Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07882


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Full Text

ANNO XXXIII N. 262.
Por 3 mezes adiantados 4j000.
Por 3 mezes vencidos 4$500.
SABB.VD0 H DE iNOYEMBlO DE I8a7
Por anuo adiantado 15'00.
Porte franco para o subscriptor.'
>
ENCARRBGADOSDASUBSCRIPCVO DO NORTE.
Pirahibs.o Sr. Jnao Ridolpho Gomes. ; Natal, o Sr. Joaquim
Ignacio Pereir* Jnior : Araraiv. o Sr. A. de Lemos Braga :
Ceara, o Sr. J. Joie de Oliveira I Maranho, o Sr. Jos* Teizeira
de Mello : Piauhr, o Sr. Jote Jaaquira Arellino : Para, o Sr.
Justino J. Ramos ; Amasonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA. DOS CORRJMOt.
Olintlr : lodos oh dita, as o e nieia hora* .lo di..
guaran, Goiinna e l'.r.hib.: n.i. aenaalai e Mitaa-ralra*.
s.n(,,l!urri, Ronia, Caara', Aiiinho Geraaaoas: na t-rc i-r-ir*.
S..L..urijt..,lao Alho, .laiiwk, I...,,.....ra, Brejo, Faaalaelra, |B.oira,
Flure., Villa-BVIla, Boa-Vi.ia, Ouricurt K,u', naj .|i.arlu<-l,i,..
Cah1,,lpojjca,Strinhaem, Rio Formlo, Du, U.rmru, Aiiai-Preti Pi-
Bientrira natal : Quintaa-frira*. '
,Tedoa u. crreme parlen ai 10 horas Ha maohJa.
AGDIENOIAJ DOf TVBOMAM DA CAPI1AL.
Tribunal do eommereio : legunda quintal.
Retaceo : tereaifeirai e labbados.
Fazeoda : quartaa a aabbidoi aalO horas.
Juio do eommerefo : tegundas as 10 horas quintas o mala da.
Juioda orphoa i segundas t quimas ai 10 horas.
Primeira Tara do eirel : segundas a saltas at mal* da.
Hunda rara do elral : uan.i aabbadoi la mal* di.
BPHBMERIDRS DO HEZ DE NOVEMBRO.
1 La cheia as 10 horas e 38 minutos da tarde.
8 Quarto minguaotaa 1 hora e 58 minutos da manual.
'6 La nova a 1 hora a 35 minutos da tarde.
24 (uarto erescenle aa S horas a 18 minuto da tarda.
PREAMAR DB HOJE.
Prlmelra as > horas a f, minutos da tarda.
Segunda as 2 boral a 30 minutos da manhaa.
PARTE QFgiGi AL
* OOVERNO DA PROVINCIA.
' Expediente do di i 7 4* aovembro.
? OlTicioAo Exm. comman Jante das ar-
.. mas. para quo recommenJe o capito Jos
Francisco da Silva, que trato de sasfazer o
que exige a thesoursria de fazeada no ofli-
cio constante da copia junta alim de ter lu-
gar o pagamento para elle reclamado di
importancia disoendida com o curativo das
pracas sob seu comman lo destaca las na co-
. marca da Boa-Vista.
DitoAo chefe de policia, dizendo que
v pode autorisar o administra Ior da casa de
detengSo a man lar manufacturar 2 col-
chos o igual numero de tnvisseiros para a
enfermara d'aquelle estabalecimento.
DitoAo mes no, devolvenlo 9 titulo de I
primeiro supplente do subdelegado de Ta-'
qaaratingx.o qual fora enviado por S. S. pa-
. ra ser corregido o equivoca que netle se
r dera.
DitoAo commandante suaerior do Rio
Formoso N3o tendo haviilo reuniSo dos
conselho9 de qualiucacSo, como v. S. de-
clarou-me em seu ollicio de t8 de outubro
ultimo. i3o tem que faxer o de revisita, cu-
ja-reuniSo solicitou V. S. em oflicio de 10
de set'mbro, e poique deixoa T S. de dar
^ as provi lencias que Ihe caba dar, para que
essa. falta se nao desse, esDero que ella se
nao repita, e assim n36 tenha V. S. de seu-
tir os inconvenientes que ponderou no seu
citado oflicio de 10 de setembro.
Dito'AO comman lante superior de
Goiaona. recommendando que das 50 armas
prestadas aquelle comman lo para a guarda
^ da festividade que ltimamente tivera all
lugar, recolia o arsenal do guer-a -40, fi-
i'anioiOcjm os com elentes correiames
para serem oopreg\das no so vico de que
trata o oflicio de V S. de 8 d > corrente.--
Commun'cou-re ao arsenal de guerra.
DitoA thesourana provincial, exgindo
a demonstraefio do esta lo dos crditos con-
signados nos arts. 12, 13 elido orcamento
f vigente.
*~ DitoA mesma, para mandar arrematar
em hasta publica o padagio das barreiras
creadas na ponte do Manguino e na estra-
da da Capunga. Co-nmunicou-se a direc-
tora das obras publicas
DitoAo juiz municipal de Ouricury, pa-
ra informarse tos Indios.daquelle termo ou
a matriz do Exu. pertencem urnas trras,que
. se diz terem pertenei io a antiga Missao. e
v hayerem depois em 1763 passido consti-
tuir o patriotismo de referida matriz, para
renaver as quaes solicita autorisacSo o vi-
gano daquella freguezia
Dito -Ao- conseiho administrativo, cditi-
mullicando, que por despacho de boje se
s autorisa o paea.nento das conlas a que se
refere o seu ollicio de hontero sob n. Si.
F Dito-Ao director da Colonia de Pinjen
tei'as, exigin lo o orcamento das despezas
da Colonia no exercicio corrente, deven lo
advirtir que para ellas foi consignada a quan
lia de 5:000>, da qual parte ja se acha lis-
pendida.
VDilo-Aojurz municipal de Olinda para que
. lulorme sobre o estado do patrimonio da
irmandadeedo hospital da Misericordia da-
quella eidade, declarando om que consiste o
seu valor, rendiatentse o destino que tem
estes.
Dito -Ao provedor da Misericordia de 0-
linda, para que declare que doentes desva-
lidos 00 alienados miseraveis pode receber
o hospital, e se lU polerao elles ser con-
a veoientemenle pensados e zelados.
PortaraConcedendo ou recommendando
, as autoridades loe es. quo nSoponhnm im-
pedimento algum ao corte e con 1ucq3o de 50
duzias d-5 pranebdes de amarello e cedro que
o vigario da freguezia de Barreiros, Joao
Baptista soares tem de tirar das matas des'a
provincia o das Alaguas, em consequencia
de lic:i!i;a do goveino imperial, para serem
#* v applicadas as obras da respectiva matriz.
Comiiunicou-se ao capilfio do porto
Dita Concedendo ao guarda do I bata-
* IhSo do Recif Luiz Demetrio Coelho, tres
mezes de lie Miga.
COMMAN DO DAS ARMAS.
aWartel caaer.l do eoninsando da* arama* de
Poroimhsco ata eldad* de Recir*, em 1.'! de
Bovembro d* 1867.
ODEM DO DA N. 49.
O brigadeiro comman lante il as armas in-
terino declara, para os fins convenienles.que
oSr tetientecoronel comman lante do 10
batalnfio de infaotaria eng.jou em data de
honiem oara servir^tor m*is 6 annos nos
termos do regulamento de 14 de dezembro
de 1852, prece iendo exime de sani lada, ao
DIAf DA SEMANA.
9 Secunda. 8s. Urclssino e Agripino Bb.
10 Tarea. S. Andr Aielino f. ; s. Ninpha.
"1 Quarta S. Martinho b. s. Verano b.
12 (Quinta. S. Martinho p. m. ; s. Luvino b. m.
13 Sexta Ss. Arcadio e Paulillo Mm.
14 Sbado S. Abilin diac.; s. Guhas m.
15 Domingo 24 O Patrooinio de N. Senhora.
soldado da primeira companhia Estanislao, Da failo, na poca em que imperam as paixoes
I ooes, o qual por sobre os vencimantos que 1 desordenada-!, a raiao anda que forleaeja o sea brn-
por lei Ihe conpetirom percebor o premio do'a'nila 1oe f*H alio, nin pota *lear o seuJo
de 4005000 pago na forma do art 3 do de- com maila d,n'"alrtadB altura que Ihe competa na
creto n. 1401 de 10 de junho de 1854. e fi'i- r4'm S?* na'ora. qnando nao lie. nuiifi-
39,500 bragas quadradas, perdenlo no caso orpanio tola, .. vantageus m inier.ss. praprlo
de desergao as vantagens do premio.c aquel-' em inieresse individual.
" las a que tiver direilo sendo consi lerado Esta verdad* da ineonleslavel realidad pratica,
recrutado; no tmpo do engajamento se des-' fali""1 solfre algumas veies suas eicap^fles como
contar o de prislo em virludo da scnten- J por 'mpul* e fora providencial, qu* latenle-
?a averbando-se este descont, ea perda !l,"",?.r,*M eontra aquella inOuio pernieioso, afnn
das vantagens no respectivo titulo como he
de lei. Declara outro sim o mesmo briga-
B.>'CARRKGADOS DA SC3SCRICA NO f CL
Alagoai, o Sr. Claudino Falcao Dial; Bahia, o f r. D. Dnpra
Riod* Janeiro, o Sr. Joio Pereira Martina.
EM PERXAMBUCO.
O pr.ipristario do DIARIO Manoel Figueiroa da Paria o iu
liTraria, praca da Independencia n. e 8.
deiro, qui neila data em virtude do dispos-
to no aviso do rministerio da guerra de 19
de agosto de 183, contrahio novo engaja-
mento nos termos que cima ficam decla-
rados, oSr segundo
panhU do referido
Candido Mogueira.
(Aignado).Jna i Jos da Costa Pi-oentel
Conforme.Demetrio de i.n.rn.i Coelho, alfere
ajodante da ordens ancarragado do deallie.
de que soja a tolos raanifasto n contraale, conse-
qiientemenla provada liqae a lodos igualmente aquel-
la abercafCo, que se ostenta com os predicados de
reara geni.
Dnemai que eta verdada felizmente soffra suas
e\e*pr,oes, e, quan lo esa prop.>i;jSo avan{amo8, li-
nhamns em menta o Em. Sr. brigadeiro JoAo Jos
cadete da quinta com-l?" C"'" ,1,'m1e1nlel- J relevanl-s ser*icoS, ,t nao
batalh3n i(\- Antonia .. '"''""n1 recompensados nao tem toda-
Diatnao IU ntontO ,, do nivelados ao olvido na respectiva aprecia-
o conslituie um dos ntatl dislinclos ofliciaes do nono i A arle, que dilo*o compirlia
anlrinl i i- un n l> > Jasa i aa I i I a > I rm > *
joluando se offendido. n.loqaer ceder o pasio, ou re-
conhecar a pnmaiia allrihuida. Em boa hora esle Era a esposa oseo dolo, o seu anio.
pneiiom.no nao se ha complelamente realisado para Um som que desferi**,
con S. Eic, qoe sampre tem sido apreciado e apro- Sen) ella, a cusi do chimado p.ito.
venado pelo Koverno, hd| com a pleniludc condm- A ulluna corda Ihe estalara d'alroa,
na aos seus serenos, ao menos com honrosa apron- Ion ola -i quer, que no piano
maco do que he devido ao metilo. V.hrasse, s.m ouvi-la acompaohada
Aqu ""amos poni, eertos de que s< avancamoi | D* voi cele.li.l de sens amores,
a verdade, e deque nao fiem* -, a aeaoir afor-' Etsa ola lalvaz que para sempre
mua suprema da jusliSa : a Uros o que he da Dos, Us dolos Ihe deisaase
a Cesar o qne h* de Ceiar. ].(|0 qe|0 da lllorle ,i0rpecidos.
B. L. F. C. L.
A' memoria da eximia arlita D. Manelta Mari-
nangeli.
PEMABBBCa.
PAGINA AVULSft
A ponte de Santo Amaro.(lr<;i a os,
desprerado na fol o nnsio avilo acerra da mi' obra
qo se eslava a' faaer na pont* de Sanio Amaro,
porqoanlo fora ella demmcha.la, e esta" sendo de-
vidamenl* preparada, Quanlo lie iiso agrada-
vel ?
Ferimento.Consla-nos, que no da II do cor-
ren!*, om toldado do corpo de policia,ferira qrave-
m-nie a sua mulher com diversas facadas, qual o
motivo no sabemos, o que ha de nolavel he, qoe
M crima fos.e rommeliido por aoldado de rolicis.
E he essa gente a quem esia' contada a p-licia do
pan, quan io sem respailo a farda que Irajam, pra-
ncam Hesses fados ? Nao generalisamos a nosia ac-
cusacao, porque asamos convencidos de que na-
quells corpora^ao eiislem moitos homens que a pro-
bidad* os distinguen), limilamo-nos aos ma'os d'
qiie abunda, muilo convamenle s* fazia que fossm
-liminado..
Fumaca..Nio se pe* tolerar a famuca que
da um quintal na roa da Santa Cruz eihala como
queima a* capim, palha, cisco, etc., com incommo-
do da vn.nhanca. Pede-se, porlanlo. ao dao des-
ae quintal, que nio emsinta na continoacao de se-
malhanla queirns.
Descohrio->e a final a quadratura do circulo.
uy. Hippolvlol.idaiilt acaba de dtscohrir o que
mullos sabios nao con.eguiram faier, a oquartralura
do circulo he eua urna da maravilhas do nosso
seclo, o que reala a,berha, se o Sr.' Oadaolt sa-
Itafe* as rearas ? Nao aomn conhecedor da mate-
ria, por tan nao p i demos faier a devida analya*.
>e, pms, esse problema se acha geomtricamente de-
envolvido, ni* ser..' para admirar qotoulrocom
moaes conhecimenlot do Sr. Gadaoll, descobra lam
bm o moloeoniinno: Morrendo, aprendendo.
Carne barata.Toeam os boiiot, a pobrezs
corre aos asouaues, e pr fim enconlram carne de
12 palaraa.que firlum !
Galera phitvgrophica.O Sr. Angosto Slall
oonlinua preparar com o maior areio a sua gale-
na derelialoa plioloaraphicos. aonde se obsarvam <
ripias Mh hei. qoe nessa sv.lema de relralar ple
-er desejado. As maneiras aflaveia do Sr. Slah, con-
v dan era duvnla, a que lodos vlsilrm o seo estabu-
le, imenlo, e desnerlara' o:de relratos.
Ferimento. Ilonlem II H0 correle pelai :i
iior.s Iran-isco de l'.ula deu orna farada em Anlonio Mo-
reira de Lima, pelo que fi pre dea.
Homicidio. Consla que no da 5 do crreme
a< !) horas da noile, no logar jaboneaba, dislrlc-
10 de Nosa senhora do ()' da Coianna, J0ai llernar-
dorecolhan1o-.e a casa em eoinpanhia de sua mu-
lher, e urna (Ma de 1 annoa, receliera om tiro de
emboscada, e do qual tallecer na manhaa aegoinle.
fieando a mulher e lilha gravemente feridaspelo roes-
mo tiro. y,ie croel lade I
Ili'pital de cariiade.EsUliam no da 12 do
correle 21 hom-ns e 27 mulheres, Iralsdo. pelo
cndale, II homens, e 13 mulheres, que pagam
a casa, a praca do corpo de polica. Total 81
lenles.
Relaclo das pessoas que foram repolladas no cemi-
terio publico no da 13 do correle.
J'te Ferreira, pardo, casado, 80 annos ; dvar-
rhaa. '
Aula, ejposla, parda, 2 mezes ; coiivul.Oe*.
Clara \ icancia, pr*ta, solleira, .50 annos ;
peaia.
Manoel, hranco, 6
baca.
Manoel, hranco, j mezes ; convolsf.es.
lolal..
hydro-I
mezes, ; inll,imm :<;.,. no
At depois (famanha.
(ommuuicabo&.
O EXM. SR. BKICADEIRO JOAO JOS I) V
COSTA PIMENTEL.
Na poca (e egosmo poliliro, a me como a que ai eorrendo, o homem honesto, o fonc-
eionario probo qoe se afasia de certa zona, he poslo
a maraem. e quaai que olvidados Hcam os seus servi-
0*t( por man relevantes que elles s'jain.
FPLHETM,
APROCIRaDAFELICIDADE.
Por Arsbnio HoussXte.
ni.
lt Vlete de copat e a Duna deouros.
I. ni es.-ulpior grego por ordem de Vulpa represen-
l.ira a Fortuna com doos semblantea. De om lado
era um i doncella que traza om f.cho e orna cor-
nucopia : a lu do Olympo e os fruclos da larra ; do
lado oppoalo i-ra orna Furia com tilosos seos sym-
IdIos. Vulpa era pliil.isoph A Fortuna que hoje
nos mo'ira o iorri nos assusla com soa colera titnica.
A falicidade ha cora* a fonona. lem doas mas-
^c.ir.s, unta bella, ontra fatal. Todava he a felici la-
de ; a grande arle na vida, e sobrelulo no amor h*
impadi-la de voliar-se.
Qaanlas pessoas lenho visto qie fallavam de urna
felicidade, apenas esla h se repenlinamenle desgrs^adas pela sua felicidad*,
como p ir urna visanca do destino que na* qoer sem
duvida enlreter-nos moil) lempo usa cousas desle
mondo! Quanias lenho valo qos diiiam-ee felzea
,al o da em q*a eram forjadas a perpeloar sua fe-
licidade Ne-e da tambara sua felicidad* voPava-
se, a elli* nAo queriam maia va-la
Jorg* de F...e Adolpho Kobenpr eram doos ami-
gos muit onid is. Tinham eslods lo, fumado a via-
|ado juntos. ,
Vivan da maaina vida a lal poni que a* um
eiidinorava se de alguma mulher, o outro periiiane-
cia liirpl'seipeclador da paitlo do amifo, aaliafeilo
de ve-lo feliz.
Jorge eslava emprestad* no uiinisleri* dos negocios
eitrangtiros ; Ad-ilpho nA i fazia nada sob o preleilo
Itqon enriqueca as minas da carvito.
Vim-ia duas vezis por da ; nunca arabavam de
diaar rae prnc*mnte o qoe linham no coracAo ou no
e lava perdiio. Ora. uina mauhla Adolpho almor.io
ii. oo da segumte igoalm?nle. Asalm pasaaram-se
ilo dial.
Adolpho nelira em Jjrg? nm ar myslerioso -jue
.iiinuuciavam uma de.sda gr.indes paiio.s que lodo
i. oll.in al au seu milhor amigo, p >rque oinzuem
se alreve a cunfesia-la a >i mesmo.
D* cerlo. di-s" Adolpho, ello el.'i anainor.ido
de madama d'Armagdy. F.is-ah o fruclo de meosi
Debatiese apresenlaralem casa de Jora*\ O cria-
do linhaordem de dizer que o sensor conde oao da-
va nuicias suas. Peunillia que Adolpho enlrasse
na cmara, elle I un; iva por lo la a parle um olhar
da philosopho que procura a verdade, om pooco, he
verdade, como o astrlogo que para ver Humea.
dMia-t* cahir no p.i(.> la verdade.
Fmii'ii. descobMra em om envollorio inleiraraenle
novo o sello do carreio de Passy sobre as leltras de
Jorge, e asclamSra :
He la que elles se occollam.
E pozera-se a eaminho para acba los, cuidando
qo a amizad* nao podia ler jamis indiscreta.
Pr-ae a eaminho para ir a Pas.y he aimplesmtn-
le fazer uma viagem de tres loldos no omnibua, ou
do Ires francos em umi carruajera de dlojucl-
Adolpho preferio o omnibos por economa de lem
po, e pela paizagem, mis sobrtlolo, para gozar da
conversac,a* de seos semelhaoles. Os homens slo
sempre hoir.ens. Alm disto quem sabe ss o vizinho
nol-jidilho nAo Ihe dizia onde occollava s* o conde
Jorge de F... Pois emfim. por mais qoe sen amigo
quizese ocrul(ar-e, lubilavasem duvida uma casa,
essa ra-a linha janellas e jsrdim. Se ella nao
cheaava janella, passeava no jar llm a Passy he
uma eidade de provincia, na qual lodos le conhe-
cem, dizia Berangcr que timben) qoizera occultar
ah ana feliridade, quero dizer.aua gloria.
Senhor, dissn Adolpho a* vizinho depois de
ler-lhe dalo fogo, pois fuma se mullo era cima,
sabe onde mora o conde Jorga de F... ?
Sim, senhor, na roa de Virgilio em uma casi-
nha de lijlos vermelhos qoese oci-oila debai folhaa como uma bacrlianle manchada de horra de
vinhi.
Aquelle que assim Mlava era um pintor que linha
comejado a passaaem do mar Vermelho, e que ia es-
ludar esse mar entre Passy e i,-enrll. com om sol
de purpura e deouri, ve'rJadeiro Phiraii afogado
as ondas.
Ni ra de Virgilio, repeta Adi-lpho ; en-ahi uma
roa faita para a feheida le ; lenho deaeios de des
(errar-me para la.
Com effeilo ha ras felizes e roasdesgracadassem
filiar do n. l:l. do qual lodos fogem romo do ban-
quete dos Ireie. ile rrivel que a la de mel noi-
vad.. seja lio bella na roa de Conreine como na
dos Campos Kly^eos ?
i.iuandn Alololin entrara n* roa de Virgilio en-
ronirou um ador do Thealro Francez, depois um
crilco, dcpis um paela, os quaes morsvam nessa
un. O poeta iraduzia Virgilio, e o critico cilava-o
a cada mom.nlo.
Irra, ditsaj Adolpho, eis-ahi orna felicdade qoa
(Ao.
Para comprovar esl asscrlo iremos Irajar algumas
lindas relativamente vida publica de S. Eie., s-
bo^ando as phaaes da seos serviros ao estado e paral
lelamente asdistinccOesqae Ihe hAo conquistado*ssn
m>>mo< servidos; para os quaes no entretanto, hu-
milde como somos, invocamos as vnlas sopremaa do
aovarno, alim de que eilenaao.
O Em. Sr. brigadeiro gf imiilel sentando praja
de cadete *m 15 de abril de 1817, enlrnu logo na
senda dos ervco< rea* ao paz ; porquanto marclnu
para esta pruvincia na diviaAo dos voluntarios leaes
d'el-rei, ao maodo do general l.oiz do llego Brrelo.
A parlir d'ahi. sob ao sempre que o reclamaran) as necss'idades da patria,
como preludiara logo no enmeco de soa carreira mi-
litar, percorreu n escala dos difTerentes postas al
brigadeiro ell'Clivo. qoe ho e he, illa-Iranio sses
espajoa lo los rom accOes recimmendaveis, ja de va-
vor e civismo, j de abnegacAo verdadairamenle his-
trica.
Em 1833, sendo entSo major, foi nomeado S. Exe.
para commandar o corpo de irtilharia de marinha.em
euja eommando seconservou alea re'pecliva das la
C.lo no anno de I87, quando j i era coronel do ejer-
cito ; corapriudo notar aqu que em |82 foi inves-
tido do caminando das Torcas em operario na comar-
ca da Curiliba, hoja provincia do Paran ; e nessa
melindrosa commissao, pre.too relevantes servicoi .i
obra da pacilieagao daquella comarca, qu* cump ir-
lilhava das ideas di revolla, uita de S. Paulo e Mi-
na., para onde foi mais log) nomeado commandan-
te das armas, reiaando nella anda a conllaaracao
civil. v
Por occasiAo da revolocao de I8l8nesla provincia,
pertencendo ao esla lo-mai ir de I." elass* do ejerci-
to,fui nouiaado commandante interino do 2. batalhan
de arlilharia a p ; e, loan que chegou nqoi, foi-lhe
engarreaado o cominoudo da comarca de Natarelh e
da forja all destacada, que pi.(ahrmenle foi Con-
vertida em ciluinna de operaron ; e com esla forca
no da 2 le fev-roiro veio em .occorro desla capital,
que se debida em lula fratercida. e onde o seu con-
corso oi devilal prolieoda te, com i o consagran) os
fastos conlemparaneos. A pos a pacificacAo d--i re-
volla, no anno sab e commandante das armas da provincia de Malo-
Crosso, em coja mis-a se hoove com o lino que lodos
lli* recnnlierem, desenvnlvendo nlo so as vislas do
aivernoem r.lajAo Aquella localida le, genio tam-
bero cominonicand* eflicaz impolso eipamAo dag
Torcas prodoclivaj do turran confiado i sua eolici-
luile.
A esta concatoaacAo de honrosas commissoes, de
que era S. Eir. ere Ior por seas serviros e conheci-
menlos llieoricos e pralico., compre no's em aliono da
verdade hlslorie* adJicionar nutras, qoe conlinoam
* iMosda cadeia desea mrito ; as qnaeAssigiula-
remog pura e suiplesmcnle para nA i darmos inaio-
respropocoes e.la, da qu, |uellas que Hollamos
m vista.
No anno de I8JI foi nomeado S Eic. director do
hospital de marinhi da corle, memoro interino da
rommis ciin cominau lante das forc do imperio no llio
da I rata, para ou Je segoiu lo, austenlou dignamenie
a honra do imperio e os bros do eiercito brasilciro
n aquellas para,ens conlia lo a seu eommando, Iendo
como lal intervi lo na capilulacAo di en-ral Ori-
be. Neste masm* anno reare-soo S. Eje. corle, e
reassomio a dir.clona do hospital de marinha e o
e\eicicio da comraissAo dos melhoramnlos do mate-
rial di (tardo. Em 1855 foi nomeado vogal do
conselho adminislralivo lo arsenal de guerra da cor-
te, nomeacAn a que se saauio a de director do mesmo
arsenal ; e man larde, em 1857. foi-lha dignamente
commetiid a inspecloria g-ral da arma da arfjlba-
ria das f.rlilirar-s e depoiilos l'arii.- >. bell ros,
assim como em saguida o eommando dos armas in-
terine de-sli provincia, no impedirainlo do etlec-
livo.
Para fechar e'la serie de honrosas commi remos que o Eim. Sr. brigadeiro Pmenlel exerceu
amia oulras mollas, tanlo na adminislracAo da
auerra como na da m.irinlu. on le servio anal-
mente.
A estes serviros, euja impirtanca revela-se pela
natureza das couunisses. que lli- foram rommelli-
das, ciirrrsponteram diHerenles condecoracSes em
liversas poca.; isio he, sm 183!) rd condecorado
cora o habilo da ordem imperial do C'oz-iro : em
1838 com o de S. Beulo da Avia ; em 1811 com a
eommenda .l Rosa ; em 1853 com a medalha da nnro da cam-
p.inha do E-lado Oriental ; e em 1855 foi distinaui-
90 alada com a chave de goarda roupa .'* S. M. o
Imperador.
S. Etc. lera o corso completo de eng*nheiro pela
no.sa academia de marinha, o que consequenlemenle

