Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08019


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Full Text
. *.--.. m
r
i
AlfWO XXXV. NUMERO
Por tres metes adtantados 4$0O0.
Por tres mezes vencidos 5$000.
*
'.
Ql ARTA FEIRA 30 RE MAIN O RE 1850.

Por anao adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
ElCimSIDDS 01 SUISCRPCIO NO OnTE.
hrahiba, o Sr. Jnao Rndolph Gomes; Natal, o Sr An-
>,iu y 11 P t' 0,,v",r: MaranhAn. Sr. Jos TT-U
l SlS \ n"hy' Sr Jos'1 Joa'imni Avolino; Para.
nSr. Jucline J. Ramos; Amazonas, o Sr Je
Costa.
EXTERIOR.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Ulinda lodos os das as novo e rucia horas do dia.
Iguarass, GoiaonaeParahlba as segundas, e gesta
S. Aniao, Bi'/.irros, Bonito, Carnaru, AHii
as lonas (piras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imociro, Brejo, Pe riueira,
ra, Plores, \ lia Bella, Boa-Vista, Our
linarias (eiras.
ronyno da Cabo, Serinliem, Rio Formoso, Una, Ram
la, Pimcmeiras e Nalal quintas reirs.
(Todos os enrreins partom as 10 horas ii
i.lSlM.
5 de marro de 1859.
Sao, en seguida, as ova. oes italianas con quu
sejMolheram en Paria o principo Jnronrno Kapo-
leao csuajoven esposa,a prineezaClotilde de Sar-
denha, Urna epatarte de refugiados italianos, es-
carnidos entre os mais vilenlos agitadores, as re-
tS^SJSS^ZJSL "*P"V,:' "* comncr- | entes rovoluoocs, foran. .presentar snas homeua-
i La u">um "'Bninlp despacho lelegraphicn di "
Londres
i as circuios onmornar. do Londres ocle I i-
verpool mea a iiicsma incerteza quantn conser-
varan da pax, nu aoroinpinieiilo da guerra..'
:cns aosnovos esposos. So disse que eran simples
cunprinenlos do boa ehegada da parlo do pulidos
compatriotas, para alteuuar a significarn da on-
IrcTista e das couversares. n Samm PontiOce
nao ouvio con os nesnos ouvidos. Haoitostou a
!;__,- ,dor que senta pulo rcrebimcnlo cordial dado pelo
i Jl w"dro* 1'"' enlwracns do minis- pruno do imperador aos mais rrueis inimigos da So
tono augmenten todos os das, A res.du.ao loma- Apostlica as snas rcenles prova.-nos
por lord JohnRnss.il de guiara conduela da op- San anda os iucnnsavois preparativos ai.....im-
nw na qui-stau da reforma, produjo nina gran- perador faz por toda aparte, o mais especialmente
upressmi; o primeini passn dado para a unan .1 orgamsaoo do um campo de llIK.OOll homons no
* froccoes do partido liberal. K em pro- Praiice-Condadn, enllocando em lugar donde um
WMusuitado desla poltica que mr. liriligl exordio de inv.iso pode iaiioar-so, coiu nina facili-
icionji .caara dos. comtuuiu. que addiavaa : ^ne e proiuplido igiiaus, cu direerte do Mieiio
npresvulaete do seu syslema de reforma, depois da! ou da Italia.
sobre n segunda leitura do projecto minis- i Ha poneos dias os partidarios da paz reaiiinia-
I ram-se por um insta....., porque interpretaran com
"leve por pnineiro resultado a modi- ; "unta condescendencia, a missao corle de Vienna
Os pr^jclos do governo do lord l.o\vlev.cmbaixador de Inglaterra en l'a-
AUDIENCIAS DOS TRIBUHAES DI CAPITAL.
Triliiiual do conimonio: segundas e quinlas.
.; Rolaste: lenas feiras e sabhados.
Fazend.i: Ierras, quintas e snbbadns as 10 horas.
Juico do oomniorrio: quinlas ao niein dia.
Dilodo orphos: lirias e sextas as 10 horas.
I'rimeira vara docivel: lena.- o sexlas ao meio dia.
Segunda vara do civcl: quarlas e sabb.-idns ao meiu dia.
EPHEIERIDESDOUIEZDEIARCO.
I.na nova as 4 llorase 51 minutos da larde.
! Ooarto errsrrnlo as 2 horas e 2ll minulos da nanl.aa.
I.na cheia as 7 horas e 26 minutos da larde.
Guar., minguanlfl as 7 horas e S minulos da maulia.
< Momtng lrald. rom linguagem irritada nu.
contrasta enm a sua habitual triiuquillidade, annun-
rinu i ropposiro facciosa que lord Derhv vencer
una vez que taa u m appello ao paiz antes do din
em que dora fer lugar a discussau do hill de re-
forma.
O ilnrniug pon enconlrou para a questao italia-
na una solupor> Aquello jornal prupe asubsli-
tuieo dos exercitos franeez e austraco do oecupa-
ao, por um rorpo <) exrcito italiano coiuposlo de
destacamentns lomeados pelos riilTerenles oslados
da Italra.
Aquella jornal faz lanibcm notar que a eracuacao
dos Estados Romanos nao podo ter urna solurao so-
nda omb urna trplice condiro de ser absoluta, per-
manente e seguan d nina reforma radical dr. adini-
nistraniu) aonlilicia.
Pateceqoe os jomaos prnssianososlo de accordo
eni aconselhara Austria a ceder na questau italiana
o declaran que o gabinete de Vienna nao dovo con-
tar con o apia da l'russia, se se recusar a ourir os
conselhos das potencias mediadoras.
Na primeira caara do Hanoror, o ministro da
Justina deciarou qnc anda era possivol uina solu-
cao pacifloa, ama vez que a Austria d ouvidos
equidade, t aceteos consol los da Inglaterra, que,
scgirranentc nao ha de querer que se cometa o md
iinp ataque honra daquella potencia.
V imprensa austraca, pelo conlrarin, contina a
pagar urna cruzada enntra a Franca. F.sses jomaos
j nao pernitlem Prussia que 'lenlia urna polti-
ca sua.
A OnzHii Austraca diz :
* Peto que respeita Prussia, que mostra recuar
um pouco, para so conformar com a sua posieo de
medeanora, nao lera dentro em pouco mais do que
a lihordadc da escolha.
Est pois a Prussia prevenida, nao tein nutra po-
sicio a seguir senao a de tirar a espada para fortale-
cer o dominio austraco na Italia.
Quaudo o Estado da lgreja for evacuado, diz a
Gazetada* Posta; a vustrtano lera guarnico em
nenhum ponto fra desles limites, e sein que para
isso estejaaulorisada pelos tratados de Vienna, se-
no em Placencia. A Austria agora nao tero guar-
nirn em Ferrara. A duquezade Paruia desoja ver
a praca de Placencia, a chave do seu paiz, em po-
der de mu amigo seguro, porque se lembra quoem
1848c 1849 a Sardeulia tnmot duas vezes posse do
ducado de Parnia, e osdiroilo* do soberano legti-
mo nao foran garantidos seno em consequenca
das victorias alcancadas |iela Austria.
(Jornal do Commrrcio de Lisboa./1
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PERNAIBUCO.
Bruxellas, r. le marco le lKr,!l.
Tudo dnsapparece cada dia diante da inminen-
cia de urna guerra, qner se concentre na Italia
quer se estenda ao Rheno, ao Danubio, ao Escalda,
ao Atlntico e ao Mediterrneo. Partos e documen-
tos'significativos succederam-se rpidamente de-
pois de Janeiro. Poslo que numerosos e varios nao
ha um s do tlaturcza a serenar o mundo. A paz
fugio do pensamento dos governos e da esperanen
das nacnes. E ainda o desean, mas mu descanco
morhide, perturbado por visoessiuistras. 0 prme'i-
ro tiro anda senao dou, maso ouvidos inquietos o
aguardan. Se os exercitos anda nao vcram s
maos, j estfio preparados comludo para a marcha
e P*" 'u,a- l""8 enoro universal agita os ni-
mos. Nada Uies dcixa entrever o fim prximo da
lerrivol crise. que, nectrtta debaixo da cinza desde
18(, vem mostrar-so agora ao claran da relmpago
ao estampido do Irorao.
Na minha carta de fererelro, disse que os nego-
cios commerciaese industriaes solfriam mauifosta-
menle. 0 sorTtimcnto augraentou. Trouxe-lhe a
quasi ininobiridadc. Os fundos pblicos, lauto os
pieraontezcse o crdito novel frsncez, na Bolsa de
Psns, como os russos, lao solidos na Bolsa de
Ajnsternw, eos metallicos da Austria, ohjeclo de
""? Wndeespoculacaonaspracas da Blgica e na
Bolsa de Ilruxellas, baixaram co'm urna persisten-
cia, que nada pode rencer. Para dar urna idea
desta, dire que os motallicos. que estavam a
U antes do dta.de Anno-Bom, eslao hoje a 61. Nin-
guen se adnirari de os ver calar brevemente a
>". Certas casas de bancos de Bruxellas vendem
con una especie de phrenesi. Os correctores furti-
vos estes actiros agentes da especularan nao ofli-
rial.offerecem quaulidades consideraveis de ttu-
los. Meros particulares, possuidores de papis aus-
tracos, desembarac.am-so delles a toda a pressa.
Jlr. delnlschild, rep^e^ell^ado em Bruxellas por
Mr Lamber!, cnsul geral do um grao-ducado alle-
mao, rsalisou 30bre o nosso mercado viole inilhoes
do va ores de (oda a especie. Todo o seu numera-
rio, elle o expedio para a corle de Vienna, da qual
o consul-geral em Franca. O con/ion de juros dos
mclaUcoHque, lia seis semanas, negociava-se a 2
francos e 48 e fr c 50 c. e ainda cima do par,
nao da, a esta hora, mais que 2 fr. c 37 o. Era sum-
ma um terror pnico finaiiceiro, nina desordem
udiscriplivel.
O discurso do imperador dos Francezes, na aber-
lura dasossao legislativa de 1850. a 7 de fevereiro
ultimo, contm indicios de pacilicaro Os que
o disserata, e houre-os, nao o acred'aram. Ouize-
ran faze-lo crcr, mas a opim'ao pblica e a atten-
rao ptevidentissina dos governos, nao se illudirara.
A linguagemdo dcsconlentamentn e a ameaca foi
o qne o imperador fez ouvir. V.Vse que ello" ost
descontente, e o disse em termos enrgicos, tamo
da Franca como do eslrangeiro. O Motiteur Ini-
rertet refere, no seu relalorip, que o iraparador fal-
lara con voz firme, que se ouvia em toda a sala.
As correspondencias dos jornaes belgas c inglezes
rnlatarain este facto com mais verdade, dzendo que
o orador fallara com voz abalada, agitada, vibrante,
por urna irritaco que nao sabia dominar. Expro-
nou Franca as vagas e surdas inquietac.6cs, ape-
zar de seu rcslabelecido prestigio e de sua cres-
cenle proiyeridade; os desnimos peridicos, os
etcessos de desconfianza e de lerror, o esqueri-
menlodos serviros que linha elle prestado i causa
daseguranca ouropa eda grandeza da naco fran-
ceza. F.xpoz tambem que houvn, em suas'relacoes
com o gabinete de Vienna, de usar de um grande
rspiruo de conciliario para resolver cerlos couflic-
tns. Deu claramente a entender que. se aquello ga-
binete esforrava-se por achar pretextos a urna no-
va colligacao, elle muilo menos ainda a tenia. Pro-
miHleu un pnlilica ncm provocadora nem pusil-
nime, mas firme, conciliadora, sompre superior
regiao inllma,^n que se debalem os inlcresses vul-
gares. Que quer islo dizer, snao que a paz nao
para elle nem um desejo, nem urna necessidade ?
Se a paz venrer, elle a soffrer como urna inevila-
vel necessidade. A guerra que elle invoca c glo-
rifica, guerra que elle quer converter a Franca ;
e e porque ella ve, como todas as nares civilisa-
das, a guerra con horror, que Luiz Npoleo lama
e anathema aos i*Un*tei eulunrM.-isto aos d-
reitos, aos trabalhos, aos mlagres do commorco,
da mdostria, da sciencia e das artes, ao que cons-
Utua a honra e a forra mais sania dos lempos mo-
deraos. r
BllUsimo na forma, habilissimo na tctica, ousa-
damentc inspirado, o discurso do imperador c com-
mentario apaixooado de urna velha mxima agi-
tada is necesidades do momento. En voz de re-
(!ri/ra abe('oria das naces : ti vi pacem pa-
(i oriiitn, o imperador disse c poz em pratica a
sua regra: ivtt bellum vara bellum.
lida
tls. Este diplmala, que se diz opposlo guerra, c
anda multo nasgracas do imperador dos Francezes
foi incumbido do obler da Austria algunas con-
cessoes. Km lins do Janeiro, o gabinete de S. Ja-
mes reconneudra ao Piemonte socego, monos
impaciencia, e modos menos bellcosos. O Piemon-
lesiiavisou-so um punco, para ronlisai antes o seu
empreslimo do que pela renuncia dos projoclos do
guerra. Lord r.owley fez em Vienna nina tentativa
anloga. Pedio que a Austria seprestasse a dispo-
snoeshonrosas, que lirassnn lodo o pretexto'legi-
timo s .rspiraroos bellicosas de sous iiiinigos.
I ropo/, a evacuacao simultanea dos Estados roma-
nos pelas tropas fraticezas (no que acaba de con-
sentir o imperador NapoleioJ e pelas tropa.- aus-
inrcas ; a ovacuaco das guarniles italianas dos
outros Estados da Italia n-nlraf : o abandono de
cerlos tratados particulares com esles Estados, tra-
taoos que do a Austria urna proponderancia'poii-
co regular nos negocios da Italia ; a promessa de
nunca mais oecuparesles Estados; o projecto de os
coliocar debaixo da pruleccao cninmum das gran-
des potencias: do modo que os italianos possaoi
respirar em urna atmosphera poltica mais lvre <
tora do routaclo de soldados estrangeiros.
Cabio a tentativa de mediacao da Inglaterra ? He
dous dins que o dizem. Hcpols, para diminuir o al-
cance immedalo desle fado, deram a noticia que
lord C.owley, que chegra sabbado passado em Veu-
im, partir terca-teira, dopoi* de ter jamado como
imperador ser lem, por emquanlo, oblido resulta-
do algum,
A Austria sabe bem o que quer e o que nao quer,
o que pode c o que nao pode conceder. Examne-
se a sua posico na Italia. Tem por vizlnho o Pie-
monte, cuja lioslilidade o permanente o incuravel
O.Pienonle a perseguo com unia.icrdadeira teima,
nao Ihe da quarlel. Nao piolende condemiiar o l'io-
monte. que reprsenla um papel fatal ; quasi que
a* snas inslituicoes, contraste perfeilo das da Aus-
tria, o obrigam a isso. Mas o fado que para
sua poderosa viznha um peso tanto maior, quanlo
menor c a sua exlensao.
Ora, que raria a Austria se penlesse a influencia
nos outros Estados Italianos? Nao assignaria a ab-
dinaeo da propria dignidade, grandeza e soguran-
ra Ilodcar-se-hia de um crculo de Piemonlezi-
nlos, que Ihe zunbirian incessaulemcule aos ou-
vidos ca encheriam de picadas e de mordeduras.
Brevemente nao poderla mais sustentar sua posico
no reino Lnmb.irdo-Vcueziano.
Ella lea de o evacuar. Iloixaria do ser a Ant-
eme a Franca donara deaor o que u, se resliuiv
I se a .Visara Allemanlia, ou a Flandrcs francoza
| Blgica. Tacs sacrificios, a derrota, urna derrota
cruenta, os ai ranea, nunca porm o temor, ainda o
do urna conllagraco cutopca, principalmeulo quau-
do se trata de un imperio que dspoe, como a Aus-
tria, de 81X1,000 soldados, o mais numeroso oxercito
da Europa depos do russo. Ilopoisde mullos anuos
do infriidiferas solicilacoos, o unporadoi dos l'ran-
rezes emudecoii a imprensa da Blgica, que o co-
lina de s.ityras e de invectivas. A Blgica unio-so
a Inglaterra ou Allemanlia, para resistir s reela-
nacoes.de eerto legtimas, de seu vlzinho Sonbou
a conquista de nlgumn provincia do imperio fran-
co Porque o Piemonte, que oceupa a respeito da
Austria nina posico anloga da Blgica a respei-
to da Franca, espera mais, ou mais legiliniamenlo,
que a Blgica o relalhanienlo e a bumtliaco d
um grande imperio limi rophc ?
Eis algunas considcracocs que aprosentam osque
sem admirar o despotismo da Austria na Italia, ou a
obsliuaco tradicional de sua poltica, nao se sen-
iora comludo dispostos a louvar como exomplares
as tendencias invasoras da Sardenha.
Por oulra parto, nao dissimulcmos, que a causa
da Italia digna das svmpalhias da Europa. Nao
na Blgica, tiesta velha torra da liberdade, que a
independencia itlica achara votos impos ou de-
tractores. Por muilo lempo desesperaran dos des-
tinos da nossa Blgica. A Franca principalmente
negou o nosso futuro, contestn 'a nossa leglmi-
dade, zombou das nonas esperanras c das nossas
aspirarnos. Cnnsiderou-nos como presa sua iuevila-
vel, anda nao renunciou a sua secreta ou manifes-
la cobica : pelo contrario! A Blgica nem por isso
deixou de se llrmar em 1830, lirma se ainda mais
com una fe crcscenle em 1859. Porque a nobre
Ierra da Italia n.in deixaria. como a Ierra da Blgi-
ca, de ser calcada e polluida pelos ps do eslran-
geiro ? A Europa prolego com soliriludc a Turqua,
rara boje immovel, impropria para o progresso,
caduca, exhausta, depos de lersido o mais lerrivel'
flagello dacivilisaro europea. A Italia nao vale os
3 ou 4 nulhoes de Musulmanos que deshonran o
oriento cbrislo?
Cono se libertar a Italia ? Como se regularn os
dircilos adqiioridos das soberanas existentes?
_ Pde-se responder : como priori se declara-
rao proscriptos os direilos imprescriptivois da Ita-
lia .....---------
resceiiland" que a i -amara dos ro-
idio dellutivnnioiilo, que a impren-| Austria,
fda mr novas dispo>icoe- insertas i Sonenle as cmaras
iiiaisrtgoroso silencio e a
actual ticaeni vigor, o que cre.. monslracao ; um lodo n i
a noticia poucndorrainada, c cojos situarn, o ronnrelicud.
uho razao para admillir, que na, co inportaran os infere
i Leopoldo nao deixou de- ter patio | na Italia, e que n caso de
pariliras. As sua- auligas reflcoes a Alleuiaulia. qilando ed
ros da Europa, o crdito deque inlcresses realmente alta
ponencia consumada e unanimomen-i lie ouiro lado tamb
inpermiiiiain que o pozessem lia romproinctlcr a posta
margen. Ora, Ogovemo franco/, que d una ini-; priissiauo. por demonstS
mensa minio cpmprebciisii el iniportanria non-! colar dirigida pelo gabin
tralidadu da Inglaterra, ailr.uo a iulerveuro do |-allencsn 12 de fev
nosso re a recouciliaco da Inglatorra, da Prussia
o ila Vuslria. Poslo que, romo se diz. o imperador
.Napolco ajyroti-nlia urna cnrrespondencia intiuia,
niuiin cnnlfJkada com.....i Leopoldo, oon.sider.l-o
comludoc^ount dos scuj advor-arios secretos
mais icmMtaPKc certo if a> flus di, oUo mi-
uifostoii 0**011 pozar ao principe de Chiniav, antigo
inembro da nossa cmara dos representantes, que
ha muilo lempo habita l'arise espera por das, ser
11......."do como j esleve a ponto de >e-lo emhaixa-
dor oilicioso da Blgica en Faanra. M. de Chima;
-defacto ha nuiles .-mnos o embaixador offi-
fciosu da Blgica. Se a intonreaeao do rei
cal. as snas sympalliias o os BOUS esfon-os pela
auaa aa Austria ton nina explicarao na sua allian-
;a ingloza, na anstriaca o na orleanisla. Se mu caso I Conloado da iuiss
PRF.AMAH DE 1I0JF.
'imeiro a 1 hora e llt mnalos da manhaa.
___________________Ijfegundo a 1 hora e 42 minulos da larde.
unauineneiile contra franca o~em favor da Napolvu'i caso veuha a act-euder-so
Italia.
DAS DA SEMANA.
Ja. S. Ali'xandrora. ; S>. Cantor e Doroteo nim.
..-S. Bcrllioldo r. ; S>. Junas Barracbisio o |'a-.lor.
S. Jojo Cliniaro ; S. I.linio ali. S. Angela i.
S. Rallona i. m. ; s. Beijamiu ni.: S. Vinos
1 Soxla. B. Macario ; S. Val. rico ab.
- .ri)^'iidaiAjIfanri>i-.i de Paula fundador : S. Mara.
- S.'Ricard.i ro ; S. Benedicto f. ; S. 1 ibco.
necessidade
nmc contrariar as vi-- realisacao dos esforr
priissiauo aos governos
. s pode conllrnia a con-
Ranea no govr-mo [irussiafe.
A Pruasia nessa crculai, derlara romo program-
ma da sua poltica a cooperarte mediadora com a
Iiiglnterra, e como consequencia a necessidade de
BRiaiias observaran 0 Eulrelanlo a Sardenha prepara
veraiu se do luda a de- acontecimculos, augmentando cada
ellas julgaran bem a exrcito, u fortillcaudo-se eni Al
que Allomauha pou- Spczzia.
do ilominio auslriaco .Mais dr vhilc mil voluntarios, uario
^Ciros, se tem j alistado no piemonte
da independencia da Italia, coinqiiantQ
verno Sardo guardado a osle respeito a
gredo por nao coiiipromotler ames do
lado de paz em que appareuleiueiito
quaesquer. I na cir- essu paiz com a Austria.
ENCARRE6AB0S DA SUBSCRIPClO 10 SUL.
Alagoas, o Sr. Claudno Falcao Das; Baha, o Sr. Jos
Mariuis Alus; Rio do Janeiro, o Sr. Joo Perera Marliris.
IM PERNAMBLT.O.
0 prnprelario do DIARIO Manoel Fgtfeiroa de Faria, na
sua livrana piara da Indepeiidouca ns. 6 e 8.
ierra -j seria dado- para
um pergo para os
jCom razio, nao se que-
imediadora do gabinete
K tal porom o ollervoscenria dos animo Aire queuos Estados daquelfe^Wcoatloete
Sardos o austracos que al se nciodilmi hadSeiu
Turim ter batido lugar um conflicto na Ifouteira
Sania entre as tropas piemonlezase austracas : foi
lodava falsa essa noticia, que nina vez "#fVjM '
pnderia lor prsdiizidn consequencias
.^i22"'SKLJi?0 '"'e por. indos, os casos e em paz dos dous paizes.
nao agrada a Austria, o em Vienna fazem todos os meara que lfie faz a Franca
esbirros para ligara Prussia poltica austraca, v* ae fortiBca mais na
conlou
unidas
pricozaiiesaboia nunoenu ',"",' li""a aeBP,'M acodomento a'um osla.
4kyor a sor nlhado pelo partido exaltado da Italia como regula, uionle na Franca Onde esto as|le-
go- grande apjio para a regenerarte dosse iueliz paiz ^i u.JT?n**' s1cl'.a"""etosde classes au-
- so- nssiroj.ii.-.. asna sabida do governo por mullos ,^1', '1S ? Ouem pndena oiufim mostrar os ln-
f o es- explicada como nina trnsasete entre a Franca ea ,ne,""Pot naisinsignilicaotes quefossem. dessas
conarva i Austria, no enluilo do se letar a um exo DaciOcn .....">,''"13 ?er,lcs 1IIC a malevolencia inronta, que
inasi iodo,1 ns n,- ,:r,,Lu,'ddc.ary*!:'; v* } sa,-vra ?* t
a qooslo da reforma pnlilica en qu
os os pe-
K
i prudenle
Serven-separa isso sobntudo da posico da Prus- dos os refercos militares que pode deslocar de ou-
sia como meiiilu-o da Hiela tiormanica, o a Austria Iros punios importantes dos seos Estados. Cr-se
se estoica para galibar a maioria da Dieta afano- que o seu exrcito na Italia sobe boje a urna cifra
do soceorro nilftar no caso ile ama guerra rom a do duzenlos mil liomens. Milo, Mantua Verana c
Franca, o assini obriga a Prussia por urna deciso Veueza possuoin fornida veis forlilica.oes ; e nessea
da maioria. Mas como os negocios se tem tornado pontos lero lugar grandes aconteeimentos caso
lamente, e sobreludo depos de coohocer o venhaa rehentara guerra na Italia, porque'
"o Cowiey, nao -o podo pensar na |e auoiaram principalmente as [oreas austracas.
|AjW!u'-' '' n."m appai-tete de ulua tal ralami.lade '"M-ni.ao, na,, sena lao pouco, nem suppprimi-la.s
^JrW" A Ingl.lcmi .-...mTiua a arma, rancie nmaert de fi'".^^*^ t^ U-"',?. Haa. %MV^>><^
'"""-------"^i..... j.-ai.u ,.., Lix** d^ ,, ^'^*Wco5fraai-a dipluliiacia, TMa autrisa
a qual loram-^J^,];.^--
nos para o en- K<|1, jf.|ig0_
0 piOinOlll. oun ----- -3|wi ejni.au,
lalia, e para ahi chama to- i muns o orcamento daiii
Inraecidosao alniranlado valiosos mei
grandecimento da marinha a vapor.
t ministerio Derby apresentou no da 28 do pr-
ximo passado a cmara electiva o seu projecto sobre
reforma eleitoral.
Esta medida passou j em primeira leitura ; mas
i-al, IL.
.ll-ii;'.
no qnal era impossivcl nb reconhe-
cer a mo dojproprio imperador, produzio aqu a
mais viva sensacao. [iilerpreMrnm-nn unamme-
nente n'un sentido pacifico, ea bolsa, esse lenno-
melro da opinin experiincntou iinniediaUnenle
una aba consideravel. Militas asserroes desse ar--
nellas suppoe-se que nao ser approrada em segunda le- .;,. & ,., ~"*-~-j- --
nmnnr',! J" ontcsuveis ; se se julgou que o impera-
Itainl.iuo, 5 de aari-.i.
em Roma, nao lem melhorado. Segundo se dizcl-
rci loncinna voltar em fins de maio para Sansouc.
Inda.
A
on seja a consolidarte da paz, ou soja
nodevoui lardar milito.
ii vapor Tatuar, partido do Rio do Janeiro em 8
de fevereiro, ehegon honteni noc a Soutjiamp-
ton; mas nao leremos aqu a corrospondeneia antes
do dia 7.
Seg
V,- ,i,./ X- V ",m"" "'prescnpiivois na na- lo imperador Napoleao, sol) o Ululo-.'
Lla"l""ulmiI? A raca italiana nao menos intel- 1 fl/folia-cxigia a reviso dos dito
v.Yisa h,0d'. Kmn q"'! "'!'r?S W10?60 ci- "" eempleu Iransforinaco da simar
non ,' orq,uo al,,lam-'lil sei" pausa nellts bascada, e especialmente a'i
A Europa anda rcula entre guerra c paz. Aul-
la continuara os armamentos da Franca e Sarde-
iba de una, e da Austria de oulra parle ; mas ao
nesmo lempo tambera a diplomacia se mostra in-
ansavcl em scus esbirros e novas tentativas para
instar orompinenlo ameacador da guerra, nos ul-
linios dias ilnalmonlc preponderara as esperancas
de um resultado dos esforoos diplomticos ; seria
purera precipitado, querer-se desde j tomar por
serta a conservarn da paz; pstalo sempre
vacillanle, a s esperanras de paz de boje pdem
seguir manha as mais sombras aprehensoes de
guerra.
Ka minha ultima j falle das causas da questo
lendenle. Sao complexas c complicadas, de um la-
lo so referem aos negocios do Daimbio, e do ouiro
questo italiana. Bases primeiros negocios nao
orara, desde o principio, de unlnreza que podesse
eneer motivo para nina guerra, e a Turqua lo-
a iniciativa para una soluco pacifica, pro-
"indo s grandes potencias una nova reunan da
nnfereiicia do l'aris para solver a queslo danu-
uana. A Franca, a Prussia, a Inglaterra e a Russia
ogo approvaram essa proposla, assiiu como lam-
em a Austria, que ao principio moslrou algiiraa
osiiaro, mas finalmente se decidi a consentir.
oreni ella nao o fez sera a oxpressa declararo,
i ue nunca consentira em que a conferencia de novo
ipunida trtame de ouiro negocio, do que da qnes-
I io dos principados danubianos, e que a queslo
i aliana nao decuria entrar no cerco das snas dis-
i ussoos. Entretanto a remane das conferencias,
i uc ao principio eslava lixada para o meado de fe-
vereiro, se retarden, e segundeo que presente-
lente se diz, ate lera lugar antes do da 10 ou 16
(o correntc.
O motivo dessa demora parece ser a divergen-
c a de opinioes das grandes potencias acerca do
ii odo de proceder em consequencia da presente
n miarn dos negocios nos principados danubianos,
o sobreludo da dupla eleico do coronel moldavio
Cnisa para hospodar da Moldavia e Valachia, sen-
il i nncosaario remover Indo contraste antes da reu-
ii ao das conferencias, sera o que ollas seriara sein
resulladu algum.
A Franca era favor da approvaco da eleico
de Cousa, anexar de eonfessar que a mesma c con-
tradictoria convenco acerca dos principados da-
nubianos de 10 de agosto do anuo lindo de 1&)8,
porque a Franca achu nessa eleico urna prova do
profundo enrarzaiucnln nos coracoes da populaco
d Moldavia e da Valachia, da idea de urna unlo
dos dora principados, e porque considera comope-
ngo polilico, se a diplomacia obrasse era ccuilra-
dieco vontade lao claramente manifestada, do
pnvu Rumeuo. Do ouiro lado a Franca est prorap-
ta^ no caso de adherir a conferencia s snas inten-
cies e appnirar a eleico do Consa, de consioilir
em nedidas para prevenir por ora a continuarte da
formarn da constitoiro dos principados danubia-
nos no senlidoda uiiio.
2u.il a posico da Russia e da Sardenha, ao
smo lempo que era coulradicco, a Austraca
raria iiiiniii.iii,! exigen a susleniaco sem reserva
da ronveiicu de 19 de agosto de 1856, e a lngla-
toi ra e a Prussia, como aules, tambera coiiservam
ag ira urna posico mediadora.
J'ambeui na queslo italiana a Prussia c a In-
erra se encarregarara da larefa da mediarn, e
os cus esforros ao menos j tiveran o resulladu
de lesgnar s negociacoes sobre esta questo urna
has i! firme recouhecida pelos gabinetes de Pars e de
>i(iiua. Essa base o reruiihecimento dos tratados
de 1815.
> o principio da questo a Franca, bem que nao
ofli|ialmeule, mas nlliciosamonle', sobretodo por
iiiiilfolheto que se dizia directamente inspirado pe- r(,i;'"lauo de SI, I a 2 1/2 11,0a 611 dias
Ttvemos, durante esta quinzona nina grande sessao
lo iiilerpollacoes no tete do parlameulo ingle/. ,
urna commiimcaco diplomalira importante e al-
us actos dos movernos allemes que leem una
A causa deseiAellianle uuidain-a se procura i
.. desinlelligenria que de ha muilo existe entre o-
iirecemnascido principe, assim como sua augusta quello general eo archiduque Maximiliano, vice-rei
mal passan perfetamenlc bem. O suu baplisadu [da l.nmbanlia, aquem se altribue vistas conciba-! ------<>. .|m .-
tevo lioje lugar em Berln com a maior pompa, c o "eras em conlraposiro s piirarueiilu despticas do i" "ul'nr,a"c'a. Resumirei aqu lo claramen-
que anda 0 melbor com muilo cnlhusiasins po- eu antagonista. lc .1uanlo me for possivel estos diversos fados .
l"'lar- Mas aos olhos do imperador nenhum desses oer- i'ja s|g"llii;i".'o ser apreciada pelos seus le-
O oslado do commorco de llamburgo idntico sonogens parece ter gaiilio um favor absoluto oor-
com os dos grandes mercados europeos : boas ds- q posicoos. o grandes esperanras no seu vanlajoso}o*a
deaenvolvimeiito, mas os receios da guerra recom- | nhoce
mendain a Indos milita prudencia, e ninguem ousa lados italianos nao peru
ontrareni operacesdi- importancia. denoten roceio ou fraqueza da aubiridarje pelo in-
As precisoes porm do constiinmo sao lo gran- convunieiile de ainda mais impedir os espirito* cx-
dcs, que se lera sustentado limes os procos dos ge- Hados. Assim pos cr-sc que o governo austria-
ros, o mesnio no caf tem bando alguma su- j co procurou um mete tormo, pscolhendo para subs
lituir o conde Cuilav ao baro Hess, coiihecido pela
e ao mesmo lein]io
anda debaixo da
... guer- '01 .uarciat.
M.I..S l!slai e*Pj08te' "s negocios temario Segundo puhlicou Upiuio, jornal italiano, pio-
A inaccao commercial tal hoje que os capila- dedcarao ao bem da patria
listas nao podom obler um juro superior a 1 1/41) o P"r noderdo ( quanlun satis )
ao auno. Desappare.am porm os reroiosda guer- '''i Marcial.
losan, e os negocios lomarn I Segundo puhlicou a Opinio, j
lo porigoso e lao desastroso | parava-se em Mantua eem Verana os palacios Veis
no o estado de incerteza, por- '< osperanra d'iima vizila do imperador Muelles o
rever o futuro. | varioswutros pontos dos suas possosses Lombardo
andamento, nada e lo porigoso
para o commorco com
que ninguem pode p
A guerra em lodo o caso urna grande desataca. Venlo,
mas urna vez apparecda cada um podo saber que j Semelhante vingem 6 por alguns estadistas ans-
io connra dar aos seus negocios, e por isso tnacos reputada de niuilo saudarel influencia as
a guerra,
actuaos circomstandas; mas nos oUmm de outros
ser isso perfeilamento intil, alenlo o grao de
animosidade que alli existe contra a dnminaro aus-
traca.
