l|iodasua casa do rs. 60006: paga pelo pre-
dio 2:8001000 e ainda assim o Sr. Puech est satis-
feilo porque a sua casa sempre muito frequntada
desde as 7 horas da manhoa al s 9 da noila.
Dem alguna eslrangeiros, que esse restauranl
nao tem differenca de quolquer, por bem acetado
de Pars, pelo menos na nossa capital o primeira
em tudo e por todo..
Frequentam-no, e desenganar-se-hao.
8 de abril. im Fregu:.
ERRATAS.
No communicadoEstrada de ferroque vem no
n. 81 desta Diario. Em lugar de nao poda dei-
tar seni o leia-se ni o poda dizer senao. Em
lugar de facan meliora lea-se facianl oie-
liora.
Na correspondencia e documentos apresentados
pelo Sr. Dr. A. Fonseca no Diario de Pernambuco
de 9 do crrante, se nota na linba 88 da pagina se-
gunda forra em vez de farra.
que nao soube arrostrar com os matares coniprn-
melimentos fallando verdade. .(11)
Pelos documentos (121 de ns. 3 e 5 ver o Sr. jul-
gador que os depoimenlos de Daniel e sua mniher,
foram extorquidos pelo juiz municipal supplente
daquelles lugares, e nem de outro modo podero
Alcm de ser o documento n. 3. fornecido pela
primeira aulondade daquella comarca, accresce que
felizmente o Sr. julgador conhece perfeitamenie
que aquellc magistrado incapaz de corromper
seu caracler, prestaudo-se indignamente a pedidos
e favores oppostos verdade. (18)
Que Daniel nenhum fundo de moralidade liga a
seusaclos.e nenhum aprecod ao principio de honra-
dez com que lodo o homem obligado a fallar a ver-
dade, exhuberanlemenle, se prova por essas diver-
sos declaracoes que- elle fez, j or seu proprio
punho, eja diante de pessoas fidedignas que o ou-
virom, deelararoes todas em sentido oppnstn : ora
dizendo ler sido somenle o R. o comprador do si-
tio, e ora dizendo o contrario. (14)
Que f pois pode merecer o depoimento de um
homem tal ? mas foi feito em juizo, a nica taboa
de salvaroo do autor, sim senhor ; (15), porem se
est provado pelos documentos 3 e 5 que seu de-
poimento e de sua mulher foram exlorquidos. ouid
tnae. que rcssem sido dadas cm juizo ? (16'
O que m juiz suputante por estes centros ?
um homem ignorante, violenta e arbitrario, um es-
pirito moligno e nodo mais. (17)
No entonto hade ser recusado (18) o teslemunho
puro de um magistrado honrado, e assim conhecido
por lodos que sabem do seu viver e precedentes
para se admillir depoimenlos exlorquidos e violen-
tados. E quando mesmo nao tivessem sido extor-
quidos taes depolmdhtoS : sabe-se mui bem que a
prova icstemunnal um meio muilo contingente
de defeza ou aecusaco infelizmente na poca
Publicares a pedido.
fertVdad1"0 tUd qUe Pde Se cbaDlar '"enco e
(2) Direito sim I
u 4 i Ainda mais isto.
i) No lugar proprio que a cegueira maliciosa oc-
(6) Que mistura de contrato social com venda !
que Iheoria sem pralica applicavel ao raso I
171 Quaes sao elles ?
(8) Fallou-se em hypothcsc para que inversao
sublil ?
9) Nao foi assim: seja fiel.
' (11) Faltou a verdade que a todo trauce se quer
negar.
(li) Sao papis sujos, sem forra probatoria c me-
nos capaz de destruir aquellos depoimenlos.
13) E homm e basta para eslar sujoito s ve-
cissitudes do lempo.
(14) li se respondeu a Islo convenientemente, e
a mulher de Daniel que dectaracio fez nao meiei-
ra na Ierra.
(15) J reconhece a verdade, nn s ser feila
em juizo.
(16) Que teimo.
17) Nem tantum risum tenealis I !
poiniento da segunda forma n seu maior rorpo de
delicio, e o da primeira de nada pode valer : (32)
do un ollicial de jostica deste villa, que jurando
de duvida vaga jurara al de vista se aperlas-
sem com elle, puis bem conhecido nesta Ierra, em
cujos auditorios lem prestado juramentos al con-
tra si proprio ? Parece inaudito isto, pois verdade
vamos ailianle.
Diz ainda o autor ua folha de suas razos a fl. 67,
que o seu gigante ( documento A ) 33) se ainda
ochava corroborado com fados subscquenlcs aven-
do do sitio, e para onde melhormenle se Ihe enver-
gar razo de que foram estos tactos? ( 34 ) cm que
lugar nos autos veein provados ? com os depoimen-
los de suas Ustomiiiihas? nao ; porque batida como
se acha sua prova leslemiinhal, dahi Ihe nao pode
surtir recursos para susfeutaco de sua asserrao.
A historiado Manoel Alves," ah referida pelo au-
lor na mesma parte do suas allegaeoes. urna ur-
didura que nao salmo reo como enlrasse nos clcu-
los da ambicio do aulor! oh! ol! com effeilo?!
Para que nao se dofende, ou nao justifica sua prc-
tencio, laucando ino de meios mais honestos? (35)
Manoel Alves querer lomar em pagamento a meia-
eao do outor (36) c donde veio esto lenibranca?
Manoel Alves nunca Iralnu de tal negocio ao autor,
euOirmando e autor, que tanto isto e exacto, queo
dito Manoel Alvos al Dzero urna transaccio com
seu filho, prestaiido-lhe urna quantia que tomara oo
capitn Justino; (37) ahiest o documento don"
i. que claramente destrac este trama furgicadocoro
tanta deslealdade c m.i f !...
Passa o autor a corroborar o sen gigante ( oh quo
Canrion) om os seus documentos de I), c islo as
ti. b7 de que sao estes documentos em ultima ana-
lyse ? O que podem valer, Bernardino (o autor) de-
ve aocapiloMaiicel Alves do Parias rento c tantos
mil reis, porm nada lem de seu com que possa pa-
gar, e aquello capitn rnnfessa cm seu liotn atiesta-
do a fl. 72, que foi cobrar em companhia do Antonio
Rento e o devedor Bernardino, o que levo para Ihe
otrerecer foi a tal meaco do que se chama se-
nhor. (38)
Ora, quem nao v, auem nao comprehende que o
capillo Parias impelido por una tarea mui natural
(n iiileresse de cobrar sua divida) coin toda a facili-
dade prestoo-sc o dar ao autor aquello bom alteslo-
dor eque allestnco comprida ? [39
Por urna deducn muito lgica, que se conten
nos principios dos inleresses do autor e na propria
nalurezd .das cousas, se comprehende urna verda-
de, o quo, assim como o autor obleve desle capi-
tao aquello atlestado, tambem loria obtido a graca
de ser elle urna das suas mclhoros testemunhas;
pois quanto nao aproveilaria o seu depoimento dado
em juizo ? e em que juizo no juizo desta villa, (40!
que nem tem magnetismo como o do Palos lev
para arranjar o depoimento do coitodn Daniel, o
uein deixa passar gatos por loores, quando se voem
narrar tontos de fados.
Mas, se o capitn Parias, resistindo as supplicas
do autor, nao veio ser urna de suas losleniuuhas ;
pois quem tem una lesteuiunha lo boa e nao o
Haz ?
Esti visto que algunia cousa recciava, o natural-
mente era prestar um juramento. (41)
Nao se enxcrga em ludo isto ressumbiar o supra-
sumo do aprismo com que se pretende embuir no
espirito do justico alsidades lo iuiquase lio desai-
rosas, a quem se presta a elles ? O que sio estes
oulros documentos 1! oCI Senio o resoltado da
vontado do mando, quero posso, do mesmo capi-
lo Parias) Pois s serviaui ao autor os altestados
de um oservo e um inspector de qiiarleiro ? (42)
ambos llrenles elote?... o funecionarios, que vi-
vendo s sombras do dito rapilao, se hio de querer
cnenstar a lio boa sombra .'
Pora que nao procura altestados de tantas pes-
soas fidedignas de A ro una .'
Pois s servia o capitn 1 arios 43) (que nao con-
testa o reo sua bondade iuteressado que o aulor
triumplie paro Ihe pagar? o os seus dous subordi-
nados, escriro o Inspector
O reo. afflrma quo se nao livesse dado tao boas
tcstimiinhas e que tambem juroram ; lendo tesli-
munhds como o capitn Paras, um escrivao, e um
iuspeclor, nstraria ainda que fosse debaixo devora.
Impugnandon autor os depoimenlosdasleslcinunhos
a 11. 51 a fl 55, achou quenada disseram rom pnv
cisiio e clareza, e que ancuas enredaram seus de-
poimenlos dos que mui bem se euforia o conluio ha-
vido entre ellas o o reo ; porque suas declaracoes
se referiam a Daniel, e este dizia cousa contrara.
Primeiromentc note o reo (44) que Daniel s disse o
contrario, pirante o juizo municipol supplente de
Polos ; peronte o capitn Parios o pcronle umo dos
suas testemunhas ; peronte aquello juizo ficou pro-
vado o modo porque Daniel depoz: peanlo o ca-
pitao, este por honra sua nao deverio ler dado o
liiiha desta mesma, pois disse assim ; protestando
talla de declararn do seo orno quando nisio nen-
huina culpa tare o autor por estaranxenle etc.,
um podacinho de Dora toda osla lira de alto aballo
nao sabe Plosmo o autor quaulas anda.
Km oulra parlo de nossas allegaeoes livemos ile
servir desta parlo das do autor para mostrar o por-
folio desacord entre elle c suas proprias teslcrau-
nhas, agora locaremos porfuiirlonaineiilc no mes-
mo ponto do suas razos: somenle para oventurar-
mos algumas retlcxues cm sentida diverso do que
ja fallamos atraz.
Como se pode crer que tendu sido o autor um dos
compradores do sitio, ^ 1 ti' nem ello e nom algn son
procurador se acbasse presente no lempo que passo
O papel? compran sem saber n que ? o era esta urna
rompa de inlureza tal que elle a podosse fazer.
sem que oblivesse prion um titulo de ganntia J
Antes do passarmos adianla, soja-nus permiltido
i ollar a urna parlo das raines do aulor que por en-
gao ia ticiinlo sem conlesiacio.
Tratando o aulor do fazer tem enaltecida a forra
de son gigante documonlo A) allegan que segando
bom so cafera de sua lesleuiunha terceira ede sen
documente ll. Sollicitar o ron o sen coosonlimeotn
para meller as ierras em uuia das casas ao fbreira
i andido; do quo conclua a verdade de loro roo a
principio se considerada socio do aulor. (17)
Primeiranieuleacilae.'io da tosiomuuha feila nos-
la par.' polo autor falsa, pois nem an menos
olla falla em Candido a quem chaina o aulor seo to-
rono; em quanloan valor que tira do documento II
e-s aclia-se prejiidicado. Assim por lano nao po-
dem haver estas roosoquoncias Armes (a que se re-
feren anin da exisleiiei.i e vivacidade do contrato
do sociedade de que falla. Corrigida osla falla, que
tamos passando, eonlinnaremos em augmento como
tamos.
Persisto o aulor na persoasaO de haver derrota-
do o r.'o em uns metas .fe defeza, considerando in-
lallivel o seu iriumphn. allegando nos autos a 11. 68
que dos mismos autos se evidenciara o manejo e
jogu de Hogcrio com Manoel Alves para se licarem
com a Ierra, etc., ele.
.Na verdade experla o modo poique b autor com
lanta fi-lii-idade e desossumbro invena historias o
houve trama
cutre o roo c Manuel Alves ? Falla n aulor om urna
historia de 55$Q00, B diz que osle diuheiro quo o
aulor quiz depositar em juizo por nin ler o reo
querido recetor.
A este respeilo temos o observar que tanto se
conhece o proposito a m fu com que o autor fur-
gica a urna semelhaute historia, que se este dinhoi-
ro ora provenieiile da meacao do silio de que diz o
autor Czera parle enlo; o que se segu que nao o
pagou a Daniel, vendedor do silio, o por conseguid-
lo todo o pagamento fui feito pelo reo (48), pois
que cdnfSsa o autor que por nao tai querido o roo
recetor o tinha querido depositar : ora se assim ,
claro flca que lendo o reo finio a Daniel ludo, e len-
do-so passado o papel de i onda, mimrinnando-so
Somenle o son nomo, somonte elle, o nico dono
do sitio.
Km quanto, porm. allegar o autor que Manoel
Alves tomara diliheiro ao capilao Juslino, para
prestar ao li I lio do aulor, e assim pagar ello a Da-
niel a parle corresponden lo sua meiacio (9,
isto urna falsidade avillanlo contra a qual proles-
la o mesmo capilo Justino, segundo se ver do
documento n. 4.
Toda osla historia, pois, allegado pelo autor om
suas rozos a S. 68, um tecido horrvcl, que nao
se persuadi o reo quo houvesse coneaprn capaz
do taclo Alm disto outra considerarn impor-
tante : se os 55JU00 de que fallo o autor' foram to-
mados por Manoel Alves ao capilao Juslino, para o
0m do ser emprestado ao lilhu do autor, segundo
"e mesnM allegou na conciliaco dejiiiz
tudo
Illm. Sr. juU mumrp'al^hio,-RugerioAnJ taiK
(19) Distrbuico da prava testemunhal, nova ju-
risprudencia I
(20) Falln a verdade, foi o que fizesles, assim o
pravam vossas cartas, mas nao fez o aulor.
(21) Nn foi assim, temos consciencia do nosso
pensar.
(22! Islo oqui inapplicavel.
(23) Ahi ropoiisom lodos as nossas esperancas ;
amigo, para ellas appellamos.
Na sua inlellgcncio sem igual.
Hoslara pora procer.
l)uas somonte defeituosas como se sabe.
Sio papis sujos, porque nao vieram jurar ?
Sim, a Daniel easua mulher.
Tire Vmc. a condesan, c nao esteja s per-
guntando. Nao afflrma isto, diz que Ihe consto.
(30) a palavra gigante referc-se aos depoimenlos
de Daniel.
I! rl peonlrato, o principio do negocio.
3!) At islo para que casqun has.
33J Nao rom o documento.
31) Alii eslao, e nao tenho culpa de o nao que-
rer ver e reconhecer.
(35
36
137
H
(39
Lauca mo dos verdodeiros"
Veja a prova.
Justino j est reduzido a .
Nao adultere os tactos.
de paz.cnmo so porte ver no tormo da dito concilia-
co apensa aos autos e nos 11. 73; porque razio nao
procurnu demonstrar isto com o teslemiinlio do
proprio Juslino ? 50)
C que historias dosla ordem com muita facilida-
do se iuveulam ,51;. Na verdade Manoel Alves pro-
testa perantc Dos c os honieiis, nunca querer re-
ceber os taes 33000 e que nao houve transaccio
de especie alguma rom Manoel Aires, o autor e o
canitao Justino, segundo se v do documente cima
referido.
Que as lesleiuunhas digam que o autor concluio
o pagamento com os taes 33S000 nao ha tal, poi-
que esta historia de 55*000 propriamentu um con-
t do fadas.
Deludo quanto levamos dito, segue-se que pri-
meira nao pruvouu autor quanto dizque o fez, sua
causa,porque lieou bem patente quitada prova tes-
temunhal nduzio-.-e is obrigariVs de urna unir
lestemiiuha por terem licado os outras prejudica-
das,.' so se elementar em nossa legislacio, que me-
nos de duas testemunhas nao pode fazer prova ple-
na, o autor quo nao leve ao monos duas testemu-
nhas contestes e dignas def, nao provou plena-
mente o sea allegado no liUelio ll.
An depois demonstran orn a improcedencia da
aceio do autor pela falla deprava documental
que sobrepujasse as apresenladas pelo roo, doriou
toin saliente 52) o calculo da ambicio e capricho
com que o autor procorava da expaso ao seu ge-
nio destruidor de paz etranquillidadedc um pai de
familia laborioso que como o reo nunca em sua vi-
da qiiestioiiou com pessoa alguma, e a respeilo da
Insignificante cousa (53), e por Ionio apezar de sed
calculado appelta aos principios de juslira eterna
espera o reo que apreciando osle iutegerrirao juizo
rom o sua cosiumada imparcialidade a razio que
em direito e saa consciencia pode ler una das par-
les litigantes decida nos termos pedidos no finalda
cnilranodade.Oodvogadn CVssiguo-tno Uala-
rhias Clavdiano llrznra Ca calcan ti de Ca*tm.
PUBI.1CACAO DO INSTITUTO HOMKOPATICO
DO BRASIL.
Aponan,.-utos para a historia da Int-
mcopalliia pelo Dr. Sabino Orejea-
rlo lanfera Pinito.
Resposla an relalorio do etlado itinilario da pro-
vincia de Pernambuco no mino de 1856, apreseu-
tado pela commitsao de htjgiene publica.
( Impressn no fin do auno de 1857. )
N. B^O artigo, o que se responde, transcrip-
to por paragrophos, quo so distinguen) da res-
posta por eslarein marginados e collorados entre
parenlbeses.
HOSriTAI. llOltrol' w litro.
(Continuarao.j
A eslo ofiicio responder o Kxm. presiden-
te da provincia em 15 de moren, que leudo
recetado o obulo do commissi henoficente
(capilaes, medico o remedios! para ompug-
na-lo no Iralnmentu daquelles desvalidos que
piefeii-Mn o novo systomn do vclhn, ospe-
ravo que o serviro interno, assim como a
* dieta fosse mautidi por dita sociedade, e nao
petas cofres pblicos, i sobrecarrogndos coin
a despera de oulros hospitses, e quando j
a epidemia decrescia, e se iam encerrar al-
guus hospitaes, e que nao obstante eslava
promplo a auiilia-ln com o que permittissem
< as ciicumstonciasj muito apnrtadns do the-
souraria, com tanto que senao podosse dizar
que se fallir pobreza soll'redo/a com um
inoio que podia soaviso-lo no flagello que a
todos persegua.
O Sr. Dr. Cosme quiz dizer que S. Exc. respon-
der ao meu ofllcio com a sogacidode do diplmala
Sue vendo frustrados os seus clculos tem guarda-
o urna tangente para sahir-se airosamente das dif-
ficuldades. Si ossim dissessu honrova meihor a 8.
Kxc., do que pondo em relevo um inlcresse ficiicio
om favor dn pobreza sofTredora. O olDcio de S. Exc.
na verdade umo peca diplomtica, que bem justi-
fica os crdito, de que ju goza na arte de engaar
oshomens, segundo adellnicio mais acreditada da
polovra diplomacia {*)
lllm. Sr.Tenho prsenle o offtcio em que Vm.
me cominunica ochor-se promplo o osylo destinado
no convento de S. Francisco poro nelle seren rero-
451 Por certo tuc o tem perdido.
46) Pelo que daclaram os vendedores e testemu-
nhas.
(47) um dos autos subscquenlcs que os reos ne-
gam.
(48) Manoel Alves e nao Bogerio V. as razos a
11. u8.
(49) Daniel ossim o diz c as testemunhas
q v L 1 ,, l^"l ""'^ iwiin i uia .i itatiniiiiiioa'.
... Jw\ *T-: ? T lanl de 1uem com l50 Por ser iferossado por Bocerio como se de-
razao nao dona dizer menos, se mesmo fosse exac- mofislrou
la sua consequcncia lgico.
lhidus os individuos que forem atacados polo epi-
demia, o que preferrom ser curados pelo sistema
liouieopalliiro, o ule remelle uirra lina de pessoas
que como enfermeiros devora sor etnpregados oes-
se servico, veticenrlo tima diaria que Vmc. prape.
Aoque cumpro-me responder ueananilo me resol-
i'i a anxilia-lo nessa ord de misrridordia, conta-
ra milito, nao adeom enridade pesxoal do* inem-
bro* da sociadods homeopothica benefiecnte, como
lambeta rom o* seos rnpituc* offererido* generosa-
mente por Vine, como principal orgia da mesma
sociedade ; e con^ejuintemente esperara gne o
somat tudittu, tas Inui6ino sen-iro ordinario
da rasa sanitaria nao correriam por conta dos co-
fres publico*, j inuilissinio sobre-oarregados com
outros hospitaes, (1) que segundo a opiniio da
rummisso do higiene devora serj reduzidos, nao
s pela geral repugnancia que coin razio ou sem
ella, mostrara os enfermos em se recolliorem aos
postas mdicos, (2) como pelo manifest de cresci-
monto da epidemia tiesta capital.