POESA (11
I
He noile : a hora de Indas roais solemne
le esla, e propria para om liymno a' morios.
Dos qoe dormen no liirauln, a" esla hora
Soeaccordar vivissima a lembranca,
Qoe do dia os enleios adormecem.
N s auras que a perTumam
De suaves Tragranriaa, melhor va
O pensamenlo a DOS ; melh-r se alioa
Ao brando suasurrar de auras lAo doces
A gimadora harpa da saudade.
lie noit* : asas estrellas, que l ornara
E malizam de luz o el reo esparo,
Hemr lam-iii" orna estrella,
Qoe para sempre se apa Era o palco a esphera onde brilhava ;
E quando mais Tolgia, de lpenle,
Crasso olTascoo-a nevoeiro eterno,
E so inzuid i nos deiiou leu nome.
Nesle roen patrio co raiar mimosa
Eo e Na sua loz. meus versos consagrei-lhe,
E, si o podera, Ihe engira aliares.
Em Janeiro depois, depois na Italia
De Roma a estrella sculillou completa :
h *sse brilho, que ao lon OcoracAo enlrando-me. avivara
0 enlhu'iasmo que sent por ella.
A saudade que, se indo, me daura.
Bello astro da scena, oh antes minea
Surgir virs NAo hou>era-le eu viilo, aslro Tormoso.
ParalAo cedaa Ivra que de rosas
1 urpureas enramei para caniar-te,
Ver, coberta das llores
Rozas da campa, a lamentar-la a morte !
II
No peregrino canto,
Na belleza e lias graras, Marilla
A estrella d* meo livnuiopareca
rada, ao loque de arijo" resoraida
Para de novo euT-iticar hiimauna.
Si a arli de itossini nao livesse
J soa muso qoe Ihe deram vales.
Adornada, onde a viram,
Dei.'arl* a musa Marilla Tora,
C*lno arlisla e mulher. para quera liaba
A fortuna ds ouvir-lhe
A voz divina, contemplar-tlie os dota*,
E sobre tu lo as raras
> irludes da peifeila esposi e amiga.
Era de um anjo, Marilla a imaaem.
E nada suspenden da parca a Touce !. ..
A seu golpe immaluio,
Dimprorisi a estrello, a fada, o anjo
as frias sunbras sa ahvsmou da campa !
Como viajo reosle.
Que em sonhos brilha e desparec rpida,
Brilhoo, de-pareceu a joven linda,
E Inrnoo para o eco, d' m lbaix.'ira
I ara saudade eamordeixar oa (erra.
III
geme no K*cife o malfadado
poso, qne perder ilm bein lAo grande,
L'm l.'iesouro que poucos
Ja vida conjugal o Co depara
Triste !... Oe oovr-llie
Su'alma sobre as aza da saudade
A Torim. a MilAo va ince^sanle ;
E, contemplando os palcos sumpluos.n,
Onde raros talentos se assignulam,
I.menla a falla da gentil consoile.
Qoe all o seu maior enlvo fta,
E sempre coroada a patria honrara.
Saudozo aNyclhern> volvendo osollm-,
Su dsela o ineiquiulio sob a lousa.
Que la do seo amor encerra o encaulo,
Da vida orelo sepultar rom elle,
E a perdida ventura
Mais cedo recobrar na Eiemidade.
De Paragoa'su' a trra
l'ernissimo rerorda, e ouve simia
Osapplao'os que leve, as homenageus
Que receben aqu a linda arlisla,
A qu-m, para adila-io os Ccos doaram
Oo canto o teeptra, o teeptro da belleza, (3]
E 'ut.ro ludo a c'm'h da virlule.
Sangram-lhe entan no intimo do peilo
As perennes feridas que Ihe abrir,
Ceifandn a sua tlor, a mo da mora ;
Pelas facei llie corre
A fio osanue Iraosfondido em pranlo,
D'oma fronte 'nda joven,
Diadema de amor, hssila cabido
Para nao mais a ornar I Na primavera
Dos anuos o viuvo incousolavtl
N'almaja' sema desabrido invern !
Envelhecau p'ra elle
Antes do corpo o aaraeJJh) cortado
De pena, que s Irt de nesle mundo
Etliogoir o repouio do sepulchro !...
Meu DOS pan a finada a voisa bencAo,
Para o vivo, que geme, o voiso am.iaro,
E um dia a ambos re-esposae na GLORIA !
Bahia em 31 de agosto da 1857.
A's II horas da noile.
Francisco Monis Barrillo.
(Da Opinlao da Babia.
E*mi
lastimosas qoeia
Anda o corajAo lenho llorido,
E aos aillos, qua nos seus lagrimas viram
A verter sem cissar, me assoma o pranlo.
Senhore* redactores.A correspondencia, oo co-
mo melhor nome baja de pertem-er-lhe, doSr. I). A.
V. qoe appareceu Diario de P-rnambuco n. 209 de
11 do mez de satambro e s aaora chrgou a m.;u po-
der, e live o prazer de ler, m- oorlga a leplirar-lhe
para ronfondir o amigo do Sr. Joaquim Mauti-
el i Wanderley, que propondo-se a defende-lo e a
fazer o parallelo do eu amigo com e* , aou da ce ns ir da iraprensa, mas dispen aliumi, implorar dejoelhoso man perdao, por ler
ildua oasadia de registrar o fado iiicomportavel do
! Sr. Joaquim Mauricio, como anciAo respeilavel, ho-
mem probo e hone>lo e cidad.lo pacifico ; eu voo
| mostrar qoe o Si. D. A. V. ns >ua humilla nAo foi
i mais do qua cerlili.ar, e comprovar o qoe eu havia
dilo na nimba corre.pomlancla cima ciada.
Comer o Sr. I). A. V., depon do seu mellifloo
' exordio, por enlrar em duvida se me deria responder
e f.zer o parallelo qu- ge haviarnmpr*mel|ido e de-
pois diz com muii.i graoa. lodos s.bem quanlo
a imprensa enire no. se lem lomado lieracisM*, e
que espirilo de verdade preside as correspondencias
parliculares d< individuo, anoiiymos.nVJas, as
eorrespoudpiiria. particulares de individoos anonv-
mos, nao sao p.csidida pelo espirito de verdada ; se
anonvrao lie o aclo, o e*ciipio, cojo autor so occol-
la. segue-sc que a jeremiada do Sr. D. A. V. be
anon\ ma ; logo nao leva a lal presidencia do espirito
da Val il !-.
E de [vilo, foi rompoata na ausencia dessa presiden
cia que o Si. D. A. V. em soa ennsciencia remulle-
re que nAo coocorre as correspondencias do anony-
ina. ; pois que qneren lo deslroir inipularAo que
se faz au Sr. Joaquim Mauricio Wanderlev "da ler
invadido a propnedade do Sr. Lino Ferreira da Sil-
va, osufruindo ha muilo lerrenos que se diz perlen-
cerem ao engenho Tapicura'do Sr. Lino: diz qoe
ba-! responder, qoe leudo o Sr. Lino, mentado ha
pouco a cc,Ao competente pira demarcar o seu dito
engenho e decrimmar suas Ierra, das de niilrns en-
aenhos, mire os qoa*a o do S'. J >aqoim Mauricio,
" antacipaiido s-iin o que esle mais do que elle de
sejava fazer a, ni dil.irao probatoria e provara', e
npporlunameiite so dscolira' e sera' julgado pala*
Iribunaes I quem cabe a |oill ar^oirAo d> invadir e
asofruir alpropnedade alneia, e conira quem milita
a verdadeifa uolonedade publica.
Mas, i Sr. Joaquim Mauricio e o Sr. 1). A. V.
esta* persuididos qde o proprielario de Tapicura' ha
que lem u ra ii Inneda le pulitira he esta, porque razAo o Sr.
Joaquim Mauricio nao reqoereu a avivenlacAo da
demarraran do engenho Tapicura', e com quanlo
mais do que o Sr. Lmo desrj.sse esta meio de verifi-
car os hurlo; do seu enaeiiliu Tiuma, lodavia uAn
dea esle paso deitando que fosse o Sr. Lino que o
desse, qoe se nnlecipasse em da-lo f |>os o Sr. Lino
he qoe lem usurpado letras do Tioma do Sr. Joa-
quim Mauricio conserva-se impassivel, be o ms
mo Sr. Lino que vem pedir a .autorida I- judicial que
Ihcv va'aviventar a deanarcifio do sen engenho ;
Oh pas o usurpador he o que vem pedir ciado ju-
dicial, que h de palenlear a usurpacilo, e o usurpa-
do s nutria desejo de pedir o mesmo acto? Nao, Sr.
D. A. V., a soa drfeza oao coorloe, be coolrapodo-
canle.
Vamos a oulra deTeza, que he a historia da de-
maicacAo, que he nimio engracada. Comeca a,Sr.
U. A. V. esse penodo a.sim : Conllnaa o Sr
correspondenie dizendo qoe o proprielario de Tiu-
ma de prolimo, e para satisfaz.r as necessidades
do seu colalo, proceden a mesma divisao mona-
Iruoaa, sem formalidad* alguma. e depus da al-
cunhar ess i minha taiarclo, historia d* delraclor,
e implorar os olhos do bom senso publico, apresen-
la a seguinte narracJ.
llavendo desle inulto ronteslacJo entre os se-
nhores de Tapicara e de Tioms sobre os rerdadei-
ro limites dos dous enaenhos. o lenle coronel
Jo,qaim Mauricio, cedendo a Balidos d amigos
u* e a Instancias da amis do^r. Lino, convelo
com esle em qu se proc lese ,i uma deinarcacjio
amigavel das ierras das m-smoa engenhos, e com
no cons-.i.uo o seu lim, e antes tornon mais nagra- i elleilo por cise aceord i mutuo, Horneados louvido
vante a censara que liz ao Sr. Joaquun Mauricio.
ConTesso, setiliore redactores, que quando escre-
v a coTeapondenria qoe Venes, li/.erain o favor de
inserir no seu jornal de 20 acliava impressionado do Tacio pratlead i pelo Sr.
Joaqairn Mauricio \Vm lerlev ; facto em verdaJee-
candadnlosa e muilo cemoravel; nAo por aer rom-
mellid i por urn anciAo rrspeilavel, homem probo e
limie.to, e c ladAo parifico, como diz o Sr. D. A.
V. eu nao ronle.io ; como por ser prolira projimidade desla eldad** aos olhos daaaalo'Ma les,
que o homem probo e honesto e cidadao pscilico,
de ambas as pans em sgasla do 185, comrou-se
a correr una linha divisoria daa duai proprie'lades,
mas o Sf. I.'im u i nos dona pr meiros dia*, .'-uve-
ra concorde e salisfeilo, vendo depois qoe o proloo
i'amenlo da lili ia mo-lrava pertencerrm a Tiuma
lerrenoa, que elle quera que fi-sem seos, quebrou
sua palavra, e accordo amigavel, e relirou se sen.
mesmo annuir a que fosa* um oulro agnmen.or d*
sua escollia a examinar as duvidas qoe se Ihe liau-
corde, vendo depoii qoa o prolongamenlo da linha
moslr.iva peitencerem a Tiuma lerrenos que elle
quena que foisem seus, quebrou soa palavra (logo
o ajusta era por palavra) e accordo amlgavel, e
reliroo-se a ; e eslava no seu direiio : e etilJo, per-
gonlo eo, o que fez o S'. Joaquim Mauricio ? O Sr.
D. A. V. defendeodo-o diz : mandou conliuoar
a linha al o fim, declamo aqoelles moiadoret
dessa huta para a parle de Tiuma qoe haviam lido
pollos pelo senhor de Tap cura', que srfpodum con-
tinuar ah reeonhecendo o afollarlo daqoelle enge-
nlin, islo he, o senhorio da J'iuma 11
Bravo, Sr. D. A. V., easim nAo confesson o Sr.
D. A. V. qu* oSr. Joaquim Mauricio proceden sem
a menor formalidad* uma uiviao e iiiv.Ao as Ier-
ras do engenho do Sr. Lino, prelendendo con.eguir
a de.apropnar ,o rom o empreao da forca brota '.'
Como pois me arge de noreleiro e delraclor da r*-
l'Uldc'io Ihea? Sr. D. A. V., *u que nao perten{0
ao cirenlo dos amiios do Sr. Joaqaiin Mauricio, soa
man amig* de S. S. qoe Vmc. : eu censure! o fado
doSr. Jo,quim Mauricio, para que eata senhor re
conhecesse que havia rommetli io uma achilo qoa
Ihe irazia d-z.ir, parn nao repeti-ia ; porqoe o cida-
dao probo e honesto, graduado, i que dere merecer
na sociedade con-ideracao e respeilo, procora termi-
nar as desinlelligencias sobra os ohjecloi do leu do-
minio ou do seu direitn peranle as autoridaajjb ja-
dicias para Ihe fazerem jusiifi Vnfc, porenlvviu-
do a campo cenmrar-me e lomando a defeza do leu
amigo. nAo lem eilo maig do qne accosa-lo e apre-
aenla-lo um homem desptico, qoe nAo reipeila era
quer os meios jadiciae*, e ii qaer a prepotencia.
De laes defensores livre-me Dos : vamos a' dtfeza
a re.peilo dos lilulos.
Ds-e eo na minha rorrespondenria qoe Tioma
nunca leve lilulos, entretanto que Tapicura' he o
nico engenho daqoella ribrira que su aprsenla sua
cesmaria e a respectiva planta do Ierren* qoa por
ella fora concedida, como posioe ltalos mailo ail-
aos de demarcacao competentemente julgada, por
esse mesmo lado que extrema com Tiuma.
O'*, quando eu asim me etpregsei. nao quiz dizer
queo Sr. Joaquim Mauricio posauia fiama por usur-
pacao, poique bem labia eu que elle o hoorera por
compre; mas quiz gignifi-ar que Tiuma nio tem Ulu-
lo priinordiol sea : islo he bem manifeato daa mi-
nhas palavras,
O Sr. D. A. V., porem, fuglnd* a' qoeslAo como
galo a's brazas, diz na defeza a que o correspon-
dente do Sr. laneule-rorooel Joqaiin Maoririo nes-
la eidade lem a escriplura de co ..pra pela qoal o
proprielario de Tiuma houve este engenho, bem co-
mo o titulo do antecessor, e quanlo ao mais alTirm
que acha-.* junio aos autos de acjAo de demarcarlo
lia pouco menla la {escrivlo Molla), um docuraeoto
do qual consta a cmnaria das Ierras concedidas a
Benlo Das Santiago no anuo da 1563. demarradas
em 1568, as qoaes se comprihende, gire oulrcn, o
engenho Tiuma : ora, deis* defeza lemoi em 1
lugar qua uma yi. que a cesmaria de B-nlo Dia*
Santiago comprehende, enlreouiros, o engenho Tiu-
ma. nAo he molo pecoliar desle engenho logo, disse
-o bem que Tiuma nAo linha litlo primordial seo.
Em 2 lugar, que se a cesmaria hade 1563 e foi de-
marcada em 1568, hao decorrido desle ullimo acto
iS9 annos ; ora, conreda-se que Benlo Dias San-
liag i foi o fundador do engenho Tioma, e qoe olil*-
ve a cesmaria e fundn esse engenho Iendo trinta
annos de idade, e qoe deixou de existir com setenta
anuos, por conseguinle sobievireu a sua demarcacao
cnicoenla annos, que dedozidos dos oilenla e nove
lena para us seos soccessores duzenlos e trila a
nove.
O Sr. tenanle-coronel Joaquim Mauricio lera' se-
lenta annos, e per*-lhe perdao se Ihe dou annos de
mai, e ficam anda cenlo e sessnla e nove, que dio
largo eapco para Ires proprielarioa ou tres succes-
'ores que madiaram eujre Benlo Dias e o Sr. Joa-
qun) Mauricio, e cnnsrqaeniem'nte devem eziitlr,
alara da cesmaria e demarcacao, pelo menos qualro
(lulo* de transferencia ; mas o Sr. Joaqoim Mauri-
cio em mAo di su correspondente lem doos, lo-
go fallAo-lhe lilulos ; loga na i lem lilulos.
riv*. em tal ciremn-lancia q proprielario de Tiu- E ,inl na ( tUiat, e nAo ir agora
ma(heoSr. J.aquim Mauricio) mandou c.....,- el Par'" <) goslo de procorar o
Ooar |a linha al o lim. deelarou aqnelles moiado-
raormenle sendo anciao, deve acatar e reapeilar, pa- dores dessa i uh i para parle d Tiuma, que havi im
ra assim dar o eicmplo n para os qoe oAo lem ) sido pollos pelo Sr. da Tipleara', que s po liam
mesraas mesmas calegoriai do Sr. Joaquim Mauricio conliuoar ah reeonhecendo o senhom douelle en-
Wanlerley. Mas, o meo impreenlo cerla- Rnho.li* Tld<] e lae. moradores desde aqolla
meiileno me fez ezorbilar dv* termos coi.i o quaes [dala assim o re-onhererani lodos, a excePCSo lalve
se deria expor o fado sem lodavia doesiar a {-ssoa | 'p Porloauez M moel Jos, que por espirilo de na-
que o pralicou, com epilhelos nAo cabidos, iirin a
minha propria diguida le, nem A coiuideracao devi-
da do seu jornal, ao publico e ao mesmo senhor Jo
aquim Mauricio W.inlerl.;.
A minlia corre-pondencia ahi ecl para prova do
que acabo di expender. M-s o Sr. D. A. V., qoa pe- .
I) Inspirarara-me a fazer estes versos as saonin '." can'i,0,nSo s< P8 occollar, por sem duvida len- lo Sr. Lmo, como Vmr. as-ei
,*,, Pa'lar adocicado pelo mel e assorar do Tioma > o .Sr. Joaquim M.ori.m lio
.. P-i avras ; e por isso Ihe souberrm a impudencia, a I do Sr. Lmo, pira se proceder uma demarcacA.i ami-
reiieilade ea Injurias ; mas eslou corlo, qoe o Sr. aavel, lito he, pira se lerir.inarem as ditas coniea-
ill. A. \. a nao ler o paladar estragado com o cal lo laro-s ? por ventura nulnr-se la o Sr. Joaquim
Madama d Armagny que chegra a janella occul-
tou-se snhilamenle, ferhando-a.
Adolpho fingi nao le-la riilo.
Nao le agasles, nien charo Jorge, de ler eu
rindo al aqu, porm njo lenho mais do qu* um
amig". Se pretendas absortamente viver lona* de
miio, rorroso me ',er resignar-roe a procurar on-
Iro.
NAo. quero viver em toa boa amizad*.
Sei qua o amor he absoluto.
Dize-me como me doacabriita nesta tolidao.
N**ta MtliMa! Acabo de euconirar gante de
Pars a la porta, homem de espirito, abios.
Sim, aei que eslou em um daserlo poroado d-
pessoas celebres. Mas emfim quem le disse qu* eo
morara aqoi ?
Mea rizlnho do mnibus.
Jorg* aslava muilo admirado. Disiera a todos qoe
arlii para os Pyreneos. Oisseri mysleriosamenle a
Iguns ramaradaa que ia Biviera ; como labia-se
ciunalidale, apenas s.li-bzis em paite a justa re-
quisicJo le Tiuma. Ora, Sr. I). A. V., respoo-
d--uie por vid* ios : sa havendo denle muilo essas
cnnleslaces enlre os senhores de Tapicura' e de
liurna; como para as (rrmin.r, Iendo o Sr. Jna-
quim Maonrio mais d'sej de..a terminaran do qu-
everou, foi preciso ser
le razoes. i.aO nlhusiasm de poeVa"a'nV a'u'aii- "? f"t'""' """^ Pf'o mel e assorar do Tioma i Sr. Joaquim M.oricio lio rogado, (Ao initado,
do ni* he arrefecido por prorederes inralos ele i" P encontrar amargor na- minhas lao pe lulo por lodos os seos aunaos. e mesmo pelo,
nunca se apaga, e ao contrario, arde a vezes mai'
intenso dianl* da memoria do objeclo qoe o acce
deu. S A amiasde e o reronhecimenlh, oue sem-
pre de longe me provaram a fallecida aniila.* o seo e""*a ""-onlrana 13o mi* goslo no dse bo-
digo* spojo mau sincero amigo o Sr. Giosepu*
Marinangeli, e Li.b.a e da llalla, o que igualmente pralicavara com ,' 7~$'l ''"'"" '""cal"' > e""""
* meu colleg, .migo, Sr. Ja, Cualberto d Pa." "Vd.i.'.!! *' *&*?*?**?
os, c com mais ootras pe-soas, qoe nesla cspital os I ,1"<""i'> r- A. V. ojlireiloquelearro-
l',ueTorm!nhaSeq',,,'am : S".8,"ar *"""-; (-' Como prufessor qo. lamh. te. d* desem^
Dcima dar-gea musc e ao caut j.'i, quando
ain la otleiro. j depois na sua rolla da Europa coro
a sin aprecavel senhora.
;.3) Bellis.imo veiso do Sr. Mano! 1'assoa da .Si I-
i meopalhica, que appliquei para a enfermidade do
Sr. Joaquim Mauricio, a n3o ser qoe o Sr. D. A. V.
a quem alii pre.lei maiores delicacfi*'. 3.a O
muilo q ie por lano sent, a premalara morle da de-
liradissima a gradecida cantora ; lenlunenlo que
sobre maneira se avivou com a presenca e conrer-
sua irreparavel Ira lambem a eila dedicada, no segundo rolume do
1 mens infeli/.es Bxtrcicitt Potico.
eilava qmsi Ires horas punteando'
perda e desgrara.
na qoal
pa
a
que eslava em Ca.sv na roa de Vira;
nao ha mai. do que cinco ou seis casas ?
Entretanto conversando, elles tinham entrado ns
antecmara.
Espera, vou ver se madama d'Armagny per-
mit que a amizade enlre na hahilscAo do amor.
Madama d'Armagny vestida de brinco bem como
uma viso apreseiiloo-se por ii mesma a pjila do
nlao.
N< o esperavamos, disse alia graciosamente.
Vas tranca.nenie, dl.se Adolpho, eu nAo ius-
peilava lal coosa. Jnlgava qa* linham partido quati
p'ra o nutro mundo.
Jorga ni., nasceu viajante. Nem ao menos
quiz cliegar a Bavlera.
Tem razio. Qjem viaja, he porque procura ;
quem acha, nAo viaja mais.
Por'venlura acha-sa nunca '.'
Jorge inclinou-se danle de madama d'Armagnv
com o ar mais serio.
Jorge nao reipondeu, e afastou-se abrindo o dia-
rio.
Ol disse Alolpho, eu poliaiem perao vio-
ar esla solidao ; o amanle le seo joroal, a araan-
le le sea romance, ha um mundo nlra elles.
Aproiimou.se da mulher,
ceremonia como quem sabe a
respoita ;
A senhora vive mol feliz .'
Sim, reipondeu ella dando om profundo sos-
piro, mui feliz, porm muilo colpada.
Enlao lastima sen marido ?
Nao. A culpa lie dalle. Foi quem eomecon a
rasaar o contrato. S .ffre a pena de lahao, harn lo
a difieren,;., de que ello apresenlava-ie em publico
coro a la amada, e eu oeeullo-ra* rom o meo aman-
te. Elle lornou-me lAo de-ann-a <.< qu* minha feli-
ri lade prsenle parece me derida.
Madama d'Armagny enxugoo uma lagrima.
Jorge rollara para Adolpho.
Meo charo amigo, lenli* ama
zer-le.
Lerou-n para o fundo do jardn), entretanto que
madama d'Armagny armada de uma lesoura cortav
ai rosas murebas.
Di-me novas de Paria.
DA-me novas de ti mesmo.
Eo nao me reeonheeo mais, nAo lenho mais es-
pirilo ; acho-me tolo como ora homem feliz.
'a^consellios. Eu liuha-ilie rtilo tantas vezes que nao cluira ora pouco a lalim. Dar-se-ha caso qoe Jor-
devia enleiar-se n* amor de uma mulher ca- "
lada.
Madama d'Armigny era orna rr.uliier moca inftliz
f no interior de sua casa.
Eiiconlrra a Jorge em uma reunan, e commel-
lera a falla de coiifnr-lhe leus pez-res suas ideas rooianlicaa.
Adolpho nao nosava violar o mystcrio deis* amor
p A criminoso que rouhava-l!: o amigo; mu nAo vivis
sali-feilo.
() Vid* Diario n. 2''*.
Fallo a seu respeilo, di>se ella sorriudo.
Adolpho se assenlara entre os dnns amantes e
perrnrna com a vila os movis do salAo. Lina ver-
dadeira mobtlia de pessoas f-lzes, tapetes da Per-
sia, gravaras secundo os desenhis de Vidal, inn-
ii-a de Mozarl e de Ro.sini, um jarros de do-
res.
Que '. exclamou Adolpho repeleiiiinametile,
leem romances '.'
Keconhecera (aa Itou* innoctttU e les Mariones
de Varis, sobre a mesinha.
Sim. lemos romances, diss* madama d'Armag-
nv. Sera grande crime !
Sem duvida, pois g o romance de seo amor
lhs enehesse ocoracAo, nAo leria-n s.nao esae.
Passearam pelo jardira perfumado pelos canlairoi
ee Amelia fa^am aqoi penitencia de eolia-1 de masa.
VO Nada Ihe falla, disse Adolpho, nem mesmo os
Incoo a caiapsnhia da porta pequea, a como i peixinhos rerroellios.
n.ngoem vies.e abril., gioo-a forlemenle. Jorge O senhor n.io v lodo, disse madama de Ar-
i pessoalmente abrir moi decidido a dar com a magnv. lemos um rouxinol.
porla cara ilesa* inslenle.
Ah s iu' ? disse elle ainda paludo pela soa
colera repentina.
lerei errado a porta
Vim ver pesaoaa fezes.
Jorg* parecen refleclir.
Eotra, diii* til* ao amigo.
pergunlou Adolpho.
Sim, diste Jorge, mai corac"..im*s a dormir
quanlo elle comeca a cantar.
Ouvio-se loc-.r a cnmpajnhs. O criado foi abrir.
Era o jornal da larde.
Qu* al o jornal letn enlrada aqoi ? Permit-
lim-lhe qoi Iraga o chiiro do realismo as soas bo-
coliras.
Adolpho andn grave ao redor d* Jorge.
Que fazes I
Ando ao redor da oilava marivilha do mundo.
Tana raza*. Seria mlaicr ir ao Cymna.io de
1830 a nma comedia vi aquo mais ditoso de todo< os homens.
EotAo a amas mailo ?
Sim.
Serias capaz de mnrrer por ella .'
Sim.
Serlas capaz de viver com ella .'
Sim.
Serus capaz de loma-la por espina .'
Sim, mas nAo dorante a vida do marido.
EniA* nAo he uma aventura, he uma paiao.
Uma paixAo profunda, violenta, et*rna '. Se eu
houveaae un mirad* essa molher anda solleira. lena
uma felicidade de Irinla e seis quilate..
Ah sim, o marido he a prdra de toque que faz
tropecarem ns sonhos do fnloro.
Esla' bem rtilo.
Depois deila pred cjlo decisiva, Adolpho tomos
cha, e vollou para parif.
Prometiera o Jorge ir algumas vezes janlir la,
mas pardo para Londres, onde o agoardava um lin-
ce de fortuna. Foi retido durame loda a e-lirAi a
p-rauntou-llie lem, principio pelo dinheiro, depois pelo amor. Escre-
nlecpadameot. .oa v.u uma vez a JorKe, o qu'l f ,r, |,mar banho. .l-
gidos, e nao rcspondeu-lhe senAo doos meres de-
poi-. Eis aqu es duas Carlas.
" Meu ch,ro J rge,
0 Cmo rai la felici lade? Agarrei-me com a
rortuna.mas preliro o amor quando tenho.dnheiro nu
quando lenho viole anno.. Ora, nAo lenho mais
vinle annos e cunho inoeda. Ci-me, a uiaii bella
elligie he aquella que lem a ri.la.
o Tea Oresles,
Adolpho .
Meu charo Adolpho,
Tua caria encoulra-ine no imr, leio-s peloi bel-
los ll.i. de Amelia, que sAo sempre minha loz. A-
dt- mamo-nos como se anda nAo livessamos comecado.
Vivo lAo feliz que eloo sem diuheiro por nA- ler
cuida lo nisio. Da-mr um bilhele para aqorlle ler-
nvel .que nao quer emprestar-me sem ala
assgnalura. Nao le esquecas de vir ver-nos logo
que rhegarei. Se nAo no* achares jauto* ,|he porque
a mnne lera lomado um ou outro. Adeos, porque
vuu temar, e nao lenho mais nada a dizer-te senao
que-mi
* Teu Plales
* Jrge. m
1 m da Adolpho Iendo em um jornal de Pars*
lisia das morles, vio com granle surpresa o ooioe
de Mr. d'Armagny.
Oh disieale.ns carias fallaran) bem. Eis-ahi
o rei de ouros f.ua do jogo. I) vlele de copas vai
casar com a dama de ouros.
leve o pensamenlo d- escrever a Jorge, maigoiir-
d ni a caila para odia s'guinle, e nao escreveo.
Alem diflo esperan, par'.ir brevemente para Paria-
mas fui obligado a ir ,i Escocia, e passar lodo o
entono.
Em um bello dia de janeirorelle rliegou emlim a
Paria, lamentando qoasi n,1o ler ficado em Londres,
porque l uvera algons amorii.
Ni mesmo dia ful a' casa de Jorge, e disseram-llie
que seo amigo eslava UMnlr,
Que tulice disse comsigo nAo he aqoi, mise n
casa ...-lia qoe dero prorura-lo.
Ordrnou ao cocheirn qua fosse a ra de Virgilh.
Mioicio com ellas I Or-, responda-ma mai., te-
ola paciencia, Sr. t. A. V., ariuuio o Sr. Jooquiin
Mauricio a lodos esses pedidos para se fazer a o>-
m.irc.iriu amigavel, e fez se de-se accordo alguma
escriplura, algum papel, q.e foss' julgado por nn-
tenji ? Dero crer qu. nAo se fez ; porqoe niz Vrar.
qua por esse aecir o mutuo nomeados louvados de
amhaa asparles em agosto da 18.55 comecoo-se a
correr a linha dlvi-oria ; mas qua linha divisoria
era essj, donde cnniegnu, quaiomo liana, que li-
lulos Ihe serviam Reliase? t) Sr. I). A. V. que se
enrarregou da defeza do Sr. Joaquim Mauricio,
>em que esle Ib'a encoramradaiae, dev* Iplicir
para o publico Inda ealas circiimsiancias, e nAo
milli las, porque assim licou nesla palle a difeza
omissa e iucurial.
Hat, diz o Sr. D. A. V., ronlinaando a defeza :
* Lino, que nos dous primeiro. das e.livera enn-
gio-M a ra de lily, e pirgonloo ao por-
qoe aronleceo
i O coclieiro olliou duas vez*
Os doas rmeos approximavam-se novamenle da
mulher. Alolpho conlemplava-a furlivamenle, BI doditar.lh
achava-a mais bella do que nunca a branda alarida- roulbro q
de dosolquise punha. Ellicaminhava com a gri-I V,a, I|, ... j ,- ...
c, qu* ,o conhece. a qoal ho |3o agradavel como JSLl^S^SltJffS'-
aquella que ie ignon. 0 brilho de seus olhos na- '. "' ",C0 "?**.
gros, e de seus labios vermellns lurnarase ainda
mais nolavel pela pallidez potica da seu rosto
era essa belleza parisiense, dianle da qual oa artistas
pergonlam a si raesmns, se a bellera dn amor nao
he maior do que a da arle.
Veio a noite. elles voltariro para n alan,
ra -- ** k .-(H"in
vezes para elle como qoeren- ment na* m
ae v irgilio *o exuda de mato I la mmlia pai
Diri
(Ciro :
Madama de ir.Vrmagnx ?
A senhora rnndessa esla' em casa.
Sabio e entregando seu bilhete de visita, pergon-
toa se podia fallar-lhe.
O raraarisla vUou pedindo-llie que enlrasse no
llllo.
O lalao eslava ile lolo, jalo he, sepollado debaixo
daa coberturas, e sem fugo na chaminc.
Madama oe d'Armagny nAo ez sa esperar.
Ah he o aenhor emfim, dis do a nido a Adolpho.
A senhora e-ta'mi ? perguntou elle olhaodo
ao reier de i.
Sim, V. S. sabe que perdi mea morirlo.
Estalie a historia enliga, mai nAo ha delle
que eu qoena fallar, Jorge nJo eila' aqni *
Jorge '.'
A j-ivem rlura cmpallidecra.
Eu cuidara |que elle linha-lh* escriplo, con-
dnuou ella.
Nem orna palavra, EnlAo
Jorge nA* me adoiava"!
Ad rava-a.
Sim, mas desde o dia qu perdi meu marido;
elle rabio doente.
Nao mmpreheiidn.
Vanaos para a minha cmara. Esle salAo ha
IJo fri que nAo faco mais fogo nalle.
Depois que a senhora nAo faz mais fogo ahi, he
que elle tero-se (ornado lao fri.
Na cmara de madama d'Armagnv, Adolpho ob-
servoo a' prlmeia vista o relralo "da Mr. de Ar-
magny.
Coraprelieti lo rada vez menos, diste comsigo.
Qoa f-z aqui e.ic relralo J
Ajovenviuva eslava com o luto mais leveo.
Emfim que he de Jorge?
N'Au sei.
Lomi, nAo abe '.'
Por ventura o senhor ileu-in'o a guardar !
fciplique-ine esle enigma.
Eis aqoi (oda a verdade : eu era vlova desda
(res mezts qoando um da versando a convenarAo
so.ire o casamento perguulei a Jorge, se amava-ine
bailaulemeiile p.trai- r cnnngo. Eli* responde).
me qu* amava-ma dem is 'p ra iin. Eu
uma resposta precisa. Eli- disse-me. qu
- Sr. Molla, a ver
o tal titulo da seim:irk,demarcac3ude B-nlo Dina,
para pela sua leilura verificar se he a meama de que
ja liiihaonvido fallar ; pirque te he, nAo Inz muilo
a bem do Sr. Joaquim Mauricio, visto como entre
'Ha ea demarcar** feila de Tapicura' ainda ha li-
bras, que o S'. Joaquim Manricio nAo pode chamar
a ten dominio ; mas o Sr. I). A. V. quer defender
ao sen amigo com ease titulo, qoa o prejodici 1 Pa-
rece que he et o fim da la. defeza. Qaem sabe '.'...
1 inalm*nle veio o Sr. D. A. V. eom a defeza a
reapeilodo degpej do porlugaez Manoel Joa e diz:
eqo* eo sempre excan lescid* de IndignacJo horror
a violencia! earreguei lano aa cores que qoasi qoa
opresenlo ama villa em m as ; porque disse
Lma forca crescidafez reduzir a ruinai casas, camal
e mala lauvoriado infeliz lavrador, cnbrindo-o de
injurias, espancou brbaramente ao tiberio Manoel
'.auie.ro resultando de semalhanle eipancamenlo
divennsqolpea de oace no rollo da victima,um .1..;
quaes pardr.i-lhe o nariz; e por cerlo faria iuc-
cumbir. se nAo se imploraaae a clemencia do brba-
ro chefe da diligencia! E depois de mim Irantcrc-
ver at palavras da minha correspondencia, esqueci-
do do que havia escriplo logo no comee* do perodo
i respeilo desle ohjeclo, continua o Sr. D. A. V.
assim A accusacAo nAo prova, cahe por ti mes-
E como, pirgonlo eu Y Atienda o publico illus-
Irado e impa.cial (Kz o Sr. D. A. V. a brive ex-
posicao que segu : alten.lamo-.
O Prloguez Manoel Jos he a exposici. se-
gundo r-.ja.aemo*. deide agoslo da 1855, mais ou
menos, le reconhecia morador de Tiuma, einda qua
de ma vonlade ; logo, porm, qoe o Sr. Luio propoi
no corrente anuo a iccAo de demarencln, enieu leu
aquelle nu o lizeram suppor que ipso faci, es-
lava desobrigado de mais allanero para com o pro-
Elle responden-me
E i
e apeou-se
Dir-seha raso quelenham voado os passarinho-.'
dizia consigo nlhando por cima do muro.
1 .con segunda vez. O venln Ihe respendeu sn-
prando as bellas arvores que haviam roberlo com
eua ou tira lano amor.
I ma mulher da xizinhanca cheg m a orna janella.
0 con-I Adolpho inlarrcou a. E.la repondeo-lhe que ns
veriaramum pooco. Tomaran) as cartai e alia* iraante* volado* a c.r br m desapp.1IOcid
decidirn) em sua cloqnen-ia que Jorge e m.d.ima i d-sde don- mezes, que corra a noticia deasl.rem na
d Armagny. o vlele de copas ca dama de ourn* Ilalh, c que melhores informaee! podiam-se cr-
eer branca linham daaappareetilo:
a noticia deaslerera na
. ..macoca podiam-se co-
eslavAo desdnades a viver da mitma vida por mais Iher na rua de 1*1 y.
que finsse Mr. d'Armagny, iito he o ni de oo- Ah I sim, di,'se Adolpho, era la"que morav
ro,> I madama d'Armagoy depoii di soa separarlo.
quiz
o casa-
lava d* accordo com seus hbUni. Ca-
parle derlarei-lhe que nao queria para
sempre esse amor criminoso a que e||* me arrasia-
ra. que nao qoeria viver sol a cond.;ao de occollar
minha vida, qne queria rsga|ar muiha falla e re-
cobrar a eslim.i publica. K'le aflirmou-n e que ea-
lava louca. Chegamos emlim a dizer mutuameiiln
injuiiaa. Moravamoa aindafni roa de Virgilio. To
mei o meu rhapeu e meu chale, corri a' prxima
cairuagem, e vodei para minha casa s*m que ella
lenlase reier-me.
E no dia seguinte ':'
No dia seguint elle volloo, mas ja era tarde.
Eu linha pastado a noile rh,rindo a orando. Ha-
viam militas lacrimas ecorar;Ses ntrenos.
Mas depois disso tem lomado a v lo?
N3o. Ella quiz voltsr, mas eo diste-lhe que
nao voliasse se nAo depois de ter paisido pela casa
do maire do prim-iro dislriclo.
que s goslava do. alalhos.
Mas onde esla' elle '?
Creio qoe esta' no holel do Loovre. c uno lim-
pies viajante. Tere em casa ceiloi incommodos por
causa de dinheiro, e finge viajar. Escr>veu-ine ha
oiln das enviando-me um ramalhete. No holel do
Luurr chama-se M. Edear Palorot pira occollar-
se melhor.
Depois de ier philosopbado mullo com madama
d Armagny, Adolpho d*ijou-a para ir ao holel do
Loovre.
Mr. lgar Palorot ?
Enlrnu nesle momento. Se V. S. na i o eiicon-
Irar na escaria, va ao n. ,517.
O holel do Loovre he um mundo inleiro, ou au-
les um cnmpoilo de cinco mondos, ou antea utm
lorre de Babel ; ninauera ahi io enlenle, nem ee
recmi heca.
Alolpho enconlrando, Jorge griou-lhe com voz
de IrovAo :
Mr. Edgar Palorol t
Jora volloo-se, lanenu-se noi bracos dn amigo.
Qoe fazes aqui \> pergonloo-lhe Adolpho.
Ando viajando. Aprendo as lingoas viras, lo-
mo meo gn o em diplomacia.
E madama d'Armagoy
Ja quasi nAo lembro me della.
Que '. lano amor !
Sim como na/-atona. Imagina, meo charo
A lulphn.qu* apenas ficou vinva, tallo,, m catar-se.
ella que dizia lanto mal do calamento, ella qu* ae-
cuava-o de todas as soas lagrimas, ella que leve por
mariau o manir padfe que leuho conhecido.
bt porque nao cataste'.'
Porque era seu amante.
Porque nlo permaneces!* seu amante ?
Porque nAo queria ser seo marido.
Vnsas vivan) 1.1o felizes !
Diziamns mutuamente isso ; pon.m ella sera'
mnito mais feliz lomando a casar-se coco qualquer
homem que a ronduza as sociedades.
E depois di um momento de silencio Jorge, acre
cenloo :
E eu serei mais feliz qnando rasar com uma
nior;a que nAo liver sido mulher nem amanle de oo-
liein.
E eu que andar ao iedn- de li na ma d*
Virgilio / ralbaste de ulna.
Jorg poz se a lie.
Oh sim pois andavas ao ridor do homem
mais nula lado.
Os dous migns linham rntrado no n. 517. A-
cenderain d.ui. charutos paraverem mais claramente
na philosophia di felicidade.
Vusss amavam-se tanto Disse ainda Adol-
phs.
Sim.quando nao linhamosHiberdad* de arnir-
nna.
Moral Hade, lornon Adolpho tenlenciosamen-
le : o vlele da cnpas nAo ama a dama de ooios, se-
n.o quan lo o re de ooro esla' no baralho.
Nao. disse Jorge alegremente ; mas o vlele
de copos -olfou-te e nSo era maii do qa* o rei de
ouros.
FIM.
MUTILADO




