Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07859


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Full Text




ANIO XXXIII Di. 238.
SVBBADO K DE OlTl'BRO DE 1857
Por o mezes adiantados 4,s000.
Por 3 mezes vencidos A.S'oOO.
Por auno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.


fc>C.A MUGADOS DA. ILBSCR1PCAO DO NORTE.
Panhiba, Ir. Joao Kodolpbo Gonw ; NiUI, o Sr. Joiqulm
I Paralra Jnior ; Aracaty, o Sr. A. d Lcmoi Braga ; Cea-
ra', e Ir. J. Jote dt Olirtira ; Maranhao, o Senhor Jos Teiiei
ri da Mello; Plauhjr o Senhor Josa Joaquim Avelino ; Pi-
ra, Ir. Juima J. Raraoi ; Amaionaa, Ir. Jirn jmo da
CttU.
PARTIDA DOS CORRE1US.
Olind. I todo, o di... .. 9 e meta tiara, do da.
lguaraasii', Goiannae Parahiba: nal -.-_,;:. i,- e aevlal-frira'.
S. Anlao, ltoierroa, Roniu, Cmara', AUinlio e Gmatae! na lerca-fetra
S. Luurrnco, Pao d'Allio, Naiareih, Llaueira, Braja, Paaaaira, Ingaaeira,
Flores, Villa-Bella, Roa-Vi9ia. Oarkarv Esa', na.iiiartaa-notai.
Cabo,lpojoca,Seriotiiem, Kio Formuso, Lna, Barreiros, Agaa-Preta, Pi-
menteira. e Natal: quintaa-n-iras.
.Teiiot o. corrcio. parlem a. 10 hora, da manila.
ADOIENG1AJ DOS TBJBUNAKI DA CAPITAL.
Tribunal do cornmercio : segundas a quintal.
Helacao : terca faina labbadoi.
Fazenda: quartaa a labbadoi n 10 horai.
Juizo do eommercio : aaguodaa aa 10 horas quimas o maio dia.
Juio da orpbaoa : segundas a quintas ai 10 horas.
Primeira Tara do elvel : legundn aiexiaiao maio dia.
Segunda Tara do elvel ; aartn a aabbadoi aa maio dia.
EPHBMERIDES DO HEZ DE OUTLBBO.
S La ebeia ai 80 minutos da tarde.
10 Quarto minguan te as 3 horas e Si minutos da manhaa.
17 La nova ai 7 horai a 19 minutos da tarde.
20 (uartocreicanta ai 11 borai a 40 minuto da tarde.
PRKA.MAR DB HOJE.
Primeira ai 2 horai a 18 minutol da tarda.
Sagunda ai 3 hora a B4 minutoa da manhaa.
DAS da semana.
12 Segunda. Ss. Prisciliano c Domina Mm.
18 Terca Ss. Daniel e Hugolino f. m.
14 Quarta.S. I alista p. m. ; s. Fortunata v,
1{ S. Tbereza de Jess v. c. ; i. Angeleo m.
16 SeAta Ss- Martinianoe Siluriano irs. Mm.
17 Sabbado S Euduviges duqueza.
18 Domiugo- 20 S. Lucas envangelista.
km:arregados da subscricao no sll
Alagoai, o Sr. Claudino Falcao Diaa ; Babia, o Ir, D. Dupri ^
Kio dt Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martini.
EM PEKNAMBKCO.
O propriatario do DIARIO Manoel Figueiroa da Pana a tus
Uvraria, praca da Independencia o. e 8.
O proprietario desle a Diario > desojando
estabelecer urna Iinha de distribuic5o da
ponte da Magdalena ao Cachangn, previne as
pessoasque moram na referida estrada que
queiram'assignar o mesmo Diario quei-
rani mandar seu nome e residencia na livra-
ria n. 6e8da praca da Independencia.
PAHTE OPFICIAL
MINISTERIO 1)0 IMPERIO.
Decreto n. 1,763 de 14 de maio de 1856.
Di' dovos eslalotos a' aula do eommercio da
corle.
Usando da anlorisarJlo concedida pelo decreto n.
769 de i) de agosto da 1854, hei por barr reformar
a aula do eommercio da corle, approTaodo os es-
tatuios qua com eile baiiam aiiignadoi por Luiz
Pedreira do ('.nulo Farrai, do mea coniellio, mi-
lilitro e lecretario da estado doa negoeioa do impe-
rio, qoe assim o tenha entendido (ac,a eiecoiar.
Palacio do Kio de Janeiro, em 14 de maio de
1856, 36' da independencia do imperio.-('.om a
rubrica de S. M. o Imperador.Luiz l'edreira do
Coalo Ferraz.
Malulos do Iii-aliliilii < ..miii.rrlal do
Rio de Jnneiro a <|ue ate re-crc de-
rreto ilosln CAPITULO I.
Da orgauisajao da aula do eommercio, e do curso
dos estados.
Arl. 1. A aula do eommercio desla corla forma-
ra' ura cario de esludoi com a deuiominacSo de
lustilulu Commercial do Kio de Janeiro.
Art. 2. U Instituto sera' regid" por om director
lubordioado ao ministro e secretario do eslado doi
negocios do imperio, e por umi janla composla dos
prolessores.
Tora' alem disto :
lu secretario.
l'ru porleiro o lerTenles que forein Decena-
rio.
Art. 3. O cario de Miados dorara' dons anuos,
dislribuindo-se ai materias do ensino pelas seguin-
les cadeiras :
Primeim anuo.
Primeira cadeira.Conlabilidsde e eseriptura-
(3o mercanlil.
Segunda cadeira.Geegraphia e estalislici com-
mercial.
Segando atino.
Primeira eadeira.Direilo mercantil.
Segunda cadeira.Economa poltica com ep-
plicac,o especial ao eommercio e a industria.
Arl. 4. ." estados do arligo antecedente sera'
anuexada urna aula de calligraphia e desenlio li-
near. .
A pesioa incumbida do entino nesta aula lec-
cionara' os alumnos de ambos os annoi na hora
que for marcada pelo director, sem prejuio das
oolras aulaa.
Art. 5. As materias das cadeiras, referidas nos
arligos precedentes, e a ioa distribuirlo poderam
ser alteradas pelo governo, conforme o acousilliar a
experiencia.
CAPiTULO II.
Plano geral do ensino.
Arl. 6. Os prolessores guiar-se-h3o no emino das
respectivas cadeiras pelas leguioles regras :
1* O profesior de coiitabilid.de e de escriptura-
{3o mercantil principiara' o seu careo fazendo re-
cordar a nos alumnos lodosos clculos arithmeti-
cos applieaveis ao eommercio ; dar-lhes-ha noc,es
elementares do calclo de probabilidades, e depois
de explicar-Ibes desenvolv lamente a metrologa na-
cional, cempraodo-a com os sistemas de peses e
medidae dos paizes comtnerciaea com applicicao ai.
qoesles mais usaaes da stereometria, passara' a
ensinar-lhes a conlabilidade e escriploracao mer-
canlil, o sistema de cambios, as leis que dele nam suas varacei, a escr.plurflc.ao por partidas do-
bladas, os saques de prac,a a' iraj, a arruinaran
de livros. as principa upirac.-s do eommercio.
0 mesmo professor devera' no ensino pralico si-
mular entre seus alumnos a direco.i > e escriptun-
(30 de ama casa commercial, r-/. n lo com que el-
les cscriplurem os respectivos livrns, que serSo
presentados qaando liverem de ser jnlgados nos
eximes do fim do anno.
A eacriplorac,ao de cada dia d-\era' ser feila aa
aula, a' vista do prq/essor, am iivros rubricados por
elle, qae a examinar.' e corrigira' no dia seguin-
(e, notan lu aoi alomos os erroa que liver encon-
trado.
'2* O profesiur de geograpliia e de eslalislica com-
marcial entinara' a geographia em geral, a geo-
graphia do Brasil e a commercial, explicando aos
alumnos qnaes os diversos Elados e lagares mais
imp ranles do globo, soa organisa^ai poltica, as
las renda: e meio circulante, as sais dividas, o
seu moviraeoto commercial interno e externo, os
seo principies productos, progressos indnslriaea,
meios de ccmiuunicarAo, as distancias de pra;a
B' prie.l.
I'ar-lhes-ha conhecer lambem os priocipaes pro-
ducios das provincias do Brasil, ,ns nac,oes qua ot
possuem semelhaules, aquellas em que ellas tem ou
posiam ter inaior eriracAo, e igualineulea impor-
tancia commercial de cada provincia.
3B O professor de direito mercantil cometa' o
ensino da iaa cadeira pela historia geral e resumi-
da do eommercio, dos seus elementos e dos objeclos
qoe tem com ella mais imme li.il i relar,3o e depen-
dencia: dahi pastara' a explicar o cdigo commercial
brasileiro, comparando suas principaes disposices
com as doa cdigos eslrangeiros, e os usos e esly-
los das pracas mais importante.
1 .ir. lambem eom que leus alumnos apiendam a
legitlafo das alfandtgas e consulados, e conhec,am
as larifai estabelecidas e as leis qae regalam a pro-
propriedade.
4 O proletsor de economa poltica applicada en-
einara' a aeus alumnos ai nures mais geraes da
ciencia, a teora do valor, da prodacc.30, do sala-
rio, da renda, e da moeda, a dos Bancos, caitas
econmicas, e empreilimoi. a doi impustos da im-
portarlo e exportara i, explicando igualmente ai
relaces exilenles entre a eommercio e as outras ,,0I e ue oj
(tes da riqueza publica, e fazendo de ludo a de-
Vlda applic.eao.
5< O encarregado do ensino da calligraphia lera'
a sea cargo aperfeieoar a escripia dos alumnos, no
que concerne linio a iua corrercAo orthographica,
como ao carcter da letra, e Ihes dar' liees da de-
aeiilu linear com applicaeao a' industria, lanto
quaoto for poilivel
CAPITULO III.
Da admissao dos alumnos.
Art. 7. 1) dia 20 ao ultimo de Janeiro citarlo
aberlas no los(i(uto as inscripces para a matricula
dos alumnos, desde as 9 horas da manliAa al as
-.! da larde.
Ser3o felai por (ermo laucado pelo secretario,
em livro especial, que sera' aberlo, encerrado e ru-
bricado pelo director.
Ai i. 8. O alumno qae pretender malrcular-se
devera' declarar, em requerimenlo ao director, seu
nome, idade, naluralidade e liliseao, joniandocer-
(ides ou documento! que provein ser m.iior de 16
anuos, ter sido approvado as materias do artigo
seguiute, e li i ver sallsfeilo a (xa marcada na la-
b-lia anneta a es(es estatolos.
Arl. 9. Nenhltin alumno podera' ser matriculado
sem qua mostr ter sido approvado iras seguiutei
malillas :
Lingaa nacional, comprehendendo a grammatica
e escripia.
luglez c frincez, arillimeWa, algebra al equa-
(Aei do sesando grao, geometra plana e conside-
rada no espaco.
1 riguomelria.
0 numero de preparatorios exigido* por esla ar-
(igo podera' no futuro ser augmentado palo gover-
no, exigindo-se tsmbem o aliena'.
Arl. 10. S serSo admillidas as citidOei de qoe
Irala o arl. K\ quanlo forein psssdasem conse-
queucia de appiovarAo mi materias cima refe-
ridas.
us exaraet feitos na capital do imperio, na con
formidade do arl. 112 do rrgulamenlo da inslrarcso
primaria e secundaria de 17 de Tevereiro de IH\">.
as facul lades d. Impeli, na parle cm qoe ver-
sarem sobre materia nellas exigidas como prepara-
torios.
Arl. II. Ser.lo alm dial* malricolados:
Os batthari em letras do collegm de Pedro II.
01 que liverem lilulos ile approVrSo nos e>lu-
dos de primeira rijan no nie'inn colleglo.
Os que liverem nirto approvados no primero an-
_ iiaadniiil i* n
urna lilla de lodos os alumnos matriculados no
pritneiro auno.
CAPITULO IV.
Do rgimen das aulas dos exames do Gm do anno
das friai.
Arl. 13. Ai anlas se abrirSo no dia 3 de feve-
reiro e se fecharlo no dia 3 de novembro.
Art 1i. As horas das licOu serSo distribuidas
pela junta dos professores no principio de cada au-
no, devendo durar hora e tneia o ensino de cada
materia.
Arl. 15. Os exames eomecarSo no dia 5 de de-
zembro, ou no leguiute, te aquello (or domingo ou
feriado.
Sinlo por escriplo na parle em qoe isto for ad-
missivel, observan lo-se as iinlrucres do governo,
expedidas obre proposta da junta.
Arl. 16. Os exames, com exeepcSo do de geo-
graphia, ser3o por nonios, lirados a' aortc, com a
antecedencia de 24 horas.
O de geographia sera' vago, desgnaulo o com-
missario do governo os pontos em que os alumnos
devena, ser pergunlados pelos respectivos professo-
res, os quaes, n3o obstante, poderlo dentro do pra-
zo marcado para cada um, fazer nutras parguulas
que jiiluarem conveniente-.
Arl. 17. Una e oulros e xa mes serlo regalados por
um prograiiima orgaoisado pela junta dos profeso-
res al o da 26 de novembro, dentro das materias
lesionadas no anno, e approvado, com modifica-
riles oa sem ellas, pelo commissario do governo, que
o devolver', al o dia 30 desse mez, para ser exe-
culado, daodo de lado coola ao minisdrio do im-
perio.
Arl. 18. O ex ame de cada alumno clarar urna
hora qumdo for niiicamenle verbal.
(.loan lo porem (r lambem por escriplo, alem do
prazo dedoas horas, marcando para os alumnos pra-
parem sea Irabalhu, dorara '. hora a parle oral.
An. 19. A junta dos professores designar d'enlre
os seus coembros 2 professores para servirem de exa-
minadores as mtlerias de cada aooo, preferindo os
que liverem regido as respectivas cadeiras, e, na fal-
la desles, qoem o deva substituir, quando n3o ha-
jam oppnsilores disponiveis.
Arl. 20. Os ea,mes dos annos se faro sob a pre-
sidencia de um commissario do governo, e sern jul-
gados por este, por um adjunto, nomeado pelo mi-
uistro e secretario de estado dos negocios do impe-
rio, pelo director A pelos examinadores.
Art. 21 Se houver grande numero de alumnos
podera o director, de accordo com o commistario,
propor que se facam ao mesmo lempo ot exames de
ambos os anuos.
Nesle caso o governo designar quem deva substi-
tuir o commissario e seu adjunto, o director na se-
gunda mesa de exames.
Arl. 22. I' indos os exames de cada dia, volaran os
respectivos joizes a portas fechadas por escrutinio
secreto, gaardando-te na forma da votacJo o syslema
preserplo no arl. 22 do regulamenlo do collegio de
Pedro II de 17 de fevereiro de 185o.
Ar. i't. Peilo islo, o secretario escrever em li-
vro especial o resultado da volac.So, livrando um
lermo que ser astignado por lodos os joizes.
Arl. 24. Concluidos os exames de ambos os annos,
fara o director organitar, para ter prsenle a junta,
urna lisia dos alumnos em cada anno com a declara-
do das olas qae liverem obtido.
Estas notas serlo as segaintes : u approvado ple-
namente, (pimo n alomuo alcan;ar todas as es-
pheras brancas no I" e 2" escrutinio ; approvado
impliciler, qaando liver tido algomn esphera pre-
la ; e a reprovado, qoando ttlr maior o numero de
espheras prelas no 1* escralinio. No caso de empale
considerar-se-ha o alumno approvado simplesmei.la.
Art. 25. Alem das ferias, dos domingos e das
sanloi de guardas, s menle ser i feriados n'o inslitu-
lo os diai de fesla nacional marcados por le :
Os de hit i nacional declarados pelo governo.
Ol de mirii 1 i, desde a segunda (eir alo i|uarla de
lana exclusiva.
Os da Semana Sania, desde domingo de amos
ale o de Paschoa.
DAPITULO V.
Dos premios e vanlagens concedidas aos alumnos.
Arl. 26. Logo que esliver organisada a lula do
arl. 21, o director convidar;1, o commissario do gover-
no e seu adjunto e lodos ot professores para se reu-
nirem em junta exliaordinaria, sob a presidencia do
meimo commissario, uo dia qua este designar, para o
lim de conlerirein premios aoi alumnos qae mais se
liverem dislingoido.
Arl. 27. Em cada anno do corso da eslndos pode-
ro havar al doos premios com a desigualo de
I" e2\
O I' premio contar de m livro, de cncaderiitc,3o
dourada, lobre objeclo imporlsnle, devando-se pre-
ferir os que trataren] de algumas das materias do
cario do instituto, ou que com ellas liverem relaen;
e < caf,
O 2' de om livro de igaal encadernae.Vi sobre as-
aompto semelhanle ao do 1- premio.
Arl. 28. Alem desles premios po lera a haver, pa-
ra os alumnos que lerminarem o curso de estudos,
ale dous premioi especiaes.
Estes cunsiaiirao em medalhas de ouro, lendo em
urna face o leguiute disticnInstituto Commercial do
Rio de Janeiro Honra ao talento, moralidade e
1 appliraco e em outra o nome do premiado c a
dala do anuo.
Art. 20. Os premios serao acompanhados de nina
Caria de incrUo, que seii passada em nome da junta.
Arl. :',n. As calvas relativas aos premios inuuaes,
sern impressas em papel de grande formato diollan-
da), e asiignalas pelo director e professores do auno
a que perlencer o premiado, e pelo secretario.
as que se referirem aot premios eipeciaes confe-
ridos no lim do curso, sero iuipressas em pergami-
nho, assignalas pelo commisssaho do governo, pelo
director, e pelo secretario.
Tudas ellas lerSo o sel'o do ins(i(olo.
As medilh.s ser3o pendentes de urna lila com as
cores ni.-ionae-.
Arl. 3|. Os premios do arl. 27 s poJero ser con-
feridos aos alumnos que liverem sido approvados
plenamente, e se distinguido por seu procedimento
moral, assidoidade e apphcac.lo ; e os do arl. 29 aos
que liverem lido igual approvac.3lt.ein ambos os an-
lirflo sera' examinada, corrigida a rubricada pelo res-
(lectivo professor na pagina do dia.
Arl. 44. I acorre em falta como se n,lo (vene viu-
do a' aula, o alumno que tahir deala sem Hcenca do
professor, e o que nao se (Testar aos Irabalhos qae
Un forera corameltidoi.
Art. 45. Todos o mezes o porleiro apreseolara'
ao secretario a lista dat fallas dos alomos dorante o
mez anterior.
O secretario formara' orna lisia geral de lodas,
com declararlo dos diai om que foram dada, e a
transmitir' a' janla.
Arl. 46. Em sessilo desla serrn combinadas com a
lista do porleiro aa notas dos professores, que decla-
rar as faltas que hoaverem abonado.
sut fancfSes sem que se rtuoa mais de melade
gen*, membros.
Compele-Ilie :
! A eicolha doi compendios, Iivros, e mais ob-
jeclos que devem ter admillidos as aulas.
2." A orginiiaco dos programmas do ensino e
dos pontos, a a designaeSo dos professores para o
exames
de primaria e secuudaria a respeilo dos professores p-
blicos.
Arl. 89. Findos 10 annos de servido podera' o go-
verno mandar adianlar, aos qoe o requarerem, a
Qiioiitia nacessaria am de eolrarem para o Monte
Pi dos servidores do E-lado.
Art. 90. Os que liverem 2il anno) d-i servico ef- expediente,
lectivo lerSo direito a um augmiuto da gratificado
y
3.- O examq e o jalgamenlo dos concurrente s correspondente a' qaarla parte do seu ordenado,
cadeiras que vagarem. Arl. 91. Os que complelarem 25 anuos de effec-
4.- O julgamenlo das fallas dos alumnos e dos de- livo escrcicio poderSo ser jubilidos com ordenado
liclos por elles commellidos nos casot marcados no i por inteiro.
capitulo antecedente. Tambem pdenlo jubilar-se, mas somenle rom o
5." Propor as emendas e alleran.es que a experien- ordenado proporcional, os quo leudo mais de 10 m-
cia aconselhar nos eslalutos, rcgulamenles e prali- nos de servido provarem que se acham iDhabiltUdos
A junta coafederando lado as julgara', podendo c;n do inslitulo, e lodo quanlo julgar a bein do en- de continuar a leccionar.
3aei
Mi
merecerem por serJ*nlenlo nao vulgar,
o da academia de mannlia e da escola militar,
comanlo que passem por exame de inglez e sejam
uelle approvado'.
Os alumno da aala do eommercio ora exilenle,
qae liverem sido approvados no primeira anno da
notavel api lirac'i e moralidade.
Arl. 32. O director e os prolessores appreteoarao
aos momio ,s da junla na sets3o extraordinaria de
que trata o ait. 96, todas as notas que liverem loma-
do durante o anno acerca do procedimento e appli-
cac3o dos alumnos, d'enlre osquaei leem Je ser et-
colhidot os premiando!. '
No julgamenlo para os premios ter-se-bi em
minio especial allencao estas notas e as inlorinacoei
que devem na inesmaocessio ser ministradas a'jun-
io pelot dilos prolessores.
Art. 38. Para a concestji) dos premios reqoerem-
se pelo menos dous tercos de votos favoraveis dos
membros da junla.
Arl. 3i. Os premiot lerSo deslribuidos publica
nenie pelo ministro e secretario de estado dos ne-
gocios do imperio, e na sua falla pelo commissario
do governo ; ubservandu-ie quanlo a's solemnidades
desse aclo o que se pralica ou houver de pralicsr-se
no collegio de Pedro II.
Ar. 35. Aos alumnos que forera approvados no
2' auno do curso passar-se-ha uraa caria de habili-
tarn, a qual sera' astignada pelo commissario do
governo, pelo director e pelo secretario, e impressa
emtjptrgamiiiho, legoudo a formula marcada no Tira
desles eslalotos.
Art. ;)6. Os alumnos qoe obliverem esta carta po-
deio ser despachados para os lugares de quintos es-
criturarios do ibes, uro nacional e para os da quar-
los escripturarios das Ihesouranai, in.lepen lente-
mente de concuo, e lero a preferencia para os em-
pregos deile instituto, das alfandegas, dos consula-
dos, e das reparliroes que nao exigirem oulrat habi-
lil-eft's especiaes que elles nao tenham.
Arl. 3jteila a dislriboico dos premios encer-
ra--? haW todos os Irabalhos do auno lectivo.
CAPITULO VI.
lia frequencia dos alumnos e da polica do inslitulo.
Arl. 3S. Os alamnos devun respeilsr o director,
professores e mais en>pregado, conservar o na.on
silencio durante as aulas, e ler a maior appliraco e
assiduidade,
Arl. 39. Ile-lhes prohibido fa/erein vozerias e pas-
sarem em ampos dentro'do edificio do intitulo.
Art. 40. O que rieixar de cumprir ot preceitos dos
arligos anteced nles, provocando desoruem romos
seus companbeirus, tdl'e|idendo-os do qiialquer mo-
lo, ou (alian lo ao respeilo a seus superiores, incor-
rern' as penas declaradas em diversos rticos desle
capitulo.
Art. II. O alumno i|iie der 10 (alias em cada anno
tem motivo justificado, od 4o tinta joeUfleaode-aa, I
perdea' o auno, e sera' meado da matricula, pul.li- ;
canto s osen nome por edital no instillo.
Arl. 42. As filias deveio ser justificadas loan no
prim iro dia em quo o alumno comparecer peranle
mesina aula apresenlando cerlido de lerem sido ; o respectivo prolesior, que a? podera' alionar, se
timbera approvado- em inglez. I echar fundados os motivas, ou procedentes os d. cu-
Arl. 12. Terminado o prazo das malrlcolas, o di- ment .presentados,
redor tara' eslrahir, remellera' ao governo e ao' Ail. 43. laes fallas sei3o lodosos dias nolada
respectivo professor, e publicara' pela imprensa, I pelo porleiro em urna cademela, que no fim de cada
anda receber asjuttifica;Oei que at esse momelo
0 alumno apresenlar.
Arl. 47. Terminado o julgamenlo da junla, o se-
cretario nrzanisara' a lisia das fallas commellidas du-
rante o mez, accrescanlando as dos mezes anteriores
c, fazendo-a acompanhar das notas corresponden-
tes, a publicara' por edilal,
Arl. SS. O julgamenlo das follas nao (ara' lugar
se nao depois que o alumno comparecer.
As que forera dadas anles dessa poca, sero lan-
zadas na lilla com a observaeo de con(inuac,3o da
ausencia.
Se o alumno perder o anno far-se-ha esta obser-
vara, i no mez em que isto se verificar, n3o conti-
nan,lo mais imcriplo na lisia.
Arl. 49. Os alomnoi poder3o reclamar, assim con-
tra a ola qoa lite for laucada pelo professor, como
contra a occiso da junta.
As reclamarnos devero ser apresenladas dentro
de 3 dias contados da nula do professor ou da pu-
blicac.i da lisia, ao meimu prnfesior, ou ao direc-
tor, para terem prsenles junla.
No caso de conlinuarem as fallas, os :1 dias serSo
contados do em que coroparecerem.
Taes reelamaoijes nao sero admit i tas senao em
dous casos : o I- se o alumno negar as fallas ; 2-
se o julgamenlo dellas for dado em sua ausencia.
Arl. 50. O alumno que perturbar o silencio, cau-
sar desordens dentro da aul.t, ou nella proceder
mal, rer reprehendido pelo professor..
Se nao se cunt ver, o professor u fara' inmedia-
tamente sabir da aula, ordenando ao continuo ou
porleiro que Ihe marque urna falla, e tome nota do
lacio ua sua cademela, para ser levado au runden-
menlo.
Se o alomo > recusar sabir, ou se osar de palavras
desrespeilosas, o professor fara' lomar por termo
i-o inc-mo pelo porleiro, e dar' logo parle do oe-
corrido ao director.
Se o professor vir qoe a ordem nao poda ser res-
labelecida, suspender' a litjlo, lomando ou man-
dan lo pelo porleiro lomar os nomes do autor ou
autores da desordem para o lim cima iudicado
Arl. 51. O director logo qoe livir noticia do fic-
to, as duas ultimas hxpolheses do arligo antece-
dente, fara' vir a sua presem-i o culpado ou culpa-
dos, e depois de ler publicamente a parle do proles-
sor, e o lermo lavrado pelo porleiro, impora' a
pena de prisflo correccional de um a oilo dias.
Arl. 52. A pr eo correccional lera' lugar, logo
que for possivel, dentro do edificio do instillo em
lugar convenientemente preparado, donda nos dias
de Irabalho sabir*' o delinquenle para assislir as li-
ees oo para ir fazer acto, se esle liver lugar era
ocoasiao em que o alumno anda u3u tenha preen-
cbido os das de priso.
Arl. 53. Se a desordem fur dentro do edificio,
porem fora da aula, qualquer professer ou empre-
gado que prsenle se actir procurara' conler os au-
tores ero seus deveres.
No casa de n.'iu seren alien li las suas admocsla-
ees, ou se o successo for de nalurcza grave, o pro-
fessor ou empregado quo o presenciar dovera' im-
oi-,li,llmenlo communicar o (aclo ao director.
Art. 5i. O director, logo que receber a participa-
1 Cao, ou ex-olli i,i. quando por oulros meios liver
noticia do fado, lomara' delle ronhecimeiilu, fa-
zendo comparecer peranle si o aliuuuo ou alumnos
que o pralicaram.
O coinparecuneulo lera' lug*r na seerelaria.
Arl. 55. Se depois das inlagac.es a que procedir,
o director adiar que o alumno merece maior ccr-
rcccao do que urna simples advertencia feila em
particular, o reprehender' publicamente.
sirl. 56. A reprebensd sera' nesle caso dada na
secretaria, em pro-enea de dous professores, e-dos
empreados, e de i a ti alomos pelo menos ; ou
na aula a que o alumno perlencer, persenles o pro-
fessor e os oulros alumnos da mesraa, que se con-
servaran! nos respectivos lagares.
A todos estes actos sssislira' o secretario, e de lo-
dos elles, bein como dos casot referidos nos tris. 50
e 51, lavrara' om termo, que sera' presenta na pri-
meira sesso da junla e transcripto as informa;Oes
dadas ao governo sobre o proce lmenle dos alom-
os.
Arl. 57. Se o director entender que qualquer
dos deliclos marcados not arligos antecedentes me-
rece, pelas circunstancias que o acompanharem
mais severa puun.o do que a do arl. 91, mandara'
lavrar termo de ludo pelo secretario, com as razoes
que o alumno allegar e cora os depoimenlos das tes-
lemuuhas que souberern du fado, c o apresenlara'
a' junta.
Esta depoit de empregarTis meios neeeisarios para
a indagac,3o da verdade, o cuudemnara' a' pn-.io
al 40 das, e a' pe Ja do anuo te o reconhecer cul-
pado.
Arl. 58 Se os alumnos combinarem entre si para
iieiibum driles ir a' aula, a cada urn dos que nao
justifiearem a auseucia sera' imposta a pena de cin-
co fallas, c ot cabecas sero punidos com a perdo
do anno.
Arl. 59. Os alumnos que arrancaren! edilal den-
tro do edificio do inslilulo, ou pralicarem acto de
injuria dentro ou (ora delle, por palavras, por es-
criplo ou por qualquer oulro modo contra o direrlor
ou professores. sero punidos com as penas de pri-
so de ura al tres mezet, oo com perd de um
ale doos annos, conforme a giavidade do caso.
Arl. 60. Se eommeilerem dentro do edificio do
inslitulo arios ollen-ivos da more) publica e di re-
ligio do Eslado, oa se em qualquer lugar oa por
qualquer molo que seja dingirem antearas, lania-
rern aggresiSo oa vias de fado contra as pessoas in-
dicados no arligo antecdeme, sero punidos com o
dobro das penas ahi declaradas.
Se ellectuarem ai ameaeas ou realiiarem as ten
lalivas sero punidos com a exclato dos esludos do
i Mulata,
As penas dette artigo do antecedente nao ox-
cluem aquellas ero que iucorrerem os delinquenles
legando a legislaco geral.
Arl. 61. Se os deliclos dos rticos antecedentes
forem platicados per esludanles do ultimo anno,
serAo punidos cum a suspens3o do exame ou com a
reienco da carta do habilitar u no caso era que
aquelle ja tenha sido felo ) pelo lempo correspon-
dente au das penas marcadas nos ditos arligos.
Arl. 62. As penas de priso correccional por mais
de 8 das, de re(en;o das carias, de suspmsSo do
exame, da perdu do auno e da excluto, sero un--
ponas pela junta, de cujas decisoes se admiltira' re-
curso para o governo, sendo inlerpotto dentro de 8
dias contados da miimac.lu.
O recurso ser suspensivo not easos de peda do
anno ou de excloso.
O governo imperial, a quem sero prsenles lo-
dos os papis qoe (ormarem o processo, resolver'
coniirmaulo, revogaudo ou modificando a deciso
da junta.
Art. 03. O alumno que for reprovado em dous
annos consecutivos licara' inhibido da malricular-se
no intualo.
CAPULLO VII.
Do commistario do governo.
Arl. i,i. O governo Horneara' um commissario, a
quem incumba immedialamenle a a(a inspec;o do
ensino, da disciplina e da economia do instlalo.
Esle funeciouario, alem das atlr'ibuirdes marca-
das no corpa desles estatutos, devera' .
1. Assislir aos examei animar- dos alumnos e to-
mar parle no seu julgamenlo, presidir aos concur-
sos e a' sessio exlraordiuoria da junla para a con-
cest3o dot premios.
2. Etludar a* necessidades do inslilulo, e propor
as medidas que julgar convenientes para a represto
de quaesquer abusos que se tenham iulroduzido, ou
para a mu lilic ic-i das dispodcjuea dos prsenles
"Mulos, e das pralica admitilas na estabeleci-
menlo.
I. Dar conta ao governo, em relalorio annual, do
eslalo do initilnto, e do juizo que formar acerca du
aproveilameulu dos alumnos, e do inei lio dos pro
fessores.
An. 65. Para o desemp'iiho de suas funcees le-
ra' o direito de exigir c,o director, prefe-sores e
mais empregadoi as iiiforiiiaccs que cnleuder ne-
cess.rias.
CAPITULO VIII.
Da junta dos professores.
Arl. lili. Alm dos casos marcado expressamen-
le uestes eslaluUn, o dreclur dever i' reunir e con-
sultar a janln dos professores sempre que for con-
veniente.
Arl. 67. janla doi professores nao pode exercer
sino.
6.- A dislribuico das horas das lirOes e a conces-
so dos premios.
Arl. 68. janla dos profassores se consliluira em
tribunal interno todas as vezes que um de seus
membros o requerer por escripto ao director, ou que
Ait. 92. O proessor que se juLilar cora 30 annos
de servico, lendo pelo menos 25 anuos de magiste-
rio eil-ctivo, lera' diieito a mais metale do seu or-
denado.
O que obliver permisso do governo para coali-
iiur a leccionar depon de haver completado 35 ao-
esle por si oa de ordem do governo a convocar pa- nos de effeclivo exercicio lera' orna gratificado de
ra o dito fin.
Arl. 69. Nesla tribunal se examinaro a discuti-
ro as faltas dos professores que forem contrarias
moralidade e decoro do estabelecimanto, ou i dig-
uidade dos seos eollegas, (cando sujeilos os mesmos
professores nat faltas que cornmelterem s penas im-
postas aos professores de inttrucralo primaria e se-
cundaria no capitulo nico do til. 5 do respectivo
regulamento.
Art. 70. O processo disciplinar para a imposic,3o
das penas a que se refere o arligo antecedente lera'
lugar pela forma disposta nos arls. de 121 a 134 do
citado regulamento.
Ai I, 71. Os professores maniera > as diiciistoes da
junta a maior urbaoidade e delicadeza para cora o
director e para com os oulros professores.
O que infringir este preceilo sera' immediamente
chamado a' nrdem pelo director ; se insistir, o di-
rector o fara' lahir da iess3o, e se recalcitrar, o ius-
pendera' do exercicio de soas funcees e vancimen-
los al 8 dias contados do dia imme lialo ao da ses-
so em que o fado acontecer, fazendu-se do que o:-
correr expressa meneo na acta.
A suspenso, porm, s prodazi ra' seus efleilos,
qumlo aos venciminlos, depoit de approvada pelo
governo.
Arl. 72. At sestoes da junta sero sempre em ho-
ras que nao prejodiquem o servico das aulas, dos