A nisso do arqui-duque Maximiliano, como vi-
cc-re do reino Lombardo Vneto, foi j un recur-
so que o imperador tentou para apasiuar usodios
Londres, H de mareo. contra a sua dominarn naquelles oslados, mas que
.... "'" produzio o desojado resultado apezar Ho resud-
uua amanliaa de Soulhamplon pari Brasil 'o pessoal tributado pcssoadesm ausustoirmte
o vapor.lena com a mala mensa I. |e do prestigio quu al certo ponto gnnhou ello por
r.Mepaquclc regrossou aquello porto cm 13 do eu rgimen de moderado, por quanlo a grande
nez ultimo depos do accidente .iue experimentara queslo dos lombardos e venesianos c rcpcllir do
junto .s l lias Berlengas na sua derrota para In- I sagrado solo da patria os conquistadores erabora se
i. pelo que fon obrigado a voltar de novo presenlem estes sob appareucia de aojos Tal
ncm compaixo. debaixo do syslema de Ivrnnias
e de baixezescom quo odespolismo forja as'suas ar-
mas? Respondo-se, que a guerra nao um instru-
mento necessario de renovaco ou de liberdade. a
que os senhoros actuaos d Italia podem dota-la
com mstituicesliboraes. A Ilalia comludo suspei-
la, repudia quanto noe o fructo esponLineo dessa
ierra frtil, que foi o thcalro de tamanhas cousas,
e que illustraram lo grandes homens, mono pa-
rra fragata, tatarata lellus. mtigaa rirutit.
Da mo do i-slrangoiro, do allemo que aborre-
ce, como seu oppressor. com todas as posses da
lembranca de seus solirimenlos serulares. com to-
da a yivacidade das recentes anlipatliias, de lingua,
ue rcligiao, de hbitos, de preconceitos, da mao do
allemo ella nada quer aceitar. Um nodenez, ho-
nen singulaj, muito instruido, de principios libe-
raos, patrila sincero, sem exageraco. dara-me
una prova disso ha poucas semanas! Tratando das
reformas legislativas da Austria na l.ombardia, e
particularmente da reforma livpnthecaria, esrre-
via-mc estas linhas, que peco brenca para trans-
crever :
O rgimen hypolhecano um negocio impor-
tante! Nodiflicil a um homom intelligenle e ta-
lentoso crear nm syslema mais ou menos especio-
so. Accommodar porm os principios concebidos s
necessidades, aos costones e ainda aos preconcei-
tos dos poyos, por tal arle que o rgimen hvputhe-
cano nossa fiincrionar som bater-si\ nem quebrar
so limitneamente a popularidad^ necessaria fcil
execuco de urna lei. hor optu, hic labor O juris-
consulto, que redigo una lei, parere-se com o pin-
tor que faz um painel destinado a sa ver de muilo
longc ou de niuito baixo. Compre que faca os con-
tornos, que dispouha as cores que distriluia as som-
bras, do modo que o painel Ihe nao parera to bel-
lo a elle proprio, que o v de perlo, como aos cx-
pecladores remotos quo o contemplan! sob um cer-
to aspecto ou em tal posico. Veja a Austria. Ape-
zar das poreiooes reaes d sua legislaco ella nun-
ca conseguin, nem conseguir pnpularsa-la, ou fa-
ze-la imitar na Ilalia. E o desenlio, sao as edites quo
se obscurecem e confunden) no ponto de viste dos
italianos, ou de qualqucr ouiro povo de rara la-
una. A confisso ralhegorica. Os espirites es-
clarecidos cimparciaes fazem juslica pureza das
intencoes, excelleneia das medidas da Austria,
qiiandn se d a occasite- Mas declaram que radi-
calmente impossivcl aos italianos
o adopta-las ou
l o .,;"-. amnystia-las Intencoes c medidas, por ptimas que
iramdeiue o'duffi P ^ ,nao C"C01'-! 'j"n, sao austracas. A sua origen as perd.
irn aesae o da 7 de fevereiro paraca? Italianos
A pnneira que lodas essa aluvio de folhetos
polticos profusamente inpressos e distribuidos,
al na Itaa, sen inpedinento algn da censura
imperial, retocando a carta da Europa com urna
sem ceremonia, que seria altamente cmica, se se
traanse de un paiz de livro discusso. cono a In-
glaterra e a Blgica, as que dt en que entender
por sabtrem essai dictatoriaea e lucubraces das lao
vigiadas imprensas francezas.
Os
repelen o ditado antigo : Timro Danaus
el dona [renles.
Ouizera, ao acabar, dizer-Ihes alguma cousa dos
negocios da Blgica. Por desgraca nao offoreceram
interesse algum durante o inez de fevereiro. As c-
maras conliiiuaram a discutir o cdigo penal. O go-
verno apreseniou um projecto de lei, organisaudo
um syslema de marranlt, annunciou um projecto
destinado a nelhorar o cadastro e a repartirn do
inposto territorial. E um fraco contingente do no;
o titulo .\tipnleou III
"toa tratados c
io da Italia,
penalmente a remoran da
Austria da possessodo llciuo Lombardo Vcrjeziano
que Ihe era garantida pelos mesmos tratados.
viste dessa exigencia a guerra era inevilauel; mas
coiuh os gabinetos de Berln u de Londres prote-
ga 'li decididamente esses tratados amcacados do
1813, e declaravam a sua sustentarn una' necessi-
dade europea, ao mesmo lempo que a opinio pu-
blici na Allcmanhn o Inglaterra lomou partido por
esse tratados, o imperador Napoleao vendo o pe-
rgo de uina coalisao europea, aceitn a sustenta-
rlo ilos tratados de 1815 como baso da soluco da
que-Jn italiana.
O tratados nao tem tanto dado o motivo para a
queixa, como o modo pelo qual a Austria os expjo-
rou dar desenvolver a sua preponderancia sobre
a Pchinsiila Appenina. A Franca exige agora a abo-
licao'.do abuso desses tratados^ e exige em primei-
ro lugar que a Austria retire a sua guarnico dos
estados puntillos, ao mesmo teuipaguc a* Franca
retirar as suas tropasde Roma, e ej segundo lu-
gar a| Franca exige a reviso dos tratados partir u-
lares-onlrea Austria o os estados italianos, cujos
tratados fazem dominar a influencia austraca na
Italia. Os gabinetes de Londres e do Berln so en-
carregaram da mediacao desse negocio com o ga-
binete de Vienna.
Entretanto a questo da evacuacao dos estados
poiiiuicos j llcou solvida pelo papa, oqual exige
agora a retirada das tropas de oceupaco, e logo
achou acolhiiuciito do parlo da Franca.'Smente na
queslo acerca dos tratados particulares austro-
italianos falhara o consenlimemo do gabinete de
\"'"ilat* o.enibaixador da Inglaterra junto cc.rlc
aas lutlherias, lord Cowley, parti em misso ex- vessem fundamento, chamando antes de provoca-
traordinaria para Vienna para tratar de fazer a dor para com a Austria o actual governo que di-
Auslria decidir-se a ceder. Elle chegou em Vienna rige os destinos da naco, recommondou economa
no da 27 de fevereiro, e anda alli se acha. e pois concluid por votar contra a le do empresl-
Desdc bonten as nocliias que recbenos de Vien-1 no. Apezar porom da importancia dos oradores,
na ptlo lelegrapho sao um pouco mais favoraveis que tomaram parte na discusso onlra o dito pro-
conservaco da paz. Mas nao possivol fazer umaijeclo, grande foi a maioria que (V approvou, can-
conclusao segura, ao mesmo lempo que dillicilmon-! do por este modo bem patente a influencia do con
ao Tejo, como ludo mencionei na minha ultima cor-
respondencia. Neate segunda viagen de Lisboa
para osle reino o paquete voa veio conboiado ou
at rebocado por ouiro vapor, pois apenas poda
tiincconar com uraa;das rodas. Enlretaoto cm
poin-ns das se coiicIuhjfo seu reparo, como disso
prova a sua prxima partida para o Brasil : lal a
aclividade com que naquelle u em quasi lodos os
ramos da vida humana se movo a naro ingleza I
F. por esle modo que geralineute prosperara a maior
parle das emprezas desle paiz, pois na sua admi-
iiistrarao se nao desvia lempo, nem diligencias, a
par de numeras garantas com que a le prologo
taes especulacoes mercantes.
O Tatuar, cuja ehegada a Lisboa ro annunciada
no Loyd desta praca no da 1" do crreme, ealrou
em Soiithainploii no da 4 pelas 5 horas da tarde
A correspondencia do Brasil, vinda por aquello pa-
quule para aqu distribuida no dia 5 pela iiiauha
pota a mala apenas chegou a Londres no da ante-
cedente pelas 10 horas da noite.
Desembarcaran en Soulhamplon, chegados por
esle pauelo, 95 passageiros enl-eosquaosso acha-
vara o almirante cunde do Bouzet, Mr. Pendlclun e
o reverendo Mr. ti. Granan, procedunle do Rio lie
Janeiro.
O Tomar despachen por manifoslo 43,025.-0-0
en dinheiro, o 43,250:0:3 en dananles. u va-
lor das tetras sobre esta e outras pracas da Ingla-
terra subi, segundo son informado a 5( 200,000:0:0.
Os consolidados inglezes de 3 0/0 esto a 95 7/8 e
a\ o mexicanos 30/0 a 197/8 ; os turcos de6'0/0
a 9 18 o 911 2 ; ditos do i 0/0 garantidos pela
Inglaterra a 10i 1. i ; os porluguezes 3 0 II a 40 e
os francezes de 3 0/0 67 fre 90 c.
O descont sobre letras de primeira ordem Ion
1.2 11,0a 60 dias
Desle porto para o do Recite nio lira navio al-
gum a partir ; o ultimo, que daqir seguo com esse
desuno foi oMartj H'rir, cuja partida de Uravesend
lio da 6 do correntc veio j anuunciada nos jornaes
do hoiilein.
Para a Babia seguiram om fevereiro o marro de
diversos porlos da Gra-Breianha o seguntes na-
vios :
Em fevereiro (121 de Cardiff Coirarf Beitcich
20 Obrron de llatrvich, a 22 WUliata de Cardiff ;
a 22 Diekf Sam de Clyde ; e a 8 John Kintj d
Uravcsend.
No mez frrente partirn com igual destino ; no
primeiro de marco Cotifidtiice de '.ardill'; e a 2 Co-
nadiam Lata de Liverpool. Prndenles da Baha
entraran) um varios porlos do Reino-Unido os se-
guiules : en fevereiro 115 ilinuida chegado a Li-
verpool ; a 18 Princesa a Deal ; a i 8 llyrou a Fal-
inoulli. O Conles deixou Liverpool no dia 5 do
frrenle com deslino Bahia.
Nada por un quanlo du apparico da unpreza
frrea do S. Paulo na praca de Londres : nem es-
pero que seja ella posta venda aules de se resla-
beteeer complulaueulc a conlian.-o publica quanlo
aos receios da guerra europea.
O empreslimo Sardo, que o governo Piemonle
pretenden eouirahir nesla praca, mas que uo pode
realuar, est sendo apurado na propria Suvedeuha
por subseripete publica mediante titulo, de renda.
as tmaras piemontezas passou previamente a lei
que o autorisou, o na dlseusso desse projecto se
enpenharam os partidos com decidido patriotis-
mo. O partido liberal, guiado pulo conde de Ca-
vour, ennicmplou a necessidade de ser o governo
munido aos necessarios para fazer face aggresso
que a Sardenha roceia da parle1 da Austria ; c o
cal, pelo contrario, negou que taes receios ti-
le sej cnuiprelo-iide, como a Austria querer laucar-
so n una guerra com a Franca e a Sardenha, por
causa de inleresses, pelos quaes ein nenhuma par-
te achara um alliado.
O/que certo que nem na Prussia, nem na In-
glaterra, se pensa cm apoiar militarmente a Aus-
tria contra a Franca em negocios dos tratados par-
ticulares italianos. Se a guerra rouipesse, os es-
de de Cayour na queslo da guerra contra a Aus-
tria. K sso um forte syniploma "l.i disposico, em
que se acha a maioria do piemonte, de ir apos as
vistas daquellu seu estadista napenleiida ltali-
anna.
Esta grande queslo porm varia de face, para
assim duermo* cada dia, pelo que respeila Sar-
; porque de unas vezes se figura a Franca e
turros dessas potencias seriara dirigidos a limitar o i o piumonlu, quebrando os tratados"de 1815 .pela
combate na ilalia, e impedir que passe aln desses idea que se Ibes atlribue de invadir a Lonbardia e
linites e toque o territorio da Dieta Germnica, ou "
para usar de urna cxpressu muilo usada hoje em
diade localista- a guerra.
Quanlo aos negocios especiaos da Allenanha, a
ento se calcula quo a Franca depois da victoria
reservar para a sua alliada o reino Lombardo ,
mas de outras vezes, quaudo a polilita europea s
musir adversa s vistas invasoras aa Franra eu-
questao pendente de guerra ou paz prenecupou, lo se figura esta potencia pugnando s para a des-
lela dos gabinetes c da imprensa, especialmente ; oceupaco militar austraca da Italia, do que cla-
as caaras dos diffrenles paizes. As caaras da ro nenhum proveito se prev para o piemonte pois
Baviera, de Nassau, do Hanover c do Wurlemberg, | de um tal conflicto nao resultara alterarlo al'giima
fnSS,Tt,rC,0nT.0mCOri'0 ^M "* K"^-1 1 possessoos Italianas, i assim que
ino. nm SUaV07Ch,man-dafT^^ qual o papel ^ue seute para realisar os sonhos de engrandecimeuto
governos sobre o perigo da siluacao, e duclarando-1 lera detazer o piemonte as uios do imperador I que Ihe sio altribuidos
I V '""'l1.^ cl,ef,;, sia, eslava imtuiucnte. Era a conviecte do ministro
dos uegonos estrangeiros, o eonde Waleschi e con-
seguio iaze-la partilhar polo imperador. por sso
que o caso de guerra "so acha reduzido ao faci do
una aggresso da Austria contra o Piemonte, o que
inleirainenle improvavel.
Deve-aa pois ter presentemente quo a negociaro
a seguir en Vienna por Cowley acabar por una
soluco.
Duas ou Iras notas foran publicadas no nesno
dia pulo Monittur : Una ton por fin declinar e
desapprovar en nomc do governo qualqner respon-
sabilidad.' dos artigos inseridos nos joraaes de Pa-
nlia en seniclhaule pergunla intenrao algu- rls. ainaa daquelles que ttm a pretenco de defen-
la di- partido, e que desejava somenie que o der a poltica dn imperador. Esta nota declara que
aiz losse esclarecido. Ouanlo ao fundo do neg- a adiiiinistraco nao exerre censura previa e quo
ma
pa
co, elle poz fora de duvida os tratados de 1815
que deven ser respeilados pot todo o mundo ; mas
assignalou como necessaria a retirada das tropas
omngenas que oeenpam os estados pontilicios ,
.isMn como a renuncia d'Aastria a certas clausulas
08 seus tratados particulares com os ducados ita-
lianos da loscana. de Pama e de Modena, que Ihe
uno o direilo de mlervir as revoliu-ocs interiores
desle estados.
M- dlsraeli responden a lord Palmerston.
Annunciou
previa e qu.
lao lem meio algn preventivo para impedir tal,
ou lal publicacu. Islo verdade, mas para dizer
ludo compre acrescentar quo a administrarte tem
o direito du supprimi-ios A segunda nota desuien-
le a noticia dada pelo Times de urna altercaco vio-
lenta que diz ter lido lugar entre o principe' Napo-
leao, prino do imperador, e um dos nenbros
do cnnselho privado, amigo intimo do impera-
dor, o conde de Persigni, quaudo este defenda a
paz e o rospoilo deudo aos trotados, e o principo
------... qoe o papa convidara os governos de suslentava a Ihese contraria. Segundo a. nota dn
Franca ed Austria a retirar as tropas que orrnpam i Xomtear, os promenores dados pelo Timen sao de
- appareucia ue anj
oelinilivamciite a condiro cm que se achara all os
espirites com relaco i oceupaco austraca, lue se
podo esperar por lauto d'uniacxcurso do imperador
naquella parte da Italia?
Nada ne til, atientas as circunstancias mencio-
nadas .antes pelo contrario d'ella poder resultar
maior irapopularidade para a cora, se por acaso
durante a biesna viagen ou logo apsalla, succe-
dendo rclienlar a rcbellio alli, tirar o inperador
de autorisar castigos exenplares para o reslabelc-
ciiiienlo da sua autoridade.
Sem a sua prxima presenca na Italia, poderiam
minios a [tribuir quaesquer desmedidos rigores ao
ux.-essivo z.elo dos mandatarios dothrono; mas de-
pos daquella nspccco poneos deixariam de allr-
buir em grande parle volitado, real as medidas
extremas que por acaso fossem tomadas.
Al hojeo governo militar da Lombardia se tem
limitado aabafar pequeas demonstracoes polticas
que nesle nu naquelle ponto se lem manifestado.c a
tomar urna posico decidida para reprimir qualqner
tenialiva extrangeira contra'esses dominios da corda
austraca.
Nessa siluacao tem ns autoridades lombardas pa-
lomeado una energa mxima para suslemV a or-
dem ; assim como ludo deixa prever que igual ac-
tividadeIbes ha de assislir; quaudo por desgraca
rbegar o momento de pergo 1 Apuiadas por uiu
numeroso exrcito. o pela decidida vontade do im-
perador de defender al extremidade a Lombardia
o \uuuza, saburo ellas moslrar-se leniveis aos
seus inimigos internos, ou extrangeiros I Tal em
iiiinha humilde opinio a posico actual das cousas
no reino Lombardo Vneto.. "
No parlamento inglez lem j sido discutida por
vanas vezes a queslo Italiana. Lord Palmerston,
lord John Russel, e milites outros distindos orado-
es, lomaram a palavra nessa discusso, Intcrpel-
lando o goverro sobre o motivo da actual agitaco
na Europa.
Nessa occ .j onderou lord Palnenlou que nao
alrribuia a presso do gabiitelc de Pars sobre o de
ienua a idea que lenha o Imperador Npoleo de
violar os tratados de 1815, arrancando Austria por
torca das armas de Lombardia; mas sim necessi-
dade urgente do acabar com a poltica preponderan-
te daquellc imperio sobre a naior parte dos peque-
nos Es-lados da Italia, cono contraria aos nesmos
tratados de 1815 Alm disso accresccntou o nes-
no estadista, essencial o equilibrio europeu a-
cabar com a oceuparo militar estrangeira nos Es-
lados Pontificios, afim de obrigar o governo desle
paiz a iniciar as reformas de que carece o d'onde de-
vora surgir futura* garantan para aquullo povo bora
romo para a paz da Europa, ameacada hoje tambora
pela siluacao horrorosa daquelles Estados : e con-
cluid, pediudo ao governo que usasse de sua in-
fluencia no sentido da evacuacao militar estrangei-
ra para fora dos Estados da Igreja
Mr. Disraeli declarou nessa occasio que o go-
verno Britannico nutria a usperanca de ver em bre-
ve conseguido aquelle fim, e que naquelle sentidu
interpozera j ns seus bons officios.
E oam efTcito, dias depois desta declararo do
Chaoceller do Exchequer nu Parlamento, os jornaes
desle paiz deram noticia de urna ola do cardeal An-
lonelli aos embaixadores da Franca e Austria em
Roma,na qual o secretario de Estado lhes declaren
de parlo de sua sanlidade, quo tendo cessado os no-
livos que levaran o governo Pontificio a acceitar a
orcupaco militar da Franca e Austria en varios
pontos dos Estados Ranos, eslava ella agora dis-
posla a negociar a sabida daquellas tropas para fo-
ra do paiz no prazo que Mr conveucionado L'na
tal resol urjo aqu explicada pelos coaselhos de
varios gabinetes da Europa e principalmente do de
S James, aiiui de assim se conjurar a tempestado
que muilo do perto tem alunarado o horisonle polti-
co europeu ; e se er que- as coiicesses cm favor
da paz iro ninda mais longo, preslaudo-.se a Aus-
tria a entrar em ncgociaciies com a Franca a respei-
ld aos tratados, que dese 1815 tem aquella poten-
cia celebrado com varias das potencias Italianas, c-
pelos quaes o gabinete de Pars pretende que a
Austria busca dominar cada vez mais o continente
italiano.
Lord Cowley, embaixadoj inglez cm Pars, seguio
d'aqui ha poucos dias para Vienna en niisso es- Taes sio os fados. Deven plenamente tran-
peruil. Parece que em resultado dasuaimsso nao quilisar os espirites sinceros, sbreos projectos al-
sa Austria tonsentc en evacuar os Estados pon-| tribuidos ao imperador e mostrar o grao de valor
ionios, mas al ein sujuitar reviso de algunias 11ue devem ter as allegacoees dos homens iuteressa-
potencas OS tratados que ten ella celebrado con i dos um laucara duvida'sobre os pcnsameulos mais
os Estados imlianos c a que cima me refer, con- leacs u uuvens sobro a siluacao mais clara. E j
os estados romanos o que osla "dilllculdade niui
a 5 n 1,"'slao *e achava d'ora avante suprimi-
um. ralln tambem da misso do lord Cowlcv de-
clarando todava que nio podia sem projudicar o
num xito da oegoetecte, iodieai os pontos sobre
os quaes a diplomacia ingleza devera tralar. To-
uavia o discurso do ministro indica mni rlaramen-
le que ns actos jjo enogresao de vioona que asse-
gnraraiii Austria a Lombardia e a teiiecia de-
vem iicar fora de qualqner dbale. LorJolm Bus
latloii pela sua vez o se declarou plenamente
saiisieito das expliuaroes dadas em nome do gabi-
nete.
ao pasco que sabamos nqui dos proinenorcs des-
H sessao o l/oni/er publicava a nota seguinte :
-"ua tmiueiicia o cardeal Anlonelli aniiiincou
por orden de Sua Sanlidade a 22 de fevereiro
orrenlo, as SS. Eses, os emliaixadorcs de Fraura
e Austria junto S. S, o S. Padre cheio de rec-
n ieciuiuiil.1 pu| soccono que Ihe linham prestado
ate hoje SS. MM. o imperador dos Francezes e o
imperador d Austria jnlgava dever preveni-los que
u ora avante o seu governo se achava lo forte que
poda por si proprio curar *> sua seguranca e nan-
'ei a paa nos seus estados, que en consequencia
o papa se declarava pronptp' a entrar en ajuste
tora as duas potencias para tqmhinarno prazo mais
runo possivel, a evacuacao suullauea do seu 1er-
iitdrio p,.|0s exere|0B francoz'e austraco.
Batnete foi publicada cm Pars a 2b de feverei-
ro, u ja o telojj>apho nos noticia quu o movimeulo
ue evacuacao onmurava e .pie a dlriso franceza
qanreata de guarnico em Roma comecou a se por
# "lai'c ,,ara i;'vi'a-Vecchia, ondc'sedeve era-
Epibora o lelegrapho nao se explique sobre este
pomo nao dundo um instante que o mesmo movi-
iueii4o seja ufircluado pula guarnico Auslrai a que
oceupa Aucona, Bolonha o Ferrara. Apeuas pur-
guuia-se como que a corle de Roma poder
mantel a tranqullidode dos seus estados con as
suas propnas tropas que uo sao nem bastante nu-
merosos, neni bastante solidas.
ludo islo o airan um enigma, maso que c cer-
to, e Bue a evacuacao dos estados romanos nao
wz desapparecer todas as causas du cunflicld e os
jornaes do governo nao procurara sobre esle ponto
tlludii a opinio publica. O que peden vivamen-
te e n abolicao dos tratados particulares que au-
lonsaiif a Austria a se cnlrotaeller nos seus nego-
cios interiores dos ducados italianos.
Achava-me nesto ponto de minha cana, quando
o oniff ur appan-ci-u aununciaiido que a noticia
da ovacuaco inmediata dos estados pontificios pe-
la tropas franceas era completamente falsa. Esle
acsiiiuiiUdo sorprcudeu muilo as pessoasque esto
ao aicauce da poltica e que saban que o Consti-
luctanet que deu a noticia da evacuacao, recebe-
ra-a do. proprio gabiiiete do imperador ; porem ou-
tro neideule mais grave e ainda mais grave e aiu-
ua mais uoso absolveu a atlenco publica.
O imperador julgou necessario dar no jornal offi-
cial urna explicarte calhogonca sobre o conflicto
que liadpas mezes provoca lanos sustos e lo di-
versos comentarios.
Importe quu eu colloque primeramente debaixo
OOS nios de seus loitores as principaes passagens
dessa coiniiiunicaco anles quo lhes faca compre-
uiido o auil.il.. 1^3-aijui vuiuo M: uxlliliu U MO-
nttear :
O estado das cousas na Italia tem lomado nestes
ltimos lempos, aos olhosde lodos, um carcter de
gravidade que devia nui naturalmente impressio-
uar o espirito do imperador ; pois nao purmitlido
ao chufe de urna grande potencia, cono a Franca,
isolar-se das questes que inleressan i ordem eu-
ropea. A minado por um espirito de prudencia que
seria censuravel se o nao livusse tido, elle se pre-
oceupa com lealdade da soluco razoavel e justa
que poderiam recober estes delicadosedilliceis pro-
blemas.
O imperador nao ton nada a occultar. nada a
desapprovar, quer as suas preoecupacoes, quer
nag suas alliancas.
A vista da's uquielaroes nal fundadas que
leeui abalado os espiritos no Piemonte, d impera-
dor proiuclteu a el-rei da Sardenha defeude-lo
contra qualqucr aclo aggressivo d'Auslria ; elle nao
proiuctltu nada mais, e sabe-se que cumprir a sua
palavra. Ser islo sonhos de guerra ?
i Acabamos do expor o que ha de real nospensa-
munlos, nos duveres e as djinnairpi do impera-
dor ; ludo quanlo as exageracoes da imprensa tuum
juntado a islo, imaginaco.'meutira e delirio. A
Franca, dizen alguns, faz armamciitos considera-
veis. E uina inipularo puramente gratuita. O
elfectivo iionual do p do exurcito no tumpo du
paz, ha dous annos nao tem excedido. A artilharia
compra iswravallo.-, paia atluigir este limite regu-
laraenlar, os regiineutos du infantera sao du 2,000
homens ; os regimentos do -avallara de 900
etc. ele.
pura inveuran.
Tudo quanlo diz respeito s eventualidades da
guerra tomn nccussarianienle o maior lugar na
minha carta, pois que a Europa quasi que nao so
oceupa seno d'esses negocios.
Depois de longas delilieracoes, o ministerio Der-
by conrardou emlim sobre um plano de reforma
parla montar, aa susso de 28 de fovereirp passado,
este plano foi aprusentedo por H. 'disraeli i cma-
ra dosrommnus. Nao fallarci dos prnmenores dcsto
projecto nui complicado, que devora ser submetli-
do a una segunda leitura dentro de trez semanas, o
e que j ten agitado nesta primeira prova a viva op-
posico dos radicaese dos wligs, sen fallaren cer-
to nunern de lories que cousideram as concessoes
feilas cono pergosas para a constluico da Ingla-
terra. Dous collegas de lord Derby julgaran de-
ver negar a sua responsabilidad!- da naneira mais
complete, dando n sua demisso. Soo'ninistm
do nieriot al.. Walpole, e o ministro do comnercio,
M. IIoij* E mu duvidoso que o biU atravesse a
provajirseguiida leitura ; pois que parece certo que
lord Jonn Russell e lord Palraerstoii sa ponham de
accordo para conbate-lo, e que con a coadjuva-
co dos radiraus que so ligan ao pleuo de M. Brigbl,
renen a maioria; mas lord Derby, em caso de.
revea, est decidido a nao ceder, e pedir rainha a
autorisaco para dissolvur a cmara.
Mcnrioiici, no comeco desla carta, alguns actos
emanados dos governos allemes, e qse revelara
suas tendencias a reunir-sc Austria, em caso de
guerra. E prmeiramenle o voto da cmara dos
depulados do Hanover, que prescreve" a exportaco
dos cavallos, voto que foi annullado pela cmara
alta ; masa questo foi deferida adieta.
U nosso senado acaba de votar um amaine ron
sulto que eleva a 2,200,000 nilhues o algarsmo
da dotaco comprehendida na liste civil da impera-
dor, e applicavel ao%priitcipaes da familia impe-
rial, (i mesnio aclo concede ao principe Npoleo
HlKl rail francos para as suas despezas do casamen-
to, c 200 mil para o presente da prineeza sua es-
posa.
Bullelini da bolsa : 3 0/o 69 -10 c. 1/2 0 o
97 95 consolidados inglezes 95 7/8.
I.isl.ici, 13 de mareo de ISSt.
Contina a rrise. .0 ninisterio nao se completa,
e por mais diligcncbil que se lenham feito, paMee
nao ter apparocido oeein queira e possa comple
ta-lo.
Corra hontcm que o marechal Saldanha se di-
rigir ao paco, representando contra o actual gabi-
nete ; mas ben pode acontecer que esta^rrsSo nao
passe d'um boato calettadanentc laucado ao pu-
blico pelos regeneradores. Cuidan que lio de subs-
tituir este governo : mas duvido nuito.
I'ina situaco poltica, nao cousa que sa renov
como na primavera as flores as arvores.' Muda
muilo de figura.
Entretanto o qneae antSve, que, seja qul for
a rauda ra-a que se apere nos coaselhos da corda, o
ministerio que vier tem de reMeseatar urna fuso.
t: muito possivel que dos aetuteefltintstree flquo
s o marquez de Lenl con jjlpiencia eseja
este o eucarregado ta reconipMI; Opina entte-
lanlq milita gente.etD U"ur .deonisde sejruj-A-ji.ai."-
uo eo i-nniubo de ferro do norte, aeM) fcil en-
contrar quera preeoebass pastes vagaste que o ga-
binete assin tena Icen anda panera eonservar-se
fente dos negocios outre tanto tempe)
lia poneos dias na cmara dosparesfMo se po-
dendo aquerla casajria4MMpento ocMpar de ne-
nhum dos projecto-d6>MBdns para*rdendodia,
porque a discusso de.teuWelles dependa dapre-
si'nra do govenio, ou peto menos de algum dos mi-
nistros, e nenhum delles estarefreseote; decidlo a
penha
ando houvesse
io alli orn-
liran os chns
e*o ao ex-ni-
brados. Na
ma discusso
lano que se reuoven os comproinissos dos tratados
de Vienna a respeito da manuleiico no slalu (uo
do raappa dolitico da Europa.
A Franca cedendo as circumslancias actuaes en
que a Europa quasi unaninemente tem reprovado
a idea de una guerra acuella segundo se diz o ex-
pediente que parece estar cm via de execuco ; pe-
---.-------, i ..ja
lao sera lempo de pergunlar quando acabao esles
vagos e abonados boatos, ospalhados pela impren-
sa de um a ouiro extreno da Europa, signalando
por toda a parle credulidade publican imperador
dos Fransezes, como tendendo para a guerra, e ta-
zeudo pesar sobre s\ so a respousabilidade das iu-
quielacoes, e dos armamentos da Europa? Queni
pois pode ler um direito de esnortear de semelhan-
te naneira os espiritos. de assuster to gratuita-
mente os ioteressesr Onde esto as patarras, on-
camara addi
governo. .
de de Tho
provincia
nislro. Ol
casa electiva
muilo seria, que ao governo nao era licHo aban-
donar.
A verdade, porin, que tres ninistra para seto
pastes nuito pouco. U governo njaarnmo, po-
rem o pequeo numero dos secretarios de estado
tem induzido urna folha da oppoaico a fallar era
governo pessoal cora ai-cusacoea Jraves ao mihisle-
rio. E' preciso que este modo indeciso atabe por
urna vez, e que se tircm opposiro todos oa pre-
textos de queixune com que anda ahi a provocar
as anliputhias publicas para un gabinete de gente
honesta, liberal e inlelligcnte.
O movimento parlanjtenlar tem continuado mere-
cedor da allenro.
_ Na quarta -fera paseada proseguio-se na diaaus-
so da proposla do Sr. Jos Kstevo, acerca da
reacQo religiosa :
A proposla era :
< A cmara ruconherenda que o exercicio do
direilo de petico lvre para todos os partidos e
opinioes, convida ogovemo a alteuder aos princi-
pios liberacs inaugurados pela restaurarte, man-
iendo a exeruro da- Iris, que os cousignaoi e op-
poudo-se com firmeza s demasas e abuses de in-
llucncia de qualqucr especie de reaeco reli-
giosa e poltica que os tente invadir e preju-
dicar.
Assignaram esta proposla conjuntemente con
varios nenbros da opposiro alguns depulados da
maioria.
Esta proposta foi approvada em votarte nominal
por 88 votos contra 7. O seu autor, a convite do
ministerio, declarara, antes da discusso, que na
signiticava censura ao governo, nem to pouco se
I
Mi lurDA/^AA iKir*r\r*Lr>r-TA
ni i
-
<


2
Este faci realmente importante, mas para o
pretenda com i'lla acrescentar-lhe mu minuto de |
vida. Depois da volacio, dous ou tres deputados l avahar justamente necessario ouvir asexplicaoocs
motivaram o sen voto equaliQcaram apropusla de do nosso governo, ou ver os documentos publica-
Diario de Pemambuco.Quarta fcira 30 de Marco de i 859.
. proposta
censura ao ministerio. Nao foraro apoiados, nem
foi seguido o seu exemplo, que seria desleal e u-
compalivcl com as pravos parlamentares.
Este debate polico-rolgioso teve o seu princi-
pio as explicacoes anteriormente pedidas ao go-
verno pelo deputado absolutista Carlos Zeferino
l'into Coelho pelo issassinato d'um clrigo na serra
lo Mario, e por estar aborta urna devassa ou syn-
dicaiicia em Vianna para averiguar das assignaluras
contra o projeclo da redcelo dos conventos de
freirs.
Sabe, pois, j lli'o contei, que as Ursulinas de
\ anna tinham primeiramente representado contra
esta proposta de redcelo o uniao dos niosteiros de
religiosas. Depois, flzc'ram um contra-protesto, re-
clamando as suas assignaluras. que, segundo di-
ziam, tinli.ini-lliossido cxlorquidas astncinsaraenlo
por um padre. O geverno, pela autoridade aduii-
nistrativa, syndicon. para ver qual dos protestos
era o verdadeiro, se o primeiro ou o segundo, lia-
dos pelo governo inglez, para se eonhecer us termos
cm que essa mediarlo loi otTcrecida, c mesmo por-
que algumas circumstnnciasindicam, que os mcra-
bros do ministerio britannico nao esli muito segu-
ros de que o seu procedimento ora tal queslio lo-
nba a approvaeio do parlamento.
fundamento para esta supposico um despa-
cho lolegraphico de Loudres participando, que o
Globe allirma que os ministros Manners. Bulwer,
Peel e Chelmsford, daro a sua demissao c o mes-
mo far lord Malmesbury, se o parlamento volar
urna censura ao governo pelo seu procediinento na
queslio Charlen.