D1I0 01 >8RSABli<50 ^>i:i:>i-.. h M -,,. .......j {J4f jgfc1
Jin-l i, i.. ,i,. i mua, p i-mi, i
di-cidi 1,1 a questao judicial devia m inter-te i-latu
qun. inle i, i h ella, e o moradores deviam conti-
nuar a leronhecer o intimo tendoiio do terreno que
occupavam, o Sr Jo quim M-uncio Tez riespejti a
tse lavrador rebelde, dirigln io se para es-e lim ao
logar um sao lilho, o Sr. Manoel Joaqun), cum al-
gum moledores e atrasos, partiendo logo depoit
eile mesma, para com toa prudencia aeaulelai algum
m.io resultado.
Continan,!,, a iposicflo, diz anda o Sr- D. A. V.
qoe cum elleilo ae edecluou
'|u,iiiiu nao fotte censura ; e como eiperu da 0.1o ter ais repelUla, por-
que ealou etilo que a Sr. Jaquini Mauricio Van
derby esta convencido que nfte obron bem. esloii
talisleilo, deixando que o Sr. D. A. V, continu a
ser amigo do Sr. Joaquim Mauricio Wanderlev, e mi
que nao fui, ero sou Iniotlgo do mesmo Sr., cotili-
dou a ser, des Sis. redactle, muilo atTeiroado.
O inimigo da violencia.
Srs. redactorps l.eiiiio por acaso o Li-
beral Pernantbucano de 9 vio correnle me?,
.ro^T .'de %?X ^Z"Z^ | fifiS*? ",-" -rre^ondencu re-
ea do meiu cenlo de paos de roca, talvr. em atenel liU\* a "Bocios do Limociro, cm a qual se
de manulencSo da pn..e, a que aeonleceu, poicin. O Icre mu de proposito,e se me itroga
que na occasio do despejo, achndu-ie prsenle o
lib rio Mauotl Caineuo, aimadu de urna faca e por-
tando se coro insolencia, o Sr Joaquim Maurici., o
mandaste prendtr, e como procuraste o mesmo li-
berta resistu g prisao, si 111 n, i'Jo o que du o cor-
respondente, mu sim alsinm ou alguna frumentos
levea n ; conrlue : a AITirmamoa ao publico que
eaae Manoel Carneiro, apretenlado como victima
mutila,la, com inver.ao da verdade, goza da fama
de domen) perverso, o que te for miiter, se prova-
ia' que ha rto de gravttsimo ciime.a
E aqu tamos maia eulra vez o Sr. D. A. V. con-
fesando o que en dust na minlia correspondencia
qua o Sr. Juaquim Mauricio, depois de citado para a
biQao civil de demarrarlo pelo Sr, Lino, querendo
ae prevalecer da celebre demarcacSo que, eomo c n-
fetsou o iiie'iini Sr. D. A. V. fez,*da ten molo pro-
prfo, e em que flgurou dejoiz, eerrlvao, pillo, a-
ludaule da corda, coja linda dirigi por onda bem
quiz, com alguna morodores e escravos foi i casa do
morador o Portuguez Mauoel Jos, lavndor de Ca-
toinda filial de Tapicura', e em terral desle engendo
o fez despejar, porque era um rebelde (diz o Sr.
I). A. VJ pois que nao queria reconnecer e obede-
cer ao seu senhoiio e o slatu qoo e asiim st
eflecluoo o despejo, isto he, por mel desia violen-
cia de mo armada e smente se dtcotoo ceica de
meio cento de paos de rocas, feriado-te levemente o
liberto Manuel Carneiro por se achar presenta ar-
mado de um faca e porlar-se com insolencia, e man-
U.mdo-o prender o Sr. Joaquim Mauricio, alie pro-
curara re.istir a prisao.* De maneira qua o Sr. D.
A. V. nao contente de fazer cerla ida do Sr. Joa-
quim Mauricio eom gente armada despejar violenta-
mente o Porlogurz Manoel Jos, morador de muilos
aunos e lavrador em Ierras de Tapicura', anda o a-
presente arrogaudo-se auloridade que nao Ihe com-
pela de dar ordem de prisao ao tiberio Manoel Car-
neiro, e porque este proconese resistir a ess prisao
illegal, 'severa que fora ferido : e nao esla' prova-
do,e com eiuberancia qusnlo eu ditse na miada car-
ta a eile respeilo '.'
Mas o Sr. D. A V. eolende que me destocte re-
duzndo o re-ullado dos fados, ou os mesmos fados
em si, mas quem nao enterca a inexaclidao desie
ardil i
Pajeo Sr. Joaquim Mauricio faz a sua particular
naPhlruoia iivis.lo em agosto de ISj., obriga aos
Doradores de Tapicura', qua ftcaram por essa divi-
eao paia o lado de Turnia para o reconhererem por
enhorio, e todos, lodos promptamenle Ihe prestao
preilo e homenagem, mas o maldito Portuguez Ma-
noel Jos, prorurou ser potencia, sustentar a nscio-
nalidade e cunservar-se se nao no slatu quo,
Eelo meaos sostenlsr o uli poesi<) que lam
em he das tricas da diplomacia, e o Sr. Joaquim
Mauricio nlo o hoetilieou; mas agora, depois de pro-
posta a causa para demarcado judicial,foi que acor-
doo, reconheceu que Manoel Jos era rebelde e
que campria empregar a forja, a violencia para o
obrigar a reconhecer o senhorio de Tiuma a rene a
for(a, rene moradores e escravos a vai a casa do
rebelde, mas somenle para o fazer despejar e iter-
le r-l ha cincoema paos de ro;as E porque infeliz-
mente esla prosele o liberto Manoel Carneiro a eom
nina faca ; o Sr. Joaquim Mauricio ordena a sua
prisao, e como procurarse resistir, fzersm-Ida uns
ferimeiilos 13o laviano*. que nao passaram de arra-
ncaduras de ondas E foi para esse brinquedo que
o Sr. Joaquim Mauricio reuni e capitaneou o gru-
po de moradores e tsrravos'.' Oh! Sr. D. A. V..
\ me. eslava 13o mallifluo qoando escrevru esla par-
te da dtfeza, que nem ae lemdrou que eslava fazen-
do do Sr. Joaquim Mauricio oulro I), Quinle : elle
que Ihe agradec.a (Jo boa defeea.
Vamos ao tpico da malvadeza de Mauoel Car-
neiro.
Ditsa o Sr. D. A. V. : AfTirmamos ao publico
que essa Manoel Carneiro, apretenlado como viclima
moldada, com invern da verdede, goza da fama
da hnmem perverso e que, se for mistar, se pruyaia'
que he reo do gravissimo crime I
Ora, Sr. D. A. fi., como he que Vrac, net-sa sua
inciepacao a Manoel C>rneiro dSo enxergoo qoe se
condemuava 1 Oo Manoel Carneiro nao te perver-
so, nem reo de gravissimo ciime ; ou he perverso e
to de gravissimo crime : no primtiro cato, qoe he
o qoe se deve acreditar, por i-so que as autoridades
judenles nao tero chamado Manotl C-rueiro a cen-
ias, nao lendo e-ie nenhoma imporlaneia social ; he
claro qoe o Sr. A. V. de um ralomuiadnr, e con-
aequenlemenle reo desse delicio : no eeguoJo caso,
temos qoe as jusillas nao tem procedido contra Ma-
noel Carneiro por ignorarem os fados, qoe o eoo-
tiluem perverso, e io, esie gravissino%nme por el-
le coiiimeili lo ; mas o Sr. I). A. V., qoe sabe da
uns c do oolro n.lo os tem delatado as joslicas ; logo
he connivente,coosequeotemente anda he reo........
Agora, Sr. I). A. V. o quetoioa acradifam, he que
o anonymo t. A. V. nao leve a presidencia da ver-
dade, qoando escreveu estas lindas a respailo do po-
bre Manoel Carneiro.
E depois desse triste episodio do Manotl Carneiro,
rnnl limando o Sr. D. A. V. a defea do Sr. Joaquim
M-iuncio, as lavraa da minha correspondencialiuha Maoricia,
novo Hanilia edisseEis as ricas hnagene.que fa-
zem o relevo da bella correspondencia Seu autor
nao contente de haver phanlasiado a seu bel praver,
quiz torna-la ainda maia iuteressaole c, m brincos de
maginarlo, e entao creou tanibem um novo llam-
bal, aem duvi-'a para ler a doce vaidade de auppor-
sa qual oulro Marcello, que venceu o famoso c,eue-
ral caiid-tginez. Perdoamo-lo de bom grado.
Confesso que nao tei aoude estao estas ncaa ima-
gant, que fazem o relevo da niinin correspondencia :
en dl-se alludindo a tal liuha divisoria, que o Sr.
Joaquim Mauricio eiabrnpto, de seu molo proprio
correo por onda entendeo, e chamou testada do seu
angendo, que esta linda Maorica ; ( s nao Mauriria
como Ihe chamoo o Sr. 11. A. V. ) leve de alravei-
aar o engenho Caloanda : dista maia que O Portaguez
M iinol Jos, por nlo lar respeiliido, e obedecido a
invaiao Maurica, fura ha pouco sorprendido ale. :
ora o Sr. I) A. V. eonfessa, que em agosto de 1855,
leudo-se dado cornejo a correr urna linha d,visoria
Ira Tiuma, e Tapicura por convenra > dos Srs. Joa-
quim Maoricio, e l.ino, no segundo da detse Irtba-
Iho nao te conformando o Sr. Lino, e retirandoie,
o Sr. Joaqofm Mauricio proseguir em correr a li-
nha al o lim, e nao ni obra'ra esse ado, como que
obrigara ros moradores que ficaram dessa linha pa-
ra o lado do Tiuma, a reconhererem o senhorio
desia ongenlio, que era o inesmo Sr. Joaquim Mao-
ricio : ora, sendo o aotor dassa liuha o Sr. Joaqun)
Mauicio ; sendo ella uina linha parlicolar sua, t
su i so, como o Sr. I) A, V. confesin, como deno-
mina-la sen.io por liuha Maurica '.' Confeasa o Sr.
1). A. V., que depois do Sr. Joaquim Maoricio cor-
rer essa sua linda at ao lim, obnga'ra aos morado-
res, qua por essa linha fcaram para a parle da 'lio-
rna, que o recoohecessem por senhorio : logo eon-
fessa o Sr. t A. V., que houve inva.sao as larras
de Tapicura feila pelo Sr. Joaquim Mauricio,o autor
dessa iovasSo, em qoe pequai eu quaudo a denomi-
ne! invasao Maurica '.' Acredito que o Sr. Ii, A.
X sabe, que os fados uolaveis tomam o nome de
aeua aolores.
Mas eu dase, referiudo o occorrido com Manoel
i.arueiro : qoe o fariam soccombir, se om individuo
que aeompanhava a diligencia, menos brbaro qoe
o seu chefe, nao mploiasse a sua clemencia em fa-
vor da victima, que assim motilada, presa e mauie-
tada fra reroellida pelo novo llambal ao respectivo
eobdelegado etc. E he neelas palavras que est a
minha grande colpa, porque diz o Sr. D. A. V., eu
quiz com ellas tornar a minha correspondencia ain-
da ni lis interessanle com brincos de imaainaoAo,
creando um novo Ilanibal, sem duvida para (er a
doce vaidade de supp, r-me qoal oolro Maicello,
que venceu o famoso general Carlhaginez. E esla li-
nda nao esla 13o bonlla? Vamos a conlts, Sr. D. A.
V. Qoando eu denominei por novo llaoibal, aqoelle,
qoe somenle cedeu dos Iralos que .se faziam ao po-
bre Manoel Carneiro, por conlerpplacau a um indi-
viduo que ncompanhara a diligencia, nao me passou
pela imaeinarau nem estes brincos qoe phantasiou
o Sr. J. A. V., nem suppur-me qual oulro Mar-
cello, qoe venceu o famoso general Carthoginez :
u3o. Sendo o meu fim. como ja disse, censurar o
fado, para qoe o Sr. Joaquim Mauricio n.1o o repe-
tiste, a eom prejuizo, o que be m-i-, de urna senho-
ra vinva e digna de todo o respeilo, eu procurando
comparar o mesmofado natsuas cireumalancias con
comilanles entend que bem o comparava, deno-
minando o autor deslee, novo llambal ; porque a
avivenlajao da demarcajao deve dar ao Sr. Joaquim
Mauticio a perda d>eta linda, que critu, ,i in-
deinuisacao des rae ao general Cartilagnea, a lomada de CT)oa deu
a perda succetsivamenls da Capua, I renlo e da
mor parle das prarat da Apulia, sendo o eeu ven-
cedor, nao Marcello, pr-rrm o grande ScIpiAo, com
o qual, nem mesmn com Marcello, poaso eu compa-
rar-me, porque nao sou mi ilar ; mas o qoe certa-
menta nao pusso asseverar he que o Sr. t. A, V.
n3o lira para coro o Sr. losquim Mauricio de novo
Antiochus a respeilo dos fados, qoe na defeza de
que me oceupo 13o plenameule confessou.
Kesla-me agora tmenle dizer ao Sr. t. A. V.,
loe "3o pretendo caplai a denevolencia do senhor
de lapirur, nem foi para prevenir o juizo do pu-
blico o dos tribunaes, contra o Sr. Joaquim Muuri-
co, qoa apraaentel a eerratpoadeacia a que aliada o
Sr. I. A V., m-s porque calendo qua Dio estamos
em lempo dse c'inirelterem artos como eses, qoe
o Sr. loaquim Mauricio pratieeo, com offensa iodi-
vidoal, rom prejuizo de trienio, e com quehra da<
i'on-ider.-icrtes c convcuiencas que o cidadilc* de
earta ordem devem observar. O Sr. Joaquim Mau-
ricio, mesmo por sua proprii dianidade, devia (er
obrado seineldante acto, lano mais, quando piejodi-
tainbem a urna sendora viuva c respeilavel,
um Tacto que na qualidade de sub-delegado
e cprnrnan 'anle do destacamento, ja mais o
praticari. He do meu dever mostrar ao pu-
blico por amor de quem s rgora esc evo,
que o Tacto contido em dita currespou len-
Ci he todo calumnioso e Talso ; e que so um
desejo de ohVnder o melindre do horneo),
ou a perversidade requintada, dara, lugar a
semelltante calumnia; loriarla o farei'em mu
breve lampo, e peco desdeja ao respeilavel
publico que suspenda seu juizo a meu res-
peito, ate que eu poss pulvetisar in lotum
a mutac3o que se me Taz, e ao mesoio
lempo arrancar a mascara do calumniador,
moroaz quo s quiz dar pasto ao seu mal-
dizente genio e entrego-lo a execrado do
publico.
Sou, Srs. redactores, ele.
Jos Antonio Pesta.
Liraoeiro 13 de outnbro de 1857.
(Eslava reconhecida.)