examei e dos oulros actos do inslitulo.
Arl. 73. Os professores sao ohrigados a compare-
cer as sestoes da junla, perdendo os vencimentos do
dia em que faltarem sera motivo justificado.
Arl. 71. Esla pena sera' imposta pelo director no
fim da se-s,io em que a falla se der, fa/en lose disto
meneo na respectiva acta.
Arl. 75. Sempre que se tratar de objeclos ou
queslOes de intereise individual, a volarlo da junla
lera' por etcruliuio secreto ; suas deliberar,Oes sero
tomadas por maioria absoluta de votos dos membros
presentes.
O director votara' lambem, e em caso de empale
lera' o voto de quali la le.
CAPITULO IX.
Do direclor.
Arl. 7(1. O direclor sera' nome ido por decreto m-
ptrial, e lera' a' seu cargo :
I." Oiservar e azer observar os estatuios, regu
lamentos e ordens concernentes an inslitulo.
2.- Inspeccionar o ensino, encausando o melhodo
dos professores, e a maneira porque deseinpenham I
suas ohrieacOee.
1009 por anno, emquanlo for pelo mesmo governo
couservado no magisterio.
Arl. 93. Para o lempo de elTectivo siryirjo sero
abonadas:
1 As fallas dadas por servica publico em oulros
empregos ou comraisses, comanlo que dentro dos
25 annos do arl. 101 nao comprclietidaoi um espado
maior de 5.
2" As fallas por molestia, justificadas pelo modo
declarado nesles estatutos, nao excedendo de 20 em
cada anno, ou de 60 em um Iriennio, salvo se a mo-
lestia for adquirida em servijo publico.
3< As que prucederem de suspenso judicial ou
administrativa quando alinal for o professor suspen-
so declarado nnocenlo.
i" As que forem dadas em virlude de motivo que
nao seja pessoal, ou em consequencia de servico pu-
blico gratuito e obrigalorio por lei.
Art. O. Os professores leccionaro cada dia du-
rante o prazo marcado no art. 1 i, explicando as ma-
lerias do esludo para o dia seguiute, pergeniando aos
alumnos sobre a liro panada no dia antecedente,
oo entreten lo.os era exercicios praticot.
Arl. 95. Devera alem disto :
Io Comparecer em tuas aulas a' hora marrada,
decentemente vellidos, e nellas conservar-te durante
o lempo designado no arliso antecedente.
2 Manter dentro dellas o silencio, o respeilo e a
conveniente disciplina,admoeslando os alumnos pou-
CAPITULO XI. | Rio de Janeiro, era.... de.... de....
Dos empregados. Sello do inslitulo.
Arl. 113. Para o cargo de secretario sera nomea- : Assigoalura do direclor Assigoalura dos pro-
do om dos oppotilores, o qual tara as siguiutei obri- j amboi os aunos. fessores da
gacoes Assignalara do secretario.
1. Escrevrc registrar loda a correspondencia el Juramento do direclor prestado uas raSos do
commistario.
2. Kedigir e ler as acias das sestfies da janla. Juro aos Saoloi Evangelhosdesempenhur fielmen-
3. Transmillir puntualmente as ordene do di- te as funcees do cargo de diredor para o qual fui
redor. nomeado, observando e fazindo observar os estata-
4. Inscrever os nomes dos alumnos que quizerem los regulamentoi no lustnuto Commercial do Kio g
matricular-te, abiindo, encerraudu e asiiguando o | de Janeiro. -/
Juramento qae devem pretlar os professores nai
mos do commissario do governo.
Juro aoa Santos Evaogethos desempenbar fiel-
mente as fuicc/ies do cargo de professor, para qae
fui nomeado, promover o adiamntenlo dos alumnos
que foram confiados ao meu cuidado, observar e fa-
zer observar os estatuios e regu lamentos d initiluto.
Assim Dos me ajode.
Juramento qae devem prestar os ampregados as
polos do director.
Juro aos Santos Evangclhos exercer com lodo o
zelo as funcc,es do erapregode...... qae me foi eon-
respectivos termos.
5. Organisar at folhas dos vencimentos dos em-
pregadoi, exlralnr e apresenlar ao director as contal
das despez, do instituto.
6. Dirigir o archivo. cuidar dos Iivros do iusli-
lulo.
7. Auxiliar o direclor na polica e asseio da
casa.
S.oDar cerlido do que Ihe (or determinado por
despacho do direclor.
9. Nolar cm livro especial os dias das fallas dos
pr'fessores e mais empregadoi.
10. Organisar a lista das mesmas fallas durante o fiado. Assim Dos me ajude.
lOr a i r ia. .,, i 1 ... iUb-bI-. k. I-Ja. _.-, ______ IS.I..I. 4 I):. .S.. laa-t.
mez, e apressata-la ao direclor no I-dia ulil du mez
seguinte.
Arl. 114. Na secretaria cobrar-se-bo, e sero re-
colln los a urna cana especial, que eilar em poder
do lecretario, os emolumeulos constantes da tabella
aonexa.
Arl. 115. Na ausencia ou impedimento do secre-
tarlo far suas vezes um opposilor, e em sua falla a
peisoa que o direclor designar, percebendo urna gra-
lilicar.io sual a do efleclivo. *
Art. 116. O porleiro lem por obriga^o :
1. Abrirs portas do edificio meia liara antes da
designada para as aulas, e (echa-las qaando lermi-
narem o Irabalhos.
2. Cuidar no asseio de lodo o edificio, dirigindo
e iii-truiu I i os servantes que Ihe s3o subordina-
dos.
3. Prover o edificio de ludo quanlo for necetiario,
segundo as ordens que receber do director oa do se-
cretario.
4. Entregar os oflicios e a correspondencia, apo-
sentando recibo das pessoas a quera forera diri-
gidos.
5. Velar na polica do e-lalielecimento, dan lo
parte ao director doi abusos que dentro delle corn-
melterem os alumnos fura das aulas.
O. Impedir que se perturbe o silencio no veslibu-
co applicados oo que procederem mal, reprehenden- | lo, ou uas proximidades das aulas.
3." Velar em qae lodos o empregados cumpram Ucnlimenlo dla.
do-os, se ocaso exigir, com palavias comedidas, e
impondo-lhes as penas desles estatuios quando lhes
compelir.
3o Prestar o devido respeilo ao commissario do
sovtrnoe ao director, a quera como chele do insli-
tulo sao immediatamente subordinados.
f Participar previamente e por escriplo ao di-
reclor o sea impedimento sempre que liverem de
fallar, salvo qoando forem acummellidos por moles-
tia repentina, ou for impievisia a causa, podendo
oestes casos a participarlo ler lugar no dia legoinle.
5o Observar fielmente e fazer observar, na parle
que lhes loca, as disposices dos presentes eslalotos,
dot regularaeulos e ordens du governo, as determi-
narles da junla, e as recommendac,es em ludo quanlo for concernenle ao servido.
6o 1'ormular e submeller a' approvaeo da junla,
antes de principiar o anno lectivo, um orogramma
circumstanciado do ensino da respectiva radeira, de-
clarando o melhodo e o syslema de suas explicaees.
Este programma, urna vez approvado ou modi-
cado pela junta, nao podera' ser alterad j sem coli-
seos deveres, e se inanleuha a polica c a boa urlem
no inslitulo.
4." Convocar a junla dos professores sempre que
for neces.-ano, designar os dias e horas das usOcs,
presid-las e reguUr seus Irai albos.
5.- Propor ao goveruo ludas es providencias de
qae carecer o inslitulo.
6." Despachar os requeriinentos dos alumnos que
qo'zerera inscrever-se para os exames de preparato-
rios, ou para seren matriculado!, c quaesquer ou-
lros, cuja deciso Ihe peitencj.
7.- Atsignar cora os professores presentes as actas
das sestoei da junta ; assignar tambera a correspon-
dencia ollicial, a-sim como todos o termos lavrados
em nome ou por deliberarlo da junta, por virtude
desles eslalutos, ou por ordem do governo.
8.- Fazer organisar pelo secretario, liscalisar e a<-
ignar as folhas dos veueimentos dos professores e
empregados, e as de outras dispizas do instlalo,
bem assim n respectivo orcaraento, que annual-
menie deve propor ao ministro e secretario de es-
tado doi negocioi do imperio.
9.- Dar ao mesmo ministro de tres am mezes,
por intermedio do couimiss.ino, coila circumstan-
ciada do que de mais notavel liver occorrido no ins-
lilulo, e da maneira porque os professores a empie
ga los preenchem seus deveres, envinlo por essa
occas3o a relami das fallas que os mesmos liverem
dado no ultimo trimestre.
10. Admoeslar os professores e empregados que
nao cumprirern suas obrigac,oes, levando imme ne-
tamente ao ceuhecimento do governo os casos gra-
ves e os de reincidencia.
11. Kepreheuder os empregados que procederem
mal, e -u pende-I is al oilo das com privac,o de
vencimentos, dando disto lambem parle circumslau-
ciada ao goTerno, afira de que resolva o que enten-
der mais acertado.
12. Velar na conservaijo, asseio e mellioramento
do edificio, dos iivros e ulenss do instlalo.
13. Assignar coro' o corara;ssario do governo e
coraos membros da junla os diplomas conferidos
aos estudantes que liverem terminado o sen cuno
de estillo, e bem assim as caita- de merilo.
14. Formar parle da commissoes de exame do fira
do anno.
15. Enviar animalmente ao commissario do go-
verno um relotorio de lodos os Irabalhos, com in-
formaces sobre o aproveitaineulo dos alumnos e
regularidade do inslitulo.
Arl. 77. Na ausencia oo impedimento do direc-
tor fara' sais vezes o professor mais anligo.
An. 78. O director podera' exigir dos professo-
res as inlaiinaroes que julgar convenientes a bein do
inslitulo, e da recular dad| do eusino, devendo esles
sslsfaze-las promplaraenle, e prestsr-se aos Iraba-
lhos de que o incumbir no deseinpenho de suas
funcees.
CAPITULO X.
Dos professores e dos oppotilores.
Arl. 79. Nos tres prirneiros annos desla reforma
podera o goveruo imperial [lomear livremenle os
professores para as cadeiras que vagarem ou forera
creadas de novo.
Arl. 80. Fiudo o prazo do arligo anleredenle, o
provmeulo das cadeiras so lera logar precedeudo
exime em concuo, e proposla da jaula doi profis-
sores.
Arl. 81. O exame de professores sei.i feilo perinte
dous examinadores designados pelo governo, e ser
julgado pelos muraos examinadores, pelo coinmis-
taric do governo, director e mais membros da junla
dos professores.
Art. 82. Nesle exames sUjeilar-se-h3o os concur-
rentes a uraa prova oral, e a outra por escriplo.
Art. 83. Tanto urna como outra prova sero da-
das sobre poni, tirados a sorte, e escolhidos pela
junta dos professores na vetpera do dia do exame
qaando esle versar sobre as malcras declaradas no
arl. 16.
Arl. m!. Marcar-se-ho dual horas lo candidato
para a prova escripia, e urna para a prova oral.
Alem disto, designar o commistario do governo
ora ou mais dias, conforme o numero dos prelendan-
deules, em qoe cada candidato leccionara duranle
urna hora sobre o ponto que tirar na vespera, guar-
dada a dislincco do artigo antecedente.
Se o exame for de geographia e de eslalislica com-
mercial a In.ao versar sobre os principios geraes de
amba as materias, om applicaro aos pontos que
na occasio do exame forera designados pelo com-
missario do governo.
Arl. 85. Concluidas todas as proras, a commissao
de exames proceder' a' v,d c.lo sobre o inerecirien-
to de cada candidato, e em seguida sobre a ordem
era que devera ser ollerecidos a' e-i ollia do governo
os numes dos que liviiera sido approvados.
Art. 80. Nos concursos guaiilar-se-hu qtuul > a'
maneira da inscripeo, forma das volaeOes emi lo o
mais que fur concernenle a esle objeclo e uo Ciliver
eipres-amenl- declarado ne-les estatuios, as regras
Arl. 96. A aniquilada dos professores actuaes
sera' contada como ale asura.
Para os que da novo lorein Horneados regulara' a
data da poste, e havendo mais de urna uo mesi.i <
da, a dala do diploma.
Era igualdade desla dala prevalecer' a anligoi,la-
de era oulros empregos pblicos de noineaeu do
guveruo, e era ultimo caso a idade.
Ail. 97. Os prolessores so tero direilo ao orde-
nado deixando de comparecer : I", quando (altarera
por motivo justificad i de molestia, nao ibes sendo
abolladas sem esta circumslaucia mais do que 2 fal-
las era ura mez ; 2\ quando obliverem li;enra com
ordenado ; a qual s Ibes podera' ser concedida al
eis o,e/es dentro do anno com ordenado por intei-
ro, sendo por motivo de enfermidade ; a 3*, (m-
mente, qaando fallaren) por servico publico gratuito
e obrigalorio por lei, caso em que percebero lam-
bem as gratificarnos.
lora df-las hx polheset cessari os vencimentos,
seja qual for o motivo da falta.
Arl. 98. As fallas dos professores duranle o lempo
lectivo devero ser jolgadas aleo .)- dia depois da i*.
A juslilicaeo sera' repetida, ou no lira das faltas,
ou, continan lo ellas, quando liverem de receber
seus vencimentos.
Arl. 99. As fallas a's sestiles da junta e a quaes-
quer aclos de servico a que sao ohrigados, serSocon-
ladas como as qae derem as aolas.
Arl. 101). Na secretaria havera' os Iivros necessa-
rios para o secretario nolar cada dia de servio \ de
lices, examei e quaesquer aclos do instituto, as fal-
las dos professores e os nomes dos que comparecerem.
Art. 101. A' vista deste livro e das notas que hou-
ver lomado, orgaoisara' o secretario a lisia das fallas
dadas duranle o mez, e a apreseolara' ao diiector no
I' dia ulil do mez seguinte.
O direclor abonara' es qoe lirerem em seu favor
rondires justificativas.
Arl. 102. Sendo desfavoravel a deciso do direc-
lor, sera' immediatamenle co.nimunicada pelo se-
cretario ao profes-or, o qual dentro de 3 dias apre-
senlara', querendo, a sua reclamac?u ao mesmo di-
reclor, que a podera' attender, reformando a primei-
ra deciso.
Arl. 103. Se a nao reformar, lera' o professor re-
curso -o-peii-iv dentro de 3 das para a juma, e
desla no ell'eito devolutivo para o ministro de impe-
rio no prazo de oulros 3 dias coutados da dila em
que liver lujar a sesso.
Arl. 101. Se nao se apresenlar reclama.;! i. ou
nao se inlerpozer recurso, as hvpolheses dos arli-
gos auleceJenles, o direclor mandara' lanzar as fal-
: las em livro especial para serem Irazidas opporlu-
n no,-ote ao conhecimeuto do governo.
Arl. 105. Os professores qae deixorem de compa-
recer para exercer as respectivas (unreoes por espo-
ro de 3 mezes, sera que oll-guem pranle o director
motivo que justifique a ausencia, iucorrero as pe-
llas do art. 157 do cdigo criminal.
Se a ausencia exceder de li mezes, repular-sa-ha
terem renunciado o magisterio, e os seus lugares
julgar-ie-ho vagos pelo goveruo.
Arl. 100. O professor nomeado que dentro de 6
mezes nao comparecer para lomar posse, uem com-
municar ao director a ra/3o justificativa da toa de-
mora, perder' I cadeira, lendo-lhe a pena imposta
pelo governo imperial.
Arl. 107. I-nido o prazo de 3 mezes, na | livpo-
Ihese do arl. 105, o diredor convocara' a junla, a
qual, tomando conhecimehlo do (.ida e de lodas as
suas circumslandas, decidir' se (em logar ou Dio o
procesto, expondo minuciosamente os fundamentos
da sua deciso.
Se for aflirmaliva, o diredor a remetiera por co-
pia exlrahida da acia, com lodos os documentos que
ihe forera couceruenles, ao promotor publico, para
inleular a acrusaco judicial por crime do raspouta-
biliiade, e dar parte ao governo astira da resoluto
da junta como da marcha e resultado do processo
quando elle liver lugar.
Na segunda bypolbete do citado art. 105 o di-
reclor dar parle* ao goveruo do occorrido, afim de
proceder-se na conforraidade do mesmo artigo.
Art. l08."Sahypolhese do arl. 100, verificada a de-
mora da poste, e decidida pela junla a procedencia
ou improcedencia da juililicaei, se liver havido, o
direclor participara ao governo o que liver havido
jura a final decis3o.
Arl. 109. llavera no instillo urna classe de op-
posores nomeadot por proposla da junta a prece-
deudo concurso, como se ada disposto para os pro-
fusores, para regerem ai cadeiras not impedimentos
desles.
Arl. 110. Para esta clasta sero preferidos os li-
llus do instituto qoe liverem concluido o curso dos
esludos.
ArL III. Ot oppositores nao veuceio ordenado,
roas percebero uraa gratificarlo ual a dos prole--
sutes qaando os lubsliltiirem, e desde que houverc i
s regras mail de Ires tu eiles p iderao ser nome.idos para pre-
estabelecidas para as dos pretendenles aos lugares de ; enrheiem as vagas dos proletsores.
Para esle fim a junla properi ao governo os qu
oppositores e substituios das faeuldales de medicina
e de direilo, uo que forera ipplicaveis.
Art. 87. Seo governo, a' vista das provas escrip-
ias qoe Iba sero remed as, e da informadles que
obliver sobie a moralidade dos conrurreutes, enten-
der que nenhum dos propostos deve ser eieolhido,
mandara' proceder a novo concurso. Momeando en-
tretanto qoem iiiteriuamenle reja a cadeira vaga.
Esle porem nao podera' ser jmz no novo concurso. I
Arl. 88. Ot professores que forein iiovamente no- ;
por -ua assii uidade, zelo e iulelligoiicia julgar iriai-
d gn ii de seren Horneados, comanlo que tenham
servido por 3 anuos.
Hitando nao houver aquello numero, ou anda ha-
veudo-o, Dio liverem o lempo de tervieo cima exi-
gido, entraio em concurto cora os candi latol que
se inscreverem, mat lero preferencia as uomea-
._io's em ieual lude de circumsianaias.
Arl. 112. Emquanto Dio se oreanisa esta classe,
Fazer as despezas m udas do instituto, segan-
do as ordens que o diredor ou o secretario Ihe Irans-
raitlirem.
8. Fazer o signal -do cometo das aulas, e a cha-
mada dos alumuos de cada umi deltas.
9. Marcar as fallas desles no livro do ponto, en-
(regaudo a cada professor ama nota das mesmas fal-
tas oo lim da respectiva aola.
10. Heceber para este Ora do secretario, cnlre-
gar-lhe, lindos os Irabalhos de cada da, o livro de-
clarado no numero antecedente.
11. Cumprir fiel e promplaraenle lodas asr-
deos concernenles ao servico, que Ihe forera dadas
pelo direclor, lecrelario e professore dentro dai
aulas.
Art. 117. O porleiro dever marcar o ponto aos
alumnos com a maior exaclilao, sob pena de iinme-
diala suspenso, e de demitsu na reincidencia de
qualquer falla deste geuero ; e t o podei riscar te
astim o ordenar o professor Mu nniro calo de com-
parecer o alumno dt-nlro do priraeiro quarlo de ho-
ra depon da designada para a abertura da respectiva
aula.
n.iatro de.las dispeniaa, porem, que o alumno ob-
liver eqnivalero a um punto,qua Ihe sera marcado.
CAPULLO XII.
Dlspoiicdes geraes.
Arl. 118. O producto da laxa das matriculas dos
alumnos sera empregado na acquisijo dos objecloi
inlispensaveis para o uso do inslitulo, e por po-
posta da junta, com parecer do commissario, na
compra de Iivros, precedeudo autons.r.io do governo
e preferiudu s os que xersarem sobre as materias
do ensino.
Arl. 119. Esles Iivros formarao a bibliolheca do
inslitulo, e tirar,", i sob a guarda do secretario, que
os ir relacionando, proporedo qoe se forero ad-
quirndo, em um catalogo rubricado pelo director.
Arl. 120. Ntnguem podera consultar qualquer
obra sem permisso do secietario, e uenhuma saliira
da bibliolheca sera consenlimonlo por eicnplo do
director, e recibo da pessoa a quem for confiada,
pelo qual ae obrmue a resliltii-la em bom citado, no
prazo que Ihe for marcado, e que nunca exceder a
15 das, ou a pasar a sua importancia.
Art. 121. Os pro-e o ir- eslalutos serlo desde ja
po.lotero eiecueo, dependendo porm da definitiva
ipproxaeu do puder lugiilalivo.
Arl. 122. Emquanlo nao forem definitivamente
approvadoi, o goveruo podera fazer em algum uo al-
anos de seus arligos as allerir,oei que entender acer-
tadas.
Arl. 123. Suas dispotic.oes nao compreheodem,
quanlo an plano de estudos e vanlagens nellas de-
claradas, oa alumnos do segundo anno da actual au-
la do eommercio, salvo se le sujeilarem a frequrular
o curso ora creado, roalricolaiido-se para cale lim
novamenle no priraeiro anno, ou no segundo se fi-
zrrein came e forem ap. rovados em geographia e
eslalislica commercial.
Os alumnos que ora le acham no priraeiro armo,
se quizerem continuar o novo curso, sojeiUr-se-hao
depois de approvados no dito anno aos exames de
froiice/. e inglez, e a frequenta-lo novainents e-lu-
daudo as materias declaradas no arl. 3.
Arl. 124. O goveruo dar as providencias que
forem necessarias, afim de que esta reforma entre
em execuc.lu no comeen Jo anuo lectivo prximo fu-
turo.
Ait. 125. Os respectivos professores s vencerlo
ordenado depois que entrarem em exercicio e eo-
meear-se a cv.erul.ir estes eslalutos.
Arl. 126. l-iram rexogadas as disposices em
contrario.- Palacio rio K>o de Janeiro, em I de
maio de 1850.Luiz Pedreira do Coulo Ferraz.
Tabella dai laxas a que le referem os estatuios.
Por matricula em cada anno do inslilulo. 209000
Esta quanlia podera ser paga em dual
preslaces, sendo urna no principio e ou-
tra no fim do anno.
Pelas certidoes de exame.......
Pelo ltalo de habilitado no fim do corso
Por quaesquer crrli les, o mesmo que se
paga na secretaria de eslado dos nego-
cios do imperio.
Carla de habililaro de que Irala o arl. 35 dos
eslalutos.
fmltulo Commercial do fio de Janeiro.
Eu F...... exercendo as funcees de coinniis-
taro du goveruo uo instituto commercial do
Um (le Janeiro, lendo prsenle o lermo de ap-
-= lido obtido pelo Sr. F.....lilhu de......Dicido
r em........ no da..... de...... de 18.....em lo-
dos os astados do mesmo instlalo, e em eonte-
= qucnc i da auloridade que me he dala pelos
eslalutos que baixarara cora o decreto n.......
2 de......da..... de.....e do qae nelles se deler-
~ mina, dou asta carta de habilitarlo ao dilo Sr.
= F..... |iara que cura ella goze de lodos os di-
7 redo- e prerogalivas que Jhe s3o inherente-.
< .Kio de Janeiro, em.....de.....de 18.'...
Sello pendente.
O commmissario O director do
do governo. Astignalura inslitulo. tAssigualura)
O secretario do instillo.
l'Atsignilura.)
Carta de merilo para o< premios do att. 27.
A junta do iustilulo commercial do Rio de Janei-
ro, alien Ion lo a maneira por que o Sr. V......na-
tural de...... se ditlinguio entre o seus condisc-
pulos na aula de...... do am.u de.... por seu proce-
diroeulo moral, atuduidade e' applic.ij.3u, e que-
rendo dir-lbe um lesterauiho do grao em que preza
o ten raereciinenlo, resolveu era sesso extraordina-
ria de.... pastar Ihe esle titulo para prova auloen-
lica de que Ihe foi couferido o primeiro ou olsegun-
do; premio de que trata o art. 27 dea estatuios do
mc-mo inslilulo.
Kio de Janeiro, em.....de.... do IS. ..
Sello do inslilulo.
A-sigualura du direclor.
Assigualuras dos professores do anuo.
Issignaturi do lextelario.
I arla de raeiil > para o- premios do arl. -s.
Eu !*'.... romini'aurio do govanio imperial do int-
Titulo c inmrrri.il du Kio de Janeiro, ele,
Facosabei que a junta do mesmo iii.tilulo,
atienden !o maneira per que o Sr. F.... natu-
ral le.... ((bode.... se distingui entre os seus
S condiscpulos era ara'os os anuos do curso de
S esludos que frequentou uo dito esl.ibelacimen-
" (o, j i por -eu nao valuar talento, ja por -u i no-
*v lavel appliraco e moralidade, e querendo dar.
Ihe ura lesleinuiiho autlieulico do alio srio era
15000
IOJ0O0
Palacio do Kio de Janeiro, em 14 de maio da
1856.Luiz Pedreira do Coal Ferraz.
COMHANDO DAS ARMAS.
rjoartol aromaral do comoaando das inu ale
Fernarabuco na oldada do Recita, aa 15 40
outubro de 1867.
OKDEM DO DIA N. 37.
A msica do 1. batalllo de infamara da guarda
naciottil aqoarlellado, compotta de I meslre e 16
msicos, qae com escndalo era considerada nos
mappas integralmente doenle, compareeeo hunlem
para tocar no aclo da posse do Exm. Sr. presidente
da provincia, e hoje que devia locar na parada faltn
a esle servico, sob o pretexto de moleslia ; determi-
na por tanto, o brigadeiro commandanie das armas
inleriuo, qua lodos os msicos, inclusive n meslre,
sejam remedidos preos de correcejo para a fortaleza
do Itrum.
O meimo hrigadein) declara, que om dos Sri. ulli-
ciaes do 10. halalho de infantina Humeados para
entrar hoje de guarda na goarnieo, falln a parada,
devendo u Sr. (enenle-coronel commandanie desla
bnlalho por tal motivo procedir de conformidade
com as ordens ealabelecida.
(Aiiignado).Jlo Jas da Costa Pimenlel.
Conforme.^Demetrio de Gusmo Coilhe. Alfa-
res ajudaule de ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
Le-se no .-Muniieur de la Flotle :a
Ja por vezes fallamos da empraza orgauiada por
alguna americanos, os quaes te eucarregam de reti-
rarem do fundo os navios metilos a pique no passo
de Sebastopol. L'm vapor austraco liouie-os recen-
lemente a Odessa. llalli parliram para Nicolaiev, a o
almirante rusto BontakolT lhes fez is honras com
ama grande adabildade.
Viara-se oesse momento em Nicolaiev, sobra os
estoleirm, duas magnificas naos a vapor de 120 pecs
que deriam ser laucadas an mar no lim do crranle
mez de lelembro, e duas soberbas corvetas. O arte-
nal acha-se no melhor eslado.
De Nicolaiev a Sebaslopal, os Americanos fizeram
o Irajeclo a bordo de um vapor ; acharam Sebasto-
pul reduzido a um montu de 1 unas qae mais recor-
davam llercolanom c Pompea do qoe urna cidada
moderna.
Finalmente, era 8 de juulto os directores da opi-
raeo, MM. Gowen a Cnpeland chegaram a Sebasto-
pol com n sea material, lle-embarraram immediata-
raenle. Pozeram-so a suavdisposico duas canhoDii-
ras e dous brgues transportes de 280 tunelaai cada
um. i o.la liara m alli o seu apaielho de margalhar,
cum todot os seus accestorioi : capacetes, cadeiras,
mangueirai etc.
Nao se espera achar em hom eslado 01 navios raer-
eulhados, mas conla-se cora um valor comideravel
,!' maleriaes. .Nao deixaremoi de por ao crranle os
uo--os leilores doi retallados desla inleressinls upe-
racu, pelo qae procede, ja se v que o boato qae
lia algum lempo correu de que os mvioi mergulha-
dos na passagein de Sebastopol eslavara alli em per-
ledo eslado de conservarlo, nao lioia o menor fun-
damento.
No eMornng Herald lemos o segoinle:
A Iraca de civilidades eolre as grandes e podero-
sas naces deve produzir encllenles resultados, a
quando ailai delicadezas reciprocas chegam a crear
a ainizade, "os rasuiladji anda s3o mais vanlajuios
e duradouros. O carcter mais agradavel da polica
imperial cousista na determinarlo com qae o impe-
rador se ligoa a alliauca ingleza ; e como noi doui
ladoi do estrello, os soberanos e 01 povm rvalisam
em bons seniunentos. a iiuio proinellc ser de ama
turara 1 permanente. Os dous povos parecem a final
compre ender, assim como os seos respectivos gover-
nos, quaes s.lu 01 seus deveres e 1 loa miiiSo, e per-
cebem timbem que o melhur meio de isiegurar a e-
xecu{3u e o progresio da civiliii(o comiste em una
ail.anea olida e islavel.
Devemot ler um grande reconhecimenlo ao aclual
imperador dot Francezes pela grande mudanja que
opperou na opini3o publica dos doos paizes. O
imperador adherindo restrictamente a -ua pilavra,
no imperio e a pazo juttilicou a iigaridada desses
lameos de etlado que lera julgado poder, sem fallar
a sua dignidide, contratar uraa alhanc cordial com
a ir,110;a. %
A condneta da Napole3o n.i queilo do Orienta
desde logo elevou a sua reputara 1 na Europa ; os es-
birros que contagrou a manutenerlo de una solida
al 111 nra entre a Franca e a Inglaterra tem levado a
e junre.lo au coradlo daquelles que eram mait in-
cro,lulos a esle respeilo.
t.'ma Iroct de hotpitalida les a de delicadezas n-
Ire ai familias soberanas tem lugar nos dous paites,
e existe a firme resoluto da parle dos principaes
habitantes dut doas paizes ero procurar que etla ai-
lianza se lome duradonra. -
Ura ligeirodesaccordo leva lugar a respeilo da noi-
sa poltica na Turqua ; logo o imperador dos Fran-
cezes veio fazer umr visita a nossa graciosa soberana
a Orsburne, a a sua presenta promptamenle regolou*
-iquillo, que em circomsiancias menos favoraveis, po
liara (er perfeilamenle originado um reifriamaolv ;
ou mesmo um rompiraeulo entre os dout paizas.
II 1 algans das iludimos a promplido cora qae o
emba va l,u de Frane; 1 procuran contribuir para aug-
neniar os fundos destinidui para afiviar ai victimai
da iasurreeSo das Indias ; lambem fizamos sobre-
sabir a maneira amigavel porque os jurnaev francezei
sem excepc.i le tem apresenlado tobre esles acou-
tecimenlos. Temos hoje a legislar um aclo idntico
da benevolencia a de bous senlimenlos da parle do
imperador Napole3o. A maneira graciosa porque es
le acto foi pralicado. augmenta llie o valor, e os nos-
sos letores podem a v lia-lo por si mesmo. A leguin-
le carta foi dirigida pelo embaixador de Franca au
principal magistrado da Cily.
Mi lord :
o Itecebi de sua mageslade o imperador o segunde
despacho.
Envio-vos 1,(j00 libras slerluas, de miuha tabs-
eripro pessoal a livor doi ofiiciaes e soldados 13o
cruelmente mutilados na India.
ee Envi tambera 400 libras slerlinas. resultado da
urna subscripto da guarida imperial.
Nao podemos etqueeer a generosa subseripcao
da rainba c do povo inglez, na apoca das iuoonda-
e;es.
o Kecehei, mxlord. a seguranza da miuha mais
alia considerarlo.
O embaixador de Franca.
F. de Persiguy.
ee Kemello junto ama ledra de 1,100 libras sler-
linat. o
A aliu-.io feila a subscrpeo que se abri em In-
glaterra para as victima! das lerriveis e recentes in-
iiundacis he graciosa e agradavel, e permitle ao
imperador manifestar da manaira rraii delicada o
seu utliino leslemunho a respeilo da Inglaterra. Era
o uito as rivalidades eolre os dous pairea se mau-
leslarem por meio de acle.s desla na.ure/a, a Irau-
quillidade da Europa e 01 prosreioe da civiliiajo
uo tero cousa a lamer. A alloinra enrgica entie
stes duus -r.in li- paizes e o mais glorioso le-temu
i.bo dos lempos mol;rnot, e temes o maior prazer
era retislrar estas novas arenes. Os benficos eflei-
los daila unin sao actualmente rerunhecidos por lo-
dut, c lemos toda a confianza na dorar.10 desla till-
an-. 1, porque us dous governes islo actualmente a-
niinad sde senlimenlos de amizade e as duas na-
ees nao desejam seno manler a mais iuteira 11
ino.
meados serSo consi lerados vitalicios no fim ele 5 an- i o director, dado o impedimenlo de alsnm profes-
1101 de servico, e dessa poca em diaule s par sen- I sor, in licarn quem dex J reaer inleriuameiile a res-
lenca podeii ser demilliJos na con irmidada do paetiva cadeira com a grali[cac,3o que o governo |
que"se acha ditposto no regulamenlo da inslrucol marcar.
<
O BXERC1I0 IN6LBZ.
.A Inglaterra trata, depois da guerra da Crimea
ele dar ao seu exercito um desenvolvimenlo e ama
que preza o seu raereciinenlo, resolveu em sesso j importancia que uo Iinha at enlo. Ot aconleei-
ailraordinaiia c.... mandar paatar-lhe esle tilo- | menlos que se passam em Bengala nflo sao ainda de
para prova de que Ihe ui conferido como pre-1 nalureza lal que possam arraiuar esta tendencia,
mi a medalha de ouro deque Irala o art. 28 I a Por oulro lado, atl'rahindo as atlences da nar,ao
dos estatutos do inslitulo. i a de umi maneira mais especial, o exercito inglez,

