Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07857


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Full Text
ANNO XXXIII N. 23G.
Por o mczcs adiantados 4,s-000.
Por 3 mezes vencidos 4s500.
iiuvrA feirv i:; de oimiro de mi
Por antio adiaiitudo lo^OOO.
Porte franco para o subscriptor.
BNCA1BEGADOS DA IUB8CR1PCA DO KORTB.
"iribibi, Ir. Jooo Kodolpbo Gomei ; Natal, o 8r. Joaquim
i Pirelra Jnior ; Araeatr, o 8r. A. da Umoi Brasa ; Cea-
ra o Sr. J. lo da Olivetra ; Maranhao, o Senhor Jote Teitei
ra de Mello; Piauhy o Senhor Jos Joaqnim Arelino ; Pa-
'. o te. Junio I. Ramoi; Amatonai, a Sr. Jaronymoda
Coila.
PARTIDA DO CORRfilOS.
Otln.la : lodos os dias, gBara.', Guianna. Parabil..: na, ..-un.laj o sr.iBS-Mr.H.
S. Aalao. Bawrro,, Buen.,, Crur, Alunlm ,. G.-ranhun, : ... larea-feira.
rtl?TF">0 V\,!'y'"mh- '"""" B-.,., tosjMira, liga.eira,
Plana, % illa-Bella, R.-v ,., (.aricar, e B c.bo,l|.<.jBca,SiiBM, Ilio Formo..., Una, BaireinM, Asbb-Pku, Pi-
m^iiHMraa e natal : quima,-Irir.!..
(Tedoi 01 correius pancm ai 10 hora da manliSa.
AUDIENtalAS DOS TBIBNABJ DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio : sagundil quintal.
Relleno tercaifeirai a labbadoa.
Fazenda : quarlaa a aabbadoi ai 10 borai.
Juizo do eommercio : legundu ai 10 horai quintal 10 malo dii.
Juno da orphaot .-leguodn a quintal 11 10 borai.
Primeira rara do elrel tegunda eieiuiao malo da.
Segunda Tira do clt.l ; oarlai a labbadoa ao maio dia.
da convocajao desta NMM extraorlinaria era por 1 das, e que se di raiposla
haver recebido um aviio do minislerio da lazenda da qua for possivel.
111 do curren!.?, ein que se "
PARTE OFFIGIAL
MINISTERIO DA FAZENDA.
Minislerio doa negocios da fazenda. Kio de Janei-
ro, '29 ila agosto de 1857.
I'asso a maoi de V. S., para que tenlia execurao
por parle do banco do Uraiil, om doi examplarea do
contrato que celebramos, ifitn re verilicar-se o de-
posito no mesmo banco e suas caitas filiaes dos sal-
dos diipooiveis etiilenles no Iheiouro e Ihesoorarias
da rateada, en execojao da lei n. 906 de 10 do cr-
reme.
Dos guarde a V. S.Bernardo de Soma Franco.
Sr. vice-preiidenle do banco dn Brasil.
Aos 29 das do mez de agosto do anno de 1857, na
directora geral do contencioso, presente o Sr. Or.
Jos Carlos de Almeida reas, servindo de procura-
dor-fiscal do thoaouro nacional, comparecen o Sr.
eonselheiro Jos Pedro Dias de Carvalho, vice-pre-
sidente dn banco do Brasil, devidameote aaloriado
pela directora do mesmo baneo, oque fez, cario de ago.to da 1857. O eerelaiio da directora Ro-
rom rl,IJ M raaenaa.il um dolo .n^-n.^uH. a>n t,,l I^. 11 1 mlu' w
EPHBMER1DES DO MEZ DE Ol TI BRO.
3 La ebeia ai 60 minutos da larde.
10 Quarto minguante as 3 horai e 34 minutoi da manba.
17 La nova ai 7 horai e 19 minutos da tarde,
25 Quarto creicenta ai 11 horas a 40 minuto da tarde.
PHEAMAR DI HOJE.
Primeira a 1 hora a 18 minutos da Urde.
Sagunda a 1 hora a 42 minuloi da mantisa.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. Ss. Pri.ciliano e Domina Mm.
13 Terca Ss. Daniel c Hugolino f. 111.
14 Ouarta.S. Calilla p. m. ; s. Fortunata y,
15 8. Therea de Jess v. c. ; s. Angeleo m.
16 Se.tla Ss Martiniano e Siluriano irs. Mm.
17 Sabbado S Euduviges duquezp.
18 Domiugo- 20 S Lucas envangelisla.
EM ARRUGADOS DA 8UBSCRICA RO I0L
Alagoai, o Sr. Claudno Falcao Diai; Babia, o Sr. D. Dupra
Joda Janeiro, o Sr. Joao Pereira Mariini.
EM PEKNAMBICO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria n la
ln rana, praca da Independencia n. 6 e 8.
a esle pedido o ruis breve de Janeiro de 1851, e.n que elle comecou a ter ete- eommercio. e sim aos diiM juizes, la
cacao, pois anda que tal oso fosse fundado -
com 1 copia da respectiva acta, incorporada no ac-
cordo abano transcripto, lavrado e assignado nesta
dala, e disse que, na conformidade da Jei o. 906 de
10 do correte mez e do mesmo accordo, aceita e ra-
tifica cora os poderes de qae se acha revestido, do
modo o mais eiprauo e solemne, as con.lic.fles cla-
radas no mesmo accordo, que fca interinamente fa-.
zeudo parte integrante do presente termo ; o qae
sendo oovldo e aceito pelo referido Sr. Dr. procura-
dor fiscal, e por parte da mesma fazenda, na confor-
midade da citaila lei, e ein virtude do aviso do mi-
nisterio da fazenda datado de hoje, dirigido a esta
repartirlo, mandn lavrir esta termo, ene o Iheor
do auto do accordo o seguinle :
Aos '9 dias do mez de agoitu de 1857, nesta ni-
dada do Rio de Janeiro, em a caa do thesouro na-
cional, echndose presente o IIIid. o Eim. Sr. eon-
selheiro Bernardo de Souza Franco, ministro e se-
cretario de estado dos negocios da fazenda, ah com-
parecen o Sr. c mselhelro Jos Pedro Dias de Car-
. valho, vice-presidenle do banco do Brasil, devida-
menle aulorisido pela directora do mesmo banco,
do qoe fez certo cun a copia da raspecliva acta, que
odiante vai transcripta, para celebrar com o dito
Ezm. ministro o conlralo de reeebimeoto das quin-
lias disponiveis existentes no thesouro a thesourarias
de fazenda, e da abertura de conlai correntes com
joros no sohredito banco, em conformidade da lei
n. 90t de 10 do crranle, e havendo entre si accor-
dado as bases em que deve eflecloar se aquelle re-
cebimento e 1 abertura de contal correntes, resolve-
rn, celrbrar o contrate debati dai segurles con-
dic.6es :
Primeira, n banco do Brasil e snas caitas filiaea
recbenlo do Ihesooro nacional e das thesourarias de
fazeuda as qaanlias disponiveis que etistirem nos
cofres das racimas repartieres, e que o governo de-
terminar Ibes sejam entregue-, abrindo contal cor-
reules com joros, pela forma designada nesle con-
falo ;
Segaoda, o jaro das quanlias sobredtai lera' cal-
calado lano no banco como na< caitas filiaea a' ra-
ijo de Ire por eenlo meooi que a lata d des-
coolos litados em cada im desles estabeleeimentos,
na conformidade dos seos estillos ;
I erceira, quando a lata dos desconlos for Inferior
a oilo por cenlo, o premio dos depsitos, de que Ira-
la a cndilo primeira, sera' regalado de modo que
o thesouro e thesourarias recebam sempre do banco
e das canas filiaes o mesmo juro que a le os obrig
a pagsr.pelos depsitos que llie sao confiado- ;
Ouarla, ai quiatiai assim- depositadas s poderSo
ser retiradas do banco oo das caitas filiaes, preoe-
denlo aviso do minislerio da fazenda na corle, e dos
inspeelores das thesourarias os provincias, cora a
antecedencia dejeessenta dial, quando n3o tiver sido
marcado o prazo da retirada no acto do reeebimento
de Mesad* ubi -e.l.tnlrm
Quinta, o banco se obliga por i, e pelas suas cai-
tas filiaes, a descontar ao governo os bilhetes do
thesouro e as letras das thesourarias pelo mesmo ja-
ro qae pagarem pelas qoanlias recebidas em eonla
crranle, conforme as condicOes segunda e lercaira,
empre que o permillir o eslado doi seas respecti-
vos cofres :
Setla, 01 joros vencidos e nao pagos seo capita-
lisados de seis em sais metes em favor da parle ere-
dora depois de liquidada a conla de defino e cr-
dito ;
Stima, o governo dar' as ordens necessarias pa-
ra que pelo thesouro e thesourarias se procedo ao
deposito na forma convencionada ; e por sua parte
a direcloria do banco dar' igualmente as ordens pre-
cisas para que no mesmo banco e suas caitas filiaes
se deem eiecuc.Io a esle contrato, recebendo as
quanlias qae forera entregues oo deposito, e resli-
tuiodo-as quando forem reqoisiladas;
Oilava, o prsenle coolrato dorara' emquanlo
convier a ambas as parles contraanles, e podara'
ser rescindido, no lodo ouem parle, na corle, logo
que o goveroo oo o banco assim o resolverem e o
communicarem reciprocamenle ; e as provincias,
logo qua chegarem as respectivas e.immunicac/ies do
banco as suas caitas filiaes, e do goveroo Os thesou-
rarias de fazenda;
Nona, se ao lempo da rescisao do coolrato o banco
for devedor ao governo de orna nomina superior a
1,000:0003000 rs. pelos depoaiins recebidos no ban-
co, a :i0u,0003 rs. as caitas filiaes da Babia e Per-
nambuco, e a 100:0004000 rs. em cada orna das ou-
Iras caitas, e nao esliverrm feitoa os avisos para a
relirada de laes quiniiai, na conformidade dasle
contrato, a retirada das sommas etcedentea, so' po-
dera' fazer-se com os inlervalloi de (II), 90 e 120 dias
para cada orna das Ierras parles das qaanlias ev-
tenles era conla correle ;
Decima, dada a rescisao do contrato, se ao gover-
no convier conservar no banco e as suas caitas fili-
aea os depoaitos recebidos, ou fazer novos depsitos,
precedendo ajusleespecial para elles, o banco se ofin-
ga a no etigir a relirada dos primeiros, e a admitlir
os segondos, sempre que o permitlirem as cireums-
lancias do mesmo huno e da suas caitas filiaes. E
por esla forma hooveram os ditos Eiras, tuinislro e
vice-presideule do banco do Brasil por conclu lo o
prsenle contrato, que foi eicripto ero duplcala por
mim Jos Severino da Rocha, nlllcal maor da se-
cretaria de e Udo dos negocios da fazenda, e vai as-
ngoado pelos mesmos Eira, minlalro e vici-presiden-
le do baaco.Bernardo de Souza Franco.Jos Pe-
dro Das de Carvalho.
Copia do periodo da acta da sesao da direcloria do
banco do Brasil de ti de agosto do crranle anuo
relativo a etecao do decreto o. 906 de 10 do dilo
mez
O Sr. prndenle etpoz direcloria que o motivo
berto Jorge II id dock Lobo.
Esl conforme, Jos Severano da Rocha.E en
Carlos Jos da Almeida, escriturario o escrevi.
Jo-c Carlos de Almeida Areia. Jos Pedro Di.s
de Carvalho.
ConformeJos Maria da Trindade.
Astenlo* do tribunal do eommercio.
Pelo artigo i:l do regularaeoto o. 738 se delermi-
ua que os aisentos lomados com o accordo unnime
dos membro! do tribunal do eommercio nbriguem
as para o protesto dai letras de cambio, saca-
das a das precisos, devem-ie contar do do acei-
te, e nao do do saqoe.
Aos 7 dias do mez de junho de 1856, em sessao
l do eommercio da capital do imperio, o
lenham nomescao escripia e inscripta nos Iri
naei, podem demandar os seus salarios oojuizo
eommercial.
Aos 6 das do mez de julho de 185"
TRIBUNA!. DO COMMERCIO.
Presidencia do Bxm, A"r. desembargador
Souza.
Nao houve sessao jodiciaria em 12 de oblobro, por
llaveram fallado, sem cansa participada, o Sr. de-
sembargador Villares e os Srs. depulados Reg, Le-
ntos e Basto.
Dr.
O secretario,
Aprigio Cuimarae*.
COKRESPONDENCIA PARTICULAR DA
PRESSE.
A deeisao do conselho que se reuni sabbado em
casa de Kechid-Pacha', foi approwda pela Porla,
por is einbaltadores da Inglalerra e da Auslria, eslava sul-
ficienieir.eiiie justificada, e resalvava perfaitamenle
o gabinele.
Esle modo de ver podia ser admissivel, debaito
do ponto de vista da responsabilidade dos minislros
para com o salto e o paiz ; mas niuguem pode sus-
tentar qae ella seja satisfactoria para a Pranri e pa-
ra as potencias que seguem com ella o raesm'u pen-
samento potinco acerca dos principados, Pelo con-
trario, a Franja deve-se. mostrar oflendida de que
suai inlentOes, Iransmilldas por stu repreec-nlanle
a Porta, nao tiVessem feto inclinar a balanja, e
qoe se hoovene lomado orna resolucao que lermi-
nou nesso dilemma igualmente perigoso.
o Ou a deeisao do conselho lie hostil ao governo
rraucez, por tea que n3o ss atienden ao seo pedido,
em favor da Moldavia ; ou a deei.ao do ronielho
he offensiva para o embaitador de Franca, por isso
que, depois de haver deilado na batanea a sua pi-
lavra, e a de seus r.ollegas, deu se razio aos lti-
mos.
Em ambo, p negocio he muilo imporianle.
A resposla deei.ao do conselho n3o tardoo. 0
embaitador de Franca dirigi Porla urna nota
muilo enrgica, a qu.il, conlra o uso, nao foi entre-
gue por um drogman da einhaixida, mas sim por
um de seus cams : esle procedimenlo que nao lem
as formulas do costume lAo escrupulosamcule ob
servadss por Mr. Thooveuel, era ja' suflicieolo para
dar urna deia da gravldade d. iilaa{lo. Poucas
pessoasoa niiignem pode ser o tetlo desse documen
lo ; mas lom-se fallado muilo, e eis-aqui o qua
se diz ;
O embaitador de Franca, depois de referido o co-
meco do conflicto, reitera a eiplicacao que deu, 1
nica que se podia dar aos despachos lelegraphicos,
relativos ao prazo reclamado para as eleicoH da
Moldavia ; protesta contra o direilo que tmou o
gabioalle ollomano de discutir a veracidade de sua
linguagem e ns inlenc.es do seu governo.
O embaitador admira-se de qua a voz da Franca
nao tenha sido ouvida com maii respeilo nos conse-
Ihoi da Porla, e sent ver-se ubrigado a recordar o
que ella fez e o que se deve. Se aUuma potencia
lem direilo as alleoc,es da Porla, he cerlamente a
r ranea,
A Franca combateo para delenJer a inlegridade
e a independencia do imperio otloinano com a mes-
ma energa, como se deendesse seu proprio lerrilo-
rio rol a Franca que mndou .10 Oriente um eter-
cilo formidavel ; pagou seu triumpho com a vida de
um grande numero de leus lilhus ; despeu leu dous
milhes para sustentar e ca quem mais sollreu ; foi ella qoem msis fez para
salvar a Turqua I
A aldlude de Mr. Thouvenel foi lambem a dos
representantes da Sardenha, da Prussia. da Itussia :
ama ola colectiva foi com afleilo redigida e diri-
gida Porla. Esas notas eiigiam respos(a denlro
de oilo dias. Assegura pesnoa, qae pude ler eonhe-
eunenlo dellai, que alo verdadeiras proleslaces pre-
ventivas conlra as eleic,es.
O efTeilo desse procedimenlo quadruplo foi com-
dsravel para a Porla e irapressionou vivamente o
conselho. Hoje apparece em loda a sua forja n ar-
gumenlacao que julgo ter apresenUdo em mii.ha
ultima correspondencia. A declaracao dos dous em-
baitadore nio alienas inicuamente a injuria feila
ao governo francez. Porvenlura Kechid Pacha pJe
crer ni.lo f He o que lodos pergnolam.
Os amigos do grao vizir prelendem que o pedido
de urna declaradlo escripia foi urna especie de laco
armado o embaitador de Inglalerra, para servir
depois de argumento palpavel contra esle diplma-
la e o systema de pres-ao, que elle lem sempre eter-
cido mbre o goveruo ollomano. Mas n3o lia razao
para sa crer uislo.
As reunioei do conselho se lem saccedido, o Sr
de Prokesch veslio seu fardao de gala, e foi ler com
osullo; naturalmente o embaitador de Inglalerra
fez o mesmo. Durante esse lempo o emfiaitador da
Franja fazia conhecer a siluajao em Paris por meio
da lelegraphia.
Segunda feira a' noile chegoa em Conslanlinopla
a resposla do governo francez ; no da seguinle foi
Iransmittida a' Porla. Sentio-se vivamente em Paris
a aiTrnnla feita a' Franja e ao seu representante, e
ordens caleaoncas pedem a prompla e completa so-
lucao do conlliclo.
A Mnelo he esla. O govecuo francez pede que as
oleicdesda Moldavia sejam completamente aunolla-
A TABERNA DE GAIBERT-
Por madam*. C. Reybaud.
IV
Uaspir volloo para a cidade nalal em urna linde
do oulono depois da dote annos de ausencia. A pe-
zar da comanle proleccao do conde de Forbin, sua
carreira u.lo fura brilhaute ; elle nao linha assistido
a uenhoma dessis grandes camp.nhas navaes, nem
leilo essas viagens loagiuquas que deitsm vivas e
gloriosas lembranr,a. Seus servijos apenas linhara
con-istidn em longos cruzeiros nos mares tempestuo-
sos do norte da Europa, a elle vollava dessa especie
de desterro com o titulo dn 2. lenle, e urna pen-
s.lo de sais cenlai libra. Nao deitara desde a soa
parli ta de escrever una ve/, por nno a madamesella
de Ganbert, mss nao Ihe linha aimunciadu sua volla.
Ningaem oe le-npo chuvoso elle alravats>o a roa deserta e veio
parara porta da ,-isi paterna. Bem como amiga-
mente, levanlou a aldrava t-.baleu branilamente com
a p 1111a da bengala sobra o luralar. Delfiqa reeo-
uheeeu immedialamenle que era elle que chegav e
correu ao seu encontr seguida de Francisco
A casa presenlava anda o mesmo aspecto de or-
dena e de asieio ; nenhuaa dos movis fura mudado
ou removido. A cadeirinha com sua cobertura esla-
va anda no fundo do ve.-tihulo ; a linterna com
seus quatro vidros bem claros eslava pendorada tob a
arcada com o capote de panno cinzenlo de Francisco,
e parecia-lhe que o vellio llirliej-s ia appareeer no
alio da e.c.i.la lendo o chapeo em bailo do brajo e a
bengala na mao. (iaipar entroa ns sala, e assen-
lou se defronle da poltrona vasia do pai ; seosolhos
eslavam cheus da lamimas ; laneou liislemenle a
vsla ao redor de si, e inlerrogoa a Delfina. A criada
velh.i cnmprehendeu a especie de remorso que elle
eiperinienlava. e ron.olou o como p le.
N'3o se afflljl disso-lhe ella, o Sr. nao cauou-
Ihe pezir algum ; en o vi empre conten. Elle deu
lodos os annos o sea grande janlar, o qual era cada
vez mais magnifico, lia ullima vez hooveram vinlc
e oito pralos i sobre-mei. aleni do pralo do moio.
He noile elle dsse-me ao deilar-se : n Delphina nun-
ca se dar na cidade de Ait um janlar mclhor do
Vida Diario o. 2:15.
que esle ; assim fez-me a honra de dizer o senhor
presidenle depois de ler pedido por duas vezes man-
jar braneo. Nao linha oulro cuidado, sua saude era
boa, e o appelile igualmente, eu cozinhava para elle
man do que oalr'ora, preparava Ihe um raido nos
das de carne, e algumas vezes peite nos dias de pre-
ceilo. Elle sabia tolos os dias, efazia goslo v-lo
passeiar na alameda quando o lempo era bom, ca-
niinhava mais firme e com mais garbo do que um
mancebo. Sua ullima doenja alacou-o sbitamente,
elle nao fallou mais, e morreu soceg.idamenli, sem
agona.
_ FaMava algomas vezes em mim ".' pergunbo
iifspar suspirando.
Todos 05 dias. Quando o Sr. Ihe escrevia al-
goma caria, elle ia annuncia-lo por loda a parle, e
conlava o que V. S." fazia no mar. Falla incassan-
leinciile ilaesqnadra. doslnglezese dos llollandezes,
aoi quaes o senhor fazia a guerra, e lodos os mezes
mmidava dizer urna missa para que V. S. ficasse
viclorioso.
Esles delalhes dulcificaram os pezares de Gaspar,
ii-......1 .ni-ein aplscou-se, e desdeenhlo oenhum
reinorso mislurou-sa com a sua Irislez. He om be-
neficio que nos faz a morte apagar de uossa memo-
ria os deleitas e erro daquelles que perdemos. Gas-
par de Barbajas esqueceo-se dei rigore paleroos, e
smenla licou-lhe no fundo do corarao respeilo e
amar filial.
Eolio, di.se elle, meu pai nunca se qaeitoa do
isolameiito em que o deixei ?
Nunca, respondeu Delphina.
Nada le manifesioo a respailo de saas ultimas
vontades .'
Nada. Passoo da vida a morte sem o aperceber,
e laltou-lhe o lempo para isso.
tiaspar suspirn, e depois conlinuoo
Talvez lenha cscripto, Delphins, Ir'eze-me o M-
ero da raso.
Ella foi abrir a cmara d 1 defunlo, que era un
me.roo andar da sala, e volloo logo com o vo-
lume.
Meu amo guardava esle livro no cofre com
is obras de prala, disse ella collocando-o sol,r. ,
mesa.
O ultimn descendente dos Barbejis etaminau du-
ranlo alguns momentos, a cap do livro ji usada e
manchada. Parecia-lhe que o pcrgaminlio amarilla-
do conseryava marcas vagas das nidos que o tinharn
locado. Saas Iradicflc de familia, os exempln. nne
1 ......- n>*^..-..^ (...I,.... II.. J-> .. .. f .
sentido, e outras em sentido diverso, denaodo na
incerteza cousa que deve ser lo fita como o di
reilo.
Denar qae csses issinlos, una vez' lomados, fi-
quem 110 rcgislru do tribunal, he querer que nem o
advogalo, nem o negociante, a qoem tanto impor-
ta saber as regr.is de julgar adoptadas, fiquem na
ignorancia dellas.
Tomado um assenlo perlence elle tanto ao publi-
co como aos magistrados ; a sua collecjao e a sos
publicara.1 li > pois um pagamento de diviJa.
A-sim o cumprchendeu o liibunal do eommercio
da corle : urna collecjao dos seus assenlos,esl sen-
do por elle publicada Vio podsroos deitar de elo-
giar esse iniciativa, pela qual por certo o corpo do
eommercio, e quatilos lem que entender com o fo-
ro coinmeui.il se devem mostrar agradecidos.
Por oulro lado, ollerecendo compendiadas as saas
ietermiu.ires, o tribunal parece invocar a illustra-
jao publica a examinar o acert della, a disculi-las
quando as nao acbe conforme ao espirito da legisla
jan, e a obler do poder legislalivo, ojea comp-
leme na forma do regulamenlo cilado a sua reroga-
jao.
Ja l.i vai o lempo em que a jurisprudencia mora-
va em ama caverna escura mullas vezes transforma-
da em antro da chicana, onde s tinham entrada os
adeptos, que com sua giria e suas sybillinas deei-
sOes aniquilavara a paciencia eos recursos daquel-
les que tinham necessidade de consulla-la e de de-
fender com ella os seus direilus. A clareza e a cer-
teza las decisOes sao as primeiras condijoes da jus-
lija ; a collocjao dos assenlos procara satisfaze-la
quaulo is qucsles commerciaes.
Eis o assenlos :
ASSENTO ICdigo do eommercio or*. 1, 5 e 8.
Quando urna firma social lie maliiculada, s a so-
ciedade colleclivamenle, e nlo os socios della in-
dividualmente, goza das prerogativas doscummer-
cianles matriculados ; mas se lodos os socios sao
matriculados, goza a firma social des-as pieroga-
livas, anda que ella especialmente nao s.ja.
Aos 7 das do mez dejuuho do auno de 1856, em
sessao do tribunal do eommercio da capital do im-
perio, o qual se achava completo com os depulados
abaitoassignados, prsenle o desembargador fiscal
delle, e sob a presidencia do eonselheiro desembar-
gador Jos Ignacio Vaz Vleire, foi unaninemenle
assenlado, de accordo rom os tribunales do comm.r-
co das provincias da Babia e Pernambueo, existen-
tes ao lempo em que a resoluj,1o primordial foi to-
mada, que, matriculada urna firma social, a socie-
dade colieclivaineute, e nao os socios individaal-
mente, fica gozando de lo las as prerogalivas con-
cedidas pelo cdigo do eommercio aos eoinmercian-
les 111 ihi rula dos, porque, legan lu os principios fun-
damenlaes das sociedades com firma, da qual so po-
dem fazer parle nomes de socios que sjam cora-
inerciantei, a firma social represeuia a sociedade, e
se so a ella as matriculas altribue privilegios, esles
so sao liberalisados aos aclos sociaes, e nao aos aclos
particulares de cada um dos iocos, se por oulro li-
lulo nao forem singularmente matriculados : que
as sociedades colleclivas, sendo a firma social com-
pela de nomes de commerciantes lodos matricula-
dos, g iza esla das raesmas prerogalivas que is fir-
mas sociaes matriculadas, ainda que a sociedade
colleclivamenle se nao matriculas.e, pirque ama
firma ass ra composla fica sendo perfeilamenle igual
as qoe depois de formadas, sdo especialmeute ma-
triculadas.
De que ueste aclo ofilciou etpondo verbalmenle ns
principios de direilo eommercial que firmara e-ia
iiilelligencia.
E de como assim se accordou se lavrou esle ai-
senlo, que por lodos he assignado, para que os ca-
sos referidos n3o venhara mais ein duvida.__Vaz
Vieira, presidente Antonio .Vives da Silva Pinlo
depulado secretario. Jos Carlos Mayriok.Joa-
qaim Jos dos Sanios Jnior.MililAo Matimo de
Sooza Irancisco Xavier Peraira.Anlonio o-
mei MelloFui prsenle, Coulo.
A!?.15'N'T0 "-eaiia<> o eommercio, arts. 1155 o
J08 e 42i.
N01 vencimenlos dai lellrai scalas 00 aceilas di-
pois do |. de Janeiro de 1851, foi pelo cdigo do
eommercio abolido o uso de dias de grara 00 cor-
(czia.
Aos 7 dias do mez de junho do anno de 1856, em
sessao do tribunal do eommercio da capital do impe-
rio, o qual se achava completo com os Vpnlados
anauo assignados, prsenle o desembargador fiscal,
e sob a presidencia do conselheiri deiembargador
Jos Ignacio \ az Vieira, foi unaninemenle assenla-
uo de accordo com os Iribnnaes do eommercio das
provincias da Baha e PerneMibuco, existentes ao
lempo em qoe a resolujAo primordial foi lomada,
que o coligo do eommercio aboli o uso de das de
grara ou corlezia nos vencimenlos das leltras, qoal-
qoer que seja a forma ein que po.sam ser conceb- meicio
uas, menos qoanlo as sacadas ou aceilas anles do I.
conlra o aceilaule de ama
lelia oo ierra, estando endossada, ou conlra o de-
vedor afiancado, se se nao provar ou justificar
lamben) contra o endossanle ou fiador os requisi-
los da lei.
Aos nove dial do mez de jolito de 1857, em sei-
i3o do tribunal do eommercio da capital do imperio,
o qoal ee achava completo com os deputadoi abaito
assignados, prsenle o desembargador fiscal, e sob a
presidencia do eonselheiro desembargador Jos Ig-
nacio Vai Vieira, foi unnimemente assenlado de
accordo com os Iribuuaes do eommercio das provin-
, diai di dala le deve contar o prazo do venciraeolo nomajlo escripia e insciipta no 11
he etpor-,e a que urna vez sejam decididas era ara | do d,a si.bsequenle .0 do re.peclivo saque, como mercio respeclivo, pois nem tal nomeajao escripia
eipressameole determina a segonda parle do art.; he sempre precisa para obrigar ao preponenle co-
V^hL0.^ ''Y01"."01- Do mesmo parecer digo, art. 75) nem pela f.la de in.cripjao que s
F lrm V8* ""'a I o priva dos favores ontorgados pelos arli. 79, 80,
E de como assim se acordoa se lavroa esle assen- 81, 876 :t- e oulres do mesmo cdigo, fica desa
forado do juizo eommercial, que nao he prolecjdo
lo, que por lodos fie assignado, para que o caso re-
ferido nao venha mais em duvida.Vaz Vieira,
presidente.Anlonio AI vea da Silva Piulo, depu-
lado secretario.Jos Carloi Mavrink.Mililao
Matimo de Sooza.Franciico Xavier Pereira.
Anlonio Gomes Nelto.Joaquim Jos dos Saulos
Jnior.-Fui presente, Coulo.
ASSENTO 1 V.Cdigo do eommercio, art. 10 e
teguiutes.
As disposijes do cap. 2- Ut. 1- parle primeira do
cdigo do eommercio obrigam a lodoi os com-
mircianles, quer malricolados, qner nao.
Aos 6 dias do me de julho de 1857, em sessao
do tribunal do eommercio da capital do imperio, o
qual se achava completo com os depulados abaito
assignados, presente o desembargador-fiscal. e sob
a presidencia do cuoselheiro desembargador Jos
Ignacio \ az Vieira, foi unnimemente assenlsdu de
accordo com os Iribnnaes do cominerclo das pro-
vincias da Babia, Pernambueo e Maranhlo, que as
disposijes do cap. 2- til. 1- parle primeira do c-
digo do eommercio abriga lodos os commerrianles
quer matriculados, quer nao, pois as obrigacoes
nelle imposlas sao eommuns a lodos os commer-
ciantes, como se veda soa epigraphe, sendo que
porlanlo comprehende Indos os que fazem da mer-
canca proftaalo habilual, ainda qoe Dio se liaiam
iiiscriplo como laes peranle os Iribuuaes do eom-
mercio, e embora s os malriculados gozent I pro-
(ecjdo qoe o cdigo liberalia em favor do eom-
mercio, nos termes do arl. 'r delle, o qual nao po-
de admiltir inlelligeucin etlensiva a ludas as dis-
posijes 110 mesmo cdigo impoilai aoi commer-
cianles em geral, e obrigalorias para Indos elles. Do
mesmo parecer foi o dcsembargidor-liscal.
E de como assim se accordou, se lavrou esle as-
senlo, que por lodos he assignado, para que o caso
refer lu nao venha ~
110 sentido do arl. 15 do dilo regulamenlo 1,. ;:V
a jurisdicrar. nesle caso nasce do acto e da pessoa
10 preposio 'regulamenlo n. 71)7 arl. 10,, porque a
.-digo (arl
11 e segumles), e elle be agente auxiliar do com
mo de Sooza.Francisco Xavier Pereira.Fui pr-
senle, Coulo.
ASSENTO XVI.Cdigo do eommercio, art. 191.
A coicpra para alagar o uso m he mercantil se
a locajao lambem o for.
A01 9 disi do mez do julhu de 1857, em leuo do
tribunal do conimerciu da capital do imperio, o qoil
se achava completo com os depatados abaito assig-
nados, presente o desembargador fiscal, e sob a
presidencia do cooselbeiru desembargador Joi Ig-
nacio Vaz Vieira, foi uuanimemenle asseutado de
afjcordo com os tribonaes do eommercio das provin-
lei. Do mesmo parecer foi o deiembargador-fiscal.
L de como assim se accordou, se lavrou esle as-
iento, que por todos he assignado, para que u caso
refer.10 nao venha mais em duvida.Vaz Vieira,
pre.idcnte.Antonio Alves da Silva Pinlo, secreta-
San-
1 mercio, e como lal Cun me reanle em relajao as mo de Suuza.Francisco Xavier Pereira.__I ui re-
operajes que na sua qllaliilade Ihe respeilam. Co- senle, Coulo.
digo arls. 1 e .15.) Do mesmo parecer foi o desera- ASSEN10 XII.Regulamenlo n. 737.arf. 470.
bargador- fiscal.
E de como assim se accordou, se lavron esle as-
senlo, que por lodos he assignado, para qae o cato'
cousa deriva de obrigajes lojiiUl ao cdigo '(arl. i rio.Joic Carlos Mayriok.Joaquim Jos'doi"
:om-: l Juuior.Anlonio Comes Nelio.Miltllt &
referida au venha mais em duvida.Vaz Vieira,
presidente.Anlonio Alves da Silva Piulo, secre-
tarioJos Carlos Mayriok.Joaquim Jos dos
Sanios Jnior.Anlonio' Gomes Nelto.Milildo
Matimo de Souza.Francisco Xavier Peieira.
Fui prsenle, Coulo.
ASSENTO VIH.Cdigo do eommercio. arl. 828.
Para que sejam annullados os aclos alienalivos do
tallido, em que inlerveio fraude, deve-se provar
essa fraude de parte a parte.
Nao podem er nomeados arbitros os Iribunaes do
cmmercio, e s elsum dos seus membrus.
Aos 9 dias do mez de julho de 1857, em sessao
do Iriboaal do eommercio da capital do imperio, o
qual se achava completo com os depulados abaito
as'igoados, prsenle o descrabargndor-fiscal, e sob a
presidencia do eonselheiro desembargador Jos Ig-
nacio Vaz Vieira, foi unnimemente assenlado de
accordo com os Iribunaes *Uo eommercio das pro-
vincias da Baha, Pernambueo c Maranhao, que o
Irihunaes do eommercio, depois de convertidos em
de segunda inslaucu, nao podem mus ser Hornea-
dos arbitros, e s algum da seus membrns, pelo mes-
Aos seis dias do mez de julho de 1857, c em ses- mo_ niolivo por que nos termos do ari. 470 do reg. n.
sao do tribunal do eommercio da capital do imperio, [ "37, nao o podiaiu ser al agora as lelaroes, e s al-
o qoal se achava completo com os depulados abano uu:n juiz da segunda instancia. Do mes'mo parecer
assignados, prsenle o desembarga lor-fiscal, e sol
a presidencia, do eonselheiro desembargador Jet Ig-
nacio Vaz Vieira, foi ouanimimenle assenlado de
accordo com os Iribunaes do commerciu das pro-
vincias da Babia, Pernambnco e Maranhao, que pa-
ra lerera annollados os aclos do fallido, alienalivos
de bens de taz, movis ou semoventes, e lodosos
mais aclos e obrigojoes por titulo oneroso, ainda mes-
mo que sejam de operaeoes commerciaes, qualqoer senle, Cont.
que seja a poca em que fosum conlrahidos em- '
quanlo n.lo prescreverem, deve-se provar fraude nao
so da parte que transiere como da de que adqure ;
_. --------- parece
foi o descmbargador-fiscal.
E de como assun se accordoa, se lavrou esle al-
enlo, que por lodos he assignado, para que o caso
ri-feii.in n.ia venia mais em dovida.Vaz Vieira,
presidente.Anlonio Alvos da Silva Pinlo, secreta-
rio.Jo-e Carlos Mayriuk.Joaquim Jos dos San-
Ios Jnior. Antonio Gomes Nelto.Militan Mati-
niu de Souza.Francisco Xavier Pereira.Fui pre-
ASSE.YlO MU.Cdigo do eommercio, arls.
893 e 895.
A rehabililaco du fallido nao lie prerogaliva do
rom inercia ule matriculado
Aos 9 dias
mesmo parecer foi o disembargador-fisc.il.
E de como assim ae accordou, se lavrou esle as-
sento, que por todos he aisignado, para qua n caso
referido ola venha maii em duvida.Vaz Vieira,
presidente.Anlonio Alves da Silva Pinto, seaJMa-
rio.Jos Carlos Mayrink.Juaquim Jos dosMn-
loi Jnior,Antonio Gomes Nelto.Mililo Mati-
mo de Souza.Franciico Xavier Pereira.Fui re-
seme, Cculo.
O SEMANARIO DO PARAGUAY.
Temos k vista alguns nmeros do oSemanario do
Paraguay.
No estado de oossis relajOes'com o chefe daqoella
repblica, e contienda a nalureza do seu governo,
para dar s publicajei desla folha o seu verdadeiro
carcter, nao delta de ser opporluno volvir 01 olhos
para as suas columnas, e especialmente para os ar-
ligos que se referen) ao Brasil.
O numero de II de julho occupa-ie quaii comple-
tamente aomnoico. Corneja por om artigo editorial
asiim coucebido :
Dize a na palavra antes que l'a digam.
o Dise o Sr. maiilro Amaral, na sua nota datada
do Paran em 2 de julho de 1856, que abaito publi-
camos, que os arligos do Semanario, nos ns. 17i a
1. 1, -.lo ni.llenlos e aleivosos; nao assignalou po-
rem os arligos em que achou essas feias olas. Essa
grave omssao veda ao Semanario o uso do seo
direilo de defeza nalural ; esle peridico nunca dea
ao Sr. Amaral semelhanle Iralamenlo de malvolo
ealevosu ; referi eiaclnroenle ni fados que elle
devia ter considerado com calma e relletao anles de
pralicar. Se a relajao Ihe desagradou, nao he culpa
do Semanario. Se 01 documentos publicados nesla
folha nao foram etactoi, cabia-lhe rebate-Ios official-
menle cora as prova que fossim a bem do seu di-
reilo.
Observamos na dila ola dalada de Paran em
natal.
ser exclusiva-, E de como assim se accordou, se lavrou esle as-
*r2SE?LmullirTM+'m '*ia-"BI.'P Por lodoi he .lignario para que ocaso
mVr}-',-Ai, 1 I"lu,,au,es d-as sociedades referido nao veofia mais ein d,m la.-Vaz Vieira,
A ni',',, 1 ,1 ," a .0- prwidente.Antonio Alves da Silva Pinto, leerela-
Ao (, das do mez de julho de 18.7, em sessao do
buial do eommercio da capital do
iribunal o roJ?S,Sf l*nt& ^^ ^""? de ^ "ue I
cu.11 os depulados abati assignados, presente u des-
eiulidfgadur-risc.l, e sub a presidencia do conselhei-
- imperio, o
qual se achava completo com os.depulados abaitu
a-signados, presente o desemla'rgador-fiseal, e sob a
presidencia do eonselheiro desembargador Jos Vaz
vieira, foi unnimemente assenlado de accordo
com os Iribunaes do eommercio das provincias da
Baha, Pernambueo e Maranhao, que soinenle os
Iribunaes du eommercio nos logare! de sua resi-
dencia i|e compelenles para destituir administra-
tivamente os liquidantes das sociedades mercanlis
dissolvidas, quer essas sociedades bajam sido matri-
culadas, quer nao, porque o arl. 18 10 do reg. 11.
<28 de 25 de noverabro de 1850 nao faz lal dislinc-
5*0, e nao ohstanle o arl. :li7 do cdigo do eom-
mercio, que s dava essa attribuijao aos juizes do
eommercio nos lugares em que nao ha liib'unaes ;
o que ludo se eonclue do regulamenlo do 1- d
malo de 1835, quando 00 arl. 12 S i- concede essa
atiribuieao aoi conservadores do cummereio, somen-
e creados pelo arl. 11 oas provincias em que na
ha Iribunaes do eommercio. Do mesmo parecer foi
o desembargador-fiscal.
E de como essim se accordou, se lavrou esle as-
senlo, que por todos he assianailo, para que o caso
referido nao venha ma s em dovida.Vaz. Vieira,
presidente.Anlonio Alves da Silva Piulo, secre-
tario.Jos Cirios Ma.rink.Joaquim Jos dos
Sanios Jnior.Antonio Gomes Nelto.Mililao
Matimo de Sorna.Francisco Xavier Pireira.
I-111 presente. Coulo.
ASSENTO VI.Cdigo do eommercio arl. 858.
A allrihuijao de detliluir os administradores das
quer matriculadas, qoer nao, per-
no.Jos Carlos Mavrink.Joaquim Jos dosSiu-
los Jnior.Antonio Gomes Nelto.Mililao Mati-
ro desembargador Jote Ignacio Vaz Vieira, foi una-
ninemenle assentadu de accordo com 01 Iribunaes
do eommercio das provincias da Babia, Pernambu-
eo e Maranhao, que a rehfbililajlo do fallido nao
he prerogaliva de conimercianle matriculado, bem
que s possa ser concedida pelos Iribunaes do com-
inera reg. n. 738, arl. 99, decreto do I.' de maio
de 1855, arl. 2 ; compele a lodo o que se adiar as
circumslncins dos arls. 89:i e 895 do cdigo do
eommercio, c no caso do regulamenlo das quebras,
arl. 182. Do mesmo parecer foi o desembargador-
liscal.
E de como a'sim se accordoa, se lavrou esle as-
anlo, que por lodos he assignado, para que o caso
referido nao venha mais em duvida.Vaz Vieira,
presidente.Anlonio Alves da Silva Piulo, secreta-
rio.Jos Ca ios Mavrink.Joaquim Joi dos San
Ice Jnior.Antonio Gomes Nell,.Mililao Mxi-
mo de Souza.Francisco Xavier Pereira.Fui pre-
-eiil, Coulo.
ASsENTO XIV.Cedan do eommercio, art. 36*.
Os endossus, ainda quandu s lenham u ell.il 1 de
ccssSo civil, nao desaforara do juizi eommer-
cial.
Aos nove dias do mez de julho de 1857, em ses-
cularee, e procurou o lim do manuscripl 1 ; mas nada
eneonlrou : a ola relativa ao seu casamento com
madamesella de l.a Gironciere era a ullima cousa
que sea pai linha escriplo. Esla lembranjs Ihe foi
amarga ; elle accasoo-se de resolta e ingralidao liara
com aquelle que lao conlanleraenle quizera restau-
rar em sua pessoa a forluna dos Barbeja.. Sob a
nfluincia dessas lembranjas, o amante da bella Pau-
lina vollava ao que linha sido culr'ora anles que a
paitao o Uvesse transformado. Nao linha se e-que-
elde al.solut .menle de suas promessas ; mas ponde-
raba os deveres de soa posijaa na sociedade, e nao
linha mais como amigamente a idea de ir eslabele-
cer-se na Ruina. Eulretanln a lembranja de seus
amores occopou Ihe por momento o pe'usamento.
mo pronunciou o nome de madamesella ile (iauberl,
porem nessa mesma noile emqu3ii(o Delphina ser-
vla-lhe urna eea imiirovisada, comejou a interro-
gada sobre o que (inha-se pa.sadn na vizinhanca do-
rante sua ausencia. A boa mulher coBlou-lhe'o que
acontecer a seus viziuhos de um a oulro ngulo da
roa e acrescenlou depois directamente :
Ha orna pessoa de quem V. S. lalvez eslime
receber noticias. Ella nlo casou-se, e mora anda
na vizinhanca. Nanea se fallou mal della. Penada,
da partida de V. S. ella vai passar o verlo no cam-
po, perlo da taberna de Gaoberl de qoe he propie-
taria. Vindo urna vez da Kaina us a enconlramos
uo caminho.
O que Ihe dis>e meu pai'.' perganlou Gnper.
Delphina hesilou alguns momentos e respondeu :
Disse entre os denles olhando-a de travez : n.lo
he mais bonita.
No dia seguinlesafiia-se em toda a cidade queCas-
par de Barbejas linha chegado, e lodoi deram-sa
pressa em vistalo. Elle eslava de nnjo, e recehia
todos na sala com o ceremonial do uso, abrajandn-os
sem dislinccao e nao conduziudo nenhum escada
nem mesmo ao presidente do parlamento.
Oilo dias depois elle sabio em sua cadeirinha for-
rada de prelo, e pagou as visitas, mas nao foi a casa
de madimeiella de Gaubert. Fallaram della em sua
pr--..iija mu discrel.imente c sem allasfies ; elle
soube lambem que ella vivi.i om pouco menos reti-
rada e ple comprehender que era classificada entre
a* vethas.
Algum lempo depais enconlrou-a casoalmcnte em
urna casa em que era recebido as lardea. Ouanlo
(aspar entrn, a jogo linha coniejado e madamesella
- de Gaulierl trafiallniva com ou'ras senliora* rarido.as
tantas geraroes l.nl am-lhe deit.do, voltavam-lha ., I era veslidos para os orphlei. Soa prima mal na d
memoria, e desperlavam-lh. vivamente o orgulho Uoquevire inclio.,e-ll,e ao envido, 11 nd ,.,,'
desea uascmeu.o. Abri cmhm es.ai paginas se- ouncio Mr. de Barbejas, o diise-llie :
casas fallida
lence aos juizes do eommercio.
Aos ti dias do mez de julho de 1857, em aessao
do tribunal do commerci da capital do imperio, u
qual ie achava completo com os depulados abaito
assignados, presente o desembargador-fiscal, e sob
a presidencia do eonselheiro desembargador Jos
Ignacio Vaz Vieira, foi unnimemente aisentado,
de accordo com os Iribunaes do eommercio das pro-
vincias da Babia, Pernambueo e Maranhao, que a
attribuijao de deitilnir os administradores das ca-
sas fallidas, ainda as matriculadas cdigo, arl. 858,
regulamenlo 11. 7:18, Irt. 18 III, e qnc quanlo
aos nao matriculados ja pertencia aos juizes do cora-
fendigo, iris. 908 c 909, regulamenlo n.
IS arl. IS, n.lo perlence mais aos tribonaes do
ceo conlenha-se ; lodos lem os
Em nume do
olhos em voss.
Gaspar roden as mesas de jogo apresentando seus
rispeilos, e veio depois sau lar madamesella de Gau-
beu com o
prime
arls. 170 e 181 do dilo regulamenlo das quebras
o direilo de approvnr as cotilas dos administradores,
e de dr quilajao ao fallido, tirlualmenle d-lhei o
do ajuizarem da nllimajo da liquidajilo, condicln
essencial do etercicio do dilo direilo. Do mesme pa-
recer fui o desembargador fiscal.
E de corno assim se iccordou, se lavrou esle as-
tenlo, que por lodos be assignado, para que o caso
referida Ue venha mais em duvida.Vaz Vieira,
presidente.Antonio Alvis da Silva Pinlo, secreta-
rio.Jos Carlos Mavrink.Joaquim Jc dos San-
ios Jnior.Anlonio Gomes Nelto.Mililao Mxi-
mo de Souza.Francisco Xavier Pereira.Fui pre-
sente, Coulo.
ASSENTO \.Cdigo do eommercio, arl. 888.
A diiposijdo desle artigo deve entender-se salvos os
diMitos dos credores privilegiados e hvpolhe-
carios.
Aos nove dias do mez de julho de 1857, em ses-
illo d 1 tribunal do eommercio da capital do imperio,
o qual se achava completo com os depulados abaito
assignados, presente o desembargador'-hScal, e sob a
presidencia do eonselheiro desembargador Jos Ig-
nacio \az Vieira, foi unanimenle assenlado de ac-
cordo com os Iribuuaes do eommercio das provincial
da Baba, Periiambuco e Maranhao, que o arl. 888
do cdigo do cummereio, se enlende lmenle com
relajan a massa dividenda ou rhirugrapliaria, sim
mo de Sauza.Francisco Xavier Pereira.Fui pre-
sente, Coulo.
ASSENTO IX.Cdigo do eommercio, arls. 8CS
e 870.
Aos credores, e nao ao juizo, compele declarar liqui-
dada a massa fallida.
A01 (i dias do mez de julho de IH57, em sessao do
tribunal do eommercio da capital se ochava completo rom us depulados abaito assig-
nados, presente o desembargador-fiscal, e sob a pre-
sidencia do eonselheiro desembargador Jos Ignacio
Vaa Vieira, foi nnanimementc assenlado de accor-
do com os tribonaes do eommercio das provincias da
Babia, Pernambueo e Uarenbta, que soinenle aos
credores. e nao ao juizo, mas sob a presidencia des-
le, e sem prejuizo do dispu-do no arl. 169 do regu-
lamento das quebras, compete conhecer se se acha | s3 l,t> t'ibUD.il do eommercio da capital do impe-
lquidadl a massa fallida, porque dando-Ibes os arls. I n0' Io'1'se achava completo com os deputa I s ,i-
86S e S70 do cdigo du eommercio, combinados com uai, assignados, prsenle o desembarga lor-fi'cal, e
sob a preudencia do coiiselhciro desembargador Jo-
s Ignacio Vaz Vieira, foi onauimeminls asseutado,
de accordo com o< Iribunaes do eommercio das pro-
vincias da Babia, Pernambueo e Maranhao, que os
endossos das lelras j vencidas ou prejudicadas, e
daquelias qae por Dio serem pagaveis orden) leem
o simples elTeilo de cessao civil, na forma do arl.
364 do cdigo do cummereio, nao desaforam do juizo
eommercial, pois que como eess5o ordinaria di cr-
dito leem a aejao de ricoiihecimenlo nos termos do
arl. 2(ii) combinado como arl. 250 5 6 do regula-
menlo n. 7:17. Do mesmo parecer fui o desembir-
gador-fiscal.
E de como assim se accordoa, se lavroa esle as-
en!', que por ludos ha assignado, para que o caso
refe'ido nao venha mais em duvida.Vaz Vieira,
presidente.Anlonio Alves da Silva Pinlo, secreta-
rio.Jos Carlos Mav rink.Joaquim Jos dos Sin-
tos Jnior.Antonio Gomes Nelto.Militan Mati-
mo de Souza.Francisco Xivier Pereira.Fui pr-
senle, Coulo.
ASSENTO XV*.Cdigo do eommercio, art. S56.
A preicripjao de direilus e obrigardes anteriores ao
cdigo du eommercio contase do 1' de Janeiro
de 1851.
Aos 9 dias do mez de julho de IS57, em scssSo do
Iril11111.il do eommercio da capital do imperio, o qual
se aofiava completo com os depotados abaito ai.ig--
nados, presente o desembargador-fiscal, e sob a