itrt'cdfitrn*
POESI A BRASILEIRA
A Nebulosa.
Por mais que o digam petsjmitlas, a nos-a patria,
a nos-a poca nilo de tao auli-liilerara como elles
proclamara, ^o apresanlamos movimenlo potico e
Iliterario igual ao da Franca ; mas lamben) a Tran-
sa lem mais de trila inilhes de aabitautes, e sua
lingua be condecida era lodo o mundo; emquanto
somos apenas algons railbes mis os quede cado
Atlntico fallamos a lingua poilocueza, a pouco com-
merc'o Iliterario temoa cora ot qoede ldo
Atlntico faltara a meima lingua ; e anda assim es-
ees s3u igoalmenle ero numero minio reduzdo. Pa-
ra esperar ter condecido no mondo litleiario ecre-
veudo em portuguez compre ter ara Canioes, e mm
isto basta ; Can.des n3o seiia condecido se o u3o re-
coromendasse o prestigio dos seclos.
Entretanto, ta forte he o aeom Iliterario do Bra-
stletro, qut rompe por lodos ot obilaculus ; na cer
leza de pooqoiss mos leitores, e poilanlo de poura
gloria, de metqu-inho galardao, la nos aprsenla um
verdadoire poeta urna epnpa sobra cousaa da pa-
tria ; oulro rene em coller^no prio ores de suelo
dia e du isd! ment ; adi emlm apparecc o Sr. l)r.
Macado, e da-nos a sua Nebulosa.
O rio geral do.Brasileiro he querer prodozir
pressa ; nao se lemhia qoe a mangueira, o carabu-
caseiro, careeem de annot para dar os seos fruclus
deliciosos, emqoanlo o capim creare depressa, da
cinco ou seit corles por anuo. Nao te recordam que
Virg lio, esae discpulo de Homero, e meslre de lo-
dos os podas que apiis elle vierain, consumi dez
anuos cora a sua Eneida, e ainda ao cabo de dez an-
uos linha lama convicio das inconerc/Jes de sua
obra, que se peijata de apparecer com ella peranle a
posteiidadc, eao morrer determinara que fo>se quei-
mada.
Dessa precipila;an resulla parecer qoe lem elles
pouco folego ; dahi a mullipicidade de odes, de so-
oelos, da lyras, de glosas, troco miodos em qoe dis-
sipam o aeu cabetal potico. Quem podaia dizer
qoe de engenhosas intpira^es, que de lindas e gia-
ctosas composiees lera-se a-sini perdido, em dai-
no da ditera lora nacional?
N3o quiz qoe Ihe lizessein igual censura o Sr. Joa-
quim Manoel de Macedo ; se lem elle sellado com a
delicadeza do seu senlimenlo, com a gracia de sua
inspiracSo, nina profu-Ao de compos c,fa miadas,
vimo-lo exercilar o seu espirito e a sua penna em
novellas, em dramas, al que por lim ameslrado, ti-
lo qoe se abalaoca empieza do maiur luoineuto :
um poema em seis cantos.
Ma muilo que nos nao oceupamos de critica lille-
rara ; qualquer qut douve-s-e sido a inclinar;o do
nono espirito para e>te ramo de esludoa, ou para
essa especie de recreio, livemos de violenta-la em
dera de convu-ee de oulra ordem, a cujo lervic-o
contagrmot quanlo podamos, quanlu vahamos,
qoaolas horas tiuhara os das de uossa moci-
dade.
Este lempo est passado ; essas convrces, ces-
tando de eslar em antagonismo, deram-nos folga...
infelizmente ja tarde... e agora qoe queremos dar
3s leilras o uossaalempo e o uosso estudo, 6 Ibes po-
demos oflerecer urna peana caneada, ura espirito
frooio, depauperados restos de coalendas pol-
ticas.
O poema do Sr. Dr. Macedo foi para mis orna boa
fortuna, lemo-lo, tornaano-lo a ler, e pergunlamo-
1)0! : Por ventura nos illu e a ailen,lo que |emo
ae aulor, qua 13o bello adiamos o seo poema ? Eli-
do lemo-lo oolra vez, e mais de espado, desconfian-
do dat nossas proprias unpres'es, procurando trun,
esgrsvalando versos frouios ; depois de ama leilu-
ra. assim adrede malvola, concluimos ; Nao nos
faacina a alivilo, nao nos arrasla a eslima em que
lemos o aulor ; alTi(oamo nos a obra do seu talen-
to, arraslam-noa as bellezas qoe uella deparamos ;
o poema lem senfiea ; mas ainda, felo sem indul-
gencia ampio quindao paia elles, o que resta do bel-
leza! faz lamentar que a lingua em que o poela o
escreveu nao deize qoe possa ter apreciado pelo Ho-
mero de leitores qoe merece, t'.orram porm os an-
not, cumpra o Brasil os seut destinos, e o poema do
Sr. Dr. Macedo sera urna riqueza com que brindara
elle a postendarje.
O poema be todo ideal: suas personagens o.1o leem
nome nem palria, a acr;5o n3o se patsa em lugar al-
gum positivo e conhecido ; o poela o t-n-m lodo
eom a sua imaginario, he urna verdadeira cieac,.1o
toa, he nm poema em toda a forja elvmologica da
palavra.
A accSo he das mait simples; despida dos alavios
poticos, reduz-se ao sean ule : um mojo apaiioua-
ae p t nina moja qoe, premonida contra os lioinrns
pela dergraca da sua mJi adesuairmaa, victimas
da sedocjSo, nao cede aos votos do seu amor ; em-
bado buscoo elle capliva-la conqoislando a gloria
militar, ella a detdenhou ; embada ao looro de
Marte juutou elle o louro de Apollo ; guerreiro,
fez-se pi.eta ; orie do poeta foi a moja i,u> iu-
sentivel como do guerreiro.
(., n.l- inii.-m in se entao ao isolamenlo da raisan-
tdropia, a sus com a su> paltlo, o misero viva em
alc.niila lo roed- do a baira-mar, e adi sollava aos
ventos a as ondas os melanclicos qoeiiuraes da sua
alma.
Esseamanle infeliz linda igoalmenle inspirado
um amor infeliz ; uina moja. Tilda de urna feli-
ceira, pobre, louca de pai>3o e de cienja soparsli
em pagina, em nao. a afad'gai paciencia, sem
nanea abrigar a leiioi a precipitara leitara para
edecar ao, lim ; p-n-.imeiili.s eugenh-SOS, eslylo
quasi aempra haisoonioao e apropriado, adlraveis
uispiracoes de sen-iliiliilade, expresses puelicas que
consiituein adiados felizes, prendein-o esali-tazeiu a
eviaeucia do seu espirito.
O' caracleres las personagens csIJo perfeilsraenU
desenliados ; ve se que o poeta os campea com es-
mero, com amor, i.ni por um ; o Trovador, desde o
primeirn verso em que de apre-enlado em scena, he
aempra o mesmo maiicedo e\a|ta lo de ciilliusiasmo,
cuja villa, a permanente, ernbrlaauez de um amor
que mais retide na Cibeja do que no eorajao, em
vez de desfzer-ss no pi-anlo da angu-lia, de r-lein-
perar-se no maternal ampleto, conceulra-sa na rie-
ses erajao, e acaba de oigullto lauto pelo menos
como de paialo.
Guerreiro e poeta, lera na alma lodo o Toe,o por
essas profisioes igido ; ma nlo igual ternura. Tal
senlimenlo s o niosir quaudo se lembia de seu
pai. Esse pai, qoe multo o ann, que o aniou com
maternal cariado, ja' de da muilo jaz na campa ;
fallou-lde no da era qoe a sua voz severa poderla
le-lo salvo repredondcm'o os primeiros arrastameu-
lo. da pailuo, Em grao mullo inferior he a affeicn
que con-a^ia a sua infli, e por isso a nao ouve, nao
Ida allende, a a deixa como desderdada de lodo po-
der, diente da inlluencia que o captiva.
E entretanto essa m3i mais merecia ; o poela
como que adrede, para tornar mais saliente a ve-
hemencia da p-.ivni do sea hroe, fez della o ver la-
dero tv | oda mal indulgente, dedicada. Para o- er-
res do lilho, para o esquecimenlo em qua deixa a
sua velhice, para esse plano de suicidio, que nem
recua dianle da certeza da dor que repassara' a al-
ma de quem Ihe prudigalisou os primeiros carinhos
dianle iiesse suicidio, que assim he ao mesmo lempo
um parricidio, a nai nao acha ama ejpruhraclo, urna
censura ; ua relia.io do sacrificio, ludo Ida perdua,
ludo esqoece, a liito se aenmmods, com tanto que
seu Tildo viva, e ludo faz, ludo supporta ludo resig-
nada aceiti.
I carcter da Peregrina nao de menos feliz : con-
centradas (odas as su faruldades de amar era Heos
e ua creadlo, foge dos liomens, que assim o promet-
an em om dia de luto, e dor profunda soa mai ;
fuge dos horaens cuja perTidia laucn no infortunio
e no upprobrio loda a sua familia; foge dos liomens
e lem razio de fagir-lhei qoanlo sabe que a hogaa-
gem livpoerila da sedurj.lo pouco difTere da lin.ua-
gem verludeira da puixlo,ea inexpeiiencia as nflo
distingue. TaWei o Trovador a sudjugasse, se o Tro-
vador a amasse rom o r ,m -, como a ama com a
cabeca, se na sua olma douvesse tanta ternura quan-
to a-dar e enldusiasmo ; a Peregrina de inulder des
sas que se vencemeom laariinas e nao eom eiploeoes
C"in o carcter que o poeta trie da, e leve reto
de dar-ld'o, pois be o verdadeiro lv|io da mulder
ditna de ser amada, o Trovador qoe se faz auer-
reiro, que se f^z poeta para ler uloria, e pela
i lo quelh|iasaaaa a coa-uta, lalvea oilltprn-.sont a mtjema mojao, Talsla he talo verdad* quan- ih ot -.,
;. ,v-l na poesa das lingual moderna-, pmico proso- lo cans> diamelsalineiil* o, poslat prodnzem um I-
{dirs. Raroastoos poetas a quem o eonaoaute raaii felo semelhaute. Se Cano, desnivnlteml. este lliema,
fjcil e nalnr.lmente b.dec- ; no poema d-i Irerln.s se h.iuvesse ciuimioa liadicclo bblica, leiia sido mais
em que o poeta muda da rhyHuno, trechos rimados original. S.u qua ro .le-pido do inieiesse que le-
e ai de consolides dobiadot, a nunca aa conli-ce ria encontrado em uu staacla verdadeira, ton ou-
que esla ou aquella paltvra foi eugida pela obriga- se iaual o oulro" mullos. N.\'|,P percito ser'inacies-
rlo do consoanle. Iivel a esta- metraaa sensacoea, para que se estila
Achara-te DO poema alguna vertni dores, algons alma preza em semellianles orcasies. Se se senle
pro-aicos ; os qoe porm uAo censuram ao grande emojflo dianle de uina obra, a sai.1o de porque o
Csn.iies centenares e centenares de lindas de presa a-lor que a conrelieu, sentio igaelmenle emocao. He
que se mulliplicam entre os seus versos, ot que lera um absurdo difliril de crer-se que,uina alma vil, pos-
ta lanjar aabra papel ou sobra a lela Robres aenti-
m-nlos. Aquelles que narrara que Alouzo maloa
su mulder, dizem lenceras.
O pai de Cano eia aichileclo, e prelendeu que seu
lildo lambem o tose ; por isso f-lo esludar aeome-
admiracao profun la pelo famoso :
Depois de procelosa tempestada,
Nocluros sombra e sibilante vento,
Trz a manda i serena claiidade, etc.
estes n3o podem ser mui severos em reprehmder o
acdenles a' Valeuc<, aun,te a'lrve por
i mo lempo ocrollu de lods, liadilando no eon-
venlo da Polla do Co. ande I de der.m Isospllall-
dade. Durante sua e-lada no coi.v-nlo, pinlou sel*
crandes qu.,iros que nllerereu aos bous frade-, afim
de motlrar Ide que os aflelas Da ala raarato-
O ar a a liberdade lio asj.it. de um pinlor. Cano
ad rreeia-se de estar nccullo. Supponlo que a In-
iii.i-ieao nlo o persegua mais, prelendeu ir para Ma-
drid .Vio quiz -o msfaicar, julgandu essa prec.iijlo
inalll.Otrelign.sot litVram ide sentir que obrando
detla soile pralirava uina imprudencia. D. Itapdacl
- iicuineio, .nenie de sua (dea-da, eiperou-o ai
S3Z2ZS3C3ZZZ
,'.-- ig3CS'z""..- '
-- } V -i-
portas da capilal. Quando esleve livre de todas
sorprezst, seu amigo sesegurou-lde que a calumnia
seuuia aeus tramites, e que ae fazia preciso nao
ci usar os hlenles da porta de cata, vislo remos
poela moderno, qoe desrabe alaumas vezes em ver- tria -eu. iuterrunipeao. Jean del Casiillo, veldo cna-1 1,-riorartores pouco di.postos a teu favor linharo ri-
sos prosaicos, ou que, querendo prender Des suas o..-1 do da casa, foi o pnmeiro que descubri qoe o joven p, nlu,0 acl0, e quB coirtilno 0 Salllo 0ffl-
re svliabas um pensamento. v-se obrigado a d.sal-; nao haviana.rido para ser M.menle arrhiteclo; |,ie- co longe de diminuir, ciescia de da em dia. Nao
leader as eiuenriat no oovido,
Ra fajamos iao diTiril a arle da metrificando que
sej. impossivel esrrever em verso, e qoaudu se nos
vio que seria mu arli-la. Teniendo v-lo perder seu
lempo om as cifias. leniou tesolver sua famila a f.i-
ze-lo eeguir para Sevilha, anude entao hrilhavan) as
offerece um-i abundancia de bello? pensau.enlos te- celebridades contemporneas. Julgaram bom o con-
vealidos de iirlla linguagem, cadente e hannonio-a,
nle pastemos por alto essas bellezat para IC reparar
em um oa oulro deftito.
Kecoiibecemoi lodavia que esses senes no poema
seibo; e pouco depois ruviaiam-o a patria de Muiil-
po einlo cier que o perigo fotse 13o grande, rao le-
meu aventurarse nat russ da cidade. Sem encontr
desagradavel cliegoo al os ba rros mais frequenta-
vi lleva I
PKACA DO BECIFF. 11 DE N()\ KMBKO AS
3 IIOKAS DA TAKUE.
CotacOes officiaes.
Cambio sobre Londres27 lp U0 d|v.
Dito tohre II -ind.ira,(jT is. por marro a 90 div.
P Boiges, presidente inlehuo.
I.. Dubourcq Jnior,secretarlo interino.
m-, CAMBinS
Sobre Londres, 27 1|2 d. a 60 d.
Paria, 3*6 r. por fr.
1-isboa, 92 por % de premio.
a." J Janei. PO' Om da descont.
Aejlo do banco oO por cenlo de dividendo [por coo
ta do vendedor. 'r
t e compauhia de Beberibe 60JO00 por aecla
compauhia Pen ambucana ao par.
! ^"1'dad Phli. 30 portento da premio.
ludemnisadora. 61 Idea
j- -
lo, a esludar a srulptura com Jean Martnez Moiila-
nez. As previ-oes de Castillo cada vez mais te lor-
nav.im verdadeirat realidades, sua dedicajao ao lia-
do Sr. Dr. Mace lo nao arcusam negligencia stnda- balho, seus progres-os rpidos alletlevara isso. Des-
da nem falta de capricho ; 'aecusam lalvez essa rapi- de o raiar da inauhaa al o pr do dia elle s deiza-
dez de produejao, que entre as mil occupiijoes que va o cvatele a doia de comer. Moni.mi / s Ihe per-
llie roudam o lempo, de coudij.io iaevilavel do teu mitlio frequenlar a galena dos duques de lcali, de- rerocidade,"o Brsta'oa ovo'encVntri'u
(radallio Iliterario, pois que copino por duas vezes e sb mil diveisas aem a sua dignidad* Ketpoiideu
Dissemus que sendo o poema lodo ideal,como suas formas, todas as figuras de gessu qua Ide havia con-
peisouagens nao linhain nomo nem patria, assim a liado. Esla colltejilo verdaderamente real enrerra-
va urna mull io de maimores e de bronzes das me-
lliores pocas da arle grega. Afim de taludar com
ardor, encerrou-se durante um anuo neslas aboba-
das -|,tendidas. Teiia sido viclima de seo enldusias-
mo pela autiguidade, se seu meslre r.io o bouvesse
..tquenla- da estrada da ferro O por Oinda'nram;
dos. Depon de ura longo passeio, vollava tranquil- Disconlo de ledras, de 8 a 9 por cenlo ,,pr,m
lmeme para sua rasa, quando ama pesada mo j Acjoes do Banco, 40 a 45 da premio '
pousou sebre seu dombro. Arles de vollar-se, sentio Oure.Unjas heapanholat.
acj3o nao se passava em lugar algum positivo e co-
nhecido. De felo assim he ; basia poiem ler as suas
primeiros paginas, quaudo o poeta descreve o porto
e o rochedo sihre o qual apparece o Trovador, para
perreber que, Brasileiro antes de ludo, o puela se
Inspiroe rom o nosso Rio de Janeiro, e quasi que o obrigado a den.ir o Irabalho por julga-lo eicessivo.
detereveu. Assim lamnem a ermida abaudonada, o Nessa poca foi passear ao campo. Aprnat o ar ar-
ceimlerio vo mato, he urna Inspirarlo da patria, he "
nm desses gritos lia alma que lamenla n estado de
ruina da maior part de nostat casas de Deo
As-im. por mais que se procure sublraliir ao rea-
lismo, o homem ounca de todo eonsegue insular-se,
e lepellir de si a influencia da leahdade.
Eolre as dellezas que mais nos encantaran) no pos-
ma, e della Miamos para concluir este j extenso
en-aio critico, be a mais nolavel a visita da Louca
l'erearina. He o assuraplo do terceiro canto. Esse
canto he talvez om pouco prolixo. Este de-feito po-
run de de sobejo resaalado por bellezaa da primeira
ordem, entre essas a seguinle.
A Douda qner repredender e aconseldar a Pere-
arina, nao se atreve porem a faze-lu directamente :
rollo dinge-se a urna losa, e n-ira urna melamor-
pdose ; a rosa nem aempre foi llr; douve lempo em
que era gentil douzella ; insensivel porem despre-
zoa o amor, assim irritando o poder das fadas, o po-
gloria conquista-la, que assim cantera se d.ez anuos ] der da Nebulosa, foi catligada ; a donzalla lornou'-.e
ausente della, nao podia deixar de perder a parlida; flor, os seus rigores lornaram-se spinhoi ; eendlo
conservasse-se uestes dez anuos ao pe della, inglo- i o /.phvro, amante desleal, beija-a, afTaga-a, aban-
no e amante, e de rerlo a abrandaria ; pois a Pere- dona-a, voi a omras llores levar os mesmos cariohos,
grina ha de amar com o corajao, amar em paga de
amor, nunca amar cum a Cabja, amar por orgulho
e vaidade, fazendo do seu amor premio do valor,
conquista da gloria.
Do cenlraste desses dous caracteres nasce a bel-
leza magistral do poema ; he elle mais saliente na
scena do cemllerio ; adi o Trovador de serapre o
Trovador, entusiasta, arrebatado ; seu amor devi
metier medo a esta menina delirada, ja 13o predis-
posla a ludo receiar de enlhusiasmos, a ver por bai-
lo delles a Irieza da hypocrisia. Moslrasse-se o Tro-
vador sympalico ,-is dores da filha e da irmla ; olvi-
'l.i--e um mnmento de si para collocar sua alma ua
linha do -nllriin-rto, na vizindanj da alma da Pe-
regrina, e lalvez ronsoiriaiido-ae at suas dores, rfel-
las brntasse o amor no coraj3o da moca. Mas o Tro
vador o nao percebe, a sos alma dominadora quer
domar, quer conquistar essa que Ide resiste e lem
boas razcs de resislir-lhe ; perde-a, pois, e per-
de-se.
Das qnslro personagens, porem, pelo poela inven-
tadas, a que ella mais ama he evidentemenie a sua
Uouila; o ii-.e a poesia lem de mais delicado nos
malizes do senlimenlo, na riqueza da espressilo, he
por elle consagrado a por em realce essa mvslenosa
donzella fadada ao amor ingenuo, profundo, devola-
do, e a lodos os transvarios de uina rai3o qae se
perde no mundo das tiadijes e da fbula.
Pelo senlimenlo que nos deinon a leilura, parece
que, na primeira cnncei jo do seu poema, o Sr. Dr.
Mscedo drslinava a essa D>uda, e nao ao Trovador;
o principal papel do poema ; devia ella ser a Nebu-
losa ; ao dep-'is sem duvida o deseudo meldor se for-
rauloo ; a Nebulosa ficon pairando tobre todo o po-
ema, ente sem realidad*, fillio da imasinajao dos
hninens de oulras eras, perpetuado, enfeilado pela
ira lie.lu populsr, ea DouJa, sacerdotisa dessa deila-
de my-lica, lirn sendo urna person-gem real do po-
ema. He ella ts>da poesa: na eiposijao. no senlimeu-
l'i, de ella lida amor, porem amor casto, que nunca
falla de si, e em tu lo se revela amor qua nao quer
satisfazer-te e t espera no solTrimenlo, s se deleita
na dedicaran.
Pago as.un o tributo de louvor devido as persona-
gers e a fadula do poema, cumpre fazer sobresahir
um defeilo que infelizmente tanto se prende i acjAo
que nlo pode ser della arrancado.
Comprelieiulemos a personagem do Trovador : nm
moco que sent mais pela cabeja do que pelo cora-
jao, que lem mais enldusiasmo do que lernur i, (leve
amar assim, nem seremos loo exagerados moralista
qoo enndemnemos o seu suicidio ; o Trovador esla'
semi looco, e o suicidio be a loucura ; nem pentamos
qoe, corr.o Werlher de Goethe, tetilla elle hatlaute
inlluencia sobre os amantes para detrrraiuar com o
seu xemplo inultos suicides.
Alas quando o poela nos pa ese mancebo, de
quem quer fazer nm lypo de poticas virludts, era
prestnja dessa velha ail, viuva ha mais de 10 anuos
de (odas as suas alTeijoes, o Trovador lica om tanto
odioso ; nSo be s ura amante louco, he om guilla
m cujo corajao nao ha una s corda qoe vibre.
Cumpria nao fare-lo eoroulrar se com a m3i. Mas
Orase caso perdia o poema a sua meldor scena.
Sun, que a sua meldor tceua he essa em que a
velda mai, para salvar o tildo, vai atrancar ao leito
em qua de-cansa a misera donzella; commove a cora
o seu pranlo, a ella que nao te coramovera cora o fo-
go abrazador da paixao ; e a leta a vai com ella, vai,
sem embargo do lempo, da idade, da la-tiaa ; vao
arabas rpidas, mudas..,. II pela adi be 13o poela,
13o dramaliro se asseuborea do leilor, que o leva com-
sigo ofleganle, entre n esperauja e o medo, leva-o
precipitando, sera Ide dar um momento de [oiga, al
o :,-! para conceituar um poema, para recoramendar um
nomi de poela.
Nao de lamnem sem defeilot essa personagem do
trovador : ja lizemos notar a frieza da seu amor fi-
lial ; agora censuraremos a soa misanlliropia. Tudo
Iba corre admiiavrlmcnle, leve um pai qoe o amou
cora maUrn-l desvelo e calinda ; lera urna mai, toda
dedicajAo, qual a aprsenla o poema dos liomens nilo
sollre injuslija alarma ; quiz gloria militar, as
suas proezas nao Ida. foraiu coole-ladas, deratn-lhe
os humens a alona militar; quiz a gloria de poeta, e
os liomens na i,ir -m in-l llre les aos seus versos,
deram-llie a gloria potica. Nenliuina grande ini-
e com a sua inconstancia llsgelia a llr ciumeuta,
ouli'ora moca insen-ivel.
Esse pequeo episodio de qoanlo cuntiremos de
mais delicado e enaenlioso ; o poela ai mi i o fez so-
bresahir pela arle e cadencia da ineliillcajao ; des-
lacou os versos quatro a qoalro como coalas, deo-
Ides um tom de melancola, oue transloz na amplt-
ridade da exprcss3o c na inmolonia do idv Idilio....
qoem escreve urna niplamorpdose como 'essa pode
nada mala esrrever i he poela.
i.iu:/.er.i-i n- poder maii de eiparo e pelo miudo
indicar alaumas expresses felieissimas que abun-
dan] no poema ; mas ja' vai mais extenso do que
presumamos esla ensaio rritico ; apeDas pois nota-
remos o nome qoe a Douda quer que o Trovador de
a' sua harpa. Em vez de harpa, palavra que nada
diz, quer ella rhamar-lhe amor-que-falla, essa
txpressao 13o bem achada, que anima, que da' vida
ao ni.truniento da harmona, preila-sa no lim do
poema a desenvolvimmlosde profunda sensibilidade.
Quando a misera repara nos pedajos da harpa, que
o Trovador quebrara antes de malar-se pare que
nada delle lirasse no mundo, ei-la que pranti o des
lino do crainor-que-ji-n3o-fIlai>, idenlifica-se cora
elle, revela-lbe os segredos de amor do seo corajao ;
darpa e donzella morrem a's m3os do mesmo ingra-
to a quem anidas amaram.
Adiados desle s3o adiados qae s fazem os poetas.
Y. terminaren) --. t'ra poela he urna riqueza da
palria ; se a ingralidilo e o ciume dos coevos po< pagar-lhe c m injuslija, nm dia ch'ga em que ca-
Isrn-te rumies e mgralidlo ; a Homero que ceg e
aliandonado esmolava o po, a soliia desdea a' por
ta do rico, a Carela ih-v a urna corapensajn ; sele
ddades dlspolaram enlre si a gloria da ler Ihe dado
0 bei jo ; Camles ainda boje he a uani. da Lasila-
uia ; a' Franjs os leus Hacines, e os seus Curneilles,
e os taut Voltaires, e com elles.e aps elles essa my-
riada da Iliteratos que adi pullulam, deram o do-
minio intelleclual rto mundo.
O poema do Sr. Dr. Macedo be nosso ; be um
dos Inulos de nossa pama ; nao ha de ser elle o ul-
timo que (levamos ao seu genio e de certo o seu ej-
emplo de.peilara' oulros e oulros qoe o imim.
1 i nenio-no delle, e prepaiemo-nos para igual-
mente de oulros ulanar-uus.
J. J. da 11.
A AKTE EM IlEsl'ANHA.
.Ilunzo Cano.
Alonso Cuno, pintor, sculpl, r o arrhiledo, nas-
ecu a 1! de marro de 1601, em Gran-da. Seu eslylo,
coslnraes e vida t3o pouco ronhecidus, e por conse-
aoinle, quasi nada apreciado. Aluuiis biographxs
dizem o um domem poluto, adavel e bml'azejo ou-
lros, porem, apreseolam-o como molejadur espiri-
luii-o. e um lanto malicioso ; estes aecusam-o por
sen ar sombro, feroz Viulralavel ; aquelles ernm.
para nao se ensaaren), reunero nelle todas estas
qualidadei diversas. Nenhum delles concordan o
genero de pintura queeierce. Oracomparam-o ,\ .
bao, ora Hibera. Soas estatuas parecem-secom as
de M-cuel Angelo, e algomas vezes as marmrea que
Ihe tahem das mJos sao lao bellos como os da anti-
guidade. Em vez de occuparnio not com essa di-
versidade deopinies, julgamos n)elhor ir procurar
a verdade em ieus Irabalhos. Como alguna, pensa-
mos, seria eofadonho analysar todas at suas obras ;
alm de que, este Irabalho teria inulil ; pois qoe
para evaliar-ea oariista, baila apreciar devidamenle
os seos dios bellos quadrosNossa Senhora e o Me-
nino Jesui, e oChrislo muri.
Assenlada sobre orna pedra, a \ irgem |observa
com amor o li I to que jaz deitado em seus joelhos.
Com seu braco direilo losteula o corpo, e cora a
nido etquerda acaricia as pernas dbilmente dodra-
das. Vista de relance, a cabeja de Jess offerece a
vista um eompotto de admiraveis contornos de no-
dreza e ma^estade. Sua fronte est curvada pelos
pensanieulos. Sua vina, errando no aspajo, parece
antever o futuro que o espera. Seu trujar he sim-
ples, um groneiro estofo cahe, occollando-os, ale
aos ps de Mara, cojo peilo se acha igualmenle co-
llarn. Ninguem ignora qoe o clero hespanhol n3o
adraillia a nudez em auas estatuas teligiosas; por
esta razSo, dtve-se lomar como urna unuv-r.lo ou-
sada, o estar o menino completamente n. O modelo
tefecia sua cabeja, quando suas palprbras corneja-
vain a nluraecer-se pelo somno, vollva a soa ca-a,
dormia algumas hor-s; e. quando os past irinhos des-
perlavaro, de novo eocelava soa obra. Este furor de
trab-lho so extingui pouco e pouco, felizmente para
sua saode. A sculplura s Ihe consummia a melade
do lempo ; o excedente applicou a pintura, roi tob
a direrjAo de Franjois Paclieco, que esbojou nas
[rime-ras tentativas. Aperar de sohrecarregdo por
osles liabalhos linha sempre ai-gomas horas para de-
dicar a arcliitrcluia que coniiuuava a exricer com
felicidade. l'ma lio rara arlividade revelava urna
organltajao extraordinaria, pelo que lomavam-o poi
n- prodigio. Os amadores obsei-vando soas tentati-
vas uellas encotravam habilidade de mttlre. Todos
emfim, ronfiavam lauto em teu tlenlo que, apezar
de sua pouca idade, u3o se duvidou nlregar-lbe pa-
ra seus ensaios obras importantes, bem como a da
i 'i i.-liucr.io de cinco capellas-mr no recinto de
om convento, de desenliar o plauo, o fazer ai pin-
turas e a sculplura.
Anda do,e em Sevilla se observa sle iihi.it -
Ihoso Irabalho. Cada aliar oderece a' vista um
complexo muilo bem delineado e, as scolpluras ha
cerlos pedajos que leriam creado nomeada ao pio-
prioMieoil Angelo. Eat68. o pai de Alouzo fui
encarregado de construir om allar-mrjr na igreja de
l.ehiija. Havendo raorrido em 163(1, antes de aca-
bar, seu lildo devia prosseguir na execoro, e, apo-
zar de mudar quasi int'iramenle o plano primitivo,
rom ludo aerboo-o com breviilade. Palomino nao
cesta de admirar esle luonomenlo, cuja sculplura Ihe
parece icima de Indo o elogio ; urna estatua de Nos-
sa Seuhoia principalmente, em toa opinin, he urna
obra immilavtl.
Successos io grandes, nma gloria lo rpida lize-
ram-o gaohar urna mullidao da mmicos. Desde
eras remolas o apreciadores s3o o duende dos arlis-
i s. As nalurezas que -n sabera raauejar o pinrel ou
a peana paia moslr-rem sua nuliidade, ligaiam se
contra alte, desde que coroprehenderam n3o peilen-
cer a classe em que se arbavam. Eroquaolo sues
impotentes rivalidades nao paisaiam de ridiculas ba-
gatelas, despresou-a completamente. L'm da, po-
rm. su paciencia foi vencida por ura cedo Srtias-
lien Llano de Vadle, que nao era Jespido e mrito.
Levado pelot descontentes, leve a fraquezade querer
competir com Alouzo, e a desgraj-s de o insultar. U
negocio re-olveu se nnmedialaineiile, e de maneira
lerrivel para o aagressor ; o ar lisia liaspassou-u com
tua espada. Os araig.s e prenles que Valdcs ron-
lava enlre as summidades reliuioses, salurain acam-
po, nle lano para vlngar sua inerte, como para aca-
liri-nliar aqoelle enjo liberalismo de ha muilo sof-
friam. Cano, com efleilo, dma publicamente os fac-
los e os rostumes dsta classe ; e, como era rspiriluo
so, soas iili-ervarr.es erara avi,Mnenle arolludas, re-
pelidas e por loda a parle e lade dos homeus de prelo. U odio desle principes
ite solideo nao se p le saciar nesta occasio. h \ -
do duelo, o pialar foi avisado, e ddxou a cidade an-
tes qua se douvesse determinado sea priste. Cbe-
soo a Madrid, eaminh-ndo de nuil -, dormndo de
da e evitando as C-Iradas reaes. Vela-quez, intimo
amigo de Phlippe IV, rtrebeu-o exrellenlemenle e
poz a' soa disp. sij.u o valimento de que gozava ua
corle. Ao oiivir a histoia de sen romranbeiro, foi
ea pruneiro coidado azer sotpendrr as persgoi-
res. Quando liberlou-o, fez rom que o duque de
Olivares u pozrssa a' testa dos imme.isos trabalhot
que se o pera va m nos palaiio' reaes. Na mesma po-
ca, por occasio da s-in-n-, sania, couslruio, para
a iureja de S. Gil, um sobeibo roonomento, da
qual fui ujiiIiii-, sculrtor e arctiiieelo. Anida h-je at
cidadts T villas do Meio-dia despendem enoimrs
soramat para decorar magn (icamenle aicapellat, as
quaes se repretenla o tmulo do Salvador cercado
do pestoal do l'araizo. Foi elle qua deu o plano e
fez as pinturas do arco de triumpho erguido em Csua-
dalajara, quando Mananna d'AusIria, segunda mu-
lder dorei, eslava a' cheg.r.
Apretenlado por D. Diego da Silv, Cano foi m-
medialamenle bem recebido. Quaudo melhor e*-
nliecnlo, foi estimado e admirado. Sua erudiro.io
pooco e,ni.mum, a originalidada de sen espirilo.aseu
carcter alegre ronquislarara-lha alleiea-i a*ral. A
fortuna torria-lhe ; sua vida, na maia ottusranle das
cor le da Europa, era um euradeaniento conlinoo de
prazeret e falas. Duranla o dia o mondo da ar-
le, du do oa do Escorial. Datlo Turma, em vez de recor-
riar-se de tua patria, regot-java-se por te-la deita-
do, o bemdizia o motivo qoa a so s.biigou-0.
Alonzo nonca linha amado -ua mulder, apezar da
casado ha muilus anuos. A causa primordial disso
era a anlipathia que por ella senlia. Quando se ca-
sara ella era mullo mait velha que elle ; seduzido
pelo ouro que possuia, e para talisfazer a vonlade de
seus parentea, Toi que desposou essa amorosa velha.
Sendo muilo joven para oppor-se, consfnio ne>ta
iinrlo, mas pncurava sempre compensajes. Ora,
eiulo a esposa muilo velha, em breve comecou a
coiiheeer que seu marido Dio amava, e que espili-
dia rom oulras soa mocidade e seu corajao. Torito u-
se zelosa e nlo soube occullar, d'alti liginaram-te
scenas m,it, repiorbes continuos, etc., etc. U artista,
porem, sempre respeiloso, re-pondia-llie rom calina
e sem acrimonia, qoe na sua idade o zelos lorna-
vm-a ridicula. Qoanto ella via qoe nenhom re-
sultado rolhia de seus lamentos, chonva rumo co<-
Imnam as inolberes em eatoi iguaes. Ene
he delicado, o desenlio peiTtiloe digno de aprejo, a I lambem nula produzia, porqoe o mando n3o i
orna mordaja Da bocea. Algons minlos depois
pesar de seui esorjos inaudilos, acbava-se dianle dot
inquisidores que o acolheram torrindo. Ntle lugn-
bre recinlo.no meto desses mil instrumentos de
c?[."""'~ 5 V'"f! l"men9 embrutecidos pela
toa eora-
empre n verdade,
a lodos os quesilos que Ihe li/eram. A verdaJe. po-
rem, enlre estes liomens, conduz ao aupplicio. Pren-
dararn-o, amarraram-o, e o supplicio comejon. Nen-
homa resislenria opoz a' barbaria dos algozee. Soa
cruel tade fui sem elf'ito ; nem urna s quelxa, nem
o mais fraco suspiro poderam delle obler.
A pesar do myslerio rom que, os a ministros do
bom Dos, ccrcavam teas actos, o logar em que
lazia Alonso foi tbido. A noticia de sua prisao
rh-gou corle, ePhilippelV foi della sabedor.
Como qoer que teu poder expiraste junio ao inquisi-
dor geial, nada inais pode fa/er que padir aos jui-
zes que poupasaem a m,io direila do artista. que
tantos monumentos liuha produzido. S'Cano li-
veste lmeule em teu favor a prolecj3o rel, teria
sido qoeimado em ceremonia publica, em uro so-
lemne auto de f, para gloria de Dos. Felizmente
os religiosos da Porta do Co, desejando poisotr mais
algons qoadros, interessaram-so por elle, e, mais
Taliatoe que o do rei, seus esforjus nao fu.un
Innlala, l-izeram suspender o processo, prometien-
do entregar o culpado, qoe o Sanio Ollicio n3o pro.
curavadrsrobrir. N?o alormentavam o arl sta por
daver rondo sua mulder. Oh meu Dos, n3o
era nicamente t para agradar a algons amigos da
inquisiiao que n3u e.timavam Alonzo. Enlrelaiito,
havendo sido preso o assassmo, neiidum pretexto
mais linda o tribun! para occullar sou odio. Viu-
se coagido, contra sua vonlade, a por o prisiouei-
ro em hberdad*.
Como se poderia julgar, Cano rao sahio s3o e lal-
vo das m3os desset ammcs ferozet. Coinludo, gra-
Jas aos coid idos qoe tiveram delle, suas numerosas
lerirlaa ficaram cicalrisadat ; porm os solTiimeulos
physicos liuham eufraquecidoseu moral. Kecubran-
do a saude do corpo, nunca mais p le rtaver ajo-
vialidade do seu caracUr. Ficou misanthrspo ; lo-
dos os liomens psreciam-lha inquisidores. Evitan-
do as reumOrs, ainda inesmo as mait agradaseis,
recusoo recebar os amigos que o vinbaru felicitar por
ler s.hido oas m3os du Siiilo Ollicio. Pareca ler
olvidado a pintura, visto como nao tocava em um
- pincel.
Lra nico pensamento abiorvia*o inleiramenle ;
eia o de ver aua patria, e passar o reslo de seos
das debsixo dos pomares de rauada. Hecurd-n-
do se dos f.ilgares de aua mocidade, eoolava que ha-
va visto no ruine de urna colina, junio de um arar-
de bosque, as lorrezindas golhicas de um velho cu-
lello, que oulr'ora ra a casa de algum chee mo-
tolmano, e que presentemente !era hab-tada por
cariuchos (frads), depois do expallimenlo dos Mau-
ros. Nlo cestava de dizer a seu amigo Sanguiuelo,
quaolo seria feliz se podase deis ir o mundo, a din da
e sepultar em um mosl iro. Adi elleesprav eu-
conlrar, nos vastos silenciosos qua te pioles-ain, se
n3o a felicidade, ao menos oro lopou-o re-l-urador.
Em breve etsa ita lita tom n-su um projedo con-
somado, a elle escreveu aos fiadas afim da verse
parlilbavam sua opiaiao. O capitulo enlhusiatma-
do por se Ide uflerectr occasio de potsuir um ar-
lisia de lano mrito, aprenou-sa a pedir ao r-i a
pirni,-s.lo necessaria. Plu-1-ppe IV convelo eom
basl.nle pezr nessa admissao.
Ao receber a noticia de sua adroiis3o, Alonzo tor-
nou-se aleare, como urna crianja que oblein poi-
suir um lir.irjue -o muilo desejado. Fez sas prepa.
raiivoi a' pie-ta, brajou tau amigo, e, a 20 de fe-
veieiro de 165J, iiislallou-te em um magnifico qoar-
to edificado no meto de um botquezinho.
OIT-receram-lhe pouco depois ludo quanlo he
preciso a um tculplor e a um pintor. D-ipensa-
ram-o de lomar parle no servijo diario. Achav.-
se i.l i contente por tran-por o limiuar de ura con-
venio, que nenhuraa allrnjao prelou as diversas
promessas que exigir-in-llie quaudo f-z sua entrada,
Demasiado admirado :oo, quando, no lim do anuo,
vieram u> frades, era commuui.tade, avisa-lo de que
era obrigado a pronuuciar os votos indissoluveit,
logo que te completaste um auno de morada all ; e
que havendo se elle lindado, o capitulo exiga o
ruinprimeuio dessa piemessa. O 'lista, porm,
nao se quiz ligsr por uii jurameulo loviolavel, puis
qua ura anuo de rrcluso linha modificado ba-talile
ua selvageria accidental.Iteipondeu, pois, que,
exigiara tal (ormalidade, deixava o aylo em que to
arai,., momentos havia passado. Se fosse simples
iiovii; i i,'-| -diain conservado apezar. de sua reco-
sa ; mas, achaudo-s* am grao el-vado, na hlerar-
clua di ordem, roarcaram-lhe ot ren lmenlos que,
al elle, s aa haviaiu conced Jo aot frades legal-
iiieule ordenados.
O superior, terminando soas respeilosas exhorta-
jes, nao olvulou dizer que pnva-lo-hia dot rendl-
meutos, te, em um lempo marcado, nlo preencheata
os deveres de sua prebenda. Este prazo etpiroo,
Alonzo recebeu urna nova intiinaj.lu ainda mais ter-
minante. Soa re.no.to fuj a mesma ; porm, desla
vez suspeiiilerara-llie os b-ne-ses O negocio fot en-
viado ante o bitpo de Salamanca, que, por ser apre-
ciador da pintura, couredeu -llie urna capell do-llie ordena de snMiarono. Indo a Madrid tratar
de sua causa, recuperou sua ordinaria solicitud-.
I ouro lempo depois, por urna ordenanja de 15 de
agosto de 16jS, aa benettea de aua prebenda Ihe fo-
rara entregues. Desde entao tua vida loruou-se agr-
oavel e bella. Quando o inao lempo prohiba de per-
cerre ot jardins, Irabalhava. Ai paginas que nat-
ceram nesta poca conterram belleza o rretooidlo.
U aina, que pareca ter esqorrido ludo, ainefa roei-
mo o mal qut o liomens Ide haviam felo, lornuu a
recobrar aua allabilidade primitiva. J te linham
derorridu oove annot que apreciava at deliciat de
sua ermida, quando sentio, na regiao do corajao,
dores agudas que ronlinoaram a crecer ote tua mr-
le. Nada pode impedir o progresan do mal, e lie
expiroo em 3 de oulubro de 1667. Durante sua do-
enja, e apezar de sena sofTrimenlos, nao perdeu teu
humor taloslo ; mbelesou seos udimot momentos
com urna facecia digna de ser apreciada, lim dot
religiosot que velava em soa cabeceira, apreseolou-
Moedas de botoo valhas
e 68400 novas .
e aOfjO. ,
Prata.PataeAes braailalros. .
Pasos columnanas. ,
mexicanos. .
ALFANDEA.
Keudimeulo do d a 1 a 12. .
dem do dia 13. .
-'91500 a aOJJOOO
. 16300(1
, 16B00II
Manon
Z-wm
. 2*000
15S60
J3:1446i.
22:72882(i
270:8835289
Descsrresam boje 14 de novembro. *
jalera ingteza-Lindamercadorias.
Barca lugUzaBonilaferro e carv3o.
srea uiglezaSpirilo nf ide Timesbacalhao.
Baca malezaM.thildemercadorias.
Brigue inglezExrelrioii bjectus para o saz.
Barca hollao.iez-Tee Alidas-mereadoriat.
Barca americana-Koeboi-k-farinha de Irigo.
MOVIME.NTO DA ALFANEGA.
Volumes entrados e..m fazer aa .
a com gneros ....
-
Volantes sabidos com Tazendas
o >> eom gneros
Total
Tolil
383
117
500
229
49
724
do mancebo ainda comsaenfino teu, e de tentar io-
do o poder de tuas eshorlajei e dos seus constlhos
para abrandar o corajao dsquella a quem ella ado-
rava.
Bsldados porem sio lodos ot esforjos. Se n3o he
n-eiisivel so inforlunio, se se compadece das raa-
gnat do seu amante' mo se resolve a ama-lo. Mo-
livo poderoso Ihe impoe resislenria inabalavel. Ella
0 explica em um fortuito encontr que lem com o
ep amante. (> mojo linda ido a esse fnebre sitio
1 ara, na lepollura de teu pai, bti-ca foija, u3o
com que veoceae a paixao que o mala, porm eom
que te desprendesse desla Ierra a que quer fugir re-
rorrendo ao suicidio. Ella igualmente, l linda ido
para fazer junto ao tmulo de sua m3i e de soa
ini.aa, miseras victimas de om amor fimeuti-
do, a qoem jurara resguardar-se eteroemenle do
mor.
Esse juramento ella o dera a sua mai, ueste mes-
mo lugar em qoe ha o fnebre encontr, ua sepul-
tura de soa Irmaa.
A' mesma hora 00 cemilerio se aedava a ve-
lha m3i do mojo ; ahi a In uvera o (lio cuidado
qua a si lomara de conservar sempre acesa a
lampada que allumiava o arruinado aliar da er-
mida.
Desemparada de seu marido que morrera, e de
seu liiho de quem nao linha n. lirias, a que o amor
Ihe arrancara, a afDicla vem conslanle buscar re-
lanaj.lo e consol na religiao da sepultura. Ahi
encoulra seu lilho ; mat suas palavras de mai, se o
commovem. n3o curam o sea amor, n.1o Ihe lazem
renunciar horrtvel ce ueiru de sua alma.
Elle foge do cemilerio, suhtrahe ae aos brajos da
mai, volla au seo rchelo, ondea meia uoile l'ein de
consiuiiar o tacrificio da sua existencia.
A m.1i n3o desauima ; cumpre-lhe salvar o tildo ;
as suas sopplicat commovem a amada, decidem-a a
salvar o mojo, e cora a esmol
va-lo para soa m.n.
hi las pois ahi via spresadas ao alcanlilado re-
tiro do amante ; he larde ; v3o apressadas... Dito
chegsm.
Como resolver o majo, ro>tara-se a meia noile
nos brajos da looca, que cora eile moirera depois de'
Ihe revelar o seu amor lao dedicado terno.
O mojo he conhecido no poema pelo litlo do
Trovador, a amada pelo de Peregrina ; a outra he a
douda, a oulra a mai ; nao ha mais personaren* ;
onde sl.i enlio a Nebul-sa, queda seu nome ao
poema '.' prgiiiilar-no<-da o leilor.
A >chuli.-a be uina ta la que a IradicAo coala
havir residido no lunar em que se pa-s.i a necio do
poema ; um dia esta fada sumio-se, Iragada pelas
ondas, o a Iradij3n diz quo ella aiud.i sendo -a
esse lucares e essas acua.
A Nebulosa be a fada de quem a misera donde se
prendesse, entao tira, teria juilirado" o papel que o brajo da tria i, e o filho lodo. Alni urna faca e
vl*i!mi'!V.~0P."?.'i'. J-,m'! _'oncebido, o I ni- alguns inollios de.veidura apresenlam ao observa-
do! os rigores da vida do pruneiro plano do quadru.
Ao lado do grupo se eleva um arbusiozuho de rara
elegancia, no qual Iremulain algumas Tullas em no-
vador su lem por si os bellos verso que o poela Ihe
pOe ua bocea, e isso n3o ba-ta para excitar e preo er
o inleie.se, que delle, heri do poema, passa lodo
para sua mil, e pata a louca.
ChegJinos agora a parle, por as-im dizer, maten!
do poema, o esixlu e os versos.
Em um poema lodo ideal, o (om nao podia deixur
de ser constantemente Ijrico, lano mais quanlo o
Ijrismoheo Upo do talento do Sr. Dr. Macedo. Se
quizessemos indagar donde elle procede, nao iramos
buscar a soa filiajo entre os classicoi, enlre os Vir-
adlos e os Humeros ; o poela brasileiro proceda qoa-
si que directamente de llvroii eile I.amaitino, lie
essencialinente romantiro "; e sabemos que o lyrismo
de 13o inherente o essa escola, que at as rmpo-
mero lao limitado que bem se podem contar.
Ni sle quadro, o aulor aproxiina-ie muilo de lia-
phael. Osaeditiot da antiguidade adiaran neces-
-anamenie que o eslvlo do pintor oe L'rbin era
mais puro e mais grandioso ; isto he razoavel ale
cerlo ponto. Alonzo buiroo o ideal ; a harmona
llenar tai sempre sua ronstanie prrorrupajao, tem
jamis squecer a imitajao e a fidelidad. Desta
sorle, sem ser menos poeta, foi 111-is verdadeiro do
quo Randael, lauta na forma como na cor.
U o Chrialo morto resume urna oulra pitase de
seu tlenlo. Ha
- ........... M* p reo canlava o idvlio da maier-
siroes dramticas; que mais Ide parerem repugnan- nidade,agora depoe a Ivra, afim de desrer a' vida
les, V. Hugo o nao dispensa: Hernani, Kuy Blas, sao real. Observador e ph
disu lestemunhos.
O lyrismo porem io poeta brasileiro nada lem de
adecUdo, ua-ce da posijflo, do .-aracier das pertonj-
gens ; l.e sem 1 re de ba le. O seu eslvlo poelico
raramente desmerece ; seas vezes n.lo abusassedo
direito de mullir na circulajAo paavrat novas sella-
da! com o seu proprio condo, direilo que Horacio,
com loda a sua severid.ide prosista e classira, para si
reivindicuu e para os mais poetas, pouco diramos ;
, infelizmenle porem o poela nonca recua dianle do
- neologismo qoando a compotijao de nma palavra
Ihe sorri, areila-a, sem muilo examinar se a llngot
carece dessa esmola, se irlo lera palavra que u mes-
mo ev iiini, e que turne escusada a dadiva do
poeta.
lie ver,11 le que essas soas palavras lem tm geral
boa procedencia, sao vsrdos formados dos sudlanliviii
enguato, suli-lanlivos derivados de verbos conileci-
doa ; nao basia ptese esssa litlo de lagliimajlo, he
neeetsaiia a IalervenjSo a graode jutliTieadoia, a
neetsaidade ; e lauto mais quanlo jiara o poela ea
nscessidade nlo he 1,1o limitada como para o pn>s<-
dor, ,1,1o se il omento quando a Imana Talla a ex-
pes-., qoe >, ,,,,, ha.,., qoe eja p,.OCo harmonio
so o focaba .. c.i.lieri iu ; ., poela aeh.-te enlloau-
tarlsado para sulisliliiii-lde alauma oulra palana
que .ali-f .o. a grande le da harmona.
Por ma's lira que sr-ji a lingua, aceita estas dadi-
vas ; poii cm Dada se asienHha com essa Imana
pren.li lo p
ralo ver na varanda sua mulder, que rostuinava all
e-pera-lo. Lin vaao preseulimenlo fe-lo demorar o
pat-o ; chega, entra, abre as portas, atravena
rapidameute os quarlos, e pira eslopefado na porta
do de tua mulder. Desfigurada por largas tandas,
nadava era um mar de sauaue ; 01 mullios de ca-
bellos qoe linha entre os dedos enregclados, e a li-
videz que sa lia anda em seu rosto, erem provne
evidentes de nina lata lerrivel entre a victima e o
atsassino. Sahiudo de seu lorpor, reconheceu serem
01 cabellos do italiano. Os movis vallados, e as ga-
vetas arrancadas, II,e asieuaravam que este miseravcl
havia astaat,inadn a mulher de seu hrmfeilor para
rouhar-lde as joias. Sem perda de lempo em Inolell
pe-quizas, correu a queizar-se a' aulurdsde ; fa
zem-se indaaajiie, nviame conejos, mas de
balde, o italiano funio e occulli 11 se muilo bem.
Cano, anda qua dorante a vida nao hoovrse a-
rlet do espirito e do corceo. A fronte de Alonzo,
biilhaiile de intelligeucia, era espajosa e nobremen-
le curva. O nariz direilo, forlemenla accenluado,
ae venias finas, transparentes e nunca innnoveis, tl-
testtvam uina exquisita sensibilidade. Em seu gran-
des iltio lia-.e o olliar do observador tublile profon
do ; seus labios grossos e avermcldados, rct-elavam
ama bondade inelTsvrl. cnlretanlo qoe o desenho da
bocea delgadan enle talludo, aonuucieva urna all
vezsombiia e iudomavel.
Alomo Cano deixou muilos discipulds, eulre ot
qnaet te distinguen) era sculplura : Pedro de Me-
na Joseph de Mora. Em pintura Michel Jeime
de Oerza, Seba-lieu de limera Barnaevo, Piene
Alhanaz B..cnegra, Ambroise Martnez, Sebastian
'ron ez, e Jean .Sino de tluevra, ni quaes ocropa-
r;,m lodos logares boniosos. Os qoadros de Alonzo
_ que se achara ep-lbados por llespanha, sao de um
e philosopho, follica 110 rnrntao mado sua mulher, comludu (roo desolado por toa I ,al"r 'mmenso. IV3o da urna igreja ou convento em
-nos suas jlores. ^A imaginajao se inorte. Ja' am mez tinhs dtcorrido depois dessa Ira- CD'Oova, (ranada. Madrid e Sevilha, qut nao pos -
k ca scena, e nada o dislrahia. Concentrado era soa '":l um qoadro debe. Em l.-hrija, no convenio de
dor, nao senlia a aasencia de seus amigos. Aquelles I ,<;'r,r na <> $. Marlinho de las Cuevas, 110 de Pau-
qoe ni ma se 1 ., nse.vam por elle aperlar-lh-s a '"r, no da Porla do Co, Toledo, Valenja, Murcia.
iii3o, evil.vam, apenas o vi.m. Im dia, passanto *
por um hornera ao qual sempre e-leve ligado pela
aunzaile, parou e tstendeu-llie a u.ao. O amigo sau-
dou o liiamenle e continuoo s-u eamloho. Alonzo
soflreu om eduque qua o fez estacar no lugar. Tor-
nando a si, quiz vingar-se d nitolen'e, mas linda
desappareriJo. Irritado pela affronla qoe ac-bav de
humano, e revela
calla, porque a ualureza corneja a fal ar.
O Chnslo jaz 110 futido do tepulrio ; ora anju
vem, levanta a pedra ; apodera-se do divino marlyr
e leva-,1 ao cimo de um rochedo. Depoit de o lia-
ver as-enlado na teire, com tuas r ,1,1- suslenta-o
pelos lioml.r, s, afim de que rao caa. Com o corpo
oppresio, os brajos pendidos, o homem Deot he
um cadver ; um sopr iinmoilal, porm, se obser-
va em seu 10.lo que Ihe da'aniniajao. Em ora re-
sumo exprestivo, apenas se 1 hierva a perita duela,
entretanto qoe a esquerda, desenliada em lodo o teu
Comprmanlo, loca a Ierra. A-sim Cullocada, a'li-
ndas por ella Irtjadat, eo bellat e simples romo
amigamente, pon 111 com mais vsnlade. O tronco do
corpo, pendido para a direila, arrasla a cabeja a
Halaga, emfim por loda a p-rle eiiconlram se Ira-
Jot da seo 1 mili 11.11 talento ; e. apezar diso, n3i.
de laucondecido como Morillo, Velasqoez o Hilera.
A razilo ht fatil de de-cobrir-te ; no dcimo stimo
seeulo, a-sim er mo em nossos das, o tlenlo por si
s nao rrrava fama.
Morillo linha alm da superioridad d soa inlel-
uurer. votlou para sua casa presa de mil conjeclu- liaencia una cerla agudeza de espirito. Muilo lll.j.-
ras. N.lo-alna como explicar a conducta exliaord
liara desse iuliviilon que Si mpie Ide lia va le-le-
monhado llotjao. Entrando, nem um i cria le a-
I1011. ludo eslava tilencioso em tua casa deserta.
...peilavel, peru ide ser escrava e protegida, como o fora sua fnuiceza qu) Volluire chana a pobre val 'OM a, a
renorira de Ulaanda. Enlendo que ot tenlioresIni.ii. A Neboleta iiSo eulra pois na aero do po-ma, qusra compela dar esmola, violenl-ndo-a para re
euaeiiii, com1-grandes propiielsnos, e por pro- 1 por m domina o sempre, como que reiresi litada, rede-la. O rnela gosla de corap-rere, e as mn'ti-
pno inieres-e. rjcvem prt..r-ie mutue considera- c nlinuamenlH lerodiada pela douda ; iulloe em lodo plica ; h a fiaura de que inail u-a': 11.10 abosa Pu-
?^iJLi,Mi,nTr''', a'la'''',p!r .i" mui,u '"':.p',f,,J,"l0-"'eo S!U *" d pharUalieo a rem 5 as sota eompa.atoea, am vea do aad.senv.l-
ine impressionou o faci de que me lando oceupa- de ideal.
do ; talvez per esla raza oa sua expo-r-io, guian-
do-me pelo qoe ouvi, uleumaa iaeaciidiies daja :
. mas eu aceito as confinos do Sr. D. A. V. na toa
ver em pequeos palneit, elle as eonesnlsa, coi ten-
so veno, em mtia duzia
A timpliciilade desla acc.lo, cnin que o poela en- '--se com indica-las era um
clie seis cantos, faz piesenlir a rtque-a do detenvnl- de palavras,
V'e"t0--I l'^menoret poticos a que levo de re- | O poela icraviu o sea poema em lien.lera'yllabo
ou o conloante,
Y.r., ... m.; ...1.. ... i,-r? ''".'"" .....u.r. proms a queuvo aere- u poeta sereveu o sea poema em
dafiza, aellas me baslam para josliQear a miaba correr, (.om alieno, multiplicara se estes de pagina I tollo ; tai porem adreie que rejeil
um movimenlo de pn funda melancola. Ua of- Evilavam-o como se fosse um Paiia e qual a razo
fuscanle luz bulla por sobra o liomdro, espaige se que leris elle felo ? lma pequea gola d'agoa basl
pelo corpo 1 ellamente desenliado, e perde-se pouc para fazer trasbordar um vasu clic"io. Esle ullimo
depois no meio colorido das extremidad. U aojo golpe exasperou o arlista. Em om mceiso de taiva
sobresade no fundo negro s dir o rido roehedo balea can ana ma na misa, e fez voar um rape!
qae te v junio aa lumulo. O mensageiro de Dos. I coiddi sanente lacrado. Apanbando-o logo abiio e
lUSpeosono ares por sut aza ineo-aberlas, pa- | leu-o rapidaOMnle. Era um aviso anonvm'o cm o
rece urna vi3o phanlatliea. Seui 1 Idos exprinvndo qual 'e Ide dizia que a InqoUicflo juloa'va-o como
a de-r-speraja,) e o amor, acensara o Blerna ; mas assassino de sua mullier '. Lu Insoltu faz c.mmuver
este olliar que seinrlda pedir a vida desle corpo 111a- om hoineni ,|c tentimenlos, urna catastrophe n.l o
nimado, nao de o de um anjo. de o olliar de urna pode abalar. E.ta rarla .....na reviar3o. C-lpou-
rooinor exasperada, junio n.. cadver de su aman- te a si proprio p r nao ler ainda comprei.eni ido qual
te: debalde tees labios I 3o buscado encontrar um o moli-o ila ausencia dos amigo*. Condeca que a
sopro vital ne-si bi cea detcor.ida ; ella esta' insen- |w- paila qoe e quera fazer reradir tobre lie n3o
J a* ,"("1*- era man que am pretexto para pieudcrem-o. O pa-
t.111.1 -, un 11 in impulso de suprema dor, eleva ao I drs nada perdoavam ; nao tirli -m esquecldo o aue
ceoos.eusoldn. lacmoso. e terriv.., de repro-l.es. ,e pa-s em Sevilha. l.st-t l.ov, perseauiroe
Todas as angustias qu podem Irilor.r um Cor.cilo I 1 oren.. ra, mal serias teus ini.nigcs Inomlia-
huinano, -e obseryam neala 11 ysiesnomia. A e.-,K,a vam. Eta-lhe preciso, artes d loda evitar o San
da expre.sa,. faz leml.rar os supplicia-loi de Rivera. [ Benita, i uair loto era ti mais prudente. Al.-nzu t
cujos |menlosos gruos se ouvem, cuj.t enlranhas, u.ou pre.sa o que postula de prata e ouro Estn
te v palpitar. Lm pinino os lunrimenlus da alma, a do bem disfarjado, deiitu a casa logo que anoite
oulro os do corpo ; e tulrdaulo dianle de amhoi te | ceu ; sus viagtm airavez dos carnpoi tai muilo feliz
irado para nao ilfsprezar o claustro e tua hypocrisia,
lis-ngeava, comludn, as cansregajo-, p to qoe vis-
e que po'sui-m dsuheirn, a que rom el e fariam o
que quizetiem. Velasquez Ota CortaHe ; cometa
quslidade, anda me-mo sm talento, tornar se dia
celebre. Ribera, inda que em opposija 1, nm ludo
seetlio alaom 1 cooai o un 1 lo de E-lehan. Alm
Domingos Alves Ma*
a Itai mundo A. For-
IMPORTICA'O.
Vapor nacional S Salvador, procedente
dos portos do norte, tnarjiTriStoii o seguinle:
II saceos igoora-se; a Manoel O. Ro-
drigues.
5 caicas dito a Arkwright Tuchneu.
1 dita dito ; a Adriano i\ Castro
1 dia d-.to ; a J. Mana C. Lima
1 can ile dito ;
tbeus.
l ombiulio .dito
reir.
1 Ma dito; a Custodio M. da Silva Cui-
BatSeM'
1 encapado dito; a Almcida Comes, Al-
ves f c.
I dito dito ;aP.J, lavares;
1 roja de ferro; a Jos Goncalves Mal-
voiria
CONSULADO GERAL.
Readlraeulo do dia I a 12. 38:162,76:.
43:3825262
DIVERSAS PROVIsaAs!""
Keodimeulo do da I a 12. 1:3645T
163#313
1:529*812
dem do dia 13.
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA *EA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DA
12 tE NOVEMBnO DE 1857.
Liverpool Calera inglesa Herrniooe, Soolhall
-Mellor 4 C, 111 tacca algodao.
Llverpoolrigoe inglez Iceii, James Crablrea
a C, 500 saceos assacar mase.vado ; Juao da
Cooha Wanderley, 400 taccot asjsucar matcavado.
valparaiiuBarca inglrza Wilchof the Teignu, J.
U. da l'on-eca Jnior, 450 saceos estocar braoco.
Rio da PrataBngua hespanhol uAngel, Aranazi
i\ Hrysn, 25 pipas agurdenle.
Buenus-AvresBriguo inglz Baskhilli), Aroorim
frmaos, :t barricas atsucar branca, a raascavado.
Bueuus-Ayres Bngue inglex aZiska, Mantel Al-
vet lioerra, 400 barricat atsucar braoco.
LiiboaBrigo portuguez Relmpago, T, de A.
romeca i liihos, 90 taceos estucar ma.cavado.
LisbosBarca porlogueza ((Horlenclar), Manoel do
Nascimenlo Perera, 600 saceos atsucar rnatca-
vado.
PortoBarca portogueza Hor da Maia, Manoel
Joaquim Ramos a Silva, 100 saccot assoear aren-
co e matcavado.
RECEBtDOKIA DE RENDAS WTBRNAS CE-
RAES DE PERNAMBTCO.