MUTILADO

DATA INCORRETA
ILEGIVEL



a
DIAIIO DI PERNAMBUCO SABIUDO 1? DE OUTTTBBO DE 1857
no -cu rgimen orgnico, nos regulamrntoi que si
obtervavain qo.nla as proiuores, soscilava mais de
urna quesiao. Esie assomptn modas vezea debalido
na i 111 'tensa e no> circuios miniare, nao linha ei-
cedido estes lmites havja muilot anuos, mas acaba
agora de te agitar peraule nina commissao compoda
de sumidades imlilares e pailamenlarai, dando lugar
a uiu relatuno muilu inleressanle.
a Pedimos pois liceuc,a nos nossos ieilures para
apresenLr urna analysa desle documenlo que fai re-
conh-cer perfeilameole a organlsar,ao do eiercito
ingle/, e o scu rgimen aristocralico nomais elevado
grao.
u O campo abarlo 10 inqucrilo da eommisilo no-
meada pela rninha, coroprehendo a maneira porqae
aoblero no eiercilo a prlmelra palete, oa regola-
mtnloi de promojao e a reforma ; reconheco-aa ef-
rtclivamenle que estes tras cirnanlos reunidos for-
man o n da eontliluicao da um eiercilo.
Qoando ae pretende entrar como oltlcial no ei-
ercito nglcz, islo e, obler oina patente, f.z-.e para
esta lim um pedido ao eommandaole un cliefe ou ao
aau secretario. O eommandaole em chafa precede a
um inquerilo a respeilo da invaldale e carcter do
requerente, ese o resoltado he favorevel, auloris. a
inscripto do nome do candidato oo registro das pa-
teles, que pretende obler a patentepor compra
oa sem compra (wilh parchase or wllhout purchase).
o Ha porem a esta regra orna eicepcao ; nos tres
regimentos das guardas, e nos regimsotos de caval-
lari. do Inleilor, a auloridade de eoncedir a pri-
raeia patele perlence ao coronal de cada regimen-
t ; mas pelo que reipeila ao resto do eiercilo o cao-
didalo a urna patente, por compra ou sem ella, he
sempre enviado ao collegio militar de Sandhurel,
para atli ae sugaitar a um eiame antes de receber
a patente.
O actual systeraa de eiame fol regulado em 1819.
a L'ma vez que o eiame ej.i satisfactorio, o can-
didas he declarado admissivel a urna pateule.
Botao, sa se prouuncia pela compra, esta' apio
a euirar ua primeira vacatura prodozida por nma
reforma comprada (adianle explicaremos como se
pode, por urna eerla somraa, resolver coro toda a
legalidade que om oflicial lome asua reforma, assim
como a entrar era promocao); se pelo conlrario,
obtera urna patente sem compra, deve espelar orna
vacatura por fallecimento, ate que chegne a altura
da sua inscripc,3o.
O pejo da compra das differenles plenles fui
fliado por ordens reses que dataro de 1821.
a Na compra da primeira patete, o preco regn-
lamentar nunca foi eicedido ; o5o acontece o mesmo
para as demais gradles. A patente no h* alm
disso, transcripta oa gazeta oflicial, sem que o preea
lenh. integralmente entrado ua ageocia do eiercilo,
agencia cojas despezas annoaes, Iratamenlo e dea-
pezas de administracio, nao sao inferiores a 42,000
libras esterlinas, 189,0009000 reis.
" Um cerlo numero de patentes gratuitas, sem
compra, he lodos ot annos reservado para os cade-
tes do collegio de Sandharel qne flzeram cora vao-
. lagimi os sus ltimos osarais.
o V-se que este doplo syttema de patentes com-
pradas ou gratuilaa, opera da differeoles maneiras.
quando esta' tro lempo de paz ou de guerra.
Durante a guerra, os augmento dos qaadros, e as
vacaturas por caso de morle, trazem comslgo um
grande numero de patentes gratuitas. Durante a
paz, pelo conlrario, ha poueas, e aquellas qoe se dio
sao preheochidas, pela maior porle, por ofliriaes per
Inocentes a' lala do meio sold.
a Tal he o regulamenlo qoanlo a' entrada de offl-
ciaes nos corpos do eiercilo ioglez. A artillara a
oa eogenheiros s3o os uoicos que nao esiao compre -
hendidos neslsi dispoiicdes, porque a renda ou com-
pra das patentes nunca all foi introducida.
a Al aos ltimos anuos nao se alcancavam as
dragonas nesles dons corpos, sem ter pertencidn a
academia de Woolvrich ; enio (como ainda hoje des-
de o primeiro posto! a promocao he eicluslvamenle
por aotiguidade. l'llimimiule completoo-se esta
tj -tema aulorisando a admissao na primeira patente
em conseqoancia de urna especie de concurso. He
urna eiperieneia, que nao pude anda avaliar-ae.
a Como funcciona a organisacao que acabamos de
descrever Qual lem sido a sua oliaeneia ? Qoaes
ao as vaotagens ou os seos inconvenientes?
" A commissao declara que Ihe pareca muilo dif-
ficl responder com seguranza a estas per* untas.
Convm dlzer, que deade qoe eiisle eiercilo
permanente em Inglaterra, eilale o svslema de com-
prar as patentes.
a Por occasiao da rcslauraco, quando se insliluio
urna guarda junto do rei, este corpo compnnha-se
dos adherenles de Carlos II, mas soldados e offi-
ciaia, qoando se reliravam do servico, tioham o di-
reito de dispr da saa praca por meio da venda a
qualquer oulro, a contento do rei.
a Nesta misma poca, a venda dos empregos ci-
vis eslava livremeule autor.isada ; a mlroduccSo des-
te uso no eiercilo nessa occasiao nao poda J-nar de
ser uatural ; boeno a dignidade de secretario de
estado mo era obtida por um horneo) eminente se-
rijo depois de ter paga 5:000 libras esterlinas.........
t22:5u00 rs.}, uinguem se deve admirar do ver o
lugar de grao-nirstre de arlilharia, por eiemplo,
igualmente comprado a dinhtiro, uem sorprender-
se de que a maior parle dos grandaa commandoa
militares fosiem resignados medanle urna compen-
sado pecuniaria.
a Na historia da Inglaterra enconlram-ae naquel-
la poca numerosos eiemplos desle genero.
> Em 1681, Carlos II eomproa ao coronel Rus-
sell, o commaudo dos regimentos das guarda, e o
dea a seu filho, o doqae de Graflon, que nunca ha-
va servido no eiercilo.
A veoda das patentes no eiercilo esteve inler-
dicla no reinado de uilherme III, as termos do
meetng act de 169i, lodo o oflicial devia, a' sua
sua entrada oo eiercilo, prestar juramento de que
nao liaba dado nem promeltido dar dinheiro algum,
nena remuneracao para obler a sua palele ; mas,
no meetjng act de 1701, nao se unge este juramento,
e em 1771, um decreto real ordenou qoe para o fu-
toro se na vaudesie patente alguma sem a approva-
rio do rei.
Era a consagrarlo definitiva da compra das pa-
tentes no eiercilo, isto he, do systema qoe desde en-
lo prevaleceu sem inlerropcao.
Em um proiimo artigo eiaminaremus como ei-
te syttema funecione. a
Mouileur de la Klolte.}
Jornal do Commtrcio de Lisboa.:
De ama correspondencia particular de Florenca
de 31 do pastado, eilrahimos os segoioles paragra-
plios, relativos i viagem do papa capital da Tos-
caoa :
o Po IX foi acolhi o em toda a Toscnna com o
maior rospeito ; porem em teda a parle se abitive-
ram de loda a demonelracjlo de enthotlasmo. Isto
foi notado, tanto em Moreno, como "em Pua, Lior-
ue, Sienne, Prato.Pntoja, ele. 0 povo toteano, do-
tado de muilo eotendimenlo, descobrio um meio oi-
preteivo para iodicar quaea sao as suas verdadeiras
ideas ; denon.|na-o pana Po IX segondo, para' ei-
preaaar a differenca que ha enlra o Po IX qoe con-
ceda a amnialia em 1847, e o Po IX que se recua
a da-la em 1857 ; entre o Pi IX das reformas, e o
Po IX no seu regresan de Uaeta.
Esla alitude da populacho loscaua servio admira-
velmeote aot ministros de gran-doque qoe nao qoe-
rera concordatas, e que aconselharam constantemen-
te ao seu soberano, qoe nao destruirse o edificio dai
leu leopoldinas ;_de maneira, qoe as pessoas maii
besn informadas sao de parecer qoe, pelo menoi ago-
ra, conservar-se-hao etlaa lea.
Durante a permaneocia do papa em Florenca,
apresentou-se-lhe urna depolarSo do bispado tos-
cauo, pedindo-lhe urna audiencia O principe Cor-
aini, camarista do gran-duque e anligo muiislro dos
negocios eslrang.iroa, pergunloO aos prelados qoal
era o aisomplo que os obrigava a ir em corporacao
.i residencia do papa ; respondern) a ialo que que-
rala cumprir um dever de respeilo e homenagem
para com a pessoa do chefe da igreja. Parece po-
rem que quando foram admillldoa a preaenca do Pi
IX, enlregar.m-lhe orna mensagem concebida nos
termos mais enrgicos, e na qual se pedia a auppres
sao de militas dispo-irOes da legislado leopoldina
(prammalichegiuriidizionali) e sobro lodo dss rela-
tivas a raaos moras. O papa aconte hou aoa bispos
que se enlendessem cora o grao-duque a case respei-
lo, acreacenlando que elle os apoiaria com a sua in-
fluencia.
Ua prelados foram c. ni elTeilo ao palacio docal, a
o gran duque depoia de ter ouvido as suas reedama-
cOes, deu-lhes esta lacnica resposta : Teuho oa-
vido ho nlejo, Sua alteza conferenciou em le-
guida com os seus ministros, e estes insistirn) na ne-
gativa. Os resultados da conferencia fui dar aos
bispos a seguinle resposta : O goveruo nlo tomar
asa conalderarao a peticao dos bispos, emquanlo Soa
^aolidade esliver na Totcana : depois da sua parti-
da, dicidir-se-ha o que for conveniente.
Advinhareis a profunda sensacao quo semellianles
factos lem causad no publico, quando leve coiihr-
'iiuento delles.
( A OpiniSo, )
PEBBikmBscaV
doa diretoa do povo. Iiifelizmeiili-, porem, nao se
achava presente o respectivo subtclrgado suppletile
do locar, para ae o por a essa ordern menos peusada
eipedida petv> Sr. Dr. delegado.
Feala da Sania Thereza de Jess. Teve lugar
no diatl.') do crrenle na Drdein 3^ Carmellilana a
feala da padmeira 8all Thereza de Jess, que foi
feila com a maior pompa e solemuidade, nao deixan
do nada a invejar a todas as mais qoe Iht paecede-
ram : lal he o gusto que esda vez maisse vai desen-
voldo por laes festividades. A' polla houve Te-
eom i> que foi concorrido por grande numero de
passoas.
Ao Sr. subdelegado do Recfe. Consta-nos,
que no bteco das Miudinbas, em urna cata qoe Tica
defronte da urna taberna da ra da Senzala eiste
urna mulher, q0e vivo de hospedar cerljs sugei-
linlios, que tem por coatume aahirem nolle
para pilhgem, a ah vio fazer o dividendo, par-
lilhando ella dos locroe, cujo coalume, dizem,
que he amigo, e por muila gente aabdo. Con-
ven), por tanto, que Din obtlanle, nos pare-
cer duvdoto semelh.inle procedimenlo desaa mu-
lher e seus comparras, que seja observada a-
quella casa, para cujo lim chimamos a atlein;.lo do
respectivo subdelegado do lugar.
Briga. No dia 11 do crranle, pilas 3 horas
da larde pooco mais oo meuos. Da roa Nova, jonlo
ponte da Boa Vista, dous negrinhos espancaram-ie
reciprocamente, e com o maior etcaodalo possivtl, e
trataran) de evadr-se quando por caloalidade appa-
receu um soldado que os quiz capturar.
Principio de incendio. Honlem, logo depois de
oilo horas da ooile, locaran) os sinos a fogo oa fre-
s-uezia de Smo Antonio, e com elleilo lendo acodi-
dooSr. Dr. chefe de polica, o Sr. Dr. delegado,
sublelegados das freguezlas da Boa Vala e S. Auto
no, e piquetes de forga policial e guarda nacional
destacada, a a gente da casa ende se dea o inceodlo
o linham j apagado,|resullundo queimar-ia parle de
om oratorio, e a roupa de urna cama que te achava
prolima, ficando om pouco queimada a dona da re-
ferida casa, que foi logo tratada pelo Sr. Dr. P. P-
tanga, qoe se achoo no conflicto. A promplidau
com que acodiram as autoridades referidas foi ei-
panioia, porqo-into apenas mediaram alguna minu-
los enire a respectiva chegada e o primeiro toque
dos sinos.
Hotpitat dt raridad?.Eiisliam no dia 15 dd
crreme, 27 homens a 23 moldares tratados pela
caridade, 1:1 homens e 15 Huillines qoe pagam a ca-
sa, e 7 prac,ss do corpo de polica. Total 85 do-
enles.
Helarn das peisoas sepultadas no cemilerio
publico no dia 15 do correle :
JoAo, branco, 3 mezea ; convulsOei.
Julia, parda, escrava, i annos ; ttano.
Constaociu Domiugoa Marques, pardo, solteiro, 25
anuos ; etlica.
ft! ao depoii ofamanhSa.
FREtil'EZIA DE JABOATAO'.
UMA EST ATISTICA.
Serie de (juadros concernen tes a' mesma
l'reguczia.
RELAUO DEMONSTKATIVA DOS HABITAN-
TES DA POVOACAO DE JABOATAO.
( ContiouiQao. )
tngenho fintas.
I Jos Fernaiides da Cruz, 45 aunos,tran-
co, solleiro. \
1 Manoel Joaquim Telles, .30 anuos, par-
ti, casado.
2 Mara Rita da ConcoicSo, 25 annos, par-
da, casada.
3 Joaquim, 12 annos, pardo,
- Vctor, 9 annos, pardo.
5 Luiza, 2 annos, parda.
6 Joao Corroa de Mello, 50 annos, pardo,
casado.
7 Francisca Xavier, 30 annos, parda, ca-
casada.
8 Cecilia. 16 annos, parda, solteira.
9 Gaudencio, I* annos, pardo, solteiro.
10 Francisca, 12 annos, parda, solteira.
11 Jos, 5 annos, pardo.
12 Joaquim, 3 annos, pardo.
13 Mana, II annos, pardo.
14 Anua, 1 iiiiui, parda.
15 Hiin, i anno, pardo.
16 Jos Pedro dos Santos, 50 annos.pardo'
casado.
17 Anna Clara das Virgens, 40 annos, par-
da, casada
18 Jacintha, 25 annos, parda, soltoira.
19 Senhorinlia, 18 annos, parda, sol
toira.
20 Antonia. 16 annos, parda, solteira.
21 Mara, i annos. parda, solteira.
22 JoSo, 9 anuos, pardo.
23 Francisco, 8 annos, pardo.
24 Secundino, annos, pardo.
25 Silvno, 3 nnnas, pardo.
BALANDO DA RECEITA E DESPEZA DOS ESTABELEC1MENTOS DE CARIDADE,
VERIFICADO NO HEZ DE SETEMBRO DE 1857.
Iteccila.
Por saldo em caia m 31 ilc asnsln, a sabir :
Em letras.
Em recibos.
1:657511",
3:5863229
PAGINA AVULSA.
O povo em al-rma na praja da familia na ri-
beita de S. Josa..No da II do correnle apparereu
o Sr. I', u.ai do Ferreira ll.llar na prar;a da farluha
da ribeira de S. Jos par. comprar II alqueirea para
aer remellida para preaidio de Fernando de Noro-
nhi, e lendo-llie observado pelo inspecior de quar-
leirflu que nao era poaaivel saii cuencia de ser miu puuca a que all o\islia para o
ahiistacimenlo do povo, dirigio-ae o mesmo Sr. Bai-
lar a r... ,1o Sr. I),. delegado a pedir-lhe um, or-
rlera para a compra da farinha.a cojo pedido ceden-
do. ordenou por e-rriplu ao referido | Inspec-
l.r que n.1o se cpposeasa a aqoella cuinpr.ir luda
mesmo qondo a familia que nu mercada se adiaste
nao Ios-e baslanl p.,ra o povo, o que n;lo dutidou
o meiino inspector dar eoanprimeaU, concedendo a
tila compra, que ae elfecluar,., sendo leva la lula
uni hasta, que foram 7 uu S ahiuelns. (I povo i
p ".m, encarando etaa venda tama iiileirmnenlc of-
"" seu lucilo, e as mais palpitantes nere-
'I i es di vida, e jul^.nd i ao mesmo lempo ser orna
tspeculac.au ilu adiniiiisiradordaquella praca, levtn-
1.a-ea contra ,iie pruduzin lo n.'iu pequen* alaran,
eoj. resultado bim falal te ia tomando. N|0 procu-
ran entrar na apreciar.,,, de*sa orden) da Sr. |)r.
delegado, mas uAo podemoi dekar de diierqoe, leu-
do n povo preeisao daqoelle genero, e do qal liaven-
do falta no mercado, imihs ella divera aer compii-
d, mormeule quaudo se reconuecia urna prelencBo
Itecehido de Manoel Joaquim de A-
quino Mello, imporlaucia de oilo
reies da faienda Carnauba .
De Bernardo Jos da Costa Valenle,
importancia da meiaeao do oilao do
sobrado o. 8 da ra Direila .
Da Iheiouraria da fazinda, itoporlan-
cia do subsidio dos vinlias dos me-
es de abril a junbo......
Da thesouraria provincial, imporlan-
cia do curativo das praras do corpo
de polica, desde o primeiro de no-
vembro al 30 de jacho.....
Do procurador da 8dmin(ri5o, im-
portancia por conla do ren.lmenlo
dos predios doados por D. Joaquina
Maria Pereira Viaooa.....
5:2439.174
20tt!KHt
I3:ii40
1:356?9i0
l.i.lll.?IU0
1:9003000
10:5681854
Das pea.
Paso ao regcnla do siandc hoapilal de
candado pelas deapens desle mix. 739*190
dem do hotpital dos lazaros.....3358960
dem da casa doa eipastos.....7129120
Aos eofermeiros e servente! do grande
huepilal de caridade, seas ordenados
al setembro.........212*794
Aoa ditos do hospital dos lazaros, dem 175/500
A Benlodos Santos Kamot, importancia
de 4111 libras de carne.....53i*8->0
A diversos, por um concusionario e um
estrado para n capilla ilo graude hos-
pital de caridade........ I()580
A Angelo Custodio dos Sanios, impor-
tancia de cera que forneceo para a tes-
ta de N. S. do I'araiio...... 70f000
Ao Dr. Joaquim Antonio Alves Kibeiro,
por um estojo grande, de instrumentos
cirorgiros..........tfSOM
A Manoel Cuelhu da Silva, p. r 7 tcinii-
sollas paro loucos........ 70JO00
A Jus Clemente Duvivier por una
alampada coro vidros e crvslaes para a
repella do grande hospital de caridade s'.hkki
A D. Joaquina Maria I'ereira Vianna,
imparlancia dss prestar,es para seut
alimenloa, vencidos em 5 do correntr. 2:250jll00
A Lobo & C. por 2S8 barricas de cal pre-
ta para a factura de quartos para lou-
cos no grande hospital......163:680
A Jos Pedro O Jo de Miranda, por 7
caadas de violto........ 31*360
Por ama donzella para a capella dos la-
zaros ........... 12f000
A diversos, pela deapeza feita com a obra
do hospital PerTro II, como do respec-
tivo livro..........2:5505370
Por saldo em eaiis, i saber:
Em letrar. ...... 1:657*145
Em recibos...... 5383335
8:368#374
2:195*180
10:563.j851
Admioislrarao geral dos estabelecimentos de caridade 30 de selembro de 18.5T,
. Oeacrivao. o thesourciro.
_AMon\o Jote (.ornes do Correio. ./ose Pires Ferreira.
------------------- _________________ ',' < r- li < .
MAPPA do mOTmento dos estabelecimentOl de caridade, verificado no mez de
setembro de 1857
(iltANDE HOSPITAL
Existiam........
Eutraraiu........
! Curados.....
Melliorados....
NSo curados ....
Morrerain -'->"ds ll(i,a iK.entrada
lUepots dcsla rpoca.
Exislem........
51
39
II
a
6
o
5
66
28 79
ti 45
1 12
2 4