Ora, lendo j o governo Icitono pequea despe-
za em montar o enfermara de que Vmc. so quer
mui generosamente enearregar, parece que o mais
devora realisar a sociedade bumeopathiea, para que
a sua coridade o pliilantropia rcalcera de una ma-
neira digna dos maiores elogios, t
Todava, se nao forpossivel sociedade boraeo-
palhica lienelconle satisfoz a ininlia espottaliva,
e^lou promplo a au\ilia-la, como permlttireni as
ririiiiuslaiirias j mui periodos da tbesouraria,
com lauto que senn possa dizor queso faltn, po-
breza sntfrodnra com um meio que pudo suavisa-la
i no flagello que actualmente nos persegu*, (li
Dos guarde a \ me. Palacio dn governo de Por-
namb..... lado buuvo de 1856. Jottlleutoda Cu-
nlia r Figutirtdo.
film, e En, Sr. Acenso a rocepro dn ollicio
I de \. Evo. datado de lionloio, no qual se digna de
Idizer-me que quando se res iheu a aiixiltar-me un
i oslabelociiiionlo do asylo, em que tem de ser re-
< colliidos os enfermos cbolericos, que prefcrirein a
; medicina honieopalhica, eouiava nao SO com a ra-
ndado pessoal dos membros da sociedade homeo-
palliica beneUceute, como tambora coin os sous ca-
pilaes, e une por isao esperava que nao .smenle as
dietas, como lambom o relatorio dos empregados o
mais despe/as cora o serviro interno da casa sani-
taria corresseiu porronta da sociedad-?.
Peco perdi pora dizor a V. Evo. queso a sncie-
dade disposease de arandes tapiewet por certo j de
muilo lempo haveria olla inoiilado um asylo, onde
os enfermo-.desvalidos eiiconlrassein ludo quanto
fosse noeessarin para 0 san Iralann-ulo, o nao pas-
; Rana en pelos olislaetilos que loulio encontrado na
realisai-o de lo uolire peusameulo, porque haven
do dinlioiro e boa volitado lia ludo mas ionio os
fundos da sociedade apenas uionlasseui a moa quan-
tia inulto iiiMiiiii ieiile para luauler um estaboleci-
I meato desea ordem, rosoli i oil'ercoe-la a V. Exc.
| para ailjuiorio dos soecorros, que houvesse de dar
: ao* enfermos indigestes.
Em meo ollicio de ollero'imeiilo datado de 17 de
\ lovoi'oiro, disse ou que pomrthi il,- V. I'xc, tanto o* mcn* scrcico* mediros
| e lodos ns nirdirainentos neces*nrio* para snreorro
i dos desvalida* enfermos, como liunhein o pegneno
. fipital .la sociedade. Note V. Exc. que en nsei da
. etpresso/^Heno capital, o por lano jamis do-
rara \. I'.\c. esperar tapset, que podessem fazer
la. e desperas de salarios o dietas.
De mais quando V. Exc. se dignan deconridar-
me por intermedio do Sr. secretario da provincia
para Ihe ir fallar, c n'essa oecasin me onearregnu
| de levar a effeilo o estabelecimenlo da casa aila-
ra, mo indagou ^iirtcii ernm os recursos pecunia-
rio* da sociedade: o por biso nao podia ou entender
oulra COUsa senao que V. Exr. quera montar o asy-
lo a expensas dos rofres pblicos a oxeinplo dos ou-
lros hospitaes, com a differenca que nesles ludo se
pagara,e que naquee poupavom os cofres pubii-
cos as despezas de mdicos e medicamentos, u que
j ora de grande vaMagom. En nn podio penetrar
o peusamento de V. Exc., nina \o./. que in'o nin
manifostnu ; mas, como o sociedade .livesse em
i-aixa a quantia dcG0(l$, lenibroi quo esse diuheiro
fosee applirado ao suslenlo dos enfermos, o disse
que empresario meus saberos para oliter esmnlas
sullicienlos, que podeseera sustentar as diotas du-
rante a epidemia, o que oSpoc grande infolieiilade
ininha e.la sociedade lioineopalliica recorrera o
V. Exr.
Ninguom mois habililado est que V. Exr. pora
aialioi a dedirarao rom que me tenho prestado a
todo este negocio, sem que dahi me possa resultar
o menor nteresse pessoal, e antes muitos rompro-
meltimcnlos, que don pouco peso, una vez que
resultom om bem da humanidade. l'nr isso me
parece que nao pode ra/oavolinenta exigir mais de
mnn, e noiuda sociedade, que s offereceu o pouco
que liaba.
Todava garanta V. F.xc. os ordenados o grolifi-
raroes dos empregados segundo a proposla conslan-
I le do meu ofiicio datado de 14 do corrate, que
I prometi indoinnisor os cofres pblicos desso des-
| poza. Se as esinolos que elle a sociedade nesta ca-
i pital houvermos de tirar forera to anilladas que
I eooipoit.-in tal indemuisaco.
O osylo se acha promplo apezar de todos ns obs-
tculos; resta somenle para funecinnar qucV. Exc.
rosolva acerca do expendido.
lieos guarde a V. Exc. Itecife 10 de marco do
1856.lllm." o Exm." Sr. cousclbeiro Jos Beiilo
do Cimba o Figueiredo, presidente do provincia
Dr. Satino Olegario Lngero Pinito,
A este ofiicio nao responden S. Exc. lalvoz polo
motivo do ir em declinarn a epidemia ; mas pare-
ce que S. Exc. procedera mais de couformidade
comas rearas de civilidode, se por urna resposla
escripia me livesse dispensado do conunissio, una
voz que para isso me hovio convidado por escriplo.
O Sr. Dr. Cusmo tamkem nao folla desle meu otD-
eio na sua iMaortaHisobra ; e notavel que ns of-
licios, quo nao foram respondidos por S. Exc 1!,
nao fossom submeltidos a ao oxainc do historiador!
E que ellos encorralara (actos que nio conviuham
chegar ao conheci.....ulo publico!
< Dcsias communicocoes se deprehende que
a administraeo nada poupar para que fos-
< se creado um hospital provisorio homeopa-
< thico, para rujo 11 m dera lodos as outoriso-
1 poe* ao Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho,
< alim de quo fosse dito hospital logo installa-
do ; que o lizero por insinuaco da socieda-
de homeopalhica lieiicficenta.'deque era pre-
- sideuie o Dr. Sabino, o qual com poderes
i disrricionarios, e em nome da mesma, olfe-
rcoia capital, medico e medicamentos para
as pessoas desvalidos que preferissem ser
tratadas pelo syslefna homeopalhiuo. t go-
< vente acceilara dito bolo, o otlerncera logo
' acommissao benefleente homeopalhica oa-
\ lio do theatro do Apollo para o eslobeleci-
monto de um hospital; rospondeu-se-lhe po-
* remnao presta, e sio precisos alera disto
certns reparas,pois bem, diz o governo
veja o que serve o faca lodos os reparos;
mesmo as casas indicadas pertencenles ao
major Nasoimenlo: nao terrea ainda ; o
< quu se Ihe diz : pois veja qual serve : ain-
da indicado palo mesmo presidente do com-
.> iiiissio homeop'othico o convento de s. Fran-
cisco ;serve, fazem-se os preparas conve-
' nientes, ccomprom-se os utensilios ; dopnis
dn que se diz, preciso diuheiro paro pagar
an* enfrmenos, procer a dieta etc.; visto
< que a sociedade s tcm 600g e os sous es-
- fonos, orcando-se logo a despez com osem-
" pregodos em 1:2011a roensoes. O governo
oxiranhava ludo isso, e declaran como en-
tendero a ollera da enramissio beneficenle
homeopalhica, julgnndo de mais desiieeesse-
ra una lio avullnda despeza, quando a opi-
demiade 133 victimas tiuha deerescido a 68,
quando ja se iam encerrar alguns hospitaes. i
Nao me oceuparia em dar alguma resposla a este
ridiculo orrasoododoSr. Dr. Cosme, so nio livesse,
de pergunlar-lhe onde aprenden oritlimetica, e
quem foi seu mestro; pois que por mois que conbi-
ne os algorismos nao posso acertar com o producto
de 12O0J00O resultado da multiplicacao dos orde-
nados o gratificarnos mensaes com o numero dos |
impregados do hospital. Tomondo por mu ipli-,
cando o qunlia de 95$ (que parece ser o tormo I
medio achado () peta Sr. Dr. entre as quantia. de
II Og o de 50JI, e por multiplicador a unidade 7 (que
o o numero dos empregados que poderiom ler es-!
sos yeucimeutos), temos o producto 665J, o qual,
addicinnaudo ao producto log, que o resultado
da multiplicarn de 20$ (quantia que em 1856 se
pagara a nin cosinheiro e a cada servente, de ciija
classe era o porleiro) por 8 (numera dos serventes ;
temos o total 625g, que para 120 lem a diaVrem-a
paro menos de 3i5g. Snppondo que se pagasse a
cada um dos 7 empregados o mximo dos renci-
ineutos, daria o multiplicando 12l)g pelo mulliplica-
dor7 o producto 840g quo addicionado a 160a som-
marialitlUOg, e o differenca para menos de 1:2U0g
seria de 200g. Ainda que se pagasse a cada um
dos H serventes 30$ ou 40J mensaes sempre lore-
nlos umo diltarenca para menos de 1:200$ !
Se a arithmetira do Sr. Dr. Cosme nio trans-
cendental, entio nio seno mo que S. S. chainas-
so a juizo o sen mostr para restiluir-lhe o diuheiro
que nidevidamente receben.
( O resultado de tudo isso foi que este los-
- pilal nio recebeu doente algum, o nestas cir-
cumstancias tara fechado por ordem do seu
instituidor, pois me nao consta que o gover-
no inanilo~.se fechar ; e a 8 de abril parte dos
utensilios comprados pelo governo erara eu-
treges ao Dr. Antones para leva-Ios a Pajea
de Flores, e parte iam ser depositados no ar-
i seal de marmita. ) (2)
E em verdado nao podio ler outro resultado um
hospital creado debaixo de lio mos auspicios coni
0 nico lini de oslentar-se um sentiuiento humani-
tario, que nunca releve om vista per em pratica.
Se em lugar d j Sr. cousV>lheiro Jos Bcuto do Cu-
nha o Figueiredo eslivesse na presidencia de Per-
nambuco ou o Exm." marquoz de l'araii, ou r>
Exm." Sr- Dr. Antonio Coolho de S e Albuquer-
que, ou aposto a cabera do Sr. Dr. Cosme, se o
hospital nao cnegaMC afnnreiunar.o prestar os mais
valiosos serviros pobre/1 suffredora Ejso feli-
ridode nn tiveram os Pernoinbuciuns, por que. es-
tar reservado pora os habitantes da corte e para
os da provincia das Allogoas. l'ara o Sr. Dr. Cos-
me foi Imru assim aflm de que podosse dizor com
lodo o garbn,e ufana quo mui de propoto se fugia
ao encontr de proporcoes tao tsAuetnre
{ Finalmente senliorcs, inda por mais o
* so vez a homcopolliia perder una occasiau
-< opporluna paro se mostrar publicamente o
suo vanlagcni ao anligo systema. tudo
* quanto me consta desle hospital. )
Filialmente, senhores, ainda por mais essa vez
oclora a homoopathio nina occasiio opportuno da
ser mnrdidl publicamente sem vantageni por um
denle canino de rara allopaliiica. F tudo o que
consta do que al aqui se lem expendido.
( Repite ainda que os exigencios to im-
I portunas dn Dr. Sabino Olegario l.udgero l'i-
nho, no recinto da assembla provincial pe-
. diodo o-apprnso-i do rotatoria da prosidon-
oia, que so referala historia do cholera,
- que por forra rvtraulia a vunlado desta dei-
xaram do ser logo impressos, pareci imlirar
alguma dos.rep.inr.ia do parte do adminLslia-
dor da provincia; sendo por isso que mili
de proposita so os oeeullava : tarara j pu-
-< blicodns loes appensni c delle nada consta
a rdspeiln do hospital hnmeopalhicn; \ i |
-. mas osludando-se osla questo, v-so a sem
.- razao desw Ilustre dcpulodo, ( 2 ) que com
osee sea procedimento no recinto da assem-
< bla deninnslrava antes ler occnUo umsen-
- limento intenso oo Sr. conselheiro Dr. Jos
Rento da Cunha o. Figueiredo, |3 o qual sen-
t lmenlo j o hovio doixodo sentir (4) em son
primeira ollicio, cm que ollereecra o bolo da
sociedade de que era presidente, imi como
h itm coralheiro i/i/c cm ciieumatanciat criti-
it cu* despern ns sentimeato* particulares que
k o poderia m a tostar dn governo, do que eo-
-< mo um arto decido ao* impulsos de um co-
< raro Ifbiluado prlica da caridade, sem
limites. > ) (5)
Aos amantes da boa lilloralura recommendn este
nspedmeit de boa linguagem, nc correcta dioco,
do alorados pensamento-.. ede rigor lgico at aqui
dcscunhccido dos classicos mais recommendavoist
(Conlinuar-sc-ha.J
(OilMfRCIO.
Plt.VCA DO ItRClFF. 8 DF. ABUII. DE 1859.
AS TBES HORAS DA TABDC.
Colocos olflciaes.
Cambio sobre Londres25 1/2 90d/v.
Dosconlu do letrasIS o. 10 .'O ao auno.
Aasucar masoavado purgado escolhidoSjMEM pnr
arroba.
- Dio 9.
Descont de letra8 por centn ao anuo.
Fred. Robilliard, presidente.
P. Bnrges, secretario.
Af.PANDET.A.
Rendimenlo dn dia 1 a 8 .
dem do dia !)......
172:9flJ07
15:686g77:,
187:985$822
Descarregam hoje 11 de marco.
Patacho porlusuozPromplidiodiversos gneros.
Ron-a uiglozaSeraphinaferro.
Horca inglnzol.tuiancorvan.
Brigue iiiglezThclosioem.
Escuna broslloira Joven Arthurdiversos gneros.
MOVIMENT0 DA AI.1'ANDF.I1\.
Volumes enlradns com fazendas .
com gneros .
Volumes sahido* com fazendas .
t < com gneros .
CONSULADO GF.IUI..
Ilenditnoiiln do dia 1 a 8 .
dem do dio 9.......
DIVERSAS PROVINCIAS
Rendir-jenln do dio 1 o 8 .
dem do dia 9.......
. 329
1115
------4:14
:M:2f2gu.U
1:6SI$173
31 924|77(i
2:99fifR8R
2:9$88K
DESPACHOS DF. EXPORTACAO PEI.A MF.SV DO
CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA 7
DF. ABRIL DP. 1859.
Rio-do Prala Patacho homburgnoz Oriente,
Amorim limaos, lili) borricas assucar bronco.
Bio do Pralallriguo pnrtnguez Improviso, tiiin-
rim Irmos, 100 barricas assucar bronco.
Bio la PralaBaiguo hcspanltnl iDiana, Arauaga
& Bryan, 300 borricos assucor branco,
llolifaxBriipic inglez Eclipse, Whally Porer
A C, 1,500 coilros salgados.
Exportaco,
Rio de Janeiro, briguo nacional Veloz, de 201
toneladas,- conduzin o seguinte: 2,215 saceos
assucar, 50 pipas agurdenlo.
Parahiba oo Norte, lancha Conreicio Flor dos
Virtudes, de 25 toneladas, conduzio oseguinto :
"iltl volumes generas eslrangeiros, 48 eaixas doce,
30 saceos caf. 3 eaixas charutos
Parahiba, hiate nacional Flor do Brasil, de 28
tonelsdos, conduzio o seguinte : 240 volumes
generas eslrangeiros, 2H ditos ditos noclouaes.
RECEREDORIA DR RENDAS TERNAS I.F.IIAF.S
DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 8 13-76I$0i3
dem du dia 9....... I:214$n32
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 8
dem do dia 9
14:976g675
T 16:H57$949 526$826
17:48ir;
401 Bravo todo gracioso.
(41) Chama antes que te chamcm, e os suas gra-
ciosas corlas? porque nao vieram os sous autores
jurar.
(42) Islo non merece rosposta, que son contos de
fodos, historia de mil e umo noites.
13) Obrigado
44) Autor.
51) E' por outros tactos alheios questo.
152) Na rontade.
(53) Allegar o nao provar muilo fcil, tomos
visto militas palavras bonitos, porm o roso vara
do sentido.
(" Nao sei sio polovra diplomacia pilosorlra-
duz.ida por esperleza vulpina ; o quo sei que al-
guns diplmalas modelam sous ocios pela diploma-
rio dn rapuca da fbula
-
(1) Uue culpo tinhamos disso eu e a sociedade
homeopalhica benficonti ?
(2) Com esses que o povo inleiramente repudia-
ra pelos pessimos resultados que apresentavo, nao
se importara o Sr. conselheiro de haver gasto sem-
inas excesslras ; com o hospital homeopalliiro
que S. Exc. quera fazer economas 1 Esta direito !
(3) Reparem bem si aqui nao est a diplomacia
da rapoza!
J4) E tanto sio verdadeiros esses senlimcnlos ca-
osos de S. Exc. que nem respondeu no ofiicio
que Ihe dirig em resposto a essa sua nota diplo-
mtica !
(11 Officios de 8 e 16 de morco.
I) (Juo feliz adiado !
(2) E oduiirovela lgica do Sr. Dr. Cosme O go-
rerna ndo mandan fechar o hospital; ora, as utensi-
lios foram entregues parte ao Dr. Antuues e parte
au arsenal de marinha; lugo foi fechado por ordem
de en instituidor. Mas o seu iuslituidor foi o go-

PRACA DO RECIPE 9 DE ABRIL DE 1859,
AS 3 HORAS DA TARUF.i
lli-i istii semanal.
Cambios-----------Sacou-se sobre Londres a 25 1/2
d. por Ig, sobre Pars a375 rs.
porta, sobre Lisboa de 108 a lili
por rento de premio, a sobre o
Rio de Janeiro a 1 por cerno.
Algndao-----------Vendeu-se de 8$2O o 8*400 por
arroba dn de primeira sorta.
Assucar-----------Os Uranios venderam-sn de3$20l)
a i pnr arrobo, e os maacavados
de 2g2U0 o 2$C50, havendo grande
deposita.
Agurdenle-------Vendou-sa a 701 por pipa.
Couros------------dem de 230 a 210 rs. por libra
dps soceos -algadns.
Arroz--------------dem a 2g800 por arroba.
A/.ene doce--------II de Lisboa foi vendido a2gi00
e o do Mediterrneo a 2$ por
galio.
Baralli.io-----------Veudeu-so em atacado a 14$500
e a retalho de 15$ 0 18$ por bar-
rica, llcando em ser 500 barro-as.
Batatas--------------dem do lgSOO a 2200 por arrota.
Bolachinha-------dem a I por barriquuha.
Carne sen a A do Rio Grande vendeu-se de
"5110 o CS, o a do Renos Avrrs
dn iMuMl a 4*800 pni arroba, li -
cando mn ser 12,000 arrobas do
primeira e $.000 da segundo.
Carvio do pedro- Vendeu-se o 22$ por teoelarta.
Kaf.......dem dn i$550 a 1*050 por libra.
Ceneja----------- dem a 5J601I por duzia de gar-
rafas.
Farinho de trigo- I) mercado contina bem suppr-
do e ainda hoje lieou posModer
de 28.600 barricas, sondo 980O
d.i Rirhmond. 10,400 de Trieste.
2,000 de Baltimore, 3,000 de No
Orleans e 3.4ldn Philadelphia :
leudle retalbadn de 17$ a 19$
da primeira, de 21$ o 22*da se-
gunda, de 15| a 18 da terceira, e
quartae quinta a 189-
Dita de mandioca-Vendeu-se de 59 a 79 por saecn.
Feijo---------------dem de 26$5O0 a saces.
tienebra-------------dem o 290 rs. a botija.
Loma--------------A ingleza ordinaria lem sido pro-
curada e obleve 300 par cont dn
(tremi sobre a factura.