Rea lmenlo do dia 1 a 12.
dem do dia 13.
11.402*18(1
471*667
11:874*147
n CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dial a 12.- 23:8225626
Idam do dia 13....... 3:074/481

2748*l 12
Wtet)z3im-* b$ &0s0
'
Navios entados no dia 13.
i ,o""', ~ "* d', br'8ae B*e,, Seaudia,
de 388 toneladas, capujo G. V. Sydon, equipa-
gem II, em laslro ; a Bailar i Oliveira. Perleo-
ee a Wisby.
dem27 di, barca nacional Amellao, de 238 lo-
nelada, captlao Jerooymo Joto Manins, eqoipa-
gem 16, carga 300 barricas com familia de trun
o mais gneros ; a Amorira Irmaos. Perlanco so
Ho de Jaoeiro.
Liverpool37 da, brigoe inglez Arena, do 200
toneladas, capiiao Win. Uulchens, eqoipagem 11,
carga tazendas e trilito para a erfrada da forro ; a
Rolhe Bidoulae. Perleace a Londres.
Harbor raca-27 diat, barca iogloaa eSpirll of Ida
limeta, de 259 tone a a, capillo I. Martin.
equipagam 13, cama 2.900 barricas com bacalhao;
aSeundere Brothers & C. Per lenco a Liverpool.
Liverpool10 diat, barca ioglezaaHindootu, de 268
toneladas, eapitao King, equip-g-m 15, caiga fa-
xennas ; a SaunJers Brolhen & C. Perlsnce a Li-
verpool.
S. Jlo de Ierra Nova28 das, hrlgue Inglez
Spray, de 2ii lonelad.t. eapitao llenrv Rnprr,
eqoipagem 13. carga 2,570 barricas eom bacalhao;
a Jamei Crablrea i C. Perteuce a Greenork.
S. MigoelJjdiit, barca americana oS. lranci.con,
de 262 tooeladei, eapitao Otney, equipagem 12,
carga pelreehos para a pesea ; ao eapitao.
Navio sabido no mesmo dis.
MaceraBrigoe inglez uGlaucus. com a menina
carga que Irouxe. Suspeudeu do lainciro.
r
!
Por ordem do governo imperial sao
convidados para alistameuto voluntarlo os
indtviluos que quizerem servir as (ileiras
do exercito, e faz se constar o segninte :
1. Os voluntarios servirSo 6 aunos
2 o Osrecrutsdosserviro 9 ennos.
;t Aos volntanos, alem do respectivo
sold, e mais meio sold de primeira praca,
se dar a grali6cacru de 3' O* rs.
*. Se os voluntario ja liverera servido no
exercito pelo tempo marcado na lei. a Rra-
liucagao ser de 400/rs.
5" Asgraiilicc,Oes serao pagas em pres-'
lacOes. srnlo a primetre da quinta tarto uo
'do .lo lista melo, e o restante em 72 pres-
taces meiisaes, correspondentes ao tempo
que Uverem le servir.
Cida le do Itectfe 7 de novembro de 1857.
-Eu Francisco Ignacio deAttyde, no im-
pedimento doescrivSo do jury o subscrevi.
Silvino Cavalcauti de Albuquerque, juiz"
de direilo interino da primeira vara, enoar-
fegado do ncrutamento das pracas do exer-
cito.
OUIru Sr. Inspector da thesouraria
provincial, em cumprimento da ordem do
Lxm Sr^ presidente da provincia, manda
lazer publico, que no dia 10 e dezembro
prximo vindoro. peranle a junta Ua fa-
zenda ua mesma thesouraria se ba de arre-
matar, a quem mais der, a laxa das barrei-
ras ua ponle do Manguinlio e da estrada da
apunua, avahadas aimualmente cada urna
om o:75* rs.
n ,ftAs ""eiiatacOes ser3o feitas por tempo de
duso. seu sceplmismo jamis foi comprehenitido pe- moie, a coul.r do I." de jaileiro de 185,
los padree de quem reinurava os actos. Esle pin- "
lnre Imliam, como se t, orna nutra arma certa pa.
ra fazerem fortuna e ohlerem gloria, enlrelanin nua
.Monto era smenle artilla a nada mait. Ubedvc n-
ilot'tnpre .i sua nalur>z>, nSojulgoa dev- mnd li-
rar a i n lep- n i nr ia de su s ideas, Em vez de aprn
der a luiguagem do mundo, em lugar de irnr como
n fooos, preferio ter livre. Soppnnha aviller-er
sodmellendo te as necettidadea ladttpeataveis aqoel'
es qu qu-r.m ser elevado eo- primeirot lug re-
Jnl.nu luflicieole ler ura genio e f-z-.r a maior om-
ina de bem pn-.iv.-l. Poder-se-dia dizer delle o
mesrr.o qoe de nm de no.soa mam illutlres roman-
rislat. fallan 'o do aulor da t'arlida do* ./> o.;,,/
da fllmtn l'erditla* ; o Sua vi '. he um bello pro-
ttelo Contra ot viciis do serulo.
Trederico Borgella.
(Rtvue Itpngnnle, purlugtUe, ele.;
MUTILADO

30 dejuuhdo 186U.
As pwaoaa que se pro|02erem a c.ta arre-
malasjilo comparceam na sala das sessOes da
moma jimia no dia cima declarado pelo
meto da ro pelentemculu h. btlitadas, com
suas propostaa em caru fechada.
K para coo.tar se raandou allixar o presen- '
lo e p-iblic-r telo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do
Pernambuco 10 de tiov.s. bro de 1857. O se-
cretario, a. K. da AiinunetacUo.
O l)r. Alvaro Uarballio Lchoa Cavalcanti,
juiz. privativo dos fettos da fazeiila desta
provincia, por S M, imperial ele
lavo saber aos qne o presente virers, que
leudo sido declarado vago por decreto de 12
de outubro prximo -ssado, o olcio de
ILEGIVEL



V
r.
escrivAo is |V lis i fazen la nacional d's-
ta provincia com clausula, d quem for
nomeado irestar a Pairo Jos Carioso a
terija parte do 'enlimento do mesmo olli-
cio, 8.1o considados os pretend-ntes a-
presen'rem os seus requeriment >s docu-
mentados na frma do decreto ti. 817 1e 30
de agesto d 1851, no .razo de 60 lias con-
tados la data deste ; e para constar man-
de passar o presente, que sera allixado no
lugar do costume, e publicado pela iiu-
prensa.
Da lo e passado tiesta drade do Recite,
aos II de novembro de 1857. Eu Manoel
l'olycarpo Moreira de Azevedo, escrivSo in-
terino o escrevi.
Alvaro Rarbalbo Uchoa Cavalcantl.
O llloi. Sr. inspector da thesouraria
provincial, em cumprimento da resulucao
da junta da fazenda, manda fazer publico
que no dia 26 do corrente vai novamente a
Praga, para ser arrematado, a quem por me-
nos lizer os reseros do quartel da villa do
Cabo, avahado? em 1:2 OaOO.
L para constar se mandou aflixar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial da
Pernambuco 12 do novembro de 1857. O se-
cretario,
Antonio Ferreira da Annunciagao.

aageiroa, irata-sa rom <>> consignatarios
Alit/Mi') ii '* fcVMfiaQDl !*,
'