ja das possessoei de mii.fi 1 prima ; esloa h 1 meia
hoia de Caminho da taberna de Gaubert, e V. S.
vera d> longe miuha ca>a quando fdr i Ituina.
Se .1 senhora esliver alii nessa iiccs8iao,dar-ine-
7a ,,m". n, n"l"ir" Mino q"Cm COm- I h,i "re5sa em ''l're.en.ar-llie meu respe.lo respffn-
l" ."."ra.', Cf"0'1 :""l,"rere"18 9U vio na ves- I deu Gaspar polidamenle. '
pera ; a pobre moja inclinou-se sera levantar os
olhos : eslava qffasi a deimaiar. Foi madama de Uo-
quevire que corresponden 3 saudac.lo de Gaspar. Es-
le etperiraenloii, lomando a vero ubjeclo de seus
primeiros amores, um. scnlimenlo de profunda tris-
teza : j eslava perdida e.sa belleza que elle deixa-
ra 13o brilhanle 1,1o fiesca ; a bella Paulina nlo cou-
servava de lodos os aitralivos de sua mocidade senao
a dou.-ura de seu olhar.e a graca de seu sorriso. Vol-
lando ingenuamenle o pensamenlo sobie si meerno,
Gaspar Unroo os olhos para um espelho.e conlem-
plou seu pmprio srmblanle com secreta amargara ;
lambem linha envelh-cido.
Madama de Uoquevire adevinlion-lhe sem duvida
o pensamenlo, pois dissc-lhe encarando-o :
V. S. nao deve conhecer mais a ninguem de-
pois de tan longa ausencia. Ah ah Alousicur de
Barbejas, V. S. lambem est om pouco mudado.
Elle sendo o golpe, e nao pettanejea.
He o elleilo das fidigas e privajoes a que lodos
eslao sugeilos na carreira que legal, respondeu elle
simplesmenle. A senhora nao sofireu o elleilo du
lempo : fallando francamente acho-a mais mora.
Este eumprimeuto nao era irnico ; coma todas as
mulheres iuconleslavelmenle feias, a viuva linha ex-
perimentado n beneficio dos annos; a madnridade
da idade dando-lhe ama certa corpulencia, linha Ihe
esclarecidoa pelle, e melhorad > as feires angulosas.
Mas ella nao dava imporlancia alguma" e=sa vanla-
gem, e o com|rimenlo de Gaspar de ne.ihuma lorie
a lisongeoa.
Minha prima e eu ouvimos dizer que V. S. j
linha rollado, replicn ella com cerlo ez-durrje, mas
nao espemvamos ler a honra de enconlra-lo buje
aqui.
He um acaso deque na felicito, respondeu elle
com acento o inai natural. E coma conversarlo
deeshisse conlmuou :
Disseram-me, senliora, qile lenninara emfim
en processo conlra os herdeiros do fallecido Mr. de imagines, conlinnoo a viuva com vehemencia, voi
uoquevire e que I senhora o linha ganho cora as I nlo esli indi-nada, irritada, ronfundii rmlim '
; esta noticia deu-mo muilo prazer. Nao, minh 1
spar poli
leudo pouco depois madamesella de Gaubirl dei-
tado cahir a lesoura, elle apreisoo-se em aianha-
li, e emregou-a fazendo uraa profunda reverencia.
Mil perdts, senhor, balbuciou ella sera levan-
lar us oihoi.
Ga>p.ir assenlon-se enlSo a seo lado e iroferio
cerlas |aj|vialidadei que dirigiam-se a iodo o circulo,
depois aproiimou-e da mesa de lego.
Meia hora lepois madama de Itoquevire, levan-
lou-se, migando poder sem aectarao conduzir com-
sigo a prima. E-la n.lo linha deixdo o seu lugar, r
tial.iili.tva com dividade mechinal, sem desviar 01
olhos di debrum que desejava acabar, e risponden-
do ao acaso alguns innnosy llabos quando Ihe falla-
vara. Ao sigual que frz-lhe madama de Buque-
vire, ella dubrou lentamente a costura, lomou o ruao-
tu e diste em voz baila.
Vamoj, prima.
Sahiram fazendo discrelamenle pequeas reveren-
cia, afim de n3o inlerrompeiem as coiiversajes.
Gaspar vio que ellas relirovam-se, e sem deitar
as cartas, saudou-as com gesto respeiloso.
Quando chegaram a' ra, madama de Itoqaevlre
disse com -ulintuilr :
Apoie-se ein mim, prima, voss fez-me ha pou-
co muilo medo ; eslava lao paluda que pareceu-me
ia desmaiar.
Para chegar a casa nao Illas era preciso alravessar
senao ama ra. Quanlo chegaram, madamesella
de Gaubeit subi a seu quarlo sem dizer cousa al-
gum!, e assenlou-se com o roslo oceulto entre'as
lusos dianle de madama de Boquevire. Esla ron-
Icmplnu-a um momento com inquielajan, e etcla-
mou depois cruzando os bracos.
Enfilo, minha pnhre tillia, qoe diz voss desse
eneonlro '.' Vio-se jamis cousa igual.
Madamisella de Gaulierl licou com a caheja bai-
la, e n,1o respondeu.
Tal procedimento excede a ludo o que se pode
dos escupios publicados nos citados arligos do Se-
iiianario.) ; nao podemos, nem devemos aguardar
para um lempo indeliuido semelhanle inver>jo de
protesto. Ficam pois nossas publicajftes em estado de
passadas em causa jolgada e consentida.
gozara da Iranquillidade e calma conveniente quan-
do escrevia seu pruleslo e o dalava de Paran era 2
de julho de 1856 ; devia ler prsenle, de um lado,
que nao pude ler lugar a sua eslranha inlervenjao
de annunciar um protesto vago para lempo indefini-
do, e do oulro, que em 1:1 de marjo passado apra-
sentra sea diploma ao Etm: Sr. presidente da re-
publici, e que nesse menno dia fora reconhecidu no
seo carcter do enviado ettraordinario e ministro
plenipolenciario de S. M. o Imperador do Brasil.
O Sr. ministro Amaral dalou de Assaraprlo em 1
de julho protimo panado oulra nula que lambem
publicamos, dirii.id.iiio Sr. ministro das relacOes ci-
teriores da repblica* acorapanhaudo 11 rasoslas do
Sr. ministro de negocios estrangeiros do imperio do
Brasil s olas de 18 de marco passado.
No Semanarion se poblicou que S.* El. lahio
deste porto em 17 de maio, e portanto nao poto ei-
rrever a sua ola em 1 de junho em Assumpcao.
Qualquer qae leja a origem que poisam ler 1.10 gra-
ves fallas, iiagrav.uii.ellas a leviandada das aecusa-
i;0es de que sao malvolo! e aleivosos os arligoi do
Semanario, e capitula u modo do seu siogular pro-
testo.
Quando publicamos as insolencias e os desafo-
ros do Crrelo Mercantil de 11 de abril contra a
reeleicilo do Sr. presidente da repufil c.i e conlra a
dignidade do II. C. N., observemos qoe o Correio
Merrantiln se havia anlecipadn a' conlestajlo do go-
vern 1 brasileiro a' ola que Ihe foi dirigida pelo da
repblica em 18 de marco parlicipando-lhe a ree-
leij.lo du Eira. Sr. presidente da repablica para con-
tinuar era segn la presidencia pelo resto do deceu-
oio, e approvajao pelo H. C. H. dos tratados cele-
brados entre a repblica e o imperio, e ficamoi ca-
riosos dissa respusla ofllcial para ver o seu Iheor em
relele a's ditas insoleociai e desaforos ; ja' foi re-
cebida essa esposla, e a vamos publicar para que
vejam os oossos leitores que o mililitro de negocios
eslrangeiros do Brasil se limitan a dar parle de ha-
ver recebido a citada nota de 18 de raarjo, aooun-
ciandu que a levara' ao cunhecimenlo de S. M. Mo
he mu significativo, e nao se harmouisa com a res-
posta directa de que o governo imperial devidamen-
te aprecia a approvarlo dos tratados pelo 11. C. N.
Para justificar esse artigo com os seus singularis-
simus captulos de accosajao seguem-ae :
1 L'ma ola do mioistro de eslrangeiros do Bra-
sil, oSr. r.iriiilio-, dalada de 15 de abril, accasan-
do recebida a commuuicajao de havera II. C. N.
approvado os tratados felos cora u Brasil, e decla-
rando apreciar devidamenle este assenlimeulo e a-
jusles de coja fiel encujao 1 deseuvolvimeulo o go-
prima, respondea m.d ur.esclla de
---------I..... .....>.......... |'l l.M.I, I CTj'.'MI. I l.l .' Ill.l'.tU J (jp
lie minia bondade, replicn ella rom leerura, I Gaubert levantan ln a cabeca e v dundo ao ceo ns
e depois de om mntenlo de silencio, conlmuou rom 1 olhos ir.ollados de lagrim i, c radiante de una do-
uitenjao. ce alegra.
A sentenca dos senhores do parlamento deu-me a Como '.' que diz vos ctrlamou madameiella de
posse, ha ja sele annos, de umes Ierras na vizinhau-' Uoquevire cura urna especie de espanto :
Arno-o, e eslou contenle, murmuran a pobre
moja.
Mas bem v que elle esqueceu-se de seus ju-
ramentos, nao cuida raais em casar com voss e nao
ama-a mais !
Que importa ".' Elle volloo etclamou mada-
m< ella de Gaoberl com um Iranspnrle de generosa
(ernure, de pait.lo obalinala e desinteresada, nao
leraerei mais saber qoe morreu, que o mar o engo-
lfo... Agora podem br.imir os trnves e as tempes-
tades ; nao os temo mai... nao loBrerei mais os tor-
mentos e borriveii inqoielares da ausencia. Posso
dizer a lodosos instantes que elle esl aqui, e que
lalvez o encontr. Ah he mulla felicidade para
um.i pnhre creatura que tem soflrido lanto Ha pou-
co, quando o vi, quando ouvi o som de sua voz, jul-
gue ia mor .r, fallavam-me as forras para sopporlar
lana alegra... Qae cou.a poderla agora fazer-ma
soffier ".' Se minha alma estiveise opprimida por al-
guma dor, bislar-me-bia para faze-la cenar, dizer
a mun mesma : a esla aqui aquelle pur quem lano
cliore, est aqoi, e nao partir raail. o
Ah meu era.; 1.1 vois delira ".' Ui-se a viuva
consternada, para iua gloria e seu repouso he pre.i-
so ranear ess iocllnarflo,
He impossivel, re-pomleu ella, acoslumei-me
a vivercom esla cadeia. Ha muilos anno", nao se
paesa um so dia lera que aquelle, a quem amo eslea
prsenle a meu pensamenlo. Apezar de lautas do-
rei e agonas, meu corajao acha dojur*s iulimlas
nesse nico amor. Ah minha amiga, creia qoe a
felicidade de amar, he anda maior do que a de ser
amada. O amur que eu consagro a Mr. de II .1 La-
jas n.lo acabar senao com a minha vida ; porem I
lrauqiilise.se prima, nem minha honra nem uiiiiha
Tama sollrerao com isso. O muuuu he justo, elle nao
enndemna aquellas cujo corajao he liara, e cuja vi-
.la he innocente. Quando .-u eslava na llor de mi- : Madamesella de Gaubert veslia-se com ettrema
uha mocidade amei a Mr. de Barbejai sem mvslerio simplicidadc : grajas ao seu estado de solleira, ella
c sem ler de que me aeusa.se. Agora iieide amalo pedia a| recnlar-se era Inda a parle com um vesli-
ecreh e l.umil leinenle.comn cunvein a urna rapa- I do de lafel liso, um manlelrie prelo e nma coifa
liga que n.ia lem mais uiocidade nem belleza, e por >,e Crj.i; mas loiunudu-se madama de Barbejas,pre-
mui piqueua que seja a paite que elle me der de ciiaria de rendas e de jolas. Ora feilas as cenias os
sua armiade, en me contentare). rendnnenlos da Ituina reunidis aos da taberna de
I se elle casar .' pertunluu a viuva. Gaoberl, no podiam salisfazer a estas necessidades
bu ii.ni.irei o veo, respondeu madamtsella de lle luto.
Ganbert lem hesitar. O ofticial de mannha rennvou anda urna "z
Desde a ana chegada <.apar nlo linha pxsado fomn do carhimbo, recostoa-se na pollro- e mur~
ita.io tle madamesella de miirou inspirando.
lenrio no inlerior, e ninguem apparecia as jauellai;
ai curlinas eslavam corridas e nlo via-se como ou-
Irora ilravez das gelosias do pavimento terreo o iem-
blanle alegre de Joanninha qoe fiava canlaudo, as-
senlada na sala inferior. Entretanto us reaeda llo-
re,riam ainda no canto da varanda e suas frageis
basteas penando alem dai gradn pareciam laojar no
ar seui agradaveis perfumea. Gaspar mipiron, e
pas"ou encoslandu-se parede. .Nesse mntenlo
ma lamesel'a de Ganbert trabalhava inclinada so-
bre sua obra de lapessaria. Nem suspeilou qae
aquelle a quem lano amara, eslava 13o perlo della.
O velho Sullao a lormecido sobre o tapate levanlou
a cibera farejsndo ao redor de si : ieu lostincto li-
nha-o advertido, mal elle nao te moven.
O oflicial de marinha conlrahira em seus crazeiroi
hbitos que nlo eram geraes nessa epocha ; Iroute-
ra da llollan.la urna provis.10 de tabaco que goilava
de fumar, leudo 01 ps sobra 01 caei da chamin.
Neisa noile asseutoa-se perlo do (ogo.preparou sen
grau le cachimbo de barro,e comejou a aipirar vulop-
luosamente o gaz nauseabundo que delle seethalava,
e encina a sala de suas emauajoes narcolicai. A prin-
cipiopoz-se a rellectir e a calcular suai despezn a
suasrendas, porque senta no corajdo algum remorso,
lembrava-se coirtsaernura do olhar coraraovido e fur-
tivo que ma.lame-fila de Gauberllhe l'anjara quando
entrara nesse sabio ein que nao era esperado. Fieau-
d.i solteiro podia susteular soa dignidade aem impor-
se as duras privicjoee a que eilivera uulrora sojeito,
mas caiaade-n rar-ae-hia cobrecarregado de obri-
gajes. A vaidade du seculu quera que una te-
nhura cisa la se veslisse de urna maneira differente
de orna mora solleira, e tmenle em certa idade era
que as 1 nilheres de cendicao puliam renunciar a es-
sas pimpas mundanas.
J