) mercado lieou hoje com 1.50U
harria, lendn-se vendido a 1$OB0
por libra da ingiera e 700 ra. a
franeeza.
verno, por que iiinguem nio musa se nio < gove-
rno se lcmbrara de instituir o hospital, logo foi elle
fechado por urdem do governo?
(1) Oh e paro que seria essa historia contada nos
appensns, se essa tarefa eslava reservada para um
ihurbulario do Sr. Conselheiro Jos Bento!
(2) Isso dito pelo Sr. Dr. Cosme tem um valor
Ineslimavcl I
(3) Boa pilhera 1 Quando cu digo que a lgica do
Sr. Dr. Cosme incomprehcnsivcl, lalvcz que elle
seagaslo comigo; porm nao tcm razio, porqne...
ex ore tuo tejud\eo. Segundo essa lgica nio po-
de um depulado censuraros actos do um presiden-
te de provincia sem que seja seu inimign pessoal !
(I) Ora vaina-nos Dos com tanto sentimtnto o
com tanto sentir 1 Sentido cstou ea por haver o
Sr. Dr. Cosme dado lao triste espectculo i sua pro-
vinci i com a tal su historia choleriro, cm que a
verdade considerado ossim urna especie de pur-
gante quo museo, mas nio produz effeito I
(5) Nesto orocon parece que o agente anda pela
Costa d'Africa, c7 paciente no mor das Antilhas, eo
verbo como que esta escondido por detraz dos res-
posloiros ministeriaes da cArtc do Rio de Janeiro
espora do um oflsrla|ato da llosa !
Si u Sr. Dr. quizesse lera bondade do ensinar-mo
o modo peta qual se poderia reger esta oracio, ta-
ria um grande serviro i lmguo verncula, e um n-
ter especial ao seuliumildo crtdo.
4

4
i
\
r
f

.. .


Passas--------- A ultima vend regulou a6S a
caix. ,
Sabio......Ilegulou de 110 n 120 t. por li-
bra doamarello.
Vinagre-----------Veudcu-sc a 1508 por pipa.
heles--------------Para Valparaizo a676 por to-
nelada.
Descont-----------O rebate de letra regulou de 8
10 por cento ao annu.
Diario dePernambuco.Segunda feira 11 de Abril de \ 859.
Movimento do porto.
1
A ocios entrados o dia 9.
Porto 31 das, patacho portuguez Promptido-
de 187 toneladas, capilao Francisco P. da Silva,
equipagem 12, carga viuho e maisgneros, a E.'
Jos dos Santos Audradc-
Mmiicvidco 2(dias, tranaporte americano Sup-
plcy, comraandantc F. Stanley, veio refrescar e
seguio para New-York.
Montevideo.10 das, brigue hespanhol Invenci-
vel, de 219 toneladas, capito Francisco Mar-
tius, eqiiipogein 12, carga 3325 quintaes hespa-
nbos de carne, t rima de A. o Fijho. Segnio
para Havana.
Rio de.Janeiro 28 dia, patacho oriental Santo-
Agnslinho, de 151 toneladas, capitn Domingos
Francisco de Paula, i-quipaguai 9, carga 3350
quintaos hespanhfies de carne, a Amorim & Ir-
salas.
Navio* sonidos no meimo din.
ParahibaHiato brasileiro PlorduBrasil, capilao
Joo Francisco Martina, carga vinho e mais se-
eros. "
Rio da Piala Patache hamburgus Horothoa Er-
nestina, capilao Moller, carga assucar.
Rio de Janeiroaiigue brasileim Sagitario, capi-
lao Jos JUnocl Fiura, carga assucar.
Paralaba Hiele hrasiloiro l'.euceico Flor das
Viciadas, i'apito Alexandrino da Cosa e Silva,
carga diferentes gneros.
OBSERVACOES METEOROl.OlICAS.
t>u9 PE ABIUI..
I
I
2
3
1
*
I
J.
I
y
i
i
Hdam.
9 .
1/2 dia
3 da I.
6 .
5
Nimbas
Cmulos

Cirrua
VRNTO.
S
SK
MR
*
5
Bon.
Beg.
TERMOMVTnO
26.1
27.7
29.1
28.8
27,7
21.8
22.2
23.5
23.1
22.2
mm.
. IUIU.
76 "rj: "
79
83
S6.G
756.8
757

A noite; estuve'nublada vento SK veio para o ter-
rral e ao omanliecer rondn pelo S.
Observatorio do arsenal de marinha 9 de abril
de 1859.
VltCASJUMOR.
das .1 refutante do mesino ; o parecer da eommis-
so dos lentes dn grande seminario da Babia e a
carta do respectivo arcebispo, metropolitano do im-
perio, condemnando as doutrinas refutadas, sao pe-
cas que nao pndeni deixar de ser lidas rom inlemsse
por todos os que mam as lettras, ou desejam ser
esclarecidos sobro os principacs dogmas da religi
santa quo professam.
Sao tambem dignas de seria attenco nao smen-
le as qu sobre o assumplo recebera o autor de va-
rios prelados do impeno assim como do Sr. arce-
bispo de Alhenas, internuncio apostlico e enviado
extraordinario de s. Santidad* ; sero anda os ex-
traas da obra do fallecido abade lamennaisK Es-
quiase curso o Sr. Dr. Feitosa, exlrahira toda a doulri-
na sobre a Triiuade que proclaman como sua.
Finalmente um snpplemento s 4 cartas o urna
historia dos incidentes que contribuirn) oara o aze-
dume da diseussn completan) o mere miento da
obra.
Preco SjOOO.
ta sociedade, como aqun) queira arrematar terre-
nos proprios para edificar em un bairro desla cida-
de, e mu saudavel, podendo mesmo reunir alguns
lotes para pequeos sitios de recreio, que se dirijam
casa do li-ilncs a laucaren), visto que sero todos
vendidos aquem mais der.
LEILAO
DA
THEATRO
1TF.
Santa Isabel.
Declaracoes.
F.HPRKZ.\-GERMA\0.
Recita extraordinaria livre da
UKSna>turn.
OlARTA-FEiltA 13 1)K ABIUI. DE 1859.
Subir scena o magnifico myslerio em quatro
actos :
<&Mmi S MS1EL
ou os
Milagros de Sanio Antonio.
Terminar o espectculo eom o novo drama-sacro
em 1 aclo
OS M0NGES DE SAKTILHANA.
PERSONARAS.
Aurelio, principe mouro.......
liman, seu eonlidente........
Eulalia, ascrava............
Carrapela, sua criada.........
Andreza, anadeen...........
Augusto.) r
Gil. .Mongos..........7
Norberto.) (
Monges, freirs, soldados mouros, etc. etc."
Principiar s 8 horas.
Os Srg. assignanles lem preferencia aos seus ca-
leiras, e sao rogados, os que os qui- i1
da-los buscar ao eseriptorio do tlicntro i
at a icrca-fora ao meio dia, dessa hora e lia Mnl,ilrroi e enm Ierren
dianlu sedespor dos que reslarem.
AMA.
3
Lisboa.
I'inheiro.
II. Manoeia.
II. Jesuina.
I. Carmela.
Valle.
c. tasques.
Vasques.
Armacilu dodeposilo de mas-
sa$ naruaDireilan.lli
Tertja-feira 12 do conrate.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agenle por despacho do E\m. Sr. I)r.
jnir do cnmmerrin e a reqnerinienlo .le Anlonio Ro-
drigues Pnthciro far leilo no mencionado dia e
pelas 10 horas da inanha na casa cima dila e por
conlade quem perteneer
A armncudn deposito de massas que foideJos
Fernandos de Maga I hite* Braga
1NTERESSANTE LEILKO
TERRENOS E PREDIOS.
Tt'iv.t-itMra 20 docorrento.
PELO AUKMi:
PESTAA.
O referido agente aulorisado pela eommisso li-
quidadora da exlincta sociedade de Qacao e lecidns
de algodo, vender em leilo publico o dia cima
designado :
O sitio perlencenle a inesma sociedade e que
principia na estrada deJoo de Barros, terminando
na na nova da Atracea, prxima ao Hospicio, o
referido sitie esU lodo dividido em lotes de 30 pal-
moscada um e mareado por um engenheiro One os
: eordenu de coufonnidade coiu a planta da eidade e
\ ras projecUdas.
Vender-se-ha igualmente a casa grande do mesmo
_ Novamenle se pede aos senhores abaixo nien, .
cinnodos de vir ra da i'.adeia do Beriie n. 51, a i
Precisa-se de una ama qiiesaiba lavar o engnm-i negocio que nao ignoram, e promelle-se-lhes nao
mar, equotenha boa conducta : no alerro da Boa- s deixar em quauto tal nao llzercm : de Olinda,
Visla, loja n. 5G. Francisco l.ui/. Viraos, Antonio Nones de Mello,
O Dr. Filippe Lopes Netlo rctira-se eom sua Francisco do llego Barros, Jos Eustaquio Jtocicl
familia para fura do imperio, deixando o Sr. Dr. Monteiro, Vicente Ferreira de Barros ; do Becife,'
Vrenle Peroira do Reg, lente da Faculdade do Jos Amonio da Silva Orillo, Anaslarin Jos Maria, .
1 Mannelda Silvi Pereira, Joaqun) Macario, Vieenlc
Pcreirade Azevedo ; de Pafalibe, Ignacio Francis-
co Caelauo de Vosronrellos. l.uz dn Bocha Pereira,
Joo Baptista ; do Cachang, Vicente Ferreira da
Cosa Miranda. Becife 7 de abril de 1889.
.Vuitoel de Azeredo l'antcs.
No dial."de marco do correnle auno fugin
do engenho Curcaliy da comarca do Pod'Allio um
escravo de nomo Verissimo, prelo, baslanU: alio,
Direilo desta eidade, incumbido das causas que lhe
eslavam conllados
Pvecisa-se de urna ama para cozinliar c fater
compras para casa de pequea familia : queln pre-
lender, dirija-se a ruado Oueimado n. fi, primeiro
andar, ipic achata eom queui ralar.
Attenco.
a
Passa-se urna loja de mindezas on setn ellas, na
ra lin-eia : quem a mesma pretender dirija-se a
ra do Cabug n. 1 11, agnia de ourn, ipie se trata-
r do ajuste.
Attenco.
Bonbaram da ra Direila n. 2. loja de fazendas um
relngio de palele sulsso, novo, n. 1301o, junta-
mente eom un trancelini e nina chave de nuro.
grande qus o tranceln) enm a chavo pesa 28 ojiaras,
juntamente urna porcao de dinhetro: roga-sc a
qoeni for offerecioo este rologio ir. o tomar e par-
ticipar na casa cima mencionada, no caso que
queira aceitar recompensa eom mullo gosto se dar.
Thomaz E. Uobmsoii e 11. Caldo/, eliram-se
para a Inglaterra.
O engenheiro Antonio Feliciano Rodrigues Sel-
le se considerando sullirieiilemente habilitado para
explicar e medir as posices cdimehsosdos terre-
nos comprelieniliilos no'sitiodaexlincla soeicdade
de BacSo e teddos de algodo, silo na estrada de
Joo ile Barros, se oll'eiece para este mis!
TR4PICHE 1)0 VAPOR
Ni I
Rio de Janeiro.
Este trapiche alfandegado um dos methoress
mais lieui construidos desla erlc, eom y armazens
de 51 at>3 palmos de largura, um grande sobrado
para mrcadorias, tres nonios, dnas de madeira e 1
una loda de i-anlaria sobre setc arcos, eom tres for-
lea guindastes onde atrasara ao mesmo lempo 5 na-
bonita Ugura, falla alrevesada, falla de denles na "s "0 "!'" 'ri"' ltll3-s', ninnlado e preparado
f m ini'1 1'tAlll.lr..!^* ..l.s...4s- l^^.^.tm*
re-
.. rro
de lodos as ponles a IikIos os armazens, guinchos
para ear caas de assucar, e grandes eslrados da
madeira corridos em toda aexlensaod
frciiie. ps grandes, pomas finas, nariz apapasaia- p ,nf 1,l'd'le"t' promptiao do recebimcnlo e entr
peqoenos talimaignafda sua t\ ,or'." ,lp fi0,'orus- oom l"11""' ''' '-"
do, lem no rosto uns pequeos tainos sigo
naeao -. suppe-se estar para osul ou Rarreiros,
onde ja esteva ha dnus annos : quem u appreheo-
jtjer ronduza-o ao engenho cima dilo, ou ainada
Cruz ilo Rocife n. 62, lerreiro andar, que ser ge-
nerosamente recompensado.
Boa gviUUVeajao.
xeha-se fgido desde o dia 1fi de marro prximo
passado. do engenho Pao Auiarolln, distarlo de
Podras de Foro, o escravo Anlonio Pedro, de 20
anima de idade, poueo maisou menos, cor fula, es-
tatura alia, socio do corpo, ps grandes, c um pou-
eo grossoS) eom urna pequea cicatriz, no rosto e
sen) barba, nariz curio e ventas algum lano arre-
biladas, cabellos nao muito earapinkes, deniesal-
vqs, o emiiiiu alegre; levos chapeo do Chile, sapa-
loes do couro de lustre, um palelol de riseado;
j fui visto nesia eidade lia 10 dias : portanto
rogarse a todas as autoridades piilklaos o tapil&es
de campo a captura do mencionado escravo, que
_ is arina/i ns,
para reoeber saceos deassocare de uniros gneros.
Kesle trapiche ha o mainr zelo possivel no acondi-
cionamente e guarda ds gneros nette depositados,
i- o aluguel que estes aqui pagam o mais coniniodo
possivel. Ha mais de 2 anuos que recebe assucar,
j e boje, inollior preparado para isso, popoe-se a re-
eeber d>' ora arante este genero polo segurte alu-
guel, quer seja em caitas; borricas ou saceos :
Por oslada at :l mi /es paga 00 rs. por arroba.
Por oslada de 3 al mezas paga 70 rs. por
para esle misler, po-
demlo ser proeuradn na rua Nova n. :I8, e na praca i ?' Riaiiiicar devidamenle, levando-se nesla praca
na Boa-Vista, botica n. 22. | 'asa doSr. Dr. Joo l.ins Cavalranli de Albiquer-
Joscpha Vieira de Aranjn faz publico, que o 1188*ou 8U senhor o Dr. Joaqon Francisco Ca-
armazem do rerolhor, n. i da rua da Madre do lieos,! valcaoti l.ins, no mencionado engenho.
que al o dia .11 do mez passado gTrrtu sob a tirina padaria do Forte do Mallos precLso-se de
dons amassadores que sejam.porilos.
Precisa-se do dons amassadores que enlen-
dain liciii de lodo servieo : na rua dos Pires, pa-
daria nova.
morolos e cadeiras, e so'rogados, os que os qui- i 1'''" eom -l'lin) terreno, e nelle dos cacimbas
torera, a manda-Ios buscar ao eseriptorio do llienlro i "s l'lsas menores eom frente estrada de Joo de
Participando a esta subdelegada o inspector
do quarleiro do alerrinlio do tuquia, que estando
em sua casa passra pela estrada umerioulote, que
loria de idade 10 anuos, poueo mais ou menos, e
eouduzia um oulro crioulinho menor, que nao po-
dendo maLs andar, o fez demorar na porta da resi-
dencia dosupradito inspector, dizendo para o me-
nor, Oca aquiem quanto vou ao engenho Giquia
levar esle caixo. Nao voltando mais o esperto
crioulote, acha-se o d)lo menor em poder do ins-
pector para ser enlrcgue aquem eom direitoscjul-
gar, razo por que se faz o presento annuncio, sen-
do justificado. Subdelegada do 1." districto dos
A togados 8 de abril de 1850.o subdelegado,
Jos Gorgoaio l'aes Hrrelo.
ConseUso de compran nataes
Tendo de promover-so aaequisieo de diversos
objeclos, quer perlemenles no material preciso para
abaslecimcnlo do almoxarifado. como ao forne.i-
menln de (ardamento, por tempn a (indar no ulti-
mo do junho prximo, as pravas da armada ; man-
da o ronselbo fazer publico uc tratar disso con-
venienletnente em sesso de 13 do correnle, 4 visla
de propostas em cartas fechadas e acompanhadas
das competentes amostras entregues no mesmo dia
ate. as 11 horas da manha : certos os que Irnhain
do vender ou fornecer os objeclos de serum indem-
nisados de ennformidade eom o que cerca se aclia
ha muito eslabeleeido. o de sugeitarem-se ao paga-
mento da multa de 6 0/0 do custo de cjda enjerto,
em favor da faxenda, caso bao os extiibaiu, da quan-
iidade,^! na qualidiuli-conlraliulas
Objccta do material por compra.
Algodin em (io 3 arrobas.
Almagre 1 barril.
Alvaiade, 6 arrobas.
baolilha 90 rovados.
Bordees para caixa de guerra 2.
Baiidejrns imperiaes de 2 pannos8.
t.olchilesdfl la!?.
'oladaBahiaC arrobas.
l'.ravos de ferro para barrica 500.
i'ora era arenlo 25 libras.
i.al preta, na quantidade precisa at o fin de ju-
nho prximo.
Ierro inglex quadrado de 1 pollegoda 50 varoes.
I erro dilo em barra, t 1 2 pollegadas de largura e
1/4 de grossurn 50 varos.
Ferro dito d o 7/8 do largura e 3/1C de grnssura 50
varoes.
'echadoras de camarotes 30.
I lamidas de esraler 40.
I'orhndiirasdc gaveta 20.
itovcraaduras de esraler 20.
Oleo de linhaca 60 arrobas.
Podras de amolar 12.
Pinho 30,000 ps.
Panel mala-borro 150 folhas.
Polvorn grosaa 50 arrobos.
Plvora lina 43 libras.
Rebolo 1.
Sanatilhos sortidos 100.
Sola 60 roeios.
Tinta verde 10 latas.
Tijolo do alvenaria grossa, na quantidade precisa
at oflm de junho prximo.
/arcio 4 arrobas.
Objeclos de fnrdaniento por fornecimento.
Bonetsdc marinovirn.
' amlss, dem, de algodo azul.
'jaleas, dem dem,
'-ajeas, demt de brim nranco.
i:alcas idm'idmn.
''artos para aprendizes marinlieiros.
'aleas d brim idem.
inmisas iem dem.
Oestes tres ltimos objeclos entregues de promp-
lo, ol eom a maior brevidade, 35 do primeiro e 18
de cada um dos outros.
Sala das sessoes o conselho de compras uavaes
em 9 de abril de 1959. O secretario, Alexandre
iladrtgvm dos Anjos
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fnrnccimenlo do
arsenal d guerra, tem de compraros objertos se-
guimos :
ars oprtstdio dt Femando.
Farinba de mandioca, alqueires 524 ; papel alma-
eo, resmas 2; dito pautado, resmas 2 ; folliinhas de
nlgibejjra{ ;'caniveB-s finos 2 ; penuas de gahso 108;
ditas de ro,.caixai I. '
'Para i arsenal de juerro.
Livros Vtlo para cbsmeeimeBtos 60; ditos da
hilla de 1/4 para distribuidlo de cfisturas 60.
Para tltuminosaa do palacio do gocerno
Velas steatdas, libras 176.
Paro os recrutas da provincia das Alaqoas.
bravatas de lostre 60.
Quem quizer vender laes objeclos aprsenle as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conseibo MO horas do da 13 do correnle.
Sata das sesses ifo Conselho administrativo para
forneciment do arsenal de guerra 7 de abril de
1859./.>: Anlonio Fu villa, brigadeiro presidente
do conselho.Francisco Joaqtiim Pereira Lobo, co-
ronel vngal secretarlo.
OBRAS DO PORTO.
omparecendo boje s um individuo para o con-
trato da factura de caes, nos lugares inda nao o ten-
do, eomprehendidos desdo esle arsenal at o Forte
do Mallos, pelo lado da bacia do porto, e a niargeni
do rio, no bairro de Santo. Antonio, entre as duas
pontos denominadas do Recife, c provisoria, manda
o Illiu. Sr. inspector fazer publico, que nao haven-
do por essa forma a concurrencia necessaria, ca a
effeetuacao do tal contracto nos termos do annun-
cio j a respeilo publicado em data de 17 demarco
prximamente findo, transferida para 16 do corren-
te mez, as 11 horas da manha, e continuar, pois
islario francas nesta serrttaria discripeo, con-
dUjoes e ornamento dessa obra, para quem, coin
precedencia, qneia fer de todas estas cousas co-
nhecimento. Inspecao do arsenal de marinha de
Pernambuco em 7de abril de 1859. 0 secretario,
Alexandre Rodrigue* dos Anjos.