V
Baile popular
DE
Mascaras e pliantasia.
NO
PALACETE DA RUA DA PR\lA.
Domingo 15 do novembro.
A D"di.lo ae varios amadores, llavera bai-|
le ueste da, os carlS d ingresso esfsrSo
a venda no lugar do costuran na dia do di-
verlimento, que deve terminar as 2 horas ;
os seuhores que asslgnaram para o divcrli-
mento particular, podem nesle dia procu-
rar os scus carldes em poder do Sr. mestro
sala.
Karroca A Ost o, na rua da Cadeia uo Keci-
fe n. *, ou com o oapilSo na praga.
Gear
O patacho Santa Cruz, cstVitio Jos Victo-
rino '1 s Naves, recebe carga o pa-sagcros :
a tratar com Cae ano Cyriaeo da
rua da Cadeia do Recifa" u. 2.
Lotei
I)A
Orcleni terccira
do Carino.
rao itio
aneiro
('.. M.| na
de
-.
COKREtO GEIUL.
0 vapor S Silva lor traosferioa sua sabida
para os portos do su I, para hoje (1*), e rece-
be as malas as 9 turas do dia etn ponto.
As malas qo lem de conduiir o vapor coftelro
lloaras*' para os por(i>9 do norte, serio fechadas
hoje as II horas do din.
De ordem do ExnvSr. director interi-
no conselheiro Dr. Pedro Autran da Malla
Albuquerqne. fago publico que fica marcado
o prazo de 6 mezes conta los do da de hoj-i
para a inscripejao dos que preten.lerum con-
correr ao lugar vago da lente substituto da
faoldalo de diretlo do Recite. Pelo que
lodosos pretendentes ao diio lugar se poda-
ro apresentar des le ja na secretaria desti
faeul lade para inscravercm seas nomes no
livro competente ; o que Ibes he pennitido
lzer por procurador se ostiverom a mais do
'20 leguas desta cidade ou nSopolereti por
justo impedimenta Silo ob gados porem a
apresenlar documento que mostrera sua
queHidade de cidadSi brasilniro, e de que
estSo no gozo de seus direitos civis e poli-
ticos, certido de ba tismo, folha corrida
do lugar d-> seus domicilios e diploma de
doutor por urna das facilidades de lireilo
do imperio ou publica forma deste, justifi-
cando a impossibilda le da ao'csentatjSo dt>
original, c na mesma occasio po ierSo en-
tregar quaesquer documentos, que jilgue; -.
convenientes ou como titulo de babililagao
ou co no prova de servidos prestados ao
estado, a bumanidade ou a sciencia dos
quaes se Ibes dar recibo ; tudo de confor-
mi 1a le c im os arts 36 e .'17 do dec eto n.
1385 de 28 de abril de 185* e 111 e s-guintes
de n 1568 de 2* de fevereio le 1855
E para qu cheg te ao conbecimento de
todas mandou o mesmo Esm Sr a lunar o
presente que sar publicado pelas follias
desta cidade o da norte.
Secretaria da f'.cuida Je de direito do Re-
cite Ig d malo do 1857. O s crctario inte-
nno Manoel Antonio dos l'assos e Silva J-
nior.
A, administrarlo do Correio engaja 2
borneas bons camioheiros para o servido da
mesma administracSo.
Pela delegicia do segundo districto do
Recite l'oram apprehendi jos dous cavallos
furtados : s-us dimos com^arecam munidos
de documentos Icgars, que loesarSo entre-
gues. D I. gacia do segundo districto do Re-
cite 8 de uovemb'o Ae 18>7.--o delegado,
Joao Francisco Xavier Paes Brralo.
Gabinete ptico
ATERRO Di B04-V1STA
I. 4.
0 director deste saldo participa a seus
Ilustres protectores, que esta semana a-
presentar urna agradavel expsito de vis-
tas novas.
1 Sebastopol bombardeando-se tanto por
mar, como por trra.
2 a A gran le batalha heroica de Bala-
clava, os Alliados e IIussos.
3 Combate e destruyo em Nabarrin en-
tre as esquadras Alijadas, e as esquadras
Russas.
*'A sanguinolenta batalha da torre Ma-
meiSo-Verde.
5.a A sanguinolenta batalha de Inker-
mau.
6. Valor e firmeza de Cuilberme Tell.
7.* Gesler recusa a Guilnerme Tcll a li-
berdade que elle bavia prometti lo.
8. Guiliie.me Tell foge de seus presegui-
dores.
9. Guilberme Tcll mata ao Tyranno c sal-
ta a Suissa.
10. Vista da Ampliur em Franca.
II" vista do Ferrol Da Caliza, Hespanha.
IV Vista da Coruoia na Caliza, Hespa-
nha. V
13.* Tanque e pal-co da Rainha de Hes-
panha no real sitio da G aga.
14." Igreja de Nossa Senhora de Pars, c
seus arredores.
15. Vista de ayona em Franca.
2 vistas a pedido do respeitavel publico
16 Vista de Santo Antonio em Pemam-
buco.
17.a Jardim e palacio de Versalhos.
18." INapoleSo I, botaudo oculo em frente
da Cethelral deMilao em Italia.
O silSo estar- aberto das 7 al as 10 da
noite. Entrada 500 reis.
Segn por estes das o bem conhecido bri-
gue tucional almirante, de primetra mar-
cha ; t^ o prompto quasi lo lo o carreg"nen-
lo, e SO recebe carga miuda c passageiros :
quem nelle quizer carrega-r ou ir de passa-
gein, entenda-se com os consignatarios Fer-
nandos \ Ftlhos, na rua da Cadeia do Recite.
Araeatv.
y
Na presente semana segu o cter Tuba-
rao ; para o rosto da carga, trata-se com
tutano Cyriaeo da C. M., na rua da Cadeia
do Recite n. 2
Segunda
COM PAN HIA
tle na veo-a cao a vapor
Ha ni burgo brasiieira.
Espera-se de Soulhamplnn al o rija 1,"> e prova-
velinenl* no da 12. o vap(.r I. n.l m :n> / Teuto-
nia, e depnrs da demora do colurrje sfizuira' para
a U-lna Rij de Janein>; qaalquer inloiinaranconi
os ajenies N. O. Bieber T C.,na rua da Cruz'n. i.
Aracaty.
Segu com breyidade o hiate Correio do
Nortea ; par* carga e passagpiros, trata-s*
com Caetano Cyriaeo da C. M na rua da
Cadeia do Recite n. 2. "
tD0*>8 w ftifttwft,
COMPANHIA DE SEGUROS MARTIMOS
TERRESTRES.
DO
IMP AIO DO BRASIL.
Kstabelecidu no lliu de Janeiro.
CAPITAL 10.000.000:000
Ageicia rua da Cruz n. 15, eseriptotioda
viuva Amoritn & Fillio.
Aos Sis. negociantes, proprietarios de
casas etc., etc., se oferecu na agencia da
dita companhia nestu cidade, a realitacao
de seguios por premios e condicroes mui-
lu mdicas e razoaveis. Na mesma agen-
cia lambem se efiectuam seguros tanto
para o norte como para o sul do imperio,
nos vapores costeiros e vasos devela. A
companliia garante a prompta indemni-
sacao da importancia de (malquer mi-
nistros.
Nao tendo Miguel Augusto do Lago
justicie ido a posse do escravo Antonio, na-
580 Congo, idade 35 a 40. unos, como ha-
vla requerido a esta administrarlo em 12 de
Janeiro do corrente anno, cujo escravo a-
cqa-so recnlhiJo ao deposito geral como
bem de eoento. O administra lor inlerino
do consulado provincial faz publico, que o
mencionado escravo dever ser arrematado
no da 16 do corrpnte mez, visto em dala de
12 de novembro do nno prximo passado
ter-se chama lo por 60 das a pessoa que ao
dito escravo tivesse direito, como determina
o art. 3 do regulamenlo de 17 dejulhode
1852. Mesa do consulado provincial II de
novemiru de I8S7. Pelo administrador,
fbeoJoro Machado Freir Pereira da Silva.
Para o Porlo segu com a maior brevi-
dade a barca portngucza Santa Cruz, para
car^a e passageiros trata-seco os consig-
natarios Thoinaz de Aquino Fouseca o; l-'ilbo
na ruado Vigario n. 19, primeio andar.
Para o itio
de Janeiro
Segu em poneos dias o brigue nacio-
nal Firma, por ter parte de se.i carregn-
mento prompto, para o resto da mesma e
passapeiros para osquaei tem e\ccllentes
commiulos : trata-se com os consignata-
rios Novaes n. 34.
Para o Porto segu com muita,brev-
dadeo brigue Esperance ; para carga e pas-
PAR (I RIO
DE
BRIGUE DlMAU'.
Vai seguir com toda brevidade o brigue
nacional liamSo, bem conhecido pela brevl-
dade de suas viagens, e i-!is-lica !o o pii-
meiro na carreira para aquello porto : quom
nelle quizer ca regar ou ir de passagorn. en-
tenla-se com os consignatarios Fernandes
& Filhos, rua da Cadeia co Recite.
/fio (fraude do
provincia.
parte da primeira lotera de
Papacara.
Nos feliz.es bilhetes rubricados pelo
abaixo assignado, lorain vendidas as se-
guintes soi tes, da lotera cima notada :
Nms. 28S1 5:000$1 incio.
2131 l:500i dito.
12(10 -.!.sbilhele.
i- 200.S1 meio.
557 100.VI dito.
U54 50.S I dito.
2815 50$I dito.
1897 5,sbilliele.
V35 20s1 meio.
1955 20.S'1 dito.
299 201 dito.
(t 20,s1 dito.
757 20$1 dito.
Ji8 20.|>'1 dito.
A garanta dosoitopor cento lie paga
no escriptorio da rua lo Collegion. 21.
Por ordem do Sr. juiz da ii mandad
do Santissimo Sacramento d.i matriz, da
Boa-Vista, convido a lodosos irmaos desta
irmandade. para (pie compareram no dia
I 5 do correnle, as 2 e meia horas da tar-
de, no consistorio da mesma irmandade,
para, reunidos em eorporacSo, acompa-
nliarem a prbeissao de Corpus-Cliristi,
que tem de sabir da matriz de Sanio An-
tonio, no dia 15 do corrente. Consisto-
rio, 11 de novembro de 1857.Joaoliar-
lliolomeu Gonoalves da Silva, escrivao.
J. J. Silvcira A:C, estabelecidos com
casa de cambio na rua da Cad-aiado Reci-
te n. oi, declralo que nunca compraran!
nem vendern: dinheiro miudo.
Aluga-se utna negra que co/.inba e
compra : quem pretender dirija-se ao
aten O da Boa-Vista n. 55, terceiro andar.
Lotera
DO
Osecrctaiio da venaravel ordem terceira
de N. S do Cirmo deate ci-lade, em nomo
I da mesa regedora, convida a tu los os caris-
simos irmSos da mesrra ord-m a campare
cereal no dia 15 do convine, s 2 huras da
tarde, na igrrja da fiicsma or.Iein, vestidos
com SBUS hbitos, am de enrorporados a-.
companharem a solene procisaSo de Corpus!sempedida,
c;hnst, Batisfazendo desta mtneira ncon- l'"l'"-',r,is i
vile do lism Diocesano. Antonio Pereira I1
de Oliveira Ramos, secretario.
-
a ga i para 1 ilt-iro
ou <..)<> de po c.i I milia, ama mulata
mu i tu to j engom na 'eir, costureira e cozi-
nheira, por pn-ci rn/oivel: qu>- a preten-
der, di ija-.-e eos Allliclos, Casa cii-zenta,
fronteira a igreja, que achira com qu'ai
tr lar.
Precsa-se fle urna piel', prcf re-se es-
crava. para cozohar e comprar para urna
Casa i'.o pejueiiH familia, paga st bem e le-
ra liiui trato : quem quizar, linji-sea pra-
r;a.da 111 lependencia na. -j3 : J
Precisa-se da urna pessoa capaz e de-
s-.m familia, para o servido 0-
isa di un boni'mi solteiro sem
Qtll'lJOS
Ven lem-ae q .Hij'is dos mais novos qoc ha
no iii.'rciioa -z^oi'O na rua Diieita n 8.
- Comjra-s? u:na arm*;"io le louro quo
esl 'ja em bo 1 esta la, que tenlia si lo d.' I"ja
de iniadezasou de ferragans 01 mesmo de
taberna : na rua Direita n. 53. al as 9 horas
da manhSa.
- Pe limos ao eximio artista, eoiprcza-
riodothealro de Santa Isabel, que lee
scena & rey-li^ao tu drama o llomem da
Mascara Negra ; pois m>iiio desojamos
ain la urra voz apreciar o seu mrito na par-
le do conde Alvaro, na qual voando de

i
i
MUSGO ISLNDICO. 8
ados rua do Catuca, a Ira
' tur com Joao, ltespanhol, ou annuncie sua pro ligio em prodig a par da S-a Ma-
tAfttt-tt^^tt^^-^ &^ mor d0 para s"r Procurad'- "ocl*e l>int0'QaUa dei" desei"80S
5*i5*-S 5*'?*>> *>^i*-VWw i' -cisa-so do um homcm forro para Germanistas.
| CHOCLA ItAMAKO @ feitor de um pequeo sitio dentro da praca.; PEDIDO OLE NAO' OITENDE.
DE za se lor casado e sua mulher s quizer prestar! ogamos ao disiincto artista, em^rezario
' ; a ser cra-Ja da familia, moradora no mesmo do luealro do Santa Isabel, que na repelido
, silio meihor sera : quem e-diver em taes c'- do drama -a Graca de Dos cncarregue ao
() cumslancias, dirija-se a prarja da Boa-Vista Sr Cinto a parle de l.ouslalot, pois sondo
TlirSOUliO DO I'F.ITO. aa I n. 2, sbralo que faz esquina para a rua do j esta parle de entro, e sen lo este senhor o
W. IIospicio, que achar com quem tratar. meihor que nesse genero por aqui temos
Preparado por Mr. J. G. C. v) Quem se julgar dono de urna ovelha,: visto, he de pres .mir quo Ine do verdadeiro
As afleics do peito olferfcem to- fgi'que no da I () do correnle enlrou na casa n. deseuijcnho ; descuidnos o Sr. Germano,
das um sym,-loma geral, e constan- 2? 7da rui do Hangal, apparec^ 1" Iho ser se o nosso pedido nao est em harmona
le. A tosse, osla doenca 13o com- w entregue, lando os signaes certos, pagando com o seu pensar, pois crea que nao he
mum quando descuida ta, to graves Qs) o importe do annuncio e despeza que tenha nosso proposito crer-lne eraba raijo, ou of-
i v (*_.a_ i IaiiiIup .. *(! t n l n f ni ii iiia' I i narl i
sao suas consequencias quanlo pa-
OL
f
m
rece ligeira em seu piiucipio, 13o ,%
matadora por si s como todas as au- V/
tras docncas que consomem a es^e- fcj)
. ce humana, i So tuina para comba- a
*z te-la e destrui-la e destru-la um w
$$) medicamento especial e nica. To- ^)
/a Jas as pssulhes e charopes que tem jk
s apparecido al hoj, tem sido impo- 22
*@ tentes. W
^V| -Nao tem acontecido isto com o (Q
-n Chocolate de Musgo preparado S
^ por J-c (- s
O princitiio que forma a sua base ^)
principal otfcrec9 propredades n- MS
cnniestav-'is, e reconhecidas depois ^
de um lempo, eningueni ignoraos
fciio. | fender a quem tenha feito aquella parte.
Eustaquio Zeferino da Silva Braga de- Somos seus admiradora* e muilo sffoiQoa-
clara que despedi.i-se da casa dos Srs Davis dos, p.jrt nto ja v que s desejamos contri-
, :. desde o da 1-2 do correle, e agradece buir para que a sua glora seja completa
i
I aos mesmos senhores o bom tratameuto que
Irecebeu durante 3annos e 6 mezes que fo
| suu caixeiro.
J >hn scott retira-se para laglsterra.
tls Srs Joao Erancisco de Jess Gue-
dcs, Thiago da Cosa Estrella. Joao Luiz da
i Silva Le a, lente Francisco de Caula Ko-
| irigues, teem caros vindas de Goianna, na
livraria da praga da Independencia ns 608
Na rua do Brum, armazem de S vra-
ujo, ha para vender jarros proprios para si-
tio, estampados, de diversas coies, de urna
nova fabrica de Lisboa, por preco commoi >
felizes resultados da sua applicacSo ftj)! para acabar, urna ion;ao de diarios velhos
em todas as pbleuoiasias agudas, ou Aft i propro para rctinaqUo, juma prensa de co-
Coegio dos or-
pliaos
Segu viagem o bem conhecido patacho
Bom J.-sus, capitai) Jo3o Concalves liis, ro-
cebe carga : a tratar enm Gaplano Cyriaeo
da C. II., na rua da Cadeia do Itecil'e n. -2.
"ira.
O patacho Santa Cruz, capito Jos Victo-
rino das Neves, para o resto da oarga e pas-
sageiros, a tratar com Caclano Cyriaeo da
C. !., na rua da Cadoia do Kecife n.2
O abaiio ansieiiadu tem eiposto i venda os sena
milito felizes t>ilteles e meiua da tiltima par* da
primeira e piimeira parle da sfaunda lulerla cima,
us quaes nilu estao ujeitus ao ilearniitu dos oilo por
cenia da lei : na prafa da Independuiria DI, V e 37
a 3H, c na rua da Ca 'eia do Kecife n. .
O mesmo vended os srcointes preinius da segunda
parte da primeira lotera de Papacac,*,

1 oieio I humero 4 20?000
1 dilo 2272 50/
1 dito a 2813 50-3
1 bilheto a 2005 203
AVISO AO COMERCIO DESTA CIDADE.
lABELLA <|ue Qxa o t'reteda alvareogas, lanchas, canoas e volumes.
Por Salusliano de Aquino Kerreira,
Jos Fortunato dos Santus Porto.
Aluga-se para servido de casa ou de
rua, urna ptima ecrava ; quem a preten-
der, dinja-se a rua do Crespo, luja de Adria-
no & Castro.
Tra-passa-se a chave de ama casa r-ita ua rua
do Hospicio, rpscem acabada de pintar, com agaa
denlio, quintal, e (lcenle cunimodo para fami-
lia, com consenliiiiento do proprielario, sendo o
alugoel IU9OOO men.ai. Na mesma se venda urna
molo Lia nuva com dous me/es de uso, e todos n
mais Irasles, por seu dono se retirar no prximo va-
por que senuir paia o sul. A quem couvier, procu-
re o capilao Carvalho 110 quarlel do Hospicio, ou 11a
dila casa, pouco mais adianle, a direita, se&onoa
rotula, O annui'ciaiile apro\eita a ocrasiao para
'lerlarar, que, se akuem por ventura se jolgil seu
crtdor, apresente-se 110 lucar cima para ser paso.
* Precisa-se de um padre para capellOo
de um engeuho na comarca do Rumio, e que
se encariegue do ensina de 4 meninos, nao
sa duvida ar-se-lhe um ordenado vantajo-
so, e o tralamento preciso, nlem do outras
vantagens, que ofTerece o lugar lucrativo,
alem do ajuste; a fallar na rua do Rangel
n. 48, por cima do deposito.
WJ chronicas, do pulQiao, alecrjoesdo
&) peitu, phtysieas, dtflusos, tosses B
fej ele para dar tom ao estomogOj a- n
_v bri vontalo de comer, conservar aa ^
vO geigivaseobomlito.tiiataraslom- w
q) brigas, c principalmente as crian- ()
rf 'oma-so puro mascando-o, o po- T?
B de-se lomar lambem combinadocm ($)
iA agua como ouiru qoalquer chocla- (A,
^. lo,, e com lei le, lomando-ae urna S
w das doses marcadas eii umacbaviua W
dos ditos lquidos, ou mais de urna. )
confor e a gravidade da doenija. A
Vende-se no deposito n. 6, oa rua jff
'& "le 8 Francisco. V-1
Permuta-se por arrendameuto um so
brado de um andar, feito a moderna, com
comino los para familia, na rua de Hurlas,
cum quintal, arvuredos, e porlao para a rua
'lo Caldeireiro, por outro sobrado de dous
andares ou mesmo do um segundo andar,
com co/inha em cima, que tetilla comraodos
para grande familia, nao se olha ao prerjo
deste, sendo as fieguezias de Sanio Anto-
nio ou S. Jos: quem quizer, dnja-se a rua
la Cadeia Velba n. 59, primero an lar.
Da-se 800aajuro, com bypotncca em
predios ; da-so iamb*m em pequeas quan-
lias, com seguranza em ouro ou prata : na
rua do Livramenlo n. 11, segundo andar.
RATIF1C\C\0 DE PRO I E I OS
I). Bardara Mna da Silva Seixas, vendo
que os aiiiiuucios insertos no Diario n. 238
Je 10 de novembro do corrente anno, em
que os administradores da massa irrita e
nullameote dec irada fallida do seu esposo
Nuno Hara de Seixas, p'etendi-m arrema-
tar os preilios oto etc perlencentes a mes-
ma massa : declara solemnemente, que nao
so por si pelos inconcussos direilos que tm,
mas como procuradora do seu referido ma-
rido, ratifica os protestos a respeito osara
dos nos Diarios ns. 191 a 198, de agosto : ns.
213a 215 de 9 a 1-2 de setembro : ns. 261 a
2(8 de 14 de novembro e seguimos, e 279 de
26 do referido n,ez, tudo no anno de 1856
prximo passado ; bem como aquelle pro-
testo judicial do seu espaso de 2 de jnlbo
de 1851, quando se deu a abertura da mons-
truosa fallencia, e linalmeule, protesto ju-
dicial da ahaixo assignada, intimado aos
ai rebtanles ros predios ja licita los em 14
e 26 de novembro prximo passado, e o
qual ha ae tamben fazer intimar aos futu-
ros arrematantes, ou no acto ou posterior-
mente, a lim de todos ficarem certos, quo
do poder dos mesmos, ou successores se
hilo de reivindicar pelos meios judiciaes.
Declara, que o processo da fallencia sendo
uullo de pleno direito desde sua iniciac,o,
como os mais abalisados jurisconsultos do
imperio bao declarado, oppurtunamente ha
piar cartas, urna bur a Je ferro.
Lancha.
Madeita
Plvora
Tonelada
.Vi U.iii|.o uod lonei.ilrt ue car vito i-V'0.
Na descarga um servante IliOUO, na carga 2"*000.
As cinlMrcno>s s pi.lvrao estar carreg.da 21 horas, Ondas ellas vruccrao o fr*te respectivo.
Culada do Kecife em o primero da novemhro.de 1857.Jote Antonio de Araiiio, Manoel Culi
dio Peuoio Soares.HerdeirosdeNoberto J.J. Guedes.Mano.1 Jos "
D^nt-s.
\mt.
'THjEMIR
DE
SANTAISABEL
2. RECITA 1U ASSIGXATliU
BA
EMPREZAGERMANO.
rrr (Taparea
SAIIHAHO, 14 DB NOVEMBRO.
Espectnrnlo variado Ijricu-di'aiunlico.
Ten io cliega lo no vapor nS. Salvador o Sr. (jio-
vani Rergsraosclii, harylooo da rmpanlos lyrica do
lliealru do MaranliAo, a emprezario o conlratoo para
inlerv.lhr a comp-nhia dramtica com algumas pe-
tas da msica, 0m de meihor salistater aos .enho-
res aisunanlai e ao publico, qoem deseja em ludo
agradar.
Ilepois da symptionia do coslume, subir' a' setoa a
nova e imen-Maole comedia em um acto, orna-
da de couplets :
III1 LU DE FEL
lomam parte m Srs. Germano, D. Maooella, San-
ia Rosa, Combia e D. Menar.
Logo qui termine, o Sr. Brrgamaichi cantara' a e>-
eellenlt aria d opera
do maestro Vcrdi.
Em itgulda a Sri. D.Carmella e o S'. Rij mundo
caularjo o duelo da opera
COLMELLA
tltpoii lera' lu comedia cm 2 actos, ornada da rausiea :
m nikoN
ADAso'e E7A.
PROVINCIA-
O Sr. tlicsourciro das loteras manda
fazer publico, (|iie estSo expostos a ven-
ment terreo da
Po intervino do prima;ro ao segundo aclo, o Sr.
Uergamatchi cantara' a cavatina di opera
COBRADO DE ALTAMURA.
I erniiiiara' o espectculo com o ultimo acto da
comedia.
Principiara as 8 horas.
Us liillieles scham-se i venda ao ascriptoiio do
tliealro.
Leilao
DE
Predios.
Scgfiinda-feira, IG do cor*
reote, as KO horas da
man h 3.a.
O agente Borja, em presenga do Exm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio, e de ordem
do mesmo, requisic^o dos administradores
da massa fallida de uo Mara de Seixas,
fara leilSodos prodios abaixo mencionados,
pertencentes a refeida massa. a saber :
Um sobrado na rua do Amorlm n. 15
Um dito de 3 andares na rua do Viga-
rio n. 13.
Urna casa terrea na travessa do Dique,
vulgo Mansc n 26.
Um silio na estrada de Sanl'Anna .Cha-
cn), com grande casa de vivenda, murado
na frente, jardim e arvoredos fructferos,
etc.
Um dito na Cas,-a Forte, com boa casa de
viven la, .nzala, cocheira, aivoreos, etc.
Um dito no mesmo logar annexo cornos
mesmos commodos, e>c.
Um terreno uo dito lugar de Casa Forte.
Tres casas de lijlo cora r,-partimento de
laipa no mesmo lug-r.
Tres ditas de taipa tambera no mesmo lu-
gar de Casa Forte.
Us retendeu les que quizerem com ante-
cipafo examinar os su> radilos pre ios, po-
den) o fazer ; e bem assim os ttulos dos
mesmos, ou alguma imlo magno a res cito.
dirigindo-se ao armazem do agente aunuu-
cianle, na rua do Collegio n. 15, aun le lerS
lugar o leilao.
LEILO
monstro.
[SEM LIMITE.]
O agente l!or, bti seu a^mizem na rua
do Collegio n. 15, far leiLlo de urna grande
porgao de otijeclos de dilfercnles <|u lilla les
bem co i o pianos de mesa, mubilias de ja-
lear n l e de amarello, sophas, consolos,
icdcir-s, marquezas, mesas, guard -Iouqis,
mes i elstica, aparadO'es, lavatorios, ele .
avulsos, candelabros e lanternas de vld-o,
vasos de porcelana e de crystaes e mu i I os
ei'feit s diversos para s-U, ptimos can
dieifOS nglezes do differentes modelus. lou-1 duela : na r.a Imperial rj, 53.
q e vi Iros para servido de mesa, obras de i'iecisa-so de urna I
ouro e prata, relogios de algibeira, patente
inglez, suisso e hunsontsl, ditos de parede
i n cima de mesa, c urna porqilo de livros de
direito eoutros muitos ai tigos etc que ae
acham patentes no referido armazem, ruja
; denominagiio fora desnecessaria : quarla-
leia 18 do eoneule as 10 hopas da manba.
Augusto C. de Ahreu i far leililo, por
intervencSo do agente t)ivira, de um per
feito sorlim-nlo de fazenjas inglezas, as
mais pro,iras do mercado, e de alguma fa-
zanda avariada : segn ta-feira 16 do cr-
reme, as 9 ho-as da manb3i, no seu arma-
zem, rua da i. dcia.
Precisarse de um criado com todas
asqualidades precisas, ;)rc(eic-su estran
geiro: tiesta typograpliial
Os abaixo asslgnaaos, com loja de ourives
na rua do Cabug n. 11, confronte ao pateo
da matriz e rua Nova, fa > publico, que
estSo recebendo continuadamente as mais
novas obras de euro, tanto para senhor*
como para domea e meninos : os presos
conlinuam razoaveis, e passam-se cocas
com responsabilidade, especificando a qua-
lidade do ouro de 1i ou 18 quilates. Picando
assim sujeitosos mesmos porqualqucr du-
vida. Serabim \ Irma o.
Precisa-se de urna ama para o serv'150
interno de un a casa de ponca familia: na
rua do Encantamento c. 13, taberna.
Tliomaz de Paria, sacca sobre a
praca do Porto ipiantias parjaveis.i vista
e a [ita/.o, ao camino que se conven-
cional': no sen escriptorio rua
chen. V.
de ser intimada a achilo rescisoria, nao pres-
i'ni'iimlo a sujramencionada de recorrer ao
poder legislativo, como ja o fez desde junho
de 185?, Recil'o 10 d novembro de 1857.
Aluga-se al o fim de Janeiro de 1858
urna casa em Apipucos, no alio, ao p da
mangueira, perlencente ao Sr. tenente-coro-
nel SebastiSo Lopes (uimares : a tratar no
largo do Corpo Sanio n. 6, escriptorio.
Aluga-se para se passar a fesla urna
casa bastante fresca no lugar do Poco da l'.i-
pi'lia : ,1 tratar na rua da Cadeia, cocheira
do Sr. Abreo.
O abaixo assignado laz scienle ao pu-
blico, e em paiticularao corpo do conimer
ci, que cumpron o deposito de massss, sito
na rua Direita, perlencente ao Sr. Pedro
Martyr de Sou/.a, livro e lesemharaca lo de
(ualquer divida pelo mesmo contrahido. O
len
2*. das 9horas
bi I tictes e meios
prudeira e primeira
egio
> de
1 11 no da 21
or-
do
'la, lodos os das, no pav
casa da rua da Aurora 11
da manhaa as 8 da noit
da iillima paite da
da segundi lotera do
pilaos, cujas rodas anda
novembro.
Thesouraria das loteri s
Ino de 1857.O escrivi
Ciuz.
Precisa se de om cojzinheiro epaga-se
bem agradan lo. assim como urna ama de
leile : a t'atar no Hospicir Junto ao quartel,
casa do dse 1 barita Jor M ndes da Cunha
Di
11 de novcin-
Josii Alaria da
ngommadeira q e
regu timbera da
ii .Nova, sobrado n.
signado que o Sr.
Precisa-se de u
seja perita e que se enea
Nvagetn da rou.a : na ru
23, segundo andar.
Advertei cia.
Constando ao abaixo
Manoel Vicente Costa Pe lira uuerece a ven-
la ou pretende ven ler,urna prnpriedade
aniiaxa ao engaito S. Joi o da fiegoezia de
Seriohaem, previne ao r ispeitavel publico
que niiigueni comrat^ negocio de naiuieza
alguma. por quanlo le -. Pila d ser redo-
mada Judicialmenti'.para o qce ja existe um
a Ivoga lo pig ha '2 mezef, o qu i se simia
nao deu piinciiiio.iic porgue se acba envol-
vido na direccao i" certa macliiiia.
Francisco Sarafico de kasis Vasconcellos.
Precisa-so de um pe |iienn para cai-
xeir 1, mas que de conhccmento de sua con-
S nao he preci-
so o laminador
Chegou o desejado cobro o latio, da gros- !
sura de papel, para ohjertos de cunhar. su-
periores diamantes de cortar vdros, rea de !
moldar, cadinhos de todos os tamanhos,'
zinco em folhas, latao e cobro de todas as
grossuras, bombas de jap com os seus com-
pclenles cannos de chumbo : na loja da
rua Nova n. 38, defronlo da CoocecSo.
?Uenco
o
\a grande r-ibrica de ta"
mancos di rua Direil>
esquina que vira para
Conlintia a ter um grande c completo
sortimento de taoancos de todas asqua-
lidades para grandes porcSes e a relalho
por prci'os mullo em conta, os Sis. com-
merciantes de lora podem mandar seus
portadores a mesma fabrica |ue mesmo
sem a sua preseuca se arante es bous
sortimenlos como se ves*em.
genea e
ollia
do Irapi-1 cstabelccitiento cometa a gyrar sob a firma
I do abaixo assignado. Recite 13 de novem-
bro do 185". Antonio Correia Comes de
Almeida.
Lotera
cor-
passnporte e
i ti t
Clauino do llego Lima, despachante
pela reparlicSo da polica tira passaportes
para dentro e lora do imperio por com-
modo preco e presteza : na rua da Praia
primero andar n. 43.
DA
Provincia.
Us abaixo assignadoa,venderam os segun-
les premios da lotera de Papaches, e tem
expostos a venda os seus bilhcli-s e meios da
lotera dos orpbaos, no aterro da Boa-Vista,
loja n. 56.
NOS. 2131 1:50031 meio.
537 10l5 I dito.
2272 505 1 dito.
77* 20? 1 dito.
De 100? para cima a dinheiro, pelos se-
guinles presos, sendo os bilboles garan-
tidos :
Bilheto 5*500 recebe 5:000?
Meios 23750 2:500?
Silva Guimaries & c.
RMANU1AUB DO SS. BACR4UBRTO l).V FRE-
GUBZLA HE S. AMOM U RBCIFE.
Ten 10 de sabir de nossa igr--ja matriz, na
tarde n Corpus Chrlsli, pela pa.lcipar;3oeccnvile fei-
to a mi'sma rman la le por S. Exe. I'.nna de
ordem da mesa sao convi lados todos os nos-
sos irmaos a compaiecerem em o nosso
O abaixo as-ignado tendo-se despe-
dido liarmoniosamente da casa do lllm. Sr
Tiburcio Valeriano Baptista em 20 de ou-
tnbro prximo passado, onde esteve 4 an-
uos c 3 mezes, agrad-cn ingeuuamente o
bom tralarnento que sempre Ihe den, e a
confianga quo Ihe depositou ; assim pois
despedindo-so tilo salisfeito, pede ao mesmo
senhor suas d>"teriiina<;i}es e.n qualquer
tempo. Ilecife 13 de novembro da 1857.
Francisco da Rocha Passos Lina.
Aluga-se pelo tempo da 1'es.ta, o por
anno una boa casi terrea no lugtr do Poqo
da Panella, defronlo do sitio do Sr Joao Ma
tneus, muilo fresca, e com comino los suf-
licentes para um- familia : os iretenden-
tes dirijam-se a mesma casa, ou a Joaj Ig-
nacio do Reg, para alogar
O annuncio publicado no Diario do 1-2
do Currante, nHo se entente com o Sr. Theo-
doio Jos Ta vares, c sim con Theoro Jos
Tarares.
Precisa-se alugar um pre'.o osra o ser-
vido de campo : na rua dos Martyr ios, ta-
berna n 3*>t
- Precisase para casa de pouca faTilii
deumaaina forra ou ca.diva, que saiha c j-
zinliar o diario; paga-se bem: na ruada
Gloria n. 4-4.
Oleo de linhaga.
Vende-se oleo de lindaba : no escriptorio
de Eduardo II. Wyaltt, rua do Trapicho Novo
n 18.
Vende-so urna bonita mulata, idade
22 anuos, pouco m lis ou menos : ni rua do
Cabula n. 3, segn lo o lar.
3s50c.,%cao Ei){JO0tT(V|]htc jJcrtiiiuihucAit.i.
De orden do Sr. vice-presidr-nte, pa'ticipo
aos membros do consolho-iirector, quo .lo
minino T5,asf>(|2 horas da maana,ten
lugar a sessSo ordinaria daste mez, que de>
xou de ter iug-ir no I. de CQ.-rcnte por falla
de numero leal.
A. A. l'crreira Lima,
1." secretario.
Francisco Solano da Cruz Ribeiro da
melado do premio quo sabir por sorte no
billiete inteiro n. 2073 da prxima lotera
da provincia que est a correr, para as obras
ou festa que mais p oxima se lizer a _\ S
das Dores do Pilar de liamarac,
Precisa s- de um caixeiro com pratica
de taberna : na rua da Sanzala Nova n 22.
Daguerrcotypo.
No aterro da Boa-Vista n. 4, t?rceiro an-
dar, continuase a tirar retratos pelo novo
syslcma norte-americano. A |perf^ic;1o dos
retratos sahidos desse estabelecimenlo be
asss conhecida do publico desta capital
O abaixo assignado agradece cordial-
mente a to ls as pessoss que assistiratn aos
suffragios, que no dia 10 do correnle mez o
Sr. Jos' Joaquim de Parlas Machado se dig-
nou generosamente prodigaiisur ao seu fina-
do caixeiro e amigo Francisco Land'o do
Rpgo, e o acornpanharaento dos seus restos
morlaes ao cemiiero publico, o protesta ao
Sr. Machado eterna grati lao pela sua dedi-
cagao e amizale para Com o d:to finado. Ue-
cife 13 de novembro de 1857.
.Vauoel Joaquim Baptista.
Aluga-se urna boa casa no Cacnang
coai bastantes u.irlos, estribara o cjchei-
Ta : na rua Nova n 63.
Aluga-se o sobrado de Vicente Ferrei-
ra da Costa, na rua do Hospicio : os protea-
dntesdinjam-se ao sei escriptorio na rua
da Madre de Dos.
Attencao
O abaixo assigmdo faz sciente ao poblico
que o terreno denomnalo Jardim botnico
da cidade deOlinia he foreiro ao convento
do Carmo da mesma cidade,. e paga de foro
animalmente a qoantia de SOflO ; laclara
mais, aue o actual possuidor do reten lo 'er-
renoain la nSo pagou a imporUncit de tr^s
annos de foro que deve, e a importancia lo
laudemio corres on lente a
arrematou o dito terreno O p
Fr Lu i da Pureza Machado.
l'cle-se a honda le lo Sr Claudio Du-
ao mesmo torneo ver satisfeitos os desejos
de inuilos que, e.n verdade, desejam tain-
bem ver o que Ihe peJem.
Us dous amigos.
Do silio em trras do engeaho Piabas
fugio no dia 2 lo correte o esc avo Custo-
dio, o qual represeula ter :>) annos, corpo e
estatura regul res, co." fula, cabello nSo
muilo carapinho, nariz baixo, olhos meio
modos, barba no buco e ponta do quexo,
falla explicado, e melli lo a poltico,clieio de
cortezias, an la meio inclina lo para diaulo,
levou com sigo urna c urna rel e um pacjlinho com brincos de
clumbo de seu engenho : quera o pegar le-
vo aa aterro da Boa-Visla, loja n. 44, ou a
seu senhor, o vigario d; Uua, que sera bem
recompensado.
- Vente-so um mulalnho do 12 annos :
na rua Nova n. 47. primero andar.
C01?\MI\ DO BEBERIBE,
A direocao teur> autorisado o caixa da
'ompanliia (o Sr. commeudador Manoel
Joncalvesda Silva) para ellectuar o pa-
gemeato do !!! dividendo a ra/.o de
2{!")0 rs. por accao.
Kscriplorio da companhia do Bebc-
ribe 1 > de novembro de 1807. O secre-
tario, (iuillicnne Sette.
O abaixo assignado secretario da
irmandade de N. S. da Sjle Jade, erecta
na igreja de N. S. do Livramcuto des a
ci.Iade, competentemente autorisado pela
respectiva mesa regedora declara que a
testa de sua padroeira determinada para
a mauhaa 15 do correnle, lica transferi-
da para odia (de de/.embro prximo fu-
turo, atiento* os motivos imprevistos <(uc
se iiao dado.
Manoel de MiMinda Castro.
O ba**harel Ivo Milii(uno da Cu-
nha Souto Maior, roga a (itiein levou de
sua casa umlomo da legislacao brasiiei-
ra de 18iS, quctcnlia a bondade de res-
tituir-lh'o ; pois _que d;lle carece agora
urgentemente.
COMPANHIA
Per.iambnrtaii.
A dir^'ccao convida a todos os Srs. accio-
nistas a reunirem-se em assemblea geral
as 11 horas do dia 19 do corrente na sala
las sessoes da associaciio commercial le
nclicente. O objecto da reuniiio he in-
formar <5s Srs. accionistas do estado actual
da emnreza e pedir-llies adopQo de al-
gumas medidas que devem concorret' pa-
ra a sua prosperidade.
r
$>* \io. 4
JA 0
A
^v .vio. ""r*r
ROA 00 OOEI'MADO
Grande c novo
ortimeiito de fazendas de
to-Ia-* Ms qualidudes, viu-
das p'los ltimos navios
da Europa.
Cravalmi de leda com ponas compridaa a
regencia ,..........
Dllaa de diti com ditas a principe de Cil-
ios..............
Ditas de ditas o" americnaa. .
Curtes de cullete de vellodo de nnvos
l'.i-Iruf-, ... 8.......
Ditos de setim brauco bordado, proprios
a qoantia por que;.. far* "men0-
onor Diios de gorgurao de seda de novos pa-
drees ............
Ditns de cal;a de casemira de todas as qua-
liiladM.
beux, que continu a apresenlar nos s.bba-Clupos de sol lesela noperiores .
dos dous mnibus para c tnluCQo los que .Clupin de massa franrezes.....
nesses das se dirigem a Passag )m o C .chan- Lencos le cambruia borlados, linos, para
nao.............
I
laouo
icooo
5
39000
0
7500
g, afim de que aprese i tan lo um so, como
fez ltimamente, mo va este tii. cheio, com
o numero da 37 pessoas, inclusive meninos,
que os sobres passageiros se vejam forjados
a PS-rntar-se uus sobre as cernas dos ou-
tros, n1o assim tolos incimmo lados; o
que se he mo e Ilegal, amia sendo o m-
nibus oceupalo somonte po- homens, reior
he se forem neile sonhoras a quem exige a
decencia e civilt lado que n traie com a dis-
lincQo e delicadez a que tem direito t3o
bello sexo.
Antonio Pinto deAzeveJO, portuguez
ou brasileiro a lo jtivo vendo um annuncio
no Liberal Parnambucano n 1530 d- 13 do
corrente, onde se envolve o nnme do annun-
ciante e seus escravos cernoSr subb.loga-
dodos ^fogaMos, a qucTi parec farir aquel
le annuncio, com o (m la I voz de trazer o
0 lioso contra o annunciantc. por isso apres-
li
00
OO
I'iecisa-so de
fore-se sem lilbo :
loja de chapeos.
urna I ama de leile. pre-
a iua do uoimado,
bro de 1857. escrivao,
de llriio.
Negocio interessante.
Arrenda-se una baixa muilo fresca, e
grande, prop* para planla;3o de eapim,
que se pole fazer para mais de 1;llO0OOD :
quem pretender-, comparec ao silio prime-
ro do lado esquerdo, depois da bumba ue
Joaj de Itarros
- l'rccisa-se de urna ama para Ostvco
0 esc iv3o oa irmandade de Santa Ce-' de nota casa de familia, e que saiba coziuiiar
cilla, em i orne da mesa al inistrdo'*, e engommar : na iua Direita n. 88, ^laioi-
convida a to'os os irmaos fprofessoresdel ro anjar.
msica), a comparcccrem no consistorio no i Perdeu-sc ura par le argolss do um
dia 16. s 9 horas da manhSa, cara em mesa crale dous ramos do ouro com gauch i :
ge al proco ter-se a eleicSo da nova mesa, I quera o achare quizer resii'uir, q-uelra lei-
quo tem de reger a mesma irmandade no j xa-io ua loja de ourives de uncalvos a Cui-
prcsenle auno de 1857, a terminaren 1858, | maraes.
conforme as lis osicOesdosaits. 25 e 36 do I o actual e coaipion Carrileis de couro envernisa ios, com Kelro .oncalves do Keci(e, convida a tul .s
consistorio, no mencionado dia, as 3 horas i S-SB cm declarar ao respeitavel publico.
da tarde, prra eucorporados acompanbar | ^ae l,a leve parlo alguma em samelnanto
a mesma procissao annuncio, e menos sabo quem aeja delloo
Consistorio da irmandade 12 de novrm- .a,llor-
l'cancisco Antonio i
Ditos de dilo de linlio linos para mao. .
Luvas de seda de lo homeni, senlioras e mryina..... S
Crtes de vestido de seda de crese brancos
Pekn o mais superior e moderno que
lia no mercado......... 9
Belleza de Reinla, fozemU loda de seda
transparente com litras assctinadaa ,
propria p ua baile., covodo.....29000
Cainhraia e seda de Bengala para \eslidos ,
ovado............15200
liarege de seda rom quadros aselinados, co-
vado........... 15000
Crosdenaplfs preto e de cotes, multo su-
perior, cova.lo.........29000
Dilo li 1 j de oto muilo largo, proprio para
forros de obras, covedo......IfOOO
SeJas.de quadriphos, covarto..... 950
Mu-sulina branca e de ci'ires, eovado, 320
C.' t'.lntas frfiic.'as, o covndo...... 9280
I'er.is de bieldnba de liuho lina com 6 va-
n r*s ,.............:te">oo
l'aiuio lina prelo e de cores, paia lodos os
me i las le lita de linho, ten lo palmos cra-
veiros em um lado, c es inglezes n'oulro,
proprios para os spnbores medidores, archi
lelos e engeiibeiros : na fundirlo da Au-
rora em S. Amaro. *
os i>mSos para, encor. orados, irem acnii
panhar a prociss&O de Coruus Cli isti, que
tem de satiir da mat'iz de santo ntooio,
domingo, 15 do novembro, pela 3 horas da
tarde, a convite- de S. l.xc. lvma.
No dia C do corren! me?, de novemb-o,
da aorla da rua do escriptorio dos Sra. Le-,
mos Jnior\ Leal Reis, furtaram um caval-
li com car.gallia p^arelin'a de couro, c
cac.ii- es novns, o qual tem os seguimos sig-
naes: pe novo, caslral com toma luras as costas
clna e can la aparadas, sobrecana urna
milo : quem <> achou, ou levem ao mesmo
escriptoii), ou ao i ngcnho i; ierra de l.oju-
ca ao tenle coronel Mano l Camillu Pires
l-'alca i, ju recebor 809 le graiidcacio.
Ven le.-se urna negra da 20 Sannns,
muilo L .rula liiia, qua lav bom e tem
pnnc ni de engommadu be muttu boa ic
fouca e encha la propria para eng*aho : na
rua larga i i l isario n, 36, t rceiru andar
Ven lj-s i um preto d i meia lade, ro-
busto, bom oOicial de fun l iio c vidraceiro
por r.mimo lo mivco: na rua do Cabuga n.
9, segu lo a o la .
Ven le-se urna escrava cioula, c >m SO
annos do idade, bem robusta, e sabe cozi-
nliar, en^on nar, lavar, e be opti na locci-
ra ; a conduca alau;a-se ao comprador na
rua da bctuala Nova u. 20.
precos .
l'al.tiii de panno preto e de core*. .
Duos le argentina de cores escuras. .
Dilus de alpaca de cores fina.
Ditos de lila preta........
Ditos de glica de c)res......
II los de brini de qn.i.1. intus.....
Dilos de brim pardo fine......
Dios de brelanha ile Imho brancos. .
li .i.-Tilas .le jipara prela e decores. .
Bomeiraa de relroi, grandes, com la;o de
seda para cnliora........
ChalM Ditos .le -ni., de dilo a seda......
Ditos Je do-i bordadoa im pauta. ,
Dilus le iliin rhalj bordadjs.....
Dili. de .lito coi lislra de seda .
Hilos .! dito li.os n.ni fr.r,j:rs ,le seda .
Ditos de di'o enrn franjas .ir lia .
Uilol le lAa adamascados, preloa a de c.'.ro?.
Em r 20c 09000
.'.^MH)
9J00
3C000
49000
4900
.">CM)O0
9S600
17SOOO
snuo
1MKI
IllsJKHJ
69500
59500
O5000
39U0O
paaiande
Ijja ae f-ir.igeiii, a leRunda le i /< n I-. n, 4o,
--- He chegado a loja to Locante, aterro
da Boa-Vista n. 7, encllenla lene virginal
le rosa branca, para refrescar a i-lie, lirar
pannos, sardas o espiabas, igualmente o a-
famailu oleo habosa para lunpar e fazer eres-
cer os cabellos; assim como p imperial de
lyrio de Kloreaea para broloejas e asperida-
dus la pelle, conserva a frescura e o avellu-
dado da pimorosa da vida.
-