Ganbei IS -- .lia, lahinda da casa mide a linha
encontrado leguio pira voltar ao sen domicilio, a
- piso pederamos entontar n- Ts'r-r"' n;1 f0"
ciedade. Seja tolla a vonlad--'- > nome do
ra em que ella morara. A casa conservava anda { Barbejai morrer comigo "
o raesmj aspecto asseiado, mas teiuivd grande si-'
Continuar-re-ha.)
MUTILADO
ILEGVEL




9.
DUBIO DI PBBN'aBUCO QVIXT.K FEIRA 1". DE OITTRRO DE 18M
Mrn Imperial espera 04 mais lisouseiros resultados nali lad dos navio. Essa con lucia no* habilita paralito em suas soberana* deliberado s. Itecordema,
para a boas relafOat e nlereaiM recprocos dos don
|IOV05.
3* Ulna noli da menna dala, a:ciisando rcctbida
a coturannicaclo Ha reelei(IO do presidente l.opez.
3 l.'ma noia do Sr. Ainaral, dulada do 1" do jn-
Iho rni Auumpclo, Iraosmliodo aquellas duas uu-
lai directas do minislro de eslranseiros.
Be eu tmportaala nota que o aniso cima ir-
eou ile mal .lauda, porque o Sr. Amaral iu 1 de
jo abo a' alo eslava em Auunipcflo.
i I ni nula do mesura Sr. Amaral, datada do
Paran' ein Com essa nula lauto te occopa o oSemanarin o
governo paraguayo, que suppomos conveniente Ira-
doii-la :
Mi.-o imperial do Urasil nn Paraguay.
Paran' '2 de jonho de 1856.
i O (Semanario Paraguayo n. 171 e 175 coniem
na ailrgos iolaliV"S a' miaaM de qoe o abaiM assie-
ii.il" se aclia cuenrregado junto a* repblica do Pa-
raguay. Es-e* artigo* neiiliuiiia atlenc.1,) merece-
ran!, "apezar do seren malvolo e aleivosos, se entre
ellee nAo ae uolaise utu que racube especial o mui
urav.' iigiiiliCrAo do lime que o siib-cieve, o do
ttr^jjjiiMro dai relato.! exteriores da repblica, a
queinlie allnliui o o artigo.
a he certa a indicada urigem oflicial desse es-
Oripl.i, o silencio do ministro do Brasil pode ser iu-
lerprelado de modo piejodiciul a' verdade.
i o Sr. ministro das relaces exteriores da rep-
blica do Paraguay nao estrauhsra' pois que o minis-
tro r. S. Al. o imperador do Brasil jauto a' mesma
repblica, reservando para eeeaiWe opporluna maif
l ilaa declarac/tes, proteste desde ja* contra as
' h neiaclaa daquelles escriplos.
5" lina nota do II dejulho do ministro de cs-
Iraii' -iros Jo Paraguay ao Sr. Amaral, accusaido o
rere!..ment das utas de mera communicac.lo e cor-
lela cima mencionadas, e' faiendo sobresaliir a
que, 10 da d'ta, para a qoal nlu doixa de chamar
a all rujio, mo podnndo dar lauta elasticidad'' a'
desc TU de uin esqueciinento natural.
i Una nota tambero datada de II de judio res-
pondendo loogaroeate ao protesto do Sr. Amaral
contra o artiga insera plo mesmo miuistio dos ne-
gocios ealrongoiroi no semanario o
Caracterstica da diplomacia paraguaya, essa Do-
ta, ambara mensa, merece ser publicada.
Ella' em peder do abaixo auigoado a ola que
o Sr. Jos Mara do Amaral, ministro de S. M. o
Imperador do Brasil junto ao supremo goveriio da
ver-ubiie-t, llio dirigi do Paraua' com dala de -1 de
Jonho de Itifi, em qoe, refenndo-se aos arlizos do
uSaroaoirioii na, I7i e 17."), dic qu c**es artigo* nao
mereceran) alinelo, ap. ji de malvolos e aleivo-
aos, se entre elles nlo apparecesse um qoe recebe
especi.il c graVIillma significarlo do nomo qne o
lobi ive, uome do Sr. ministro de relacOC! exle-
riorai da repblica, etc.
a 1); artigo! publicados nesses nmeros rio Se-
BMtei loa sao : no n. I7i o que se iolitola a bor-
ro d.scoheriou, e em que se delalha puntual evac-
ame: le o simular proceder do Sr. muiittro Amaral
ein A-sumnclo, a intima do sen prolocollo de qya-
lorre arligos, eiir,bec,u,o com a impostura de que
S. Ex. o Sr. presidente da repblica antoriura o
abaxn eHignado, ministro das retardes eilerioroi,
para silisf.i/.er ao Si. plenipotenciario do lirazil com
as exageradas c singulares preleiicei do seo referi-
do proloculo ; que o b-ixo assianadn, ni,lira lo
deaca larca, a repellio eoui energa, declarando coiu
energa que i'inelliaule prolocollo (-tiende a sua hon-
ra, c o devolveo ao seu actor, dizendo-lhe qoe su
eslava aulori*.,do para receber a minuta qoe quizes-
se ai re-eni T-llie de sujs prelencfiei paia entrar em
conferencia, c dar cunta do resultado.
jptKuia> aprsenlo o Sr. Amaral urna minuta dos
riHpos quatnrze arligos do projeclo repelliJo, e Ule
rV^ndeo por escripto eoulradizendo os qoalorze
artigos citados, e susleulando as disposijei dos re-
golaiuenlos policiaca e iiscaes. Que no dia seguinle
desle successo o Sr. ministro Amaral, em sua visila
particular ao Exui. Sr. presidente > repblica, dis-
te a S. Ex. qoe o abano nssigoadu se negara a ludo
quanlo tura solicitado, e pedio ao governo que fi-
zesse alguinai coicessles. CoirielTeitn o Exm. pre-
sidente da repblica Iba concedeu as seguintes pro-
posites : i-, aa disposires puliciaes preexistentes
na p. Hela lluvial das Tres Boceas para as oulras na-
cionalidades se iuarduriio lambem para a bandeira
brasileira ale Assuroprao; !, os navios brasileims
| da guerra ou de commercio, destinados a Malo-
tiiosso, salisfarao m Aaiumofio a's formalidades
adoptadas par Olympo, e levar?o urna carta do ca
pililo do parto ao commandinle daquelle lorie para
os deixar passar sem demora ; 3*, levanto pralicos
paragaayos desde A-.suinpc.i, al Olympo, e naj) IB-
ro obligados a tiaze-lu< quan 'o desceren).
o Esias proposicos nao for.im aceitas pelo Sr.
iiiinislro Amaral, di/.endo que. segunlu as ordens do
seu goveruo, o Paraguay nao dove policiar cima do
Apa, ou podera' policiar a'direita at Olympo, e o
Ibasil na esquenla desde o Apa, com o que se deram
por uilo leilas a i" e a :i: das referidas propostas,
subsistiudo a 1 relama a's dlspnsice" policiaes pre-
existentes na polica fluvial das Tres Buceas.
o Lies silo os artigo*, publicados no n. 17S do
Semanario ; diga, pola, o Sr. ministro Amaral
quaes delles sao malvolos e aleivosos. O lioin sen-
so dos leitores do sSeminaiioa jolgiir da parte de
quem esta' a malevolencia e aleivosa, tanto na oo-
sada fcro de que o referido protocolo linha (ido
Suucur.l,:il,i nuoriivailo nplo Rim. sr nreiidanlo
a repblica, quantoao sorprndeme procedimento
do Sr. ministro Amaral cora o Exm. Sr. presidente
da repblica na maulla : de lli de malo
nao .i Iii'.hiir os muios que ni)o tragan) oulro dis-' para piir em mnior lelevo us sini-lrus planos do liri-
linetivo do naciooalidada acolo a banleira brasi-lail, qoal era a lingoagem da sua imprensa oflicial
leira. em IS-V>, quando prelendeu que una iiumcriisa es-
i O tratada le li da abril do auno pnssilo lie pa- quadra peiielras-e uai aguas que banliam as margeni
r,1 o cnmmercio, e per forma iienhuma para supprir do Paiagu.iy,
a Ualo-Groaao com vapores de guerra, grandes re- llnje a imprcnsa brasileira e o govemo imperial
menas de artilharia, espingardas a' mini, pistolas eslflo de accordo ; aquella parece que compre sua
revolver, chambo, polvera, e carvilode pedra para | minia hostilizando os actos do govemo pargoavo, e
a esquadra brasileira. Es*es ur.iiides provlmaolos 10 governo, senlo excitando, ao menos appiovando e
praparam-ae nica e exclusivamente para fazer guer- lanocionando lo escandaloso proceder
ra ao Paraguay pela fronleira do norte, sendo es-
candaloso remellcr vapores rom e-selinico firo.
Tuto se lem tolerado, c agora ja' querein go-
!) nutro modo ma se pode explicar a fren e
apllbia que moilrou o ministro Paranhos, relativa
parlicipacao ollicial do nosso ministro Je relares ex-
vernar em no., a rasa.dWpor de nostoi nos. emendar leriorea, pedindo-lhe que se ser vis-c levar ao conhe
oosaoa rceulamenios flicaes e policiaes. Pnmeiro,
romper-sii-ha o tratado, c vira' a goerra, anborl
por um abuso do tratado os Hrasileirns prrparein a
guerra, fortificndose pelos nos'os ros, e pur cima
de nos*as caBeeai, para bater-uos pelo fronleira do
norte.
Agors se conhecera' que o Sen^inario nflase
enganou em sua predcelo da qoe o Brasil, snh pre-
tcMu.il" comiocTCio de Mal i-Urosso, tinlu visto ,c-
crea de inlrodiw.ir pelos noesos rios, pessoal, arnva-
meolo, petrechos de nucrra pira lioslilisar-nos.
Aguardamos com impaciencia a resposla do go-
vemo brasileiro, a nota de II de maio, que publica-
mos, e da outra que nao fui publieada, sobre o in-
qu.ililicavel procedimento do ministro Amaral. Dabi
depende a vida ou a nn re dos tratador.
O brasileiro Joao Cerqueira, Irouxe na Consti-
laiftgo.1 e leva para Alhuquerque na eicuua Rep-
blica do Paiaguay, il davinas fulminantes, U li-
bras de poivora, 5 quintar de chumbo, etc. ele.
Huiro levou M quinlaes de chumbo na escuna Sul-
America em abril prximo passado.
Mu sabemos o qne vai debaixo do carvlo de
pedra para a esquadra brasileira, e a bordo dos ou-
Iros navios, que se intitulan) mercantes.
Por liui o Empreza.n cliegou a este porlo, a-
presentuu seus papis, lomou pratico paraguayo, e
segua em conformidade com os nossos regulamen-
tos.
No numero de 18 de julho vem um exiensissimo
'artigo excitado pela publicarlo fpiii no aNaclopalB
de Buenos-Ayres, da anedocla do mentes tu que
ja he cnnhecida pelos eleitores.
As ubse-v.iries que ella suggere ao Semanario,
slo engra^adissiroas. Ei-las.
Ojau:o mais lempo corre depois da sabida do
Sr. Amoral da AssumpeAo, mas en) transparencia
licam os imidio-o* e perldos manejos do Brasil eom
a inolleneiva repblica do Pargoay. l'ma intriga
rasteira e de m manila, e iud'nna do carcter das
entidades que a fomenlam, alo hoje os elementos
que se pOe em iogo para obscurecer os fados, e de
algn) mo lo encubrir o iuqnalicaveis des.cerlos de
urna replanlo diplomtica que lalvez pretenda com
a calumnia e a falsidade juslilcar seus erro.
a Pilo ha recurso, por indigno que seja, qoe n3o
encontr erho no atpitilo dos malvolos que sanliu-
damente conspiram contra o repens de urna Defjfo
pacilica. Porem esse cumulo de intrigantes con.bina-
cimenlo de S. Al., qae S. Exc. o presidente ccuiti-
nuava no mando da repblica por ootros sele anuos,
conforme a soberana sanecao do honrado congresso
nacional.
A resposla do rnini'lro Paranhos nlo pode de
moJo nenhamsatlifaxar aoqoe se propnnlia o gover-
no, ao fazer e,aa participadlo. Accusar simplesmen-
le a recopilo he nlo dar musir alguma de salisfaclo
pelo qi.e c rommuiiies.
o tlulra prova de injusta inimizade do Brasil con-
tra o Paraguay e-l.i no que temos visto no ultimo
relatorio apresenlado pelo govemo imperial, em
que amplamente se oceupa com os regulameulos po-
liciaes do Paraguay.
Depois de Inserir nesje relatorio lodos os arligos
do regotarnento, termina soa prolixa evposlcao fa-
zendo-llie commenlarios. Entre oulras causas diz
que as me accordo cum u guverno imperial, nlo e contiariam
a le Ira e o psprilo do tratado de naveguclo e com-
mercio, como igualmente offendem a convengao pre-
liminar de limites, visto como assume om direito que
a repblica nlo tem de exclusiva jurisdicelo nai
aguas do rio Paragaav, que corrch) entre os fortes
de Olyrijpo e o Apa.
Acresccnla que nessa parle do rio a margem e<-
querda perlence ao imperio, e qoe, em quanto oflo
se consiga amigavel concluslo, essa parle do rio dc-
ve considerar-se neutra ou cummum, e por lano a
polica nlo p ule competir exdusivamente nem ao
imperio, nema repuhlir?. Queixa-se o governo im-
perial de que os regulami utos paraguayoi nesses
pontos imprm urna escala forjada ao transito dos
navios luasileiros, e os sujeitam as autoridades da
repblica, do mesmo ni do que na parte inferior do
rio onde poisue ella l duas margen?.
Acredita que os receios de contrabando e da pe-
rigo para a polica e seguranza interna da repblica
nlo exigem taes disposicoe, e as declara vexatoriss e
axorbitantes. 1'uoda-ie paraisso em que oronlraban-
do, e a entrada ou a fuga de criminosos podem enn-
dsrar-ie impossiveis as inargens desertas e inlia-
bilaveis em que o govemo paraguayo quer tomar
lautas e lio rigorosas precauees. Diz que a quat-
quer evenlualidade podem applicar-se os meios de
vigilancia e de reprsalo de que dispunha a repbli-
ca, e qne pode amplia-los sem prejudirar os inte
resse* do Biasil e sem violentar o seudireilo.
Porem o governo do Paraguay lem o exemplo de
excepcional, nlo porque Ihe faltom intelligencia e
finara diplomtica, mas sim.por ter sido mlolslro de
eatrangeiroa, e baver por consequencia urna preven-
{lo contra si Ja parle do prndenla Lopes, que ja'
o lem Mo vr, por algnn* artigo- sens uas follias de
san repblica, leptllindo algumas proposi^es qoe
l'oiaiu t iludidas por S. Exc em um discurso na c-
mara dos depulados, quando se Iralmi da ditcoislo
do vol de gracas. So o governo quer e prefere a paz lores a fregueziu da cidade do Peraliibuna, da pro-
a' guerra, nao deveria ter feilo emelbanle cscolha. vincia de Mina.-tierae.
Pela pos^o rrrelin Irosa cm que se acha o Sr. Pa-' Da conmiisslo de penses e ordena lo, conrede-
ranlio, nlu Igooro-lhe um Teliz resultado na sua j do 2 anuos de licenca com ordenado ao juiz de di-
Florida de Al. r.e, lilha do filiado majur do txercilo, llnpilal de Caridadr.Eiiitam no dia 13 do
l.tiizt; rrea de Moraes. I corrente 6 hoineno o 23 mulhrres, tratados pela
Da mesma coinmisslo, indrliriiido a pre(enc,3o do camlade, II hornease 15 mulhere que pagan) a'
lente da armada Manuel Alaria ItralJe. caa, e 7 pracoa do curpo de polica.
Slo julgados i lijeclos de deliberarlo e vio a m- | Total S doenles.
priinir para entrar na ordem dos Uahalhos os paie-
ceres :
Da commiss.u. de poderes, mandando dar 20 elei-
miiiao
Mo censuro ninguem, lauto mais que tenlio a
consciencia de que se tal Hzacse, nada oblarla. Pa-
ciencia. Sigo a minlia divisa :vitan impender
vero.
Oulro assumpto nao menos importante, pelo que
loen a parte administrativa interna, que lem oceu-
railo da comarca do Brejo, Dr. doucalo da Silva
Porlo.
Da commis.io de marinha e guerra, mandando
contar na reforma do capillo Antonio Doruellos C-
mara o lempo qoe servio alem da dala do decreto
que o lefiu un.o al aquella em que foi este publica-
do em ordem do dia da guarnirlo da provincia du
Para'.
I.ido o parecer J i cemmissao especial para exa-
iinii.ir ai causas da caresta dos gneros alimenli-
oma das p.ssadss disse-lp, se me ni>oengao, rio, enlra em itiaeo'fjlo, lie adiado por pedir a
palavra o Sr. Araglo e Mello.
He approvada sem dbale a redacejio do projeclo
que manda passar caria de Daluralisar_ao ao padre
Francisco Vicente o uutros.
Lcitora de projerlus e indicaQoe?.
He julgado objeclo de deliberarlo a vai a impri-
mir para entrar na ordem dos Ir.il.allios o seguinle
pado a adeiicao do publico, e particularmente dos
agilas, lie a BJOMlio doi Banco, ou inslitaijes de
crdito, que he pluase mais pompisa
Bm
Aii amanha.
REFABTigAO DA POLICA.
Ocurrencias do dia 10 de outuiuo
Kora* presos i pela subdelegacia da fre-
Ora, o Sr. Augusto de Oliveira, que lantat vezei
lem oceupado a tribuna com eilrema facilidade e
procislo em soa dialctica jilo teria forras para dis-
cutir urna materia que estudou, projectoi que com-
binou ? S" o .i Liberal Pemambucano em seu in-
tento de todo ameiquDliar, teta o desplante de con-
leita-lo.
Igoal proceder desenvolveu essa follia para com os
Sn. S e Albuquerque a Paes Brrelo, quo sempre
chamados a balha, bem revela islo qual o lim que
gliezia do l'iiiril'i, o marujo porluguez Joao '*v* l-.'''eral Pernambacano o em mira. A in-
roe, qualqucr que se a o desenlace que tragara, ae I om criminoso perverso qoe saho dos dominios da
rio, esperamo-lo, um novo Iropbo que saber gran- repblica garantido ale cerlo puni enm as leis que o
gear o govoruo da Paraguay, porque es^iifito de o-
pioilo publica, que sancriona e apoia tcitamente a
victoria do bem, esta' com evidencia penetrado -dos
siuislros intentos rio governo imperial, nlo s contra
a repblica do Paraguay, como lamben) contra gran-
d ; inte da America .lo Sul, que Milicia ter, a | ,,-
der de perseverantes intrigas debixo de om aspecto
indeciso, e em orna un mimee perfeita desinlellig.n-
ci.i. He i' i deinaissensivel que e-'a rogilo da Amc-
lica Meiilioii.il, sem duviJa a mais combatida, seja
a que (eolia de dar o brado de alerta ao* seus vilf-
nlios, qoeembora oseupiionliamos nleirados dos de-
signios do Brasil, tudavia permanecem em dnloiosa
a|ialhia, eusardecendo a voz da verdade, e eslunu-
lando com seu reprehensivel assenlimento a quem
Iraballia sem treguas para destruir-nos a todos.
a As impulaces que hoje te dirigen, contra o go-
verno paraguayo, relativas a negociarlo rom o mi-
nistro Amaral, nlo slo para nos tltranha* nem soi-
preudentes ; antes que penelrassem no lerrilmio da
rtpuldica, lindamos conscitncia dos seu? designio, e
ainda quando suppozessemos que nlo liaveria Con-
cert algiim favoravel, todava eslavamos mu longo
de suspeilar um desenlace to un desaccordo com os
pjincipios concedidos e respeilosos d, illusirada, am-
bara mascarada politica.do gab nele imperial.
I ni caprichoso antagonismo que sembr tem II-
do a i.....lia de reputar o Paraguay como urna regina
barbara e inculta ia cedeu.^o de sua perseverante
mania, graoas aus Tactos que appareciam em conlra-
posi^lo ; porm una combinaelo rcenle pretende
hoje despertar no espirito do publico esta upposirao
para adiar no futuro auxiliare adherales que justi-
fiquen) as premeditada acrfies de alguma enlulade
poltica. Para coroprovar o nossojuizo, inserimos a
folola que appareeeu no Nac onalu de Buc-nos-Av-
res.
'Segu a anecila domenlc<-tu ja publicada nec-
ia folba.)
O Nacional de fluenoa-Ayres, leve e cautela
de co garantir a authciilicidade dessa ridicula in-
venido, por mais engenhosa que parece aos nlbos dos
iuimigos do Paraguay. O Nacional diz que essa
versao parece sabida das ollicina da diplomada bra-
sileira, tanto mais razio havia para que ella a consi-
deraste oapeita.
Os numero 17 e 17. deslc follia referiram de-
talbailnientc ludo qnsaln Acrnrran uas divsmuu cn-
versarOes entre o Sr. presidente da repblica e o Sr.
Amaral.
Em sa primeira visita ao Sr. presidci.le, ma-
No dito n. l,i se poblicou a acta que o abaixo I ui!ol,iu a mitalo de que o eucarregara sen governo,
assignado, em cunipriineuto dose dever. apresenlou | para eslahelecer algum.s mo IldeacOea as inslruc-
qua achava-se |>pruv-do o Banco cum.unid e a-
gricola eslabelerido por am dos.nossos mais nolaveis
fazendeiiis de Vasouras, o Sr. Cusludio Toiieira
Leite, que a par da sua immensa riqueza e de sua
familia, rene instruccao e independencia de carc-
ter, e moslra a maior sinceiidade e patriotismo para
ser til aos seus concilladlos.
Agora procuran) as fulbas diarias, em arligos de \ projeclo
redaeto, insinuar ao govemo a necesiidade que ha ; A atsembloa geral legitlaliva resolve :
anda de outros e.labelecimenlos bancarios, c Iralam j Arl. 1. liea elevado, pa-aa vinduura legisla-
de meller a cara, permitlam-me a expresslo, para tura, a dous o numero dos depulados a assemblea
que seja approvado o Bauco mnvel, que fo apresen-' geral legislativa das provincias que de presente slo
tadq tiesta praea pelo capitalista tjumes Pililos & representadas por un su deputadu.
Sampaio, de que lambem ja' le disse alguma cousa.
He natural que o govemo, a visla de lao poderosos
protectores, como seja a imprensa, atienda a esa
necessi lade e Cla mais um Banco, dando preferan-
cia a este sobre o do Sr. Comelio.
rio.
Arl. ->. Revogam-se as disposi{Oes em conlra-
Paco da cmara dos depulados, II de setembro
de 1S.',7.Pranoieco de Sorra Cameiro.
He remedida a coinmisslo da mesa a seguinle iu-
lii'pcns de spprovado elle, lalvez que ainda appa- i dicaelo :
reea o segundo ou mesmo mais algum oulro. O que : Indico que se acresceule ao regiment da casa
lem que Maim seja Nada. E-lamus na epocha do i o seguidle artigo :
progresso e du desenvolvimeiito do crdito, quanto I O projeclo (|ue for a urna ou mais commi-eei, e
mat Bancus, mais progrediremo, a nosia riqueza | sobro o qual ellts nlo deram o seu parecer denlro
se augmentara e o paz prosperara'de um modo de quinze das, e eulendera' que foi cunsidetado e
espantoso. podera' entrar ra ordem dos Iraballios e ser dado
rilo me arcases do irona ; too serio. Nao quero para discossao, sem mais serem ouvidas a seu res-
qtie sobre mim caia o odioao que te lem procurado peito as dilas crmmirses
laucar sobre os laes partidistas da ICSIricciO, que se-
gundo leio nos Liberaes que me mandaste ulli-
mameme, sao alai solfrivelinenlc profligados. Mes
acredita-meque be summa iojustira no que se diz
do Sr. Augusto de Oliveira, por nao ler temado
parte na discosslo, romo inembrn da commiislo qoa
concordot com a opinlo do Sr. Salles. O correspon-
dente do Correio da Tardan dahi lambem faz a
Paco da camina dos depulados, II de selerobro
de 18."i7.Francisco Carlos Brandan.
Approva-se a uigencia pedida pelo Sr. Vascon-
celos para cotrarem em discusslo as emeudas feilas
ao orramento.
Ordem do dia.
Enlram em discusslo as seguintes :
Emendas feilas c approvadas pelo senado pro-
inutina ,r"il. ,ie"ialiren'ura porque^ como elle posta do poder execulivo que lixa a despera e orea
a receila geral do imperio para o exercicio de 1858
a 1SJ1I, emendada pela cmara dos depalados.
Supprimam se, para formarem p'ojectos sepa-
rados, os artigos |:|, -j.-,, ->{-,, :)o, :t;| e 31.
Osarligns 14, _>7, -M, 20, 30 e :ll passam a ser
>2i, 23, -2t>, 27 e 28, e altrese a nnmeraclo dos
om lli do maio posando ao Exm. Sr. presidente da
repblica, referndo liel e exactamente, para cons-
tar ollicialmeute, os offensivus procedimentos do Sr.
Amoral, abaixando a sublime diguidade e os altos
respedos do Exm. Sr. presidente da repblica na
inaiiliia do cilado dia lli do maio, nos termos couli-
do* lio dito e'criplo, e.mo cousas que o abaixo as-
Bigoa lo piesencioa e uvio naquell acto sem exem-
plo. O abaixo assignado sent prufuodamenle o in-
rlassificavel insulto o despiezo que faz o Sr. inini--
Iro Amaral no lexlo que se acaba de reprodozir, al-
Irahiodo Ihe ama Inspiradlo alheia na expsito do
que se passou em sua presenca. ,
O abaixo assignado declara a 8. Exc. o Sr.
Amaral, que nao aceita seu p/oleslo por om lempo
indefinido, postando e devendo te-lo feilo expondo
clara e di.lindamente os pontos e as prova do pro-
testo que Jhe conviesse e p nlesse fazer.
O abaixo assignado jolga du seo dever recordar,
romo recorda, ao Sr. ministro Amaral qoe sabio des-
le porto para o Paran em 17 do maio prximo pas-
sado, e que a sua ola, a que asa responde, vem
datada de Paran' em -J de juuli i de 1856, o quo nlo
il'iva de indicar alguma cousa que poJeria excitar
alinelo...
aXeatlD, pois, qaando desde 17 de maio nao eslava
o Sr. Amaral em Assumpcao, luver datado de As-
suinprao em I de junho urna nola de simple* coin-
iniiiiic.'eiloi., eo haver na data de outra nota 18">(i
t?m vez do 1857, sao para a diplomacia paraguaya
grandes Ibema', fundamenlos de suspeilas, ele. "
7. Outra n 't, de 11 de junho, ein que, depois de
se turnaren) clares e evidente esses engaos da data,
gabinete imperial quer impor ao nosso territorio c
as nossas aguas.
O mencionado relatorio, depois de dar cotila s
com ras das indicadas disposir.oe?, annuncia que o
gallineto den ordens no Sr. Amaral para que vi a1
I'.i..j .... p,,ra un le latnbci u acredito,
i-.--.as exageradas manifesta^ps Dio lem nutro
objeclo seno exaltar o espirito das cmaras brasilei-
fas contra a repblica, quo slo os principios domu-
naiiles do gabinete impeiial. O mini-tro Amaral, que
deu um geilo to torcido c lio BDll-diplomtico aos
seus aclos, na sua misslo junio aa gabinete para-
guayo. Dio fez mais do que auxiliar fielmente os de-
signios do imperio.
Seo accordo que o Sr. Amaral veio promover
bemo-.p sido sincero, real e eflectivo, como era de
esperar da illuslrarlo e entizado do governo para-
guayo, nao devia, em nosso pensar, provocar om
rompln>eulo dessa amizade, nem ofleiidcr essa illus-
Iraoao recudiendo no relatorio.
1 ni plenipolenciaiio nlo consulla sua propria
consciencia, porem a do governo a qoem representa.
Pode-se allirmar que o Sr. Amaral ler-se-iiia guar-
dado de guaidadu de apresenlar-se de modo lio in-
coiiveuienle ante o supremo g-.veino da repblica, e
de reprodozr-se lora desle pail de um modo lio of-
fensivo, se nlu se ahrigas.e no intimo coubecimeiilo
de que as.im peifcilamenle corlejava ao sou governo
e de .oulro modo nlu se pode explicar o seu piocedi-
menta para com o govemo da repnblira.
Nlo esiranhamos no Nacional de Bueno Ay-
res o einptnho que lomou para desfigurar o occorri-
do entre Amaral c > goveTno d repblica, como lim
de que propague na America e na Europa a li-
dicola anedocla que inveulou refarindo-se a urna
conleieucia de Monlevido que leve cuidado de re-
velar, diiendo que pareca sabida de diplomacia bra-
sileir, dessa diplomacia que o crtaelooala recom-
ineiida cuino ceremoniosa e abundante em allences,
tanto que Ibp pareca de cosa a cima crr que" um
enviado brasileiro lo-se receber lices de civilidade
em punios lio distantes do tralo do mundo. O Na-
cional ortiuu as suaa columnas com essa invencaode
na laia para, como cosloma, n liculari-ar o Par-
goay.
Hoje 'eve-se lomar em consi lertrJla qae os in-
loreoaei da republi.-a do Paraguay rom sua* quesles
com o imperio do Brasil sao precisan.ente os inleres-
ses d> Bnenoi-Ayie<. o de todus os estados do Prala
e seus allluentes.
O guverno brasileiro l nn u o empenlio de sus-
citar inimigos ao Paraguay,|e aquellos que, por bem
proprio, deveriam ser amigos desle paiz, marchan) de
accordo com o iuimigo roinmom.
O Biasil, pretextando adiar imiiperav(is in-
couvi nientas ,ara a livre uavegaelo nos regulameu-
los, quer dictar lois no que nlo ealA no seu dominio;
porem bnm he acbar preletto* mais ou menos justi
ficaveis para encubrir o* subterrneos manejos que
p6o era prntiea para uscitar-nos inaengos.
Para completar o nesso trsbalho, e dar urna for-
te prova corroborante da perfidia do governo impe-
rial. Inserimos a ordem do dia do general Pntenle!,
ciunmaiidante de armas, que adiamos uo Coireio
.Mercantil :
a Tcndo de seguir para acole, levando oflicios
do govemo da provincia para S. M. o Imperador, o
8r. capillo Jos Jn.iquim de Carvallio. coinmaadaule
di fronleira do liaixo Paraguay, S. Exc. o Sr coro-
nel pret.dente e commaudale das armas manda no-
mear o Sr. espillo Antonio l'eixolo do Azevedo pa-
ra eeinmandar interinamente aquella franleirn, rc-
coinmenriando S. Exc. ao mesmo capillo Peixolo a
reparaclo das rauralhas du forte de Coimbra, a edifi-
mulos ootros oradores que se achavam inscriptos
deixaram de fallar, pela pressa que o governo mos-
trou ein fazer encerrar a discussu.
Assim, nlo eomenle aquelle leu digno patricio,
que inconleslavilmenle he am dos caracteres mais
indepeudentes da cmara, como os Srs. Itodriguei
dos Santos, Carrio, Almeila Pereire, Nebias, Tei-
xeira Jnior etc., licaram privados de eniiinr a lia
1.1
seguintes arlig. s
Pa^o do lona
lo, II des-tembiodo 18'i7.Ea-
opiuiao em qoe-i.lo lio importante. E foi por S'01sebio de Qoeirot Coatinho Matloso ('.amara, presi-
qiie o encerrainculo apenas foi approvado por urna Idete.Jos da silva Mafra, prlmoirojecretario.
Jos Joaquim !' maule Torres, qnarlo secretario.
piovavel que regolarara a 1: por ceolo, seguodo as | emendado he adoptado e remedido a comm*slo de
oai conjerliiras. Exlralarei a demouslracclu desle redaccao
artigo para ser melliur apreciado por li ; diz o re-
cites e re^iil.imenlos policiaes e (-cees da navegara
do Paraguiv alo Mallo (irosso ; o supremo governo
oppiiz-lbe urna olijeccao to lgica qoao natural :
declaroa ao mloiilru impciial que esse assumpto .le-
via ser tratado com o ministro das relaces oxtorio-
res, ao que Inlerpl o Sr. Amaral, o carcter de ple-
nipoteneario do que vinha revestido, para merecer
tima conlerencia e ajaste directo com o govemo ;
mas e>!e insisti na ntualiva, em razSo de que se re-
servava a eeoaora ou approvarlo loque fosse estipu-
lado pelo sen ministro, e qoe,"postante, apresentaue
a esse delegado do governo supremo, urna minuta
de suas pri I mee-. para o que la aulorisar o minis-
tro paraguayo para entrar desde logo em conferen-
cia.
OSr. Amaral, em vez de presentar a minuta
que lhe foro indicada, quiz precipitar us tramites da
negocaclo, o exhibi um projeclo da prolocollo cnin
I arligos, eiicaberaudo-o com um preliminar inex-
ac.lo, pois as'Ciiirava quo S. Exc. o Sr. presidente
da repblica havia aulorisado o Sr. niim-tro de re-
asOes exteriores para salisfazer ao Sr. plenlpoteo- I '>e de qaarleis para ac mmodaijlu dos soldado-, a
ilionna de dous VOlo
V -" en ; i.... .1 .'- li: ,. .! Ira
de elevar a s por cenlo a garaiitia come lila a eom-
panhia que emprehender, c costear una estrada de
ferro do Mlberoy a Campos. O Correio Mercan-
til de :| do corrente demonstra n'um artigo de
redacelo a necessidade c a conveniencia desle im-
portante melhoramenlo, e aprsenla am calculo a-
proximalivo do cusi dessa obra, e o seu rendimenlo
Mara i.eal, porcrime de tentativa~de moo.
Pela stibJeleKacia da fregnezia de S.
Jos, Antovjjo Francisco dos Santos, sem
declararlo (lo motivo.
II
Foruin presos : a ordem do I lim. Sr Dr.
chele do polica, o pardo oseravo JoSo An-
tonio, por embriaguez.
I'elasublijlegaciada fregue/ia do Hecire,
n Portogn(./ .lonqtiim Mana da Cnsla n mn-
r inflen o portn^tiez Alanoel l'ereira, e o ma-
rojo nglez James Buti, lodos sem declara-
qSo do motivo.
E pela subdelr-gacia da freguezia de Santo
Antonio, Alaria Magdalena do Espirito Santo
e Avelina da Costa do Nascimento, ambas
para correcgo.
i sublelcgado da freguezia dos Afogados
refero em ollicio datado de 10 desto mez,
que pelas 10 horas da manhiia do dia ante-
cedente, una mulherde cor parda, estaudo
ortiga do incapa.rid.ide altribuida a esses dous dig-
nos depulados, ainda nioguem se havia abalanrado
a fazer-lhes al hoje, seulo o Liberal Pernamba-
cano o que por essa desenberta bem merece da pa-
tria agradecida I-
_1-argumentando as.im, e eutrelendo essa excita-