Arsenal de marlnka.
De nrdem do ltlm. Sr. inspector faro publico que
admittoiu-se carpiuleiros de machado, caldeireiros
i- tomeiroa do ferro, devendo os pretenden tesa pre-
seutarem-se paro admissao nos dias nleis a hora
em que principian) os Irabalhos51/2 da manha.
Inspeecao do arsenal de marinha de Pernambu-
co em 28 de marco de 1859.O secretaaio,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Avisos martimos.
Para o Rio de Janeiro sabe eom muila brevi-
dade a bem mohecida barca Ilecife ; para carga c
passageiros, trata-se rom Manoel Francisco da Silva
Corrico, na rua do Vigario n. 17, primeiro andar.
Rio de Janeiro.
Segu cora brevidade a barca Yaya ; para o resto
da carga e passageiros trata-se cen Caelauo Cyria-
co da ('.. M., uo largo do Corpo Santo n. 25.
Para o Rio de Janeiro.
Prelende seguir oestes 8 dias o ve.leiro e bem ro-
nhecido brigue nacional laura, tem parte de sua
carga prompta ; para o resto que lhe falla Irala-se
eom o seu consignatario Anlonio Luiz de Oliveira
Azevedo, no seu escriplorio, rua da Cruz n. 1.
para'um pequeo silio. No
aclo do leilo se far pat.-nle a respectiva planta
que foi subniellida -i approvacn da tilma, cmara
municipal, e se daro as explicacoes que os pre-
londenlos exig rem.
O leilo ter lugar s 10 horas da inanhaa do dia
annunciado o na casa grande do silio.
Adverie-se aos concurrentes que os lotes sero
vendidos a vonladc dos lidiantes, os .quaes nao
devem perder esta occasio para adquiriii-m Ierre-
nos em um bairra to saudavel e ameno para edifi-
cado.
JDU1
o gerencia de sen finado "marido .loan Vieira de A-
raujo continua no mesmo misler sol a firma da an-
unjiciante e gerencia de seu genro l.ui/. de Oliveira
Bicicl: rog pois aos amigos de seu marido se dig-
nen) do coadjuva-la, mandando reroher alli seos
gneros, certos de que sero senipre muilo bem ser-
vidos.
Precisa-so alagar nina pessoa forra ou captiva
que saiba j-ozinhar o diario de urna casa de fami-
lia : na rua do Hospicio n. 15.
Prorisa-so ,](. urna ni ullu-r que saiba cozinliar :
a fallar na rua do Save, sobrado de 5 carandas, coin
onlrada pelo oilo do mesmo, vizinlm da grande
casa que se est fazendo para o gymnasin provin-
Oflicina.
Ama.
Cear.
Hiatlti pgnt; por v
liala-t! rom \'tis
Para o Rio de Janeiro.
o hiato Aoeo Olinda negoe por estes 3 dios
ojiesio da carga liala-se eom Tasso Irmos.
Para o Rio de Janeiro sabe eom nimia hrevida
o bem conhecido palhabole Piedad', doqual ca-
pilao Agosliuho (lomes da Silva, para carga a frote
a passageiros a tralar na rua da Madre de Dos nu-
mero 2.
Para Lisboa
Seguir eom brevidade a barca portuguczaTcjo,
capitn Jos Emigdio Ribciro, tem grande parte de
seu carregamento pminplo, e recebe algunia carga
a frete, bem como passageiros, para os quaes olfe-
rece bom eommodo c Iratamenlo : a trotar eom
Amorim Irmos, na rua da Cruz, eseriptorio n. 3,
ou eom dilo capilao nu praca do commerciu.
va sabir al n dia 17 do mez correnle o bcrgautini
nacional Despique de Beiriz, capilao Faustino
Joo de r.arvalho, forrado e encavilhado de cobre,
de primeiro marcha, ji tem melade do carrega-
mento engajado, e para o reslo e passageiros, tra-
ta-se eom o canilo na praca dn commercio, ou na
rua da Sen/ala Novan. 4, e traressa da Madre de
Oeosn.10,
Sahe.com milita bre\ ldade o bem conhecido e
videiro patacho Bom Jess,, por ter parte de seu
ionegaiiienlo prorapto ; para o resto Irala-se na
ruada Madre de Dosn.2.
COMPANHIABRi 1LEIRA
Sem reserva de preco.
Qiiaila-feia 13 docon-enlc.
fara' feilao no dia cima flesig-
natlo em son armazemda rua do
Collegio n. 15 as 10 horas em
ponto de todos os objeetos nel-
le existentes. Pede-se portan-
o aos Srs. donos dos mesinos
t|iio lenham a bondadedeseen-
lenderem eom o referido agen-
te, porque do contrario serao
vendidos no mesmo dia cima
por lodo e qualquer preco; nao
se allendendo depois a nenhu-
ma reclamacao que por ventu-
ra possa apparecer.
Leilao
Hoje 11 de abril.
F,. A. Burle & C. continuarn por inlorvcnrio
do agente Oliveira, o seu leilo de completo softi-
menlo de fazendas limpas, militas dellas prnprias
para a actual quaresma, e na mesma occasio se
vendern sedas por qualquer proco e por conta c
risco de quem perteneer mais duascaixas contendn
60 dorias de chales adamascados avariadosa bordo
do navio Nanking, na sua recente viagem
dente do Havre.
Pre isa-so de M ou 10 olliciacs de charuleiro : no
palco do l.inauenlo n. II ; paga-se o cento de
carregaco a 110 rs.. o do 3 por dous aSOrs.:
quem pretender trabalhar dinja-su a mesma casa
o. 11, paro halar.
Dosapporeceu no dia 8 do crreme pelos 8 ho-
ras da manha um mlequinho crioulo, de rannos
de idado, cor prelo, cabeca grande, nariz chato, ps
um lauto apalhcladog; levou camisa de riscadinho
roxo: quem o livor agasalliado lenha a boudade du
olevar ao palco do Terco n. 32, do contrario pro-
lesta-se conlra quem o tiver occullo.
i Ho da ti do correnle uerdeu-se desde a rua da
1 raa ale a rua do l.abiig 150. sendo urna nota de
UMfc una ou duas de Og, u o mais de 5 e s; no
caso que alguma pessoa de sa eonsciencia c lmen-
te a leos achasse a referida quantia c queira resti-
tuir a urna pessoa completamente carecida, que
ale nao era seu e tem de pasar novaioente, pode
anininciarpara ser procurado, graliOcondo-se coin
a quantia do 50-5.
Precisa-se de um feilor bom o de boa condue-
la, para tratar de um jardiui pequeo : o halar 11a
rua da Cruz n. 43.
ATTENQAO.
Ausentou-se um pretinlio forro, illio
de urna cscrava do ala\o ass{;nado, des-
de 'i- de marco do correte anno, o ciual
tem de 10 a 12 annos, cliama-se Tia;o,
secco, de boa figura : quem delle souber
di rija-se ao mesmo aliaixo assignado, que
sera' recompensado.Maooel Joaquim
do Reg Albuquerque.
Desappareceu na noile do dia 7 do correnle
um cabrinhade idade de 8 annos, tetando urna ca-
misa de riscadinho roso em nao oslado, leudo o
dedo ininimo do p direilo a unha arrancada, foi
encontrado em urna calcada do becco da Bomba, s
9 horas da mesma noil, consta ler acompanhado
l homens ; roga-se o qualquer pessoa ou autorida-
de policial que dille tiver inforinai;o, dirija-se o
rua da Concordia, casa do cadete Joaquim de Pon-
us Mariiiho.
Precisa-se de urna amo para cozlnhar c engom-
mar : na rua Novan. 10, loja.
Desappareceu honlein do caes do Collcgio
roa ila Cadcia do Recife. um preto baixo, reforrado,
camisa e calca azul, eom um costado de carne'de 3
arrobas e 9 libras, eom a marca M em urna das
mantas, amarrada coin corda verraclha : quem del-
la der noticia no Manguiulio casa de Joo Antonio
Carpinleiro da Silva, ser recompensado.
Manoel Oavalconli de Albuquerque vai En-
roo a tratar sua saude.
5 DENTISTA FRANCEZ. ^
<-^. Paulo aignoux, dentista, rua das La- 3
2 rangeiras 1&. Ha mesma casa leu) agua e O
X P denlifico. 4;
Precisa-se de um homni sulteiro bastante ha-
bilitado para ensinar piimeira.- letras : quem pre-
O abaixo assignado nao podendo despedlr-se l''"fler hrija-se ao Sr. Jos da Cruz Santos, em sua
pessoalmenle de seus amigos pela rapidez de sua """"I >' rua Nova, que'est aulorisado a apresen-
Precisa-se urna ama para cozinhar : na laberna
da 111a da Praia 1. 27.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva : ni
rua Nova n. 35.
Bailar AOlivcira scienlilicom ao commercio,
que o Sr. Jos Francisco Haia deixou de ser seu cai-
xeiro desde o dia 4 do correle mez de abril.
Aluga-se a loja do sobrado 11. 09 da rua Nova,
em que o lir. Lopes Nello tem eseriptorio : a tratar
na inesma loja.
Urna pessoa comI>astante pi-atica
j de escripturaefio mercantil olFerece-se
para fazer qualquer escripia por parti-
das dobrndas : a tratar na rua da Cadeia
do Recile loja n. 5.").
Preparam-se bandejas de differenles formas
mu bollnhos linos dos melhores qualidades, para
qualquer acto de igreja 011 fuuceo particular ; os-
sim como precisa-se alngar uiua pela que. saiba
vender quitanda 11a rua, c paga-se nieusulmente :
quem quizer aj oslar ou alugar a preta, dirija-se
rua da Peuba u. 25, segundo andar, que far-se-ha o
ajuste.
Precisa-se do urna ama secca para casa de
muilo pouca familia ; paga-se bem ; ua rua do
Hospicio 11. 34.
HfflOPTHTA,
O Dr. Casaunva, ansa a quem possa interessar
quo liaveiulo delerminudo fazor una viagem a Fran-
ca, tem vendido lodos os medicamentos que i-xis-
liain em sen consultorio: porem nao se tendo rea-
lisado essa viagem, lem novamenln reeebido de Pa-
rs, umo iiulra colleceo de medicamentos inteira-
mente novos, e os mais bem preparados possivel,
como tambem carleiras mui ricos e livros : assim,
quem desoja os verdadcims medicamentos pode pro-
cura-Ios em son consultorio Immoopolhico em Pi-r-
roba.
por ar-
Por oslado de 0 al l mezes paga SO rs. por ar-
robo.
Porsafamenlo c embarque, o que marca a tabel-
la do governo.
Para tratar soiire o rccebiinenlo e aluguel de todos
os mais "eneros, dirijam-se A casa do proprictario,
Vnlonio Ferreira Alvos, ruadas Violas n. 16, ou ao
mesmo trapiche, onde acharan urna tabella do alu-
guel muilo modificada.
Precisa-se de urna ama para o sorviro interno
do nina casa de pouca familia : a tratar na praca do
i'.orpo Sanio n. 17,
No dia 1." de abril correnle fugio da easa do
abniso assignado a sua escravo crioulo, de nomc
I.uiza, idade de 30 anuos, poueo mais ou menos,
bai\a, tem no rosto alguns pannos, foi cscrava do
Sr. Miguel Pires Falco, do engenho Agua Fria de
Ipojuca, e foi aqui vendida pelo Sr. Manoel Alvos
Ferreira de Lima desta eidade, presome-se que le-
nha seguido para a puvooco de Ipojuca : roga-se
as autoridades policiaes e CapiUes de campo a eap-
lura da referida esclava, e a enlrega da mesma a
seu senlior na rua do r.ollegio n. 21, tereeiro an-
dar : o abaixo assignado declara que protesta coti-
lla quem por ventura a tiver acoulada. Ilecife ;l
de abril de 1859.Silvino Cuilhcrme de Barros,
Officiaes.
io da rua do Brum 11. 28, pr
-erralheiro e machinislas.
CASA DE SAUDE.
Na fundicaoda rua do Brnm 11. 28, precisa-sede
ofhciaes de serralheiro e machinislas.
proce-
AviSOS diversos.
PAQUETES A VAPOR.^
O vapor Cruzeiro do Swf, commandanle o capi-
lao de mar c guerra Gervasio Mancebo, espera-so
dosporlosdosul em seguimento aos du 11 orto at
o dia 13 do coneute.
Para a Bal i i a.
O veleiroe bem conhecido palhabote Dovs Ami-
gos, pretende seguir aleo dia 15 docorrento, tem
dous tercos de seu carregamento a bordo : para o
resto que lhe falta trata-se eom o seu consignatario
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, no seu escriplo-
rio, 1 ua da Gru n. 1.
Pw o Rio de Janeiro.
O velleiroe bem conhecido brigue escuna Jorcn
.trnir, prelende seguir eom mnitabrevidade, tem
parte de seu carregamento promplo ; para o resto
que lhe falla, trata-se eom o seu consignatario An-
lonio Lufa de Oliveira Azevedo, no seu escriplorio
ruada Cruz n. 1.
Leiloes.
LEILAO
Tres predios
Segunda-feira 11 PELO AGENTE
Pl'BLKAL0 UTTEBARIA.
Sabio lu a acha-se 1 venda na loja de livros da
esquina do pateo do f.ollogin a interessahtissima
obra que tem por titulo
Heftatav&o das heresias praradas
pelo Dr. A. V. N. Feitosut.
OU
Dcfeza dos dogmas catholieos da
Libe rdade deBeos e da Saitmima Triada-
de pcltDr. P.!..Collaio.
Todo quanto se podo desejar sobre esta impor-
tanlissima queslo que tanto oecupou a attenco pu-
blica, assim nesui avincia como em lodo o'impe-
no, acha-se ahi reurJUo, 0 discurso du Sr. Dr. Fei-
lo; as 4 cartas doiunlgu V so amina Z, deilna-
O referido agente competentemente aulorisado
pelo Sr. Manoel Francisco de Anuda, far leilo
no dia cima designado e pelas 10 horas da ma-
nha em seu armazn) rua do Vigario n. 11, dos se-
guimos predios sitos na eidade de Olinda perten-
ceoles ao dilo senhor, lodos eom excellenles arom-
modares para familia, e do inlcresse para arren-
damento por serem lodo edificados em chaos pro-
prios, a saber :
Urna casa terrea de pedra c cal, sita na rua da
Boa Hora, eom solo, leudo 20 palmos de frente e
60 de fundo, quintal amurado c eom um terreno
do lado do poente annexo dila casa.
Um sobrado de um andar sito na rua de S. Bcnto
eom & palmos de frente e 86 de fundo, eom duas
salas, 3 quarlos e cozinha, c o quintal em aberto.
Urna casa lerrea de pedra e cal sita na ladeira
da Bica de S. Pedro Martyr eom 39 palmos de fren-
leeOOde fundo.
Os pretendemos poderlo desde j examinar as
ditas proprindades, c para quaesquer esclarecimen-
tos dirijam-se ao mencionado agente, que tuda lnes
ministrar al a hora do leilao.
FiaQo e tenidos.
A eommisso liquidadora da eitincta sociedade
de flaco e tecidos de algodo, lendo terminado
noun trabalho^preparatorios para o effrilo de pSra
leilo o silio perlencenle mesma sociedade, divi-
dido em loies de 110 palmos cada um, e eom sul-
ciencia para edilicacio de casas, que flearao em
frente de ras projecladas e approvadaS pela cma-
ra municipal, de ennformidade eom a planta dosia
cidlde : annunoia.noso aosacciouistas dn exime-
A
wag^em ao Sobral, aproveila a occasio para pedir
disculpa, o oll'ereccr o seu diminuto presumo na-
quejja eidade, ondo pretende demorar-so por ni-
guas lempos. ilion io da Si/co Fialho Jnior.
Bec-he-so desde j passaseiros frele de dinheiro
anecmnieiiilas e engaja-se a carga que o vapor
poder rondii/.ir. sendo os volumes despachados eom
antecedencia ate a vespera de sua chegada ; agen-
cia rua do Trapiche n. 40.
ARBK.MATAQO.
No dia 12 do correnle as 4 horas da larde perante
o Sr. juiz municipal e ausentes supplenle tem de
ser arrematada na villa do Cabo, por ser n ultima
praca urna casa pertenrcnlc a heranca do finado
padre l'ascoal l'.orbi. Avisa-so. aos preleudcntes
que a referida casa muito fresca, eom muitos
lions cominodos, eom a frente para o nascrnle, do-
mina urna grande parle da estrada do ferro, tem
magostse vista, tondo um largo lerraco em frente,
estando mui prxima ao rio. Foi avinada' por um
conlo de ris
_ _
Pecisa-sc Ae nina preta
captiva de nveia idade para
ama de casa de muito pouca
familia: tratar na rua do
Queimado n. 4ft,\oja.
Ueseja-sc saber do Sr A. de S C, senhor do
engenho M. da comarca do Cabo, qual a razo poi-
que conserva em seu poder ha mais de 1 annos tres
escravo ailn-ios. empregidos em seu servir con-
tra a i nniade de seu dono ? Esperamos pela sua res-
I>sta, ou pela emediata enlrega delles, do contra -
no levaremos o seu nomc por extenso, ao conheci-
menlo do publico.
Ijnands.
Precisa-se de 5:000,? premio por lempo de
mu anuo, daodn-se por garants em hypolheca al-
guns esernvos e um silio : quem quizer fazer este
negocio, annuncio sua morada para se procurar.
Precisa-se singar um escravo ainda mesmo de
meta idade, que para andar eom um panacum de
pes a entregar: na padaria nova dos Afogados
n. 36.
Do sobrado do Sr. C.vpriano na rua do Colle-
gio,. cabio do braco de urna menina urna pulceira,
ua occasio que vinlia passando a procisso de Pas-
sos : a pessoa que apanhen a dila pulceira, queren-
do entregar receber 158 de gratificarn, na rua dos
Ouarleis, lojadeoorives junto botica do Sr. Pinto.
TernaMeira, 12 do correle, depois da audien-
cia do Dr. juiz de orphuos, tem-se de elfeciuar a
arreniaiaca' da renda trienal do silio de Santo An-
tonio ta Honrara do lugar do Manguinho.
Maximino Nobre de Gusino, tundo de retirar-
se para d Rio de Janeiro, c como se nao possa des-
pedir de seos amigos particularmente, cumpre as-
sim csse dever, offerecendo naquelle lugar os seus
pequeos serviros.
Precisa-se de urna ama de idade, para servi-
co deporta a denlro ; na rua do Vigario, taberna
de Joo Simo de Almeida, se dir quem precisa.
O abaixo assignado, herdeiro dos Uados
Joo do Valle e Iguaria Mara da Conceico, avisa
ao respeitavcl publico, que tendo desapparecido
daqaelle casal o escravo de nome Antonio, cabra,
o qual se achava fgido, niuguem o compre a Fran-
cisco Alves de Souzj, que se inculca ser seu legi-
timo dono, pois que o abaixo assignado protesta ac-
clamar por seus direilos, como senhor que do
mesmo escravo. Coianna 5 de abril de lboD.
Silvestre de Sonsa Ames.
Jos Thomaz Pires Machado Portella embarca
para a Europa no prximo vapor ingles, e pede
desrulpn aos seus amigos, de quem se nao lenha
despedido,
Precisa-se de urna criada portugueza ou hra-
sileira, para urna casa de pouca famtilifi: un traves-
ea da Ti reinne n. 9.
lar as condiges.
LOTERA
DA
PROVINCIA
OSr. thesoureiro manda fazer publico
que se acitara a venda todos os dias das 9
horas da inanhaa at 8 da noite, no pavi-
mento terreo da casa da ruadaAurol-a n.
20 c as caas comraissionadas pelo mesmo
Senhor thesoureiro na praca da Inde-
pendencia numero 22 e na'rua Direita
n. 83, ate as 6 horas da tarde, somente os
hilhetes e ineios da terceira parte da pri-
ineii-a loteria do convento de S. Fran-
cisco de Olinda, cujas rodas deveao
andar impreterivelrnente no dia 16 do
corrate mez.