V-te portaulo, que os documentos nao sao taes,
iie nao lenham o governo inglez uestes receios.
peremos por mais preciosos esclarec montos.
Persuadu-me, todava, que o ministerio portu-
guez lem documentos com que justifique o acert
com que se houve. alm dos que ja produzio e que
llie obtiveram o bil de indemnidade volado quasi
va aquialgnm ataque aodireito dopetirao? Sup- unanimeinento pelas duas casal do nosso parla-
ponho que nao. Todos podom requerer". O governo Bienio.
O governo pnrtugucz nao clicgou a pedir a me-
que devo scalisar que nio seja falsilicado este
direilo, requerendo-se sem audiencia dos iilcrcs-
sados, ou sophismando o direito por estratagemas
ignobeis. Islo nao c coacrio. Silvestre Pubeiro
Ferretea nos seus projecls do leis orgnicas aa
rarla, l traz n regiilameutario.deste direito, regn-
I amontarlo esta que nao 'importa impedimento
neta qualquer especie de embargo ao direito do
peticionar que a lodos os cdndios assste. Mas no
caso sujeitu, nem do regulamentar se trata va. O go-
verno syndica, para eonhecer de que lado est a
verdade. Pois este fado, simples em si e que ne-
nhuma infracrlo traz as garantas cvicas do nosso
eodigo constitucional, qne accendeu as iras do ora-
dor absolutista
diario inglcza
Falleceu quasi repentinamente o antigo procura-
dor geral da corea Jos l'.upcrtiiio Aguiar Ollo-
lini, conselliciro do oslado effeclivo e juiz da rola-
ran de Lisboa.
Magistrado probo, a sua inorte foi goralmente la-
mentada.
Dz-se que para a proenradoria geral da corda se-
r nomoado o llr. Joaquim Peroira de Guimarics,
ajudanto do fallecido, e que inlerinamente est scr-
vindo aquello importante lugar
O quo deixou vago no consclho do estado parece
3ue ser siipprido pelo Dr. Simas, actual procura-
or geral da fazenda c para a cadeira que deixou
t) ministro da fazenda depois de lor respondido na relacio de Lisboa, aturma-se que ser transfe-
no inlerpellanlc, declaren que o governo eslava rido o Dr. Amado, juz da relacio do porto
resolvido a rombator a rcocrio sob qualquer forma
Inlrctanto, senhor presideule, eu folgo de ver
justificada a minlia asserrin relativamente a pases
deleites que en iiolei e que deram lugar minlia
reclaniaoo. Vejo que na publicarlo dos traballios
da scsso quando em i." discussio pela ultima voz
traja-se do projecto do llxario de torca....
0 Sr. M. Cavalcauli: "i.lue doe muilo ao rc-
trnspeclo.
Q Sr. Souza Rtis:.....depois de ter fallado
o nosso nobre collega o Sr. A. t'.avalcauti, falla-
ran os oulros iiossos nobles collegas os Srs. Itap-
tisla, Epaminoridas de Mello, Luiz l'elippe e Reg
Monteiro. passando alinal o art. 1." quo como se
sabe fot adoptado com una emenda. Entretanto o
3m- se v na publicaco dos trabalhos, que depois
e ftillnt o Sr. x. Cavalcauli, seguc-se logo oSr.
GoiiealVes Cumiarles, que alias sabo-si que pedio a'
Ealavra c talln a respoito do art. i.", sendo que
i esta occasio que V. Exc. fez reflexes no sen-
tidojde mostrar a esse nobre deputado que 'deviit
adoptar-so urna leda divisan segiiindo-se um limite
natural, que o rio Capibaribo.
O Sr. M. Curalcauii ; O rio Capibaribo nao.
I) Si. Mello Caraleanli:O rio Capibaribo cor-
re por all dividindo as trras doengenlio Garana;
assevero isso ao nobre deputado, porque leulio al-
gn conliirimcnto prnprio daquellas localidades.
Quanlo razio da niaior proximidado em que se
.11 Uan esses engenhos do l'o d'Allio, cu uirei
casa que d-sc isso com euVilo a respeito do local
anude est oslabeleoido o cngenbo Aldeia para a
freglfezia de Po d'Alho, mas se todo elle passar
para Pao d'Algo, cnlao grande parle das suas Ier-
ras que hoje porlencem Nazarelh vocm sem duvi-
da a ficar em niaior distancia de Pao d'Alho do que
se acbam de Nazarelh, por couseguinte o iiionnve-
nionle que se quer evitar nao llca removido, (llan-
to a Caraba, a distancia em que esse engenho se
acha para com Pao d'Alho e Nazarelh a nicsma,
llca duas leguas c meia distante do Pao d'Alho i
iugir-se 4 materia, porque tratando elle de neg-duas leguas o meia distan!. de Nazarelh. Nao vc-
que ella so apresenlasse
Scguio-se a esta deelaracio ministerial alm d'al-
guns discursos patriticos" de deputados Irberaes,
um longo discurso do deputado Pinto Coelho, no
qual condemnnu os dilferontos systemas polticos,
especialmente o representativo, coucluindo por pe-
dir a demissao dos ministros.
Foi combalido pelo Sr. Eerrer, que rhamou a
questao parao campo jurdico, e provou al so-
ciedade que nao ha da parte do governo nenhun
ataque ao direito do propriedade, orgauisaudo os
bens das casas de religiosas, c dando apnlicicao
''" ,T"e J.UCJU ^^- .n-cpnlit almmulciii da* fi-
ras proiessas.
WpoUeri concluir di-stn rosumo qual nao loria
sidoo avalorado dos debates. Eiulini, a proposta
do Sr. Jos Eelevao foi volada com o addilaniento
de que o governo se nao limite a coiubater a reac-
eaci religiosa, mas a reacoan poltica tainb.in.
Ora as fallas da opposii;ao que nao lem cilo
menos raotim, o que de tudo quercni lirar partido
para desconceiliiar iiinnsiiii.ii'in, para cuja queda
lanos esforens tem feito os que prcteiidem bordar
o poder ; clainuu agora que o maior reaccionario
no todos, o ministerio ; 1." porque no projeito
da suppressao d'alguug eon\enlos do freirs, pro-
pue as proiissies religiosas, o que na dictadura
de D. Pedro IV se liona abolido ; 2." porque cha-
mas oh deixou enirar as iruiaas de oaridade frau-
;ezaspara se encarregarem do ensino da infancia ;
1. porque nao deu execuro anda ao docielo de
1 de selombro de 1858, na parle cm que depois de
vedar a entrada de mais irmiias da oaridade, sub-
inetlia as que residem no paiz, s leis e regula-
Juenlos da iuslrucrao publica ; 4." porque apre-
senlou a concordata com a corte de Huma, nego-
eiou essas estipularoes que nos defraudara de boa
parte dos dreitos no Oriento, c intimo para que a
sua luaioria a approvas.se na cmara papular.
E como ha-de o governo responder a osles cap-
tulos de acensaran ? au sci. O governo ani-
mado do espirito" mais liberal ; pronoz novas pro-
lissoes imprudentemente para transigir lalvez com
a cmara alia, e com o sentido de auxiliar por
aquello modo a educarao do sexo femenino.
(Meu corte.de Roma qnasiludo que ellalhe
exigiu, porventura para evitar urna ronllagrario in-
terna, provocada pela reacc.io poltica religiosa sob
pretexto da auspensao de rclarocsdiplomalicase
espirituaes com acorte pontificia', o que natural-
mente resultara da nio aceilaro das modillcacoes
consignadas no ultimtum.
O governo nao deu inteiro cumpriuicnlo ao de-
creto de 3 de seteinhro sobre as irmiias de oarida-
de, porque nao leve forra para exhoncrar o actual
eommissario dos estudos do dislrcto de Lisboa,
conservador declarado, ou antes cabralista decidi-
do, e que nao rurapre nem lalvez cumplir jamis
rom asdisposicocs do tal decreto coercitivo.
Aqu lem, como nao sendo o governo reaccina-
rio porindole, porcouviccoes, por svslcma, se acha,
por forra das cyrcuinstaucias e por fraqueza pro-
pria, alvo dos mais desencoulrados tiros e entre
dous fogos. Os reaccionarios convicios, aecusam-
node mata-freiras, expoliador, demaggico, ele.
etc. Os progressistas ultras e a opposieio regene-
radora, acrusam-no do fautor da rcacro.
Enlretanto, a questao de momento, a que cons-
titue crise, a do caminho de ferro do norte.
O ministro das obras pblicas apresentou a nova
pruposta para a feilura da conlinuacao do caminho
do ferro de Santarem ao Porto. As ossenriaes es-
lipularoes sao estas.
1.a Estabelece o modo da rescisao.
2* O governo concede icompanhin a subven, io
de Ib. 4,400 por kilmetro de caminho de ferro em
relaeao a urna extensao total nao exceeente a 328 e
meio kilmetros.
* governo em addirao subvenco garante
companhin um juro de ftomcio 0/0o auno sobre
a soinma de 6,600 Ib. por kilmetro de caminho de
ferro em relarao a urna exlensao total nio exceden-
te a 338 e meio kilmetros.
Ksla garanta dos 6 e meio 0/0 para'^|-caso de
que a explorario do caminho nao prodnzaTb reln-
aoao referido capital de Ib. 8,600 por knomclro
esse rendimeulo depois de deduzidos os gastos
neceaaarios da explorarn devidamente verillcados.
O governo ueste caso paga companhia em cada
semestre a somma que addicionada ao producto
liquido da explorario fdr sutnccnte para pagar os
ditos 6 e meio 0/0 sobre 6,600 Ib. por kilmetro
na extensao cima especificada.
_ A companhin lora a facoldade de emiltir obriga-
r.es ou accoes venreudo um juro qualquer, com
tanto qne o termo medio delle, em relacio tolali-
dade do capital assim levantado nao oxcoeda a 6 o
meio 0/0.
3.* A garanlia do juro dcscripla na modiili-acio
antecedente comcrar em rolario aos 68 kilme-
tros de Lisboa Ponte d'Asseca, um anuo depois
da companhia lor lomado ponte do caminho do for-
ro do leste, como se doscreve nos arligos 33 e 38 no
respecTO contrato.'
A companhia lera executado obras no caminho de
ferro do norte por um valor igual ao da lotalidade
da somma devida ao governo por aquella parle do
.aminho, no lempo em que a garanta cima men-
cionada coineca a vcrillcar-sc, e lendo deixado de se
realisar esta circunstancia o governo nao peder
deduzir da somma garantida a correspoudonle s
obras que^ a companhin livor deixado de fazur, e
continuar a fazer deduccoes da mesma forma, at
quo o valor das obras executadas cusa da compa-
nhia seja igual ou exceda a divida da companhia ao
governo ; depois deste caso a indicada garanlia de
juro ser tornada effectiva pelo governo.
A garanta cima indicada ser extensiva quan-
tia de 6,000 libras por kilmetro de caminho de fer-
al por urna extensao de 135 kilmetros, logo que o
caminho entro a Ponto d'Asseca o Thomar for
abarlo.
A garanlia tambera extensiva a libras 6,600 por
kilmetro de caminho de feVro pela distancia total
de SB3 kilmetros quando a linha entro o Pomoal o
o Dourn for aberta.
A garanlia extensiva a toda a extensao de 328 e
meio kilmetros, quando toda a linha entre Lisboa
o Douro estrec aberta 6 circularan.
4." Marca oanodo de pagar ao governo o caminho
5.' A companhia, um mez depois dorso 'constituir
aprsenla os pianos ocomecaas obras um mez de-
pois de appnivados essas planos. *
6.a O governo llsealisa a escripturacao da com-
panhia qaando quizer.
7.* Se trae mozos depois de approvadoo contrato
nao se achar formada a companhia tica pso faoto
raaciadido o eontralo, c peide ti. Pello o deposito
do 40,000 libras.
O mioisUa junta ao projecto uiua declararlo au-
ihontica da varice capitalistas inglczcs e fra'ncezes,
qnese compromeltem a formar una companhia pa-
ra a linha do Porto a para nutra fronleira, lugo
que o contrato seja approvado pelas c6rles.
Este* capitalistas sao :
E. Blount.
P. Talloibot.
Thomar Brassey, em Pars.
K. Erlanger, cm Pars.
R. GUdntone Lowrancc Son Prace.
Overend Goveney.
Hambey & C*
I. Ricardo.
Locke, em Londres.
A Aeroisco di Setembro tem-se gladiado vio-
lontanseute com o Jornal do Commeroio sobro es-
tn moditicacocH.
Alraz desles dous campees i nao menos forte a
guerra que lodos os demais representantes da im-
prensa movem ao governo.
As commissoes de fazenda e obras pblicas da
cmara popular apresentarara j 8 votos contra o
projecto do governo, sendo s 7 a approva-lo.
Honlem houve na secretaria dos negocios do Rei-
no urna reunio da maioria. Cuido que esta n,io
desamparar o govenio, mas autev-se grandes dif-
flnildadps nft parlamento por parte do opposiro.
Qoem vencer? '
O fado de ler o governo inglez mostrado ao par-
lamento daquelta naran, que nio havia abandona-
do Portugal na pendencia com a Franca sobre o
apresa melo do navio Charle tt Georg, parece fu-
ra de duvida.
O goterno Ingle* publicoo tamben urna colleccao
de documentos relativos aquella questao, e entre
viles aprsenla alguns rom o um de provar quo nio
tornou efectiva t sui mediarlo, porque o governo
portugus nao a aeeitou.
Ka eamarn dos deputados e na dos pares serio
feitas a esW rftlpeilo interpelaro*, governo, ai
ouaeij fortra nniindad-
. -- .
liepois d'um breve, mas doloroso padcoimenlo,
succuinbio antes de honlem o conselheiro Coelho
de Campos, chefeda reparlirio desando pblica,
no ministerio do Reino.
Era muilo estimado por suas qualidadcs pessoaes
c pola profundo/a das suas habililaroos.
A classo medica dcve-lhc em grande parte a con-
sderario a que legalmenle su ada elevada nesle
paiz.
Nao termina, infelizmente, esta resenha necrol-
gica.
Ha poucosdas morrau d'uiua appoploxia a dur
queza de Ficalho, que foi ramareira-inrda seuho-
ra ii \i ..i II, -i" -jiu'.n,.i uiuiiiiiiij, c cqxipnva o
mesmo cargo junio a S. M. a ranha I). F.slephania.
Consta cue ser nomeada a duqueza da Torcera pa-
ra o lugar do camera-mr
Morrou tamhem osle mez o inspector interino do
arsenal do exeroito Joaquim Guilherme da Cosa.
Dzom que foi de dcsgoslo pelo rouho que so des-
cubri do alguns obuses e peras de artilhera, ao
todo 20 boceas de fogo do mesmo arsenal; roubo em
que o inlegcrriiuo funecionario nio leve parto il-
guraa.
O lempo est demasiadamente quente para a cs-
tario, e vai mu puuco doenlio.
Diz se que prximamente lera lugar a sessio so-
lemne da inslallarao do instituto liomcopatliioo de
Lisboa, de quo "presidente honorario o inarcchal
duque de Sardanha.
J n'outra carta llie dei noticia dos pamphlelos
mdicos, em que o nobre marcchal pansa em revis-
ta medicina deste sorulo com lodos os seus varia-
dos systemas, opsculos estes que lem sido elogia-
dos por mis c combalidos por oulros, especialmen-
te polo lir. Bernardiuo Antonio Gomos, um dos m-
dicos porluguezes mais respeilaveis por sua cien-
cia e seriedad.-.
I..
cioslgeraes, V. Exc. llie fez ver que isso ora admis-
sivcl ou na 1." disoussio do projecto, ou na 2." dis-
o do 1." artigo. Ora figurando aqu V. Exc.
drcflexoes na occasio em que se discuta o
*, segundo vein publicado no jornal, seguo-sc
. Exc. se lornava contradictorio o at mesmo
1.
um defeilo que so nota na publica, ao dos
hosdo Diario de hoje e que Inrna o eiioarre-
r-ssapublicaran rensuraw'l e muilo uiaisain-
qnoat agora.
r. i:. Guimares :Mas alii nao esli ostra-
em nrdem ; sahiram no Diario de sabbadn
|ue sahiss.Mii alguns discursos, que sao esses
que atora sepublicani.
_ 1 J*. Soiiza Iteix : Mas anda esl a declara-
cao aqrui de quo se nio receherain discursos !
O qpe certo que quera loros trabalhos como
estao o Diario, lira a roiiolusio de que o Sr. pro-
sidente foi coulradilorio, foi parcial para com o no-
bre dcjpuladn.
O.Sif. Mello llego loaquin' d um aparte.
O $r. Soiiza liis ; Eu Sr. presidente, deixo de
fazer cOnsiderores a respoito da publicaco do re-
trosperto, que alias pareep-me ler apreciado a dis-
oussio da forra do polica, ndex idamente. I.t-
pomo,:, :
Oar, ('. de Olireira : E um pedneinho do mi-
ro do ce liebre economista que vai viajar i Europa,
nussa cusa.
O Sr. Sonza Jleis :Parece-ine que a querer-
sedar ama interpretarn verdadeira ao contrato,
quajpai o propriotario do l)'iiirioJ com isla casase
nio aevio conox-oiir cm pulilicarucs dcsta ordem.
' ipoitidon). '
Knlrclanto_ cu nio quero fazer dislo una larga
disctusio; o pequeas observacoes para as quaes
cu chanio a alli-uciodanobre oominissao de polica
porque rrcio que nio possivol que sto assim con-
tino, niorminte sahindo lambcm as notas, porque
eu nio quero entrar em nina discussio com o re-
dactor do Diario, ou nroprietario da lynogra-
pbia.
Ilespanha.
As noticias do reino viziuUo alcanzara a 10 do
crrenle:
Vai-se levantar um monumento em Sevilha ao
celebre pintor Bartholomeu Eslevio Morillo ; diz-
se que so coulralot cora o osculptor I). Sabino Me-
dina, a conslrucrao do molde, para se fundir a es-
tatua, sobas condiroes seguinlcs :
1.a O dito molde ser igual ao modelo cnnstruido
pelo mesmo Medina, e approvado pela oommisso ;
2." A sua altura ser de trozo pes, com a puanlia
ou plinto ;
3." Tora a solidez nocessaria para que possa
sem risco ser transportado a Pars, e servir para a
fundcio;
." Deveri licar prompto a 15 de junho desle
auno
Assim que a commissio tiver lomado conla delle
concluido receber o osculptor quarenta mil reales,
llreveinentu se publicar um livro intitulado
Im lleroiiiu de Zaragoza, sea la clebre amazona
de la guerra de la independencia livro em que
se relata a vida e feilos daquella Joauna d'Are, lies-
panhola, que, animada pela fe e patriotismo, se
cnvlveii nos mais sanguinolentos combates, eli-
diendo de admirarn e de terror os nimigos. I)e-
ve-se esta publicarn i lilhos da Herona, quo oom
ella querem honrar a memoria de sua uiiii e do sua
patria.
Foi concedida a Gria-Cruz de Isabel a Catholica, a
D. Modesto Lapunis, autor da Historia de Hespanha
obra que honra a seu paiz e o seu autor.
Leu-se no congresso o projecto de lei de impren-
sa : o deposito reduzido asis mil duros. Os
edilores rospoiisavois dos diarios polticos e religio-
sos deveiu pagar a contribuicio de dous mil reales.
As penas pelos deudos, cojo' couheciiuento corres-
pondo aos Irbunaes ordinarios serio pessoaes, as
outras pecuniarias.
Os Irbunaes ordinarios lomaro conhocimenlo
dos delictos contra a religio, o rei, a familia real,
a constituidlo do estado e os particulares. O jury
compor-sc-na dos que pagara contrihuicoes directas
em Madrid de 2,000 reales, 1,500 as provincias de
prnieiraclasse, e 1,000 as oulras, o de certas ca-
pacidades anda que nao pagueni contribuiroes. Os
dolidos que coiuraellerem em mu livro sern todos
da competencia dnjiirv-gj.'i lAccpriii desque se diri-
jan! contra os particulares, o rei e a familia real. O
supremo tribunal do juslira resolv' asccmpeleucias
que se suscita rom entr o jury o os Irbunaes ordina-
rios. Crcin-sc juzes litleratos, Qscnes especiaos da
imprensa. u projecto consta do 208 arligos.
V arreondarao das conlribuicoes no mez de do-
zembro ultimo em lodos as provncinjj de Hespanha
excoprao das libas Canarias, subi a -15,111, !U
reales, 30 cunlimos ; a do alfandegas a 25.165!Ut8
reales e 86 cntimos, a de consumo, casas de mon-
das e minas a 17.035,857 reales e 45 cntimos :**as
de rendas estancadas a 45.135,015 reales e 16 cn-
timos ; a de loteras a 17,777,856 reales a 13 cnti-
mos ; a de prupriedades o direilos do estado a
16,081,336 reales o 31 cntimos; o a do tliosouro
publico a 5.065,551 reales e 68 cntimos. Total do
arrecadado 171.7:15,030 reales e 27 cntimos.
Reuuiram-se cm casa do conde de Reus os depu-
tados das provincias dcGalliza o Oviedo, com al-
guns cavalheros da embaixada, de Portugal, alim
de estudarem c eombinarcm os mcius maLf conve-
nientes para levar a cabo a construeco da linlia de
furio-carrl hcspaiihola, que devora "entroncar com
a do Porto a Vigo.
A gazela de Madrid publica um decreto para se
celebrar no 1. de abril de 1862 una vxpusico pu-
blica de productos (abrs, agrcolas e du artefactos,
tanto da pennsula e ilhas adjacenles.cumo das pro-
vincias do ultramar e possessoes d'Africa.
Serio convidados a coucorrer Portugal e as re-
publicas americanas de origeiu hespanhola.
O jury presidido pelo rei composto de 31 niem-
bros quo j se acbain nomeados.
L.
OHIIl'.M uo m.\.
Enliajeiii discussao o parecer da eomniissao de
consiiiijdio o poderes acerca do projecto n. do
auno pastado, que desliga da freguezia de Traru-
iihaem je. comarca de .Nazarelh os engenhos Aldea e
(..'iraiiliji, ao qual nega a sanrrau a presideule da
provinua.
O Sn. Mello Caraleanli: Sr. presdeme, nio
posso prescindir de por alguns momentos uerupar a
allcnro da rasa, siibloellendo sua rousidrrario
alguuifs ronVxoes contra o parecer qnese atan em
disciisSin.
O assiimplo do parecer versa sobre una rcsolucio
desla rasa ri'laliv a liaiisferenria dos eng.nhos \l-
deia e Carauba da fregue/ia de Tracuiiliieuie co-
marca di- Nazarelh para a fregm-zia e romaioa do
Pao d'Alho, resoluoio essa que leudo passadj) aqui
nao foi un ludo sanicionada pela presidente da pro-
vincia, i vista do que a ri.llmiisso de ci.lislilllirin e
poderes a qui'in esse negocio foi alecto, depois de
combaler os fundamentos peloa qnaes o Exiu. presi-
deule da provincia nogou a sauccio, conclu' o dito
parecer uo sentido de ser de novosubmeltida dis-
russio a resnlurao lal qual j aqu passou.
Sr. presidente, na acatan do uno passiido quando
se discuta anta resolurao eu liz ver aos ineus illus-
tres collegas a falla absoluta de motivos quo a po-
jo por coiisogiiiuti' una s razio valiosa que possa
juslticnr a adoprio da alteracoo dos lmites do que
taz menean a resoluoio que se refere o parecer
que so discuto.
Agora. Sr. presidente, ruuipre-me iw'ar ora dous
pontos do'mesmo parwcr. No primeiro disso a no-
bre mminissao : que nio procede a razio de nao
ser manilo.la a iililidado da altoraro dos limites
paruchiaes por que essa utilidad.' existo como foi n^
solvido por osla asseuibl.'-a- romhatendo assim o
primeiro fundamento da negarao da saurao, elle
parece, Sr. presidente, que O administrador da pro-
vincia lambrin competente para eonhecer se nina
lei ou nao conveniente em vista da fculdadc que
Un.' di o arlo addiroiial de nao a sanocoiiar quan-
do entender que ella contraria aos intoresses da
provincia, vista do que poda o presideule da pro-
vincia uo caso em questao legara salieran visto cn-
lendor que a resoUlcaO adptala nao' era eouve-
nii'iilc prittinoia.
ii Sr. randiio :Dando as razies por quo assim
o entende.
Ovtro Sr. Deputado:\ negaco da sancro qui-
se apresentou acera deste projecto, foi silenciosa.
O Sr. Mella CavaUanti: Contina a inosma roiu-
uiissao dizondoquo" nio ha, alm dessa razio, iu-
convoniencia aos intoresses da provincia que jnsti-
llque a negacio da sauccio. Creio, cerlamcnle,
que nio ha nada mais contrario aos interesaos di
provincia do quo osla casa convir na alinelo dos
limites cslabeieeidos das freguozias e termos, sem
que para Liso baja urna s razio do ulilidade publi-
ca, o uifi acho MuvciHfdn de que niguem dii j o
contrario. Por tanto d-se sem duvida essa razo
de inconveniencia.
Finalmente diz a roinmissio que abraugendo a
resolurio a allerario de limites de comarcas e li-
mites de freguozias" S. Exr. nogando-llie a sancrio
nao fallou uaquclles, e somonle nosles, e assim
que, sendo queslio nica a desles lmites, lem a
nsseinbla son favor os valiosos motivos que a
levaran) a adoptar a resolusio, a improcedencia
das razos de S. Exc. e o importante assenlmonlo
do Exm. bispo.
Parece que a commissio nesle ponto qiiiz fazer
ver que S, Exc. apenas negara a sancrio pela incon-
veniencia dos lmites paroenUes no sentido reslrr-
10 da palavra mas me parece, Sr. presideule, quo
os lmites paruchiaes a que S. Exc ge referi nao
cnmpi'elioudeu lio smenle os lmites relativos ao
exercioio das lanceos dasautodades .-eclesisticas,
esses limites rcfcrvin-sc taniboin ao exercioio das
fuincoes das autoridades cvs o crniiuae3. Opro-
prio ludir deputado o Sr. Barros de l.acorda l.iuln
isso reouuhoceu que na penltima sessio, quando
so Iratounesla casado um projeclo, oreando una
nova fieguezia no termo de Caruar oompos-
ta de fracees do diversas mitras, apresontou
um requeriiucnto no sentido do ser uuvida a
esse respoito o presideule da provincia, por que os
limites paroohiaes dessa nova frogue/ia oomprehen-
diam lainliem os seus limites CUTS. E, sonlimos,
so nio fosse essa a verdadeira intelligeucia que se
devo dar aos limites paruchiaes a que alludio S.
Exc, enlio a autoridade competente para emilltir
um juizo acerca dos limites propriainonte paro-
ohiaes seria sem duvida o prelado diocesano e nio
0 presideule da provincia...
'i Sr. Deputado :I", quem saurcionava
era o prelado ?
O Sr. tilo Caraleanli :Masapprmando
ir
pois (lis-
bssem juslilioar, enlretanto a asseniblea provincial llad nAo pou;l ,. U1,x|u. ,,,, S(.r sallcl.iouo
JUlgou coiivemeii e adoptar a mesma resolurao mes n5o ce,,,:,. ~M iriU.r,ssos espirituaes. Deno ,
m ndo ella submettida a sanrrau, foi-lhe osla negada t0i Sr. presidente, se fosse real o que suppoe o pa-
ni duusmuiiMis; 1. poruao.s.-1-niauifeslaauli- r,.rer haveria redundancia nos dous fundamentos
de.la alteraiao dos limites parocluavs uella con- pelos quaes nio foi sanecionada a resoluco por-
PERMMBUCO.
SSEIBLEI LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SV.SSAO OROINARIX KS 28 UE MllloO UE 1859.
'rcideiicio do Sr. baro de Camaragibe.
(Concluso.)
Entra em discussio o seguinlo parecer :
A comniissn de negocios de amaras pura po-
der emiltir o seu juizo acerca da preleneo do Dr.
Ignacio Nory da Fonseca, constante do' requori-
mcnlo incluso, precisa, que pelos calaos competen-
tes seja ouvida a cmara municipal de Olinda.
Sala das commissoes 28 de mareo de 1859.Peixo-
10 lliiurtr Olireira.
O Sr. Carneiro da Cunha entende que ser me-
llior que a assembla decida desde j sobro a pre-
lenjio que fu objocto do requerimonto da commis-
sio, do qne seja ouvida a cmara de Olinda, visto
nao poder ello accrescenlar cousa alguma ao que
j se acha annexo ao requerimeolo do Dr. I, Ncry
da Fonseca.
O Sr. Queiroi Fonseca sustenta o parecer da
commissio, visto como enlcndc que tendo a as-
sembla provincial no cuno passado resollido que
a cmara mundpal nio poda aforar terrenos serp
permissao da casa, nao podia prescindir de pe-
dir essas informarnos ; coiutudu diz que se a
assembla qui/er m'anfestar-se logo sobre a prctep-
cio do Dr, Ncry da Fonseca, elle se nio oppor ja
taso.
Encerrada a discussio posto a votos o requeiji-
raentn, regeitado.
O Sr. Sonza lleie : (Pela ordem) senhor presi-
dente, eu quizera nao ler mais occasio de fazer i e-
claniaces relativamente publicaco dos trabalhos
desla casa, no Diario de Pernambro, porque vvj o,
que sempre que tees rcclnmaecs se fnzem, por mi is
justas que ellas sejam, merecera sempre da palle
de quem quer que dirige a lypographia notas q le
rae parece nio seren muito calmis.
O Sr. M. Caraleanli: Eu me aguardo para o
8 5." do art. 2." do orcamento
O Sr. Sovza lteit:' Eu, senhor presidente, I /.
urna reclamarn no sentido de, a connnisso do p i-
licia fazer constar a quem quer que se encarregai a
desses trabalhos,quo havia uecessidade de urna ni -
Ihor revisan na publicaco. Me parece que era un a
reclamarn muilo justa que nada linha de otfei i-
siva ; entretanto nao s cu vejo repetir-se na pi -
blicaro dos. trabalhos de hoje erros da induro a
daquelles que eu mencionei, seno at vejo aqi
urna notaem que se declara, que os trabalhos rof-
rigidos por mim sahem melhores, porque tenh i
a liberdade do mulillar os discursos, de altora-lo;
etc.
Parece-me, senhor presidente que quem quer qu
M eala nota, nao tem direlo de faaf-lo i isto
inqnestlonavsl. (Apoiaiio),
lida : 2.", por nao constar que o dioiesauo ptantasae
seu isseiiliinenlo.
O m ^'iindu di'stes fundamentos j nao subsiste,
porque posteriormente negario, oExm. diocesano
anpi,i\ ou a mesma resolurao na parlo eoolesiastica,
masL primeiro fniidaineiilo que por sis ew siilli-
centj. para que ella nio livesse lugar, subsiste o r
a eaianra que fundadas (orani as rellexes que en liz
eontrja a adoprio dessa resoluoio quando della se
trato i nesla casa.
Sri presidente, en eolelido que una vez eslabele-
oidos|os limites de jiirLsdicio civil e ecelosiastiea dos
tcruiji.s e freguozias da provincia, somonte razos
valiosas que proveui.sullietcntenieute a convenien-
cia clij sua allerario deveiu levar esta casa a adpta-
la : ola, pergunlo eu, relativamente a esses enge-
nhos l'Xistirio razes de conveniencia que aconse-
liiein In transferencia ilelles da freguezta e termo a
qne pprtenrem para afrogoozia i-lerinu a que qui-
rein do passein a pertenoer
O Sr. N, Porua: Ha toda i conveniencia
O Sr. Mello Caraleanli: Eu entendo quo ue-
iihiimn razo juslilioa essa transferencia.
(/Val mi aparte.)
OSr. Mello Cu calca nti: E oExm. presideule
da provincia reconheoeu lambein a talla de razio
que ashisla a osla casa para adoptar essa transfe-
rencia! e
Eu.-lbslraio de entrar as razos de conveniencia
que resulta dessa resoluoio pelo que diz respeito
adminjstrario do pacto espiritual poique por esse
lado ll-in hoje a resolurio a opiuiio favoravel do
Exm. prelado, opnio que muito respeito. apezar
de que hs ininhas cnnvicci'S llie sejam iiiteirameii-
te contivirias ; mas nao posso deixar de fazer casa
algumak ponderaces acerca (la desconveniencia da
resoluo.lo na parle que se refero adiuinislraro da
juslira civil o criminal.
Sr. prl-idenle, dosse lempo inmemorial que os
engenho i Aldeia e Carauba lazein parle da froguezia
de Trac iihiem e comarca de Nazarelh, e at hoje.
neiilium, represontaro do seus habitantes tem
appareci lo uesta casa, iioui peanle autoridade al-
guma da provincia ponderando qualquer falta que
tculia ha ido na satisacio de sua uecessidade quau-
lo adui nistrario da juslira civil .- criminal, oque
proia cxidenlemenle que'ellas leoni sido providas
opporlur menle ; e se assim o que nao se pode
contesta que razio pode aronselhar a transiron-
la deaTM s engenhos da frcguezin de Trariiuliiem c
comarcado Nazarelh para a froguezia ecomarca de
Pao d'AI lio
O Sr. N. Porlella: Razos muilo valiosas.
O Sr.\ Mello Cuvalcanti: Nenhuraa absoluta-
mente.
0 Srl.\. Porlella : Razes que callaron no
espirito Ida propria cmara de Nazajeth, que con-
cordou aa transferencia.
I> SriMello Caraleanli : Acamara municipal
de Nazarelh nio conoordou nessa transferencia. O
que clladssc foi, que se osla casa quizesse adoptar
a dea ra transferencia contra as suas obsorvaecs,
ento lie desse urna rompensario, c se a cmara
pedio lena compensarn foi porque Ha sem duvi-
da se ebusiderava prjudicada.