1
0 0
8 13
22 m
HOSPITAL
-----------------------r-
OS LAZAROS.
Existiam.
Entraran)
Sahiram
i-!m
Curados .
Melllorados .
'!.< curados.
Morreram
lx'-tfrn.
CASA AJOS XPOSTOS.
23 8
2 0
0 t)
0 0
0 0
1 0
21 8
31
Exbliam
Entraran]
Saliirnm.
Murreram4as ".' ''"rasde entra
. (Depois de-la poca .
Eitstcm,
l,i
Se.ios.
109
2
0
1
1
109
177
4
1
0
9
171
2JJ6
6
1
1
10
280
Admtnislrasilo geral dos eslabelecimentos de caridade 30 de selembro de 1857.
O escrivAo.amonio Jos Gomes do Correio.
REPilBTICAO DA POLICA.
Occurrenoias do dia 12 de outubro.
Foram presos : pela subdelegacia da fre-
guezia do Recile, o manijo inglez vVii|m
Malary e Francisco Flix Concalves, ambos
sem declaracio do motivo.
Epelasubdeli-gacia da freguezia de Santo
escrava Jnseplia Maria da Conccicfio, e o prc-
toescravo Antonio, estes para correcc.lo c
aquel le por briga.
1-cla subdelegacia .la freguezia da lioa-
vtsta. a preta Mana da Assumpcaodos I'ra-
zeres, sem declarc1o do motivo.
E pelo depositario geral os pretos cscra-
vos Antonio e Raphael. ambos sem decla-
ra;to do motivo.
Em onicio do houlem datado, refere o
o T^'V>"j" "'."""li *"""" suDdelado da freguezia de S. Jos desta ci-
26 J0se Pedro das Treyas, 61 annos.branco, dade, que no dia 7 do corrente as 9 boros da
l S 1 i. (I flfiila un i-\nn- -. r- -____
Dis. ebefo de polica, e vigario geral,
emfim tantos homens desde a mais
elevada gerarebia da sociedade, at o
simples peo ; vejo-me forcado a tragar
estas linbas, juntnnJo alguna documen-
tos que por certo deven) merecer mais
ciiterio do quo as treloucadas e torpes es-
t'rl'L'.'i ,. I na .1 _n ll>ui>l>-a I '._____J ______
Anlonin it,n.i Ti T, '"uo ""lu --'iierio ao que as treloucadas e torpes ex-
97 m.7"th. "0ile Ia occasiao em que o prelo Jos, es-
27 Mana Thereza de Jess, 50annos,bran- cravo da cegs Marianna Luiza Duarte Fer-
Ca. CtiSida. ror n rn,.n.: -________ .
ca, casida.
28 Joaquina, 20 annos, branca, solteira.
n V ,- """""> V'""1-"' sunciid. i|ucui setve ue guia na ra de Santa Cicilia
30 Andr Avelmo Ferreira/io annos, cnou- d aquella freguezia, recebera urna facada
anuos
annos
20
reir, se recolhia a casa com sua senhora a
quem serve de guia na ra de Santa Cicilia
,-------------^.~w |.ii..iv imivuiotiu, ii. r. ii ,ii vaag
enlc digno da commiseracao da especie hu-
man, certo de que no lie para olle que es-
creveoios, nem to pouco nos cncommoda-
namo em responder-lhe.se por vootra, of-
fendendo-nos, n3o envolvesse o nosso nome
com o cargo que oceupamos na sociedade,
querondo desta maneira censurar a- quem
nos notneou e que collocados muilo alto na
sociedade, iiopodem e nem preciasm to-
mar um pao para cnxotar a um co damnado
que os quer morder.
Por tanto, esperamos que o publico com a
leitura dos documentos juntos, licara pen-
sando que nSo sumos o lioincm que o Sr.
padre llerculanoem algum lucido momento
ue sua vida tracou com as cores hediondas,e
toroias que oadornam, e que t3o perfeito
sabio o quadro que por sem duvida admira,
fosse elle delineado poressa m3o cambalean-
te de embriaguez.e esse cerebro sempre afo-
gado em alcohol.
KSo adoptamoso exemplo doSr. padreUcr-
culann.que tanto tem enojado o horrOrisado o
publico com as suas deshonestas homilas
em as quaes so vem revolvidas as cinzas dos
morios, o o sagrado das familias : nao toma-
remos o trabiltio de pintar essa hygiena,
sempre sdenla da vinganga, e srespiraudo
odio ; de que nos servena eunumerar as
miseraveis accoes que compos a vida desse
abulre, roubador da honra e reputaco
alheia : quando he elle mesmo que se tem
pintado em seus escriplos!
Quem desconhecer que esse padre he im-
moral, e deshonesto, quando elle publica-
mente faz alardo de sua manceba e desho-
nestidade.quandodefonde com a maior infa-
mias sua escrava e amasia, donde procede
esse inonlo de descomposturas ha mais de
um anno. vomitadas pelo Jornal do Commer-
cio, contra as melhores pessoas e maiores
autoridades da provincia 1
Quem ignorar hoje que esse padre vive
diariamente ebrio, quando em abono desse
Jacto se levantam o estado maior do corpo
de polica, os balcoes das tabernas,e quanlos
como elle conversam t
Quem licar em duvida da impieJade desse
padre quando elle mesmo contessa que muito
antes ue ser suspenso ja no celeb: a va, che-
batido a sua estpida impiedade a ponto de
a urna hostia maior que Ihe a-
des,aar.e,,iolaz'qimoreo;:B'TrMiTerjar v.nTrf',. t" ".* *"*'. de N< "O" ".ivro-
pallla foi oo.ro, quicV mui dilTareiile. tt-l, nece" ? .-1 'ldo. d'"r "IISSJ.' COmo ** s,l,ilio ?
pouco abatxo do paito esquerdo, om que
conhecesse o autor do semelhante crime,
que se evadi depois decommettero delic-
io e que no dia 10 tamben) as 9 boros da
no i te Anlonio Pedroso dos Santos, que pas-
sa por louo morador na ra do Padre Flo-
nano d'aquclla freguezia, ferira com urna
lacada a una sobrinha do nome Senhori-
nha Lmbelina dos Santos, e fracturara o
braco direito da mesma, o delnqueme foi
logo preso pelo respectivo inspector de
quarteirao ese acha recolhido a casa do
UetencSo jeque das vistonas a que proce-
deu em ambos os feridos v-se que nSo
corre maior perigo, urna vez que sejam ze-
losamenle tratados.
ominuncao.
O DHAMA PEDKO.
MeodesLeal, vi, a parece-me qoe compreh.ndi
leu dramaPedro. Ue urna phandi tua vida, nao
o podes ne(far : lulo o revela a um espirito observa-
dor. Os quatros primeiroi actos sao a eipreisao do
que sepassava em la alma, o quiote... oh o quin-
to he ficucio : ha urna granda eilraordinaria 'ijille-
renc.a ; aquelle jogo de paisOes, aquelles alTecls que
trao-milles a alma do espectador, durante e-e-
qoalrosaclos.no quinto desapparece .- aquelles s3o
a esprissao da nalidade, esle he lili,,, naieananta
de tua imaglnacao: nunca f.iate ministro, e a perim-
c.a de loa vida a respailo desia qoem qaer que fui,
a quem dedicaste excloaivamanle leu corarao ) niu
se deu como a dcscreves. ^
Noten drama (perdoa me) um ente distante de ti
grande numero de leguaa conheceu, comprehendeu, bi" a =ua
r!rta7eI.n?aVmn,v,,l"" Se"lim,e"to, ,aes' Pl^e, (ao chamar beju a urna nosua maior que Ihe a-
sario concluir um drama, cooclui.le-o', mas quando l -'uem de cl,amr mao filiio.mao irmflo.mo
nao sentimos aquillo que escrevimos, embora um nome,n a esse Padre, que desobedeceu a Sna
?emo potico, urna virdadeira comprehensao do que m3iJ au0 'Jur'OU a seus rin3os, que iniu-
ne o mundo cu nai\fli nn. n.n. t.___/* rio,, -i .,,,, .,,, ^__.__.. i_I_i, J
lo, casado.
31 Antonia Maria da Conceicro, 38 annos,
crioula, casada.
32 Manoel, 21 ann.os,crioulo, solteiro.
33 Sima o, 16 annos, crioulo, solteiro.
34 Maria, 15 aunos, crioula.
35 Manuel Cdrmano das Chagas, 21 annos,
crioulo, casado.
36 Anna Joaquina de Jess, l aunos,
crioula, casada.
37 Jos Ignacio da Silva, 40 anuos, pardo,
casado.
38 Severina Mara da Conccicao, 22 annos,
parda, casada.
39 Josepha, 10annos, parda
40 Mathias-, 7 annos, pardo.
41 PeJro, 4 annos, pardo.
42 Maria, 3 annos, parda.
43 Antonia. 2 annos, parda.
** Francisca, 1 anuo, parda.
4o Luiz Manoel da Souza, 50 anuos, pardo
casado.
46 Francisca de llorgcs, O anuos, branca,
casada.
47 Manoel. 16 annos, branco,solteiro.
48 Jos, 14 annos, branco, solteiro.
h'J Anlonio, 10 annos, branco.
o Francelina, 8 annos, branca.
51 Josephs, 6 annos, branca.
52 Joaquina, 5 annos, branca.
53 Francisco Rodrigues da Silva, 30 anuos,
bronco, solleiro.
4 Rosara Maria da ConceiQo, 22 anuos.
branca, solteira.
oa JoSo, I rauco.
5 57 Anna, branca.
58 JoseFilippe da Cosa, 40 annos, branco,
viuvo.
59 Procopia, 12 annos, branca, solteiro.
00 Manoel Luccas Correia, 26 anuos, criou-
lo, solleiro.
61 Luiz do Franca c Souza, 0 annos, par-
do, casado.
62 Maria Joaquina do Espirito Santo,30 an
nos, parda, casada.
63 Andre, 9annos, pardo.
6 Manoel, 8 annos, pardo.
65^ Antonio, 2 annos, pardo.
66 Pedio, 6 annos, pardo.
67 Escolstica, 11 annos, parda.
68 Camilla, 16 anuos, parda, {solteira.
69 Manoel Goncalo dos Santos, 2 annos,
pardo, casado.
70 Antonia Maria dos Santos, 25
parda, casada.
71 Hernardo, 1 anuo, pardo.
72 Manoel Rodrigues de Souza, 28
branco, casado.
73 Joaquina Maria do Espirito Sanio,
anuos, parda, casada.
74 Maria, 3 anuos, parda.
75 Aristheu, 2 anuos, pardo.
76 Angelo, I anno, pardo.
77 Antonio Jos Cocciro, 61 annos, branco,
casado.
7N Antonia Anacida de Jess, 29 annos.
branca, casada.
79 Jos Antonio Coceiro, 18 annos, branco
solteiro.
80 Rila, :i annos, branca.
81 liento, 2 annos, branco.
82 Clemtntna, I anno, branca.
83 Amara Jos da Silva, 55 annos,
casado.
8 Amia Joaquina da tonceieo, 50
parda, casada.
85 Alcsandre Jos da Silva, 22 anuos par
lo, solleiro.
86 [onoceucio Ambrozio
nos, pardo, solteiro.
87 J.uiz Antonio da Silva,
casado.
83 Hara francisca liorges, <8 annos,parda
casada.
89 llozenia, 1 anuo, parda.
90 Joaquim Rodrigues da Silva, 2a anuos, mar.
branco, casado. Mas romo quer que as suas i
nobro,S cada-SP,r,lU Sa,lto''8 *''-i *>... encontrar algum* entrada', ou ntVsmo
92 M.uoef/annOT branco duvida nos esCirils **. e aprehensi vos,
u< vJ Z u i' ur,dn0, e a nosso reputadlo i)5o se che to bem
n rii i""""" d" Fu,,seci,';i" "">* rund.da.como a desses varespios e illuslre^
,----- ,.,.,., veruaaeira comprehensao do que """ M^u mjuiiuu a seus irmos, que inju-
iLLXl .11" p,au0" q" nelle sc a?ilim ,e a- Iriou a sflu amigo o protector Antonio Ray-
vdada A. airelo '"V,.?,""'' Du" P"n"nio.! mundo de Mello, que tanto o beneliciod, que
Mo para pdennos ZnKil,$In Zm"Z' sua v,rt",?sa "nsorle ; esse padre ou anles
ululadas da mao que aa adora. ..Mandas I eal ten P,SSa Ponlhera humana que levo lembranca
drama he sohlime, opensamento que o domina e de'(UTer tirar a existencia de SCU sent-
que ihe sirve de base ataai demonstra que (ua alma 'ha "te esso padre que surrou as infelizes
aciiava-se theia, repassada de senliminlos prefun- M*ria Joaquina e Maria Caboclinha, esse pa-
sim r,l,mr,PrVi!!.r^!"e que cumPrehen<'' "' ^rama : dre que se offeieceu para instrumento de ou-
Oh quanto he bello, quinto ha doce, denoia d. torpes ac^Oos ; o ha um anuo quo vomita
soffrermoi um croeldesdem d'aqoella que no haen-' ,r,bcs contra a religio, contra as autori-
stia fellcado, e qoe nos ephameras pensanipnios de dailes. contra pai do familias, ludo porque a
ciiimerica elevacaojulga que nunca.nunca chafara'a Just,Sa publica quiz vingar sua brutalilade
?a. hVlJI, r"'.r'^\? recorrer nossa generoii-. ou embn guez quando maltratou a infeliz
mos mi'' .??." ''e "l'ocquan.dhe doce eslcud.r- escrava Anglica coinpanheira de sua crapu-
na. leacranaa Verdea ilendes, tZ 3J''V '""" S VIC,0S dCSl ,obre l0UC0 V^re,
hebarharo, he de brome, quem devoras a.nou, nao .J0 ll0m,? 8 lJos eslremecem ehotrorlsa
se vmb, iao atrozmente: neceaste pi, eicesso. I u.'jsemo-lhe entregue a sua crpula e devas-
ARora a li (iarmano, dirigir-le-hei doas palavras, Slda>>.
aicriplor Uendei Leal ; no dramaPedroexcedes- ; DOCUMENTOS.
buco A bem da verdade desejo que V. Exr.
me faca obsequio responder-me ao pe desta
se V. Ksc. na qualidade de juiz de direitu do
enme Ja comarca da cidade da Victoriano a
&on$pf>ni)cticiQ.
da morle dos mesmos, Vmc. me responda ao
pe desta se he verdade o que diz o padre
Joao llerrulanodo llego a mcu respeilo no
Jornal do 15 de setembro do corrente anno
n 133 cujo remello para Vrcc. lcr. Sou de
Vmc. servo criado.
..... Manoel Jos Pereira llreos.
\ ictona lo de setembro de 1857.
Illm Sr Manoel Jos Pereira lloraos.__
Respeito do quo diz o padre declaro que he
um falso, pois este facto nSo se d.-u, Vmc.
pode fazer uso desta resposta. Sua criada.
Francelina liemetria de Miiezes.
Victoria 28 de setembro de 1857.
N- 3 Illma.Sra. D. Antonia Maria de Ma-
cedo.Vmc a bem da verdade me responda
ao p desta, se he verdu lo o que diz a meu
respeito o padre Jo.lo Hcrculano do Rogo no
Jornal do Commercio de 15 de setembro do
corrente annon. 133 cujo remettopara Vmc
ler. Do Vmc. venerador e criado.
Manoel Jos Pereira Borges.
victoria 24 de setembro de 1857.
Illm. Sr. Manoel Jos Pereira Mlorges.
Em resposta declaro a Vmc. que Fie um fal-
so, urna calumnia, urna infamia que elle
podo levantar tanto a mim cotio a Vmc,
pole Vmc. fazer uso do minha resposta.
Sou sou criada e veneradora.
Antonia Maria de Maccdo.
Victoria 21 de setembro de 1857.
N. 4.-lllm. Sr. Dionizio Gomes de Li-
ma. Remetto-lhe o Jornal de 15 do corren-
te n. 133 para Vmc. ver o que diz o padre
Joao Herculano do- llego a meu respeito,que
diz elle ter sid,. Vmc. quem o disse, a bem
de salvar meu crdito, tenba a bondade de
responder a verdRde que souber ; pois elle
uiz queeu mandei recado por Vmc. a elle
padre, dizendo-lhe quo viesse fallar comi-
go na rreguezia e que se oceultasse l e
mandasse o caixeiro para eu ir fallar com
ello eoutras muitas calumnias, que-Vmc,
irado o jornal cima ver, e no mais sou
de \ ni. criado.
Manoel Jos Pereira Borges.
victoria 18 de setembro de 1857.
"Im. Sr. Manoel Jos Pereira Uorges.
tm resposta do que diz o Sr padre Joao a
seu respeilo, declaro a Vmc. que be falso e
appareca a carta feita por mim, pois que tal
nunca se passou. e Vmc. criado.
_. Dionizio Comes de Lima.
victona-18 de setembro de 1857.
IV. 5.Illm.Sr. lente Miguel Alves dos
I razeres.Desejo a bem da verdade que
Vmc. meresponda.se eu algum dia otten-
desse por meio de estupro una sua escravi-
nlia de nome Maria de 8 annos de idade ou
outra qualquer de mais idade pertcncente
a Vmc, s be verdade esta calumnia do
padre Juao Herculano do Reg que rrntra
iiiiuilevanlou. Sou do Vine, vencajor c
criado,
Manoel Jos Pereira Borges.
Victoria 16 desetembro*de 1857.
Illm. Sr. Manoel Joso Pereira Borges.
Em virtude desta respondo, que no rae
consta que lal tivesse acontecido ; sim cor-
reu um boato que se tinha dado esse facto,
eu mandei examinar, dila moleca eslava
virgem Sou de Vmc. venerador e criado
Miguel dos Aojos Alves dos Prazeres.
N. 6.Illm. Sr. capjiao Zacharias Rodri-
gues de Souza.Desejo que V. S. na quali-
daJe dejuiz muuicipalque outr'ora oceu-
pou nesla comarca, por favor me responda
ao pe desta, se he exaclo ter vindo a pre-
senta de V. S. Joaquina de tal e Mara cabo-
clinha, queixarem-se ambas de urna surra
que Ihe dora era cada uina dessas infelizes,
o pad e Jo3o Herculano do IWgo e a razao
porque V. S deixou de ter mandado fazer
as vistorias nessas infelizes c punir o per-
petrador desses altentados.o que he repug-
nante a um particular que dera a um minis-
tro do altar. Sou de V. S. venerador e
criado.
Manoel Jos Pereira Ilorges.
Vietoria 18 de setembro de 1857.
Illm. Sr. lente Manoel Jos Pereira Ilor-
ges.Em resposta aojjue Vmc. de mim exi-
ge, tenho a rcsponder-llie que he verdade,
que em lempoqua eu serv em qualidade
do juiz municipal supplentc o eslaodo em
exercicio, veio queixar-sc Joaquina Maria
do padre Joflo Ilu culano do Reg, desle lile
ter dado urna surta, o que visto por mim
mandei chamar peritos e os nSo adiando
nesta occasiao por ser noite, ordenui que
dita paciente no da seguinte comparecesse,
esla nao voltou mais, em quanto a outra
queixosa Maria por antonomasia cabocliulia
uestes mesmos das tambera apparecau quei
xando-sedo mesmo padre, e ainda houve
principio de pTocesso; porem deixando eu o
exercicio dejuiz, de nada mais fui sabedor,
he o que se me oflerece dizer-lhe e poJe
fazer uso que lite parecer.
Zacharias Rodrigues deSouza.
V icloria 18 de setembro de 1857.
(Eslavam reconbecidos.)
Iistemouhas, quem dirige-se lun aiuenle a aulori-
dade para obler documentos.
Ainda ponm que u facto esliveiia piovado, elle
nao juslificava o acto da policio ; os individuos uo
fiiram dtpur na Inglaterra ; aqui n.> Brasil nao eram
lesteiniinlias ; como pois se quer ntt dislo'om cri-
me, e um crime commellnlo no pala*
A seronda aecuaarao l.e urna coincidencia entre a
data de duas carias ; he a primeira vez que ouvimoa
diier qoe urna coincidencia seja urna pruva jurdica.
O Sr. Atcoforado lem u un TI un and., am que Guu-
V6* ha inleresaado, e da qual Irata Bapliala ; par-
anlo nao he so ama carta que poda ler app-iacido,
porem moitaa, sem qoe lata iofloisii nada. Uasgra-
ca loa de nos se o simples facto de qaerar fallar com
um criminoso aearrelasae complicidade.
Quanlo a easas oolras provas que, diz a ..Sim,na, m
a polica lem fechadas com sete chavea, se nao he
urna hrlnaadeira de folheliniala, he um cuitima in-
ridrro. *
I'oia polica manda procesaar um hoinem pelo
juno da lerceira v.ra, maoda-o intimar, ouvir lia-
innunhas, auloar na prvas do crime, e guarda os
melhore docomanloa na soa Raveta *
Itta he poaiivel. o Sr. Dr. Indro ha ora raogislra-
do qoe aaba comprir oa seus deverea.
Agora urna palavra : se censuramos a polica por
incoramodar um hornera sem provas de asa crimina-
lidade. nao podemos deiiar de ceoiurar a imprensa
que brinca com a repolacao de om cidadao por sim-
ples boaloi, em vez de arRomentar framente.
E o que he mais notavel he que esta quistlo do
a contrabando, a como chama a a Semana, o teoha
tanto agradado ao a Jornal do Commercio, qUa se
deve lembrar simpre doa agentes da policia demit-
lidoi por fivorecereru Mcandaloiameole o trafico
y.
arlefca&cSa
da Silva, |n an-
2i anuos, pardo.
Joao Herculano do Reg.'eslava resolvdo a
remelle lo c um completo c absoluto despre-
zo, porquanlo esou convencido, que o pu-
blico sensato desta provincia, o todos quanto
^uMioca as pcoioo.
SONETO
Dedicado e consagrado ao distincto econo-
mista do Brasil o Exm. Sr. conselheiro
l)r. Pedro Antean da Matta eAlbu<|uer-
riuepor FranccisoJos Caldoso Guiaa-
raes, estudante do anno, por occa-
sio de dar-sc o ponto na Facaldade de
Direitodo Recife.
Salve, genio immortal, agnia tal .mbroia,
Onde impera o talento assaz brioso :
Na patria tu strs jempre saudoio,
A palma no Brasil ters dilosa.
Em toa alma sobrancaira e venturosa
Brilha o merilo qoal astro poderoso ;
E nas azas do prazer, victorioso
A coroa alcanzar do co pomposa.
Tua augospi erudn;5o, nobre, inspirada ;
Do bello e da virlude nao ae exime,
Sera'sempre na historia decantada.
Tua fronte a valor, grandaza eipnrar,
Tena a gloria ao porvir por Dars fadada,
Fulgente economista, here sublime.
14 da outubro de 18"w.
Srs. redactores.Atacado virulentamente Sumdia me elitninoii do juiz de laclo Jo jury
em ooJornal do Commercio" desla provincia. Jesta D,em cidade por perjurio como diz .,
de 14 de setembro prximo pascado, em um ; Padre Joao HercuUno do Reg no Jornal ilo
,.in .,..!..! Commercio de 13 de setembro n. 133, per-
mitliodo v. Etc que o) faca uso da resposta-.
Sou de V. Eex com respeito.servo e criado
Manoel Jos Pereira Borges
Victoria 21 de setembro do 1857.
lem lido is nojentase escandalosas corrus- '"m. Sr. Manoel Jos Pereira Borges.Nao
ponJeucias desse bomem, que por nfeiici- n, 'Ifcbro do iiue V. S. tenha sido ellimina-
dade da especie human, e descrdito da ;(1" ,la''s,a c|os juizes ;e faci da comarca da ,
nossi rcligiiao,.linda se assigna padre, o -Ssiito AnlJo pelo motivo de que trata, qnor-1
considerara como um louc, ou possesso a i me Pl'l contrario parecer que procurando
quem toJos os vivemos devem evitar e lasti- v- > '"ais de una vez ser dispenso do ser-1
mar. vico do jury, nunca fai atteniidoem quanto.
pardo, tasado.
Joaquina Maria da Couceicffo, 30 annos,
patda, casada,
tContinna
que lambein tem sido Victima da pcQonheiita
baba desse co hydrophobieo que nao res-
txtn. bispo dest
Sergio o Jos liento,
..-..- -' -------..... ... ........ v ,,, imfllll
lu juiz uariuella comarca. Pode V. S fazer
o uso quo quizer desta resposta,
Sou do V, S., ltenlo, venerador e criado
obrigadissimo,
Anselmo francisco Peretti.
Recife 3 de outubro de 1857.
y. *> --lllma Sra. I). Francelina Demetria
AO PUBLICO.
Srs. rediclores..Nao comprehendo o alcance de
urna noticia que li hoje no oJomal do Commercioo a
raiu respeilo ; n.lo sei ae tem s por lim dcsconcei-
tii.ir-ii-, ou se he nm meio de nullificar qaalquer
obri^ai-ao serla en rain la paia coinigo. Em lodo o
caso devo espliear io publico os fados que se lem
dado.
Tendo havido na costa d'Africa um aprezamento
de navio suapeilo com inlicioa vehementes de que
Panel desla corle entriva em ntgociacto illicila a
que tal navio sa deslinava, fui incumbido pela lega-
rlo brilannica de rrocurar Carlos individuos qne, eo-
nheceudo a dila peisoa, podesaem depor em Londres
sobre una precedentes relativos ao trafico.
besempenhei eisa eommiasao sem o menor ma-
laria.
Os ni lividuos procorados por mim, tendo-rae a-
aeverado qoe podum d'por scienle elcouscieoeiosa-
menle. parliram para Inglaterra, e nrsa ocraMlo
dei-lhes urna nota para que nSo se afaslaisem do
ponlu essencial.
lia lempos o Sr. chefe de policia, Inserido pren-
dido um daqiielles iodividuos, apreseulou me a Rail
r.fi-n 11, e perRuiilou-ine se eu pona duvida em re-
conhece-la como escripia por mim.
Itespoinli-lliB iinmrdialamenle que neuhuma du-
vida punha em lal reconhecimeulo, vialo qne o mu
prio-e lmenlo linha tido por fim araulelar couveni-
enciaa publicas e impedir complicices.
Ouvi dizer, porem, que essi muilia declararlo
fora ardilosameiilr procu'ada para sema iualaurar
un procesio, a que de ficto serve asora de base
para a accosagao que se me intenta e de que diu no-
ticia o ir Jornal do Commircio. n
felizmente, Srs. redactores, ha lab no nosso paiz,
e ae aiguem visa a popularidade dn< eontrabandis-
las, o bom aenso pablico ampara lamhem os homens
que arrostam essa popularidade e que se sacrilic.im a
ludo em bim do seu paiz.
tjmillo referir oros fados que se prenden) a esla
questau porqae, emhor.i victima de urna improden-
cia oo de una peisegoirao, o,lo jolgo necessano por
ora ir alem de-las linha*.
loagmim de Paula Gaeder .tico/orado.
AOIKSTO DA POLICA.
A Semana a de houlem refariodo a. ehrcanulan-
eras da pretend 11 curnpllcidaiie d Sr. Alcoforado
na qaesl.lo ti'uvea, aprsenla dous pontos de arcu-
BCSo que sao facis de de>troir.
O primeiro he que o Sr. Alcoforado alliciou (es-
lemunhas aqu no llio de Janeiro para irein dep-r
n-i Inulalerra.
Ora, esss allusjo da alliriarno he menos verdndei-
ra. Ooando a legafga Iralou ne-la corle de prrorr
documenl s para provara crim d New-P.Tt,
ii.l.) constando nos rarlnrioi a prdo do Sr. Galma-
riles, o Sr. Alefora do proruron ern pe*oa Sr. Or,
Izidro, eiildo juiz mumeipal. e e que prorurasse o Sr. esrrjvilo lliilancou-l; como pi-
r ... i... ...I..;. A___________,._________,_________
.,----- ,.._-------------- ....... i .. .. .. i f | r, -
rem no carlnrio desse senlior nada e encnnlras.e, o
Sr. Dr. Izidro pmmetteu fallar elle mesmo ao Sr.
Uillancuurl.
Islo p^ssou-se na roa do Ouvidor diante de alijo-'
mis passoas, e o Sr. Dr. Inlro, com o caracler lio- '
os Ul: ^Vd-ellVe-^
._ _4_._r-----.._ ,,_ ,^r .-,_--.,,,o a.u, ,,. n aiiueima l/Mlietna
pena o nosso caritativo c virtuoso prelado o de Men-zcs --Vmc. na qualidado de nica
esta provincia, os Exms. Srs. sobrinha da linaJa minha mulher quer em
Si', lipnln. rs n* lllm^ Sr^ '.,.1, .li., n .1, r,.-.i._____-: ___
'