Thesouraria das loteras 2 de abril
de 1859O escrirtto.J. M. da Cruz.
LOTERA
nambuco ix rua das Crazas n. ti.
2, Goltlen Squnpo, Londres.
lte^ent Street.
J. G. OLIVK1RA Tendo augmentado-, enm to-
mar a casa contigua, ampias excedientes aeconi-
mudacoos para niuitu maior numero de hospedes
denovose reconiiiieiida ao favor e lembr.inea dos
seus amigos e dos senhores viajanles que visitem
esta capital; contina a prestar-lhes seus servil os
e bons offirios, guioudo-os em todas as eousasque
precisen) conhecimnto pratico du pata, ele. Alem
00 portuguez edo inglex falla-so na casa o hespa-
nhol e francez.
Fugio uo dia 14 de fevereiro um prelo crioulo
do nome Sypriano, idade 60 c lanos annos, alto,
magro, cor tula, barba bstanle branca, cabello ra-
lo : roga-se a quem o pegar, ou delle. suuber, leve
rua Direila n. CU, que ser bem recompensado.
' Precisa-se de um carapina torro ou captivo,
ainda que nao soja bom ofliciai, para trabalhar a
jornal: na rua Nova n. 35.
Aos senhores do mato em ge ral,
e aos da praca em particular.
lima rocheira eom grandes accommndac&cs re-
cebe cavnllns de trato por dia e noite a1S': quem
quizer afreguezar-sc. pode dirigir-se a ruada Flo-
rentina, na cochora que fui do lente-coronel Se-
baslio Lopes Guimaraes.
No dia 12 de marco de1859, em trras do en-
genho Diamante, freguezia de N. S. da Kscada. An-
tonio Jos Marlins soffrcu um liro por Jos Rodri-
gues, que ficara gravemente chumbado ; por isso
pede so a todas as autoridades quedeem providen-
cias a esto respeito, xiuo o dilo assassino est valli-
do pelo Sr. Anlonio^larques uo seu engenho Dia-
mante.
.I0ME0P.VTHI.1.
PRESERVATIVO COOTRA AS REXIGAS
GRATUITO PARA TODOS.
liemelhorprevenir n mal do que cura-ln
Lavrando actualmente a pesio de bexigas, e pos-
suindu a linineopalhia meios efficazes pura preser-
var de to terrivel molestia, faeo deslrihui-las gratui-
tamente a todas aspessoassendistiuco de rico ou
pobre, todos os dias uteis desde as 1C horas da ma-
nha alao meio dia. A experiencia me autorisa a
afilrmar, que todos aquellos que lizerem usodetaes
preservativos ficaro iscntos do mal varilico e
que, quando por ventar* alguem chegue a soffrer,
as postulas, nao sero nem milito numerosas, e nem
de m qualidade. Nao nccessila resguardo, apenas
absliiiencia do caf preto.
Consultorio Central Homcupathico rua de Sanio
Amaro ( Mundo Novo t. C.
Dr. Saiino O. 1. Pinho.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier, proprielario da an-
liga e arredilada casa de saude sita ao norte da es-
trada da passagem da Magdalena, entre aponte gran-
de e a pequea do Chora-menino, e na mesma re-
sidento, tem dispoalo os melhores commodos para
receber qualquer pessoa enferma, e achando-sc o
seu estalieleciuieiiio as mais agradavei-i condices
hygienicas; ronlina a offerecerossens servicos', nf-
lianiando'o melhor Iratamenlo e a maior zeta no
curativo das molestias. O mesmo doutor, tem des-
tinado urna sala para partos, cuja ulilidade he iu-
conlestavel.
s.vo FAC.AnaEG.isos da clnica
Operacoes.O lllm. Sr. Jos Francisco Pinto Gui-
maraes, cirurgio do Grande Hospital de Carida-
de, cuja pericia lio bem conherida.
Medico consultanle.Olllm. Sr. l.ommendador Dr.
Jos Joaquim do Moraes Sarment.
Partos.O lllm. Sr. Dr. Silvio Tarquinio Villas-
BOas.
Pallw.logia dutrina.O proprielario do eslabeleci-
menlo.
A diaria ser de 38000 e 23000, conforme a gravi-
dado e durarn da molestia.
As penosa que quizerem um tralameulo distincln,
pagarao na razo da despeza que fizerem.
Operacoes, sangui.sugas, conferencias serao pagas
aparte da diaria.
Passagem da Magdalena 22 de dezembro de 1858.
Ur. Ignacio Firmo Xavier.
COMPAlfHIA
ALLIANCE
Estabclccitla em Londres
Precisa-se de nina ama forra ou e.crava, quo
.saiba rozinhar e cigummar : na rua do Cabug n. :t,
segundo andar.
Manoel de Azevedo Pontos faz sciente aquel-
las pessoas que lem cotilas para liquidar, e que se
acliam devendo ao casal de seu fallecido so;ro o Sr.
Joaquim Ribeiro Ponles, que venham liquidare pa-
gar na rua da (.adela do Ilecife n. 5i. 00contrario
o aiinunciaiile usar dos meios que lhu competir,
para elTeeluar tal reccbimenlo. Recife 7 do abril
do 1659.
Perdeu-se as mas i-m une Iransilou a pro-
ciss.'io dos Paseos, na aexta-feira, 8 do correnle,
urna pnlseira de ouro da forma de nina tita : que ni
por aras a livor adiado, piule leva-la a rua do Tra-
piche n. 17, que ser geuoiosaueiile reconipi-n-
"remedio incomparavel.
UNGENTO llnl.l.OWAY.
Militares de individuos de Indas s naedes pdeni
le.sliiiiiinli.il as virludes desle remedio incoiupara-
vel o provar em caso nocessario, ove, neto nso que
delle Uzeram lem sen corpo eineiubros inleiramenio
saos depois do haver einpiegailo inulilnienlo oulros
tralamenlos. r.ada pessoa poder-se-ha convencer
densas coras niaravilhosas p.l.i leitnra dos peridi-
cos, (uo Ih' -s i-i-lalaui todos os dias ha uiiiilos an-
uos ; o a maior parle (ellas sao lio orpreiidenlls
ipii admiran) os atedeos mais celebres, (.inanias
pessoas le.-oluaiain eom esta soberano remedio o
uso de seus bracos o pomas, depois de li-r perma-
necido longo lempo nos hospilaes. onde deviam
soffrer a ampulaio! Deltas ha militas que hav-mi..
deixado esses auyloi de padeciim-ntos, para senu
sulunelloreiii essa operarao dolorosa foram cura-
das coniplelaiiienlu, mediante o uso dosse precioso
remedio. Algumas das laes pessoas na enfuso de
sen re onlieciuieiito deelararaiu estes resiiliados he-
uelieos diaule do lord corregedore oulros magistra-
dos, aliui de niaLsaulenleciirein sua lirinativa.
Niuguem desesperara do estado de saude se i-
vesse bastante cuufianca para eifsaiar este lemedio
cnistanieniente seguindo algum teiupoo trataiueu-
t.i que ne, ssiiastie a iiatiireza do mal, i-ujo resulta-
do seria provar inconteslavelniente : Que. ludo cura.
O unueiitu he util, mais particular-
mente nos sa'sruiites casos.
Alpore.is.
Ca mi u as.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Kufermidades da culis em
geni.
Ditas do anos.
Kroncoes e escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou faltado calor
as extremidades.
Frieiras.
(engiras escaldadas.
IncliaCjoes.
Inflamaeu do figado.
da bexiga.
Intlamniaerio da maslriz.
.cpra.
Males das pomas,
dos neitos.
de olhos. '
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Piilmoes.
(.lueiniadelas.
Sarna.
Supurares pnlridas.
Tinha, m qualquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
I'lceas na bucea.
do li-zndo.
das nrlculacoes.
Veas tenidas on nodadas
as pernas.
m & i mu.
CVP1TAL
Cinco milUoes de libras
esterlinas.
Saimders Brothers & C. lem o honra de informar
aesSrs. negociantes, proprieUrios de casas, ea
quem mais convier, qui esto plenamente aulorisa-
dos pela dila companbia para eflectiiar seguros so-
bro edificios de tijolo o podra, cobertos de telha e
igualmente sobre os objeclos que couliverem os mea-
mos rdificios, quer consista emmobiliaou em fazen-
das de qualquer qualidade.
SEGURO CONTRA FOGO
NORTHEKN ASSURANCE COMPANY
LONDON.
CAPITAL S 1,500,000.
Agente C. I. .\stley e C.
Offerece condicoes muito favoraveis e premios
moderados.
O abaixo assignado encarregado
das batearas denominadas Paquete do
Paco, Flor do Paco e Abismo do Paco,
estas de propriedade do lllm. Sf. Joa-
quim de Son/.a Silva Cunha, negociante
e residente na villa do Paco de Camara-
gtbe provincia das Alagoas, scientilica as
pessoas que se servirem carregar quaes-
quer objeetos desta praca para aquella
villa, de se servirem marcar os volumes
dos mencionados objeetos eom a devida
marca e coin dcclaraco pata o seu des-
tino, assim como ter a bondade de de-
clarar no veiso do subscripto da carta a
quantidade dos volumes que acompanba
e ueste sentido espera evitar os estravios
\ ende-se este unguenlu no estabelecimenlo geral
de Londres n. 224, Strand,* e na loja de lodosos
boticarios droguistas e outras pessoas cncarre^adas
de sua venda em toda a America do Sol, Havana o
llespanba.
Vende-se a 800 rs. cada bncelinlia, contm urna
instruoeo em porliiguez para o modo de (a/er son
desle ungento.
O deposito geral lie em casa do Sr.Soum, phar-
maceulico. na rua da Cru n. ti, em Pernambuco.
Os pba/xo asignados venderam em
seus bilhetes na ultima parte de segunda
e primeira da terceira do fjviruiasio os
seguin tes premios :
Ns193. meiobilhete l:000,s-
2SI1 meio dito 2flS
2191 bilhete 100>j
1850 meio 1001
1727 bilbete 50^
2-20 i meio 50$
Os 8 por cento da lei e pago na sua
loja da praca da Independencia u. 40 ;
os mesmos tem exposto a venda seus fe-
lizes bilbetes da terceira parte da pri-
meira de S. Francisco de Olinda.
Vieira & Rotbecbild.
Attenco.
I. Lehraaun & E. Blum,
joalheiros, mudaram-se do holel ingler para ama
da Cruz u. 50, segundo andar, no Recite.
Attenco.
Precisa-se alugar ao mez um moleque para carre-
gar iimataboleta coin joios: quem o tiver pode di-
rtglr-se a roa da Cruz n. 59, no Recife.
Precisa-se de urna ama ou cscrava para o ser-
vico de urna casa de pouca familia : na Boa-Vista
ruada Mangeiran.il.
Furtaram da rua do Crespo n. 16, loja da es-
3nina, um pcete eom 1-i ou 16 cortes de casemira
e cores claros ; promelte-se na mesmo loja grati-
ficar a quem descubrir oie pacote.
PARIZIIUA MONTHOLON 30
Paris la place Cadet.
Madame Schroo tem a honra de prevenir aos se-
nhores Brasileiros e Portuguezes, que ella mudou
seu holel da rua Famboury Poissonnire n. 71 para
a rua enumero cima, casa mui esparosa e de una
elegancia eicepcional ; tem quarlos" mobilbados,
que olTerecem todas as commodidades desejaveis,
nao s pela grande como pela boa distribuico,
tem um grande salo alom da sala de janlar a mo-
da brasiU-ira, casa de banlin, e carroagem sempro
irompla e a disposiro dos viajanles. F.slo eslabe-
ecimento parlcularmenlo til aos senhores Bra-
sileiros e Portuguezes, pela facilidade de nelle se
usar da lingua deslas naooes. As pessoas doontes,
cucommodadas, sero iraladas eom esmero porum
dos mais habis mdicos de Paris, que c emprega-
do no estabelecimento : os procos sao mu commo-
dos, o servico feilo eom limpeza e exaclido, e as
senboras brasileras encontrarn neste hotel o tra-
lamenlo que Ibes for conveniente.
Ausentou-se de rasa um pardinho forro, filho
do uma osera va do abaixo assignado,-lera 10 anuos
cabellos crespos, secco e nao c feirt : julga-Se ter
silo Iludido ou vendido como escravo : quem del-
le souber, dirija-se ao abaixo assignado, que ser
gralilieado ; cujo escravo chama-se Tiago.
Uanotl Joaquim do lego Albuquerque.
Aluga-sc para homem sotierro ou para escrip-
rnrio, melade de um primeiro aodar na rua da Ca-
deia do Recife n. 18, tendo vista para a rua da Sen-
zala, conlendol san e 3 (piarlos ; quem lhe con-
yn-r, dirija-se mesma casa, das horas do da
as 4 da tarde.
,",'ml perdeu um allinete de adereco, na tar-
de do da 8, nas Cinco Puntas, dando s signaos
verlos, receber : na rua Bella n. 33.
Attenco.
Acha-se ausento desde o dia 4 do inez prximo
passado, da tasa do abaixo assignado, eom quem
aprenda oollieio de carapina, o mulatinho Bruno,
de idade 12 annos, escravo da senhora vinva Silvei-
ra: quem o levar a dila casa na rua da Glorian.
46, on der uma noticia exacta a respeito do mes-
mo, ser generosamente recompensado.
Luiz Ignacio Nuues de Oliveira.
Na rna da Alegra, casa n. 34 do Sr Marcelino
Jos Lopes, existo nina preta esrrava para criar,
nao leudo fllbos, assim como um bom mulatinho
para alugar-.se a qualquer senhor estrangeiro para
copeiro.
Prcrisa-se de um fcitor para uma olaria por-
to desta praca, que seja deseuipedido depraca, e
que enlcnd de cozimento de lijlo c de lodo n'mais
material, assim como de. enfornar e de todo o mais
tralico de olaria : aquello que se achar nas i-ircms-
tancias e afiancar a sua conduela, pudo dirgr-se a
rua larga do Rosario, padaria u. 1, que achara
eom quem tralar.
Precisa-se alugar mita ama forra ou captiva
para o servico interno de urna casa de familia : na
rua Nova n. W.
Aos senhores Brasileiros c Portuguezes. esedao, por falta das competentes de-
clarares e o contrario verificado ficarao
depositados no trapiche, sugeitot a uma
armazenagem que lhe foi imposta pelo
proprielario do trapiche, ficando o pos-
suidor das barcacas isemptos de todas e
quaesquer responsabilidades. As bar-
cacas cada uma faz uma viagem por se-
mana, a dirigirem-se a rua da Cadeia do
liedle- n. 44.
Thomaz Fernandes da Cunha.
O cirurgio Francisco Jos Cyrillo Leal mudou
a sua residencia do largo de S. Pedro para a rua do
Queimado sobrado n. 44, primairo andar, por cima
da loja do Sr. Rcrnardno Jos Monleiro, anude o
acharan como seiupre promplo paja o exercicio de
sua profisso.
!\"b da 4 ao amanuccer de 5 ao mez p. p. lu-
gio do Brojo de S. Jos termo da villa do Hinque c
comarca de Garanhuus, o escravo Venancio, eom
os sigiiaessegiiinles : pardo, alto, grosso, cabellos
carapinhos, sobrancelhas cerradas, nariz chato, bei-
eos grossos, principiando a barbar, abaixo do uni-
bigo de um lado uma sicalriz de uma tarada, no
peito de um dos ps tem uma cicatriz de um lalho,
idade ponco mais ou menos de 22 anuos, ofliciai dp
sapaleiro e muilo divertido. 0 abaixo assigna-
do pede a todas as autoridades policiaes e capilacs
de campo que o peguem o avise ou mande ao men-
cionado lugar que ser bem recompensado.
Antonio Cavalcanli do Andrade.
VIA FRREA
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
A cowpanhja seacrln pmxnpta a rei-ber propos-
lasparaa chndiirrn de uma grande quantidade do
trilhos e oulros materiaes pertencenles a mesma
va frrea do litloral das Cinco Pontos, onde presen-
temente acachan), ao lugar chamado Rna Sirca nii-
Bertioga. silo no rio Ipojuca.
As propnstas devero ser enviadas por escriplo,
marcando o preco por orrohis inclusive carregar e
descarregar o peso que jide ser condolido por ca-
da barraca, o nnrlov numero dellas que se poder en-
pregar ueste sen ico assim como o lempo gasio em
cada viagem.
Kscriplorio dos engenheiro na villa do Cabo 10
de marco de 1859.
IK. II. Penlon,
Engenheiro em chefe.
VIA FRREA
DO
Recife a S. Francisco
Acompanhia prncisa empregar 300 obreiros ad-
dicionaes entre a villa do Cabo e tilinga, o offerece
as seguintes vantagens.
Est resolvida a contratar os atorros em lances
pequeos, por preco* que garanten) maior lucro
aos eonlratadores, do que o que se rcalisa pelo tr.-i-
balho diario.
Empregar-se-hio todos os homens de forra e ar-
tivos por um preco proporcional equvalente' 13280
rs. diarios.
Conlratar-se-ho pedreiros, carapinas, officiaes
de pedreiro, erreiros, assim como oulros mcham-
eos, mediante condieces favoraveis A emprcilada
ou medanle paga diaria correspondente, no caso
que preferirn).
llavero moradias para os obreiros, cujos monu-
mentos serao transportados gratuitamente da esla-
vno das Cinco Pontas aos pontos das suns moradas
pela linha. Tambera se conceder nina passagem
livre ao Recife para todos os que forem em prega-
dos, para ida e volta nos sabbados, depois de feilo o
pagamento; assim como a todo lempo se dar pas-
se livre, de 20 homens, um, para o tiro, de com-
prar mantimentos.
Eseriptorio dos engenheiros na villa do Cabo 10
de margo de 1859.
W. i. Penislon,
Engenheiro em chefe.
Compras.
r.oinpra-se un bom cachorro para um quin-
tal : quem n tiver, podo levar i rua da Florentina
n. 18, on rna da Cadeia do Recite n. 48, loja de
fazeudas de Leite & Irmaes.
Compra-se um jogo de caixas de pregara em
bom uso, e um sellim eom seus arreos: na rua
das Cinco Pontas, sobrado da esquina do Pexoto'.
Arrenda-se um sitio eom ciceilale casa de
viven no lugar da Torre margem do rio Capiha-
ribe confronte estrada do Manguinho, cuja casa
elm de ser edillcada eom muito gesto e ser colloca-
da em um ponto de vista agradavel tanto por della
avistar-se tedas as casas da Capunga, Passagem c
Ponte de Uoha, conten) 4salas de 30 palmos qua-
dradoscada uma, sendo 3forradas de rico ppele
o teclo de estuque, 11 quarlos, sendo 5 forrados de
papel e o lecto de estuque, cozinha fra, bastante
espacioso, cocheira para 3 carros, quarlos de cria-
do e de pretos, estribara para 6 cavallis, casa para
gallnheiro e animaos domsticos, t cacimbas, u-na
eom encllente agua de beber, nutra rom bomba,
da qual deila agua para a casa de banhO que fica ao
p, jardim eom liguras c jarros do louea linos, mu-
rado na frenle eom porlo de ferro, haisa de rapim
que sustenta annual dous cavallos, pomar de laran-
geiras, selectas c de umbigo, alni de nutras fruc-
leiras do paiz : os pretendentes dirijam-se ao alerro
da Boa-Vista n. 2, segundo andar.
O Sr. Honaralo Joscph de Figueiredo, uestes
lo dias mande buscar as flores que cuconimendou
do contrario sao vendidas.
Oh Sr. doutor, dinheiro de primor, que pe-
dio por -eis dias, e est fazendo dous .unios c V, S.
j. esl formado eom a ajuda do men suor, e ainda
nao lempo de pagar-me ? para oulra vez, se a
isso for abrigado, fallare-i mais claro para ser bom
coi.lii-cido bal e fillio, t- nincut-iu m.iis ser t-nei-
nado.
A saboaria da rua Iihpe-^
rial compra sebo em rama
a 9$ a arroba a dinheiro
visla: a tratar eom o seu
administrador.
Compra-so uma casa terrea no bairro de San-
io Antonio ou nos limites de S. Jos eom o de Saato
Antonio : a pessoa que tiver, poder ralar o ue-
gocu na rua de S. Jos n. 45.
r.ompram-se em easa de N. O. Beberic,
rna da Cruz n. 4, oncas hespanholas. e mexicana,'
soberanos e modas portugueras de (bJttIO
Vendas.