1 m Sr. Deputado :Essa opiniao cmara jus-
tilica a'assembb''a.
" ?1- *f" Cacalcanli:Porlanlo, Sr. presiden-
te, liad vejo razio nenhuma que possa aconselhar
a allerario que se pretende fazer.
Ariumeulou-sc aqui com dous fundamentos em
prol ilcsse projeclo; o primeiro consista cm lo-
rem (unhos esses engenhos Ierras perlenronlcs a
dilTereii los termos e Treguezas, o ser conveniente
rouihi-las a um s tormo a fregueza ; a oulra ra-
zao parece que foi a maior proximidado desses cn-
gonlios da villa de Pao d'Alho,
V fot-M. Cavalcaaii: Ainda urna oulra razio
o pedido dos propnelanos.
O Sr. Mello Cavaleanii Para mim nao razo
alleiulivel o pedido de um proprieiariu para urna
aWoracao desla ordem, porque esse propriclario po-
dfc so ter por tim em seu podido satisfazer nteres-
ses particulares, intoresses menos justos o quo esta
assembla nao devo admillir.
Ouando se discuti aqui essa rcsolnco, eu mo-
^tre a improcedencia dosemclhanles razes, e ago-
ra onlendo que de novo devo faze-la eonhecer ca-
sa, urna voz quo se traa ainda da mesma reso-
lurao.
E verdade que o engenho Aldea lem Ierras per-
tenrentes ao termo de Pi d'Mho e Nazarelh...
I'm Sr. Deputado :E a lguarass.
O Sr. P. de Brllo:Islo ainda nao razo, por
que ha minios engenhos nessasrircumstanciat.
OSr. Mello Cacalcanti:E verdade.
llizia eu, Sr. presidente, que o engenho Aldea li-
nha Ierras perlencentes a Nazarelh, Pao d'Alho e
lguarass, mas agora me orcorre, que nio lem Ier-
ras perlencentes a Pao d'Alho.
O Sr. M. Cavalcanti :A Po d'Alho sel.
O Sr. Mello Caraleanli: Tanto que exislc na
casa urna policio do propriclario desse engenho, e
nella nao declara elle que o seu engenho tem tr-
ras perlencentes a Pao d'Alho.
Mas que inconveniente ha cm ter um engenho
torras perlencentes a mais de um termo e fregue-
sa._ se assim fdr necessario para haver urna boa
divisao, seguindo-sc os limites naturaes a que se de-
veni sempre altonder?
Eu nao vejo.
I'm Sr. Deputado : Isso quo se nao provou.
O Sr Mello Caraleanli:Mas eu assevero ao no-
hro deputado, que a parle, do engenho Aldea, que
porlcnce a lguarass, dividida por um riacho .la
que porlence Nazarelh
O Sr. M Cavalcanti :Riacho nie divido jtalu-
rnlmcnle.
O Sr. Mello Caralcanti :sem duvida um dos
lmites naluracs. I
quanln nessocasn a razan do primeiro fundamento
seria a mesma do segundo.
S8o estas as reflexes que me occorrem fazer
contra o parecer que se discute ; entretanto a ra-
sa proceda como julgar mais conveniente corla de
que as reflexes que acabo de fazer, eu slivcoin
vistas mostrar com toda a exaelidao as Inconvenien-
cias que rcsultam da adoprio da resolurio i que
se refere o mesmo parecer."
O Sr. S. de lcenlanao devolveu o seu dis-
curso.
j tire occasio do provar com o ulliro da mesma
cmara.
Encerrada a discussio o projeclo approvado por
19 votos contra 5.
O Sr.K. Porlella (pela ordem] :Sr. presidente,
nio sei se esta votarn que araba de ler lugar por
si s bastante para que o projeclo seja considerado
adoptado pela casa, ou so preciso segunda o ter-
cena discussio o volacio, slo em vista do artigo
15 do acto addirioual que est assim concebido 'Ir/.
Ora, avista dislo, nao dzendo oxpressameiite o
acto addconal quo osle projeclo tem de passar por
segunda e lerccira discussao, dzendo smente que
posto cm nova discussio, o quo se vencer por 2/3
de casa ser reniettido ao presidente guc o sanccio-
nar, me parece que urna s discussao c vola, o
o que quer o acto addirioual, porque se clle'qiu-
zesse que osles projecls passassem pelos dillorenles
trammtes que o regiment determina para os u-
tios, ento nio dira ama nova disciapao, usara de
oxpro..ao propria. Nos casos em que a assembla
aprecia os projecls pelo modo ordinario, ha mol-1
vo para se exigirein Iroz discusse, mas no caso
verlenle nao se o mesmo, o nosto caso n legisla-
dor constitucional nio podia deixar de entender,
que a assembla, que j nina vez refleclio sobre a
importancia do projeclo, sobre scua-inleressos a
ponto de submetle-lu ronsideraro da presiden-
cia, nao lem, quando olla pede deneancio da sanc-
rio llie novamenle suhmeliido de apreca-ln da
mesilla mam-ira porque o fez pidaprimeira ve/.
Eu, pois, roqueo quoS. Kxo. i.insulte a casa so
n projecto se deve considerar adoptado, mli-pcu-
d.iiie da segunda e lerceira discussio. Avista do
que dissoivm os nobles diputados, lalvez eu me de-
innv.i da opiuiio em que por ora me acho, deque
s e necessario una discussio e votaran.
O Sr. Presidente Ku devo declarar, que o nos-
e i.'.'mcnio nao diz urna palavra este respeito,
apenas ha um precedente de ser sustentada urna lei
nao sanecionada, por conscguinlc n caso ommisso
e bolll ser que se |i\e U1II.1 reglll .1 respeito.
OSr: Gonnilrrs Guinutratt ;l'ela orilem;: Sr.
presidente, eu leubo alguma duvida sobre o que
passou na rasa, por isso picoa V. l'.xc. una decla-
raban. Xuactoaddicionalmente 15 dz-se eskgttin-
te Ir .
Ora, en entendo, romo j onlendeu mu ministro
por um aviso, que depois foi ueulralisadu por ou-
Im...
//.' irertot aparte^.
O Sr. Gonrnlres Guimare* Os noble- dopu-
depulados, lenhores das materias de direito. enlen-
dem que ijuaudo falla um que nioo,dnreui inler-
roinpo-lo e niesino lorna-lo irrisori,, pelo meiius
parece-me slo. Teiilio no im-ii espirito osla duvida,
o enlio entendo que me deve ser permllido expot
a uiinha opiniio. Poco quena arla se declare que o
projeclo passou por l'J votos contra5, que nao os
i 3 d.i lotalidade dos membros.seguiido o citado ar-
tigo 15.
Ha muito*Aparte*}.
0 Sr. Coiiralces Guimare*: Parece que as
nobres deputados esli mangando,
Caiil'iiiiiaiii ot uparla',.
II Sr. Presidente : Alloucao, Se o noble depu-
tado quer argumentos rom os avisos, direi, que o
que subsiste e o que declara que sio 1 :\ dos luein-
bros presentes : houve UUI aviso que declarara que
os 2:! se cnicndiam da lotalidade dos memkros.mas
osle segundo a\so revugou eiprcssameiite aquello,
porque um aviso derroga nutro,
" S,-. Goaralee i.' ni maraes : Eu sei da existen-
cia desses tres avisos, masen argumento com a Ul-
tra do acto addicioiial, o por --o peco que se decla-
ro na acta que a rotacio foi de 19 votoscootra5.
" Sr, y. Portella'Pvl: ordem]: Sr. presideu-
le, eu entendo que ha iluvlda sobre ainaueia de
iilerpelrar-se o acto addidonal no seu artigo 15,
mesmo urna questao grave quo a assembla uo po-
de resolver soui pre\ inesludu, entendo quo neces-
sario .pie a assiimSla decida a inauoira porque em
lasos idnticos se deve proceder na u.lacao o dis-
onss.ui dos projecls nao sancolonados, p&r isso
aprosentarei a seguiute indicarn fi),
r. reiuellido i commissio de'oonsliluiro a seguin-
lo iidioni-o :
Heqilero que a comuiisso de ounstitui.-o de
com urgencia seu parecer sobre a uecessidade de
una ou mais dtscusses o vutacn-s dos profertos
comprolieudidos na disposicu doarl. 15 do arto
addicioiial.S. R.Dr. Porlella.
Pmeiradiscussao do projecto dooreanieulo pro-
vincial,
K approvado sem dbale.
A lequerinoiilo do Sr. N. Porlella dispensado
o ntorsieo para esta projecto ser dado para ordem
do da do amanliaa.
Tendo dado a llora
_ O Sr. Presideule designa a ordem do da da ses-
sio seguinto e levanta a de hojeas21 i horas da
tarde.
4t
.10 Fclniniiss
sao rmiiini;ss.i.i de parecer que se adopte a se-
guinlo resoliieaii :
' A assembla legislativa provincial de Peruam-
Inico reserve
Art. I." l'oam supprmidos os ollicios de $e
guiidu labello de olas, do segundo escrivo do
eriuio, c do segundo do civel do termo da Encada
da comarca de Sanio Antio, siibsstindn ns oulcins
de primeiro labelliio de io.las, elimo civel o pro-
vodora, que sio oxeroidos aclualmeiile por Malinas
do Alhuquorqne Mello Jnior.
Art. i. Ficam revogadas lodas as leis e dispo-
sii oes em contraro.
i Sala de commissoes 29 de marco de 1859,
Joo Francisco de Amida Falcao.Jos Curdozo
de ijueiruz Fonseca.
Sao lulos, julgados objoolns de deliborario e vio
a imprimir osseguinles projectos :
A commissio dos negocios ecclesiasticos lendo,
o examinando o compromisso da innandade de Nos-
sa Seiibora do Boa Parlo erecta em Olinda, e ja
hacend o Kxin. diocesano, approvado-o na parle
espiritual de parecer, qne soja por esta assem-
bla igualmente approvado, e qne se adopte a se-
guiute n-solucin.
A assembla legislativa provincial de Pornain-
buco, decreta:
Artigo nico. Fiea approvado o compromisso
da innandade de Koan Senhora do ilom Parto e-
recla naigreja do Guadalupe da ddade de Olinda.
Paco da assembla, 2I1 de marro de 1830.
Padre Francisco Peijolo luurie.Mureal Lopes de
Siiilieira.
\ rouimissio de poli.-es, a quem fui siibmel-
I tliln o rcquerimcnlo da Xssociaeao Typograpbira
Pernambucana estabelerlda nesta cidade desde 9 de
agosto de 1856, em que pede a osla assembla a
coiicessio de quatro loteras de rento < viute eoli-
tos do res cada nina, examinando maduramente n,i
motivos, nos quaes fiiudnmcula sua snpplica, reco-
nhece a ulilidade, que deve resultar para o desen-
volvimeulo da rivisario urna reunan de artistas,
que se propon pola coadjuvacie reciproca de seus
dsforeos o ipplicacio a tornar cada voz mais rnali-
-nei, o Hu elevadoda imprensa no derramamcnlo
e propagacio das luzes.
1' se para atlinguir ao alvo de anas (breas e de
seus desejos instor quo a provincia, polo orgio
de seus representantes, llie preste o auxilio de que
necessilaiu lodas as improzas uaseentos, que dei-
xam de ser all alimentadas pelos eapilaes de seus
fundadores. K. a commissio do parecer, que se faca
issociario Tynographiea Pernambucana a eon-
cessio requerida1 autorisando duas lotorias em vez
deqoalio. para n que ouorece a seguintu resolu-
< A assembla legislativa provincial de Peruaiii-
buco, resolve :
Art. 1. Ficam concedidas Associario Typo-
graphica l'eruambucana duas loteras d cem eoli-
tos do res cada urna, currendo de preferencia lima
dolas no primeiro semestre do excrcicio de 1859 a
1880.
a Art. 2. Revugadas ar disposieSes em contra-
rio".
i Paco da assembla legislativa provincial do '"'V, i"0'?' ., .
I'ernanibiieo, 29 do marco de \m.Jo*f Joaquim Sl So"za Ueis- T"' **"'"" P0"1
do llego llarros.Paulo dr Amorim Salgado Ju~
policial, sendo apprm ada luna emenda do Sr. Ma-
noel CavaleanU, supprimindo a faculdide concedida
a presidencia, para em casos extraordinarios poder
elevar a forra a 600 pracas, e (cando o projeclo por
esse motive para ser volado hoje.
l'assoii-sc a scguuda discussio do projeclo n. 13
que lixa a despeza n receila provincial para o
auno de 1859 a 18C0. Votaram-se os arts. 1" e 7o,
mando os Srs. Manuel Cavalcanti, Carneiro da Cu-
nh.'i, Suza liis, Theodoro e Nanoel Porlella. O
are 8" leon addiado porbMerdadoa hora.
O Sr presidente levaatou a sessio, dando para e
ordem do da de hoje o projeclo n. 42 de 1858, a
continuaran da anterior.
Desla vez nao anotaremos o discurso do Sr.
deputado Souza Res, que cima vai publicado. Co-
mo o Sr. diputado achou quo as notas queemou-
tro seudisruisn lizemos, aalorisavam novas rerla-
m aros, nao permaneceremos no costme de ha
muilo admlldo, de, a redaeco de qualquer jornal,
quando acensada em algnni artigo ou discurso pu-
blicado em suas culu ninas, defender-se por meio de
nulas qrn- prerizem a parle do artigo ou discurso a
que lem de responder. Tendo nos anda hoje de fa-
zer observacoes sobre censuras menos justas que o
Sr. deputado faz a empieza desle Diario, adop-
tando oulru meio do defezo, mostramos o animo
calmo de que estamos possuidos, eo desojo que
temos de corlar polmicas.
No entretanto acreditamos que, oSr Souza Res
ser, cm todo ocaso,bastante}nato em convir, em
que, sempre que injustamente acensar a exeein ..
do contrato feitn com a assembla de que mim-
bro ; o direito de defeza ao acensado nao deve ser
eontcsladu.
Islo posto, a nota que lizeaios ao sen discurso era
mu eabirel,o tanto queS. S. nio deslrum o que
ellas di/iaiu, poique a verdade sempre urna.
Sobre a censura fundada em coufuso do disdir-
sos, cousnla o Sr. Souza ileis, que llie neguemos
razo. S. S. cabe peifeilainenle que ua publicarn
.1 as sos-oes da asseiiibla, quando alguns discurso*
nao sao entregues lempo, faz-se essa doclaraeo,
daudo-se-lhes publieidade destacadamenle em oc-
casio opportuiin. l'iiblicando-se a sessa do i do
crrenlo, rom falla de alguns discursos, conforme
se doclarou, quando (orani entregues, a iiapre.-sio
delles nio podia ser nila so nao do mudo por-
que o foi.
Ouanlo as censuras pdo queso publicouno lie
triisprcto, pi'unlliri anula o Sr. deputado, que llie
notemos a sua sem razio.
O contrato da publicarn dos trabalhos da assem-
bla, s veda nesle Diario a improssio de arligos
que sejam infamantes das opinioe* e pesxoa ros
lueuiliro* da mesma asseinblrii, eoudieo quo nio
pretorio o lletroxptcto.
Parece-nos quedesta presrripro do routrato nao
so pode deduzr a concluso, de que o Diario de
Pernamlinco que faz parle do jornalismo de um
paiz onde n liberdade da imprensa garantida, deve
lirar inhibido de ler e manifestar opnio sua sobre
quilquil- queslio que se agite na assembla desla
SkssJo onnisaau tu 29 na ataco ni 1858.
Presidencia io Sr. baro Je Camaraaibt.
Ao meio il: i, feita a chamada, voriOua-sc islaniu
proslitos 25 Srs. deputados.
Abre-se asossao.
Nio se lo a acia anterior por nio se adiar sobro
O Sr. If. Porlella :Sr. presideule, romo mcni- .
bro da commissio do eslaiislica, fui autor do pro- a ""'
jeclo que por osla casa fui adoptado o sujeilo con- I *"" Secretario menciona o soguiilc
sidcraeio da presideBria 0 acerca da qual a mosiui
presidencia enlendeU dever negar llie a sanccu
corro-mc a obrigacio de hoje lomar parle nesla
discussio.
Sr. presidente, desculpei elouvei mesmo ao no-
bre deputado e aos oulros que alias possam lor in-
teresses muito legtimos na comarca do Nazarelh,
EXPEMBIITS.
Uin rcquerimcnlo dos empregados da cmara
municipal desla cidade, pedindn quo so Iba eonee
da o direito de aposentadoria por um udo legisla-
vo. V comniissao de h-gislacio.
Vai a imprimir o seguntc parecer
A couimissao dejuslca civel e criminal exam-
quando em oulras pocas aqui se discuti eslo pro- nando alternamente a petrio do primeiro tabelllo
jeclo, o combalereinJ islo pelas sympnthas quo ti-
nham por essas localidades, sympathias que en
tambera nutro o considero muito razoaveis mas
ou Sr. presidente, que assim pensara, nio espera-
va que o nobre deputado ebegasse ao pontn, nio s
elle como os oulros que com elle manifestaran!
esta theoria, de se apresenfjr sustentando o acto da
presidencia, em cqnlrapoflcio ao da assembla,
approvado por urna grande' maioria, porque en-
tenda que o nobre deputado devia guiar-so nesta
occasiin por oulros motivos, e inn delles era a ga-
ranlia que so deve prestar aos actos desta casa.
Sr. presidente o projeclo a que foi negada a sanc-
cio, por si s c pela maneira porque a presidencia
proceden, nao.precisava de consideracio alguma
mais, para que a assembla devesse "approva-lo.
O presideule da provincia tem inqueslionavel-
nienlc o direito de negar a senecio a qualquer pro-
jeclo, mas usando desse direito", cnrre-lho aoliri-
ganio resnela de aprcsonlar as razes em que se
funda para negar a sanean. Mas que fez o presi-
dente ? Ouaos os fundamentos que apresentou
para nio sanoi-ionar o auto da assembla ? Die,
que o projerlo era de manifest ulilidade, que o
prelado ne anuiiio a essa allerario. Sr. presiden-
te, se por css modo se podesse* conferir prosi-
deuria o direifOsde recusar a sancrio, enlio em m
posicio se adiarla collocadaa assembla.
O'ial foi a raimo de inleresse ofenaido, que
apresentou a procidencia, quo podesse dcmove-la a
negar a sancrio ? Nonhnm fundamento apresen-
tou, nenhuraa razio nffereceii; como pois dene-
gar a sancrio, sem apreseular as razes, e somonte
dizer, que nio de inanifesla ulilidade .'. .
17*1 Sr. Deputado .-Apreseiilon duas.
O Sr. V. Porlella :Nio aprescnlou nenhuma,
porque essas a qne o nobre depuiado allude, sao
cnrollarios da le, nio prerisava que as apresenlas-
se, e mesmo nio san daquellas que pdom influir
no animo da administrarn para demnvc-la e ne-
gar a sancrio a um acto da assembla. O presi-
dente repito, nio apresentou razio alguma ; nio
firocedeu de modo que se aocnrdasso com a lei que
In- Mulera aiilorisacio para negar a sauccio s
leis. A faculdade de negar a sanecio llie dada,
quando um projecto contrario aos interesses da
provincia ; mas elle nio diz que islo se d, apenas
declara que o projeclo nio de manifcsla ulili-
dade.
Mas um projectp pode nio SW do manifcsla ulili-
dade o entretanto] nao ser oltonsivo aos inleres-
ses da proviuciaj porque grande differenca vai
em ser contrario alus interesses da provincia'o nao
ser de inanifesla ulilidade o projeclo, ainda mesmo
admit ido que niol fosse du mauifesta ulilidade, nao
podia deixar de -*tr mencionado : era preciso que
a presidencia eslvjesse compenetrada da nuutilida-
de do projeclo ou na parte uffeusiva que elle lives-
se aos iuloresses eso provincia.
Por este lado, sefdior presidenta, pois, se v que
o presideule nio s5 nao nos aprescnlou as roznes
que o oiitnrisaram.a negara sancro, como aquella
que nos den, nio | a que so acha comprelieudida
na lei..... I
l'm Sr. Deputafo: Portante abusn do di-
reilo.
O Sr. A", portelpa :Diz muilo bem o nobre de
pnlndo, ahu-,111 do direilo. Urna cousa nao ser
le niauifesla uliliiiade e oulra scr contrario aos
interesses da provincia: podia o presidente enten-
der que nio era de manilesla ulilidade, mas nem
por isso se pode concluir que o projeclo contrario
aos interesses da pravincia.
1.' evidente que iiin s.i falham as rases que lev .
a presidencia paralnegar a sancro, como mesmo
quando pruccdessjeni nio podia produzir lal ef-
feilo.
O segundo uiotijvo que leve a presidencia foi a
falta da infonuaclp do Sr. bispo. Mas a presiden-
cia nao eslava hililaa para dizer que o prelado
nao anuuia em seuuelhanle inodilicacio porque os
fados iiioslram qt)o S. Exc. ltvma. s esperara as
ordens da prosideikcia, para determinar a respeito
do pasto espiritual]o que eulendia conveniente
A' vista disto, srjnhor presidente, claro que ne-
nhun motivo ha piara quo o projeclo deixc de pas-
sar tal qual Se cha ; entretanto o nobre deputado
enfeuden dever aprcsonlar agora as mosmas razes
que foram por elle nllerecidas o auno passado, e
combatidas, enlendendu que ora anda occasio op-
portuna quando a occasio s se presta discussio
do ponto principal e sabur-se se o projeclo nio
oirendendo os interesses da provincia, como a pre-
sidencia reconhci'eu dever ou nio passar como
est
Por estas simples considerarnos, senhor presi-
dente, entendo que o projecto deve ser adoptado
Mas se existe este inconveniente que preciso re- j romo esl, e nnaulo discussio que o nobre do-
mediar, cnlao mo parece que o que se daveriafa- provocou, eu creio que a casa est lembradada
zer era reunir essa pequea parle que peruenco a
lguarass maior parte que perlence a Nanrelh, o
nunca para Pi d Alho, como se quer.
razos que se apresentaram contra as do nobre de-
putado, e por isso nao ha necessidade de novamen-
le oceuparmo-nos dellas. Por coherencia, pois, vo-
Ooanlo ao engenho Caraba, succede .que lam- lo pelo projecto e nio responderei mais s conside-
bem ella tenha trras perlencentes a dosis termos racAcs do nobre deputado, porque contra ellas pro-
Pao d Alho s i> Narareth, o ouc leve lugar para leva o paiccer da enmara de Virore'b, como aqu
do tormo da Recada, Italanas de Atbnquesqne Mello
Jnior, roc.oulieccu ser jusla a sua reclainacio, e
digna da ooiisideiioao desla assciiihlca. Porquau-
lo e verdade de primeira intuiro, deinonslrada
pelo doruiuciilo aullieulico junto pelu-o que os
lucros dos emolumentos do primeiro lahellio, com-
parados com os do segundo, sao to tenues o limi-
lailns que esli na razan de um para triuta ; des-
propoii;io esta que julga a rnminiwan nao estar de
aceordo com a lulenean do legislador, que quando
cria dous empregados de igual calhegoria deve ne-
cessariainenlo querer nina jusla proporco nis lu-
cros provenientes dos cuipregos, de soric que pro-
porcione a cada um docente meio de subsistencia
O peticionario primeiro tabeUiin do lermo d..
l-.seada convence pelo documento rilado, que dos-
de o auno de 1856, poca em que se organisou o
termo e a juslira .aquello lugar, o principien a
fitnccionar al o anuo de 1853, s levo para apio-
sentar em correican dufeilos : o segundo lahellio
poreni 12 feilos erris e 12 do carlorio d'orphos,
que ao tono do segundo lahellio sao 51 processos
resultando una diJfercnea de 45 feilos em favor do
segundo labelliio, e por conseguiule um rendi-
meulo Irinta reies superior ao do primeiro tabel-
liao, que dos nove feilos civeis dos seus cartoris,
segundo julga a connnisso, s poder ler de lucros
1 :o00xtMM), i(ra esta, que cerlamcnle nio pode ane-
gar para a congruente manulenco d'uin individuo
da mais haixa classo da sociedade, quaulo mais de
um fuuccionurio publico : e lano mais agravante
so toma esta circumstam-ia, quanto os lucros jud-
enles de 150SIMX), nao (orara o resultado dos ira-
balhos forenses de um anno, e sim de dous annos e
meses, E pois evidente que o olllcio do primeiro
lahellio uo lermo da Kscada lem sido quasi nomi-
nal, tornando ao no slaluqun ridicula a conservarn
de um funecionario publico som lucros necessario*,
para a sua decente subsistencia. Una oulra coiisj-
deracao vem em auxilio dcsta assserc.io.
O agnado labelliio s pelo cartorio d'orphins
aprosoiilou 42 feilos, e o primeiro labelliio 9 pro-
cessos civeis: demais iiironlcslavcltuentc cerlo
que os feitos do carlorio de orphios sio inais lucra-
tivos pelas estadas, raminhos, a formaos de parli-
llias, quo perceboni os respeclivos escrivaes, alm
dos nimios oulros actos do que secompciu os pro-
cessos no juizo de orphios, do que os feilos civeis.
t-3e mais que polo escrivo de orphios foram
apremiados em correirio 12 feitos, e dos sartorios
do civel, para ambos os esrrives 21 processos, o
que d urna diircrenea de 21 feitos eiu favor do se-
gundo lahellio, e por consequencia nesla mesma
proporco de 21, lia um lucro superior aos dous
carinos do civel e crime.
A coinmisso convida de que a doslribuirao, ou
divisan dos ollicios de justica eulre o priineirn e
seguiiuo labelliio do termo Ha Kscada defsitaosa
e desproporciona!, rcconhcceu todava nao estar no
circulo das altribui. oes desta assembla deferir a
poican do primeiro' labelliio de notas e escrivo
do civel e oritne, e capellas do lermo da Kscada,
dosorganisaiioTnais dous ollicios de tabellies.c es-
envios do civarrcriiiie, orphios o capellas prvidos
pelo poder exeruiivo, para effeilo do BfUeionarin
Irabalhar rumulalivamenle com o esorivin de or-
phios, ou licarem privativos deste ns sartorios do
civel crime e da provedoria : pois 4s asscmblas
provinciaes permiltido pelo 8 1" do art. HI do
acto dircional a arrisan judiciaria, e pelo 8 7. a
criaco e suppresso dos empregos provinciaes,
sendo o provimenlo dos orados de escrivo na pri-
meira instancia da altribuiro do poder execttlivo
pelo 8 i." do art. 102 da cusliliiicao do impon
I- assim organisados, e prvidos os ollicios de o
emees da juslira criados pela assembla provin-
cial, esla nio pode mais ingerir so as atlribuiroes
e natiiioza de lies empregos proxidos.
Art. 2." da lei de 2 de mam de 1840. Mas a com-
missao alraiiea ser conveniente e necessario que
i-sla assembla tome alguma medida para provi-
denciar e sanar a sllenle desliarmonia existente
no numero dos otricios de jnslica do tormo da Ks-
cada, e por isso de parecer que so suprmalo os
ollicios de segundo tabelliio de olas, c de segan-
do escrivo do civel o crime do dilo termo, flcando
reduzido a um s tabellin de notas, e um escri-
vo do civel e crime, e da provedoria; por isso
que esl demonstrado que a conservadlo de dous
lab.llies de notas, o dos dous escrivaes do civel e
crime do referido termo, reprovada polo inleresse
publico, c oppnsla a conveniencia da decencia e res-
peilo, que devera ter os funeciouarios pblicos pro-
venientes dos rendimenlos dos seus empregos.
Nio se pode negar esla faculdade is asscmblas
provinciaes por quanlu polo 8 7," do art. 10 do aclo
addicional compolc-lho o poder de suprimir, c o
art. 2." da]eide!2de maio de 1810, esdorecendo
o citado $ 7." Conlirma esla attribuico das asscm-
blas provinciaes, pois s exclu? de' suas atlribui-
roes o poder de alterar a nalureza orgnica, e al-
tribuices dos empregados provinciaes. Esto mes-
ma faculdade acha-so aulonsada pelo aviso de 90
de Janeiro de 1857, com o parecer do cousolho de
estado, e expocialmente designada na resposla ao
quar'o qvesito da. coniuits tespertin. Km rondu
f*-x'-
mor.
\ assembla legislativa provincial de Peroam-
nambuco, resolve :
- \rl. 1. K incomp.-ilivol a accumulario do dous
ou mais empregos provinciaes, ou de eiuprego ge-
ral e provincial ruin os respeclivos ordenados, sal-
vo o caso, em que o emprogado pblico qneira op-
tar por alguns delles.
< Art. Z. A disposirio do artigo antecedente com-
prebende os empregados ja aposentados, ou sejam
provinciaes ou geraes : Se porem depois da aposen-
tadoria ellos forera prvidos de novo em qualquer
oulro emprego provincial, torio direito nicamente
a una grattltcaciq marcada a arbitrio do presidente
da prorrncia.
Art. .'I. Pira roinpctind as viuvas dos emprega-
dos provinciaes, que livercm exerrido o emprego
durante u lempo de doze anuos, a tere* parte do
ordenado de seus maridos.
Art. I. Nos rasos do fallocimento da viuva ou
se esla passar a segundas nupcias, continuarn a
gozar do mesmo hcnelicio os lilhos varos at a ida-
do do qiiinze anuos completos, o as tildas era quau-
lo se conservaren! honestamente no oslado do sol-
leiras.
Vil. 5. Se o emprogado fallecer depois de 25
anuos de effectivo exercioio, sua viuva e lilhos per-
coboro naconformidadedo disposln no artigo an-
leredento melado do respectivo ordenado.
Esta disposicio extensiva as viuvas e lilhos
dos empregados pblicos fallecidos depois de apo-
sentados rom o lempo mencionado na primeira par-
lo deste srligo.
Art. ti. Os empregados provinciaes aposentados
oo em excrcicio anteriormente a putaearn da pre-
sente lei, e que se acharom nos rasos previste por
ella tem direilo de invoca-la em sen favor.
Art. 7. O empregado provincial que livor oc-
rupadoo emprego por mais do doze anuos, sendo
deiiiillido por mero arbilrio dogoveruo, uiodeixa-
r por isso de perreber a parlo do do seu ordenado
estipulado no art. 3.
Art. 8. Eicam revogadas as disposicoescm con-
trario.
I'.ico da assembla legislativa provincial de
Pernamluico, 29 do mareo de 1889.Jos Joar/iiuu
do Reg llarros.
(Continuar-se-ha.J
revistjTTjuru.
(i vapor portnguez Amazona* que largou de
Lisboa para o Itio de Janeiro, a 2 de marco, com
escala pela Bahia e S. Vicente: cnlrou neste ultimo
porto a 12 s :l horas da tarde, e encalhou na pon-
to da Cal, s a 11 ao indo dia, quo pode ser pos-
to a nado, leudo para isso passado parle da carga
para tres lanchas e na oocasiu quo eslava enca-
mado parti o Ionio.
Dix-se que o vapor fez agua lano pela proa como
pela popa, e que. nio esl em oslado do navegar.
Apenas a bordo ficararu 'i passageiros, porque os
mais XI passaram para o .lio.
Qualro vapores hrasileiros que se eslavara
coiislniiiulo na Franca, por conla do governo im-
perial, deviam llcar promplos no lim do abril, para
seguir para o Rio do Janeiro.
O vapor ingle/. Acn quo saino de Lisboa uo
dia 1 i s 11 horas da uianhia, encontrn o Tune a
23 i "> horas da incuhia na lal. 12 20 N. long. 26.
30 W. 6
Est nomoado dolegagado de. polica da comarca
de Pao d'Alho o Sr. lenle coronel Joaquim Ca-
valcauli de Alhuquorqne Mello
Chamamos a allcnro da autoridade compe-
ten! o, para o abuso que" se deu ante-houtem na
guarda do thesouro, devendo a sentiuella, que cai-
xeiros e oulras pessoas, eulrassem depois do 6 ho-
ras da larde pana os corredores da thusouraos, alim
irom bator a porta particular do crrelo, o des-
molo atrepellar os empregados dessa reparlirio,
queso acliavam alan-fados ooui o Irabalhu da distri-
buirn das rarlasda Europa.
Parece-nos que depois uc foixado o expediente das
lliesoiirarias^ deve sor inteiranieutc vedado o iu-
gresso de pessoas nos corredores do edilicto dessa
eslaroes.
llemeltoram-nos o artigo abaixo, pedindo-se-
nosa sua publiraro ; e ruino lala elle da caresta
da carne verde, mal qne poderosamente alllige a
populacio desta provincia, nao duvidanins aceila-
lo. K da publiraro dos abusos que devora vira ees-
saiin delles.
Eis o artigo;
Vinda mais esta !
A especulai ao sobre lodas as rousas vai rabia-
do aun poni lal, que o soffrmenlo que ella pro-
duz ua humanidad.-, principalmente mis dasses me-
nos abastadas, j loca ao desespero. O homeui, o
chefe du familia, que obrigadn a satisfazer as suas
neoessidades, tirando d'uuia recolta, marcada por
lei, a que est adstrcto, v-so em apuros irresisli-
veis, que Ihe tornara a existencia pi-sadissima, eum
oiiusde que desojara liberlar-.se
Nao basta achar-so por um prero excessivo a
carne verde, que o principal alimente do novo,
nem purisso diminuo a especulaco daquelles que
com osle genero negociara, pete contrario ella rres-
i .. e oresre de urna maneira escandalosa,que irrila,
sein qu.- essa gente se importe com os resumes o
parar-oes dos seus somelhniiles, como so por ellcs
nio passasse lambein.
< Ha poneos das vio-se um tal Manoel Paulo de
AlbiK|uorque, que negocia cun gados, chegar ao as-
s.nigiie da rlK-u-a do S. Jos, comprar luda a poreao
do carne, que estaxaexpusta a venda em um lallu
por precu de :(0I) rs. a libra, e manda-la revender
no mesmo lalho a razio de 400 rs. a libra, e consta
que 0 mesmo esli oulro pralirando
< Ora. is.iii que, realmente, o aclo mais escan-
daloso e menos consceucioso, que na poca actual
Eodia pratiear esse atravessador, desalia as iras do
oiueni o mais neumtico ; c, a roiiliuuar, lalvez ve-
tilla a produzir ms couscqucm-ias
h Consta que o lisral respectivo, sabendo do facto,
ITzcrn lavrar termo de adiada contra esse atravessa-
dor, ounsiderando-o infractor do art. 4, til. 11 das
posturas de :t(l de junho de 1819.