rlo, assoberbado pela inveja e pelo odio, quem aera
o obslaculo real opposto a efTectividade da concilia-
Sao Bert a depotatao desta provincia, ou o Li-
beral Pernamhucano .cujos alliado. nlo leudo
mai* em quo exercerem o espriilo apaixouado que
..' .1 .mina, e-M. agjr, empenhado em processes
contra adversarios qoe querein persegoir
A resposla be obvia.
Nortaa cundisOos, qnando em boa paz se desfaz o
Liberal Pemambucano em aggreasoes infrene
nehuma Impresslo podom prodozir mai considera-
tes polilicas, mesmo remnotaudo-so ao principio
das cousas. *
(Jue bello apanhado eerUmenls alo fez o a Libe-
ral Pernambuoano da historia de 18i8 para ca I
De lodas ai combioaces polticas do Liberal
obstante as diligencias que se empregaram I !'"!"'Lr^c"'"'t t3'' p'
paia sa.va-la, se. lo encentrado o cadver as V^X^^T^u,
* ora da tarde do mesmo da, e que igno- '
ra o nomo da referida mulher por ser des-
conliecida no lugar.
ettDiattn ta jftttwmbMo.
li i-se i'ies ole lodo
Uraram Iho, Alhaide, Sergio de Alacedo, Benevidei e Bar-
bosa.
O Sr. Augusto de Oliveira requer o ei.rerramun-
lo da discusslo.
A camara approva o enrcrramenlo
As emendas slo approvadas, e o projeclo
Pemambucano, deduzio elle e eooclaiao de que o
Sr. conselheiro Sergio atacan de frente a conciliacjo
a banhar-se no rio Capibaribe no lugar da dos principios nosta provincia, o nao da alado em
Torro daquella freguezia. afocara-se n5o corolll,io' eonlr*io loma, qA S.Eie. sosientoa
- pesaoai. Entretanto, se
com a gente do Liberal
se, segundo osle di-lo, ou-
tra razio certamenle nlo houve, aenSo a impratica-
bilnlade disso, visto como anda he om problema os
principios porque se ella debate ; porqoanto, se da
rosnfestacio pela imprensa he que ss firmam ai fe-
c.8es caractersticas dos partido-, forja he convir nn
que desde o fallecido Alaccabeu al o actual al.i-
beral Peraambaeano., o incoherencia mais flagran-
te urnas veaes, e a nnovacao maisexlraganto ootras.
foram sempre os alicorees em que leem os liberar
reorganizado levantado o pedestal de toa bu-
deira poltica.
Atai disto, oe de passagem mesmo notsrmos a
malignidade com qne o Liberal Pernamburaao
lemhrou-se dos cdodlos conspicaoi, o qae dlra"
elle Qoe somos nos qoe fazeraos imiouacSes con-
tra os dou liberaes moderados membros do gabine-
te, oo elle Liberal Pernambucono contra um con-
servador tolrenle, qae nlo duvtdou Ir bascar aquel-
les pata comsigo lomaren) o governo do astado ?
E digo o Liberal Pemambucano que nlo vive
urna vida do Incoherencia.
Doe depalados de Peroambuce um houvo sempro
que presin relevantes servaros ao paz j houve o
Sr. Braudlo qae secusou o iuimigo commui, o Sr.
conselheiro Sergio !
E todava, ainda nlo ha maito qae Om nalhetoa
lerrivel lan^oa o .Liberal Pernambacano sobra o
Sr. Brando, porque (sem duvida por mal avisado)
atina va urna leda qae soava mal a genle do mesmo
i ,11-n.in : mas lio,-, q., ...n lo-t d. ajinarlo, iians-
daclor
Quem condece a exportlo eitraordinaiia de
Campos o MaCah, por onde sahem muilos produc-
tos de Cintag.ilio, S. Fidelio, e do varios pontos de
Minas Geraea, quem conhece a prodcelo avullada
o sempre riecenle dos municipios de Cabo Fri,
Saquarema, Capivaiy, llio Bonito, Marica', llabo-
raby, e das fregiifzias do Cordeiros c S. oncolo em
Nidieroy, podo caleulai que o Irafego da estrada de
ferro projeclada nlo dar' entre gneros c psssagci-
roi menos de 6,400:0009 annoaes de receta bruta, e
qu.. reduziudo a metade para as desperas de costeio
e eoneervacalo, a receita liquida sera' pelo menos de
..i'():O05 ou 8porcenio de um capital de.....
10,000.6609.
Ora, quem dir' que a estrada do ferro de N'i-
Iheroy a Campos, sem luneis, sem viaductos e lera
cordilheiras a alravessar.exgira' mal de 20,000 :t)(K).i
pura sua coustruccqlo'.' e nesse raso a sua receila li-
quida anda mesmo mais diminua du que os nossos
clculos moaquiabea nao sera' de 12 ou mais por
cenlo ao anuo ?
Parece-me que he mais qne evidente essa de-
rr.onslraclo, e admira me como ja' nlo tem havidn
concurrentes para o privilegio de orna tal empre/a,
que aprsenla a primeira vista reaes interesses tan-
to para a provincia como para os accionistas.
A presidencia da provincia esta' confiada a um
homem de intelligencia, probidado e boOl senso,
que promover' a realisajlo destai dea, prolegendo-a
com seus auspicios.
Parando aqu, aseguro-le qoe sou ainda o leu
Lucio Luna.
ciarla do Brasil, a respeito da pretenroe. consigna
das n s referidos trligos, e do quaes se deu COOla ao
publico no ii imero 17 desto peridico.
At aqu iiBo encontramos patst algum descor-
tez ou incivil que teslilique a aulhenlicidade da fa-
ltla cima.
O ministro de relaccs exlcriores repellio deco-
rosamente este protocolo, nlo s como contraro ao
ajustado, senlo lambem como olTensvn do seu pon-
lunor e delicadeza, e declarcu queso eslava aulo-
risado para receber a minuta que devia scr-lbe apre-
poli daclara-ao nella que tanto a nola datada de Aas| sentada, a fin de entrar depoi/ em conferencia, dar
stiiiiDcBo em 1 dejnnlio, como a dalada do Paran'
om 2 de junho de ISjG foram recebidas juntamente
7 de jonho, asilm se continua :
o A* capas dessa do:s nulas trouxeram o sello da
legaran imperial do Brasil em Buenos-Avres; sendo
do dilinl leilora a ldima. palavns por se haver
deitado emeinn dolas mais lacar depois de impres-
so o sello.
.. S. Bae. o Sr. ministro, lleve rocjrdar-se de que
a abaixo assignado lhe devolveu um elU-io que Ira-
lia ni capa o eolio da logarlo imperial do Ltra-il na
Coiifeieiai.ii Argonliaa, nrevenindi-o de que com
otee sello uioreeeberUofflcio algam ; tomou a li-
lierJale de raspar se palavrea'Confederacio Ar-
genllnie devolveo outra vez o mesmo ollicio com
aquella abuso, e assim continuou emquanto csteve
em Assump^o.
Tainheni deve recordar-sa o Sr. ministro que
na ni .iili.ii dn lli de maio ssquoixou ao Exm. Sr.
preiiilente da repblica, mudando o c so e dizendo
que o abaixo assignado lhe lizera nin grande in-
-ulfo, que, como dizia, nlo so commetle em parle
nenbiin do mundo, a saber, que lile havia riscado
una nota ; porm urgido pelo abaixo assignado com
a reatida le i. oeenrrldo, lal qual lica referido, de-
elarou ler querido dizer : devolver em vez do s-
car. Uisse mais qoa nlo pode adiar am gravador,
o que nlo era exarlo, como ludo pti.le ver-te na as
la do cilad.i da lli do maio, publicada no d. 17(i
no ..Seminario.
(i aboli, assgnalo capara que o Sr. ministro
queira ler a bondad*da comprar o i!Io que Oorres-
i a le sua lais-v. jante ao governo da repblica,
p na sellar o papis que remeltrr a esta ministerio,
na tntelbgeocia de qae, eemeoec requinto, iKnhuin
conla de ludt
Eiililo o ministro Amaral apresenlou a minla
indomia nella os 11 arligos do project. repellij ;
porem o ministro paraguayo ri pedio os arligos, sus-
tentando as disposire, dos re,ulameiilm policiaes o
lese',
No dia seguinle o Sr. Amaral leve rom o gover-
no urna entrevista, e nella manifeslou que o minis-
tro le relaccs exteriores se negara a ludo quanto
havia elle prvpoalo, e que portento luliciUva do au-
premo governo algumas coocessoei relativas ao as-
snmplu que le ventila.
Com elle.lo, propuzer. m s tres nodlGcacSca -
dltpoalrJiH policiaes, e o ministro brasileiro mauifes-
lou que repetlia a loreeira. Em seguida qoi/. o Sr.
Amaral que o governo se eoearregaofO le um;. aula
que o mii.istru de n-gncios cslrangeiro* .lo Brosil
manda va por ICO intermedio ao da repblica, porem
n governo ao negoa areceiei este documenio, pois
era plo ministro do Brasil remedido ao do Pa-
raguay
ronstrureso de cairelas i Onofre para a peras do
mesmo fne. e a reedilicaclo la estacada e fogo do MnTmdVr''n
preai lio de Miranda; e espera rio seu zelo e arlivi- s re(orinM n.p,
dade o perfeito desrmpenho da impoilaule cominis-
atlo que lhe coul'u as ncluaes melindrosas cir-
ciimslancias ein que se -cha aquella fronleira.
lie de snppiir que qualquer duvida que se possa
haver lisio qaanlo aos fin* siuislros do imperio do
Brasil conlra o Paraguay, lera de*apparecido visla
de tantas provas que firmam o robustecen! os netaoi
anlenores picsenlimentos de inimizade, e o* nossos
acluaes clculos de hostilidade. Lile o dir.
SERADO. v
SESSAODE 11 DE SETEMBRO HE 18&1.
Presidencia do .Sr. Ensebio de ijueiroz toulinho
Mattoo Curara. \
A's 10 3|5 horaada mauhla n Sr. presiJcrJc abre a
sc--ao, achaiido-sc presentes :t0 Srs. senadores.
I.ida a acia da antecedente, he approvada.
He lido o seguinle
EXPEDIENTE.
I m oflicio do ministerio do imperio, remetiendo
os copias aulhnticis Jas leis pro.inriaes do Paran
sobre os imposlos de iicpotaejo da animaes, etc.
I .titilado.
jle approvada a redac(io das emendas feilas e ap-
provadas pela cmara dos depulados a proposla do
poder execulivo que fiva a despeza e ore* a receila
geral do imperio para o exercicio de ISS a 1859.
O Sr. Ferreira Penoa manda a mesa um requeri-
mcnlo pedindo inf rmare ao govrno rel.iliv ineu
le a cerlos aclos pralicadiis pela presidencia de Minas.
Sendo apoiado, Oca sobre a mesa para entrar na
ordem dos Iraballios.
Procede-so ao sorleio da deputac,lo que tem d ir
a S. M. o Imperador saber o dia e hora do encer-
ramtnlo da anembla geral.
0 Sr. Silvelra da Molla pede a palavra pela ordem
mesa o parecer da commisslo ;itre
_ polhecarias. Vai a imprimir.
Pica a discusslo adiada por nlo haver casa.
A ordem da he a mesrr.a.
1 evanla-se a sesslo as 2 1|2 horas.
O Sr. Paes llairelo requer urgencia para ler a re-
dacc/io.
A cmara con-ente.
I.ida a redacc,lo, be approvada sem debate.
Le-ae o aulographo que lem de subir a' saoceo
imperial.
O Sr. Presidente declara que se vai cfilciar ao go-
vemo pe.I......da, hora e lugar para receber a de-
puliirau qae lem de apresentar o aulographo da lei
do orramenlu gei al du imperio, e nomeia para a
mesma depuiara i aos Srs. Bodrigoe* dosSanlm, Be-
nevi les. Brandan, Santa Cruz, Alcntara Machado,
Marlinho Campos e Lima e Silva.
Para a commisslo que lem de pedir o dia para o
encerramentu da prsenle sesslo da assemblea legis-
lativa, os Sr. Kodrigucs dos Santos, Bene.ides,
Braudlo, Sihla Croz, Lima e Silva, Sergio, monse-
uhor Marrondes, Brusque, Augusto de Oliveira, Ma-
dureira, Alhaide. Cavilo Peixolo, J. de Mendonca,
Conha Mallos, Pacheco, Paulino, Peitolo de Azeve-
do, Pederneiras, Araglo e Melle e Heriques.
ti Sr. Itrandlo ;pela ordem' requer urgencia para
continuar a discusslo do parecer da commisslo es-
pecial sobre a catestia dos gneros alimenticios.
A camera coucedo a urgencia.
Continua a discusslo do parecer-
Orramos Srs. Paes Brrelo, B"amblo e Fausto.
A discusslo fien encerrada, nlo so podendo votar
por nao haver casa.
O Sr. presidentelda' para ordem do dia :
A presentarlo e discusslo de rcquerimeulos na
hora compleme.
Votaclo do parecer da comiisso, coja discusslo
fleco encerrada, e as materias anteriormente desig-
nadas.
Levanla-sa a sessao as 2 horas e meia.
Ilonlein pola villa de meo dia tomou posse da
aJiniuisiriclu da proviocia o Sr. Dr. Bamvenulo
Augusto de Magalhes laques. Esle aclo foi um
dos mais solemnes que tem lido lugar nesla cidade :
S. Exc. Itwi.., Exm. coinmandaute das aunas, com-
m.. luanle superior da guarda nacios!, lodos os che-
fes das dfTeienles repattic,e publicas, commandau-
les de corpa-, modos funecionarios pblicos, muitos
cidadcs particulares, assiliram a ceremonia da posse
do novo presidente do Pernambuco.
O balalhlo da guarda uacional destacado e um
parque do arlilharia fizeram as honras do aclo, e ao
mesmo lempo varias baudas de msicas marciaei (o-
cavam em palacio.
A's honze horas da manilla pouco mais ou meaos
o Exm. Sr. Taques, em companhia do Eim.Sr. vice-
presidente dirigiv.im-se ao paco da cmara municipal,
e ah prestou o juramento segundo a formla seguin-
le : Juro bem cumprie o cargo de prndente dosla
provincia, manten.I e fazendo mantee a COUtitaieJJa
o leis, e pro noven.lo quanto em mim coitber a pros-
pordadeda mesma provincia. Depois dissoSs.Eics.
vnllaram poro o pi-lario do govemo. e. em prpnpra
municipal, que seglo a S. Exc. o novo presidente
tomou possa do arduo cargo do administrador da
provincia.
O carcter transiloiio, que assignalava a inlerini-
dade de S. Exc. o Sr. Dr. Joaquim Pires Machado
Portella, nu permirtio-lhe na sua administradlo e-
pttemea a iniciadlo de medidas de alto alcance,
compaliveis com a sua prudencia e Ilustradlo ; to-
dava a justi;a | imparcialidade sempreencoulraram
cm S. Exc. um inlerp.ele liel e escrupuloso. O di-
redo das parles nlo foi desallendido.eaaexigenciasda
lei foram respeitadas por S. Exc. So ama longo prali-
ca dos negocios pblicos he geralmenle acondieso es
pecial para o bom desempeuho da espinhosa (arefa
deutn administrador do provincia.o Sr. Dr. Portella,
na sua juvenlode e durante um curto periodo, deu
provas da sua lubiliJade para bem exercer tarefas
desla nalure/.a.
COBItESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO. '
CABAS DA CORTE.
XI.
Rio de Janeiro, 20 de selembrn.
Meo charo R...Perdoa-me so a ultima hora da
saludada Medwajs nlo escrev como promedie
J iva. No mcu caso lamben) teria cabido em
igual falla. Sou curioso, e por isso quiz eslar cm
Nilheroy para presenciar oa festejo! em obsequio a
SS. .-li. ti.
O baile que alli leve lugar no dia 15, de que j
le f.illei esleve con o o devia espetar, grande e bri-
llante foi a concurrencia ; mas houve como que um
va-i i produzido pela auieocia do cerlai Bciilioras do
grande mundo, que e-lamo* babiloadoo a encentrar
as retundes esplendido!, de que ellas o coiiiiilnem
sempre os principie! rnamealoi.
Deolai somonte urna dea nossas antigs conbeci lai
achava ; e nlu cllarel o sen nome para que
Nena entreviste do Sr. Amaral eom o Sr. pre- n,to leuhei o ineommodo de fazer um paaaeio de
idenle da repblica nada lambem houve do que re-I ""'-'""Cl" pela-traveaaa das Maogoeirar, e ires
fere afabula do Nacionaln de Bocnos-Ayres. Ill;l!" adenle, peuelraadq lalvez eoinolhoi in i scre-
o Era oulra viiu o Sr. Amaral declaro* ao Sr. 1,0* (aRloe do penaameali cm um dos boiidi ir
presidente qua linha iberio lomado eonhecimenlo !m"9 elegante que ha nasla grande cidade
da nola cima, em virlude de ordem que para i*o
lioha, e para pedirexplicajOes a ese respeito. (1 ga-
HAR 1M)S SRS. DENTADOS,
SESSA'OEM II DE SETEMBRO.
/'residencia do Sr. risconde de Uaependij.
A hora do coslnme, Lila a chamada, e acbando-
se reunido numero legal, abre-se a sesslo.
I.ida a acia da anlecdenle, he approvada.
O Sr. pnmeiro secretario di ronla do seguinle
EXPEDIENTE,
Ir* ollicio do ministerio do imperio, remellen-
do as resolo(9tl sanecionadas : que declaiarain a
villa de S. Benlo sede da segundo dlllrlclo eieiloral
do llaianhlo | que approvave a lirenra concedida
ao Dr. VilellaTavarea e oulrus ; e quo eslabelece a
navegarlo por vapor desla cotle a cidade da Victo-
ria.A archlrar-se.
Ililn do mesmo minilterio, remetiendo o idlicio
reservado do vice-prcsidente de S. Paulo e docu-
meoloa sobro o eleirlo de Mogv das Cruzes.A'
commblSo de poderes.
lilla do mrsnio mini-lerio, remellendo a arlada
eleirlo du quinto iii-lrcto da provincia do Kio do
Janeiro, solicitada por esta cmara.A' commisslo
de poderes.
< "x>mmi.tici)oi?.
PAGN VULS&
EBS H1j'J.}. S
Cago.Informam-nos que no lugar do Beliro
[OO caes do Ramee), ao lado de urna (alterne, se
rene urna sucia de moloques p,:ra jogarem u ga-
go, em qoe perdem ou sarrilicam os dioheiros de
seus senhores. Convcm, portanto, qae a polica nlo
perca de visla ete diverlimenlo, fazendo parar
carieia lodos aqoelles sucios.
Desappurecimento.De um sitio nnArraial, com
la, que ha Ires mezes, pouco mais ou menos, des-
eppnrecera urna moca, sem que al o presente se
fenlia sabido qual o fim que levou, se morreo ou o
foi raptada, sendo para notar que sua familia nada
lenha dilo a semelbanle respeilu, o quo faz causar
graves suspeilas. Segundo se diz, esse drsappareri-
menlo se ha torna lo mysterioso, pelo qoe mudo con-
ven) quo o respectivo subdelegada da fregnezia do
Poco da Panella passe a syndica-lo, afirn de ver se
descubre esse sefredo.
HcrlamarRo.Alguem reclama contra o precedi-
L'MAPIIASE POLTICA INCLASSIF1CAVEL.
VII.
Conlinaarl).Posicao da depulajlu Pernambucana.
Donde provem a impoilancia do depotado na
cmara.0 Sr. Torres II i nem servindo de mtio
de accusic,!o conlra o Sr. conselheiro Sergio Os
Srs. Augusto de Oliveira, Paes Barieto e Sa' o Al-
buquerque. Quaes slo os obstculos a' concilia-
rio.Pr nciploa polilieoa do Liberal Pernambu-
cano.t.'1 Sr. Brando servindo de jogo.
Convcm que abreviemos a nossa tirefa, prtenlo
lomaremos boje o quinto e o sexto artigo do a Libe-
lal Pernambacano, como base da resposla qae lhe
devemos ,- e islo Taremos em acompanhar peque-
as circuinslancies, de neiilium valor, que parecem-
oos csciijilas lmente para desencargo de consciencia
ou alias como desenfjlo da leuslo do espirito.
Raalo por um despeto, cuja incongruencia he
msnife-in, dominado de um odio ineitiuguivel, o
Liberal P. mambucano s trabadla na obrado
depreeiamenlo e ronseiueule descrdito dos depula-
dos desla | roviucia, nlo deixando de envolta do ag-
gredire doertar o Sr. conselheiro Sergio de Macedo.
Porm qoanlo mais eiforjos empreg* para consecu-
Sm desee intuito, lanto mais infeliz he elle em sou
e.npenlio, porque a depula(lo desla provincia, leva-
d i de orna diguidade honrosa, vai ganhando sempre
Ictreno ns considerarlo publici, o o ir. constllniro
Sergio nlo perdo do prestigio que merecidamonle o
cerca. Dipnla a conceder a seus advenirlos ludo
a qoe razcavelmenle liverera elles direito, ell, nada
exige, em nada Jinp.jrluita o governo, e por eoiise-
guinle inanlm urna po-icao de dignidade quo be a
p.imeira resposla a seus ditractures.
Neslj si uarlo lisongeira, cercada de adhnes de
lodas as oulras depul.ic.6es que coaililoem a cmara
dos depulados, nasceu a queslo do crdito, em que
os laro do partido se afrouxaram paca dar lugar as
opioies iiidividuaes ; e enllo votaron) pelo governo
acerca da faculdode de crear Baucos de emisilo os
senhores bario de dmaragibe, conselheiro llego
Barros, Vilella Tavarcs, S e Albuquerque, Piulo de
Campos, Paes Brrelo, Souza Lelo, Nobuco, Jos
Benlo e Sivino, aceitando o Sr. Auguslu de Olivei-
ra a idea contraria.
Salisfaiendo por lal modo a perguula que nos di-
rigir o Liberal Pemambucano, podemoiassevi-
rar-lhe? n > entretanto que o valor o respeito que sd-
quire o depolado, uasce da soa diguidade e lude-
Ma! o que he verdade he, quo osses elogios ao
Sr. Brandan slo apenas om engodo ao publico, nlo
passam de roerai palavra, viito como nos consta al
qae particularmente alguem bem nolavel na redac-
elo do Liberal Pernamboeano declarara.que pre-
conisayam aquello deputadn smenle como um meio
de mais inflamma-lo conlra o seu adversario!, por '
que apreso particolar oio lhe poderiam votar.
f. no enlamo, o Liberal Pemambucano que
pharisaicamenle le deifaz em applauso coroa-
lo qoe, cm larde clara, na praja publica e eo som
de um discurso popular, recebera o Sr. Dr. Brou-
dlo ; na accusaQlo que soffreu o Sr. Dr. N'abuco
aecusaclo que foi a maior gloria qoe lhe poderiam
proporciooar, quer pelo campo em quo collocaram
seu vasto talento, quer pelo comeqnenle Iriumpho
que obteve, descobre esse mesmo oLiberal, anda
pharisaiearaente, am quer qae oeja. qoe cooslilue
um desar, que deve reverter sobre toda a deou-
tatlo p
Ora, esla nlo lemhra a ninguem Sempre o o i-
beral Peruambucauoo lem urna argumentarlo ei-
pecialissima, de maueira que ama mesma cusa v
simultaoeamente por priama! diversos.
Se a occmaclo pessoal do Sr. Nobuco, tem a Tor-
ca de reverter om deiproveito de lodo a depulacilo
ueste caso effeitos idnticos dovem ler ns services do
Sr, Brandao ; ni quaes sendo, segundo o Liberal
I ernambucanou, lio avantajadoi, e por conatguin-
conililuindo-se um bem, he lgico o de summa jui-
lic.a, qae reverlam por igual forma m favor de lo.
da a deputarSo ; e aisim o amal do am conlroba-
lanfado pelo .bem do outro, manlm inqueslioua-
volmente, a despedo do Liberal Pemambucano
aquella depularlo, ua altara do apreco qBe soube
conquiolar.
Coiilinuaremo!.
Junius.
i de iiovembro. .
pendenrii.....unca de condicaode palrador. So t-
menlo de cerlos j, vens que moram na ra de San-, dos os depulados talentosos forcad.meule devoosem
Jos, nlo su com 0! seos villanas, como ineimo com i empenhai-so as diicussoes da cmara, ell-s leriam
quem passa pela ma. Previne-se, porlanto, a ssee sempre irterminaveis ; e occorre em contraste a essa
joveus, que nlo eslo na roca, e quo e*sas familia necessidade, que para ovitar u prolongamoido da
11 quera escarnecem, !,) Iioneslas, e nlo e.tlo mudo discossoes, foi qae cslabeleceram o svskina chmalo
disposlas a solTre-los, porlanlo, justo be que se con- da rollia
verno lh fe/, neise ponto ob crvace* .u i devlaoo.
cliain r a sin BlIaneJIo, l'orem em Iota a conversa
de amb. a parles se guar'aram a! eonrtdaracOei
rec'amadas pela etiquis. Nese mefmo dia se dea-
pedio o Sr. Amaral to governo e do ministerio, nn-
DOnciando a sua sahlda da Assiimprlo para o Paran
no domingo eegolbte. Todava, em cousequ.'nci i
--. ,. ,,--,,, MMi>.ii-iin, rptiteiieiiiin n nerreto
quo concede urna pensilo memalde 30 ao capilla
do exercilo Pedro Jos Baplist, para oblar a res-
pectiva approvarait do Corpo legislr.livo.A' com-
muslo de penase*.
I) los do ministerio da ulira, remellendo copias
dos deereloi pelea quaes foi aposentado em um dos
A sala do baile esleve magnifica ; e corresponden luna,,.., .1, deeembargador da rlado do Rio le Jr-
ben, a proco que lhe foi arbitrado. o.iro o b.ch.rel .1. lo Antonio de" Miranda, com o
Occopa ainda a atlaneio publica e di Ihr-ni as ordenado dejla dedireilo .-nrrepondenle ao t.m-
Olb.l dieriei a ques.no do Paraguay, de que |. po de serviro ; o Dr. Anselo Monte da l?lv. Ferrar
las vetes (u leu.in dado n lcia, e de que anda b je em ricirmbargadnr, rom o ordenado de 1-238 e
n mesmo pura adianto, fallare!, por me paierer ie- Al.inoel Antonio Ba-to Raid ff em eorecreiro' da c'a-
summa importancia. den da villa do Pilar
lenliam, se he que nlo quercm que alguem os faca
canter. ,
Os ralos liranos.Consta-no! quo alguem cen-
saron por havermts dado como randado esses ralos
orticos, que ha das sedespacharam na alfaudega,
seu) que estivessemos informado! de qual o fim pa-
ra que se deslnavem, se pura tirar rar;a ou se para
fazeiem habilidades: no primeiro caio, nao era du-
vidoso, porque ha gosto para ludo, e no ifgun-to,
nlo podiamo! conheecr se aquelle* ratos erara liio
habilidosos que para aqu viessem para dar benefi-
cio no thealro ; em lodo o caso nlo deixa de ser una
rari ladg, e como lal demos a noticia, e anda insis-
liremoiPJior dizer a ) nooo censor, que, qualquer que
ja a babili lade detlH nuimaes, nlo excederlo ao
que lazara o nossos, porque lambem dansam, enr-
tcm, chiam, sallara, qaebram lou(a e rorra mudas
vezei o que lm. s le mais precioso, e entretanto,
nlo dio beneficie nicajlieatro, o porque ? Porque nlo
he urna novidade esfrangoira, Irisle sorle !...
Inceiiiio.Ilonlim 13 do corrente, por volla de
men -di.i, pouco mais ou menos, deram as lurre
ignal de
Bocio de
....................., da provincia da Parahlha,
it ii ano oo kiu lie o jornal que mais s tem i wm o ordenado por mleiro,A'couimis-So do pen-
- --........ ----.-.-, > Mfominfiai capado ile la ; quer a guerra, e pensa qoe be o 1 oes e ordenados,
papoi cun sena da le;ae.ao imperial do Brasil, em d.ls nMas trocidos entro o ministro paraguayo e o du "nico meio de terminar de urna vez, e bem, a diver- Dito do mesmo mit.isleri" remellendo a. i(,
Ul"r.:.l',,.le.l.,"l".',"n.'-,'ar:,2':l>'."r.l'.ne"' "haixo l'rasilnosdias l< a I,. .oliCllo. o Sr. Amaral, por nria qae ec.ua.men.o evi-te. ,,<,, peald ,,, 1J{^ '^ 7'ndnu";,,
tribunal da rolarlo de Pernambuco.A' quem fez a
requi-irao.
Dito do ministerio de poerra, remetiendo a in-
fiirii.aciifs pedidas sobre a prelenclu do segundo l-
ente do enrpo de engenlieiroi Jo'lo Joige Bomel.
A' romniisslo de poderes.
Dito do secretario rio senado, remmallendo as e-
mendas follas pelo senado ao orcainMto geral
.-- igiia.in raoei.ido ; afa p..denlo toleiar-ie por I intermedio de Sr. eonral brasileira, orna entrevbl
man lempo c se ni uso de mear palavras. c de diri-! com S. Bae.. .Al 7 horas da noite dr5-e dia 15 : es.a
gir oiiicios cora aemetnaale Indeecncie c falla do res- enlreviil i nlo pie reliar-e par achar-n ineom-
lacsaa da repblica, f.l- mod ido o Sr. prriideote o haver-oo recolhldo
I orem ejortadi para o dia legointe
-------- i ..... -..... .....a*.......s..- uu i vi ? i vr tVIMIUVi i' I I) !l
duidade la reprsenla,;,Vj impe-
ra .i o in urna miseravel economa de um'punco de Com efleiln.'pela manilla des.o din aproenlnu-
despera na compra de tira sello... ,e br. A,oaral com a ealranha e Intempestiva per-
No mesmu numero da f.dha paraguaya ;e le o c- gonla s- o governo da repuh'ica quera romper pal
guilde artigo : eom o Braail. Bnlflo o Sr. pre-identc, semdar-Ihe
Pelad,,. hr.-ilc:roEmpieza. respeati, f.z que en!,as.. 0 Sr. ministro das relacVs
nservaioo! auicr.ormcnic qaie es: navio he de otleriores, e ahi di aa ao Sr. Amaral qoa eaplicaese o
80 loiela las' e carrega 130 looclada de envo de | objerfide lu visita. Roprodacio o Sr. Vmaral 8
pedra para a esquadra brasileira, ana a patrio ana ii.lerp liara, noe lermoa e cora o resallado refe-
< irlos Vi-enle Pontea he o anieo Brasileiro da soa i rido na ocla d'; 16 de maio publicada no Semiria-
trip.it'rjio. V'Amoa fiar-nos acora quaulu a na- rio a n. 175.
clon lutado do navio. Bsli estipulado ne arl. 12 do I Bu o resumo da hirtoria do qoe oeeorreo eom o
da tul ida .i- (i le abril de 1836 quo re considera-! p'o ilpoleneiaria do Brasil, em tirar nem por tou*a
paraguayo! e luasileiroi ci quo forem j alguma ; deve poi d' .-, ii ivegad .- lnpola los segundo a* lei! dos os leitore a lidieoll inveorao consignada as co-
I paiaee. | Inran-i! do a Nacional a do Buenos-Avre. Sem uemaraaae ate o dia 19, islo h
., Ai^'i'i repobllca sobre narionslidada dos na-1 grandes eraforjas e sem fazer alarde di j;riide pe- dopola da aotorisaelo qae oblev
vnr.in poblieada no cSemanerio, ediaq..... ca- netreetlo pode-se primeira villa mohecer qus o1 lata o qoa indica, ou demons
Pa ou pairao li lodo barco nacional, a pelo me- Braail abriga designio! penco lisongelroa eanlra a
. lado .1; ui inpolacoo, lera'da naeionaes da repabliea do Pargoay, aria como ;* lendenciai
penco amigoveii do Reverti *la confe leraetlo.
! Oboerva-se o desosado aalagoni mo qae se des-
; perloo na imprensa brasileira depois da celebrarse
idos tratados de 6 de abril de 1856. Es*.
Quem conhecero carcter asalo, repedoo e Ira-
p.ssoiro do presdanle Lpez, que sempre lopliisma
e mterprela a seu geilo as inienre ,1o Brasil, nlo
dallara' de recouliecer que rom emelbanle homem
a diplomacia he improflcaa, e qae ni o poder da
forc* o intimidara, afora' coinprir o tratado que
foi celebrado pelo seu plenipoiencisrio nesla cotle.
Parala' parti finalmente o Sr. Prannos, nlo no
da 13 como se dizia, mas lim hootem 10, com tolo
o sequilo de um embaixador, c com urna ajudtde
ru*l.) de.'itl conloi .! alcm dos mil que estSo a sua
dlipoiieSo ni caa nanearla de Mam', Mac Greger
j C, pra lim secrelns. Essa demora .'a sua part la
foi devida lalvez a Dio eslarem ainda assenlalase
preparadas lodas as iuslrucees para lio imp ranle
mis.lo.
Parece locrivel que u govemo (endo pedido licen-
;n a cmara para i. retirada doSr. Paraahos,afirn de
partir rom a maior brevidado para a Paraguay, o
dem.ra.se al o dia 1(1, islo he', mais de um mez
-.-..o. r iiirendio, nue ss havia manifestado era
lo ine-mo ininislcrio, remellendo o decrelrr um sobrado da ruado Apollo. Feliunenle, leu-
do sido presentido o comeen daquelle incendio
em nm quarlo que fica contiguo a cozmlia, Irala-
rm de o abalar, por meio de grande quaulidade de
eeua, e o poderam conseguir facilmeule, sem que
fusse millar inlervir a pulida, e nem a rompanbia
do homlteiros ; no enlrelanlu os soccorros apparo-
ceram de prompln, e as autoridades nao follaran).
Mornsidaile.Moda morosidade lera lia vi tu no
cnmpiimento da ordem da vire-mesidencia, acerca
da sobstitoicto das baudeiras o galhardalea do telo-
graplto, de cor branca para a encarnada. Sera, por-
ventura, a falle de flele de.la cor '.' Ciemos que
nlo. porlanlo, insistimos em pedir que quanto an-
tes seja observada aquella ordem da vtee-presiden-
ria, como neccitario para o melhoramenlo dui sis-
naes. "
Correio publico.Ja se podo ir ao correio delta
cidade, em otcasilo em que ebegam e slo distribui-
das as mala* do algum vapor, poique reina all o
maior silencio e ordem. Devemos esse melliora-
menlo ao mui digno administrador, qoe saliendo
comprehender o respeito que he devido a aquella
repartirlo, fez dosapparecer os di.lurbos que nella
se ptatiravam, ne-sus nccasiOes de dielribolcao de
malas, llvese ser prudente, prrm enrgico, no
imperio.A'
d
imprimir
do
::S?w= Sfiai5SSSE
A cmara dipema a lmpreslo.
itm da presidencia do Eipinto-Sanlo, remellen-
relatarlo e diverso aclos legislad
riae< promulgado.A' arrhivar-se o relalnno,
repabliea
i o ministro da* relaroes exleiiores da repblica
pedio |o c n I geral i r.sileiro urna cof.i i aulhei li-
ca doi requiiiloa da lei brasileira pares
... Jo inii i :
Ira
Lis porque s. diz em bocea pequea, n'um lum
zona qoe oovl, qoe o aetaal Sr. ministro doieslren-
geiroi ja'eita' fatigado eom a vida politice ; e com
quinina : ni ipp ir-nria physiea leja ainda de bom
aipeelo, ja' mo poda carregar com o peso de uma
pasta, lli llgoem bem infurmado qu
sudados,
S. Exc. o Sr. Carrio, presidente nnmeado para
s&jzsxxxx& sssxg&z-- ='w^s:;t;r
especlivas assemhleai provinciaes em su.n es-1 n meimo ven.tr r.0 0 Sr. Dr. Antonio Al