Lvds de pellica e de ou-
tras qualidades.
Vendm-se luvas de pellica de Jnuvin, muilo fres-
cas, tanto para homem como para senhora a *jj500
o par, ditas pretasde seda bordadas para senhora a
2 o par, ditas para homem a 1J600, ditas de tor-
cal para senhora a 1, pitas de seda de cores bor-
dadas e enfeiladasroni ricas guarnicocs do blfco de
blond a 29, ditas lisas brancas e amarellas a 1880
na rua do yui-imado n. 22, na loja da Boa F.
Meias pretas de
seda.
Vendem-se meias pretas de sada para senhora,
muilo enaorpadas e muilo elsticas a 3g o par, ditas
inglesas muito superiores, que servem tambem
para os senhores sacerdotes a 5$ : na rua do Uuoi-
mado u. 22, a loja da BoaF.
Grvalas prelas.
Vendem-se grvalas pretas de grosdenaples e de
gorgurao algo lgtiOO, dilas de selim e de gorguro
bordados nas ponas, fazenda muito superior, a S-
ua rua do Queimado n. 22, na loja da Boa F.!
Vendem-se 5 rezes gordas, do pasto: qui-m
as pretender, dirija-so eidade de Olinda, silio dos
Bollrins, nos das sabbados e domingos.
Vende-se o deposito da rua do l.ivramenln n.
41, om razao do dono ler de fazer uma viagem o
qual lem poneos fundos, e esl bom para um prin-
cipiante, faz-se todo o negocio : quem pretender,
dirija-se ao mesmo, qu- achara eom quem tratar,
t. toda a hora do dia.


4
5000
4*800
8*800
l.st.00
\
Attenco. i
Urna senhora vinda de Lisboa por este, ultimo
paquete, trouxe para negocio alguns chapeos de se-
nhora, obra rica e de muito goslo, trancelim de ca-
bellos, tranca de dilos para aunis ; promette-se
vender tudojpor barato proco, na praca da Indepen-
dencia ns. 37 e 39.
Cevadaa2$aarroba.
Na travessa da Madre de Dos n. 12, armazem de
remandes & Pilhns, vende-se cavada muito nova
era saceos a 2$ a arroba.
Vende-se urna caixa completa com ferros de
rirurgia para amputaran : na ra das Cruzes n. 28.
Enfeites de retroz com
vidrilhos.
Vendeni-sc ricos enfeites de rctro com vidrilhos,
pelo baratissimo preco de 5 c 69 : na ra do Quei-
mado n. 22, na bem c/mherida loja da Boa Fe.
LIVR.4RI.4 UNIVERSAL.
Ra do CoUeglo i\. 2.0.
Guimaraes Oliveira fazem publico, que pelo ul-
timo vapor receberam da livraria do Sr. B. L. Gar-
mer, do Rio de Janeiro, as obras que o ruesmo se-
nhor havia annunciado pelo Diario de Pernambuco,
e outras que abaixo se menciona, as quaes sao ven-
didas na livraria dos annunciantes pelos mesmos
procos porque o Sr. Garnier as vende uo Rio de Ja-
neiro.
Revista Popular, Jornal de Lilteratura (por assig-
natura). lr 8
Grammalica Latina por Castro Lopes.
Historia da Idade media por Calogeras.
I.athecisco da Iwutrina Coristas por Pinheiro.
Anthmetica grande e pequea por Avila.
Algebra grande e pequea pelo mesmo.
Compendio de Grammatica Portugueza por Cyrillo.
Iileratureelmorale por Roosmalen.
Crdito rural e hypolhecario por Wcrneck.
Bordo, Diccionario italiano-portuguez e vicc-versa.
Sophia Printemps por A. Domas fllho.
O Mrquez de Pombal por Clmence Roben.
Martha por Max Yalrey.
Ilaphael c a Fornarinn por Mry.
Ultima Marqueza por Mirecourt.
Recebera-se assignaturas para as seguiutes obras e
Jornaes Luteranos :
Tralado'pratico sobre bancos por Gilharl
Capital, Circularaoe bancos pnrWilson.
Revista Popular.
Calera Lusilina.
Universo Illustrndo.
Urna Trindade de pennas.
Jardim Piltoresco.
iluimm iDariimsiii.
Kua do Collegio n. 20.
Obras chegadas de prximo que se vendem por
barato proco:
Itefeza do Christianismo ou Conferenrias sobro a re-
ligiuo, por Mnnsenlior D. Fravssinous.
Dcvoco das Dores da Virgem Mi de Dos.
Piedosas Meditantes sobre a Paixo de N S. Jess
Chnsto.
Conferencias pronunciadas na igreja de Jess, cm
Roma, por R. P. C. Passaglia.
A Profauaco do Domingo por Gaumc.
Meditarnos, oraces e exercicios para lodos os das
do anno pelo Principe de Hohenloe. .
Mara, Estrella do Mar, obra de D. Luiz Maria de
Conciliis, precedida de urna Introduccao oor
Gaume. r
A Impiedade combatida por conflsso dos mesmos
impios. Opsculo em defeza da Religij.
As tres Romas. Diario de urna viagem Italia pelo
abbade Gaume.
Relogio da Paixo.
Collecco das obras poticas do padre Jos Agosti-
nho de Maredo, acompanhadas de urna biogra-
|ihia do mesmo e catalogo alphabetico de todas as
suas obras.
Anedoetas do Ministerio do Mrquez de Pombal.
Farinha de trigo
SSSF.
Fernandes & Filhoa tem superior farinha de tri-
go da marca SSSF chegada antes de hontem que
vendem a preco muito em cenia : no seu armazem
na da Cadcia n. 63. becco da Madre de Dos n. 12.
Calcado superior e barato.
Ra bireita n. 45.
Borzeguins da trra de 55 a 37,
obra boa a
Borzeguins de senhora (Jolv).
Ditos de liornem.
Sapa tos de tranciuha.
FUNDIC40 L0W-19W.
Ra da Senzala Nova ." 42.
Neste eslabelecimenlo continua a haver um com-
pleto sortimento do moendas e meias moendas para
engenho machinas de vapor e Uixasde ferro bati-
do e coado. de todos os tamaitos para dito.
GHEGUEN
Ao barato.
0 Prefinen est Qneimando.
Na ma do Queimado n. 2, esquina do becco do
Peixe Frito tem o Preguica para vender por bara-
tissimo preco um completo sortimento de fazendas
bem como sejam cortes de cassa c soda de lindis-
s"n?s ostos a 68500 cada um, ditos de lia e seda
de hndissimos gostos e superior qualidade a 78 ca-
Qs!Lm'/ortes P camora>a branca com salpicos a
fgauu, ditos de dita com flores de cores a 38800
8a"gas mescladas de padrees e superior qualidade
?, M0 ""^ ; cni,4 escuras e claras de cores
lijas a 160,180, 200 e 2 W reis o covado, cambraias
adamascadas para cortinados de camas, pecas de
2U varas a 11 % cada urna, grvalas pretas e de'cores
'\\m moJS m,lit0 flnas 800 e 1*000, ditas sem
ellas a 800 n 1* eada urna, ditas com molas muito
unas a 11600, lencos de seda com algum enfeito
a (wui res cada um, grosdenaple de cor de boa
quaudade a 18800 o covado ; cortes de casemira
una a o*, ditos de meia casemira a 28, dilos de di-
ta mais tina a 28600 cada um, cortes de brim de li-
nho a 18700 cada um, cortes de gorgurao para col-
leles a ajeada um, dilos de merino bordados de
lindos gostos 48500, ditos de casemira preta borda-
..2?A3f?00caaaum- cambraias lisas de 8 varas a
J8500.4MS400. 48800 e 58500 a neca^ditas Upa-
das com 10 varas a 4$, 48500,5880b, 6*500 e 78200
a peca corles de organdys, fazenda muito larga e
Una a 2*600, alpaca preta com 6 palmos de largura
propna para samarras etapas de padres a 800 reis'
chales de laa finos com barra matizada a 48500 d-
JOt6 merino lisos a 48800, ditos de dito bordados
~ ."^ um' |pncos brancos eom barra de cor
? reis c*d* um' chiWs "ancezas para co-
berla a 240 reis o covado, brim branco de fistra de
puro linho a 800 reis a vara, dito de hndissimos
gostos e superior qualidade a 1440 a vara dito
branco muito fino a 1S280 e 18400 a vara, cassas
de cores de Hndissimos gostos a 360 e 400 rs. a
vara, musselina de cores a 320 o covado, dita en-
carnada a 220 o covado, casemira preta a 2}, 28200
2S400,38500 e 48 o covado, panno fino azul e cor
de rape de superior qualidade a 58 o covado dito
preto a 28800, 38500, 4g, 4*800, 5 e 58500 co-
vado, alpacas de seda de superior qualidade a 900
rs. o covado, rolos de bretanha com 10 varas a 28
SS,1]""10 larg0 muiu> flno com bonitos lavores a
18280 a vara, luvas de lio de Escocia brancas e de
cores a 320 o par, cambraias napolitanas roxas e
azues de quadros a 360 a vara, ou 220 o covado
nscadinhos francezes de quadros a 180 o covado'
bramante muito largo a 2*400 o covado, velbutinas
de todas as cores a /20 o covado, meias cruas para
homem a 160, 200, 360 e 400 rs. o par, ditas para
senhoras, de todas as qnalidedes, paletots de alpa-
ca preta a 5$, ditos de meia casemira a 8a, ditos
de pannos pretos e de cores a 108, luvas de seda
para senhora a IfMO opar, ditas de seda bordadas
de lindos gostos a 2*200 o par, merino setim de
todas as cores a 720 o covado, e outras muitas fa-
zendas que se deixam de mencionar, e se venderao
por baralissimos precos; e se darao amostras com
enhores.
Espartilhos francezes de nova
invencao.
Vendem-se espartilhos francezes de molas e car-
retis, o melhorque se pode encontrar nesle gene-
ro, na bemfeitroia e na commodidade, a quem usar
delles, pelo baratissimo preco de 6*, 7 e 8j. Estes
espartilhos sao chegados no" ultimo navio tiancez
e so se encontram na na do Queimado, na bem co-
nbecida loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Na loja da Esperanca,
Rna do Queimado n. 33 A,
idem-se para a quaresma todas as fazendas pro-
prias desses actos, e especialmente franjas pretas
com vidrilho, largas c estrellas, de 600 a 1g a vara
ditas sera vidrilho a 400, 500 c 640 rs., e lanibem
mais estreilas a 320 avara, trancas com vidrilho
propnas para as mantas em uso a 640, 700 e 500 rs
a vara, enfeites pretos com vidrilho a 4 e. 5a, ulti-
mo goslo, titas de velludo largas e estreilas a pro-
cos commodos ; na mesma loja se encontrar nim-
ios objectos, diversas miudezas que at hoje teera
sido exclusivas de ceitos estabelecimenlos desla
praca : lodo o sortimento em perfumaras, pos,
opiat, extractos diversos, leile virginal, pommada
regeneradora, imperial, agua de Colonia de diver-
sos fabricantes inglezes e francezes, saboneles cor-
echiquesm, escovas, espelhos, pentes, etc. '
He cousa muito boa.
Vende-se a verdadeira pomada para lingir ca-
bellos, pelo barato preco de 1$ a caixinlia, com es-
coriaba propria ; tamben! se vende massa para
aliar navalhas a 320 : na ra do Queimado, na bem
conliecida luja de miudezas da Boa Fama n. 38.
Chegiiem loja nova
NO
Aterro da Boa-Vista n. 74,
Que acharan o novo e completo sortimento de
miudeas, e allanca-se vender mais barato do que
em outra qualquer parte : facas o garfns de cabo de
balanco a58adu*ia, ditas muito finas a 6/e 7,
ditas de cabo de viado a 4*200, ditas cravadas e oila-
vadas a 38200. meias para seuhora a 240, 320 e 4110
ris o par, ditas pretas para homem a 260, dilas
cruas para homem a 160, 200 e 320 o par, dilas de
cores muilo linas a 200 e 240 o par, liaralhos de
cartas portuguezas a 200, dilas francezas a 326 e
400, pennas de ac de lauca a 18 a grosa, dilas sem
o ser 500,ricas aboloaduras para puiihosa640opar,
caixinhas com agulhas francezas a 240 e 320, mas-
sos de grampos a 40 rs., carles e caixas de clche-
les a 70 rs., cinluroes de borracha a 600, suspenco-
rios a 210, enliadores de linho para csparlilh a
120 e 160 cada um, caixas com lamparillas a 60 e
80 rs., resma de papel de peso a 38400, dito almaco
a 3g e 3g500, sapatos de lustre para senhora, obra
muilo bem feita a la60tl, ditos de marroquim r.Wo
e prelo a 800e900rs., sapatoes de lustre para ho-
mem a 38800 e 48 o par, dilos do Aracaty para me-
ninos de 6 a 10 annos a 18120 o par, muito ricas
franjas pretas de seda e de la e linho para enfeitar
vestidos, Olas de todas as qnalidades e tisouras de
todas as qualidades e niuitns mais objectos que se
torna enfadouho menciona-los.
SISTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Este ineshmavel especifico, CompoetO inleiramen-
te de herras mediriases, nao eonlni ssan urio, nem
alguma outra substancia delecteria. Beneliiio mais
jenra infancia, e a compleieio mais delicada he
igualmente promplo e seguro para desarreigar o mal
na cumpleicao mais robusla ; lie iiileiraiiienle inno-
ci'iile en suas operaees e efleitos; pois busca e
rcinove as doencas de qualquer especie e grao por
mais antigs e lena/es que sejam.
Entre militares de pYssoas curadas com este rama-
dio, muitas queja eslavaui as portas da iiiorte, pre-
servando em seu uso : conseguiran recobrar a saude
e forras, depois de haver tentado inulilineiile lodos
os uniros remedios.
As mais afilelas nao derein entregar-se a deses-
perado ; faeam um competente ensaio dos eflieaies
elleiins desla assombrosa medicina, e prests reeii-
perarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar asta remedio para
qualquer das Seguales eneiniiilades :
Pebruloda especie.
Colla.
llciiiorrhnidas.
llydroiiesia.
Ictericia.
Illdgesles.
Inflammacoes.
Irregiilariuades da lui-n.
triiacao.
I.oiiibrigas de luda espe-
cie.
Mal de pedra. .
Manchas na culis.
Ohslniccao de venlre.
l'liiysicaMiu consampeio
pulmonar.
Relencao de ouriua.
Rheunialisiuo.
Syniplomas segundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Diario de Perpambuco.Segunda feira 11 de Abril de 1859.
Ricos manteletes.
Vendem-se na ra do Queimado n. 19, mantele-
tes relos ricamcnlc enfeilados, e sendo toda a fa-
zenda bordada c o mais moderno em goslo ; a elles,
sales que se acabem ; grosdenaple prelo de todas
as qualidades, e per menos do que em nutra parte.
Hechegado a loja do l.econte, aterro da Boo-
Visla n. 70, eicellente leite virginal de rosa blan-
ca, para refrescar apelle, lirar pannos, sardas e es-
pinnas, igualmente o afamado oleo babosa para liin-
e fazer rrescer os cabellos; assim como p impe-
rial do lyrio de Florenca para bnrtnejas e asperida-
des da pelle, conserva a frescura e oavelludado da
primavera da rida._
1
Accidentas epilpticos,
Alporcas.
Aiupolas.
Arelas (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Coavalsoes.
Debilidade ou exlenua-
cao.
Debilidade ou falla de for-
caa para qualquercnusa
Bysinleria.
Dor de garganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas no ligado.
Dilas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas.
Febrelo iiiliriiil.nl,..
\ eudem-se estas pillas no eslahelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand. e na loja de todos
os boticarios droguistas e outras pessoas encaneci-
das de sua venda em toda a America do Sul, Hava-
na e Hespanha.
Vendem-se as bocclinhasa 800 rs. cada una del-
tas conttin una inslrurcao em iHirtuguez para ex-
plicar o modo de te usrnoslas pilulas.
0 deposito geral he em casa do Sr. Soiim pharnia-
ceulico, na ra da Cruz n. 22. em Pernambiioc-
IYIACHINISIYIO
_ i
Na fundico de ferro do engenheiro Da-
vid YA. Bowman, na ra
do Ri'um, passando o chafariz.
Ha sempre um grande mu-i miento dos seguales
objectos de mecanismos proprios para engenhos, a
a saber: moendas e meias moendas da mais mo-
derna conslriiccao ; tachas de ferro fundido c bali-
do, de superior qualidade e de lodos os tamanhos ;
rodas dentadas para agua ou animaes, de todas a3
proporces ; envos c bocea de fonialha e registros
de boeiro, aguilhes, bronzes, parafuzos e cavi-
lhoes, moiahos de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICO
se executao todasas encommendas com a superio-
ridade j conhecida com a devida presteza e com-
modidade em oreco.
No armazem de E. A. Burle & C, ma da Cruz
n. 48, ha constantemente para vender:
Champagne marca de fogo da melhor que vem ao
mercado.
Chocolate de todas as qualidades.
Burras de ferro das melhores que tem vindo a esto
mercado.
ATTENCAO AO BARATO.
Na travessa da Madre de Dos n. 12 vende-se mais
baralo do que em outra parte, e em saceos grandes,
revada muito nova, trelo, milito, feijao amarelln e
branco, ancoretas de azeitonas, ludo chegado lti-
mamente do Porto.
O Leite & I rumo continuam a
torrar.
Mussulina toda encarnada, covado 220 rs., cam-
braia lia muito fina a 38800, 4g800, 58200 e 58600
rs. a peca, de 10 jardos, brim de linho para calca
de bonitospadroes a 880rs. a vara, cortes de meia
casemira a 3*000 rs. cada um, lencos de cambraia
de linho a 38200 e muilo finos a 48500 rs. a duzia,
chales de louquim pretos, ditos de merino pretos'
dilos de merino liso de todas as cores a 48800 rs.,
bordados a 68800 rs., chitas francezas de cores fl-
xas a 220, 240, 260,280 e 300 rs. o covado, madaoo-
1*2, J 2$00- 3200- 3?800- 4S- 4200- 4S8O0,
58000 e 88500rs.,e muito fino a6g000rs.apeca, de
20 varas, palitots de alpaca muito finos a 6$0M) rs.,
cortes de coletes de casemira a 68000 rs., esparti-
lhos para senhora a 4, 6e 8rs.-, e dos modernos a
9Jrs.,saias para senhora a 1*600 rs., bordadas a 39
re., e muito superiores a 18 rs., gollinhas muito
bem bordadas a 3500 rs., manguitas e camizinhas
muilo finas para senhora, cortes de cambraia do
gaz a4*re.. peles para sala al8800 rs., para por-
ta de sala a 4 re., e para cabriole! a 2500 rs.
meias muito finas parr senhora a2j800 rs. a duzia,
ncas colchas de damasco de seda a 25e32$ rs. cada
urna, cortes de cassa de lindos desenhos a 2a rs.
boas chitas escuras e de lindos padrees a 200 rs. o
covado, meias de lodos os tamanhos para menino e
menina, guardanapos a 4 re. a duzia,'pecas de
camb^21" lisa de "Jaras a 3a re., mussulina'bran-
ca a 300 re. o covado, toalhas para mesa a 48 rs re-
des de folha a 6re., e ha outras muitas fazendas
que se rende por barato preco. e de tudo se dar
amostras.
LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se por preco que faz admirar riquissimas
filas lavradas de todas as cores e larguras, fita lisas
com ponta escm ella, bicos brancos de seda de m
lo lindos padrees e de todas as larguras, tramoias
abertas de linho para babados a 120 e 160 reis a vara
jarros para lloros a2g o par, atacadores ou enfladores
de seda de todas as cores para vestidos.ditos proprios
para espartilhos, tesouras de todas as qualidades
as mais Aasque he possivclencontrar-se.agulheiros
de marital e outras muitas qualidades, fitas de vel-
ludo de todas as qualidades, bolcinhasde camurca
muito lindas para meninas de escola, frasquinKo
com cardinal a melhor cousa que tem apparecido
para tirar nodoas em qualquer qualidade de fazen-
da. pelo muito barato preco de 2J, trancinhas de se-
da de todas as cores muilo lindas proprias para en-
feitar roupinha para meninos e meninas, e outras
muitissimas cousas que se afianca vender-se tudo
por preco baratissimo : na ra do Queimado na bem
conhecida loia de miudezas da boa fama.