ILEGIVEL
ORICEM DOS CICANOS.
A origen) des ciganoi perde-s* na ooile doi lam-
pos, a
Os historiadores de lodos os lempos e da todas as
nacoes leem Iratado, posto que de balda, da averi-
guar a sua verdadeira origen) ; mas discordam lolei-
ramenle.
A opiniao mais admillida; segando maitos, he que
os guanos deseendem do Egypl inlerior, mas nao
ralla lambern quem a rebala.
Hislori.dores ha qoe os julgam deseendenle da
Baelavaoia, na rlungria ; oulroa, dos confus da Tur-
qua ; outros de cerlo poulo da Russla, ale. ate.
A'segora tambem algoem que, no lempo da Irrup-
..-ao dos barbaros, f.rmavam parle das hostes conquia-
ladoras. e licaram por ahi disserr.inados ; porem, es-
la ver3o asta' em dicordancia com a maior parle dos
esenptores que se leem occopado rom esta queslio,
01 quaes anda q.ta 11,10 precisen) a verdadeira ori-
gina dos cigaoos, no ignorara a poca am qae pala
primeira vez. sppareceram na Europa, que foi pelos
annos de 1117 da era chrisiaa.
Asseveram ootros, entre ellas o psdra Feij, que
lloresceu em principios do lecnlo passndo, que des-
eendem das Indias Orientaea, d'ouda emigraran) em
1200, transportndole a Allemanha, a dalli se es-
paldar,un pelo reslo da Europa.
Pos seos escriptos eonla o padre Feij que, quan-
do pela primeira vt os cia-m.. se apreseniaram na
"I i.iiIm, ..-. ; :7. 1 -|.,.i I ., i.: |. ,, .
guulavaaai a razao pur que ab.iidonavaiu o seu paiz,
que linham de perigrinnr sele annos sobre a face da
tena para comprir o castigo que Dos impozera aos
aeos ascendentes por negarem autillo a Sandsima
>irgem, quaodo fugia com o Menino Jeaus.
O lim de iao manifesta impostura era altrahiram
a commiseracao, para poderem viver na mandiiiee.
Daaol provem qua muiloi os jalgam oriundos do
Eeyplo, onde nunca appareeeram lio preiudiciaes
vagabundos.
Aaseguram oulros qoe a soa procedencia he a Oer-
manis, o que he absurdo, por que se sabe, como d-
zeinoi cima, qoe o primeiro poni em que appare-
eeram na Europa, foi a Allemanha, anles Esladoa-
irmanicos : d'aqui naseeu o crr-se que a tua ori-
gen) he a (ieimania.
De quanlo fice dito, apenas sa collige que a sa*
veidadeira procedencia, s3o as Indias Orientaos, co-
mo o revela, mais que cunsa nenhuma, a loa rr
azeitonada, a diiformidadt das sois feres, a ciir do
cabello, o relaismenlo dos seo coilumes, a ma fn-
oauetn e o sen pouco amor ao Irabalho.
Para corroborar esla opiniAo, copiamos a relac.lo
que faz dos gitanos am biiloriador allemlo na soa
1 Ili.loria Uuiversal, que se pablicou nao ha mol-
i lempo com 1 maior aceilarSo :
n Os /miaros fogiram da India por occasiao da
espedirao de TamerlAo. Ponto oenhom lem aido
rnaia tratado o debatido do que a eiislencta desta po-
voacao miaeravel, eepalhada por todo o mondo ha
anlos seculoi, sem ter mudado por forma alguma
nem de caracler nem de costomes. Nos paizes dos
manas ainda se enconlram reunidos em tribus, re-
velando na iinguagem e na phyionomie o carcter
indiano.
Com efTeilo na India rhamam-se Zngaros os ol-
amos dos parias. Quande Tameriflo Iraoslornou este
jaiz. as lies castas superiures sollrerim, mas nao a-
^ndonaram o solo natal. Pelo coulrario os Jadeos
las casl,s inferiores disseminaram-se, abandonando
om fuco de miserias, e, segouido as pisadasdoi Mon-
iutti dirigirarn-se ao Oriente, e .inda exiitem na
mi,-d 1 Malabar, everceudo a pirslaris. Oulros
111 lararn errantes pela Penia e pela Turkeslan. Par-
te, perseguidos lalvez pelo- Ollomano, refogiaram.-si
ua Europa, onte, em 1117, appareeeram oa Molda-
ra e na Valachia ; no auno seguinte na Suisia, m
1121 na Italia, em 1487 na l'"ranc.a, fazendo-se pas-
sar por originarios do baiio Egypto.' Diziam que
Dios eslerihsara a sua trra natal em eonseqoen-ia
de seos avi lerem negados asj lo a Maria, por occa-
siao da sua fgida com o Dos Menino, oo que o pa-
pa AI 'linfa ., para castigar a aua apostasia, os linha
condemoado a errar por esparto de 7 annoa, ordenan-
do que ca la bispo ou abbade Ihes desse C libras tur -
aesaa.
u Kao o qoizeram receir em Pars, mas eslibe-
leceram-os protimo ao bairro de S. Dionizio, aonde
a euriosidade allrahia urna mollidao immenta a vi-
sita-Ios. Oa cigaoos pegavam cnlao na mao dos in-
cautos, e liam a huena-dicha por dinheiro. O bispo
eipulsou-os (1560), mas riles continuaran) a divagar
p*lo reino, ainda qae desterrados por Francisco 1,
i-ob pena de gales.
Esta arneaca reiterou-se varias vezei, at qae,
sem rorrea alguma de processo, se laorou a correa-
te aos ps de lodos quintos eram er.coutrados (1666.)
o Aos Zngaros da-se geralmente um nome vili-
pen lioso : os Dinamarquezes e Suecos chamam-lhes
larlaros; 01 Ingieres, Egvprio; os Francezes, Bohe-
mios; os rabes, Arami '.ladrees); os Hngaros, pha-
raebuespek povo de Pitaran); 01 llollaodezei, Hei-
denen (idololrai.1; 01 llispunhoes, Cilanoe 00 mali-
cilos.
" De Inglaterra foram desterrados no lempo de
Henrique Mil e de Isabel (l.j.11). Ua Allemanha
tenlou debalda e ram-se na i.r.l i-lt-ei-i lia, e o maior numero, na
Transvlvaoia, na Valachia, na Lihuaitia, e nas pro-
vincias do Caocaso, abandonando a vida nmade,
anda que sera ion.,.rem parte na civisseao. O im-
perador Jobo II, a urna s .ciedade inglazatrataran) da
01 civiliaar em vez de 01 perseguir.
COSTL'MES INDIOS.
lodas as noticias que se referem a India, silo ago-
ra hilas com particular attenco ; por isso de om li-
vro publicado ha peuco eilralumoi alguna trechos
acerca dos costumes dos Indios.
O povo indio foi mais cvilisado nootro lempo do
que hoje he ; o qoe bem -e v pelos seos monumeo-
les a pelos seos fiaras. Encontram-se no IndotlSo c
no Dekhan templos, palacios e pyramidea qae sao
obris primea, senfk de goslo, pelo menos de pacien-
cia e de aomploosidade. A litleralora conla bastan-
tes obrai de moral e de poesa, eomo as Velas, o
Mahahhaiala, o Ramayana, os Pronranas... O inle-
resaante drama de Sakoulala be condecido de toda a
Eoropa. Das fbulas da Pdpai ou Pidpai parece que
se derivaran) as de Lnckraan e de Esopo. Este gi-
nero de poesa a nenham p.iiz mellior se acommo-
da no que a este em qae etiste a creara de qae as
almas humanas transmigrara para os curpos dos Ir
racionaes.
o A or sem oriental da fbula,diz Mr. Cli. I lefio
mery, panceserja um laclo aisenladn. E, com ef-
feilu, o aplogo devia uascir unir, paiz, no qoal,
mais que em qualquer oulro, os couselhos da moral
carecen) de encobiire sol o vto da allegoria, para
n-'i otTender os soberauoa qorrendo inslrui-los, e em
que o espirito do iscriptor procora sempre dar ao
seu pensatiienlo a forma mais aprazivel. A ludia
parece ler sido a patria da fbula, desse genero que
devia ser urna das glorias de multas lilleraloras mo-
dernas. VA 1 menos a imaginarao compraz-ao em
cons'derar como o berco desle genero de pociia um
paiz onde o dpgma de melempiyeose eiisle desde a
mais remota auliguidade, e onde, por conseguiule,
era natural altribuir aos animaes o espirito e asjiai-
i6es do bolnu!, c dar-lhes a propria linguagenrhu.
man,,.
IL facto quasi aveiigoadn que os algarlsmos que
chamamos rabes s,io de origem india ; em Bagdad,
na lempo dos kalifae, chamavim-Kes algatismos in-
di"S
Hoja os Indios a,,enas s3o nolaveisem aigomasar-
les mecnicas. Entregues sna habitual indolen-
cia, na a mais despjam, n3o senlem ootra necessida-
de senaoa do repuuso. Sobrios e moderados, osen
vestido nao 1 aaia de um singelo panno daJinho 00
de al^odao ; a soa habitarlo he um. choopana de
bambas coherla de folbas de palmeira ; o aeu prin-
cipal alimento, he o arroz e ngoa ; lodos podem sem
cu>(osali>fazer estas primeiras necesidades: alsuns
porem, mais abastados, e jn habituados aoa coiomo-
doa f.a vida, ostentan) nassuss casaa o loso dos po-
voa raiaalaea ; prssoem nomeio de vrslidoa rcsplend,,,),, de ouro, prala e de borda-
doras ; leem aposentos pintados e dourados ; eui-
pragan oipeifuinc, as cs.encias preciosas ; islo he
o que se v nos rndjahse nes nababes.
\s molhcres abastadas reparlem com 01 maridos
o nppnlcnlo viver desies, e passam a vida na maior
indolencia.
As zananai, co aposenlos das mulheras, s-)0 de um
luxo rabuloso : de lindas r, ralas calle em bacas de
marmore a mais fresca e lmpida aEua ; o pavimen-
to lie eoherlo de ricas alcatifas : as parede alia for-
rai.,s de magnificas lapacariat. J na lempo de
A andre. a f.rmosa, |d.as Hallara em parlirular
Kllmacao o uso das perolai, rs diamante, Mphirai
e man : ale the;avam a rollocar no nariz e nos pe,
.nineis precios,,, movedir ,1 e resonantes ; .i r-u.
iiqueasjunlavain o encat.lu mais grato de mil do-
res iiluiaes de plaas odorfera-. Desde a ratis

temla auliguidade ai mnlheres indias teem dado
realce a sua garridica usando loda a sorle de raU
qoei. """
Todas as cl.niei da sociedade, ulre os Indios, fu.
mam o labaco e mascam o betel, e islo he para lo-
dos, iao importante, como o beber e o comer.
Em lodas ai casal das pessoas abastadas ha lea-
ros e lelhadoi planos, onde pauam parle do dia a fu-
maren).
Os Indios osam nas -uas viagens dos palaoquine,
que sao de diversas especies, a ornados mullos del-
lea, com grande luso.
Eita maneira de viajar he a miis eommoda num
paiz em que as estradas ao irnprallcaviii para toda
a aspecie de vlaturai.
Oa Brahmnei consideram a hosoilalidade como
um sicramento, a na,, ha accao maii agradavel .101
. ,.?r .? ,",lotl.?. t a destinar 01 commodoi
rta? pubhca.0.8 v",""e,no, cl,ouUra'' ou '""P*"1^
m,inS rr'mlrrs,0rle '"-' Pr ">> d nareai
muilo commodoi a em regra baslmle leves. Ua
'li.,^l'J'T *' ",?" "S dll>c""le distes barco..
S.BT Sen,ell,anS* d" Miga, erabarcace.
go de f",o cou"racao na ni" nm i pre-
Mui.o pasmoso de for;a e de fraqueza, da iniuii-
a e de ferocidade, o ludio apresanta-nos o quadro
de nma raja humana, a qual sem ler passado pelos
diversos graos da civilisacio livre, tem aido a.riIfioa-
da, polida e avtlladi por ua lyslama thiocraiico a
desptico.
Os Indios sao aferrados servilmente i sua reliaiao
pralicam todoi os leui ritos supersticiosos, por mais
absurdos qoe sejam. Aisim he qne nas su feslas
religiosas, os homeos qoe querem ter lidoi ua roola
de mais piedosos flagellam o corpo, a sojeitam-se a
variados supplicios,esperando merecer 01 agrados doi
eua deoies.
A vida dos fakiri he om conlinaado lormenlo,
sojeitandc-ie por davoeflo aoa hahilns mais crueil.
ai prepriai mulheras sao intrpidas qoando tem de
pialtear aa aoaa uianras religiosas.
ile ao iom de estrepitosa moiica, a tratando as
f"g"e",IC" g'1"' q"9 V,l"r, M l"Kipil> *
Acompanham-as os fllhos, e nm olltoa desles res-
plandece a alegra qoe lites inspira a eaperanca de
que soai mais v3e gozar da filicidade celeste e da
gloria eterna.
Dtzia om aorepea ao filho de nma viova
" Porque nao imploran a vosa mi para que
se nao deiie raorrar.deiando moi filhoi na orphau-
0 Seria ama infamia semelhanle pedido, res-
poudeu o adolescente ; ah I pelo conlrario, se mi-
nha mai haailaase ao a renunciara, e a obrisaria,
so necessano folie, a comprir o lacriflelo que eiigem
a rehgiao a a honra. *
Eiiilem na India certa* homen-, qoe pance ha-
verein sido dolados do poder dt ftacinar os mais ler-
riveis animaai : 01 peloliqaeiros, ou encantadores,
brincara com as vboras, irril.m-as. milraltm-as
quando araeacam alira.-se aos domadores.
O animal atsobia, vibra a linsua, ergot-ie eneole-
risado, e o encantador permanece impaisivel; po-
rem o seu olhar penelrinle, qae acompanha os mais
tigeiros movimir.los do animal, e a variohi qae eia-
potiha baslam para dereode-lo.
S ,lrmna-rrdd .... |.,,|.,., .P^|Hrt r ,_
i.:iii uam ,uj itaala livmm babiiadutes das lloreslas
onde se acotlam.
So om elephaote sel vasera pretenda alaca-los.bai-
la uina palavra, om volver d'olhot para o aqoielar.
Acompanham o. encintadore os peloliquetroi ou
ac.obalai, cojoi exercicios Uo imitados so na Eu-
,111 .ra V "mt delr. I" palotiqueiros eu-
repeos se tsforcam por imitar. 1 v* u
ra l>l.uBV.'r,B 9"u"""' a#Uda por Domont
d.}.". ref*re..uni /"" I"* "nstra qoal he a
destreza dos peloliqueiros indios :
m hmnem robotto, da olhar sinlstro, l se no
cAnnoano, aprntotou-ee no mel do cireulo qae
especladore formavam am redor dos peloliquiiros.
1 razia um cesto qoe nos pedio qua csaminasseruos.
\ irnos que ira um cesto de vime, como os qoe se fa-
bncam na India, moilo leve, a aberlo. Dtbaito dts-
le frgil involucro fez ceilocar nma raparigoioha de
oilo annos de >dado, a formo,, como om anjo, nua
complelamenle. Logo qne 1 rjparigainha fieon dt-
MUa do ceilo, o peloliqoeiro tomuo om aspecto sl-
n.stro, dirigio-lbe ama pergnnla, a que ella respon-
etJmp'laie?" """" """ 0 M" ***** '
O colloqolo doroo alguna instantes : depois o pe-
loliqoeiro, flagrado eiicoleriiar.se. .mearon a rana-
"ga de amatar. Ella grilava : per iao! portal
modo, que faz.a arrapiar os espectadores.
le repeule o nidio p-ga n'oma spada, segora com
o pe o cesto, onde todos uig.v.m que e.lav. a vic-
Tr'^'T1 Hf : a,ep'" Com um ovimanlo
de r.iv. den repetidos golpes no caslo. A ancied.de
era geral, e lodos licaram aterrados. O aspeclo do
W'nH er" ,d,0"d"v gritos da victima tinhara
o lom da verdad.. E.flv. qoasi pa me .rr.mec.ar
!!*~.*mtP** """ lavara paludos
indignado.. Era claro que esse pelotiioeiro nao
quizera commellar om crime intil, na preaenca de
lautas teslemanhas. Apazar diaio era Impoii.vd re-
siir a impresiao qoe osla icena lerrlvel cao-
Mili
O terror subi de ponto qoando lodoi viram cor-
rer aangue do cedo, qoando se ooviram 01 gemidos
da victima, que i.ra diminaiudo gra loalmettle, qoan-
cor.i i'6 ,b'w" "> o. rnov.menlo,
estertor foi aoab.ndo... depon ouvio-ieom gemido...
bdoi ,e perauadiram que era o ullimo qu. a vieti-
aA:i,l,M; .EOS*' qaal nSo foi "'Veta g.r.1
quaodo o pelo.iquetro, depoi.de prononciar algu-
mii palavrss myitartoias lavaittoo o cesto e mostiu
que nada eonUuha. O chao estava lilo da .m"0.
mas nao appar.cn o eorpo da rapariga. Passadoa
algn, M.UQIH de phbm e da admtratjao. a ran.n-
sa, que te loppuoln cruelmenle asassiiiada,.ppar9-
u entre os e.pedidore, como se tivesse atravesa-
do por meto dolas, eomp.iin.ntoo os, a acaboa im-
plorando a sna geoaresidode.
05 INDIOS DO INDOSTAO'.
Os InhiUnles do IudosUo contlitoem urna raca d.
mu btllos dotes pbyiieoi. *
As mulhini espec'i.lineilti .So da eilremada for-
moitiri, a alem disso muilo amareis. Cada provin-
cia lem o seo lypo proprio, a cada typo caracleres
diatinctos de belleza.
Eis-aqui como Mr. LanOve o. descreve na na
obra inmolada a India Contempornea :
As jovoni Indi iao de talheesvello, gracioso
as suas formas sao tao correctas, que podem servir
de modelo .o esculplor mais exigente. Nao alo da
elevada estilara, mas o seu porte pode assemelhar-
e ao das oymphas da Homero ; as raaos a ps sao
13o pequeos e delicados que uesla parle nao lem
rivact.
"A eabica graciosa, o rosto oval, diium vera-
quellaa liohai, aquellei conlornoa qua te admirara
nas obras das igrejas ; a bocea, devo diie-lo, aa va-
zei he grande, oulrai ha corlada era linha red, a
onlrai conlrabida, quando he peqoeua..... Os olhos
porem, aquelles olhos prelos a vivos coroados de
admiraveis aobrancellus, a como qne velados por
eomprida peslmai pretal, nao lem outros iguaes
na Europa.
a lie bem conhecida a abundancia a a rr de aza-
vicha dos tem caballo!. Coaforme as latiladei, ai-
nm varia tez du Indias, ora se admirara alva co-
mo as Inglezas, ora morenas como as andalona, a
ate bromeadas.
< Todos 01 viajanlet, lodoi 01 e deixado fascinar pela forraoson das mulheres India,
e assim ie lem consagrado o proverbio anda hoje lo
ver tadeiro como no lempo doa Porlogoezes
.. lia cent porta. para eu(rar no Indoslao o nem
1 unta su para sabir, s
(Jornal do Commercio de Milu.)
LISBOA.
Paidologa do namorn. Anligofdade doi lencos
braBcoa, seu progresso, sua dupla decadencia, sos
renaseeuca. '
Algoem ucreven a .Physiologia do casamento,
oulro .presenlou oA anatoma do cor.cao, ootro a
l'.lhologia do casam.nto, porq.e no appar.cer
a nPatliologia do namoroo 1
Ella ahi vai, mil ou bem penieda, mal 00 bem
O amor, encarado pelas formal divina, qoe os
poetas ihe souberam crear, he realmente urna bella
COUSa.
Aquellas eilasis de qoa ib rodea a vid. do mino-
rado, aquellas encantos maravillosos que elle en-
conlra nua dole da amida, aioda que erja mais feia
que a s> billa de Virgilio, aquelles poemas da sobli-
me poesa, que ve n'om dos seus odiares, aquellas
ios de perolas a qae compara os seus deulis, aquel-
la! ondas de harmona que eonha na soa voz, aquel-
las roteas core que Ihe descobre uas faces, aqoellet
contornos de fada que ao longe Ihe avista no volver
da corpo, ludo isto he muito bonito, ludo impre-
siona profundamente a alma, vestida de amor, para
fall.rmos nos termos rigorosos do livrn dos amantes.
Sao qualidade eslas que te enconlram no amor
paiao, e 110 am ,r raleasjb,. como diria Sien llial
Aquella v-os cora tToIbni do espirilualiamo! esla
cora os do mateiialismo.
O primiiro, pelas MpItSfOev da alma, forma aro
enle, diBuerr.olypo da perfeicio ; maia f.hz que a
philosophia, acha aqoelle iao procortdoeu-reve-
se 1.0. encinos du roslo, que para elle sSo o .elle.,,
dos serdimento da alma ; odiando para o p.s-.do
na o V, porque Ihe p.r.ce morlo pe. mao do pr-
senle, e encerrado uo lomulo proiairo de orna vida
sem prtzer ; encara o foluro e pasma de ver se ele-
vado a um Ibrono reaplandetcenle d. ou.,, e pedre-
ras, e para o qual subi por om camin,,, alaslrado
le ro.as ; esla* symlwlisam os attribulot que ernam
a mulher adorada ; o ouro e pedreras, o prazere
qoe lem de gozar.
O espiriluali-mo era fim olha para os ceo a v
Daos ; abma a vista para a Ierra, e encoolra a mt-
Iher escolhida entre lodas as mnlheres.
O secundo he eclamenle o conlrario. Para ella
a mulher he aroma de um retanla, diverlimento da
nma hora, e saudades de um di. ; applic. a geome-
tra doa sentidos, e aehl o inlioilo do sensuali'rao,
lomado debaiso de cenlenaret de formts ; avaro da
razflo te a empresa nos clenlos qoe tendera a des-
cubrir novm gozos ; Alcibiadrs da malcra busca,
como a I, irboleta, vanedade de an mas na varicdtde
das fl res, ma faz mais do qae ella, porqae nao tor-
na mais a poisar naqoella de (,ne orna vez rerebeo
ns perfumea ; suido a lodos oa rogos, allende s .01
seua de.ejns insaciaveis ; v hoje a arvore carragada
de fruclos; amaohaa senta iv-lhe a sombra con-


limpia-os ; depois ,]e aiiunli.U rolhe-nt todos, a
cora II nao deia algum, nao volt la'.
O materialismo un fim esla' aemprc n'um cam-
po da que rociada eiU' nua, porque ja' llia chegou a
fuuoe do ccifadur, e a oulta coberla da narai que
alie pera cirr pouco a pouco.
Apetar desta d Tere o; do modo de eiiilir, o mo-
do de acrSo ha qoasi o meimo.
O primeiro trabalha para toda a vida ; o segando
Irabalha para m da. Mas apaiar diaso ea eocurjlos
que se prolongam para urna existencia loleira, re-
sumem-se lambem para 24 horas.
U espiritualiata alimanla um aouho que dorara'
ale a aua roorle, e porlatto aale modo da existir ha
divina do do materialista que queima os seos dase*
josn'uma eliamma qo* durara', quando moilo, ama
hora.
Mas o malsrlslUIs ser' quisl igual ao espirilua-
lisla no modo de aeran, porqoe um para a ambicio
descorreada que o domina descobrira' taotoa eneau-
tos, como o oulio para o ceo phautastoso eom'qoe
1011 13.
V-M pois da lado isto qae o verdadeiro a falso
amor conserva, por moito ou por pouco lempo, as
mesmaj illuldes na creatora predestinada, ou ella
tej (Winoiisiimn, nu loque ai rain da felaldade.
Fallando- da amor he escolado dizer que aa
lat Jo; amante.
O amante* peii sao creatur.ii realmente muito
ncanUdoraapara os poetas; e maii lormosos sao
iu l.i os UHlatiei ein qu se pretende cooquislar o
alheio corarSo.
DIARIO DB PERNAMBUCO SABBADO 17 DI OLTUBRO DH 1857
A pliisionomia era urna dessas cuja descripcSo cs-
eapou a Lavaler.
VtU pedra bruta, clieia da escabroiidades, com
dous buracos leilos no lopo a pretuchidos por duas
comas d vidro cor de resina, com urna elevacAo no
eenlro temelliante a um ravalele, cojo bordo fossa
cielo de pequeas irregol.ridtde, com orna leuda
larga magastosamenle eomprida, lalhada alian >
deia elevacao, e cojos pontos de demarcacio eiaro
dous laques, ludo isto no I. dar idea do fisto
U nosso hornam, com o olhoi, narii, bocea e ora-
Eram laes as evaluadas que elle fazia, qoe dos
procuramos o objeelo a que se dirigiam, a vimos om
deatea roslos immensamenle largos, e qoe fazein
desconfiar que por este mundo aostoinam andar au-
roras burenes perionaliadat.
Ella, em ternissimoa olhares, que partiam denlre
dous ffciei de enormes caracee, rvla-ie teda Das
piruetas que e heme do lenco braneo e a obrigado
a fazer.
O aeonteeimento era iao soberanamente ridiculo e
13o digno da cane.itura pungente do folhelim, que
od reiistimoi ao desejo de oa fjzermus htroes de
todas eisas cooiderac que ahi Goaro.
Aquello para quam fui lalhada a carapuca, pedi-
mos que Dio fique mal corooosco, e dando-llie os
parabeo pela gloria qoe o espera, seudo reformador
dcsia velha escola, rogamos-lhe que continu a dar-
nos objecto para scravermoi, coma que nos ralla
moilae veres.
MPHHRI
da miii bello e seductor do qu nm namoro.
Para no* porem que fallnmot nlo so philosophi-
caiuenle, mas ainda palhulogicamenle ; islo he, pa-
ra nos qu encaramos o namoro (pedimos permis'.lo
para nos servamos d'ora .v.inl desle palavrio, mal
ou bam imaginado ) para nos qo encaramos o na-
moro com o olhar rrio, escrutador e profundamente
analysla da philosopbia, que Ibe vamo* deseobrir
as molestias e defeiio, goienitn-nos pela soa patho-
lojji, o namoro he soberanamente ridiculo, e alta-
mente prejudicial.
Em adurarles c >nlinuas perante o dolo formoais-
simo, o sacerdole que saciifica de osa lem de quei-
mar Incens, coj famo ha de ser visto por eslra-
nhos ; ora, como este fumo nao lem para esses es-
tranhos o mesmo perfume que para o sacerdole, se-
gue-se que elles o escarnecem, oo,quaodo menos, o
deaprezam.
Eis pois o minorado em guerra comanle com os
queseriemdelle, e lendo de romper invuluerevel,
como Achule, por entre as Mostee atrevidas de dic-
terio! que ae lanc.am ua paisagem.
Cora ldelidade e obediencia dignas de nm co
da Tena-Nova, segu mjeita-te aos melhores ca-
prichos da bella dama que Ihe enfeiticou a disten-
t.
Debaiio da regra inalleravel com qu* a leltr.i gran-
de he seguida o ponto final, o namorado tolla ah
ah e oh oh dilacerantes logo que a amada tem
posto o sign.il qoe indica,que finalisou o periodo da
i,ii |Mvft.
As uarias sir> om rii|Usimo diccionario de pela-
vres monstruosos, altisonantes a campanudos ; In-
do all sao pensamentos celestes ; a ierra, acham-na
indigna de fallar nella.
Marlyr da replalo da ranlher etlremicMa, que
de bengalas (j l vo aa lanras) se nio quebrara na
li$a em que entra a pe, e de casaca e collele
br aitco !
O hornera namorado ha de forzosamente ser poe-
ta, acoulrc*. o que acontecer.
Qae importa qu at motas protetlem e fojam
espavoridas quando se acliam frente a frente com
aquella dislillacao perenne de versos e com
aquella caladupa temerosa de grammitica eslropia-
da ? I
Os versos hao de sabir a lodo o cutio ; om ta"o co-
Ihi tos era pomar alheio, s pelo recejo, altamen-
te plnlanlropico, de que se paream os eiemplares
em que edes se acham ; oulros mostrara que o au-
tor sabe fundo ai vartedadet do tystema mln-
eo no que diz reipeito at medida de eompri-
menlo.
Um dos maiores talentos da nona larra diste que
Shakespeare ara c a agoia qu de ora golpe de aza
mea as navens, e se algara vez se abana al a
trra he para lomar mais subido vOo, e no alto et-
conder-se aot olhos do vulgo, o O namorado poe-
ta .i") he o pasmo ( a especie fice ao arbitrio do
leilor ) que de um golpe de aza roca a Ierra, e que
e alguma vez t eleva at ai nuvent, he para cora
in.ii> eslrondo estoirar no chao que escolhen e
envolveudo-te na lama, rugir teriedade da cri-
tica.
Ha alguma couti mait ridicula do qae o que dei-
ininos dito?
O namoro he prejudicial ; lie ama proposito que
eslavamot inclinado a deixa-la passar como axioma.
N3o o queremos.
Como militar qae ao uavir o loque condecido pa-
ra reunir, tem d largar ludo quaulo esla a fazer,
o n 'inorado ao receber a amorosa participaran, nio
cuidar do sea trabalho, para s cuidar d qoe o
chama, ainda queestivesse para salvar teu pai d'um
grande perigo.
Se a salvarlo da patria depender da dedicarlo
de um nsrourado, se este tiver dsiq da nm peque-
o convite amoroso, a patria nSo te salvar, mas a
amada ha da aer satitfeila.
Em gersl o namorado deve ser paludo e magro ;
eis aqu pois reclamaron taitas a toda a hora pelo
estomago revolucionario, contra o despotismo denme
poltica etteril cura que o governsm ; eis uqui os ven-
dedorea de gneros i perderem nos teut ulereases,
porque os namorados sao rauilot.
Nelai porem que a perda dot merceeirot, das re-
galeiras, e dos marchantes, esla i:a razao directa do
ganho dos sapateiros.
O nosso hornera nao come, roas rompe tolas, e
he por isso que os sapaleiios ganhara mais no in-
vern do que no ver.lo.
Afattai, fazei desappaaecer os namorados e va-
ris no invern os sapateiros coropnndo lamentac,es
com as tres classes qu citarnos cima.
Eit poit o namoro prejudicial ao inlereste da pro-
pria extttncia, e a urna grande parle dos iolerecscs
geraes da narfln.
Nestas vaslissimat considerarles, porm, esla' nm
lugar reservado para um objecto, qu jamis desam-
para o homem qae esta' apaiiooado ; ou elle>seja
materialista, ou seja espiritualista.
U indispensabilsimo lenco hranco he o mine qua-
n ni. da existencia de namorado.
Demonstrar histricamente a antiguidide do leo-
fu braneo he orna couta tobre modo diflicil.
Nern a historia primitiva, uem blttoria enliga
not deixaram documento dessa importantiitima in-
veneflo.
Nenhura dot rneit lirios historia dure, Dio loro, ou
Tilo l.ivio, ou Cesar Cauto, se oceupou dessa des-
coberla de nma evidente importancia e de ora
palpitante intereue pan a ciencia archeolo-
gca.
S, poim, he dado substituir a historia pelas Ira
diciies, que fio un vivas nat geracoes qae te suee-
ilem, con.la qoe o primeiro I mico braneo de que he
noticia he um de que se servia IIero,para fazer sig-
nara lelegrapluco-amorosot a Leandro.
He tambera ama lralic.ao qoe te enconlra not po-
voe do Egypto, qae orna dat causas pela qu! Ptolo-
rneu XII mando*,matar o terrivel Pompea foi nm
lenco braneo, bordado era nina dss ponas com as
inicia! C. e 1'., que Cleopatra mandoo de pietenle
ao poderoso iniraigo de Cesar.
Diz-se tambera com bastante verdade que ai ves-
teas da enliga Boma, serviram a vulgarisar esta mo-
da, porque nenhuma podta entrar para aqoelle vir-
ginal coltegio aem levar meia dnzia de lenco brin-
cos para us devidos elTeilos.
Aps estes tactos, he sabido qae este aso te eipa-
Ihou por lodo o mundo civilisado, e que o lenco
braneo te lornou universal.
Como loda n coutat que os antigos fatiam, gran-
des magestoaas, o lnco braneo exceden ut limita
do pouivel, e os exereilos qoe perdiam as bandeirit,
faziara Vas com toda a facilidade substituir por len-
cos brincos d que tudot os officiacs de patente su-
pirior usavam.
A' proporco que ereieiam em grandeza, aogmen-
tavam lambem era magnificencia, pelos lavores que
os ornavaro.
Esle furor, porm, diminuio aensivelmtnle ; os
povos do oriente quati protereveram o aso, e os do
occidente desprezirara-u'o lambem quasl completa-
mente al 1363 ou 1561.
A eicula romntica, porm, a loplou-o, a o lenco
luanco cnineeiiu a estar em vega.
Apparcceu lambem com formas monitronsas, e
parece qae foi na corle do grande rei Loiz XIV qne
elle lomou esia formas, grandes, como eram gran-
stes as ideas daqoella poca.
A philosophis, porm, dess lempo comtcou a cri-
ticar salvricainenle essa moda, e no lempo de Vol-
lair ja o lenco brancos eram moilo menores e de
moilo menos uso, sendo btnido corapletamonte pe-
los epigrammai de Nirton l.enclos e dos seas affei-
Cokdos.
Aps rala poca, porm, o romince apparecen
eom toda a forra, o autores desso lempo imilaram
os antigos, e os poetas comer iram a praticar a anliga
moda com o rnaior entlnsia-mo.
Enlhosiasmo que ha durado at boje, desenvol-
vendo-se eom mais foic nernosso seeulo entre os
namorados, para quera lie isso um traste indispen-
- .el,
0 namorado, o primeiro slgnal qoe faz a querida
amada he cora o lenco hranco ; ou antei, era com
o lenco braneo,porque su no seclo passado he que os
amantes palenteavam qo se correspondan motua-
menle as mus alTeir.oes, qoando faziam Iregeilot
rom essa bandeirinha.
Iloje he raio quem ns desse meio, pelo perigo
de, em qualquer imito n'um Iheatro, os actores ve-
rein-te inrsperedainente saudades par urna nnvern
de lenco brancos, qoe para os compleme lint se
agilassem na platea.
Appaiece, porem, anda quera lance mao deste
e-lim ivr I meio.
E se mis qoizessemos fallir verdade. diramos que
io la- estas relleies nos foram snigeridat no tahba-
I'asinavamu us de ver um guapo mancebo des
envolver toda a gymnaslica de qua era capaz, pira
fazer evolm.oes eom um lencioho braneo.
1 > i e 11..... gaapo mancebo, aitendendo a' la fi-
gura.
() PedinJn drirulpa a deslinclissima e lalenlo-
sa aotoridade eujai palavras ciltmot, por apmvel-
larinot 13o magnifico e esplendido pensamcnln para
urna cominrarV salyriea pelo ridiculo qne rom
ella queremos diaparar, advenimos o leitores (obre
ludo se sao poeta ) que fallamos dos namorados poe-
tas e nao des poeta1 nimerados. Diste.
(esa Ordem.)
MEMORIA ESPANTOSA.
fto eiames da eseola de Mi. Curie, qoe se veri-
ticaram na Escossia a9 do passa lo srapiesenloo uiua
menina chamada Margirid B-w Claread, qu.H
rtspondeu de cor e no curio espaco, que abano se
diz. t aegoiole dillieois perguntas :
A rainha Victoria subi ao Ihrouo a 00 de junho
de 1837, estamos a 9 le junho de I8j7 : quanlns se-
gundos lem reina lo '!
Respotla aui l>3 segundos:
Tem reinado o 12,78o.1G0 segundos.
A distancia en trada real he de 400 mllhas e meia : qaantat polle-
gadat fazem ?
11 e-i'isla em 41 tigandot :
2.1,375,680 pollegedae.
Ouanlas sao 13 vezo, 13 vezei, 13 vazes 13 ?
desposta em 28 segundui :
28 961 rezes.
Qual lie o quadrado de 017 "!
He-posta em 11 segundos :
00,289.
O depotlto de Cmile-hil lem cem ps de compri-
milo por 100 d largura e 34 de proruudidide,quan-
lns galOes de agoa conlrm ?
Itespo'la em 19 legando* :
2,125,000 geloes.
Qual he a dillerenca antre 89 vezes 89, 99 *e-
zaa 99 ?
Resposla em 17 segundos :
1880.
(.Inanias i,,o 101 vez, 101 vazei 101 '.'
Resposla em 7 itgundoi:
10,201.
Seria sammumenle carioso examinar phrenologi-
camenteo orgao do calculo destabella diteipuia de
Eui elides.
Se ella menina conl nua cultivando as malhema-
licas, vil deixar alraz de si Newlon, Arago, Ksrsliell
e todos os homens cientficos, qo* se lem ocenpado
at hoje em calcular ai linhat, qo ha desde a meta
em qoeeiton escreveodo al ao planeta Urano.
(O Clamor Publico.
(A Opini.in
Gvm&m'sy
PRACA DO RECIKE 16 DE OIITUBRO AS
3 HORAS DA TARDE.
Colardet offlciaet.
Cambio sobre Londres27 1|2 60 div.
Dito tobre Pars318 rs. por fr.
, p- Borgw, presidente interino.
L.Duhourcq Jnior, aecrelerlo interino.
CAMBIOS
Sobre Londr i, 27 1|2 d. a 60 d.
* Paria, 346 n. por fr.
* Litboa, 92 por % de premio.
* Rio de Janeiro, 2 por 0|o d detconto.
Accao do banco 50 por canto de dividendo por con
la do vendedor.
e compaohia de Beberihe 60JOO0 por acrao
* compaohia Pemambucaua ao par.
c < L:lilidade Publica, 30 pur cento de premio.
* Inderauisadora. 61 idean.
i da estrada de ferro 20 por Oto de prera o
Disconto de leltras, de 8 a 9 por cenlo.
Ao;5es do Banco, 40 a 45 de premio.
Ouro.Oncea hetpanholas. 29J5O0 a 3(19000
Moedas de 69400 velhat
69OO novas
c idilio. .
Prata.PalacOe bratileiros. .
l'esus eolumnaries. .
mexicano!. .
ALFANDECA.
Beudimeulo do dia 1 a 15. .
dem do rfia 16. .
169000
169OOO
93000
29"00
29OOO
1?8C0
337:3179235
30:0649671
367:3819906
Descarregam hoja 17 de oulubro.
Barca inglezaHermlouemereadoriaa.
Barca araerioanaVirginiafarinh de trigo.
Brigue americanol'airyfarnha da trigo.
MOVIMENTO DA ALFANDECA.
volumes nlrados e>m fazeu las .... 119
' com centros .... 69
Total
Voluraet lahidot com fazendas
t eom gneros
Rendimenlo do di
dem do di* 16.
Total
CONSULADO UERAL.
188
219
1,248
1:167
ala 15.
39:8929532
3:9219172
43:814 j004
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 15. ,
I lera do dia 16.......
1:1099311
9
1:t09931
DESPACHOS DE EXPORTADO PELAMESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
16 DE OL'TUBnO DE 1857.
FilmoulhBrigue sueco oUeuny, .lames Ryder &
. C, 1,220 saceos a-surar mascavado.
FalmoulhBrigue inglez al). Juanu, Roslron Roo-
r & C, 60'J saceos assucar nascavado.
LiverpoolPatacho inglez S. Pelero. Francisco de
Paula Figneira de Saboia, 101) taceos assucar mas-
cavado.
ibrallarPalacho nacional Constaoca, 3slo ^
Lemos, 1,100 saccot assucar mascavado.
Loanda Brigue porlugoez Portador, Thomaz
de Aquino Fonsera & Filho, 9 pipa carhac.
Rio da PralaEscuna hollandeza Nao Foi Venci-
da, AranagaS Bryan, 50 saceos e 112 barricas
assocar branca e mascavado.
Rio da PrataBrigua hespaohol Amnistan, Viuva
Amorim & Filho, 14 pipis ilcool, 30 barra mi-
li,-
RECEBDORIA DE RENDAS INTERNAS UE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 15. 18-5631199
dem do dia 16....... 6:7099495
vai novamente a prac;a no dia 29 do corren-
te, pela quanlia de 9:236si26.
E para constar se tnandou allixar o pr-
senle e publicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco 9 de outubro de 1857.O secre-
tario, A. F. d'AnnunciacSo.
--- Pela contadoria da cmara municipal
do Recite se faz publico, que o prazo mar-
cado para pagamento do imposto de carros
de passeto e aluguel, carrocas o mais veh-
culos de conducgSo, principia do I.' 10 ulti-
mo de oulubro prximo futuro improroga-
vel, e todos quer deixaem de pagar no refe-
rido prazo, licam sujeitos a multa de 50 OpO
do valor do imposto. Contadoria municipal
do Recifo 29 de setembro de 1857. o con-
tador, Joaqulm Tavares Rodovalho.
OSr. collector das rendas provlnciaes
do municipio de Goianna faz saber que em o
da de hoje Ifce foi entregue pelo delegado
doate termo o escravo crioulo de nome Luiz,
nat iral da comarca do Limoeiro, de idade
de 5 aonos, estatura alta, rosto redondo,
cabellos carapinhos, olhos pretos, nariz cha-
to, bocea grande, barba pouca, picada de
beega, preso nossa cidade ordem do mes-
mo delegado, na dia 3 de Janeiro do cor-
renta auno, aendo avallado na quantia de
1:20 ; pelo que chama-ae a toJaa as pes-
soaa-que tiverem direito ao referido escravo,
para que dentro de 60 dias, contados da pu-
blicacJJo deste, apresentem na collectoria da
dita cidade aua juatilicacSo de dominio, a
qual ser r rn luzida perante o juizo muuici-
pal desse tcruio. e lido u 1 razo mc.nciona-
du sor arrematado em hasta publica, por-
ta domeauo Sr. collector, precedendo-se
annuncio do dia e hora em que bouver de
ler lugar dita arremetarao, publicando-se
este edital pela imprensa, e onde mais con-
vier. Collectoria provincial do municipio
de Goianjia 30 dejulho de 1857.O escrivSo
da collectoria, Luiz de Albuquerque Lins
dos Gu i maraes Peixoto.
COsNSELaO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumpri-
monto doart. 92 do regula ment de 14 de
dezembro de 1852, faz publico, que foram
aceitas as proposlas de Joaquim Mendos
Freir, Jos Francisco I.avra, Joo Chrysos-
totno Fcrreira Sanios, loflo Carlos Augusto
da Silva, eJos ygino de Miranda, para
fomecerem :
O I," 60 pares de luvas brancas de algo-
dSo a 240 res.
O 2.-1769 covados de panno verde 28200,
2194 varas de brim n 8, a 440 rs 930 ditas
de dito n. 6, a 440 rs., 1000 varas de brim da
Itussia a 784 rs.
0 3.- 409 varas de brim braneo liso a 420
rsis.
O 4.- 980 caadas de azeite de carrapato a
99880 res.
O 5.- 1 trave de construc?5o do 40 palmos,
e 1 dita quadrada, por 249 rs., 1 dita de dita
d 32 palmos, por 159 rs., 12encbamsde
qualidade, de 22 palmos a 59 rs 6 duzias
de Uboas de amartillo de assoalho, com 3
palmos de largura, e 27 a 28 de comprimen-
to a 1449OOO res.
E avisa aos supraditos vendedores, que de-
verSo recolher os respectivos objectos ao ar-
senal de guerra no dia 17 do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administra-
tivo, para fornecimento do arsenal de guer-
ra, 15 de outubro de 1857. Bernardo Pe-
reira do Caru.o, vogal e secretario.
Estabelecinieiitu de-caH*
d ide.
A alrr.inistraQSo geral dos estabelecimon-
tos de caridade, manda fazer publico, que
no da 19 do corrente, anniversario do pa-
dioeiro Uo grande Hospital de Caridade,
estara o mesmo hospital aberto para quem
o quizer visitar, desde as 11 horas da ma-
nhaa,at6e 1 [fl horas da tarde, visto como
pelo crescido numero de doentes, e com-
modidade dos mesmos, no pode esta; a-
beito o mencionado hospital at as 9 horas
da noite, como nos mais anuos se praticava,
previnindo-seaos escrupulosos, que no mes-
mo hospital existem doentes atacados da
bexiga. Administracao geral dos estabele-
ctmentos de caridade, 15 de outubro de 1857
O escrivflo, Antonio Jos Gomes do Cor-
reio
-
*&
Rio de Ja-
neiro.
Segu com brcvitladc o brigue escuna
nacional "Carolina, de primen-a mar-
cha, tem parle da carga prompta : para
o resto que Ihe falta, trata-secom os con-
signatarios Novaes C, ra do Trapiche
n. 54, ou com o capitao na praija.
Marauhao.
Palliabote Sobralense recebe carga : a tra-
tar com Caetano Cyriaco da Costa Moreira,
Da ra da Cadeia do Recifd n 9.
Rio Grande do Norte.
Segu em poucos dias o hiato Novo Olio-
da : a tratar comTasso lrmos.
Para o Rio de .Janeiro,
O veleiro e bem conhecido patacho Valen-
te pretande seguir com muita brevidade por
ter metade de seu carregamento prompto :
para o resto e escravos, trata-so com o sou
consignatario Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, ra di Cruz n. I.
Ceur.
otetreno mais do 300 palmos de frente, e
600 de fundo, o. muitos arvoredo, cacirflba
de escolenle ayua, tanque ele. : sexta-fet*
ra 23 do corrente, as 11 horas da manbaa,
em seu cscriplorio no Recife.
Leilao de arroz.
Terijo-feira UO do cr-
lente.
O agente Pestaa far leilo, teri;a fera
20 do corrente, as 10 horas da manilla,
porta do artnazem do Sr. Annes, defronte
da alfandega, de
100 SACCtiS COM ARROZ DA INDIA.
Leil&o de sabo
O agente Borja, de ordem do Exm. Sr.
j'iiz especial do commercio, a requerimento
dos administradores da massa fallida de D.
Candida liarla da Silva Lima, viuva de Del-
phina GonQalves Pereira Lima, fara leilSo de
de400caixas com sabao amarello, perteu-
cente a dita massa : terca-feira 20 do cor-
reute, as II horas da manli.
m&t
W RL.V DA CADEIA DO RECIPE M
** -*/}/- t'^A<^ ara
I TEM PARA VE|pER UM GRANE- |
ti<33>; SORTIMENTO DE 2^'ea
RELOfilOS
e industrial
todos os se-
administrativo, mercantil
,desta provincia, roga-se ,
bote Venus0 rJLecZll 'SU *"**' I nl,oreM" costumam ser nelle menciona-
note venus recene carga e pas tratar com Caetano Cyriaco da Costa Morei-1. flu.e"'am mandar seus nome, mu-
Cao (le aduiiragrio.
No dia 16 do correte foi sepultado no ce-
miterio publico o ex-irmo e ex-mesario
Dionizio Ribeiro de Vasconcollos da irtnan-
dade deS. Jos de Agona, sihindoo enter-
ro da igrej* de N. S. do Carmo, e sendo avi-
sada toda a irmandade, o estando o fallec 1o
em dia com a irmandade, e prestando-se du-
rante sua existencia a t idas as testas feilas
pela irmandade, com sua diminuta esmola,
Estando a confeccionar-se o almanak mes,no sstm u3o pparecju um irmSo
? K^-5
; PRATA, p.i.ate suisso. e palcute ingle, -^
S assim como {8
FOLIADOS E GALVA.MSADOS.
ditos para senhortt, etc., por priot commodos g
e fiaraotido*. ^