Essa punir.., porm, seria bstanle, se ebegas-
se a eftottnares mas, so diz que as quesloes rauni-
cipaes correm por modo tal eiu juizo, que os iufrac-
tons conlam sempre com a impunidado. Nio obs-
tante conteniente que o Sr. fiscal nio te esqueca
das suas obrigares a osle respoito. eslendendo-se
a sua liscalisaro at aos aliavessa.lor.s de peixe no
mercado.
Passagciro do brigue inglez .Yftdi, sabido
para Liverpool :
W. Todd.
Passagoiro do brigue brasleiro Duque da
Terceira, sabido para o llio Grande do Sul:
Manoel Antonio da Cunha.
Passagairo do vapor inglez .lcon, sabido para
o Rio de Janeiro :
Thoniaz l.ouden.
Hospital de cu ridade.l'.xisiem 55 homens, 54
nieros, naciuuaes ; 1 homeiu, estrangeiro ; i ho-
mens, escravos; total 112.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiio
Pinto s 7 e 1/2 horas da manhia, Dr. Doruellas
as s e 1,2 horas ds manhia, Dr. Firmo is 4 horas
da tarde de honlem.
Commnicados.
Acha-so nesi i i-idade o Hrm. padre moslre Luiz
Jos d'Oliveira lleoiz, que segundo nos intormara,
viera pedir aoExm Prelado Diocesano a vigararia da
froguezia do llonilo, da qual coadjutor. Ao sa-
l omos desua chogada e com ella da justa preten-
cio, que o Iroaxe entre nos, soubemos ignalnssnie
que oulro havia sido o uomeado. Sentimos qna o
sacerdote zeloso de seus deveres, fosse assim-con-
trariado em sua preleneo; o manifestando em
nosso pezar, nio o fazemos como que por censu-
ra rni'is a nomeacio pila : somos as primeiro a
fazer juslira s boas qualidades do Kvm. padre
Cunha.
K nosso proposito smente renommendarmos ao
Exm. Prolado o nome do ttvm. Sr. padre Luis, .viste
que nutra tambora hojea sua pretundi. Nque
o vimos na triste poca do cholera, chino deaclivi-
dodee possuido da mais significativa oaridade ad-
ministrar a uns e oulros os soccorrns do corno e
d'alma, que lauto o admiramos em seu louvavol
empenho, nao podemos hoje callar em nosso co-
ra.-ao o desojo de conrorrermos lambcm para o fe-
liz resultado du suas prolenees. Se nom as poucas
linhas, que ahi vio iracadas assim acontecer, isso
mesmo nos compensar.
Patricio,
DIARIO DE PEBNAMBUCO.
Honlem depois do expediente, discatio-se na as-
e mhia provincial o projeclo n. 8, nuelia a forra
Correspondencias.
Srs. reductores.Sou de novo provocado pelo Sr.
Andr Alies da l'.uisera Jnior um una sna corres-
pondencia publicada em seu Diaria de honlem.
Nada mais curioso do quo querer elle nesse arti-
go rosponsabilisai-me pelo faci do Sr. Modeste nao
ser o edilor nem o responsavel do peridico l'iipor
dos Traficantes, c de nio haveiem comparecido
sua uoKIicacio os pruprielarios dn lypographia Uni-
versal, em que esse peridica se imprime! El-lo hoje
nn pulen jornalislico por isso contra mim vocife-
rando como um pocessol Poisleulin alguma ligacio
com todos esses (actos alheios, a nao ser o querer
o Sr. Andr a lodo o traose fazer impiitaeiu delles
liara tirar motivo laucar-iuc epilhetes injuriosos,
arrastrar-mc a urna discussao pela imprcusa, lim
de que o seu uome vi por olla correndo domo moe-
da, e chegue por todos os ngulos do orbe calho-
lico? Ora, Sr. Andr, deixe-sede patacoadas, n..
se d lano ao disfructe, duixe-me viver truuqui|lu!
Se o Sr. Modesto exhibi provas de que nao era
o proprielario, e editor ou responsavel dessa folha,
ser consequencia lgica que nella ho haja qunl-
jiuer outro carcter, pelo qual seja scieute dos ar-
ligos que ahi se publicara T Oueiu nio sabe que o
Sr. Modesto o redactor dessa folha, qualidade alias
muito distini'ta da de edilor, ou proprielario, ver-
dadeiros responsaveis das suas publica^oes, n for-
ma da lei'.' Isto s ignora quem nunca cscreveu
para folhas publicas, e dn admirar que ao Sr. An-
dr nao o oxplicasse o seu advogado Logo evi-
dente que bem possivel era o Sr. Modesto saber e
deciarar-me que nao Hie foi por mim dirigido o ar-
tigo de que se trata, publicado no peridico deque
elle rodador, e alias por esse simples facto nio ter
elle o respectivo edilor ou proprielario, i quem a
le chama de preferencia para responder fictos abu-
sos da liberdade de imprensa.
De mais, se os pruprielarios da tvpograpbia Uni-
versal, em que a folha se imprime, nao quizeram
ou nio poderam comparecer i nocarao do S.
Andi pora exhibirio do lal artigo, eabo-lbe prose-
guir nos termos dessa acensarlo, por quanto, sendo
ellos os verdadeiros responsaveis pcraulo a lei.ne-
ressariamenle ou a exhibirn) ou aassuiqiram. Mas
antes desses ltimos termos do procosso, s porque
aquellos seuhores faltaram a aquella nutiUcaeao,
tuda feila para satisfazer curiosidade, ergucr-.- o
Sr. Andr, e dizm :reni, vidi rinei islo que
lodos uaavam 4 Irote ou rocuavam. e ellea o vio
por um oculo de bom ah-auce, Crear castellos de
llospanba, ..miar victorias antes do combale, o.i
para melhor dizer, mais um destruido do Sr. An-
dr, que para ellos lem lano pendor, quapte vo-
larlo para a msica vocal o instrumental. Enlre-
tretanlo, anda quando os donos dessa lypographia
nio possam, ou nio queirara earregar com a res-
ponsabilidade dn artigo em queslio, une cm nada
injnrioso, oiicalumnioso contra aquello distinclo"eo-
rfliro v^-Rossinx Brasileiro, para qvo venho eu
essa discussio, que me toda extranha ? S6 o
desojo do Sr. Andr entreter-se comigo, por nada
ler que fazer e quera andar rom seu uome no pre-
lo quem gera-lhc anda a pertinaz rcsolucio de
nao deixar-me de mi. como tanto lhe lenho pe-
dido, pois que lenho mais deveres a cumplir para
com os ineus pesados estudos do 5 auno da facul-
dade de direlo, e a respeito da educacio dos alum-
nos du collcgio que dirijo, cujos pas cui mim tem
para isso depositado toda a sua couUanoa
Dos me \ alba com o Sr. Andr, que dn mim
seuao quer separar por mais que eu luja delle
vade retro Santauaz.
E forra p\>rin confessar que o Sr. Andr tem to-
mado gusto uesta discussio, tanto assim que o seu
esivlo na sua ultima correspondencia de hoje ja es-
l um punco diverso e mais castigado que o das
anteriores slo com o devldo respeito ja nio
cuutui lanas asneiras, parvoices, ou erros gros-
seiros de gramnialica nacional. Para prova desla
asscr.-io abaixo transcrevo um tpico da d 18 de
dezcinbro, alim de quo lodos vejara que a respeito
do Sr. Andr vai suocedeudo o mesmo que ao lio
padre de i.il Braz, o qual por ensiuar-lhe laliui
aprenden a soletear o Breviario.
Prevaleco-me daoceaso para pedir a traoscrip-
can du lop'ioosegulnle, de um artigo da Ordem n. t
uc 25 do corrento enm referencia a certo director dn
um collcgio, cao mesmo lempo resposla de urna
carta qne dirig ao proprielario dessa folha para
que hou/esse do declarar se lacs allusoes' comigo
se entendan!, porquanto, tranquillo em uiiiiba
.-uns. ieniia au desejo earregar com culpas alucias.
Ao concluir esla corrosp indomia devo declarar
ao Sr. Andr que lhe devolv intactos lodosos sai
casinos e ultrajes disfamados para escapar da res-
ponsabilidade legal saludos da sua sentina, porque
nao quero, trocando lho por lho, denle por
dente, descer de rain ha digmdide e medlr-rae Com
quem nos assomos do furor da sua iuveja lem per-
dido a razio e pretende envolvet-mc no btrabiles
que incessantemeule vomita.
Se o Sr. Andr livesse alguiu amigo on conse-
lheiro desinterasado, a nio alguem que pretenda
favorecer-lhe os caprichos por certo lhe dira quo
cada una dessas correspondencias que elle publi-
ca provocando me, um golpe profundo que di em
s, ou um meio de accelerar o seu suicidio,
Enlrelanlo, prosiga o Sr. Andr no seu plano de
ageredir-me, na certeza de que em quanto Mr eo-
barde, cucapolando-se da responsabilidade legal,
esiou disposto a dar-lhc a resposla que merece, is-
lo eutrega-lo ao mais solme despreso de quo
se torna digno quem assim procede.
Queram, senhores redactores, publicar eslas mal
Iracadas linbas em seu bem conecituado tema!, o
que muilo lhe agradecer o seu constante lcilor.
Joaquim Barbosa Lima.
Recite 2 de marco de 1859.
c Compadre, nio possivel que entre nos exista
urna casa de educaco, cujo director, correndo apis
todos os vicios, nio pode de certo deixar de em-
prestar o ar que seus jorens alumnos respirara.
Ainda que esteja cerlo, que lalvez aejam atondada
toda ar qucixa e inforraaroe, qup ebegaram ao
".
nV
V
^
!
f
i.


t
\
nmu cnnhPcimHnlD, as quaes Ilc nao transmiti
P0ljPf*$?* P"verses, e por dcmais oflensivns
aodetoro pblico, contruo, compudre, me parece
snYwnWdnlontequc ni pas de familia de a.cordo
com o IlIm.Sr. Dr. Costa Ribeiro, onii digno Ins-
pector do circulo litterario, escrupulosamente in-
daguen da conducta dos directores de seus filho
que entre elles encontrar fra.
Nao faram pouco caso desta noticia que llie
dou compadro, pnnjuc entrelanto tarde chega as
1c7.es o arrepenilimonto somo menor fruote c isto
o nico remedici quo encontr a una xcmelhante
mal; syndicancia entrptanto, mullo confio na in-
teiroza de carcter do Exm. Sr. Saraiva, que lau-
car suas vistas bcnollcas sobre a sorte dos infolizes
meninos, a anea a providencia nao predistinou
para outroeslabctecimento digno.
Compadre, nao possivel a nnticia,que me
iloram sor falsa. Corromper a mocidade ne-
fando crime! Nao respeitar n innocencia nem cor-
responder conJianca que os pais desses infelizes
depositaran! lao perverso liomem Abandonar
a noiio o wtabelocimento.dcivar a disciplina e re-
gimen entregue aos criados o. esoravos, recolhor-sc
de auas cardiarias alias ao romper do dia, sem se
importer mesmo que os alumnos confiados a sen
cargo sigara-lhe as pegadas, saliendo que alguus
delles soffrem molestias-venreas, e oulros se entre-
m constantemente cu jogalcuas escrevendo car-
ias de uamoncs. i rom elloito umita audacia e cy-
i.istao ao metalo lempo Rutretanto que. o corpo
directorio da instruc-.-ie pblica, cus,' eucoslad..o
lunccionando, e ignora estos o outros fados iue
;w:,;^rde,odos! **
* Ksto oslabclociniouto que ao principio mcre-
priclario. f01 elevado s nuvens, ese -uppoz o Im-
moui nico escoltada para educar (litaos de fami-
lias que a sua mtelligencia era rcconhecldn a inais
ffi Pn,osde fr'0Kgravar a modt-s-
condio,-s q"e 80acl"lva a car8 dl' lou;ls estas
t Todava confiado ua educaco que recobera
comiauoiiosdemaisaclospessoaes por si.p ratica-
aos durante o lempo que lecciouou no seio das
roM Heneadas familias, nao leve remreos de se
'ncoi-regar da direecao do rollegio.
.'->o sompro oseu collegio exposto s vistas do
puDiico ; rraiiqucou-UiM as visitas : lodos apnro-
varam ossous actos ; assistiam ao refeilorio, o nd-
iniravam a ordem e a regularidade de Io bem raon-
tado estobelecimento. Foram estas as roconiinen-
uacoes paraseu augmento, e com pouco vio-sc em
un elogie pelo LiitriU Pernambtwano abater-sc o
goyernn pnrn eiahar-se o collegio de Santo Andr.
Ja en tan uSr. director mais expeliente dos nio-
Mmentos da sua provincia, receiou guerra, e pre-
yeiuo-se para sotfre-la at formar iucooquistaveis
trnchenlas.
Illm. Sr. redactor da ordein. Leudo o sen cou-
'Luliiado jornal n. 2.3 do 25 do correnle. deparoi
com algn* reffcxesindiciosas acerca de- mu dos
directores de collegio, a qiieni alinde cortos fados
eu pois como director do collegio de Nossa Senho-
rado Dom Constitu, pero-lhco obsequio de decla-
rarse referem-se a mim'assuns reflexoes, allm de
jusliucnr-ine perante o pblico, a quem devo mili-
to respoilo.
I'cco-lhe o obsequio de permillir-mc fa/.er uso
de sua resposta que me conticr.
Sou de V. 8. Criado aliento venerador, Joa-
quim Hartona Lima.
Illm. .Sr. Joaquiu Barbosa Urna.As nbst-rva-
icus que lizesios acerca do director de un rolle-
gio desta uidade, nao se enlende com o do Hom
Conselho ile que V. S: seu digno director.
Pode V. S. fazer desta nossa resposta o uso que
Ihe aprouver.
Recite 28 de mano de 1859.O* redactores da
(muer.
Srs. redactores.Chcgo a esta villa o Sr. capi-
tao Jos Francisco da Silva em dias de Janeiro do
oraetfk oiuio.ua qualulade de delegado de polica,
e liflgon chamado desta capital, por Icr de rucu-
llier-ae a ella todo seu balalho.
Faltara eu sem duvida a um rigoroso dever, se
nao hivasse no eonliecimeuto do publico as nianui-
ras cavalliciras e de acurada cducai-ao, com as
quaesse tcm distinguido aqni o Sr. capitao Jos
rraooscona Silva, tratando a todos que oconimu-
nicaram com allencao e nabilidade, bem comu o
quniilo lem sabido, como delegado, dn i-ii esle ter-
mo na criso excepcional emqueo acliou, tundo s
nm usas a le, respeitaudoo direito de todos.
eixa, por lauto. oSr. capitao Jos Francisco da
Silva, coiO>ia retirad) desle termo, amigos une
prolundata'iDle scutem sua falla, nao s pelas suas
eu clientes qualidades du amigo sizndo como em
merecido rocoiiliecinienlo do eslado de quietacao um
que Ueiw este lugar, devido ao tino, com que o
lem policiado, euilioiasieiilia as suas disposice,
urna diminua fon-a.
Qittin. pois. u Sr. capiUio Jos.- Francisco da Sil-
v a, con a publicacao das presenlt-s Imlias aceitar o
publico tcstemunho de reeenliocimenlo.nao s meu
como da mor parle das pessas deste termo que
t "migo couoordaram em se lh"o dar. por estarem
possuidos dos m.-smos senlmeutos de gralido
que domiuam a respeilo du S. S.
Com a publicacao da prsenle me farao Vnics..
scnbore* redactores, grande favor.
Villa de Iiigazeira. 18 de mn-o de 1859.
Leonardodus Sanias Xogutira.
O
acompanhandci os iiisotgenrtes al eutruga-los ao
Sr.Concalvcs Martins na Babia.
Todos estes documentos poderao sor vistos por
quem os qiiizcr vnr e ler>oii vras mais, o concluirei.
Naodci aocapiliio l'cdro Ivo outras esperancas
senao as que constam da caria do seu pai a mi'm,
da minha ao commaudante l'itnnga, e do trecho do
meu rotatorio A asscmblca provincial das Alagos,
Sr. cnnsclhciro Coactivos Martins .tambem nao
fez mais. No cnlrclaiilo cssas esperancas que
ambos depositavamos na munificencia imperial,
bem que nada assegurassemos de ceno e de posi-
tivo no carador de presidentes que eramos, foram
coreadas de buui resollado ; porque eflcclivamoa-
tc Pedro Ivo Coi amnistiado, v eondico que Ido
f"ia imposta do i-e.-i./ii- fura da provincia, longo do
ser '/.-7..)ii;-o,,i, fo apenas uma medida do pruden-
cia exigida naquella poca, no interesso da pacili-
cacao, o indispcnsavel, no sentir de mnrtos, para
desengaar os falsos boatos que corriam, de que o
governo linlta promovido essa chamada capitula-
cei
mu
la
nn
re
siv
tt
Diario de Pemambuco.Quarta feira BO de Mar qu, mu iirigiam uta umliem ao governo de S. M.
o I operador, .i oicepjao de Ihe ~dizer, como II
dis e taiubem V. Fxc.'que o inonarcha nao tinha
eij olado o sou Uiesonro de gnu-as, nada lbe afian-
em meu nome, nem em nomo do governo, co-
Olles coiifessaram Dcspois que cliegaram S es-
rovinea, esperaran! pelo tenenle-coronel Pe-
\iitnnio para segeiromem suacompanhia : mas
do en que esto se demorara, e que as sedueces
ilros inuilos incimvenienles, que me nao pos-
I agir enumerar, podiaui Iraustornar o propo-
com que largaran! as armas, viudo a licar de
nodo amcacada a tranquillidade publica ; delibei e
ni
n lid
qll
qu
ls
segui ombai-ca-los no brigne Oimipo, acompa-
dos do Sr. Ilr. Manoel Rodrigues l.oile Oiticica,
os vai apresenlar \. Kxc, qun ordenar o
entender em sua sabedoria. u o que delorminar
o Invern imperial.
en.-, guarde a \. Kxc.Macei 25 de marco de
I.
Nosta posicao, senliores, mili diflicil n
nu seria, nos curtes ilias de minha administracao,
2sijruiiii5Milc,iiiiiivSii],|iiir,i o simples, rbaiuar a provincia a um verdadeiro caminh de
dl'in estavel, emusmn de uiclhorameiite material
,.... rt.io fossom as perlurbaccs da de l'eruambuco,
-i, com que o sr. conscIheiroGnucalves Harlius que lano nos assuslaram," e grandeinenle nos iu-
.*" '" na Ualllu> dando-lho a praca por conjmoilarani.
Ui-liraudo-nie daquella provincia quando apenas
eslava suflbeada a guerra civil, que por lautos ale-
zos a linha devastado, trouxe eommigo a doloroso
general Coelho e o eonselheiro
los Benlo.
Devoto como sou, o sempre fui, do mui digno
general Josc Joaquim Coelho. li com vido prazer
as notas biogiapliicaa, quo Ihe dedlcaram un sen
jomalfle 17 e 18 do torrente, onde deparei infeliz-
mente com as seguinte* phrases:
Inimico de derramar sanguu mesmo nos cam-
' Ps da batalha de nossas guerras cvis. o general
Coellio fez tudo que estove ao seu alcance, alim
de que o capitao Velloso da Silveira se apreseu-
lasse ao administrador da provincia, que se ncha-
va possoido dos melhores scnlimentos a seu fa-
vor; mas as suggestoes, quo recel., esse olli-
< ci.il, o levaram a rosislir a tudo que lhcera offe-
nacido; a, ja fallo de recurtot e exhausto ,1.-
rorrM em consuquencia do ataque de Janeiro de
iwni, em que os seus muito toRrcram, a prele-
* rirapresenlar-seao presidente da provincia das
< Alagoas. que enlao era o Sr. JoU Henlo da Ca-
* nna e Figueiredo ; resolucao que bem fatal li,--
/oi.porqiianlo vio-se tacrifieado por aquelletque
o[tUnam aularUado o prouteltr-lhe o que
ftnHi a ceder e reudur-se, eniretanto que la-
te vu rcjcilado uma Aonroaa amnvstia, que por
procuracao desuuproprio poulioi fia pedida no
mado .Mrquez de Paran, e que comprehendia
tulosossenscouipanlieirosde infoiluiio, e nao
t lu *9d*oti offen*ica* do seu bro m-
esle Irecho nao lia sovneute abuso luau din-i
premeditado) do elemento hislorico, que lano se
cosiuma respo4rna.sbi-,,graphias-, mas uma incre-
pacao que. me tre injusumento.
guindo em 17 ifejaneiro do 1S:>0 o leneute-coro-
nci learo Anlonio Velloso d.i Silvcijn foi visitero
o'"70,t. ^'lulai. Pedro Ivo, uns maltes d'Vaua-
I royo IMstrn gonorol o corcav.i creio que com
qunsfooo;anco furtos batelhoes, com osquaes du-
^ .miio geni do dia 2o de Janeiro de 11*50
este alaqueiis insurgentes pouco ou nada perde-
ram; apenas mudoram de posicao : mas depois
angas conferencias do lente-coronel Pedro
Antonio com seu Blho. segoio-se no dia 21 e 28 d
teverairo a apresenlaco de Pedro Ivo com nove
dos seus mi-loores cabos do guerra, inclusive o Sr.
Miguel Alfonso de Capotare, que osla vivo e
N*n quero engrandecer esle afortunado aconteci-
!*2: Ben" PM'O'itloagora discutir; mas u:ii-
ienie notar a inverosimilhau -a do asserlo bio-
graphico.
u Pedro Ivo jA eslava' exhausto de forras na oc-
casiaold.o ataque do dia 26. que se presumia ser o
oecwieo, e entaono so pode justificara grande os-
tentarao de terca, quo o sitiara, commandada por
un dos nossos maL-t habis generaos ; ou naquella
poca anda elle t apresenlaca timicel: ese o
m, niodeixou de o ser depois do ataque goral.
mu que comefleito nao sotfrcn derrote sensivel.
i.omopois acreditar-se : que se outregou elle no
presidente das .Magnas, mnente por achar-se rr-
3 de forras-1> se ni recursos pela perda que
soirreu? Nio baver no biographo a-intencio de
aesbiitar o mrito da conversao do capitao 'Pedro
r Has foi publico o notorio que depois de sua
Mirada do tliealro di guerra cora os seus mai*
prealimosos companheiros de cnminando. rnutos
nos seos soldados se apresenlaram lanto As tercas
a*S das AlagoaJ, como s de Agua-Preta* a
quem antregaram armanienlo. I", a que proveito di-
/t-raimla o biographoquo o Ilustre general de-
i-Mrm-au um anua,,,, i,tl qe fazia Pedro Itoen-
i S'i *'! UM 9aran'i'lt Meripta* presidencia
"VV-?"0?*- 1ue '*"'' 'i"' anorisadn para tan-
Nao baver nosta proposico algum equivoco,
de cortei mtii contrario ao carcter grave, leal e
precavido do Ilustre general'! ou antenomico ao
senilmente humanitario que o biographo alUrma,
o eu eonfesso, que elle sempre desenvolver as
guerras intestinas Ha sem duvida. Deiiarei po-
reni este lado do episodio para voliar-me ao que
mais me iuteressa.
Para prorarao publico que Pedro Ivo nao Mrn
aerificado por aqnelles que nao estavam oaori-
sados a prometieren, limil.ir-me-hei, j que a tanto
me obrigam, a publicar, sem o menor coiiimente;
rio, os documentos sota n. 1 2.. :t.". 4." 5 "
." e 7. ....
O l. o Mtico titulo de rerommendaco que o
tcnente-coronel Pedro Antonio me enlrcgou do
presidente da Baha o Sr. (ioncalves Martins. O 2."
e a. caita qub doi ao tcnente-coronel Pedro Anto-
nio para o commaudante das (oirs d'Alagons Jos
Rodrigues Leite 1'itaug.i, irmao ilo Dr. Oilicica, in-
-cparavelcooipanheirodeviage.il do tenenle-co-
ronel Pedro Antonio. 1)3." uma carta docapilao
liedro Ivp, desmeotindo os boatos de que ello se
havia entregado a peso de diohero. O i." uma
carta que dirigi ao tcneulo-coronet Pedro Antonio
quando chegara d'Agua-Preta depois de concluida
a sua musan, pedindo-lhe que me atiestasse o que
se liavia Pistado enlre mim e elle a respeito do seu
Iho Pedro tvn. O 5. a resposta que elle me
don a* seu proprio p'unho. O 7.a o trocho do
meu relateno a assemtala provincial das Alagoas.
em.quenarre o acontecimenlo perante Icstemu-
nha de. vista7. O ft." o olcio que o commandan-
t d.i charra rat\ot, Pilippe Jos Pcrreira. lvo,i
lodosos comprometilos; boatos que so lornaran
plausiveis desde a nianeira extremosamente gene-
ro--
re
bomenagem.
li governo imperial conceden portante oque
bem quiz conceder ; porque nada liavia pmmet-
lido : o i'slou corlisMinu de que em pouco lempo
concedera mais, so o capilao Pedro Ivo, nao se
donando fascinar polo enthusiasmo com que tora
acnlliido na Babia, c tuggnstoes que lalvcz rece-
besse ao chegar na enre, nao recusasse a primeira
graca, a presislisse no animo, com quo sabio das
Alagoas, de requerer eprotestar, por iui-rinedio do
seu boni pai, o complete esquecimenloduSUM cul-
pas. Kslnu que o, dignos caracteres que enlao se
nchavam nos coneelbo, da corna ernm incinazes
de snbiraliir-se a quaesquer promessas, que bou-
vi-ssom feilo, nem opporiam o menor obstculo aos
piedosos seiilinieiilos do Monarcha. Nillgucm mais
do quu cu senlio o desvio que deu causa a nao
ser o capitao Pedro Ivo tan feliz, como eu dase-
java, ccomo o foram muilos dos que Iho BObreri-
verain.
Apczar de nlguns dicterios de gazela. nunca
sent nocessidade de cxpear-me sobre este axsump-
lo; porque, nao cuidando de rastejar a gloria, por
considera-la sempre mu distante de mim, con-
luulava-nie com n.io ler snlo censurado no parla-
mente, argido, j uio poda so-lo com razio)
pelo proprio Pedro Ivo e seus companheiros de in-
fortunio. Fura pois neccsgario que. cu com o Sr.
Goncalves Martins fossemos ambos fulminados em
un trabnlbo biograpbico, que devera ser lido com
interesso, em viilude do prestigio do nome que el-
le dcscrevo, para que eutruebrasse por momentos o
silencio do meu retiro, fazendo como agora faro un
proteste contra o trucho, que cima lica apontado :
e o faro, uiio lanto pelo meu pundouor, como por
saberque quando a rerdade sacrificada, a bio-
grapbia perde muilo do seu explendor. Kis o qui-
nao deteja succeda com aquella. |uefordestinada
a ierpeluar a memoria gloriosa do meu honrado
amigo, o Sr. general Coelho.
Kucife, 19 demarro de marco de 1859.
Mu liento d l'iiiilui c Fijiirtrrdo.
1HJCLMENT0S,
N. 1.O portador desta o Sr. lenle coronel
Pedro Antonio Velloso da Silveira que alcancou tic
mim uma lieenca de favor por tres mt-zes, com n
uileiicao que, di-pois me commimicoii, de visitar
lias malas a seu filio. Pedro Ivo, e fnzer para com
elle os deveres de um hom pai. i.ouvei-lhc sua es-
pntame: resolucao, e desojando remover quaes-
quer embaracns que poeta encontrar em sua vingem
o colloco debadlo da proloceao do V Kxc, podendo
contar muilo ua sua lldelidade ecirrumspecoo.
Sou de- v. Esc. collega o amigo obligado.Fraa-
ct-o Gomralcc Martiat.
N. 2.illm." Sr. director geral.Vai ter V. S.
uma visita quo muilo tito agradar : o sou mano
Ur. Oilicica, a quem agina arranquei dos seus oom-
niodos para niaiula-lo Jacuipe, arompnnbando ao
luiioiiie-ciiiuiiei Podro Antonio Vellosa da Silveira,
que voio da Rabia com o loiivavel intento de arran-
car seu lillio Pedro l\o das matas, alim de pd-Io a
eaminho de merecer um dia a clemencia imperial,
ariedanilo-su da carroir.i da obsunaco em quu su
aclia. a lerceira vez que procuro eslancar o san-
goe dos nossos patricios, por um mcio paciMco.
Preste pois v. s. ao leoento-corenel Velloso todo
o auxilio u proteccao de que ello nocessitar para
chegar a presenta de st-u lilho, e isln debati de
toda a cautela e sigilo ; o depois que elle livor vol-
tadode sua conferencia, e conseguido a conversao
do filbo, bea-lbe V. S. ludo quanio julgar neeessa-
rio para ajuda-loa concluir sua gloriosa niisso. II
mais Iho dir seu mano: o'no nnlanto sj ihe re-
commeudo nao poupe sacrificios para que possa-
uios conseguir a lermin.ieo da guerra civil. Sabe
mui bem que eu nao sou"capa?, de fallar a minha
palana ; pode por lano afiauca-la Adeus.
Sou de V. S. amigo muilo obrigado. Josf lenlo
da Cutiha e Figueir"ln.
Macei 15 de Janeiro de 1850.
N. :l.Illm." Sr. director Jos Rodrigues l.oile .
Pilonga.Em resposia sua carta de 6 do crrenle. I
looho a declarar-llie que disprezo os lioalns de ler
eu largado as anuas poj haver receido diuheiro do
governo, pois os motivos que, me lizeram larga-las
foi, a obediencia e anuizade que consagro a meu
pai. e a tlesejo de preenclier as vistes generosas de
t. S., o Sr. Ilr. Oilicica e os Kxms. presidentes dn
Rabia e Alagoas, e chamo um meu abono o teslo-
miinho du actual presidente de Pernamliuco, que
por vezes maiidou i.llerucer-me dinheim, amnyslia
o convite para ter entrevistas com elle, vollando
para o lugar de onde tivesse ido, no cao de nao
oncordarmos em cousa alguma.
Desojo a apreciavel samlede V. S. e no gozodel-
la dispur de quem rom eslima e respeito de V.
S. amigo crindo e obrigado. 1'eHrn Ico \elliso da
Sileeiru.
Munda 9 de marco de 1850-
X i. Illm
para esta capital, onde o faria eu embarcar com se-
guram-a para a Baha, a llcardoBniso das vistas do
respectivo presidente, al que o goveruo deliberas-
.-e o que t-iilcudesse conveniente ; e disse ao len-
te coronel Pedro Antete que talve/ nao fosee im-
possivel obter elle da inexgolavel munificencia im-
perial alguma graca para seu lilho, seeslcso lons-
Irassc dcil earrependido. Nada pois promet de
positivo como presidente, e em nome do governo ;
nem dinheiro, nem amnislia geral, ou especial.
\ par desla rerommendaco que fiz no director
geral, ordcnei-lhe quu nao consentiste n conferen-
cia no acampamento, pois nao convinha que oini-
migo tondasse as nossas (oreas, as quaes devia Icr
dispostas eem vigilancia para, no caso de uio sur-
tir bom cireilo a misso do lenle coronel Podro
Antonio, tratar-se logo, de iiilelligencia com as
forras de Pernanibuco. de levar Pedro Ivo, a ulti-
ma oxtrcmidadc: e nao me aventurei entretanto a
pedir ao maree bal Coelho, SUSpenco de hostilida-
de. por n&oquerer carnear, ciu negocio lio duvi-
dnso, com a responsabiliuade que resollaa de in-
lerromper-sc operacoe* j de ha muilo combinadas,
e de que naquella hora nao linha cu cabal conhcci-
menlo.
Cliegndo que fosse o lenle coronel Pedro Anto-
nio a Jacuipe, o recebondo o necessario auxilio dn
director geral Pilanga, esereven asen lilho para
uma conferencia, que lie foi logo nssignada no lu-
gar Japaranduba para o din 25 : mas infelizmente
ao alirav.issnr u lenle coronel Pedro Antonio,
em companhia dn director geral e Dr. Oiticica, para
o lugar destinado, levando umpassedo com-
maudante das anuas, receben o pacifico velho um
liro de emboscada da genio rebelde, licando balea-
do na perita diroila, deque foi cor.ido pelo Itr. Oili-
cica, no engenho Craval, nclual residencia da mu-
llier iie Pedro Ivo. Segniidn sempre o ataque ge-
ral do dia 20 do Janeiro, pois que o general, apezar
Kxm. presidente da Babia para | das instancias de Pedro Antonio, o nao pode mais
suspender.
Cabe aqu dizer, que depois desle alaque, em
A nnile estove clara com pequeiios nevoeiros,
vento KSK, mo pareo terral, e ao amanhecer ron-
dou pelo S.
Observalorio do arsenal de marinha 29 de marco
de 1859.
Tusas Jrxion.
Declaraces.
appielienso de que nao seria iuipossivel que se el-
la renovaste, visto como as mallas do Agua-1're-
(a aluda licava um gerinem revolucionario ; e foi
por isso que, logo que lomei iioote da administra--
o, fli prohibir sota minha responsalnlidade o fran
| no t espacbo o livre commercic dos artigos bellicos,
; o di i todas ns providencias para que nao podessem
i ello i ser desembarcados em muilos lugares dn lii-
| Inra da provincia, como a acontecendo. Fiz anida
; mai i : olliciei ao
I nao consentir o despacho' de taes artigos naquella
cidabe se. nao em direilura para a aifaudega de Ja-
ragii e ellerlivanieiile li/. proceder apprelieiis.io
de alguns barris de plvora, que mandei recolher
aodoposito da capital. A ntilldade d'esta medida,
que ii piomplamenle approvada pelo governo im-
perial, o em quo insisli nao obstante os clamores
dos negociantes de laes gneros, lornou-se conheei-
do, quando rompen o logo da guerra civil as ut-
as d Agua Prota, dcpoU de malogradas indas as len-
lalivai de conciliacao, mesmo aquella que fora pro-
moren o missiuuario fr. Euzcbio de Salles, o qual
a ruquisicao do Exm. presidente de l'eruambuco, c
A iustaWas miulias, fez todos os esteros a ver so
com o rrucifico arredava os revoltosos da sua obs-
linacolcriminnsa.