MUTILADO
ILEGIVEL
.
-..


COISLTORiO H.j*;S*aTBC
DO
RA DA .CADEIA, DEFRONTE DA ORDEM TERCBIRA DE S. FRANCISCO.
ftideseacbam sempre os mais acreditados medicamentos, tanto em tintura!,
m g lbulos, preparados com o maior escrpulo o por precos bastante commodo
PREgOS F1XOS.
Botica de tubos grandes. 10/000
Dita .'2 ... 159000
Dita de 36 ... 200000
Dita de 48 ... 259000
Dita de 60 30300
Tubos avulsos a....... 19000
Frascos de tinturrademeia onga. 29000
Manual da medicina homeoiathica do Dr. Jahr com o dic-
J cionario dos termos de medicina.....
Medicina donestica do Dr. Henry ....
Tratamento do cholera morbus ...
Ronertorio do D Mello Mo'aes
na : oo becco do Lobato n
Prpcisa-se de urna am
DIARIO DE PERNAHBUCO SABB.VDO H DE NOVEMBRO 1857-
Prrrisa-sc de u caij eiro para taber-, Vemlo-se um hom sell.m ingles, com
* fin hunn i .Ifi I jili.it.i > 4 i I a
-"ptii uu itn- hu ase
si (le pea en* g n 9.
i2 lodos os seus perlences, anda novo, por tcr
captiva ou Cor- sido asado poucas vezes na ra do Cabu-
como
s:
20900*
10/00
2/000
/OO
* Mge S :'<: tras ;>?,: uu m
g$ R f A DA C A DEIA DOltECI F t "
o
PARA VENDER UM GRANDE
SORTIMENTO DE
eses* 1>. 18# mmm
& TEM PARA VENDER UM GRANDE |
yffla6BW SORTIMENTO DE %*^Q
IRELOOIOi
SB?3g3&
jj PEDRAS PRECIOSAS.

V Aderemos de brillianlfs, <
* diamaule* e perolaa, pul-
2 icirns, aHinalen, briueo9 ,*
if a roalas, botSestanoeis *
4; da differenlea noslos e de $
M diversaspedra de valor. f*
Compram, vendem oo p,

:*
de Inda ai qnalidades, Unto de OURO como c'e
PRATA, patente oissn, e patente ioglez,
Mim como
FOLIADOS E GALVANISADOS.
1 ditos para senhoris, etc., por precos commodcs
e garanlMot.
^?g 3BK SSe =g>y, S . Zta kU ^^_____ ------------------
I
1"
I
IW83DCga>ti8
i
11 ru .las r i>7D, 1 v ... >o ueposilo da nn de S. I ranciM-n 11. i, 7 lilULIll
iro andar. \^\ Vdtftreeir. *^21S^JSXZ ZZS^ZSrZ W2LL5-2*- JSiffft* J A*- ecire.
famil__
[no prmeiro andar, junto a
ile S. Francisco.
Alut-n -so urna das me
Cachang, a margen dorio, o coin bons
conmolos para passar a festa : quem pre-
cisar, dinja-se a ra do Cano n. *2.
William F. Dauson, retira-se para In-
glaterra. F
ordem terceira Mello, vendem-se saceos com arroz de vapor
chegado do Maranhao, e alguns saceos de fa-
hores casas do rinha.
Bolinlios Anos.
No deposito da ra de S. Francisco u. 6,
POTASSA U BSSIA ECAL
fIRGEH.
*?
*&zmm
Compra-se effecti va mente na ra das
Flores n. 37, primeiro andakapolicesda di-
vida publica e provincial,adeoesdas compa-
nbias.o da-se dinheiro a jdros.em grandes
e pequeos quantias.sobre peohores.
Compram seas institjices Canonico-
Patrias.porFrnncisco Soa'is Mariz, impres-
sa no Itio de Janeiro em 1822: na livraria
da pra^a da Independencia ns. 6 e 8.
Compra-se um compendio de geome-
tra por F.v.clides : na boticji da ra do Quei-
mado.
h h&*
--
v.
I

Ra do CaLaga' n. 7.
OUROE PRATA. g
^ Aderern completos de
f^'res, elfinetes, brincos e *
rozetas, conloes, trancel- J
lin, medallus, c. frontes ^
jjj e iMifi-iie. para relocio, e ?
ig ouiros imiilim objectosde f
W. oaro. j
^ Apsrelbos completos de *
14; prnia para ch.i, bandejas,
$ salvas, enUcaei, colheres J
* de sopa e da cha, e mu- :*i
SJj los oalros objectos de ;*
1 P'la- i
iiiii nniiii'Tiiriiiiiiiiiiiiiniiiiiiiiiiiii
Hecebem por to-
bri-i f1 sos vapores da Eu
g ttSSTiZEZ I ropa asobrMsdo mais
|r;::'dlbh,iro| modernogostij, tan-
mwBm&isfBiaBmmsmim to d .rranea coiio
de Lisboa,'as quaes vendem por
prego commodo como cosfnmaiiBS
AUGUSTO STAI1L MUDuU O SEU
imiiiiEeiiRiiri
PlIOTOGliiPIIICO
ATERRO DA BOA-flSTAI. 12
andar terreo, entrada por a loja.
Aviso eos apreciadores
da boa pitada.
Hechegudo a este mercado o excellente
rap princezi de .siorilaode, fabricado na
capital do Guara, cujo deposito se acba na
ra da Gadeia do Recile loja de miudezas n.
7. ,7, o preQo de 1.3*00 cada libra
asa de saude f @^ @@@ @
Lotera da pro-
vincia.
O abaixo assignado vende bilhetes
rantidos pelos precos abaixo notados,
quantias de 100$000 para cima, a
nheiroa vista, oni|cii escriptorio, na
do Collegio n. 21, primeiro andar.
Bilhetes 5$300 recebe "):000j!000
Meio 2$750 2:00.S-000
i^. J. Layme.
5a-
em
di-
rua

)&
0
O

O Dr. Ignacio Firmo Xavier es- *"*?
tabeleceuem setisitio da Passagem v*
da .M:.;;(!.il,."iia, que ica ao norte '
da estrada entre a ponte grande |^
ea pequea do Chora-Menino, ex- f
cellentes commodarjOes para re- ^f* '
ceber todas as pessoas enfermas @
que se <|uizeretn utilisar de seus @
serviros mdicos, os quaes serte -..':
prestados com o maior esmero. @J 1
O mesmo Dr., para o im supia- |.J
indicado e para exercer qualquer 2#
5^ outro acto de sua profissao den- t':
'... tro ou fra desta cidado podera -; ':
% ser procurado a qualquer horado Q
^ dia e da noite. no referido sitio, ?' & a excepcao dos dias uteis, das 0 S
^ horas da manhaa a's 4 da tarde, @
quesera'encontrado no primeiro g
^ andar do sobrado n. 9, do pateo &"j
^ do Carino. 4
Precisa-se alusar um escravo ou escra- \
va para carregar urna pequea caixa com
Tazendas: no Recile, becco do Abreo n. 1
casa de pasto.
SEGURO CONTRA F04IO.
Companhia Alliance.
Iftibelecida cm Londres, em marco da 1824.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Baunders Brothers & C., tea a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas
a que* mais convier que tstao plenamente au-
lorissdos pela dita companhia para effectuar sega-
ros sobre edificios de tijolo s pedra, cobertos de
Ulhi a gualmentfsohre os objectos quecontivarem
os mesisos edificios quer consista em mobilia ou
e- fazandas de qualquer qualidade
Defronte da ordem tercei-
ra de S. Francisco.
CONSULTORIO IIOMEOPATIIICO.
00
DR P. A-LOBO HOSCOSO.
Medico parteii o e operador.
O Dr. LoboMuscuso, d consullas lodos os
dias e pralica qualquer opera^ao de cirurgta,
assim c;i.o,accode com toda a promptiao,
s pessoas que precisarem do seu prestimo
para o servido de partos, praticando as 0-
poragOes roanuaes ou inslrumentses, quan-
do nao possa conseguir resultado ior meic
da bomeopatbia, que tantas vezes tem ven-
cido difliculdades,'que pareciam insupe-
raveis.
Scliapheitlin & C, ra da Cruz d.
>8, receberam pelo ultimo navio do Ha-
vre, urna poreflo de cguartolas de vinho,
de urna das mais afamadas vinhas da Bor-
deaux : vendem, a' vista da superior qua-
lidade, por preco commodo.
Na fundico da Aurora precisa-se-
de serventes forros ou esclavos, par
serviro debaixo decoberta.
I asiTisTA fnmm. 1
y li'loGaiKnoodentisl,rua>ova n.*l 1 ^
m na mesms casa tem auna e pos ilentrilice. @
MDifiCA DO ESTASELBCI-
MENTO M PIAfi&S m
,'. J. VIGHES
'. vignes mudou sen estabelecimenlo de
pianos di ra larga do Rosario para a ra
da Cadea de Santo Antonio 11. 23, junto da
Relac,3o. '
JOHN CATIS.'
, .....,.., corretor geral
E AGENTE DE LEII.RS COMMERC1AES,
- 20, ra do Torres,
PRIMEIRO AM),\R
raca do Corpo Santo
--- Preclsa-aa de una ar.a nara ami.
mentar um, enanca de to'Zies^S^l
muit..!.em : na ra de .\P(>10 n. *>*
Gontlnu'a amia pnr apparecer urna
Pulsera uo ou o do ismiltu nu se r
anoiinqnTa imr^ apollo n 5,que sera grsGea ln
Precisa-aa <\e tlma mjl de it f
"iiirrr',,,8i,si"- sobria >,
H.'hI V.m4?S0 C,"1':,1', "'"emente, eom
ilade de la anuos e de minio boa conducta, l
deseja arrum r-se em una li, ,e (, lenH0!1
quem precisar f.nnuncie por esta fuiha. '"'
g Algodao da Babia, potassa da
W Russiae do Rio de Janeiro, e c;il
<$) virgem de Lisboa : na ra doTra-
gh piche, armazens ns. le 11.

Associaco de Colonisacao em Pernain-
buco, Parahiba e Alagoas.
Os senhores accinnistas desta associaqo i
s5o conviilados a realisarem a primeira pres-
la?3o de 10 t'io nm conforoii tade do att. 10
dos estatutos, al o lim de novembro prxi-
mo futuro, em casa do thesoureiro o Sr.
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior, na ra
do Vigarion. 19.
Precisa-se de serventes forros ou escra-
vos, para as obras da igreja do Divino Espi-
nto Santo, ..gando-se a 1CI2;)diarios.
O professi.r Torres Bandeira tem ab, rio
um curso de philosophia e outro de riietori-
ca,n pretende abi ir um novo curso de liogua
rranceza e outro degeographia, a principiar
do dia 15 do carrente mez : quem pretender
frequenta-los, ple procura-lo na casa -le
sua residencia na ra Nova, sohrado n. 23,
segundo andar.
Ainta se vendem pedras que serve
para sacada de vaidnJa ; na ra do Rangel
n. 21, tarabemd-SB urna porc.lo de caliea
para ateiro, a quem quizar mandar condu-
zi-la ; na mesma ra
CONPAMIIA DE SEGUROS]
Em determina^ao ao art. 41 dos'estatutos
convidamos aos senhores accionistas da com-
panhia Ulllidade Cubrlca, a -comparecerem
no da 1* do correte, ao meio dia, no es-i
criptorioda mesma compsnhia. Recite 9 de
novembro de 1857. -us directores, Manoel
Joaquun lia os e S Iva, Luiz Antonio Vieira.
iMa prrc,a da Independencia n 4, pre-^
ctsa-se de um escravo para servido de urna
casa de lamilia.
& Estatuas de alabtMio O
lolliinlia
para o auno de 18S8.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
follnnhas impressas tiesta typographia,
para o annoque vem, das seguintes qua-
lidades:
Folhinha de variedade, coiitendo, alem
dos mezes, muitas noticias scieotificas,
modo de plantar e colher a nova canna
de assuear, noticia sobre o milho e al-
godao, e urna serie de conhecimentos
das artes, etc., etc., cada urna. 520
Dita religiosa, a qual, alem dos mezes,
se reuni a continuacSo da bibliotheca
do chrislao brasileiro, contendo os se-
guinles ollicios : do Menino Jess, San-
tissimo Sacramento, Senhor dos Allli-
tos, Paixao, Nossa Senhora do Carmo.
Saa-Jos, Santa Atina, Anjo da Guar-
da, San-Francisco de Assis. Santa Rita,
Santa Barbara. Almas, Coraciio de Je-
ss ; assim como outras oracoes, ele,
.etc. ......... 320
Dita ecclesiasticc ou de padre, elaborada
nelo Rvm. conego penitenciario da S
de Olinda, segundo a rubrica, a qual
loi revista pelo E\m. Sr. bispo, que a
julgou certa, como de sua carta exis-
tente nesta tvpogiaphia. V00
Dita de porta, na forma usada ate ago-
[*-, ......1 >eiidem-sc nicamente na livraria ns.
0 e 8 da piara da Independencia.
Devoto christo.
Sabio Inz a terceira edic3o do livrinho
religioso iievoto Christlo, mais correcto e
augmenta !o, vende-se nicamente na livra-
800DS' 6 8 'la praca da Independencia, a
Vende-se 1 mui linda muhtinha de 15
annos -te 1 la-e, com habilidades: 1 oecri-
nha muito bem eiucada Ho a annos; 1 es-
rrava de 25 annos. com todas as habilida-
des, da meihor con lucia, e sadia ; 1 mulata
para todo o srico ; 1 (noieque peca de 18
annos : na roa de tguad-Verdes n. *6.
i-"-j yenlse urna cscrava com 13 annos
no idade S, bouit o sm defeito ; a quem
convier, para ver, r.a ra ,1, Sanio Amaro 11/
f; "i"'', ""'!" d0 *i"se- na secretan lo
segundo bataloSoda guarda nacional aquar-
teiado, das 9 as 2 horas da larde.
\enJe-se um mulatinh do idade 10 an-
nos, muilo lindo, bom para pagem : na ra
Dtretta n 3.
HE BARATO
Toalhas para rosto, de panno de linho fi-
no, do Porto, com labyrintho e blco por 5,!:
nao ha quem n3o compro : no deposito n 6
da fu de S. Francisco.
Charutos
9
Muitos bons charutos esto venda no de-
posito n. 6 da ra de S. Francisco, e por ba-
rato preco.
Vende-se um caix3o com repartimen-
tos e tampa, proprio para taberna, e um bal-
c3o de pinho, tudo por pre^o diminuto.
Seda e laa para
bordar.
Chegou do Rio de Janeiro pelo ultimo va-
por, seda e 13a para bordar, de todas as co-
res, finijsimas ; vende-se a seis vintens a
meada da seda : no deposito n. 6 da ra de
S. Francisco.
- Vende-se a meihor loja de fazendas
doPasseio Publico n. 9.
Tasso Irmaos
Avisam aos seus fregu
zes que ucal)a d oh gar
de Hchmond furinha m>
va que vendem nos seu9
inn-zeiiSHOS prec >s s-
guintes :
GALEGA 25 500
O'OAHCE 24 500
alem distas tem farinh^e
novas de Trieste nAo no
da primeira qualidade, co-
mo da mu ito a ntiga e acre-
ditada
SSSF0
Aviso.
aos senhores
marcineros
Vendem-se jogos de canos para pe de
mesa: na loja de ferragens na ra da Ca-
deia do Recile, de Vidal & Bastos.
Bandejas milito
finas.
Vendem-se bandejas milito linas, e de
lodosos lmannos : na loja de ferragens
de Vidal & Rastos, na ra da Cadeia do
Recite.
de bolinhos linos. Unto lubricados aqu co- armazem n 12, ha muito superior' notasT f"nn"r!,nil,!
nio na Kuropa, bolarhiuhas finissimas pro- da f laaia. dita d fohrlM ,i si. j_ w"_ .lu
prnspara cha e soircs, p.rti las, etc., ele,
que se vendem mais barato do que era qual.
quer outra parte.
Sclialleilliin & C.rua da Cruz n.
"8, vendem velas de composirao de 0
por libra, empoiTes a vontade dos com-
pradores.
Moda de Pariz.
a
Cortes de tariatana
Na Jua do Queimado n. 21 A, vendem-se
cortes de tariatana do cord3o com vara de
lirgura a 6*0 o covado ; d3o-se as amostras
com penhor.
Fefjao,
ssa-sa
.- -,
5^)v3S-
iade-se