ra, na ra da Cadeia do Recife n. 2.
AracMty.
Vai sahir com brevidade o hiate Exhalo
Co : para carga e passageiros, trata se com
Caetano Cyriaco da G. M., na ra da Ca lea
do Recife 11. 2.
Para a Baliii
A veleira sumaca Amphilnlo pretende se-
guir com muita brevidade, por ter parte de
seu carregamento prompto : para o resto,
Irata-se coii o seu consignatario Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo, ra da Cruz n. I.
Pa'a Lisboa segu breve o brigue Ac-
tivo, o qual ainda pode receber alguma car-
ga, como tem boas accommodaccs para
passageiros : quer no mesmo quizer em-
barcar ou carregar, podera cntender-se com
os consignatarios Amorim Irruios, ou com o
capitao na praga do commorcio.
Para Aracaty, o hiate Duvidoso sahe
com brevidade; ja tem parte da carga : para
o resto e passageiros, Irata-se com Martina
& Irmao, ra da Madre de Dos n. 2.

COMFAXTHIA
de paquetes inglese-,
a vapor.
No da 21 detlo mei a larde, e vapor reviot, coinmaudanta Moir, o qual depois
da deinuia do coslume, e^uira' para Sonlirnplon,
locando nos purtos de San Vicente, Teiierifie, Ma-
d*ira e Lisboa : para passageiros, etc., Irati-se com
os agentes Adamson liouwie i C. n. 42, roa do Tr
piche (Novo.
N. II.Os cmbrullios s se recebem al duas ho-
ras aulas de te fecharen! as malas e depois mai.
urna hora, pagando enl.ln um patac3o alen do frote.
*?
Itot.
2)3629694
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 15.
dem do dia 1l>. .
23:8709373
1:999/342
2:S749915
V&itoimimiQ $$ wzz$
Navio entrado no dia 16.
Lisboa44 dias, hrijae portogoei Tarujo I, de
2.J3 tonelada!, eapiao Jos d S. Faneco, equipa-
Rem 15, carga vinbo r mais gneros ; .Manuel
Joaquim Ramos e Silva. P,is-azciro, Jos" An-
tonio de Soma.
Niyo sabido no mesmo di.
S. Jote'de Terra NovaBrigue ingle* irltunnyme-
de capitao Samoel Provee, em lailro.
Ir'tWHi*
Arsenal de marinba.
Tendo esta repartirjo de contratar o for-
necimento de lijlo e cal, estes objectos da
melhor qualidade, para as obras a seu car-
go, inclusive as do nelboramento do porto,
e contratar tambem, para esle ultimo lim,
travs e taboado, sendo de madeiras de
qualidaJe, manda o lllm Sr. inspector fazer
publico, lerem lugar laes contratos, me-
diante propostas em carta fechada, no dia
17 corrento mez, pelas II horas de manhila.
InspeccSo do arsenal de marinha de Pernam-
buco, 13 de outubro do 1857.O secreta-
rio, Alnxandre Rodrigues dos Anjos.
O lllm Sr. inspoctor aa ihesouraria
provincial, em cumprimento da resoluto
da junta da fazenda, manda fazer publico,
que a conservacilo permanente da estrada
do Pao d' Iho vai novamente a praca no dia
29 do crreme, pela quantia de 6.9005 res,
por ilez mezes.
E para constar so mandou allixar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secrelaria da tbesonraria provincial de
Pernambuco 9 do oulubro de 1857.-O se-
cretario, A. F. da Annunca^o.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria
provincial, em cumprimento da resolucao
da junta da fazenda, manda fazer publico,
que a obra do 9.- lanc.o da estrada do noite,
DE
SANTA ISABEL
10.a RECITA M ASSIGS*TI!IU
DA
EMPREZ AGE BM ANO
Estpcrtnculo variado.
IX2QL*d-jrS
SABBADO, 17 UE OUTUBRO.
Snbira scena o eicellinle drama em 1 aclo, or-
nado de couplet:
AHEKiNGAMALLOGRADA
00
DJliVINGAACA CORSA
Siguir-se-ba a ieprin(acao da nova comedia em 2
aclos, do Sr. Mendes Leal Jnior :
Ql'U.TUOOQDERTODOPERDn
Terminar o especlacolo com a muilu applaudida
comidia c 111 1 acto:
I* A ASSlttN ATIBA El BRANCO
ou
A PROCURACAO.
Principiara aa 8 hora.
Vt bilbeles acham-te i venda no scnploiio do
tbealro.
Gabinete ptico
.\TERRODABOHISTAl\J.
O director deste salao, participa a seus
(Ilustres protectores, que tendo se de reti-
rar desta provincia, ofTerece-Ihes esta penl-
tima semana u ,.a boa eagradavel exposic3o
de vistas escothidas.
Vistas que serSo patenteadas ate o dia 2* do
do corrente.
Guerra do Oriente.
I.i Coostantinopla gutrnecida pela es-
quadra anglo-franceza.
2." As esquadras alhadas, arvorando o
signal de guerra Russia.
3." Ataque do forte S Nicolao.
* O gr nlo desastre de Sinope.
5* A balalha ile Inkerman.
6.' A balalha do Alma.
7 Assalto da torro de Malacoff.
8 Retirada dos Russos para o norte, in-
cendio de Sebastopol.
9.* Os verdadeiros retratos dos defencores
da guerra do Oriente.
10. atalha do Slourao, ganba pelo Bra-
sileros.
11 Vista de Genova, tomada de Saumao.
12. Rio de Janeiro, tomado da illia das
Cobras.
13." Palacio e tapad* de Versalhes.
14. Interior do palacio te Luiz Filipne em
Pars
15" Sepulcro de NapoleSo I, ora Santa
Helena.
16.* Jardim das flores em Pars.
17. Vlsla geral de Pars.
18.c NapoleSo I, botando oculo em frente
da Cathcdral de Mil.lo em Italia.
0 MlSo estara aberto das 7 al as 11 da
noite. Entrada 500 res
Baile popular
DE
MASCARAS E PIIAMASIA
NO
PALACETE DA RA OA PRAIA.
Domingo 18 de oulubro.
Indubtavclmente haver baile ueste dia,
para comiiiodidade dos concurrentes havera
vestuarios e mascaras para alugar, por pro-
co razoav I, e os cartOes de itigresso esta-
rao a yenda no lugar do coslume, no da do
diverlimento, que deve terminar as 2 horas.
Leilo
DA
, FABRICA DE SABAO.
Sexta-feira t de uovembro
A requerimento dos administradores da
massa fallida de I). Candida Mara da Silva
Lima, viuva de Dellino Connives Pereira
Lima, do ordem e em presenca do Kxm. Sr.
juiz especial do commercio, far leiaooa-
gente Borja, dos objectos seguinles :
Um sobrado com 60 palmos de frente e 256
de fundo, miis 2 casas terreas com 35 palmos
de Trente cada urna, e 85 de lando, em que
se acha estabelecida a fabrica de sabao, sita
na ra Imperial desta cidade,al com terreno
baixa-raar no Tundo das mesmas casas, com
caniboa.caes.guindastedeferro.duas grandes
caldeiras do manipulac3o.com mesedores de
Ierro movidas por vapor, caldelra e machn
de vapor >ie farsa de seis cavallos, duas ser-
ras, sendo una vertical, e outra circular,
bombas de ferro, ludo movido por vapor, 8
grandes depsitos de madeira ou reslriado-
resde sabao, comportando cada urna mais de
mil ca|xas, alem do urna mensidades de
utensilios, proprios doestabelecnnento.
Oito cscravos de dilTerentes idades ja acos-
tuniados ao servico da fabrica.
Lm laboratorio cliimico para a analyse,
contendo pegas do rdro o metal mui impor-
tantes, urna por$ao do frascos com accidos
etc.
Carteiras, almarios, prensa de copiar, re-
logio e mais objeclos do escriptorio.
Urna terreno com 100 palmos de frente e
fundo at baisa-mar, annexo a fabrica.
33 cascos com azeite de palma, e urna por-
CSo de dilo em deposito em um tanque de
ferro as 10 horas em ponto do supradito
dia, na momia fabrica, teta lugar oleilao.
LE1LA0* DE MOVIS.
O agente Borja fara lerlo, por ordem e
contadoSr. Dr. BurdeJ., chancellerdo con-
sulado de Franca, que brevemente retira-se
para a Europa, dos seus movis, consistindo
em urna grando mobilia de Jacaranda, can-
delabros, lanternag, jarros, bouecos e mais
enfeites de porcellaua para sala, urna pti-
ma estante com mais de 300 livros de direi-
to, historia e litteralura, urna secretaria, um
magnilico estojo com preparas precisos para
viagem, um dito cora um par de finas pisto-
las, urna riquissima espingarda de 2 canos
para caga, obra pouco visla tiesta cidade,
urna ecellente machina de daguerreotypo,
nova, guarda-roupa, commodas, cama fran-
ceza de ferro, com cortinados, marquezas de
dormir, mobllia de amarello para segunda
sala, guarda-louQa, aparadores, mesa elsti-
ca de jlitar, ditas communs para engonima-
do e cozinha, ap.arolhos do louc,a lina e or-
dinaria para alinoco e jantar, Vidros diver-
sos para servido de mesas, uteiicilios e mais
arranjos indispensaveis de casa, e oulros
muitos objectos que se acbarSo patentes na
occasio ; assim como tambem um ptimo
cavallo bastante gordo, com todos os ar-
reios : setjuiida-feira, 19 do corrente, as 10
horas em ponto da manha, na n-sideueia do
supradito senhor, na estrada de Joo de far-
ros, sino logo depois do da Cscala.
O agente Borja far leilSo dos movis
etc., perlencentes a urna familia estrangeira
que brevemente se relira pata a Europa,
cinsislindo n'uma cxcellente mobllia deja-
caranda, candelabros o lauternas de vidro,
vasos, figuras de porcellaua, e mais adornos
para sala, urna ptima secretaria de mogno,
dous sobsrbos guarda-roupa e guarda-ves-
tidos, urna rica cama francuza com cortina-
dos, tonel le, lavatorios, maruuezas de dor-
mir, commodas, urna sollrivel mobilia para
sala inferior, mesa elstica de jantar, gaar-
da-lour,a, aparadores, louca e vidros de dif-
ferentes qualidades para servic.0 de mesa,
utensis diversos, e oulros muitos artigas de
casa etc. etc. : sabbado 17 do correle.
as Id tipias da manbaa, na ra das Cruzes
n. 28.
--- O agente 0 iveira, far leilo de urna
ptima morada de casa, recenleinenle edi-
ficada na melhor localidade da ra do Hos-
picio n 18 1!, com cxcellentes commodos,
conforme tem sido annunciada neste jornal,
pelo seu proprietario o Sr. Vicente Ferreira
da Costa, e do outra de campo, com sitio na
estrada do Monteiro, foi do Sr. Sampeio)
muilo fresca por ter a fenle para o t asecn-
-e, com boas salas, e espa^osos quartos,
grande solao repartido, cozinha fora, quar-
tos para pretos, casa para feilor etc., tendo
choca de domicilio, ou outra qualquer!
lembranca.que sirva para que seja o mes-1
1110almanak completo: da mesma sorte
roga-se aos tenhore de engenlio e reudei-
tos, queiiuin mandaras alteracoes que se
tiverem dado a respeta) de suas ptoprie-
dades.
--- Pelo juiz do paz da freguezia de S.
Jos, seha de arrematar no dia 20 do cor-
rente, as 9 horas da manbaa, na porta de
de sua residencia, na ra de Santa Rita, os
movis seguinles : 1 commoda de amarello,
2 banquinbas do mesmo, o 6c*deiras dito,
por execucao de LoureiiQo Poggi, contra
Mauricio Alves de Brito.
Precsase de um ou dous homens ca-
pazes para lomar cima de urna carroca, e
quo de fiador a sua con lucia : a tratarnos
Afogados, ra Direita, casa n. II, ao p da
rennaijfo-
--- Precisa-so de urna ama, para ama-
mentar urna enanca de 10 mezes; paga-se
muito bem : na ra de Apollo n. 22.
Precisa-sede urna perfeita cozinheira,
paga-se bem : na ra do Vigario d gg "urt-
uieiro andar.
- Precisa-sede um caixeiro para taber-
na, e queda mesma tenba pratica : na ra
do Sol n. 21.
Precisa-se do um cUxeiro que enten-
da de taberua e que de fiador a sua conduc-
ta : em Fora de Portas, ra do Pilar n. 145.
Atleitljat.
Fugio no dia U de outubro um escravo
mulato claro, com os signaes seguiutes :
rosto comprtdo, cor plida, alto o secco do
corpo, e traja como forro: quem o apprc-
hender, leve-o a loja encarnada ao p da
ponte 110 aterro da Boa-Vista ti 10, quesera
generosamente recompnsalo.
Vende-se urna cscrava crioula, recolhi-
da, de dade 18 annos, elegante figura, boa
conducta, com habilidado, urna dita insigne
costureira, borda, faz labynntho, marca,
engomma, he recolhida, e mui bem educa-
da, una inolequinha de idade ti anuos, mui
linda, urna mulalinlia do idade 17 annos,
engomma e cose, he recolhida, um escrava
de meia idade, sadia c som vicios : na ru*
de Aguas-Verdes n. 46, se dir quem vende
e porque se vendem.
Daguerreotypo.
Jo3o Thomaz chegado ltimamente a esta
cidade, off^rece-se a lirar retratos em bre-
vissimu lempo, e com a maior perfeiQao
possivel, o p-ocosso especial de que usa ha-
bilita o annuuciaute a garantir o Ilustrado
publico pernambucano a belleza de seus re-
tratos, e baratissimo : na ra Nova n 23
gallera de Arceaio Gadault, primeiro
andar.
A pessoa, a quem nestes ulti- fg
mos dias tiver sido ollerecido ou ta
vendido um ttancelimdeouio. de $4
relogio, queira ter a bondade de *A
dirigir-se a ra do Cabuga' n. til 'S
D., que sera' generosamente re-
comoensado ; piomette-se todo o JA
>$ sigyllo sobre a pessoa que o tiver *
tt "egociado. S
A mesa regedora da irmandade do
Senlior Bom Jess dos Passot, da matriz
do Corpo Smto, convida a todos os seus
irmSos pata reunidos em mesa fazer-se
eleieo de nova mesa, hoje 17 de outubro
ao meio dia.
OsSrs. Jouidain e Veuder Straten,
sao cfjjivi.lados a satislazer sua passagem
de Franc, para Pernambuco, autes de
se retitarem para qualquer outra pro-
vincia do imperio.