Cuvblsa de novo a provincia de Pernambuco,
(orea era quo a das .Magoas solfressc alalos, como
tinha aciinlecido em lSiS. E na veidade sabis vos,
senbore4 Mlu' desde setembro do auno pasndu em
dianle nao me einpreguei om oulros inisleres que
nao lives&em relaco mais ou menos iuimudiala
com a guerra civil de Pernambuco. que de enlao
conierouti obsorver teda a minha allelico.
AcbavaLse a provincia iuleiramcule desprovida
de. tropa de linha, nao fallainln-se >-m um pequeo
oonligonte de 71 pracas de artUharia, o 17 do se-
gundo balnlhao de cacadres : nem mesmo poda
eu conlar.com terca da guarda nacional, porque
liavia', logii depois de minha posse, mandado demi-
nuir alguns destacamentos que o meu antecessor
linha levantado, oque dissolvi inleiranienle, ape-
nas concluidas as eleicoes, esperando a cada hora
por um bai-ilbo, que so me prometiera, e que sem
inicio solicitei constantemente para (azer o servu-o
ordinario daguarnieo. O pequeo corpo de polica
mesmo nao chegava para as diligencias de moineii-
lo. Acbava-mo portante entregue a providencia o
descanrava no espirito de ordeni dos Alagoanns.
Sompro ltenlo ao movimeiilo das lilallas depois
quo all rompen o logo, observei que de corla po-
ca em diantelia elle lomando maior incremente, o
que otarigou in digno presidenU? de Pernambuco pe-
dir mais roolrco de tropa, com a qual foi sitiando os
amotinados, j
l.ogo vagop mui do leve a noticia de que os rebel-
des espetando encontrar desguarnecida esta pro-
vincie, e poil-ndo n't-lla adiar fortuna, ruininavam
a d'a done emmette-la, contando com algunas
symplblas. Esta noticia (oi lomando coiqo, e pudo
verificar que uesle sentido algum club se lorinuu na
capital, para assegurar-.su aos reholles um auxilio
de quinhenti shomens, qnecnm ell'eiln llius foram
promellidosj
. 'O
sediciosas foram destocados dos sena pontos,
usa provincia foi invadida por uma parle da terca
rebelde, que oceupou o lugar do Cavaco, com vis-
las de alacar Porte Calvo, mas que logo evacua-
ra por temer as nossas forras do ponte Juidi, que,
como j disse, estavam coinmandadas pelo coronel
Jarintno, i. qual se encaminhava a baie-los. Mas
nao desanimando o lente coronel Pedro Antonio,
nem rom as novas dilliculdades iiascidas do ataque
geral. nem com o liro que o proslrra. eonsegttio
do lilho a desejada conferencia no dia lfi do feve-
reiro no lugar do Fri, o o resolved a dcixar as ar-
mas c a dispersar seu sequilo, onlregaudo-se com
mais alguns coinpnnlieiros vigilancia da tena de
Jacuipe ; o confiados em ininlia palana viram
para o lugar que lbe ossignei, sempre arnmpanha-
dos do Ur. Oilicica, com quem, segundo as raninas
ordens. embarcaran! na charra Carioca, comman-
dada pelo digno capitn de -fragata Felippe Jos
Ferrcira. pelo qual os mandei enlregnr no Exm. pre-
sidente'da Babia, para conserva-Ios tobtua guarda
al que. o goveruo imperial d-lhes o des-
tino quej uzgar em sua mui alte, sabedoria.
l.cmlira-uic agora, senliores, da mxima de um
grande sabio : que ao iiiimigo que fnge devem-se
levantar ponles de prala : eu do fiz tanto : paz,
sem o esirepido das armas, o homem convertido,
desarmado, com m.'uis supplicantes perante o go-
verno do S. M. o imperador, nosso grande arbitro.
Nunca me arrependerei de te-lo feilo.
Soja per tanto qualquer que for, aenhores, a im-
putaban que mu caiba pelo procedimenln que tiro
uesle ol uno destecho do terrivol drama das maltes
nao me queixareidc ninguem, pois que em verda-
ile nao me deixei guiar por inspiracoes albinas, G
quando muilo seria levado pelo sediiclor program-
majustica e toleranciaque a poltica dominante
tcm adoptado. Mui submisso ante o mesmo gover-
no de S. M. imperial, eslou disposto a suppnrtar o
castigo que merecer, e que receberei como pena da
imprudencia que commelli, em temar um pezuas
ineus debis hombres nao podiam comportar, lt.-s-
tnr-ine-ha ento a snlisfacao, que conservo, de uo
derramar-se mais o precioso sanguc brasileiro um
uma guerra (raticida, que j se. ia tornando parrici-
da. Congratnlo-me poiscomvosco, e com lodosos
brasileiros, or-estar pacificada a provincia de Pe -
nenibuco e desassomlirada a das Alagoas. Honra
eagradecimeutos a todos quantos para issu com-or-
rerraiu ; o mil louvores'aos alagoauos, por se mos-
trarem o melhor lypo de paz e ordeni a sombra da
monarchia conslitiicional.
Conselho administrativo.
o conselho administrativo, para foruecimenlo do
arsenal de guerra, em eumnrimenlo do are 22 do
regiilamenlo de 11 de dozombro de 1852, faz publi-
co, que foram aceites as propostas dos senliores
abaixo declarados.
I'ara o irisiilio de Fernando.
Joo Carlos Augusto da SilvaGfXlmcios de sala,
sendo :!llil rom a marca /. e /. \, 150 da marra SI p
150da marea XX, postes abordo pelo preeo de5$
cada um.
Sampaio Silva & C2, IIKI couros. sendo 1200 de
cabra r 12IKI de bode, a razo de 140 cada om ; 25
milbeiros de brochas para sapat.iiio a 5110 rs. o mi-
Ibeiro ; 1" libras deunlias pardas de peso a tyWO
a libra ; 12 eaixas com sedas de sapateiro a 3U0 rs.
o cunto ; 1IKI sovelas ingle/as surtidas por 15,S ; 50
lorqu'-zt-s para sapateiro aS75 rs.; 12 pedias de
amolar a 1S2IHI; loo facas lina para sapateiro a 140
rois ; 50 marlellos a nuil rs. ; 1IMI deda.-s para al-
aiale a 20 rs. ; 1 libras de breo por 12H0 ; 16 li-
bras de era amarilla a \ a libra ; 1 libra de cera
branca por 19280 ; :! libias de galha a 900 rs. ; :l li-
bras do capa-rosa a 100 rs. ; 25 papis de agiilhas
grossas a 2o rs. 8 libras de pos prelo a 210 ; 50 va-
tadores a lliii rs. ; 50 eravndoios a 20 rs. ; 12 limas
i balas de .s pollegadas, sendo ( a 2iKl rs. e (i de 10
ditas a 900 rs. ; 12 grois de h pollegadas a 210 rs. ;
IKMI varas de algodaozinho mana l'.lepliante a 270
res, 3,000 novelnw de lio para sapateiro I (2 rs.
Manuel Francisco de Mello000 polios de raque-
la a O.silHl.
O conselho avisa aos senliores cima menciona-
dos, que devem recolher os gneros comprados no
dial." de abril prximo viudouro, menos as vaque-
que serio recolhidas 50 pellos e 100 m
ajuste feilo com o respectivo
Sr. lente coronel.Para previnir-
me contra sinistras interprctordes, rogo a V. S. a
bondade de rae dizi-r, por sua prapria lellra, qual
a nnssn intelligencia acerca de sua notare misso de
ir tirar seu lilho ri capitao Pedro ivo, das matas de-
Agua Prela. Torc milito de dever a V. S. etc. ele.
A 11 de abril. Jos liento da Cnuha e Fiquei-
redo.
N. 5.illm." Sr. presidente Josa Benlo da Cu-
nta e Figueiredo.Macei |r> de abril de M50.
hondo a caria que V. Kxc. veni de encaminbar-me
com date de hoje, nao pude deixar de indignar-me,
vendo que o espirite do mal contina a perseguir-
nos. Como Exm.", que se negain o conlrariam
fados cuja evidencia est toda prova ? Como
po admdo se calumnia a honra, a dignidade do um
empregado publico de primeira ordein, que lem sa-
bido conciliar a energa dn nuloridaile com a bene-
volencia para com os pov-os que goverua, a nina
aulurioadc emllm. que tem merecido e continua a
merecer n coufiaora o envaino "f
Para qne o publico siiba das causas que me obri-
garain vir a osla provincia, eu pasto a expAr V.
Kxc, o que se passou.
Pernambucann como sou. pcsava-uio dentro d'al-
ma o sangue que se linha derramado, e continuara
a ileriniuar-se na minha provincia, se nao lioures-
sc um paradeiro lanos uiab-s. Meu lilbo fren-
te de nm partido n.io quera ceder das armas, ape-
zar das promessas, o ale. mesmo dinheiro que fora-
Ihe mandado offerecer pelo Em." presidente de
Pernambuco. Nao sendo amina osles oirerecimen-
los, sua eabeca foi posta premio ; lomi e tremi
pela sua tarto e d.i provincia, resolvi-me vir ar-
ranca-to das bordas du vulco: pedi lieenca ao
Eira.0 pr.-sidonto da Babia, communiqnei-lhe o tim
para que a solicitara, conccdeu-in'a loovamlo o
meu proeelimento, e dizendo-mc que S. M. nao ti-
nha anda acatando o thesouro de suas gravas, nao
duvidava quu meu filbo delle participasse, "promel-
teu-me recominendar a V. Exc. Kiilregaudo ou a
V. F.xc. o caria qne do mesmo pn-sidonle trouxe,
V. Exc. me nuimou suinuiamonte; esem nada me
promolterde positivo por parle do governo dist-
me : que fosse cu faznr um beneBcio aos Pernam-
bucaiios e liiiinanidade : que me preslaria, comu
com eflito me prestou, te lo o auxilio para que eu
[lodesse ver ineu filbo. o queso podesse consegu.-
delle largar as .armas, sem que mais sangue si der-
ramaste, dava a sua palavra de consentir que eu o
levaste para Ucar sota a guarda e valas do preat-
deule da Babia, em quauln po lia elle diriqi .impe-
lirn S. M. o Imperador, cuja munificencia uo
eslava esgotada ; o quu V. Exc. como particular,
faria do sua parlo o quo podesse em seu beneficio.
Pez-me acompaubar para Jacuipe pelo II. Oiticica
com una caria
ter geral dos indios Jos Rodrigues l.oile Pitonga,
que nao p.mpou estoicos para que eu me eiicou-
Irasse com nieu lilho. O alaque geral do da 26
la
talmente, conform
vended
Sala das sesses do conselho administrativo, para
fornecimento lo arsenal de guerra, 29 de mano de
1850.Francisco Joaqitiui l'rreira Lobo,foaA >c-
cretario.
THEATRO '
DE
Santa Isabel.
30doeorrente.
m
armazem na ra dn Holl
lode una poiv.'io de obras ib- innrcineiria e
muilos enjertos de gusto, assini como de nm
americano e2 cabriolis com bous vavallo. .
am-mataco ser foia sem reserva de proco algum
Leilao
A 31 do corrente.
Manoel Jacqucs da Sil va far lelaopor interven-
i'o do agente Oiiveira, dedons i-sera\os de nn-ia
idade.prnprios para campo i- sendo um delles ro-
peiro: qainla-leira 31 do corrente as 11 horas da
manba no escriplorio do referido agente.
A 31 do correnle.
N. O. BieberA C. farao leilopor inlervenco do
agento Oiiveira, do linuV.....piimo sitio combaixa
de e.ipim para3 ou i cnvalloe,e rom uma elegan-
te cana construida ha anuos moderna c com te-
da a solidez e esmero, conlendo grandes acommo-
itardct para numerosa familia e com todos os mais
arranjos de coebeira, estribara, casa para feilon-
criados, e os competentes adornos dejardim, ludo
como da discripcao b-ia por esle Diario em 10 de
julbu do auno pastado, dia em que foi vendido pe-
lo anterior proprietario Manoel do Nascimeolo da
ie- Silva Bastes, rev.indendo-se agora por motivos da
en-1 prxima retirada para a Europa do
l.HS'151.7. V .t ll>l VM>.
Reciln i'\li-ii(ii'tliii:iri:i livre tin
ISsi^lllllllI-U.
QUARTa-FEIRA. 30 DE tURQO DE 1859.
Subir scena o inagiiilico mvslorio emcpialro
llerebeiidc depol" carias de Pernambuco em que
se me aturra ira quo osla cidade dcieria ser ataca-
da, o dando- no tambem disso alguma idea o Exm.
presidenta i aquella provincia, quaudo ja en me
oceupavadot metes de dofeza, accelorei as medidas
que cabiam lias iniibas tercas, mandando logo para
Jucuipe o pr-.laule cidadii Jos Rodrigues Celta
Pilanga, revi slido do carcter de director goral dos
ludios, e avi inpanhado de um destacamento de lfi
[nacas de guarna nacional, com o fin nao s de
reunir em te no da bandeara do governo os ludios
daquella misso e dasvistahas, u mais gunlc incau-
te, que faciln ente podiam ser, como j su nchavam,
scduzidos part tomaren] parle no moviinento ruvol-
teso ; mas taiubeui de poder auxiliar as toreas l-
gaos d'Agua Preta, como enlao julgava necessario o
seu digno ovlente general cominaul.iule om chote
das opiraces. A poz este providenc i segniram-se
OUlras que i-ousistiran em mandar cu para u villa
da Iniperairiz um ofUcialde cooflanea, qne na logo
partir om companhia do juiz de direito laetoal chufo
do polica interino] Manuel .leroiiuno O ledos Aleo-
forado, com ordum expressa ao delegado para le-
vantar aun (orle destacamento que podaste obstar
por aquello I, do u qualquer invasao do ininigo.
E dopuis di expedir circulares loilus os delega-
dos de poln. cheles da guarda nacional, prin-
cipalmente i is das fronteiras do norte, para alin-
tese prepara los formaron! una linha sanitaria con-
tra a peste re 'oluciouaria ; e finalmente depois de
fa/.er expedic a requiso o do Exm. presidenta du
Pernambuco,| uma terca de 102 piaras, composla do
02 da valerosa guarda nacional das Alagoas, e de
-W pracas do primeira linha, a que se reuniram 59
da guarda nacional da Mala Ciando lodos ao man-
dado do rapiu Manoel Jos de Espindola, para de
acord com as (erees de Pernambuco, operar so-
bre os rebtalos reunidos era Tacante, e quo foram
balidos em Sena-Negra, para onde desaliadamente
correram com a cliogada em Tacaral do dilo capi-
lao Espindola'. creei o balnlhao provisorio para fa-
zer a guarno o, pondo a frente delle o mui leal e
valeroso commaudante superior Salvador Pereira
da llosa e Silva, coja unirle noservieoda patria,
sempre ser lamentada por mim c petes Alagoanos,
que cerlaruenio perderam um taoni soldado, um ex-
cellenle cldado, o pai do numerosa familia.
Alguns dias depuis do ataque dado em novem-
taro do anuo ipassado pelas forras legaes conlraos
rebeldes em Cbusseiro, o seu pilncipal chele, o capi-
tao Pedro Ivo 'ellosoda Silveira, salmo desaperce-
bidamcnle da- maltas e dirigirn-se a esta provincia,
com alguus di seu sequilo a roceber o cumprinien-
lo da promessa que lbe haviam feilo, pairando por
viute e qnalro horas em S. Miguel dos Milagros;
mas saliendo da existencia do batalhan provisorio, c
da presenca de um brigue de guerra estacionado
este porto ./1- pereebendo lamben que assmaae-
menles revoluciouarias nao poderiam germinar no
territorio das" Alagoas, voltou desapoulado parasen
auli-o escapando a perseguicn do coronel cliefc dn
legiao do Porto-Calvo Jacinilio l'aus de Mendonca,
aqueni uiicarrogue, do o capturar, no momento e
que inea certeza de estar mencionado capilao no
lerriorio dalprovincia. Por osla mcsnia occasio
mandei crutar pela costa, desde Jaragu ale Barra-
i.rao.I.-, Hiullancho bem Irpoiado, para apprelien-
der osarligps bellicos que livesscm de seguir para
0 centro daj mallas*.
Contender com o ataque geral, que veio a verifi-
car-so no dia 20 de Janeiro desle auno, c conside-
rando (piojos rebeldes, sendo aperlados pelas binas
de Ponan/buco [a quem liavia eu mandado um au-
xilio dellK pracas enlre guardas nacionaes. e in-
dios ininmaiidados por Antonio de Sonsa Salasar
loriam iilallirelmcnlo decarregar com impelo so-
bre esla provincia, reforcei o ponto de Jrcuipe, que
tlcoii com mais de 350 pracas, colnqne um desta-
camento Me 51) ao uiamto do lenle Manoel Perei-
ra de Soiiza Itunli em lialho d Meio ; mandei reu-
nir no Pasto de Caiuaragibe um contingento de UK)
guardas! uai-iouaes no mando do capilao Jos Apoli-
narlo de Faria, para luan-bnr a primeira ordein ;
puz no lugar de Jiiudi uma terca de 2i)0 liumons
asrdeos daqueiie diligente chele de legiao Jaein-
lo Paoi de Mendonca, determinando a todos estes
1 nm Hindanlos, que n.io opernssuaMPiin de perfei-
lo aesVedncom o director geral dJI indios, cuja
; voz ileviam acruiliriuimediateuieate, quando o ini-
lo recoinmenda-o'ao digno direc- !"'"'/ "usasse pizar em terreno desta provincia. E
i-io m.l.-uei li,.,un de ler rollado do Porto-Calvo,
onde deixei ludo bem disposto, e d'onde oflciei
no Exm. presidente de Periiaintau-o, ollerccendo-
r.-iardoii d encontr desejado, o qual se effoctuou u>f P** pertaf o cerco ao inimigo, a mais leal
COMMERCIO.
PRACA OO RECIFB 20 DE I!ARCO DE 1859.
AS TRF.S HORAS DA TABDE.
Colacoes olliciaes.
Descont de letras8 por cenlo ao auno.
l'red. Hobillard, presidenta.
P. Borges, secretario.
Af.FANIlEGA.
Reudimento do dia 1 u 28. .
dem do dia 29......
430:8045526
22:846t237
GABRIEL ELUSBEL
01' os
Dlihigres de Santo Antonio
Principiar s8 horas.
Os Srs. assignanles t.-m preferencia aos seu ca-
marotes e cadeiras, e por isso sao rogados, os que
quizereni, a manda-Ios, buscar ao escriplorio do
lliealro alsll horas do din quarla-teira, dessH
hora em dianle nctihuma n-clamaco 3er aceite.
SABBAOO 2 DE ABRIL DE 1859.
Subir scena, em recite extraordinaria, livre da
assignalura, o magnifico mysterio em 4 aclos
453:630f763
Desea rregara hoje 30 de marco.
Barca americana Saoufariulia, taboailo e taanha.
Barca inglczal.uuanfazeudas.
Barca lionoverianaCeliaarinba de trigo.
Barca iuglezaSeraphina(azondas
Brigue brasileiroVeloz(umo o charo los.
Barca nacionalYayadiversos gneros.
MOVIME.NTO DA AI.FA.NDEA.
Volumcs entrados com (azendas 155
com gneros 353
------ 508
. 147
. 345
------492
lS&t-MNS
5:1:18S1I
Volumes sahidos com (azendas .
< com gneros .
, CONSULADO GERAL.
Reudimento do dia e 28. .
dem do dia 2!1 .......
128:287357:
DIVF.BSAS PROVINCIAS
Bendimcntn do dia 1 a 28. .
dem do dia 29 .......
8:15380!) 1
21g62
l:373f553
DESPACHOS DE EXPORTAQAO PF.I.A MESA DO
CONSULADO DESTA CIDADE NO DA 29
DE MARCO DE 1859.
LiverpoolBarca inglcza Trinculo, Johnslon Pa-
lor & C, 100 saceos assucar mascavado.
DelewareBnrca americana < CE. Les,.- Saundcrt
Brolhcrs & C, 1500 saceos assucar mascavado.
HavreBarca (ranceza Oliuda, diversos carrega-
dores, 600 saceos assucar branco, 1500 ditos dilo
mnscnvndo.
Lisboa Barra portugueza Ilorlenria, Amorim
lrmos, 175 saceos assucar branco, 75 ditos
dito masenvado.
Lisboa Brigue portuguez Activo, Amorim Ir-
mos, 200 saceos assucar branco, e 100 ditos dito
mascavado.
LisboaPatacho portuguez Jareo, Jos dos San-
tos Pereira Jardini. 5 barris mol.
II.-ilif.ivBrigue inglez Eclipse... Whatlv Portier
& C, 300 couros salgados.
Kv|i(i-lat-a Lisboa, brigue portuguez Coiislantc, conduzio o
seguinta : 2,806 saceos e38 barricas com 14,169 ar-
robas de assucar, 227 barris com mol, 20 barnscom
agurdente, 100 couros salgados, 2.500 cocos sec-
eos, 10 pranehes de amarollo, 3 caixas com doce,
:i barricas com cafe, 1 barrica com farinha.
Baltimore, patacho inglez Giaour. de 234 tone-
ladas, conduzio o seguinta : 2,800 saceos com
11,000 arrobas de assucar.
PKladclphia, barca americana Imperador, de
460 toneladas, conduzio o seguinta : 5,500 saceos
com 27.500 arrobas assucar.
RECEItEDORlA DE RENDAS INTERNAS GERAES
DE PERNAMBUCO.
Rcndimento do dia 1 a *S. 52-233$190
dem do dia 29....... l:655f23
Ul os
Milagros de Sanio Antonio.
Accitam-se desde j encommendes tanta de en-
marles como de cadeiras. s pessoas une nao iio-
deram otaler bilhetes para a recua de baje.
Avisos niaritinios.
Companhia Pernambueana.
O vapor nacional yuarass, segu para os portes
do norte no 1" de abril e recebe carga al o dia 28
al o mcio dia,
Para o Rio Grande
do Sul.
Segu infalivclmeule al o fim do prsenle mez o
brigue nacional Duque da Terreira, porj tersen
enrregamento quasi camplelo : para algum resto da
cnrgn, trata-se com os consignatarios na ra da
Cruz n. 51.
Para Lisboa segu com a maior brevidade,
por ler parle de sen carregamenlo promplo, a liem
conheciaa barca portugueza llorlencia : quem ua
mesma quizer carregar ou ir de passagem, enten-
derse com os consignatarios Amorim rmos, ra
da Cruz n. 3, ou com o capilao Joao Silverio Roma-
no, na praca do ronimerrio.
O veleiro brigue portuguez Acliro, deve se-
guircom milita brevidade para Lisboa, tem promp-
a a maior parle do carregamenlo ; para o reste
a frote, ou para passageiros, aos quaes oferece en-
rllenles com modos, Irala-se com of consignatarios
Amorim limaos, ra dn Cruz n. 3, ou com ocapi-
lo Cuillierme Waddumton, na praca do rommercio
Cenr.
Segoc com brevidade o hiale Dom Amigo, rece-
be carga a Brete, a tratar com Caelano Cyriaco da
C. M.,ao lado do Corpo Santo n. 25.primeiro andar.
Sr. G. II. II.
lloim, socio gerente da sobrodila casa commereial
dos Srs. N. O. Bieber \ C. e visto acbai-se o indi-
cado sitio celloeado ao correr da estrada denomi-
nada Santa Anna (defronte do sitio do Finado com-
niendador Anlonio da Silva; fcil ser c seconvidam
aos pretendentes para ocame previo de ludo an-
lesdo leilo, que lera lugar quinta-feira 31 do cr-
renle, s 11 horas da mnnha, no escriplorio do
mencionado agonto, ra da Cadeia
liBWDE LEIlAO
DE
Predios, carros, cabriolet,
ca>allosearreos.
QuinVa-feira ft\ oeorremte.
HuaNova n. 61.
I
porconla c ordem do Illm. Sr. Adolpho Bonrgeni-,
que se relira para Europa no prximo paquete,
v.....tari em leilao quinta-feira 31 de marco as 10
horas em ponto na residencia do mesmo es obicc-
los ataaixo declarados os quaes serao vendidos tea
I reserva de proco algum em ennsequencia de sua
brevo viagem, em tote a vontade dos compradores :
1 sobrado na ra Nona u. lil de 2 andares.
2 carros uovos de ridraca.
Sdilos sem \idraca.
1 dito pequeo.
4 diios em bom uso.
2 cabriolis.
5 parelhas de cavallos.
i (avalles bous para cabriolet.
C pares de arreios para cario e oulros ohjcctos
que sero patentes no aclo do leilao. IVde-se por-
tante aos Srs. prelendcnlesipie leuham a bondade
de com antecedencia ircm examinar dito predio,
carros e cavallos que se acliam a expesicao do pu-
lilico alim de que possam laucar sem" escrpulo
algum.
DL
Para Lisboa
A 30 do corrente.
Whalclv Forsler & C. farao leilao autorfsado pelo
lllin.Sr. inspector da alfandega, por cunta e risco
de quem perlencer e pm inlervenco do agenta Oii-
veira. de diversos salvados do galera ingleza l'arih,
consislindoem ceneja engarrafada, barrilinhos rio
arenques, geuetara em caixns. queijns, pregns em
tanrris, oloeiu bolijocs, bniiha de porco, cadeiras,
caixas de folia de Flnndres, lenseos grandes di-
funto em folln i- um cabriole) de 4 rndns com ar-
reios : quarla-feira 30 do correnle as 10 horas da ma-
ullan, no armozcm n. 11, junio do Trapiche da des-
carga da sobredila alfandega.
LEILAO
DE
Um rico sitio
Quarta-feia 30 de marco.
fara leilco no dia cima indicado de um bello sitio
na pnvoaco doBarro.com 80 palmos de testada e
iS bracas de fundo, lem una excellenle casa de vi-
venda com 50 palmos detrenlo conlendo 3 boea ta
Ins. O terreno foreiro ao engeuho Peres, e plan-
tado de diversas frueteias, sendo jaqueiras, frurta-
pao. mnngueiras, oiti-cor e bstenles larnngeiras
Podro jura c l'aulo ntjit, que
t) uosso patrete .Santo Komi,
bem aceito to publico,fara par-
lo da actual companhia d'raiua-
lica: hom ser que o digno em-
prezario decifre jjsse enigma!!
Exptrait%m.............................
Aluga-se uma preta cozinheira o engomma-
deira para todo o servir : quem precisar dirija-se
lamboa do Carnin n. la.
O abano assignado relirando-se brevemente
com sua familia por alguns saetas para a cidade de
Sobral, alim d.. cuidar de sua saude, deiza encarro-
ado de sena negociosa seo mano o Lachan-I Ma-
nuel Ferreira da Silva, e de sua clnica em priniei-
ro lugar noSr. Ilr. Alc.vaudie deSouza Pereira do
Carino, e mais aos Srs. Ilr. Joaquim de Aquino Fon-
seca e cirurgiao Francisco Jos Cerillo Leal.Beci-
fe 26 de marco Je 1b9.Dr. Joao Perreira da Silva.
Precisa-se de uma ama idosa para casa de
u ni estrangeiru, ene esjsjemme, cozinhc e faca o
mais snico interno : a tratar na na do Trapiche
.Novo ii. 0.
Precisarse de um homem que cntendadn ser-
viro de relinacao na ra da Concordia n. 8.
Precisa-se de mu leitor para um silio perio
da praca a lralar un Iraiessa da Madre de Dos.
armazem u. 21. \
i\a padaria do paleo da Sania Cruz n. fi. pre-
cisa-se minio fallar com o Sr. Anlouio Bernardo
Das, nalural da villa de Sanio Thin-n, casado, ebe-
gou a esla provincia como engajado no brigue por-
lugucz Trovador emlTde maio de 1850, etam-
bem so roga a qualquer pessoa que delle tenli.i
coiibei imeiiio ou noticia fazer o favor de avisar na
un -una padaria que se Ihe flear muilo obrigado,
pela grande preeisao que hade se saber desle mi
mo Sr. Das.
_ Precisa-se de uma nina para co7nba viudo as
. lunas, pode ijiioreudo rclirar-se s 5 horas da
larde : na ra do Quciciado n. t.
) escriplorio de contabilidade commereial que
seaclinvaesiabtlecido amada Cadeia de Sanio
Antonio n. 21, foi transferido para a ra das Cru-
z-s n. 34 primeiro andar; ah se prnmplicAm te-
das as comas cominerciaes e se escripturam lvros
por partida simples e dobrada. ludo com prompli-
dn o zelo, sota a ailminislracao do Christovao Cui-
lbernie Breckenfeld.
Precisa-se de um fornciro o dous amassadn-
res : na_ padaria do Forte do Maltes.
| Joo da Silva llamos, medico pela universida-
de de Coimtara, tendo de estar ausente da cidade
por alguns dias em commissn do governo deiza n
Dr. Se\ o enenrregado dos seus docntes.
-a- O abaixo assignado scientiflea ao publico que
se actaa no ejercicio de procurador da cmara mu-
nicipal da cidade de Dunda, portante as pessoas
que liverrm de pagar qualquer imposte porlenren
le a referida cmara, procurem-no na momia cida-
de roa de S. Benlo, sobrado contiguo ao edificio
imde funecionon a academia.
Jos Joaquim Xavier Sobreira.
A ende-se o engenho l.imeiriiiha na comarca
de Nazareth a raargem do Bio Tracunhaem, rom
Ierras e obras sullicientes para safrejar dous mil
paos, ptimo de assucar o com hous pastoradon -,
lendo uma boa destilacao, d muilo interesso, por-
que as agurdenles quasi todas se -vendem na por-
ta por Ucar peno da estrada do Limoeiro : os pre-
tendentes dirijam-se ao engenho Pindobal em Pin.
d'Albo.
-- Vendc-sc um escravo de meia idade : na ra
do Collegio n. 7, segundo andar.
Hoje ao meio dia depois da audiencia do Dr.
juiz municipal da segunda vara, ir a praca pela
segunda vez a parte do sitio peoliorado por" execo-
ran de Anlonio Machado Gomes da Silva contra sen
devedor Pedro de Alcntara Motile Cima.
IrnuiDilado do Senhor Bom
Jess da Cruz.
A mesa regedora da irmandade do Senhor Bom
Jess da Cruz, erecta na igreija de Nossa Senhor.i
do Bosano do hairro da Boa-Viste, pelo prsenle
declara ao rospeitavel publico que pretenden! na
quinte domingo da quaresma (10 de abril prximo
vmdourol apresenlar a imagem do sen padroeiro
em solemne prorisso com aquella pompa que lbe
i: devida e de coste mee para este Um roga a todos
os seus irmaos para comparecerem em o mencio-
nado da, assim como a lodos os devotos que nos
t-oadjuvem com as suas piedosissimas esmolas.alim
de conseguidnos lao santos actos. Consistorio em
mesa 25 ne marro de 1859.O secretario, Salus-
linno Severino do Kspirilo Sanio.
O abaixo assignado lendo perdido uma accio
n. 1971, edous recibos ns. 128 e 129 da caixa eco-
nmica, declara que licam taos titulos de neuliom
elfeito, visto que lem de receber da directora da
mesma caixa a duplcala delles a vista desta de-
i-laracao. Becife 29 de mano do 1859.
Vicente Ferreira de Paula.
>'a loja de rosles do aterro da Boa-Vista n.
2/. cliegou um rico sortimento de espelhos de to-
dosos temanhos assim como riqussimas mohilias
de Jacaranda e de mogno, na mesma loja rendo-so
lanibein junco de superior qualidade.
Precisa-se de um raixeiro para um deposito
de padaria : na ra Direila n. 30,
AVISO.
Precisn-se de uma ama de leile : na ra do Col-
legio n. 16, primeiro andar.
Na ra do Padre Floriano n. 23. se dir* meta
da dinheiro a premio em pequeas quanlias com
penhores de ouro ou prala.
Compra-se
depois do liro que levei, Rracas s redoLr.nl.is dili-
gencia- do director Pilanga, e ao desvelo do Dr, Oi-
licica que alliviou as nrlnhas BeSre. Tendo a for-
tuna de ver meu Qlho, live bambem, depois de ton-
ga conferencia e de militas la rimas, a fccidade
do comiuove-lo e do c.iuvenc'--lo deixar, com
deixou as armas, o vir se apresenlar a V. Exc,
de cuja patarra elle au iliividoii um s momeulo
desde que leu a caria que V. Bxc. dirigi ao Pilan-
ga : ecom eir-iio. v. Kxc. a enmprin restrictaman-
t. tudo quauln se passou nesie negnein, o que
alllrmo V. Kxc. debaixo de minha honra e f.
Accresce mais, K\in. Sr.. urna circuinstam-ia,
que julgo necessario declara-la. Vendo eu que se
ia instalar a assembla geral, e tendo cu Helia ami-
gos, lano da Babia como do norte, ronsullei com
cllrs minha viuda ueste centro, o lodos approvarnm
minha resolucao, o promolleram quo, se meu lilho
largaste as armas concorreriam para alcancar de
S. M. M. Imperial amnyslia para elle, e al aluc-
ina rain que, leudo sido amnystiadas tedas os pro-
vincias em que lem apparecido estas desordens,
Pernambuco nao seria a nica que fosse exceptua-
do dessa regra.o que muilo me animou.e expuz-me
perder a vida para salvar o Blho.
Dos guarde a V. Kxc. muilos anuos com as gra-
cas (jue sabe desojar quem uoin respeilo o esti-
ma e,
De V. Exc. subdito respeitador o obediente ser-
vo. Pedro Ment Velloso da Siioeiin.
N. 6.Illm." e Exm." Sr. Pedro Ivo com os
sous rompanhoiros.cnuslanlcs da relaco junte, de-
pozeram as armasr e diaparsanim a sua gente me-
danle a seguran.. que dei ao tencnte-rcoroncl Pe-
dro Antonio de quo o deixaria sahir com seu fllhu
e os do ten sequilo, que o quizessom seguir, para a
Bahi, a flearem dehaixo das vistas do V. Ctc

coftdiuvaciio de loda a guarda nacional das Alngna;
maiscidadaos ordeiros, em cuja dedicico muilo
conliava e conlio.
Kinquanlo porni tratera de premunir-me assim
cnnira os lilaques dos rebeldes, nao m.- descuidara
de cogitar sobre os meios do fazer costar a guerra
por maneiras pacilicas, mu corlo do que a inleuc.in
dogorerno imperial uo era derrama.-o sangue
brasileiro, masenfrciar a anarebin.