,:,.;' i""'?
I
I iti's.
i ,\
li,
i a
MI.
E- i proiDea
lant j nlo sabemos
g
Ja v, porlanlo, o Liberal Peroambucano, o
que Boa laslos parlamentares, nao constdue um mo-
nto mudo fallar, ainda que este muilu fallar seja
com habilidade e illuiIrarAu. Assim como a diguida-
de he a principal co'ndicrlo da vida humana, o ha
tambera da gloria parlamentar, de modo que julgar-
sa to tlenlo da depata(lo pela reserva em qoe es-
leve durante a discusslo 1 ancana, he um recurso
me-quinlto a que se soccorreu, a miogua do alguma
oulra plausibilidade, o Liberal Pemambucano,
que nlo pude Ueixari'de cuiihecer nella laleuloi nui
disiinctoi.
Si o Lihtral Pemambucano ignora, o que nao
eremos, o apceo o coosideraclo de que gozou aa
actual I'gislatura, bem como lias Ir nstelas, a ,le-
pulacao desla provincia, procure informal-se dos
propiio* liher.ie*, que livera.n asiento na cmara,
muitus cus quaes nlo duridaram do qualilica-la co-
mo oma da salva-guardas da honra da mesma c-
mara. Informe--,, anula do Sr, .Marlinho Campos,
liberal deci lido e sem lebuco, dos senhores Cardo,
Oclaviano, Rodrigues dosS.utos e outros muitos des-
sa grei poltica, quo%sim ficara' miii habilitad
paia ser menos injusto e nao proclamar faliidadoi,
qoe ni no odio e na invejt podeilo ler asiento.
Nlo lie menos nolavel o fado dos elogios qoe le-
ce ao Sr. Torres liomem, cujo lim he de oma dia-
plnneidado lal que o pito patulle a lodos ; elogios
que ve Ion, que nlo sejam um faror, que lhe des-
penda por serem merecidos, neoliuma duvida leria
de itega-los o Liberai Permimhuc*no. senlo achas-
senelle tuina arma ds desaprero ao Sr. conselheiro
Sergio le Alacedo, a quem nem a propria dignida-
de do mesmo Liberal,, ainda pode amparar contra
o golpis de rencoroso despeto e graluila auiraosi-
dade.
Exhiba, porem, o a Liberal Pemambucano as
suas habilitarles acerca de quesles financeiras e
balice, elucide-as com vaslidlo, sem recorrer al
frivolidades pueril com que quiz enfeilar a oplnilo
de aulores que cdou nos seus "Artiguito* I porntilta-
iio! a continuarlo da qualifica^lv ) que enllo ron-
doremos o devido tributo ao eeu saber, sem o que
continuaremos a declinar de sea jaiin acerca da fl-
la de Inhililarales, decoberl*,por nm inaadilo esfor-
cn de ii leliigencia, no Sr. conselheiro Sergio, para
fallar na ditrusslo do credilo. E osim, emqoanto
Liberal Pemambucan nao exhbeos seus lilu-
loi do qoanlo vale em assumplos econmicos, con-
sinla que lite obsrveraoi que ni qaesiao bancarii a
melhor e m.is bella parle di discusslo Coube na
verdade ao Sr. Torres Homem, como relator da
commisslo, que leve de fazer a expu-irln das riou-
trina. bent salte o Liberal que isto he muilo
mais lar I ; sem que importe o momo que dizer qae
o Sr. Salles nao ex. rnnn.se com erudi(o e habi-
lidade ooUvrib. Ao Sr. coug-lheiro Sergio, p nm,
cabendo a paite man diHicil, a di replica, e nesla
circiimslancii nlo quere-ido reprodozir a expolilo
das douiriuai e driceudo ao campo pralico, sem
invnl. ue achou-ic em iHeadVo ma estril o po-
sitiva, di qual todava sahiose iali>ractoriamente-
rorre-pondeu a czpectalive da cmara, e deu bii,
Ihanle prava de suai habililacOe!, mo*|iando abati-
danei.i de cnnliecur.eiilo* nlo commum na opecie.
Esla he quo iie a verdade, verdade que lodoi re-
midieren), verdade finalmente qae s o Liberal
Cean,bocino e o soa circulo, que lem una mi
Eis-nos pela segunda vez escrevenJo. para
o publico, a respeito do esmalte do palco
pemambucano. Fallamos do Sr. Germano
Francisco de Oliveira, o cheios de prazer,
saudamos a essa estrella que no scenario
illumina os espiritos, prende a attencSo e
vence a dureza de coratOes rispid-s, indi-
ferentes as mais tocantes inspirarles !
Vamos tratar do drama-Pedro-produc-
cao do Sr. alendes Leal, que na noite de 10
do crranle, foi levado a scona no thealro
--Santa. Isabel.
Nilo nos podemos furtar a um elogio me-
recido : elle se refera ao Sr. Germano, por
ter tao bem desempenhado o seu papel
Sua posir5o caracterisada o perfeiUmetite
i-ompreheudida, aimpassibilidade que os-
lenlou, misturada com um porte de nobreza
tao natural, chamou aattentjao de tolos e
provocou o xtasis d'aquelles que, nos
transportes de doces emanatjOes, admira-
rain o talento do artista cotisummado e vi-
ram nos arroubos da eloqueneia, o genio, e
Sr. Mendos Leal, arrebatando o pensainonto
os regioes maLs altas do enlhusiasmu I
E quem dir que nSo sentimos essas etno-
qOos, esses transportoi n'aquella noite tao
Tu guranle ? Quem dir que os nimos nao
estavam repletos de prazer, que nSo deram
seguras demonstrac.6es de applauso pelo ar-
tista insigne e sympatico ? .\inguom o dir
certamenle.
De homem commum, Pedro, ajudado por
seus esfortjos e guiado pela m3o de Dos,
cliegou a altura que atiingio, subindo al a
postrjao de estadista Vingou-se de injurias
que sollrera na sua primitiva ondit;5o, mas
sem nunca faltar aos sentimenlos do nobro
goncrosidade.
Pedro, esse entesuggerido pela imagina-
cao do Ilustrado litterato portuguez, genio
Ja poca, venceu difllculdadese por seu ta-
lento e dedicasfio s ietlras, tocou a esphora
de suas mais latas aspirares, para dar uma
ic3o de moral a sociedade, desvairada pe-
las galas do feudo o da nobreza hereditaria !
Esse drama, como ja dissemos, de compo-
sicao dote. Mendos Leal, que no ardor do
cnthusiasmodeu expansSoao seu talento,
heum dos seus maiores padrOes de gloria
Iliteraria. OSr. Germano comprehendeu-o
apparecendoem scena, commoveu os co-
rar,Oes, fallando-lhes a linguagom da poe-
sa, essa linguagem dos anjosT
Essa producc.o de um geuio porluguez,
de um litterato gigante, assombra e emmu-
dece a liumanidade com os arroubos de ima-
ginagOes 13o bellas!
Falta-nos o gosto para pintarme com
lindas cores as Utlferentes maravilhas desse
drama, cujo ment transcendente falla mais
alto quo nossos elogios; valha-nos porem a
convicio de que foi elle optimameute de-
sompenbadu, com especialidade na parle
ropresentaJa pelo Sr. Germano, que he dig-
no por seus esfor^os, por sua dedicarlo ao
uiteresse publico, de seria coadjuvagao para
conseguir o empenho que o liga a conlianca
de todos era geral.
' Iteceba, portanlo, o distincto artista esse
tributo de pobre laomenagem que offerece-
cemosaoseu talento, ao mrito em pessoa.
__________________________K* 1'.
oreSaj>ottDcncia.
Srs. redactores.--llavendo promettido cm
correspondencia inserta no em seu bem con-
ceiluado jornal de 2 do corrente aoSr. Pau-
lino Augusto da Silva Freir de acompa-
nlia-lo puntualmente em qualquer campo,
em que lance-me em rosto a luva, prompto
apresento-me agora em responder ao seu
novo aranzel publicado em o Diario n. 208
de 12 do passado, n3o acompanliando-o po-
rem nunca em sua nojeuta phraseologia,mas
propria,ou querida descae casas de alcouces
do que do homem brioso,- mais propria, o
nccessaiias a quem com estpidas algazarras
trata de al'ugentar contrarios : do que ao
homem consciajitcioso e reflectido, que lia-
batba por descobnr a verdade ; pois que em
r,".|< I i,l,i n'lA rlfliniA ti,-*,.. .. a
rcaliiladc nlo desojo, nem mesmo de love,
., .1- v bmiicj a evcrcer.um .Usbalo de odio a sa- imila-lo ; e someiite espero imprimir lhe
tisfazer, nlo Irepida em problematisar
Va |.relenc.'i ]
Dapoil de orar o Sr. comeiheiro Seri.., tesuio-si o
Sr. raarqaei de Olinda, apos o qual deu-so o eneer-
rameulu da discu-slo a requeiimenlo do Sr. Karroi
uas laces a nryra infamia, que tao vilmente
me quiz laurear.
l'r ncipiou o Sr. Paulino, queren lo con-
vencer ao publico de grave haver sido a of-
fensa. que diz, recebera
Piinenlel. quando cabio a palavra ao Sr. Aueuiio de cnsa'.1Ue U|Z' ""-'Cebera ; e aprsenla como
Oliveira. cunlra quem por um modo de.convenieote i "ase dc s"a unienta^ii) a injuria, que jut-
e levollmie, procura o a l.ber,d Pemombocino I Ka della resultante,
implanlire eoireter urna opimlo de deieprec>. I Se o Sr. Paulino lesse a minha correspon-