$
^
o
Vende-se urna vacca boa leiteira, com tima
bezorra : na ra Nova n 61.
... Precisase de urna aoja para o servgo
de umi casa de pequea familia, pessoa ca-
paz que d fiador a sua conducta ; n* ra da
Seniala Velha n. 22, primeiro andar. Quem
tiver 5:0003 rs a juros do I por cento, da-
se um sobrado, e um sitio por hypotheca :
na mesma casa ae dir quem he.
Na obra da ra Diroila n. n. 82, alu-
gam-se escravos para serventes, e paga-se
bem.
Precisa-se de um trabalhador
padaria da ra Direita n 84.
Francisco Tavares Botclho, comprou
por conta e ordem do Sr Antonio Botelho
Pacheco, do Para, o meto blhete n. 175, da
para ao menos acompanbar com a cruz mi-
serias das insorias J... n3o se pode ser ir-
m com irmaos t3o relaxados.
lu curioso do povo.
S. .Jos tic Agona.
A mesa regedora da irmandade de S. Jos
d Agonia ruga a todos seus irmaos para com-
parecerom domingo, 18 do corrente, as 9
horas da matihaa no consistorio da irman-
dade, a fim de haver mesa geral para se ele-
ger novo provedor, visto o provedor se ter
retirado para ftra do imperio, por isso a
mesa espera nos seus irmos que nao fal-
tetn. Consistorio da irmandade 16 deoutu
bro de 1857. O secretarlo,
Antonio Joaquim de Almei la Cruz
- O administrador interino da tynogra-
pliia Provincial abaixo assignado, faz sciente
a quem convier, que se acha autorisado pelo
Exm. Sr. presidente da provincia, por officio
de 28 de setembro, para contratar com 2
compositores desta ou de outra q'ialquer
provincia, para seempregarem neste esta-
beleciment. O mesmo administrador ai-
anea a quem quizer o livor as habilitaces
uecessarias para a arte de composicao, buns
salarios, o conforme suas capacidades e dis-
UncrjSo lias classes que sao estatuidas nesta
reparlic.ao : as pessoas que quizerem e en-
tenierem da ruterida arte, dirijam se a esta
typographia para se engajarem e ajusta-
remse. Typographia Proviacial no Araca-
ju 2 de outubro de 1857.
Jo3o Francisco de Jess Guedes.
Precisa-se de um caixeiro para taber-
na, com pratica ou sm ella, que d iianca
a su conducta a tratar na Soledade n. 16
Campos & Lima, com loja na ra Uo
Crespo n. 13, participara a lodosos senhores
encarregados na administracao de irmanda-
des, que receberam um sortimento de da-
masco de seda proprio para oruameuto, col-
xas e cortinados, com perto de 6 palmos de
largura, he fazenda pela priaieira vez vin.U
a este mercado, e cede-se com pouco lucro,
afim de animar o fabricante a fazer mais
remessas
Precisa-sede um preto para carregar
un taboleiro de fazendas : no aterro da Boa
Vista o 60 ; nSo faz mal que seja idoso,
com tanto que seja robusto
--- Precisa-se fallar con o Sr. Hcardo
Jos Fernandez, que andou no Aracaty no
anuo de 1856 : na ra di Madre de Dos
11. 2.
No primeiro andar do sobrado n. 16,
por detraz da matriz de Santo Antonio, an-
tes de chegar o porto do quarlel de polica,
se encontra um portuguez com mua pra-
tica de hortelSo ejardineiro para qualquer
sitio, do que t;m muita pratica, e aboua-se
sua conduela.
Na grande fabriea de ta
mancos da ra Direit,
esquina que vira para
H. Pedro n. 16,
compra-seclT-ictivamento madeira chamada
Parahiba, po lendo vir em carros ou canoas,
em pranch3es oa rolos de 8 palmos para ci-
ma; paga-se bem.
Venle.m-so duas partes do engenho
Camevousittho, sito n'Agua Preta, e perto da
projectad estrada de ferro : acha-se o en-
genno moente o correntf, ha de excellente
produccSo o possue gran las mitas com ma-
deiras de construccao : a pessoa que as qui-
zer comprar, enlenda-se com o Dr. Vilella
Tavares, no aterro da Boa Vista n. 6, pri-
meiro andar.
Vende-se om escravo moco, com ida-
de de 25 annos, proprio para todo o servico:
na ra da Praia, armazem n. 4
No engenho Malemba, na comarca de
lao d'Alho, ha para vender-se bois mansos
e garrotes, e tambem alguns animaos man-
sos de roda : quem pret nder, dirija-se ao
dito engenho
Vacca de leite
Vende-se urna vacca de Welte com o seu
competente bezerro : na rui estreita do Ro-
sario ii. 17, primeiro andar,
Compra-je dinheiro mludo de Ise 23,
com o cambio de tres por cento : na ra do
Cabug, loja de calcado n. 9.
O Sr. r.aldino Alves Pragano queira
apparecer na raa Noy, loja n. 16, a negocio
de seu inleresso.
Precisa-se de urna ama forra ou capti-
va, para o servico de urna casa de pequea
familia : quem quizer e estiver nestas cir-
cumstancias, dirjanse a ra das Cruzes, so-
brado n 2, no primeiro andar junto a ordem
terceira de S. Francisco.
Luiz Jos da Silva Cavalcanti deixa de
vender perfumara em sua loj de miudezaa
n.43 da ra doQueimado,
Luiz da Costa Leile muda-se da ra do
Sol porlo da ra Nova), armazem n. 23, e
ahi tem para vender um grande balc3o de
bom amarillo para qualquer estabelecimsn-
to, e mais 2 armarios gran les envi tragados
e da mnsma madeira, ludo barato.
om, rain-so > boise2 carros proprios
para conduzr gneros da alfandega : quem
os tiver, querendo f izer negocio, dirija-se a
na Iru* ('a ('an*^oa d" Carmo n. 10, segundo an-
| dar, que achir com quem tratar.
L'ma pessoa que ja' fez exame da lin-
gua latina, ensina a grammatica da mesma
lngua : quem de seu preslimo se quizer uti-
Os senhores acadmicos que assigna-
ratn para aliberdade da mulatinha Feli-
cia, e que ainda nao pagaram, queiram
mandar o importe de suas assignaturas,
ou na livraria ns. be 8, da praca da In-
dependencia ou na rita do Hospicio, casa
Jo acadmico Luiz Rodrigues Nunes, ali'm
de que em breve se possa passar a carta
de liberdade.
Scliapheitlin & C., ra da Cruz n.
38, receberam pelo ultimo navio do Ha-
vre, urna porcao de quartolas de vinho,
de urna das mais afamadas vinhas de Bor-
deaux : vendem, a' vista da superior qua-
lidade, por preco commodo.
O secretario da irmandade de Nossa
Senhora do Terco, convida a todos os seus
irtriaoj, para reuniao de mesa geral, do-
mingo (18), pelas 10 horas da manhaa,
no respectivo consistorio, afim de proce-
der-se a' eleicao^la nova mesa regedora.
Precisa-se de serventes, forros ou es -
cravos, na fabrica do sabao do Recjfe : a
tratar na mesma, confronte ao porto do
forte do Brum, ou no largo da Assembla,
armazem n. 9.
-- Deseja-se comprar 6 a 7 varas de ren-
da de bico, que seja bem larga : na ron Oi-
reita n. 2, loja de fszendas.
--- O Dr} Pampbilo Manoel Freir de Car-
valho, retirando-seboje(l* do corrente) para
a corte do Rio ds Janeiro, nSo pode pela ra-
pidez de sua viagem despedir-se de tolas
aquellas pessias aqun deveamizade e at-
tenc3o, polo quo pede-lhes desculpa desta.
falta involuntaria, o offerece-lnes naquella
corle o seu limitado presumo
Precisa-se de urna ama para o servico
interno de urna casa de homem solteiro : a
tratar na ra do Rangel n. 13.

ROA
ODEIMADO
Grande sorti-
mento de fazendas de
das as qualidades.
Corle de vellido de ir Ja d coret o rnai
superior e rnodern* qu* ha no mercado.
P*.;;is de liretmlia de lioho lina cun 6 va-
ras.............
Corlct de vestido de Lia matizad de nevos
padroes com 15 covadns. .... ',.-",00
Ditoi de calta de casemira preta e do cores. 4.-000
Dilus d collele de gorgurao de teda de va-
res padres. .'........
Chapoi de massa rrancezes formas novas.
Dilu de sol de seda........
Lencos de cambraia bordados, liuos, para
mao.............1*280
Ditos de dilo de lnho lisos para mSo. 490
Luvas de seda de tojas as qoalidad, para
horneni, senhora e mininas. .*Q.
10
9
siseo
35O00
"2500
7.JJ0O
Palili de panno preto e de core.
Ditos de argeiilina de core escuras. .
Dilu de fustao d* cores auelinada. .
Dilos de brim pardo fino.....,
Palitos de alpaca prela.......
Dilos de alpaca o gangas de cores. .
Ditos de brim de quadrinho......
linIoLi de alpaca preta de edret. .
Komeirna de relroz com lac,o de teda para
enhora............
Chalts de merino bordado em 2 pontai. .
Ditos de dilo bordados em 1 pona. .
Dito de dito com llslra de seda .
Ditos d* dilo lisos.........
Dilos de dilo cora franjas dalia ... ,
Ditos de Ifla adamascados, pretos e decores.
Dilos de clialy bordados
OsOOO
7;OO0
61000
03OOII
45000
48500
8000
58000
9*000
128000
8000
800
5*500
.58000
39000
lorjooo
Panno fino preto e de cores, para lodot os preco.
Crotdenaplis prelo e de coies.eovado 28000
Seda pela lavrada soperor.....y-ioo
Pupelina de seda de cares mauladas, eo-
aado...........w g^y
Chai? de coret, com quadrot de teda, co-
vado.............
Dito de cores liios covado......
La de quadrot peqoeuoi e grandes, co-
vado ............
Lila ese>la de novot padrees, covado. .
Mauritana de aeda matizada com cioco pal-
mos de largura, covado......
Ursulina de seda com qaadroi, ramagens e
I Miras matisadas, covado......
Sedas de quadriohos, covado.....
Duqueza d seda com qaadro e ramagens.
Mustulina branca e de cores, covado. .
Chitas trncelas finas de novo padroea, co-
vado.............
I'roiiriolina de seda d lindos gostos, co-
vados ............
Em frent* do becco da Congregarlo, pastando
loja de t-rr.igens, a segunda de fazendui n. 4q.
850
640
600
800
19600
18000
950
750
no
280
900
segunda parte da pnmera lotera de S.Mi- 'sar tllr'Ja-so a esta typographia que se
Kuel de larreiros. Recife 16 de outubro Ulra de 1857. Meeessita-se de urna pessoa habilitada
PerJeu-sn da ra do Hospicio, ate ai para. ells'nr a grammatica nacional arith-
praga da Boa-Vista, um ponteiro do nuro i metica> francez e msica a alguna meninos
quem achou, querendo restitui-lo, ser re- em um enKel,l m Serinhaem, a qual seja
compensado ; na mesma ra n. 46. j casada, e sua senhora possa eiisinsr igual-
Manoel Jos da Silva Braga, pretendo monte algumas meninas : h pessoa que es-
vender o seu sitio, com excellente casa de ,iver "este caso, tenha a hondade de decla-
sobrado de dous andares, o qual tem frente | ril,js011 nome e residencia, que seri procu-
para a ra leal, e fundo para o terreno do
Sr. Ilerculano : os pretendentes podem ea-
tonder-se com o p'oprietario no mesmo si-
tio, das S horas da tarde om diants, ou com
o lllm. Sr. Manoel GonQalves da Silva, no
seu escriptorio, da ra da Cadeia do Itecife.
Precisa-se de um*. ama para casa do
pouca familia, para comprar e fazer o ser-
vico mais de rasa : na ra d Queinndo n. 3
Precisi-sj de um* ama para casa de
pouca familu, de duas pessoas, para com-
prar c fazer o servgo mais de casa : na ra
do Hosario da Boa.Vista n. 26.
Quem quizer sugitar-se a ser ama de
uxa casa de pouca familia, dirija-se a ra
dos .Marlyr ios n. 22.
Milito
>ende-se milln novo em saceos grandes,
a 7|000 : no armazem de Fernandes & Pi-
lilos, ra da Cadeia do llccife n 63.
Farelo.
Ven le-s'! farelo no aruazem de Fernandes
& lillios, ra da Cadeia do Itecifc n. 63.
O meio bilbeloda 17 lolena do thealro
lyrico n. 2976 que mandei vir do Rio, e o
meio bilhele u 1701 a beneficio de S Miguel
da Barreiros, parlencam ao Se. Peir.i C.r-
noiro da S'lva.--Francisco Tiburcio de Sou-
za Ncves.
rada.
Precisa-se de 1 meoino para aprender o
oflicio de i-ncadernador : quem quizer, di-
rija-se a ra das Larangeiras n. 15.
Deseja-se fallar com o Sr. Manoel Lou-
rencode Maltosa negocio do seu inleresse :
na ra da concordia n. 25, segundo andar.
Precisa-se de um bom amassador: na
padaria da Capuoga.
Precisa-se d3 tima ama secca, para
casa de pouca familia, para o Kio-Formoso :
na ra do Vigario n. 14.
Perdeu-sc, desde a rita da Aurora
atea do encantamento, 6/J0OO rs. em
sedulas, sendo urna de ll.sOOO do Hunco,
outra de 2O.s00 do governo, utna de
.s'OOO e outra de l.sOOO: ()uein oachou,
((uetenilo restituir, dirija-se a ra da Ma-
dre de eos, armazem n. 2H.
Urna casa terrea no burro da Roe-
Vista: na ra da Praia, primeiro andar n.
43, que amara com quem tratar.
Roga-s* a Sra. I). Aun* Mara das Vir-
gens, viuva de Victorino Nunes 'le tarros,
res: lente ha annos na fazenda de Pajehu''
ter io do Cabrobo, provincia de Peniainbu-
F.m resposla ao annuncio publicado no co, ou a seus herdeiros, que venbam ou
lire a casa da ra da | manden receber a parte que lho tocou do
espolio de Jos Soabra Lemos, fallecido neso
Diario de honlem
Mangiiera n 5, declara-seque esta casa se
acha penhora i i por execucao ciaiir de
8:000a, de Uarcohno tionQalves da Silva e
mais herdeiros do tinado Francisco da Silva
contra Antonio Comes Pessoa e seus filhos.
Rio de Janeiro 4 de setembro d-
ta corte.
1857.
Compra-se efTectivamente bronze, la-
- tilo e cobre velho : no deuosto da fiindicn
--OSr. luv.n.ano niaman'inn Alves Li-|da Aurora, na ra do Brum oeo ta eti ra-
ma, tem urna carta vinla do Rio tirando : da n. 28, e na mesma fu
no armazem no, do largo da Assembla. I Amaro
fundido, em Santo



ILEGIVEL
.-
.






DIARIO DE PRNAMRUCO SABRADO 17 DE OITUBRODE 1857.
C0ISULT0R10 ILIiOP^HISO
&, w% *%
DO
KlA DA CADEIA, DEFRONTE DA ORDEM TERCEIRA DE S. FRANCISCO.
Onde seacham sempre os mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas como
m glbulos, o preparados cora o maior escrpulo e por presos bastante commodos:
PRESOS F1XOS.
Botica de tubos grandes. 10/00"*
Dita e24 15S00O
Dita de 36 209000
Dita de 48 ... 259000
Dita de 60 ... 30900*
Tubos avulsos a....... 19000
Frascos de tinturrademeia onca. 29000
Manual da medicina homeopathica do Dr. Jahr com o dic-
] ciouario dos termos de medicina ;........ 209001
Medicina domestica do Dr. Henry......... o/ooa
Trata ment do cholera morbus .......... 2/000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... ClOOO
$ ***'*****<**'**.?:> :? ?;
S PEDRAS PRECIOSAS- j|
3j Aderemos de brilhaules, J
" ilj.iniaiile- e perolas, pul* W.
*' aeiraa, alfwetea, briueoa '*
ap a rozetas, boloes e anneit S
* de ditTerentea goalos pJ -
divereas pedraa de valor. 8B
lOlEIli & IMITE.
MU II URlTIg
Ra do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
d os os vapores da Eu-
ropa asobrasdo mais
moderno gosto, tan-
wBfx*xMM&ma&Z to de Franca como
de Lisboa, as quaes vendem por
pre^o commodo como costuniam.
* Compram, vendem oa |
,2 Iroeam prala. oaro, bri- B.
i Ihantes,diamantes e pero- gj
'*, laa, onlras qoaesquer
* joiaade valor, a diiiheiro Jj
* uu por obras. $
i*
iiiiiiiiiiniiiiiiiiffwwi'mmwif'
OURO E PRATA. |
!J Aderen coropleloa da |
i*j ouro, meios dos, pulsei- i*.
jjj raa. alfinelo-, brincoa e *
J rozelaa, cordes, Iraneel- $
9g lina, medalhes, correnlea -
* e enfeitea para relogio, e *
* ooro.
t Aparelboa compleloa de t
* prala para cha, bandejaa, v
salvas, caslifaea, colherea
* de aopa e de cha, raui- '*
$ loa outroa objeclos de
M prala. %
liiiiiiii'iiiiHiiiifiiiii'iiiiiii'imiiibHiii
Na fundicao da Aurora precisa-se
de serventes forros ou escravos, para
servico debaixo decobetta.
&.' ..::;:v?
DMTISTA FRlNCEZ.
l'aulo (jaigiioox deoltst*. ra Nova n. 41
Vr na mesilla casa lem agua e pa denlrifice.
Lotera da pro-
vincia.
O abaixo assignado vende bilhetes ga-
rantidos pelos procos abaixo notado*, em
quantias de lOOjOOO para cima, a di-
nheiroa vista, em. sen escriptorio, na ra
do Collegio n. 21, primeiro andar.
Bilhetes ojOO recebe 5:000,S'000
Ueios 2s750 2:5008000
/*. J. Laynie.
&

O

[Casadesaude
O Dr. Ignacio Firmo Xavier es- J
tabeleceuem sen sitio da Passagem j|
da Magdalena, que lica ao norte 9
da cstiada entre a ponte grande
ea pequea do Cliora-.Menino, ex- .
cel lentes acoinmodacoes para re- V
ceber todas as pessoas enfermas $?
que se (piizerem utilisar de seus [:
servicos mdicos, os quacs serao $5
prestados com o maior esmero. @
O mesmo l)r.,.para o lim supra- $5J
jndicado e para exercer qualquer @
oulro acto, de sua profissao den- @
tro ou lora desta cidade podera' tj
ser procurado a qualquer horado 0]
dia e da noflfe, no referido sitio, $
a excepcao dos dias uteis, das 5) ^ i
horas da manliaa a's i da tarde, @
que sera'encontrado no primeiro @:
@ andar do sobrado n. 9, do pateo @
do Carmo. ::--
JOIIN GATiS,
corretor geral
K AGENTE DE I.EILO'ES COMMEItUAES,
n. 20, ra do Torres,
PRIMEIRO ANDAR,
praca do Corpo Santo
RECIKE.
SEGURO CONTRA FOSO.
Compauhia AlliaDce.
Esubtlecida cm Londres, em marco da 1824.
Capital cinco milhes de libras eslarlinas.
Saunders Brothers & C, leu a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
a que mais convier que estao plenamente au-
torisados pela dita companhia para effecluar segu-
ros obre edificios de lijlo a pedra, cobertoi da
Ulha a igualmentesobre os objectos quecontiverem
os masiios edificios quer consista em mobilia u
frandas de qualquer qualidada.
Na ra do Trapiche n. 17, escriptorio
pre-cisa-se deum prelo para criado.
MDiNCA DO ESTBELECI-
MENTO DE PIHtS DE
J. VI6NES.
J. Vigncs mudou seu estabelecimento de
pianos da ra larga do Rosario para a ra
da Cadeia de Santo Antonio n. 23, junto da
Relacao.
Precisa-se de urna mulher de meia
idade.de boa conducta e sem lilhos, para
tomar conta do urna menina de 2 annos, e
i'azer algumas costuras ; a tratar no campo
do Hospicio junto ao quartel, casa do de-
seuibargador Mendes da Cunha;
Ensiuo particular.
O bacharel A. R. de Torres Bandcira, pro-
fcssordelingua franceza no Gymnaio desta
provincia, propOe-se abrir do dia 15 do cor-
Tente mez em diante um noto curso de rhe-
torica e potica e oulro de pliilosophia, para
todos aqueiles estudantes que se quizerem
applicar a estes preparatorios durante as fe-
rias. Pode ser procurado todos os dias
uteis das 3 horas da tarde am dianle, na casa
de sua residencia, oa ra Nova, sobrado n.
S3| segundo andar, onde se acha aberta a
matricula para ambos os cursos.
Mobilias dealiig'tiel.
Alugam-se mobilias completas ou qual-
quer traste separado, tambem se alugam ca-
deiras em grande quantidade para balese
cilicios : na ra Nova, armazem de mobilias
do Pinto, defronte da r^a de Santo Amaro,
lamber se compram e trocam-se trastes
usados de toJa a qualidade
Precisa-se de urna ama para lavar c
engomoiar, e que seja perita em qualquer
um destes servicos : na ra Nova, sobrado
n. 23, segundo andar.
Agencia de passaporle o folha corrida.
Claudmo do Reg Lima, despachante pela
reparticao da polica, lira tassaporte pura
dentro e tora do imperio, e folha corrida,
por c,ommodo preco e presteza : na ra da
Praia, primeiro andar n. 43
Precisa-se de um moleque de 12 a H
anuos : na ra Nova n. 5.
Na audiencia do Dr. juiz de orpfaSos,
do dia 24 Jo correnle mez outubro, teui de
.cr arrematado o sobrado da ra da Guia n
4, pertencenle aos herdeiros dos liiiailos
Silvestre Antonio de Laages e i) Joanna Ma-
ra da Gonceicao, por sor a ultima praca.
Bando o valor dado a dito predio 7:000 rs
-- Aluga-se o sitio da Torre que Oca en-
tre o do sr. Gibsoo e o ,1o Sr. inspector du
aliandega, com casa na, e bastantemente
cominoda, e urna boa ,,|allla de capim:
-luein o pretender, dirija-se a ra estrella
uo Rosario n. '20.
sillo fesC?* Umu MM lerreii co"' ol3o,no
" f .' rlu f"ra iado, coeheira para
^,, I ru P"8cavllos: ama dita
"E" ^"bem a margem do
com commodos para familia, e estribar".
paraAcavallos: os pretendentes dirijam-s
ao paleo do Carmo n. 17. jh se
Precisa-se de um bom feitor para o si-
tio que foi do finado Delphino, ha Passagem
da Magdalena : a tratar no mesmo sitio, ou
oa ra Nova, sobrado n. 27.
,}g Joo da Silva Ramo, medido pela oni- M
fc' v,r>'dade de Cojmbra, lem em a cata de aua '^,
W babilasao na ra Nova, bona commodoa pa- *'
g9 para recebar alguns doenle*. As condc.Oea ^
:; se,,1 "Pccscladas na occaaiao du ajuste. i
LOTERA
DA
provincia.
Salustiano de Aquino Ferreira vende os
seus muito felices bilhetes e meios, celos
precos abaixo mencionados, sendo da quan-
tia de lOo reis para cima dinbeiro a vista,
na praga da Independencia n. 4, e 37 a 39, e
na ra da Cadeia do Recife n. 45, esquina
da Madre de Dos :
Bilhetes 53500 recebe 5:0008
Meios 23750 1:5008
Por Salustiano de Aquino Ferreira,
ios Fortunato dos Santos l'orto.
O pbarmaceutico Antonio Francisco
das Neves, com caria conferida pela F'acul-
daie de Medicina da Bahia, tem a honra de
annunciar ao espeitavel publico desta cida-
de e lora della, que acaba de estabelecer-se
com botica na praca da Boa-Vista, squina
para a ra lo Aragao n. 32. aonde se encon-
trar sempre o melbor provimenlo de me-
dicamentos, e drogas as mais perfeitas ; as-
sim como muito aisposto a exercer como
maior zelo, cuidado e interesse, ludo quan-
to for tendele a sua arte, para cujo fim
cede ao mesmo respeilavcl publico lhe con-
peda a sua conflanca.
Osear DStibeaux, ater o
da Boa Vista n. 52.
l'arlecipa ao respeilavcl pjiblico o parti-
cularmente a seus freguezes que acabam de
chegar de Pars para seu estabelecimento
oSr. Blanchn ptimo ollicial de sapateiro,.e
madama Blanchn perita engommadeira de
roupa lina, como sejam : mangas, mangui-
tos, babados, beslas, capotinbos de aenho-
ras, renias, ticos, roquete da padre, etc.,
oflerecem seus prestimos por se acharem
com todos os apparelhos precisos para suas
artes,
Oabaisoassignado, morador na ra
da Praia, primeiro andar, casa u. 43, com-
pra para encommendas casas terreas as
freguezias de Santo Antonio, Recife, S. Jos
e Boa-Vista.Claudino do llego Lima.
Precisa-se de urna ama que saiba co-
zinhar, e I'azer todo o mais servico de casa ;
ua ra do talleireiro, taberna n.60.
Precsa-se de una ama que saiba co-
zinhare engommar, para urna casa de pou-
ca familia, em Santo Amaro, em casa do D.
Maria'Antonia da Cruz, defronte dos dous
pes de arvores.
Aluga-se pelo lempo da festa urna casa
com muitos commodos e mutissimo fresco,
tnargem do Gapibaribe, propriedade de
Chacn : a tratar na mesma, ou na ra da
Cadeia, taberna do Villar, defronte dos m-
nibus.
Precisa-se de urna ama que saiba co-
zinbar e engommar para duas possoas ; na
ra do Crespo n. 6.
-r- No da 13 do correnle, das 4 para 5 ho-
ras da tarde, foi roubada urna casa na Ca-
punga, levando o ladrao una cuxinha de
madeira rosa, guarnecida de latSo, com
urna chapa na tampa, gravado o seguate
nonieJohn Whitlieli, dentro da caisa foi
um i'igo do navalhas, urna caisa de vidro !
com tampa de metal praleado, duas ditas;
pequeas, um pincel de barba com fecho,
una garralinha para cheiros, tesoura, cai-
vete, e outro para unbas ; tambem foi den-
tro da caixa um relogio de prata feto pelo
fabricanteSlanffen Genova -, alem de ou-
tras miudezas, inclusive um aliador de na-
valha, de louro, a qual tem na bainha o no-
me deMechi--: quem souber deste roubo
e der noticia na penltima, casa da Capun-
ga, onde moram os eugenheiros da estrada
de (ferro, ser muito bem recompensado,
devendo ser de 6 as 9 horas da noite, porque
antes andam nos sens trabalhos.
Defronte da ordena tercei-
ra de S. Francisco.
CONSULTORIO HOMEOPATHICO.
DO
DR-P. A. L0B0M0SC0S0.
Medico parteiro e operado i
O Dr. LoboMoscoso, d consultas todos os
dias e pratica qualquer operacSo de cirurgia,
assim como,accode com toda a promplid3o,
s pessoas que precisarem do seu prestimo
para o servico de partos, praticando as o-
peraQies manuaes ou instrumentaes, quan-
do n3o possa conseguir resultado por meio
da homeopalbia, que tantas vezestem ven-
cido diQiculdades, que pareciam insupe-
raveis.
Da ra da Aurora, casa n. 44, fugio um
papagaio contra-feito : quom o pegar c qui-
zer restituir, mande leva-lo a dita cass, que
ser recompensado, ou annuncie.
Na ra da Praia n. 46, precisa-se de
urna ama para casa de pouca familia, forra
ou captiva.
A experiencia tem mostrado que com
um cento de lines se ple perfeitamenlo
fallar, 1er e traduzir a bella lingua italiana
lia um eslrangeiro de boa moral, que por
pedido dediveisas pessoas vai abrir o curso
da dita lingua, smente para as senboras e
meninas, em suas casas particulares. Os se-
nhores pais de familia que quierem apro-
veilaresla occasiSo e contiecer os condicOes
do dito ensiuo, terSo a bondade de se diri-
gir ao atetro da Boa-Vista, sobrado n. 16.
Dr. Aprigio Justiniano da Silva Guima-
rSes, com escriptorio de advogado no paleo
do i ollegio n. 37, he morador na ra do Se-'
ve iliin dos Ratos).
Furtaram do sobrado do aterro da
Boa-Vista a. 17, na tarde do dia 14 do cor-
rente, um relogio de ouro horisontal, de sa-
boneie, lavrado, tendo no meio do fundo
urna flor, o qual relogio he pequeo e he de
senhora, levando no relogio urna correnle
com passador, e jjo lugar da argola existe
outra argola com urna chave com -2 corazes,
una pequea moeda estrangeira, um cora-
cao de cornalina encastoado, tudo de ouro ;
roga-se assim a qualquer pessoa que for of-
ferecido, que o apprebenda e o leve ao mes-
mo sobrado, que ser recompensado.
Precisa-se de urna ama boa cozinhei-
ra, para urna casa de pouca familia : a tratar
na taberna da esquina da ra dos Martvrios
n. 36.
, Attenco.
Oabaisoassignado pede'aos lllms Srs,
que tem cont atos de negocios e constituem-
se credor do Sr. Jos Raphael, morador na
Baixa-Verde dePajeu', que venham ou inan-
dem com as lellras ainanhna 16 do correnle,
al ;is n hn;i5 do dia, em casa do conego
Joaquim Pinto de Campos, para receberem
a importancia das dilas lettras.
Domingos de Souza Barros.
Lotera
Aos S*rs. de engenlio.
Vendse boa carne do Ceara' a preoo
de .s e 5,v00 ) por arroba, em gara ja'os:
no aiiiia/.ciu de Luiz Aiiik's, defronte da
alfandega.
Vemlc-se una rica cadeira de arruar,
.bem pintada o dourada, com seu competente
caix5o para a guardar e reservar da pocira :
quem a pretender, enlenda-se com Gaetano
Pinto de Veras.
ceblas.
No armazem do largo da Assembla n. 9,
vende-se ceblas em cestas a 800 reis o con-
loe despencadas a 640; a ellas antes qqe *e
acabem, lijlos de louca para ladrilhO e
1,raucos de dito para co/inha.
Vende-se urna negrinha de idade de 8
annos, a mais linda de figura e feic,es que
be possivel, e propria para quem tiver bom
gosto : na Ponle Velba, sobrado n. 33, se-
gundo andar.
Presunto de Lisboa.
Vende-se superior presunto do Lisboa a
400 reis a libra na travessa das Cruzes n. 14.
Vende-se um balco e um caixo de
amostra, cm bom estado ; na taberna gran-
de ao lado da igreja da Soledade.
Vende-se urna cabrinha de 10 a II an-
nos, bonita figura, propria para o servido de
casa : no aterro da Boa-Vista n. 24,
Na ra do Queimado, loja do ferragens
n. 13, ha para vender urna escolenle balan-
za franceza que pesa 15 quinlacs, propria
para qualquor estabelecimento. Na mesma
loja ha qtieijos do sertao que vendem-se por
prego commodo.
Vendem-se cassas. francezas finas e de
bonitas cores a 240 rs. O covado : na praca
da Independencia n. 1. Na mesma loja com-
pram-sc sedlas minias e prata para trucos
a 2 1|2 por cento.
--- Vcndc-se urna mulata de 13 annos,
recolhida e de bonita figura : na ra da Ca-
deia do Recife n. 30, segundo andar.
Vendem-se velas de composicao,
iguaes a de spermacete, de superior qua-
lidade, do 5 e -lem libra, proprias para
castieaes de botar por baixo de m?njas
de vidro : no escriptorio de Rotlie & Bi-
doulac, rua do Trapiche-Novo n. 19.
Vende-se superior agurdente de
Franra, lauto em barris como ern ca\as,
licores e alisvnllie, chegado recentemen-
le, pelo ultimo navio : em casa deJ. Kel-
ler & C, rua da Cruz. n. .">5.
Vende-se urna escrava crioula, de 18
annos de idade, muito sadia, boa engimma-
deira, sabe lavar, e muito diligente para to-
do servico de urna casa na rua da Sauda-
de, primeira casa de sotSo do lado do norte.
iua da Cruz
,'Ma rua do Vigario, casa n. 7, ha para
ven 't um pouco de madeiras e travs, res-
tos de obras, a troc de barato.
- Vende-so no areal do forlo, confronte
a fortaleza das Cinco Pontas, l'echadura de
fcrrolho, dita de ba.iu, ferro de embutir do
todos os tamanhos, Uauqucla para janellas
c caixilhos, dobradic,a de canto, brdele
para carapina.'
--- Vende-se um escravo proprio para cn-
gcuho, sadio e sem vicios : quem o preten-
der, dirija-so a rua da Cadeia do Recifa n.
49, que achara com quem tratar.
Fscravos pegas.
Vendem-se 2 lindos mulatos ptimos para
pagens, de 14 a 16 annos, 2 moloques boni-
tos, de 14 a 16 annos, 1 cabrinha com al-
gumas habilidades e de bonita figura, de
16 anuos, 1 mulatiuha de 10 annos, pti-
ma para se fazer una dadiva : lende-se tu-
do muito em conta : na rua Direila n. 66.
He barato que admira
Junto a botica do Sr. Pinto,
Rua larga do Rosario n. 14
Fabrica e loja de calcado.
Chegaram pelo ultimo navio de Franca
os melhorese mais acreditados aviamentos
do um dos melhorcs fabricantes que ha, co-
mo sejam, cortes de borzeguins de camur-
ca de todas as cores e de duraque, os mais
linos e bem acabados, o verdadeiro couro de
lustre, marroquins de| todas as cores, bezer-
ro de superior quaUdade, borracha deseda
preta e de todas ai cores, dita de algodao
tambem do todas cores, e juntamente de
la, sola franceza o da trra, cmlim neste
estabelecimento se encontrar ludo o que
he concernente a arte, ludo da melhor qua-
lidade, que he possivel ; encontrar por pre-
cos muio commodos, o que so se poder*
avahar a vista da fazenda.
n. \9
:;
LE1TE ARTHR & C.