^ A 13 do jant-iro desle mino, quando anda rece-
bia noticias melanclicas do oslado da guerra das
mallas: e quando nos acharamos esperando a cada
momento a visite dos rebeldes, chega da Babia o l-
enle coronel Pedro Velloso da Silveira trazendo-
me nina caria de .-imples ii-conimendaciio do Exm.
presidente daquella provincia, em que'me commu-
nieara a intencio com que vinha o velcrauu militar
de aflaatar seu lilho das maltas.
Tomando este deliberacao do tenenle coronel
emo nina fortuna, que nao devia desprezar quem,
como eu, anceiava por ver logo terminada urna
guerra lralricida, em que so estavam consumindo
ros do dinheiro, inmenso valor e i idus preciosissi-
mas, ao passo que deviamos guardar a nossa bra-
vura para lular cominimigos externos ; accolhi de
meilo bom grado o pai que vinha arrancar seu li-
lho da carreira do crime, preslei-lhe o auxilio de
que necessiinva, e depois de afervora-lo em sua
notare misso, fl-lo ncompanhar por pessoa de mi-
nha conllauea, o honradlssimo Dr. Manoel Rodri-
gues Leite Oilicica, com carta a seu irmao o direc-
tor geral dos indios, recom monda mi-.-Ihe que lizes-
se loda a possivel deligencia para que o tenenle co-
ronel Pedro Anlonio tivesse uma conferencia par-
ticular e secreta eom o capilao Pedro Ivo ; e que .
ra a no caso de poder o bom velho conrerter o flllio.'i 3 da I.
oro- otaranse tudo quant Jo1g*i. cnndocnie a envinlo | o
53:89;)S15
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilendiuienio do dia 1 a 28.
Ideo do dia 29
C2i9I7SIS8
3:609,Sli6
f.6:526S6l
vai sabir aleo dia 17 de abril prximo futuro o ber-
gantn! nacional Despique de Beiris, capitao
Faustino Joao de Can-albo, forrado, encavilbado de
robre, de primeira marcha, j tem melado do car-
regamenlo engajado : para o resto e passageiros
traa se com o i apilan na praca do commercio, ou
na ra da Sen/ala Nova n. 4, c Iravessa da Madre
de Dt-os n. l).
Para o Rio de Janeiro seguir com brevidade
abarca l'tiyn, para carga alralarcom Caelano Cv-
riaco da Costa Mon na.
Para a Bahia.
O veleiro e bem couhecido palhabote Dous Ami-
gos, pretende seguir com milita brevidade, tcm a
seu bordo melado de seu carregamenlo ; para o res-
to que Ihe falla, Irata-se rom o sen consignatario
Antonio Luz de Oiiveira Azevedo, no seu escriplo-
rio, ruada Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro.
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Da-
mo, de primeira marcha, pregado e torrado de
cobre, prelendc seguir com muita brevidade, lem
parle do seu carregaiuauto a bordo ; para o reslo
que Ihe falla, Irala-se com ti seu consignatario An-
tonio Luiz de Oiiveira A/.-vedo, no sen escriplo-
rio, un ra da Cruz n. 1.
lio ecerrado de limoeiro. O sitio flca pouco adianto
da capella sendo a casa a que hca alguma cousa re-
(irada do alinhameulo da ra (cerca de 40 palmos) e
j pertenceu ao fallecido padre Braz. Roga-se por-
tante nos Sis. que o pretenderen! que tenham a
bondade de o examinar alim de lanr-aicm com
pleno i onlni imeoln.
LEILAO
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 29.
Liverpool19 dias, brigue inglez Tktlie, do 2fl3 la-
nciadas, capilao P. du l.aperelle, equipagem 10,
c rga fazeudas e Irilhos de ferro, a F.dunnl
'i\all.
Macei 3 dias, galera ingleza llemione de Uil to-
neladas, capilao Tomall.equipngem 10, cnrgn as-
sucar o algodno a C. S. Aslley .x. C.
Aarios sahidos no mesmo dia.
New-YorkVapor americano de guerra Harree! Le-
ne, coiiimandaute Franco.
Bio de Janeiro Vapor francez do guerra, Futre-
yasteau, coiuiuandanlc Roubel.
Liverpool por Macei -barca ingleza llahamian, ca-
pitao W. Iteraren, cm lastro de assucar.
CanalBrigue hauburguez Tritn, capilao Dun-
ker, carga cafe.
Rio lirunde do SulBrigue brasileiro Duque da Ter-
reir, capilao Joaqoim Anlonio de Paras, carga
assucar.
Rio da Janeiro c Bahia Vapor inglez 4ron, com-
mandan Revett.
OBSERVACOF.S METEOROLGICAS.
DIA Z9 DE MMlHi.
TEXTO. i'Kiisoiii'.ri'.o
ta | B -_ Z =1 5 1
i 1 a ^.a c -S 8 2 .O C3
1 mm.
fidam. Cu mulus KS Reg. m.o 20.H Hl) 1 i 91
9 M 22.11 H-l m 75fi 8
1/2 din t.irrus ;io 210 sr. *:, 756 n
Sdat. > ESE 28.8 2.1.1 81 756
0 .- r.7 U.O VI
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOLETES 4 VAPOR.
O vapor Paran, commandaule o capilao tenenle
Jos Leopoldo de N Torreso, itpera-se dos portos
do uorle em seguimento aos do sul al o dia i de
abril.
Recelie-se desde j.'i passageiros, frele de dinhei-
ro e eneommeudas o ongaja-so a rargn que o vn-
por poder rondo /.ir, sendo os volumes despachados
com antecedencia al respera de sua chegada :
agencia roa do Trapichen, li).
Vende-se una morada de casa terrea site na
Iregneaa dos Abigados na de S. Miguel n. 76: a
tratar na mesma casa.
Leiles.

LEILAO
A 31 ado corrente.
Manoel Jacqucs da Silva e os mais herdeiros do
finado conimendador Antonio da Silva farao leilo
em um s lote, por inlervenco do agente Oiiveira,
do seu grande e bello silio com duas espacosas ca-
sos, chaos proprios, leudo a frente no lugar da es-
trada entre Sania Anua e Casa Forte e fundos
inargem do rio Capibaribe, de couforinidado
com a planta que se eflorece para cxaiue previo
no escriplorio do referido agente, onde tet lugar
o leilao ua quinta-lcira 31 do corrente, os 11 horas
da uianha.
Ter$a-feira 5de abril.
SI. de Borla
de ordein do Illm. Sr. I)r. juiz especial do com-
mercio o a requeriiiiento de Jos Rodrigues Perei-
ra, depositerio da massa fallida de Donlley A C,
far leilo de uma excellenle casa terrea que faz
esquina na Iravessa que llca por detraz da ma-
triz do Poco da l'nnclla, na terca-feira 5 de
abril no seu armazem na ra do Collegio li. 15
as 10 horas em poulo. l'cde-sc nos Srs. preten-
dentes que tenham a bondade de examinar a refe-
rida casa, para que possam tancar com lodo o co-
nbeciinento.
LEILAO
___ "'"
Tres predios
Segunda-reir 4 de abril.
PELO AtlENTE
PESTAA.
O referido agente competentemente autnrisado
pelo Sr. Manoel Francisco de Arroda, far leilo
no dia cima designado e pelas 10 horas da ma-
nba em seu armazem ra do Vgario n. 11, dosse-
guintes predios silos na cidade de Oliuda perten-
ceutes so dito senhor, lodos rom encllenles acom-
nioda ne- para familia, e de inleresse para arren-
damento por seren lodos edificados em chaos pro-
prios, a saber:
Lina casa lenca do pedra e cal, sita na rila da
Boa Hora, com solio, leudo 20 palmos de frente c
60 de fundo, quintal amurado c com um terreno
do lado do pculo anuexo dita casa.
Um sobrado de um andar silo na ra de S. Benlo
com 15 palmos de frente e 86 de fundo, com duas
salas, :! quartos e coziuha, e o quinlnl em aborto.
Lina casa terrea de pedra e cal site na ladeira
da lina de S. Pedro Marlyr com 39 palmos de fren-
.....lid de fundo.
Os preleiiduiites podero desde j examinar as
ditas piopriedadcs, o para quaesquer csclarecimeu-
lus dii ijam-se ao mencionado agente, qne tudo liles
ministrar at a liora do leilao.
Avisos diversos.
Paco scienle ao Sr. Veltozo e mais pessoas.
que assistiram ao tliealro de segunda-feira, que
pessoa que tinba vendido o bilhele de camarote por
duas recitas, que j me paguu una recite e tudo
mais Ihe perdoci.
Recito 29 de marco de 1859.
Ignacio Mery Ferreira.
Precisa-se de uma ama forra oa captiva, que
engomen; com perfeicao, para casa de ponen fami-
lia no ir-/.. ,ie i",iar o 1, cm Pora de Porta*,
Vis-
.... segundo
andar do sobrado da esquina do beeco do Varas.
No dia 5 do correnle meze anno fugio da casa
do ataaixo assignado o seu escravo muUUnbo de
nome Jarintno, de idade de 18 anuos, de estatua
regular, olhos vivos e muilo ladino, consta que
se arhava houtem a bordo de uma barca america-
na para seguir nella donde, veio para trra na lan-
cha do pratico : roga-se a polica de Ierra e do mar
a captura do referido mulalinho, que o annuncianle.
recompensar levaudo-o ra do Vigario n. 12.
Themoteo Pinte Leal.
Compra-se ou aluga-se um sitio perto da praca
rom casa de vi venda : a tratar na taberna grauV
da Solcdade.
Precisa-se de uma ama forra ou eterava, que
sailia eozinhar e engommar: na ra do Cabug n. 8,
segundu andar.
ATTENCO.
Desapparecou uma catara (bixo) prela coea na-
Ibas brancas, com canga, em uma das ponas tem
uma brocha : quem souber ou der noticia, dirija-.-
a ra da Sania Cruz u. 64.
Gheguem aloja do Serlanejo
RuadoQueimado
n. m A.
Que rica pechincha para a quaresma se est aca-
bando, bem couiosejam : cortes de vestidas de seda
prelos com 3 saias o melhor que pode haver no mer-
cado pelo commodo preco de 509, 604 e 70J, gros-
denales de todas as qualidades a 11400, libOO.
ISO!)", IS7I), \pt*, l e muilo lino do 4 palmos de largura a 2*800, man-
as de hlond prelaa u, 10f, dius muito naso me-
lhor que ha uo mercado n 16f e 18 oad* uma
meias pretas de seda a 28600, ditas brancas a 2a50(l
i&lKl e 3$, ditas de lata para padre al|70H eS,
sarja prela hespanhola de duas larguras a1|0OOe.
.Sau, palelots de panno lino forrados de seda a
-' 'S. 22g e 'i, pannos prelos de todas as qualida-
des, velludo preto e de cores, seda preta tarrada,
dita branca, manas brancas d0 blond a 7$ e 8$500,
ricos enfeitc.s de vidrilho do ultimo oslo a 4J, 5g|
i, !)S e 10j, ricos ospartilhos do melhor goste que
podo haver de carmel a sg, 9g e 10* ; assim como
sejam obras feites de todas as qualidades. pentes de
lailaruga Imperatriz o melhor que pode haver, o
ludo mais que se podo procurar se aeba noste es-
la beln mon i,, a vontado do comprador; garnte-
se vender mais barato do que em outra qualquer
parte.
Aprecien! o bom goslo.
Na loja do Sertanejo
n. 43 A.
Ricas sabidas do baile do melbor goste que pode,
haver, tanto em fazenda como em proco, lazinhas
de quadros miudos e grandes a 420 e 460 rs. O co-
rado, chapeos de velludo pretos a 74, ditos de al-
paca terrados de seda, muito commodos paraandar
a fresca a 2i00. gollinhas de diversas qualidades
a l s a 1$200. 1S600. 2*200 e 2S800 gilas e man-
guitos a 3S5IK), is e SOO. manguitos, goliat e ca-
iiiizinhnsa6. 7el0g, colleles fertos de velludo
a 10, 11;. \i$, calcas de casemirasde cores, (ci-
tas, ricas tacngalas de massa flugindo uncorne a 7^
8, e 10g, grosdenaples de cor a 1S900 e JJO00, seda
branca lavrada, ricas camisas para senhora com pro-
gas e de muito gusto a 7J e 8 cada uma, rieespan-
nos para mesas, e muito linos a 7g, 8$ e 99, ricos
casaveques de fntl&o e do melbor goste que pode
haver a 15^j* 181. ditos de mussulina muilo bem
enhilados a .1$, lz>e 13, cavisa ao retoeitavel
publico, que manda de qualquer uma fazenda amo>-
lra para ver se agrada, assim como lamlieni J *-
"lO'ra-; deind" peobiir.


rfhMM
4
CASA DE SAME.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier, proprielario da an-
tiga e acreditada casa de saude sita an norte da es-
irada dapassagem da Magdalena, entre aponte gran-
de e a pequea do Chora-menino, c na mesma re-
sidente, lem dispostfl 08 milhnrcs rninniodcis para
reeebar qualquer pessoa enferma, e arhando-se o
sen ostaboleriinonlo nas mais agradareis Cundirnos
liygienieas; rnuliua a offereeerosseus sarvicos, af-
fiancaudo o mellior tratamento e o malor lelo' no
curativo das molestias. Omesmndoutor, tem des-
tinado urna sala para partos, cuja utiliade lie in-
contcslavel.
SAO FNCAR#kG.VDOS DA CLNICA
Operacoes.O Illm. Sr. Jos Francisco Pinto Gui-
niaraes, cirargian do Grande Hospital de Carida-
de, ruja pericia he bem conhecida.
Medico consultante.-r-0 lllm. Sr. Conimcndador Dr.
Jos Joaquira de Moraes Sarment.
Partos.O lllm. Sr. Dr. Silvio Tarquinio Villas-
Bdas. *
Palhologia dulriua.0 proprietario do estabeleci-
meiilo.
A !ia/ia **ri do 3S p 2*fl00. conforme a gravi-
dade c duraran da molestia.
As pessoas que quizorcni um Iratamenln distinelo
pagaran na razio di despeza que flzerera.
Uperaooos, sanguesugas, conferencias seo pasas
aparte da diaria.
l'assagem da Magdalena 2^ de dezembro de 1858.
l)r. Ignacio Firmo Xavier.
COMPANHIA
ALLIANCE
Establecida pm Londres
(RQO I
CAPITAL
Cinco mVUuVs t\e libras
esterlinas.
Saunders Brnthors & C. tem a honra de informar
aes srs. negociantes, prapriolartos de casas, a
quem muscoiivier, que e.slao pumame.....autorsa-
uos pela dita companhia para eflecliiar seguros so-
prw eniutios de tijnln e podra, robnos de lelha e
is-ialiiieiiii-MiUri-n lijecisqiie coiitiverem osmes-
ioosmicios,querconsista eiu mohilia ou t-ni Fazen-
riasilc qualquer qualidade.
nfUBsas
VIA FRREA
i
DO
RECIFE A Sr FRANCISCO.
A companhia seacha prompta a receber propos-
tas para a enndijcvu.,le nina grande quanlidadc de
tnlliose antros materiaes perti-iirentes a inesma
> ii frrea do lutnral das Cinco Ponas, onde presen-
temente se acham, ao lugar chamado lioa Sirca ou
Bertioga, sito no rio ipojuca.
As propostas deverao ser enviadas por escripto
marrando.! preco por arrobis inclusive carrogaro
desrarregaro peso que pode ser conduzido porca-
da barcaca, o maior numero dellas que se poder em-
pregar nesie servico assim como o lempo gasto era
rada viagem.
Ksrriplorio dos engenheirns na villa do Cabo 10
de mano de 1859.
W. Jf.Penitton,
F.ngeiiheiro em chefe.
VIA FRREA
no
Recife a S. Francisco
A companhia precisa empregar S00 obreiros ad-
dicionaes entre a villa do Cabo e Utinga, e utlcn-ce
as segninles vanlagens.
Est resolvida a contratar os aterres ein lances
pequeos, por prerns que garantein maior fuero
aos conlraladores, do que o que se realisa pelo Ira-
balhii diaro.
Empregar-se-hao lodos os homens de forra e ac-
tivos por um precoproporrional equivalente Vi ls2K0
rs. diarios.
Conlratar-se-ho pedreiro*, carapinas, offlciaes
de podreiro, ferreiros, assim como oulros mechani-
cus, mediante coudicces favoraveis einpreilada
ou mndianle paga diaria correspondente, no caso
que preferiram.
llaveruo moradias para os obreiros, cujos monu-
mentos serio transportados gratuitamente da esta-
rn das Cinco Ponas aos pontos das suas moradas
ocla linha. Tambem se conceder una passagem
ivre ao Hecife para todos os que fnrem emprega-
dos, para ida e volta nos sabbados, depois de feito o
pagamento ; assim como a todo lempo se dar pau-
se Itvre, de 20 homens, um, para o fim de com-
prar manlimentos.
Kscriptoriodos engenheirosna villa do Cabo 10
de marco de 1859.
IV. I. Peniflon,
Engenheiro em chefe.
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO
A companhia cslprompla para entrar em ajusto
com quaesquer pessoas que queiram encarregar-se
de transportar materiaes dos lugares das Cinco Pon-
tas e villa do Cabo para os pontos de Pavo, lin-
tla, 1 ar e Timboass, assim como oulros pontos
fas divisos mais distantes da a terrea.
0 abaixo assignado estimar receber propostas
por escripto, cslabelecendo o preco por legua por
rada arroba de peso, pelo qual os proponemos se
obrigaraoa fazer transportar os mesmos materiaes.
Todas aquellas pessoas que conseguirem este
ajuste com a companhia, terio o privilegio de po-
(lerem obter passagem livre pela va frrea, e re-
molterero seus proprios gneros pelo freto mnimo
i'stabelecido pela tabella.
Escriplorio dos engeuhciros na villa do Cabo 10
de marco de 1859.
W. V. Peniston,
. Engenheiro em chefe
Prccisa-sc de um preto de meia idade para
ajudar a um homem que anda com urna carrora
vendendo agua pelas ras do bairro da Boa-Vista":
a tratar na ra do Cabug, loja n. 9.
Precisa-so alugar urna ama secca para portas
? dp";ro> Para cozinhar e engommar : no aterro da
Hoa-Visla n. 36.
Precisa-se de um homem ou de um escravo
Pan> trabalhar n'uma carrora ; se for escravo o sen
sniihor dever atianenr sua conducta, paga-se beiu:
a tratar na ra do Cbug, loja n. 9.
Fructuoso Martins Comes vai Europa, julga
nada dever a pessoa alguma: se porem houver
quem se considere seu credor, aprsenle, a conta no
prazo de 8dias, a contar desla data. Outrosim, fira
na administrarn de seu rstabeleriineulo da ra es-
trella do Rosario n 4. o Sr. Jos Pedro Fcrnandes
c com procuracio bastante osSrs. Jos lloreira da
silva eJoaquim Honra] vos Salgado.
Precisa-se alugar para-urna casa estrangeira,
nmajnulatinha de 12 a 10 anuos : na ra dd Trapi-
che Novo n. la : paga-se bem.
Aos sentares Brasileiros e Portuguezes.
PaRIZ^-Ra moxtholon .*. 50
Pars la place, Cadet.
Madame Schroo tem a honra de prevenir aos se-
nhores Brasileiros e Portuguezes, que ella mudoii
seu hotel da ra Famboury Poissonnire n. 71 para
a ra e numero cima, casa .mui espacosa e de urna
elegancia excepcional ; lem quarlos' niobilhadns,
que offerecem todas as commndidades desejaveis,
nao s pela grande como pela boa distribuiro,
tem um grande salan alm da sala de janlar a mo-
da brasileira, casa do banho, e carroagem sempre
prompta e a disposico dos viajantes. Este eslabe-
lecimenlo particularmento uli'. aos senhores Bra-
sileiros e Portuguezes, pela faeilidade de nelle se
usar da lingua destas nacoes. As pessoas doentes,
encommodadas, >erao tratadas com esmero pomm
dos mais halieis mdicos de Pars, que emprega-
do no estabelecimenlo : osprecosso mui commo-
os, o servico e feito com limpeza e exactido, e as
senhoras brasileiras encontraro ueste hotel o tra-
tamento que lhes for conveniente.
T Pre5Ua-se do un>a ama para engommar, ro-
zinnar e fazer o servico de rasa : no pateo do Trro
"- 2b, pomeiro andar.
T i*0.** *J. '0 corrente desappareceu de casa o
mulatinho Ladislao, cabellos carinados, olhos par-
dos, nariz chato, bocea regular c um hombro mais
iiTil"6 ou,^0 ,eio e tem 16 annos representa ter
id, le, escreve e coiilamal.sahiocom boqct preto
calcas de brim parece ja desbotada, camisa de nia-
dapolo e jaqueta de riscadinho. O niulatinho li-
vre mas como paradar-lhe ollicio o abaixo assig-
nado o trouxe da cidade do Ico com permissao da
respectiva autoridade por isso gratifica a quem o le-
var ao segundo andar da casa n. 69 na ra Nova
onde mora ou a sua loja de ourives u. 26 na ra
larga do Rosario.
Francisco Comes de Mallos Jnior.
AVISO
Furtaram ha 20 dias do moirao do si-
to da moradia do abaixo aignado na
Passagem da Magdalena urna canoa de
carreira de um s pao, ainda nova e to-
da pintada de verde com a marca da ca-
pitana do porto M n. 171 : roga-se. a
quem a tjver achado ou souber aonde
exista de participar no dito sitio ou na
ra do Torres n. 14, que sera' gratifica-
do,Antonio Jos Leal Res.
A luga se um sobrado a margem
do rio Capibaribe. na estrada de ponte
de Ucboa : a fallar na ra da Aurora
n. 26.
Precisa-se alugar una rasa terrea embornes-
lado, no bairro de Sanio Antonio ou Boa-Vista : di-
nja-se ruado Crespn. 2.
_ .Uremia-s ou ieude-se un, sitio no lugar da
.Torre, a iiiargeaMo rio Capibaribe, com evrellunla
casa de uieufia>nra grande familia, roiilendol
salas. 10quarlos, eoziiB fura, una sen/ala, coche-
ra para 2 ou .I carros, qnarlos parra criado e pretos,
estnbana para 6 ravallos. quarlos para ai.imaes ,1,,-
mestiros, gahnlieiro. cacimba com excellente agua
de beber, c nutra rom bomba c rasa de banho, jar-
dim rom vasos finse figuras, baixa de capim, po-
mar de larangeiras, alm de ontras inicias do paiz
a pessoa que pretender, dirija-se a ra de S. Jos
n. 4o.
Aova loJa de fimiieh-.
Precisa-Be de um offleial de funileiro para admi-
nistrar urna bija, sendo fiel lira bolo resultado : na
roa da Cruz do Recite n. .17.
Deseja-se arrendar umengenlio que tenha boas
trras, esclavos e inlmaes, e nao se pora duvida em
pagar alguna anuos adiainados: contrata-sena ra
da Guia ii. 64, segundo andar.
, p,;|n vapor Toeanlim ehegado do norte no da
1.1 rvcebeii-sv fi esrravosde 211 a 25 annns, bonitas
figuras, entre estes lia um ptimo eozmliuirn, assim
como 6 escravas rom as habilila.oes de engommar
e coanhar, ludo vende-se
na ra Uireila n. 66.
frecisa-
casa de poma familia : na roa do Caideireiro ni 60.
A pessoa que qui/.er vender nina rasa lerna
em boa roa, como lloitas. camboa d Carmo, ou
qualquer outra roa das principaes, assim cuino
ra du Aiago, Gloria e aterro da Boa-Vista : quem
livor dirija se a na de Hurlasn. > quem quer comprar.
Olferere-se paia raixeirc dr escripia ou lam-
bein para wisinar prinieiras letras em qualquer
parte desla provincia, um moco bstanle habilita-
do para taesempregoa, o qual j fui eslmlanle, lem
rnnhecimeiiio de algiins preparatorios, e sabe lr,
escrever e contar : quem delle prensar, queia
aiiiiiiuriar sua inorada, mi dirgir-se a roa dos l'ra-
zeres. casa n. 1 que se dir quem .
Na ra da Cadea do Recite u. 54, deseja-se fallar
com os Srs. abaixo declarados a uegiu-'m que alies
muilo liciu sabeni, Francisco l.uix Viies. dnOlin-
da, Jos Antonio da Silva Grillo, do Recite, Ignacio
l'iaiicisin Caetano deVaeconcellos, Luiz da Ruehi
l'ereira, de Pvatibc, Antonio Nunes de Mello, de
ohnda, Anastasio Jos Hara, do Recife, \ cente
Ferreira da Cosa .Miranda, do Cachang. Francisco
do Reg Barros, deOlinda, Joo llaplisla, de Para-
libe, Manoel da Silva l'ereira, do Recife, Joaquim
Macario,do Recite, Jos Benlo da Costa, de Oliuda,
Jos Eustaquio alacie! Monleiro, de Oliuda, Vicente
Pereira do Azcvedo, do Recife, Vicente Ferreira de
Barros, de oliuda.
Jos Carneiro da Cimba deseja fallar aos Srs.
Antonio Aunes Jacome Pires, Joan Bernardinodc
\asconrellos, Jos Luiz da Silva fiuimares, meslre
pedreiro Amonio Victorino, meslre rarapiua Ber-
Iholdode lal. %
Diario de Pernambuco.Quarta feira 30 de Marco de 1859.
por prerns razoaveis
de urna ama forra ou captiva para
AMA.
Precisa-se de nina ama para comprar c coziiiar
para una pessoa : na ra das Uranniras n. 11,
prnneiro andar.
Prcciza-sode hum bom forneiro na padariada
na doRozaria largan. 18 de Hunteiro tSoares.
."y.iviitir;.:>:'t">jti!: x
.2 Anda i-slA por se vender una caima lie .
:.' earreiraemSbinln Amaro por i:m<, I...... ."
'..; romo pm- alagar una casa terrea por I5 "
~ inrnsaesroni inultos COmillodos: a tratar ;--
Vende-se
mu escravo ponen menos do 16 anuos, crioulo,
ehegado do serlao : no armazem da ra da Cruz
ii. :i:t.
Vende-se
,f liberna do Bego ao p da fundicao.
-
Pelo jni/o dos.nrphos, .sriiin linio, lem de
-ser levada a hasta pkblica, depois dr Ondas as audi-
encias dos dias 29 do crreme, I e de*bril prxi-
mo, a renda do sitio de Santo Antonio da Honrara,
no lugar do Maiiguiilio, por lempo de .'I anuos i
preco de 003000. porque fon avinado, rada em
anuo, rujo sitio, faz ponto de parlla para as estra-
das de Ponto de Uchk, e Aiuirtos. Descrilo da
avaliaro, acha-se em man do porteiro \inain, e a
ultima piara, im dia 5.
Precisa-se de umleaiiciro do li a 16 annns
que tenha pruna de vegda : na
n. 16 se dir quem prensa.
Di-sti efectivamente dinheirs a premio sAI
penhores '
selnl do Porto, cera de carnauba, lio da Babia etc.,
pellos de cabra, cera de aliclha : un armazem da
ra da Cruz n. 33.
Camisas inglezas.
\endem-sp superiores camisas ingle-
zas : na ra do Collegio loja n. .">.
Vende-se um boi de rara e una carraca : quem
pretender dirija-so a ra dn Vigario n. 10, loja,
para balar.
Aviso.
piara da lina-Vista
71 1
assignados iijm esposto a venda os
seus feli/.csbilhelusda ol mi parte di segunda e
primera da leKeiradoGv inasio. ,Os inesiiins ren-
deram os segninles premio da primeira parle da
pi imeira loleria de S. Jos le Bba Mar :
V 2R02 uni I llheto 5:0110$
N. 806 um bflkete 1:000J
X. 720 nieio KKla
N.2215 mein 100J)
Os possnidores de ditos I ilheles podem
ber os ft por rento da le na sua luja di
Independencia n. 10.
Il ra vV ItolhnUilil.
:-' ti T"
X DENTISTA FRANCEZ.
e Paulo Gaignonx, de ilisli, roa das La-
** rangeiras ID. Na mes
jC 00 drlltitico.
vir rece-
praca da
mn-mu-
Criado.
Quem precisar de um Criado de 16 a 1S anuos,
hespinhol da llaliza, dirija-se na Nova n. 5VS para
tratar.
Jia :asa tem agua e $
De novamente sao i mviaos indos os eredores
da massi do fallecido Ma loel dos Santos Piulo, a
jp.....alarem no cscriplono do Sr. Domingos Alies
Sfatheus, conta legausMoe de sensCrditos ateo
dia 30 do corrente mex, atfiu de serem eoulomplados
no dividendo que se lem le fazer, higo que seja III-
lorisado pelo lllm. Sr. Ilr. juiz de orphaos. Recife
21de de marro Precisase de umcaueiro rom prabea de t-
enla, capaz da gerencia dasaiesma, d-se bom or-
denado a qi.....i possa dreenlier este lugar, sendo
preciso dar fiadora suajconducla, se estiver desar-
i limado
-Jos Antonio Fernan.les Fradiqne durante a 3L^^SfbS2ttl2 imm^' fi6*? **
sua ida a Portugal deixa poi seos pnKuradores em Sf aS u i ?6T r d" alerro
primeiro lugar o Sr. Joo' da Silva leite em segn I''" B"^l-.' "'"'"'' 1"''"','". d"'~ 'r|v,r"s-
,lnr p.,,... ....j..... ... .-........_' e nm |,.r. I Jl|se Vives l.iina |ilho rellia-se
do o Sr. Fortnalo Cardoso de Gonveia,' e Tl^Li r rel.ia-se para a Eu-
ceiro o Sr. Jos finarte das Noves. P i ,1
- Precisa-se de urna ama para cozinhar e engom-! ~ SgS J,''S"., "^*"" ^ '""' a "ropa.
mar : na ra Nova n. 10, loja. | ^'"ul Jo"'e Ua **Ua vai Klll"l,:l-
O abaixo assignado faz sciente aocorpodel
rniiimerrin. e inulto principalmente ao Sr. Mauui-I
da Silva .Santos, e a quem mais inleressar possa, que |
l taberna rila un lugar denominado San Conreino
da Malla, perlence a elle annoiiriaiile, e queBcr-l
nardo Rodrigues Gramoso Coala, tem sido seacai-
seiro, percebcup lio smente de sen trabalho e in-
dustria, melado Tos lucros que houverem, o para a
todo constar e rada um nao alegar ignorancia faz o
presente aniiuncio..liitni(, FirnaiuU* llamos dr
Olireira.
O abaixo assignado taz sciente que
nao se responsabilisa por cousa alpuma
LOTERA
DA
PROVINCIA
O Sr. thesoureiro manda fazer publico
<(ue a Seus escrivos entreguen! ou qileein i flue se acbam a venda todos os dias das 9
seu nome elle perau. Kecile 2G de mar-' boras da manha as 8 da noite, no pavi-
co de 1859.Joo Manoel Pinto Bastos. | metll terreo da casa da ruada Aurora n.
26 e nas casas commissionadas pelo mesmo
Senhor tliesoureiro na praca da Inde-
Attencao a Aurora.
Pateo da Su n tu Cruz.
Nesle hotel d-se rasa e comida para homem por
40-31100 niensaes cada um, e oll'erece-se para fnrne-
oer comida para fra, sendo no alinoro che, no
janlar seis palos, e a noile rb, a .i~> inii.sues,
COm aceio e presteza.
Arreiida-se ou vende-se um sitio com escol-
enle rasa ua Passagem da Magdalena : a tratar com
o promotor publico do Oliuda, Miranda ou
Or. Alcuforado no Recife,
No da 16 defevercro na occasio do embar-
que de limas enrommendas no porlo do Noronlia
desappareceu um raivo com nome C. J. II. eou-
lendo (8 chapeos de boell : a pessoa a quem fdr
oflereeido querendo resliluir na ra do llangel ii.
8, ser gratificado.
Fugio de Gnianninha provincia do Bio Grande
do Norte o escravo Alexandre, cor mulata, cabellos
nuvos e grosso, olhos pequeos, nariz aliado 0 ven-
las arregazadas, bocea regular, beicos grossos, pei-
nas arquiadas, andar apapagaiado, ollirial de oleiro
e principios de sapateiro e cosiuma a ensinai ca al-
tos jituein o aprehender levara ra.da Cadea do
lente n. ol a Joan da Cunha'.Magalliries que ser re-
compensado. .
Thomas Soaresde AlmeidaSarxedas, cdado
porluguez, vai Lisboa no prximo vapor iuglez
a tratar de sua sade. ;
l)-sc dnheiro a premio at 10:00l)g, junio ou
separado, com penhores ou tirinas a contento : a
fallar rom o Sr. Manoel Jos da Silva Cabial, na
a do Colovelo.
Precisa-se alugar um prclo de meia idade para
servir em urna casa de peq......a familia ; s se exi-
ge que seja del c nao se embriague : a Iratar na
ra do Crespo n. 4.
Precisa-se de um aniassador na padaria de
Sanio Amaro.
SEGURO CONTRA FOGO
NORTHERN aSmjkANCE COMPANY
LONDON.
CAPITAL S 1,500,000.
Agente C.I. \st\ey e C.
Offereri! rondires muito favoraveis
moderados.
prkq
pendencia numero 22 e na na Direita
n. 85, at as 6 boras da tarde, somente os
bilhetes e rneios da ultima parte da segun-
da e primeira da teroeira lotera doGym-
nasio Femara I nica no, cujas rodas deve-
rao andar impreterivelmenle no dia 2
n VIH 1 1 / 1 >,
om n j do tuturo rae/, de abril.
Thesouraria das loteras 2 de marco
de 1859.O escrivao.J. M. da Cruz.
premios
Aviso aos Srs. negociantes
Trapiche iln f'iniha.
Nesleeslabelerimenlo rerehem-se o embarcsm-
sesaccosrnuiassurar.com toda a promplido e
aceio pelo dimiiiulo preco de ill rs. ,-ada um.
Avrlissement lousles n-
goeianls de celle place.
Trapiche, Cunha.
Ilisormais on embarquen le sucre, dans cet la-
bhssement, 40 rs. le sar. On garantil loule la
promptitude el la plus grande propet dans le
sames.
4vise lo all Ihe Iraders liere
eslaklished.
Trapiche Cunha.
Nolcc s herebv giveu thal hcnceforward each
sack ofsuggar shall pav 40 rs. for depositing and
embarking. Prnmpliliide and cleaiiliness iu ihe
service ave warranled.