..; Tariatana lavraia, brancas e a
-: cores, com var de; larqura.de gosto C'3
} paresiense.chagad* ltimamente. !
-..; 4 18000 q covado. X
a Popelina de 13a seda, fazenda de 5
S Rosto novo, com 5!l[ palmos de lar- '-?3
2 gjra. A
de O
o
Corte a
Gortes de bareje
11-000. ^
de 13 e seda, com &
5 covados cida orle, todos de ba-
senhos.
00.
g hados, de linios d
i? rosdenaples .1.. quadros miudi-
S? nnos miuilos, furth-cores.
A 73000.
$53 c<""lesde lapimpretolavrado.com
15 covados cada qorle.
O

de Florela.
Vendem-se as seguintes lia 1
se
m
.s es- -;,;-
3 ltus dealHbastro coiu os coai^e- .
yg tentes pedeslaes ,i\
A Venus de Mediis de Canova. ^
A Venus da mac3a de T^oreval 1- fif
\& sen. ^
A Venus das formosas nadegas de g
Canova. ''
A Venus em repouso do Ticiano. ^
A tbe Je Canova. \s>
A l'syche de dito. ; ;
O prego he de 20500O por estatua, B|
^ comalgum abale iomndo-se varios. >&,
_v F.slau de venda na loja do Sr. Pugi, ^J?
^ P0' lr*z da ra Nova, e as ruxs do ^'
-<3 Trapiche 11 19, desde as 10 horas da -
p manhaa, at as 3 da tarde.
' Sv^i>oo-i.:w-:.:v-i:-^@
Novamenle pede-se ao Sr. J. a. It., que
queira resgalar a sua letlra de 636.j : nfio
sendo justo qae S, S. contrahisso tal uebilo
de nina mneira pouco vulgar, se retirasse
pra o Rio de Janeiro posteriormente ao
vencmdnto da mesma letlra, sem daruin
adeus ao possuidor da dita, e voltasse sem
ao menos mandar dizer aonde mora: se
continuar .10 sed indiferentismo, e silencio'
a respeilo, lera de ver o seu nomc por es- i
tenso tiesta folha. Kecifa 7 de novembro de !
1857. Jos Marques da Costa Soares.
Passa portes.
Tiram-se passaporlos, e despacham-se es-
cravos, para cujo lim procure-se o annun-
oame na ra uo Queimado n. -5, loja de
miudezas dos Srs. Gouveia # Araujo, e na
ruada Gadeia do Rccife n 49, loja doSr.
Firmo Gandido da Sllveira Jnior.
.Va ra do Cresio, loja amarella n. ^
& *, lado do norte. 1
Vende-se or ^:iOO.s()O a casa ter-
rea n. 8 da ra das Cruzes muito pro-
pria parase levanfar mu sobrado: a tra-
tar na ra do Crespo loja n. 17-
Barato qe admira
n'U1^" d0'Pfl" ">riia do Queimado
n. 37. passando o heceo da i:ongregac.3o,tem
chegado a esm estabelecimenlo um encl-
lenle sorti.nento de vestidos de seda com
mais f.zendas que 080 he possivel aqu]
mencionar todas; cassas trgaadina dos
mais moderno, pa irOes a l/iOO a vara, sed.s
de quadros largos a 1?200 o covado, ditas
mii.d.nhas a 19300, ,l,las muito linas de
Rosto tuteiramonlc novo a 15800, Iflazinfaa
rSSSA?8' -tol eonllra9 de seda
.h 'J f ,,"c!,en'"43, ditos en fes-
tad, covados os50o. ,n,8 mujl0 fina
Guarda cond
s
Vendem-se guarda-comidas de rame
osmellioresqueteem viudo ao mercado, e
por barato preco : na ra da Cadeia do
Recile loja de ferragens de Vidal &
Bastos-
Ferramenta pa-
. ra
Vende-se ferramenta completa para la-
noeiro : na loja de ferragens na ra da
Cadeia do Recile de Nidal & Bastos.
No armazem de Bastos & Silva, defronte
da Madre de Heos n. 28, vendem-se saceos
com feij3o braneo vindo do Porto pelo ulti-
mo navio, por pieQO mais commodo que em
outra qualquer oaite
Cortes de tariatana bordados br-
eos e decores com ha hados, pelo bara>
tissimo preco de 2i'000 : na loja do so-
Drado amarello nos quatro cantos da
ra do Queimado n. 29.
itelogios.
(s molhores relogios de ouro, patente in<
glez, vendem-se por precos razoaveis, no
escriptorio do agente Oliveira.rua da Ca-
doi do Recife n. 62. primeiro andar.
- Vende-se um escravo bom canoeiro :
a tratar na ra do Rosario da lioa-Vist
n. 18.
Vende-se um carro inglez de 4 rodas
e4assentos, para 1 ou 2 cavallos, comeo-
berta, e com os competentes arreios; e tam-
bem um csbrioletinglez com os arreios:
na ra do Trapiche Novo n. 10, ou na Boa-
Vista em casa do Sr. Poirier.
Facas de cabo de mar(im.
Vendem-se facas de cabo de marfim, de
immensas qualidades, o muito superiores,
por barato preco na loja de ferragens, na
ra da Gadeia do Recife, de Vidal 4 Bastos.
Aviso aos senhores d: en-
geuho.
Na ra da Cadeia do Becife, loja de ferra-
gens de Vidal & Bastos, ba para vender tira-
deiras de Ierro para engenhos; bem como
todos os perlences para ferreiro, como seja:
foles, temos, safras, etc., e tudo se veude
por mdico preco.
Chegou a'loja da ra do Crespn.
Il> B, um completo sortimento de toalhas
delinlioealgodao adamascadas para me-
sa, bem como toalhas para rosto de puro
linho e guardanapos d linho e algodao,
o (pie tudo se vende por mdicos preros.
Vende-se superior agurdenle* de
Franca, tanto em harriscomoem caixas,
licores e absynthe, chegado recentemen-
te, pelo ultimo navio : em casa deJ. Kel-
ler i\ C-i rita da Cruz n. 33.
Vende-se supenoi llnhas de algndSo
brancas, e de cores, em novello.Qara costu-
ra, em casa deSouthall Mellor &Ca,rua do
Torres n.38.
Ao barato.
0 PREGIGA ESTA QEI-
-----:----... ~ -" ^uuciiur iiuiassa
da Russia, dila da fabrica do Rio de Janeiro
e cal de Lisboa em pedra, tudo chegado ha
pouf os das, e a ven ler-se por menos preco
do que em outra arfalquer parte,
. Agencia
ra da Sensata Nova
11. 42.
Negte ostabelecimento continu'a a havw
moC.?uPletosort"nentode moendasemoias
moendaspara engenho, machinas de vapor
'S; f"o l)Blid0 e coado de t0d0Si0S
lmannos para dito.
TACHAS PARA ENGENHO
Da fundido de ierro deD. W. Bowman
na ra do Bium, passando o chafa-
nz, continua a haver um completo sor-
timento de tachas de ferro fundido e bati-
do de o a 8 palmos de hica, as f,uaes !3
ncham a venda por precocommodoe com
promptidao, cm barca m-se 011 carregam-
se em carro sem despezas ao comprador
Gomma do Arucatv.
Em porcOes e a retalho : vende-se na ra
aa cadeia n. 57, escriptorio de Prente Vi-
anna.
reguica da rus d Queimado, continun a queimar na sua loja
n. 2, esquina do neceo do Peixe Frito, um
lindo e variado sortimento de fazendas de
bom gosto, por baralissimos preqos, pois
qunsem ambicao se contena com um m-
dico fiero, e nao lhe sendo possivel notar
em um pequeo annuncio tudo quanto tem
de bom para servir aos seus freguezes,
menciona apenas olindioas, fnzenda de seda
e algodao, propria para vestido de senhora,
de gustos inteiram nte no vos a 900 rs. o co-
rado, cortes de largelinas para vestido de
senhora, fazenda muito fina e do meihor
gosto inglez, com listras de sed* e canwo
RBiPlC T\V KiAUTiA fliBi 3scuroa 125 cada urn, organdys de cordSo
Uila^ l, JJj HUirU aVAlU i oom desenhos mui delicados, pelo baratissi-
BALAICA
Vendem-se bracos de ilotnao puta ba-
taneas, de lodrjjfts tamanhos, bem como
de muitas outrs qualidades : na ra da
Cadeia do Recife loja de ferragens de Vi-
dal i Bastos.
AVISO A TODOS EM GERAL
Vendem-se moinhos de Ierro de todos
os tamaitos para rclinacao, peneiras de
rame, e de metal braneo, aparelhos de
metal rara cha' e cale, facas com cabo de
marfim de osso, de vidro e de metal
grandes e pecpienas.encliadasde ferro cal-
cadas de ago, poi tuguezas e inglezat, fo-
les, safras, tornos para ferreiro, fornos de
todos os lamanbos para bolos e pudins ,
trena de.cozinha de porcellana, estanbado
e francec; coutros muitos oh ectosdesum-
mautitidade: na ra da Cadeia do Re-
cife, loja de ferragens da Vidal & Bastos.
Vendem-se os seguint' s cscravos : 1
bonito negro crinulo de 20 annos, I negra
crioula de -l annos, 1 moleque de 13 el ne-
g'o d nQi*io de 35 annos : na rus da Aurora
n. 36.
toas, chamnlote muito bom a 33500, dito'
n hst as assetinadas a *8i00, chaly '
Pomada para
c los.
Bste remedio he infsllivel paraenrarca-
os, lengos de linho bran-: !os> s"a PplicacBo he muito simples, e n3o
precos. Assevera-se aos ,mPB'1e os pa tecenics de andar na ra a Ira-
tentiam vontade de com- 1tar deseus negocios. Cusa 2o cada rolo de
n 1 r/i'n It ......... _w_ _. nmada nn '.>.uwit,. n 1: a~ ..m i., c 1.......
i UH1 API IB ^ COMPANHIA^
W KADQUEIMADO N. 10. @
^ Loja de i-portas. (fft
lavrsdolslOO, um completo sortimento d'e
eh.peltnas para senhor*, gollinnas, tan-
guitos, camisas, neias de soda brancas, lu- I
vas de seda dos mell.ores gostos que ha, se-
dS|i,..r.,nCBS' crssas para <5Wt'D*o, brins
de Hubo muito finos
eos, de divrsos
corapriidores, que iu n vontade de com- i "" uos,'us n-gocios. cusa 2s cada rolo de
prar nao sahir sem fazenda, porque n3o se Pernada, no deposito n. da ra de S. Fran-
engelta dinheuo chegando ao cusi da ra-! cisco.
zenJa grk
Ka ra do Oueir.-.ado n. 37, loja de i MPStVf&Pj
portas, ha cortea do cohetes de velludo mui- j ** ^ *>
lo bons por 113000. velbutina sorti.l. a 750 ,-.'20 O POVflrn
reisocovado. chilas francesas muilo finasa Va A C'v*0.
so res, riscados e,cucezes a-_>30 rs mus-' a rua d0 Que""ado n 21 A, venlem-se
sulinas^aaaOrs..ditas matizadas,
as a 340 rs., ehapeos de sol de se
diversos p-ecos. .....,0. WI>W, anwa
Vende-se um escravo de boaconluc- Ir1'"!("'za* escuras de novo gosto a 320, lazi-
ta, roestre de caldeireiro: na rua ire.la r
n. oo.
Vende-se a casa terrea da rua das l.a-
rangeiras o. 22 : a tratar na rua das Flores
n. 5. F. que, sej.,!h-ar con direito a mes-
ma. annuncia por es te Diario.
ChV > lilil i-i.
Vendem-se cavalinhas novas, cu barris
viniasde i.isboi no brlguc Esperanca, por
preco commodo : na rua da Praia, armazem
Vendem-se ceblas despencadas s 610
o cenlo, e em molhos conforme o tamanho :
n rua da Praia n 18, armsxom
i
a
Vestidos de baados econmicos,
com cores muito delicadas, e por
preco coi>modo, estes vestidos tem
'and* suOicieote para azer has-
quins ou cas^vequ \s
U Sr. Braga, que leve botcquim n
ruado llirt'S, o'i Aguas-Ver -es, quer
andar buscar urna carta na livraria 11. 6 e
8 da praca da Independencia.
n secretario da irman lado do Divino
Esoirlto Santo dS. Francisco, c lvida a
todos os irmos cimpa, ecer no consisto-
rio da mesma irmanda le domingo 15 do
coircnlc .I s 3 horas da Urde, alim le en-
corporadus a companhur a procissao de Cor-
pus-Ghristi.
Farinha.
\Vniem-se sacr-os com farinha, milho e
eiiSo mulatiiiho e erva mate .imito nova
Mad grSOd* 'ola,,oda 'S^ja da So-
ilh no. ^ >iiOO a
rs, mus-1 .N.arua d" Queimado n 21 A, venlem-se
i muito li- P"rtes de olin Jeza, fazenda esla escura com
ed, para 'lsl|r,i,s le seda assetinadas a 8 e l->, chaly
v j de flores solas a 800 rs. o covido, chitas
rrancezas escuras de novo gosto a 320, Iflazi-
nhas de llores rindas a fiO, ditas de qua-
dros a 560, lencos de sa !a ara homem e se-
nhora a || d.lo-se as amostras coai penhor
--- Vende-se um escravo crioulo.debon-
ta lisura e eo-n algumas habiliuedes por ser
ptimo pescador do alto, e proprio pra o
servio martimo : na ru. da Goncordia n.
26, armazem de ni8teriaes.
Vinho do Porto de I 8.")*.
Vende-se vinho do I-orlo de 183, fazenda
superior, em caixas de urna e duas du/.ias :
nos armazens de Fernn les & lilbos, no
uceco da Madre -le Dos.
Milho e larello.
Vende-seno armazem de Fernandes 4 Fi-
mos, a preco comu-,odo : na rua da Gadeia
do Recife
Vmho do Porto em barr de .- e 8.-
Vende-se superior vinho do Porto em bar-
ris : nos armazens de Fernandes & Filhos,
na rua da Madre de Dos.
Sal do ASSU*.
Vende-se sal do Assu", a bordo do brigue
nacional Elvira, fun leado em frente do tra-
S;,Cl*;4. Piche do algodao, por precJ m&isbaratodo
.. ,,. queem outra q-alquer p-rte: a tratar no
>o largo dt ainblea armazem de He- escriptorio de fernandes & Filhos na rua
meleno fiaciel da Silva ou na travessa da da Cadeia do Recife. u"
Madre de Dos n (l. taberna. v ._ 1 ., .
- Vende-se um bonito mnlalinho de 10 7, Xenc,t!-,e n^ ru* da Madre de Dos,
nnosdeiiade.no escriptorio de Vicet0 "' a,'mazcm de Novaes&C, barril
lerreira da Costa rua da Madre da Dos de rro, ou cubos hidrulicos; para de-
"'6 IposiAsde lezes, a preco commodo.
mo prego de440 rs. a vara, cimbris estam-
pada do meihor goslo possivel a 480 a vara,
cassas franc^zes de lin ios gostos a 600 rs. a
vara, chitas francezas escuras, matizadas
com lindos e novns padrOes a 260 o covado,
ditas claras, padroes largos e miudos a 280
e 300 rs. o covado, ricos cortes de setia
bordados para collcles a 45 cada um, Iffazi-
nhas escuras de mui ricos e variados padrOes
proprii.s para vestido de senhora e roupes
de meninas a 500 rs. o covado. riscados
monstros de cores alegres e mu elegantes
gostos a 220 o covado. Jilos francezes de
quadr..sdelindo.spadresa MO, mussulina
branca a 320 o covado, dita muito fina 400
rs.,dila eslampada de lindos padrOes a 320 e
400 rs. o covado, chitas finas do cores ciaras
e escuras, tintas ixas a 16, 180, 200 e 240
rs o covado. pegas de cambraias lisas tapa-
das, muilo finas e com 10 varas a 65600, di-
tas de dita mais cheia a 45600, dita transp-
rente com 8 varas, muito linas a 55400 a pe-
ca, pegas de bretanha de rolo com lovaras
a 25 cada urna, grvalas de selim pretas ede!
cor, gostos modernos a l;280 cada urna,!
corles de brim de puro linho a' 2^300, 2;io
6 2/500, casemiras de lindos padrOes a 5s50o
e 6g o corle, ditos de algodao de lindos eos-'
tos a 15, 15*40 e I5600cda um, lengos para i
mao a 120, ditos com bico muilo finos a 360
chales de gaze, ditos de merm lisos e bor-I
dados, obra primorosa, gangas mescladas1
propnas para caigas e palitos a 560 o cova- '
do, casineta preta lina a t?ioo o covado, len-
eos de seda de lindos padroes a 2f cada nm
cobertores de algodSo para escravos a 700 !
rs. cada um,de todas estas fazendas e de!
muitas outras que se n.3o mer cionaui, mas
quese veader3o por baratissimos pregos e
se daro amostras com penhor.
Charutos de Ha-
vana
Ven tem-se superiores
charutdi de Havhiia, em
caix s : na mu do Crespo
loja de fazendas n. 5.
.No armazem da rua da I-raia n. 12, de
Francisco Moreira da Costa, ha para vender
linguas muito frescaes, a prego commodo
* v d CEMENTO.
modo prego par acabar, e muito bom : no
"muea de materiaes, na rua da Gadeia de
Santo Antonio n. 17.
It*IMK
Km casadeRabeSchmettaui&Companhias
m.nn 1? t'a "i 37, vedeni-se elegante,
P|ano> do afamadolabricanteTraumann de
Ha m burgo,
(JBom gosto )
Preguic** da
rua do Queimado, esquina
do hecco do Peixe-1< rifo
n. %
acaba de receber pelo ultimo vapor da
Europa, ricos cortes de vestidos para se-
nhora de um gosto inteiramente novo,
de cores escurase elegantemente listrados
de seda assetinada ; esta fazenda deno-
muaa-seGraciana 011 Carij, e he a
mais propria para a presente estacao ;
cusa cada corte a mdica quantia de
COI PEQUEO TOQUE DE
AYARIA.
A (inlieiro
Pegas dealgodSo liso, largo,.encorpado-
25, 2/240, 25500 e 25800 a pega, dito de sin
cu; ira a 2, 25240, 2*500, 25800 e 39 a pega,
dilodesaccoa 120 e 150 a jarda, ditotran-
gadolargoa 100, 120, 140 e 180 rs. a jarda:
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina
que volta para a rua da Cadeia.
Potassa da Hostia e ea] de
Lisboa.
>'o antigo e bem ennhecido deposito da
rua de Apollo, armazem n. 2 B, ha muito
supeuor polassa da Russia e cal de Lisboa
em pedra, chegado no ultimo navio, e ven-
de-se por prego commodo.
Sa rua do Trapiche, n.
54, escriptorio de No-
vaes & C ,
vende-se superior vinho do Porto engar-
rafado em caixas de 1 e 2 duzias de gar-
rafas, bem como em barris de quarto e
oitavo, a preco commodo.
A *>ellins e r-re^ior .
v SELI.INSe RELOGIOS depalenle
- niBle/ : h \enda no armuzem t
I ostrn llooker A,' Compnhia, es-
'".vj-S? qoina dn largo do Corpo Santo no-
/\ mero 48.
Mi
SECRETARIAS,
As melhores que at hojetem apnarecido
os denles da fre.te querco io a podrecer jun-
to asgengias : o qual esrr-vo foi comprado
a Joaqutm Bernardo de S Bar-eto. mora lor
na serra do Martins, que aqui vendeu a Mar-
colino Francisco Alves da hilva ; dcscoi fia-
para a serra do Martins em
do agente Oliveira, rua da Cadeia do Recit
n. 62, primeiro andar.
Clli
-------9 .k<>tf .^7 lilil, I' I _
Pado a 25500. ditas de madapolSo a 2s200,
Oitas de dito la-go a 3500 ; elles, antes
E UliS DE TEBRO
. Escolenles camas de ferro para solteiros
vendem-se no escriptorio do agenteOlivei
and""1 ,!,de,a d0 Recife n. 62, primeio
busca do p imeiro senhor: roga-se p
lano as autoridades policiaes, capitSes de
campo, ou qualquer pessoa, que do mesmo
tenna noticia decaptura-lo e conduzi-lo a
*ua da Cruz do Reciten. 13 primeim an-
e fn,^ndendo-se com Manoel Joaquim
seve & rilbos.
Fugio na madrugada do dia 4 de
novembro do jrrente armo o escravo ca-
bra por nome Jeremas, de idade 25 an-
nos pouco mais ou menos, estatura repu-
tar, cheio do corpo, pouoa barba, com
um siena de quemadura em urna das
maos, e falla um tanto descansado e tem
ofliciodesapateiro e levou comsigo alguns
objectos eomo sejam : formas, martelos
troques etc., etc., assim como porcSod
roupa nao so doservico como fina, sendo
calcas de casemira, botms de couro de
lustre e sapatos, um capote de panno
azul forrado de baeta encarnada com po-
la de pelucia verde e alamares de metal,
dous ou tres chapeos, um d pello pret
e dous de palha ; desconfia-se que nda-
la em companhia de urna pardinha de
nome Paula e um pardinho de nome Ju-
tad, o qual sabe 1er e escrever e que am-
bos tambera desappareceram no dia 5 do
mesmo mez ; roga-se por tanto as autori-
dades pohetaes, capitaes de campo ou
qualquer pessoa que do mesmo tenha no-
ticia de captura-lo e condu/.i-l0 a rua da
Cruz do Recife n. 17, ou a Santo Amaro
casa de Jos Pere.ra Vianna, que gratifi-
cara generosamente.
505000 de gratificagSo.
No da 27 do correte, fugio da casa dt
abaIxo assignado o escravo crioolo don-
me Pedro, o qual tem os siguaes segoin-
es: estatura regular, bastante preto, ja
tem bastantes cabellos brancos, Unto na
cabega como na barba, levou raiga deljrim
de quadros e camisa de madapol5o, mas tai-
vez lenba mudado do roupa, porque levou
mais alem da do corpo, falla bastante des-
cansada e por entre os denles, julg-ae que
lera ido pora Garanhuns por ser natural
desse lugar e de l tervlndo para ser ven-
dido nesta praga : roga-se poi tanto as auto-
ridades e capitSes de campo a apprebensSo
do dito escravo emtnda-lo levar nesta cida-
dea seu senhor na rua Imperial n. 173, ou
em Garanhuns ao lllm. Sr. Mancel Jos Men-
des Bastos, que se gratificara com a quantia
cima. Recite 29 de seterobro de 1857
Joaquim Luiz dos Santos Villa-verde.
No dia 18 do corrente, fugio de bor-
do do brigue Sagitario, um escravo de
nome Joaquim, pardo escravo, de 22 a
24 annos de idade, estatura regular, secco
do cor.po, s tem barba r.o queixo, ca-
bellos carapinhos e ja tem muitrs bran-
cos. he bem conheeido por ter as maos
muito calejadas, quando fugio tinha o ca-
bello a nazareno, tem os-ps meio apale-
lados, e falla muito manso : quem o pe-
gar e o entregar aoseu senhor Manoel
Francisco da Silva Carrito, na rua do Col-
iegio n. 15, terceiro andar, sera' bem
gratificado.
No dia 20 de setembro deste nno, fu-
gio do engenho Tab" um escravo crioulo
denomeFilippe com os signes.segurat*s :
alto, cheio do corpo, cor muito preta, olhos
vivos e avermelhadoa, semblante agradavel,
pes regulares, fui vestido de caiga e camisa
dcalgodSoazul; este escrvo foi compra-
do no im do anno prximo passado neasa
praca do Recife ao Sr Joaquim Ribeiro Pon-
tes js fapcido, e sopp0e-se para all ter ido
portanto, roga-se aos capilSes de campo,
qualquer autoridade policial a sua captura
que se satisfar cora generosidade a quem o
entregar nes.a praca, na rua estreita do Ro-
sario n. 10, segundo andar, ou no engenho
Tab'.
--Fugio no dis 18 do corrente mez de
outubro a escrava Felicia, de idade 35an?
nos, crioula, altura r.gular, tem urna m.rca
de .quemadura comprida .0 de urna das
remase a caneca torta proveniente do ar
de vento que leve em pequea, tem um dos
VISSUEZ* C08tu* ndtr desatacad,
e bebe bstame agoardente, e levou vestido
!?.da.n R'.o-FormoSo, e aurp0e-se andar
a este mercado: vendem-se no escriptotio nos arrab.ldes desta cid.de. Sonde dfz le -
do agente Oliveira. rua da r..dei Hn or,rn tima lilha rr.B..c.. .....;!J".nae d.,zler
tima ilha : roga-se as autoridades "pocian
Pitaos de campo a apprebenso da dita
escrava, que levando ao .baixo assignado
na rua da Gadeia do Recife n. 29. pr.S
andar, serSo recompensados.
Manoel Alfonso Aquino de Albuquerque.
i*.7 g' no d" de nombro do crten-
te anno, o escravo mulato de nome Jorge
,1X2' 8,erf d0 COrP- POuca-barba, potrofo'
Relo
cobertose descobertos.pequenosegrandes
de ouro patento ingh>z. para bomemese-
nhora deum dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Southall Mellor & c-, roa
do Torres n. 38.
laelogios.
Vendem-se relogios de ouro c de pra-
ta, concertam-se por precos ra/.oaveis,
taz se troco, eda-se dinheiro a premio :
na rua da Concordia n. 4.
s
reugio
tente
pa-
tnglezesde ouro, desabnete e de vidro-
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto Cesar de Ahreu, a ,a da Ca-
deia do Recife, armazem n. C.
Treta de cozinha.
Completo treta de cozinha, unto estant-
o como sobre porcellana.e frunce?, de ferro
batido, bem como todos os arranins rara
casa, ternos de bandejas muito linas srl
commodo prego : na rua da Cadeia do Reci-
fe, Ioj< de. ferrogens do Vidal & Bastos.
SAPATOS 1)0 AKaGaIY,
os melhores que leui vindo a este merca-
do, para homens e meninos, de palla e de
orelhas : era ca deCaminha ,\ Filhos. rua
da Cadea do Recife n. 60. primeiro andar.
que peehin-
eoi.il pequeo toque
de a va rin .
es^rdo'bSTCxVroS"^^ querdo do roslouma cTc^
dera-se pegas de algodao co Jpepeno' tlqoe Se eSUb?fcodsOS,r0,bOSa Pe<,"eD0S e *
ie1 averia, pelo barallssimo prego de 15**0 e ta cavn fS?H ud" qU*ndo ,Dd >
1WI0 cade urna, ditas do dito, Urgoe encor- carceireiro id *r* .^?noeI T"o. -
Pado a 2*500. ditas de mad.DO|3o a SSo. ^Z^'A?^ SS^Jt.
^"rn0^^8' Se", Um de fifi-
fellro, ambos usados, e Ubaqueiro : roga-
se po.s a todas autoridades policiaes e capi-
?n,.!e-",Dpo,q!.e PP'ehendam, e con-
duzam-noa rua da Concordia, armazem de
materiaes n. 26, que ser generosamente re-
compensado. Este e.ciavo ja foi aprehen-
dido o anno prximo passado no engenho
acar, cidade deCoiann. ""
Fugio no dia 9 do corrente novembro
o escravo Sever.no, crioulo, de idade 18 an-
nos, baixo, grosso do corpo, cor bastante
preta, com principio de ofDco de.hi."te
esta com a e.beca rapada em consequenc'a
de ter sido preso ha pouco. tem por costme
alfandega, a bordo dos navios, em Santo A-
maro e em Beberibe, inlitul.ndo-se por for-
ro ; talvez que lenba procurado reuKiar-se
para o mato ou algum e, genho : quero o
pegar leve-oa seu senhor, morador na rus
vsao"" 5' qU<> Mr r~""
.'Zl!!** ?l* ,0 d0 corren'e o escravo
nreu W0' Cr'Ul0' lev0n n**
preta, e caiga da mesma. altura regular
barba pouca, tem falta de denles aparte
superior, he quebrado, o tem os enerte-
grandes ; he coslum.do a fugir par." Ju-
15 U0Nc"hanga, Monteiro, e Apipucos
A.~y a 8 d0 corren, mez ausentou-ae
da casa de seu senhor, na rua do Crespo n.
21. um mulatmho de nome Guilherme, o
qual representa ter 12 para 13 annos de ida-
hfmnC.r^?SSI,{n?e8 se8u'"t-- caiga de
bLT/^ l?.n?d0 e ch1"t do mesmo.
r !Pe VuXl^,b? Um UUU NlbetaSo dOS
pds.e ralla bstante gago, mormente qusn-
do se puctis por elle : quem o .pegar 1, ve-o
a Olla casa acuna mencionada, que ser* ee-
nerosamenterecomptnsado. e-
Fugio da fabrica de sabSo na rua |J?
penal, no dia 10 do corrente, o preto iose
com os signaes seguintes: esUlura regular'
denles limados, as fontes um Unto alV
rendido de urna verilh., e tem por costume
embrug.r-se; quem o pegar, levo a TlZ
labr.ca, que ser* recompensado.
Roga-se as autoridades policiaes. e
Pessoas particulares, a captura do escra'
l^11""' cr!.olo. de estatura .1,., corpo
grosso, falla Ocie, ps graodesdes, pernaS
linas e arqueadas, levou caiga azul d can-
ga, e camisa de algodao de quadros : a oes-
sos que o peg.r, pode leva-lo a casa de Jos
GoncalTes Fereir Costa, em Santo Amari-
nho, que sera bem gratificado.
Desappareceu honlern 9 do corrente
da rua da Seozala Nova n. 28, da companhia'
de seu senhor Leodegario Cmliano Gordriro
da Gunha, qoe ha pouco chegou do sertfio
da villa de S. Joao dos Cari.is Velhos. um
escravo de nome Lino, do mesmo sertflo.
pardo, de idade de20 a 22annos, pouca bar-
ha, altura regular, cheio do corpo, chapeo
de couro, jaqueta, camisa .e algodao |itra-
uo, caiga azul tamben, de algodSo ; roga-se
s autoridades policiaes ou a outia qualquer
pessoa. que o prendara e levem a rua do
m
PAl H
I
NA FUNDICO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN, ,nA
RUA DO BRUM, PASSANDO O oflA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos se-
guintes objeclos de mecanismos proprios
para engenhos, a saber : moendas e meias
moendas da mais moderna construcgSo : ta-
chas de ferro fundido e batido.de superior
qualidade e de todos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animacs, de todas as
proporefles; envos e bocea de fomalha e
registros do boeiro, aguilhOes, bromes, ps-
rafuso* e cavilhoes, moinhos de mandioca,
ote. ele. '
NA MESMA FINDICA'O,
seexecutam todas asencommendas coma
superioridado ja conhecida com a devida
presteza e commodidade em prego.
Moa
OO^OOO
de gratifcacfto.
Aquempegrr o escravo cabra, de nome
Bernardo, de idade 0 annos, pouco mais ou
menos.o qual escravo fugio no 7 do corrente.
levando caiga de riscado, camisa branca,
chapeo de couro e com um ouloiflo de cou- -
rocum sua rede e mais roupa, tendo os Queimado n. 2, a Albino Jos ds Silva nue
signaes seguintes : cor cabra fula, rosto re- "'" """>----------J- ,q
dundo, cheio do corpo, nariz pouco chalo,
cabellos carapinhos, barba cerrada, tendo
crao recompensados.
PERN. TV. dr y. p, DB FAR|A 1857
MUTILADO
ILEGIVEL



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