NA
iramiu
Ra do Queimado n. 7.
Neste eslabelecimenlo acbaro os compradores
o mais variado e completo sortimento de todas as
qualidades, como sejam :
Vestidos de seda pretos com babados f
Ditos de dita de cor com babados. ... g
Grosdenaple prelo lino de 18900 a 28800
Ricos manteletes relos i priuceza Clotilde 9
Cortes de calcas de brim Je linho de cor a 18280
Carteirasde perfumara inglezas. 5|000
Camisas francezas de todas as qualida-
des dc2000a ........ 48000
Paletots de panno francezes de 168 a 30a000
Ditos de alpaca francezes......128000
Poupelina de seda de 900 i.....18200
Chitas linas o covado........ 180
Ditas francezas o covado...... 240
Ricos enfeites para seuhora..... t
Pentes de tartaruga modernos de 7 a 15#000
Gollinhas e manguitos de croch. lOsOOO
Vende-se urna escrava de 26 annos de idade,
com muito boa conducta, elegante figura, sem vi-
cios nem achaques, sabe com perfeico ensaboar, e
tem principio de engommar e cozinhar : a tratar
na na da Lonccirao da Boa-Vista n. 10.
Vende-se urna casa terrea em chaos proprios.
e que rende um bom alguel: a tratar na ra da
Comeicao n. 27.
Relogios
de ouro patente ingle/, de um dos
melhores fabricantes de Liverpool
chegados ltimamente pelo ulti-
mo paquetee alguns de nova n-
venco cobertos e detcobeitos a
vontade do possuidor em cafa de
Arkwright & C na ra da Cruz
a Gl.
SBTj^.!M*ssMrTS:-i3E ":aESKjFKaa-j
Escravos venda.
Vendem-se 10 escravos peras de 1
2 : na roa Velha da Boa-Visla, casi
5 a 26 annos,
casa 11. 69.
i.
GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupasfeilaselazenilas
NA RA DO QUEIMADO N. 46.
LOJA
'.''--
Aviso.
Luvas de pellica, de Jouvin verdadeiras a 28000,
muito novas, e banha franceza s libras, meias li-
bras c quarlas at micas a 2y560 a libra : na loja
de miudezas do aterrada Boa-Vistan. 82.
Pentes de todas as qual i-
dades.
A loja de miudezas d'aguia branca est prvida
de um grande e variado sortimento de piules de
todas as qualidades, sendo de tartaruga, virados,
mui fortes e de gostos os mais modernos possiveis
a 12, 14 e I69OOI, dilos sem ser virados a 3f500c
, 5-5, dilos de massa, virados, lambem de muilo gos-
lo, e lo perfeitos n'obra que pomo dill'erem dos de
tartaruga a 28-VKI e 38, dilos sem seren virados,
j igualmente bonitos e bem acabados a l8 e 18200,
dilos Iravessos de massa e borracha para meninas,
n melhor que se pode encontrar a 800,1? e 19200,
ditos mui linos de borracha para alisar a i o 18280,
dilos de bfalo brancos e pretos e de balis a 320,
400, VIO e 641), dilos de borracha, pequeos, mui
proprios para segurar o cabello a (i 10. ditos de bor-
racha e bfalo para pininos a 400, SOOeMOrs., di-
tos de marm e tartaruga para alisar a i, 3 e 48-
Alin disso senario os fregueses um grande sorli-
menlo de escoras linas para denles, cabello, nidias
e foto, e muitas outras cousas, que enumera-las, se
tornara enfadonho ; assim qui111 precisar de qual-
quer objeclo de miudezas, dirigir-se a ra do
Queimado, 110 qualro cantos, loja d'aguia branca,
que ser bem servido com agrado e siuceridade.
Na loja d'aguia branca.
Bicos pretos, franjas e trancas com vidrilhos. Es-
tes objectos que de presente sao esscnciaimciilc ne-
cessarios para enfeites de vestidos, manteletes e
casaveques pretos, se acharan na ra do Queimado,
nos qualro cantos, loja d'aguia branca n. 16, sendo
bicos pretos de bonitos padroes enfeilados de vi-
drilhos, franjas de seda, e velludo com vidrilhos,
trancas do seda de dilTerenlcs larguras e moldes
lambem pretas e com vidrilhos, tudo por precos
baralissimos.
Luvas de todas as
qualidades.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro inglezes de patente
no armazem de Augusto C. de Abruu, ra da 1,1-
deia do Hecife n. 36.
TACHAS
^ indi -se millm novo em saceos grandes allS :
nos armazeus de Andrade i Canmollo, na ra da
Madre de Dos 11. 18.
(omina e aramia.
Vende-ae nicamente nosarmazen* de Vndiade
| A Campello, na ra da Madre de lieos n. 18.
Relogios.
Na flllldiCUO de ferro lie D.l Vendem-*e relogio de ouro e dotira-
Wn,__.. .. i t, uc patente para homem e senhora de
. Bowman, 11a ra do Bnin>,idiversottaJnllosporpr(.osconim0(los
passando O Chalan/, COIltinua a i na ra da Cruz do Recife. 50.
para
?;;goesi basto!
2-- Ricos sohrecasacos de panno lino prelo i^"
. eom golla de velludo e sem ella a i$, e |K
jS 25S, paletots saceos de casemira de eme.- S>
esotras a 108, dilos sohrecasacos padroes -
0.^3 modernos a 15g e 1J>, ditos de alpaca pn- r-Z
; la e de cor a ig, dilos de brim pardo &
2j.S trancado muilo boa qualidade a Bf, dilos i5*
i) de esguiao da China a 5g, calcas de brim (S^
3 de rAres a 3S, 3S500, .|?, dilas' de l pa- f|S
J ilroes modernos e miiidinlios a 19, dilas B
< brancas de brim de linho a 5g, dilas de c
<<3 casemira preta e do cores a 6S. 7S, 8S e c}*>
Z 9S. ceroulas de bramante B 1g600. 1$800 &*
fi p ^ uale,ols dc nieta casemira a 7$, col- 8
-'i leles de gorgiiriio de seda a 5g, dilos dse- C
". ; lim maco a 5g, ditos de velludo preto a^
3i 7g elOg, dilos de brim e fuslo a 2g300 K
-. e lt>, luvas de Jouvin de ludas as cores a ^C
tSi lg800, camisas de esguiao muilo fino a HP
ilg'iOO e nutras muilas fazendas e ron- g
\4 Pas feitas que s vista que se pode V
't-.t avahar a pechincha ;
"^ NA MitSMA
LOJA HA
Casacas para a quaresma |
2| mandaiido-se fazer por medida garanlin-
-". do-se o accio e benifcitoria da obra, sen- B
^ do lambem de muilo bom panno prnva de ;'*
^H niao pelo diminuto preco de 35g, assim B
*"' como do melhor panno a escnlha do fre- V'...
gnet a -fOg, alianrando-se serem todas for-
Zjii radas de setim macAo ou seda.
tmmmwmwmmm
ATTENCAO
Aos habitanles da fregueza
de S. Jos, eao publico
em geral.
Acaba de abrir urna nova loja na ra Direila 11.
101, aonde se enconara um completo e variado sor-
limenlo de fazendas, tanto para a praca como para
o mato, e que se vendem por baralissimos precos,
diuheiro vista, notando-se entre ellas ricos cha-
peos enfeitados para menina, pelo baratissimo pro-
co de 1M, ditos francezes para homem a 71, man-
guitos de Hndissimos gostos e superior qualidade a
28500 e 1800 o par, gollinhas linas a 800, a 1/ e a
1J300, ricos chales de rocos a 14 e a 16g cada um,
dilos de merino bordados a 7$500, dilos bordados
froro a 10, dilos com dores de froco muito linos
a 13, ditos bordados a velludo a 12$, dilos horda-
dos a relroz com duas palmas a 10g500, ditos mati-
zados de riqiissimos padroes, fazenda inicuamente
nova, pelo baratissimo*preeo de 12g cada um, en-
Teiles neos para cabeca de senhora a 6 e a 7S cada
um, luvas bordadas para senhora a 2J200, dilas de
jrv "*280- f'0"8 I*88 para veslido de senhora,
de Imdissimos padroes a 800 rs. o covado, ricas
manas de fil pretas para sanhora a 12 e a 14g
cada urna, sedas de quadrinhos de lindos padroes e
mu2. r'nas a iP8a cov ' 1i^; ** 2g&10 e 2*600 covad. dit0 lvrado
a 18(X) o covado, mantas para grvala de muilo
bom goslo a 3$800 cada urna, pecas de bretanha de
linho muilo fina a 5g500cada una, cassas muito li-
nas para cortinado de rama a 12g a peca, chilas
francezas escuras e claras, ditas estreilas'de tintas
flxas e lindos padres, paletots de panno uno pretos
e de cores para diversos precos, musselinas bran-
cas o de cores, corles de gorgurao de seda para col-
Iete, um completo sorliinentn de ludo quanlo pro-
prio de urna loja de fazendas, que s com a vista
se poder apreciar o bom goslo, e tudo se vende
por baralissimos precos, a troco de sedulasainda
que sejam velhas.
Vende-se a loja de calcado da ra Direitan.
48, com poucos fundos: quem pretender, dirija-se
a mesma.
Vende-se urna armaeao por preco barato : na
ra da Cadeia de Santo Antonio n. 11 'b.
Vende-se espirito de vinho superior para
marcineiro, garrafas rafias a 4go cenlo: na Liber-
na do pateo do Paraizn n. 16. Na mesma precisa-
se de um caixeiro de 14 a 16 annos, com alguma
pralica da mesma.
Vendem-se diamantes inglezes para cortar vi-
dros dos melhores que tem apparecido neste mer-
cado, chegados ltimamente de Inglaterra, por pre-
co razoavel : na ra das Trinxeiras, loja de trastes
o. 50.
Na loja das seis portas
EM
Frente do Livrainento.
Cassas francezas, fazenda nova, a 160 rs. o cova-
do, e a peca a 5 com 33 covados, corles de cam-
braia com salpico a 3g, dilos pintadas a 2g, lencos
de retroz a 500 rs., luvas de seda pretis liza.se bor-
dadas para senhora a 1, chales de merino com
barra estampada a 4g, musselina branca a 240 o
covado, dita encarnada a 320, velludilho de cores
pararoupas de criancas a 800 e 1g, fil de linho
preto, fazenda fina, a 1g280 a vara ; dao-se amos-
tras, e a loja est aberta das 6 horas da inanli.ia s
9 da noile.
Loja das seis portas
EM
Frente do Livramento.
Grosdenaple preto para todos os procos, mantas
pretas d linho com bordados de seda, luvas de se-
da pretas para senhora a 1, gollinhas bordadas a
a i, ditas unas a lg600, manguitos a 3, lencos de
seda brancos e encarnados a 800 rs., camisas" fran-
cezas brancas e do cores finas a 2g, paletots brancos
de bramante fino a 5g. ditos de brim pardo a 3S
haver um completo sortimento Milhn n de tachas de forro fundido eba- "llll Pa piaa
.. jo ,, 1 ii- 1 o mais limpopossivcl.
litio, de 3 a 8 palmos de bica, U^iA,. .rv-, *
as quaes se acham venda por! ^eijaO pretO IIOVO
preco commodo e com promp-l^orte^^STi
I 1 il .i r> i-t nmrh Sn n san ~. 1 j-^ ^ ,. .__ ._ I 1 ., ,, \, 1' ,..-. >>fnn .. I ..
tido, embarcao-se ou carre-
go-se em carro, sem despe/as
ao comprador.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem condecido e acreditado deposito da roa
da Cadeia do Recite n. \2, ha para vender polassa
da Bussia e da do Rio de Janeiro, nova e de supe-
rior qualidade, assini como lambem cal virgem em
pedra: ludo por precos muilo manareis.
gYTTYTT? i T?T-ST-T>~rrTrr?T.tA*
*~
Vendem-se entes gneros
armazem de llemelerio, Ir.
ATTEN(iO.
Ricos vestidos pretos bordados com ba-
bados e tambem com duas saias se ven-
dem na ra do Queimado 11. 10, loja de
Leite 4 Corroa.
Chapeos enfeilados.
Tem na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 37
lodo sortimento de chapeos para meninas, de seda e
de palha ricamente enfeitados, ditos para senhora
de palha e de feltro, enfeites de froco para 3g500
6g. dilos de retroz com vidrilhos pretos e de cores
a 4, gravatinhas para senhera, de froco, a 2g, e
todo o sortimento de chapeos de seda.ditos de sol
para homem e senhora, que ludo se vender por
menos que em outra qualquer parte assim os fre-
guezes tenham a bondade de comprar; tambem se
encontra um sortimeoto de focos para 4 e 2g.
Vendem-se dous vestidos de grosdenaples um
preto e outro de cor, com 3 babados cada um, e um
chale de touquim branco : na travessa do Bom Je-
Acaba de chegar loja d'aguia branca um novo e
completo sortimento de luvas de todas as qualida-
des, sendo as verdadeiras de Jouvin brancas, cr de
raima e pretas para homem e senhora a afoOO o
par, lisas de seda brancas e amarcllas para senhora
a l,s2Nl o par. ditas com borlnlas a 1600, dilas
bordadas eom lindas palmas a Sg, dilas mui finase
bonitas enfeiladas com palmas e bicos a j'dHl. di-
las prelas lambem de seda com palmas e bicos en-
feiladas eom vidrilhos a 2,S-ri00, ditas rom palmas e
lisas a 2S e IgOOO, dilas de lorcal mui linas com
palmas de vidrilhos a ig, dilas laniliitn linas rom
palmas de reros e lisas a 1 gal 10 c I320O, ditas de
seda para meninas a i200, dilas para homem a
IgOOO: assim rumo militas oulras de diversas qua-
lidades, como de fio de Kscocia brancas e de cores,
brancas de castor, mui boas e forlcs, e de algodo,
proprias para monlaria e guardas narionaes, aos
baralissimos precos de lg al 320 o par : na roa
do Queimado, nos qualro cantos, loja d'aguia bran-
ca n. 16.
Visporas e dminos.
V isporas em bonitas caixinhas de madeira enver-
iiisadas, com 2 Iranias a 2g, em oulras caixinhas a
1 galio e 1g, dminos mui bem fcitos c seguros a
ISaOOe 1g280 : na ra do Queimado, loja d'aguia
branca 11. 16.
ARMAZEJIl
DE
FAZKMIAS E MODAS
DE
MIGUEL JOS DE ABREU.
1A Rna Ao Queimado 11
Para sentares
Corles de vestidos pretos de grosdenaples, gorgu-
ees c nobrezas, bordados a velludo e a seda, em
alto relevo, de goslo Aquile, tres folhos e duas
saias.
Manteletes pretos no caprichoso goslo i |Uia>
tcnou ; peregrinas prelas de.nobreza, com bordado
de seda em alto relevo ; taimas pretas de seda im-
perial, guarnecidas a roquete e a velludo faronne,
e vestidos de seda de cores Mainlenou, guarneci-
dos de rendas.
Mantas de blond prelo bordadas.
Marabuts e enfeites pretos para toilette.
Manteletes, peregrinas, capas de eor e chapos
para passeio e para visita, e luvas de pellica de Jou-
vin brancas e de coros.
Pentes de tartaruga e todos os ohjeclos necessa-
nos a um toilette de senhora, incluindn aderecos
de ouro guarnecidos a perolas e a coral, ultimo
gosto.
Para cavalleiros.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno prelo
impermcavel, e de casemiras prelas e de cores.
Calcas de casemiras pretas e de cores.
Chapeos de castor brancos e prelos.
I.uvas de pellica de Jouvin, brancas e de cores.
Charutos superiores de reserva.
E lodos os objectos necessanos ao toilette d
um cavalheiro, iiicluindo correntes de ouro para re-
logio, do mais elegante e apurado goslo.
Este eslabelecimenlo oslar aberto at s 9 horas
da norte, convenientemente illiiminado para re-
ceber as familias que se dignarem visila-lo, afim di
avaliarem da sua importancia para a preferirciu.
AmendoaN.
Vendem-se barricas com amendoas ltimamente
chegadas : na ra da Madre de Dos n. 18, arma-
zem de Andrade & Campello.
ALGODO DA BAHA
No escriptorio de Manoel Ignacio de Oliveira i
Kilho, vende-se algodo da Bahia e fio de algodo
em novellos. *
Ra da Senzala Nova n. 42.
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. vaque-
tas de lustre para carros, sellins e silhes inglezes
candeeiros e caslicaes bronzeados. lonas ingle/as'
lio de vela, chicote para carros, e montara, arreins
para carro de um e dous cavallos. e relogios d'ouro
patente inglezes.
> Kissel, relojoeirn francez, vende relogios de ^
" ouro e prala, comerla relogios, joias e mus- M
cas, ja aqu he conbecido ha miiilns annos, ~
\-> habita no paleo do llospilal n. 17.
*Jj!JLXXX. LUl-JUJl*<*a,.t.t 1A>.
Nada lia mais ba-
ralo
do que cassas com cores fixas e padroes muilo bo-
muilospor 240 rs. o covado : na ra do Ln ramelo
n. 2, esuuiua
Vende-se urna preta escrava, moca, de 22 a
24 annos, pouco mais ou menos, sabe cozinhar,
engommar e vender jia rua : quem a pretende
comprar, dirija-se a roa larga dn llosario n. ;I5,
loja de miudezas.
Pecas de madapo-
lo com toque
Na na do Crespo, loja de qu.itro portas junto a
da esquina que volta para a rua da Cadeia, vendem
se pecas do madapoln lino e largo, com pequeo
toque de avaria a 3g00 cada una.
Enfeites prelos e de cores
eom vidrilhos..
mo A C, confronte ao trapiche do algodo n. lh-
Apreeiem o bom goslo.
Na loja do Serlanejo
n. 3 A.
lucas sahidas de baile do melhor goslo que pode
haver, tanto cm fazenda como cm preco, lazinhas
de quadros miudos e grandes a 4211 e 460 rs. o en-
vido, chapeos de velludo prelos a74. ditos de al-
paca forrados de seda, muilo commodos para audar
a fresca a 2g40fl. gollinhas di'diversas qualidades
S Ig a 18200, 18600, SUDO e 28K00 gilas e man-
gnilos a 39500, 4e aBOO, manguitos, gotlas e ca-
mizinhas a 6, 7e1llg, eolleles feilos de velludo
a 10, 11 c 12g, calcas de casemiras de coros, fei-
tas, ricas bengalas de massa lingindn iinicomc a '<
8 B 101 gmsdennples de crtr a IgOOO e 2.80110. seda
Manea Un rada, ricas camisas para senhora com pre-
gas e de muilo gosto a 7ge 8 rada urna, ricos pan-
nos para mesas, e miiitu finos a 7g, SgeO&rieos
casaveques de fuslo e do melhnr goslo que pode
haver a lSg e 18g, dilos de ninssulina muilo bem
enfeilados a llg, 12e 1:1, eavisa ao respeilavel
publico, que manda de qualquer urna fazenda amos-
tras para ver se agrada, assim como lambem d a-
moslrasdeixando penhor.
Grande sortimento de fa-
zendas pretas proprias *
da quaresma.
Jirel o com
i. .
i
?
i
aSOO
28600
2g5tKI
n. 56.
Vendem-se sementes de horialicas de todas as
lahdades; na rua da Cadeia, loja" de ferragens
56.
Aviso.
No armazem de Adamson.Hnwie,&C.,rua do Tra-
piche n. 42, vende-se sellins para homem e senhora,
arreins praleados para cabriolis, chicotes para car-
ro, colleiras para ravallo etc.
Camisas inglezas.
Vendem-se superiores camisas ingle-
1 na rua do Collegio loja n. '
zas
Vinho Bordeaux.
Em casa de Henr Brunn & C, rua da Crnz n. 10
vende-se vinho Bordeaux de difTerentcs qualidades
como Lafolle, Ch, Leoville, Ls. Julicen, em caiza
de urna duzia por barato preco.
Vendas.