Arrenaa-se um sitio com cxceilenle casa de
vivenda no lugar da Torre margem do rio Capiba-
ribe confronte estrada do Maiiguinho, cuja i asa
alm de ser edificada enm muilo gosto e ser colloea-
da em um poni de vista agradare! tanto por delta
avalar so todas as casas da Capunga, Passagem o
Ponte de L'chda, conten Isaas de :10 palmos qua-
dradoscada urna, sendn 3forradas de rico ppele
o teeto de estuque, 11 .piarlos, sendo 5 torrados de
papel e o tocto de estuque, cozinha tora, bastante
espacoso, cochera para:! carros, quarlos de cria-
do c de pretos, estribara para ti ravallos, rasa para
gallinheiro e animaes domesliros, i cacimbas, uuia
com excellente agua de beber, mitra rom bomba,
da qual deita agua para a casa de banho que lira lo
p, jardim rom figuras e jarros de tonca linos, mu-
rado na frente rom porto de ferio, baixa de capim
que sustenta animal dous ravallos, pomar de laran-
geiras, selectas cde.inibigo, alm de nutras fruc-
teirasdo paiz : os pretendemos dirijam-se ao alono
da Boa-Vista u. i, segundo andar.
- Domingos Antonio da Silva Beiris vai a Boro
pa levando em sua companhia sua snihura e un cu-
miado menor Jos Alves Lima l'illn. ; deixa eucarre-
gado de seus negocios em primeiro lugar seu sogro
Jos Aires Lima, em segundo seu caiieiro Narciso
Jos Machado, em lerreiro JosDuartedas Noves.
Jos Antonio Fernandos Fradique vai a Portu-
gal Iratar de sua saude.
las Antonio Fernandos Fradique previne a
seus freguezes que lica encarregado da administra-
cao da sua padaria o Sr. Joo da Silva Leite.
Pelo juiz de orphaos desta cidade ir praca
de venda a casa terrea da ra da Gloria n. 41, ava-
hada em 1:6008, a reqiierimento dos herdeirs do
fallecido Francisco Leandro do Bego, pela ultima
vez, sexta-feira, na terceira audiencia do mesmo
JU1Z0.
Una do CoWegio n. iO.
Coiitinu!i<-a> ilo cntiiltisn piibli<-n nos lis. 4, 7,7, e OO leste Dirio.
Alauzet, Kssai sur les peines.
Aiunir, Philosaphie des Sciences.
Avril, (.nmmiinanti'.
Alleiz, Uictiounaire des Conciles.
Ilailbl, Cuide il'eludanl en droil.
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Dcsrubres, i'ioiiveinenieiil represenlalif.
Delavgne: Barralaurat s-Ullres.
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Tbieiroliii, I.illrature du Droil.
Ventora Le Pouvoir Polilique Crlien, e
obras publicadas.
\ iniis. liistiliilionnm Impcrialium.
llMIiHIUt *.
Kicos vestidos pretos bordados com baba-
los e lambeni com 1 saias.
Mantas de fil de seda prela o mais su-
w periorque ha.
]s (uarniroes de lit prclasrnm gollas e man-
I.nvas de pellica, de Jouvin verdadriras a 2g000, i
muito novas, e banha tranceza s libras, meias li-
bras e quarlas al ninas n iil'.'l a libra ; na loja i
de miudr/as do atino da Boa-Vistan. Si.
Farinha de Irigo
SSSF.
Fernandos & Pilaos tom superior farinha de Iri-
go da marca sssi' rhegada antes de bootem que
veiideni i preco niuin < ni i nina nn s.-u armazem
ra da Cadoil n. 0:1, becco da Madre de Dios u. \1
Venilriu-se soleias e sacadas de pedra de
cantai ia : n tratar na ma do Turres, escriplorio de
Lomos Jnior & Leal liis.
Ricos enfeites com \ tlrilhos
para caliera.
Vendoni-se os mais ricos enfeites pretos e de
cores rom vidrilhns, pelo baratissimo precede $
69 cada um : na bem conhecida loja de miudr/as
da Boa Fama, ua ra do Queimado II. 33.
VjO t ? t ?? IKUIIKIMIV
^ Avisa-sc aos Srs.
.1.1,
p.'io
aos M's. tule g
perienceui rmaiidade ^
do Bom Conselho, (piona |
loja de Xabneo & C. na j|
rita .\o\ a 11. 2, lia excel- tS
' lente fita para diUiirmaii- ^l
uz dade. -
- c lilliillU i.

ft:
Veiidem-Se relogio* de 011ro ingle/es de patente:
no armazem de Augusto c. de Abren, ra da Ci-
dria do llrrife n. ;!li.
Novozorlimenin de obras de miro dos melhores
postse mai- i'm moda, lauto para (enhoraa como
para homens e meninas : na loja de ourives deSe-
raphim f Irmo. ra do Cabug 11.11.
A uta inarciiieria dama da l'raia n.
I1111 mas niulnlias de Jacaranda, .imarellu,
d'olho, assim romo militas nutras obras que se
dolo a\iil-as ruino si-jaui radriras, 1. osas de janlar,
uiarqiiezns, lavatorios, ronimudas, guirdi vestidos,
radeirasde bataneo, rama francezi etc., Me., tudn
se vende barato e a prazos razoivftis ou a dinliciro
etamhem recebem-so encommendas.
Relogios.
Vendein-se relogios de 011ro e doura-
dos patente para iiorr.em e senhora de
diversos t.-imanhos por preros commodos :
na ra da Cruz do Recife n. .">0.
Camas de ferro.
Xa luja to \ auna.
Biiiuissimas camas d" ferro de casal, com arma-
rn para botar cortinados, ditas de solleiro, de bo-
nitos modellos, indas por preco muilo comioodo :
na rua Non n. 20.
Sylindro.
Vende-se um s\ limbo patente da fabrica ib
Slarr, ainda iiovn e ja esperuienlado, rujo 111
da vendase dir ao comprador: a halar ni padarii
do pateo da Sania Cruz 11. 0.
\ eiiilein-se duas canoas de angelim amargoso,
prnprias para mandar abrir para barrera ou pesca-
ra : vende-se igualan-ule urna jangada de rien
Imos e meto, rom vela e algiins pe-lenres, ludo
sin novo ; quem pretender, dirija-se ao Varadnurn
do oliuda, ou em rasa du assignanle, rua de S. Ben-
lo, na liberna ao lado do S. Pedro.
Bandejas linas.
m&ytmsM.
Tornos de bandejas imitando chariio. ditas ordi-
narias para lodosos prcros, guarda-comidas de ra-
me, lampas de rame para .'brir pralos. lalheres
para nir-i de odas as qualidaaY'S, rquissimas m-
Ibens ib- metal fino para supi t' e'i. riqnissin:as
bridas de inelal do principe de riquissimus model-
. los, ditas esporas do mesmo metal, e ontras militas
! riiiilhnia-, que nulo neslo lujase vende por preco
! muilo ruiiiiiiiido, 1 in por;ao e a retalho : na rua
Nuva 11. 20. lua do \ iamia.
(ni
Sr.
Uva
TACHAS
gilos
Veos bordados para chapeos de senhora
de todas as cures.
Vestidos blancos bordados para haplisar
crancas.
Ricos rnrles de rllele ilc velludo prelo
bordados.
Camisas inglesas superiores de lodos os ta-
niaiihos.
Alunles rom camapheu
maulas
Cortes de calca de casemira prelas muilo
baratos. I'.stas lazendas so vendem na lo-
ja da rua do Queimado 11. 10 de Leite
Corroa.
proprios para
Precisa-se de una pessoa com bastante pra-
tica c habililacoes em negocios de ferragens :
quem estiver nesse raso dirija-se a rua da Cadea do
Herife n. 48, primeiro andar, que achara com
quem Malar.
Na rua dasCruz.es 11. 311 primeiro andar, pre-
risa-sc de urna ama de Icile para criar nina menina
e que seja sadia e tenha bom leite : quem estiver
nesle raso dirija-se a mesma casa.
= Na Passagem da Magdalena, entre as duas
pontea, alnga-aeoma eserava mi pessoa livre, pa-
ra oservico exterior de urna familia: nn sobrado
direita da estrada e defronte'do Cajneiro
GABINETE PORTUGUEZ
l)K
LEITURA.
A directora do Gabinete Porluguez de I.citura.
leudo 0111 considoraro a orden e regularidadcque
deve haver no eslaholecimenlo. avisa aos senhores
associados, queiram ter a bundade de mandar en-
tregar na bibliolhcca os livros sabidos para leilura
ale o llm de fevereiro prximo passado.
Secretaria 18 de marco de 1859.O 2."secretario
Jote F. barrolle.
Precisa-se de olliciacs tic cltaru-
teiro pa?;a-sp a :>6U rs. o cenlo e earre-
jacaoa-fOd rs.: na taberna da na lin-
|icral 11. Ai.
Bodolphu Kriickenberg subdito allemo roli-
rn-se para Europa : quem se julgar seu credor
aprsente suas cuntas para serem pagas no escrip-
lorio do r.. J. Aslley ft C. rua da Cadea Velha 11. 21.
Cuilherme Keid, surin gerente da rasa com-
merrial de Adunsoii Howie & C. leudo de partir
para a Europa no prximo mez de abril, couda a
quem quer que se julgar sen credor para que no
prazo de 15 das da Jala desle apresentar a sua can-
il para ser promplamentc paga, sendo que depois
da retirada dn aniinuriaiile neiiluima irrlamaiao
sera allendida. llecile 28 de marcode 1S59.
ATTENCAO.
\ emle-sc um carillo podre/ muilo furto, proprio
para todo oservro, por preco muilo rominndo : no
basar da rua Direita 11. 100, '
Vende-se superior palha de carnauba, mais
barata que em outra qualquer parte : na Iravessa do
Arsenal de Guerra veudan.1 A.
10 GRANDEARMAZEM
Boiipa I cita
, Ni RUA NOVA N. 49,
.1 ti tito a Qoiiceioao dos Militaras.
Nesie armazem encontrara o publico um grande
c variado sorlinienlo de roupas feilas como sejam
casacas o sohrerasaras, fraques, gmidnlas e palctnts
de panno lino prelo e de cores, palelols de casemi-
ra de rrtres, de merino, de alpaca prela e de cores,
de brim bronco e de cores, de riscadinho de linhos
cairas de casemira prela e de cores, de brim de li-
nho branco e de cores, de ganga, de meia casemira,
de merinoe de riseados, rolletes de seliin e gorgu-
rao prelo, de velludo prelo e de cores, de merino e
casemira prela, de fuslo branco c de cores, cha-
pos, grvalas, tovas e camisas e nao agradando
ao comprador algiimasdas obras feilas se apiomp-
laro mil ras com toda a presteza para o que tem
grande sortment de pannos linos, casemins, pin-
ginos, velludos, selins o brins de lustro.
Feijo prelo novo.
O nico que lia no tercadcJ vende-se
110 Forte do Mattos, armazem de Heme-
terio & Irmiio confronte ao trapiche do
algodao.
I'azendas prelas para aquaresma.
No aterro da Boa-Vistan. 60, loja de Gama &
Silva, sendo um completo sortimento de grosdeua-
ples p.'ios, pannos e casemins, pelos preeos se-
gninles : grosdenaples, o covado a /m). 18600,
I3SOO, 2, 2S20, casemins pelas, cortes a 5*51X1,
08500, 7*500, at 12g cada corle, c pannos pretos;
dill'erenles procos e qualidades.
(ouveia & Araujo.
2S
Rua do Queimado.
Chapeos de seda para meninas, de muilo bous e
variados gustos, pontos de tartaruga para atar ca-
bello a i$, 5S500 e !lg, ditos virados a 10g e l:!,
llores artillemos de 500 a 2S o ramo, toncas de illo
para iriainas, por haralo preco, franjas prelas, ditas
de Indas as cores, biros de seda pelos e brancos,
e oulros muitos objectos que se vendem mais ba-
rato que 1111 nutra qualquer parle.
pura
Na fundicao de ferro de D.
W\ Bowmau, na rua do Brum,
passando o chafariz, continua a
odas as haver um completo sortimento
i de lachas de ferro fundido e ba-
lido, de 3 a S palmos de bca,
as quaes se acham venda por
I preco commodo e com promp-
tido, emharcao-se ou carre-
gao-seem carro, sem despe/.as
ao comprador.
Chapeos para meninas.
He na loja de quntro portas nn rua do
Queimado 11. 37
que seenconlra um rico sortimento de chapeos para
meninas e meunosrcamenl.i onfeitados, e lambem
chapees para senhnra, de palha enfeitados, todos
de goslos modernos, e se vende mais em conta do
que em outra qualquer luja.
Vende-se superior linha de algodao, brancas e
do cores, em novello, para costura : em casa de
Seulhall, Mellort r.., rua do Torres 11. 38.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
Fumo.
Compras.
Comprarse nina loalha loda aborta de labvrin-
tho, nuque tenha um pequeo esparo lio meto: na
ruada Sensata Velha n. 9i.
A saboaria da rua Impe-
rial compra sebo em rama
a 9$ a arroba a dinheiro
vista: a tratar com o seu
administrador.
r.ompram-se prunas prnprias para espanado-
res, qualquer que seja poroao, Um ,, ir,|) (bichos)
besouros, paraeiuastoar em ouro, e servir para bo-
lees do peilo epuiihos de camisas para hoinrm ni
ruada Cruz n. 57.
Cnmpn-se una casa terrea 110 bairro de San-
to Antonio 1111 nos limites de S. Jos com o de Santo
Antonio : a pessoa que livor, poder iratar o ne-
gocio na rua de S. Jos n. -15.
Compram-so em casa de N. (1. Bieber&C.
rua da Cruz. 11. ornas bespaiiholas. e mexicana,
soberanos e modas pnrluguezas de G9O0
Hoinpra-so um moleque de 12 a 14 annns, boa fi-
gura sem vicios : na Iravessa do arsenal de guerra
vendan. 1, A.
Compra-se una eserava de idade de 25 a 30
anuos, de rua, que rosiiihe c lave de sabo : na rua
No\a n. 34.
Vendas.
MHho para planta
> mais limpopossivel.
Feijo preto novo
om igual no mercado Vcndem-an osles seen
Vende-se fumo em foljia ehegado recenlemenlt
da Hahia, por iiieuos preco do que em nutra qual-
quer parle: na rua da iru/. do llrrife 11. 13, pri-
meiro andar.
Algodao monstro.
raintiiiua-sc a vender o bem eonhecido e econ-
mico algodao monstro com 8 palmos de largura,
proprio para qualquer obra'por dispensar lodo o Ira-
balho de costura ; aproveilem emqiianlo lia : na
rua do Queimado 11. 22, na loja da boa f.
As verdadriras linas dcJovin.
A luja d'agnia Inania araba de receberas verda-
deiras tovas de Jouvin, lindas de sua encnminenda,
tanto para homem eonio para senhora, iSancinde
seque san *s melhores que em lal genero se tem
vistu aqui : veiidem-so a 2$500 o par : assim romo
ontras igualmente novas, e lambem mu boas 1 2-
0 par. yuein aprecia u bom, he dirigir-sr rua do
Queimado nos quitro raidos, luja d'agnia Inania n.
lli, que ser bem servidu. Na mesma luja existe un
grande sortimento de tovas de seda de militas o di-
versas qualidades lambem para buiueiu e senhora,
ea procos baralissiniu*.
Espelhos grandes.
Vondmi-se espelhns grandes para parede com
bellas molduras enveriiisadas e deliradas e \idros
mui linos e claros I e 5g : na luja d'agnia bran-
ca nosqualro cantos da rua do Queiniado n. 16.
Almeida Gomes, Alves &C.a
VENDEM NO SED ARMAZEM
RUA DA CRUZ
No bem eonhecido h acreditado deposito da rua
da l'.adeia do Recife n. 12, ha para vender potasas
da Russia e da du Rio de Janeiro, nova e de supe-
rior qualidade, assim como lambem cal virgem em
nedra : ludo por procos muilo razoaveis.
l ATTEN$0. ,
> Kissel, relojociro trance/., vende relogios de ^
|f 01110 e prala, comerla relogios, juias e mus- ?
P cas, ja aqui he eonhecido lia muitos anuos,
(o. habita no pateo do liuspilal n. 17. 2
/
Rua da Senzala Nova n. 42.
Vende-se em casa de s. r. Jnnhslnn & l*.. vaque-
las de lustre para carros, sellins o sillines inglr/.i-s,
randeeiros e rasliraes bromeados, lunas inglr/.as,
liu de vela, chicote para rarius, e montara, arrotos
para carru de um e dous cavallus. e relogios dHiiro
paleule ingley.es.
Aviso.
No armazem deAdamaon,Hoirfl,&C.,rua do Tra-
piche n. 42. vende-se sellins para hnineni e senhora,
arrotos pratoados para cabriolis, chicolea para car-
ro, colleras para ravallo etc..
r.HAPKOS de fellro surtidos, da fabrica acreditada
de.Carvalho l'inlo, do Rio de Janeiro.
SABAO das fabricas do Rinde Janeiro.
V1NHO de champagne de superior qualidade.
SALVAS, bandeiias e ontras obras deprata.
Rua do Queimado n. 1.
Nesla Inja existo um bom oratorio dt: jnrarandfi
para vender.
.L
r
Gheguem a
chincha.
pe-
Na loja do Preguica tem para vender
grosdenaple preto da mellior qualidade
que possivel pelo baratissimo preco de
1,900, 2,000, ,200, 2,400, 2,800 e 5j)
o covado.
Calcado fraiieez. .
Para acabar.
NalojadoViaima.
Riquissimos apparclhos de metal do principe,
(oleados de prala, ditos de inelal bramo de lia ralis-
simo preco, aa(va de metal do principe foleada de
prala, rquissimas terrinas e pralos cobertos do
Mamo inelal, e oulros muitos objectos no mesmo
metal, que com a vsla do fregu/., muilo deverao
agradar por ser fazenda rhegada de novo : na rua
Nova n. 21.
Modernissimos chapos de palhtoha d'llalia os
mais ieves e frescos que so podem encontrar pelo
baratissimo preco de 15500 ; na rua do I'.ollegio
n. 9.
Vende-se urna eserava que lem 20 aunan, ruso
erfeilameote, engnmma e cozinlia, o tem muito
K
rem
Cognac.
Cognac superior em calzas de urna daa, vende-
se em casa de Henr Rriiiin & C, r ua da Cruz n. 10.
Carteiras grandes com chaves.
Vendeni-se por peeeo muito barato carteiras
grandes rom chave, proprias para guardar dinheiro
e lelras : na rua do t.toetoiado, na bem mnliecida
loja de miodesas da lina Fama n. 33.
Os jesutas.
Saliiu bu Cita bella e inleressaif prnducrao
da peonado Dr. Ildefonso Llanos Rodinez, e adia-
se desde j venda un largo da Independencia ns
0 o H : na rua do alerro da Boa-Vista n. 82, loja
de iiiiude/as : no caf do Sr. Paiva, rua da l'.adiia
de Sanio Vntunin, e em todas as linarias desta
cidade, a 2J o exeniplar.
Espelhos moldura
dourada.
Najojade miuezas da rua da Cadea do Re-
cife esquina da Madre de Dos, lem para vender
um lindo sortimento de espelhos com moldura dou-
rada proprios para sala, chapeos de seda enfeita-
dos para meninas, chapelinas de palha enfeitados
para senhora a 12g, enfeites pretos de vidrilbo pro-
prios para a quaresma, manteletes pieles bnrdados
e un completo sortimeato de raleado para borneas,
senboras e meninos o que ludo se vende por pro-
cos commodos.
Aterro .la Boa-Vista n. O.
Vendem-se muilo Superiores casinetas meada-
das, com um pequeo loque de mofo, pelo baralis-
simo preco de :Mj0 rs. o covado.
Vende-se una casa em chaos proprios, com
Cquarlinhos ; ao virar da Trompe, na rua do Pro-
Vend- um Imm sitio no lugaV da Torre,
ule ao silio dn Sr. IVivolo, com boa ."asa de vi-
uda rom sotan, baiva para capim, vivei'ro, ele. :
qjiein pretender, dirija-se a casa de Kostrnn llooker
& C, praca do Corpo Santo u. 48.
Xa loja no \u'' do arco de Santo
Antonio,
rliegon um sniiimenlo de toalhas de labyrinlho,
lencos de dilu, rendas estreilas e bicos largos.
Vciide-SH um armarao lodo envidrarado, por
valor de madeiraiuentc e vidros, e mais um arma-
rio : na rua da ("adeia de Santo Antonio n. 11 B.
Cevada nova.
No armazem de Ferreira el Martins, Iravessa da
Mailir ilr lieos u. 16, vende-se cevndo nova em
barricas, por baratissimo preco ; mui propra
para bol iras, relinacoes, etc.
I'.nutinua-sc a vender o muilo superior doce
de goiaba lino a I5OO cada caixiio, proprio para
doinir : aproveilem a pochincha, que j esl 110
resto : na rua dos Martiriosn. 14.
Attenefto <
Na rua Uireila 11. 16. fabrica de lamneos, se dir
quem vende i carros e seus competentes bois. pro-
prios para uso de cuoduoooc couimerciaes, muito
em coala.
Relogios.
elogos patente ingle/, por um dos melhores
fabricantes de Londres ; vende-se na rua do Crespo
11. 19, primeiro andar.
\ eiide-se una rica radera do bracos com
suas competentes crrelas, por preco enmmodo,
pm ter sen dono sabido para fra da provincia
quem a prclender, cutenda-se com Caelano l'inlo
de Veras.
Cakiolet.
Vende-se um cabriolel inglez cqu muito pnuen
uso, muito largo e com encllenles molas, com os
cumpelentes arreios: quem o pretender e quizer
ver. dlnja-se ao. alerro da Boa-Vista numero, ero
rasa do Sr. I'nirier.
Casemira para forro de carros; vende-so na
rua do Crespo n. loja amarella, por preco nimio
razoave!.
Arroz de casca.
No armazem defronle do trapiche do algodao,
junio ao armazem do Sr. liuerra, vende-se arroz de
casca por cnmmndn preco.
Vende-se urna eserava crenla, de 26 a 28
anuos, engiimmadeira, costurelra, e com nutras ha-
bilidades : na rua Augusta n. 17.
95
Rua do Queimado.
Nesla loja vendem-se toalhas e lencos do labyrin
"ios, rendas das ilhas proprias para toalhas, bicos
pretos de seda de lodas as larguras, ditos brancos e
franjas de seriado todas as larguras, lilas do ultimo
gosto, ditas de veluilo prelo ede recorto, flores de
varias qualidades, botes de vidro e vellido de div er-
sas cores, para casaveques o eutras umitas miude-
zas de goslo que se torna desnecessario menctonar
e que se prniuette vender em conta,
Velas de carnauba.
No anlign deposito da ma do Vigario n. 27, ven-
dem-se velas de raruanba em pequeas e grandes
porcoes, sendo de 6, 7, 9 e 12 em libra, por menos
du que em outra qualquer parte.
Meias de borracha.
CHF.r, \I1AS LTIMAMENTE NO N VVIO FnANC.FZ.
Na rua du (Queimado, na bem conhecida loja de
miudezas da Boa Fama 11. 33, j tem para vender
pur preco baralo as muito procuradas meias de
borracha, unirainenle proprias e approvadas para
loda e iiuahiuer encharao ns nenias.
Coiit'eiiaria 39 4,
confronte ao Rosario em Santo Antonio, vende-se
tiesta loja a verdadera agua de malabar para ungir
cabellos, ele, e linta para marcar roupa, paga-se o
dobro do importe dcstes obieCtns se o contrariaren! ;
vende-se tamiiem um liquido para tirar nodoas.
Confeitaria 39 A,
Wl conducta e sem victo : os preleiidentes procu- "qoorunnos ; ao virar ua Trompe, na rua
em na rua da Praia n. 55, segundo andar. gresso' "ll"na casa- 1ue acl,ara ,nm ,l"cm ,ralar-
Vinho Bordeaux.
Em casa de Henr Brunn & ('.., rua da Crol n. 10,
vende-se vinho Bordeaux de dilferenles qualidades
como Lafolle, Ch, Loovillo, La. Julicen, em caxa
de urna duzia por haralo proco.
Alcatifa
g Vende-se alcatifa rom qoatro palmos
p. de largura milito propna para forrar
% salas e grojas a 600 rs. o covado : na
rua do
Lima.
raspo n. 12, luja de Campes
Bandes ou al mofadas
de crina para penteado de
senhoras.
& Irmao, na rua da r.adeia do
Na loja de I.eit
Becife n. 48.
Vendem-se na ma do Calinga n. 9, pelos seguin-
tes presos :
Borzeguins de lustre para bomem 88000
Sapalesde dilo paradilo a 5 e KaUfJO
Ditos de bezerro (Nanles)...... \i\ n ii i
BORDADOS FINOS.
Pechincha
a^ora
pela
qiiaresma.
Ovas frescaesde camorim viudas do Acarac na
esquina da rua doCollegio liberna n.2, por 2 e
2:500, sanio andarem rom pn-sa acabam-se.
cnnfrnnle ao Rosario em Santo Antonio, rendem-sc
insta casa paslilhas de ortelaa-plmenta. muilo
proprias para quem sotfre do estomago, difas pei-
loraes de rhocolale, de gomma, alearos e laranja,
e nutras militas de cidos para azia e" lirar a losse,
machinas para apmmplar caf, cha e chocolate em
10 a 15 minutos.
Em casa de ('.. J. Astley&C.
Cabos da Bnssia de manilha.
Cobre para forro, com prego.
vinlios de cbampanba, Moselle e Bordeaux.
Salilre reflltadu.
Vende-se ou arrendarse o engenho S. lote,
silo na fregelda de Santo Anto, quatro legoas ao
sul da cidade da Victoria, cujo engenho moe com
agua, tem grande cercado, limpo e circulado por
valado. muita mata, e paramentado de todo o ne-
ressario, sendo : casa de vivenda boa e grande,
senzala para escravos, casa de bagaco, estufi, casa
de relame, etc., e Indo no mclhor estado possivel:
quem o pretender, dirija-se ao sen proprietaro que
o do engenho Sibir daNerra para Iritar negocio.
Para forrar carros.
Veiide*SJ}oiiiascn de seda de bonitos
. gustos e mira proprio para tonar carros : .
, 1 ,'inia- W
Na rua do Queimado n. 37, !SKS^|^^>33BK
loja de 4 portas.
Tem um completo sortimento de bordados, r >mo !
a
IIHItHHHj
hu loja ilr
Xabuco & C. na ma Nova
ii. 2, ricos lencos de caiu-
braia 'bordados proprios
pura js senhoras unar-
rarem na eabeca quand'o
vo aos sei'inaos.
Toucas para meninos.
Na rua po Queimado n. 37 loja de 4 portas tem
um variado sortimento de toucas para crismas mui-
lo bem entenadas para 2gfl00, ditas muito finas e
bordadas a 4S000, tambem tem enfas prelas e de co-
res, de relroz, muilo bem enfeladas de vidrilhos
por prero rom modo.
VriicJe-seefTecIIvamente farellode Lisboa nas
Cinco Puntas n. 63, por menos do que em outra
qualquer narte
| Vestuarios de phan-
tasia para meninos.
Na rua da Cadeia do Becife esquina da Madre dp
leos acha-se venda vestuarios de phanlasia para
menino, casaveques de eambraia bordados para
senhora e meninas, sorliraeulo de roupas ieilas o
lindas saias bordadas para senhora ludo por procos
commodos.
. jpeJO
propna para ralrinhas de crianras e para casave-
ques, eamisinhas bordadas com guliuha e mangui-
tos por prero commodo.
A QUARESMA.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4 C,
praca do Corno Sanio, relogios do afamado fabri-
cante Boskell, por procos commodos, e tambem
Iranrellins e raileias para ns mesmos, de encllente
goslo.
sem
no Porte do Mallos, armazem de
mao t: C, confronte ao trapiche do algodao n. 18-
No armazem de Nunes & Irinan, ma da Madre
de Dos n. 4 ainda tem bas de tartaruga de diver-
sos tamanhos recenlementc chegados da Paletinga.
Vende-se farelln de Lisboa em sacias grandes,
no armazem de Nunes Irmao, rua da Madre de
n. 4, e vende-se barato.
Vende-se urna casa terrea reedificada de novo
nos Afogados no pateo da Paz n. 37 : a trotar na
mesma casa.
Na luja da empanada enramada, rua do Queima- i
dn ii. 37, araba de receber ltimamente ac Franca
um cmplelo sorlimeiilu de fazendas prelas, pro- i
piias para os aclos da semana santa, bem como
estes ganaros sejam, ricos cortes da vestidos de grosdenaple aro- >
Hemeterio, Ir.|to, bordados a velludo e a retro?, manteletesdo' a7Z?H*?J?? ???.,' m!5?!.T,?U!?-.,W,?w,?r
grosdenaple preto, ricamente enfeitados, mantas
de fil prelo e los pretos, fazenda muilo superior, a
melhorque na no mercado, grosdenaple preto de
muilas qualidades, um completo sortimento de
panno fino prelo e de casemira prela para todos os
preeos, e lodas oslas fazendas se venderao por me-
do para tingir o cabello e suissas de preto':" na l-
vraria universal rua do Collegio n. 20, d-se junto
um impressourats, ensinaudua forma de applirar.
Pianos.
Vendem-se oanos fortes do melhor
pianos
* preS J?. Hqu'' e"' """'" 'i"all|"C1' ta?e: '/m- 6*t0 e modelo que tem vindo a ate
afianca de servir agradar com toda a deli- M ,
oem se
cadeza todas aquellas pessoas que frequenlarem i por preco commodos :
este estabelecimento. j rua da Cruz do Recite n. 50.
na
Binculos.
Na rua da Cadeia do Becife esquina da Madre de
Dos, vendem-se oplimos binociilns de madnpero-
la, marlim, bfalo c metal envemisadn, assim co-
mo um cxplendido sortimento de jarros de vidro o
porcelana para florea, ludo por preco muito com-
modo.
Chapeos de palha escura para
homem por preeos baratos.
Na bem conhecida loja da boa f, na rua do Quei-
mado n. 22, encontraran os bons freguezes um com-
pleto sortimento de rhapeus ingle/osde palha escu-
ra de formas inteiramente modernas e bonitas da
ultima moda. Tiiriiam-se rcouinmcndavcis por se-
rem mu leves a frescos para a prsenle estaco :
vendem-se pelos baralssimos prerns de 4f j,
vendem lambem chapeos e bunels da mesma quali-
dade para meninos a 3g 3600.
Em casa de Kabe Schmettan & C.
rua da Cadeia n. 57, vendem-se elegan-
tes pianos do afamado lubricante Trau-
mann de Hamburgo.
Farinha de man-
dioca.
No deposito do largo da Assemblca n. 9, vende-
se superior farinha chegada ltimamente, em sac-
eos grandes, por commodo preco.
Escravos fgidos.
mjm) a
No dia 14 de agnslo d anno prximo passado,
fugiram do engenho Scle Ranchos, fregnezi de
Nossa Senhora da Kscada, comarca da cidade da
Victoria, os segninles escravos: Damiao, crtoulo, de
25 annos de idade pouco mais ou menos, cor fula,
beicos grossos e meio arrebilados, tem urna cicatriz
na testa proveniente de umeoice de animal, pernos
linas e alguma cousa arqueadas para fora, esmajms-
do, espaduado, altura regular, e est Durando ago-
ra. Jarinlho, crioulo, de 88 annos de idade pouco
mais un menos, altura regular, cor prela, pouca
barba, beicos grossose fazcerto geito na bocea quau-
do falla, tem urna cicatriz em urna das faces, pernas
finas, esnialmado, fuma, e locador de viola. O
primeiro foi comprado ao Sr. Joo Francisco Barbo-
za da Silva Cumar, e o segundo diz que toiescri-
to da familia do Sr. Joo Nunes, da fazenda do Sitio,
em Paje de Flores e comprado na praca de Per-
nambuco. Consta que ditos escravos estio em Pa-
je de Flores por portadores que mandei ede lvie-
ram : roga-se as autoridades policiaes erapitaesde
campo de os pegar e levar ao referido engenho, a
Berna rd i no llar ln./.a da Silva ou na praca de Per-
nambuco aos Srs. Manoel Alves Ferreira clama, na
rua ria Moda n. 3, segundo andar, qoeserore-
compensados com a quantia cima.
Fugio nn dia quinta-rcira 17 do corrente me?
de marco, um escravo de nome Januario, estatura
regular, cabello cortado de novo, .com cafurina na
frente, rosto redondo o muito chelo de espinhas,
pes grossos e o drcilo bastante inchado, comdnas
iri idas na perna, urna maior que outra, ambo* os
ps com principio de arislun de ervsipella qoe Ihe.
tem dado, sanio com camisa de baula verde, calcas
escuras, levava um cestnho de limbo, um chales
encarnado com barra amarella, urna almofada de
costura e dous vestidos de menina : quem o pegar
leve-o a taberna de Joo Jos Lopes da Silva, nn
berro das Barreiras na Boa-Vista, que ser genero-
samente recompensado.
Contina fgido desde o dia 6 de agosto do
anno paoxiino passado, o escravo Antonio Cacange,
com os siguaes seguimos : representa ter 38 nnos,
pouco mais mi menos, altura regular, cheto do cor-
po, rosto redondo, pouca barba no queixo de baixo,
cr, prela cangneiro no andar, falla pouco, e tem
manas de relho, casado e foi escravo dos herdeirs
dn finado Caetano Concalves da Cunha ; consta a-
char-se refugiado em trras do engenho Carimbas,
ua comarca de Sanio Anto ; a pessoa que o appre-
hender rnnduza-o ad engenho Curraay da comarca
Pao d'Alho, ou no Becife na rua da" Cruz n. 65, ter-
ceiro andar, que ser generosamente recompen-
E.SCBAVO FGIDO.
Fugio no dia 15 de Janeiro a preta Victoria, de
liaran Mnssambique, tem urna serrilha da testa at
a ponta do nariz, representa ter 40annos, falla um
lajito atrapalhada, altura regular, magra e de cara
fea, cor meia fula, aoda muito depresss, levou
vestido de chita escura, panno a Costa azul : as
pessois que i apprehenderem levem-na em casa de
seu senhor, que sero bem recompensadas, na Ca-
punga, silio do Arantes, ou na praca da Indepen-
dencia n. 11. loia decalcado.
"PEBN.: TTP. DE M. F. DE PARIA. 1W.

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