(
<
-
MUTILADO

.
ILEGIVEL

-


\

H
dcnea publcala no Diario n. 198 de 31 do
agosto prximo pausado, com a moderacSo
precisa do homem cordato.clararrjonte veria,
aue o mal physico, que, diz elle. soltVcra,
lora por mim considerado de pouca gravida-
oelle roesmo partido : no entretanto
que generosamente do mim mesmo lhe
le importancia maior, considorei-o gra-
va ein attencao a sua pesnoa, e a sua posi-
<;ao social, embora elle realmente nilo fosse
revestido dos caracteres, 011 circumstancias,
u.ue o legislador exige para assim consido,
rar-sn a oflensa grave.
Certamenteo Sr. Paulino n3o deve igno-
rar, quo a otTensa physica grave he aquella
que produz no individuo grande incoramodo
de sua saude e graves desarraiijos em sua
organisacao ; ou o inhabilita do servico por
inais de uro mez ora se o Sr. Paulino nao
softreu incommodo algum de saude, e des-
mancho algum em sua organisac3o, como
elle mesmo confessa ; e nao esLeve inhabe-
Iitado de servico por mais de um mez, tanto
que logo entrouou aceilou o pesado servico
publico da polica da freguezia, como quer
agora que a oft'ensa, que diz, recebera, seja
considerada em si mesmo grave 1!
O que porem he aindamais irrisorio he
ver o Sr. I'aulino pretender levara cathego-
na de tentativa de morto, esse celebre es-
paniuinenlo que diz soITrera :. Risum te-
neatis I.. Ignora por. ventura o Sr. Paulino
que para a tentativa de um cri ne ser quaij.
licado ha necessirio que se demonstre os se-
guintes pontos manifestacSo por actos ex-
ternos da vontade do agente do perpetrar o
delicio principio da execuclo- e finalmente
que essa execucao nilo tivesse effeito por
circumstancias independenies de sua von-
tade.
E por ventura nesse sen milagroso ou fa-
buloso espancament existe estas circuns-
tancias ? Sera crivel, que quatro homens
armados de cacetes, esperando ao Sr. Pauli-
no em um lugar ermo. nilo levassem a effei-
to a sua premeditada morte. se tnl Intencao
livessem?! Tanto mais fcilmente quando
t>, &. nenhuma resistencia opaoz, a monoj
que como tal sen5o considere, veloci-
dadedeseubom ginete! I I E o instrumento
procurado nflo he a prova de que estes indi-
viduos, se tal emhoscador Ozeram, nunca
tencionaram assassina lo ; porqus,- assim
o quizessem fazor, servir-ae-hiam do baca-
marte ou piinhal, armas mais seguras e ci-
pe mis.':
Equaes foram as circumstancias, que in-
dependontes da vontade dos emboscados,
produzram a nao oxecucilo do delicio ? Yer-
tamente nenhuma Logo tal tentativa he
bem dos sonhos do Sr, Paulino, he a expli-
cacio ou narracao fiel do que se bavia pru-
muditado contra mim, oque felizmente n3o
teve effeito por circumstancias independen-
tes da vontade e bons desejos do Sr. Pau-
lino.
Quem dotado de censo commum ainda
realmente acreditar, que tres, ou quatro
homens emboscados em nma estrada aperla-
da deuosso mato, favorecidos da noite. des-
carregando de surpreza seus cceles de que
estavam armades, com o intento firoio de
matar ao Sr. Paulino, somente um lhe desse
urna cacetada que apenas toucou-lhe em um
hombro, e nada mais fizessem ?
Quem ainda acredita r que de urna seme-
lhante emboscada, se livrara quasi intacta o
Sr. Paulino, inteiramente desarmado, sem
succorro algm.somente pelo espanto e bon-
dade de seu cavallo, como elle mesmo con-
fessa 11,
S3oem realidade maravilhas taes somente
proprias de algum hroe do Cirios Magno ou
do U. Quixote de la Mancha !.. S3o em rea-
lidade umdos conlos de mil o urna noitcs,
proprias de carrunchosas velhaspara acalan-
tar criancas !
Diz o Sr. Paulino, que a samelhanca de
urna raisca eletrica, a noticia desse esp,nca-
niento percorreu a comarca, bem assim a
do sereu o mandanto ou autor delle, para
Unto influindo no animo de lodos os meus
precedentes.
A comarca do Rio Formo*;., Sw. redacto-
res, onde eu e o Sr Paulino somos bem co-
nocidos nunca rae fez a injuslica d consi-
derar-me autor mandante desse espancamen-
to.so he que o houve, e si esM noticia assim
percorreu a comarca, ella foi levada a (rede
He boca em boca.por aquellos que constituem
o pequeuo circulo do Sr. Paulino : e que as-
sim mesmo apontavam meu nome e a minha
pessoa dizendo,. Paulino attribue ao r.
candido ; qua era a victima escolhida, como
necessana para ser o alvo do sau odio e de
suas torpes vingancas !. Por ter sido en ven-
cedor em jenzo na quesillo de trras, que
elle me propozera....
Continua o Sr. Paulino allirmando que
esse nosso pleito de tenas nao est defini-
tivamente decidido, o que cortamente ja-
mis dina, se melhor prezasse sua rcou-
tac.3o. r
O Sr. Paulino deve nocessariamente estar
lembrado, que em setembro de 1855 pedio
o remedio de manutenc3o ao juiz munici-
pal do Rio Formoso sobre terrenos, que li-
citamente possuo ; que o juiz mandara jus-
tilicar sua posse ; que sua justificado fdra
julgada improcedente, que se fizera ao de-
pois urna vistoria no terreno por ele podi-
do, e que afinal foi-lhe denegado judicial-
mente a manutencHo em agosto de 1856 '...
Se pois entre mim e eUo s houve esto plei-
to, no qual foi proferido s mteoca final se
o Sr. Paulino nunca della interpoz recurso :
se he hoje emfim cousa julgada, como afTlr-
inarqueo pleito nflo est definitivamente
decidido ?! K para que im he entSo neces-
saria esta nova questao, que ello diz que-
rer propor-me ? i E que ioflue este novo
pleito para sobrecarregir-me elle da res.
poosabilidade do esnancamenlo, que diz
soffrera 1! Como venc a primeira questSo,
nao poderei tambem vencer esta segunda,
que he sobro o mesmo terreno ? !
Proponha francamente o Sr. Paulino esta
sua nova questao em que tanto b avata, ha
mais de anno, que serei prompto em acom-
panha-lo, como a lei permitte-mo ; e nao
gaste o lempo om formar castellos vaos
alim de sobre mim poder exercer torpes
vingancas, saciar seu odio implacavel e
lancar-me Tora da defeza.... pois que ha
muito.como ja zver na minha antecedente
correspondencia, estou preparado a luctar
licitamente com elle pela posse e dominio
do que legtimamente possuo, sem nunc'i
passar-me pelo rensamento nem mesmo de
liive a idda de offende-lo physicamento, por-
que taes meios ja por systema, ja por edu-
cac.lo,ja e niim por que adoro e sigo os sa-
grados principios da religiao de Jesus-Chris-
to, sao por mim julgados como vis, infames
c leprovados.
Nao fui eu que avancoi a idea do Sr.
Paulino ler agora entrad.) no exercicio da
polica a queja por duas vezes se recusara,
una como supplente o oulra mesmo como
DIARIO DK PBRNAMBCO QUINTA fEIRA 15 DK OITUBRO DE 1857
subdelgalo, am da tirar desforra contra
minha pessoa e saciar suss vinguncas, seus
desejos mosquinhos:
Na freguezia de Una percorreu este boato,
e passou de bocea em bocea como um Tacto
consummado Ignoros podidos que lhe
foram fyitos para aceitar agora este oncar-
go ; o quo porem he certo e elle jamis po
der contestar, he que nunca o quiz aceitar
e somcule boje ao depois que diz baver s,|(
espnrado, he que promptamente o acei-
lOU I : I
Desprozo finalmente todos esses tormos
injuriosos de queso servio o Sr. Paulino,
porque se delles n5o usasse certamente nSu
tena outros a empregar o deixaria assim de
claramente provar ser elle um velho eston-
teado e insolente, para quem o soberano
despreso he a nica e vantajosa resposta ;
como christao que sou. lhe pordoo cordial-
mente, porque reconhago que isto he urna
espans.lo necessaria do sou genio atrabilia-
rio, irascivel e d.-sbal,- e como homem o
acompanharoi sempre prompto-dia e noi-
teno terreno a que ch porem o offendcnlo pliysicamcntn, ms
procurando por tolos os moios lcitos ao
uicu alcance ferr-lhe os seos d'almi--
niortilicar-lhe o espirito--at quo se arre-
penda, embora ja seja 18o velho c lalvez i ti
correglvcl, do tanto mal baratear a reputa-
futuro n3o ter jamis tao loucas e estni-
ijas preten^oes.
Sou, Srs redactores, seu constante leltor.
Dr. Candido Goncalves da Rocha
Una 8 de oulubro de 1857.
WnWUatfo a ptbibo.
Para pleno connecimento de quom eon-
vier, vai abaixo transcripto o final da recei-
l o despesa, que foi publicada no Diario de
17, sob o n. 212, constante do festejo do
dia 7 de setembro findo, que teve lugar nes-
ta villa de Serinbaom.
Illa, amigo e Sr. capitBo Carvalho gs-
timarei, que tivesse feilo muito boa viagem,
e a I Ima. e Exma. Sra. D: Rosa, e o meu a-
migo Chico, a qaem envo um abraco; e
muito estimo, que V. S. c a Kxmi .Sra. I)
Rosa, e o amigo Chico gozem feliz saude, e
que assim continuo Eu e Sinh muito nos
recommendaraos a Vv. Ss. muito saudoso, e
bastante saudades nos tem acompanhado,
nos Picamos com saude, e Emilia envia a
Chico um abraco bem aperlado ; estou es-
crevendo esta carta com baslant saudades
suas, pois nos deixou cravada a sua lem-
branga nos nossos coracss. Por aqu de-
pois de sua retirada,nada ha havdo digno de
lhe contar; vai aarchando tudonamesna
rorma que deixon.
O nosso amigo Rento tem esta lo mortr
que nao julgamos vida, bstame senti-
mento teoho ti Jo, elle assim mesmo manda
lembrangas.
Mande dizer-me quem he o novo delega-
do, se or seu amigo e comaaalieiro, raga
mea elle recommendaio, o V. s. bote na
conta do festejo do dia 7, 4yi)uu, que se pa-
go u os msicos, mais 20-jooo, que y. s.. pa-
gou ao vigario do Rio-Kormoso, e ao co-
ronel Gaspar deu s 25901)0, e ie:ina esta
conta toda e bote, pois anda todi conla ge
raldasdesp,aseml:0755W reis, oduihei-
ros recebidos, e n 9143000, pois os nomes es-
tao todos, e agora asseiiLj o coronel Gaspar
2a3000 ; e nada mais a este rospeito, ees-
peo, que de-me noticias suas o de toda sua
familia, pois dosejo Sitxtr.
Aceite mil siuJades d.; Sinh, o a Exma
Sra Rosa mil ab agos, que Siuh mana,
pois estamos aqu sem amia v<, oexhalUlos
com a sua retirada por ser a nica pessoa
com quem temos amizado.
Adeos meu amigo, aceite saulades e mais
saudades, e crea qua sou seu verdadeiro
amigo, muito obrigado criado
SerinhSem 19 de setembro de 1857,
Francisco Xavier de Salles.
l-S Assim que tiver portador llio escre-
vere, edare parto do que sa passar etc
Como caixa da commissao oncarregada
da so emnisacao do Te-Deutn que se fez nes-
ta villa no da 7 de setemb-o corronlo, fico
pago de todas as despezs qua liz para este
acto, adrerlndo, que, igualmente com os
outros membrosda co nm:ss3o os paguem,o
22S? ,d" desPeza. *endo de minha parto
20o0l)0 res.
Villa de Serinhaom 25 de outubro de 1857
Ocaixa, Francisco Xavier de Salles Caval-
canti de Almeida.
Sitteeatttta.
PLANI-HISTORIA
OD
Resumo synoptico, histrico o genealgi-
co do imperio do Brasil, Reino urj Por-
tugal e familia! reinantes iiwttcs i|0is
paizes, pelo tenente-coronef Jos J0a-
quim Rodrigues Lopes, natural do Ma-
ranhao.
Sempre que um novo instramtnto destinada a
facilitar o estodo da sciencia oa dai leltra* humanas
e appresenta em eircularao, he coslume, depois de
reconhecido como pn.licuo peloi homeii compilen-
las, ter esse meio tandado pur tjdos ni centros
d'lnslruc{ao, applaudido pelas ialellif-enciaa c>m-
ternporantas, e acceito com reconhtcimenlo pelas fa-
milias de todo o territorio.
Ha um servifo de similhanle ordem que hoje vi-
raos anuuncir, propondo-o desde ja u oralidflo pu-
blica. '
O Sr. lenente-co/onel Joi Joaquim Rodrigues
Lopes acaha de coramnoicar-nos um irabalho de
rande mrito, que elle deve publicar dentro em
poaco no Rio de Janeiro, e que lera' de attrair ao
seu mime minia houra e a ws Isriuj'al mulla
lona. He una arvore histrica a Henateles do
imperio do Bra.il e do Reino de Portugal, cujas nu-
merosas verxonieas n s mostram n'uma ordem a-
caudeute lodos os rentoi que fram retientando do
Ijrande tronco, a direc{ao qoe lumaram, aolacaudo-
e com as mais illuslres dyuaaliai .(a Europa, us ra-
mos qua d'outros troncos se vieram abracar com es-
ta, oa botfies e plantas que d'jqui procederam, e o
da preciso do nasennento, catameulo e morle de ca-
da alta personagera dos dois paizes. Depois, em li-
onas honsonlaes, que se crutam com os *rros de
lo curiosa arvore. d-nos o Sr. Rodrigues l.ones,
anuo por anno, desde o principio do scula XII ale
os nossos dias, os acconteciraenloi memoraveis que
e passuram nao so em Porluaal e no Brasil, como
ero toda a Europa e na America : halalhas pelea-
luic.0ei de ordens mouasticas e de eavalleria, uni-
versidades e academias, homens Ilustres, concilios
graes, tratado de pai e de commercio, de geographicas, invenios, scienlilicas, ale.,'ladofalo
de tal modo corobua de arvore, que n'um lince d'ollios e o indicador so-
bre o Mappa, com o auxilio de oilo ou des massas de
cores, ve o leilor o'om momento e num ingenhuso
plano ivnehronico, o que lhe levara muilo lempo e
dara muiio Irabalho a consollar, em luuilos volu-
mes dispersos.
I'ui urna ella idea do Sr. Rdri concentrar a.sim n'uma grande folha de papel a reu-
BMO de relos que formam o que se p le chimar a
historia contempornea dos ltimos oilo sceulos, des-
de o conde I). Henrique deRirgonha il o attual
nina lo do Senhor Pedro II do Brasil. He urna
lenl iliva da sua parle que nos recorda a invencao do
inslrumenlo com que o physico reone o raios di-
vergentea do sol, e com elles reproduz o calor a ama
prodigiosa distancia : he o resultado feliz de in-
vestigarles pacientes, e um modelo de ordem e .le
sagacidade analylica. Aquillo que o ronde de l.as-
Lasas, se aTnda vivera, nos darla em urnas poocas
de csrlaa histricas, pelo seu laminoso mtliodu, duo-
no-lo o Sr. Itolrigues Upes n'oma sd cSrta synp-
uca, com a in-,in, clareza, e com om poder de in-
venrjio maravilhoio. E se a isto ajunl.rmos a faci-
hdade com que o leitor encontra no 1'UniHUloria
o accoolecimenlo que procura, urna vez condecida a
chave slaplicuna que o aulor alduz ao seu Mappa
o memo de tal trabalho he eompleclo c he incon-
leilavel.
Oesejariamos por lano que o Sr. Rodrigues I.opes
se dessa pressa em fazer hthograpiar o seu l'lani-
lltstorin, e qua a Aulhoridade encarregada do en-
sillo publico o deiramasse por lodo o Brasil, porque
he om quadro destinado a andar nal misa de lodos,
desde o menino que enmeja tmido a Irilhar as eu-
as a l.rga senda da Historia al o philns^pho mel-
talivo, que tem de consultar severo no >eu gabinete
as grandes e mjsleriosas evolut.es da humaoi-
Sotre d'Aztceio.
ryR
;. -'
l'RAC.V l)0 KECII-E 1t EOIITBHU V5
i) HORAS DA TARDE.
Colarnos ofllciae.
Cambio sobre LondresSi 1|2 (1(1 div.
P. Borges, presileule interino.
L.Uohourcq Jnior, secretarlo interino.
CAMBIOS
Sobre Londres, 27 l| d. a 60 d.
Paris, 316 rs. por fr.
t Lisboa, 92 por % de premio.
, K ^e Janeiro, por Om d. descont.
Acrao do banco oO por ecnlo de dividendo por con
la do vendedor.
companhia de Beberibe 60*000 por acr,io
b < companhia Perr-nmbucana ao par.
c lilidade Publica, .10 purcentoda premio,
i a Indemnisadora. 61 idea.
t d. estrada la ferro 20 por 0|0 da premio
Disconto de lettras, de 8 a !por ccnlo.
Actfea do Banco, 40 a 5 de premio.
Duro.On<;as hespanholas. g^iOO a MOJOCO
. 165000
. IfisOOO
. 98000
. 29000
. 2000
. 15860
CONSULADO (ERAI
Ri'iidimenlo do dia 1 a 1:1. .
dem do dia ti.......
vel, e todos que deixarem >'e pagar no refe-
'v.wwJhI rido Pra/o. Ueam sujeitos a malta de 50 0|
___1V_'_. '(' valor do imposto. Contado-ia municipal
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kcndnnenlo do da I a 13, .
dem do dia I .
839SI27
1189680
9875807
NSTr^S l)E "KPOaTACAO PELAMESA
.tl)\:F,"VU0 l,ES,A CIDADE NO DIA
il DE OLTUnno DE 1857.
talmouthEscuna hollandezs (iCstharinao, N. O.
Riober C, i duzias de loros de jacarando,
ralmoolhRrigue inglez oD. Juan, Rostron Roo-
ker & C., 1,300 sarcos assucar nascavado.
LiverpoolPatacho inglez S. Peter, Francisco de
Paula Figoeira de Saboia, 1,200 saceos
nasos* va do,
(iibraliarPatacho
Rasto &
Luiz
nacional Conitanca,
l.emos, 1,100 saceos aisucar mascavado.
Liiboa Bngiia portuguez Activo, Josa'
(...inrilw'S .".6 accos assucar mascavado.
Rio da PrataRrigue hespanhol lAmobti, Viuva
Amorim & Filho, 20 barricas assucar niascav.ido,
20 pipis alci.ol.
EXPORTAgAO'.
Liverpool
4:22ij(il8
gri'.VT'.T | do Recfe 29 de setembro do 1857. o con-
tador, Joaquim Tavarcs Rodovalho.
- OSr collector das rendas provlnciaes
do municipio de Coianna fa/ saber quo em o
dia de hoje lhe foi entregue pelo delegado
dos'.e termo o escravo crioulo de nome Luiz,
nat'iral da comarca do l.imoeiro, de idade
de%5anoos, estatura alta, rosto redondo,
cabillos carapinhos, olhos pretos, nariz cha-
to, bocea grande, barba pouca, picada de
bexiga, preso nessa cidade ordem no mes-
mo delegado, no dia 3 de Janeiro do cor
rente anno, sendo avallado na quanlia de
1:20*9; polo que cliama-se a todas as pes-
soas quo tiveretn direito ao referido escravo,
para que dentro de 60 das, contados da pu-
blicacSo desle, apresentcm na colleptoria dita cidade sua justificacSo de dominio, a
qual ser produzida perante o juizo muuici-
pal desse termo, e findo o pra/.o menciona-
do ser arrematado em basta publica, por-
ta do mesmo Sr. collector, prece lendo-se
aununcio do dia e hora em quo houver de
ter lugar dita arremeta^ao, publicando-se
assucar
a. 2T1 ?Bl,a ,'*r"l"1,a' barca inle Eleonor., este edtal pela imprensa, e onde mais con-
HSJS^tSmSSfL9 "S"'*1" -2.300 vier. Collectoria provincial do municipio
."S5 ^pfrK',;.. d. 39 tone- fi *ff *SW-0 ose, iv^o
ladas, condiizio o seuinic 199 vninm o,,, ua cot, clona, l.uiz do Albuquerque Lins
ladas, condiizio o seguinlc : 199 volumes gne-
ros eslian^.'iros. 59 ditos ditos nacionaes.
RECEBKDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMRLCO.
Rendimenlo do lia 1 a 13. 13 085391
Mein lo da li....... I:I3>8K>
14:099*233
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 13.
dem do dia II. .
19:6755S
2:151/019
22:02(;567
v ..!.;.;
H
|M>*$0
Navios mirad.ii no dia 14.
Araealy9 das, hiale nacional uvidoso, de 86
toneladas, mesire Pedro Joc Francisco, equipa-
eeai 1, carg cera d carnauba e mais gneros ; a
Mart.ns IruiAos. Perlenr.-a Perna.nbuco. Pataa-
Ralraa, Jo3o \cras da Foueca, Francisco da C.
Monleiro, Jo.lo Rodrigues P.menta, Jacotne Evau-
golisla da Coni-eir.io.
As 13 dus. barca nacional Caeilia, de 3.12
toneladas, capitao Remani A. de Carvalho, aqui-
pagem 12, carga sal ; a Ferreira e Araujo.
Riclimond 51 das, barca americana Virgnea Es-
isl.in i^i de 257 toneladas, capitao Henrv Willinis,
quipacem 10, carga 2850 barricas coin fariuha
de Irigs a Whalley Fostcr A C. Perlence a Pln-
ladelphia.
Navios -sin l.i- no mesmo dia.
I ara e porlos intermedios Vapor nacional a San
Salvador. roinmandaule o primeiro lente A.
M. de Pona Riheiro.
Liverpool p.la ParahibaBarca ingleza oEieanor.,
_ capitao W, Avenslinge, em la'tro.
Sin Jlo de Terra Nova Rrigue inglez Mellionle,
capiiao H. Leiilhorne, em lastro.
liba de Fernando Briaoe nacional Rom Jess,
capitao Joso Faneira Pinto, carua varios generus.
I'assageiros, Josc Pereira da Molla, Jao ti. Pe-
roira, II. II. Cavalcaiiti, Jos Joaquim de Santa
Auna, Manoel S. dos Saiilus. Joa dos Aojos Ne-
ves, 12 praca e 3 inferioras, 29 presos de juslica,
2 muiheres, 1 cabo, Pedro Valla. I.uiza M. da
ConcaiQio, Francisca de R. da Resurreicao e2
menores
tottm ;':<&
Moedas do 60100 velh'as
t 6I00 novas
48000.
Prata.l'alacs brasileiros.
Peso colnmnarios.
meiicaooe. .
ALFANDECA.
Rendimento do da 1 a 13.
dem do iiia li. .
297:3375953
20:0125629
317:3503582
Descarregam hoja 15 de oulubro.
Barca inglezallerinionexercailorias.
Barca inglezaLindacarvdo.
Escuna inuleza Eralachas de ferro.
Jrigue anieriiMuuFairytarinha holacliinha.
Brigiie porluguezLaia IIdiversos gneros.
Barca americ naJulia CobbIdilios de forro.
MOVIMENIO DA AI.FaNDKA.
Volumes entrados e m fazenHas .... 213
" com gcniros .... 3|)
Volumas sahidoi com faztndas
com geneos
Total
Tolal
221
sai
712
reta-
da collectoria, luiz do Albuquerque
dos Guimar3i's Peisoto,
DE
SANTA ISABEL
lO.-RECITA.D.USSIGXATLitA
DA
EMPREZAGERMANO
Isiicrl.iciilo s ir Indo
SABBADO, 17 DE OLl'lliUO.
Subir.i sceua o mllenle drama em 1 acto, or-
nado de couplets:
AHER1NCAM4LL0GR1DA
HMUt CORSA
Seguir-se-ha a represenlacao da nova comedia em >
acios, do Sr. Mondes Leal Jnior :
QLEHTU110QDER TCUUPERDE
lerininar o
espectculo com a muito applaudida
comedia em I aclo :
IHAASSKiWTlRAEiIBRWCO
A PROCRACA.
0< billielea
Ihealro.
Principiara as 8 lloras,
acham-se venda do ascnploiio
do
o prc-
Arseual de marinha.
Tendo esla reparlicQo de contratar o for-
nccimentode lijlo e cal, estes objoctos da
melhor qualiilade, para as obras a seu car-
K-\ inclusive as do u elboramenio do porto,
e rjootraur tambem, para este ultimo Um,
ira ves e laboaiio, sendo de ma deiras de
uuaiiijaJe, manda o llim Sr. inspector fazer
pubii.jo, torem lugar taes contratos, mc-
uiante propostas em carta fechada, no dia
17 correte mez, pelas 11 horas de manliaa.
inspecvao do arsenal de marinha de Pernain-
uucj, 13 deoutuWr do 1857.-Osecr
rio, Alejandre Rodrigues dos Anjos.
.."" *}la delegacia do polica do termo de
oanna* <*-< publico, que se acba em de-
pdsilOHim cavaHo castanho, grande, velho,
raDao, e tem o p esquerdo branco : quem
se julgarcoin direito ao mesmo, compareca
na mesma delegacia que lhe ser entregue.
Cidade de Coiauna 9 juiz municipal e delegado de polica,
Caetano Estelita Cavalcanti Pessna.
O llim Sr. inspoclor da Ihesouraiia
provincial, em cumprimento da-resolucSo
da junta da fazonda, manda fazer publico,
que a conservadlo permanente da estrada
do Pao d lho vai novamntitc a praqa no dia
29 do correnle, pela quantia de 6:900s reis,
por di'z mezes.
E para constar so mandou allixar
sent e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincia! de
Pcrnambuco 9 de outubro do 1857.-0 se-
cretario, A. K da AnnunciacSo.
O llim. Sr. inspector da tbesourai ia
provincial, em cumprimento da rcsolucSo
dajunla da fazenda, manda fazer publico
que a obra do 9. lan^o da estrada do noite,
vai novamente a pra^a no dia 29 do corren-
te, pela quautia de 9:236.3126.
E para constar se mandou allixar o pre-
sente e publicar pelo Diario,
Secretaria da tbesouraria provincial de
Pernambuco 9 de outubro de 1857.O secre-
tario, A. F. d'AnnunciacSo.
CONSELHO All.MlMSTRATIVO.
O ctsnsolho administrativo tem de
prar os objectos seguintes :
Para o presidio de Fernando.
Tapioca do MaranhSo, arrobas 2 ; araruta,
arrobas 2 ; Cera em velas do tneia libra, ar-
robas *; madapoUo, pecas 6 : baetilha, po-
ca 1 ; papul al.uaco, resmas 8 ; pautado,
resmas 8, pennas de ganso 400 ; ditas de
ac, caixas 4; l.pig, duzias 4 ; barbante, li-
Drasl6; tinta de escrever, garrafas 24 : mis-
sal 1 ; frontaes de damasco 2, sondo um
branco, e outro verde, com II palmos de
compnmenlo, e 5 de altura ; panno preto
com cruz 1 ; ritual romano 1 ; bretanba de
linho, pecas 6; damasco brancj, covados
2 ; cassa para baba.los. pecas 6 : oleo do li-
nhca, barril I agua-raz, arroba 1 : ail.
oncasS; r.)xo-terrn, airobas4; colla, ar-
roDas4; espanadores de ?onnas 3 ; Ierro
da huecia, quintaes 4 ; chumbo em baa,
arrobas 8 ; oslanho, arrobas 2 rame de
latSo sortido, arrobas 2 ; arrame de ferio
sortido, arrobas 2 ; arco d ferro para bar-
com-
arrobas 8 paos de jangada para balea
Vi l,'mas22 duzias, sendo chatas de 16, 12.
dn *'rT' i0"""? d 8> 6> *' c triangular
oo 12, 6, 5, e do cada urna 2 duzias : 600 al-
as .
mandiuca,
600 a
medida
^reros de arinlia de
velha.
Rotica do mesmo presidio.
2 ongas'de iodureto de mercurio ; 2 ditas
de proloiodureto de dito; 4 ditas de creo-
soto; 2dilasdcsanlonina; 6 ditas do ni.
troctu de prata fundido ; 6 Jit.s de dito de
prata cryslalhsado ; 4 ditas de clorrelo de
ouro ; 4dilasdeoxydo deouro; ditas de
vlalf!,anlato Je quinino ; 1 libras do oleo
de thenbentina.nao espirito; 4 libras deam-
moniaco, liquido, nfio espirito; l libra de
rezma de balala ; 1 libra de dita de jalapa ;
8ditas de colludio; 2 ditas de balsamo d
i,i ,ltas ,te balsamo de meca ; i ditas
deal.iie.r3o; 8 ditas de cipo de chumbo ;
nlli ? Ue ".'"i de /jnco 2 dits P"
brogonha ; 4 ditas de assucar candi ; 1 di-
ta de san lalo rubro ; 1 dita de gomma laca :
^ funis de vidro; 2 copos de graduar de
oncas ; 6 facas elsticas surtidas ; 36 fras-
cos de opodeldoc ; 24 garrafas de elixir an-
ti-phleuma ,co vr. Cuilliej; 24garrafasde
xarope do Bosque (verdadeiroi; 8 vidros de
clorophormio ; 16 oncas de acnito em tintu-
ra ; 36 garraas d'agua de Sdelits ; 1 ar-
roba de mana ; 2 massos de encerado de
Le Pudriel n. a e 3 ; 8 varas de encerado in-
glez ; 24 garrafas de espirito de vinho ; 1000
romas de coi tifias sortijas.
Diversos corpos.
Cornetas de toque 8.
Quem quizer fazer dito fornecimcnlo apr-
senle as suas propalas em carta fechada na
socretaria do conselho, as 10 hora's do da 15
do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrati-
vo para fornecimcnlo do arsenal de guerra
10 de outubro de 1857. lenlo Jos Lame-
nha Lins, coronel presidente Bernardo
Pereira do Carmo, vogal e secretario.
Pela contadoria da cmara municipal
do Rocife se faz publico, que o prazo mar-
cado para pagamento do imposto de carrol
ile passeio e aluguel, carracas e mais veh-
culos de conduccSo, principia do 1." so ulti-
mo de outubro prximo fulu'o
G-bnete ptico
ATERRO DA BOA-VISTA EM.
O director deste salSo, participa a seus
Ilustres protectores, que offercce-lhes para
esta semana urna boa e agradavol cxposicSo
de vistasjtodas novas.
Vistas que ser3o patenteadas ale o dia 17 do
do correnle.
Guerra* do Oriente.
K" O exercito combinado na Crimea.
2.a A sanguinolenta batalha do Alma.
3.' A sanguinolenta balallia ile Inkcrniaii.
*. Assalto de Malacoff o incendio do Se-
bastopol.
5.a O grande bombardcanienlo do Pa-
lermo.
6. a esquadra c.nglo-franceza em frente
de Ralisbona.
7.a Vista do palacio da industria o seas
arredores em Paris.
81 Lomecen no lago de Tumna na Suissa.
9." Raliimore, porto commeiciante oss-
lados-llnidos.
10 Vista de Barcelona om Hospanba.
11." Vista de Bilbao em despatilla.
12 i Porto do Calais na Franca.
13. A cidade de Trieste austraca.
14. Interior da greja da Magdalena em
Franca.
15"Tahelfas das principaes personagens
Ilustres decoragem do mundo.
16. Cabida d'agua do rio Clute, pricipi-
tado entre a Tranca ea Allem;.nlia.
17." lisia panorama de CoiisUnt'mnpla.
18.' Napoleol, botando oculo em/rente
da Calhndral de USo em Italia.
O salao estara aberto das 7 al as 11 da
noite. Entrada 500 reis.
c ira.
Segu no dia 25 do me correte o palha-
bote Venus ; recebe carga e nassageiros : a
tratar cora Caetano Cyriaco da Costa Morei-
ra, na ra da Cadcia do Recfe n. 2.
. YViXy.
Vai sabir com bravidade o bate F.xbala-
C3o : para carga o passageiros, trata-secom
Caetano Cyriaco da C. M., na ra da Cadeia
do Itecife n. 2.
Pai Bahia
A voloira sumaca Amphitnto pretende se-
guir com muita hrevidade, por ter parte de
seu carregamento prnnipio : para o resto,
trata-se co i o seu consignatario Antonio
Luiz de O.iveira .\zcvedo, ra da Cruz n. 1.
Para o iio de Jan iro,
O veleiro e bem co.becido patacho Valen-
te pretende seguir com muita brevidade por
ter metado de seu carregamento prompto :
para o resto e eseravus, trta-so com o seu
consignatario Antonio Luiz do Olivoira Aze-
vedo, ra da Cruz n. I.
Para Lisboa segu brevo o brigue Ac-
tivo, o qual anda pode receber alguma car-
ga, como lm boas accommodaces para
passageiros : quem no mesmo quizer em-
barcar ou carregar, po lera entender-se com
os consignatarios Amorim Irmaos, ou com o
capitSo na pra.;a do coinmeicio.
Para Arac.aty, o biate Duvidoso salie
com brevidade; ja tem parlo da carga : para
o resto e passageiros, trala-se com Martina
cv Irmiio, ra da Madre do Dos n. 2.

M>t6*
Leilao
do
Baile popular
DE
MASCARAS E PHANTASIA
NO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Domingo 18 de outubro.
Indubitavclmente haver baile ueste dia,
para rominodidade dos concurrentes llavera
vcslnaros e mascaras para alugar, por pro-
co razoavrl, e os carios de ingresso esta-
riio venda nc lugar do coslumc, no dia do
divertiojeiito, que deve Icrminar as 2 horas
i. A.
FABRIG4 DE SABIO.
Sexbt-feira (i de noveinbro
A requerimento dos administradores da
massa fallida do I). Candida Maria da Silva
Lima, viuva do Ocltino Gonealves Pereira
Lima, de ordem e em presenta do Exm. Sr.
juiz especial do commercio, far leilSooa-
gente Borja, dos objectos seguintes :
L'm sobrado com 60 palmos de frente e 256
de rumio, mi is -1 casas terreas com 35 palmos
de frente cada urna, e 85 de tundo, em que
se acba esLbelccida a fabrica de sabSo, sita
na ra Imperial desla cidade.atc com terreno
baixa-mar no fundo das mesillas casas, com
cambo,caes,guindastodeferro.duas grandes
calderas de manipulacao.com mexedores de
Ierro movidas por vapor, caldoira e machina
de vapor ule forca de sois cavallos, duas ser-
ras, sendo urna vertical, e outra circular,
bombas de forro, ludo movido por vapor, 8
grandes depsitos de madeira ou resrrodo-
res de salino, comportando cada urna mais de
mil caixas, alem de urna mensidades
utensilios, proprios do cstabelecimenlo.
Oilo esclavos de difCorentes idades ja acos-
tumados ao servico da fabrica.
L'm laboratorio climico para a analysc,
ciiendo pegas de vidro e metal mui impor-
lanies, urna porgo de frascos com accidos
etc.
Carteiras, almarios, prensa de copiar, rc-
logio e mais objectos do escriptoro.
Urna terreno com 100 palmos de frento c
fundo al baixa-mar, annexo a fabrica.
33 cascos com azeite de palma, e urna por-
cSodedjloem deposito em um tanque de
ferro* as 10 botas em ponto do supradilo
dia,,na mesma fabrica, lera lugar o leilao.
LfclLAO' DE SABAO'.
0 agente Borja, pur antoriscao do Exm.
Sr. Dr. juiz especial do commercio, a reque-
rimento dos administradoros da massa fal-
lida de I). Candida Hara da silva Lima, via-
vadeDelfino Congalves Pereira Lima, fara
leilao do SO caixas com sabSo amarello,
pertencente a dita, massa: quinta-feira 15
do correnle, ao meio dia em ponto, noar-
tnazein da ra do Collegion. 15.
LEILAO1 DE MOVIS.
O agente Borja fara luilSo, por ordem e
corita do Sr. lr. Burdcl, chanceller do con-
sulado de Tranca, que brevemoote-rctira-sa
para a Europa, dos seus movis, consistndo
em urna grande mobilia dojacaran !, can-
delabros, lanternas, jarros, bonecos e mais
enfeites de porcellana para sala, urna pti-
ma estante com mais de 300 livros de direi-
to, historiae Utteratura, urna secretaria, um
magnilico estojo com preparos precisos para
fisgan), um duo con um par de linas pisto-
las, urna riquisaima espingarda do 2 canos
para caca, obra pouco vista nesta cidade.
urna excelleuic machina de daguorreolvpo,
nova, guarda-roupa, commodas, cama [ran-
ceza de ferro, com cortina tos, marquezas de
dormir, mobiiia de amarello para segunda
sala, guarda-louca, aparadores, mesa elsti-
ca de janlar, ditas communs para engomma-
do e cozinha, ap .arelbos do louca lina e or-
dinaria para almocn e jantar, vidros diver-
sos para servio de mesas, utencilios o mais
arranjos indispensaveis de casa, e oulros
muitos objecios que se achsrSo patentes na
occasiao ; assim como tambem um ptimo
cavallo bstanle gordo, com todos os ar-
reos: segunda-feira. 19 do correnle, as 10
horas em ponto da mauhSa, na residencia do
supradito senhor, na estrada de Jofo de Bar-
ros, sitio logo depois do da Cscala
!*L> ?#
0
Rio de Ja-
- ueiro.
Segu rom hrevidade o brigue escuna
nacional Carolina, de primeira mar-
cha, tem parle da carga prompta : para
o resto que lhe falta, trata-secom os con-
signatarios Novaes & C, ra do Trapiche
n. .14, ou com o capitao na naca.
Para o Mtio
de Janeiro
Leilao.
O agente Borja far leilao por conta o risco
de quem perlencer, de urna grande quanti-
dade de objectos do marlim (primor darte
nunca vistos em Pernambuco, como seiam
aderecose meios adorecos para senliora.pul-
seiras, brincos e allinetes (arulsas), caixi-
nhas de guardar joiaa, cnfeites de salla,
quinquilbarias, diversas in.agens de um a
dous palmos, e muitos oulros objectos ra-
ros e de gosto etc., osquaesserao vendidos
sera reserva alguma; assim orno de urna
porcio dcobras deouro o prata de varias
quslidades, relo
Uua da Cruz
no escriptoro do Antonio
Ltiiz tic, Oliveira Azevedo,
ha para venderos seguint's objectos. cha-
rutos d; llavan?, ditos de S. lelix, cola su-
perior da Rabia, Jacaranda superior,xaropes
doNaff, pasta dejujuba em latas, oleo de
ricino em latas, mercurio doce, fio de afgo-
diio da Bahia.
No dia 13 do correnle, das 4 para 5 ho-
ras da tarde, foi roubada urna casa na Ca-
punga, levando o ladrao urna caixinba de
madeira rosa, guarnecida de lato, com
urna chapa na tampa, gravado o seguinte
nomoJohn Wbitliel 1, dentro da caixa fui
um iogo do navalhas, urna caixa de vidro
com tampa do metal pralealo, duas ditas
pequeas, um pincel de barba com fecho,
urna garralinlia para cheiros, tesoura, cai-
vete, e outro par* unhas ; tambem foi den-
tro da caixa um relogio de prata feilo pelo
fabricanteStanffen Cenova -, alem de ou-
tras miudezas, inclusive um aliador do na-
valha, de louro, a qual tem na bainha o no-
mede-Mechi- : quen 60ubor deste roubo
e der noticia na penltima c.isa da Capuu-
ga, onde morara os engenheiros da estrada
do ferro, ser muito bem recompensado,
devendo ser du 6 as 9 horas da noite, porque
antes andam nos sana trabalhos.
Perdeu-se da estrada dos Afogados at
a Ponte de Uclioa, urna carteira de lembran-
Cas om 4 sedulas do -20# e 1 de 103: quem
aciion baja de levar a casa dos engenheiros
da asteada de ferro, na ultima casa da Ca-
banga, que so lhe dar metade da dita
quanlia.
O abaixo assignado tem justo e con-
tratado com oSr. Ignacio de Amorim Lima
compr?r a parle que o muscno seuhor tem na
casa da ra da Mangueira, no bairro da Boa-
Vista n 5 : se alguma pessoa se acba com
direito a mesma parte, haj* de declarar por
esta folha no praxo iIj 3 dias.
-.-
O
si?
LETE, AKTHfl & C.
Ra do Queimado n. 10,
LOJ.v UE I PORTAS.
I arhcipam a lodos os seus freguazes e
amigos, qo.de hija em diaule ncoiilrar.11,
y. em sua loj i de lasaada, na ra do Ouei- ,.
y> mdo n. III. um complplo sorlnnenlo de fa- W
.., icnJaa finas, desuda. I.,., e al^odao, lano C-3
y^ para a praja como paiao malo. (',
:'; A,*a ,,e innunnraa lazendas de bom go- "
xiV lo, iiir^recem por preeo raz.avel : ???
;3 Hiquissimosrorlesde sp.ia com babado. v
a Luva de pellica de Jouvin de todas as ~
j coros, para homens e seuliorai.
Camilas de murim com peilo de liulio.
I'.l.is de dito lin-,-.
Caaemira mesclada para palitos, ultimo
so'lode Paris.
Hilas de quaJrinhos, par preco razoavel.
Ditas para ralcis, padrfles variados.
(.lialy de cjres msUiadas de muito liom
goslo.
I)
m
i
di
tjfroriie n ordem tercei-
ra (o S. Francisca.
CONSULTORIO HOMEOPATIIICO.
DO
%:P. A. LOBO HOSCOSO.
Medico parteii o o operador.
O Dr. Lobo Moscoso, d co.isultas" todos os
- e iiniiica qualquer oneraQo de cirurgia,
assim c.mo.accode com toda a prompldSo,
as pessoas qu >recisarem do seu prestimo
para o servico de partos, praticando as o-
peraeOes manuaes ou instrumentaos, quan-
do nao possa conseguir resultado por meio
da home .patina, que tantas vezes tem venr
cilo dilliculdades, que lareciam insup-
raveis. v
O Dr. Lobo Moscoso, avisa a todas as
pessoas, quocostumam hnralo com sua
clientela, quo se acba residindo na torceira
casa do qua.teirilo novo do tinado commen-
dador Luiz Comes Feneira, defronto da or-
dem terceira de S. Francisco.
Attenc&o
Acha-se estabsbel-ciJa na villa de Igua-
rass'V, ra da Ponte n 5, urna Luja de cal-
ca los, perteucente a Chagas & Amaral, na
qual se encontrara todas as qualidades de
calcados, tanto da Ierra, como francez : os
freguezes. quo quizaren honrar aquello es-
labalecimenlo, licar.lo satisfeitos a vista da
coramodidade dos procos.
Cnmprara-se 6 portas para quartos,
urna rotula, c tima janella, por preco com-
modo, ecm bora estado : quera tiver, di-
rija-se a cocheira esquina da ra de Santo
Amaro.
Vonlem-se barricas com cal de Lis-
boa, nova, para engenhos, por preco com-
ino lo : defroute da relaco rus da Cadeia^
n. 28.
Pelo paquete Teviot, chegar em 21
do correte, saca-se sobro a prag do Porto
lettras a 60 dias, e a vista ; no escriptoro
de Thomaz do Paria, ra do Trapiche n. *0.
Aluga-S) um sitio na Varzea, a mar-
gem do Capibaribe, quo foi do fallecido a-
judante, boa casa: a tratar na ra da Paz
n. 32, ou ra do Mondego n. 36.
Vendein-se velas de composico,
iguaesa de spermacete, de superior qua-
lidade, de5e i em libra, proprias para
castiraes de bular por bai\o de mpnr/as
de vidro : no escriptoro de Itothe & Bi-
dotilac, ra do Trapiche-Novo n. 19.
Vende-se superior agurdente de
Franca, tanto em liarriscomo em caixas,
licores e absynthe, ebegado recentemen-
le, pelo ultimo navio : enj casa dej. Kil-
ler A C, ra da Cruz n. 55.
Vende-se urna eserava crioula, de 18
annos de idade, muito sala, boi eng imma-
dnira, sabe lavar, e muito diligan'.e para to-
o
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Dr. Aprigio Jusliniano da Silva Guima-
raes, cora escriotorio de advocado no oateo
do ^olicgio n.|37, he morador na ra do Se-
ve .Ilha dos Ratos)
Precisa-so de 2:500a a premio de um
por cento ao mez cora hypotbeca em bens de
raz : quem quizer, dar annunciesua mo-
rada.
Da ra da Aurora, casa n. 44, fugio um
papagaio contra-feito : qaom o pegar e qui-
zer restituir, mande leva-lo a dita casa, que
sera recompensado, ou annuncie
Na ra da Praia n. 4G, precisa-se de
urna ama para casa de pouca familia, forra
ou captiva.
Otfrreco-se um rapaz brasiieiro de 20
annos de idade para qualqner arrumacSo
que lhe convenba, para dentro ou mesmo
ra da provincia, pelo que obriga-so a dar
liador a sua conducta : no caes de Apollo, .
defronte da ponte nova, no armazem dos
ts lasso Irmaos.
as Cinco Ponas- n. 120, se offereco
urna eserava para criar de ama de leite.
1.1
DA
do
sabe impreterivelmente no diaa 15
concille, o brigue Sagitario : para o
resto da carga e passageiros, para o que
ouerece excedentes commodos, tratd-se
com Manoel Francisco da Silva Ca rico,
nariia do Vigaiio n. 17, primeiro andar,
oi_i com o capitao, a bordo.