o
o
m
o
Rua do Queimado n. 10,
LOJA DE i PORTAS.
? I'arlicipaiii a lodos os aeus (reguezes e @
?J amigos, qua lit lioje em diante tncoulrarao, )T3
te em sua loja de faienda, aa rua do Qaei- if
^T madon. lo, um cmplelo surhmenlo de a- ?
2? rendas linas, de seda, 13a e algodao, tanto &$
^ para a pra^a como para o malo.
a Alm de innmeras lazendas de bom eos-
2J to, olTereceni por preco razoavel:
>JP Riquissimos corles de seda com babado.
V5 Lav'" de Pellica de Jouvin de todas a
*"T cores, para homens e senhoras.
&> Camisas de niurira com peilo de liuho.
qg Ditas de dito Ras.
Casemira mesclada para palili, ullimo ^
gosto da Paris.
Q Ditas de quadriuhos, por pre^o raroavel. i;
.;'j Dilas para calcas, padroes variados. '.'.:
-p. Chaly de cores milizadas de muilo bom ''
W goslo. S
Pelo paquete Teviot, chegar cm 21
do correte, saca-se sobre a praca do Porto
lettras a 60 dias, e avista; ni escriptorio
de Thomaz do Faria, rua do Trapiche n. 40.
O Dr. Lobo Moscoso, avisa a todas as
pessoas, que costumam honra-lo eom sua
clientela, que se acha residindo na terceira
casa do quarteirSo novo do finado commen-
dador Luiz Gomes Ferreira, defronte da or-
dem terceira de S. Francisco.
Precisa-se de um cont de reis a pre-
mio, dando-se algum ouro e firmas a con-
tento : quem tiver annuncie.
Perdeu-se da estrada dos Afogados al
a Ponte de Uchoa, urna carteira de lembran-
gas com 4 sedulas de 20# el de 10a: quom
achou baja de levar a casa dos engenheiros
da estrada de Ierro, na ultima casa da ("a-
I punga, que se lhe dar melado da dita
quantia.
- Arrenda-se um sitio junto aos Reme-
dios, com todos oscommoios precisos para
amiba : quem a pretender, dirija-se ao pa-
leo do Terco, bolica do Sr. Torres n 135.
""" OClM-Se de urna ama para cozinhar
o diario de una casa de um homom solleiro,
n..o sendo preciso-sabir a rua : no pateo do
Terco n, 40. -
O SE.MIOP. DOS PASS'iS
O thesjurciro do Scnhor Bom Jesus dos
Passos da veneravel ordem terceira do Car-
pi do Rccil'o, Bao I be sendo possivel leste-
jar esla milagrosa imagem no dia 13 de se-
tombro, transfiri para o dia (8 do correnle
outubro, c por isso faz o presente, convidan-
do todos os devotos a concorrerem, lanto
com as suas insistencias a festa o Tc-Deum,
como com os seus auxilios pecuniarios,
alim de se poder fazer um acto brilhante em
honra o I invor ao redemptor de lodo o ge-
j ero humano.
Precisa-se de um serve le forro ou
captivo, pira o servico do hospital de Todos
os santos da veneravel ordem terceira deS
francisco: a pessoa quo se quiyer contra-
tar, eu'.en la-so com o iniio M J!,io Tava-
res Cordeiro, na rua da Madro de Dos.
di:
S. Miguel de
Bar reros.
CORRE IIOJE.
Ainda existe um resto dos felizes bilhetes
e meios, com a rubrica do abaixo assignado,
na praga da Independencia ns. 4, 37 c 39, e
na rua da Cadeia n. 45, esquina da Madre de
Dos.
Por Salustiano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Precisa-se de urna ama para casa de
pouca familia : na rua do Queimado n. 2,
loja.
Envernisa-se mobilia muilo em conta:
no pateo de Santa Thereza n. 8.
Precisa-sede um forneiro : na pada-
ria da rua Direila n. 69.
--- Aluga-se urna ama para cozinhar para
duas pessoas e eugommar para urna : no
pateo do Tergo n. 141, segn 1o andar.
Precisa-se de um caixeiro, assim como
um preto dealuguel: na padaria da rua das
Cruzes n. 30.
Ratos sabios in-
dianos.
Quem quizer passar meia hora divertida
ver as habilidades que s5o capazes de exe-
cutaros ratos ensillados, pode dirigir-so ao
aierro da Boa-Vista n. 27, das 7 as 10 horas
da noite. Prego da entrada 10000 para pes-
soa aduha, e metade pelos meninos.
Fiacao e teeidos
de algodao.
Os Sr?. socios commandilarios dcsla empreza sao
convidados a rtuiiirem-se cm assembla geral, no
da -.':l do correnle, as II horas de macha*, no stsun-
do aodar da casa dos Sr. Antonio Marques de Aino-
rim, roa 4a Cruz n. 15, alim de elegertm urna com-
missAo de 3 membros, para li-calisar os negocies da
sociedade.
Amorim, furias, Guerra ('.
Pernambuco, 15 de ouluhro de 1857.
Precisa-sede um forneiro, na padaria
da rua dos Poscadores ns 2 o 4 : a tratar na
rua do Raugel u. 13-
Compra-se eftectivamento na rua das
Flores n. 37, primeiro audar, apolicesda di-
vida publica e provincial, aegoesdas compa-
nhias.e da-sedinheiro a juros, em grandes
e pequeas auantias.sobre oenhores.
Compram-se 6 portas para quartos,
urna rotula, e urna janella, por prego com-
modo, o cm bom estado : quem tiver, di-
rija-se a coeheira equina da rua de Santo
Amaro. ^
Compra-se*uma balanga grande, d* 2
conchas, e wn terno' de pesos ; na rua do
Encantamento n o\ armazem do couros,
das 9 horas da ina Ihla, es 4 da tarde.
n escriptorio do Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo,
ha para vender os seguintes objccLos : cha-
rutos de llavana, ditos de S. Flix, cola su-
perior da Baha, Jacaranda superior, xaropes
de afie, pasta de jujuba cm latas, oleo de
ricino em latas, mercurio doce, fio de algo-
dfio da Bahia.
I iivas da Escocia.
Na rua da Cadeia do Recife n. 49, defronte
do armazem do Sr. Ilenrique Gibsou, veu-
iom-seas melhorcs luvas iuglezas de fio da
Escocia, brancas e de cores, por prego com-
modo ,
Vende-se a melhor loja de fazeudasdo
Passeio Publico n. 9, com lazendas ou sem
ollas.
Aos amantes dos
charutos.
Na loja do canto na rua da Cadeia do Re-
cife n. 61. hi para vender diversas qualida-
des de charutos chegados ltimamente da
Babia, como sejam : aprasiveis, russos, cas-
tanluis escuros, ociaros, regala, acadmi-
cos, e irais alguns, que por exleusidade
deixo de menciouar, pelo baralissimo prego
ile -2 .-0UU a cal xa.
No deposito das
bichas,
rua estrella do Rosario n. 11, recebeu-se de
Franga una romessa dos mais finos balsi-
nhos nunca vindos a esle mercado, tanto
para mimos como para meninas levarem ao
estudo, assim como marmelada de lijlo e
peras em cmidegas de 5 libras, e outros raui-
los objeclos.
lii rua larga
do Rosario
ii. 14, junto a botica do
Sr. Pinto,
venilem-se os melilotos calcados de todas
as qualidades, sendo todos ta\iados, e
aianca-se que as obras tivalisam com as
francezas e tornam-se de mais duracSo,
sendo l)or/e;uins de duraque preto e de
cores, ditos de pellica pelo e de cores,
sapates de be/.eiio e de couro de lustre,
botn* de bezerro e de couro de lustre
com canos de mafroquip, e outras mili-
tas qualidades de Cffcidos que o fregu/,
vendo nao deixara' de comprar, c a'vista
do preco commodo e das boas qualidades
torna a voltar.
I\a loja
das seis portas
fin frente do Livrai.itoto
Cortes de vestido de ISa com barra a 10l>0,
lengos de rclroz a 500 rs., ditos de seda a
240, cassas com bonitas ramagens para cor-
tinados a 2#50U a pega, tudo com defeilo.
(ioin gosto.)
O Preguica da
rua do Queimado, esquina
do beceo do Peixe-Frito
n. 2,
acalia de receber pelo ultimo vapor da
Europa, ricos cortes de vestidos para sc-
tun gosto iiiteiramcnlc novo,
id
Oevotd cliristo.
Sabio luz a terceira ediciio do livrinho
religioso llevlo ClirUlfio, mais correcto e
Bugiiirntadn, vende-so nicamente na livra-
na ns. 6 e 8 da praca da independencia, a
Travs de louro.
Vendem-se travs de louro de 35 a 49 pal-
mos de co iipriment : na rua da Praia de
Santa Hita, serrara do llanks.
Obras fe labynntho.
Lencos, toalhas, bicos, rendas, etc., etc ,
-e delicad.) trahalho, feitos no Xracalv
vendem-se no primeiro andar n. 60 da rua
da Cailiia do Recife.
Vende-se ura sabia muito cantador
na botica da praga da lioa-Vista n. 22.
Vendem-se as tojas de Porto & C. na praga
da Unian n. 35. 37 e 39, e na de Antonio
Francisco l'ereira n. capellas de inmor-
tales, viudas de Pars para tmulos, catacum-
bas, e sepulturas, no cemiterio publico a 2
de novembro. .Finados', circulando as mes-
mas capellas as inscripgoes seguintes l'eitas
da mesma flor a meu pai, a mnha mai,
a meu esposo, a mnha esposa, a meu (ilho,
minba fillia. e a amizades.
Na rua NOVm, nrmazein
de mobilias le Antonio Domingos Pinto, ha
ura completo sortmento de mobilias de to-
da a qualidade, tsnto da trra como france-
zas, de Jacaranda e de mogno, e continu'a a
receber por lodos os navios, tanto de Franga
como de llamburgo toda a qualidade de tras-
tes do melhor gosto, fabricados por encom-
menda, com recommendagao de nao amora-
gar o mnbo no sen fabrico.
SAI. DO ASSL".
A bordo do novo Olinda, ou com Tasso
Irmaos.
RA DO CRESPO 1. 10
Bom e barato
.Va loja de Jos Gongalves Malveira, ven-
dem-se cortes de seda com babados a 50/,
visitas de rosdenaple preto bordados a vel-
ludo a 30?, seda de quadros a 1;20 e 15280,
organisa 1/a vara, cassas francezas a 700
e 500 rs. a vara, chalas de merino bordados
a 89, chitas francezas a 400, 360 e 320 o co-
vado, chapeos de se la de cores para meninc
e senhora, bramante de liuho bem largo a
600 rs. a vara, brelanha de liuho parda a 280
rs. o covado, assim como outras muitas fa-
zendas de bom gosto, que com a vista dos
freguezes se mostrar.
Ao canto
QUE ESTA' TOREANDO,
Na ioja da rua da Cadeia do UecUe n. 54,
ha para vender um grande ec;.plendido sor-
timento de fazends baratissiuias que fazem
admirar, o bom gosto, barateza e boa quali-
dade, as fazendas silo as seguintes: cortes
de brim para caiga a 2;3U0e2,-:i00, chapeos
ie sol de baleia 2?, ditos de forro a 13800,
ditos de junco a -330, Setin preto maco
muito fino a 2-vjOO, 3? c 3o500, e muito bom
W o covado, chales le chita a 1;, casemira
preta lina a 19400, H600, 1(800, 25. 25200 p
25600, e muito fina 33, casemiras pretas e de
cores, de duas larguras, propias para os
rapazes de bom gosto, e como se usa em Pa-
ris, caiga, collete c palito, o covado a 2310,
sargehm a 170, 180 e 20o rs. o covado, mus-
suinia de cores a 30O, 320 e 340 rs e muito
lina a 360, cortes de collete de velludo do
ultimo gosto, riquissimos padiOes, de 6/500
ate 125,meias cruas para homein a 160, 200 e
240, e linas a 300 rs. cada par, chitas para a
pobreza, o covado a 140, e peca a 5-3500, nao
desbotam, he escura, propria para escravos,
com pintas do mofo, mantas de seda da mo-
da a 53, 5-500, 63 o 75, e n,uto finas a 93,
laas muilo finas Sebastopol, o covado 13400,
18500 e 13600, grvalas de 13a a 800, 880,
1#, 1310o, 15200 e 13400. muilo linas 23, di-
tas de mola a 13, mantas de lago a 33, mus-
sulin branca fina a 300, 320 e 340 rs. o co-
vado, chales do merino bordados de 13a a
89, ditos bordados de seda a 103, ditos bor-
dados de seda e franja de relroz a 103500,
ditos de laa lisos a 45800, ditos estampades
a 5/800, 6, 7 e 83, ditos bordados de velludo
a Us, panno fino preto a 23400, 25600, 33,
33500, 43, 4/500 e 5-500, e muilo fino a
75200, madai'Olao em pegas a 2/600, 23800,
3-, 33200, 3:500 e*4, e dahi at 55500, seda
intitulad) melindre de senh a 1- o covado,
chales prelos de ahiaca a 35600, alpaca de
quadros a 560 o covado, seda branca levrada
a 13100 o covado alpaca de cores lisas a 600
rs. o covado, ditas pretas, lengos brancos
ordinarios, a duzia a 1S300, ditos finos Uses
a 15700, 1.-900, 25, 25400 e 2j}800, cortes de
casemira de algodao a -'-20O, cortes de seda
de passar a festa a 155, alpaca pela, o cova-
do 480, 560, 600, 700 e 800 rs e a 900 is.
muito lir.a, chapeos,de mola a 55400, chly
de quadros a 900 o'950 o covado, rscados
munslros proprios para escravos a 220 o co-
vado, tapetes de velludo para cima de mesa
de dalgos a 30, meias de seda preta a
2/400 e 2-500, casetao da Suissa a 800, 900
e 950 rs. o covado, alpaca de seda a 800 rs
o covado. chales de seda touquim lisos e
bordados, que por serem tantos os pregos
n3o so menciona, l iras de camb ia a 1/200 a
pega, mantas de volludo para cima de sella a
6/400, pulceiras a 3-3500, 4 e 55 riquissimas
sabidas de baile a 253, Italia preta, o covado
1-3, dita de cores a 950 e 15. tapetes a 83 e
12-, luvas de seda bordadas a 25500, visitas
para senhora a 12-, dilas para menina a 83,
chapeos para menino enfeitados a 4-3000. Na
mesma loja se dSo as amostras, o se manda
fazenia eom o caixeiro.
Potassa da Rusta e cal de
Lisboa.
No anigo e bem conhecido deposito da
rua de Apollo, armazem n. 2 B, ha muito
superior potassa da Russia t> cal de Lisboa
em pedra, chegado no ultimo navio, e ven-
der por prego commodo.
Na rua do Trapiche u.
16, e>ciiptorio de No-
vaes& C,
vende-se superior vinlio do Porto engar-
rafado em caixas de 1 e 2 duzias de gar-
rafas, bem como cm barris de quarto e
oitavo, a preco commodo.
SAPATOS DO ABACATY,
dos melhores que tem vindo a este merca-
do, para homens e meninos, de palla e de
orelhas : em casa de Caminha & Filbos, rua
da Cadeia do Recife n. 60, primeiro andar.
Ao barato.
0 PREGUICA ESTA QEI-
IAHD0.
O Preguica da rua do
Queimado, continua a queimar na sua loja
n. 2, esquina do becco do Peixe Frito, um
lindo e variado sortmento de fazendas de
bom gosto, por baratissiroos pregos, pois
que sem ambiguo se contenta com um m-
dico lucro, e nao lhe sendo possivel notar
em um pequeo annuncio tudo quanto tem
de bom para servir aos seus freguezes,
menciona apenas olindinas, fazenda de seda
e algodao, propria para vestido de senhora,
de gostos interam ole novos a 900 rs. o co-
vado, corles de largelinas para veslido de
senhora, fazenda muito fina e do melhor
gosto inglez, com listras de seda e campo
escuro a 129 cada um, organdys de cordSo
com desenhns mui delicados, pelo baralissi-
mo prego de440 rs. avara, cambraia estam-
pada do melhor gosto possivel a 480 a vara,
cassas francezas de lindos gostos a 600 rs a
vara, chitas francezas escuras, matizadas
com lindos e novos padroes a 260 o covado,
ditas claras, padrOes largos e miudos a 280
e300 rs. o covado, ricos corles de setim
bordados para colleles a 49 cada um, ISazi-
uhas escuras de mu ricos e variados padroes
proprias para vestido de senhora e roupoes
de meninas a 500 rs. o covado, rscados
oleastros de cores alegres e mu elegantee
gostos a 220 o covado, ditos francezes ds
quadros de lindos padroes a 240, mussulina
branca a 320 o covado, dita muito fina 400
rs.,dita estampada de lindos padrees a 320 e
400 rs. o covado, chitas finas de cores claras
e escuras, tintas lisas a 160, 180, 200 e 240
rs. o covado, pegas de cambraias lisas lapa-
das, muito finas e com 10 varas a 696OO, di-
tas de dita mais cheia a 49600, dita transpa-
rente com 8 varas, muilo linas a 59400 a pe-
ga, pegas de bretanha de rolo com 10 varas
a 25 cada urna, grvalas de setim pretas e de
cor, gostos modernos a 19280 cada urna,
cortes de brim de puro linho a 23300, 29400
e 2/500, casemiras de lindos padroes a 53500
e u o corte, ilitus de algodao de lindos gos-
tos a 19, 19440 e 15600 cada um, lengos para
mao a 120, ditos com bico muilo finos a 360,
chales de gaze, ditos de merino lisos e bor-
dados, obra primorosa, gangas mescladas
proprias para caigas e palitos a 560 o cova-
do, casineta preta fina a 19100 o covado, len-
gos de seda de lindos padroes a 2( cada um,
cobertores de algodo para escravos a 700
rs. cada um, de todas estas fazendas e de
muilas outras que se nao mencionara, mas
que se veuderSo por baratissimos pregos, e
se darao amostras com penhor.
Aviso s caseadeiras
Vende-se relroz para casear : na rua Nova
11. 52, loja POTASSA DA RUSSIA E CAL
YIRGEM.
No deposito da rua da Cadeia do Recire,
armazem n 12, ha muito superior potassa
da Russia, dita da fabrica do l'.io de Janeiro,
e cal de Lisboa em pedra, tudo chegado ba
poucosdias, e a vender-se por menos prego
do que em oulra qnalquer parte,
- Vende-se espirito de vinbo : na resti-
lag.'io do moinho do vento da praia de Santa
Hita.
(omina do Aracaly.
Em porgoes e a rctalho : vende-se na rus
da Cadeia n. 57, escriptorio de Parontc Vi-
anna.
SECRETARIAS.
As melhores que at hojetem apparecido
a este mercado : vendem-se no escriplotio
do agente Oliveira, rua da Cadeia do Recife
n 62, primeiro andar.
ECAIISfiG
no.
NA FUNDIDA O DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W- BOWMAN, NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O OHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sor tmenlo dos se-
guintes objeclos de mecanismos proprios
para engenbos, a saber": moendas e meias
moendas da mais moderna conslrucgao ; ta-
chas de ferro fundidoebatido.de superior
qualidade e de lodus os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animacs, de todas as
proporgoes; crivos e bocea de fornalba e
registros do boeiro, aguilhes,. bronzes, pa-
raruso e cavilbes, moiunos de mandioca,
ate. etc.
NA MESMA FUNDICAO,
se ecutam todas as encommendas com a
superioridade ja conhccida com a devida
presteza e commodidade em prego.
XAROPE
DO
BOSQU1
toi transferido o deposito deste xarope
para a botica de Jos da Cruz Sanios, na rna
Nova n. 53, garrafas 59500, e meias 39OOO
sendo falso todo aquello que nao for vendi-
do neste deposito, pelo.quese faz o presente
IMPORTANTE PARA 0 PLBLICO
Par. cura de phtysic. em todos os seos
diflereiites graos, quer motivada por cons-
tipagoes, tosse, asthma, pleurw, escarros de
sangue, dr de costados e peilos, palpitado
no coragao, coqueluche bronctiitc, dorna
garganta, e todas as molestias dos
pulmonares.
orgaos
ahora de
de cores escurase elegantemente listrados
de seda assednada ; esla la/.cnda deno-
mina-seGraciana ou Carij, e lie a
mais propria para a presente cstacao ;
costa cada coi le a mdica iiuantia de
1-isOOO.
Attencao!
A *
.Na rua ds Cruz n. 17, confeilaria de A. A
Porto, acha-se um grande sortimento dos
I melhores drices de Codas as qualidades de
j l'ructas do psiz o estiangeirs, lano seceos
i como em cald, esarop.'s de todas as qua-
I lidades, ezcellentes charutos da ahia, a-
. piomptam-.-e encommendas do doces ou
fructas bem acondicionados, e sendo em
jtempo prevenidos serSo melhor servidos os
senhores compradores. ,\esle eslabeleci-
ment afianca-se as qualidades de tudo
quanto nelle se comprar, igualmente una
porgo de bom vinbo de caj' e por baialo
prego.
1
O
&
0
..:-

9

#
O
O
O
j\ovoestabele
ciikeiito de fa-
sendas finas
DE TODAS AS QUALIDADES
e dos melhorcs gostos que lie pos- 5|!
sivel eucontrar-se. X
Na rna do Qatimado luja nava de qualra ';"
pori.n n. 37.Jonlo ao breco da Congrega- S?
:'. .io, se encontrara' conlinuadaiiieule um t
.'.j --uiiinlKlr) nqu9:iiio aoriimrnl de faicn- i'r.
t* Jd' Je '" 'dS "' flu,lidadc*, iiiil/a, Irain e- *''
p zas, all>ailaa e sii- is, ludas de goMoa di *,;
.-. mais modernoi poMive, lano para a pra* .-.
':', i; i como para o malo. ',:\
..; Bal* ealibelecimenlo to por an-to se pode *
.-'. (izilsrc vera forma, porqaoetla' liem mon- i
.*. la lo para vender |nr atacado e a reUlllo, S
;' assever.imlo o pri prelirio tender muilo *
.,.* maia barato do qoo em oolra qualquer par- -] }
.-''. le; porlanto, con%ida-e a lodaa aa pessoa*, .'.
l^ Ionio ra praga cuino do malo, que quan- '.*;"
*. do leuliam de comprar fa/enda. de hons .
: oslse de hods qualidades, venliam neslp fA
. eilenao eslatiel.cimniln, qn realinenta co- ^
\\* nhecorSo que nSo he possivel vender-ve *;
:~1 inaia liaralo e eneonlrar-u lanas i.,/eud>< ($;
;u boas e de lo boaaqualclode-. ;
A 80 a libra.
HE BAKATISSIMO.
hestam algumas massss finas para sopa,
de diversas qualidades, como j se tem an-
nunciado ; quem comprar caixa lera algum
abatimenlo ; as caixas sao de urna arroba e
outras de 16 libras : vendem-se smente na
rua do Collegio n. 5.
Bichas de Hanbtirgo.
Em frente a matriz da Boa-Vista, alogam-
se bichas, e applicam-se ventosas, sectas e
sarjadas, amolam-se ferrament&s de cortes,
e botam-se ouvidos em espingardas.
Velas de espermacetc.
Keceberam-se agora novas veas destea-
nna.que se vende a retallio em caixas
de 25 libras, por prcro commodo : na
rua da Cruz n. 49.
Attencao.
Na grande fabrica de tamancos da rua Di-
reila, esquina que vira para S. Pedro n. 16,
ha um completo sortmento de lamancos a
relalhoe em grandes porges, por precos
muito em conta os senhores commercian-
les do mato devem-se prevenir, cois o inver-
n asta prximo. "
Facto secco.
Vendem-se algumas arrobas de fado sec-
co, assim como boa carne e excedentes
queijos do sertao, saceos com feijSo mula-
tmhoede corda, e bom milito, tudo por
preco commodo ; na rua do Queimado, ia
de Terragens n. 1.
relogios de pa-
tente
ingtaes de ouro, desabnete e de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
\ugusto Cesar de Abreu, na rua da Ca-
deia do Recife, armazem n. 56.
escravos venda.
Era casa de Caminha & Filhos, na rua d
Cadeia do Recife, primeiro andar n. 60.
CM PEQUERO TOQDE DE
AYiRU.
A dnheiro
Pegas de algodao liso, largo, encorpado a
2, 2/2*0, 29500 e 29800 a peca, dito de si-
cupira a a, 29240, 2/500, 29800 e 35 t. peca,
dito de sacco a 120 e 150 a jarda, dito tran-
cado largo a 100, 120, 140 e 180 rs a jarda:
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina
que voka para a rua da Cadeia.
CJ
Em casadeRabcScbmettauj&Companhias
rua da Cadeia n. 37, vcudom-se elegante,
pianos do afamado fabricante Traumann de
Ha mb o rao.
Vende-so superior linhas de algodao
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Southall Mellor & C.a, rua do
Torres n. 38.
Relogios.
Os melhores relogios de ouro, patento in
glez, vendem-se por presos razoaveis, no
escriptorio do agente Oliveira, rua da Ca-
deia do Recife n. 62. primeiro andar.
Agencia
ia fundicao Low-51oor,
rua da Vnzala ^ova
n. 42.
Neste ostabolecimento continu'a a ha ver
um completo sortmento de moendas e meias
moendas para engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro balido e coado de lodosos
tamanhos para dito.
TACHAS PARA ENGENHO
Da fundicao de Ierro deD. W. liowman
na rua do liium, passando o chala-
riz, continua a haver um completo sor-
timento de tachas de Ierro fundido e bati-
do, de 5 a 8 palmos de bica, as quaes se
echama venda por preco commodo e com
promptidao, embarcam-se ou carregam-
se em carro sem despezas ao comprador
Vende-se na rua da .Madre de Dos
n. 12, armazem de .Novaes&C.. barris
de ferro, ou cubos hidrulicos ; para de-
psitos de fezes, a proco commodo.
."ellins e relegios.
SELLINSe RELOGIOS depalenle
inglez : a venda no armazem de
Koslron Rooker & Companhia, es-
quina do largo do Cprpo SbdIo nu-
mero 48.
GEIENTO.
Vende-se cemento, tanto em barricas
como em porcao n a rotalbo, por com-
modo prego para acabar, e muito bom : no
armazem de materiaes, na la da Cadeia de
Santo Ai.tuiui n. 17.
CAAS DE FEERO
I.xcellciitcs camas de ferro para sollciros
vendem-se no escriptorio do agente ilivoi
! ">, rua da Cadeia do Recife n. 62, primeio
I midar.
Vendo-se urna morada de c asa terrea
com solio e quicial, na rua da Alegra n. I:
a fallar no largo do Telourinho ns. 5 e 7.
Relogios
cobertos e dcscoberlos,pequeos e grandes
do ouro patente inglez, para hornero ese-
nliora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ullimo paquete in-
glez : em ca=a de Southall Mellor C*. ras
Z*tt&0it*****&.
No dia 13 do correnle desappareceu
um moleque de nome Manoel, de idade de
9 annos, veslido com calca e camisa branca,
e chapeo de feltro, be secco do corpo, tem
um calombo na testa que parece lobinho, e
a bocea um lanto torcida de um lado ; ro-
ga-sc as autoridades policiaes, capitSes de
campo e qualquer pessoa que o encontr,
de o levar a rus Mora, sobrado n. 52, segun-
do andar, que ser bem recompensado : e
desde ja se protesta contra quem o tiver
acoutado.
:I00#000 de gratificacao.
Fugio no dia 22 para 23desetemhro pr-
xima passado, do eogenbo Rede, freguezia
de Santo Anulo, o escravo de nome Anto-
nio, com os signaes seguintes : mulato aca-
boclado, altura regular, cabellos um tanto
sollos, bastante gago, com 22 a 25 annos de
idade, oicial deoleiro de formas.: quem o
apprehender, leve-o ao dito engenbo, ou a
rua da Sen/.a la Nova n. 38, onde recebar
dita gratificacao.
Fugio no dia 30 de agosto prximo
passado, do sitio da Embiribeira, Manoel,
mulato, com os signaes seguintes: idade
que representa ter 35 a 40 annos, alto, gros-
so, pernas grossas, ps grandes e rachados
de cravos de boba, bracos grossos. cabellos
cacheados, rosto grande e acabocUdo, pou-
ca barba, falta-lhe um dente na frente, tom
a orelha esquerda Turada, masc fumo, an-
da banzeiro, intitula-se forr.i, levou calca o
camisa de algodao azul. Este mulato veio
ha 6 annos de Porto Calvo, onde foi compra-
do, mas he natural da cidade do lc, pro-
vincia do Cear : quem o apprehender, le-
ve-o a rua da Praia n. 49, que ser bem re-
compensado.
509000 de gratificacao.
No dia 27 do corrente fugio da casa dn
abaixo assignado o escravo crioulo de nome
Pedro, o qual tem os signaes seguintes : es-
tatura regular, bstanle prelo, j tem bs-
tanles cabellos brancos, lano na cabeca co-
mo na barba, levou calca de brim de qua-
dros e camisa de madapolSo, mas talvez le-
nta mudado de roupa porque le>ou mais
alem da do corpo, falla bastante descansado
e por entre os denles ; julga-se que lera ido
para Caranhuns por ser natural desse lugar,
e de la ter vindo para ser vendido nesta pra-
ca : roga-se, porlanto, as autoridades e ca-
pitSes de campo, a apprehensao do dito es-
cravo, e manda-lo levar nesta cidade a seu
senhor, na rua Imperial n. 173, ou em Cara-
nhuns ao lllm. Sr. Manoel Jos Mendes Bas-
tos, que se gratificara com a quantia icim.
Recife 29 de selembro de 1857.
Joaquim Luiz dos Santos Villaverde.
Fugio no dia 4 de outubro do corren-
te auno, o escravo mualo dn nomo Jorge,
I baixo, secco do corpo, pouca barba, potroso,
j tem do lado esquerdo do losto urna cicatriz,
i hombros songados, olhos pequeos e vivos,
pernas e bracos arqueados quandu anda;
este escravo foi do Sr. Manoel Thomaz, ex-
carceireiro, levou vestido camisa de algo-
daozinho delistras, cal^a de ganga azul, p
dous chapeos, sendo um de pello e oulro de
feltro, ambos usados, e Ubaqueiro : roga-
se pois a todas autoridades Doliciars e capi-
ifies de campo, que o apprehendam, e con-
j duzam-no a rua da Concordia, armazem de
materiaes n. 26, que ser generosamente re-
compensado. Este esclavo ja foi ppreben-
rlido o anoo prximo passao no engenho
Jacar, cidade det.oiannn.
I'KIIN. TVP. DB M. K. nE KAKIA 1857

p
ILEGIVEL





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