Belogios de ouroe prala, cobertos e deseoberlos,
patente ingle/., ns melhores que ciislem no mer-
cado, e despachados hoje, vendem-se por precos
razoaveis : uo escriptorio do agente Oliveira rua
da Cadeia do Becife n. 62, primeiro andar
Na loja d'aguia branca acharo as senhoras de
bom goslo um lindo e novo sortimento de enfeites
prelos e de cores com vidrilhos e dte mui bonitos
desenlies aos baralissimos precos de 4, 5 e 6: na
rua do Queimado, loja de miudezas d'aguia branca
n. 16.
Cheguem a pe-
chincha.
Na loja do Preguica tem para vender
grosdenaple preto da melhor qualidade
que possivel pelo baratissimo preco de
1,900, 2,000,-viOO,-,-iOO, 2,800 eos
o covado.
Farinha de man-
dioca.
No depnsilo do largo da Assemblca n. 9, vnde-
se superior farinha chegada ltimamente, em sac-
eos grandes, por commodo preco.
Alcatifa
Vende-se alcatifa com qualro palmos
de largura muilo propria para forrar
salas e grojas a 600 rs. o covado : na
rua do Crespo n. 12, loja de Campos
Lima.
ttitA, Aeiii
rftL
\ ende-se esla agua a melhor que lem appareci-
do para tingir o cabello e suissas de preto : na li-
vrana universal na do Collegio n. 20, da-se junto
um impresso gratis, ensinando a forma de applicar.
Pianos.
Vendem-se pianos forte do melhor
gosto e modelo que tem vindo a este
mercado e por precos commodos: na
rua da Cruz do Recite n. 50.
Nova invencao apereif oada
ni'.
Bandes ou al mofadas
de crina para penteado de
senhoras.
Na loja de Leite 4 Irmo. na rua da Cadeia do
Rerife n. 4.
Para forrar carros.
Veiide-sedamascn de seda de bonitos
goslos e milito propno para forrar carros :
na ma do Crespo n. 12, loja de Campos Si
Toalhas adamascadas.
Fio devela.
Estopas.
Vendem-se em casa de Arkw ght
A C. na ruada Cruz n. 61.
mmmm
> ende-se um bonito escravo peca, naro An-
gola, idade 20 anuos, pouco mais ou menos, de urna
lores immensa, bom cozinheirn, lauto de forno
cuino de guizados, faz perfeitamonte pao de lo e o
coze com muita perfeico, loi criado mais de 14
anuos em sitios, para cuio irabalho lem urna habi-
lidade rara, tanto pa'a fazer caiilcim> como para
plantar, e lodo o servica do campo, para o que lem
grande desembaraco, bom comprador de rua, em
que tamhein se oceupava com fidelidade, muilas
vetes mandei fazer pagamentos por elle de consi-
deracao, que comprio Belmente ; esii hoje reco-
mido casa de delenl;ao por sen senhor sor ja ra-
lbo e viuvo sem fam'ilia, e por evitar desvarios o
recolheu ahi, e s se vende para fra da provincia
ou engenho.
a rua da Soledade n. 70, vende-se eapiui
muito bom, verde e barato.
Fazendas pretas
para a quaresma.
No aterro da Boa-Visla n. 60, loja de Cama J;
Silva, sendo um completo sorliinentn de grosdena-
ples prelos, pannos e casemiras, pelos precos se-
guiutes: grosdenaples o covado a 12M0, 'lg600,
l.hOO, 2$. 29210. casemiras prelas cortes a S&OO
UStOO, 7jj500, al 12$ cada corle, e aaunus prelos,
ditlerenles precos e qualidades.
Meias de borracha.
CHEGADAS I.TIMASIRNTH NO NAVIO FBANCEZ.
Na rua do Queimado, na bem conliecida loja de
miudezas da Boa Fama n. 33, ja tein para vender
Cr preco baralo as muito procuradas meias de
rracha. nicamente proarias e approvadas para
toda e qualmier enchacao as semas.
Ricos enfeites com vidrilhos
para cabeca.
Vendem-se os mais riros enfeiles pretos e de
cores rom vidrilhos, pelo baratissimo preco de i$
6-cadaum : na bem conhecida loja de miudezas
da ltoa Fama, na rua do (Jueimado n. 33.
Moinhos de nova invencao.
Na loja do Vianna.
K chegado nesla loia grande sortimento de moi-
nhos para moer cafe, de notos modellos, e de su-
periores qualidades, aliancados pelo autor, que
.....'lo facilita a pessoa que qui/.er usar dellc, e por
precos muilo commodos; assim como, um grande
sorlimento de culilharias de todas as qualidades, e
Iior procos muito coiiiuiodos: na rua Nova n. 20,
oja do Vianna.
XAItOPE E PASTA DE CODEI.NA DE BEBTHK.
As propiedades nolaveis do \tiiori e a Pasta
de CoiiKisA tem sido propaladas pelas sabias ex-
Eericncias clnicas e comparativas de MaSESME,
taaiKa ii'Amiens, Williaiis Ukkiori, Nabtix So-
ln ktc, membros do instituto de Franca, da aca-
demia de medicina, e mdicos dos hspitaes de
Paria.
As experiencias confirmadas pelas recenft-s ob-
servacoes dos Srs. Ahax. Viola, ti. Desas, proles-
sores da faculdade de medicina de Paris, mdicos
dos hspitaes do Paria etc., etc., lem demonstrado
que o Xaropk e a Pasta de Cosis* de Bkrthk sao
os remedios mais efficazes para todas asdores nervo-
sas, agudas, c as vezes lo rebeldes; e que alTrnxa
com uma rapidez maravilhosa, os accessos oosjaa
cutivos c que tanto cansam, do catarhho, da tossk
coNvci.st, da kronchite eda phthisica i'h.womu.
O XabAR eaPvsT.t de Cohf.ina de Bf.rtiik en-
contram-se cm todas as pharmacias de Franca edn
eslrangeiro.
Para evitar a falsifiracao deve-se exigir em cada
vidro a assionatcra, e o komf. Rf.riiif..
Dirigir os pedidos em grosso casa Mkmkb & C*
n. 37, ru San te Croix de la llreluiinerie em
Pars.
Almeida Gomes. Alves 4 C.a
VENDEM NO SEU ARMAZEM
if RUA DA CRUZ
Vestidos fle gmsdeuapl
babados bordado a vollu_...
Mitos ditos prelo com babados borda-
dos a seda.........
Pitos dilos de cores e brancos. .
Ritos de cambraia bordados ao lado .
> ellado prelo o niclhor possivel, co-
vado............
Grosdenaples prelo liso, covado 1}60
Dito prelo lavrado, covado 2j a '.
Setim prelo mac'io. covado 2800 a .
Sarja preta hespanhola, covado 2$ a
Grosdenaple liso de todas as cores, co-
vado...........
Hilo de quadrinhos miudos, covado .
Hilo branco lavrado, covado 1$200 a
Hilo de cores e prelo com 4 palmos
de largura.........
Belleza da China e mauritana de seda,
ovado..........
Follar de Paris e chaly de flores, co-
vado...........
Popelina de seda e duque/a de flores,
covado.........,
Frmideliiia e barege de seda, covado.
Mein velludo preto ede cores, covado
Velbiilina d,. cores e preta, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado 2H0 a.........
Panno prelo e de cor fino prora de
liman, cmado 3500 a .
Casemira pela setim. covado 1}900 a
Arlandys de notos desenhos linas,vara.
Cassas francezas finas, vara. .
Mantas de blond pretas e brancas. .
Hilas de linho o inais rico possivel.
Cliales de merino lisos de cor e pretos
Hilos di' dito estampados do 3J a
Hilos de dito franja de seda .
Hilos de dilo bordados a seda e a vel-
ludo............
Kilos de seda pretos roxos c de cores.
Lencos de labvrintho linos de lg a
Manguitos e gollinhas bordados finos.
Enlrenieins e liras bordadas. .
Colleies de velludo e casemira prela
bordadas".........
Ceroulas de brim de algodo e de li-
nho de 1S600 a ......
Camisas francezas brancas e de cor
de 2f a .........
Casacos e sohrecasacos de panno pre-
to tino..........
Paletots de panno preto e de cores,
francezes.........
Calcas de casemira pretas e de core>.
Cuteles de seda de varias qualidades
Chapeos francezes dircitnscaTauher-
lick...........
/'.ililois de merino setim pretos e de
cor forrados........
Dilos de alpaca prela e de cor com
golla de velludo......
Hilos de brim branco e de cor Una. .
Hitos de alpaca de varias qualidades
com golla de velludo.....
Hilos de alpaca prela e de cor inesclada
Passando u becco da Congregaran, do lado direilo
em scguimeiiln para o Livramento'a linaria loja de
Ires portas rom rtulos brancos.
r

IfSHM
1*200
28S0II
1Sr,oo
IffOO
1 gl KM I
900
(OH
1S2MII
TIKI
30
7*300
MSlMI
i$n r. ti
$
s
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1SIMI
S'mKI
*
1(800
I
s
s
SJOO
3*000
s
i
9$000
8J00O
jOOtl
fgOOll
:i$Rtiu


Lima.
!
A CUARESMA.
Na loja da empanada encarnada, rua do Queima-
do n. 37, acaba de receber ltimamente de Franca
um completo sortimento de fazendas pretas, pro-
prias para os actos da semana santa, bem como
sejam, ricos cortes de vestidos de grosdenaple pre-
to, bordados a velludo e a retroz, manteletes de
grosdenaple preto, ricamente enfeilados, mantas
de fil prelo e los pretos, fazenda muito superior, a
melhorque na no mercado, grosdenaple preto de
muitas qualidades, um completo sortimento de
panno fino preto e de casemira prela para todos os
precos, e todas estas fazendas se venderao por me-
nos preco do que em outra qualquer parte; tam-
bem se aliaina de servir e agradar com toda a deli-
cadeza todas aquellas pessoas que frequeutarem
este eslabelecimenlo.
MM
m .e^eTberlos- Pequenos e grandes, de ou-
dnmoll '"'f1?'- P"" hm"m e "enhora de un>
uhimo i reS,fabr"'fn,eS de "Pool, vindos pelo
ultimo paqueo ...glez: em casa de Southall Mel-
V ende-se em casa de Saunders Brothers 4 C
praca do Corno Sanio, relogios do afamado fabri-
cante Roskeli, por precos commodos, e lambem
_-_ ,. -----,------------- ~" ".^H| v\'t winus iiooiiioun.s e laniDcm
marini' e ao Pdolar do enaldejtrancellinsecadeUs paraos mesmos, deexcellcnt
Arados americanos e machinas pa-
ta lavar roupa : em casa de S. P Johns-
fon tS G. rua da Senzala n. i2.
Em casa de Rabe Scl-mettan & C.
ruada Cadeia n. 57, vendem-se elegan.
tes pianos do afamado fabricante Trau-
mann de Hamburgo.
Os jesutas.
Sahio luz esta bella e interessante produccan
da ipenna do Dr. Ildefonso Llanes Godinez, e adia-
se desde j venda ao largo da Independencia ns
6 e 8 : na rua do aterro da Boa-Vista n. 82, loja
de miudezas: no caf do Sr. Paiva, rua da Cadeia
de Santo Antonio, e em todas as livrarias desta
cidade, a 2a o exemplar.
Cheguem aloja do Serlanejo
Rua do Queimado
n. 43 A.
Que rica pechincha para a quaresma se C3t aca-
bando, bem como sejam : cortes de vestidos de seda
pretos com 3 saias o melhor que pode haver no mer-
cado pelo commodo preco de 50, 60* e 70* gros-
denaples de todas as qualidades a 1*400. 1*000
1*600,1*700,1*800.1 *900,2, 2*200, &400 e 2)600
e muito fino de 4 palmos de largura a 29800, man-
tas de blond pretas a 10*. ditas muito finas o me-
lhor que ha no mercado a 16* e 188 cada uma,
meias pretas de seda a 2*600, dilas brancas a 2j500|
2J800 e 3*, dilas de laia para padre a 1 700 e i,
sana preta hespanhola de duas larguras alsOOOe
2*200, palelols de panno fino forrados de seda a
208,22g e 25$, pannos pretos de todas as qualida-
des, velludo preto e de cores, seda prela lavrada,
dita branca, mantas brancas de blond a 7$ e 8*500,
ricos enfeites de vidrilho do ultimo goslo a 4g, 5S,
6S, 9* e 10*, ricos espartilhos do melhor gosto que
pode haver de carrltel a 8$, 9$ c lOg ; assim como
sejam obras feitas de todas as qualidades, pentes de
tartaruga Imperalriz o melhor que pode haver, e
tudo mais que se pode procurar se acha neste es-
labelecimenlo a uuii,ido do comprador; garnte-
se vender mais baralo do que em nulra qualquer
I parte. '
CHAPEOS de feltro sonidos, da fabrica acreditada
de Carvalho Pinto, do Rio de Janeiro.
SAllAO das fabricas do Rio de Janeiro,
e '^'H.0 le champagne de superior qualidade.
SALVAS bandelias e outras obras de prala.
Cognac.
Cognac superior em caixas de urna duzia, vnde-
se em casa de Henr Brunn & C, r ua da Cruz n. 10.
Ciirteiras grandes cora chaves.
Vendem-se por preco muito baralo rarleiras
grandes com chave, proprias para guardar diuheiro
e tetras : na rua do Queimado, na bem conhecida
loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Vende-se superior linha de algodo, brancos e
2 T*!,' J" novo110. para costura: em casa de
Seulhall, Mellor 4 C, rua do Torres n. 38.
Farinha, milho e
farelo.
Vendem-se saceos grandes c pequeos com fari-
nha da Ierra, milho e fardo de Lisboa, tudo por
commodo preco: na taberna grande da Soedade.
Relogios.
Relogios patente ingle?, por um dos melhores
fabricantes de Londres; vende-se na rua do Crespo
n. 19, primeiro andar.
Vende-se uma grande casa de sobrado com ex-
ccllentes commodos para grande familia na passa-
5em da Magdalena entre o sitio do Sr. Borroca e o
os herdeiros do fallecido coronel Mamede, tendo
bom silio, roeheira fra para carro, cstribaria para
6 cavallos, quartos para feilor e escravos ludo de pe-
dra e cal, muro e porto de ferro, oaixa decapim
arvores de fructos : qnem o pretender dlrija-se ao
armazem de cabos de Mamede Martins na rua'do
Vigano n. 1, ou a rua Impenal n. 167, segundo an-
j*r. que acharo com quem tratar.
WsW*R"________
E chegada a cncommenda das mais
9R superiores camisas inglezas proprias
IB para pessoas gordas : na loja da rua do
Queimado n. 10, de Ceite 4 Corroa.
Arroz de casca.
No armazem defronle do trapiche do algodo,
nulo ao armazem do Sr. Guerra, vende-se arroz de
tasca por commodo preco.
Em casa de C. J. Astley&C.
Cabos da Russia de manilha.
Cobre para forro, com pregos.
Vinhos de champanha, Mosulle e Bordeaux.
Salitre refinado.
Vende-se ou arrenda-se o engenho S. Jos,
silo na freguezia de Santo Aniao, qualro legoas ao
sul da cidade da Victoria, rujo engenho me rom
agua, tem grande cercado, limpo e circulado por
talado, milita mata, e paramentado de todo o ne.
cessario, sendo : casa de vivenda boa c grfido,
sen/ala para escravos, casa de bagaro, estufa, casa
de rtame, etc., e tudo no melhor estado possivel :
quem o pretender, dirija-se ao seu proprietario que
o do enuenho Sibir daSerra para tratar negocio.
As mais ricas e mais modernas cha-
Slinas de palha de arroz o tambem de
il de seda, assim como veos para as
mismas, se vendem nicamente na
loja da rua do Queimado n. 10 de Leiie
& Cnrreia.
3LUJTO M MIMA M
Vendem-se as verdadeiras luvas de Jouvin, tanto
para homem como para senhora, pelo baratissimo
preco de 2S500 o par : na rua do Queimado, na bem
conhecida lua de miudezas da Boa Fama n. 33.
Vende-se uma casa terrea em chaos proprios
a tratar na rua da Cnnceico da Boa-Vista n. 27.
BOM E BABATO.
Cortes de casemiras de cores, fazenda superior,
por 49 : no Passeio Publico, loja u. 11.
Na rua llireita n. 91, becco do Serigadu, ven-
de-se matiteiga ingleza fina a 19280 a libra, dita
franceza a 720, taiuhas de alagoa muilo fraseaos,
doce de goiaba a 18120 o caixao, arroz a 120, 100 e
80 rs. a libra, ameixasa 640, figos de enmmadro a
320 a libra, vinho de diversas qualidades e precos,
sendo a 800, 640, 480 e 320 a garrafa, luduisto'pm-
um razoavel preco.
Vendem-se" tres bois mansos de carro, bastan-
te gordos : na rua estreila do Rosario n. 43, tereeim
andar.
Vende-se am escravo de milito boa figura, e
de uma conducta sem segunda, com grandes habi-
lidades : na rua estreila do Rosario n. 11.
-------------_ l-----------------------------, i
Escravos fgidos.
iipiir
No da 14 de agosto do anno prximo psssadn,
iigiram do engenho Sete Ranchos, freguezia de
Nossa Senhora da Escada, comarca da cidade 'da
Victoria, nssegnintes escravos: Damiao,crioulo,de
25 annos de idade pouco mais on menos, cor fula.
beicoa groases e meio ambilados, tem uma cicatriz
na testa proveniente de um coice de animal, pernas
linas e alguma cousa arqueadas para fora, esmalma-
do, espaduado, ahora regular, e est bncando ago-
ra. Jarinlho, crioulo, de 28 annos de idade poro
mais ou menos, altura regular, cor preta, poma
barba, beicos grossos e faz corto geito na borra quan-
do falla, lem urna cicatriz em uma das faces, pernas
finas, esmalmado, fuma, e tocador de viola. O
primeiro foi comprado ao Sr. Joao Francisco Barbo -
za da Silva Cumar, e o segundo diz que foi escra-
vo da familia do Sr.Joao Nunes, da fazenda do Sitio,
em Pajefi de Flores e comprado na praca de Fcr-
nambuco. Consta que dilos escravos estaoemPa-
jeu de Flores por portadores que mandei e de l vie-
ram : roga-se as autoridades policiaes ecapitaesde
campo de os pegar o levar ao referido engenho, a
Bernardino Barboza da Silva ou na praca de Per-
nambuco aos Srs. Manoel Alves Ferreu-a & Lima, na
ruadaModan. 3, segundo andar, que serio re-
compensados com a quantia cima.
No da 16 de marco do crtenle anrto fugiram
do engenbn Canoa Rachada, freguezia d'Agua Preta,
comarca do Rio Formse, os escravos seguintes :
Barbino, cabra, de 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, cara lisa, testa grande, olhos vivos, ros-
to redondo, tem um signa! pequeo entre as so-
brancelhas, pouca barba, bocea pequea, beicos ar-
nbitados c unos, estatura regular, seeeo do corpo,
espadado, pernas finas, pes bem feilos, bastante
fallante Manoel, cabra de 25 annos de idade, pou-
co mais ou menos, phisiooomia tristonha, cara des-
carnada, nariz apapagayado, pouca barba, estatura
regular, secco do corpo, tendo mareas de ventosas
na barriga, proveniente de molestia, pernas finas
com marcas de boubas, e coxeia um pouco de um
uarlo, que mal se divulga pelo andar ; o primeiro
foi comprado uo Recife ao Sr. Marcelino Francisco
Alves da Silva no mez de outubro do anno prxi-
mo pausado, tendo chocado ha pouco de Page de
Flores do lugar Baua-V'erda, e o segundo tambem
fot comprado no Recife no mesmo lempo do primeiro
ao Sr. Jacintho Jos do Amaral Aragao, tendo sido
de Allinho ; porm presume-se terem ambos toma-
do a direceo de Baixa-Verde, por terem sabido
juntos, entroxados e com duas armas finas, sendo
um clavinole e uma espingarda, ambas usadas: ro-
ga-se s autoridades policiaes e capites de campo,
de os pegar e levar ao referido engenho a Jos Fi-
lippe S. Tiago Ramos, ou na praca de Pernambu-
co ao Illm. Sr. Antonio Uoocalves Ferreira Cascao,
que se rao recompensados com a quantia de 200.
Canoa Rachada 25 de marco de 1859.
**** TYP. DE M. F. DB; PARIA. 1859.


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-
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Full Text
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