me test
rente, as 10 horas da manliaa, no armazem
do agento aununcianle, ra do Collogio
n. 15.
O agente Uorja, em sou armazem na
ruado Collegio n. 15, far leilao, de urna
imrannsidade de objectos, consistindo em
obras de niarcinrina novas c usadas.de
dillerenles qualidades, varios pianos do me-
sa, vidros, entalles do purcellana, o mais
adornos de sala, e oulros muitos artigo ele,
que fora desnocessario nieucionar, os quaes
aerSo vondldns delinitivamente san limite
algum, bem como urna porc3o de saceos
com arroz pilado, superior: sexta-feira 16
do correnle, as 11 hora/da manhaa.
O agente liorja tara Iciliio dos movis
etc., pertencentes a urna familia estraugeira
quo brevemente se retira pata a Europa,
consistindo u'uina excellento mobiiia de ja-
caranda, candelabros e lanlernas de vidro,
vasos, liguras de porcellana, o mais adornos
para sala, urna ptima secretaria de mogno,
dous soberbos guarda-roupa e guarda-ves-
tidos, urna rica cama france/.a com cortina-
los, loiiette, lavatorios, marquezas de dor-
mir, commodas, una sulfrivel mobiiia para
sala inferior, mesa elstica de jantr, guar-
da-louca, aparadores, louca e vidros de dif-
ferentes qualidades para servico di mesa,
Otensis diversos, e oulros muitos ai tigos de
cosa etc. etc. : quarta-feira 14 do corrente.
as 10 horas da manliSa, na ra das Cruzes
n. 28.
>; v D>woi*
No da 17 do corren te, pelas 6 horas
ta manhaa partir' para Coianna vapor
Camaragibe: as pessoas queqmzeremI
ir, dirijain-se ao armazem tos Srs. Bar- a
roca & Castro, na ra da Cadeia-Vellia
i, onde s.ibjiao (pianto -lista
O vapor volla no dia 1!).
n.
a passagem.
Maratiha ,
Palhabote Sobralense recebe carga a
tar com Caetano Cyriaco da Costa Mor
tra-
Moreira,:
ra da Cadeia do Recite n. 2.
Rio Cranle do .Norte.
Segu em poucos dias o hiate Novo Olin-
improroga- i da : a tratar com Tasso Irmaos.
% ^HMstVka
Estando a confeccionar-se o almanak
mercantil c industrial
desta provincia, roga-se a todos os se-
nhoresque costumam sernelle menciona-
dos, queiram mandar seus nomes,
danea de domicilio, ou outra
lembranca.que sirva para (i ie seja o mes-
moalmanak completo: da mesma sorte
roga-se aos senhores de engenho e renda-
ros, queiram mandaras alteracOes que se
tiverem dado a respeito de suas proprie-
dades.
mti-
quaiquer
juem prcten ler, dirija-se ao pateo do Car-
mo, casa torrea n. 6.
-- Na ra do Queimado, loja de ferragens
ii. 13, ha para vender urna excellonle hslan-
Ca fianceza que pesa 15 quintaos, pro ria
para qualquer eslabelecimento. Na mesma
loja ba queijos do sert4o que vendom-se por
preco comino lo.
--- \rrenli-so um sitio junto aos Reme-
dios, com lodos oscoin.nolos precisos pira
Tainilia : quem a pretender, dirija-se ao pa-
teo do Terco, botica do Sr Torres n. 135
- Precisa-se de um eaixeiro, assim como
um preto de aluguel : na padaria da ra das
Cruzes n. 30
--- Precisa-se de tima ama para cozinhar
o diario de urna casa de um homem solt iro,
nilo sendo preciso sabir a roa : no pateo do
Terco n. 4o.
O SENHOR DOS l'ASSOS.
O thesnureiro do Senhor llora Jess dos
Pasis da veneravel ordem torceira do Car
nio do liecifo, nilo lhe sendo possivel feste-
jar esta milagrosa imagem uo dia 13 do se-
tembro, transerio para o dia 18 do correnle
outubro, e por isso faz o presente, convidan-
do todos os devotos a coneorrerem, tanto
com as suasassis'.ciicias a testa e Te-Deutn,
como com os seus auxilios pecuniarios,'
alim de se poder fazer um acto brilhaute er
honra elouvor ao releraptur de todo o ge-
nero humano.
--- A experiencia te-n mostrado que cora
um cetilo de lices so polo perfeilamente
aliar, ler e traduzir a bella lingua italiana
Ha um estrangeiro de boa moral, que por
pedido de diversas pessoas vai abrir o curso
da dita lingua, smente para as senhoras e
meninas, em suas casas particulares. Os se-
nhores pais de familia quo quitaren apro-
: veiiarcsta occasiSo e connecer us cndilo >s
i do dito ensino, isrSo a bondade de se diri-
gir aoatoiro la Boa-Vista, sobrado n. 16
Vendem-se cassas Irancezas linas e d'
bonitas cores a io ra. o covado na praca
da In lependencia n I. Na mesma luja com-
pram-se sedulas miadas o prata para trocos
a > \\i por c;nlo.
Vende-se urna mulita de 13 annos,
recolhida e 1^ bonita (gura : na ra da Ca-
deia d.i Re'cife ti. 30, seguiiitp anlar.
--- Ma ra do Rosario, casa n. 7, lia para
ven cr um pouco de muleiras e travs, res-
tos de obras, a troco do barato.
PROVINCIA.
O Sr. thesoureuo das loteras manda
fazer publico, que estao expostos a ven-
da, lodos os dias, no pavimento terreo da
casa da ra da Aurora n. 26, das 9 horas
da manhaa as 9 da noite, blhetes, meios
da segund i parte da primeira lotera
de San-Miguel de Barreiros, cujas rodas
andam no da 17 do-corrente mez.
Tbesouraria das loteras, 10 de outubro
de 1857.O escrivao, (Antonio Jacintho
Cesar.
Na padaria de Ponciano & Salgado, preci-
sa-se de um eaixeiro para balcSo, ainda sen-
do do mato, quo de [ador a conducta.
Hua Nova n. 60.
Precisa-se de urna criada para o servico
interno e externo d umi osa e pouca ra-
milla. r
,. ~ OlVofocc-so por cotiiitiolra, uu para
dirigir urna casa, ujna mullier estrangeira f
na ra do Pilar n. 08.
Aluga-se pelo tempo da fesla urna casa
com muitos commodos e muitissimo fresco,
a roargem do Capibaribe, propriedade de
Chacn : a tratar na mesma, ou na ra da
Ca lea, inbsrna do Villar, defronte dos m-
nibus.
40S SENHORES CAPITA'ES E CONsTCNATA-
RIOS UE NAVIOS. .
Os arrematantes dos chalarizes, avisam,
quo uo cbafariz no Passeio Publico, so faz
aguada para os navios, para cujo fim aca-
bara de collocar no dito chafariz, um cano ;
de tnuneira tal, que offerece grande coramo-
didade, no eucblmento das pecas etc.
Precisa-se de urna amaquesaiba co-
zinhar c eogommar para duas possoas ; na
ra do Crespo n. 6.
Domingo II do corrente, na Capunga,
no banbeiro do Sr. Ueburguo, licou por es-
queciraento um correntSo com urna casso-
leta, por isso pede-se a quem o achou e
queira restitui-lo, que diiija-se a ra da
Glora q. 27, qe sera bem recompensado.
S- SriEBIEL o C, banqueirosene-
gociantes, estabelecidos ha muitos annos
em Londres, teem n satisl'accao de par-
ticipara seus correspondentes e ao publi-
co, que acnbam de fundar casas lliaes
nos principaes portos e distritos manu-
i'actureiros de Franca, Aletnanba, Blgi-
ca e llollanda, conservando alem disso
suas proprias casas anteriormente estabe-
lecjdas as cidades mais importantes, e
portos mais commerciaesdaGra-Bretanha,
e estao em posieao de oierecer grandes
vantajens as pessoas que possam necesitar,
assim em Londres como em outro quaJ-
quer ponto da Europa, de tima casa para
compra ou venda de artigos, bem como
para os negocios de transaccao de crdito
e banco de qualquer genero.
As pessoas quenaoiorcinconhccidasilo-
niintiiiciantcsdeveaoacompcnharsiias or-
dens com os fundos necessarios para sua
exeuceo; licando entendidas que osan-
nunciantes nao teem difliculdade em adi-
antir 7.i 0|0 sobre os gneros recebidos
antes de sua venda.
Os procos corrente! c mais informaees
cornmerciaes, pie iorem pedidas, serao
enriadas gratuitamente, salvo o porte do
cocreio,.podendo dirigir-re aos annunci-
antes.
Nocomollnrio liomeopall.ico do Dr. Ca- nova, roa das Crois n. 28. ha sein ;3>
pre om grande sorlimenlo doi maii aere- W
^ 'litados ma.licamenloi homioiialhicu, e tu- **?
J uo quanlo he necessarin para as pasmas rjoe -^
^oemesle sj.iema.
Z Vendem-s frascos com rolda de vidro 5
'."?..,?. '."*!.' 0Bt,,W 8 mujlo em cnnla. O
' aan
seilios
patente inglez.
Silo ehegadoa o acliam->e a venda os verdsdeiro
c liem conlipridiis sellu.s inalr/cs palentr: na roa
do Trapiofea-Novo n. 4-J, nrmazem de fazendaade
A!, in.- .'i /i C. Ilnwie.
as* .-.-.-- >).a ..
O
..i
r
'
ItELOGIOSg
K RIA DA CADEIA DO RECFE N. 1S.?'
*- .*-..-, -...-.
Roga-sa
gens, vi.v.i
residente lia anuos na fazenda
Sra. I). Ahila Maria das Vir-
io Victorino .\unes <'e Rarros,
de Pajehu',
ler :o do Cabroho, prnvinria do Pernambu-
co, ou a seus herdeiros, que venham ou
ni m loto r iceber a parte que lhe tocou de
espolio de Jos Seabra Lemos, fallecido neso
la corte. Rio de Janeiro 4 de setembro d-
1857.
MUTILADO
ILEGIVEL


.


DIARIO DE PKNAMBUCO QUIMA FKIRA 15 DE OUTl'BRO DE 1857.
ILT BPATHICO
en**
DO
Onde se acharo, sempre os mais acreditados modicamenlos, tanto em tinturas como
tm glbulos, o preparados com o maior escrpulo e por presos bastante commodos :
PRECOS fixos.
Botica de tubos grandes. 10/000
Dita le -2* 159000
Dita de 36 ... 209000
Dita de 48 t .. 259000
Dita de 60 ... 309O04
Tubos avulsos a....... 19000
Frascos de tinturrademeia onca. 29000
Manual de medicina bomeopathica do Dr. Jabr com o dic-
2 cionario dos termos de medicina : 20900*
Medicina domestica do Dr. Henry......., lOfOOO
Tratamento do cholera morbus .......... 2/UOo
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... ffooO*
* PEDRAS PRECIOSAS-
J Aderaros de hrillianlti,
* diamantea e peroiaa, pul-
J leirae, all nales, briucoa
2 a rozelaa, boles e annea
?. de dillerenles ao*los e de
* diversas pedras de valor.
I01EI l IMITE
UJ1II ioruii
Ra do Cabuga' n. 7.
* Compran), vendem ou j*
* Irocam prala, ooro, bri- Sj
m Ihantes.diamanleae pero- jjg
* las, e oulraa qnaesquer S
J joisde valor, a dlbhairo T:
ou por obras.
OURO E PRATA. i

Adereces completos de
ouru, mejos ditos, palsei- i
ras, alOaeles, brincos e jj-
5 rozetas, conloes, (raneel-
m lins, medalhas, correales jg
j* e enhiles para relogio, e 8
2 oatroa muitos objeeloa de
'*. ooro.
fAparelbos completos de *
prala para cha, bandejas, ?
$ salvas, castices, colhere
* de sopa a de cha, e mi:- %.
los outros objccios de
i prala.
Receben por to-
dos os vapores da Eu-
ropa asobrasdo mais
moderno gosto, tan-
iaBaeaasasBagsBisssgsg^sJ to de Franca como
de Lisboa, as quaes vendem por
pre^o commodo como eos tu mam.
Na fundirlo da Aurora precisa-se
de serventes forros ou escravos, para
servico debaixo de coberta.
I DENTISTA FRAHCEZ.
Jj Paulo Gaignoox dentista, rua Nova n. 41 i
i casa tem agua e pos dentriOce.

:;%:.: Y.?,
tii-t-
&3
Lotera da pro-
viueia.
O abaixo assignado vende bilhetes ga-
rantidos pelos precos abaixo notados, em
quantias de 100f000 para cima, a di-
nheiro a vista, era seu escriptorio, na ra
do Collegk) n. 21, primeiro andar.
Bilhetes 5,j500 recebe 5:000s000
<- Meios 2s750 2:500^(000
/-*. #). Layme.
5s
3
U vasa desanide
W O Dr. Ignacio Firmo Xavier es-
||f tabeleceuem seu sitio da Passagem
I da Magdalena, que lica ao norte
2?? da estrada entre a ponte grande
X ea pequea do Chora-Menino, ex-
g cellentes acommodacoes para re-
jg ceber todas as pessoas enfermas
jx ine se quizerem utilisar de seus
j servidos mdicos, os quaes serao
^ prestados com o maior esmero.
4p O mesmo Dr., para o lira supra-
& indicado e para e.xercer qualquer
>:-i outro acto de sua proiisso den-
@ tro ou fra desla cidade podera'
ser procurado a qualquer hora do
S da e da noite, no referido sitio,
$3 a excepro dos das uteis, das 9
horas da manhaa a*s \ da tarde,
QJ t|ue sera' encontrado no urliueiru
@ andar do sobrado n. 9, do
$$ do Carino.
i$ Quem tiver cinco ou seis escra- A
V,_- \os possaiites que queira alugar
^ para servico de armazem de assu- @
g| Car: dirija-se a ra do Trapiche 5
n. 3, a fallar com GoncaloJosAf- -;tj
:;? fonso. i
Precisa-se de um bom feitor para o si-
tio que foi do finado Dolpbino, na Passagem
da Magdalena : a tratar no mesmo sitio, ou
na ra Nova, sobrado n 27.
(jp Joio da Silva Ramos, medido pela nni- ;-
S versidade de Coimbra, Um em a cata de sua ?S
9 habitado na ra Nova, bons commodos pa- S
'8? para recebtr aleuns doenles. A> ron liroes
^ serao apresenladas na occasulo do ajuste. gg

pateo
JOHN GAT13,
corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMMERC1AES,
n. 20, ra do Torres,
.PRIMEIRO ANDAR,
praca do Corpo Santo
RECIFE.
DEP0Z1T0 DE R\PE PEIICGZA DE
4RYLVND.
He chegado pelo vapor Iguarassu este no-
vo rap, fabricado no Cear, pelo Dr. Marcos
Jos Tbeopbilo, a sua boa qualidade e exce-
lente aroma, agradar os amantes da boa
pitada, evende-se por prego commodo: na
ra da Cadeia do Recife n. 29, primeiro
andar.
He chegado a loja de Leconte, aterro
da Roa-Vista n. 70, escolente leite virginal
de rosa branca, para refrescara pelle,
pannos, sardas e espinhas, igualmente o a-
famadooleo babosa para limpar e fazer cres-
cer os cabellos ; assira como p imperial de
lyrio do Florenga parabrotoejas e asperida-
des da pelle, conserva a frescura e o avellu-
dado da primorosa da vida.
SEGURO CONTRA FOSO.
Companliia Alliance.
Esiabelecida era Londres, em margo d 1824.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tea a honra da in-
PL'BLICACAO' LITTERARIA.
A iievJstaContemporanea.
Ao publico.
Conservar a memoria das acc,0es do seculo em que
vivemos, he um trbulo de bomenagtm pago aoi nos-
sos concidadSos, e um servico (sito eos vindouros,
lancando-lhes os rundamenlos para a historia que
tem de se ese-rever depoil de nos.
(.loando eitiver ja amortecido eite tumultuar de
paiiOes que hoje nos agilam, enlBo se procurao com
cariosidade e interesse as grandes causas dos variados
occessos porque temos atravessado. Sara uessa qua-
dra o lampo proprio de apreciar condiguameule o
uosso Iraballio porqoe essas causas ficam laucadas
neila bio^rapliias com imparcialidade, sem as disvir-
tuar por uenhurna consideracao de intereise pol-
tico.
Este servico feiloao futuro prende-se dtsde ja com
0 qoo prestamos ao prestntc. Salvando do asqueci-
menlo honradas memorias, resgatamo-las do capri-
clis das paii6es polticas em que muilas vezes andam
baralhadas e confundidas, realabelecendo-ai no seu
verdadeiro ponto deloi.
lie portanto o^ retrato moral e o retrato phvtico
ue aRevista Contempornease enrarrega de de-
ur.
Neos 13o soladas a solas ao estas biograpliias, co-
: mo o pareccrao a primeira visla. A vida da socieda-
de contempornea Irava-seem lodosos seus lances,
| por tal arle, com os fados particulares de cada mem-
, bro dessa sociedad, que a aggregac.ao destai indivi-
dualidades, he que forma o todo que se imitla his-
I loria da poca. Assim as phrases de urna aejao, 13o
1 diversas quaolos os individuos que nella Oguram, e
ludiiaiB nelmeuie ua vlaa Olscrlpliva de cada um
| desses iudividuos, cnncerlando-se formara o lodo da
,accaoemque eiiste a verdade histrica do facto, e
palenleam a ignota cama, ou origem, quati sempre
ignorad por se n.io ter attendido as suaa diversas co-
relacoes.
Sob estas coosidari(oes aRevista Contempor-
neahe o livro do horaem de Estado, do historiador,
poeta, e do artista, que todos, pelos seos rele-
mcrecimeolos bao de ter aqu seu coodiguo
do
vantes
lugar.
He lamben) nm lbum dos man curiosos e esplen-
didos da imprensa nacional e estrsngeira ; nma ga-
lera das no-sas personagens mais celebres, e orna re-
cordado de sympathia e amiade pelas illoslracoes
aqu mencionadas.
Agora duas palavras em quanlo a parte Iliteraria e
artstica daRevista Contsmporanea.
Causas especiaes inlerromperam, vai n'um anno, a
sua publicarlo. Removidas essas causas, aRevista
Coulemporauapassou n ser propriedade do seo es-
criplor, e dos artistas desenhislas e lythographo, que
enlram graluiliimenle nesta empreza com o seu Ira-
balho, lendo nicamente de satisfazerem as despezas
da irnpressao lypographica e papel.
Esta associacao de trabalho gratuito da' am resol-
tirar astabilidade e ragolaridade ; e os novos edi-
tores daRevista Contemporneaassegorem que os
mus nmeros serao publicados mprelerivelmeule de
15 em 15 das.
Cada numero desla serie, coma, como na paisada,
de um folio de 8 paginas impressas, coolendo duas
biographias, edous retraloi, esmeradamente lytho-
graphados.
Para a semilhanca e eiaclidao dos retratos com o
original, o socio desenhador langa o esboco por orna
copia do daguerrclypo ou pholhograpliia. e depois -
perleigoa o trabalho as sesioes quo tem com as ps-
soas representadas.
De se nao ter seguido este methodo na primeira se-
forsur .os Srs. negociantes, proprieurios dac.su, | gS& q^p.raT'.^a??,6, ^Z'^St
a a que mais convwr que estao plenamente tu-; tivodo socio desenhadoi.sierem vista neste caso o
torisados pela dita companhia para effecluar sag- |>eo '""" Dome artislco) resultou que alguos daquel-
ros sobra edificios de tijolo a padr, cobertos da Je|ratos uaosnhissem com a devida semilhanca e
talha a igualmente sobra os objectos queconlivarem P
os masaos edificios quer consista am mobilia ou
asa fazendas da qualquer qualidade.
- Na ra do Trapiche n. 17,
. escriptorio
pre-cisa-se deum preto para criado.
HUDANC4 DO ESTABELECI-
MENTO DE PIARCS DE
J. VIGNES.
J. Vignes mudou seu estabelecimento.de
pianos da ra larga do Rosario para a ra
da Cadeia de Santo Antonio n. 23, junto da
Relapso.
Precisa-se de ama mulher de meia
idade, de boa conducta e sem filhos, para
tomar conta de urna menina de 2 annos, e
fazer algumas costuras ; a tratar no campo
do Hospicio junto ao quartel, casa do de-
sembargadorMendes da Cunba:
Precisa-se de um bom cozinheiro, e
ua-se preferencia a captivo : a tratar na ra
do Trapichen. 19.
Cnsino particular.
O bacliarel A. R. de Torres Bandeira, pro-
fcssordelingua Tranceza no Cymnasio desta
provincia, propOe-se abrir do dia 15 do cor-
rente mez em diante um noto curso de rhe-
toricae potica e outro do philosophia, para
lodos aquellos cstudantes que se quizerem
applicar a estes preparatorios durante as fe-
rias. Pode ser procurado todos os dias
utei das 3 horas da larde em diante, na casa
de sua residencia, na ru* Qlova, sobrado n.
23, segundo andar, onde se acha aberta a
matricula para ambos os cursos.
Lotera
P
DA
rovincw.
Os abaixo assignados lom espostos a ven-'
da os stus bilhetes e meios da lotera de S.
Miyuel de Harreiros, os quaes dSo soff/rcm o
descont dos 8 0,0, eacliara-se a venda no
aterro da Roa-Vista loja n. 56. e sendo do
100-5 para cuna a dinheiro, pelos secuintes
precos :
Bilbet 5-oo recebe 5:0of)5
Meios 2?750 .. 2:5003
Silva C'uimarcs & C.
Estedefeito vai agora corrigir-se tambera nos re-
tratos anteriores ; porque lendo-se esgolado varios
nmeros da primeira serie, proceder-se-ba a teguii-
da adigao pelo methodo agora adoptado ; para o que
desde ja oa editores pedem aos cavalleiros a quem as
ditas biographias respeitam-se preslem a annuira es-
te incommodo.
Esta reprodujo daquellas biographias e retratos
sera feita convenientemente, de modo que em cada
aisignalura correle de trimestre se nao repita mais
do que um numero dos auligos.
Eru quanlo a parle litleraria lomam-se os aponla-
meulos com a maior mnuciosidade e boa fe, inde-
peudenlemeule de opinioes polticas, porque aHe-
vista Contemporneanao as tem, e os seus editores
eiiao convencidos de que todos, apezar de eaminha-
rem em poltica por estradas dillereulas, s levam em
mira o bem da patria.
O prego de cada numero daRevista Contempo-
rneahe de 300 reis, pagos em Lisboa no acto da
entrega.
Tambem se receben) aisignalurai :
Por U me/.es 21 nmeros -5-200 reis
6 a 12 i :(,WK) ,
" > ta IjSOO
Os prtgos para as provincias sao os mesmos de Lis-
boa ; um. ni i.,, remelle aenlo a quem pagar, pelo
menos seis mezes adiaulados.
Recebem'se assigoaturas em Lisboa, na roa Aa-
gusla numero 8, no escriptorio da empreza da
Revisla Contempornea,roa dos Povaes nome/o 92
A 3- andar, aoude loda a correspondencia deve ser
dirigida.
Observagao importante.
Tendo alguns senhures pago adiantadamenle as
suas assignaluras a anterior empreza, lomamos a nos-
so cargo saii-fa/er-lli'as inlegralmanle,segundo a re-
lacao que daqoella nos passou. Por eile motivo po-
dem os mesmos cavalleiros contar com a eiacta en-
trega dos respectivos nmeros.
B Os editores.
ubscreye-se em Pernambuco na livraria o. t e 8,
da praca da Independencia.
Mobilias fie singue].
Alugam-se mobilias completas ou qual-
quer traste separado, tambem e alucam ca-
deiras em grande quanlidade para balese
oflicios : na ra Nova, armazem de mobilias
do Pinto, defronte da ra de Santo Amaro.
Tambem se comprara e trocam-se trastes
usados de toda a qualidade.
Precisa-sc de urna ama para lavar e
engommar, e que seja perita em qualquer
um destes servidos : na ra Nova, sobrado
n. 23, segundo andar.
Precisa-se de 4:000? a juros de um por
cento ao mez, dando-sepir hypollioca um
sitio: quem quizer d ir, annuncie para sor
procurado.
Precisa-se 4e urna ama que siba cozi-
nhar a engommar : no pateo de S. Jos n.
60, cm casa de Antonio sigarreirj, nSo se
repara ao prego, e he casa de pouca familia.
Aluga-se o sitio da Torre, que Oca en-
tre o do Sr. Gibson e o do Sr. inspector da
alfandega, com casa nova e bastantemente
commoda, e urna boa planta de capim:
quem o pretender, dirija-se a ra estreita
do Rosario n 26.
Muga-se urna casa terrea com solflo.no
sitio do Cordeiro, margem do rio Capiba-
ribe, commodos para grande familia, cozi-
1 lia fra, quarto para criado, cocheira para
carro e estribara para 8 cavallos ; urna dita
mais pequea tambem margem do rio,
com commodos para familia, e estribara
para 4 cavallos : os pretendentes dirijam-se
ao pateo do Carmo n. 17.
Precisa-se de urna boa engommadeira
para casa de um estrangeiro com pouca fa-
milia : quem quizer, dirija-se a Santo Ama-
ro, em direccSo da fundicSo do Sr. Starr,
sobrado do sr. Manoel Custodio, em que
mora o Sr. Rostron.
Aluga-se
a casa terrea da ra Imperial n. 7G : na
ra doQueimadon. 4C, primeiro andar.
O pbarmaceutico Antonio Francisco
das Neves, com carta conferida pela Facul-
dade de Medicina da Rahia, tem a honra de
annunciar ao respeitavel publico desta cida-
de e fra della, que acaba de estabelecer-se
com botica na praca da Roa-Vista, esquina
para a ra do AragSo n. 32, aonde se encon-
trar sempre o melbor provimento de me-
dicamentos, e drogas as mais perfeitas ; as-
sim como muito disposto a exercer com o
maior zelo, cuidado e interesse, ludo quan-
lo for tendente a sua arte, para cujo m
cede ao mesmo respeitavel publico lhc con-
peda a sua confianza.
LOTERA
provincia.
Salusliano do Aquino Ferrcira vende os
seus muito felizes bilhetes c meios, pelos
precos abaixo mencionados, sendo da quan-
tia iie 100? res para cima dinheiro a vista,
na praga da Independencia n. 4, e 37 a 39, e
na ra da Cadeia do Recife n. 45, esquina
da Madre de lieos :
Riihetes 5-5500 recebe 5:0009
Meios 2750 1:5003
JPor Salustiano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Ueraclio Peregrino Uaciel Monteiro,
vendo no Liberal de hontem o annun-
cio de alguns prenles e herdeiros de sua
a^ U. Mara Joaquina Martins, apressa-
se em responder-lhes, que o venerando
tribunal da relaco nao deixara' de refor-
mar a sentenra do ex-juizdeorphaos que
decretou a interdiccao da inesma senho-
ra, a despeito do parecer dos mu distinc-
tos mdicos, Dr. Sarment e Dr. Dorad-
las, que procedendo em diversos dias a
um minucioso exame, acharam sempre
as suas faculdades ntellectuaes em perfei-
to eUado, sendo que he inteiramente fal-
so pretender alguem fazer dividas simu-
ladas. Quanto a' segunda parte do mes-
mo annuncio, o respondente provoca a
esses parentes, a que proponham quanto
antes a sua accSo. Sua av tendo feito
doacoa uns, nao estava inhibida de fa-
zer tambem a outros, sendo lodos s >us fi-
lhos e netos, acrescendo que a doarCio
feila ao respondente foi insinuada, ten lo
precedido a citacSo de todos os herdeiros,
que nada reclamaran), assentndo assim
na inesma doacSo.
Agencia de passaporte e folha corrida.
Lian1:no do Reg Lima, despachante pela
reparti,;"!!) da polica, lira passaporte para
dentroe fra do imperio, o folha corrida,
por commodo preco e presteza : na ra da
l'raia, primeiro andar n. 43
Precisa-se de um moleque de 12 a 14
annos : na ra Nova n. 52.
Precisase de um csixeiro quecnten-
da de taberna e de liador a sua conducta :
em Fra de Portas, ra do Pilar n 47.
Na audiencia do Dr. juiz de orphSos,
do dia 24 do corrente mez outubro, tem de
ser arrematado o sobrado da roa da Guia n
42, pertencente aos herdeiros dos uados
Silvestre Antonio de Laages e I). Joanna Ma-
ra da Concejero, por ser a ultima praga,
sendo o valor dado a dito predio 7:0009 rs.
Precisa-se de urna ama para casa de
pouca familia, sendo de portas para dentro,
preferindo-se jaidosa, s o que precisa lie
saber bem engommar : quem estiver no
caso de precisar, dirija-se a ra do Queima-
do n. 53, loja de miudezas.
- Quer-se alugar, ou arrendar um sitio
na ilha do Itamaruc : quem quizer faze-lo,
falle na ruada Mangueira Roa-Vista casa
n. 20.
Precisa-se de urna ama que saibaco-
zinbarc engommar, para urna casa de pou-
ca familia, em Santo Amaro, em casa de l).
Maria Antonia da Cruz, defronte dos dous
ps de arvores.
Osear ljestibcaux, a(eno
da Boa Vista ... 52.
l'artecipa ao respeitavel publico o parti-
cularmente a seus freguezes que acabam de
chegar de Paris para seu eslabelecimento
oSr. Rlanchin oplinio oflicialde sapateiro,,e
madama Rlanchin perita engommadeira de
roupa lina, como sejam : mangas, mangui-
tos, babados, bestas, capolinbos de senho-
ras, rendas, bicos, roquete da padre, ele ,
offerecem seus prestimos por se achurem
com todos os apparelhos precisos para suas
arles,
--0 abaixo assignado faz scente ao respei-
tavel publico que pessoa alguma no contra-
te negocio algum de compra com o capitSo
Jos Carlos Accioli, do engeoho Linda Flor,
em Gamella de (larra Grande, na provincia
do Alagoas, ou com outros quaesquer bens
pertencentes ao mesmo Accioli, visto o mes-
mo achar-se em estado de nSo poder mais
dispr de seus bens, o que o abaixo assig-
nado. como herdeiro do mesmo capitSo Ac-
cioli c mais herdeiros, protestan) desdo j
de procurarem seus direitos, e para que nin-
guem se chame a ignorancia, lazcm publico
pela mprenss. Engenho Linda Fh)r 5 de
outuhro de 1857.Francisco Ua Rocha Hol-
landa Cavalcanti.
-Precisa-se de um pequeo que tenha
pratica de miudezas ou para praticar : na
ra do Qucimado n. 43.
O abaixo assignado, morador na ra
da Prala, primeiro andar, casa n. 43, com-
pra para encommendas casas terreas as
freguezias de Santo Antonio, Recife, S. Jos
e boa-Vista.Claudino do llego Lima.
Aos religiosos.
O abaixo assignado mudou-se da ra Ve-
lha para a ra de Apollo n 29, conliuu'a em
sua prolissSo de fazer capas, batiuas, samar
rase capas viatorias ao uso da Rahia.
Alcxandrino Cesar de Mello.
Precisa-so do urna ama que saiba co-
ziubar, e fazer lodo o mais servico do casa ;
na ra do Caldeireiro, taberna n.60.
Htetii
Devoto ehristo.
Sabio a luz a terceira edico do livrinho
religioso Devoto Christao, mais correcto e
augmentado, vende-se nicamente na livra-
ria ns. 6 c8 da tiraa da Independencia, a
800 rs.
I.uvas da Escocia.
Na ra da Caeia do Recife n. 49, defronte
do armazem do Sr. Ilenrique Gibson, ven-
dom-soas melhores luvas inglesas de fio da
Escocia, brancas e de cores, por preco com-
modo.
Vende-se a melbor loja de fazendas do
Passeio Publico n. 9, com fazendas ou sem
ellas.
Vende-se um escravo moco, de bonita
figura, e muito bom canoeiro : para ver e
tratar, nos Coelhos na obra do hospital Pe-
dro II.
Vende-se no areal do forte, confronte
a forUleza das Cinco Pontas, fechadura de
ferrolho, dita de bahu, ferro de embutir de
todos os lamanbos, tranqueta para janellas
o caixilhos, dobradc.a de canlo, barelole
para carapina.
Vende-se um escravo pega c sem de-
feito : na ra do Queimado n. 3.
No trapiche do Pelourinbo vendem-se
saceos com farinha e milho, vindos de Ma-
manguape.
Vendem-sc duas molequinhas com ida-
de de 6 annos, pouco mais ou menos, por
prego commodo : na ra do Queimado n. 37.
Vende-se um escravo proprio para en-
genho, sadio e sem vicios : quem o preten-
der, dirija-se a ra da Cadeia do Recifa n
49, que achara com quem tratar.
Aos amantes dos
charutos.
Na loja do canlo na ra da Cadeia do Re-
cife n. 61. lia para vender diversas qualida-
des de charulos chegados ltimamente da
Babia, como sejam : aprasiveis, russos, cas-
tanhos escuros, e claros, regala, acadmi-
cos, e mais alguns, que por extensidade
deixo de mencionar, pelo baratissimo preco
de 2*000 a caixa.
Vende-se urna mulata do 16 anuos,
recolhida, muilo bonita e robusta, propra
para casa de familia por ter boa conducta, o
que se afianca na ra larga do ilosario n.
22, segundo andar.
Vende-se um cavallo bom andador:
quem o pretender, dirija-se a ra Direili,
no becco da Penba, taberna de Antonio Pin-
to Magalhaes.
iNa ra estreila do Rosario n. 25, pri-
meiro andar, vende-se urna cscrava de 30
nnos, bonita figura, engommadeira e cozU
nheira, e lava de sab2o, e he de muito boa
conducta.
iVo deposito das
bichas ,
ra estreita do Rosario n. 11, recebeu-se de
Franca urna remessa dos mais finos balai-
nhos nunca viudos a este mercado, tanto
para mimos como para meninas levarem ao
estudo, assim como marmelada de tijolo e
peras em cudelas de 5 libras, e outros mui-
tos objectos.
Vende-sc na ra Direita n. 64, urna
negra moca, perfoila cozinheira, e entende
de massa e forno.
Vendem-se travs de 24 palmos de
comprimento : no becco das Rarreras, na
otaria n. 8
la rua larga
do Rosario
Escravos pega--.
Vendem-se 2 lindos mulatos ptimos para
pagens, de 14 a 16 annos, 2 moleques boni-
tos, do 14 a 16 annos, 1 cabrinha com al-
gumas habilidades c de bonita (gura, de
16 anuos, 1 mulatiiiba de 10 annos, pti-
ma para se fazer urna dadiva : vendo-se'tu-
do muito em conta : na ra Direita n. 66.
He barato queadmira
Junto a botica do Sr. Pinto,
Ra larga do Rosario n. 14
Fabrica e loja de calcado.
Chegaram pelo ultimo navio de Franca
os melhores e mais acreditados aviamentos
de um dos melhores fabricantes que ha, co-
mo sejam, corles de borzeguins de camur-
Ca de todas as cores e de duraque, os mais
(nos e bem acabados, o verdadeiro couro de
lustre, marroquins de| todas as core9, bezer-
ro de superior qualidade, borracha deseda
prela e de todas as cores, dita de algodo
tambem do todas cores, e juntamente de
Iaa, sola franceza o da trra, erhfim neste
estabelecimento se encontrar ludo o que
he concernente a arte, ludo da melhor qua-
lidade, que he possivel ; encontrar por pre-
sos muito commodos, o que s se poder
avahar a vista da fazenda.
Vendem-se os seguintes escravos, um
bonito moleque de 16 annos, um dito de 13,
urna negra crioula de 24 annos, e urna ne
grinba de 14, com principio de habilidades ;
na ra da Aurora n. 36.
11.
tl
4** 3
14, junto a botica
Sr. Pinto,
vendem-se os melhotes calcados de loda*
as qualidudes, sendo lodo? taxados,
a(ianra-se que as obras rivalisam com as
francezai e tornam-sc de mais duracao,
sendo borzeguins de duraque preto e de
cores, ditos de pellica pelo e de cores,
taparees de bezerro e de couro de lustre,
botins de bezerro e de couro de lustre
com canos de marroquim, e outras mui-
tasqualidade! de calcados que o lieguez
vendo nao deixara' de comprar, e a'visla
do preco commodo e das boas qualidades
tornfl a voltar.
Va loja
das seis portas
lm frente do Livrament
Cortes de vestido de 13a com barra a 1^000,
lencos do retroz a 500 rs., ditos de seda a
240, cassas com bonas ramagons para cor-
tinados a 2/500 a peca, ludo com defeito.
Vende-se urna mulata de 18 a 20 annos
do idade, a qual cozinba o diario de urna
casa, engomma, faz renda e cose bem : na
ra .Nova n 53, botica.
Vende-se
salsa de superior qualidade,
hontem do Para', no vapor Pa
na ra de Apollo, armazem n. i.
(Bom gosto.)
O Preguica da
ra do Queimado, esquina
do becco do Peixe-Frito
D. 1,
acaba de receher pelo ultimo vapor da
Europa, ricos cortes de vestidos para se-
nliora de um gosto inteiramente novo,
de cores escurase elegantemente listiados
de seda assetinada ; esta lazenda deno-
mina-seGraciana ou Carij, e he a
mais piopna para a presente estacSo ;
cusa cada corle a mdica quantia' de
126-000. '
Vende se um bom terreno entre as
duas pontes da Passagem da Magdalena:
com 74 palmos de frente e 170 de fundo ,
quem pretender, dirija-se ro largo da As-
semblca n. 14.
Vende-se um bonito moleque de 15
annos : na ra Nova n. 33.
Vende-se, do urna senhora que se re-
tira, urna escrava recolhida e da melhor con-
ducta, engomma, cose, Taz labyrintho, bor-
da e marca, ludo com aceio e perfeiQao : na
ruadas Aguas-Verdes n. 46, se dir quem
vende.
Vendc-se urna prcta crioula, com idade
de 26 annos, com urna cria mulalinho de 7
mezes, muito lindo, a preta tem valias ha-
bilidades; na ra Imperial n. 37.
chegadi
rana'
Atteuco!
Compra-se urna barcaca de 20 a 25 cai-
xas, que seja nova e bem construida : na
ra da Cruz do Recife n. 64.
Compra-se a historia ecclesiastica do
bispado de Pernambuco, pelo Dr. Mam ; na
livraria ns. 6 e 8 da oraca da In lependencia.
Compra-se efectivamente na ra das
Flores n. 37, primeiro andar, apolices da di-
vida publica e provincial, accoesdas compa-
rDem^ndflV,Siua1,',,',lrr0 f juros' em 8rados \ aS^tSSMZTSn
e pequeas auantias.sobre oenhores
--Manoel Duarlc Itolrlgues, morador na
ra do Trapiche, esquina da dos Tanocirns
n.26, precisa "comprar as seguintes madei-
ras de 30 a 32 palmos do comprido :
9 travs reforcadas, e de qualidade.
50 tra vetas.
300 rail)ros,
Ripasc alguns frctlinf? ote.
Compra-se um cavallo possanie c man-
so, acostumado carrotja : na cocheira n
10 do pateo do Paraizo.
Na run da Cruz n. 17, confeitaria de A. A".
Porto, acha-se um grande sortimento dos
melhores doces de todas as qualidades de
fruclas do paiz o eslrangeiras, tanto seceos
como em calda, e xaropes de todas as qua-
da Baha, a-
promptam-se encommendas de doces ou
fruclas bem acondicionados, e sendo cm
lempo prevenidos serao melhor servidos os
senhores compradores. Neste estabeleci-
mento afianca-se as qualidades do tudo
quanto nelle se comprar, igualmente urna
porco de bom vinho de caj' e por barato
preco.
- Vende-se um carro do 4 rodas de tra-
balhar na alfandega, puchado a boi, e esta
novo: para ver e iralar, na ra do Cano, co-
cheira do Sr Guedes.
Vendem-se as lojas de Porto & C. na praca
da Un So n. 35, 37 e 39, e na de Antonio
Francisco l'ereira n. capellas de immor-
tales, vindas de Paris para tmulos, catacum-
bas, e sepulturas, no cemiterio publico a 2
de novomliro. '.Finados', circulando as mes-
mas capellas as inscripgoes seguintes feitas
da mesma flor a meu pai, a minha mili,
a meu esposo, a minha esposa, a meu filho,
a minba lillia, e a amizades.
Na ra nov armazem
de mobilias de Antonio Domingos Pinto, ha
um comrilcto sortimento de mobilias de to-
da s qualidade, tanto da trra como france-
zas, de Jacaranda e de mogno, e continu'a a
receber por tidos os navios, tanto de Franca
como de llamburgo toda a qualidade de tras-
tes do melhor gosto, fabricados por encom-
menda, com recommen JacSo de n5o empre-
garo pinho no seu fabrico.
- Vendem-se duas excellentes cscravas
com habilidades, tendo urna 13 rara Han-
nos do i lado, c a outra de 20 a 22, e o moti-
vo da venda se dir ao comprador: no ater-
ro da Doa-vista n 37. primeiro andar.
--- Vende-se feijilo mulalinho muito novo
e bom, dilo fradinho para sopa, milho tam-
bem novo, cm saceos e a retalho: na ra
Direita, taberna n 4
SAI. DO ASSU'.
A bordo do novo Olinda, ou com Tasso
IrmSos.
RA DO CRESPO N. 10
Bom e barato
.Na loja de Jos (encalves Malveira, ven-
dem-se cortes de seda com buhados a 50/,
visitas de grosdenaple preto bjrda los a vel-
ludo a 30?, seda de quadros a 13200 e 19280,
organdis a l/a vara, cassas francezas a'00
e 500 rs. a vara, chales de merino bordados
a 8?, chitas francezas a 400, 360 e 320 o co-
vado, chapeos de seda de cores para menina
e senhora, bramante de linho bem largo a
600 rs. a vara, bretanha de linho parda a 280
rs. o covado, assim como outras mudas fa-
zendas de bom gosto, quo con a vista dos
freguezes so mostrar.
A eant_
QUE ESTi' TORRANDO,
Na loja da ra da iileia do llecife n. 54,
c pa? vimi limento de azendas baratsimas que fazem
admirar, o bom gosto, barateza e boa quali-
dade, as fazendas sao as seguintes: cortes
de brim para calca a 23300 e2;400, chapeos
de sol de baleia 2.3, ditos do ferro a IsSOO
ditos de junco a 15350, setm preto maco
muito fino a 239OO, 3s e 35500, e muito boro
4/o covado. chales de chita a 1, casemira
lircta lina a 13400, I36OO, 1|800, 91. 25200 e
236OO, e muito lina 39, casemiras pretas e de
cores, de duas larguras, prop ias para os
rapazes de bom gosto, e como se usa em Pa-
rs, cal?a, collete e palito, o covado a 23400
sargehm a 170. 180 e 20o rs. o covado, mus-
sulma de cores e 300, 320 e 340 rs., e muito
lina a 360, cortes de collete do velludo do
ultimo gosto, riqusimos padrOcs, de 6/500
ate 129,meis cruas para homem a 160, 200e
240, e finas a 300 rs. cada par, chitas para a
pobreza, o covado a 140, c peca a 53500, n3o
desDotam, he escura, propna para escravos,
com pintas de mofo, mantas de seda da mo-
da a 53, 53500, 63 c 73, e muito finas a 93,
laas muito finas Sebastopol, o covado 13400,
13500 e 13600, gravatas de Iaa a 800, 880!
1#, 13100, 13200 e 13400, muilo linas 83, di-
tas de mola a 13, mantas de laco a 33, mus-
suhna branca fina a 300, 320 e 340 rs. o co-
vado, chales de merino bordados de la a
83, ditos bordados de seda a 103, ditos bor-
dados de seda e* franja de retroz a IO3500
drtos de iaa lisos a 43800, ditos estampaues
a 5/800, 6, 7 e 83, ditos bordados de velludo
a 143, panno fino preto a 23400, 236OO, 33
33500, 49, 4/500 e 53500, e muito fino a
73200, madai'oiaoem pegas a 2/000, 23800,
3-3, 39200, 33500 e 43. e dahi at 53SOO, seda
intitulada melindre de sen lia a 1> o covado,
chales pretos de alpaca a 33600, alpaca de
quadros a 560 o covado, seda branca levrada
a 19100 o covado, alpaca de cores lisas a 600
rs. o covado, ditas pretas, lencos brancos
ordinarios, a duzia a 19300, ditos finos fixes
a 13700, 1;900, 23, 23400 e 26800, cortes de
casomira de algodSo a 23200, cortes de soda
de passar a festa a 153, alpaca preta, o cova-
do 480, 560, 600, 700 e 800 rs., e a 900 rs.
muito lir.a, chapeos de mola a 5:400, chaly
de quadros a 900 e 950 o covado, riscados
munstros proprios para escravos a 220 o co-
vado, tapetes de velludo para cima de mesa
de hdalgos a 30-3, tneas de seda preta a
2/400 e 2.35OO, caseto da Suissa a 800, 900
e 950 rs. o covado, alpaca de seda a 800 rs
o covado. chales de seda touquim lisos e
bordados, que por serem lautos os pregoa
11S0 se menciona, tiras de cambria a 1/200 a
peca, mantas do velludo para cima de sella a
C/400, pulceiras a 3?500, 4 e 53, riquissimas
sabidas de baile a 253, italia preta, o covado
J9, dita de cores a 950 o 19, tapetes a 89 e
123, luvas de seda bordadas a 23500, visitas
para senhora a 129, ditas para menina a 89,
chapeos para menino enfeitados a 4-000. Na
mesma loja se d3o as amostras, e se manda
lazenda com o caixeiro.
Potas.su da Rusta e cal de,
Lisboa.
No antigo e bem conhecido aposito da
ra de Apollo, armazem n. 2 B, ha muito
superior potassa da Russia e cal de Lisboa
em pedra, chegado no ultimo navio, e ven-
derse por prego commodo.
Na ra do Trapiche n.
16, escriptorio de No-
vaes&C,
vende-se superior vinho do Porto engai-
raado em caxas de 1 e 2 duzias de gar-
rafas, bem como em barril de quarto e
oitavo, a preco commodo.
SAPATOS DO ARACATY,
dos melhores que tem vindo a este merca-
do, para homens e meninos, de palla e de
orelhas : em casa de Caminha & Filhos, ra
da Cadeia do Kecife n. 60, primeiro andar.
Ao barato.
0 PREGUICA ESTA QUEI
IAND0.
O lVeguica da nm do
Queimado, continua a queimar na sua loja
n. 2, esquina do becco do Pixe Frito, um
lindo e variado sortimento de fazendas de
bom gosto, por baratissimos precos, pois
que sem ambic3o se contenta com um m-
dico lucro, e nSo Ihe sendo possivel notar
em um pequeo annuncio tudo quanto tem
de bom para servir aos seus freguezes,
menciona apenas olindinas, fazenda de seda
e algodfio, piopria para vestido de senhora,
de gustos inteiramente novos a 900 rs. o co-
vado, cortes de largelinas para vestido de
senhora, fazenda muito fina e do melhor
gosto inglez, com lislras de seda e campo
escuro a 129 cala um, organdys de cordSo
com desenhos n ni delicados, pelo baratissi-
mo preco de440 rs. avara, cambraia estam-
pada do melhor gosto possivel a 480 a vara,
cassas francezas'de lindos goslos a 600 rs. a
vara, chitas francezas escuras, matizadas
com lindos e novos padrOes a 260 o covado,
ditas claras, padrees largos e miudos a 280
e 300 rs. ocovaiio, ricos cortes de setim
bordados para cohetes a 49 cada um, lSazi-
nhas escuras de mui ricos e variados padrOes
proprias para vestido de senhora e roupOes
de meninas a 5o" rs. o covado, riscados
monstros do cores alegres e mu elegantee
gostos a 220 o covado, ditos francezes ds
quadros de lindos padrOes a 240, mussulina
branca a 320 o covado, dita muito lina 400
rs.,dita estampada de lindoi padrOes a 320 e
400 rs. o covado, chitas finas de cores claras
e escuras, tintas (xas a 160, 180, 200 e 240
rs. o i-ova io, pecas de cambraias lisas lapa-
das, muilo finas e com 10 varas a 636OO, di-
tas de lita mais cheia a 49600, dita transpa-
rente com 8 varas, muito finas a 59400 a pe-
ca, petas de bretanha de rolo com 10 varas
a 23 cada urna, grvalas de setim pretas e de
cor, gostos modernos a 19280 cada urna,
corte? de brim de puro linho a 23300, 29400
e 2/300, casemiras de lindos padrOes a 59500
e 6# o corte, ditos de algodo de lindos gos-
tos a 13, 13440 e 13600 cada um, lencos para
niao a 120, ditos com bico muito finos a 360,
chales de gaze, ditos de merino lisos e bor-
dados, obra primorosa, gangas mescladas
propias para calcas e palitos a 560 o cova-
do, casineta preta fina a 19100 o covado, len-
cos de seda de lindos padres a 2{ cada um,
cobertores de algodo para escravos a 700
rs. cada um, de todas estas fazendas e de
muitas outras que se nSo mencionan), mas
que se vendero por baratissimos precos, e
se darao amostras com penhor.
1 tt.XO a libra.
HE BAKATISSIMO.
Kestam algumas massas finas para sopa,
de diversas qualidades, como j se tem an-
nanciado ; quem comprar caixa ter algum
abatimento ; as caxas sao de urna arroba e
outras de 16 libras : vendem-se smente na
ra do Collegio n. 5.
Yende-se um arreio de eavallo pa-
ra carroca em muito bom estado : na ra
do Queimado loja de ferragens n. lo.
Bichas de Hamburgo.
Em frente a matriz da Boa-Vista, alugam-
se bichas, e apphcam-se ventosas, seccas e
sarjadas, amolam-se ferramentas de cortes,
e botam-seouvidosem espingardas.
Velas de espermacete.
fteceberam-se agora novas velas destea-
rna.que se vende a etalho em caixas
de 25 libras, por preco commodo : na
ra da Cruz n. 49.
Attenc&o.
Na grande fabrica de tamancos da ra Di-
reita, esquina que vira para S. Pedro n. 16,
ha um completo sortimento de tamancos a
retalho e em grandes porces, por precos
muito em conta : os senhores commercian-
tes do malo devem-se prevenir, pois o inver-
n asta prximo.
Facto secco.
Vendem-se algumas arrobas de facto sec-
co, assim como boa carne e excellentes
queijos do sertSo, saceos com feijSo mula-
linho e de corda, e bom milho, tudo por
preco commodo na roa do Queimado, loja
de ferragens n. 1.
FeijSo mulatinho.
Vendem-se saceos com feijSo mulatinho e
de corda, assim como saceos de milho e
muito bons queijos do sertSo : na ra do
Queimado, loja de ferragens n. 14.
Novoestabele-!
gciiikento de f-g
S /(Midas finas i
g DE TODAS AS QUALIDADES 2
g, e dos melhores gostos cinc lie pos-
':'}. sivcl eucontrar-se.
J* Na ra do Queimiilu luja aova de ijualro ^
5? porlas 11. 37, junto ao becco da Cenjrcga- @
" rao, se encontrara' conlinuadatneule uro g*
completo a riqiiisimo gorlinitntu de laten- j
das de todas ai qualidades, inglczaa, franca- W
zs, allemflas e suissss, todas de goslos 01 H
mais modernos possiveis, tunlo para a pra- "4
ea como para o malo. 'J'
E*la aslautlecirmnto s por gnslo se pode W
g, vlzitarc vera forma, porque esta' bem mon- &i
lado para vender por atacado e a relallio, S.
;:_ asseverando o propietario vender muito W
$3 mais barato do que em outra qualquer par- v'J
:,' 'e Por|anlo, ounvida-'e a todas as pei-soai, Ji,
gj. linio da prac;a como do malo, qua qnan- W
'Sy do lenli un de comprar fizendas de boni '-.-'
5 goslos e de boas qualidades, venliam neslc ^A,
.t eilcnw estaliclecimenio, que realmente co-
g nliecero que nao lie possivel vender-se '&
:', mais bar.ilo e cnconlrar-sc Untas fazendas 5
= boas e de tilo las qualidades. -x
m
Aviso is caseatteiras.
Vende-se retroz para cascar : na ra Nova
n. 5-2, loja de alfaiale,
POTASSA DA RUSSIA E CAL
YIRGEM.
No deposito da ra da Cadeia do Recife,
armazem n. 12, ha muito superior potassa
da P.ussia, dita da fabrica do llio de Janeiro,
e cal de Lisboa em pedra, tudo chegado ba
poucos dias, e a vender-se por menos preco
do que em outra qnalquer parte,
- Vende-se espirito de vinbo : na resti-
lacSo do moinbo de vento da praia de Santa
Rita.
(omina do Aracaty-
Em porces e a retalho : vende-se na rus
da Cadeia n. 57, escriptorio *dc Trente Vi-
anna.
SECRETARIAS.
As melliorea^que at hoje tem apparecido
a este mercado : vendem-se no escriptotio
do agente Oliveira, ra da Cadeia do Recife
n. 62, primeiro andar:
Pianos.
Em casadeltabeSchmettaui&Companhias
ra da Cadeia n. 37, veudem-se olegante,
pianos do afamado fabricante Traumann da
Hamburgo.
Vende-se superior llnhas de algodSo
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Southall Mellor & C.a, ra do
Torres n. 38.
RelogiosI
s melhores telogios deonro, patentein
glez, vendem-se por precos razoaveis; no
escriptorio do agente Oliveira, ra da Ca-
deia doltecifeu. 62. p-rimeiro andar.
Agencia
ia fiiiidico Low-Mo' r
ra da Senzala i ova
11. 42.
Neste estabelecimento continu'a a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendaspara engenho, machinas de vapor
e tai xas de ferro batido e coado de todos os
lmannos para dito.
TACHAS-PARA ENGENHO
Da fundicdo de (erro de D. W. Bowman
na rita do limm, passando o chafa-
riz, continua a haver um completo sor-
timento de tacllas de ferro fundido e bati-
do, de3.a 8 palmos de bica, as quaes se
echaiim venda por preco commodo e com
promptidao, embarcam-se ou carregam-
se em carro sem despezas ao comprador
Vende-se na ra da Madre de Dos
n. 12, armazem de Novaes&C.. barris
de ferro, ou cubos liydruiilicos ; para de-
positas de fezes, a preco commodo.
ttellins e relegios.
SELUNSe KELOGIOS de paitle
Inglez : a venda do armazem de
Koslron Koolter & Companliii, es-
quina do largo do Corpo Sanio Da-
mero 18.
W&mM ;sy &&,
v H CEMENTO.
Vendo-se cemento, tanto em barricas
como em porcao o a retalho, por com-
modo preco para acabar, e muito bom: no
armazem de materiaes, na ra da Cadeia de
Santo Antonio n. 17.
CUAS DE TRRO
Excellentes camas de ferro para solteiros
vendem-se no escriptorio
Ja, ra da Cadeia do
andar.
5O50OO de gratiflcacSo.
No da 27 do corrente fugio da casa do
abaixo assignado o escravo crioulo de nome
Pedro, o qual tem os signaes seguintes es-
tatura regular, bastante preto, j tem bas-
tantes cabellos brancos, tanto na cabeca co-
mo na barba, levou calca de brim de qua-
dros e camisa de madapolSo, roas lalvez le-
nha mudado de roupa porque levou mais
alem da do corpo, falla bastante descansado
e por entre os dentes ; julga-se que tera ido
para Caranhuns por ser natural desse lugar,
v. 'e la ter vindo para ser vendido nesta pra-
ca : roga-se, portante, as autoridades eca-
pitSes de campo, a apprehensSo do dito es-
cravo, e manda-lo levar nesta cidade a seu
senhor, na rna Imperial n. 173. ou cm Cara-
nhuns ao lllm. Sr. Manoel Jos Mendes Bas-
tos, que se gratificara com a quanlia cima.
Kecife 29 de selemhro de 1857.
Joaquina Luiz dos Santos Villaverde.
Fugio no dia de outubro do corren-
te anno, o escravo mulato de nome Jorge,
baixo, secco do corpo, pouca barba, potroso,
tem do lado esquerdo do rosto urna cicatriz
I llomhrA^ fiinn.Hn.. nlhn. >__-~__ '
Recif
i>n "SnD,?mZfr bomb^^"gados, olbos pequeos e vivos,
ifen. 68, primeo pernas e bracos arqueados quando anda;
Vendem-se saceos grandes comi mlho,
fejao mulalinho e familia : na taberna
granode ao lad da igreja ila Soledade.
Relogios
cobertos e descobcrtos.pequeno.s e grindes
de ouro patente inglez, para bomemese-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Southall Mellor & C", ra
este escravo foi .10 Sr. Manoel 'l'homaz, ex-
carceireiro, levou vestido camisa de algo-
daoznho delistras, calca de ganga azul, c
dous chapeos, sendo um de pello c outro de
feltro, ambos usados, e t.baqueiro : roga-
se pois a todas autoridades pollciaes e capi-
t3es de campo, que oapprehendam, e con-
duzam-noa ra da Concordia, armazem de
materiaes n. 26, que ser generosamente re-
compensado. Kstc esciavo ja foi appreben-
didoo anno prximo passado no engenho
Jacar, cidade deCoianna.
i
*
relogios de pa-
tente
inglezesde ouro, desabnete e de vidro :
vendem-se a prec,orazovel, em casa de
Augusto Cesar de Abreu, na ra da Ca-
deia do Recife, armazem n. 06.
Obras Lencos, toalhas, bicos, rendas, etc., etc ,
e delicado trabalho, feitos no Aracatv
vendem-se no primeiro andar n. 60 da ra
da Cadeia do Recife.
Vende-se urna morada do casa Ierre
com solio e quintal, ua ra da Alegra n. I:
a Tallar no largo do Pelourinho ns. 5e 7.
iscravos venda.
Em casa de Caminha & Filhos, na ra da
Cadeia do Recife, primeiro andar n. 60.
CQM PEQUEO TOQUE DE
AYARIA.
A dinheiro,
PS5,.!dt!lKd0 lis?' Urg0' enCorpadoa
2, 2/240, 29500 e 29800 a peca, dito de sl-
cup.ra a 2, 25240, 2/500, 20800 e 38 a peca,
dito de sacco a 120 e 150 a jarda, dito tran-
cado largo a 100, 120, 140 e 180 rs. a jarda:
vende-se na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a rna da Cadeia.
t
t

Fugio no dia 9 de outubro urna escrava
de nome Angela, com os signaes seguintes
tem um dedo da mSo esquorda, junto ao
pollegar, cortado de engenho, cor acabralba-
da escura, sahio com um taboleiro e balai-
rtho, no da em que fugio, foi a casa do se-
nhor buscar um resto de roupas velhas ; esta
escrava foi comprada no dia S do crreme a
um Portuguez que tem taberna na ra do
Rosarlo em frVnte da ra do AragSo : roga-
se a todas as autoridades policiaes e capllSes
decampo que a peg.rem, levem a esta ty-
pographia, que sei recompensado. .
Ha alguns dias que ausentou-se da casa
od abaixo assignado um seu escravo de nome
i'aulino, cabra do nariz chato, beigos gros-
sose falla serrada, tem 16 annos de idade,
porem pelo seu bom desenvolvimento phi-
sico est da altura de um homem regular
teiu sido encontrado muitas vezes na Torre'
Manguinho, Poco, Monteiro. e aqu nacida-
de a vadiar : levou calca e camisa branca, e
chapeo de palba : recommenda-se pois a sua
captura, e ser* sufflcientemente recompen-
sado, quem o trouxer no aterro ca Iloa-Vist
n 20, primeiro andar. Gervasio Cicero de
Albuquerque Mello
1008000 de gratificscSo.
Desapparoceu da villa do Cabo, no dia 9
do corrente mez de outubro, a escrava An-
tonia, da Cosa, com 30 annos de idade.
pouco mais ou menos, alta, cheia do corpo.
tendo urna cicatriz abaixo do queixo, um
mancha cor de caf, pequea e redonda, em
urna das macSas do rosto, e com falta de um
dente na frente e parte superior da bocea
quem a apprehender, poder conduzf-la ao
bairro da Boa-Vista, ra da Uni3o, casa da
, J D^ALnna Lms Ca,das. ou na mesma vil-
la do Cabo, casa do promotor publico, oue
recebera a gratiGcacfio cima; e protesta-se
proceder criminalmente contra qualquer in-
dividuo que a tiver em sea poder.
Desappareceu no dia 2 do corrente a
preta de nome Janusria, idade de 23 annos
com os signaes seguintes : altura regular*
secca do corpo, falta de um dente na frente'
usa andar de panno Gno ou de chales; est
preta foi do Sr. Monteiro, na cidade de Olrn-
da : quem a pegar, leve-a a ra da Aurora
n. 28, que ser recompensado.
No da 5 de julho do corrente anno fu-
gio do engenho Cursahi na comarca de P3o
d Alho, o escravo Antonio, Cacange, de ida-
de de 36 annos, pouco mais ou menos, de
altura e grossura regulares, cangueiro no
andar, tem todos os dentes da bocea, con-
versa pouco, pernas finas, be casado, e tai-
vez tenba algumas marcas de relho as na-
degas porj ter sido castigado levemente
esse escravo foi di s herdeiros do finado Cae-
Uno Concalves da Cunba ; consta que este
ve em Santo AntSo, em casa do Sr. J0S0
Francisco, assim como consta que em Pajeu'
existe um escravo com os mesmos signaes :
a pessoa que o conduzir ao referido enge-
nho, oo ao Recife, na ra da Cuia n. 64, ou
dclledcr noticia certa, ser recompensado
com toda generosidade; e quem o tiver em
seu poder, fique certo de sua punicSo com
todo o rigor das leis.
)
:
l'ERJs. TVV. DE M. K. DB FARIA 1857
MUTILADO


ILEGIVEL


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